Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16602


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Full Text
T


- ', ",
AUNO Lili--HUMO 133
<^ i
PARA A CAPITAL. E JLL'CiARJB OSUE .MO *E PACA PORTE
Por tres mezes aiantadoe ... ........ 60000
Por seis ditos idem...... ......... 120000
Por um armo .den.........'........ 240000
Jada numero avulso, do mesmo da............ 0100
SABBADO 12 DE JUMO BE 1886
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados..............
Por nove ditos dem................
Por um anno dem................
Cada numero avulso, do dias anteriores...........
130500
200000
270000
0U'O
DIARIO DE FERNAMBUGO
{toprietade ir Jttaiwel Jtffurira te Jara & -flujos

TELEGRAMAS
i
sebviso :ast::::a3 so szasio
RIO DE JANEIRO, 11 de Junho, s 3
horas e 45 minutos da tarde. (Recebido s
4 horas e 40 minutos, pelo cabo subma-
rino).
A Cmara dimo do orcamento do Ministerio
do Imperio.
O eomelheiro Junqaeira pedio
demiatMo to cargo de Ministro da
Guerra.
.237:;: da ahhcia imi
(Especial para o Diario)
BERLN, 10 de Junho, noute.
Ful destnronjado Luis II. re da
Bawiera. endo proclamado regen-
te o leu irmiiu Otbon Cuilberme.
BRUXELLA8, 11 de Junho.
O governo belga acaba de tomar
todaa as precaucoes aecenarlaa
para impedir ou punir aa agitacoea
que poaaa produair a manifeataco
aocialiaCa que dewe ter lugar a 13
do corrente. ca Bruxellaa.
* entrada de numeroaoa aoclalia-
taa na capital cauaa de arlaa ap-
prebena^ea.
ROMA, 11 de Junho.
Em Brindiai e Venca o cblera dl-
miuue de intenaidade.
WASHINGTON, 10 de Junho, noute.
O Senado doa Eatadoa-Unldoa dia-
cnte con intereaae o projecto de
abertura de um canal Inter-oceani-
co no nicaragua.
ROMA, 10 de Junho, noute. -/
Te ve lugar boje a abertura do par-
lamento italiano.
A menaaajem real menciona aa
boa* relaedea exteriorea. e rata
de queatdea de verdadeiro Interea-
ae nacional.
Agencia Hars, filial sm Pernambuoo,
11 de Juoho de 1886.
INSTRCCiO POPULAR
MYTHOLOGIA
(Extrahido)
DA BIBLIOTUECA DO POVO B DAS ESCOLAS
Apollo e Diana
iContinuafoi
Entre aquellas, u quem maia particularmente
Apollo eWMagro* sua africao, figurara Hyacintho
e Cyparsa. (Jota vez que Hyaciuto estava jo-
gando a barra eoai Apollo. Zepbyro que tambera
era aiairiasisan d'aqaelaa mancebo c que por ami-
cissmo ebegava a ler rame j da estreita privan-
za entre elle e Apollo, sento tal aeesso de col-
rico deapeito, qoa soprando na barra de Apollo,
fez com que esta 6e desviasse da direccao primi-
tiva e fosse desastrosamente bater na cabeca de
Hyacintho, a q'-on derrubou e Taatoa Apollo
consternado por ter involuntariamente concorrido
para a inorte de Hyacintho, metamorphoseou-o
n'utna flor cheirooa e lindsima, ainda hojecouac-
cida pelo nome de Jaeiutho.
Ciparisso era outro mancebo, tambem mui pre-
dilecto de Apollo Possuia Ciparisso um yeado,
que muito estimava, e que por urna casual impre-
videncia veio a matar por suas proprias maos.
Foi tal a inagoa e o desgosto de que Ciparisso
ficou possuido, que determiuou morrer tambem.
Apollo, porm, vendo a pungente affliccao em que
seachava engolfado o sen pobre amigo, tanto d el-
le se compadecen quo o metamorphoseou em cyprea-
te. d'aqui proveio ficar sendo esta arvore con-
siderada como o a} mbolo da tristeza e do lucto.
Dissmoe que Apollo, considerado como deus do
sol, tinha particularmente a designacao de Phebo.
K'esta qualidade o representam circumdado por
um disco luminoso e guiando airosamente um su-
berbissimo coche puxado por quatro formosos oa-
vallos.
So livro II das Metamorphoses descreve-nos
Ovidio o carro do Sol pela forma seguinte :
........... fbrica alterosa,
Vasta, immeusa,obra e dom do grao ferreiro.
De ouro seu eiio, de ouro a lanca, de onro
Chapeadas por cima as vastas rodas,
Com mil do centro ao aro argnteos raios.
Chrysolithos, matis de pedraria,
Sao recamo aos espleodidts jaezes.
Uue, em chuveiros de luz, a luz scintillam.
(Traduoc&o de Ccutilho).
Apollo, porm, nao era simplesmente venerado
entre os pagaos como deus do sol Deus da poesa
Ihe chamavam igualmente, e deas da msica ; assim
considerado representavam-n o segurando as
maos urna lyra e tendo aos ps instrumentos diver-
sos. Outras vezes figuram-u'o com aljava e arco.
Como deus da musida, exerceu sobre Marsyas
urna cruel vinguea ; Marsyas era um satyro famo-
so, que se atae vera a disputar em msica primasias
com Apollo; este por vingar-se do seu insolente
rival, mandou brbaramente esfolal-o ea> vida. A
Midas, porm contentou-se em infligir um castigo
burlesco ; Midas fSra um rei da Phrygia, que as
gnas tolas pretencoes a bom entendedor, achara
mais suaves e harmoniosa a execucao musical da
Marsyas e a de Pao qoe a de Apollo; este em que
se vingou foi em fazer naseer na cabeca da Midas
duas orelha dejumeato !
{fionttttuaj
MRTE OFFIClAa,
(overu da provincia
EXCEDIENTE DO OU 29 DE MAIO DE 1886
Actos :
O vice- presidente da provincia, em execuQao
da lei n. 2395, de 10 de Setembro de 1873, resol ve
nomear para preenchimento das vigas existentes
no 59 batalhao de infantaria do servico activo
da Guarda Nacional da comarca de Garaahuns os
seguintcs ofHciaes :
/.' companhia
AlteresFrancisco Alves dos Santos Res.
2.' companhia
Teen teJos Correia de Lima.
AlteresAntonio de Barros Quilula.
3.' companhia
Alferes Theodorico do ego Mello.
4 companhia
AlferesJoao Francisco de Mello.
5.a companhia
AlferesDodato Augusto de Mallo.
6'." companhia
AlferesAgostinho Gomes Pereira Lima.
Commnnicou-se ao commandante superior.
O vice presidente da provincia tendo em
vista o recurso interposto pelo Revd. Joo Rodri-
gues da Costa, vigario da freguezia de Xossa Se-
nhora da Saude do Poco da Panella, da delibera-
cao pela qual a Cmara Municipal do Recife, con-
forme consta de seus officios ns. 34 e 50 de 7 de
Marco e 6 de Agosto de 1884, denegou-lhe licen-
ca para augmentar as proporcoes da igreja de S.
Pantaleao do Monteiro e fazer algumas obras ac-
cesaonas. em vista do parecer do respectivo en-
genheiro que considerava a referida igreja sem
base sufKciente para supportar o grande pezo das
obras proyectadas, e as condicoes do art. 124 da
le n. 1129 de 26 de Junho de 1873;
Considerando que o recurrente, segundo allega
na peticao ultima que dirigi mesma Cmara,
declara ser novas as referidas obras, constantes
de nm corredor lateral, duas torres, sachristia, ca-
pel la-mor, as quaes ten Jem t. fortalecer a existen-
te, e si n'esta existe algum defeito nao motivo
suficiente para a denegacao da (cenca;
Considerando qne s cmaras municipaes com-
pre dar licenca para qualquer edifcacao, reedifi-
cado ou concert, sendo observadas as prescripcoes
muuicipaes sobro seguranca publica, nivelamento,
cordeaco, preceitos hygieoicos e symetricos;
Considerando que um dos motivos allegados pela
Cmara, em vista do parecer do mesmo engenhei-
ro de 27 de Mato de 1883, para a denegacao da
licenca, eia o receio de um desabamento repentino
na referida igreja, compettindo-lhe n'este caso tito
somente mandar proceder demolicao da parte
arruinada ou de tola a igreja afim de ser recon-
struida de conformidade com o que determinara as
respectivas posturas;
Considerando que o art. 124 citado dispondo so-
bre demolicao de edificios que ameacarem mina,
nao prohibe a sua reconstruccao;
Resolve, de accordo com o art. 73 da lei de 1 de
utubro de 1828, dar provimento ao recurso in-
terposto e ordena que se remetta Cmara Muni
cipal do Recife copia da presente portara, para
que tenha a devida execucao.Remetteu-se copia
a Cmara Municipal do Rec fe.
O vice presidente da provincia, de conformi-
dade com a proposta do administrador dos cor-
reos em officio de hontem, sob n 471, resolve nos
termos da lei a. 2794, de 20 de Outabro de 1877,
ncmear Henrique Cavalcante de Albuquerque para
exercer o lugar vago de agente do correio da esta-
co de Campo Grande, na estrada de ferro do Re-
cife Limoeiro.
Resolve, outrosim, de accordo com a mesma pro-
posta, exonerar o agente do correio da villa de
Cabrob, Francisco Vieira Lima Sobrinho, e no-
nomear Joo Barbosa Penna para substituil-o.
Communicou-se ao administrador dos correios.
O vice-presidente da provincia, atteodendo
ao que requereu o conductor da Raparticao das
Obras Publicas, Pedro Ramos Lieutier, resolve
prorogar por um mez, com ordenado, na forma da
lei, a licenca que lhe foi concedida em 25 de Ja-
neiro ultimo, para tratar de sua sa e.
Officios :
Ao commandaate das armas. Sirva-se V.
Exc. de nomear urna commissao para ass'stir no
Arsenal de Guerra a abertura de treze voluntes
reraettidos pela Intendencia da Guerra, com des-
tino ao 14' batalhao de infantaria.
Ao mesmo. Declaro a V. Exe., para os
devidos fins, que, de accordo com a ndicacao con
atante de seu otficio n. 287, de hontem datado,
designo o tenente-coronel Manoel de Azevedo do
N'ascimento para presidir a commissao que, no dia
5 de Junho vindouro, s 11 horas da mauh, na
Fortalesa Jo lr jm, tem, nos termos do avisa cir
cular do Ministerio da Guerra de 23 de Janeiro
de 1884, de resolver sobre o consumo de utensilios
a cargo da mesma Fortaleza.
Incluso devolvo a V- Exc. o termo de exame que
veio annexo ao citado otficio.
A,Bario de Nogueirada Gama, mordomoda
casa imperial.Transmiti a V. Exc em resposta
ao seu officio de 6 do corrente mez, o documento
junto, do qual se verifica ter sido entregue dire-
ctora doClub]Litteraro Victoriense a importan-
cia de 2005000 que S. M. o imperador se dignou
de remetter. como donativo para as escolas de
portuguez e francez que o mesmo Club pretende
crear.
Ao juiz de direito das execucoes criminaes
do Recife. Remeito a V. S. para os devidos fins,
a inclusa guia do sentenciado Joao Joaquim da
ilva, a qual vejo annexo ao aviso do Miuisterio
da Marinha de 21 do cor;ente. Communicou-se
ao Dr. chefe de polica.
Ao Dr. chefe de polica.Para resolver sobre
o assumpto do requerimento annexo ao seu officio
iacluso n. 476 de 11 do corrente mez, convem que
V. S. tendo em vista a informacao junta n. 643 do
Tbesouro Provincial e exigindo da autoridade lo
cal os precisos esclarecimentos informe se a casa
de que trata a mesma cuje aluguel por 10/000
mensaes esta presidencia mandou contractar em
13 de Marco de 1884 com Joao Gregorio Pereira
Lemos, e no caso negativo quando e par ordem de
quem foi urna desocupada e a outra aluguda.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Sirva-se V. S. de designar um empregado de fa-
zenda para fazer parle da commissao, que, no dia
5 de junho vindouro, s 11 horas da uianha, na
fortaleza do Brum, tem, nos termos do aviso cir
cular du 23 de Janeiro de 1884, de resalvo.- sobre
o consumo de utensilios a cargo da mesma forta-
leza.
Ao mesmo.Remstto a V. S. os inclusos pa-
pis relativos ao pagamento requerido por Fran-
cisco de Aosis Sampaio Rosa, pelo tractamento
do cabo eaquadra, Jos Pereira da Silva, afim de
que*me informe se existe crdito na verba Hotpi-
tatt e enfermaras, do Ministerio da Guerra.
o director do Arsen.il de Guerra.Decla-
ro a Vmc, para os devidos fins, que o ajudante
interino dease Arsenal dever fazer parte da com-
missao, que no dia 5 de Junho vindouro, s 11
horas da manha, na fortaleza do Brum, tem, nos
termos do aviso circular do Ministerio da Guerra,
de 23 de Janeiro de 1884, de resolver sobre o con-
sumo de utensilios a cargo da mesma fortaleza.
Ao inspector da Alfandega. Em resposta
ao officio de Vmc, de 5 do corrente, sob n. 243,
remeti-lhe copia do que em 27 expedi The
souraria.de Fazenda, a respeito do pagamento de
comedorias e da folha de vencimentos relativo ao
cruzador Mtdiaa.
Ao inspector do Thesouro Provincial.Ap-
provo ca contractos provisorios, annexos por copia
ao officio de Vmc, de 27 do corrente, sob n. 98,
celebrado uessa reparticao para a pintura do jar-
dn! do Campo das Princesas e reparos da ponte
de Pao Sangue, o primeiro com Manoel Adriano
de Souza, pela quantia de 1:1005000, e o ultimo
cem Antonio Hennino de Sena, mediante o abate
de 10 0/0 no orcamento de 2:1005000.Remetteu-
se copia ao Thesouro Provincial.
Ao thesoureiro das loteras parao fundo de
emanciparlo da Colonia Isabel. Faco sentir a
Vmc que ainda nao tendo concluido, conforme de-
clarou em seu officio de 27 deste mez, o processo
da eapecialisacao de fiinca, de que tractou esta
presidencia em officio qne lhe foi dirigido em 27
de Abril fiado, nao pode ser annunciada, segun-
do consta de Jornal do Recife de hoje, a venda
de loteras, cuja extraccao depende da prestacao
previa da referida fianca.
Portaras:
A' Cmara Municipal do Bom Jardim.Res-
pondo ao officio que a Cmara Municipal do Bom-
Jar Jim dirigio-me em 13 do corrente mez, decla-
rando que as cargas dos gneros alludidos em seu
predito officio, expostas nafeira desse municipio,
esto sujeiras taxa de 120 rs., de que tracta o
art nico 35 da lei a. 1862 de 31 de Agosto de
1885, exceptuados os pequeos volumes, que paga-
rao metade daquella imposicao.
O Sr. superintendente da estrada de ferro do
Recife ao Limoeiro mande transportar em 3' clas-
se. quando comparecer na estaco do Brum, urna
escolta de tres soldados com um preso, devendo
este e as pracas ter passagem de regresso, se pa-
ra isso se presentaren! na estacao de Limoeiro,
para onde seguem.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
faca transportar para o presidio de Fernando de
Noronba, por cunta de Antonio Ferreira Nobrega,
os gneros mencionados na inclusa relaco.
EXPEDIENTE DO 3ECBETABIO
Officios :
Ao Io secretario da Assembla Provincial.
O Exrn. Sr. vice-presidente da provincia manda
remetter a V. S. copia da informacao prestada pe-
la Reparticao das Obras Publicas, acerca do ob-
jecto do seu officio de 6 do corrente, sob n. 146, e
declara que os reparos precisos no edificio dessa
Assembla serio feitos depois do encerramento dos
trabalhoa da actual sessao.
Ao Dr. chefe de polica. -S. Exc o Sr. vice
presidente da provincia manda communicar a V.
S., que no seu officio n. 636, de hontem datado,
foi proferido hoj; o seguinte despacho : Re-
mettido ao Sr. commandante interino do corpo de
polica para providenciar e devolver.
Ao inspector da Thesouraria do Fazenda
O Exm. Sr. vice 'presidente da provincia manda
remetter a V. S. doi.i ordens do Thesouro Nacio-
nal, son ns. 107 e 1U8, de 19 e 20 do corrento.
Ao engenheiro director das Obras Publicas.
- De ordem de S. Exc. o Sr. vice presidente da
provincia commuuico a V. S. que foi hoje indefe-
rido o requerimento de Maximino da Silva Gua-
rni, ao qual se refere a sua informacao da 27 do
corrente, sob n. 99.
Ao mesmo.O Exm. Sr. vico-presidente da
provincia, inteirado do que V. S. informou ao offi-
cio de 26 do corrente, sob n- 97, manda declarar
que os reparos procedidos no edificio da Assem-
bla Provincial deverao ser feitos quando se eneer-
rarem os trabalhos da actual sessao.
Ao director das obras das conservacao dos
portos.O Exm. Sr. vice-presidente da proviucia
manda communicar a V. 8. que j foi transmita-
a Thesouraria de Fazend a ordem do Thesou
ro Nacional concedendo o crdito de 57:0005000,
ju que trata seu officio de 18 do corrente, sob n.
98-
Ao engenheiro fiscal da estrada de ferro do
jjgCife a S. Francisco.O Exm. Sr. vice-presideo-
te daProviocia manda declarar a V. S. que nesta
data tiveramo conveniente destino os documentos
que acompnnharam o seu officio de 26 do corrente,
sob u. 44.
__ Ao Dr. juiz de direito de Ouricury.De or-
dem do Exm. Sr. presidente da provincia commu-
uico a V- S. para os fins convenientes, que foi hoje
prorogado por trinta dias o prazo de dous mezes
designado ao bacharel Francisco Santiago Ramos,
para assumir o exercicio do cargo de promotor pu-
blico dessa comarca.
EXPEDIXNTK DO DI 31 DE KAIO DE 1886
Actos :
O vice-presidente da provincia attendendo
ao que requereu Amelia Mara da ConceicJo Ra-
mos, professora da cadeira de ensino primario de
Campos Fros, resolve conceder lhe dous mezes de
licenca com ordenado, para tratar de sua sade
ande lhe eoavier.
O vice praeidente da provincia attendendo ao
que requeren Argemira Guilhermina Feitosa Bre
ckanfeld, professora da cadeira de ensino prima -
rio. de Cha do Carpina, e tendo em vista a iufor-
micao n. 140. de 6 do corrente mez, do inspector
geral da inalruccao publica, resolve prorogar por
dous mezes sem vencimentos a licenca ltima-
mente concedida peticionaria para tratar de sua
sade. i
Officios:
Ao presidente da provincia da Baha.Cum-
pre-ine transmittir a V. Exc. o reqnerimento em
que o sentenciado Cesario, escravo de Domingos
Americo da Si.va, solicita providencias no sent
do de ser enviado para o presidio de Fernando de
Noronha o decreto pelo qnal foi elle perdoado da
pena que lhe foi imposta pelo jury do termo de
Cachoeira nessa provincia, e juntamente copia da
informacao, que-a tal resp;ito prestou o Dr. juiz
de direito do 2 districto criminal da comarca do
Recife, em officio n. 272, de 29 do corrente mez.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Nos termos do art. 23 do decreto 2343 de 29 de
Janeiro de 1859, V. S. submetteu deliberacao
desta presidencia o despacho proferido em junta,
jalgando procedente a representare da contado-
ra para o fim de declarar-se que o Dr. Jpaqum
de Albaquerque Barros Guimates nao tinha di-
reito a perceber cumulativamente, na qualidade
de lente substituto da Faculdade de Direito,
gratificacao do Dr. Jos Joaquim Seabra, durante
o periodo de licenca deste, o que consta de seu ot-
ficio de 12 de Marco ultimo, sob n. 166.
Em solucSo ao mencionado officio, tenho a di-
zer-lhe, para os devidos efteitos, que considero
improcedente a restituido exigida, porquantu
piiocipio genrico que os lentes devem ser remu-
nerados por qualquer accrescimo de trabalhos,
doutrina esta recommeudsda pelo aviso de 3 de
Setembro de 1879, expedido pelo Ministerio do Im-
perio, e o misii.o ministerio tein autorisado paga-
mento em idnticas condicoes. o que se v doa
avisos de 31 de Janeiro de 1882, 31 de Janeiro o
9 de Marco de 1885 e 30 de Abril ultimo. Devol
,vo-lhe a referida representacao, conforme solici-
tou no final d seu officio.
Ao director do Arsenal de Guerra.Tendo
eu aunuido a que o Monte Po dos Voluntarios da
Patria d um segundo espectculo na noite de 3
de Junho prximo vindouro, autoriso Vmc. a pres-
tar aquella sociedade, se nao houver inconvenien-
te, A^mesmo auxilio, que depende desse Arsenal
quanto ao primeiro espectculo, inclusive o em-
prestimo de objectos, de que tratei no meu cilicio
de 19 do corrente mez.
Ao juiz municipal de Goyanna.Recommen-
do a Vmc. que exija de novo da Santa Casa de
Misericordia dessa cdade, a informacao de que
trata em set. officio du 27 do corrente, para satis-
facao da requisicao da Assembla Legislativa
Provincial. a .
Portaras
O Sr. agente da Companhia Brazileira man-
de dar passagens de proa at corte, por canta
do Ministerio da Justica, a dous soldados de poli-
ca e aapreoo Manoel Joaquim Granja, que tai re
quiaitado pulo Dr. chfe de polica, devendo os
soldados tei passagem de regreso ao Recife, por
conta do referido ministerio.
O Sr. {rente da Companhia Pernambucana
faca transportar para o presidio de Fernando de
Noronha, por conta de Antonio Pinto Lapa & lr-
mio, os gneros mencionados na inclusa rola-
cao.
EXPEDIENTE DO SECRETARIO
Ao 1* secretario da Assembla Provincial.
De ordem do Exm. Sr. vice-presidente da provin -
ca tranamitto a V. S., para os fins convenientes,
42 exemplares impressos do balanco da receita e
despeza provincial, relativo ao exercicio financei-
ro de 1884 a 1885.
Ao mesmo.De ordem do Exm. Sr. vice-pre-
aidentc d provincia devolvo a V. S., em resposta
ao seu officio n. 143 de 3 do corrente, a peticao de
Martinho da Silva Costa, com a informacao junta,
em original, prestada a respeito pela inspectora
geral da instrneco publica.
Ao mesmo.De ordem do Exm. Sr. vice-pre-
sidente da provincia transmitto a V. S., em res-
posta ao seu officio a. 74 do 1 de Abril findo, co-
pia da informacao prestada em 27 do corrente,
pelo Dr. juiz de capellas do termo de Goyanna,
sobre o projecto n. 5 dessa Assembla, scientifi-
cando a V. S. que nesta data recommendou-se ao
mesmo juiz que exija de novo a informacao da
Santa Casa de Misericordia drquella cidade.
Ao mesmo.De ordem do Exm. Sr. vice-pre-
sidente da provincia devolvo a V. S. um exemplar
de cada urna das resolucoes, enviadas com o sen
officio n. 167 de 26 do corrente, as quaes foram
sanecionadas sob ns. 1870 e 1871.
Ao Dr. chefe de polica.O Exm. Sr. vice
presidente da provincia manda communisar a V.
S. que no seu officio de hoje datado, de n. 543,
proferio o seguinte despacho : Remettido ao
Sr. commandante interino do corpo de polica para
providenciar e devolver.
EXPEDIENTE DO DIA Io DE JDNHO DE 1886
A:to :
- O vicepresidente da provincia, attendendo
ao que requei eu o promotor publico da comarca
de Caruar, bacharel Estevao Carneiro Cava can-
te de Albuqaerque Lacerda, resolve prorogar por
sessenta das, com o ordenado integral, a licenca
do peticionario, para tractar de sua saude.
Officios :
Ao presidente da provincia da Parahyba.
Transmitto a V. Exc, em resposta ao otficio n.
573 Je 13 de Abril ultimo, a inclusa copia dos sig-
naes caractersticos e do termo de bito do senten-
ciado Antonio Francisco de Souza, que falleceu
no hospital Pedro II desta capital, no dia 27 de
Maio de 1884, e bem assim as das informacoes que
a respeito do mesmo sentenciado prestaran) o di-
rector do presidio de Fernando de Noronha e o
juiz de direito do 2 districto criminal da comarca
do Recife em officios de 14 e 29 de Maio prximo
findo, sob us. 132 e 271.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Para os devidos fins declaro a V. S, que tendo
expirado hontem a licen;a de 30 dias concedida
pelo conselheiro presidente do Tribunal da Rea-
cao ao promotor publico da comarca do Brejo, ba-
charel Joao Buarquede Lima, deixou aquelle t'unc-
cionario de reassumir o exercicio de seu cargo,
por continuar a soffrer em sua saude, segundo
participou em officio de hoje datado.
Ao juiz de direito de Ouricury.Em vista
das couclasoej do parece- junto por copia, de 10
de Maio ultimo, da 1* oommiasao de inqueritoda
Cmara dos Srs. JJepatados e do aviso tambem
junto por copia de 20 do mesmo mez, do Ministe-
rio dos Negocios do Imperio, transmitto a Vmc.
para qne fe proceda a respeito, como for de direi-
to, visto sereo suspeitos falsidbdc, os quatro
documentos annexos, de que tracta o referido pa
reeer.
Portaras :
A' Cmara Municipal do Recife. Reeom-
mendo Cmara Municipal do Recife que me in-
forme se tm sido cumpridas as disposicoes dos
arts. 54 da lei n. 1791 de 27 de Julho de 1883,5
(disposicoes permanentes) da de n. 1834 de 1884
e 4 da de n. 1862 do corrente anno, e ao caso ne-
gativo qual o motivo.
Outrosim, recommendo mesma Cmara que re-
metta com urgencia a informacao que exigi em 29
de Abril findo, sobre o requerimento do Banco do
Brasil, cabendo-me extranbar a demora na pres-
t- A' Cmara de Pauellas.Recommendo C-
mara Municipal de Panellas, que remetta com ur-
gencia secretaria desta presidencia os documen-
tos que deviam acompanhar ao balaucete annexo
ao seu officio de 27 do mez findo, afim de serem
enviados ..ssembla Legislativa Provincial.
O Sr. agente da Companbia Brasileira faca
transportar a corte, par conta do Ministerio da
Guerra, no vapor Mandos, esperado dos portos do
nerte, o 1 cadete Laurindo Manoel de Azevedo,
que asseutou prsca no 2" batalhao de infantaria,
com destino a um dos corpos daquella corte.
EXPEDIENTE DO SECRETARIO
Officios:
Ao commandaDte das armas. De ordem do
Exm. Sr. vice-presidente da provincia communico
a V. Exc. qae ficam dadas as providencias no sen
tido de ser transportado trte, no prximo vapor
esperado do norte, o cadete de que tracta o seu
officio de hontem datado, sob u. 292.
Ao 1." secretario da Assemhla Provincial.
De ordem do Exm. Sr. vice presidente da pro-
vincia, transmitto a V. S. o balanco da receita e
despeza do exercicio de 1884 a 1885 e o ore tinento
para o de 1886 a 1887 da Cmara Municipal de
Panellas, de queui se exigi h"je a remessa d
documentos que de\iam acompanhar ao referido
balanco.
Ao professor Joao Jos Rodrigues.O Exm.
Sr. vice-presidente da provincia manda transmit-
tir a V. S-, em resposta do seu officio de 25 de
Maio findo, copia do que lhe diriga em 28 de
Agosto, o agente da Companhia Brasileira de Na-
gaco, relativo ao caixao com msdicamentos en-
viado ao Ministerio do Imperio.
EXPEDIENTE DO DIA 2 DE JCNHO DE 1386
Actos :
O vice-presidente da provincia, tendo em vista
o exposto pela Thesouraria de Fazenda, em offi-
cio de hoje sob n. 372, reao've nos termoa do l*
do art. 10 do decreto 2551 de 17 de Mai-90 de
1860, nomear Manoel Goncalve Ferreira e Silva
Jnior para exercer o cargo de cobrador da Re-
cebedora de rendas internas, que se acha vago
pelo fallecimeato do respectivo serventuario Joa-
quim Demetrio de Almeida Cavalcante.
O vice-presidente da provinen., tendo em
vista o resultado do con-urso ltimamente proce-
did), do qual trata o officio n. 164 de 24 de Maio
findo do inspector da Instrneco Publica, resolve
nomear o bacharel Pedro Celso Uch5a Cavalcante
professor publico effectivo da cadeira de lngba in-
glesa do Gyionasio Pernambucana.
O vice-presidente da proviucia, attendendo
ao que requereu Auna Marques Pereira do Reg,
professora contractada da cadeira de ensino pri-
mario de S. Jos do Egypto, e tundo em vista a
informacSo n. 161 de 22 de Maio findo do inspe-
ctor geral da Instrucco Publica, resolve nos ter-
mos do art. 7- 5- das instrueces de 29 de Ja-
neiro de 1884, conceder peticionaria quatro me-
zes de licenca para tratar de sua saude onde lhe
convier.
O vice-presidente da provincia, de confor-
midade com a proposta do Dr. Dr. chefe de poli-
oia em officio n. 541, de 31 de Maio fiado, resolve
exonerar o tenente Manoel Jos Camello do cargo
de subdelegado de Nazareth, e nomear para aub-
stituil o actual 2- snpplente Pedro Jos de Oli-
veira Mello.
O vice presidente da provincia, de confor-
midade com a proposta do Dr. chefe de polica, em
officio n. 539 de 29 de Maio findo, resolve nomear
1>ara os lugares de 2- e 3- supplentes do subdu-
egado do districto de S. Caetano da Raposa, os
cidadaos Florencio Alves Moreira Jordao e Ma-
noel Apolonio dos Santos, em substituirla) dos
actuaes que ficam exonerados.
Officios :
Ao commandante das armas.Deferinlo o
reqaerimeuto do soldado do 2' batalhao de infan-
taria Seraphim Marques de Andrade, autoriso V.
Exc. vista da sua informacao n. 286 de h j;
datada, conceder-lhe baixa do servico do exer-
cito, mediante substituto, urna vez que este tenha
os requesitos exigidos por le.
\o conselheiro presidente do Tribunal dti
Relaso. Tendo Francisco Mendes da Rocha,
requerido e esta presidencia expedi lo ordens no
sentido de ser-lhe fornecidos os documentos exi-
dos por lei, afim de instruirem um recurso de' gra-
ca, sirva se V. Exc. de providenciar para que
seja ministrada a ertido do processo em virtu-
de do qual foi elle condemnado pena de gales
perpetuas pelo jury desta capital, era 27 de Marco
da 1878, sendo a sentenga confirmada por acorda >
de 11 de Novcmbro de -879.
Ao mesmo.Sirva-si: V. Exc de providen-
cial no sentido de ser fornecda a certido do pro-
cesso do reo Honorio dos Santes Baptista, que
inlerpoz recurso de graca impretando perdo da
pena que lhe foi imposta pelo jury d'esta capital
em 2 de Maio de 1876, conformada por accordo
d'esse Supremo Tribunal, datado de 10 de Nnvem-
bro do mesmo anno.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Declaro a V. S., em resposta ao seu officio de hoje,
sob n. 372, que nomeei o cidado Manoel Goncal
ves Ferreira Silva Jnior para exercer o cargo de
cobrador da Recebedoria de Rendas Internas, que
se acha vago pelo fallecimento do respectivo ser-
ventuario Joaquim Demetrio de Almeida Caval-
cante.
Ao mesmo.Autoriso, sob responsabilidaoe
desta Presidencia, o pagamento da quantia de
1:700000 relativa a ajuda de custo que segundo
o aviso de 29 de Abril prximo passado expedido
pelo Ministerio da Justica foi arbitrada do juiz de
direito Jo.- Gomes Coimbra, removido da comarca
de Bom Jardim para a de Olinda na provincia do
Para, sobre o que informou V. S. um officio de 25
de Maio protimo passado sob n. 351.
Ao mesmo Sirva-se V. S. de providenciar
para que o collector geral da maoicip'o de Bezer-
ros preste com urgeocia as infoamacoes a que so
refere o officio desta Presidencia, de 3 de Abril
deste anno, os quaes, declarou ella, ao que dirigi
e essa Inspectora em 17 de Fevereiro e acompa-
nhou em original o seu, de 22 de Marco sob n. 195.
prestara, se fosse mister.
Ao mesmo.Communico a V. S. que o vapor
Giqui seguir para o presidio de Fernando de
Noronha, no dia 10 do corrente, ao meio dia. -Fi-
zerara-se aa devidas comaiunic&coes.
Ao )uiz de direito de Bezerros. Sirva-se
Vmc. de devolver-me, devidamtnte informado, o
-. iSco do juiz municipal dessa comarca, acomp.t-
nbado de copia de urna justificaco, o qual lhe re-
metti com o despacho de 30 de Abril ultimo, para
que informe com urgencia acerca do levaatamen-
to I1; um peculio do escravo Florencio, a requeri-
mento de Jos Francisco Pinheiro dos Santos.
Ao inspector geral da Instrucco Publica.
Communico a Vmc, em resposta ao seu otfieio n.
163 de 24 de Maio fiado, que nomeei o bacharel
Pedro Celso Ucha Cavalcante professor oublico
effectivo da cadeira de lingua ingleza do Gymna-
sio Pernambucano.
Portaras :
O Sr. agente da Companhia Brasileira faga
transportar corte, por conta do Ministerio da
Marinha, no primeiro vapor, esperado do norte, o
imperial marinheiro de 2. classe Fernando Ma-
noel Gomes, pertencente guamico do ernzador
Almirante Barroso, cuja praca, tendo baixado en-
fermara, teve agora alta, conforme declara o ins-
pector do Arsenal de Marinha, em officio n. 277
de hoje datado. Communicou-se ao inspector do
Arsenal de Marinha.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
mande dar passagem de r at Mossir, por conta
das gratuitas a que o governo tem direito, no pri -
meiro vapor que seguir para os portos do norte, a
Viviano Passo, sua inulher e urna menor.
EXPEDIENTE DO SECRETARIO
Officios :
Ao Io secretario da Assembli Provincial
De ordem do Exm. Sr. vice presidente da provin-
cia, remetto a V. S. a inclusa peticao dirigida a
essa Assembla pela Cmara Municipal da Es-
cada.
Ao iospector do Thesouro Provincial.O
Exm. Sr. vice-presidente da provincia manda com-
municar a V. S., qun de accordo com a informa-
rlo junta por copia do respectiva thesoureire, au-
torisa a extraccao da lotera sobre que versa a sua
informacao n. 630 de 12 de Maio ultimo.
Ao presidente da Cmara Municipal de S.
J s do Egypto, Thsrasz de Aquiao Pereira.
Transmitto a V. S., em resposta ao seu officio de
21 de Maio findo, as collcccoes de leis dos annos
de 1884 e 1885.
Ao Sr. gerente Companhia Pernambucana.
De ordem do Exm. Sr. vice-presidente da provin-
cia, acenso o recebimento doi officios de 28 de
Maio ultimo, nos quaes V. S. comtnunica que essa
companhia expedir os vapores seguintes :
Pirapama, para os portos do norte, at Fortale-
za, no dia 5 do corrente, s 5 horas da tarde.
Giqui, para o presidio de Fernando de Noro-
nha, no dia 10 tambem do mesmo, ao meio dia.
DESPAPHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 10 DE
JDSHO DE 1886.
Arihur Goncal ves Ferreira Casco, Andr Ma-
ra Pinheiro, Cardoso -Irmao e Jos Frauklio
de Aleocar Lima.Prejudicado.
Francisco Gomes de Andrade. Sim, pagando o
supplicante as comedorias.
Francisco Flix de Mello.Informe o Sr. com-
mandante superior da guarda nacional da comar-
ca do Recife.
Bacharel Joaquim Cordero Alvim da Silva.
Remettido ao Sr. inspector da Thesouraria de Fa-
zenda, paraattender ao peticionario, visto ter pa-
go todos es emolumentos e sello da portara, cuja
certido exhibi.
Joao Marinho da Barros.Infirme o Sr. juiz
municipal e de orpbaos do termo de Palmares e
Agua Preta.
Joaquim Marinho Borges.Deferido com officio
de hontem datado, ao director do presidio de Fer-
nanda de Noronha.
Joa da Silva Lnyo Jnior.Aceita se a pro-
posta do supplicante, de accordo com a lei n. 1860
e o edital de 26 de Marco ultimo.
Joaquim Fructuoso da Silva.Deferido com ot-
ficio ao Sr. brigadeiro commandante das armas.
Secretaria da Presidencia de Peraaiabu-
co, eui 11 de Maio de 1886.
O porteiro,
J. L. Viegas.
Reparticao da polica
Secjao 2. N. 590. Secretara da Po-
lica de Pernambuco, 11 de Junho de 1886.
Dlm. e Exm. Sr.Participo a V. Exu.
ue foram hontem recolhidos na Casa de
letenySo os seguintes individuos :
A' rainha ordem, Paulino Jos Ferreira,
alienado, at quo possa s*r transferido para
Asylo da Taraarineira.
A' ordem do subdelegado do Recife,
Bellarmina Maria da Conoeicao, por offen-
sas moral publica; Jos Joaquim do
Queiroz e AfFonso de Britto Pinheiro, como
vagabundos.
A' ordem do de Santo Antonio, Fran-
cisco Jos de Sant'Anna, e Jos Alves de
Oveira, por disturbios.
A' ordem do do 1. districto de S. Jos,
Caetano Jos Francisco de Lima, por dis-
turbios.
A' ordem do do 1. districto da Boa-
Vista, Josepha Xavier, por disturbios.
A' ordem do do 2- districto da Boa-
Vista, Manoel Francisco da Hora, por of-
fensns moral publica.
A' ordem do do 2." districto da Graca,
Luiz de Franca Assis, por crime de feri-
nientos.
No dia 8 do mez findo e no logar
denominado Utinga, do termo de Gravat,
o individno de nome Francisco Bezerra de
Vasconcellos ferio gravemente a sua pro-
pria sogra Joanna Maria dos Prazeres, so-
bre quem descarregou diversas cacetadas.
Contra o delinquonte, que evadio-se, pro-
cedeu-se nos termos do inquerito policial.
Ainda no mesmo dia 8, s 6 horas da
tarde, os individuos de nome Antonio Ma-
noel do Nascimento, conhecido por Anto-
nio Rayrnundo, e Francisco das Chagas
Lyra, moradores no lugar denominado
Aguas-Claras, do referido termo de Gra-
vat, travaram entre si urna lnta que deu
era resultado ser o ultimo feri lo mortal-
mente no peito esquerdo e morrer vinte a
quatro horas depois.
O delinquente foi preso e contra o mes-
mo procedeu-se nos ulteriores termos da
lei.
Deus guarde a V. Exc.llm. o Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leao,
muito digno vice-presidente da provincia.
- O chefe de poli, a, Antonio Domingos
Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 10 DE JUNHO DE 1886
Julia Maria de Albuquerque.Regstre-
se e facam-se as notas competentes.
Jos Feij d'Albuquerque. Informe o
Sr. Dr. administrador do Consulado, con-
siderando o que se allega com relaco a
essa reparticSo e tendo em attencao a por-
tara n. 721 de 23 de Fevereiro de 1882.
Antonio Ferreira de Carvalho e thesou-
reiro das loteras do fundo oHT emancipando.
Informe o contencioso.
Baltar, Oliveira & C. Informe o Sr.
Dr. administrador do Consulado.
Phitis Adelino da Costa Doria e Manoel
da Cunha Saldanha. Deferido, tic-ando ir-
responsaveis pelo debito anterior do? esia-
beleciraentos n. 22 ra do Coronel Suas-
suna en. 34 ra de Marsilio Dias, vis-
to provarem nao suceeder nos mesraos es-
tabelecimentos.
Jos Francisco do Reg, officio do Dr.
chefe de polica, Maria Firmina da Silva
Alcoforado, Anna Marques de Amorm e
Jovino do Carvalho Varejo. Informe o
Sr. contador. *
Wilson Son & e Pohlman & C Res-
titua-se.
Joaquim Francisco Diniz Jnior, Joao
Ribeiro da Costa Cante, padre Christovao
do Reg Barros, Jos da Silva Maia e Joa-
quim Innocencio do Espirito Santo. De-
ferido, tomndose por termo a fianja eflo-
recida.
Francisco Goncalves Torres. Archve-
se pelo contencioso.
Pacifica Joaquina das Virgens.Nao ha
que deferir, visto que das informacoes do
Consulado nao consta que fosse oceupada
com qualquer estabeleciment a casa n. 71
ra de S. Miguel em Afogados.
Alexandrina Amelia Machado. Ao Con-
sulado para attender, nao havendo incon-
veniente.
Alfredo de Lemos Araujo. Entrege-
se, ficando copia por certido.
Conta8 da 237*. partes da lotera da San-
ta Casa Approvadas.
Jeronymo de Hollanda Cavalcante de
Albuquerque e Dina da Silva Coutinho.
Facam-se as notas da portara de licenca.
Hilario Joao Rodrigues Lopes. Indefe-
rido, por quanto das informagSes-do Con-
sulado nao consta o pagamento em dupli-
cata da dcima da casa n. 16 estrada da
Joao do Barros, no exercicio de 1884 85^
e era isso prova o supplicante com a ex-
hibicao dos respectivos onhecimentos de
quitacSo, urna ves que s junta o do se-
gundo semestre reaisado era Junho do an-
no prximo passado.
Joao Vicente de Torres Bndeira. -De-
ferido, dndose baixa na fianca substi-
tuida.
Manoel Jos de Bastos Mello.Deferi-
do, dando-se baixa no debito relativo
aanuidade do segundo semestre do exerci-
eio de 187778 da casa n. 24 ra de
Santi. Thereza, visto provar se o respecti-
vo pagamento.
Hermenegildo Jos de Oliveira Baduen,
companhia de edifcacao e R. de Drusina
& C. Haja vist 1 o Dr. procurador fiscal.
Coriolano d'Abreu. Deferido, fieando
irfsponsavel pelo debito anterior o novo
nquilino que estabelecer-se no pavimento
terreo do predio n. 94 ra Imperial, cuja
desoecupagao se p/ova.
Coriolano de Abreu, Phitis Adelino da
Costa Doria, Joo Vicente de Torres Bn-
deira, padre Christovao do llego Barros,
Joaquim Innocencio do Espirito-Santo,
Joo da Silva Maia, Joo Cavalcante Ri-
beiro Couto, Manoel Jes de Bastos Mello,
Manoel da Cunha Saldanua,Joaquim Fran-
cisco Diniz Jnior. Ao contencioso para
curaprir o despacho da junta.
Pret e folha do corpo de polica. Ex-
mina-se.
Bellarmino Pinto Paiva e Joaquim Es-


Diario de PernambucoSabbado 12 de Junho de 1886





'eves Alves. Registre-so e facam se os
assentamentos.
Hilario Jos Rodrigues Lopes. Entre-
gue-se pela porta.
fiaroneza da Vera-Cruz e Jss Eleu
therio de Aievedo. Certifique-se.
Pacifica Joaquina das Virgens. Ao
consulado para cunprir o despacho da junta
Affonso Lucid de Albuquerque Mello.
Facaro-se as notas da portara da licenca.
Theodomiro (Jbxistovo do iaaai ment
Livramento dC. ootro, Anteis Joa
Maia & C, Candido Alberto Sodr da
Motta, Luiz Joa da Silva Goinaaraes e
Esmeralda Ectephania, I'eeaoa Braga. -
Informe o Sr. contador.
Padre Manoel Esp ridiao MunB,Raymu -
do Candido dos Pasaos. Haja vista o Sr.
Dr procurador fiscal.
Pret e folba do corpo de polica. Pa-
gue se.
Alezandre Jos Mara de Hollanda Ca-
valcante de Albuquerque e Joaquiu Fran-
cisco Diniz Jnior. Ao Sr- procurador
fiscal para attender, na*.- havendo incon-
veniente.
Antonio de Albuquerque AzeveJo e uu-
tros. Informe o Sr. Dr. administrador
do Consulado
Manoel Braz Pereira da Silva. Prove
que nao tuccedeu no estabelecimento.
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DA 9 DE JUNHO DB 1886
Livramento A C. Junte o titulo de
dominio.
Antonio Fernanles de Figueiredo Pai-
va, o mesmo. Certifique-seo que constar.
Baltar Oliveira ta da informaflo.
Joanna Maria do Carmo. Informe a
1.a scecSo.
Galdino Antonio Soares, Francisco Ray-
mundo de Carvalho e Jos Soares. Em
vist i das informales nada ha que deferir.
Viuva Barr>s & Filho. Iudeferido,
em vista das informacSes.
Jailo Joaquina Jos de Sant'Anna. -
Sim, em vista das iufurmacoes.
10
Ircoandade do SS. Sacramento da Ma-
triz de Santo Antonio. Informe com ur
gencia al.* seccSo.
Alexandr'na Amelia Moreira. A 1.*
seccao para attender.
AdetaHe Menervina de Moraes e Silva.
Deferido, em vista das informales.
Joaquim Candido Marinho de Souza e
Antonio Henriquc de Souza Gomes. In-
forme a 1.* seccao.
Manoel d Araujo Cuimarles. Dirja-
se ao Thesouro Provincial.
Jos Ramos Souto. Proceda se col-
lecta de accordo com as informacSes.
Adolpho Fernandes da Silva Manta. -
Deferido em vista da inforroaclo.
PER111BDC0
Assemblto Provincial
DISCURSO DO SR. DEPUTADO KOGOBEBTO
BABBOSA, MA SEnSAO DE 26 DE MAIO DE
1886.
Sr. IlogobertoSr. presidente, na oc-
casio em que circumstancus especiaes determi-
naram que cu aspiraste a honra de representar
nesta casa c altivo o independente eleitorado do
5 districto desta provincia, nao ignorava que me
faltava o cultivo inteliectaal precieo para discutir
CDin vautagen as qutstoes qae aqui ge agi-
tas33m (muitos nao apoiados) em bem dos intsresses
da provincia ; e muito menos desconuecia que essa
misso se tornaria mais dificultosa pelo tacto
de vir substituir o lupar que foi to dignateinen-
te oceupado pelo meu illustre nmigo, o Sr. Dcmo-
crito Cavalcanto, ja bastante conbecido pelo leu
talento e llustracao (apoiados) e que tantas pro
vas ti'm dado de suas habilitacoes, distlt,guindo-se
na areua jornalistica e na tnbuna parlamentar,
d'onde illustruu esta Assembla cun a aua elo-
quente e aurdrisaia palavra (apoiados); ea quem
nem de longe poderia eu preteuder imitar.
VozesV. Ere. um diguo substituto.
O Sr. RjgobertoEntretanto procurando cor-
responder a confianca do bonrsso mandato que me
fji cenferido, soa f .rcado a fazer sobre mim um
grande esforco para, veneondo o meu natural aca-
nhaiueuto, pedir venia illustrada commissao de
tazen la e orcamento, em cujo seio folgo de ver o
meu antigo e particular amigo o Sr. Gomes P-
rente, cujos conbecimentos e aptidoes muito res -
peito e mais um filho de minha comarca, o Sr.
Ccelho de Moraes, ornamento da trra que nos
serve-de birco, para queme permittam eiitr.r li-
geiramente na ordem das considerac/es qne te h >
de fazer, relativamente ao trabalho por Ss. Excs
apreseatadj e ora suj^ito disenssij.
Sr. presidente, sem hbitos de tribuna, acostu
mado vida solada do hiinem do campo, residin-
do em urna comarca, onde n*o se tem muda a ft-
licidade de ouvir o silvo da locomotiva e na qual
se possa ad luirir ao menos a instrueco pratica
que s coasegue no seio de urna sociedale mais
adiantada, sou obrigado a implorar a benevolencia
c nc rjtidade dos m 'US Ilustrados collegas para
que possa cheg*r ao fim a que me propon ho.
Ditns esta palavra9, para qne se sa-ba que nao
pretendo exceder os limites que m foram traca-
dos pela natureza, entro no assumpto, certo de
que devo contar com o acolhimento e amuucV>
dos Lustrados coHegas que serven) de ornamento
a esta Ass -inl/a pelo espirito eselaiccido e fina
educaco que os distingue.
Sr. presidente, a nobre commissao de orcamento
no louvavd e patritico empenbo de equilibrar a
receta com a desp> za n provincia, procurou fa
ser sacrificios que podam ser evitados, urna vez
que vio elles ferir d.reitos adquiridos; como bem
^"seja a suppressao de iugares, alias exerciios por
funecionarios pblicos, alguna dos qu&es contam
muitos annosde bons servicoa
Considero, Sr. presidente, urna ^verdadera ca-
lamidade ver tantos cidados, encanecidos no ser-
vico publico, ficarem sem o pao com suas familias,
sujeitjt por conseguinte aoe horrores da miseria e
o funesto cortejo de pecanas que a ellas acom-
panham. Feridos asaim em um direito que
Ibes garantido por le e que esta mesma nai
pode tirar-Ibes ; eorprehendido por um tal esbu
lho, nao lhea ser fcil encontrar de prompto re-
cursos que os pouh.-im ao abrigo de tantas neces-
sidades.
O Sr. Jos MariaMuito bem.
1 Sr. RjgobertoPrevejo, Sr. presidente, que
assim acontecer.
A guppressao de taes lugares, nao podo deixar-
de anarchiaa* o servico das diversas reparticoes
publicas, tanto mais quando havendo, saldo, se-
melha te medida de modo nenhum eucontrar jus
tifies...
O Sr. Jos MariaSalvo se o saldo nao e real.
O Sr. Rogoberto Eu acredito muito no traba-
lho da nobre commisdio de orcamento para dizer
que o saldo ama realidade.
O Sr. Joio AivesA commissao nao pretende
que o saldo seja urna raalidade.
O Sr. Jos Maria-Ento ficticio ?
O Sr. PresidenteAttencao Quem tem a pa
lavra o Sr. Rogoberto.
O Sr. RogobertoEu estava deixando que os
nobres deputados externassem suas opiniocs, por
iiso nao quiz interrompel-os.
Sr. presidente, nao tenbo em vista fazer oppo-
sico, e at tenho dado provas de que desejo estar
de accordo com a maioria conservadora e a nobre
commissao de orcamento, mas sendo o orcamento
um campo neutro, qualquer deputado tem a liber-
dade, segundo pens de manifestar com franquesa
soas ideas de accordo com os interesses da pro-
vincia, inspirado no beta publieo-
O Sr. Gomes PrenteApoiado.
O Sr. Joa Mari* Re.ponda o Sr. Joio Al ves.
O Sr. Regneira CostaO nosso desaccordo
no orcamento simplesmente.
O Sr. Rogob-rtoQuero, Sr. presidente, so -
mente evhar que os gemidos d; tantas victimas
se approximem de mim e que estas em seus mo-
mentos de amargura, se lembrem, so menos para
conforto, qne nao fiquei silencioso ante o quadro
de tantas miserias e que tive energa para coin-
bater urna medida que tanto as vera nielicitar.
Nao me quiz encarregar de romper o debate
contra o trabalho do nobre commissao de orca-
meato, nso porque enteais que elle nio de ve ssr
soasbaticU, ass povqns faltaa os dutes intel-
kestaacs Dsaessanas e a emnpctcucia precisa.
O Sr. Jos tstsriaN*J spoisisi V. E
nHiko COIlIpSlllSS
O Sr. TspSHll ~ agrcalssr, e a primem.
ven que tsnhs s honra de oseapar orna csds-a
netts eaaa, ons so por grande exessso de bene-
voisacia poao ssr ouvio eont stteafio.
O Sr. Ji Maris V. Exc tess fallado at OMito
bem.
O Sr. RogobertoE' bondade de V. Exc. E'
prec so que se saiba que nao fallo aqu pro domo
mtat j porque nao tenho empregados pblicos em
min ba familia e ja porque, residindo eu no inte-
rior da provincia, nao me acho em contacto com a
clasie de empregados pblicos em cuja caus nao
se me pode a ver bar de a musito.
Um Sr. DepaUdo O nobre depatado nao col-
lector '?
O Sr. Rogoberto -E' verdade que em principios
de minha carreirs exerci esse lugar para condes-
cender com amigos que encontrando difficuldades
na cieacao, alias necessari, de urna collectoria
em Bom Jardim, exigiram que eu aceitaste a no-
meaco para maior facilidade da creaci do lu-
gar, tanto asan que depois ped demissao para
ser nomeado outro.
De enta para c j sao decorridos muitos au-
no. Isso mesmo deve constar na Thesourana de
Faznda. ,.
Dizia eu porm, Sr. presidente, que nao poia
ser taxado de suspeito, quer por nao ter grandes
relacoes entre o empregido pblicos, quer por
nao contar em minha familia funecionarios desta
natoreza. e nao obstaat.-, Sr. presidente, naj posso
acompanhar os nobres deputados nessa odiosi'iade,
que se ostenta aqu contra os fanecionarios. na in-
just ca que se levanta contra essa classe.
O Sr. Regueira Costa d um aparte.
O Sr. R.gobertoNao sei, Sr. presidente, como
se dix em urna c-.rporaco como -ata, sem vehe-
mentes protestos em contrario, que os funeciona-
rios pblicos contitutuem urna classe poderosa,
que quer avassallar esta Assembla. Eu, pelo
menos, considere a urna classe muito dependeote,
sem meios para tant). Fel minha parte digo
que sis participo d-\ mesma opiniao. S tonho
tido at aqui a energa necessaria para combater
o forte, do que bei dado sobejas provas.
O Sr. Jos MaraAp.indo; V. Exc. tem dado
provas disto.
O Sr. RogobertoSe eu tenho tido a necessaria
energa para arcar com as imposicoes dos podero-
sos e fortes, nao posso tel a quando se trata 04
frao ; (apoiados, milito bem) eou sempre inclina-
do a tmar o partido dos que podein poueo, muito
embora hija de arcar cm as iias dos que podem
muito. Nestas eircumstancas tomei o pwtua
dos empregados pblicos, por ver que a medida
proposta era compressora, por ver que ni se pod'
exigir de urna classe, j t> desfavorecida, unu.
contnbuicio to desigual, tao v.xatona e to in-
justa.
O pobre empregad> publico, Sr. presidente, se*.'
os seus vencmentos ficara sujeite as macres pri-
vacoes, nao dispondo de outro recursos; e nao
posso fazer causa commura com semelhante iniq i-
dade. (Apoiados, muit > bem).
Sr. presidente, tenho dita o necessario eom re-
laco a este assumpto.
Passarei agora a tratar de ama emenda que me
cansn sorpresa ; urna emenda que manda vigora--
a tabella annexa ao regulamento de 79.
Esta emenda creio que foi presentada coi a
assignatura de diversos Srs. deputados c um dos
membros da commiaaao de orcamento.
N deve deixai de causar eatranbeza a appa-
ncAo desea emenda, quando sobre o mesmo objec-
to foi propona, pola nobre commissao, urna contri-
buidlo muito menos onerosa e todava esta As-
sembla (-nteU'ieu em ^ua sabedoria que era pe-
noso esse imposto e o reduzio a 3 o/., para aquel
les que pereebessem at 1:00**00., e 5 /, para
aqu lies que percebesem mais de l:C0#fDO de
ordenado.
Como, pjis, ?ravar-se ainda mais do que qms u
projecto do orcamento, que foi rejeitado nesta
parte ?
Ora, sendo materia vencida, nao poda ser mais
trazida discusso.
O Sr. Joo Al ves Nao apoiado ; come vencida ?
O Sr. RogobertoVencida sm, porque submet-
tida deliberaco da casa, esta, longe de aceitar
o imposto da commissao, o reduzio, como acabei
de diser, e eu acho que a mesa andara mais bem
avisada nao considerando tal emenda objcto de
delitieravo, por ser muteria vencida, como acabei
de dizer.
E.-ta emenda importa elevar-se 50 /0 os 10
/. propostos pelo projecto de orcamento; acei-
tal-a, pois, seria um contra-senso.
Sr. preoidente, a nobre commissao, no projecto
de orcamento. $ 9 e 10, pede a suppressao de va-
rias cadeiras do Gymnasio Provincial
O Sr. PreoideateA hora est fiada.
Vozes Ha um requeriinuntc de prorogaco.
O Sr. PresideuteQuiram ter a bondale de
mandal o m sa.
(O orador senta-se).
Vem mesa, lido, apoiado e approvado o se-
guinte requerimentj
Kequer^ a proroga^ao da bora por 30 minutos.
Regueira Costa.
Sr. Presidente (para o Sr Rogoberto)7.
Exc. pode continuar o seu discurso-
G Sr. Rog"berto (Continuando) Dizia eu^Sr.
presidente, que a Ilustrada commissao no proiec-
to apres;ntado, ^ 9- e 10, pede a suppressao de
varias nadeiraj do Gymnsis Provincial e a dos
einoregudos d'esse internato, como sej im : rgedor,
censor, medico, etc, emtiin supprime o internato.
A inconveniencia d'essa meJida j4 foi to ori-
Ihantemeute provsda com a autonsada palavra
do mea collega Dr. Pt.nga e tambem pela nao
menos esclarecida inteligencia do meu collega e
auigo o Sr. Regifira Costa, que eu mejulgava
dispnsalo de adiautar alguuia cousa sobre o as-
sumpto, e se nao fosse o proposito em que estou de
mostrar os pontos em qne me acho em divergen-
cia com a ccmmssio, eu n> poderia adiantar
id..s depois que oradores tao distnctos, intelli-
gencias robustas, externaram con profisciencia e
a saciedade h inconveniencia d'essa medida.
Especialmente nao poda fazel-o, dede que sou
uin tomo na tsphera scientifica (nao apoiados),
nem mesmo sou como o Sr. Joo Arves, rbula de
aldeia; estou abaixo de tudo isto. (Nao apoiados).
O 8r. Joo de Oliveira E' pena que nao seja
ass.do na tribuna.
O Sr. Rogoberto Tal vez que com essas luz.-s
que me possam vir da brilhante intelligencia de
V. Exc. eu me desenvolva um psuco e possa me-
Ihorar meu estado rustico, o que acredito que com
o tem. o, tenba de acontecer.
Um Sr. DeputadoVejo que tem bastante in-
telligencia.
O Sr. RogobertoE' bondade de V. Exc.
O Sr. Jos MariaV. Exc. tem sido muito
feliz.
O Sr. RogobertoTudo sto devo a bondade de
Vs. Excs.
Com > dizia : nada mais posso adiautar, desde
que os mestre3 disseram a ultima palavra sobre o
assumpto e s trato d'elle para mostrar quaes os
potitos em que estou em divergencia com a coa-
misso.
Sr. presidente, porque supprimlr-se o Gymnasio
Provincial, pergunto ea ?
Porque nao tenha elle preenchdo os fias para
que fra creado ?
Porque nao tenha chegado ao estado de perfei -
cao que sedevia esperar de tal instituico ?
Mas d'onde provm essa decadencia do Gym-
nasio ?
D'onde provm essa falta de florescimento ? ou
o vicio est inherente a sua lei organifa, ou de-
pende de sua administraco, e em qualquer dos
canas ser irretnidiavel, nao haver meio de ss
evitar os erros, os abusos que tem contribuido
para essa falta de fl irescimento ?
Se assim eu convenho na medida proposta e
at vou adi*nte: entendo que deve ser extincto;
no caso negativo, porm, opino que se deve refor-
mar a lei orgnica do Gymnasio e estabelecer me-
didas que acabem com o abusos.
A le mais salutar nao pode produzir bons frue-
to desde que nao seja ejecutada fielmente.
(Apoiados e aparte).
E' quanto a mim, o que succede com o Gymna-
io. Tenha o presidente da provincia a energa de
manter arlli urna fiscaliaacao netivs e o Gymnasio
ser um do estabeleciment<>s que vira honrar a
nossa provincia. (Apoiados e apartes).
Sr. presidente, o Gymnasio j tsve a sua epo-
cba de florescimento. 6 um estabelecimento que
muitas centenas de cantos de ris custou s esta
provincia, eniSin parece que um estabelecimento
nestas condccSes nao deve desapparecer.
Elle pode mais tarde eer equiparado ao collegio
de Pedro II, e portatit) devemos em lugar de ex-
tingu! o, procurar obter dogoverno geral medidas
para que os exames all feitos tenham valor, para
que mesen i se coustitua em um curso de bella
letras, como j li ao Jornal do Recife baver urna
commissis snistriea seosssthsdo a eteaeioem
diversa provsMs d; eoMegisssfe padessestCMi-
ceder crti daboeh iris em letras
Ora, atoa* pide adssitir sac n'sms, apssfca
sn qua ss-ssssessala e.ss idea sendo o Gysssm
sio urna isatuieio vefha, ss tfseira extiagatl-o.
(A;i ...idsa e apartas)
Pergasda: o qs qns falts-psias essgrajsdc-
eisi-nredsGyimsssc ?
Porqss qusr sappisjil->y
E' p'r economa ou per abasos qu s!ll se di?
Se por economa, existe saldo; se por abu-
sos, elles podem ser cohibidos. (Apoiados e
apartes).
Limito me, Sr. pies dente, a estas considerares
em relaeo ao Gymnasio, porque, como j disse,
sasdsv osis posso aiaAtax sobre o assumpto.
(Pausa).
Mas, Sr. presidente, voltando s consideraces
que acabo de fazer sobre o Gymnasio, escapou-me
urna que entendo nao dever ficar noesquecimeuto.
O Gymnasio serve para a educaco de grande
numero de filhos de servidores da patria, (apoia-
dos e apartes); como se ha de agora atiral os ao
meio da ra ?
Eu nao sei como se poder4 assistir a essa es-
pectculo.
(Troeam-se muitos apartes).
Nao se consinta que slli se estejam educando
custa dt provincia fi.ios de familias ricas e abas-
tadas, mas nao se queira tirar a iustrucco aos ti
lhos dos pobres, aos filhos dos servidores da pa-
tria. (Apoiados).
O Sr. Visccnde de TabatingaQ letn ha de im-
pe lir que esses filhos dos ricos vo para all ?
O Sr. RogobertoEsta Assembla. (Apoiados e
apartes). Colloque-se a Assembla na altura do
seu papel,\tenha coragem de resistir aos ricos e
nao se limite a prejudicar aos iejvalidos da for
tuna. (Apoiados).
(Troeam-se muitos aparte),
E como se supprimn o internato, manteado-se
o ex remato ?
Neste caso, qual a utilidaie dete ? (Apoiados e
apartes).
Pois nos nao t -mos o collegio das artes, onde se
preparam os estudantes que teem de fazer o curso
preparatorio para se mitricularem na academia e
onde tem de ser examinados pelos proprios metres
que ns leccionaram, o que urna grande vanta-
gem ? (Apartes).
Desde qne ncontiain all tantas vaatagens, cer-
umente que nao iro cursar o extrnalo do Gym-
nasio.
Sobre o 28 nota-se que a commissao pede ape-
nas a i significante verba de 100:0004'para reparos
das estradas e obras publicas. E' a imiravel qua
urna provincia com- esta, em que as nossas estra-
das se aeham, em geral, em pessimo estado de con-
servaco ; tendo tantos repuros a fazer-se, mesmo
em obras publicas, admiravel, ji(ro que a nobre
conmissao tenba mareado quota to escassi, dis-
pondo alias, como ella mesmo confessa, de um saldo
de 600 e tantos coates !
Sr. Jos MariaRealmente nao ple ieixar
de causar reparo.
O Sr. Rogoberto A nobre commissao Sr. presi-
dente, nao pode deixar de augmentar ees ver na.
Um Sr. DeputadoA commissao j augmentou
50 coutos
O Sr. RogobertoMas esse augmento c de tal
naturesaque pou.-o ou nada iuflue.
O Sr. Jo MariaApoiado.
O Sr. Rogoberto -Eu peco permisjo a honrada
canmissio de fazenda para dizer lho sem cffeuo :
parece que ella mantean urna id oa fiza de fazer
economas a todo transe similhaudo-se assim ao '
usurario que se priva at do alimento para aug- '
mentar mais alguns vintens. A commissao deste
modo priva a provincia de reconstruir ou sujeitar
a concertos os edificio pblicos e as estradas que
e acham em pessimo estado.
A economa, cu nao a comprehendo com tal exa-
geraeo; entendo que economa gastar com pro
veito e moderaco, mas nunca privar-se do til, do
necessario, do indispensavel. E' o que parece
acontecer com as obras publicas. (Apartes).
Sr. presidente, nao deixa de ser ainda vexatono i
da parte da nobre con: misso, procurar supprimir
o Instituto Vaccnico.
Um Sr. DeputadoE' qse elles j sao vaccina-
dos.
O Sr. RogobertoNs sabemos que a epidemia
da varila grassa omitas vezes entre nos, de moa
que torna-se verdaderamente assustador o seu
contagio, e devemos a modificacao se nao a extinc-
c'to deesa peste vacciua.
Consta-me que depois da> fundacao do Instituto
Vaccinieo, tem inelhortido muito o estado sanitario
neste ponto.
O Sr. Prxedes PitangaIsso exacto.
O Sr. RogobertoJ v a nobre commissao que
isso nao pode deixar de provar a favor do Insti-
tuto. (Apoiado).
Eu fallo sobre o projecto nesta parte muito 1-
geirameute, porque eoore ella j se maaifestou I
tambem o Sr. Dr. Pitaaga, autondade na materia, |
e mostrou com argumentos irrespondiveis a utili-
dade de tal medidt, isto a utilidade do Instituto!
Vaccinieo.
Sr. presidente, em todas as cap taes mais popu
losas existem institutes vaccinieos e nao havemos
de ser nos que vamos facer essa omsso, at ver-
gonhosa para o nosso estado de adiantamento.
Um Sr. DeputadoPrincipalmente agora, qsaa-
do no Rio de Janeiro tomou-se medidas sobre a
poste.
O Sr. RogobertoSr. presidente, a commissao
de orcamento no 46 do art. 2 propoe verba para
illuminacao da cidade de Nazareth, entretanto que
esqueceu-se de Bom Jardim.
O Sr. J.o de OliveiraBom Jardim est con-
demnado.
O Sr. RogobertoEu ao vejo razo para so-
melhaute preferencia.
Um Sr. DeputadoNazareth urna cidade muito
importante.
O Sr. RogobertoEnto s tem direito aos be-
neficios esta Assemoli quem tem muita impor-
tancia? Pode ser muito boa theoia, mas eu nao
a aceito. Qoem pode quem est no caso de
merecer favores, fie tu lo no esquecimento o fraco ?
Nao posso sujeitar-me a semelhante theoria e
disso tenho dado provas. (Apoiados).
Nesse ponto hei de conservar-me sempre ina-
balavel. __^__
Um Sr. Deputado0 nobre deputado de Bom
Jardim?
O Sr. RogobertoSim, senhor.
O Sr. Jes MariaEnto est condemnado.
O Sr. RogobertoO que digo c que lamento esss
preferencia.
Eu nao combato a ideia da illuminacao de Na
zareth; desejo que Bom Jardim goae do mesmo
favor. A nobre csmmisso deveria estender o sea
beneficio at l. (Apartes).
O Sr. Herculano BandeiraCom muito trabalho
eu pude conseguir alguma cousa para Nazareth.
O Sr. Rogoberto Netse caso V. Exc. dispense
o seu pressigio para tue se possa obter igual con-
cesso para Bom Jardim se eu fosse bafejado pelo
elemento oficial, por certo nao deixaria no esque-
ci sent Bom Jardim.
Como disia, Sr. presidente, lamento que nao
fosse extensiva a Bom Jardim, a medida apontada
para Nazareth; isto que se votasse para Bom
Jardim igual verba. Nazareth j gasa de benefi-
cios dos poderes gera?s, que urna estrada de ter
ro, facilitando asaim a sua via de communicaf ao
beneficio este que desenvolve a agricultura e torna
mais facis os meios de transporte para aquella
l)calidade.
Bom Jardim, que urna d is comarcas mais po-
pulosas da provincia, no.teve ainda igual sorte.
O ramal da estrada qne existe para Bom Jar-
dim, contratado pela companbia de Limoeiro, jas
em eterno esquecimento. Esta Assembla j fez
passar urna lei e creio que est at sanecionada,
autorisando a garantir os 7 % do capital a em
pregar-se na construccao da'estrada, e ainda isto
nao servio do incentivo a Companbia para ani-
mal-a a dar comeco ao ramal.
O mea illustrado unigo, o Sr. Dr. Demoerito
Cavalcante, cemprehendendo que a Companhia do
Limoeiro nao t'm intento de levar a effeno s
construccio do dito ramal, propoz a mecida de se
considerar caduco o contracto por ella feito, em
razo de nao ter ella dado cumprimento as clausu
las do contracto. Obteve ella urna prorogaclo,
dentro da qual devia comecar os trabalhos, a qual
na poda er concudi la pelo presidente, porque
estava fra do prazo legal. M'este sentido o meu
amigo esforcou-se e nada tem servido para que
Bom Jardim seja dotado com esse melboramento,
que de ha muito devia esperar e a que ja tiuha
direito, como urna das condices eiharadas no
contracto da estrada de ferro de Limoeiro.
O Sr. Presidente := Est fiada a hoia.
O Sr. Rogoberto: Eu peco s V. Exc. para
coscluir.
Creio que mostrei as razes pelas quaes, nao
poda haver preferencia de Nazareth sobre Bom-
Jardim, e quando houvesse, devia ser para Bom-
Jardim, porque nao gozou ainda de melhoramento
algosa, sendo at boje considerado um filho orpho
no.Orcasssnto da provincia; anda nao oblevo um
s melhoramento, e Nazareth j i tem tido al .runa,
entre ellas am que foi a Estrada de Ferro, e por-
tante, na pode ter razo de queixa.
Coactan, pedindo a commissao que seja ben-
vola pasa com Bom-Jardiin, e qae para esta lo-
calizada as destine verba igual a qae foi marala
para Nasareth.
Tersstaaado, dre anda, qae o nobre dopaUde
o Sr. J*o Alves, nao foi rio febs, apezar da sos
teeunda intelligencia e recursos, na respista que
deu ao illustre deputado o Sr. Regueira Costa.
Nao pode' S. Exc. destruir os argumento por
este adduzidov, e de modo nenhum o acompanhare
n'aquella sua exsgeraco oin ralaca > aos empre-
gados pblicos.
Asiim, peco desculpa a casa de haver roubado
aua preciosa attencao, com as minh-is desalinhadas
phrases, e agradecendo aos meus collegas tamanha
oenevolencia, sento-me.
Voz-g; Muito, muito bem.
ata
EMENDAS APPROVADAS EM 2' DISCUSsAO, DO
PROJECTO N. 54 DESTE ASNO (ORNAMENTO
MUNICIPAL) AO ART. Io, EM SE8SAO DE 9
DEJUNHO.
N. 1. Tt. 1 art. 1 Ao g 2 n. 3, em vez de 2/
diga -se 2 e 1/2 /,,.
Depois do n. 4 3, diga-se : dem do continuo
800 de ordenado e 400d de gratficaco.
Ao 4o Depois do n 8 aecrescente-se : dem
do auxiliar do engenheiro, sendo 800 de ordenado
e 400 de gratficaco.
Subrttitua-se o n. 1 do 8, pelo seguiute : ven-
cmentos do administrador, sendo 80 M de orde-
nado e 400/J de gratficaco, l:200
Ao n. 4 2 diga-se em vez de 1:300/ 1:5005.
Ao 3o u. 1 diga r.e : 2:00.i em vez de
1:8004.
Ao 2o Depsdo n. 1 accrascente se : venc
meutos de dous lan?adores teudo cada um 1:700<)
de ordenado e 700 de gratficaco. -Jos Mi-
na.
N. 2. Ao 4 n. VII. Em vez de 1:300* de
ordenado e 700/ de gratificaco, dga-se : 1:600*
de ordenado e 800/ de gratideaco.Jos Ma
na.
N. 9. Ao 9 n. 1. Em vez de 1:600/ de or-
denado e 800/ d'.; erafieacio, diga-se: 2:500t
de ordenado e 700/ de gratifieaco. -Jos Ma-
ris.
N. 10 Ao 9 n. 3. Em vez de 1:200/ de or
deuado e 600/ oV g-atificaco, diga-se: 1:300/
de ordenado e 700/ de gratificado.Jos Ma-
ria.
N. 11. Ao 9 n. 4. Em vns de 800/ de orde
nado e 400/ de irratificacao, dga-se : 1:300/
de ordenado e 70)/ de gratificicao. -Jo3 Ma-
ra.
N. 12. Ao 9 a. 6. Em vez ds 600/ de or
deuado e 400/ de gratficaco, diga-se : 900/ de
ordenado e 3'J0/ de gratficaco. Jos Mara.
N 13 A> 9 n. 8. Em vez de 3/, diga-se 4/.
- Jos Mara.
N. 14. Ao 10 n. 1. Em vez do 500/, diga-se
72)/.-Jos Mana.
N. 15. Ao 13 supp.ima-se o n. 3.Jos Ma
ra.
N 16. Ao 1 n. 3. Em vez de 1:300/ diga
se 1:500/ Jos Maria,
N. 18. Ao4n. 10 do art. 1, dga-se; Ai
fiscal do 1 districto da Boa-Vista, mais 200/
para accumular o lugar de administrador do mer-
cad da mesma freguezia.Luiz de Andrade.
Ratise Silva.
N. 34. Accresccnte-se ao n. 9 do dito paragra
ph1 e a importancia de que trata o capitulo 3 do
art. 45 da lei n, 1862.
dem ao n. 11e a quantia a que tiver direito
desdes data em que foi aposentado.Rodrigues
Porto.
N. 36. Ao art. 1 1 ns. 4 e 5 em vez de 900/,
diga-se 1:000/, e em vez de 500/, diga-se 600/.
Jos Maria.
N. 29. Ao art. l 6 a. 2. Em lugar de 1:30 J/
de ordenado e 700/ da gratificarlo, diga-se:
1:600/ de ordenado e 800/ de gratficaco.Ge-
mas Prente.
N. 41. Ao 7 Vencmentos do administrador,
sendo 1:000/ de ordenado e 600/ de gratficaco.
Soare de Amorim,
N. 42. Ao art. 1. Se nao for approvada a
emenda n. 17 ao mesmo artiga do projecto, man-
tenlu-se a disposicao do art 2 11 n. 2 da lei n.
1862 de 31 de Agosto de 1885.-Sophronio Por-
tella.
N. %^ Ao art. 1 4 n. 8, em vez de 3:000/,
diga-se 2:800/. Jos Maria.
N. 44. Ao art. 1 14 n 5, accrescente-se : mais
876/ exclusivamente para pagamento integral na
presente exercicio, de custas que sao devdas ao
escrvo Jos Peres Campello de Almeida, dedu-
zindo se para semelhante fim da verbaeven-
tuaesquantia equivalente.Luiz de Andrada.
Gaspar Drummond.
Em sesso de 10 de Junho :
N. 49. Ao 13 d) art. 3, em vez de 803/ diga-
se 2:000/, sendo 905/ para pagamento de custas
ao escrvo capito Jo Theodomiree 209/ para
o mesmo fim ao oficial de jus tic a Joaquim Jos
da Rocha, accresceute-se 24, 500/ ao escrvo
do jury sem direito a reclamaco alguma.D.-.
Jo de S.
N. 50. Ao 2i do srt. 3, dga-se 400/.Dr.
Joo de S.
N. 51. Ao art. 3" lo em lugar de 00/ diga-
se 1:000/.Gomes Prente.
N. 52. Ao art. 4 :
| 1* Ordenado do secretario
I 2o iJem do porteiro
8 3" dem do fiseal da cidade -
10" Limpeza da ra
Soares de Amorim.Julio de Barres.
N. 53. Ao art. 6 :
g 1" Ordenado do secretario
Soares de Amorim.Julio de Barros.
N. 54. Ao art. 6 A 21. Em ves de 5 / di-
ga-se 6 %. Soaues de Amorim. Julio de Bar-
ros.
N. 55. Ao 82 do art. 7 em lugar de 200/ di-
ga-se 300/.Bats e Silva.
N. 56. Ao 5o do art. 7" em lugar de 400/ di-
ga-se 600/ Ratis e Silva.
. 57. Ao 10 do art. 7 em vez de 5 /
ao procurador diga-se 6 "/.Ratis e Silva.
N. 58. Ao 13 do art 7, em lugar de 800/
dgase 1:20O/.Ratis e Silva.
N 59. Ao art. 7 19 em lugar de 500/ diga-
se 800/.Reg Sarros.
N. 60. Ao 20 do art. 7. em lugar de 150/
diga-se 400/. -Ratis e Silva.
N. 61. Ao 1 do art 8", em lugar de 500/
diga-se 600/. -Ratis e Silva.Domingues da
Silva.
N 62. Ao art. 8 3, diga-se 450/ deduzido o
14.Reg Barros.
N. 64. .-substitutiva ao art. 10 e seus Jpara-
graphos :
Art. 10 amara Municipal do Brejo :
| 1 Ordenado do secretario 600/000
2 dem do advogado da cmara
com obrigaco de defender os presos
pobrec 300/000
8 3 dem do porteiro 80/000
i 4 dem do fiseal 100/0 0
5 dem do administrador do ce-
miterio 100/009
g 6 dem d> admidtrador das
obras do munieipio 300/000
g 7 dem do servente do cemi-
ter.o 40f008
8 Porcentagem ao procurador a
razo de 6 % /
g 9 dem ao aferidor a razo de
10/ /
g 10* Expediente e sssigdatura do
Diario 50/000
11 Juryeeleico 60/000
12 Agua e luz para a cadeia 72/000
13 Custas judiciaes 300/000
g 14 Obras municipaes e compra
de quatro duzias de cadeiras para a
cmara 1:000/000
g 15 Eventases, inclusive 200/
ue deve ao ei-secretario da cmara
'rancisco Bereugeur Cesar de Carvalho
desde o exercicio de 1879 a 1880 con-
forme dispoe o art 49 g 23 ds lei "
n. 1,791. de 23 de Julho de 1383 740/173
500/000
120/000
240/00 i
1O0/0JO
fOO/000
N. 66. Ao art 11 g 3 em vez de'200/ diga-se
360/.Rodrigues Porto.Reg Barros.
N. 67. Ao art. 13 : augmente-se a verba do
6 com mais 344/700 para pagamente de Jos Ge-
miniano Ferreira deduzida a respectiva importan-
cia da quota do g 11.Barros Barretto Jnior
Reg Barros.
N. 68. Ao art 10 1 diga-se 200/ em vez de
180/.Solonio de Mello.
N. 69. Ao art. 30 g 8- accrescente-se : inclu-
sive 150/ ao escrvo ArseaioAff,nso PereiraBir-
ges, pelas cusUs de procesaos decahidos.Joo
Alves.
N. 70. Ao art. 35 1- em lugar de 450/ diga-se
600/ Dr. Joo de S.
N. 72. Ao art 36 13 mais 1:000/ dedusidos
do 16 para pagamento das custas devidas a Ma
noel Gomes dos santos e Manoel Barbosa f'aval-
cante, sendo para o g 1- 400/ e para o 2- 600/.
Herculano Bandeira,
N. 73. Ao art. 42 10 dga-ae : custas judieiaca
inclusive 200/ ao escrvo do jury sem direito a
reclamarlo alguma 240/.
Ao g 11 em vez de 350/, diga-se 200/ e sup-
prma-se o 14. Sophronio Portella. >Antonio
Victor. -Constantino de Albuquerque.
N. 74, Aa art 41 sajim substituidos os g| 1, 3,
4, 5, i, 12, 13, 14, 15 e 17 pelos 1,{3, 4, 5, 9, 12,
13, 14, 15 e 17 do art. 3- da lei n. 1862 do anno
passado.Baro de Itapssuma.
N. 73. Ao art. 45 g 3- em lugar de 200/ diga-
se 250/ restriorindo sua verba de obras publicas
Joo Alves.
N. 76. Ao art. 47 3- em vez de 300/ diga-se
150/ ; ao g 13 om vez de 150/ diga-ae 500 res
diarios.Sophronio Portella.Constantino de Al
buquerque.
N. 77. Ao art. 48 g 11 augmente-se a verba
com 1:400/, sendo 1:124/488 a) escrvo Clarn
do Hermeto Lies, diminuida a verb do g 14.
Reg Barros.Brros Barretto Jnior.
N 78. Ao art. 49 : amara de Palmares : or-
denado do secretario 900/.Luiz de Andraia.
Ratis e Silva.
N. 80. Ao art. 51 1- em vez de 300/ diga-se
200/.
Supprima-se g 6.
Ao g 8- em vez de 80/J diga-se 55/.
Substitua se a 12 pelo segunte :
Custas judiciaes, inc usive 300/ ao escrvo do
jury sem mais direito algum 400/.
Ao 13 em vez de 350/ dgase 200/.-So-
phronio Portella. Antonio Victor.G instantino
de Albuquerque.
N. 81. SubstUuitivo ao art. 53 :
5 1* Ordenado do secretario 240/000
2 dem do porteiro 60/' 00
g 3 dem do fiscal do 1- districto 60/000
g 4" dem do fiscal do 2 districto 60/000
5" Porcentagem de 6 % ai pro-
curador /
i G' dem de 15 J/, ao aferidor /
$ 7* Expediente e asiignatnra do
Diario 50/000
8 8 Custas juciarias 60/000
S 9 Limpeza das ras 60/000
10 Agua e luz para a cadeia 60/000
g 11 Obras e raeihoramcntos muni-
cipios 526/0W
12 Eventuaes 50/000
1:226/000
Reg Barros.'odrgues P>.rto.
N. 82. Ao art. 50:
Ordenado do secretario 600/000
dem do porteiro 200/000
dem do fiscal e aferidor 600/000
dem do servente do cemiterio 365/000
Porcentagem do procurador 6 0|0 235/000
Expediente, jury e eleicoea 120/000
Alnguel do paco (ja nao tem predio
alugado porque acba-se fuuccio-
naudo ao proprio municipil /
Obras e melhoramantos 450/000
Custas judiciaes 403/100
Agua e luz para cadeia 50/00O
Eventuaes 160/000
Ordenado do administrador do Cemi-
terio 400/000
Ao esirivo do juzy 300/000
8:8804091
N. 83 Ao 25 em lugar de 3 r diga-se 2 [.
Reg Barros Gomes Prente.
N. 86. Ao g 38 accresceute-se no fim, excep-
tuam se as casas que se edificarem em terrenos
obrigados.
Onde se l 300 rs. diga-se 100.
Oude se l 200 rs. diga-se 50.
Onde se l 50 rs. diga-se 10 ris.Reg Bar-
ros.
N. 87. Ao g 69 onde se l 12$ diga-se 10/000.
Reg Barros.
N. 89. Substitutiva ao g 27 do art. 55 :
30/000 sobre fabrica de fogo de artifieio no mu-
ir cipo do Recife, pagando metade as estabeleci-
das nos outros municipios.Ratis e Silva.
N. 90. Aos gg 83 e 85 suppnmam-se.Reg
Barros.
N. 91. Ao art. 56 fica em vigor o art. 27 da le
n. 1834 (sobras das verbas para pagamento da
divida do meredao).Reg Barros.
N. 92. Supprimxm-se os arta. 57, 58, 59, 60 e 61
Jos Maria.Reg Barros.
N. 93. Supprima-se no art 63 o n. 7.Reg
Barros.
N. 94. Ao art. 64qae o rendimento seja recolhi-
do mensalmente a Banco do Brasil.Visconde
de Tabatinga.
N. 96. Ao art. 65 accrescente-seassim como 3
guardas no caso de vaga.Reg Barros.
N. 97. Ao art. 66 accrescente-sedo Recife, Ca-
brob, Jaboato, S. Jos do Egypto e Panellas.
Reg Barros.Rodrigues Porto.
. 98. Ao art 67 supprima-se.Reg Bairos.
EMENDAS APRESENTADAS EM 2a DISCUSSAO
AO PROJECTO N. 54 DESTE ANNO (ORCA-
MENTO MUNICIPAL) AO ART. 68.
N. 99. Accrescente-se: E a de Cimbres a Pedro
Martyr de Ponces .arrematante do imposto sobre
carga de assucar, carne secca e outros gneros,
pos mercados pblicos de Pesqueira, o abate da
quinta parte sobre o preco da arremataco.Costa
Ribeiro.
N. 100. Accrescente se igual concesso aos ar-
rematantes de mp>stos municipaes do Cimbres
Alexandre Gomes de Araujo Fraso e Antonio
Mauo'1 Bezerra Cavalcante.Joo Alves.
N. 10'.. E a todos que estiverem as mesmas
condceoes.Jos Mara.
N. 102. Ao art. 68 accrescente-se :
Igual couceBso aos arrematantes dos impostos
municipaes de Vertantes Joaquim Julio de Aze-
vedo e Joo Francisco da Silva.Joo Alves.
Ridrigues Porto.
N. 103. Ao art. 68 : Igual favor a Manoel Go
mes do Santos, arrematan e de impostos em Na-
zareth .Herculano.
N: 104. Se for approvado o art. 68 accrescente-
seigual favor a todos os arrematantes de impos-
tos municipaes.Baro de Itapssuma.
N. 105. Igual favor a todos os que requereram
em idnticas crcumsttncias.Julio de Barros.
Ratis e Silva.
HtviSTA DIARIA
R-drigues Porto.Reg Barros.
3:742/173
AaMenabla Provincial Punecionou
hontem, sob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Jos
Manoel de Barros Wanderley, tendo comparecido
29 Srs. deputados.
Foi lida e approvada, sera debate, a acta da
sesso antecedente.
O Sr. 1- secretario proceden a leitura do se-
gunte expediente :
Um oficio do secretario do governo, traosmit-
tiudo por copia outro do director da Colonia Oi-
phanologica Isabel, representando contra a emen-
da que dispeasa a Santa Casa de Misericordia de
pagar-lhe. o rendimento do patrimonio dos or-
phos.A' commissao de orcamento provincial.
Um abaixo assignados de negociantes impor-
tadores e retaihadores desta capital, pedindo dis-
pensa do pagamento do imposto do 13 do art.
1 do projecto de orcamento provincial.A' com-
missao de orcamento provincial.
Outro de mercieiros estabelecidos nesta capi-
tal, pedindo que nao seja accita a emenda que
crea o imposto de 40 reis por litro de vinho, vi-
nagre e alcool.A' commissao de ornamento pro-
vincial.
Urna petico da Associacao f.ommercial Benefi-
cente dos Mercieiros, requeren do o mesmo cima
A' commissao de orcamento provincial
Outra do Antonio Augusto de Lemos r. C., ne-
gociantes estabelecidos nes a capital com fabrica
de cerveja, licores e outras bebidas, reclamando
contra a isenco de impostos provine,aes e muni-
cipaes fabrica de cerveja Nova Hamburgo.A'
commissao de orcamento provincial.
Outra de Jos Monteiro Tarrea de Castre, re-
quereudo dispensa do pagamento do impisto de
20 % sobre o.seu estabelecimento sito ao Caes da
Companqia Pernambucana, relativo ao exercicio de
1876 a 1877.A' commissao de orcamento pro-
vincial.
Adiou se pela hora um requerimento do Sr. Ju-
veocio Marz, pedindo informaces sobre o as
snmpto policial do districto de Caruar, e tendo
orado o autor, duas vezes, e o |Sr.-Rodrigues
Porto.
Passou-se 1> parte da ordem do da.
Adiou-se pela h\.ra, depois de orarem os Srs.
Reg Barros, tres vezes, Ferreira Jacobina, duas
veses, Visconde de Tabatinga, Ratis e Silva e
Jos Mara, a 2' discusso do projecto n. 54 deste
auno, sendo approvado divertos artigo eemen-
das.
eassou-se 2- parto do orden do da.
Approvou se as 8* discusso o projecto n. 93
deite anuo (crditos), sendo remettido jconunisso
de redaeco.
Adiou-se a 2a discusso do projecto n. 10 deste
anno.
A ordem do da : 1 parte, contisuacao da
antecedente; 2 parte, cotinuaco da antece-
dente e mais discusso dos pareceres ns. 110 e
111 deste anno.
Tneatro Manta Isabel Amanh, no
Theatro Santa Isabel, e em beneficio da impresso
da obra, representa-se o drama militar O cabo Ce-
gar, do ^r. Dr. Corte Real.
Como sabido, esse drama, que tem um prologo
e 5 actos, divididos em 7 quadros, comees por um
grande episodio da batalha de Tuy uty, no Paraguay,
oude figura o protagonista, e termina na corte, onde
se do propriamente as peripecias do ent echo, e
c ntem scenas de muito efferto, apresentando grande
movimento e aparato militar.
N >s intervallos dos qundros a banda do Corpo
de Polica executar diversos trechos.
Theatro Samo \u(m<> Hoje e ama-
nh, a empreza dramitca XUto Baha, representa
no Thentro Santo Antonio a opereta em 3 actos
A Fillta do capitao-mr. original do director da
empreza e msica de livrsos autores, coordenada
pelo maestro Marcelino Cleto.
Sao dous bon3 espectculos.
Teata do Ewplrito Manto Amanh, na
igreja do Diviuo Espirito Santo, celebra a respe-
ctiva irmandade a fesia do seu padroero, constan-
do de missa solemne s 11 horas do da, com ser-
mo pelo Revd. padre Leonaido Grego, e ladai-
nha s 7 1[2 horas da no te, precedida de predica
pelo Revd. Fre Augusto da Imaculada Conceco
Alves.
A' tarde e nos actos religiosos tocar a banda
do Corpo de Polica, e ser largado depois da la-
danha um grande balo com fogos presos e cam-
biantes.
Companhia de Ediflcacoeat -Estaem-
preza est recolheaJo a 3* prestaco do capital
subscripto, razo de 10 ",',, s*-ndo o recolbimento
feito, at 30 do corrente, na t-le da companhia i
praca da Conrordia n. 9
Club de it. salas Pernatnbucano
Este Club faz a sua 4a regata, na baca do gazo-
metro, do rio Capibarbe, no da 21 do corrente
mez.
At o da 20, das 7 s 9 horas da noite, devem
inscrever se na respectiva sdn as pessoas que
quizerem tomar parte nos | reos.
Club tommeriial Bulerpe- lije este
Club faz o seu sar, dausante do corrente mez.
Telesjrapbo do EstadoDa estacote-
legraphica desta cidade, nos communicam que foi
hontem inaugurada, no Para, a estaco de Bra-
ganca, do telegrapho nacional, linha do norte.
E' mais um melhoramento digno de'applauso.
Comit l.literario Acadmico.Esta
sociedatle funeciouou ante-hoatein sjb a presiden-
cia do Sr. Thiago.
Deixou de ser lida a acta da sesso anteceden-
te por nao haver comparecido o Sr. 2." secre-
tario.
Submettido votacao, foi approvado o parecer
da commissao de syn iicaucia, reconhecendo como
socios aos Srs. Manoel Bernardno Cavalcante
Filh i, Cassiano Lopes e Felicio Buarque.
Pelos so :ios sorteados foram discutida diver-
sas theses, sendo esoolhidas para a prxima sesso
mais as seguintes, alm das que ficaram adiadas :
1 > Existe urna propriedade intellectual ?
2.< O homem poasue a faculdade do livre ar-
bitrio ?
Foram sorteados para de preferencia discutiris
ae theses determinadas, aos Srs. Julio Pires, Pan-
to de Mello e Goncalve Mello.
Depois de tomadas diversas medidas regulado-
ras da 2.* conferencia social, que ser feita no dia
20 do correte, e uomeadas as commissoes neces-
sarias, foi encerrada a sesso ordinaria e aberta
a extraordinaria.
Foram approvado socios honorarios os Illms.
Srs. rs. Luiz Porto-Carrero e Carlos Porto-
Carreiro, e alferes Jos Mathias Lopes daFonseca.
Foram obsequiosamente pelas respectivas reda-
ccoes offertados ao Comit, os quatro nmeros da
Tribuna Acadmica e do Equador, o 3." da Re-
vista Acadmica, e o 1." do Estado.
Sarao (lamanle O Club de Regatas
Pernambucano, faz hoje um sarao dansante, na
sua sede, para solemnisar a posse do seu novo
conselho administrativo.
Paquete Espirito SantoTendo sahido
hontem tarde da Parabyba, deve tocar hoje era
Pernambuco o paquete nacional Espirito Sant,
em viagem para o sul.
Telegramma. O Conseiheiro Saldanha
Marinho dirigi o segunte telegramma ao Sr.
Euclides Fonseca, relativamente ao trespasso de
seu digno pai, o Coronel Deco de Aquino Fonseca:
Rio, 9 de JunhoEuclides FonsecaGrande
pezar pela infausta noticia. Representc-me ahi.
Escreverei. Saldanha Marinho."
Centro Republicano de .Pernam-
bucoEste centro reune-se amanh, ao meio
dia, no 1 andar do predio n. 51 da ra do Impe-
rador, para tratar de negocios eleitoraes.
FerimentON gravesEm 8 de Maio fia-
do, no lugar Urtigadj termo Gravat, Francisco
Bezerra de Vasconc los, den diversas cacetadas
em sua propria sogra Joanna Mana ios Prazeres,
fazendo alguns ferimentos que foram considerados
graves.
O delinqnente evao-se.
Ferimento mortalNo m'-m> dia 8 de
Maio, no lugar Aguas Claras do ref-no termo,
Antonio Manoel do Nascimento, conb i lo por
Antonio Raymundo, travou luta com Fr.inei.vo
das Chagas Lyra, sahindo este mortalmente ferida
no peito esquerdo, vindo fallecer 24 horas depois.
O delinquente foi preso.
Eapectacolo em OlindaAmanh, ns
theatro da sociedade Melpomene Olindensa, se ex-
hibir o Sr. Mximo Prez, hrcules notavel j
apreciado pelo publico do Recife.
O Sr. D. Mximo far diversos exerccios de tor-
ca e destreza. O espe taculo terminar com a
exhibico do Megascopio Egypciaco.
Sociedade PbilomaticaEsta associa-
co funcciona hoje s 4 horas da tarde, no lugar
do costume.
Exequias solemne Na quinta-feira
proxim i, 16 do corrente, os amigos polticos do
pranteado Dr. Antonio Francisco Correia de Arau-
j >, mandaro celebrar exequias solemnes em ho-
menagem memoria daquelle illustre finado, s 10
hora da manh, na matriz da Boa-Vista.
Suva marca de cerveja-Os Srs. Aras-
jo Castro & C estabelecidos taverna da Madre
de eus n. 5, reeeberam de Hamburgo urna nova
marca de cerveja export-beer denominada Ave Li-
bertas e trasendo no rotulo o retrato da Exm a. Sra.
D. L-onor Porto.
Experimentamol-a e achamol-a de boa qualida-
de e credora do apreco publico.
Negociante importadores e reta
IbadoresA' assembla provincial dir.giram, ,
em 9 do corrente, os negociantes importad >res e
retaihadores urna petieo solicitando seren seus
estabelecimentos considerados como casan de ne-
gocio de importacao e como taes sujeitos srnente
ao imposto de que cogita o 13 do artiga Io do
projecto de orcamento para 188687.
ninbeiroO vapor Giqui'- levou para Fer-
nando 12:301/966.
Instituto Archeologico e Croara
piiico PernambucanoAnte-honttm, a 1
hora da tarde, reunio-se o Instituto em sesso or-
dinaria, sob a presidencia do Sr. cotseihei-
ro P nto Jnior, com assistencia dos Srs. Drs.
Luna Freir, Cicero Peregrino, Baptista Keguei-
is,l- secretario, Lopes Machado e Jos i'.ygin >,
e dos Srs. Augusto Cota,Augusto Cesar e major
Codeceira, 2- secretario.
Lida, foi approvada a acta da sesso antece-
dente. \
O Sr. doutor' l* secretario mencionou o se-
gunte expediente r
Um oficio do Exm. S*. Dr Ignacio Joaquim
de Souza Leo, vico-presidente da provincia, ac-
ensando a recepcao e agradeeendo o seu diploma
de socio efi'ectivo do Instituto-
t




':
-
-


Diario de Pernambuco---Sabbado 12 de Junho de 1886
)
Ofertas :
PeloExm. Sr. conselheiro presidente do In-
stituto, 1 val. HUtoria da reforma protestante.
Pelo Sr. Dr. Cicero Peregrino, 1 vol. Jcannes
Purgallid Reges. __ \l
Pelo Sr. Rodrigues da Souza, daaa inscripcoes
encontradas em duas pedras tumulares existentes
em Snuta Thoreza.
Pelo Eim. presidente ds provincia do Para,
un quair > demonstraiivo dos chetes de polic a que
servirn) n'aquells provincia desde 1812 at 15 de
M.io de 1S86.
Pelas respectivas redaoepes, diversas jornaea
d'esta e de outras provincias.
Passando-ae orden) do dia, orsm propostos a
approvados para socios effectivos os Srs. Drs.
Manoel de S Barreta Sampaio e raajor Lecpoldo
Borges Gal vi j Ucha.
Chegando ao conhecimento do Instituto, por in-
termedio do Sr. esenvio d* Sant Casa de Mise-
ricordia, que existe abandonada no becco do Padre
Inglez, no Camiuho Novo, urna pedra con) a in-
serpeao de ter servido na sepultura de Euzebio
de Oliveira e de sua familia, determinou-se com-
misso de historia que verificasse se esse Eazebio
fra o mesmo que doou as trras para o primitivo
hospital dos lasaros, afim de ser no caso afirma-
tivo, recolhida a mencionada pedra ao museu do
Instituto.
Achando-se quasi terminada a impressio do
numero da revista, no qual se d conta da sessio
em que o consocio Dr. Jos Hygiao leu o relato-
rio dos trabalhos de sua commiesio ii Hollanda,
resclvi'u se que se vendesse a dous mil ris cada
numero.
O mesmo Sr. Dr. Jos Hygino communicou que
o consocio, Sr. Bario de Nazareth se incumbi-
r de mandar faser .sua custa para o Instituto,
um quadro do mappa mural da cidade do Recife e
seus arredores no teinpo da conquista.
Tambem duliberou-se autorisar a mesa, por pro-
posta do Dr. Jos Hygino, a mandar por em qua-
dros e em pastas os mappase aquarellas viudas da
Holanda.
Em seguida communicou o referido doutor ter
recebido de Haya a colleccio de cartas di supre-
mo conselho da companhia aos directores no anno
de 1647.
Entregou tambem a quantia de sessenta mil
ris, importancia de 12 vola, da Historia da revo-
lucito de 1817, que recebera do Sr. Jeaquim Ta-
rares da Costa Lima.
A. commssio nomeada para visitar o Exm. Sr.
eonelheiro Quintino d Miranda, declarou ter cum-
prido 6 seu de ver.
Finalmente o Sr. Dr. Jos Hygino leu a tra-
duccio das actas da assembla iostalladan'esta c-
dade pelo conde Mauricio de Nassau, em 1640, e
foi levantada a sessio tendo antes autorisado a
pub!.cacao d'este importante documento no pro-
xiui > numero da Revista do Instituto.
ReuniAe* de coafrftrltiaAmanhi ha
desta portante lotera, cojo uiaior premio de
150:0001000, ser extrahida a 14 de Agosto proxi
mo.
Aeham-se exposto a venda os restos dos bilhe-
tes na Casa da Fortuna i ra Primeiro de Maro j
n. 23.
Natadoaro Publico. Foram abatidas
no Matadouro da Cabanga 80 rases para o consu-
mo do dia 12 le Junho
Sendo: 65 perlencentes aos Srs. Oliveira Cas-
tr C, e 15 4 diversos.
ereado Municipal dn *. movimeato deste .Mercado nos das 11 do cor-
rente, foi o seguinte:
Entraram :
26 bois pesando 3.608 kilos.
1.265 kilos de pcixe a 20 ris 25*300
63 cargas de farinha a 200 ris 13>600
25 ditas de fructas diversas a 300
ris 7*500
15 tabolciro a 200 ris 3*000
6 suinos a 200 ris 1*200
Foram oceupados:
22 columnas a 600 ris 13*200
25 compartimentos de faiinha a
oOO ris 12*5
23 compartimentos de comidas a
bOOris 11*500
75 1/2 ditos de legnmes a 400 ris 30*200
12 compartimentos de saino a 7U0
ris 8*400
13 ditos de tressaras a 600 ris 7*800
7 ditos de ditos a 2* 14*000
2 talhos a 500 ris 1*000
54 talhos de carne verde a 1* 54*000
Deve ter sido arrecaiada nestes das
a quantia de
203*200
as seguintes :
Da irraandade do SS. Sacramento de S. Jos,
as 10 horss do dia, para eleicao da sua nova mesa
regedora.
Da irmandade do SS. Sacramento da Boa-
Vista, as 10 horas do dia, para igual fm.
Leito maravllhowoUm millionario pa-
risiense, o Sr. Lange, mandou recentemente cons
truir ura leito maravilhoso, que seguramente
amadas maiores mo'oil'es de luxo que se pode ima-
ginar.
Se se pbdesse tornal-o aecessivel a todas as al-
gibeiras, quanto nao seria til quelles que que-
rem levantar-se cedo!
O leito por si mesmo um modelo de commodi-
dade; mas estio adoptadas as seguintes disposi-
ooes nara tornar o despertar menos desagradavel
qaant> possivel.
Quando chejra a hora de despertar as campa-
nillas com rea in a tocar. Depois, de repente, ac
cesa urna vela por um arranjo meehaoico.
A pessoa que dorme abre os olh >s e urna mi
invisivel Ihe tira o barrete de dormir.
Por meio da electricidad" ura* mchina de caf
coineca a ferver.
A agua cm pouco tempo aquece e o aroma do
caf enebe a cama d'uma deliciosa flagrancia.
Despertaodo-se entre urna quantidade de agra-
daveis sensacoes, e em juanto a pessoa se conser-
va anda no let, o ouvido attrahid por sons
de um custoso carrilhao.
Finalmente as campa ihit>s comecam a tocar no -
vamente e ao p do leito apparece um grande pe-
daco de papel sobre o qual est impressoleoan-
tai-vot
Se este convite ncasse sem effeito, um potente
mechanism agarrara quem estivesse no leito e o
arremedara no ch:io.
Quantos teriaro neeessidade, especialmente, des-
te ultimo mechanismo!
IOO envenenado*:-As folhis da Lera-
non (Estados Unidos) referen) um terrivel succes-
80. Dos 105 asylados no hospicio daquella cida-
de, un3 100 se envener.aram ha poucas semanas
com o verdete que em grande quantidade centnha
O caf que se den pela amanha quelles infelizes.
Por espaco de mais de 5 horas se presenciaran)
all as mais dolorosas scenas; nos dormitorios, no
ehSo dos corredores, por todas as partes jaziam os
asylados retorcendo se em nerriveis convulsdes
A ultima hora e npezar dos enrgicos medica-
mentos empreados e d< grande numero de facul-
tativos que acudirn) ao hospicio, 12 dos envine
nados estavam agonisando.
Ignora-se todava como foi parar o veneno no
caf dos desgranados quem a caridade acolhe
naque II estabelecimento.
Loromolita-I^m este titulo acaba o ma-
estro Meli-hiades Roque de compr um dobraio,
offerecido banda de msica do collegio |Instit jto
Acadmico, da qual proessor.
Igual offerecimento j toi feito pelo mesmo pro-
fessor com as bellas composicoes o Cruz Wieiri e
Tocn Banco, que sao executadas pela referid
banda, contento de seu auctor.
bellaca. Effectuar-se hao:
Hoje :
Peio agente Pestaa, ao meio dia, na ra do Vi-
gario n. 12, de papel para cigarros.
Pelo agente Gusmao. s 11 horas, na ra Du-
que de Uaxits n. 77 A, da armacio e lindezas
ahi existentes.
Segunda-reira :
Pelo agente Gusmao, s 11 horas, na ra Du
qae de Caxias u. 77 A, do predios.
Terca-feira :
Pelo agente Modesto Daptista, as 11 horas, na
ra ic Imperador 75, de predios.
Mlnxai Cunearen. Serio celebradas :
Hoje :
A's 8 horas, na Madre de Deus, por alma de
Jote Amonio da Cunha Porto; j 6 1/2 horas, no
Espirito Santo, por alma de Jos Leite da Silva
Rosa ; s 9 horas, na matriz de Santo Antonio,
por alma de Manoel Caldas Brrelo ; s .7 horas,
na matriz da Boa-Vista, por alma de D. Mara de
Albuqu-rque Martina Pereira.
Segunda-feira :
A's 9 horas, na matriz de Tracunhiem, por al-
ma do Dr. Autonic F. Coma de Araujo ; s 8
horas, eia S. Francisco, por alma d: Manoel al
das Barreto ; as 8 horas, na matriz de Santo An-
tonio a '-apella doengenho S. Braz, por alma de
Albino Carneiro Lias e Mello ; s 8 horas, em S.
Francisco, por abna do Dr. Manoel do Figueira
liria.
Terca-feira :
A's 8 horas, na expelas do Cemlteriu de Santo
Amarte de Beberibe, por alma do coronel Decio
de AqU'no Fonseca.
PanaageiroMCeguiram para Fernando no
Vap>r Gi'i
Capit.io Peiro Velho S Barreto, alferes Olyra^
fio Agobar de Oliveira, cadetes Joaquim Francisco
'igueira de Partas Antjnio Florootino Cavalcante,
Alexandrina Mana dos Praaeres, Thereta Mari
de Jasas l rOlu, Marcelliua Dioma do Sacramen-
to, 51 sentenciados 48 pravas e 4 mulbeies das
mesmas.
Lotera da provincia.Terca-feira, 15
do crrante, se extrauira a lotera n. 58, em bene-
ficio 4a igreja de S. Pedro desta cidade.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora >>a
Conceicio dos Militares, se achario expostas as
urnas e as espheras, arrumadas am orden num-
rica apreciacSo do publico.
EiOteria ao lo A 3' parte i:a lotera n.
197, do novo plano, do premio de lU:00O*0UX),
ser extrahida no dia 17 do corrate.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham-se i veuda na praca da Inde
ia ns. 37 e 9a.
(Pieria de Macelo de SOOi A 12* parte da 12* lotvria, cajo premio grande
de 200:000*000, pelo novo plano, ser extrahida
impreterivelmente no dia 15 de Junho s 11 horas
da manh.
Baastes venda aa Casa Faliz da praca da ln
depende jeia ns. 37 a 39.
Latera Extraordinaria do Yat-
!-*O 4a e okimo sorteio das 4 e 5" series
Precos do dia:
Carne verde a 400 e 240 is o kilo.
Suinos a 560 n 720 ris dem.
Carneiro a 600 e 800 ris dem.
Farinha de 240 a 400 ris a cuia
Milho de 260 a 360 ris dem.
Feijio de 800 a 1*600
Comitorio publico.Obituario do dia 10
de julho :
Antonio Arstheu dos dantos Cruz, Pernambu-
co, 19 anuos, solteiro, ,S. Jos; tubrculos pulmo-
nares.
Manoel de Sant'Anna, Pernambuco, 25 annos,
solteiro, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Jos Francisco de Lima, Pernambuco, 28 an-
nos, solteiro, Santo Antonio ; tubei culos pulmo-
nares.
Antonio, Pernambuco, 16 mezas,, Boa-Vista ;
eclampsia.
Miguel Grecco, Italia, 31 annos, casado, Boa-
Vista ; tubrculos pulmonares.
Lino do Rago Barros, preto,, ernambuco, 33
annos, solteiro, Boa-Vista ; tubrculos pulmona-
res.
Maria Joanna da Conceicio, Rio Grande do
Norte, 15 annos, solter, Recife ; hysterico.
Emilia Carolina da Costa Cunha, Pernambuco,
44 annos, viuva, Santo Antonio ; tubrculos pul-
monares.
Amalia, Pernambuco, 6 annos, Graca ; remetti-
da pela subdelegado.
CHRONIC JDICIARIA
Tribnnal da rtelarSo
SESSO ORDINARIA EM 11 DE JUNHO
DE 1886
PRESIDENCIA DO EXM. SE. CONSELHEIBO
QIXTINO DE MIRANDA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
As horas do costume, presentes os Srs. desem-
bargadores em nume legal, foi aberta a sessio,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e passados os fetos deram-se os
seguiutes
JDLGAMENTOS
Habeas Corpus
Pacientes .
Manoel Francisco dos Santos. Negoa-se a sol-
tura, unnimemente.
Aotouio Joaquim da Silva.Mandou-se soltar
contra os votos dos Srs. desembargadores Pires
Goncalves, Pires Ferreira e Monteiro de An-
drade.
Recurso eleitoral
De Bom Jardira Recorrente o major Carlos
Leitlo de Albuquerquc, recorrido Nicanor Perci-
liano da C-nha Souto Maior. Relator o Sr. des-
embargador Pires Ferreira.Nio se tomou conh1-
cimeoto do recurso, contra o> votos dos Srs. des-
embargadores Toscano Barreto e Buarque Lima.
Recursos crimes
De Jaboatao Rec-rrente ojuizo, recorrido Eu-
zebo Ferreira Gomes de Queiroz. Relator o Sr.
desembargador Buarque Lima. Ajuntos os Srs.
desembargadores Monteiro de Andrade a Tosca-
no Barreto. Negou-se provimento, unnime-
mente.
De CamaragibeRecorrente o juiza, recorrido
Jos L-tioda Rocha. Relator o Sr. desembar-
dor Toscano Barreto. Adjuntos os Srs. desem-
bargadores AI ves Ribeiro e conselheiro Queiroz
Barroa.Negou-se provimento ao recurso, unaui-
memente.
Da Parahyba Recorrente Jos Vicente Mon
teiro da Franca, recorrido o juizo. Relator o Sr.
desembargador Alves Ribeiro. Adjuntos os Srs.
desembargadores Pires Goncalves e Buarque Li-
ma. Deu- se provimento ao recurso, unnime-
mente.
Aggravo de peticio
Do RecifeAggravanle a Santa Casa de Mise-
ricordia, aggravade o juizo. Relator o Sr. desem-
bargador Pires Ferreira. Adiantos os Srs. des-
embargadores Pires Goncalves e conselheiro Quei-
roz Barros.Segou se provimento ao aggravo,
contra o voto em parte do Sr. desembargador Pi-
res Goncalves.
Prorogacao de inventarib
Inventariante D. Anna Joaquina Cavalcante de
Albuquerque Concedeu-se o prazo pedido, un-
nimemente.
Appcllacoes crimes
Do ?ombalAppellante o juizo, appellado Lu
ci Montoir) de Moura. Relator o Sr. conselheiro
Queiroz Barros.-Mandou-se a novo jury, unni-
memente.
De Serinhaem Appellante Cesario Claudino
dos Santos, appellada a justica. Relator o ir.
conselheiro Queiroz Barros. Foi reformada a
sentenca, unnimemente.
De Pedras de FogoAppellante o promotor pu-
blico, appeiUdo Antonio Joaquim de Sant Anna.
Relator o Sr. desembargadoaMonteiro de Au-
drade.Mandou-se a novo jury, unnimemente.
Da Palraeira dos Indiostppellante Joio Cor-
reia da Silva, appellad* a justica. Relator o Sr.
desembargador Monteifb de Andrade.Foi con-
firmada a sentenca, unnimemente.
Appellacoes eiveis
Do Recifs Appellantes Franciso Antonio de
Oliveira e outros, appellkdos Henry Forsrur & C.
Relator o Sr. desembargador Toscano Barreto.
Revisores os Srs. desembargadores Pires Ferrei-
ra e Monteiro de Andrade. Deu-se provimento a
appeilacio, unnimemente.
Da Escsda -Appellante a faz^nda nacional, ap-
pellado Jos Francisco Ferreira. Relator o Sr.
eonselheiro Queiroz Barros. Revisores os Srs.
desembargadores Buarque Lima e Toscano Bar
reto.Deu-se provimento a appellacio para se
reformar o arbitramento, unnimemente.
De Alag* do Monteiro Appellante Manoel
Cordeiro dos Santos, appellados Vicente Ferreira
da Costa e outros. Relator o Sr. desembargador
Toscano Barrete. Revisores os Srs. desembar-
gadores Pires Ferreir e Monteiro de Andrade.
Foram desprezados os embargos, unnime-
mente.
Do ReciteAppellante a Santa Casa de Mise-
ricordia, appellados Joio Anselmo Marques a ou-
tros. Relator o Sr. desembargador Pires Ferrei-
ra. Revisores os Srs. desembargadores Montei-
ro de Andrade e Pires Goncalves.Deu-se pro-
vimento a appellacio em parte, unnimemente.
PA8SAOEN8
O Sr. conselheiro Araujo Jorge, como procura-
or da corda a promotor da justica, deu parecer
nos seguintes fetos :
Appellacoes cvaia
De Goyanna Appellante o juiso, appellado
Francisco Tavares de Mello, senhor de Autonio e
Josepba.
De Agua PretaAppe lante Herculano Fran-
iaw Cavaleaute de Albuquerque, appellado Ma-
noel Ferreira Bartholo.
Appellacoes crines j
De Benito'Appellante o juizo, appellado Joa-
quim Pereira da Silva.
De PenedoAppellante o jaiao, appellada Joao
Baptista dos Santos.
De PenedoAppellante o juizo, appellado Joio
Manoel los SaoBi
Do BonitoAppellante Manoel Po Pereira, ap-
pellada a justica.
Do Rio FormosoAppellante Manoel de Ol
velra Lins, appellado Antoaio G -mes da Silva.
Do RecifeAppellante Graciiano Quirino do
Nascimento, appellada a justica.
Do Sr. desembargador Toscano Barreto ao Sr.
desembargador Oliveira Maciel :
Appellacio civel
Da Palmares Appellante Jos Felicio de Sou
za Guido, appellado Gustavo Nazazeno Furtado
de Meodooca.
Do Sr. Desembargador Monteiro de Andrade ao
Sr. desembargador Pires Goncalves :
Appellacio crima
Do BrejoAppellantes Manoel Vicente Montei-
ro e outro, appellada a justica.
Do Sr. desembargador Pires Goncalves ao Sr.
conselheiro Queiroz Barros :
Appellacio commercial
Do RecifeAppellante Dr. Jos Joaquim T#-
vares Belfort, appellado Antonio Correia de Vas-
concellos.
Do Sr. desembargador Alves Ribeiro ao Sr
conselheiro Queiroz Barros :
Appellacio crrae
De GoyannaAppellantes Felippe Nery e Joa-
quim Felicio, appellada a justica.
Appellacio commercial
Do Recife -Appellante Horman Paterson & C,
appellados Juliana Alexanderso e outros.
Appellacio civel
De Mace .Appellante Dr. Bernardo Antonio
de Mendon ;a Castello Branco, appellado Justino
Francisco Pontes.
DILIGENCIAS
Com vista ao Sr. conselheiro procurador da co-
rda e promotor da justica :
Appallacoes crimes
De SerinaiemAppellante Franciseo Flix de
Aguiar, appellada a justica.
Do PiancAppellante o juizo, appellado Joio
Cassiano da Silva.
De AlagiVis Appellante Antonio da Rocha
Pereira, appellada a justica.
Appellacio civel
Da GoyannaAppellante Henriqne Olympio T.
da Rocha, appellado Dr. Deodoro U piano Coelho
Catanho.
DI8TEIBI9OES
Recursos crimes
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
Do PiancRecorrente ojuize, recorrido Fran-
cisco Jos de Souza.
Ao Sr. desembargador Toscano Barreto :
Do BuiqueRecorrente o juizo, recorridos Vi-
cente Ferreira da Silva e outro.
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel:
De Alaga Grande-Recorrente o juizo, recor-
ridos Antonio Francisco Pereira e outro.
Aggravo de peticio
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
Do commercio do Recife Aggravantes Tem-
poral & Filhos, aggravado Jos Francisco de
Barros Reg.
Aggravo de instrumento
Ao Sr. conselheiro Queiroz Barros :
Do Plar=Aggravante D. Maria Manoella de
Vascoucellos, aggravado Jos Francisco Coelho
da Paz.
Appellacoes crimes
Ao Sr. desombargador Alves Ribeiro :
Do Collegio-Appellante Eiuygdio Lopes Gui-
marees, appellada a justica.
De GoyannaAppellante o juizo, appellado
Joaquim Jos de Sant'Anna.
Ao Sr. conselheiro Queiroz Barros :
De Bom JardmAppellante o juizo, applla-
do Jos Joaquim de Souza.
Ao Sr. desembargador Buarqje Lima :
De Alaga Grande Appellante o juizo, ap-
pellado Joaquim Jos do Nascimento. .
Ao Sr. desembargador Toscano Barreto :
Do PiancAppellante Laurentino Flix da
da Silva, appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciei :
Do IngaAppellante o juiao, appellado Joio
Domingos.
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
De SouzaAppelllante o juizo, appellado Pe-
dro Carneiro de Oliveira.
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
De Alaga de BaixoAppellante o promotor
publico, appellado Luiz Caboclo, escrav*.
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
Do Limoeiro Appellante o juizo, appellado
Manoel Alexandre de Mello.
Encerrou-sn a sessio a 1 1/4 da tarde.
PIBUC4C0ES A PEDIDO
Rio-Grande do Norte
O rpita loo Severlano Ma-
ciel da Costa e o sen detractor
Urbano loaqiilm Loyola lia
rata.
Quem leu o nosso ultimo artigo publicado nesie
Diario de 5 do passado, ainla mesmo nio sendo
militar, n >tou com certeza a iiifelcidade desastra-
da com que se bou ve o conselho de investigacio a
que resp mdeu o alferes addido companhia de in-
fantera daquella provincia, Francisco de Paula
Moreira, em vista da vigorosa aecusacio que Ihe
fez o nosso amigo, capitio Maciel da Costa !
Notou tamb-m, que esse mesmo conseibo, em
seu luminosissimo parecer de eternas luminarias,
deu como provados a maioria dos crimes attribui-
dos ao genro do Sr. Loyola Barata; deixando de
profuudar os outros, dos quaes fez simples allu-
ooes; parecendo-lhe, entretanto, que quelles cri-
mes j4 deviam ter cahidoem esqcecimfnio !!!
Novo systema de preBcripcio de que nio cogita-
ram os nossos legisladores, que, vista de seme -
Ihante theoria, muito tetm que aprender com
quelles criminalistas que, como j ti vemos occa-
siio de dizer, estavam cota grande prejuizo da
s-ieneia moderna, perdidos as psofundezas do
Rio-Grande do Nort Entretanto, agora que na falla do throno, est
consignada a neeessidade de um cdigo peni I mi-
litar, esses Mustres criminalistas prestariam gran-
de s- rvco ao paiz, elaborando as bases desse c-
digo, para ser desenvolvido por ntelligencias de
somenos llustracio; e a patria lhes ficaria agrade
cida, e acreditamos mesmo, que seus nomes pas-
sariam pjsteridade, gravados em algum monu-
mento de... seroto simples, que sempre m>.is
medicinal do que sebo da Hollanda.
Vamos, porem, ao que convem saber :
Concluido o processo de conselho de investiga-
cio eom aquclle parecer que nio parece ser mam
pulado por doua mdicos e um capitio da guarda
nacional, que provavelmente fez de pharmaeeutic 1,
foi submettido apreciaci) da presidencia daquel-
la provincia, que, apezar dos seus bns desej.is
para com o alferes Moreira, e do que dispe a im-
perial reso ucio de 1* de Junho de 1878, que d
a autondade que tem de decidir da questio, a fa
culdade de trancar o processo e dar o incidente
por finio, m tndou-o submetter conselho de guer
ra, isto, porm, depois de malura e acurada rrt;-
xio.
Foi nomeado presidente deste conselho o capitio
do porto, era cuja repartcio tiveram lugar s pri-
meiras sessoes; porm tal foi o escndalo do ali
ciamento e pressio que dentro da propria sa.a
das scs-'S se t.izia s testemunhas, que esse bro
so oiik-ial de marinha, cujo nome sentimos ignorar,
deu parte de doente para passar a varan cutro
que a manejasse melhor!
Impedido legalmente o capitio do porto, foi no-
meado para subtituil-o um celebre major da guar
da nacional, que, enfronhado na gravidade presi-
dencial, gassou a fazer as sessocs na sala das or-
dens da presidencia, onde se reuna o conselho,
r-AisASA e nade desde o alicanento e p-essao
feita s testemunhas, ora com promessas, ora com
.meacas, a ponto de quasi todas se cootradizerem,
IJBo foi licito fazer !
Nao se sorpreheoda com essis pequeas n'nha-
rias, quem nos fizar o favor de ler nossos artigos,
nio ; por ora nio ha razio para tanto, p is anda
nao i-hegamns ao ponto culmio inte de todos os
clnisa'os.
Sorpn hendidos, de veras, hio de ficar, quando
souberem qne, terminado o conselho de guerra, que
dssaicefsario diz- r, abaolveu o reo alteres Fran-
cisco de Paula Moreira, foram os autos ENTRE-
GUES a Urba jo Joaquim de Loyola Barata, so-
gro .0 reo, para, na forma da pro1 isao de 5 de
Setembro dt 1815, e decreto n. 1,8/30, de 8 de
Outubro de 1356, COPIAL-0 !
A provisio e decreto citados, dnm :
o Nos arc'iivos dos corpos devem ficar os tras-
lados dos procseos que nio foram por diseroio,
devendo ser esaas c -pas feitas pelo secretario
re pectivs (do corpo a que pertencer o o,) (1)
(1) O parenthesia nosso.
njudado por subalternos ou inferiores designados
para isso, sendo os traslados conferidos e concer-
tados pelo auditor, que tambem os dve assiguar
para ficarem authenticos e legaes.
Fique, pois, bem patente, que no Rio Grande do
Norte, j se entregou um paisano, sogro do reo,
o processo a que eite responden, para tirar -Ihe at
copia!!!!...
Felizmente para o exercito nio se cousumou o
escndalo, pois o commandante interino da com
panhia de infantaria, daquella infeliz provincia,
que at cutio havia guardado a mais neutra im-
parcialidad', ficou tio indignado com tamanba
immoralidade, que affrontando todas as iras, a que
ficava exposto, foi a sala das oidens o declarou
terminantemente ao ajudaute de ordeus, que nio
fazia no processo a devida nota de se ter tirado
copia e nem daiia entrada a ella era seu archivo,
pois a reputav suspeita, uulla e Ilegal!
Levantada osta grande e inespc-aJa difficulda-
de, como superal-a? Era preciso um meio de
evitar o escndalo, pois temia-se quo o indiscreto
commandante interino dsse directamente parte
ao governo geral, que, justica se Ihe faca, nio to-
lerara tio desbragada immoralidade,
Em tio critica cunjunetnra e depois de QUA-
TRO das de consultas ecombinac&os improficuas,
foi tomado o processo do Sr. Loyola Barata e re
mettido ao commandante da cempanhia, para
aquelle fim, isto copial o !
Agora, perguntamos nos s todos os hornees sen-
satos e que nio estejara com o espirito obsecaoo
pela paixio: quem nos dir se durante esses
QUATRO dias em quo o conselho de guerra a que
respondeu o alferes Francisco de Paula Moreira,
esteva cm mi de seu sogro Urbano Joaquim de
Loyola Barata, para extrahir-se a copia, nio foi
substituida alguraa folha ???
Que o Sr. Loyola Barata, homem de todas as
coragens conhecidas e por coohecer, nio ba ne-
gal-o; portanto, faca-se-lhe a justica a que tem
direto !
M. F.
A Assembla Provincial e os
privilegios
Antonio Augusto Lemos & C. negociantes, cs-
tabelecidos com urna fabrica de cervja, licores e
outras bebidas, ra de Joio do Reg n. 15 sob a
denominadlo Phenix, vem muito respetosamente
reclamar contra o projecto apresentado a essa
Ilustre Assembla concedendo isencio de impos-
tes provincaes e municipaes, que directos quer de
imp .rtacio para a fabrica de cerveja denominada
Nova Hamburgo, sita mesraa ra.
O projecto constitue um verdadeiro privilegio
para exploracio de urna industria autiga da pro-
vincia, porquanto desdo que a fabriea Nova Ham-
burgo nio pagar imposto?, poder, tirando para
si grandes lucros, vender mais barato do que os
ontros estabelecimentos, prejudicando assim aos
commerciantes que confiando em ser ama verdade
a liberdade do commercio 3 a igualdade das im-
poscoes, empr garam seus capitaes em fabrica de
cerveja, licores e outras bebidas.
A Constituicio do Imperio muito terminante-
mente declara no 16 do art. 179 qae os privila-
ior s pofierio dar-se em essencal, e plena utili-
ade publica, e outras leis geraes determinam que
s pode se applicar invencio, introdcelo de in-
dustria nova a de proveito pub ico, quando, no
caso vertente, nio s nio ha invencio de especie
alguma, como refere-se a urna industria antiga e
generalisada, acoresuendo que outros estabeleci-
mentos ate sio de mais proveito porque oceupam-se
de verdadeira industria nacional, isto do fabrico
de licores e bebidas com productos do paiz, ao
passo que o privilegiado preoecupa-s^ principal-
mente com objectos a importar e r-creos.
Essa desigualdade da le, collocando em posicio
excepcional, um estabelecimento commercial e in-
dustrial, repercutir muito dolorosamente no ani
mo d'aquelles capitalistas que pretenderem crear
sem privilegio, qualquer industria aqu, perqu
arriscam-se a posteriormente serem asfaltados e
sacrificados por um privilegio que venl^ a bene-
ficiar a um terceiro.
Se urna lei provincial julgou de publica utili-
dade, como realmente a creacio de urna iabrica
de vidros aqu, se capitalistas j empregaram
avultadas sommas na dita fabrica, e est prestes
a funecionar, Iludir a boa f d'elles, compro-
mettel-os, de mo exemplo, conceder agora a ura
individuo a isencio de direitos sobre garrafas de
vidro a importar!
Se es aupplicautes se se demoraesem na apre-
ciacio do projecto, provariam que n outras clau-
sulas estio as mesmas condicoes, mas basta o
expendido para completa apreciacio.
O governo geral, quando concede isencio de
direitos, liraita-se a objectos que nio s nio pos
sarc ser fabricados no paiz, como tambem a que
os referidos objectos nio possam se applicar a fins
diversos, no entretanto os objectos da isencio pro-
jectada constiiuem vares ramos de negocios com
multplices destino?, como sajara : essencias cap-
sulas, rolhas cevada, lpulo e cascos vasios.
Os supplicantrs confiando em que a justica e o
interesse pelo bem publico predominara as deli-
beraces d'essa Ilustre Assembla, esperam e re
querem que nio seja approvado o mencionado pro-
jecto beneficiario.
Nestes termos :PP. deferiraento.
Gustavo Adolpho
A' D. PEDRO II
Entie dores n'um carcere medonho
Os \os ingentes da Aguia se abateram,
Vio-se os dias de Adolpho bem tristonho,
As esperanzas do Cndor morreram !...
Murreram quando bem elle senta
Os desejos de sua alma Ihe crescerem :
O amor da gloria, da familia e patria,
Esses sonhos de ouro amorteeerem !
Nio le quem elle do onde accaso veio,
Nio indago sua prole e nem renome :
Qaea tem por patriao universa inteiro,
Na cpula celeste inscreve o nome !
Mas sei que Hugo prisioneiro foi
Expiar no exilio o amor da liberdade;
D: Tasso amado o fizeram um louco !
E um throno matou-o de crueldade !
Assim ao peso de pes-dos ferros,
Sob um tecto negro suspirando, jaz
Um vulto immenso, que povi um mundo,
Ura Dante ou Mlton, intelligenc-ia audaz !
E quando a Europa o contempla triste,
EBcrevendo o drama da injusti^a enorme,
O Brasil tio livre, constructor de glorias.
Deshumano prtnde-o, e tranquillo dorme!! !
Senhor ouvi o estertor do genio,
O doido grito do poeta alado ;
Enchei das fl iros do p >rdio a o roa
Com que Vos tendea no Brasil reinado.
E' assim que os res, quando moi-rem, vivem
Nos justos fetos, sio innios da historia ;
Fazei da c'ri que vos einge a fronte
A sublime urna do perdia gloria.
Engenho Bella Rosa, 5 de Junho de 1886.
(Estaeio de Agua-Preta).
Francisco Accin Lins
Palmares
O abaixo assigoado convida todos os
amigos polticos da comarca de Palmares
seus
a ae
reinirem no dia 13 de junho prximo, na cidade,
na casa de aua residencia, para traotar-se da or-
ganisacio da chapa de camaristas que devem
concorrer eleicio municipal em julho do corren
te anno.
Palmares 28 de maio de 1886.
Austriclinio de Castro S Barreto.
Despedida
Vctor Grandin, retirando-ae tempora-
riamente para a Europa, e nao podendo
despedirse pessoalraente <* todos os s*us
amigos, o faz pelo presente offerecendo-
lhes os seus servicos.
Declara que norueou como procurador
geral ao Sr. Henrique Sulzer, que tambem
deu procuracSo especial ao Sr. Luia Du-
prat, e que nao se responsabilisa por divi-
da alguma que seja feita em seu nome,
por qualquer outra pessoa.
Pernambuco, 6 de Junho de 1886.
Alfandega de Pernambuco
Os artigos publicados contra a Aifandega com o
anonymo de Cardinal, calumniando e diffamando
desde o servente at o ministro da corda, Como se
v do jornal Rebate, de 4 de Maio findo; fallando
de todos e de tudo termina assim : -Vao admira. ..
o governo do paiz tem a sua frente um ministro que
um consumado contrabandista.
Agora o publico vai ver quem falla va assim p-la
publicacio da redaccao, abaixo transcripta do jor
nal de cujas columnas elle servia-se :
na*gae e A mascara do anony-
mo. Por muito tempo viven neate jornal eacre-
vendo artigos cootra a Alfacdega desta provincia,
sob o pseuponymo de Cardinal, prometteodo a esta
redaccao remuneral-a opportunamente da publi-
cacio dos aliudidos artigos o Sr Antonio Fernan-
da de Albuquerque, fiel do armazem n. 3.
Nos meamos ignora vamos quem era o Sr.
Cardinal; um dia apresentou-se elle nena redac-
cao todo palillo, quasi cadavrico, supplicando-nos
que Ihe 'espondessemos a urna carta em que nos
fazia varan perguntas todas referentes ao as-
sumpto de qua trata vamos, isto : peguntndo-
nos se o conheciamos, se 'inhamos relacoes comsi-
go, e se era elle o autor dos artigos que publica -
vamos sobre negocios da Alfaudega, ao que res
pondemos negativamente, porque nos compadece-
mos del le que nos dizia ia ser demittido e ficaria
assim na miseria, sem ter o que com- r.
Hoje, porm, que j o t.-mos chamado por di-
versas vezes para satisfazer o sen compromisso
sem que e le nos attenda, julgamo nos desobr--
rjados do nosso e aprese nta mol-o ao publico, des-
mascarado, para ser-bem conhecido.
i Esse individuo tio infame que depois de :er
publica lo a carta com a nossa resposta, disse a
um nosso collega de redaccao que era elle mesmo
o verdadeiro autor dos artigos.
O publico que contemple tio pessimo proce-
dimento o diga se temos ou nio razio.
n E' asaim que desmascararaos o- anonymos.
Ao Ilustrado publico
IIMIMO
Ao indifoHo poeta liaNtavo Adolpho,
prono na Detenco
Nio despertes cantor na noite procellosa
Da desgraca cruel aceiba, tormentosa
Que te gela o coracio ;...
Emquanto o manto negro espectro do Calvario
O corpo te envolv-respecie de sudario
Dorme, nio acordes, nio !...
Sio feias as paredes, negras as arcadas
Quo o pranto te emmudecemtorpes cumiadas
Dessa rustica prisio !
Assim tambem soffreu o vate qae Ferrara
P'ra sempre na masmorra em vida sepultara,
E o Cbristo na paixio !...
Jess o homem Deusd sabio Nazareno
Sabio a cruz tristonho e mudo, mas sereno
Tendo no pe lo a f
De no terceiro dia erguer-se do sepulchro
Inclume, perfeito, alvinitente, pulehro
Miraculoso em p!...
Assim : tu que a mi ferrenha do destino
Encerrou nesse escuro carcere maligno
Implacavel, sem d,
Um dia surgirs s--m culpas e ti> limpo
Qual astro dardejar em luminosa Olimpo
L'nge do terreo p !...
Eutio despertars cantando harmonioso
Tua rcsnrreicio n'um canto mavioso
Prenhe de mspirae-io ;
Mas emquanto essa f- ia e ttrica muralha
Te encarcerar em si qual frgida mortalha
Nao despertes, nao.
Recife, 10 de Maio de 1886.
Quintino Malta,
(i
.10
Convido a todos os nossos irmios jara assistir-
mos a festa do nosso Divino Padrociro, que ter
lugar domingo 13 do correte, cujo programma
o seguinte :
No sabbado 12 do corrente, ao meio dia, urna
salva real e diversas girndolas de logo do ar,
subirao aos ares, fazeudo-se ouvir em o nosso
templo a banda mare.al do corpo pe polica que
executar lindas pecas do seu variado repertorio.
As 4 1/2 horas da manhi urna missa rezada em
tencao dos nossos irmios vivos e di-funtos, finda a
qual subir ao ar urna salva de 21 tiros annun-
ciando a todos os nossos irmios e devotos que
chegado o grande da do nesso Divino Padroeiro.
A's 11 horas do dia entrar a festa e na ecca-
siio do Evangclho se far ouvir da triouua sa-
grada o eloqacnte pregador o Revd. capellio t-
ente padre Leonardo Grego, sendo a orchestra
confiada ao diguo maestro Jos Tavares de Me-
deiros, que far < secutar lindos solos. A mesma
bauda do corpo de polica se far ouvir antes e
depois da reata. Durante a tarde tocar a mesma
msica no adro da igreja lindas e variadas pecas.
A's 7 1|2 horas da n ite entrar a solemne la-
dainha precedida pela eloquencia do talentoso
preg.idor da capella imperial Fre Augusto da Im-
raaculada Conceicio AI.-es qu patentear da tri-
buna sagrada os sublimes dons do Divino Espiri-
to -auto Assim como do principio da ladaioba
tocar tambera ao finalizar, aiuoa a mesma banda
d) cor o de polica, soltando-se por e*ta occisiao
um lindo ba'io que ao clu-gar ao ar despedir
lindos fogos e ficar Iluminado por urna linda luz
de cor, tudo obra a capricho e gosto de um dos
nossos mesarios, daudo assim por finda a nossa
festa.
Consistorio da irmandade do Divino Espirito
Santo do Recife, 10 de Junho de 1886.
O escrivio,
Julio Ferreira da Costa Porto.
Ulm. Sr. A. P- da Cunha
Recife, 22 do Maio de 1886.
Ra d/i Imperutriz n. 41
Venho a presenga da V. S., impellido
pelo dever de gratidao e cheio de conten-
tamento.
Havia 3 mezes, que o rheumatismo me
privava de excrcer os raisteres de minha
protisaao. Era horrivel o mea soffrimento
Tendo consultado varios clnicos e em
pregado quantos depurativos me foram
aconselhadus, de nenhum tir i resultado,
accresoendo, que com o uso do iodoreto de
potassa estraguei meu estomago. Final
mente um clnico muito respeitavel por seu
aber, o Sr. Ur. Pitanga, aconselhou-me
a que usasse o Cajurubeba.
Feliz conselho! I Logo no meio do pri-
meiro fraseo (parece incrivel) puz-me em
estado de sahir a ra, e com mais 4 fras-
cos (que os tomei to smente por precau-
9S0) acho-me de todo restabelecido, e
aconselho a ineus amigos, que o usem
quando por infelicidad se virem ata
cados de tio atroz soffriir.ento.
Faga V. S. d'esta minha declarar-So
uso, que Ihe aprouver.
gou com estima
De V. S.
Am.'jobr.0 e cr.u
Candido Lyra,
(Proessor de piano)
(A firma estava reeonhe -ida).
Viva Santo Antonio !
Viva S, JoSo I
Viva S. Pedro I
Viva S. Paulo !
Estamos no mez de Jucho,
Mez de gozo e dist^acSn,
Em que todos festejamos.
Santo Antonio o S. Joao.
Mes de S. Pedro e S. Paulo,
Mez de mimos e delicias,
Mez de prazer e de gragaS;
Mez de venturas propicias;
Mez sublimado e divino,
Mez dos mezes, mez primor,
Mez em que os crent^s venerara,
Quatro columnas de amor I
Mez de Junho, te sau'do I
Mez de Junho, te venrro !
Para o teu bnlho me aprompto,
Abrilhantar te eu espero I
Meus leitoies e freguezes,
Nao morreu o Zacaras,
Est de saude, forte,
A's ordens das senhorias...
Ra Augusta, antiga de Hortas,
Em sua casa o veris...
Qae o primeiro andar,
Do numero orienta e seis.
Ahi podere3, querendo,
Vossa encommenda fazer,
Por precos sem competencia,
Que s a vista faz crer.
Faz caogica, bons bocados,
Os bolos do S. Joao,
Sem medo, e tos de ovos
Lindos pastis com cidrao.
Faz bandejas de encommendas
Para qualquer baptisado,
Para bailes, casamentas,
No gosto mais apurado.
Faz empalias, papos de anjos,
Fino toucinho do co...
P2o de-l, pastis de nata,
De se tirar Ihe o chapeo.
E se encarr^ga tambem
De mesas organisar,
Ondo o gosto, a elegancia,
Se tratam rivalisar.
Emfim, trahalha em tudo,
Da sua arto e profissao,
S precisa de vos todos,
Preferencia o proteccSo.
Eia, pois ; no mez de Junho,
Neste mez todo prazer,
Consquistem esta triu.i"'e,
Comer, brincar e beber! I
J sabem, pois, onde moro.
Espero das senhorias
Encommendas fartar.
At mais ver
Zacaras.
4 Falla de Capilao-.Hur
Constamos que sabbado repeto se no theatro de
Santo Antonio a op-reta do aetor Bahia, sendo o
o papel da actriz Edelvira Lima desempenbado
pela actriz Herrai ia Coinbra, por causa da refe-
rida a-'trir nao fazer mus parte da companhia.
N 8. Na tsica pulmonar a potencia
da Emulsao Scott como remedio m ra-
t". hosa. Restaura o sangue ao seu esta-
do normal. Saca as ifUiuinacSas de gar
ganta e dos pulmoes. Calma a toase e a
rouquidSo. D cor s faces o aumenta a
carne e as forcas.
Roobo, a mo armada
No dia 18 do corrente mez um aloiocre-
ve conduzindo da cidade do Espirito San-
to, de Pao d'Alho, para o engenho Cotun-
guba urna carga com dous bahs, entre os
engenhos Cancella e Cotunguba, foi ata-
cado, e amarrado por dous ladr5es, que se
apoderando dos bahus, arrumbaran)-nos, e
roubaram os objectos seguintes : 3 pul-
seiras d'ouro, tendo una inscripta a pala-
vra amisade- era perolas, outra repre-
sentando 'Jin triangulo, e tendo urna co-
bra, feita de perolas, e a terceira rppre
sentando urna flor de coral com palmas de
ouro.
1 relogio para senhora, c-Ora alfinete para
pregar o relogio
4 vestidos finos, sendo ura de seda
asul marinho com enfeites de velludo o
rendas ; outro de merino cor de granada
com enfeites de setim, da mesma eflr ; ou-
tro de merino cor de cumbo, com bolinhs
di velludo granada ; e cutro de merino
cor de per das, com rendas cor de creme.
1 vestidos de percate e cassa de cores
defferentes; saias bordadas, camisas in-
glezas para homem, seroulas, duas caigas
de casemira, sendo urna preta, e cutra de
cor, duas sobrecasacas, sendo urna nova
com a marca ra do Hospicio Rio de Ja-
neiro 2 pares de botinas de pellica, para
senhora diversos pares desapatosde charlo
te, duas ".amigas marcadas com o nome Dr.
Nereu Guerra urna caiga e collete do
flanella azul com a marca Gomes e Sil-
va, casacos brancos enfeitados de rendas,
perfumaras etc, um casaco de merino pre-
to com palmas de vidrilho, e enfeites de
setim, e urna bolcinha de couro da Russia
com trinta e quatro mil reis em dinheiro.
Pede-se as autoridades policiaes a ap-
prehensao dos referidos objectos, e dos la-
dr5es, e d'aquelles em poder de quem fo-
rem encontrados taes objcejos como cum-
pl -es de semelhante roubo, sendo indem-
nisados de qualquer despezas, no referido
engenho Cotunguba.
finfermidades cansadas por
expesico
IV* 364
Os mineicoe que trabalham cm toda a classe de
mina, achario na salsaparrilha de Bristol, ama
salvaguarda segura cootra todos os da imanchos
inherentes urna vida de privacoes e coatinuadas
exposicoes taes como rheumatismo, dyspepsia, fe-
bres intermitientes e biliosas, affeecao do ligado,
aocersos, ulceras, inflammacoes glandulares, eru-
pcoes, novralgia, molestias venreas, etc. Em to-
dos os casosanda mesmo que se tenham aggra-
vado por desiaaselo -garante-se a mais completa
cura. Todo aquelle qne a toma de ves em quando
como preveiitivo, fortalece seu systema contra as
enfermidades, vigora e Migmenta as forcas vitaos
at tel ponto, que preciso vel-o para crel-o.
Um medico eminente declarou, que ellaseappro-
xima esse fabuloso elixir da vida, mais do que
nenham outro remedio conhecido.
A salsaparrilha de Bristol encontra-se em toda
a parte do mundo civilisado.
Acha-se vend* em todas as principal 8 bo :icas
e lojas de drogas.
Agentes em Pernambuco, Henry Forster & C,
ru do Commercio n. 9.
Antonio de Souza Leio avisa a seus amigos,
convidados, que ns sabbado 12 do cnente encon-
trario na estaeio da estrada de ferro do Recife &
Caraar, ra de S. Jo, um trena especial a ana
disp icio que sr-girr.i pasa Morenos a 11 "horas
fa manhi.


4
i
Diario de PernambucoSabba do 12 de Jnnho de 1 S 6
*.! II
EDITiES
.

Edital n. 108
De ordem do Illm. Sr. inspector se faz publico
ne esta Alfandega, precisando contratar o forne-
jmento de papel, peonas, tintas, lapis, caetas,
livros em branco, encadernadoe e em brochura e
mais artigoa necessarioe para expediente das sec-
ones e servicos da guarda-moria, bem aasim a en-
cadernacao dos despachos e mais papis, durante
o exercicio de 18868W7, receber nodial7,
ao meio dia, psopoafas em cartas fechadas,
aom declaracio de todos as artigos e seas precos ;
as quaes serio abertas em presenoa dos concur-
rentes e preferida aquella que mais vantagens
ofierecer 4 Faaenda Publica.
3* seccn da Alfandega de Pernambuco, 9 de
Jonbo de 1886.
O chefe, Cicero B. de Mello.
Edital n. 13
De ordem do'Illm. Sr. Dr. inspector, faco pu-
blico que no dia 17 do correte ir a praca porau-
te a junta deste thesouro, o fornecimento da ali
mentacSo ao presos pobres da casa de detenco,
relativo ao trimestre prximo futuro de. Julbo
Setembro, servindo de base a diaria de 420 rs.
Secretaria da thesouro provincial de Pernam-
buco, em 8 de Junh de 1886.
O secretario,
Affonso de A. Mello.
E ital n. 14
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, fac> pu-
blico qne no dia 17 do crrente ir praca o for-
nacimento dos medicamentos necessarios a enfer-
mara da casa de detenco por tempo de um auno,
a contar do 1 de Julho proximof uturo, servindo
de base os precos do respectivo formulario.
Secretaria do thesouro provincial de Pernam-
buco, 8 de Junho de 1886.O secretario,
Affonso de A. Mello._________
Juizo dos Ffcitos da
Fazenda Nacional
O Dr. Jos Manoel de Freitas, desombar-
gador honorario, official da Imperial Or-
dem da Rosa e juiz privativo dos feitos
da fazenda d'esta provincia de Pernam-j
buco, etc.
Faco saber a todos que o presente edital virem,
ou d'elle noticia tiverem, que pelo Dr. procurador
fiscal da Fazenda Nacional me foi requerido, na
execucao de sentenca contra o ex thesoureiro da
estrada de ierro do Eecife Caruar e do prolon
gamento da do Recife S. Francisco, Braz Bar-
retto Carneiro Leao, que fosse o mesino intiaado
por edital, visto achar-se ausente em lugar nao sa-
bido, para no praao de 24 horas pagar a quan'ia
de 32:666*754 de seu alcance, juros e cusas, sob
pena de proseguir-se na referida execucao sem ser
elle mais ouvido nem citado.
E para o fim requerido mandei passar o pre-
sente, que, indo por mn asignado, ser affix-.dj
no lugar do costume e publicado pela imprensa.
Dado c passado n'esta cidade do Recife e no
cartorio dos Feitos da Fazenda Nacional, aos 27
de Maio de 1886.
Jote Manotl de freUaa
Edital n. 110
De ordem da hispe storia dei ta alfandega, inti-
ma-se ao dono de um encapado que fui apprehen
dido no dia 7 do correte, as 10 horas da manha,
no caes da Lingoeta. para que, no praso de 15
dias improrogaveif, venha a esta reparticao npre-
aentar sua defesa, requerer o que for bem de
seus direitos e ver proseguir todos os mais termos
do processo, sob pena, se nao o fizer, de ser jul-
gado a revelia, nos termos do art. 746 do regula-
mento de 19 de setembro de 1860.
3 seccao da Alfandega de Pernambuco, 10 de
Jnnho de 1886.-0 chefe,
Cicero B. de Mello.
N.
N.
N.
N.
ti
N.
198.
200.
202.
204.
206.
N. 170. Joo da Cuaba Soares Gui-
PM rites
N. 172. Padre Antonio Jacome de
Araujo
N. 174. Manoel Moreira de Moraes
Piobeiro
N. 176. Francisca Thomazia da Cou-
ceicio Cunha
N. 178. A mesma
N. 180. Joanna Militana de Jess
N. 182. A mesma
N. 184. A mesma
N. 186. Francisca Thomazia da Con-
ceicio Cunha
N. 188. a mesma
N. 190. A mesma
N. 192. Paulino, filho de Jos Das
Fernanden
N. 194. Joaquim Dias Fernandes
196. Manoel da Silva Santos
Jos Luiz Ferreira da Costa
Francisco da Silva Reg
Antouio Moreira Reis
O mesmo
Francisca Thomazia da Con-
ceicao Cunha
N. 208. A mesma
N. 210. Joo Rodrigues Lima
N. 212. O mesmo
N. 214. Jacinth do Reg Barreto
Lima
N. 95 Companhia Estrada de Ferro
do Reeife ao S. Francisco
N. 97. A mesma
105. Bernardo Jos Rocha
107. O mesmo
109. Manoel Francisco Marques
111. O messe
113. Candida Isabel dos Santos
Vives
N. 117. Manoel da Silva Santos
N. 119. Barbara Francisca io Reg
N. 121. Manoel Antonio da Silva Mo-
reira
N. 123. Mara Amelia do Reg e ou-
tros
N. 125. Joo Carlos Bastos de Oli-
veira
N. 127. Antonio Fernandes Velloso
N. 129. O mesmo
N. 131 Joaquim Luiz Vieira
N. 133. Viuva de Carlos Augusto de
Araujo e ou'i-o
N. 135. Viuva do Candido Jos Lis-
boa
N. 137. Joaquim Bernardo de Figuei-
redo
N. 139. Francisco Antonio da Rosa e
outrns
N. 141. O mesmo t
N. 143. Francisco Gomes Ferreir- de
S Leitao
N. 145. Manoel da Silva Santos
O mesmo
Jos Femaudes Lima
Manoel Antonio da Silva Mo-
45*000
544000
45*000
45*000
45*000
45*'o> 0
45*000
45*000
45*000
45*000
45*000
32*400
36*000
81 0il
801000
27*000
21*600
24*700
45*000
. 32*400
21*6(0
24*700
27*000
750*000
450*000
45*000
45*000
72*000
72*000
N. 261 G. O mesmo
N. 261 H. O mesmo
N. 261 I.'O mesmo
N. 261 J. O mee.no
N. 263. Antonio Cesar de Mello Falcio
N. 265. Manoel Tavares de Mullo
N. 267. Roma., da Silva Marques
67 A. Jos Francisco Ramos de
Olivis*
X. 269. O mesmo
N. 269 A. Joao Francisco Samas de
Olivcira
N 269 B. O mesmo
N. 269 C. O mesmo
N. 271. Manoel de Souza Tararas
N. 273. Jt.o Francisco Ramos de Ol-,
Veira
X. 275. O mesmo
X. 281. Emiliano Ferreira Csalo
X. 283. O mesmo
X. 285. Miguel Archanjo da Paixo
N. 2t7. O mesuw
X. 2<9. Soverau Mara dos Prazsros
X. .. Josepha Thomasia Xavier
X. 93. David da Silva Maia
X. -295. Ji.'o Gomes d. Costa
X. 295 A. Antonio Innocencio Fer-
reira
N. 295 B. Eulalia Rodrigues da Suva
Valle
N. 297. Jos Correira de Figueira
N. 299. Josepba Thomasia da Silva
Boa*
N. 299 A. Joaquim Goints de S Lei-
tao
X. 301. Firmina Mara do Amor Di-
vino
X. 305.
N. 307.
N. 311.
David da Silva Maia
O mesmo
54*000 N. 311. mesmo
60*000 X. 2. Manuel Joaquim Ferreira Es-
54*000 teves
N. 4. Jacob Auouio Vieira
545000 N. 58 B. Laonano de Mell- Accioli
X. lOfl*. Antonio Jos Pestaa
36*000 X. 122. Jacintas M-rques dot, Santos
M N. 124. O mesmo
54* 0(f X. 126. Bellarmino Florindo do An-
46*000 tirada
54*0.X) X. 138. StbaatiSo Marques do Xasci-
43*200 ment
X. 160. Jeionyrno Marques de La-
27*400 eerda
N 162. JoSo Paulo de Souza e Jos
36*000 Joaquim da Costa
M. 166. Jos Moreira da Silva
45*000 X. 168. O mesmo
X. 170. O uiesui"
90*000 X. 172. O mesmo
90u00 X. 172 A. O mesmo
N. 186. Mara Benedicta do Rosario
Vicoucia Ferreira do Espirito
Manoel Miranda Pires
Manoel da Silva Santos
Jos Vicente Duarte. Brau-
de
Edital n. 15
O Illm. Sr. Dr. inspector deste Thesou-
ro, em vista do resultado do trabalho da
commissSo encarregada, nos termos do art.
6. da lei n. I,8o0, de liquidar os dbitos
provenientes do imposto de caigament e
passoio desta cidade, manda epnvidar aos
Srs. proprietario8 dos predios' constantes
da relacio infra, para dentro do prazo de
30 dias virem a esta reparticao recolher i
importancia do calcaraento quo de aceordo
com as leis em vigor foi executado pelo
respectivo empreiteiro, sendo que esgoudo
aquelle prazo serao extrahidas ai contas
para se effectuar a cobranca judicialruent-.
Secretaria do Thesouro Provincial de
Parnambuco, 10 de junho do 1886,
O secretario,
Afumo de Albuquerque Mdlo.
Contribuintes do calcameuto de S. Jos
Ra Vidal de Negrciros
N. 162. Claudina Maria de Sacra-
mento
N. 164. Joanna Militana de Jess
N. 166. A mesma
N. 168. Rita Maria da NatividadeMa-
galbes
364000
32*400
32*400
27*000
de
COMERCIO
Accoes
Cambio
Bolsa eomiaeretat de Pernaiu
buco
RECIFE 11 DE JUXHO X)E 18Se.
As tres horas da tarde
Colace* ojiciue*
da companhia do Bebcribe do valor de
100* ao preco de 150* cada urna.
sobre o Rio Grande do Sul, 60 d/v. com
1 1/4 0/0 de descont.
Dito sobre dito, 90 d/v. com 1 1|2 0|0 de descont
Cambio sobre L.o< dm, 60 d/v. l 5/16 d. por 1*>
do banco, bontem.
Dito sobre dito, 90 d/v. 21 3/8 e do banco 21 1/4
e 21 1/8 por 1*000.
Dito sobre dito, vista, 21 d. por 1*000, do
banco.
Na hora da ools
Vendei am-se :
12 accoes da companhia do Beberibe.
O -residente,
Pedro Jo Pinto.
Pe-) secretario,
Augusto P- de Lomos.
RSfilNiMEMOS PCBLlUiS
N. 147.
N. 149.
N. 161.
rer
N. 153.
N. 155.
X. 157.
dio
X. 115. Dr. Symphrono Cesar Cout-
nho
Ra Imperial
N. 37. ViscmJe do Livram-ulo
N. 59. Riearao Jos Goncalves
Souza
N. 143. Thomaz Themez.
N. 155. Dr. Antonio Goncalves
Azeveiio
X. 161. Francisca Mara da Couceigao
Kego
N. 165 Carlos Antonio de Araujo
N. 167 B. Joao Adriano de M. Dutra
N. 169. Claudio Martiuho do Sacra-
mento
X. 171. Ijnacio Pedro das Xe.ves
N. 173. Clau'.ina M.r.inha do Sacra
im-nto
X. 175. Joanna Militan de Jess
N. 187. Jos Moreira da Silva
X. H0S. O mesmo
X. 213. Joao Jos Tararea de Hada-
ras Xrtto
N. 215. Joo Gomes de Abren M-lIo
X. 223. Pedro Tertuliano da Cui.h i
X. 225. He.deiros de Rusaua Hara
da Paixo
N. 229. Autonio Goncalves d'Azeve lo
N. 231. Jos Ignacio Ferre-irt Rabello
X. 233 Amaro Jos dos Prazures
N. 235. Felippe Xeedban
X. 237. O merino
N. 237 A. Fernandos & Punir
N. 241. Jos Joaquim Fereira de.
Souza
N. 243. Manoel Patro Jo Xaseiment
N. 245. Jos Joaquim Ferreira de
Souza
X. 247. O mesmo
X. 247 A. Pedro Joajuim Augusto Ri-
beirn
X. 249. Elias Av.liuode Barros
X. 251. Francisco d Paula S. Reeo
X. 253. Manoel Simp.icio dos Reis
Spindola
N. 255. Viuva de Mtalas da Costa
Oliveira
X. 257. Antonio Jos de Souza o Silva
X. 259. Maria Th-..dora d'Assuinpco
X. 261. Manoel Patrio
N 261 E. Chriapiuiano Marques Xo-
gueira
X. 261 F. Manoel Jos Joaquim de
Souza Beltro
51500H
106*000
54*')00
105*000
45*000
54*000
540OJ
75*000
39*000
54*000
91S000
^50*000
45*COJ
185*1000
45*IK
36*000
45*001
28*8 O
45*000
450.K)
86*1)00
120^000
881008
31*000
25*2 0
5450 .0
36*000
1(KW
75*00;)
21600
22*6 0
32*100
15*200
28f800
27*000
25*200
364000
18*000
18*000
18*000
30*00 '
28*800
lOiSOO
545000
X. 188.
Santo
X 190.
X. 192.
N 19(1
Berunrdo Jos de Araujo
O mesmo
Jos e Dionisio, filhos de Dio-
nisio G.'iiciilves Maia
X. 193. Os uiesmos
X. 200. Os meemos
X. 200 k. Mam.il da Silva Santos
N 2 K) B. O mesmo
X. 200 E. Manoel do Xascimento Silva
N. 200 F.
X. 200 G.
X. 202. Am.iro Jos dos Praz res
N. 202 A. Bernardo Joaquim Gomes
X. 202 C. O mesmo
>'. 204. AuUuj Moreira Reis
V. 206. Mauoel Patrio do X.sci-
mcuto
X. 203.
X. 210.
X. 212.
X. 214.
X. 216.
X. 220
X. 222.
X. 224.
Gaio de
Mes a Juuho de )8S6
ALFANDEGA
RlKDA OBBU. De 1 a 10 218:013*385 dem de 11 47:965*63? 265:979*022

Ruda pbovihcui. De 1 a 10 36:142*003 dem de 11 5:597*514 4i:718*c17
Total
307:718*539
RacmiiDoaiA D* 1 a 10 ieui de 11 10:514*926 1:871*320
12:386*246

COBSTXUUK) PmOVIHCIAL Do 1 a 10 dem de 11 36:247*552 4:776 3 9
t 41:023*861
RrdyBDBATHAQB-e 1 W Itatt m 11 3:373*194 307.187
lE'iFAOUUb DE KXPKTAlA
Lm 10 de Junho de 1886
Para o exterior
Xo vapor inglez Hercules, carregou :
Para Liverpool, J. P. Lobo 10 sancas com 601
kii js de algudio
Para o Interior
Xo patacho sueco Idana, carregou :
Para o Rio Grande, do Sul, V*. da Silvei ]50
barricas com 15,975 kilos de assucar branco e 250
ditas com 28,260 ditos de dito mascavadu.
Xo hiate nacional ^4'irora 2", carreeou :
Pata a Villa de Touros, M. Amorim 100 saceos
com fariuha de mandioca.
Xa b l'im o Natal, M. Amorim 300 saceos com fa
rinha de mandioca.
Na barcaca Graciuda. carregaram :
Para Mamanguape, P. Carneiro & C. 200 sac-
eos com fariuha de mandioca.
MOVIMESTO DO PORTO
Navio entrado no dia 1 1
Montevideo -24 dias. Patacho, inglez Sa-
rah Wallace, de 215 toueladas, capitao
C N. Holdey, equipagem 7, carga fa-
rclio; a Fcreira Carneiro & C.
Navios sahidos do mesmo dia
Canarias Vapjr inglez Hercules, co:n-
mandanto K Mitetioll, carga assucar e
rlgod^o.
Santos por escala Vhpor austraco libro,
coiumandautu A. liandiuli, carga varios
gneros.
Barbadospatacho inglez Se/etJia, cupito
W. Harrys, em lastro.
Aracaty Hyate nacional mesiru Vicente Ferreira da Costa.
VAPOKES ESPEIUDCfe
Joo Jos Borroso e Silva
O mesmo
O mes no
O inciii >
O mesmo
/cente Riljci.o Pontee
Antonio Benedicto Salgado
Mana, h ha do Jos Fcdr-
Miranda
X. 226. Aun.., fi'lia do .neeino
X. 226 II. Tlier.za.M na di; Jess
X. 226 C. Antonio Ramos do Xasci-
ineiro
X. 226 Vlexandre Va.ma de Vas-
e 'liei lie,
X. 223 A. Joquiua Maria da Coucci-
e-i
X. 232. L urenea B- zerra da Costa
Ulifeira
X. 281 A O mesmo
M. 281. O inesuii
N. 236. O mecn i
X 242. Hcrdeiios de Jos Hygiuo do
Miranda
X 241. Viuva ile Manoel Jos dos
Saiiios
N. 248. Antonio Moreira Seis
N. 248. .Mauoel da Costa Pcreira
X. 250. Felieidade Perpetua Maria'
da (,'oneoieo
X. 2-r'2. A mesm
X. .">4. Francisco de Paula Tavares
de Mello
X. 254 A. Flbrinda Maria de Jeus
N. 258. Teituliano Marques de Mello
X. 25{j. Vlenores Apolomo e Mari, ti
Inca ile S.rnurl do Espirito Sa.ito
X. 260. Geruldo dos Santos Menduucu
X- 262. Manoel rVroira Vi ma
X. 268 A. Benedicta
X. 262 B. (er-l.lo Antonio da Moita
X. vG4. Antonio Moreira Res
X. ^66. O me oiiu
N. 268. O mesmo
N 27 N ~C. O mesmo
274 O mesmo
X. 278 Ag stino Pereira Goe*
N 280 AuMiio L de E. Santos
X 232. G-nlh-: me Jos des Santos
X. 284. Firmo Autonio Rjdrigues
X. JK1 A. O mesmo
X. 86. (arlos Jio de Araujo
N. 283. Ji>s Francisco Paredes Porto
N. 290. O neaao
X. 292. Anua Cecilia Gomes Figue-
redo
\. 28i. Flireutini Xunea de Mello
X. 296. Dioi.izio Uiaa Moreira L-ite
N. 298. Amaro Antonio de Farias
X. 3iH). Manoel .M. Pire
\. 302. Amaro Antonio de Farias
.1. 311.. Man,. I Alves dos Sautos
C mesmo
B-Tiiardmo Jos Ferreira
3:680*381
Espirito Sanio do norte boje
Tomar do sul a 14
Mrquez de Caxias da Baha a 15
Hambu/y de Hambu;> a 16
Para ra a 17
Godrtvii de Liverpool a 18
Ville iU Fer.taiMuco da Europa a 20
Ipojuca Glica do norte a 20
do sul 21
Ceor do norte u 28
Colorado fUl BUl
Nena da Europa a 24
do sul
irte
do cul a 29
X. 312.
M. 314.
Gomes
X. 316. Jo1> Ferreira L'ureiro
N. 318. Rosalina Mari* da Paixoo
N. 320. FeliciodaCuuhaSoutoMaior
N. 322. Israel Affonso Ferreira
X. 322 A. Candido Thiago da Costa
Mello
S. 322 B. Ant-inio le MirandaCistello
Branco
X. 322 C. C mdido Thiagj da Costa
Mello
X. 322 D. Antonio de Miranda Castollo
Branco
X 322. E. Ju inodeCarvalho Falco
X. 324 1). Candida Cavalcaute de
Miranda Var.jao
X. 326. A mhos
X. 328. Joao Al ves de Miranda Va-
re i ao
N". :M. O mesmo
Antonio Hcnrique
X. 34. Joaquim Antonio Oliveira
X. 19. Antwiua Jacintlia de Jess
Goocalves
X. 21. Jos Antonio l'ereira
X. 28. Pedro Tertuliano da Ciara
N. 25. Igna.iode S Lopes Fer-
nandes
Pescadores
X. 43. Convento da Gloria
X. 26. Herdeiros de Americo Francis-
co de Paula
Pescadores
N. 28. Luiz Amavel Dubourcq e her-
deires de Diogo Jo> da Silva
Herdelros de Joo Ignacio da
Rosa.
X .'!2. Marco/ino Pedro de Souza
X. 34. Mai tinao Jos de Souza Reg
N. 86. Manoel Alvea Santiago
X. )8. Antonio Francisco da Silva Coe-
Iho e outros
Santa Ciilia
X. 29. Luiz Goncalves Silvino
X. 31. Joaquirh Felippe da Costa
Manoel 1-iuheiio da Silva Bap-
Jmbelina R-<8alina Maria da
Silva
36*000
36*000
36*0C0
36*000
21*600
30*000
39*600
i
27*000
25*200
28*
28*
25*200
25*200
25*200
*
7*20
10*800
10*800
36*000
28*800
38*800
*
21*600
18*000
10*800
31*000
36*000
25*000
25*200
21*600
*
60*0O">
36*000
75*000
60*000
18*000
24*000
18*000
80*000
28*300
32*400
54*000
50*400
50*400
50*400
50*400
18*000
18*000
45*000
36*00
45*000
45*'MK)
360 K>
60*000
60*i00
36*1.00
36*. O
36*000
22*50)
75*000
14*400
32*100
25*200
13*61)0
18*000
18* 00
18*(KK)
48*'00
18*(K;0
19*800
25*200
18*00
1(1*800
10*800
10*800
23*800
23*800
3
54*) 0
9*000
12*800
19*800
18*000
25*200
12*600
25*200
JlOOU
lo*000
18*100
1*(HK)
18*000
14*100
*
45*000
21*i"ni
14*400
18*000
1S*(XX)
25*200
19*800
25*200
21*6.i0
27*(KM
27*000
18*000
27*0 )0
27*000
14* 100
18*000
18*00J
18*000
18000
14*400
*
*
25* 00
25*80 i
21*600
18*000
21*600
22*500
24*000
18*000
J^rari
N. 37. Ordem Tercera de S
cisco
X. 41. Izabcl Maris da Trindade
Becco do Serigado
X. 7. Maria do Amparo Borges
Asittmpcao
N. 12. Joaquim Pereira Arantes
N. 38. Mosteiro de 8. Bcnto
Domingos Theotonio
N. 9. Miguel Francisco de Souza Reg
Travessa de S. Jos
N. 3. Francisco Botelho de Mendonca
N. 7. Ordem Terceira de S. Francisco
N. 9. Joaquim Lopes da Costa Maia
N. 13. Manoel Jos de Mattos
N. 16. Manoel Fernandos Mascarc-
nhas
N. 17. Antonio Pereira Mendea
N. 23. Irmandade de S. Jos
N. 25. A mesma
N. 27. Antonio Marques de Oliveira
N. 29. Manoel 'ernandes Mascaren-
has
N. 31. Irmandade do Santssimo Sacra-
mento de Santo Antonio
X. 33. Jos Ignacio de Medeiros Reg
Monteiro
X. 35. Antonio Ricardo do Seg
N. 37. So i inario de Oiind*
N. 39. Domingos Bernardo da Costa
N. 2. Francisco Antonio da Rosa
N. 4. Francisco Antonio da Sosa
X. 6. O mesmo
N. 8. Orphaos de Serafim Clemente de
Souza e Silva
N. 10. Francisco de Sonsa Seg Mon-
teiro
N. 12. O mesmo
N. 14. Miguel Francisco de Souza
Seeo
N. 16. O mesmo
N. 18. O mesmo
N. 20. Monsenhor Francisco Mumz
Tavsr"9
N. 22. Fiaociseo de Souza Seg Mon-
teiro
Ra 8. Joe
N. 1. Antonio Soares Rapozo
N. 3. Joaquim Gcncalves dos Santos
N. 5. Paulino de Oliveira Maia
N. 7. Viuva de Manoel Joaquim Bap-
tista
N. 9. Antonio Marques de Oliveira
N. 11. O mesmo
N. 13. Manoel Jos Goncalves
X. 15. Jos Esnaty
N. 17 O mesmo
N. 19. Irmandade de Benedicto
N. 21. A mesma
N. 23. Antonio Marcolino de Souza
N. 25. Antonio Moreira Reis
N. 27. Fortunata Florinda da Concei-
N. i9. Gil.lino Antonio Alves Ferreira
M. .'l Jos Pereira de Azevedo
X. 88. Kraiieisco Goncalves da Rocha
N. 35 Jos Antonio Lopes
K. 37. Maria Francisca das Chairas
X. 83. J laHoa de Jess XevesQua-
e*m:v
X. 41. Irmandade do Divino Espirito
Santo
N. 43. Joao Baptista de M. Gomes
N. 45. Aiiaeleto. fllho de Anacleto Au-
to:.! > Fe reir
N. 47. Bironeza de Cimbr-a
N. 4' II r.l oros de Antonio Joaquim
Ferreira Giiimuiaes
X. 51. Manoel Ignacio de Amida
X 28. Varia Magalliaes Ferreira des
Pasaos
X. 30. An:o i o Joiquim Caseilo
X. 3 1.0 mesmo
X. 84. Ani nio Pereira Mendes
X. J. Aut- nio Feruandes de Figuei-
r--d i l'aiva
S. 88. Manoel Dis da Silra Sanios
N 42 I).iniV> Francisco Camoos
N. 44. Juid Furnaiide* Ramos de Oli-
veiri,
X. 46. Man.el Bezerra dos Santos
N. 48. B-nto da Silva Maeso
X. 50- Dr. Francisco Goncalves de
Moraes
X. 5'. Jos da Assuinpca Oliveira
^. 54. De/lina M '1" Rosario
X. 56 Jeroiiy.no Salgado da C. Gui-
llnl'M.'S
X. 5S. Tito Mvio Soares
N. 60. Traj .no Alipio de Carvalho
Meudonea
X X. 6t. Mmi.c' Dias da Silva Santos '
N 66 Augu-to Cesar da Rocha Falca o
X 68. Manoel Jos Pereira de Meu-
dinca
X. 'i) M-noel l-aulode Albuquerque
X 72. ') m-Fin i
N. 74. Joo Ignacio do Reg Medeiros
Lirio da Penh .
X. 14. Francisco Jos da Silva Mayer
Km Nova de Santa Rifa
X 9. J .ao de Unto Coneja
X. 11. O menino
N. Id Krai.ciseo de Paula Gomes
X. 15 Doming-s Jos da Cost Amo-
rim
30*000
23*000
25*200
36*-00
25*200
36*000
24*600
30*000
5lf00:>
89*800
Companhia de Edlflcaffo
Commanica-e aoa Srs. acciooietae. que por 6*-
liberacilo da Directora, foi resolvdo o recolhi-
mento da terecira prestaco, na razo de 10 por
cento do valor nominal de cada aceito, o qual de-
ver realisar na sede da Companhia, praea da
Concordia n. 9. a' o dia 30 do corrente, em cuja
oceasiao se dhtribuiro as respectivas accoes.
Recife, 10 do. Junho de 1886
O director secretario,
GujtaVo Antunes.
Sauta Casa de Misericordia d
Recife
A Illma. Junta administrativa d'esta Santa
Casa contrata, eom quem melhorea vantagens cf-
ihxnna '''rl*cer> fornecimento dos gneros abaixo deca
irados, pnra o consumo dos estabeleciBentos se
guintea durante o rrimast.e de Julho a 8ttembro
do corrente anno : hospital Pedm II. bosncio de
alienados, rasa d 'H expostos, hospital de Santa
Asuela, nsylo de Menoicidade, hispial dos la-
zaros e cellegio dasurplis.
Aletria, kilos.
Arroz, dem.
Aguar lente, litro.
Azeite doee, i-iem.
Araruta, k'l<*.
Aa^suear de l, 2" e 3a sorte e turbinado, idera.
BacalhA'i, id-m.
Banlai de porco, ideas.
Batatas, id-m.
Cli, dem
Cat em grito, dem.
Carne secca, dem.
Ceblas, cento.
Fariuha de mandioca da provincia, litros.
Feijao, dem.
Fumo do Rio, kilos.
Gaz. lata.
Dito iuexplesivel, dem.
Milho, litros.
Maiiteu; franceza, kilos.
Potassa, idem.
Pito e bolacha, idem
Dito idem parpo collegio da orphas em Olinda,
idem.
Rap, idem.
Sabio, idem.
-al, litro3.
Tapioca, k lo.
Toucinho, idem.
Vellas de carnauba, idem.
Ditas stearin'if, maco.
V.ulio branco, litros.
D.to tinto (Figueira), dem.
Dito do Port.i, idem.
Vinagre, idem.
As pronostas deverito ser apresent*d:.s na sala
de suas sesto^e, MU cartas fechadas, devidamente
selladas, at as 3 horas da tarde do da 15 do cor-
rente, declarando os proponentes sujeitarem se a
urna multa de 5 / sobre o valor total do forneci-
meut;, se no praso de tres dias nio cimparcc-Tein
na secretaria da mema S uta Casa, para asei-
gnaiein os respectivos "ontractos.
Secretaria da Sania Casa de Misericordia do
nV-eife, 10 de Junli..' de 18
i) <"cretario.
Pe tro ttodnHet d- Sonzi.
35*000
36*000
51*000
45*000
45*000
45*100
96*000
45*000
27*000
30*000
21*000
21*000
18*000
21*000
21*"60
21*000
30*000
36*000
30*000
39*000
21*603
60*006
39*001
305000
21*000
27*000
36*'M>0
36*"00
86* 36*000
45*00i
45*000
45OOO
48*8 0
45*- un
36*0 51*000
86*O0i
45MW0
51*000
45-000
86*000
45*800
18*000
60*000
30*00
27*OcO
27* 100
36*080
36JOO
25* 0")
25*2C0
27*000
3*i M)
21*600
40*160
86*000
84*000
36*0! o
39*100
868O00
36*000
' 45*XK
36*000
13*000
45*000
54*000
36*000
30*000
72*000
97*500
2"7*(h)
Mee i cbm! le Pemam-
(Contini)
180*05K
28*800
*
28*800
28*80j
20*500
lf*(KJ0
14*100
25*20)
25*200
21*600
25*203
30*000
30*000
30*000
21*000
21*000
21*000
21*000
88J00Q
28*000
31*000
24*0001
27*0X01
Edital n. 109
(1 prac*)
Deordein do Illm. Sr. Dr. inspector, se faz pu-
blico rju- as 11 horas do dia 14 do corrente mez,
ter* vendida e,n praca no trapiche Couceicao, urna
eaixinha HV n. 846, viuda do Havre no vapor
traiR-ez VilU do Cear, entrado em Maio iiitiino,
couteiido titas de seda e algodao, pesando liquido
real 3 kilogrammas, abandonada ma direitos por
Antonio Jot- Maia k C.
3 eeecao da Alfandega de Pernambuco, 10 de
Juuho de 1836.O chefe,
Cicero B. de Mello-
U
Xos term -s do* arta. 5 e 6 dng estatutos, sito
oonvidados os i-enhoies accionistas reaiisarem
.t o di.-i 30 de jnnho proxim >. na sede do bae i,
rua do C "n ercio n. 31, a segunda entrada de
del pir cento do valor nominal de cada aceito.
Reeife, 18 de Maio de 18S6.
O- administradores,
Manoel Joio de Amorim.
Jos da Silva Loyo Filho.
Luiz Duprat.
Cha preto
As qtiafidades nic-
! ores cmais escribi-
das oeste genero, con-
tina a vend r Carlas
Siiiden, n. 48 rua do
Baro da Victoria.
Recebcu de iinpor-
taeao directa e vende
mais barato do que em
uira qualq^er parte.
Tamben, vendemos
em caivas pequeas,
propriaspara botis e
casas de familia.
DECLARCOES
F.culiiae de Uirii
De ordem do Kxm. Sr. conselheiro director in-
terino, se faz publico que bibliotlieca desta ta-
culdade, actualmente ettabelecida em um dos sa-
loes do convento do Carmo, contina a estar
aberta em tod>s os dias do anno, das 9 horas da
manlia As 2 da tarde, e das 4 as 6 da tarde, por
nio haver anda luz, p ira funecionar dito esta-
belecimento, das 5 at as 7 da noite, como pres-
creve o artigo 206 do regulamento complementar
exceptuado* os domingos e dias santos de guarda,
os de festa e luto nacional, quinta-feira de en-
doencaf, sexta feirft da paixo e os que decorre-
rem de 20 de dezembro at o da de reis.
Secretaria da Facnldade de Direto do R:cife
11 de Junho de 1886.O secretario,
Jos Honorio B. de Menezes.
SOCIEDADE
Edicto: a Pugilato Luterano
De ordem do Illm. Sr. prejidente, faco saber a
todos os ijOssos associados, que em aessao de 10
do corrente foi eliminado a bem da dignidade e
cofres desta sociedade, o Sr. Clemente Ferreira
da Silva. Roeife, 11 de Junho de 1886.
O 1- secretario,
Francisco v ieira.
Os socios da banda musical, sentidos pela in-
fausto passameuto do seu companheiro Augusto
Bra$a, nao tomam parte no sarao de 19 do cor -
rent;.
O grupo.
iuyi\\iai>i:
DO
SS. S cramento de S. Jos
De ordem do noeeo irmito juiz, convido a todos
os irmios desta veneravel irmandade a compare-
cerera no nosso con9etorio no domingo 13 do cor-
rente mez, ii las 1W horas da manhS, afim de reu-
nidos em mea ger.il, elegermos os novos funccio-
nsrios que teen de regar no anno compramisssl
de 1886 87, como manda o art. 36 do noseo com-
pro"niesr.
Conssiorio da irmandade do SS. Sacramento da
matriz de S. Jos do Recife, 9 de junba de 86.
O eecrivao interino,
Heliodoro Rabello.
Companhia de Edificares
O escriptorio desta
companhia acha-se in
stallado na prac,a da
Concordia n. 9, conser-
vndole aberto das 7
horas da manha s 5 da
tarde, em todos os dias
uteis. *
Incumbe- se de cons-
truccoes e reconstruc-
Recebe-se informa-
ges acerca de terre-
nos na cidade e subur-
bios, e a respeito dos
quaes queiram os res-
pectivos donos fazer
negocio.
No meemoescripto-
rio se encontraro as
amostras dos produc-
tos da olaria mechani-
ca do Taquary, pro-
priedade da m e s ni a
companhia.
lub Carlos Gomes
Taddo fallecido o socio desta club o Sr. Augus-
to. Braga, fiea, por rao infausto successo. suspen-
so o exp-diente do club at 12 do aorrente inclu-
sive.
Recife, 10 de Junho de 1886.
Joaquim Alves da Fonseca,
1 aecretario.
Circular n. 11
TUcNournria de Faaenda de Per-
nmbuco. IO de Junho de l*H
O inspector, nos termos "O offieo de S. Exc o
Sr. viee-presidente da provincia, de 8 do corrente,
expedido em cumprimento do aviso circular do
Ministerio da Agricultura, Commercio *> Obras
Publicas, de 29 de Maio ultimo, aob n. 135, orde-
na terminantemente aos senhores collectores das
rendaa geraes dos municipios desta provincia, que
anda o no fizeram, para que sem perda do tem-
po organsern e remettam esta inspectora as
relacoes ilos libertos sexagenarios, em forma e
pira os fins declarados no aviso circular do dito
Ministerio, de 23 de dez embro do i,nno pastado
conforme foi r.roinmendado a"s senhores collecto-
res na circular desta Th-souraria n. 2, de 3 de
Fevereiro deste anno ; relacSea essas que torro de
ser enviadas com a promptidao neeessaria :i orga-
nisvao da estatistica que di-ve ser apresentada
Assetnbla Geral, na artos I sesulo legislativa.
Outrosim, deteripina-lhc> que remettam a esta
inspectora trimenralmente relacoes dos antigos
escravos. que nos tres mezes anteriores houverem
attingido idade de 6'< anuos, alem das que de-
vem ser enviadas aos juizes de orphos. O que
tem por muito reeommendado, espera da solic-
tude dos senhores collectores a fiel observancia da
presente circular.
Antonio Caetano da Silva Kelly.
Arsenal de Manaba
CONCURSO PARA ESCREVESTE DA DIRECTO-
RA DE MACHINAS
Em cumprimento ao aviso do Ministerio da Ma-
rinha, sob n. 713 de 27 de Maio ultimo, o Eim.
Sr. chefe de divisa. Jos Manoel Ficanco da Cos-
ta, inspector degte Arrenal, manda fazer publico
que no dia 10 de Julbo vindoaro, s 11 horas da
manha, ter lugar n'esta eparticao, o concurso
para a vaga que existe de cscreveute da directo-
ra de machinas, conforme pieceta o art. 64 do
Regulamento que baixou com o decreto n. 5,622
d- 2 de Maio de 874, que manda observar as
disposicoes de que trata o rt. 203 do referido
regulamento, ticando para isto abetta a insrrpcao
nesta Secretaria ateo dia 7 de Julbo vindouro.^
Os pretendeutes deverito instruir suas peticoes
com documentos <|iie provem bmn comportamento c
a idade de Ift aniKii completos, pelo u.eoos, pudendo
juntar quHesqiier outros documentos que wostrem
suas habilitavoes.
Ao materias exigidas sao : Lei tura e analyse
gramma'ical, escripia de trechos i in portuguez, or-
thograpaia, vei>a das lmguas ingleza e franceza,
ex-icici de miiiipnsK-ao eu portuguez, ndaccao e
e.^tylo de acto. oQieiaes.
Secretaria da iuapeveao do Arpenal de Mariuba
de Pernambuco, 5 de Junho de 1886.
. O secretario,
Antonio da Silva Azevedo.
Arsenal de Guerra
O conselho econmico dss companhias de apren
dizes artfices e operarios militares, precsam eon-
tractar pira o 2.* rerneatre do eorrei.te anno, em
virtud" de nio apparecer eunenrrentes em eesso
de heje o segninte :
Pacs de 150 grammus kilog.
Ditos de 125 ditas dem. .
S poder concorrer ao f..rneciuento annunciado
pelo coiifilho, quem habilitar-se previamente, ex-
hibindo um requerinH'iito dinguro ao m-*smo con
selho, documento que prove havjr pago como ne-
gociante estabelecido, o imposto da easa commer-
cial relativo ao ultimo semestre vencido.
Os propenentes deverito apresentar ns'a aecre-
taria suas propostas at is ti horas da toanhit do
dia 14 do corrate, sondo tes propostas em du-
plcala, em cartas fechadas com- dVclaracao ex-
pressa de sujeitar se as seeuintes- oondigoei :
1.* No caso de nao assignaceta o contracto pa-
garito a multa de 100/().
2. Sendo recusado pela commiseao o genero
contractado, mandar s^-ha comprar- pelo preco do
mercado, ficando obrigado o coutraetante a indem -
Bisar, isto at tres vezes, depon* do qoe ficar res-
cindido o centracto, pagando o eontractanle a
multa de 2O0J00 >.
O genero annunciado dever ser de primeva
qualidade.
Secretaria do Arenal de Guerra de Pernambu-
co, 10 de Juuho de 1886.
O s<>cretario,
Jos Francisco hibeiro- Machado.
Manta Casa da Misericardla do
Recife
Arrenda se por maito barato preco, o armazem,
1 e 2- andares do predio n. 24 ft rua do Vizconde
de Itapancii, outr'ora do Apollo, cora excellentes
aecommodavoes para familia, teudo o 2- andar nm
bom terraco e sotao ; arrouda-se separadamente.
O armazetn presta-ee para deposito de assucar,
barriqueiro ou outra qualquer negocio que de-
mande grandrs aceommodacoe ; divide-ec o mes
no ..rinazrin. tornando-se ainda asaim dous bons
armazens, cm (rentes para o caes do Apollo e
rua do mesmo nome.
Os pretendeutes poderao examinar dito predio,
que se ach em reparo, tratando sobre o sen ar-
rendamento na secrotaria desta sana casa.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 29 de Mam de 1886.
O escrivao.
Pedro Rodrigues de Souza.
Capitana do Porto
De ordem do Exm. Sr. chefe de dvisio Jos
Vfanoel Picaneo da Costa, inspector deste Arsenal
e capitao do porto desta provincia, faco publico
que em observancia "o aviso circular do ministe-
rio da msrinha de 7 de Maio ultimo, por esta re-
particao faz-se acquisicao de eugajados e volun-
tarme para servir no batalhao naval, aos quaes sao
concedidas as seguintes vantagens :
Aos voluntarios 400*000, aos engajados 5O0J,
e as pracas de pret voluntarias, quando excusas
por conelusao de tempo do servico, um praso de
trras de 108,900 metros quadrados as colonias
do Estado.
Secretarla do Arsenal de Marinba de Pernam-
buco, 5 de Junho de 1886.
O secretario,
Antonio da Silva Aaevrdo.
Club de regatas per-
nambucano
Pelo presente convida-se aquellas pessoas que
quizerem concorrer a regata que este club reali-
sara no dia 29 do corrente, a virem se inscreyer
na ado do mesmo club, das 7 s 9 horas da noite,
at o da 20.
Outrosim, ha dous premios : sendo um de 25*
para o pareo composto de dous ou mais escaleras
de 4 remos ; e outro de 30*000 para o de 6 remos
as meemas condicoes do de 4.
Secretaria do Club de Regatas Pernambucano,
em 9 de Junho de 1886.
William Hughes.
Augusto F. Oliveira.
Dlrectorea de Regatas.
id
Emprearla do aba.teclmenta d
agua e gnm A cidade de Olinda
DEVEDORES EM ATRAZO
Tendo a directora, em sesalo de 15 io
crrante, resolvido reoeber por intermedio
de um sollicitador todas as contas de cOn-
summidores d'agua e gas em atrazo, a.
contar do anno de 1876, resolv n'esta
data encarregar de tal cobranza o Sr.
Diogo Baptista Fernandes, a quem espero
attenderao desde logo os meamos devedo-
tra, cortos da justica e equidade do Mu-
llante resolucSo.
Escrip torio do gerente 28 de Abril de
1886.
Antonio Pereira Sitnfa*-



1
I




w

1 aiEtm l


I
Diario de PernambncoSabbado (2 de Junho de 1886

/
i

i

, ?
-
THEATRO
DE
THEATRO
Domingo, i3 de Junho
ia de Na oto Antonio de Lisboa
O o .
Thaumaturgo d Portugal
Recita em beneficio da irapres-.ao do drama
0 Cabo Cczar
Espectculo honrado cora a assistencia do
xws. Sra. Dr. vicepresidente e Dr.
ehefe de polica.
Depois que o Exm. Sr. Dr. vice-presiderrte tive
occopad > a respectiva tribuna, ser pela excel-
lente banda de msica do ccrpo de polica, sob a
regencia do maestro Candido Filho executa-
o a brilhaule ouvertura
OS TRES CAPITAES
Segnir-sc-ha pelos Ilustres socios do corpo sce
nico do
Club Dramtico Familiar
que generosa e desintercssadawente accederam ao
pedido do Dr. Corte-Real, autor do drama, para o
protegerem nesta impresso, a ezhibicSo do drama
militar e de grande apparato cm 1 prologo, 5 se-
tos e 7 quadros, denominado
Empresa Dramtica
Muccrinn eilraonliiiaau l
Drecco do actor XISTO BAHA
SABBADO E DOMINGO
Duas nicas representares da opereta em
3 actos, original do actor XISTO BA-
HA, repetidas vezes applaudida no Thea-
tro da Paz no Para :
A Filha do Capitao-mr
0. Batalho de Inanlaria
Denomlnaco dos qnadros
PROLOGO.A Cttastrophe.
1. ACTO.A Revelaco.
2." ACTO O Crime.
3 ACTO.O Conde de Lipe.
4. ACTOA Voi do Sangue.
5.o ACTO.O Ferdao.
7. QUADRO.-Apotbeose.
PER5DITArJ2ITS
General Osorio.
General Campello.
Coronel commandante do 9 batalho.
O majar do mesmo.
G. Sampaio. commandante do 21 eorpo de Vo-
luntarios da Patria.
Valcacer, major do mesmo.
Grasina, capitao do mesmo.
Porto, capitao do mesmo.
Torres Gallindo, alferes do mesmo.
Capitao Paulo, filho do general Campello.
Zobaira, mulher de Campello.
vr.r. \u. cabo do 9 batalho.
Mara, filha de Cexar.
Valentim, ordenanza de Campello.
Gusmn, sargento do 21 corpo de Voluntarios da
Patria.
Tboinaz, vcllio soldado amigo de Cezar.
Pedro, sobrinho de Cesar.
Officiars do 9 batalho de infantaria.
Ditos do 21 corpo de Voluntarios da Patria.
Ajumantes de ordens do general Osorio.
Ajudaute de ordens do 9o batalho.
Soldados do 3 regiment de artilharia.
Soldados do 21* corpo de Voluntarios da Patria,
do 30 de Voluntarios da Patria e do 9 bata-
ILao de infantaria, msicos, etc.
O prologo passa se no Paraguay na memora vil
tataib de
em que o exercito brasileirj sob o commando do
Immortal general Osorio
ganha a victoria, depois de urna lufa de 6 or o.
Durante o prologo sao rememoradas as glorias
dos batalboes de Voluntarios da Patria de Per-
nambnco.
Durante o combate em nma acea, onde o gene
ral Osorio est dar ordens aos seus ajudaater,
vea pelos ares, arremessada pelos paraguayo..
una bomba ardeote, que cabindo em acea e pres
tes i rebentar, dever produzir a morte de muito
que all esto, mas o Cabo Cesar calmo, fri,
atira se ella, e cortando a mecha, inatilisa-a.
Por mais esae acto reconhece o general Osorio
a bravura dos pemambucanos, e o declara perante
todos.
Em outra scena vista dos espectadores, ao si-
billar das balas, ao troar dos canboes, ha a hor -
rhre)
Exploso de um armo
repleeto de municoes. Scena esta que em excesai
vo ten. agradado ao nosso publico.
Ao findar a batalba ouve-se o clangor da cor-
neta do quartel -general que toca o signa! da vic-
toria sobre o inimigo.
Por ama s voz, immensa, atreadora, acela-
jado
O Brasil vencedor.
O general Osorio telicita e louva a bravura dos
voluntarios da patria e do exercito.
O drama pa&sa-se n% corte, comecando ao rece-
b-r-s-; a noticia da
Passagem delluinayt
pela Bossa esquadra.
O 5* acto pasBa-se no campo da execuco na
corte. O 9* tataib> de infantaria acha-se em
forma. Apresenta se ahi o peloto conduzindo o
Cabo Cesar que vai ser fusilado.
Ao findir-se esse quadro surge o
Anjo da Victoria
embocando a tuba belicosa, e corosndo rs vultos
dos imu:ortae hroes da guerra do Paraguay:
Conde d'En. Duque de Casias
e general Osorio
A lexcellente banda de msica tocar nos inrer-
vallos das actos as seguintes pecas do seu reper-
torio:
Os castos do ht minen
A polka escripta pelo Dr. Imbassahy
S. flEhom de Parip
O pot-pourri por Candido Filhj, sobre o motivo
Cances populares
A mazurka por Candido Filbo
A Flor do Ljrro
O galope
Le Fiirot
Urna banda de msica tocar no saguo do tbea-
tro durante a tarde nos intervallos dos actos.
O autor do drama dirige-se ao nosso pu-
blico pedindo-lhe o seu benfico auxilio pa-
ra s publicaclo de urna obra que tem por
fina glorificar por mais est meio a heroici-
dade e bravura do BRIOSO POVO PER
MAMBUCANO no campo da honra, onde
aempre derramou o seu sangue para provar
qne sao dignos netos dos Vieiras, CamarSes
eDias.
Huaica de Audran, Leroq. Supp.
o m-rabada. -. de enren, Cava
ller. Serppete, ele.
A accao paasa-se no Brasil nos fina do secuta
XVIII.
A msica coordenada pelo ntelligente maes-
tro pernambucano MARCELINO CLETO.
Mis-en acene do actor XISTO BAHA.
Guarda roupa a cargo do ator ANTONIO
COI MURA.
Aderecos de CARLOS de AZEVEDO.
Nmeros de msicas
PR1MEIKO ACTO
1." Introdcelo o coroSerppete MME. LE
DIABLE.
2.o Coplas de Mnd"ncaC. de MenezesA
ELEICAO DIRECTA.
3. CoroQae alegra SerppeteMME. LE
DIABLE.
4." DuettcDe mim nao gosta este povoSup-
pD. JUANITA.
5." ConcertanteSupp e Audran.
6.* Coro Que alegra Serppete MME. LE
DIABLE.
7." Coplas e coro finalSuppD. JUANITA.
SEGUNDO ACTO
8.* Coro e coplas do Goveruador- Supp D.
JUANITA.
g9. Canconeta de FlorentinaAudracGILET
DE NARBONI.
10. DuettoS..cu-ist e FlorentinaSuppD.
JUANITA.
11 Aria do Capito-rarC. de MenezesELEI-
r.\0 DIRECTA.
12 Canconetu de Florentina OffembachTAM-
BOR-MOR
13. Brinde finalSuppD. JUANITA.
TEECEIRO ACTO
14.o Coro da precauco Lecoq FLOR DE
CHA'.
15.* Fandaugo do SachristoAudranFALTA.
16 Duetto do medoCavalierB0TTOCUD0S.
17. Serenata dos cadetesSuppD. JUANI-
TA.
18. Walsa da conspiraccdemDEM.
19.* Serenata do GovernwiordemBOCCA-
CIO.
20.o Grande concertanteAudran c Supp.
21." Perdono a tuttiVerdi e o popular.
22.o Galope finalEXCELSIOR.
Coaap&iakia Bra< ileira de Ste-
gaeio a Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Para
Commandante o Io Unen** Carlos An-
tonio Gome
E' esperado dos portos de
at o dia 16 deJun ho,
seguir depois da demora in
dispensavel, para os portos
do norte at Manoe.
Para carga, passagens, encommenda valorea
racta-se na agencia
11Ruado Commercio 11
P0RT0S~D0 SUL
Vapor Espirito-Santo
Commandante Joao Mara Pessoa
E' esperado dos portos do
norte at o dia 12 de Janho,
e depois da demora in-
dispensavel, seguir para
os portos do sul.
Recebe tambero carga pa-
ra Santos, Pelotas eRio Grande de Sul, frete m-
dico.
Para carga, passgens, encommendas e vaiores
tratase na agencia
N. 11 RA DO COMMERCIO N. 11
Manoel Carpinteiro y Souza, por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito do commercio, com
assistencia do mesmo e a requerimeuto do Dr. ca-
rador fiscal da referida masa.
Leilo
das dividaa da massa fallida de Pereira de
Siqueira & C, na importancia de.....
3:940*5180
Terea-felra 15 do corrate
A's 11 horas
Na ra do Ron lesas n. 43
O agente Pinto levar a leilo, por mandado e
em presenca do Illra. Sr. juiz Dr. de direito espe-
cial do commercio, em virtude do requerimento do
Dr. curador fiscal da massa fallida de Pereira de
Siqueira & C-, na importancia de 3:9401180, cons-
tantes da nota existente no escriptorio do referido
agente, ra do Bom Jess n. 43
HOYAL MIL STEAH PAGKET
COIPNY
0 paquete Tamar
esperade
do su! no dia 14 de
corrente seguin lo
depois da demora
necessaria para
8. Tcente, Lisboa, Vlgoe Son
thampton
fara passagens, fretes, etc., tracta-se comes
CONSIGNATARIOS
Adanisuii Ho wie & C.
Sendo grande o desejo do publico de ver mais
urna vez aFilha do Capitao mor deixando de
fazer parte da actual eompanhia a a triz Edelvira
Lima, alguna amigos da empresa fij>iain notar
com lucida observaciio que o papel da protogo-
nista era de fcil substituico, pelo que resol-
verse a actriz HERMINIA COIMBUA com a
maiore generosa fraiernidade encarregar-se r'elle,
esperando a empresa por sua vez do generoso pu
bliec, toda a indulgencia a animuvo para a mes-
ma actriz.
AVISO
Precos reduzidos da lotacio
PUECOS
Camarotes de 1* ordem 10*000
Ditos de 2- dita 12*000
Ditos de 3* dita 8*000
Ditos de 4' dita 4*000
Cadeiras de 1> classe b*000
Ditas de 2a dita 2*000
Gateras 2*'i00
Plateas 1 0D0
Paraso , *500
Aceitam-se encommend&s
ditmaco Commercial do
Dnqu de Oaxias n. 39
bs bilheteria do theatro.
de bilhetea da Enea-
-. Miranda, raa do
e no dia do espectculo,
Tress para Apipucos e Olinda.
Boods para todas as linhas.
Principiara as S boras e um quar
o em poni-
Camarotes de lado
Ditos de trente
Cadeiras
Galeras de 1. classe
Ditas de 2 a classe
Plateas num-ra Ixs
Ditas sem uamero
As horas do
8*O00
10*000
2*000
2*0.10
1*500
1*000
*500
costume.
Os bilbetcs po.iem des.:e j ser procurados no
escriptorio do theatro..
\j. \j k>
Club Commercial Kairrpe
aro em 12 to corrente
Ter lugar nesta noite o sarao que este club
proporcioaa acs seus a sodados, ue senhores so
cios que estiverein quites at 31 de Main findo,
poder-i procurtr seus ingresaos em ino do Sr.
thesoureieo.
Secretaria Ha Club Commercial Eutcrpe, 1 de
Ju;-i!io de 18860 1- secretario,
Francisco Lima.
Ii mandad' do Siinhonimii Maera-
menlo da malrls da Boa Vlsla
Tendo de el> ger-se a nova mesa pura o anuo
comprjmisaal de 1886 a le87, convido os irmaos
desta vcnerkVol irmaudade a eompareeerem no
consistorio desta matriz no domingo 13 do corren-
te mes s 10 horas da manila, para em mesa geral
procedrr-se a respectiva ele>co.
Consistorio da irmandade do Santisairao S-icra-
mrnto da matriz da Boa-Vista em 9 de Junho de
1886O ctciivo interino,
Jos Auastacio F. da Costa.
CHARI-EtRS REUNS
Companhla Franceza de \avega
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambnco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos
Steamer Villa de Pemaiico
E' esperado da Europa at
o dia 20 de Junho, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ba-
hia. Rio de Janeiro
e Mantos.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p 'los
vapores desta Iinha,quciram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng. ...;-
qner reclamaco concernen te a volumes, que po-
v.t.- tura tenham seguido para os portos do sul.afjm
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sarias.
Expirado o referido prase a eompanhia nao se
responsabilisa por extravos.
Itecebe carga, encommendas e passageire para
es quaes tem excellentes accomodaces.
Angosto F. de Oiiveiralt.
ACIEXTE
42- -RIJA DO COMMERCIO -i'/
i onim\>iiik~nE~ME%Aue
RES nAIIITIHKN
UNIIA MENSAL
0 paquete Congo
Commandante Ciron
E' esperado dos portos do
sul at o dir. 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar, Lisboa e vigo
Lembra-se nos senhores passageiros de todas
as clasaes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimentn de 15 % em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao menos e que pa-
garem 4 paaagena intriras.
Por excepeo os criados de familias que toma-
rem bilhetes de proa, gosam tambem d'este abati-
mento.
Os vales postaes s se da at e dia 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheirj
a frete: tracta-se com o agente
4ugusle Lablle
9 RA DO COMMERCIO-9
3 e ultimo Jeilo
das dividas activas da massa fallida de
Moraes & Rocha, na importancia; de.. .
8:2600290
Terga-feira 15 de Junho
A'S II HORAS
Ra do Bom lesus n. 43
O agente Pinto levar a leilo pela terceira ves
as dividas cima mencionadas, sendo que nesta
ser rcalieada dita venda com quem melhor van -
Ugem offerecer, isto por descacho do Illm. Sr. Dr.
juiz de direito especial do commercio, de accordo
com o parecer dos administradores da referida
massa.
Leilo
De excellentes predios
Terca feir, 15 do corrente
A's 11 horas
- Na ra do Imperador n. 75
Urna casa terrea n. % na ra dos Guararapes,
rende annualmente 420*000.
Um sobrado de um andar ni ra do Calabouco
n. 4, rende annualmente 690*000.
Um dito dito na ra do Coronel t-'uassuna n. 50,
rende annualmente 522*000.
Um dito dito na travesea do Csrmo n. 10, rende
annualmente 522*000.
Um dito dito no becco da Bomba n. 8, rende an-
nualmente 456*000.
Urna casa terrea com soto na ra de Vidai de
Negreiros n. 45, rende annualmente 330*000.
Urna dita na ra do Nogueira n, 13, rende an-
nualmente 360*000.
Urna dita na Ponte Velha n. 22, rende annualmen-
te 264*000.
Urna dita na ra do Viaconde de Govanna n. 107,
rende annualmente 300*009.
Tres ditas na Baixa-Verde m. 1 B, 1 C e 3, rende
cada urna annualmente 168*000
Um sitio na Baixa-Verde n 5, rende annualmente
400*000.
Os predios acia a chamam a attenco dos senho-
res compradores pelo ptimo estado de conserva-
cao, e acharem-se livres desembarazadas de qual
quer onus.
Agente Modesto Baplisla
Para
Segu" com hrevidade para o porta cima d
patacho hespanhol Joven Para ; para o resto da
carga que falta, trata-se com Baltar Oliveira c
Companbia.
Baha

OnniiiscliiniiliHs-deselIschal'l
Vapor Hamburg
Brigue italiano Andr Padre segu para a Bahia
iii'sh's seis dias para onde toma carga a frete ba-
rato, para tratar com o Sr. capitao ra do Bom
Jtsua n. 35
Esperase de HAMBURGO,
via LISBOA, at o dia 16 do
corrente, seguindo depois da
d mora necessaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, <". encommendas tracta-
*e com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RUADO VIOARfoN. 3
1' andar
Paciflc Sieam iawgalion Conipam
STRAITS OF MAGELLAN LINE '
Paquete Galicia
Espera-se dor port do sul at o dia 21 de
Juubi, seguindo pa-
ra a Europa depois da
demora do costume.
Este paquete e es que dora
em dianle seguirem locaro em
Plyaioulh, o que facilitar di li-
garen) os passageiros com mais
brevidade a Londres.
Havi-r;'. tambem abatimento no prc^n das pas-
sagens.
Para'carga, passagtt;s, e encommendas, tracta-
!C COIU OS
AGENTES
Itilson Nons A C, Umlted
S. 14- RA DO COMMERCIO K. 14
fara Marauko
Recebe carga e pots*geii\> para o porto neima
a barca porluguea Vasco da Gaini ; a tratar
com os coneitroataiios Jjs da Silva T.oyo &
Filho.
Lisboa e Porto
Segu com brevidade o patacho portugus Dous
Irmaot. para o reato da c irgu trata-se com Silva
Guiar s & C, ras do Commercio n. 5.
LEIL0F.E
iieite Fasto.
Leilo
)c 120 macos de papel de seda para cigarros ( u
me rtalba) avariados com agua uo mar a bordo
do rapar fiaoccz Circndc cm sua ultima viag'm
a este porto
SABBADO 12 DO CORRENTE
A's 11 horas em ponto
No arm.izem da ra do Vigario n. 12
Ld la o
i:m conlinuaco
D.i armaylsj miudezas, fazendas, copas,
ih; rlroa e mais utensilios existentes na loj -.
denominada Boa F*ma sita ruaDu-
que de Caxias n. 77 A
Sabbado, 19 do correte
A's 11 horas
POR INTERVENgO DO AGENTE
Gnsmo________
3 leilo
De pr.-di: a p.Tieneeiiteg 4 masan fallida de Ma-
no Ca -pinti iro y > usa, constando de urna
cxee'b nfe cnaa can sot, com grandes aecom-
modacoca. quintal murad', cacimba, sita ra
da C>ea Korto n. 15 A. Urna casa bastante es-
p C"i> cimi gratulo quintal e accoimnodacoe.d,
i ccupadK por nma taverna, sita mes-
ir a- iua n. 15, Jeronte da campia da Casa
FKe.
Segunda fcira 1 de Junho
As 11 horas
Na ra Duque d (Jaxias n. 77 A, loja de
miud zas da Boa Fana
O agente Gu'mo levar a leilio os predi03 ci-
ma mencionado-, p"r'eueertcs massa fallida de
Monte fle Sgccoito cIb^ PernamliQco
Leilo de joias
O conseiho fiscal attendendo'.no s ao pedi-
do para ser transferido, de 8 do corrente para 6
de Julho vindouro, o anunciado leilo, como por
haver grande numero de cautelas em ser, e nao
convir aos interesses do estabelecimento e dos mu-
tuarios submettel-as venda, taz agora publico
que no referido dia 6 de Julho se effectuar im-
preterivelmente o leilo as 11 horas da manh.
Estaio ezposico tres dias antes.
10.070 Urna salva nitavada e tres colbercs para
sopa, peixe e arroz, prata de lei.
10.116 Um annel de ouro, coro brilhantos.
10.118 D'zenove colheres, prata de lei.
10.136 Um par de rosetas de ouro com brilhan-
tes.
10.137 Um annel de ouro com brilbante.
10.784 Duas salvas de prita de lei, 25 colheres,
12 garios, 12 cabos para tacas e um pal
teiro de prata.
10.786 Urna salva e duas colheres, prata de lei.
10.807 Um annel com brilbante e cinco botes de
ouro.
10.811 Urna corrente e medalba para relogio e um
relogio, ouro de lei.
10.817 Dous pares de brincos, dons broches, um
annel de ouro com um pequeo brilhante
p um trancilim, ouro de lei.
10.829 Um par de rosetas de ouro com brilhantes,
- nma pnleeira, um alncte, um par de brin-
cos com peroas, urna medalba, um annel,
seis botoes e urna fivella, ouro de lei.
10.831 Duas pu ceiras, um broche com coral, urna
volta de trancelim com perolas, um annel
e una corrente, para relogio, ouro de lei.
10.839 Um par de brincos d* oaro com pequeo
brilhante, urna par de rosetas e um tran-
celn), ouro de lei.
10.841 Urna pulceira, um broche e um tranceln],
ouro de lei, um trancelim, ouro baizo.
10.842 Um broche de ouro com perolas, urna pul
ceira e urna corrente, para relogio, ouro de
lei; um alfinete era vejado de diamantes.
10.843 Um trancelim e dous anneis, ouro de lei.
10.846 Um par de rosetas de ouro com diamantes
um par de brincos, urna pulseira, um tran-
celim e urqa medalba, ouro de lei; urna ti
jella, prata de lei; urna salva e um copo,
prata baixa.
10.855 Urna correntee medalba para relogio, ou-
ro de lei.
10.869 Urna corrente para relogio, um trancelim,
um broche, urna loneta e um relogio, ouro
de lei.
10.887 Urna cor ente e medalha, para relogio, ou-
ro de lei.
10.889 Urna pulseira, um trancelim, quatro an-
neis e urna moedinha, ouro de le.
10.891 Uin broche com brilbante e diamantes
10.905 Tres correntes e urna medalha para re-
logi., ouro de lei.
10.910 Um corrente e medalba pura relogio, e
um trancelim, ouro de lei.
10.914 Uina pulceira de ouro com brilbantes.
10.922 Urna corrente pura relogio, um resplando
cinco corss para imageos e um relogio
pequeo, ouro de lei.
10.930 Dois anneis de ouro com brilbantes, urna
volta de ouro com medalha, um trancelim,
urna moedinha, duas medalhas, dois pares
de brincos e um relogio, ouro de lei.
10.940 Urna corrente para relogio, ouro Je lei; e
um relogio de ouro.
10.942 Dezenove colheres e um par de fivcllas de
prata.
10.943 Um par de rotlas de ouro cem dous bri-
lbantes, urna pulseira e um par de botoes,
ouro de lei.
10.974 Urna corrento para relogio, um trancelim e
umi medalba, ouro de lei.
10.997 Uin relogio, ouro de lei.
11.006 Um par de rosetas de ouro eom brilhan-
tes.
11.015 Um tranceln, ouro de lei, urna pulseira,
ouro de lei.
11.022 Urna pulseia, ouro de le.
11.032 Una corrate, c sinte, para relogio, ouro
de lei.
11.061 Um par de roseras de ouro com pequeos
brilhantes, urna volta de ouro e una me-
dalha, ouro de lei.
1! .062 Um par de roafit.as de ouro com brilbanler,
um annel cem dito e rubina, um alfinete,
dois botoes e um relogio, ouro de lei; um
nlfinrte da ouro com brilhantes, dois pares
de rcitas cravejado de ditos, um annel e
urna cruz com ditos, ui fio de p'-rolas, um
tranceli'ii, um collar e urna cerrente, suro
de lei; dois eordoos, urna cruz, um cora-
Clo em ouro, ouro baizo.
11.068 Uuia corr lite para relogio e urna meda-
lha, ouro de lei.
11.092 Um par de brincos de orrro, contende bri
Ih Hites.
(1.102 Una corrente pat> rclogm. nma volta de
ouro e um rebgio para seubora ? ouro de
I ..
11.117 Uis ann-1 de ouro com um brilhante.
11.118 Uina corrente para relogio eom relogio,
: > de le.
11.128 Seis csvaes pequeos, prata baixa.
11.129 Um annel de ouro oom bn!liante.
11.133 Ua pulceira de corj. w
11.139 Um relogio, ouro de lei.
11.146 Urna medalha, urna volta de cordao, dois
anneis, duas pegas para pulseira e nma te-
ta de ouro.
11.161 Duas pnlMlras, um par de brincos, um dito
de botoes e,dois anneis, ouro de lei.
11.177 Urna corrente e medalha para relogio'e
um par de brincos, ooro de lei; urna pul-
seira, ouro de lei.
11.192 Urna pulseira, um trancem, um meda-
lho, um broche, quatro moedinbas de ou-
ro em boto s, ouro de lei.
11.493 Um trancelim, um par de brincos e urna
pequea teten, ouro de lei ; um broche, um
Eu de botoes e um annel, ouro baixo.
'm relogio, ouro de lei.
11.210 Um relogio, ouro de le.
11.212 Um alfinete de ouro com brilhantes e pe-
rolas, onro de lei.
11.216 Duas correntes e urna medalba, ouro de
lei.
11.242 Um annel do ouro com brilhante, urna cor-
rente e medalha para relogio, ouro de
lei.
11.247 Urna moedinha de ouro com laco Je ouro,
dous pares de brincos, uin dito de botoes e
tres anneis ouro de lei: um alfinete, um
cordo, dous pares de rosetas, urna teteia,
urna figa e tres anneis, ouro baixo.
11.250 Um cordo e urna cruz ouro de lei; um
cordo ouro baixo.
11.257 Um par de brincos cravejados de brilhan-
tes em prata.
11 260 Urna corrente e medalha para relogio, ouro
de lei; urna salva e dore colheres para
sopa.
11.261 Um annel de ouro som. brilbante, um dito
com ditos e esmeralda, um pulseira e urna
corrente para relogio, ouro de lei.
11.273 Um relogio de ouro para senhora.
11.299 Urna pulseira, um par de brincos e um an-
nel, ouro de lei.
11.303 Seis botes, ouro de lei.
11.309 Urna volta de ouro, um cordo, dous an-
neis, um dedal, ouro de lei.
11.326 Urna pulseira, urna volta de ouro e u mpar
de rosetas, ouro de lei.
11.330 Um relogio, ouro de lei.
11.334 Tres pulseiras e duas pecas de brincos,
ouro de !ei.
11.352 Urna corda de ouro para imagem, um cor-
do e um emblema do Espirito-Santo, ouro
de lei.
11.356 Urna corrente, com medalha, oora de lei.
11.377 Urna volta de ouro com medalha pequea,
um alfinete, um aro de ouro e um annel,
ouro de lei.
11 384 Umi pulseira, um par de brincos e urna
cruz, ouro de lei.
11.388 Um cordo, um par de rosetas e urna cruz,
ouro de lei.
11.392 Urna corrente para relogio e um par de
brincos, ouro de lei.
11.401 Um relogio, ouro de lei.
11.409 Um relogio, ouro de lei,
11.419 Uina pulseira, ouro de lei
11.437 Um relogio, ouro de lei.
II .443 Um par de rosetas de ouro era vejadas de
brilhantes e urna corrente para relogio,
ouro de lei.
11.450 Um alfinete e um par de rosetas, enre de
lei; urna salva, prata de lei ; e doze co-
lheres, prata baixa.
11.454 Um UyO de ouro cravejado de diamantes
e duas pulseiras, ouro de lei.
11.472 Um relogio, ouro de lei.
11.475 Um alfinete de ouro com brilhantes.
11.497 Sete colheres de prata.
11.511 Um cordo, urna moedinha de ouro com
laco, urna moedinha de valor de 5 e um
annel, ouro de lei.
11.513 Um cordo, ouro de lei.
11.521 Um annel de ouro com um brilhante e urna
pulseira, ouro de lei.
11.523 Urna corrente e medalha para relogio, ouro
de lei.
11.514 Um par de rosetas de ouro com pequeos
brilhantes e um annel com numero em cir-
culo.
11.548 Urna corrente para relegio, ouro de lei, um
feixe de ouro baixo.
11.551 Urna salva de prata.
11.552 Urna pulseira, um par de brinesa de ouro
de lei.
11.553 Urna pulseira, um broche e um par de ro-
setas, ouro de lei.
11.554 Um relogio de ouro de lei.
11.557 Um volta de trancelim, urna cruz, dous
pares de brincos pequeos, um dito de ro-
setas, um dito de argoles, cinco botoes
nma moedinha, dous.pares de colxetes, duas
pegas de brincos e nm annel, de ouro.
11.566 Um annel de ouro com brilhante.
11.579 Um par de esporas de prata baixa.
11.589 Um par de rosetas de ouro com brilhantes.
11.590 Um trancelim, urna medalha e um collar,
onro de lei.
11.600 Um annel de ouro eom brilhantes.
11.601 Urna corrente de ouro para relogio, urna
dita com medalha, ouro e platina, e nm
paliteiro de prata de lei.
Recite, 8 de Junho de 1886.
O gerente interino,
Felino D. Ferrara Coelho.
Ama de leite
Precisase de urna
Pedro Affonso n. 70.
ama de leite : na ras de
Senhores doutores e negociantes
Queiram ver urna importante secretaria, nova,
de Jacaranda macice, com muitos commodos, e
segredos, propria pars escriptorio, a qual se aeha
venda na ra do Mrquez do flerval (Concordia)
numero 111.
i .ooioooAooo
Os bilhetes desta importante lotera de
tres sorteios, que corre no dia 8 de julho,
achara-se venda na Roda da Fortuna i
ra Larga do Rosario n. 36 e ra dtvCa-
bug n. 1.
Farfolla Lctea
DE
H. Vesll
O melhor alimento para criancas de peito, reee -
beu Jos Antonio dos Santos.
15Ra do Mrquez de Olinda -15
3Ra 1- de Marco3
Serrara a vapor
Caes do Caplbarlbe n. '*
N'esta serrara encontraro os senhores fregtie-
zes, Um grando sortimento de pDhde resina de
cinco a dez metros de comprimenco e de Ofi a
0,24 de esquadros Garante-ee preco mais como-
do do que em outra qualquer parte.
___________Francisco dor Santos Macedo.
A o Iris!!
lUC-RuadoCdbog-N.lC
Para as noites de Santo Antonio,. S. Jo2o
e S. Pedro
Neste estabelecimento encontraro os amadores
um variado e lindissiun sortimento deFogos
chinezes p outros nacionaes, de magnifico effeito.
todos in ffensives e alguna vistos, pela primeira
vez neste mercado.
Grande variedade de sortes em caixinbas, em
bouquets de flores artificiaes, assim como em flo-
res sol tas e outras novidades dignas de spreco.
Diversos livros para sortes, dous dos quaes fo-
rana editados este anno. versos para sortes avul-
sas e papis de differentes qnalidtdes e eores.
Perfumaras, quinquiliaras, ramos de flores de
cera para bolos e um lindo sortimentode cestinbas
e caixinhas de setim e cartonadas, rauto proprias
para presentes.
Charutos, cigarros, tumos e miis pertences do
melhor que vem a este mercado.
Tudo a preco< muito rasoaveis.
AcQes entre amigos
Fica sem efleito a rifa de urna casa de taipa no
Monteiro, um terreno no Bartholomeu e mais ob-
jectos, que corra com a 16." parte da 12. lotera
da provincia de Alagoas, por nao ter extraeco os
bilhetes de dita rifa.
Ao publico
Vendo o abaixo assrgnado no Diario de hontem
(11 do corrente) um annuneio feito por um ano-
nymo que declarava qne, coactando que o abaixo
assignado pretenda vender os seus predios, que
estavam sujeitos ao pagamento de urna fianca de
6:154000 prestado por elle, vem declarar que
nunca manifestou querer vender seus predios, e
que nenhum onus de bypotheca ou fianca peta so-
bre elles, vist i como nao osofferecera em garan-
ta a pessoa alguma, e esse anonymo que talvez
nao possa vender nem hypot >ecar, cerno consta
ter ieito em seus predios, para embaracar o pa-
gamento do que deva por condemnsco de sen-
tenca judicial. Recife. 12 de junho de 1886.
Joa Q. de S. Beiro.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-sc a casa da ra do Coronel Suassu-
na n. 150, com grandes cornados para familia,
quintal grande; a tratar ra Direits n. 106.
Precisa-se alugar urna preta ou um menino
para vender un ra : a tratar na ra dos Marti-
rios n. 148, 2* andar.
Aluga-se. o sitio do Pina, com boa casa para
morada, con tendo bastantes commodos para nu-
merosa familia, grande quantidade de coqueiros,
seis grandes viveiros, duas cacimbas com excellen-
te agua : a tratar no caes de Apollo n. 45.
Aluga-so casas a 80C0 no becco dos Coe-
Ihos, junto de f. Goncallo : a tratar na ra da
Imperatris n. 56.
Precisa-se alugar urna preta ou um menino
para vender na ra a tratar na ra dos Marty-
rios n. 148, 2o andar.
Precisa-se d; um menino de 12 14 annos
de idade, para vender na ra, dando fiador de
ua couducta ; a tratr na ra de S. Joao n. 26.
AMASprecisa-se de urna para engommar e
outra para cosinhar para pouca familia; tratar
na ra do Auionm n. 64 ou Conde da Boa-Vista
n. 40._________________________________________
ALUGA-SE nma boa casa com 6 salai, 4
quartos, cuajaba espncosa, despensa e terrsco,
cacimba com bomba t dsus tanques cimentados,
para banh-> e lavagem de roupa, dependencias
ora para fmulos e duas cocheirp.s, na estrada
real da Torre, piuco distante do sobrado grande
e junto a engenhoca Bemfica, onde se trata cem
Raymundo Lasserre, todos os dial a qnalquer
hora.
Reccbe-te encommendas de bolos ecangica,
pas os dias de Santo Antonio, S. Joo e \ Pedro ;
na ra da Matriz da Boa-Vista n. 3. .
D4-se wian e comida a urna n.ulbcr muito
pobre e do boa conducta, qu se sujeite a morar
com urna familia pequea e prestar eeus servicos ;
quem quizer dinja-se aoCaminho Novo n. 128.
ri
Aluga-se urna casa terrea na ra Imperta
e o 2 amar no pateo do Corpo Santo n. 17, com
bona commodos para familia : a tratar no terceiro
andar do mesmo.
Carteira perdida
Perdeii-i-e h mtem no trajeco da Magdadena
ao hospital P'dro II c deste rus da Imperatrz,
urna pequea carteira d>! cirurgia, nova ; quem a
acbou eqniz.T restituil-a, dirjase ao Dr. Berar-
do, qun aeri grat-ficado.
Caixeiro
Precisa se de im menino ; a tratar no pateo do
r*araizo n. 18
Ama
Precia i-se de nma ama para
tar na ra de Pedro [ cosiubar : a ira
Criado iel e trabalhado
Precisase de um pan um sitio: a tratar ns
ra Njvj n 13,
Beelo le Aquista Fonseea
Euclides de Aquino Fonseea e sua mulher D.
Mara Emilia de Salles Fonseea, Icides de
Aquino Fojseca, agradecendo cordialmente
Illma. Cmara Municipal do Recife e todas as
pessoas que se dignaram de prestar-lhes o obse-
quio de conduzir o cadver de seu presado pai e
sogro, Decio de Aqaino Fonseea, sepultara,
convidam a todos is parentes e amigos para as-
aistirem as mssas, qne por alma deste, se resaro
na capella do cemiterio desta cdade e na de N. S.
da Conceicao Je Beberibe, s 8horss ds manh
do dia 15 do corrente, antecipnndo-se em eiprej-
sar-lhes sua profunda gratido por este pedoso
obsequio.
os 4:0001000
E
16-K.ua do Cabug--16
O abaixo assignado uende nos seus ven-
turosos bilhetes garantidos os premios se
guinte: 1 inteiro cora a sorte de 1:0005 no n.
3807 1 inteiro coro a sorte de 100 uo n.
3324 alera de outras raais de'32,$, 1^, e 8$
da lotera n. 57
Convida-fe aos possnidores a vir rece-
bar sem descont algura.
Achara-se venda os venturosos bilhe
tes gan ntidos da loteria n. >8a em beneficir-
da groja de S. Pedro que s? extrahir
' qnarta feira 15 do corrente.
Precos
Integro 4000
Me-> 2,$00O
Quarto 1,5000
sendo qnantldade superior
a n-orooo
Inteiro 35500
Meio 1-5750
Quarto ,$875
Joaqun Pires da Sss).
Novo regamento
DO
Grande Hcstauran Francez
Eite importaste estbil, cimento, estar aberto
todos es das at 10 huras da noite e ter semare
um bem confortavel diapcsco do publico.
Todos os aabbad"s estar elle aberto at 11 ho-
ras da noite o servir mo de vacca, peixe. dobra-
dinha A francesa i- outras variedades de comida.
Recebe assienaturus mnaaes 355000.
19 Rua do Karo da Victoria t %
/. A Fraiv:


"""*"WMSWBB*


$
JK*rio de .ft^amUiusfl---Sabhado 12 de Juuho de 1886



de
'ROQOATHOL DMAO^
Pharmaceuticos Chimicos
rPela Escola superior de Pharmacia de Paris"'
Este novo medicanunlo recommenda-se]
' especialmente nos Febres intermitientes,
vulgarmente chamadas Sezjks ou Maleitas.
Ellefa\ desapparecer com rapide\ as Febrts
mus rebeldes e sobre a sua influencia os
frentes nao tardam a recuperar a saude e
obter urna cura radical.
Para evitar as falBilicaodes, exigir como
garanta sobre todas as garrafas o nome
l de A. CAORS, e sobre oe letreiros a
^ asignatura dos inventores.
VNDESE MR ATACADO E A RETALHO
^na Botica Francesa e rogaria
AUGUSTO CAORS
Ra da Cruz, 22
PERNAMBUCO
Jone Antonio da Cunta Porto
Henrique da Cuuha Porto e sua milber, Ma-
noel Jos da Cira tu Porto e sua mulher, Dr. Jos
Antonio de Almeida Cunha e sna mulher, Anto-
nio Jos da Cimba e Manoel Augusto da Cunha,
tendo recebido a infausta noticia de haver falle-
cido na cidade do Porto a 13 de Maio seu muito
presado pai, irroao, padrinbo e tio, Jos Antonio
da Cunha Porto, mandam resar por sua alma al
gumas missas no trigsimo dia de sen lallecimeu-
to, o que ter logar na igreja da Madre de Deas,
as 8 ho--as do dia 12 do corrente. Os mesmos
pedem aos seus parentes e amigos e aos do falle-
cido o piedoso obsequio de assistirem a este acto
de caridade, pelo que desde j antecipam seu
eterno recmbeoimento.
Dr. Antonio Francisco Crrela de
rauj
Domingos Jos Bezerra e seu genro Liberato
Jos Marques, pofundamentf sentidos com o pra-
maturo passamento do xm. Sr. Dr. Antonio
Francisco Correia de Araujo, mandam resar na
capellada S. Jos da Boa Eeperanca, no dia 1(5
do corrente, as 7 1|2 da maubil, urna missa pelo
descanco eterno da alma do referido Dr., convi-
dando para assistil-a os s'us amigos e os do il-
lustre finado. Desde j confessam se agradecidos
aqaelles que se di.nurem de'1 comparecer a este
uto.
i | "-* 1
Dr. Antonio Fnncico Correia
de Araujo
Thom Francisco Correia d'' Araujo man la ce-
lebrar missas na igreja matriz de Trscunhaem,
no dia 14 do corrate, as 9 horas da manba. por
alma de seu presado sobrinh, Dr. Antonio Fran-
cisco Correia de Araujo-
I, liarla de A. Martina Pereira
Elizia Silveira convida a seu parentes e ami-
gas assistirem a urna missa que manda rosar
por alma de sua presada prima e amiga, D. Ma-
ra de A* Martina Pere.ra. na matriz da Boa-
Vista, s 7 horas da man ha do dia 12 do corre-
te, trigsimo de seu fallecimento.
>Q,
m
* r*y
tlbino Carnelro Lina e Helio
O ten nfe-coronel Braz Ce.rueiro Lins e Mello
e sua mulher, Ismael Carneiro Lins e Mell", suas
irmaej e cunhados, tendo recebido a infausta no-
ticia do fallecimento de seu desditoso inaSo e cu-
nhado, Albino Carneiro Lins e Mello, na Babia,
convidam a todos os seus parentes e amigos para
assistirem as missas que mandam resar por sua
alma, na matriz de Santo Antonio capella do
engenho S. Brar, segunna-feira 14 do eoneate,
stimo dia de sea fallecimento, s 8 horas da ma-
nh, pelo que se c<.iife^sa-n agradecidos.________
NaaodCaMa Barrete
Os hachareis Manoel Caldas Barreto, (anjenU),
Ernesto de Aquino Fonseca e sua mulher D. Ma-
na Caval"ante Harreto Fonseca, Elias Frederico
ce Almeida e Alboquerque e sua mull r D. Olym-
pia Cavalcanti Barreto de Albuquerque, (ausente)
D. Anua C. Cavalcanti ie Albuquerque Harreto,
(ausente) D. Edemunda Cavalcanti de A. Barreto,
moi cordialmente agradecem as pessoas 'iue se
digr.aram de prestar-lhes o obsequio de conduzir
o cadver de seo presado pai e segro, Manoel Cal-
das Barrete, sepultura, e as convidam j ar.i as-
sistirem as missas que por alma''este, se rezaro
na igreja do Convento de ti. Francisco dest.i el-
dade e na de Nossa Senb ira da Conc.-igio d<; Be-
baribe, s 8 horas da manh, do dia 14 do cor-
rente, antecipando-se em expr>-ssar Ibes sua pro-
funda gr tido por e.-te n V' piedoso obsequio.
Manoel alna Brrelo
O tenei.'e Pedro Btzerra (.'. valcante Maciel
manda celebrar nma missa de timo dia por
alma de seu finado amigo Manoel Caldas Barreto,
pelas 9 h ras da manhil do da 12 do e nri-nte, na
matriz de Sent Antonio do Ki-rife Desde j se
contessa grato tod: aquel!, s que f rem pres'ar
esta prova de amizade.
Aos ti) oles dos illos
Cura certa em 48 huras das iuflarDucoes
recentes ros olhos, pelo i-nlyrio prepara-
do por Jos Pedro Ro irgu s da Silva.
Emprega e este poderoso eo|yr:o seinpre cora
grand. s vantagens, na se 0| htalmias agudas, purulentas e chronicas, con-
unetiviti-s, etc., etc.
Deposito eral, na droiraria de Faria Sobrinho
& C. .. O'iii'ia n. 41.
l'.u rii'in A livraria Indus-
tria! Viejona o 7, i u reoi
dencia la Saudade n. 4.
Ama
Preciw-se de orna ama para cosinhar, porm
que durma em casa : na roa de Eiachuello n. 57,
portio de ferro.
Ama
Precisa se de urna ama que seje, boa cogioh^ira :
na ra do Cabng n. 16, S- andar.
Ama
Offerecese oca ama para engommar, a qual
perita na arte : a tratar no qoadro da roa de S.
Joao n. 1.
Ama
Precisa se de nma ama para tod^ ser vico de
casa de familia : a tratar oa roa do Cotovello
numero 46.
Ama
Precisase d nma ama para lavar, engommar
e cosinhar para duas peseoas : a tratar na roa do
Imperador n. 75, loja, das 9 as 4 da taode,
para
een-
I

45
Leonor Porto
Etna do Imperador
rrnn^iro tildar
C-ntina a exi-cuinr > mu difflceis
figurinor recebidos 'ie Londres, Paria,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfi icio ii- eoetura, em bre-
vidade, mudicidade em pregos e fino
gosto.
II
gommar
JNa ra do Berafi-
ca sitio que fica em
frente da Estrada] dos
Remedios, se precisa
de duas amas forras ou
escravas, para servido
d^ cozinha e engom-
roado.
Aluga-se
Na rna do Viscoode de Pelotas n. 36, a casa
terrea da ladeira do Varadouro na cidade de Olm-
da n. 22 por 12J000 mensaes, tem doas salas, 3
qoartos, cosinha fra. bom quintal com cacimba e
portio para o becco da Poeira.
Aluga-se
a casa terrea roa de Frei Henrique n. 6 e o
sobrado da ornea do Conde d'Eu n. 26, com com-
modat para familia, esta limpa ; a tratar na ra
do BarSo de S. Borja n. 28.
Alflgu-SO
urna grande casa com dous grandes quintaes e
agua encanada, ra Lembranca do Gomes o. 1,
em Santo Amaro : a tratar na roa da Imperatriz
n. 32, 1- andar.
Aluga-se por 25|~
a grande casa terrea ra de Luis do Reg n
-17-B. com 5 quartos e mais um frr., bem concer
tada : a tratar oa ra do Mrquez de Olinda n.
60, ou no Caminho Novo n. 91, padaria a chave
para correr, oa taverna junto.
Aluga-se barato
A casa n. 96 ra dos Guararapes.
A casa n. 107 da ra Viseonde de Goyanoa.
A ra do Rosario da Boa-Vista n. 39
A ra Lomas Valentinas n. 4
Casa & ra da Ponte Velha n. 3.
Trata se no largo de Corpo Santo n.19.1 andar
Mudan ya de escrip-
torio
O advogado Francisco do Reg Baptista e os
solicitadores Diogo Baptista Fernandes e Anto-
nio Machado dias, mudaram seu vscriptorio pura
a rna do Imperador n. 22, 1' andar, lado de de-
trs, onde serao encontrados das 10 horas da ma-
nha s 3 da taide.
Aos sniores logistas e alfaiales
Mara Magdalena e Felismina de Miranda, re-
sidentes ra de S. Joo n. 26, cosem com pres-
teza e por preco commodo camisas, ceroulas, cal-
fas e paletts. Os senhores legistas e alfaiates
podem se informar do negociante Jos de Ar nji
Veiga, ra larga do Ros rio, que est habilitado
a dar ^ualqur esc arecimento.
Aguas mineraes de Va'es
l'oulcs
St. It'.iii
Precense
Desire
Deposito em Pemamboco, na botica franceza
de Rouquarol Freres Hoceessores de A. Caors, ra
da Cruz n. 22.
Cositiheiro
Precisa-se de um cosinheiro : a tratar na roa
de Paysmd n. 19 (Passagem da Magdalena).
Cosinheira
Precisa-se de urna boa cosinheira, fiel e limpa e
de boa conducta, para cas de mo^os solteiros : a
tratar na ra do barao da Victoria n. 52, priinei-
ro andar.
t'omcdoriasf
Na roa da Gloria n. 144,
.impesa e pontualidade.
faz-se cernidas com
Api lie Wn
Em quartos e meias garrafas, v a> Faria
Sobrinho & C ra do Mrquez de Olioaa o. 41,
DEPOSITARIOS
Heslauranl America
Os jiroprietarios deste modesto estabelecimento
participam ao respeitavel publico que aceitam en-
commendas de bolos para os festejados dias de
Santo, ntonio, S. JoSo, S. Pedro e todos os san-
tos, e preparam ceias com todo o esmero e promp-
tidao ; assim como receben; pensionistas iuternos
e externes pir preqos os mais resumidos
28 Ra Duque de Canas 23
UeMtaurant America
Precisase de cm no Iostitoto Acadmico.
Prepara se liados bouqnets, assim como aluga-
se armacoe3 (ie bail jas ; a tratar na ra de
Hortas n. 58, ou na ra do Imperador numero 31
ou 67.
VINHO de EXTRACTO de FIGADO de BACALHAO
Vende-se
em totas e Brotarla.
Deposito geral .
PAKIS5
21, Faubourg Montmartre, 2i >
O VINHO de Extracto de Figado de Bacalhao, preparado peloSnr. CHEVRIER.Pharniaceutico de 1ra classe,
emPariz, possue ao mesmo tempo os principios activos do Olee de Fijjado de Bacalhao e as propriedades t'aeraiicuticas'dos
preparados alcoolicos. E' precioso para as pessoas cujo estomago no pode supportar as susbstancias graxas. O seu effeito,
como o do Olee de Figado de Bacalhao, soberano contra as Escrfulas, Racbitismo, Anemia, Chlorose,
Bronchite e tudas as Molestias do Peito.
VINHO deEXTRACTO de FIGADO de BACALHAO CREOSOTADO
Deposito geral :
PARXSE
21, Faubourg Montmartre, 21
"Vende-se
em to'J.u u prisciBies Pharmaci.
e Drogaras.
O quinium Labarraque um Vinho eminentemente tnico et febrfugo destinado substituir todas a
oatras preparaces de'quina.
O quinium Labarraque contem todos os principios activos dos vinhos mais generosos.
O quinium Labarraque prescripto com vantagem aos convalescentes de doen^as graves, as parturientes e
a todas aipessoas fracas ou debilitadas por urna febre lenta.
Tomado com as verdadeiras pilulas de Vallet, sao rpidos effeitos que produz nos casos de Morse, ane-
mia, cores paludas.
Em razan da efficecia do Quinium Labarraque, i preferivel >y^
tomal o em copo de licor, no fim da refeico e as pilulas de Vallet antes. ^&vy*>
Vendc-se na mor parte das pharmacias sobe a assignatura : y
Fabricado e atacado : Casa L. FRERE
19, ru Jacob, Paria.
y
VINHO DEFRESNE
TNICO-NUTRITIVO
COM PEPTON.
/Carne auimilevetj
FERRO E UCTO-PHOSnurO DE CAL NATURAES
Sendo o Vinho Dotraene d'um gosto delicioo, tam-
bem o nico rectmaUtuirtte natural e completo.
o mais preataso de todos os tnicos; sob a sua
influencia, desvaoeeeni-se os accidentes febris, renasce
o appctite, fortalecean-se 06 msculos e voltam as forjas.
Empregu-se com xito contra a inappetencia.os crea-
clmentoe rpidos, convalescenoas, molestias do
-3tomago (Gastralgia, Gastritis e Dysen .aria), e
rlebUtOatt, a anemia e consumpeo.
BUUn: iKiaesdor dos Bonit-.cs. Psns, Aator da Pancreatlna
(g todas as gMnsewis
7*
l i:
-5 9
5-
sHII
aS-s
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aa SILV
s^ SOLUOO 60IRRE
AO CHLnRHYDRO-PHOSPHATO DE CAL
O Bata Boderoeo don recoaatttnlotaa adoptaiio ior todos oa Me<)cos da
Fr*r*ei* geral. Anemia, CMorosit, ruteo. CacAexia, SsrroruUu. taeMtuem,
tea osa* Cresameutc a^teu da* ruancas, "aitti, .''pspepsias.
arts. COIRR'c:, a~, 79. rn ss Cbsrcbs-li. iwi^. as srtiatis
INJECTION CADET
Cura certa em 3 dias sen. mitro medicamento
YAMIS V, MtotUevard Deeutin. V JPAJU.&
GOTTAS REGENERADORAS ^^ *
do Doutor SAMUEL THOMPSON
'Tratamento efflcaz contra todas as affeccoea provenientes do enfra-'
queetmento dos orgos e do systema nervoso, ou das altera.:6es do
saogue rraacama dos Xlns, Ssterllldade, ValpltaeSes, Enf'a-
I qaeclmaot* trerml, long-ms Convaleconpa. Este tratamento 6, de ha multo, reconliecld |
e recommendado como o malor regenerador do oirmsolsmo.
O FRASCO : S FRANCOS (E TOANJAl yp
Todo rratco que *o trouxir a Marca de Fabrica registrada e a atsUjnatura^fjfi^y'"':a '""*">''
deve ser rigorosamente recusado. Ss^*^ ***'
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r&XIS, Pbarmicla CELIK, raa Rochectaouart, >
Deposito am Pernamtouco : FRAM M. da StLVA c C.
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Recommendamos este Xarope aus Mdicos e aos Doentea de um sabor agradavel, de asslmi-
lacio fcil e mil vezes superior a iodos os xaropes de lact&phosphalo Inventados pela especu-
lacio. Todos sao cidos ao posso qu Phosphat de OoJ Oelatlnoso nao o
O Snr. ProhKur BoccnuT. Medico no Hotpital lu Cnii{M. (Cmtti du HipIUui, 1 do m.v do 1.)
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trem, Consumpeo, Bronchite chronics.Tisica, Fraqueza orgnica, Conva/escenpas difflciis.
Depositarios cni J'ernuia ur.o : FRAN" M. da SILVA u C*.
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naiNanoj i(j op sEnsdu3 sb
JB;U3lUU0dx3 UI3A3P 'ojpd 0[
lusjjjos anb sdfpnbe sopo.x
sdjvnomind saodoejfv st svpoj ap
va ao vano
NA EXPOSICAO-UNIVcHSAL DE 187
YINH0 de CATLLON
de GLYCERINA. o QUINA
0 mais polrToii) Uwiico riTonstituinU* proscripto
dos caio- Je Dores d'estomago, I.angor, Anemia
Diabetis. Consumpeo, Febres,
Convalcscenca, Bezultados dos partos, etc.
O mcwno Tinho com ferro. VINHO FERRUGINOSO OE
CATlLLON regenerador [Kir excellcncia ilo sangue pobre
e decorado. Este vinho faz t Aenr o ferro por todos
jd os estomago e nao occasmna priso de rentre.
Francc" M. da Silva e O,e oa princii^c *>-*;ar
NICO VINO QUINADO QUE OBTEVE ESTA
^
^
&Ld#

P "S
dio ao norto
a bella alvura vapo-
rosa jue fez a reputaco
das Be/leras da Antiguidar>e.
L. PANAFIEU C
Parta, rus Rochtchoutrt, 70.
DWKlti-iM'B Rernar,,buco : Frinc-M. da SiVA C"
>>
al
Jcao Fcm-ira de M tio, ti-ndo encontrado outro
de igual nome, detita data em oante ascignar-
re-hh Ji-o Jos Affonso de Mello. Recite, 9 de
ji.nho de 186.
Criado
Prcclra-se de um criado de 12 14 annos, para
0 servico de cas" e ra : na praca do Conde d'Eu
n, 20, 1 andar. '
Criado
Aloga-s um mulatinho escravo para criado, o
qual sabe faser compras e toda o serrico de casa,
por ter ja 17 annos, ten? boa conducta e bastan-
I te ladino : trata-se na ra de 8. Joio n. 27.
Kreeisa-se
de urna pesso habilitada a planta de capim e co
lhemento de fmcts e juntamente para vender as
meamaa, tendo um cavll trabalbo, dando fiador de sua conducta a trtr
na ra larga do Rosario, restaurant Cinco Na-
ces.
Massii pai a bolos
O que ha de melbor neste genero ; vendein
Braga Gomes 4 C, ra do Mrquez de Olinda
uuowro 50.
AltenQo
X.
Vende-se Man'eiga injle/a superior em latas de
12, de 4 a 1*100, e 7, 14 e '8 a U000 p-.i libra c
gaz iuezplo|ivoa ra do Bom J' sus n. 38.
Cosinheiro
Miento
Aviso
Precisa-se de uina profess ra que saiba tocar
bem piano e mais trab.ih s d. se.ihora, para en-
genho : a tratar com o BarSo de Nsarrtn, ra
do Imnersdor n. 79, 1 sndur.
Precisa se de um
da Uuiao n. 11.
cosii beiro a tratar na ra
Cosinheira
Precisa-s de nma eosinheirn : na roa de Pbt-
sand n. 19, Passagem da Magdalena.
Caixriro
Precisa-sc de mn CMixeir) de 12 14 minos de
idade, cora pratica de taverna, dando fiador de
sna conducta ; a trat r na ra das Trincheiras
iiwinei i '23. _________________________
Oucm Icm?
iiuro praia : compra se ouro, prata
dras preciosas, por maior preco que em outia
iiw.quer parte ; no 1 andar n. 22 a ra larga do
insano, antiga dos Quarteis, das 10 horas Aa 2 da
arde, dias uieis.
f
NICO
So Caminho Novo, defronte da professora, la-
va-se e engomroa-se com perfeicSo ; as pessoas
que quizerem dirijam-se casa n. 38, no mesmo
Ingar
MULSAO
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Fiffado de bacalhao
COM
HypophospliKos de cal e soda
Apprevada pela Junta de liy-
giene e anforisada pelo
governo
E' o melhcr remedio at hnje descoberto para a
tiHica bronchitent escrophnlas. ra
cbltlN. anemia. > eliilidadc em geral.
deflaxoH. tosse cbruuieu e iirerre
do pelto e da arsanin.
E' muito superior ao oleo simples de figado de
bacalhao, porque, alm de ter cheiro e sabor agra-
daveis, possue todas as virtudes medicinaes e nu-
tritivas do oleo, alm des propriedades tnicas
recenstituintes. dos bypopbosphitos. A' venda as
drogaras e boticas.
Deposito em Pernambnco
Plalas pnrgativas e depurativas
de Campanha
Estas pilulas, ttrja i.reparacio puramente ve-
getal, teem sidj por mais de 20 annos aproreitadas
com os roelhores resultados as seguintes moles-
tias : aFec?oes da pelle e do figado, sjpbilis, bou
boes, escrfulas, cbagss inveteradas, erysipelas e
gonorrhas.
Modo de naal-as
Como purgativas: tome-ae de 3 a 6 por dia, ie-
bendo-se aps cada dsc nm pauco d'agua adoca-
da, cha ou caldo.
Como reguladoras : tome-se um piiula ao jantar.
Estas pilulas, de nvenco dos pbarmaceuticos
Almeida Andrade & Filbos, teem verdictum dos
Srs. mdicos para sua melhor garanta, toruaudo-
se mais recommendaveis, por aerea um seguro
purgativo e de pouca dieta, pelo que podem ser
usadas em viseem.
ACHAM-SE A' VEVDA
Va drogara de Faria Knbi inlio A C.
A\ KL'A DO MABQUEZ VE OLINDA 41
Alleiii-'iii
Constando que o Sr Joo Goncalves de Souza
Beirao pretende vender os seus predios, previne-
se que elles esto sujeitos ao pagamento de. uina
fianza de t: 154i prestada pelo meemo seuhor no
juizo de orphos, Cartoro do Sr. Pontes.
Professora
Precisa-se de urna protessora habilitada para
oceupsr-se da educacau de meninas fra desta
cidade, em um engenho proumo da cstaco, exi-
gindo-se para dito firr nnp saibt as materias de
intruccao primari- francex W'm necesssrias,
| assim como m" OS, piano, tri'>alhos de costura,
etc., etc. ; t .....un do Imperador n. 48,
primeiro anri> r
Mercearia
Traspasas -se urna casa de molhsdos em urna das
principaes ras desta cidade, muito afreguezad i,
livre de hnpostos e de quaeaquer dbitos.
Quem pretender dirjase ra da Madre de
Deus n 28, das horas da NahS s 6 da Urde.
A CREOSOTE de FAIA suspende o trabalho destruidor da Tsica, pttltnotiar, porque diminue a expectora A
desperta o appetite, faz cessar a febre, supprime os suores. Os seus effeitos combinados com os do Oleo de Figado de Bacalhao,
fazem do VINHO de Extracto de Figado de Bacalhao Creosotado, de CHEVRIER, o remedio por
excellencia contra a TSICA, declarada ou imminente.
PreoaraQSo de Productos Vegetaes
extiNvIoTas caspas
e outras Molestias Capillarpc.
JvlARTI NS&~BASTOS
Pernantbtet*
Bouquets de apurados e
doyos goslos
O bem conhecido Fabricante de bouquets, Jos
Samuel Botelho, se faz lembralo nest-i trabalho ;
] al 'm da reputas:1o grangeada u- lie, pelo gosto, as-
soio, promptido, etc., tem hoje para offerecer ao
' publico novos porta bouquets de bem estudada
! e reflectida con binncao e gosto : a tratar na ra
! do Barao da Victoria n. 20, loja de miudezas, e
: na ra do Mrquez de Olinda u. 43, luja de sel-
1leiro.
CUIDADO COM
AS FALSIFICACES;
Caiiello
Ayer
(Ayars Ilair Vi^or)
wusaiho su*
VTTAUWK l COR UWMttj
PMKoaxicu
PUSA 0 CABELLO,
TOBNASDO-0
HACI0. HEXIVEL E LUSTROSO.
"Mutt m'o t> IC $HliQt..UMiMta.:
)
\ssncar especial
Joaquim Salgueiral Se. C, proprietarios da refi
n/cao ra Direita n. 22, tendo reformado com-
pletamente o seu estabelecimento, scientificam ae
publico em geral e especialmente ao commercie,
que teem sempre um completo sortiment de asalt-
eares, tanto em caroco como refinados, de Ia, 2* e
3> sorte, e especial refinado com ovos, o melhor
que se encontra no mercado, e podem de prompto
satisf *zer qualquer pedido que Ibes seja feito, pois
para isso teem sempre um grande deposito. Ga-
rrotera a boa ezecuco e Timpesa dos seus pre-
ductos.
h:
i
tero telepbonico
Aliento
Preparase dive-sas qaalidsdcs de bolos para
os das de Santo Antonio, S. Joo e S. Pedro ; na
ra do Mrquez do Herval n. 72.
Criado boleciro
Aluga-se um mulatinho escravo para criado, o
, qual sabe bolear : trata -se na ra de S. Joio,
casa n. 27.
Allenfo
Perdeu-se um alfinete de ouro com perolas, da
| ra do Barao da Victoria ;i ra Nova de Santa
Rita ; quem o acbou pode leval-o ra do Mr-
quez de Olinda n. 55.
PARA. COSINHAR
Precisa se de una
ama que saiba cosi-
nhar bem; no 3. an-
dar do predio n. 42
da ra Duque de Ca-
xias, por cima da ty-
pographia do Diariom
Ensino eommerciai
Diurno e nocturno
POR PEDRO MAHIA LIAUSTJ
SO COLLEOIO 11 DE AGOSTO E CASAS PARTICULARES
Fscriptiiraco mercantil
Cursoessi'ucialraei lepra tico de todas as transac-
coes commerciae8 e bancarias, interiores e exte-
riores, censignaces. cambios, etc.
%ri(hmelica eommerciai
Applicada especialmente s operaeoes commer-
ciaes e bancarias e curso completo de contaa cor-
rentes com juros por conta e em participacoes.
em diversas moedas, adoptadas pelo alto commer-
co e os bancos.
Calli^raphia
Cursiva, bastarda, redonda, allcmao, gothica.
Uastia franceza
Curso theorico e pratico cm todas as dificnlda-
des da *8yntaxe em 90 li\oes. Supplemento de
estudo sobre a syntaxe, locu^oes tamilisres, idio-
tisinos em 30 lices. i
Ao cooiniercio em geral
Encarrega se de escripias
atrasadas, escripturaces de casas commerciaes
e de escripias de casas pequeas ; abertur e ve-
rifica^oes de livros, balan^os e inventarios, cor-
respondencia mercantil ; trnbalhos de contabili-
dade e de calligraphia, etc.
Para tratar, ra da .loria n. 95

PASTILHAS
De AN6EL1M & MENTRUZ
1
Grande
r ot
am
as
TCS
t--5
ea
SS
5S
5B
0 Rtmtdio msk effiti e
Seguro que se tem deacoberto ate
hoje para expe'lir as Lon trigas.
Illlllltl AVAL MFIIES
PILULAS
JURUBEBA
BARTHOLOMFOiC
PhMrm. Fernamouco
Curio as Be>9es. e tudas as robre* I
L lnt.rmlttonte.
S ANNOS DE SUCCCtSO!
w-'r a mi gaatura,!
7cflu4C*rr***&jl

I
;





1i am i




Diario de PeraambucoSftMado 12 de Jnnho.de 1886
Casa
Aluga-te a caaa n. 37 da roa do General Sears,
antiga do Jasmin, tratar no n. 31 da men rua.
COnteira a vapor
Suprimento para o vapor Jaguarbe
N. 927:170
O Sr. Francisco Alvos da Costa, commandante
do vapor Jaguaribe, pela segunda vea rogado
vir roa do Marquen de Olinda n. 50, dar cum-
primento ao numero acinsa. Pede-se ao digno
gerente providencias a respeito.
Aos sculioivs capita-
les tas
O agente de leiloes, Pestaa, antorisado por
um amigo que retirou-se para a Europa, vende
trinta e cinco predios (caras terreas e sobrados),
em perteito estado de c .nservacu, nos mclbores
lugares das freguezias do Becife, Santo Autonip,
S. Jos, Boa-Vista e Graca : tratase no Recife,
ra,do Vigario n. 12, armaxem.
Noto porto do carvo
-ua do arquee dd Herval-f
Vende se car vilo a 720 rs. a barrica, e quem
ti ver comprado 30 barricas, ter urna de gratifi-
caco. Mais ostro offert cimento vsntajoso : o
consumidor que houver recebido dea barricas gra-
tis recebera um quarto de bilhetes da loteria_ de
4:000J Ha provincia : se em dito qnarto sahir a
sorte grande, ser entregue ao portador 20 vig-
simos da lotera do Bic de Janeiro, 20 ditos da
corte, 0 ditos da importante lotera das Alagas,
a 80 quartoB da lotera de 4:0004 da provincia.
Portante, o possnidor dos cem nmeros est habi-
litado a tirar mais de 220:000*.
N. B. 0 portador s ter direito apresentando
os tales e recibos fornecidos pela casa.
Pioho de Riga
Vendem Fonseca Irmos c. C, a preco mdico.
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este excel lente Whisky Sscosscv preferive
ao cognac ou agurdente de carina, para fortifica1
o corpo.
Vende-se a retalho noa h, Iheres armaaeni
oolbados.
Pede BOYAL BLEND marca VIADO cujo ne-
me e emblema sao registrados para todo o Brasi
BROWNS t C, agentes
Cobranca amigavel
O abaixo assignado autonsado e legalmente ha-
bilitado pelos Srs. Bartholomeu a C-, Snccessares,
para cobrar e receber dos sens devedores as cou-
tas que contraliiram na sua pharmacia, pede e con-
vida a esses devedores, para que at o fim do cor-
rente mee se entendam com o abaixo assignado
respeito dos seus dbitos, sob pena de serem ac-
cionados do 1" de Julho por diante, os que nao li-
garem importancia ao presente aviso.
Recite, 8 de Junho de 1886.
hydio Altrano Bandeira de Mello.
Ao commercio
Eu, abaixo assignado, declaro que dissolvi a
sociedade que tinha na padaria sita ra de D.
Mara Cesar n. 30 com o Sr. Joaquim Goncalves
Coelho, sahindo este pago integralmente da parte
-que lhe tocou e desonerado (aquella sociedade ; e
o abaixo assignado responsavel pelo activo epas-
sivo, isto a contar desde 31 de Maio prximo pas-
sado. Recife, 8 de junho de 1886.
Jos Manoel d S.
Agurdente de eanna
Vende-se em ancoras, a superior agurdente do
caldo da canna : na ra estreita do Rosario nu-
mero 8.
Grande sortinienlo de fo-
sos
Nacionaes eChinezes
ProprioN para salao
PARA OS FESTEJOS DAS NOUTES
DE
Manto Antonio, v 9oo e
S. Pedro
Vende-se em caixas e a retalho por precos com-
medos.
ua do Barao da Victoria n. 61
Loja do Son/a
Ao 65
A companhia North Brasilian Sugar Factories
Limited, declara que com data de boje expedio
carta* de aviso aos agricultores que contraetsram
o iornecimento de cannas do engenbo central de
S. Lourenco, prevenindo-os da possibilidade de
nao serem concluidos os tramways a tempo da moa-
gem da prxima safra.
Recife, 7 de junho de 1886.
VENDAS
Plvora
Vende Candido Thiago da Costa Mello, em seu
deposito ra Imperial n. 322, ciara, onde tam-
ben vende fijlos e ttibas. Telephone n. 221.
Cabriolet
Vende-se um ero perfeito estado e por preco
commodo; tratar na ra Duque de Caxias n. 47
lailOillo Marailo
Vende o Vasconcellos ra da Aurora n. 81
corram a ella !
Engenho venda
Vende-se oengenh) Murici. com safra ou sem
ella, situado na freguezia da Escada, distante da
respectiva estacao um quarto de legoa, podeudo
dar seis camiohas por dia, moente e corrente,
tem duas casas grandes e duas pequeas para mo
rada, e outra para farinha com suas pertencas : a
tratar na ra do Imperador n. 65, 2 andar.
Bonitos leques de gaze para senhora, a 3/, 6J
8/ e 10.
Ditos de setineta, de 1*500 a 2*500.
Ditos de papel, de 300 rs. a 1.
Em contlnuaco
Cintos de couro a 1*500 e 2*.
Babadas bordados largos e estreitos, a 100 rs
a peca.
Chapeos para bapcisados, de 1*500 a 8*.
Ditos de palha para crian cas de 3 a 4 ai) nos, a
2*500.
O Pedro Antunes a; C. quem tem para liqui-
dacao.
Belleza, frescara, juventude
l"ot brasero dCN Oracen para ama
ciar a pelle
Estes pc-s, de urna fineza extrema, especialmen-
te preparad ~. giornosear a pelle, sem alte-
ral-a.
A' venda, ato .-.ja do Pedro Antunes & C.,*ub
do Duque de Caxias n. 63.
Igualmente o bem conhecido leite de rosas para
extinguir as espinbas e pannos, os mais assombro-
sos inimigos de urna assetinada face, restituindo-
lhe a belleza antiga.
Em ultima analyse ser bom nao esquecer o
crme rosado para ca labios !! S a Nova Espe
ranea.
i til e agradan el
Fazer um delicado trabalho de crochet cem
novo los de la e seda de diversas cores, que-teem
o Pedro Antunes & C.
Linhas de diversas cores, dita branca de linbo
para faaer trivolit, medalhro tranca bem conhe-
cida para o mesmo.
Um bonito desenho colorido para mesa bonita
almofada.
Ao 63Ra Duque de Caxias
O lempo proprio
Boas meias de la para bomens e senhoras, luvas
de dita para quem soffre de rheumatismo.
Ao 3Ra Duque de Caxlaa
GRANDE
Mutamba
DE
J. Delsuc
Contra a calvice, queda dos ca
bellos, caspas e neuralgias
da cabera
Prego de cada fraseo 1^500.
Venden Odilon & Irmao, eabelleireiros,
ra da Imperatriz n. 60.
Vende-se
un terreno no Fundo, li nitando com o cajueiro,
tenuo 300 palmos de frente e mil e tantos de fun-
do, livre e desembaracado, ou troca-ae por orna
casa em Olinda : a tratar na ra Velha n. 118,
taverna.
Vende-se
massa de mandioca de prmeira qualidade, para
bolo, a 1*000 o kilo : na Camba do Carmo nu-
mero 10
ovos livros de sortes
.raudo variedade
a livraria PARISIENSE de Medeiros & C,
ra Primeiro de Marco n. 7-A.
4 Bella Aurora
Ver para crer
A verdadeira carne do Serido
A 800 rs. o kilo.
A 800 ra. o kilo.
A 800 rs. o kilo.
Teem para vender Pinto Figueiredo 4 'J.
Praca do Conde d Eu n. *
Padaria
Vende-se' urna padaria em um dos melbores lu-
gares desta cidade, tambera se admitte um socio
que esteja as condicoee de tomar conta do ne-
gocio : a tratar com os Srs. Machado Lopes A
Companhia.
Expsito central ra larga do
Rosario n. "8
Damid Lima & C, nao podendo acabar com a
grande quantidade de mercadoras, resolvern)
anda urna vez convidar as Exmas. familias e o
respeitavel publico em geral, que com certeza ma-
guen) perder seu tetnpo, fazendo urna visita
ExpoMiro Central
Pecas de bordados a 200, 400, 500 e 600 rs.
Punheis e colarinhos bordados para senhora a
2f000.
D^tcs ditos lisos, 1*500
Ditos para homem, 1*500.
Um plastrn de 2*000 por 1*500.
Invesivi is grandes por 320 rs.
Lucos para senhora por 1*500.
Macos de la para berdar, 2*800 e 3*
Luvas de seda arrendadas a 2*500.
Ditas lisas, 2*200.
Ditas de fio de Escossia, 1*000.
Broches para eenhera (modernos) 1*500.
Um par de meias para senhora (fio de seda
600 rs.
Dito idem liso, 400 e 500 rs.
Dito idem (fio de seda) lf200.
Duzias de baleias a 360 rs.
Carreteis de 200 jardas a 80 rs.
Metros de arquinhas a 160 e 120 rs.
Um par de froohas de labyrintho, 1*500.
Macos de gramp. s a 20 rs.
Metros de plisss a 400 rs.
Lindos passarinhos de seda para chapeos de
senhwa, de 500 rs. a 1*000.
Um pente com inscripeo para senhora, 1*.
Um leque de 16* per 9*.
Brinquedoa para criancas, leques de papel, fi-
tas, bicos de linho, quadros para retratos, lencos
tspartilhos, bicos, galoes, franjas com vidrilhos,
eutres muitos oojectos de phantasia per precos
sem competencia: na exposicao Central, i roa
larga do Rosario n. 38.
Fazendas baratas
Boa Daqne de Casias numero ?
Chitas petit pois de cores azues a 200 rs. o co-
vade.
Ditas finas claras e escuras, 240 rs. o dito.
Las escosseaas, 320 rs. o dito.
Alpacas de ores finas, 500 rs. o dito.
Fustoes brancos finos, 500 rs. o dito.
Setinetas e gorgurinas lisas, 500 rs. o dito.
Merino setim maravilboso, duas larguras, 1*600
covade.
Cortes de vestido em cartoes, 10* um.
Dito? de cachemira idem, a 30* e 40* um.
Fichus modernissimos, de 2* 9* um.
Ditos de malha, a 1* um.
Collarinhos fechados, a 5*000 a duzia.
Punhos finos de n. 25 30, 800 rs. o par.
Velbutina de todas a* cores, a 1* o covado.
Merinos pretos e de todas as.cores, tetina de
todas as cores, cambraia com salpieos brancos e
de cores, tapetes de todos os tamanhoa, meias
para homens, senharas e meninos,* ontroa muitos
artigos por precos resumidos.
MENDONgk, PRIMO & C
A Revoluco
ra Duque de Caxias, resolveu a vende
os aeguiotes artigos com 25 0[q de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Las com bolinhas a 500 e 640 rs. o covado.
Setins maeo a 800 rs. o covado.
Setinetas lisas a 400 rs. o dito.
Setinetas escossesas a 440 r.i. o dito.
Cambraia com salpicos a 6i rs. a peca.
Linn branco a 500 rs. o covado.
Lmhos escossexes de quadrichos e lisos a 240
rs. o dito.
Mariposas de cores a 240 rs. o dito.
Renda da China 240 rs. o dito.
Damasco de U com 160 centmetros ae^lagura
a 1*800 o dito*
Bramante de linbo com 9 palmos de largura a
1*800 o metro.
Bramante trancad > de algodo a 1*200 o dito.
Bramante de urna largura a 3z0, 360, 400 e
440 rs. o dito.
nriin pardo a 300 e 360 rs. o covado.
Brim prateado de linbo a 600 rs. o dito.
Crochets para cadeiraa 1* e 1*600 um.
Ditos para sof a 2* e 2*500 um.
Colchas de fusto branco a 1*800 urna.
Ficbs de la a 1*, 2*, 2*500, 3* e 4* um.
Espartilhos de coraca a 4*, 5*, 6* e 7*500 um
Camisas de linho bordadas a 30*000 a duzia.
Chitas finas a 240, 280, 320 e 360 re. o covado.
Sintos para senhora, no/idade, a 1*^00 e 1*800
um.
Lencas brancos finos a 1*800 e 2*000 a dnsia.
Cobertores de 13 a 2*, 4*500, 60500 e 8* um.
Cambraia preta para forro a 1*200 a peca.
Meias para homens e senhoras a 3$, 4J, 5* c
6*00u a dusia.
Maapolo gema e pelle de ovo a 6*500 a peca.
Cambraia branca a 2* a peca.
Crinolina branca e preta a 2*800 a peca.
Toalhas felpudas a 4*000 a dusia.
Toalhas alcochoadas a 12* a dura.
Cobertas de ganga a 2*800 e 2*900 urna.
Lences de bramante a 1*800 um.
Para a* Eimsi. ndiva*
Setim maco a 1*200, 1*400, 1*800 e 2*000 o
covado. ,
Popelina de seda a 600 rs. o dito.
Alpaca a 400 e 500 rs. o dito.
CapelUs e veos finos a 10* e 14*.
Colchas bordadas a 5*000, 7*000, 8* e 10*0.0
urna.
Cortinados bordkdos a 6*500 o par.
menta de roupas para bomens, e tambem se man
da fazer por encommendas, p r ter um bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos
caaemiras e brins, etc.
Fruclas maduras
Vendc-sc diariamente especiaos laranjas para
mesa, mangabas, capotas, e outras muitas : no
largo de S. Pedro n. 4.
Camisas nacionaes
A *SOO. 3AOOO e S*500
32 Loja ra da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabeleuimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber
turas e pjnhos de linho como de algodo, pelos
baratos precos de 2*500, 3* e 4*, sendo tazenda
muito melbor do que as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem cortada por
um bom artista, especialmente camiseiro, tamben)
se manda fazer por encommendas, a vmtade dos
fregnezes : na nova loja da ra da Imperatriz n
3:, de Ferreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazendas
&C Ra da Imperatriz = 3*
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabeleeimento encontrar o res-
oitavel publico um variado sortimento de fazen-
as de todas as qualidades, que se vendem por
recos baratissimos, assim como um bom sorti-
S-Kua da lmperairls-39
hoja de Pereira da Silva
Neate estabeleeimento vende-se aa ronpsa aba
zo mencionadas, que sao ba- -.u.as.
Palitots pretos de gorpt.. aiagonaes e
acolchoados, senuo luzenaaa muito en-
corpadas, e forrados 7*001
Ditos de casemira preta, do cordao muito,
bem feitos e forrados 10*001
Ditos de dita, fatenda muito melhor 12*001
Ditos de flanella acul sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados 12*001
Calcas de gorgorao preto, acolchoado,
sendo fazenda muito encorpada 5*501
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem feitas 6*&
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
1 muito bem feitas 8*001
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e 3*0(X
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 1*200 e 1*601
Colletinhoa de greguella muito bem feitos l*0u<
Assim como um bom sortimento de lencos d.
linho e de algodSo, meias cruas c collarinhos, etc
Isto na loja aa *ua da Imperatriz n. 3
Riscados largos
a SOO rs. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vendem si
riscadinhos preprioa para roupas de meninos >
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covade
tendo quaai largura de chita franceza, e ssir-
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o
do,e ditas es curas a 240 rs., pechincha
loja do Pereira da Silva.
Fumorn. etinetaa e lazloba* a 5o
rN, o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-k
um grande sortimento de fuatoes brancos a 56-.
rs. o covado, lazinbas lavradas de furta-corek.
fi e setinetas lisas muito largas, tendo de todas a:
cores, a 500 rs. > covado. pechincha : na loj.
do Pereira da Silva.
Merino* pretos a i *?
Vende-se merinos pretos de duas Inrguras pan
vestidos e roupas para meninos a 1*200 e 1*60'
o covado, e sunenor setim preto para enfeites i
1*500, asim como chitas pretas, tanto lisas com
de lavoures brancos, de 240 a' 320 rs. ; na nov>.
loja de Pereira da Silva ra da Imperatriz nu-
mero 32.
Algodnozlnho francs para lence*
a OOOm.. I* e lpCOO
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-s
superiores algodaozinhos francezes com 8, 9 e 1'
palmus de largura, proprios para lences de uc
s panno pelo barato preco de 900 rs. e 1*000 >
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1*280, as
s iii como superior bramante de quatro largura,
para lencoes, a 1*500 o metro, barato ; na loj
dj Pereira da Silva.
Ronpa para meninos
A I*. 44500 e Si
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32, s
vende um variado sortimento de vestuarios prc
prios para meninos, sendo de palitosinho e calo
nha curta, feitos de brim pardu, a 4*000, ditoi
de moleequim a 4*500 e ditos de gorgorao pratt
emitando casemira, a 6*, sao muito barates ; n>
loja do Pereira di Silva.
Camisas de cretone
Na nova loja de fazendas ra da Imperatriz
n. 32, vende sn camisas de cretoae de cores, sendo
muito bem feitas e de bonitos padroes, pelo bara-
to preco de 2*500 cada urna ; assim como ditas
brancas muito fiuas, pelo mesmo preco : isto aa
ra da Impc- atrz numero 32, loja de Pereira da
Silva.
Fazendas branca;
SO' AO NUMERO
40
40
6J50-V
12*000
800
1*800
500
1*500
800
1*2
208OC
1J80C)
400
200
- roa da Imperatriz
Loja dos baraleiroi
Alheiro & C, roa da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estss fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABER:
AlgodoPecas de lgodaozinho com 20
jardas, pelo'- burato preco de 3*800,
4|, 4*500, 4*j '.,, 6, 6*500 e
MadapolaoPecas de madapolio com 24
jardas a 4*500, 5*, 6* at
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de
Dias brancis e cruas, de 1* at
Creguella francesa, fazenda muito encor-
pada, propria para lences, toalhas e
ceronlas, vara 400 rs. e
Ceroulas da mesma, muito bem feitas,
a 1*200 e
Colletinhos r'a mesma
Bramante francs de algodo, muito en-
corpada. com 10 palmos de largura,
m-tro
Dito de linbo inglez, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
droes delicados, d 240 rs. at
Baptista, o que ha de mais delicado no
mercado, rs.
Totias estas fazendas baratissircas, [na conhecido
loja de Alheiro k C, esqum do becco
dos Ferreiros
Algoda entestado pa
| ra ien$oes
A 90o rs. e isOOOo metro
Vende-ae na loja dos barateiros da Boa-Vista
i;odo para lencoes de um s panno, com 9 pal-
s de .ar_-uraa 900 rs., e dito com 10 palmos a
I (O o irictru, assim com dito trancado para
machas dr mesa, com 9 palmos ce largura a 1*200
i- abro. Isto na lija de Alheiro & C, esquina
do ceco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*209, 1*400, 1*600, liSOO e 2* o covado
A heiro (Si C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dera muito bons merinos pretos pelo preco acimt
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co di s Ferreiros.
Espartilhos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhoras, pelo preco
de 5*1)00, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
de becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3* ecovado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
zas, de duas larguras, com o- padroes mais deli-
1 cados para costume, e vendem pelo barato preco
de 2*800 e 3J o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar fazer costumes de casemira a
30S, sendo de paletot sacco, e 35* de fraque,
grande pech ncha ; na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 ri. o covado
Os barateiros da Boa-Vista venden, urna grande
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 320
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordados a lOO rN. a peca
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
bordado, dous metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em cartao com 50 pecas, surti-
das, por 5J, aproveitem a
esquina do becco dos Ferreiros.
Pechinchas para acabar!!!
Rua Duque de Caxias n. ftO
Fuatoes de cores para vestidos a 240 e 320 rs
o covado.
Chitas claras e escuras, 200 e 240 rs o dito.
Sargelins diagonal de todas as cores, 240 rs. o
dito.
Alpacas de seda idem idem, a 360 e 400 ra. o
dito.
Las cor.-: bolinhas, novidade, 560 e 700 n. o
dito.
Setiuetas superiores, fazenda de 600 rs., para
liquidar a 400 rs. o dito.
Damascos superiores, duas larguras, 1*800 o
dito.
Popelina branca de seda, 480 rs. o dito.
Setins macaode todas as cores, 800 rs., 1*000,
lS200e)*40Oodito.
Velludilhos de listrinhas, novidade, 1*600 o
dito.
Sedas japonesas, 400 rs. o dito.
Esguio para casaquinhos de senhoras, a 4* e
4J500 a peca.
Brim pardo fino para vestido, 500 rs. o covado.
Faitea ae novos gostos, a 500 rs. o dito.
Camisas para senhoras, as mais lindas que tem
vindo, a 4*500 e 5*.
Saias riquiasimas. para todos os precos.
Cortinados bord idos, 6J5O0 e 9* o par.
Guarnices de crochet para cadeira e sof#,
8*000
Camisas francesas superiores, a 30$ e 36*.
Bramante de algodSj, o melhor que tem vindo,
1*500 o mttro.
Id-m de linho purc, 2* o dito.
Colchas de cores, francezas, 1*500 e 2* urna.
Lences de bramante muito grandes, 2* um.
Cobertas de ganga, idem idem, 3* urna.
Meias arrendadas para senhora, a 8* a dusia.
dem cruas, idem, 8* e 12* a duzia.
dem inglesas para homem, 3*500, 4* e 5* a
duzia.
Ceroulas de bramante bordadas, 12*000 e 18*
a duzia.
Lencos de linho a 3 a dusia.
Casemiras de cores, inglezae, 1*40'j e 1*600 o
covado, com duas larguras.
dem pretas diagonues, 1 *800, 2* e 5*400 o
covado.
Cortes de ditas de cores, proprias para invern,
a 2*500 e 3*.
dem inglesas, superiores, a 4*500, 5* e 6*.
Cortes d>- fusto pan colletos, lindos desenhos,
a 2*500 e 3*.
dem de gorgorao preto, a 2* para acabar.
Deposito de algodoes, tanto nacionaes como es-
trangeiros, superiores madapoloes, brins, easesi-
ras de todus s qualidades, cheriotes e merinos
para luto.
Veadas em grosso, descont da praca.
Carneiro da Cunha k i.
5 Uua Duqnc de Casia* 5*
Novidade
Frisadores para cabello, duzia a 300 rs.
Boleas chagrn para menina a 1*500 urna.
Sabonetes de .familia a 100 rs.
Ditos a 500 rs.
Cosmetiques pequeos a 40 rs.
Pulsciras do ouro romano a 3*, 4*, 5* e 6*000
o par : na loja Violeta, rua Duque de Casias nu-
mero 65.
Massa de mandioca
Vende-se massa, especialmente preparada, para
bolos de Santo Antonio, S. JoSo e S. Pedro, a 500
rs. cada pacote de meio kilo : no largo de S. Pe-
dro n. 4.
Bfihjtr
Vende-se um buhar francez em perfeito estado
com tres jogos de bolas e seis tacos : a tratar no
pechincha ; na loja da j antigo largo do Pelourinho (corpo Santo) n. 7, cs-
criptorio.
GRANDE LOTERA
A MAIS IMPORTANTE DE TODAS BA VIDAS NO
n k % z ^
EXTRACQO A' 8 DE JULHO
DATA MARCADA NOS RESPEtJTIVOS BILHETES
Esta loieria est a cargo do thesoiireiro das loteras da corte
A EXIEACCA0 E FETA NOMO DE JANEIRO
PREMIOS MAIORES
1
1
2
2
1
3
11
de
l,ooo:ooo$ 000
2oo:ooo$ooo
loo:ooo$ooo
5o:ooo$ooo
4o:ooo$ooo
2o:ooo$ooo
lo;ooo$ooo
24 de.
50 .
so >. .
2 approximaeoes de.
2 1
4
4 .
5:ooo$ooo
2:ooo$ooo
l:ooo$ooo
15:ooo$ooo
6:ooo$ooo
4:qoo$ooo
2:ooo$ooo
Alea de muitas sortes de 5oo$ooo, 2oo|ooo, loo$.oo 4o$ooo c 2o$ooo.
Esta lotera de tres sorteios. JUm bilhete joga em todos
elles e est habilitado a tirar mais de um premio.
Esta lotera em favor dos ingenuos da Colonia Isabel da provincia de Pernambuco
BILHETES VENDA
3VL
RODA DA FORTUNA
36--Rua Larga do Rosario-36

Bernardina Alheiro.

7



8;
Diario de Pernambuco---Sabbado 12 de Junho de 18S6
VIAGENS



Mota* de um ?lajate
ifixtrahiio)
Amigo e Sr. Veigas.Como disse em minhas ultimas
notas, deixei a potica cidade de Lourdes,
cbeio de vivas e gratas recordaces, 3 de
Setembro, .e segu para Tolosa, passaado
por Tarbas, Montryeau, Boussens e Muret.
Em cada uin desses lugares apenas demo-
rei-me o tempo preciso para visital os ligei-
ramente.
S o primeiro mi-rece algumas conside-
ragSes ; os outros nada, possuem de par-
ticular alrn do bom clima o bellas sita-
j3st> em que esto.
Tarbes, antiga cidade, inda do tempo
de Cezar, com o nomo do Bigorra e con-
quistada por Crassua, est situada no meio
de urna das inais Oellas planicies da Franca,
"as margeos do rio Adour, cujas aguas, di-
vididas em 2 grandes canaes, abastecem a
cidade. Sobre esta diverjas e lindas pou-
tes fferecem s familias e visitantes de
Tarbes lindo o ngradaveis passeios e pon-
tos de rennioes tardinha.
Este lugar, de um passado histrico, que
foi muitas vezes conquistado e invadido,
principalmente pcios Godos, Vandales, Sar-
racenos e finalmente quasi destruido pelos
Normandos, cujos vestigios aindo se vera,
offerece um aspecto curioso pela mistura
de suas edificagSes antigs e modernas.
E' agradaveimente situado, grande, de
um clima ameno ; suas ras, posto que ir-
regulares, sao bonitas, largas, asseiadas,
com bons predios e lindas prajas. Os seus
habitantes distinguem-se pela cordialidade
e delicadeza para com os estrangeiros.
Sua populacao consideravel; porm
sempre augmentada pelos estrangeiros e
visinhos, principalmente no Estio, porque
os habitantes dos ;.ltos Pyrineus vem pas-
sar a estacao alli, cono outros de diversos
pontos de Franca, attrahidos pelo clima
fresco, passeios e divertimentos de corridas
de cavallos O solo c arredorea de Tarbes
sao dos mais erteis de Franja, o que torna
a vida mais barata. Possue importantes struccoes sao pesadas, sera gosto nem es-
edificos e diversos e lindos passeios. tylo, todas do tijolos e resentidas de anti-
A cathedral, construida no soculo XII, guidade, e que le d um aspecto desagra-
um dos importantes monuraontos bisto Javel e sombro,
ricos de Franja ; de estylo rouuno, e em j ^3 raaa cstreitas e tortuosas sao horri
parte gotbica ; formada de 3 nave3 ; dis- velmente cacadas e mal asseiadas ; nos
tingue-se por nao ter esuulptura alguma, quarterSes, mesrao os ma3 importantes,
nilo tera passeios lateraes.
O calcamento todo feito de cascalbos
grossos com pontas irregulares, que mal-
tratara os ps dos passeantes por forma
tal que nao se pode resistir por amito
tempo, e em dias de ebuva so tornam qua-
si intranistaveis. Admirase como se pode
supportar semelhante calcamento.
A fundacao desta antiga capital do
Langnedoc anterior a era chista, e foi por
muitas vezes conquistada, reconquistada e
De Lourdes a Toulouse a estrada segu
goraimente urna planicie bavendo poucas
ce linas, offerecendo sempre bonitas e va-
riadas paisageas.
Com o sol ardente do cneio da vm-se
grandes e bonito*-rebanhos as lindas pas-
tagens, guardados por pastoras, que assen-
tadas sombra das arvorea, trabalhara em
crocuet, meias, etc., e oantam bellos cnti-
cos i;om vozes tristes, que eachera de sau-
dades o coracao do viajante que est to
longo da patria, e que inveja a sorto d'a-
qiidlles, que em vida* to innocente, pare-
cem tao felizes e contentes; junto de cada
urna so v um graude cao, que corao ami-
go e uompanheiro fiel, as aeompanha e
ajuda no traballio pastoril,
Finalmente cheguei a Toulouso no dia
5, hospedei me no convento dos padres
Capucninhos, onde oceupei a mesma celia
outr'ora oceupada pelo venerando D. Vital,
hispo de Olinda. Entre outros objectos
usados por aquelle santo biapo, vi urna san-
dalia e um solideo roxo, que l deixou a
ultima vez que esteve, pou^.o antes de
morrer, e que sao conservados com grande
estima. Disse reissa por sua alma no pro-
pro altar onde ello faz os votos solemnes
de religioso e conheci o seu 1 mestra.
A antiga capital do Linguedoc Toulou-
see metropole do Meio-dio de Franca,
est situada a 146m sobre o nivel do mar,
a margara direita do Garonna e no ponto
do juQco do canal lateral com o do Melo-
da.
Sua posiglo central no meio da larga,
depressao, que d lugar a communicacSo
das aguas do Mediterrneo com o Atlntico
por meio dos grandes canaes, as estradas
e linhas frreas, que se vm alii conver-
gir, d esta cidade urna natural e nota-
vel importancia. E' frtil, bella e riso ba
a planicie sobre a qual est collocada ;
mas a cidade em si nada tem de bonita.
Em dias claros se goza de um liado pa-
norama formado ao longe pelas campa-
nhas e os Pyrineus, cujos picos cobertos
sempre do nev se distacam era bello fun-
do azul.
A cidade immensamente grande ; po-
rm, feita abstraclo de seus preciosos
monumentos, triste e montona; as con-
nem capiteis allegoricos etc
Tem urna limissiraa cpula octgona
que a esclarece p<.r 4 ogivas situadas nos 4
pontos cardeaes; o altar-mor sustentado
ior 6 ricas columnas de marmores de Ita-
ia feita por Ferrre.
A igreja de S. Jolo notavel pela sua
torre, e a de Santa Thereza pelos quadros
pintados por Lfgarrigeu.
O palacio Jo jjstija grande, bem cons-
truido e bello.
O quartel de cu vallara passa por um thcatro de notaveis acnteciraentos histori-
aos principaes de Eranga, e realmente C0S| p08Sue celebres lugares e importantes
(tem esta torre do pavimento altraa ci-
malha 63 metros de altura).
Tem 4 portas que dio saludas para 4
ras diversas.
as capeas formadas pelos bracos da
aruz, direita est um muto notavel
Christo bysantino e esquerda, onde foi
depositado o eorpo do murechal de Mont-
moreney, depois de sua exocuglo do 1632,
tem rios vitrauw, pintados por Nasen, re-
presentando o murechal e sua mulher, e ,
abaixo um rico monumento.
E' anda este templo o mais notavel da
Europa pela graude quantidade de precio
sas reliquias sagradas que possuo.
Alm de muitas que esto n*s suas di
versas espolias, sob a crypta do altar-mr
est o grande e riquissimo jazigo chamado
our des corps saints, todo ladrilhado de
ferro e onde estilo conservadas com nota-
vel cuidado e respeite as principaes reli-
quias em ricas caixas, ostensorios e redo-
mas de crystal.
Um padre, que guarda as chaves, ahi
est todos os dias em certas horas para
mostrar a igreja e reliquias aos visitan
tes.
Fui visital-a duas vezes. O interior da
crypta, onde esto as reliquias, todo
guarnecido de mar more, com columnas, e
rodeado de altares no ultimo
Entre entras reliquias que vi noto um
espinho da sagrada coroa, que est era
urna rica custodia de ouro sobre um altar;
um fragmento do verdadeiro vestido de
Nossa Senhora; os crneos de S. Thomaz
de Aquiuo (notavel por seu extraordinario
tamanho), o de S. Bernab apostlo o de
S. Jorge ; o corpo de Santa Suzana do
B] ; o do S. Sarturaino ; o habito, capa,
sandalias, casulas, e etc., de S. Domin-
gos; roupas, rouquetes, etc., de diversos
santos ; sangue de diversos martyres em
ambulas; urna porjlo de grandes e ricas
urnas com corpos de diversos santos, prin-
cipalmente dos bispos de Toulouse cano
nisados.
Concluo esta parte, perqu seria dema-
siadamente loogo enumerar todas as espe-
cialidades e bellezas desta igreja.
A cathedral dedicada a S. Este vio
construida na praca Toulouse ; ignorase
digno de ser visitado.
Do celebre castello de Margarida de
Bearn, apenas resta urna torre. Entre os
monumentos dignos do serem visitados.
Um dos mais bella3 monumentos do arte
varios c buius pagsafr* que p-:-ssu. a i c antiguidade que possue Toulouse, e o
dado, digno de especial nota o Jardim
Massey, que est perto da estaclo da es-
trada de ferro. E' um dos mais bllos dos
que tenho visto era Franja. O seu plano
ou desenho, suas allaracdas, fontes e pontes
rusticas slo de a Imiravel belleza.
No centro se crgue um lindo edificio de
architectura Mourisca, o Museu de lar-
bes, onde em grande ordem se vm verda-
ueiras preciosidades. De suas sacadas das-
cortina-ae todo o jardim e ao longe um pa-
norama dos Pyrineus, o mais bello que se
pode desejar.
Outros bellos passeios sao: Alles Vo-
polion e Prado.
Entre os diversos e boba botis contase
o de la Paix, {onde me hospedei) de grande
luxo e de precos.rasoaveis10 a 12 fran-
cos por dia, terVlo esrros para os hospedes
primeiro do Meio-dia sem duvida a gran-
de igreja de S. Saturnino, chamada S.
Sernin.
E' consagrada, a S. Saturnino, Io bispo
de Toulouse, que alli foi martyrasado e
cujo corpo conservado com grande vene-
rajlo em urna rica urna do ouro.
A igreja tem 109 metros de comprimeo-
to sob 60 de largura ; em forma de cruz
com 5 naves, rodeada pela parte superior
de ricas capellas, sob as arcadas das naves,
com grandes e lindos vitraux pintados (vi-
dracas) que as esclarece m e de urna bel-
leza e effeito surprenientes.
As columnas das naves do centra tem
2i metros de altura, e das grandes colum-
nas partera os enervamentos gothicos de
todo o interior, formando urna admiravel
rede, e so vera todos fixar no ponto de
Possue graudes cafs, que tarde e noiU'; junecao dos brajos da cruz, como para
slo animados e muito attrahentes para se formar urna forte baze para a grande tor
ver. 'e> que d'abi se ergue em grande altura
FOLHETIM
RIGOLO
POR
Misa n mnm
(CO.NTLNUACAQ DE ANGELA)
( Co n t i n u a y.o do a. 13 2)
C.cilia deixo-3(.-lbe cahir aos ps, es-
ter.dendo para Angelo as duas mos.
Ah! murmurou ella, o senhor tem to-
das as delicadezas... todas as generosida-
des 1! O que o senhor ?
Sou um hornero que a ama... repli-
cou o italiano, levantando a 11109a. Um ho-
mem de quera ser espose e que julga de-
ver-lhe a felicidade... Agora tratemos de
viugar suu pai.
__ Nao convir lvar ao juiz formador
a data certa de seu coraeco, mas a sua
coustrucelo do X on XI seculo.
Compdo-se de muitas partes distinctas,
da divorsas orden* e tempos, que nlo li-
gara se eutro si: todava tem cousas bel-
lissimas a vsr-ae.
Entre outras as naves, o altar-mr, o
dorio sobro as galeras e principalmente a
sua enorme torre, pesada raassa, onde es-
teve collocado o grande sino Cordailhac,
que foi tirado pila rovolujlo e transforma-
do em moeda.
Da igreja des Cardeliers, pertencente ao
grande convento Dominicano, e onde vi-
veu S. Thomaz, apenas resta urna grande
nave ogival flanqueada de 18 capellas ; o
mais foi destruido pela revoluclo.
A parte que resta um primor de ar-
chitectura gotbica, e que revela a graude-
za e raagastade daquelle monumento.
Ao entrar se o contemplarse aquella
parte existente o espirito, mesmo do des-
crate, revolta-se e sent se indignado con-
tra a ralo realmente diablica que destruio
aquella raarav'ha realisada pela f catho
lica.
Conaerva-se alli anda urna capella e um
jugar outr'ora oceupados por S. Thomaz e
onde elle e3cre"via as suas immortaes obras.
A igreja de Saint-Aubin, comejada em
1847, anda nlo est inteiramente conclui-
da, a excepelo da cripta.
E' urna obra moderna de grandes di-
mensoes e bellezas; principalmente a cry-
pta magnifica e, digna de ser visitada va-
garosamente.
A igreja dos Jesutas, na ra das Fio
res, de apurado estylo do renascimento,
um verdadeiro brinco ; ornada de esta-
tuas e esculpturas admiraveis.
Outras igrejas existem como sejara
Daurade, Daibade, S. Nicols, caplla de
l'Inquisition, etc., as quaes visitei ligera-
mente. Slo bonitas, mas nada tem de
particular.
^ntre s principaes edificios pblicos de
Toulouse, qm visitei, contam-ae :
O Capitolio, situado na praca do mesrao
nome < centro da cidade. E' un grao4e
edificio de estylo jnico, construido por
Caramas em 1750. Tem um frontlo trian-
gular sustentado por 8 columnas de mar-
more cor de resa, e em cima do liversas
estatuas representando as diversas dynas-
tas.
No corredor da entrada esto, direita,
as estatuas de Clemencia Isaura e Miner-
va ; esquerda, a de Melpomene e Tha-
lia. No fundo do corredor central ve-se o
lugar onde foi crtala a cabeca de Mont-
raoreney; na sala chama la dos Passos
perdidos [Pas-PerdusJ esto expoatos 3
admiraveis quadros do iiivalz, represen
tando a historia de Toulouse ; na sala dos
illustres esto 43 bustos dos mais distinc-
tos languedoquenses, corno Daluyr ic, Ficot,
Faul Riquet, Pierre de Fermat, etc., etc.;
na sala doa archivos so v o ctelo que
cortou a cabeca de Montmorcn y.
O Palacio de Justica boin, mas, nada
tera de singular, a exepcao de 3 salas ri-
cas e ornad"s de curiosas esculpturas.
O Hotel Dieu, S. Jacques (hospital) cons-
truido em 1130, de urna antiguidade
sem gosto, porom bem tratado e contera
560 leitos.
O hospicio de doso estabeleciment para os velhos po
bres de ambos 03 sexos e as sriaocw aban-
donadas e desvalidas, a:comnoda 1,430
camas e tem lindos jardins e passeios in-
ternos para aquelles pobrezinhos fazerera
exercioio e distrahirem-se.
E' agradavel e ao meirap tempo sonsi-
vel visitar-se este estabelecimento, onde se
ve deeventura e contingencia humana
em toda a sua nudez e angustias, abriga-
das e amparadas pelo anjo da caridado
A fuadiclo de CanKSes, a ra Daibade,
digna de se ver, principalmente as ho-
ras das fundi^oes das pecas.
Agora devo fallar do Musen, a mais bella
e curiosa preciosidado que possm Toulou-
se depois da igreja de S. Saturnino.
Nos estreitos limites destas notas, com
pezar, nlo poderei faz9r senlo pequeo
resumo desta vsita onde to entretidas e
instructivas horas passei.
O edificio est situado na ra chamada
du Muse ; aberto aos domingos des-
de o meio dia at s 3 horas ao publico, e
todos os dias franqueado aos estrangeiros.
Occupa o antigo e magnifico on vento dos
augustinianos.
Duas cousas attrahem a attencao dos
visitantes a esto lugar ver-se o edificio e
os restos do convento ainda conservados
om seu ser primitivo, cousa estupenda,
principalmente o claustro e jazigo dos re-
ligiosos. O museu um dos mais ricos e
bellos de Franca.
Este se pode dividir em 3 principaes
secjSes : antiguidades, quadros e gesso
-variedades d> todos os gneros e espe-
cies.
A prraeira corapos-se de 1 inilhab raais
ou menos de objectos preciosos, dispostos
em 2 8ala3 magnificas com dmiravel or
dem.
Entre esta immensa collecclo nota-se a
que o se-
de me ser
da culpa, junto com a curteira
naor achou, a carta que acaba
entregue? perguntou Cecilia.
-- Couvm ; mas intil que se saiba
quem lhe entregou essa carta.
Por que ?
Perqu se fallar no nomo do actor
Darnala, a aenhoradeve coaprehender per-
fectamente que elle ser chamado pelo juiz
formador da culpa... Pedir-lhe-hlo escla-
recimen'.os, por.neores, e apertado pelo
interrogatorio, pode confessar que foi seu
amante.
Cecilia oceultou o rosto as mos.
E' verdade, disse ella, hornera ca-
paz de todas as covardias.
V, pois, pjrfeitamente que intil e
intil e mesrao perigoso fallar nelle.
Entao que het de fazer?
Urna cousa muito simples... Eu affir-
marei que a curta se achira na carteira
com os outros papis, e a senhora nao me
desmentir.
Deixar me-hei guiar pelo senhor.
Lerobre-se, Cecilia, que o nome de
Darnala nunca mais deve ser pronunciado,
nem pela senhora nem por mim.
Oh Nunca I nunca I
Amanhl iremos juntos ao gabinete do
Sr. de Gevrey.
Devo esperal-o aqu, meu amigo ?
Nlo. Os meu8 deveres profissionaes
prendera-rae, toda a manhl, na casa de
saude. Ir buscar-me. .. Quer estar
l s dez horas da manhl ? Aqu est a
indicaclo da rainha morada.
Proli escreveu duaj linhas n'uma pagi-
na do seu agenda e deu-a a Cecilia, ajun-
tando com um sorriso :
Uma casa de que ser, em breve, a
senhora a dona. Feche a cartera que lhe
entreguei e nunca a Urgue, em caso ne-
nhum.
Deve lembrar se que vivo s aqui,
com uma criada. .. replicou a filha de Jay-
mu Bernier N3o seria melhor guardal-a
raesmo o senhor, com os papis que ella
contm ? Parece-rae que estara mais segu-
ra as suas mos do que as minhas.
Tem razio, disse o italiano. Entlo
d-m'a.
E, agarrando na carteira, ntetteu-a no
bolso do casaco.
Amanhl,' accrescentou elle, depois da
nossa visita ao Sr. de Gevrey, oceupar
nos-hemos da s.rahora. ou antes de nos...
dos nossos projectos... do nosso futuro ;
e entretanto nlo esqueja que a fortuna do
seu noivo, do s sua... Recorra minha bolsa, peco-lhe.
. Ob I nSo... isso nlo, murmurou Ce
cilia.
Amanhl fallaremos nisto.
Proli apenara de novo, nos bracos, a fi-
lha do ex armador, du lhe um be jo Ba
testa e sahio do quarto, repetindo :
At amanhl.
Cecilia enviou lhe com a mo um adeus,
e correu janella para o ver sabir.
O italiano desceu a escada com um sor-
riso digno do M'-phiato de Fausto Jnior.
Em meia hora, mulher, filha e fortu-
na. .. pensav elle. Per Bacco V isto
que se chama andar deprcaaa ? NSo me
pedem aecusar de perder o tempo l Resta
saber agora ae Jayme Bernier fez teata-
' ment, ou ae este rasconho nlo aenlo
um projecto que elle nlo poz em execu-
clo.
Paulo Darnala, j o dissemos, tinha sa-
bido da casa da menina Bernier com o co-
raclo torturado pelo odio e pela colera.
Colera contra Cecilia, porque o tinha re-
negado e escarnecido.
Odio contra esse desconhecido, que de-
va ser o amante de Cdcilia e que, nlo con-
tente de o supplantar, o hurailhava, esraa-
gava, com a sua superioridade manifesta e
a sua serenidade imperturbavel.
Odio tambem contra a amante infiel, que
elle amava ainda, apezar das torturas que
ella acabava de lhe inflingir; porque o
odio uma das formas do amor.
Emquanto se diriga para casa, murmu
rava phrases sem nexo, palavras entrecor-
tadas, entre as quaes ae podiam distinguir
ratas :
Casar-se! E' possivel que ella se ca-
se ? Se na vrdade ousa tomar marido,
que o seu estado nlo o que ella pensava.
Enganou-se ou mentio-rae... sem isso ella
nlo teria a audacia de deixar realisar uma
unilo, que, por forja, acabara com um
rompimento escandaloso.
f Quem ser aquelle homem?
< Naturalmente um intrigante .. um pes-
cador de dotes que, aabendo que Cecilia es-
tava rica, tratou logo de se apresentar.
c Hei de conhecer este homem : saberei
ae Cecilia mentio, e hei de vingar me, mais
tarde ou mais cedo. 1
Paulo Darnala tinha os ?eus afazeres no
theatro.
Afastou para longe os pensamentos que
o obsecavam e fez diligencia por nlo pen
sur mais, naquolle momento, senlo na arte
com que ganhava a vid.
*
Mesas de nogneira ennegrecidas pela ap
plicaclo de urnas carnadas espessas negras
de verniz, escabelos de forma antiga, bru-
idos pelo mesrao processo ;
Paredes cobertas com uma fazenda que
raitava o couro de Cordova, com os seus
tona paludos e o1* seus dourados ennegreci-
dos ;
Lustres de cobre, genero flamengo, pen-
didos dos testos, de vigas salientes e aara-
pintadas de vermelho e de azul ; Vidracas
de cor, engastadas em chumbo e deixsndo
penetrar apenas ama clsrdade duvidosa
as vastas salas, onde flucta o acre fumo
do I tabaco;
No meio deste luxo de loja de bazar, com
como fiz, : penas ae o pode admirar, ligei-
rameote observar, e tomar-se algumas no-
tos, tal a sua grandeza e riqueza.
Slo dignos de ser visitados coreo monu-
mentos amigos e de arte'hotel d'Asse-
zat, notavel construcjlo do seculo XVI ; -
La Maison de pierre, curiosa construcc.Io
do renasc oento; L'hotel Felzins, cons-
truido por Bachelier ; L'hotel Lasbardes,
rico ea> esculptnra, et:.
Dos estab-jlociraentos scientificos o prin-
ipal a Universidade, quj foi fundada
era 1215 ; a mais celebre de .Franja
depois da de Paria.
Contera fatuidades de scencias e letras,
de direito, thologia, medicina, j hrmacia,
etc.; porem o edificio onde funeciona em
nada corresponde sua celebridade e m
portancia, e nada tem que admirar.
Outros estabelecimentos do instrucjlo,
possue a cidade taes como a escola de
veterinaria,, de bellas artes, de scieocias
industriaes, de msica, de surdos mudos,
etc., e um grande e magnifico collegio dos
padres jesutas. A excepelo deste e da
Univtrsidade, nlo pude visitar os raais.
Tera ainda diversas sociedades littera-
rias e scientificas, d'eutre as quaes a raais
antiga e celebre a chamadaAcademie
des Jenx Floraux fundada em 1323, e
co.uposta do 40 raerabros, cujo fira cul-
tivar a poesa. Cada auno distribue 6 flo-
res Araarantho, Violeta, Malmequer, Pri-
mavera, Lyrio e Rosa branca aos prin-
cipaes poetas, corao premios de suas pro-
dceles. O primeiro peeta coroado por
esta academia foi Arnaud Vital, o depois
tera sido Marmontel, Lab arpe, Chamfort,
Vi-tor Hugo, etc.. etc., cujos nomes se
vm escriptos em ricos quadtos no sallo
das sessoes.
Quatro grandes e bellas pontes atraves-
sam o Garonno -a Neuf, feita de pedra
era 1543 ; a de Taunis, construida de ti-
jollos era 1516; as duas suspensas S. Mi-
guel, construida era 1842 e a de S. Pedro,
construida era 1855, e que a muis bo-
nita.
Entre os diversos passeios pblicos que
possue Toulouso. visitei os seguintes : -
o Jardim das Plantas, grande, enriquecido
pelo botnico Pcot, porem somonte as suas
alamedas sao bonitas.
O Jardim Real, que menor que o pri-
meiro e tem melhor tracado e muito
bem tratado;
O Curso Dillon, qio se est^nde pela
margara esquerda do Garonna, da ponte de
S. Miguel at a Ponte Nova ; muito bo-
nito pelas variadas e nter, ssante vistas
sobre o rio ;
A bassim de l'embauchure, assira chama-
da porque a baca ou ponto de reunilo
ios tres cantesMidi, Lateral e Brienne,
sobre cada um dos canaes tera uma ponte.
Para os estrangeiros incontestavelmeu
te o p'sseio mais agradavel d cidade.
O Canal de Medi, chamado amigamen-
te o canal do Linguedoc, liga o Ocano ao
Mediterrneo, e mede uma extenslo de
"280 kilmetros.
O canal lateral que completa o de Medi
tera 200 kilmetros e custou 60 railhSes de
seria de altares votivos das deusas dos Py- I francos a sua factura.
rineus, a mais numerosa e .'.ompeta que.
se conhece da mythologia ; as 40 cabejas
imperiaes em raarmore; a cabeca lida de
Venus oncontrada em Martres; muitos
mosaicos romanos preciosos, esculpturas
de Bachclier, etc., etc.
A 2a se compSe de estupenda collecclo
de quadros das escolasitaliana, hespa-
nhola, flamenga, alloma, hollandeza, fran
ceza, etc., e de estatuas deitadas e era ou-
tras posicSes, dispostas em seccSes distinc-
tas, notndose as sec;3es dos quadros os
raais bellos que se polem admiraa de Ba-
roci, Bassano, Raphael, Murillo, Rabeos,
Brenghel, Crayer, Jordans, Mieris, Wau-
vermens, Babanger, Ger, rd, Giraux, Ou-
dry, Rivalz, Claud L irrain, Tourncmin,
etc., etc.
A 3' se corapoe de uma variedade tal
que irapossivel especiticar-se nestas no-
tas. Em 3 dias de visitas a este Museu,
pretenjrJes a pittoresco, uma multidlo mis
turada e ruidosa de no mena de todas as
dades, uns jogando as cartas, o domin e
o xa rez, outros conversando n rindo, to-
dos ingerinda enorme quantidade de cer
veja branca ou abainthio opalisado, fuman-
do charuto, cigarro ou cachimbo.
Acabamos de deacrever, em breves pa-
lavras, uma destas tavernas flamengas (
assira que ellas niesraas se intitulara) que,
ha uma duzia de annos, pullulara era todos
os bairros de Pariz.
A que d o 'cupa acha-se situada em
pleno boulevard Saint Michel, o Boul Mich,
como se diz nestaa paragens.
E' sobretudo frequentada pelos estudan-
tes de medicina, pelos frucios seceos, que
vio alli retemperar-ae ao contacto da rao-
cidade o pelas meninas do bairro.
i3ta taverna se chama A Vaga, nlo se
sabe por que.
Acabavam de dar cinco horas da tarde,
a hora do abainthio.
A Vaga e8tava abarrotada.
Mojos e mocas estudantes de ambos os
sexos, enchiam o estabelecimento, fazendo
um barulho infernal.
A estudante existe ainda ; mas j nlo 30
parece com o typo tracejado por Murget;
typo que o novellista encartado do bairro
Latino, j tinha singularmente poetysado.
A estudante de hoje raras vezes boni
ta : mas em cowpensaclo, sempre atrevi-
da e ambiciosa.
N um canto, relativamente silencioso, da
cervejaria, achava-ae ura grupo composto
de umts doze psssoas, estudantaja, do ter-
ceiro e quarto annos.
No meio destes poderiaraos verificar a
presenja de algumas caras vistas do ma
nhl na casa da ra da Saude.
Erara as dos estudantes que acorapanha-
vam a viaita de Augeio Proli e testerau-
nhas da consulta dada mli do juiz for
mador da culpaRicardo de Gevrey.
Mesrao ao p destes mocos estava Anni-
bal Gemrasoni, fumando cigarro e sm cora-
panhia um cirurgilo ajudante, erapre-
gado como elle, na dioica da ra Haute-
feuille.
A cenversaclo do grupo dos estudantes
estava muito animada.
Uma voz, dominando as outras, elevou-
se e pronunciou estas palavras :
Sabem que o polaco vendeu a casa?
Que polaco ? perguntou um dos mo-
O terceiro, de Brienne, tem 1,570 me-
tros de compn nento.
Os reservatorios, machinas hydraulicas,
caes e graude aniraaclo ou movimento que
neste p isseio se nota, o tornam digno de
uma especial visita.
Entro as diversas excursces que possuo
Toulouse, dignas do se fazer, apenas pude
realisar a de Pibrac, pequea e pittoresca
povoaclo a 15 kilmetros da cidade.
E' uma nteressante romaria, onde se
venera Santa Germana.
Na igreja da pequea aldeia se conser-
va o corpo desta feliz pastonnha de Tou-
louse, e a 2 kil. est a pequea e p- bre
cazinna onde ella viveu com seus pais ;
nesta ainda se v a escada e o dormente
onde foi fracturada a sua cabeca pela sua
desnaturada madrasta, como o lugar oade,
sob a mesma escada, ella raorreu.
Visitei ainda o antigo castello de Guy
du Faur de Pibrac, qne alli se conserva-
va. Sobre o altar de Santa Germana cele-
brei o Sato Sacrificio, e tardinha voltei
para a cidade.
Toulouse uma cidnde commercial e in-
luitrii.1.
Possue muitas fabricas importantes,
principalmente de ebenistena, de cobre,
forro era laminaa, cutilarias, chapeos de
seda, paramentos e objectos de igreja,
grandes typographias, etc., etc., das quaes
duas ou tres pude visitar.
Notam-ae costumea muito exquisitos,
principalmente na parte cqamercial e cam-
poneza.
Para se visitar os edificios pblicos, mo-
numentos e igreja ae deve sempre dar al-
gnraa cousa aos porteiros ou guardas para
se estar mais a vontade e a liberdade.
De Lourdes a Toulouse se paga em 3*
classe de estrada dj ferro 16 francos e
30 centmetros.
Ha muito bons notis, muitos carros de
praga, diligencias, etc., e os empregados
slo em geral attenc030S para com os es-
trangeiros, principalmente si d-se-lbes
logo algu na cousa.
Passei era Toulouse 8 dias muito agra-
daveis (>. como se costuma a dizer sem
sentir) porque fui muitissimo bem tratado
pelo Ilustrado e santo guardilo do con-
vento, como por todos os religiosos ; .tive
sempre ura Ilustrado religioso, que, por
ordem do seu superior, me acompanhava
todos oe dias para me mostrar e explicar
os monumentos e lugares importantes etc.,
e sempre por todos obsequiado passava
agradavelmente.
Assira cheio de rocordacoes e gratas im-
presses deixei esta cidade e segu para a
de Clermont.
Clermost Frrrand
Do Toulouse segu para Clermont,
(outra cidade notavel de Franca), passan-
do por Capdenac, Figeac, Aurillac, Mu-
ra t e Arvant.
Deixo a descripjlo d'estas cidades por
falta de tempo, e porque alm das suas
bellas situajSes, excellente clima e singu-
laridade de suas constroejoes, pouco teem
de curioso e importante.
A poneos kilmetros aps a partida de
Toulouse para Clermont, comeca-se a sen-
tir a rauJanca gradual de clima, de solo,
de vegetaclo e costumes que, chegando a
Clermont, completa o se goza de uma
scena inteiramente diversa.
A estrada, passada a planicie de Tou-
louse, entra em um terreno sempre mais
ou menos progressivamenta accidental, sem-
pre por encostas de escarpadas serras;
passa-se innmeros tunis e grotas profun-
das em altas pontes ou paredoes de pedras,
porm slo bellas as vistas que a cada ins-
tante se tem, principalmente a do valle
Liaurans.
Ora slo lindas serranas, ora ridas
uiontanhas de pedras, outras salpicadas
de moitas de sapin ("especie de pinheiros);
ora um bello morro em cujo cimo se v"
as ruinas de um antigo castello com suas
grandes muralhas, ora ura grande valle
e uma linda torrente, que assignala e re-
fresca o seu centro ; lindas pastagens, di-
vididas por alamedas de arvores fructfe-
ras e cheias de criajoes em pastorejos, etc.
As interessantes habitacoes dos earapo-
nezes slo divididas em grupo3, como pe-
quenas aldeas, cujas casas slo feitas com
pequeas torres de curaieiras agudas e te-
nas lisas (chatas ou planas, como taboi-
nhas, para escorrer a nev), com altas
charoins ; e uma pequea igreja cujo sino
se ouve tocar em certas horas.
Vi pelas bordas da estrada grandes ar-
vores de fructas macieiras, nogueiras,
pecegueiros, etc.. carregadas de fructos,
verdaderamente apetitosos.
At breve, pos o cansago me impede
de proseguir e de rever o que vai escripto*
Padre Joses Nert Lion.
Koroa, 9 de Margo de 1886.
Ora essa, Grisky, Grisky o oculista.
Comegava a eahir muito soffrivelmen-
te a tal casa e havia mais do um anno que
elle proenrava um imbcil; que se encarre-
gaase de a tomar, por bellos escudos de
ouro pasos vista.
Pois bem, meu amigo, encontrou o
tal imbcil.
Serio ?
Muito serio e rica sabondo que o til
imbcil ha de ser classificado, antes do tres
raezes, entre os mais habis especialistas e
os operadores de mais prestigio ; se que
nSo ficar cima de todos. Antes de tres
raezes, tera levantado a casa que ia decli-
nando.
Safa I Que enthusiasmo !
E' sincero,
Nlo o duvido; mas merecido ?
Nao me fazias essa pergunta se, co-
mo eu, tivesses assistido visita desta ma-
nhl, e partilharias a minha adrairaclo.
Como se chama o successor do po-
laco ?
- Chama se o Dr. Proli.
Anoibal Gervasoni que, instantes antes,
tinha levantado a cab?ga, ouvindo o nome
de Grisky, estremeceu e fes um gesto de
sorpreza, quanto ouro pronunciar o nome
de Proli.
- Trata se de Angelo Proli, o italiano
perguntou o interlocutor do estudante en-
thusiasta.
Exactamente !
Mas es3e Proli ura rapaz comple-
tamente desconsiderado.... Ura sustenta
culo de espeluncas chinfrins, um bebedor
de absintho, que nunca pode conservar
uma posiglo qualquer... Um repudiado
da sciencia medica I Ura bohemio I... De
ve operar os clientes trazendo ura frasco
de agurdente na algibeira do avfntal.
Tudo isso slo historias Boatos ca-
lumniosos IEu affirmo-te que Proli, de
qu,era tenho orgulho de ser discpulo, um
operador de prraeira ordem e que tem :.p-
pareneia de um homem de boa sociedade.
Pois sira !... Mas ond* diabo foi elle
arranjar dinh-iro para comprar a casa, elle
que viva de expedientes e que ficava sem
jantar, quando a Dama de Espadas se lhe
mostrava cruel?
Eu ignoto isso cousa com que
nlo me importo. O que eu sei que elle
j o nico proprietario da casa de saude,
1 desde o primeiro deste mes, e Grisky nao
era homem para arranjar successor, sem
que este lhe pagasse em dinheiro vista.
Talvez qua tivesae apanhado um com-
manditario.
E' provavel.
Quo lhe faga muto bom proveito!
Maa nlo sou eu que lhe seguire o curso.
2 Pois fazes muito mal; ganhavas mui-
to em seguilo... Angelo Proli um ho-
mem de primeira forga Mais tarde oa
mais cedo has de ser forjado a conven-
cer-te.
Annibal Gervasoni tinha escutado, com
attenglo e interesse creseote, a conver-
aaglo steno^raphada por nos.
O que elle acabava de ouvr parecia-lha
materialmente impissivel.
Como que Angelo (que elle julga va
em Inglaterra, desde o dia 3 de Dezem-
bro), se tinha tornado proprietario da casa
de saude do polaco Grisky, a respeito da
qual haviam conversado na estalagem dos
drets ?
Onde teria elle arraojado a avultada
somma de dinheiro que Grisky exiga pela
casa ?
Qual seria o imprudente que tivesse a
louca contianja de lhe emprestar aquella
somma?
Emrira, que significa va tudo aquillo ?
Que valor devia elle dar s palavras que
acabavam de ser pronunciadas ?
Naturalmente nonhum, e essas palavras
nlo constituiara senlo uma simples balela
de estudante, porque aceitando como ver-
dadeiro o facto inverosmil de Proli ter
comprado a casa de saude, Gervasoni, o
seu enmarada mais intimo, teria sido o pri-
meiro a saber disso.
Annibal reftectia nestas cousas, quando
o cirurgilo ajudante, com quem elle estava,
lhe perguntou :
Esse Angelo Proli, em qua acaban
de fallar, nlo seu amigo ?
E', replicou o italiano. Mas o que
d istia ainda agora aquelle estudante parece-
me pura phantasia.
Por que ?
Estive com o meu compatriota, no
dia tres desso mez... Parta para Lon-
dre8... Como hei de admittir sem absur-
do que desde entao elle se tenha tornado
proprietario da casa de saude de Grisky ?
Annibal preparava se para ir interrogar
o estudante que espalhara a noticia,
r Contnuar-se-ha)

1
I




Typ. do Diario, roa Duqua da Caxiaa n. 41.


Full Text
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