Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16601

Full Text
AMO UII NMEBO 132








i
I
PARA A CANTAL E LITAIMS OKDE SAO SE PACA PORTE
Por tres mezes adiantadoB ........... 60000
Por seis ditos idem...... 125000
Por um anuo dem........'.'.'.'.'.'.'.'.'. 24.J000
^ada .numero avulso, do mcsrao da. ... ...'.,.. 0100
SEXT-FEBA
11 BE
JUMO DE 1886
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados......... ..... 135()0
Por nove ditos idem................. 200000
Por um anno dem................. 270000
Cada numero avulso, de dias anteriores. ,;....... 01CO
DIARIO DE PERNAMBCO
Propri^abe te Jtanocl iigurira tt /aria & -filljo*
TELEGRAMMAS
sssvis: -articula?. 23 diario
RIO DE JANEIRO, 10 de Junho, as 4
horas e 5 minutos da tarde. (Recebido s
5 horas e 20 minutos, pelo cabo subma-
rino).
Ka Cmara doa Deputado rol boje
approtada em 3.' dlNcaan&o a pro-
rogativa do orcamento vigente.
DepolM a Cantara occupou-ae rom
a ?. diacuftno da propcala de usa-
r de forca de mar.
Tomando a palavra deaembar-
gador Henrlqne Pereira de i.urcna
defendeu novamente oa actoa da ana
adminiatraco no Bio brande do
Mal.
Seguirn* boje no paquete na-
cional o Dr. Oenrlqae Marques de
Hollanda Cavalcante e a vluva do
Dr. Antonio Francisco Correa d e
Araujo.
:ss::;: n ::::::- sata.
(Especial para o Diario)
NEW-YORK, 9 de Juuho, noute.
Eat gravemente enfermo Mr.Clie*
tor triiiur. antigo preaidenle doa
Eatadoa Unidoa. cojo eatado de aa-
de inapira aerioa euidadoa.
PARS, 10 de Juaho.
A Cam ara doa Deputadoa eata di -
eutiado o projecto de lei conceraen-
fiiiiltu .1 Principe* .
LONDRES, 10 de Jualio.
Conflrma-ae o boato de dlaaolco
da Cantara doa Coomani. diaaolu -
cao que multo breve ae realiaara.
Agaajia Hars, alial em Pernambueo,
10 de Juaho de 1886.
1KSTB0CCA0 POPDLAR
MYTHOLOGIA
(Extrahido)
, 3A BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
Apollo e Diana
(Con/inuafdo)
D'aqui resultou que Apolloe Neptuno se vngam
severamente de tamanha perfidia. Apollo asaolou
os estados de Laomedonte com urna peste horroro-
sa. Neptuno fez com que as aguas do mar visi-
nbo lhe alaga* sem os campos, e, aiuda nao conten-
! te com isto, fez surgir um monstro mudouho ao
qual enearregou de ir derramando estragos e des-
; truicso por todo o paiz do prfido monarcba. N'ieto
o* Troianos, vendo-se em to apartada afflicco, re-
j corram ao orculo,e por este Ihes foi respondido
: que, para ficitrem livres de taes calamidades, in-
i dispensare! era e ferroso expr ao monstro a for
I mosa Hesione (filha do rei Laomedonte), porque
s d'est'arte lograriam aplacar a colera dos dous
deusos justamente irritados.
Ainda assim, nVstaconjunctura tremenda bouve
quem valuase ao refalsado Laumedonte. Foi Her-
cules quem lhe acudi, obrigando-se a dar cabo
do monstro, se Laomedonte Ibe promettesse em ca-
samento a prineeza Hesione. Laomedonte disse
que sim ; mas, segando o costume, depois de ser-
vido, faltn traicoeiramente sua palavra, e Her-
cules indignado o matou, entao offerecendo Hesio
ne a Telamn que a levbu coinsigo para a Thracia.
Daphtne, por quem Apollo muito se apaixonou
durante a pbase do seu exilio na trra, era filha
de um rei da Tbessalia por nomo Peneu. Teve,
porm, Apollo a des iita de nao ser correspondido
por Daphne; Venus, em vinganca de ter sido
Apollo quem descobrira a Vuluano suas infidelidades
com o deus da guerra, incumbi o Amor de tornar
Daphue insensivel. Em cumprimeuto cabal d'esta
incumbencia,urna vez que Apollo persegua de
mu perto pelos campos lora a sua formosa esquiva
e j qnasi prestes estava a lancar-lhe a mo,o
Auior metainorphoseou de sbito Daphne em lou-
ca. D'aqui proveio fi ax esta arvore consagrada a
Apollo.
Trgicos, porm, verdaderamente ultra-tragicos
foram os amores de Apollo com Clycia e Leuco-
thoe, filhas ambas de Orchamo (rei da Assyria).
Apollo comecou por .aamorar-se de Clycia ; mas
breve a deixou por Leucothoe. Clycia, vendo se
preterida por sua irma, nao teve animo para resis -
tir a semelhante golpe, e, de magoada que ficou,
deixou-se morrer tome.
Apollo, enternecido pela miseranda sorte da in-
feliz, metamorp'ioseou -a entao em gyrasol. De seu
lado tair.bem Leucothoe nao desfructou mais ven -
tuia do que a desditosa Clycia,porquanto, haven-
do esta, em seu primeiro impeto de ciume, denun
ciado ao pai os secretos am ires de Leucothoe, Or-
chamo enfureceu-se de tal forma ao saber do pro-
cedimento da filha, que mesmo em vida aenterrou.
Apollo a inetamorphoaeou depois na arvore do
incens,arvore que fez brotar da propria cova
em que Orchamo sepultara viva a desgranada
Leucothoe.
(Contina)
/ARTE UFFIClai.
<-o vi; II \o o\ PROVINCIA
LEI N. 1,872
Ignacio Joaquim de Souza Leo, bacbarel em sciencias jurdicas
e sociaea, fidalgo cavalheiro da casa imperial, cavalheiro da Ordem
da Rosa e 1 vicepresidente da provincia de Pernambueo :
Faco saber a todos os seus habitantes que a Assembla Legis-
lativa Provincial decretou e eu sanecionei a resoluco seguinte :
Artigo nico. O imposto de que trata o 30 do art. 2a da lei n.
1,860, de 1883, ser cobrado urna vez dentro do exercicio financeiro
e guardadas as excepcoes do 12 do art. 19 da lei n. 1,713, de
Revogam-se as disposicoes em contrario.
Mande, portanto, a todas as autoridades, a quem o conheci-
mento da presente resolucao pertencer, que a cumpram e acam
cumprr to inteiramente como nella se contem.
O secretario da presidencia desta provincia a faca imprimir,
publicar e correr.
Palacio da Presidencia de Pernambueo, 8 de Junbo de 1886,
65* da independencia e do impeli.
L. S. Ibhcio Joaquim de Souza Lalo.
Sellada e publicada a presente resolucao nesta Secretaria da
Presidencia de Pernambueo, aos 8 de Junbo de 1886.
Servindo de secretario, o official-maior,
Emiliano Ernesto de Mello Tambtrim.

EXPKDIEXTE DO DA 27 DE MAIO DE 1886
Actos :
O vico-presidente da provincia, attendendo
soque requereu o coronel coinmaniante do corpo
de polica Dcio de Aquino Konseca, resolve pro-
lro<*ar por 30 das e era vencimentos na forma da
ei a licenca ltimamente concedida ao peticiona-
rio para tratar de sua saude.
O vice presidente da provincia, attendendo
ao que requeren o uiz municipal e de orpbos do
termo de Serinhein, hachar;! Benjamn Rodrigues
de Freitas Caraciolo, resolve prorogar por tres
mezes provisoriamente e sem vencimentos, a licen-
ca ltimamente concedida ao peticionario para
tratar de sua saude.
Oflicios :
Ao conselheiro presidente do Tribunal da
Relacao do Recife.Reitero a V. Exc as requisi-
cues fetas em officio de 30 de Julho de 1884 e 21
de Janeiro de 1885, no sentido de ser ministrada
a certidao do processo do reo Tertuliano An-
tonio de Menezes, que interpoz recurso de graca,
impetrando perdo ou cominutacao de pena de
morte que lhe toi imposta peio jury desta capital
no dia 2 de Desembro de 1879.
Ao Dr. chefe de polica.Declaro a V. S.,
para seu conhecimento e em respjsta aos ofHcios
n. 401 e 526 de 20 de abril fiado e 24 do corrente,
que o Ministerio da Mannha, em telegramma de
hontem datado, communicou ter remettido com o
aviso de 21 deste mez a guia d sentenciado Joo
Joaquim da Silva deque tratam os citados officios.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Nos termos da sua informoslo de 29 de Agosto
ultimo n. 358, mande V. S. pagar a importancia
de 34^460 proveniente das passagens de que tra-
tam as contas e documentos juntos, concedidas em
Julho do anno pasando nos carros da estrada de
ferro do Recife ao S. Francisco porconta d> Mi-
nisterio da Agricultura, Coinmercio e Obras Pu-
bliicas.
Ao mesmo.-Remettoa V. 8. 10 exempla-
res impressos das inatruteoea expedidas a 14 deste
mez para ser teita pela Altandega a eobraaca do
imposto de gyro comraercial e do direitos provin-
ciaes de exportoco.
Mutatit mutandit ao Thesouro Provincial (10
erenplarea).
Juiatit mutandit ao inspector da Alfandega (50
exemplares.)
Ao commamdante da escola de aprendices
marinheiros.Mande Vmc. abrir nova concurren-
cia, conforme determina o Ministerio da Marinha,
ex telegramma de hontem datado, para o iorneci-
aonto do tardamente destinado escola de apren-
dizes maiinbeiros, sob seu cocinando.Commu
nicou-se a Thesouraria de Fazenda.
Ao juiz de direito da comarca de Coruar
Reitero a requesicio feita em oificio de 13 de Ja-
neiro de 1885, no sentido de ser transmitida
Secretaria desta Presidencia a certido do proces-
so de Mancol Aleiaudre de Souza, que interpoz
recurso de graca, impetrando perdi da pena de
8 annes de gales, que lhe foi imposta pelo jury do
trmo de S. Bento no dia 7 de Maio de 1879.
Convm que Vmc. preste a respeito do processo
d'aquelle sentenciado a informacao de que trata
o aviso circuanlo Ministerio da Justica n. 287, do
28 de Janeiro He 1865.
Aojuiz direito de Ouricuiy,Informe Vmc.
com urgencia sobre o assumpto do aviso junto por
copia de 8 do corrente mez, do Ministerio dos Ne-
gocios da Justica.
Ao juiz de direito de OaranbunsPara po-
der resolver sobre o assumpto do officio de 6 de
Fevereiro ultimo, sirva-se Vmc. de informar-me si
o tabelliao e eacnvo de orphos a que se refere no
predi.to officio acha-se no goso de alguma licenca
e no caso negativo desde quando esta fora do res-
ectivo exercicio.
EXPEDIENTE DO SECRETARIO
Officios:
Ao 1* secretario da Assembla Legislativa
Provincial.De ordem de S. Exc. o Sr. vice-pre-
sideute da provincia remetto a V. S. as i aforan-
ces do inspector do Thesouro de 11 e 28 de julho
ultimo, ns. 23 e 63, c mais papis annexos, afim de
serem presentes a Asscmbl Provincial par que
se iigne de resolver sobre a decretacao do crdito
de 534200 res necessario para occorrer ao faga
ment de transportes effectuados nos carros da es-
trada de ferro do Recife ao Limoero durante os
mezes de Abril e Maio do anno passado.
Ao mesmo.De orden do Exm. Sr. vice-pre-
sidente da provincia remetto a V. S. a informacao
do inspector do Thesouro de 15 de setembro ulti
mo n. 158, e mais papis annexos afim de serem
presentes a Assembla Legislativa Provincial para
que se digne de resolver sjbre a decretacao do
crdito de Ht 0 necessario para occorrer ao pa-
gamento de transportes coucedidos nos carros da
estrada de ferro do ReCife ao S. Francisco em Ju-
lho ultimo a presos e pracas.
dem ao Dr. juiz munieipal de Aguas Bellas-
De ordem de S. Exc, o Sr. vice-presidente da
provincia trantmittoa V. S. para seu conhecimen-
to e fios convenientes copia do officio de 24 do cor-
rente da presidencia da provineia das Alagoas re-
lativa ao reo Jos Rodrigue de Lima de quem
trata o eu officio de 1 Idate mea.
dem a agencia de paquetes.De ordem do
Exm. Sr. vicc-presidente 1a provincia, acenso o
lecebimento de officio, em que V. Exc. communica
que o vapor Cear chegado dos portoi do sul hoje
as 8 horas da manba, regressara para os do norte
amanha, as 5 da tarde.
dem aos membros da commissao liquidadora
das contas da estrada de ferro do Recife ao 8.
Francisco.O Exjn. 8r. vice presidente da pro-
vincia manda declarar a V. 8. que nesta data ti-
veram o conveniente destino os documentos que
acompanharain o seu officio de 25 do corredtemez.
EXPEDIENTE DO DIA 28 DE MAIO DE 1 886
Actos :
O vico presidente da provincia, tendo em vis-
ta o officio de 26 do corrate do director da Esco-
la Normal da sociedade propagadora da instruc-
cio publica, resolve, de accordo com o art. 2" g 2
da lei n. 1636 de 25 de Maio de 1882, nomear o
Dr. Ayres de Albuquerque Gama e o professor Mi-
guel Archanjo Mindcllo para fazerem parte das
commissoes laminadoras que se temde reunir
no dia 3 de juaho prximo vindouro e no corrate
anuo, segundo propoz o mesmo director.Commu-
nicou-se aos orneados e ao director da Escola Nor-
mal.
O vi ce-presidente da provincia, tendo em vis-
ta a proposta do inspector do Thesouro Provincial
contida em oliicio de 24deste mez, sob n. 657, re-
solve nomear I ialino Muniz de Moraes para exer
cer o cargo de collector do municipio de Becerros.
Commuuicou-se ao Thesouro Provincial.
O vice presidente da provineia, attendendo
ao que requereu Francisco Cordeiro Falcao43razil,
continuo do Thesouro Provincial, e tendo em vista
a intormacSo do mesmo Thesouro de 19 deste mez,
sob n. 645, e o parecer da junta medica provincial,
resolve conceder-Ihe dous mezes de Jicen^a com
vencimentos na forma ca lei para tractar de sua
saude onde lhe convier.
O vice-presidente da provincia, attendendo
ao que requeren Maria da Purificaclo Silveira,
professora de ensino primario em Nova-Cruz, e
tendo em vista a informacao do inspector geral da
Iastruccao Publica, de 1 d'este mez, sob n. 156, e
o parecer da junta medica provincial, reso ve con-
ceder peticionaria, a contar do Io do corrente, 3
mezes de licenca com ordenado para tratar de sua
sade onde lhe convier.
Officios :
Ao Dr. chefe de polica. Tendo em vista o
que expoz o juio municipal dos termos do Granito
e Ex, no officio a que se refere a informacao do
inspector do Thesouro Provincial, de 14 de Abril
ultimo, n. 572, recommendo a V. S. que expeca as
convenientes ordena no sentido de providenciar os
delegados de polica dos respectivos termos, sobre
o tornecimento de alimentacao para os presos po-
bres recolbidos s respectivas cadeias, observando
o que se aeha estabelecido no titulo 13 do regu-
lamento de 2 e no art. 61 do de 7 de Julho, ambos
de 1879, aqu aunexoa, com relacao aquelle foroe-
cimento.
Ao mesmo.Declaro a V. S., em resposta ao
seu officio n. 521, de 21 do corrente mez, que por
deficiencia de forca, nao podem destacar no dis-
tricto de Marayal, 4 pracas e 1 cabo do corpo de
polica, conforme solicitou o respectivo subdele-
gado.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda
Attendendo ao que expoz o director do presidio de
Fernando de Sorocha, em officio sob o qual pres-
tou V. S. a informacao de 26 do corrente, sob n.
352, autoriso-o mandar supprir o alinoxanfado
do presidio de Fernando de Noronha, a quantia
de 12:301^966, conforme solicitou o referido di-
rector. Communicou-se ao director do presidio
de Fernando de Noronha.
Ao inspector do Thesouro Provincial.Com-
munico a Vmc., para os fios coavenientes e em so-
lacio ao seu officio n. 06 '*, de 26 do corrente, que
nesta data approvei o contrato celebrado por P. F.
Needban com o subdelegado de Apipucot, do ar-
rendamiento de urna casa, mediante o aluguel de
de 2404 annuaes, afim de servir de quartel ao res-
pectivo destacamento. Communicou-se ao Dr.
chefe de polioia.
Ao 1 promotor publico desta capital. De-
vendo Vmc, fazer parte da junta elassificaJora
de e.cravos libertados no municipio desta capital,
por conta da 7* quota do fondo de emancipado,
cuja reunSo no paco da Cmara deveri realisar-
sc no da 14 de Junho prximo, assim lhe commu-
nico para os tina convenientes.
A'junta classificadora de escravos do mu-
nicipio de Scriaaaem.Declaro a Vmc. em addi-
tamento circular de 21 do corrente, que a 7*
quota do fundo de emancpaco distribuida a esse
municipio dever accrescer alem do saldo da 6a o
restante da Ia ; na importancia de 2:878 viste
baver o Ministerio da Agricultura, Commercio e
Obras Publicas decidido em aviso de 31 de Outu-
bro do anno passado que a ndemnisacao do vaior
de Rosalina libertada em 1877 pela dita Ia quota,
deve ser de 700/ preso da avaliacao naquella
epocha.
MiUatu mutandit ae juiz municipal e a The-
souraria de Fazenda.
Ao engenbeiro fiscal da estrada de ferro do
Recife a Caxang. A' vista do- que Vme. infor-
mou em officio de 21 do corrente, sob n. 106, de-
fer hoje o requeriuieiito do gerente deesa estrada
de ferro, permittindo que durante o invern sejam
supprimidos oito trena extraordinarios dos domin-
gos e dias sanctificados sendo :
Para Caxaog, s 10 h. e 18 m. da manba e 2
h. e 18 m. da tarde.
Para Apipucos, s 10 h., 45 m. da manhi, e 1
h., 45 m, da tarde.
De Caxang, s 11 h. 12 m- da manba e 3 h.
12 m. da tar.le.
De Apipucos, s 11 h. 45 m. da manba e 2 h. e
45 m. da tarde.
Ao vigario daparocliia de N. S. da Paz de
Afogalos. Com a copia inclusa do edital da se-
cretaria desta presidencia de 6 de Abril de 1878,
respondo ao officio que V. Revd. dirigio-me em
26 do corrento, relativo ao registro do titulo do
pastor evanglico J. R. Smith.
Portaras :
Ao presidente da Cmara Municipal de Ga-
melleira, Pompeu de Carvalho Sones Brando.
Respondo ao officio que Vmc. dirigio-me em 12
do corrente, declarando-lhe que faca reunir a C-
mara para o fim indicado em seu predito officio,
cumprindo-lhu, quauto falta de comparecimentc
de vereadores proceder nos termos do art. 28 da
lei de 1 de Outubro de 1828, art. 22 4 e 6 da
lei n. 3,0.-9 e aviso de 27 de Setembro de 1881,
isto multar os vereadores remissos, e so anda
assim nao comparecerem, convocar supplentes em
numero strictamente preciso para haver maiona.
l'revino a Vmc. que o mandato de vereador
obngatorio, pelo que os cidados eleitos, aiuda
mesmo sendo supplentes, apezar das multas im-
postas, cuja cobranca dever-se-ba promover, con-
tinuaren! a faltar, nao apresentando motivos de
legitima escusa, nos termos do art. 19 da citada
lei de 1828, estao sujeitos a processo de respon-
sabilidade, como incursos as penas do art. 128 do
cdigo criminal, vista dos avisos de 28 de Fe-
vereiro de 1833, 23 de Junho de 1834. 13 de
Marco de 1837, 29 de Outubro de 1838,16 de De
zembrode 1861 e 11 de Marco de 1884, dirigidos a
esta presidencia.
O Sr. superintendenie da estrada de ferro do
Recife ao S. Francisco, sirva-se de mandar trans-
portar gratuitamente em carro de 2> classe da es-
cacao das Cinco Puntas de Una a Joao Antonio
D. mingues.
O Sr. gerente da Companhia Pernaoibucana
mando dar opaartunameote passagem gratuita de
proa desta capital ao presidio de Fernando de
Noronha a Mana Francisca da Conceico, mulher
do sentenciado Antonio Xavier Baptista.Com-
municou-se ao director do presidio de Fernando
de Noronha.
O Sr. gerente da Companhia Pemambucana
faca transportar para o presidio de Fernando de
Noronha por conta de Ferreira Siiva & C, os g-
neros mencionados na inclusa relacao.
Mutatis mutandit para Jos Joaquim Alves & C.
EXPEDIENTE DO SECBETABIO
Officios:
Ao dksembargador Jos Manocl de Freitas,
juiz de direito do 5o.distnetc criminal do Recife.
O Exm. Ss. vice-prosidente da provincia manda
communicar a V. Exc. que fica inteirado do as-
sumpto de seu officio de 25 do corrente mez rela-
tivo a 2* seccao annual do Jury do Recife.
Ao Dr. Miguel Jos d Almeida, procurador
dos Fetos da Fazenda Provincial.De ordem de
S. Exc. o Sr. vice-presj^ente da provincia aecuso
o recebmento do officio da 27 do corrente, n. 115,
em que V. 8. partcipou haver renunciado o resto
la licenca que ltimamente lhe foi concedida e
reassumido n'aquelle dia o exercicio do seu car-
go.Communicou se ao Thesouro Provincial.
Ao Thesouro Provincial. O Exm. Sr. vice-
preaideate da provincia manda communicar a
V. S. que nesta data proferio o seguate despacho
na peticao de diversos commerciantes importa-
dores de ferrageus, sobre a qua! veraa a informa -
caodesso Thesouro de 15 do crrente sub n. 634.
Sao cabe a esta presdcnc'a attender aos peti-
cionarios, em vista da lei do orcamento vigente.
O Exm. Sr. vice presidente da provincia
manda crmmunicar a V. 8. que nesta data exarou
o seguate dospacho na pecico de Jos Oaiaa de
Paula Homem, sobre o qual informou essa Inspec-
tora em officio de 22 do correute sub n. 656.In-
deferido, em vista da lei que nao permitte entrar
em exercicio, sem flanea.
DESPAPHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 9 DE
JUNHO DE 1886.
Antonio Ponciano de Barros, Jos Anto-
nio dos Santos Joaquim Domingos de Lima
e Seratim Laite de Lima. Sim, pagando
o supplicante as comedorias.
Bacharel Antonio Candido Corroa de
Araujo. Sim, provisoriamente e sem ven
cimentes.
Antonio Joaquim dos Santos. Informe
o Sr. director de presidio de Fernando de
Noronha.
Adclaide Rosalina Bittencourt Barbosa.
- Remettido junta medica provincial,
a quem a supplicante se apresentar para
inspeccionada.
Cicero Tercio Tavares. Informe o Sr.
director da colonia Isabel.
Claudina Maria da ConceigSo. A sup-
plicante nao pode requerer sem autorisa-
cSo de seu marido.
Francisco Leite Nogueira Paes. De-
ferido com o officio desta data ao Thesou
ro Provincial.
Francelina Maurina da Silva e Albu-
querque. Informe o Sr. inspector geral
da InstruccSo Publica.
Grenerosa do Reg Medeiros Cavalcan-
te. Informe o Sr. inspector geral da
instruegao publica.
Grata Candida do Alcntara Couto.
Sim.
Dr. Jo5o Alexandre Seixas. dem.
Jos Francisco do Reg, Luiz Prente
Vianna e bacharel Manoel Antonio dos
Passos e Silva. Informe o Sr. inspector
da Thesouraria de Fazenda.
JoSo Joaquim da Silva. Nao ha que
deferir, visto que o supplicante j foi posto
em liberdade.
Miguel Luiz Rodrigues da Fonseca.
Sim, sendo pago na repartija^ dos cor-
reioa o respectivo porte.
Secretaria da Presidencia de Pernambu-
eo, em 10 de Maio de 1886.
O ajud ante do porteiro-,
.nonto F. da Silveira Carvalho.
Repart?3o da polica
Seccjto 2." N. 584. Secretaria da Po-
lica de Pernambueo, 10 de Junho de 1886.
Illm. e Exm. Sr. Participo a V. Exc.
que foram hontem recolhidos na Casa de
Detencjlo os seguintes individuos :
A' ordem do Dr. delegado do 2o distric-
to da capital, Augusto de Freitas, conh3-
cido por Augusto Rabugem, Luiz Macha-
do Revoredo, Joito Machado Revoredo, co-
nhecido po Joo Babiano, Jos Joaquim Xa-
vier, Antonio Gomes de Aguiar, conhecido
por Antonio Serm5o, e Deolindo Ferreira
de Lima, disposico do Dr. juiz de di-
reito do 4o districto criminal, por se a ha-
rem pronunciados no art. 26? do Cdigo
Criminal.
Esses individuos foram capturados hon-
tem, s 11 horas da noite, no lugar deno-
minado Coelhos, pelo Dr. delegado do 2
districto da capital, o qual teve como au-
xiliar os subdelegados dos deus districtos
da Boa-Vista e o alferes commandante da
4a estacSo da guarda cvica.
A' ordem do mesmo Dr. delegado, foi
tambem recolhido no referido estabeleci-
mento, o individuo de uome Francisco Ig-
nacio Marques, cognominado Rufino, como
indiciado em crime de rapto e deflora-
mento.
A' ordem do subdelegado do Recifa,
Antonio Jos de Souza, Thomaz Ingtercb
e Land Hansein, por disturbios.
A' ordem do do Io districto da Boa-Vis-
ta, Avelino Cypriano de Albuquerque, Joa-
quim Emygdio Amancio, Basilio Bibiano
da Silva, Tertuliano de Mello, Mara Joa-
quina Bertholeza e Maria Francisca de
A8sis, conhecida por Pao j'Alho, os dous
primeiros por disturbios e uso de armas
defezas e os 1 timos por disturbios.
O subdelegado do Io districto do Poqo
da Panella remetteu a esta repartigao trin
gada, urna crianca de 9 a 10 annos de
idade.
A autoridade local tomou conhecimento
do facto e pelas indagares feitas v;rifi-
cou-se que a crianga, tendo procura lo su-
bir a um dos wagons quando o trem se
punba em movimento e no alcangando se-
gurar-so, cabio o foi esmagada pe 13 rodas
dos dous ltimos carros.
Deus guarde a V. Exc.illm. eExm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza LeUo,
muito digno vice-presidente da provincia.
O chefe de polLaa, Antonio Domingos
Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 9 DE JNHO DE 1886
Joaquim Manoel Ferreira de Souza Ao
contencioso para attender.
Ponto da secretaria da Instrucgao Publi-
ca.Ao Sr. pagador para os devidos
fins.
Jos da Silva Maia, Jos Francisco de
Paula Cavalcante de Albuquerque, Domin-
gos da Cunha, massa fallida de Motta Sil-
veira & C, Francisco Jas Alves Guima-
raes, Regedor do Gymnasio, Joaquim Fran-
cisco Diniz Jnior, Joo Aureliano Lins
Alves, Joo Jos Ribeiro de Moraes e Joa-
quim Manoel de Oliveira e Silva. Haja
vista o Sr. Dr. procurador fiscal.
Joo da Silva Villanova.Ao Sr. con-
tador para attender.
Dr. Graciliano de Paula Baptista, Jos
Raymundo da Nactividade Saldanha e Joo
Maria dos Santos Almeida.Certifiqese.
Izidoro Marinho Cezar. Registre-se e
fagam-seos aasentamentos.
Padre Christovo do R'go Barros, Julio
Cezar Gongalves Lima, Gustavo Eduardo
Mermoud Filho, engenheiro chefe das Obras
Publicas, Companhia Pemambucana, Juo
Francisco de Paula Covalcanti de Albu-
querque e Rodrigo Jacome Muniz Pereira.
-Informe o Sr. contador.
Jerony.no de Hollanda Cavalcante
Albuquerque. -Cumpra-se a portara
licenga.
Jos Augusto Alvares de Carvalho a Jo-
vino da Cunha Varejo. Satisfaga-se ao
que se exige pela contadoria.
Flix Pereira e Souza. Informe o Sr.
Dr. administrador de Consulado.
de
de
PERHA1BC0
Assembla Provincial
39 SESSO EM 17 DE MAIO DE 1886
PRESIDENCIA DO EXM. SE. DE. JOS MANOEL DE BABEOS
WANDBBXBT
(Conclusao) ,
O Sr. Joo de Oliveira(Nao devolvea
o suv discarsu).
O Sr. liOix de ladrada-Sr. presidente,
eu nao me admirei de ver o nobre deputado, meu
collega de districto, oppor-se passagem deste
projxcto que se discute; porque S. Exc, parece,
que est mais ou menos prevenido eom alguns ne-
gocios do 8 districto que qua'qaer deputado con-
servador propoe-se a tratar. Prouuncia-me assim
porque S. Exc., a tes de dscutir-se este projecto,
diss.'-me que nao fazia opposicao a elle, pois que
achava-o at muito ra iiv I.
O Sr. Joao de OliveiraIsso diante das infor-
macoes de V. Exc.
O Sr. Luiz de AndradaE posso affirmar ao
nobre deputado que essas iuforma(oe3 sao verda-
deras. V. Exc. nao sba o 3 districto de juiz de
piz de que lugares se compoe e qual aeja o seu
pessoal.
O nobre deputado devia saber que os liberaes
croaram esse d:stricto de p"Z, suppjndo natural-
mente que elle se compunhi de oatro pessoal.
Basta dizpr-se, Sr. presidente, que trata-se de
urna crcumscrpcao em que tolos os individuos
que a'h residen), o fazom temp trinamente, isto ,
aquelles que sao eleitores, sempre votaram e con-
tinuaos a votar no 1* districto.
Sendo assim, Sr. presi late, como se pode ofen-
der os imeresses do partido liberal, propondo-se
boje a extinccao deste districto ?
Um Sr. DeputadoMas, o projecto far com
que eleitores conservadores votem no 1" districto,
quando o 'antes nao votavam.
O Sr. Luiz de AndradaTodos votavam e vo-
tam no 1' districto.
All nao ha juiz de paz eleito; nao houve ainda
pessoal de onde se podesse escolher. Por ahi a
casa pode ver de que utilidide este 3o districto
de paz. Portanto, Sr. presidente, nada mais ra-
zoavel do que pedir se a edta casa a adopco deste
projecto. Isso j porque nao existe naquellas pi-
ragens, pessoal habilitado d'onde se possa escolher
um juiz de paz, j porque trata-se de ama tecali -
dade que se acha em condicoes de nao precisar de
um juizado de paz, porque esse districto limita
como o 1 dentro da cidade; portanto um luxo
essa divisao.
O Sr. Joao de Oliveira V. Exc. assim faz urna
injusticia as sessoas que all residen).
OSr. Luiz de AndradaNao tac > injustica; as
pessoas que all residem sao, por assim dzer, fo-
rasteiras, passam tempos as praias do Carneiro
e da Pedra, e outros residem em seus engenhos
que acara pou :o distante da cidade.
Por ahi j v V. Exc. que um distreto do paz
nestas condicoes cao convm que permanece Nao
foi o espirito poltico que me fes dirigir-me a
esta Assembla para pedir a approvacao do pro-
jecto, mas sim o sentimeuto da justica.
Creio que com estas expiieacoes o nobre depu-
tado deve ficar satisfeito.
N nguem mais pedindo a palavra, encerrada
a discusso, bem como a de um requerimento de
adiamente, deixando se de votar por falta de nu-
mero.
Continua a 2* dscu seo do projecto n. 27 deste
ta chaves diversas, duas limas triangula-
ras, urna goiva pequea, duas gaznas, urna I anno (forca policial).
pistola, um arco de pu'a e dous ferros para' Bodrigue* PorteSr.
o mesmo, cujos objectos foram tomados
pela patrulha, na noite de hontem, quando
persegua um tndividuo que tentava ar
rombar a porta da casa de residencia do
cidado Gongalves da Silva.
Communicou-me o delegado do termo do
Brejo, que no dia 5'do corrente proceder
a visita da cadeia daquella cidade, na qual
foram encontrados 26 presos; sendo 16
sentenciados, 7 appellados, 2 pronuncia-
dos e 1 indiciado era crime de furto.
No da 4 do corrente, na descida do
trem de carga da va frrea de S. Francis-
co e depois das evolugoes na estago do
Cabo, foi encontrada sobre a linha, esma-
presidente.
Nao Ttnho discutir um projecto to importante
como o que se discute, vim tribuna oceupir a
attencao desta casa, para contestar, para refutar
aecusacoes injustas e improcedentes que foram le-
vantadas pelo meu companhero de districto o
Exm. Sr. Juvencio Mariz, s autoridades judi-
ciarias e adminiotrativas da comarca de Ca-
ruar.
Creia V. Exc, ereiam ss nobres collegas que
nao sou impellido a este acto, a defender a aini
gos e correligionarios prestrnosos e distinctos, por
mero sentimento, vou retutar 03 argumentse
aecusacoes do mea nobre colleg } e c i ico cedendo
ao impulso da verdade e da justica.
Comee >u o mea nobre collega o Br. Juvencio
Nfariz dizendo .que o partido conservador de Ca-
ruar procurou nos ltimos pleitea eleitoraes obter
por meio de violencias, por meio de coaeco, inti-
midar aos aeos correligionarios, afim do obter
maior numero de votos as eleicots para deputa-
do geral e provincial.
Que genero de coaccao foi empregado ?
Que violencias foram empregada) ?
O mea distincto coliega e compac.beiro de dis-
tricto, devia ter citado e declinado o nome das
victimas que foram coagidas, e viulen.adas, e ama
vez que nao citou um so facto, nao declinou ums
nome, conclue-se evidentemente que S. Exc. nao
foi injusto, como foi infeliz no papel de aecusa-
dor.
Sr. presidente, as autoridades da comarca de
Caruar, to improeedentem nte aecusadas, s po
diam, e deviam ser elogiadas pelo uieu nobre com-
panhero de districto, porque taes autoridades at
hoje tem pautado o seu procedimento pelas nar-
mas do justo e do honesto.
Entre as autoridades aecusadas aquella contra
quem mais S. Exc. mostrou se apaixonado e irritado
foioDr. Malaquias de Lagos V. Costa, juiz muni-
cipal de Caruar, e a aecusacao formulada contra
esse digno magistrado, foi ter elle, nao forgcado
um processo crime para o fim de iiutilisar a al-
guns eleitores amigos do nobre deputado, como foi
dito nesta casa ; e sim porque no carcter de juiz
probo e integro, ter-so cingido a provade un3 autos
e condemnar nm reo uonfesso.
Sr, presidente, sinto excessivamente que o nobre
deputado nao se ache nesta casa.
O Sr. Jos MariaElle nao sabia que V. Exc.
ia fallar.
O Sr. Rodrigues Porto Porque psssoalmente
pedira a S. Exe. que se diguasso justificar as
accuEacoes que tao iujustamente levantou na tri-
buna contra os meus amig03 e correligionarios.
V. Exc, Sr. presidente, ouvio, e bem assim esta
casa que o meu collega de districto disse que o
Dr. juiz municipal de Ca'uar foi determinado a
proceder coatra o ex-escrivo de paz de S Caeta-
no da Raposa, procedimento que posteriormente
renVctio contra alguns eleitores amigos do nobre
deputado, para tornar-se agradavelao partido con-
servador de Carnar ; quanta injustica encerra
esta parte do discurso do nobre deputado : Sr.
presidente, eu lastima que o nobre deputado nao
quizesse confessar a verdade, e publicnr as cau-
sas que obrigaram o Dr. jaiz municipal de Carna-
r n'aquella epocha na vara de juiz de d'reito, a
condemnar um reo confesso ; porque, Sr. presi-
dente, o mea nobre eompanheiro de distrito, entao
devia dzer oDr. Malaquias assim procedendo ape-
nas restaurou r mcralidade e a Justina.
Eu passo a narrar com toda a fidelidade o que
oiiginou o processo contra o ex-escrivo de paz
de S. Caetano da Rapoza.
Em dias do mez de Outubro ou Novembro do
anno passado no estabelecimento commercial de
Antonio Nunes de Oliveira chegon o ex-escrivo
de paz de S. Caetano da Rapoza, e disse ante
muitas peesoas que estavam presentes, que havia
simuladamente lavrado diversas escrpturas de
arrendamento, em um livro adrede preparado, e
como os amigos que o obrigaram a assim proceder,
nao hiuvessem correspondido a sua expectativa,
elle nao fazia mais misterio de tal p.ocedimento,
entre as pessoas que ouviram tal declaracao acha-
va-se o capito Claudioo Augusto de Lagos, que
no carcter de adjuncto do Dr. promotor publico,
estava em pleno exercicio do cargo, entao esse
funecionario loga depoi?, requereu ao Dr. juiz de
dir: ito interino que se tomasse por termo aquel-
las dtc'.::nces, e ooscriv i comparecendo em jai-
zo declarou os grandes servcos, prestados ao par-
tido liberal, naquelle celebre alistamento de 1882.
O Sr. Joo Alves Que foi urna verdadeira fa-
brica de phosphoros.
Contestacoes da bancada liberal.
O Sr. Rodrigues Porte Eis, Sr. presidente, a
origem do processo coatra o ex-esorvn de S.
Caetano da Raposa ; em face do que acabo de ex-
por e que consta dos autos do processo instaurado
contra o ex-escrivo Lyra, pode se com funda-
mento taxar-se de arbitrario, e violento ao Dr. juiz
municipal de Caruar ? pode-se com fundamento
dzer se que nm juiz que cond;mna a um reo con-
fesso, assim o fez para mostrar-se agrada vela seus
correligionarios ? como deer-se, como se disse,
que esse ex-escrivao foi impellido a assim proce-
der com esperanca de recompensa do partido con-
servador, quando ao contraro o partido liberal em
1882 pera engrossar suas fileiras em Caruar, foi
necessario laucar mo da falsidade e simulaco de
contractos ?
O Sr. Jos Maria /. Exc. injusto.
O 'r. Rodrigues Porto Nao ha tal injustica,
V. Exc. nao est a par daquella far^a.
Um Sr. Deputado Foi urna violencia pratica-
da pelo juiz municipal.
O Sr. Rodrigues Porto- O Dr. juiz municipal
um magistrado digno, e est muito cima de
aecusacoes apaixonadas e injustas.
(Ha diversos apartes.,)
Sr. presidente, um dos mens distinctes collegas
da bancada opposta, acaba de, em aparte, decli-
nar o nome do Dr. Luiz de Gusmo, juiz de di-
reito do Rrejo da Madre de Deus, nao ser a de-
reza, em que nesse aparte quiz fazer o collega ao
Dr. Gusmo, eu nao diza que hoje mesmo recebi
urna crta de pessoa muito criteriosa e residente
no Brejo, em que me diz, o Dr. Gusmo e o Dr.
Eut.-opio, aquelie juiz de direito, e este juiz muni-
cipal ^b .ndonaram o exercicio do cargo e vieran)
um para a cidade de Palmares, e outro para esta
cidade.
dr. presidente continuamente o jais de direito
da comarcado Brejo anda, nesta cidade sem li-
cenca.
O Sr. Jos Maria Quem ?
O Sr Rodrigues Porto E'o Dr. Luiz da Sil-
va Gusmo.
O Sr. Jos Maria Ha muito tempo que ne
vejo esse moco aqui.
O Sr Rodrigues Porto Nao digo qua elle es-
teja presentemente ueste cidade, porem o que
affirmo, que elle tem por habito interromper o
. xorcicio sem licenca, ou mesmo parte de doente,
cumpre-me ainda declarar a V. Ere. que nao co-
nbeco pessoalmente o Dr. Eutnpio da -ilva, juiz
municipal do Brejo, porem eatou informado que ha
mais de um mez ab-tudouou o termo, e se acha em
casa do pai em-Palmares : o magistrads que as-
sim procede que se pade e deve acensar porque
tal procedimento importa falta de exaeco no cam-
priineoto de deveres, alem do servico publico que
naturalmente soffre com taespasseiiis prolongados.
O Sr. J..s Maria Isto intriga.
O Sr. Rodrigues PortoNao ba tal, a verdade.
Um Sr. DeputadoO promotor publico tambem
abandonou a comarca ?
O Sr. Rodrigues orto Quauto ao promotor.
este acha-se de licenca, e por unte nao chega at
elle a censura que ven'io d-. fiufef
O Sr. Rodrigues Porto.Sr. presidente, voltea-
do ai assumpto do processo crime instaurado con-
tra o eawscrva de Sao Caeteno da Raposa, as-
sumpto que d.ixei porqu- os n bres deputados
cm seus aptrtes, obrigaram-m- a oceupar-me li-
geirainente dos juizes de lire te e municipal do
Brejo, cumpre me dzer, ou antes inquerir ao mea
oullega e companhero de districto qual deveria
ser o procedimento do adjunto do promotor publi-
co, que ouvmdo urna pessoa .coufessar a existen-
cia de um crime previsto na lei pial, donfisso
bascada em documentos, como um* carta assigna-
da P' lo Un nte-coroml Jo i Guilh- rme, a qual se
aha app n a aos auto?, em que diz qurf o servico
prestado pelo ex-'serivo de fabricar esoriptoras
falsas, era am serv50 prestado o partido, e nao
a elle signatario da carta ; nao devia o adjunto in-
tentar o procedim-uto criminal contra o delin-
qnente : a nao fazel-o que mereca ser censura-
do e acensado.
Disse ainda o men nobre collega de districto,
Sr. presidente, que depoi 1 da ascenco do partido


Diario de Pernambuco---Sexta-feira 11 de Jonho de 1886

conservador, na comarca de Caruar, os amigos
de S. Exc. nao. constantemente pencados
Ora, Sr. president, a isto nao se devia respon-
der, pois acredite V. Ezc. e a casa, que desde a
ascenco do partido conservador nenhum liberal
scffreu o mais lieeiro constrangimento, ao contra-
rio muitoa d'elles que nao gosavam das ayinpa-
thiaa do nobre deputado acham-te hoje mais ga-
rantidos do que quando o sen partido dominava,
Sr. presidenta, aleo das accusacoos iujustase im-
procedentes aasaaaae oaestra o Br.< MaUquiaa o
nobrc deputauo, au usando uffiesestea piaras,
ou antes nao acatado tseaa pura ooaaas aeeaaa
cois tentou injustar-o saiaeter poltico dasaslle
distincto magiatrao, asnado que He era con-
servador depois qae nsua 19 de Agalo foi ha-
mado para salvaaio doate (mil, a govcrnal-o o
grande partido daordjem.
O Sr. Lourencajde S.Pois o !
O Sr. Jos Mara. Mi diz ato o raajor Leal.
O Sr. Fodrgues Porto. Sr. presidente, ha mais
de dous aonos que o Dr. Malaquias f j ezercer a
judicatura em Carnal e nunca se levantou con-
tra elle accuaaco nenhuma, apenas alguna pa-
rentes e amigos do nobra deputado que suppu-
nhara ser o Dr Malachias urna continuacao de
seu autecesior, particularmente censuraram o Dr.
Malaquias por nao sanecionar patotas e escnda-
los forenses to freqnentes no tempo de seu ante-
cessor.
(II i um aparte do Sr. Jos Mara).
O Sr. Rodrigues Porto. -Taes aceusacoes, Ion-
ge de deamerecerem o caracterdo Dr. Malaquias ao
tontntrio, o elevan no coneeito puolico.
Dizcr-se que o Dr. Malaquias foi conservador
depois de 19 de Agosto de 1885 ama inezacti-
do, e tanto assim que os amigos do meu nobre
companheiro de districto e S. Exc. proprio antea
da data de 19 de Agosto promoviam por todos os
mcios a nilo racondueco do Dr. Malaquias a quem
ji se desigaava suceeasor, e sendo elle liberal, co-
mo o quiz fazer o nobre deputado, porqu pediain
instavain peta nao recondueco do Dr. Ma-
laquias r A nao ser como j disse, alguera despei-
tado, por nao ser saneciooada pelo Dr. Malaquias
alguma patota, nao se poder accusal -o. (Apartes).
(ir. presidente, S Exc. o Sr. Jo venci Mariz
disse que o Dr. Malaquias, juiz municipal de Ca-
ruar, foi arbitiario e violento, mandando excluir
do alistamiento eleitoral d'aquee municipio, gran-
de numero de eleitores, que foram como j disse
incluidos pelo celebre juiz de direito do Brejo o
Dr. Gusmao.
(Tr. cain se muitoa apartes).
OS'. Rodrigues PortoS. Exc. disse mais que
o Dr. Malaquias pronunciou o ex-eacrivo de Sao
Caetano da Raposa, cum o fim de chamar a si a
attencao dos conservadores para ficar melhor col-
locado.
Nao passa este coneeito de urna apreciacn iu -
justa e desarrasoad,a para prova do que digo
que alm do ex-eacrvo Joo Santino, um outro
escrivao que etn acto auccessivo lavrou outras ea-
cripturas simuladas, e tende sido processado csse
segundo escrivao, a requerimento do Dr. promo-
tor publico, o Dr. Aeostinho de Carvalho Das de
Lima, nao menos digno juiz de direito etf.-cti ;o d i
comarca pronunciou-o.
(Ha um aparte).
Vs. Exes. nao podem por ej duvida o carcter
d'tsae diatincto magistrado porquanto o Sr. Ju-
vencio Mariz d-'clarou d'aquella tribuna que so
acbava garantido com a adminstraco judie ;aria
do Dr. Dias Lima.
J v. pois, que o nobre deputado Sr. Juvencio
Mariz foi por demaia injusto com o Dr. Mala-
quias.
(Ha um aparte).
Vs Excs. sabem como se taze n taes aceusacoes.
Em dias de Desembro do anuo passado algumas
influencias do partido liberal pretextando nedirem
garantas ao xm. Sr. presidente da provincia,
para os actos eleitoraes, reuniram os liberaes
em urna casa muito conhecida do meu nobre col
lega de districto, e a pretexto de pedir providen-
cias, obtiverain assignaturas que servrram para
formular-se um tremendo libello "de aceusacoes
contra aa autoridades policiaes e judieiarias da
comarca e mandaran) ao Sr. Ulytses Vianna taes
assignaturas; e este senhor, com sua propria letra
teve a coragem de formular taes aceusacoes; e
sabe V. Exc. o que succedeu depois ?
Muitos liberaea que prestaram suas assignatu-
ras para ttm diverso, quando leram no orgao do
partido liberal que as pu'olicou, as aceusacoes pro-
testaram ese toase contestado pelo meu nobre col -
lega, eu citara nornes de peeso;-8 muito qualifica-
das no ptrtido liberal que es to promptas a de-
clarar que nao assignaram semelhante acervo de
n verdades.
Desta maneira que se abusando da boa f de
horneas simples, porm honrado, aecuaam-se ma
gistrados honestos como o Dr. jniz municipal de
Caruar; o que admira, que o Sr. Ulysses Vianda
se prestasse a esse manejo.
(H* um aparte.)
O Sr. Ulysses Vianna abusando da boa f de
muitoa correligionarios escreveu o que muito bem
quiz, contra as autoridades policiaes e judieiarias
de Caruar.
(Troeam-se muitus apartes.)
E' o que dizem muitos amigos polticos do Sr.
Ulysses, que elle abusou da boa f, porquanto como
j disse o fim da reunio, pelo menos n'el.a f >i
dito, era pedir providencias para que houvesse
absoluta abat-nco official no pleito eleitoral, e
nao para aecusar-se calumniosamente como se
fez na tal representacao.
Apartes da bancada liberal.)
l Sr. Rodrigues Porto.Cito at o nome do ca-
pito Gregorio, parete do nobre deputado, o Sr.
Mariz, que verbalaieute declarou-me o que acabo
de dizer.
E, assim, Sr. presidente, que vem o nobre de-
putado, para es:a Assembla aecusar autorida-
des, quando ellas nao merecem.
(Apaitea.)
Sejaraos francos, aecuaemos, e responsabilise-
moa smente aquellas autoridades que no exerci-
co de seus eargos commettem f titas,mas nao
por m ii)9 caprichos poltico'..
Sr. presidente, o nobre deputado, o Sr. Juvencio
Mariz, depoii de ter injustamente aecusado as au-
toridades de Caruar paasou f*zer uji histrico
dos factos polticos,, isto um confronto entre as
luctas politieas dadas air 15 de Janeiro d'este anno
e as dada em 1881 n'eata provincia.
S. Exc. disse que o partido conservador acha-se
fura da ordem.
Um Sr. DeputadoComo sempre.
O Sr. Rodrigues Porto Na opimao de V. Exc,
mas acredito que V. Exc. hoje est mais garan-
tido do que no tempo do partido liberal.
(Trocam se muitos apartes.)
S. Exc. aehou que o partido conservador na elei-
cao procedida u'es'a provincia a 15 de Janeiro
commetteu violencias, sem nome, em toda a parte,
e ento tratou de elogiar o pleito eleitoral havido
no dia 1 de Dezembro de 1884.
S. Exc. eaqueceu-se das scenas de sangne, e doa
lamenta vais acontecimientos que se deram n'aqaella
poca.
(Ha outros apartes, i
S. Exc. talvezj nao se lerabra das scenas de
sangue que so deram no 1 districto, e dos planos
ginistros que se elaboraram no Palacio da Presi-
dencia quando infelizmente administrava o Sr.
Sancho Pimentel.
O Sr. Jas Marialato s se deu na ultima elei-
co.
O Sr. Rodrigues PortoV. Exc. nao pode con-
testar os factoa, porquanto no 1" districto d'esta
provincia, deu se o que todos nos sabemos, assas-
sinou se brbaramente o mujor Estevea e um seu
obrinho.
O Sr. Jos MariaAquillo foi um pao por um
olhoo Sr. major Affonao Leal l esteve e sahio
illezo.
O Sr. Andr Dias-U major Leal conserva-
dor.
O Sr. Jos MaraN'esse tempo S. S. era con-
servador, mas de class-.
O Sr Presidente Attencao : quem tem a pale-
ara o Sr. deputado Rodrigues Porto.
O Sr. Rodrigues PortoAquillo foi nm pao por
um olho, como diz V. Exc, mas o certo qae as
infczes consortes dos asaassinadoa ficaram na
viuvez, seas filhos na orphandade e na miseria.
No 2* districto o que se aeu ?
O Sr. Jos ManaO que se deu no 2* dis-
tricto.
O Sr. Rodrigues PortoEu reconheco qae o il-
lustre Dr. Jos Marianne, sera eleito como foi,
mas nao com a maioria com que sahio eleito, por-
que mnitos conservadores abstiveram-se de votar,
outros mais timoratos votaram n'elle com medo.
O Sr. Jos MariaMedo de quem? V. Exc.
para que dz estas cousas.
O Sr. Rodrigues PortoDisia-se que se por ven-
tura elle fosse derrotado o sangne correra.
O Sr. -Jos MariaOra com effeito J vejo
que V. Exc. acredita em almas do outro mando.
O Sr. Rodrigues PorteEu mesmo, 8r. presi-
dente) vindo a esta cidade, e indo a mn circo
equestre n'aquella poca, sahi antes de terminar o
espectculo recetando alguaa ggreesao ; o nobre
deputado, ha de se lembrar que n'esse tempo no
largo do Arsenal de Guerra existia um circo eques-
tre, e indo a um dos espectculos vi que os ani
mos se achavam to exaltados, que sorprehendeu-
me o modo de proceder, e vendo-me j cercado por
um grupo exaltadissimo tive o cuidado de ir sa-
lando com medo de ser victima.
No 3 diatricto, Sr. presidente, o av> Be deu t
Vio-se o oroprio juix.de direito da -marca ras-
gando folhaa do vro em que se laofou a anisan
tica da etaicao para dar gauho de causa a uo
careligisaario. ... .
O Sr. JasMariaIsto urna injuria de qae
V. Exc. nao digno. I
O Sr. Rodrigues Parto Ka digo o que ouvi di-
zer, e o qne li-p*la impjMsa.
O Sr Jos MaraV. Exc. psde ouvir dizer
mui1 a couaa, mas deve tet bastante ritario para
s acreditar o qae ffir rasoavel.
O Sr. Rodrigues PortoEu nao affirino pojque
nao vi, porm refiro-me ao que ouvi e ao que se
escreveu as gazetas que se publicam n'esta oapi
tal, e na erte do imperio ; e que houve fraude oo
3 districto, um facto, tanto asaim que a cmara
des deputadoa geraes reuonheceu.
O Sr. Jos MariaOra diz se tanta couza !
O Sr. Rodrigues PortoMas o certo que se
disse.
No 7o districto o que dea-se ?
Tratou-se de remover o Dr. Lacena por vin-
dicta poltica.
O Sr. Joo deOliveraEoque se fez com o
Dr. Hsbello ?
O Sr. Rodrigues PortoFoi removido para me-
lhor comarca.
O Sr. Jos Maria O mesmo aconteceu com o
Sr. Lucena.
Mo 9* o que se pr&tcou ?
O Sr. Jos MaraV. Exc. est fazendo saba-
tiua?
O Sr. Rodrigues PortoEatou confrontandi
factoe, estou guindo o trilho que o Sr. Juvencio
Mariz tnlhou. Felizmente, Sr. presidente, como
conaervador que sou, e de que nunca fiz mysterio te-
nho a honra de dizer que no pleito de 15 de Janeiro
nao se derramou ama s gotta de sangue.
(Apartes.)
No 9o districto, era o proprio juiz munieipal-
que nao olhava meios para dar gaabo de cansa
a todo transe ao conselheiro Godoy, e o resultado
foi a ntorte de um cheie de familia, e o ferimento
de outro, ato as barbis do ch^fe de polica que
como presente de gregos foi mandado para a vill*
de S. Bento.
No 11# districto o que se deu "?
Urna scena horrvel postaram-se piqaetes as
estradas nfiui de serem impedidas as passagens
os eletorea conservadores no da da eleico, que
iam votar, como aconteceu com um cidado muito
distincto, como melhnr poder infirmar o meu no-
bra collega tejiente coronel Vctor.
No entretanto, o nobre deputado palo 2* dis-
tricto est sempre nesta casa a pedir providen-
cias :
Mas o nobre deputado falla de contente porque
estou certo que S. Exc. hoje est mais cercado do
garantas, do qu<; na poca do ultimo periodo de
vida de seu partido.
O Sr. Andr Dias -Qual elle actualmente at
medo tem de andar a notc.
O Sr. Rodrigues PortoPorque nao qu^r.
O Sr, Joa MaraPorque tenho medo dos mc-
donhoa, e bilontras.
O Sr. Rodrnues PortoNaoipareeeV. Exc.
nao tem de que recear-se porque i: bastante conhe-
cido todos o acatara.
O Sr. Jos MaraPois nao ; isso bandeir-
nba.
O Sr. Andr DiasEu desejava ouvr V. Exc
no negocio de Rosa Maria.
(Ha um aoa-te).
O Sr. Rodrigues PortoO negocio de Roaa Ma-
ria est muito batido !
(Ha diversos apartes).
O Sr. Rodrigues PortoQuando os nobres de-
putados terminaren], eu continuaren
Sr. presidente, o Sr, Juvencio Mariz analysando
os factos da stuaco actual, disse que tudo es-
tava fora da ordem, que nao bavia garantas em
parte alguma!
Creio porm, que S. Exc. nao discutio seria-
mente, ao contrario levou todo o tempo a tocar
realejo; S. Exc demonstran que tem bom geito
para espectculo, faltou apenas um macaco como
alguem j disse nesta casa.
O Sr. Jos MaraQuem disse isto nesta casa
foi o Sr. Antunes.
O Sr. Antooio VctorEu maadei bascar oa
Annaes para 1er o que o nohre depaado diza
aqu em urna certa poca.
O Sr. Jos MariaPois V. Exc. pode procurar.
O Sr. Rodrigues PortoSr. presidente, teitas es
tas conaideracoea, smente para oppr contesta-
cues as aceusacoes do nobre deputado levantadas
contra aa autoridades policiaes e judieiarias de.
Caruar, tenbo a dizer a S. Exc. e os nobres de-
putados que taes aceusacoes nao procedem, porque
como j tive oeeasio de dizer S. Exc. subi a tri-
buna nao para discutir seriamente, porm para
tocar urna longa peca de realejo.
O Sr. Jos MariaNao apoiado, elle discutio
profissionalmente.
O Sr. Andr DasCom certeza.
O Sr. Rodrigues PortoDiscutio muito bem na
forma, mais no fundo, nao demonstren seuao qae
foi excessivamente injusto.
Elle, e todos os seus amitroa polticos tem sido
sempre muito bem respetados, e cercados das
garantas que a lei concede a todos indistincta
m-*nte.
O Sr. Joa MaraPorque merece.
O Sr. Rodrigues Porto -Cortamente, mas logo
que trato a V. Exc com o respeito devid, se-
gue-se que V. Exc. nao poder queixar-se de mim,
sem que faca urna clamorosa injustca.
Em Caruar o partido liberal tem encontrado
garantas de toda a ordem.
Vozespois nao !
O Sr. Rodrigues PortoSe naoi fossemoa pru-
dentes, e tolerautes, se quizesaemos reagir, abrir
lutaa, nao seramos talve to atrozmente aecusa-
dis, porm a uossa ndole paciSca e condesceu-
deute a isso se oppe !
Sr. presidente, supponho que apezar de me fal -
t iiem os recursos (nao apoiados) demonstrei qne
foram infundadas as aecnsaeoes formuladas pelo
nobre deputado e companheiro de districto, e con-
emindo declaro que voto pelo projecto em discus-
so.
VozesMuito bem muito bem.
A discusso tica adiada pela hora.
O Sr. presidente levanta a sesso, designando a
seguinte ordem do dia :
1. parte : continuacao da antecedente.
2. parte : continuacao da antecederte e mais
1 diseueso dos projectos na. 13 de 1885 e 55
deste anno e mais 2* dos de us. 30 e 54 tambem
d'.ste anno.
EMENDAS APRESENTADAS AO AET. 50 DO
PROJECTO K. 54 DESTE ANNO (ORCAMENTO
MUNICIPAL,) EM 2' DISCUSsXO, EM 10 DE
JLIN1IO.
N. 79. Art. 50 :
1 Ordenado do secretario
S 2o dem do porteiro da Cmara e
administrador do Cemiterio
8 3' dem do fiscal da cidade e en-
carregado da afenco
4 Diaria do servente do Cemite-
rio
| 5 Porcentagem 6 /o a0 Pra-
rador
6" Expediente e asaeio da casa da
Cmara
7o Custas judiciaes, inclusive 200
par o escrivao do jury, sem di-
reito a custas, pago de preferencia
o Dr Joa Novaes de Souza Car-
valho
S 8o Jury e elecao
| 9" Aluguel da casa da Cmara
$ 10 Agua a luz para a cadeia
jj 11 Eventuacs
12" Obras e melhoramentos muni-
cpaes
Agua e luz para a cadeia
Eventusea
Ordenado do administrador do Cemi-
terio
Aa escrivao do jury
Laurneo de 8.
50*000
160*000
400*000
300*000
^880*000
EMENDA APPROVADA NA 2a DISCUSSO DO
PJJOgECW N. 43 (ORNAMENTO BROV1N-
CIAi) KO.KLA 9 DE JOSHO.
N. S7-A'Mnda.dditiva ob n. 813. Art.
2. BUftfMUka ,,palaVraCQfea do maneeem
letraa ppntsewmas, o
.'Jacooiaa.
amo est.Karrera
600*000
400*000
600*000
S6M0M
*
60*000
45!)*000
60*0ti0
600*000
40 i'KM
25*00J
800*000
Sophrono Portella.Barros Barreto
N 82-Ao art. 50:
Ordenado do secretario
dem do porteiro
dem do fiscal e aferidor
dem do servente do Cemiterio
Percentagem do procurador 6 %
Expediente, jury e eleices
Aluguel do paco (j nao tem predio
alagado porque acha-se fuuccio-
nando no proprio municipal)
Obra* e uelhoramento*
Custas judeme*
4:000*000
Jnior.
600*000
200*000
600*000
365*000
235*000
120*000
*
450*000
400*000
1886+PiflKCEKN. UO
.A aaaania.oao de lats nio ar 'iiaail n.owmmi-
nandavaa razoea ani wirtad.daa qiiaaa -praaiden-
cia negou saneco resoluco de 29 de Julho de
1885, que transiere a 2 cadeira do sexo mascu-
lino da cidade do Ro Formoso para Fernandes
Vieira; considerando que semelhante transferen-
cia nao prejudicial ao magisterio e antes ben-
fica, pois a cidade de onde e transferida a cadeira
pode pertoitamente dispensar nma -das daas de
sexo masculino, conforme u'este sentido j ofRciou
o respectivo delegado ltteraro ;
Considerando mais que semelhante transferen-
cia nao prejudicar aoe cofres pblicos, visto como
o proprietario da cadeira continuar a percebe,
vencimentos de 2' entrancia, renunciando desde
j a qualquer reclamaco posterior em virtude da
melhor eathegoria da cadeira para onde transfe
rido ;
Considerando, finalmente, que por este facto ne
nhum accesso lbe concedido e portanto por modo
algnm offande aos dretos do outrem.
E' de paiecerque a resoluco seja approvada
i- I qual se acha.
Sala das oommisBes, 25 de Maio de 1886.
Soares de Amoriun. Pedro Gaudiano de Ratis e
Silva.Dominr/aes da Silva.
A Assembli Ljgslativa Paovincialde Pernsai-
buco resolve:
Art. I* Fica transferida para Fernandes Viei -
ra, desta cidade, a 2* cadeira do sexo masculino
da cidade do Rio Formoso, sem preju'zo do actual
professor.
Art. 2o Revogadas as disposicoes era contrario.
Paco da Assembla Legislativa Provincial de
Pernambuco, em 27 de Julho de 1885.Paulo
Jos de Oliveira, Io vice presidente.Dr. Joo
Augusto do R'.-go Barros, Io secretaria Dr. Pr-
xedes Gomes de Souza Pitanga, 2 secretario.
Volte Aaserabla Legislativa Provincial.
Eata resoluco, sob a Hpparenci^ie melhor si-
tuaco da cadjira, favorece exclusivamente ao
respectivo professor. O qae, alm de inconsti-
tucional, inconveniente aos interesaos do magis-
terio, prejudil equidade e aos cofres pblicos ;
porquanto, indirectamente e sem as formalidades
legaes, concedera um accesao com accreseimo de
dcapeza proveaente da clevacao da eut-anca da
cadeira, e ofenderia o direito da outros profeaso-
rea, que, por ventura, podesaem preferir no ac-
cesso.
Palacio da Presidencia de Pernambuco, 11 de
Agosto de 1885.J. Rodrigues Chaves.
1886PARECER N.l 11
A commisso de leis nao sanecionadas, exami-
nando as razoea, em virtude das cjuaes a presi-
dencia negou sanecao resoluco de >7 de Julho
de 1885, que transiere as cadeiras da Estrada No-
va e de Frecheiras, em Goyanna, para a cidade
do mesmo noaae, considerando que semelhante
transferencia nao prejudicial ao servico publico
antea benfica, poia os lugares de onde sao
transferidas as referidas cadeiras as podem dis-
pensar, conformj nest* sentido j ofciou o res-
pectivo delegado litterario, e a cidade para ende
sao transferidas necessita de mais escolas por ter
urna populaco escolar de mais de trezentos
alumnos, como ae v do relatoro do Dr. inspeetor
geral da instrueco publica;
Considerando que de semelhante transfereneia
nenhum prejuizo advir aos cofres pblicos,_ pois
os proprietarios das referidas cadeiras continua-
rlo a perceber vencimentos de 1* entrancia, renun-
ciando ieade j a qualquer reclamaco posterior,
em virtude da eathegoria superior a que sao ele-
vadas as referidas cadeiras;
Considerando, finalmente, que nenhum accesso
assim concedido aos respectivos professores, e
portanto, por modo algnm offende-se a djreitos de
outrem, de parecer que a resoluco seja appro-
vada tal qual est. Sala das commissoes, 25 de
Maio de 1886.Soares de Aroorim.P. G. de Ra-
tis e Silva. Domiogues da Silva.
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco resolve:
Art. 1." Ficam transferidas as cadeiras de in-
strueco primaria da Estrada Nova e Frexeiras
de Goyanna, para dentro da mesma cidade, com
as denominacoes de 3 e 4" cadeiras de Goyanna,
sem prejuizo dos actuaes professores.
Art. 2. Ficam revogadas as disposicoes nm
contrario.
Pago da Asa^mbla Legislativa Proviucial de
Pernambuco, 27 de Julho de J88\ Paulo Jos
de Oliveira, Io vice presidente.Dr. Joo Augua
to do Reg Barros, Io secretario.Dr. Prxedes
Gomes de Souza Pitanga, 2 secretario.
Volte assmbla legislativa provincial
Esta resoluco, sob a apparencia de melhor si-
tuaco da cadeira, favorece exclusivamente ao
respectivo professor, o que, alm de inconstitu-
cional, inconveniente aos interesses do magis-
terio, prejudicial equidade e aos cofres pblicos ;
porquanto indirectamente e sem as formalidades
legaea, concedera um accesso com accreseimo de
despeza proveniente da efevaco da entrancia da
cadeira, e offenderia o direito de outros professo-
res, que, por ventura podessem preferir ao ac-
cesso.
Palacio da presidencia de Pernambuco, 11 de
Agosto de 1885.J. Rodrigues Chaves.
Assmbla Provincial Funccionou
lnntein, sob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Jos
Manoel de Barros Wanderley, tendo comparecido
28 Srs. depurado-.
Foi lida e approvada, sem debate, a acta da
sesso antecedente.
O Sr. ^ secretario procedeu a leitura do se-
guinte expediente :
Urna petico de Manoel Jos Martins, profeasor
contractado de Santo Antonio do Buique, reque-
endo ser considerado effectivo na mesma cadeira.
A' commisao de instrueco publica.
Outra de Francisca de Mendonea Pinto, profea-
aora contractada do Brejo de Sant Cruz, reque-
rendo o meamo cima.A' commisso de instrue-
co publica.
Foram hdos e dispensados da impreaso emavul-
sos, a requerimento do Sr. Joo Alves, os aeguin-
tes pareceres da commisso de exames de leis nao
sanecionadas, opinando no sent io de serem adop-
tadas taes quies se acham.
N. 110. Transferindo para Fernandes Vieira
desta capital a segunda cadeira do sexo masculi-
no da cidade do Rio Formoso, sem prejuizo do ac-
tual professor.
N. 111. dem as cadeiras de instrueco primaria
da Estrada N*va e Frecheira, de Goyanna,^ para
dentro da mesma cidade, com as denominacoes de
3. e 4.a cadeiras de Goyanna, sem prejuizo dos
actuaes professores.
O Sr. presidente nomeou os Srs. Augusto Fran-
klin, Soares de Ainorim e Rodrigues Porto, para
se irem entender com urna commisso da Associa-
co Commercial Beaeficento doa Mercieiros, que
se acbava na ante-sala.
Adiou-se por 24 horas, depois de orarem os Sis.
Baro de Itapisauma e Gomes Prente, a pedido
deste Sr. deputado, um requerimento d'aquelle pe-
dindo informacoea sobre o estado sanitario e poli-
cial de Iguarass.
O Sr. Augusto Franklin, pela ordem, envin
mesa nma petico da Associaco Commercial Be-
nehecnte dos Mercieiros. Fioou para ter oppor-
tunameate o convenieute destino.
Pasaou-se 1.' parte da ordem do dia.
Continuando a 2.a discnsso do projecto n. 54
(orcajiento municipal) deste anno, foram appro
vados os artigoa de deapeza, exoepto o de n. 50, a
que foram apresentadas duas emendas, e fieou
adiado por 24 horas a requerimento do Sr Lou-
renji) de S, tendo orado oa Srs. Baro de Itapis-
suraa e Reg Barros, tres vezes cada nm.
Pasaou-ae 2.' parte da ordem do dia.
Approvou-se em 2.a diseussio, sendo dispensa-
do do intersticio a requerimento do Sr. Barros
Barreto Jnior, o projecto n. 93 deste anno (cr-
ditos sapplementares).
Encerrou-ae, depois de orarem os Srs. Jos Ma-
na e Barros Barreto Jnior, a 3' discusso do
projecto n. 9 deste anno (asaucar dos engenho
centraes), nio se votando por falta de numero nm
requerimento de adiamanto da discuiso por 48
horas, do Sr. Joa Maria.
Adiou-se a 2a discusso do projecto n. 18 deate
laano.
*"^A ordem do dia : Ia parte : continuacao da
antecedente ; 2a parte : continuacao da antec-
dante e mais : 3a discnsso dos projectos ns. 27 o
93, ambos deste anno.
Crinara enmasada Consta da parte
policial que, na noite de 4 do corrate, esa esta
cao do Cabo, da ferro-via de S. Francisco, appa-
re:eu morta, sobre a linhalpor esmagamente, urna
or i anea de 9 a 10 annos de idade.
A autoridade local, tomando conhecimeato do
facto, verificou que a crianea, tendo buscado su-
bir para um dos carros do tram de carga, cabio
a fsLapanhada pelas rodas das vehculos que a es-
majppaa.
*aMMaan preso-Ante-hontem, as 11 horas
da noite, foram presos, no lagar Coelhos, relo Dr.
delegado do 2 districto do Recife, auxiliado pelos
dous subdelegados da Boa Vista e commandante
da 4' eataco da guarda cvica, os seguintes indi-
viduos, pronunciados no art. 269 do cdigo crimi-
nal : Angusto Jos de Freitas, conhecide por Au-
gusto Bobagem, Luiz Mbchado R"voredo, Joo Ma-
chado Revoredo, conhcido por Joo Bahiano, Jos
Joaquim Xavier, Antonio Gomes de Aguiar, eo-
nhecid por Antonio ermdo, e Deolindo Ferreira
de Lima.
Foram postos disposico do Dr. juiz de direi-
to do 4 districto criminal.
Falleclmento Accommettido hontem, s
5 1/2 horas da tardo, do urna congesto pulmonar,
falleceu o padre Antonio de Mello e Albuquerque.
Era o fallecido natural das Alagas, que repre-
sentou por mais de uma vez como deputado pro-
vincial e contava 63 annos de idade.
Homem servical e ha muitos annos residente
nesta provincia, gosava pelo seu carcter franco c
sincero de moitas sympathias. Na sua parochia,
a de S. Jos, foi sempre considerado pelo partido
conservador como eleitor e era actualmente verea-
dor da Cmara Municipal, que ueste anno e no pas-
sado o elegera para exercer o lugar de seu vice-
presidente.
0 seu corpo foi depositado na igreja de S. Pe-
dro dos Clrigos, J'onde hoje tarde ser condu-
zido para o cemiterio publico de Santo Amaro
Paz sua alma.
Club Cario* Gome*Este club, na noite
do 19 do corrente, sabbado prximo vindouro,
commemora o 41 anniversario da installaco da
sua bibliotheca, celebrando um sarao ltteraro,
que terminar com o coatumeiro musical dansante.
Berco do FalroMoradores de-te becco
nos p dem para chamar a attencao do Sr. fiscal
de Santo Antonio psra o estado deploravel em que
se acha o mesmo bc-co, onde ha lama cm abun-
dancia.
Est fe.ito o pedido, resta que seja satisfeto
L.anlerna Haeica Publicouseo n. 156
do 5o anno, deste peridico Ilustrado e humors-
tico.
RcvlNtl*>bo Tambem publicou-se o nume-
ro 2 deste iuteressante e curioso quinzenario, que,
como o Io numero, est mimoso.
ProOlamas de eawamentnForam li-
dos na raat-iz da Boa-Vista, em 6 do correte os
egointea :
Miguel Gomes dos Santos cam Rosana Maria
do Espirito Santo.
Sebastio Lucio Mergulhao com Joanna Augus-
ta de Medeiros.
Mauoel Henrique Celestino da Co3ta com Julia
Germana Maria da Cooceico.
OlladaEscrevem-n-s em 10 do eorrente :
Ainda hontein nao foi poasivel reunir se a
Edilidade de Olinda, afim de fazer aesao. Ain-
da que ella se tivesse reunido, creio que no mesmo
p fie ria a questo do muro e obras que priva
vam o transito de parte da travessa de S. Pedro
Apostlo ; pois ao sahir do edificio municipal a
commisbao nomeada para informar o recurso foi
ainda proceder a exames, em presenca do Sr. Leo-
poldo, no solo da travessa por traz do muro da
caixa d'agua, escavando uma especie de poco na
sua liuha central.
E' intuito dos edis provar que ahi nao exis-
tem canos da companhia Santa Tbereza, porque
no seu recurso disse o gerente que na traveaaa de
S. Pedro Apostlo existia uma rle da canaliaa
c-o geral que assim nao poderia aer prolongada.
Ora, para a prova d'isto basta notar que existem
lampeos da illuminaco publica all funecionan-
do todas as noites de escaro, e que existem pennas
d'agua em catas da alludda travessa, que come-
9a na ladeira da Ribeira e vai terminar no pateo
deS. Pedro.
1 A mea ver a Edilidade nada tem com esta
affirinacao, desde o momento que S. Exc. o Sr. Dr.
presidente da provincia j all mandn o Dr. ins-
pector da saude e o Dr. director das obras publi-
cas, que naturalmente foram apreciar os funda-
mentos tecbnicoa do recurso "do gerente. A infor-
maco da Cmara deveria versar apenas, ou prin-
cipalmente, sobre se a licenca foi dada e qual a
conveniencia em dal-a e os fundamentos cm que se
baseou. E demorar certamente o recurso at des-
cobrir sem a menor orientaco os canos, ou con-
veucer-se de qae elles alli nao existem, mo ca-
minho.
As dependencias a que me refer na carta an-
terior estaro promptas at sabbado. Segundo se
allega, o fim do proprietario obviar que gente
do povo leve aqni a effeito a evidencia em que se
falln de demolir a for,a os muros, o que nao
fcil, pois solida a construeco de taes depen-
dencias
o O Sr. Leopoldo, porm, uffende com cssa sus-
peita a pacifica e pachorrenta populaco olinden-
ae. Sa pela administraco a servido nao fr rea-
tabelecida, jamis ser reposta no primitivo lu-
gar; esta averdade.
variarse do ozone no arAs rela-
ces que ha entre a quantidade de ozone no ar e
a epidemia do cholera-morous foicstudadaem 1884
por Ominus.
Nao havia uma simples coincidencia a variaco
do ozone no ar, durante essa epidemia porque em
Pars e em Marselba foi verificada uma grande di-
minuico do ozone durante toda o tempo da epi-
demia. Alm diso o partir do momento em que,
durante alguns dias, a electricidade na atmosphe-
ra augmentou a epidemia decresceu.
O que mais chama a attencao a differenca en-
tre o estado ozometerico nos annos de 1884 e 1883.
Em Marselha durante o mez de Julho, quando
mais forte esteve a epidemia, a media do ozone no
ar era 0,86; entretanto que no anno de 1883 a me-
dia foi de 2,17.
Em Paria, durante a epidemia de /cholera em
1884, foram ainda mais nota veis os algarismos que
isso provam. No mez de Novembro, epocha da
maior intensidade da epidemia, a media ozonome-
trica era de 0,44 e em Novembro de 1883 era de
1,82.
Dorante a primeira metade do dito mez a dif-
ferenca foi ainda mais notavel, pois foi de 0,27
quando na mesma epocha em 1883 era de 2.
A maior mortalidade foi nesse periodo.
A conclasc a tirar da comparaco desaes fac-
tos que a falta do ozone no ar d lugar a appa-
rico da epidemia e qne a presenca do ozone no
ar, e principalmente a sua permanencia em maior
quantidade, sao conices para fazer parar a epi-
demia em sua marcha.
Sob o ponto de vista tberapeutico muito diffi-
cil fabricar o ozone gazoso ; mas a ozonine que
um liquido saturado p do ozoue, fabricado por
Beck, hoje fcilmente obtida na pratca.
Aa experiencias de Ominus nos homens e nos
animaes provam que o 01 me aenhum mal prodaz
mesmo em dose elevada.
Sua acedo prolongada influe principalmente no
systema nervoso central, do qual um agente se-
dativo.
Eaaa accao pode ser utiliaada om muitos outros
caaos.
Coisas de toda a* partesEm Roma
o ex-padre Gavazzi, n'uma das conferencias que
teve na igreja evanglica, ti'atou das corporaces
religiosas, dizendo que ellas sao protegidas pelo
governo porque espera achar aellas nm soccorro
contra o iovaaor radicalismo.
Accreacentou que o radicalismo nao se doma
com as bayonetas, nem se vence com os frades,
mas s se pode prevenir com boas leis sociaes, nao
condemnanda os socislistas cofr malfeitorea e
nem oa jovens a muitos annos de priso, por terem
& 13 da Julho gritado : Viva a Italia, e nem agra-
ciando os delinquentes, ao paseo que oa patriotas
expiam injustas condemnaces.
Falln das escolas clericaes, que chegam ao nu-
mero de 50, onde oa meatres ao g Taimente es-
trangeiros, tanto que certos religiosos ensinam a
conheccr a lingua italiana com a grammatica fran-
oeza.
Accrescentou mais que estas escolas sio o vi-
veiro dos paladinos do Vaticano, e como tal de-
vero ser pelo governo vigiadas e supprimidas.
Terminou augurando dia melhores patria.
Eis aqui como peasa Zola, a proposito das
grres dos miueiros e operarios de Decazeville :
Estes euccesao* sao o principio de uma ver-
dadeira revoluco terrorista.
Que poder acontecer?
As recordacea do terror seronada; ser de-
pois disto que provocaro um dia ou outro os odios
e a vindicta poltica.
a Onde se manifestar o cataclysma?
Nao ser em Franca, certamente.
Alli se determinaro movimentos; mas a
grande erupeo do vulcao proletario, se proJuzir
no estrangeiro... em algum paia novo como nos
Estados Unidos.
Curioso facto narrado pelo chroniata do Me*
sagero, de Roma ;
Na ra Julia morava o alfaate Achules De-
petris, com a raulbor Adele Camilli e um cao fiel
amigo do Sr. Achules.
Defronto tiuha por viainho o sapateiro Rinaldo
Polli, de Terni, que oceupava um quar'o mobilia-
do, c esse homem pelos seus galanteios, pode apo-
derar-se do coraco da mulher do pobre alfaate.
Com o tempo... as cousas chegaram a ponto do
Sr. Achules nao poder mais ser logrado, peia to
maduras ellas esta vam.
Na tarde de 9 de Novembro do anno passado
sahio, fing-ndo ir cuidar de um trabalho, levando
atrs de si o inseparavel cosinbo.
Regressou casa depois depoucos instantes,
baten mui tas vezes antes que-a mulher Ihe abrisse
a porta; fiualmnte ella se apresentou confusa,
de8grenhada e com oa vestidos cm desordem.
Emquanto o Sr. Achules entrava arrebatada-
mente convencido de ter havido o quer que fosse
de estranbo na sua casa, o cao foi collocar-se de-
fronte do leito, latindo furiosamente.
O desgranado marido inclinou-se, levantou a co-
berta e vio agachado debaixo do leito o sapateiro
Rinaldo Folii, o seductor de 3 -a mulher.
Este, comprehendendo quanto era critico o mo-
iniit-o em que se achava, e que para delle safar-
se era preciso grande babdidade e astucia, tirou
da algibeira ama faca ameacando eatirpal-o, se
fallasae ; e o pobre marido teve de retirar-ae para
deixar-lhe o caminho lvre.
Sahindo depois para denunciar o facto polica,
qnando voltoucoin oa guardas Dao encontrou nem
mesmo a mulher.
A questo por adulterio teve o seu curso e foi
levada ante a 4a seceo da tribunal.
As partes na causa comparecaram todas; o mi-
rdo, a mulher, o amante... e o cao.
O presidente perguntou ao alfaate Depetris se
quena ir para dianta o.u a questo.
Ento, vio ae o desgranado marido levantar-se
e em attitude solemne dizer :
Perddo a todos, sois esposa, amo-vos sempre !
Assim o processo teve o mesmo fim do Ernani
com immensa consolcao de todos... comprehen-
dido o cao.
Em Mesaina, na ra Lascari, a mulher da
Pedro Riccina, ferreiro, grvida de 6 mezes, deu
luz, quasi sem soccorro algum, um feto teriivcl
mente monstruoso. Urna creatura quo participa
doa dous sexos humanos e animsea, com a cabeca
de 200:000*000, pelo novo plano, ser extrahida
impreterivelmente no dia 15 de Juuho s 11 horas
da manh.
Bilhetea venda na Casa Feliz da praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Lotera da corteA Ia parte da 364 lo-
tera da corte,oujo premio grande de 100:000*,
ser extrahida no da de Maio.
Os bilhetes acham-se venda na Casa Feliz,
praca da Independencia ns. 37 e 39.
Tambem se acham vendana Casa da Fortuna,
ra Primeiro de Marco n. 23.
batera Extraordinaria do pi-
rangaO 4o e ultimo sorteio das 4a e 5a series
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, ser extrahida a 12 de Junho prxi-
mo.
Acham-se expoeto a venda os restos dos bilhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
n. 23.
Nalailiiura Publico. Foram abatidas
no Matadouro da Cabanga 60 rezos para o consu-
mo do dia 9 de Junho.
Sendo: 49 pertencentes aos Srs. Oliveira Cas-
tr 1 C, ella diversos.
Mercado Municipal de s. fos.O
movimento deste Mercado nos das 10 do cor-
rente, foi o seguinte:
Entraram :
34 bois pesando 5.467 kilos.
550 kiloa de pcixe ?. 20 res 11*000
35 cargas de farinha a 200 ris 7*000
22 ditas de fructas diversas a 300
ris iiOO
10 tabolcirop a 200 ris 2*000
12 suinos a 200 ris 2*4U0
Foram oceupadoa:
22 columnas a 600 ris 13*200
26 compartimentos de faiinha a
;o00 ris 13*00
23 compartimentos de comidM a
ioOOris 11*500
71 ditos de legumea a 400 res 28*400
16 compartimentos de euiao a 7o0
ris 11*200
13 ditos de fressaras a 800 ris 7J800
10 ditos de ditos a 2* 20*000
Deve t< r sido urraca jada nast a quantia de
A Oliveira Castro & C. :
2 talhos a 500 ris
54 talhos da carne verde al*
134*100
|*O00
54O00
1894100
semelhante a do cavallo, mas com dous chifres nao I Junho de 1886 :
Foi arrecadado liquido no da 10 do
corrente
Preces do dia:
Carie: verde a 400 e 320 is o kiie.
Suinos a 560 e 20 ris idein.
Carnoiro a 600 e 800 ris idem.
Fannba de 240 a 400 ri a caa
Milho de 260 a 360 ris idem.
Feijaode 800 a 1*600
Cemiterio PublicoObtuario do da 7 da
sobre a testa, mas sobre o occipital, com os bra-
cos regulares, porm tendo em cada mo 7 dedos.
As pernaa desproporcionadas as32melham.se s
de detraz de elephante, oa ps sao redondos, se-
melhantes as unhas de um cavallo, porm de
carne.
As nndegas sao todas cobertas de pellos pardos,
e do 0680 sacro parte uma espacie da cauda seme-
lhante de uma ovelha.
O feto nasceu vivo, mas nao viavel.
LeiloeN. Effectuar-se-hao:
Hoje :
Pelo agente Pialo, a 10 horas, na ra do Im-
perador n. 30, de movis, toucas, vidros, etc.
Pelo agente Brito, s 11 1/2 horas, na ra do
Hospicio n. 60, de movis, livros, etc.
Pelo agente Modesto Baptista, s 11 horas, na
ra do Imperador n. 75, de movis, laucas, 2 ca-
vallos, etc.
Amanh :
Peto agente Pestaa, ao meio dia, na ra do Vi-
gario n. 12, de papel para cigarros.
Pelo agente Gusmao. s 11 horas, na ra Du-
que de Caxiis n. 77 A, da armaco e miudezas
ahi existentes.
Segunda-reira :
Pelo agente Gusmao, s 11 horas, na ra Du-
que de Caxias n. 77 A, de predios.
MiMnas fnebre.Sero celebradas:
Hoje :
A's 7 horas, no Terco, por alma de D. Francisca
Maria doa Santos Se neote; 8 horas, na matriz
da Boa-Vista, por alma de D. Adelaide de Mattos
Lemas.
Amanh:
A's 8 horas, na Madre de Deus, por alma de
Jos Anlonio da Cunha Porto; 3 6 1/2 horas, no
Espirita Santo, por alma de Jos Leite da Silva
liosa ; s 9 horas, na matriz de Santo Antonio,
Roaa, Pernambuco, 17 mezes, Boa-Vista ; con
vulses.
Joo, Pernambuco, 6 bczcs, Boa-Vista: tubr-
culos pulmonares.
Julieta, Pernambuco, 2 mezes, Santo Antonio i
convulses.
Leopoldina, Pernambuco, 19 mezes, Boa-Vista;
convulses.
Uma recamnascida, S Jos ; remettida pelo sub-
delegado:
Maria Francisca do Rosario, Pernambuco, 28
annos, solteira, Recife ; abeesso pernicioso.
Catbarina, Pernambuco, 49 annos, solteira, Boa
Vista; diarrha.
Joo Nicolao de Lyra, Pernambuco, 79 annos,
solteiro, Boa Vista diarrha.
Anua Francisca Gomes, Pernambuco, 26 annos,
solteira, Boa-Vista; febre amarella.
- 9
Thereza, parda, Pernambuco, 2 annos, S. Jos ;
gastro enterite.
Antonio, pardo, Pernambuco, 9 horas, Boa-Vis-
ta ; ttano.
Maria, branca, Pernambuco, 5 mezes, S. Jcs';
congesto cerebral.
Beraldo, preto, frica, 60 annos, solteiro, Boa-
Vista ; hemorragia cerebral.
Luiz Antonio de Almeida, preto, Pernambuco,
50 annos, viuvo, Boa-Vista ; broncho pneumona.
Guilhermina Maria da Conceico, parda, Cear,
30 annos, solteira, Boa-Vista ; tubrculos pulmo-
nares.
Joo Paulo de Lyra Florea, branco, Pernambu-
co, 70 annos, solteiro, Boa-Vista; caehecbia se-
nil.
Mathilde Maria da Couccico, parda, Pernam-
buco, 16 annoa, solteira, S. Jos; tubrculos pul-
monares.
Decio d Aquino Fonseea, branco, Pernambuco,
por alma de Manoel Caldas Barreto ; s 7 horas, i 53 annos, Boa-Vista; amolecimento cerebral.
na matriz da Boa-Vista, por auna de D. Maria de
Albuquerque Martina Pareira.
Segunda-feira :
A's 9 horaa, na raat.iz de Tracuuhacm, por al-
ma do Dr. Antonic F. Corris de Araujo ; s 8
horas, eia S. Franciaco, por alma de Manoel Cal-
das Barreto.
PaagciroN Sabidos para o norte na va-
por nacional Baha :
Antonio M. da Fonseea, D. Moreira da Silva,
Florines Roaaa, Francisco A. Machado. Jos B. da
Silva Oliveira, Joo Dias Moreira, Jos B. de
Sonsa e um criado, Vicente A. Machado, Antonio |
Jos de Barros, Rodrigues Machado, Rita Maria, i
Antonio Gomes da Silvaira, Manael Tavares da
Cruz, Jos Pinella, Thomaz Henriques, Francia-
eo Paulino Cabral, Angelo Labanca, Henrique!
Gomes, J. A. Pinto, Casemiro D. Gil, Joo de I
Deus, segundo cadete Tiberio C. Burlamaqui,
Antonio Furtado.
Chegado da Europa no vapor inglez Elbe :
Dr Pinto Peaaoa.
Sabidos para o sul no mesmo vapor :
John Smith e aua aenbora, J. Eddeanea, Mar-
cilia Nichei, John Flot, V. e Silva, Arthur B.
Dallae, S. Bocwell, Margan Loyll.
Sabidos para o sul no vapor francez Ville
de Santos :
Thomaz Hatt, Dr. Rufino C. do Reg Barros,
Manoel Freir, Delfina Maria da Conceico e nm
flho, Maria Amalia da Silva e 3 filhos.
iperacoe elrurglcasForam pratica-
das no hospital Pedro II, no dia 10 do corrente,
as seguintes :
Pelo Dr. Eatevo :
Amputaco da mama esquerda reclamada por
degenerescencia da neama.
Pelo Dr. Malaquias :
Extirpaco de kisto sebceo da regio malar.
Pelo Dr. Pontual :
Raspagem e cauterisaco pelo thermo cauterio
de ulcera fungosa da perna.
Casa de UetencaoMovimento dos pre-
sos no dia 9 de Junho :
Existan] presos 306, entraram 16, sahiram 7
existem 315.
A saber:
Nacionaea 286, mulherea 4, eatrangeiros 10, es-
cravos sentenciados e processados 7, ditos de cor-
receo 8.Total 315.
Arracoados 278, sendo : bens 268, doentes 10
Total 278.
Movimento da enfermara :
Tiveram baixa :
Joo Pedro de '-ouza.
Antonio Bernardo da Silva.
Jdlo Antonio da Silva.
Tiveram baixa :
Jos Flix da Silva, conhecido por Jos Mo-
leque.
Francisco Jos da Motta.
Manoel Albino de Barros, eouhecdo por Bo-
quinha.
Sebastio Canguas, escravo sentenciado.
dolera da provincia.Terca-feira, 15
do corrente, se extrair a lotera n. 58, em bene-
ficio da igreja de fo. Pedro desta cidade.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceico dos Militares, se acharo expostas as
urnas e as espheras, arrumadas em ordem num-
rica apreciacaodo publico.
.olera da corlePor telegramma recebi-
do pela Casa da Fortuna, sabe-se terem sido estes
os nmeros premiados da Ia parte da lotera 364,
extrahida no dia 9 de Junho :
12.070 100:000*000
3.656 20:000*000
13.591 1:0000*000
Lotera do RioA 3' parta da lotera n.
197, do novo plano, do premio de 100:000*000,
ser eitrahida no dia 17 do corrente.
Os bilhetes acbam-se venda aa Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham-se 4 venda na praca da Inde-
cia ns. 37 e 3b.
Lotera de Macelo de OOiOO#OOo
A 12' parte da 12a lotera, cujo premio grande
Joo, branco, Pernambuco, 10 mezes, Recife ;
dentico.
Ephigenia, parda, Pernambuco, 1 anno, S. Jos.';
atbepsia.
PlIBLICACOES A PEDIDO
DISCURSO (*)
proferido por occanio do funeral
do Dr. Antonio Francisco Crrela
de Araujo. na matriz da cidade da
-loria do .oilii
Afeas Senhores
Sete dias j se escoaram para as sombras do
passado.....
Pernambuco e o pariiio conaervador vestera
pezado luto.'
Um mauzolo se abri para mostrar mais uma
vez a torca imperecvel da logiea tremenda.....
Acaba de desatar-se das prizoes terrenas, para
tombar eternamente as fras solidoea do tnmula,
a sympathica iudivualidada que entre os vivos
se chamava Antonio FranciscoCorreia de Araujo!
Deputado a Cmara Temporaria pelo districie
de que vos sois dignamente uma pirte, cabe-vis
muito intimamente partilbar das dores que san-
grara do fundo golpe con? que a morv orudclissi-
ma to inesperadamente ferio o nosso lado pol-
tico.
E asaim, muitissimo justa a motivaco que
nesta momento vos congrega neste recinto sagrado,
em derredor de uma cruz, que de crep tamben
se cobre.
Senhores : confrange-ae-me o coraco nesta hora
pungente de tristissimas recordacea, e de tanta
magnitude avallo o aesumpto, que assoberba-me.
Entretanto, algumas oalavras irei dizer-vos
destlinh idamente, em homenagem do morto.
**
O Dr. Antonio Franciaco Correia de Araujo era
um homem de grandes merecimentos. Ninguem.
per certo, isso se atrever a contestar.
Sua morte abri um vacuo mmenso na pleiade
doa c'dadoa conapicuc e, estremeceu fundamente
o coraco da sociedade brasileira, abalau, nesta
bella p 1 cao do solo americano, o grande edificio
da Naco, que o tinha como uma das suas mais
fortes columnas.
E, para ser esta miaha asserco brilhantemente
attestada, sobram no proscenio da sua publica
vida provas inconcussas, indefectiveis.
Na poltica, tinha elle as suas mais altas aspi-
racoes, e era assim, que em terreno largusima
esvoejava; que, como partidario dos mais subidos
mritos, gyrava no planalto da elevadiaeiaia et-
pbera noa negocioa pblicos do Paiz, onde era
tido como um voto competente e autorizado. Era
um lucta ior enorme, masculo, ndefesso, que na
dia das cruzadas nao se perturbava, e jamis
perda o campo e o tempo por achar-se desco-
berto, desarmado, ou em falso posto.
as occasioes. em que delle se faziara mais
precizos os movimentos e as revolucoes do meio em
que viva, nunca o chamaram intilmente, nunca
se fez surdo ao rutar dos tambores, nunca o virara
com trasps, do retirada, aem pele ja, recuar
espavorido da lica, meliodrado ou tmraivecids,
affectando falsos pundonores, para justificar a'
fuga.
Expunha-se a tudo, atirava-se ao jogo, franco,
decid do, sem temer oa reveses da sorte poltica,
que tantas victimas tem catalogado no registro das
grandes desditas ; porque, para a honra e o trium-
i.ho da idea a que to dedicado servia, nao conhe-
cia sacrificios, tudo arrostava, como se tudo fosse
pouco para o culto 4 sna drusa, muito embora
sempre noblemente altivo, maniendo sempre a
sua dignidade pessoal.
Era conservador de origem o convencido, e,
como tal, baptizado as aguas lustraes do Jordo
(*) E' de novo publicado este discerso,. porque
da primeira vez sabio com muitos engaos typo-
graphicos.



Diario de PernambncoSexta-feir 11 de Junho de 1886
/
.
poltico, anda milito joven, se desprendendo da
tudo de que aoa vinte nonos se v acercado um
moco rico, cheio de fogosos enthusiaemos ae ajoe-
lhra no altar onde se bebe as primeiraa doatrina-
(oes para a vida publica, beijara ungido h ara
symbolica do peusamento que em i germinava, e,
resoluto, entrn na pugna, debnixo da bandeira
que esplendente tremulava nos arraiaes do seu
partido.
Mas, foi infelia, muito infeliz !
A morte fulminou-o para noite do longinquo e
do incoguuseivel, tend apenas se loe reeuado oito
lastros de peregrinarlo na trra janeado de flores
e de prometais o cainiuho em que comecra a sua
t Jo curta jornada!
Fatalidade !

Realmente, bem doloroso, dilorozissimo, jo
morrer, quando diante de si se v fltrescentes os
jardn da vid, sem urna s arvore mirrada, tudo
rzonho e batojado pelo sopro da telicidade como
n'uma primavera eterna; quando os descampadjs
do itinerario nao sao aofractuozos, nem estreito
o horizonte, e o co azul e cheio de fulgores ;
quando tudo que nos cerca, que nos acea, que
nos ouve, que nos falla, que nos toca, que se nos
autolha, ten seduccoes qus encuatara, tem as
phantazias de um sonho azulad), tem fascinacoes
doces, nos arrasta e noa envolvo no manto alvis-
simo, diaphano e cheio das iriacoes de urna il-
luzo!
i
Choremos o nosso infeliz amigo
Como terrivel a transico do vasto sali do
mundo para o estreito eopaco da sepultura !
Anda hontem elle aqu, entre n9, exhube-ante
de fjrcas e de vitalidade, embreagado no deli-
cioso nctar das esperanzas dos sens das do por-
vir; e hoje, quando todos nos o fita vamos por esse
lizongeiro prisma, quando vamos e seu futuro
arrebolar-se as ureas manhas de um viver sor-
ridi-nte e opulento, quando o vamos como o mer-
gulhadcr do Oriente que busca no tundo de pro-
cellozos mares as perolas com que enfeita a sua
corda de valante, ebega a mao tyrsnna da morte
a assolapar e destruir o rozeo castelio que se
architetava !
Que amarissima dcsilluzao !__
**
Senho-es: o partido conservador e Pernarabu-
eo nofiearam orphaoscomo fallecimento do nosso
praoteado co-religionario, verdade; mas, incon-
testavelmente, perieram um defensor denodado...
A cerporatara moral do Ilustre finado tinha
propoicoes agigantadas, e cada momento isso
era comprovado pelo seu reconhecido prestigio
polticoe particularscenar duplo em que mo-
nopolizava quazi tuda a sua actividade, todas as
suas euergias=, pela grande somma de confianza
de que os seus amibos o taziam depozitario, pela
selecta sociedade que o cercava e que o ouvia
como conselheiro, tornando-J a mentalidad* de um
grande grupo que o aeeitava por chefe, embora
subordinados ao director supremo da poltica na
Provincia.
Morreu muito prematuramente, morrea quando
comecava a viver, quando principiava a abrir o
traco luminoso de sua passagem no planeta.
Os merecimentos do Dr. Antonio Francisco Cor
reia de Arauj o nao derivavain someate da bulla
phasu de sua vida publica, nao; elles se manifes-
tavam por muitos e variados matizes : era hommn
de palavra, sem rcfolhos, amigo nunca desleal,
nao tinha phrases de engaosos tomeios, ourope-
ladas ; nao dejvrginava ou menta as suas coo-
vieces, de muita probidadehonrado : e era dob
a gide desse forlissimo baluarte que valentemen-
te se abroquelava contra >is botes de seus inimi-
gos, sorrindo da caravana que embaizo p.issava...
O seu trato era ameno, e de cora medida es pan
sividade entre os amigos.
Psychologcaineote fallando, tinha elle urna alma
puritana, cheia de desinteresses, de abnegacoes...
A natureza dotra-o de urna intclligenuia lucida,
ajudada de certa somma de conhecimentos praticos
e de alguina illa9tracao.
Tinha o espirito emancipado da insota escola
do tempos idos, e, assm, se deixava ir nos arras-
tamentos das ieis evolutivas cora que o presente
quer ser o viugador do passado para o futuro que
se divisa as azas rutilantes do progresso, em bus-
ca d* perfectiblidade.
Procuravu eatudar, como a poca o exiga, os
caminhos mais rectos da sociologa, afim de bem
conhecer os seus pheuomenos e poder sillogizar do
uioJo que ineihur e maia aceitado loase.
. instante fazein, por ainuicOes vulgares, rolar da
escada, em que se sobe, esperanzosos mocos, elle,
revelando circumspeccao e a realeza dos mus al-
truisticos sentimentos, sempre foi visto distancia-
do disso, opportuno, e olhaudo os aventureiros.ex-
temporneos como a truavariados funmbulos...
Era juiz do direito avulso por sua prupria von-
tade, e durante o exercicio le sua judicatura nun-
ca deslustrara essa hieralcbia, sempre respeitra
a magestade da justica ; por isso quo envergava
urna toga sem manchas, que deixou impoluta, cerno
santa reliquia.
Quaud) ba uus doze annos decorridos um grito
descoinpassado se ou vira dos pontos limitrophes da
Parabyba, guita de urna aisea revolucionaria,
iot tuUdo Quebra Kilos parecendo querer an-
nuviar o nosso lmpido co, o Dr. Antonio Fran-
cisco Crrela de Araujo se acbava ne ta Provin-
cia, como Cnefe de Polica ; c para bem dizer-vos
como acertadamente conhecia elle a arte de go-
yernar, basta lembrar-vos o modo sabio porque to-
m>va as providencias que pendiam de seu alto
cargo.
Coudemnava tudo aquillo que tinha a teicao
damnosa da anarebia, amante, como era, da or-
dem e da legalidade, e uuuca deixou de mostrar
que bem conhecia, que tudo que se desnatura e
perde as harmonas do bom e do bello, nullo e
esterilisador.
Convive, celebre do banquete da vida, sempre
no estado activo, nunca se atundra as saturnaes
dos festins de Balthazar.
Era esposo e pai vasado no mais iuvejavcl mol-
de. Fazia do lar um ninho de castos amores n'uma
duidade santa de duas gottas de orvalbo no eolio
de urna flor, em torno, como testa intima, as enru-
inecidas ptalas, que eram o dulcifluo fructo do
asis feliz conjuncto.
Os proprios adversarios enfuneraram as armas
diante do seu cadver e far-lhe-hao a devida jus-
ti^a ; porque, se elle milita va em hostes oppostas,
viven sempre obediente le de urna eo-existen-
cia social com os horneas de bem, expangindo des-
sa linha de cunta o credo poltico a que pertencia.


Senhores : o Dr. Antonio Francisco Correia de
A'auo tra um grande cidadio, era um vario dis-
tintissimo ; amava extremosamente u trra que lhe
du o berco, e por mais de urna vez o demonstra-
ra- Como outros tantos da sua estatura, cimenta
va a obra do futuro de sua Patria, trabalhando em
prol da Collectividade, e quem o procurava em
momentos su aremos, sabia fazer o bem com o co-
racao escoimado das impurezas da poca de dege-
nerecenco, que a presente geraco atravessa como
n'nra ocano de tempestades.
Tu:ha intuitos alevautados, nobres ; e sempre
que um cns'-jo se lhe offerecia, elle bellamente
mostrave, como attributo ingnito, esse seu carac-
t rstico.
Foi deputado provincial em mais de urna legis
l?,tura, e agora o era tamb'-m.
Cabio amortalhado no seu propro nome como o
roble na sua folha ein ; cabio no prelio, sombra
da bandeira do seu partido, como o roble soberbo
nos cimos da montanba, varrido pelo violento tu-
fao, que se d'&candeira do braco potente do ente
myaterioso dos sepulchros !
Resignmonos A morte um justo tributo
que os vivos pagam ao Autor da natureza, e a re-
signacao foi sublimemente exemplificada pelo t
lbo de Mara de Galilea, no drama eusanguenta-
do do Calvario.
**
O Dr. Antonio F. Coireia de Araujo nasceu
nesta provincia, de paes Ilustres, e pelo que era,
e pelo que se fazia valer; pertencia lite da jo-
C.-d.l' pTnainbu*ia.
U< ixou, inf lizmeote, a vida, quando na hora
actual d> Paiz todos oapoutavam como um dos que
de presente se iuzionam n'um s penaamento para
refucilar o que a Patria perdura durante oito an-
nos safaros, em que smente se coujurava centra
o.i intei'i sses mais vitaes do Estado.. -
Osen baque echoou longe; o teu desappareci-
a:o para as sombras remides da Eternidade,
fui como o de nma estrella de superior grandeza,
que pueno'uenalaenle se recolhera aos plainos lu-
uii-i"o= do infinito, no sio immenso de Deus.
Os fastos da sna provincia e do Paiz se encar-
rezram de biographal o cumpridameute O com
justiea; e o vulto grandioso do notavel i uui-
uocxHO dar entrada no Pantheon ds historia pa-
tria, diademado de luz, pelos tropbos que as
lu^s coiheri. Por cima da sna sepultura nio
ae tara o silencio dos tmulos desconhecidos...
Ai palatras asi articnlias, que nesle momen-
to se evolam dos meas labios, sao apenas linbas
preambulures.
*
Deseanca em pac, estorcado batalhador I e de
l do Empyreo, junto ao toruno do Senhor, onde
deves repouiar, manda-nos urna lembranca pro-
tectora ao partido que foi tea e quelles que a
teu lado combateram!
Descansa em paz!
*
Meas senhores :
A commocao embarga me a voz, e eu sinto-me
enraquecido...
Curvemos a cabeea 4 vontade do Re dos reis
que os arcanos do co sao insondaveis!
Urna lagrima sobre a campa do nosso iniitozo
irmao poltico!
Por hoje tendes pago o tributo devido ao illu-
tre morto.
Oremos p>r elle !...
21 de Maio de 1886.
Joaquim Ramos.
A' Assembla Prov ncial
A funejao natural e priacipal da autori-
dade, a produc9ao da seguranza, cooj-
prehendeado a garanta da Justina, da pro-
pnedade, da ordem e da liber lale, e mais
a suppressao dos abusos e dos empecilhos.
Ella nao propina para dar o impulso,
regular ou dirigir a prodcelo, a circula-
gac, a d8tribui;ao e o consumo, que se
desenvolvem o melhor possivel, era virtu-
de de leis naturaes, qnando sao entregues
livre iniciativa dos interessados.
A autoridade deve contentar-se com
deixar fazer os cidados, como diziam os
physiocratas, em nao contrariar a sua li-
vre iniciativa, pelo furor de regulamentar,
como dizia o raarquez de Mirabeaux, em
nao governar muito, segundo a mxima do
marquez de Arjjenson.
Em commcrcio e agricultura o governo
nao tem que fazer.
(Joseph Sarnier)
Estas palavras do illustre economista
francez, sao a expressao vehemente da
verdade e veera perfeitamente ustiti ar o
qu temos dito sobre o previlegio para a
refinacSo a vapor, que felizmente para a
provincia foi hontem recusado p-ds maio-
ria de dpis votos.
Ellas sao a condemnagao formal do ce-
lebrrimo previlegio e sao o fructo da ex-
periencia adquirida l fora com os mono-
polios de aualquer especie, commerciaes,
iadustriaes ou agrcolas.
No nosso artigo anterior tinhamo3 de-
monstrado a seria perturbarlo econmica
que trara provincia a concossao de tal
previlegio o fizemos ver a que abusos elle
se prestava, hoje demonstraremos ainda
que a nenhuraa nbcessidade imediata elle
vinha corrosponder e rnesrao a nenhuma
opportunidade commercial elle vinha sa-
tisfazer e que era apenas o resultado de
urna espaculacao que se esp^rava tornar
rendoaa pela elastreidade que se procura-
va manter no texto da lei.
A industria da refinaca do assucar e
destilacSo da agurdente explorada na
provincia por duas classes de individuos e
responde a dous caracteres perfeitamente
distinctos.
Urna, a da agurdente, toda agrcola,
e constitue urna das melhores rendas dos
senhores de eng-tnho.
Outra, a do assucar, prtence a urna
classe toda industrial, praticada nesta
cidade e apezar de nao ter tomado ainda
todos os aperfeigoaraentos e descnvolvi-
roento que pode ter, j rende para a pro
vincia cerca de 12:000 snnuaes, mantm
um numeroso pessoal a seu servido e
sufficiente nao s para as necessidades do
nosso mercado, como ainda abastece alga-
mas pracas do imperio visinhas.
Esta industria que pouco a pouco se
tem desenvolvido e continuava a progredir
normalmente, tendeado seinpr<* a produzir
melhor e apparecendo j nos mappas de
exportacSo, devido nicamente iniciativa
dos que a proessam, que nao pedio nun
a o menor sacrificio provincia e que
era at urna das suas tontos de receita,
estava ameacada de mortu, porque alguem
se lembrara de organisr o seu morgado
com o trabalho dos industriaes pernambu-
canos.
E para se obter este resultado apresen-
tava-se com razao que se tratava apenas
de desenvolver a industria nacional !
Se era urna necessidade immediata e im
prescindivel a montngem de ura estabele-
cimento naquellaa condijSes, se elle vinha
satisfazer mua necessidado do consumo,
nao lhe eram precisos favores officiaes,
na livre concorrencia, na procura de seus
productos elle encontrara lucro sufficiente
para o capital empregado.
Nao era, porm, isso o que os seus pro-
motores tiuham em vista, o que queram
era differente, era apea is o fazerom doa-
app ireuer todos os pequeos industriaes
e sobre a sua ruina estabelecorem o mo-
nopolio do seu privilegio.
Nao era o aporfeicoamento da industria
nacional a que visavam, era o lu to certo
da industria privilegiada e sem competido-
res o seu alvo.
E para isto pedia-se provincia que
matasse urna industria j fundada e abris-
se mao de urna receita de li:OOD#, rece-
bendo em troca um estabeleciraeuto que
era urna iniquidade, e urna porta aborta
aos maiores abusos.
Em nome, pois, da morjlidade publica,
dos mais sagrados direitos adquiridos por
urna classe inteira, e do civismo que mostrtfu
aillustrada AsserablaProvincial, ngradece-
raoj os votos que lancaram por trra se-
melhante projecto.
Um refinador.
4 Filha de Hapitao-Mor
Constamos que sabbado repet se no theatro de
Santo Antonio a opereta do aetor Bnhia, sendo o
o papel da actriz Edelvira Lima desempeohado
p"la actriz Hermiua Coimbra, por causa da refe-
rid, aitrir nao fazer mais parte da companhia.
Sr. redactor
Na eleicio dos devotos publicada no Diario de
hontem pelo secretario da coufraria de Nosso Se-
nhora do Rosario, tendo deixado de ser incluido
no authographo o nome do juis por devocao Albi-
no de Sant'Aona Lopes, peco lhe qu o publique
no seu Diario do dio lt.
Henrique Dios J. das Chaga,
Secretario.
Errata
No soneto hontem puolicado, deram-se tres Sr-
ros typ igrapbicos que con,vm emendal-os :
No 4" nha do 1 estropbc la-seamortace os,
em v. z deamortece. Na 3 linha do2, la-se
focese'nfc feicoes. No 2 linbo do 3* estro-
he, la-se -#ancodo-r-e* ve* decinco,
Antonio de Sonza Leao avisa a seus amigos,
convidados, que ne sabbado 12 do correte encon-
trarn na estadio da estrada de ierro do Recite
Caruar, ra de S. Joao, um trem especial a sus
disposi^ao que seguir para Morenos s 11 horas
da manhi.
Festa ;0 Dir Esjints auto
Convido o todos os nossos irmos paro assistir-
mos a festa do nosso Divino Podroeiro, que ter
lugar domingo 13 do corrate, cajo programma
o seguinte :
No sabbado 12 do corronte, ao meio da, urna
salva real e diversas girndolas de fogo do ar,
subiro oos ares, fasendo-se ouvir em o nosso
templo a banda mare.at do corpo pe polica que
executari liadas pecas do seu variado repertorio.
As 4 1/2 horas da manh urna missa rezada em
tencao dos nossos irmos vivos e difuntos, fiada a
qual subir ao ar urna salva de 21 tiros annun-
eiando a todos os nossos irmos e devotos que
chegado o grande dia do nosso Divino Padroeiro.
A's 11 horas do dia entrar a fasta e naocca-
siSo do Evangelho se far ouvr da tribuna sa-
grada o eloquonte pregador o Revd. capellao te-
nente padre Leonardo Grego, sendo a orchestra
confiada ao diguo maestro Jos Tavares de Me-
deiros, que far executar lindos solos. A mesma
banda do corpo de polica se far ouvir antes e
depos da resta. Durante a tarde tocar o mesma
msica no adro da igreja lindas e vanadas pecas.
A's 11[2 horas da n lite entrar a solemne la-
dainha precedida pela etiquencia do talentoso
pregador da capella imperial Frei Augusto da Im-
raaculada Conceicio Alves que pateotear da tri-
buna sagrada os sublimes dons do Divino Espiri-
to Santo Assim como do piiucipio da ladainha
tocar tambem ao finalizar, ainda a mesma banda
do cor, o de polica, soltando-se por esta occasio
um lindo balo que ao chegar ao ar despedir
lindos fogos e ficar Iluminado por ama linda luz
de c6r, tudo obra a capricho e gosto de um dos
nossos mesarioe, dando assim por Qnda a nossa
festa.
Consistorio da irmandade do Divino Espirito
Sonto do Recife, 10 de Junho de 1886.
O escrivo,
Julio Ferreira da Costa Porto.
Festa de Cioncaio da capella
de Santo Amaro das Salinas
A commisso da festa de S. Goncalo, do ca-
pella de Santo Amaro das Salinas, declara que
nada deve com relacao mesma festa realisada no
domingo, 6 do correte, e aquello que se julgar
credi r aprsente suas coutas a-contar da dota da
presente at 3 das.
Recife, 10 de Junho de 1886.
Agostinho J. Bezerra,
Presidente.
Henrique M. da Silva,
Secretario.
Heleodoro J. da Silva,
Thesonreiro.
Beato Vieira de Mello,
Procurador.
tiaqiM- < a oliscan e nao oa jm
ploma*
Devemo nos lembrar que os symptoinas sao as
provas da luta da natureza cora a molestias. Dis-
se-nos que as forjas animaes osto lutando com o
veneno oceulto. Auxiliem-se e tortifiquem se com
esse restaurativo natural e soberano chamado a
salsaparrilha de Bristol, e o resaltada nao ser du-
vidoso. Nenhuma doeu^a pode resistir a essa po-
derosa alliaofa. Se o luimige se acha derramado
pelas veias, este grande detergente o busca e o
desaloja deltas. Concluido is:o, a tosse que indica
a tsica, as cbagas que denotan) apresenca das es-
crfulas, os terriveis padecimentos ds corpo e do
espirito inherentes um estomago achacado, e o
estado preternatural do ventre, desapparecem pa-
ra logo e logo.
Este puro e poderoso tnico e alterativo vegeial
e antyseptico, lmpa, regula, fortalece e vigorisa
toda a crganisaco interior, e a cura completa.
Acha-se venda em todas as princpaes boacas
e lojas de drogas.
Agentes em Pernambuco, Henry Forster & C,
ra do Commercio n. 9.
Mu. sr. A. P- da Cunha
Recife, 22 do Maio de 18S6.
Ra da Imperutriz n. 41
Venho a presenfa de V. S., impellido
pelo dever de gratidao o cheio de confen-
tamento.
lluvia 3 mezes, que o rheumatsmo me
privava de exercer os raisteres de mi nha
profissao. Era horrivel o meu soffrimento
Tendo consultado varios clinicos e em
pregado quantos dopurativos rae foram
aconselhados, de nenhum tirei resultado,
accressendo, que cora o uso do iodoreto de
potassa estraguei meu estomago. Final
mente um ciinico muito respeitavel por seu
aber, o Sr. l>r. Pitanga, aconselhou-me
a que usasse o Cajurubeba.
Feliz consolho I Logo no meio do pri-
meiro frasco (parece incrivel) puz-me em
estado de sahir a ra, e com mais 4 fras-
cos (que os tornei tao smente por precau-
Qao) acho-me de todo restabelccido, e
aconselho a meus amigos, que o usem
quando por infelicidada se virem ata-
cados de tao atroz soffrimento.
Fac> V. S. d'esta minha declaragao o
uso, que lhe aprouver.
gou com estima
Da V. S.
Am. obr. e cr.
Candido Lyra,
(Professor de piano)
(A firma estava reconheeida).
\ Ilustrado publico
Despedida
Vctor Grandin, retirando-se tempora-
riamente para a Europa, e nSo podendo
despedir-se pessoalmente r'e todos os spus
amigos, o faz pelo presente offsrecendo-
lbes os seus servicos.
Declara que nomeou como procurador
geral ao Sr. Henrique Sulzer, que tambera
deu procurajao especial ao Sr. Luiz Du-
prat, e que nSo se rosponsabilisa por divi-
da alguma que seja feita em seu nome,
por qualquer outra pessoa.
Pernambuco, 6 do Junho de 1883.
Palmare*
O abaixo assignado convida todos os seus
amigos polticos da comarca de Palmares a se
reunirem no dia 13 de junho prximo, na cidade,
na casa de sua residencia, para tractar-se da or-
ganisa^ao da chapa de camaristas que devem
coneorrer eleijo municipal em julho do corren
te anno.
Palmares 28 de maio de 1886.
Austriclinio de Castro S Brrelo.
N. 7. A Emulsao de Scott o melhor re-
medio at hoje descoberto para a cura da
tsica, bronchites, escrfulas, anemia, ra-
ehitis o debilidad em geral ; tambem o
um curativo infallivel para os defluxos
tosse chronica e uffec3as da garganta.
Dr. Ferreira da Silva, con-
sultas das 9 ao meio dia. Resi-
dencia e consultorio, n. 20 ra
Larga do Rosario.

Viva Santo Antonio !
Viva S, Joao I
Viva S. Pedro !
Viva S. Paulo!
Estamos no mez de Junho,
Jez de gozo o distracSo,
Em que todos festejamos.
Santo Antonio o S. Joao.
Mez de S. Pedra e S. Paulo,
Mez de mimos e delicias,
Mez de prazer e de grabas,
Mez de venturas propicias;
Me sublimado e divino,
Mez dos mezes, mez primor,
Mez em que os crent -s venerara,
Quatro columnas de amor 1
Mez de Junho, te sau'do I
Mez de Junho, te venero !
Para o teu bnlho me aproropto,
Abrilhantar te eu espero 1
Meus Icitoics e freguezes,
Nao morreu o Zacaras,
Est de saude, forte,
A's ordena das senhorias...
Ra Augusta, antiga de Hortas,
Em sua casa o veris...
Que 6 o primeiro andar,
Do numero oitenta e seis.
Ahi podereis, querendo,
Vossa encommenda fazer,
Por precos sem competencia,
Que s a vista faz crer.
Faz cangica, bons bocados,
Os bolos de S. JoSo,
Sem-medo, e fios de ovos
Lindos pastis com cidrao.
Faz bandejas de encommendas
Para qualquer baptisado,
Para bailes, casamentas,
No gosto mais apurado.
Faz ernpadas, papos de anjos,
Fino toucinho do co...
Pao de-l, pastis de nata,
De se tirar-lhe o chapeo.
E se encarrega tambera
De mesas organisar,
ndo o gosto, a elegancia,
Se tratara rivalisar.
Erafim, trahalha era tudo,
Da sua arte e profissao,
S precisa de vos todos,
Preferencia c proteejao.
Eia, pois; no mez de Junho,
Neste mez todo prazer,
Consquistem esta trindsde,
Comer, brincar e beber! I
J sabera, pois, onde moro.
Espero das senhorias
Encommendas fartar.
At mais ver
Zacaras.
Roubo, a nido armada
No dia 18 do torrente mez um almocre-
ve conduzindo da cidade do Espirito San-
to, ae Pao d'Alho, para o engenho Cotun-
guba urna carga com dous bahs, entre os
engenhos Cancella e Cotunguba, foi ata-
cado, e amarrado por dous ladriJes, que se
apoderando dos bahus, arrombaram-nos, e
roubarara oa objectos seguintes : 3 pul-
seiras d'ouro, tendo urna inscripta a pala-
vra amisade- em perolas, outra repre-
sentando um triangulo, e tendo urna co-
bra, feita de perolas, e a terceira repre
sentando urna flor de coral com palmas de
ouro.
1 relogio para senhora, com alfinete para
pregar o relogio-
4 vestidos finos, sendo um de seda
asul marinho com enteitea de velludo e
rendas ; outro de merino cor de granada
com enfeites de setim, da mesma cur ; ou-
tro de merino cor de cumbo, com bolinhas
d-. velludo granada ; e outro de merino
cor de perolas, com rendas cor de reme.
1 vestidos de percale e cassa de cores
defferentes ; saias bordadas, camisas in-
glezas para hornera, seroulas, duas caigas
de casemira, sendo urna preta, e outra de
cor, duas sobrecasaoas, sendo urna nova
com a marca ra do Hospi.-io Rio de Ja-
neiro 2 pares do botinas de pellica, para
senhora ai versos pares desapatosde charlo
te, i mas camisas marcadas com o nome Dr.
Nereu Guerra urna caiga e collute de
flanclla azul com a marca Gomes e Sil
va, casacos brancos enteitados de rendas,
perfumaras etc, um casaco de merino pre-
to com palmas de vidrilho, e enfeites de
setim, e urna bolcinha de couro da Russia
com trinta e quatro mil reis em dinheiro.
Pede-se as autoridades policiaes a ap-
prehensao dos referidos objectos, e dos la-
drSej, e d'aquelles em poder de quem fo-
rera en .ontrados taes objectos como cum-
plices de semelhaute roubo, sendo indem-
nisadoa de qualquer despezas, no referido
engenho Cotunguba.
Respeitavel publico
Contina aberta a escola particular de instruc-
cao primaria para o sexo masculino, ra da ma-
triz da Boa-Vista n 34, regida pelo professor par-
ticular Julio Seares de Azevedo.
Educa c instrue a ufaucia, pelo systema dos
princpaes collegos da corte do imperio, onde es
te ve por algnm tempo a paaseio, cujo systema
ama paciencia Ilimitada, urna vocaeo intima,
guiando os seus discpulos no caminho da intelli
gencia, da honra e da dignidade, afim de que ve-
.bam a ser o futuro sustentculo da patria, da re
ligiSo e da le e um verdadeiro cidado brasileire.
Espera, pois, que o novo pernambucano applau
da e saiba apreciar o seu verdadeiro ensino pri-
mario, onde rpidamente abraeam e amara de co
ra^o aos livros as lettras, as artes e as sciencias.
Ra da matriz da Boa-Vista n. U
Julio Sxires de Azevedo.
Curso ae preparatorios y
Roa da Saudade n. H
EDITAES
Editaln. 108
De ordem do Itlm. Sr. inspeetor se faz publico
que esta Alfandega, precisando contratar o forne-
ciroento de papel, pennas, tintas, lapis. caetas,
livros em brttnco, encadenados e em brochura e
mais artigos necessarios para s expediente das sec-
l'Jes e servicos da guarda-mora, bem assim a en-
cadernacio dos despachos e mais papis, dorante
o exercicio de 18888187, reeeber no dia 17,
ao meio dia, propoetas em cartas fechadas,
com declaracao de todos as artigos e seas precos ;
as qaaes serao abertas em presenca dos concur-
rentes e preferida aquella que mais vantagens
ofterecer a Fazenda Publica.
3* seceao da Alfandega de Pernambuco, 0 de
Junho de 1886.
O ebefe, Cicero B. de Mello.
Edital n. 13
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, faco pu-
blico que no dia 17 do corrate ir praca peran-
te a junta deste tbesouro, o fornecimento da aii-
mentacj aos presos pobres da casa de deteiiQ&o,
relativo so trimestre prximo futuro de Julho
Setembro, servindo de base a diaria de 420 rs.
Secretaria da tbesouro provincial de Pernam-
bnco, em 8 de Junho de 18c6.
O secretario,
Affonso de A. Mello.
E ital n. 14
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, faco pu-
blico que no dia 17 do corrente ir praca o for-
necimento dos medicamentos necessarios enfer-
mara da casa de detencao por tempo de um anno,
a contar do 1 de Julho proximof uturo, servindo
de base os precos do respectivo formulario.
Secretaria do thesouro provincial de Pernam-
bueo, 8 de Junho de 1886.O secretario,
Affonso de A. Mello.
O Dr. Adelino Antonio de Luna "reir,
ofEcial da Imperial Ordem da Rosa,
commendador da Real Ordem Portu-
gueza de Nosso Senhor Jess Chrsto,
e juiz de Direito privativo de orphaos e
ausentes nesta comarca do Recife e seu
termo, por S. M. o Imperial e Constitu-
cional o Sr. D. Pedro II, a quem Dsus
guarde, etc.
Faz saber aos que o presente edital virem ou
delle noticia tiverem, que, na audiencia de 22 de
Junho do corrente anno, na respectiva sala das
audiencias, rilo a praca publica para seren arre-
matados por venda, a quem mais der, servindo de
bise o proco do abate da le os bens seguintes :
As tres quartas partes do sitio e casa edi6cada
em terreno propro, sob n. 8, estrada de Jos d-
Barros, freguezia de Nossa Senhora da Gra^a,
tendo a casa 5 qaartos, 2 salas, cosinha fra e ca-
cimba de agua potavel e sitio com diversas arvo-
redos de fructo, cera 1,145 palmos de frente para
a mesma estrada de Joao de Barres, inclusive o
direito adquirido por cscriptura privada de 1 de
Junho de 1876, a mei'accio do muro e oito da
casa contigua do lado do poente, ra de Nunca
Machado, pertencentes a Antonio de Souza, e
outr'ora a Manoel da Costa Maagiricao, cujo valor
com o abate da le fica sendo de 3:240.
A parte de trras no lugar denominado Dous
Bracos na Barra da Areii e Bio das Inhumas da
Lage do Canhot >, comarca da Imperatriz, provin-
cia das Atagoas e vai a praca j com o abate da
le no valor de 270.1.
Cujos bens pertencem ao espolio da finada Ale-
xandriaa Anues Jacome Pires e vao a pra^a a re-
querimento do inventariaote o bacharel Antonio
nnes Jacome Pires para pag.mentos de dividas
e costas do inventario.
E para que chegue ao conhecimento de todos
mandei passar o presente edital que ser publica-
do pela imprensa e affixodouos lugares do costume.
Dado e passado nesta cidade do Recife, capital
da provincia de Pernambuco, aos 5 de Junho de
188-i.
Eu, Olavo Antonio Ferreira, escrivo, o fiz es-
crever e subscrevo.
Adelino Antonio de Luna Freir.
O Dr. Tbomaz Garcez Prannos Monte-
negro, commendador da Imperial Ordem
da Rosa, juiz de direito especial do com-
mercio d'esta cidade do Rjcife, capital
da provincia do Peraambuco, por Sua
Magestade o Imperador quem Deus
gnarde, etc.
Faz saber aos que o presente edital virem ou
delle noticia tiverem que se ha de arrematar em
hasta publica deste juizo depois da respectiva au-
diencia do dia 8 de Julho do corrente anno com as
formalidades e pregoes do estylo, os bens seguin-
tes :
Urna casa terrea mei'agua n. 23 no becco lario,
freguezia de S. Frei Pedro Gon$alves do Recife,
com porta e janella, medindo de freute 4 metro- e
40 centmetros, e de fundo 5 metros e 30 centme-
tros., com urna sala e 2 quartos, servindo uinquar-
to de cosinha, avahada por 50000.
Urna dita n. 25, sita no becco Largo, mesma
freguezia com porta ejauella, medindu de frente
4 metros, e49 cen metros, edefuado 5 metros e80
ceut'metros, com urna sala e 2 quartcs, servindo 1
de cosinha, avaliada por 5004000.
Urna dita n. 31, sita no becco largo, a mesma
freguezia, com porta e janella, medndo de frente
4 metrus e 75 centimelrose de fundo 4 metros e 90
centmetros, com urna sala e dous quartos, servio-
do um de cosiaha, avahada em 5'JOfOOO.
Urna dita n. 33, sita no becco Largo, na mesma
freguezia, com pprta e jauolla, medndo de frente
5 metros, e de tundo 4 metros e 75 centmetros,
com urna sala e 2 quartos, servindo 1 de cosinha,
avaliada por500A0D0.
Urna dita n. 35, sita no becco Largo, a mesma
freguezia, com urna porta, sem repartimento (em
caixao) medndo de irente 11 metros e 70 centme-
tros e de fundo 4 metros e 20 centmetros, avaliada
em 5091000.
Um sobrado de 1 andar n. 16, sito a travessa
do Livramento, treguesia di- Santo Antonio, com 2
portas no pavimento terreo, 2 salas, sendo a escada
do mesmo andar pelo pavimento terreo, o andar
cun 2j mellas, 2 salas, 2 quartos, cosinha fra, me-
diado de frente 3 metros e 15 centmetros, avalia-
da por 1:500*.
Urna casa terrea sita a travessa dos Quarteis,
hoje ra do major Ag stinlu Bezerra, n. 38, fre-
gu.-zia de Santo Antonio, com 2 portas, medndo
de frente 4 metros e 6o centmetros, e de fundo 12
metros e 50 centmetros, com 2 salas, 2 quartos,
cosinha fora, quintal murado, cacimba meeira, por-
tao para a ra do Netto de Mendonca, avallada
em 1:1 0.
Cujos bens vo praca por execucao que move
D. Juliana Robilliard contra oBarodeUna: e
nao havendo laucador qae cubra o precio da ava-
liacao a arrematadlo ser feita peto preco da ad-
judicacao, com o aba tmenlo da lei. g
E para que chegue ao conhecimento de todos loi
passado o presente, afim de ser publicado pela im-
prensa e arfixado no lugar do costume.
Dado e passado nesta cidade do Recite de Per-
nambuco, aos-9 de Junho de 1886.
Eu, Jos Franldin de Alencar Lima, escrivio,
subscrevi.
Thomaz Garcez Prannos Montenegro.
O prooawdor dos feitos da faiteada
provincial tendo recebido do Thesouro Pro-
vincial as rela$5es abaixo transcriptas do
imposto de 20 por cento sobre estabeleci-
mentos, de 25 por cento sobre o* bens de
corporajao de mao morta, de 2i}500 por
tonelada de alvarenga c 20#000 p0r escra-
vo empregado no aervico de magarefe, to-
dos do exercicio de 1884 1885. e-cujos
devedores deixaram de pagar ob impostes
no tempo competente declara quo lhes rica
marcado o praso de 30 das a contar da
publicacao do presente edital na conformi-
dade do artigo 53 da lei n. 891, para re-
colherem a importancia de seus dbitos.ao
Consulado Provincial, certos de que, findo
o referido praso, se proceder a cobranza
judicialmente.
Recife, 4 de Junho de 1886.
Miguel Jos de Almeida Pernambuco.
Relajao dos devedores do imposto de 20
por cento sobre estabeiecimentos com-
merciaes fora das 5 freguezias do Reci-
fe no exercicio de 1884 1885.
Editaln. 110
De ordem da inspe :toria de; ta alfandega, inti-
ma-se ao dono de um encapado que f i apprehen
dido no dia 7 do corrente, s 10 horas da manha,
no caes da Lingoeta. para que, no praso de 15
das improrogaveis, venba a esta repartico apre-
sentar sua deles", requerer oque for a bem de
seus direitos e ver proseguir todos os mais termos
do processo, sob pena, su nao o fizer, de ser jal-
gado a revelia, nos termos do art. 746 do regula-
mei/to de 19 de setembro de 1860.
3 seceo da Alfandega de Pernambuco, 10 de
Junho de 1886.-0 chefe,
Cicero B. de Mello.
DECLRALES
i'lub Carlos Gomes
Tendo fallecido o socio deste club o Sr. Augns
to Braga, fica, por to infausto succfsso. suspen-
so o xp diente do club at 13 do corrente inclu-
sive.
Recife, 10 de Junho de 1886.
Joefnim Alves d* Fonseea,
1 secretario.
S. Miguel n. 120. Antonio Mauricio
Wanderley
dem n. 53. Antonio Ferreira da Cos
ta
Remedios n. 56. Antonio Menelio
C'ardoso Gusmao
Estrada Real da Torre n. 63. Anto-
nio Mara Carneiro Lco
Estrada Nova n. 2 B. O mesm
dem n. 56. Anna Luiza do E. San-
to
dem n. 30. Antonio Joaquim da
Costa Guedes
dem n. 78. Antonio Ponciano Perei-
ra
dem n. 154. Antonio Alves Pereira
dem n. 83. Antonio Paulino da Sil
va
Taqaary. Antonio Francisco das
Chagas
Giqui Jaboatao n. 68 C- Antonio
Jos Vieira
dem n. 143. Antonio Gomes de Li-
ma
dem n. 341. Antonia Jos da Costa
S. Francisco de Paula n. 17. Anto-
nio Mara Carneiro Lea
Dita n. 37. O mesmo
S. Joao n. 12. O mesmo
Estrada Nova. Antonio Francisco
dos Santos
Pao Ferro. Antonio Joaquim da Sil-
va
S. Joao. Alfredo da Costa Machado
Estrada do Monteiro n. 14. Augusto
Alberto
Dous Irmos n. 4. Andr Vital Al-
ves
Estrada Nova n. 176. Antonio Fran-
cisco dos Prazeres
S. Francisco de Paula n. 22. Anto-
nio Jos da Silva Braga
S. Migne! n. 115. Antonio Ribeiro
da Silva
Bom Gosto n. 4. Benjamn Torreao
Barreiras n. 3. Barnab Line Cal-
das
Estrada Nova n. 109 B. Bernardi-
no Vieira
Estrada Real da Torre n. 4'. Cae-
tano Antonio da Silva
Setubal n. 2. Clarindo do Reg Le-
te
Pra;a do Ouro n. 1. Claudno Ro-
drigues Campello
Quizauga. Candida Mara da Con-
cecao
Maciapo Corsino Vieira de Mello
Conceiyao n. 1. Domingos Ramos
da Silva
Giqui Jaboatao n. 123. Elias de
Almeida Lima
liba de Bemfica n. 20. Evaristo
Mandes de Azevedo
Estrada Nova n. 20. Enediu Gon-
calves Ferreira
dem n. 97. Eugenio Monteiro Bor-
ges
Barreiras b. 37. Estevao Jos Fer-
reira
dem n. 49. Estevao Rorges
Largo da Matriz. Emigdo Antonia
da Rocha
S. Miguela. 18 A. Francisco Miguel
Manta
dem n. 36. Francisco Jos de Pai-
va
Bemfica n. 27. Francia o do Livra-
mento Gomes & C.
Travessa do Lucas o. 20. Francisco
Monteiro Goncalves da Luz
Estrada Novan. 126. Francisco Pin-
to do Canto
dem o. 150. Fraucisco Manoel de
Oliveira
Giqui Jaboatao n. 141. Ferrei-
ra t Silva
Estrada Nova n. 178 A. Frmino do
Reg Barros
Quizanga. Francetina Mara da Con-
ceicao
Tiuma. Fortunato Joaquim de Sou-
za
Forma d'Agua. Felippe Nery da Sil-
va
Direita n. 40. Joao Chysostomo de
(A'buquerque
dem 74. Jos Henrique de Olive
ra
dem n. 86. Jos Mara Afionso de
A.buquerque
dem a. 94. Jos Francisco Macha-
do
Bom Gosto n. 34. Jotquim M. Wan-
derley
Pacas n. 4. Jos Maria Pires Justo
dem n. 22. Joao Paes Barreto
Remedios n. 36 Jos Tavares Mu-
niz
2 beeco n. 10. Joio Francisco Qha-
con
Travessa do Lacas n. 2, Jos Hora-
cio de Souza Rangel
dem n. 22. Jesuino Cavalcante de
Albuquerque Mello
Bom Gosto n. 24. Jesnino Lopes de
Mendonca
Ra do Rio n. 18. Jos Luiz Gon-
palvos
Esuada Noa n. 112. Jos Manoel
da fres
dem n. 61. Joao Francisco Alves
dem n. 61 A. O mesmo
dem ns. 99 e 101. Joaquim Ferrei-
ra Lima
Giqui a Jaboatao n. 160. Joao Jos
do Carmo
dem n. 101. Jos Rodrigues dos
Santos
dem n. 105. Jacintho Jos da Sil-
va
dem n. 117 A. Jos Rodrigues
Vianna
dem n. 139. Jos Francisco Bor-
ges .
dem n. 119 A. Jos Antonio de
Mello
Setubal n. 3 A. Joio Franciseo Cal-
lado
Estrada do Arraial n. 42. Joaquim
Fernandos da Sjlva
Encanamento n. 23. Jos Felippe
de H. Cavalcante
Ra do Costa. Joaquim Rodrigues
da Silva ,
Estrada do |Brejo n. 17. Joaquim
Jos de Almeida
Estrada do Engenho n. 2. Joaquim
Ferreira Alvo
dem n. 15. Jos Luiz de Mello
dem n. 25. Jos Rodrigues
Per'ra Molle n. 8. Juvencio de Vas-
concellos
Estrada Nova n. 109 A Joao Jos
Goncalves Tota
Id.m n. 123. Joio Francisco do
Cont
Ilha n. 4 Jacob Castellaa
Largo da Matriz n. 2. Jos Damas-
ceno Ferreira
Barbalbo n. 10. Jos Peres
Barreiras n. 14. Jos'Geraldo Cam-
po
151120
24/192
5040
30*241
305240
18*144
30*240
50*400
30*240
15*120
37*800
15*130
25*200
15*120
24*192
50*400
15* 20
15*120
7*560
12*600
25*200
37*800
25*200
75*600
75560
63*000
15*120
29*160
37*800
30*240
18*144
7*560
7*560
30*240
30*240
30*240
30*240
24*192
15*120
15*120
30S240
30*240
30*240
25*200
50*400
12*096
24*192
30*240
20*16
7(560
7*560
7*560
36*288
21*168
30*240
24*192
24*192
18*144
18*144
36*288
37*800
60*4*)
63*000
30*240
50*400
24*192
30*240
30*240
36*288
15*120
15*120
15*120
30*240
30*240
30*240
30*240
21*168
30*240
24*192
30*240
300240
18*144
24*192
. 15*120
12*160
"24*192
2i*000
21*168
18*144
15*120
Uat.


A
i


Diario de PernambucoSexta-feira il de Junho de 1SS6




Timbi. Joaqoim Francisco de Oli-
veira
Camaragibe. Jos Beato Gonjal-
ve
Cajar. Jos Manoel Duarte
Estrada de Muribara. Jos Basilio
de Sonsa
Pao Perro. Joaqnim -Jos de Mi-
randa
S. Joao. Jos Mari de Jess
Torre ne. 5 e 5 A. Leopoldino Car-
neiro Rodrigues Campello
Estrada Nova n. 79. Luis Simos de
Franca
Giqui a Jaboata n. 128. Luis
Affonso Ferreira
dem n. 115. Leopoldino CrescSheio
de Almeida
Roa de Sol n.21 Louriano Rodrigues
da Costa
Rosario. Luis Be Franca
Ra Direita n. 18. Machado & C.
dem n. 56. Manoel Carneiro da
Silva
dem n. 84 A. Margarida F. da
Trindade
Mocotolomb n. Mendefl Ribei-
ro & C. ,;' .
Travessa de J. Miguel n. b. Manoel
de Barros Correia
Qoiabo n. 7. Mara do Carmo e
Estrada Nova n. 2. Miguel Archanjo
de Figueiredo
dem n. 2 A. Mme. Mari Falter
Giqui a Jaboatao n. 115 E. Manoel
Joe de Almeida
dem n. 115 F. Marcelino Joe da
Paixao
dem n. 151. Mara Leopoldina do
Nascimento \
dem n. 303 C. Manoel Jos Pe-
reira
Agua Fra n. 10 A. Minervino Ave-
lino Piuca Lima
Estrada d i Monteiro n. 7. O mes-
mo
dem n. 7S. O mesmo
Largo de Apipocos n. 48. O mes-
mo
Casa Forte n. 42. O mesmo
Eneanamento n. 12. Mathias Monis
Tavares
Casanga n. 2. Maria Bacellar de Ol-
veira
Barreiras. Marcolino Nones de Fa-
rias
Estrada Nova. Miguel Archanja da
Ra Direita n. 38. Oliveira Villela
ftC.
Estrada Nova n. 10. Pedro Becerra
Guedes
Rosario. Pedro Jos Pereira
Barreiras n. 6. Sabino Doorado Ca-
valcante
Trvessa do Acode n. 1. Sabina Ma-
ra da Cooceicao
Travessa do Lucas n. 5. Salles de
Meoeses & C.
Motocolomb n. 65. Sabino Francis-
co da~Rpcha
Bemfica n. 3. Si Ivino Jo venci
Barreiras n. 15. Sabino Dourado
Cavaleapte
Giqui a Jaboato n. 126. Thereza
de Jess Grangeiro
dem nk3_43. Thomaz de Aquino
Casanga n. 5. Thom de Miranda
Fragoso
8. Miguel n. 182. Urbano de Mello
Casa Forte n. 17. Ulysses de Arroda
Cmara
Roa Direita n. 29. Vinva de Joao
Alves Lois de Carvalho
liba n. 2. Vinva Plesseman
Roa do Rio n. 18 A. Zacaras Ro-
drigues Armada
Travessa da Casa Forte n. 27 Zol-
mira Maria da Silva
Secco do cooteoeioso do Tbesooro
1 de Junho de 1886
Manoel do Nascimento Silva Batios,
lo oficial.
Relajo dos devedores lo imposto de 25
/0 sobre os bens de corporacao de ro3o
morta do excrcicia de 1884 a 85.
Arco da Cooceicao n. 2. Capella da
Conceicao da Ponte
dem n. 4. A mesma
dem n. 6. A mesma
Visconde de Goyanna n. 66. Irman-
dade da Conceicao de Beberibe
Moeda n. 31. Irinandade da Concei-
cao da Coagiegaco
Mariz e Barros n. 7. A mesma
Pateo de Pedro II n. 3. A mesma
Tbom de Seosa n. 1. Irmandade
do Divioo Espirito Santo
Larangeiraa n. 16. A misma
Pateo de Pedro II n. 2. A mesma
Santa Thereza n. 32. A mesma
Largo do Paraso n. 25. A mesma
Nova de Santa Rita n. 42. A mesma
S. Jote n. 41. A mesma
Bario da Victoria n. 49. Irmandade
de Nossa Senhora ua Conceicao dos
Militares
dem n. 51. A mesma
Estreita do Rosario n. 9. Irmandade
7*560
15*120
7*560
7*560
7*560
12*100
100*800
21*168
30*240
15*120
18*144
15/120
30*240
30*240
45*360
15*120
11*096
15*120
30*240
505400
18*144
24*192
18*144
9*027
308240
30*240
24*192
37*800
30*240
30*240
21*168
15*120
15*120
36*288
36*288
7*560
15*1-0
15*120
30*240
30*240
18*144
15*120;
18*144 i
18*144
24*192
50*4<10
24*192
49*384
100*800
30*240
21*163
Provincial
<;3noo
63*000
63*000
52*920
18*900
47*249
18*900
71430
565223
90*668
3'.'()."i5
39055
3 *472
34*335
353*429
486*969
de Nossa Senhora do Rosario de
Santo Antonio 56*700
Lomas Valentinas n. 18. Irmandade
de Santa Luzia do Corpo Santo 60*480
8. Jorge n. 38. A mesma 52*920
Nava de Santa Ritan. 68. Convento
do Carmo 51*974
Ponte Velha n. 99. O mesmo 113*400
Visconde de Alboqoerqoe n. 126. O
mesmo 67*094
Alegra n. 30. O mesmo 85*994
Marcilio Das n. 1. Irmandade de
Nossa Senhora do Livramento 51*974
Calabouco Velho n. 12. Irmandade
do Santissimo Sacramento de Ja-
boatao 45*360
dem n. 14. A mesma 45*360
Largo de S- Pedro n. 16. Irmandade
de S. Pedro 37*800
dem n. 18. A mesma 47*249
Idm n. 20. Irmandade de S. Pedro 38*271
dem n. 22. A mesma 47*249
dem n. 24. A mesma 47*249
dem n. 26. A mesma 52*446
Viracao 17. A mesma 2031^
Largo do Paraso n. 9. A mesma 37*800
Riachuelo n. 71. Irmandade de Nos
sa Senhora da Soledado 10*703
Largo da Santa Cruz n. 3. Irmanda-
de do Senhor Bom Jess da Via
Sacra 37*800
Estrada Nova n. 16. Irmandade do
S. S. de S. Loorenco 37*800
Gamelleira n. 2. Irmandade de Nos-
sa Senhora da Boa-Viagem 63*000
dem n. 20. A mesma 80*240
dem n. 18. A mesma 305240
dem n. 14. A mesma 63*000
dem n. 4. A mesma 47* '49
dem n. 28. A mesma 30*240
dem n. 26. A mesma .()40
dem n.24. A mesma 30*120
dem n. 22. A mesma 80#34Q
dem n. 6. A mesma 63*000
dem 16. A mesma 30*240
dem n. 34. A mesma 30*240
dem n. 32. A mesma 30*24')
dem n. 30. A mesma 3')*240
dem n. 8. A mesma 632000
dem n. 10. A mesma 63*0()
dem n. 12. A mesma 63*00
dem n. 36. A mesma 30*240
dem n. 7. A mesna 30*24!)
dem n. 9. A mesma 30*240
Marque? de Olinda n. 56. A mesma 567*000
Bom Jess n. 56. A mesma 472*500
dem n. 41. A mesma 94*500
Torres n. 16. A mesma 283*500
dem n. 52. A mesma 76*1600
dem n. 42. A mesma 1895030
dem n. 44. A mesma 126*000
dem n. 46. A meema 59*534
Larga do Rosario n. 27. A mesma 126*000
Duque de Casias n. 94. A mesma 400*994
L'vramento n. 3. A mesma 378*000
Marcilio Dias n. 118. A mesma 113*100
dem n. 69. A mesma 233*500'
dem n. 110. Mostr-iro de S. Beato 60*480
S. Jorge n. 84. O mesmo 81*9 -0
dem n. 86. O mesmo 75*600
Domingos Jos Maitins n. 80. O
mesmo 226*800
Travessa do Carmo n. 14. O mesmo 755600
Trincharas n. 39. O mesmo 685010
Alves Cabral n. 1. O mesmo 136*000
dem n. 3. O mesmo 126* 00
Thom de Sooza n. 2 O mesmo 126*000
dem o. 4. O mesmo 346*500
Torres n. 6. O mesmo 315*000
Vigario Tenorio n. 24. O mesmo 252*900
Amorim n. 25. O mesmo 283550 i
Estreita do Rosario n. 28. O mesmo 283*430
Roda n. 4. O mesmo 75*600
dem n. 6. O mesmo 755600
Coronel Soassona n. 69. ) mesmo 60*480
dem n 87. O mesmo 6054*40
dem n. 89. O mesmo 63*000
dem n. 67 O mesmo 60* 1S0
Lomas Valentinas n. 78. O mesmo 133*874
dem n. 98. O mes- o 755600
Assumpcao n. 33. O mesmo 66*974
Seccao do contencioso do tbesooro provincial,
l* de Jonho de 1886.
Manoel do Nascimento Silva Bastos,
1 official.
Inapoato de TO.OOO por encravo em-
pregado em scrileo mecbanlco de
maaarefe no exerelelo de 18*1 a
isas.
S. Jorge
Antonio Henrique Mara 50*400
Restaurarlo
Bellarmino Atves Arousa 151*200
Eetreita do Rosario
Mauool Antonio de O.iveira 50*400
Larga do Rosario
Antonio de Castro Monteiro 255200
Largo do Carmo
Mara Moreira Pinto 25*200
Visconde de Inhama
Jos da Silva Lins 25*200
Marcilio Dias
Vernica do liego Monteiro 16*300
Mrquez de HanJ
Jos do Almeida JMxlb 25*200
Pedro Aftas
Joao Goncalves da Silva Beiro* 25*200
Baro do Triumpha
Jos Velloso So ares 25*200
Manoel Martina de Amorim 25*200
SeccSo do Contencioso no Thesouro Provincial,
2 da Juuho de 1886
Manoel do Nascimento Silva Bastos,
lo oficial.
Companhia de Edlflcaco
Ccmmunica-se aos Srs. accionistas, que por de-
libraselo da Directora, foi resolvido o recolhi-
mento da terceira prestucao, na razio de 10 por
cento do valor nominal de cada accao, o qual do-
ver realisar na sede da Companhia, praca da
Concordia n. 9, at o dia 30 do corrente, em cuja
occasio se distribuirlo as respectivas accoes.
Recife, 10 do Jonho de 186.
O director secretario,
Gustavo Antones.
Belaco dos devedoreti do impost
det-OO por tonelada de ni varen
Ka do excrclcio de lSSla 1895.
Bom-Jesus
COHHERGiO
Nicolao Jlo Lidstone
O mesmo
O inesrno
O mesmo
O mesmo
O mesmo
O mesmo
O mesmo
O mesmo
O mesmo
O mesmo
O mesmo
O mesmo
O mesmo
O mesmo
O mesmo
O mesmo
O mesmo
44*100
207*900
220*500
151*200
163*' 149
1n0*800
1545349
119*700
724449
1074109
341649
1964000
217*31!
1385600
201 *&K)
195*300
1265000
25240r K)
Santa Casa de Misericordia do
Recife
A Illma. Junta administrativa d'esta Santa
Casa contrata, eom quem melhore v&ntagens tf-
ferecer, o fornecimento dos gneros abaiso decla-
rados, para o consamo dos estabelcciinentos se
guintea durante o trimest.c de Julho a Sttembro
do corrente anno : hospital Pedro II, hospicio de
alienados, casa dos expostos, hospital de Santa
gueda, asylo de Mendicidade, hospital dos la
zaros e cellegio das orphs.
Al'tria, kilos.
Arroz, dem
Aguar lente, litro.
Azeite doce, idem.
Araruta, kilos.
Asasucar de 1", 2 e 3* sorte e turbinado, idem.
Bacalh>, idem.
Banha de porco, dem.
Batata 3, idem.
Cha, idem.
Caf em grao, dem.
Carne secca, idem.
Ceblas, cento.
Familia de mandioca da provincia, litros.
Feijo, idem.
Fu.no do Kio, kilos.
Gaz. lata.
Dito icesplcsivel, idem.
Milbo, litros.
Mantciga francesa, kilos.
Potassa, idem.
Pao e bolacha, idem
Dito idem parp o colh'gio da orphs em Oliu Ja.
idem.
Rap, idem.
Sabo, idem.
-al, litro3.
Tapioca, k lo.
Toucinho, idem.
Vellas de carnauba, idem.
Ditas stearinat, maco.
Vinho branco, litros.
Dito tiuto (Figurn), idem.
Dito do Porta, idem.
Vinagre, idem.
As propostaa deverao ser apresentadas ni sala
de suas sesiO.'S, em curta fechadas, dcvidaav-'ute
selladas, at as 3 horas da tarde do dia 15 do cor-
rente, declarando os proponentes sujeitnrem-se 11
urna multa de 5 o sobre o vulor total do forneci-
mento, se no praso de tres dias nao comparecrcm
na secretaria da inema Suta Casa, para assi-
gnarem os respectivos eflntractos.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
R'cife, 10 de Junho de 1886.
O eeretario,
Pedro Rodrigue de Souza.
ntn \miim:
no
SS. SuCranento de S. Jos
De ordem do nosso irmo juiz, convido a todos
os irroos desta veueravel irmandad: compare-
eerem no nosso consistorio no domingo 13 do cor-
rente mez, p -las 10 h .ras da manh, afim de reu-
nidos em mesa geral, elegermos os novos funeco-
narios qne teem de reger no anno comprumissal
de 1886 87, eomo manda oart. 36 do nosso com-
promisso.
Consistorio da irmandide do SS. Sacramento da
matriz de S. Jos do Recife, 9 de jonho de 86.
O escrivo interino,
Heliodoro Rabello.
Recife Drainage
A companhia faz publico, para conhecimento
dse interesaados, que collocou no mez de, Mao
prximo fiado, os apparlhos abai.xo declarados :
Recife
Ra do Bom Jesns n. 1, apparelbo n. 8,019, se-
gundo andar.
San'o Antonio
Ra Primeiro de Marc,o c. 12, apyarlho numero
5,654, 2- andar.
Boa-Vista
Ra da Aurora n. 29, apparelbo n. 10,934, se-
gundo andar.
Recife, 9 de Junho de 1886.
O gerente,
J. Dotosley Jnior.
Circular n. 11
TbvMourarla de Fasenda de Per-
nambuco. IO de Junho de i s
O inspector, nos termos "O olficio do .''. Esc. o
Sr. vice-presidente da provincia, de 8 do corrente,
pedido em comprimento do aviso circular do
Ministerio da Agricultura, Commercio e Obras
Publicas, de 29 d-: Maio ultimo, Bob n. 135, orde-
na terminantemente aos senhores collectr.res das
rendas g'-raes dos mvnicipios desta provincia, que
ainda o ::ao fizeram, para qoe sem perda de tem-
po ortrauisem e remettam esta inspectora as
relacoes dos libertos sexagenarios, em forma e
para os fins declarados no aviso circolar do dito
Ministerio, de 23 de dezembro do anno paa-a (o,
conforme foi recominendado aos senhores collecto-
res na circular desta Thesouraria n. 2, de 3 de
Fevereiro desta anuo ; relacoes essas que teem de
ser enviadas com a promptidao necessaria orga-
nisHcao da estatistica que deve ser apresentada
Assembla Geral, na actual sessao legislativa.
Outrosim, determina-lbei qoe remettam a esta
inspectora trimensalmente relacoes dos antigos
escravos. que nos tres muses anteriores houverem
attingido idade de 6 minos, lem das que de-
vem sor enviadas ansjuizes de orphos. O que
tem por muito recommendado, e espera da solici-
tud^ dos senhores coiluctores fiel observancia da
presente circular.
Antonio Caetiino da Silva Kelly.
Banco i? creflitn rea! fls Farnaiii-
Capitania do Porto
De ordem do Exm. Sr. chefe de divieao Jos
lano 1 Picaneo da Costa, inspictor deste Arsenal
e capilao do porto desta provincia, facn publico
que era observancia" aviso circular dominisie-
rio da inarioha de 7 de Malo ultimo, por esta re-
particao faz-se acquisico de eugajados e volun-
tarios para servir no batulhao naval, aos quaes sao
con:cdidas as seguintes vantagens :
Aos voluntarios 4004000, aos engajadoa 500*,
e as pracas de pret voluntarias, quaudo escusas
por conolusao de tempo do servico, um praso de
trras de 103,900 metros quadrados as colonias
do Estado.
Secretarla do Arsenal de Marioha de Pernam-
buco, 5 de Junho de 1886.
O secretario,
Antonio da Hilva Azecedo.
Nos trra >s dos arta. 5 e 6 dos estatutos, sao
convidados os senhores accionistas A reaiisarem
at o dia 30 de junho prximo, na sede do bao,
ra do C >m nercio n. 34, a segunda entrada de
des p>r cento do valor nominal de cada aeco.
Recife, -.'8 de Maio de 18%.
Os administradores,
Manoel Joao de Amorim.
Jos da Silva Loyo Filho.
Luis Duprat.
Arsenal de Marinha
COXCUltSO PARA ESCREVENTE DA DIRECTO
RA DE MACHINAS
Em cumprimenta no aviso do Ministerio da Ma-
rinha, sob n. 713 (le 27 de Muio ultimo, o Exm.
Sr. cliec de divisao Jos Manoel Picaneo da C>s-
ta, inspector d>-ste Arrenal, manda fazer publico
que no dia 10 de Julho vindouro, s 11 horas da
manila, ter lugar n'esta icparticSo, o concurso
para a vaga que existe de escievente da directo-
ra de mi.chinas, confonne pteceila o art. 64 do
Rcgolamento que baixoo com o decreto n. 5,022
de 2 do Maio de 874, que manda observar as
dispositojs de qoe trata o art. 203 do reierdo
regulainento, ficando para isto abeita a nscripcao
o' s*a Secretar: i at o di* 7 de Julho vindouro.
Os pr.rin !.-lites deve.lo instruir suas petl(5ea
com documentos que provem bom comportamento c
a idade de 18 minos comp'et*, pelo u.euos, podendo
juutar quacsqiier ootros documentos qoe raostreui
suas hubilitavOes.
Ao BMitarina exigidas sao : Leitora e nnalyse
grammaticnl, eseripta de trechos n portuguez, or-
thograpkia, versao das lmguas ingleza e franceza,
exercicio de composi^io i-m portugus, r t'ctyio de actos ofliciaes.
Secretaria da inspeccao do Arsenal de Marinha
de Pernambuco, 5 de Junho de 1886.
O secretario,
Antonio da Silva Azevedo.
Mu es Feitos m Faral
Escrivo, Torres Ban-
deira
No dia II de junho prximo iro praca, por
venda, os predios, abaiso declarados, penhorados
por execacao da Fazenda Provincial.
Recife
Casa terrea roa do Areial do Forte n. 4, com
6 metros e 40 centmetros de largura, 6 metros e 5
centmetros de fundo, 1 port* e2 janellas de fren-
te, 1 sala, 1 qoarto, cozinha interna, apparelho no
fondo, onde ha 1 porta qne d sahida para om pe-
queo quintal murado, e cacimba meeira, ava-
hada em 400*, pertencente a Joao de Souza Pe-
reira.
Sobrado ra de Domingos Jos Martins n.82,
com 8 metros o 45 centmetros de largura, 15 me-
tros e 50 centmetros da fundo, pavimeuto terreo
3 portas, urna dellas d entrada para o pavimento
superior, divididos em 4 saletas e 4 quartos sepa-
rado9, tendo cada saleta fceu quarto e apparelho;
pavimento superior, 4 portas que deitam sobre va-
randa de ferro, 2 salas, 4 quartos, cosinha externa,
com nppnr.Mbo, quiutal murado e um teihr iro, ava-
liado em 5:000* pertencente a Candido Alberto
Sodr da Motta.
Sobrado de 2 andaros ra de Domingos Jos
Mar'ins n. 36, com 6 metros e 60 centmetros de
largura, 17 metros e 40 centmetros de fondo, o
pavimento terreo dividido em 2 compartimentos,
1 tem 1 porta de entrad, 1 sala, 2 quartos, cosi-
nha interna e quintal, oo.ro de um s vo, porta
e janella na frente e quintal; no 1* andar 3 janel-
las de frei.te com varanda de ferro, 2 ealas, 5
qoartos, cosinha interna; no 2" andar os mesinos
coramodos e sotao cora 2 quartos, avaalo 3:500*,
pertencente aos herdeiros de Joanna Maria da
Trindade.
Santo Antonio
Casa terrea ra de Paulino Cmara n. 4 com
3 portas de frente, 5 metros e 55 centmetros de
frente, 20 metros c meio de fundo, 2 salas, 2 quar-
tos, 2 corredores, sendo 1 independente, cozinha
fora, quintal, com cacimb-i, tendo no totZo que
nter o na frite, e atraz urna gateir3, 1 sala, 2
quartos e 1 janella em cada oitao, em bom estado,
avuliada em 3:000* pertencente a Juuquim Pe-
reira Arantes.
S. Jos
Sobrado de um andar, run de Domingos Tho-
tonio n. 12, com i metros e 33 centmetros de lar-
gura, 14 metros e 25 ceut.imetros de fondo, tendo
no pavimento soperior varanda de ferro, 2 portas,
2 Salas, 2 quartos, corredor independente. cosinha
esterna, sotao interne, onde ha um salao; pavi-
mento terreo 2 salas, 3 qoartos.2 cacimbas,2 qoin-
taea e 2 qoartos, avaliada ein 3:0J0$ pertenceute a
Juvimano de Souza Pacheco.
Casa terrea, trivessa do L!m n. 7, com 4 me-
tros e 20 cen metros de 'argura, 11 metros e 9
centmetros de 'mido, 2 salas, 2 quartos, cosinha
fra, quintalinurado, ;ivaliaio eir.4u0* pertencente
a Manoel Pereira Magalbaes.
I! a Vista
Cus* terrea rua do Visconde de Goyanna n.
66, com 2 portas de frente, 3 metros e 90 eeutime
tros de frente, 10 metros e 15 centmetros de fun-
do: com 2 sabir, quintal morado e cacimba, em
solo propio avahada em 600* pe.rtenceate i irman-
dade da C nceico de Beberibe,
Casa terrea ma do Kio n. 3, cora 9 metros e
45 centmetros de vio, 10 metros s 45 centmetros
de fundo, 2 janellas e 2 portas de frente. 2 salas,
4 quartos, cosinha externa, qointal murad, portad
do ferro que d para o oitao da matriz e cacimba,
avahada em 5KJ* peitencen'u a Jos Jacomo
Tasso.
Pelia Molle
C>i;a terna D, 7, com 6 metros e 40 centiinefr8
oe frente, 9 metros e 40 centmetros de fundo 2 por
tas de frente, 1 dita e 2 janellas nos oitoes, 2 salas,
1 quarto, c zinha interna, por 30*, pertencente a
Tertuliano Grangeiro de Lima.
A pucos
Casa frrea ni larga de Apipucos n. 28 com 3
metros e 90 cen>imetroi> de trente, 8 metros o 60
centmetros de fondo, 2 salas, 1 qtlarto, quintal,
avahada em 40:' pert"ncen'e a Jos Aff\nso Fer-
reira.
ALTJGUEL
Salitc Ai tonio
Sobrado de 2 andares e luja rua das larangei-
ras n. 12 se ido a leja por 10* mensaes, com os se-
guintes commod-'iS ; 1 vio dividido por om tapa-
mento de madeira, quintal murado; o 1 andar per
20* mensaes, com 3 janellas, varanda de ferro,
2 ealas e 2 quartos; o 2o andar por 15* mensaes,
com 3 janellas de frente, v iranda de madeira, 2
salas, 2 quartos e sotao com cozinha.
Ca6a terrea Travessa do Ca>mo n. 4, por 15*
mensaes, coraos coramodos seguintes: porta e ja-
nella, 2 salas, 2 quartos, sotao interno, quintal co
1 qua'to, ambjs os predi s pertencenres a Jos
Moreira Fragoso.
i asa terrea rua do Coronel Suassona n. 85
comporta e janella de frente, 2 salas, 2 qoartos
quintal e cacimba por l. mensaes, pertencente a
Fraancisco de Souza Reg.
Recife, 19 de Maio de 1883.
THEATRO
DE
Domingo. 13 de Junho
Ia de llanto Antonio de Lisboa
Oli o
Thaumaturgo de Portugal
Recita em beneficio da irapressao do drama
0 Cabo Cezar
Espectculo honrado com a assistencia dos
Exms. Srs. Dr. vice-presi lente e Dr.
chefe de polica.
Depoia que o Exm. Sr. Dr. vice-presidente tiver
oceupado a respectiva tribuna, ser pela escol-
ente banda do msica do cerpo de polica, sob a
regencia do maestro Candido Filho ejecuta-
do a brilhante ouvertura
OS TRES CAPITAES
Seguir-se-ha pelos Ilustres socios do corpo sce-
iiieo do
iiJ) Dramtico Familiar
que geoerosa e desintercssadaueate accederam so
pedido do Dr. Corte-Real, autor do drama, para o
protegerem nesta impressao, a exbibicao Jo drama
militar e de grande apparato em 1 prologo, 5 ac-
tos e 7 quadros, enomiuado
DO
9. Itatalhao de Infantaria
ttoiaa commercial de Pernam
bnco
RECIFE, 10 DE JUNHO \>E 18fco
As tres horas da tarde
'olacet uficiae
Nao houve.
O iresidente,
Pedro Jos Pinto.
O secretario,
Candido C. G. Alcoforado.
RENDUIKNTOS PBLICOS
Mes de Jonho de 1886
ALFANEGA
Rekda gsril
De 1 a 9
dem de 10
RZSDA PE0VWCIAL
De 1 a 9
dem de 10
194:254*836
21:130*210
215:385*046
31:248*209
1:893*794
--------- 33:142*003
Total
Rbcibboobia De 1 a
teosa d 10
Cossclado pkoviscul De 1 a 9
dem de 10
Rrorm dkathiob
dem de 10
-Dela9
248:527*049
9:482*903
1:032*023
10:514*926
31:916*851
4:330*7i 1
36:247*552
2:920*572
452*622
3:373*194
DESPACHOS DE IMPORTACAO
Vapor americano Colorado, entrado de New
York e escalas, no dia 8 do corrente e consigna-
do a Henry Forster &c C, manifestoa:
Brea 100 barricas, ordem.
Banha 100 barr a ordem ; 125 aos consigna-
tarios ; 50 a Joaqoim F de Carvalbo ; 50 a Do-
mingos Crut & C.; 50 a Miguel J. Carlos Car-
doso; 50 a Joo F. de Almeida.
Candieiro? 3 vo'umes, a Deodato Tortea it C.
Cevada 5 barricas, ordem
Ferragens 6 vulumes, k W. Halliday 4 C. :
7 a Miranda 4 Souza.
Fogos da China 25 amarrados, a Fernandes &
Iroao.
Garrafas 17 volumes, a F. Manoel da Silva
&C.
Graxa 3 volumes, a Vianna Castro &C.
Licores 2 caixas, a Joo W. de Msdeiros.
Mchicas para descaroear algodao, 6 caixas a
Ferreira Guimaraes & C.
Maizena 20 caixas, a Miguel J. Carlos Car-
dlo.
Mercadorias d'versas, 7 volumes ordem; 1
aos consignatarios; 1 a Arthur & Desiderio; 5 a
Halliday & q.
Medicamentos 17 v ..lomes a Rooqoayrol Freres;
35 a F. M. daHlva & C.
Pas de ferro 40 fexes a W. Halliday & C. ;
40 a Jos Aogosto dos Santos t C. ; 50 a Vian-
na Castro & C. ; 30 ordem ; 10 a Miranda &
Souza.
Tecidoa diversos 8 volumes a Rodrigues Lima &
C. ; 10 a Cramer Frey & C.
Terelientbioa 3 volumes, a Rouqouyrol Frrea.
Tintas 8 volumes. a H. de Sooza-Perea & C.;
3 a J. C LevyaC.
Dita para escrever 4 volomes, ordem.
Toocinho 20 barris, a Joio Fernandes de Al-
meida; 35 aos consignatarios.
Vapor austraco Tibor, entrado de Trieatre no
dia 9 do corrente e conignado a Johnston Piter
fie C, manifestou :
Ac 100 coohetes, a Samael P. Johnston & C.
Farinha de trigo 2,050 barricas, a H. Forster
& C ; 1,20 a Machado Lopes & C.; 1,850
ordem.
Vapor inglez Elbe, entrado dos portos da fin-
ropa no dia 9 do correte, e consignado a Adam-
son Howie & C, manifestou :
\gua minetal 10 caixas, ordem".
Amostras 5 volumes, a diversos.
Cha 14 meias caixas, a Joaqoim Felippe &
Aginar.
Catlogos 1 caixa, ordem.
Chapeos 1 caixao, a Antonio Jos Maia & C.
Estopa 5 fardos a Antonio de Oliveira Maia &
C.; 25 a Machado & Pereira ; 5 ordem.
Ferragens 2 \olamea, a Machado & Pereira.
Librts aterlinas 1 caixa ao English Bank of
Rio de Janeiro.
Livros 1 caixa, a Otto Bobera Succeisor; 1 a
F. M. da Silva *. C. ; 1 a Janson Rigby ; 12 ao
cnsul americano.
Manteiga 20 barril e 30 meios ditos a Rosa &
Queiroz; 20 e 30 a Domingos Ferreira da Silva
&(.'.; 20 e 30 a Joaquim F. de Carvalho t C. ;
*0e 115 a Souza Basto Amorim & C.
Merendonas diversas 1 volume, a H. Stolzen-
bach fiz C. ; 3 urdem; 1 a H. R. Gregory.
Machinas 2 volomes, a M. Omberg.
Oleo de liohac* 12 barris ordem; 6 a Stover
6 Son.
Objecios para icriptorio, 3 caixas a ordem ; 1
ao New London Bank.
Papel 2 caixas, ordem.
Presuntos 5 caixas, a Carvalho & C.; 2 or-
dem.
Queijos 12 caixas a Guimaraes Rocha 4 C ; 22
a Joo l'\ de Ameida; 15a A. Jos Soares < C.;
7 a Albeiro Oliveira 4 C. ; 13 a Domingos Fer-
reira da Silva & C ; 12 a Guimaries Valenta;
11 a Ariujo Castro & C.; 22 a Rota & Queiroz ;
22 a CarvalSo 4 C. ; 20 a Costa Lima 4 C. ;
24 a J. B. de Carvalho d C. : 10 a Fernandes
d Costa C. ; 22 a ordem; 24 a Paiva Valente &
C.; 30 a Ferreira Rodrigues & C.; 1 a H Stolzem-
boc.
Tecidos diversos 171 volumes, a ordem, 6 a F.
Lauria & C; 39 a Machado & Pereira, 27 a A.
Santos & C; 74 a L. A. Sequeira ; 1 a D. P.
Wild 4 C; 36 a N. Maia & C.; 32 a Goncalves
Irmaos & C.; 2 a Amorim 4 C; 3 a Guerra 4
Fcrnansles ; 1 a A. Mala 4 C.; 10 a A. Vieira &
C.; 5 a Alves de Britto 4 C.; 5 a Bcrjet 4 C.;
8 a L. Maia & V.
Velas 3 caixas, ordem.
Vidros 3 caixas a Sulzer Kauffoiao & C.; la
H. K. Gregory.
DESPACHOS DE ISXP0RTAC0
~m 9 de Jonho de 1886
Para O exterior
Nao houve exportaco.
Para o Interior
No patacho sueco Iduna, carregou:
Para o Rio Grande do Sol, T. de Azevedo Soo-
za 295 barricas com 27,110 kilos de assucar bran-
ca e 35 ditas com 2,460 ditos de dito masca vado.
Na barcaca Dylia, carregaram :
Para Parabyba, M. Lopes ft C. 6 barricas com
300 kilos de assucar bracee.
Na barca9a Amelia, carregon :
Para Macahyba, J. A. da Costa Medeiros 15
barricas com 960 kilos de assucar mascavado.
No hiate nacional B. Jess, carregou :
Para Maeo, P. de S. Martins 10 barricas com
1,266 kilos de assucar branco e 2 ditas com 120
ditos de dito refinado.
Arsenal de Guerra
Oconselho econmico di-s companhias de apren.
dizes artfices a operarios militares, pr^cisam con-
tractar pira o 2. semestre do enmate anno, em
virtude de nao apparecer concurrentes em sessao
de lie je o se^ninte :
Paca de IftO gramraas kilog.
Ditos de 12:") ditas idem.
S poder concorrer ao fornecimento annonciado
felo couielho, quem babilitar-se previamente, ex-
ibindo om reqnerimento dirigido ao m sino coo-
selho, documento que prove haver pago como ne-
gociante estabelecido, o imposto da casa commer-
cial relativo ao ultimo semestre vencido.
Os propenentes devero apresentar n;s*a secre-
taria suas propostas at s 11 horas da manh do
dia 14 do corrate, sendo taes propostas em du-
plicis, em cartas fechadas com declra9o ex
pressa de sujoitar se as seguintes condifes :
1. No caso de nao assignarem o contracto pa-
garao a multa de 100/q.
2.a Sendo recusado pela commisso o genero
contratado, maudar-se-ha comprar pelo preco do
mercado, ficando obrigado o contractante a indem
nisar, iato at tres veses, depois do que ficar res-
cindido O centro-tj, pagando o Coutractante a
multa de 200*00).
O geuero annunciado dever ser de primeira
qoalidade.
Secretaria do Arenal de Guerra de Pernambu-
co, 10 de Junho de 1886.
O secretario,
Jos Francisco kibeiro Machado.
Arsenal de Marinha
MOVIMENTO DO PORTO
Navio sahido no dia 10
Fernando de Noronha Vapor nacional Giqui>
com mandan te Souza Lobo, carga varios g-
neros.
06erwzc*o
Nao houve entradas.
VAPORES ESPERADOS
Espirito Santo do norte a 13
Tomar do sol a 14
Mrquez de Caxiat da Bahia a 15
Hamburg de Hamburgo a 16
Para do sui a 17
Godrevy de Liverpool a 18
Vilte de Pernambuco da Europa a 20
Ipojuca do norte Galicia do sol a 20
a 21
Cear do norte a 23
Neva da Europa a 24
Congo do sol Tagus do sol a 25
a 29
De ordem do Exm. Sr. ebefe de divisao, Jos
Manoel Picaneo da Costa, inspector deste arsenal
e capito do porto desta provincia, convido aos
senhores abtixo mencionados para, no praso de
dous dias, contados da presente data, a compare-
cerem na secretaria desta inspeccao, afim de as-
sjgnarem o contrato do conselho de compras da
sessao de 27 do mez findo-
Jos dos Santos Oliveira.
Joaquim Alves da Silva Santos.
Joo Rodrigues de Moura.
Maia e Silva & C.
Francisco Manoel da Silva & C.
Beltro & Costa.
Antonio Duarte de Figueiredo.
Euzebio da Caoba Beltro.
Jos Rufino Ciiuiaco da Silva
Secretaria da Inspec9ao do arsenal de marinha
de Pernambuco, 9 de Jonho de 1886.
O secretario,
Antonio da Silva Azevdo.
lob de regatas per-
nambueano
Pelo presente convida-se aqoellas pessoas qoe
quizerem concorrer regata que este club reali-
sar no dia 29 do corrente, a virem se mscrever
na sede do mesmo club, das 7 s 9 horas danoite,
at o dia SO.
Outrosim, ha dous premios : sendo um de 25*
para o pareo composto de dous ou mais escaleras
de 4 remos; e ootro de 30*000 para o de 6 remos
as mesmas coodi9oes do de 4.
Secretaria do Club de Regatas Pernambucano,
em 9 de Junho de 1886.
William Hughes.
Aogusto F. Oliveira
Directores de Regatas.
Companhia de Edificares
O escriptorio desta
companhiaacba-se in-
sta liad o na prac,a da
Concordia n. 9,conser-
vando-se aberto das 7
horas da manh s 5 da
tarde, em todos os dias
uteis.
Incumbe- se de cons-
truccoes e reconstruc-
c,es.
Recebe-se informa-
c,es acerca de terre-
nos na cidade e subur-
bios, e a respeito dos
quaes queiram os res-
pectivos donos fazer
negocio.
No mesmo escripto-
rio Se encontraro as
amostras dos produc-
tos da olaria mechani-
ca do Taquary, pro-
priedade da mesma
companhia.
Denoniinafo dos quadros
PROLOGO.A Otastrophe.
1. ACTO.A Revelaco.
2 ACTO O Crime.
3 ACTO.O Coode de Lipe.
4 ACTO.A Voz do Samguc.
\ ACTO.O Ferdao.
7. QUADRO.-Apotheose.
?3RSaiTArJ3ITS
General Osono.
General Campello.
Coronel commandante do 9 b italhao.
O major do mesmo.
G Sainpaio, commandante do 21 corpo do Vo-
luntarios da Patria.
Valcacer, major do mesmo.
Purto, capito do mesmo.
Trrcs Gallindo, alferes do mesmo.
Capito Paul', filho do general Campello.
Z ilmra, mull t de Campello.
CEZtH. cabo do 9 batalbao.
Mara, bilia de Cesar.
Valcntm, ordenanQa de Campello.
Gusmo, sargento do 21 corpo de Voluntarios di
Patria.
Thomaz, vcll.o s-ldado amiyo deCexnr.
Pedro, sobrinho de Cezar.
Ofliciaes do 9 b.italhao de infantaria.
Ditos do 21" corpo de Voluntarios da Patria.
Ajudantes de ordena do general Osorio.
Aju jante de ordeus do 9o batalho.
Soldados do 3 regiment de artilharia.
Soldad >s do 21* corpo de Voluntarios da Patria,
do 30 de Voluntarios da Patria e do 9 bata-
ILo de iofanraria, msicos, etc.
O prologo passa se no Paraguay na memoravd
batallia Je
cm qoe o exercito brasileiro sob o cumulando do
inmortal general 0rlo
ganha a victoria, depois de orna luta de 6 noris.
Durante o prologo sao rememoradas as glorias
dos batalhoes de Voluntarios da Patiia de Per-
nambuco.
Duranto o combate em urna scena, onde o geni
ral Oeorio est dar ordens aos seos ajudantes,
vem pelos ares, arremessada pelos paraguayos,
urna bomba arden te, qoe eahindo em scena e pres-
tes rebentar. dever produzir a uiorte de muitos
que all esto, mas o Cabo Cesar calmo, fro,
atira se ella, e cortando a mecha, inutilisa-a.
Por mais esse acto reeouhece o general Osorio
a bravora dos pernambucano?, e o declara perante
todos. ,,
Em ootra scena vista dos espectadores, ao si-
billar das balas, ao troar dos canhes, ha a hor-
rivel
Exploso de u m armo
replecto de muoifoes. Scena esta qoe em excessi-
vo tem agradado ao nosso publico.
Ao (indar a batalha ouve-se o clangor da cor-
neta do qoartel-gcneral qoe toca o signal da vic-
toria sobre o inimigo.
Por ama s voz, immensa, atreadors, accla-
mado
O Brasil vencedor.
O general Osorio felicita e loova a bravura dos
voluntarios da patria e do exercito.
O drama pa&sa-se na corte, comecando ao rece-
b~r-s-: a noticia da
Passa^em de Humaj la
pela nossa esqoadra.
O 5 acto passa.se no campo da execucao na
corte. O 9 batalho de infantaria acba-se em
forma. Apreaeuta se ahi o peloto condozindo o
Cabo Cesar, qoe vai ser fusilado.
Ao fiodir-se esse qoadro surge o
Anjo da Victoria
embocando a tuba b-llicosa, e coroando r8 vultos
dos imrrortae- hroes da guerra do Paraguay:
Conde d'Ea. Daqae de Casias
e general Oaorio.
A |excellente banda de msica tocar nos inter-
vallos das actos as seguintes pecas do seu reper-
torio :
Os cantos do hyoiineu
A polka es-iripta pelo Dr. Imbassaby
S. Thom de Parip
O pot-pourri por Candido Filho, sobre o motivo
Caaces populares
A mazurk'a por Candido Filho
A Flor do Lyro
O galope
Le Furot
Urna banda de msica tocar no saguo do thea-
tro durante a tarde nos intervallos dos actos.
O autor do drama dirige-se ao nosso pu-
blico pedindo Ihe o seu benfico auxilio pa-
ra a publicacSo de urna obra que tem por
fim glorificar por mais este meio a heroici-
dade e bravura do BRIOSO POVO PEB-
NAMBUCANO no campo da honra, onde
sempre derramou o seu sangue para provar
que sao dignos netos dos Vieiras, Camaroes
e Dias.
PUNCOS
Irmandade do Suntlaulmo Sacra-
mento da matriz da Boa Vlwta
Tendo de eleger-ae a nova mesa para o anno
cempromissal de 1886 a 1887, convido os irmaos
desta vcoeravel irmandade a comparecerem no
corbistorio desta matriz no domingo 13 do corren-
te mes s 10 horas da manh, para em mesa geral
proceder-se a respectiva ele'co.
Consistorio da irmandade do Santissimo Sacra
ment da matriz da Boa-Vista em 9 de Junho de
1886.O escrivo interino,
Jos Anr s'acio P. da Costa.
Camarote! de 1* ordem
Ditos de 2> dita.
Ditos de 3* dita
Ditos de 4' dita
Cadeiras de 1' classe
Ditas de 2 dita
Galeras
Plateas
Paraso
104000
1**000
8*000
44000
3*000
2*000
2*"00
1*000
*500
Aceitam-se encommendas de bilhetes da Enca-
dprnafb Commercial do fr. Miranda, raa do
Duqm de Oaxias n. 39, e no dia do espectculo,
na bilheteria do theatro.

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!.V
I
-






s
i



I

Trens para Apipucos e Olmda.
Bonds para todas as liohas.
Principiara i S hora e ai
so em ponto.
liar-
-.
I ittBfl 1


MMHBMI
J
{Diario de PernambucoSexa-leira 11 de Jonho de 1886
THEATRO
SITO iTilO
Empresa Dramtica
Succeaao exirortlwp*:
Directo do actor XISTO BAHA
SABBADO E DOMINGO
Duas nicas representares da opereta etn
3 actos, original do actor XISTO BA-
HA, repetidas vczes applaudida no Thea
tro da Paz no Para :
4 Filha do Capilao-mr
MuMira de A miran, Lcruq, Suppt-,
Oflembacb. C. de Metieses Cava-
ller, Serppete, etc.
A Hceo pasaa-se no Brasil uos fins do scula
XVIII.
A msica coordenada pplo intelligente maes-
tro pernambucano MARCELJNO CLETO.
Mis-en scene do actor XISTO BAHA.
Gnarda-roupa a cargo do actor ANTONIO
COIMBRA.
Adencos de CARLOS de AZEVEDO.
Nmeros de msicas
LE
PRIMEIRO ACTO
I." Iutr.)duccao e coroSerppete MME.
DIABLE.
2.o Coplas de MpndoncaC. de MenezesA
ELEICO DIRECTA.
3. CoroQue alegra SerppeteMME. LE
DIABLE.
4." DuettoDe mim nao gosta este povoSup-
pD. JUANITA.
5.* ConcertanteSupo e Audran.
6. Coro-Que aleara Serppete MME. LE
DIABLE.
7. Coplas e coro finalSuppD. JUANITA.
SEGUNDO ACTO
8. Coro e coplas do G-overnador Supp D.
JUANITA.
19." Canconeta de FlorentinaAudranGILET
DE NARBONI.
10." DuettoSuchrista e FlorentinaSuppD.
JUANITA.
11. Aria do Capitao-mr C. de MenezesELEI-
CO DIRECTA.
12. Ctnconeta de Florentina OffembachTAH-
BOR-MOR.
33. Brinde finalSnppD. JUANITA.
TEECEIEO ACTO
14. Coro da precaucao Lcoq FLOR DE
CHA'.
35. Fandango da SacbristioAudranPAL"A.
16 Duettddo medoCavalierBOTTOCUDOS.
17. Sfrenata dos cadetesSuppD. JUANI-
TA.
18." Walsa da eonspiracaodemDEM.
19. Serenata do Governsdor dem BOCCA-
CIO.
20. Grande eoacertanteAudran c Supp.
21." Perdono "a tuttiVerdi e o popular.
22.o Galope finalEXCELSIOR.
CompaaMa Bra< IIeir do Xave-
seo a Vapor
PORTOS DO NORTE
O vapor Para
Commandante o 1 tenenfe Carlos An-
tonio Gomes
E' esperado dos portos da
at o da 16 deJunho,
seguir depois da demora in-
dispensave, para os porto*
do norte at Manoe.
Para carga, passagens, encommendas valorea
raete-sena agencia
11Ruado Comroercio 11
PORTOS DO SUL
Yapor Espirito-Santo
Commandante Jo3o Marta Pessoa
E' esperado dos portos do
norte at o dia 12 de Jonho,
e depois da demora in-
dispensavel, seguir para
os portos do sal.
Recebe tambem carga pa-
ra Santos, Pelotas eRio Grande de Sol, rete m-
dico.
Para carga, passgens, encommendas e valores,
(rata-se na agencia
N. 11 RA DOCOMMEROIO N. 11-
"ROYAl 1AIL STEASTPACkET
COIFARY
O paquete Tamar
esperado
dosn! no dia 14 de
corrente seguinlo
depois da demora
necessaria para
Vicente, Lisboa, Vlgo e Son
thumpton
Para passagens, fret es, etc., tracta-se com ci
CONSIGNATARIOS
Luiz XV, com 1 sof, 2 conslot com pe iras, 3 ca-
deiras de bataneo, 4 de braco e 12 de guarnieo, 4
pares de jarros, 2 quadrog, 1 tapete, 2 escarradei-
ras, 1 candelabro de 3 luzes e 1 cadeira de piano,
l.o QUARTO
1 grande estsnte com 1 grande hvraria de me-
dicina, reigio e pbilosopbia, 1 divn, 1 poltrona e
cadeirae estufadas de Jacaranda, 1 mesa-secre-
taria de j icarand para advogado.
2.0 QUARTO
1 guarda-vestido, 1 toilet de mogno, 1 lavatorio
de Jacaranda com pedra, 2 espelbos e 1 secretaria
de mogno.
3.' QUARTO
1 rica cama de ferro, para casal, eom lastro
de rame, 1 bidet, 1 cabide columna e 1 commoda
de amarello.
4. QUARTO
1 secretaria, 1 banca com 2 gavetas de amarello,
1 lavatorio de dito com pedra, 1 commoda de dito
envernisada de preto e 2 canslos de Jacaranda
com pedra.
SALA DE JANTaR
1 guarda-louca, 1 apparador de caixao, 2 ditos
torneados, 1 mesa elstica de 4 taboas, 1 sof de
junco braceo, 4 cadeiras de palha, 1 lavatorio de
ferro coro espelbo bacia e Jarro de porcelana, 4
vasos para fljres, 1 torneira e deposito 1 quar-
tinbeira, 1 mesiuha de ferro, 1 relogio de parede,
jarros e capachos.
SOTO
2 marquezoes para solteiro, 2 consolos de ama-
rello, 1 lavatorio e 2 cabidos de pareie.
QUARTOS FORA
1 marquesa, meia commoda de amarello, 2 ban -
quinbas, e 1 mesa redonda de Jacaranda com pe-
dras.
Sexta-feira 11 do corrente
As II horas
Ra do Hospicio n. 60
30 1 !<*
leilao
Leilao
*.
A damson Howie & C.
Sendo grande o desejo do publico de ver mais
nma vez aFilha do Capito mor deixando He
l'azer parte da actual companhia a a triz Edelvira
Lima, alguns amigos da empresa fizeram notar
com lucida observaco que o papel da protago-
nista era de fcil substituicao, pelo que resol-
verse a actris HERMINIA COIMBRA com a
maiore generosa frateruidade encarregar-ee d'elle,
esperando a empreoa por sna vez do generoso pu -
blico, toda a indulgencia a animaco para a mes-
roa actriz.
AVISO
Precos reduzidos da lotacao
Camarotes de lado 8*000
Ditos de frente 10*000
Cadeiras 24000
Galeras de 1. classe 2*000
Ditas de 2. classe 1*500
Plateas numralas 1*000
Ditas sem numero *500
As horas do costume.
Os bilhetcs podem, desee j ser procurados no
iscriptorio do theatro..
C C. E.
Club Commerelil Eaterpe
Sarao em 12 do corrente
Ter lugar nesta noite o sarao que este club
proporciona aos seus a -sociados. us senhores so
cios que estiverem quites at 31 de Maio lindo,
poderio procurar seus ingresaos em mSo do Sr.
tbesooreiro.
Secretaria da Club Comnercia) Euterpe, 1 de
Jambo de 1886.O 1- secretario,
Francisco Lima.
Manta Casa da Misericordia do
Reclfe
Arrenda se por mutto barato preco, o armazem,
I* e2' andares do predio n. 24 ra do Vizconde
de Itaparica, ontr'ora do Apollo, com excellentes
accommodacSes para famili, tendo o 2- andar nm
bom terraco e soto ; arronda-se separadamente.
O armazem presta-se para deposito de assncar,
barriqueiro ou outrs qualqaer negocio que de-
mande grandes accommodacoes ; divide-se o mes
roo urmazem, tornndose anda assim dous bons
armazens, com frentes para o caes do Apollo e
roa do mesmo nome.
Os pretendentes podero examinar dito predio,
que se ach em reparo, tratando sobre o sen ar-
readamente na secretaria desta san' casa.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Kecife, 29 de Maio de 1886.
O escrivao,
Pedro Rodrigues de Sonsa.
CHARGEl IIS REUNS
Companhia Franeeza de Xavega
cao a Vapor
Linlia quinzenal entre o Havre, Lis
ooa, Pernambuco, Babia, Rio de Janeiro e
Santos
Steamer filie Se FemambDCo
' esperado da Europa at
o dia 20 de Jnnbo, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ba-
bia Rio fie Janeiro
e Sanios.
Roga-se aos Sra. importadores de carga p 'los
vapores desta linha,queiram apresentar dentro de 6
das a contar do da descarga das alvareng. nal-
quer reclamacao concernente a volumes, qaj po-
rectura tenham seguido para os portos do sul,afim
de se poderem dar a tempo as providencias necea-
sarias.
Expirado o referido praso a companhia bSo se
responsabilisa por extravos.
Recebe carga, encommendas e passageir para
es qnaes tem excellentes accomodaeoes.
Augusto F. de Oiivcira i (
AtSEMTEM
42 -RIJA DO OOMMER^IO -4t
COHPA1VHIE DEN MGMNAVB-
RIES lARITI51K*
UNIIA MENSAL
0 paquete Congo
Commandante Crou
De 1 piano, 1 mobilia de junco com 1 sof, 2 con-
solos, 2 cadeiras de bracos e 12 de gusrnieo.
jarros para flores, candieiros, tapetes, 1 mesa
elstica, 1 guarda comida, 6 cadeiras, 1 appa- !
relho para jantar e 2 banquinhas.
Dons marquezoes, 9 mesas, 1 cama de ierro, 1 I
commoda c outros movis.
SEX Ti-FEIRA 11 DO CORRENTE
A's 10 horas em ponto
No 1 andar do sobrado da ra da Irope-
ratriz n. 30
O agente Pin*o
.0 referido leilo eomec*r s 10 horas em pon-
to, visto ter o mesmo agente de efectuar, em con-
tinuaco, nm outro leilao de movis na oficina do
Sr. Moreau.
De predios pertencentes massa fallida de Ma-
noel Carpinteiro y Souza, constando de nma
excellente casa com sotes, com grandes accom-
modacoes. quintal murado, cacimba, sita ra
da Casa Forte n. 15 A. Urna casa bastante es-
pacesa com grande quintal e accommodaees,
estando ocenpada por urna taverna, sita mea-
ma ra n. 15, deronte da campia da Casa
Forte.
Segunda feira 14 de lunho
A's 11 horas
Na ra Duqne de Casias n. 77 A, loja de
miudezas da Boa Fama
O agente Gusmo. levar a leilao os predios ci-
ma mencionados*, pertencentes massa taluda de
Manoel Carpinteiro y Souza, por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito do commercio, com
assistencia do mesmo e a requerimeuto do Dr. cu-
rador fiscal da referida masaa.
Leilo
. De excellentes predios
Terca feira, 15 do corrente
A's 11 horas
Na ra do Imperador n. 75
Urna casa terrea n. 96 na ra dos Guararapes,
rende annualmente 420*000
Um sobrado de um anaar n i ra do Calabouco
n. 4, rende annualmente 690*000.
Um dito dito na ra do Coronel Suassuna n. 50,
rende annualmente 522*000.
Um dito dito na traversa doCarmon. 10, rende
annualmente 522000.
Um dito dito nn becco da Bomba n. 8, rende an-
nualmente 456*000.
Urna casa terrea com soto na ra de Vidal de
Negreiros n. 45, rende annualmente 330*000.
Urna dita na ra do Kogueira n, 13, rende an-
nualmente 360*000.
Urna dita na Ponte Velha n. 22, rende annualmen-
te 264*000.
ALUGA-SE nma boa casa com 6 salas, 4
quartos, cosiaha espacosa, despensa e terraco,
cacimba com bomba e dous tanques cimentados,
para banho e lavagem de roupa, dependencias
tora para fmulos e duas cocheiras, na estrada
real da Torre, pouco distante do sobrado grande
e junto a engenhoca Bemfica, onde se trata cam
Raymundo Laaaerre, todos os dios a qnalquer
hora. _____' _______
Aluga-se nma casa com 2 salas, 3 quartos,
cosinha fra e um qua<-'o, e quintal espacoso, sita
segunda travessa da ra do Principe, freguezia !
da Boa-Vista, por 25* mensaes. Pode ser pro-
curada a chave na casa n. 12 da ra do Bispo
Cardoso Ayres.
Recebe-se encommendas de bolos e cangica,
para os dias de Santo Antonio, S. Joao e S. Pedro ;
na ra da Matriz da Boa-Vista n. 3.
Padaria
Vende-se nma padaria em um dos melhorss la-
gares desta cidade, tambem se admitte um socio
que esteja as condiooes de tomar conta de ne-
gocio : a tratar coa os Srs. Machado Lopes &
Companhia.
D-se casa e comida a urna mulhcr muito
pobre ede boa conducta, que se sujeite a morar
com urna familia pequea e prestar seus servicos ;
quem quizer dinja-se so Caminho Novo n. 128.
Alleiifao
Mara de v Martina Perelra
xUizia 8ilvira couvida a seus parantes e ami-
gas assistirem a urna missa que manda resar
por alma de sua presada prima e amiga, D. Ma-
na de A. Martina Pere.ra. na matriz da Boa-
j Vista, s 7 horas da manh do dia 12 do correa-
, te. trigsimo de sen fallecimento.
Constando que o Sr. JoSo Goncalves de Souza
Beiro pretende vender os seus predios, previne-
se que elles esto sujeitos so pagamento de um*
fianca de 6:154* prestada pelo mesmo senhor no
juizo de orphios, Cartorio do Sr. Poute3.
Professora
Precisa-se de urna professora habilitada para
oceupar-se da educa?ao de meninas fra desta
cidade, em um engenhu prximo da estacao, exi-
gindo-se para dito fim que saib* as materias de covfdam'a toZ'm'u"ren'
inatruccao primaria, francez e outras necessanas,
assim orno msica, piano, trabalhos de costura,
etc., etc. ; a tratar na ra do Imperador n. 48,
primeiro andar.
Caixeiro
Precisa-se de um caixeiro de 12 14 annos de
idade, com pratica de taverna, dando fiador de
sna conducta ; a tratar na ra das Trincheiras
23.
Urna dita na ra do Visconde de Goyanna n. 107,
rende annualmente 300*009.
Tres ditas na Baixa-Verde ni. 1 B, 1 C e 3, rende nnmero
cada urna annualmente 168*000
Um sitio na Baixa-Verde n 5, rende anaualmente A VI SO
400*000. xxv*
Os predios cima chamam a attencao dos senho- Precisase de urna professora que saiba tocar
res compradores pelo ptimo estado de conserva-' ^m piano e mais trabslhos de senhora, para en-
Alblno Carnelro Linw e Mello
O tenente-coronel Braz Carneiro Lina e Mello
e sua mulher, Ismael Carneiro Lins e Mello, snas
irmes e cuchados, tendo recebido a infausta no-
ticia do fallecimento de seu desditoso irmo e cu-
nbado, Albino Carneiro Lins Helio, na Baha,
ntes e amigos para
assistirem as missas que mandam resar por sua
alma, na matriz de Santo Antonio o capella de
engenho S. Braz, segunda-feira 14 do corrente,
stimo dia de sea fallecimento, s 8 horas da ma-
nha, pelo qne se confessa-n agradecidos._______ .
cao, e acharem-se livres desembarazadas de qual
quer onus.
Agente Modesto Baptista
Agente Pestaa
Leilo
AVISOS DIVERSOS
De 120 macos de papel de seda para cigarros (ou
mortalba) avanados com agua o mar a bordo
do vapor francez Girondc em sua ultima viagem
a este porto
SABBADO 12 DO CORRENTE
A's 11 horas em ponto
No armazem da ra do Vigario n. 12
Leilo
Em confinuacSo
Da armayao, miudezas, fazendas, copas,
chapeos do Chile, cofre, caixas com vi-
ciros e mais utensilios existentes na loja
denominada Boa-Fama sita ra Du-
que de Caxias n. 77 A
Sabnado, 19 do corrente
A's 11 horas
POR INTERVENglO DO AGENTE
(iusniao
Precisa-se alugar urna preta ou nm menino
para vender an ra : a tratar na ra dos Marty-
rios n. 148, 2o andar.
Aluga-se o sitio do Pina, com boa casa para
morada, conferido bastantes commodos para nu-
merosa familia, grande quantidade de coqueiros,
seis grandes viveiros, du te agua : a tratar no caes de Apollo n. 45.
Aluga-se casas a 8*000 no becco dos Coe-
Ihos, junto de rv Goncallo : a tratar na ra da
Imperatriz n. 56.
Precisa-se alugar urna preta ou um menino
para vender na ra : a tratar na ra dos Marty-
rios n. 148, 2o andar.
Precisa-se da um menino de 12 4 14 annos
de idade, para vender na ra, dando fiador de
na coudncta ; a tratar na ra de S. Joao n. 26.
AMASprecisa-se de urna para engommar e
outra para cosinhar para ponca familia; tratar
na rna do Amorim n. 64 ou Conde da Boa-Vista
n. 40._____________________________________
AMA. Precisa-se de urna para comprar e
cosinhar : na tra\ essa das Cruzes n. 2, primeiro
andar.
jenho : a tratar com o Bario de Nazarcth, rna
do Imperador n. 79, 1 andar.
Vende-se
nm terreno no FundS?, liHitando com o csjueiro,
tendo 300 palmos de frente e mil e tantos de fun-
do, livre e desembarazado, ou troca-se por nma
casa em Olinda : a tratar na ra Velha n. 118,
taverna.
Vende-se
massa de mandioca de prmeira qualidade, para
bolo, a 1 *000 o kilo : na Camba do Carmo nu-
mero 10
Povos livros de sortes
Grande vari ca de
Manoel Caldas Brrelo
Os hachareis Manoel Caldas Barreta, (ausente),
Ernesto de Aquino Fonseca e sna mulher D. Ma-
ra Caval"ante Karreto Fonseca, Elias Frederico
ce Almeida e Albnquerqne e sua mulher D. Olym-
pia Cavalcanti Barreta de Albuquerque, (ausentes^
D. Anna C. Cavalcanti de Albuquerque Barreta,
mu cordialmente agradecem as pessoas que se
dignaram de prestar-lhes o obsequio de conduzir
o cadver de seu presado pai e sogro, Manoel Cal-
das Barrete, sepultura, e as convidam para as-
sistirem as missas que por alma na igreja do Convento de S. Francisco desta el-
dade e na de Nossa Senhora da Conceico de Be-
beribe, s 8 horas da manha, do dia 14 do cor-
rente, antecipando-se em expressar-lhes sua pro-
funda gratidao por este novo piedoso obsequio.
Amas para cozinhar e en-
goiiimar
Na ra do Bemfi-
ca sitio que ica em
Navraria PARISIENSE"de Mediros & C, frente (la Estrada C.OS
ra Primeiro de Marco n. 7-A.
A Bella Aurora
Ver para crer
A verdadeira carne do Serelo
A 800 rs. o kilo.
A 800 rs. o kilo.
A 800 rs. o kilo.
Teem para vender Pinto Figueiredo & C.
Praca do Conde d'Eu n. 8
Remedios, se precisa
I de duas amas forras ou
lesera vas, para servido
de cozinha e engom-
iroado.
E' esperado dos portos do
sol at o dic 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar. Lisboa e Vlgo
Lembra-se nos semhores passageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualqner tempo.
Faz-se abatimento de 15 % em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao cenos e que pa-
garen) 4 paseagens inteiras.
Por excepcao os criados de familias qne toma-
ren) bilhetes de proa, gosain tambea ueste abati-
mento.
Os vales postaes s se di at dia 23 pagos
de coatado.
Para carga, passagens,eacommendas e dinheir a
afrete: tracta-se com o agente
4uguste Lablle
9 RA DO COMMERCIO-9
GRANDE LOTERA
Para
martimos
8egu com brevidade para o porta cima d
patacho hespanhol /oven fura ; para o resto da
carga qne falta, trata-se com Baltar Oliveira &
Companhia.
Para Maranho
Recebe earga e possageiros para o porto cima
a barca portuguesa Vumo da Gama ; a tratar
com os
Filbo.
consignatarios Jos da Silva Loyo (
aaiM-SiiBiaiiiiaiilsclB
DanipfschinTahrls-GeselIschal
Vapor Hamburg*
Esperase de H \MBURGO,
via LISBOA, at o dia 16 do
corrente, seguindo depois da
demora necessaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
* com os
CONSIGNATARIOS
Borstelinann & C.
RUADO VIOARION.
1* andar
Baha
Brigue italiano Andr Padre segus para a Babia
nessrs seis dias para onde toma carga a frete ba-
rato, para tratar com o Sr. eapitao ra du Bom
Jess n. 35.
LEILOES
f acific Sieam Nagaon Company
STRATTS OF MAGELLAN LINE
Paquete Galicia
Espera-se dos portas
do snl at o dia 21 de
Jnnho, seguindo pa-
ra a Europa depois da
demora do costume.
Este paqnele eos qoedora
em diante seguirem tocario em
Plymantb, o qne facilitar rhe-
garero os passageiros com mais
brevidade a Londres.
Havera tambem abatimento no preco das pas-
Sexta-feira, 11, deve ter lugar o leilao dos
movis e mais objeetos da casa em qne morn o
Dr, Seixas, ra da Imperatriz n. 20.
Leilo
De 2 bonitos e excellentes cavallos de sella,
pianos, movois diversos, quadros, jarros, araiaciio
para loja de miudezas ou cigarros, velocipedes,
perfumaras, miudezas, cortes de casemira, sapa-
tos, e outros amitos e diversos artigos.
Sexta-feira, 11 do corrento
A's 11 horas
A' ra do Imperador n. 7o
Agente Modesto Baptista
Leilo
Do um mobilia de pao carga, envernisada de pre-
to com 1 sof, 2 consolos com pedras, 4 cadeiras
de bracos e 12 ditas de guarnieo, 2 candieiros
de suspensao, 10 cadeiras de mogno, 1 aparador,
1 cam de ferro e outros movis.
Sexta feira, 11 do eorrente
Agente Pinto
Por ocessiao do leilao dos movis da casa em
qne residi o Sr. Dr. Seixas, ra da Imperatriz
n. 30.
A MAIS IMPORTANTE DE TODAS HA VID AS NO
EXTRACQAO A' 8 DE JULHO
DATA MASCADA NOS BESPECTIYOS BILHETES
Esta loieria osi a cargo do (hesotireiro das loteras da corte
A EXTMCCJiO FETA NOMO DE JANEIRO
PREMIOS MAIORES
l
1
2
2
1
3
II
de
l,ooo:ooo$iooo
"ooroooooo
Ioo:ooo$ooo
5o:ooo|ooo
4o:ooO(ooo
2o:ooo$ooo
24 de. .
50 .
80 .
2 approximacdes de.
2 < <
4
4
lo:ooo$ooo
Alm de inuitas sortes de 5oo^ooo, 2oo
Esta lotera de tres sorteios.
elles e est habilitado a tirar mais de um premio.
Esta lotera em favor dos ingenuos da Colonia Isabel da provincia de Pernambuco
5:ooo$ooo
2:ooo$ooo
l:ooo$ooo
15:oooSooo
6:ooo$ooo
4:ooo$ooo
2:ooo|ooo
ooo, loo| Um bilhete joga em todos
Leilo
e encommendas, tracta-
\
sagens.
para carga, passagens
"afl"0i AGENTES
Wllson nn* C, United
.14- RA DO COMMEROIO N. 14
De movis e nma grande iivra
ra le medicina, rcligio e phi-
losophfa.
0 sgente cima, utorisado pelo Illm. e Exm.
Sr. Dr. Josc Soiiano de Souza, qne retiron-se para
o Rio de Janeiro, far leilao do se(ruintr :
CORREDOR OU ENTRAD V
1 sof, 2 cadeiras de braco e 8 de gnarnicSo de
Jacaranda.
SALA DE VISITAS
1 piano de Vignes, 1 mobilia de junco preto
BILHETES A VENDA
TO
RODA DA
O-Ra Lanra
FORTUNA
do Rosario 36
Bernardino Alheiro.




Diario de PcrDinimiroSextafeira 11 de Juuho de 1886

rMlHOATR0L IRMOS1
PharmSceuticos Chimiccs.
Bla Escdfa superior dePharft'ela de Part
'tie novo medicamento rjqcmtmeridtt-se'
ecialtrirtile nos Febres intermitentes,
ulgarmenle chantadas SexSejtou Mabitas.'
Ellefai desappartcer com rapjiei y Ftbres
mais rebeldes e sobre a st/a infutnxffi es
d.ntts nao tardam ^recuperar a suude e
|HF ma cura*rhdieal.
*
i >ara vitar as falslficacBes, exigir cono
[ gafaatla sobre todas as garrafal o nonre
i de A. CAORS, a sobre os lotrelrea ,
^aasignatura dea inventoras.
i
ven de-se pon 49CA00 e > rumo
kna Botica Francea e Drogara]
AtJGSTO CAORS
Ra. ia Cruz, 22
PERNBUCO
M

5
1
D. Franrioc-n Hara do ianlo
mmmc
O padre Antonio de Mello e Albuquerque resa
urna misas por alma d D Francisca Mara dos
Santos Sement, no trigsimo dia, do sea passa
mento, spxta-fcira 11 do corrente, pelas 7 boras
do dia, dh igreja de N. do Terco ; e para assistir
a eese acto de religio e candado, convida os pa-
rontes e amigo da finada.
D. Adelnlde de MhIIom Lesnoi
Carlos Pinto de Lemos, Joo Pinto de Mattos
Lemos, Demetrio Bastos. Julio Faerstenberg,
snas mulheres e filaos, scus ir caos, tos, sobrinbos
c primos agradec?ra sinceramente s pessors que
assistiram ao enterramento de sua muito presada
mSi, sogra, av, madrasta, irmS e tia, D. Adelaide
de Mattos Lemos, e pedem ao? st-us amigos e pa-
reles o caridoso obsequio de assisiiem as missas
qae por sua alma serio resadxs na matriz da
Boa-Vista, no dia 11 do corrente, tramo do sen
fallecimento, pi las 8 horas da manhii, por cujo
obsequio seconf.ssam ctrniainente agradecidos.
Jone Antonio da t un lia Porto
Heqrique da Cimba Porto e sua nulhe.r, Ma-
noel Jos da Cunha Porto u soa mulher, Dr. Jos
Antonio de Almeida ('unba e sua mulher, Anto
nio Jos da Pnnha e Manoel Augusto da Cunha,
tendo recebido a infausta noticia de baver falle-
cido na eidade do Porto a 13 de Maio ceu muito
presado pai, irmao, padrinbo e tio, Jos Antonio
da Cunha Porto, mandam regar por sua alma al
gamas missas no trigsimo dia de sen -.allecimen-
to, o que ter lugar na igrej da Madre de Dens,
s 8 ho-as do dia 12 do corrente. Os meemos
pedem aos eeus parentes e amigos e aos do falle-
cido o piedoBO obsequio de aBsistirem a este acto
de caridade, pelo que desde j antecipam sea
eterno rec inbeeiment".
Ti
los l.eite da Silva Hosa
Marianna Leite da Silva Hosa e seus filhos-
agradtcem a seus parentes e amigos, qne se dig-
naram acompanhar os restos mor-aesdeseu sem
pre chorado filho e irmo Jos Leite da Silva Ro-
sa ; e de novo convidam para as istirem as missas
que por sua alma mandam celebrar, entibado 12
do corrente, 8 6 1/2 boras da manba, na igreja
do Espirito Santo, stimo dia de sen fallecimento
antecipando desde A sua eterna gratido por eese
acto de rcligiite ecaridade.
Ir. Antonio l'ranriico Crrela de
AraaJo
Domingos Jos Ber> rra e sea genro Liberato
Jos Marques, p ofundament<- sentidos com o pre-
maturo passamento do Eiin. Sr. Dr. Antonio
Francisco Correia de Araujo, mandam resar na
capella de S. Jos da Boa Esperanca, no dia 1C
do corrente, as 7 112 da manb, urna musa pelo
descanco eterno da alma do referido Dr., convi-
dando para assistil-a os s us amigos e os do il-
lustre finado. Desde j confessam se agradecidos
aqnelles que se di narem de comparecer a esse
acto.
Dr- Antonio F-anrisro Crrela
de ArauJ
Thom Francisco Correia de Araujo man ia ce-
lebrar missas na igreja matriz de Tracnnmem,
no dia 14 do corrente, s 9 huras da mauhfi. por
alma de s.'ii presado sobrinho, Dr. Auti.nio Fran-
cisco Correia de Araniu-
Manuel C'aluaw Barrete
O tenente Pedro i z> rra C> va lante Maciel
manda celebrar urna missa de stimo dia por
alma de seu finado amigo Manoel Caldas Barreto,
pelas 9 h ras da manh do dia 12 do c irrente, na
matriz d" Srnt Antonio di. Kecife Desde ja se
confessa grato todos aquelN s que flrem prestar
esta prova de amizade.
Mter-r .;' m
Ais i lites ios di
Cura certa era 48 huras das nflainacSes
recentes dos olhos, pelo colyrio prepara-
do por Jos Pedro Rodrigues da Silva.
Emprega*.'este poderoso colyrio sanipre com
grande 8 vantagens, uas segaiutes molestias :
Opbtalmias agudas, purulentas e chronicas, con-
unctivites, etc., etc.
Deposito eral, na drogara de Faria Sobrinho
Si C, ra do Mrquez d* Onda n. 41.
Para informaces, sedirii-m livraria Indus-
trial roa do Bario da Victoria n. 7, cu resi-
dencia do autor, ra 1a Saudade n. 4.
II
Leonor Porto
Rna do Imperador n- 45
Prmwiro audar
Cntina a exeeutar .>s mais difficeis
figarinof recebido de Londres, Pars, l
Lisboa e Rio de Janeiro. /
Prima em perfrieSo d<- tostara, em bre- )
vidade, modicidade em precoe i! fino )
gOBto. \
AMAS
Precisa-se de ama ama para cosinbar e de outra
para, engommar e faser alguna outros feervicos :
na ra do Baro de S. Borja n. 52.
Ama
Preeisa-se de urna ama para cosinbar, prm
qne durma em cata : na roa de Riachuello n. 57,
porto de ferro. 5
Ana

Precisase de ama ama que soja boa coiinheira :
na roa do Cabng n. 16, 2- andar.
Ama
I Oferece-se arca ama para engommar, a qual
perita na arte : a tratar no quadro da ra da S.
Joa* n. 1.
Ama
Piecisa-se de ama ama para cosinhar e engom-
mar i a tratar na rna do Aragao n. 14.
km
Precisa se de ama ama para tod-i servico de
casa de familia i a tratar na ra do Cotovello
numero 46.
Ama
Precisa-se de urna, para cosinhar com perfei-
co, para casa de pouca familia, a tratar roa
Duque de Caxias n. 59, loja.
Ama
Precisa-Be de urna ama para lavar, engommar
e cosinbar para duas pessoas : a tratar na ra do
Imperador n. 75, loja, das 9 as 4 da taode,
Aluga-sc
Na ra do Visconde de Pelotas n. 36, a casa
terrea da ladeira do Varadouro na cidade de 01 m-'.
da n. 22 por 12*000 mensaes, tem duas salas, 3|
quartos, cosinha fra. bom quintal com cacimba e
porto para o becco da Poeira.
Aluga-sc
a casa terrea ra de Frei Henrique n. 6 e o
sobrado da praca do Conde d'Eu n. 26, com com-
modos para familia, est limpa ; a tratar na ra
do Baro de S. Borja n. 28.
Alma-so
ama grande casa com dous grandes quintaes e
agua encanada, ra Lembranea do Gomes n. 1,
em Santo Amaro : a tratar na ra da Imperatriz
n. 32, 1- andar.
Aluga-s por 25$
a erande casa terrea ra de Luiz do Reg n
47-B, com 5 quartos e mais um fra, bem concer
tada : a tratar na ra do Mrquez de Olinda n.
60, ou no Caminho Novo n. 91, padaria a chave
para correr, na taverna junto.
Aluga-se barato
A casa n. 96 ra dos Ouararapes.
A casa n. 107 da ra Visconde de Goyanna.
A ra do Bozario da Boa-Vista n. 39
A ra Loma Valentinas n. 4
Casa ra da Ponte Velha n. 3.
Tratase no largo de Corp j Santo n.19. Io andar
Mudanza de escrip-
torio
O advogado Francisco do Reg Baptista e os
solicitadores Diogo Baptista Fernandes e Anto-
nio Machado dias, mudaram seu scrptorio para
a ra do Imperador n. 22, 1- andar, lado de de-
trs, onde sero encontrados das 10 horas da ma-
cha s 3 da tai de.
Ao publico e ao com-
mercio
O abaixo assigoado declara ao cemmercio e ao
publico, que nesta data vendeu aos Srs. Jos lio
Carvalho & C. o seu estabelecimento de molhados
sito ra do Fogo n. 40, livre e desembarazado
de todo e qualquer onus. Se alf-uem se julfcar
com direito a protestar, queira iaze -o no prazo
de tres diss, a contar deBta data. Recife, 4 de ju-
nho de 1886.
Cbrnpim Clorrio.
Aos senhores logislas e alfaiates
Mara Maedalena e Felismina de Miranda, re-
sidentes ra de S. Joao n. 26, costm com pres-
teza e por preco commodo camisas, ceroulas, cal-
cas e paletots. Os senhorea legistas e alfaiates
podem se informar do negociante Jos de Araujo
Veiga, ra larga do ltos rio, que est habilitado
a dar qualquer esc arecimento.
Aguas miiit raes de \ 'os
Fonte
St. lean
Precense
Deslre
Deposito em Pemambuco, na botica franceza
de Rouquarol Freres Successores de A. Caors, na
da Cruz n. 22.
Cosinheiro
Preeisa-8.e de um cosinheiro : a tratar na roa
de Paysmd n. 19 (Passagem da Magdalena).
Cosinhcira
Precita-se de urna boa cosinbeira, fiel e limpa e
de boa conducta, para cas de mocos solteiros : a
tratar na ra do baro da Victoria n. 52, priinei-
ro andar.
^omedorias)
a ra da Gloria n. 144.
.impesa e pontualidride.
faz-se comidas com
Costu reiras
Advogado
Padre oacbarci Assi. t % rra d Menezes,
estreita do Rosorio n 32, 1 andar.
ra
Presiea-se de boas costureiras :
rora b. 39, 1 andar.
na ra da Au-
Eib quartcs e meias garrafas, \ ir Faria
Sobrinho* & C, rna do Mrquez de Olinaa i. 41.
_______________ DEPOSITARIO_____
Restaurant America
O proprietarioa deste modesto estabelecimento
participan) ao reepeilavel publico que aceitam en-
curiitueudas de bolos para os festejados dias de
Santo ntonio, S. JoSo, S. Pedro e todos os san-
tos, e preparam ceias com todo o esmero e promp-
tidit!. ; assim como tecebem pensionistas internos
e externes por preeos os mais resumidos
28 Ra Duque de Canas 23
Reatanrunt America
b
A LA REINE OES FLE'TRS
Ramalhetes Hoyos
L T. PIVERem PAflS
Mascotte
FERFUME PORTE-BONHEUR
Extracto da Coiylopsis do Japo|
PERFUMES EXQUISITOS :
Bouquet Zamora Anona du Bengale
Cydonia de Chine
Stephania 'Australia
< Heliotrope blnno Gardenia
Jctic-uet do l'AmiLt".Vhito Roso o Kezatttlk Polylor orientcJ|
Brise de Nlce Bouquet de Reino des Prs, etc.
ESSENGIAS CONCENIRAG^C^5) QUALIOADE EXTRA
*"f"^inllH
Depasitoi na principaes Perfmnarias, Pharuiaaias .abeliereiros aa America.
SADE PARA TODOS.
UNGENTO H0LL0WAY
O Ungento de Hollowav um remedio infallivel para os males de pemas e d peho tambem pura
as ferdas antigs chagas e ulceras. E famoso para a gota e o rheumatismo e'para todas ai erifermi-
dades de peito na se reconhece egual
Para os males de garganta, bronchites resfriamentds e tesaes: .
Tumores as glndulas e todas as molestias da pelle nao teem semelhante .e para os membroj
contrahidos e juncturas recias, obra como por encanto.
Essw medicinas sao preparadas smeme no EslM*imAio Ai Pfofasor Holujway, "*"'
78, NEW OXFORD STREET (antes 533, Oxford. Sjreet), lOHDHS, *
vendemse em todaB as pharmacs do universo. -
tf Os comprado alo convidados respeitosamente a examinar os rtulos de cada caixae ofc, se alo teem 'a
direcsao, 533, Oxford Street, s&o ialsincaooes.
^ir>t%l>^r>r^r>r>r^r>r>r^r^r>r^^
VINHO MARIANI
DE COCA DO PER
TxmxO MUBTsW que tol experlmenUdo nos hospitaes de Parir,
scripto diariamente com xito para combater a Anemia, Cnlorose,
istSes mu, Molestias las vas respiratorias e Enfraquecl-
to do orjao vocal.
Oleo recomsnemilam.no t Pettont fraeat e delicada: exhausta pela molestia,
aos Velhos e Criancns.
E' o Reparador das PorturbacOe* digestivas
O FORTIFICANTE por EXCEI.I.BNOIA
O VINHO.MARIANI K EMCOICTRA EM CASA DR
Airx.PIr" Varis, 41,ssulevard Uasaonan; ew-Tork,1, lul,l,8lrU
Ptrnambuco : rramelsoo M. da suva o. sarVssM<<>^r^*WAv>r^^rVVr^r^r^r^rVsv>rVV^>>l
grageas de Ferro Rabuteau
Laureado do Instituto de Franca. Premio de Therapeutica
O emprego em medicina de Ferro Rabuteau baseado na Sciencia.
As Verdadeiras Grageas de Ferro Rabuteau sao recommendadas nos casos de
Chlorose, Anemia,Plidas Cores, Corrimentos, Debilidad, Esgotamento, Convalescencia,
Fraqueto, das enancas, Depauperamento e Alteracao do sangue em consequencia de
fatigas vigillias e excessos de toda a natureza. Tomar 4H6 grageas dor dia.
Nem Constipacao nem Diarrhea, Assimilaco completa.
Elixir de Ferro Rabuteau recommendado as pessoas que nao podem engulir
engulir as grageas. Um calix de licor aos repastos.
Zarope de Ferro Rabuteau especialmente para as criancas.
mi Urna explicado detalhada acornean ha cada frasco.
Exigir Verdadeiro Ferro Rabuteau de CLIN & Cia, de PARS,
encontr em cosa dos Droguistas e Pharmaceuticos.
que se
v
OTERIA
ALAGOAS
CORRE NO DIA 15 E JUNHO

O portador que possuirum
vigsimo desta importante lo
teria est habilitado a tirar
10:006^000.
Os bilhetes acham-se a' ven-
da na Casa Feliz, praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 15 de Junho
1886, sem taita.


Grande e bem montada oflicina de alaialo
DE
PEDROZA & C.
N. 41Ra do Baro da VictoriaN. 41
Neste bem conbecido estabelecimento, se encontrar um lindo variado sor
timento de pannos, casemiras, brins, camisas, punhos, collarinbos, meias, gravataa.
tudo importado das melhorea fabricas de Paris, Londres e Allemanha; e para beir
servirem aos seus amigos e freguezes, os proprietarios deste grande estabelecimento
jm na direegao dos trabalhos da ofBcina habis artistas, e que no curto espajo de 24
horas, preparam um terde roupa de qualquer fazenda.
Ra do Baro da Victoria n. 41
(PRESOS SEM COMPETENCIA)
.liiali!.Mi!t.1lM!!l>Hll.iail|il.f:i:n:<

Approvados pela Junta Central de Hygiene da Corte.
Aperientes, estomaclilcos, purgativos, depurativos, contra a
Falta de appetlte, Frlsao de ventre. Emaqueca, Vertigena,
Cong-eatoe, etc. Dose ordinaria : 1,1 i 3 graos.
Exigir III i Mil IjBlJIl 11 com o rotulo em 4 CORES, e i
as lW:lMUIif:KW:r4'ln astifutura A. Rouvire em lista escamada.
Em PARIZ, Pharmacia LBROT.
DEPSITOS EM TODAS AS P1UNCIPAES PHARMACIAS

FERRUGINOSO
de Cascas de Laranjas e de Quassia amarga
ao POTO-IODURETO de FERRO
Preparado por J.-P. LAROZE, Pharmaceutlco
AJtI8 a. Rae des xaoits St-Paul VA3US
*PPBOVADO PELA JUSTA DE HYQIENE DO ERAZIL.
Os proprietarioa do muito couuecido estabelecimento denominado
MUSEU E MAS
sito a ra do Cabug n. 4, cornmunicam ao respeitael PUBLICO que receberam urn
grande sortimento de oias das mais modernas e dos mais apuradoa goatos, como tam-
bem relogios de todas as qualidades. Avisan tambem que continuara a receber por
todos os vapores vindoe da Europa, objectoa novos e vendem por muito menos que em
outra qualquer parte.
HIGUL AV0LPF & C.
N. 4RA DO CABUG*N. 4
Compra-se ouro e prata velha.
O Ppvto-Iodnreto de Ferro,
bem preparado, bem conservado, prin-
cipalmente no estado liquido, e de
todas as preparaces ferruginosas, a
queproduzos meloresresulados.Sob
a influencia do principios amargo o
tnicos, da casca de laranja o da
quassia amarga, o ferro assunilado
fcilmente e produz cffeito prompto
egeral restituiudo ao saiigue, a l'orca;
ia carnes, a dureza; aos difieren tes
tecidos, a actividade e energa neces-
sarias s suas fitncgOes diversas.
Poriaao. o x.arope Fermginoao
de J. P. Laroae, I considerado pelos
mdicos da Faculdade de Paris, como
o especifico mais acertado para as
Doenoas de langor, Chlorose. Ane-
mia, Chlori-Anemia, Fluxo.s bran-
ees com dixest.oes demoradas, Mo-
lestiaL^acorbiiticas e eacrcl aloaa,
Rachitismo, eto.
Mo mesmo deposito aoha-s i venda os seguirte* Productos de S.-P. LAROZE
XAROPE L&ROZE
LSysSU, TNICO, ANTI-NERVOSO
Contra as Oastritoa, Oastraiglas. Dyspepala. Dores o Calmbras da Estomago.
XAROPE DEPURATIVO^^^tV^IODRETO DE POTASSIC
Coaira as AUeccSea escrofulosas, cancerosas, Taraores braucoo, Aoldec de Sangos,
Accidentes syphilittcoa secundarios e terciarios.
XAROPE SEOATIVO^-^VooT-BROMURETO DE POTASSIO
Costra Epilepsia, HysUrloo, Dansa de S. Ouy, Insomnla das Criancas doranU a Dantlclo
mrma.-To sm tobas ab m nitacsnus oo snUfil
rVWWVMV>A
PW\\\\\\\\\\^#//////////JTJ
Sen cfflseteicia as no
Prepara se lindos bonqnets, assim como alaga-
se armaves e bandtjas ; a tratar na rqa de
Hurtas n. 58, oo na rna do Imperador numero 31
ou 67.
NOVO
THERMOHETRO MEDICO
de Lon BLOCH
(PSITrLEOlADo)
Systeina e.rf rase asi vel M
Que nao experimenta variacSo alguma
dvlda a contraeco do vidro.
Adoptido pela Academia de Medicina de Parir
* 22 de tcplembro de I83S.
t&fZjCjy.*,
Tetes es neis Instrumentos truem
BlDaa Assignatn-a:
Achs-M as principacs Cnans de Instrumentos
de Ciruro^a.
Tilda ei Grosso: 18. roa Albony, em PARIZ
' Deposito em Fcraambnc*.
FRAN~ M. da SILVA & C
e as prinexpaes Pharmaciss.
^5S
'irtitiiifn \w\
^JJlysseROY, csi?c:j
imiePBOUST. Sucr- & Genrt

Precaa-se de cm no Instituto Acadeniieo.
Ao PuIcg e ao eennarcio
Joo Ferreira de Melo, tendo encontrado outro
de igual uome, deeta dat. em diante aeeignar-
|e.ha Juuo Jos Afibnso de Mello. Beitr, 9 de
'jonho de 1886.
U'82, Bordame: Htdalha de Bronn;.
Lila: Mtdathi de Prati; Roche-
fort: tVen^o 1c erf^'.ia le Prat$,
t rende moaefo.. 18S3,Amstet ,t t'e Prttj doueadt, 1885,
Exposicfio de i rabalhu:Adm.u io
mu m
Alimentario Vea
11 principios i:c -us rK^obatadoa.
a rAsniHtt KZinj i- o R'.ellsor aoxciaj
da ama de lc!t i a allme
fiporlm

Ilci-pitaes .
l
Oasv.-:. ;.. ,s intca-
tir.os, Vrar
as alus
Cupporl i a pvo
duct^'io i!,i Cn
ES!E:h A I i&tX WtVsWM : \ THlIS
P/inniKK'ii: .V./.i'.i,o -';rri'.-iix.;F'arei
teutn -.':. c\ C\
Aos 1.000:000^000
200:0001000
100:000$000
iiiu\i)i; lotera
DE 3 SOHTEIOS
Em f;ivi r dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA PROVINCIA DE PERNAMBUCO
Extracco: no ila 8 fie Julo fle 1886.
CX2
\ 1 1 1 1 11 1^ X JK . 111 11 1 til I 81 I II
Pwtnmt onsaiuoo do Vlnaca ou aosara/ __ ^
dsatetV............... o.lOOaas. 3 *
t. KtocIo tsseoclaslCogns* -m lOOnwoo 6CO t.
I Parttsmaaasnitodtaestloora. j. loe trssoo. 300 sr.
I^ncia(li\lmmondiiTa*ia,olofrsoo t,oo"
------.
Deosllarios em 1-vrtiamhiicet:
J".rcoioo le. da 8XL-VA i Oh
AlimentacAo racional
das MES, CRIANCAS, AMAS CONVALESCENTCS
Por uso da PHONPHA TiSA Falii-rea,
PARS, C, Avenue Victoria, 6, PAJUZ.
BefasiUrios ai Pernambuee : FiUtN" M. da SILVA t, C'\

cn
DE'PARIt IBV
coHcoaao
EXPOSigO
roua o
ASMA
pelo 1 6 do
E>r C31ry
'entese em toda* at Pharawciat.

Chapeos e chapelinas
36 A40-PRACA DA INDEIENDEA.....36 A 40
B. S. CARVALHO & C.

SlaO
5
2<5
5

os
Propriearios deste bem conhecido estabelecim nto paiteciparnr
as Exmas. familias c ao publico em geral, que rcensalraento recebem
das principaes casas em Pars e Manchester o que de melhor e de
apurado gosio ha era chap:Iinas e chapeos para senboras e meninas
e das prironiras fabricas do H.mburgo o que hajde melhor em cha-
peos para homens e criangas, e rouitos outros artigos concernentes
chapelaria.
Florea artificiaes para onimenfo de satas.
IB
*UO
ce
1 titim |


-
Diario de PenuunbneoScxta-fcira II de Junho de 1886


NICO
i

PreoaracSo de Productos Vegetaes
SXTDfUloDu CASPAS
e outras Molestias Capillares.
JWARTINS& BASTOS
Penuimbw*;-
10
No Caminho Novo, defronte da professora, la
va-se e engomma-se cora perfeicao ; aa pessoas
que quizerem dirijam-se casa n. 38, no mesmo
lngar
Tonteo
Oriental.
-_j^.
Casa
Aluga-se a casa di 37 da ra do General Sears,
antiga do Jasmin, tratar no n. 31 da ratania ra.
o cummercio e ao pu-
blico
Os abaixo assignados scientificam ao corpo com-
mercial e ao publico, que nesta data compraran
ao Sr. Chispim Clorrio o feu cstabeleeimento d
aolhados, sito ra doFogiii. 20, hvre e de-
sembarazado de todo e qualquer onus. Recife, 4
da junho de 1886.
Jos de Car val ho Companbia.
_ CompaMa PernamMoa ra
COstteira a vapor
Suprimento para o vapor JaguariLe
N. 927:170
O Sr. Francisco Alvos da Costa, commandante
do Tapor Jaguaribe, pela segunda vez rogado
rir ra do Marquen de Oliuda n. 50, dar cum-
priinento ao numero cima. Pede-se ao digno
gerente providencias a respeito.
Aos sciihoivs capita-
lis as
O agente de leiloes, Pestaa, auterisado por
um amigo que rctirou-se para a Europa, venda
trinta e cinco predios (caas terreas esobrados),
em perieito estado de c nservacao, nos mrlbores
lagares das freguezias do Recife, Santa Autonin,
8. Jos, Boa-Vista e Graca : tratase no Recife,
raa do Vigario n. 12. armazem.
Preparados
NA
MALTINE MWACTIM C.
LONDRES
leo tte ligado de bacalbo e lelte
peptoniaado
Esta preparado tao saborosa que urna enan-
ca promptamente a toma.
O leite digerido tem a propriedade de quasi in-
teiramente disfarcar o oleo e as pessoas de diges-
tao mais dbil podem tomar s'-m receio.
Feptonoide* deCarae
Um alimento nit*o gemoso composto de eonati-
tuintes solidos de leite bam cerno gluten do trigo
(livre de gomma).
Rerommendado as convalescencas de qualquer
doenca, affeccoes pulmonares, febres. pneumonas,
gastrite, dysenteria e toda e qualquer debilidade
eeja qual for a suaorigem.
Mallna
Um extracto concentrado de trigo, avea e ceva-
da fermentados.
Valor diastasico 30 vezes o seu proprio peso !
O mais rico agente restaurador at boje eonhe-
cido, alt-mente apreciavel nos casos de dt-bilidade.
Alimento Soalnvel de carnlcK para
ci 'tanca*
A analyse des te alimento demonstra que os seus
eonstitnintes nutrictivos sa o quasi idnticos com o
leite materno, por isto o aumento mais aperfei-
coado para crianza.
Fornecem amostras gratis aos Srs. mdicos.
Deposito ra do BarSo da Victoria n. 48
(obranca amigavel
O abaixo assignado autonsado e legalcente ha-
bilitado pelos Srs. Bartholomeu & C, Successores,
para cobrar e receber dos seus devedores as con-
tas qne contrahiramna sua pharmacia, pede e con-
vida a esses devedores, para que at o fim do cor-
rente mez se entendam com o abaixo assignado
respeito dos seus dbitos, sob pena de serem ac-
cionados do Io de Julho por diante, os que nao li-
garen! importancia ao presente aviso.
Recite, 8 de dunbo de 1886.
Lydio Alerano Bandeira de Mello.
Ao comiere o
u, abaixo assignado, declaro que dissolvi a
sociedi.de que tinha na padaria sita ra de O.
Mara Cesar n. 30 com o Sr. Joaquim Goncalves
Coelho, sabindo este pago integralmente da parte
que lhe tocou e desonerado Uaquella sociedade ; e
o abaixo assignado respoosavel pelo activo e pas-
srvo, isto a contar desde 31 de Maio prximo pas-
sado. Recife, 8 de junbo de 1886.
_________________ Ji-s Manoel dS._______
Aviso
A companbia North Brasilian Sugar Faetones
Limited, declara que cora data de hoje expedio
cartas de aviso aos agricultores que contractaram
iornecimento de canoas do engenho central de
S. Lourenco, prevenindo-os da possibilidade de
3o serem concluidos os tramways atempo da mca-
gem da prxima safra.
Recife, 7 de junho de 1886.
PlLULAS
A TOtlASOSUSOS"
Purgante as Familias.
pti> Dt.j.CAYUls|U*~''-lt> Quero tem ?
9
Ouro e prala : eoupra-se ouro, prata
jedras preciosas, por maior preco que em qntia
lualquer parte ; no 1 audr n. 22 a ra larga do
iasano, antiga dos Quarteis, das 10 horas As 2 da
arde, dias uteis.
ReGna^o de asscr
Vende-se urna bem localisada refinaeo e bem
afreguezada nesta eidatfe, o motivo da venda se
dir ao pretendente ; a tratar com brante & C,
ra do Bom Jess, Recife._____________^___
PARA COSINHAR
Precisa-se de urna
ama que saiba cosi-
nhar bem: no 3. an-
dar do predio n. 42
da ra Duque de Ca-
xias, por cima da tj-
pographia do Duio
Criado
Preclsa-se de um criado de 12 14 annos, para
servico de casi e ra : na praca do Conde d'Eu
.20, 1 andar.
I
Criado
Aluga-se um mulalinho escravo para criado, o
qual sabe fazer compras e todo o servico de casa,
por ter j 17 annos, ten? boa conducta e bastan-
te ladino : trata-se na ra de S. Joao n. 27.
Precisa-se
de urna pessoa habilitada a planta de capim e co-
jhem' ntu de fructas e juntamente para vender as
ssesmas, tendo um cavallo ao sen dispr pva cujo
trabalho, dando fiador de sua conducta a tratar
aa ra larga do Rosario, restaurant Cinco Na-
ees.__________________________________________
Massa para bolos
O que ha de melhor neste genero ; vendem
Braga Gomes ft C, i ra do Mrquez de Olinda
limero 50. _________^_
tten^o
Vende-se Manteiga Dgleza superior em latas de
12, de 4 a 1*100, e 7, 14 e 28 a 1*000 por libra e
gaz iuexplosivo a ra do Bom Jess n. 38.
Este remedio precioso tem gozado da accefta-
cao publica durante cincoenta e sete annos, com'
ecande-se a sua manufactura e venda em 1827.
Sua popularidade e venda nunca torio to exten-
sas como ao presente; e isto, por si mesmo,
offerece a melhor prova da sua efficacia maravH-
bosa.
NSo hesiiamos a dizer que n&o tem deixado
em caso algum de extirpar os vermes, quer em
creancas quer em adukos, que se acharo aflic-
tos desies kiimigos da vida humana.
Nao deixamos de receber constantemente
attesiacoes de mdicos em favor da sua efficacia
admiravel. A causa do successo obtido por este
remedio, tem appare&do varias falsicaces, de
sorte que deve o comprador ter muito cuidado,
examinando o nome inteiro, que devia ser
Vennifluio 4e B.A. FAHNSSTOCK.
AlICIII'HO
Perdeu-se um alfinete de ouro rom perolas, da
ra do Baro da Victoria ra Nova de Santa
Rita ; quem o acbou pode )eval-o ra do Mr-
quez de Olinda n. 55.
Mercearia
Traspassa-se urna casa de molhados em urna das
principaes mas desta cidade, muito afreguezad 1,
livre de impostos e de quaesquer dbitos.
Quem pretender dirija-se ra da Madre de
Deus n 22, das 9 horas da inanhii s 6 da tarde.
Criado boleciro
Aluga-se um mulatinho escravo para criado, o
qual sabe bolear : trata-se na ra de S. Joao,
casa n. 27.
Vllcncao
Prepara-se dive-sas qealidades de bolos para
os das de Santo AntoDio, S. Joao e S. Pedro ; na
ra do Mrquez do Herval n. 72.
Criado Del e trabalhado
Precisa-se de um para um sitio : a tratar na
ra Nova n 13.
Casa de campo
Aluga-se urna grande chcara na Capunga, si-
tuada margem do Rio Capibaribc, porto do Ja-
cobina, tendo as seguines accommodacoes: 2
grandes salas, 4 quartos espacosos, grande cosi-
nha, 1 quarto para criados, tem soto com ja-
nellas ao lado, e no mesmo 2 salas e 4 quartos,
gallinheiro deferr^, coebeira, quartos para cria-
dos e banheiro. Toda a rasa ladeada de larga
calcada e varanda de ferro, sendo toda murada
com 2 p rtors de ferro e gradeamento na frente
da me jardiin, cacimbas, etc. Foi toda reedificada e es-
t pintada e asseiada. Da mesma ao ponto de
parada dos trens gasta-se 4 minutos; quem pre-
tender dirija-, e 4 ra do Mrquez de Olinda n. 55.
Que n tiver nego-
cios a tratar com o
thesoureir diraija-s
sede deste Club, na
ruada Imperatriz n.
17, as quartas e sex-
tas-feiras, das 7 s 9
horas da noite.
Plvora
Vende Candido Thiago da Costa Mello, em sea
deposito ra Imperial, a. 822, ciara, onde tam-
bera vende lijosos e telhas. Telephone n, 221.
Brinquis de apurados e
dovos lisios
O bem conhecido fabricante de bouquets, Jos
Samuel Botelho, se faz lembrado oeste trabalho ;
alm da reputacao grangeada m lie, pelo gosto, as
seio, promptidSo, etc., tem boje para offerecer ao
publico novos porta bouquets de bem estudada
e reflectida combinaeae e gosto ; a tratar na ra
do Bard da Victoria n. 20, loja de miudezas. e
na ra do Mrquez de Olinda n. 43, loja de sel-
kfa-o. t _______ __________
MULSAO
PE
SCOTT
VE OLEO PURO DE
Figado de bacalho
coii
Bypophosphitos de cal e soda
A|>|>rovn giene e aforlsada pelo
jo ve roo I
E' o-melhor rem tlsl< Iiioik liil<-s. <-.< i <>|iliiilax. ra
fliitio. anemia.. fliilitlailv. cq eral,
defluxba. lostiie fhrunirn e alTec-coVn
do prilo <> ilsk uaricanta. *' '
' muito superior ao oleo simples de figado de
bacalho, porque, aln de ter ch-iro e sabor agra-
daveis, possue-todas as virtudes medicinaes e nu-
tritivas do oleo, alm-das propriedades tnicas
reconstituirte i dos ht^pophosphitos. A' venda nat
drogaras e boticas." -
Deposito em Pernambuco
Boa compra
Vao praca por venda as audiencias do Dr.
juiz de o'pbaos desta cidade de 8, 15 e 22 do
corrente, escri\ao Olavo, tres quartas partes da
casa e sitio n. 8, estrada de Joao de Barros,
tendo a casa 5 quartos, 2 salas, cosinha fura, e o
sitio duas cacimbas d'agua patavel e 1,145 pal-
mos de frente para a mesma estrada, unde ha
terreno para larga editicafo, e at para letalhar,
com diversos arvoredos de fructo, como manguei
ras, cajueiros, abacates, fructa-po, pitangueiras,
jaqueiras, goiabeiras, pinheiras, larangeiras, ara-
^aseirog, ingaseiros, csjaseiros, limoeiros, roman-
seiras, oiticoroseiro, araticuseiro, grande bana-
neiral e baiza para capim ou canoas ; sendo que
ao poente, onde ha tambem terreno para edifica-
c3o e sabida para a ra de Nunes Machado, ha
direito a meiacao do muro e do oitao da casa vi-
sinha. Vai na mesma oceasiao praca urna par-
te de trras no lugar Dous Bracos, da comarca
da Ijfcperatriz, na provincia das Alagoas, tudo
por menos de seu valor.
Issucar especial
Joaquim Salgueiral & C, proprietarios da refi
B!cao ra Direita n. 22, tendo reformado com-
pletamente o seu estabelecimente, scientificam ao
publico em geral e especialmente ao commercio,
que teetn sempre um completo sorti ment de assu-
cares, tanto em caroco como refinados, de Ia, 2* e
3a sorte, e especial refinado com ovos, o melhor
que se encontra no mercado, e podem de prompto
satistazer qualquer pedido que lhes seja feitd, pois
para isso teem sempre um grande deposito. Ga-
rantem a boa ezecucSo e limpesa dos seus pro-
ductos.
445
Homero lelepbonlco
Pillas purgativas e depurativas
de Campanha
Estas pilulas, cuja preparacao purameute ve-
getal, teem sido por mais de 20 asnos aproveitadas
com os melhores resultados as seguintes moles-
tias : affeccoes da pe-lle e do figado, sypnilis, bou
boes, escrfulas, chagas inveteradas, erysipelas e
gonorrhas.
Modo de anal-a*
Como purgativas: tome-se de 3 a 6 por dia, ce-
bendo-ee aps cada dse um pauco d'agua adoba-
da, cha ou raido.
Como reguladoras : torae-se um pilula ao jantar.
Eetas pilulas, de invencao dos pbarmaceuticos
Almeida Andrade & Filhos, teem veridictum dos
Srs. mdicos para sua melhor garanta, tornndo-
se mais recommendaveis, por serem um seguro
purgativo e de pouca dieta, pelo que podem ser
usadas em viagem.
ACHAM-SE A' VENDA
Va drogara de Faria Sobrlnbo C.
^l KUA DO MRQUEZ DE OLINDA 41
Cosinhejro
Precisa se de um cosiuheiro : a tratar na ra
da Uniao n. 11.
Cosinheira
Precisa-se de urna cosinheira : na roa de Pay-
zand n. 19, Passagem da Magdalena.
VENDAS
VENDE-SE a casa terrea da ra daCadeia
Nova n. 9 : a tratar na ra Direita n. 29, loja.
\oyo porto do carvo
29Raa do Martines do Herval SI
Vende- se carvo a 720 rs. a barrica, e quem
tiver comprado 30 barricas, ter urna de gratifi-
cado, liis outro offerecimento vantajoso : o
consumidor que houver recebido dez barricas gra-
tis receber Um quarto de bilhetes da lotera de
4:0O0 da provincia ; se m dito quarto sahir a
sorte grande, ser entregue ao portador 20 vig-
simos da lotera do Rio de Janeiro, 20 ditos da
corte, 50 ditos da importante lotera das Alagns,
e 30 quartos da lotera de 4:000> da provincia.
Portanto, o possnidor dos eem nmeros est habi-
litado a tirar mais de 220:000*.
N. B. O portador s ter direito apresentando
os taloes e recibos fornecides pela casa.
Pinlio (le Riga
Vendem Fonseca Irmos t C, a preco mdico.
WHISKY
.tOYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escessc? preferivi
ao cognac ou agurdente de canna, para fortific-.
o corpo.
Vende-se a retalbo nos b. hores armasens
nolhados.
Pede ROY AL BLEND marca VIADO cujo n
me e emblema sao registrados para todo o Braii
BROWNS & O, gentes
Vende se
urna taverna em boa localidade : a tratar no pa-
teo do Paraso n. 2, e o motivo Al venda se dir
ao comprador.
Fructas maduras
Vendc-so diariamente especiaes laranjas para
mesa, mangabas, tapotas, e outras militas : no
largo de S. Pedro n. 4.
Camisas nacionaes
A SSOO. 3000 e IMM
32=^ Loja roa da Imperatriz 32
Vende-se neste novo eatabelstcimentp um gran-
de sortimnto de camisas brancas, tanto de aber-
turas e pjnhos de linho como de algodSo, pelos
baratos precos de 2*500, 8* s 4*, sendo razends
muito melhor do que as que veem do estranoeiro e
muito mais bem feitas, por serem cortadaa por
um bom artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda facer por encommendas, a vontade dos
fregueses : na nova loja da ra da Imperstriz n
3:, de Ferreira da Silva.
Ao32
Didva loja de fazendas
33 Ra da Imperatriz = 3;
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estahjelecimeato encontrar o res-
iitavel publico um variado sortimento de tasen-
as de todas as qualidades, que se vendem poi
recos baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de roupas para homens, e tambem se man
da tazer por encommendas, p r ter um bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc
7*0O(
10*001
12*(KX
12*001
5*5^
6*5
8*001
3*001
1*60(
110
3SBoa da Imiterairiz 3S
, Loja de Pereira da Silva
Neate cstabeleeimento vende-se as roupas aba>
zo mencionadas, que sao ba- ...as.
Palitots pretos de t'Tpv.. aiagonaes e
acolchoados, senuo tazetiOas muito en-
corpadas, e forrados
Ditos de casemira preta, de cotdo muito,
bem feitos e forrados
Ditos de dita, fasenda muito melbor
Ditos de flanella azul sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados
Calvas de gorgoro preto, acolchoado,
sendo fozenda muito encorpada
Ditos de casemira de cores, sendo muito
bem feitas
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito oem feitas a 1*200 e
Colletinhoa de greguella muito bem feitos
Assim como um bom sortimento de lencos d<
linho e de algodiio, meias cruas e collarinhes, etc
Isto na loja oa ma da Imperatriz n. 3i
.{sendos largos
a SOO rs. o rotado
Na loja da ra da-Imperatriz n. 32, vendem w
riscadinhos prtpros para roupas de meninos
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covade
tendo quasi largura de chita francesa, e gsin
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o
do,e ditas es curas a 240 rs., pechincha
loja o Pereira da.Silva.
Fufele*. Metinetasi e laziniiao a SO
rn. o covado
Na loja da rna da Imperatria n. 32, veude-i
um grande sortimento de fustoes brancos a 501
rs. o covado, lzinhas lavradas de furta-core
ft-zenda bonita para vestidos a &00 rs. o covade
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas ar
cores, a 500 rs. > covado. pechincha : na loj<
do Pereira da Silva.
Merinos preto* a l&S
Vende-se merinos pretos.de duas larguras par
vestidos c roupas para meninos a 1*200 e 1*601
o covado, e suDenor sctim pret para enfeites i
1*500, arsim como chitas pretas, tanto lisas come
de lavoures brancos, de 240 at 320 rs. ; na novt
leja de Pereira da Silva ra da Imperatriz nu-
mero 32.
Algodoslnho francs para lenre
m oo rs.. i* e lsoo
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-s.
superiores algodozinhos francezes com 8, 9 e-\
palmos de largura, proprios para leuges de ub
e panno pelo barato preco de 900 rs. e 1*000 i
metro, e dito trancado pa- a toalhas a 1*280, as
sim como superior bramante de quatro largura>
para lencoes, a 1*500 o metro, barato ; na loj>
da Pereira da Silva.
Roupa para meninos
A l*. l*oo e O*
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32, m
vende um variado sortimento de vestuarios pro
prios para meninos, sendo de palitosinho e calo
uha curta, feitos de brim pardo, a 4*000, dita
de inoleequim a 4*500 e ditos de gorgoro pretc.
emitando casemira, a 6*, sao muito baratos ; n>
loja do Pereira da Silva.
Camisas de eretone
A SOO
Na nova loja de fazendas ra da Imperatriz
n. 32, vende so camisas de cretoae de cores, sendo
muito bem feitas e de bonitos padroes, pelo bara-
to preco de 2*500 cada urna ; assim como ditas
brancas muito finas, pelo mesmo preco : isto aa
ra da Impc, atriz numero 32, loja de Pereira da
Silva. __________________
A Revolugo
raa Duque de Caxias, resolveu a vender
os seguintes artigos com 25 0[q de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Las com boliiibas 'a 500 e 640 rs. o covado.
Setins maco a 800 rs. o covado.
Setinetas lisas 400 rs. o dito.
Setinetas escossezas a 440 rs o dito.
Cambraia com sal picos a ti rs. a peca.
Linn branco a 500 rs. o covado.
Linhos escossezes de quadrcbos e lisos a 240
rs. o dito.
Mariposas de cores a 240 rs. o dito.
Renaa da China 240 rs. o dito.
Damasco de la com 160 centmetros de largura
a 1*800 o dito.
Bramante de linho com 9 palmos de largura a
1$800 o metro.
Bramante tranesd) de algodo a 1*200 o dito.
Bramante de urna largura a 3i0, 360, 400 e
440 rs. o dito.
Drim pardo a 300 e 360 rs. o covado.
Brim prateado de linho a 600 rs. o dito.
Croehets para cadeiraa 13 a 1*600 um.
Ditos para sof a 2* e 2*500 um.
Colchas de fustao branco a 1*800 urna.
Fichs de l a 1*, 2*, 2*500, 3* e 4* um.
Espartilhos de coraca a 4*, 5*, 6| e 7*500 um
Camisas de linho bordadas a 30*000 a dnzia.
Chitas finas a 240, 280, 320 e 360 rs. o covado.
Sintcs para senhora, no/idade, a 1*500 e 1*800
um.
L-nc.s brancos fines a 1*800 e 2*000 a dnsia.
Cobertores de 12 a 2*, 4*500, 6J500 e 8* um.
Carobraia preta para forro a 1*200 a peca.
Meias para homens e senboras a 3f, 4|, 5* e
6*000 a dusia.
Madapoln gema e pelle de ovo a 6*500 a peca.
Cambraia branca a 2* a peca.
Crinolina branca e preta a 2*800 a peca.
Toalhas felpudas a 4*000 a dusia.
Toalhas alcochoadas a 12* a du'ia.
Cobertas de ganga a 2*800 e 2*900 urna.
Lencoes de bramante a 1*800 um.
Para a Eim. niwaa
Setim maco a 1*200, 1*400, 1*800 e 2*000 o
covado.
Popelina de seda a 600 rs. o dito.
Alpaca a 400 e 500 rs. o dito.
Capellas e veos finos a 10* e 14*.
Colchas bordadas a 5*000, 7*000, 8* e 10*00
urna.
Cortinados borcUdos a 6*500 o par.
Mutamba
DE
J. Delsuc
Contra a calvlce, queda dos ea
bellos, caspas e neuralgias
da caneca
Preso de cada frasco 1^1500.
Vende a Odilon & IrmSo, cabelleireiros,
ra da Imperatriz n. 60.
Ao 65
Bonitos leques de gaze para senhora, a 3*r 6*
8* 10*.
Ditos de setineta, de 1*500 a 2*500.
Ditos de papel, de 100 rs. a 1*.
Em contlnuacSo
Cintos de couro a 1*500 e 2*.
Babades bordados largos e estreitos, a 100 rs
a peca.
Chapeos para baptisados, de 1*500 a 8*.
Ditos de palba para enancas de 3 a 4 annos, a
2*500.
O Pedro Antunes & C. quem tem para liqui-
daco.
Belleza, frescura, juventude
P6 branco de trace para ama-
rlar a pelle
Estes pos, de urna fineza extrema, especialmen-
te preparadf aformosear a pelle, sem alte-
ral-a.
A' venda, ran cssfk do Pedro Antunes & C.,*dh
do Duque de Caxias n. 63.
Igualmente o bemjconheeido leite de rosas para
extinguir as espinbas e pannos, os mais assombre-
sos inimigos de urna assetinada face, restituindo-
lhe a belleza antiga.
Em ultima analyse ser bom nao esquecer o
crme rosado para es labios !! S a Nova Espe
ranea.
til e agrada*el
Fazer um delicado trabalho de crochet cem o
novellos de 1S e seda de diversas cores, que-teem
o Pedro Antunes & C.
Linhas de diversas cores, dita branca de linho
para fn_- r trivolit, medalhro tranca bem conhe-
cida para o mesmo.
Um bonito desenho colorido para mesa bonita
almofada.
Ao 63 Ra Duque de Caxias
O lempo proprio
Boas meias de l para homens e senhoras, luvae
de dita para quem soffre de rbeumatismo.
Ao 63 -Ba Duque de Caxlan
Grande sortimento de lo-
gos artiliciaes
Nacionaes eChinezes
ProprioM para salan
para os festejos das notjtes
DE
Santo Antonio. $. foo e
m. Pedro
Vende-se em caixas e a retalho por precos com-
modos.
Rtid do BarSo da Victoriu n. 61
Loja do Smizii
Fazendas brancas
SO' AO NUME50
4o rna da Imperatriz = 4<>
Loja dos barataros
Alheiro &. C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estis fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABER :
AlgodoPecas de Igodozinho com 20
jardas, pelo- burato preco de 3*800,
4J, 4*500, 4* ', 5J, 5*500 e 6J50,
MadapolaoPecas de madapolao com 24
jardas a 4*500, 5*, 6* at 12*000
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de 800
Ditas branets e cruas, de 1* at 1*800
Creguella franceza, fazenda muito encor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
ceroulas, vara 400 rs. e 500
Ceroulas da mesma, muito bem feitas,
a 1*200 a 1*500
Colletiuhos (?a mesma 800
Bramante fraocez de algodo, muito en-
corpada, com 10 palmos de largura,
mitro 1*2
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e 20801
Atoalbado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1J800
Crotones e chitas, claras e escuras, pa-
droes delicados, d 240 rs. at 400
Baptista, o que ha de mais delicado no
mercado, rs. 200
Todas estas fazendas baratissimas, f na conhecida
loja de Alheiro & C, esquina do becco
dos Ferreiros
Algodo entestado pa-
ra lenfoes
A OOo rs. e i Sooo o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
;odo para lencoes de um s panno, com 9 pal-
s de larpuraa 900 rs., e dito com 10 palmos a
00 o metro, assim coma dito trancado para
machas de mesa, com 9 palmos ce largura a 1*200
d otro. Isto na leja de Alheiro & C, esquina
do ceco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*200,1*400,1*600, 1800 e 2* o covado
A heiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem muito bons merinos pretos pelo preco acim>
dito. E' pechincha : na loja da esqcina do bec-
co d< s Ferreiros.
Espartilhos
Xa loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senboras, pelo preco
de 5*000, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
de becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 31 o covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
sas, de duas larguras, com o padroes mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preco
de 2*800 e 3f o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar fazer costumes do casemira a
30, sendo de paletot sacco, e 35* de fraque,
grande pech.ncba : na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 32(
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es
quina do becco dos Ferreiros.
Hordadon a lOO m. a peca
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
bordado, dous metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em carto com 50 pecas, sorti-
das, por 5J, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
Cha preto
As qualidades me-
lhores emais escolla-
das ueste genero, con-
tina a vendar Carlos
Sinden, n. 48 ra do
Baro da Victoria.
Recebeu de impor-
taco directa e vende
mais barato do que em
outra qualquer parte.
Agurdente de canna
Vende-se ea ancoras, a superior agurdente do
caldo da cama : na ra estrato do Rosario nu
mero 8.
Pechindias para acabar!!!
Rna iiuque de taxi as n. &9
Fustoes de cores para vestidos a 240 e 390 rs.
o covado.
,i hitas claras e escutas, 200 e-240 rs a dfto.
Sargelins diagonal de todar as'cores, 240 rs. o
dito.
Alpacas de seda i dem idem, a 360 e 400 rs.
dito.^ ,
Las cofu bolinhas, novidade, 5S0 e 700;is. o
dito. ,
Setiaetas superiores, fasenda de 600 rs.,' para
liquidar a 4jf.) rs. o dito.
Dtmasoas superiores, duas larguras, 1*800 o
dita.
Popelina branca de seda, 480 rs. o dito.
Setins maceo do todas, as cores,. 800 rs., 1*Q0>
lJ200e J*40odsto.
Veudilhos de listrinhas, novidade, 1*600 a
dito.
Sedas japonezas, 4'>0 rs. o dito.
Esguiao para casaquinhes de senhoras, a 4* e
4J5C0 a-peyca
Brim pardo fino para vestido, 500 rs. o covado.
Failes ae oovos gostos, a" 500 rs. o dito.
'Camisas para senhoras, as mais lindas que tem
vindo, a 4*500 e 5*. d
Saias riquissimas, para todos os precos.
Cortinados bordidoe,-6fj500 e 9/o par.
(iiiaruicoes de crouhet para cadeira e saca,
8*000.
Camisas francezas superiores, a 3i)J e 36/.
Bramante de algodo, o melhor. que tem vindo,
1*500 o metro.
Id-m de linho puro, 2/ o dito.
Colchas de cores, francezas, 1*500 o 2/ urna.
Lencoes de bramante muito grandes, 2* um.
Cobertas de ganga, idem idem, 3* urna.
Meias arrendadas para senhora, a 8* a dnzia.
dem cruas, idem, 8* e 12* a duzia.
dem inglezas para homem, 3*500, 4* e i* a
duzia,
Ceroulas de bramante bordadas, 12*000 e 18*
a duzia.
Lencos de linho a 3*. a duzia.
Casemiras de cores, inglezas, 1*401 e 1*409 o
cavado, com duas larguras.
dem pretas diagonaes, 1*800, 2* e 5*0s) o
govaVf,
Cortes de ditas de cores, proprias para inveano,
a 2*500 c 3*.
dem inglezas, superiores, a 4*500, 5* e 6*.
Cortes u- fustao par* colletes, lindos desenhOs,
a 2*500 e 3*.
dem de gorgoro preto, a 2* para acabar.
Deposito de algodoes, tanto nacionaes coma es-
trangeiros, superiores madapoles, brins, oatsmi-
ras de todas s qualidades, cheriotes e raeains
para luto. '
Vendas em grosso, descoBto ta praca.
Carneiro da Cunba & G.
5 Ba Duqne de Caxla*
Frisadores para cabello, duzia a 300 rs.
lolcas chagrn para menina a 1*500 urna.
Sabonetes de .familia a 100 rs.
Ditos a 500 rs.
Cosmetiques pequeos a 40 rs.
Pulseiras de ouro romano a 3*, 4*, 5* e 6*00t
o par : na loja Violeta, ra Duque de Caima fla-
mero 65.
------------------------------------ "T
Massa de mandioca
Vende-se massa, especialmente preparada, para
bolos de Santo Antonio, S. Joao e S. Pedro, a 504
rs. cada pacote de meio kilo : no largo de 6. Pe-
dro n. 4.
Bilhar
Vende-se um bilhar francez em perfeito estado
com tres jogos de bolas e seis tacos : a tratar ne
antigo largo do Pelourinho (corpo Santo) n. 7, es-
criptorio. '
GRANDE
Expsito central rna larga de
Rosario n. 58
Damiaa Lima & C, nao podendo acabar com a
grande quantidade de mercadorias, resolvern)
anda rima vez convidar as Exmas familias e o
respeitavel publico em geral, que com certeza nio-
guem perder seu te Tipo, fasendo urna visito
Expoaico Central
Pecas de bordados "a 200, 400, 500 e 600 rs.
Punhes e colarinhos bordados para senhora a
2000.
Ditos ditos lisos, 1*500
Ditos para homem, 1*500.
Um plastrn de 2*000 por 1*500.
Invesiveis grandes por 320 r3.
Lacos para senhora por 1*500.
Macos de la para bardar, 2*800 e 3*
Luvas de seda arrendadas a 2*500.
Ditas lisas, 2*200.
Ditas de fio de Escoasia, 1*CC0.
Broches para senhora (mofleruos) 1 *50t.
Um par de meias para senh-ra (fio de seda
600 rs.
Dito idem liso, 400 e 500 rs.
Dito idem (fio de seda) 1$200.
Duzias de baleias a 360 rs.
Carreteis de 200 jai das a 80 rs.
Metros de srquinbas a 160 e 120 rs.
Um par de frouhas de labyrintho, 1*t00.
Macos de gramp s a 20 rs.
Metros de plisss a 400 rs.
Lindos passarinhos de seda para chapeos de
senhora, de 5i 0 rs. a 1*000.
Um pente com inscripcao para senhora, 1*.
Um leque de 16* per 9*.
BriDquedos para enancas, leques de papel, fi-
tas, bicos de linho, quadros para retratos, lencos
tspartilhos, bicos, galoes, franjas com vidrilhos,
eutres muitos oijectos de pbantasia per precos
sem competencia: na exposicao Central, ra
larga do Rosario n. 38.
Fazendas baratas
Koa Duque de Caiias numero CS
Chitas petit pois de cores azues a 200 rs. o ea~
vad*.
Ditas finas claras e escuras, 240 rs. o dito.
Las escossezas, 320 rs. o dito.
Alpacas de ores finas, 500 rs. o dito.
Fustoes brancos finos, 500 rs. o dito.
Setinetas e gorgurinas lisas, 500 rs. o dito.
Merino setim maravilhoso, duas larguras, 1*444
covado..
Cortes de vestido em cartoes, 10JI um. ,
Ditos de cachemira idem, a 30* e 40* um.
Ficbus modernsimos, de 2* 9* um.
Ditos de malba, al* um.
rollarinhos techados, a 5*000 a duzia.
Punhos finos de n. 25 30, 800 rs. o par.
Velbntina de todss as cores, a 1* o covado.
Merinos pretas e de todas as cores, setins de
todas as cores, cambraia com salpicos branco; e
de cores, tapetes de todos os tamanhos, meias
para homens, senhoras e meninos, e outros muitos
artigos por precos resumidos.
MENDONQA, PRIMO & C
Hita olraiT
Vende o Vascoucellos ra da Aurora n. 81
Cabriole!
Vende-se um ero perfeito estado e por preco
eommodo; tratar na ra Duque de Caiias 47
Engenho venda
Vende-se o engenho Murici. com safra ou sen
ella, situado na freguezia aa Escada, distante da
respectiva estscao um quarto de legoa, podenda
dar seis caminbes por da, moente e corrente,
tem duas casas grandes e duas pequeas para mo-
rada, e outra para farinba com suaf pertenejw : a
tratar na ra do Imperador n. 65, 2- andar.

imm
1 HIBNH I



/"
8
Diario de PernambucoSexto- eira 11 de Junho de 1886


I


i
INDUSTRIA E ARTES
O CELLULOIDE
Sempre que os progreasos industriaes, re-
sultado das applieagoea praticas da suien-
cia, n5o as dealigarem (taquillo que poaaa
ser de utilidad e publica ou nSo possam
constituir condgoes arriscadas de acci-
dentes antihygienicos, a "imprensa, a ini-
ciativa commercial e o giverqo devera ani-
mar e cercal-os da todos oa raeios de ga-
rantid, de modo que a concurrencia pu-
blica se veja attrahida para elles e oa ani
me tambera com a extraccao,
N03sa8 dondlcSe economizas e commer'--
ciaes partilham aiada de pouca torca e de
poueas applicagoes, para que a industria,
participan Jo doa efEeitoa que o emprego
dos grandes capitaea junto ao eatudo pra
tico das bellas-artes e dos offiofo offerece,
se converta em grandea emporios de tra-
balbos technicos ou em oficinas de alta
aontagem.
Concorre muito para aso a grande cor-
rente da importacao de quasi todas as
mercadorias de que noa utiliaamos, quer
como materia prima, quer como substan-
cia preparada.
Despertou-nos estas coosideragSes pra-
ticas o estudo de urna subatancia moder-
namente conhecida, e da qual a industria
franceaa tem feito as mais variadas appli-
eagoea.
Infelizmente esta materia nao est no
caso das insuspeitas por aeus effeitoa anti-
hygienicos, mas por 8eu perigo ; entretan
ta a to bellas formas e ato variadas
combinacoes ae pode ella preatar que muito
conveniente aeria tentar-se uto meio de
neutralisar os ssus mos effeitos. (
S a industria podel-o-ha fazer.
Referimo-nos ao celluloide.
E' eata urna substancia complexa, for-
mada por urna mistura de fulmial, algo-
dio e camphora.
Comprimida e seecaapresenta-se em for-
ma de materia dura o elaatica, polindo se
com grande facilidade.
E' possivel obtel-a transparente ou opa-
ca por meio da addicSo de materias pul-
vensadas, diversamente coloridas. A des-
cocera do celluloide data de 1869, devida
a dous americanos, Isaac Smith Hyatt e
John Wesley Hyatt.
Ha muito pouco tempo que esta ma
teria objecto de fabricacSo especial na
Europa, principalmente na Franja.
Muito fcil de trabalhar-se com ella, pela
ba consistencia e sua elasticidade, o cel-
luloide pode assumir as formas de urna
infinidade de objectos esculpidos, tornea-
dos, recortados e moldados.
Com ella se faaem bolas de bilhar, para
parecer marfim. cabos de facas e guarda-
soea, fundas para hernia, dentaduras, na-
rizes posticos, clichs de impresaSo, dian-
teiras, punhos, peitos e collarinhoa de ca
misas, que chegam a durar sem ficarem
inutitisades por espado de uro mez e mais;
emfim, cigarrilhas ou ponteiras, pentes,
pulseiras, brincos, anneis, eto., etc.
Daj lhe o aspecto e a densidade do m-
bar, da espuma, do coral, da malachite, do
lapis azuli, do bano e do marfim.
Esses pentes amareflos, azues ou ver-
des, que circumdam a cabega das moci-
nhaa o daa creangas e lhes segurara para
itraz os cabellos, essaa serpentes cor de
rosa, cujos'anneis em espiral enfeitam os
dedos e servara de pulseiras, sao fabrica-
das com esta substancia tao maleavel e
elstica quanto perigosa.
O celluloide logo que est polido ra-
flamma-se, embora difficilmente : arde com
urna cbamma fuliginosa, deitando cheiro
de campbora.
Infelizmente quando o objecto fabrica-
do cem esta composicSo apresenta a mais
hgeira escoriajao ou se acha deteriorado
pelo uso, a menor faisca basta para pro-
duzira sua corabustao immediata e total.
Esta combustao pode ser comparada
do phoaphoro, ou ainia molhor, de um
raatilho de plvora.
Para cortificar-ae deste facto pode-ae f-
cilmente proceder a experiencias.
Pelo que se acaba de ver fcil com-
prebender o perigo que ha para a pea-
soas que fazetn uso de'objaotos feitos com
esta substancia.
Nao fallamos dos que usaon de dentes
ou nariz posticos nem dos que, para oa
charutos 6TT cachimbos, substituera o m-
bar pela celluloide ; negocio delles, pelo
que sa devem prevenir. Mas as cranlas
nio estao neste caso, porque ignora m oa
accidentes que lhes podem succeder.
Estes accidentes j tm se dado, se-
gundo nacra Dr. Voiseoon de Lavinea,
no jornal L'hygiene Pratique.
A urna creanga, filha de um cabo de
polica, queimaram ae-lhe os cabellos pela
combustllo de um pente feito de celuloide,
por se ter approximado de maii do lume.
Outra teve a cabeca toda chamuscada e
fueimada, por se ter de mais approximado
e urna vela, tendo na cabeca um pente
de celluloide.
Urna rapariga de 18 annos, operara de
perolaa, que usava de um annel em forma
de aerpente, queiraou-ae no dedo grave-
mente ao accender um fogareiro.
Eis aqu a que estao sujeitas, diz o
raesmo autor, diariamento as pessoas que
empregam esses artigos de toilette.
NSo necessario mais do que approxi-
mar-se urna creanga traquina, do urna vela
aoesa, para o pente que trouxer na cabera
pegar fogo, ou que um fumante accenda o
cigarro mettido em urna pont-ira de cellu-
loide, para que a boca e a cara fiquem hor-
rorosamente queimadas.
Fiquem assim prevenidos os nossos lei-
tores para se acautelarem do damno que
lhes pode causar o emprego de objectos
feitos de celluloide.
nado eyelo de propones dadas entre aci
0 acido salicylico na fabricara do
aiuncar
Em um dos aeus numeres do mez do
Maio do anno passado publicou o peridi-
co inglez Sugar Care Magazine, urna coaa-
munioasao do Dr.. Phipson relativamente
ao emprego do acido salicyiico ni industria
assucareira.
Tratando da clarificaco da calda por
meio da cal o Dr. Phipson de opiniio que
ella s dever ser feita depois da sua de-
sinfecc3o por meio do acido salicylico, isto
, a calda deveri ser tratada pelo acido
j durante a moagem, e em seguida clari-
ficada poi meio da cal. Esto conselho foi
1 seguido com grandes vantagens na Goya
na Inglez a, sendo o relatorio do Sr. .Char-
les Williams, chimico de profissao director
technico da fazenda Bel Air, o Demorara.
Neste relatorio, publicado em dias de
Maio de 1881, no Monthly Magazine G}
Phanr.acy, Chemistry, etc., etc., diz o Sr.
Williams: O emprego da acido salicylico
no fabrico do assucar em bruto deo-me os
melhores resultados A quantidade a era-
pregar varia, como natural, segundo o
estado da calla, mas em geral bastaiu 84
grammas de acido disaolvido em 1 litro de
alcool para queae obteuha de 81 hectolitros
de calda um producto ma8 abundante e da
melhor cor.
Dahi resulta a segunda proporclo, que!
dever ser considerada regra invariavel (
e da maior importancia para a pratica, i8to
, para cada hectolitro de calda de canna
urna gramma de acido salicylico.
Esta dosagem tem por effeito neutralisar
a aegao nociva do fermento ^aaecharino sem
prejuizo do mais, pois que um acido to
brando como o salicylico incapaz de
alterar a qualidade do assucar propriamen-
mente dito.
As investigagoes feitaa pelo Sr. M. J.
Kjeldaht (Remeta do Laboratorio de Car-
Isberg,, Copenhagen, 1881,) com o acido sa-
licylico no intuito de lhe conhecer as pro-
propriedades invertidas, isto a sua accao
sobre o agrupameuto molecular dos corpos,
demonstraran! que dentro de um determi-
lo e calda o assucar nella contido nao sof-
t're elteracao alguma.
X procura que segundo o que noa infor-
maram tem havido por parte da maioria
doa emporios da industria assucareira, pa-
ra o acido salicylico chimicamente puro.
nSo adraitte duvidaa a respeito dos pro-
creases deBte novo invento, que faz com os
fabricantes obtenhampara oa seua productos
urna preferencia sempre crescenta e que al-
cancara, por cooseguinte, precos que, aobre
serem mais altos, indemnisam mais cem
vezes do que o valor do acido galicylico que
se gasta.
No intuito de impedir preconceitos mal
cabidos e juizos errneos aconselhamos ao
fabricante que tenha sempre em vista que
o acido nio possue a virtudo de transfor-
mar em assucar urna 'calda deteriorada. A
progressiva alteraclo da calda extrahida
de cannaa negras condicSes, ser, pois, evi-
tada cora o emprego opportuno do acido,
podendo at certo ponto ser es?e acido con-
siderado um complemento da classificac3o.
Quera for versado na materia nao ir
agora suppor que o emprego do cido sali-
cylico penuitte grandes re8tric3e8 no tra-
balho e na despeza com a clarificado do
costurae. Seria isso demasiada exigencia,
que os lavradores ou aenhorea de engenbo
poder3o bera avaliar.
O acido salijylico nao tem o poder do
separar (exceptos os principios de formen-
ta$ao j mencionados) nem os cidos que
ae encoatram dentro da propria planta
nem as impurezas diversas, como seja al-
bmina e outros corpoa que j por natu
reza sao contido no sueco da canna.
Eata purifica$ao 80 conaeguida pela
accao da cal. O acido 8alicylico, seja dado
em solucao alcoolica ou aquosa (agua quen-
te), est visto quo deve ser feita immedia-
tamente o de modo que o liquido reunido
em vasilhas do barro possa cahir gotta a
gotta na calda no momento em que esta,
cscorrendo aos cylindros da machina de
moer a canna, so dirige ao reservatorio.
A solucao aquosa nunca dever arrefe-
cer.
faci que noa dilata o peito, ao sentirmos
pela pnraeira vtz ello pulsar de um modo
estranho para nos ?
Tu nunca amaste T
Se nunca amaste, se ainda tena a tua
alma virgem das primeiraa emocoes que
agitam-n'os ; se nos refolboa ntimos de teu
peito anda n3o marulha o ocano das pai-
xoes; entao, iu cito aabes o que o vi-
ver.
Araa-sa e 8offre-se, mas abenjoa-se o
soffrimento.
Chora se, mas bemdiz-se a causa destaa
Em urna mistura do alcool e agua, o
acido salicylico n3o se conserva liquido,
senao em dadas proporjSeS, como por
exemplo a de urna gramma de acido para
325 grammas d'agua e alcool com urna
temperatura de 2 Celsiu8 rontendo 7 1(2
[0 de alcool absoluto :
160 grammas de alcool contendo 15 (,
de alcool idem,
95 ditas de dito contendo 20 '[ idera :
44 ditas de dito contendo 25 [, idera ;
3 ditas de dito contendo 30 % idem ;
Para a salicylajao do melasso a dosa-
gem diversa.
Tambem nos caaos em que se tem em
Tu nunca amaste 1
* *
A vida corre-te serena e calma, como
aerenoa e calraoa 8ao oa panaarea d*s lou-
ras criancinhas.
Coratudo, aciamaa tanto 1
Em scisraas ? Que sombras qua fugaces
sao as que te passara pela fronte '?
Tu j amas acaso?
J sentea acenderem-ae-te as faces duna
rosas rubras, ao fitar o rosto de alguem ?
Tu j amas, crian$a ?
J arrancaste de teu corceo a primeira
pagina da vida, a lauda em que se inscre-
ve -a infancia com aeus brincos,a pue-
rilida dos primeiros annos ; para dar lugar
pagina dourada do primeiro amor '
Tuja amas, crianca?
*
Quer ames, quer nao ames, amo-te 1
Arao-te, como se ama urna s vez na vi-
da, no dizer do poeta.
Um s olhar teu arrojou-me ao cu, ar-
rancando-me ao interno.
Um s dos teus sorrisos foi-rae a auro-
ra de urna nova vida.
E no eDtanto scisraas, s vezes, tanto...
tanto...
Mas s^isma Do raesmo modo que teu
olhar arrojou-me ao cu; e um teu sorriso
foi-me aurora de urna nova existencia ; as-
sim as tuas cimas sao s azas de minha
phantaaia.
Scisraa e aorri.
Dualidade creadora da crena e da f.
Sorr3, eu creio ; sciamas, eu phantasio.
Sorris e olhas.
Dualidade aanta; o teu olhar baixa at
o descrente e inocula-lhe a f; e o teu aor-
riso serve-lhe de santelmo que o guia pelos
invios caminhos da existencia.
O porteiro qua abri a portinhola recuou
estupefacto, vendo a pobre mulher com
um toucado estapafurdio de rendas e fitas
vermelhas, por magestosaraento o p no
estribo, gritando :
Alerta apresentar armas tirar cha-
peos
Pouco tempo depois a.pebre douda ea-
tava cercada de policas que a levaram
para o commssano, onde ella quiz forca
as9gnar todo o expediente que esta/a so-
bre a mesa.
O comm83ario aconselhou-a a quo vol-
tasse para casa, conselho que ella aceitou,
mas com a cndilo de ir a p e no maio
dos policas a quo ella chamava guarda
de honra.
Quando chegou ponte de Solferino a
infeliz mulher, accommettila d'um ataque
de turia, quiz atirar-se ao ro, e taes des-
temperos tez, que os policas ae viram for-
jados a favola para o hospital.
Exposlco internacional de
Pars.
Recebemos alguna prospectos da exposi-
53o internacional da Pars de 1889, prote-
gida pelo ministro do comraercio e indus-
tria. Eis o que diz o propecto :
As exposigSes sao de urna utiidade
pratica incontestavel, e ao mesmo tempo
um meio, por excellencia, de publicidade
e de propagoslo.
Pertencia Pars, pos ser a nica cida-
de do globo, verdaderamente cosmopolita,
o tornar internacionaes e universaes estas
raanifestagoes industriaes e artsticas. O
anno de 1855 inaugurou este systema, de-
pois succederam se as de 1867 e 1878, ao
passo que nessea intervallos as grandes po-
tenciaa seguam com mais ou menos resul-
tado o exemplo fornecido e a impulsao
dada.
Hoje as exposicoes internacionaes terna-
vam-so necessarias ; oceupando na ordem
industrial e coraraercal um lugar impor-
tante, quo jnstifica plenamente os resulta-
dos que deixaram.
Actualmente as distancias nao entram
em linha de conta. Lisboa, Rio de Ja-
neiro e Buenos Ayres acham-se, com o
auxilio do telegrapho e da navegagao a va-
inteiramente perto de Pars. Um
7." grupo.Artes militares, caga, pesga;
8. grupo.Industrias metallurgicas;
9 grupo.- Industrias mechani.as;
10.' grupo. Electricidade.
11." grupo.Industrias chimicas ;
12. grupo. Obras publicas, edificios e
arehitectura, engenharia civil;
13. grupo. Moblia e accessorios, ce-
rmica, fabricagao de crystaeB, arte de es-
tafador e de decorador ;
14. grupo. Fios o tecidoa e vestuario
dos dous sexos ;
15." grupo. Industrias de luxo ;
16. grupo.Aliraentagao, productos ali-
mentares j
17. grupo. Hygenc, instrumentos e
apparelhos de medicina e de cirurgia ;
18." grupo. Appa-elhoa de aalvamento,
viagens, exploragao, acampamentos ;
19. grupo. -Transporte de viajantes,
fabricagao de carros, locomogao martima
e locomogao aerea.
20." CollecgSes, exposigao n trospecti-
va e outros artigos que nao figuraram n'ou-
tra expos gao.
i'in crime
resoltante.
chistas
os lyn
27
Meusdias nflora-os de rosas e lyrios e
em troca derraraarei no teu regago, os of-
fectos inmensos que tenho enthesourados
na alma.
Quia-rae pela estrada do existir, lva-
me alera, onde de azul o cu, s esphe-
ras encantadas do ideal, aos mundos des-
conhecdos da phantasia ; e era troca con-
sagrar-te hei o meu amor, esse amorV que
vista a fermentagao alcoolica ha a neces-l lateja me no peito, a revivel-o do letnargo
sidade de impedir a fermentagao vinosa ;
mas se o melasso teve de ser distllado de
modo nenhura dever ser de novo salicyla-
do, poia que tornar-se hia assim inapto
para toda e qualquer fermentagao, isto em
virtude das propriedades j descriptas do
acido salicylico.
A produega para mais de assucar crys-
talisavel em por effeito natural urna pro-
duega psra menos de melasso.
A experiencia tem demonstrado que o
assucar extrahido de caldo tratado com o
acido salicylico conserva-se durante a via-
gem martima inaltoravel tanto na sua cor,
como na rigidez dos seus crystaes, ao pas-
so que outras qualidades de assucar des-
merecem de cor e de cansistoncia.
(Extrahido.)
em que jazia...
Depois... a consagragao de nosssa al-
ma, em urna s, a uniao de nossos pen-
sares, de nossos affectos, de nossos anhe-
los. ..
E' esse o meu sonho : Amar-te e ama-
res-rae. Realisa o dar-te-hei o meu viver,
a existenca inteira.
30 de Maio de 1886.
Freir Jnior.
FOLHETIM
KGOLO
POR
SA7S3 S2 OIEPIS
VARIEDADES
(COiNTINUACAO HE ANGELA)"
(Continuagy.o do n. 131^
IV
Por modo nenhum, senbor, dis Ce-
cilia, retendo o doutor com um gesto. Re-
tirando-ae, pareca acreditar que existe en-
tre mim e o Sr. Darnala qualquer myste-
rio. Ora, nao existe nada disso, absoluta-
mente naaa, e tomo senbor mesmo por
juiz. O Sr. Darnala pensou em outro
tempo que sera possivel um casamento en
tre nos. Pelo menos pensava que assim
acoDtecesse, estes pedidos alo sempre gra-
tos a urna moga... Talvez que eu devesse
cortar logo taes aspiragoes.... que n3o
erara mais do que aspiragoes... No o fa-
zendo, andei mal... Se, porm, o Sr. Dar-
nala, por culpa minha, conceben algumas
esperangas, devo-se convir que escolheu
mal a occasiao para m'as vir rojordar.
Esperangas I! exclamou o comedian-
te fra de si. A senhora nao me deu se-
nao esperangas I
Ouaar pretender que lhe conced
mais alguma cousa? replicou Cecilia, fi-
xa'fldo os olboB nos clhoa do araante.
Levado pela colera, exaaperado por
.. [Uelle oUiar e por aquellas palavras, Dar-
nala esqueceu o que um cavalheiro nunca
deve eaquecer.
Ah assim que me trata, diaaej elle
com voz aibilante. esafia-rae, aceito o
desafio, e tanto peior para a senhora, ae
quer que um estranho me ouga.
Nao vim aqu para discutir nem preten-
g3es nem esperangas... Estou aqu para
affirmar, para redamar os meus direitos 1
O senbor est me insultando... E"
urna covardia.
CrS que ?
Havia j alguna iratantes que Proli ea-
tava de p.
Deu doua pasaos para o actor, poz-lhe a
mito em cima do hombro e disso com tom
muito calmo :
Tome cuidado, senhor.
Cuidado em que T
No sentido que ae poderia dar a
suas palavraa e que certaraente nao tm...
E' preciso que tenha perdido a razio para
fallar menina Bernier da maneira por que
o fez.
Darnala quiz interromper.
Pois, aenhor... comegou elle.
Deixe-me continuar, replijou impe-
riosamente o italiano. Acaba de reclamar
os seus direitos I Taes sao as expressoas
de que o senhor se servio... Um homem
nuuca tem direitos sobre urna mulher, se-
nao quando seu marido, e o senhor nao
marido da mnina Bernier, que, alm
disso, nao parece disposta a reconhecer as
suas pretengSes chimeneas !... Se um
cavalheiro, ter lamentado, com certeza, o
que acaba de se passar, e ter corado de
si mesmo...
E' urna ligio que me pretende dar,
senhor? perguntou Paulo Darnala em tom
provocador.
Sim, senhor, urna ligio, de que o se-
nhor tem bastante necessidade e que far
muito beiu em aproveitar... O seu proce-
dimento o de um hornera extraordinaria-
mente inepto, so nio o de um homem in-
civil I .. Pois que vem fazer, diante des
ta senhora, urna sceha inqualifi :avel e
diante de mim, que o senhor nio conhe-
ce ?... Sabe se sou um prente prximo ?
Sabe se porventura serei o seu noivo ?
O actor tornou-se livido.
Angelo proseguio :
Nesse caso, pense as suspeitas que
a imprudencia da sua linguagnra poderia
despertar em mira ?... Pense qut essa
linguagem me poderia Forgar, talvez, a
perguntar menina Bernier de qu natu
reza sao esses pretendido direitos ? Por
esta forma o senhor ira perturbar a minha
vida... envenenar a minha felicidade e tu-
do isto porque urna deeepgSo acaba de o
desvairar ? Coraprehende at que ponto
ato seria odioso.
Cecilia, anciosa, opprimiia, escutava o
italiano.
A sopposigao que elle acabava de erait-
tir, de um casamento possivel entre ella e
elle, j a havia feito, in8tantea antea da
intempestiva ehegado do desastrado come-
diante.
Rito mellos E.y ricos
(Cbnc/usSo)
Tu nunca amaste ? Nunca sentiste nessa
idade de sonhos azues e castellus dourados,
um agitar intimo, um deaejar de no sei
que, um goso inebriante e casto, urna satis-
ii^^!
sana
homem mais bello e mais seductor que t-
nha encontrado na vida.
De raais a mais, era rico, o estava
frente de urna importante casa de saude.
Casando, pois, com elle, teria todas as
probabilidadts de ser feliz.
Ora, aquella miragem ia ser aniquilada,
esmagada em embryao por urna resposta
brutal de Paule Darnala ?
Paulo Darnala, coberto de auor, com o
coragao opprimido e com a alma deavaira-
da, perguntava de ai para si, se n3o era
victima de um pesadelo.
Que partido devia tomar ?
Via claramente que Cecilia tinha cessa-
do de o amar, que o odia va mesmo e que
entre elles, d'ora em diante, tudo tinha
acabado, aera re..ur30s e sem esperangas ;
porque ninguem so impoa a urna mulher,
quanio ella nio nos quer.
Naturalmente araava aquello desconbeci-
do e ia aaeital-o por marido.
Devia provcalo ? bater ae com elle ?
De que aervia ?
Admittindo o reaultado feliz de um duel-
lo (feliz sob aeu ponto de vista pessoal,
bem entendido) restitua lhe isto, porventa-
ra, o coragao de Cecilia ?
Darnala -entia bem que n3o.
E ae elle fosse raorto (conaideragao im-
portante para ello,) com isso quo elle na
d* arranjava.
Valia raais viver, tr tar de se consolar ;
e quando se joven, bonito rapaz, actor
conhecido, as consolagSes nunca faltara.
Todas estas ideas passaram pelo chaos
do espirito de Darnala, em muito menos
tempo que nos levamos para o ecrever.
Por isso raspondeu em voz baixa e tao
trmula qne nao pareca o mesmo :
E' verdado... lamento o que fiz...
lamento o que disse.. Uiua decepgao vio-
lenta, imprevista, tinha-me por momentos
transtornado a cabega... Tem razio, se-
nhor, n3o se tem dgitos aobre urna mu-
lher de quera ae nao marido ; a menos
que estes direitos ella lh'oa conceda de sua
plena voptade... ella autorisa o a reivin
dical-os abrtaraente.. Traba julg^io que
a menina Bernier me confiava esse papel.
- Nunca I exclamou Cecilia com arre-
batamento, nunca !
Entao, minha senhora, tambem ae ti-
nha engaado.
A moga nao pode reter um grito de co-
lera.
Proli interveio.
Esta entrevista j durou do mais, ae-
nhor, diaso elle, o senhor deve comprehen-
der...
Or, o Dr. Angelo Proli pareck-lhe o1 Comprehendo e vou me^retirar...
i na presidenta para a rep-
blica franceza
Na Dordogna, Franga, vive urna rica
moleira, j a van j ida era annos e que, l-
timamente, foi atacada da mana das gran-
dezas.
Alguns trocistas lembraram-se de se di-
vertir com a infeliz, e envaram-lhe urna
carta cheia de sellos vermelhos, para a
avisar de que tinha sido nomeada presi-
denta da repblica e que era esperada no
Elyseu. A pebre mulher acreditou no em-
buste e parti para Pars.
Um da destes metteu-ae n'um coup de
aluguel, que transpoz sem obstculo a
grade do Elyseu.
por,
commercio importante e reciproco estabe-
leceu-se entre Portugal, America e a Fran-
ga, tendo por, lugar urna troca continua
dos productos proprios a cada um destes
paizes. E', pois, muito conveniente des-
envolver e generalisar este estado de cou-
sas- cm
O palacio da Industria, aos campos Ely-
seus, o mesmo que em 1885 foi por as-
sim dizer, o bergo das exposigous interna-
cionaes, servir para a exposigao de 1886.
Toda a industria estrangeira est convi-
dada para este grande certame, que indu-
bitavelnreute, ser um poderoso elemento
de prosperidade e de vida para o commer-
cio internacional.
A administragao far quanto era suas
forgas couber, para tornar a exposigao
productiva p ra as casas e3trangeiras, que
nella tomarem parte. Neste intuito, me-
diante coudigSes particulares, nao s ser
era cada lugar a venda permittida, mas
tambem a prova.
Debaixo de urna outra ordem de ideas,
e para satisfazer a todos os interesses, a
administragao far entrar o elemento es-
trangeiro, pela maior parte, na composig3o
do jury dos premios.
Eis os grupos, que se dividera em clas-
ses dependentes a cada um dos grupos.
1. grupo.Ensino primeiro, ensino se-
cundario e sup'-rior;
2.' grupo.Artes e sciencias.
3. grupo.Ensino technico ;
4." grupo.Gymnastica ;
5. grupo.Commercio de papel. Com-
mercio de livros, impressoes. Photogra-
pbia;
6. grupo Instrumento de musiea e
orchestras.
Os jornaes de Kansas publicaram
do Abril ultimo a seguinte narragio :
Um rendeiro do condado de Deward
(Texas), Jacob Freimuth, recolhera em
sua casa, dando-lhe de comer, um allera3o,
um pouco idiota, de Nome Fritz Rupin,
emquanto esae desgragado nao encontrava
trabalho. No sabbado, 24 de Abril, ten-
do-se sustentado, Rupin assalou a mu-
lher do seu bemfeitor, ligou-Ihe as
m5os e os ps, e ultrajou-a r diosamente.
Nao contente com este primeiro crime.
Rupin cortou o pescogo da sua victima
cora urna navalha de barba e, emquanto
que ella se debata agonisante, rasgou-lhe
brbaramente o ventre. Esta desgragada
estava quasi no termo da sua gravidez.
Quando Jacob Freimuth voltou a casa,
no domingo de Paschoa, enlouqueceu ao
ver o ca iaver horrvelmente mutilado de
sua mulher. Nessa occasiao chehava all
um dos seus amigos; mas vendo Freimuth
em tal estado de exasperago, nao ousou
approximar-se e, saltando sobre o sen ca-
vallo, foi levar a noticia aldeia visinha,
situada a oito milhas de distancia. Duran-
te este tempo Freimuth fez saltar os mi-
los com um tiro de espingarda.
disse o actor. Mas, antes disso, devo res-
tituir urna earta senhora.
Urna carta minha. E' falso! inter-
rompeu Cecilia. Nunca lhe oscrevi !
Por isso tambem nio disse que a car-
ta era da senhora; porm que eia dirigida
senhora.
Por quera ?
Pelo senhor seu pal.
Instinctivamente o italiano applicou o ou-
vido.
Por meu pai !... repetio a filha do
ex-armador.
Darnala proseguio :
- Urna carta que o Sr. Bernier lhe ti-
nha escripto e quo naturalmente a senhora
perder quando foi ter com elle a Dijon,
onde tambem eu estava no momento da
sua passagem. Foi na sala de espera, na
ostago do caminlio de ferro do Dijon, que
a encontrei. Aqu est, minha senhora...
E agora, adeus.
O comediante entregou a carta, que nos
conhecemos, ex-amante, e depois, com o
coragio amargurado de raiva e de odio,
Sahio.
Vendo os cinco carimbos de lacre ver-
melho, Proli sentio um calafrio correr-lhe
pela epiderme.
Cecilia passou os olhos polo enveloppe,
tirou le dentro a folha que continha, abrio-a
e deu um grito de sorpi-eza.
O que que tem, minha senhora ?
perguutou lha o italiano.
Ah I senhor, disse ella trmula, a
carta de que lhe fallei... carta fechada no
meu agenda e que continha os quinhentos
francos perdidos. .. E foi encontrada em
Dijon. extraordinario I
Com effeito, muito extraordinario I
replicou Proli; eis aqui urna cousa que
complica ainda a obscuridado mysteriosa de
que cercada a morte de seu pai... Per-
raitte rae, minha senhora, antes de nos oc-
cuparraos com esta carta, fazer-lhe urna
pergunta?
Cecilia adivinhou inmediatamente a per-
gunta que o doutor ia fazer-lhe e seutio-se
desfallecer.
t.'omtuio, reapondeu com um signal de
cabega afirmativo.
O italiano proseguio :
Aquella homem ment'O, a&o verda-
de? Aquelle comediante desequilibrado,
aquella tolo cheio da basos, tevo o atre-
viraento de acreditar que um olhar, que
talvez um aorriao de que ae dignou fazer-
lhe eamola, lhe dava direitos para esperar
tudo.
Sob o olhar fixo e penetrante que o seu
interlocutor lhe langava e que lhe pareca
O desgragado foi cedo vingado de um
modo terrivel. Muitos rendeiros e colonos,
postos ao corrente do acontecido, reuniram-
se immediatamente e partirm armados
para o lugar do crime. Primeramente ca-
varam um tmulo em que foram enterra-
dos os cadveres dos dous infelizes ; de-
pois entraran em per3eguigao de Fritz Ru-
pin. O allemao fugira e refugiara-se, nao
longe dalli, n'um barranco, onde foi breve
descocerlo. Apenas se apossaram delle, os
lynchadores passaram-lhe um lago roda
do pescogo. Era seguida trouxeram o ca-
vallo mas insubmisso aue poderam encon-
trar e ataram slidamente sella o crimi-
noso.
Terminados estes preparativos, fizeram
partir o cavallo a galope, espantando-o
com 03 sius gritos e com urna descarga
geral das suas espingardas e revolver. O
animal aterrado, parti como urna frecha,
arrastando corasigo o miseravel rupin. De- *
poi de haver parcorrido assim urna dis-
tancia de perto da cinco milhas o cavallo,
esfalfado cora esta douda carreira, cahi
pesadamente no chao. Os lynchadores das-
pernderam entao o cadver de Friz Rupia
e langaram no para ura prado, sera mesmo
se darera ao trabalho de enterrar. O lago
kprctara-lhe de tal modo o pescogo, qae a
cabega estava quasi separada do corpo.
penetrar no raais profundo d'alma e da
consciencia, a filha de Jayme Beraier abai-
xou a cabega.
Como exclamou Proli, tica calada '
Alguna instantes antes da chegada de8se
homem disse-me estas palavras : nao me
interrogue I I Eram lhe dictadas pelo te-
mor de me dizer que tinha dado o cora-
gao, que estava compromettida ?
Cecilia poz as maos e voltando para o
italiano os olhos cheios de ternura, balbu-
ciou :
Pego lhe, supplico-lht, senhor ; te-
nha piedade de mimI
Escute-me, minha senhora, continuou
o Proli, disae lhe bastante ainda agora
para Lie fazer comprehender que desda o
primeiro minuto em que a vi, o meu cora
gao ficou preso... Isto raro, bem o sei,
mas acontece comtudo, es3es amores que
nascem de um olhar ; que se abatem so-
bre nos, como um raio ; que consomem o
nosso coragao, como um incendio ; que se
apoderam da nossa existencia inteira e de-
ci.lem do nosso futuro.
* E' desta maneira que a amo, Cecilia.
Meu amor tao grande, tao immen-
so, tao generoso, que pode comprehender
um erro involuntario... para perdoar urna
falta, se essa falta fosse commettida...
Perdoana at um crime, se esse crime exis-
tase.
< Alm disso, n3o tenho urna alma vul-
gar. .. De todas as virtudes deste mundo,
a indulgencia na minha opiniao, a mais
bella.
< Pens assim I Meu amor composto de
abnegagio e de dedicagio ; mas a dedica
gao pede franqueza.
c Mesmj que tenha comraettido um er-
ro, ser minha mulher, minha mulher hon-
rada, respeitada e collocada tio alto, que
tidas as bomenagens subirio at senho-
ra ; maa tenho o direito de saber ae ex8te
um homem, neato mundo, que tente insul-
tal-a. .. E' a verdade, que espero da se-
nhora. .. a verdade intuir !...
__ Ah o senbor vai me desprezar...
balbuciou a moga, desvairada.
Juro que, longe de a desprezar, a
pela
sua
fran-
hei de estimar ainda mais
queza !
- Darnala foi seu amante, nio ver-
dade ?
A filha de Jayme Bernier curvou silen-
ciosamente a cabeca, e o rosto tez-se-lhe
cor de purpura.
Era responder.
E' nicamente a esses direitos, sor-
prehendidos n'uraa hora de fraquesa, que
elle fazia allusSo ?... continuou o italiano.
cabega
Cecilia continuou a calar-se, e a
curvou-8e-lhe ainda mais.
Pobre menina !... Desgragada me-
nina 1! disse entao Proli, aconchegando
Cecilia ao coragao e dando lhe um beijo
nos cabellos. Traz no seu seio a prova di
um momento de fraqueza.
Cecilia, cujo estado de sobreei itagao
nervosa chegiva ao paroxismo, debulhou-
se em lagrimas.
__ Oh aao me amaldige !... Nao me
despreze !... balbuciou ella.
Tenho ar de a araaldigoar e de a des-
prezar ? replicou o italiano.
Se soabesse, disse a filha de Jayme
Bernier, so soubesse quanto odeio aquelle
miseravel, que abusou covardemente da
minha fraqueza, da minha credulidade, da
minha ignorancia do mal! Meu pai estava
ausente.... estava s, sem apoio e sem
guia, era urna hora de inconsciente mucu-
ra deixei-me arrastar at casa desse ho-
mem, nao auspeitando o motivo que me
ameagava... Triumphou, apezar da minha
resistencia, infelizmente era muito tarde I...
Estava perdida.... Perdoe-me Tenha
piedade de mim.
Ainda desta vez. Angelo Proli mos-
trou-se comediante de primeira forga.
Apertou ainda mais o amplexo em que
envolva Cecilia e murmurou-lhe ao ouvido,
quo quasi tocava nos labios :
Arao-a, Cecilia, e nada tenho que lhe
perdoar, porque nao foi culpada da falta
coramettida... era mesmo foi cumplios
della !... O seductor infame, e tu s
urna martyr.
verdade que me ama ? perguntou
a moga, delirante.
Com um amor tao profundo quanto
puro 1... Um amor de homem honrado !...
E tu, Cecilia, C3ts disposta a amar-me?
r^__ Ah I J o amo! exclamou a menina
Berni'.r, completamente desvairada. Como
n3o o amara, se tao grande e tao gene-
roso. O senhor o anjo do perd3o, o se-
nhor que me rehabilita aos meus proprios
olhos.
Pois bem I replicou o italiano, com
voz grave e gesto solemne. Que o pasan-
do nio exiata maia, nem mesmo em lem-
branga Que ae apague da 8ua 7iemoria,
como da minha. O filho que naacer aera o
meu filho I
r tontinuar-ieha)
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Typ. do Diario, ra Duque de, Caxiaa n. 43.