Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16600


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Full Text
km
PARA A CAPIT.1*. E LUCARE8 ONDE NAO HE PACA PORTE
I

I
j

Por tres mezes adiantadoi .
Por seis ditos dem.....
Por um anuo ideai......
Oada numero avulso, do mesmo da.
60000
125000
240000
,5100
QOINTA-FEIBAT DE JUMO DE 1886
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
Por ieis meses adiantados........
Por nove ditos idem........'. .
Por um anno dem..........
Cada numero avulso, de dias anteriores. ,
130500
200000
270OOP
luO
DIARIO DE PERNAMBUCO
l[)xoyxittobt ir* Jlaiwel Jtptrira i>* /arta A -tlljos
TELEGRAMMAS
um:: fabiiculas :: .libio
RIO DE JANEIRO, 9 de Junho, s 3
horas e 45 minutos da tarde. (Reoebido s
5 horas e 5 minutos, pelo cabo subma-
rino).
Na Cmara dos Devalados, o Dr.
Manuel i'urlella defendeo hoje o
ea> aetoa como presidente da pro-
vincia de Minas Ceraea.
Bepol* a Cmara approvou a res-
posta a Falla do Throno.
::s:::: da a&sjjcia satas
(Especial para o Diario)
VENEZA, 7 do Junho.
Hoje al meio dia o cholera-usor
bus fea 13 victimas.
PALERMO, 7 de Junho.
Bstft completamente terminada a
erupco do Etna.
ATHENAS, 7 do Junho.
Foi levantado bioquciu dos por-
to* grecos.
ROMA, 7 de Junho, tarde.
. U. o Papa Leao XIII con ferio a
rosa de ouro a M. a Balaba i.
Cbrlstlna. regente de Hespanba.
VENEZA, 8 de junho.
as ultimas ti boras o cholera -
sorbas fes l* victimas.
BRXELLAS, 8 de Junho.
as elelc6es que araban de ter
lagar para renovacao. por metade.
do Senado, os llberaes perdern JI
lagares.
Km consecuencia dessa perda os
llberaes Uranio agora em miuorta.
LONDRES, 9 de Junho, de manh.
asegura se jue o Sr. CUadstone
tem a Intencao de dissolver breve-
atente a Cmara dos Communs. e
proceder a novas eleieaes parla-
ssentares. tendu por bjectlvo as
reformas poltica e agraria da Ir-
landa.
LONDRES, 9 de Junho, s 2 horas da
Urde.
Deram-se desordens em diversos
pantos da Irlanda.
Agencia Hars, filia! eai Pernambuco,
9 de Junho de 18,^6.
Po n'estas eircumstaocias que Apollo se refu '
giou em casa de Admeto (re da Thessalia), cojos
rebanos ficou pastoreando. Achava-sa Neptu"0
tambem por essa oc-asiao provisoriamente priva-
do de sua soberana, em conaequencia de ha ver
tomado parte n'ama conspirado contra Jpiter.
Idntica era portanto a situaclo de Apollo e
iVptuno,e ambos se prestaram a coadjuvar Lao-
medonte na edificaco dos muros de Troia com
a esperaoca de que seriam bem recompensados,
como' alias lh o prometiera aquelle monarcha.
Este, porm, que resuma em si tudo quando se
pode imaginar de mais requintado apurado em
questao de fraudes e dolo, falsidade e m f,
apena se pilhou servido, trstou de Iludir as
promessas que fizera ; r, terminada a obra, nem
Apollo, nem o seu ccmpanheiro, receberam esti-
pendio algum.
(Contina)
NSTRUCCO POPULAR
JARTE OFFICIA,
MYTHOLOGIA
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POV E DAS ESCOLAS
Apollo e Diana
tContmuafoi
Nao foi s pela nympha Clemene que Apollo se
apaizonou. Coronis, l) .phne. Ciycia e Leucotheo
figuram entre as que maia teamente o rende-
ram.
C:ronis (filha de Phlegias, re dos Lapitbas)
comecou por corresponder paiao de Apollo. De-
corrido, porem, algum tampo, abandonou-o sedu-
zida pela fascinante formosura de Iscbys. Apol-
lo, crescendo em colera perante a fementida tri-
cao da inconstante, matoa-a simultaneamsnte
com o seu rival.
Poaco tardan, porem que se nao arrependesse
de haver exercMo tao vehemente vingauca ;e,
como fra um corvo que palreiro e denunciante o
informara da inSdelidade de Coronis, Apollo cas-
tigou n'elle o metincto perverso da intriga e da
maledicencia, conyer leudo I be em negras as pen-
nas que at entilo tinham sempre sido brancas
n,aquella ave.
Das entranhas da morta eztrahio Apollo urna
creanca anda com tignaes de vida, que tratou de
reanimar, e cuja criaclo confiou ao centauro Coi-
rn.
Ao menino puzeram o n rae de Esculapio. O
centauro Chiroo ensinou-lhe os segredos da arte
de curar aa enfermidades,e to sbio veio Escu-
lapio a tornar-se n'este ramo de conhecimeutos,
que d'ahi lhe proveio sua propria ruina, porquanto
Jpiter o fulminou despeitado em conaequencia
de haver Esculapio com o simples auxilio de seus
medicamentos restituido vida Hippolyto, filho
de Tbeseu. Esculapio ficou sendo venerado como
o dens da medicina. Represen lavam-n'o sob a
figura de um ancio, sereno e grave no olhar, ma-
jestoso na att ilude, respeitavel no porte quasi sem-
pre com barbas compridas e segurando n'ama das
naos um bordio com urna serpete n'elle enrosca-
da : aos ps figurare-lhe um gallo, J^Bolo da vi-
gilrtucia.
Auollo, por no poder desafogar sua -solera no
propino Jpiter que lhe fulminara o filbo, vingou-
se matando os Cyclopes que baviam forjado o ra Jpiter par sea lado uaou tambem de represalias
e castigoo o atrevimeoto de Apollo, expulsando-o
da mansio celeste, tirando-lhe temporariamente
as prerogativa divinas e reduxindo-o s eondic&es
de simples mortal
Clorerno da Provincia
DESPAPHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 8 DE
JUNHO DE 1886.
Affonso Loyola.Requeira por certi-
do, querendo.
Antonio Borgcs da Silveira Lobo.No-
meie-se o bacharel Amaro Fonseca de Al
buquerque para exercer interinamente o
lugar de tabellio, durante o impedimento
do serventuarij vitalicio.
Abaixo assignado de agricultores de S.
Lourenco da Matta. Informe o Sr. enge-
nheiro fiscal dos engenhos centraos do Io
districto.
Antonio Pereira da Silva e Francisco
Barbosa da Silva. -Informe o Sr. Dr,
chefe de polica.
Padre Antonio de Albuquerque Mello e
Manoel Moreira de Souza. Informe o Sr.
inspector da Thesouraria de Fazenda.
Companhia Pernambucana e Rodrigo
Jacome Mar tos Pereira. -Informe o Sr.
inspector do Thesouro Provincial.
Francisco Fernandos de Farias. Re-
mettido ao Sr. inspector do Thesouro Pro-
vincial para mandar attender, de accordo
com a sua informaban de 27 deMaio prxi-
mo paseado, sob n. 667.
Major Jos Francisco de Paula Caval-
cante.Remettido > Thesouro Provincial para mandar entre-
gar, mediante tianca, depois de prestadas
as contas dos recebimeatos anteriores.
Julio Cesar Goncalves Lima. Nesta
data expelo ordem ao Thesouro Provincial
para pagar ao supplicante o vencimento
que lhe competir na qualidade de professor
de Qamelleira, depois de registrado o ti-
lo, conforme exige o art. 93 do Reg. de
2 de Julho de 1879.
Jos Goncalves. Informe o Sr. admi-
nistrador dos Correios.
Luiz Antonio de Mello. Sim, pagando
o supplicante as mercadorias.
Jacintho Pacheco Pontes.Remettido ao
Sr. inspector da Thesouraria de Fazenda
para attender ao .supplicante, nos termos
de sua informadlo de 31 de Maio prxi-
mo findo, n. 367.
Marianna Teixeira da Costa Coelho.
Sim.
Secretaria da Presidencia de Pernambu-
co, em 9 de Maio de 1886.
O porteiro,
7. L. Viegas.
Repartlco la polica
Scelo 2.' -N. 581.-Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 9 de Junho de 1886.
Illm. e Exm. Sr. Participo a V. Exc.
que foram hontem recolhidos na Casa de
Detengo os seguintes individuos :
A' orden do Dr. delegado do 2- distric
to da capital, Antonio Bibiano, pelos cri-
mes de tentativa de ferimentos e resisten
cia.
A' ordem do subdelegado do Recife, Mi-
guel Goncalves da Silva, por embriaguez e
disturbios e Raymundo Jos dos Santos, por
disturbios.
A' ordem do de Santo Antonio, Lucio
Pereira de Souza, Manoel Marcellino dos
Santos, Jos Alexandre Bezerra e Jos
Polycarpo Carneiro Lins, por disturbios.
A' ordem do do 1" districto da Boa-Vis-
ta, Narciso Felismino Carneiro da Cunha e
Jos Joaquina Pereira, por disturbios.
A' ordem do do 2- districto da Boa-Vis-
ta, Dionysia Mana da Conceigo, por em-
briaguez e oifensas moral publica.
- Hontem, s 8 horas da noite, por oc-
casio de tocar recolher em frente so quar-
tel-general a msica do 14 batalho de li-
nba, o individuo Antonio Bibiano, de quera
cima trato, estando armado de um cai-
vete de m< la, tentou ferir ao msico Pedro
Celestino ia Conceigo, pelo que foi preso
eiD flagrante depois de tenaz resistencia.
Contra o delinquente procedeu se nos
termos da le.
Pelo subdelegado da freguezia de Santo
Antonio, f>i remettido ao Dr. juiz de di-
rejto do 2- districto criminal, o inquerito
policial a que procedeu contra o subdito
mglez Eurico Lcvy, como incurso as pe-
nas do art. 201 do cdigo criminal, por
haver f ri io ao tambem subdito inglez
Tboinas Hilmes, facto occorrido no dia 2
do correte e do qual j d"i ciencia a V.
Exc. na part do dia 4.
D-us guarda a V. Exc. -illin. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leao,
muito digno vice-presidente da provincia.
>0 chefe de poli a, Antonio Domingo
Pinto.
batalhSo de infantatia Joo Haptista de Souza,
que era considerado incluido e nao apresentado
(Assignado) O brigadeir Agostinho
Marques de S, commandante das armas.
ConformeO tenente Joaquim Jorge de
Mello Filho, ajudante de ordens interino
e encarregado do detalhe.
(onmaudo das Armas
QCABTEL GENERAL DO COMMANDO DA8 AB
HAS DE PERNAMBUCO, EM 8 DE JUNHO
DE 1886-
Ordem do dia n. 100
Fuco publico para conhecimento da guarnicao
que apresentoa-M hoje a este quartel general,
vindo da provincia da Baha, o Sr. capitao do 14*
DIARIO DE PERKAMBCO
RECIFE. 10 DE JUNHO DE 1886
noticias da Europa
O paquete inglez Elbe, entrado hontem
da Europa, trouxe datas que de Lisboa
alcancam 28 de Maio, adiantando cinco
dias s trazidas pelo Gironde.
Alera das noticias de Portugal, constan-
tes da rubrica Exterior, eis as demais tra-
zidas pelo dito paquete :
Franra
Occupando se neste momento urna gran-
de parte da imprensa europea da questao
da expulsSo dus principes de Orleans, os
leitores nSo acharo inopportuno que lhes
demos algumas informacSes circunstancia-
das acerca dos motivos do ruido que se es
t fazendo em Franca e na Europa, em
torno dos descendentes de Lniz Felippe.
Os partidos republicanos francezes te-
meram-so sempre dessa familia, irapu-
tando-lhes trabalhos incessantes, quer pa-
ra restaurarem o throno demolido pela
revoluco de 1848, quer para elevarem o
duque de Aumale presidencia da rep-
blica, a exemplo de Luiz Bonaparte, que
foi depois Napoleo III.
Contra esses trabalhos e os seu3 resul-
tados adoptaram-se j por muitas vezes
medidas preventivas ou repressivas, e ha
poucos mezes discutio se no conselho do go-
verno e no parlamento a conveniencia de
banir da Franja a familia de Orleans,
conjunctamente com os outros pretendentes,
assentando-se, depo3 de muitas hesitacoes,
om autorisar poder exeautivo a decretar a
expulsSo, se a julgasse necessaria defza
das instituyes c manutengao da ordem.
Estavam as cousas neste p quando o
casamento da prinoeza D. Amelia com o
principe real de Portugal den ensejo a
que os amigos e partidarios da familia Or-
leans a cercassem de ostentosas demon-
strarles de sympathia, e essas demonstra-
do* as parecer m ao governo republicano
suspeitas de intencoes polticas. Por ulti-
mo, os condes de Paris, as vesperas da
partida de sua filha para Portugal, rece-
beram no 8eu palacio da ra de Vrennos
as pessoas que quiznram ir cumprimen-
tal-os, e essa recepeo, verdaderamente re-
gia, acabou de exacerbar as susceptibilida-
des republicanas, principalmente por dous
motivos.
Um delles foi que a festa coincidi com
o anniversario do golpe de Estado de 16
de Maio do 1877, com que o partido con-
servador e o marechal Mac-Mahon tenta-
ram, ao que se diz, preparar a queda da
repblica ; e essa coincidencia nao foi acei
ta como accidental, antes tomada como
provocadora e acintosa.
E o outro motivo foi que a imprensa or-
Ieanista, esquecendo-se talvez dos melin-
dres da nova situacao da p-inceza D. Ame-
lia, accentuo uo carcter politico da que de-
vera ser urna reuniSo particular de indivi-
duos ligados familia Orleans por affei-
co e respeito, dizando que tinha tomado
parte nella tudo quanto era distincto em
Paris pelo sangue, pela posicao, pela ri-
queza on pelo talento, e fazendo notar que
os convidados ao Palacio Galliera consti-
tuiam um encllente pessoal de governo.
*
^
Este excesso de zelo da irapre sa orlea-
nista chocou o partido republicano, parte
da sua imprensa comecou a pedir a expul
.s.lo dos principes, e o governo oceupou se
do assumpto. Ainda nao era conheuido,
porm, o que se decidir, pirque as opi
ni3es entre os proprios republicanos estilo
divididas.
Nos jornaes de Paris ultimamen
bidos est bem accentuada esta
O lemp, por exemplo, apezar
cto ao governo actuai, considera a
sao como urna prova de fraqueza,
dendo que os esforgos desesperados dos
realistas, as suas imprudencias premedita-
das, os seus desafios a fri, todas as suas
roanife8taco*e8, sao inoffensivas^ porque nSo
teem influencia real sobro a nacao.
O Radical, nSo obstante a opiniilo que
o seu titulo indica, do mesmo parecer ;
mas Republique Frangaise, que tem peso
na opiniSo de um part io, diz aberta-
rnente:
c O que nos pedimos que o governo
da Repblica se defenda. Carral dizia de
Jacques Laffitte que < tinha experimenta-
do, nao um systeraa, mas a ausencia de
qualquer systema, tinha experimentado o
governo por abandono, i Se a isto se
pode chamar poltica, no queremos serae-
lhante poltica Existo um certo systeiun
de poltica interna muito scinelhante po
lica externa que confunde a liberdade da
accao com o isolamento ; o systema que
faz consistir o liberalismo na abdicacao do
poder.
< NSo queremos esse liberalismo, nem
em reUcito aos pretendentes do throno
nem em ralacao aos pretendentes anar-
chia. Porque desejamos que a Repblica
viva, entendemos que nao deve abdicar
diante de ninguei...
t Dizem nos que o Sr. conde de Paris
tem nma corte ; mas nao tem um partido.
Pouco nos importa. A Repblica tem o
direito de se fazer respetar tanto pela cor-
te que faz as suas' fetas no palacio da ra
Varenne, como pelo partido que celebra
as suas sess3?i na tala L^vis. Fazerae
r
rece-
isilo.
affe-
expul-
entea
respetar por uns e outros, pelos que se
divertem a representar de leis nos salSes,
e pelos que brincara com a dynamite nos
clubs, sao urna poltica. E acrescenta-
mos, visto que parece estar j esquecda
a licao des eleicoe.s de Outubro, que ur-
gente por em pratica essa poltica. >
Esta doutrina tambem, pouco mais ou
menos, a do Suele, psriodico moderado, da
Justice, orgo de Sr. Clomencean, por-
ventura da maioria da imprensa republica-
na ; e por isso julga-se que o governo al-
guma cousa far.
As ultimas noticias acerca dcsta impor-
tante assumpto sao as do Fgaro e do Soir.
O Fgaro diz :
Nao ha nada de novo acerca da questao
dos principes. O presidente do conselho
no communicou aos seus collegas as deli-
beracSes que tenciona adoptar, e at se
julga que os ministros s trataram do as-
sumpto no conselho de terca-feira, dia da
reabertura das cmaras.
E' provavel que na cmara se formule
urna interpellacao...
A informacao do Soir mais lacnica
ainda. No seu ultima hora annuncia
que os ministros deviam reunirse no dia
24 para deliberarem acerca da questao
dos principes.
Um dos ltimos nmeros do lemps re-
fere so questao da expulsSo dos prin-
cipes nos soguintes termos : < A pro-
posito dos principes, o Radical, esta ma-
nha, faz algumas reflexoes quo, sendo da-
quela folha, sao ptimas para colligir.
Julga com razio que as medidas de ax
pulsao nao so o melhor meio de salvar a
repblica, que essas medidas se lhe torna-
rao funestas, lanesndo-a n'uma illuso se
ellas nos devem dispensar e desviar das
verdaderas questies, que preoecupam e
agitam o paiz.
Ora essas questoes existem n'outra par-
te e sao de urna outra natureza ; com a
conservacao da ordem lagal o cuidado
cada dia mais geral da situaco econmica
do paiz, das condicSes do trabalho, das
uecessidades do nosso commercio, da nos-
sa agricultura e da nossa industria. Nun
ca ser bastante a insistencia em aconse
Ihar os H08808 governantes o os nossos le-
gisladores a prevenirem-se contra as ques
tSes tormaes e esteris e entregarem se
aquellas de que dependem a seguranca e
os interesses de todos.
Que a repblica se jnostre impotente
em conservar a ordem, em proteger a li-
berdade e os direitos de cada um ; que
sobreviessem revoltas ; que a confianca se
retirasse dos nossos governantes, evi-
dente que nao seria o affastamento de tal
ou tal principe que impedira a maioria
da nacao pacifica e laboriosa de dse jar
urna mudanca de rgimen. Ninguem pode
governar contra a nacao. Mas tambem no
menos verdade que se podo d^spresar
tudo o que se imagina e tenta contra a na-
cao e sem a nacao. Os reforgos desesp-
ralos dos realistas, as suas imprudencias
premeditadas, os seus desafios framente
calculados, todas as suas manifestagoes fi
cam inoffeusivas, porque a nacao nao os
acoeita.
Conservar, fortifica, estender por meio
de reformas e de progressos continuados
em dedicacao do nosso povo pelas insti-
tuicues republicanas; e tornar-lhes todos
os dias esse rgimen mais agradavel pela
seguranca de que gosa, pelo pleno goso
das seus direitos, que lhe assegura ; pela
prosperidade geral que favorece e pelas
luzes que espalha : eis a verdadeira pol-
tica, que as circunstancias recommendam.
Escolher urna poltica contraria, estron-
dosa e v3, seria cortamente largar a presa
pela sombra.
O jornal des Debat tamb/m se pronun
cia contra a expul&ao dos principes de Or-
leans, dizendo que sao futeis os pretextos
apresentados pelo Siecle, Voltaire, Re-
publique Francae e outros jornaes.
Osjornaes inglezes fallando da expulso
dos principes c"e Franga esperara que o
governo francez evitar simlhante ridiculo.
O Paris diz que o incidente do casa-
mento da princeza Amelia de Orleans nao
Dastamente grave para justificar essas
expulsSes.
Ha jornaes, intransigentes que nao se
contentara coma expulso do3 principes e
pedem que o cone de Paris seja mettido
n'um carcere. J ter medo !
A cmara dos deputados recomegou no
dia 25 os seas trabalhos, tomando em con-
sideragao diversas propostas, entre as
quaes a qu9 tem por fim conceder pen-
s3es vitalicias aos feridos ou s familias dos
que perecerara no combate do 24 de Fe-
verciro de 1848. A este respeito trocarara-
se algumas observagSes acaloradas entre
os diferentes grupos da cmara. O mi-
nistro da guerra apresentou varios projec-
t'js ii litares.
Segundo diz a Libert, o ultimo conse-
lho de ministros, por 6 votos contra 5,
pronunciou-se a favor do principio da ex-
pulso dos principes, mas no chegou a
accordo sobre a redaego do competente
projecto ( uja elaborago de vera continuar
no prximo conselho do dia 24. SuppSa
se que o governo, antes de tomar qualquer
deciso quer sondar a opinio da cmara.
A rnnior parte dos despachos das pro-
vincias dizem qne os nimos alli se mos-
tram iidifferentes a esta questo dos prin-
cipes.
Esto-se organisando em Pars os tra-
balhos para a exposigo internacional de
1886, nos Campos Elyseos, de Julho a
Novembro, sob a protecgo do ministro do
commercio e da industria, sendo coramis-
sario geral das 8eig5e8 estrangeiras, o Sr.
E. B. Grenier, Chausse d'Antin, 39. Na
commisso promotora d'este certamen fi
gurara senadores, deputados e merabros
ia municipalidade de Pars.
J se expediram os primeiros documen-
tos impresos relativas a esta exposigo,
e o aviso para o journal officiel de E'exposi
tion, ao qual incumbiro todos os assurap-
tos que interessam aos expositores e ao
publico.
O Sr. Carrn, candidato conserva-
dor, foi eleito deputado de Illiet- Vilaine,
era substituigo do fallecido Sr. Leliure,
republicano.
Desmente-se o b jato da transferencia do
conde Lofebvre de Bhaina, embaixador
da repblica franceza junto do Vaticano.
Varios grupos socialistas foram no dia
23 ao cemiterio Pre Lachase para cora-
memorar o anniversario da queda da cora
mua. Desiraldaram-se algumas bandeiras
vermelhas, e foram proferidos os violentos
discursos do cosumo; nao occorreu, po-
rm, nenhum incidente. A polica, que ti-
nha tomado as precaugSs necessarias,
apprehendeu sem resistencia as bandeiras
vermelhas.
ITALIA
Os resultados conhecidas das eleigoas
do eleitos deputados : 249 minist iraes,
156 pentarchicos, 26 radicaes, 18 incertos
e 6 disidentes.
Foram reeleitos todos os ministros e to-
dos os chefes da opposigao. Os radicaes
triumpharam em Milo, Rovigo e Forli.
O Sr. Amilcar Cipriano ficou eleito por
dois circuios. Reinou completa ordem em
todas as assemblas.
SANTA S
O Papa recebau a 22 em audiencia 200
peregrinos hollandezes, aprasentando-so
com a cruz peitoral que o imperador Gui-
Iherrae lhe enviou ha pouco.
Monsenhor Ravier, prelado da casa do
Papa, abjurou o cathoiicisrao apostlico
romano para entrar na igreja catholica ita-
liana.
N j prximo consistorio Sua Santidale
crear seis cardeaes, recebendo tambem
o barrete cardinalicio o arcebiipo de Goa,
primaz do Oriente, Dr. Valente.
Foi assignada a concordata com portu-
gal no dia 22. Saro creadas duas dioca-
ses novas na India Portugueza.
Ser, tambem em virtude d'esta con
cordata, raconhecido coroa portugueza o
direito de apresentago dos bispos e da
noraeago de todos os paro alus e missio-
narios. Os bans das missSas de Birabaim,
que oreara por 44:0 JO libras sterlinas,
serio restituidos Portugal, o que lhe
muito vantajoso.
luglaterra
O projecto da reconstituigo da Iran la
.presentado pelo Sr. Glalstone, parece ter
mais algumas probabilidades de bom exi
to.
No discurso de lord Salisbury, pronun-
ciado ltimamente era S. James Hall, ficou
demonstrada a iraposaibilidade de formar
com os conservadores um gabiuete viavel.
At agora ainda no faz declarago* alguma
official que permitta affirraar que tenciona
approximar-se do Sr. Gl -dston pela linguagem do Birmingham Post, que
o seu orgo, pode deduzir-se que na rea-
lidad existe essa approximago.
Aquella folha daixou de considerar a re-
jeigo do home-rule como urna victoria do
bom ttenso do Sr. Camberlam sobre a aau
dacia desenfreada do Sr. Gladstone. Ain-
da mais: at assevera que a reconciliago
das differentes fraegoes do liberalismo, de
ora em diante, so um ideal que por todo
o modo curapre alcangar. Isso basta para
se poder julgar que o Sr. Charaberlarapen-
sa n'uma evoluco no sentido do home rule
Isto parecem confirmal o diversos boatos
que tem cirralado em Londres nestes l-
timos dias. At se affirma que ha neg
ciag5es activas entre os Srs. Gladstone,
Parnell e Chamberlain, tendo por objecti-
vo um comproraisso que assegure a vota
gao do projecto do parlamanto irlandez, em
condigSes ao mesmo teoipo satisfactorias
para o gabinete, para o Sr. Chamberlain e
para os autonomistas irlandezes.
- O Standard, de 25, suppoe que do
projecto de lei lo home-rule resultar por
todo o mez de Junho prximo a dissolugao
do parlamento.
Paiic Baivos
Houve na segunda cmara dos Estados-
Gomes urna troca do explicagias entro o
Sr. Heimskerk, presidente do conselho de
ministros, e o Sr. de Mackay, presidente
da cmara, acerca da solugo que se deu
crise ministerial naquelle paiz ltima-
mente.
Declarou o Sr. Heemskejk que se os
miaistros haviam retirado a sua demisso,
esse facto fora conaequencia de ter recusa-
do um dos chefes da direita o encargo de
organisar novo gabinete.
Na occasio em que foi annunciada a
exonerago do ministerio, ignorava-se que
tivesse existido o offereciraento e a recusa
eutre o rei Guilherme e um homem politico
qualquer. At se tinha notado que o sobera-
no no fallara de^criso seno com o conde
Schimelpenniench, e d'ahi se tinba con-
cluido que fra sobre as informagoes dadas
pelo referido conde acerca das disposigSes
dos seus amigos polticos, que o chefe do
astado ha va renunciado a dirigir so di-
reita.
Pelas explicagoes dadas cmara, fica
establecido que o rei se diriga expressa-
mente direita, e que esta se reconheceu
em boas condigdes para assumir o poder.
O baro de Mackay, presidenta da cma-
ra tave noticia, por urna carta do rei, de
que a corda estava resolvida a conferir o
poder direita.
Compondo-se esta de dous grupos colli-
gados contra o partido liberal, mas profun-
damente rivaes, era de esperar que o sobe-
rano offerecesse o poder a um homem po-
litico as condig3es de fallar, tanto em no-
me de um como de outro grupo, e que po-
desse, at certo ponto, conciliar ou atto-
nuar as suas pretengSas e a sua competen-
cia, como era por exemplo, o presidente da
cmara eleito para essas altas funeg^es pe-
los dous grupos rivaes.
O facto que o Sr. de Mackay declinou
a honra que foi offerecida, e dase na cmara
que no tinha podido aceitar a condigo,
que lhe impunha o soberano.
Era essa condigo, obrigar-se o novo mi-
nisterio, a oceupar-se da reviso constitu-
cional .
O Sr H-jeraskerk, porem, negou que o
monarcha houvesse feito de algum modo a
reviso constitucional urna obrigago para
o novo gabinete e dado ao futuro ministe-
rio urna especie de mandato imperativo ;
que o rei somente exprimir um deaejo.
Ora, essa regia aspirago mereca na
verdade algumas explicago"es do represen-
tante da direita ; entretanto o Sr. de Mac-
kay, procurou esquivar-se de maiores m-
formagSea, o que equivale implicita con-
fisso da impotencia da direita.
De todo aquelle debate sobresahiu acon-
firmago dos sentimentos pessoaes do so-
berano, acerca da reviso constitucional.
Quando, ha ver tres annos, o Sr. Tak
van Poortoliet, um dos antigos collegas do
K-jppeynevan de Copello no ultimo minis-
terio liberal, foi chamado pelo rei no comego
da crise ministerial para o ouvir acerca da
situago, os peridicos da fraego mais
avangada, qual perteneem aquellas dous
ministros, sustentaran! que o Sr. Takvan
Poortoliet no tinha aceito o mandat > de or-
ganisar o novo gobineie, porque o sobe-
rano oppunba invencivel resistencia a urna
reviso da constitugo, fosse ella qual
fosse..
Esta allegago era contestada p la im-
prensa liberal, que affirraava no ter sido
o respeito pelo principio da reviso, mas
por causa de um programraa revisionista
preparado pelo Sr. Takvan Poortoliet que
que manifestara a divergencia.
Parece que a segunda verso que a
verdadeira.
Oriente
Mallograram-se definitivamente as nego-
ciagoas para renovago do tratado de co.n
raercio entre a Austria e a Romana, per-
seguidas activamente, depois da pasohoa,
na capital do reino danubiano. O ponto da
dissideucia era o da clausula da nago mais
favorecida, base principal e esaencial dos
tratados de commercio modernos, que o go-
verno da Romana no quiz conceder sua
po 1 irosa visinha.
Pretendan! ainda os del- gados romanios
que as questSes relativas a tarifas de ca-
utn hos de ferro, navegago, s juris-
digSas consulares e outras, fossem resolv-
das por urna convengo especial. Erara
raanera8, aos olhos da Austria, de tornar
Ilusorios n'um dado momento os beneficios
da tratado. Emfim o governo de Bucha-
rest reserva-se o direito de denunciar todo
o tratado se a Austria Hungra cerrasse as
as suas fronteiras a importago do gado ro-
maico.
Tantas exigencias acabaram por apurar
a pa iencia dos delegados austracos. As
negociagS -s quebraram-se, e, a datar do 1*
Junho, vii avangar de parte a parte urna
guerra de tarifas, guerra que ter a saa
influencia no s as relagoas econmicas
dos dous paizes, mas tambem as mais re-
Ucoes polticas.
Assevera a ura correspondente de Oons-
tantinopla, que um facto consummado a
reconciliago do czar e do principe da Bul-
garia ; este acontciraeuto abre "*am vasto
campo aos commentanos que se fazem de
maneiras muito differentes. Para os que
conhecera os sentimentos que at aqui Ale
xandra III nutria para cora o principe ou
Battnherg, evidente que este tem de ad-
jurar as suas velleidades de independencia,
declarar-se prompto a retomar o seu lugar
entre os submssos da corte de S. Peters-
burgo.
Isto representa a morte da influencia bri-
tnica era Sophia, a valia dos ofiieiaes rus-
os e a entrega, as mos destes, da direc-
go das forgas militares do principado da
Rumelia oriental.
A Inglaterra julgara lograr a Bulgaria e
provocar um movimento de opinio em fa-
vor de urna independencia ibsoluta; mas
os sentimentos de reconhecimento ao czar
libertador, que existem na coragao de cada
habitante da Bulgaria, so muito ardentes
e radicados,,para se arrancarem fcilmente
e o principe Alexandre podo convencer se
disso durante a excurao que fez ltima-
mente no seu novo governo. Foi dos gri-
tos de: < Viva a Russia I Abaixo Kara-
veloff I que o colheram na sua entrada
na maior parte das povoag3es da Romelia
Oriental.
E' raanifes'a por outra parte que esta
mudanga sbita modificar as disposigSes
do governo do sultSo.
Antes de tudo imp5e-se a obrigago de
curar a seguranga da capital e aberta a
todos desde que as passagens dos Balkaus
cessaram de estar sob a guarda do exercito
turco.
Ha urgencia de estabelecer sem demora
um acampamento entrincheirado na Thra-
cia, afira de deter a marcha de um -xar-
cito de invaso que s^guisseo v.llo de Ma-
ntea. Andrinopla foi designada, pela su v


--

de 1886




sltuaeao, como ponto central da detona,
mas as bateras doscobert-is e oe terrados
que protegen! as proximidades nessa pra-
fa, nao sustentaram n'este e quatro horas
o fogo do inimrgo: o tur de groce exe lu-
tado em Pewna por Osraan-Pach nao po-
der construir um precedente em favor do
systema de fortifiaacoes passageiras, e o
ministerio da guerra-le vera easaregar to-
dos os recursos da sawcia de eagenbaria,
aob pena de ve sm a Oonstaaxainopla a
discrp(So de m general aventun.
Antes de deixar Atkenas, o ntmiitro da
Turqua, Feridaa Bey, ten urna entrevis-
ta com o presidate do coaaelho, que lhe
forneceu as expkcacSea rnais tranquillisa-
doras, e lhe pedio para faier saber a Su-
blime Porta, que nenhum conflicto era de
temer entre os postos avancados de dous
exercitoa.
No palacio to !os se raostram satisfeitos
com as aforaiacSes que levou Feridam
Bey ; o bloqueio das costas hellenicas nada
iuter.'ssa Turqua e como essa demons-
trado odios i e grotesca se nao deve pro-
longar, o ministerio ser levado tomar dis-
posicoas para a repatriacjto dos enviados
da Asia Menor que foram j para Salani.-a
Dcdeoghatch e Dardanellos.
Os ltimos despachos recebidos da fron-
tera da Thessala dito a noticia de haver
cessado o fogo. A opiniao publica em Athe
as deplora .ltamenta aquellas incidentes,
que obrigam o governo grego a adiar o
dt'sarmamento.
Tem corr lo que os cretenses pro-
claman) a sua unio Grecia; mas o
boato carece de confirmabas.
Dizem de Sopha que os agentes di-
plomticos receberam cornmunicacilo ofii-
cosa de urna circular dirigida pelo gover-
no aos prefeitos blgaros relativamente
conspiracao de Bourgo. A denuncia do
trama foi dada por um blgaro chamo Mi-
choiloff. Estao j presos muitos estran
geiros entre 03 qua -8 se contam varios
montenegrinos o um ex-capitSo rusa >.
Dizem de Sopbia que os resultados
parciaes das eleic3es em sete districtos da
Romelia, seis districtos elegjram deputados
os candidatos m.nistcriaes.
Km Venijagra travaram-se conflictos em 1
que ficaram raortos ou feridos varios indi-1 missarios appellario pira o* goveraoa das
J-j partea contractautes.
viuuus. Art g. A _re8(,nt.. convenc'to ser ratificada, e
A nova circular da .Porta s poten- 1 a3 rl4tfic l?5,., erjo trocidas em Lisboa logo que
cias diz que dirija urna prompta soluccao sto se possa fazer.
da questSo grega e promette desarmar as (fc joiaaaa de ttasoa deala dias 'cem 3e, -eu-
1 da presente convence Coaipromette-ae, alm
d'isso, a nao modificar o tratameuto concedido, em
todo o tempo, aos subdito portugueses pelos alraa-
nys de F -uta-Djallon.
Art. 3" Na regiio do Conga, a fronteira daa pos-
sessoes portuguesas e francesas seguir, em con-
foimidade com o tricado indicado na carta n. i
aunexa i presente convenci, urna liona que pir-
tindodi ponte de Chamba, situada no confluente
da Loema ou LuizaLuango e da Lubiata, ae con-
servar, tanto quanto oaaivel e aegaado as indi-
cacees do terreno, a igual distaaoia d aquellas
duas ribene e, a aartir da.origen bm septentna
na* da ribem Laaii, aeaair a linha daa cumia
daa que separa a. bacas da Lense ouLu.za La,
go e do ChMeaaa, at o 10- 30.' de longitude ta-
te de Paria, coai-adrado-ee dafosa eam este meri-
diano at o sei eaeontro eom o Chiloango, que
serve n'eete aitia da troateira entre a* posaeaeoes
portaguesaa e o Estado liara de Canga.
Arabas as alta partea eootratantee ae compro
mettera a ni-, elevar na ponta de Chamba qual
quer construccio que ponha obstculo navega-
io.
No estuario comprehendido entre a ponta de
Champa e o mar, o thalweg servir de lioba de
marcacao poltica s possessoes das altas partes
contratantes.
Art. 4 O iroverno da repblica francesa reco-
nbece a S. M. P. o direito de exercer a sua in
fluencia soberana e civilisadora nos territorios que
separam as possessoes portuguesas de Angola e de
Mozambique, aob reservados direito procedente-
mente adqu:ridos por outras potencias, e corapro-
mette-se pela sna parte, a abater se de qualquer
cccupacio.
Art. 5 Oseidadaos francezos naa possessoes
portuguesas da costa occidental te frica, e os
suoditos portugueses as posseaoes francesas da
mesma costa serio respectivamente, no que diz
respeito protecciodas pessoas c das proprieda-
des, tratados igualmente com os subditos e oj ci-
dados da outra potencia contrahenfi1.
Cada urna das altas partes contratantes, gosa-
r. as mencionadas puaaoaaJBI, quanto nv<-
gac:'o e coramercio, o rgimen de naci mais fa-
vorecida.
Art. 6 A.s propriedades que fazem parte do do
minio do estado d-; cada urna das alta-- partes c m-
traotantes, nos ti-rritirius que mutuamente ce Je-
ram rarZo obi-cto de trocas e com ieoaaS ts.
Art. 7 Umacommissao ser euoarregada de
determoar, nos propris lugares, a posicao dsani-
tiva das linhas de dem uaaaio previstas pelos ar-
tigos 1 e 3- da presento coev-ueao, e os raem-
bros serio norneados d > modo leguinta :
O presidente da repblica franeeaa nomaar, e
Sos Mi?.'3-ade Pidelissim nomear, d>us om-
mis9arios.
Estes commissa^-i-s r'unir-83 ha no lugir que
ser ulteriormente filado de co.nnum accord >. pi;-
las altas p.i-t-s cintractautus, a n' mais breve
praso possivel, depon da troca das ratific icous da
presenta convenci.
Em caso de desaccordo, os mencionados com-
alias
mesmas datas que a Gracia fixar para o
s:u proprio desarmamento.
Os jornaes nglezas aecusam aos gregos
de serena os aggressores nos conflitos da
ira da Thessalia.
Em Athenas foi publicado o decreto que
manda licenciar cinco classes da reserva.
Etado Unido
Nos Estados-Unidos produzio grande!
scnsaco a sentenya dada pelo tribunal de
Nova-York, condemnando a nove annos e
dez mezes de prisao, um vereador d'a-
quella cidaie, por ter recebido presentes
de urna compaahia de carainhos de ierro
americana, que solicitava certas conces-
8 n\
VSo diminuindo as grves nos F.stados-
Unidos.
pado xelusivamentu de fornecer informicoes mi-
nuciosas ao publico acerca dos festejos com que se
tem celebrado tio estrondosamentn as nupcias d >
pri icipe herdeiro com a princesa Amelia de Or-
leans.
Estes pormenores satisfazm a curicsidade d>s
ausentes a si) insumo '.idos cora rnt"resse pelos in-
dividuos que vieram assistir aos festtgos ezeepcio
naes com qu^i o p*iz, e sobretudo a capital, tem
solemnisao este auspicioso enlace.
Recorreirei urna vez por outra a essa reportiqt
com que os nossos leitores nada perderlo por certo.
O jartlar no pago d'Ajud no dia 24
Estava deslumbrante a sala, onde hontem foi
servido o jantar official, no paco da Ajuda.
As duas mezas, com a riquissiina baixella que a
casa real possue e que urna verdadeira preci ui-
dade artstica, com a enorme quantidade do luzes
e crysUes e, por assim dizer, cobertas de flores,
produziara um cfieito que impossivel descie-
ver.
Urna das mezas era presid la por el-rei, tendo a
sua direita a Sra. Condessa de Pvis e o principe
Partrcipara de Washington que, segundo Feraad0 de Saie, e esquerda a pnnceza de
o relatorio publicado pela repariicao de Joinville e o nuncio apostlico.
agricultura, ero Abril ultimo, a cultura do
trigo fra favorecida extraordinariamente,
devendo ser a colhjita mais adiantada que
nos aunos anteriores.
Mas l.b plantacSes de algodao tiveram
atraso em consequencia das chuvas que
cahiram abundantes na costa do Atlntico
e das inundacoes succedidas as margena
do golpho do Mxico.
EXTERIOR
Correspondeae'a do Diario de
I* ero aiu buco
PORTUGALluba, 28 ds maio db 1886
Poucas linhas aceresceutare ao que em 26 do
corrate lhes escrevi pelo Aeoncaowr, da carreira
4o Pacifico.
Como jnlgo haver lhs dito, recebeu-se no dia 23
am telegrammt do nosso ministro em Roma, o br.
ouselheiro Martens Ferrio, participando que no
dia 22 bavia sido assi^nadt a concordata, relativa
Em frente d'el-rei estava a princeza real D. Ma-
ra Amelia, tendo direita o principe Amadeu e a
Sra. condessa do Barral. E a esquerda o princi -
pe Jorge e a Sra. doqueza da Palnella.
A outra mesa era presidida por sua magestadb a
rainha, tendo na sua"frente o principe real D. Car-
los. .
A rainha tinha direita o conde de Pars e a
embaixatriz de Hespanha; e esquerd* o duque
Cbartres e o embaixador de Franya.
O orincipe D. Carlos tinha direita a Sra du-
Jtiesa de Sa-e e o infante O. Affonao; e esquer
a a princeza Hilen 1 e o infante D. Augusto
Segniam-se os outros convidados, em numero de
186, estando todo o corpo diplomtico, ministerio,
goveraador civil, olficiaes mores, etc etc.
No fim do jantar, el-rei fez urna allocuclo em
1 francs, congratulando-se pelo casamento do prin-
cipe real, plas grandes raanifestacoVs que por
esta occasiao a familia real tem receido do povo
portugus e das cortes estrangeiran, e esperando
que este conV>rc;o inaugurasse urna poca de fe-
hcidade para seus filhos e para a naci que tanto
presa e estim
__ No dia 25 realBon-s a revista militar com
todo o apparato da ordenanca.
Toraaram parte na parada 5,625 homens assim
aopadroado do Oriento, nos termas mais honrosos i divid ios: Ptado
nara Portugal. Sua santidade, resolvendo nesse Commandante das forcas em parada e estado
maior, 14. _
Corpo de alumnos do colleaiio militar, 29'.
Corpo de aarnbciroa militares da armada, 476
Regimentode engonharia, 482.
Reeimento de artilharia n. 1,453.
Brigada de cavalluria. Estado maior, 8. Ca
vallara, n. 2, 338. Cavallaria n. 4, 318. 1" bri-
gada de inf altara. Estado-maior, 8 Cacadores
n. 5 de el-rei, 490. Iufantaria n. 2, 456 Infan-
tarian. 5, 548. Infantera n. 16, 475 2' briga-
da de iufantaria. Estado-maior, 8. Cacadores n.
2 da rainha, 461. Iufantaria n. 1, 437. Iufanta-
ria n. 7, 390. Havia 1,115 cavallos e 46 boceas
de fogo.
A's 3 1/2 da tarde j as tropas da guarnico se
aehavam forra .das no Terreiro do Paco na segua-
te disposicio:
Na frente dos dous lagos o batalhio de alumnos
do real collegio militar o o regiment de engenha
ra. .
Entre os lagos a forca de marinneiros, com as
suas pegas e metralhadoraa.
Aos lados dos coretos, os regimentos de cacado-
rea 2 e 5.
Atrs da estatua, com as msicas direita, os
regimentos de infantaria 1, 7, 16, 5 e 2.
Pora da praca na ra do lado do Tejo, o regi
ment de artilharia 1-
Ein frente da arcada, do lado do ministerio da
fazenda, o regiment de lanceiros 2. E em frente
da arcada opp ista, o regiment de cavallaria 4.
A cavallaria e artilharia tormavam em linha, o
regiment de engenharia em columna ^ dobrada, e
os ontros eorpos em columna de batalhio.
Oa diversos regimentos foram chegaado ao Ter-
reiro de Paco un aps outros, e com tao poucos
minutos de intervallo que, pode dizer-se, chegaram
simultneamente, apezar de virem de pontos di-
versos e de distancias tao desiguaes.
A primeira brigada de infantaria, composta dos
regimentos de cacadores 5 o infantaria, 2 5 e 16,
era commandada pilo goneral "habi.
A segunda, composta de cacadores 2 o infanta
ria 1 e 7, pelo general Lobo de Avila.
A brigada de cavallaria comp ata de lanceiros 2
e (avallara 4, pelo general Malaquias.
O corpo de alumnos do real collegio militar,
pelo alumno do 6- anno, Girio Calheiros.
O regiment de engenharia, pelo coronel Al
loim.
A forca de marinheiros, pelo capito de mar e
guerra Celestino Ferreira.
E o regiment de artilharia 1 pelo coronel Pau
lo Pacheco.
Af tropa fzeram as evo'ucoes de formatura
com extrema precisao, e conservaram-se com mui-
ta firmeza.
A's 4 horas da Mrd<-, o general Henrique Jos
Alves, commaadante da divisao, paaaou revista as
tropas. .".
Eram 4 e meia horas quando el-rei O. Luis,
que tinha ido montar no arsenal de marinha, en
trou na praca a cavallo, seguido por um numeroso
estado maior.
A entrada de Sua Mageatade na praca foi im-
ponente, rompeudo nesse momento hymno na-
c:oual que foi tocada por todaa aa bandas.
El-rei vestia o grande uniforme de marechal.
Sua Magestade pasin minuciosa revista a to-
r;:ira
dia urna questao ha longos airaos debatida, e em
qua por vezes chegmos a perder a espernuca de
eons-rv.ir um 1 das antigs regalas da cor 1, quiz
aasim dar urna demonstracio de s}n,pathia e feli-
citara > pelo casamento do principe real Carlos.
Segundo consta sei dado o barreto cardinalicio
ao arcebispo de Ga, Dr. VaUnte. Sao creados
dous bispados novos na India ; reconhecido
cora portugueza o direito de apresentacio dos
bipos e o do nomeacio de todos os paroehos e mis-
eionarlis. Restituem-se a Portugal 03 bens das
tr.isses de Bombaim, que omstituem um verdadei
ro principado e rendem crea de 20contsde ris,
uoeda forte.
Attnbue-se a coincidencia da data da assignatu
ra da concordata pelo Santo Padre, com a data do
corta ircio do principe real a urna prova de delicada
deferencia do Sommo Pontfice eao muito que leva
em gosto esta allianca, da casa de Bragan^a com
a de Orleans.
A convenci assignmda entae a Franca o Portu-
gal, relativa a delimitacio das cetonias portugue-
sas na frica occidental, acabale ser publicada
por um jornal francez, cht-gado ultimmente, sen-
do o seu texto o segrate :
Artigo 1. Na Guia, a fronteiraque separar
as possessoes francesas das possessoes portugue-
sas seguir, em eonformdade jcom o tracado in-
dicado na carta n. 1 annexa presente conven-
ci :
Ao norte, urna linha que, partndo do cabo Roxo,
ee eoneervai o mais possivel, segundo as indi-
cacoes do terreno, a igual distancia dos nos Casa-
mansa e S. Domin.-os de Cacheo, at intersec-
cao do meridiano 17 30' de longitud oeste de
Pa ia com o parallelo 12. 40' de latitud* norte.
Entre este ponto e o 16 de longitude oeste de
Pars, a fronteira confundir-se-ha com o paralle-
lo 12 40' de latitude norte.
A leste, a fronteira seguir o meridiano 16,
oeste, desde o parallelo 12' 40' de latitude norte.
Ao eul, a fronteira seguir urna lnha que par-
tir da fos da ribeira Cajet, situada entre a ilha
Catack (que pertencer a Portugal) e a ilha Tris-
to (que pertencer Franca) e, conservando-se
o mais possivel, segundo o relevo do terreno, a
igual distancia do rio Camponi (Tabati) e do rio
Cassini. do braco septentrional do rio Camponi
(Tabati) e do braco meridional do rio Cassini pri
meiramente, e do Rio Grande depoia, ir termi-
nar no ponto de interaucco do meridiano 16o de lon-
gitude oeste e do parallelo 11 40' de latitude
aorte.
Perteu erao a Portugal todas as ilhaa compre-
heudidas entre o meridiano do cabo Roxo costa
e o limite sol formado por urna linha que seguir
o thalweg da ribeira Cajet e ae dirigir em segui-
da para o sudoeste atrava o passe dos Pilotos
para alcancar o 10 4'V da latitude norte, com o
qual se contundir at o meridiano do cabo Roxo.
Art 2* S. M. o rei de Portugal e dos Algarves
reconhece o protectorado da Franca sobre oa ter-
ritorios de Fouta-Djallon, tal como foi estableci-
do pelos ti atados paseados em 1881 entre o gover-
no da repblica francesa e oa almanya de Fouta-
Djallou.
O governo da repblica francesa, pela sua parte,
omprumette se a nao exercer a gua influencia nos
4 imites atribuidos Gui portugue* pelo art
t
dos os cornos, dirigindo palavraa agrsdaveis aos
ofiicia>'s superiores, que bem as merecern pela
magnifico estado em que as tropas se apresen-
taram.
Durante a revistar era curioso "er aquella quan-
tidade de janellas que olham pan a praoa, todas
apinhadas de aeuauras.
Aos lados da ataca urna multidio de povo, pu-
nfia-ae em bicoa de pee para nao perder um m >vi-
inento do rei e do sen brilhante estado maior, e
para gver a aptaaaatacia de armas que era frita
pelos carpos, aaaaeira qae al rei se diriga para
^ elles.
Do laaa da Tajo hacia aawa parade huauBa ;
ra uinqaBBatidaaV) extaaacdtaaria de gente, ho-
mens e aBaaaaKa. que tiaaMaa trepado para hna
ao paraa*BBt% fonaanda ama liana cerrada, que
topa va anfletaaaante a vist* do rio.
Logaaw ternaiaeu a aeviata, el-rei colloaaa-sc
frente laja traaaa e, aeaaiaa pea aoa aaaado
maior, ansio a masaba.
A' ra do Ouro estava apinhada de gente, por
entre a qual a guarda avancada de cavallaria,
com custo, ia abrindo caminho para passa'em as
tropas.
As varandas, janollas e inclusivamen.e os te
lhad >s estavam cheios de gente.
Na janellas era avultadissima o numero de se-
nhoras, cujis toilettes em geral, claras, produziam
lindo exalta), o que junto ao embandeiramento das
ras e casas apresentava umeonjuncto verdadei-
rament > deslumbrante.
O Roci e Largo de CamSes estavam tambsra
repletas de gente, que chegava a trepar as arvorea
para melbor ver a desfilar.
A maneira qu* iam passando ao lado do monu-
mento de D. ^edro IV, as tropas fasiam cuoti-
nen"ia i estatua do doador da Carta, tocando as
msicas o hymno, do rei soldado, compost por
elle mesmo era 1833, a bordo da corveta Amelia
Na Avenida era ti 1 compacta a multidio qu
nao exagero calculando em 300,000 pessoas a
gente que alli estava romiida.
Era um mar humano, urna cousaassombrosa'e
como nao ha mem iria ein Lisboa !
Elr-, aaaoSLS onsou em fronte ia tribuna real
fez a continuncia a rainha, entregou o commando
das tropas ao geueral Henrique Jos Alves, que
o acompanhav e ficou all para receber a conti-
nonoi 1 da divisa).
A' maneira que ia entrando na Avenida, as mu
sicas tocavam o hymno naciouol e as tropas apre-
s-'iitavain armas, ao pasaarcm em frente da tri-
b isa aal| fas-Mido os esaeiac a respectiva conti-
nencia aaa as espades.
*.s tropas dosfiUvam em columnas de scelo, a
excopcaodo corpo de marinheiros quoia em colum-
nas de osqialra. A cavallaria marchava a trote
e a tres de frente.
Todos os cirpjs marchavam perfeitaraent cora
muita firmona, o ooiis-rvaudo-so bem as linhas a
adietancia; toruand )-se, porm, mais distinctos
os marinh-iros da armada e os alumnos do collegio
militar.
O desfilar seguio. sempre no moio de alas com-
pactas de povo at Valle de Pereira, onde os di-
versos quart--3, exeopcio da cavallaria e artderia que
aeguiraa pola raa de Aarata Salguer i.
Teni 21 motros de altura a tribuua.
Forma um octgono de que saom 8 columnas de
eaptteia douradoa, sobro oaqnaes atatata uma cu-
pula elegante de cor bronzeada.
Para a tribuna sobo-so por duas es nadarlas que
vem ituaiaVail do lado da ra centrsl da Avenida.
Em cada ngulo v se .^obre pedestal branco uiua
estatua do gesso bronzeada, de espida em conti-
nencia, e viseira cahida.
O tecto iplainado: o do centro representa as
armas e cora portugueza.
A cpula coreada, na base, oor varetas arren-
dadas de velludo grenat, de onde pen em grandes
cortinas do m*sm > estofo e em cada centro um
lustre de 8 bicos de gaz.
Seis toldas do riacaa azue3 e brancas, tres do la-
do oriental e tros do lado occidental, descem do
alto, vindo prender-se s extremidades de laucas,
que sahem inclinadas ao eorrimo da tribuna.
O chao forrado de tapetes aveludados, iguaes
aos que assentsm as cscadaiias.
Ao fundo uma escada atapetada d entrada pa
ra os camarina reservados a suas magestades.
Em dous gabinetes ao nivel da sala, tm tapetes
de Bruxellas, e as paredes sio forradas de seda
lavrada ; o tecto branco. As portas, de frizos
douradoa, ficam meio oceultadas por ampios res-
posteiros de veludo grenat. Esto admiravelmen-
ta douradas e mobiliudas.
No alta p vilhio real trmula abandeira portu-
guesa ; e em torno, sahindo dos arrendados frizos
dourados da basa da cpula, galhardetes azues e
brancos.
O aspecto da tribuna magnifico p de bom gos-
to. Dove-se ao risco do architecto Valentim Jos
Correia.
Do lado esquerdo. subindo a avenida, efrontei-
ras ao pontilho real, achavam-se as tribunas para
os convidados, formando tres eorpos iguaea, mais
elevadas, o do centro e os dos ext.remoa.
Entre estes ligam-se dous eorpos de alas, divi-
didos em 6 tribunas. Os tres corpoe iguaes rae-
dera em altura 14-.80, e tem 57m,80 de cumpri-
mento por 12,80 de fundo.
Na tribuna do corpo diplomtico, as cadeiras
sao douradas.
As tribunas sio em amphitheatros.
Sobre ellas ha grande quantidade de bandeiras,
flmulas e galhardetes.
As tribunas e o pavilhao real tm sido vistosa-
mente lluminados com grande profusio de bicos
de gaz e lustres em todas as noites, attrahindo pa
ra contemflal-os a inuitido de forasteiros e gente
da capital.
A lluminaro na Avenida foi bonita e era
de belissimo effeito o tunnel de luz formado por 30
arcos mouriscos, distanciados de 10 metros e to-
dos resplandecentes de luzes de gaz.
Os lagos circundados com as suas luzes verdes
e brancas e com centenares de candieiros de vidro
fosco dispostos poa entre as flores e as pedras
rasteiras de que os mesmos lagos sao orlados, es-
tavam lndissimos.
Um pouco adiaute da rotunda, o grande fogo de
artificio, (contractado com o celeb'e fogueteiro
inglez Para) principiou s 11 horas e um quarto,
por uma salva de morteiros de dynamite, aeguin-
do-se alguns foguetes de cores brdhantissimai.
Logo primeira peca de fogo preso comecou a
alargar se por toda a parte uma tal fumarada,
que d'ahi ere. diante quasi todo o effeito do fogo,
at raesrao do que teelevava noar, foi prejudica-
do consideravclmente, a ponto de par vezes s se
conhecer que se estavam laucando foguetes por se
ouvir o estaldo e se ver aquella enorme massa
de fumo suffocante illuminar se de cores.
A noite estava explendida; a concurrencia do
povo foi enorme. Toda a grande extensao da Ave
nida, desde Valle de Pereiro at praca dos Res
tauradores, estava completamente cheia de gente.
Todos os palanques improvisados estavam a tras-
bordar de curiosos, as janellas de todos os predios
cheias de senhora., em summa, uma multidio que
pode calcular-se em duzentas mil* pessoas. Ao
principio circularam as carruagens pela ra do
Meio, eom o que o povo se indignou querendo obs-
tar Ibes a passagem, e orno descobrisse o Sr. Ma-
rianno do Oarvalho (ministro da fazenda) que an-
dava alli a p, pedio-lhe para intervir, jo que S.
Exc. fes, ordenando que te revogaeBB deade logo
aquella concesso que constitua um perigo para
os peoes.
Apenas auccedeu um desastre : um cavalheiro
inglez, distraido a olhar para o fogo do ar, pre
cipitou-se da muralha da Avenida, fracturando
orna perna.
Para a minha prxima correspondencia lhes
fallare do fogo de artcio no Tejo, em noite de
27, que a familia real foi presenciar no palacio
da exposicio de Bellas Artes, s Janellas Verdes,
onde por muitcs annos residi, at o fim do aua
vida, S. M. a imperatris, viuva de D. Pedro IV.
Para essa carta lhes reaervarei alguna porme-
nores da explendda tourada de amadores da pri-
meira aristocracia, na praca do Campo de San-
t'Auna. Comecou pelas 8 horas da tarde do dia 27.
A praca a presenta va como ornamenta cao um
bellissimo aspecto.
Nos camarotes foram estendidaa colchas ricas,
onde havia monogrammaa bordados e cores em
rigor das casas nobrea portuguesas, pertencentes
aos laureados lidadores tauromachicos, tees como
o marques de Marialva, campo verde e listraa
branca8, um M amarello e cora; marques de
Belea, amarello e asul, em B e cora; Carloa Rel-
rvas, preto e vermelbo, elmo e um R ; viseonde da
Graca, asul e branco, cora e um G ; conde de S.
Martinho, asul e branco, M S entrelacados e co-
ra ; e outros mais, como divereoa monogrammaa
de Alfredo Tinoco, Alfredo Marreca, Fiuza, ete.
Entre oa camarotea havia florea e verdadeiras
Cadentes de cornocopiaa douradaa, sustidas por
jos de fitas de corea diversas.
Trophoj em volta da praca, compoatos de tor-
eados, muleta, espadas, varas, chapeos, bandari-
Ihaa, farpas, bastes, cora^, monos, cabecaa de
touros e cavallos aireiados a antiga, doze galhar
detea brancoa eom macanetas douradas, pendeudo
bandeiraa portuguesas, francesas italianas.
' A galera do sol foi revestida de cohortes mati-
2ada* com fachas de cores e a trincheira com co-
berturas de cores guarnecendo o parapeito. Os
intorvalloa doa arC08 e8tvam ornados de eacudoa
das diversa8 na6ea-
O^.--^. acaava-se enteitado com iqoos de
phantasi do erandft *> t.
O interior do camarote real tinha o fundo eos
lados araados Pr grHnaea "hapaa com espelhoa,
aaarnaeidna de tela> r08* V**0* e camelia, M.
guindo a mesma ornamentacao nos lados tec-
to, rematando com cortina de aetim de diversa
coros.
No 'exterior, uma alcatifa aznl < branca, com
cortina de damasco znl claro fraojadaa e borda-
das s seda e doiradas.
O oarapeito de peluche azul com as armas
rases.
Os pormenores o episodios da corrida ficam pa-a
a seguint missiva. E' majestoso o aspecto da
praca. Tudo que ha era Lisboa de mais diatincto,
as mais gentis senhora da nossa primeira socie-
dade oceupavam nio sos eam .rotes bem como os
illnstres estranereiros qne se encontrara n'esta ci-
dade, mas tambem as trinehoiras da sombra que
se aehavam forradas de vistosas alcatifas, como
sueeedeu na toirada que se deu aqui ha poneos
annos em honra do mallogradn rei de Hespanha,
por oeeaaiSo da sua visita a Lisboa.
Na recepcio do paco da Ajuda o Conde de
Paria conversn muito com o ministro dos Esta-
dos-Unidos e 'em o commandante do navio norte-
americano, que ae acha no Tejo. O soldado da
grande cuerra da suecess4 nao se esqueeeu do
pais ao servico do qual pos a na espada.
S se retiraram de Lisboa o Duque de Au-
mal e 8. A. a princesa de Joinville. O Conde de
Pars tambem nahio de Lisboa, ficando ainda por
alguns dia sua esposa.
A.>t"-hontem 26. foi o baile no paco da Aju-
da para o qual se tinbam distribuido 2:700 con-
vitos.
Para a prxima carta reservo urna descripcio
especial d'a<|U"lle oriniento recinto. Apezar de
enormes as salas da Ajuda, a multidio dos convi-
dador mal 8" podia mover.
N'etsa tarde 26. frram as corridas de cavallos
no hyppodromo de Belm. Ennrmissima multidio
so apinhava m todos 09 recintos. O dia nao es-
tev espen lido. mas nlgumss batojas d'agna ca-
hiam da vez em quando.
F.is o prngramma da corrida :
Primeira corrida Coimox Premio da socieda-
de 271 ",000. E$tio inscripto oara esta corrida oa
seiiintes cavallos : Misleader c Corinne. do Sr.
C"nde de S >bra!; Prinrrza, do Sr. G. Garvey:
P.loile. Filante, o Rt. loan B-jpHsta Fernondes;
[i.i"c/r. do Sr. Duque de Fernan-Nnnez.
Secunda eorridnCriferium Premio do go-
verno 8005 00. Inscriptos : Missinsipe. e Mksoh-
n, do Sr. 0 inde de Sobral; Plularca. do Sr. G.
Garvey; Carpi do Sr. Duque de Fernn-.Nu-
nez
Torceira eorrilaPremio nacional, 8OO00O.
Inoeript is : Leviano. do Sr. Conde, de Sohial ;
Afet'Oroe Estrella, do Sr. Conde da Ribeira Gran-
lie ; Mitsinnario >: Webb, do Sr. Manoel Vas Pre-
to : rabina, do Sr. Duqo" de Fernaa-Num-z.
Q'iarta corridaOmnium Premio de sua alteza
real o principo D. C irlos, um nbjejto de arte.
Inscriptos : Vtladimir, do Sr Conde da Ribeira
Grande; Leviano. do Sr. Cond- de Sobral; Mis-
sionario, do Sr Manoel Vaz Preto; Huesear, do
Sr. Duque de Fernn-Nunez ; Miicho-Mncho, do
Sr. Mrquez de CasH Moncayo.
Quinta corridaMilitarPremio de sua ma-
gestade a Rainha, um objocto de arte Ioecrip
tos : Relmpago, do 1." tenente de artilhera Jos
de Beires ; Vespa, do 2." tenente de artilhoria Ja-
eintho Fialh 1 de Oliveira ; Douglas, do 2. tenente
de artilheria Jos de Mella; Jockey, do 2.tenente
de artilheria Jos G. G. Serodio; Fiy, do 1 e te-
nente de artilheria Henrique M. P. Couceiro: Lu-
cero, do 1." tenente de artilheria Vctor L. M. Sil-
va ; Casquilho, do 1." tenente Venasimo G. Sar-
ment ; Caifaz, do slferes de cavallaria 2, B. Mou-
ainhi de Albuquerque; Rex, do tenente de caval-
laria 4, Adriauo Veiga; Ldbreiro, do alfares de ca-
vallaria 2, R. A. Aboira de Ascencao; Rayn, do
tenente de cavallaria 1, Fernando de Albuquer-
que.
Sexta corridaCompetencia peninsularPremio
da sociedade 450*000. Inscriptos: Picador, do
Sr. Ricardo Davies; Miileader, Leviano, Missou-
ri, do Sr. Conde de Sobral; Missionario, Webb,
Mac Clettan, do Sr. Manoel Vas Preto ; Plutarco,
do Sr. G. Garvey; Estrella, do Sr. Conde da Ri
beira Grande ; Carpi, Cabina, do Sr. Duque de
Fernn Nunez.
__ Os jornaes franeezes ebegados n'estes lti-
mos diaa trascol artigos muito lisongeiros para
Portugal e congratulacoes familia real portu-
gu-za pela allianca contrahida pelo principe real
com uma princeza, oriunda de Franca. E' claro
qu sao muito mais expansivas e gratulatorias as
folhas orleanistas.
A gran-crus de Chrito val ser offerecida por
El-Rei ao Sr. Billot, ministro da Repblica Fran
cesa em Portugal.
Os jornaes das provincias desesevem os festejos
que em differentes pontos do pais ss tem realisadu
para celebrar o consorcio do 8r. D. Carlos, Duque
de Braganca.
__Eaquocia-me de mencionar que no dia da
recepeo no naco de Belm, residencia dos noivos,
depois de desfilado perante os principes todas |as
corporagoes, acommissao central dos festejos, tendo
frente e seu presidente, o Sr. D. Luis de Carva-
lho Daun e Lorena (Redinha) dirigio-se a SS. AA.
e depois de lhes beijar a mao. offoreceu a princesa
urna riquissima parure de brilhantes e esmeraldas,
algumaa d'ellas com pingentea de forma de peque-
as peras. E' uma joia de grande valor e de fi-
nissim) gosto. Estava contida n'um elegante es-
tojo sobre cuja tampa est gravada n'nma chapa
de prata a seguinte inserpc&d
A' Sua Alteza Real
A Princeza D. Amelia
Offerece
A grande commissio Central
dos festejo
22 Maio 1886
O Sr. D. Luiz de Carvalho Daun e Lorena no
acto do offerecimento pronunciou uma conceituosa
ailocucio em portuguez, a que a princeza respon-
da com algumaa palavras de agrad'cimento no
mesmo idioma. Apezar da accentuacio estran-
gcra, as phrases foram correctas, devendo adver-
tir se que S. A. R. s comecou a aprender a lin-
gua pontaueza em Paris depois de centractado
o casamento eam o Sr. D. Carlos.
Como vm, a quadra de frates e successos
palacianos.
A correspondencia, que um espelho onde tudo
que vai passando ae reflecte, nao poda constar
quasi que d'outro assumpto seno d'este.
PERHAMBHCO
Assembla Provincial
39 SE8SO EM 17 DE MAIO DE 1886
PREBIDEKCIA DO EXX. SB. DB. JOS MANOEL DB BABBOS
WASDEBLBT
(CohtinuocoJ
O Sr* Prxedes PltaagaSr. presiden-
te, V. Exc. deve comprehender a obrigacao qne
me corra de vir triouna tratar do art. 2o do or-
namento, desde que fui o primeiro a fazer ligeiraa
consideracoes acerca da sua organisaco, e que
me oceupei tambem da analyse do art. Io do mes-
mo projecto.
Se razoes haviam em meu espirito para que eu
devesse criticar a primeira parte do orcamento, as
mesmas razas me levam a fazer ligeiras conside-
racoes acerca da 2' parte.
Para aynthetisar o trabalho dividirei cm tres
grupos: apreclarei o projecto descarnado, detende-
rei as emendas que apresentei, eapreciarei tambem
as emendas que foram posieriajrmente apresente-
das, quer pela commissir e quer pelos nobrea de-
putadoa.
Oomeearei por notar, Sr. presidente, que a com
missao exagerou de sua attribuico, quando no
2, disso : empregados da Secretaria da Assem-
bla, supprimiudo um lugar de chefe de aeceo,
um de official, outro de 2 official, um de continuo
e finalmente um de aervente.
Nao poaso deixar de admirar que o meu velho
amigo e Ilustrado relator da commissio de orca-
mento, entraase de faca em punho para destituir a
commissio de polica deate Assembla, nao poaso
deixar de admirar que 8. Exc, aaeumindo attii-
buicea que nao lhe aio conferidas pelo regiment
deata casa, podeaee ignorar qne o art. 226 do re-
giment diz o seguinte:
< Os olficiaes da Secretaria e quaeaquer oustro
empregados serio nomeados a dispensados do ser-
vico, ou demittidos por deliberacao da Aasembla,
aob proposta da commissio de polica, a qua< esta
belecer em regulamento oa deveres e ittnbuicoes
de todos oj ditos empregados, podendo'tambem a
demis-ao dos mesmos ser proposta por qualquer
deputado, e competindo commissio de polica a
sua suspensa->.
Ora, quando mesmo no ateo de conseguir eco-
nomas, tivease a commissio de orcamento neces-
adade de suppressio dessea lugares, coiria-lhe o
dever, como amiga que deve ser da commissio de
polica da casa, de pedir-lhe que apreaentesse
ella, como a competente, o projecto de reforma no
numero de bciis empreados, afim da que a sua
commissio fisesse a deduccio relativa na parte de
seus vencimentos. Mas, senhores, a commissio
exceden a espectativa 1 uio s nao teve a precisa
defeienca pa*a eom seus collegas da mesa, a quem
de facto e de direito compete a propositura da re-
duccio e creacio de lugares da Assembla desta
provincia, como fez taxativamente, ficando sup-
prrcidoa tees e taes lugares.
Lugares ha nesta Assembla que nem mesmo
mesa compete a sua nomeacio e demissio, mas
sira e propriamente ao Sr. 1* secretario, como sio
os lugares de serventes. Jnios a commis-
sio a que se dt-u a offrnsa dirigida pela Ilustre
commissio de orcamento, o individuo peculiar,
o secretario que foi ferido em sou direito, qne vio
retirada essa regala que lhe compete. Portento,
eu creio que a commissio de orcamento nao pode
e nem deve ter inatruccio de usurpar direiioa que
compete de commissio especial d'esta casa, no in-
tuito do reunir capital eom que possa formar o s:u
orcamento, de modo a nio trazer dficit a provin-
cia, para que nao tivesseiuos no vindouro anno um
novo projecto de emprestimo.
O Sr. Gomes Prente d um aparte.
O Sr. Prxedes .-'tangaAcora nissaoent-ndou
que poda fazer, quanto isto peculiar na forma
da le, di commissio que guarda ou polica e que
viga no servico interno. Portento a commissio
nio se dirigi muito bem qnanto ao ordenado dos
funecionarios, quando, examinando o ordena lo dos
fiinccionarios qua estio na Secretaria deeta Assem-
bla, determinou que fossera rpduzidos e que tcas-
sem n'um quantum, por isso que alm de nio ser
da tua competencia e sim da competencia da com-
missio do polica, esta quecompete indicar
a necessidado do servico, a sua reforma e mostrar
a conveniencia da creacio ou dispensa dos empre-
gados que exercem lugares na Secretaria desta
Assembla.
Creio, pois, que a propria commissio vira mais
tarde reivindicar os seus direito9, pedindo a esta
Assembla que nio vote por esta suppressio, nio
s porque ella foi determinada pela commissio fi-
nanceira, a quem compete marcar a quota neces
caria para o servico organisado, de coutormi Jade
com a lei, como porque se a nobre commissio de
pol cia consentir que semelhante precedente se es-
tabeleca nesta casa, entio ver-me-heinanecessida-
de do, na falta da commissio, pedir o reateosieei
ment do ae-'vico organisado por forca. di necessi-
dado da mesma casa e entio apresentarei uma
emenda que restabeleca a Secretaria no pont) em
que estava.
A nobre commissio de orcamento alian'ou-se
na mesma esphera diante de muitas reparticoes,
ou peranto muitas reparticoes, ou para con mui-
tas reparticoes. Entre estas torna-se muito no-
javel a alteracio feita ni Gymnasio Pernambu-
cano, naquilla casa em que a mocidade p-ocura
beber os elementos de sua illustracio, em que pro-
cura cultivar o seu espirito, sendo talvcz a uuica
quo possue e->ta provincia, on le possam encontrar
se os elementos necessarios para a organisaco do
moco em um curso superior.
(Apartes).
Nos nio podemos, nem devemos contar com um
collegio que existe aunexo Faculdade de Direito,
porquanto se nelle se easinam muitas e diversas
das aul <8 que existeo tambera no Gymnasio, to-
dava nio elle obrigatorio provincia, nao elle
garantido pela provincia, a quem cumpre velar
pela educacao de seus filhos, a qurm cumpre prestar
todo o auxilio qaelles que ni) tarde ha i do re-
presentar o seu paiz e a sua previncia, agradecendo
a estaos meiosquelheforneceu para poder cultivar
o seu espirito, de maneira a poder chegar at perto
da cor.
(Muito bem e apartes).
0 Gymnasio Pernambucano, senhores, pode nao
ser uma instituicio complete ; pecca porque ainda
oa nossos representantes no parlamento nao pode-
rara conseguir que o governo geral autoriaasse
que os exames alli fritos foaaem aceites naa facul-
tades do paiz como os que sao prestados no Col-
legio de Pedro II, e 03 deste collegio annexo a
academia.
(Apart*s).
Este desejo porm est ao menos em via de rea-
lisacio, porque o projecto que confere esse direito
ao Gymnasio Pernambucano j est no senado,
onde naturalmente deveicos esperar que os repre-
sentantes desta provnola consigam faael-os passar
para dar importancia quelle estabeleairaento que
p ir sua propria organisaco transmitte vida moral
aos filhos desta provincia.
Supprirair i-adeiras que constituem o elemento
indisp"nsavel da educacio nos aeus primeiros
passos as escolas superiores, cad-oras que sao
frequentadas por grande uumero de alumnos, s-
mente porque da sua existencia provm ou resulta
despeza que parece crescida nobre commissio,
desconhecer o organismo necessario na formacio
da cadeia que estabelecem os collegios que se
preslam educacao desta ordem. Nem se diga
que duas sio as cadeiras de latim, duas as de geo-
graphia, duas as de primeiras letras, e que cada
uma dessas cadeiras pode ser supprimida, porque
nada uma delias alm de se oceupar de mat na
especial oceupa-ae tambera na mesma especiali
dade de diversidade de materias, e frequentada
por crescido numero de alumnos.*
O Sr. Regueira CostaE nem ha duas cadeiras
de zeographia.
O Sr. Praxrdes PitengaE' verdade, a cadeira
de geographia apenas uma.
O Sr. GomesTarente d um aparte.
O Sr. Prxedes Ptanga Eu por ora estou fal-
lando sobre o projecto.
O projecto diz (l) :
Como o nobre deputado o Sr. Regueira Cossa
deu me um aparte dizendoquenioha duascadeirss
de geograahia mas apenas uma ; eu direi que as
dnas cadeiras existentes sao uma de chorographia
e historia do Brasil e outra propriamente de geo-
graphia, physica e astronmica.
(Apartes).
Mas nio me oceuparei disto por ora. Parecer
a alguem que um luxo a existencia da cadeira
de desenho; que um luxo a existencia da ca -
deira de msica ; que deanecessaria a cadeira
de gymuastica.
Pois quando vemos que os primeiros educadores
exigem, que para que aquelies espirites possam
oceupar se das materias serias, do estudo profun-
do das sciencas positivas, encontrem os necessa-
rios elementos de distraccao, de deleite para
que possam com afn oceupar-se do estudo serio
dessas materias, nos seremos os primeiros a pen-
sar que a cadeira de musea dispensavel...
Poder- ae-ha por ventura pensar, Sr. presidente,
que a cadeira de msica deanecessaria em .um
collegio de litteraiura, em um collegio de (educa-
cio recuudaria ? Quando ella por si s constitue
em algumaa partea at uma academia da qual
sahem titulados para poderem viver desse recurso
qde a sociedade offerece a aquelies cujos espirites
de educacio sao dedicados as Bellas Artes ?
Poderemos considerar desnecessano esse til tilo,
esse elemento, que quando nio podesse servir para
o futuro, como meio de vida, servia ao un nos
para amenisar o estudo a aquelies que se dedi-
cara a esforcos intellectuaes e cujos espirito de-
mandara um momento de tranquillidade, para com
mais dedicacio applicarem so a estudos serios ?
Quem nao couhece, ssnhores, os effeitoa beno-
ficos producidos pela msica, em certas espirites
que, muitas vezes entorpecidos e propensos ao
mat, delle se affasta n, como que por encanto, por
um trecho de msica que o fascinou ?
E seremos nos que havemos de dizer que um
collegio de htteratura pode dispensar e-te elemen-
to tio necessario a organisaco da cadeia que
forma a mesma educacio ?
J se portento, Sr. preiidente. que uma
injustica supprimir do estabelecimento denomi-
nado Gymnasio Pernambucano a cadeira de mu-
sica, porque ella conatitue parte da vida da socie-
dade que vai alli beber os principios de uma edu-
cacio superior.
0 que 8e dis da msica, diz-se tambem da gyra-
naatica.
Nao um objecto de luxo, mas aim um elemen-
to necessario ao retemperamento daa torcas, ao
desenvolvimento dos msculo*, ao equilibrio da
propria economa, para aquelies que gastara horas
e horas em estudos apurados.
O exeteicio cerebral, Sr. presidente, nao pode
deixar de definhar, porque nos sabemos que oa
horneo* de lettras, alguns at ficam verdadeira-
mente proatrados por falta de exercieios physieoB,
por falta de mjvimento. A gymnaatica, portento,
quando o nosso organismo cometa a desenvolver-
se, vem como elemento de vida, robustecer as tor-
cas das criancas, vem tornal-as apta* e ageis para
muitos e determinados ufficiss, que mais tarda
exigem uma musculatura forte e movimentos rpi-
dos, para tornal-os dispostos ao elemento de vida
que tenham raaia tarde de seguir.
A zyranastic portante, Sr. presidente, como
edneacao physica, nio faz mais do que preparar
a crianza que tem de ser o cidadio futuro, porque
Sr. presidente, nem tedoa os que vivem alli hao
de aegnir a carreira daa lettras, alguns terio de
abracar necessariamente as artes e os offlcios m-
chameos, e como precisam ser bem constituidos, e
como precisam bem desempenhar os seus deveres
perante os seus concidadios, precisam tambem po-
der dispor de todaa as suas forca3 para bem ap-
plical-as n'aquelle mis ter que mais tarde tenha
por ventura de seguir.
Portento, senhores, nio um objecto do luxo o
ensino da gymuastica, mas sira uma dos melhorea
que constitue a cadeia do rgimen seguido ou
adoptado em qualquer estabelecimento de edu-
cacao .
Aquelies que querem alterar esse naethodo
porque nao tem conhecimento do modo porque os
colleg'os de educacio superior e mesmo de edu-
cacio inferior, sao organisadoa nos paizes mais
adan tados.
Se qualquer estabelecimento de educacio aqui
procurar modelar-se por muiros del les, por muito
daquelles que j esto formados, chegar fcil-
mente a conclusao de que indispensavel urna ca-
deira de msica, como inlispensavel a aprendiza-
g<-m da gymnaetica
Quanto as mathematica, pode-se dizer o se-
guinte.
Senhores, as mathematicas constituem uma
sciencia que todos nos julj-jamos das mais difficcis
e ptra a qual necessario muita attencio. Con-
stitue por sr s um curso e um curso difficil de ser
vencido por pessoa que nio seja muito apta e nio
tenha muita forca de voutade.
O Sr. Gin>.-s Prente Eu ainda nio m-.ir.dei
uma emenda, pirque ja existe uma outra ueste
sentido.
O -r. Prxedes Pitanga Depois cu passarei
as emendas.
Quorer-se supprirair uma das cadeiras de ma-
thematicas existentes n'aquelle estabelecimento
nio ter-se a minim.i noci do que seja a sciencia
das mathematicas.
Em tola a parte as mathematicas formara um
curso divd do nio em duas. mas era tres series,
porque como nos sabemos, ella pode ser linear e
por si si constitue qraa grande sciencia para um
raestre oceupar-se dorante um anno na explica-
cao aos seus dispulo, a feliz daquelle que no pe-
rio lo de um auno tem podido bem demonstrar e
fazer compreh-lder a sciencia at aquella altura,
nao entrando na explicacio dos clculos que con-
stitue o 2o curso das mathematicas.
Este, Sr. presidente, torna- se muit 1 mais diffi-
cil de ser comprehendido por quem nio tem estu-
dado perfeitamonte as primeiras noces da3 ma-
theinoticas, a aritmtica, a geometra e a alge-
bra.
Isso .' tant 1 verdade, qu cada uma dessas se-
ries constitue por si wn curso na Escola Central
em que a mathematica faz o seu exercicio, uio
para meninos novos, mas para aquelies quo j en-
tran: ali preparados com aa nocoes dessa mesma
sciencia.
Constituem duas cadeiras oceupadas por homens
que tem obrigacio de dar todo3 os dias explica-
coes a s seu3 discpulos a estes zastem muitas
vezes 10 e 12 horas para resolverein um clcalo,
e otferecel -o aos seus discpulos como exemplo :
se esta sciencia que constitue uma das mais diffi-
cis o que a ba conhecimentos humanos, de difficil comprehen-
sivo para aquelies que j tem o seu espirito culti-
vado, como que nos queremos exigir que um
mestre possa, dentro de um anno, em uma s ca-
deira, leccionar toda essa sciencia e vamos sup-
prirair uma de suas cadeiras ?
Se os recursos da provincia permittissem que
nos podessemos gubdividir o trabalhodo ensino, de
maneira a ter, nao um mestre para uma materia,
mas dous para que cada um pdense em maior
terapo explicar melhormente aos aeus discpulos
a difficuldade desta sciencia, nos o deveriamos
tazer, porque s assim poderiamos dizer que este
sciencia que serve de base a grande parte dos es-
tudos elementares como mais indispensavel em
vista do progresso da sciencia e da marcha do
paiz, nos o deviamos fazer porque s assim teria-
tuos perfeitos engenheiros, quando elles tivesscm
conhecido perteitamente a sciencia que serve de
base a esse ramo da vida publica.
Portento, j v V. Exc. c a casa qne a commis-
sio nao foi anda muito feliz- no afn de fazer eco-
nomas, indicando a suppressio d'essas cadeiras
no Gymnasio Provincial.
A Historia Universal que um dos preparatorios
com que muito se deve contar para a formacie
daa illustraces que formam este casa, porque se-
nhores quem nio corrhece a Historia Universal, de
certo nio pode entrar no parlamento para tomar
parte as grandes discusses. Portauto, a sup-
pressio da cadeira de historia ainda uma ano-
mallia, uma alteracio profunda, um golpe sensivel.
Se considerarmos o estabelecimento em sua or-
ganisaco social, crao meio de prestar aos filhos
de nossos concidadios, que baldos de recursos,
precisam de encontrar um ponto em que vio be-
ber aa luzes que seu espirito necessite para a for-
maco de sua educacao, nos veremos que a termi-
nacio do intrnate, a propositura de sua desappa-
nyi.', um facto que vem alterar completamente
a nossa sociedade, porque quando outra razio se
nio desse, a de existir all individuos quecom sa-
crificio seus pais collocaram, na espesUtiva de
conseguir que elles rec-cebessem da provincia a
educacio certa, seria um corte completo em sua
aspiracao, seria a ra rte em muitas cabecas que
all esperavain encontrar a precisa educacio, para
mais tarde dizer a provincia : eu estou col locad
porque vi me denles o pao, o elemento necessoria
para eu chegar at onde v les.
Ao contrario d'isto, nos teramos as maldicoea
d'aquelle que esperando alli encontrar um recurso
a sua educacio moral, por falta delta v.esse a de-
ver a esta provincia o ser ganhaior da ra, sol-
dado de polica, e dissesse eu quando os meus pro-
tectores me animavam para que coutinuasse, me vi
apeado e recolhi-me a minha casa para entre-
gar-me ao cabo da enxada.
Portento, senhores, a desorganisacao, o desap-
parecimento do intrnate, uma calamidade.
(Apoiados). Se o rgimen interno nao satisfaz aa
vistas d'aquelles que enteudem que ontro deve ser
o modo de dirigir aquelle estabelecimento, pro-
ceda se a uma reorganisacio : venham novos re-
gularaent s mais severos, contanto que d'elles naa
resulte a perda para aquelies que alli se achaa
collocados e que alias esperara a garanta de sea
futuro.
O Sr. Gomes PrenteEu quizera que provas-
sem a utilidade.
O Sr. Prxedes PitangaA necussididc, a utili-
dade naaceui, primeiro porque, o nico eatabele-
cimento que mantm a provincia, no qual, se
estuda.
E' o nica estabelecimento, que mantem a pro-
vincia, no qual podo dar o pao espiritual e moral
s creaucas pobres, isto prova, necessidade.
O Sr. Gomes PrenteO que sio as escolas pu-
blicas?
O Sr. Prxedes PitangaV. Exc. nio pode tra-
zer esta paridade entre escol s publicas e o Gym-
nasio. V. Exc. sabe que na escola publica apren-
de-se apenas a 1er o que no Gymnasio aprende-sc
todas as bumidadea.
Portento a paridade nio tem applieacao.
(Ha um aparte do Sr. Gomes Prente).
Lu j diaae a V. Exc. e ainda repito que ae a
eataoelecimente nio satisfaz s viataa que tidha a
provincia com a sua creacio, reforme-ae, mas nio
se extinga.
(Trocam-se muitos apartes).
Venham oa Cates da poca, porque me humilhe
diante d'elles, perante qualquer regulamento da
qual resalte o bom rgimen, o progresso do sea
andamento, a economa na aua adminiatracio, com
tanto que ae mautenha em aua integridade o esta-
beleciment > nico qne possue a provincia, no qual
os filhos pobres podem aspirar um dia a ter alli
entr da para terem mais tarde o direito do re-
preaental-a. ,
O >r. Gomes PrenteNeaae caao fagamos da
Gymnasio m vasto hospital de caridade.
O Sr. Prxedes Pitanga... afim de que ve-
nham diser provincia, se eu a represento devo
ato voasa benevolencia, mas venho pagai meua
aerveos, dar a minha illustracio, concorrer para o
inelhorainento da provincia, porque nio podara ter
case direito ae nio me ti Toaseis dado os meios para
alli me instruir.
Portante a suppressio do Gymnasio um cata-

'


.



.,
I!


X.


%
Diario de rernambnco(|ninta-feira 10 de Jnnlio de 1H86
clvsnio moral para a provincia, nao a en rel,;o
a si porque se hurailha diante de outras provin
cias onde ha idnticas instituicoea, como em rea
(3o aos pobres a quem presta o mclbor servico.
O Sr. Gomes ParateNao conheco nenhuma
instituicao em outras provincia como o Gym
nasio ; s conheco lyceus.
O Sr. Prxedes PitongaV. Exc. desconhece o
Coegio ae Pedro II ?
O Sr. Gomes ParonteE' no municipio neutro
O Sr. Prxedes PitongaE' em todo o caso na
provincia do Rio de Janeiro.
(Ha diversos apartes).
Portanto, Sr. presidente, eu creio que a ideia da
suppresso do Gy.-nnnsio urna calamidad? ; p a
confusio que resaltar di sua junccio com a Es-
cola Normal, quanto a mim, ser tolvi outra por
que nao sci mcsmo dizer o que satura d'ease con-
juncto-
O Sr. Gomes PrenteN'etsa parte o nobre de-
putado pode ter razio.
Ho outros apartes).
- Sr. Prxedes Pitanga8s nao procuremos sa-
tfer em primeiro lugar o que o Gymnasio, e em
pegando lugar, o que a Ese-ola Normal. Um pre-
para alumnos para as escolas superiores, a outra
prepara alumnos que j foram preparados para a
edueacSo d'esses, prepara alumnos para mestrea.
O seu fim diverso e se diverso, diversas sao
as suas exigencias para que se possam confundir
completamente dentro do mesmo edificio. (Apoia-
dos e apartes).
Nos sabemos que a Escola Normal tem um pla-
no de orga ni sacio inteiran ente diverso d'aquello
que tem o Gymnasio Pernambucano ; exige alm
de accommodacoes proprias para horaens e mulbe-
res, accomodaces para diversos ramos de sua in-
truebio.
Portanto, col locadas sob o mesmo tecto, em um
edificio que nao e preparado rara esse fim, duas
instituicoes, com fins diversos, confundir, des-
organisar, fazer desapparecer a ordem que deve
guardar cada estabelecimento.
(Apoiados e apartes)
Portante, anula nao fo feliz a nobre commis-
so quando procurou ene >ntrar economa na sup-
presso do valor qus so paga pela casa em que
est collocada a Escola Normal e oquiz suppnanr
pira ella .e.-idir conjuoctoraeute com o Gyumasio;
porquanto d'essa reunio hybrida neeessariamente
nascerilo a confusao, o atropello e a desordem.
J v, poig, que era de bom pensarque a nobre coin-
inisso, que proceden de maneira a- alterar todos os
piscos existentes, viesse antes de tudo dizer a
esta Assembla; nos assim procedemos porque
encontramos a necessidade baseada n'estes
o'aqueltas p mtos e dos quaes nao nos podamos
s;parar s>b pena de nao fazermos ornamento.
Mas a nobre commisso alm de nao trazer no
seu projecto de orcamento algum considerandum
breve, no qual diss.'sse aos seu collegas os mot
vos que levaram a commisso a assim proceder,
nio este ve para vir tribuna explical-oa.
(Apoiados e apartes).
Por isso a obrigacSo da opposicio, como fiscal,
e de vir cada um dos seas membros, por si, diaer
o que p ns*, o porque assim pensa, afim de qu
toque a cada um a responsabilidade dos bens on
dos malta que advirio a esta provincia, prove-
nientes das alteracoes feitas pela nobre commis-
so.
O que a nobre commisso fes no Gyinnaao e na
Assembla. foi na sua carreira faicndo em todas
as reparticoes ; e portanto entrou pela a de obras
publicas ; alli ella 'ispensou da especialsaco as
fianzas que tierera de prestaros empregados pro
vincaes. i2o excedendo as mesmas quantia de
2:000*000, emoora i le tivesse dito que para
isso havia um thesoureiro.
Ura, senhores, quando nos acabarmos de ver
que por um ligeiro projecto anda ba pouco vota
do n'tsta Aaaerabla, que autorisa o presidente da
provincia fazer a arrecadacio do imposto de
gyro pela Alfandega, tornou-se patente a obriga-
eo do mesmo thesoureiro augmentar a sua fian-
za em 10:00)3000, quando j tnnjuma fionca, nao
se se de oitenta contos, para arrecadar todo o iin
posto geral ; quanto o mesmo presidente entende
Sue nao pode enearregar a outrem de arrecadar
inbeiro da Fazenda, sem prestar flanea, a nobre
commisso disp-nsou o t esoureiro e diz :nio,
na precisa thesoureiro ; venha qualquer indivi-
duo receber e tazer 03 pagamentos.
O Sr. Coelho de MoraesOs agentes paga lo-
res servem com fianza.
O Sr. Prxedes PitangaElles sao fiis do ih -
soureiro e P3te que presta flanea. Mas dispen
sado o thesoureiro, tem tambem desapparecido a
fian;.
Assim, Sr. presidente, se o projecto nao deter-
mina que os Seis sejara afianzados, pode-se laucar
mao de qu lquer empregado para lazer esse ser-
vido. O agente pagador um empregado que
nomeado pelo thesoureiro para fazer pagamento
em diversos poutos e presta a elle um flanea.
E' como o fiel do Thesouro, como o tiel da Al-
fandega. A responsabilidade tola, porm, recahe
sobre o thesoureiro; mas, desde que a le acaba
com o thesoureiro, acaba tambem com a obriga-
c2o do agente pagador, p irque no 25 que trata
da especie, nao diz que em ve do thesoureiro o
agente pagador prestar flanea.
O Sr. Gomes Prente : Diz o art. 11 as die-
posicoes geraes.
O Sr. Prxedes Pitonga : Diz que ser o ea-
arregad o. mas desde que a fianza prestada ao
thesoareiro, desapparecendo este, necessario que
por forc-i da lei se determine que o Agente Pa-
gador prestar fitnca, com> se fosse thesoureiro.
O Sr. Gomes Prente S Qualquer dos nobre
deputados mande urna emenda que eu aceito.
O St. Prxedes Pitanga : Ainda ah a nobre
eoinmisso deixa por crto modo o meu espirito
duvidoso pela falta de cuidado com que Ss, Excs.
se oceuparam da obrigacao da Repartico das
Obras Publicas.
Como nos sabemos esta provincia tem gasto tai-
Tez nove mil c tantos contos, pouco mais ou me-
aos na construeco de obras pertencentes a mes-
ma provincia, estradas, pontes, cadeias, e possue
una pequen repartirn, ende existem ^ apents
diversos eugenheiros, mas em numero to limitado,
que nao d n-m ao menos para podar percorrer a
provincia, de modo a lancarera as suas vistas so-
bre o estado d'esses edificios, j porque o limitada
ordenado que se d ao engenheiro das Obras Pu-
blicas, de tal natnrezi, que elle nao pode ino-
vir-se dentro do seu districto, sem que receba
urna ajuda de custo, e nao tendo a provincia re-
cursos para adiantar xjudas de custo, resulta que
muitas. das ebraa pertencentes a provincia, con-
struidas no alto serto, nrruinam-se, s^m o enge-
nheiro poder reclamar a sua r coastruecao, p>r
que o dinhero- nao Ihc chega para elle ir proce-
der a exames. A este r^ape to eu p.ideria citar
diversos edificios que se acham completamente
arruinados, por que em tempo nao se fizerain os
respectivos exames e nao foram tomadas as ne-
cessarias medidas, e isso pelos motivos que acabei
do externar a esta assembla. Ora, Sr. Presiden
te, se a provincia tem gasto nove m:l fe tantos con-
tos na construeco do div-rso edificios e estra-
das, nec-ssariamente nao deve abandonar esses
mesmis valores, somente porque nao pie maule
um pequea p-ssoal habilitado, que v cuidar do
exa ne e d noticia do -.'atado em que esses edifi-
cios se ach.im.
Tendo a Repartico das Obras Publicas apenas
5 e.igenheiro-s. is:o um outro mal em relac.i0 ai
obras .xist- utes, porque, meus sunbores, cada um
com a sua responsabilidade, com a sua ebrisac i,
porque cada um delles apenas cncarregado de
ptreorrer o s^a districto, nao podeudo portanto
examinar os diverso* edtneios de toda a pruviuci
?or Ihc filtar tempo e diuhuiro. O tacto, porm,
que elles s vio arruinando, porque nao temos
quem trete d'isso, no entonto a nobre commisso
propoe essa alteruco.
Por'anto a suppresso ou alterarlo anda
d'esse ramo do servico pub ico, que necessane,
que indispensavel a maunteneo das obras eit:is
pela provincia em importancia de valor subido,
muida um mal trazidn na organisaco das repar
tii.o i e da qual nao pd.' provir seno inconve-
nientes e desvantageus aos cofres da proviuen
pirque maB tarde ter a provincia de conotru i
urna nova ponte, por nao ter quem visee o ettdo
de estrago, quaudo antes d'isso ella poderia man-
tel-a com urna pequea despeza. (Ha um apar-
te!.
Esse modo de argumentar, faz lembrar um dilo
de um p mette b.iaein. Sea provincia nio pode,-jmra que
i amembla legislar ? ^e a provincia nio tem
recursos, se nao dispoe de meios para que- a As-
setribla ? Ento acabemos com a Assembla
voltemos ao antigo rgimen; o presidente distri
buindo as suas despezas e o thesoureiro da Alfn-
dega arrecadando seos Lupos tos. Para que mais.
daede que na nossa organisscio nos nao t
obrigaeo de procurar urna outra razo qu^
',impossibilidade peenniana? essa nao nr
co d estabelecer sua receito e man ter sua des-
peza (Apartes).
Mas anda V. Exc. cahio dos quartot nosta sua
objeceo. Porque ento antig.imento a provincia
podia fazer mais obras dentro dos mesmos distric-
tos, preeisava um maior numero de engenheiros ?
Nao; a provincia possue os mesmos distnctos ;
pura cada districto possue um eoge iheiro. 0 que
acontece hoja a esse engenheiro, elle ser menos
pensinalo, porque t-m menos obras que fiscalisar,
mas d'abi nao se segu quo nao seja necessario ;
nao se coactan que elle possa ser dispensado, por-
que quem vigiar a conservaco de seu districto ?
Se elle por forga de sua exten^o exige um pes-
aos! que vigi e guarde. Pois, a cadea que tem
100 presos, ter dtis carcareiros e a que tiver 50
terum o ? Para cala districto um engenhei-
ro. Desde que nos nao supprimimos esse d atricto
porque elles nao podem desapparecer, temos obri-
g-tc i de conservar o pessoal purt vigiar o dis-
tricto ; deixemos que a udministracSo procure as
raias de seus recursos a escolha da preferencia.
Um Sr. DoputadoE' exercito sem soldado.
O Sr. Prxedes Pitonga Sem soldado nao ha
exercito ; mas nos hoja que possuimos 13 mil ha-
mens, os ofieiaes generaes, sao os mesmos que
quando tinhamos 20 mil nio diminuio o numero
delles ; a assembla geral nao diminuio o quadro
de officiaes gmeraes, porque muito natural quo
mais tardo, quando houver mais recursos no paiz,
elle p issa completar seu exercito e u'estas con-
dices, quando a provincia tiver mais recursos,
far mais obras, mas n> dispensa seu pessoal,
porque a obra diminuio, a necessidade nao desap-
parece.
Portanto, ainda por esae la o a c< mmisaao nao
foi muito feliz porque quiz reformar urna repart
cao di um modo pouco regular, retirando agen
tes indispensaveis a sua construeco e aadamentn.
J nao fallo do pessoal interino que tambem foi
supprimido, inclusive um empregado que j tem
30 annos, que creio, j est as condices de ser
aposentado com todos os vencimentos.
O Sr Gomes Prente Eu estou admirando o
tole to do nobre deputodo.
O Sr. Praiedea Pitonga V. Exc. ebt grace-
jando.
O Sr. Gomes Prente Estou fallando seria-
mente.
O Sr. Prxedes Pitanga Eu estou faze ido li-
geiras uonsideracoes e passarei a um dos pontos
que para mim se torna muito notavel e vem a ter
a suppresso do Instituto Vaccinieo.
Quitndo meus senhores, o governo geral, procu-
ra crear com ostentacio reparticoea de saude que
fisealisem os generes quo se prestam a alimenta-
co das diversas provincias, exiginao o msior cui-
dado e a maior cautella por parte d'essas repar-
ticioes, que em todas as nacoes civilisadas tem oc-
cupado com a maior attenco o cuidado dos pode-
res constituidos, nao u n simples sermo o di-
zer se que as populacoes correm espavoridas dian-
te do especto da bexiga.
Que aa populaces togem espavoridas diante do
ex[)ectro das bexigas, facto esta que todos os dias
acontece ; entretanto vemos a bexiga atacar vil-
las, cidades e aldeias, porque o nosso governo nio
se tem oecunado com a obrigtco que inherente
aos que cuidam da saude publica, de estabelecer
vaceinadores por todos estes pontos.
Entretanto, a Ilustre commisso entendeu que
ievia supprimir um dos mais importantes ramos
do servico publico, que deve fazer desapparecer
do meio d'esta cidade um ncleo de corporaco,
|*M resume-se em tres ou quatro mdicos, deno-
minado Instituto Vaccinieo.
Eu confava que o nobre relator da commisso,
filho de urna provincia onde a s"cca e a bexiga
tem produzdo horrores e tem consumido fortunas
do governo, viesse dar amp'ido, viesse augmen-
tar o servico, tornil o obrigatono, exigir que este
instituto dsse provas de que se oceupava seria-
mente de um ramo de admin'stracio, necessario,
indispensavel conveniente; que viesse pedir que
se subdividissem esses delegados, que elles per-
corressem os distnctos e procurassem propagar a
vaccina, e que fizessem afugnntar o terror da be-
xiga d'esses povos que s assaltados diariamente
por esta peste, sendo devorados em grande parte,
ora pelo erro dos que os tratam, ora porque nio
tiverara cuidado em procurar o perseverativo ne-
des estragos, dizimaodo s populacao, ou tornan lo-a
defeituosa, como sao os males que resultam da
nio propagaco da vaccina. Portanto, todos os
governos devem ser solicitos na medida de meios
de providencias a debellar esses constante! males
que assaltam continuadamente os centros populo-
sos. N'estas circumstoncias o governo, quem quer
que ella seja, deve ser armado de leis, que facili-
tem o exercieio d'essa obrigaeo, o exercicio d'esse
direito, leis que garautom o modo de sua organisa-
cio e que d co mesmo tempo direito de ampliar-
Ratis e Silva.Rodrigues Porto.Regueira Cos-
to. Dr. Joo de S,
O projecto a que se refare a emenda o se-
gmte:
A AssomWa Legislativa Provincial de Per-
nambuuo resol ve -'
Art. 1. Piea concedido a Jos Maria de An-
drade privilegio por 20 aunos, para montar urna
fabrica de cortume, em m dos arrebaldes d'esta
cidade ; sendo obrigado a admittir em dito fabrica
10 meninos orpbSos, aos quaes dar sustento e ha
se os recursos que por ventura tensara de tornar-se bitoco, sendo-lbes eusinada a arte que alli exer-
cer e daudo-lbca tambem um salario ruzoavel.
Art. 2.* No contracto que para este fim se
seja_
de just.ficacao a nma provincia que ic u oortgi-
Assim teria ella pouoadi a esta mesma provin-
cia, se te quer referir provincia, a sonima que
se consomm, quaudo apparece aquello mal, con-
traetaudo mdicos assalaria los por um preco ex-
cessivamentc crescido e dando-se dinheros a com
missoes.
Nao seria melhor crear um ncleo de corpora-
co vaccinadora, afim de que quando qualquer po-
voaclo fosse atacada por essa grande epidemia,
evitar que o mesmo mal assolasae as povoacoea vi-
sinhas? .
Mas a nobre commisso. lonze d'isto, suppnmio
completamente este ramo de serv? publico, como
se nenhuma importancia devessn merec r diante
da mesma nobre commisso o cuidado e a respon-
snbilidade em que incorrem aquelles que desorga-
nisan} e supprimem os ramos de servico publico,
que sao indispensaveis organlsaco e garanta
social.
Se eu quizesso orgsnisar uina eatatistica da im
nortaneta dos institutos vaccinieos, do valor que
consomem as diversas partes da Europa e do
Brasil, dira queasnossas provincias visinhas nao
gastara 6:000000, como a de Pernambuco, mas
40:0004000, como por exemplo a da Baha ; n'a-
quella fe eucarece e se exalta a instituico, pedin-
do o maior z--lo, cuidado e dedicacio d' iquelles
que sao encarregados deste ramo de servico pu-
blico.
Entretanto a nobre commisso entendeu que de
vi* encontrar na suppresso deste ramo de servico
urna fonte de receita, sem se importar com a res-
ponsabilidadejque sobre ella deve recahr no caso
deuma epidemia de b-'xigas.
O Sr. Uoelbo de Moraes d um aparte.
O Sr. Prxedes Pitonga Eu apenis estou fa-
zendo lig-iras apreeiaces ao art. 2o do projecto
do orcam-nto provincial; se a nobre commisso
nao repuzer no ponto em que se acnavam certos
ramos de servico, que me psrecem necesssrios,
mandando emendas coro relaco a cada um d'esses
ramos, eu raaudarei um emenda, e me obrigo a
vir tribuna defendel as urna por ums, embora na
votaco todas eiara, mas nao ficaro sem ser apre-
seatodas e defendidas, poique este foi o encargo
que tomei quando subi tribuna pela primeira vez
para apreciar c fazer lgeiras considerares acerca
do projecto.
Portanto, aguardando o procedimento da nobre
commisso, que pens ser no sentida de melhorar
tonto quanto fot possivel na forca dos seus recur-
sos o tr.balhi por ella apreaentado, eume propo-
nho fazer algumas emendas no sentido de cora-,
pletar esse trabalho, embora s-jaoi ellas -ejeiudas
pirque vence a matara da forca, como vence a
forca da matara, e pois eu me sujeitarei.
O que quero, porm, que nJ> passe desaperci-
bido o interesse que tomo pela boa organisaco do
sei vi?o poblie, orno representante de um distric-
to, onde por muitas vezes, como V. Exc. sabe, a
bexiga tem felo abandonar no meio da estrada o
individuo que por ella accommettido, tornaudo-o
at impossivt-1 de receber os soccorros da familia,
que d'elle nao se quer approxiinar; tal t; o terror
que se tem no centre a um bexiguen'o.
O Sr. PresidentePrevino a> nobre deputado
que s taltara f> minutos para terminar a hora.
O Sr. Prxedes PitangaEu deixarei a tribuna
quando V. Exc. declarar que a hora esldada;
porqiu anda mesmo que podesje conseguir d'esta
Assembla a prorogacio de todo o tempo at ao
termo da sesso par oocupar-me do trabalho do
oryamento, nao poderia deixar de aguarJar-m* pa-
ra eont:nual-8 na segunda vez que fallasse, desde
que disse a V. Exc. que o meu discurso era divi-
dido em tres partes, e anda ni > conclu a primeira
sto a apreciac- do projecto le ornamento.
Ainda ;io justifiquei urnas emendas que tive a
honra de apresentar conaideraco da casa ; ain-
da nao entre no estudo das emendas presenta-
das n > s p ta nobre commisso, como tambem
por outros collegas.
Eu serei obrigado a interromper as rnnhus con-
siler.coes, reservando-me para na 2a veaoceupar-
111 d'esto assuinpto, visto como tenho o direit da
1 lar tres veze, duas con ledidas pela lei e otara
p-irque mandei em-ndas Desde que V. Exc. me
diz que a 1 parte da ordem do dia est esgotada,
eu farei ligeiro remate para nao deixar o bouquei.
iraperfeit, e guaidarei o reso para fazer um n>vo
bouquet, porque para sto o jardineiro apto e o
j.vrdim iramenso.
Coocluirei, portanto, para obelecer a V. Exc. ;
mas, peco permioso para dizer duas pala vi as
ainda.
Senhores, obrigaeo dos governos eonstituidon
. civilisados cuidar te iameute do bem estar dos
seus povit; obri*;afo desta Assembla armar a
Presidencia dos meios neceisurios para anidar da
-saude pubiiea, meioe que alm de aerem'muito ne-
cessarios, tornara se indiapHaMeia 1 mo-nos ti grandes epidemias qno f rodnzem gran-
precisos
Se o Instituto Vaccinieo nao tem ainda prestado
os beneficios que se deve esperar ; se a propaga-
cao da vaccina entre nos nao tem tido aquelle
desenvolvimento, nio tem prestado aquelles ser-
vi?os, quo tanto devemos desejar, porque nos
ainda uo conseguimos estabelecer, como deter-
mina os principios da sciencia, um instituto que
possa fazer a propagaco da vacciua animal, con-
seguindo da Europa os elementos neceasarios para
transmitid-os a um animal apropriado do qual se
possa colher resultados satisfactorios.
Se o Instituto Vaccinieo nao tem podido chegar
sua grande altura, porque nos nao temos leis
que obriguem os pais a mandar vaccnar oa seu3
filhos em periodo certo afim de impedil os do con-
tagio d'esse mu!, que se chama varila, leprodu-
zin lo-M a experiencia da vaccina, se por ventura
da primeira vez nao produzir effeito benfico;
obrigando-se o refractario, o que se nio quer pres-
tar a cumprir, ao pagamento de urna multa, se
por ventura nao apresentorem em periodo certo
os seus filhos para serem vaccinados, assim como
se procede nos paizes mais adiantados.
O que cumpria a esta Assembla.Sr. presidente,
era legislar de modo que podesse por em accio o
desenvolvimento de todos os meios ; pois que, se-
nhores, trata-se de um ramo do servico publico
que tem oceupado a attenco de todos os gover-
nos, e tem dado lugar a gr nde serie de cstudos e
experiencias. Mas nunca senhores, pretender ex-
tinguir um nico instituto vaccinieo ero urna ci-
dade, no meio de urna populacao que tem sido mui-
tas vezes atacada pela bexiga, por esto peste quo
inhibe o amigo de approximar-se do seu amigo, tal
o horror que produz, alm do contagio. Nao
sei, portanto, senhores, como que se possa reti-
rar do meio de urna sociedade civilisada o nico
nstituto vaccinieo que nos temos, isto agora mes-
mo quaado o governo geral acaba de dar ama pro-
va de que desej que se estabelecam em todas as
provincias conselhos de salubridade, eompostos de
3 ou 5 mdicos, om o fim de modificar se nao de-
bellar as epidemias que nos flagellam, vigiando no
bem estar dos povos.
O Sr. PresidenteObservo a V. Exc. que a
hora est dada.
O Sr. PitongaUrna vez qoo a hora est dada,
eu obedeco a observaco de V. Exc.; sentc-me, re
servando-me para terminar as minhas cousidera-
ces na sesso seguinte, entrar na aprectaco das
em-ndase justificar algumas que tambem tiveoc
casio de mandar a mesa, salvo se casa quiaer
oceupar o resto da sesso com esse trabalho, o que
muito agradecera.
(Maito bem, muito bem.)
A discussio fica aiiada pela hora.
Passa-se
2a PAUTE D OBDEHDO DIA
Vota-se e appi ovado em 1 discusso, sendo
dispensado do iutersticio a requerimento do Sr.
Hnrculano Bandeira, 9 projecto n. 30 d'este anno.
Entra em 2 discusso, e approvado sem de-
bate, o projecto n. 37 d'este anno.
Vota se e approvada a emenda n. 3 ao pro-
jecto n. 163 de 1884 a qual approvado em 3"
discusso e remettido commisso de redaccio.
O Sr. Joo Alvesi (pela ordem) requer o a
casa concede que cada urna das emendas aposen-
tadas ao projectb e approvadas, seja redigida em
separado.
Entra em 2 discussio o projecto n. 21 d'este
anno.
DfSNDAS ADDITIVAS AO ART. 13 DO PROJE-
CTO NO 43 DESTB ASNO (ORCAMEXTO l'KO-
V1NC1AL) APPROVADAS EM SESSO 9 DB
jrjHHO.
N 180. Onde couber :
Picam prorogadoe por mais tres annos, denpis
de fiados, os contractos feito3 com Augusto Octa-
viano de Souza, Aurelio dos Santos Coirabra, An-
tonio da Silvi Florencio, Antonio de Vasconcelos
Florencio, Joo Nepomuceno da Silva, Joao^Gui-
Ihermc de Azevedo Lyra & Sobrinbos e Jos Cor-
deiro dos Santos, irreraatrutes de dizmos de gado
vaceum, cavallar e inuar, sem o menor onus para
os suprcitados arrematantes. Joo Alves.
Constantino de AlbuquerqueRodrigues Porto.
Gomes Pai-ente.Coelb de'Moraes. -Luiz de An
drj.rln. licencio Maliz.Jos Maria.Hercula-
no Bandeira.Antonio Victor. Costa Ribeiro.
Regueira Costa. Solomo de Mello.Sophronio
Portella.
N. 181. Onde couber. Fica o presidente da
provincia autorisado a apo.-entar o empregado da
Santa Casa de Misericordia, Francisco Gomes
Castellao, com 08 venciunntos que actnalm -nte
percebe, Je. accordo com a mesma Santa Casa. -
Vigario a.u"usto Frinkliii.Joo Alves. P. G.
de Ratis a Silva.Rogoberto G. de Drum-
moud.
N. 182. Artigis additivos. \rt. 1-. O thesou-
reiro das loteras ordinarias da provincia poder
elevar o respectivos planos, mediante approvaeio
do presidente da provincia, fazendo comprehen ler
em urna so lotera parte de diversas concessoes,
observando em todo o caso a ordem de prefe-
Ivencia estabelecida oa lei do ornamento do respe-
ctivo exercicta.
Art. 2- Desde que fr elevado o capital do pla-
no pasear a ser de 40 % o imposto sobre pre-
mios matares d~. 200, e do 10 /, como res-
peito no plano actual, a commisso do thesoureiro
sujeita a todas t,s despezas da extra:c).Go
mes Prente. Coelho de Moraes. Constantino
de Albuquerque.
N. 189. as disposices geraes. Fica a Santa
Casa de Misericordia do Recife, autorisadaa coi
trahir um emprestimo at a quantia de 60 contos
de ris, podendo caucionar este emprestimo com
seus ttulos.Ratis e Silva.Sophronio Portella.
Vctor Correia.Gomes Prente.Constantino
de Albuquerque. Ferreira Velloso. Julio de
Barros
N. 191. As gratificacoes aos empregados do
Tbesouro, encarregados da tomada de contas das
loteras, nao ser de importancia maior da que
actualmente.Costa Uibeiro.
N. 192. Fica n Junta da Santa Casa de Mise
ricordia autorisada a regularisar os vencimantos
dos empregados dos diversos estabelecimentos d.'
cardade a seu cargo, supprimindo os lugares que
torem dspensaveis, reduzndo, como fr justo, os
ordenados qu torem ereessivos e elevando os dos
empregados quti estiverem mal pagos lelativamtn-
te.Katis e Silva.Sophronio Portel'a.Soares
de Araorim. -Coelho de Moraes.Victor Correia.
Gomes Prente.
N. 208. Onde couber. Fica o presidente da
provincia autossado mandar pagar a E iuardo
Oarneiro Leo os alugueis da casa que serve de
quartel do desta.-amento;em Muribeca, cabidos em
ex'icicios fiudo3.Sophronio Portella.
N. 209. Onde couber. O art. V 1 da lei
provincial n. 1,320, nao tem applicacio quer aos
nrochos, quer aos coadjutores, assistindo-ihi di
reit i de receber as respe ti vas temporalidades
A. Fr nklin. G. de Drummoud.
N. 211. Ondecoubor. Fi:am relevadas do pa
gamento das decimas^atrasulas e vencidas at o
exercieio corren te, as casas pertencentes an pa-
trimonio de Nossa Senhora do Carino e si'.us na
cidade do G.oyanna.G. de Drnmmond.Julio
de Barros.
N. 213. Emenda adiitiva s diaposicoes geraes.
Onde couber. Offer. co como eraenJa o prijecto
n. 94 deste anno. G. de Drummond.
O projecto a que su refere a emenda o se-
guate :
A Assemb'a legislativa Provincial de Per-
nambuco resolve :
Art. 1 O Banco de Crdito Resl de Pernam-
bucos tica iseuto do pagamento de qualquer im-
posto provincial on municipal, compreheudendo a
isi-Bv'io o exercieio da 1885 a 1886.
Art. 2*.As herancas, legados edoaces quando
consi'entes, no todo ou em parto, era aeces do
Mineo ficum quanto a estas sontas do respectivo
i ,1 uto.
Art. 3." Ficam revogadas as disposicoes em
contrario.
Sala das commissoes, 24 de Mata de 1886.
Cosa Ribeiro.Sophronio Portella.
N. 221. Emenda additiva. Off recemos como
emenda ao art. 18 do pr ji-cto n. 43 deste anuo, o
projecto da commisso de peticoes n 120, de 1885.
Joo Alves.-Julio de Barros.-Sophronio Por-
tella.Ferreira Vellos.Contantino de Albu-
querque.Rogoberto.Luis de Andrada. P. G.
passar serio mencionadas aquellas condi;oea, alm
das que se fizeram desnecess irias.
Art. 3. Ficam revogadas as disposicoes em
contrario.
Sala das commissoes, 23 de Julli i de. 18S5.
Maximiano Duarte.Amaral e Mello.Jos Ma-
ria. '
N. 223. Apresento o seguinte projecto como
emenda ao orcamento, tal qual se acha emendado.
Jos Maria.
0 projecto a que se refere a emenda o se-
guinte ;
A Assembla Legislativa Provincial de Per-
nu nbuco resolve :
Art. 1." Fica o presidente da provincia au-
torisado a conceder, por prazo improrogavel de
15 annos, privilegio i Alfredo B?st, Tugraan ou
quem matares vantagens offerecer, para montai-
n'esta prt/incia a primeira fabrica de cimento,
preparado com materia, do paiz.
Art. 2. O cimento proiuzido psla fabrica di;
que se trata nao irosar de isencio de imposto al-
gum, nem de quaesquer favores, directos ou in-
directos, que tenham por fim prohibir a entrada ou
venda na provincia do producto similar, nacional
ou estrangeiro.
Art 3." So no fim de dous annos, a contar da
dato da presente le, nao estiver a metina fabrica
tunecionando regularmente, a actual conces3o de
privilegio ser ipso feudo considerada caduca.
Art. 4. Ficam revogadas as disposicoes em
contrario.
c Sala das commissoes, 10 de Abril do 1886.
Barros Barreto Jnior.Padre Julio do Barros.
N- 224. Onde couber :
Offereco como emenda ao projecto u. 43, o se-
guinte projecto n. 86 de 1886.Joo Alves.
O projeeto a quo se refere a emenda o se-
guinte :
A Assembla Legislativa provincial de Per-
nambuco resolve :
Art. 1." Fica o presidente da orovincia au-
torisado a desapropriar, na villa de Taquaretinga,
o predio que adi foi construido para servir de ca
deia, quartel, casa de cmara, e eleices.
.Art. 2." Em dito deaapropria^o poder ser
dispendida at a quantia de 8:0JOO00.
Art. 3.* O pagamento d'essa quantia ser feto
por prestaces 2:000000 annualmente.
Revogam-se as dis oosices era contrario.
Sala das sessoes, em 10 de Mata de 1886
Joo Ataca.
N. 225. Emenda additiva.Offereco como emen
da ao art. 3o do projecto n 43 o projecto n. 90 de
1886.Rogoberto.Jos Maria.
O projecto a que se refere a emenda o se-
guinte :
A Assembica Legislativa Provincial de Per-
nambuco resoive :
Art. 1." A concessio constante da lei n. 535
pelo art. 32 da lei n. 1860, restablecida 9 fa-
vor dos inauguradores da coinpanbia da edificacio
nesta cidade, fica ampliada ao pasamento inte-
gral dos impostes o que a lei n. 535 se refere ao
prazo de 15 annos para todas as casas que a com
pubis edificar e a contar da respectiva edifica-
cio
l. Os empresarios serio obr'gadoa a rece-
ber gratuitamente em suas olficinas at 20 meninos
pobres mandados apresentar pelo presidente da
provincia, d'entre os educandos dos estabeleci-
mentos de cardade ou quaesquer outros, e logo
que os mesmos tenbam aprendido o officio a que si-
dest'nem; a companhia pagar-!hea-ha o salario que
for estipulado com 03 seus paia ou tutores
2. O governo da provincia firmar con-
tracto cora os empresarios, no qual estabeler
clausulas que garantam a fiel execuco do dis-
posto no Io.
Art. 2.o Ficam revogadas as disposico -a cm
contrario.
Sala das commissoes, 26 de Maio de 1836.
Costa Ribeiro.Sophronio Portella.Domingues
da Silvw.
N. 226. Apresenlamos eom> emenda ao orea-
ra'uto o projecto n. 89 de 186.Jos Maria. Dr.
Pitanga.
O projecto a que se refere a emenda o se-
guinte :
A Assembla Legislativa Provincial de Per-
nambuco resolve:
Art. 1. Fica concedido ao Dr. Joo Ferreira
da Silva, ou empresa que este organisar, pri
vilegio de 25 annos, para fundar nesta cidade urna
grande fabrica de machinas e appar.lhos elctri-
cos, destinados a p.oducco de luz, ao tranaporte
de forca, aos procesaos electrolticos, s applic 1-
coes therapeuticao e s demonstrares escolarea.
Art. 2." O concessionario ou a empresa dar
comeen ao serv'iQo dentro do praso d-- 2 annos con-
tados do dia "in que fr feita a concessio.
Art. 8.* O concesionario ficar obrigado a
forneeer s reparticoes publicas da provincia todo
o mtter al necessario que disser respeito sua iu-
dust.-ia, por menos a terca parte dos precos dos
cathalogo's das casas estran_reiras ; tieando, porm,
iseuto do pagiraeuto de quaes}uir impostes pro-
vinciaes.
Art. 4." Ficam revogadas as disposicoes em
contrario.
Sala das sess 3 da Assembla Legislativa
Provincial de Pernambuco, em 20 da Maio de
1886. -Dr. PitangaJos Maria.
N. 227. Artigo adlitivo s disposicoes geraes
A m-rcadoria que fr reembarcada para lora da
provincia livre da txa do 13, bem como da de
que tratam os 11 e 12 da lei n. 1,860.Gomos
Prente.Coelho de Moraes.Constantino de Al-
buquerque.
N. 228. Ad litivo s diapoaic-a geraes. Fica
concedido a Eduardo de Moraes Gomes Ferrena,
privilegio por 10 annos para explorar a converso
do grao de trigo em farinha por meio de moinhos
vapor, fijando iaento durante o tempo do privi-
legio de im oostos provincaes c munieipaea a res-
pectiva fabrica c os productos que forem)exporta-
dos.Rogoberto.
N 229. Ao rt. 3o do projecto, depois das pala-
vras reparticoes publicas diga se: e a Santa
Casa de Misericor lia.Dr. Pitanga. .
N. 231. Fica o presidente da proviccia autori-
sado a mandar pagar a D. Taciana Alexandrtaa
Montero Lopes, quando profeasora de Proprieda-
de, os ordenado3 de Janeiro a Feverairo de 1832.
que dexou de receber.Dr. Pitonga.
N. 232. Additivo. Fica o presidente da provin-
cia autorisado a conceder a D. Fausta Pergentint
de Lima Barros, professora de Cimbres, um anu 1
de licenc> com ordenado.Dr. Pitanga.
N. 233. Fica o presidente da provincia autori-
sado h mandar pgar aos berdeiros de Manoel Cae-
tono Espiuola, a quaotia a que tiver direito pjlos
st rvicos" prestados no Gymnasio P 'rnambucano, o
que fra j determinade na lei n. 1,682. Dr. Pi-
tanga
N. 235. Se passar o additivo sob n. 213, accres-
cente-se : Que s gosar desses favores, do 1110-
inejto que as letras hypothecarias tenham juros
desta emisso, e que praso do emprestimo feito
com os agricultores, a garantidos por bypothecas,
seja elvalo t 30 aunos vontade do devedor.
Ferreira Jacobina
N. 242 Os cuntribuintes devedores da tazenda
por divida activa serio admittidos a pagar ou ^ no
Thesouro ou em qualquer estoco de arrecadacao o
que es'iverera a dever.Juvenco Maris.
N. J44. Os d-ivedores pelo imposto estabelecido
00 12 do art. 2" da lei u. 1,860, quer^ os seus
uebitoa estejam, quer nao, em juia serio admi-
tidos a pgalos indepeudente de multa. Costo
Uibeiro.
N. 245. Offerecemos como additamento a emen-
da n. 223 o seguinte projecto da commisso de pe-
ticoes.Joo Alves.Rodrigues' Porto :
A Assembla Legislativa Provincial de Per-
nambuco resolve :
Art 1 Fica presidente da provincia autori-
sado a conceder por praso improrogavel de 10au-
nos, privilegio a quem matares vantagens offere-
cer para montar nesta cidade urna fabrica de
chumbo de municio.
Art. 2 O chumbo produzdo pela fabrica de
que se trata, nao gozara do isenco de imposte al-
gum nem de quaesquer favores Oiractos u indi-
rectos que tenham por fim prohibir a entrada ou
venda na provincia do producto similar, nacional
ou estrangeiro
Art. 3' Se no fim de 2 anuos contados da data
da presente lei, nao estiver a mesma fabrica tone-
clonando regularmente, a actual concessio de pri-
vilegio ser ipso facto considerada caduca.
r Art. 4 Ficam revogadas r disposicoes em
contrario.
> Sala das commissoes, 12 de Abril de 1886.
Barros Barretto Jnior.Paire Julio de Bar-
ros.
N. 247. Offereco como emenda additiva o pro-
jecto n. 30 deste anno.Herculano Bandeira.
O projecto a que-se lafere esto 5emenda o se-
guinte :
A Assembla Legislativa Provincial de Per-
nambuco, resolve :
Art. nico, Ficu restobelecida alai n. 971 de
1 de Maio da 1871.
Revogadas as disposicoes em cjntrsrio.
Em 8 de Abril de 1886. -Hereulano Bandeira.
Rogo Barros.Dr. Costo Gomes.
N. 248. Apresento como emeuda auditiva o pio-
jento n 74 deste anno tiorculano BanUeira.
O projecto a que se refere esto emenda o ae-
gninte :
A Assembla Legislativa Provincial de Per-
nambuco resolve :
Art. 1 \ jubilaco do professor publico de
instruccao primaria Antonio Mximo de Barros
Leita fica regulada segu ido as disposicoes do art.
156 do regulainento da 6 de Fevereiro de 1886.
Art. 2o Fta.ira revogadas as disposicoes era
contrario*.
. S.la das sossoes, 23 i* Abril de 1886O vi
gario Augusto Fraukliu.R-gn Barros.Begani-
ra Costa.
N. 250. Fica em vigor o art. 1 8 di. lei n.
1,713 de 23 de Juuii > de 1882 na parta a que su
refere ponte 3obre o rio Ipjjuca, no Salgado.
Barros Barreto Juntar.
N. 251. Additivo s disposicoes geraes. Onde
couber. Fea o presidente da provincia autori-
sado a mandar pagar a Antonio Pernaudes da
Silveira Carv.ilno a quantia de 5913725 ; a Luiz
Lamenha de Mello T.tmborim 6385003 ; a Elyaeu
da Silva Gazmio 5233153 e a H rarique de Bar
roa Cavalcante 1635100, differenca de venc-
mentes a que tem direito pelo exercieio interino
dos cargos de 1, 2 e 3- otficiaus da secretariado
governo.G. de Drummoijd.
EMEJOAS OPPERECIDAS EM 2" DISCSAO
AO ART. 3: DO PROJECTO N. 54 (RCA-
MEJTO MUNICIPAL).
N. 45. Ao 10 do art. 3' diga-se : 15 o/0 do que
arrecadar.Dr. Joo de S.
N. 46. Ao 9 do art. 3 diga-se : 800*.Dr.
Joio de S.R.'go Barros.Gaspar de Drum
mond.
N 47. Ao 10 do art. 3o diga-se: 15 /.Dr-
Joo de S.Reg Barros.Gaspar de Drum-
mond.
N. 48. Ao % 13 do art. o' da verba 800 sejaru
deduzidos para pagamento do e3crivo do jury,
sem direito a prcebar outras costasDr. Joo de
S.Rogoberto.Gaspar de Drummoud.
HviSTA DIARIA
ANwembla Provincial Funccionou
hontem, sob a presidencia do Exra. Sr. Dr. Jos
Manoel de Birrss VVanderley, tendo comparecido
32 Srs. deputados.
Foi lida e approvada, sem debate, a acta da
sessio antecedente.
O Sr. I- secretario procedeu a leitura do se-
trninte expediente :
Um ofBo do secretario do governo. devolvendo
um exomplar da reaoluco sanecionada sob n.
1.872Inteiiiida e a a-chivar.
Urna Delicio de Cleto Pires de Carvalho, ofi-
cial de jus'i;a de Agua Pr'ta, reqnerendo o pa-
gamento de 83J250 que lhe deve a Cmara Muni-
cipal d'alli A' commisso de orcamento munici-
pal.
Outra de Leraos & Moura, estabelecidos com re-
finacao de assuear, requerendo que ae lhes torne
extensiva a concessio requerida por Manoel da
S Iva Leal Loyo e Andr Maria Pinhciro. A'
commisso de peticioes.
Paasou-se 1* parte da ordem do dia.
Approvon-sa em 2a discusso, com diversas
emendas, sendo dispensado d > intersticio, a reque-
r'mlito doSr. G'elho de Moraes, o projecto n. 43
deste anno (orcamento provincial), tendo orad
pela ordem, os Srs. Drummoud, Prxedes Pitanga
e Barros Barreto Jnior.
O Sr. Costa Jomes declarou ter. votado contra
as emendas ns. 221, 223, 225, 226, 228 e 245.
Passou-se 2* parte da ordem do dia.
Encorrou-sn a 2' discuss do art. 3 do projee-
n. 54 deste anno (orcamento municipal) sendo
apoiadas quatro esendas e um requerimento do
Sr. Juvencio Mariz de adiamento de discusso por
24 horas, que nao foi votado por falta de numero ;
tendo sido antes votadas aa emendas ao art. 1
O Sr. presidente levantou a sesso designando
a seguinte ordem do da : l1 parte : 2' dis-
Hnnito do projecto n-54 c 3'do de n 43, am-
bos deste anno; 2 parte continuacic a antece-
dente.
lRecebe:!orla de Benitas Internas
Por acto aa Presidencia da piovincia, de 2 do
crrante, foi nomeado Manoel Goncalvea Ferreira
e Silva Jnior para exercer o cargo de cobrador
da Reeebedoria de Rendas Internas.
Autoridade* poltclaePor actos da
m'sin Presidencia, de igual data :
Foi exonerado o ten"nte Manoel Jos Camello
do cargo de subdelegado de Nazareth, e nonreado
para subt!tuil-o o actual 2o supplente Pedro Jos
de Oliveira Mello.
Foram nomeados 2o e 3 suppleotes do subdele-
gado do districto de S. Caetauo da Raposa, Flo-
rencio Al /es Moreira Jordo e Manoel Apolonio
dos Santos, em substituidlo dos actuaes, que foram
exonerados.
FalleclrncntoPalleceu hontem, s ho-
ras do dia, o coronel Decio de Aquino Fonseca,
digno commandante do corpo de polica, victiman-
do-o urna complicaco de molestias internas
Filho do finado commendador Thomaz de Aqoi
no P raspea, o coronel Decio nasce.u 16 deAgos
to de 1833, e, pois, contava 53 annos de dade.
Era hoinem intelligente e incansavel na tata
pela vida, e muita vez poz em contribuicio o^ sen
valor pessoal, esforcos e dedicagio cm pro da
causa publica em cargos que exereeu sempre com
honestidade.
Como autoridade policial, na parochia da Boa-
Visto, prestou relevantes aervicos, e nio somens
copia de si deu tonto no cargo de secretario da
exiincta capitana do porto, como no da comman-
dante do corp) do polica, que exereeu durante
cerca de 10 mezes.
Tambem exeresu por differentes vezes o cargo
de juiz de paz na parochia de sua residencia, e o
de merabro da Cmara Municipal do Recife, da
qual foi presidente no Io anuo do respectivo qua-
triennio.
C raiman lou o Io batalho de artilharia da an-
tiga guarda nacional, e ainda nessa qualidade
prestou bons servicos causa publica, e reformo
se como coronel.
O governo imperial o agractau com o ofHc'alato
da Ordem da Rosa era attenco aos teas excellen -
tes servicos.
O corm-l De.;io de Aquino Panadea t-ve u
vida extremamente laboriosa e cheia de dilficul-
des ; e ee sempre se tirou com honra das situacocs
embarazosas, nio logrou accumular bens da for
tuna, d-- sorte que como patrimonio apenas lega
familia um nome respeitalo.
O seu cadver foi hontem, ss II h ras, depo-
sitado no Cemi'eno Publico de Santo Amaro, em
cuja capella teve lugar s 4 1/2 horas da tarde o
funeral e o enteri amento.
A' esses actos assistiram numerosos amigos do
finado, prestando-lhe as honras funebres um con-
tingente do 14 batalbo de infantaria e a msica
do corpo de polica.
O quartel deste corpo tem-se conservado em
funeral, e grande nnmero de amigos do finado fo
rain prestar ao seu corpo as derradeiras home
nagens.
Assoniamo-nos essas homenagens, e apresen
tunos Ilustre faailia do mirto as nossas con
dolencias.
Cmara MunicipalEm sesso de bon-
t m essa corporaco xpprovando, unnimemente,
urna propoxta do Dr. Goes ('avalcante, suspender
os teus trabalbos em demonstraco de pezar pela
murta do coronel Decio de Aquino Fanseca ; resol-
ver, tambera,mse ir na acta um voto de condo-
lencia pelo infausto aecntecimento, e nomeou urna
commisso composta de tres de seus membros,
para represental-a no acto do enterramento do fi-
nado
Em flagranteAnte-hontem, s 8 horas da
noite, foi preso em flagrante, na ra da Aurora, um
individuo de nome Antonio Bibiano, porque, ar-
mado de um caivete, tentn com elle fenr o m-
sico Pudro Celestino da Conceicao, quando a ban-
da do 14- batalho de infantaria tocava oreco-
Ibor, porte do quartel general.
Tinta de aro e rataOs Srs. Sodr
da Motta Se Filho, estabelecidos ra Mariz e
Barros n. 14. acabam de receber, em pequeos
fraseos, tinto de ouro e prata para escrever.
Experimentamol a e deu boa escripia, bem le-
givel p firma. Reputomol-a digna de apreco de
publico.
Entradaa de assm-.ir e algadao
Vieram por mar e trra para o mercado do Recife
no mez de Maio :
Assuear
De 1886 34.255 eaccis.
1885 41.592 -
1H84 56.847
. 1383 58.858 .
1882 66.903
Algodao
De 1886 9.053 saceos.
. 1885 5.788
1884 9.396
1883 12.150
. 1882 11.536 .
A Bruxa- E' o titulo de um livrinho de sor-
tes, de um autor que se oceultou sob o pseudony-
no de Simplorio halaca. E' propriedade da Ty-
pographia Industrial, ra do Imperador n. 14,
onde se o encontra. Est bem organisado e tem
mimosas e chistosas quadras.
Oinbelro O paquete Collarada tronxe de
norte para diversos 56:55083#
O mesmo paquete levou para :
Rio de Janeiro 220:000*00
O paquete Sahia levou para :
Parahyba 600*009
Rio Graude do Norte 610*009
Cear 4:000*000
Para 9,7005000
Ii 3ril O n. 119, de 25 de Mata, deste
peridico parisiense, traz o seguinte summario :
La saigne de la Patrie, Raphael Ballestas.T-
lgram oes.Echos do partmt.Notes sur Paris,
Charles Mainard. Folie et Conscience, Dr. M.
B irbosa.Le Saln, Osear de Araujo. Les tor-
pilleurs, A F. Mes Cousines de Sapucaia, Ma-
chad) de AisisExposit on industrielle de Mar-
seille, E. Beaulieu.Courrier du Brsil.Colom-
bie.Costa Rici Lettre de la Rpublique Ar-
gentne. -Uruguay.Veuezuela. Les livres, O.
A.VIouvement diplomatique.Compagnie gen-
rale des Chemins de ter brsieni (13 tirage).
Les Victimes Bourreaux, J. M. de Macedo. Les
obligations pruviennes.Revue commerciale, D.
NoelRevue finaucire, J. Gaf. Speetacles et
Concerts, Cadet-Roussel. Biblographie.Moa-
vement martme.Masons recooamaues. An-
nonces, etc.
Reunioen nociaea Ha hoje as segnin-
tes :
Da Asaocia^o Commrcial Agrcola, a 10 ho-
ras do dia, em assembla geral, para assumptca
importantes.
Do Monte Pi dos Voluntarios di Patria, s i
horas da tarde, para prestaco de coalas dos l-
timos assumptos.
Do Instituto Archeologico, ao meio dia, na res-
pectiva sede, em Sfssio ordinaria.
Do Gremio Litterario Recreativo, s 5 e 1/2 ho-
ras da tarde, na respectiva sede.
Do Congresso Litteraro Scientifico, s 11 ho-
ras do dia, na respectiva sede, para tratar da re-
forma d is seus estatutos.
Do Club Littertrio Ayres Gama, as 2 horas da
tarde, em assembla geral, para eleicio e outros
ffiiateres
Do Comit Litteraro Acadmico, ao meta dia,
cm sesso ordinaria.
Carta de Xapoleo ITranscrevemos
do Ghjbo. jornal que se puolicaem Madrid, a se-
guinte carta de Napoleo :
Dous do Maio de 1808.Est dito tudo quan-
to se pode dizar sobre o nossoDous de Maio.
Porm, nio est nem estai nunca saldada a
conta que desde aquella epoeha tem pendente com
Hespanha a familia bourbonica.
< Para julgar ao que nos vendeu em Barjona,
como se se tratasse do ura rebanho; ao que viven
em Valencey entregue a toda clasae de devnelos,
emquanto Hespanha se debata para recobrar a
liberdade e a vergonba perdidas; ao que tonto so
empenhou para contrabr parentesco com a fami-
lia Bonaparte; a que felicitava o usurpador
quaudo recebia noticia de nossoa revezes, nada tao
expressi vo como o autographo que hoje publicamos,
gratas benevolencia com que nos cederam os
Joos do intereaaantssimo Museu Mexicano.
E' urna carta de Napoleo, seu irmio Jos,
escripia 40 dias depois da batalha de Bailen, na
qual provaraos ao mundo inteiro que se nada va-
liara nossos res, o povo hespanbol bastera para
tomar par si a detesa de seus bros.
Vejase como o altivo imperador estabeleciaa
diffirenca nao esquecida desde aqnalla dato, que
mediava entre a valoroaa Hespanha e o humiihado
e adulador Fernando VII.
Paris, 9 de Setembro de 1808.
Meu queride irmio Jqs Napoleo, ro de He9-
panba.
Desde logo comprekendi que os successos oc-
corridos, contar do dia em que Despont tomn
a re8olucio de abandonar Andujar, e ao qual as
tropas bespanholas franquearam o Guadalquivir,
deitoi-ia.n mais tarde por tena todos 03 progressos
de nosso reinado.
Assim iconteceu. A batalha de Bailen cjn-
firmou meus temores.
Porm nada ae perdeu. Gracaa 4 minha :s
trategia de Bayena, tenho em meu poder o imbcil
re Fernando VII, e a isao deveremos nosso feliz
xito no throno de Hespanha ; necessario, porm,
que attendas e observis as instruccoes que V03
envo por utermedio de meu leal general Sava^,
sem esquecer que se necessita alguma cousa mais
que nossa proverbial energa, contra essa rafu
hespanhola tao inficxivel e indomavel a qual a
nica do mundo a quem posso temer, pois fcil-
mente se con vertera em obstculo invencivel aos
meus projectos continentaes.
c Obs-'rvai, repito, minhas nstruc?Se8, e cbntoi
com o affecto de vosse irmo Bonaparte.
Ijell*eN.Effeciuar-se-ho:
Hoje :
Peta agente Brito, s 10 e 1/2 horas, na ra ea-
treto do Rosario n. 19, de movis, loueas, vi-
dros, etc.
Peta agente Martins, s 11 horas, na ra do
Payssand n. 4, de movis, loueas, vidros, etc.
Peta ajenie Gusm&o. s 11 horas, na ra Du-
que de Caxias n. 77 A, do estabelecimento ahi
sito, tecidos e vidros.
Amanhi:
Pelo agente Pinto, s 10 horas, na ra do Im-
perador n. 30, de movis, tacas, vidros, etc.
Pelo agente Brito, s 11 1/2 horas, na ra do
Hospicio n. 60, de movis, livroe, etc.
Peta agente Modesto Baptista, s 11 horas, na
ra do Imperador n. 75, de movis, tacas, 2 ca-
vallos, etc.
Miaa* fnebre*. Serao celebradas:
Hoje :
A's 8 horas, na igreja da Penha, por alma de
Leopoldo Carneiro Rodiigues Campello.
Amanh :
A's 7 horas, no Terco, por alma de D. Francisca
Maria dos Santos Se neote ; 8 horas, na matriz
da Boa-Vista, por alma de D. Adelaide de Mattos
L'mos. ,
Sabbado :
A's 8 horas, na Madre de Deus, por alma de
Jos An.onio da Cunha Potto; j 6 1/2 horas, no
Espirite Santo, por alma de Jos Leite da Silva
Rusa ; s 9 horas, na matriz de Santo Antonio,
por alma de Munoel Caldas Barreto.
Segunda-feira :
A's 9 horas, na mat.iz de Tracunhaem, por al-
ma do Dr. Antonio F. Correia de Araujo.
botera da provincia.Terca-feira, 15
do corrente, se extrauir a lotera n. 58, em Bene-
ficio da igreja de S. Pedro desta cidade.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conce:cao do/ Militares, se acharao expostos aa
urnas e as espheras, arrumadas cm ordem num-
rica apreciaco do publico.
Lotera da corleA 1 parte da 364 lo-
tera da corre,eujo premio grande de 100:090*,
ser ertrahida no dia de Maio.
Oa bilhetes achara-se venda na Casa Felia,
prava da Independencia ns. 37 e 39.
Tambem se acham vendana Casa da Fortuna,
>ua Primeiro de Marco n. 23.
(iOteria do BloA 3' parte da lotera n.
197, do novo plano, do premio de 100:000*000,
ser extrahida no dia du corrente.
Os bilhetes acbam-se venda aa Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham-se venda na praoa da Inde-
eia ns. 37 e 3b.
LKtteria de Mcele de OOrOOO-ftOOo
-A 12' parte da 12 lotera, cujo premie grande
A de 200:000*000, peta novo plano, ser extrahida
impre.terivelmente no dia 15 de Juuho a 11 horas
d manh. .
Bilhetes venda na Casa Feliz da praca &% In-
dependeaeia ni. 37 e 39.
^^a"H
/;
v


s
Diario de Pernambuco---Quinta-feira 10 de Junho de 136
Lotera iirMrtlMrt do Tpl-
rmmmm__O 4* e ultimo sorteio das 4'e5 serias
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, ser extrabida a 12 de Junho proxi-
Acham-se exporto a venda oa restos des bilhe-
ts na Casa da Fortuna ra Primeiro de Mares
n 23
Haladooro Publico. Foram abatidas
no Matadouro da Cabanga 82 reses para o consu-
mo do dia 9 de Janho.
Sendo: 65 pertencentes aos Srs. Oliveira Cas
tr > C, e 17 diversos.
Mercado Municipal ln Josj. C
Bwvimcnto deste Mercado nos dias 9 do cor-
rente, foi o seguinte:
Entraram :
271/2 bois pesando 4.169 kilos.
774 kilos de pcixe a 20 ris 15*480
39 cargas de farinha a 200 ris 7*800
33 ditas de fructas diversas a 300 olonn
ris 9*90v
15 tabolciw a 200 ris 3*000
12 subios a 200 ris *m}
Foram oceupados: .
24 columnas a 600 ris l***00
28 compartimentos de faiinha a ._
oOO ris 14#UW
24 compartimentos de comidas a
500 ris 1*uuu
70 ditos de legumes a 400 ris 28*000
17 compartimentos de suino a 7U0
ris 11*WW
. 13 ditos de tressaras a 600 ris 7*800
2 talhos a 500 ris U
10 ditos de ditos a 2* 20*000
54 talhos de carne verde 1* 54#uw
Deve ter sido arrecaiada uestes dias
aquantiade 201*680
Frecosdodia:
Carue verde a 400 e 320 ris o kilo.
Suinos a 560 < 640 ris idem.
Carneiro a 600 e 800 ris idem.
Farinha de 240 a 400 ris a cuia
Milho de 260 a 360 ris idem.
Feijao de 800 a 1*280
Cemlterlo publicoObituario do da o
do correte: _. ,,~
Jos Leite da Silva Rosa, Pernambuco 26
annos, solteiro, Santo Antonio ; tubrculos pulmo-
naria Ignez das Neves, Pernambuco, 44 annos,
casado, S. Jos ; dilatacao na aorta.
Manoel, Pernambuco. 1 anno, Boa-Vista; con-
'"citudina Maria da Caneeiclo, Pernambuco,
50 annos, solteira, S. Jos ; lesao eardiaca.
Manoel Victorino da Silva, Pernambuco, 54 an-
nos, casado, Graca; diarrha.
Clara Maria da Conceicao, Pernambuco, 36 an-
os, solteira, Graca ; diarrha.
Manoel da Costa Lima, frica, 60 annos, sol
"^^Spo^t^. ^rnambuco, 35
annoclsadl Boa Vista; tubrculos pu monar
Gertrades, Pernambuco, 8 annos, b. Jos ta
^EiTcrianca do sexo masculino fallecida aonas-
"joto Goncalves Moreira, Portugal, 60 annos
solteiro, S. Jos; t7^g_
Antonio. Pernambuco, 7 dias, Recife ; occluso
^MatSPernambuco, 3 meses, Boa-Vista; en-
"jolnna, Pernambuco, 48 horas, S. Jas; fra-
nueza congenita, .
q Jos, PeTnambuco, Santo Antonio; compressao
d0Joaqu1m, Pernambuco, 6 metes, Boa-Vista; en-
16 Antonio,' Pernambuco, 2 annos, S. Jos; hydre-
m Caetano, Pernambuco, 4 meses, 8. Jos; espas
m Adelaide, Pernambuco, 2 meses, S. Jos; con-
*\anocl, Pernambaco, 1 da, Bta-Vista; conges
tio cerebral. .
Maris, Pernambuco, 5 meses, S. Jos, ente-
" Manoel Caldas Barreto, Pernambuco, viuvo,
Olinda; lesao cardiaca.
CHRONICA JDICIARIA
Junta Commerclal da ddade do
Red fe
ACTA DA SESSO EVI 4 DE JUNHO
DE 1886
rUSIOBSCIA DO BUL S. COKMBHDADOB aVSTOBIO
GOMES D MIBAD* LEAL
Secretario, Dr. Julio Guimaries
A's 10 horas da manha deca'ou se aberta ases-
sao, estando presentes os Srs. deputado. : commet.-
dador Lop-s Machado, Beltrao.Innior e supplente
Hermino de Fignriredo, faltando sem participado
o Sr. depntado Olintho Bastos,
Lida, foi approvada a acta da precedente sessao
e fes-se a leitura do spante
BXFKDIBSTB
De 29* do me nodo, da Junta dos Corretores
desta praca, remetiendo o boletim das cotacoet
officiaes de 24 a 29 do correte mez.Para o ar
chivo. .
De 31 da mez findo, da raesma junta, daodo
sciencia do numero de cotacoes cff*?tuadas por
cada um dos correctores Seja archivad.
Diarios officiaes de ns. 139 a 142-Sejara archi
vados. .
DUtribuio-se a rubrica o seguinte uvro :
Copiador de Fernandes da Costa 4.
O Sr. eommendador presidente deu sciencia
junta e est > ficou inteirada dos despachos profer-
G0HHERC10
Bolsa commerclal de rernam
buco
RECIFE, 9 DE JUNHO VE 18fH>
As tres horas an tarde
t.otaiM* uifiaes
Apolices da divida publica, de 6 0/0, de 1:000*
Algodo de Maco, Ia serte, 7*000 par15 kilos.
Dito de dito mediano, SJUi per lo kilos.
Dito de dito 2 sorte, 5*000 por 15kilos.
Cambie soore Para, 90 d/v. com 1 7/8 0/0 de des-
cont, hontem.
Descont de letras, 7 0/0 ao anno.
Na hora da uols
Vendei am-se :
3 apolices da di?ida publica.
O jresidente,
Pedro Jos finto.
Pelo secretario,
Augusto P. de Lemos,
hiiNULVlb-MO. t'ljBUCS
M ALFANuEGA
KXDA OBBAL
De 1 a8
dem '9
Kbboa pbovixcial
De 1 a 8
dem de 9
159:454*135
34:800*701
194:254*836
27:690*790
3:557*419
Total
Recmebcm D 1 a 3
li, .- de 'J
Cobsclado pbovibclal Da 1 a 8
dem de V
31:248*209
225:503*045
8:178*998
1:303*905
9:484*903
23:971*600
2:945251
dos a 27 e 31 do mes prximo findo ordenando
n'aquelle, a vista da urgencia demonstrada, o ar-
chivamento do contracto de sociedade em nome
collectivo de Luiz Lack, Saraiva & C, de coja
firma sio socios Severino Sarciva de Andrade,
Luiz Lack e Francisco Pereira de Carvalho, com
o capital de 10:000*000 para obter, explorar e
construir o ramal da estrada de ferro para Pupa-
caca ; e neste, o registro da procuracao do London
Brasilian Bank Limited constitoindo procuradores
e gerente da Caixa Fi al esUbelecida Desta pra-
ca, em Io lugar a William Henry Bilton e nos
seus impedimentos a William Hill e William Ja-
mes Crummack.
Foi assignada a 28 de Maio a carta de matricu-
la do commerciante Manoel Joaquim Alvea da
' osta, subdito portuguez, de 38 snnos de idade,
domiciliado e estabelecido com armazem de mo-
Ihados por groso e a retalho, nesta praca, ao lar-
go da Penha n. 6.
DESPACHOS
Peticdes:
De D. Olympia Carolina Ferreira Moreira, por
sen procurador, sem procuracao. para que se re-
gistre a escriptura de eaapt* de 2 cusas terreas,
qu eflectuara com autorisacao desou marido ./os
Pedro Moreira.Junte procuracao como prescre-
ve o art. 14 do reg. n. 738 de 25 de Novembrode
1850.
De Joaquim Bernardo dos Res & C, cora fa-
brica de cigarros ra larga do Rosario o. 38,
para que se d baixa ne registro de sua marea n.
80, cujo 2o exemplar es supplicantes perderam, e
se registre a marca que apresentam com a deno-
minacilo principal Meteoros.Deferida.
De Antonio de Oliveira Maia para que se fa-
cam as competentes annotaces e se d baix* no
termo de responsabilidade, em vista da perda do
brigue Dono Francisca e da respectiva carta de
registro no dia 22 de Marco prximo passsdo. nos
baixos da Baha do Carapira, districto de Bra-
ganca, provincia do Par.-Facam-se as compe-
tentes annotaces.
Do dir ctor gerente da Companhia do Beberibe,
para que sejam archivadas a copia do toventario
do ultimo anno social e relacSo nominal dos ac-
cionistas como preceituao art. 16dalei n. 3,150
de 4 de Noverabro de 1882 e art. 76 do respecti-
vo reg. n. 8,821 de 30 de Dezembro do predito
annoArchive-se na forma da lei.
Nada mais havendo a despachar, o Illm. Sr. eom-
mendador presidente encerrou a se sao s 11
da manhS.
PUBUCACOES A PEDIDO
Soneto
A' JSxm." Sr.1 D. Delmira Idalina da
Siqusira Cavaloanti
N3o vs Delmira, aerapru assim a vida
O goso s de um di* I As affligSes
Sempra lorigas compuagem corajSes
E amortece em precaria lida !
Hontem era Mara I mui unida
Ao 8eio teu por gratas sensajBas..,
Hoje 1 cadver... p... Triste feiySes
(Jonsomem tua alma entrestecida I
Nao sented a tristeza a referver
Em teu ser, que por ser iraco e canyo
Jamis supporta tanto
?
A Deus suppliea ailivio ao teu softrer,
O balsamo divino originado
Por qu-.'m soube por nos tambem morrer !
Recife, 9 de Junho de 188o.
Teslada varrlda
Declaro ao pub ico que nunca tive, nem teoho
escruvos. Fazendo esta declaraco refiro-me aos
bomens de bem, pouco me 'mportaodo com o juizo
que de iriin posta fazer a Imprensa pormegra-
phica
Itecife, 9 de Junho de 1886.
Phaelanle da Cmara.
Nsesf^-
A lr<> inoiu
Lendo Prooincii de 6 do correte encontrei
oo artigo4o Sr. chefe de polieia urna noticia
de urna prieo ce um estudante, aobrinho do Sr-
cinselheiro Queiroz Barros, com sendo eu o ni-
co sobrinho ta capital cursando a academia de direito, apres-
so rae era vir declarar que nunca fui preso e lijo
costamo conduzir armas defezas, portanto, foi fal-
sa a noticia dada redaccio da Provincia.
Recife, 12 de Junbo de 18o6.
Malaquias de Quciroz Barros.
A Assembla Provine al
Hontem expozemos resumidamente os inconve-
nientes e abusos que adviriam para a provincia
do privilegio d urna refinacao e destilacao de
melaco, e vamos demonstrar que os receios que
apresentmos no ultimo periodo do nosso artigo,
teem toda a razio de ser, e sao realmente o nico
alvo a que fitam os requerentes do privilegio.
Concedido que s-j* o privilegio, nos tormos
requeridos, taremos que a nova fabrica, n5o s be-
neficiar pelos modernos procesaos que vai em-
pregar, p"U diminuico pessoal porque empregara
o vapor como forca motora, como anda poderA ex-
portar too^o o assucar que refinar etodo o que te
conliver nos seus depsitos sem pagar nenhum im-
posto, isenco de qntesquer imposicoes ou con-
tribuiees, para urna fabrica do refintr assucar e
destilar melaco e para >s edificiss Ja mesra-> fa
brica, seus depisitas e productos, durtnte 15 an-
nos.v Diario de Pernambnco de 15 de Junho
de 1886.
Ora, desde que os privilegiados adquinrem o
direito de fazer exportacSo de assucar e agur-
dente (que a destilacJo dos melacos) sem
pagarem o menor imposto, claro fica que pri-
varo a todos os negociantes e fabricantes nc-
tua^s a concurrencia, pois ninguem ^ mas pnderi
competir com os requerentos do privilegio qne, ta-
rao a sen favor nao e em fabrico mais in>Jico
eomo ainda os 3 "/ que a provincia cobra sobre a
exportacio do assucar e mais 100 ris por scco
ou barrica que saia desta praca ; e este mo de
negocio, que o principal danossa proviocia fiearA
ass'tn inf'udado a dous ou tres individuos.
Esta vantagem da isencjlo dos impostas vira
simplesmcnte arruinar as casas actuaes vendedo-
ras de assucar e agurdente e collocar os sgrieul-
tor^s na dependencia absoluta dos privileganos, e
ter como resultado inmediato o estamcar-sn urna
das melhores fontcs de receita da provincia, sem
que nenhum lucro para ella advenha, pois que se
trafa apenas d* entregar ao privilegio um ramo
de industria de ha muito explorado entre nos ; e
cnnvm notar que em nada o privilegio far
adiantar a industria nacional, pois que facto re-
conhecido pela experiencia nos engenhos centraes
(como o do Cabo,) que no cnnvm dar, aos assu-
cares para exportacin todo o acabamente que os
nppaielbos que possue podem dar porque os ira-
nostos noestrangeiro tornariam a sabida desses
assncates qnasi impissivel.
O fim a que visa o privilegio diremos na con-
tinuaclodestes e analyse do proiecto de lei.
C7 refinador.
Ao Dr. Ptaaeante da Cansara
V. S. na > respond a noticia dad* pelo Re&ate
de hontem com rclacZo a um seu escravo que an-
da esmolando para sua liberdade ? Olhe que
uma censura muito grave a que Iho fcita. por
quante V 8. era e um doe que muito gritara
contra a escravidao, e agora apparec- um hornera
escravisado por V. S. E' muito seria esta ac-
cusaclio.
A opiniao publica.
Tbeatro Santo Antonio
Deixon de fazer parte da actual companhia que
se ach* trabalhanlo no inesmo theatro a actriz
Edelvira Lima.
Despedida
RrCiTR DBATNAOB -i'e ls8
dem de 9 ,

31:916*851
1:891*100
1:029*472
2:920^672
DESPACHOS DE IMPORTA^O
Hiate nacional Apudy, entrado de Moosor no
dia 7 do correte e cousigiado a ordem, raaoi-
featou :
AlgodSo 2- saccas.
Couros seceos salgados 54.
S al 200 alqueires ordem.
Vapor ingles Oralor, entrado de Li vorpool e
Lisboa oo da 7 do corrente s consignado a San-
ares Brothers & C, manifestou :
Carga de Liverpool
Arroz 100 saceos a Paiva Valente & C, 550
ordi-in, 200 a Fi-rnandes IrmSo, 100 n Joaquim
Ferreira de Carvalho ot J., 50 a Rosa & Quciroz,
50 a Domingos Ferreira da Silva & C.
Ac 16 teixes a Antonio Rodrigues de Souza &
C, 8 a Miranda 4 Souza.
Azeite 1 caixa ao Revd. Frei Caetano de Mes-
sina.
Arcos de ferro 100 feixes a W. Halliday & C,
205 a A. Carneiro Vianna.
Amostras 2 volumes a diversos.
Armas 1 caixa a H. Stolzenback C.
Alpiste 20 saceos a ordem, 10 a Risa & Quei-
rac, O a Domingos F. da Silva & C, 10 a Fer-
nandes & Irmac. 10 a S. Basto Amonio oc C.
Ba'ancas 1 caixa ordem.
1$ irrilha 50 tambores ordem.
Barras de ferro 124 e 79 feixes a Wm. Halliday
&C.
Batatas 80 caixas a GuimaraVs 4 Perman.
C.impeche 6 caixas a A. Jos Maia e C
Canella 10 caixas a 8. Basto, Amorim & C-, 5
a J. F. de Carvalho & C
Cerveja 128 barricas ordem, 40 a F Guedes
de Araujo, 40 a Domingos Alves Matheus, 30 a
Fernandos da Costa & C, 20 a Feroandes ot Ir-
rao.
Cidra 20 caixas ordem, 15 a D. Ferreira da
Silva fe C, 40 a Fernandes & Irmio.
Cera 10 caixas a C. Fernandes & C.
Cba 13 grades a S. Basto Amorim & C, 1 1(2
caixa a Samuel P. Johnston & C
Chapas par fogao 100 a A. D. Carneiro Vian-
na.
Calcado 1 caixao a J. A. P-lrio & IrmSo, 1 4
ordem, 1 a M. de B. Cavnlcanto.
Cinos de chumbo 4 barricas a W. Halliday &
C, 1 a Ferreira Gnimari^s & C.
Correnta de ferro 2 4 srdem, 1 barrica a -W.
Halliday 4 C
Chumbo de municio 50 bsrris a A. D. Carnei-
ro \ ianna.
Chapeos 2 caixoes ordem, 1 a Adol, ho & Fer-
r misas 4. caixas a D. P. Wild & C.
Cl apeos de sol 1 caixa a Manoel da Cunha
Lobo.
C> bre 74 volumes a F. Guimarites & C.
Drogas 4 volumes a Bartholomeu & C, 7 a F.
M. d i Silva & C, 2 ordem.
Victor Grandin, retirndose teraoora-
riaraente para a Europa, e nSo poaendo
despedirse pssoalmente i'e todos os 8"us
amigos, o faz pelo presento offerecendo-
lhes os seus servidos.
Declara que noiieou como procurador
geral ao Sr. Henrique Sulzer, que tambera
deu procuracao especial ao Sr Luiz Du-
prat, e que nao so responsabilisa por divi-
da alguma que seja feita em seu nome,
por qualquer outra pesaos.
Pernambuco, G do Junho de 1886.
Palmares
O abaixo assignado convida todos os seus
amigo polticos da comarca de Palmares a se
reioirem no dia 13 de juuho prximo, na cidade,
na casa de sua residencia, para tractar-se da or-
ganisacao da chapa de camaristas que devem
concorrer 4 eleicio municipal em julho do corren
te anno.
Taimares 28 de maio de 1886.
Anstriclinio de Castro S Barreto.
N. 6. Em casos de lisie* no primeiro e
segundo grao o poder curativo da Eiuulso
de Scott surprehendent.
As suaa propriedades sanativas e fortifi-
cantes e as suas virtudes balsmicas e cal
mants fazciu-so sentir inmediatamente ao
principiar a tomar o remedio.
A batalha da vida
>. SOI
E' mxima da guerra, o assaltar o inimigo, an-
tes que este tenha teuipo de concentrar as sua
fircas para o ataque. O mesmo applieavel na
luta diarU cem as ennrmidades.
Se bem que a salsanarrilha de Bristol, antago-
nista, 4 que poucas molestias umrtaes podem re-
sistir,leva a cabo a sua obra curativa o regene-
radora, muito mais depreca quando ella usada
logo nocomeco da molestia, do que quando esta ja
se acha entranhada no sysiera*.
As escrfulas que nao se teem arraigado profun-
damente as carnes ou atacado os ossos, s des-
vaneneai como por um encanto sb a sua mgica
influencia; succedendo o mesmo com as molemias
cutneas, aftvecao do figado, dos iutestioos e rins,
dyspepsia, nevralgia e rheuraatismo. Porm te
nha se entendido, que, quando a luta entre as fa-
culdades pliysicas e a eufermidade chega a ponto
de se tornar uma batalha entra a vida e a morte,
tilo terrivel quilo duvidosa ao parecer,-i salsa-
parrilha de Bristol, pie ainda assim mesmo, fazer
pender a balanca em favor do doeute.
O naufragio da humanidade encontra sempre
uma ancora de salvamento neste hygienico auxilio.
Acha-se venda em todas as priucipaes bo.icas
e lojas de drogas.
Agentes em Pernambuco, Henry Foratci & C,
ra do Commercio n. 9.
Encerado 1 rolo 4 ordem.
Estairas 10 volumes a'.A. D. Carneiro Vianoa.
Elstico 1 caixa a W. Halliday & C.
Estanho 8 volumes a A. D. Carneiro Vianna.
Enxadas 15 barricas ao mesmo, 8 a A. dos San
tos Oliveira, 20 a W. Halliday & U.
Estopa 27 fardos 4 ordem, 1 a Machado & Pe-
reira.
Fio 3 fardos a A. D. Carneiro Vianna, 2 a Eu-
genio 4 Vieira.
Foles 14 a Antonio Rodrigues do Souza& C.
Folhaa de ierro 30 a \V. Halliday & C.
Ferragens 27 volumes a Samuel P. Johnston S
C, 4 a ordem. 20 a W Halliday & C, 6 a Miran-
da e Souza, 2 a Viauna Castro* C, 1 a F. Lvi-
ria & C, 2a N. Coimbra C, 1 Browns & C,
0 a Prente Viauua & C 11 a Ferreira Guim a-
raes & C, 11 a Reis .* Santos, 6 a A. D. Carneiro
Vianna, 1 a Eugenio ft Vieira, 14 a Antonio Ro-
drigues de Seuza 4 C.
Ferro galvanisado 6 caixas e 40 fe;ves a Ruis x
Santas, 10 a W. Halliday & C, 15 a A. D. Car-
neiro Vianna, 25 e 2 cairas a Ferreira Guima-
raes &C.
Folhas de Flandres 50 aunhetes a Samuel Jo-
hnston & C, 50 a W. Halliday & C, 60 a Viaona
Castro & C, 61 ordem, 80 a Ferreira Guima-
res & C.
Farinha de milho 83 caixas nos consignatarios.
Graxa 3 caixas a W. Halliday 6 li, 1 4 or-
dem.
Linha 18 caixes a Manoel J. Ribeiro A C, 42
a Nunes Fonseca C, 2 a Prente V ianna % C,
2 a N Campos es C, 3 a A. D. Carneiro Vianna,
1 4 ordem, 1 a Maia Silva.
Lonca 10 gigos a Souza Bast Amorim ox C.
99 e 14 barricas 4 ordem, 50 e 1 barrica a Jos
de Macedo.
Lona 1 fardo 4 ordem.
Mantciga 2 caixas a Amorim Iranios & C
Movis 26 caixoes a A. D. Caroeiro Vianna, 4
ordem, 2 a G. Spieler.
Macbioismos 1 .caixa aos consignatarios, ditos e
ferragens 76 voluuios o pev*s a Cardoso 4 Irmio.
Machinas 3 volumes a Reis & Santos.
Mercaduras diversas 1 volume a Manoel Joa-
quim Ribeiro & C, 2 a F. Lauria C, 3 a E. G.
Oascao, 1 a Mendes A C, 7 4 ordem, 1 a M -i
da Cunha Lobo, 8 a Couipanoia de Piac, > e i o
cidos, 4 a A. D. Cirneiro Uianna, 3a sultte Kaof
fman A C, 2 a A. D. Lima A C, 2 a W. H.
B Iton.
Materiaes paia telegrepbo 30 volumes a Great
Western.
Massas alimentiiias 1 caixa ao Revd. Frsi Cae
tao de Messeina.
Objecto8 para g.z 13 volumes a Empresa, dit03
paraescriptorio 1 caixa a A. Cohn, ditos para
chapeos de sol 1 Oixa a F. X. Ferreira & C.
Nleo de linhaca 10 barrts a Faria obrinho A
C.
Preauntos 4 caixas a F, Guedes de Araujo, dto
e tvucinho 6 caixas aos consignatarios.
Peixe 2 caixas a Fre Caetano d^ Messina.
Illm. Sr. A. P da Cnnha
Recife, 22 do Maio de 1886.
Ra da Imperutriz n. 41
Venho a presenca de V. S., impellido
pelo dever de gratidilo e ebeio de contea-
tamento.
Havia 3 mezes, que o rlieuraatismo me
privava de exercer as misteres de mi nha
proiissSo. Era horrivel o meu soffrimento
Tendo consultado varios clnicos e em
pregado qnantos depurativos me foram
aconselhadus, de nenhum tirei resultado,
aocresjendo, que com o uso do iodoreto de
potassa estraguei meu estomago. Final
mente um ciinico muito respeitavel por seu
aber, o Sr. Ur. Pitanga, aconselhou-me
a que usasse o Cajurubeba.
Feliz consclho! I Logo no meio do pr
meiro Irasco (parece incrivel) puz-mc era
estado de sahir a ra, e cora raais 4 fras-
cos (que os toraei tSo gmente por precau-
clo) cho-me de todo restabelecido, e
aconselho a meus amigos, que o usem
quando por iofelicidada se virem ata
cados de t3o atroz soffrimento.
Fa^a V. S. d'esta rainha declaracSo o
uso, que lhe aprouver.
Sou com estima
De V. S.
Aro.0 obr. e cr.
Candido Lyra,
(Professor de piano)
(A firma estava reeonhecida).
Elei(o
D. Monica Alejandrina dos Passos|Co8ta.
D. Mana Feliciana da Conceicao.
D. Luisa Rita dos Prazeres.
Jnizes perpetuos bemfeitores
Os Illms. Srs. :
Tenente, Manoel Antonio Viegas Jnior.
C.apito Joaquim Bernardo dos Reis.
Domiogos Gomes Brazileiro de Amorim.
Francisco Texeira Barbosa.
Socretaria da Confraria de Nossa Senhora de
Rosario, 6 de Junho de 1886
O secretarlo,
Henrique Jos Dias dasChagas.
O vigario de Santo Antonio,
Joo do Reg Moura.
SEGIRO GOm 0 FOGO
Commerciante* responsaveis e outras pes-
soas que desejarem segurar as melhores
Companhia* Britnicas e Europeas deve-
r5o dirigir-se aos Srs. Atkinson & C, cor
retores de seguros, -N. 23, Cornhill. Lon-
dres. Inglaterra.
As ordens deverilo ser ae.oropanhadas do
plano dos o iificios, indicando n chsse de
materiaei? de que silo construidos o tara
bem as seguintes particularidades a clas-
se de propriedade proposta para o seguro-
do valor total do mesmo e detalhes de ou
ros seguros sobre propriedades da mesma
escripcSo.
Ao Ilustrado publico
Do* iievniii que lem de relejar a
s:inis.iiiih \ Irgem Xossn Nenho-
ra do Roarlo em sua igreja da
iYegaezia *- Wanio Antonio no an-
no vompromlaMal de 1895 a su.
Juizes protectores
Os Illms. Srs.:
Dr. Manoel Gomes de Arglo Ferrao.
Major Luiz Antonio Ferraz.
Adnlpho lanks Jnior.
Jos Paulo Btitelho.
Antonio Rodrigues Praca.
Jmzas protectoras
As Exims. Sras. :
D. Mana do Carrao Araujo.
D. Flonnda Adelaide de Azevedo Maia.
D. An'oni. Maria da Conceicao.
D. Niomisia Tulentioa do Sorbna.
D. Juuquina Francisca Pereira.
Juizes por eleico
Os Illms. Srs.:
Boavcntura Gomes da Cista.
Antonio Hodrigu-'S de souza.
Adriano Goncalves da C'"st.
Domingos de Castro Menezec.
Manoel Martina do Sacramento.
Filho do nosso charissimo irmo vicc-juiz Jos
Murtino do Sacramento.
Juizas por elciso
As Exmas. Srs. :
D. Maria Hosa Ferreira da Silva.
I). Josepha Maria da Conceicao F I). Kita Mara da Conceicao.
1). Maria (' trudes d Conceicao.
D. Frunceuna Bertulina S. Nazareth.
Juizes por devo^ao
Os Illms. Srs.:
Fruucis?o Geivasio Sainpaio dos Santos.
Manoel Joaquim Tavares.
Aifostinho Geminiano da Costa.
Epifanio ('eroandea da C >sta.
Domingo M:guel dos Aujos,
\?u z is por devocao
As Exmus. Sras. :
D. Gen-rosa Mana dos Prazeres.
D. D.rniingas Maria da Suya.
D. leopoldina Guillermina da Conceicao.
D. Hermn* Eus'aqiiia da Silva.
Vic>-s juizes pur elei^ao
Os lms. Srs. :
SnlviiM Vief.riiio do Nascimento.
Pirmino Fernandes ua Custa-
Vict .rino Gomes de Oliveira.
Joao Kirmiiio de Barros.
Francisco Gcr\asio S. dos Santos.
Vices juizas por eleicio
As Exmas Sras.:
D. Mana Carolina do Amor Divino.
D. Leopoldina Amelia de Oliveira.
D. Maiia da Eucarnacio.
Vice juizes por devocao
Ubaldo Baptis'a Fragoso.
CUcido Hriinque da Costa.
Josqui-n Victorino Ferreira, filho do nosso cba-
ii-simo irmo ex-orocurador Viceute Nunes
Ferreira.
Manuel Geraldo de Sant'Anna.
Vice juizas por devo^io
As Exmas. Sras. :
I). Clemencia Maria da Coaeicio.
O. Arselina Herenguer.
D. Izabel Maria da Conceicao.
D Antonia Jauuaria das Neves.
D. Emilia The-dosia do Nascimento.
Mordomos
Ot Illms. Srs. :
Jos Francisco do Carmo.
Ponsiliaiio Diogo da Costa.
Nesti.r .Jos do Bomfim.
Mariano Francisco Verdiai^o.
Vicente Jo Ferreira.
Mordomas
As Ermas. Sras. :
D. Maria da Conceicao Castro.
Provisoes 35 cixas a D. F. da 'ilva & C.
Papel 1 caixas a G. L*port & C, 42 ordem,
10 a Oliveira Busto i C, 41 fardos ordem.
Pimenta la India 10 saceos a Fernandes da
Costa & C, a Joaquim F. de Carvalho 4 C, 10
ordeoi.
I'.is de ferro 30 feixes a Antonio D. Carueiro
Vianna.
Pregos "40 barricas aos me sinos, 12 a Samuel P.
Johostou 4t C, 6 a Ferreira Guunanlea & C.
Peiiiias de ac 1 caixa a Eugeoio & Vieira.
P de.... 1 barrica a A. B Ghevy.
Papelo 2 faidos a Guimaraes Iru o & C.
Soda 0 tamho^-s a Viaoaa Castro s C, 20 a
F. M. d Silva & C.
Sherry 1 caixa a Abraote & C.
Salmao 4 -.aixas a F. Guedes de Araajo, 4 a
Rosa e Queiroz.
Tapetts 2 f.ird' s a Gu'marSes Irmilos 4 C.
Tiutas 90 barricas a C. C da >osta Moreira.
Telbas do ziue > 1 volume a W. Halliday 4* C
Tijtlos prova do fogo 6,400 tajmpaohia do Be-
beribe.
Tecidos diversos 509 volumes ordem, 9 a Ro-
drigues Lima A C, 8 a Souza Nogueira &.C., 10
a Guerra & Fernandes, 20 a N. Maia 4 C, 6 a
A. SaDtos He C, 2 a OltDto, Jardira 4 C, 6 a A.
Lopes 4 C, 5i a L. A. Sequeira, 147 a Machado
4 Pereira, 4 a Figueiredo os C, 3 a H. Nuesch 4
C, 6 a F. de Azevedo fe C, 30 a A. Vieira 4 C ,
10 a Joaquim Agostinho & C 1 a Cramer Frey 4
C, 5 a D. P. Wild & C, 1 a F. Lauria 4 C, 124
a Goncalves Irmilo & C, 26 a,L. Maia 4 C, 10 a
Berne: 4 C, 11 a A. Amorim 4 C, 4 a A. Maia 4
C, 0 a Alves de Bnto 4 C.
Vidros 6 roinmea ordem, 1 a Sanu:l P. Johns
ton & C.
Velas 25 caixas Companhia Ferro Carril de
Pernambuco.
Wbysky 53 caixas ordem.
Carga de Lisboa
B i tatas 350 meias caixas a Silva Guimaraes 4
C, 100 a Jos Fernandes Lima fe C, 50 a Rosa 4
Queiroz, 50 a Paiva Valente fe C, 100 a Domin-
gos Ferreira da Silva 4 C* 50 a Joo F de Al-
meida 4 C, 26 a Guimaraes & Valente, 20 a A.
Castro fe C.
Balanca. t caixa ordem.
Ceblas 20 caixas a Rosa & Queiroz, 25 a Paiva
Valente & C, 15 e Araujo Castro & C, 38 a Silva
Guimsraes C.
Conserras 120 caixas a Dosiingos Alves Ma-
theus.
Cal 15 barricas a B. de Freitas Guimaraes.
Cevada 10 barricas a Costa Lima 4 C
Drogas 3 volumes a Manoel A. Barbosr, Suc-
cessor.
Fechaduras 4 caixas a Oliveira Basto 4 C.
Impressas 1 caixa a G. Laport 4 C, 1 a A.
Santos.
Feijao 100 saceos a F. Guedes de Araujo, 80
ordem.
Livros 1 caixa a W. C. Porle, 1 a Landelino
Rocha. i
Viva Santo Antonio !
Viva S, Joao I
Viva S. Pedro !
Viva S. Paulo!
Fstamos do mez de Judio,
Mez de gozo e distrajo,
Km que todos festejamos.
Santo Antonio c S. Joao.
Mez de S. Pedro e S. Paulo,
Mez de mimos a delicias,
Mez de prazer e de gracas,
Mez de venturas propicias;
Mez sublimado e divino,
Mez dos mezes, mez primor,
Mez em que os crent s venerara,
Quatro columnas d<; amor 1
Mez do Junho, to sau'do I
Mez de Junho, te ven'ro !
Par o teu orilho rae aprorapto,
Abrilhiintar tu cu espero I
Meus hitles e freguezes,
Nao morreu o Zacaras),
Est de saud<-, f"rte.
A's ordens das senhorias...
Ra Augusta, antiga de Hortaj,
Ein sua cusa o veris...
Que o primeiro andar,
Do numero oitenta e seis.
Ahi podareis, querendo,
Vossa encommenda fi>z;r,
Por preyos sera competencia.
Que s a "sta faz crer.
Faz cangica, bons bocados,
Os bolos do S. Joo,
Sem medo e fios de ovos
Lindos pastis com cidrito.
Faz bmdejas de eucommnndas
Para qualquer baptisado,
Para bailes, casamentas,
No gosto inaia apurado.
Faz erapadas, papos de anjos,
Fino toucinho do oo...
Pilo de.-I, pastis de nata,
De se tirarlhe o chapeo.
E se encarrega tambera
De mesas organisar,
Ondo o gosto, a elegancia,
So tratara rivalisar.
Emfira, trahalha era tildo,
Da sua arto e protissilo,
S precisa do vos todos,
Preferencia o protecjSo.
Eia, pois ; no mez de Junho,
Neste mez todo pr-iz^r,
Consquistem esta trindsde,
Comer, brincar e beber! I
J sabem, pois, onde moro,
Espero das senhorias
EncommendaB fartar.
At mais ver
Zacaras.
L"gumes 20 caixs a F. R. Finta Guimarites 4
C, 10 a D immg'os F. da Sva 4 C.
Linda 3 caixas a F. Launa 4 C
Mercurio 1 caixa a Amorim Irmaos & C.
Massas d tomates 6 caixas a Rosa 4 Queiroz.
Passas 5 caixas a Guimaraes 4 Valente.
Queijos 1 caixa a C. C. de Vasconcellos Car-
neiro.
Salpicos 5 caixas a F. Guedes de Araujo.
Seda 1 caixa 4 ordem.
Sementes t caixa a J.. J. de Carvalho Moraes.
Vinagre 15 pipis e 25/5 a Silva Guimaraes &
Companhia.
Vinbo 10 pipas, 15 quintos e 10 decimos a An-
tonio Maria da Silva, 12 e 20 barris a Souza Bas-
to, Amorim 4 C, 3 e 15/5 a Jos Fernandes Li-
ma & C, 20/5 e 19 decimos a Francisco Jos dos
Psssos Guimaraes, 2 barris a C. da Silva Preado,
5 a Nunes Fonseca 4 C, 1 a F. L. de Oliveira, 15
a Joaquim Duarte Sim5e3 4 C, 75 a Silva Gui-
maraes & C, 5 a Ferreira Ro irigues 4 C, la
Olinto, Jardim 4 C, 2 caixas ordem, 6 a Amorim
IrinSos & C.
DESPACHOS DE KXPORTAgO
Em 8 de Junho de 1886
rara o exterior
No vapor ingles Hercules, carregaram :
Para Liverpool, J. Pater & C. 1,800 saceos com
135,000 kilos de a-uu-n; mascavado.
No vapor inslez E3.be, carregaram :
.ara Montevideo, Amoriii IrmSos 4 C 400
barricas com 48,399 kilos de assucar branco ; D.
M. da Costa 10,000 coces, fructa.
Para o Interior
No vapor francez Vt'We de Santos, carrega
rain :
Para o Rio de Janeiro, H. Burlo 4 C. 100 sac -
cas cora 7,219 kilos de algodSo.
No patacho suteo Iduna, carregaram:
Para o Rio Grande do Sul, L^sffS. Guimaraes
270 barricas com 14,935 kilos de assucar branca e
30 ditas com 3,268 ditos de dito mascavado; J. S.
Loyo 4 Filbo 20 barricas com 2,07 kilos de as-
sucar branco e 80 ditas com 8,328 ditos de dito
mascavado ; Burle 4 C. 99 barricas com 9,393
kilos de assucar branco e 51 ditas coa 5,826 ditos
de dito mascavado.
No vapor nacional Bahia, carregaram :
Para o P-ra, Amorim IrmSos 4C. caixas com
40 kilos de doce ; J- Pater 4 C. 50 barris coro
4,800 litros de agurdente ; L. J. 8. Guimaraes
300 barricas com 18,537 kilos de assucar branco ;
M. N. A. de Almeida 32 latas com 64 kilos de doce;
J. F. A Quintal 2 barricas com 90 kilos de assn-
car branco.
Para Maoos, Burle 4 C. 55 barricas com 2,501
kilos de assucar branco.
Para Maraaho, A. M. da Costa Oliveira 50
ED1TAES
O Dr. Thomaz Garcez Prannos Montene-
gro, eommendador da Imperial Ordem
da Rosa, uiz de direito especial do com-
mercio desta cidade do Recife de Per-
narabneo, por S. M. o Impcridor, a
quem Deus guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem ou
delle noticia tiverem, que se ha de arreir.atar por
venda a quem mais der, em praca pub ica deste
juizo, depois da respectiva audiencia do lia 10 de
Junho do corrente anno, o seguinte :
Uma mobilia de bastante uso, composta de 14
cadeims de guarnQ>, 1 suf.i de uiadeira jaca-
raud i, 1 par de consolos de madera de amarello,
2 cadeiras de bracos, 2 de bataneo, sendo tudo de
bastante uso, as cadeiras de balanc com palia ava-
hada por 605000, 1 uifiiilia com tampo de pedra,
esta quebrada, avahada pr 5000, 1 inesinha um
pouco estragada avahada por 3O0O, 2 quadros
moldura dourada avahados por 6OU0, 4 casticaes
de metal com mangas avahadas por 5/01)0, 2 ditas
ditas de vidro com mangas avahadas por 5000,
2 ercarradeiras quebradas, avahadas por 1 OOO.
VSo a praca por execujo que move F'avio Fer-
reira Cutio contra Ludgero Teixcira Lopes.
E nao haveudo lancador que cubra o preco da
ivaliacao a arrematacao ser feita pelo preco da
adjudicacio com o abatimeuto da le.
para que chegue ao conhecimento de todos,
maudei passar o presante edital, que ser publica-
do pela imprensa e afiliado nos lugares do costu-
me.
Dado e passado nesta cidade do Recife, capital
da provincia de Pernamouco, aoa 14 de Abril de
1886.
Subscrcvo e assigno. Ernesto Machado Freir
Pereira da Silva.
Thomaz Garcez Paranhos Montenegro.
Edital n. IOS
De ordem do Illm. Sr. inspector se f.iz publico
que esta Alfand^ga, precisando cunta atar oforne-
i-iinento de papel, pennas, tiutus, lapit., cuvetas,
livros em branco, eucaderuados e em brochura e
mais artigo3 necessarios para s expediente das sec-
V'les e servicos da guarda-moria, bem assim a en-
cadernacao dos despachos e mais papis, durante
o ejercicio de 18838187, reciber no dia 17,
ao meio dia, propostas em cartas fechadas,
com declara cao de todos us artigos e seus precos ;
as quacs sero libertas ein presenca dos concur-
rentes e preferida aquella que mais vantagens
o&erecer Fuzrnda Publica.
3" seccao da Aifandega de Pernambuco, 9 de
Junho de 1886.
O Chcfa-,
Cicero B. de Mello.
1-adital u. 13
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, faco pu-
blico que no dia 17 do corrente ir pnga peran-
te a junta deste tbesouro, o fjrnecimeato da ali-
ineutacjia ao* presos pobre* da casa de detenco,
relativo ao trimestre prximo futuro de Julho
Setembro, servindo de base a diaria de 420 rs.
Secretaria da thsouro provincial d'j Pernam-
buco, em 8 de Junho de 1886.
O secretario,
Alfonso de A. Mello.
E 'ital n. 14
De ordein do Llro. Sr. Dr. inspector, fac pu-
blico que no dia 17 do corrente ir praca o for-
neciraento dos medicamentos necessarios enfer-
mara da casa de detenco por tempo de um anno,
a contar do 1 de Julho proximof uturo. servindo
de base os piecos do respectivo formulario. t
Secretaria do tbesouro provincial de Pernam-
buco, 8 de Junho de 188$.O secretario,
Alfonso de A. Mello.
DECLARACOES
Estrada de ferro do Re-
cife ao Limoeiro
Aviso
Em virtude do art. 75 do regulamento desta
estrada, s 10 horas do dia 5 do corrente mez, e
na estacio do Brum, se venderlo os seguintes
objectos : 4 barricas vasias, 3 volumes de saceos
vasios, l volume de pedacos de encerados, 1 quin-
to de pipa (vario), 30 feixes de varas para cerca,
1 caixao com variis ferramentas para carapins,
2 barris com baoba de porco e 1 sacco com caio-
cos de algodo, topos estes objectos sem marca.
Recife, 2 de junho de 1886.
O superintendente,
Jason Regley.
barricas com t,0(J8 kilos de assucar branco e 30
ditas c m 3,840 ditos de dito mascavado.
No patacho hespanhol J. Pura, carrega-
ram :
Para o Para, B. Oliveira S C. 23 pipas com
11,040 litros de agurdente ; Baltar Irmaos ee C.
40 duzias de vassouras de piaasava.
Na bircaga Francisca Octavia, carregeo :
Para P. de Alagoas, M. da Sant'Anna 10,000
litros de sal.
Na b*rcaca Lindo Paquete, carregou :
Para Parahyba, A. R. Branco 30 saceos com
farinha de mandioca.
Ma barcaca Rosalina, carregou :
Para Muri, M. T. do Amara! 2 saceos com 120
kilos de assucar branco.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados na dia 7
Trieste por escala33 dias, vapor austra-
co 7i6or, de 893 toneladas, comman-
dante A. Randich, equipagem 27. carga
varios gneros; a Johnston Pater & C.
Southamptou por escala16 dias, vapor
nglez'.6e, de 1,773 toneladas, com-
mandante I, Brander, equipagem 94,
carga varios gneros; a Adamson Ho-
wie & O.
Navios sahidos do mesmo dia
Buenos- Ayres por escala Vapor inglez
Elbe, commandante I. Brander, carga
varios gneros.
Rio de Janeiro por escalaVapor ameri-
cano Colorado, commandante James Da-
niels, carga varios gneros.
Rio Grande do SulEscuna allema Ru-
dalff, capitSo R. Oltmanns, carga assu-
car.
VAPORES ESPERADOS
Tibor
Espirito Santo
Tomar
Marqmet de Camas
Hamburg
Para
Godrevy
Ville de Pernambuco
Ipojuca
Galicia
Cear
Neva
Congo
Tagus
de Trieste hoja
do norte a 13
do sul a 14
da Bahia a 15
de Hamburgo a 16
do sul a 17
de Liverpool a 18
da Europa a 30
do norte a 20
do sul a 21
do norte a 23
da Europa a 24
do sul a 25
do sul a 29







l mniH i


Diai-io de PernambucoQuinta-feira 10 de Junho de 1886
7
)


>
i- -
U
u Permito
D ordem do Sr. prcsi lente se U% scieate sos
senhores associados. que nao podendo ter lugar
hontem a sessao de ssembla-^Sral, conforme foi
annunciado, visto-no le eui jimparecido seno
14 socio, loi nvamete confpsda par o da 10
do correte, e 10 horas da maub, para o que
convida-se aos meamos s-nbores a se apresenta-
rem ua respectiva sede ; outrosim,' que ficar
constituida a asscmbla geral de>sa ve* coro o
numero que comparecer ; tud de accordo com o
art. 27 dos estatutos da casa.
Kecife, 1- de junho de 1886.
Sebastio M. do Reg Barros,
1* Secretario.
H Fio [os vottilos paft-
De ordem da directora sao convidados todos os
Sis. associados para se reunirem em asseinbba
geral, na sede da associacao, no dia 10 do corren
te (quinta-feira) s 5 horas da tarde, para asis
tirem o preetamento e contas dos espectculos
realisados < in beneficio do Monte Pi, p-la com-
missio numeada para esse fim, assim como para
tratar-se de outros assumptos.
Secretaria do Monte Pi, em 8 de Junho de
1886.
Gt rondo do* Santot Teixeira,
Alferea 1 secretario.________
Club de regatas per-
nambucaDO
Pelo presente convida-se aquellas pessoas que
quizerem concorrer 4 regata que este club reali-
saranodia 29 do corrente, a virem se inscrever
na sdc Jo mesmo club, das 7 s 9 horas di noite,
at o dia SO.
Outrosim, ha dous premios : sendo nm de 254
para o pareo composto de dous ou roais escalera*
de 4 remos ; e outro de 305000 para o de 6 remos
as mesmas coudices do de 4.
Secretaria do Club de Regatas Pernambucano,
m 9 de Junho de 1886.
Wiliiam Hughes.
Augusto F. Oliveira.
Directores de Regatas.
Arsenal de Marinha
De ordem do Eim. Sr. chefe da divisad, Jos
Slauoel Picaneo da Costa, inspector deste arsenal
e capitad do porto desta provincia, convido aos
senhores abaixo mencionados para, no praso au
dona dias, contados da preseute data, a com pare -
cerem na secretaria desta inspeceo, ufim de as-
signarem o contrato do consdbo da compras da
sessao de 27 do mez findo
Jos do antos Oliveira.
Joaquin Alvea da Silva Santos.
Joao Rudrigues de Moura.
Maia e Silva & C.
Francisco Manoel da Silva & C.
Beltrao & Costa.
Antonio Duarte de Figueiredo.
uzebiu da Cunha Beltrao.
los Rufino Ciimaco da Silva
Secretaria da Inspeccao do arsenal de marinha
de rernambuco, 9 de Junbo de 1886.
O secretario,
Antonio da Silva Awevdo.
CONCERT
Irmandade do Santinulmo aera
mrnlo la mittriz da Boa Vista
Tendo de eleger-se a nova mesa para o anno
cempr.>missal de 1886 a lfc87, convido os irmos
desta vcneravel irmandade a comparecerem no
consistorio desta matriz no domingo 13 do corren-
te mes s 10 horas da manba, para em mesa geral
proeeder-se a respectiva eleico.
Consistorio da irmandade do Ssntissimo Sacra
anento da matriz da Boa-Vista em 9 de Jnnho de
1886.O escrivao interino,
Jos Auasiacio F. da Costa.
Antonio de Sooza Leo avisa a seus amigos,
convidados, que n sabbado 12 do corrente encou-
trarao na estacao da estrada de trro do Recite
Caruar, ra de S. Joao, um trem especial a sua
disposico que seguir para Morenos s 11 horas
da manh.
Companhia
DO
O abaixo assignado, por M se desenca inhado
do sen poder os ttulos de 0 accoes da compadhia
do Beberibe. de na. 5,701 5,750, do anfigo pa-
dreo de 50*000, e ter de requerer referida com-
panhia a substituicd dos mencionados titules por
outros de novo padro, faa a presente declaracao,
de que fi-am sem valor os mesmos ttulos, e para
s devidos effeitos legaes, publica esta neclaraco.
Recife, 31 de Maio de 1886)
P. P. de Joapuin Pereira Rosas,
Loix A. Siqueira.
C. E.
Club Commercial Kulerpe
Sarao em 12 do corrente
Ter lugar nesta noite o sarao que este club
proporciona aos seus a-sociados. Us senhores so
cios que estiverem quites at 31 de Maio findo,
poderan procurr seus ingressos em mao do Sr.
thesoureiro.
Secretaria da Club Commercial Euterpe, 1 de
JuHho de 1886.O 1 secretario,
Francisco Lima.
THEATRO
EMPRESA
BRAGA JNIOR &G.
Me I
Prximamente chegar a esta r-apital, a grande
companhia dramtica do THEATRO LUCINDA,
do Rio de Janeiro, dirigida pelo artista
da qual taz
paite o
actriz
mermo artista
portuguesa
e a primeira
A companhia eomposta de ara ncleo de artis-
tas qua fazUm parte das que funecionam as prin-
cipa theatros do corte.
O repertorio todo escolhido entre os dramas e
altas comedias, que mais aceitaco tem tido nos
principaes theatros da Europa
Mobilia e tapetarlas
foram feitas expressamente para esta empresa em
Pars.
O sceuario todo pintado pelos notaveis sceno-
grapbos
Claudio Rossi e Oreste Coliva
Esta companhia embarcar bordo do paquete
nacional que parte do Rio de Janeiro a 10 de Jn-
nho e far a sua r_
ESTREA. i
Qoarta-eira, .6 de Junbo
(ito no dia seguinte ao da ebegada ao Recife)
com o celebre drama de V. Sardn, intitulado
r
*\
AceiUm-se desde ja encommendas de bilhetes
para a estrs, no escriptorie do tbeatro Santa Isa-
bel com o Exm. Sr. commendador Pinto de Le-
mos, que a isso se preaU pdr obsequio.
Joaquim Monteiro de Carvalho,
Secretario da companhia.
Na noite de 1G do corrente, a 8 horas,
far o pianista brasileiro
Amaro Barretto
urn variado concert, en que ser coadju-
vado, obsequiosamente, por suas diacipulas
e o distine'.o amador
JORGE TASSO
Pede-se as pessoas que se digoarem de
aceitar cartBes, a entrega de suas expr-
talas em envelloppes, a pessoa que se en-
carregar de receber na occasiao da entra-
da do salad.
Arsenal de Guerra
O conselho eeonomico das companhias de apren
dizes artfices e operarios militares precisa con-
tratar par* o 2o semestre do corrente anno, em
virtude de nao serem aceitos em sessao de 4 do
fluente, uns por ni apparecer concurrentes e ou-
tros pelos pr.cos e suas m*s qualidadvs, os arti-
go! g> guintes :
Assucar branco refinado de 1* sarte kilog.
Dito mascavinbo refinado
Aletria
Arroz "
Aceite doce litros
Bolachinhas de araruta kilog.
Bolachas "
Bacalho
Cha bysson "
Caf em grao
Carne de xarque "
Doce de goiaba _
Farinha de mandioca litro
Feijo mulatioho
Eructas, laranjas ou bananas urna
Frango um
Galliuba ama
Lenba secca de boa qualidade acha
Ma.iteiga inglesa klog.
MarmelUda
Macarrao
Queijo fllamengo
Sal
Toucinbo
Vinho do Porto
Vinagre de Lisboa
Verduras
raes de 150 grammr.s
Pes de 125 grammat
Graxa para sapatos
Esiovai para dar lustro
Sabio
Velas spermaecte, pacote de libra.
Cortes de cabellos.
Sapatos de bezerro, pares
Cbinellos decouro branco para a enfermara,
pares
Meas de algodd, pares
Lenc/i3 de chita piquenjs
Panella de trro, estanhada, de 5 galots
Cassarola de dito, esmaltada de porcellana,
numero 7
Fregideira de dito dita de 1C pollegadas
Espumadeira de ferro, estanhada
Concha de dito dito, ^a tirar caldo
Pen:es de alisar cabcT!
Panno asul, entrefino, para blusas, metros
Bo'es de oseo preto
Brim pardo trancado, metros
Para a e fermaria dos menores
Colchoes de pannj de linho, cheio de la de
flexa. tendo da comprimento lm,67c, de lar-
gura 0m,66c e de altura 0m,8c.
T:aves^iroa do mesmo panno, com igual en-
chiment, tendo de comprimento 0m,67c,
largara 0m,35 e altura 0m,5 10
S peder concorrer aos foroecimentos annun-
ciados pelo conselho, quem habilitarse previa-
mente, exhbmdo um requerimento dirigido ao
mesmo conselho, documento que prove haver pago
como negociante estabelecido, o imposto de casa
ccmmercit'l relativo ao ultimo semestre vencido.
Os proponent-s devero apresentar nesta se-
cretaria suas propostas at as 11 horas da manh
do dia 10 do corrente, seudo tees propostas em
duplicata, em cartas fechadas com ileclaraco
expresa do suge;tar-se s seguintes condicoes :
1 No caso de nao assignarem o contrato pa-
garu a multa de 10 /e
2* Sendo recusado pela commissao os gneros
contratados, mandar se ha comprar pelo preco do
mercado, ficando obrigado o contratante a indem-
nisar, isto at tres vezes, depois do que ficar
rescindido o contrato, pagando o contratante a
multa de 200*000.
Todos i s generus deverao ser de primeira qna-
lidade.
Secretaria do arsenal de guerra de Pernambuco
em 5 de Junho de 1886.0 secretario,
Jos Francisco Ribeiro Machado.
Compita Bra. ileira le Xaa-
K^oa Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Para
Commandante o 1 tenente Carlos An-
tonio Gomes l
E' esperado dos portos do su
at o dia 16 deJunbo, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para o portos
do norte at Manos.
Para carga, passagens, encommendas valoree
racta-se na agencia
11Ruado Commercio11
PORTOS DO SUL
Vapor Espirito-Santo
Commandante Joo Mana Pessoa
E' esperado dos portos do
norte at o dia 12 de Janho,
e depois da demera in
dispensavel, seguir para
os portos do sul.
Recebe tambem carga pa-
ra Santos, Pelotas eRio Grande de Sul, frete m-
dico.
Para carga, passgens, encommendas e valores,
frata-ae na agencia
N. 11 RA DO COMMERCIO N. 11-
um
litro
kiog.
garrafa
litros
kilog.

lata
urna
kilog.
150
10
50
60
1
1
1
1
1
50
70
116
190
10
iYALMAlLSTEA PACKET
COIPANY
0 paquete Tamar
esperado
do sul no dia 14 de
corrente seguin lo
depois da demora
necessaria para
*. Vicente, Lisboa, Vlgo e iou
thampton
Para passagens, fretes, etc., tracta-se com c s
CONSIGNATARIOS
A da mso ii Howie & C^
~COMPAKHIA PEK\A1HILCA>A
DE
Xavegaeo coste!ra por vapor
Fernando de Noronha
0 vapor Giqui
Commandante Lobo
-^i Segu no dia 10 de
l^^iSis. Junho, pelas 12 ha-
ras da manhS.
Recebe carga at o
ABM*m
da 9, e passagens at
las 10 horas da manha
do dia 10.
ESCRDPTORIO
vme da Companhia Pertaniba
cana n. 19
ooa.
riub Carlos Gomes
Avia) aos senhores socios, que em virtuda do
concert promovido pelo Sr. Amaro Barreto, para
o qual foram concedidos os sales deste club, fica
suspenso o expediente no dia 10 do corrente.
Recife, 7 de Junho de 1886.
Jonquim Alves da Fonseca,
1 secretario.
Instituto Archeologico e Geogra-
phico Pernambucano
Quinta-fera 10 do corrente, hora do costume,
haver sessao oriinaria.
Secretarla do Instituto, 8 de Junho de 1886.
Baptitta Segueira,
! secretario.
MARTIMOS
Haitiurg-SBilamerilaiiscB
iiii|ifsiiiif!Talirls-(iesellsi'hal
Vapor Hamburg
CilARIiElRS REUNS
Companhia Franceza de \ a vega
cao a Vapor
Linlia quinzenal entre o Havre, Lis-
Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santos
Steamer Tilla de Pemambnco
' esperado da Europa at
o dia 20 de Junho, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a la-
bia, nio de faneiro
e Mantos
Roga-se aos Srs. importadores de carga p.Mos
vapores desta linha,quciram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das al vareng.. |UMi*
quer reclamacd concernente a volumes, qu> po-
ventura tenham seguido para os portos do sul,afim
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sarias.
Expirado o referido praso a companhia nio se
responsabilisa por extravos.
Kecebe carga, encommendas e passageiro pan
es quaes tem excellentes accomodaces.
Augusto F. de Oliveira H,
ASEMTEI
42 RIJA DO COMMERCIO -42
COHPAMHIE DES HEiHAVK
RES MAIIITIIIES
LINHA MENSAL
0 paquete Congo
Commandante Groa
E' esperado dos portos do
sul at o dit 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar/ Lisboa e Vlgo
Lembra-se aos senhores passageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 15 % em faor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao menos e que pa-
garem i passagens inteiras.
Por excepcSo os criados de familias que toma-
rem bilhetes de proa, goaain tambem 'este abati-
I ment.
Os vales postaes s se dia at e dia 23 pagos
de contado.
IPara carga, passagens, encommendas e dinheir3
afrete: tracta-secemo agente
Auguste Lablle
9 RA DO COMMERCIO-9
Yapor inglez Godrevy
pe ira marmore, 4 pares de jarros, de alabastro, 2
ditos azues, 1 dito de cestas, 1 porta-charutos, 1
candieiro para kerosene, 1 espclho, 1 manga de
vidro, 1 guarda-vestidos de amarello, 1 cama fran-
ceza, 1 cabidede columna, 4 estantes pequeas, 1
1 coitureira e esteiras para forro de urna sala.
Urna mesa elstica de amarello, l'gnarda-louca
de mogno, 1 apparador, 1 sof, cadeiras para sala
de jantar, 1 dita de balanco, 1 guarda comidas,
2 relogios, 1 lavatorio de ferro, 3 mesas pequeas,
1 taboa para eogsmmado, 1 cadeira de lona, 1 ca-
deira alta para menino, loucas, vidros e urna por-
fo de formas para bollos.
Um fiitro grande de pedral chapa para fogao, 1
maceira e p para padaria, 4 rolumnas para jarros,
3 portoes de ferro, diversos jarros para jardim, por-
tas, janellas, balaios. caixus e outros muitos ob-
jectos.
Quinta-feira JO do corrente .
A's 11 horas
Na travesea da ra do Paysand n. 4,
casa onde morou o Sr. Antonio Augusto
Lemos.
O agente Martina far leilao dos movis e mais
objectos existentes na casa cima.
Ao correr do martello
O bond da linha da Magdalena que partir da
estacad do Brum, s 10 horas e 30 minutos da
manh, dar passagein gratis aos connurrentes do
leilao.
Leilao
Esperase de HAMBURGO,
via LISBOA, at o dia 16 do
corrente, seguindo depois da
demora necesEaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
e com os
CONSIGNATARIOS
Borstelinann & C.
RUADO VIOARON. 3
1* andar
Pacific Seam taigalion Companj
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Galicia
Espera-se dos portos
do sul at o dia 21 de
Junbe, seguindo pa-
ra a Europa depois da
demora do costume.
Este ppete e os que dora
en ite seguirem locaro em
Plynioulli, o que facilitar che-
garem os passageiros com mais
brevidade a Londres.
Haver tambem abatimento no preco das pas-
sagens.
Para carga, passagens, e encommendas, tracta-
se com os
AGENTES
Wllson Sons A C, Limited
N. 14- RA DO COMMERCIO N. !4
Espera-se de Liverpool at
o dia 18 do corrente o qual
depois da demora do costume
seguir para os portos do sul.
Recebe carga a frete mdico tractar com 0
l Consignatario
N. I. LIDSTONE
RUADO COMMERCIO N. 10
com W. 11%. Bobiliiard
mesma ra n. 98
Ou
Para
Segu'- com brevidade para o porta seima d
patacho hespanhol Joven Para ; para o resto da
carga que falta, trata-se com Baltar Oliveira &
Companhia.
Para Maranho
Recebe earga e possageiros para o porto cima
a barca portuguea Vasco da Gama ; a tratar
com os consignatarios Jos da Silva Loyo &
Filbo.
ltahia
Brigue. italiano Andr Padre segu para a Bahia
nesars seis dias para onde toma carga a frete ba-
rato, para trata eom o Sr. capito 4 ra do Bom
Jess u. 35.
%
LEIiOES
Sexta-feira. 11, deve ter lugar o leilao dos
miveis e mais objtetos Ja casa em que morou o
Dr, Siixas, ra dalmperatriz n. 20.
Leilao
De bons movis e 3 por toes de
ferro
Constando de :
Urna mobilia de junco, uora, com consol de
Em continuaeo
Da armacilo, mercadorias, cofres e utensi-
lios da loja de miudezas, denominada
Boa Fama sita ra Duque de Caxias
n. 77 A
Em seguida
5 caixas com vidros, pecas de panno fino para ca-
pote e diveras duzias de copos
Quinla fcira. flO do corrente
A's ti horas
POR INTERVENCO DO AGENTE
Gusmo
Leilao
DE MOVIS
O agente Brito, autorisado pela Exma. Sra. D.
Francisca Amelia da Cunha, far lcilo do se-
guinte :
Urna mobilia de amarello, com 1 sof, 1 jardi-
noira e 2 consolos com tampo de pedra, 2 cadei-
ras de balanco, 2 de bracos e 6 de guarnico, 1
cama franceza de amarello, 1 cpula, 1 toiellette
com pedra e espelho, 1 c a bid de co|nn?na e 1 de
parede, 1 lavatorio de ferro e 1 de amarello, 1
quartinbeira, 1 relogio de parede, 1 espelho, es-
carradeiras, jarros, candieiros para kerosene, 1
tapete, 1 mesa de cosinha e outros objectos.
Ao correr do martello
Quinta felra lo de ?limbo
A's 10 12 horas
Raa Estreita do Rosario n. 19, V andar
Leilao
De 2 bonitos e excellentes cavallos de sella,
pianos, movois diversos, quadros, jarros, ara acao
para loja de miudezas ou cigarros, velocipedes,
perfumaras, miudezas, cortes de casemira, sapa-
tos, e outros muitos e diversos artigos.
Sexta-feira, 11 do corrent;
A's 11 horas
A' ra do Imperador n. 75
Agente Modesto Baptista
Leilao
De um mobilia de pao carga, envernisada de pre-
to com 1 sof, 2 consolos com pedras, 4 cadeiras
de bracos e 12 ditas de guarnico, 2 candieiros
de suspenso, 10 cadeiras de mogno, 1 aparador,
1 cama de ferro e outros movis.
Sexta-feira, 11 do corrente
Agente Pinto
Por ocessio do leilao dos movis da casa em
que residi o Sr. Dr. Seixas, ra da Impera I riz
n. 30.
iLeilo
De 1 piano, 1 mobilia de junco com 1 sof, 2 con-
solos, 2 cadeiras de bracos e 12 de guarnico.
jarros para flores, candieiros, tapetes, 1 mesa
elstica, 1 guarda comida, 6 cadeiras, 1 appa-
relho para jantar e 2 banquinhas.
Dous marquezoes, 9 mesas, 1 cama de ferro, 1
commoda c outros movis.
SEXEM-FEIRA 11 DO CORRENTE
A's 10 horas em ponto
No Io andar do sobrado da ra da Impe-
ra triz n. 30
O agente Pn*o
O referido leilao comedir s 10 horas em pon-
to, visto ter o mesmo agente de effectuar, em con-
tinuaco, nm outro leilao de movis na officina do
Sr. Moreau.
De movis e urna grande livra
ra le medicina, religio e pbi-
losophia.
Mi^iTE BRUTO
0 gente ncima, i utorisado pelo Illm. e Exm.
8r. Dr. Jos Soiiano de Souza, que retirou-se para
0 Rio de Janeiro, far leilao do seguinte :
CORREDOR OU ENTRADA
1 sof, 2 cadeiras de braco e 8 de guarnico de
Jacaranda.
SALA DE VISITAS
1 piano de Vignes, 1 mobilia de junco preto
Luiz XV, com 1 sof, 2 consolos com pe iras, 2 ca-
deiras de balanco, 4 de braco e 12 de guarnico, 4
pares de jarros, 2 quadros, 1 tapete, 2 escarradei-
ras, 1 candelabro de 3 luzes e 1 cadeira de piano.
l. QUARTO
1 grande estante c-jm 1 grande hvraria de me-
dicina, religio e philosophia, 1 divn, 1 poltrona e
6 cadeiras estufadas de Jacaranda, 1 mesa-secre-
taria de Jacaranda para advogado.
2. QUARTO
1 guarda-vestido, 1 toilet de rcogno, 1 lavatorio
de Jacaranda com pedra, 2 espolbos e l secretaria
de mogno.
3.' QUARTO
1 rica cama de ferro, para casal, com lastro
de rame, 1 bidet, 1 cabide columna e 1 commoda
de amarello.
4.' QUARTO
1 secretaria, 1 banca com 2 gavetas de amarello,
1 lavatorio de dito com pedra, 1 commoda de dito
enveruisada de preto e 2 consolos de Jacaranda
com pedra.
SALA DE JANTaR
1 guarda-louc, 1 apparador de caixo, 2 ditos
torneados, 1 mesa elstica de 4 taboas, 1 sof de
junco branco, 4 cadeiras de palba, 1 lavatorio de
ferro com espelho baca e jarro de porcelana, 4
vasos para fl res. 1 torneira e deposito 1 quar-
tinheira, 1 mesinha de ferro, 1 relogio de parede,
jarros e capachos.
SOTAO
2 marquezoes para sulteirc, 2 consolos de ama-
rillo, 1 lavatorio e 2 cabides de prele.
QUARTOS FORA
1 roaniueza, meia commoda de amarello, 2 ban -
quinhas, e 1 mes* redonda de Jacaranda com pe-
dras.
Sexta-feira 11 do corrente
As 11 horas
Ra do Hospicio n. 60
Leilao
De excellentes predios
Te rea feira, 15 do corrente
A's H horas
Na ra do Imperador n. 75
Um-- caS'i 1.1 rea n. 96 na roa dos Guararapes, I
rende annualinente 420f 000.
Um sobrado de um andar ni ra do Calabouco
n. 4, rende animalmente 6905000.
Um dito dito na ra do Coronel ruassuna n. 50,
rende anoualmente 5225000.
Um dito dito na trave.su do Carmo n. 10, rende
annualmente 5225000.
Um dito dito no becco da Bomba n. 8, rende an-
nualmente 4565000.
Urna casi terrea com sotSo na ra de Vidal de
egreiros n. 45, rende annualmente 3305000.
Urna dita na ra do Nogueira n. 13, rende an-
nualmente 3605000.
Urna ditana Ponte Velha n. 22, rende annualmen-
te 2645000.
Urna dita na ra do Visconde de Goyanna n. 107,
rende annualmente 3005009.
Tres ditas na Baixa-Verde ns. 1 B, 1 C e 3, rende
cada urna annualmente 1685000
Um sitio na Baixa-Verde n 5, rende annualmente
4005000.
Os predios cima chamam a attenco dos senho-
res compradores pelo ptimo estado de conserva -
cao, e acharem se livres desembarazadas de qual
quer onus.
Agente Modesto Baptista
31
Leilao dejoias
O conselho fiscal attendendo'.no s ao pedi-
do para ser transferido, de 8 do corrente para 6
de Julho vindouro, o anunciado leilao, como por
haver grande numero' de cautelas em ser, e nao
convir aos interesses do estabelecimento e dos mu-
tuarios submettel-as venda, faz agora publico
que no referido dia 6 de Julho se effeetuar im-
preterivelmente o leilao as 11 horas da manh.
Estaio exposico tres diasantes.
10.070 Urna salva oitavada e tres colheres para
sopa, peixe e arroz, prata de lei.
10.116 Um annel de ouro, com brilhantes.
10.118 Dezenove colheres, prata de lei.
10.136 Um par de rosetas de ouro com brilhan-
tes.
10.137 Um annel de ouro com brilbante.
10.784 Duas salvas de prnta de lei, 25 colheres,
12 garfos, 12 cabos para tacas e um pal-
t,.-iro de prata.
10.786 Urna salva e duas colheres, prata de le!.
10.807 Um annel com brilbante e cinco botoes de
ouro.
10.811 Urna corrente e medalha para relogio e um
relogio, ouro de lei.
10.817 Dous pares de brincos, dous broches, um
annel de ouro com um pequeo brilbante
e um trancilim, ouro de lei.
10.829 Um par de rosetas e ouro com brilhantes,
urna pulceira, um al anote, um par de brin-
cos com perolas, urna medalha, um annel,
seis botoes e urna fivella, ouro de lei.
10.831 Duas pu ceiras, um broche com coral, urna
volta de trancelim com perolas, nm annel
e urna corrente, para relogio, ouro de lei.
10.839 Um par de brincos de ouro eom pequeo
brilbante, urna par de rosetas e um tran-
celn), ouro de lei.
10.841 Urna pulceira, um broche e um tranceln),
ouro de lei, um tranceln, ouro baixo.
10.842 Um broche de ouro com perolas, orna pul-
ceira e urna corrente, para relogio-, ouro de
lei; um alfinete cravejado de diamantes.
10.843 Um trancelim e dous anneis, ouro de lei.
10.846 Um par de rosetas de ouro com diamantes
um par de brincos, urna pulseira, um tran-
celim e urna medalha, ouro de loi: urna ti-
jella, prata de lei ; urna salva e um copo,
prata baixa.
10.855 Urna corrente e medalha para relogio, ou-
ro de lei.
10.869 Urna corrente para relogio, nm trancelim,
um broche, urna loneta e um relogio, ouro
de lei.
10.887 Urna correte e medalha, para relogio, ou-
ro de lei.
10.889 Urna pulseira, um trancelim, quatro au-
nis e urna moedinba, ouro de le.
10.891 Um broche com brilbante e diamantes.
10.905 Tres corren tes e urna medarha para re-
logir, ouro de lei.
10.910 Urna corrente e medalha para relogio, e
um trancelim, ouro de lei.
10.914 Urna pulceira de ouro com brilhantes.
10.922 Urna corrente para relogio, um resplandor,
cinco coras para imagens e um relogio
pequeo, ouro de lei.
10.930 Dois anneis de ouro com brilhantes, urna
volta de ouro com medalha, um trancelim,
urna moedinha, duas medalbas, dois pares
de brincos e um relogio, ouro de lei.
10.940 Urna corrente para relogio, ouro Je lei; e
um relogio de ouro.
10.942 Dezenove colheres e um par de fivellas de
prata.
10.943 Um par de rosetas de ouro com dous bri-
lhantes, urna pulseira e um par de botoes,
ouro de lei.
10.974 Urna corrente para relogio, um trancelne
urna medalha, ouro de lei.
10.997 Um relogio, ouro de lei.
11.006 Um par de rosetas de ouro eom brilhan-
tes.
11.015 Um tranceln, ouro de lei, urna pulseira,
ouro de lei.
11.022 Urna pulseira, ouro de lei.
11.032 Urna corrente e sinte, para relogio, ouro
de lei.
11.06! Um par de rosetas de ouro com pequeos
brilhantes, urna volta de ouro e urna me-
dalha, ouro de lei.
11.062 Um par de rosetas de ouro com brilbante",
um annel com dito e rubios, um alfinete,
dois botoes e um relogio, ouro de le; um
hltin-te da ouro com brilhantes, dois pares
de rosetas cravejado de ditos, um annel e
urna cruz com ditos, nm fio de perolas, um
trancelim, um collar e urna corrente, euro
de lei; dois cordoes, urna cruz, um cora-
co em ouro, ouro baixo.
11.068 Urna corrute para relogio e urna meda-
lha, ouro de lei.
11.092 Um par de brincos de ouro, contende bri-
lhantes.
i^l. 102 Urna corrente para relogio, urna volta de
ouro e um relogio para senbora ; ouro de
lei.
11.117 Um annel de ouro com um brilbante.
11.118 Urna corrente para relogio e um relogio,
ouro de le.
11.128 Seis ostlgaes pequeos, prata baixa.
11.129 Um annel de ouro com brilhante.
11.138 Urna pulceira de ouro.
11.139 Um relogio, ouro.de lei.
11.146 Urna medalha, urna volta de cordao, dois
anneis, duas pe^as para pulseira e urna to-
tea de ouro.
11.151 Dua pulseiras, um par de brincos, um dito
de botoes e dois anneis, ouro de lei.
11.177 Urna corrente e medalha para relogio e
um par de brincos, ouro de lei; urna pul-
seira, ouro de lei.
11.192 Urna pulseira, um trancelim, um meda-
lliao, um broche, quitro moedinhas de ou-
ro era bolo s, ouro de lei.
11.493 Um trancelim, um par de brincse orna
pequea tetv ouro de lei; um broche, um
par de botess um annel, ouro baixo.
11.198 Um relogio, euro de lei.
11.210 Um rdogio, ouro de le.
11.212 Um alfinete de ouro com brilhantes e pe-
rolas, ouro de lei.
11.216 Duas correntes e urna medalha, ouro de
l-.i.
11.242 Um annel de ouro com brilhante, urna cor-
rente e medalha para relogio, ouro de
lei.
11.247 Urna moedinha de ouro com laco de ouro,
dous pares de brincos, um dito de botoes e
tres anneis ouro de lei; um alfinete, um
cordio, dous pares de rosetas, urna teteia,
urna figa e tres anneis, ouro baixo.
11.250 Um cordao e urna cruz ouro de lei; um
cordio ouro baiio.
11.257 Um par de brincos era vejados de brilhan-
tes em prata.
11 260 Urna corrente e medalha para relogio, curo
de lei; urna salva e doze colheres para
snpa.
11.261 Um annel de ouro com brilhante, um dito
com ditos e esmeril la, urna pulseira e urna
corrente para relogio, ouro de lei.
11.2V3 Um relogio do ouro para senhora.
11.299 Urna pulseira, um par de brincos e um an-
nel, ouro do lei.
11.303 Seis botoes, ouro de lei.
11.309 Urna volta de ouro, um cordao, dous an-
ni'is, um dedal, ouro de lei.
11.826 Urna pulseira, urna volta de ouro e umpar
de rosetas, ouro de Id.
11.330 Um relogio, ouro de lei.
11.334 TreB pulseiras e duas pecas de brincos,
ouro de !ei.
11.352 Urna corda de ouro para imagem, um or-
do e um emblema do Eepirito-Santo, aro
de lei.
11.356 Urna corrente com medalha, oura de lei.
11.377 Urna volta de ouro com medalha pequea,
um alfinete, um aro de ouro e mn* anaeJ,
ouro de lei.
11 384 Urna pulseira, um par de brincos e urna
cruz, ouro de lei.
11.388 Um cordao, um par de rosetas e urna cruz,
ouro de lei.
11.392 Urna corrento para relogio e um par de
brincos, ouro de lei.
11-401 Um relogio, ouro de lei.
11.409 Um relogio, ouro de lei,
11.419 Urna pulseira, ouro de lei
11.437 Um relogio, ouro de lei.
11.443 Um par de rosetas de otiro cravejadaTde
brilhantes e urna corrente para relogio,
curo de lei.
11.450 Um alfinete e urn par da rosetas, ouro de
lei; urna salva, prata de lei ; e doze eo-
Iheres, prata baixa.
11.454 Um laeo de ouro cravejado de diamantes
e duus pulseiras, ouro de lei.
11.472 Um relogio, ouro de lei
11.475 Um alfinete de ouro com brilhantes.
11.497 Sete colheres de prata.
11.511 Um cordao, urna moedinha de ouro com
laco, urna moedinha de valor de 55 e um
annel, ouro de lei.
11.513 Uro cordao, ouro de lei.
11.521 Um annel de ouro com un brilhante e urna
pulseira, ouro de lei.
11.523 Urna corrente e medalha para relogio, oure
de lei.
11.514 Um par de rosetas de ouro com pequeos
brilhantes e um annel com numero em cir-
culo.
11.548 Urna corrente para relogio, ouro de lei, nm
feixe de ouro baixo.
11.551 Urna salva de prata.
11.552 Urna pulseira, um par de brinc3 de ouro
de lei.
11.553 Urna pulseira, um broche e um par de so-
setas, ouro de lei.
11.554 Um relogio de ouro de lei.
11.557 Um volta de trancelim, urna cruz, dous
pares de brincos pequeos, um dito de ro-
setas, um dito de argoloes, cinco botoes
urna moedinha, dous.pares de calxetes, duas
pecas de brincos e nm annel, de ouro.
11.566 Um annel de ouro com briihante.
11.579 Um par de esporas de prata baixa.
11.589 Um par de rosetas de oum com brilhantes.
11.590 Um trancelim, urna medalha e um collar,
ouro de lei.
11.600 Um annel de ouro com brilhantes.
11.601 Urna corrente de ouro para relogio, urna
dita com medalha, ouro e platina, e um
paliteiro de prata de lei.
Recite, 8 de Junho de 1886.
O gerente interino,
Felino D. Ferrara Coelho.
AVISOS DIVERSOS
Precsa-se alugar urna preta ou um menino
para vender an ra : a tratar ua ra dos Marty-
rios n. 148, 2 andar.
Aluga-se o sitio do Fina, com boa casa para
morada, contendo bastantes commodos para nu-
merosa familia, grande quantidade de coqueiros,
seis grandes viveiros, duas cacimbas com excellen-
te agua : a tratar no caes de Apollo n. 45.
Aluga-se casas a'85000 no becco dos Coe-
Ihos, junto de S. Goncallo : a tratar na ra da
Imperatriz n. 56.
Precisa-se alugar urna preta ou um menino
para vender na ra : a tratar na ra dos Marty-
rios n. 148, 2o andar.
Precisa-se d um menina de 12 14 anuos
de idade, para vender na ra, dando fiador de
ua conducta ; a tratar na ra de S. Jlo n. 26.
AMASprecisa-se de urna para engommar e
outra para cosinbar para pouca familia; tratar
na ra do Amorim n. 64 ou Conde da Boa-Vista
n. 40. _^^_-______
ALUGA-SE urna boa casa com 6 salas, 4
quartos, cosinha espacosa, despensa e terraco,
cacimba com bomba t dons tanques cimentados,
para banho e lavagem de roupa, dependencias
ira para fmulos e duas cocheiras, na estrada
real da Torre, pouco distante do sobrado grande
e junto a engenboca Bcmfica, onde se trata cem
Kaymundo Lasserre, todos os dias a qualquer
hora. ________________________
Compra-se urna masseira ; a tratar na ra
da Imperatriz n. 41.____________________________
Precisa- se de urna ama para cosinbar : a
tratar na ra de Pedro Affonso n. 29, com pro-
fessora da escola pratica.
Aluga-se nma casa com 2 salas. 3 quartos,
cosinha fra e um qua<-'o, e quintal espacoso, sita
segunda travessa da ra de Principa, freguezia
da Boa-Vista, por 255 mensaes. Pode ser pro-
curada a chave na casa n. 12 da ra Cardoso Ayres._______ ___________
Precisa-se de urna ama forra ou escrava,
que seja de boa conducta, para servicos de casa
de familia ; a tratar na ra da Unio n. 51.
Recebe-be encommendas de bolos e cangica,
para os dias de Santo Antonio, S. Joao e S. Pedro ;
na ra da Matriz da Boa-Vista n. 3.
Perdeu-se a cadereeta da Caix Economi $
de n. 2,597 : quem a tiver achado, far favor le-
vando ra da Aurora n. 79.
AMA. Precisa-se de urna para comprar e
eosinhar : na tra\ essa das Cruzes n. 2, primeiro
andar.
Criado
Preclsa-se de um eriado de 12 14 annos, para
o servido de casi e ra
n. 20, 1 andar.
ua praca do Conde d'Eu
Criado
Aluga-se um mulalinho escravo para criado, o
qual sabe f izer compras e todo o servico de casa,
por ter j 17 anuos, tem boa conducta e bastan-
te ladino : trata-se na ra de S. Joao n. 27.
Precisa-se
- i,
de urna pessoa habilitada a planta de capim e co-
Ibemento de fructas e juntamente para vender as
mesmas, tendo um eavallo ao sen dispr para cujo
trabalho, dand i fiador de sua conducta : a tratar
na ra larga do Rosario, restaurant Cinco Na-
coes.
Massa para bolos
O que ha de melhor neste genero ; vendem
Braga Gomes & C-, ra do Mrquez de Olinda
uumero 20.
Ama
Precisa-se de urna ama para lavar, engommar
e eosinhar para duas pessoas : a tratar na ra do
Imperador n. 75, loja, da 9 as 4 da taode,
Restauran! America
Os propietarios deste modesto est:ibelecimento
participara ao respe itavel publico que aceitara en-
commendas de bolos para os festejados dias de
Santo Antonia, S. Joao, S. Pedro e rodos os san-
tos, e preparara ceias com todo o esmero e promp-
tido ; assim como receberr. pensionistas iuterno
e externos por precos os mais resumidos
28 Ra Duque de Cax>as 28
Restaurant America
Aluga-se
Na ra do Viscood.; de Pelotas n. 36, a casa
terrea da Wdeira do Varadonro na cidade de 01 n-
da n. 22 por 125000 mensaes, tem duas salas, 3
quartos, cosinha fra. bom quintal com cacimba e
portao para o becco da Poeira.
Sitio pa a alugar-se
Aluga-se um sitio com grandes 'comino los, na
Tere, tendo boa casa de morada, quartos sepa-
dos para criados e osera vos, cocheira, baixa para
capim, e mustia arvores fructferas, aluga se por
Sreco commodo ; a trataf na ra Primeiro do
[arco n. 17, 1' aadar/

mni







Diario de PernaiiilMiiw(tuinta-feira 10 rfe Juuho de 1886
de
f^ROQ AYROL IRMA OS^
Pharmaceuticos Chimlcos
rPela Escola superior dePharmacia de Pars''
Este novo medicamento recommenda-se)
' especialmente as Febres intermitientes,
vulgarmente chantadas Sejjks ou Malcitas. I
Ellefa\ desapparecer com rapidez flJ Febres
mais rebeldes e sobre a sua influencia os '
rs nao tardam a recuperar a saude e
obter urna cura radical.
Para evitar as ialsilicapSe, exigir como
garanta sebre todas as garrafas o soma
de A. CAORS, e sobre os letrolros a
iasalgnatura dos Inventores.
VENOE-SE POR ATACADO E A HETALHO
Lna Botica Franceza e Drogara^
AUGUSTO CAORS
Ra da Cruz, 22
PERNAHBUCO
*"': ij L?''.'.
1
I
Son Antonio da unha Porto J
Henri(|U>- da Cmiha Porto c sua n ulher, Ma-
noel Jos da Cunta Porto < sua mulber, Ur. Jos
Antonio de Aluicida Cunha sua roulher, An(o
nio Jos da ('unha c Manoel Augusto da Cunha,
tendo recehido a infausta noticia de haver falle-
cido na cidade do Porto a 13 de Maio seu milito
presado pai, irmo, padrinho e fio, Jos Antonio
da Cunha Porto, mandam resar por sua alma al
guias mismas no trigsimo di di- seu lallecimen-
to, o que ter lvgar na igrja da Madre de Deas,
b 8 ho'as do dia 12 do frrente. Os nr-smos
pedem aos seus prente s e amigos e acs do falle-
cido o piedoso bsequio de assistirem. a este acto
de caridade, p> lo que desde j antecipam se
eterno re- nheoinient .__________________________
4ose Lelte (la Wllva Hosa
Ifariann Lfite da Silva Rosa e seus filhos-
agradtcem a seus ptmtn e amigos, que se dig-
naram acompanhar es restos mor'es de seu ai ra
pre chorado tilho e irmo Jos Leite da Silva Ro-
sa ; e de novo convidam para as isrirem as rci-sas
que por sua alma mandam cclebrur, sabbaco 12
do correte, as 6 1/2 horas da mauhii, na i groja
do Espritu Santo, s timo dia di- seu faHecim' nto
anteeipar-do desde j ena eterna gratido por osse
acto de rcHgiao e caridade.
Leopoldo arnelro Rodrisuen
Campello
Cesara B. Carneir< Cin pello, sua sogra e cu-
nhado, agradecem t d s as pessoas que M dig-
naran) acompanhar es resti s m rtaea de seu sem-
re lembrado esposo, filbo e ;rn>a-, Leopoldo Car-
neiro Rodrigues Campell, e de novo convidan) a
seus per entes e amigos para assistirem as mismas
do stimo dia, que por sua alma mandam resar
na capella da Torre e igr ja da Pcnhi, quinta-
fcira 10 do corr nte, ? 8 horas da manha ; pelo
que desde j se confssam gratos._________
Perden-se um alfnet de euro rom perolas, da
ra do B^rSo da Victoria ra Nova de Santa
Rita ; quem o aoh"ii pode leval-o i ra do Mr-
quez de Oiada n. 56. i
M
ercearia
Til eaak de inolhados em urna Jas
principae- roas deeta eidad muito al".
iivre de imposta o de qnaeaquer debito?.
Quem pretender dirija sa a ron da Madre de
Deus n T, das 9 horas na manha A? 6 d:-. tarde.
i riadtr boeciro
Alug" um mulatinh i '.-CI..VO para criado o
qual eeb- b car : trata ta Da ra de, S. Joio,
casa n. SI
aos cFnBs lis ellos
Cura < rt pid 48 horas das irjflarD3r,oe9
recent' s i'os oaos, pelo colyrio prepara-
do por J : Pedro Ro 'r'gu ,-s da Silva.
Emprep : dero.-o eolyrio sempre com
grand- s i nntMgeae, uas wfraiatea molestias :
U| I ib, purulentas e ehronicas, con-
nnctr. etc.
i ) i ra i rosara de Faria Sobrinho
(;.. nii M.irqii' 7. ili O inda n. 41.
Para ni ; i oo .-. ie< ri m livraria Indus-
trial ra* dn Bario da i ie orla n. 7, cu resi
deuci.i -." iit ir, roa I* S.udade n. 4.
onor orto
!au. rio liupei-ador n. 45
'r NlM
mais dit&eeia
i figu: Londres, Paris, | |
. > Lisboa e Rio de Jai airo.
( J Prima -m perf ico de costara, em bre- j
. i vidade. modicidade em preces e fino )
g0,r',
AMAS
Precisa-ae de urna ama para cosinhar e de outra
para engommar e faxer alguna outros tervicos :
na roa do Barao de S. Borja n. 52.
Ama
Preciaa-se de urna ama para cosinhar, porm
que dunna em casa : na ra de Riachuello n. 57,
ortao de ierro. *3
Ama
Precisase de urna ama que srja boa cosinheira
na roa do Csbuga n. 16, 2- andar.
Ama
Offerece-se urna ama para engbmmar, a qual
perita na arte : a tratar no quadro da ra de S.
Il 1(1 II. 1. Q
Bita Franclaca de Freitan
Jos S e Souza, Amefia Sa e Souza, Francisca
Amalia de Fieitas, Mara Isabel de Freitas e
Jos Rodopiano dos Santos, convidam aos seus
parentes e amigos para assistirem a urna missa na
capella do eemiterio publico, s 7 horas da manha
do dia 9 do corrente, pelo repouso eterno de sua
sempre lembrada sogra, mai e i rima, Rita Fran-
cisca de Fn itas ; aproveitando a occasiao para
agradecerem s pessoas que se dignaram condu-
zil-a sua ultima morada.
O. Franclaca Mara don Sacio
Henale
O padre Antonio de Mello e Albuquerque resa
urna missa por alma de D Francisca Mara dos
Santos Sement, no trigsimo dia do seu passa-
mento. sezta-feira 11 do correte, pelas 7 horas
do dia, na igreja de N. do Ter$o ; e para assisrir
a esse acto de religiao e caridade, convida os pa-
rentes e amigo da finada
D. Adelsrlde de Maltas LemoN
Carlos Pinto de Lanos,' Joio Pinto de Mattos
Lemos, Demetrio Bastos. Julio Fuerstenberg,
suas mulleres e filhns, seus iraiSus, tios, sobrinhos
e primos agradecm sinceramente s pesso-s que
assistiram ao en'erramento de sua muito presada
mfii, sogra, av, madrasta, irma e tia, D. Adelaide
de Mattos Lemos, e pedem aoi seus amigos e pa-
rentes o caridoso obsequio de assis'.iiei-i as missas
que por sua ulma serao resadss na matriz da
Boa-Vista, no dia 11 do corren te, stimo do snu
fallecimento, pi las 8 horas da manha, por cujo
obsequio se conf ssam Pierna mente agrndecidos.
.. Precisa-se de urna ama para todo servicode urna
s pessoa, na ra do Arago n. 15.
Ama
Piecisa-se de urna ama para cosinhar e engom-
mar : a tratar na ra do Arago n. 14.
Vina
Precisa se de urna ama para tod? servigo de
casa de familia : a tratar na ra do Cotovello
numero 46.
Ama
Precisa-se de urna, para cosinhar com perfei-
co, para casa de pouca familia, a tratar ra
Duque de Caitas n. 59, loja.
Aluga-se
a casa terrea ra de Frei Henrique n. 6 e o
sobrado da prnca do Conde d'Eu n. 26, com cora-
modos para familia, est limpa ; a tratar na ra
do Barao de S. Borja n. 28.
SABONETEdeALCATRAO
rama Toaarra, oa iinioi a cuidados A da Aa ca ancas
Bsa ABMTJt rardadatra antUeptiem, o mala efflcaz para a cota da todas
MOLESTIAS DA PEL.LE
SAPO CARBONISOETERGENS
Tatai vossas Crianca* com o SAPO carhosies IHSTERtitc\8 aflm de proleuei-ot contra
o SARAMPO, *. VARILA a FEBRE ESCARLATINA
Bstea SABOXETE8 sao rcaommendados pelo Corpo medico intelro porque prevlnem aa
MOLESTIAS EPIDMICAS e CONTAGIOSAS e u adapo a qualautr clima.
MARCA DE FABRICA !tOd ENVOLUKHOS NOS PaES
Deposito ererail: "W. "V. WRIOHT JSC 0% Scnatli-wojk, LONDRES
Em Pernambuco : Fran" 1&. da SITL'V-A. & C*.
W>aiaai a>> ?> aaa
iMiTalHilWri
PASES
e
Arene Victoria
Jfc.
la Pernambuco: ^~
|r..taSllM4C z?r*-;* >
Este MED1CAMBNTO de um gusto agradavel, adoptado com grande xito ha iX'j-^-i
mais de 20 annos pelos melliores Mdicos de Parlz, cura os e/liucot, GHne, Tost,
*>orj i* Garoanta. Catarro nulmonar. Irritocde* 4 omito, das Viat urina-ir* a la llexiga.
XAROPEd REINVILLIER
o.
Laureado pela Academia de Medicina
l"^.r0_ MMMMN) MllMJM>a Honra rr*x3$Q
^^HATOdsCAL aBl^^^^
O Phosphato de cal a substancia mineral mala abundante do arganlsmo e toda vea que sua
cruanUdaae normal dlmlnue resulta urna affecco orgnica grave.
Mais de cinco mil curas, a mor parte justlOcada pelos Prufessores e Mdicos das Facilidades
forao obtldas ltimamente e nzero com que o Xaropr ao V Relnrlllier fosse classiQcado
Como o especifico mais seguro contra a Ttalea pulmonar, Bronchlte cbronlca, anemia,
Xacbltlsmo, Debilidad do Organismo. O Xarope do !>' Beinvillier administrado
diariamente as enancas facilita a dentlcio e o cresclmcnto i as mies e amas de lelte torna o
lelte nkjlhor; lmpede a carie e oieda dos denles to Irequentea depols da prenliea
Dapomito: Phsrmaoia ?ZKSaTQVB, 8, Piase de ka Maodeleln, 9
Em Pemambuco : rKAIl- M. Aa SIL VA A> O*, ai prltolptu Phtrmtclas e Omftrlts.
Aiaga-se
ama grande casa com dons grandes qointaes e
agua encanada, ra Lembranca do Gomes n. 1,
em Santo Amaro : a tratar na ra da Imperatriz
n. 32, 1- andar.
Aluga-se por 25$
a grande casa terrea ra de Luiz do Rgo n
17-15. com 5 quartos e mais um frs, bem concer
tada : a tratar na ra do Mrquez de Olinda n
60, ou no Caminho Novo n. 91, padaria a chave
para correr, na taverna junto.
Aluga-se barato
O 3." andar da roa do 3om Jess n. 47.
A casa n. 107 da ra Visconde de Goyanna.
A roa do Kozario da Boa-Vista n. 39
A ra Luna- Valentinas n. 4
Casa ra da Ponte Velha n. 3.
A loja ra do Calabooco n. 4.
Trata se no largo de Corpo Santo ni'.'. 1 andar
Mudanza de escrip-
torio
O advogado Francisco do Reg Baptista e os
solicitadores Diogo Baptista Fernaades e Anto-
nio Machado dias, mudaram seu scriptorio psra
a ra do Imperador n. 22, 1- andar, lado de de-
trs, onde serao encontrados das 10 horas da ma-
nha s 3 da tai de.
Ao publico cao coni-
mcrcio
O abaixo assignado declara ao c6mmercio e ao
publico, que ntsta data vendeu aos Srs. Jos do
Carvalbo 4 C. o seu estabelecimento de molhados
sito ra do Fogo n. 40, livre e desembarazado
de todo e quxlquer onus. Se alf-uem se jul^ar
com direito a protestar, queira faze -o no prazo
de tres dies, a contar desta data. Kecife, 4 de ju
nho de 1886.
Chrispim Clnrrio.
Aos senhores logisias e alfaiates
Maria Magdalena e Felismina de Miranda, re
Bidentes ra de S. JoSo n. 26, cos m com pres-
teza e por preco commodo camisas, ceroulas, cal-
cas e paletots. Os Senhores logistas e alfaiates
podera se informar do negociante Jos de Ar ujn
Veig, ra larga do Ros rio, que est habilitado
a dar qualqur esc areciment-). '_________
Plvora
Vende Candido Thiago da Costa Mello, em seu
deposito ra Imperial n. 322, olaria, onde tam-
bem vende tijolos e telhas. Telephone n. 221.
Advogado
Padre oacharel Assis Bezerra d- Menezes,
estreita do Rosario n. 32, 1 andar.
ra
IH,.,
A casa Vctor Pralle, sita ra do Imperad r
n. 55, tendo recebido da Europa um completo sor-
timmtc de msicas, convida o respeitavel publico
para visitar o seu estabelecimento, e chama a at
tencao para as seguintes noviaades, que tornam-
se recommendadas pelo seu autor :
Dolores, celebre valsa para piano, por E. Wal
dteufel.
Tambourim, celebre polka para piano, dansan-
te e de effeito, pelo mesmo autor.
Demonio da meia noit?, valsa para piano, por
Francisco L. Colas, e a valsa violamama, mnitu
procurada, edictada aqui.
4guas iloeries de Van
Fontes
St lean
Precense
Desiree
Deposito em Pemambuco, na botica franceza
de Rouquarol Freres Successoris de A. Caors, ra
da Cruz n. 22.________________________________
Cosinheiro
Precisa-s i de um cosinheiro : a tratar na raa
de Payamd n. 19 (Passagpm da Magdalena).
l
Precisa-so de cm no Ineti'uto Acadmico.
Cosinheira
Precisa-so de 'ma b >a cosinheira, fiel e limpa .
de boa conducta, para cas de mocos solteiros : a
tratar na ra do barao da Victoria n. 52, priuiei
ro andar.
^omedorias)
Na ra da Gloria u. 144, laa-se c:midas con.
impesa e pontualide.de.
Costu reiras
Precisase de br.as costuri rus ; oa ra da Au-
rora n. 39, 1 andar.
iUtengo
Vende-se Manteiga ingleza superior em latas de
1, 2, e 4 a 1*100, e 7, 14 e 28 a 1*100 por libra .
gas iuejplesivoa rea do Bom Jess n. 38.
A
uk
m
Em quartts e metas garrafas, v r Faria
Sobrinho feC,4 raa do Mrquez de Ola..
DEPOSITARIOS
7^

FI11J
I, V? --

eru>
[tos
co*

toda i*m princ**":
9&oixtom
VINHOgilbertSEGUIN
FEBRFUGO FORTIFICASTE sporovado pila Academia da Medicina de Paria
-------------------? a ii
Sessenta annos de Experiencia
e de Dom xito tem demonstrado a eficacia lnconteatavel deste Ttnio, qur como ttnti-
peridico para cortar as rebrea e evitar o seu reappareclmento. qur como fortificante cas
ConTalesceneas, Sebllidade do Sanpic, Falta de Kenatraaoo, Znappetencla, Slrea-
toea dlfllo 'ls, Bnfermldadea nervosas, Sebllidade causada pela edade oa. por excesso*.
Bttt Vinho, qut cuntim mtlt principios totlros do que o* (, tptndos similares, rendirse por ortos em
touco mal olen1o.Hlo se den objectar contri o anco mi rlttt da raoonheclda tlcacla do mtdlaamtato.
Priarmaot Qr. SEGTJ UV, 378, roa Saint-Honor*. PAAIS
Depositarios em Pernamt>*co : FRAN M. da SILVA e C". <
r.
Ea sia ,s todoa o f crtr-Tiisias e Cabellsirei*"
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Nsi atistaU UM
pira-se a f-jaiaca que penetra no polo acaiiua o syiuptoma nervoso, fcil!
a expecUr??ao o favorsa as funcepes nos oii?...s rea
TenS* rn eineade rms uw4J 1XIPH t, ra ^i,oiaiT.r.T. S>arin
WOtt (anotes ftmaw*i: H4 Awv~ <** 1'VIA C*.
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.^SlSlSlS1515l5lS15lSiHl5l5151
NHO E GRAGEAS m* VIVIEN
EXTRACTO NATURAL DE FIGADO DE BACALHAO
Premiado com mrdalhas de Ouro e Prata
PELA ACADEMIA NACIONAL
Ordenado nos bospitaes de Franca, America, Inglaterra, Pola, ate
Alni'.ii-trar sob forma mu fcil e agradavel todos os elementos curativos do alee
tssim o cheiro e sabor nauseosos d'este; alem d'isso esta preciosa preparada
tem una su.eriorida le inconteslevel sobre o oleo porque pode ser osada durante ea
grandes calores em quanto o uso daquelle impossivel, tal o eminente serrice prestad*
pe o Uouior VIVIEN; a experiencia tem confirmado o bom xito d'este producto.
Exigir a firma do inventor H. VIVIEN em duas corea ao redor do (taraalo de cada
fa ra:.1 com o Sello de uniao dos Fabricantes o, boulevard Strashourg, em PARS.
1S151515I
PERFUMARA do MUNDO ELEGANTE^
DELETTREZ
54. 56, Ra Richer, 54, 56
CREAgO PARIZ NOVA
-*- RIVAZ.
SUAVIDADE
concentraQao
CREME OSMHEDIA
SA B01TETB, EXTRACT0\
AGUA DO TOMADOR
POS de ARROZ
C OS ME TICO, BRIEHAN TI NA
OLMO, POMMADA, VINAGRE
A Pertumaria OSMHEDIA assegura aos
Clientes fiEis
trtntnde eiima 1 Coi tem Igzal
osetn Pemambum: FU A V- M. da SILVA"***-
De Fgado de Bacaltiau Pancretico
1>E DEFRE8NE
T0D0S0S QUE PADECEN MOLESTIAS DO PEITO
rtevem lar o seguinte
Este oleo tem o aspecto de um creme braneo
que se pode diluir no leite, cha, chocolate ou
caf. Possue todas as virtudes e propriedades
de to precioso remedio, e tambero toma-se sem
repugnancia ajnuna pelos doentes mais deli-
cados ; grapas elficaz addico da Panera-
atina, chega no estomago, digerido de tudo,
e nunca provoca nauseas nem diarrea.
Oepois de um semnumero de experiencias
pracadas nos hospitaes da Corte, este medica-
meuto obteve a approvacao dos mdicos da Fa-
culdade de Paris. Hoie em dia, todos os mdi-
cos receitam o Oleo de Figado Pancre-
tico de Defresne, como nico remedio
para curar radicaiinento:
eyum'ii i ti su o. h aciiitisie
tsica pl.3ionak
e mais affeccoes que impedem os efTeitos da
nutrico e assimilaco.
EM TODAS AS PHARMACIAS
l
ipeccuuenva
cifonleo ifa bszig,
- io canal c urjtni
asilas c arostata,
neiicla ta Urina,
Arsln na urina, etg.
14, Pharirjceiitico-Ch'mico,
S, PAH13 "j
DY& MARTIN
remecedores de Sus Htjtstsdt 1 Riirht dt Inglaterra,
do Exercito e ."> Mtrlnht brtttinlca.
GRAIXA BRILHANTE LIQUIDA
AIXA pastaUNCTUOSA
OLEO para AREIOS
tUWtnuenetMsirio ptraimanu inflo do estro
soo todos as foraiss.
DEP0STTO GKRAL EM l-OI IDUS:
, ntgh Hnlborn, 07
kteMitM: nue n. 11 SLHkr.

$/A
w x / <"- :
' *//v*
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MORSONsPE
RbidDo inlaiitrel 6 agradavel
INDIGESTAD
Sob a forma de
rsascos, rS
N GLBULOS.
VEMDE-SEr MUNDO INTEIRO.
eilKl'AHADOS DE
Primina Moraon
Multo rtcommendadas
peloi principan Medios.
MORSON SON
HsiitaaotM Itow, liil-Sflinre
LONDON
UtiHitiriMfB Pemambuco : Frmr-M.il SIlta & O*
^
if
NICO
PreoaraQo de Productos Vegetaes
2xtinvo"das caspas
e outras Molestias Capillares.
JVIARTINS~BASTOS
PernuinbtAwv *
ri
COalelra m vapor
Suprimento pira o vapor Joguaribe
N. 927:170
O Sr. Francisco Alvos da Costa, comraand.inte
do vapor Jaguaribe, pela s- gunda vea rogado
vir ra do .Marque- d Olindii n. 50, dar cum-
pnmentn ao numero cima. Pcde-se ao digno
gerente providencias a respeito.
Aos seohores capita-
listas
0 agente de kiloes, Pestaa, autorisado por
um amigo qne retirou-se para a Europa, vende
trinta e cinco pri-dios (caeas terreas e sobrados),
em perleito estado de c nservacao, nos mclhores
lugares das freguezias do Pecife, Santo Auton:o,
S. Jos, Boa-Vista e Graca : tratase no Recite,
ra do Vigario n. 12, armazem.
Preparados
NA
c.
LONDRES
CONTRA SEZOES
(ATTR'S AOPE CTBE)
emu veaviint i com enrra
as
FeirosIntermittentesJ
Tiittcntpse Biliosas;
as
Mol?i!as,os Calafrios,
TODAS AS

Casa
Aluga-se a casa n. 37 da ra do General Seara,
antiga do Jasmin, tratar no n. 31 da mesma roa.
Ao ('iimiiHTcio c ao pu-
blico
Os abaixo aBsignados sciootificam ao corpo com-
mercial e ao publicr, que nesta data comprnraoi
ao Sr. Chispim Clorrio o seu estabeleciment i de
molhados, sito roa do Fogo c. 20, liare a de-
sembarazado de todo e qualquer onus. Ri-cife, 4
de junho de 1886.
Jos de Caryalho Companhia.
Casa de campo
Aluga-se urna grande chcara na Unpunga, si-
tuada a margem do Rio Capibaribc, porto do Ja-
cobina, tendo as seguintes aceommodacoea: 2
Oleo de ligado de bacalhuo e lelte
pepiloniaado
Esta preparaco tao saborosa que urna crian-
ca prtHnptamente a toma.
O leite digerido tem a propriedade de quasi in-
teiramente disfarcar o oleo e as psssoas de diges- """"H
.. j vi j rrandes sa as, 4 qtta^'s espacosos, grande cosi-
tao mais dbil podem tomar s^m rcceio, 6' .' 5 ,*. t<>
.. ,_ _, nha. 1 auartu para cn.idos, t^m sotao com ja-
Pepfonolde- deC arne | ; J Pp nQ mfi3mo 2 4 }
Um alimento mt'o gmoso composto de consti- i ,," '- ^ '
tu.ntcs solidos de leite bam cerno gluten do trigo ga,,,n^,ro de ^ '^UTa IJT lfr
(hvre de eommal ( dos banheiro. Toda a casa ladeada de larga
Recomendado as convalescencas de qualquer >r^ varanda de ferro, sendo toda inurada
doenca, affeccoes pulmonares, febreT pneumonas, com 2 partoea de ferro e gradeamento na frente
gastrite, dysenteria e toda e qualquer debilidade d" ^ma. Tem s.t.o com a.gunaa fruc.^as,
seja qual for a suaorigem. J"1!; ^cimbas, etc. ro. toda reedificada e es-
i ta pintada easseiad. Da m>-sma ao ponto de
,va. parada dos trensgasta-s.- 4 minutos; quem pre-
tender dirija-te ra do Mrquez ae- Olinda u. O.
Ualilna
extracto cancentrado de trigo, avea e ceva-
da fermentados.
Valor diastasico 30 vezes o seu proprio peso !
O mais rico.agente restaurador t hoje conhe-
cii.'n, alt mente apreciavel n"s c-isn de debilidade.
Altmenlo Moulnael de carnlrk para
i lamas
A analyse des te alimento demonstra que os seus
ejistituiutes nutrictivos s o quasi idnticos enm o
leite m >terno, por i?to o alimento mais aperfei-
coado para crianza.
Foruecem aaooatcaa gratis ai.s Srs. mdicos.
Deposito ra do Barilo da Victoria n. 48
obranca amigavel
O abaixo assignado autmsado < legalcente ha-
bilitado pelos Srs. Barthnloineu 4 C, SuccfSSDres,
para cobrar e receber dus seas devedores as con-
tas que contrnhiramna sin pharmacia. pede e con-
vida a e3ses devedores, pra que at o fim do cor-
rente mez se entendam cim o abaixo assignado
resucito dos seus dbitos, sob pi na de s cionados di' 1 de Julho por diante, os que nao li-
garem importancia ao presente aviso.
Recite, 8 do Junho de 1886.
Lydio Alrrnno fandeira de Mello.
Ao eoniiiiercio
Eu, abaixo assignado, declaro que dissolvi a ,
o edade que tiuha n padaria sita ra du D. I
Maria Cesar n 30 com o Sr. Joaquim Gonc,alves i
C ilho, sabiudo este pago^integralmente da parte
que lhe tocou e desondrado uaquella sociedade ; e
0 abaixo assiguado responsavel pelo activo e pas-
sivo, isto a contar desde 31 de Maio prximo pas- |
tado. Rccife, 8 de junho de 1886.
J- s Manoel i S.
Sem~ccn0Btencia ii prego
Prepara se lindos bouqnets, assim como aluga-
se armaces de band- jas ; a tratar na ra de
Hortas n. 5S, ou na ra do Imperador numero 31
oa67.
0
So Caminho Novo, defronte da professora, la-
va-se e engomma'se com perfec3:>; as pessoas
que quizerem dirijam-se casa n. 38,
lugar
no mesmo
Aviso
A companhia North Brasilian Sugar Factories
Limited, declara que com data de m je expedio
cartas de avise aos agricultores que coutractarara
o fornecimento ne canoas do engenh" central de
S. LourencJ, prevenindo-os da possibilidade de
nao serem concluidos os tramways a tt-mpo da moa-
gem da prxima safra.
Kecife, 7 de junho de 1886.
II
Quen tiver nego-
cios a tratar com t
thesoureir diroija-s
sede deste Club, na
ruada Imperatriz n.
17, as quartas e sex-
tas-feiras, das 7 s 9
horas da noite.
RECLAME
Mifldezas finas e de ?os(o
VENDIDAS A PREQOS SEM COMPB
TENCIA
LOJA FLORID V
RA DO DUQUE DE CAXIAS N. 103
Barboza k Santos
Artigo ewpeclae
Esplendida sortimento em jarros de crystal, por-
celana, alabastro, vidro e louca de diversos tama-
ahos a precos que admira .' !
Candi iros de div. rsos tamanbos para sala,
quartos e toillet.
Porta retrato de metal fino pretendo, dourado
de velludo.
Albuns para retrato de velludo chagrn e de
pellucia.
Para acabar
Bico valencienea 1500 e 2000 a peca.
Pisss a 320, 400 e 6'10 rs. o metro.
Lencos de linho a 150C a duzia.
Allcni'o
Preparase dive-sas qtialidadca de bolos par
os das de Santo Antoi>io, S. Joao e S. Pedro ; na
ra do Mrquez do Herval n. 72.
Criado iiel 6 trabalhado
Precisa-se de um par um sitio : a tra'ar aa
rui Nova n 13. ____
Ao publico
Declaramos que am de outras mercadorias que
temos comprado aos Sis. J. C. Levy v C, com
quem de muito tempo nutrimos tians-'ccoes com
merciaes. compramos igua'mente tres barricas, no
din 3 do corrate, sendo duas com alvaiade de
zinco e imiH com 12.~> kilos de er, o que cousta
do memorndum que nos fornceeram os ditos se-
nbores.
Igualmente declaramos que s. a esa firma cora-
morcial sempre foi a que hImzo nssigiiamos.
Recife, 7 de Junho de 1886.
A. Al. Veras & C
Pharmacia Americana
o7-RU\ DUQUE DE CAXIAS -07
Bom
negocio
Vende se ou tnca-se umiuim rsi sitio no Ar-
raial. com casa, por mitro mais perto da cidade :
informacoes ra do Imperador u. 45.
I)r.flnton traojo
Domingos Jos Beam-ra seu genro Lib rate
Jos Marques, p ofundamente sentidos com o pre-
maturo passaeflento do Exm. Sr. Dr. Antonia
Franciseo Curreia de Araujo, mandam resar na
capella de S. Jos, da B a Esperanca, no dia 1C
di carrate, as 7 1|2 da manha, urna missa pele
descanco eterno da f.lma do referido Dr., convi-
dando pira assistil-a os s"us amigos e os do il-
lustre finado. Desde j confessam seagiaJ-cidot
aquclles que se di nurem de comparecer a esse
acto.
UNICA^I CANICA
Dt riLL'JL Os. FILLIOL
INSTANTNEA pan. n-rba. 1 nninn 11 i lii iii mani
Mt un Ti--}, mdi prep.ir. I b-incoi
a liTigem. ( Ba COr prmitira
SHitopral m Parts: KILIOK,], ra lir-oiit, FARO
la Ptnaaio..co: Wk\t\tf M. da silva C*
OEROCQUE
DEROCQD
DEROCOIIE
15, Rm de PoitOB, 15
pars
OLBO
figdo mm
Xatural
FerrBfinesoeCfMMtfe
lu iristirus FUmaits
Dr. Antonio F>-anrl*co Crrela
de Aruuj'i
Thum Francisco (oneiu de Araujo man 'a ce-
lebrar mis"as na igreja mutriz de Trccunhaem,
no da 14 di corrate, lis i) horas da manha. por
alma de seu presado sobrinho, Dr. Aatooio Fran-
cisco Cnrreia de Arxnj ^^^
rrea

noel Calilai larrel
O tenen'e Pedro Beafrra C vaicante Miciel
manda celebrar orna missa de et mo oia por
alma de seu finado amigo Manoel Caldas Barreto,
pelas i) horas da manha do dia 12 do c urente, na
matriz de Santo Antonio d_o Recife. Desde jase
confessa grato tod:s aquellcs que forem prestar
esta prova de amizade. ________
"iiiiiif iiiaawBMBWiiiTinrrTW

I

-

X

^






i urniiE i


Diario de Pernambuwi(tuinta-feira 10 de Junho de 1886
Cosinheiro A Revoluco I Fazeodas brancas
de om cosinheiro : a tratar na ra j
Precisa se de om cosinheiro : a tratar na roa
da Uniao n. 11.
Cosinheira
M.
i>
Precisa-se da ama cosinheira : na ra-de Pay-
sand n. 19, Passagem da Magdalena.
VEND
#
VENDE-SE a casa terrea da rna da Cadeia
Nova n. 9 : a tratar na ru Direita n. 29, loja.
Novo porto do carvao
240
71-Rua do Harqnet do Hervl-t
Vende- se carvao a 720 rs. a barrica, e quem
tiver comprado 30 barricas, ter urna de gratifi-
cacao. Mais ootro offerecimento vantajoso : o
onaumidor que houver recebido dez barricas gra-
tis receber om quarto de bilhetes da lotera de
4:000* da provincia ; se rm dito quarto sabir a
sorte grande, ser entregue ao portador 20 vig-
simos da lotera do Kic de Janeiro, 20 ditos da
corte, i>0 ditos da importante lotera das Alagdas,
s 30 quartos da lotera da 4:000* da provincia.
Portanto, o possuidor dos cem nmeros est habi-
litado a tirar mais de 220:000*.
N. B. O portador so ter direito apresentando
8 toldes e recibos fornecidcs pela casa.
Mutamba
DE
J. Delsuc
Contra a calvice, queda dos ca
bellos, caspas e neuralgias
da tabeen
PreQO de cada frasco 10500.
Venden Odilon & Irraito, eabelleireiros,
ra da Imperatris n. 60.
Cha preto
As qualidades me-
lhores einais escolla-
das neste genero, con-
tina a vendar Carlos
Sindcn, n. 48 rua do
Baro da Victoria.
Recebcu de impor-
ta rao directa c vende
mais barato do que em
outra qualqucr qarte.
He liimniiMh'issuc.tr
Vende-se urna bem localisada refinscao e bevn
afreguezada nesta eidade, o motivo da venda se
dir ao pretenden te ; a tratar com brante &C,
roa do Bom Jess, Kecife.
Agurdente de can na
Vende-se em a neo ras, a superior agurdente do
caldo da canaa : na roa estrtita do Rosario nu-
mero 8.
rua Duque de Caxias, resolveua vender
os seguintes artigos com 25 0[q de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Las com bolinhas a 500 e 640 rs. o coyado.
Setins maco a 800 rs. o covado.
Setinetas lisas 400 rs. o dito.
Setinetas escossezas a 440 rs o dito.
Cambra com salpicos a 6 rs. a peca.
Linn branco a 500 rs. o covado.
Linhos escossezes de quadrinhos e lisos a
rs. o dito.
Mariposas de cores a 240 rs. o dito.
Renaa da China 240 rs. o dito.
Damasco de 13 com 160 centmetros de'largora
a 1*800 o dito.
Bramante de linho com 9 palmos de largara a
1800 o me,tro.
Bramante trancad> de algodao a 1*200 e.dito.
Bramante do urna largara a 320, 360, 400 e
440 rs. o dito.
urim pardo a 300 e 360 rs. o covado.
Brim prateado de linho a 600 rs. o dito.
Crochets para cadeiraa 1* e 1*600 um.
Ditos para sof a 2* e 2*500 um.
Colchas de fustao branco a 1*800 urna.
Fichs de la a 1*, 2*, 2*500, 3* e 4* um.
Espartlhos de coraca a 4*, 5*, 6* e 7*500 um
Camisas de linho bordadas a 30*000 a duzia.
Chitas finas a 240, 280, 320 e 360 rs. o covado.
Sintcs para senhora, no/idade, a 1*P00 e 1*800
um-
Lnc:s brancos fines a 1*800 e 2*000 a dnsia.
Cobertores de 12 a 2*, 4*500, 6$500 e 8* um.
Cambraia preta para forro a 1*200 a peca.
Meias para homens e senhoras a 3$, 4g, 5* c
6*000 a dusia.
Madapolao gema e pelle de ovo a 6*500 a peca.
Cambraia branca a 2* a pega.
Crinolina branca e preta a 2*800 a peca.
Toalhas felpudas a 4*000 a dusia.
Toalhas alcochoadas a 12* a duna.
Cobertas de ganga a 2*800 <. 2*900 urna.
Len^es de bramante a 1*800 um.
Para a. Exilian ni as
Setim maco a 1*200, 1*400, 1*8C0 e 2*000 o
covado.
Popelina de seda a 600 rs. o dito.
Alpaca a 400 e 500 rs. o dito.
Ca pellas e veos finos a 10* e 14*.
Colchas bordadas a 5*000, 7*000, 8* e 10*0.0
urna.
Cortinados bord> dos a G500 o par.__________
Grande sorlimeulo de lo-
os arliliriaes
Nacionaes eChinezes
Pronrio* para walo
PARA OS FESTEJOS DAS NOUTES
DE
Manto Antonio, S. doo e
S. Pedro
Vende-se em caixas e a retalho por precos com-
modoB.
Rua do Barao da Victoria n. 61
Loja do Sniizii
Vende se
urna taverna em boa localidad : a tratar no pa-
teo do Paraso n. 2, e o motivo da venda se dir
ao comprador.___________________________
Pinlio de Riga
/eS/l!
Vendem Fonseca Irmos & C, a preco mdico.
SO' AO NMESO
4o rua da Imperatriz
Loja do barateiro*
Alheiro & C, roa da Imperatriz n. 40, ven-
dem om bonito sortimento de todas estos fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABER:
AlgodaoPecas de lgodozinho cora 20
jardas, pelo" barato preeo de 3*800,
4J, 4*000, 4* '.,, bg, 5*500 e 6J5ft
Madapolao Pecas de madapolao com 24
jardas a 4*500, 5*, 6* at 12*000
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de 800
Ditas branc*a e cruas, de 1* at 1*800
Creguella franceza, fazenda multo encor-
pada, propra para lencoes, toalhas e
ceroolas, vara 400 rs. e 500
Ceronlas da meama, muito bem fetas,
a 1*200 UOO
Colletiuhos r'a mesma 800
Bramante fraocez de algodao, muito on-
corpada, com 10 palmos de largura,
mi'tro \11
Dito de linho ingle*, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e 10*
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largara, metro 1J800
Cretones e chitas, claras e escaras, pa-
droes delicados, d> 240 rs. at 400
Baptista, o que ha de mais delicado no
mercado, rs. 200
Todas estas fazeodas baratissimas, 'na conhecida
loja de Alheiro & C, esquina do becco
dos Ferreiros
Algodao entestado pa-
ra lencoes
A 90o m. e loOOO o metro
Vendc-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
i:odSo para lencoes de um s panno, com 9 pal-
s de iarpuraa 900 rs., e dito com 10 palmos a
00 o metro, assim coma dito trancado para
uia has dr mesa, com 9 palmos de largura a 1*200
i ctro. Isto na lja de Alheiro & C, esquina
do ecco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*200, 1*400, 1*600, 1800 e 2* o eovado
A bebo & C., rua da Imperatriz n. 40, ver
di n muito bons merinos pretos pelo preco acimt
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co d> s Ferreiros.
Espartlhos
Na loja da rua da Imperatriz n. 40 vende-se
muito boos espartlhos para senhora, pelo preco
de 5*00, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
de becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3 o covado
Alheiro & C, rua da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
zas, de duas larguras, com o- padrocs mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preco
de 2*800 e 3J o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar fazer costumes de casemira a
30--', sendo de palotot sacco, e 35* de fraque,
grande pechncha : na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem ama grande
porco de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 32('
rs o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quena do becco dos Ferreiros.
Bordados a lOOrs. a pera
A rua da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
bordaio, dous metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em cartao eom 50 pecas, sorti-
das, por 5f, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
Ao 03
Bonitos leques de gaze para senhora, a 3*r 6*
8*el0*.
Ditos de setineta, de 1*500 a 2*500.
Ditos de papel, de 300 rs. a 1*.
En eontlnnaeSo
Cintos de couro a 1*500 e 2*.
Babadas bordados largos e estreitos, a 100 rs
a peca.
Chapeos para baptisados, de 1*500 a 8*.
Ditos de palha para criancas de 3 a 4 annoe, a
2*500.
O Pedro Antones 4 C. quem tem para liqu-
dacao.
Belleza, frescura, jnvenlude
Po branco den racen para ama
ciar a pelle
Estes pos, de ama fineza extrema, especialmen-
te preparad' aformosear a pelle, sem-ake-
ral-a.
A' venda, t.._ v_, do Pedro Antones 4 C.^jrua
do Duque de Carias n. 63.
Igualmente o bem conhecido leite de rosas para
extinguir as espinhas e pannos, os mais assombro-
sos inimigos de urna assetinada face, restituindo-
lhe a belleza antiga.
Em ultima analyse ser bom nao esquecer o
crme rosado para os labios !! S a Nova Espe
rrn
i til e agradavel
Fazer om delicado trabalho de crochet com o
novellos de la e seda de diversas cores, queteem
o Pedro Antones 4 C.
Linbas de diversas cores, dita branca de linho
pai* facer Irivolit, medalhro tranca bem conhe-
cida para o mesmo.
Um bonito desenlio colorido para mesa bonita
almofada.
Ao 63Rua Duque de Caxias
O lempo proprio
Boas meias de l para homens e senhoras, luvas
de dita para quem soffre de rheumatismo.
Ao ?;.' -Boa Duqae de Caxiai
Vende-se
a casa terrea da rua do Capibaribe n. 34, com
grade de ferro na frente e ao lado, e portao, gran-
de quintal com arvoredos de fructoc flores, com 5
quartos, sendo um forrado, 2 salas e corredor tam-
bem forrado, saleta para eogommado, grande co-
staba, despensa, quarto para criado, gallinheijo-
?uarto para banho, poco e tanque, e outras bem-
ttorias : a tratar na mesma.
Cabriolet
Vende-se um era perfeito estado e por preco
commodo; tratar na rua Duqae de Caxias n. 47
Engenho venda
Vncese oengenhi Murci, com sat-a ou sem
ella, situado na fregueza da Escada, distante da
respectiva estucSo um quarto de legoa, podendo
dar seis caminhus por da, moente e corrente,
tem duas casas grandes e duas pequeas para mo
rada, e outra para farinha com suas pertenas : a
tratar na rua do Imperador n. 65, 2 andar.
WHISKY
KOYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escasee* preferiv>-
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica
o corpo.
Vende-se a retalho nos i lheres armazens
oolhados.
Pede ROY AL BLEND marca VIADOcujonc
rae e emblema sao registrados para todo o Brasi
BROWNS t C, agentes
para
Roa Uuqiie de Caxias n. 5
Fustes de cores para vestidos a 240 e 320 rs.
o covado.
Chitas claras e escuras, 200 e 240 n o dito.
Sargelins diagonal de todas as cores, 240 rs. o
dito.
Alpacas de seda dem dem, a 360 e 400 rs. o
dito.
Las coj bolinhas, novidade, 560 e 700 rs. o
dito.
Setiuetas superiores, fasenda de 600 ru., para
liquidar a 400 rs. o dito.
Damascos superiores, duas laiguras, 1*800 o
dico.
Popelina branca de seda, 480 rs. o dito.
Setins maco de todas as cores, 800 rs., 1*000,
18200 e 1*400 o dito.
Vellodilhos m listrinbas, novidade, 1*600 o
dito.
Sedas japnnezaa, 400 rs. o dito.
Esguio para casaquinhos de senhoras, a 4* e
4J50O a peca.
Brim pardo fino para vestido, 500 rs. o covado.
Faites ae novos gostos, a 500 rs. o dito.
Camisas para senhoras, as mais lindas que tem
vindo, a 4*500 e 5*.
Saias riqoissimas, para todos os precos.
Cortinados bordidos, 6JJ500 e 9* o par.
Uoarni$oes de crochet para cade ira e sof,
8*000.
Camisas francezas superiores, a 30J e 36*.
Bramante de algodao, o melbor que tem vindo,
l*500om Id-un de linhi) poro, 2* o dito.
Colchas de cores, francezas, 1*500 e 2* urna.
Lencoes de bramante muito grandes, 2* um.
.Cobertas de ganga, dem idem, 3* urna.
Meias arrendadas para senhora, a 8* a duzia.
dem cruas, idem, 8* e 12* a duzia.
dem inglezas para homem, 3*500, 4* c 5* a
duzia.
Ceroulas de bramante bord.'.das, 12*000 e 18*
a duzia.
Lencos de linho a 3*. a dazia.
Casemiras de cores, inglezas, 1*40C e 1*600 o
covado, com duas larguras.
dem pretas dagonaes, 1*800, 2* e 5*400 o
covado.
Cortes de ditas de cores, proprias para invern
a 2*500 e 3*.
dem ingleza?, superiores, a 4*500, 5* e 6*.
Cortes d* fustao para colletes, lindos desenhos,
a 2*500 e 3*.
dem de gorgorito preto, a 2* para acabar.
Deposito de algodoes, taBto nacionaes como es-
trangeiros, superiores madapoloes, brins, casei-
ras de todas s qualidades, cheriotes e merinos
para luto.
Vendas em grosso, descont da praca.
Carneiru da iiunha & 0.
9 tna Duqne de CaxIaM 59
Novidade
Peebineha
i-elte rondensado
Vendem Jos Joaquim Alves 4 C, roa io
Baio da Victoria n. 69, ao preco de 500 rs. por
lata, e 5*000 a doria, garantindo se ser do ate-
hor fabricante.
GRANDE
Fruclas maduras
Vendc-se diariamente especiaes laranjas para
mesa, mangabas, eapotas, e outras muitas : no
' largo de S. Pedro n. 4.
- Frisadores para cabello, duzia a 300 rs.
Boleas chagrn para menina a 1*500 ama.
Sabonetes de '.familia a 100 rs.
Ditos a 500 rs.
Cosmetiques pequeos a 40 rs.
Pulsciras de ouro romano a 3*, 4*, 5* e 6*000
o par : na loja Violeta, rua Duque de Caxias nu-
mero 65.
Massa de mandioca
Vende-se massa, especialmente preparada, para |
bolos de Santo Antonio, S. Joao e S. Pedro, a 50Q
rs. cada pacote de raeio kilo : ao largo de 8. Pe-
dro n. 4.
Buhar
Expsito central roa larga dt
Rosario n. ;.8
Damia Lima & C, nao podendo acabar con a
grande qaantidade de mercaderas, resolver
anda urna vez convidar as Exmas. tamilias e o
respeitavel publico em geral, que com certeza nin-
guem perder sou tempo, fazendo urna visita
ExpoNicao Central
Pecas de bordados a 200, 400, 500 e 600 rs.
Punhes e colarinhos bordados para senhora a
2j000.
Ditos ditos lisos, 1*500
Ditos para homem, 1*500.
Um plastrn de 2*000 por 1*500.
InvesiV' is grandes por 320 rs.
Lacos para senhora por 1*500.
Macos de la para bardar. 2*890 e 3*
Lu vas de seda arrendadas a 2*500.
Ditas lisas, 2*200.
Ditas de fio de Escossia, 1*CC0.
Broches para eenhera (modernos) 1*500.
Um par de meias para senhora (fio de seda
600 rs.
Dito idem liso, 400 e 500 rs.
Dito idem (fio de seda) 1$200.
Duzas de baleias a 360 rs.
Carreteis de 200 jai das a 80 rs.
Metros de arquinhas a 160 e 120 rs.
Um par de froahas de labyrintho, 1*500.
Macos de grainp s a 20 rs.
Metr.s de plisss a 400 rs.
Lindos passarinhos de seda para chapeos de
senara, de 5P0 rs. a 1*000.
Um pente com inscripeo para senhora, 1*.
Um leque de 16* por 9*.
Briuquedos para criancas, leques de papel, fi-
tas, bicos de linho, quadros para retratos, lences
tsp:irtilbos, bicos, galoes, franjas com vdrlhos,
eutri-s muitos oojectos de phantasia por precos
sem competencia: na exposico Central, roa
larga do Rosario n. 38. ^^^^^
Fa^ndas baratas
Kua Boque de CaziaM numero ?
Chitas potit pois di- coros azues a 200 rs. *-
vade.
Ditas finas claras e escuras, 240 rs. o dito.
Las esccasezas, 320 rs. o dito.
Alpacas de cores finas, 500 rs. o dito.
Fostdes braueos finos, 500 rs. o dito.
Setinetas e gorgnrinas as. 500 rs. o dito.
Merino 3etim maravilhoso, duas larguras, l*Mt o
covado.
I Cortes de vestido em cartee, 10* un.
Ditos de cachemira idem, a 30* e 40* om.
Fichus modernissimos, do 2* 9* um.
Ditos d* malha, a 13 um.
Collarinhos fechados, a 5*000 a dnzia.
Piinhos finos de n. 25 30, 800 rs. o par.
Velbutina de todas as cores, a 1* o covado.
Merinos pretos e de todas as cores, setins de
todas as cores, cambraia cota salpicos brancos e
de cores, tapetes de todos os tamanhos, meias
para homens, sentaras e meninos, e outros moitos
arigos por precos resumidos
MENDONQA, PRIMO & C
Vende-se um bilhar francez em perfeito estado
com tres jogos de bolas e seis tacos : a tratar no
i antigo largo do Pelourinho (corpo Santo) n. 7, os-
criptorio.
Faite tona noHamMo

'
Vende o Vascoucellos tna
corram a ella!'
da Aurora n. 81

S
LISTA GERAL
N B.O premio preecrever
um auno de pois da extracco.
57.
DOS PREMIOS DA O PARTE DAS LOTERAS CONCEDIDAS POR LE PROVINCIAL N. 593 EM BENEFICIO DA MATRIZ DO GRANITO, EXTRAHIDA EM 9 DE JUNHO DE 1886.
NS. PREMS. NS. PREMS. Us. PREMS. NS. PREMS NS. PREMS. NS PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS- NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS^. NS. PREMS.
, 4* 190 4 472 4 691 40 995 U 1238 4J 1432 40 1635 40 1883 40 2127 40 2374 80 2653 40 2852 40 3110 40 3337 40 3585 40 3791 40
8 91 78 92 98 51 _ 37 --- 40 86 28 88 40 61 60 18 38 89 95
10 HW 98 79 ^_ 96 - 1002 M 54 80 43 ""~ 56 91 30 89 66 62 - 22 43 92 3803
15 40 200 _ 80 ^mw 97 6 58 40 45 58 _ 1902 37 830 91 74 74 25 44 94 3*0 4 -
16 3 _ 82 _ 704 7 65 46 a 60 80 4 59 40 93 78 80 28 5F 95 40 7 l:ooO0
17 5 a a 98 ^^ 7 - 15 __ 67 48 _ 63 40 12 65 2400 79 lOO 84 33 56 3602 * 8 40
18 10 4)9 97 sd 16 23 Si5 68 __. 50 80 66 17 68 3 82 40 87 37 62 4 . 13 -
19 t3 24 502 4 19 41 U 74 ___ 55 40 76 ^m 28 70 4 86 96 39 64 6 23
20 N 37 7 56 43 84 75 __ 56 86 ^^ 31 84 7 88 97 40 68 8 26 -
24 4* 39 n 16 __ 60 *S4 40 87 _ 63 89 ^^ 39 98 16 1OO0 89 2910 42 75 13 38 -
33 44 u 20 ^^ 67 59 6-* 96 10 69 91 ^^ 43 2202 80 22 40 99 29 43 80 16 39 80
39 45 24 . -, 75 98 40 72 94 46 4 40 28 2702 30 52 85 19 42 40
40 47 33 77 - 63 1303 91 I0 1701 __ 48 8 29 3 32 ~- 53 88 21 - 43 -
45 _ 49 _ 35 m - 86 - 69 5 __ 99 40 8 52 11 35 4 34 ^~ 54 90 23 44
50 _ 53 32 43 802 74 80 40 6 _ 1501 11 ^_ 64 17 40 5 * 37 61 95 30 - 49
55 57 4 46 m^ 6 8 __ 4 27 _ 69 24 56 19 48 64 - 3404 32 - 50
64 64 47 8 - 81 82 84 11 mmm 9 31 _ 75 28 59 20 54 66 6 38 54 -
66 68 51 11 20 _ 13 37 ^_ 78 29 61 27 60 82 9 40 61 -
74 71 _ 56 15 23 __ 14 43 , 80 33 63 __ 33 64 * 3201 10 49 63
78 72 57 16 86 *' 24 MM 15 46 __ 84 40 0 65 mmm 40 65 6 11 58 66
SI 92 77 19 93 ~ 30 v 16 _^ 52 ^^_ 85 80 46 40 83 __ 43 69 11 12 59 67 -
82 93 81 29 94 96 99 1101 6 8 15 16 21 22 27 28 29 42 51 59 ^ 39 20 ._ 54 _ 2002 40 48 - 84 es 48 73 15 21 61 - 69 -
83 95 __ 87 30 53 --- 22 63 80 5 51 --- 95 40 50 81 16 25 62 70 -
84 96 1 89 33 60 --- 26 64 40 7 54 ^ 2500 54 88 19 36 64 * 82
87 313 4d 91 38 ~ 61 31 66 9 58 --- 15 __ 57 93 25 37 65 85
88 23 95 97 48 64 --- 33 80 72 __ 20 80 60 ~" 17 __ 60 95 - 28 41 66 87
98 36 *w 57 65 38 40 76 _^ 32 1* 64 " 21 __ 62 - 96 29 r 42 67 89 1
99 105 10 21 35 37 38 41 43 45 47 49 52 56 61 65 40 601 2 4 5 6 62 -63 -76 78 -85 - 66 68 69 71 72 40 41 43 47 52 78 85 87 89 95 80 40 33 49 50 54 60 40 69 71 75 82 85 80 36 37 45 48 51 __ 64 70 71 78 86 3008 11 12 22 23 80 40 32 41 44 47 53 49 52 60 70 77 80 74 75 83 87 88 3906 40 9 10 14 17
8 4 70 75 80 ^" 11 17 18 87 -97 -99 - 74 77 78 59 75 82 1800 4 7 61 67 68 86 87 94 40 66 72 73 87 89 fe 26 29 36 i 40 57 60 69 92 96 99 40 90 91 97 * 21 l 22 40 25 -
.94 ... 20 901 83 _ 88 8 _ 71 _ 97 82 99 80 38 74 3500 3703 26 -
96 * 24 2 65 80 84 __ 92 ^^ 9 72 . , 99 93 2803 40 56 76 3 25 ^ 29 160
409 24 --- 31 37 8 11 70 83 40 87 90 --- 94 95 13 17 74 81 1O0 40 2302 8 __ 99 2607 _ 9 10 ^"" 63 64 78 91 ~~ 6 19 41 52 53 58 59 65 70 75 78 79 80 - 40 8# 47 \ 4|
fifi 32 ~ 50 , 20 - 99 ^^ 95 X 99 ^mm 20 85 10 10 11 67 --- 97 31 52
59 34 ^gm 57 , , 21 - 1200 ^^ 1403 1601 ^_ 31 91 11 12 14 68 ~"~ 3304 34 55 .
61 66 35 40 60 65 28 38 ~ 2 3 80 8 9 3 18 OO0 40 38 43 J. 92 93 18 20 21 22 " 16 22 69 73 6 U z 42 46 ie0 - 58 -65 -
67 42 72 d^ 43 6 40 13 20 44 94 39 26 24 80 74 13 48 40 66
68 70 71 75 87 88 49 52 73 80 46 49 7 9 14 18 21 22 48 54 2108 9 80 45 49 80 29 31 1 34 37 40 81 83 * 17 20 80 50 55 74 78 -
58 82 #J^ 62 - 20 _ 19 25 _ 68 18 40 50 40 34 39 84 21 40 ,M t SO
62 86 ^^ 66 21 _ 20 28 i 72 19 4:ooo0 51 37 80 40 87 24 1OO0 "59 82
67 88 3iM 71 22 26 30 mm 76 21 40 57 38 40 41 96 28 40 61 ~ 87 ^m 91
^ 70 w 90 U 89 - 29 29 " 33 82 23 iqfc 45 i 51 3100 36 82 89 93
_ 1 _.JK IUI mu [L *


8
Diario de Fcrnambucotyuinta--fcira 10 de Joriho de 1886
VARIEDADES
I

I
I

Perder as estribeiras
(Concluido)
E' sabido que quasi todas as loou-
joas populares sao modos de fallar figura-
dos, haveudo entre a realidade dos factos,
e a linguagem raetaphorica da locuoSo urna
certa analoga o semebanea. Desde que
a semelhanga falte, deve suppor-se com
bom fundamento, que a locucSo popular
est viciada. Que aDalogia e semelhanga
existem entre o facto de perder o eavalhei
ro as ostribeiras e um individup que rom-
pe em exesso de palavras, multe, injuria
e muitas vezes chega at a por m&os vio-
lentas em outrem ?. .. Nenhuma. Ou
quem est montado bom cavalheiro ou
nlo o : na primeira hjpothese nada lhe
importa perder as ostribeiras pelos corso
vos do cavallo : antes, tem occasiao de se
segurar mais achegando1 ao* animal os jflte-
lhos ; se porra, mo cavalheiro, quando
perdo as estriboiras, v cilla e cahe, pro-
vocando, como costume quasi geral, o
riso dos que zombam da sua impericia.
Pode succeder, e muitas vezes succede,
que o cavalheiro perca as estribaras e o
cavallo nao dispare; outras vezes, quan-
do este dispara, nunca porque techa o
cavalheiro perdido as estribeiras
E' exactissimo p qne V. Exc. diz,
interrompeu o alteres.
Inda bem que Sr. hlferes, que da
cav.dlaria, confirma a minha opinilo.
-- Tambem eu concordo ; mas qual o
modo correcto de usar da locugao ?
Perder as estribeiras.
Nunca tintia ouvido tal.
Nem eu to pou;o, dis3e o mea ami-
go Eunapio.
Convm sabar, continuou o Sr. Ge-
roncio, qun estribilbas (todos os dicciona-
rios Jfasem a definigao da palavra) silo as
duas* taboas, em que os encadernadores
apertam as folhas d s livros para cozel-os.
Urna vez perdidas as estribilhas (que o po-
vo corrompeu dizendo estribeiras) soltara -
se as folhas (que sao as palavras soltas a
flux), vio pelos ares e tica|tudo em des-
ordem. Semelhantemente, perdidas as con-
bideragoes, perdidas as eoaveniencias so-
ciaes (que representara aqu as estribilhas),
o homem, cheio de colera, solta um sem
numero de palavras (as folhas que se dis-
persara e voam pelos ares), origina a des-
orden! o leva tudo pelos ares.
Seja enibora antiquissirao o annaxim, an-
tiqusimo tambem o officio de eneader
nador. Datara dos mais remotos tempos
os livros eneadernados, raesmo antes da in-
vengan de Guttemberg ; por que as mais
famosas bibliothecas da Europa, conservam
manuseriptos primitivamente enaedernados,
nico meio seguro de haverem chegado at
a noisa poca.
Muito bem, Sr. Geroncio, applaudiu
o alferes.
Recebi, disse eu, a ligio, que nao es-
quecerei, e muito agradeeo.
Neste momento ouvem-se gritos, e grau-
de tumulto no sallo. Pedimos venia para
ir ver a causa do alvoroto o qual nenhum
abalo produzio no amigo Geroncio; por
que recebando plcidamente as nossas des-
pedidas, disse-nos:
Vou agora 1er o meu autor predilec-
to -Platao.
Era j u na hora da noite!
A causa dos gritos fora haver D. Tri-
fona cahi Jo, estando a valsar cora o Dr.
Heraclito, cahindo tambera nessa occasilo
a tournure, que trazia. O- accidente foi
produzido pela raoanada do vestido sobre
urna jardineiro, que tombon fazendo gran-
de estrondo
O alfares Eunapio em procura de sua
consorte, encoutrou-a no sallo desmaiada
por causa do susto, nos bragos do cava-
lheiro com quem dangava; e eu aprovei-
tando a ligo do sabio Geroncio e a coufu-
slo, que reinava na sala, retirei-me admi
rando a comedia social.
Db. Castho Lopks.
FOLHETIH
EGOLO
PR
zmi as icaar-isrxv
(CONTINU.vgAO HE ANGELA)
( ('. ontin uaco do a. 130)
III
Brgida appareceu.
Que qaeres? perguntou-Ihe Cecilia.
E um senhor, menina, que deseja
fallar lhe... Pretende ter cousas importan-
tes a communicar-lhe
Mas eu nao estou s.
Mas negocio urgente.
Esse senhor disse como se chamava ?
Disse, charaa-se Pauto Darnala.
Cecilia deu um grito abatado e as fei-
goes ficaram-lhe completamente transtorna-
das.
O it aliauo cstremeceu.
Paulo Darnala!
Esse norne era o do comediante que ti
nha visto no caf do theatro em Dijon, na
vespera do assassinato.
Darnala era o bello rapaz de bigode fri-
sado, no qual urna das actrzes da corapa-
nhia, nroa pariziense, tinha fallado dos seus
amores com urna moca de Batigaolle3.
Easa moca seria Cecilia ?
A perturbarlo da menina Bernier res-
pondia de urna maneira singularmente affir-
mativa a esta pergunta.
farol' quera ter a certeza.
Quera saber o que o comediante vinha
fazer casa de Cecilia.
Esta, depois do primeiro momento de es-
panto, tinha recuperado todo o seu saegue
fro.
Nao recebo, disse ella em tom secco.
Que eu nlo s?ja um motivo de iu-
commodo paia a sjshora, suppco-Iu dis-
Hio, 10 de Maio de 1886.
P. S. Escreveu-me hontem 9 (aMa de
S. Geroncio) o meu amigo Geroncio as se-
guiutes linhas, como resposta ao autor do
Microscomo da mesraa data : O Sr. Pan-
cracio, amigo intimo do escriptor do Mi-
crosmo, anda sempre a me eapreitar, como
gato, que se poe da emboscada para apa
nhar o ratinho. Mas qual I E sou como
aquelle velho rato, experimentado, e pre-
cavido, que escapou sempre s eiladas fe-
lijas : por outra, nao caio de cavallo ma-
gro ; (aera gor lo) porque alo exerco a e-
quitaglo. Sai parteitaramte, como o sab;
qu'-m tolheia qualquer diccionario gregoque
(Phon-, som) se escreve em grego com -o
l.mgo (omga). Eu nSo disse (foi enga-
o do Sr. C de L.), que talephono se es-
crevia em grego cora omicron ; disse po-
rra quo se escreveria. Nem era possivel
quo eu affirmasse tal ; porque na lingua
grega alo existe essa palavra, que um
neologismo modernissimo, como muitos ou-
tros, nito obstante, serem palavras gregas
as que o formara. Pronuncio telphono com
o primeiroo bravo, como o Sr. Pancra-
cio, e o seu intimo amigo C. de L. pronun-
ciara antiphona, liomnphonn, e nao anti-
phna, e homophoao) nao obstante estarem
-scriptas em grego com omga as duas
ultimas syllabrtS. A Italia, cujo adianta
meato em philologa e lingistica, por gran-
de nSo se compara com os trabalhos dea^e
ramo litterario em portuguoz, d-nos no
opulentissimo diccionario, a cuja frente es-
teve, acompanhaio de Ilustres collabora-
dores, o sabio Touasso, fallecido ha pou-
co8 anuos, a palavra tclphono com a pro-
nuncia breve; e o sabio Taraa?seo, e seus
collaboradores nSo po leriam ignorar que as
duas ultimas ajilabas de teleplwno vem di-
rectamente da palavra grega PhOn, que
se eaoreve con o longo (omcgi). Lera-
bro-mo bera que o Excra. Sr. sanador Oc-
taviano, por occasilo de advogar interesaos
da Compar.hia Talephonica, foi consultado
sobre o emprego, e pronuncia da palavra,
opinan lo quo se dissessae telphono, com
obreve.
De V. S. amigo respeitador
Geroncio-
De bobas a olcolau
O largo de S. F.ancisco de Paula nao se
pode dizer que quo seja La puerta del
sol da capital da Hespanh*. urna pe
quena praja, em que desemboccara seis
ras, entra as quaes a celebre ra do Ou-
vidor, fronteira ao vasto edificio, com gran-
de solidez construido, que lhe oceupa in-
teinraente urna das facei, e onde funecio-
na a escola poljtechinia. Ostenta tam-
bera nesta praya Cfirt magistade architec-
tonica em relagEo poca, ero que foi edi-
ficado, o templo erigido pela piedade chris-
ta sob a invacaclo do caridoso patriarcha
da Calibria. N3o se ve no centro deste
logradouro publico, como na Puerta del sol,
em Madrid, um cbafariz, roa* a estatua pe-
ir 'st'- do venerando Jos Bonifadio, uro
dos mais activos propugnadores da inde-
pendencia poltica do Brasil, Em torno do
gradil de ferro, que fe oh a a rea ajardina-
da, no meio da qual se levant i aquella c8-
tatua, varios kiosks, da forma octgona,
nao no terracj dos jardins, como na Tur-
qua, mas fixados no slo, alo pequeos
cafs e botequins, abanados noite pelo
gaz em cada urna de suas faces. Hoteis,
lojas de modas, armazens, confeitarias ca-
sas do bilhar, e finalmente a estacSo dos
vehculos chamados bonds (porque a inau-
gurayao destes carros coincidi com a po-
ca da emisso de bonds do eraprestimo na-
cional de 1868) dao lugar a um aspe-
cto alegre e animador. Os centenares
d.: passag^r^s, que chegam dos diversos
arrabalte8, e outros que partem neases ve-
hculos, a grita dos mercadores de gulosei-
rnas, e a dos vendedores de jornaes, a con-
currencia dos transentes, tudo isto faz
dest* praca um dos pontos da cidadede mai-
or movimento. All se encontram os ami-
gos; all so ajuutam, all se deciiem mil
negocios; alli mimosas amas, como bandos
do formosas rosas, dando-se reciprocamen-
te o sculo bifacial entre abramos e risos,
separam-ae ou ae renem em directo
ra do Ouvidor.
Alli estava tambem eu esperado bond,
em que entrei, ocoupando o centro de um
dos bancoa. Nao foi grande o assalto, por
que nSo era da festivo; a lotacSo nlo es-
tava completa. Ao meu lado direito duas
aenhoras, que tinham percorrido mais de
meio seculo no camiaho da vida; no ban-
co dianteiro dous horneas de phjsioaomia
vulgar, e por detrs de mira urna familia
composta do marido, mulher e urna filha
d doz annos, quando muito. Sam um
amigo para onvaraar, sera uro Iivro, sam
um jornal pira 1er, fui involuntariamente
testemunha auricuh r dos diffarentes assum
ptos de conversajSo, em que se entretinhara
os corapanheiros de viagem.
Eu j disse : n3o mando raaia roupa
para aquella lavadeira ; poz-me a perder o
meu vestido novo; dizia a senhora ao ma-
rido.
E tambaro^botou fra aquella minha
suia de renda, mami.
Eu j estou cangalo de ver caras no-
vas, responda o marido: ha de ae conti-
nuar com a mesma.
Veremos ; redarguio-lhe a senhora,
cujas carinas tornaram-|e mais arrebita-
das.
A filha casou-se na Biblia, dizia para
a outra urna das senhoras, que estava
minha direita, por que o noivo desses es-
trangeiros hereges.
Olhe, D. Euphrasia, agora j nSo
sao s os ostrangeiros ; at a gente de c
faz o raesmo : s3o os taes casamentos tu-
mularios (pareee-me que quiz dizer -<
multuario.)
Por 8so que est acontecendo tanta
desgrac, acudiu a outra.
No banco dianteiro o dialogo era cora-
pletamenta diverso.
Sira: tenho, tenho lido os annexins ;
mas me faltara alguns, porque emprestei os
jornada.
Eu n2o tenho perdido nenhum : o
tal homem tom desencavado cousas...
E' verdada ; e como sabe elle tantas
historias, que eu admiro.
Ora! pois mo sabe? E' um sujeito
velho, chamado Geroncio, que lhe expli-
ca tudo isso : elle mesmo j o coafessqu.
Ah 1 eu logo vi!
E' esse velho que um sabichilo.
.Comprehendi imroediatamenta que se
discutiam as minhas explicares das ori-
gens de annexas, o prestei toda a atten-
od.
Mas, corno aci de eu agora obter os
que rae faltara?... n5o sei quaes foramos
joruaes...
N2o preciso : elle annunciou que
breve vai sahir ura bonito livro de tudo o
que publicou no Jornal: o eu j assigaei
e paguei.
Ah | ontao tenho de comprar o li-
vro ? !
- Est claro; que elle nao ha da dal-o
de bobus a nicolau. Neste momento apea-
ram-se os meus dous leitores. Ria-me in-
teriormente da parva crodulidado do tal,
quejulgava ser o Sr. Garoncio ura homem
le caras e osso ; e se nao tivesse ouvido,
nao acreditara. Mas ha di tudo neste mua
do I Sa quem se expZe a amar, expe-se a
padecer, quem se mete a escrever, muito
mais tem que soffrer. Sibios o nesdos jul-
gam-8e todos com o direito de ser juizes I..
desprezando porm os outros ..tpicos do
Dialogo, irapresaionou-me a ultima phraae:
de bobus a nicolau.
E' urna locucao popular velhissima, cuja
applica^ao e sentido ninguem ha quo igno-
re ; o que vale o mesmo que dizer : de
graca, sem receber paga, etc. Mas de que
lingua sSo estas palavras? Da latina? Da
portugueza ? Trea podem aer latinas ; (de
bobus, e a) mas nicolau, palavra portu-
gueza. Que embrulhada, que mistiforio
ser esto'!. Nao ha duvidar; a tal
corruptela. Tonhara paciencia os Srs. la-
tinophobos: nlo ha remedio, seno ir ao la-
tira. Djsta ves quero mostrar quo nao
precio de recorrer ao velho sabichao ;
(como disse o interlocutor do bond) hei de
se o italiano. Pie ser que este senhor
tenha, cora effeito, alguraa cousa importan-
te que dizi?r-lhe. Receba-o. Esperarei
no quarto vizinho o fim da entrevista, que
solicita o que sera duvirla ser curta.
- Nao. NSo quro receber.
- Comtudo, conhece a pess^a que a vem
visitar 'i v
Cecilia agitou 03 labios, mas nao pronun-
ciou nenhuma palavra.
Em v5o quizera r sponder.
As palavras suffocavam-se lhe na gar-
ganta offegante.
Fez um gesto vago que na indicava
nem confisso nem neg.cao.
IV
Para Cecilia a chegada de Paulo Dar-
nala era um vordadeiro raio.
Que vinha fazer casa della o come-
diante ?
Havia mais de seis mezos que nao o via.
Experimcntava por elle um verdadeiro
odio ; agora quo nao existia j aquelle
epheroero capricho, cujas consequen :ias
funestas ella amaldicoava.
Como ousava ella entrar em sua casa,
aabendo o mjstorio com qua ella quera
envolver o seu erro irreparavel?
Era o cumulo da imprudencia.
Teria elle a desasada audacia de invo-
car um pasando raaidito ? Reclamar os di-
reitos do amor na oeeamCe ^n qua outra
amor acaba va de luueer no uoraclo de Ce-
cilia ?
E para cumulo do desastre, ehegava exac-
tamente na hora ero que o homem cuja
fascinadlo Cecilia cornaca va a soffrer se
aJiava perto della.
Angeo Proli comprehendia raaravilho-
aaroente o quanto a at'.itu ie da menina Bar
nier denuncia va msdo e espanto, tinha muita
experiencia para que no adivinhasse, era
pane, as causas daquella parturbagSo phj-
a moral ; mas, repstiono-lo, quera ter
urna certeza diso.
Propuz lhe esperar n'um quarto vizi-
nho, repeli elle, i refere antes que esto-
ja presente ontrevista ?
Cecilia pareceu hesitar, durante um quar-
to o i segundo, depois decidvo-so.
P.tssou lhe pelo espirito urna idea que
lhe deu um pouco de animo.
Com certeza, fosse qual fosse o fim da
visita inesperada de Paulo Darnala, e cura-
quart) esta visita forneeesse por ai mesmo
a priva, aem replica, de urna falta absolu-
ta de tacto, era mais do que provavel que
o actor nao ousasse fallar com liberdade
diante de urna pessoa deaconbeci>a.
A presenca de Proli pul a-hia em emba-
razo, feeliar-lhe-hia a bocea e tornara im-
possivel toda e qualquer allusao ao pas-
eado.
Pois sim, disse immediatamente Ce-
cilia, peco-lha qua fiqua vou receber esse
smhor, urna vez que me aconselha de o
fazar e que resolv deixar-mc guiar pelo se
nhor.
Depois, dirigindo-se a Brgida, accres-
centou:
Faca entrar o Sr. Darnala.
A criada sahio e dentro em pouco con
duzio o mogo.
Os nossos leitores, que conhecem os es-
tratos lugos qua una n a filha do <-x-arma-
dor e o comedianta, talvez qua estejaro ad
mirados por elle nao se ter apreseatado lo
go ero casa de sua amanta e uio tivesse
procurado vela, apenas chegado a Pariz.
Algunas palavras bastaro para explicar
esta iemora, ou se o preferero, esta falta
de 8olicitude.
Naturalmente lembram-se que Paulo Dar-
nala, no dia mesmo que o corpo de Jajrae
Bernier assassinado, tinha sido encontrado
na estaglo do carainho de ferro de P. L.
M., dentro de um vago, tinha uraa entre
vista no Vaudeville com Raj.oundo Des
lauden e Bertrnd, co a o fira de con luir
ura contracto e devia nes3a noite repres-n-
tar liicardo III, era um beneficio uo thea-
tro de Batignolles.
Deixanlo o camiaho de ferro, teve apa-
aas o tempo necessario para correr sua
casa, trocar o tr.ijo de viagem por outro,
aOoi de aer exacto & entrevista marcada.
Demoraram-o no Vaudeville at i cin-
co horas da tarde e intilmente ; porque
no p le entrar n'um accordo com os di
rectores sobra as clausulas do contrato que
lhe propunham.
Foilhe necessario tomar um carro para
ir ao theatro do Batignolles, e chegar a
tempo para provar a roupa qua tinha de
vestir na pega, jantar a toda a prassa e
vestir se.
Vmanh, disse elle comsigo, irei ver
Cecilia.
Ignorando a norte de Jajrae Bernier e
toado coahacimeato do sou prximo re-
gresso, por nada oeste mundo se decidira
a apreaentar-se aa casa da ra das Da
mas, onde nuaca tinha posto os pea e ao-'
ser eu mesmo o descobridor; e subraette-
rei aos mena leitores a descoberta esperan
do como sempre, pleaissima approvago.
Entremos na analjae. Quando alguem
por alguno servigo ou trabalho nao reoebe
paga nem recompensa alguma, diz o povo:
Foi de bobus, a nicolau. Era latim dir-
se-hia : c Nec obolus, nec laus. (Nem
iun bolo, isto nem um ceitil, nem ura
real, era urna moeda do valor mnimo,
era louvor.) Quem poder negar que este
nicolau o nec laus latino, estropeado pela
lingua popular, e o de bobus a corruptela
de nec obolus ? Quem vista da fiel ira-
ducgSo daa palavras latinas duvidar da
perfeita e exacta correspondencia do senti-
do d'aquellas com a applicagao do ana-
xim?
Creio que desnecessario maior desen-
volvimento para justificar a origem desta
proloquio. Obolus, perdido o=.0=, e mu-
dado o^=Z==em=6=, fica bobus=; mais
fcil anda a transforraagSo de==ec=)m
=de=i; a proposigSo a veio natural-
menta para reger o supposto substantivo
=nicolau=.
Nao obstante o meu eothusiasmo ar:h-
medico por este descobrimonto, hei de pelo
respeito, que merece o amigo Geroucio,
pedir lhe o seu parecer, que, (fica ajusta-
do) se fr favoravel, nao direi mais palavra
sobre o assumpto. Quer rae parecer que
este progresso, que vou apreseataudo,
effeito de minha convivencia com o amigo
Geroncio: chega-te aos sabios, sers um
d'elles.
Db. Castro Lopes,
Vio passarinho verde
Estamos em plena repblica... mas nin-
guem se assuste ; de cstuda'ntes... Sa-
bara muito bom os leitores que em lingua-
gem escolstica se chama repblica a casa
habitada por estudautes. Com pouca dif-
ferenga sao em todas ellas semelhantes o
aspecto interior e a mobilia. N'esta rep-
blica, muitissmo menor que a do Andorra,
consta a mobilia de cinco cadeiras, cada
qual de urna qnalidada diversa: tres (tes-
conjuntadas, e duas quo foram de bragos
por terem ambas perdido um d'elles; era
todas a palhinha foi substituida por lona.
No meio do salo urna mesa especada por
urna caixa de pao: encostada pareda a
qual estilo esparsos alguns livros, um pote
de tinta, e duaa caetas com pannas : ao
lado da coinmoda una pequea mesa com
tres copos, quatro moringues eaboreinalos,
uraa garrafa, om cujo gargallo se ve um
coto ; defronte da commoda dous cavallo-
tes Bustentando algumas taboas; entre o
vilo das jauellas ara caco de espelho falho
de ac em muitos pontos; naB paredes pro-
gos belmazes substituindo econmicamente
cabides; na alcova urna rede e tres camas
de ferro. A casa um sobradinho de duas
janellas de peitoril ; a sala interior d para
um pequeo quintal, onde em vilo procura
o gramneo alimento um esqueleto de ca-
vallo.
Eduardo, Alexandre, Mojss, Alfonso e
Rodrigo sao os habitantes deste, por elles
denominado, palacete acadmico.
Chegou o Juvcnal, e veio formado,
disse Affonso aos collegas.
Como sabes ? perguntou Rodrigo.
Encontramol-o hontem, responderara
quasi ao mesmo tempo Affonso, Alexandre
e Mojss.
E nao ha de tardar por ahi, accres-
centou Affonso,
o Nao acabava, quando urna figura.
Se lhes mostra risonha e jovial ;
De elegante, e bellissima creatura,
A quem todos chamarara Juvcnal.
Juvenal, sim, o vosso Juvenal, acu-
di o Ncera-vindo, que vera abragar os
amigos velhos.
E depois dos apertos do mo, abragos
do estjlo o perguntas sobre a viagem, etc.,
aberta a cigarreira, fornecerara-se todos de
cigarros, ficando aquella completamente
vasia.
Voces, pelo que vejo, estilo endi-
nheirados ; sobrado, cavallo, porque nesse
momento relinchou o pobre animal, talvez
pedindo rago.
Isto aqu um paraso, disse Affon-
so ; uo ha casa mais fresca.
Assiro me parece, ccofirmou Juveaal;
as vidragas oilo tm uo s vidro que es-
teja inteiro : deve ser muito arejada.
Ao menos aiada uo foraos affecta-
dos de molestia alguraa, obaervou Rodrigo.
Ora, dize-me c, Affonso, para o que
sao aquellas taboas sobre cavalletes de
bah?
Isto urna phaatasia do Mojss, que
entendeu ser esta a mais commoda das
camaa.
Ah percebo : Mojss dormindo
sobre as taboas da Le.
Este Juvenal nao perde o costume
de fazer satyras ;_quadra-lhe bem o nome,
diBse Affonso
E aquello misero cavallo, continuou
Juvenal olhando da janella para o quintal,
a quem pertence ?
Ao Alexrandre, respondeu Mojss,
que o tirou em uraa rifa ; mas que por nSo
gostar da equitagao rfou o de novo, e feliz
ou infelizmente tirou-o seguuda vez na rifa
que fez.
- E' admiravel! exclamou Juveual ;
porem mais admiravel ainda para mim
ver o Bucephalo, o celebn cavallo do
grande Alexandre, em to lasti.noso es-
tado.
Neste momento ouviram-ae pisadas for-
ts de alguem, que aubia apressadamente :
era Eduardo.
Eduardo entra cantarolando, tilo alegre
e satisfeito que n3o d por Juvenal.
Eato, que uto ? que alegra
esta ? perguntou-lhe esto abragando o.
Ah s ta Juvenal ? I Como vais ?
quando chegastej? que ha de novo ? E
estas perguntas foram rpidamente feitas
por Eduardo, cuja alegra o contentamen-
to transparaciam na voz, no riso, U03 olhos,
em todo elle.
Oiha; uao me posso demorar; mas
volto j; adeus. E sahio deixaado a Ju-
veaal estupefacto.
Este rapaz, perguntou elle aos ou-
tros, estar louco ?
Dd amor, respondeu-lhe Mojss.
Pois ainda ha quem enlouquega por
essa causa ? A psjehiatrica moderna j nao
admitte essa especie de mania.
Mas o que queres? Elle ainda da
escola antiga: er no amor platnico, e
daquelles que recitara ao luar, com os olhos
humedecidos de lagrimas, ternas idjllios
dama dos seus pensamentos.
Est muito atrazado; mas emfira a
causa da alegra ?
- Estas scenas j nilo no sorprendom,
disse Affonso.
= Quando elle entra cantando, pulando,
em surama, no auge de alegra, inteiroro-
peu Rodrigo, j se sabe...
Entilo o que ?
E' que vio passarinho verde, respon-
deu Mojss.
Estou curioso; conta-me l essa his-
toria, Alexandre.
Pois ouvo o caso, disse esta. O Eduar-
do como sabe3, uro rapaz, que tem o
coragao maior do que o cerebro.
Mas elle intelligento, atalhou Ju-
venal.
Ninguem nega> cantinuou Alexau-
rt; mas o aeu fraco o seutimeutalismo.
Nao ha do viver dalle, observou Ju-
venal; os.tsmpos sao do maia tangivel
realis-no.
Est loucamente apaixonado por urna
joven, cujo pai, velho retrogrado, entende
nao dever casal-a senao coro quem elle es-
colher, e qunndo lhe parecer. A menina
nao tem licenga de chegar eseada, mas o
seu quarto de dormir, onde faz a quotidia-
na residencia, e do qual a janella fecha-
da por gradil de ferro guisa de gaiola,
d para urna viella solitaria. Para sua dis-
traeco tem um periquito, que quando ap-
parede no gradil indics ao Eduardo a re-
mesa de uraa missiva, que desee por um
cordel, onde vai a resposta da antecedente,
sempre prorapta na algibeira do apaixona-
wBammsBsm
de demais a mais, corra o risco de encon-
trar o pai.
Escroveu urna carta a Cecilia e eutre-
gon-a a ura portador, pediado-lho que a
entregaase destinataria, era ro 3o propria
e de nao a entregar criada, sob pretexto
nenhum.
O homem dosempenhou a primeira par-
te da coromissSo ; mas voltou, trazando a
carta a quem a havia escripto,
A menina Bernier estava ausente, quan
do elle batera porta,
De tarde, Paulo Darnala ra.ndou-o l de
novo, sera obter molhor resultado.
Depois do espectculo, foi ra das Da-
mas e, durante urna hora, andou passeian
do, como alma penada, debaixo das janel
las da moga.
As janellas estavam fechadas e por en-
tre a fazenda das cortinas abaixadas nao
se via nenhuma claridade; o que por fim
de contas, aquella hora, nada apresentava
da anormal.
Daraute o sau gjro pelo Maio-Dia, Pau-
lo Darnala tinha escripto muitas vezes a
Cecilia, dirigiudo as cartas para a caa
delle e onde -lia as devia ir buscar, como
se tinha combinado.
Ora, a sua porteira tinha-o recebido com
estas palavras :
Aqui estao as suas cartas... A tal
senhora no as veio buscar.
Fui uro golpe muito violento para Paulo
Darnala.
Cecilia j o no amara ? Querera inter-
rompar religrlas com elle ?
A carta achala por elle em Dijon, na
s*la de <'spera da estago do caminho da
ferro, parec fornecerlhe urna base solida
para i.d aup^osio.io.
Sun, r-oui luda a probabilidade, a moga
pansava u'u u rutnpiraento.
E8-< roiupi.nenio seria possivel ? Seria
act-it.v-l ?
A m mu Bernier tinha commettdo a
imprudencia de diz r ao amante o estada
em qu ella se aeh*va. <<
Si ella nao se engaa*, se estava como
realmente snppunha, nenhum poder huma-
no poderia constranger o comediante a re-
uumi.r aos ueus direito* da pai, sabemos,
de mais a mais, que a^orava Cecilia e que-
ra desposal a.
No da seguate, iepois do neio dia, foi
de novo envalo o portador ra das Da-
mas, com ordero, se desta vez aiada nao
podesse entregar a carta, de interrogar gei-
tosaraeate a port-ira.
do Rorocu. Todas as vezes que este v o
sigoal e recebe noticias, entra por aqui,
como vist que parece louco da alegra e
do prazer que experimenta. Entilo cabi-
mo3-lhe todos p-rna, dizendo : vio pas-
sarinho verde, vio passarinho verde.
Ora esta I disse Juvenal; mas a his-
totia de passarinho verde muito autiga :
bem criaaga eft eu e j ouvia essa locugo
popular.
E' autiquissima, nao ha duvida, disse
Alexandre ; mas pelo proprio Eduardo
soubemos que urna beata de mantilha, a
qual cortou o umbigo a menina, comraen-
sal da casa, e ahi por todos chamada co-
madre Quiteria, foi quem cosinou moga
o estratagema e o signal, que de seus aves
ouvira.
Bara ; sendo assira, disse Juvenal,
est salvo o anachronisrao : que a jeven
repete agora o que em seguios passado
outra em circunstancias anlogas fizera.
A .. q... u...i...qui; menres, disse-
ram em coro todos os rapazes. l)r. Cas-
tro Lopes.
A pena de morte na Inglaterra
A cmara dos comrauns de Inglaterra
rejeitou urna proposta do deputado Sr.
Perse, que propunha a aboligao da peua
de morte.
Susteatada a proposta pelo autor, foi,
poreT, combatida pelo Sr. Howard Viceat,
o qual propoz urna emenda, que tinha por
fim classificar os crraes punidos com a
pena ultima em tres classes.
Sir William Harcourt deelarou que n2o
lhe parecia re.iisavc-1 a aboligSo dessa pena.
Disse que acordava com a Miren la do Sr.
Haward Viceat, mas tarabom accrescentou
que aa opiaiao dos juizes era grande a
dificultade de classificar os crimes. .
A emenda JrSr. Haward Vicente foi
rejeitada em votagilo ordinaria, como tam-
bem a proposta do Sr. Paese.
Ritornellos I,y ricos
Tuja viste no campo a violeta, a mo-
desta violeta, escondida por sob a rama
dos outros vegetaes, curvar a roxa enrolla,
ao cahir a chuva n'um gottejar incessanta
de lagrimas diamantinas ?
Depois, fogem as nuvens plmbeas, o
cu tirua-se azul, de um azul suavissimo,
o sol brilba ; e o vegetal sob que ella est
acolhida, recebe bem de chapa toda a ex-
huberancia e toda a forga de seus raios vi-
vificadores, transmittindo este calor, em
gu tenue, mimosa e modesta violeta que
cresce sob sua ramaria basta e frondosa.
*
o
Assim, minha alma que se abrigava sob
teu olhar protector, entristeceu se e chorou,
a ver perpassarem em tua fronte as nu-
vens de um scismar profundo ; ao ver cris-
par-se teu labio mimoso n'um sonriso como
que irnico...
E teus olhares a voar pela planura es-
gaseada do firmamento, nem se fixavam
aa trra.
Porm, depois, baixaste-os e urna luz
suave e brilhauto coou-se por eutre os ci-
lios semi-cerrado3 o vierara alentar e en-
cher de vida esta minha alma que j se
eslila va ressequida.
Sorristo e teu sorriso illuminou a noite
trevosa em que ella se niergulhara.
Bamdita sejas !

Ouve: o meu viver tem sido um conti-
nuado descrer de tudo quanto ha de nobra
e santo ; um negar absoluto de que haja
affectos que nos preencham a vida; de
que haja amor, essa amor ideal dos poetas,
os eternos sonhadores...
Mas vi-te e eri.
Revolugaointeira no meu ser ; passagem
do ergastulo tenebroso em que me revolva,
para as espheras azuladas em que reina a
crenga e a f.
Quero ere, espera ;ideas relativas. A
esperanga o orvalho beneSco que faz
com que nunca se estiolem as flores que
guardamos na ambula sagrada de nosso co-
ragao .
(Continua)
*
Esta contou-lba o facto da morte do seu
locatario, o Sr. Jajme Bernier, e deu-lhe
sem se fazer rogar, urna immensidade de
pormenores acerca da tal morte.
O comediante ficou com a cabega trans-
tornada pela inesperada noticia de to tr-
gico fim; mas, em surama, reflectio que o
desapparecimento do exarmador supprimia
um obstculo entre elle e Cecila e que na-
da mais obstava a que fosse resolutamente
procurar a moga sua casa, visto que
dalli em diante a sua visita nao poda com
promettel-a.
Por conseguinte, no dia immediato diri-
gi se ra das Damas, onde o ouvimos
annunciar por Brgida.
Se Cecilia tinha consentido em recebel-o,
porque so senta forte, tendo perto de si
um estranho.
A partida que ella ia jogar era seria e
difficiLj porn mais valia acabar com
aquillo o mais brave possivel.
Paulo Darnala pensava encontrar s a ti
lha de Jajrae Bernier.
Logo que Brgida lhe abri a porta da
sala, elle entrou com desembarago e quasi
coro violencia, porque tinha pressa de ver
aquella que amava e que esperava conso-
lar a dr filial.
Vendo Angelo Proli, sentado perto do
fogSo co i.o um intimo da caaa, parou tao
repentinamente como tinha entrado, per-
geniando a si mesmo quem seria aquelle
d.-sconhecido de apparencia distincta, ves-
tinfo com a elegancia severa, com a cor-
reegao de magistrado que convive na gran-
de so -iedade ou como medico de grande
clieutela ?
Comprimentou-o framente.
O italian- correspondeu ao compriraento
com urna ligeira inclinagiio de cabegaa
principio teve seu receio o comediante
poda ter reparado na sua cara no caf do
theatro de Dijon e reconhecel o.
Ksta preoecupagao durou apenas um mi
uto.
Com eertea o olhar qua o mogo fixou
nelle nao era aquello cota que se olha para
ilguein que j se vio, encontrado por acaso.
Cecilia entrou na posse de todo o seu
sangue fri, o resolvea desde logo aprovei-
tar-se daquella embarago.
O senhor insisti para ser recebido
era minha caaa, disse ella com tal seceura,
que mais pareca inconveniencia. Consen-
t era racebel-o, pensando que talvez ti-
vesse qualquer cousa importante para me
dizer. Eu o efeuto.... Explque-se....
Que motivo o traz aqui ?
O actor empallideceu.
O tom glacial de Cecilia gelava-lhe o co-
ragae.
O seu modo, nao s indifferento, mas ag-
gressivo, transtornava-lhe a cabega.
Comtudo respondeu com visivel pertur-
bago :
Minha senhora, tive conheciraento de
golpe terrivel que acaba de feril-a ; tomei
a liberdade de roe apresentar em sua casa
para lhe testemunhar a expresso das mi-
nhas mais respeitosas sjropathias e offere-
cer lhe os meus humildes servigos. Con-
siderar- rae-hei feliz, mesmo muito feliz, se
os aceitar.
Sempre altiva, sempre desdenhosa, a me-
ga respondeu :
Agradego lhe, senhor, a sua bonda-
de. Creia que lhe sou reconhecida como e
merece. Mas, naturalmente, o senhor n$o
vnio nicamente testemunhar-me as suas
sjrapathias e offerecer-me os seus servigos.
E' de suppr que a sua visita tenha outro
fim. Desejo conhecel-o.
A perturbagao do comediante augmeata-
va cada vez mais
Interrogando-o por aquella inanoira, Ce-
cilia collocava-o, como de proposito, n urna
situago insustentavel.
Comtado ella sabia perfeitamente que
elle nao podia, diante de. mu terceira, ex-
plicar os motivos d sua visita ; tanto mais
que ella oj conhecia to bem tomo elle.
Por que parecia, entao, querer ella pro-
voeal-o daquella maneira ?
Aquella attitude offeasiva irritou-o e nao
pode conter-se que alo r.espoadesse :
Julgava, minha seohora, que o pas-
sado autorisava-aie a vir sua casa.
Cecilia seutio um ardeuto rubor tubir-
lhe s faces.
Interrompeu violeutaraeute Darnala com
estks palavras :
A que passado se refere, senhor ?
Procuro ero vio co aprehende!-o. .. Ainda
urna vez queira explicar-se.
Parecia telo feito, se tiessa tido a
felicidade de a encontrar s, replicou o co-
mediante, o confesso quo assiro o espa-
rava.
Devo-me retirar, minlr. senhora?
perguntou o italiauo, quereudo ei-guer-se
da cadeira.
\ Continuar-se ha)
I







'

-i
I
v.

J
1
I
t
Typ do Diario, ru* Duque da Caiiaa n. t.


Full Text
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