Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16598

Full Text



m

\
I
*
AMO LU NUMERO 129
PARA A CAPITAL JS LK.AHKK ONDE NAO SE PACA PORTE
Por tres mezes adiantados ... ........ 6(5000
Por seis ditos idem....... ......... 120000
Por um auno idem................. 240000
Cada numero avulso, do mesmo dia............ 0100
!EBVA~FEIBA 8 DE JNHO BE 1886
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados.
Por nove ditos idem......
Por um anno dem.....
Cada numero avulso, de das anterior
13500
204000
270000
01^0
DIARIO
PERNAMBUCO
iPxoyxietfiH ir JXfonoel Jx^nxoa fcc Jara & M\)os
TELEGRAMAS
sssvrca mmvm S3 siabio
RIO DE JANEIRO, 7 de Junho, as 3
horas e 40 minutos da tarde. (Recebido s
4 horas e 50 minutos, pelo cabo subma-
rino).
Xa Cmara don Deputadoa, Boje,
foram reconbecidoa oh poderes do
Dr. Paulino Rodrigues Fernando*
Chave* pelo 1. dlatricto do Rio Gran-
de do Sol.
A Cmara eata dlacatlndo aeleic&o
do *. dlatricto da menina provincia.
Foram nomeadoa :
Presidente da Junta de hygiene
publica do Bio brande do Norte, o
Or. Lula IVandcrlct t
Inspector da sade do porto da
aaeama provincia, o Da> los Calla-
trato.
Foi declarado avulao o Juiz de
direito da comarca de Pedro II. no
Piauhy. Dr. Aritid<- Augusto Mal-
tn.
Foram nomeados Juizea muni-
cipaes e de orphoa s
Do termo de Iftarap-miry. no Pa-
ra, o bacbarel Santos Estanislao.
Dos te>*mos reunidos de Coroat e
S. Luis Cionzaga no Maranbo. o ba-
cbarel Urbano da Costa Arnujo ;
Do termo de Gamelellra. em Per-
ambuco, o bacbarel Jo Lopes de
wiqucira Santos, sendo exonerad o
a pedido o actual.
:in:;: sa ass-jo satas
(Especial para o Diario)
PALERMO, 6 de Junho.
Est& qufcse
da Etna.
terminada a erupro
MADRID, 6 de Junho.
Julga-se que D. Carloa eata na
fronteira franceza de Beapanba.
PARS, 6 de Junho, s 3 horas da tarde.
Va corridas de Long-cbampa. que
livi-ram lugar boje, o grande premio
de Parla foi ganbo pelo cavallo In-
glez MINTING.
POLYEUTE e SYCOMOBE, cavalloa
franceses, cbegaram em *. e S. la-
gar a naetta.
VENEZA, 6 do Junho.
De horneas para boje fez ocbolera-
aaorbua IO victima.
;PARIS, 7 de Junho.
O Principe Jernimo xapoleo ea-
reveu urna carta Cmara toa
Deputados. protoatando contra o
projecto de expunao. que deve aer
apreaentado pelo gowerno.
Agencia Havas, filial em Perruunbuco,
7 de Junho de 1S86.
INSTRCCC10 POPULAR
a infeliz Latona, que tinha por conseguate de an-
dar em constante tuga de um para outro sitio no
intuito de escapar crnel sanha do temivel dngo.
Foi n'estas circunstancias que lhe valeu a com-
miseraco de Neptuno, o qual lhe fez surgir no
meio do mar a ilha Dlos, onde a desventurada se
i efugiou at que dea tus o fructo gemeo de seus
amores :Apollo e Diana.
Nascido que foi Apollo, mostrou logo claramente
a origem divina de que preceda, praticando um
acto arrojadissimo, o qual consisti em matar a ter-
rivel serpete Pytboncrual perseguidora de sua
mi Latona. Apollo em memoria d'esia gloriosa
fa^auha instituio os jogos Pythicos. E a pello da
serpete, collocou-a sobre a trpode onde elle e os
seas sacerdotes ou sacerdotisas se assentavam
quando proferan! os orculos ; d'aqui procede a
denominaco de Pythia ou Pythonissa com que
designavam a sacerdotisa de Apollo que predizia
o futuro em Delphos, e que fcava possuida de um
tremor phrenetico e convulsivo quando tinha de
proferir seus orculos, o que fazia com vez mal
articulada e qussi sumida.
Apollo era o deus do sol, e por isso os poetas o
tomam frecuentemente como a propria personifica-
cao d'aquelle astro. Considerado como tal, cha-
mam lhe de preferencia Phebo (do adjectivo grego
phoibos luminoso, brilbante).
Pertencia a Phebo o encargo de governar o car
ro do sol, que os poetas do paganismo em sua opu-
lentissima pbantasia capricharam em devanear,
puxado por quatro suberbissimsa corseis (Etrcnte,
Pirois Eoo e Phlegon.) Quem d'estes cavallos cui-
dava e quem tinha a incumbencia de atrelal-os
todas as manhs ao respectivo carro era n as Horas
(filha* de Jpiter e de Themis). Quando Phebo,
ao aoanhecer, trepava ao carro e empunhava as
qu&iruplas redeas,qu em graciosamente lhe abra
aora os rseos dedos as portas do Oriente era a mi-
mosa Aurora (filha de Titn ou, segando outros,
do proprio Apollo), deidade formosissima e toda
a desatarse em flores, toda rociada com as fres-
cas perolas do matutino orvalho. D'ella nos diz
picarescamente Gabriel Perera de Castro na
Ulyssa :
.................As portas do Or ente
Chorando aljfar, abre a linda Auro ra
Que, quando ri nos cos, nos campos chora.
{Contina)

MYTHOLOGIA
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO B DAS ESCOLAS
Marte. Minerva e as dlvlndades
guerrel ras
tCcntmuaco)
Minerva ou Pallas era entre os pagaos repre-
sentada sob a figura de urna donzella grave, ma-
jestosa e severa ; na cabrea um capacete ; no peiio
urna couraea ; nadextra urna lanct ; na esqaerda
embrocado am escudo, em que se viam estampa-
das as feices do Medusa,-celebre Gorgona cujo
rosto possuia o especial condo de petrificar quan-
tos n'ella casualmente fitavam os olhos.
Quando especialmente a consideravam como
ileuaa das scieocias representavam- lhe geralmen-
t aos ps um mocho,symbolo da prudencia e da
abesana.
D'entre as aves, aleen do mocho, eram-lbe con-
sagrados o gallo e a coruja ; d'entre os reptis o
dragao ; d'entre os vegetaes a oliveira.
Apollo e Diana
Urna d'aqaellas que por sua fermusara con se-
ruio render de amores o soberano Jpiter foi La-
tona, filha (segundo Hesi'odo) de Cceo (am dos Ti:
tans que contra Jpiter se tinbam rebellado) e de
ama irma Phebe, ou (segundo Homero) filha de Sa-
turno. Ao saber d'et tes amores, sentio Joo exaa-
rerar-se-lhe o natural came, e tratou de perseguir
a sua liva1, enviando contra ella a serpete Py
then ;em consequencia d'isto, Latona vio-se obri-
gada a andar vagueando de urna parte para outra
quando j com ella apertavam os incipientes en-
targos da maternidade
Era a serpete Pytbon um monstro horrendo
em forma de drago, que nascra do loao das
siaas, e de to gigantescas dimensdes, qu l quando
ge endireitava, ia roear as nuvens. Possuia este
monstro cem cabecas e outras tantas fauces por
tade vomitava fogo, dando simultneamente u-ros
aedonhos, que enchiam de pavor a humanidad^, e
ante os quaes chegavam a estremecer os proprios
deuses. ...
Tal se apreaentava a implavel perseguidora de
que a ciumenta Jano se servir para atormentar
MRTE OFFICIAL
(.overno da Provincia
DESPAPHOS DA PBESIDENCIA DO DIA 5 DE
JDKHO DE 1886.
Dr. .albino GonaIves Meira de Vascon-
cellos, Deferido, por officio hoje expedido
Thesouraria de Fazenda.
Antonio Joaquim Ramos. Aguarde in-
formacSo da autoridade competente do ter-
mo de Rom Jardim.
Antonio Thomaz de Aquino.J fci re-
quisitado para ser posto em liberdade.
Amonio Pereira SimSes, Informe com
urgencia a Cmara Mumicipal de Olinda.
Fielden Brothers.Informe o Sr. ins-
pector do Thesouro Provincial.
Joao Monte de Angelis.Nada consta
no cartorio do juizo das execucSes.
Joao Baptista Frota. dem.
Joao B'rancisco do Nascimeuto. Provi-
denciado.
Mesa regedora da Ordem 3a do Carmo,
Informe o Sr. inspector do Thesouro
Provincial.
Tranquilina Maria da Concibo. In-
forme o Sr. director do presidio de Fer-
nando de N'oronha.
Secretaria da Presidencia de Pernambu-
co, em 7 de Maio de 1886.
O porteiro,
J. L. Viegas.
Repartlco da polica
Seccao 2.* N. 569. -Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 7 de Junho de 1886.
Illm. e Exm. Sr. Participo a V. Exc.
que foram recolhidos na Casa de Detenyao
os seguintes individuos :
No dia 5:
A' minha ordem, Jos Lucio Lins Tava-
res, Carlos Francisco Xavier, Manoel Joa-
quim de Faria, Andr Avelino dos Santos,
Manoel Miguel dos Anjos, Manoel Correia
de Albuquerque, Ceciliano da Silva Mo-
raes, Jobo Gomes Kiheiro, Antonio Jos da
Costa, JoBo Epiphanio Ferrara da Costa,
Landelino Jos Ribeiro, Manoel Joao do
Nascimento, Manoel dos Santos Ventura e
Jos de Assumpcao Correia de Mello, por
jogos prohibidos; Mathias Jos de Santa
Anna, alienado, at que possa ser trans-
ferido para o Asylo da Tamarineira.
A' ordem do Dr. delegado do 2. dis-
tricto da capital, Antonio Calisto Pereira
de Barros, por disturbios e uso de armas
defesaB.
A' ordem do subdelegado do Recife, An-
tonio Jos da Silva, por disturbios.
No dia 6 :
A' minha ordem, e em vista de mandado
expedido pelo Dr. juiz de direito da 4
districto criminal, Coriolano Herculano Paes
Barrete, como incurso as penas do art.
269 do Cod. Crim.
Este mesmo individuo j oumprio sen-
tenca de oito annos de gales, por crime do
roubo, com o nome d# Coriolano Paes Bar-
rito dos Anjos.
A' ordem do subdelegado de Santo An-
tonio, Jos4 das Chagaa Moura, por distur-
bios.
Pelo subdelegado da fregoezia de Santo
Antonio fot n'esta data remettido ao Dr.
juiz de direito do 2. districto criminal, o
inquerito policial a que procedeu contra o
cocheiro Manoel Carneiro Ferreira, p r se
achar incurso as penas do art. 19 da re-
forma judieiaria.
Em offljio datado de 5 do corrente me
fez sciente o cidadao Joaquim Xavier Cor-
reia de Lacerda de ter na mesma data as-
sumido o exeroicio do cargo de delegado do
termo de Jabo-UZo.
DeuB guarde a V. Exo.illm. e Exrr.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Sousa Leao,
muito digno vice-preaidento da provincia.
O chefe de poli.a, ,intmw Domingo$
Pinto.
Coiumando das Armas
QAETEL OENEEAL DO COM1ANDO DAS AR-
MAS DE PERNAMBUCO, EM 7 DE JUNHO
DE 1886-
Ordem do dia n. 99
Havendo o Ministerio da Querr, em portara
de 24 do paseado, communicada em officio da re-
particao de ajudante-general n. 3628 de 26 >ao
mesmo mez, transferido do 15 para o 14* bata-
lbo de infartara, o Sr. tenente Francisco Eva-
risto de Souza : assim o fajo constar guarnicao
para os fina convenientes.
(Assignado) O brigadeiro Agostinho
Marques de S, com mandante das armas.
Conforme O tenente Joaquim Jorge de
Mello Filho, ajudante de ordens interino
e encarregado do detalhe.
Thesouro Provincial
DESPACEOSDO DIA 5 DE JUNHO DE 1886
Jos Gil Peres e Mariano Antonio
Bittencourt Filho.Certifiqese.
Officio 'o Dr. chefe de polica o Joao
Pereira da Cunba. Informe o Sr. conta-
dor.
Jofto da Silva Villa-nova. Informe o Sr.
Dr. administrador do Consulado.
Delmiro Gomes Pereira e Justino Justi-
niano da Gama. Curopra-se, registre-se e
facam-se os assentamentos.
Ponte do instituto vaccinieo. Ao Sr.
pagador para os devidos tas.
Contas das 231 e 232 partes das loteri-s
da Santa Casa e 23 dita das escolas pri-
marias da Propagadora e Francisco Tava-
res da Silva Cavalcante.Haja vista o Sr.
Dr. procurador fiscal.
Julio Cesar Gonjalves Lima e Josepha
Augusta de Castro Fonseca. Facam se
as notas da portara de licenca.
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DIA DE 2 JUNHO DE 1886
Custodio Jos Al ves GuimarSes.A 1*
seccSo para attender.
Adolpho Fernandos da Silva Manta e
JoSo Joaquim de Siqueira Varejao. In
forme a Ia secco.
Generosa Maria da Conceiao. Certifi-
que-se.
Genciano dos Santos Selva.Informe a
a 1* secco.
Amorim Ir mitos & C. Informe a 2asec-
jito.
Amorim Ir milis & C. Deferido de ac-
cordo com a informado.
Tiburcio de Oliveira & CA' Ia sec-
gao para os de vi los tos.
D. Amelia de Santa RosaCunha. Jun-
te conhecimento de decima relativo ao ulti-
mo semestre.
Amorim Irmaos & C. Deferido de ac-
cordo com as informales.
Samuel Vctor Correia de Amorim.
Defetido de accordo com as informaefes.
Joao Quintino do Espirito Santo. Sa-
tisfaga a exigencia da 1" seccSo.
Generosa Maria da Conceicao. Deferi-
do de accordo com as informaeftea
Maia & Rezende. Deferido com rea
gao aos dous ult-mos termos, e indeferido
com relacao ao primeiro, em face do art.
37 do regulamento de 30 deNovembio de
1881.
Maia & Rezende. Em vista do art. 37
do regulamento de 30 de Novembro de
1881, os supplicantes nlo podem ser atten-
didos.
Inspectora Cieral da Instruceo
Publica
DESPACHOS DO DIA 4 DE JUNHO DE 1886
Emilia Olympia Telles Bezerra, profes-
sora publica.Justifico.
Jos Barbosa da Cunha Mo reir, profes-
sor publico.Como requer
Francisco Guedes de Barros, professor
publico.Justifico em vista da iuformagao
do delegado litterario.
Amelia Maria da Conseicao Ramos, pro-
fesBora publica. Cumpra-se, registre-se e
marco o prazo de 20 dias para dentro
d'ellos entrar no goso da licenga
5 -
Anna Marques Pereira do Reg, profes-
sora contratada.Cumpra-se, registre-se
e marco o prazo de 35 dias para entrar no
no goso da licenca.
Antonio Martina de Oliveira Machado,
professor publico.Como reqaer.
Abaixo assignado de moradores do po-
voado de Canhotinho.Sellada a peticSo e
documentos conforme exige o art. 173 4
do regulamento de 6 de Fevereiro do anno
passado, volte reconhecidas competente-
mente as firmas.
Antonio Pereira de Vas concellos. Como
requer.
Seoretaria da nstruegao publica de Per-
nambnco, 29 de Maio de 1886.
O porteiro,
J. Augusto de Mello.
DIARIO DE PERNAMBUCO
RECIFE, 8 DE JUNHO DE 18t
Xoticlas da Europa
O paquete i oglez Aconcagua entrado da Europa
ante-hontem, trouze datas que de Lisboa alcan-
cam 26 de Maio, adiantando tres dias s trazi-
das pelo francez Girondt.
Alem das noticias de Portugal, constantes da
rubrica Exterior, eis as demais trazidas pelo refe-
rido paquete ;
eapanka
Escreve o osso correspondente do Lisboa,
26 de Maio :
O goverti hespanhol tem-se reunido varias
vezes nejtes ltimos dias para discutir assumptos
que entendem directamocte com a agitacao obs f-
vada entre os emigrados carlistas da fronteira e
com o facto de haver sahdc de Veneza o preten-
dente D. Carlos, mal teve noticia do nascimeato
do novo re.
t Parece efectivamente segundo participan] os
governadores de Navarra e das Vascongadas, que
se nota urna certa agitacao carlista na fronteira,
e que os emigrados celebrara at frequentes re-
muflas.
Diz se, tambero que D. Cario i abandonou a
Italia para ir conferenciar com alguns cabecilhas
prximo de Hespanha.
Em virtude de taes boatos, o governo deu
instruesoes para que se exarca marima vigilan-
cia as provincias cima indicadas, recommen-
dando s autoridades que empreguein todos os
meios para manterem a ordem,
So as crcuinstancias o exigirem, o ministro
da guerra adoptar algumas medidas as provin-
cias do norte, fazendo vigiar a fronteira por co-
lumnas volantts.
O embaixador hespanhol em Franca foi en-
carrega Jo de chamar a atteocao do governo repu-
blicano sobre a aproximaco dos emigrados car-
listas fronteira e sobre as reunioes que all ce-
lebram.
Os cnsules receberam instruesoes para que
procuren! descobrir o parado ro de D. Carlos.
O Univr.ra publicou a 29 do corrente um ma-
nifest de D Carlos de Bourbon, que protesta con-
tra a proclamaco do rei de Hespanha D. Alfonso
XIII, e declara que nao renunciar nunca os seus
direitos.
Segando urna correspondencia de Madrid para
o Tcmps, os mouarchicos hespanhoes esto conven-
cidos de que a regencia prevalecer em Hespa-
nha, se os grupos liberaes e democrticos se col
locarem frente da monarehia,
i Se os carlistas se sublevaiem, acere.centa o
correspondente, tanto melbor para a regencia,
porque, em frente ao carlismo, u-ir-se-hao, para
salvar a liberdade, os liberaes, os demcratas e
at mutos republicanos.
o Observa elle que o carlismo hoje importan-
te, mas que vira a ser poderoso e terrivel na re-
publica foi establecida em Hespanha.
Por ultimo, diz que governo hespanhol tem
meios de sobra para dominar urna insurrecao car-
lista. Assim tambem o acredito, e ser bom que
elle ponha essas meios em prutica quanto antes.
O Diario de Madrid diz qae a doenfa do Sr.
Camacho, que tem 73 annoi de idade. preoecupa
seriamente o mundo financeiro.
Cnida-se que as melhoras nao sejam dura veis.
Bealisou-se a 22 do co.-rente a iaauguraco
de urna linha forrea de Salamanca a Villar For-
moso, fronteira de Portugal.
A inauguracao coincide com urna das melho-
res fastas qae se costuma fazer n'uma das povoa-
coes onde a nova linha foi levantar um monumon-
to ao progresso, havendo por essa occasio corri-
das de touro. E' all grande o regosijo.
O procurador geral requereu a pena de morte
para o padre Galeote, assassino do bispo de Ma-
drid e o pagamento de 50,000 pesetas de indem -
nisaco familia do assassinado.
Realisou-se no dia 22 com grande pompa, na
capella real do Paco de Madrid, o baptisado do
novo rei, D. Alfonso XIII.
No centro da capella, sobre um estrado, esta va
collocada a pa baptismal de S. Domingos de
Guzmain.
Ao laao do altar-mor tinham se disposto varias
mesas, onde se viam toalbas, bandeijas e os para-
mentos para o pontifical.
A' hora aprazada a comitiva dirigi-se para
a capella, formando na ordem seguate :
Gentis homens, mordomos de semana, e quatro
mace i ros ;
Grandes de Hespanha, e res d'armas com as
uas dalmticas ;
Sete gentis hfinens de cmara ;
< O recem-nascido nos bracos da sua aia, que
os tentava urna banda vermelha com borlas de
ouro.
A direita da aia, o nuncio apostlico, represen-
tando o Papa Leo XIII, pairiuho, e a esquurda
a infanta D. Mana Isabel, como madrinha.
Fechavam a comitiva todos os demais chefes do
Paco aiabardeiros com msica, etc. No acto do
baptismo o real menino recebeu o nome de Affon-
so Leo Fernando Maria Santigo Isidro y Pascual.
Assistiram aquelle acto solemne os ministros
deputafes das duas cmaras, grandes de Hespa-
nha, cavalleiros da Toso do Ouro, capitaes gene
raes, presidentes dos corpos consultivos e altos
tunecionaros civis e militares.
Fallecen em Madrid o popular actor cmico e
empresario de theatro-, D. Francisco Arderins.
< Com a sua morte, a arte dramtica em Hes-
panha soffreu urna grande perda que os jornaes
madrileos deploran! com phrase sentidissimas,
exaltando os talentos.do fallecido artista.
Annuncia se o prximo casamento do duque
de Morry, filho da duqueza de Sent, com a filha
do presidente de Venezuela, general Guzman
Blanco
< A noiva rquissima e gentil.
Franca
Quanto questo das Novas Hbridas, asseguia-
se em Londres que a resposta definitiva do gabi-
nete nglez ao francez, favoravel annexaco
d'aquellas ilhas Franca.
Todava alm da ilha de Ropa a Inglaterra an-
nexaria anda como compensaco as ilhas He-
neada aituadas a 30, de latitude sul e 179, de
longitude oeste. '.
Quaai toda o jornaes republicanos de Pars
pedem eneigicamente a cxpulso immediata dos
principes. Alguns ha no emtanto, entre os mais
moderados, que consideran) aquella expulso um
acto impoltico e talvez contraproducente. As
folbas monarchias sustentam que tal medida seria
injusta, e dizem que a recepeo em casa do conde
de Paris nao teve o carcter de manifestafo po-
ltica.
O Moniteur Universa, referindo-se a este as
sumpto, escreve :
Para nada nos importam as arbitrariedades
que o governo da Repblica possa commetter. Es-
sas arbitrariedades, longe de prejudicarem a causa
monarchica, robustecem-n'a e avigoram-n'a.
O governo poder expulsar de Franca os prin-
cipes ; mas nao expulsar os principios.
N'nm dos ltimos nmeros do Temps lomos que
o conselho de ministros se tinha oceupado da ex
pulso dos principes, assumpto que as recepces
organisadas por occasio da despedida da prince-
za Amelia, hoje esposa do princepe real portuguez,
D. Carlos duque de Braganca, tinham feito adiar.
Parece, diz aquelle jornal, que o conselho decidir
alguma coisa especialmente a respeito do conde
de Pars, actualmente em Lisooa; mas uo se sabe
ainda se ser urna le, um decreto, ou urna sim -
pies medida administrativa. O certo que o con-
selho nao tomou ainda nenhuma resolueo defini-
tiva, mas ter de resolver, seja em que sentido
fr ; antes do da 25, em que deve effectuar-se a
abertura das cmaras.
L-se no S'or :
Acredta-se nos crculos parlamentares que o
governo solicitar o concurso das cmaras para
resolver a questo dos principes, e que se abster,
portanto, de resolver a questao antes da abertura
da sesao.
Certos membros do parlamento asseguram que
ser apresentado s cmaras, antes do fim da se-
mana, um projecto relativo s familias principes-
cas. O texto d'este projecto seria elaborado n'ama
reuno extraordinaria que deveria haver a 24.
A presenca de Jules Siwan da recepeo de
conde de Pars no seu palacio de Galliere tem ser-
vido de assumpto maioria de jornaes franceses.
fJAc! amos curioso dar alguns dos tpicos da res
p-sti dada por J. Simal > O reprter ao Voltaire
** Meu pai cenhecia o ccade de Pars; en pro-
prio fui das suas relacoes, quando era pequenno,
e achavixne em sua casa na vespera do nascimen
to de sua filha.
> Nestas condieces julguoi que cumpria am
dever de delicadesa indo ao palacio Galliera.
Sob o ponto de vista poltico, estou em com-
pleta divergencia opioio do conde de Paris.
Como homm e homem bem educado, nao po-
da deixar de accietar um convite que me era
feito.
Note-se mais qae, entre as 2,000 possoas pre-
sentes, baviarn apenas 6U0 orleanistas. O maior
numero era do bonapartistas.
Entretanto depois, em consideracoes polticas,
affirma que se arepublica fosie derrubada em Fran-
ca, isso em nada aprorcitaria aos orleanistas, e
que o partido a tomar o governo sena o bonapar-
tista, e isto porque : sao mais viciosos que os or-
le ans.
Desejo ardentemente do fundo do mea cora-
(o republicano que tal nao aconteca, o urna mu-
danca de governo parece-me improvavel.
Comtudo, os republicanos nio fazem senb as-
neiras
Em vez de se unirem, dilacera m-se una aos ou-
tros.
E parecem que comeca a dispertar o rgimen
das suspeicoes.
Mal um homem poltico se colloca em certa evi-
dencia, logo todos tratam de lhe descobrir o ponto
vulneravet e o lado fraco por onde poder ver der-
rubado.
Compromettemos assim o nosso partido, esgota-
mos as nossas torcas, e ha um grande numero de
interessados que esto a espreita da occasio para
se aproveitarem das nossas frajuezas.
E' certo pois que em Franca se discuta muito a
expulso dos principes .
O Fgaro dea urna tal importancia poiitica a re-
cepeo do conde de Paris no palicio da ra de
Vrennos, que oe jornaes republicanos indignaram-
se, e a Liberdade censurou vivamente esses amigos
imprudentes, esses cortezos desastrados, mais rea-
listas do que o rei.
Os jornaes republicanos queixam-se nao a do
tom ie desafio de alguns jornaes, mas tambem de
se ter chamado comboyo real o que devia chamar-
se comboyo-especial, e dama honor a ama dama de
compagnie.
Algumas folhas republicanas moderadas acon-
selham o governo a nao tomar medidas violentas
seno se a opinio publica as reclamar.
Outro jornal tambem republicano diz que a ques-
to da expulso dos principes urna nova maojr
bra dos opportunistas e dos radicaes, igualmeofc
descontentes, mais dirigida contra o ministerio do
que contra os principes.
A Repblica Franceza convence desdenhosamen-
te a chamar o conde de Paris, simplesmente mo-
aeur le cont.
A Patria monarchista desafia a governo republi-
cano a que ponha fra os principes, e a Paz, re-
publicana, responde-lhe que a impunidade com que
se fazem essas bravatas que o regimem actual
nao um rgimen tyraaico.
A Franca assegura que a questo da expulso
dos principes urna diverso.
O Sr. Paulo Foncher lembra urna declarar
feita ha mezes pelo Sr. de La Rochefancauld Bi-
sac, que asseverava que a cxpulso seria altamen-
te proveitosa causa monarchica.
Os monarchistas j tinham tido 2,500:000 vo-
tos.
A expulso dar-lhes-hia maia cinco mil. tirados
dos adversarios.
Dix o Evenement :
A questo da expulso dos principes mais urna
vez resuscitada.
O conselho de ministros francs preoecupeo se
com as maniestacoes orleanistas destes ltimos
dias.
Assegura-se em termos vagos que o governo se
dispon a fazer alguma consa, especialmente a res-
peito do conde de Paris, actualmente em Lisboa,
mas nao se sabe ainda se ser le, ou decreto, ou
urna medida administrativa.
Nao tomou portanto nenhuma resolueo termi-
nante e decisiva, nem na essencia, nem na forma,
mas tomar em todo o caso as suas medidas,
quaesquer que ellas sejam, antes de terca fera 25,
dia da reabertura das cmaras.
AfErmava-se nos corredores da cmara que o
gabinete tomara iniciativa de um projecto de le
com respeito aos principes.
Toda a imprenta tratou desta questo.
No Voltaire, MrGermain Casu, na Pctit [{'.pu-
blique Francaise, Dianys Ordinaire, ambos depu-
tados pedem que se tomein severas providencias
para por termo aos manejos dos pretendentes.
Na Nation, Mr. Camilla Dreyfus, da extrema
esquerda, nao se mostra menos ardente.
A Justice ainda nao se pronunciou.
Os peridicos monarchista recusaran), na sua
maioria tomar a serio a noticia. S a Gazelle de
Frunce espera, com ama especie de impaciencia, o
decreto de expulso que, no seu entender e fatal-
mente, transformara os principes em conspirado-
res mais perigosos fra de Franca do que em
Paris.
O Fgaro oceupa-se tamuem do assumpto, n'um
artigo d'onde afinal se pode deduzir que tal ex-
pulso se nao realisara.
Em todo o caso, segundo as declaracoes do
Temps, ogovernj tem de '.ornar urna resolueo an-
tes da abertura das cmaras. Ora, as Cmaras
abrem-se terja-feira, 25 de maio,
O conde de Paris sahio de Lisboa a 24 no com-
boyo da noite com destino a Franca.
A pequea repblica de Andorra encravada en-
tre a Franca e a Hespmha, vai ter, ao que pare
ce, um delegado francez permanente. Esta re-
pblica em miniatura, cajas montanhas dominam
os valles de Arige constituem um excellente pon-
to es'rategico por onde a Franca podara aer inva-
dida.
llalla
O ro de Lava que vai das crteras do Etna,
tem augmentado de largura, e j destruio as vi-
nh'das de Nicolisi e Belpasso. A erupeo, porm
parece ir afrouxando.
Dizem do Catanea a 21 que o Etna j tem onze
crteras abeitas. Urna crrente de lava, partin-
do i a antiga crtera de Mont<-graro e percorreado
urna i'xtenso de tres kilmetros por hora, invadi
o territorio de Nicolos e de Nelpasso.
C.intinuain os tremores de trra, os rugidos
subterrneos; a crtera central vmica cinzas
acompanhadas de dennos vapores.
No dia 22 a erupcao augmentara sem cesaar a
atmosphera estava cheia de fumos e cinzas.
Contnuavam os tremores de trra e os rugidos
subterrneos.
A maioria dos habitantes de Nelpasso fugio
aoossada pela lava.
At ento nao ha va a lamentar morte alguma.
As autoridades teem deseuvelvido notavel iner-
gia e grande bom seoso.
Catanea estava cheia de tourista at'rahidos pelo
espectculo horroroso da erupeo, a qual era cada
vez mais activa.
O vulco abri novas crteras.
Os tremores do trra continan).
A erupeo maoifeatou-se, pelas 2 horas d ma-
nh de 19, sahindo logo das crteras duas corren-
tes de lava, com a velocidade de tres kil .metros,
em direc'co a Nicolosi, cujos habitantes fugiram
aterronsados.
Havia quinse dias que o observatorio central
romano registrara grande numero de abalo* de
trra, symptomaticos de erupeo prxima.
O ministro da agricultura, industria e commer-
cio de Italia, assistio a sesso de eneerramento da
conferencia para a proteceo na propriedade in-
dustrial, e agradecen -aos delegados nos differenies
estados o concurso que prestaram a conferencia
em Roma, onde os Estados da uuio confirmaran!
as conquistas realisadaa pelo convenio de 1883.
Responden ao ministro o conde de Tour, cnsul
de Franca em aples.
A prxima conferencia deve declarar-se em Ma-
drid no anno de 1889.
Inglaterra
Segundo informa o Morning Pest, corra em
Londres o boato de que o governo nao retirarla o
bil irlandez. Pareca portanto inminente urna
dissolu(o do parlamento.
O Sr. Gladstone teria plena confianca n'um
appeilo ao paiz.
Discutase j a questo de saberse, na prxi-
ma campanha eleitoral, o marque:; de II irtiajtoa
contrahiria allianca om o Sr. de Salisburry.
O mesmo jornal refere que lord Rosebery dizia
n'uma converaaco que tivera com alguna mem-
bros do corpo diplomtico :
"No sei se em algumas semanas estarei no po-
der.
O Times, n'um artigo edictorial, diz que tem-
po de por termo s eontemporisacoes ; preciso
que o bil da autonoma da Irlanda seja rejeitado
por grande maioria, para que produza mprssso
na opinio publica.
Por outro lado affirma-se que o numero dos li-
beraes dissidentes nio to grande como se pre-
suma.
Sir Charles Duke ter-se-hia pronunciado a fa-
vor delle.
Realisou-se ltimamente em St. James Hall,
urna reuno de conservadores, hostis ao Home
Rule.
Ah lord Salisbury pronunou um discurso no
qual disse que se deve esperar que, dentro de oito
dias, os projectos do Sr. Glads-.ono pertencero
historia. Se taes projectos fos3em votados, produ-
ziriaai a completa separaco da Irlanda e da In-
glaterra, na supposico mesmo qus os Sra. Glads-
tone e Parnell desejassem sinceramente manter a
unio.
Lord Salisbury, como solucao da questo irlan-
deza, recommenda a adopeo de leis tendentes a
manter com rigor a ordem e outras tendentes a
combaterem a penuria da gente do campo na Ir-
anda, pela emigraco em massa dos mais misera-
veis a expensas do estado.
Prevendo a prxima dissoluco do parlamento,
lord Salisbury insiste na necessidade que o paiz
tem de eleger deputadoa que nao aubordinem a
conaervac.I da unio a nenhumas outras conside-
racoes.
Na cmara dos communs, o novo deputado
conservador, Luiz Jennings, levantou ltimamen-
te urna interessante discusso econmica. Inter-
pretando os 'eentimeatos dos proteccionistas en-
vergonhados, os quaes, nao se atrevendo dessas
sembradamente a apresenta: em-se de um modo os-
tensivo n'essa qualidade, se eaforjam por preconi-
sar o rgimen prohibitivo, sob a denominaco de
fair trade, aquelle deputado acaba de submetter
cmara em projecto de le tendente a adoptar -ae
a poltica da reciproeidade, isto de represalias
aduaneiras.
Nao tendo os reaccionarios a coragem de exigir
absolutamente que se abandone o systema livre-
cambista, que tanta populariiade tein na Gr-Bre-
tanha, pedem ao governo que abandone tal syste-
ma, pelo meno", em relaco s nacoes que oneram
com dreitos de importaco os productos da indus-
tria britanaica.
Foram essas as deas que o Sr. Jennings expri-
mi e que foram calorosamente apoiadas por un
certo numero de deputadoa conaervadorea, attri-
buindo a systema do livre cambio todos oa males
imaginaves, como, por exemplo, a crise commer-
cial porque a Gra-Bretauha est paseando na ac-
tualidade.
Deixe a Inglaterra de dar livre entrada aos
productos dos paizes que nao admittem hvremente
os seus productos, onere-os, pelo contrario, cem
direitos pesados ; e a crise d. sapparecer de um
da para o outro e o reinado de Aatra renascer
para o commercio britannico.
Facillimo foi para os deputadoa liberaes o refa-
tarem essas doutrinas, nicamente formuladas no
interesse de alguns grandes productorea que se
teem empenho de proteger contra a concurrencia
eatrangeira.
Esses oradores tambem demonstraran!, sem
grande difficuldade, que a crise que a industria da
Gr-Bretanha est soffrendo neste momento
commuin actualmente a todo o mando.
Os relatorios dos cnsules no estrangeiro, que se
publicirsm ha rx>uco, attestam que a crise me-
nos intensa na Inglaterra livre-cambiata do que
na maior parte dos paizes onde o systema protec-
cionista vigora anda.
Nesses documentos consulares confirma-se urna
notavel diminuico do commercio de exportaco
da Gr-Bretanha. Nao porm, a culpa do sys-
tema livre-cambista, mas sim do espirito oe ini-
ciativa que sbitamente se apoderou da Allema-
nha, da Franca e de varios outros paizes da Euro-
pa, que s tratam actualmente de abrir e crear
para a sua actividade fabril mercados novos o lon-
giquos, ao paeso que a Gr-Bretanha, senhora de
todoa os mercados do universo, deixa-se repousar
emquanto as demais nacoes lhe disputan) a pri-
mssia com enrgicos esforcos.
Nao se chegou, portanto, a receiar que a cma-
ra votasse as propostas ao Sr. Jennings em favor
de nma reaeco econmica.
Nao ha homem po itico em Inglaterra que nao
suiba o que ae deve fazer a este respeito.
A discusso offereceu todava indisputavel inte-
resse, provando que nenhum liberal favoravel
propaganda do fair trade, isto s represalias
aduaneiras, e que esse novo evangelho econmico
apenas conta uir> limitado numero de adeptos no
partido conservador, porquanto a rnoeo Jennings
foi rejeitada, sem escrutinio, por urna enorme maio-
ria.
Nao corre por emquan'o graves perigos o rgi-
men econmico que a propaganda de Brght e
Cobden fundaran) na Inglaterra,
illemanha
Ao parlamento allemo foi sujeito um relatorio
do governo acerca Jos motivos que determinaran)
o decreto da suj presso das reunioes.
Neste documento o governo faz resaltar o mo-
vimento que se tem produzido naa ciasses opera-
ras, movimentos que nao teem um carcter eco-
nmico e que sao explorados em proveito da agi-
tacao socialista.
O governo assevera, alm disso, que, secundo
symptomas positivos, se contina provocar naa
classet ope arias que sao erapregadas nos estabeci
mentoa do Estadu,uma excitaco que pode ter gra-
vissimas consequenciaa sob o ponto de vista de
seguranca publica e das communicasttes das dif-
feri-ntea partes do imperio com a capital.
O imperador Guilherme, que est gosando de
perteita sade, pasaou no dia 22 reviata guarda
imperial.
Paiaea-Baixoa
Terminou sem 'otaco a discusso acerca da
crise bollandeza.
O ministro Macky confirmou a impossibilidade
de aceitar a misso de formar um gabinete da di-
r. ita.
O rei impunh'i como condicao a in.inutenco do
projecto de reviso constitucional.
'Respondau lhe o Sr. Heemsekerk que isso nSo
eaa urna condico, mas um simples desejo exprasso
pelo soberano.
Alguns denutados censuran) a i.ttitude do mi-
nisterio.
S"gundo annuncia nra despacho do governa-
der geral das Iodias neerlandezaa, reben uu um
grave c .uflictu em Buitenzorg (Jav.i) sendo a po-
pulaco atacada por 5U0 indgenos amados dos
quaes ficaram una 50 mortos o feridos ; o presi-
dente da Batavia resr*b eeu logo a ordem.
Oriente
Os ltimos ncideutes occorridos na fronteira
teem produsido grande sobresalto.
O governo grego est enrgicamente decidido a
d-fe ider o territorio nacional e se os i orcos conti-
nuaran) as suas sggressoes.

MM



Diario de PcmanibocoTerpa-feira 8 de Jnnho de 1886


Foram adiadas ai providencias relativas ao rao-
vimento das tropas para o interior.
.- O ministro da guerra deu t.mbem ordem para
as tropas se coueervarem na defensiva, determi-
nando, porm, que, no cas de seren atacadas,
tratis de repellir a torca pela forca.
O novo gabinete, dizem de Athenas a 21 de
Maio, ser presidido pelo 8r. Tricoupis que ter
tambem a pasta da fazenda entrando para a dos
esTangeiros o Sr. Dragoumes.
) gabinete grego notificou a sua formacio as
potencias n'uma circular.
Ceder o seu lugar a na ministerio permanente
logo que a cmara teuha ieito cooheenr os seus
desejos. ...
A compc cao do fatnro misterio ser confiada
provavelmente ao Sr. Rikakie, e o seu nico pro-
gramma ser a deamobllieaoao do exereito no mais
curto prazo.
O corresponden!, do Standard em Athenas te-
legrapbou dizendo que o comroandante da esque-
dra austraca recebera instruecoea do seu governo
para nao empregar grande rigor nc ejercicio do
bloqueio.
Na cmara dos communs, em Inglaterra, o Sr-
Bryce, respondendo ao 8r. Crompton, disse que
nao havia razio alguma para que o bloqueio im-
pediste as libas de procuraron! vveres, ou os de-
pntadoa de irem a Athenas, porque nenhuma das
operacoes dirigida contra os navios cstrangei-
ros.
A questao cooceroeute aos deputados foi sub-
mettida polo governo hellenico ao eucarregado de
negocios da Inglaterra, e o gabinete deu nstruc-
coes so commandante da esquadra para tomar as
precisas medidas afim de facilitar a viagem dos
deputados, ou os sorcorros s povoaco.'S que ne-
cessitassem de vveres, especialmente s que del
les carecessem em virtude do bloqueio.
__ Na cmara dos deputados em Athenas o Sr.
Phlretes interpellou na sesso de 22 o governo
acerca das ultimas aggress s dos turcos na lron-
teira da Thessalia.
Respondeu-lhe o Sr. Lombardos, ministro do
interior, dizendo que o decreto do Jestrinamento
estara j promlgalo, se n.i tive.-s uccorrido es-
te acdente na fronteira.
A discussio da intcrpellaeio ficou para odia
24.
__ Urna circular da Porta s potencias confir-
ma que o incidente occorrido na fronteira foi mo-
tivad.) por um equivoco, pois a ordem que recebe-
rain 03 eorainaiidaiitos turcos de guardarem sim-
plesmente a defensiva.
Apez ir desta circular annuiiciam despachos of
iciues, recebidos em Athenas a 23 que os turcos
haviam recomecado nt vespera ) toga sobre as l-
nhas de Kav ni e Melouua e contra Muirdi; mas
os creeos repelliram o inimigo.
Na madrugada de 23 de Maio proseguiram as
hostilidades lias mesmas linhas.
Batas noticias causaram grande agitaeo cm
Atheuas.
A p ilicia uioudwi em Bulghaz (Bulgaria)
grauie numero de individuos aecusados de taren
querido attentar contra a vida do 1 rineipe e eou
tri a do primtiro ministro, o Sr. Karavel lT.
Entre os presos encontram-se muitos estrangei-
roa.
A jnstica est tratando de instaurar o respecti-
vo proceeao.
O prineip eontinuava em sua viagem.
China
O Rruler Ofice. informa de que a China se op .
pnria a qualquer aecorda eatrea Franca e oVacti-
cano tendente restringir as attribuico 's do re- :
presenta ite que o papa deseja enviar a Pekn.
Alaos d'isso o facto de que os alleoies, es ita- j
lanos c 03 nacionaes d'outroa paizes estao col-
locados sob a protecco dos cnsules franceses !
para Hssumpt" religiosos, seria considerado pelo |
governo chinez como incoropativcl com o seu de-
spo de assumir urna posicio independeute entre
os estados representados na corte de Pi-kin.
KntadoM I nido*
Dizem de Chicago em 17 de maio que. na ves- 1
peri os mais importantes inembros da Unido tos
Operarios fallaran) de urna maneira energ'ca pe- ,
r.iute urna reunio composta de allrmes e boemios,.
incitando-os a cotin''arem a grve. A reunio I
votara urna moco n'este sentido.
Reeeiara-se por isso desordens, tendo sido pre-
venida a polica.
De Washington informam ra 18, que um na-
vio de pesca americana lora aprisionado pelas au- i
toridades canadianas de Cap-Breton, por violacio !
de regnl amentos de pescara.
Os pescadores americano pedem que se use de
represalias.
Caiti um jornal dos Estados-Unidos, que os
anarchistas de Chicago, entro outros cstabeleci-
mentos que assaltaram, entraram em urna phar-
macia, bebendo o conteudo de muitos frascos, que 1
julgavam conter alcool, e que estavam chcios de I
essencia de colchico, veneno muito violento. OI
resultado d'esta singular orgia foi o maia desgra-
cado possivel ; oito dos anarchistas jfallecram
e muitos outros cstio em estado desesperado, nio
tendo os mdicos esperanca de o silvar.
Hete Most, o conheeido anarchista, que, ha piu-
co mais de dous annos, foi expulso de L.'adres
onde publicava o Frcihiil (a Liberdade), foi ulti-
msm *nte preso em Nov.iYoik, Ion house >, d'AI-
laastret, tendo a polica de arrumbar a porta.
A polica aucontrau-o quasi n, escondido na
cama.
Na vespera, e n'uma reuoio publica, Most cen-
surava aos s'us ouvintes a sua falta de dragem
e exhortava-os a tomar as armas. Pouco tempo
antes, o sinistro apostlo da destruicao dirigir p 1-
lavras otivnsivas a um reprter do Nea-Yorl; He-
rald operario Harl Willinuud a tres annos e meio de
prisilo po'- actos sedicios s.
AFreiheit, naturalmente, nio bateu bandeira:
bradou vinganca contra os que prenderas Most,
convi-1ai)do os socialistas a pegar em arma j com-
tudo o n< do oppoz-so aes.es bon* desejos. A
exeaicao de Chicago foi urna lieio durissima. A
5 de man-', a polica prohiba os ajuiif.raentos na
cidade, entretanto, os socialistas reuniram-se n'u-
ma praca publica t rizeram u:n rM'tinij monstr .
rara-se as inimaeSea legaes para a inultidao
dispersar, mas no nvMnenta cu que a fbr$a paMiea
ia carregir sobre os imotintdores e desobedientes,
q..ando tres b >mhas ezptosivaa torea trreejeoa-
das pare as suas filleiras, f .sendo numerosas vic-
tinma, os policas replieaiam com urai vleme des-
carga rte fuzilana.
Muitus mortos e consideravel numero de feridos
de parte a parte, janearen o 1
Orgauisou-se Bata suhscrip^Io em favor da3 fa-
milias dos agentes, victimas do seu dever, subin-
n brgve a meio milhai. Mas este premio con-
ferido aos que mantiveram a ordem tem o dom de
exasperar os anarchistas.
Desde entao, milhares d'elles cou.ergem, todos
os dis%, para os bairros mais ricos da cidade com
iatencio de saquear os grandi estabelecimeutos,
sendo neeessano varrcl-os forca d'armas.
A nssociaco dos principae3 negocias resolve-
rn) fechar os sen estabelecimentos.
Calculam-se em cincoenta mil as pessoas que
se acham sem emprego, em consequencia das vio-
lencias dos anarchistas de Chicago.
Em Slihvankee, em Cincinnati, acontecen ou-
tra ; e nem Boston, nem Fhilandelphios, ero mes-
moNoviV ik. seapam a este mov mi nto socia-
lista, cuja violencia e pode comparar-se aos re-
centes acontecimentos na regio mineira de Char
leroi, na Blgica.
Nao deve, porm, confundir-se os anarchistas
que commetteram estes exesssos, e que na maior
parte sao de origem allema, eom os grevistas per-
tcncentes associacjo dos Cuvalheiron do Traba-
Iho, que as suas reivindieacoes raro que se
desviem da linha naturalmento tracada para a
expanso dos movimentos moderados na revoln-
mo lerna, por meio de meeting.
Os primeiros slo os revolucionarios que s co-
nhecem a violencia ; os segundos sao trabajado-
res que procuram syndicar das suas forjas. Uns
queretn a abolico do capital, outros nma parte
to larga quanto possivel, verdade 6, d'esse ca-
pitsl. Os grevistas tm to poucos desejos de fa-
ser eausa commum com os anarchistas que, em
snuitas cidades, preferirn) renunciar s suas pre-
tenees a correr o risco de serem confundidos com
acuelles que toda a democracia americana con-
d'mna.
E' a primeira vez que os anarchistas vio fal-
lar no Novo Mundo. E, seguramente, nao se li-
mitarlo a este ensaio, embora encontrem quem Ibes
replique. A repressao ser terrivel, porque o
seotimento popular na America revoltn se contra
a oppreso inseparavel que para os theoricos
do genero de Mor, a-mais alta expressao da li-
berdade, tal como ellj comerehendem.
Mort fai, dois das depois, posto em liberdade,
prestando cauco no valor de mil libras ster-
linas.
Sob a presidencia do eminente historiador ame-
ricano George Bancroit, reamo se ao din 27 de
de Abril em Washington, na oua terceira sessao
annual. a American Histrica! Association
Depois de um notavel discujso do Sr Bancroit,
e de se ter procedido a leitura de urna carta, em
que o veneravel historiador allemao Leopold vn
Banks acceitou a noroeaco de membro honorario
da sociedade, fes uso da palavra o general Yames
Grant Wson, sendo o thema do seu discurso:
Cehmbo o descobridor do Novo Mundo
O orauor, em phrases felicissimas, referise
projectada celebracao do quarto centenario do
desembarque do Ilustro genovez as praias ame-
ricanas, eelebraco que devo effectuar-se no anuo
de 1892, e cuja iniciativa pertence Hespanhs, e
fes couhecer as opinioos do mallogrado mcnaicha
D. Aff nso XII e de outros eminentes hespanhoes
a este respeito, das quaes se deprehende quo a
Hespanha aceeitar com praaer a cooperacao dos
Eatados-Uiiidas na corasaemoracio de to fattstxeo
successo. Tambem se referi, por ultimo, ao pro-
jecto de se levantar no parque central de Was-
hington urna estatua a Colorabo, e mostrou aos seus
ouvintes nm retracto do Duque do Ver gua, des-
cendente de Colombo.
EXTERIOR
Correspondencia do Diario de
Peraambnco
PORTUGALlisba, 2G ne maio de 1886
Como additamento minha remettida pela mala
do Gironde, ahi vai esta eBcripta no bulicio alegro
das testas realengas, do casamento do prineip
her'eiro.
Nao se pode inteiram^utc dizer que o el-mento
popular se tenha divorciado d'cstas manifestacoas.
O povo de Lisboa pouco expansivo ; curioso, isso
sim, e muito. A populado lisboeta to incapaz
actualmente de faser urna revolncao como de oro-
romper em ruidosas c enthusiasticas acclamacoes.
A gente dos suburbios, qjo anda por aqu aos ma-
gotea, familias nteiras, numerosissiinas, patriar-
cha m, primitivas 11a sus ingenua e cinidi admi
rneSa pelas cousas mais simple?, essa esta como
que d'xpaizada. As caravanasdaprovinia.fi
mihas eomptetas, banamerna que es caminhos de
ferro arrojar;m pira c no engodo das testas e
dos precos reda -i I >s de ida e volta, acotovelam-se,
concentram-se em reservada grav dade p para distarearem o ass nnbro do muito que as uw-
ravilba c tambera senZo eonaideramem sua e
Todo o s-ti emnenho que se nao percebe que
ach iram aovidade nos muitos artificios festivaes
do que a capital abunda ueste momento.
Anda nao vi pub'icada nenhuma estatistica dos
forasteiros que vieran) assistir s testas do c 11
sorcio prineipeaco; mas nao seria de mais calcular
em COMI1 individuos quo se aeham aqui. actual-
mente consituiudo una populacio fliictuante que,
Lisboa nao tem memoria de ter vmdo aqui tanta
gente de fr.i, nem por fi-stejos de roaes consor-
cios, nem por motivo d-: centenarios celebrados
oestes ltimos annos.
Urna eirenmstancia, porm. compensa de um
modo muito liaong iio para o paiz, sob o pon'
vista do caract-r dos seus habitantes, da len-da
de dos nossos costumes c da boa ndole da nos- populacho, eircomstaneia qaa cm grave inju
se nao pedera omittir, que at agora nao tem
havido desordens.
A n>33a polica civil, que nilo prima pela civi-
lidade, tem se oosto na sombra o msis possivel :
os chi'fes, que sao muito Ilustrados, eoabeeem
qaejBt > ella bocal e as vezes brutal e te-m pr 1-
eufado, at aos limites do razoavel, que ella bri-
lhe pela sua ausencia, e talvez a c-sse acertado
plano quo se tem devido a tranquilldade que se
tem mantido efa ondas de gente, vida de espec-
tculo, com a curiosidade excitada, nao sn conhe-
cendu fra das n-laeoes do grupo ou magote que
se nao larga de vista, mas sisados, Bein se moles-
tarem nem provocaren; ninguem.
O elemento republicano tambem tem procedido
com grande sensatez. Se bao ommunga nos
principies que inspiran) tod03 esees regosijos otfi-
ciaes o. officiosos com que em Lisboa se estilo ce-
lebrando as nupcias do principe real com urna
princesa da casa de Orleaus, todava o bom sen so
dos chefes, a prudencia dos seus magnates, quaes-
quor consideraco.'s emfim que nao trato de averi-
guar, determinaram-os a dar de moa certas sug-
gestoes inspiradas por correligionrios que, resi-
dindo era Paris, 'pretendiam que em Lisboa se fi-
zessem manifestaepes de desagrado, talvez desfei-
tas publicas aos principes de Orleans que vieram
acompanhar a princesa Amelia & Portugal e as-
sistir ao seu casamento com o principe D, Carlos,
duque de Braganca.
O certo que alguns, um peq'ienissimo numero
de exaltados quera pr-se e:n evidencia, faier-se
victima dos ltimos acontecimentos e votava pelas
manifestacoes. O caso foi, ao que se diz, muito
discutido no directorio republicano, ponco antes
das festas : e dep >is de porfiados debates consta
haver-se resolvHo que os filiados ao partido se
mantivesse.n cordatos e meros espectadores. E
como estava oecidido que sendo o dia 22 de Maio
o anniversario da morte de Vctor Hugo, as suas
folhas apparicessem nesse dia tarjadas de preto,
commemorando aquella perda, que foi enorme nao
ed para a Franca repuolicana, mas tambem para
todo o mundo intelectual, coincidi, ou dispez-se,
menos advertidamente que o c asaraento d prin
cipe real portugus fosse no da 22, e os jornaes
republicanos fizerara acerca da commemoraca do
grande poeta o que haviam de ante-mo determi-
nado.
A isso se limitou, pois, a dfmonstracio. E aqui
para nos, pena foi que tendo o governo da rep-
blica tido a cortezia de enc-rregar o ministro de
Franca, cm Lisboa, de assistir, na qualidade de
embaixador extraordinario, s solemnidades nup-
ciaes, e de felieitar os noivos e o rei de PoTUIgaJ
por aquello enlace auspicioso, se nao tivesse tido
em eonta que essa data era de lucto para a Franca.
Nem tudo occorre As folhas republicanas, e
algumas regeneradoras tambem, propalaran) que
por parte da Franca havia notas diplomticas so
bre o modo porque erain recebidos u'cta corte os
princip'S de Orleans e sobretudo o conde de Pariz
As folhss governamenta>'S negaram aos ps
juntos a existencia de tai-a reclam^coes, redar-
guindo que, bein ao contrario, o Sr. Billot, minis-
tro de Franca em Lisboa, recebera credenciaes
para representar aquelle paiz as festas do con
sorcio do principe real, nos termos da maisestreita
e malteravel cordialidad-'. Do discurso do Sr.
Billot na audiencia solemne em que foi receido,
n'eaaa qualidade, pelo re de P' rtug-il, bom com
da resp'ista de S. M. aquello embaixador, lhes dei
conhecimento na minha de 23.
Dizem os lepublicanos que o Sr. Billot nao rc-
presentava a Franca, mas a pessoa do Sr. Grvy,
presidente da Repblica franceza.
Subtilezas e nada mais.
Coincide porn tudo isto com o facto de se estar
agitando agora no seio do governo francez e na
irapreosa de todas as parcialidades d'aquetle paiz
a questo novamente acordada da ex ulso dos
principes, como consequencia da recepeo, que O 1
palaco da ra Varennes, tizera o conde de Pariz
a proposito das despedidas de sua filha s pessoas
de suas relacoes. A susceptibilidabe de alguns
grupos republicanos qu:z ver n'aquella recepeo,
extraordinariamente concorrida urna demonstra
ca 1 de carcter poltico. E tanto bastou para se
encontrar pretexto para as hostilidades. E' di-
verso o modo de sentir das diversas parcialidades
de que sao ergios os differeuree jornaes francezes
que d'este assumpto se esto oceupando ac'u l-
mente.
Esses debates fazem pensar a muitas pessoas
aqu se teria sido um acto de boa poltica nter-
n icianal a allianca realisada ? Muitissimos sao
de opinio que mudaram os tempos e que j per-
tence historia a poca em que as alliancas re-
gias influiam na prosperidade das nacoes, e que os
enlaces matrimoniaes dos principes nao devem fi-
car subordinados, como outr'ora, aos dictamos das
conveniencias diplomticas ou das previsoes polti-
cas, mas que para e simplesmente devero reali-
sar-se segundo as affeicoes dos rubentes, como
succede entre os simples mortaes. e que os direitos
do coraos.,) aevem sobrelevar a quaesquer outros
que a alia- poltica ou a diplomacia possam por-
ventora cuggerir. .
Que os principes da actualidade, assim coreo
nao lhes cumpre nem j podem tyranisarem os
povos, nao devem ser tyramsados nos seus atfectos
em nome das conveniencias, reaes ou pbantasti-
cas, das nacoes a cuja frente se acham coltocados.
Estas e outras consideracds de que a nossa im-
prensa se nao tem oceupado mas que sao com tudo,
assumpto de conuersacoss mais ou monos intimas
nao obetam a que toda a gente aceite as testas
como urna nota alegro entre o labutar de anas
oceupacoes, abrindo para ellas um pareotbesis de
pequeas ou grandes prodigalidades nao previstas
no ornamento domestico. As quastas paginaa dos
jornaes tem vido cheias de anauncios de janellas,
de casas de hospedes, de palanques, de mrradouros
para ver o corsejo, a paradas, os fogos do mar, os
fogos da Avenida. Os procos dos vehculos sao
exagerados ; os dos gneros de primeira necessi-
dade teem sabido e nao admira.
Basta de nflexoes e antes que recorra, d'esta
vez, ao auxilio da reportage das folhas quotidianos
pelo que toca ao discriptivo das fastas, acho cu-
rioso inserir esta* poucas linhas que publicava o
Jornal da NoiU de 24 :
A Politische, de Venna, entret'em os seus lei-
tores com a noticia, que recobeu de Lisboa, da
prxima abdicacio de sua magestade el-rei o Sr.
D. Luis.
O cor responden! 3 da PoUluche bebe do fino,
j se v.
Que f inaaavata cacontraria o correspondente
da toiha auotriae para taej ioiormaces?...
Por ata nada teanspira que mereca a pena de se
trans-nittir.
Devo aahir por estes das um decreto de mhs-
tia para delictos p_>,ticos, c o cotisaJito de Estada
rcunio-je ultimamenle para examinar procesaos de
differente8 reos, de crimes communs, sobro os
quaes haia de exercer-se a real clemencia.
Vamos ao que importa :
Tomarei de urna folha d'esta cidade a dcscrip-
cao do cortejo nupcial na sua entrada para a
groja do S. Domingos :
O prestito real sabio do papo da Aiuda ao meio
dia fin ponto ; e o da familia do Orleaus parti do
palacio das Necessidades 1 hora da tarde. Am-
bos seguirn) a paseo muito vagaroso.
Tanto no largo da Ajuda como das Necessi-
dades havia enorme multido, que saudou a fa-
milia real e a fam.lia de Orleana quando ellas
sahirarc.
Ao largo de S. Domingos chegou o cortejo s 2
horas. Preeedo-o um esqudrao de lanceiros, e
logo oito mocos de estribeira, bem montados, se-
guidos pelos reis de erm.s Portugal, Algarves e
ludia, arautos e passavantos, todos com ricas dal-
mticas de seda craiaczi tecidas com ouro, e cha-
peos embicados de grandes feixes de plumas bran-
cas.
Tres berlindas puxidas a seis parelhas de mua
rea conduzem os camaristas e ajudantes de el-rei,
os veadores e lamas da raiuha; na terceirn, as
almofadas de fundo, sen-tase a cainareira-mr.
Sra. marqneaa de Funchal, dando a dircita ao Sr.
infante I). Augusto.
Um dos coches mais risos da casa real, tirado a
quairo parelhas de arberbos cavallos branco?, ri
1 e ajaezados, transporta O principe Amadeu,
cjue leva sua direila o principe Jorge de Ingla-
terra e no asoento de diente o principe Fernando
ase. Por ultimo, no opulentissimo coche da
cor, vo suas magestades o rei e a ranilla e no
assento da frente o principe D. Carlos, com o seu
uniforme do major de artilheria, risonho de ven-
turas, como um verdadeiro uoivo. Ladeava o
coche, de urna parte o Sr. duque de Palmella, ca
titCo da gua.da real dos arzheiros, acompanhado
por um cacad> r a p; da outra, o Sr. Duque de
Lole, estrib-iro-mr. Atraz do coche, o estado
maior de el-rei, composto de vinte ottioi es, e o
resto do regiment de Imceiros.
O co-tejo da familia de Orleans segu este de
perto. Abre-o urn eaquadro de cava'lana 4. lvn
tres berlindas a seis muars vo as damas e vea-
dores de servicj da prineeaa D Amelia, e os pa-
re tes que a acompanhar un de Franca. Na ter-
eeira berKnda, o 8r infante D. Affonso, d a
dimita Sra. Duqueza de Chartpes ; apoz ella
um coche couduz a princeza Helena, a princesa
de Joinville, e 03 duques de Aumal- e de Chai-
tres.
Finalmente o ultimo coche, o ehamido de D.
Fernando, attrae todos 03 olhares : o da noiva.
No assento de traz, a Sra. Condessa de Pariz d a
direita b sua filha ; a princeza vai encantadora na
sua preciosa toilette branca, muito paluda, mas
correspondendo com graciosos comprimentos s
sauiacoes do povo.
O assento da frente oceupado pelo Sr. Cindo
de Pariz e pelo joven Duque de Orleans. A's
portinholas e atraz do coche cavalgam geueraes e
ofliciaes do nosso exercito; segue-03 o resto do
regiment de cavallaria 4.
O cortejo da familia Orleans comecou a chegar
igreja < 2 e 15, pondo a noiva o p em trra s
2 horas e 23 minutos-
Tanto 03 coches e berlindss do cortejo de suas
magestades como os das principes de Orleans vao
rodeados por mocos de estribeira p. Na passa-
gem de ambos ellos as tropas apresentam armas,
e as bandas militares tocam o hymno real.
No templo, pegarara as varas do pallio para re-
ceber as pessoas reaes: os Srs. marquezes de
Vianna, de Vallada, de Fcalho, de Pombal do Al-
vito, de Cezimbro, de Sabugosa, de Bellas, das
Minas, de Thomar, de Fronteira e de Angeja.
Pouco depois suba o cortejo : debaixo do paIKo*
vinha El-Rei, Sua Magestade a rainha, D. Carlos e
D. Augusto.
A rainha vesta urna riquissium toilette azul
celeste e branca: dos hombros pendia-lhe o
manto real bordado a ouro e cauda enorme ;
nos cabellos brilhuva um largo diadema de br-
lbantes.
Sjguia-so o prncipe Amadeu, principes estran-
geiros, nobreza etc O cortejo encaminhou-se para
o altar-mr.
Al li tomaram assento sob o throno, por sua or-
dem, el rei, a rainha, o principe D. Carlos e in-
fante D. Augusto.
A's 2 horas e 10 minutos Sua Alteza o principe
D. Carlos, acompanhado pelo Duque de Palmella,
marquez de Ficalho e conde das Alcacovas, diri-
gio-se para a entrada Jo templo a esperar a prin-
ceza D. Amelia.
D'ahi por moraeatos ouvia-se o hymno nacional
e quasi em seguida apeava-se porta do templo
a r*al noiva.
Todos em p esperavain anciosame te que ap-
p->recesse a princeza, cervando-se para a entrada
da igreja.
A noiva entrou em seguida ao patnarcha e pelo
bra?o de seu pai, o conde de Paris.
Trajava de branco, cauda larga simples e ele-
gantemente : um veo riqu3Rmo penda lbe da
fronte, cntrecalado com urna coii de flores de la-
raugeira : no vestido enredavam-se caprichosa-
mente e com arte, cercaduras ligeiras de fbres de
laranja.
Todos qs olharet convergan) para ella.
Depois da otinceza'ia a coridessa de Pars pelo
braco de D. Carlos ; seguiam-se o duque de Or-
leans dando o braco princeza Helena, o duque e
duqueza de Chartres, a princeza de Joinville, o
principe Affonso, etc.
De longe vemos, a meio do altar-mr a cadeira
do cardeal patnarcha, cereada por todo o cabido
bispos. e outros dignitar.s da igreja ; abaixo um
pouco distinguem-se vagamente as cabreas dos
dous noivos : e qucm a multido compacta que
nos encobrj a scena.
A's 2,35 chegam-nos as primeiras palavras da
allacucaodo Sr. patriarcha, masfque nao podemos
perceber: isto devido ao admiravel local que
foi destinado para a imprensa portugueza e es-
trangeira.
A's 2,45 ajoelham-se 03 noivos e Urna-se a ou-
vir a voz do Sr. patriarcha, que por instantes
so mterrompeu para proceder a parte do cere-
monial.
Em seguida o prelado, |do altar-mr, lancau as
heneaos nupciaes, e concluida, que foi esta cere
monia, o principe D Carlos dando a mo a sua
esposi, couduzio-a ao throno, em que os dous to-
maram lugar.
O cardeal patriarcha, passando do altar-mr ao
sol entoou um canto soierano o hymno Te-Deum
I.'i'nl vi'is, continuando pela orchestra e cantores
da capella da esa real.
A ceremonia tarmimu com a benco final, de-
pois da qual Suas Magestades e Altezas, acompa-
uhadas processionalmente at porta do templo
pelo prelado e cabido, subiram aos coches de es
tado, dirigindo-se ento pelo lado oriental da pra-
ca de D. Pedro, ra Augusta, praca do Cominer-
cio, ra do Arsenal, rus do Corpo Santo, praca
das Romulsres, Aterro, Calvario, ra da Junquei-
ra at ao paco de Belem.
No 10 coche tomaram lugar o principe e a
princeza.
No 11", el-rei, a rainha, o conde e a condessa
de Paris.
O Summo Pontfice querendo dar um testemu-
nho da alta sympathia com que vio a escolba feta
pelo principe real D. Carlos o para mostrar con
junctamente o bou desejo de comprazer com os
interesars portugus, assignou no dia 22 em Roma
a concordata, as condicOes mais vantajosas para
Portugal.
Do nosso embaixador all, o Sr. coeselheiro
Martens Frreo, reoebeu no da 23 o governo o te-
legrama)* seguinte.:
Terminada hoje, 22, a negociacaa da concor-
data as melhores eondieoee para Portugal.
Ferrdo.
No dia 23, domingo foi a recepeo no paco de
Belem e houve a recita de gala no theatro de 8.
Carlos.
Este ve brilhaotissima a recepej e todos vieram
oncantados com a princeza Amelia.
Eis o que diz ento o Jornal de Lisboa acerca
Ja recita de gala :
Urna das festas que seguramente ficar mais
fortemnnte gravada as boas recordaces da prin
cezo D. Amelia ser a da recita de gala em S.
Cari is. Quem nao vio, mal poder formar appro-
ximada idea da vista apresentada por aquella lin-
dissima sala, alumiada de um modo bnlhantissimo
afazer destacar vivamente as toilette de gala,
augmentando fortemente as acintillaoes dos bri-
luantes, quando ao entrar a familia real e os seus
hospedes tudo se ergueu, e em quanto a orches-
tro tocava o hymno real, damas o homons so vol-
taram respeitosamente para a vasta tribuna, for-
mosanente adornada 1 Foi esplendido, deslum-
brador, alguma cousa de pbantastico, como o so
11 lio de una imaginaco em febre !
A rainha e as princesas ostentavam riqaissimoa
vestidos e aderecos de alto valor. O da princeza
Amelia era de brilhantes e esmeraldas, de urna
grandeza extraordinaria.
A familia real o os seas principescos hospede,
collocaram se da seguinte forma.
Repetunes a disposico porque, eomo se ver
houve urna pequea alteraco na disposicao pri-
mitiva que publicamos.
Na primeira fila : Sua Magestade a Rainha ao
cintro, dando a direita condessa de Paris,
princeza de Joinville e princeza Helena; es-
qaerda a princesa Amelis.
Na segunda fila : no meio, el-rei, dando di-
reita o duque de Aosta e ao principe Jorce, e a
esikrda ao principa D. Carlos, conde de Paris e
diSfue de Chnrtrea.
duque de Saxe Coburgo e du-
incio, ficando direita o in-
e esquerda o infante D.
a tereeira fila :
que de Orleans no
fanle D. Augusto
Aftonse.
Atraz o brilh 1 nto
squito dos ministros, altos
dignitarios da corte, ajudantes de campo, etc.
A' direita da tribuna real, o camarote da mu-
nicipaldade. o da esquerda com 08 sjudautes do
loque de Aosta.
No camarote habita! de el-rei, madarae de Bu-
tler, de Barral, inademmselle Levasseur.
N 1 camarote, que foi de el-rei D. Fernando, 03
ministros eembaixadorea de algumas nacoes com
as esptsas.
Dmo9, pela sua ordem, urna relacao das fami-
iaf, que oceupavam as frisas si1 ordem :
(Segu a cnumerano das pessoas que oceupa-
vam as frisas e cararerc3 de 1 ordem :
Frisas
1 Duqne de Tremouille, duque do Noiallcs, con-
de de Bouill, Dr. Guensan Mnssy.
2 Conde de Hiussonville, marquez de Bauvoir,
conde de Barral, capitao Mohrand.
3 Conde de Franco.
4 Duqueza de Avila, marqueza da Fronteira e
Antonio Jos de Avila e esposa.
5 L gers.
II Condessa da Silva Seixas efilhas.
7 D. Emilia Barbosa e filha, D. Benedicta Re-
zende.
8 Ifadame Bocsge, condessa de Almedina.
( Coioibras > Silva GninMuriea.
10 Comitiva do Cend de Pars.
11 Baldaqaes da Biiva.
12 Ministros da Aliemanha e Austria.
A Autoridade de polica.
B Guarda municipal.
13 antis Moreira (Bahia).
14 Momos Arijos.
15 Pontes e Ferreira de Mesquita.
Jl A'ves da Eonseca e Ferreira Pinto.
17 Visconde de Falcarreira.
18 Polyearpo Anjos e mademoiselle Pitta.
19 Viscondes de Caldanz de Bemtca.
20 Braamcamp de Mattos e Lumiares.
21 Conde da Praia e Monforte.
22 Condessas deMagalhese Rio Pardo.
23 Mdame Serpa, raadame Beuevides e madame
Coellemanns.
1" ordem
Camarote D. Fernando, ,>orpo diplomtico.
25 Corpo diplomtico.
86 Corpo diplomtico.
27 Associaco commercial.
88 M adames Barros Gomes c Navarro.
29 Chamicos e Vanzellers.
30 Iglesias
S. Ja-
D. Lu-
Ficalho,
Gouveia,
31 D. Rita de Carvalho, viscondessa do
nuario, vscondessa de Barccllinhos e
ciada de Macedo.
32 Madame Burnaye D. Julia de Macedo.
33 Font--s G inhalo e conde da Fuz.
34 Ajudantes.
35 Cmara municipal.
3t Duqueza de Palmella, condessa d3
marqueza do Faya. "-
37 Condeesa de Va'rJom, condessa de
madame O'Neill.
38 Ribeiro da Canha.
39 Mendes Monteiro.
10 D. Mara Emilia Seabra de Castro, sua mi
filhas.
41 Vscondessa dos Olivaes, D. Mara Manoela
de rito e D. Mara Amalia Vaz de Carvalho.
42 Damas de sua magestade a rainha e as da-
mas do squito das princezas de Orleans.
V iscondessa Butler, condessa du Barral, made-
moiselle Lavassur, marquezas do Funchal, de Rio
Maior, de Sabugosa, condessas de Lumiares, de
Bertiandos. de Ficalho, de Seisal, de Sabugosa,
de Mello e Villa Real, das Alcacovas, de S. Mi-
guel, de Sobral, de Brlmonte, de Mossamedes, de
Liiihan.'j, D. Eug"nia Telles e D. Anna de Souza
Coutiuho.
No final do ultimo acto, 110 momento em que
suas magentades e altezas se dispunhara para sa-
bir da triouna. o Sr. presidente da cmara muni-
cipal levantou do seu camarote vivas a S M. el-
rei, a S. M. a raii ha, a S. A. R- a princesa D.
Amelia, a S. A. R. o principe D. Carlos e aos i
lustres hospedes, que nos honraram com a sua
presenca.
O aspecto do theatro, n'aquella occasio, era
deslumbrante! A orch'stra tocou hymno. Nos
camarotes e ua platea, tudo de p, voltado para a
tnbuna real.
Os vivas do Sr. presidente da cmara foram ca-
lorosamente correspondidos por toda a platel.
Os vivas repetiram-se depois, levantados por
um cavalheiro da platea, c parece que todo o thea-
tro vibrava n'uma effuso de entbusiasmo e de ju-
bilo indescriptivel.
Suas magestades e altezas visivelmente com -
movidas por aquella prova de sympathia e de res-
peito, agradecern) da tribuna.
Sua alteza real a princesa D. Amelia, j quan
do ia a retirar-se, teve do v'oltar-se para a frente
da tribuna, para agradecer ainda os ltimos vi-
vas, que Ibe cram dirigidos. E foi, n'uma conti-
nencia de magestosa elegancia, com oro sorriso
cheio de encanto, que a gentiiissima princesa cor-
rexpondeu aquellas affectuosas e sinceras hemena-
gens que all Ihe eram prestadas com to vivo
cnthusiasiiiO.
O reprter completa assim a sua noticia :
As toilettes da familia real em S. Carlos.
Toilette da rainha vestido em setim branco
com o aveutal bordado com grinaldas verde mousse
e prata ; cauaa e corpette em velludo mousse.
Collar em estrellas de b.iihantes, diadema e peote
em brilhantes-magnficos, etc.
Princeza Amelia vestido de setim braceo, e
bordado a perolas, coberto de tulle, partir de es-
meraldas e brilhantes ; presentes de uoivado.
Condesas de Paris vestido de seda grperle]
perolas e brilhantes.
Princeza Helenade branco, sera joia nerAuma.
Priuceza de Joinvillede setim rub, magn-
ficos brilhantes.
Na minha prxima missiva lhes fallarei da
revista militar do dia 25, dos fogos de artificio da
Avenida da Liberdade e do mais que fr digno de
especial mencao.
Urna nota caracterstica. Um grupo considera-
vel de *atodmes da Unversidade lembraram-se
de pedir perd&o de acto. Muitas das escolas de
L'sboa acultaem esse alvitre e vao esperal-os &
gare.
Outros muitos redigem um protesto e repellen a
dea de perdo de acto por anachronica e pouco
digna le quem nao cabula.
Visivelmente ha duas corantes que dividem a
nossa mocidade, e a epocba de transicio.
JL..
FERiMBUCO
Asserabla Provincial
EMENDAS APBE8E5TADAS AO ULTIMO AR-
TIGO DO PBOJECTO N. 43 EM 2a DISCDS-
SA0 (OBCAMENTO PROVINCIAL)
N. 202. Artigo additivo. Os devedores da la-
senda por impostoe, exceptuados os addiclonaes
decima, at o exercicio de 1883 1884 inclusive,
contra os quaes ha ja execucao em juizo que paga-
ren) suas dividas durante o exercicio da presente
le5, ferio direito ao abatimeuto de 20 /o do prin-
cipal, alm da malta, o de 40 % das custas devidas
fazen la. E aquellas cujas dividas ainda nao
estiverem em jaizo serb admittidos ao pagamen-
to com relevacao da malta e abate de 20 /> do
principal.Bario de Itapissuma.Jos Mara.
N. 2"i3. Ficam em vigor os arts. 17, 25 e 28 da
lei n. 1860.Gaspar de Drummond.
N. 204. Oe devedores por impostos at o exer-
cicio de 1885 a 1886 inclusive, exceptuando os
addicionaes decima que pagarem seqs dbitos
dentro d- exercicio da presente lei, sao isentos da
multa e tambem das custas devidas fasenda no
caso de estarem os dbitos em juizo.-Costa Ri-
beiro.
N. 205. Fioa em vigor o art- 43 da lei n. 1860.
Gaspar de Drummond.
N. 206. Additivo s disposicee geraes. Fica
concedido a Jos Soares do Amaral, por si e re-
presentando a firma Augusto Rruss Successores,
seus herdeiros, associados ou empresa que orga-
gair'sir, para abreviar as respectivas obras e
elevar a fabrica de cerveja e outros liquidos, de-
nominadoNsva Hamburgode sua propriedade
ao grao de prosperidade e aperfeicamento da In-
dustria Nacional, segundo a planta annexa sua
petico'de 30 de Abril altimo.
I" Isencilo acontar de hoje por tempo de 15
annos de decimas e de quaesquer outros impestos
provinciae8 e municipaes relativos nao 8(3 aos pre-
dios as. 18 e 20 da ra de Joo do Reg e Caes
de Santa Isabel ns. 1 e 13 desta cidade, como a
outros quaesquer que possara vir a compor dito
estabelcci meato.
2' Isencao dos impostos sobre machinisraos, ap
parelho o combustivei importados, bem como so-
bro a materia prima para a fabrica como aseja ca-
vada, lpulo, essencias, capsulas, rolbas e cascos
vasios.
3- Poder desapropriar por utilidado publica, se-
gundo as leis em vigor, os predios comprehendidos
no qurteirao entre a roa da Ilha do Carvalho e
becco do Cisme para a completaexecuci" do pl ;ii <
geral da Nova Haicburgn, suas dependencias e
inoradla do respectivo pcasoal.Joo Alves.
N. 207. Onde couber. Fica conceiidoaa pro-
fesor Pedio Affonso Regueira Pinto de Souza, o
disposto 110 art. 191 do regulamento de 6 de Fo-
ver>iro e tabella n. 4.G. de Drummond.
N. 208. Onde couber. Fica o nresid-nte da
provine a autorisade mandar pagar a Eduardo
Carneiro Lelo os alugueis da casa que s srve de
qoartel do destacamento e>ri Muribeea, cahidos em
exerejeios findos. Sopbronio Portella.
N. 209. Onde eouber. O art. 1 1 da lei
p-ovincial n. 1,320, nao tem applicacao 411er a03
parochos, quer aos coadjutores, assistindo Ihe di
reito de perceber as respectivas temporalidades..
A. Franklin.G. de Drummond.
N. 210. Artigo additiv 113 disposico-s geraes.
Fica cm vigor o art. 25 da lei n. 1,499 do 29 de
lulho de 1880 at as nalavrasSanta Casa de
Misericordia.Rafis e Silva.Sophronio Portel-
la. Vctor Correia. Ferreira Velloso.Julio
de Barros.
N. 211. Onde cuber. Ficam reveladas do pa-
gamen'o das decimas atrasadas e vencidas at o
exercicio correte, as casas pertencentes ao pa-
trimonio de Sopea Senhora do Carino e sitas na
ciaade de Goyanna.G. de Drummond.Julio
de Barro3
N. 212. Onde couber. Fica o presidente da
provincia autorisado a mandar pagar a quantia d-'
488 )S40 ao prefessor Manoel Clemente da Costa
Santos, differenca de vencimentos que deixiu de
perceber por estar fra do exercicio de urna ca-
deira em virtude de deciao superior, devendo-lhe
ser contado esse tempo como de exercicio p'ara to-
dos os effeitos. S. Portella.Constantino de
Albuquerque.Luiz de Andrada.Antonio Vc-
tor.
N. 213. Emenda addtiva s disposicoes ge-
raes. Onde coober. Offareco como emenda o
projecton. 94 desteanno. G. de Drummond.
O projecto a que so refi.ro a emenda o seguin-
te :
A Assembla Legislativa Provincial de Per-
nambuco, resolve :
Art 1." O Bauco de Crdito Real de Pernarabneo
fica iseoto do pagamento de qualquer imposto pro-
vincial ou municipal, comprehendendo a sencao o
exercicio de 1885 a 1886.
Art. 2. As herc.ncas, legados e doaces quando
consistentes, no todo ou em parte, em accocs do
Banco ficam quanto a estas isentas do respecti-
vo imposto.
Art. 3. Ficam revogadas as disposicoes em
contrario.
Sala das commissoes, 24 de Maio de 1886.
Costa Ribeiro.Sophronio Portella.
N. 214. Emenda adiitiva s disposicoes ge-
raes. Fica o ex-eogenheiro do districto da re-
partico das Obras Publicas, Henrique Augusto
Milet, autorisado a contar para sua aposentadora
facultada pelo art. 41 da lei provincial n. 1860,
todo o tenpo em que esteve prestando servicos,
sob qualquer titulo, nomeaco, commiaso ou con-
tracto, de 1 de Novembro de 1840 a 1 de Julho de
1881, s repartios das Obras Publicas, da jus-
tica e da Instruccao Publica, assim como The-
sourana de Fazenda e repartico fiscal da via-fer-
rii.S. R. G. de Drummond.
N. 215. Onde couber. Fica creada urna cadeira
de instruccao primaria para o sexo masculino no
povoado de Gravat, de Taquaretinga.Regueira
Costa.
N. 216. Onde couber. Fica o presidente da pro-
vincia autorsa o a nomear Antonio da "ilva
Ramo--, prefessor de qqalquer cadeira de instruc-
cao primaria.Regueira Costa.
N. 217. Ao art. 13. Fica Alexandre Manoel Be
zerra, eliminado do quadio dos devedores fazen
da provincial pelo alcance era que ficou perante o
Thesouro, na qualidade de collector uterino de
Vertentes. Joo Alves
N. 218. Additivo, oude couber. No caso de que
trata o art. 148 do regulamento de 6 de Fevereiro
de 1884, nao est comprehendida a remocao a pe-
dido.G. de Drummoud.
N. 219. Additivo. Os contribuintes pelas taxas
do vicho, vinagre e aguardenre, no exercicio de
1883 a 1884, se-o admittidos pagar com 25 "/,>
de abatimento em seus dbitos actuaos, comtanto
que o faoam no primeiro semestre do exercicio des-
ta lei. Gomes Prente.Coelho de Moraes
C. de Albuquerque.
N. 220. Artigo additivo s disposicoes geraes.
Fica concedido a Man el da Silva Leal Loyo e
Andrc Mara Pinheiro, isencao de quaesquer m-
posices ou contribuicoes para urna fabrica de re-
fiuar assucar e destilar melaco e para 03 edifiocs
da inesma fabrica, seus depsitos e productos, du-
rante 15 annos.
1." Os indultados sao obrigados a empregar
os apparelhos mais aperfeicoados e usados as re-
fiaacoea dos Estados-Unidos e Europa, a ju zo da
Presidencia da provincia.
2. Montar a fabrica dentro de um .inno,
contar da data da presente lei, sendo igualmente
obrigados a admittir na fabrica pelo meaos 50
operarios, entre homens, mulheres c meninos, in-
clusive 10 orphos da colonia Isabel, fornecer aos
estabelecimeutos pblicos os asaucares da fabrica,
mediante precos inferiores aos do mercado em 200
rs. por cada 15 kilogrammas.Joo Alves.Ro-
goberto.Antonio Vctor.Ferreira Velloso.
. 22. Emenda additiva. Offerecemoa como
emenda ao art. 13 do projecto n. 43 deste anno, 1
pr ijecto da commisso de peticoes n. 120, de 18^5.
Joo Alves.Julio de BarrosSophronio Por-
tella. Ferreira Velloso.Constantino de Albu-
querque. Rogoberto.Luiz de Andrada.P.
G. Ratis e Silva.Rodrigues Porto.Regueira
Costa. Dr. Joo de S*
O projecto a que se refere a emenda o se-
guinte :
A Assembla Legislativa Provincial de Per-
oambuco resolve :
Art. 1" Fica concedido a Jos Mara de An-
drade privilegio, por 20 annos, para montar urna
fabrica de cortume, em um dos arrabaldes d'esta
cidade ; sendo obrigado a admittir em* dita fabrica
10 mecios orphios, aos quaes dar sustento e ba-
bitacau, sendo lhes ensinada a arte que all exer-
cer e daudo-lbes tambem um salario razoavel.
o Art. 2" No coutracto que para este fim se
passar sero mencionadas aquellas condices, alm
das que se fizerem < ecessarias.
Art. 3 Ficam revogadas as disposicoes em
contrario.
Sala das commissoes, 23 de Julho de 183o.
Maximiaoo Duarte.Amaial e Mello.Jos Ma-
ra.
N. 222. Emeoda additiva.Apresento como
emenda para ser collucada onde mellior conver o
projecto n. 152, de 1884 Lourenco de S.
( projcso a que se retere a emeoda o ge-
guite:
A Assembla Legislativa Provincial de Per-
nambuco resolve :
Artigo unico.^Ficam elevados a 900000 o,
vencimentos de 6004000, que percebe o ajudante do
pharmsceutico do Hospital Pedro II, marcados na
tabella annexa ao respectiva regularoeatc.
Revogadas as disposicoes em contrario.
c Paco da Assembla, 6 de Maio de 1884.P.
Oliveira.Santos Pinheiro.Visconde de Taba-
tinga. *
N. 2"3. Apresento o seguinte projecto como
emenda ao orcamento, tal qual se acha emeudado.
Jos Mara.
O projacto a que se refere a emeoda o se-
guate .- /
A Assembla Legislativa Provincial de Per-
nambuco resolve :
Art. 1 Fioa o presidente da provincia auto-
risado a coaceder, por prazo improrogavel de cia-
co annos, privilegio Alfredo Best Tugaian ou
quem maiores vaotagens offerecer, para montar
n'osta provincia a primeira fabrica de cimento,
preparado com materia do paiz.
Art. 2 O cimento produzido pela fabrica de
que se trata uao gosar de isencao de imposto al-
gum, nem de quaesquer favores, directos ou iudi-
rectos, que tenham por fio- prohibir a entrada ou
venda na provincia do producto similar, nacional
ou eatrangeiro.
Art. 3 Se no fim de dous anuos, a coutar da
data da preseute lei, nao estiver a meama fabrica
funecionando regularmente, a actual coneesso do
privilegio ser ipso facto considerada caduca.
Art. 4o Ficam revogadas as disposicoes em
contrario.
Sala das commissoes, 10 de Abril de 1886.__
Barros Barreto Jnior.Padre Julio de Barros.
N. 224 Onde couber :
Offeree-) como emenda ao projecto n. 43, o se-
guate projecto n. 76 de 1886.Joo Alves.
O projecto a que se refera a emenda o se-
guinte :
A Assembla Legi=Iativa Provincial de Per-
nambuco resolve:
Art. Io Fica o presi lente da provincia auto-
risado a desapropriar, na villa de Taquaretinga, o
predio que all foi construido para servir de ca-
deia, quartel, casa de cmara, jury e eleieoea.
Art. 2" Em dita desapropriacao podei ser
ai-pendida at a nuaniia de 8:00()0') .
Art 3 O pagamento d'eaaa quantia ser feito
por prestacoc 2:000000 annualmente.
Revogam-se as disposicoes em contrario.
Saladas sesses, em 10 de Maio de 1886.
Joao Alves. >
N. 225. Emenda additiva.Offereco como emen-
da ao art. 3' do pnjecto, n. 43 o projecto n. 90 da
1886 Rigoberto, Joa Diaria.
O projecto a que se referj a emenda o se-
guinte ;
A \.ssemb!t Legislativa Provincial de Per-
narabaco resolve:
Art. 1." A coneesso constante da lei n. 536
pelo art. 32 da Ifln. 1860, reatabelecidaem-fa-
vor dos inaugurado^s da c >mpauhia de e ficac^o
Msta cid.de, tica am.Uli ao pagamento i.ite-
gral dos impostos a que a le n. 535 se refere ao
praso de 15 annos para t^das as casas que a eom-
paiiliia edificar e a contar da respectiva edifica-
ba >.
: 1 O empresarios serlo obrigados a roce-
ber gratnitfmente cm su is officinas .t r{mentnos
pobr 3 mandados presentar pelo presidente da
provincia, d'eutre 03 educandos dos stabeieci-
m'.'ntos de caridade cu quae'q'ie- nitros, e logo
quo os mesmos teuh m aprendido o orBcio a que se
destinen), a companhiapagare-ihs-ha o salario que
for estipulado com os seus pais ou tutores.
2 O governo da provincia firmar con-
tracto com os empresarios, no qual estabelecer
clausulas que garantam a fiel execucao do dis-
a 1 .
c!ispo8icuC3 em
Art. 2." Fieam revogadas as
contrario.
Sala das commisijeg, 26 de Maio de 1886^
Costa Ribeiro.Sophronio Portella.Domingues
da Silva.
N. 886. Apresentaraos como emenda o orca-
mento o projecto u. 89 de 1886.Jos Mara.Dr.
Pitanga.
0 projecto a que se refere a emenda o se-
guinte :
* A Assembla Legislativa Provincial de Per-
nambuco resolve :
1 Art. I. Fica concedido ao Dr. Joo Ferreira
da Silva, ou a empresa que este organisar, o pri-
vilegio de 25 annos, para fundar nesta cidade ama
grande fabrea do machinas e apparelhos elctri-
cos, destinados a producao de luz, ao transporte
de f.'re-i, aos processos electrolticos, s applica-
coes therapeuticas e s desmonstraces escolares.
- Art. 2.o O concessionario ou a empresa dar
comeco ao servida dentro do praso de 2 annos
contados do da em que for frita a coneesso.
Art. 3." O concessionario ficar obrigado a
fornecer s repartices publicas da provincia todo
o material necessario que disser respeito sua in-
dustria, por menos a terca parte dos precos dos
cathalogos das casas estrangelras; ficando porm
isento do pagamento de quaesquer impostos pn-
vinciaes.
< Art. 4. Ficam revogadas as disposicoes em
contrario.
Sala das sessoes da Assembla Legislativa
Provincial de Fernambuco, em 20 de Maio de
1886.Dr. Pitanga.Jos Mana.
N. 227. Artigo additivo s disposicoes geraes
A mereadoria que for reembarcada para fra da
provincia livre da taxa do 13, b.-m como da de
que tratam os S 11 e 12 da lei n. 1860.Gomes
Prente.Coelho de Moraes.Constantino de Al-
buquerque.
. 228. Additivo s disposicoes geraes.Fica
concedido a Eduardo de Moraes Gomes Ferreira
privilegio por 10 annos para explorar a conversan
do gran de trigo em farinha por meio de moinhos
vapor, ficando isento durante o tempo do privi-
legio de impostos provineiaes e municipaes a res-
pectiva fabrica e os productos que furem expor-
tados.Rogoberto.
EMENDAS APRESENTADAS EM 2a DISCUSSl
AO PROJECTO N. 5-t DESTE ANKO (ORCA-
MEXTO MUNICIPAL).
N. 44. Ao art. Io 11 a. 5, accresceute-se :
mais 876000 exclusivamente para ;> amento in-
te ral no presente ex> rcicio, de cust s vidas ao escrivo Jos Peres Campeli Almeida,
deduzindo se paia sem lbantc ti n da < 1 lia ven-
tilaos quantia equivalente.Luiz de Ai irada.
Gaspar Drummond.
-----------------ssac
QnpMa ffl B
PARECER DA COMMISSO FISCAL
Srs. accionista" da companhia do Beberile.
Honrados urna vez com a vossa confianca para
exercermos o cargo de fiscaes d'esta companhia,
viino,, em observancia no que determina o 2o do
art. 31 de nossos estatutos dar vos conta do re-
sultado do eiame a que procedemos na escriptn-
raco e valores existentes e referentes aos nego-
cios sociaes no anno que terminou em 31 de abril
prximo fiado.
Ciiiiprindo nformar-vos que acharaos aquella
regularmente feta e estes de accorio com os ba-
tneos apresentados pela sua directora, que coas
a maior franqueza e boa vontade se prestoo a dar-
nos todos os esclarecimentos oeeessarios, para aos
por a par do movimeoto desta companhia no perio-
do de que cima fallamos, facultando nos por es-
ta forma os meios de vos mostrar com minuciosi-
dad!", e seguranca o seu estado actual, que bas-
tante lisongeiro, e pelo que de da para dia vai
com vantagem recuperando Jdo publico d'esta ci-
dade aquelle conceito de que j gosou, e que por
causas diversas, por certo de vos conhecidas, fci
de alguma forma abalado.
Conforme reselvestes em reunio de assembla
geral de 1 e 15 de dezembro de 1882, a directo-
ra d'esta companhia contrahio com facilidade, na
praca de Londres, por intermedio da respeitavel
casa d'alli, de Kuowles & Foster, o importante
emprestimo de 100,000 ao typo de 95, e juros
de 6 0/0 ao anuo, amortizavel em 20 anuos, que
comecaudo em 1* de julho de 1888 lindar em de-
zembros de 1906, fazendo esta comoanhia os paga-
ra, utos semestraes na totalidnde annual de 8,609
iuclusive juros e amortisagao, systeroa este que
faz diminuir, todos os auoos, aqoelles e angmea-
tar esta.
Este alvitre por certo preferivel ao que com-
mumente se observa em taes transaccocs, de serem
ellas amortisadas por prestacoes iguaes ; porquaa-
to oesse caso os pagaiueutos seriara mais avulta-
dos nos primeiros tempos antes de desenvolvida
as reudas, menores quando estas ostivessem aug-
mentadas ; e naquelle, o adoptado, a quota annual
fixa.
Nao precisamos encarecer o tino d'aquelles
a quem merecidameute foram confiados os nossos
capitsee, desde que nos lembrarmos que pouco
mais vantogem obteve o governo imperial, quan-
do ultlmameote levantou n'aquella praca o em-


Diario de PernambHcoTerfa-feira 8 de Junho de 1886
#
prestimo de ii,000, nao obstaute a sua qual i-
dade e avultada somma. pola que all quaato mais
avnltadas sao essas operacoes meooB onerosas
ellas se tornum.
Conta a directoria d'esta companhia que os cn-
cargoe contrabidos podero ser restrictamente
eumpridos sem sacrificio algum, bastando apenas
o deaenvolvmento da reoeita, que por cerro ha de
vir, qna ido esta companhia te achar habilitada a
satisfacer aa mltiplas nceetsidades d'eata cidade
com relacao ao fornecimeura d'agua.
Do referido emprastiino ja se aeha paga a pri -
meira prestado de jaros na importancia do
3.0.K), o o correspondente ein Londres achase ha-
bilitado a satisfazer a segunda, que se vencer
cm 1* de julho vindouro, de ignal quanta.
Vo ere progresso aa obras no vos a que seobri-
gou por contracto esta companhia com a provin-
cia : o grande reservatorio cata em via de coa-
cluao, a boba principal de encanarnento eat da
todo assentada, a da cidade em mais do metade,
sendo que o que taita de pouco trabalho e des-
pendi, aa bombas a vapor, prestes a chegar c o
respectivo edificio em estado bastante adiantado.
A' viata, pois, de tao rpido deaenvolvimento
que aa mencionadas obras tem tido. espera a di-
rectoria desta companhia que em deze-nbro do
corrente anuo, prazo marcado no contracto, ellas
funecionem.
Este desidertum qoe aoa posaimistas pareca
utopia, sos descrentes impossivtl aoa desconfia-
dos empreza difficil de vencer c para a eiuil nio
arriacavam oa seu8 capitaes, vai em breve tornar-
se urna realidade, devido quasi que s i forca de
vontade, zelo e esforcos inauditoa da actual direc-
toria que, aa nao foaae j credora do nosso reco-
nhecimeuto, s por este tacto era bastante para
determinar este sentimento.
Comprehendeis bem, Srs. accionistas, que para
levar a effeito to ardua tarefa preciso se faz que
haja grande somma de dedicaco e experimentada
preseveranca, pois que os obstculo?, as difficul-
dades e as contrariedades a superarse surgem a
todo o munento.
Entretanto, envolvida a directoriu desta compa-
nhia nesta luta insana que exige toda a sua atfen-
eio e cuidado, mesmo assim nao se tcm ella dea-
curado dos outros negocios, taes como derivaco
para as casas, acquisico de predios para chafa -
rizes, compra de materias e outras cousas necei-
sarias prosecuco da marcha regular desta com-
panhia.
E-nos grato significar-vos que ntrenos as ac-
tes desta companhia continuam a ter grande pro
cura, as quaes, como sabis, sendo de 1005o0#,
foram vendidas ltimamente a 150000: e em
Londres os bon i-, do eropreatimo que ella con?ra-
bio foram cota lo* a 104 0/0, factos estes que at
testam suficientemente o seu elevado grao de
prosperidade e a confianza que u sua directoria
inspira.
Referindo-nos agora as financas desta compa-
nhia. temos diier-voa que ae o resultado obtido
no aono passado foi considerado como asa8 1-
songeiro, p-la razo de nunca ter-Be obtido outro
igual, o d'eate anno foi ainla maior : a receita
elevou-sc a 227:719^050, superior d'aquelle
anno tm 11 866360, o passo que na despezar
sendo do 75:04?S810 foram menores 1:166143o,
resultando uin sallo do 152:671240, maior de
quantos tem havido, que permitcio faz?rera se os
dividendos semestraes na totalidad de 103:200.
pasaands ainia o crdito da conta de lucros o per-
das a sobra de 49:471240, representando esta
cont hoje 122:402*129.
Rcconhccemos, Srs. accionistas, que tomos por
demais piolixos ; mas tratando-se de urna phase
especialissiina na existencia d'esta companhia, era
de nosso devi-r orientar-vos dos fictos mais im-
portantes oceorridos dopois da ultima vez que ti-
vemos a satisfaco do vos fallar, o que nao obs-
tante solicitamos a voasa benevolencia.
Concluindo, somos d parecer que as contaa
apresentadas aejam approvadaa e que se faca men-
co na acta da reu iao d'assembla geral que de-
ver ter lugar, uin voto de agradecunento di-
recti ri pelo muito que tcm fcito em pro dos in-
teresses d'esta companhia, fieaodo d'esta forma
Consignada a nosaa gratido pola boa administra-
cao que tem sabido fazer, o que folgamos de re-
conheeer.
Recife, 4 de Jnnho de 188G. Joaquim Alves
da Fonseca.Jos Joaquim Moreira. Antonio
Augusto dos santos Porto.
StviSTA DIARIA
Antembla Provincial Funccionou
hontem, sob a presidencia do Exm Sr. Dr. Jos
Manoel de Barros Wanderley, tendo comparecido
29 Srs. deputados.
Foi lida e approvada, sem debate, a acta da
sesso antecedente.
O Sr. 1 secretario procedeu a leitura do se-
guinte expediente :
Um dBcio do secretario do governo devolveodo
infirmada a potico de Theotonio Joo da Cunta.
A quem fez a requisico.
Um abaixo assignados de negociantes, proprie-
tarios e moradores na parte media do nascente da
ras do Amorim e da Meeda do bairro do Recife,
pedindo que se prosiga e conclua o calcamento de
ambas A' commissao de orcamento provincial.
Foram imprimir os seguintes projectos, sendo
o de n. 98 precedido do parecer da commissao de
peticoes :
N. 98. Auforisando a conceder-se um anno de
licenea com todo os vtncimentos professora de
Gravat Anna Amalia Barbosa da Silva.
HjN. 99. Suppnmindo os districtos depazdeSer-
ra Branca e S. Pedro de Ouncury.
O Sr. Scarea de Amorim juatificou a seguinte
indicaco que foi apoiada, tendo orado o Sr. Costa
Ribeiro.
- Indico que seja felicitada a issembla legis-
lativa do Rio Grande do Norte pela libertaco do
municipio de Carabas daquella provincia.Soa-
res de Amorim.
Foi remettida commissao de constitoico e
poderes:
O Sr. Ratis o Silva orou sobre o desabamento
da ponte do Calafate.
Adiaram-se os requerimentos dos Srs. Jos Ma-
ra e Ferreira Jacobm-, o pnmeiro a pedido do
Sr. Sophronio Portolla e o segundo a pedido do
Sr. Herculauo Bandeira, amaba por 24 horas.
Passou se 1' parte da ordem do dia.
Adiou-se a 2 discusso do projecto n. 43 deste
anno (orcamento provincial) sendo apoiadas di-
versas emendas a ultimo artigo e tendo orado os
Srs. Gomes Prente, duas vetes, Prxedes Pitan-
ga, du; s vpzes, Coelbo de Moraes e Jos Mara,
aendo votado os artigos precedentes, sendo ap-
Srovade um requerimento do Sr. Lourenco de S.i,
e adiamento at serem imprestas as novas emen-
das nc jornal da casa.
Passou-se 2* parte da ordem do dia.
Approvou-se em 3* discussSo o projecto n. 87
deste anno (imposto de tonelagem sendo reinettido
4 commissao de redaceao, a qual, apresentando o
respectivo parecer, pedio e obtuve dispensa da
impressiio (o mesmo o Sr. Barros Barrete Jnior,
i:nlj approvr.do cm seguida.
Apprivou se em 2 diacusso o projecto n. 27
dest" anno (forca policial), erando pela ordem o
Sr. Drummond.
Em 2a discussao, sendo dispensado do intersti-
cio a requerimento do Sr. Gomes Prente appro-
vou-se o projecto n. 93 deste anno (crditos aup-
plementarea.)
Eneerrou-ufi a 2* diacusso d* artigo Io do pro-
jecto n. 54 oe. anno (o*$ imento municipal) seud>
Bolada urna emenda e tendo orado os Srs. Jos
aria e Repo Barros.
Dada a hora o Sr. presidente levanten a sesso
designando a seguinte ordem do dia :
1* parte : coutinuacao da antecedente ; 2a par-
te : 2a diacusso do projecto n. 93 deste anno e
continuacao da antecedente.
A FU na do Caplo-irrE' este o ti-
tulo da engracadissima op-reta, que foi ante-bon-
tem representada no theatro de Santo Antonio,
em beneficio do estimado artista dramtico, Sr.
Xisto Baha, director da companhia que all tra-
blha.
Foi o espstaculo muito cencorrido, agradando
geralmente a peca, sendo bisados muitos dos tre-
chos musicaes de que adornada e chamad s
cena por diversas vezes os artistas, especialmen-
te o beneficiado.
N'um O intervllos foram por apreciadores do
jrce'leuta artista recitada* diversas poesas, sen-
do I he offerecida ama joia.
Deve elle estar satiaieito com o beneficio que
teve e eom os muitos e justos applausos qoe re
ceben. ,
A Opereta merece er viata, pois, repetuaos,
engracadissima,
jallo e ferlanenlonNo da 1 do cor-
rente, la 3 horads>ts*de, no termo de Pesqnei-
ra iaenda Gravalaaia-no, Antonio Detairo,i
Jos* Arres e outro indraWno, foram casa do e*
pito Raymundo Ferreira de Moraes, que eatava
ausente, e atacaram com fim o de roubar, a esposa
e irm do mesmo cupito, ficando aquella forida
gravemente no peacoco e n'uma das maos, e a ul-
tima com urna facada n'uma das coxas.
Aos gritos das duas s<>nhoras a:udiram algumas
peesoas, sondo presos dous dos criminosos, Delmi-
ro e Alves, evadindo-e o tereetro.
De ambos foram tomadas as seguintes armas :
urna esp ngarda de dous canos, um clavinote, duas
pistolas de doiu canos, duas facas de ponta. e car-
tucheiras com Dalas.
Tomou-se-lhes mais urna egua e dous burros,
um dos quaes eatava carreg*d com carna saeca e
queijos.
Inf jrmaram que estes criminosos sao dos que n-
fistam o termo de S. Bnt, d'onde sao naturavs.
Logo que a autoriiade polit cial respectiva teve
conhecimeuto do facto, dirigi so para o lugar em
que este sa dera, com urna forca de 7 piacas, e
eat procedendo contra os criminosos, nos termos
da le.
Liberdade-A Exma. Sra. D. Ignez Her-
minia da Silva, residente em Lisboa, enviou ao
Dr. Maduro a carta de liberdade de suas duas
crioulas mojas Apeniana e Carolina, que estav im
em casa do mesmo Dr., gratuitamente e sem ouus
algum
Este acto muito abona os scatimentos philan-
tropicos daquella senhora, e bastante satiafacao
cntimos cm noticial-o.
FallecimentoCartas da corte dizem que,
a 19 do Maio findo, all falleceu o subdito fraucez
Francisco Mana Duprat, eom 78 anuos de idade.
O velho Duprat, bem conbecido nesta provin-
cia, onde fundou o Brasil Agrcola e diversas ou-
tras emprezas de utilidade publica, era um ho-
irnn intelligeute e eminente.nente trabalhador.
Sempre infeliz nos seua emprehendimeutos, foi
lia poucos annos para o Rio de Janeiro s expen-
sas de S. M. o Imperador, e alli acabou os das de
vida pobre e anda infeliz, nao obstante o seu
incessante labor em pro do Brasil, do qual era
grande amigo e q-asi filho pelo coraclo.
Paz sua alma.
Noticia da BabiaO vapor francez Ville
de Cear, alm das noticias que publicamos na fo-
lh-4 de ante hontem, trouxe as seguintes da Baha,
de onde alcancou em datas at 3 do corrente mez :
Continuava em scus trabalhos a assembla pro-
vincial, que fra prorogada ai 17 de Junho
O conselheiro presiden'e da provincia tora
at at Alagoinhas, afim do percorrer e examinar
o prolougamento da ferro-via.
No municipio de S. Francisco foram d;clara-
dos livrcs 1,275 sexagenario), na forma da lei de
28 de Setembro de 1885.
Na capital anda se derain casos de febre
amarella.
Lemos no Diario de Noticias do l" di cor-
rente :
" Tentou suicidar-so hontem, cerca de 4 1/2 ho-
ras da tarde, o Sr. Henri Marcbandt, chegado do3
Lences no sabbado ultimo.
O Sr. Marcbandt que se achava hospedado no
hotel Francez, traza a quanta de 9:950$ e di-
versts obras de ouro velho para entregar aos r s.
Simn Nathan o Outros.
Dando-se como roubado nessa quantia, foi
ehamado a polica, que nao cncontrou no quarto e
na ba^agem do Sr. Marcbandt o menor vestigio
de arrombamento Apenas foram encontradas as
pecas de ouro.
Levado pelo desespero de sua posico, o Sr.
Marcbandt tomou de um revolver e disparo um
tiro contra a regia; frontal, euternando-so a bala
no cerebro.
Cinco minutos depois, vendo que nao morria.
o desventurado moco disparou um outro tiro, no
espaco intercostal esquerdo, resvalando o [.rojee-
til para a regiio posterior do thorax.
Chamados inmediatamente os Srs. Drs. Bra-
ga e Mendonca, poude ser oxtrahida, por meio de
funda incso, a segunda bala, que felizmente nao
cffendeu o pulmo, nSo conseguindo-se, porm, ex-
trahir a que internou-se no cerebro.
Nao obstante ser gravissimo o estado do in-
feliz moco, a hora em que escrevemos os mdicos
tinharo esperanca de salva! o.
O Sr. Marcbandt confessou-se arrepeadido de
semelhante acto de loucura, pedindo perdao a
Deus e declarando-se absolutamente disposto a
receber os sacramentos.
Effectivamente foi chamado o estimavel pa-
dre Dr. Souza e Oliveir, deputado provincial,
que ministrou ao desventurado moco o sacramento
da coufisso.
Caso peiore, o Sr. Marchandt receber esta
tarde os ltimos sacramentos.
Es -.rever tres cartas, urna ao Sr. cnsul fran-
cez, outra ao Sr Julio Nathan e a ultima ao Sr.
subdelegado da freguezia de S. Pedro, as quaes
diz que foi roubado.
Na carta d'aquella autoridade pode-lhe para
que continu o inquerito e que se encontrar o di-
nheiro entregue setc contos ao Sr. Nathan e o res-
to mande a sua familia.
Com os objectos de ouro velbo foram encon-
trados os seguintes : Uin briibante, um relogio de
algibeira, quebrado, e um chicote.
N'um dos bolaos do paletot achou-se a quan-
tia de 9i00, que o Sr. subdelegado juntou aquel-
lea objectos, empacotando- os e lacrando oa.
O Sr. Marchandt tem 22 annos de idade .
Readoram em Maio :
A recebedoria 52:514*187
A alfandega 859:5614337
Sendo geral 792:898GG3
E provincial 6G:662/G74
Noticia de A Incoa*0 paquete nacio-
nal lialiia. entrado hontem do sul, apenas adian-
tou datas daa Alagoas, trazendo f jlhas at 6 do
corrente :
Continuava em seus trabalhos a assembla pro-
vincial.
Lemos no Orbe de 3 :
No trem da ferro-via da Imperatriz que an-
te-hontem chegon a esta capital palas 5 horas da
tarde, vieram dous dos tres sentenciados que na
madrugada d'aquelle da se evadiram da cadeia
publica desta capital.
O tercero resisti a priso no momento em
que a forca o sitiou, as cercanas do Taboleiro
do Pinto, cinco leguas, approximadamente, dis-
tante desta cidade e da reaeco operada pela es-
colta, que se vio acossada por tiros diaparados pe-
lo fugitivo, resultou a morte deste. I
Foram estas as informacoas que a respeito
pjdemos colher .
Kleico de Contraria A de Nossa Se-
nhora daSoledade da Boa-Vista, procedida cm 6
do corrente mez, sjb a presidencia do Dr. Manoel
da Silva Reg, juiz de provedorias e capailas
requerimento da actual mesa regedora. Deu este
resultado :
JuizFrancisco Jos dos Passos Guimaraes
(reeleito).
Escrivo Maneel Francisco Carioso Guima
Isaac D. Pinto e da Aula Infantil o Sr. Virgilio
Ooucalves Torres.
ande do Porto Ante-hontem prestou
juratamto e assumio s funcedes do cargo de se-
cretario d'aquella repartilo o Sr. Bernardina Al-
ves Neixa.
Reviata AcadmicaPublicou-se o n. 3
desta revist quinzenaria, a qual nao tem desme-
recido do conceito que inspirou desde o primeiro
numero.
El trAnalto O paquete Aeortcagua, inclu-
sive 2 tomados em Pernambuco, lavou para a
Europa 179 passagsiros.
Dlnbelro paquete Mandos levou para :
Alagoas 20:000*000
Rio de Janeiro 252:600*000
O paquete Baha trouxa do sol para.......
43:940*010.
Manta Casa de Misericordia.Pes-
soal dos enfermos e educandos existentes nos di
verses estabelecimentos a cargo da Santa Casa
de Misericordia do Recife, no moz do Maio
findo :
impret-rivelmente no da 8 de Junho s 11 horas
da manh.
Bllhetes venda na Casa Feliz da praoa da lo
dependeueia ns. 37 e 39.
IOferia da corteA 1' parte da 364 lo
teria da corte.cujo premio grande do 100:000*,
ser extrahida no da 9 de Junho.
Os bilhetes acham-se venda na Casa Feliz,
praca da Independencia na. 37 e 31.
Tambem se achara vendana Casa da Fartnna
ra Primeiro de Marco n. 23.
N. 4. Todos os uo ttu tomado a Eamlsao
de S :ott, reconhacem a sua superioridade
sobro os outros remedios empregados at
hojo para a cura da tsica pulmonar, escr-
fulas, rachitis, anemia e debilidade em ge-
al. As suas virtudes sanativas e reoonsti-
tuintes sao maravilhosas.
Hospital Pedro U 530
Dito dos Lazaros 34
Dito de Santa gueda 4
Hospicio do Alienados 224
Asylo de Mendicidade 181
Collegio daa Orphas 199
Casa dos Expostos :
Em creaco 136 ) 341
Em educacao AJO )
Total 1513
Hospital PortugusU movimento das
enfermaras deste boapital durante a semana finda
foi o seguinte :
Existiam em tratamento...... 22
Entraram................... 3
Ao publico
Sahram curadas......
Falleceu.............
Ficam em tratamento.
25
21
1
21
25
ws
Thesoureiro Tenente Manoel Octaviano de
Carvalho Pinto.
Procurador geralDr. Jos Alves Cavalcante
(reeleito).
ProcuradoresTenente Antonio Gomes Leal e
tenente Manoel Jos de Sant' Anna Araujo.
MsanosJoao Moreira da Silva Braga, Anto-
nio de Medeiros Mafra (reeleito), Jos dos Santos
Coelbo, capitao Joaquim Leocadio Viegas, Adal-
berto Jos de Paiva, Alfredo Ferreira Pinto.
Em seguida e a requerimento do iimao juiz
eleito foi enipossada a nova mesa.
Club Eiitterario Diegueti Jnior
Esta sociedade, fondada entre os alumnos do Ins-
tituto 19 de Abril, tunecionou no dia 4 do corre-
te sob a presidencia do Sr. Joao Paulo Carneiro
Lelo.
Lida a acta, deliberon-se que foase devolvida
ao Io secretario afin- de rt*formal-a.
Depjis de lida a chronica primaria, foi repro-
vada, tendo orado os Srs. yrea Gama Filho, (co-
mo advogado), L opoldo Pires Ferreira, Alberto
Cavalcante,*IuIio Pires Ferreira Sobrinbo, Carlos
Porto C*rreio, Thiago da Fonseca e Francisco
de Barros.
Foi lida e approvada a chronica do Instituto,
depois de terem fallado os Srs. Paulo Mello, Ayres
Gama Filho, Joio Panio Oarueiro Leio, Elysio
Silveira, Virgilio Torres.
Depois foi lido nm parecer da commissao revi-
sora de theses, o qnal foi approvado com urna
emenda do Sr. Julio Pires e outra do Sr. Joao
Paulo. .
Teve lugax o jury histrico do personsgem Fili-
l ppe o Bello, orando como promotor o Sr. Thiago
da Fonseca, e como advogado o Sr. Alfredo Ho-
to. Falln mais, eontra o personagem o Sr. Paulo
Mello.
A commlssio do parecer sobre o discutido per
son .g'm ficou assim composta : Julio Pires, Pan-
lino o Isaac.
Para o proxino jury foi sorteado o personagem
D. Manoel o Venturoso, que ter por promotor o
Sr. Joao Panto e advogado o Sr. Isaac.
Foram sorteados ebronista : da I ti loto o Sr.
Contina de semana o mor Jomo Jos Sabino de
Abreu Cardse
Lellaes). Effectuar-se-ho:
Hoje :
Pelo agente Pinto, s 10 1(2 horas, na ra da
Unio n. 57, de movis, louca?, vidros, etc.
Pelo agente Silveira, s 10 12 horas, na ra
daa Larangoiras n 29, de movis, loueas, vidros,
etc.
Pelo agente Gusmao, s 1Q 1/2 horas, na ra
Duque de Caxias n. 77 A, de predios.
PcZo agente Modesto Baptista, s 11 1[2 ho-
ras, na ra da Imperatriz n. 75, de movis, lou-
eas, vi iros, etc.
Pelo agente Gusmcto. s 11 horas, na ra Du-
que da Caxias n. 77 A, das miudezaa, armacao c
mais perteocas da loja ahi sita.
Pelo agente Alfredo Quvnardes, s 11 horas, na
ra do Bom Jess u. 45, de fazendas limpas c ava-
dadas.
Amanhil:
Pelo agente Pestaa, s 11 horas, na ra do
Vigario a. 1-', de predios.
Pelo agente Martins, s 11 horas, na ra do Im-
perador n. 16, de dividas.
Pelo agente Alfredo Guimaraes, s 11 horas,
na ra do Visconde de Goyanna, casa do eom-
mendador Burle, de movis, loueas, vidrs, qua-
dros, etc.
Hmmum fnebre.Sarao celebradas:
Hoje :
A's 8 horas,' na matriz da Boa-Vista, por alma
do Joaquim Demetria de Almeida Cavalcante ; s
8 horas, na matriz da Boa-Vista, por alma do
corameudador Jos Jeronymo Manteiro.
Amanh :
A'a 7 hora;-, na caoella do cemitario de Santo
Amaro, por a'ma de D. Rita Francisca de Freitas.
Quinta-feira :
A's 8 horas, na igreja da Penha, por alma de
Leopoldo Carneiro Rodrigues Campello.
Paasaxeiro*Chegados dos portos do sul
no vapor nacional Baha :
Luiz Jos de Frauca Oliveira Sobrinho, Frei
Alberto de Santa Julia Borelho, Jos C. Le te, sa
gundo tente Francisco do Souza Pinto, Corne-
lio de M. Moraes, Domingos Rocha Vianna, Ar-
thur Socba, capitao Joo Baptista de Souza, sua
senhora, 5 filhos e 1 criado, Gouealvea Tourinho,
Fraucisco A. Filguciras, Joaquim Baptista de
Carvalho, Antonio de Paiva Martins, Eduardo
Castilho, Leonor M. da Costa, Vicencia F. do Je-
aua, Francisco .-'ereira da Silva, Dr. Mathias da
Costa Barros e sua senhora Maria Lidia de Bar-
ros Pinto, Maria Dantas, Dr Bernardo Moreira
e sua senhora, Manoal Carlos, Amelia Torres,
Gertrudes dos Santos, Balbina Mana da Silva,
Luiz Jos da Silveira, Sebastio A. Filho, John
Taylor, 1 sargento, 1 soldado, 1 preso, 1 emi-
grante.
Operaces cirurgicaaForam pratiaa-
das no hospital Pedro II no dia 7 do corrente as
seguintes :
Pelo Dr. Malaquias :
Iiydroeele duplo pela puncao e canterieacao de
nitrato de prata.
Amputaco do penis pelo processo de Guyon
reclamada po. epitetioma do penis.
Extracco de corpo extranbo do conducto audi
tivo (braco de boneca de louca) em urna criar ca.
Pelo Dr. Esteva :
Extirpaco de epitetioma da mama.
Pelo Dr. Moscoso :
Posthotomia a bistur por phymosi.
Urethrotomia interna pelo proceaso de Maison
neuva por esireitamento da nrethra.
Maiadouro Publico. Foram abatidas
uo Matadouro da Cabanga 77 rezes para o consu-
mo do dia 7 de Junho.
Sendo: 65 pertencentes aos Srs. Oliveira Cas
tr No mesmo estabelecimento foram tambem
abatidas para o consumo do dia 8 do corrente 82
rezes.
Sendo : 67 pertencentes a Oliveira Castro & C ,
c 15 diversos.
Mercado Municipal de 9. Jos.G
movimento desta Mercado nos das 6 e 7 do cor-
rente, foi o seguinte:
Entraram :
73 bois pesando 10.530 kilos.
713 kilos do pcixe a 20 ris 14*260
67 cargas de farinha a 200 ris 13*400
33 ditas de frustas diversas a 300
ris M900
21 tabolcirop a 200 ris 4*200
29 sainos a 200 ris 5*8(J0
Foram oceupados:
44 columnas a 600 ris 26*400
55 compartimentos de faiinha a
oOO ris 27*500
45 compartimentos de comidas a
000 ris 22*500
144 ditos de legumes a 400 ris 57*600
32 compartimentos de suino a 7o0
ris 22*400
26 ditos de tressuras a 600 ris 15*600
4 tainos a 500 ris 2*000
19 ditos de ditos a 2* 38*(XHi
108 talhos de carno verde a 1* 108*0ik>
Victima de nm plano ardilo?am ;nte preparado
por Ernesto i Leopoldo e Tb. Holmas para o fim
de me arruinarem, vejo-mo fjrcado a vir impren-
sa responder as aecusacoes feitas pelo dito II li-
mes, em um artigo publicado no Jornal do Recife
de hoje.
Th. Holmes e Ernesto & Leopoldo socios solida
ros da firma de que facj parte na drogara e
pharmacia, sita ra Nova, requereram minha
fallencia, por se a^harem desharmonisados com
migo.
Tivepordever para com os meus corresponden
tea na Europa e para salvar-m: da um. grande
expoliaco ^em premeditad, de oppor me com
tenaz resistencia, usando apenas daa armas que
me tbrneciamia razo ea justica. Vi minha cau-
sa gradualmente prosperar e at que hoje obtive
triurapho peraute o illustrado e integro Dr. juiz
especial do commercio.
Mas os meus inimigos e socios propositalmonte
propalavam os boatos mais infamas a muu respei-
to, e amigos meus me acoosclharam a maior cau-
tela por seren elles capazes de qualquer traicSo.
No dia 2, quarta-teira paa tada, um criado da
casa veio me oommu ;ar que o Sr. Th. Holmes
estava fazendo experiencias com materias explo-
sivas o inflamantes e logo que vira ele criado ha-
via cessadn as suas experiencias e tinha vindo
para a pharmacia.
Fiquei extremamente assustado com isto e maa-
dei communicar, por meu irmo H. Levy, ao Dr.
Milet para que cata requisitasse as providencias
iflo o caso exiga, lavando o faeto ao conhecimento
do Dr. chefe de polica e pedindo a este que man
EDITAES
O Dr. Adelino Antonio ue Luna Freir,
offieial da Imperial Ordem da Rosa, eom
mendador da Real Ordem Militar Por-
tugueza de Nosso Senhor Jess Cbristo.
e juiz do direito privativo de orphos e
ausentes n'esta comarca do Rocifo, por
Sua Magostado Imperial a quem Deus
guarde, etc.
Faco saber que nesta data foram declarados li-
bertos, em virtude da lei n 3,270, de 28 de Setern-
hro do anuo prximo passado, sem dependencia de
n-Miiium titulo ou formatidade. os escravos eons-
tan'.esdas M-laeoes abaixo, sendo quo aqualles que
j tiveretn completado a idade de G5 annos, sao li-
bertos desde j para todos os effeitos, sem nen-
huma clausula ou obrigacao d* servicaa, devendo
permanecer em companhia dos es-senhores, salvo
sa preerirem adquirir, por outro modo, raeios de
subsistencia e para isto forem julgados aptos por
este juizo, devendo uo primeiro caso, os ex-seulu-
res alimentar, vestir e tratar os meamos libertos
as su.-s enfermidadea, usufruindo os servicos que
estes poderem prestar, coinpativeis idade e apti-
do physica. Os escravos de 60 a 65 annos, po-
rm, ficam libertos com a clausula nica de pres-
taren) servicos aoa ex-senhorea pelo prazo de
annos, nao sendo exigida prestaco de servicos
alm de idade 65 annoi.
Continuagdo da relacao dos escravos maiores de
65 anuos
512 Quiotiliano, preto, solteiro, GS annos, de Joao
Alves -da Cruz.
513 Rachel, preto, solteiro, 71 annos, da Anna Vic-
toria de S e Albuquerque.
514 Raymundo, preto, viuva, 8'^ annos, do Barao
de Muribeca.
dasse collocar nm praca de ponto fixo jnnto da 515 Raymundo. preto, ajlteiro, 73 annos, dos her
botica, porque teriamos de vigiar o Sr. Holmes e
caso as nossas autecipacoes se realisassem teria-
mos r> auxilio da autoridade mo.
A's 9 horas da noite, quando se fechou o esta-
belecimento, eu p/di a chave ao Sr. Holmes, por-
que achei conveniente, sendo gerente da casa e
responsavel por qualquer da3astre, o estar a chave
em minha posse, elle recusou-se eutregal a.
Meu irmo, H. Levy, q je ia dormir no estabile-
cimeuto a meu padido para vigiar os meus inte-
resses, tentou arrancar a chave da fechadu.-a, an-
tes do Sr. Holmes poder tira!-a. Nessa occasio
o Sr. Holmes usou contra meu irmo de urna pa-
lavra muito indecente ed'uhi pnncipiou urna luta
de c6caos, que acabou por haver o Sr. Holmes gri
tado por soccorro.
Tendo a luta completamente cessado e o Sr.
Holmes continuando a gritar, o Sr. Bottencourt
dirigio-se a elle pedndo-lhe que nao gritaaae e
abrase a porta da ra, que s elle poda fazer,
porque linhaFa chave no bolso. Foi elle i porta
e abrio-a.
Incontinenti o Sr. Neves, procurador de Ernesto
c L :opoldo, atirou-se com violencia dentro da
casa, Recusando nos a todos de assassinos e tendo
o Sr. Holmes apontado meu irmo como a pessoa
com quem elle tinha brigado, elle Neves prenden
meu irmo e tomos nos todos juntos para a cata-
ci da guarda cvica, onda na preseuca do Dr.
chefe de po.icia proceden se a inquerito, conforma
do noticias os jornaes do da.
Eis aqu como sa passou o facto, que, sem a mi
nima alteraco, trago ao couhecimeuto do publico,
para que se poasa formar um juizo seguro, que
seja a expresso da urna verdada severa.
Recite 5 de Junho da 188G.
1. C. Levy.
P. S.As quatro barricas que sahram da dro-
gara, no da 3, que ae refera o Sr. Holmes, fo-
ram para a rcspeitavel c3a coramercial, desta
praca, dos Srs. Antonio Martiniano Veras & C.
Podero indagar.
J. C. Levy.
-------------------
Vlleiii'o
Oeve ter sido arrecadada nestes das
a quanta de 367*560
Procos do dia:
Carne verde a 400 e 320 tis o ke.
Suiuos a 560 p 8-0 ris idem.
Carneiro a 640 e 1*000 ris idem.
Farinha de 240 a 400 ris a cuia
Milho de 260 a 320 ris idem.
Feijio da 800 a 1*280
F- multado e suspenso o talhador Olympio
Rodrigues F. Pinto por fraude em peso de car-
ne.
IiOterla da provincia.Quart-feira, 9
de Jnnho, se extrauir a lotera n. 57, em bene-
ficio da igreja matriz de Granito.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora Ha
Conceico dos Militares, se acharo expostas as
urnas e as espheras, arrumadas em ordem num-
rica apreciaco do publico.
Lotera Extraordinaria do Vpl-
raaxa-U 4 e ultimo sorteio das 4* e 5* series
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, ser extrahida a 12 de Junho proxi
na.
Acham-se exposto a venda os restos des bilhe-
ti s na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
Lotera do BloA 3* parte da lotera n.
197, do novo plano, do premio de 100:000*000,
ser 'extrahida no dia do corrente.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham-se i venda aa praca da Inde
cia ns. 37 e 3b.
Lotera de Maceta de 900iOOO#OOo
A 11' parte da 13* tetara, cajo premio grande
6 de 200:000*080, pelo novo plano, ser extrahida
lEu abaix) assignado, sciente da declara-
cSo que fV,z o Sr. Joo Goncalve3 Torre,
em diverso* jornaes desta provincia, dizen
do nada dover-ioe; e provocando-me a pro-
var em juizo o meu crdito, direito que me
assiste ha dez annos, quando lhe tirei urna
conta que lhe entregusi j respondeu-me
que s paga va em juizo, mas por dous mo-
tivos nao quiz ir para juizo: Io, porque ti-
nha contratado com o governo provincial
um concert no ayude cm Caruaru', em
seguida fui para Jaboatao, fazer urna pon-
te e estrada da Luz ; depois para Limoei-
ro, fazer um concert na cadeia ; depois
para o Pajeu' de Flores, fazer a oadeia de
Flores; e assim me era impossivel susten-
tar aqui urna questuo, estando ausente ;
2, pi'rqua pensei que o Sr. Torres, com
o correr do tempo, pensanlo nialhor, lhe
doesse a c^usciencia, e um dia me cba-
masse e me indemnisasse. Mas engan i-
rae, pois ainda hoje vejo o Sr. Torres pen-
sando da mesma forma. Mas nao ha du-
vida, satisfarei a vontade do Sr. Torres ;
mesmo porque acho mais fcil provar o
meu direito, do Que tirar a sorte grande
de Hespanha.
Sinto nao poder j entrar na prova desse
direito, por estar aiarefado com diversas
obras provinciaes, como sejam: tres pontes
no Cabo e um em Gamelleiras ; mas ellas
terao fin, e eu terei teinpo para responder
aos quesitos do Sr. Torres.
Kecife, 7 de Junho de 1886.
Francisco Avila de Mendonqa.
Despedida
O abaixo assignado, tendo de fazer urna viagem,
nao podendo de^pedir-so pessoalmente de todas as
pesioaa que o honravam com sua amisade, o faz
pelo presente.
Recife, 5 de Junho de 1886.
Manoel de Sinaa Botelho.
Os martyre* que leiamUrna pula
ra aun dyMpeptico
N. 3SU
Sofireie martyrio e s os que sabem o que dya-
pepsia, podem eomprehender voasoa soft'rmenlos.
Agora ha uin remedio inao, immediato, abso uto,
nfallivel ; o qual ae acha por a8aim dizer porta
de voasas casas. Ess9 remedio a salaaparrilha de
Bristol. Devcis conhecel-a. Qaein ha que uo te-
nsa ouvido fallar d'ella ? Uaai-a e yoa rireis das
indigestoes e de todoa ot seua concomitantea e con-
sequeneia. N'un a semana alliviar O repleto d po
sito deaae perigoso material, que lauto vos traz
atormentado.
A flactulencia, a oppresso do estomago, a falta
de actividade tanto do corpo como do espirito, as
vigilias e. as angustias durante o dia, aa dores de
cabeca, as nauseas, as indescriptiveis sensaces
qne acompanbam a dyspepsia, e nao ha nenhuma
outra molestia, que nao desappareca qual sombra
passageira. Tirai-lhe a prova, experimentai-a.
Acha-se vends em todas aa principaca boacas
e lojas de drogas.
Agentes em Pernambuco, Henry Forstei & C,
ra do Commercio n. 9.
Palmares
O abaixo assignado convida todos os seus
amigos politicos da comarca de Palmares a se
retinirem no dia 13 de junho prximo, na cidade,
na casa de sna residencia, para tractar-se da or-
ganisaco da chapa de camaristas que devem
concorrer eleico municipal em jnlho do corren
te anno.
Palmaret 28 de maio e 1886.
Austriclinio de Castro S Barreta.
deiros de Manoel Francisco de Carvalho Paes
de Anlrade.
516 Ricardo, preto, solteiro, 65 annos, de Jos An-
tonio da lirito Bastos.
517 Rita, preta, solteira, 66 annos, de Anna Ma-
ria do Espirito-Santo Rocha.
518 Rita, preta, solteira, 6S aanos, de Pedro Ce-
lestino de Azeved..
519 Rita, cabra, solteira, 65 annos, de Alexandri-
na Rita do Amparo Cavalcante.
520 Rita, prata, sol'eira, 73 annus, de Isabel de
Parias Guinaies.
521 Rita, preta, solteira, 65 annos, de Jos Luiz
d i Costa Azeved i.
522 Rifa, preta, solteira, 66 annos, de Francisco
Jos Vianna.
523 Rita Cae.tana, preta, solteira, 81 anaos, de
Bario de Muribeca.
524 Roberto, preto, solteiro, 76 annos, de Antonio
Moreira liis.
525 Roberto, preto, casado, 65 annos, de Anna
Maria Francisca de Paula Cavalcante Bar-
reto.
526 Romana, preta, solteira, 65 annos, de Diniz
Ferreira da Crnz.
527 Rosa, preta, solteira, 66 annos, de Joaquim
Felippe dos Res.
528 Rosa, preta, solteira, 68 annos, do Dr. Vicente
l'ereira do Reg.
529 Rosa, preta, solteira, 70 annos, de Francisca
de Luna Freir Sautos.
530 Rosa, preta, solteira, 83 annos, do Baro de
Muribeca.
531 Rosa, preta, solteira, 68 annos, de Theresa de
Jess A. Barbosa.
532 Rosa, preta, solteira, 73 annos, de Francisco
de l'iiilu Borges.
533 Rita, preta, solteira, 65 annos, de Maria Rita
la Cruz Neves.
534 Rita, preta, casada, 9'j annos, de Cosme Joa-
quim das Chaga3.
535 Rosaliaa, preta, solteira, 65 annos, de Salva
dor de Souza.
536 Rufina, preta, solten, 75 annos, do Dr.Pedro
ornellas Pessoa.
537 Sabina, preta, solteira, 74 annos, de Manoel
Gonclves Ferreira da Silva.
538 Sabina, paria, solteira, 65 annos, de Bento
Jos da Costa.
539 Sabino, preto, solteiro, 68 annos, de Jos Fer-
reira Daltro.
540 Santiago, preto, solteiro, 6S annos, de Manoel
Ferreira da Cruz
541 Sebastiana, parda, solteira, 73 annos, de Ma-
noel Isidro da Rocha Falcao.
542 Sebastio, preto, solteiro, 65 annos, do Dr.
Francisco do Reg Barros de Laceria.
513 Sebastio, preto, solteiro, 68 annos, de Anto-
nio Soriano do Reg Barros.
544 Sebastio, preto, solteiro, 65 annos, de Jos
Jac .me Tasso.
545 Seraphina, preta, solteira, 68 annos, de Anto-
nio Jos Duarte.
546 Sergio, preto, solteiro, 68 annos, de Jco da
Costa Reis.
547 -eterina, preta,' solteira, 65 annes, de Vi-
cente de Paula Oliveira Villas-Boas.
548 Severina, preta, solteira, "2 anno?, de Anto-
nio Joaquim da Silva Pimental.
549 Sjverino, pardo, casado, 69 annos, de Ame-
rico de S Albuquerq"e.
550 Sev. rio, pardo, solteiro, 74 annos, de Pedro
Osorio de Cerqueira.
551 Severino, preto, solteiro, 67 annos, de Joo
Baptista da Silva.
552 Severo, preto, a Iteiro, 69 annos, de Manoel
Egydio da Rocha Falcao.
533 Silvana, preta, viuva, 71 annos, de Diogo
Soa:es de Albuquerque.
554 Semeo, preto, solteiro, 65 annos, de Vicente
de Paua Oliveira Villas-Boas.
555 Sopla, preta, solteira, 67 annos, de Jos
Francisco de Barros Reg.
556 Suruvia, preta solteira, 68 annos, de Jos Ma-
ri anno de Albuquerque.
557 Susana, preta, solteira, 74 annos, de Pedro
Coelho Pinto Lobo.
558 Susana, preta, solteira, 63 annos, de Joaqnim
Marques da Costa.
559 Susana, preta, solteira, 75 annos, de Francisco
Honerio de Souza Ribeiro.
560 Theinoteo, preto, solteiro, 75 innoe, de Marce-
lino Jos Lopes.
561 Theodora, parda, solteira, 65 annos, de Ma-
noel Ignacio Avila.
562 Theodora, preto solteira, 65 annos, de Ma-
noel Nunes Correia Mattes
563 T leodora, preta, casada, 73 annos, do baro
de Muribeca.
564 The dora, preta, solteira, 69 annos, dos hsr-
deiros de Antonio Luiz Guedes.
565 Theodora, preta, solteira, 68 annos, de Lau-
riana Rosa Candida R. Pinto Duarte.
566 The idora, preta, viuva, 75 anuos, de Diogo
Soares de Albuquerquo.
567 Theodosio, 'preto, solteiro, 72 annos, de Joao
F. de lheira.
568 Thereza, preta, solteira, 68 annos, de Manoel
Pereira Lamego. ,
569 Thereza, preta, lOteira, 79 auno i, de Maria
Joaquina Ferreira Villaca.
570 Thereza, preta, solteira, 72 annos, de Maria
dos Praseres.
571 Thereza, pa/da, solteira, 74 annos, de Anto-
nio Candido de Araujo.
572 Thereza, preta, solteira, 66, innoi dos her-
deiros de Joo Henrique da Silva.
573 Thereza, preta, casad, 65 annos, de Fran-
cisca Ebtevo de Lyra.
574 Thereza, preta, solteira, 74 annos, de An-
nuuciada Camilla Alves da Silva.
575 Thereza, preta, solteira, 73 annos, de Anto-
nio Joaquim de Figueredo Guimaraes.
576 Thereza, preta, solteira, 73 annos de Jos
Joaquim da Costa Maia.
577 Thereza, preta, solteira, 66 annos, de Jos
Ignacio de Mendonca.
578 Thereza, preta, solteira, 74 annos, de Joaqui-
na Maria de Oliveira Baduen.
579 Thereaa, preta, solteira, 71 annos, de Cecilia
Maria de Siqueira Varejo.
580 Thomaz, pardo, viuvo, 65 annos, dos herdei-
ros de Francisca Maria do Espirito Santo.
581 Thoman, pardo, solteiro, 70anaos, de Joaqui-
na Benedicta Vieira da Silva.
582 Thomaz, preto, solteiro, 78 anuos, de Manoel
Coelho Pinheiro.
583 Thomaz, pardo, solteirt, 68 annos, de Domin-
gos Antones Villaca.
584 Thom, preto, solteiro, 65 anuos, de Mala-
quias do Lagos Ferreira Costa.
585 Thom, preto, solteiro, 66 annos, de Manoel
Pedro de Noronha.
586 Tito, preto, solteiro, 69 annos, de Manoel Joa-
quim do Reg Albuquerque.
587 Turibir, preto, solteiro, 65 annos, de Joaquina
Benedicta Vieira da oilva.
588 Trajano, preto, solteiro, 67 annos, do Viscon-
de de Camaragibe.
589 Umbelino, pardo, viuvo, 77 annos, de Diogo
Soares de Albuquerque.
590 Urbano, preto, viuvo, 65 annos, do Baio de
Muribeca.
591 Ventura, preto, solteiro, 68 annos, de Jos
Joaquim da Cunha.
592 Ventura, preto, solteiro, 73 anuos, do Diogo
Soares de Albuquerque.
593 Vendan, preta, solteira, 79 annos, de Fran-
cisco Luiz Cavalcante de Albuquerque.
534 Vicente, preto, casado, 68 anno, do Bario de
Muribeca.
595 Vicente, preto, solteiro, 93 annoa, de Joaquim
Aotunea de Oliveira.
596 Vicencia, parda, solteira, 65 annos, de Anto-
nio Pinto de Barros.
597 Victoria, preta, solteira, 65 annos, de Thomaz
Fernandes da Cunha.
598 Victoria, pretJ, solteira, 73 annos, de Nico-
lao Mor.
59 Victoria, preta, casada, 72 auno., de Diogo
Soares de Albuquerque.
600 Z.-ferina, preta, solteira, 65 annos, de Pereira
Carneiro de C.
Addil-imento o relacao supra dos escravos maiores
de 65 annos
601 Agostinho, pa do, solteiro, 65 annos, do Dr.
Manoel Artbur de Hollanda Cavalcante.
602 Andr, preto, aolteiro, 65 annos, de Anna
Joaquina Mauricia Wanderley.
603 Caetana, parda, solteira. 65 anuos, de Maria
da Trindade Paes de Mello.
604 Clemencia, preta, viuva, 74 annos, de Pedro
Osorio de Cerqueira.
605 Constantino, preto, solteiro, 72 anuos, de Bal-
thazar Marcos de Oliveira.
606 Cypriana, preta, solteira, 83 annos, de Jos
Jeronymo Uustorf.
607 Cyriaco, preto, solteiro, 65 annos, de Joo da
Silva Leite.
608 Cyrillo, preto, solteiro, 68 annos, de Jos Joa-
quim da Silva.
609 Domingos, preto, solteiro, 83 annoa, de Jos
Fortunato do3 Santos Porto.
610 Faustino, preto, solteiro, 75 annos, do Baro
de Murioeca.
611 Fidelis, pardo, casado, 72 annos, de Diogo
Soares de Alhuquerque.
612 Florentina, preta, solteira, 70 anuos, de Rosa
da Cunha Freitas Cavalcante.
613 Francisca, preta, solteira, 80 annos, de The-
reza Maria da Conceico.
614 Francisco, preto, solteiro, 74 annos, de Candi-
da Ro?a Sampaio Porciuncula-
615 Francisco, preto, casado, 93 annos, de Caroli-
na Maria do Reg Mello.
616 Francisco, preto, solteiro, 68 anno?, de Albi-
no Jos da Silva.
617 Francisco, oreto, solt;ro, 63 annos, do des-
embargador Alexandre Bernardino dos Reis
e Silva.
618 Honorata, preta, solteira, 90 annos, do Baro
de Muribeca.
619 Idalina, preta, solteira, 69 annos, de Fran-
cisca Joviua Sotter.
620 Ignez, preta, solteira, 65 annos, de Amelia
Decbantes.
621 Izidro, preto, solteiro, 60 asnos, de Theodoro
Beathzer do3 Santos.
622 Lucas, preto, solteiro, 68 annos, de Jos Joa-
quim da Costa Gotnes.
623 Lucio, preto, casado, 6S anuos, do Baro de
Muribeca.
624 Manoel, preto, solteiro, 72 annos, de Jos
Rodrigues de Souza.
625 Perpetua, preta, solteira, 65 annos, de Fran-
cisco Tavares Botelho.
626 Procopio, preU, casado, .67 annos, de Diogo
Soares de Albuquerque.
Relacao dos escravos de 60 a 64 annos
1 Adriana, preta, solteira, 63 annos, de Anna
Joaquina de Hollanda Galvo.
2 gueda, preta, solteira, 61 aunos, do visconde
do Camaragibe.
3 Albino, preto, solteiro, 61 annos, de Jos Mar-
ques Carneiro Leo.
4 Albino, preto, aolteiro, 63 anuos, de Francisco
Alves da Silva.
5 Alberto, preto, solteiro, 63 annos, de Jos Hy-
gino de Souza Peixe.
6 Aleixo, preto, casado, 63 annos, do baro de
Muribeca.
7 Aleixo, preto, solteiro, 64 annos, de Thomaz
Cavalcante da Silva Lins.
8 Alexandre, preto, solteiro, 63 annos, de Ma-
thias de Albuquerque Mello Jnior.
9 Alexandre, preto, solteiro, 61 annos, de Joa-
quim Salvador Pessoa de Siqueira Cavalcante.
10 Alexandre, pardo, solteiro, 62 annos, de Au-
gusto Frederico de Oliveira.
11 Alexandriua, parda, solteira, 61 annos, de
Isabel Maria de Magalhes Bastos.
12 Amaro, preto, solteiro, 61 annos, de Jos An-
tonio de Brito Bastos.
13 Amaro, preto, aolteiro, 63 annos, de Bonifacio
Maximiano de Mattos.
14 Aftonao, preto, solteiro, 63 annos, de Luiz de
Almeida Pinto.
15 Andreza, parda, solteira, 61 annos, de Luiz
Gomes Silverio.
16 Anna, preta, solteira, 60 annos, de Maria
Rita de Moraes Pimentel.
17 Anna, preta solteira, 63 annos, de Sebastio
Antonio da Silva Baixa.
18 Anna, preta, vinva, 61 annos, do casal de
Francisco Joaquim da Rocha Falcao.
19 Antonia, preta, solteira, 62 annos, de Mauri-
cio Jos de Torres Temporal.
20 Antonia, preta, solteira, 63 annos, dos netos
de Bernardo Jos Miranda Pereira.
21 Antonia, preta, solteira, 63 annos, dos her-
deiros de Diogo Jos da Costa.
22 Antonia, parda, solteira, 62 annos, de Jos
Francisco do Reg Barros.
23 Antonia, preta, solteira, 60 annos, de Umbe-
lina da Cunha Lins.
24 Antonia, parda, solteira, 63 aunos, de Cosme
Jos dos Santos Callado.
25 Antonio, preto, solteiro, 62 annos, de Poifirio
Rosa de M. Guimaraes.
26 Antonio, preto, solteiro, 63 annos, de Jos
Joaquim da Silva.
27 Antonio, preto, casado, 63 annos, do baro de
Muribeca.
28 Antonio, preto, casado, 53 amos, de Maria
dos Aujos de S Barreto.
29 Antonio, preto, casado, 63 annos, de Antonio
de S Barreto.
30 Antonio, preto, casado, 63 annos, de Luiz Go-
mes Silverio.
31 Antonio, preto, casado, 61 annos, de Manoel
t ranciaco dos Santos.
32 Antonio, preto. casado, 61 annos, do casal de
Jos Pedro Velloso da Silveira.
33 Apolnaria, parda, solteira, 61 annos, de Ig-
nacio Ferreira da Costa.
34 Apolinario, preto, solteiro, 63 annos, de Ig
naci Alves Monteiro.
35 Balbina, preta, solteira, 63 annos, do Baro
de Muribeca.
36 Balbina, preta, solteira, 63 annos, de Manoel
Alves Vianna.
37 Balbina, preta, solteira, 63 annos, de Anas-
tacio Jos da Costa.
38 Barbara, preta, solteira, 60 annos, de Anto-
nio Botelho Pinto de Mesquita Jnior.
39 Benedicto, preto, solteiro, 61 annos, de Joo
Jos de Amorim. _
40 Benedicto, preto, solteiro, 63 annos, do Barao
de Nazareth. ,
41 Benjamn, preto, casado, 63 annos, do Barao
de Muribeca. .
42 Bento, preto, solteiro, 61 annos, de Mana
Aniceta PesbOa da Silva.
43 Bernarda, preta, solteira, 63 annos, de Anto-
nio Jos da Costa Amorim.
44 Bernardo, preto, solteiro, 61 annos, de Augus-
to de Sonsa Leo.
4o Bernardo, preto, solteiro, 63 annos, de Joa-
quim Cavalcante de Albuquerque Mello.
46 Bonifacio, pardo, aulteiro, 63 annoa, de Osear
Destibeaux.
47 Braz, preto, solteiro, 63 annos, de Manoel
Joaquim dos Passos. .
48 Benedicta, preta, solteira, 62 annos, de Mara
Alexandre de Carvalho.
49 Benedicta, preta, solteira, 64 annos, de Car-
loa Alves Barbosa.
50 Benedicta, preta, solteira, 61 annoa, de Ma-
noel Correia de Araujo.
51 Benedicta, preta, solteira, 60 annos, dos her-
deiros de Leopoldina Lins de Andrade Silva-
52 Caetano, preto, viuvo, 63 annos, de Mara
Carneiro Freir de Moraes.





Diario de PernambucoTerpa-feira 8 de Junho de 1886


\


53 Ca- ;, preto, aoltciro, 63 aunes, de Francis-
co de Finho Borges.
54 Carolina, parda, solteira, 63 annos, de Maria
Leopoldina de Mattos Ferreira.
SS^Catharina, pret, casad, 63 annos, do Bario
"de Mnribeea.
56 Catharina, preta, solteira, 63 annos, de Sil
vina de Lemos Cvale -nte.
57 Catharina, preta, viuva, 63 annos, de Dr. Mi-
guel Joaquim de Castro Mascarenhas.
58 Cesario, preto, solteiro, 68 anuos, do BarSo
de Muribca. .
59 Cecilia, preta, solteira, 63 aanos, dos herdei-
ros da Marquesa do Recife.
60 Christina, preta, solteira, 60 annos, de Leni-
das Aurelia do Espirito Santo.
61 Claudina, preta, casada, 62 annos, de Maria
Joaquina da ConcoicSo Azevedo.
62 Claudina, preta, casada, 61 annos, de Aure-
liano Soaree de Albuquerque.
63 Constance, preta, solteira, 63 annos, de Fran-
cisco Jos Dias Pe reir.
64 Constantino, preto, solteiro, 61 annos. de Sal-
vador de Siqueira Cavalcante.
65 Cosme, preto, solteira, 61 annos, de Manoel
Joaquim de Vasconcellos.
66 Cypriana, preta, casada, 63 annos, do Baro
de Muribca.
67 Cypriana, preta, solteira, 63 annos, de Joao
Luis Vianna.
68 Domingos, preto, viuvo, 60 annos, de rsula
Candida de Carvalho Paes de Andrade.
69 Domingos, pardo, solteiro, 63 annos, do Baro
de Muribca.
70 Domingas, preto, solteiro, 61 annos, de Ma-
noel Coc'ho Cintra.
71 Domingos, preto, solteiro, 63 annos, do Barao
de Ouncury.
72 Domingos, preto, solteiro, 61 annos, de Jos
Francisco de Barros Reg.
73 Domingas, preta, solteira, 63 annos, de Joao
Marinho Falcao.
74 Domingas, preta, solteira, 60 annos, de Anto-
nio Francisco Cor'eia Cardoao.
Continua.
qnem tois der o arrendamento do erigenho Tiur.ia,
assonto na freguezia de S. Lourenco da Matta, e
que tem casa de vivenda e 11 casinhas, que sjr-
vem do sensata, de pedra e cal, a casa de morada,
de purgar e de encaizamoi to, sobre pilares, a de
bagaco, capella, estribara, caa de destilaco com
os respectivos pertences; cojo arrendamento ir
espado de 3 ou 6 annos, sarvindo de base par a
referida praca a quantia de 2:000* por anno, e
val praca o alludido arrendamento a requerimt ti-
to de Temoleo Duarte de Albuquerque Mar'anh.'io,
tutor das menores consenborss do referido enge-
nho, devendo dito arrendamento ser contado de
Maio do corrente anno. O referido engenho acba-
se contratado com o engeaho central do mestoo
nome.
E para constar mandei passar o presente que
ser publieado pela imprensa e affixado no lugar de
costumo.
Dado e passado tiesta cidade do Recife, aos '24
de Maio de 1886.
Eu, Olavo Autonio Ferreira, escrivo, o fiz es-
crever e subscrevo.
Adelino Antonio de Luna Freir.
Edita! n. 2446
Por esta reparticio se declara, de ordem do
Illm. Sr. Dr. chefe oe polica, que foi apprehend-
do e se acba depositado nesta reparticSo um re-
logio de prata, descoberto. Quem se julgar cjm
dirsito ao mesmo relogio, apresentc-se reclaman-
do-o.
Secretaria da polica de Pernam'inco, 7 de ju-
nho de 1886.O secretario,
Joaquim Francisco de Amida.
EdtalTl7
lfandega de Pernambuco
Do ordem do Illm. Sr. inspector, se faz publico,
para conhecimento do commercio que, do dia 1
da Julho do corrente anno em diante, por esta re-
particio se far effectira a cobranca do imposto
addicional de 5 ''/o. destinado ao fundo de eman-
cipaco, creado pelo decreto abaixo transcripto e
mandado observar pela circular n. 8, daTneson-
raria de Fasenda de 22 de Maio prximo passado :
MINISTERIO DA FAZENDA
Decreto n. 9,593 de 9 de Maio de 1886
Manda cobrar para o tundo de emancipadlo a
taxa de 5 % addicionaes a todos os impostos ge-
raes, excepto-os de exportacio.
Para execaco do art. 2* n. 2 e art. 4o 7o da
le n. 3.270, de 28 de Setembro de 1885, hei por
bem, tendo ouvido a seccao de fazenda do conselho
de estado, ordenar que se observe o seguinte :
Art. 1- Do da 1' de Junho prximo futuro em
diante comecar a ser cobrada em todo o imperio,
para o fundo de emancipado e livre de despezas
de arrecadacito, a taxa da 5 / addicionaes a tr-
dos os impostos geraes, excepto o de exporta cao.
Art. 2' Os impostos geraes a que se refere o
artigo antecedente e que constam da lei de orc-
orcamento geral do estado, sito os que se seguem :
direitos de importacio parr consumo, expediente
dos generas livres de direito de consumo, dito de
capatazias, armazenagem, imposto de pharoes,
dito de docas, sello de papel, imposto de transmis-
sao de propriedade, dito sobre industrias e pro-
fisaoes, dito sobre subsidios e vencimentos, aito
predial, dito de transporte, dito de gado, premios
de depsitos pblicos e o imposto de patentes e
privilegios.Renda com applicacio especial, a
saber : taxa de escravos inclusive a addicional,
transmiseao de propriedade de escravos, multa,
impostos sobre os consignatarios de escravos, dito
sobre loteras e sellos dos bilbetes de lotera.
Art. 3- Nenhuma provincia, nem mesmo as que
gozarem de tarifa especial, ficar isenta do paga-
mento deste imposto.
Art. 4- A referida taxa de 5% ser calculada
ssbre a importancia dos indicados impostos quer
estes sejam fixos quer proporcionara
Art. 5- Ficam revogadas as disposicoes em
cooirario.
Francisco Belisario Soares, de Souza do meu
conselho, e ministro e secretario de Estado dos
Negocios da Fazenda e presidente do Tribunal
do Thesouro Nacional, assm o tenha entendido
e faca executar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 17 de Maio de
1886, sexagessimo quinto da Independencia e do
Imperio.
Com a rubrica de Sua Magestade o Imperador.
F. Beluario Soves de Souza.
3* Seccao, 5 de Junho de 1886.
O chefe,
Cieero B. de Mello.
O Dr. Adelino Antonio de Luna Freir,
efficial da Imperial Ordem da Rusa, com-
mendador da Real Ordem Militar Portu-
gueza de Nosso Senhor Jess Christo e
juiz de. direito privativo de orphaos e
ausentes nesta comarca do Recife, por
Sua Magestade Imperial e Constitucio-
nal o Sr. D. Pedro II, a quem Deus
guarde etc.
Faco saber aos que o presente edital virem ou
delle noticia tiverem, que oepois da audiencia do
dia 8 de Junho do correte anno e preencbias as
formalidades da le e do estylo, ir a pregao
Juizo dos Feitos da Fa-1
zenda Nacional
Escrivo Reg Barro
O Dr. Francisco Alves da Silva, juiz substituto
dos Feitos da Fazenda desta provincia de Per-
nambuco, etc.
Faco saber a todos que o presente virem e delle
tiverem notcia que no dia 11 do corrente mez de
Junho, pelas 11 horas da manh, depois da au
dieucia e perantc este juizo, se vender em praca
publica, os bens seguintes :
O domino til do terreno de marinha n. 48, silo
ra dos Coelhos, trcguezia da Boa-Vista, perten-
cente aos herdeiros de Antonio Carneiro Machado
Ros, avaliado por 150*0t0.
A casa teriea n. 1, sita na travessa das Formo-
sas, freguezia de S. Jos, edificada em terreno fo-
reiro de marinha, peiteocente a Ignacio dos Pra-
zcres, avaliada por 150*000.
A casa sita ruada Via Forrea, freguezia d4
S. Jos, n. 13, edificada em terrino toreiro de ma-
rinha, pertencente a Diogo Augusto dos Res, ava-
liada por 200/000.
A caa n. 7, sita a travessa das Formosas, fre-
guezia de S. Jos, edificada em terreno de mari-
nha, pertencente -i Rayinundo Pereira de Britto,
avaliada por 150* 100.
A casa n. 7, sita travessa das Formosas, fre
gnezia de S. Jos, edificada em terreno foieiro de
maiinba, pertencente a Joaquim de Deus Goncal
ves, avallada por 105000.
Cujos bens foram penhorados para pagamento
da Faze ida Nacional e custas. Mandei fazer o
presente no cartorio dos Feitos da Fasenda Nacio-
nal, para ser publicado.
Recife, 1 de Jucho de 1886. Eu, Jos Francis-
co do Reg Barros, escrivo, o escrevi.
Francisco Alces da Silva
Juizo dos Feitos da Fa-
zenda Nacional
EserlvSo Reg Barros
O Dr. Jcs Manoel de Freitae, desembargad..r ho-
norario, offieial da Imperial Ordem do Rosa, e
juiz privativo dos Feitos da Fazenda desta pro
viucia de Pernambuco, etc.
F..co sabor a todos que o presente virem e delle
tiverem noticia que no dia 11 do corrente mez de
Junho, pelas 11 horas da manh, depois da au-
diencia, e perante este juizo, se vender, era praca
publica, um sobrado de um andar 11. 9, sito la-
deira da Misericordia da S de Olinda, toreiro o
terreno Cmara Municipal de Olindx, estando
em bom estado e bem conservado, pertencente aos
herdeiros do conego Firmino de Mello Azedo, ava-
liado
dicamento a enfermara de Marinha, c aos navios
de guerra fondeados no porto desta capital, por
6 meses, a contar do 1 de Julho ao ultimo de
Dezembro vindouro.
As propostas devero ser apresentadas nesta
secretaria em cartas fechadas at s 11 horas do
dia precitado, tendo por base o formulario, que
desde j acha-se exposto a consulta dos proten-
dentes.
O contracto ser celebrado sob as seguintes con-
diccoes :
1*_ Todos os medicamentos sero de primeira
qualidade.
2 Ser) entregues pelo torneceJor quando pe-
didos inmediatamente.
3o Ficam expostos a appprovacao ou reprova-
cuo do medico da enfermara.
4. O fornecedor pagar a multa de 10 por cento
do valor dos medica-nenias que nao entregar, e
de 20 por cento o d aquellos cuja entrega nao
effectuar oa forem r'provados, se os nao substi-
tuir por outros, que s^am aceltos ; e bem assim
a differeuca que possu haver entre os precos ajus-
tados e aquelles porque se tiver de obter no mer-
cado.
5. O fornecedor ser pago da importancia do
fornecimento que fizer, pela competente repart-
cao, em vista dos documentos que obtver.
Observacoes
1.* Nenhuma proposta sera recebida sem que o
proponente n'ella declare por [extenso, sem claro
algum, entrelinha ou rasura, o preco e mais cir-
cunstancias que interessem ao fornecimento.
_ 2 Nao ser aceita proposta em que o nego-
ciante nao declare que se sujeita ao pgame ato da
multa de cinco por cento aa valor provavel- do
tornecimento, durante o prazo para que este an -
nunciado, se nao comparecer nesta secretaria para
assignar o contracto que fr celebrado no prazo
de tres dias, contados d'aquelle vm que fr chama-
do pela impreusa.
3.* Nao serilo admittidas as propostas dos ne-
gociantes ou firmas sociaes qne nao apresentarem
certidao de matricula da junta commcrcia!, bilhe
te de pagamento do imposto do industria do ul-
timo semestre, e certidao de contracto social, ex
trabido da junta commercial.
4. Nenhuma proposta ser"'recebida depois do
dia e hora designados nesto annuncio.
5. Os proponentes apresentarao ss documentos
exigidos, tres dias antes do marcad para o reee-
bimento das propostas, afim de ser feta a compe-
tente verifi cacao.
6 Os fornecedores fi carao sujeitos a mais 30
dias de suprimento, alm do prazo estipulado no
cotitracto, sem que esta circunstancia Ibes d di-
reito prorogacao do ajuste, confirme a clausula
estabelecida pelo aviso do Miuistcrio da Marinha,
de 13deju ha de 1877.
7 Os objectos fornecdos a serao pagos 113 mez
seguinte.
Secretaria da inspecco do Arsenal de Marinba
de Pernambuc o, 5 de maio de 1886.
,,0 secretario,
Antonio da Silva Azevedo.
por 1:200$, e penhorado para pagamento da
Fazenda Naeional e custas.
Dado e passado no cartorio dos Feitos da Fa
zenda Nacional, no 1 de Junbo de 1886.
Eu, Jos Fraucisco do Reg Barros, esc: i vio o
escrevi.
Jo" M. de Freitas.
Juizo dos Feitos da
Fazenda Nacional
O Dr. Jos Manoel de Freitas, desombar
gvlor honorario, official da Imperial Or-
dem da Rosa e juiz privativo dos feitos
da fazenda d'esta provincia de Pernam-
buco, etc.
Faco saber a todos que o presente edital virem,
ou d'elle noticia tiverem, que pel.i Dr. procurador
fiscal da Fazenda Nacional me foi requerido, na
execucio de sentenca contra o ex-tbesoureiro da
otrada de ferro do Recife Caruar e do prolou
gamento da do Recife S. Francisco, Bmz Bar-
retto Carneiro Leao, que fosse o mesmo intiuado
por edital, visto achar-se ausente em lugar iio sa-
bido, para no prazo de 24 huras pagar a quantia
de 32:6664754 do seu alcance, juros e custas, sob
pena de proseguir-se na referida execucio sem ser
elle mais ouvido nem citado.
E para o fim requerido mandei passar o pre-
sente, que, indo por mhn assignado, ser affixndo
no lugar do costume e publicado pela imprensa.
Dado c passado n'esbi cidade do Recife e no
cartorio dos Feitos da Fazenda Nacional, ios 27
de Maio de 1886.
Jos Manoel de Freitas
Juizo fl Feitos a Mi
Escrivo, Torres Ban-
deira
No dia !1 de junho prximo irSo praca, por
venda, os predios, abaixo declarados, penhorados
por execucio da Fazenda Provincial.
Recife
Casa terrea ra do Areial do Forte n. 4, com
6 metros e 4U centmetros de largura, 6 metros e 5
centmetros de fundo, 1 porta e2 janellas de fren-
t.-, 1 sala, 1 quarto, coznba interna, apparelho no
fundo, onde ha 1 porta que d sahda para um pe-
queo quintal murado, e cacimba meeira, ava-
llada em 4W), perteucentc a Jto de ~ouza Pe-
reira.
Sobrado ra de Domingos Jos Mariins n 82.
com 8 metros e 45 centmetros de largura, 15 me-
tros e 50 centmetros de fundo, pavimento terreo
3 portas, urna delta* d entrada para o pavimento
superior, divididos em 4 sal. tas e 4 quartos sepa-
radoJ, tendo cada saleta bcu quarto c appirelho;
pavimento superior, 4 portas que deitain sobre va-
randa do Ierro, 2 salas, 4 quartos, cosinlia externa,
com apparelho, quintal murado e um telb. iro, va
liado em 5:00li pertencente a Candido Alb rto
Sodr da M-.Ua.
Sobrado de 2 andaros ra de Douu'ugus Jos
Mar'ius n. 36, com 6 metros c 60 centmetros de
largura, 17 metros e 40 centmetros de fundo, u
pavimento terreo dividido em 2 compartimentos,
1 '.era 1 porta de entrada, 1 s da, 2 quartos, cozi-
nha interna e quintal, ou.ro de um b vio, parta
e j.mell.i na. frente e quintal; no Io andar 3 janel-
las de fiei.te com varanda de ferro, 2 talas, 5
quartos, coainba interna; no 2' andar os me.-nnos
cominodos e sotio com 2 qi'artos, avaliaio 3:50D,
pertencente aos herdeiros de Joanna Mara d 1
Trindade.
Santo Antonio
Casa terrea ra de Paulino Cmara n. 4 com
3 portas de frente, 5 metros e 55 centmetros de
frente, 20 metros e meio de fundo, 2 salas, 2 quar-
tos, 2 corredores, sendo 1 iudepend-n-, cozmha
fora, quintal, com cacimba, tendo no aotio que
nter, o na fr-nte, e atraz urna gatera, 1 saldo, 2
quartos e 1 jxnela em cada oito, em bom estado,
avaliada em 3.000 pertencente a Joaquim Pe-
reira Arantes.
S. Jos
Sobrado de ura and r, na de Domingos Theo-
tonio n. 12, com 4 metros e 33 centmetros de lar-
guaa, 14 metros e 25 centmetros de fundo, tendo
COMERCIO
Bolsa comaiercla! de Pernan
buco
RECIFE, 7 DE JUNHO T)E I8S0
As tres horas da tarde
Cotaee* officiaet
Nao houve.
O iresdente,
Pedro Jos Pinto.
Augusto P. de Lemos,
Pelo secretario,
DECLARCOES
Cunacliio de compra* da repartir*
da Hartaba
Propostas para o supprimento de medicamen-
tos enfermara de marinha e aos navios de guer-
ra fundeados no porto desta capital.
De ordem do Illm. Sr. chefe de divisao Jos
Manoel Picaneo da Costa, inspector, taco publico
que no dia 11 do corrente mez, as 11 horas da ma-
ulla, contrata-se em c inselho o supprimento de me-
REVISTA 4 Da semana de 31 de Malo
a 5 de Junho de I hsh
Cambio sobre o Rio de Janeiro, 3 d/v ao par.
Cambio sobre Santos, 60 d/v com 1 por cento
de descont.
Cambio sobre o Rio Grande do Sul, 90 d/v com
1 1/2 por cento de descont.
Cambio sobre Londres, 90 d/v 21 3/4 por 1*000
do banco.
Lcttrasbypothecariasdo Banco de Crdito Real
de Peroambucojurode de % do valore OOJOOO
do valor de 945000, 94500cada urna.
Na Wolca. Vender am a :
76 Lettras bypotbecarias a 94000.
21 Ditas ditas a 94*500.
Descont de lettras tem regulado de 7 por cen-
to ao anno.
Seeros naclonaes
Agurdente Ultima vendas de 60* a pipa de
48'i litros.
Alcool Venda de 120J000 a pipa.
Assucar. Entraram 1,819 saceos vendas aos
precos seguintes :
O brauco de 3." sortc, superior, de 3*800 a
4*000 os 15 kilos.
O dito de 3.' sorte, boa, de 3*400 a 3*600 os
15 kilos.
O dito de 3. sorte, regular, de 3*000 a 3*200
os 15 kilos.
O dito de 4. sorte, de 2*800 os 15 kilos.
O dito somenos, de 2*600 os 15 kilos.
O dito mascavado, purgado, bom, de 2*000
os 15 kilos.
O dito dito, regular, de 1*600 os 15 kilos.
O dito bruto, regular, de 1*000 a 1*100 os
15 kilos.
O dito americano, de 1*U00 a 1*100 os 15
kilos.
O dito do Canal, de 900 res os 15 kilos
Cera de carnauba Nao ba cotaco.
Algodo. Entraram 318 saccaa, esta se-
mana, venda a 6*S0d os 15 kilos.
Arroz em casca. Retalho de 38600 o sacco.
Cat.. Entraram regularmente, o retalho
de 4*400 a 74500 os 15 kilos.
Couros salgados saceos. As ultimas vendas
foram de 520 a 525 ris o kilo.
Couros secc>s refrescados.Nao houve venda.
Fariuba de mandioca. Retalho de 35800 a
a 4200 o sacco.
Fumo em latas e corda. Retalho de 16* a
30* os 15 kilos.
omma de mandioca. Retalho de 3*600 a 4*
os 15 kilos.
Graxa do Ro Grande do Sul. Cotamos 5*200
os 15 kdos.
Gordura do Rio da Prata. Cotamos 5*500 os
15 kilos.
Mel Nominal de 45*000 a pipa.
Millio. Retalho de 50 a 55 ris o kilo,
Sal do Ass e Mossor. Venda de 500 por
100 litros.
Sebo coado. Cotamos a 6J2U0 os 15 kilos.
Tapioca Retalho a 4000 os 15 kilos.
Vella* stearinas do Rio de Janeiro. Retalho
a 292 a 300 ris o masso.
Ditas ditas da provincia. Retalho de 300
ris o masso.
Vinagre do Rio. Cotamos de 604000 a 70*
a pipa.
Vinho do Rio. Cotamos de 140* a 100/000 a
pipa.
Xarque do Rio Grande do Sul. Deposito
184,300 arrobas, retalho de 3*000 a 4*000 os 15
kilos.
Gneros estrangelros
Alfazema.. Retalho de 8*500 os 15 kilos
com 10 por cento de oeseonto.
Arroz da India Retalho de 2J250 a 2*300 os
15 kilos, idem dem.
Alpiste. Retalho a 4*600 os 15 kilos, idem
idem.
Azeite de oliveira em barris. Retalbo de
3*200 e 3j300 o galio, dem idem.
Dito em latas. Retalho de 14*50J a lata,
idem idem.
Bacalho. Deposito 7,000 barucas, retalho a
10*'i00o 17*000 a barrica.
Banba de porco-- Retalho de 360 ris a libra,
idem idem.
Batatas portuguezas Retalho de 5* a 6*500
no pavimento superior varanda de ferro, 2 portas,
2 salas, 2 quartos, corredor independeute. cosinha
externa, soto interni.-, ondo ba um ealo; pavi-
mento terreo 2 salas, 3 quartos, 2 cacimbas,2 qun-
tai-a e 2 quartos, avaliada em 3:0J0J perteuceute a
Juvimano do Souza Pacheco.
Casa terrea, travessa do Lima n. 7, com 4 rae-
tros _e 20 cen metros de largura, 11 metros e9
centmetros de tundo, 2 salas, 2 quartos, cosinha
fra, quintal murado, avaliado em4u0* pertencente
a Manuel Pereira .M gal hiles.
Boa Vista
Cas terrea ra do Viscoude de Goyanna n.
66, com 2 portas de frente, 3 metros e 90 centme-
tros de frente, 10 metros e 15 centmetros de fun-
do, com 2 talas, quintal murado e cacimba, em
solo propio avaliada em 600* pertencent irman-
dade da ConceicSo de Beberbc.
Poco
Casa terrea ua do Rio n. 3, com 9 metros e
45 centmetros de vio, 10 metros e 45 centmetros
de fundo, 2 janellas e 2 portas de frente, 2 salas,
4 quartos, cosinha externa, quintal murado, portao
de ferro que d para o oito da matriz e cacimba,
avaliada em 500* pertencente a Jos Jacome
Tasso.
Pedra Mol le
Casa terrea n. 7, com 5 metros e 40 centmetros
de freute, 9 metros e 40 centmetros de fundo 2 por-
tas de frente, 1 dita e 2 janellas nos oitoes, 2 salas,
1 quarto, cozinha interna, por 30*, pertencente a
Tertuliano Grangeiro de Lima.
A| ipncos
Casa terrea no largo de Apipucos n. 28 com 3
metros e 90 cencimetros de trente, 8 metros e 60
centmetros de fundo, 2 salas, 1 quarto, quintal,
avahada em 400* pertencente a Jos Alfonso Fer-
reira.
ALUGUEL
Santo Attonio
Sobrado de 2 andares e luja ra das laraugei-
ras n. 12 se ido a loja por 10* mensaes, com os se-
guintes commodog; 1 vSo dividido por um tapa-
mento de madeira, quintal murado; o 1 andar per
20* mensaes, com 3 janellas, varanda de ferro,
2 salas e 2 quartos; o 2" andar por 15* mensaes,
com 3 janellas de trente, v irn da de madeira, 2
salas, 2 quartos e sotao com cozinha.
.Casa terrea Travessa do Caimo n. 4, por 15
mensaes, com os commodos seguintes: porta e ja-
nclla, 2 talas, 2 quartos, sotao interno, quintal com
1 quarto, ambos os predios pertencentes a Jos
Moreira Fragoso.
Casa terrea ra do Coronel Suassuna n. 85
comporta ejanella de frente, 2 salas, 2 quartos
quintal e cacimba por 15* mensaes, pertencente a
Fraancisco de Souza Reg.
Recife, 19 de Maio de 1885.
Arsenal de Guerra
A ommissSode compras deste Arsenal precisa
para o 2 sen estre do corrente anno, na forma dos
arts. 95 e 96 do regulamento em vigor, o se-
guinte:
Costados de amarello, louro, pao carga e secupra,
um.
Cobtadiuhos de amarello, louro, pao cargas eicu-
pira, idem.
Encliain-'ios de madeira de qualidade, dem.
Pranchoes de pinho diverso, dem.
Ditos de amarello idem, dem.
Ditos de sicupira dem, dem.
Ditos de pao carga idem,-dem.
Taboas de pao carga de urna pollegada de groa-
sura e de 3/4, duzia.
Ditas de amarello para forro e soalho de urna pol
legada de grosauru e 3/4, dem.
Ditas de looro com as mesmas dimensoea, dem.
Dil-8 de pinho da Suecia idem, idem.
Ditas de dito americano com ps quadrados, p.
Ditas de pinho de resina de differentes grossuras
metro.
rame de lato, k lo.
Dito de cobre, idem.
Dito de forro, dem.
Ac fundido quadrado de diversas
id. m.
Dito dito sextavado de differentes
idem.
Dito batido cm barras d differentes grossuras,
idem.
Dito para Vretaa, idem.
Aros de ferro de diversas dimenscs, idem.
Cobre em lencol, idem. 4
Cbumbo cm lenco!, dem.
Estanto um verguinhas. idem.
La tilo cm i e u col, idem.
Ferro iaglez ro .ondo, quadrado de diversas di-
irentoes, idem.
Dito em lenco! de dififerente numero, idem. ,
Dito sueeco cm barras c quadrado de bifferentcs,
dimensoes idem.
Dito de varanda de difT-rente dimensoes, idem.
Dito de cantoneira de differentes dimeuses,
idem.
Ziueo uin h-ne-il, dem.
liadames sonidos, duzia.
ludinlios de lapes de differentes nmeros um.
Compseos de Ierro sortidoa, duzt.
Enclis de fusis, urna.
Formos sortidoa, duzia.
Ferro com capa de 5 e 5 1/2 centmetros de lar-
gura, idem.
Dito tetn capa de 3 1/2 centmetros do largura
dem.
Ferros de pa, ide,r..
Goivas curvas e direitas, sortidas, dem.
Guivaa sortidas, idem.
Linina chatas inglazas de differentes pollegadas,
dem.
Ditas ir.eiae eannas, idem dem, idem.
Ditas murcas chatas ingltzas, idem idem, dem.
Ditas triangulares murgas, dem dem.
I.mmtoes 'nglezes, idem.
Martellos co:n caba de diflerentes tatnanho?,
dem.
Serras de volt* sortidos, dem.
DUs braces, idem.
Serrotes-'de mi de 0,"65 da coroprimen'.o, um.
Serrotes de xas de diversos tamanbos, dem.
Sfra com urna bigorna, urna.
Tornos de mo do differentes tamanho?, um.
Ditos de bancada de serralheiro, idem.
TorquezCd de diversos taannos, idem,
Travadeira, urna.
grossuras,
grossuras,
Dito branco, idem.
Tincai, idem.
Verde chromo, idem.
Dito trances, idem.
Zarco, idem.
Brochas ou pinceis, de differentes nmeros, para
pintar, um.
Verniz copal, kilo.
Baudeira imperial de filete com 2, 3, 4, 5, 6 e 7
pannos com amuras, urna.
Azeite de carrapato, litro.
Dito de ce.0, idem.
Areia de muid ar barrica-
Agua raz, k lo*
Carvao de pedra para forja, idem.
Dito cock, idem.
Cabo de Jinho branco, idem.
Dito alcatroado, idem.
Enxadas encabadas, urna.
Eipirito de vinho. litro.
Fio de algodo, kilo.
Gorama arbica em caroco, kilo.
Gomma laca, idem.
Lixa de diversos nmeros, folba.
Dita esmeril, idem.
Machados encabados, um.
Ps, dem.
Sabio, kilo.
Tijollus para limpar faccas, um.
Vellas de carnauba, idem.
Vassouras de piaseava chapeadas, ifem.
Ditas de ditas para vasilhame, idem.
Ditas de timb ou matto, dem.
Cravo de ferro, sortidos, milheiro.
Dobradicas de ferro, do cruz de differentes tama
manhos, par.
Ditas quadradas, idem.
Dias de latao, dem.
Fechaduraa de ferro diversas para portn, urna.
Ditas de ferro para gavetas e armarios, diversas,
idem.
Ditas de lato para ditas e ditos, diversas, dem.
Ferrolbot pedrciro8 de diverses tamanhos, dem.
Ditos de lato de diversos tamanhos, idem
Parafua. a de ferro para madeira para differentes
pollegadas e grossuras, idem.
Ditos de dito idem com pureas, idem.
Ditos de lato, dem idem, idem.
Pregos franceses de ditf-rontes poltegnda?, idem-
Ditos do Porto de diflerentes qualidades, milbeiro
Bomba de repucho de ns. 1, 2 e 3, uuia.
Canos de chumbo para encanamento de 1, 1/2 e 2,
kilo.
Palha de junco de na. 1, 2 e 3, kilo.
Botoes grandes e pequeos, de meal amarello,
um.
Ditos grandes e pequeos, de metal branco, idem.
Ditos grandes e pequeos de oseo preto para
blusas, idem.
Ditos pequeos de osso branco, para calcas e ca
misas, idem.
Ditos ditos brancos e pretos de osso, para jarda
ment de officiaea, idem.
Ditos grandes c pequeos finos de madeira, para
capotee, dem.
Colchetes pretos, par.
Ditos para cs do calcas, idem.
Ditos de madrepercbi, dutia.
C >rdio de la encarnada pira vivos, motros.
Ditos de algodo pira ditos, idem
Dito de l branca para dito-, dein.
Rifo de algedio branco para ditos, idem.
C 'ios pequeas e grandes d-ilradas, urna.
Fiveilas grandes e pcqueuas, brancas < pr.-tas,
para arreatas, nina.
Sola para golas, cm tiras de 0,m03 de largura
metro.
Cartas de ABC, cento.
Creyoes para pedra, duzia.
C >mpendios de aritbnictica por Castro Xuncc,
um.
Ditos de gcometria, idrm.
Esponja para ) e ira, em pedacoe, gramolas .
Gis, kilo.
Compendios de ioutrina christ por Castro Nuaes,
um.
Historia do Brazil por Salvador, urna.
Livroade 1* leitura, um.
Ditos de 2> dita, dem.
Ditos de 3a dita, dem.
Ditos do systema mtrico, idem.
Taboadaa, cento.
Pedraa pira contas, uin.
O fornecimento dos artigoa cima ser feito por
pedidos parciaes, confo.me as exigencias do aervi-
CO, deveudo sel o de prompto.
Prev\ue-ee que nao serao lomadas em conside-
raco aB prnpostaa que nao forem fetas na forma
do art. 64 do regulamento cima em duplcala,
com referencia a um 80 artigo, mencionando o no-
me do propouente, a udi'eatao da caa commer-
cial, o preco de cada artigo, o numero e marca
das amostras, e finalmente declaracao expresaa de
sujeitar-se multa de 5 %i no c*80 de recusa,
assignar o respectivo contrato, e as demais de que
tratara oa arts. 87 e 88 do regulimento em vigor,
deveudo ditas {.ropostas e amostras ser apre-
sentadas nesta secretaria, a 11 horas da manh
do dia 8 de Junho do corrente aun.
Secretaria do arsenal de guerra de Pernambu-
co, em 26 de Maio de 1886.
O secretario,
Jos Franckcj Ribeiro Machado.
Estela e Ferro i Penaiico
S,
Propona para fornecimento de 3000
tonelada! de carvao de pedra
Esta eempanhia recebe propostas para o forne-
cimento de 3600 toneladas de carvao de pedra por
trmpo de um anno, mediante as seguintoa eoodi-
c<>es.
1 O carvao devera ser de alguraa das eapecies
conhecidaa por Cory Aberdare Merthyr, Penri-
kiber, Nixoua Navigation, Ocean Merthyr ou Inso-
les Merthyr Smokeleas Stean Coal, primeira qua-
lidade e double acreenod, provada cora certificado
da mina o qual em cada carga do navio dever aer
apreaentado ao euperitendenie da companhia.
2 A despeza de descarregar o carvao do navio
e todas as outras da lfandega etc., serao por con-
ta do contractantc at a entrega no caes da Com-
panhia, onde o carvao ser tirado das alvarengas
pela Companhia e pesado no trapiche em Cinco
Puntas, facilitndose ao ecutractante todos os
meios de por si ou pessoa de sua confianca inspec-
cionar e conferir o peso, o qual ser aceito cemo
dinitivo por ambas as pai-tea, nao sendo depois
att-radida pela Companhia reclamaco alguma,
3 300 toneladas de carvao pelo menos serao
mensilmente entregues em Cinco Ponta; mas se
por conveniencia propria quiz-r o contractante en-
tregar maior quantidade. a companhia sujeita-se a
recebel-a comtanto que nao seja apresentada para
pagamento urna contamenaal de mais de 300 tone-
ladas durante o tempo do contracto.
4 O csntractantu dever obrigar-ao ao paga-
mento de urna multa de 1:0005 por todo equal-
quer mez em que deixar de furnecer a quantidade
estipulade de 300 tonulada, assim como se fr re-
conhecido que o carregamento ou parte delle nao
de alguma das qualidades menciouadaa na Ia
dcstas condico -s.
5* As prjpostas para este contracto devero es-
t p ilar o pree i da tonelada de carvao em diuheiro
esrcrno, o qual para renlisar-se o pagara uto de
cada conta mensal ser reduzido a 1 000 ao cam-
bio da cotaco das transacces do Banco ao tempo
ia partida do paquete da Keal Mala, que passar
para a Inglaterra, a 29 mais ou aienoa do mesmo
mez da cunta.
6a O contracto entrar em rigor no Io ds se-
tembrs prximo vindouro e o primuiro supprimen-
to dever ser f-ito para o referido mez.
7 Ser lavrado um termo de contracto baaeado
as condicoes cima estipuladas, oqual ser assig-
nado por ambas as partes.
8' As propostas devero ser lacradas e remetti-
das ao superintendente da companhia no Cabo an-
tes do dia 31 d.-julh-. prximo futuro, no qual te-
ro de ser ellas abenas no eaeriptorio do mesmo.
A campanilla declara que do modo algu.n fica
parate motivo obrig* Ja a accei'ar a proposta
mais barata ou qualquer das que Ihe forem apre-
sentadua.
Eaeriptorio da superintendencia, Cabo Io de Ju-
nho de 1886.
Wells Hood.
Superintendente.
Arreiiialafu
dulzo de paz
Depois da audiencia do dia 8 do corrente, vo
em hasta pnblica 14 porquinhoa, 1 bode e 2 gallea
de briga, encontrados vagando pelas ras desta
freguezia, sem que a' boje fossem reclamados.
Freguezia da Boa Vista, 4 de Junho de 1886.
O escrivo ,-
Alfredo Francisco de Souza.
'Iub Carlos Gomes
Avsj aos senbores socios, que em virtud: do
concert promovido pelo Si. Amaro Barreto, para
o qual foram concedidos os sales deste club, fica
suspenso o expediente no dia 10 do corrente.
Recife, 7 de Junho de 1836.
Joaquim Alves da Fonseca,
1 secretario.
a caixa, idem idem.
Ditas inglesas. Nao ha no mercado.
Breu Cutamos de 11* a 135000 a barrica.
Carvao de pedra Cotamoa de 15* a 205000 a
tonelada.
Canella.Retalho de 1$400 o kilo, com 10 per
cento de descont.
ftCebollas portuguezaB. Retalho de 10*000
a 12*500 a caixa, idem dem.
Cervejaa Retalho a 11*300 por 12 garrafas
ou bo'.ijas.
CimentoCotamos de 7*500 a 8*500 a barrica,
conforme o fabricante e peso.
Cominhos.. Retalbo de 18* os 15 kilos,
com 10 ",Vde descont.
Cravo da India Retalho a 1*200 o kilo, com
10 % de descont.
Farinha de trigo Deposito 18,000 barricaa,
retalha-se aos precos seguintes :
A americana, de 18*500 a 195000 a barrica.
A de Triestre e Hungra, de 235000 a 25*000
a barrica.
Garrafoes vazios Retalho de 700 ris a
15500 pnr cada um, conforme o tamanho.
Doces em calda Nao ha no mercado.
Farello do Rio da Prata Retalho a 3^000 e
3*200 o sacco.
Dito de Lisboa Retalbo a SjOOO o aacco.
Herva doce. Retalho a 15* e 17* os 15 kilos,
core 10 "/ de descont.
KeroseneRetalho de 3J200 a lata de 5 galocs
(liquido).
Louca ingleza ordinaria.Retalho de 90*000
a 130*000 a giga.
Madeira de pinho NSo tem havido venda?.
Massa de tomates.Retalho a 500 res a libra,
com 10 % de deacento.
Manteiga em barril Retalho a 850 e ris a
libra, com 10 % de descont.
Dita em lata. Retalbo de 0*950 a 1*250 a
libra.
M issas italianas. Retalho a 7*500 e 8*000
a caixa, com 10 % de descanto.
Oleo de Hnhaca Retalho ie 1*500 a 1*600
o galas.
Passas communs Nao ha no mercado.
Ditas finas. Retalho a 135000 a caixa, com
10 % de ddesconto.
Papel de embrulho Retalhq_de 750 res a
1*400 a resma, conforme o tamanho, com 10 "/
ie descosto.
Pmenta da India Retalho de 1*350 a 1*400
o kilo, oom 10 % de descont.
Plvora ingleza Retalho de 20*000 o barril.
Queijoa. Retalho de 3*800 um, com 10 "/. de
Verrumas sortidas, urna.
Alvaiade. de zinoo, kilo.
Azul ultramar, idem.
Amarello fraucez, idem.
Colla da Babia, dem.
Dita branca, dem.
Ci, dem.
Oleo de liiilii.ca. dem.
Ocre, dem.
Dito de arruda, idem.
I'russiato amarello, idem.
Pos pretos, idem.
Roxo-terra, idem.
Terra de Sicnne, idem.
Secante fezes de ouro, dem.
Sardinbaa Rdtalho de 300 a 320 ris por lata
de quhrto, confu me o fabricante.
Toucinho do Lisboa. Retalho de 13*000 oa 15
kilos, com 10 / de descont.
Dito american Retalho a 10000 os 15 kilos
com 10 % de descont.
Velas stearinas Retalho de 520 a 900 ris a
libra.
Vinagre de Lisboa Cotamos de 140* a 160*
a pipa,
Vinho branco de Lisboa. A 270* a pipa.
Dito franeez Nao ha no mercado.
Dito da Figueira. De 245* a 260* a pipa.
Xarque do Ro da PrataDeposito 75,400 ar-
robas, retalho de 3*500 a 4*600 os 15 kilos.
RNJMENTS PBL1C0S
Mi de Junho de 1886
LFANDEGA
Ia seccao.Secretaria da polica de Pernam-
buco, 5 de Junbo de 1886.Edital.Por esta re-
partico e de ordem do Illm. Sr. Dr. chefe de po-
lica se convida a Joaquim de Brito Vaa^oncelloa
a vir ou mandar a esta repartcao reclamar a en-
trega de seu escravo Armando, dentro do prazo
de 15 das que lhe fica marcado.
O secretario,
Joaquim Francisco de Arruda.
Correio geral
Malos a expedirse hoje
Pelo vapor nacioual Hahia, esta a-'ministracao
expede malas para oa portoa do norte, receben-
do impre&os e objtct j." registrar at 2 horas da
tarde, e ca *as ordinarias at 3 horas ou 3 1/2
com porte duplo
Adininistraeao dos corrcios de Pernambu ;o, 8
de Junbo de 1886. O administrador,
Affotuo do Reg Barres.
De ordem do Sr. presidente se fas scente aos
senbores associa-ios, que nao podendo ter lugar
houtem a sesso de asaembla geral, conforme foi
annunclado, visto nao te em comparecido seno
14 socios, ibi novamente convocada aura o dia 10
do corrente, s 10 horas da mm,hay para o que
convida-se aos meamos s-nhores a se apresenta-
rem na respectiva sede ; outroaim,] que ficar
constituida a assembla geral dessa vez cora o
numero que comparecer ; tuds de accordj com o
art. 27 doa estatutos da casa.
Recife, i- de junho de 1886.
Sebasto M. do Reg Barros,
1- secretario.
Ba e crito rea! fle Fen-
Reda oaa.L
a 1.5
Id -m do 7
Renda provincial
De 1 5
dem de 7
113:308*605
28:215*280
132:0135885
20:326*717
2:9525797
23:279*514
Para I-iverpool, J. H. Boxwell 1,200 aaccas com
93,695 kilos de algodo; J. S Lcyo & Filbo 600
saceos com 45,1-00 kilos de assucar mascavado ;
Amoriii Irmaos t C. 455 saceos com 34,125 kilos
de Hataca! mascav.-do.
Para o Interior
No patacho sueco Iduna, carregeu :
Para o Rio Grande do Sul, L. J. S. Guimares
50 pipas com 24,000 litros de agurdente.
Para Pelotae, L. J. S. Guimar-a 200 barricaa
com 21,789 kilos de assucar branco
No vapor nacional Bahia, carregou :
Para o Pitra, V. da Silveira 50 volumes com
3,210 kilos de assucar branco.
No vapor nacional Marinho Visconde, carre-
garam :
Para Penedo, M. A. Senna & C. 6 barricas com
360 kilos de assucar refinado.
fio hiate nacional Gcriquity, carregaram :
Para o Natal, P. Alves & C 40 barricas com
2,938 kilos do assucar maacavado e l ditas com
600 ditos de dito refinado.
Na barcaca Lindo Paquete, carregou :
Para Parabyba, A. R. Branco 12 saceos com
farinha de mandioca.
Na barcaca J. Palmeira, carregaram :
Para a Cidade do Paaso, A. Figueiredo & C
60 duzias de vassouras de piassava.
Nos termos dos arts. 5 e 6 doa estatutos, sao
convidados os senbores accionistas reasarem
at o dia 30 de junho prximo, na sede do banco,
ra do Com nercio n. 34, a segunda entrada de
dez por cento do valor nominal de cada aeco.
Recife, 28 de Maio de 1886.
Oa administradores,
Manoel Joao de Amorim.
Jos da Silva Loyo Filho.
Luiz Duprat.
Total
ECEBEDORIA D< 1 a 5
unui do 7
Consulado pbovixcial -Da 1 a 5
dem de 7
RfciTB dratnaoeDe I [a 5
dem de 7
155:293*399
4:922*327
1:665*141
6:587*468
30:8705711
4:773589
1 descont.
25.6445300
1:070*030
330*749
1:400*779
DESPACHOS DE EXPORTAgO
Em 5 de Junho de 1886
Para o exterior
- No vapor ingles Hercules, carregaram :
MOVIMENTO DO PORTO
amo entrado no dia 6
Liverpool por escala18 dias, vapor inglez
Aconcagua, de 2,643 toneladas, com-
mandante Hamilton, equipagem 92, carga
varios gneros; a Wilson Sons & C.
Navios sahidos no mesmo dia
Valparaizo por escala Vapor inglez Acon-
cagua, commandante Hamilton, carga
varios gneros.
Liverpool por escala- Vapor inglez Por-
tuense, commandante F. Herros, carga
varios gneros.
Havre por escalaVapor franeez ViUe de
Cear, commandante Dupont, carga va-
rios gneros.
Navios entrados na dia 7
Rio dio Janeiro por escala8 dias, vapor
nacional Bahia, de 1,999 toneladas, cora-
mandante Silverio A. da Silva, equipa-
gem 59, carga varios generes; ao Vis-
conde de Itaqui do Norte.
Havre por escala20 dias, vapor franeez
Ville de Santos, de 1,008 toneladas,
commandante F. Masn, equipagem 36,
carga varios gneros ; a Augusto F. do
Oliveira & G.
Liverpool por escala33 dias, vapor inglez
Orator, de 849 toneladas, commandante
J. D. Platt, equipagem 28, carga varios
gneros ; a Sannders Brothers & C.
Mossor24 dias, Hyate "nacional Apudy,
de 607 toneladas, mestre Luiz de Fran-
9a Medeiros, equipagem 4, carga varios
gneros ; oriem.
Navios sahidos do mesmo dia
Bahia por escalaVapor nacional Marinho
Visconde, commandante Jos Joaquim
Coelho, carga varios gneros.
Rio Grando do SulLugar norueguense
Chance, capitao P. G. Pedersen, carga
assucar.
GuauPatacho norueguense Norden, capi
tao L. A. Jensen, em lastro-
West IndiesBrigue allernao Bertha,, ca-
pitao A. Krauff, em lastro.
VAPORES ESPERADOS
Jacuhype
Colorado
FXbe
Espirito Santo
Tomar
Para
Hamburg
Ipojuca
Galicia
Cear
Neva
Congo
Tagus
do sul hoje
de New-Port News hoje
da Europa amanh
do norte a 13
do sol a 14
do sul a 17
de Hamburgo a 20
do norte a 20
do snl a 21
do norte a 23
da Europa a 24
do sul a 25
do aul a 29
I
ff


KT

!


Diario de Pcrnambuo-Tcr?a-feira 8 de Jnnho de 1886
"^"^

. litro

ama
Uffi
urna
a cha
kilog.
um
litro
kilog.
garrafa
litros
kilog.

lata
urna
kilo?.
Arsenal de Guerra
O conselho econmico das companhias de apren-
dizes artfices e operarios militares precisa cn-
tratar para o 2 semestre do corrente anno, em
virtude de nao seren aceitos em seasio de 4 do
fluente, un8 por uiiappareccr concarrentes e ou-
tros pelos precos e suas ina qualidades, os art-
gos gi'guintes :
Assuear branca refinado di; 1* sorte kilog.
Dito inascavinao refinado *
Aletria
Arroi *
Azeita doce 'ros
BoUchmhas de ararata kilog.
Bolachas
Hicalho *
Cha bysson
Caf em grao
Carne de xarque
Doce de goiaba ^^H
Farinha de mandioca
Feijo mulatiubo
Fructas, laranjas oa bananas
Frango
Galliuha
Leuba sccca de boa qunlidade
-Mi iteiga inglezi.
Marmellada
Macarro
Queijo fllamengo
Sal
Toucinho
Vioho do Porto
Vinagre de Lisboa
Verduras
Paes de 150 grammr.s
Paca de 125 grammas
Graxa para sapatos
Escovas para dar lastro
Sabia
Velas spermacete, pacote de libra.
Cortes de cabellos.
Sapatos de bezerro, pares 150
Chinlos decouro branco para a enfermarla,
pares 10
Meias de algodo, pares 50
Lene >3 de chita pequeos 50
Panella de ferro, estanhada, de 5 gales 1
Cassarola de dito, esmaltada de porcellana,
numero 7
Fregideira de dito dita de 1C pollegadas
Espumadeira de ferro, estanhada
Concha de dito dito, para tirar caldo
Pen:es e alisar cabellos
Panno asul, entrefino, para blusas, metros
Bo'oea de 0380 preto
Brim pardo trancado, metros
Para a e fenriara dos menores
Colchoes de pannj de linho, cheio de 12 de
flexa, tendo de comprimento lm,67c, de lar-
gara Oin.GGc e de altura 0in,8c.
Travesieiros do mesmo panno, com ignal en-
chimento, tendo de comprimento 0m,67c,
largara 0m,35 e altara 0m,5
S poder concorrer aos fornecimentos annun-
ciados pelo conseibo, qaem habilitar-se previa-
mente, cxhibmdo un requerimento dirigido ao
mesmo conselho, documento que prove haver pago
como negociante estabelecido, o imposto de casa
commercitl relativo ao ultimo semestre vencido.
Os proponentes devero a presentar nesta se
crctaria suas propostas at as 11 horas da manha
do dia 10 do corrente, sendo taes propostas em
duplicata, cm cartas fechadas com declaradlo
exareesa de suge-tar-se as seguintes condices :
Ia No caso de nao assignarem o contrato pa
garlo a multa de 10 %.
2* Sendo recusado pela commissao os gneros
contratados, mandar se-ha comprar pelo preco do
mercado, ficando obrigado o contratante a indem
nisar, isto at tres vezes, depois do que finir.i
rescindido o contrato, pagando o contratante a
inulta de 200*000.
Todus es gneros devero ser de primeira qua-
1 idade.
Secretaria do arsenal de guerra de Pernambuco
cm 5 de Junho de 1886.0 secretario,
Jos Francisco Ribeiro Machado.
1
1
1
1
50
70
116
190
10
10
Dito dito liso, dem.
Di tu marca pequea, caiza.
Dito com inscripcao para offiuios, resma.
Dito maU-borro, folha.
Dito ministro, caiza.
Dito proprio para mapi as, urna folha.
Dito pardo proprio para capa, idem.
Pennas de ajo, conforme a amostra, caiza.
Pasta, urna.
Pe 03 de vidro, um.
Raguas, urna.
Raspadeira com cabo de osso, idem.
Sylabario portugus um.
Traslados calygraphicos, idem.
Tinta para escrever,litro.
Tinteiros de vidro, metal ou louca, um.
Tinta carmim para escripia, vidro, um.
Tita-linhas, idem.
Thesourae, urna.
Vaso com esponja, um.
Condices
1* Todos os artigos sero de primeira quali-
dade.
2 Sero entregues pelos senboies fornecedores
as poreocs que ne forem pedido pelo almox-iri-
fado e pelos navios de guerra, no oraso de 3 das,
contados da data cm que os pedidos firem despa-
chados pelo Ezm. Sr. inspector.
3a Os gneros ficarao sujeitos a approvaco ou
reprovaco do perito quo for designado ps ra eza-
minal-os.
4 Os fornecedores pagarao as multa3 de 10 /
do valor dos gneros no caso de demora as en-
tregas e de 20 % no de falta de entrega ou rejei-
?iio por in qualidade indemnisando neste caso a
fatenda nacional da differenca. que se der entre
os precos justados e os porque forem comprados os
gneros nao fornecidos ou rejeitados.
5* O pagamento da importancia dos forneci-
mentos serfeito pela Thesounria de Fazcnda a
vieta dos documentos que obtivercm os fornece-
dores depois de satisfeito o sello proporcional.
6 Conforme o aviso circular do Ministerio da
Marinha n. 172, ie 28 de Janeiro do corrente an-
uo o fornecedor ficar sujeto a mais sessenta dias
de supprimento, alm do praso estipulado no con-
tructo, sem que esta circumstancia lhe de direito a
CONCERT
prorogacao do ajuste.
7" Os obiectos fo
Na noite de 1C do corrente, s 8 horas,
fw o pianista brasileiro
Amaro Barrelto
um variado concert, em que ser coadju-
vado, obsequiosamente, por suas discipulaa
e o distincto amador
JORGE TASSO
Pede-so as pessoas que se dignaren) de
aceitar cartSes, a entrega de suas expor-
tulas em envelloppes, a pessoa que se en-
carregar de receber na occasio da entra-
a do sall'j.
Companhia
no
O abaixo assignado, por ter se desencai inhado
do sea poder os ttulos de .'0 accoes da compadhia
do Beberibe, de n>. 5,701 5,750, do antigo pa-
dro de 50/000, e ter do requerer referida com-
panhia a substituico dos mencionados ttulos por
outros de novo padro, faz a presente declaraco,
de que fi -am sem valor os mesmos ttulos, e para
os devidos eftVitos legaes, pnblca esta neclaraco.
Recife, 31 de Mao de 1886;
P. P. de Joapuim Perera Rosas,
Laiz A. Siqueira.
< OMPAXHIE DES HE9SA.E-
RIES HARITIHEM
LINHA MEN8AL
0 paquete Congo
C ommaodante Ciroa
E' esperado dos portos do
ul at o dit 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeauz,
tocando em
Dakar, Lisboa e vigo
Lembra-se aos senhores passageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 15 % em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao menos e qu pa
garcm 4 passagens inteirag.
Por ezcepco os criados de familias que toma-
ren) bilhetes de proa, gosam tambem d'este abati-
mento.
Os vales postaos e se da at e dia 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheir j
a frete: tracta-se com o agente
Auguste Lablle
9-RA DO COMMERCIO-9
apor
Godrwy
Arsenal de Marinha
CONCURSO PASA ESCBEVESTE DA DIRECTO-
RA DE MACHINAS
Em cumprimento ao aviso do Ministerio da Ma-
rinha, sob n. 713 de 27 de Maio ultimo, o Exm.
Sr. chefe de divisao Jos Manoel Picaneo da Cos-
ta, inspector deste Arrenal, manda fazer publico
ue no dia 10 de Julho vindoaro, s 11 horas da
manha, ter lugar n'esta reparticao, o concurso
para a vaga que existe de escrevente da directo -
na de machinas, conforme preceita o art. 64 do
Regulatnrnto que baixou com o decreto n. 5,622
de 2 de Maio de i 874, que manda observar as
disposicoes de que trata o art. 203 do referido
regulamento, ficando para isto aberta a inscripcao
esta Secretaria at o dia 7 de Julho vindonro.
Os pretendentes devero instruir suas peticoes
com documentos que provem bom comportameato c
a idade de 18 annos completos, pelo menos, podendo
juntar quaesquer outros documentos que mostreen
suas habilitacoes.
Ao materias exigidas sao : Leitura e analyse
grammatical, escripia de trechos em portuguez, or-
thographia, versao das Iinguas ingleza e francesa,
azercicio de composicao em portuguez, redaccao e
estylo de actos oficiaes.
Secretaria da inspeccao do Arsenal de Marinha
de Pernambuco, 5 de Junbo de 1886.
O secretario,
Antonio da Silva Azevedo.
3 objectos fornecidos s serao pagos no mez
seguinte.
Obscrvacoos
1* Nenhum proposta ser rebebida sem que o
pruponente nella declare, por eztvnso, sem claro
algum, emenda, entrelinh i ou rasuro, o preco de
cada genero.
2' Nao ser aceita proposta sem que o nego-
ciante declare que se sujeita ao pagamento da
multa do 5 % do valor provavel do fornecimento
durante o praso para que este annunciado, se
nao comparecer nesta secretaria para assignar o
contracto, no praso de 3 dias, contados d'aquelle
cm que fr notificado pela imprensa, cuno deter-
mina o aviso de 28 de Dezembro de 1874.
3* Conforme o recommendado em aviso de 11 de
Maio de 1880, nc serao admittidas as propostas
dos negociantes ou firmas aociacs, que nao apre-
sentarem os documentos seguintes :
Certidao da matricula da Junta Commercial,bi-
Ihete de pagamento do imposto de in iustria no
ultimo semestre.
CVrtidao do contracto social cztrabido do regis-
tro da Junta Commercial.
4* Nenhuraa proposta ser recebida depois do
dia e hora designados neste annuncio.
5* Os proponentes apreeentaro os documentos
exig los pelo aviso de 11 de Maio cima referido,
tres dias antes do praso marcado para o recebi-
niwiito das propostas, para a necesearia averi-
guaban.
6* Os fornecedores ficcrao sujeitos a mais 30
dias de. supprimento, alm do praso estipulado no
contracto, sem que esta circunist .ncia Ibes d di-
reito n prorogacao do ajuste conforme a clausula
establecida pelo aviso do Ministerio da Marinha
de 13 de Junbo do 1877.
Secretaria da Inspeccao do Arsenal de Marinha
de Pernambuco, 1 de Junho de 1886.
O secretario,
Antonio da Silva Azevedo.
Capitana do Porto
De ordem do Ezm. Sr. chefe de dmsJo Jos
Manoel Picaneo da Costa, inspector (deste Arsenal
e capitao do porto desta provincia, faco publico
que em observancia to aviso circular do ministe-
rio da marinha de 7 de Maio ultimo, por esta re-
particao faz-se acquisico de engajados e volun-
tarios para servir no batalhao naval, aos quses sao
concedidas as seguintes vantagens :
Aos voluntarlos 4002000, aos engajadoj 500,
e as pracas de pret voluntarias, quando excusas
por concluso de tempo do servico, um praso de
trras de 108,900 metros quadrados as colonias
do Estado.
Secretarla do Arsenal de Marinha de Pernam-
buco, 5 de Junho de 1886.
O secretario,
Antonio da SilvalAzevedo.
MARTIMOS
DampschinTabrts-Gesellschafl
Vapor Hamburg
Eepera-se de HAMBURGO,
via LISBOA, at o dia 16 do
corrente, seguindo depois da
demora necessaria para
Espera-se de Liverpool at
o dia 18 do corrente o qual
depois da demora do costume
seguir para os portos do sul.
Recebe carga a frete mdico tractar com o
Consignatario
N. I. LIDSTONE
RUADO COMMERCIO N. 10
Ou com W. W. Bobilliard a
mcsina roa n. 58
Para
Seguo com brevidade para o porta cima
patacho hespanhol Joven Para ; para o resto da
carga que falto, trata-se com Baltar Oliveira &
Companhia.
Agente Silveira
Leilo
Dos movois do hotel ra das Larangeiras
n. 29
Terca feira, 9 do correte
A't 10 1J2 horas
O agente Silveira, por mandado e com assisten-
cia do Ezm. Sr. Dr. juiz de direito do commercio
levar a leilo, requerimento de Jos Cardoso
Silva, os movis pertencentes D. Umbelina Fuus-
tinoJSecnndina de Mattos, o seguinte]:
Cadeiras de junco, mesas de dito, aparadores, 1
guarda -loaca, 1 relogio, mesa elstica de 5 taboas,
loucaa para juntar e almoco, jarros, copos, clices,
garlos, colbercs, quadros, trena de cesinba, regis-
tro para gaz e mais movis, patentes no acto do
leilo.
A gente Pestaa
Bom leilo df predios
Quara feira O do corrente
A's 11 horas em ponto
No armazem ra do Vigario Tenorio
n. 12
O agente Pestaa, vender r-o dia e hora mea
mencionada em sua agencia, os predios abaizo de
clorados, livres e desembarazados de todo e qual
qaer onus, cujos casas chaman attenco dos Sra.
pretendentes, p3los seus bons esttdos de conserva-
re e exc2lecte8 reudimentos :
Urna excedente casa terrea com bom soto e
grandes commodos, para familia, ao largo da San-
ta Cruz n. 14, rendendo 420 annuaes.
Urna dita ra do Visconde de Pelotas (outr'ora
Aragao) n. 41, rendendo 4003 annuaes.
Urna dita ra de S. Jos n. 23, rendendo
3004 annuaes.
ao largo do Mercado n. 17, com
e muito propria para qualquer
rendendo annualmente 780 an-
coni jarro e baca, 1 guaro cao verde, 2 canas de
ferro e esteira para forro.
2 sala de dormir
Lma importante cama franceza, 1 gnarda-atapa
com espelho, 1 mesnha de cama, 1 lavatorio (fado
de erable). 1 topete, 1 berco, 2 cadeiras, 1 tapete
de cama, 1 guarda-vestidos de amarello, 1 mesa
redonda, 1 lunca com transparet^te, 1 guanfi^a*
de lavatorio, 1 guarda-joas de charo, 7 qaadaoi
e 1 estt ira para forro.
O Illm. Si. comnendador Edunrdo A. Bavfe,
tendo de retirar-se com sua Exma. familia para o
Rio de Janeiro, tara leilo por intervenidlo do
agente Alfredo Guimaraes, dos movis da casa de
sua residencia, ra do Visconde de Goyanja, os
quaes alm de sua perfeita conservaeao, offefeceat
margem aos Srs. concurrentes apreciarem nao j
gotto, como meemo, o mais apurado trabalho arts-
tico.
., ,"tre;a ei a"to continuo
A s 10 horas e 40 minutos, partir um bond,
que dar passagem gratis aos Srs. concarrentes.
Leilo
De mu carasio bom andador,
sellado c enfrclado
Quarta-feira 9 de Junho
POR INTERVENCAO DO AGENTE
Alfredo I.Uiiiarcs
Por occasio do leilo do movis do Sr. E. A.
Burle.
Leilo
Urna dita sita
excellente soto
estabelecimento,
nuaes.
Um excellente
do Bom Jess n.
sobrado de 3 andares sito ra
47, rendendo 1:000 annuaes.
E finalmente orna dita sita ra do Visconde
deGoyanna n. 79, com grandes commodos para
numerosa familia, servindo de base a ofierta de
3:5004 obtida no ultimo leilo.
2 Jeilo
Para Maranho
Recebe earga e possageiros para o porto cima
a barca portuguesa Vasco da Gama ; a tratar
com os consignatarios Jos da Silva Loyo &
Filho.
LEILOES
Terca-feira, 9, o dos movis e mais objectos
da casa da ra da Unio n. 57, em que morou o
Sr. Dr. inspector da alfandega.
G. E.
Club Commercial Eaterpe
Sarao em 12 do corrente
Ter lugar nesta noite o sarao que este club
proporciona acs seus a-sociados. Os senhores so
cios que estiverem quites at 31 de Maio lindo,
podero procurar seus ingressos em mo do Sr.
thesoureiro.
Secretaria da Club Commercial Euterpe, 1 de
Junho de 1886.O 1- secretario,
Francisco Lima.
Conselho de compras
da repartido de Ma-
rinha
fojeetos de expediente e o ser-
vico de i;ivagein. engommado e
concert da roupa da enfer
maria de marinha
De ordem do Ezm. Sr. ebefe de divisao Jos
Manoel Picaneo da Costa, inspector deste arsenal
e capitao do porto desta provincia, faco publico
que no lia 9 do corren-e mez, s 11 horas da ma-
nha, contrata-se em conselho, em cartas fechadas,
por tempo de 6 mezes a contar do Io de Julho ao
ultimo de Dezembro vindouro, o foinecimento aci-
mi declarado.
Os Srs. pretendentes devem apresentar suas
propostas acompanhadas das amostras dos arti-
gos, para enjo fornecimento se propoem, e em caso
contrario nao se tomar conhecimento das propos-
tas.
Objectos de ezpediente para e arsenal e depen -
deudas:
CVmpasso, um.
Caetas, ama.
Caivete fino, um.
Clcheles, nma caixaK
Cartas alphabet:cas, urna.
Cathecismo da doutrina christ, um.
Dito brazileiro, idem.
Collccco de compendios, exemplar, um.
Compendios de economa da vida humana, um.
Cruyons, idem.
Cordo, 'lo.
Knvelopes diversos, conforme as amostras, cento.
Ditos com inscripcao para ofEcios, idem.
Escrivaninha de metal, urna.
F Gomma arrabica liquida, vidro.
Gutta percha, um.
Lapis de cores, idem.
Ditos pretos, dem.
Livros em branco de 25, 50, 100, 105 e 200 fo-
lhas, um.
Limpador de panno, um.
Livros grandes para registro de ofEcios, um.
Lousas, tamanho S-, urna.
Lacres de cores, pao.
Obreias de mass, caixa.
Ditas de colla, idem.
Papel Branco liso, conforme a amostra, caderno.
Dito dito pautado, conforme a amostra, idem.
Dito Hollanda pautado, idem.
A escola de aprendizes marinheiros nesta
provincia recebe no da 19 do corrente, pelas 10
horas da manb, propostas para o fornecimento
de tardaoiento a mesma escola durante o semes-
tre de Julho Dezembro do corrente anno, deven-
do as pessoas que pretenderen] contratar suppri-
mento se dirigirem ao quartel da escola para ahi
examinaren) os diversos padrties e torera todos os
esclarecimentos que necessitarem. As pecas do
fardaraento sao :
l.li.-a de pauuo.
Dita de lgodao msela.
Dita de brim branco.
Camisa de panno.
Dita de algodo nrescla.
Dita de brim branco.
Capa de brim branco para bonet.
lJonet. de panno.
Lenco de seda.
Sapatos.
Maca de lona com todos os seas pertences.
Sueco de lona ideo-.
Cobertor do l.
As propostas alm de seren acompanhadas das
amastras da materia prima contero igualmente
a declaraco de se snjeitarem os proponentes a
todas as disposicoes que regem os fornecimentos
no Ministerio da Marinha.
As propostas juntars os proponentes os respec-
tivos conhecimtntos do imposto de industria e
prufissous, afin de provarem a idoneidade do con-
currente. .
Escola de ap-endize# marinheiros de Pernam-
buco, 2 do Junho de 1883.
Ernesto Jos de Souza Leal,
Oficial de fazenda.
THEATRO
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
te com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
radovigaron. a
1* andar
companhia rKB,iaaBt4.a<
DE
.Vavegaco Costelra por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo e racaj
0 vapor Mandahu
Segu no dia 8 de
Junho, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at o
dia 7.
Encommendas, passag,, .>s nheiro a frete at
s3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Pernambucana
_________________n. 12__________________
Pacific Sieasi Navigation Corapanv
STRAITS OF MAGELLAN LLNE
Paquete Galicia
Espera-se dos portos
do sul at o dia 21 de
Junhc, seguindo pa-
ra a Europa depois da
demora do costume.
Leilo
De fazendas I i ipas e ararla das
Hoje, 9 e Junho
POR INTERVENCAO DO AGENTE
Alfredo (i ni manes
Em sua agencia ra do Bom Jess n. 45
2 leilo
De predios pertencentes massa fallida de Ma-
noel Carpinteiro y Souza, constando de ama
excellente casa com sot, com grandes accom-
modacoes. quintal murado, cacimba, sita roa
da Casa Forte n. 15 A. Urna casa bastante es-
pumosa com grande quintal e acc*mmodacoes,
estando ocenpada por urna taverna, sita mes-
ma ra n. 15, deronte da campia da Casa,
Forte.
Terca-feira 8 do corrate
s 10 12 horas
Na ra Duque de Casias n. 77 A, loja de
miudezas da Boa Fama
O agente Gusmo levar a leilo os predios ci-
ma mencionados, pertencectob massa fallida de
Manoel Carpinteiro y Souza, por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito do commercio, com
as8istencia do mesmo e a requerimeuto do Dr. ca-
rador fiscal da referida massa.
De urna carta de sentenca civel, prvenien-
te de urna hypotbcca, na importancia de
30:5200594 e mais 4:5780090 de juros
accrescidos desde Fevereiro do 1885 a
12 de Maio prximo passado.
Total 3r,o.)*; i
A' serem cobrados executivamente de Jos San-
cho Bezerra Cavalcante e sua mulher, senhores de
engenbo Alegra, na comarca do Escada, engenho
que garante sobejamente o pagamento de dita di-
vida.
QUARTA FEIRA, 9 DO CORRENTE
A's 11 horas
No armazem ra do Imperador n. 16
O agente Martns, autorisado pelo Illm. e Exm.
Sr. Dr, juiz do civel, far leilo, em sua presenca
e a requerimento de D. Bernarda de Souza Maga-
Ihes e Silva, inventarente do espolio de seu fi-
nado irmo, coronel Jos Anto de Souza Maga
ihes, da divida proveniente de urna carta de sen-
tenca, obtida em 12 de Fevereiro de 1885, contra
Jos Sancho Bezerra Cavalcante e sua mulber, se-
nhores do importante engenho Alegra, para pa-
garen] ezecutivamente e por carta precatoria eze-
cotoria, que j se acba pastada, a quantia de
30:5204594, do principal, juros c custas, alm de
4:5784090 de juros accrescidos de Fevereiro de
anno passado at 12 Je Maio ultimo.
Os Srs. pretendentes podem exam insr a reie
da carta em mo do agente.
Grande e importante
Leilo
O agente Pestaa, vender quarta-feira 9 do
corrente, por occasio do leilo de predios em sua
agencia ra do Vigano n. 12, a excellente casa
terrea da ra de Vidal de Negreiros n. 200, com
bastante commodos para familia.
Leilo
De 1 piano, 1 mobilia de junco com 1 sof, 2 con-
solos, 2 cadeiras de bracos e 12 de guarnco.
jarros para flores, candieiros, tapetes, 1 mesa
elstica, 1 guarda comida, 6 cadeiras, 1 appa-
relho para jautar a 2 banqoinhas.
Dous marquezes, 9 mesas, 1 cama de ferro, 1
commoda e outros movis.
SEXTA-FEIRA. 11 DO CORRENTE
A's 10 horas em ponto
No Io andar do sobrado da ra da Impe-
ratriz n. 30
O agente Pin*o
O referido leilo comecir s 10 horas em pon-
to, visto ter o mesmo agente de effectuar, em con-
tinuaco, um outro leilo de movis na offieba do
Sr. Moreau.
magnficos quadros a
espelhos, jarros, lus-
e estatuas de mar
EMPRESA
BRAGA JNIOR &G.
i
l
Prozimamenle chegar a esta capital, a grande
eomoanhia dramtica do THEATRO LUCINDA,
do Rio de Janeiro, dirigida pelo artista
e a primeira
Este paquete e os que dora
em diante seguirem locaro em
Hymoulli, o que facilitar che-
garem os passageiros com mais
J brevidade a Londres.
Haver tambem abatimento no prego das pas-
sagens.
Para carga, passagens, e encommendas, tracta-
se com os
AGENTES
WUson Sons A C, Umited
8. 14- RA DO COMMERCIO N. 14
K0YALMILSTEA91 PAGKET
COHPANY
O paquete Elbe
Leilo
Em continuadlo
Na ra do Imperador n. 75
Terca-feira, 9 do corrente
A's 11 e Ij2 horas
Pianos, mobilias, cadeiras avulsas, guarda-lou-
ca, camas e marquezes, carteiras e outros movis,
cofro prova de fogo, fogSo americano, perfuma-
ras, jarros, quadros e outros mutos e diversos
objectos.
Agente Modesto Baptista
Leilo
Da arraayao, miudezas, cofre e carteiras
existentos na loja denominada -Boa-Fa-
ma -sita ra Duque de Caxias n. 77 A
Terca-feira 8 da Junho
X's I I luirs
POR INTERVENgAO DO AGENTE
Gusmo
A companhia composta de nm ncleo de artis-
tas que faziim parte das que funecionam as prin-
cpaes theatros d corte.
O repertorio todo escolhido entre os dramas e
altas comedias, que mais aceitacao tem tido nos
principa;? theatros da Europa
Mobilias e tapetarlas
f >ram fcitas expressameute para esta empresa em
Pars.
O sceuario todo pintado pelos notaveis sceno-
graphos
Claudio fiossi e Oreste Coliva
Esta companhia embarcar bordo do paquete
nacional que parte do Rio de Janeiro a 10 de Ju-
nho e tara a sua
ESTR4
Quarta-feira, 16 de Junno
(isto no dia seguinte ao da chegada ao Recife)
com o celebre drama de V. Sardou, intitulado
FDORA
Aceitam-se desde j encommendas de bilhetes
pira a estra, no escriptorie do theatro Santa Isa-
bel, com o Exm. Sr. commendador Pinto de Le -
nos, que a sao se presto por obsequio.
Joaquim Monteiro de Carvalho,
Secretario da companhia.
Leilo
E' esperado da Europa no dia
9 do corrente, seguinde
depois da demora necessa
ra para
Macei, Bahia, Rio de Janeiro, Santos,
Montevideo e Buenos-Ayres
0 paquete Tamar
esperado
do sul no dia 14 de
corrente seguin lo
depois da demora
necessaria para
S. Tcente, Lisboa, Vigo e Son
thampton
Para passagens, fretes, etc., tracta-se com c
CONSIGNATARIOS
Adamson lio wic & C.
t'tt.l]l.t\lll t PERVAMBICAVI.
DE
VaTegacao costelra por vapor
Fernando de Xoronlia
0 vapor Giqui
Com mandante Lobo
Segu no dia 10 de
Junho, pelas 12 ho-
ras da manha.
Recebe carga at o
dia 9, e passagens at
i 10 horas da manha
do dia 10.
ESCRIPTORIO
re da eonpanhla Peraasbn
cana n. 18
De movis, louca, crystaes, espelhos, quadros, ob-
jectos de electro-plata e urna espingarda.
' A saber
Sala de visita
Urna mobilia de junco preto a Lniz XV, com 1
sof, 2 consolos, 2 cadeiras de bracos e 12 de
guarnico, 2 ditas de baUnco, 1 esplho oval du-
rado grande, 2 quadros a oleo, 4 jarros para flo-
res, 1 porto-charotos, 1 porta cartoes, 3 laucas
para cortinados, 2 jardineiras, 3 almofadas, 3 ta-
petes e 3 escarradeirss.
Entrada
Um sof, 1 porta bengala, 2 porta-chapeos, 1
cabide, 1 cadeira e 1 mobilia de pao carga.
Gabinete
Urna estante envidraeada, 3 ditas de ferro, 1 se-
cretaria de mogno, 2 mesas de dito, 1 tinteiro, 1
pedra com estante e 1 porta-ca tas.
Prtmeiro quarto
Um guarda-vesti ios, 1 gurda-roupa, 1 toilet de
Jacaranda, 1 lavatorio, 1 guarnco, 1 ettager, 1
termmetro, 1 marquezo, 6 cadeiras e 2 porta-
cartoes.
Segundo quarto
Urna cama franceza de Jacaranda, 1 mesa de
cama, 2 ettagers, 1 cabide, ferro 1 mesa de e 1
criado mudo, 1 termmetro, 1 commoda, 2 lavato-
rios, 1 guarnco, 1 porta-toalha, 1 cabide e 1 ces-
ta para roupa.
Sala dejantar
Urna mesa elstica, 1 guarda-louca, 2 aparado-
res modernos com pedras escuras, 1 gu rda-comi-
da, 1 relogio de parede, (novo) 1 licoreiro, l dito
em caixa, porcelana pan cha e jantar, copos, c-
lices, compoteiras, garrafas, Iructeras, 1 filtro, 1
candieiro a gaz torcida dupla, 1 jarra com tornei-
ra, talhrres e Cvlheres, mesa e trem de cosinha.
Terca-feira 8 de inaho
Cas i da ra da UniSo n. 57, por traz do
Gymnasio
O Dr. Joo Cruvelo Cavalcante tendo de fazer
urna viagem ao Rio de Janeiro, faz leilo, por in-
tervenco do agente Pinto, dos movis e mais ob-
jectos da casa em que residi ra da Unio
n. 57.
O leilo principiar s 10 e 1/2 horas.
Em continuado
vender o mesmo agente 1 piano de Playel, forte
e quasi novo.
Um bilhar, tacos e bolas, e movis que sero
para all transportados.
De bons movis,
oleo, importantes
tres, porcelanas
more.
POR INTERVENCAO DO AGENTE
Alfredo duiuarcs
<|iiarta feira S Junho
Ra do Visconde de Goyanna n. casa de
residencia do Sr. commendador Eduardo
A. Burle.
Ia sala de entrada
Dous sofs, 2 cadtiras de bracos, 2 de guarn-
(o, 2 etagers, 2 columnas com grandes jarros de
marmore, tudo de madeira de fantasa e apurado
gosto.
Duas magnificas figuras, 4 jarros, 4 bustos
tudo de marmore, 2 limpadores de sapatos c um
lustre,.
2' sala de entrada
Um cabide para chapeos, 6 cadeiras de balanco,
2 mesas de jogo, 3 etagers, com espelhos, 2 bas-
tos de marmore, 2 jarros para plantas, 2 porta
fumo, 1 vel jeipede e 2 carrinhos para crianca.
3a sala de entrada
Um sof, 6 cadeiras, 1 mesa, todo de madeira
encrestada, 2 cadeiras de balanco, 1 jarro para
planta, 1 lavatorio de porcelana, 2 cadeiras de vi-
me, 2 quadros a oleo representando primor sas
paiaagens, 6 ditos histricos, I dito o sonho mili-
tar, 1 dito com o retrato de Napoleo III e am
ca dieiro a gaz.
Sala de espera
Urna mobilia composta de 1 sof, 2 cadeiras de
bracos, 12 de guarnco e urna mesa redonda, tudo
de charo, 2 duquerqes, de madeira incrustada
1 ri c piano do tabricantse Playel, 1 cadeira para
0 mesmo, 1 capa, 3 jardineiras, 2 jarros cem plan-
tas, 1 lote de msicas e 1 tapete para forro de
sal.
Grande sallo de visitas
Um divn e 2 poltronas estufadas, 2 conwrsa-
saHfiras, 2 ricos eimportantes dunquerzes du ma-
deira embutida de metal fino, 2 grandes espelhos
dourados, (bizote), 2 ditos compndos, 24 cadeiras
de charo, 2 ricos jarros de Sevrc, 2 resposteiros
de damasco de seda, 3 sauefas douradas, 5 lancac,
5 porss de cortinados, 1 alcalifa de forro de sala,
1 tapete de porta e 1 magnifico lustre de crystal
com 8 luzes.
1* gabinete
Um rica secretaria de Jacaranda, 1 sof, 12 ca-
deiras italianas, 1 toiellet, 1 guarda roupa de ja-
caranda, ljporta charutos, 2 jarros de porcelana,
(bacarat). 1 dito de madeira, 1 cadeira para
crianca, 1 alcatifa, forro de sala e 1 lustre com 2
luzes.
2 gabinete
Um sof e 2 cadeiras de charo, 1 mesa de mo-
saico, 1 cadeira para leitura, 2 bancas de jogo, 1
sof, 1 cadeira de braco e 2 de guarnco, tudo de
junco, 1 tapete para forro e 1 lustre.
Sala de jantar
Um rico guarda louca, 2 ditos menores, 4 ap-
paradores, 18 cadeiras de guarnicao, 4 etagers,
tudo de madeira encrustada, 2 jarros de porcelana,
2 frutoiras de marmore, 1 mesa de ferro e I rico
porta-licor de electro-plate.
Sala de bilhar
Um magnifico bilbar, 1 taqueira, 1 marcador, 1
capas e 2 jogos de bolas, 24 cadeiras italianas, 1
mesa de jogo com gamo, 2 c.ntoneiras de mogno
6 quadros, 1 sof, 2 cadeiras estufadas, 1 ence-
rado de forro e 1 bagatella completa.
Despensa
Um guarda comida, 1 relogio, 1 mesa de mar-
more, 2 ditos de madeira, 1 banheiro, 2 cabides
grandes e 1 arandella.
Escada
Um encerado, forro da mesma.
Sala depois da escada
Duas mesas de jig", 1 esteira de forro e 1 aran-
della.
Ia sala de dormir
Urna rica cama franceza i 2 guarda-roupa de
Jacaranda, 1 dito com espelho, 1 toi ette de bano,
1 grande lavatorio todo de marmore, 1 gnarnicSo
para o mesmo, 1 divn e 2 cadeiras de bracos es-
tufada, 1 importante pndula de bronce e 1 eta-
ger para o mesmo, 1 mesa de jacarani com abas,
1 mesa de mogno, 1 dita de amarello, 2 camas para
enancas, 1 tapeto de cama, 2 lancas para corti-
nados, 1 porta-ioalhas, 1 arandella, 1 palmatoria
de metal, 1 commoda pequea, 1 cama de ferro,
1 caixa com repartimentos, 1 lavatorio, 1 mesa
com abas, 1 cabide torneado, 1 lavatorio de ferro
VISOS DIVERSOS
Precisa-se de urna ama para servico de casa
de pouca familia : a tratar na ra da Conceico
numero 9
Precisa-se alugar ama preta ou am menino
para vender an ra : a tratar na ra dos Marti-
rios n. 148, 2 andar.
Aluga-se o sitio do Pina, com boa casa para
morada, contendo bastantes commodos para nu-
merosa familia, grande quantidade de coqueiros,
seis grandes viveiros, duas cacimbas com excellen-
te agua : a tratar no caes de Apollo n. 45.
Aluga-se casas a 84000 no becco~dos Coe-
Ihos, junto de S. Goncallo : a tratar na rua da
Imperatriz n. 56.
Precisa-se alugar urna preta ou um menino
para vender na rua : a tratar na rua dos Marty-
rios n. 148, 2 andar.
Precisa-se di um menino de 12 14 annos
de idade, para vender na roa, dando fiador de
u a conducta ; a tratar na rua de S. Joo n. 26.
Precisa-se de urna ama
rua Nova, pbarmacia n. 51.
para cosinhar ; na
Offerecc-se urna senhora honesta, de con-
ducta afianzada, para servicos internos de casa
de pequea familia, mediante um diminuto ajuste ;
qnem pretende- dirija carta fechada a esta typo-
graphia com as iniciaos D. N. it.
AMASprecisa-se de urna para engommar e
outra para cosinhar para pouca familia; tratar
na rua do Amorim n. 64 ou Conde da Boa-Vista
n. 40. ____________
Compra-se nma casa de 1:200 a 1:6001 que
esteja em bom estado, na tregnezia de S. Jos : a
tratar na rua do Kangel n. 10, segundo andar, das
10 horas s 4 da tarde.
ALUGA-SE ama boa casa com 6 salas, 4
quartos, cosinha espacosa, despensa e terrajo,
cacimba com bomba e dous tanque* cimentados,
para banho e lavagem de roupa, dependencias
fra para fmulos e duas cocheiras, na estrada
real da Torre, pouco distante do sobrado grande
e junto a engenboca Bemfica, onde se trata cem
Raymundo Lasserre, todos os dias a qi'alquer
hora.
VEN'DE-r-E a casa terrea da rua daCadeia
Nova n. 9 : a tratar na rua Direita n. 29, loja.
Compra-se urna masseira ; a tratar na roa
da Imperatriz n. 41.
Precisa- se de urna ama para cosinhar : a
tratar na rua de Pedro Alfonso n. 29, com a pro-
fessora da escola pratica.
Sitio para alugar-se
Aluga-se um grande sitio com boa e commoia
casa de morada, quartos para cscravos e criados,
muitos arvoredos fructifejas, cocheira, baixa para
capito, e por commodo preco ; a tratar na roa
Primeiro de Marco n. 17, 1 aidar.
Ama
Piecisa-se de urna ama para cosinhar e engom-
mar : a tratar na rua do Arago n. 14.
Ama
Precisa se de urna ama para tod-- servico de
casa de familia a tratar na rua do Cotovello
numero 46.
Novidade
Frisadores para cabello, duzia a 300 rs.
Boleas chagrn para menina a 1500 urna.
Sabonetas de .familia a 100 rs.
Ditos a 500 rs.
Coametiques pequeos a 40 rs.
Pulseiras de ouro romano a 3, 4, bS e 63000
o par : na loja Violeta, rua Duque de Caxias nu-
m ro 65.
Bom negocio
Vende se ou troca-se um immenso sitio no Ar-
raial, com casa, por outro mais perto da cidade :
informacoes rua do Imperador n. 45.
HIS
A casa Vctor Pralle, sito rua do Imperador
n. 55, tendo recebido da Europa um completo sor-
timentc de msicas, convida o respeitavel publico
para visitar o seu estabelecimento, e chama a at-
tenco para as seguintes novidades, que tornam-
se recommendadas pelo seu autor :
Dolores, celebre valsa para piano, por E. Wal-
dteufrl.
Tambonrim, celebre polka para piano, dansan-
te e de effeito, elo mesmo autor.
Demonio da meia noite, valsa para piano, por
Francisco L. Colas, e a valsa violamama, muito
procurarla, edictada aqni.
Leopoldo luriicini Bodrlsrae*
Compeli
Cesara B. Carneiro Campello, sua soirra e cu-
nhado, agradecem todus as pessoas que se dig-
naram acompanhar os restos m-irtaes de seu aem-
pre lembrado espos, filho e :rm<, Leopoldo Car-
neiro Rodrigues Campello, e de novo convidam a
seus psrentes e amigos para assistir 'm as missas
do stimo dia, que por ana alma mandara resar
na capella da Torro e igr ja da Penht., quinta-
eira 10 do eornnte, s 8 horas da manha ; pelo
que desde j se confessam gratos.
a*


6
Diario









de
rR0Q AYROLIRMAOS1
Pharmaceuticos Chimicos
rPela Escola superior de Pharmacia de Pars1
"*
Esit. nevo medicamento recommenda-se]
I especialmente nos Febres intermitientes,
vulgarmente chamadas Sc\des ou Maleitas. I
Elle/a^ desapparecer com rapide\ as Febres I
mais rebeldes c sobre a sua influencia os
dctiles nao tardam a recuperar a saude e
obter urna cura radical.
Para evitar as lalsilicaijot a, exigir como
garanta sobre todas as garrafas o nomo
de A. CAORS, e sobre os letreiros a ,
l asignatura do inventores.
VENDE-SE POR ATACADO E A RETAMO
kna Botica Franceza e Drogarat
AUGUSTO CAORS
Ra da Cruz, 22
PERMMBUCO
Jone Jcrunyno Monteara
O Dr. Pedro de Alcntara Pi-ixoto de Miranda
Veras (ausent), D. Capitalina Monteiro de Mi-
randa Veras, D. Jovina Amalia de Miranda Ve-
ras, D. Mara Firmina de Miranda Veras e D.
Mara Josephina Monteiro, tend- recebido a tris-
te noticia da morte de seu presado sogro, pai, av
e tio, Jos Jeronymo M3uteiro, na corte do im-
perio, mandam celebrar diversas missas pelo des-
canso eterno d'alma do mesmo, terca-feira 8 dq
correte, stimo da do passamento, s 8 horas,
na matriz da Boa-Vista, e couvidam para este
acto de religio e caridade as pessoas de sua
amizade, a quem desde j protestam 6urania gra-
tidao.
Rila Francisca de Freitasj
Jos S e Souza, Anaca Se Sousa, Francisca
Amalia de Freitas, Mara Isabel de Freitas e
Jos Bodopiano dos Santos, cenvidam aos seus
parentes e amigos para assistirem a urna missa na
capel la do cemiterio publico, s 7 horas da manha
do dia 9 do corrente, pelo repouso eterno de sua
sempre lembrada sogra, ir.fii e : rima, Rita Fran-
cisca de Freitas ; apioveitando a occasiao para
agradecerem s pessoas que se dignaram condu-
zil-a sua ultima morada ,
Hara da Penha de Miqeira
Cavalcante
30.' di.
Delmira Idalina de Siquera Cavalcante, anda
profundamente maguada, roga aos scus parentes e
amigos para assistirem as missas, que por alma de
sua nunca asss chorada > sempre lembrada til ha,
Mara da Penha de Siquera Cavalcante, manda
celebrar na mutrix na Boa-Vista, s 8 horas da
manh de segunda-eira 7 do corrente ; antecipa
ana eterna gratidao. __________-

Bario de Bniqne vem, cobertn de luto, ma-
nifestar o seu profundo pezar, pelo prematuro
nassamento do seu distincto e presida amigo Dr.
Antonio Francisco Corr 'ia de Araujo, e dar os
devidos psames aos seas mus prximos parentes.
Encontr elie nesses umbraes celestes aquella paz
que nao pode encontrar entre os hornees. Rt-
quietcat in pace. _________________^^
f
r. Antonio Francisco Crrela
de Araiijo
O Bario de Tracunhem profundamente sentido
pelo prematuro passamento de seu preaadissimo
amigo, Dr. Antonio Francisco Correia de Araujo,
fallecido no dia 14 do correte, na corte (Rio de
Janeir"), manda resar urna mus pelo eterno re-
pouso de sua alma, no da 16 de junbo, quarta-
eira, pelas 9 horas da manh, trigsimo dia do
seu falleciment, na cspella do engenho Rosario ;
para o que convida aos seus parentes, amigos e
correligionarios, anteoipando aos que comparece-
rem, o f eu reconhecimento e gratido.
Engenho Cavalcante. 31 de Maio de 1886.
Bao de Tracunhem.
Joaquina Brmeirio de Almeida
Cavalrante
Josephina Rosa de Almeida Cavalcante e sua
filha agradecem a todas as pessoas que se digna-
ram acompanbar os restos mortacs de seu presado
esposo e pai, Joaquina Demetrio de Almeida Ca-
valcante ; e de novo rogm-lhes o obsequio de
assistirem a missa que mandam calibrar na ma-
triz da Boa-Vista, s 8 horas do dia 8 do corren-
te, stimo do seu fallecimeato ; antecpando-lhes
desde j seus reconheeimentos.__________________
Precisa-se de urna que seja boa cosinheira roa
do Bario da Vinaria n. 35.
Ama
Precisa-se de urna ama que aeja boaveosinheira :
na ra do Csbug n. 1G, 2- andar. ____________
Ama
Precisa-se de urna cosinheira : na na do Mr-
quez do Herval n 28. _______
Ama
Precisa-se de urna ama de eite, com urgencia :
na ra do Riacbuello n. 26, paga-se bem, e que
seja do boa conducta.
Ama
Precisa-se de urna an?a para todos os servicoa
de casa de familia : a tratar na ra do Barita da
Victoria n. 7, 2- andar.
Ama
Precisa-se pe urna ama para cosinhax : em
Fernandos Vieira n. 7, junto dos qoatro leoes,
casa de axulejo amare lio.
Ama
Precisase de urna boa eugomiuadeira : na ra
Pr.meiro de Margo u. 16.
Ama
Offerece-se uniu ama para engommar, a qual
5(rita na arte : a tratar no quadro da ra drS.
ci n. 1.
Ama
Precisa-se de urna ama : no pateo do Livra
mi nto n. 24, primeiro andar.
Ama
Alm-se
una grande casa com dous grandes quintaes e
agua encanada, ra Lembranca do Gomes n. 1,
em Santo Amaro : a tratar na ra da Imperatriz
n. 32, 1- andar. ______________________
Aloga-se
por pre^o commodo as casas : Pocinho n. 55, n.
67,1 andar, becco do Veras a. 8 : a tratar na
rus larga do Rosario n. 34, pharmacia.
Aluga-se barato
as scguintes casas : Pocinho n. 48 ; Caes do
Apollo n. 75, Io e 2 andares ; Brum n. 84, arma-
zem, e 4 andares : a tratar na roa larga do
Rosario n. 34, pharmacia.
Aluga-se barato
O 3 andar da ra do Bom Jess n. 47.
A casa n. 107 da ra Visconde de Goyanoa.
A ra do Rozario da Boa-Vista n. 39
A ra Lomas Valentinas n. 4
Casa ra da Ponte Velha n. 3.
A loja ra do Calabouco n. 4.
Trata se no largo de Corpo Santo n.19. Ia andar
Aos pais de familia
A abaixo assignada, achando-se habilitada a
abrir um curso primario rm sua casa, ra do
Coronel Suassuna n. 72, pede a valiosa proteccao
dos pais de familia, garantindo todo o esmero
possivel no desempenho de sua missao.
Donatilla Pacifica de Salles Dutra.
201000
Aluga-se a casa n. B do 2 sala, 2 quartuS, cosinha e quintal mundo,
a chaves acha-si- no mesmo correr n. F : a tratar
na ruada Guia n. 6-', Rrt-ife.
Altenco
Perdeu-se um alfinete de onro oom perolas, da
ra do Bario da Victoria ra Nova de Santa
Rita ; quem o aobnu pode leval-o ra do Mar-
que de linda n. 55.
Club de regatas per-
nambueano
Quem li ver negocios a (radar
com o Ihesonreiro dirija-se, a
sede d'este (luh. na ra da Im-
peratriz u. 17 as quartas e sex-
tas (Viras, das 7 s 9 horas da
oile_________________
Para e se rip torio
Aluga se a sala da fr-nte do Ia andar sito
ra do Imperador n. 55, proprio para escrito-
rio : tratar na lija do mesmo.
Feitor
Precisa-se de um etor que entenda da jardim
e norta : a tratar na nv d* Imperador n. 79,1
andar.
Mudanza de escrip-
torio
O advogado Francisco do Reg Baptista e os
solicitadores Diogo Baptista Fernandes e Anto-
nio Machado dias, mudaram seu scriptorio psra
a ra do Imperador n. 22, 1- andar, lado de de-
trs, onde sirio encontrados das 10 horas da ma-
nha s 3 da tai de.
Aos senhores logistas e alfaiates
Mara Magdalena e Felismina de Miranda, re-
sidentes ra de S. Joao n. 26, cosem com pres-
teza e por preco commodo camisas, ceroulas, cal-
cas e paletots. Os senhores legistas e alfaiates
podem se informar do negociante Jos de Araujo
Veiga, ra larga do Ros rio, que est habilitado
a dar qualqner esc.arecimento.
i-
COMeira a vapor
Suprmento para o vapor Jagvarbe
N. 927:170
O Sr. Francisco Alvcs da Costa, commandante
do vapor Jagvarbe, pela segunda ves rogado
vir ra do Marquen de Olinda n. 50, dar cum-
pnmento ao numero cima. Pede-se ao digno
gerente providencias a respeito.
Cosinheira
Precisa-se de tma boa cosinheira, fiel e Umpa e
de boa conducta, para cas de mocos solteiros : a
tratar na ra do bario da Victoria n. 52, primei -
ro andar.
Aten^o

Vende-se Manteiga ingleza superior em latas de
1, 2, e 4 a 1100, e 7, 14 e 28 a 100 por libra e
gas iuexplosivo a ra do Bom Jess n. 38.
Casa de campo
Alu-ja-se urna grande chcara na Capunga, tuada margem uo Ro Capibaribc, porto do Ja-
cobina, tendo as seguntes aceommodacoes: 2
grandes salas, 4 quartos espaciosos, grande cosi-
nha, 1 quarto para criados, tein sotao com ja-
nellas ao lado, e no mesmo 2 salas e 4 quartos,
gallinheiro de ferro, cocheirs, quartos para cria-
dos e banheiro. Toda a casa ladeada de larga
oalcaiu e varanda de ierro, sendo toda murada
eom 2 partoes de fero e gradeamento na frente
da meema. TeSn sitio com aigoaas fructeiras,
jardim, cacimbas, etc. Foi toda reedificada e es-
t pintada e asseiada. Da mesma ao ponto de
parada dos trens gasta-se 4 minutos; quem pre.
tender dirija- e ra do Marques de Olinda n. 55-
AOS (SO* fil)S IIIS
Cura certa em 48 horas das inflarnecoes
recentes dos olhos, pelo colyrio prepara
do por Jos Pedro Rodrigues da Silva.
Emprega *e este poderoso colyrio sempre com
grand< i> vantagens, as segaintes molestias :
Ophtalmias agudas, purulentas e chronicas, con-
unctvites, etc., ote.
Deposito eral, na drogara de Paria Sobrinho
C, roa do Marques de Olinda n. 41.
Para taformacoes, sedirijam livraia Indus-
trial ra do Bario da Victoria o. 7, ou resi
deacia do autor, roa 4a Saudade n. 4.
P
PURGATIVO
OE
ROG
POUDRE PURGATIVE DE ROG
APPROVA^A DA ACADEMIA DE MEDICINA DE PARS
Nenhum purgativo tem gosto telo agradavel nem produ\
effeito mais certo. Numerosas observares nos hospitSes de Paris
demonstraram t que os seos effeitos sdo constantes.
Com o P DE ROG qualquer pessa
pode preparar urna bebida purgativa,
laxante e refrigerante. Conserva-s e trans-
portase fcilmente.
O P DE ROG nico e authentico i
vendido em vidros envolvidos em papel cor
de laranja tra% a assignatura i
t o rete do inventor em frente
ELIXIR E
de
I.
| Precisa-se de urna para casa de pequea fami- ;
vxt,: a tratar na ra de Pedro Affonso n. 9.
Ama
Precisa-se de urna ama para todo servico de urna
s pessoa, na ra do AragSo n. 15.
Ama de leite
Precisa-se de urna ama de leite ; na roa do
Riacbuello n. 24, paga-se bem.
Aluga-se por 25$
a erando casa terrea ra de Luiz do Rugo n
47-B, com 5 quartos e mais um fra, bem concer
tada : a tratar na ra do Mrquez de Olinda n.
60, ou no Caminho Novo n. 91, padaria a chave
para correr, oa taverna junto.
(Digestivo com I epaina, Dia*ta*e e ChUtruretot alcalino)
MOLESTIAS do ESTOMAGO e dos INTESTINOS
Otz mas de ucees demonstrarlo i superlorldide deste msdicimento pan excitar o sppetite e fazer digerir. CUM :
DYSPEPSIA t VMITOS DYSENTERIA
CLICAS T ACIDEZ DO ESTOMAGO T DIARRHEA
^J E?o tn+lhor recoHHtituinte para aw Petuioatt cnJ'raquc^idaH.f^'
VASZZ, Ph\ 9. ra Lo Poletler. ssposlUrlos em Pernambuco : FRAN" M da SILVA k O*.
'FUNDA HERNIARIA ELECTRO-MEDICAL'
INVEN CAO COM PRIVILEGIO POR 15 ANN08
Dw lauta MARIS, mdicos inventores para curar radicalmente as Hernit, mais oa menos carac-
~ Ate agora u fandas-heraiariai leem sido apenas um simples meio para conler as heraias. Os
Af JE, rstaWerio o problema de conler e corar por meio da Ftmda-herniaria clectro-medicai
eoatraba o narros, fortinca-oi sem abalo nem dores e (arante a cora radical em pouco tempo.
^^PAR/|^6^rADB^ARBRB^BC^^DepesitoernPeraambnc
PERFUMARA
PARIZ
Segredo da Jnventude
POS
LAFERRIERE
PARIZ
Segredo da Juventude
AGUA LAFERRIERE M OLEO LAFERRIERE
Para o Toucador. W^^B Para os Cabellos.
LAFERRIERE 1 ^W ESSENCI AS DIV E RSAS
Para o Rosto. ^^pB |^^B^ Para o Lenco.
PRODUCTOS HYGIENICOS para conservar a Belleza do Rosto e do Corpo.
DepositarioemPenambueo:FRAN"M.daSILVAICl as prnripae* Perfamarias e Cal'eHereiros.______
V **..*;**
EPILEPSIA
HYSTERI
C0NVULSE!
MOLESTIAS Laroyenae
NERVOSAS
.* *^,*. ***_* .X*. 1 .
/,
Cora qua~ i Aiqprcl
Allirio sempref
ron itow da
S0LCA9 ITIIEBYOSA
H
Depositarlos cm Ptrnambuco : FILeUT
X t *.* t X t T
VTOIM EM VROEW
nm, 7, Bclwaro Dcrala, ?, BIS
PHARMACIA BOIBL
M. da OSTCTTA C
**;$.'*
ADMLNI8TRACO
PAR1I- 3,BonlTard Montmartre, PAJUZ
PASTtLMAS DIGESTIVAS fabricadas <
Viohy com os Soes extrahtdot de gosto agradavel easua acco eerts^on-1
tra a Atfa e as Digestoet itffit
[SlES K VKKf PUU BARHOt. Cas rol para un bann, para aa pessoas crue niopaea tra Vtchy. |
Paro evitar t intitogOes exigir em toaos o$ producto* m
MARCA T>j^ OOMP X>13 -VIOirST
W ProducUs fic-i chio-n es.i. de HABISMENDT a LAB11XE, t, m
tJLZEB a KOECHUIN, 35. ru. J Cnu.
cnaia
Gotta, Rheumatismo, Dores
Soluqo do Doutor Clin
Laureado da Faculdada de Medicina de Paris. Premio Montyon.
A Verdadeira Solucao CLIN ao Salicylato de Soda emprega-se para curar:
As Affeccoes Rheumatismaes agudas e chronicas, o Rheumatismo gottoso,
as Dores orttciiors e musculares, e todas as vezes que necessario calmar os
soffrimentos occasionados por estas molestias.
A Verdadeira Solucao CLIN o melhor remedio contra o Rheumatismo,
a Gotta e as Dores.
K23 Um explicagio detalhada acompanha cada frasco.
Exigir a Verdadeira Solucao de CLIN & Cie, de PARS, que se encentra em
\_ casa dos Droguistas e Pharmaoeuticos. ^
iiiiMimiqiMiiiiiim
EXPOSITION Jg UNIVU1878
| Mdalle i'Or^^CroiasCkeTalier
/. PLUS HAUTES RECOMPENSES
agu/Tdvina
E.GOUDRAY i
| OITA AGUA OE SAUDE
Preconizada para o toucador, como conservando
constanti-mente as cores da mocMade,
e preservando da peste e do cholera mertras.
Artiggs Recommendados
PERFUMARA DE LAGTEINA
Iiiiiiiluli pelas Cetekrldades ledioi.
COTAS CONCENTRADAS para o lenco.
0LE0COME para a belleza dos cabellos.
ESTES ARTIGOS ACHAH-SE KA FABRICA
pars 13, roe d'Enghieo, 13 pars
Depsitos em todas as Perfimaria>, Pharmacias
e Cabellereiros da America.
O [) Churchlll, autor da descobrt:i das
Hoprto&kaVs curativas dos Hypanhos-
phiio no tratamonto da tisica puHpnar.
rom a honra de participar aos seus collejas
mdicos, qu!" oa aicos Htypo-hosphitoa
recon'iecidos 9 rccommondadoB por elle
85o os que prepara o Sr. Swann. phsr-
ma^cutico, 12. ra C^tisrlleoe, Pariz.
Os Xarcpes de Hypopho9phlto9 do
Soaa, Cal c Ferro vcodna-M em frascos
quadrados tendo o nome 6o E1 C-hsrshUI
no vidro, sua assK/'<;s.'i:ra no envoltorio o
na ra de pr.pel encarnado que cobre a rolha.
Cada frasco veradeiro leva alem d'isto a!
marca de fabrica da farmacia SwaM. I
2?S?5'rn!G:

1" **T'l'^*^WtTVT'ki'T^*wnrtr-.^. --.S
linimentTsSiIauI
Vara os CAVALLOR
ii-i;:CA
SOBSTITIk.
o FOGO
M
SCPPRESSAO
do FOiO
e aa
QCEL
do PELLO
A cura fat-,e com a me" em S .r.imitoe.
sem dor e sem cortar, ne..i ratpar o pello.
Pharm--i GNEAH,575.Raa SlHonor.PARIS
C CM TODA -y PHARMAClAb
Q+CMP
DAY& MARTIN
Fornteedom de Su MnJtsCdt a titirite tfa Inptttrra,
do Exercito i J3 Uirlntit brttnnlc*.
GRAIXA BFILHANTE LIQUIDA
A1XA..pa3uUNCTU0SA
OLEO par* AEI4EI0S
E tidg iui 4 r ftCMurlo pan a rainmncio do cure
atUteHfrmM.
DEPOSITO OKBAL KM L.OIIDRCS:
"*, Himh Holborn., 91
ktaMiw: ruM i. m mu fe l>.
I I..... II
Phosphatado
APERITIVO RE6TAURAD0R
s facultativos o receitam muito s
rnulhercs pcjsdas, c s que Jmamen-
tsjn, porque cm ambos os casos til
mi e d formaco da crianza.
t>AR13, SS, rai Dronot. 22, PAKI8
s XA PA1IVAUIAS
NA EXPQSICAO UNIVERSAL OE 18/H
VINHO de CATILLON
de OLTCERINA e QUINA
O maif poderoio tnico reconstitainte prewripto
I OOteaso>dt Doread'estomago. I.angor, Anemia
Diabetis. ConsumpfSo, Febres,
Conralescoiipa, Resultados dos partos, etc.
0 mesmo vinho com fe ro. VINHO FERRUGINOSO OE
I CATILLON regeoerador por ercellencia do singue pobre
le descorado. Este vinho faz t >! rar o ferro por todos
I os estomago e Dio oecasiuDa rris.io de ventre
tMKIS, 2t. rut StM-y.tctl dt-hul. Em Pemamb,
------m. a.i,------.-----rrer'mi Hi ni
. UN'.. S'A
/
TICO
^0 Df
Preoaraoao de Productos Vegetaes
PARA
EXTINCiO DAS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
JS/IARTINSXBASTOS
JPernatnbueo *
Aguas miQeraes de Van
Fon-fes
mt. lean
Preclease
Desire
Deposiro em Pernambuco, na botica franceza
de Rouquarol Freres uceessores de A. Caorsi ra
da Crua n. 22. _____________J
Appello aos amigos
A commisso encarregada de distribuir as ac-
eites com o titulo cima, que deyii correr com a
segunda lotera do corrente mez, nao tendo rece-
bido o importe do pequeo numero que passo,
preTine aos amigoa possuidores das referidas ac-
coes, que fie* transferida para a ultima lo.eria de
Julho vindouro.

O
&
^>;
r
<<
$
(Aye.'s ChHTyPectoral)
T02S.AsrilMA.Bl0HITE,
CocuuucHt ouTossf. Convulsiva
Tsica Pulmonar.
Advogado
t$n$S0
No Caminho Sovo, defron.e da professora, la-
va-se e enfeomraa se com perfeicSo ; as pessoas
que quizerem dirijam-se casa d. 38, no mesmo
lugar.
Mercearia
Traspaesa-fe urna casa de molbados cm urna das
principaes ras desta cidade, muito afreguezad i,
livre de impostos e de quaesquer dt-bitos.
Quem pretender dirija-se ra da Madre de
eus n 22, das 9 horas da manha s 6 da tarde.

Leonor Porto
Ra de Imperador u. 45
Primeiro andar
Contina a exectar os mais difneeis
figurinos rucebidos de Londres, Paris,
Lisboa e Rio de Jaiwiro.
Prima em perfeicao de costura, em bre-
vidado, modicidade em pre?os e fino
gosto.

K
Criado boleciro
Aluga-se um mulatinho escravo para criado, o
qual sabe bolear : trata-Ee na ra de S. Joao,
casa n. 27.
PARA COSINHAR
Precisa-se de urna
ama que saiba cosi-
nhar bem; no 3. an-
dar do predio n. 42
da ra Duque de Ca-
xias, por cima da tj-
pographia do Diario
Cosinheiro
Precisa-se de um cosinheiro : a tratar na raa
de Paysind n. 19 (Passagem da Magdalena).
Padre Dacharcl Assis Bt-zerra di Mcnezes, rus,
estreita do Rosurij n. 32, 1 andar.
Engenho Varzea Grande
No dia 8 do corrente mes, ao meio di, no paos
da cmara municipal da cidade de Pao a Ajas,
ser tendido em praca publica o engenho acama,
moente e cotrente, com todos os seus utensilios,
servindo de base o precs de 16:000s> por (|raanto
foi avahado, bem como a satra pendente a corte,
pelo preco de 500, valor da avaliaclo.
Gm seguida ir ainda praca urna parte do ea-
genho Lavagem, e outra parte as matas do en-
genho Ramos, servindo de base o preco das ava-
lincoe8. A primeira foi avaliada por l:000j e
segunda por 1:2505
TtECUlrT
iudezas finas e de gosto
VENDIDAS A PREQOS SEM COMPE
TENCIA
LOJA FLORIDA
RA DO DUQUE DE CASIAS N. IOS
Barboza & Santos
ArtlgoM enpeclae
Esplendido sortimento em jarros de crystal, poj;-
celana, alabastro, vidro o louca de diversos tama-
nhos a precos que admira .' !
Candisiros de diversos tamanbos para sala,
quartos e toillet.
Porta retrato de metal fino prateado, doarado
de velludo.
Albuns para retr. to de vellido chagrin e la
pellucia.
Para acabar
Bico Thlenciene a 1J500 e 20C0 a pe9a.
Plisss a 320, 400 < C00 rs. o metro.
Lencos de linho a 1S50C a duzia.
Precisa-se de um no Instituto Acadmico.
Ama
Precisa-se de urna, para cosinhar eom perfei-
cao, para casa de pouca familia, a tratar roa
Daqne de Casias n. 59, loja.
Costu reiras
Precisa-se de boas costureiras ; aa ra da Ai-
rora n. 39, 1* andar.
(}uem tem?
Odre e prata : compra-se ouro, prata :
wdras preciosas, por maior preco que em outra
iua!quer parte : no 1 andar n. 22 a ra larga do
{osario, antiga dos Quarteis, das 10 horas s 2 da
arde, dias uteis.
BILITES liABAJTIDflS
16-Eua do Cabiig 16
Acham-8e venda os venturosos bilhe-
tes garantidos da lotera n. 57a em beneficio
da matriz de Granito que se extahir4
na quarta feira 9 do corrente.
Presos
Inteiro 4,5000
Meio 2^000
Quarto 1^000
fliendo qaantidade superior
a loi>:000
Inteiro 3(5500
Meio 15750
Quarto ^(S75
Joaquim Pires da Silva.
Casa
Aluga-se a casa n. 37 da ra dn General Seara,
antiga do Jasmin, tratar no n. 31 da mesma ra.
Plvora
Vende Candido Thiago da ICosta Mello, em seu
deposito ra Imp-rial n. 322, otaria, onde tam-
bem vende tijolos e telhas. Telephoue d. 221.
Professor
Jim un engenho perto da cidade que dista qua-
Iro leguas distante da estrada lie ferro di; Garuar
meia legua, precisa-se de um mestre para leccio-
nar quatro meninos, que saiba bum o portugus e
aritbmt'tica : a pessoa que quizer dirija-Be i ra
do Livramento u. 38 a enteoder-se com Lops |
Araujo que indicara quem precisa e que seja pes-
soa de idade.
Novo porto do carvo
29-llua do Marque/, do Herval*
Vende se carvo a 720 rs. a barrica, e quem
tiver comprado 30 baistas, ter urna, de gratifi-
cacSo. Mais entro ofterecimento vantajoso : o
cousumidor que houver rscebido dez barricas gra-
tis receber um quarto de bilhetes da lotera de
4:000|l da provincia ; se em dito quarto sahir a
sorte grande, 8"r entreguo ao portador 20 vig-
simos da lotera do Rio de Janeiro, 20 ditos da
corte, oO ditos da importante lotera das Alagas,
e SO quartos da lotera de 4:0005 da provincia.
Portante, o possuidur dos eem nmeros esta habi-
litado a tirar mais de 220:000*.
N. B. O portador s ter direito apresentando
os tales e recibos forneci los pela casa.
Aos scuhores capita-
AOS 4:1
SILHETE2 SASUUDOS
Raa Primeiro de flarfo n. 23
O abaixo assignado, tendo vendido nos
seus afortunados bilbetes garantidos 4
quartos n. 3036 com a sorte de LOOOjIOOt,
alm de outras sortea de 32)5, 16 e <$, da
lotera (56.*), que se acabou de extrabir,
convida aos possuidores a virem receber
na conformidade do costuras sem descont
aguro.
Acham-se venda os afortunedes bi-
lbetes garantidos da 3.a parte das li.teritw
a beneficio da matriz de Granito (57.a), que
se exrabir quarta-feira, 9 do corrente.
Pre?os
Inteiro 4(000
Meio 2^5000
Quarto 1000
:m qnantidade maior de 100#
Inteiro 3(5500
Meio 1075O
Quarto 875
Manoel Martina Finta.
I
is ras
Pestaa,
O agente de leiloes, Pestaa, autorsado por
um amigo que retirou-se para a Enropa, vende
trinta e cinco pndios (catas terreas e sobrados)
em perteito estado de c nservscSo, nos melhores
lugares das freguesias do Pecife, Santo Antonio nar,0> tlemes nascidoe aqui no Bra.', i
8. Jos, Boa-Vista e Graca : trata se no Iecife todaa "a qualidadee, at cruzadas, propr a
roa do Vigario n. 12, arroazem. 'IViveiros de jardins.
E' infallivel
Largo de S. Pedro n 4
Todo se vende pelo menos pos
s vel
Neste estabelecimento sempre ba venda o es-
pecial licor demaracuj, em lindas ganafinhas,
propnas para toilet, compotas de u-augaba
manga.
Tambem seeneontra nm completo sortimento dst
gaolas de todos os fabricantes pan toda diversi-
dade de passaros, at proprias para viagt ao, por
terem cinco compartimentos cada ara.
Eocontra se anda um grande sortimento it
passaros nacionae.- e estrangeiros, entre elles ca-
narios aikmes nascidos aqui no Brat-il, lOiasdc
todas as qualidsde, at cruzadas, propr as paar
j'viveiros de jardins.
/




i


-
-



MQM


6i*ri( de PernambiicoTcrca-fcira 8 de Junho de 1886
f

ii
>

Pillas purgawas e depurativas
de Campanha
Estas pilulas, cuja preparsclo purameute je
jetal, tetro sido por mais de 20 annos apromtadas
eotn os melhores resultados as seguales moles-
tias : aFecc5e da pelle e do figado, sypbiliB, bou
boes, escrfulas, chagas inveteradas, erysipelas e
gODorrhas.
Modo de uJ-"
Como purgativas: tomr-se de 3 a 6 por da, be-
beriBo-se aps cada dose um pauco d'agua adoca-
4a, cha ou caldo.
Como reguladoras : tome-se um pilula ao jantar.
Estas pilulas, de invencao dos pharmaceuticos
Almeida Andrade & Filhos, teem veridictum dos
Srs. mdicos para sua melhor garanta, tornndo-
le mais recommendaveis, por serem um seguro
purgativo e de pouca dieta, pelo que podem ser
asadas em viagera.
ACHAM-8E A' VENDA
IV drogara de Paria Kotirinlio C
1-BA DO MABQEZ DE OLINDA 41
VENDAS
Cosinhciro
Precisa se de um cosinhciro : a tratar na ra
4* Unio n. 11.
T\ovo reculamente
DO
Grande Restaurant Fnncei
Este importante estabelteimento, estar aberto
todos os das at 10 horas da noite e ter sempre
idi bem confortavel disposicao do publico.
Todos os sabbad^s estar elle aberto at 11 ho-
ras da noite e servir mJo de vacca. peixe, dobra-
inha franceza e outras variedades de comida.
Recebe assianaturas m^nsaes i 354000.
feSRna doBarioda Vieloria 8
J. A Francis.
Eosino commercial
Diurno c nocturno
POR PEDRO MAHIA LIAUSU
SO COLLEGIO 11 DK AGOSTO E CASAS PABTICCLABEB
:'srrljiiiraoo moresHflI
Curso essencialmei tepratico de toda as transas-
eoes commerciaes e bancarias, interiures e exte-
riores, ci^Dsignaccs, cambios, etc.
Arithmctica commercial
Appc.ida especialmente s operacues commer-
ciaes e bancarias e curso completo de cintas cor-
rentes com juros por conta e em participares,
em diversas moedas, adoptadas pelo alto commer-
cio e os bancos.
Calil$.rapha
Cursiva, bastarda, redonda, allt-mo, gothica.
Llngua franceza
Curso theorico e pratico com todas as diffieulda-
des da syntaxe em 90 lices. Supplemento de
estudo sobre a syntaze, locucoes familiares, idio-
tismos em 30 lices.
o comercio em geral
Encarrega se de escripias
atrazadt.8. eseripturacoes fa casas commerciaes
e de escripias de casas pequeas ; abertur e ve-
rificaeoea de livros, balancns < inventarios, cor-
respondencia mercantil; trebalhos de contabili-
dade e de calligrapbia, etc.
Para tratar, ra da Gloria n. 95
Cosi ^h eir
Prccisa-se de urna cosinbeira : na ra de Pay-
zand n. 19, Passagem da Magdalena.
EMULSAO
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Figado de bacalho
COM
flypophosphitos de cal e soda
Approvada pela lauta de lly
glene e antorisada pelo
governo
E' o melhor remedio at hoje descoberto para a
tsica bronebite. eseropbala*. ra-
tiitis. anemia, cebilidadc em geral.
deOaxoM, to**e ebronica e afTeecAeN
do pelto e da farsanta.
E' muito superior ao oleo simples de figado de
fcacalho, porque, alm de ter cheiro e sabor agra-
daveis, possue todas as virtudes medicinaes e nu-
tritivas do oleo, alm das propriedades tnicas
reconstituintes dos hypophosphitos. A' venda na*
drogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco
romedoria^
Na ra da Gloria n. 144, faz-se comidas com
limpesa e pontualidade._______________________
Boiiqucls de apurados e
dovos goslos
O bem conhecido fabricante de boaquets, Jos
Samuel Botelho, se fas lembraJo neste trabalho ;
alm da reputacao grangeada n- lie, pelo gosto, as-
seio, promptidao, etc., tem hoje para offerecer a*
publico novos porta b juqm-ts de bem estudada
e reflectida combinacae e gosto ; a tratar na ra
o Bario da Victoria n. 20, loja de miudezas, e
aa ra do Mrquez de Olinda n. 43, loja de sel-
tero. _______________________
Transieren *ia
Jiiqnim Jos Alvrs Guimaraes & C. transferi-
rn: o seu estabelecimento da praca da Indepen-
dencia ns. 14 e 16 e juliana nada dever, se alguem
entretanto se considerar credor, poder apresen-
ar-se no praao de 8 das, pura ser attendido.
km te fton
Em quartos c meias garrafas, v, m Pana
Sobrinho & C, ra do Mrquez de Olinaa a. 41,
DEPOSITARIOS
4ssuear especial
Joaquim Salgueiral & C, propietarios da refi
aacio ra Direita n. 22, tendo reformado com-
aletamente o seu estabeleciment, scientificam ao
publico em geral e especialmente ao commercio,
que tecm sempre um completo sortimento de assu-
eares, tanto em carolo como refinados, de 1*, 2 e
i* sorte, e especial refinado com ovos, o melhor
que se encontra no merexdo, e podem de prompto
satisiszer qualquer pedido que lhes seja feito, pois
para isso teem sempre um grande deposito. Ga-
rantem a boa execuco e limpesa dos seus pro-
ductos.
445
Atunero leleplionieo
- Vende-se o antigo e acreditado hotel e hos-
pedara Estrella da Norte, ra Thom de Souza
n. 8, e o motivo da venda se dir ao comprad* r :
a tratar no mesrn*.
A Revoluto
ra Duque de Caxias, resolveu a vender
os seguintes artigo com 25 0\q de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Las com bolinhas a 500 e 640 rs. o covado.
Setins maco a 800 rs. o covado.
Setinetas lisas 400 rs. o dito.
Setinetas escosseas a 440 rr> o dito.
Cambraia com salpicos a 61 re. a peca.
Linn branco a 500 rs. o covado.
Linhos escossezes de quadrinhos e lisos a 240
rs. o dito.
Mariposas de cores a 240 rs. o dito.
Renos da China 240 rs. o dito.
Damasco de la com 160 centmetros dejlargura
a 12800 o dito.
Bramante de linho com 9 palmos de largara a
1*800 o metro.
Bramante tranesd > de algodo a 12200 e dito.
Bramante de urna largura a 3*0, 360, 400 e
40 rs. o dito.
crim pardo a 300 e 360 rs. o covado.
Brim prateado de linho a 600 rs. o dito.
Crochets para cadeiraa 12 12600 um.
Ditos para sof a 22 e 2500 um.
Colchas de fustao branco a 12800 urna.
Fichs de l a 12, 22, 22500, 32 e 42 um.
Espartilhos de coraca a 42, 52, 62 e 72500 um
Camis.-is de linho bordadas a 3< V.000 a duzia.
Chitas finas a 240, 280, 320 e 360 rs. o covado.
Sintcs para senhora, no.'idade, a 12SO0 e 12800
um.
I>nc's brncos fines a 12800 e 22000 a dnsia.
Cobertores de 15 a 22, 42500, 6g500 e 82 um.
Cambraia preta para forro a 12200 a pega.
Meias para hemens e senhoras a 3$, 4$, 52 c
6200J a dusia.
Madapclo gema e pclle de ovo a 62500 a peca.
Cambraia branca a 22 a peca.
Crinolina branca c preta a 22800 a poja.
Toalhas felpudas a 42000 a dusia.
Toalhas alcochoadas a 122 a du'ia.
Cobertaa de canga a 228(K) h 22900 urna.
Lences de bramante a 12800 um.
Para ax Ediiin. mia
Setim maco a 12200, 12100, 128t'0 e 22000 o
swado.
Popelina de seda a 600 rs. o dito.
Alpaca a 400 e 500 rs. o dito.
C ipelias e veos finos a 102 e 142.
Colchas bordadas a 52000, 72000, 82 e 1020 0
urna.
Cortinados bord>dos a 62800 o par.
Carne e queijo do serto
Vends-s- carne e queijo do serto do Serid,
por prego baratiesimo : ra ra do Bom Jess nu-
mero 38^___________________________________
WHISKY
ROYAL BLEND j-arca V1ADO
Este excedente Whisky Esceseci preferiv;
ao cognac ou agurdente de canua, para ortific.
> corpo.
Vende-a a retalho nos tu Ihores armazens
nolhados.
Pede ROY AL BLEND marca VIADO cujo m
me e emblema sSo registrados para todo o Brazi
BROWNS & C, agentes
Vende-se
a casa terrea da ra do Capibaribe n. 34, com
grade de ferro na frente e ao lado, e portao, gran-
de quintal com arvoredos de fructoe flores, com 5
quartos, sendo um forrado, 2 salas e corredor tam-
bem forrado, saleta para eogommado, grande co-
sinha, despensa, quarto para criado, gallinheo-
quarto para banho, poco e tanque, e outras bem-
feitorias : a tratar na mesma.
Buhar
Vende-se um bilhar francez em perfeito estado
com tres jogos de bolas e seis tacos : a tratar no
antigo largo do Pclourinho (corpo Santo) n. 7, es-
oriptorio. _________________
Cabriolet
Vende-se um em perfeito estado e por preco
eommodo; tratar na ra Duque de Caxias n. 47
Engenho a venda
Vende-se o engenh) Murici. com safra ou sem
ella, situado na freguezia aa Escada, distante da
respectiva estacao um quarto de legoa, podeudo
dar seis caminhas por dia, moente e corrente,
tem duas casas grandes e duas pequeas para mo
rada, e outra para farinha com suas pertencaa : a
tratar na ra do Imperador n. 65, 2 andar.
Massa de mandioca
Vende-se massa, especialmente preparada, para
bolos de Santo Antonio, S. Joio e S. Pedro, a 500
rs. cada pacote de meio kilo : no larjro de 8. Pe-
dro n. 4-
Frnctas maduras
Vendc-sc diariamente especiaes laranjas para
mesa, mangabas, sapotas, e outras umitas : no
largo de S. Pedro n. 4.
Grande sortimento de lu-
gos
Nacionaes eChinezes
Proitrio* para nniio
PARA OS FESTEJOS DAS NOTES
DE
Manto Antonio. Joo e
. Pedro
Vende-se em caixas e a retalho por precos
modos.
Ra do Barao da Victoria 61
Loja do Soza
Fazendas kratas
Roa luiii- deCailas numero t
Chitas petit pois de cores azues a 200 rs. o co-
vado.
Ditas finas claras e escuras, 240 rs. o dito.
Lis escossezas, 320 rs. o dito.
Alpacas de ores finas, 500 rs. o dito.
Fustoei brancos finos, 500 rs. o dito.
Setinetas e gorgurinas lidas. 500 rs. o dito.
Merino setim maravilhoso, duas larguras, 12600 o
covado.
Cortes de vestido em cartes, 102 nm.
Ditos de cachemira dem, a 302 e 402 um.
Fichus modernissimos, de 22 4 92 um.
Ditos de malha. a 12 um.
f"ollarinho8 techados, a 52000 a duzia.
Punhos finos de n. 25 30, 800 rs. o par.
Velbutina de todss ss eores, a 12 o covado.
Merinos pretas e de todas as cores, setins de
todas as cores, cambraia com salpicos brancos e
de cores, tapetes de todos os tamanhos, meias
para homens, senhoras e meninos, e outros muitos
artigos por precos resumidos
MENDONgk, PRIMO & C
Farina tira o Maraiao
Vende o Vasconcellos 4 ra da Aurora n. 81
corram a ella !________________________
4 Bella Aurora
Ter para erer
A verdadeira carne do Cerid
A 800 rs. o kilo.
A 800 rs. o kilo.
A 800 rs. o kilo.
Teem para vender Pinto Fgueiredo 4 0.
Praea do Conde d'Eu n. *
Superior man-
teiga ingleza garan-
tida, pre^o 1$200 por
cada la a de libra;
vende-se na ra do
Vigari i Tenorio n.
10, armazem.
49
Fazendas brancas
so' ao hume ae-
ro* da Imperatriz -
Loja dos barataros
4
Alheiro & C, 4 ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estts fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de presos,
A SABER:
AlgodoPecas de lgodSozinho cora 20
jardas, pelo' borato preco de 32800,
4|, 42500, 42 \ 5J, 52500 e 6|50
MadapoloPecas de madapolao com 24
jardas a 42500, 52, 62 at 122006
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de 800
Dirs branda e cruas, de 12 at 12800
Creguella francesa, fazenda muito encor-
pada, propra para iencoes, toalhas e
ceroalas, vara 400 rs. e 500
Ceroulas da mesma, muito bem fetae,
a 12300 a 120U
Colletinhos da mesma 800
Bramante fraocez de algodio, mnito cn-
corpada, com 10 palmos de largura,
m^tro 122
Dito de linho ingles, de 4 larguras, me-
tro a 22500 e 280l
Atoaihado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1J8(X)
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
droes delicados, d 240 rs. at 400
Baptista; o que ha de mais delicado no
morcado, rs. 200
Todas estas fazendas baratissimas, | na conhecida
loja de Alheiro & C, esquin-. do becco
dos Ferreiros
\igod entestado pa-
ra lenfoes
A OOo rM. e 1 SOOO o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
:odo para Iencoes de um 80 panno, com 9 pal-
s de larguras 900 rs., e dito com 10 palmos a
I 0 o u-.etrj, a8sim com dito trancado para
mi jhas de mesa, com 9 palmos <;e largura a 12200
i ctro. lsto na Ifja de Alheiro & C, esquina
do ceco des Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 12200,12400, 126<'0, 14800 e 22 o covado
A lieiro & C, 4 ra da Imperatriz n. 40, ven
dem muito bons merinos pretos pelo preco aeirm
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co di b Ferreiros.
spartiahos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhora, pelo preco
de 52"00, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brius, etc., isto na loja da esquina
de becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 22800 e 3 e covado
Alheiro & C, 4 ra da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de eaeemiras ingle-
zas, de duas larguras, com o padroes oais deli-
cados para eos turne, e vendem pelo barato preco
de 22800 e 3$ o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar fazer costumes de casemira a
30^, sendo de paletot saceo, e 352 de fraque,
grande pechncha : na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista venderc urna grande
porco de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 32C
rs o covado, grande pechincha ; na loja da es
quina do becco dos Ferreiros.
Borda clon alOOr a pera
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pe$as de
bordado, dous metros cada pe^a, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em cartao com 50 pecas, sorti-
das, por 5J, aproveitem a pechiucha ; na loja da
esquina do becco dos Feneiros.
Camisas nacionaes
A 9*500. 30OOO e 32500
32=--- Loja a ra da Imperatriz a 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortimnto de camisas brancas, tanto de aber-
turas e pjnhos de linho como de algodo, pelos
baratos precos de 22500, 32 e 42, sendo fazends
muito melhor do qu* as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem cortada* por
um bom artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda fazer por encommendas, a vmtade dos
fregueses : na nova loja da ra da Imperatriz n
3:, de Ferreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazendas
a> Roa da Imperatriz = 3'*
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o res
itavel publico um variado sortimento de fazen-
as de todas as qoalidades, que se vendem poi
re$os baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de roupas para homens, e tambem se man
da tazer por encommendas, p r ter um bom mes-
tre altaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc
I
SBna da Imnerairli -33
Loja de Pereira da tiva
Neste estabelecimento vende-se as roupas abas
xo mencionadas, que sSo ba- ..as.
Falitots pretos de ;-->r .. aiagonaes e
acolchoados, senuo tazenaas muito en-
cornadas, e forrados 72001
Ditos de casemira preta, de cordo muito,
bem feitos e forrados 10200<
Ditos de dita, fazenda muito melhor 122001
Ditos de flanella azul sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados 12200<
Calcas de gorgorito preto, acolchoado,
sendo fazenda muito encorpada 5250t
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem feitas 626^"
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
mnito bem feitas 82001
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de b';m pardo a 22, 22500 e 32001
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 12200 e 12601
Colletinho de greguella muito bem feitos 120U*
Assim como um bom sortimento de lencos i
linho e de algodo, meias cruas e collarinhes, etc
Isto na loja aa *ua da Imperatriz n. 35
Riscados largos
a SOO r*. o rotado
Na loja da ra da Imperatri n. 32, vendem s
riscadinhos prapiios para roupas de meninos *
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covade
tendo quasi largura de chita franceza, e ssp
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o
do,e ditas es curas a 240 rs., pechincha
loja do Pereira da Silva.
FnatOe. etlnefaa e lclnbaa a fiO
m. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-
um grande sortimento de fustSes brancos a 50*
rs. o covado, lzinhas lavradas de furta-coret,
fbzenda bonita para vestidos a 500 rs. o covade.
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas ar
cores, a 500 rs. i covado, pechincha : na loj.
do Pereira da Silva.
Merino* preto* a 1#*
Vende-se merinos pretos de duas larguras pan
vestidos o roupas para meninos a 12200 e 1260i
o covado, e surjerior setim preto para enfeites t
12500, ai-sim como chitas pretas, tanto lisas com
de lavoures brancos, de 240 at 320 rs.; na novt
loja de Pereira da Silva 4 ra da Imperatriz m>
mero 32.
AlgodaoElnlio franrez para lenre
a 904).. e l**oo
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-*
superiores algodaosinhos franceses com 8, 9 e 1*
palmos de largura, proprios para lences de un
b panno pelo barato preco de 900 rs. e 12000
metro, e dito trancado pa- a toalhas a 12280, a
sim como superior bramante de quatro largura
para Iencoes, a 12500 o metro, barato ; na Ion
de Pereira da Silva.
vende um variado sortimento de vestuarios prc.
prios para meninos, sendo de palitosinho e calo
nha curta, feitos de brim pardu, a 42000, dita
de moleequim a 42500 e ditos de gorgorao pretc
emitando casemira, a 62, sao muito baratos ; n
loja do Pereira d Silva.
Camisas de entone
A 9ftOO
Na nova loja de fazendas 4 ra da Imperatriz
n. 32, vende se camisas de cretoae de cores, sendo
muito bem feitas e de bonitos padroes, pelo bara-
to preco de 22500 cada urna ; assim como ditas
brancas muito finas, pelo mesmo preco : isto aa
ra da Impc atriz numero 32, loja de Pereira da
Silva.
Ao63
Bonitos leques de gaze para senhora, a 30,62
82 e 102.
Ditos de setineta, de 12500 a 22500.
Ditos de papel, de 300 rs. a 12.
En continnaeo
Cintos de couro a 12500 e 22-
Babados bordados largos e estreitos, a 100 rs
a peca.
Chapeos para baptisados, de 12500 a 82-
Ditos de palha para enancas de 3 a 4 annos, a
22500.
O Pedro Antunes & C. quem tem para liqui-
dacao.
Belleza, frescura, jnventode
Pon branco des Grace para ama-
ciar a pelle
Estes pos, de urna fineza extrema, especialmen-
te preparad' aformosear a pelle, semlte-
ral-a.
A' venda, c. _;. do Pedro Antunes & C.*ua
do Duque de Caxias u. 63.
Igualmente o bem conhecido leite de rosas para
extinguir as espinhas e pannos, os mais assombro-
sos iuimigos de urna assetinada face, restituindo-
lhe a belleza antiga.
Fan ultima analyse ser bom nao esquecer o
crme rosado para c s labios !! S a Nova Espe_
ranea.
i fia e agrada* el
Fazer um delicado trabalho de crochet com a
novellos de la e seda de diversas cores, queeem
o Pedro Antunes & C.
Linhas de diversas cores, dita branca de linho
para laz-r trivolit, mcdalhro tranca bem conhe-
cida para o mesmo.
Um bonito desenlio colorido para mesa bonita
almofada.
Ao G3 Ra Duque de Caxias
O lempo proprio
Boas meias de l para homens e senhoras, luvas
de dita para quem soffro de rheumattsmo.
Ao 63-Rua Hoque de Caxias
IrW*
para
Roa Duque de Caxias n. .
Fustoes de cores ara vestidos a 240 e 320 rs.
o covado.
( hitas claras e escuras, 200 e 240 rs o dito.
Sargelins diagonal de todas as cores, 240 rs. o
dito.
Alpacas de seda idem idem, a 360 e 400 rs. o
dito.
Las coo; bolinhas, novidade, 560 e 700 rs. o
dito.
Setiuetas superiores, fasenda de 600 rs., para
liquidar a 400 rs. o dito.
Damascos superiores, duas larguras, 12800 o
dito.
Popelina branca de srda, 480 rs. o dito.
Setins maceo de todas as cores, 500 rs., 12000,
1J200 e 12400 o dito.
Velludilhos de listrinhas, novidade, 12600 o
dito.
Sedas japonezas, 400 rs. o dito.
Esguio para casaquinhos de senhoras, a 42 e
4$5GO a peca.
Brim pardo fino para vestido, 500 rs. o covado.
Failes ae novos gostos, a 500 rs. o dito.
Camisas para senhoras, as mais lindas que tem
vindo, a 42500 e 52.
Saias riquissimas, para todos os precos.
Cortinados bord idos, 65500 e 92 o par.
Guarnices de crochet para cadeira e sof,
82000
Camisas francezas superiores, a 30$ e 362-
Bramante de algodaj, o melhor que tem vindo,
12500 o metro.
dem de linho puro, 22 o dito.
Colchas de cores, francezas, 12500 e 22 urna.
Lences de bramante muito grandes, 22 um.
Cobertas de ganga, idem idem, 32 urna.
Meias arrendadas para senhora, a 82 a duzia.
dem cruas, idem, 82 e 122 a duzia.
dem inglezas para homem, 32500, 42 e 52 a
duzia.
Ceroulas de bramante bordadas, 122000 e 182
a duzia.
Lencos de linho a 3 a duzia.
Casemiras de cores, inglezas, 12400 e 12600 o
covado, com duas larguras.
dem pretas diagonaes, 12800, 22 e 52400 o
covado.
Cortes de ditas de cores, proprias para invern,
a 22500 e 32.
dem inglezas, superiores, a 42500, 52 .e 62-
Cortes d- fustao par* colletes, lindos desenhos,
a 22500 e 32-
dem de gorgorao preto, a 22 para acabar.
Deposito de algodoes, tanto nacionaes como es-
trangeiros, superiores madapoloes, brins, case i-
ras de todas s qnalidades, cheriotes e merinos
para luto.
Vendas em grosso, descont da praca.
Carneiro da Cunta & C.
59 ttua Dnqne de Casias S9
Pecliineha
Leite eondensado
Vendem Jos Joaquim Alves & C, 4 ra do
Barao da Victoria n. 69, au preco de 500 rn. por
lata, e 52000 a duzii>, garantindo se ser do me-
nor fabricante.
GRANDE
Ronpa
para meninos
A'4#, 4SOO e #
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32, a
Exposif a central ra larga do
Rosario n. 5 8
DamiaD Lima & C-, nao podendo acabar com a
grande quantidade de mercadorias, resolvern)
anda urna vez convidar as Exmas. familias e o
respeitavel publico em geral, que com certeza ma-
guera perder seu teapo, fazendo urna visita
Exponlrao Central
Peca de bordados a 200, 400, 500 e 600 rs.
Punhes e colarinhos bordados para senhora a
2000.
Ditcs ditos lisos, 12500
Ditos para homem, 12500.
Um plastrn de 22000 por 12500.
Invesivei grandes por 320 ra.
Lacos para seuhora por 12500.
Macos de la para bordar, 22800 e 32
Luvas de seda arrendadas a 22500.
Ditas lisas, 22200.
Ditas de fio de Escossia, 120C0.
Broches para senhora (modernos) 12600.
Um par de meias para senhora (fio de seda
600 rs.
Dito idem liso, 400 e 500 rs.
Dito idem (fio de seda) 1J200.
Duzias de baleias a 360 rs.
Carreteis de 200 jardas a 80 rs.
Metros de arquinhas a 160 e 120 rs.
Um par de froohas de labyrintho, 12500.
Macos de gramp> s a 20 rs.
Metros de plisss a 400 rs.
Lindos passarinhos de seda para chapeos de
senbera, de 500 rs. a 12000.
Um pente com inscripeo para senhora, 12-
Um leque de 162 per 92-
rinquedos para enancas, leques de papel, fi-
tas, bicos de linhe, quadros para retratos, lencos
tspartilhos, bicos, galoes, franjas com vidrilhos,
eutrs muitos oerjectos de phantasia per preco*
sem competencia: na exposicao Central, rus
larga do Rosario n. 38.
I!
LOTERA
X3.A.S
ALAG0AS
CORRE NO DIA 8 DE JUNHO
INTRANSFERIYEL! INTRANSFERIVEL! #
O portador quepossuir um
vigsimo desta importante lo
teria est habilitado a tirar....
10:006|i000,
Os bilhetes acham-sea' ven-
da na Casa Feliz, praca d; In-
dependencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 8 de Junho de
1886, sem alta.
^EWiOOVIDilS"
Fazendas linas e modas
2 A--Eua do Cabug--2 B
J.BAST0S&C.
Pelo ultimo vapor recebemos de PARS :
Cortes de vestidos diaphanos, alta novidade.
Vestidos da cachemira, especialidade.
Ditos de toile d'Alsace, grande moda.
Cachemira broch, tecido modernissimo.
Orlatienne, fazenda nova e padroes lindissimos.
Venitienne, combinacSo de fazenda lisa e lavrada de muito gosto.
Zepbyr quadrile, novidade.
Cachemiras de todas as cores com enfeites de Guipoare.
Plumetie, branco e de cores com lindos bordados.
Toile d'Alsace, variado sortimento.
Etamine de c6res, desenho novissimo.
Satin double, tecido de algodo e modernissimo.
Gase de algodSo, em todas as cores, propria para bailes e theatroa.
Leques diaphanos.
Ditos de setim.
Dito3 de madreperola.
Guipoure de seda.
Bicos do seda diaphano, nvolucjlo da grande moda para enfeitar retidos
de sedas.
Chapeos de seda arrendados, novidade.
Sedas e setins, branco, preto e de cores.
Colchas de damasco de seda.
Ditas de crochet e Guipoure.
ESPECIALIDADES
Dolmans de seda e cachemira com enfeites de passemanterie o vidrilhos,
guarnicSo de renda e franja.
Jersey de la com enfeites de pelucia e bordados, cscolhidos sortimemtos d'eles
casacos de malha, que vendemos de 80000 a 15#00.
Fornecom-se as amostras de todos os artigos.
(Telepbone n. 359)

-

H

wa

02
Chapeos e chapelinas
36 A40PRAQa DAIMENDEIA36A
6. S. CARVALH0 & C.
Proprietark)8 deste bem conhecido estabelecimento paatecipam
as Exmas. familias e ao publico em geral, que mensalmente recebem
das principaes casas em Paris e Manchester o que de melhor e de
apurado gosto ha em chapelinas e chapeos para senhoras e meninas
e das primeiras fabricas de Hamburgo o que ha de melhor em cha-
peos para homens e crianzas, e muitos outros artigos concernentes
chapelaria.
Flores artificiaes para ornamento de salas.
ce
ce
ce
ce
ce
1
Grande e bem. mentada oflicina de alfaiale
DE
PEDROZA & C
N. 41Ra do Baro da VictoriaN. 41
Neste bem conhecido estabelecimento, se encontrar um lindo variado sor-
timento de pannos, casemiras, brins, camisas, punhos, collarinhos, meias, gravataa,
tudo importado das melhores fabricas de Paris, Londres e AUemanha; e para beor
servirem aos seus amigos e freguezes, os proprietarios deste grande estabelecimento
jm na direccSo dos trabalhos da oficina habis artistas, e que no curto espaco de 24
horas, preparam um terde roapa de qualquer fazenda.
Ra do Baro da Victoria n. 41
(PREgOS SEM COMPETENCIA)
kMH>'


8
Diario de PcrnambucoTerca-feira 8 de Junho de 1886
1
ASSEJIBLKA GER VL
____----------------------------------------------------------------------------r-
r
CAVARA. DOS DEPUTAOOS
SESSAO EM 28 DE MAIO DE 1886
KKSIDENCIA DO SB. ANDRADE FIGEIBA
(Continuadlo)
No desempenho deste papel corneja o
oraior pedindo garantas a favor dos sea
amigos do 20 districto, onde as autorida-
des policiaes ineptas, violentas, persegui-
doras nao podem offarecer a menor con-
fianja. Taes autoridades foram escolladas
a dedo para a empreitada eleitoral, foram
nomeadas expresamente para comprimi-
rem a grande maioria liberal, que all sem-
pre existi; e, agora, despeitados pelo re-
sultado negativo do seus esforjos, prepa-
ram-se para exercer as mais mesquinhas
vinganjas. O orador se desvanece de po-
der affirmar que nao houve em toda a pro-
vincia luta eleitoral mais renhida do que a
da que foi theatro o -20 distrito.
Era de alta importancia a sua derrota,
que constitua empenho de honra para os
contrarios. Mas subi a situajao, foram
demittidos em massa nao s todos os func-
cionarios pblicos do districto, mas at os
simples agentes de correo, tornando-se im-
passiveis as relajoes postaos entre os cor-
religionarios do orador. Foi noraeado um
jui#, o do Rio-Pardo, para o qual a justija
apenas um instrumento pura perseguir ad-
versarios.
A despeito de tudo, apezar de um terri-
vel conjuncto de circumstancias, o orador
conseguio triumphar, porque, merc de
Deus, no interior de Minas ainda existem
vivazes e fecundas a firmeza partidaria, a
dedicajo aos principios, independencia
poli tica e todas essas nobres virtu les aus-
teras, que dir-se-hia haverem fgido ao bu-
lieio das grandes cidades para se irem re-
fugiar como anachoretas, as profundezas
do serto.
Triumphou de um modo completo, role-
vem-lhe a inmodestia de proclamal-o, so-
bretudo quando ha dias vio o seu direito
disputado palmo a palmo brilhantemente
consagrado no recinto da Cmara por urna
immensa maioria de adversarios, contra
apenas nove ou dez votos suspeitos de com-
provincianos iuteressados.
Imagine-Be agora o despeito e a raiva
d'aquellas autoridades, que vera burladas,
com a victoria do orador, as suas esperan-
cas e os seus planos. Procuram destorrar-
se exercendo vioganja conira os auxiliares
do orador. Dao testemunho c'.isso varias
cartas que elle tera racebido do districto
pediodo providencias. Cumpre ao Gover-
no tomal-as, se quer evitar desagradaveis
incidentes, attenta a exaltajao de nimos
no sertao. J nao existe o interesse elei-
toral, e as taes autoridades mostram se in-
capazes e ineptas. Urge substituil-as ; no
proprio partido conservador encontrar o
Governo pessoal idneo e habilitado.
Poderia citar innmeros fastos em abono
das proposij'es que vem de emittir. Para
mostrar em que estado se acha adminis-
trayao policial no serto bastara apenas
ura, mas esse significativo.
Como a Cmara sabe, nao teve lugar no
20. districto a eleijao da parochia deMor-
rinhos, onde o orador contava nao pequea
maioria, porque o famigerado criminoso
Nco, frente de 80 capangas e tendo s
suas ordens subdelegado de polica e 6
prajas do corpo policial, entrincheirou-se
na igreja matriz, impedndo o ingresso dos
juizes de paz e prohibindo os eleitores de
votarem.
Foi tao revoltosamente escandaloso este
facto, que provocou da parto do Sr. presi-
dente da provincia a seguinte portara, cuja
leitura pede Cmara qua tolere, pois mos-
tra como foi lealmente executada a pro-
messa do Governo, de que garantira por
todos os meios a liberdade eleitoral.
t O Dr. presidente da previncia, tendo
em vista os docuentos juntos, dos quaes
consta que o subdelegado de policia do dis-
tricto e freguezia de Morrinhos, do munici-
FOLHETIH
EGOLO
POR
ilui :: uasrirn
( COMliNUACAO DE ANGELA)
pi da Januaria, Domingos Ferreira da
silva, de commum accrdo com o crimi-
noso Manoel Tararos de S, vulgoNoo,
fronte de muitos capangas armados, e de
seis prajas do corpo policial, que requisi-
tra do delegado de policia sob o pretexto
de capturar criminosos, entrincheiraram-se
na igreja matriz, tomando as portas e en-
tradas desta e do arraial e impedndo a en
trada de juiz de paz Evaristo Rodrigues
Monao, bem couio dos eleitores que de-
viam formar a mesa eleitoral, pelo que se
deixou de procecer all, no da 15 de Ja-
neiro ultimo, eleijao de deputado As-
semblea Geral Legislativa pelo 20." dis-
tricto, resolve deraittl-o, a bem do servijo
publico, do referido cargo de subdelegado,
o determinar que sejam remettidas copias
deste acto e dos documentos a que elle se
refere ao promotor publico da comarca da
Januaria, para promover nos termos da le,
o competente processos de responsabilidade
contra o dito Domingos Ferreira da Silva.
< Deu-se conhecimento ao Ministerio da
Justica e fez-se o expediente recoramen-
dando ao promotor publico da comarca da
Januaria.
(Do Vinte de Agosto, de 21 de Abril de
1886)
Vem aqui a pello urna de el ara jao a que
liga o orador grande monta. Considera a
administrajo do Exra. Sr. Dr. Manoel
Portella na sua provincia criteriosa, mora-
lisada e digna ; mas, alm da venerajio
que lhe inspiram as qualidades de S. Exc.
e do reconhecimento que lhe merece a es-
pecial deferencia com que sempre se dig-
nou de trtalo, nenhum outro lajo de qua-
lidade alguma, mrmente de gratdSo poli-
tica, liga-o sua pessoa. S. Exc. foi tao
partidario como outros muitos presidentes
que a provincia tem tido. O partiio libe-
ral nada lhe deve, nem lhe podia dever.
Esse proprio attentado de Morrinho S.
Exc. podia tel-o prevenido e nao o fez,
pois com antecedencia precisa foi avisado
pelo juiz de direito da comarca de que se
dileneava a sua execujo.
Mas, voltando ao fio nierrompido das
ideas, esse Nco que impedio a eleijao de
Morrinhos, o mesmo audaz facinora que
cm 1879, frente de urna horda de sal
teadores, invadi a cdade da Januaria, en-
trego u a a saque, commettendo os maiores
latrocinios e depredaj5es com urna cruel-
dade e malvadez cuja narrajo causa hor-
ror. Acha-se pronunciado duas vezes no
art. 269 e urna no 192 do cdigo criminal.
Pois bem I esse acelerado, contra quem
do ha muito reclamam enrgicamente libe-
raes e conservadores, principalmente estes,
em represeutacoes que constam dos annaes;
contina a viver pacificamente na fazenda
do Tat, a urna legua da Januaria, dando
ordens s autoridades com urna arrogancia
que pasma.
O orador tem em raaos um numero da
Provincia de Minas, a mais importante fo-
lha conservadora da proviucia, onde se le
um longo escripto de Nco, em que elle co-
bre de infectivas o juiz de direito da co-
marca e diz, entre ostras cousas preciosas,
que impedio a eleijao de Morrinhos a man-
dado de chefes conservadores e que nao se
considera criminoso nem se sajeitar
prisiio porque dispoe de forqas materiaes e
maraes para resistir!...
Esse artigo est desfajad ament asig-
nado e datado do lugar em que Nco resi-
de em plena seguridade.
Nao se pode conceber maior despreso,
mais absoluto escarneo da lei 1
Entretanto, interrogado no senado sobre
tao grave escndalo, limitou-se o Sr. mi-
nistro da justija a afflrmar que sabia estar
Nco em casa de seus parentes e que ia
providenciar para que fosse capturado.
la dar provideneias!... O assalto de
Morrinhos effectuou se a 14 de Janeiro, a
portara d j Sr. Portella, demittindo o subde-
legado de 21 de Abril, o escripto de
oco de 5 de A bril e s agora que vo
ser tomadas providencias e pelo governo
geral.
E emquaoto assim procede o gabinete
(Continuaco do n. 128)
II
Os trezentos e cincoenta mil francos que
trazia o ex armador tinham sido roubados
pelo assassino.
O papis entre os quaes se achava o
recibo do banqueiro, depositario da maior
parte da fortuna, tinham desapparecido.
Como conseguira Cecilia entrar ua posse
dessa fortuna ?
Previa demandas, demoras e talvez mes-
lo impossibilidades.
Em todo o caso tinha que haver com
certeza demandas.
Ora, os processos duram muito tempo.
O de Jayme Bernier, contra as companbias
de seguro, tinha durado annos. Eraquan-
to a gente da justica pensava em augmen-
tar as eustas judiciarias, emquanto os ad-
vogados trocavam discursos cheios de pa-
la vras sonoras e ocas, a mais negra mise-
ria cercara a herdeira.
Os quiuhentos francos, restantes do3 mil
enviados de Marselha por Jayme Barnier,
tinham sido empregados em pagar peque-
as dividas no bairro e em fazer o luto...
Algumas moedas de ouro, guardadas no
fondo da bolsa de Cecilia, seriara sufficien-
tes para fazer face s desp -zas occasionadas
pelo enterro do ex-armaior.
De que servia a Cecilia a quasi certeza
de ser nm da rica, se a miseria era imme-
diata T
Em breve chegaria ao termo do seo es-
tado. Novas despenas eram necesaarias.
O que ha va ella fazer?
A moca nao sabia, e o desanimo, o des-
commigo... havia lhe dito o Sr.dc Ro-
dyl.
Tinha ido, duas vezes Beguidas, procu-
ral-o no tribunal.
O substituto nao ostava no gabinete, e a
filha de Jayme Bernier tinha voltado pelo
caminho de Batignolles, com desespero
crescente.
Em vo lanjava os olhos em volta de si,
procurando quem lhe cstendesse a mao pa-
ra a ajudar a sahir daquella terrivel. crise
da vida.
Cecilia chorava, perdendo a cabeca e
pensando seriamente no suicidio, quando
Brgida entrn no quarto.
O que me queras ? perguntou lhe com
voz spera.
alguera que oeseja ver a menina,
respondeu a criada.
Alguem ? repetio Cecilia.
Um senhor muito asseiado.
Naturalmente algum magistrado, dis-
se logo a moja, pensando no Sr. de Ro-
dyl.
Nao menina, um medico.
O que mequerer esse medico? Vem
me dizer que a autopsia do corpo de meu
pai acabou e que autorisam o enterro ?
Nao aso, menina.... Elle parece
mesmo ignorar a raorte de meu pobre amo.
Entao que motivo o traz minha
casa ?
Trata-se, segundo .parece, de um ne-
gocio muito importante para a menina.
Elle iiisse-te como se chamava ?
Chama-se o Dr. Proli.
Entao manda o aqui.
Brgida sahio do quarto, e a filha de
Jayme Bernier, em p e perto do fogao,
onde arda um fogo de coka, espern.
O italiano entrou.
Cecilia cmespondeu ao seu profundo
compriraento com u aa inclinajo de ca-
beja, e, por muito grande que fosse a per-
turbdjao do seu espirito, por muito vivas
que fossem as suas preoecupajoes, nao po-
de deixar da reparar na figura elegante, no
rosto regular e distincto, nos olhos brillan-
tes e porte correcto do visitante.
Com a mi, offereoeu-lbe ato cadeira, e
para entaboUr a conversa, disae :
Naturalmente o senhor enviado pelo
tribunal.
Angelo Proli envolveu Cecilia n'um
olhar, achou-a particularmente seductora e
appatecivel e replicou:
Nao, minha senhora.
com esta facinora, em outros pontos con-
sente que se effectuem as mais arbitraras
prisoes, calcando aoa ps a suprema garan-
ta do habeos corpus. Tire a consciencia
publica a conclusao...
Ha dias quexava-se um deputado da
maioria de que contra a policia que a
opposijao dirige de preferencia os seus
ataques. Efectivamente assim acontece,
porque j longa a serie de abusos com
mettidos pelos pretensos mantenedores da
seguranja publica, depois qua se inaugu
rou o novo rgimen de ordera e de rege
nerajao, cujo advento se annuncava como
o de um diluvio milagroso do prosperidade
par 0 4>aiz.
Cumpre polciar a policia, cujo descon-
ccito vai lavrando a mais e mais no espi-
rito nacional O seu uuico modo de proce-
der, o seu nico meio de aejao consubstan-
ciou-o um jornalista espirituoso na seguin-
te formula: quando mais forte, d ;
quando mais fraca, apanha.
Imagmai o que nao ser ella as atra-
zadas cidades das provincias longinquas,
quando aqu na corte, onde existe urna
imprensa vigilante e activa, onde a opiniao
publica nao cssa de /erb^rar os que ou-
sam affrontal-a, quando aqui na capital do
imperio, depois que se inaugurou a situa-
jao da ordem e da moralidade, abusos nao
menores se dao.
O Sr. Alfredo Crrela vai dizer
poucas palavras em resposta ao que disse
no senado um representante da provincia
de Pernambuco sobre as oceurrencias de
Tacaratu', sem que dsse a autora dellas
os libertes, mas attribuindo-as ao coronel
Cavalcanti; j assim proceder o Sr. An-
tonio de Siqueira na cmara, sem que apre-
sentasse o menor documento que justificas-
sa taes -sserjSes.
Perante a Ia commisslo de inquarito o
orador provou exhuberantemente, assim
como na justificajao do voto do Sr. Bu-
lh5es Carvalho, ficou liquido, que seme-
Ihantes violencias nao foram denunciadas
senao depois da respectiva ehjao.
Histeria o qua soffreu na situajao libe-
ral o Sr. coronal Cavabanti, chafe do par-
tido conservador daquella comarca, sendo
abrigado a refugiar-se na fronteira da pro-
vincia das Alogoas, at a subida da situa-
jao conservadora; voltando sua comarca
a ao seu posto, nao tem exercido a menor
represalia.
L diversas cartas que dalli receben,
mostrando que a comarca de Tacaratu'
est injada de assassinos incumbidos de
atacarem o coronel Cavalcanti e provando
que os conservadores, aecusados no senado
de autores da tropelas, sao os que tem ca-
bido ante o bacamarte dos assassinos.
Senta-se, corto de ter destruido as ar-
guijoes levantadas no senado.
ORDEM DO DA
VESIFICAfAO DE PODEEES
Eleic,So de Minas
E' approvado o parecer n. 116 reconhe-
cendo deputado pelo 7o districto da pro-
Ancia de Minas Geraes o Sr. Henrique de
Magalhaes Salles.
E' approvado o parecer n. 117 reconhe-
cendo deputado pelo 16 districto de Mi-
nas Geraes o Dr. Eduardo Augusto Mon-
tandon, que achando se na ante-sala in-
troduzido com as formalidades do estylo,
presta juramento e toma assento.
CORREGO DO PRATA
E' approvado e vai sanejao imperial o
paracer n. 2 A marcando a sdc eleitoral
do territorio do Corrego do Prata.
CRDITOS AO MINISTERIO DA AGRICULTURA
E' approvado e vai commissSo de re-
aejao o projacto n. 33 que abre ao minis-
terio da agricultura, um crdito para obras
publicas.
E' approvado e vai a commissao de re-
daejao o prqjecto n. 41, abri Ido um credi-
N'esse caso, senhor, queira me dizer
espero apoderavam-se absolutamente della. ,0 m0livo da sua visita.
Dirija se a mim, menina------cont __ Vou lhe explicar o motivo, minha se-
nhora. ... Vindo aqui, esperava encon-
trar o Sr. Jayoio Bernier.
Meu pai morreu, senhor.. A minha
criada devia-lh'o ter dito. .. interrompeu
Cecilia.
Estas palavras foram pronunciadas com
tom 8ecco e com t3o pouca commojao, que
P roli p>de julgar immediatamoute oque
era aquella moja.
Nem a sombra de urna saudade I
pensou elle. Hei de fazer della o que qui-
zer.
Depois accrescentou em voz alta:
Cem cffeito, minha senhora, e creia
qne tive serias razSas para perturbar o
seu luto e para lhe recordar tao dolorosas
lembranja8 I A raorte do Sr. seu pai tor-
na estranhamente mysterioso o achado feito
por mim ainda agora.
Cecilia levantou os olbos com sorpreza
para o interlocutor, cuja voz animada e de
bello timbre pareca vivamente impressio-
nal-a.
- Um achado ? repetio ella.
Sim, minha senhora. .
E o que ?
Antes de lhe responder, pejo licenja
para lhe fazer urna pergunta.
Faja, senhor.
E de novo Cecilia indicou urna cadeira a
Proli, que ficara de p.
O italiano sentou-se em frente da filha
de Jayme Bernier, fixando, por sua vez, os
olhos nis olhos della.
O Sr. seu pai morreu ha quatro das,
disse-me a sua criada.
Sim, senhor.
Nao sahio boje ?
Sim, snhor... Fui ao tribunal, es-
perando fallar a urna pessoa, que nao n-
eo ntrei.
Passou pela ra Vieille-du-Temple ?
Nao, senhor... Tomei um mnibus,
que me levou ao Palacio da Justija e vol-
tei directamente para Batignolles, pelo mes-
mo caminho.
Proli fez um mo vi ment do sorproza
muito visivel.
Entao, disse elle em seguida, o mys-
terio prece-me impenetravel
A que mysterio se refere ?
- A este : como pode acontecer, minha
senhota, que, tendo raerrido ha quatro dias
o Sr, Bernier e a senhora nao passasse pela
ra Vieille du Temple, eu encontrasse nes-
sa ra, e ha urna hora, urna carteira que,
com o rteza, pertencia ao senhor seu pai,
e qie mesmo nao podia perteneer senao a
elle.
to ao ministerio da marinha para corpo da
armada combustivel.
CRDITO AO MINISTERIO DA MARINHA
E' approvado e vai commissao de re-
dacjo o parecer a 42 abrindo um crdi-
to ao ministerio da marinha para manijdes
navaes e eventuaes. .
INTERPELLACXo
Eitra em discussao a intarpellajao apre-
sentada pelo Sr. Candido de Oliveia, na
seasao de 26 do corrente.
O Sr ministro do imperio entra no sa-
lSo e oc-jupa a sua cadeira.
OSr. ('andido de Ollvelra pede
desculpa ao Sr. ministro do imperio por
havel-o interrompido em seu labjr admi-
nistrativo, mas a culpa toda da maioria
da cmara, que, sorn as decisoes ultima-
mente proferidas d lugar a serios proble-
mas : a nullidade dos votos dados na paro
chia de Santo S, 12 districto da Bahia,
proposta pela 2a commissSo de inquerito e
a nullidade dos votos dados as parochias
de Crranles e Paranagu, no 3o disiricto
do Piauhy pela Ia commissao qua tainbem
julgou fraudulentos 83 processos prepara-
dos ; decisoes proferidas depois da lei de
9 de Satrembro, vao trazer profunda mo-
dificajao no rgimen eleitoral vigente o fa-
zer reviver ss eotigas tropelas.
Mostra que pela discusso hivida sobre
a nov reforma eleitoral, pareca que era
um processo distincto o que dizia respeto
verificajao de poderes do eleitorado;
certo que a constituic2o d competencia
cmara para a verificacao dos poderes de
seus membros, mas declara que essa veri-
ficajao se far na forma do respectivo re-
giment, as antoriores leis eleitoraes dii-
xavam que a cmara entendesse da legiti
midade dos eleitores, porque estos er.im
a seu turno tarabem eleitos; porem com a
lei de 9 de Janeiro cessou semelhante com-
peten.ia, porque o poder judiciario o
nico organisador do alistamento eleitoral ;
entretanto, a cmara nao fica tolhida do
direito de exame dos alistamentos eleito-
raes, mas tao somanta para mandar res-
ponsabilisar os respectivos juizes que ha-
jam comraettido fraudes.
Affirraa que em 1882 e em 1885 se tra-
tou da questao as coromissSes de inque-
rito, sendo repellida a intervenjlo da c-
mara no processo do alistamento; mas es-
te anno, nao s se annullou a eleijao pro-
veniente do alistamento da parochia de
Santo S, como as das parochias de cor-
rento e Parnagu, invadindo attrilbuijoes
do podar judiciario quanto aos alistamen-
tos.
O Sr. BulhSas Carvalho :Porque erara
papis fraudulentos.
O Sr. Candido de Oliveira le a conclu-
sao dos pareceres daqaellas commissSes de-
duzindo os respectivos votos ; por isso
que vem hoje perguntar de que modo o
fpverno considera a situajao dos eleitores
as parochias de Correntes e de Parnagu;
de um lado a cmara declara inhibidos do
direito ne votar 530 eleitores e por outro
lado o texto da lei garante essa direito aos
eleitores, que nao lhe pode mais ser cassa
do senao por mudanja de parochia.
Responda a um aparte do Sr. Bulhes
Carvalho, que esses cidadaos nao poderao
mais votar para membros da Asserabla
Provincial, para vereadores e para juizes
de paz, nem para a forma jao das juntas e
das mesas eleitoraes ; alm de qie no sys-
tema representativo nao pode haver duas
verdades em idntico caso; esta urna si-
tuajao anmala : ou antes a cmara tomou
urna attitude revolucionaria, em desarmo
nia com os principios da lei.
Nao quer dar feijao partidaria a este
assumpto, mesmo porque o facto de Cor-
rentes e de Parnagu pode produzir-se em
larga escola.
Lembra que a commissao mixta sobre
este assumpto prevenio a fraude que se
posaa dar nos alistamentos, mandando levar
aos tribunaes os seus autores ; depois des-
se processo que se podar arrancar o
diploma do eleitor nessas condijSas.
Ve, porra, que na comarca de Parna-
gu, desde 1881 o alistamento o mesmo
e os mesmos eleitores que votaram no can-
didato que foi sempre reconhecendo depu-
tado por liberaos e conservadores, apezar
de ter sido esta queatSo levantada as
oommissoes de inquerito.
Depois de outras considerares, sem di-
zer que o sentimento partidario inuisse na
decisao da cmara, pergunta ao Sr. minis-
tro do imperio qual a situajao das comar-
cas da Correntes o de Paranagu. se os
respectivos eleitores podem concorrer para
as eleijSas que se vao seguir, se nao pdem
sor considerados legtimos os vereadores e
juizes de paz eleitos por esses eleitores ; ou
se ficam essas comarcas em verdadeira
suspensao dos direitos polticos.
Citando exemploa da Gra-Bretanha, affir-
raa que a cmara nao pode ser considerada
par si urna corporajao soberana.
Apresenta os processos do alistamento
que a cmara julgou falsos o que se achara
com tolos os requisitos exigidos p da lei,
os quaes descreve, mostrando ser um com-
pleto processo judiciario.
Admitindo a hypothese de que a ques-
tao do alistamento seja decidida pelo poder
judiciario no sentido de nlo ter havido
fraude, segue-se que o titalo do eieit >r fica
idelevel, e dahi originase ura conflicto,
porque a actual cmara entande que essa
titulo nao valido.
Cr que a cmara teria procedido de ura
modo mais curial adiando a vereficajo do3
poderes do candi latj palo 3o distrioto do
Piauhy, e mandando o poder judiciario
proceder a novo alistamento, do que dando
a decisao que dou, pois nao saba o orador
qual o meio qua tem o governo para tazar
com que haja representajao na comarca
de Parnagu, urna vez que pelo voto da
cmara ficam cassados es ttulos daquelles
leitores.
Entende que a solujao desta questao tem
de gyrar n'um circulo vicioso, porque se
por um lado nao se pode conservar um
alistamento qua a cmara julga fraudulen-
to, por outro lado a punijao da fraude, se
traude exista, impossivel, porque nao se
pode fazer justija n'uraa comarca oude
quasi todos os cidadao3 notaves estilo en-
volvidos no processo.
Era tolo o caso aguarda a resposta do
nobre ministro sobre a solujao que S. Exc.
tem do dar a um acto imprudente da cma-
ra, imprudente deade que ella, para impe-
dir a fraude fez com que essa raesma frau-
de aproveitasse aos seus co-religionarios.
O Sr. Baro de .Hamor (minis-
tro do imperio): -Venho cumprir o dever
de responder interpellajito honrado
deputado pela provincia de Minas Geraes.
Antes, porra, de o faz-r, paderei licenja
para ponderar a S. Exc. que a resposta
sua intarpellajao est plenamente satisfeita
na lei de 9 de Janeiro de 1881. O honra-
do deputado sabe que essa lei prohibi in-
teiramente a intervenjao do governo em
materia eleitoral, a ponto de vedar-lhe a
faculdade, que tinha pela legislajao ante-
rior, de dar instrucooes a oste respeito.
Portanto, nao saria razoavol que o go-
verno viesse da maneira mais solemne e
uo seio do parlamento infrigir urna dispo-
sijlo tao expressa da lei.
Entretanto o honrado deputado nao jul-
gou assim e formulou a sua i n ter palla jao .
Em considerajao j augusta cmara em cu-
jo seio me acho, j em particular ao honrado
ieputado passarei a responder interpella-
jao de S. Exc. era termos brevissimos,
nao s porque o assumpto nao exigir mais,
como porque entendo qua nao devo tomar
a cmara o tempo que ella tem de empre-
gar em materias to urgentes e tao uteis
como aquellas que estao e entraram em
diseuasao.
Primeiramente me permittir a cmara,
por vir muito a proposito, quo eu lea um
telegramma, quo recebi hontem do presi-
Urna carteira ? repatio Cecilia com
anciedade. E o que continha ?
O rascunbo de um testamento, feito
pelo Sr. Bernier.
,%. Por meu pai ?
Sim, minha senhora, e o recibo es-
cripto e assiguado por um banqueiro de
Marselha, de urna somma de ura milho e
duzentos mil francos, depositados na sua
casa.
Cecilia levantou-se de ura pulo.
O senhor encontrou isso ? exclamou
ella offega^te.
Sim, minha senhora, e aqui est a
carteira.
III
Angelo Proli, tirando do bolso o objec-
to em que acabava de fallar, entregou-o
moja, accre8centando :
Veja, minha senhora, est ainda suja
de lama... E com tudo limpei-a o melhor
que pude.
Cecilia tinha agarrado na carteira.
Reconhego-a exclamou ella. Per-
tenoia, com effeito, a meu pai, vi-lh'a cen-
tenares de vezes as maos.
Queira abrir, minha senhara, e veri-
ficar a existencia dos dous doeumentos em
que lhe fallei, prosegua o italiano.
A filha do ex-armador apressou-se em
obedecer.
Dous papis, dobrados em quatro, acha-
vam se no meio da carteira.
Agarrou n'um e desdobrou-o.
Era o recibo do banqueiro David Bon-
tempa.
Emquanto o percorria com a vista, urna
chamma illuminavadhe as pupillas.
E' o recibo da somma de um milhao
e duzentos rail trancos, depositada em Mar-
seiba. ... murmurou ella, depois de ter
lido.
Pronunciando estas palavras : nm mi-
lhao e duzentos mil francosa voz tremia-
lhe, com o sentimento de verdadeira cupi
dez.
O italiano disse :
O outro papel o rascunbo do testa-
mento.
Cecilia desdobrou o segundo papel e co-
me jou a I l o.
A' medida que lhe passavam diante dos
olhos as linhas j conhecidas por nos, o
rosto apresentava urna exprossao de sor-
preza, de dr e de colera.
Ah I disse ella cora voz que sibilava
por entre os dentes cerrados, meu pai deu
a metade da sua fortuna a essa creatura.
Mas entao essa mulher nSo faz senao acar-
retar desgrajas.
Depois, dirigindo-se a Proli, pergun-
tou :
O senhor leu este testamento ?
Foi lendo-o, minha senhora, que sou-
be a morada do Sr. Jayme Barnier ; sem
isso ter-me-hia limitado & depositar o meu
achado no commissario de policia do bairro
do Templo.
EntSo, vio que mu pai lega filha
da sua bastarda urna parte enorme da for-
tuna que me pertence.
Vi isso, minha senhora.
E' vergonhoso, abominavel!! En-
tao a lei pie tolerar semelhante cousa ?
A leifranceza permitte dispGr da ter-
ja parte da fortuna em favor de ura filho
natural.
Pois entao a lei odiosa 1 injus-
ta I... iniqua.
Mas, continuou Proli, o papel que
tom diante dos olhos apenas um rascu-
cho, que nao est assignado, e por eonse-
quencia sem o menor valor... Pode Bar
que seu pai nao tenha regularisado este acto
testamentario.
O rosto de Cesilia tornou-se radiante.
E', verdade, disse ella, e nada mais
admissivel... Meu pai esteve em Dijon no
dia lie morrreu no dia 12. Talvez que
tivesBe pedido ao seu amigo, o tabelliSo,
que lhe redigisse um projecto de testamen-
to, que elle contava copiar e assignar mais
tarde... Que pensa, senhor ?
Pens que possivel, se nao certo.
Nao havia senao esses papis na car-
teira ?... murmurou a moja, como se fal-
lasse comsigo mesma.
Apenas estes, minha senhora... Pen-
sa que devia ter outros ?
Devia center urna somma importante.
Urna somma importante ? repetio P-
roli.
Sim, senhor... Trezentos e cincoen-
ta mil francos roubados a meu pai.
Roubados I... Por quem ?
Pelo seu assassino.
Angelo representou tao bem o espanto,
como um actor de grande talento.
Entlo o Sr. Jayme Bernier foi assas-
sinado I exclamou elle em seguida.
Sim, senhor... ha quatro dias... no
caminho de ferro... na noite de 11 para
12.. voltando de Dijon.
Ah 1 E' horrive 1 O assassino foi
preso ?
Infelizmente nao 1 Nem mesmo co-
nhecido.
Suspeita-se de alguem ?
Pelo menos, nao se acensa berta-
mente ninguem... mas creio que os juizes
dente da provincia do Piauhy, e a resposta
que lhe dei, a qual provar a coherencia
do governo na opiniao que acabei de emit-
tir.
Perguntou o presidente" da provincia do
Piauhy :
i Tendo sido considerados pela Cmara
dos Srs. Deputados nao existentes os vo-
tos da comarca de Parnagu, consulto a
V. Exc. se devo tomar alguma providen-
cia com relajas eleijao municipal, que
se tem de proceder em Io de Julho.
Resposta em 27 :
Nenhuma intervenjao deve V. Exc.
ter, deixando qua o poder competente jul-
gue opportunamente a eieijo que houver
aa comarca a qua allude.
Ora, Sr. presi iente, perguntou o honra-
do deputado qual a situajao eleitoral da
comarca de Paranagu, pertencente ao 3*
districto do Pianhy, depois do voto da sa-
mara, quo considerou nao oxistentes os
eleitores de Paranagu e correte.
E' sabido que no uso de urna ittribui-
jao constitucional, qual a de verificar os
podares de seus membros, ontendeu a c-
mara que lhe competa tambera a de aa-
nullar os votos dos eleitores de Parana-
gu e Correntes. O qua tem o governo
com a deliberajo da cmara, qual a opi-
niao que pode emittir sobra essa delibera-
jao ? Eu appeo para a lealdade do hon-
rado deputado. (Apoiados.)
Nenhuma intervenjao podo ter o gover-
no. Elle nao pode emittir juzo sobre as
attribuijoes constitucionaes exercidas pelos
deputados. (Muitos apoiados.)
Nestas circumstancias o honrodo depu-
tado tem bastante criterio para ver que a
situajao eleitoral da comarca de Parana-
gu a raesma quo existia, com a modi-
ficajao proveniente da deliberajao tomada
pela cmara. (Apoiados.) Isto quanto ao
Io quesito.
Quanto ao 2o: Entende o governo
que na prxima eleiyao municicipal os ci-
dadaos at agora considerados e portadores
do respectivo titulo podem coneorrer para
noraeajo de vareadores e juizes de paz
da respectiva comarca ?
Sr. presidenta, o governo mantm, como
disse, a abstenjao que, lhe cumpre manter
em materia eleitoral e considerando que se
esses eleitores portadores de taes ttulos, con
correrem a urna elejo quo porventura se fa-
ja, votarao, cabendo aopoder competente,
qua certo nao o governo, mas o poder ju-
diciario, como expressao n lei de 1881
(apoiados), declarar se valida a eleijao,
ou se est inquinada da nullidade Gm vir-
tude da deliberajao da cmara. (Muitos
apoiadss.)
O 3o quesito est prejudicado pelo que
acaboi da dizer, nao tendo o governo de
dar instru^joea, como prove com a res-
posta dada ao presidente do Piauhy. (Mui-
to bem.)
Creo ter satisfeito interpellajo do no-
bre deputado ; comprehendendo a cmara
que nao me compete acompanhar ao no-
bre deputado as largas considerajSes quo
fez a respeito da deeiso da cmara sobre
a eleijo de qua se oceupou.
( mito bem ; muito bem).
O Sr. Alfonso Celso fnnior
diz que nao ha negal-o : a interpellajo de
Sr. Candido de Oliveira collocou o Sr. mi-
nistro do imperio em uraa assaz difficil po-
sijo. A cmara acaba de ser testemunha
de qu, nao obstante todos os seus nota-
veis recursos parlamentaros, S. Exc. mos-
trou-se vacillante na forma e indeciso na
lda das respostas que acaba de dar.
A questao simples no seu enunciado,
coraquanto complicadissima em suas graves
consequencia. Encaremol-a de face, sem
divagajoes nem evasivas, concisa o preci-
samente, rostringindo o debate aos nicos
pontos discutiveis.
(Continua)
suspeitam alguem de complicidade com
assassino.
Quem entSo 1 perguntou Proli com
animajo.
A mulher de quem se falla no rascu-
nho do testamento... E' Angela Barnier.
O italiano estremeceu.
Sua irm, disse elle.
Isto : minha irmS natural... A bas-
tarda de meu pai.
Conhece-a ?
Nao a vi senao duas vezes. Ha quin-
ze dias, ihgorava ainda a sua existencia.
Que motivo podia levar os juizes a
suspeital-a de cumplicidade no crrae com
mettido.
Preciso dizer-lhe que ella mora, nes
mesma ra no numero 110 e que exerce a
profisaao de hervanaria.
< Tinha necesaidade de alguns medica-
mentos, ha dez ou doza dial e apre-
seutei-me no seu estabelecimento, para os
comprar, sem saber que entra va na casa
da filha de meu pai .. de minha irm.
Proli devorava Cecilia com o olhar.
Esta proseguio :
Querendo mandar trazer para minha
casa, os objectos comprados, dei a essa
mulher a minha morada e meu nome e foi
por elle que soube, entao que nos una um
lojo Ilegitimo.
< Tinha mettido no leajo um agenda con-
tendo urna carta, recebida por meu pai
nessa mesma manea ; na qual me dava por-
menores exactos, sobra o seu itinerario, so-
bre diae horada sua chegada a Pariz, so-
bre os lugares em que devia parar, no ca-
minho e finalmente sobre a somma que
trazia comsigo.
Esta carta encerrava, alm disso, qui-
nientos francos, em notas do banco, postas
por mim dentro do cnveloppe.
Entrando em casa, percebi que tinha
perdido o > ganda e o seuconteudo.
Proli apressou se em tunar a palarra.
Agora explico tudo, disse elle. Os
magistrados suppoem que esta perda se ef-
fectuou em casa de sua irra e que, apro-
veitando as minucias circumstanciadas que
lhe dava a carta, ella pagou a um misera-
vel que se encarregasse de assassinar Jay-
me Bernier e roubar lhe a somma que elle
trazia comsigo.
Assim me pareceu sar, com effeito,
pensamento dos magistrados, respondeu Ce-
cilia.
i Continuar-se-ha)

l'-
!
I


*
i
i

Typ. do Diario, rus Duque dt Casias a. .