Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16599


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Full Text

I

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""""'^^B
AMO LU HUMERO 130
PARA A CAPITAL. E JLl'CiARJK* OADE MAO SE PACA PORTE
Por tres mezes adiantados
Por seis ditos dem......
Por um anno dem......
Cada numero arulso, do mesmo da.
6V500U
120000
240000
,5100
QOARTA-FEIRA 9 DE JUMO Dg 1888
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados......... ..... 130500
Por nove ditos idem................. 200000
Por um anno dem................. 270OO Cada numero avulso, de das anteriores........... 01O
DIARIO DE PERNAMDUGO
Pr0pri*i>al>* ir* Jtlaiwel Jigurira i>* Jara & Mijos
TELEGRAMAS
ssav;: pabticvlab so 1:111:
RIO DE JANEIRO, 8 de Junho, s 3
horas e 50 minutos da tarde. (Recebido s
5 horas e 7 minutos, pelo cabo subma
rio).
Na (amara dos Depnladoi foram
boje reconbecldos os poderes do ir.
Antonio Caelanu Seve Navarro, elel-
Co pela *. dlstricto do Icio Grande
do Sal.
A Cmara est discutln d o a respes
a Falla do Turn o.
Hontem a mesma Cmara ap-
proKiu em ?.' dlscusso a res olacao
prorogando o orcamento Tcente.
ssavijo s :s:: satas
(Especial para o Diario)
LONDRES, 8 de Junho, de manhl.
A Cmara dos Commnns rejeltoa
por 311 votos contra 311 o bill re-
ferente A reforma da Irlanda.
Agencia Ha/as, filial em Perrambuco,
8 de Junho de 1886.
INSTROCflO POPULAR
MYTHOLOGIA
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO K DAS ESCOLAS
Apollo e Diana
(Conrmuacol
Enamoroa-se Apollo da nyupha Clymene (filha
do Ocano e de Tethys). e d'ella houve um filho e
tres filhas, a Eaber : Phaetonte (a quem tambem
chemam Erdano), Lampecia, Phaetusa e Lampe-
thuaa.
Phaetonte, estando urna vez a jogar com Epa-
pho (filho de Jpiter e de lo), teve com o seu com-
panheiro de jogo certa desavenca, da qual resul-
tou trocarem ambos entra si varias expresares
amargas, ebegando Epapho a aecusar Phaetonte
de impostor por indevidameote se inculcar (dizia
elle) como filho de Apolle, sem realmente o ser.
Despeitado e no auge da indignaco, Phaetonte
foi ter com a mai e todo afflicto se lbe queizou
d'aquella affronta.
Clymene, para consolar o filho e simultnea-
mente o fazer reconhecer como authentico descen-
dente de tao alta progenie, aconsslbou-lhe que
fosse procurar o oai no seu proprio palacio. Di-
rigio-se, pois, Phaetonte ao palacio do Sol, onde
Phebo se lbe deparou n'um salo deslumbrantissi-
mo de opulencia e de luz :
a Em radioso throno esmeraldino
Se assenta Apollo em purpuras trajado,
Tendo de um lado e d'outro a corte sua,
Os Scalos ancios, os tardos Annos,
Os Mezes deseguaes, os leves Olas,
E as Horas que dispoz a iguaes distancias ;
Kia-se a engrinaldaJa Primavera ;
Suava o Esto nu, que espigas c'roam ;
Mosto escorria recendendo o Outono ;
Hirtas as cans, o Invern tirita va..
OvidioMetamorphoses, II
(Traducco de Castilho)
Despojou se'Apollo de todos os seus raios, ape-
nas deu pela prsenos do filho, e, querando solem-
nemente dar-lhe um penhor da sua ternura pater-
nal, jurou pelo Styge conceder lhe quanto Phae-
tonte houvesse all de pedir-lhe. Pedio-lhe o filho
ento que lhe facultasse por um dia apenas o glo-
rioso encargo de govern ir seu coche. Desvaneci-
do e deslumhrado, amolhra-se-lhe este o mais
apparatoso meio de justificar sua estirpe divina !
Debalde piocurou Apollo convencel-o dos pecigos
enherentas n tilo temerario desejo ; debalde buscou
o pal dissuadil-o de tao arrojada empresa ; Phae-
tonte insista na rcalisaco do seu pedido; Phebo,
empenhado como fiera por um solemni&sim jura
ment que de forma neuhuma lhe era licito que-
brar, nao teve remedio seuo confiar o coche ao
ao filho, reeommendan lo-lhe. todavia as cautelas
p teisas n'aquelle arriscado passo.
Trepou o mancebo para o coche, e cnpunhando
as redeas tangeu os tavallos ; estes, porm, ex-
tranhando a mo de quem os guiava, tomaram o
freio nes dentes, e d'aqui resultuu segulrem desor-
denadamente por una caminho diverso d'aquelle a
Sue habituados estavam quando governados por
.pollo. E n'este deseafreado galopar, ora o car-
ro se avisinhava demasiadamente da trra, abra-
zando com extraordinaria calma as regioes perto
das quaes passava,era, pelo contrario, se aras-
tava d outras mais e mais, deixando ahi tudo a
perecer com fri.
Nemj o mal tinha remedio, antes receavam
todos que de memento para momento viesse a rea-
lisar-se maioi catastrophe Para obviar a ella
nao encontrou o snpremo Jpiter outro recurso
seno fulminar o temerario Phaetonte, o qual des-
penhando-se dosaiesoi cahir n'um rio da Italia,
onde se afogou. Ao rio ficaram chamando Erda-
no ; h je conhecido pelo nome de P. Foi
mu pranteado o trgico fimdo desventurado man-
cebo, especialmente por suas irms e por seu amigo
Cycno (rei da Liguria) ; os deuses, compadecidos
ante a pungente magoa de Oycno e das irms de
Phaetonte, metamorpbosearam estas em c'ioupos e
aquelle em cysne.
(Contina)
MRTE 0FF1C1M
LE N. 1.871
<.OVi:il\< DA PROVINCIA
LE N. 1,870
Ignacio Joaquim de Souza L-1, bacharel em sciencias jurid-
cas e sociaes, fidalgo cavalheiro da casa imperial, cavalheiro da Or-
dem da Ros i e 1* vice-presidente da provincia de Pernambuco:
Faco saber a todos os seus habitantes que a Assem olea Legis-
lativa Provincial decretou e eu sinccionei a resolucao segainte :
Art. 1. Fica o presidente da provincia autorisa'io a contratar
C3m Albuquerque & Coutinbo, negociantes establecidas na cidade
de Nazardth, ou com quem maiorea vantag-tns offeracer, a construc-
co de urna linba ferro-carril de trcelo animal para transporte da
cargas e passageiros, a qual ligar a ultima estaca} do ramal d*
ferro-via de Nazareth cidade do mesmo nome.
Art. 2.' Os contratantes podero gosar de privilegio por praso
nao superior a '.Vi annos.
Art. 3. A emprea ficar isenta do pagamento de direitos,
quer municipaes, quer provinciaes, podendo se utilisar, para a col-
locaco de trilhos, de 10 palmos da estrada publica de rodagem.
Art. 4. Ser brigada a empresa :
1. A comecar o servido dentro de dous annos cantados da
data da ceiebracao do contrato.
2." A conduzir grataitaiuente todos os gneros, mercadorias e
objectos perteneentes a provincia ou municipaldade.
| 3." A nao exigir em caso algum preco de transporte superior
a 20 ris por 15 kilogramm is e 7 ris por centmetro cubico na razo
do peso ou volum<: e 200 ris par cada passageiro.
Art. 5." Ficam revogadas as dispesicoes em contrario.
Mando, portanto, a todas as autoridades, a quem o conhecimento
e exeeuyo da presente resolucao pertencer, que a cumpram e facam
cumprir, tao inteiramente como n'ella se contm.
O secretario da presidencia d'esta provincia a faca imprimir,
puMicar e correr
Palacio da Presidencia de Pernambuco, em 31 de Maio de 1886,
65* da independencia e do imperio.
I.. 8. lo NACI JoAQl'IM OS SoCZA LeO.
Sellada e publicada a presente resolucao n'esta Secre:aria da
Presidencia de Pernambuco, aos 31 de Maio de 1886.
Servindo de secretario, o official-maior,
Emiliano Ernesto de Mello Tamborim.
Ignacio Joaqnim de Souza Leo, bacharel era sciencias jundic as
e sociaes, fidalgo cavalheiro da casa imperial, cavalheiro da Orde m
da Rosa e 1* vice-presidente da provincia de Pernambuco :
Faco saber a todos os seos habitantes que a Assembla Legis -
lstiva Provincial decretou e eu sanecionei a resolucao seguinte :
Art. I." Fica o presidente da provincia autensado a contratar
com Severino de Andrade, teneute-coronel Francisco Pereira de
Carvalho e Luir Lack, ou com quem melhores vantagens offerecer, a
coastrueco de ums via frrea de bitola estreita que, partindo d e
urna das estacoes (Canhotinho ou Poco do Coelho) do prolongamento
da estrada de ferro do Recife ao S. Francisco, va terminar na villa
de Papacaca, passando pelos povoados de Palmeira de Garanhuns,
Villa de Gorrentes e Lagoa do Emygdio eu snas immediac5es.
Art. 2. Ser garantido o juro de 7 % ao capital, que nao po-
der exceder de 2.500:0JO 1000, e que ser oreado pela Repartir
das Obras Publicas, por occasio de se lavrar o contrato.
Art. 3." A garanta de que trata o artigo antecedente s se re-
fere ao capital realmente empregado nos materiaes e na construeco
e depois de verificado o seu efFectivo emprego.
Art 4.* E concedido para a exploraco da dita via frrea pri-
vilegio pir praso que nao pider exceder de 80 annos, findo o qual,
sem indemnisa^o alguma, passar a referida estrada a ser proprie-
dade da provincia.
Art 5.* No contrato que se celebrar ficaro clrame ate estabe-
lecidaa as condices technicas e todas as mais que forem necesa-
rias boa fijealisacao do servico da constraeco e da trafego.
Art 6. Ficam revogadas as dispjsi^ies em contrario.
Mando, portanto, a todas as autoridade, a quem o conhecimento
e execuco da presente resolucao pertencer, que a cumpram e facam
cumprir tao inteiramente como nella se c.-ntm.
O secretario da presidencia desta provincia a faca imprimir, pu-
blicar ecorrer.
Palacio da Presidencia de Pernambuco, em 31 de Maio de 1886,
65 da independencia e do imperio.
L. S. Ignacio Joaquim de Souza Lbo.
Sellada e publicada a presente resolucao nesta Secretaria da
Presidencia de Pernambuco, aos 31 de Maio de 1886.
Servindo de secretario, o official-maior,
Emiliano Ernesto de Mello Tamborim.
Repartlfo da polica
SeccSo 2." N. 573. Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 8 de Junbo de 1886.
Blm. e Ex:d. Sr. Participo a V. Exc.
que foram hontem recolhidos na Casa de
Detenyao os seguintes individuos :
A' minha ordem, Marcolino Gonyalves
de Macilo, conhecido porBarao de Capo-
te, remtalo pelo Dr. chafe de polica da
provincia das Alagoas, como pronunciado
no art. 223 do coligo cr;ninal, disposi-
ySo do Dr. juiz da direito do 2- diatricto
criminal.
A' ordem do subdelegado de Santo An-
tonio francisco Fernandes de Oliveira,
por embriagues e disturbios.
A' ordem do do i1 distri.W da Boa-Vis-
ta, Pedro Felipp*, por embriaguez e dis-
turbios.
A'ordem do da Torre, Virgolino Jos de
Barros, por embriaguez e disturbios.
A' ordem do do Peres, JoSo Pedro e
Chrispim Jos Marques, por disturbios.
Communicou-me o cidadSo Manoel
Peres Campello Jacome da Gama, que no
dia 2 do torrente reassumio o exercicio da
delegada do 1* districto de Garanhuns.
Deus guarde a V. Exc.illm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza LeSo,
muito digno vice-presidente da provincia.
O chefe de polica, Antonio Domingos
Pinto.
Ttiesonro Provincial
DESPACH08 DO DIA 7 DE JUNHO DE 1886
Dr. Antonio Mara de Faria Neves.
Cumpr.a-se, registre-se e fayam-se os as-
sentamentos.
Chantre Jes Marques Castilha.Como
requer, ficando certidlo.
Francisco Fonyalves Torres.Haja vis-
ta o Sr. Dr. procurador fiscal.
Joaquim Francisco Muniz Jnior e Ju-
lia Anglica Pires Ferreira. Certifique-se*
Manoel do Nascimento "Vieira da Cunha,
Ordem 3a do Carmo, officio do Dr. ebefe
do polica, Fielden Brothers, Antonio Jos
Mondes Bastos e Jos Francisco de Paula
Cavalcanti de Albuquerque. A' camara|
- 8
Augusto Octaviano de Souza, Delphim
Lopes da Cruz, Raymundo Candido dos
Passos, officio do comman lante do corpo le
Solicia, ofiicio do Dr. ebefe de polioia e
oSo Rodrigues de Monra. Informe o Sr.
contador.
Joaquim Candido Martina de Souza.
Informe o Sr. Dr. administrador do Con
sol ido.
Jos Izidoro Bastos e Manoel Joaquim
Pereira. Certifiqese.
Manoel Jos de Bastos Mello, Wilson
Sons di O e Phitis Adelino da Costa Do-
ria.Haja vista o Sr. Dr. procurador fis-
cal.
Angelo Vieira Sampaio. Satisfaga a
exigencia do Sr. contador.
Joao Pereira da Cunha. Entregue se a
quantia em deposito.
Consalado Provincial
DESPACHOS DO DIA 7 DE JUNHO DE 1886
Emilio Pereira de Abreu.Certfique-se.
Joventino dos Santos Selva e Carlos
Lourengo Gomes & C. Informe a Ia sec-
glo.
Joaquim Jos Rodrigues Costa. Infor-
me a 2* secyao.
Joaquim Jos Rodrigues Costa. Sim,
de accordo com a informaejto.
Raymundo Pereira de Brito.Certifi-
qese.
8 -
Severino de Araujo Lima e JoSo Fer-
nandes de Mesquita, Certifiqese o que
constar.
Jos Mara Pir ajusto, Dr. procurador
dos feitos e JoSo da Silva Villa Nova. -
Iaforme a Ia seccao.
Baltar Oliveira & C.Informe a 2* sec-
c2o.
Coralina de Albuquerque Silra.Em
vista das informagSes, nada ha que defe-
rir.
Antonio Jos do Nascimento. =Deferido,
em vista das informagoea.
Ignacio Fernandes Eiras. -Certifiqese
o que constar.
PERiUIHBUCO
Assembla Provincial
39* SESSO EM 17 DE MAIO DE 1886
MBIDEKCIA DO EXM. SK. DB. JOS* MANOBL DE BABEOS
WAMDULSY
Scmmabio :Leitnra e approvaco da acta._Ex-
pediente. Rejeicao do requerimento
do Sr. Jos Mara a respeito do delega -
do do 1 di jtricto da capital.Pedido do
Sr. Pitanga, para retirar o seu requeri-
mento sobre a suppresso de trens da
va frrea do Recifo a Caxang-Dis
corso, pela ordem, do Sr. Jos Mara.
Discuaso de um requeriuiento do Sr-
Jos Mara sobre os ltimos aconteci-
mientos ue Tacarat. Discursos dos Srs.
Jos Mara e Joao Alves.Nomeacio
de urna conmissao para entender-se com
a da associaco dos funecionarios pro-
vinciaes de Pernambuco, que se achara
na ante sala.Discurso pela ordena do
Sr. Soares de Amorim, 1" parte da or-
dem do dia.Continuado da 2* discus-
so do art. 2* do projecto n. 43 deste.
anno (orcamento provincial).- -Leitura e
apoiamento de emendas. Discurso do
Sr. Prxedes Pitanga.2* parte Ha or-
dem do dia. Votaco e approvaclo dos
projectos ns. 3 deste anno, em 1* discus-
so e 37, tambem deste anno, em 2*.
Votecao e approvaco da emenda n* 3
do projecto 163 de 18^4.Requerimento
do Sr. JoSo Alves.2 discusso do pro-
jecto n. 21 deste anno. Discursos dos
Ss. Joio de Oliveira e Luiz de Andrada.
Requerimento de adiamento.Encer
ramento da discusso. Continuaco da
2a discusso do projecto n. 27 deste anno
(orca policial).Discurso do Sr. Ro-
drigues ?orto. Final da sesso.
Ao meio dia, feita a chamada e verificando se
estarem prssentes os Srs.: Ratis e Silva, Juvencio
Mariz, Barros Wanderley, Visconde de Tabatinga,
Julio de Barros, Joo de Oliveira, Rodrigues Por-
to, Soares de Amorim, Joo Alves, Luiz de Andra-
da, Rogoberto, Augusto Franklin, Constantino de
Albuquerque, Coelho de Moraes, Herculano Ban-
deira, Lourenco de S, Baro de Itapissuma, So-
phronio Portella, Domingues da Silva, Reg Bar-
ros, Barros Barreto Jnior, Ferreira Vellosu, Costa
Ribciro, bolonio de Mello, Prxedes Pitanga, e
Ferreira Jacobin, o Sr. presidente declara aberta
a sesso.
Comparecen) depois os Srs. Antonio Vctor, Joo
de S, Gomes Prente, i osta Gomes, Anir Das,
Baro de Caiar, Regueira Costa, e Jos Mara
Faliam, com participaco, os Srs. Drummond
Filho e Amara!, e sem ella, os Srs. Rosa e Silva
e Goncalves Ferreira.
E' lida e sem debate approvada a acta da sesso
antecedente.
O Sr. 1 secretario procede leitura do seguin-
te:
EXPEDIENTE
Um officio do secretario do governo, devolvendo
informada a petico de Joo Baptista Estezes de
Souza.A' quem fes a requisice.
Outro do mesmo, dem um exemplar das resolu-
coes sanecionadas sob ns. 1,867 a 1,859. A' ar-
chivar.
Urna petico de Antonio Claudio de Oliveira e
sua mulber Josepha Catbarina de Oliveira, pro
fessores conttactados na Pedra do Buique, reque
rendo serem considerados efifoctivos no magiste-
rio prima o.A' commisso de intrueco publica
Outro de Antonio Francisco Cordeiro de Mello,
capito d Corpo de Polica, requerendo que ao
tempo em que pedir sua aposeotadoria lh teja
cootado em dobro o tempo que servio na campa-
nha do Paraguay.A' commisso de legislaco.
Outra de Manoel Barb >sa Cavalcante, reque-
rendo pagamento de 654<750, que lhe deve a C-
mara Municipal de Nazareth, de castas judiciaes.
A' commisso de orcamento municipal.
Outra de Jos Firme Xavier, proprietario de
du* mei'aguas na lo Dr. Epaminondas de Mel-
lo, requerendo dispensa do que deve de decimas e
custas a contar de 1877.A' commisso de orca-
mento provincial.
Outra de Mara Gertrudes de Jess Xavier,
proprietara de tres mei'aguas, requerendo o mes-
m favor.A' mesma commisso.
Ontra de Leandro Bezerra L"te Cavalcante,
arrematante dos impostos municipaes do Santo
Antonio de Buique, requerendo um abata da terca
parte do valor da arremataco.A' commisso do
orcamento municipal.
Outra de Jos Muniz Teixeira Guimsres, pro-
fess >r publico da lha do Jardim, em Barreiros,
requerendo um anno de licenca com vencimentos,
para tractur de sua saude.A' commisso de peti-
9608.
N. 84. A commisso de petises tendo examinado
a de D. Porcia Constanza de Mello. p?dindo coad-
juvacao para a impresso do ultimo manuscripto
do seu finado pai o commendador Antonio Joaquim
de Mello, contendo a biographia de Manoel de Car-
valho Paes de Andrade; considerando que tal bio-
graphia completa a historia da provincia de 1817
a 1825, escripia pelo commendador Mello, cujas
obras foram ou compradas ou auxiliadas em sua
publicacao pela provincia, e que resume o periodo
mais notavel de Pernambuco, de parecer que se
adopte o seguinte projecto de lei.
A Assembla Legislativa Provincial de Pernam-
buco, resolve :
Art. 1- Fica o presidente da proviacia autoriza-
do a mandar pagar a D Porcia Constanza de Mello,
18 po rforma de oito pgs. de 55 linhas, de 63 let-
tras (em caracteres oito) como coadjuvaco a im-
pressao da biographia de Manoel de Carvalho Paes
de Andrade, escripia pelo commendador Antonio
Joaquim de Mello.
Art. 2- A subvenco ser paga a vista de 100
ex^mplares brochados entregues ao presidente da
provincia para Ihes dar o destino eonveniente.
Art. 3o A perfeico do trabalho ser averigua-
do convenientemente.
Sala das commissoes, 10 de Maio de 1886.Dr.
Coda Gomes.Julio de Barros.
N. 85.A Assembla Legislativa Provincial de
Pernambuco, resolve:
Art. 1- Fica o presidente da provincia auto-
risado a nomear a professora particular D. Isabel
Emilia de Oliveira Lobo, para qualquer cadeira
de instrueco primaria.
Art. 2. Revogam-se as disposices em con-
trario.
Paco da Assembla, 17 de Maio de 1886.
Julio de Barros. >
Sao lidos, apoiados e approvados os seguintes
pareceres :
A commisso de legislaco, para que possa dar
parecer sobre a petico em que Mantel Heraclito
de Albuquerque, proprietario do engenho Bemfica
da fre^uezia de Ipojuca, requer a consolidaco do
dominio til com o direito dos terrenos em que se
acha situado dito engenho, acha cunvemente que
aeja previamente ouvida a Santa Casa de Miseri-
cordia d'esta provincia, a quem pertencem ditos
t rrenos.
8. R 14 de Maio de 1886.Domingues da
Silva. Sophronb Portella.
o A commisso de pe ti cu-.'s ten lo em vista a de
Jos Gonca'ves Ferreira Gnimares pedindo que
seja relevado do im >osto que est a dever prove-
niente do seu escravo Vicente, precisa para dar
parecer, que sejaouvidooSr.Dr. Administrador do
Consulado Provincial.
Sala das commiss5es, 10 de Maio de 1886.
Dr. Costa Gomes. Julio de Barros.
O Sr. Jos Mara, (pela ordem), diz ter
entre mos urna representaco assignada por inul-
tos passageiros da Estrada de Ferro a Caxang,
que vai 8ubmetter consideradlo da Assemb'a,
representaco que versa sobro diversas irregula-
ridades que se do n'aquella estrada.
Pela clausula 2. do contracto, diz o orador,
as passagens de 2.a classe custam metade do pre-
50 das de 1.*, e as dos menores metade do preco
das dos adultos; entretanto isto nao se cuinpr
quanto 2.* classe, onde os menores pagam tanto
quanto 03 adultos e s se executa com relaco a
1.*, onde viajam os flbos dos ricos, quando de-
veria haver igualdide seno preferencia para a
2.' classe, onde viajam os flhos dos desprotegidos
da fortuna.
Qncixam-se tambem os passageiros de que nao
cumprida a clausula 5.' que manda sejam as
estacoes de alvenaria, pois as estacoes que existem
sao na maior parte de madeira e cobertas de zin-
co, sem luz, nem agua; pedem anda que se
cumpra a clauvula 9 ', pois nao ha aceio nos wa-
gons de 2 classe e at mesmo nos de 1.
Pedem os reclamantes a execuco de muitas
outraa medidas no que, julga o orador, devem ser
satisfeitos, por ser iste da maior justica.
Pedem tambem urna providencia no sentido de
haver nm carro especial para passageiros de 2.
classe. que condozam trnctas, caixaa, trouxas, etc.
e pedem outras medidas que entende o orador, sao
de toda a justica.
Comprehende o Sr. Presidente que, sendo o
orador deputado pelo 2." districto, corre-lhe o
dever de fazer coro com esses cidados, "tanto
mais quanto sao justas, justissimas as qucixas.
Assim, pois, enva mesa a representaco de
que foi portador.
Continua a discusso do Sr. Jos Maria a res-
peito de delegado de polica do 1." districto da
capital.
Niuguem mais pedindo a palavra encerrada a
discusso, e posto a votos o requerimento, re-
jeitado,
O Mr. Pilanca, (pclr ordem), requer e a
casa concede a retirada do sen requerimento sobre
a uppr-'ssao dd trens da va-frrea do Recife a
Cazan gi.
O Sr. Jos Mara, (pela ordem) manda
mesa, afim de ter o conveniente destino um abaixo
assignado de passageiros da via-ferrea do Recife
a Caxang. *
Vem mesa lido, approvado e entra em dis-
cuss > o si-guints requerimento :
Requeiro que pelos canaei competentes se
inquira :
Si o governo tem noticias dos ltimos aconte
cimentos occorrdos em Tacarat, e que providen
cias tomou ou pretende tomar para fazer desap-
parecer este calamitoso estado de cousas. Jos
Maria.
O Sr. Jos Maria; Nao un tome, Sr)
Presideute, a assembla por importuno ; mas eu
dewjaria que, com franqu za, os nobres deputa-
dos que compoem a maioria me dissessem franca-
mrnte se sao represen 'antes da provincia, ou sim-
plesmente representantes do partido da ordem ;
se quando transpuzeram aquelles humbraes (apoo-
tando para a porta da entrada) e penetraram ues-
te recinto o fizeram com o firme proposito le ca-
lar a voz da consciencia, ou de ser antes deludo
justos, razoaveis, brasileiros, esnfim; se aqu pe-
netraram com e intuito louvavel de aecudir aos
reclamos das victimas, que pedem justica, ou so
resol v idos, dispostos a nao ouvir por forma algu-
ma esses reclamos.
Os nobres deputados vieram tractar do inte-
resso da provincia ou curar da outros int jresses
m-nos dignos ?
(Ha diversos apartes).
Nao tem cessado a opposico de clamar contra
o estado anormal em que se acha a infeliz comal-
es de Tacarat ; nao tenho cessado de, na tribu-
na, pedir providencias administraco da pro-
vincia ue sentido de fazer desapparecer aquelle
lastimoso estado de cousas; tenho procurado abrir
os olhos aos nobres deputados e convenc-"l-os de
que pisamos sobre um vulco; mas Ss. Excs.
pesar de tantos clamoree, do esforc que hei feito,
conservam-se quedos, nao attendem minha voz
(apartes), parecendo querer brincar com o fogo
(apartes) ; nao julgando, que se, quanto antes,
nao tractarem, com o mximo esforco, de apagar
o incendio que Ss. Excs. e os seus amigos atearam
n'aquella comarca, talvez, ou melhor, com toda
certeza, trar esta incuria de sua parte conse-
quencias as mais funestas para o partido dos no-
bres deputados I
(Trocam-se mu tos apartes).
Se ss ebefes do partido dominante, em come 50,
tivessetn aecudilo aos nossosjustos reclamos; se
nao estivessem a chasquear das nossas qucixas ;
se nao houvessem endeosado c facetara que go-
verna aquella comarca a ferro e fogos se nao col-
locassem abaixo dos nteresses partiapriss o inte-
resse pela causa publica, com certeza as cousas
nao teriam chegala ao estado d 'solador a que at -
tingiram, e cujos resultados nos nao poderemos
bem prever.
Ainda bem nao chegou a Tacarat a torca pu-
blica por 3. Exc. o Sr. Presidente da provincia
mandada, j novas noticias, mais tristes ainda
se isto possivel, chegam ao nosso conhecimento.
J nao mais, senhores, para duvidar do esta-
do calamitoso d'aquella comarca ; j nao a op-
posico que levanta a sua voz para pintar aquelle
quadro desolador, nao; o proprio orgio do go-
verno, que manifesta-se por esta forma (l) :
Necessaramente porque elle, o tenente-coronel
Cavalcante muito bora cidado 1 necessaramen-
te porque elle muito bom pai de familia, muito
bom poltico. (Apartes).
Mas attendam bem os nobres deputados (conti-
nua a 1er) :
Eis. senhores, o grande homem que tem sido
elogiado, digo mal, o grande homem que ae tem
glorificado nesta casa e no parlamento nacional,
j no ramo temporario, j no ramo rctalicio !
E' um homem que se acha frente de um s-
quito numerosissimo, composto de assassinos e
que, no dizer Jo mesmo, est disposio a matar ou
a ser morto !
Ainda bem que a luz se vai fazendo; ainda
bem que o publico est ou ficar em breve escla-
recido, de sorteque nos poder julgar, a nos quo
desde o comeco levantamos a voz para profligar
estes attentados, e a vos qu3 vos levantaes cons
tantemente aqui para defender esie acelerado, a
quem qualificais de cidado prestimoso. (Continua
a ler) :
De pouco tempo para c foram assassinados
quatro, este o quinto. (Continua a ler) :
(Ha nm aparte).
Pois isto possivel ? Um homem que tem a sua
disposico um grupo com as mesmas disposicoes
do outro, como que nao sahe ra durante qua-
tro mezes ?
(Trocam se diversos apartes).
A mentira est aqu; a eleic 1 ainda nao foi
feita ha quatro mezes e elle l esteve. (Apartes).
(Continua a ler) :
Vele bem, senhires; a despeito da sympathia
que o correspondente do Diario de Pernambuco
vota a Ha vafeante, por isso que procura de algu-
ma sortp attonuar o seu procedimento, justifical-o,
dizendo que elle nao sah; de casa ha quatro me-
zes; a despeito d'isto, nao pode oceultar os intui-
tos que se aninham na alma perversa d*sse8-
dado prestimoso, desse vulto impartated 1 pro-
vincia de Pernambuco, que, supponbo, nao con-
siderado, apezar do apellido, pelo Sr. Baro de
Muribeca como seu prente ; a desp-'ito da sym
pathia que a cs3e Ilustre-descendente do dal-
go florentino que aportou a estas plagas, vota o
correspondente do Diario, nao ple, todava, este
oceultar os intuitos perversos jue se aninham no
coraco desse sanguinario e no d'aquelles que o
acompanham.
(Muitos e repetidos apartes).
Isto dia V. Exc, mas nao assim que p -nsain
aqu 11- s que estao aqui e os que esto no Rio de
Janeiro a cobrir de elogios ess-i terrivel himo n.
Ainda bem que nao somos somante nos ; ainda
bem que um conservador quem falla por esta
forma. (Aparte)
Sobre os lioeraes, Sr. residente, nao pode re-
cahir absolutamente a responsabilid de destf-s
factos, isto da anarchia em que se acha aquel-
la comarca.
Nao, Sr. presidente, porque os liberaes rsto fo-
ragidos; uo voltam Tacarat seb pena de serem
de todo exterminados. Os dez que ainda exiatiam
por occasio da eWco geral, desappareceram, j
fugiram espavoridos, ua impotencia ae urna reac-
cao.
Sao os proprios conservadores que se esto ex-
terminando, comendo se uns aos uutros, coico se
fossem truhyras. (Continua a ler) :
O Sr. Valpassos que n 1 quiz p ictuar com aquil -
lo, com aquelle procedimento contristador e re-
voltante, veio de proposito a esta cidade pedir
providencias as autoridades supTiores. Mas, Sr.
presidente, ao passo que o Sr. Valpassos cumpna
assim o seu dever, oppoodo-se a aquelle estadod'
cousas, nao foram dadas essas proviencas. Aquel-
le cidado ficou desengaado e vcitou para a sua
comarca. ( apartes).
Nao sei, creio mesmo que nao elle o ebefe do
grupo contrario, mas que o seja o que ha nisto di
novo ? Desde que nao encontrou garantas para
si e para seus amigos, que muito era que reunis-
ae gente para enfrentar Cavalcante 1
Eu ni censuro absolutamente o Sr. Valpassos,
se porventura elle o chefe do grupo contrario.
Eu nao sei se como diz o nobre d putado, mas
ae elle assim procedeu, ae o chefe do grupi ad-
verso Cavalcante, acho que tez muito bem, por-
que niuguem esta disposto a levar tiros e ccete,
sem a aienor reaeco.
Um Sr. D .putadoV. Eic. affirma este facto ?
O Sr. Jos MariaNao posso affi-mar,j disse,
mas quando fosse a verdade, na minha opmao o
Sr. Valpassos estara no seu direito, na deficiencia
de garantas, collocando- se a frente de um grupo
para repellii as selvagerias docacique d'aquellas
paragens
O Sr. Ferreira JacobinaApoiado.
O Sr. Jos Maria. O faeto, Sr. presidente,
3ue existem na localidad-? dous grup>s assalt.in-
i-se mutuamente, e se o Sr. Valpassos se acha
frmte de um lelles, isto justifica se perfeitamen-
te, desde que eile, tendo solicitado, nao poie ob-
ter providencias e garantas do Sr. presidente da
provincia. (Apartes).
Mas, nem porque nao existem em Tacarat mais
liberaes; nem porque se esto exterminando os
proprios conservadores, nem por isto digo, deixa-
rei de levantar a minha voz neste recinto para
.lmar contra esses actos de verdadeira birua-
ria; para pedir a 8. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia providencias, mas providencias serias, enr-
gicas, e nao providencias para -inglez ver.
Um Sr. UeputadoV. Exc. devia estar satifeito.
O Sr. Jos MariaComo satisfeito ? !
O mesmo Sr. DeputadoPorque as providencias
foram tomadas.
O Sr. Jos Maria Mas as providencias sera >
senas ?
Pedi a retirada do meu anterior requerimento,
porque fui informado aqu de que as providencias
tinham sido temadas. Des le que o foram, eu, pa-
ra provar que o meu intuito nao era fazer opposi
cao systematica, solicitei a retirada do meu reque-
rimento, ficando, entretanto, com o direito de vol
tar tribuna toda a vez que s>e convencesse de
que taes providencias nao tinham sido rea isadas.
Mas, o que sei, Sr. presidente, que o estado
d Tacarat contina do mesm modo. Nao so-
moa nos somente, os liberaes, que nos impressio-
namos com,tudo isto"; o proprio orgo official j
reclama por providencias, e estas com effdito de
vem ser dadas j, inmediatamente, ao menos que
se que ira que fique a comarca en'regne para sem-
pre a nma horda de criminosos, ou discripeo de
dous grupos, um dos quaes ter, infallivelmeute,
de destruir o outro. (Apartes.)
Senhores, necessario olhar se com seriedad
para estas cousas ; ha carencia de sopitar-se um
pouco o sentimenta poltico ; preciso attender
que as eouaas chegaram a um ponto em que nao
e mais possivel proseguir.
(Apoiados; muito bem).
He vos nao sois da natureza dos Hinds que vi-
viam e vangloriavam-se dos sacrificios humanos ;
se vos nao queris voltar aos tempos primitivos,
ao estado de competa barbaria; se vos nao sois
da catadura d'aquelles que negam a nica taboa
de salvaco aos infelizes que se debatem as on-
das encapelladas, pedindo soccorro; se vos nao
sois da arga daquelles que ainda neste transe
doloroso negam mo protectora aos pobres nufra-
gos j extenuados e perdidos no ocano immenso;
se vos nao sois da mesma massa desses monstros
em cujos coraces nao palpita um s sentimiento
de humanidade, em cujos cerebros nao scintilla
um nico instincto altruista ; se vos nao sois co-
mo aquelles passageiros que ainda ha pouco, viu-
dos de Petropolisjpara a corte, se oppozeram a que
a barca que os conduzia recolhesse em seu seio os
intelizes nufragos que pediam soccorro; se com
(Feito desejaia a tranquillidade de nessa provin-
cia ; se vos interessais pela sorte desgranada de
nossa patria, atada ao poste de todas as desventu-
ras ; se anda podis dispor de uns restos de pa-
triotismo, eu do alto d'esta tribuna, em aome de
todos os sentimentoB grandes e humanos, em no-
me de vossos proprios co-religionarios victimados,
em nome da provincia de Pernambuco, peco-vos,
j que nao me dado exigir, que tomeis urna pro-
videncia seria e enrgica.
(Apoiados ; muito bem ; applausos das galeras.)
Deixai de lado as dissencoes polticas, (e eu nes-
te momento nao fallo como poltico, mas sim como
cidado), eumpri o vosso dever, intercedendo com
o vosso prestigio perante as autoridades compe-
tentes, comtanto que haja um paradeiro para tu-
do isto, e caiam as penas da lei sobre as cabecas
dos culpados, sejam ellas quaes forem.
(Apoiados ; muito bem daesquerda.)
Fazei com que, senhores, aquella localidade saia
do rgimen do terror e eitre as raas da norma-
lidade.
Eu nao tenho amigos em Tacarat; l nao exis-
te um nico co-religionario tceu.
A" tempo da eleicao.existiam, com efleito, 10 ;
mas estes mesmos emigraran para nao saenfica-
rem as suas vidas. (Apartes.)
Pergunta o nobre deputado porque eu nao acon-
selho aos meus amigos ?
Mas eu n. acabo de dizer que em Tacarat
nao ha liberaes ?
Dada, pirm, a bypothese de que houvesae, era
a mim que cumpria dizer-lhes que curvassem a
cerviz e deixassem-se matar, trucidar por Caval -
cante ? nao; cumpria aos nobres deputadss, que
endeosam Cavalcante, intimal-o para que nao pro-
seguase por aquella forma. Nao era a mim, ami-
go das victimas, d'aquelles que estavam sob pres-
so, a mais aterrorisadora por parte d'aquelle ho-
mem sem entranhas, beatificado pelo chefe dos no-
bres depu cades, que cumpria aconselbal-os para
que se deixassem vencer, para que se deixassem
matar como carneiros.
Eu jamis os aconselharia a isto. Mas nao foi
necessario cousa alguma; elles comprehenderam
que era impossivel luctar e abandonaram o cam-
po aos seus adversarios, que, na s le de sangue,
e nao encontrando sangue inimigo a derramar,
coraecaram a luctar entre si mesmos.
Senhores, pois o Dr. chefe de polica, conhecs-
dor d'aquelles lugares, onde j exerceu jurisdieco
como juiz de direito, nao devia de ha muito tem-
po ter se transportado para all, afim de conse-
guir que estas cousas tomassem outro rumo ; para
que houvesse para isto um termo ?
Sao comprehende S. S que ninguem mais apto
do que elle para chegar ao conhecimento da ver-
dade, o o nico capaz de fazer punir os crimino-
sos, caso qnizesse ?
Dada a bypothese de chegar-se evidencia, (co-
mo tenho certeza, como sabem os nobres deputa-
dos que a verdade), de que tudo movido pelo
braco de Cavalcante, haver possibilidade desse
individuo ser punido pelas autoridades do lugar ?
(Ha um aparte.)
Os peiores cgos sao os que nao querem ver.
(Apartes.)
Pois en nao estou dizeudo que nao existem mais
liberaes em Tacarat?
Os nobres depntados nao sabem que esto de-
gladiaodo dous grupos de conservadores ? J
estou caneado de repetir isto.
Ha muito que fugiram os liberaes, jeu o disse.
Os conservadores esto sendo victimas dos pro-
prios conservadores.
O Sr. Vizconde de TabatingaE' porque
n'aquelle clima os liberaes nao se do bem.
O Sr Jos ManaQualquer que seja a razo,
o que certoque all nao existem liberaes.
A passar o precedente, tempo vira em que l e
n'outrus lugares nao se consentir que germinen]
conservadores,
Os nobres deputados esto dando o exemplo.
Amanh nao tero direito a se queixarem quando
pretendermos imtalos. Vejam bem que esta arma
tem dous gumes.
Eu creio que a vista, nao das nossas exprobra-
coes, mas da publ cacao do Diario, queja clama
por providencias, os nobres deputados approvaro
o meu requerimento, porque ser este o meio de
demonstrarein que ni pactuam com aquillo.
Est provado que aquella c marca nao corre re-
gularmente e necessario tomar-se urna previden-
cia afim de que ella entre na le.
Attendam bem os nobres deputados.
VozesMuito bem, muito bem.
O Sr. Joo AlvesSr. presidente, o meu
espirito de orJem e moderacao repelle sempre o
rgimen do bacamarte e da faca de ponta ; e por
esta razo nao me pode agradar o estado actual
da comarca de Tacarat.
Elle nao bom, nao ag. adavel, nao deve
ser mantido, por que assim teria de collocar
urna comarca int-ira fora da ordem, lora da le-
galidade. Mas, Sr. presidente, pelo facto de nao
ser lisongeiro o estado actual da comarca de Ta-
carat ; pelo facto de terem all o bacamarte e a
faca de ponta urna certa preponderancia, nao se-
gu-se que tenha razo o meu Ilustre amigo, re-
presentante do 2" districto, para estar constan'e-
mente na tribuna verberar o tenente coronel
Cavalcante, peasoa a quem nao tenho a honra de
conhecer, mas que me consta ser urna das influen-
cias conservad iras d'aquella comarca, cidado
prestimoso e cheio de aervicos sociedade, fami-
lia e ao seu partido. (Apartes.)
Quer me parecer que o nobre deputado tem ex-
cessiva mi vontsde a este cidado...
O Sr Jos Mari 1Nao o conheco ; nunca o vi
tao gordo.
O Sr. Joo Alves... salvo si o partidariemoque
o dominina contra o tenente cororel Cavalcante
quem o leva tancar sua eonta toJa a res-
ponsabilidade dos factos criminosos que em Taca-
rat se tem dado.
(O Sr. Jos Mana d um aparte.)
Ainda ha poucos as, constando nesta cidade o
assassinato do collector d'aqu-lle lugar, apresseu-
se o nobre deputado em attribuir ste crime a> te-
nente coronel Cavalcante, Insistindo em afirmar
que fon, elle mandante de tal assaisinato. Eu-
tretauto j est hoje verificarlo que esse collector
fora n meado por indicaco d' quelle tenente ce-
rn I, tendo sido victima d<*punbal assassino pelo
nico motivo de pertencer sua parcialidade, ser
seu dedicado imigo.
O Sr. Gones PrenteE' exacto, posso garantir
isso.
O Sr, Joo Al -esNao tem tido, por tanto, ra-
zo o nobre deputadn quando aqui tem levantado
a sua voz forte e eloquente...
O Sr Jos .MaraE' bondade de V. Exc.
O Sr. Joo Alves... para verberar o tenente co-
ronel Cavalcante, aecusando, ao mesmo tempo, as
autoridades policiaes de Tacarat, que -. Exc.
julga co participantes as perversidades por
outrem al I i praticadas.
(O Sr. Jos Mara d um aparte).
Agora mesmo, laucando mo o nobre deputado
de urna correspondencia vinda de Tacarat. e pu-
blicada no Diario de Pernambuco, de hontem, diz
que aquella comtrca se acha em completo estad*
msmsssssss-


Tr-
Diario de Pernambuco(Juarta-feira 9 d\ Junho de 1886
i







de anarcbia e desordem, e qae isto devido nica
e exclusivamente ho tenente coronel Cavalcante.
Afrma que existem alli dous grupos de malfeito
rea, um doa quaes capitaneado pelo tenente co-
ronel Cavalcante, tendo o outro por cbefe um in
dividuo pertencente tambem ae partido conserva-
dor.
O nobrE deputado certamente nao attendeu ao
ue referi o correspondente de Tacarat aara o
Diario de Pernambuco, parquanto a concluso que.
rasoavelmeute se podeeMU d'esaa oorreaponden-
cia nao decerto, a, eue procuron tirar o nobre
deputado.
E s-uao vejamos : Dk o oorfetpoadaae : O
tenente coronel Ca voseante alvo das embiscadas
e das iras de um grupa de assemos, que teneio
a acabar com elle, e eom os que o cercam.
Elle, por sua vez, teai outm. grupo, talvex mais
numeroso, composte gesta da mesma ordem, e
com as mesmas dispDsicoea.
O primeiro desees grupos resolveu ira cabaudo,
mm por ura com os quecompoem o grupo do tenente
eoronel Cavalcante, at que, enfroquecidoeste pos-
ean) atcalo em casa : os que acompanbam o te-
nente* coronel Cavalcante tc-em os mesmos intuitos.
(Trucam-se muitos apartes.)
Em vista desta xposicao comprebende-so qual
o grupo que est na offensiva e qual o que est na
defensiva, que o do tenente-coronel.
Nao elle, portante, o provocador da desordeno,
o anarchisador, como dic o nobre diputado.
(Contina a 1er) : De pouco tempo para c
foram j assassinados quatTO, sendo um dell-s
hete de familia, com 10 filhos, e outro o col lector,
horaem pacifico e geralmente estimado, s pelo
fa*Hs de ser amigo do teen te-coronel Caval-
cante.
Veja o nobre deputado quanta injustios, fazia
ha pocos oas ao tenente-coronel Cavalante a -
tribuind>-he o assassinato desse collector !
Oiz tambem o correspondente que uns attri-
bueni este estado de cousas ao tcnente-coronel Ca-
valcaate (naturalmente os seus iuimign-), e que
utros o attriouem aos seus perseguidores, dizen -
do que o mesmo ten en te-coronel apenas usa dos
meios de que dispe em sua defeza. E cu que nao
tenho nformai.oes mais minuciosas a tal respeito,
por nao conhecer pessoa alguma em Tacarat,
guiandn-me, nesta rcasio, principalmente
que acaba de ler no Diarii de Pcrnambuco,
guntarei ao nobre deputado se tem outras razes
para affirmar que seja o tenente-coronel Cavalcan-
te o provocador das desordens ?
O Sr. Jos Maria Nao ha duvida em que o
grupo de Cavalcante seja o provocador. O outro
o da resistencia.
O Sr. Jlo AlvesMas a correspondencia pro-
va justamente o contrario. Attenda o nobre de-
putado.
I) Sr. Solcnio de MelloOra, vejamos a historia
que nos conta o nobre deputado.
O Sr. Joo AlvesEu nao cont historias. leio
tpicos de urna inissiva vinda do districto de V.
Exs.
Di o c .rrespoudente : (L)
Ihe declarar a asembla que esees mesmos cava-
Iheirs-a, vieran em nome da Assocuco dos em-
pregados pblicos provinciaes, dar os peame a
esta respeitavel eorporaclo pelo prematuro pasaa-
menio do distincto e desditoso companheiro o
Exm. --r. Dr. Antonio Francisco. Correia de Arau-
jo, e igualmente scientificar que esta Asaociacao ;
nao podendo ser indifferente ajusta dor que dela-
cera a alma de todos os amigos da finado, nao po-
dendo deixar pasear sera reparo o grande sent
ment de que se ach poesuida a provincia pela
perda de to distineto ddedao, resolver na aes-
so de 15 do carrate mu roapender os seus tra-
bamos, oimo prova de profundo pezar.
Sr. Pwilenie-A assembla fica wtei-
rada aeradeoendo-eata prova de condolencia.
A dis-uaeio do requerimento fioa adiada pela
hora.
Passa se a
l." nutra da ordem no Da
Continua a 2" discu.so do art. 2 do projecto
n. 43 d'este anno (orcamento provincial).
Vcm 4 mesa, sao lid a, apoiadaa e entram con-
junctameute em discusso as seguintes emendas :
N. 97. Onde couber. Na hypothese de ser
supprimida a cadeira regida pelo professor Jos
Feliciano Becerra Aguiar, ser elle nomeado para
qualquer cadeira de 2a entrancia.Luiz de An-
drada. -RogJrto. -Dr. Joao de S.Joao Al-
ves.L airea de Si.
N. 98. Gal couber. 2:0005 para urna bomba
na ru* Bella**Ti8ta no Arraial, concedida pela lei
n. 1,713 de 1882.Ferreira Velloso
N. 99. Onde couber. 2 lampeoes para a en-
trada de Baixa-Verde naCapunga, 2 ditos para a
Mote do porto de Lasserre, tambera na Capunga,
20 ditos para a estrada da En. ruzi.hada at o
Salgadioho, 8 ditos da mesma Encruzilhada at a
ponte lo Maduro, 8 ditos para a rui. da Bella-Vis-
ta no Arraial. j:i coucedidos pe!a lei n. 1,713 de
1882.Ferreira Velloso
N. l'K). Accresccnte se a quantia de 4ib3800
pr pacrimento do que dispendeu Laurindo Mar
ques de Souza eom o sustento dos presos pobies na
cadeia de Flores. Dr. Pitang.
N. 101. Onde couber. 12:000* para empedra
-aeetn e reparos do ramal da estrada de rudagem
,,de Jaboato Escada.Joo Alves.Julio de
pelo Barros. -Bojcoberto.Luis de Andrada.Radn
per- : gnes Porto.-LmrencT de S.Constantino de
Albuqueroue. Sophronio Porteila. Ferreira
y, lioso,. Birao de Itaoissuma. Vise Mide de
Tabatinga.Joao de Oliveira.Soloni.o de Mella.
Juveneio Maris.Dr. Pitanga.
N. 102. Para ser collocada onde couber. 2
iampies na ra da Fundicao em Santo Amaro, 1
na travissa do Goncalves, 1 na travesea do Fer-
reira e 1 na traveasa de Joao Veigas, tudo em
Santo Amaro das Sal as.Jos Maria.
H. 103. Ka em vigor o 7, 1" parte do art.
6* da lei n. 1,713. Barao de Itapissuma. Dr.
Joo de S.
N. 104. Fica era visor o % 12 do art. (i1 da le
n. 1,713 na parte referente estrada de rodagem
de Itapissuma a Santa Rita em Pao d'Alhi.
Ha quatromezes que o tenente-corond Caval- Barao de Itapissuma.Dr. Jo> de S.
cante nao sahe ra. Vive em cusa, cercado com i N. 105. Fies em vigor o 16 do art^. G da \91
cabras mal encarados, de bacamarte na canto da 1,713 B ira de Itapissuma. Dr. Joo de 84.
pared", tendo as portas e junellas buracos para, X. 1(16. Ao % 5o. Depois das palavras 2 uffi-
por eilis, faserem fogo, e at barricas cheias de cial. accresente-se :que vagar por itorte ou ac-
areia para servirein de trincheiras. cesso. Juveucia Maris.
Ora, veem os nubres depn'acoe que o tenente-; N. 107. Ao 8 73 acrese entese : inclusive o
eoronel Cavalcante ha quatro mezes que nao sahe ; que se dever a Di go Carlos de Almeida e Albu-
d,. casa. querque, de ordenad. que deixou de perceber como
llSr Jjs Maria Isto nao exacto, elle foi i designado para re_'er a cadeira de BStroecSd
primaria do Gynn isio Pern imbuc-ino, de 1 de .lu-
lho de lSvSS 24 de Junho de 1884, augmentando-
verba. Juvencio
eleic i.
Sr. Joao AlvesPcrdoe-me vT. Exc. Eu es-
tou arquuicnt indo com o mesma documento que
servio de base s arguicoes do nobre deputado.
Se o correspondente mentiroso, se nao diz a
verdade, para que servio-se V. Exc. da sua missi-
va fazendo, por ella, graves increpacoes ao tenen-
te-coronel Cavalcante, polica de Tacarat e
admiuitracia da provincia ? Pretender V. Exc.
que es'a corresp mdencia seja verdadeira somente
na parte que favorece s aecusacoes i
Eu nao o creio. Ella, como documento, asa
de ser considerada verdadeira em parte, e em par-
te falsa.
O Sr. Jos Maria d um aparte.
O 8r. Joo A'ves Veja o nobre deputado o
que di anda o correspondente : Pelas ras andam os sicarios armados de ba- dicionaes pagos pelos despachos na Alfandega de
camarte, pistola, laca de pontaum arsenal com-1 mercadorias estrangeiras, que fizerem parte do
pleto. Ten dado surras ao meio da em ponta, na gyro ammercial das casas de negocio de mpor-
fua, em plena fera. E' um horror | taco, comprebendidas aquellas que sendo despa-
N5o preciso mais insistir em affirmar que o te- chadas em outras provincias forem importadas
se para tal fin a respectiva
Mariz.
N 108. Ao 73 accrescente-c : inclusive
12:1323100 de transportes Companhia Peinam-
bucana, ^uzmentando-se a verba.G. Prente.
Coelho de Moraes.
(Continua.)
EMENDAS APPROVADS NA 2." DISCU8SA1) DO
PEOJECTO N. 43 DESTE ANNO (OBQAMBI-
TO PROVINCIAL).
Ao art. 1."
N. 2. O 13 substitua-se pelo seguinte : 10/0
i sobre a importancia dos diretos, inclusive os ad-
nente-coronel Cavalcante nao o autor das desor-
dens de Tacarat, nao elle quem tem alarmado
aquel! i comarca.
por meio de cabotagem.Gomes PareLteCoelho
de Moraes.
N. 3. Substitua-se o 14 pelo seguin'e : 30 "/
13 e 14 em lugar de
Parcnt-. Cciho de Mo-
0 Sr Jos Maria E' um cidado muito pa-! sebre o valer locativo das casas de commercio
gato... j ret .lho na cidade do Recife.Coelho de Moraes
O Sr. Joo AlvesComprehendo a irona, e res- Gomes Prente,
pondo que o tenente-coronel Cavalcante u mem enrgico e vigoroso, que tendo cahido sob as ^ ^ 14 e 15.Gomes
ras de um grupo de malfeitores, procedentes do i raes.
Riacho do Navio, do termo de Flo.esta, lugar oh- X. 5. Ao 10. Supprima-se as palavras sen-
de s exist-m liberaes, do mesmo modo que em do a cobranca at o hm do paragraphe. o-
Tacarat s ha conr rvadares. nao se qoer deixar phramo PortellaJoo AlvcaJola de Oliveira
imm .lar por elles, oppondo-lhes a resistencia de Barros Barreto Jnior. ___
que capaz. N. 7. A> 30. Em vez de 50*000 diza-se 1003,
At ahi pens que o tenente coronel Cavalcante e em vez de 753 00 diga-se 15J000.Jos Ma-
tera toda razao, nao coosentindo que o liquidem riaJoo de Ohiena.
esses bandidos que tantas victimas ) tem feito no | N. 10. Ao 46. Em vez de 10 por cento diga-
termo de Tacarat. l se 5 por centa.Jos Maria.
O Sr Jos Mara E porque ninguem procura N. 11. Onde couber : 2003000 por casa ou m-
liquidar a V. Exc. ? ( dividuo que reoeber ou vender cal de Lisboa. -
O Sr Joo Alves O nobre deputado deve sa Luiz de AndradaG. de Drummond Fdno.
ber que orabor^ meio sertanejo, eu habito em urna) M. 13. Substitua-se o 8 pelo 7 art. 2. da
regio maisuerena, onde as pixoes nao sao tai > lei n. 1.860 de 11 de Agesto de 188a
desabridas sendo os meios de vingancas usados Drummond FlhoR*tis e SilvaLuiz
mito difier-utes dos do alto serto. i drada-Rogoberto t. da .-- ilva-V ictor
Era o que tinha eu a dzer em relaco ao teen- ; loao AlvesJoao de Sa K'guer i Lsta-
te coronel Cavalcant-. Emquanto as nformacoes Rodrigues Parto Constantino de Almiquerqu.
pedidas direi que j f raro dadas, eme consU da Siphronie FortellaViscoude
de
de Au-
Correa
Revista deete Diario, que o nobre deputado deve
ter lid i. Be at hontem S. Exc. Ignorava isto, se
na i quTa raesmo acredi'ar oas nossas palavras,
est hoje desfeiia a duvida, porque o diario ofi-
cial quem declara que para Tacarat seguo urna
forca regular e capaz de nianter a ordem alli al-
tead*. .
O Sr. Jas Mara E porque nao foi tambem o
cbefe ie polica?
O Sr. J o AlvesPorque nao devia abandonar
esta capital para ir a Tacarat fazer o que um
,eleg*do pode faz.r.
L'go que S. Exc. o Si. presidente da provincia
teve scienca dos factos occerridos em Taca-
rat ..
O -'r. Jof lunaDos enmes.
O Sr. Joo Aives .. dos crimes, diz bem o
nobre deputado, deu is providencias necessaras,
mandando para aquelle lugar um oficial de con-
fianc-i, como delegado, e um destacamento capaz
de rstabelecer a ordem e reprimir os crimes e
abusos que te-n sido commettidos.
O Sr. Presidente Observo ao nobre deputado
que a hora est dada. .... .
O Sr. Joao Alves V-u concluir, dizendo que
deve ser rejeitade o requerimento em discussa,
por ser escusado, em vista da promptido com
que foram dadas as providencias de que elle co-
gita.
Acuardem os nobres deputados o resuiudo das
diligencias que tem de ser iniciadas pelo novo de-
legado de Tacarat, e se lias nao preduzrem o
desejada > ffeito venham ento clamar, porque te-
ra<> o apoio da razio.
Ura Sr. DeputadoE esse delsgado ser capaz
de capturar Cavalcante ?
O Sr. Joo AleesNao, porque elle nao cri-
minoso n m est no caso de soffrer priso.
O delegado e o novo destacamento saberio cum-
prir sen dever.
Se porm der-se o contrario ; se novos factos
apparecerem, que reclamcm a presenca do Qr.
che fe de polica fiquem cortos os nobres deputa-
do que o digno magistrado que oceupa esse lugar
saber i cumprir o seu dever, como tem cumprido em
multas entras oce.asies.
O Sr. Jos MariaQual ; elle amigo
valcante. ,
O Sr. Joao AlvesNao sei se elle amigo de
Cavalcante.
Se o far est em seu direito, porque o magis-
trado que aceita o cargo de chefe de polica nao
fica segregado da ociedade, ncm impaissibilitado
de manler relacoes de amsadecom os seus cooci-
dados. j
Em conclu^So declaro que voto pela rejeicao ao
requerimento, certo d- que serei imitado por todos
os collegas que a tal respeito ee pronuncaarem de
animo calmo e desj revenido.
Acbando-se na ante sala urna coracissao da
Asaociacaa dos Funccionarios Provinciaes de Per-
nambuco, o Sr. presideute nomeia para com ella
irem entender-se os Srs. Rodrigues Porto e Soa
rea de Amorim.
O r. (ioare de Amorim (pela ordem)
di que obedecendo a ordem de S. Exc o 8r. pre-
sidente, como membro da i ommisaao que 8. Exc
acabou de nomear para entender-se com os diver-
sos senhores que estavam na-ante sala, cumpre-
deCs-
de Tabatinga -
Juvencio MarizJoo de O iveiraSolonio de
MelloFerreira JacobinaDr. Pitanga-Costa
RibeiroBaro de Itapissiinv-- Biro de Calar.
X. 14. Ao 46. C intribuic '9. Depois das pa-
lavras sello de herancas diga-se : Sendo de 3 por
C ato para os rem at 1:000000 de ordenado.Ratia e Silva.
Ao art. 2."
(Em le 29 de Maio)
N. 26 Ao 5Secretaria do Governosuppri
ma-se o resto di depois das palavras 2 oficial
Ratis e Silva.
X 51. Ao 2." Supprimam-se as palavras :
supprimidas, etc., at serventeJos Maria.
X. 86 Bibli. theca Provincial. Eiupregadus na
forma e numero da tabella do 19 da lei n. 1,499
de 29 de lulho de 1880 e mais um terrete com a
gratifijsvo de 7203, 7:2303. Expediente, asseio
da casa, remonta e compra de livros, 1:5003Re-
g BarrosJoao de OliveiaVisconde de Taba-
tingaHerculauo Band. iraConstantino de Al-
buqu' rqueSophronio PartellaDr. \. da Costa
GomesFerreira VellosaJulio de BarrasJ ao
AlvesBarros Barrero Jnior.
N. 87 (1." parte). Instruccao primaria. Profes-
soree, de accordo com a seguinte taoella :
1. entrancia 8003 de ordenado e 3003 de gra-
tificaci.
2." entrancia 9003 de ordenado e 3003 de gra-
tifica cao.
3. entrancia 1:'003 de ordenado e 4003 de
gratificaco.Reg i Barros Her ulano Bandeira
__Dr. Costa GomesVisconde do Tabatinga
Joo de OliveiraSoares de Amorim Luiz de
AndradaRodrigues PartoConstan:iuo de Albu-
queroueFerreira VellosoJulio de BarrasJ ao
AlvesBarros Barreto Jnior.
N. 88. Escola Normal.Professore3, na forma
da tabella n 2. an iexa aa regulamento da 6 de
Maio de 1879, 22:773*322
Empregados, na forma da mesma tabella, sup-
primida a gratifieaco do secretario, c.eado o lu-
gar de continuo com os mesmas veueiraentos dus do
Gyiunasia e reduzidns os serventes a dous com a
gratificaco de 720*, 7:0003 K)0.Reg Barros
Joo de jOiiveira^Ferreira Vellosa.H'-rculano
Bandeira. -Julio 'S Barros.Joo Alves.Bar-
ros Barreto Jnior.
N. 89. Instruccao PublicaEmpregados na for-
ma e numero da tabella n. 3 annexa ao Reg de 8
de Abril de 1879, supprimido um lugar de ama-
nuense o um de servente, p rcebendo o servente a
gratificaco di 7203, 14:920*.Reg Barros
Jaao de Oliveira.Rodrigues Porto.Herculauo
Bandeira.-Luiz do Andrada.Visconde de Ta-
batii.gaFerreira Velloso.Julio de Barras.
Barros Barreto Jnior. Joo Alves.
N. 90. Gymnasio ProvincialProfeasorres com
os vencimentos da tabella n. 2, annexa ao Reg' de
23 de Junbo de 1879, supprimidas as cadeiras de
allemo, italiano, ciencias uaturaes e instruccao
primaria, e urna das de geographia, os lugares de
preparadores do musen e da cadeira de sciencias
naturaes, de prefessores de msica, deseuho*e
gymriast ca, d vendo o professor addiio ser pr-
vido na primeira cadeira que vagar e supprimidas
as gratificaeoes dos i rafeas res cujas cadeiras ti-
veretn meaos de 10 alumnos de frequencix, 30:210*.
Empregadossupprimidos os lugares de rege-
dor, censor, medico, mordomo e monitores, peren-
bendo o secretario os vencimen'cos da tabella n. 2,
annexa ao Reg. d 2i de Junho de 1879, o por-
teiro o ordenado de 8l)03 e o gratificaco de 4003
e os dous continuos o crdenado de 700* e a gratifi
cafo de 3003, cada ua, 5:200*.Reg Barros.
Constantino de Albuutierque. Joo de Oliveira.
Luiz de Andrada,VUcoude de Tabatinga. Soa-
res de Amorim. R drigues Porto.Coelho de
Moraes.Dr. Costa Gomes. Julio de Barro.
Joo lveo.Heroulano Bandeira.Barros Bar
reto Juntar.
N. l'H>. Ai 5. Depoiedas palavras2. ofi-
cial, aceaesoeae as : que vagar, por morle ou
accesso. JaMaoio Maris.
N. 112. Naeiaeada n. 90, supprima-se as pala-
vrase umai'das de-geographia.Reg Barrros.
Harculaao Bandeira.
(Em oeaso de 31 de Maio)
N. 19. Ae 28 do.ai*. 2-**era*publieee
Aocreecente-se no fim do paragrapho, e 15 eonWs
de ris para a conclusio do 2 raio do hospicio de
alienado^.Ratis e Silva.
N 21. Illuminaco publica $ novo, da cidade
de Bezerros com 15 lampeoes.Ratis e Silva.
N. 22. Art. 2Auxilios diversosNova -A'
colonia Orphauologica Isabel 30:000*000Ratis e
Silva.
N. 23. Para ser collocada onde convier. ...
20:0003 para a construeca de ma'a um raio para
casa dos expostos. osta Ribeiro.Dr. Pitanga.
N. 24. Ao 28 accrescente-se depois das pala-
vras agente pagador : e mais 4:000*000 para as
obras da matriz de Itainb. Saares de Amorim.
Julio de Barros.Ferreira Velloso.LourenQO
de S.Ratis e Silva Reg Barros.Augusto
Frxnklin Damingues daiSilvaRodrigues Porto.
N. 25. Para ser collocado ande convier5003
para auxilio da casa de educaco do vigario Joo
Evangelista, para roupa dos orphos a seu cargo,
Dr Pitanza.
N. 27. Ao 47 accrcscente-se: igual quota
para a illuminaco di cidade de Bom Jardim
Dr. Casta Gomes.
N. 28. Para collocaco de 40 lampeoes na ci-
dade de Pesqu-ira 6:000*000.Dr. Pitanga.
N. 29. Para as ob'as do rebaixamento da la-
deira do Tnuinpho 5.0W*. Dr. Pitanga.
N. 31. Para concert do acude do Caldeirao de
Alagoinha 2:0003.Dr. Pitanga.
N. 32. Para as obras da nutriz de Cimbres...
1:0003.Dr Pitanga.
N. 33. Para concert do acudo d: Vertentes.. .
2:0003D.-. Pit aga.
N. 31. Para construeco do acude de Pes-
qne'.ra 6:000*.Dr. Pitanga.
X. 36. Ai 8 49: na vez de 4:000*000 die;a se
6:0(103.S pnronio Pi rtella.Constantiuo de Al-
buquerqtie. .
N. 41. 4:000* para ocnstrucco de urna cadeia
na villa de Carrentes. Sophronio Portella.
Constantino |P Aibnquerque.
X. 42. 1:00')* para c .nstrucc.To da ponte sob'e
n rK'.cho Gravat na villa de Asruas-Bclla-.So-
pbronio Portella.Constantino de Albuquerqu.
\. i ": 4:0003 para a conslrucga de um acude
em Pao Ferro, tregneiia de \_;uas-Bellas.So-
phronio Port-lla. Constantino de Albuquerque.
X. 44. 4:0(103 para e .n tiuceo de um a<,u 1-
em Bnique S pbronio Portella.Constantino de
Albuquerque.
N. 45. 4:0003 para coustrucci de um ac.ide
om Mue-.mbo de Aguas Bellas. Sophronio Por-
teiia.Constantino de Albuquorque.
N. 47. 2:0003 para constru -cjio do u-n acude
em Sant. Antonio da Pedra. -Sophronio Portella.
Consf intrna ie Albuquerque.
N. 49. 3:900* para a compra de urna casa na
villa da Pedra, a qual sirva para cadeia < quartel
do destacam-nf).Jophronio Portella.Constan-
tino de Albuquerque.
N. 50. Onde couber. Illuminaco da cidade de
Jaboato com 25 lampeoes 1:775300.1.Sophronio
Port-lla.Cinstantino de Albuquerque.
N. 59. Ao 31. Supprimam-se as palavras :
extincta a gratificaco, etc.Jos Mnria.
X. 63. Aa 28, augmente-se a verba de.....
12:000* para a construeco da ponte do Rio-Doce,
em Maranguape.Dr. Joo de S.
N. 66. A3 17. 2:1303 para illuminaco da ci-
dade do Rio Forraoso, com 30 lampeoes j colloea-
dos. Luiz de Andrada.
N 69. Ao 40, diga-se : 22:0003000.Reg
BarrosJoo de Oliveira.Herculano Bandeira.
N*. 70 4:000* para a coustrucelo de um acude
na comarca de. Boa-Vista.-Solonio de Mello.
N- 71. 4:0003 para a construeco de um acude
no termo de Granito. Solonio de Mello.
N. 72. Para ser collocada onde couber : para
as obras da matriz da Boa-Vista, 4:000*.Viga-
rio Augusto.
N. 73. 2:0>K)* para a construeco de um acu e
no Ouricury d Cabrob. Solonio de Mello.
N. 74 4:000* para a construeco de um acude
no termo de L op-ldiua.So onio de Mello.
N. 8i. Para se.- collocada onde eouber. 2003
para o expediente da casa da ordem no quartel
do corpo de policia. Sophronio Poitella.Gomes
Prente.
N. 82 Augmente-se na verbailluminacSo pu-
blica 3:65'13 para 50 lampeoes na cidade de Pao
d'Alho e 2:9203 para 40 ditos na cidade da Glo-
ria de Goit.Dr. Joo de S.Baro de Itepis-
suma.
N. 83 Ao 22. Em lugar de 1:200*, diga-se
2:0OC*. Gomes Prente.Coelho de Moraes.
N. 87. (41 e 5 partes).Alugu-1 de casas para
escolas, expediente diurno 60:000*. Fornecimento
de movis e compra de livros para os alumnos po-
bres 8:000. Reg BarrosHerculano Bandei-
ra.Dr. Casta Gome6. Visconde de Tabatinga.
Joo de Oliveira Soares de Amorim. Luiz
de Aodrada Rodrigues Porto.-Constantino de
Alboqai rque. Ferreira Velloso. Jul o de Bar-
ros___loa Alves.Barros Barreto Juaior.
N. 91. Fica o presidente da proviacia autori-
sada .despender 3:000* para desapropriaco da
cas* que serve de quartel na eidade de Jaboato.
Dr. Pitanga.
N. 92. Aa 27. Em lugar de 4:245*, diga-se
2:0003 C elho di Moraes.Gomes Prente.
N. 93. Ao 28. Era lug*r de 100:000*, diga-se
150:000* C.aelho de Moraes.Gomes Prente.
N. 95 Substitutivo Substitua-se o 25 pelo
seguinte :
Empreg.ido3 da rapartico, percebendo os venc-
melos constautes da tabella infra ; supprimidos
i lugares de tres engenheiros de districto, de um
tbesaureiro pagad ir, veucendo o guarda dos jar-
dins puolicos 1:000*.
Tabella
Director
Engenheiro njudante
Con ductores de 1* classe
Dito de 2
Secretario
Amanuense
Agente pagador
DeeenhUta
Horteiro
Continuo e archivista
Coelho de Moraes. -Gomes Prente.
N. 98 Onde couber. 2:0005 para urna bomba
na ra Bella-Vista no Arraial, concedida pela lei
n. 1,713 de 1882. Ferreira v'elloso.
N. 99. Onde couber, 2 lampeoes para a estrada
da Baixa Verde na Capunga, 2 ditos para a pon e
do Porto do Lassorre, tambem na Capunga, 20 di
tos para i estrada da Encruzilhada at o Salga-
dinho, 8 ditos da mesma Encruzilhada at a ponte
do Maduro, 8 Jitos para ra da Bella-Vista no
Arraial, j concedidos pela lei n. 1,713 do 1882
ferreira Velloso.
N. 101. Onde c uber. 12:0005 para empedra-
meuto e reparos do ramal da estrada de rodagem
de Jaboato Escada. Joo Alves.Jnno de
Barros.Rogobrto.Luis de Andrada.Rodri-
gues PortoLmreuco de S.Constantiuo de
Albuquerque.Sophronio Portella.Ferreira Vel-
loso.Baro de Itapissuma.Visconde de Taba
tinga.Joo de Oliveira.Solonio de Mello.Ju-
vencio Maril. Dr. Pitanga.
N. 102. Para ser collocada onde couber. 2 lam-
peoes na ra da Fundicao em Santo Amaro, 1 na
traveesa do Goncalves, 1 na f-avessa do Ferreira
e 1 na travesea de Joo Veigas, tudo em Santo
Amaro das Salinas.Jos Maria.
N. 103. Fica em vigor o 7, 1" parte do art.
6 da le n. 1,713.Baro de Itapissuma.- Dr.
Joo de S.
N. 1( 4. Fica em vigor o 12 do art. 6 da le n
1,713 na parte ref rent i a estrada de rodagem de
Itapissuma a SautaRi:a em e'o d'Alho.Baro
de Itapissuma.Dr. Jo'.o de S.
N. 105. Fica em vi^or o 16 do art 6 da le
n. 1,713.Baro de Itaaissuma.Dr. Joo de
S.
N. 110. Onde couber. 5:000* pira um cemite
rio no povoado do Bjberibe.Joo de S.Baro
de Itapissuma.
N. 115. Onde couber. 2:000* para ooncluso
das obras do cemiterio publico da villa de Igua-
rass e 1:000* para o de Itapissuma.Baro de
Itapissuma.Dr. Jlo de S.
N. 146. Ao 2 28. A verba do art. 2' 28. Ac-
crescente se : mais 13:000* nara reparos do em-
pedrameuto da estrada de Jaboato.Gaspar de
Drummond Filbo.
N. 117. Ao 28. 1:00-1* para o m-lhorament i
da estrada que vai da estaco de S. Benedicta ao
povoado do mesmo nome.Regueira Costa.
N. 118. Ao g 28. 4:000* para a construeco de
urna ponte cobre o rio Pirangy no lu^ar Barra da
Lama, em S. benedicto Regueira Costa.
N. 119. A) 28. 6:00(1* para a construeco de
um acude na villa do Bonito.Regueira Costa.
N. 120. Ao 28. 4:00 para a compra de urna
casa que sirva de cadeia e casado cmara na ci-
daaa de Bom Jardim.Dr. A. Gomes.
N. 121. Ao art. 2 28. 6:000* para a construe-
co de um acude no povoado do Caulutiuhu. -lia
gu-ira -Coala.
N. 122. A ar 2 38. 6:000* para a cons-
trueca deum a^ude n i povoado Lagedo, no termo
de S. Beato,Regueira Costa.
N. 125. Se for approvada a emenda n. 24, ac-
crescente-se: 1:000* para as obras da matriz de
MuribecaLourenco de - N 126. Fica o presidente da provincia autori-
sado a comprar, nacidtde de Jaboato, urna casa
que passa servir de c-ulea, pudendo duspeuder ata
a quantia do 10:000*.Lourenco de.. S.
N. 127. Ao 28. Depois das palavrasigente
pagadorga se : 10:000* para o empelramen-
to da estrada real da estaco dos Prazeres Pie-
dade. -Lourenco de S.
N. 128. Augmente na verbailluminaco pu-
blica3:000* para collocaco de 20 lampeoes na
villa Je Muribeca.Lour-neo de Si.
N. 129. Ao 28. 6:000* para execuco da lei
n. 1,612.Liurenco de S.
X. 13u. Ao28. Aecrescente-se: 10:0003 para
coutinuaco da estrada real de Muribeca.L *u-
renC/O de S.
X. 132. Accrescente-se a emendan. 25. E 500*
ao vigario da freguuzia de Boa Jardim, Jos Fran-
cisco Jorges par* auxiliar a escola de meninos
descalsos fuudada e custeada pelo mesmo vigario.
Dr. Costa Gomes.
N. 133. Ao art. 2 j 33. Off -recemos como
emenda o projecto u. 75 deste anua, augmentan
do-se a respectiva verba Joo Alves.Sophronio
Portella.
O projecto. a que se refere a emenda supra. o
seguinte :
A Assembla Legislativa Provincial de Pe-
nambuco. reaolve :
Art. 1 O presidente da provincia mandar
c lOttrnir, dentro do futuro exercicio, cinco acu les
para dep>sito de agua, despendendo para tal fim
ate quantia d-' 100:000*.
Art. 2- Os referidos acudes devena ser
construidos nas seguintes comarcas : Bol Jar-
dim, Taquaretinga, Cimbres, Aguis Bellas, Sal
guaico, a jalao do resp-ctiv engenheiro.
Art. 3' Eslus obras devero ser leitas p r
ar-einataco, do molo que ma:s vautagens otf ro-
cer provincia.
Revacara-se as disposigans em contrario.
J I i A've Sop'ironio Portella.
N. 13. A j 17 do art. 2- diga-se : e mais 25
lampe para a povoaca de Canhotinho, em S.
lent i.Regueira Costa.
X. 137. Ao art. 2- 0:0003 para a construeco
de urna ponte sobre a faz do riacho Giqui, proxi
mo villa de Cabrob.Solomo de Mello.
N. 146. Ao 5 39. .\Ia13 6 iarap>-a -s para a ra
do Mrquez de Herval e 3 pa'a a travessa do B iu-
deira na ra Imperial.Costa R beiro.
X. 170. Onde coub-r. Mais 3:500*000 para
30 lainpjes na cidads do Goyaniia. Julio de
Barr s.
X. 7 Augment'-se na verba Illuminaco
publica a qu .ntia necessaria para a codocaco
de 30 lampeoes ua villa de Serinhem.Lourenco
de S
N. 175. A' emenda n. 45, accrescentu-^-e 2:0003
para concertos de acude da cidade de Garanhuns.
Antonio Vctor.
N. 176. Sub-euienda a de n. 47. Em lugar de
2:0000000 diga-se 4:0003000, eoufarme a le n.
1,713 (acude de Santo Antonio). Antonio V-
ctor.
X. 177. A' emenda n. 50 acorescente-se.......
2:0003000 para a illuminaco da cidade de Ga-
rauhuus, cem 30 lampeoes j concedidas por lei
anterior.Antonio Victor.
N 178. Emenda ao projecto n. 43. Onde cou-
ber 6:000*000 para a construeco de um acude no
riacho Bitury no povoado de Bello Jardim. Ro-
drigues Porto.
(Em sesso de 2 de Junhi)
N. 38. Eleve-se a verba com a quantia de 283*
que se deve ao professor Gaspar Antonio dos
Res, proveniente de expediente da escola noctur-
na de Allianca.Dr. Costa Gomes.
N. 39. Ao 73 accrescente-se : e mais a quan
ta de 183*332 que se deve ao professor jubilado I rente.
4:8003000
3:4003000
2:3003000
1:600*000
2:000*000
700*000
1:600*000
1:200*000
1 200*000
1:400*000
ciinantos dos meamos empregados ; inclusive os
vcncinwtof dua agentes encarregados da arreca-
. gado vaceum 84:412*980
Joo de Oliveira.Rodrigues Por-
Amorim.Joo Alves.Luiz de
Herculano Bandeira.Dr. C ista Go-
me?. Cielho de Moraes.-Antonio Victor.Vis-
eonde de Tab.-.tinga. Ferreira VellosoDamin-
gues da Silva.Barros Barreto Jnior, -Sophro-
nio Portella.Constantino de Albuquerque.Julio
de Barros.
N. 111. Ao 73 accrescente-seinclusive o
se que estiver a dever ao cidado Manoel Marrano
Cavalca te de Albuquerque, na qualidade de pro-
fessor de Bom Jardim e Anglica.Joo Alves.
N. 113. Ao 73, inclusive a quantia de......
1:148*691 para pagamento do que se est a
dever ao orouel Manoel do Nascimento Veira da
Caoba : a de 240*300 para pagamento do em
pruteiro das obras da cadeia de Agua Preta ; a
de 2:536*520 para pagamento do que se deve a
Medeiroa & U ; a de 40*600 Companhia Great
Western of Brasil Railway Limited de transporte
de presas; a de 300* ao boticario Alfredo Emilio
Calumby de medicamentos t'ornecidos aos doentes
do povoado de S. Jos ; a de 6:280* Companhia
da Esirada de Ferro do Recite 8. Francisco de
transporte de presos e soldados; a de 32*000 a
Cosme Jos Guedes por aluguel de sua casa em
S. Loiirenea, para quartel; dem o que se est a
dever de seus vencimentos ao Dr. Joo Feliciano
da Malta e Albuquorque, professor da Gymnasio,
e ntar de 8 de Novembro de 1879 a Jaueira de
1880, a raza de 1663666 meneaes.Caelho de Mo
roes.Gomes Prente.
N. 134. Ao % 74 do art. 2 acerescente-se : in-
clusive a quantia ds 1:402*348 a Cardoso & Ir-
eio, na conformdade da lei n. 1,795, de 1882.
Ao fc 73 do mesmo artigo accresceute-se : inclu-
sive a quantia de 40*, que se est a dever a Ma-
noel Cavalcante Coelho, de alugueis de sua casa
pai a quartel da guarda cv-a, na frtguezia da
Grraeo.
Idem n quantia de 143*060, que se est a dever
de pasMgeos de presos e pracas do corpo de poli-
ca, Conpanbia Great W tan o Brasil Bath* ly.
Coelho de Moraes.Gomeg rAu-eutes.
N 141 Para ser enlloca la onde convier : ...
5:000* p ra as obras a igreja de S. Sebearan de
Bonito.Regueira Costa.
N: 1 8 Para i r eoUoocda onde fr mais con
fveiiien'e : 5:000* para as abras de Hoase Senhora
di Rosario do Jupy em Canhotinho.Regueira
C uta.
N. 151. Onde couber. Fina a Santa Cua de
Misericordia autorisada a pagar ao cirurgii den-
tista do hospital Pedro II, creado pela le n. 1860,
os seus respectivos vencimentos que sero equiva-
le ufes a s dos dcmais cirurgi 'S d'aquelle estabe-
leciment i. -Jos Mara.Ferreira Vellosa.
X 15l'. (3 e 4a partes.) Fica concedido ao ba-
r de Limoeira um abate de 40 % sobre o preco
da arremataca das barreiras de Magdalena e
Paute dos Carvalh,, attendendo-se aos grandes
orejis is que tem tido o referido arrematante.
J -r Maria.
X. 159. Para ser collocada onde fr convenien-
te : Kica o presidente da provincia autorisada a
ao profe-sor da Passagcm 'la Mag-
dalena, Christovo Parto, a quintil d>: T.VIKO,
j deenniU'id i na lei do ornamento provincial
de 882.-Ratie e Silva.G. de Drummond F-
iho.
X. 160. Para ser collocada onde couber : Fica
o presiden*e da provincia autoiisado & maudar pa-
gara Joao Baaoeta Estenes de Souza, ex-empre-
gado da Csnaulado Provincial, o que se lhe est a
dever de 11 de Fevereiro de 1880-a 28 de Maree
do mesmo auu).Ratis e Suva.
N. 161. Paregcapho additivo, onde couber:
E mais de 4:0003 para execuco da lei n. 985 de
12 de Maio de 1871. Vigaiio Augusto Franklin.
Ratis e Silva.Padre Julio de Barros.Dr.
Pitanga:Soaros do Amorim.Gomes Prente.
N. 171. Sejam estabelecidas as verbas de.....
1:200*000 do orcamento vigente com relaco aos
recoioiinentos de Goyinna e Olinda.Julio de
Barros.
N. 139. i.'1 pirte.i Ao 25 supprimam-se as
palavrassupprimido o lugar de um thesoureiro
pagador.Jos Maria.
EME.DAS AOS DEMAIS ARTIGOS DO MESMO
PROJECTO, APPROVADS NAS POSTERIORES
SESSOES.
N. 179. Ao art. 3", depois do art. 23, accres-
cente se o 24.Gomes Patente.Coelho de Mo-
raes.
N. 183. Ao art. 3o. Depois das palavras : arts.
12, 14 e 15, accrescente-se : 21.Baro de Ita-
pissuma.
N. 200. Supprima-se o rt. 11.Gomes Pa-
na cadeira de inntrucco primaria de Bebedoura.
Juvencio de Barros Correia, proveniente de seus
or leados de Maio a Junho de 1884. Juvencio
Mariz.
N. 40 Offereco como emenda o projecta n. 80
de 1885 para ser collocado onda melhor convier.
Juvencio Mariz.
O projecto a que se refere a emenda o se-
guinte :
A Assembla Legislativa Provincial de Per-
nambuco, resulve :
Art. nico. Io Fica o presidente da pro-
vincia autorisada a mandar desapraprar para ser-
venta publica, a ponte construida s ib re o rio
Bitury, no povoado de Bello Jardim, pelo capito
Gaudencio Rodrigues de Araujo.
2' Para tal fim poder o presidente abrir 3
crdito necessaro, nao excedendo este de 1:500*.
Revogadas as disposices em contrario.
Em30de \bril de 1885.Juvencio Mariz.
Adelino A. de Luua Freir Jnior.
X. 62. Fica restabelecido o instituto vaccinieo.
Jos Maria.Dr. Pitanga.
N. 64. Ao 18 accrescente-se : e o que se
estiver a de' er a Antonio Jos de Souza, profes-
soi publico aposeutado do Baixa Verde, das seus
vencimentos do exercicio de 1881 a 1885. Jas
Maria.
X. 65. Onde couber : 2:000* para a conclusao
da casa de caridade de Nossa Senhora das Dores
de Caruar, e 1:0 0* para a construeco de urna
torre na igreja dt Nossa Senhora da Couc.icao de
Caruar.Rodrigues Porto.Constantino de Al-
buquerque.Luiz de Andrada.Ratis e Silva.
Juo de Oliveira. Joo Alves.
N. 76 1:000* para auxiliar a construeco de
urna casa de mercado na villa de Cabrob. So-
lonio de Mello.
X. 76. 1:000* para auxilio do concert da
igreja velha da villa de Cabrob. Solonio de
Mello,
N. 87. 1:000* para a construevo das obras da
matriz d* cidade de Pesquera.Joo Alves.
N. 78. Para ser collocada onde convier. Fica
o presidente da provincia autoris^do a emprestar
a -anta Cusa ie Misericordia a quantia de
60.000$ do valor do emprestimo concedido afim de
accorrer ao pagamento do que deve a mesma San-
ta Casa, e continuar as suas despezas, sendo este
valor deduzido dos semestres a seguir na propor-
?o de 20 /0 do que far arrecadado para a mesma
Santa Casa.Dr. Pitanga.
N. 79. Ao 34 do art. 2o accresceate-se: in-
clusive o que se est a dever ao capito Ismael
Clementino Bezerra, pelo fornecimento que, por
ordem do Dr. juiz de direito da comarca de Igua-
r;s>, fez ao estacamento da villa deste nome, e
em vista dos documentos que o mesmo capito
apresenta. -Baro de Itapissuma.
N. 85. Ao 72. Em lugar de 466:906*920, diga-
se 536:906*920.Gomes PrenteCoelho de Mo-
raes.
N. 97. Onde conber. Na hypothese de ser sup-
primida a caaeira regida pelo professor Jos Fe-
: ciano Bezerra Aguiar, ser elle nomeado para
qual )uer cadeira de 2a entrancia.Luiz de An-
drada.Rogoberto.Dr. Joo de S.Joo Al-
ves.Lourenco de S.
N. 100. Accrescente-se a quantia de 476*800
para pagamento do que despenden Laurindo Mar-
ques de Souza :om o sustento dos presos pobres
na cadeia de Flores.Dr. Pitanga.
N. 107. Ao 73 accrescente-se : inclusive o
que se dever a Diogo Carlos de Almeida e Albu-
querque, de ordenado que deixou de perceber como
designado para reger a cadeira de instruccao pri-
maria do Gymnasio Pernambucano, de 1 de Ju-
lho de 1883 24 de Junho de 1884, augmentan-
do-se para tal fim a respectiva verba.Juvencio
Mariz.
N. 103. Ao 73 accrescente-se : inclusive-----
12:132*100 de transportes Companhia Pern m
bucana, augmentando-se a verba.Gomes Pa-
rantes.Coelho de Moraes.
N. 109. Arrecadaco e fiacalisac) das reas
Empregados do Thesourona forma e numero da
tabella annexa ao regulamento de 2 de Julho de
1879, extiuctas todas as gratificaeoes alheias
dita tabella e revogadas todas as alteracoes feitas
posteriormente a ella, quanto ao numero e aos ven-
N. 201. Supprima-se o art. 12.Coelbo de Mo-
raes. Gomes Prente. Constantino de Albu-
querque.
EMENDAS A PRESENTADAS AO ULTIMO AR-
TIGO DO PROJECTO N. 43 EM 2a DISCUS-
SO (ORCAMENTO PROVINCIAL)
N. 229. Ao art. 3o do projecta, depois da3 pala-
vras reparticoes publicasdiga-se : e a Santa
Casa de Misericordia.Dr. Pitauga.
N. 230 Additivo. Fia o presidente da provin-
cia aaturisada a nomear eff'Ctivos os protessores
contratados, Ignacio E'rocopio da Cuuha, para a
cadeira de Cauro d'Auta, e D. Anna Marques Pe-
r-ira do Reg, para a cadeira de S. Jos do Egy-
pto. Dr. Pitanga.
N. 231. Fica o presidente da provincia autori
sado i maudar pagar a D. Taciana Alexandrina
Monteiro Lopes, quando professnra de Propriedade,
os ordi nadas de Janeiro a Fevereiro de 1882, que
deixou le receber.Dr. Pitanga.
N. 232. Additivo. Piea o presidente da provin-
cia autorisada a conceder a 1). Fausta Pergentina
de Lima Barros, professora de Cimores, um anno
de licenca com ordenado.Dr. Pitanga.
N. 233. Fica o presidente da provincia autori-
sado a mandar pagar aos herdriroa de Manoel Cae-
tano Espiu da, a quantia a que tiver direito pelos
servicos prestados no Gymnasio Pernambucano e
que fra j determinado na lei 1,682.Dr. Pi-
tanga.
N. 234 Fien o president- da provincia autori-
sado a entregar Cmara Municipal e Junta de
Hygiene, o gabinete de chiraica e mythol >gia, fi
cando estes obng dos a nomeaco do pessoal pre-
ciso para o servida do mesmo gabinete.Dr. Pi-
tanga.
N. 235. Se passar o additivo sob n. 213, aecres-
cente se : Que s gosar desses favores, do mo-
mento que as letias bypothecarias tenh im juras
desta smisaae, e que o prtsodo emprestimo teito
com os agricultores, e garantidos por hypothecas,
soja elevado at 30 annos vontade do devedor
Ferreira Jacobina.
N. 236. Ao art. 1.'Oftereco o projecto n. 83
de 1880.
O projecto a que se refere o art. 1* desta emen-
da, o seguinte :
A Assembla Legislativa Provincial de P. r-
nambuco resolve:
Art. Io Fica approvada a in ovaco do contra-
to do canal de Goyanna, cel. brado entre a presi-
dencia da prov ncia e o concessiooaVio, Dr. Ma -
noel Polycarpo Moreira de Azevedo, em data de
8 de Agosto de 1879 e na'conforu.idado da autori-
sa(o concedida pela lei n. 1, 436, de 21 de Maio
do mesmo anno.
Art. 2." Ficam revogadas as disposices em
contrario
Pac da Assembla, J9de Abril de 1880.Ay-
res Gama.Lopes Machado.Maraes Piuheira.
J-'S Mari t. Maximiano Duarte. Coelho Cata-
olio. J. Marauho.B. de Tabatinga.Ferreira
Jacobina.
Art. 2o da emenda. O concessionario fica obri-
gado a elevar o fundo do canal de 50 centmetros
um metro, pelo que ter mais 3 annos para ter-
minar as obras e dispensa de qualqner multa em
que tenha ineorrid).Ferreira Jacobina.
N 237. A' emenda additiva sob o. 213 Art.
2Depois das palavrasseyoes do banca.em
letras bypothecarias, o mais com est.Ferreira
Jacobina.
N. 238-Se passar a emenda n. 116Igual fa-
vor a Jos da Silva Bar-os, Jos Thom, France-
lino Francisco Carneir > da Silva, Manoel Jaaquim
Baptista Jnior, Antonio Tranquilino da Silva,
Luiz de Franca Bezerra, J. Feppe do Espirito-
Santo, Pedro Frauciseo da Costa, Joo Jos do
Reg, Joo Francisco Nunes, Pedro Celestino Ja-
cob, Manoel Francisco das Cbagas Bezerra, Pe-
dro J dos 8antos, Jos Jeronymo ie Souza, Ale-
xandrino Jos de Amorim, Joo Bernardo Diniz,
Pedro de Lyra, Pedro Francisco da Costa e Ma-
ximiano Francisco de Souza.Lourenco de SA
Jos Maria.
N 239Se passai a emenda a. 216 -Igual fa-
vor a D. Maria Rosa da Rocha Lina Joi Maria.
N. 240 Se passar a emenda a. 212Igual fa-
vor a D. Annunciada de Mello Montenegro, que
est em idnticas condiccoesJos Maria.
241Onde conber :
Ficam creadas duas cadeiras de instruccao pri-
maria para o s- xo masculino, sendo urna no povoa-
do Mandacaya, e outra no lugar Fazenda Nova da
comarca do Brejo d Madre de DeusRodrigues
Porto.
N 242Os contribuintes devedores da fazenda
por divida activa sero admittidos a pagar ou no
Thesouro ou em qualquer estaco de arrecadaco
o quo dstiverem a dever.Juvencio Miriz.
N. 243 Onde couber5:500* para execuco da
lei 1,678 de 21 de Junho de 1882. Soarea de
amorim.
N. 244=9s devedores pelo imposto estabeleci-
do uo 12 do art. t da lei n. 1860, quer os seus
dbitos estejam, quer nao, em juizo, sero admit-
tidos a pagal-os independente de multa e das cus-
tas devidas i. Fazenda, urna vez que o facam den-
tro do txercicio da presente lei.-CosU R beiro.
N. 245Offerecemos como additamento a emen
da n. 223 o seguiute pn jecto da commisso de
peticoesJoao AlvesRodrigues Porto.
A Assembla Legislativa Provincial de Per-
nambuco resolve :
Art. IoFica o presidente da provincia autori
sado a conceder por praso improrogavel de 10 an-
nos, privilegio a quem maiores vantagens offjre-
aar para montar nesta cidade urna faorica de
chumba de mumeo.
Art. 2-=0 chumbo proiuzido pela fabrica de
que se trata, nao gosar de iseoco le imposto al*
gura n- m de quaesquer favores directos ou indi-
rectoa que tenhara por fim prohibir a entrada ou
venda na proviu;ia do producto similar nacional
ou estrangeiro.
Art. 3* Se no fim do 2 annos contados da data
da presente lei, nao estiver a mesma fabrica func-
ionando regularmente, a actual conces-.o de pri-
vilegio aera ipso-facto consideraaa caduca.
Art. 4* Ficam rsvogudas as disposices esa
coutrario.
Sala d.s commissaes, 12 de Abrii de 1886.
Barros Barretro Jnior.Padre Julio de Barros.
X. 1'46. Disposices geraes. Offercc. i como emen-
da para ser collocada onde for conveniente o pro-
jecto junto por copia sob n. 233 de 1862.Ratis e
Silva.
O p.-ojecto a que se refere a emenda o se-
guinte :
A Assembla L"gislativa Provincial e Per-
namhnco, resolve :
Art. uaieo- Fica o pn silente da provincia
autorisado a conceder Marcelino Jos laria de
Almeida, arrematante da recoustrueca da ponte
de Maus na estrada da Victoria, urna adeumi-
saco correspondente a importancia do abate por
elle feito no preco da respectiva arremataco.
Revogadas as disposices em contrario.
Sala das Beaaaea, 16 de Maio de 1882.Olym-
pio Marques.Xilo de Miranda.
X. -'17. Offivco como emenda additiva o pror
jeera n. 30 deste iiino.Herculauo Bandeira.
O projecto a que se refere esta emenda o se-
guinte :
o A Assembla Legislativa Provincial de Per-
nambuco resove :
Art. nico. Pi.ea reatabeloetda a lei n. 971 de
1 de Maio de 1871.
o Ruv ga i:? as disoorices em contrario.
Em 8 de Abril de 1886. Herculano Ban-
deira.Reg Barros.Dr. Coota Gomes.
X. Jl8. Aprc-seuto como emenda additiva o pro-
jecto n. 74 deste aonu. Herculano Bandeira.
O projecto a que se refere esta emenda o se-
guinte :
A Assembla Legislativa Provincial de Per-
nambuco resolve :
Art. 1." A jabilaco do professor publico de
instruccao primaria Antonio Mxime de Barros
Leite tica regulada segundo as disposices do
art.,156 do regulamento de 6 de Fevereiro de 1886.
Art. 2." Ficam revogadas as disposices eji
contrario.
Sala das sesses, 2S de Abril de 1886.O vi-
gario Augusto Franklin.Reg Barros.Regueira
Costa.
N- 249. Sub-emenda emenda n. 213.O Ban-
co de Crdito Real s gosar das isences de que
trata a emenda 213, durante os cinco primeiroajan-
nos de sua existencia Barros Barreto Jnior.
N. 250. Fica em vigor o art. 7- 8 da lei 1713
de 23 de Junho de 1882 na parte a que se refere
ponte sobre o rio Ipojuca.Barros Barreto J-
nior.
N. 251. Additivo s disposices geraes.Onde
couber.Fica o presidente da provincia autori-
sado a mandar pagar a Antonio Fernandes da Sil-
veira Carvalho a quantia de 591 725 ; a Luiz La-
menha de Mello Tamborim 538*000 ; a Elyseu da
Silva Gusmo 523*158 e a Henrique de Barros
Cavalcante 163*100; differenca de vencimentos a
que tem direito pelo exercicio interno doa cargos
de^l*, 2o e 3o ofSciaea da secretaria do governo.
G de Drummond.
N. 262. Additivo s disposices geraes Se
passar a emenda n. 216 accrescente-se : e tambem
D. Liberata Ambrosina dos Santos.G. de Drum-
mond.
StiViSTA DIARIA
AftMembla Provincial Funccionou
hontem, sob a presidencia do Exm Sr. Dr. Jos
Manoel de Barros Wandcrley, tendo comparecido
32 Srs. deputados.
Fai lida e approvada, sein debate, a acta da
sesso antec'-dente.
O Sr. Io secretario procedeu a leitura do se-
guinte expediente :
Ua ofeio do Sr. deputado majar Solonio Soares
de Mello, co'nniuiiicakido deixar de comparecer por
alguns dias s sesses por achar-se incommodado.
Inteirada.
Outro do secretario do governo, transmittmdo
urna informaca da Exm. Sr. hispo diocesano so-
bre a freguezia de S. Jos do Egypto.A quem
fez a requisico.
Tre3 do mesmo, evolvendo informadas as pe-
ticoes de Umbelina Amelia da Silva, Manoel He-
raclito de Albuquerqu", Manoel Alves Pereira de
Lima e Pbilomeuo Raymundo Nunes de Lima.
A' quem fez a requis cao.
Urna petico do padre Francisco Sethra d3 An-
drade Lima, requerendo pagamento da sua con-
grua de coadjutor de Taquaretinga.A' omuis-
830 de legislaco.
Outra de Jos'Peres Campello de Almeida, es-
crivo do Tribunal de Relaco do Recife, reque-
rei'J i consignaco da verba de 8763000 para pa-
gamento de custas de procesaos.A' cammisso
de orcamento municipal.
Outra de D. Porcia Constanca de Mello, reque-
rendo dispensa do pagamento do imposto de deci-
ma da casa em qie mora.A' comraisso de or-
camento provincial.
Outra de Francisco Manoel de Araujo, official
de justiea e porteiro do jury de Gamelleira, re-
querendo consignaco da verba de 4183750, que
Ibe deve a Cmara Municipal d alli.A' commis-
so de orcamento municipal.
Rejeitou-se depois de orarem os Srs. Jos Ma-
ria duas veces e Sophronio Portilla um requeri-
mento d'aquelle Sr. deputado, pedindo informa-
yaes sobre c arrancamento dos postigos e rotula*
da casa em que reside o major Antonio Anfijnso
Leal, ra dos Patos n. 1.
Rejeitou-se em votaco nominal, a pedido do
Sr. Ferreira Jacobina e por 18 votos contra 6,
o requerimento adiado d'este Sr. deputado, que
orou pela ordem, sobre a publicaco no jornal da
casa do exame procedido relativamente aos elei-
tores do 2o districto.
Finalmente rejeitou-se depois de orar o Sr. Jos
Mara, o seu requerimento adiado, pedindo copia
do telegramma expedido pela presidencia da pro-
vincia sobre o cerco da Ai-embla.
Passou ae primera parte da ordem do dia.
Encerrou-se a 2. discusso do ultimo artigo do
projecto n. 43 deste anno (orcamento provincial),
sendo prorogada a hora por 90 minutos e a ocia-
dos diverso* e tendo orado os Srs. Ferreira Jaco-
bina, duas vezes. Gomes Prente, Costi Rilieiro,
Prxedes Pitanga e Joo Alves.
A ordem do dia continuaco da antecen nte.
Tribunal do Jury do Becife.Proce-
den se houtem ao sorteio dos 4 jurados aliaix*
mencionados, que teem de servir na 3' sessiio de
jury convocada para o dia 5 de Jlho prximo vin-
douro :
Freguetia do Recife
Candida Francisco Simoes.
desaino Alves Fernandes.
Arthur Luiz Veira.
Freguetia de Santo Antonio
Dr. Aggeu Vedoso Freir,
Joo Antonio de Mello.
Jos doa Santos Costa Moreira.
Manoel Antonio Leite.
Francisco Gurgel do Amara).
Alfredo Luiz Ducasble.
fe
N
*WKkW^mm^^m
f tiflua i



Diario de Pernamlme((uarta-feira 9 de Junho! de 1886
3


>,
Jos Carlas Ferreira.
Luiz Carlos de Almeida.
Freguezia de S- Jos
Capito Eatevo Jos Pana Barreto.
Fernando Bar josa de Carvalho.
Antonio Martns Vianna.
Joaquim Teixeira Bastos.
Man el do Naseimento Vieira da Canha.
Jos Luiz lnnocencio Poggi Jnior.
Cesado Jos da Silva Bastos.
Freguezia da Boa Vista
Jos Joaqaiun Pereira.
Dr. Antonio Germino Regueira Pinto de Souza.
Antonio da Silva Castro.
Antonio Vasco Argn-z C toral.
Dr. Alvaro Barbaibo Ucbda Cavalcante.
Antonio da Silva Azevedo.
Dr. Pergentiuo Saraiva do Araujo Galvao.
Antonio Goncalves Ferreira Casco.
Manoel (os Soares de Avellar.
Claudino Isidro dos Santos.
Dr. Jcs Novaes de Souza Carvalho.
Antonio Jos Duarte.
Cae tao da Cos'a Moreira.
Antonio Mara de Castro Delgado.
Dr. Joo Telesphoro da Silva Fragoso.
Jos Miguel Correa do Nascimento.
Freguezia da Graca
Antonio Austricliano de Mora, a M. Pimeate!.
Dr. Matheus Vaz de Oliveira.
Francisco Egydio de Gusino L Freguezia de Afogados
Antonio Galeno Coelho.
Jos M ircellino Alves da Fonseca.
Freguezia do Poco
Dr. Francisco de Asss Pereira Kocha.
Manoel Alves Villela.
Dr. i'aulo Jos de Oliveira.
Manoel Ferreira da Costa.
Jos Ricardo Coelho Jnior.
Jos Burle.
Dr. Jos Francisco Ges Cavalcante.
Camillo de Lelis Peixoto.
Freguezia da Vanea
Joo d:: Cruz Macedo.
I'allerimenio.Na idade de 6 annos, fal-
leceu na iuite de antehontem e foi hontem sepul
tado no Omitero Publico de Santo Amaro, o cou-
ferente aposentado d'Alfandega e laborioso agri-
cultor Manoel de Caldas Barreto, que desde algum
tempo cstava softrendo do coraco.
Era um bom homem e tinba extensas relacoes.
Nossas condolencias seus dignos fillio e genros
os nossos amigos Drs. Manoel de Caldas Barreto,
Ernesto d'Aquina Fonseca e Elias Frederico de
Almeida e Albuquerque.
A t iuaninbn. E' o titulo de um novo li-
vrinho de sortes para as noites de Santo Antonio,
S. Joao e S. Pedro. Contm algumas quadras bo
nitas e chistosas.
Gremio Lilterario Recreativo.
Nesta sociedade ha sesso amanh, s 5 1/2 horas
da tarde.
Jallo Verne.O 3 volunte da grande edir
cao popular que, das obras do eminente escripto-
francez Julio Verne, est fazendo a casa David
Corazzi, de Lisboa, ja ch-gou para a livraria da
Agencia Geral de Publicacoep, no largo Saldanha
Marinho, antigj ateo da matriz de 3anto Antonio
n. 4.
Contera esse voluaie o bellissimo romance a
Valla do Mundo em oitenta dias, que tanta voga
te ve outr'ora, e que ser aempre novo e interea-
sante, tal o seu bein acabado e Unces dramti-
cos que contm.
Para e 4maioa>-0 paquete americano
Colorado, entrado bontem io norte, tronxe-nos to-
lhas do Para at 1 do corrente :
As noticias que doessas folhas so.de mero n-
ter esse local.
Sobre o Amazonas encontramos o seguinte no
Diario do Ordo Para de 28 de Maio :
Em Manos "orria o boato de que fora ussas-
sinado no rio Purs o capital Hilario Francisco
Alvares, e qua na foz do Acre, afluente do mesmo
rio, houve graves deaerdens, de que resultoa te-
rimentos e mortes.
Cidade d Victoria Recebemos o Li-
dador da cid ide da Victoria, at 5 do corrente :
Lemos ni'dsa folha :
Como havia annunciado, no domingo passado,
s 6 horas c 40 minutos da tarde chegou i> esta
cidade, em trem expreeso, S. Exc. Rvdm. o Sr D.
Jos, nosso Ilustre Bisoo Diocesano.
Na estaco espera va o urna msica e mais de
quatro mil pessoas, n tando-se entie ellas todas
as autoridades e funecionarios pblicos da co
marca. D'alli seeuiram todos par a matriz.
S. Exc. demorou-se nesta cidade at o dia 2
do corrente, e sendo aqui rauito bem recebido e
tratado, Jevia ter voltaoo bastante satiseito.
Concert Deixar de realisar-se, conforme
foi annunciado, ua noite de 10 do corrnte, o con-
cert promovida pelo pianista Amar > Barret nos
sa'Oes do Club Carlos Gomes, em consequpncia de
achar-se euoommodada urna de suas discipulas,
que obsequiosamente nelle deveria tomar parte.
O mesmo concert ter lugar no da 17 do cor-
rente, quinta feira prxima.
PuwftnporfeftTiraram hontem passaportes
na Secretaria de Polica os cidados brasileiros
Antonio de Araujo'Marques e sua seuhora e Anna
Cordeiro de Araujo Marques, os quaes segueta
pr.ra Europa.
Ka raesraa data fii visado o passaporte do sub-
dito portugnex Antonio Furtado, que se destina
poovincia do Far.
coiiEreNNo Itinerario Scientiflco.
Amanh as 11 horas do da, reune-ae esta asso-
ciaco na respectiva sede, para tratar da reforma
de >us estatutos.
Bom chaO Sr. C. Sinden, ra do Baro
da Victori n 48, remetteu-nos urna amostra de
urna nova qualidade de cb preto que tem ven-
da no seu estabeleciineato.
Experimentamos a infuao desse cha, e podemos
asseverar que muito bom, tanto pelo aroma como
pelo sabor agradavel e sem o travo adstrin gente
que no geral carecterisa as ms qualidades de
cb.
Tragedla* do taeelfeEst publicado o
3 fascculo deste romance do Sr. Carneiro Vil
lela.
Innllfnto Arcbeolosleo Amanh, ao
meio dia, funccioni esta sociedade na respectiva
sede.
Club Ijitterarla VlctorleasieEscre-
vern-nos da Victoria :
Erte club solemnisoii o seu terceiro anniver
sario no da 23 de raaio prximo passarlo, com ama
sess0 litteraria. muito concorrida, brilhante e ani
ruada.
Occuparam a tribuna durante a essao : o
Dr. Eliziario de Moraes, orador do club, qne pro-
terio um eloquente discurso, o Sr. Pedro de Albu-
querque, como representante da sociedade dan-
zante Unio e Progresso ; o Sr Joaquim Goncal-
TdS c!e A. Silva Jnior, como representante do
Club Litterario de Palmares ; o menino Samuel
Othon ; o Sr. Jos de Oliveira M. Reg Barros,
rao representante do peridico LAdador ; o pro
fssor Jos Alves de Souza Bandeira, na qualidade
de orador da nova directora, e o profeasor Amaro
Pessoa que recitou urna poesa.
A sesso tentiinou s 10 horas da note, rei-
nando entre todos a maior harmona e contenta-
ment.
Jurante o mez de maio findo frequentaram o
club 250 pessoas para ler.
Sahirain para leitura dos socios 65 volumes e
entraran) 50.
Poi rem -ttida directora do club, por inter-
medio do Ilim. Sr. Dr. juz de direito da comarca,
a quantia de 200*, qu S. M. o Inperador se dig-
nou ofFerecer para auxiliar as escolas que o club
pretende fundar em sua sede.
Pelo Sr. Coriolano de Abreu toi ofFerecida a se-
gu nte obra : Diccionario portugaez por Maraes,
VS Vola, ene.
Pelo socio capito Joaquim Joo da Cunha
Pimpim ; 5 volunr-s diversos.
Pelo Sr. S< bastio V. G*!vo : Devaneios
Iliterarios, p ir Galdino Loreto, 1 folheto.
o Pe) socio capito A itonio de Mello Vercosa :
Coligo do processo criminal, 1 vol. ene.
Pelo socio Piragibe Hagesse da S. Costa: 8
volumes divereos.
Pelo Sr. Joo Melchiades de Souza : Abece-
dario jurdico c mtm-rcial, 1 vol. ene.
P.-lo Sr Joaquim Ferreira das N. Guimares:
5 volum-s divers' s.
. Pelo Sr. Euclides Deocleciano de Almeida
FessOH : 21 volumes diversos.
. Pelo Sr. Alexandre L. de Mediis : (i volu-
m ( liversos.
Pelo Sr. Jos Xavier Coelho: 5 volumes di-
versos.
Pelos Srs. Xisto de Paula Bahia e seut com-
panheir"* de arte foi offerecido em espectculo em
beneficio deste club, o qual renden 124*540.
TrrtenlesEscrevem-nos d'esta localidnde
ei'4'do corrente :
Os ssumptos desta vez sao maitor, e por Isa*
serentos um pooco lottgo.
O correio de 14 de Maio- ultimo tronxe-nos o
Diario que pnblicou a lei da transferencia da s-
de da comarca desta localidad- para Taquaretin-
ga, causando esta noticia urna i nprets&o qne, por
certo, nao se apagar la memoria de seus filhos.
No dia 22, pela madrugada, foi capturado
pelo official de jnstica do Dr. juiz municipal, com
auxilio da forca publica, o criminoso Manoel F-
lix de Brito.
.t Nessc -iiesmo dia, foi convocada a 2' sesso
do jury para o dia 28 do corrente, que tuneciona-
rt na nova sede da comarca.
O resaltado da lei da transferencia da villa,
produzio immediatos beneficios por impulsos do
nosso vigario Renovato Pereira Tejo, o qual na
estaco da missa do dia 23, em Taquaretinga, fez
urna pratica convidando o povo a unir-se a elle no
dia seguinte, atim de melhorarem a estrada que
liga aquelle a este lugar, o que se realisou em um
e dia com geral surpresa de todos.
E na verdade 6 o prestigio e verdadeira in-
fluencia de que gosam certas almas privilegiadas
ple conseguir to valiosos servicos.
Mais de 150 homeos se achavam no dia 24,
com o vigario frente, dando execuco aquello
penoso trabalho, e s 4 horas da tarde, a estrada
na exteuso de mais de legua e mei, estava com-
pletamente melhorada, reparados os estragos fei-
tos pelas ultimas chuvas, tornando-se, portanto,
de facillima ascenco a sabida da serra para qual -
quer transente, por mais timorato que ae>a seu
espirito.
O prazer que manifestavam todos estes ope-
rarios do progresso, e do beneficio de sua locali-
dade tocara por certo o coraco mais sensivel,
quando vimol-os de volta, ao ribombar de fogue-
tes, todos reunidos em frente da casa do vigario,
depondo a seas ps os instrumentos cora que ha-
viam concluido o trabalho, e exultando em caloro-
sas aeelamacoes, fazendo-nos recordar o juramen-
to prestado pelo Neengaibas as mos do padre
Vieira.
< Ten io aquelle vigario feto, sus expensas,
um edificio proprio para Cmara Municipal, Fo-
rum e cadeia, orfereceu ao goveruo sua serventa
gratuita, e, segundo consta-nos, tendo sido aceita,
a cmara resolyeu, em sesso extraordinaria, ope-
rar a mudanza da villa. *
No dia 2 do corrente, avisado o povo de Ta
quaretinga, anda pelo vigario, comparecern)
para mais de 80 pessoas e todas reunidas vieram
na melhor ordem e sem estrepito para aqui, am
de transp irtar os movis da municipalidade ; e,
de feito, s 3 horas da tarde entraran) em Taqua-
retinga, sendo nesta occasio, recebidos pela ban-
da de msica que alli existe, ao troar de foguetes.
No din 3, pela manh, seguio o destacamento
com oo p esos para a nova cadeia.
Aproveito a occasio para chamar a attenco
do presidente da provincia e Dr. chefe de polica,
para a uecessidade que ha de mandar destacar
aqui, pelo menos, quatro pracas de polica ; pois
nao devero deixa esta localidade. com feira irn-
poitantissma e bom commerc o, entregue eos au-
sentes.
O Forum em Taquaretinga in tallar-sn-ha na
prxima semana com as primeir^s audiencias dos
Drs. juizes de direito e municipal.
Para ficar completa a mudanca da villa fal-
tara transferir-se os empregados pblicos, e, so-
gundo estamos informados, elles se mudaro com
brevidade. O que occorrer na primeira opportu-
nidade noticiaremos
C est entre nos o photogripho Joo Firpo,
que de passagem da Parahyba para outros pon-
tos da provincia, em busca de trabalhos de sua ar-
te, armou aqui sua tenda, atim de ver se augmen-
ta a toa galera.
A cnse financeira nao ser muito boa para
sua receita ; entretanto desejamos Ihe que faca al-
guma cousa para compensar os sacrificios do sua
viagem e a s -paraco de sua numerosa familia,
pois o conhecemos e o temos como bom artista.
O olcio do Mez Mariano coneluio-se, ante-
hontem 2, tendo sido muito concorrido e feto com
toda solennidade, sobresahindo as vozes princi-
paes que o cantaram pela sua maledia e entoaco,
dignas de serem ouvidns e apreciadas.
Hontem 3, tove lugar a missa da cotisagrayo
do officio, a qual foi concorridissima e celebrada
pelo vigario Tejo.
Ao erminar a missa tendo sido convidado, de
ante-vespea aquello vigario pelo professir Mo-
raes Mello para almocar comsigo, mais cious ami-
gos elle se uniram com o fira de demonstrar o
apreco em que tem o mesmo vigario pelo seu ca-
rcter e boas qualidades, e assira o surprebende-
ram cora um lauto e profuso almoco a qu^ concor-
ren grande numero de convivas, correndo a festa
animadissima, trocando-se, nesta eccasio, muitos
brindes.
" E's as noticias de mais interesse que podemos
enviar-Ibes, sendo que com relaco ao estado sa-
nitario e ee momico da localidade, ttnde este a me
Inorar com a continuaco das chuvas que promete
tem ser duradouras e abundancia que j vai ap-
narendo no mercado das feiras.Au revoir.
Reparou o mal O ructor do d-flora-
ment de ama menor de que ha di.is nos oceup-
mos, occorrido no lugar Iputinga, districto de Api-
pucos, reparou o mal casando com a offendida,
gracas aoa esforcos e deligencia do subdelegado
respectivo, o Sr Jos AWes Tenorio.
Proclama* de casamento-Na matriz
de Afogados toram lidos no da 6 do corrente, os
seguintos :
Antonio L-5urenr;o da Silva com Minervina da
Silva Mello.
Lelloe*.EffLCtuar-se-ho:
Hoie :
PeZo agente Pestaa, s 11 horas, na ra do
Vigario a. 1.-, de predios.
Pelo uyenie Martin, s 11 horas, na ra do Im-
perador n. 16, de dividas.
Pelo agente Alfredo Guimaraes, s 11 horas,
na ra do Vsconde de (ioyanaa, casa do com-
mendador Burle, de movis, loucas, vidrss, qua-
dros, etc.
Amanh :
Pelo agente Brito, s 10 e 1/2 horas, na ra es
treita do Rosario n. 19, de movis, loneas, vi-
dros, etc.
Pelo agente tilartina, s 11 horas, na ra do
Payssanu n. 4, de movis, loucas, vidros, etc.
Sexta-feira :
Pelo agente Pinto, s 10 horas, na ra do Im-
perador n. 30, de movis, loucas, vidros, ete.
Pelo agente Brito, s 11 1/2 horas, na ra do
Hospicio n. 69, de movis, livros, etc.
Himno fnebre*. Sero celebradas:
Hoje :
A's 7 horas, na cabella do cemit'rio de anto
Amaro, por a'ma do D. Rita Francisca de Freitaa.
Quinta-feira :
A's 8 horas, na igreja da Penha, por alma de
Leopoldo Carneiro Rodiigues Campello.
Sexta-feira :
A's 7 horas, no Terco, por alma de D. Francisca
Mana dos Santos Se oeote ; la 8 horas, na matriz
da Boa-Vista, por alma de D. Adelaide de Mattos
Lomos.
Sabbado :
A's 8 horas, na Madre de Deus, por alma de
Jos Amonio da Cunha Porto.
Lotera da corteA 1* parte da '564 lo-
tera da corre.cujo premio grande de 100:000,
ser extrt.bida hoje 9 de Maio. f
Os bilhetes achain-se venda na Casa Feliz
praca da Independencia ns. 37 e 39.
Tambera se acham vendaua Casa da Fortuna,
roa Primeiro de Marco n. 23.
Lotera de MaceloPor telegramma re-
cebido pela Casa Feliz, sabe so que, na 11 parte
da l' lotera extrahida em 8 do correte, toram
premiados os seguintes nmeros :
1.063
14.352 200:1100*000
29.223 40:0004000
5.938 20:0004i KX)
33.828 10:0004000
37.615 5:0004000
2.308 2:0004000
19.063 2:0004000
19.493 2:0004000
25.794 2:0004000
28.752 2:0004000
28.913 2:0004000
32.400 2:OiK)40O
31.271 2:0004000
38.277 2:0004000
Premio* de IiOOO*
2.024 3.311 3.850 7.754
8.022
9.148 10.413 13.937 14.807 14.822 14.841
15.539 17.560 18.318 23.200 24.781 24.908
27.203 32.098 36.945 37.676 38.686
ApproxmlacOesi
14.351 4-0004000
14.353 4:0004000
29.222 2:0004000
29.224 2:i KX)4000
5.937 1:3504000
6.939 1:3504000
Os nmeros de 14.301 a 14.400, excepto o da
Borte grande, esto premiados com 4004.
Os nmeros de 29.201 a 29.300, excepto o pre-
mio de 40:C004000, esto premiados com 2004-
Os nmeros de 5.901 a 6.000, excepto o qne
sabio o premio de 20:0004000 esto premiados com
1004.
Todas as centenas cujos dous algatismos termi-
nan m em H9, eeto premiadas com 1004, inclusi-
ve a da sorte grande.
Todos os nmeros que terminaren) em 9 e 3
esto premiados com 204.
Matad oro Publico. Foram abatidas
no Matadotiro da Cabanga 7o rezes para o consu-
mo do dia 9 de Jnnho
Sendo: 64 pertencentes aos Srs.
tr i it. C, e 16 diversos.
Mercado Municipal de H.
movimento deste Mercado nos dias
rente, foi o seguinte:
Entraran) :
35 bois pesando 5.363 kilos.
482 kilos de pcixe a 20 ris
34 cargas de farinha a 200 ris
17 ditas de fmetas diversas a 300
ris
13 tabolcirop a 200 ris
8 suinos a 200 ris
Foram oceupados:
24 columnas a 600 ris
26 compartimentos de faiinha a
aOO ris
24 compartimentos de comidas a
600 ris
78 ditos de legutnes a 400 ris
15 compartimentos de suino a 700
res
13 ditos de tressaraa a 600 ris
2 talhos a 500 ris
10 ditos de ditos a 24
54 talhos de carne verde a 14
Oliveira Cas
Smm.O
8 do cor-
9*640
64800
5100
24600
14600
144400
134000
124000
3120 i
104600
74800
14000
204000
54400H
dio Barbosa Gomes. R-lator o Sr. desembarga-
dor Toscano Barreto.Nao se toman couhecimen-
to, contra os votos dos Srs. desembarga dores rela-
tor, Buarque Lima e conselheiro Queiroz Barro.
Aggravo de petico
Do ReciteAggravante a Santa Casa de Mise-
ricordia, aggravado o juizo da provedoria. Rela-
tor o Sr. descabargador Piros Ferreira. Ajan-
tos os Srs. deserabargadores Pires Goncalves e
conselheiro Queiroz Barros.Converteu-se o jul-
gamento em diligencia.
Aggravo de instrumento
De MaraaoguaieAggravante Jos Martins
Ferreira Nogueira, aggravado Joo Rodolpho
Cahn & C. Ru.ator o Sr. desembargador Alves
Ribeiro. Adjuntos os Srs. deserabargadores Pi-
es Ferreira e Buarque Lima.Nao se tomou o-
nbecimento do aggravo, unnimemente, por nao
ter vindo com as formalidades legaes.
Appellacoes crimes
De Camaragibe Appellante Joo Jeronymo de
Moraes Accioli, appellado Antonio Joaquim da
Hora. Relator o Sr. desembardor Alves Ribeiro.
Confirmou-so a sentenca, contra o voto do Sr.
conselheiro Queiroz Barros.
Da Parahyoa Appellante o juizo, appellado
Manoel Vicente da Costa. Relator o Sr. desem-
bargador Alves Ribeiro.Mandoa-se a nove jury,
unnimemente.
Appellaco civel
De AreiaAppellante Antonio Gomes de An-
drade, appelUdo Francisco Antonio Casullo. Re-
lator o Sr. desembargador Alves Ribeiro. Revise-
res os Srs. desembargadores Buarque Lima e
conselheiro Queiroz Barros.Foram desprezados
os embargos, unnimemente.
Embargos infringentos
Do RecifeEmbargante Jos de Mattos Ran-
gel, embargado Flavio Goncalves Lima. Relator
o Sr. conselheiro Queiroz Barros Revisores os
Srs. desembargadores Buarque Lima e Pires Fer-
reira.Foram desprezados os embargos, unnime-
mente.
De Pedras de FogoEmbargantes Dr. Joaquim
Francisco Vieira de Mello e Francisco Alves da
Nobrega, embargado Manoel Vieira Bernardos.
Relator o Sr. conselheiro Queiroz Barros. Revi-
sores os Srs. desembargadores Buarque Lima e
Toscano BarretaForam recebidos os embargos,
contra o voto do relator.
PASSAGKXS
Pa**agelroSabidos para o sal no vapor
Uandahu :
9 Major solono Soares de Mello, Jos Franciseo
Mr-ndes da Cunha, duas pracas de polica e um
sargento.
toda da FortunaPor esta casa foi ven-
dido o bilhete de n. 5938 com o piemio de 20:0004
da lotera de Alagdas extrahida hoje, assim como
toda a centena e approxiraacoes e alguns de.....
2:0004 e 1:0004-
l.oieris da provincia.Qaarta-feira, 9
de Juuho, se extrauir a lotera n. 57, em bene-
ficio da igreja matriz de Granito.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceico dos Militares, se acbaro expostas as
urnas e as esoheras, arrumadas em ordem num-
rica aoreciacodo publico.
Lotera Extraordinaria ao ipi-
rnnicaO 4 e nltimo sorteio das 4* e 5* series
desta importante lotera, enjo maior premio de
150:0004000, ser extrahida a 12 de Junho proxi
rao,
Acham-se exposto a venda oe restos des bilhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Mnrc
n. 21.
Lotera do MoA 3* parte da lotera n.
197, do novo plano, do premio de 100:0004000,
ser extrahida no dia do corrente.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambera acham-se venda na praca da Inde-
eia ns. 37 e 8b.
latera de Macelo de SO00*OOo
A 12- parte da 12a loturia, enjo premio grande
de 200:0004000, pelo novo plano, ser extrahida
irapretcrivelraente no dia 15 de Junho s 11 horas
da manb.
Bhetes 4 venda n Caaa Felit da praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Deve ter sido arrecaiada uestes dias
a quantia de 1894640
Precos do dia:
Carne verde a 400 e 240 tis o kilc.
Suiuos a 560 p 720 ris dem.
Carneiro a 640 e 900 ris idem.
Farinha de 240 a 400 ris a cuia
Milho de 260 a 320 ris idem.
Feijode 800 a 14280
Cemlterlo PublicoObtuario do d,a 3 de
Junho de 1886 :
Manoel, Pernambuco, 11 mezes, Santo Antonio;
rachitsmo.
Fortunato Porttil da Silva Maoca, Pernambu-
co, 32 ann>s, solteiro, Grapa ; beriberi.
Monica Mara dos Prazeris, Pernambuco, 80
annos, viuva, Boa-Vista ; nephrite.
Goncalves Pereira da Silva, Cear, 35 annos,
solteiro, Boa-Vista ; esmagamento.
Rita Francisca da Trindade Freitas, Pernam
buco, 80 annos, viuva, Boa-Vista ; paralysia.
Felippe, Pernambuco, 3 dias, Santo Antonio;
convulsoes.
Manoel, Pernambuco, 7 dias, S. Jos : entero
col i te.
Luiza, Pernambuco, 5 annos, Grapa ; asphixia
por submerso.
4
Miuervino, Pernambuco, 30 annos, solteiro, Re
cife; miserabilidade.
Mara da Conceico, Pernambuco, solteira, Boa-
Vista ; tubrculos pulmonares
Paula Clementina, Parahyba, 9 annos, Boa-Vis-
ta ; tubrculos pnlmonares.
Feliciana Ferreira da Silva, Pernambuco, 42
annos, solteira, Boa-Vista; cyatite.
Josepha Francisca Carvalho. Pernambuco, 52
anuos, solteira, Santo Antonio ; febre typhica.
Geminiana, Pernambuco, 5 mezes, Bo-Vista ;
dyarrhea.
Manoel, Pernambuco, 1 anno, S. Jos ; febre
typhica.
Maria, Pernambuco, 18 dias, Boa-Vista ; eo
vulsoes.
Joaquim Antonio Goncalves de Oliveira, Per-
nambuco, 30 annos, solteiro, Afogados; bron-
chite.
Jos, Pernambuco, 2 mezes, Afogados; con-
vulades.
Joanna Paulina Carneiro de Oliveira, Pernam
buco, 67 aunos, vinv, Graca; leso cardiaca.
Toomazia, Pernambuco, Boa-Vista ; pela sub-
delegada.
5
Mara, Pernambuco, 2 mezes, S. Jos ; atrep-
sia
Um feto, Pernambuco, Boa-Vista.
Manoel Eugenio, Pernambuco, 33 annos, sol-
teiro, Boa-Vista ; cep1ocomia.
Manoel Ignacio de Moura, Pernanfbaco, 40 an-
nos, casado, Boa- Vista ; tubrculos pulmonares.
Candido Manoel da Silva, Pernambnco, 32 an
nos, solteiro, Boa-Vista ; pueumoma.
Caetano. Pernambuco, 7 mezes, Santo Antonie :
convulaoes.
Joanna dos Aojos, Pernambuco, 72 annos,
viuva, Boa-Vista; entero colite.l
Mana, Pornambuce, 1 mez, Boa-Vista ; ente-
rite.
Antonio Rufino Raymundo, Portugal, 64 annos,
casado, Santo Antonio ; hepatite.
Manoel Joaquim de Souza Tavares, Peruam-
buco, 38 annos, solteiro, S. Jos ; :nsufli-
cencia.
Urna crianza, Pernambuco, S. Jos; ao nas-
cer,
Urna crianea, Pernambuco, Santo Antonio ; ao
nascer.
Aielaide de Mattos Lemos, Pernambuco, 61
amos, vinva, Boa-Vista ; erysipela maligna.
Manoel Vicente, Pernambuco, 2* anuos, soiteiro,
S. Jos; ferida penetrante.
Felicdade da Cost >, frica, 48 annos, solteira,
S- Jos ; estupor.
CHROMCA JDD1CIARIA
Tribunal da Helar
SESSO ORDINARIA EM 8 DE JUNHO
DE 1886
PKESIDENCIA DO EXM. SB. CON8ELHEIKO
QINTINO DE MIRANDA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
As boras do costnme, presentes os Srs. desem-
bargadores em nume o legal, foi aberta a sesso,
depois de da e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e passados os fetos deram-se os
seguintes
JULGAMENTOS
Habeas corpas
Paciente .
Joo Francisco do Nascimento. Maudou-se
ouvir o juis de direito da comarca de Floresta.
Recursos eleitoraes
De PenedoRecorren te Aureliano Lopes Les-
sa, recoTido Jos Francisco Pinbeiro Caj Filho.
Relator o 8r. conselheiro Araujo Jorge.Deu-ae
provimento ao recurso, unnimemente, para se
mandar desalistar o recorrido.
Pe Bom Jardim Reeorrente o major Carlos
Leite de Arbaqoenque, recorrido Antonio Emyg-
O Sr. conaelbeiro Araujo Jorge, como procura-
dor da corda e promotor da justica, deu parecer
nos seguintes feitos :
Appellaco civel
Da Escada Appellante a fazenda nacional,
aopellado o major Mtnoel Antonio dos Santos
Dias.
Appellacoes crimes
De Pedras de FogoAppellante Antonio Bar-
bosa do Nascimento, appellada a justica.
De BananeirasAppellante Manoel Jeronymo,
appellada a justica.
De GaranhunsAppellante Qniteria Virtuosa
de Mello appellada a justica.
De OlindaAppellante Joo Chrysostomo dos
Santos, appelladu a justica.
Do Recifd -Appelante Antonio Alves da Cu-
nha, appellada a justica.
Do RecifeAppellante o promotor publico, ap-
pellado Manoel Torres Galindo.
Do Sr. desembargador Toscano Barreto ao Sr.
desembargador Oliveira Maciel :
Appellacoes crimes
De TirababaAppellante Aveliuo Goncalves
de Oliveira, appellada a justica.
De IoojucaAppellante Honorato Ferreira Ma-
rinho, appellada a justica.
Do Sr. desembargador Pires Ferreira ao Sr.
desembargador Monteiro de Andnde :
Appellaco ciime
Da Palmeira dos IndiosAppellante o juizo,
xppellado Manoel Ferreira da Silva Cerdonho.
Appellaco civel
Da EscadaAppellante a fazenda nacional, ap-
pellada a Baroneza da Escada.
Do Sr. desembargador Pires Goncalves ao Sr.
desembargador Alves Ribeiro :
Appellacoes civeis
De Goyanna Appellante Henrique Olympio
Tavares da Rocha, appellados Dr. Deodoro Ul-
piane Coelho Catanho.
De MaceiAppellante Dr. Bernardo Antonio
de Mendonca Castello Branco, appellada Justina,
por seu curador.
DISTRD3UICUES
Recursos crimes
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
De IngazeiraReeorrente o juizo, recorrido
Laurndo Jos de Oliveira.
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
De Iguarasa Recorreute o juizo, recorrido
Joo Francisco de Souza.
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
Do Pilar Reeorrente o juizo, recorrido Manoel
Messias do Espirito Santo.
Ao Sr. desoinbargador Alves Ribeiro :
Da ParahybaReeorrente o delegado Jos Vi-
cente Monteiro da Franca, recorrido o juizo.
Ao Sr. conselheiro Queiroz Barros :
De Bom JardimReeorrente o juizo, recorrido
Manoel Francisco de Mello.
Appellacoes crimes
Ao Sr. desembargador Pirea-Goncalves :
De PesqaeiraAppellante Jovino Jos de Car-
valho, appellado o promotor publico.
Do Brejo da Madre de DeusAppellante Ma-
noel Vicente Monteiro, appellada a justici.
Ao Sr. desembargador Alves Ribeiro :
De Vertentes Appellante Joa Manoel Bezt-r -
ra, appellada a justica.
Ao Sr. conselheiro Queiroz Barros :
De NazarethAppellante Alexandre Jo3 Go.
mes da Silva, appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
De SouzaAppellante o aserivo Leonardo Jo-
s Barreto, appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Toscano Baireto :
De FlorestaAppellante o juizo, appellado Jo-
s Gomes da Silva Sobrinho.
Ao Sr. desembargador Oliveira Maoiel:
De AnadiaAppellante Joaquim Jos de San-
t'Auna, appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Pires Feneira :
De Taquaretinga Appellante Francisco Ro-
drigues Chaves, appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
Do RecifeAppellante o juizo, appellado Pe-
dro da Silva Pinto.
Encerrou-sea sesso a 1 1/2 hora da tarde.
que quasi nunca vai em nossa trra at a 3.' gera-
co?
B nao sabe V. Exc. qae ha dous modos de morar
em chcara e ter jardim?
0 do rico e o do pobre ?
Nao sabe que ha murta gente que mora em cha-
car* e tem jardim que sao pobres e nao fuaccio-
narios ?
Nao sabe que o rico despende muito com a ch-
cara e com o jardim e o pobre tira delles lucro,
e mais ou menos auxilio ?
E nem posa no seu animo a miseria que tem
soffrido os funecionanos provinciaes com o .atraso
de seus vencimentoa ? As torturas e cruesas por
que tem passado ?
Nao se lembra V. Exc, que estes atrazos nao
os poz 80 em atrazo, como os prejudicou a tal ponto
que os mai' res sacrificios de economa difticilmente
os poder rehabilitar?
E n'uma to dolorosa situaco V. Exc. e seus
collegas anda a maiores sacrificios os querem su
jeitar'Ja a tabella ou os por centos. E nao se
lembr&m que a tabella foi augmentada pela grande
caresta das coasas, que depois della anda mais
tem encarecido ?
E eu, que nao votei na eleico geral, que nao
votei no 1 escrutinio da provincial, fui votar em
V. Exc no 2o, para, o seu compotidur nao vencer
taivez por um voto. E como eu, mais alguns ou
ao menos alguem que nao conservador.
Mas V. Exc. e seus collegas julgara, crucifi-
cando urna .- classe j to abattida e sacrificada,
julgam nao obstante todas estas consideraces,
servir bem assim a nossa patria.
Que fazer pois ?
Se o nosso sacrificio necessario para a sua
salvaco, seja feita a vontade do esforzado patrio-
tismo que irrompe das plagas pernambucanas, era-
bora s a nossa cuata, e ganhe essa flama por todos
os recantos do Brasil a todos os peitus brasiieiros.
Ser urna gloria para Pernambuco, e anda mais
para os iniciadores da restauraco do patriotismo
brasilciro.
E a nos. as victimas da iniciaco patritica ?
Nem ao menos um ceitil, nem um til desta glo-
ria, por que nao somos victimas voluntarias.
Recife, 8 de Junho de 1886.
Affjnso de Albuquerque Mello.
AtrS interessados
A directora da Sociedade dos Merciei
roa, tendo em parte promovido a concorda
ta da firma Alfredo & Ferr ;ira, vem pelo
presente declarar que a sociedade, ou pes-
soalm nte os membros da directora ne-
nhuma obrigajao tem cora os credores da
dita firma, alera dus attencoes que se de-
vem a alguns pela coasiderayao que nos
dispensarara.
directora, tendo obtdo a adhesao da
maioria dos credores, fez entrega dos res-
pectivos documentos ao nteressado a exi-
gencias deste, que deelarou verbalmente
sor nico competente para ultimar taes ne-
gocios. Air.da declaramos ser urna inver-
dade alguem julgar-se com direito a con-
cessos, pois que o nosso carcter jamis
as admittio.
mas a>poco e pouco ella propria vai sentindo o
ardor que ateou no coraco de Loria.
As da-u paixoes, a rfuguno <> o amor, lutam
oa alma de Fdora ; mas a en&rgiea princesa nao
hesita em deuunciar o amante ao governo russo
quando adqwire a cert"z de qne foi elle o assas-
sino de Wl .dimiro Vai entregal-o aos agentes
da polica de S. Petersbargo quando sabe qne Ls-
ris matou, sim, mas em defesa le sua honra ultra-
jada : Wladimiro era um libertino que em ves-
pera de casar-se seduzo a ini.lher de um amigo.
A alma de Fdora expande-se em arroubos de
alegra, mas a denuncia por ella dada j produ-
zira os seus efieitos ; o irmo de Lors, preso em
um subterrneo, morre afogado por ama ckeia do
Neva ; a mi, ferida de dor, acompanba o filho na
morte.
O remorso dilacera o coraco de Fdora, autora
nica de tantas desgracaa : Loria nao perdoar a
quem lhe causou taos males; Loris o> dase.
Fdora o sabe. A morte o nico refugio daijael-
la alma atormentada : envenena-se, e, couteaean-
do as faltas que commetteu, morre pediado em nm
ultimo beijo o perdo do amante.
' este o drama commovedor, a cuja ropreoen-
taco nao se o de assistir sem rofundo-alMlo.
porque as paixoes ardentes postas em luta sao
naturaes ; porque o remorso, que rasga o coraco
de Fdora, o espectador tambem o sent, tendo-a
acompanhado nos planos de vinganca-_ E' nos
abysmos mais recnditos da coosciencia qae o
drama se desenvolve, mas o estudo feito com
tanto conh-'cimento da alma humana que o espe-
ctador arrastado, subjugado, agita-se no tneio
daquelles movimentos desencontiados de' paixoes
e sen ti raen tos.
Fdora teve digna interprete na Sra. Lucinda.
Vendo-a na scena, conhece-se que a intelligento
actriz estudou seriamente o carcter do persona-
gem que tiuha de representar. A altivez da fi-
dalga ruesa, a fra resoluco da mulher vingativa,
a ternura du amante, a dor immensa da desgrana
irreparavel, toda a escala dos soffrimentos e ale-
gras, foram por ella reproduzidos com talento,
que folgamos de mais urna vez applaudir. Nao
seremos nos quem. diante desta brilhante mani-
festaco, record pequeos senoes.
O Sr. Furtado Coelho Krtista feito, tantaB
vezes proclamado o primeiro actor actualmente
de nossa scena, que o magistral desempenho do
papel de Loris, nao nos sorprenden. A natura-
idade com que representa os caracteres mais de-
ferentes, sem perler a sua individualidad*, um
trac o especial do seu talento. Ao lado de Fdora,
cuj > papel o mais importante do drama, elle
s 'abe prender a attenco ; ceve mo Julacoes de
verdadeira paixo e phrases profundamente dolo-
rosas.
As scenas admira veis do 2- acto, quando Loris
confessa o sen amor a Fidora e quando declara
ter matado Wladimiro ; do 3-, quando a princesa
se oppee retirada do amante ; do 4-, emfim,
qnando se desenlaca a aceito, foram perfectamen-
te representadas.
(Jornal do Comnercio de 6 de Julho da 1884)
Ao Sr. depiitatlo Or. Velloso
Ento, Sr. Dr., que ideia faz V. Exc. do func-
ionalismo publ'co ? Nao elle todo composto de
hornees que rizeram a sua educaco com granae
trabalho e despendi, sacrificio de seas pais em
prejuizo de suas irmes, para se habilitaran aos
lugares que exercem ?
Mo constituem elles a grande maioria da parte
polida da sociedade, sem a qual mais embrutecida
seria a massa do povo que se desbrava pelo con-
tacto em que cora ella est?
Nao devem pois elles, os procuradores de diver-
sos gneros dos negocio da provincia tratar-se
com alguma limpeza e asseio, com a ducencia que
exigem a sua educaco e sua posiyo social, para
o que se habilitaran) cora aquelles trabalho e sa
enficios?
Nao sabe V. Exc. que com esses meara' s v.ra-
cimeatos que V. Exc. e seus c dlegas i^ai assim
pensara, achara to grandes, vivem elles semprr
em atraso, nao obstante sempre preoecupados di
futuro de horrorosa miceria que tem de legar a
suas familiaa ? Se podessem pois fazer economas,
nao fal-as-hiam ?
Seria bellc, honroso para a provincia que elles
andassem maltrapilhos e morassem nos articos,
como os carroceiros e aguadeiros, essa ciasse eom-
posta de tantos engenbeiros, medicas, bichareis
era direito, professores e todos os outros prepara-
dos to Gustosamente pelas lettras ?
Nao se lembra V. Exc. que a funeco publica
anda um refugio a que recorrom, vindo a prestar
nella bons e estlenles servicos, medvO-, advo-
gados e engenheiro-", que nao conseguirn) fazer ou
qae perderam a sua clientella ? At commercian
tes, os pouquissimos brasileiros, qne nelle entrara e
que delle voltam perdendo o que levaran?
E V. Exe. acba um grande escndalo qae 09
tuneciooarios pblicos inorem em chcaras.
Ento s quem deve morar nellas sao os estran-
geiros, que nada traaendo de sua trra, neah m
trabalho tiveram com a sua educaco, de cuja
falta s se desbravan) pelo trato e contacto com a
sociedade pottda, para a qual tanto concorrera os
funccionarioe pblicos ?
S devem morar nellas alm destes os contra-
bandistas, os moedei ros falsos e oe incendiarios ?
Alm destes anda, os que herdaram fortuna
A' Asserabla P ovincal
Aos dignissimoa Srs. deputidos provin-
ciaes foi requerido por alguns negociantes
desta praca o privilegio para a motagem e
exploracao de urna refinacSo a vapor, me-
diante a sencao de todos os impostos mu-
nicpae8 e provinciaes ; isto de todos os
impostos que actualmente pag :m as casas
do mesmo genero pelo assucar que expor-
tara para fira da provincia.
A iniquidade de tal privilegio, resulta do
plano preconcebido de, por meio da isencao
pedida tornar impossivl a continuagao da-
quella industria aos que actualmente a ex-
ploran!, e reveeter era serio prej aizo para
as financas provinciaes, porque vai abrir
caminho aos maiores abusos.
O privilegio tem mais por fim facultar a
sabida da provincia, de assucar que nao
pague os impostos devidos, do que a mon-
tagi.ra em grande de utna industria j ex-
plorada, como p. ovaremos na continuarlo
destes artigos.
A' Asserabla Provincial compete, pois,
o evitar que tal abuso
sua acquiescencia.
O vinho dVextracto de figado de baca-
lho, de Cbevrier, composto de tal modo
que urna colher .'e vinho corresponde
exactamente a urna colher de oleo de figa-
no de bacalho.
As doses de vinho nao devem exceder
s do oleo ; ellas variarao segundo a idade
e constituicao do individuo, entre urna (?)
e quatro (?) colheres por dia.
E' de grande importancia nao exceder
esta dose, pois, um medicamento nao preen-
che os seus fifis logo depois de ter pasaa-
do a bocea: chegando no estomago deve
ser digerido para tornar-se til; ora, as
doses excessivas nao se digerem, ellas
acarretam pelo contrario perturbagSes gas-
tricas de natureza diversa, como o profes-
sor Devergie tao utilmente assignalou Eis
porque chamamos a attenco dos doentea
sobre um ponto rauito digno de considers-
ciio : Nao ha exageracao falsa no rotulo
do vinho de extracto de figado de baca-
lho, de Chevrier, nao pode haver exage-
racao imprudente na su. administroslo.
(Revue Medcale).
se pratiqne cora a
Un refinador.
Despedida
tempora-
podendo
Vietor Grandin, retirando-se
mente para a Europa, e nao
despedirse pssoalmimte de todos os sus
amigos, o faz pelo presente offerecendo-
Ihes os seus servicos.
Declara que noaieou como procurador
geral ao Sr. Henrique Sulzer, que tambem
deu procuragao espe -ial ao Sr Luiz Du-
prat, e que nao se responsabilisa por divi-
da alguma que seja feita em seu nome,
por qualquer outra peasoa.
Pernambuco, 6 de Junho de 1885.
Theatro Lncinda
Honrada com a presen? da familia real e per-
ante numeroso e distincto auditorio, realisou se
ante-hontem a estra de urna companhia drama-
tica organizada e dirigida pelo SrJ Furtado Coe
Iho, que, apoz alguns annos de ausencia, voltou
recentemente a esta capital.
A noticia do seu regresso foi saudada porquan-
tos se "teressam pelos destinos do theatro, no
qual veem nao s urna das nobres distraccoes do
esoirito, mas ainda urna mamfestaco e ao mes-
mo tempo um elemento necess.rio da civilisaco
de um povo.
O talentoso artista, que desde o dia em qae ap-
pareceu em scena, tem sabido conserval-a era ele-
Vnda altura, qui corresponder a to sympathico
acolhimonto.
No rmdern repertorio francez foi buscar o dra-
ma Fdora. de V. Sardn, com justa razo applau-
dido onde quer que tenha sido representado, e que
lhe offerecia ensejos para patentear os seus raros
dotes como actor e como director de scena.
Grande parte do xito deste drama depende,
efFectivamente, da ordenaco sceniea, do movi-
menti dos artis'as, da dispisi^o dos grupos, pro-
priamente da ac^o. Isto, porem, nao diminue o
mereciment do trabalho dos a tistas, e especial-
mente dos dous principaes personagens sobr-i
quem o autor do drama procurou concentrar todo
o interesse.
Quando, ha cerca de anm e meio. Fdora ap-
parecen na scena d > vaudeville em Pariz. por oc-
casio da estra alli de -iarah Bernarit, para quem
se diz que o papel da herona foi erpressamente
escripto, larga discusao abrio-se sobre esta com-
pos cao, sendo to exagerados os louvores como
as censuras, na maior parte descabidas : toi, po-
p'tn, incontestavel e profunda a imprcsao produ-
zida no espirito dos espectadores que, em tonga
S'-rie de noites segtidas, corriam pressuioros ao
'heatro. A imprensa diaria, as revistas, as folhas
especialmente dedicadas literatura dramtica,
tornaram c rahecida a aeco do drama e na mes-
ro, em no'So folhetim datado de Pariz, demos
delle n"ticia.
Por )Bto e para nao attenuar o interessa com
que o drama deve ser oavido pelas p-'Moas qae
nSe poderara assistir primeira r 'preaentac",
di/emos a respeito delle apenas algumas pala-,
vra.
Um joven fidaljo russo, Wladimiro, noivo da
princeza Fdora Bornazoff, assassinaao em S.
Petersburgo as vesperas do seu casamento. O
crime attribuido aos nihilistas, desejosos de
vingarem-se do general Yarischkine, pai de Wla-
dimiro e director geral da polica.
Fdora jura por ana vez vingar o noro e, sus
paitando de Loria Ypanof, que desapparecera de
S. Petersburgo na noite do assassinato, segu lhe
os pasaos? acompanhk-o at Paria. Para arran-
ear-lhe a confisso do criase, Fdora, formea e
alegante, empega todos os meios de sedueco;
Paulares
O abaixo aasignado convida todos os
amisros polticos da comarca de Palmares
seus
a se
reanirem no dia 13 de junho prximo, na cidade,
na casa de saa residencia, para tractar-se da or-
ganisaco da chapa de camaristas que devem
concorrer eleico municipal era julho do corren
te anno.
Palmares 28 de maio de 1886.
Austriclinio de Castro S Barreto:
Ronbo, a mo armada
No dia 18 do corrente mez um almocre-
ve conduzindo da cidade do Espirito San-
to, ue Pao d'Alho, para o engenho Cotun-
guba urna carga com dous bahs, entre os
engenhos Cancella e Cotunguba, foi ata-
<-aJo, e amarrado por dous ladro.'s, que se
apoderando dos bahus, arrombaram-nos, e
roubaram os objectos seguintes: 3 pul-
seiras d'ouro, tendo una inscripta a pala-
vra amisade- em perolas, outra repre-
sentando um triangulo, e tendo urna co-
bra, feita de perolas, e a terceira repre
sentando urna flor de coral com palmas de
ouro.
1 relogio para senhora, cora alfinetepara
pregar o 1 elogio-
4 vestidos finos, sendo um de seda
asul marinho com enteites de velludo e
rendas ; outro de merino cor de granada
com enfeites de setim, da raesma cor ; ou-
tro de merino cor de cumbo, com bolinhas
di velludo granada ; e outro de merino
cor de parolas, com rendas cor de creme.
4 vestidos de percate e cassa de cores
defferentes ; saias bordadas, camisas in-
glesas para homem, seroulas, duas calcas
de casemira, sendo urna preta, e outra de
cor, duas sobrecasacas, sendo urna nova
cora a marca ra do Hospi:io Rio de Ja-
neiro 2 pares de botinas de pellica, para
senhora diversos pares desapatosde charlo
te, Nereu Guerra urna caiga e collete de
dmella azul com a marca Gomes e Sil-
va, ca8acos brancos enteitados de rendas,
perfumaras etc, um casaco de merino pre-
to com palmas de vidrilho, e enfeites de
setim, e urna bolcinha de couro da Russia
com trinta e quatro mil rais em dinheiro.
Pede-se as autoridades policiaes a ap-
prehensao dos referidos objectos, e dos la-
Jrfjes, e d'aquelles era poder de quem fo-
rem encontrados taas objectos como cura-
plises de seraelhante roubo, sendo indem-
nisados de qualquer despezns, no referido
engenho Cotunguba.
N 5 A Emulsao de Scott muito re-
oommendada pelos mdicos como o melhor
remedio para a tisi :a pulmonar e moleslias
do peito e da garganta.
Restaura o oiganisrao das pessoas pre
dispostas tsica e fortifica contra os ata-
ques da doeoca.
Dr. Fernandes Barros
Medico
Consultorio ra do Bom Jess n. 30.
C insultas de mei* da i 3 horas.
Eesideneia roa da Aurora n. 127.
Teiepfaone n. 450


Diario de Pernambuco*|uartafeira i: de Junh& de 1S6'






Vo Ilustrado publico
Viva Santo Antonio!
Niva S, Joao!
Niva S. Pedro I
Viva S. Paulo!
Estamos no mez de Jnnho,
Mez de gozo e distraclo,
Em que todos festejamos.
Santo Antonio o S. Joao.
Mez de S. Pedre e S. Paulo,
Mez de mimos e delicias,
Mez de prazer e de gracas,
Mez de venturas propicias;
Mea sublimado e divino,
Mez dos mezes, mez primor,
Mez em que os crentes veneram,
Quatro columnas de amor !
Mez de Junho, te aau'do 1
Mez de Junho, te venero !
Para o teu brilho me aprompto,
Abrilhantar-te eu espero !
Meus leitores e freguezes,
Nio morreu o Zacaras,
Est de saude, forte,
A'b ordens das senhorias...
Ra Augusta, antiga de Hortas,
Em sua casa o veris...
Que o primeiro andar,
Do numero oitenta e seis.
Ah podere3, querendo,
Vossa encommenda fazer,
Por precos sem competencia,
Que so a vista faz crer.
Faz cangica, bons bocados,
Os bolos do S. JoSo,
Sem-medo. e fios de ovos
Lindos pastis com cidrao.
Faz bandejas de encommendas
Para qualquer baptisado,
Para bailes, casamentes,
No gosto maia apurado.
Faz empadas, papos de aojos,
Fino toucinho do co...
PSo de-l, pastis de nata,
De se tirar-lhe o chapeo.
E se encarrega tambera
De mesas organisar,
Ondo o gosto, a elegancia,
Se tratam rivalisar.
Erofim, trahalha em tudo,
Da sua arte e profisslo,
S precisa do vos todos,
Preferencia c proteccXo.
Eia, pois; no mez de Junho,
Neate mez todo prazer,
Consquistem esta trindade,
Comer, brincar e beber! 1
J aabem, pois, onde moro,
Espero das senhorias
Encommendas fartar.
At mais ver
Zacaras.
Curso de ppatorios
Rna da Saudade n. <*
i
Respeitavel publico
Contina berta a acola particular de instruc-
cao primaria para o sexo masculino, ra da ma-
tri da Boa-Visto n. 34, regida pelo professor par-
ticular Julio Searea de Azevedo.
Educa e instrue a iufaueia, pelo syatema dos
principaes collegios da corte do imperio, onde es
teve por algum tempo a paiseio, cujo eyatema
ama paciencia Ilimitada, urna yocacao intima,
guiando os seus discpulos no caminho da intelli
gencia, da honra e da dignidade, afira de que ve-
?ham a ser o futuro sustentculo da patria, da re
ligiao e da le e um verdadeiro cidadao braaileire.
Espera, pois, que o novo pernanitracano applau-
da e saiba apreciar o seu verdadeiro ensino pri-
mario, onde rpidamente abraeam e amam de co
raco aos livros. as lettras, as artes e as sciencias.
Ra da matriz da Boa-Vista n. 34
Julio Soara de Azevedo.
COMERCIO
Bolsa commereial de Pernam
fonco
RECIFE, 8 DE JUNHO VE 186b
Ai trea horaa da tarde
f.otace olficiat*
Cambie sobre Para, 90 d/v. com 1 1/8 0/0 de des-
cont.
Descont de letras, 7 0/0 ao anno.
O residente,
Pedro Jos Pinto.
O secretario,
Candido C. G. Alcoforado.
RUDIMENTOS PBLICOS
Si-.-x ue Junho d 1886
ALFANbEGA
Budj GBBU.
De 1 a7
dem oe 8
Ruda bovixcial
De 1 a7
dem de 8
132:013*885
27:440*250
23:279*514
4:411*276
159:454*135
27:690*790
ToUl
Rbckbbdobia Oe 1 a <
it. de 8
Coaam^oo pbovihcui. ~D 1 a 7
dem de 8
RPC.F DBATSAOB B 1 B 7
Idein de 8
187:144*925
6:587*468
1:591*530
8:i78*998
26:644300
2:327300
Suave, porm poderoso
N. 369
Apezar do vigor e promptido com que a salsa-
parrilha de Bristol, luta contra as molestias as
mais peconhenlas. Comtudo a sua acgo suave e
seus componentes vegetaes, eminentemente cura-
tivos e fortificantes, nao se acham desvirtualisados
por nenhuma substancia mineral. Pde-se admi-
nistrar com toda a seguranga s enancas e ai se-
nhoras delicadas, que padecem as molestias e des-
ordena physicas inherentes ao seu sexo, e acbaro
que o nico remedio paro s ;us padecimentos e
dbilidade. Toias suas tendencias cao salutferas
Abre o appette, fortifica o estomago, regula o fi
gd e o ventre, cobre o corpo magro e extenuado
com carnes novas e firmes, da tom aos ervos, re-
fresca os msculos da elasticidade ao corpo e sua-
visa o esoirito. Basta dizer-se que dentro da es-
paco de 35 annos, nunca constou que falhasse urna
s vez no curativo dus enormidades ulcerosas e
eruptiveis.
Acha-se venda em todas as principaes bo;icas
e lojas de drogas.
Agentes em Pernambuco, Henry Forster & C,
ra do Commercio n. 9.
EDITAES
O Dr. Adelino Antonio ae Luna Freir,
offi ;ial da I-operial Ordem da Rosa, com-
mendador da Real Ordem Militar Por-
tugueza de Nosso Senhor Jess Christo,
e juiz de direito privativo de crphSos e
ausentes n'esta comarca do Recife, por
Sua Magestade Imperial a quem Deus
guarde, etc.
Fago saber que nesta data foram declarados li-
bertos, em virtude da lei n 3,270, de 28 de Setem-
hro do anno prximo pabsado, sem dependencia de
nenhum titulo ou formalidade. os escravos cons-
tantes das relagoes abaixo, sendo que aquelles que
j tivereni completado a idade de 65 annos, sao li-
bertos desde ja para todos os effeitos, sem nen-
huma clausula ou obrigago de servicog, devendo
permanecer em companhia dos ex-senhores, salvo
se preferirem adquirir, por outro modo, meios da
subsistencia e pura isto forem julgados aptos por
este juio, devendo no primeiro caso, os ex-senho-
res alimeatar, vestir e tratar os mesmos libertos
as su s enf-rmidades, usufruindo os servigos que
este poderem prestar, compativeis idade e apti
dao physica. Os escravos de 60 a 65 annos, po-
rm, fiuam libertos com a clausula nica de pres-
tarem servigos os ex-senhores pelo prazo de
annos, nao sendi exigida prestago de servaos
alm de idade 65 hiino>.
Continuaco da relaco dos escravos de 60 a 61
annos
75 Domingas, preta, solteira, 63 annos, de Mara
Ferreira do Rosario.
76 Domingas, preta, viuva, 63 annos, do Luiza
Francelina de Siqueira Cavalcante.
77 Dominga, preta, solteira, 63 asnos, de Frau-
cisco de Lacerda Cavalcante de Albuquerque.
78 D-lfina, preta, solteira, 61 annos, dos filnos
de Ignacio Pereira dos Santos.
79 Delfina, preta, solteira, 61 annos, de Marcoli-
no dos Santos t'iubeir >.
80 Dionisia, preta, solteira, 03 annos, de Fran
cif co Ignacio da Cruz c Mello.
81 Dionisia, preta. solteira, 63 annos, de Manoel
Joaquim Mauricio Wanderley.
82 Elias, preto, solti iro, 63 annos, do Bario de
Muribeca.
83 Emilio, preto, soltelro, 62 anno9, de Antonio
Jus Duarte.
84 Emma, preta, solteira, 63 annos, dos succes-
sores de Francisco Affonso de Mello.
85 Engracia, prets, solteira, 63 annos, do Baro
de Muribeca
86 Ephigeoia, preta, solteira, 60 annos, do Baro
de Munb-ca.
87 Esequiel, preto, solteiro, 63 annos, d Jos
Peres da Cruz.
88 Esperanca, preta, solteira, 63 anuos, de Ma
noel Doiningues Ribeiroe Silva.
89 Euphrosina, preta, solteira, 63 annos, de Fran-
cisco de Piuhii Bjrges.
90 Eugenio, preto, solteiro, 63 annos, de Alfredo
Gussier & C.
91 Eva, preta, solteira. 63 annos, de Joa Joa-
quim de Farias Machado.
92 Eva, preta, tolteira, 61 anuos, de Ernesto de
Carvalho Paes de Audraile.
93 Faustin, preta, casada, 60 annos, de Mara
Curneiro Freirc de Moraes.
94 Feliciana, preta, solteirs, 63 annos, do Vis-
conde de Camaragibe.
95 Feliciana, parda, solteira, 60 annos, de Bra-
sibano Pessca I orreia de Mello.
% Felicia, preta, solteira, 60 anuos, de Auna
Joaquina de Miranda.
97 Felicidade, preto, solteira, 61 annos, de Tho
iiihz Antunes Guimares.
98 Felippa, pre'a, solteira, 63 aonof, de Firmino
Firmo de Azevedo.
99 Fclippe, preto, solteiro, 63 annos, de Bernar-
dino da Silva Ferreira Leite.
100 Felippe, preto, solteiro, 00 anuo?, de Bellar-
mino Alves Arxa.
101 Felippe, preto, solteiro, 63 annos, da viuva
de Sebastiio Antonio Paes Barrete.
102 Felippe,|preto, solteiro, 61 annos, de Francisco
Rodrigues dos Santos.
103 Felibina, parda, solteira, 62 annos, do Dr.
Francisco do Reg Barros Lacerda.
104 Firmino, pardo, solteiro, 62 auuo, de Jos Ja-
come Tasso-
105 Florencia, prca, solteira, 63 annos, de Paulo
Cromes de Almeida.
106 Florinda, preto, solteira, 62 annos, de Jos
Velloso Soares.
107 Fortunata, prtta, solteirt, 63 annos, de An-
gela Matia do Espirite-Santo Silva.
108 Fortunata, preta, solteira, 61 annos, de Leo
nidas Amelia do Espirito-S.nto.
109 Francisca, parda, solteira, 63 arnos, de Fran-
cisco Marciano de Araujo Lima.
23:971*600
1:400*779
490x321
1:891*100
DESPACHOS DE IMPORTAgAO
Vupor fr;.n^ez Ville de Santos, entrao
do Havre e Lisboa no di 6 de Junho e
consignado a Augusto F. de Olivcira &
C, manifcjtou :
Carga do Havre
Artigos para viagem 2 caixas a F. G.
do Amaral Amostras 6 volumes a diversos.
Alvaiade 5 barris a Manoel Alves Bar-
bosa Successores.
Cerveja 10 barris ordem.
Chapeos de sol 1 caixa a J. Bastos.
Chapeos 1 eaixa a Adolpbo & FerrSo,
1 ordem, 1 a Raphael Dias dk C, 1 a
Antonio Jos Maia & O, 1 a Samarcos
& O.
Cachimbos 7 caixas F. Lauria & C.
Chocolate 1 caixa a Rosa (6 Queiroz..
Calcado 1 eaixao a F. Ferreira Bar
bosa, a A. Cruz & G.
Cartas para jogar 4 caixa a Maia 8o-
brinho & O, 2 a Manoel Joaquim Ribeiro
&C.
Couros 1 caixa a Braga & S.
Cooserva 3 caixas a ordem.
Drogas 17 volumes a F. M. da Silva &
C, 6 a J. C. Levy & C. 4 a Faria So-
brinho <& O, 5 ordem, 2 a Manoel Al
ves Barbosa Suecessor, 4 a G. Laport &
C, 6 a Rouquayrol Freres.
Ferragens 8 volumes a A. D. Carneiro
Vianna, i a N. Maia & C.
Livros 1 caixa a J. N. de Souza, 1 a
G. Laport & C.
Lixa i caixa a Williara Halliday & C.
Lou9a 10 barricas a B. D. Campos
& O.
Linba 1 caixa a H. Nuesch <& C.
Manteiga 280 barris e 440 meios ditos
ordem, 35 e 60 a Ferreira Rodrigues &
C., 70 e 100 a Paiva Valente & C. 20 e
25 a Rosa Queiroz, 16 e 20 a H.
Nuesch & C 90 e 136 a Souza Bastos
Amorim dt C, 25 e 50 a Fernandes da
Costa & C, 50 e 100 a Soares do Ama
ral Irmos, 30 e 40 a Joaquim Duarte Si-
m3es & C, |5 e 20 a Joaquim Ferreira
de Carvalho & C 14 caixas a Joao Far-
nandes de Almeida, 12 a Souza Bastos,
Amorim & C 17 a F. G, de Araujo, 35
110 Francisco, preto, solteiro, 63 annos, de Anto-
nio Jos dos Anjos.
111 Francisco, preto, solteiro, 64 annos, de Joo
Paulo de Souza.
112 Francisco, preto, casado, 63 annos, de Ma-
noel Joaquim Mauricio Wanderley.
113 Francisco, preto, casado, 63 annos, de Aure-
liano Soares de Albuquerque.
114 Francisco, preto.. solteiro, 61 annos, de Mar-
celino Mtrques Ferreira Rasos.
115 Gabriel, preto, casado, 63 annos, do Barao de
Muribeca
116 Oaldino, cabra, soltero, 62 annos, de JoSo
Jos renandes de Carvalho.
117 Geraldo, preto, solteiro, 61 annos, de Manoel
Coelho Pinheiro.
118 Gertrudes, preta. solteira, 61 annos, do Dr.
Pedro Francisco Correa de Araujo.
119 Gertrudes, preta, solteira, 63 annos, de Joo
Baptisto de Aguiar.
120 Gertrudes, preta, solteira, 60 annos, de Maria
Francisca dos Prazeres.
121 Goncalo, preto, solteiro, 63 annos, de Agosti-
nho Jos Soares.
122 Golgondosi, preta, casada, 60 annos, de Luiz
Francisco de Barros Reg.
123 Helena, pieta, casado, 63 annos, de Manoel
Joaquim Mauricio Wauderley.
124 Henrique, preto, solteiro, 63 annos, do Hospi-
tal t'ortuguez.
125 Herculano, preto, solteiro, 60 annos, de rsu-
la Candida de Carvalho Paes de Andrade.
126 Ignacia, parda, solteira, 63 annos, de Miguel
Jos Barbosa Guimaraes.
127 Ignacia, preta, srltiira, 62 annos, de Maria F.
das Chavas Cavalcante Pessoa.
128 Ignacia, preta, solteira, 63 annos, de Jos
Paulo Truvasscs de Arruda.
129 Ignez, preto, solteira, 62 annos, de Anna Can-
dida de Menezes Goiaco.
130 Isabel, preto, casada, 61 annos, de Francisco
de S Barrete.
131 Isabel, preta, solttira, 60 annos, de Caetono
de Farias Costa.
132 Isabel, parda, solteira, 63 annos, do Dr. Jos
Bernardo Galvao Alcoforado.
133 Izidora, preto, solteira, 63 annos, de Anna
Eduarda Alves Ferreira.
134 Izidoro, preto, solteiro, 63 annos, de Mauricio
Jus dos Santos Ribeiro.
135 Izidoro, preto, solteiro, 63 annos, de Porc a C
de Mello.
136 Jacintho, preto, solteiro, 63 annos, de Jorge
Gomes Villar.
137 Jacintho, preto, casado, 61 annos, de Rozenda
Candida Bezerra de Menezes.
1J8 Jacob, preto, solteiro, 62 anuos, da Tlieresa
de J. C Siqueira Cavalcante.
139 Jeremas, preto, solteiro, 62 annos, de Alfonso
Peres de Albuquerque Maranhao.
149 Jorge, preto, solteiro, 61 annos, de Bento Joa-
3uim Gme8.
oanua, preta, solteira. f 2 annos, de Joaquina
Leonor Basto de Oliveira.
142 Joanoa, preto, casad ., 63 anno-, do Ignacio
Alves Mont-'iro.
140 Joanna, preta, casada, 63 annos, de Tristo
Jicome de Araujo.
144 Joanna, preta, solteira, 62 annos, de Rodrigo
Jacome Martins Peroira.
145 Joanna, preta. solteira, 63 anuos, de Rita Ma-
ra de Figueiredo Santos.
146 Joanna, preta, solteira, 63 annos, de Atezan-
dre F. Ferreira dos Santos.
147 Joanna, preta, solteira, 63 annos, de Manoel
Eduardo da Silva.
148 Joao, preto, soltei.o, 61 annos, de Bernardina
d Miranda Albuquerque.
149 Joao, preto, solteiro. 61 aun >s, de Amorim Ir-
maos i C.
150 Joao, preto, solteiro, 62 annos, de Mana >a
lustiana'de Amorim.
151 Joo, preto, solteiro, 63 annos, de Luiz Gomes
Silverir.
152 Joo Pequeo, preto, s.lteiro. 62 annos, dos
herdeiros de Candido Alfonso Mcreira.
153 Joo, preto, solteiro, 63 annos, do Dr. Luiz
da Silva Guamo.
154 Joao, preto, solteiro, 63 annos, do Dr. J->o
Lins Cavalcante de Albuquerque.
155 Joo, preto, solteiro, 63 auuos, do Salvador
de Siqueira Cavalcante.
156 Joo, preto, solteiro, 63 annos, de Mara do
Canil i Carneiro Campello.
(Contina).
Juizo dos Feitos da Pa-
zenda Nacional
Escrivo Rgo Barros
O Dr. Jcs Manoel do Freitas, desembargad r ho-
norario, olcial da Imperial Ordem d Rosa,
juiz privativo dos Feitos da Fazenda desto pro
vincia de Pernambuco, etc.
FafO sabor a todos que o presente virem e delle
tivenin noticia que no dia 11 do crrente mez de
Junho, pelas 11 horas da manha, depois da au-
diencia, e perante este juizo, se vender, era praca
publica, um sobrado de um andar n. 9, sito la
dei/a da Misericordia da S de Olinda, toreira o
terreno Cmara Municipal de Olinda, estando
em bom estado e bem conservado, pertencente aos
herdeiros do con^o Firmino de Mello Azedo, va-
riada por 1:2001, e penhorado para pagamento da
Fazeuda Nacional e eustas.
Dado e passado no cartorio dos Feitos da Fa-
zenda Nacional, no Io de Junho de 1886.
Eu, Jos Francisco do Reg Barros, escrivo o
escrevi.
Jo* M. de Freitas.
O Dr. Thoniaz Garcez Prannos Montene-
gro, commendador da Imperial Ordem
da Rosa, juiz de direito especial do cora
mercio desta cidado do Recita de Per-
nambuco, por S. M. o Imperador, a
quem Deus guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital viretn ou
drlle noticia tiverem, que se ha de arrebatar por
ordem, 35 a Sulzcr Kauffraan & C, 28
a Amorim Irmaos se C, 8 a Joaquim F.
do Carvalho <& C, 5 a Costa & Medeiros
Mercadorias diversas 4 volumes a N.
Fonseca & C, 2 a Maia Sobrinho & C \
a Guimurilcs Irraao & C lia ordem, 1
a A. A. de Vasconcellos, 3 a L. A. Si-
queira, 2 a R. de Druzina di C, 1 a J.
A. M. Guimar3e8, 1 a F. Pettrocelli & Ir-
mao, 10 a A D. Carneiro Vianna, 6 a
Goujalves Irmo & C. 5 a A. Silva (fi C,
5 a Ribeiro di -\lmeida, 1 a A. Jos Maia
6 C, 4 a C. Fernandos & C, 5 a Sala-
zar & C, 3 a E. G. Casco, 2 a Francis-
co Ribeiro Pinto Guimaraes d C, 2 a F.
de Azevedo & C, la D. P. Wild & C,
1 a Manoel Joaquim Ribeiro & C, 7 a
G. Pluyn & C, 4 a Eugenio & Vieira.
Objectos para chapeos de sol, 2 caixas
a Leite Basto & C. Ditos para escripto-
rio 1 caixa a Manoel Cardoso Ayres.
Porcelana 3 barricas a B. Duar;e Cam-
pos & C.
Perfumara 1 caixa a Teixoira Coimbra
cfeC.
Papel 4 cp.ixas ordem, 1 Sulzer Kauff-
man & C-, 3 a Prente Vianna & C, 1
a Mauoel C. Ayres, 20 tardos a Almeida
Machado & C, 28 a Costa Lima & C.
Pedra de fogo 10 barricas a A D. Car-
neiro Vianna.
Queijos 165 caixas ordem, 11 a D.
Ferreira da Silva & C, 11 a Paiva Va-
lente & C, 10 a F. G. de Almeida, 20
a Souza Basto, Amorim &C, 20 a Jos
Joaquim Alves & C, 1 tina a Paulino de
Oliveira Maia.
Tecidos diversos 2 volume a A. Lo-
pes & C, 4 a Bernet 4 C, 10 ordem,
1 a Figueredo d C, la Gomes & Silva,
i a A. C. de Vasconcellos, 5 a O. P.
Wild & C, la Manoel da Cunha Lobo,
1 a N. Maia & C 2 aF de Azevedo &
C.,4aMonhardHuber&C.,laD. Car-
neiro Vianna, 1 a J. BaBto, 3 aL. A. Si-
queira.
Tintas para escrever 1 barrica a G. La-
port d C.
venda a quem mais der, em praca publica deste
juizo, depois da respectiva audiencia do dia 10 de
Junho do corrente anuo, o sugumte :
Urna mobilia de bastante uso, composta de 14
cadeiras de guarnic^, 1 sof de madeira jaca-
randa, 1 par de consolos de madeira de amarello,
2 cadeiras de bracos, 2 de bataneo, sendo tudo de
bastante uso, as cadeiras de palanca com polia ava-
hada por 60000,1 mesinha com tarapo de pedra,
esta quebrada, a va liada por 5 (100, 1 mesinha um
pouco estragada avalisda por 31000, 2 quadros
moldura dourada avallados por 6000. 4 casticae
de metal com mangas avalladas por 5/.0UO, 2 ditos
ditas de vidro com mangas avaliadas por 5(10 I,
2 epcarradeiras quebradas, avaliadas por 1309O.
Vo a praca por execuejo que move Flavio Fer-
reira Cato contra Ludgero Teixeira Lopes.
E nao havendj lancador que cubra o prego da
ivaliacao a arrematadlo ser teita pelo prego da
adjudicaco com o abatimeuto da lei.
E para que chegue ao conhecimento de todos,
mandei passar o pr-seute edital, que ser publica-
do pela impreusa e afiliado nos lugares do costu-
me.
Dado e passado ne3ta nidada do Recife, capital
da provincia de Pernanmuco, aos 14 de Abril de
1886.
Subscrcvo o assigno. Ernesto Machado Freir
Pereira da Silva.
Thomaz Garcez Paranltos Montenegro.
Juizo dos Feitos da Fa-
zenda Nacional
Escrivo Reg Barros
O Dr. Franciscs Alvea da Silva, juiz substituto
dos Feitos da Fazenda desto provincia de Per-
nambuco, etc.
Fago saber a todos que o presente virem e delle
tiverem noticia que no dia 11 do corrente mez de
Junho, pelas 11 horas da manha, depois da au
diencia e perante este juizo, se vender em praga
rublica, os bens s-'guintes :
O Jomin o til do terreno de marinha n. 48, sito
.-ua dos Coelbos, tregU'-ziada Boa-Vista, perten-
cente aos herdeiros de Antonio Carneiro Machado
Ros, avaliado por 150*060.
A casa teriea n. 1, sita na travessa das Formo
sas, freguezia de S. Jos, edificada em terreno fo-
reiro de marinha. peitencente a Ignacio dos Pra-
zeres, avalisda por 150*900.
A casa sita ra da Via Frrea, freguezia d-i
S. Jos, n. 13, edificada em terrino foreiro de ma-
rinha, pertencente a Diogo Angusto dos Reis, ava-
llada pjr 209/000.
A caja n. 7, sita a travessa das Formosas, fre-
guezia de S. Jos, edificada em terreno de mari-
nha, pertencente -\ Raymundo Pereira de ritto,
avaliada por 150')00.
A casa n. 7, sita travessa das Formosas, fre
guezia de S. Jos, difieada em terreno foieiro de
maiinha, pertencente a Joaquim de Deus Gongal
ves, avaliada por 1505000.
Cujos bens foram penhorados para pagamento
da Faze ida Nacional e eustas. Mand-i fazer o
presente no cartorio dos Feitos da Fazenda Nacio-
nal, para ser publicado.
Recite, 1 de Junho de 1886 Eu, Jos Francis-
co do Reg Barros, escrivo, o escrevi.
Fracisco Alves da Silva.
LAtiG
HV1
!8l 1
De ordem do Sr. presi linte se fas sciente aos
enhorca aaeociados. que nao podeudo ter lugar
hontein a Maria de assembl-t geral, eooforaae foi
annuncmd', visto nao te em comparecido sena"
14 socios, ioi novamente convocada para o dia 10
do corrente, s 10 horas da mauba, para o q-.ie
convidase aos mesmos s nhores se aprsenla-
rem na resp.'-'tiva sede; outrosim,. que ficara
construida a assemblca geral det-sa vez con o
numero que comparecer ; tud- de ucord; cara o
art. 27 dos statutos d casa.
Recife, de junho de 1886.
Sebantio M. do Reg Barros,
1- S'-cretario.
ll
Nos term >s dos arts. 5 e 6 dos estatutos, sao
convidados os senhores accionistas reaiisarem
at o dia 30 de juuho prximo, na sedo do banc >,
ra do C on i ercio n. 34, a segunda entrada de
dez pir cont do valor nominal de cada aego.
Recife, -.8 de Maio de 18*6.
Os administradores,
Manoel Joo de Amorim.
Jos da Silva Loyo Filho.
Luiz Duprat.
Capitana do Porto
De ordeui do Exra. Sr. chefe de divisc Jos
lanoel Picaiigo da Costa, iusp. ctor deste Arsenal
capitn do p irte desta provincia, fago publico
que em ob*'r\ incia "o aviso circular do ministe-
rio da marinha de 7 de Maio ultimo, por esta re-
partigo faz-s* ncquisigo de eugajados e volun-
tarios para servir no batalho naval, aos quaes sao
coniedHas asseguintes vnntagens :
Aos voluntan 'S 4004000, aos engajado.) 500,
e as pragas de pret voluntarias, quaudo excusas
por cou'tluso de tempo do servigo, um praso de
trras de. 10U.HK) metros quairados as colonias
do Estado.
Secretarla do Arsenal de Marinha de Pernam-
buco, 5 de junho de 1S86.
O secretario,
Antonio da Silva Azevedo.
Vinho mu barril a Paulino de Gliveira
Maia.
Velas 6 far los e 5 caixaj a Rosa & Quei-
roz.
Vidros 4 barricas a Deodato Torres
&C.
&
Carga de Lisboa
Azeito 10 barris e 15 caixas a Souza
Basto Amorim cS C.
Batatas 50 meias caixas a Ferreira Ro-
drigues & C, 40 a Siqueira Ferraz & C,
25 a Oliveira FalcSo, 40 a Jos P. do Car-
valho, 30 a Carlos Alves Barbosa, 26 a
Carvalho & C, 50 a (Junha Irmaos & C.
Ceblas 40 caixas a Ferreira Rodrigues
C., 20 a Siqueira Ferraz efi C, 20 a
J. P. de Carvalho di C, 15 a Carlos Al-
ves Barbosa, 20 a Carvalho & C, 20 a
Cunha Irmaos & 0.
Cal 25 barricas a Ferreira Cascao Fi-
lho. -
Comiuho 5 saceos a M. J. Carlos Car-
doso, 10 a Silva Guimares & C.
Erviihaa 1 caixa a J. Teixeira & C,
Farello 200 saceos a Baltar Oliveira
dt C.
Paio 2 caixas aAbrantes & C.
Rolhas 3 tardos a Soares do Amaral Ir-
maos.
Sement 1 caixa a Silva GuimarSes & C.
Sardinhas 100 caixas a Pereira Carneiro
& C, 6 a J. Teixeira & C
Toucinho 10 barris a Carlos A. Bar-
bosa.
Vinho 3 pipas e 5i5 a Joaquim Felippe
& Aguiar, 6, loe lOilO a Atonio Maria
da Silva, 10, l0[5 e 2 caixas a F. R.
Pinto GuimarSes & C 6 barris a M. F.
Saleo.
Vapor nacional baha, entrado dos partos do
sul no dia 5 de Junho e consignado ao Visconde
de Itaqui do Norte, manifeston :
Carga do Rio de Janeiro
Caf 143 saceos a Joaquim Ferreira de Carva-
lho & C.
Fumo 55 volumes a Sodr da Motta & Filho, 90
a Xavier de Simas Irmaos, 96 ordem, 20 a J.
F. Leite 4 C., 8 a Jos Antonio des Santos.
Tlub Carlos Gomes
Avsj aos senhores socios, que em virtude do
concert promovido pelo Sr. Amaro Barrete, para
o qual foram concedido* os saloes deste club, fica
suspenso o expediente no dia 10 do corrente.
Recife, 7 de Junho de 1886.
Joaquim Alves da Fonseca,
1 secretario.
itgFio os yotaii aPa-
tria
De ordem da directora sao convidados todos os
Srs. assoeiados para se reunirem em assembla
geral, na sede rta associago, no dia 10 do corren-
te (quinta-feira) s 5 horas da tarde, para assis
tirem o prestamente e contas dos espectculos
realisad.,s em beneficio do Monte Pi, p la com-
mitsao noineada para esse fim, assim como para
tr^tor-se de outros assumptos.
Secretaria do Monte Pi, em 8 de Junho de
86.
Geroncio dos Santos Teixeira,
Alferea Io secretario.
Conwelbode cunprRM
da Martnlia
Propoftas para o supprimento de medicamen-
tos enfermara de inai inha e aos navios do guer-
ra fund ados no perto defcta enpital.
De ordem do Illm. Hr. chefe de diviso Jos
Maucel Picango da Costa, inspector, lago publico
que no dia 11 do corrente mez, as 11 horas da ma-
nha, contrata-s em conselho o supprimento de me-
dicamento a enfermarla de Marinha, c aos navios
de guerra tendeados no porto desta capital, por
8 mezes, a contar do 1 de Julho ao ultimo de
Dezembro vindouro.
As propostas deverSo ser apresentadas nesta
secretoria em cartas fechadas at s 11 horas d>
dia precitado, tendo por base o formulario, que
desde j acha-se exposto a consulta dos preteu-
dentes.
O contracto ser celebrado sob.as seguintes con-
dieges :
1 Todos os medicamentos serio de primeira
qualidade.
2 Ser i entregues pelo fornecedor quando pe
didjs immediatamente.
3 Ficam exoo-tos a ppprovaco ou reprova-
go do m dico da enf'rmaria.
4. O fornecedor pagar a multa de 10 por cento
4o valor dos medcamenos que nao entregarle
de 20 por cento o d'aqueiles cuja entrega nao
effectuar ou fotn r provado?, te os nao substi-
tuir por outros, que s-jam cultos ; e b^n assim
a differenga que p .ssa hav.r entre os pr. gos ajus-
tados e aquelles porque se tiver de obter no mer-
cado.
5. O fornecedor i-er pago da importune a do
tornecimenio que fizer, pela comp-t- nte reparti-
go. eui vista dos doeumentos i(ue obt'ver.
Observagoi'a
l. Xenliuma pmp >sto sea recebida sem que o
piop. neiite u'eila declare por extenso, sein claro
algnin, entreiinha ou rasura, o preeo e mais cir-
cunstancias que uiteress- m ao forneeiment.
2 Nao teri aceito prpe*a em que o nego-
ciante na > declare que se anj'ia ao pagamento da
multa de cinc., por cento valor provatoel do
l ni -ciniento, .lurnt'- O r.7. o para que este an
nuueiad", se nao comparecr ie sta s.cretatia para
.ssn:n..r o c.ntr:icni que lr celebrado no prazo
de tres das, < .litados u'nquelle em que fr chama-
do pela imprenta.
3.* Nio serlo adinittida as propostas dos ne-
gociantes ou firmas sociaes que nao presentarcm
certido da matricula da junta c inmenial, bilhe
te de p.gau-.ento do iu posto de industria do ul-
timo .s.-inestie, e certiiio de contracto social, ex
trahido da junta cominercial.
4. Nenhr.ina proposta ser recbida depois do
dia e hora designados neate annuncio.
5. Os pro>( ti- ntes apresentaro os documentos
exigidos, ires dias antes do mareado para o rece
biineuto das proposUS, afim de ser feta a compe-
tente verificagi.
6 Os forueiedorts ficario aujeitos a mais JO
dias de supnniente, alm do rrzo estipulado no
contracto, sem que esta eircuoistoucia Ihes di-
reito prorORago do ajuste, couf-rme a clausula
estnbelecida pelo aviso do Ministerio da Marinha,
de 13 de ju ho de 1877.
7 Os .bjectos fornecidos e eero pagos no mez
scguin'e. ,
Secretaria da inspeego do Arsenal de Marinha
de Pernambuco, 5 de tnaio de 1886.
O secretario,
Antonio da Silva Azevedo.

s.
Companhia
O abaixo atsigoado, por ter se desenca inbado
do s<-u poder os ttulos de I 0 aegoes da compadhia
do Beber-be. de ns. 0,701 5,750, do antigo pa-
dro IC 50000, e ter de requercr referida com-
panhia a substituigo dos mencionados ttulos por
outros de novo padrSo, faz a psente declaragao,
de que fi'm sem valor os mesmos ttulos, e para
us devidos effeitos legaes, pnblica este neclaragao.
Recife, 31 de Maio de 1886]
P. P. de Joapuin Pereira Kosas,
Luiz A. Siqueira.
C. .E.
CIud Commereial Bnlerpe
Sarao em 12 do corrente
Tcr lugar nesta no-te o sarao que este club
proporciona acs seus a sodados. Us senhores so
cios que estiverem qutea at 31 de Mam findo,
poderao procurir seus ingressos em mao do br.
thesoureiro.
Secretoria da Club Commereial Euterpe, 1 de
Juaho de 1886.O 1" secretorio,
Francisco Lima.
Mercadorias diversas 6 volumes estrada de
ferro de Pernambuco, 1 a V. Xecsen, 1 a F.. M.
da Silva 3c C, 8 a Soares do Amaral limaos, 1 a
Raphael Dias 6r C, 9 ordem, 1 a Almeida Ma-
chado & C, 1 a J. F. Pogaf, & a Almeida Duarte
&C.
Vinho 2 pipas e 13 barris ordem.
Xarque 50 fardos a I. Nazareth, 50 a Joao Pe-
reira & C.
Carga da Baha
Charutos 6 caixes ordem. 1 a Rodrigues de
Faria & C. 2 a Costa Lima C.
Fio de algodo 30 saccas a Joo Francisco
Leite.
Fumo 23 fardos ordem.
Panno de algodo 37 fardos ordem, 15 a Fer-
reira & Irmo.
Piassava 100 molbos ordem.
Hiate nacioual Santa Rita, chegado no dia 4
de Junho e consiguado a Manoel Joaquim Pessos,
mani festn :
Sal 28,160 litros ao consignatario.
7E3PACHOS DE EXPORTADO
Em 7 de Junho de 1886
Para o exterior "
Nao houvo exportaco.
Para o Interior
No vapor francs VtWe de Santos, carrega
ram :
Para Santos, Amorim Irmaos & C. 300 saceos
com 18,000 kilos de assucar mascavado ; R. Va-
lente 50 caixas com 1,620 kilos de oleo de ricino.
No vapor americano Colorado, carregaram :
Para o Rio de Janeiro, H. Forster & C. 30
meios de sola.
No vapor nacional Bahia, carregaram :
Para Maranho, P. C. Alcntara 20 barricas
com 2,343 kilos de assucar branco.
Para o P ra, A. F. de Aievedo 200 barricas
com 12,020 kilos de assucar branco ; V. T. Coim-
bra 350 volumes com 27,680 kilos de assucar
branco ; J. da Costa Medeiros 30 barricas com
1,247 kilos de assucar branco ; P. Alvee Se C. 25
barricas com 1,('08 kilos de assucar refinado ; H.
de S. Pereira & C. Successores 4 caixas medica-
mentos ; Amorim Irmaos C. 110 oarris com
12000 litros de agurdente ; F. M. da Silva & C.
5 caixas com 250 kilos de oleo de ricino.
Para Manos, M. J Alvea 25 barra ;com 2,400
litros de aguardante ; Baltar Irmaos & C. 30
barris com 2,880 litros de agurdente e 60 vola-
mos com 2,803 kilos de assucar branco ; Amorim
Irmoi & C. 25 saceos com 1,870 kilos de assucar
Propona para forneclmento de 3AOO
toneladas de rana de pedra
Esta companhia recebe propostas para o fo.-ne-
cimento de 3600 toneladas de carvo de pedra por
tempo de um anno, mediante as seguintes condi-
goee.
1 O carvo deber ser de alguma das especies
eonhecidas por Cory Aberdare Merthyr, Penri-
kiber, Nnons Navigation,Ocean Merthyr ou Inso-
les Merthyr Smokeless SteanCoal, primeira qua-
lidade e double screened, provada com certificado
da mina o qual em cada carga do navio dever ser
uDre8?ntado ao superitendente da companhia.
2 A dcep< za de desoarregar o carvo do navio
e tedas as outras da alfandega etc., serao por can-
ta do contn.ctante at a entrega no caes da Com-
panhia, onde o carvo ser tirado das alvarengas
pela Companhia e pesado no trapiche em Cinco
Pontos, facilitndose ao ecutractante todos os
meios de por si ou pessoa de sua confianga inspec-
cionar e conferir o peso, o qual ser aceito como
difinitivo por ambas as paites, nao sendo depois
att-mdida pela Companhia reclamago alguma.
3a 300 toneladas de carvo pelo menos serio
mensamente entregues em Cinco Ponto; mas se
por conveniencia propria quiz-r o contractonte en-
tregar maior quantidade. a companhia sujeita-se a
recebel-a comanlo que nao seja presentada para
pagamento urna cunta mensal de mais de 300 tone-
ladas durante o tempo do contracto.
4* O contractante dever obrigar-so ao paga-
mento de urna multa de 1-.000J por todo equal-
quer mez em que deixar de formeer a quantidade
estipulade de 30o toneladas, assim como se fr re-
cenhecido que o carregamento ou parte delle nao
de alguma das quali ladea mencionadas na 1*
destas condigoca.
5* As propostas para este contracto devero es-
tipular o prego da tonelada de carvo em dbeiro
esreclino, o qual para rcalisar-se o pagam nto de
cda conta mensal ser rednzido a 15000 ao cam-
bio da cotago das transaegoes do Banco ao tempo
da partida co paquete da Real Mala, que passar
para a Inglaterra, a 29 mais ou .nenes do mesmo
Uiez da Conta. ,
6* O contracto entrar em rigor no Io ds se-
tembro prximo vindouro e o primeiro supprimen-
to dever ser fi-ito para o referido inez.
71 Sera lavrado um termo de contracto baseado
as condigoes cima estipuladas, oqual ser assig-
nado por ambas aa partes.
8 As pn.postas devero ser lacradas e remetti-
dai ao t-upei-inteiideute da companhia no Cabo an-
tes do dia 31 de julho prximo futuro, no qual te-
rito de s> relias abenas no escriptorio do mesmo.
A CMinpauhia declara que de modo algum fica
p r este motivo obrigada a accei'ar a proposta
mais barata ou qualquer das que Ihe torera apre-
sentadas.
Escriptorio da superintendencia, Cabo Io de Ju-
nho de 1886.
Wells Hood.
Superintendente.
Arsenal de Marinha
COXCUKSO PARA ESCREVENTE DA DIRECTO-
RA DE MACHINAS
Em cumprimento ao aviso do Ministerio da Ma-
rinha, sob n. 713 de 27 de Maio ultimo, o Exm.
Sr. chefe de diviso Jos Manoel Picaneo da Cos-
ta, inspector deste Arrenal, manda fazer publico
que no dia 10 de Julho vindouro, s 11 horas da
inanh, ter lugar n'esta epartigo, o concurso
para a vaga que existe de escrevente da directo-
ra de machinas, conforme pteceita o art. 64 do
Kegulameuto que baixou com o decreto n. 5,622
de 2 de Maio de '874, que manda observarlas
disposiges de que trata o art. 203 do referido
regulamento, ficando para isto abeita a inscripco
nesta Secretaria at o dia 7 de Julho vindouro._
Os pretendentes devero instruir suas petiges
com documeut03 que provem bom comportameuto e
a idade de 18 annos completos, pelo u.enos, podendo
juntar quaesquer outros documentos que mostrem
suas habilitares.
Ao materias exigidas sao : Leitura e analyse
grammarical, escripta de trechos em portuguez, or-
tbograpkia, verso das linguas ingleza e franceza,
exercicio de compnsigo em portuguez, rdacgao e
eotylo de actos officiaes.
Secretaria da inspeego do Arsenal de Marinha
de Pernambuco, 5 de Junho de 1886.
O secretorio,
Antonio da Silva Azevedo.
Santa Casa da Misericordia do
Recife
Arrenda se por muito barato prego, o armazem,
1- e2- andares do predio n. 24 ra do Vizconde
de Itapanca, outr'ora do Apollo, com excellentes
accommudagoes parafamili, tendo o 2- andar um
bom terrago e soto ; arronda-Be separadameute.
O armazem presta-se para deposite de assucar,
barriqueiro ou outra qualquer negocio q%e de
mande grandes accommodagoes ; divide-se o mes
mo ..rmazem. tornando-se aiuda tssim dous bons
armazens, ctn frentes para o caes do Apollo e
ra do mesmo nome.
Os pretendentes podero examinar dito predio,
que se ach\ em reparo, tratando sobre o sen ar-
riadamente na seerotaria desta sana casa.
Secretoria da Santa Casa Je Misericordia do
Recife, 29 de Maio de 1886.
O escrivo,
Pedro Rodrigues de Souza. '
branco e 40 barris com 3,810 litros de aguarden-
te ; F. A. de Azevedo 40 barricas cora 2,400 kilos
de assucar branco ; P. Pinto & C. 35 barris com
5,281' litros de agurdente ; Maia & Rezende 25
barra eom 2,400 litros de agurdente, 40 volumes
com 3,600 kilos de assucar branco e 30 barricas
cora 3,168 ditos de dito mascavado.
Na barcaga J. Asscncia, carregou :
Para P. de Alagoas, B. Marques 15,000
litros de sal.
Na barcaga Rainha dos Anjos, carregou :
Para S Luiz, T. Baptisto 10,000 l'tros de sal.
Na barcaga Lindo Paquete, carregou:
Para Parahyba, A. R. Branco 25 saceos com
farinha de mandioca.
Na barcaga Flor de Norte, carregaram :
Para Villa da Penha, M. da Costo Oliveira 800
saceos com fai inha de mandioca ; R. Valente 100
ditos com idem.
MOVIMENTO DO PORTO
Navio entrado no dia 8
New-Yotk por escala24 dias, vapor ame-
ricano Colorado, de 2,022 toneladas,
commandante James David, equipagera
f>2, carga varios gneros ; a Henry Fors-
' ter & C.
Navios sonidos no mesmo dia
Manos por escalaVapor Bahia, com-
mandante Silverio A. da Silva, carga
varios gneros.
Santos por estalaVapor t'rancez Ville de
Santos, commandante F. Mazon, c-arga
varios gneros.
Aracaj por es-alaVapor nacional Man-
(fo/iftj'commandante Antonio R. da Silva,
carga varios gneros.
VAPORES ESPERADOS
E76e da Europa hoje
7V6or de Trieste amanba
Espirito Santo do norte a 13
Tomar do sul a 14
Hamburg de Hamburgo a 16
Para do sul a 17
Ipojuca Galicia do norte a 20
do sul a 21
Cear do norte a 23
Neva da Europa a 24
Congo do sul a 25
Tagu* do sul a 29
I
I mam i



HT"
mmm
7

Diario de Pernarijbuco---Quarta-feira 9 de Junto de 1886
1
kilog.
a
c

litros
kilog.
\rsenal de Guerra
O conselho econmico das companhias de apren
dizes artfices e operarios militares precisa con-
tratar para n 2o semestre do corrente auno, em
virtude de nao seren aceitos em seaso de 4 do
fluente, uns por nai apparecer concurrentes e ou-
tros pelos procos e suas mis qualidadcs, os arti-
gos g' guintes :
Assuear braacj refinado de 1" sorte
Dito inascavinao refinado
Aletria
Arroi
Azfit-' doce
Bolachinhas de araruta
Bolachas
Bacal ho
Cha hyason
Caf em grao
Carne de xarque
Doce de goiaba
Farinha de mandioca
Fejo mnlatinho
Fructas, laranjas ou bananas
Frango
Gallmba
Leuba sccea de boa qualidade
Mu iteiga iagleza
Marmellada
Macarro
Queijj fllamengo
Sal
Toucinho (
Vi ribo do Porto
Vinagre de Lisboa
Verduras
Pies de 150 gramm&s
Pes de 125 grammas
Grasa para sapatos
Escova para dar lustro
Sabao
Velas spermacete, pacote de libra.
Cortes de cabellos.
Sapatos de bezerro, pares
Camellos de couro branco para a enfermara,
parea
Muas de algodo, pares
Lenco3 de chita pequeos
Panella de trro, estanhada, de 5 galoes
Cassarola de dito, esmaltada de porcellana,
numero 7
Fregideira de dito dita de 1C pollegadas
Espumadeira de ferro, estanhada
Concha de dito dito, para tirar caldo
Pen;es e alisar cabellos
Panno asul, entrefino, para blusas, metros
Bo-0es de oseo preto
Brim pardo trancado, metros
Para a et fertnaria dos menores
Colches de pannj de linho, cneiot de la d
flexa, tendo ds comprimeoto lm,67c, de lar-
gura 0m,66c e de altura 0in,8c.
Tmvesieiros do mesmo panno, com igual en-
chimento, tendo de compri ment Om,67c,
largara 0m,35 e altara 0m,5
S poder concorrer aos fornecimentos anuun-
eiados pelo conselho, quem habilitarse previa-
mente, ezbibindo usi requerimento dirigido ao
mesmo conselho, documento que prove haver pago
como negociante estabelecido, o imposto de casa
ecminercitl relativo ao ultimo semestre vencido.
Os proponentes deverao presentar nesta se
cretaria suas propostas at as 11 horas da manha
do dia 10 do corrente, sendo taes propostas em
dnpiicata, em cartas fechadas com declaracao
prensa de suge;tar-se as seguintes condicoes :
1* No caso de nSo assignarem o contrato pa -
garlo a multa de 10 /o.
2* Sendo recusado pela commissao os gneros
contratados, mandar- se-ha comprar pelo preco do
aereado, ficando obrigado o contratante a indem-
niaar, isto al tres veces, depois do que fiear
rescindido o contrato, pagando o contratante a
malta de 200(X)0.
Todos (8 gneros deverao ser de primeira qua-
lidade.
Secretaria do arsenal de guerra de Pernambuco
o 5 de Junho de 1886.0 secretario,
Jos Francisco Ribeiro Machado.
litro

urna
um
urna
acha
kilog.
um
litro
kiiog.
garrafa
litros
kilog.

lata
urna
kilog.
150
10
50
60
1
1
1
1
1
50
70
116
190
10
10
Conselho de compras
da repartidlo de Ma-
rmita
Objectos de expediente e o ser
vivo de lavagem, engommado e
concert da roupa da enfer
marla de marlnha
De ordem do Exm. Sr. chele de divisao Jos
Manoel Picaneo da Costa, inspector deste arsenal
e capito do porto desta provincia, faco publico
que no uia 9 do corrente mez, s 11 horas da ma-
nha, cODirata-se em conselho, em cartas fechadas,
por tempo de 6 meze3 a contar do 1* de Julho ao
ultimo de Oezembro vindouro, o foinecimento ci-
ma declarado.
Os Srs. pretendentes devem apresentar suas
propostas acompanhadas das amostras dos arti-
gos, para cujo forneeimento se propoem, e em caso
contrario nao se tomar cooheci ment das propos-
tas.
Objectos de expediente para e arsenal e depen-
dencias :
Ccmpasso, um.
Caetas, urna.
Caivete f no, um.
Clcheles, urna caixa
Cartas a!pbabet:cas, urna.
Cathecismo da doutrina christ, um.
Dito brazileiro, idem.
Colleccao de compendios, exemplar, um.
Compendios de economa da vida humana, um.
Crayuns, idem.
I'aido, 'lo.
Envelopes diversos, conforme as amostras, cento.
Ditos com inscripcio para officios, idem.
Escrivaninha de metal, urna.
Faca para cortar papel, idem.
Gomraa arrabica liquida, vidro.
Gutta percha, um.
Lapis de cores, dem.
Ditos pretos, dem.
Livros em branco de 25, 50, 100, 105 e 200 fo-
lhas, um.
Limpador de panno, um.
Livros grandes para registro de officios, um.
Lousaa, tamanho 8"1, urna.
Lacres de cores, po._
Obreias de masas, caixa.
Ditas de colla, idem.
Papel Branco liso, conforme a amostra, caderno.
Dito dito pautado, eonforme a amostra, idem.
Dito Hollanda pautado, idem.
Dito dito liso, idem.
Dito marca pequea, caixa.
Dito com inscrpcao para officios, resma.
Dito mata-borro, folha.
Dito ministro, caixa.
Dito proprio para mapras, urna folha.
Dito pardo proprio para capa, idem.
Pennas de ac, conforme a amostra, caixa.
Pasta, urna.
Pesos de vidro, um.
Reguas, urna.
Raspader com cabo de osso, idem.
Sylabario portuguez um.
Traslados calygraphicos, idem.
para escreverJitro.
Tinte iros de vidro, metal ou louca, um.
Tinta carmim para escripia, vidro, um.
Tita-linhas, idem.
Thesourat, urna.
Vaso com esponja, um.
Condicoes
1* Todos os artigos serio de primeira quali-
dade.
2 Serio entregues pelos senhotes forneeedores
as porcoes que I he forem pedido pelo almoxari-
fado e pelos navios de guerra, no Draso de 3 das,
contados da data em que os pedidos forem despa-
chados pelo Exm. Sr. inspector.
3 Os gneros ficaro sujeitos a approvacio ou
reprovasao do perito que for designado ptra exa-
minal-os.
4* Os forneeedores pagarao as multas de 10 */
do valor dos gneros no caso de demora as en-
tregas e de 20 /o bo de falta de entrega ou rejei-
cao por m quadade indemnisando neste caso a
fatenda nacional da difirenos, que se der entre
os precus justados e os porque forem comprados os
gneros nao forceados ou rejeitados.
5" O pagamento da importancia dos forneci-
mentos sera feito pela Thesour*ria de Fazenda a
vista dos documentos que obtiverem os forneee-
dores depois de satisfeito o sello proporcional.
6 Conforme o aviso circular do Ministerio da
Marinha n. 172, le 28 de Janeiro do corrente an-
uo o fornecedor fiear sujeito a mais seseenta das
de supprimento, alm do praso estipulado uo con-
tracto, sem que esta circumstancia Ihe d direito a
prorogacio do ajuste.
7' Os objectos fornecidos s serao pagos no mes
seguinte.
Obacrvaeoes
1" Nenhuma proposta ser recebida sem que o
proponente nella declare, por extenso, sem claro
algum, emenda, entrelinea ou rasuro, o preco de
cada genero.
2' Nao ser aceita proposta sem que o nego-
ciante declare que se sujeita ao pagamento da
multa de 5 % do valor provavel do forneeimento
durante o praso para qua esto annunciado, se
nao comparecer nesta secretaria para assignar o
contracto, no praso de 3 das, contados d'aquelle
em que fr notificado pela imprensa, como deter-
mina o aviso de 28 de Deaembro de 1874.
3' Conforme o recommendado em aviso de 11 de
Maio de 1880, nc serio admittidas as propostas
dos negociantes ou firmas sociaee, que nao apre-
aentarem os documentos seguintes :
Certidoda matricula da Junta Commercial, bi-
Ihete de pagamento do imposto de industria no
ultimo semestre.
Certido do contracto social extrahido do regis-
tro da Junta Commercial.
4* Nenhuma proposta ser recebida depois do
dia e hora designados neste annuncio.
5' Os proponentes apreseotaro os documentos
exig jos pelo aviso de 11 de Maio cima referido,
tres das antes do praso marcado para o recebi-
ment das propottas, para a necessaria a veri-
guaci.
6* Os forneeedores fie rao sujeitos a mais 30
dias de supprimento, alm do praso estipulado no
contracto, sem que esta circumstanca Ibes d di-
reito a prorogaco do ajuste conforme a clautula
estabelecida pelo aviso do Ministerio da Marinha
de 13 de Junho de 1877.
Secretaria da Iospeccao do Arsenal da Marinha
de Pernambuco, 1 de Junho de 1886.
O secretario,
Antonio da Silva Azevedo.
A escola de aprendizes marinheiros nesta
provincia recebe no da 19 do corrente, pelas 10
horas da manha, propostas para o forneeimento
de iardamento a mesma escola durante o semes-
tre de Julho Dezembro do corrente anno, deven-
do as pessoas que pretenderem contratar suppri-
mento se dirigirem a o quartel da escela para ahi
examina'em os diversos padres e terem lodosos
esclarecimentos que necessitarem. As pecas do
fardaineuto sao :
Cilca de panno.
Dita de lgodo msela.
Dita de brim branco.
Camisa de panno.
Dita de algodo msela.
Dita de brim branco.
Capa de brim branco para bonet.
iionet de panno.
Lenco de seda.
Sapates.
Maca de lona com todos os seus pertences.
Sacco de lona idem.
Cobertor de la.
As propostas alm de serem acompanhadas das
amastras da materia prima contero igualmente
a declaracao de se sujeitarem os proponentes a
todas as disposices que regem os fornecimrntos
no Ministerio da Marinha.
As propostas juntar os proponentes os respec-
tivos eonhecimtntos do imposto de industria e
prufissoes, afitn de provarem a idoneidade do con-
currente.
Escola de aprendizes marinheiros de Pernam-
buco, 2 de Junho de 1888.
Ernesto Jos de Souza Leal,
Official de fazenda.
CONCERT
Na noite de 1G do corrente, s 8 horas,
far o pianista brasileiro
Amaro Barrelto
um variado concert, en que ser coadju-
vado, obsequiosamente, por suas discipulas
e o distinc'.o amador
JORGE TASSO
Pede-se as pessoas que se dignarem de
aceitar cartSes, a entrega de suas expr-
talas em envelloppes, a pessoa que se en-
carregar de receber na oceasiao da entra
a do- salo.
Instituto Archeologico e Geogra-
phico Pernambucano.
Quinta-tVira 10 do corrente, hora do costume,
haver sesso ordinaria.
Secretaria do Instituto, 8 de Junho de 1886.
Bapista Regueira,
Ia secretario.
MARTIMOS
DampfschiUTahrts-GeselIschalli
Vapor Hamburg
Esperase de HAMBURGO,
via LISBOA, at o dia 16 do
corrente, seguindo depois da
demora necessaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
je com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann &
ruadovigarion. s
1* andar
rOMPAVIlli: DES HESSAVE
MES MAKITIifE8
UNHA MENSAL
0 paquete Congo
Commandante Broa
E' esperado dos portoe do
sul at o dir. 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar, Lisboa e vigo
Lembra-se aos senhores passageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer lempo.
Faz-se abatimento de 15 /0 em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao menos e que pa
garem 4 passagens inteiras.
Por excepcao os criados de familias que toma-
rem bilhetes de proa, gosam tambem d'este abati-
mento.
Os vales postaes s se dan at e dia 23 pages
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete: tracta-se com o agente
Augnste Lablle
9 RA DO COMMERCIO -9
Vapor inglez Godrevy
Espera-se de Liverpool at
o dia 18 do corrente o qual
depois da demora do costume
eguir para os portos do sul.
Recebe carga a frete mdico tractar com0
Consignatario
N. I. LIDSTONE
RA DO COMMERCIO N. 10
O ii com %%. ,\\. Dobilliard
mesma roa n. 22
LEILOES
Pacific Sieam Navigalion Company
STRAITS OF MAQELLAN LINE
Paquete Galicia
Espera-se dos portos
do sul at o dia 21 de
Junho, seguindo pa-
ra a Europa depois da
demora do costume.
Sanca Casa de Misericordia d
Reeife
Na secretaria da Santa Casa de Misericordia de
Reeife arreudam-se por espaco de um tres an-
uos, as casas abaixo declaradas :
Ra da Moeda n. 45, 240*000
Idem-dem n.49 240*000
Ra do Bom Jess n. 13, 1 andar 3< 0*000
dem n. 29, leja 216*000
dem idem n. 29, 1 andar 240*( Ot
Ra dos Burgos n. 27 216*000
Ra da Madre de Deus n. 10-A 180*000
Caes da Alfandeca armazem n. 1 1:600*000
Ra do Mrquez de Olinda n. 53, 2
andar 07* 000
Ra da Guia n. 25 200*005
Becco do Abreu n. 2, loja 48$000
Ra do Viseond.- de Itaparica n. 24,
pavimento terreo, 1* e 2* andar, por 1:600*009
Ra das Calcadas n. 32 200*000
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recite, 6 de feverciro de 1886.
O escrivao, Pedro Bodriquet de Souta
Emprentarla do abasteclmento d
agua e gas a cldade de linda
DEVEDOBES EM ATKAZO
Tendo a directora, em sessao de 15 do
corrente, resolvido receber por intermedio
de um sollicitador todas as contas de con-
summidores d'agua e gaz em atrazo, a
contar do anno de 1876, resolv n'esta
data encarregar de tal cobranza o Sr.
Diogo Baptista Fernandes, a quem espero
attenderao desde logo os roesmos devedo-
rt>i, cortos da justica e equidade de simi-
lliante resolucao.
Escripiorio do gerente 28 de Abril de
1886.
Antonio Pereira SimSes.
THEATRO
EMPRESA
BRAGA JUNIOK&C.
I
a
Prximamente chegar a esta capital, a grande
comoanhii dramtica do THEATRO LUCINDA,
do Rio de Janeiro, dirigida pelo artista
FUBTiM C9ILV0.
da qual faz paite o mesmo artista e a primeira
paite o mesmo artista
actriz portuguesa
A companhia composta de um ncleo de artis-
tas que faziam parte das que funecionam as prin-
cipaes theatros do corte.
O repertorio todo escolhido entre os dramas e
altas comedias, que mais aceitacao tem tido nos
principaes theatros da Europa
Mobllias e tapecarlas
foram feitas expressamente para esta empresa em
Paris.
O sceuario todo pintado pelos notaveis sceno-
graphos
Claudio Rossi e Oreste Coliva
Esta companhia embarcar bordo do paquete
nacional que parte do Rio de Janeiro a 10 de Ju-
nho e far a sua ,
ESTRE4
tjwrta-feira. III de Junuo
(isto., no dia seguinte ao da chegada ao Reeife)
com o celebre drama de V. Sardou, intitulado
Este paquete e os que dora
em diante seguirem locaro em
Plymoulh, o que facilitar che
garem os passageiros com mais
i) re vida de a Londres.
Haver tambem abatimento no preco das pas-
sagens.
Para carga, passagens, e encommendas, tracta-
se com os
AGENTES
Wllson Sons C, Limited
i. 14 RA DO COMMERCIO N. 14
ROYAL HAIL STEA1 PACKET
COMPANY
0 paquete Elbe
E' esperado da Europa no dia
9 do corrente, seguinde
depois da demora necessa
ria para
Macelo, Baha, Rio de Janeiro, Santo,
Montevideo e Buenos-Ayres
0 paquete Tamar
esperado
do sul no dia 14 de
corrente seguin lo
depois da demora
necessaria para
S. Tcente, Lisboa, Vigo e Son
thampton
Para passagens, fretes, etc., tracta-se com cj
CONSIGNATARIOS
" Adanison Howic & C.
COM VA y IIIA FE B>IA W U l"C A\ A
DE
NaTegaco cos eir por vapor
Fernando de Noronha
0 vapor Giqui
Commandante Lobo
Segu no dia 10 de
Junho, pelas 12 ho-
ras da manha.
Recebe carga at o
dia 9, e passagens at
's 10 horas da manha
do dia 10.
ESCRIPTORIO
i'aos da Companhia rersanhn
eana n. 1*___________
CHARGEGRSUUHS
Companhia Franceza de Navega-
cSo a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis
ooa, Pernambuco, Babia, Rio de Janeiro e
Santos
2 leilao
De urna carta de sentenga civel, prvenien-
te de urna hypotbeca, na importancia de
30:520^594 e mais 4:578,5090 de juros
accrescidos desde Fevereiro de 1885 a
12 de Maio prximo paseado.
Total 3r.:0.**S I
A' serem cobrados eiecutivamente de Jos San-
cho Bezerra Cavalcaote e sua mulher, senhores do
engenbo Alegra, na comarca do Escada, engenho
que garante sobejamente o pagamento de dita di-
VQUARTA-FEntA, 9 DO CORRENTE
A's 11 horas
No armazem ra do Imperador n. 16
O agente Martins, autorisado pelo Illm. e Exm.
Sr. Dr, juiz do civel. far leililo, em sua presenca
e a requerimento de D. Bernarda de Souza Maga-
Ihaes e Silva, inveotariante do espolio de sen fi-
nado irmo, coronel Jos Anto de Souza Maga-
Ihaes, da divida proveniente de urna carta de sen-
tenca, obtida em 12 de Fevereiro de 1885, contra
Jos Sancho Bezerra Cavalcante e sua mulher, se-
nhores do importante engenho Alegra, para pa-
garem executivamente e por carta precatoria exe-
cutona, que j se acha paseada, a qoantia de
30:520*594, do principal, juros c custas, alm de
4:578090 de juros accrescidos de Fevereiro da
anno passado at 12 Je Maio ultimo.
Os Srs. pretendentes podem exam inar a refe
da carta em mao do agente.
paradores, 18 cadeiras de guarnico, 4 etagers,
tudo de madeira encrustada, 2 jarrosde porcelana,
2 fruteiras de marmore, 1 mesa de ferro e 1 rico
porta-licor de electro-plate.
Sala de bilhar
Um magnifico bilhar, 1 taqueira, 1 marcador, 1
capa e 2 jogos de bolas, 24 cadeiras italianas, 1
mesa de jogo com gamao, 2 c .ntoneiras de mogno
6 quadros, 1 sof, 2 cadeiras estufadas, 1 ence-
rado de forro e 1 bagatella completa.
Despensa
Um guarda comida, 1 relogio, 1 mesa de mar-
more, 2 ditas de madeira, 1 banheiro, 2 cabides
grandes e 1 arandella.
Escada
Um encerado, forro da mesma.
Sala depois da escada
Duas mesas de jogo, 1 esteira de forro e 1 aran-
della.
1* sala de dormir
Urna rica cama francesa o 2 guarda-roupa de
Jacaranda, 1 dito cem espelbo, 1 toi.ette de bano,
1 grande lavatorio todo de marmore, 1 guarnico
para o mesmo, 1 divn e 2 cadeiras de bracos es-
tufadas, 1 importante pndula de bronze e 1 eta-
ger para o mesmo, 1 mesa de jacaran J com abas,
1 mesa de mogno, 1 dita de amarello, 2 camas para
enancas, 1 tapete de cama, 2 laucas para corti-
nados, 1 porta-ioalhas, 1 arandella, 1 palmatoria
de metal, 1 commoda pequea, 1 cama de ferro,
1 caixa com repartimentos, 1 lavatorio, 1 mesa
cem abas, 1 cabide torneado, 1 lavatorio de ferro
com jarro e bacia. 1 guarnicao verde, 2 camas de
ferro e esteira para forro.
2a sala de dormir
Urna importante cama franceza, 1 guarda-roupa
com espelbo, 1 mesinba de cama, 1 lavatorio Wk>
de erablej. 1 tapete, 1 berco, 2 cadeiras, 1 (.bJPk
de cama, 1 guarda-vestidos de amarello, 1 mesa
redonda, 1 tunca com transparente, 1 guarnicao
de lavatorio, 1 guarda-joias dj cbaro, 7 quadros
e 1 est> ira para f jrro.
O lllm. Si. comaendador Eduardo A. Burle,
tendo de retirar-se com sua- Eima. familia para o
Rio de Janeiro, tara leilao por intervenco do
agente Alfredo Guimares, dos movis da casa de
sua re3idencia, ra do Visconde de Goyanna, os
quaes alm de sua perfeita conserva.ao, tfferecem
margem aos Srs. concurrentes apreciarem nao s,o
goto, como mesmo, o mais apurado trabalho arts-
tico.
Entrega em arto continuo
A's 10 horas e 40 minutos, partir um bond,
que dar paseagem gratis aos Srs. concurrentes.
Leilao
DE NOVIS
O agenta Brito, autorisado pela Exma. Sra. D.
Francisca Amelia da Gunha, far leilao do se-
guinte :
Urna mobilia de amarello. com 1 sof, 1 jardi-
noira e 2 consolos com tampo de pedra, 2 cadei-
ras de balaiieo, 2 de bracos e C de guarnicao, 1
cama franceza de amarello, 1 cpula, 1 toiellet'te
com pedra e espelho, 1 cabide de co|an?na e 1 de
parede, 1 lavatorio de ferro e 1 de amarello, 1
quartinbeira, 1 relogio de parede, 1 espelho, es-
carradeiras, jarros, candieiros para kerosene, I
tapete, 1 mesa de cosinba e outros objectos.
Ao correr do marlello
Quinta felra lo de Junho
A's 10 12 horas
Raa Estreita do Rosario n. 19, 1- andar
Leilao
De
um cavallo bom andador,
sellado e enfrciado
Quarta-feira 9 de Junho
INTERVENCAO DO AGENTE
Alfredo du.iares
Por eccasiao do leilao de movis do Sr. E. A.
Burle.
POR
(Leilao
Oe 1 piano, 1 mobilia de junco com 1 sof, 2 cen-
slos, 2 cadeiras de bracos e 12 de guarnicao.
jarros para flores, candieiros, tapetes, 1 mesa
elstica, 1 guarda comida, 6 cadeiras, 1 appa-
relho para jautar e 2 banquinbas.
Cuus marquezoes, 9 mesas, 1 cama de ferro, 1
commoda e outros movis.
SEXTA-FEIRA 11 DO CORRENTE
A's 10 horas em ponto
No Io andar do sobrado da ra da impe
ratriz n. 30
O agente Pin*o
O referido leilao comedir s 10 horas em pon-
to, visto ter o mesmo agente de effectuar, em con-
tinuaco, um outro leilao de movis na eflicina do
Sr. Moreau.
AVISOS DIVERSOS
A rifa entre mico* de vinbo e licor
de janpapo, que corra com a lotera da provincia
n. 57, fica transferida para a ultima do mez de julho.
Precisa-se de urna ama para servico ce casa
de pouca familia : a tratar na ra da Conceico
numero 9
Precisa-se alugar urna prtta ou um menino
para vender no ra : a tratar na ra dos Marty-
rios n. 148, 2o andar.
Leilao
O agente Pestaa, vender quarta-feira 9 de
corrente, por occasio do leilao de predios em sua
agencia ra do Vigar.o n. 12, a excellente casa
terrea da ra de Vidal de Negreiros n. 200, com
bastante.' commodcs para familia.
Leilao
A gente Pestaa
Bom leilao de predios
Quarta-feira 9 do corrente
A's 11 horas em ponto
No armazem ra do Vigario Tenorio
n. 12
O agente Pestaa, vender r.o dia e hora men
mencionada em sua agencia, os predios abaixo de
clorados, livres e desembarazados de todo e qual
quer onus, cojos casas ckamam attenco dos Srs.
pretendentes, pslos seos bons estt dos de conserva-
do e excsilentes rendimentos :
Urna excellente casa terrea com bom sotao e
grandes commodos, para familia, ao largo da San-
ta Cruz n. 14, rendendo 420 annuaes.
Urna dita ra do Visconde de Pelotas (outr'ora
AragSo) n. 41, rendendo 400 annuaes.
Urna dita na de S. Jos n. 23, rendendo
3004 annuaes.
Urna dita sita ao largo do Mercado n. 17, com
excellente sotao e muito propria para qualquer
estabelecimento, rendendo annualmente 7804 an-
nuaes.
Um excellente sobrado de 3 andares sito ra
do Bom Jess n. 47, rendendo 1:0004 annuaes.
E finalmente orna dita sita ra do Visconde
de Goyanna n. 79, com grandes commodos para
numerosa familia, servindo de base a ofierta de
3:5004 obtida no ultimo leilan. _______^_
Grande e importante
Leilao
magnficos quadros a
espelhos, jarros, lus
e estatuas de mar-
Accitam-se desde j encommendas de bilhetes
ptra a cstra, ne escrptoria do theatro Santa Isa-
bel, com o Exm. Sr. commendador Pinto de Le-
ntos, que a isso se presta por obsequio.
Joaquim Monteiro de Carvalho,
Secretario da companhia.
E' esperado da Europa at
o dia 20 de Junho, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ba-
bia. Rio le Janeiro
e Mantn.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p >lo
vapores desta linha,quciram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das al vareng:. i -
quer reclamac&o concernente a volumes, que po-
ventura tenham seguido para os portos do sul,afim
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sarias.
Expirado o referido praso a companhia nao se
responsabilisa por extravio/.
Recebe carga, encommendas e passageiros par
es quaes tem excellentes accomodacoes.
Augusto F. de OiveiraU.
AGENTEN
42 RA DO COMMERCIO -4*
Para
Segu com brevidade para o porta aeima o
patacho hespanhol Joven Pura ; para o resto da
carga que falta, trata-se com Bailar Oliveira &
Companhia.
Para Maranho
Recebe earga e posssgeiros para o porto cima
a barca portuguesa Vaico da Gama ; a tratar
com os consirnataiio8 Jos da Silva Loyo &
Filho.
De bons movis,
oleo, importantes
tres, porcelanas
more.
POR INTERVENCAO DO AGENTE
Alfredo Guimares
Qnarta felra 9 funho
Ra do Visconde de Goyanna n. casa de
residencia do Sr. commendador Eduardo
A. Burle.
1 sala de entrada
Dous sofs, 2 cadeiras de bracos, 2 de guarni-
cao, 2 etagers, 2 columnas coro grandes jarros de
marmore, tudo de madeira de fantasa e apurado
gosto.
Duas magnificas figuras, 4 jarros, 4 bustos
tudo de marmore, 2 limpadores de sapatos e um
astre,.
2' sala de entrada
Um cabide para chapeos, 6 cadeiras de balance,
2 mesas de jogo, 3 etagers, com etpelhos, 2 bus-
tos de marmore, 2 jarros para plantas, 2 porta
fumo, 1 vel jeipede e 2 carrinhos para crianca.
3a sala de entrada
Um sof, 6 cadeiras, 1 mesa, tudo de madeira
encrustada, 2 cadeiras de balanco, 1 jarro para
planta, 1 lavatorio de porcelana, 2 cadeiras de vi-
me, 2 quadros a oleo representando primor sas
paisagens, 6 ditos histricos, 1 dito o sonbo mili-
tar, 1 dito com o retrato de Napoleao III e ao
ca: dieiro a gaz.
Sala de espera
Urna mobilia composta de 1 sof, 2 cadeiras de
bracos, 12 de guarnicao e urna mesa redonda, tudo
de charao, 2 duquerqes, de madeira incrustada
1 ri e piano do tabricantse Playel, 1 cadeira para
0 mesmo, 1 capa, 3 jardineiras, 2 jarros cem plan-
tas, 1 lote de muBicas e 1 tapete para forro de
sala. ,
Grande salo de visitas
Um divn e 2 poltronas estufadas, 2 conversa-
saririras, 2 ricos e importantes dunquerzes de ma
deira embutida de metal fino, 2 grandes espelhos
dourados, (bzote), 2 ditos compndos, 24 cadeiras
de charao, 2 ricos jarros de Sevrc, 2 resposteiros
de damasco de seda, 3 sauefas douradas, 5 lancaf,
5 porss de cortinados, 1 alcalifa de torro de sala,
1 tapete de porta e 1 magnifico lustre de crystal
com 8 luzes.
10 gabinete
Um rica secretaria de Jacaranda, 1 sota, 12 ca-
deiras italianas, 1 toiellet, 1 guarda roupa de Ja-
caranda, Importa charutos, 2 jarros de porcelana,
(baearat) 1 dito de madeira, 1 cadeira pura
criaaca, 1 alcatifa, forro de sala e 1 lustre com 2
luzes.
2 gabinete
Um sof e 2 cadeiras de charao, 1 mesa de mo-
saico, 1 cadeira para leitura. 2 bancas de jogo, 1
sof, 1 cadeira de braco e 2 de guarnicao, tudo de
junco, 1 tapete pala forro e 1 lustre.
Sala de jantar
De movis e una grande IIvra
ria Je medicina, rcllgio e phi-
losophfa.
\GiTE BRUTO
0 agente cima, i utorisado pelo Illm. e Exm.
Sr. Dr. Jos Soiiano de Souza, que retirou-se para
0 Rio de Janeiro, far leilao do seguinte :
CORREDOR OU ENTRADA
1 sof, 2 cadeiras de braco e 8 de guarnicao de
Jacaranda.
SALA DE VISITAS
1 piano de Vignes, 1 mobilia de junco preto
Luis XV, com 1 sof, 2 contlos com pe iras, 2 ca-
deiras de balanco, 4 de braco e 12 de guarnicao, 4
pares de jarros, 2 quadros, 1 tapete, 2 escarradei-
ras, 1 candelabro de 3 luzes e 1 cadeira de piano.
1. QUARTO
1 grande estante com 1 grande hvraria de me-
dicina, religio e pbilosopbia, 1 divn, 1 poltrona e
6 cadeiras estufadas de Jacaranda, 1 mesa-secre-
taria de Jacaranda para advogado.
2. QUARTO
1 guarda-vestido, 1 toilet de mogno, 1 lavatorio
de Jacaranda com pedra, 2 espelhos e 1 secretaria
de mogno.
3.* QUARTO
1 rica cama de ferro, para casal, com lastro
de rame, 1 bidet, 1 cabide columna e 1 commoda
de amarello.
4. QUARTO
1 secretaria, 1 banca com 2 gavetas de amarello,
1 lavatorio de dito com pedra, 1 commoda de dito
envernisada de preto e 2 conslos de Jacaranda
com pedra.
SALA DE JANTaR
1 guarda-loucs, 1 apparador de caixao, 2 ditos
torneados, 1 mesa elstica de 4 taboas, 1 sof de
junco branco, 4 cadeiras de palha, 1 lavatorio de
ferro com espelho bacia e jarro de porcelana, 4
vasos para flores, 1 torneira e deposito 1 quar-
tinheira, 1 mesinba de ferro, 1 relogio de parede,
jarros e capachos.
SOTAO
2 marquezoes para sulteirc, 2 consolos de ama-
rello, 1 lavatorio e 2 cabides de prele.
QUARTOS FORA
1 marqueza, meia commoda de amarello, 2 ban -
quinhas, e 1 mesi redonda de Jacaranda com pe-
dras.
Sexta-feira 11 do corrente
As i i horas
Ra do Hospicio n. 60
Aluga-so o sitio do Pina, com boa casa para
morada, contando bastantes commodos para nu-
merosa familia, grande quantidade de coqueiros,
seis grandes viveiros, duis cacimbas com excellen-
te agua : a tratar no caes de Apollo n. 45.
Aluga-se casas a 80t0 no becco dos Cce-
Ihos, junto de S. Goncallo : a tratar na ra da
Imperatris n. 56.
Precisa-se alugar urna preta ou um menino
para vender na ra : a tratar na ra dos Marty-
rios n. 148, 2o andar.
Precjsa-se d; um menino de 12 14 annos
de idade, para vender na ra, dando fiador de
ua conducta ; a tratar na ra de S. Joo n. 26.
AMASprecisa-se de urna para engommar e
ontra para cosinhar para pouca familia; tratar
na ra do Amorim n. 64 ou Conde da Boa-Vista
n.40._____________________________________
Compra-se nma casa de 1:200 j a 1:500 que
esteja em bom estado, na iregnezia de S. Jos : a
tratar na ra do Kangel n. 10, segundo andar, das
10 horas s 4 da tarde.
ALUGA-SE urna boa casa com 6 salas, 4
quartos, cosuha espacosa, despensa e terraco,
cacimba com bomba t dous tanques cimentados,
para banho e lavagem de roupa, dependencias
fra para fmulos e duas cocheiras, na estrada
real da Torre, pouco distante do sobrado grande
e junto a engenhoca Bemfica, onde se trata cem
liaymundo Lasserre, todos os das a qualquer
hora.
Compra-se urna masseira : a tratar na ra
da Imperatriz n. 41*.
Precisa- se de urna ama para cosinhar : a
tratar na ra de Pedro AS'onso n. 29, com a pro-
fessora da escola pratica.
Aluga-se nma casa com 2 salas, 3 quartos,
cosinba fra e um quar'o, e quintal espacoso, sita
segunda travessa da ra do Principe, freguezia
da Boa-Vista, por 25 mensaes. Pode ser pro-
curada a chave na casa n. 12 da ra do Bispo
Cardoso Ayres.
Precisase de urna ama forra ou escrava,
que seja de boa conducta, para servicos de casa
de familia ; a tratar na ra da nio n. 51.
Recebe-be encommendas de bolos e cangisa,
para os dias de Santo Antonio, S. Joo e S. Pedro ;
na ra da Matriz da Boa-Vista n. 3.
AMAS
Precisa se de urna ama para cosinhar e de outra
para engommar e fazer algCtns outros bervicor :
na ra do Baro de S. Borja n. 52.
Ama
Precisa-se de ma
que durma em casa :
porto de ferro.
ama para cosinhar, porm
na ra de Riachuello n. 57,
Leilao
Um rico guarda louca, 2 ditos menores, 4 ap-J leilao.
Em contlnuacSo
Da armacao, mercadorias, cofres e utensi-
lios da loja de miudezas, denominada
Boa-Fama sita ra Duque de Caxias
n. 77 A
Em seguida
5 caixas com vidros, pecas de panno fino para ca-
pote e diversas duzias de copos
Quinta le ira. I o do corrente
A's 11 horas
POR BJTERVENQAO DO AGENTE
_______GusmaO_______
Leilao
De bons movis e 3 portes de
ferro
Constando de :
Urna mobilia de junco, nova, com consoloe de
pe Ira marmore, 4 pares de jarros, de alabastro, 2
ditos azues, 1 dito de cestas, 1 porta-charutos, 1
candieiro para kerosene, 1 espelho, 1 manga de
vidro, 1 guarda-vestidos de amarello, 1 cama fran-
cesa, 1 cabide de columna, 4 estantes pequeas, 1
1 costureira e esteiras para forro de urna sala.
Urna mesa elstica de amarello. 1 guarda-louca
de mogno, 1 apparador, 1 sof, cadeiras para sala
de jantar, 1 dita de balanco, 1 guarda comidas,
2 reiogios, 1 lavatorio de ferro, 3 mesas pequeas,
Itaboa para engsmmado, 1 cadeira de lona, 1 ca-
deira alta para menino, loucas, vidros e urna por-
co de formas para bollos.
Um fiitro grande de pedral chapa para fogao, 1
macera e p para padaria, 4 rolumnas para jtrros,
3portoes de ferro,diversos jarros jara jardim, por-
tas, janellas, balaios. caixas e outros muitos ob-
jectos.
Quinta-fe ira lo do corrente
A's 11 horas
Na travessa da ra do Paysand n. 4,
casa onde morou o Sr. Antonio Augusto
Lemos.
O agente Martins far leilao dos movis e mais
objectos existentes na casa cima.
Ao correr do uiarlelle
O bond daJinha da Magdalena que partir da
estacao do Brum, s 10 horas e 30 minutos da
manha, dar passagem gratis aos con-urrentes do
Agurdente de canoa
Vende-se em ancoras, a superior agurdente do
caldo da canna : na ra estreita do Rosario nu-
mero 8. i
Aliento
Peco ao Xico-gogo, de Leopoldina, autor do ar-
tigo que mandn publicar com data de 5 de Abril
ultimo, na Provincia de 30 do mesmo mes, que
quando tiver de fallar en meu Immilde nome,
analysando o meu procedimento, como prometteu,
embora nao srja elle deste termo, faca-o com a
verdade dos tactos e descubra o seu nome, porque
ass'm nao tenho o que temer. Quem escreve sob
o anonymo indica a mentir de suas palavras.
Villa do Granito, 18 de Maio de 1886.
Augusto F. de Siqueira Cavalcante.
Sei fleten He preco
Prepara-se lindos bouqnets, assim como aluga-
se armacoes de bandrjas ; a tratar na raa de
Hortas n. 58, ou na ra do Imperador numero 31
ou 67.
Allenco
No Camnho Novo, defronte da professora, la-
va-se e engomma-se com perfeico ; as pessoas
que quizerem dirijam-se casa n. 38, no mesmo
Ingar
Aviso
A companhia North Brasilian Sugar Factories
Limited, declara que com data de hoje expedio
cartas de aviso aoj agricultores que contractaram
o forneeimento ce cannas do engenho central de
S. Lonrenco, prevenindo-os da possibilidade de
nao serem concluidos ostramways a tempo da moa-
gem da prxima safra.
Reeife, 7 de junho de 1886. _______________
Ao publico
Declaramos que alm de outras mercadorias que
temos comprado aos Srs. J. C. Levy & C, com
quem de muito tempo .nutrimos transaccoes com-
merciaes. compramos igualmente tres barricas, no
dia 3 do correte, sendo duas com alvaiade de
znco e urna com 125 kilos de er, o que consta
do memorandian que nos fbrnccersm os ditos se-
nhores.
Igualmente declaramos que a n.issa firma com-
mercial sempre foi a que abaizo assignamos.
Reeife, 7 de Junho de 1886.
A. M. Veras fr C
Pharmacia Americana
57-RA DUQUE DE CAXIAS-57



Diario iic Peruainfeuc-- ^uarta-feira > de Juuho de .1886

!

C
i
de
f^ROQU AYROLIRMAOS^
Pharmaceuticos Chimicos
rPela Escola superior de Pharmacia de Paris'
Este novo medicamento recommenda-st\
' especialmente as Ftbres intermitientes,
vulgarmente chamadas Se^es ou Maleitas.^
Ellefai desapparecer com rapide\ as Febres
mais rebeldes e sobre a sua influencia os '
doeutes nao lardam a recuperar a. saude e
obter urna cura radical.
Para evitar as lalsicaces, exigir como
garanta sobre todas as garrafas o Dome
, de A. CAORS, e sobre os letreiros a |
kaseignatura dos inventares.
VNDESE POR ATACADO E A RETALHO
i na Botica Franceza e Drogara
AUGUSTO CAORS
Ra da Cruz, 22
PERNAIBUCO
te.
Bita Fraii*laca de Frelta
Jos S e Souza, Ame ia S e Souza, Francisca
Amalia do Freitas, Maria Isabel de Freitas e
Jos Rodopiano dos Santos, convidam aos sena
parentes e amigos para assistirem a urna missa na
capella do cemiterio publico, o 7 horas da mauhii
do dia 9 do corrente, pelo repousn eterno de sua
sempre lembrada sogra, mili e | rima, Rita Fran-
cisca de Freitas; aproveitando a occasio para
agradecerem s pessoas que se dignaram condu-
xil-a sua ultima morada
HariK da Prnba de Slqeira
Cavaicaole
30. di.
Delmira Idalina de Siqurira Cavalcante, anda
profundamente magoada, roga aos seus pareutes e
amigos para assistirem as missas, que por alma de
sua nunca asss chorada e sempre lembrada filha,
Maria da Penha de:;iqu-ira Cavalcante, manda
celebrar na matriz na Boa-Vista, e 8 oras da
manh de quarta-feira 9 do corrente ; antecipa
sua eterna gratido. ____
j
Ir. Antonio Fi aucNCO Correia
de Arauj')
Barfio de Trncunhem profundamente sentido
pelo prematuro passammto de sen presadsimo
amigo, Dr. Antonio Francisca Correia de Araujo,
fallecido no dia 14 do corrente, na corte (Rio de
Janer"), manda re3ar urna musa pelo eterno re-
pouso de sua alma, no dia 16 de junho, quarta-
teira, pelas 9 horas da manha, trigsimo diado
sen falleciment", na capella do engeoho Rosario ;
para o que convida aos seus carentes, amigos e
ccrreligionarios, anteoipando aos que coraparece-
rem, o feu reconheeimento e pratidao.
Engenho Cavalcante. 31 de Mio de 1886.
Baro de Tracunhaem.
^jaBajnWflBBK4sSBsBWsSBH0sB^BBBB>ValB9
Leopoldo 1 arnelro Rodrigue
Campello
Cesara B. Carueiro C* repello, sua sogra e cu-
abado, agradecem t ds as pessoas que se dig-
naram acompanhar es restus m'.rtacs de seu sem-
pre Irmbrado esposo, filho e ;rmi<, Leopoldo Car-
neiro Rodrigues Campello, e de novo convidam i
seus parentes e amigos para assistir-.'m as missas
do stimo dia, que por sua alma mandan resar
na capella d.t Torre e igr'ja da Penhk, quinta-
feira 10 do corrente, s 8 horas da manhi ; pelo
que desde ja se enfessam gratos.
20$000
Aluga-se a casa o. B da ra de Riachuelo ten-
do 2 sala, 2 quartos, cosinha e quintal murado,
a chaves acha-so no meamo correr n. F : a tratar
na ruada Guia n. 62, Recife.
Alleni'ai!
Perdeu-se um alfinete de ouro i-om perolas, da
ra do Bario da Victoria ra Nova de Santa
Rita ; quem o acbou pode leval-o ra do Mr-
quez de < (linda n. 55.
Mercearia
Traspassa-se nma casa de molbados era urna das
principaes ras desta cidade, muito afreguezad i,
livre de impostos e de quaesquer dbitos.
Quem pretender dirija-se ra da Madre de
Deus n 22, das 9 horas da manha s 6 da tarde.
Para escriptorio
Aluga-se a ala da frente do 1* andar sito
ra do Imperador n. 55, proprio para escripto-
rio : tratar na loja do rnesmo.
Ab .litote tita
Cura certa em 48 horas das inflaraacoes
recentes dos olhos, pelo colyrio prepara-
do por Jos Pedro RodrguPS da Silva.
mprega este poderoso colyrio sempre com
grandis vantagens, uas seguintes molestias :
Opbtalmias agudas, purulentas e chronicas, con-
unctivites, etc., etc.
Deposito _" ral. na drogara de Faria Sobrinho
i C, ra do Mrquez de Olinda n. 41.
Para inf riiiaces, sediriJHin iivrara Indus-
trial ra do Bura da Victoria n. 7, ou resi-
dencia do autor, ra Ha Saudade n. 4.
i}
II
ij
i
Leonor Porto
Ra io Imperador n. 45
Primeiro andar
I iitina a pxecutar 03 ma's dilficeis
figuriiior r. cbidos de Londres, Paris,
e Km de Janeiro.
Prima m j>,. f, ieaa de eostnra, em bre-
vidade, modicidade em prevos e fino
gOSf.
{}
!!
}{
Cl ij Beeat-s Ptrnamliiiceno
Quen tiver nego-
cios a tratar com o
thesoureir dirija-se
sede deste Club, na
ruada Imperatriz n.
17, as quartas e sex-
tas-feiras, das 7 s 9
horas da noite.
Precisa-se de urna que seja boa cosinheira roa
do Bario da Victoria n. 35.
Ama
Precisase de urna ama que soja boa cosinheira :
ua roa do Cbog n. 16, 2- andar.______________
Ama
Offereee-se urna ama para engommar, a qual
pe. ita na arte : a tratar no quadro da ra de S.
Jo.lo n. 1.
Ama
Precisa-se de urna ama : no pateo do Livra-
mento n. 24, primeiro andar.
Ama
Precisa-se de urna para casa de pequea fami-
lia : a tratar na ra de Pedro Alfonso n.'.'.
Ama
Preciaa-se de urna ama para todo servico de urna
s pessoa, na ra do Arago n. 15.
Ama
Piecisa-ee de urna ama para cosinbar e engom-
mar : a tratar na ra do Arago n. 14.
Ama
Precisa se de urna ama para todi servico de
casa de familia : a tratar na ra do Cotovello
numero 46.
Ama
Precisa-se de urna, para cosinbar com perfei-
cao, para casa de pouca familia, a tratar roa
Duqne de Caiias n. 59, loja.
Alia-se
urna grande casa com dous grandes quntaes e
agua encanada, ra Lembranea do Gomes n. 1,!
em Santo Amaro : a tratar na ra da Imperatriz I
n. 32, 1- andar. ^^____
Aluga-se por 25
a grande casa terrea ra de Lniz do Rago n
47-B, com 5 qnartos e mais um fra, bem concer
tada : a tratar na ra do Mrquez de Olinda n.
60, ou no Caminho Novo n. 91, padaria chave
para correr, na taverna junto.
Aluga-se barato
O 3." andar da ra do Bom Jess n. 47.
A casa n. 107 da ra Visconde de Govanna.
A ra do Rozario da Boa-Vista n. 39
A ra Lomas Valentinas n. 4
Casa i ra da Ponte Velha n. 3.
A loja ra do Calabouco n. 4.
Tratase no largo de Corpa Santo n.19. Io andar
Sitio para alugar-se
Aluga-se um grande sitio com boa e comino la
casa de morada, qnartos para cscravos e criados,
rcuitos arvoredos fructifejas, eocheira, baixa para
capia), e por commodo preco ; a tratar na ra
Primeiro de Marco n. 17, 1 ajdar.
Mudanza de escrip-
torio
O advogado Franc'sco do Reg Baptista e os
solicitadores Diogo Baptista Fernaades e Anto-
nio Machado das, mudaram seu scriptorio para
a ra do Imperador n. 22, 1* andar, lado de de-
traz, onde serio encontrados das 10 horas da ma-
nhi s 3 da tatde.
Aos senhores logislas e alfaiates
Maria Magdalena e Felismna de Miranda, re-
sidentes ra de S. Joao n. 26, costm com pres-
teza e por preco commodo camisas, ceroulas, cal-
podein se informar do nrgociante Jos de Ar .ujo
Veiga, ra larga do Ros rio, que est habilitado
a dar qualqusr esCiarecimento. _________
Pro fes sor
Em um engenho perto da cidade que dista qua-
tro leguas distante da estrada de ierro de Caruar
meia legua, precisa-se de um mestre para leccio-
nar quatro meninos, que saiba bem o portuguez e
arithmetica : a pessoa que quizer dirija-se ra
do L'.vramento n. 38 a eutender-se com Lop->s &
Araujo que indicara quem precisa e que seja pes-
soa de idade. _______^^^^^^
Plvora
Vende Candido Thago da Costa Mello, em seu
deposito ra Imperial n. 322, olaria, onde tam-
ben vende tijolos e telhas. Telephone n. 221.
Advogado
Padre oacharel Assis Beaerra d*. Menezes, ra
i treita do Rosario n. 32, 1 andar.________
Bom negocio
Vndese ou troca-se um imm-nso sitio no Ar-
raial, com casa, por ontro mais perto da cidade :
informa^es ra do Imperador n. 45.
MisicasiFis
A casa Vctor Prf alie, sita ra do Imperador
n. 55, tendo recebido da Europa um completo sor-
timentc de msicas, convida o respeitavel publico
para visitar o seu estabeleeimento, e chama a at
tencio para as seguintes novidades, que tornam-
se recommendadas pelo seu autor :
Dolores, celebre valsa para piano, por E. Wal
dteufel.
Tambonrim, celebre polka para piano, dansan-
te e de effeito, pelo mesmo autor.
Demonio da meia noite, valsa para piano, por
Francisco L. Colas, e a valaa violamama, muito
procurada, edictada aqui.
Aguas miiMiies de Van
Fon es
M. lean
Precense
Desire
Deposito em Pernambueo. na botica franceza
de Ui.uquarol Freres Successor. s de A. Caors, ra
da Cruz n. 22.
Cosinheiro
Precisa-se de um cosinheiro : a tratar na raa
de Paysand n. 19 (Passagem da Magdalena!.
Prccisa-se de um no Insti'uto Acadmico.
Cosinheira
Precisase de cma boa cosinheira, fiel e limpa e
de toa conducta, para cas de mocos solteiros : a
tratar na ra do bario da Victuria n. 52, primei-
ro nadar.______________________________________
Costu reiras
Precisase de boas costureiras ; na ra da Au-
rore, n. 39, 1" andar.
AtteiiQo
\'ende-sc Manteiga ingiera superior em latas de
1, 2, e 4 a 1*100, e 7,14 r 38 a 1*000 por libra e
gaa inezploaivoa ra do Bom J<-sas n. 38.
Casa
Aluga-se a casa n. 37 da raa do General Seara,
I ant'ga do Jasmin, tratar no n. 31 da mesma ra,'
(Doengas nervosas
RADICALMENTE CURADAS COM 0
BROMURETO LAROZE
XAEOPE SEr>.A.TIVO
de Cucas de Laranjts amargas
com BROMURETO de POTASSIO
APPROVADO PELA JUNTA DE HTGIEKE DO BBAZIL.
O Bromnreto de Potassio de
Larose. como todos os productos
feitos n'este estabeleeimento, de
ama pureza absoluta, condico indis-
pensavel para que se obtenba effeitos
edetivoe e enodynos sobre o sys-
tema nervoso.
Dissolvido no Xarope Laroze de
Cascas de laranjas amargas, este bro-
mureto universalmente empregado
e exclusivamente receitado pelos mais
celebres mdicos de todas as facul-
dades para combater com certeza :
as afleccoes nervosas do coracSo,
da vias digestivas e respiratorias,
as nevralgias, a epilepsia, e fayste-
rico, a danca da S. Guy, a insomnia
das criarlas durante a dentic3o, em
urna palavra, todas as alecedes
nervosas.
No mesmo deposito acha-se venda us seguintes Productos de J.-P. LAROZE:
XAROPE LAROZEu;^'^TNICO, ANTI-NERVOSO
Contra as Oastrites, Gastralgias, Dyspepsia, Dores e Calmbras de estomago.
XAROPE DEPURATIVOdc^"cril!IODURETO DE POTASSIO
Costra a> Affc$6es eacrotulosas. cancerosas. Tomores brancoe. Acide de mengue.
Accidenten svptuliticoe secundarios e terclarioe.
XAROPE FERRUGINOS04^-i^PROTO-IODRETOd.FERRO
Qeatn a Anemia. Chloro-Anemia. Cores paludas, Flores branoas, Rachitiamo.
><------------------
gtponto m tedas u boas Sroguiu i tgaalL
Pars, J.-P. LAROZE e Cte, Pharmaccuticos, W
f* 2, RU DES LIONS-SiINT-PAUL, 2. Bl
WOOEUO DE PASTfLtyAs #
As Dores de Estomago
Digestes difflceis, Constipafes, Acide
SO RPIDAMENTE CURADAS COM O EMPREGO DO
O AR VODR BELLOC
Quer em PASTILHAS, quer em P.
(Approvado pela Academia de Zd^edicina do Farlzl
DOtt i O A -1 3 PASTILHAS POR OA
Se ventlem em tottan a Phannaeiaa.
FABRICACAO
Em PARIZ, em Casa de L. FRERE
"'Modelo de pastilH^'"'
SAUDE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
A8 Pluas purlflco o Sangue, corrigen) todas as desorden)s de Estomago e
dos Intestinos.
Fortalecem a saude das constitucoes delicadas, e sao d'um valor inciivel paratodas as enfermidades
peculiares ao sexo feminiao em todas as .edades. Para os meninos assim como tambem para as
pessoas de idade avancada z sua efticacia e incontestavel.
Essas medicinas slo preparadas tmente no BMabelecimento do Professo^ Holloway,
78, NEW 0XF0HD STEEET (antes 533, Oxford Street), L0NPEES,
K vendemse em todas a& pharmacias do universo.
' Os compradores sio coovidados respeitoaamente a examinar os rtulos de cada caixa e Pote ae nao I
direegao. S33. Oxford Stseet, sao alsificagoes.
!P1

Cura rpida e certa pelo
ARSENIATOdeOURO DVNAMISADO
do Doutor AX>r>ISOIV
' da Calorse. Anemia, tedas .-. Molestias do System a nervoso, wiaano si
mala rabeMss, Molee'.ias chronicas dos Pulmoes, ate., ele.
As malares liastravoae soedlcAs lm zx-.t^i^Ao o poder curativo deie medleamsses s dssisrszn-n'o :
o /rimeiro 9 o muta cneroico doi rtconstiumic.
O FRASCO l FRANCOS (EC FHAKOAj yrt
| Tato /rateo me nao trouser a larca de fabrica repstrada e a a**tgiitiira<-*n't' """""fr
evs oer rigorosamente reonsado. w>>-I--? *'
----------------- t**^r reducto
ralis, Pharnucla OSX.IJT, rmk\ BooheeliarBmrt, *>. -^
Deposito eai Pernambuv : FRAN" M. da SILVA & C.
*^
14/
ES
O
0 mi/i limpia, o mal iTap/ao e o ma/i Ettcat r>; KBVUtMfOS
i BfDIBPEWBAV^L aa FAifTT.TAB $Xam VtAJ.
USADO NO MUNDO INTKIRO
BIOOtjOT pede aos Bnres. Medios e comprad "*ss que
VERDADEIRO PAPEL RIGOLLOT
fw em tato ata*
tm cades folba,
Ira:; asenpfa
flaca ncarsti*
m firme:
(ImmSk PiLULSSdo w eLAuo
Patmw ireptu-udss fsrrtif/vDsos podut proaectar-a* confu.j(a das SetHass
i Goantas iroiadns am iocu mantos sao autbeolicos como o aaa'intes :
.ato Foaprt^adae cm o melnor czlto. h rea! Se \ *iui..e. 5*1. asesor parte jo* HaiHona,
pera o"r ilnemtss. Cblorose Cortini'idaj), e facilitar a fonmica '.us raiiertgas-
c UjB juca InsercV fiesta Phu.is n. novo Ctex fratv oc* dJsperjse de tooo "
no* lUiaVifuion i/ua nica clUoia do v XtOtTBX.
VsvsotD :t aoroi qn erer^o a meMc'asswOiz eue. roeonnreinai niutuitaBtati*
VksRaxseua IncoatestsiTcls i1>> ontro* fcrrnKVnosos, m* osvatdaro como
o aaiaasini amtlcAtirotlen, > o- dou bli
rs.rvaa#e*(s sa ar4as>/a de attelas J Par.
SrjAsst)a-a qae o aeo nome wteja irr.'.vaao sobre cada Pilla gobm i rrargem.|
OliMPRE DKSCCNriAr. DA *lTACEa
rUS,raaP.ijenna.8.--JeriaJi!l)Pco:''"* rta"' -' .eaasmatlpas!
IPIllll' 'I iWW IssWl'Ww
*
U os>Ltaoro como
IA Arla. ^H ^k
CAPSULAS
MI ATHEY- CAYLUS
Preparadas pelo DOUTOR CLIN Premio Montyon
As Capsulas Mathey-Caylus com Envolucro delgado de Gluten n5o fatig&o nunca
o estomago s3o recommendadas pelos l'rofessores das Faculdades de Medecina e
os Mdicos dos Hospitaes de Paris, Londres e New-York, para a cura rpida dos :
Corrimentos antigos ou recentes, a Gonorrhea, a Blennorrhagia, a Cyatlte
da Collo, o Catarrho'e as Molestia da Bexigas e dos orgaos genito urinarios.
,1J4 Uma axplicaco detalhada acompanha cada Frasco.
Exigir oa Verdaderas Capsulas Mathey-Caylus de CLIN A C', de PARS,
que ae acMo em cata dos Droguistas e Pharmaeeuticoa. ^
[ liEHB 1
BBTICO
#

%
PreoaraQo de Productos Vegeta.es
extin?o'das caspas
e outras Molestias Capillares.
Jvl ARTI NSTBASTOS
JPernamburt.
i

rs
Escrfulas c lodas as Molestias
provenientos d'ei las e p;i ra
Dar Vigor ao Corpo
Purificarlo Sangue.
fnjjrUo Mk Di JCAYIHOA Ion! Uiu far
Mutatnba
DE
Extracto Composto
___ pm\ A n r\ n\DICAI DAS
COntelra a vapor
Snprimento pira o vapor Jaguaribe
N. 927:470
O Sr. Francisco Alves da Costa, commandante
do rapor Jagnaribe, pela segunda vez rogado
vir ra rio Marque* dn Olinda n. 50, dar cara-
primento no numero cima. Pcde-se ao digno
gerente providencias a respeito.
Pinlio de Riga
Vendem Fonsec* Irruios 6t C, a prfeo mdico.
Novo porlo do carvo
;; Kua do Mrquez do Hertal-J
Vende se carvao a 720 ra. a barrica, e quep
tiver comprado 30 barricas, ter uma de gratifi-
cacao. Mais outro offerreimento vantajoso : O
cousumidor que houver recebido dez barricas gra-
tis receber um quarto de bilhetes da lotera de
4:000 Ha provincia ; se >-m dito quarto sabir a
sorte grande, ser entregue ao portador 20 vig-
simos da lotera do E10 de Janeiro, 20 ditos da
corte, oO ditos da importante lotera das Alagdas,
e 30 qnartos da lotera de 4:0003 da provincia.
Portante, o possuidor dos cem nmeros est habi-
litado a tirar mais de 220:000*.
N. B. O portador s ter direito apresentando
os tales e recibos fornecides pela casa.
Aos scuhoivs capita-
lis^as
O agente de leiloes, Pestaa, antorisado por ; Qg abaixo ,Bg!gnaJl)8 scientificam ao corpo com-
um amigo que retirou-se para a Europa, vende mercia, e ao pub|ici y que nesta dat)4 compraran
tnnta e cinco predios (catas terreas e sobrados), &Q Sf ciiispim Clorrio o seu estabeleeimento de
em perieito estado de c nBervacao, nos molhores raolhads sito rUll do Fogo n. 20, livre e de-
lugares das freguezias do Kecife, fcanto Auton;p, 8embaracHdo de todo e qualquer onus. Recife, 4
S. Jos, Boa-Vista e GraCa : tratase no Recrfe, de junho de 1886
ra do Vigario n. 12, armazem. Josc de Carvalho Companbi^
Ao publico c ao com-
mcrcio
O abaixo assignado declara ao ceramercio e ao
publico, que nesta data vendeu aos Srs. Jos 4o
Carvalho 4 C. o seu estabeleeimento de molbados
sito ra do Fogo n. 40, livre e desembarazado
de todo e qualquer onus. Se al^uem se julgar
com direito a protestar, queira faze -o no prazo
de tres dis, a contar desta data. Recife, 4 de j-
nho de 1886.
Cbrspim Clcrrio.
J. Delsuc
Contra a calvice, queda dos ea
bellos, caspas e nevralgias
da caneca
Prejo de cada fraseo 1500.
Vendem Odilon & Irmao, cabelleireiros,
ra da Imperatriz n. 60.
Aluga-sc
a casa terrea ra de Frei Henrique n. 6 e e-
sobrado da oraca do Conde d'Eu n. 26, com cora-
modos para familia, est limpa ; a tratar na ra
do Bsrao de S. Borja n. 28. _____
Ao cummercio eao pu-
blico
SUSPENSORIO WIILLERET
utico, sem ligaduras debaixo das caas
Para evitar as falstflcacoes,
exigir afirma do inventor, estampada
em coda suspensorio-
DE TODOS OS SISTEMAS
MEIAS PARA VARIZES
MTILERET,LE60HIDEC, sncrJssor.Pari. 49, r. J.-J. BoniMl
Prparados
NA
I
LONDRES
c.
Oleo de Asado de baralbao e lelte
iu-|ni>isiio
Esta preparado to saborosa que uma ui an-
ca promptami-nte a toma.
O leite digerido tem a propriedade de quasi in-
teiramente disfarca o oleo e as pessoas de diges-
to mais dbil podem tomar sun receto.
Peptonoidew deCarne
Um alimento nifo g- moso composto de consti-
tuintes solidos de leite bom cerno gluten do trigo
(livre de gomnia).
Recoinmendado as convalescpnea3 de qualquer
doenca, aifecces pulmonares, febres. pneumonas,
gastrite, dysenteria e toda e qualquer debilidade
seja qual for a sua origem.
Malllna
Um extracto cancentrado de trigo, avea e ceva-
da fermentados.
Valor diastasico 30 vezes o seu proprio peso !
O mais rico agente restaurador at boje conhe-
cido, alt mente apreciavel n"S essi s de d-bilidade.
Alimento Soulnvel de carnlcK para
cilanca*
A analyse des te alimento demonstra que os seus
constituintea nutnctivos s o quasi idnticos com o
leite materno, por isto o alimento mais aperfei-
(oado para enanca.
Fornecem amostras gratis aos Srs. mdicos.
Deposito ra do Baro da Victoria n. 48
uobrniica amigavel
O abaixo assignado autorisado e legal mente ha-
bilitado pelos Srs. Bartholomeu 4 C. Successores,
para cobrar e receber d >s seus devedores as con-
tas que contrahirarana sua pharmacia, pede e con-
vida a esses devedores, pira que at o fitn do cor-
rente mez se entendam com o abaixo assignado
respeito dos seus dbitos, sob pena de seren ac-
cionados do 1 de Julho por diante, os que nao li-
garem importancia ao present aviso.
Recife, 8 de Junho de 1886.
Lydio Alerano Bandeira de Mello.
Cha preto
As qualidadrs me-
lhorcs emais cscolhi-
das neste genero, con-
tina a vend r Carlos
Sinden, n. 48 ra do
Baro da Victoria.
Reccbcu de iinpor-
taeo directa c vende
mais barato do que em
outra qualquer qarte.
Vende se
uma taverna em boa localidade : a tratar no pa-
teo do Paraso n. 2, e o motivo da venda se dir
ao comprador. ^_______^_^____
Casa de campo
Aluga-se uma grande chcara na Capunga, si-
tuada margem do Rio Capibaribc, porto ^do Ja-
cobina, tendo as seguintes accommodacoes: 2
grandes salas, 4 quartos espacosos, grande coai-
nba, 1 quarto para criados, tem sotao com ja-
nellas ao lado, e no mesmo 2 salas e 4 quarto*,
gallinheiro deferj, eocheira, quartos para cria-
dos e banheiro. Toda a casa ladeada de larga
oalcada e varanda de Ierro, sendo toda murada
com 2 pjrtts de ferro e gradeamento na frente
da mesma. Tem sitio com algunas fruct^iraa,
jardim, cacimbas, etc Foi toda reedificada e es-
t pintada e asseiada. Da mesma ao ponto da
parada dos trens gasta-so 4 minutos; quem pre-
tender dirija- e a ra do Mrquez Un Olin'ia n. 5b.
O. Franclnca Maria dos Santos
Sement
O padre Antonio de Mello e Albuquerque rea
; uma missa por alma de D Francisca Maria do*
| Santos Sement, no trigsimo dia do seu passa-
ment, sexta-feira 11 do corrente, pelas 7 hora
| do dia, na igreja de N. do Terco ; e para assistir
a esse acto de religiSo e caridade, convida os pa-
! rentes e amigo > da finada._______________ ^^^
i as>^ .ti__ J.sj^iBWassgajcjsBagi^-*^asMaBK^3sjsiisjajgr:'-T"f^^a
v.^BBOBaBBMBBBSaBBBBa^BaBB^aBBBBBBBBJBBBBaBt:JC^B
n. Adelalde de Mallos leato
Carlos Pinto de Lemos, Joo Pinto de MaftM
Lemos, Demetrio Bastos. Julio Fuersteuberg,
suas mulheres e filhos, s^us rmos, tios, sobrinho
e primos agradecem sinceramente s pesso-s qu
assistiram ao enterramento de sua muito probada
mai, sogra, av, madrasta, irmS e tia, D. Adelaida
de Mateos Lemos, e pedem aoi seus amigos e pa-
reutes o caridoso obsequio de assistiiera as missaa
Sae por sua alma sero resadss na mt-triz da
ua-Vista, no dia 11 do corrente, timo do sea
fallecimento, ptlas 8 beras da manha, por cujo
obsequio se eonf ssam eternamente agrxdecidos.
Keliuai'do de assiicir
Vende-se uma bem local isa ia refinacao e bej
afreguizada r.es'a eidaie, o motivo da venda se
dir ao pretendente ; a tratar com brante & C,
ra do Bom Jess, Recife.
. 4o commercio
Eu, abaixo assignsdo, declaro que disiolvi a
socied-de que tinha na padaria sita ra de D.
Maria Cesar n 30 com o Sr.. Joaquim Goncalves
C elh), aahindo este pap ''itegralmente da parte
que Ihe tocou e desonerau .luqueba sociedade ; e
o ai aixo aasignado responsavel pelo activo epas-
sivo, iato a contar desde 31 de Maio prximo pas-
eado. Recife, 8 de junho de 1886.
J.t Manoeld S.
alon Antonio da C un un Porto
Henrique da Cunba Porto e sua nulher, Ma-
noel Jos da Cunha Porto e sua mulher, Dr. Jos
Antonio de Almeida Cunha e sua mulher, Anto-
nio J.is da Cunha e Manoel Augusto d:. Cunha,
tendo recebido a infausta noticia de haver falle-
cido na cidade do Porto a 13 de Maio cea umita
presado pai, irmao, padriubo e tio, Jos Antonia
da Cunha Porto, mandam resar por sua lima al
gumas missas no trigesiino da de sen lallecirnen-
to, o que ter lugar na igreja da Ma'lre de Dena,
s 8 ho-as do dia 12 do corrente. Os mesmo
pedem aos seus parentes e amigos e aos do falle-
cido o piedosu .bsequio de assistirem a este acta
de caridade, pelo que desde j antecipam 'tea
eterno rec >nhecim,,nf". ___
lose Leite da Silva Hosa
Marianna Leite da Silva Rosa e seun fvhos-
agradtcem a seus prenles e amigos, qn; se dig-
naram acompsnbor os restos mortaes deBen Sen
pre chorado filho e irmao Jos Leite da Silva Ro-
si; e de novo convidam para as-ist r?m aj misaaa
que por sua alma mandam celebrar, sabbario 12
do corrente, as 6 1/2 horas d manbS, ua igreja
do Espirito Santo, stimo da de sen falleciment
antecipaodo desde j s a eterna graridao por esa*
acto p> reljgiio e caridad^.^ ^__^_


I1

I
i

I

I
Diario de Pcrnambuc(inarta-feira 9 de Junlio de 1886
7
plalas prgate e deporavasi -j KeVolueo Fazendas brancas
de Campanha
Estas (.lulas, coja j-reparaclto puramente re
fetal, teem aidj por mais de 20 anuos aproreitadas
eom os melhores resultados as seguintea moles-
tia* : affeccoes da pelle e do figado, sypbilia, bou
boas, escrfulas, chagis inveteradas, eryaipelas e
gonorrhaa.
Modo de uaal-as
Como purgativas: tome-se de 3 a 6 por da, be-
teendo-ae aps cada dse um pjuco d'agua acloca-
da, cha ou caldo.
Como reguladoras i tome-ae um pilula ao jantar.
Eetas pilulas, de iuvencao dos pbarmaceuticos
Almeida Andrade & Filbos, teem veridietum dos
8rs. mdicos para sus melhor garanta, tornndo-
se mais recommeodaveis, por serem um seguro
purgativo e de pouca dieta, pelo que podem ser
osadas em viagem.
ACHAM-SE A' VENDA
Ka drogara de Faria sobrinho C.
*l BA DO MRQUEZ DE OLNDA 41
Cosiiliciro
Precisa se de nm
daUnion. 11.
cosiubeiro : a tratar na ra
Novo rcgiamcnto
DO
Grande Rcslaurant Francez
Esto importante estabelecimento, estar aberto
todos os das at 10 horas da noite e ter sempre
um bem confortavel disposiciio do publico.
Todos os aabbad"s estar elle aberto at 11 ho-
ras da noite e servir mao de vacea, peixe, dobra-
sjinha francez e outras variedades de comida.
Recebe assimiaturaa meusaes 353000.
t S Ra do Baro da Victoria
J. A Francis.
Cosinheira
Precisa-se de urna cosinheira : na ra de Pay
zand n. l!t, l'aasagem da Magdalena.
DIHULSAO
SCOTT
DE OLEO PURO DE
de bacal ho
Figrado
COM
Hypophospltilos de cal e soda
Appc-ovada pela Junta de Ily-
giene e auto risada pelo
aoveru
E' o melhor reo* dio it boje descoberto para a
lidien bronclaiten. 'ci oplmla*. ra
rbitin. anemia, i ebilidade em itera!.
deOuxon. totte rhronira c aiTeece*
do pello e da gorcanin.
E' muito superior ao oleo simples de figado de
acalhao, porque, alm de ler ch-iro e sabor agr-
davea, possue todas as virtudes medicinaes e nu-
tritivas do oleo, alm das propiedades tnicas
reconstituinti-s dos bypophosptaitos. A' venda na
drogaras e boticas.
Deposito em Pcrnambuco
fomedoriasf
Na ra da Gloria n. 144, faz-se comidas com
limpesa e pontualidade.
Bouqnels de apurados e
IKIVIIS gOStOS
O bem conhecido fabricante de bonquets, Jos
Samuel Botelho, se faz lembrado neste trabalbo ;
altai da reputaco grangeada n< lie, pelofroeto, aa-
seo. promptido, etc., tem hoje para offerecer ao
publico novos porta bouquets de bem eatudada
reflectida combinacile e gosto ; a tratar na ra
o Baro da Victoria n. 20, loja de miudezas, e
a ra do Mrquez de Olinda u. 43, loja de sel-
leiro. _____________________________
ia ile Vico
Em quartcs c meias garrafas, v n? Faria
Sobrinho & C, i roa do Mrquez de Olinaa .i. 41,
DEPOSITARIOS______________
Usurar especial
Joaquim Salgueiral & C, proprietarios da refi
naci ra Direita n. 22, tendo reformado com-
pletamente o seu estabelecimente, scientificam ao
publico em geral e especialmente ao commercio,
que teem sempre um completo sortimento de assu-
cares, tanto em caroco como refinados, de Ia, 2* e
3* sorte, e especial refinado com ovos, o melhor
que se enontra no mersado, e podem de prompto
satistizer quaiquer pedido que Ibes seja feito, pois
para iiso teem sempre um grande deposito. Ga-
ranten) a boa cxecucSo e limpesa dos seus pro-
ductos.
445
\ttmcro lelepbonico
RECLAME
lindezas finas e de gosto
VENDIDAS A PRESOS SEM COMPE
TENCIA
LOJA FLORIDA
RA DO DUQUE DE CAXIAS N. 103
Barboza & Santos
Artigo*) e*periae
Esplendida sortimento em jarros de crystal, por-
eelana, alabastro, vidro e louca de diversos tama-
hos a precos que admira .' !
Candi-iros de diversos tamanhos para sala,
quartos e toillet.
Porta retrato de metal fino prateado, dourado e
de velludo.
Albun3 para retrrto de velludo chagrn e de
pellucia.
Para acabar
Bico valenciene a 1#500 e 24000 a peca.
Plisss a 320, 400 e 600 rs. o metro.
Lencos de linho a 1450C a duzia.
Criado boleciro
Aluga-se uai mulatinho escravo para criado, o
qual sabe bolear: trata-se na ra de S. Jlo,
casa n. 27.
. W--4M
roa Duque de Casias, resolveu a vender
os seguinti's artigos com 25 0[Q de. me-
nos do que em outra quaiquer parte.
Las com bonhai a 500 e 40 rs. o covado.
Setius maco a 800 rs. o covado.
SetineUs lisas a 400 rs. o dito.
Setinetas escosseas a 440 rs o dito.
Cambraia com salpico* a 6i rs. a peca.
Linn branco a 500 ra. o covado.
Linhos escossezes de quadrichos e liaos a 240
ra. o dito.
Mariposas de cores a 240 ra. o dito.
Renaa da China 240 ra. o dito.
Damasco de li com 160 centmetros de]largura
a 1*800 o dito.
Bramante de linho com 3 palmos de largura a
1*800 o metro.
Bramante trancas] > de algodo a 1*200 o dito.
Bramante de urna largura a 3z0, 360, 400 e
440 rs. o dito.
nrim pardo a 300 e 360 ra. o covado.
Brim prateado de linho a 600 rs. o dito.
Crochets para cadeiraa 1* e 1*600 um.
Ditos para sof a 2* e 2*500 um.
Colchas de fustao branco a 14800 urna.
Ficbs de la a 1*, 2*, 2*500, 3* c 4* um.
Espartilhos de corsea a 4*, 5*, 6* e 7*500 um
Camisas de linho bordadas a 30*000 a duzia.
Chitas finas a 240, 280, 320 e 360 rs. o covado.
Sintrs para senhora, no/idade, a 1*^00 e 1*800
um.
L-ne.s brancos fines a 1*800 e 2*000 a dnsia.
Cobertores de 12 a 2*, 4*500, 6S500 e 8* um.
Cambraia preta para forro a 1*200 a peca.
Meias para h mens e aenhoraa a 30, 4$, 5* o
6*00uadusa.
Madapolo gema c pelle de ovo a 6*500 a peca.
Cambraia Branca a 2* a pees.
Crinolina branca c preta a 2*800 a peca.
Toalhaa felpudas a 4*000 a dusia.
Toalhas alcochoadas a 12* a du-ia.
Cobertas de ganga a 2*800 e 2*900 urna.
Lencea de bramante a 1*800 um.
Para a- lOxinax. noimo
Setim maco a 1*200, 1*400, 1*800 e 2*000 o
covado.
Popelina de seda a 600 rs. o dito.
Alpaca a 400 a 500 ra. o dito.
Capellas e veos finos a 105 e 14*.
Colchas bordadaa a 5*000, 7*000, 8* c 10*0 0
urna.
Cortinacoa bord>dos a 6*500 o par.
SO' AO NUMESO
JO ra da luiperatrlz 4
Loja dos baraieiro
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas eatta fazendaa
abaizo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABER:
AlgodioPecas de Igodabzinho com 20
jardas, pelo' barato preco de 3*800,
4|, 4*600, 4,1 .', bg, 5*500 e 6560.
MadapoloPecas de madapolao com 24
jardas a 4*500, 5*, 6* at 12*000
Camisas de meii com hstras, pelo barato
preco de 800
Ditu branets e cruaa, de 1* at 1*800
Creguella franceza, fazenda ciuito encor-
pada, propriii para lencoes, toalhaa e
c'roulas, vara 400 ra. e 500
Cerouias da mesma, muito bem fetas,
a 1*200 a 1*500
Colletihos r'a meama 800
Bramante francs de algodio, muito cn-
corpada, com 10 palmos de largura,
m-stro 1*2
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e S j80(
Atoaihado adamascado para toalhaa de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1J800
Cretones e chiti.a, claras e eacuraa, pa-
droes delicados, d 240 ra. at 400
Baptiata, o que ha de mais delicado no
mercado, ra. 200
Talas estas fazendaa baratissimae, na conhecida
loja de Alheiro & C, eaquin do becco
dos Perreiros
vende um variao sortimento de vestuarios pr
prios para menines, sendo de palitoainho e calo
uha curta, feitos de brim pardo, a 4*000, dito
de mslesquiso a 4*500 e ditos de gorgorao pratt
emitando casemira, a 6*, sao muito baratos ; n
loja o,Pereira d* Silva.
Camisas de crelone
A 500
Na aova loja de fazendaa ra da Imperatriz
n. 32, vende se camisas de cietoae de corea, sendo
muito bem feitas e de bonitos padroes, pelo bara-
to preco de 2*600 cada urna ; asaim como ditas
brancas muito fiuaa, pelo meamo preco : isto aa
ra Impci atriz camero 32, loja de Pereira da
Silva.
LOTERA


I
Ao 63
Vlgodo entestado pa-
ra lencoes
WHISKY
OYAL BLEND omics v ,ADO
Este excel lente Wliiaky Escobe?* preferiv>
nae ou agurdente de caima, para fortifice
o corpo.
Vende-sn a rctalbo noa tu ihcres armazena
bo'hados.
Pede ROY AL BLEND marca VIADO cujo n
me e emblema sao registrados para todo o Brazi
BROWMS St C, agentes
Vende-se
a casa terrea da ra do Capibaribe n. 34, com
grade de ferro na frente e ao lado, c portSo, gran-
de quintal com ervoredoa de fructo o floreB, com 5
quartos, sendo um forrado, 2 salas e corredor tam-
be in forrado, saleta para engommado, grande eo-
sinba, despensa, quarto para criado, gallinheijo-
qnarto para banho, poco e tanque, e outras bem-
f..'itorias : a tratar Da meama.
Buhar
Vende-sc um bilhar francez cm perfeito eatado
com tres jugos de bolas e seis tacos : a tratar no
antigo largo do Pelourinbo (corpo Santo) n. 7, cs-
criptorio.
Cabriolet
Vende-se um ero perfeito estado e por preco
eommodo; tratar na ra Duque de Cazias n. 47
A 90o r. e I&000 o metro
Veiide-ae na loja dos barateiroa da ioa-Viata
Midao para lencoes de um e panno, com 9 pal-
a de ar^uraa 900 rs., e dito com 10 palmos a
00 o metro, asaim eom* dito trancado para
o>a|haa dr mis, com 9 palmos ue largura a i*20t>
i otro, lato na leja de Alheiro & C, esquina
do ceco dea Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*209, 1*400, 1*600, 14800 e 2* o covado
A heiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem muito bons merinos pretos pelo preco aeiim
dito. E' pechDcha : na loja da esquina do bec-
co di a Ferreiros.
Espartilhos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bona espartilhos para aenhoraj, pelo preco
de 5*o00, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brius, etc., iato na ioja da esquin:.
do becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 c 31 a covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de caaemiraa ingle-
zas, de duas 1-rguraa, com o padroes maie deli-
cadoa para costume, e vendem pelo barato precr
de 2*800 e 3$ o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar fazer coatumea de casemira a
30, sendo de paletot sacco, e 35* de fraque,
grande pechncha na loja dos barateiroa da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiroa da Boa-Vista venden, urna grande
porcao de brim pardo lona, por e8tar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 321
rs o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordado*) a lOO rs. a pera
A ra da Imperatriz n. 40, vende-ae pecas de
borda lo, dous metros cada peca, pelo barato pre-
co du 100 rs., ou em cartao eom 50 pecas, sorti-
das, por 5J, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
Bonitos lequea de gaze para senhora, a 3*, 6*
8* e 10*.
Ditos de setineta, de 1*500 a 2*500.
Ditoa de papel, de 300 rs. a 1*.
En coutinuueo
Cintos de couro a 1*500 e 2*.
Babades bordados largos e estreitos, a 100 rs
a peca.
Chapeos para baptisados, de 1*500 a 8*.
Ditos de palha para enancas de 3 a 4 annos, a
O Pedro Antones 4 C. quem tem para liqui-
dacao.
Belleza, frescura, javentude
P branco dcsi racen para ama
ciar a pelle
Estes pos, de urna fineza extrema, especialmen-
te preparad aormoaear a pelle, semalte-
ral-a.
A' venda, c -----. do Pedro Antunes & C.,ua
do Duque de Carias n. 63.
Igualmente o bem conhecido leite de rosas para
extinguir as espinhas e pannos, os mais assombro-
8oa inimigoa de urna assetinada face, rcstituindo-
lhe a belleza antiga.
F.m ultima analyse ser bom nao esquecer o
crme rosado para es labios !! S a Nova Espe
ranea.
('til e agrada*el
Fazer um delicado trabalbo de crochet com o
novellos de la e seda' de diversas cores, que teem
o Pedro Antunes & C.
Linbas de diversas corea, dita branca de linho
para taz r trivolit, medalhro tranca bem conhe-
cida para o meamo.
Um bonito desenlio colorido para mesa bonita
almofada.
Ao 63Ra Duque de Caxias
O empo propro
Boas meias de la para homens e senhoras,iuvas
de dita para quem soffre de rheumatismo.
Ao 83 -Ra Duque do Caxia*
DAS
ALAGOAS
CORRE NO DA 15 DE JUNHO
INTRANSFBRI7BL IBTRAlfSFERIVEL! #
O portador que possuirum
vigsimo desta importante lo
teria est habilitado a tirar___
10:006^000.
Os bilhetes acham-sea' ven-
da na Casa Feliz, praca d In-
dependencia ns.
Corre no da 15 de Junho
de 1886, sem alla.
praca c
37e39.
para
Engenho a venda
Vende-se o engenh) Murici, com aat-a ou aem
ella, situado na freguezia da Escada, distante da
respectiva estacao um quarto de legoa, podeudo
dar seis eaminhaa por dia, moente e correte,
tem duas casas grandes e duas pequeas para mo
rada, e outra para farinha com suas pertencas : a
tratar na ra do Imperador n. 65, 2 andar.
Massa de mandioca
Vende-se massa, especialmente preparada, para
bolos de Santo Antonio, 8. Joo e S. Pedro, a 500
rs. cada pacote de mcio kilo : no larjro de S. Pe-
dro n. 4-
Fruclas maduras
Vendc-8C diariamente especiaes laranjas
mesa, mangabas, rapetas, e outras
largo de S. Pedro n. 4.
para
muitas : no
VENDAS
VENDE--E a casa terrea da roa da Cadeia
Nova n. 9 : a tratar na ra Direita n. 29, loja.
Grande sorlimeuto de lu-
gos arliliciaes
Nacionaes eChinezes
Propro* para aillo '
PARA OS FESTEJOS DAS NOUTE3
DE
Sanio Antonio. S. a o So e
*. Pedro
Vende-se em caizas e a retalho por precos com-
nodos.
Ra do Baro da Victoria n. 61
Loja do Siiuza
Fazeodas baratas
Roa Duqae de Callas nunieni 62
Chitas petit pois de cores azues a 200 ra. o co-
vads.
Duas finas claras e escuras, 240 rs. o dito.
Las esenssezas, 320 ra. o dito.
Alpacas de ores finas, 500 rs. o dito.
Fuatoen brancos finos, 500 rs. o dito.
Setinetas e gorgurinas lisas. 500 ra. o dito.
Meriu aetim maravilhoso, duas larguras, 14600 o
covado.
Cortes de vestido em cartoes, 10< nm.
Dito= de cachemira dem, a 304 e 404 um.
Fichus moderniaaimos, de 24 94 um.
Ditoa d* malha, a 14 um.
f'ollariuhi 8 fechados, a 54000 a duzia.
Punhos finos de n. 25 30, 800 rs. o par.
Velbntina de todas as cores, a 14 o covado.
Merinos pretos e de todas as cores, setins de
todas as cores, cambraia com salpicos brancos e
de cores, tapetes de todos os tamanhos, meias
para homens, senheraa e meninos, e outros muitos
artigos por precoe resumido*
MENDONg\, PRIMO & C
Mu ..uva lo liru-ilo
Vende o Vaacoueelloa ra
corram a ella!
da Aurora n. 81
, 4 Bella Aurora
Ver para crer
A verdadeira carne do Cerid
A 800 rs. o kilo.
A 800 ra. o kilo.
A 800 rs. o kilo.
Teem para vender Pinto Figneiredo & C.
Praca do Conde d Un n. %
Camisas nacionaes
A 2*.-oo. a*ooo e S4500
32^-- Leja ra da Imperatriz = 32
Vende-ae ueste novo estabelecimento um gran-
de aortimnto de camisas brancas, tanto de aber
turas e punhos de linho como de algodo, pelos
baratea precoa de 24500, 34 e 44, sendo fazenda
muito melhor do que as que veem do estrangeiro e
muito maia bem feitas, por serem cortada* por
um bom artista, especialmente camiseiro, tmben-
se manda fazer por encommcndaa, a vmtade do6
freguezes : na nova loja da ra da Imperatriz n
3;, de Ferreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazendas
IIiia da Imperatriz 3;
DE
FERREIRA DA SILVA
Neate novo estabelecimento encontrar o res-
:itavel publico um variado sortimento de tazen-
as de todas as qualidades, que ae vendem po:
recoa baratiasimos, assim como um bom ssrti-
mento de rcupas para homens, e tambem se man
da tazer por encommendaa, p r ter um bom mea-
tre altaiate e completo sortimento de pannos finos
casemiraa e brins, etc

I
740O
104001
124001
I24OO1
5450>
645:
840U
340(1
1460)
140U
man-
Superior
teiga ing-leza garan-
tida, preo 1^200 por
cada la a de libra;
vende-se na ra do
Vigan. Tenorio n.
10, armazem.
i\ovidade
Frisadores para cabello, dnzia a 300 rs.
Boleas chagrn para menina a 14500 urna.
Sabonetea de .familia a 100 ra.
Ditos a 500 rs.
Coametiques pequeos a 40 rs.
Pulseiras.de ouro romano a 34, 44. 54 e 64000
o par : na Toja Violeta, ru Duque de Cazias nu-
mero 65.
3Clina da Imperairlz-SS
L/Tja 8e Pereira da Silva
Neate estabelecimento vende-se as roepas aba)
io mencionadas, que aSo ba- ...as.
Palitots pretos de aiagonaes e
acolchoados, senuo tazenaas muito en-
corpadas, e forrados
Ditos de casemira preta, de cordo muito,
bem feitoa e forrados
Ditos de dita, fazenda muito melhor
Ditos de nanella azul sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados
Calcas de gorgorao preto, acolchoado,
sendo fazenda muito encorpada
Ditos de casemira de cores, sendo mnito
bem feitas
Ditas do flanella ingleza verdadeira, e
muito bem teitas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 24, 24500 e
Cerouias de greguellas para homens,
sendo muito bem feitaa a 14200 e
Colletinhon de greguella muito bem feitos
Assim como um bom sortimento de lencos dt
linho e de algodao, meias cruas c collarinhos, etc
lato na loja aa "ua da Imperatriz n. 3a
Bisca dos largos
a OO ra. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vendem t>t
riscadinhoa praprios para roupaa de meninos i
vestidos, pelo barato preco de 200 r8. o covadi
tendo quasi largura de chita francesa, e ssi-
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o
do,e 'ditas es curas a 240 rs.', pechincha
loja do Pereira da Silva.
FnatAe*. tetinea* e lailnlia a SO
ra. o ovado
Ns loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-t
nm grande sortimento de fustoes brancos a 60i
rs. o covado, lazinhaa lavradas de furta-core
fazenda bonita para vestidos a 500 ra. o covade
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas ai
corea, a 500 rs. > covado. pechincha : na loj.
do Pereira da Silva.
Merinas preso* a <
Vende-se merinos pretoa de duas larguras par*
vestidos o, roupas pan meninos a 14200 e 1460
o covado, e s'juerior setim preto para enfeites t
14500, arsim como chitas pretas, tanto lisas com:
de lavourea brancos, de 240 at 320 rs.; na nov
leja de Pereir da Silva ra da Imperatriz nu-
mero 32.
ilzotaozinho Orances para lence
a IMtOra.. I e l00
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-a
superiores algodozinhoa francezes com 8, 9 e 1<
palmos de largura, proprioa para lencea de ub
b panno pelo barato preco de 900 rs. e 14000
metro, e dito trancado pa a toalhas a 14280, ai
an como superior bramante de quatro largura
para lencoes, a 14500 o metro, barato ; na loj
da Pereira da Silva.
Roa Uuque de Caxias n. .
Fustoes de cores ,ara vestidoa a 240 e 320 rs.
o covado.
< bitas claras e escuras, 200 c 240 rs o dito.
Sargelins diagonal de todas as cores, 240 rs. o
dito.
Alpacas de seda idem dem, a 360 e 400 rs. o
dito.
Las coc bolinhas, novidade, 560 e 700 rs. o
dito.
Setiuetas superiores, fazenda de 600 ra., para
liquidar a 400 rs. o dito.
Damascos superiores, duas larguras, 14800 o
dito.
Popelina branca de seda, 480 rs. o dito.
Setins maco de todas as cores, 800 rs., 1000,
1J200 e 14400 o dito.
Velludilhos de listrinhas, novidade, 14600 o
dito.
Sedas japonezas, 400 rs. o dito.
Esguio para casaquinhos du senhoras, a 44 e
4J50O a pe^a
Brim pardo fino para vestido, 500 rs. o covado.
Failes ae novos gostos, a 500 rs. o dito.
Camisas para senhoraa, as mais lindas que tem
vindo, a 44500 e 54.
Saias riquissimas, para todos os precoe.
Cortinados bord idos, 6(500 e 94 o par.
Guarnicoes de crochet para cadeira e sof,
84000.
Camisas francezas superiores, a 30| e 364-
Bramante de algodaj, o melhor que tem vindo,
14500 o mtro.
Id-m de linho puro, 24 o dito.
Colchas de corea, francezas, 14500 e 24 urna.
Lencoes de bramante muito grandes, 24 um.
Cobertas de ganga, idem idem, 34 urna.
Meias arrendadas para senhora, a 84 a duzia.
dem cruaa, idem, 84 c 124 a duzia.
dem uglezas para homem, 34500, 44 c 54 a
duzia.
Cerouias de bramante bordadas, 124000 e 184
a duzia.
Lencos de linho a 3*. a duzia.
Casemiraa de cores, inglezas, 1440'. e 14600 o
covado, com duas larguras.
dem pretas diagonacs, 14800, 24 e 54400 o
covado.
Cortes de ditas de cores, propriaa para invern,
a 24500 e 34.
dem inglezas, superiores, a 44500, 54 e 64-
Cortes d- fustao par* colletes, lindos deaenhos.
a 24500 e 34.
dem de gorgorao preto, a 24 para acabar.
Deposito de algodes, tanto nacionaes como es-
trangeir.is, superiores madapoloes, brins, case i-
raa de todas s qualidades, cberio.es e merinos
para hit i.
Vendas c-m grosso, descont da praca.
Carneiro da Cunta & C.
59 Boa Duque de CaxiaM SO
Aos 1.000:
(RINDE
200:0001000
MIMHIIISIIIIO
LOTERA
DE 3 MIS
Eiu fave-r dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA PROVINCIA DE PERNAMBUCO
Eitracgo: no ala 8 de Jnllio le 1886.
Os proprietarioa do muito
-
i
conhecido
estabelecimento denominado
MUSEU DE JOIAS
sito a ra do Cabug n. 4, communicm ao respeita'-el PUBLICO que receberam un
grande sortimento de jcias das mais modernas e dos mais apurados gostos, como tam-
bem relogios de todas as qualidades. Avisam tambem que continuam a receber por
todos os vapores vindos da Europa, objectos novos e vendem por muito menos que em
outra quaiquer parte.
N.
MIGL WOLFP & C.
4RA
DO CABUGA----N.
Oompra-se ouro e prata velha.
i'ecliineha
i-cite condensado
Vendem Jos Joaquim Alves & C, ra do
Baio da Victoria n. t>9, ai. preco de 500 ra. por
lata, e 5000 a duzia, garantindo se ser do me-
hor fabricante.
GRANDE
para meninos
A t. 4*a04 e J
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32,
Expsito central ra larga do
Rosario n. 58
Damia Lima & C., nao pndendo acabar com a
grande quantidade de mercadorias, resilveram
anda i reapeitavel publico em geral, que com certeza nio
guem perder seu te npo, fazendo urna visitas
Expodle&o Central
Pecas de bordados 'a 200, 400, 500 e 600 rs.
Punhos e clarinhos bordados para senhora a
2.000.
Ditca ditoa liaos, 14500
Ditos para homem, 14500.
Um plastrn de 24000 por 14500.
Invesiv ia grandes por 320 ra.
Lacos para senhora por 14500.
Macos de l para bardar, 24800 e 34
Luvaa de seda arrendadas a 24500.
Ditas Haas, 24200.
Ditas de fio de Escosaia, 140CO.
Broches para senhora (modernos) 1450P.
Um par de meias para senhora (fio de seda
600 rs.
Dito idem liso, 400 a 500 rs.
Dito idem (fio de seda) 1|200.
Duziaa de baleia* a 360 rs.
Carretela de 200 jai das a 80 rs.
Metros de srquinhas a 160 e 120 rs.
Um par de fronhas de labyrintbo, 14500.
Jttaooa de gramp s a 80 rs.
Metros de plisss a 400 ra.
Lindoa passarinhos de aeda para chapeos de
senbora, de 500 sa. a 14000.
Um pente com inacripcao para senhora, 14-
Um loque da 164 per 94.
Brinquedos para enancas, lequea de papel, fi-
tas, bicoa de linho, quadros para retratos, lencos
tapartilhos, bicoa, gales, franjas com vidrilhos,
eutres muitos o jjectos de pbantasia per preeo*
em competencia: na exposico Central, a ra
larga do Rosario n. 38.
02
J^5

2
0
<^
&
tf

Chapeos e chapelinas
36 AiOPBJA DA LNDEIENDEIA38 A 40
B. S. CABVALH0 Se C.
Proprietarios deste bem conhecido estabelecimento paatecipam
as Exmas. familias e ao publico em geral, que mensalmente recebem
das principaes ca3as em Paris e Manchester o quo de melhor e de
apurado gosto ha em chap-linas e chapeos para senhoras e meninas
e das primeiras fabricas de H-nraburgo o que ha de melhor em cha-
peos para homens e crianjas, e muitos outros artigos concernentes
chapelaria.
Flores artifciaes para ornamento de salas.
tXi

ce
99


o
3
9tS
Grande e bem montada ufcina k afaiale
DE
PEDROZA & C.
N. 41Ra do Baro da Victoria-N. 41
Neste bem conhecido estabelecimento, se encontrar um lindo variado sor-
timento de pannos, casemiraa, brins, camisas, punhos, collarinhos, meias, gravatas,
tudo importado das melhores fabricas de Paris, Londres e Allemanba; o para ber
aervirem aos seus amigos e fregueses, os proprietarios deste grande estibeleciraento
jm na direccSo dos trabalhos da officina habis artistas, e que no curto sspaco de 24
horas, preparara um terde roupa de quaiquer fazenda.
Ra do Baro da Victoria n. 41
(PRESOS SEM COMPETENCIA)


hpw
8
Diario de Pcrnaifflp^^uarta-fcira 9 de Junho de 1886
T

que
far-
ASSEMBLA GERAL
CASARA DOS DEPUTADOS
SESSO EM 28 DE MAIO DE 1886
EIKSIDEXCIA DO SB. AHDRADE FIGEIRA
(Continuacclo)
A interpellajSo nSo era suscoptivel se-
nSo de urna destas duaa respostas :
Ou o governo julga que# o acto da c-
mara, annullaud o o alistamento de Para-
nagu, s lem effeito quaato a representa-
dlo do districto no seio da raestna cmara ;
Ou entende que esses effeit03 vSo mais
longo, affectando tudo quanto proveio do
suffragio do mesm distriefo na eleijSo de
deputados provinciaes, de vereadores e de
juizes de paz.
No primeiro caso temos :
1. O simul esse et non esse : ha eieito-
res e nao ha eleitores era Paranagu^
Nao ha para concorrerem eleicao do
deputado geral.
Ha, porm, para a escolha de senadores,
de deputados previnciaes, vereadores o jui-
zes de paz o que simplesmcnte absurdo,
visto como os requisitos e formalidades ex-
igidos para ser o cidadSo reconhecido elei -
tor de deputado geral sao os mesmos que
se requer para a eleijSo de senadores,
deputados provinciaes, vereadores, e jui-
zes de paz.
2.- A violajSo do acto addiciooal.
Com effeito este dispoe no art. 4.
a eleijSo dos deputados provinciaes
se ha da v.esma maneira que se fizer a de
deputados d assembla legislativa. Da mes-
ma maneira isto tarabem pelos raesraos
eleitores.
Logo, se nao ha eleitores para deputa-
dos geraes como poder hav los para pro-
vinciaes ?
Por outro lado se nao pode ha ve los
para deputados .provinciaes porque nao
existem para geraes a que fica reduzda a
attribuijao soberana das assemblO s pro-
vinciaes na vericacSo de poderes de seus
merabros.
Nesta ordem de ideas das duas urna:
Ou a assembla provincial para cuja
nomeajSo concorreram os eleitores annul-
lados j est cora seus poderes reconhecj-
dos ou nao est.
Na l* hypothese manifest,urna as-
sembla eleita por votos incompetentes,
escomida por quem nao tem o dieito de
escoiher, nao pode funccionar. Equivale
ria a um grupo de hom<-ns que se reunis-
sem de propria autoridade, proclamndo-
se : nos somos d puta los provinciaes.;
Respeitaria o govorno um tal ajuntamento?
Nao; portanto, pergunto : taria de ser
dissnlviuo ?
Mas as assemblas provincia*s nao po
dem ser dissolvidas, tem da necessaria-
meate preencher o tempo da respectiva le
gislatura.
Na 2a hypothasenao dever rcunir-se,
convocndose outra para cuja eleijSo nao
concorra o ekitorado da comarca inquina-
da ? Qual ser, sorm, a autoridade com-
petente para decretar a nao reuniSo e
convocar nova assembla ? O presidente
da provincia ? O governo geral ? A as
sembla geral legislativa ?
Nenhuma dessas assemblas tem com-
petencia para tanto
Conseguintemente a solujSo inadmis-
sivel, por absurda, e por dar em resultado
urna situajSo anmala, da qual nSo ha sa-
hida -gal.
No segundo caso, isto se os efivitos
do acto da cmara affectam tudo quanto
abi proveio do suffragio, ainda mais fri-
sante o absurdo, mais insustentavel a si-
tuajSo.
Fiear urna porjSo do paiz privada por
indeterminado tempo de capacitado electi-
va, suspensas todas as snas funcces, sem
que se lhe antolhe meio de reeupsral-as.
Nao ha fugir: em ambos os casos o
acto da cmara conduz ao absurdo.
O nobre ministro, atilado e experiente,
comprehendeu bem o embarajo, lembran-
do-se tal vez do conselho que deu em cir
cumstancia quasi anloga o grande esta-
dista mineiro Bernando de Vasconcellos,
e seguramente leu urna das obras do Vis-
conde de Uruguay, oste :
t Que o corpo legislativo d urna pro
videncia, que, removendo todos os incon-
venientes, estabeleca urna ordem de cou-
sas que se concilio cora a constituijSo, com
os principios de urna sociedade bera orga-
nizada e com as circunstancias particula-
res do Imperio. Entretanto que 89 nao toma
essa medida, nSo parece prudente qua o
governo aventuro um arbitrio que pode
trazcr serios embarajos, estabeleeendo urna
doutrina que v contra/iar a pratica rece-
bida.
Apparentemente S. Exc. respondeu do
mesmo modo; mas de facto sempre insl-
nuou um alvitre: se os eleitores de Par-
nagu reunirem-se e escolberera urna c-
mara, diz S. Exc, ao poder judiciario com-
pete resolver se esta eleicao nulla ou
nSo, em face do acto da cmara.
Assim, pois, da resposta de S. Exc. re-
sulta exactamente urna das hypotheses que
o orador assignalou : ha eleitores e nao
ha eleitores em Parnagu.
A nter ven jSo do poder judiciario nao
altera os termos da questSo : ella teria lu-
gar, ainda quando nao occorresse o acon-
tecimento que se est apreciando.
. Mas, forja confessal-o : O nobre mi-
nistro nao podia conformar-se em tudo ao
prudente conselho do velho mineiro,dizen-
do: qaem as armou que as desarme.
O orador dar a razao. Conta o gover-
no grande maioria na cmara,que corapSo-
se quasi exclusivamente de amigos seus.
Necessariaraente estes pediram-lhe inspira-
do e conselho. (Contestajoes da maioria.)
O o ador nao est afirmando um facto;
conjectura para argumentar. Mas as con-
testajoes de seus collegas governistas tam-
bem lhe servem.
Pede-lhes que nao interrompam o seu ra-
ciocinio com apartes que o perturbara.
Se o governo os inspiroa no sentido do
voto dado, tilo responsavel como elles
pelo que se venceu, e, portanto, corapete-
lhe fornecer-lhe o fio que dove condtsir
sahid i do labyrintho.
Se, porm, nao forana ouvidos estes con-
sclhos. ou, o que podia tambera acontecer,
se nao foram elles pedidos, como acabou-se
de affirmar, ento o governo nao merece
a contianja da camarae cora ella nao ple
co-existic E' dever seu dissolvl a ou re
tirar se.
Nao absolutamente aceitavel a lera-
branca de urna lei especial, mandando pro-
ceder a nova qualificajao na comarca de
Parnagu. Era primeiro lugar ser ura
acto do poJer legislativo annullando outro
do poder judiciario.
De nais, a cmara votar s?m duvida
essa lei ; mas estar por isso o senado?
Nilo ter o direito de rejeital-a, entenden-
do que os eleitores qualificados sao os que,
respeitadas as alterajSes feitas as revi-
sos posteriores, acbam se aptos para pre-
encher a vaga que se der na representa-
9S0 poltica da provincia, quod Deus aver-
tal?
Rejeitada a lei pelo senado, tudo conti-
nuar na confusSo, na meiada em que se
achava.
Encarada a questSo ainda por outra
face, nao sSo menores os inconvenientes.
Se o cleitor do juiz de paz o mesmo
que escolhe o deputado, nSo estarSo os
tribunaes judi-darios era seu direito de-
clarando nullas as acc3os cujo actos con-
ciliatorios tem lugar perante juizes de paz
eleitos era Parnagu?
Quantos prejuizos nao virao d'ahi ?
SerSo v-lidas as posturas propostas e
approvadas por camar-is municipaes e as-
semblas provinciaes resultantes desses
mesmos suffragios ?
Nao estarlo os cidados em seu direito
drsebedecendo-as ?
Mas isto ser veriadeira anarchia.
Em conclu8to : o acto da cmara foi
um grande desacert, um erro lamentavel
cuj is pessimas consequencias nao podem
FOLHETIH
KGOLO
POR
ser remediadas cujo alcance' nao pode
ninguem calcula! cora excdSo.
O que se nao podo negar, que esse
grande erro ummo' agir para a si-
tuajSo que se ple dic'e nasjiente, pois
ainda agora receben a sua cosgrajSo
das urnas e pouco faz esperar" dalla em
beneficio da najSo.
O orador est oerit de'qua na primeira
conferencia dfe ministros, q*qdo SS. EEx.
palestraron sobre os ltimos 'successos,
sobre verificajilo de "poderes, publicajao
de debates, sobre confe ;c3o de ordens do
dia e sobre mil nutras cousas que andam
pairando no ar, depois de ouvir os planos
de saneament) do Rio de Janeiro do Sr.
ministro do imperio, os planos de econo
mias e reformas financeiras do Sr. minis-
tro da tazenda, as declarares do Sr mi-
nistro da guerra, o Sr. presidente do con-
selho ha de abanar a cabeea, cora a fina
perspicacia espirituosa que o distingue,
murmurando: Isto vai mal, vai muito
mal.
O Sr. C'oelho Rodrigues cometa
protestando contra o precedente que aca-
ba de iniciar o Sr. Candido de Oliveira,
que em vez de limitar-se a fundamentar a
sua interpellacao, entrou em largas consi
deracoes sobre o voto proferido pela c-
mara na eleicao do 3." districto do Piau-
hy, e fallou portanto contra o vencido.
Quem ouvisse o nobre deputado pode
ria suppr que a cmara pratisou um act
de supina irregularidade. Entretanto ess9
acto, que tanto descontentou a S. Exc
resume se em nao tor sido raconh-scido
um candidato liberal. E' qus o iltustre
carapeao dos principios constituaionaes nao
se importara de ver rasgada a lei, cora-
tanto que nao fossem ferioVs os interesses
de um amigo.
Nem a lei foi desrespeitada nem foi vio-
lada, como aprouve a S. Exc. dizer. Se
na comarca de Parnagu permanece o elei-
torado, niio quer isto dizer que permane-
ci os phosphoros. A cmara rosol veu que
ficava annullado aquillo que nao existia,
e que nao se provou existisse. Em que foi
a lei violada ?
Disse o nobre deputado que o voto da
cmara envolveu urna contradi$3o em face
das lea de 9 de Janeiro e de 29 de Outu-
bro; mas, lendo-as, o orador nilo encon
trou nellas cousa alguraa que contrariasse
a disposicilo do art. 21 da constituicao,
aue d cmara a faculdade de verificar
os poderos de seus membros, e esta veri-
fica-os independente de suggestoes do go-
verno ou dos membros da outra casa do
parlamento.
Relativamente competencia que tem a
cmara para analysar o proc*wo eleito-
ral desde o seu cornejo, observa que a lei
eleitoral anterior de 9 de Janeiro conci-
lia-se com esta, e portanto nao ve motivo
para os sobresaltos do nobre deputado.
Nem coraprehende bem a razao pela
qual o nobre deputado se mostra tao zelo-
80 por que urna comarca fica sem repre-
sentaco, e nao se importe com o districto
inteiro, cuja reprasentajo ticaria falsea-
da desde que existisse o alistamento dessa
comarca. A S. Exc. incoramoda mais o
soffrimento da parte que o do todo.
NSo houve o precedente, a que alludio
uto 23 mnm
(CO.NTLNUACAO DE ANGELA)
( Continuajao do n. 129 )
III
Mas, entao, Angela Bernia- odiava
o pai' perguntou o italiano.
Sim, s-nbor.
.Porque?
De urna ligaco ephemera, tinha nas-
cido urna filha... Meu pai teve a fraqueza
de a reconbecer, de a deixar usar o seu
nome. Mas, sabendo que Angela se com
portava de maneira escandalosa, nunca mais
a quiz ver/ nem ouvir fallar della. Dahi
nasceu o odio e o desejo de vingar-se.
Ha abi, ao que me parece, mais pre-
sumpeoes, do que certezas, disse Proli.
Estas presumpcSes impressionaram os
juizes, como me iiupressionam a raim, re-
plicn Cecilia.
Em summa, minha senhora, pessoal-
mente o que que suppoe ?
Nao podere aecusar de modo posi-
tivo.
Quem a impede ?
Um incidente, que se colloca ao lado
do assassinato de meu pai e que pleiteia
em favor da nao culpabilidade de Angela
Bernier.
Que incidente?
A tentativa de assassinato commet-
tida contra sua filha.
O italiano estava singularmente cheio de
aieiedade.
Kepetio a phrase prenunciada por Ceci-
lia e accrescentou :
Nio comprebendo.
Cecilia Bernier eontinuou :
Em consequencia de crcumstancias
que nao explicarSo diante de mira, a filha
de Angela Bernier, essa Erama Rosa, da
qual o raseunho do testamento que li, gra
cs ao senhor, acaba de me dizer o nome,
tinha entrado no vagao, em queja se acha
va o cadver de meu pai e parece que o
assassino, para se d serabara;ar della a
lanjou para fra do compartimento e sobre
a linha.
Angelo passou a ziao pela testa, mollia-
da de suor.
Senta se desfallecer; porm a forja de
vontade, consigui dominar a sua pertur-
bacSo e disse :
Todas essas complicajoes sao extra-
ordinarias.
Depois accrescentou :
Fallou-me, minha senhora, de urna
tentativa de assassinato... Entio a moja
atiraia para a linha nao raorieu ?
Est nicamente ferida, de modo mais
ou menos grave. Salval-a-h3o, fique cor-
to. Vivera, para me despojar da terca
parte da fortuna de meu pai!!
O italiano pensava;
Entao ella nao morreu, essa menina
qe se pode tornar tao perigosa 1 Que in-
felicidade a minha !
Cecilia eontinuou :
O senhor bem v que desgracas suc-
cessivas me acabranham Meu pai assas
ainado... Urna grande parte da fortuna
que detria pertencer-me, perdida para mira,
se ellvS escreveu e assigoou o testamento...
Azora estou s no mundo... nao sabm
do o que hei de fazer, era cora quem
aconsehar me.
Proli pgou n'uraa das mos da moja e
sentio essa inao palpitar entre as suas.
Fixou os olhoa nosolhos de Cecilia, dan-
do ao olhar urna expresso magntica.
Porque ha de desesperar, minha se-
nhora? perguntou elle em seguida, com
voz persuasiva e quasi terna. Nao pode
en'.ao haver para com a senhora amisades
nascidas espontneamente, que se esforcem
para lbe alliviar os soffrimentos, para acal-
mar o seu espirito, apaziguar as suas an-
gustias e seccar-lhe as lagrimas?
Cecilia respondeu baixando os olhos.
NSo conheco ninguem, senhor. Vi-
vamos do isolamento, tinto meu pai como
eu... afaatados do mundo... tornados quasi
pobres, depois de ha ver sido ricos... por
consequencia deapresados... esqueckbs.
Repito, estou inteiramente s.
Mas, na falta de affeioles antigs, ha
lificacao senSo muito reduzida, apreaentan-
do-se to avultada evidente que houve
fraude.
Contesta o direito que o nobre deputado
attribue ao governo de intervir as deli-
beracSes da cmara, quanto verificajao
de poderes, e para obviar ao estado ano-
malo em que se acham os eleitores de Sen-
t S e Parnagu ; l um projecto que ha
de em tempo apresentar considerayao da
cmara, e para o qual pede desde j o
apoio do nobre diputado.
O Sr. Uves de Aranjo estranha
que o nobre ministro do imperio nao dis-
sesse um palavra a respeito da posico
em que vai ficar o poder judiciario se esto
negar a fraude qae a cmara reconhece
no alistamento da comarca de Parnagu.
Considerando que o julgaraento proferi-
do na eleigo do 3. districto do Piauhy
onvolve urna invasao de attribuiro'S do
poder judiciario, a cmara, proseguindo
nesta caminho, attent contra a sua pro-
pria estabililade, que depende da stricta
observancia da lei eleitoral que ella rasgou.
A deaiso emanada do pirtilo da or-
dem ferio o poder juliciario; e nao por
certo este o meio mais proprio para levan-
tar os crditos j abalados da magistra-
tura.
Nao desmoralisando-a, acoimando d;
fraudulento um acto por ella praticado.
NSo quer medir o alcance das conse -
quencias que se polem originar do con-
flicto travado com o poder judiciario e
por isso abstem-se de mai a^Daiderajoes
concluindo por justificar o procedimento
que teve com relacao assignatura que
deu na sessao transacta a um pareaer so
bre eleic5es.
O Sr. Bulhes Carvalho sentio
estranhza igual manifestada pelo Sr.
Coelho Rodrigues por ver o Sr. Canudo
de Oliveira, logo aps a decisSo da cma-
ra sobre o alistamento da comarca de Par-
nagu, annunciar urna nterpellacSo ao
nobre ministro do imperio, quando este
nada tem cora o voto da cmara no rc.o-
nheciraento dos deputados nem com a elci-
cSe dos juizes de paz e vereadores.
Entretanto agradece ao nobre deputado
o ter dado ensejo 1.a commissSo de in-
querito para accentuar a sua responsabili-
dade no parecer j approvado pela cama
ra e defendel-o na sua doutrina e as suas
consequencias.
Sustenta a competencia da Cmara na
verificajo de poderes de seus membros
desde o cornejo do processo eleitoral at a
sua conclusao, e bem assim o voto da com-
missSo, dizendo que ella nSo annullou o
alistamento du Paranagu, mas deu-o como
nSo existente, depois de ter verificado que
os 530 aleitores apresentados oram phos-
phoros, era um artificio fraudulento pro-
positalmente feito e sujeito afinal sanc-
jSo da Cmara.
Appaude a resposta dada pelo nobre mi
nistro do imperio aos quesito formulados
pelo nobre deputado, e nSo v onde o acto
da Cmara possa produzir a subversSo da
ordem e o cataclisma imaginado por S. Ex<,
e pintado com as mais negras cores polo
Sr. Affonso Celso Jnior, que vio urna tem
pestade n'um copo d'agua.
Affirina que nSo ha perturbajSo da or
o nobre deputado, firmado pela cmara o i dem publica ; ao contrario, ha urna depura-
1883 a 1884 e 1884 a 18*5, por despezas
com subsidios, publieajoes de debates e
ajuda de custo a presidentes de provincia.
O Sr. liOureneo de Albuqner
qae diz que por ter sido j contemplada
na ultima prorogativa do ornamento a ver
ba de 42:8015000 para pagar a despeza
com a impressSo dos Annaes, feita pela
viuva Pinto & Fdho, de ve deduzir se essa
quautia do crdito em discussSo.
N'cste s-utido vai mandar mea urna
emenda.
E' lida, apoiada e entra em discussSo
com o projecto a segumto emenda :
Deduza-se deste crdito por j ter
sido contemplada na ultima prorogativa do
orjamanto a quautia de 42:80l#J0O para
impressSo de annaes anteriores o 1857
sendo 39:699,5000 do exerci-o de 1883 a
1884 e de 3:102^000 do de 1884 e 1885. -
[/)uren O Sr. Ratlsbona (para uraa expli-
cajSo pessoalj justifica o voto que deu a
uraa emenda, era 1882, a respeito do urna
eleijSo da provincia do Rio Grande do Sul,
dizendo que nSo ha coraparajSo entro o
precedente d'aquella eleijSo e o do 3. dis-
tricto da provincia do Piauhy.
Ninguem pedindo a plavra encerra !a
a discussSo e adiada a votajSo por falta de
nuraero.
E' lido e vai imprimir para entrar na
ordem dos trabalbos, o paree t n. 118 da
2.* commissSo de inquerito, cassanlo o
diploma do Sr. Pris-.o Paraso, e recon-
nhecendo deputado pelo 3. districto da
Bahia o Sr. Milton.
O Sr. Presidente d para a ordem do
dia 29, apresentajSo de requeriment03, pro-
jectos e indicajSas, e discussSo de requeri-
raentos adiados
Levant.-se a sessSo s 4 horas e 7 mi-
nutos.
VARIEDADES
anno passado a pwposito desta oleijSo. O
nobre deputado sabe que o que se vota
sSo as conclusoes, e o parecer do anno
passado nSo cogitou da comarca de Parna-
gu. Ora, isto nSo obriga as legislaturas
posteriores a seguirem o mesmo caminho.
So precedente houve nSo foi aquello a
aue se referia o nobre deputado, mas o re
ltivo parochia de Sent S, na Baha.
Entretantos. Exc. nao faz agora cabedal
dclle por que nSo lhe aproveita.
Concorda com o nobre deputado em que
a solujSo sobre a eleijSo de Parnagu
um becco sem sahida. Mas foram os libe -
raes que tornaram difficil essa sahida, pois
que na comarca nSo houve processo de
qualificajSo de 1879 para c; nem se
quer existe o livro de registro dos eleito-
res. Portanto, niio podendo ser essa qua-
jSo nessa athmosphera pestilenta, depura
jSo que impedio de sentarem se na Cma-
ra homens produzidos pela fraude.
Em homenagem opiniSo publica da
imprensa e de toda a Cmara, porque, sera
distin jjSo de cores polticas, ninguem mi-
sar contestar que houve urna fraude re-
voltante, deve dizer que est certo de que
todos hSoJde applaudir o acto da Cmara
dos Deputados, porque nSo ha melhor es-
pectculo que o do direiti trumphante.
Ninguem mais pedindo a palavra en-
cerrada a discussSo.
CRDITO AO MINISTERIO DO IMPERIO
Entra em 2.a discussSo o parecer n. 30
de 1885, da commissSo de orjamento
abrindo crditos supplementares na impor-
tancia de 1.003:7653258 s verbas dos
14, 15, 16, 17 e 21 dos orjamentos de
Perder as estrlbelras
A Ex ni. Sra. D. Clementiua festejava
seu anniversario natalicio: escusado di-
zer que ninguem busceu indagar o numero
de revoluojod8 annuaes, qae desde o da do
seu nasciraento at quelle fizera o planeta
por vos habitado. No cdigo do Bora Tora
crime ante a magestade feminil discutir
tal assurapto. Resta agora repetir co .n o
Visconde de Castilho na sua Noite do Cas-
tello,, parodiando-o, os dous seguiotes hen-
deeasylLbos :
Toda por dmtro e fra Iluminada
De Qeroncio a mansSoparnoitaera festa.
D. Trifona trajando n < rigor da moda
rejubillava de contentamento; D. Cleraen-
tina, rainha da festa, revalisava cora sua
raSi no apuro do trajo. S o meu amigo
Geroncio, invariavel, e constante nos seus
hbitos, nSo interrompia seus estudos quo-
tidianos de omni rescibili, et possbili. Con-
servava-se no gabinete, como em qualquer
outra noite. O salSo Iluminado a giorno ;
flores em profusSo exhalando o mais grato
perfume ; urna aragera branda agitando as
cortins e sanefas ; cspelhos refli^tindo a
luz estrella dos biuos de gaz; o jar Jim allu-
miadopor centenares de globos multicores;
urna orchestra collonada fra, mas prxi-
ma ao salSo, dauam babitajSo ura aspecto
encantador e ridende: dir-sa-hia que era
aquelle um templo consagrado deusa Ale-
gra !... D. Trifona dirigir convite a
todas as pessoas com quera twba relagpes,
sendo a pincipal figura entra os cavaleiros
o Dr. Heraclito. Grande numero de da-
mas, cada qual mais moda e nSo menor
nuraero de rapazes animavam a sala, a
qual posto que vasta, estava cheia.
Descrever um sarao dos te rapos actuaes
tarefa, que j os romancistas de heje
abandonaram por surperflua: ver ura
ver todos, toujours la mme chanson pour
varier.
NSo obstante a polica dos pais, mSis,
tos e tutores formSo-se quadrilhas, em
qne 03 ladrdes nSo roubSo arrecadas, nem
braceletes, porm, flores, corajSes e a paz
do3 anjos, quando estes os transporta*
as azas da valsa... Para completar a
descripjSo nSo devo omitir que o bufete
continua toda a sorte de licores (s9m faltar
a famosa oerveja de Erabek acipipes), e
guaras usadas em festina semelhautes. Os
srvetes, artsticamente feitos, representa-
vara a forma de varias frutas e.erara ser-
vidos s damas mesmo depois de urna
walsa vertiginosa pelo seu cavalleiro, ntui-
tas vezes medico....
Bem que arredio de theatros, e saloes
nSo me pude esquivar ao honroso convite
da Sra. D. Trifona ; e fui tambam com-
primentir o meu amigo Geroncio pelo an-
niversario natalicio da senhora sua filha.
Entre muitos outros convivas encontrei o
alfares Eunapio e sua esposa. Como O
alferas nSo danjava (por prohibijao de
sua consorte) travei com elle conversa ; e
ambos passeiavamos analysando os frivo-
los episodios destes poemas bailantes; epi-
sodios, que passo em silencio, por que sera
duvida nenbura leitor, e principalmente
leitora, desconhecer.
Causados de ver sempre o mesmo vai
vem entre damas e cavalhriros, (vulgo
quaftrilhas) e o mesmo roiopio chamado
walsa, resolvemos ir conversar cora o ami-
go Geroncio, de cuja existencia nem mu-
lher, nem filha, e muito meno3 os convida-
dos pareciam se lembrar. Dirigindo-rae
com o alferes saleta de estudo, asss
afastata do salSo, biti.
Podo entrar quera bate.
Meu bom amigo, apresento ao Sr. al-
teres, que o vem comprimentar ; o meu
amigo o Sr. alferes Eunapio.
Muito me honra tao delicada fineza,
que agradejo ; e chegou quando acabava
ou de 1er a grando obra do philosopho Eu-
napio : As vidas dos sophistas e dos
philosophos. o Tem lido, Sr. doutor, as
obras deste philosopho neoplatonico ?
Li alguraa cousa dessas Vidas
ma? nSo gosto das ideas do autor contra-
rias ao christianisrao.
E' vordade, foi grande adversario da
idea christS. tas, variando de assum-
ptos velhos, que me contam de novo Vs.
Ss. ?
Eu, Sr. Geroncio, respondeu o alfe-
res Eunapio, estava contando ao Sr. dou-
tor que assisti hoje a urna sceaa muito
desagradavel.
E o de ?
No parlamento, dis3e eu.
E' verdade, no parlamento, eonti-
nuou o alferes. Orava ura augusto e d-
gnissimo representante da najSo, que a
cada passo era nterrorapido em seu dis-
curso por ura do3 membros da opposijSo.
E tSo vehementes foram os ataques con-
tra o orador, que este prororapeu desati-
nadamente em improperios, insultos, inju-
rias, em summa. ..
Perdeu as estribeiras, acabei eu a
phrase.
SSo sempre lamentaveis taes succes-
sos : mas nSo menos lamentavel que o
meu Ilustre doutor (disso o Sr. Geroncio..
dirigiudo-se a mim) erapregue errneamen-
te, como o vulgo ignora essa locujao po-
pular. k'~
Pis nSo correcto dizerPerdeu
ias eat&etrag ? perguntei admirado.
5%u sempre assim tenbo ouvido, disse
o alferes. ,
NSo me julgo infallivel; mas apresen- j
taria V Ss. as razoas, em que me fu-,
do jwft'erer que ha vicio em uoa dos ter-
jnoa dessa. locujao.
Ouvirei com muito prazar a V.
Exc, disse o meu amigo Eunapio.
E eu igualmente, que dou desde j
as mSos palmatoria.
Appllicou muito adequadamente o
Sr. doutor a locujSo em referencia ao ora-
dor, que desatinado pelas interrupjSas do
r -
as aff-ijes nascentes... replicou o italia-
no. Quer que seja o seu conselheiro, eu,
minha senhora ? seu amigo... seu amigo
muito sincero.
Fallando assim, Proli tinha se approxi
mado de Cecilia... As suas mSos aperta-
vam mais estreilamente as da filha de Jay-
me Bernier, os olhos mergulhavam eos
della, com dobrado poder magntico.
Cecilia sentia-se perturbada, at ao mais
profundo do seu ser.
A voz do italiano produzio nella o efeito
de urna msica embriagadora ; o seu olhar
rixado as raaos que apertavam as suas,
enchiara-n'a de urna perturbajSo inexpli-
cavel. Soffria urna especie de fascinajao
que ella mesma nSo podia explicar.
- O senhor, o meu conselheiro... o se-
nhor, meu amigo... balbuciou, quasi sem
ter consciencia do que dizia.
- Veja, minha senhora, proseguio An-
gelo, como arrastado pelo impulso de urna
paixSo sincera, nSo a conhejo senSo ba al-
guus minutos e comtudo pareue-me que
sempre a conbeci e que desde ha muito oc-
cupa a minba vida 1.. Ser-ine-hia doce
tomar para mira a metade das maguas...
Dara parte do meu sanguej)ara seacar as
ligrimas que lhe enrubecem os olhos !.. .
Perdds-me de lhe fallar assim na occasiSo
em que a sua alma est de luto... Que-
ra, deveria calar-me, mas nSo posso ira-
pr silencio ao meu corajSo que trausbor-
da. .. E' talvez loucura... pois seja Se
estou louco, nSo quero curarme 1 Vendo a
to bella e tSo triste na occasiSo em que a
m sorte, destruindo as suas raaia caras
affeijo'.-s, a deixava s nesse mun lo, uraa
sympathia sbita apoderou-se de mira....
Dedicar rae hei inteiramente a si 1 dispo-
nha de mim; perteajo-lbe... Em troca >la
minba dedi<:ajo absoluta, sem restriejoes
o prorapta p.ra tuto, diga que me permu-
te ser seu a u igo I... __
Proli, como sabemos, era grande come
diante ; primava em por a sua pnysiono-
mia de grande mobilidade, em unisono coco
as suas palavras.
Alera disso, Cecilia tinha muito pouua
experiencia para nSo tomar a serio aquel-
las phrases sonoras e banaes; ouvindo-as
julga va ouvir a lioguagem da paixSo
Ora, essa linguagem embriagava-a lite-
ralmente, hoje ; como a haviara erabria
gado, outr'ora, as pomposas rajadas do ac-
tor Paulo Darnala.
Com toda a certeza, nSo se lembrava \
das suas ephemeras ternuras pelo artista,
agora tao desprezado.
Sim... sim... balbuciou ella, com
os olhos hmidos. Acredito-o... aceito a
dedicajSo que me offerew. .-. aconselhe-
mo... guie-me.
Ella ia aceres:entar : meme ; mas es-
tas duas palavras expiraram s^m serem
pronunciadas ; mas nSo tSo depressa qu o
italiano nSo podesse ler-lh'as nos labios e
nos olhos.
Pegou lhe n'uma das mSos e beijon-a.
J sabe que me chamo o Dr. Angelo
Prolidisse elle em seguida. -Sou pro-
prietario de urna das mais importantes ca
sas de saude de Pariz... Sou rico. O
que quer dizer, minha senhora, que me
cansiderarei feliz em por a minha fortuna
sus disposicSo, emquanto espera que lhe
seja restituida a heranja paternal, a que
tera direito. A minha maior alegra, o meu
mais ament aesejo, seriam merecer-lhe o
seu reconhecimento.
J o merece, replicou logo a filha de
Jayme Bernier. Sem esta carteira trazida
pelo senhor e contendo o recibo do ban-
queiro de Marselha, de qu eu ignarava o
nome, quem sabe so a fortuna de meu pai
nSo ficaria perdida para mim.. Outro
qualquer que tizesse este achado, guar-
dal o-liia e talvez mesmo que p nsasse em
tirar partido delle, para me despojar... O
senhor acaba de rae prestar um grando,
mesrao um grande servijo. .. Tem a mi-
nha int .ira gratidSo.
r, a sua amizade ? perguntou P-
roli.
Pertence-lhe, como o meu reconheci-
mento.
Oh obrigado I obrigado proseguio
o italiano, era voz baixa e ardeote. Mas
se eu ambicionasse ainda mais ?
EntSo o que?
O seu amor.
Ouvindo esta palavra, a filha de Jay-
me Bernier lembrou-se repentinamente do
passsido.
Fez-se muito paluda e estremeceu da
cabeja aos ps
A sua loucura de um momento, o seu
capricho por Paulo Darnala, essa phanta
li sonaual, em que o corajSo nunca turna-
ra parte, erg lia-se diante della e cavava-
lbe um abysmo debaixo dos seus passos.
Ah I como nesta occasiSo ella amldi-
joava o actor !
Quanto nSo daria ella, para o poder apa-
nesaa occasiSo qae trasia no seio o fructo gar do rol dos viventes.
Sob o peso de tao tristes pensamentos,
Cecilia curvou a cabeja.
Proli eontinuou a fixar os olhos nos
della, como a serpente crava os seus no
passaro que quer fascinar.
Vio a pallidez da moja e reparou na sua
perturbajSo.
Ah disse elle com accento doloroso
e gesto desolado. Esper.tr ser amado, era
esperar muito I I O seu corajao j nSo
livre I
NSo me interrogue! disse Cecilia,
apertando a testa cora as mSos. Nao me
interrogue ; supplico-lhe.
Esta exclamacSo e a attitude desanima-
da de Cecilia despertaram a attenjSo do
italiano.
O extremo embarajo da moja devia ter
causas muito mais graves do que ura sim
pies amor.
Que causas poderiam ser estas ?
Angelo fez a si mesmo esta pergunta ;
qual na occasiSo nSo pule responder e
proseguio, com voz que pareca trmula
pela commojSo.
NSo tenho o direito de a interrogar,
minha senhora. Comprehendo que nao se
pode conceder, a urna amizade recente pri-
vilegios de urna antiga affeijSo. .. Espero
que me faja a honra de por a minha a pro.
vas.
O italiano soltou um grande suspiro, le-
vou a nao aos olhos, como para limpar urna
lagrima e eontinuou :
NSo lae fallarei mais n'ura sentiraen-
to nascido demasiadamente depressa, ecuja
impetuosidade me tez esquecer as conve-
niencias. .. Arrependo-me... queira per-
doar-rae.
Nada tenho que perdoar, porque nSo
me offendeu... respoudeu Cecilia, deitan-
do ao seu interlocutor um olhar cheio de
tristeza; mas nao fallemos mais nisto, pa-
jo-lhe que comece a representar o seu pa-
pel de amigo. A minha situacSo lhe co-
nbecida ; que devo fazer ?
A perda da carteira tem intimas re-
la jSes com o trgico facto do crime, de que
seu pai foi victima. Quem sabe se essa
parda nSo pora ajustija as pegadas do
assussino ? Portanto, na minba opiniSo, de-
ve-a levar aos magistrados. NSo concorda
com isto ?
Sem duvida, mas quando a levar,
preciso que o senhor esteja perto do mim.
O senhor se encarregar de fazer conhecer
aos j uizes, a maneira porque lire chegou
s mos.
adversario soltou palavras fortes e duras
*, como se costuma dizer, levou tudo pelos
ares.
(Continua}
Para isso, como para tudo, disponh
de mim... Estou prompta a acorapanhal-a
ao tribunal, quando quizer... Sabe quer*
o juiz encarregado desse processo ?
Sei.
Como se chama ?
Sr. de Gevrey.
Proli fiDgio-se admirado, com o seu cos-
tumado talento. *
O Sr. de Gevrey \repetio elle. E'
uro feliz acaso, muito feliz.
Feliz porque ? perguntou Cecilia. Cs-
nhece este magistrado ?
Conhejo e deve-me um favor... Aca-
bo de ter a occasiSo de lhe prestar um im-
menso servijo... Sem mim, sua mSi, pela
qual tem um verdadeiro culto, ficaria ce-
ga e sem esperanjas de curar-sc...
Ah I excUmou Cecilia. Este protec-
tor que eu era vao pedia a Deus, desde que
morreu meu pobre paij ser o senhor, bem
o vejo 1 U senhor ser a minha providen-
cia.
Serei o seu amigo, minha senhora e
esta palavra diz tudo !.. replicou o italia
no com siraplicidade. A esta hora, accres-
centou elle, nSo podemos ir procurar o Sr.
d Gevrey no sea gabinete.
Adiemos a nossa visita para amanhS ;
no caso que o senhor possa.
AmanhS, como sempre, estou as suat
ordens.
Cecilia disse :
Pe jo lbe (ha de perdoar a minha in-
disposijao, mas parece-me que nos conhe-
cemos j ha muito tempo) pejo que teuh
a bondade de perguntar ao Sr. de Gevrey,
quando se realisa o enterro de men pai ?
NSo s lhe pedirei, como tambera to-
marei, com elle, todas as medidas necessa-
rias, para que a ceremonia fnebre seja
digna daquelle por quem a senhora chora.
Oh senhor, quanto bom I! O se-
nhor representa verdaderamente, para com-
raigo, o papel da providencia.
A moja poz de novo as mSos as mSos
de Proli, que de novo as levou aos labios
e as eobrio de beijos.
Cocili sentase desfallecer com aquellas
caricias.
Urna pancada, discretamente batida na
porta, veio a chamar a realidade.
Retirou as mSos, afastou um pouco a
sua cadeira da de Angel e disse :
Entre!
tContinuar-se-ka)
Typ do Diario, re* Duque d Caitas n. t.


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