Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16597


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Full Text


AHNO Lili MIMEIO 128


*
T
t
I
Plltk A CAPITAL 13 HGAR OMJi; NAO B PAGA PORTE
Por tres mezes adiantados
Por sois ditos idem......
Por uin anuo dem......
Cada numero avulso, do mesmo ca.
60000
120000
240000
0100
6 BE Mi CE M
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados.....
Por nove ditos idem.......
Por '"" anno dem. ...
Cada numero avulso, de das anteriores.
130500
200000
270000
01UO
DIARIO DE PERNAMBUGO
prprieirafce frc JHanoel Jtptrira be ikrta & -JxUjjb
TELEGRAMAS
nm: mmmi i: siabio
RIO DE JANEIRO, 5 de Junho, s 4
horas e 5 minutos da tarde. (Recebido s
5 horas e 15 minutos, pelo cabo subma-
rino).
Ka Cunara do DepnladoN. hJe.
foram reconhecldoi o* poderes do
Vlaconde do Pinbal. elello telo 9.a
din trino de Sao Paulo;
O Senado honlem rejeitou o
projecto adiando a elelcde inuni
cipae.
aar
aWAdLtat
2mVm
(Especial para o Diario)
VENEZA, 5 de Junho.
Na ultima* 1 horas deram-ie 'il
bitos de cbolera-morbns.
PARS, 5 de Junho.
i> jurnai's realistas annuneiam o
prximo casamento do Principe ber-
delro da Italia com a Prlnceza He-
lena, segnnda flfba do Conde de Pa-
rs.
LISBOA, 5 de Junho, tarde.
Deram-se desordens de certa im-
portancia entre os artilbeiros mu
iclpaes. bavendo alian ferldos.
Essas desordens, qoe as autorida-
des conseguiram comprimir, foram
devidas a causas particulares e !-
tetramente locaes.
Agencia Hars, rilial on Pcrnarabueo,
5 de Juuho de 1886.
iHSTRDCClO POPULAR
MYTHOLOGIA
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
Marte. Minerva e as dlvindades
guerreiras
iContinua (So)
Marte era rauto venerado entre Gregoa e Ro-
manos. Pretendiam mesmo estes ltimos que Ro
mulo e Remo haviam nascido da unio do deus
guerreiro com Rha Sylvia (filha de Numitor. rei
de Alba). A isto se deve attribuir a generalisaco
que teve em Roma culto d'esta divindade. Numa
Pompilio instituioemhonrade Marte dozesacerdotes
denominados Sali* por celebrarein suas testas
saltando e danzando : eram elles os encarregados
de vel-irem pela guarda e conservcao dos seus
escudos sagrados, que a tradiccao lendaria dira
terem cahido do cj, e aos quaes suppunbam
por supersticiosa creuca que estava ligado o desti-
qi do povo romano.
Apar de Marre e como divlnJade guerreira,
tambem Minerva ou Pallas era venerada entre os
pagaos- Do cerebro de Jpiter nasceu esta deusa.
j complejamente armada, quando o supremo re
do Olyinpo, ao sentir-se urna /ez torturado por
violenta erphalalgU, pedio a Vulcauo lhe rachasse
o crneo corn um machado.
Deusa U;i guerra e t-imultanearaente deusa da
aabe-doria, Pallas b denoroinavam de preferencia
quando presidia aos combates, o Minerva quando
presidia s acicncias.
Quando o egypcio Ccc-opa tr tou do fundar na
Grecia a c lcbre cidade que aiuda boje existe co-
nhecida pelo iioine de Alhenas, porfiaram Minerva
e Neptuno entra si sobra qual dos dous lbe daria a
denominaba Depois de muito disputarem, com-
binou-se que ficaria p rtencendo eesa honra aquel-
le dos disputantes que melhor cousa produzisse
Poeta a questo nestes termos,Minerva, baten-,
do eom a lauca na trra, fez brotar d*ella orna
liveira emflir ; Neptun batendo com o triden-
te fez surgir da trra um eavallo. Convocado oo
deuses para juizes do pleito, decidiram elles a fa-
vor de Minerva, por ter a oliveira o sj mbolo da
paz. Assim se ficou chamando Atbenas cidade
(Athene era o nome que os gregos davam deusa
Minerva.)
Minerva nao era s a padroeira da* silencias,
mas das artes tambem. Houve urna dextrissima
bordadeira, por nome Arachne, que ousou medir
primasias com a deusa e convidal-a para um des-
safio cm que se mostrasse qual das duas cxecutaria
melhor o bordado de urna certa tapecaria. Accei-
to o repto pela deusa, vio esta no correr da obra
qoe o trabalbo da sua rival era perfeitissimo ; e
porisso, despeitada perante a consideracao de
equiparar-se-lhe urna simples mortal, tanto Miner-
va ae encolerisou que, despedazando raivosi o bas-
tidor de Arachne acabou por arremcssar-lhe a lan-
eadeira a cara. Deste procedimento injusto se
doeu extraordinariamente a desditosa donadla, e
por tal forma se apaixonou, quo os deuses houve-
ram d'ella commiaeracao metamorphoseaado a em
aranha : sob esta nova forma continuou a habili-
dosa em tena engenhosoa lavores de teeelagem.
(Contina)
Foram noroeados :
Procurador da cora, sobor nia e fazen-
da nacional da relajao de S. Paulo o dea-
erabargador da mesma rolaeilo, Ignacio
Jos de Mendonja UchOa.
Official da secretaria de polica da pro-
vincia do Rio-Grande do Sul, Ernesto
Theobaldo Jaeger.
Juiz municipal e de orphaos do trrno
de Sant'Anna de Mattos e Angicos, na
provincia do Rio Grande do Norte, o ba-
cbarel Francisco Garlos Pinheire da C-
mara.
Ministerio da Agricultura
A's presidencias de provincia expo-
dio 17 de Maio o Ministerio di Agricul-
tura o seguinte aviso-circular:
o Illm. e Exm. Sr. Reitere V. Exe.
suas ordens aos encarregados da matricu-
la dos escravos, para que se jira organisa-
das, sera perda de terapo, as relaces dos
libertos sexagenarios, na forma e para os
fius declarados no meu aviso-circular de
24 de Dezembro ultimo; convindo que os
exemplares destinados a esta secretaria
de estado sejam remettidos coca a promp-
tidao necessaria organsajao da estatisti-
ca que deve ser apresentada Assera-
bla Geral na actual sessao legislativa.
Ser-me-h3o enviadas trimestralmento
as relaoes dos antigos escravos que, nos
tres mzes anteriores, houverem attingido
a idade de 60 aunos.
O quo t raho por milito recommenda-
do.
Deus guarde a V. Exe. A. da Silva
Prado;
Ministerio da Guerra
Foram transferidos para o 5o bata-
IhSo de infantaria oalferes do 19 Francis-
co Mathias Perera da Costa, e para o 6o
da mesma arma o alferee do 21 Manoel
Lacas Evangelista.
Ministerio da Marlnha
Foram transferidos da canhoneira
Lnmego, no Para, o 2o cirurgiao Dr. Ge-
miniano Jjs da Costa para a escola de
aprendzes marinheiros do Maranhao e
desta pnra aquella canhoneira o crur-
glo Dr. Jos R. Fernandes.
- Por ttulos de 25 e i.1 Maio, foram
noraeados: amanuensa da secretara da
inspecjao do Arsenal de Mariuha da corte,
Sauol de Avilez CarValho; Honorio de
Souza Salgado do Nascimento para exer-
cer o lug ir de amanuense da secretaria da
intendencia Ja marinha, classificados em
primeiro lugar nos concursos a que res-
ponderara.
da Provincia
DA 4 DE
Gorerno
DESPAPHOS DA PRESIDENCIA DO
JUNHO DE 1886.
Antonio Borges da Silvelra Lobo. Sim,
por tres mezes.
Antonio Jos de Moraes Sarment.
Concedo, na forma da lei.
Bacbarel Antonio Maria de Faras Na-
ves. Passe portara na forma requerida.
Angela Maria do Espirito Santo e Silva.
Indefcrido, em vista da informafSo.
Dr. Francisco Jacintho Pereira daMot
ta. Sim, mediante recibo.
Feliciana Maria da Conceigao. Infor me
o Sr. Dr juz de direito da comarca de
Taquare tinga.
Francisco Antonio Barbosa. A cmara
ji providencieu no sentido da reclama-
gao.
O mesrao.Aitendiio por despacho de
boje.
Joao Silveno de Alencar. Nesta data
me dirijo ao Sr. inspector geral da Ios-
trucQao publica, no sent lo da reclamado
do supplicante.
Lourenco Gonyalves Aleixo. Concedo
trinta dias.
Marcelino Fructuoso Lopei. Remettdo
ao Sr. inspector da Thesouraria de Fazen-
da, para attender ao peticionario, nos tet-
raos da irformacao de 26 de Maio ultimo,
n. 363.
Maria Joaquina dos Santos Abreu e Sil-
va.Deferido, com ofLio desta data ao
inspector do Thesouro Provincial.
Serafim Leite de Lima.Nao sendo o
supplicante casado, n5o pode ser attea-
dido.
Secretaria da Presidencia de Pernambu-
co, em 5 de Maio de 1886.
O porteiro,
J. Jj. Viegas.

____?ABTE UFFICIAL
Ministerio da fustiea
Por decreto de 29 de Maio :
Foi declarado avulso o juiz de dimito da
comarca de Grajah, na provincia do Ma-
r&ohSo, bcharel Antonio Jos Marques,
visto no haver assumido o exercicio dae
respectivas funccSes depois de Anda a li-
emos em cu jo gozo ae achava.
Foi aposentado com ordenado por
inteiro, na conformidade do art. 4* do de-
creto n. 1,897 de 21 de Fevereiro de
1857, e srt. 21 do de n. 1,746 de 16 de
Abril de 1856, oficial da secretaria de
polica da provinci do Rio-Grande do Sal,
Joio Tebceira de "lagaihaes.
Reparticio da Polica
Secgao 2N. 586.Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 5 de Junho da 1836.
Illm. e Exm. Sr.Partecipo a V. Exe.
que foram hontera recolbidos na Casa de
D tencXo os seguintes individuos :
A' ordem do subdelegado do Recifd, Jo-
s Gomes, alienado, requsicSo do cn-
sul portuguez.
A' ordem do de Santo Antonio, Jos
Guilherme Francisco de Sant'Anna, Joao
Firmino de Brito Freir e Luiza Maria da
ConceicSo, por embriaguez e disturbios.
A' ordem do do 1 district" de S. Jos,
Caetano Jos Francisco de Lima, por dis-
turbios.
A' ordem do do Io districto da Boa-Vis-
ta, Ludgero Elencio da AnnunciacSo,
disposigao do Dr. juiz de direito do 4o
districto criminal, por se achar pronuncia-
do em crime de morte.
O trem da via-ferrea de Olinda, que
hontero, s 6 1[2 horas da tarde, subia
para Beberibe, esmigou alm da estaoSo
do Porto da Madeira a urna mulher moga,
de nome Gailhermina, de cor parda.
A' infeliz dava-se ao vicio da embria-
guez, e foi victima por ter pretendido sal-
var a um pequeo cao que a acompanha-
va, sendo nesso trabalbo colinda pelo es-
tribo de um dos ltimos carros e depois
polas ro ias.
O cadver foi transportado para a ca-
pilla do Beberibe, e sobre o facto procedeu
o subdelegado do 2' districto nos termos
da lei.
Hontero, s 10 horas da noite e na
ra de Lomas Valentinas, o 2o cadete do
2 batalhao de linha, Francisco Beltrao
Gomes Silveira, ferio mortalmente com
duas canivetadas, a Manoel de tal, conhe-
cido por Gavieta, que veio a morrer poucos
minutos depois.
Tendo o commandante da 3a estajao
da guarda cvica sciencia do fact), inconti-
nente dirigise ao lugar onde ello se de-
ra, conseguindo encontrar o referido cadete
no pateo do Terco, acompanhado do guar-
da cvico n. 60 Lourenco Pereira da Sil-
va, que o havia prendido e o nao deixara
mais apezar das ameajas feitas a ello plo
delinqu;nte, que estava armado de caive-
te e urna pistola.
Em corapanhia do cadete segua tam-
bem o forrial do n>esrao batalho Vicente
Marques dos Santos, que nao consta ti-
vesse se opposto a prisao de seu eompa-
nheiro.
Seguiram todos para o quirtel do 2o ba-
talhao de linha e ah, estando j presente
o sudelegado do Io districto de S. Jos,
raandou o ofihalde estado recolhel-o a pri-
sao ticando disposigao da autoridade po-
licial, que sobre o facto abri ioquerito.
O cadver,de Gavao foi transportado
para a igreja matriz de S. Jos, onde se
fez a vistoria e ser hoje dado sepultura
no cemiterio public > de Santo Amaro.
O individuo du nome Ludgero Ilencio
da Anaunciagao, de quem cima trato,
apresentou se hontem voluntariamente ao
subdelegado do Io districto da Boa-Vista,
por se achar pronunciado perante o Dr.
juz de direito do 4o districto criminal, co
rao autor da morte de Victor Alves do Nas-
cimento, facto occorrdo na noite de 2 de
Abril ultimo e sobre o qual me refer na
parte do da seguinte.
Na noite de 24 do mez findo, L rindo Bezerra Wanderley, Francisco Ba
zerra Wanderley, Jos Porfirio e Joaquira
de Barros Correa, moradores no sitio do-
nominado M;mosinho, pertencente ao termo
de Garanhuns, encontrando se com Jos
Benedicto eiim irraao meuor dest;, de no-
me Antonio, moradores tambem no referi-
do sitio e dos quaes eram inimigos, trava-
ram com os meamos urna luta de que re-
sultou sahir apenas coin um pequeo feri-
raento o menor Antonio, nao obstante ter
sido por Jos Benedicto disparada urna pis-
tola, cujos projectis a nioguera offendeu.
Depois d'isso retirarara-so os contendores
para suas casas, parecendo estar por essa
forma terminada a luta que haviam trava-
do e cujas consequencias ppdariam ter sido
mais graves ; mas assim nao acontecou,
por que no dia seguinte tendo os quatro
primoiros recebido um convite de Jos Be-
nedicto in ntando os a quo fessem sua
casa, comm"tterara elles a imprudencia de
accederem ao convite e para alli se dirig
ram a 1 hora da tarde.
R- unidos todos no terreiro da casa de
Jos Benedicto, onde tambem se achava
Bazilio Ferreira, pai d'aquelle, travou-se
de novo sanguinolenta lucta arma de
fogo, faca e ccete, danio em resaltado
serem mortos Jos Benedicto o Jos Por-
phirio e ferido gravemente Joaquim de
Barros Correia.
A ongem da inimiaade que existia entre
aquellas individuos, foi ter Jos Benedc
to, em Nivembro do anno paseado, dado
urna surrra era Cecilia de tal, irml de Jos
Porphirio, cotilo solteira e hoje casada
cora Laurindo Bi-zerra.
Avisado o delegado era exercicio do que
occorria, incontinente dirigio-se, aeoropa
nhado de urna forga, ai lugar da luct* e
ainda pode effactuar a prisao de Basilio
Ferreira, tendo se evadido Laurindo Be-
zerra e Francisco Bezerra
A tal respeito abrio-se inquerito, o qual
foi remettdo ao juizo competente.
Hontera, por volta de 1/2 horas da
tarde, o menor do 15 annos de idade de
nome Luiz Antonio Alves dos Santos, mo-
rador na Estrada Velha do districto dv.
Santo Amaro das Saliuas, estando a dar
tiros com urna roquoira esta disparou e
partio-lhe a perna direita.
O primeiro curativo foi feito no offendi-
pelo Dr. Fernandes Barros ; mas sendo
necessario praticar-se a amputagao da per-
na, raando o subdelegado do districto con-
duzir o menor par a o hospital Pedro II.
Ao referido subdelegado, offiio nesta
data, r?commendando que nao consinta era
seu districto tiros de roqueira, bombas e
fogo solt que sao prohibidos pelas postu-
ras munieipaes e o mesmo acabo de recom-
mendar s donis autoridades poliaes.
Communicou-me o delegado do termo
de Palmares que foram recolhidos na ca-
dei d'aquella cidade os individuos de no-
me Oth'on Cicero de Andrada, Joaquira
IziJro dos Santos Mello e Jos Correia
Brasil, os dous primeiros por torem se apre-
nentado no dia 2 do correte ao subdelega-
do do 1. districto e o ultimo antehontem
ao referido delegado.
E.tao pronunciados no crimo previsto
no art. 192 do Cod. Crim. e sao creos
em um s processso.
A8sumio hoje o exercicio da subde-
lega :ia de S. Frei Pedro Gongalves, na
qualidade do 3. supplente, o cidadao Jos
Antonio Moreira.
Deus guarde a V. Exe.Illm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Jo.iquim da Souza Lcao,
muit.1 digno vicepresidente da provincia.
-O chefe de polica, Antonio Domingos
Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DU 4 DE JUNHO DE 1386
Antonio Francisco C. Cardoso. -Certifi-
que-se.
Padre Christovao do Reg Barros, Paci-
fica Joaquina das Virgens, Hilario Jos Ro-
drigues Lopes, Dr. Gervasio Rodrigues
Campello, coutas das 3* e 4* partes da lo-
tera da Ordem Terceira de S. Francisco
do Olinda, da 8a parto da matriz do Pogo,
da 11a parte da matriz de Barroiros, da
24 dita das escolas da Propagadora o das
233, 234. 238 a 240 ditas da Santa Casa.
Hija vista o Sr. Dr. procurador fiscal.
Francisco Floro Lial. Entregese a
quantia era deposito.
Francisco Gongalves Torres. Ao Sr.
Dr procurador fiscal para attender, nao
havendo inconveniente.
Jos Gongalves dos Santos, Manoel Fi-
gueira do Nascimento e Francisca Adelina
dos Santos. Fagam-se as notas da porta-
ra de licenga.
Angelo Vieira Sampaio, Manoel Mar-
quen d'Avila, Jos Cliraaco Correia d'Arau-
jo, Julio Alleluia da Sitjs Lina e Fran
cisco Gongalves Torn s. Ao contencioso
para cumprir o despacho da junta.
Juventiuo dos Santos Silva.Informe o
Sr. Dr. administrador do Consulado.
Francisco Teixeira de Carvalho, offi;ios
do Dr chefe de policia e do engenheiro
ebete das Obras Publicas, Horacio Wal-
frido Peregrino da Silva, Antonio F. de
Carvalho e Deodato Celino de Souza.la
forme o Sr. contador.
Contas do comraando do corpo de poli-
cia. Examine-se.
DIARIO DE FERA8BUC0
noticias da Uuropa
Eia o complemaarto das trazida3 pelo paquete
francez Gironde :
Inglaterra
A cmara dos commuus rejeitou urna mocao que
tinha por fim lanzar um imposto sobro os produc-
tos das manufacturas estrangeiras.
Na sessao de 13, o Sr. Boyco, sub-secretaria
dos negocios estrangeiros, declarou cmara dos
commans que, se a Inglaterra com a recente con -
venca commercial celebrada entre ella e a Hes-
panha ir menos favorecida em certas colonias bes
panholas que os Estados Unidos, o governo trata-
r de obter a suppresso desta desigualdade.
O Sr. Gladstone fes t decidido a nao retirar
o bil irlandez. No cato de ser rejeitado, dissol-
ver o parlamento, se a rainha consentir.
No da 15 o Sr. Campbell-Bannerman, ministro
da guerra, tinha declarado a cmara dos communs
que o governo admitte a representacao da Irlanda
no parlamento imperial. O Si. Chamberlain disse
que pela sua parte acha insuficiente esta declara-
cao do ministerio.
A. cmara dos communs approvou na sessao de
21, por 3!0 votos contra 89, o projecto da lei que
renova a probibicao da venda e da posse de armas
na Irlanda. O projecto foi votado depois de ve-
hementn discusso, na qual o Sr. Gladstonejulgou
severam 'Ute as theorias de lord Churchill, sobre o
direito dos orangistas, no caso de ser approvado o
home rule.
E' difficil prever o resultado dos projecros do Sr.
rladstone. Mais de 7U raembros liberaes declh-
raram-s i contra o Sr. Qladstone. Alguns delles
verdadj que poderao voltar ao redil, fazendo-se
certas modificaeos ; mas essas modificafoes hio de
desgostar os parnellistas.
Oucamos alguns homens distinctos acerca dos
pa .os do Sr. Gladstone.
O canceller Silbme, amigo pessoal do primei-
ro ministro, diz:
i Na forma do governo, tal qual nos proposta,
ba urna nosenc-.a cjmpieta proteja a vida, a lberJade e a propriedade de
cada um (.os subditos da rainha.
Esta declaracao de um aoinein muito respeita-
do e que tein na jurisprudencia oceupado o lugar
mais eminente da Inglaterra antiga collega do Sr.
Gladstone, ha du pesar bastante na opinio do pu-
blico esclarecido.
Sr. Chamberlain, em um brilbante discurso
que proterio em Binningham, disse, entre outras
cousas, o seguiute, justificando alguinas observa-
coes que fizamos. Mima :
Ha ua Irlanda cerca de 1.2^:000 protestan-
tes, cuja maioria habita a provincia de Ulster,
um grande numTO Dublin e muitos outrosacham
se espalhados aqui e alin no paiz por pequeos
grupos, justificando por toda a parte a sua exis -
tencia, tendo-se tornado o centro de urna industria,
de um espirito de emprchendimento digno e louva-
vel. E3ta minora que nao pequeaa que for-
ma a guara parte de toda a populaca da Irlanda,
tein sido leal, tanto nos dias de felicdade como de
adversidade, com a uniao ^ritannica; t'em sido in-
dustrial e prospera... Sob a gide do governo
britannico, i s membros desta minora viveram em
bons termos de misada com os seus visiohos da
religio catholica romana. Mas agora cnten irm e
crem que as suas propriedades, a sua religo, a
sua existencia in 'sm> nao podiam ficar oufiadas
com seguranca a um parlamento nacional estabe
leeido em Dublin... Pela minha parte, eu, quo
odtio a creacao, nao estoudioposto a obrigar esaes
homens a urna posicao que Ibes repugna.
Ouca-n^s lord Derby, tambem antigo collega do
Sr. Gladstone :
Nao crcio que os projectos de lei propostos
pelo Sr. Gladstone possam ser aceitas, e pode aem
operar um estado de cousas melhor que o actual-
Nao creio que o systema de restriccao pelo qual
se procura impedir que o futuro parlamento irlan-
dez abuse dt> seu poJer, possa sermautidoem toda
a sua toases, durante mais de um ou dous annos ; e
estou convencido de quo essas restriegues nem
mesmo boje scriam aceitas pelos representantes da
Irlanda, se nao esp^-rassem destazer-se dellas den-
tro em pouco. Duas cousas me parecen igual
mente reprehensiveis ; ou abandonar os grandes
proprietarioa fazendeiros a aerem despojados (pelo
futuro parlamento inglez,) ou salval-oa a preco de
tal vez maM de ce n milhoea de libras sterlinas, que
os ingleaea terao, final, de pagar.
Considerando quio fortes e de qu?o longa du-
racao ao as animosidades mutuas dos catdicos
6 dos protestantes na Irlanda, nao pos?o deixar
de considerar justo que <: deixe a maioria protea-
t inte na provincia de Ulster 4 m ree djs seus ad-
versarios de velha data. Euffim, creio que urna
tal mudanca importante, como nao tivemos ainda
nem nos nem noesos paes, nao deveria operar-ae
s pela autoridade do pirlamento, sem appellar
para os eleitorcs cajas opinioes a este respeito nao
foram ouvidas nem mesmo pedidas.
Ha um facto natorio que arrtiga no meu espi-
rito esta convicco : o de que um glande nume-
ro de membros do parlamento que hoje sao favo
raveis a que se satisfacam todas ou quasi todas as
reclamaces do Sr. Pamell, foram levados ao par-
lamento sob a f das suas declaracoes publicas de
que ae opporiam a essas mesmas reclamaces ; ao
p'isso qu*, ae se tivessem declarado favoraveis ao
home rale, quaado apiesentaram a sua candida-
tura, o resultado das eleicoea geraes teria sido
provavelmente bem diferente. Por estas razoes e
por muitas outras seria impossivcl explicar em
poucas palavras, opponho-me legislac&o pro-
posta a respeito da Irlanda.
Agora falla um Irlandez, liberal e de raca cl-
tica anda, O' Dohoghues.
O efteito as altcracojs proposta* aos projec-
tos de lei sobre a autonoma irlandez i co asistira
em diminuir seriamente a forea, a prospendade e
a gloria da Inglaterra o em esphacclar (renol) o
systema social na Irlanda. Ningiein ser capaz
ae indicar um s aggravo irlandez de que o parla-
manto se reeusasse oceupar-se. Quando Pitt ac
bou a Uniao, nao foi de modo algum para se oceu-
par dos negocios locaes da Irlanda, mas para im-
pedir para sempre a possibilidade de urna assem-
bla legislativa hostil, esabelecida em B'.rlim, a
qual, em momentos de difficuldade e de perigo, po-
desse embaracar a accSo da Gra-Brotan11 i. origi-
nando assim provavelmente grandes desastres.
E' ridiculo pretender que passou a perigo con-
tra o qual Pitt procura va garantas. Esse perigo,
pelo contrario, tornou-se mais intenso pelas cir-
cunstancias no nosso tempo e pelo carcter noto-
rio no grupo de homens que o Sr.Gladston deseja
investir na autoridade legislativa. O' Connel era
leal cora, connexao da Irlanda com a Iugla
trra, e estou certo de que recuaria com honra
ante a ida de collocar o governo na Irlanda as
maos d'aquelles que hoje sao conhecidos com o
nome de partido parlamentar irlandez. >
Acabamas de ouvir um irlaudez na nctu ilid-vl
e justo ajuizar que o partido dirigido pelo Sr.
Parnf.ll nao lhe favoravel. Chamam-lhe rene-
gado. Mas, eis outro irlandez, cuja memoria
caa aos seus compatriotas: o grande Eduarde-
Burk", diza em 1797 :
Qualquer que seja o valor na minha opiuiao
(tnig poor opinin i), direi que os lacos mais es-
treitos ithechosel connexion) entre a Gra-Bratanha
e a Irlanda sao essenciaes ao bem estar, direi
mesmo, existencia nos dous reinos... Urna Ir-
landa, separada seria um paiz mais arruinado
(emcAone) do mundo, a parte mais mseravel, mais
perturbada, em certo grao, a mais desgranada
do globo. Ha muitas pessoas na Irlanda que nao
veem quanto a sua prosperidade dependeu e d^pen-
deu sempre n'esses lacos ntimos com a Ingla-
terra.
Para t rminar estes escriptos, escrevemos algu-
mas palavras do Sr. Gladstone, pronunciadas ha
alguns ni z-'.-. no tempo em que o Sr. Pamell era
inimigo declarado do partido liberal, a ponto de
prohibir aos rlcndczes residentes na Inglaterra
ou na Escossia que votassem a favor de qualquer
candidato liberal, exd'pco de quatro que no
meara, e que certamente nenbum d'elles era o
doSr. Gladstone. Foi cutio que os jornaes gla-
dstanianos pub.icaram appellos aos eleitores afim
de prodnzirem urna maioria liberal para resistir
aos projectos do Sr. Parnell, e que o Sr. Gladstone
dizia entre outras cousas o S'gumte :
O Sr. Parnell sabe perfeitamente que. anda
que faei". o que fizer, ainda que ordene aos irlan-
dezes que nao votein a favor dos liberaes, ainda
que far;a chover un- dilluvio do insultos e vitupe
nos, todos os seus actos, todas as ms palavras
nao faro o >nenor efFoito sobre a luha politica que
seguir o partido liberal.
Parece-nos bastante por agora \
L'ltimkmente correram dous boatos que damos
como taes : Io que o Sr. Gladstoue vai retirar a
segunda parte dos seus projectos, que se oceupa a
expropriacao das grandes propridades; 2o, que
ha ver urna dssclu;ao quasi immediata do parla
ment.
As iuundacoes fizeram grandes estragos em
Sbeffield e em Rotterbam no condado de Y rk.
Dizem noticias de Canda que o correspon-
dente do Times em La Cave faz alli propaganda
para a annexaco da ilha I Inglaterra; mas os
cretenses desde a annexacao de Chypre nao tein
confianca alguma nos inglezes.
A Cmara dos Deputados do Canad, approvou,
por grande maioria, uina mocao jaanifestando a
eaperanca de que o Parlamento inglez concedera a
autonoma da Irlanda sem perigo para a unidadc
do imperio.
O governo inglez ordenou ao contra-almirante
Tryon, commandante da estacao naval na Aus-
tralia, que arvorasse a bandeira ingleza nis Unas
Hermadcc, situadas ao norte da Nova Zilanda.
KUMNia
Ealla-3e de tenso de relaces entre a Russia
e a China, por motivo de demarcacao de fron-
teiras, complicado ltimamente, segundo lemos,
por exorbitantes pretences do goverco de Pekn.
Em San Petersburgo e em Moscow repara-se na
nudanca de linguagem e do tom que se operou na
diplomacia cbiueza, desde que as polmicas do
maiquez de Taeug contra a Franca, a proposito
do Toukin, acharam echo em as columnas da im-
prensa ing'eza.
Parece que o Celeste Imperio acautela certas
hypothescs, rcunindo na Mandchuria e n'outros
pontos da zona fronteira do imperio russo um con-
tingente le 15 a 3U mil homens. Aecrescenta-se
que os officiaes de aventura rocrutados abundante-
mente na Allemanha, por occasiao dos acontec-
m ntcs do TookJu, sero utilisados agora como
instructores das tropas concentradas as proximi-
dades do territorio siberiano. Por ultimo regis-
trare que o czar preoecupado seriamente com tal
estado de cousas, decidir urca troca de explica-
cues en Pekn, e recorrer as armas rapidanieute,
sobie o ponto que lhe pareca mais favoravel, dado
que as respostas do Tsong-L' Iameu sejam cans
dcradi.s nsuhieientes.
O Jornal de S. Petersburqo desmente a noticia
de haver dilficuldades entre a Russia e a China.
O czar e a czarina chegaram a 16 de Maio a
Sebastopol, onde foram recebidos solemnemente.
ukase que o czar dirigi esquadra do Mar
Negro diz o seguinte :
A esquadra destruida em 1S56 rsnasce agora
com grande alegra da Russia. Queremos 0 des-
envolvmento pacifico e a felicdade do povo russo;
mas as circamstancias pidcm opppor-se a este
nosso deaejo e obrigar-nus u defender oclas armas
a diguidade do imperio. Sei que haveia de defen-
ilal a, assim como eu, porque tendea a mesm i dedi-
c.ic.au, e mostrar, is a mesma firmezi que vossos
pais.
Encarrego vos pois de defender sobre as ondas
testemuabks d) patriotismo d'elles, a honra e a
seguranca da Ruceia.
Oriente
A diplomacia europea, que nos ltimos annos
tSo senjata e etficazmente havia trabalhado pela
coiiservacio da paz, acaba de tancar-se n'um
passo verdaderamente pengoso para a paz no
oriente.
Como sabido, quando oecorreu a revolucao da,
Romelia oriental, que abri mais urna vez a ques-
to no oriente, a Grecia armou-se, como pretexto
daa eventuilidades que podiam dar-se e porque
entenda ser occa9o de reivindicar os direitos
hellenicos, anda nao perfeitamente satisfeitos. A
Turqua, em vista da attitude b Uc sa da Gre-
cia, teve que mobilisur o seu exercito e que con-
centrar grandes forcis as tronteiras, o que a tem
obrigado a despendios, qua, aggravam considera-
velmente a seu estado financeiro.
Depois de resolvida a questo da Romelia e de
reaolvido que em nada mais seria no Oriente al-
terado o estado daa cousas criado pela conferencia
de Berli-D, ainda a Grecia ae conservou armada,
declarando que assim proceda, porque rcceiav
que a Turqua aggrcdisse as suas frouteiras.
As grandes potencias, com reccio de que da atti-
tude reciproca d'aquellas duas nacis resultasse a
guerra, e para evitar Turqua a contnuacao dos
aacricos pecuniarios, com^aram a instar com a
Grecia pira que reduzsse o seu exercito ao p de
piz. Essas instancias, que desde o principio nao
pnmaram por cxce3so de amabilidade, em breve
se tomaram amea^adoras.
O brio da nacao grega no pode consentir que
lbe quizessem impr urna resoluf io em assumpto
estretameute ligado com a sua conservacao e com
a manitencao de seus direitos.
Compr.-hendeu melhor do que nngurm, a Fran-
ca qual era o modo de se conseguir que a Gracia
procedesse ao desarmimento, para tranquillisar o
espirito europeu, que receiava que a todo o mo-
mento se abrissem as hostilidades entre ella e a
Turqua. Conhecendo a altivez e animo cava-
Iheiresco da nacao grega, entendeu que era invo-
cando as suas nobres qualdades e os sentimentos
cordeaes sempre existentes entre ella e a Franca,
que poda conseguir, p tr meios suasorios, que o
gabinete hellenico aceede3se aos desejos da Eu-
ropa.
Nao se enganou o governo francez na sua pre-
sumpcao, p>is que a Grecia de prompto respondeu
que, accodendo aos conselhos na Franca, a pro-
ceder gradualmenfe ao desarmamento.
Pareca que esta resolucao a todos devia deixar
satisfeitos, e que fi-iiva por esse modo supprimido
todo o perigo a guerra.
Nao aconteceu, porm, assim, porque o orgulho
inglez, ligado com a arrogancia aem, nao o con-
sentio. f
A Inglaterra o a Allemanha nao poderam soffrer
que fosse a intervenco cordeal da Franca que
couseguisse o quo nao havia alcancado a impoji-
90 ameacadora das outras potencias europeas.
Aquellas duas nagoes, arrastando cemsgo a
Russia, a Italia e a Turqua apezar de conhe-
cerem a resposta dada p:la Grecia aoconselho da
Granja, nao desistiram de apresentat um ultim-
tum em que exigam o desarmamento immediato,
sob pena de estabeleeerem um bloqueio nos portos
greges.
Date procedimento accendeu, como era natural,
a indignaco nt povo grego, e o governo de Athe-
nas vio se constrangido a reconsiderar na questae
do desarmamento. Entilo as potencias resolveram
dar urna saneco pratica ao seu ultimtum, man-
dando retirar de Athenas os seus representantes e
estabelecendo o bloqueio as aguas territoriaes da
Grecia, tendo porm o cuidado de fazel-o por modo,
que ovitava as complicacoes de direito internacio-
nal e o prejuizo do comonercio europeo. A Franca
n) acompanhou aa outras potencias n'este proce-
dimento, que contribuio, como era natural, para
mais irritar o animo do povo grego.
O ministerio Delyannis, que activara os arma-
mentos e que depois, accedendo aos conselhos da
Franja, se prestara a licenciar o exercito, para fa-
cilitar qualquer soluci, com que nem soffresse a
dgnidade nacional nem se tornasse inevitavel a
guerra, pedio a sua exoueragao que o rei, depois
d i recusas e besitacoes, teve que eoncerder-lhe.
Grandes dEculdades surgrara pira se cons-
tituir novo gabinete, porque ha entre os princi-
paes homens polticos profundo desaccordo a res-
peito do procedimento que devem seguir.
A situaco bastante grave, porque por maor
que seja o empenho dos vultos mais importantes
da poltica em procurar urna solucao conciliadora.
a populaco continua exaltada e sente-se profun-
damente aggravada no seu brio patritico, l'de
a todo momento haver urna explosao tremenda, que
derrube a dynastica e cree serias eomplicac'.s.
A esta situaco critica conduzio a chicana di-
plomtica das grandes potencias, despertadas pelo
resultado prompto que haviam conseguido o bom
senso e a intervenco da maioria do governo
francez
Entretanto os mais govemos, turco e grego, es-
tn empregando eaforcos para evitar hostilidades
entre as torcas dos dois paizes as fronteiras.
Tamo urnas como outras receberam ordem para
recuarem as suas linhas.
Muitos personagens foram indigtados para se
incunibirein da organisaco do novo ministerio
grego. Por ultimo, o rei cntrnou o -'r. Papamicha-
lapoulo, que fora ministro do reino do gabinete De-
lyannis. para formar a nova situaco
Difficuldades que surgrara porm ultima ho-
ra levaram o Sr. Papamichalaponla, a desistir do
pesado encargo de formar o novo ministerio gre-
go. O motivo apparente desta retirada sem com-
bate, foi a convocacao da ct mar, qne o rei que-
ra que se fizesse immediatamente sendo o_ Sr.
Papamichalupoulo e o Sr. Delyannis de opniao
contraria ; mas o motilo real parece ser outro.
Os homens politicos mais eminentes e entre el-
les o Sr. Tricoupio, viam graves inconvenientes,
taato da poltica interna, como da externa, no
chamamento de um membro do gabinete demissio-
uario para recb'r a pesada heranca do governo
e tomar as providencias exespcionaes que a si-
tuaco requera. O proprio Sr Delyamnis nao of-
fencera apoio incondicional ao seu antigo col-
lega.
O encargo aimeillimo de se resolver a situaco,
meli toando o menos possivl as susceptibilidades
da honra nacional e o amor proprio das potencias
estrangeiras, tornav se ainda mais espinhoso coa
a falta de apoio das polticas gregas que tinhsm
ina numero de afi .idades partidarias como o
ebefe do governo.
N'estas circunstancias o re tem de procurar
outro estaaiata para o encarregar da formacao
do gabinete.
A. misso de constituir governo foi dada ao Sr.
Valn3. Ser um gabinete de transicao, que pre-
pare o camnho p:ra que as cmaras, que devem
reunir se em poucos das, manifestem a sua op-
niao acerca da poltica que se de ver seguir. Nao
natural que, faltando t > poucos dias para a
abertura de parlamento, o no ?o gabinete Valns
quizesse assumir a responsabildade de responder
com urna recusa ao ultimtum das inco potencias
para o desarmara nto, ou acarretar com a impo-
pulandade dos aut -cessores, devida a sua condes-
cendencia para com as imposico-'s estrangeiras.
O rei consigui organisanisar um mi-
nisterio do desarmamento, um governo que
procure, sem desaire para a Grecia, satisfazer as
grandes potencias.
O uovo ministerio nao tem nenhuma cor p liti-
ca, e assim ccuvinha para que nauhuin dos parti-
dos que regularmente se succedem no poder tives-
sem de soffrer os odi h da opinio.
.Este governo nclua ae ao desarmamento com-
penetrado de que em vista da attitude das poten-
ciis seria mi* desigual a lucta com a Turqua.
Ainda que seai cor poltica, o novo mniaterio
nao quer sobrecarregar com a c impleta responsa
bilidade do desa.-mamento, e p r este motivo o
seu primeiro acto foi c avocar a cmara do3 de-
butados para o dia 22 do mez corrate.
O governo r.solvei n\> proceder ao desarma-
mento s Convocada % cmara dos deputados para ter
consultada sobre a attitude que deve tomar a Gre-
cia, o ministro da guerra tomou alguraas medidas
em sentido pacifico.
Urna dellas foi a suspensao da marcha das tro-
pas para a fronteira e resciao dos contractos de
coinpr. de muas na Italia.
A esquerda giej continua ancorada no arsenal
de Salomanco.
U n decreto real declarou encerrada a legisla-
tura extraordinaria ; e outra decreto coavocoua
cmara para breve, em legislatura ordinaria.
A eleijo do presidente da cmara, qua ae ef-
fectuou na primeira tessao, deixa conhecer iame-
diataavnte a tendencia dos deputados.


-t**^




Diario de PenamhncuDomingo 6 de Jniiho de 1886






A situaco parlamentar confusa. A antiga
maioria pareca querer conaervar o Sr. Delyan-
nia, mus desappareceram todas ns velleidades bel-
licosas.
Foi pleito presidente na enmara doa deputados
por 139 votos contra 780 o Sr. Stephadopoulos,
candidato patrocinado pelo Sr. Fricoupis. Este re
sultado da eleioio foi recebido pela enmara com
applausos.
A assembla cretense mviou aos consales ama
meosagem na qual expresa* a sua filias-irle a su-
blime porta, esueraaao ame ceta aujraaatar s
privilegios de Creta. Cor descoberto urna caiepiracSo contri o >arinciae
Alejandre da Balsar.
A Grecia reclamou contra severidad* do blo-
queio austraco.
O Daily Chronicle diz qae o rei Jorge sabina
de Athenas, se a casara bellcnica eiaitttesc em
voto favoravel ao SrDc!y,uuis.
Marfina
Segundo noticias de Marrocos, o imperador di-
rigi aos givcmi loros das pravas commerciaes
ama carta que f>i lid* as mosquitas e na qual
d a conhecer aos seus snbiitos os desejos das
aacoes europeas h respeito da exportaco de cer
tas e determinados rticos mtrroqniuos at agora
excluidos do commercio exterior; desoja saber den-
tro do praso de 3 m-zes qual a opiuo dos seus
ubdit >s sobre este ponto.
As tribus n i sul de Marrocoe submetteram se
completamente ao imperador.
Balado*- Uaidoa
Qa estragos ao ultimo cyclone sao muito con-
sidenav'-'is nos estado; rio centro. No Obo fiea-
ram asiladas 2~> cida les e silo numerosas as vic-
timas.
Dizom de N-w-Yo k que os prejuizoi c>m as
ionuadae-s em Ohio, sao avalladas em dois mi-
loo ia da dllars.
Foipivs) o auar ;h:st *. allemo Most em NcW -
York o depol sol i sob laaea.
----------------"jaopg
\atUia* do sul do latperio
O vapor francez VilU d* Cear entrado do sul
hontem tardo, toaixe as soguintes noticias, e as
ue- confan da rubrica Parle Offitial:
a. Paulo
Ditas at 29 d- Mam :
L-ee ni i'orreio Paulistano :
,l.i nao ha mais duvida acerca da cansa dos
bitos corridos no bairro do Matto Bom, munici-
pio di Rio Claro, no sitio de D. Mara Joaquina
da Conceicao, sendo esta senhora ama das primei
ras victimas.
Em p >ucos das fallecern) nove pessoasho-
mns, mulheres e enancas, apresentando todos os
mesmos syuptomas, a saber: batimento ge-
ral, linnua tropega, perda completa dos sen-
tidos, dores fortes em todo o corpo, baba visg 'ga
e abundante, que manchava a roupa.
A principio os mdicos deratn como causa do
malt* o typho. ora o impaludismo; sendo, en-
tretanto, certo qua^i bairro eia ava dos mas sau- |
Ja veis do municipio.
Comee ni a opniao publica a inclinar-so para a
existencia do crime n'aquelles successos.
A polieia tomou a peito qnesto, dando cr-
dito As versoes que corriam, oveio afinal deseo
brir que a causa dos asve bitos ora envenena-
Comparecem depois os Srs Constantino de Al-
baquerqoe, Sopbronio Porteila, Perreira Jacobina,
An ir Das, Julio de Barros e Barao de CaiarA.
Faltara, com participarlo, os Srs. Barros Wan-
derley, Amaral, Drummond Filho e Costa Ribeiro,
e sem ella, os Srs Rosa e 8ilva, Goncalves Fer-
reira, Gomes Prente. Coelho de Moraes, Antonio
Victor, Visconde de Tabatinga e Ferreira Velloso
E' lida e sem debate approvada a acta da sessao
antecedente.
O 6r. 1- aearatario preoede leitura do segua-
te :
SXPEMHSTB ...|
Ifeoffioio oaaetartoao vemo, transreit-
tindm original o.*ffic>o do msaeeter geral da
Inattpecao fSsWina^conwaahado da informacao
do delegado Ifttuiano daefteipap, sotare n petroio
dos-aabitaMes deWoeee-asV eaem fez a reqni-
bicao.
Gotro dosoeea, dem, por
inspector geral do Iaetmpsao Pubea, -envaua*
delegado do Io districto litterario da Floresta re-
clama contra a transferencia da cadeira de Qui -
xaba para Floresta.A' commissao de instrueco
publica.
Outro da cmara municipal de Bom Jardim,
remettendo urna proposta de posturas pedindo
a sua approvaco.A' commissao de postaras.
Urna petcao do captao Isessel Clemeatino Be-
zerra, negociante de gneros de estiva em Igua-
rass requerendo cousignaco da verba do 879*z oO,
de fornecimento que feaao destacamento d'alli.A"
coamisso de orcamento provincial.
Outra de Laurindo Marques de Soasa reque-
rendo pagamento de 476*800 do tornecimento do
ulimentaco aos presos pobres recolhides A ea-
deia de Flores.A' comroisso do orcamento pro-
vincial.
O Sr. Retoelra Cota--r presidente, o
telegrapho acba do conMouuica' o infausto pas-
samtnto do Ilustre presi lente desta casa, e nosso
muito distincto collega o Sr. Dr. Antonio Francis-
co Crrela d Araujo.
Ainda no vigor da dade c qaando a existencia
Ihe sorria fisguesa-, quando iim futuro brlbante
se lhe abra auto seus olhos, a marte, cesa dinu
dade do sepurehro ceifou os dUs da soa preciosa
existencia, deixando em torno do lar da famia as
lagrimas, a dr o a orphandade ; no meio do seu
paiz asa vacuo difficil de preeneber-so ; dexando
entre os seus amigos a saudade infinda do bom
e leal coinpanheiro.
Conservador dedicado, elle nunca recnsou no seu
partido aquellas servicos, aquella dedicacao de uta
horaem em cuja alma se aninham os santimentos
puros, e que, fazem das crencas polticas nm cult',
e urna religiao.
O r. Antonio Francisco Corraa de Araujo ex-
erceu varios cargos pblicos noaeu paiz e no ex-
ercico delles sempre revelou elevados dotes de
espirito apar do culto estremecido polo dever.
A estima, o apreco em que o tinha a sua Pro-
vincia el! o revelou por osis de urna voz, ja ele-
gendo-o niembro desta casa, j mandar.do-o para
o parlamento onde a sua lidstracao, a sua iatolll
BMa culta, a soa palavra se;npro vigorosa e bri
Ihante se punham ao servico da sua provincia, do
seu partido e do seu paiz.
Si. presidente, eu fico n'estas paravras e peco
pormisso casa para Mr algoints qac o illustr
presidente d'osta asscmbla f-z em memoria d'a-
que para sempre desappareceu de
N. 197. Aoart. 9-. Onde convier. Supprima-
se permanecendo a obrigacSo de especia I sscio
das flaneas para toda e qualquer quantia.B. de
Itapissuma.Jos Mara.
N. 198. Ao art 11. fjupprlma-se.-B.de Ita-
pissuma.Jos Mara.
N. 199. Onde con*er. Aoart. 13. Supprima-
e.B. de Iapisiunra.Jos Maria.
Banco 4e Crdito Real de Per-
ft.aift'0
ACTIVO
Aacionissas
laadon aanViftsnziaan Baak, LasHaJ
Eafio^isaasi* vp Jtaecaraw
Vaiwe nya*li<'*as
betrsv ligrfMthocanas
Deposita de administraco o gerencia
Despezaa de iii8iallai,a)
Movis e utensilios
Diversas contas
Caixa
U9.-9BQ0WO
887 OOf
16:000*000
3:889*78*
lr877*()00
6:471*880
1:145*030
1,686:58**690
PASSIVO
Capital
Emisso de letras bypothecarias
Garantas de bypotbeoBB
Caucao de adsnaistracio e gerencia
Diversas contas
5O0rG00/OOO
387:000*iXK)
772:500*000
16.000*000
11:083*690
assoberbado pela dr que
a
OK'nto.
Aborto o inquerito depoz em primero lugar o | qnelle vult
liberto Antonio, cuio depoimento publicamos, e ] entre nos. S. Exc.
proenrou lancar a culpa sobre Be.ijamim do Ama- amargura o seu espirito, nao poude "Pr"
Sil eenro de D. Mari. Joaquina. I esta sessao e pedio me o favor de lr essas pai
Depuzeram anda as seguintes testerauohas : vras que elle escreveu e quesao n9KS,^d
Bonto Mondos, Joaquim Antonio do Godoy, Ben- que S. Exc. d-sfolha sobre o jamim d Amaral. Jo,lu Norberto Madeira, Luiz | nosso amigo
G mes de Castro, Anua Luiza Gonzaga de Gou-
veia.
Todos pinaram pelo enveneuamento. os tres
nltissos attrihaem o crime ao liberto Antonio e
iseraptando de mn. /
Os deooiinentos d Beato Mendos e Joaquim
Antonio Godoy procuracn comprometter a Booja-
Uiih. .
O primoirodisse que D. Maria se Ibn queixara
de mins tratos recebhlos do seu geuro Benjamn :
Diz S. Exc. (10; :
C*bo-i e o duro dever de communicar o ferate
passamento do nosso distincto companbeiro Ant -
nio Francisco Corroa de Araujo.
Com a alma enlatada por to terrivol golpe,
mal vos posso transmitlir este laaentavsl aconte
cimento.
Amigo de infancia do Ilustre finado, habi-
tuado a apreciar as suas virtudes cvicas e par-
ticulares : -h"j. que rejo cortados os liamos de
relacoes pela terrivel fonce da morte, cam diflicul-
nae te tnadou de cor e floou multo trmulo quan- I dade vos asasn traaswittir o doloroso sentimento
do appareceu o medico para socorrer aos enfer- e que m aeho possuidc, porque as dores agudas
mos -que D. MarU lhe diasera que aavia de aor- tem a propneiade de sucar as manifestados do
rer envenena la, mas que se isso aconteces* sue- eoraco. ..... .
cumbriam tambem oatr.s pessoas da casa por- .Dexando antros ma.s habil.taos tarefa
qaanto ella aao co aeria era bberia couaa agu- ; '!J tavam o Hlnstrc finado, restrinjo tve a diser-vos
"joaJSin Antonio de Godoy, sabe por lhe ter j que oco particular distingui se,, uosso inditoso
contado sua propria sogra, D. Mara, que esto oompanhe.ro pela s.neeridade do seu carcter,
achara emum cha que costumava tomar um ramo | en'dade de trato, eaeaplo de pa. ex Ir eraos o,
de herva de rato ; que ella Umb*n Iba disaera que | "wdlo de esposo e como poltico era urna wwda-
sabia que tinha de morrer envenenada, mas, que deira esperaaca da patria, o fiel e atmroodefen-
com ella morreram outros, pois havia resolvdo do mteresses do partido q el he bavia con-
nI. se servir de cousa alguma soziuha ; que lhe ferido n esta provincia quas. o basta de chefe.
dijera mais, que, quando ella aiorresse, acabas- Espint. recto, de vistas largas, de elevado
sem com o Benjun.n ; qae este sahra aa vospera aentimeato patritico, era o nosso distincto cora-
do dia om que comecou a doenca da casa da ve-1 panhe.ro o centro para onde ewvergiam as vistas
Iha c se r-tirara para uina cssiaha do mesa si- doe n09808 cotnpanhoiros que mititam sob a b.n-
nao g
timas
vezes
d'aquella.
Q lant > ao msvol qae levou Antonio a pratica
do crime conco.-daram todos que foi o de*ejo du
n'i'ste momento,
to' nuc Beojamm era bom para os escravos, e dra do partido cooserrador
nao'gostava de seu cunhado, que foi urna das vic- t lg""s, que derramo
que Antonio sabia por lhe ter dito umitas suffocatn-me a vos e me vejo na rigorosa obnga-
D Miria, que fiearia livre depois da morte ^ de interceptar as man.fosiaeoea que o impulso
da amisade me levava a iazer, resta-mo ainda
forca para pedir-vos que consignis na acta Mi
voto d-' pesar pela prrmatara raorte do nosso in-
do illus-
do tmulo
receber a carta de liberdade que a infeliz senhor I felizcompaaheiro de trabalbo, e que se levante a
lhe prometiera quan lo morrease. sessao __
Oatras testemunhas d. -viam ter sido interroga- SAo estas, br. presidente, spala
das ante-honfera no 11., Claro. tre pressdente d esta easa.
Dentr, as pessoas envenenadas sobrevive, urna' ti', 8r- Pedente, que diante
cr anea, que se cha enferma, t.-ndo a boca cheia d q'" nyuo infeliz eompanhe.ro se apagara
de chagas e o corp> todo manchado. f^as as dissencoes, se disipan, todos os odios.
Vio s-i descohrio ainda qual foi o veneno pro- i Je q' provincia rto Pernambuco se dobra cho-
. ~ I rosa sobre a campa do seu nono estremecido, peco
P"^ De S,-te-Barra3, etereveram ao Iguapmtt, *<* >"ai" A.sembla que, como urna prova de
dizendj que nos mezes dr Marco e Abril, do loo [ profundo pesar, se levante a sessao, assim como so
ran^a barra do Juqu:, tem morrido perto de \ consigne na acta ura voto de profunda condolencia
800"e.-.vallos, e contini a peste a fazer mortes leil-* P-ssaoiento do nosso inditoeo col.ega
anima"? ; CJStume dos moradores lan- '
nestes __
carem na riboira todo o animal que morre. Nao
estragar as aguai? Kau tarde nao ser preju-
dicial os horneas, como sgora aos animaes?
__ No dia 22 chgou da colonia militar do Ita-
pura urna moneao do estado composta de 5 barcas
eoui 28 tripoiantis, sob o eommando do Sr. eapitao
Manoel Jo- do Soaza, que segu para a corte.
A viageai se fez em 33 dia* al Piraoicaba,
tendo partido a raoueao il'aquelU colonia a 19 de
Abril. Houve algans casos de maleitas a bordo.
Rio tic Janeiro
Data." at 30 d > de Maio :
Ka sessao de 29. no Senado, o Sr. -ilveira Mar-
tins justific ii umroqtieiimento, que foi appmvado
sem debate, para que o governo informe qual a
lei em q ie so fundou a administracao do Rio
Grande do Sul para continuar a fazer obras pu-
blica e a pagal-as.
Na 1' parto da ordem do da, encerrou-sc a dis-
cusso do art. i* da proposta da fixacSo de forcas
de trra, e ontrou o arr. 2 Orou o Sr. Avila e
ficou a discussSo diada, para passar a 2* parte
da ordem do d s.
Proseguio 1* diseussiio do proje^tc que ada
para 3 de Novembro a eleicSodo verea lores e jui-
zes de paz Or ram os Srs. Saraiva, Barao de
Cotegip (presidont- doconselho) e >ilve ra Mar-
t ns, e ficon a discussilo aaiada pela hora
__ Na amarados Do litados nao houve sse-
siio, ivr falta de numero.
__ Constava ao Jornal do Commercio estarem
nomeadog 3 e 4e vice- presidentes do MaranbSov.
o Dr. Jos Mariano da Costa e o arcediago D.-
Manoel Tavres da Silva.
PE8iiAMBIIC0
Assembla Provincial
39 SESSAO EM 15 DE MAIO DE 1886
PBSSIDBHCIA DO EX*. F. 8VM. SB. AOOU8TO FB>*Ktl
MOBBIBA DA SILVA
SomiARio :Leitura e approvago da acta.Ex-
pediente, Discurso do Sr. Regueira
Costa.Requeriirento para qnc i' lance
na acta um v to de pesar polo infausto
passamento do Dr. Antonio Francisco
Correio de Araujo, e se levante a sr-ssSo.
Additivo ao requerimiento.Votacao,
Nomeacao da comm te representar a Assembla Provn
cial e assistir ac funeral do Sr. Dr. Cor-
rea de AraujoFinal da sessao.
Ao meio dia, foita a chamada e verificondo se
estarem presentes os Srs : Ratis_ e Silva, Barros
Barrete Jnior, Soares de Amorim, Lourenco de
S, Solonio de Mello, Joilo de S^Lais de Andra-
da, Reg Barros, Rogobctto, Rodrigues Porto, Do-
mingues da Silva, JoSo^Alves, Joo de Olivoira,
Barao de Itapissuma, Regueira Costa, '"osta Go-
mes, Jos Mara, Augusto Franklin, Juvencio Ma-
riz e Prxedes Pitang, o Sr. presidente declara
abesta a sessao.
e araR).
Voz-sMuito bem.
Vem A mesa i- lido e apoiado o seguinte reque-
mo uto :
R'queremos que se lance aa acta nm voto de
profunda condolencia, pelo infausto passamento do
Dr. Antonio Francisco Correia de Araujo e levan-
te-se a sessJo.^Rcgueira Costa. Rat.s e Silva.
Barros Barrete Jonior. -Soares de Amorim.
Joao de S.Luis de Andrada.Rogo Barros.
Rogoberto. Rodrigues Porto. Domingues da
Silva.Joo Alves.Augusto Franklin Con-
stantino de Albuqnerque.Sophronio Porteila.
Julio da Barros.Costa Gomes.B. de Catar
Juvencio Mariz. P. PitangaFerreira Jaco-
bina.Solonio de M<-Ho.Joao de Oiiveira. An
dr DiaiLourenco de S.Jos Mara.
Vem A mesa e igualmente lido e apoiado o
seguiste additivo :
Que se faca esta Assembla representar na
Corte por urna commissao do representantes desta
provincia, senadores e deputados, para assistir ao
funeral, isto per meio de trlegramma Dr. Pr-
xedes Pitanga.F. Jacobina.Joo de Olveira.
Andr Das.Jos Maria.Javencio Mariz.B.
de CaiarA. -Solonio de Moli.L^nrenco de 8.
Regueira Costa.Costa Gomes. Rodrigues Por-
to. Soares de Amorim.-Julio de Barros.Re^o
Barros Barros Barrete Jnior Herculano Ban-
doira.Bats e Silva.Domingues da Silva.
Constantino de Albuquerque. Antonio Victor.
Rogoberto.Joao Alvos.Joo de SA.Luiz de
Andrada. Sopbronio Porteila
Ninguem pedindo a palavra, procede se votos,
sendo unnimemente approvados, tanto o reque-
rimiento emo o adlitivo.
O Sr. Presidente nomeia para a commissao de
que trata o additivo, os Exms. Srs. conselheiro
Joo Alfredo e Soares Brando e Drs. Posa e Sil-
va, Goncalves Ferreira e Pedro Beltro, e em se-
guida levantou a sessao.
EHENDAS APRESENTADAS EM 2 DI8CUSSAO
AO PKOJECTO K. 54 DE8TE ANUO (OBCA-
MENTO MUNICIPAL).
N. 41. Ao 7. Venelmento do administrador,
sendo 1:000*000 de ordenado 600*000 de gratfi-
eico Soares de Amorim.
N. 42. Ao art. 1. Sa nao for approvada a
emenda n. 17 o mesmo art. do projocto, mante-
nha se a disposico do art. % 11 n. 2 da lei n.
186. de 31 do Agosto do 1886.Sophronio Por-
teila.
N. 43 Ao art 1- S 4- n- 8, n vez de 3:000*
dgase 2:800*.-Jo9 Mara.
EMENDAS APRESENTADAS EM 2**ISCSSA0
AO PROJECTO N. 43 (ORNAMENTO PRO VIH-
CIAL)
N. 194. Onde convie.y Pica em vigor o 17
do art. 5# da le vigente B. de Itapissuma.
Joa Marn.
N. 195. Ao art. 1'. Supprima-se. B. de
Itapisiuma. Jos Maria.
N. 1%. Ao art. 7-. Snppriaia-se.Dr. Pi-
tanga.
1.686:583*690
S. E. e O. ======
Pernambuco, 5 de Juoho de 1886.
Os administradores',
Manoel Jo/lo de Amorim
Jo da Suma Utyo Jnior.
Luiz Uuprat
O gerente,
Joao Fernandez Lopes.
ti aiili*ti atoma of Ufo le Isciro
(Umlted)
Capital do Banco em 50,000
accoes de 20 cada urna 1.000,000
Capital realisado...... 500,000
Fundo de reserva...... 190,008
BALANCO DA CAIXA PILIALKM PEMNAMUCCO,
EM31 DE MAIO DE 1886
Activo
Letras descontadas...... 68:6.>l*160
Emprestimos e coritas caucio-
nadas .............. 5
Letras a receber......... 582:945710
Garantas e valores depositados 249:581O
Mobilia, etc. do banco..... 1:842,54'"
Diversas contas.........1,444:165* O
Caixa............... 860:274*160
Paasivo
Rs. 3,207:457^900
Contas correntes
simples ....
Deposito a prazo
lxo com aviso
e por letras .
688:848*60')
1,505:926*880
Letras a pagar........
Ttulos em caucao e deposito .
Diversas contas........
2,194.7754180
1074590
249:58146a
762:9934280
Rs. 3.207:457*950
8. E. & O.
Prnambuco, 5 de Junbo de 1886.
C'Aas. J Relton, actg manager
Fred. Goodchtld. accountant.
Adelaide deMattos Lemo, viava do commondador hespanboes, vindos expressamente das coudclarias
do duque Fernn Nunez.
0 tempo chuvoso tirou mute brilho a esta festa,
que promettia ser di.8 mlhores.
Reaiisa-se hoje o baile de gala no paco da Aju-
da, para o qual foram convidados, alm das pes-
soas da corte, ministerio, corpo diplomtico, alto
funecionalismo, a oficialidad* dos navios de guer-
ra italiano-;, americanos, inglezes e hespanboes,
surcos no Tejo, e todos os correspondentes dos
Joo Finto de Lemas.
Contava 60 annos de idade e era urna senhora
estimada por todos qnantos a conhesiam. r""1
A seus inconsolaveis flbos e genros presenta-
mos as nossas coudolencias.
Aisasalnato. Ante-hontern, crea de 10
horas da noite, na ra de Lomas Valentinas, da
parochia de S. Jo, o cadete do 2" batalbo de in-
tantaria Francisco Beltro Gomes Silveira assas-
sioou a ianoal Vceote da Silva, dando-lhe tres jories e3trangetros. Expediram-se tres mil con-
oanivetadas, urna no ladoasqncrdod-i rrgio ca- vites.
vicolar, eatra no umbgo a terosjra na aao di- O conde de Pars parte amanh para a Francs.
reita, sendo .mortal a doqa>igo. Est* resolucSo inesperada foi motivada pelos boa-
No hotrVe cansa determinad* para o erime, e tos que correm, de quemn grupo de deputados vai
JitviSTA DIARIA
AaaeaBbfeei vaifrial Afuaccisnsn
hontem, ssh a presidencia do Eun Sr. Dr. Jos
Manoel de Barros Wnd 30 Srs. deputados.
Foi lida e approvada, sem debate, a acta da
sessao antecedente.
O Sr. 1 secretario prooedeu a leitura do si-
guite expediente :
Urna petioo de Dnlinirs 8ergio de Faria, pro-
fessor contractado da villa de Cabrob, requeren-
do o pagamento de 309*995 do di?-rencas em seas
vencimentos.A' commissao de orcame.ito pro-
vincial.
Adio-j-se, a pedido do Sr. Barros Barrete Ju
aior, a discassodo requerttnento do Sr. Jos Ma-
ra, pedindo copia do telegramma remsttido ao
govsrno geral pela presidencia da prsvmcia sobre
o cerco da Assembla.
O Sr. Visconde deTabatiag* orou relativamen-
te As infoimacoes que recebera acerca do enge-
nho central do Cabo.
Rejeitou-se, depois de orarem os Srs. Juvencio
Maris, Herculano Bandeira, CoBta Gomes e Jos
Maria, nm requerimento do primero sobre a sa-
bida da cudea de Bom Jardim de dous crimino-
sos, qan toram passear a 7 leguas de distoncia.
Passoa-se A '. parte da orlem do dia.
Encerrou se, depois de orarem os Srs. Prxedes
Pitanga e Gomes Prente, a 2" discasso do art.
5 do projecto n. 43 derte anno (orcamento pro-
vincial), sendo anotadas diversas emendas, nao sa
votando p r falta de numere e fic&ndo adiada a
discusso do 6."
Passou-se 2a parte da ordem do dia.
Adiou-se de novo, pela hom, a 2" discusso do
projecto n. 54 deste anuo ('orcamento municipal)
seodo apoiadas tres emendas e tendo orado o Sr.
Bats e Silva.
A ordem do dia : 1 parte : continaacao da
antecedente : 2a parte : contmuacao da antece-
dente e mais Ia discusso do projecto n. 97 deste
anno.
AaNamato eleiloral. A Presidencia da
Provincia exped o a seguint* Portara :
o 4* Secco. Palacio da Presidencia de Per-
nambuco, em 4 de junho de 1886 O vice-presi-
dente da provincia, tendo em vista o officio de 15
de Maio fiudo, do juiz do 1. districto de paz da
parochia de Santo Antonio de Tracunhem, do
qual consta que o Consistorio d* respectixa ma-
triz, alm de ser pequeo para a reunan dos elei-
tores actualmente existentes, acha-se em estado
de ruina, e a informaco prestada a reapeto cm
27 do mesmo mez, pelo Dr. Juiz de Direito da co-
marca de Nazaretb, determiua que os eteitores da
parochia de Traeunh 'm se reuoam no recinto da
Capellade Nossa Senhora do Rosario, situada ni
mosma freguezia; ficando assim sem effeto a
Portara anterior na parte relativa A reunio dos
eleitores no Consistorio da eg'eja Matriz.(Assi-
guado) Ignacio Joaquim de Soma LeSo.
Accidente. Ent.rou ante-homem pata o
los ital Pedro II, cerca de 9 1/2 horas da noite,
o menor Luiz Ant' nio Alves dos Santus, vindo de
Santo Amare das Salinas, a&n de ser tractado de
urna fractura da perna direita, occasion ida por
pauc.-ida o i receben de urna rouqueira ( canno
tronchado de espingarda) com o qual eslava a dar
tiros.
A criaoca softVcu hontem a amputaco da perna
exigida pelo estado da fractura.
l'anmenifl Dj Salgueiro nos commu-
icam ter all f.illecido a 12 de Maio fiudo omajor
Francisco Vieira Sampaio, natural das Alagas c
ha muitoi annos residente nos sertes de Pernam
buco, onde era geralmente estimado pelo seu ca-
rcter e bom procedimiento, qur como chefe de
tamilio, qur como cidado.
Militava no part io liberal, ao qual prestou ser-
vicos. Deixou viuva e quatro filhinhos menores.
Seja-lhe a Ierra love.
Folla. E' o titulo de urna polka para piano,
de Ciarline Ciro, impresas no estabetacimento de
msicas do Sr. Azevedo, ra d> Barao da Vic-
toria n. 13, onde est a venda a 1*000 cada r.m
exemplar.
Eamacsmento. Na ferro-va de Olinda
deu-se ant-r-huntem o esmagamento da mulher de
noine Gailhermina, parda -s moca, pouco cima da
estaco do Porto da Madeira, pelo trem que da
Encruzilhada subi para Beberibe, as -6 boros e
tres quartos da tarde.
Nem da machina, nem do tr.;m se percebcu o
choque do desastre, e menos foi visto o triste
acontecimento.
A pobre mulher costumava embriagar-se, 2 f-
za-se aeompinhar por um caosinho, i.elo qual ti-
nha disvellos. Suppoe-se que, at.ingido o animal
pelo trem, ella procurou salval-o, e toi colhida plo
estribo do ultimo carro, qtie derrubou-apassando-
llie ama roda pelo peacoco e matando-a.
O costo foi encontrado ferido ao p do corpo
da infeliz mulher.
O facto foi commanicado a antoridade policial.
ralleclmenta. Fallecen hontem, s 11
horas da manh, "urna congesto cerebral, O.
o qae parece estava embrigalo o as.-assino, pos
que, antes do crime, aodou A insultur diversas
pessoas.e A-provocar rixas.
DeponMia crime, o cadafexeegitio para a rea Vi-
dal deJKqareiroB, o ah eHMataado um gaarda
cvico, tejiese A este que eabava de matar, wo ho-
inem. O guarda to verificar o facto, e logo que o
fes, seguo no encalco do cadete, que se havia re
oolbido ao respectivo quartel, onde confesseu o
crime ao official de estado.
Apresentaram-se no quartel o omraandante lo-
cal da guarda civica, o bubdelegado d> parochia e
siguas gearcke qo iiraem persegnicao di crimi-
noso. depois de expostos os tactos au > Iludido ot-
ficial, lavrou-se termo do flagrannia, ficando to-
davia o cadete no quartel.
A victima, tdepois de mortalmente ferida, ainda
deu alguna passos, indo at o becco dos Marfynos,
onde cabio marta. O corpo toi transferido para a
igreja matriz de S. Jes, onda o Sr. Dr. Jos Joa-
quim de Souza prooedeu hoatem ao competente
exsme.
Entre 3utra tcstemiinha de vista, figora Joa-
quina Maria da Cooceico, A porta de cuja caaa.
de n. 90, estava a conversar a victima, quando se
deu a aggresso.
Paaaprt>, F>ram Innt ni visados aa
Secretaria da Polica os passaportes dos subditos
austracos Tioreoco Agos'.m e Luigi Agostini, que
segaem para Europa.
Coaaaanlsla raaa lualar at C-
Amanha, ao bordo do paquete nacional Baha,
eleve ebegar esta cidade a empresa dramtica
Braga Jnior & C-, da qnal fazem parte os gran-
des artistas Fjrtado Coelho e sua esposa D. Lu
einda Coelho.
A oompanhia, bastante numerosa e possuidora
de t ido o apetrecho scenioo para as innmeras
pe.oas do seu repertorio, de que ta mas e altas comedias da mais palpitante actaali-
dade, est-ear no Theatro Santa Isabel, no dia 16
do correte, com o drama de Sardnu Fdora, in-
teirainsnte novo para o scena peruambucana.
Toda a imprenta da corte accorde em tecer os
mais encomisticos elogios easa empieza, e os
iiomss dos artistas que ficam citados to urna se-
ra garanta do acert desses lisongeiros cou-
cito.
Kimraao pelo* dominios fin enlo
lotoaia(Estn los e observaoo s sobre a for-
mina, por Joo Alfredo de Freitas. R^cife -1886)
Sobreest livro do Dr Joi > FreiUs diz o jornal
francs Le Brsil de 15 de Mlio de 1886 o se-
guinte :
Un petit mas bien intressint volume M
Freitas, tres au conrrant dos travaux modi-rnes
sur les maeurs des fourmis, nous donne un rsu -
m des recherches si curienses de Buchncr, Lub
bock Greer, Lwtrele, Lund. ote en y joignant
dea observations pnrsonuclles sur les fourmis du
Brsil.
C'est evideiitement A la fois une oe ivre d
vulgarisaton et un travail original, bien que le
climnp roste encor onvert de nouvelles reeber
ches au sujet des habitudes et du gcure de vie de
uos fourmis indiaioes.
L'auteur lui-mme nous avertii que ses re-
cherches u'ont pa embraseer toutes les especies
brsiliennee. II faut esprerqu'il ne tradeva A
les ponesaivr et A les complter. En i.utre de
l'int.-t pbilosophique qui s'attache A ees tudes,
il 7 a pour l'agriculture no enorme profit A retirer
de l'exaete connaisaance des misurs de ees in-
secte.
Tellc qo'elle est, Ja brochare de M. Freitas
coastitue dj un bonne contribotion. Je n'he-
site paa A la recommander A ceux qui voudront
acqurir une idee sommaire sur la fac-in de vivre
curieuse ', nos fourmis.
Caaameato do prncipe n. tarn
A Qazetta de Notios da corte publicou os se-
guintes telegrammaa ;
Listo*, 23 be Maio, As M h. da noite.
Houve tieje rejepcio de gala no palacio do Be-
lem.
Eia muitas das fregnestas as commMOes de fes-
tejos, nio s fiseram illuminacoes, como distrioni-
ram estadas o o bolo-aos pobres.
A recita de gala, que se realisou esta noite em
S. Carlos, foi deslumbrante. Os camarotes c
platea r/ftereciam por si 80 nm brflfaante espe-
ctculo .
Todos os olhares convergan) para a tribuna
real. Ah se achavam el-re, a rainha, o prn-
cipe D. Carlos e a prine-sa Amelia, sua esposa,
os intentes D. Augnsto e D. Affoua., c os princi-
pes estrarrgeiros.
Muitos titulares, o corpo diplomtico, o ministe-
rio, e rudo qaanto ha em Lisboa de mais Ilus-
tre, oceupavam os camarotes-
O espectculo coostou de actos das operas iSe-
mnmtts e Aida, cantados por Borghi-Mamo, Ta-
magno e Scalchi-Lolli.
As ras, em todo o trajecto desde o palacio de
Belm at o Theatro S. Carlos, esto Iluminadas
com grande esplendor, e por ellas passaram os
noivos, a familia real e os principes estrangeiro9,
para o espeetseulo de gaia.
Lisboa, 24 de Maio.
O principe D. (Jarlos, a princesa Amelia e os
principes de Orleans foram hoje a Cintra, de onde
regresssram eoje mesmo.
Suas altezas ficaram encantados com as precio
sdades artsticas encerradas no palacio da Pena,
e com o magnifico pano.-ama que d'alli se des-
fructa
A' tarde honve recepeo de gala no pdacio da
Ajuda.
24 s 9 horas da noite. "
K-mIisou-sc hoje o jantar de gala no palacio da
Ajuda.
Foi de 250 talh-res, e a ele assistiram, alm da
familia real portuguesa, o conde e a' condesas de
Par i, a princesa Clemntina, o rei Amaden, o
duque le Aosta, o piine'oe Jorge, os dnques
d'Orleam, de Chartres, de Penthivres, de Saxe,
de Noa'lle* e de Tremoilles, o corpo diplomtico,
o ministerio, o marquez de Beauvoir, o conde de
Haussonville, os otSciaes muores da casa real, o
duque de Plmela, o conde de Mesquitella, o du-
que de Loul o marques de Vallada, os presiden-
tes das cmaras, altos funecionarios, fficiaes ge-
neraes, commandant-'S dos navios surtos no Tejo
e dos corpos da guarnicao.
Lisboa, 25 de Maio.
0< principes estrangeiros tem visitado os prin-
cipie-, monumentos, mu-cus e passeios desta ca-
p.tal.
Realisou-se hoje a iiarada de 6,000 homens, da-
da em bonra d'aquelles principes; assistindo estes
e a familia real, de nina elegante tribtfna na ave-
nida, ao desfilar das tropas em continencia.
Em outra tribuna estavam o corpo diplomtico
cstrangeiro, corporacoes scentificas, officiaes e
litterarias.
O exercito vesta o novo uniforme.
Passou revista, A cavallo, s tropas formadas no
T rreiro do Paco, o rei, acompannado do infante
D. Angosto general de diviso, e dos principes
Amadeu e Jorge.
O principe D. Carlos fazia parte do estado-
asaior qae acoiapanhava o general commandante
das tropas.
Dep lis da revista As tropas, desfilaran) para a
Avenida da Liberdade, onde se achavam, em ri-
quissimi pavilbes, a familia r ntaens.
Concorreram mais de&X) mil pessoas.
O dia est esplendido.
A's 10 da noite.
A Avenida da Liberdade est brilhantemente
Iluminada com dos mil bicos de gaz, toda orna-
montada, e tendo ao centro dous magostosos pa-
vi hoea.
Vai ser queimado um grande fogo de artificio,
vinel expressamente de Londres e fabricado pelo
celebre pyrotech-ico Pain, o nvamo qae fabncou
o fogo de artificio queimado no Tejo, por ecca-
sio da visita do principe de Galles.
Lisboi, 26 de Maio, s 9 horas.
O Turf Club roalisou boje, no Hyppodromo de>
Belm, corridas de cavallos.
A animaco e a concurrencia foram como ainda
nao tinha all havido. O recinto de carruagem
estava a trasbordar de trens e de povo," e as sr-
chibancadas completamente cheias.
Do pavilho real, vistosamente ornado, aesisti-
ram a familia real e os principes estrangeiros
Um dos pareos foi ganho por um dos cavallos
pedir a expulso dos principes que se julgam
comodireito sneceesao.
Lisboa, 27 de Maio.
Calcala-se em 100,000 o numero de eetraogei-
tos e provincianos, que actualmente aqu ee
acharo.
Todas as linhas do* caminhos da ferro de H-w-
panha, que ligam-se com as portuguesas, estabele-
eerain viagens a precos rcduzidos. A atSuencia
de visitantes hespanboes foi enorme.
Acham-se no Tejo as corvetas de guerra ame-
ricanas .QaiaMbaug e pliilisleu. mandadas expres-
SHir.eote pilos Eitados-Uuidos para tomarein parte
nos f-'stejos.
O ponto de reunio dos jornalistas estrangeiros
na sociedad- de geographia, onde tem urna sala
A sua disposico, com todos os elementos de intor
maco's para redigirem os seus tclegrammas.e cor-
respondencias.
Realisou-M boje tarde a tourada dada pele
Turf-Club, em honra aos neivos. Todas as entra-
das form gratuitas.
Na tribuna e nos camarotes, alem da familia
real e principes estrangeiros, estavam o corpo di-
plomtico, ministros, titulares estrangeiros illas-
tres e muitcs das principaes -familias da aristo-
cracia.
A tourada toi a Marialva, tonando parte nella,
como cavalleiros, os distinctos amadores D An-
tonio Portugal, Alfredo Tinoco, D. Jos de Aviles,
D. Luis do Rgo e Augusto Marreoa.
O grupo de forcados era dos mais distinetos
rapases da boa sociedane lisboeta, vestindo ricas
jaquetas de damasco encarnado. A prac* estava
>rnada de um modo brlbante e originalissm-
com objectos pertenoentes a arte tauroroachica e
coro cobrijo-s alentejanos e monas. O amphi-
theatro da sombra todo alcatifado, e dos camaro-
tes, oroados de 4 ires, pendiam chalas e mantaB de
variegadas cores. Nem um lugar vaaio. As se-
nu.M-.is cm numero consideravel por toda a parte,
nos camarotes e no amphith-atro.
A entrada da quadrilha na praca, com o neto,
D. Fernn lo Angela, A frente, embocado, e os ca-
vall-iros ao centro, seguidos dos seus cavallos
mo, ricamente ajaezados, prodazio um eff'itital,
que o entiiusiasaio e as palmas romperain unisonas
e exjontaneas de toda a parte.
Os principes estrangeiros parecan) encan.ados
c >m cute especf.aoulo, por nao eneontrarem nelle
a repagnancia, que se eente ao ver as touradas
ni Hespunba.
a' 10 1/2 horas.
E se quemando o grande fogo de artificio
no Tejo. 0 fogo parece s*hir de dentro das agua9
abrindo soleos de luz na esenrido da noite.
Ao tundo, sobre o dorio das montanhis que vo
de Cacilbas ao 1. izan, to, e em baixo, pela mar -
gem do Tejo, no sop dessss montanhas, ni m
ninas cinco mil barricas de alcatrn.
Nos uavios grandes e p*quen)s. espilhados pele
rio em urna granee extenso, ha urna variada
abundarte illuminaco.
Os bofes, escalerrs e galeotas, Iluminadas a
baldes de cres, como gndolas venezianas, e le
vaudo musiese-A bordo, cruzam-se no ro.
O Aterro e os pontos culminantes da cidade
esto apinbados de gente.
O .em.oo est explendido.
As illuminacoes e o fogo de artificio no Tejo
excedein em amito aos que hoave por occasao da
vikita do principa de Galles.
Muitos dos vapores, qno se empregam na tra-
vessia do Tejo, esto i Iluminados com b lese
oheios de espectadores.
(s noivos e a tamil ia real assistem ao fogo de
artificio no leio e s illnminacoea, das versadas
no Museu de Quadros, as Jancllaa Verdes.
O Aterro est brilhantemente Iluminado a gaz
em toda a soa extenso.
Todo o fogo de artificio, que se est qaeimsndo
ao Tej... foi feilo pelo afamado pyroteehuico do
Londres, Brok, e pelo electro-chimico Bolton, e
eustou cerca de 14:000*.
Os principes estrangeiros nao assisti'sm ao fogo
por terem partido para Franca, hoje A tarde, logo
up* a tourada.
O ministro plenipotenciario de Franca tem as-
sistido a todos os festejos officiaes.
Liab ia, 28 Maio.
A commissao da associaco dos jornalistas por-
tuguezes aeomoaabou n'uma discaseao a Cintra os
jornalistas estrangeiros.
'Tem eetado em exposieo as coeheiras reaes,
onde tem sido objecto da admiraco dos estran-
geiros, todos os coches que entraram no prestito
do casamento.
Os noivos foram da igreja para o palacio de Be-
lm no coche chamado de D. Fernando. Foi feiti
em Rima por ordem do Papa Clemente XI, coffe-
reeido a El Re D. Joao V.
Suas Magestadee ocouparam coche da corda,
maulado fazer por D. Joo V, psra as testas do
casamento de seu filho o prncipe D. Jos, com a
infanta de Hespanba, D. Maria Anna.
Reenie* orlaeo Ha hoje as seguin-
tes :
Do Club de Regatas Pernambucaao, s 11 ho-
ras do dia, aa respectiva sede, para posse da nova
administracao.
Da contraria de Nossa Senhora da Soledade, As
11 horas do dia, no respectivo consistorio, para
eleicao d* nova mesa regedora.
Do Club Io de Fevereiro, s 10 horas do dia, na
respectiva sede, para eleice.
[W]
r. A. Frnn< i.<<> Crrela de Irail
Jo Lemos no Diario do GroPar de 21 de
maio:
A convite do Sr. Dr. Ocmociito Cavalcante
reanie-SH hontem na igreja de Santo Alexandre,
crecido numero de pessoas que fjram ouvira mis-
sa que aquello cavalbeiro mandou rezar por alma
de seu amigo Dr. Antonio Francisco Correia de
Arauj", deputado geral pelo 3* districto da pro
vincia de Pernambuco, d'oud era natural e gosa-
va de legitima influencia no partido conservador,
que contava no finado um amigo extremoso e de-
dicado.
Foi celebrante o Revd. Sr. Dr. Antonio de
Macedo Costa Sobrinho.
No cruzeiro erguia-se um modesto cenotaphio.
Durante o santo sacrificio da missa tocou diver-
sos marchas fnebres a banda marcial do Arsenal
de Guerra, seguindo-se o Libera-mc acompanha-
do pelo orgo e cantado pelos Srs. Dr. Agostinho
Res e Marcelino Perdigo.
Entre os cavalheiros presentes, I robn nos
ter visto os Srs. conselheiro Freitas Henriques,
desembargadores D lphino Cavalcante, .Sebastin
Braga e Pessoa de Lacerda, general Jos Clarn-
do, Barao de Igarap rniry, Drs. Demoerito Ca-
valcxnte, Santos Campos, Emilio Das, Fiock Ro-
mano, Domtagne Olympio, Gurgel do Amaral, Ar-
bu use dos Navegantes, J. Cabral, C .rdeiro de
Castro, Aui-tco Campos, A. Pinheiro, Goncalves
Toeantins, capitn Liuriano Gil, commendadnr
Das de Mello, major Gama Costa, corone! Joo
Diogo, major Ponte e Souza, capito Constancio e
Silva, A. Jos de Pinho, Antonio M. Fialho, Al-
fredo Aranha, capilo Seixas, Pedro da Cuaba,
J, Pereira de Lyra. Octaviano Paiva, Jos A. So-
sinh', Cari s Wigg e J. Lucio.
Estiveram presentes muitos p ruambiicanos
que pediram ao Sr. Dr. Democnto Cavalcante
transmittisse sinceros pezames familia doillus-
tre morto.
O distincto Sr. Dr. Democrifo -Cavalcante,
enviou-nos o segumte agradecimento :
Cumpro o penoso dever de manifestar publi-
camente meu profundo reconhecimento aos hon-
rados cavalheiros, e particularmente ao gremio
din ctor do meu partido, pelo comparecimento
missa e ao memento que ce!ebraram-so boje na igre
ja de Santo Alexandre, por alma do Dr. Antoni)
Francisco C irreia de Araujo.
Cummovido ante aquelie espectculo, que re-
cordava-me a eruel separaco de um companbeiro
de longa jornada, nem por isso obliterou se-me o
tentimento da grstido.
E, se certo, e en vi, qae o inesperado golpe
ferio a todos que amam ns virtudes cvicas de um
cidado Ilustre, nao deixa de sel-o, que ainda
mais sentio quem pode recordar se dos momentos
sem nm da convivencia intima d um amigo.
Muito longe de contar com a separaco eterna
ne quem nao ha muito abracava, chelo de vida e
alegre, recebi a noticia infausta com verdadeiro
pasmo, e ainda nSo pude libertar a alma e o co-
aco da impresso dolorosa qae deixou-me o
triste acontecimento.
N'este estado, era natural, e cu aceite o con-
curso dos amigos A modesta, mas sincera prova
de reapeto e dr pelo fallecimcnto do i Ilustre per-
nambucaao, como favor, c muito relevante a mim
feito.
A todos portante, abraco com effu'o, e pro-
testo, que nao me passar jamis a lembranca de
to assignalado e piedoso obsequio. P r, 20 de
maio de 1886.Dr. Democrifo Cavalcante.
tiatnao Hontem, As 7 horas da noite, Jos
das Chagas Mouro subtraho doru cortes de fa-
sinda de cachemira d loja de fazendas dos Srs.
Feroandes e Silva & C ra Duque de Cuxia
n. 73.
Presentido por em caixero, poz-se este no en-
calco do gatuno, que abandouou o furto na ra ;
sendo, entretanto, preso pela polica, e rccolhido
deten cao.
Pdw d Albo Ewrevemnos em 3 do cor-
rente :
< Nenhutna providencia se tem dado at hoje
com relsco ao eemifro desta cidad se bem qae
tenha se mostrado a inconveniencia qae tem
caesado A sslubridude publica. Em vista de se-
m-lhsnte silencio, creie qus ser baldada toda e
qualqu-r reclamsce que Be taca ; aesiro, melhor
Ber nao dizer mais urna s palavra a tal respeito.
No dia 29 do mes fiado, no lugar denominado
Chan da Oncadesta termo, um desalmado de
uome Jos Urbano Gomes, oituprou a menor Rosa,
de 9 annos de idade, e filha de Maria Francisca
da Coneeiclo; pelo que foi preso e fica recolhide
A esdeia desta cidade.
Concluio-se o mez de Maria, tendo tido lugar
no dia 3l, As 4 horas da madrugada, na igreja de
Rosario desta cidade, o acto de consagruco, reci-
tando versos e offerecenclo fbres Santiasima
Vrgem diversos meninos de ambos os sexos, pre-
parados para semelhante solemnidad-, e tocando
na occasio a banda do msica Philarmonica
Pao d'Alhense.
Depois disso, diversos meninos e o major Jos
Francisco d> R-*go, caatarara versas bde^uados m
acto, sendo ui-ompanhados di oichestra dtsta c
dade ; findos os quaes tuve lu^ar urna missa reza-
da pelo viga: o Joo Olympio de Souza Lyra, di-
rector do Mes Marianno.
A's 10 horas da manha houve missa solemne,
otficiando o Rvm conego Aragaj' e pregando ao
Evangelho o vigano Lyra.
A's 4 horas d tarde, em solemne procisse,
sahio a imagem da Santissima Virgem, e pnreor-
reu as principaes ras da eidade, rccolhend i-se
fu 6 boras. Nesta occasi predicou o Rvm. Joo
Olympio, terminando o acto com urna ladainha__
Tanlum ergoe bncao do Santsimo.
A concurrencia de povj foi grande, e u igreja
estava bem decorada ; de modo qn todos os actos
estiveram dignos de serem presenciados.
Nestes ltimos das tero chovido abandante-
in iit-, os rios estao ebeios e os ca'oinhos alaga-
d.is, de mioeira a nio se p >der transitar com fa-
cilidade.
Nada, pir ora ha mais digno de menead.
Au revoir.
CaranhunMEscreve o noaso corre.ponden-
te em 27 de Maio fiado :
O nosso desapp&recimento das columnas des*
Diario por quasi dous longis mezes, nao teve ou-
tra razo seno a falta quasi absoluta de assump-
to, o que nao para admirar n'uma cidade central
can i esta, tendo passade a quadra poltica, a po-
ca ios discursee, das bombas, dos fogueto, da ca-
bala, da retbrica que coro noae e electrisa, dando
o que se p le chamar toro As manifest.coes.
Seudo. como nosso cestume velho nao mas-
sar a paciencia dos nosso* amaveis leitores com a
narraco de faetns que nenhuma importancia teca,
d'ahi as serias difiieuldades que temos ltimamen-
te encontrado p*ri levar avante a espinhosa ta-
refa k que, ha dez annos, nos impozemos.
E' sempre grato commem >rnr tactos -que re-
vdam a gratid i d'aquelles que receben lo hontem
o beneficio, nlu se esquivam de prestar bomena-
getis merejidaa quolles qac, inspirados nos mais
Ttobres seotmentuo de verdadeiro patriotismo,
prest.un i n mrtantes servic-os A lluro "nidade, com
a maior elevaco de vistas e admiravel constan-
cia, impondo-ge como um benemrito, oomo as
verdadeiro apostlo da humanidade soffredora.
Em 1878, o engenheiro Ricardo de Menczes,
levado pelos mais nobres sentimentos fundou nes-
ta cidade urna escola nocturna, que actualmente,
aps a sua restaurac) pelo Dr. Souza Res, deno-
mina-se Hscola AM.
Gnnides teem do os ben'fieios qae ella tea
derramado pekw elasaes pobres desta cidade,
abrindo aos desprotegidos da fortuna os olhos de
espirito, e mostrando-Ins que sem instrueco, a
sobc.ania popalar urna mentira eruel.
Para que o nome do engenheiro Ricardo de
Menezes se perpetu n.sta trra a que fez tantos
beneficios, para que a sua physionomia fique para
sempre gravada no corceo d'aquellas miseras
creancas que vo beber na escola nocturna desta
eidade a luz da instrueco, os collegas do Ilustre
engenheiro e os emprei"eiros do prolongamente
mandaram tirar o seu retrato u oleo, sendo no dia
2'J do corrate, eom todu soletnnidade possivel,
inaugurado no salao da escola Abel.
A's 5 horas da tarde, reunido om grande con-
curso de cavalheiros desta cidade, foi aberta a ses-
sao htteraria, sendo presidida pelo Dr. Joaquiut
Cordeiro Coelho Cintra, juiz de direito ia comar-
ca, que em nm bonito discurso expoz o fim d'a-
quella ssl-moidade.
< Aps a abertura da sessao, tocou a msica e
hymao nacional, a que todos assistiram de p. Em
seguida tomou a palavra o Sr. Dr. Miguel Guima-
res, dirigindo una saudaco ao engenheiro Ri-
cardo de Mon' zes. Pallaran) ainda os Srs. Drs.
Lydio Marianno, Bernardino M iranho, Peixote
Jnior, Firmino de Mello, profeseor Manoel Cle-
mente, vigario Pedro Pacfico e Bellarmino Doa-
rado. Tomando finalmente a palavra o Dr. Coe-
lho Cintra, encerrou a sessao, erguendo di verses
vivas, e tocando ainda a msica o hymno nacio-
nal.
Ruidosas salvas de pilmas, acclamacoes e vi-
vas romperam do se'ecto auditorio, felicitando e
Sr. Augusto Alves Porteila Filho, o orneo susten-
tculo actualmente da escola Abel, elle e -
elusivamente quem concorre com a- despean do
seu custeio.
Uro drama de sangue teve lusrar n &a 95 do
correntc, no sitio Fojos, duas leguas dist :: dee*
ta cidade.
A's 2 horas da tarde d'aqueile da, Laurnd*
Boze. ra, um seu irmo de nome Francisco, Jos
Porfirio de Barros Correia e Joaquim de Barros
Correia, sendo atrozmente insultados per um indi-
viduo de nome Jos Benedicto, que ha ten pos ha-
va dado urnas cacetadas na mulher do primero e
prima dos demais, diri^iram-se casa de Jos
Benedicto, e mal chegavam ah foram recebidos
por tiros de espingarda e pistola, cahin lo loge
morto Jo9 Porfirio e mortalmente ferido Joaqaira
de Barros.
Travou-se ento urna luti tremenda entre os
demaii, isto entre Laurindo, Francisco e Jos
Benedicto, sahindo este morto tacadas e os oa-
tros feridos.
Logo que o fadto propalou-se nesta cidade.
seguio para o lugar do confl cto o Sr. caoito Na-
poleo Marques Gil vo, delegado de pilcia, e al
f'res commandante do destacamento e algmnas
praoa?, sendo capturado o pai de Jos Benedicto,
autor do assassinato de Jos Porfirio.
A polica proceden aos exames cadavricos e
corpos de delietos, tendo considerado grave n fer-
ment" de JoaquTi de Barros.
Urna das victimas, Jos Porfirio, sobrinho
do Sr. coronel Antonio Victor, bem como os de-
m lis que tomaran) pate na lufa com Jos Bene-
dicto e seu pai.
Causn aqu profunda sensaco este tacto por
serem Jos Porfirio e seus primos moco? muito bem
comportados e incapazes de qualquer aggresso.
i No dm 22 de Marco falleceu. nesta cidade, e
artista Joo da Costa Lima, bomem dotado de na
excellente coraco e bom pai.de familia.
O seu enterro foi muito concotndo.
JA foi nomeada a commissao qne tem de tra-
tar da fest-i da consagracao do mez dedicado aos
louvores de Mara Satitiss ma.
Compoe-se ella do 8r. Matbas Lins e Be1 lar-
mino Dourido, que tudo teem envidado para qae
ella tenha a snlemniiade dos annos oassados.
Contina o iuverno em toda a sua forca.
fro insupportavel e a salabridade publica p-
tima.
Causou aqui profunda mpresso o prematura
fallecimcnto do Dr. Antonio Francisco Correia de
Araujo, Ilustre representante do 3." districto na
cmara temporaria.
Consta nos que os seus amigos polticos pre-
tendis no trigsimo dia do seu fallecimento man-
dar celebrar aqui exequias solemnes.
Enviamos A Bedaeco do Diario as nossas
condolencias pelo fallecimento do Dr. Flix de Fi-
:rueir i Faria, o Ilustre pemambucann qae anda



..



Diario de P~Domingo 6 de .lunho de 1886
flor dos anuos vio encerrar-se para ai o livro j a 8 hora o 16 minuto, de 31c 10' latitude sal e
de sua vida, onda bwvia aiada tanto espaco para 47 48* de longitude oste de Greenwich.
se rere escripias paginas de glorie e patriota ama. O capitao da1 f&UsMKe calcula que o :
I



lm ConelliBscrefem-nos eui 2o'
Maio fiado :
Antecipou-se este anno o costumoeo veronioo,
que, ira bfuefieo, ora prejudicial s plantas, appa-
reee sempre n. t>te mes. O stft, roaldqnirindo a sua
j diminuida influencia, emurebecea as tenras la-
vouras durante a das consecutivos, de forma que
nao resistir!..in por mais 3 das, quando no dia 12
voltaram as chuvaa. e com ellas a certeza de ama
bou eolheita de legantes.
.as mo3 do presidenta da Cmara Municipal
desta villa picstou juramento de cidado ataaaile-
ro, no dia 10 do pasando, o subdito portu Buptista Lusitano, eui virtude da carta de uatara-
lisaco que < bteve por portara de 13 de Marco.
No dia 26 assumio interinamente o cargo de
promotor pub ico, pira o qual foiuomeado pelo juiz
de dir. ito da c >marca, por ter o effectivo, Dr. Gra-
ciano Xavier Carneiro d* Cunta, se retirado na
vespera d'aquelle dia para eesa cidade, com desti-
no villa de Cabaceiraa na Parahyba do Norte,
onde vai oceupar o lngar de jai municipal, em
virtude do decreto de 27 de Marco que le con-
ferio aquelle cargo.
No da 2'J fot preso em sua propria casa nest*
villa pelo subdelegado alferes Joo Peizoto Soares
o individuo de uome Jos Goncalves dos Santas
(vulgo Jote I'uluca) a quem a voz publica attribne
a autora de tiro drsfe.-harjo em o negociante Luis
Alvea Feitosa uo dia 9 de .Marco, e cni cajo in-
quento j tinham denosto duas testeuiuuhas.
No di G do correte aqui ebegou o capito
Joo Francisco Hemeterio Portella, uomeado dele-
gado e commaudante do destacamento por porta-
ra de 8 do passado, asiuinindu logo o respectivo
exercicio. Por este motivo re:irou-se no dia ae-
guiute pura Aguas-Bellas, d'onde tinha vindo no
dia li do raez find, por ordero da presidencia, o
tcnente Ildefonso Ignacio do Ainaral.
O acaso oa antes a iin,Tevideueia, ainia tran-
sita pelo sitio, coruja. Parece que esta ave gou-
r. in luflue nos destinos da lugar que Iho adoptou
o nouie.
N > di. 1 de Fevereiro foi a victima o r.-i-
cador Antonio I qoe com as proprias mos
disparou era f i a arma que tr.izia, e isto para man-
ducar urnas rudes quenadas. Agora o menor
Jos, de t} aunes de idade, filho do inspector
d'aquelle lugar Antonio Nogueira Celestino, em
quem o irmao Manad, no din 9 do corrente, dii-
pora urna pistola, quando tratara de desaruial-a.
Felizmente "S f rmenlos foram leves.
No dia 10 foi convocada 2* sesao do jury para
o dia 1-1 do viudouro.
No dia 16 aqui ebegou o professor Joo Jo:
Pereira, alu.nuo metre da Escola Normal, noinoa-
do por portara de "27 de Maryo para reger a ca-
deirade Baixa-Graude, cujo ex.rcicio assumio no
dia 20.
O lugar Amorim, desto termo, acaba de ser
thcatro de urna se- na horripilante. Este sitio bem
orno o de Tiuibauba e Po-ferro, teem sido es
eseoihidos pela fati.lidade para u'elles se ezercer
as mais Uuiunttveis facanhas.
X; madrugada do da 20 do Mudante, Jos Ito-
mo da Costa, vulgo muito cuuheeido pelo uome
de Kouiao. filho de Fel x de Barros Roiim, velbo
ordeiro, e muito considerado nesta comarca, Romo
repoti'no-, j eni.io reo de don* crimes,9 de fe-
rim-ntus graves praticad-ts na pessoa do aneio
Antoniosiuh i, en i> de Abril de 1884, e do assassi-
to de Pedro Vieira em 3 de Uezumbro d.. ineamo
anuo, reun do a 4 compauheires, e todos soffrivel-
mente atcoolisados, foram derribar a casa perteu -
centc a uta Je*4 Pan. mi, por eiit- nJer.-m que dita
casi ostava .-ilicida i in trras de Feliz de Bar-
ros, pai de iC )ino.
Sorpr.hondido Jote Paueaia pelos acelerados
foi por ches obligado a subir ao teeto de sua pro-
pria casa, e quebrar urna por urna as tellias que a
cobriam. Nao aatiafailoe com ist", anda rapan-
i e (|ue la
cava.a a .nii'her le Pmiomit, que inud
presencia va to re'vultaate aeeaa.
Qu .n lo mais nenbura vestigio restava da eo-
berta d \ humild- choupana de Panema, aoris
ua ponta da faca,a obrigaram noa aeompanhl-os
atea rmsa de uin tal f'r.'xe.i-a. rae.ubru .la l'.m ii..
Feitosa, e o ni o qual Flix Je Barros e Koiuo
vivem ha muito en deaintelg-uc a.
Cbegadoa dita casa, eonantran un >or
derribar as lortas, emquauto que outros [JConA i
Panema) oiibinim M tecto, m cuj i telha apphza-
ratn o sabido auto de fe.
A o* ria los ggresaorM, eeluan lo em t.x.'o
0 sitio, despertou os Penosas, que en festiva re-
nnio se achavam mais alaa onde aguardavam a
chegal i de uns noivados, que tinbam vindo para
ta villa.
o Certos i'iita > do perigo que o amea^ava, din-
girair. _e para u ca.'a aggredida, uo intuito de acal-
mar os nimos, c evitar uxa degrac> entre as
duas familias ; pnrm, ao serem vistos pelos acele-
rados, foram recebidos BMB urna descarga, qual
eJIes coiresponderam, c parece qu" a casualid.ide,
auxiliada pela .-scuridao da noile, dirigi a ponta
ria, acertando est-i anicanente en 1 .miio u Pr-
xedes, sendo que :.quel!e, u nJo ser soccorrido pe-
los compa.ihenos, reria caRido do tecto da casa,
ond> ree befl l'j t'eriineutos e alguna delles em lugares m.rtaea.
Os f. riracntos de Prazedes, em numero de t.
com rzcc.pcao de dona na regiao dos ruis, sao de
pouca gravidade.
O iuapeetoc do lugar, que c irmaV de Pn.xe-
dcs, participoQ o oocorrido ao subdelegado, o qual
incontinenti se dirigi para alli, acompanliido de
mi eraa le torut, com a .uil cercou as casas d m
itn -, os qnaea entregos m delegado, na p r
elle avisa'l i do facto criminoso, para alli se diri-
gi coui o dest.i-ainento, couduzndo os criminosos
par.i a ca leu, onde se acbam em tratameato.
No corpj de delicio, h>go procedido pelo sub-
delegado, os peritos consideraram gravea os fui i-
inentos de ambos os contendores.
Os demais criminosos evadiram-se ; porm a
justic/i aguarda a concluilo do processo para pu-
nir oa verdadeiros culpados.
Honra, pois, ao digno subdelegad", por maia
esta prova qu.; acaba de dar de sua actividade a
zelo no des'-inpenh'i do seu espinhoso cargo.
No dia 22, o digno providente da Cunara Vfu
nicipal, Sr. Augusto Miirtiiiiauo Soares Villela,
iibertou sem onus aiiruin o seu uscravo Antonio,
de 18 anuos >le idade, do qual recebeu apenas a
insignificante quaniia de 1454000.
As nos-as missivas estampads nos Diario
de 1 e 11 do passado, sahiram com alguns erros
de emposieao, o que sem duvida devido nos-
sa pessima eaMigraphn,
No P,aiTr da mis-iva do lJi ;r' d 1# de
Abril, onde c l : Escreve o nosso corresponden-
te em 11 do corrente, de" i ler-se : Eacreve o
nosso cirrespoudeiitc um 21 do-pass-dc, pois foi
aquella a data da nossa carta.
Na mesma ntsetv, onde noticiamos a raorte
do teneate Joaqir.m Fidelis, deve ler-se : Palle-
eeu boje o trnente Joaquim Fidelis, em lugar de:
Falh cea honten, como alli ae aeha.
No Diario de 11, onde noticiamos o tiro des-
tchalo em Luis Feitosa, em lugar da palavra
envenenouqu alli se acha, deve ler-seesmur-
roa,pois foi o qoe escrevemos.
TamblirinA casa do Sr. Vctor Prealle,
i ra do Imperador n. 65, receb'u da Europa, im-
pressa p ..a i li:e polka Tamburim, de
JEuul Wildt'iufel ff hadissima, e v.ude-sea
1 jCOO cada ezemplar.
v Pwncttiu Jo necife Deixou honiein o
exercicio do cargo le subdcligado da p.rocliiii de
S. Fr-i Pedro Gknfslvaa do Keuife, o Sr. Balth..-
zar J doa it is. assumn lo u mesino cargo o ',',>
auppic^te Sr. Jo Antonio .'.loreira.
Cana Im jogoPor orden do Sr. Dr. chufe
de polica oi hjniem cercada urna eaaa de jogos
pr.iiiibi los, sila n > pateo da S. P^.lro, sendo pre-
sos 19 dos langedure da orellta Ua nota, a aprehen
diiioi muit.s Oaralhos de caita, duas caixas de fi-
zas : iiui trombooe.
Entre os preso3 figura um, que est pronunciado.
Foi uuia boa colbeita.
Kaalo iaccadiadoLenio3 co Pa, de 27
de Maio.
A barca inglcza Khedide, em viagem de Mon-
tevideo para nosso porto, avistou no dia 13 do cor-
rente, no h n izante ao SE, espjasa columna de fu
maC/i, proveniente -e um uavio envolto em chain-
'Tbas, acbando-se atravesaado junto ao ineamo um
patacho.
Durante todo o dia reinen catan, emar en-
viado.
No dia 14, tendo refrescado o vento, canse-
guio a KAedt'deapprozmar-sedo navio incendiado,
laconhocendo ser elle de madeira, de 309 tonela
das pouco mais oa cenos de registro, forrrado de
canro ata a marea do lastro, coto reaborrJns
nana.nao e proa, tendo a marea de l'liutoi.
Nao foi posaivel ler-se-lbe o nema par catar
todo em chammas, aebando-se o navio j oanpia-
Umentetiao.
< A posico do navio incendiado era no dia 14,
navio ea-
de lava cavregado
Cora da r+twmO Sr. Lacerda cscrevea ao
Jornal dj Commerdo, da corte :
Espero da su benevolencia a publisacSo da
ssgainte carta, que me foi dirigida pelo Sr. Dr.
Domingos de Ges e Vas.!oncelloa :
Illm. Sr. Dr. Lacerda.JSm um doa ltimos
nmeros do Jomai do C-mmercio li una carta di-
rigida a V. sobre a cura da hydrophobia por meio
das iujeccoes de permauganato de potossio, qua me
desper-.ou a ida do commuuicar ao distincto col-
lega um f.cto da minba clnica civil, occorrido em
1881.
as visnhaocas de mnha residencia morava
urna familia do meu conhecimento, cuja casa fui
chamado urna tarde, com urgencia, afito de ver o
respec.ivo chefe, o qual acaba va de ser mordido
por um gato que elle suspeitava estar bydrophobo,
pela raso de que o sea filho mais velbo, crianza
de cerca de 6 aunos, fra tainbem mordido na ma-
nha desse dia pelo mrsino animal.
Em taes circamstancias lancoi rao das iujec-
etea do permanganato de potassio, fazendo duas
uo chefe da familia e urna no menino. Entre h
epocha d mordedura e a injeccJo hypodermica
mediou apenas um quarto de hora para o primeiro
e cerca de 12 horas para o segundo.
Se te semanas depois desse facto, fui novamen-
te chamado mesma casa para ver o menino, que
apresentava todos os symptomaa de hydrophobia,
de que veio a fallecer uo ineamo dia noite, de
pois de ter sido tambera visto, em conferencia,
pelos Dra. Sehutel e Vicente de Souza,
Sea pai, entretanto, at a epocha actual ne-
nhum incommolo soffreu em CDusequtncia do refe-
rida accidente.
Desta pode V. fazer o uso que lhe convier ; e.
ficando i sua disposicjlo para qualquer esclarec-
ment que julgar neceasario, assigno com toda a
onsideracao De V. etc., Dr. Domingos de Goes e
Vasconcellos.26 de Maio de 1886.
Esta communicac/ao suggere-me as seguintea
ponderad-oes : O cemmunicante nao um leigo,
mas um medico distiocto, aass conhecido nesta
corte Certas tircumatauc. las importantes relati-
vas ao facto, sao notadas na communicaco e a
prora da eziatcncia da raiva no animal que infli-
gi aa mordeduras, ficou patente com a manifesta-
rlo ulterior da molestia em um dos mordidos. O
3ue auceumbio foi injectado com o permanganato
e potaSBo, doze horas depois da mor lodura e s
soffreu urna injeegao; o que naia teve como jonse-
quencia da mordedura, foi injectado um quarto d
hora depois e soffreu duas injecfoes.
Nao lici'o preaumir que si o curativo do pri-
meiro houvesse sido feito as coudicoes em que ae
realisou o do segundo, o primiro ter-so-hia tam-
bem tal vado V Infelizmente na > podemos anda
sabir do circulo d*s preeump',oe3; e o que vai de-
cidir d.-ssa queslio, que para mnn est tomando
um certo vulto, a experimeutacito. Nao cessarei,
pois. de invocar o auxilio dos horneas di boa v.>n-
tade, afim de obtero virus rbico, as coudivoes
queja foram por mim indicadas.
l Amaiiha :
Pelo agente Brilo, s 10 e 1/2 horas, na ra do
liaagei n. 48, de fazendas e miudezas.
Terja-feira :
Pelo agente tinto, s 10 *|2 horaa. na ra da
Unio u. 57, de movis, lour;a, Vidros, etc.
Peto agente Silveira, s IC 1|2 horas, na ra
das Larnugoiraa u. 29, de movis, loucas, vidros,
etc.
Pelo agente Gnsmao. s 10 1/2 horas, na ra
Duque de Caxas ii. 77 A, d predios.
felo agente Modesto llaptista, s 11 1[2 ho-
ras, na ra da Iuiperatriz u. 75, de movis, lou-
yas, vidros, etc.
Peto agente Gusmdo. s 11 horas, na ra Du
que de Casias u. 77 A, das fniiudrzas, armadlo a
ma8 Derten^as da loja ihi sita.
Quarta-feira :
Peto ajenie |Pestona. lis 11 horas, na ra do
Vigario a. 1 de predies.
I'eh urente Martins, s 11 horas, ni ra do Im-
perador n. 16, da dividas. ,
Pelo agente Al/redo Guinares, a 11 horas,
ua ra do Viscoude de lioyanua, cas i Jo com-
meudador Burle, de. movis, loucas, vdrs, qu i-
dros, etc.
Miaaaa raneare*. -Serlo celebradas :
Amaub :
A's 9 horas, no convento de Santo Antonio de
Ipojuca, por alma do Dr. Gapr de Urummond ;
s 8 horas, na matriz da Boa-V.ta, por alma de
U. Mara da Peuha d Siquera Cavaleaata ; s
as 7 1|2 horas, em S. Pedro do Recife, por alma
do uionseiihor Jos Joaquim Camello de Andrade;
as 7 h..ras, na matriz da Boa-Vista, por al oa de
. Florencia Rodrigues de Miranda Franco.
Ter^a-feira :
A'a 8 horas, na matriz da Boa-Vista, por alma
de Joaquim Demetria de Alarida Cavalcante ; s
8 horas, na .matriz da Boa-Vista, por alini do
commeodador Jos Jeronymo Mouteiro.
Quarta-feira i
A's 7 horas, na capella do cemit rio de Santo
Amaro, por a'ma do D. Rita Francisca de Freitas.
PaseaseiroaCbegados dos portos do norte
no vapor nacional Mandos '.
Lino Braga, J. B. Valdeterro, M. D. Osmane,
Joaquim Pereira da Roch, Luz C. de Lima, Ma
uoel Domiiiguea Nuus, Joaquim i>. Gueiea, Al-
varo Ribeiro de S, Mauoel Pereira, Joaquim Jo-
s do Couto. Rosa Ferreira da Trindade, John
Fati, Jonh Est Reen, Manuel G mea de Freitas,
Antonio Pontos Ferreira Lima, Jo= Piuto Lapa,
Thomaz Lesbie, Anua Mara Marques Tavares,
Mana das Mariis Barbosa e um filho, Francisco,
Sicupira, Bernardo Gomes, Florip.-s Rosas, Joo
Perei-a doa Santos, Alexandre de F. Guedes, Joo
Carlos Je Onveira, Joo Baptista, Flix F.uizoia,
Joo Jos de Araujo, Goold, Martinho Alexandre,
cbo Paulino Ignacio Paes.
Sihidos para os pjrtos do norte no vapor
r>jiaiu:
Conego Antonio Eustaquio Alves da Silva, Joo
Ferreira de Obveira Gama, Jos A. da Costa Bar-
roa, Gbrirl Narciso Amiba, Manoel P. O. Silva,
Joo uarte da Silva, Manoel de Azevedo Pon
tes, Antonio Dantas Correa de Medeiro?, M. H.
Wiat, Mirtinha Maria Rosa, Margarida Mana
Ros, Manoel de Souza Botelho, Hermana Stjl-
zumbnch, Honorata. ,
OperaeOea ctrararicaiaForam pratica-
das no hospital Pedro II, no dia 5 do corrente,
as seguiutes :
Pelo Dr. Malaquias :
Amputado da perna direita pele methodo cir-
cular, reclamada por fractura coraminutiva da
perna, por exploso de cano de espingarda.
Amputarlo por desarticulaco dos dedos medio,
an u r e mnimo i'a ixo, por lesSo patbologica.
Pustbotomia pelo processo de Ricord, pir pbi-
m.sis. *
Pelo Dr. Berardo:
Pupillaaitificial, reclamada por mincha da cor-
nea.
Lotera da\ prowloela. Quarta-feira, 9
de Juuho, se extra.lira a lotera n. 57, em bene-
ficio da igreja matriz de Granito.
No cousistorio da igreja de Nossa Senhora dt
Conceico dos Militares, se acharo expostas as
urnas e as espberas, arrumadas em ordem num-
rica apreciacaodo publico.
i.otr-il F.ttraordlnarn do e>i-
rnngaO 4o e ultimo aorteio das 4J e 6a aciies
desta imporUate lotera, cujo maor premio de
150:000/000, ser eztrahida a 12 do Junho proxi
ino. ^
Acham-se exposto a venda oa restos dbi bilhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de MarcJ
n. 23.
Lotera do RioA 3* parte .la lotera n.
197, dw aovo plano, do premio de 100:000*000,
ser extrahida uo dia do corrente.
Os bilhetes acham-se venda ua Casa da For
tuna ra Primeiro de Marco.
Tatnbern acham-se venda na praca da lude
cia us. 37 e 39.
Lotera de Macelo de SOOiOOOAooo
A 11' parte da 12 lotvria, cujo premio grande
de '200:000*000, pelo novo plano, ser eztrahida
impreteriVelmente no dia 8 de Juuho s 11 horaB
da maah.
Bilhetes venda na Casa Feliz da prava da lo
depeudejeia na. 37 e 39.
Lotera da corteA Ia parte da 364 lo
teria da corte,cujo premio grande de 100:000*,
ser eztrahida no dia 9 de Junho.
Os bilhetes acham-se venda na Casa Felii,
prava da Independencia ns. .37 c 39.
Tambem se achain vendana Casa da Fortuna,
roa Primeiro de Marco u- 23.
Uatadonro Publico. Foram abatidas
no Mutadouro da Cabauga 107 reses para o consu-
no do dia 6 da Junan
Senda: 89 perteaeontea aos Srs. Oliveira Ca
tr, oc C, e 18 diracaos.
Jone. 5 do cor-
Vercadi Vnnlcla>al de *t
movimeuto d.iste Mercada uoa das
rente, foi o neguinto:
Entraraui :
31 bois peeaudo 4.379 kilos.
640 kilos de peise a 20 rea 12*806
74 carga da faxiiiba a 200 rie J 4*800
29 ditas do tructas diversas a 300
res 8*700
12 tubolairof a 200 ris 2*400
17 Buiuo a 'M ris 3*4U0
Foram occ ipa.ios:
22 columna* a (>00*a 13*200
2G cdmoarriineuto*3ie faau'ua a
. i>0O ris 13*000
23 o-npkrtiraeutoa de comidas a
000 ris 11*500
73 ditas de legumes a 400 ris ^ 31120o
17 comartiuiiiitos :o luiuo a 7
rea U*9i
13 ditos do tressaras a 600 ria M800
2 talhoi. a 500 ris 1*000
8 ditos de ditos a 2* 16#W0
54 talhos de carne verde al* 54*lX>*
Deve ter sido arrecalada uesUs das
aquantiade 201*70t
'revos do dia:
Carne verde a 400 e 320 tis o kilo.
Suiuos a 560 7- 0 ris dem.
dem.
qu
Fr
Carneiro a 600 0 1*000
Firuiha de 24') a 360 res a ca
M!fio de 280 a 320 ris dem.
Fcijode 800 a 1*280
Cemllerlo pabllco-Obiuaro do da 2
do correte :
Domingas, frica, 80 amos, sokeira, Boa- Vis-
ta ; cae hez ia senil.
Lourenco Barbosa dos Santos, Pernambuco, 23
anuos, solteiro, Boa- Vista ; pneumona.
Zacaras Borges dos Santos, Peru*mbuco, 32
anaos, casado, Boa-Vista ; asthnte.
Florismundo, Pernambuco, 4 mazes, Santo An-
tonio ; entorile.
Joaquim Domelrio de Alinela Cavalcaute, Per-
nambuco, 57 anaos, casado, Sant < Antonio ; he-
pato pericardite.
Maria do Carino Ferreira Pontea, Pernambuco,
36 anuos, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Josephina, Pernambuco, 2 annos, S. Jos ; re-
mettida pelo delegado.
CHRONIGA JUDICIRIA
tonio Franoisoo Correia de Araujo I
Oeputado cmara temporaria pelo dis-
tricto de que v* sois dignamente urna par-
te, cabo-vos muito intimamente partilUar
das dores que sangram do fundo golpe
com que a morte urudelissima (Se iuexpera-
damente ferio o noaso lado politiej. F. as-
siiu, muitUsirao justa a motrvacao que
ueste momento vos coijrf^a tie-ite recin-
to sagrado, em torno de urna cruz quo de
crep tambem se cobre.
Senhores : oonfraftge-se-itM o ooraoXe
nesta hora pungente uo tristissimas rooor-
da^Ses, o de tanta magiiitude julgo o as-
suinptu, que assoberaa-me. Entretanto, el
guias palavras irei dizer-vos desaliabaa.
mente, ein homenagem ao morto.
eominealida espanaividade entre o a-nigos.
Psycbologicamonte fallando, tinha dlle urna
alma puritana, cheia de desintere8*e8( de
Tribunal da fielafo
SESSAO ORDINARIA EM 4 DE JUNHO
DE 1886
PBKS1DENCLV DO KXM. SR. CONSKLHBIUO
QINTINO DE MIRANDA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
As horas do costume, presentes os Srs. desem-
bargadores em numeo legal, foi aberta a soasa".
depois de lida e approvad* a acta da antecedente.
Distribuidos e passados o feitos deram-se oa
seguiutes
JULGAMENT03
Recursos eleitoraes
le 15'in Jar i unRecorrente o major Carlos
Li-ufio de Albuquerque, recorrido Joo Francisco
Xavier da Fouseca Filho Relator o Sr. deaem-
bargador Mouteiro de Andrade. Nao se tomn
conbecimento do recurso, contra os votos dos S s.
desembargado-rea Tosc-mo Jarreto, Buarque L.m
e coiiselheiros Queiroz Barros e Araujo Jorge.
De Bom Jardiin Re :orrentu o major Carlos
Leitao de Albuquerque, recorrido Meneiio Firmo
da Cunha. Relator o Sr. desembargador Buar-
que Lima.Nao se tomou conhecimento, dem.
De Bom Jardn] Recorrente o major Carlos
Leitiio de Albuquerque. recorrido Jos Sevorno
de Arruda. Ka.ato: o Sr. desembargador Pires
Goncalves.Nao so tom >u conhrcimeuto, dem.
Do Bom Jardim Recurrente o ui*jor Carlos
Leilo de Albuquerque, recorrido Antonio Bar-
bosa d'AssatapeoB. Relator o Sr. desembard.r
Alves Ribeiro.Nao so tomou conhecimento, dem.
Recurso crime
De IifUirasrRecorreutj Dr. Francisco Xa-
vier Paes Burrero, leorrido o juizo. Relator o
S.. cuusclbeiro (auiroz Barroo. Ajuntos os Srs.
deseuibargadores Buarque Lima e rima Ferreira.
Dcu-si! prov.in-.-ntj ao recurso, iiuauimement",
para so maullar o processo e mandou-se instau-
rar I107O.
Do IugazeiraRecorrente Miguol Queiroz do
Amaral, meorndo o juizo. Relator o Sr. desem-
bargador 'Poscuno Barreto. Adjuntos 03 Srs. des-
embargadores Mouteiro d<: Andrade e Alves Ri-
beiro.L>eu-so provimento ao recurso, unnime-
mente, par* se desproaunciar o recorrido.
De Iguarass Recurrente o juizo, recorrido
Jos Miguel Ferreira. Relator o Sr. desembar-
gador Mouteiro de Andrade. Adjuutos os Srs.
desembargadores Pires Goncalves o Toscaoo Bar-
reto. Nao ae tomou couhec.ment do recurao,
uuanimeinen*.e.
De OliudaRecorrente Henriquo Ferreira Pon-
tea, recorrido o juizo. Relator o-Sr. desembarga-
dor Prea Goncalves. Adjuntos os Srs. desem-
bargadores Alves Ribeiro e Buarque Lima.Den-
so provimento ao recurso, uuaumemcute, para se
despronunciar o recorrente.
PA9SAGENS
O Sr. couaelheiro Araujo Jorge, como procura
dor da cora e promotor da Justina, deu parecer
nos seguiutes feitos :
Appeliacoe* civeis
Do RecifeAppullaute Maria Jos Pereira Bi-
sado, appellado Mauoel Jos Pereira Rasado e a
foseada provincial.
Do Recife Appellautcs Ilcnaan Setenan &C,
appeiladoa Juliano Ai. zaudersen e oiitrs.
De MaceAppellante Dr. Beruardo Antouio
de Mcndonca Caatcllo Branco, appelkdo Justino,
eacravo.
Do Alaga GrandeAppellante D. Isabel Cae-
tana de Sai.t'Auna e outros, appellado Antonio
Francisco di Salles Pessoa.
Appollae,oes crimes
Do RecdoAppellaute Dr. Aureliano Augusto
Pereira le Carvalho, jppellado Joo Alves Perei-
ra Lemos Filho.
De Goyaana Appe lantes Felippe Xery de
Souza e ou"ro, appellada a justiga.
Do Sr. desembargador Pires Ferreira ao Sr.
deseinbaigador Mouteiro de Andride :
Appellaco civel
Dj RacifcApp.llantes Fraucisco Antonio de
Oliveira o outros, appellados Henry Forster & .
Do Sr. desembargador Pires Goncalves ao Sr.
desembargador Alves Ribeiro :
Appellaco c-iime
Da Palmiiradoa ludiosAppellante Jos Cor-
reia da Silva, appellada a justica.
DILIGENCIAS
Mandou-se ouvir o Sr. conselheiro promotor da
j us ti y a nos seguiutes feitos :
Appellacoes crimes
Do BonitoAppeliante Mauoel Po Pereira, ap-
pellada a j istioa.
De PenedoAppellante o juizo, appellado Joo
Mauoel dos hlitos.
Do Bonito Appellante o juizo, appellado Joa-
quim Pereira da Silva.
Do Recife Appellantes Graciliano Quirino do
Nascimento e Antonio Manoel de Oliveira, appol
lada a justica.
De Penedo Appellante o juizo, appellado
Joo Baptista dos Santos.
Com visca s partes :
Appellaco civel
De CamaragibeAppellante D. Maria Josepha
Accioli de Barros, appellado Manoel Jos de Lima.
Euccrroii-sea seaao as 3 3/4 horas da tarde.
PIBLICOES A PEDIDO
Discurso
proferido por oecasio do fu
aerai do Dr. Vuionio Frau-
cisco Crrela de Araujo, na
matriz da cidade da Gloria de
ttoit
Meus amigos. Sate dias j se escuaram
para as sombras do passado.. .
Perna ubueo e o partido conberrador ves-
tem pesado luto I
Um mausulo se abri para mostrar
mais urna vez a fbrea imperecivel da lgi-
ca tremenda...
A'aba de desatar-se das prisoes terre-
na para tombar eternamente as fras so-
l d5es do tmulo a syajpathica indviduali-
O Dr. Antonio Francisco Correia de
Araujo era um Lomeen de grandes mere
cimentas. Ninguom, por certo, se atrever
isso contestar. Sua morte abri um vacuo
immenso na pleiade dos cidadSos conspi-
cuos, estremeceu fundamento o coracSo da
sociedade brsilaira, o abalou, nesta bella
porco do solo americano, o grude edifi-
cio na nago, que o tinha como uina d s
suas mais fortes columnas.
E, para ser esta mnha assercao brilhan
tomento attestada, sobram no proscenio da
sua publica vida provas inconcussas, in-
defectiveis...
Como partidario, que mostrava ser, dos
mais subidos mritos, gyrava noplaualto de
elevadissima esphera n poltica do paiz,
e ahi o tinham como um voto competente
autorisado. Era um lutador enorme, mas
culo, indefesso, que no dia das cruzarlas
nao se p.-r turba va e jamis perda o :am
po o o tempe, por achar-so dcscoberto,
desarmado ou em falso posto.
as occasioes em que delle si t'azia,
mais precisos os movimenton e as revolucoes
do meio em que viva, nunca o chamaram
intilmente, nunca se fez surdo ao rutar
dos tambores, uunoa o viram com trasps,
de retirada, sem peleja, recuar espavori-
do da liga, melindrado ou enraiveiido, af-
fectanio falsos pundonores para justitcar
a fuga.
Expunha-se a tudo, atirava-se ao jogo,
franco, decidido, ,sem temer revezes da
sorte poltica, que tantas victimas tcm ca-
talogado no registro das grandes desditas ;
porque, para a honra e triumpho da idea a
que to dedicado servia, nao conhecia sa-
crificios, tudo arrastav sobrauceiro como
so tudo fosse pouco par* o culto sua dtu-
ta, muito ombora sempre nobremeute alti-
vo, mauteudo s.-mpre a sua dignidaue
p.-ssual.
Era conservador de origem o conven, i-
do, e, como tal, b*ptisavl<> as aguas lds-
tiaes do Jordo poltico, ainda muito jo-
ven, so despi endcmlo da tudo de que aos
vinte annos se v acrcalo um mojo rico,
cheio de fogosos onihusiasmos se i.joolhara
no altar ondo so bebe as priiueiras dou-
trnaco'dd para a. vida publica, beijura un
gido a ara symfolicu do peusamonto que
em si germinara, e, resoluto, eutrou na
pugna, dsuais) da baudeira ijuc ispleu-
deutu troiuulava nos arraiaea do seu parti-
do. Mas, foi infeliz, muito iuf:!iz !...
A morto fulmiuuu-o para a noite do lon-
ginquo e do incognoscivel, temi apenas so
Iho recuado oitos lustros de peregrintco
na trra, juuca lo de flores o de piomessas
o camioho em que coiuecara a sua tio
curta jornada I
Faulidade !...
ubuegacSes. A natureza dotou'O de urna
intelligoncia lucida, ajadada de certa som-
ma de conhecimentos praticos e de algu-
ina illustraco.
Tinha o espirito emancipado da insoata
osela dos tempos idos, e, assiin, se dei-
xava ir nos arristameutos das lea evolu-
tivas com que o presente quer s^r o vin-
gador do passado para o futuro que se di
viaa as asas rutilantes do progreaso.
Procurava estudar, como a poca o exi-
ga, os caminhos mais rectos da sociologa,
afim do bem conhecer todos os seus phe
nomenoa e poder sillogizar do modo que
melhor e mais acertado fosse,
Doa tantos quebramontos quo por ahi
cada instante fazera, por anabaes vulga
res, rola.n da escada em que se sobe, esperan-
coso mocos, elle, revelando a ciroumspec
cao e a realeza dos mais altruisticos senti-
mentas, sempre foi visto distanciado disso,
opportuno, o olhando os aventureiros ex-
tomporaneos tresvaridos funmbulos...
Era juiz de direito avulso por sua pro-
pria vontade, e durante o exercicio de sua
judicatura, nunca desresp^itara o magia
tratura e magostado da justica; por isso
que envergnva urna toga sem manchas, qu*
deixou impoluta, como santa reliquia.
Quando ha uns doze annos docorridos
um grito doscomoassado so ouvira dos pon-
toa limitrophes da Parahyba, guiza d^
urna faisca revolucionaria, intitulado -
Quebra Kilos parocendo querer anouviar
o nosso lmpido co, o Dr. Antonio Corroa
A lM docapiCfioiH!'
Faz hoje sao f-sta artstica no Irfeeatro
ftssssto %ai(4ialo o distiocto artista dramtico
Xisto Mlria; I vanda i soena i. owerea de sua
composivao. A ti li i do uapitao mor, uinsiea de
eseolhidos nut r s DisaV o .|a" urna produecSo
litteraria genera da moda ero que o autor pe em
acolo lypos originan a eMto da vervae gasto,
colisa ijue :rit e Uuiiuio daquellea que
roconhocem que esta espacie de ooapjsC;oe3 in-
coatestavelm-nte i uaori lfi^il e exig ite do ge-
nero litterario dram itieo. O iistuieto actor autor
j b' mconli.ci lo por mu taacompoaitO s e.n outros
gneros, revel..a-se nesta to p "rita, convj oa que
mais atm sil., >\ aervin lo nos da osinio do
Diario do Grao Para, de 18 de Jal no do auno
passado, no Theatro da Pa%, qua o lo tai alli exhi-
bida i ora extraordinario suaoesao, a dita opereta :
ck3iamo3 altene do rospeiUvul publico desta
cidade afim de certificar-s: de que tamos eutre
nos tambjm autores de ost i ma > os que de alera
mar nos vera.
Recife, 6 de Junho de 1886.
Taima.
Realmente, bem doloroso, dolorosissi-
mo, o inorrer, quando ..ante de si s \
florescenteg os jardins da vida, s<-m urna t
arvore mirrada, tudo risonho e bafe.ju.lo
pelo sopro da felicidade como n'uma pri-
mavera eterna; quando os descampados do
itinerario nao sao aufractuosos, ueiii cs-
treito o horisoote, e o co o azul e cheio
de fulgura^3c8; quando tuio qua nos cerca,
que nos ouve, que nos acea, que nos fil-
ia, que Ao toca, que se nos antolha, tea
soduc^ocs que eucautam, te.n as phanta
zias de u.n soalio azulado, tem fascinayo-s
doces, nos arrasta nos envolco no mauto
alvisaiino, diaph*no o cheio las iria.ocs d;
urna illuso !...
Ch.remos o nosso iueliz amigo !
Como t.-rrivcl a trausaiissj do vasto
,s.ilo do mundo pira o estreito espado ia
sepultura I.. .
Anda houtem elle aqui, entre nos, ex-
huberaute de forjas e de vitalidade, em
briagado no delicioso nctar tas esperan-
cas dos scus dias do porvir ; e hoje, quan-
do todos o felicita vamos por esse disougei-
ro prisma, quando vamos o seu futuro ar-
rebular-so as ureas manilas de um viver
sorvidente e opulento, quando o vamos
como o inergulhador do Oriente que busca
no fundo de procelloso otar as perolns com
quo enfeita a sua cora de valente, chega
a nao tyrauna da morte a assolapar e des
truii o roseo castello que so architectava.
Que amarissima desilluso !. ..
Sonhores: o partido conservador o Per-
nambuco nao ticarain orphos com o falle-
cimento do nosso prauteado correligionario,
verdade ; mas, iucontestavelmcnte, per-
dern um defensor denodado...
A corporatura moral ;o
linha proporyocs agigantadas, o a cada
momento isso era compr-vado pelo seu re
conhocido prestigio poltico e particular -
sconario duplo ein que inonopolisava qua-
toda a sua ao'ividade, todas as suas
energias pela grande somma da confian-
za de que os scus amigos, o faziaiu deposi-
tario, pela selecta sociedade que o cercava
o que o ouvia como ceusclheiro, tornan-
do o a mentalidade de um grande grupo
que o aceitava por chefe, embora subordi-
nados ao director supremo da poltica na
provincia.
Morieu muito prematuramente, morreu
quando d. meca va a seivir, quando princi-
piav a abrir um tr 90 lu noa da sua
p. 81 g. m no planeta.
Os merecuuentoa de Dr. At'tonio Fran
cisco Correia de Araujo nao derivavam so
mente da bella phase de sua .ida publica,
nSo ; elles se mauifestavam por muitos e
v riadt a matizes : era homem de palavra,
seai rofelhos, amigo nunca desleal; nao i
una pbrasea cheiaa de engaosos torneios
e auropeludas ; nao desvirginava ou men-
ta aa suas lOnviceSes, de muita pro-
bidade honrado : e era aob a pgide desse
fortisiimo baluarte, qoe ualentemente se
abroqu dava contra os botes de seus initni-
gos, sorrindo da caravana que embaixo
passava .. O aeu trato oca ameno do
de Araujo se achava como chefe de polica
dest.i provincia; e para bom dizer-vos
como acertadamente conhecia elle a arte
de governar, basta leabr*r-vod o modo sa
bio por que tomiiva aa providencias, que
penda.n do seu alto cargos
Condemnava tudo aquillo quo tinha a
f-dcilo damnosa da anarchia, amante como
era da ordem o da lngaliiade, e nunca dei-
xou de mostrar que bem conhecia que tu-
do que se desnatura porde ;.a harmo-
nas do bem e do bello, nullo e esterili-
ssdor.
Conviva celebre do banquete da vida,
sempre no estado activo, nunca se afuu-
dara as auturnaes dos festins de Baltba-
zr.. .
Era esposo e pai vazaJo no mais inv.ja-
vi 1 inoide.
Fazia do lar um uinho de castos amo-
res n'mua divudade santa de duas got;;
.le or/alho no eolio de urna flor, ein torno,
como l'e.iia intima, as enrubocidas pstalas,
que eram o duleifluo fructo do mais feliz
conjunto.
Os proprios adversarios eufuaeraram as
armas diante .lo seu cadver c far-liic.-ho
a devida justica; porque, s elo inilitava
em hostes oppostas, viv*u sempre obediea-
to lci de urna eo exist.inci.1 social com os
homens do boca, expuogiado desea linha de
cunta o credo polti'-^ a que p-.rtencia.
*
Senhorcs : O Dr. Antonio F. Correia de
Araujo era un grande cidadao, era un va
rao distiiictissiuo ; ainava extremosamente
a torra quo lhe deu o berco, e por mais de
urna vez o demonstrara. Carao outros tan
tos da sua estatura, ciiaentava a obra lo
futuro da sua patria, trabalhando e.n prl
da colectividad--, e quem o procurava
em momentos supremo?, saba fazer o bem
com o coracao escoimado das impurezas da
poca de degenerecenya, que a presento ge-
racilo atravessa jo no n'um ocano do tem-
pestades.
Tinha intuitos ^levantado*, nobres ; e
sempre que un ensejo so lhe ufferei.ia, elle
bellamente mostrava, como attributo inge-
uitD, esse seu caracteristico.
Foi deputado provincial em mais de urna
legislatura, e agora era o tamben!.
Cabio amortalhado no seu proprio no me
como o roblo na sua folh.-gam ; cabio no
prelio, sombra da bandeira do seu parti-
do, como o roble soberbo nos omos da
inontanha, tarrido pelo violento tuiao que
se deseocadera do braco potente do ente
mysterioao dos sepulcbroa !...
li -ign :un-ios A morte um justo tri-
buto que os vivos pigara ao Autor da Na-
tureza, e a resignaco foi sublimemente
exeuiplifada pelo filho de Alaria de Gali
loa, no drausa eusanguentalo do Calvario.
*
O Dr. Antonio l?. .orreia de Araujo n-s
ceu nesta provincia, de pais Ilustres, e pele
que era e pelo quo 8' fazia valer, perten-
ci.. lite da sociedad pernambucana.
Deixou, infelizmente a vida, quan lo na
hora actual do paiz todos o apontavam co-
mo um dos que de presente se fuzicn im
n'um so pensamento para let'o.ilor o que a
patria perder durante oito aunos safaros,
em que somonte se conjurava coutra os in-
teresaos mais vitaos do estado.. .
O seu baque echoou louge ; o s;u d- s-
apparecimento para a sombras r -guies da
eternidade, foi como o du urna estrella de
superior grandeza, que phanomenalmentese
recolhera aos plainos luminosos do infinito,
no seio immenso de Deus.
Os fastos da sua provincia c do paiz se
enoarregaro de biographal-o compridamen-
te e mesou a posteridade ; o o ?ulto grandios >
do notavel PEBSAMBcANO dar entrada no
Pan'.heoa da historia patria, diade aadfl d"
luz, pelos rophos que as lutas colhera.
Por cima da sua sepultura nao se fu o
silencio dos tmulos d'isconhecid^s...
As palavras mal articuladas, que neste
momento se. cvolain do meus labios, sao
apenas linbas prcambnlares.
Duscanca em paz, esforerdo bataihador I
e de l do empyrco, junto aothrouo do Se-
l or, onde deves repousar, raaada-nos urna
Kmbranca protectora do parti.lo que foi teu
e quelles que a teu lado combateraiu!
. Descanca em paz !
...........................*4.....
*
Meus senhorcs:
A enmmocao embarga-me a ?oz, e eu
sinto me eufraquecido. .
Curvemos a cabeca vontade do K d dos
res; que >s areanoa do co sao inaanda-
veis '
Urna lagrima sobre a, campa do nosso in-
di toso irmao poltico !
Por hoje tendea pago o tributo dovido
ao illustre finado.
Oremos por elle I...
21 de Maio de 86.
Joaquim Ramos da Silva Moreira.
A ultima opereta obra do Xit 1 B-diii, o
actor que personifica urna das inelborcs aptides
scenicas do palco braslero.
A filho. do oapitao inr. nascida.do e-lebre de
Xisto, urna bem traialhada c>mbii-co musical
que denota muito gusto : ello fez alli cousus de
contrapunto que hourariara a qualquer maestro,
Quaato ao trabalh > litterario a opereta oaca-
da nos moldes pouco variados do genero; se ao
tem originalidade, todava correcta e chistosa.
Nao nos oausoo sorpreza a nova producco do
Xisto : sabemos que de vez ein qunuto tra.;a urna
comedia com aquelle perf Jito conhecimento, que,
elle tem, dos segredos da arwe, as horaa Vagas,
aliuha inavi .sos varaos, era que revela mn espi-
to bem educado na uoncepcao do bello.
Xisto Baha um artista diamatio (v.jan beu>
dramtico) que l Dirwiu e collec-iona erchideaa,
capaz de atirar-nos urna tirada de b.tin^ci c^in a
mesma facil lado com que de.-lama um oipnologo
aiuistro, ou dae, um bolera, l'erguutem-lbe por
alguns tactos da historia patria e vero como a sua
exercitada m'-inoria, illumiunda por urna inti-lli-
geucia 'gorosa, penetra no pastada o traz a flux
os acontecimentss com um criterio admiravel.
Elle faz todas essas cousas aera basofia, sem
pretom;o, e contenta-ae eom os applausos que o
seu talento arranca ao publico, ora as sympathias
qu elle conquista por toda a p.irte.
Na Filha do capitao mor destacase urna figura
original que foi muito bein interpretada peio ue'or,
Coirabra, que co.nprslieudeo o peusaaieuto do au-
tor, quaudo pmtou o Almotac;! um frange ainado
de espada e cinta. ,_
Seguem se o capi.-o-mr, qup, sendo o psraona
gem de todas aa op.irctas, foi inagistralraente feito
jelo autor, e depois o governador, um tjpo que
percorre as comar. as de suu junsdieco como um
D. Juan em busca da roere* que perfumera as
ruinas de um velho e gaato coraeao. O Sr. tiantoa
ilva andn menos mal, notanJo-se achar-ae em
ms coiidiges o seu orgo vocal, alias vigoroso e
afinado.
O desempenho da protogonista coube a Sr.* Au-
rora de Freitas, que poriou ae com aquella graca
e elegancia que Ib.-) ao pecu.iarjs, realzando as
suas correctissimas friras era um traje de fino e
apurado gosfo.
Olhein a flor da larangeira, dir ella: mas o que
qu-r : hunanus ttum...
O cadetes. .. Deixeuios em paz os cadetes..
.%. reeepco clappista
Os clapps apenas souberam quo o hroe de S.
J<,s ahi vinba revolucionar o parlamento com sius
co3tumadoa desaforos, renniram se e rescl-.eiam
fazer -ama recepcjlo earrondosa.
Convites, anuuncios e eartazes nao faltaram.
Cttegoa o vapor cora a preciosa carga, e emquaato
os curiosos eatacavam na porta do Paiz para ou-
vir o representante do Poc,o da Panella, e auar-
cbista como os eacriptorea que o visconde estipen-
dia, o homem poe pein t.-ira, e interna-se era mo-
desto quarto de um hotel!
Finorio, que o illustre hospede. Chegra ao
caes, passou a vista pelos manifestantes, contou-oa
e qualificou-os, e agr .eceu a fea'-a...
Quando o Sr. Jos .Vlarianuo nao os quer...
porque a inspectora de hygiene j os cousiderou
btalas greladas !
A polica tem o iever de auxiliar os zelosos dele-
gados- da hygiene ..
8 X /.. Y.
(Jornal do Commercio de 25 de Main.)
O Sr. alos Mariana aa cmara
Muito injusta a opposico da imprensa cora a
maioria da casara dos deputados, emprtstando-Ihe
scutiiuentos que aiuda nao revelou.
Diplomados tem h.ivi lo cujos poderes nao for..m
recouhecidos, mas diacuriudo seus direitJ, se con-
v. nceram da justica do julgainento.
Apparelhada de mximo criterio, compenetrada
de todos os escrpulos inherentes a miaao d juiz,
em cauaa de que a ncao parte, a maioria tem
facultado aos no-reco.ihecidos tidas as garantas
que no anno pjusado foram negadas maior parte
do seus meuibros, euto na opposico.
O Sr. A. de Siqueica saho pela porta larga da
legalidade, tendo dito Manto aprouve ao sea dcs-
peito, k o Sr. Almeida Oliveira ncm se aulmou a
ir justifi ar seus pretendidos diieitos.
A"ora ahi vem o Sr. Jos Maiianno defenier o
sea dip'oma, e como a orainijeo de nquerito an-
da est examinando o complicado projeaso da elei-
cSo. sem que por modo algum seus membros ha- I
j un enunciado opinio a respeito, escreve-se que o
diplomado rao ser reconhecido. .. porque o te-
m m !
Nao justa a imprensa opposicioalsta. O Sr.
Jos Mariauno tem direito a justica igual aquella
com que o anno passado, membro da 1* commissao
de inguerito, julgou os seus adversarios. Da ap.
p'.icac.io d'esses principios S. S. nao ter razo de
se queiiar.
Adversario da aituavj, deatimdo depurador na
19 le"is.atura, nao pretender o Sr. Jos Ma-
nanto qoe lhe pro igalisem equidades que elle
nunca fez, mas tem o dever de esperar, para gosar,
a infiexioilidade com que sempre proceden na quah-
dade de juiz.
Sahir dessa norma, por elle meamo mantida, e
poi-se ahi a prenunciar juicos, ou inculcar attri-
butos .,ue nao asseutam n'um representante da
naci, qual se apres-uta nao deve fazel-o o Sr.
Jos Marianno a quem homem qualquer educado
nao pode temer, desdo que tem obrigacao de evi-
tar.
Essas facanhas podera completar urna triste ce-
lebridade, mas tem seu uoYir ane* no consistorio
da matriz de S. os do que no recinto da c-
mara, que nao se rege agora como ae regeu o anuo
passado.
Nao ouc S. S. por conaeguiute o conselho de
sena amigos. Defenda os seus direitos com sn-
ceridade e criterio, e faca ardentea votos para que
os jmzes de hoje pro :urem imitar o juiz de 1885.
i Do jorW to Commercio da corte de 28 de
>, -------------
Una ligrima de saudade
NO TRIGSIMO DIA DO PREMATURO PAS3A-
USSTO DE MISHA INDITOSA PRIMA MARA
DA PENHA DE SIQUERA CAVALCANTE.
o Teve n morte He urna santa
Tendo a vida de urna flsr !...
(Dr. Tobas Barreto.)
SONETO
To bell, to riao.ilia as.um parta,
To meiga, to gentil qual flor querida
Aquella que outr'ora eatremecida
No seio maternal amor Irma.
Bem cedo, como a flor que desprenda
A existencia verdosa, emureheceu,
E o sorriso alegre fallecen
Daquella que na vida foi Maria.
Entre anjos, como vos, um triste adeus
Como prnnto rolado imoieasidade.
Este hyrano erguerei em prantos teas ;
Junto a pai silenciosa da eternidade
Urna lagrima reuuo aos ointicos meas
E envo como prece i divindade...
Eng nho Timboass, 6 de Junho de 189:
F. Btrttngmer BHUm



f
Diario de PeruambucoDomingo 6 de Junho de 1S6
Ao eleitorado do 3. dlslriclo
Nos abaixo asignados, eleitores de Oliada, re-
conhecendo a firmeza de principios e bem assim a
intelgencia e mais predicados que concorrem na
pessoa do distincte pemambncano Dr. Democrito
Cavalcante de Albuquerque. temos a sabida bonra
de apresental-o como candidato na eleicao a que se
vai proceder para prehenchimento da vaga, deixa-
da, na Cmara dos Depotados pelo passamento do
dignisaimo representante deste districto, e nutri-
mos a ennviccao de que o indepeodente corpo elei-
toral acolhera com toda a eftuso tai candidatura,
-*alardoando assiai a dedicacao. a firmeza e os in-
gentes esforcos com que tem elle em todos os tem-
os defendido os direitos deste provincia e as ideas
do partido conservador, j na imprensa onde nin-
guem o tem excedido, ja na Assembla Provincial,
onde portou-se aempre como um verdadeiro pa-
triota e um poltico distincto.
Injustamente preterido por duas vezes no 5* dii
tricto, onde conte amigos dedicados e tem sabido
angariar as sympathias da maioria do eleitorado,
e isto pelo poder do ouro de certos potentados que
vSo a pasaos largo* corrompondo e avassallando o
eleitorado dosta infeliz provincia, estamos conven-
cidos que o nosso distincto compatriota, se nao ior
desta vez eleito, reunir pelo menos um numero de
votos que attcste bem alto a autononva, os bros e
a independencia d corpo eleitoral do 3" districto
Ol'mda, 22 de Maio de 1886.
Jos Candido da Silva Pes-oa.
Silvino Augusto Nunes de Mello.
Jos Coelbo de Carvalho Das.
Francisco Miguel de Siqueira Bastos.
Joao Figueira Curado.
Manoel Jos Barbosa.
Joaquim Quintino Goncalves.
Jos Marques Correia.
Theadoro Herminio dos Santos Coste.
Joao Rodolpho 4e Carvalho Dias.
Manoel -Isidio 6. do Nascimento.
Francisco de Pinho Borges Sobriuho.
Epiphanio de Franca Mallo.
TLeophilo Silva.
JoVJovino Palmeira..
Periandro Brlhante da Silveira.
JoSo Baptista Cavalcante de Albuquerque.
Lnpicino Francisco de Paula.
Antonio Marques Correia.
.loo Baptista da Silva Manguinbo.
Vicente de Maiangunzo Tiburcio Ferreira.
Jos Marcoiino da Fonseca Manguinho.
Antonio Ribeiro de Albuquerque.
Liberato Prisco Ribeiro.
Manoel do Nascimento de Jess.
Sebastiao do Reg B. Barrete.
Malaquias Gomes de Mello.
Francisco Antonio T. de Faria.
Jos Carlos do Reg Valenca.
Frederico Guilberme Roberto Kosck .
Manoel Francisco Pereira.
Heniy G. Stepple.
Eduardo Guilherme Stepple.
Antonio Teizeira da Silva.
Bacbarel Miga ;1 Nunes Viann.
Manoel Jos de Castro Vilella.
Custodio Jcs da Silva Pessoa.
.mtonio A lves de Oliveira Braga.
Jes Estevo Baptisia.
Joaquim Baymundo Pereira Bello.
Manoel Cavalcante de Albnquerque.
Jos Jeronym de Carvalho.
Manoel de Senna Coste Feitosa.
JoE Elias de Vasconcelloa.
Jos Joronyrao Bustorff.
dar ira celebrar missas nesta capital e em
cutas comarcas os protestos de sincera
e profunda gratidlo, de que acho-me pe-
netrado ao recolher tantas provas de vene
relo memoria de meu pai, e que oon-
stituem para mim lenitivo ao ruda golpe,
que soffri.
Era meu dever pessoalmonte procurar
todos quantos prestarais me taes servi-
dos e, entao, significar Ihes meus sentimen
tos ; mas, nSo o podendo fazer, bem como
nao convindo mencionar nomes, o que pode
dar lugar cahir-ae em falta, prevaleco-
rne do presente meio e pejo que me d es-
culpe m.
E neste meu reconhecimento sEo solida-
rios meus irraaos.
Parnameiri m, 3i di Maio de 1886.
G. de Drummond.
Tacarat
Com este titulo encontrei um artigueto no Dia-
rio de Pernambuco de 1G do correte, a que nao
me posso furtar de dar urna resposta pela'attenco
que me merece o correspondente, pois pelo dedo te
conhece o gigante.
O correspondente principia o seu artigete com
a vcrdade dos factos, que sao patentes ; mas logo
turn iu se em moriego para attenuar a responsa-
bilidade dos seus :ora chupava, ora sopravi.
Onde vio o correspondente, que nunca veio
minha casa, cabras mal encarados, quaiid" eu
s tentio coinigo tres filhos que por ccrto nao sao
mais teios do que o mesmo correspondente ?
Onde vio esso grupo mai numeroso do que o
dos seus amigos e composto de gente a nv-aina
ordem ?
O correspondente, que nao ignora o terme, nao
j' 'de qualificar de grupo a um pai e tris tillios
mis vivem em suas casas e que s se reunem
uuando chamados em caso de necessidade.
E' certo que em minlia casa existo um prepara-
tivo de defeza, que foi feito quando os amigos do
correspondente procuraram gente em Floresta,
Cabrob e Villa-Bella para atacar eete povoado
afim de darein saque s casas commerciaes e rou-
barrm a vida dos cidados ; a mim se deve nao
terein elles levado ao afim o seu intento.
Nao exacto que aqui se tcnlia dado qna'.quer
desordem depois de minha chegada, nem que es
teja eu, ha 4 mezes, inhibido de sabir de minha
casa : tenho sabido pouco, \erdade, porque,
alm de ter estado doeute durante um inez, teuho
por habito sabir puncas vezes de casa.
E' cerco quu se deram as quatro roort s, mas
ignoro a de um pai de familia com 10 filhos ; e
sera bom que o correspondente diga quaes os au-
tores d'essas mortes, o motivo del las e em que lu
gar se deram, e bem assim rm que lugar foi o Lu-
cio baleado e o que andava fazen lo com o capi-
to Ignacinho, esse pnmeiro mogo da comarca,
porque um facto que j nao se pode negar, visto
ter Lucio murridu em eousequeucia d--ssa b.la,
em Pao d'Assuear.
A verdade est patente na coinarc, eu sinto
que um boincm de beic, como o correspondente,
procure detnrpal-a.
Porm nada adinha, porque os lbenles aasas-
siuai um dos incus inclhor. 8 iiinigoe, e se expede
telegrainma pediudo forca para couter a mim, e
mi diputado provincial diz que fui eu o inaudan- Z08 alguill tanto doce; pulpita';ao do liflra-
animados d esse sentimento sublime que se
chama instincto. estamos sempre resolutos
a dar batalka com um valor indomavel ao
nosso inimigo mortal em favor do glorioso
privilegio da existencia Aquello senti
ment a voz espontanea da natureza, e o
nosso dever consiste era obedecer. Va-
mos, pois, a ver; 6 possivel rotardar a
morte ? Indubitavelmen'e o pois que o
mundo est'sujito a certas leas, e quera
as estuda convence se que n'ellas se coin-
prehende a dita possibilidade.
Os que se acharo dota os do val ir e
uizo aecessariofi para se cobrirem cora o
escudo que a propria natureza Ihes propor-
ciona para este offeito, podero repetlir os
ataques incendiosos do inimigo da vida, ata
quo as faculdades rite** vio pouco a pos-
eo Pin e ditosa, e at qse o asa da luz s lbe
apresent-j com aspee** aasaoMo e sem |s>-
ror, para os cooiiujrifr, com a'ama viaje
deliciosa, a casa regiSo roaptandeoeute que
brilha mais alm das trevas do sepulehro.
O destruidor toma diversas formas, mas
d a preferencia a de um inimigo moral que
devora actualmente as purtes vitaes da so-
ciedado moderna. Martyrisou j e mar
tyrisa ainda quasi todos os habitantes deste
pea.
Que inimigo este ? Quer o leitor sa-
ber se tambtm victima da crueldade
deste tyranno ? Pergunte a si proprio se
atonnuntado por algura dos sytnptomas
quo vamos enumerar: dores do cabera,
das costas e das espaduas; falta de appe-
tite; accumulacao de uina lama viscosa,
espessa e pegajosa em roda das gongivaso
dos dentes, sentindo-se simultneamente
um sabor desagradavel, espocialraente pela
manha; tristeza e dcscahimento aco.i p.i-
nhados de somnolencia ; urnas vezes a sen-
sacilo de uraa carga pesada no estomago,
e outras, debilidades na bocea to mesmo
orgto, nao havendo satisfago alguina om
tomar alimento; aspecto tristonho e cor
ainarellenta do olhos ; estado fri pega-
joso dais mos o dos ps ; uraa toase seco a
ao principio, acoropanhada, porm, iepois
de urna expecoracSo de cor esverdeada ;
cansaco constinte sem que. o somno pareca
proporcionar descanco algum; euarvafo,
irritacao o mos pres'intiinentos; deliquios
e vertigens ao levantar-so do reponte. ; pri-
sao de vontre; esta lo secco, e veces, ar-
dente, da cutis ; condiuao e.sp'ssa e em-
botada do sangu'*, escassez e cCr milito
tinta da urina, que deposita um si; liuient >
depois de permanecer por algiim tempo em
repouso; devoluyiio frequente do alimento,
urnas vcz's coit. gosto acido, e outr.is ve-
te o'esse assassinato ..
U |ilauo poltico e todos os meus amigos
bein bem d'isto.
E' quanto basta.
Jtoba, 2G de maio de 1886.
Francitco Cavalcante de Albuquerque.
O corpo medico do I'ariz acolhuu benvolamente
o i i i: to Je extracto do flfcndo de !>i
ralhi ; a su.t admiuistravau fcil eolio ou-o
ntre >s maos de loias as mais ; a sua accao
Agradeflmeuo
Venho significar, pela roprensa, o reco-
nhecimento, em que me acho para com os
meus amigos, parentes e todos quantos de-
ram-me provas significativas de apreco c
considerscSo, prestando meu pai j no
decurso da fatal enfermidade, quo levou o
so tmulo, Eervicos que reputo valiosos, j
depois, acompanhando O cadver ao depo- 'prompta e poderosa toruou-oprei-l-sopara os ane
sito ao ceiuiterio publico, assistindo s exe- mieos c para os indivutaoi eujosangue se acha vi-
quias no enterramento, e s missas e me-1
mentos celebrados no 7* dia, na igreja do
Carmo.
Aceitera, pois. todas essas pessoas, ,
bem assim, as que publiearam pelos
jornaes ou proferiram na Assembla Pro-
vincial, ou borda do tmulo, discur-
sos e poesas < oramemorativas, as reda
eyot s dos jornaes, os que pessoalmente ou
por meio de cart5es e cartasas coraaij-
soes da Assembla Provincial, cmara mu-
nicipal, sociedade dos Func< ionsrios P-
blicos, e diversas repartic3es proviniiaes,
signilicaram-me condolencias pelo passa-
mento de meu pai, os veneraveis religio
sos da ordem do Carmo e os demais sa-
cerdotes, que officiaram, quer no memento
Celebrado na capclla, por occasto de se-
pultar se o corpo, quer oas missas, e no
celebrado na igreja do Carmo pelo 7* dia,
recusando se a receberem por taes actos e
officios a remuneroslo, que Ihes compe-
ta o Sr. Gonsalves Agr quo prestou-
se a armar o enterro e a cc.a desinteressa-
damente, finalmente os amigos que man-
COHMERCIO
HoUa conaiuerelal de Pernam
l>ueo
REC1FE, 5 DE JUNHO VE le&o
Aa tres horas da tarde
Cotacoes olficiaet
Letras hypothecarias do banco de crdito real de
Pernambuco, a juros de 7 0/0, do valer
de 10O* 95S000 e 940OJ ada urna.
Ka hora da Lola.
Vendei am-se :
30 letras hypothecarias.
42 ditas dem.
70 ditas dem.
O iresidente,
Pedro Jos Pinto.
O secretario,
Candido C G. Alcoforade.
RUDIMENTOS PilLlCOS
Mez ce Junho d J886
ALFANC.F.GA
ReKTIA 6BU
Lo 1 a 4
dem de 5
Resoa raovutcuL
De 1 >4
dem de 5
85:266*201
30:52.;1U_'
16:63i599
3:6y5318
Totel
Recsbbdobia D 1 a 4
tu< ui de 5
COBSULADO PBOTiaCUli
dem de 5
D, 1 a 4
116:001*603
20:326*917
136:418*520
2:697*331
2:224*996
4:922/327
19:448/978
1:245/914
RFCiraDEAnnaa! e 1 a 4
dem de 5
20:694/892
1:207*410
38/439
1:245/849
DESPACHOS DE' IMPORTACAO
Vapor nacional Mandos, entrado dos portos do
aorte no da 2 de Jnnho, e co isignado ao Viicon
de de Itaqni do Norfe, manife^ton :
Barril vasios 480 a Amorim Irmos & C
eser-jtula e rachitismo
sua dosigem psrfeiU assegur,u-lhe um lugar lo
mais honrosos na i-lasse dos agentes th'-raj.enticos
Cuja elEcacia inaiseutivel satisfaz ao mesnu tem
po er pe enca e ao raciocinio.
(Tribune Medcale]
l na niEveui escura encobre a
luz do sol tfa nossa existencia
A' incerteza da vida junta>c o mysterio
tenebroso da morte Lra quanto que, por
urna parto, esse primeiro grito infatitil nos annuncia aue outro seri. acabarlo unir-se
nossa esp ci, inspira uraa alegra prjfuti
da, por outia part trememos do espanto no
ouvir o bat-r horrivel das azas do anjo ex
t-rminador A voz omnipotente da in-
fluencia suprema que governa o universt
.iecretou nosso destino, a sentenya fatal foi
pronunciada e toios os lioinens estilo con-
deinnados a moiTcr !
Sem duvida alguma, a morte inevita-
vel. Nao po Jemos, porm, retrdala?
f esta urna que t;1o quo seria de Uina ioi
portanci. incacuia/-l, ain mente de ganbi-r urna hora de vid, pois,
Fumo 4 encapados a ordem ; 3 a Lipes fJrg!l.
Ferragens 8 voluines ordem.
Fariuha de inaud ca 337 saccs a Jos Fe>j
de Albuquerque
Mobilia 4 voluntes ao consignatario..
Pipas vaslas 117 a Amorim Irmos & C.
Salsa 0 rolDS a G. Laport & C
Vaoor francez Gronde, entrado dos portos da
Europa, no dia 3 de Juulio, e coosignado a Augus-
to Labille, manitestou :
Amostras 1 caixa ordem
Agua mineral 21 caixas ao consignatario.
Ameixa 13 caixas a llosa o Queiioz, 10 a Oa-
Oiingof Ferreira da ilva oc C.
Bit ter 25 caixas a atoar Kauffman i C.
CogMM -5 caixas a H. Burle C, 25 a Do-
mingos Ferreira da Silva & {'..
Clichs 1 caixa uo Diario de P Jornal do llecife.
Conservas 10 caixas a C. Pluyn & C 10 a
Kmis & C, e 5 a ordem.
Carne em conserva 1 caixa ordem, 1 a Runos
& C.
Conrea 1 caixa a Mendcs Oliveira, 2 a Otto
Bohcrs .SueiCasor, 1 a Prente Vianna & C.
Chapeos 1 caiao ordem.
Ferragens I voluine a Otto Bohers Succcssor.
Juias 2 taixas a J. Krausc & C, 1 a A. Kego
& C.
Livres 2 caixas a Jlo W. de Medeiros.
Liires 10 caixas l or iem.
Mansas alimenticias 5 caixas a liosa & Quci-
ro
Manteiga 1 caixa a C. Pluyn & C.
Mercaduras diversas 2 voluntes a nina Ber-
u.-.rl, 2 a Prente Vianna \ C, 2 a J. C. Levy.
Man'etas 1 caix-A a S .ntJ.
Objcctos tiara relnjoeiro 1 caixa a E- Goets-
chel.
Perfir.aria 1 caisa a G. Lirx.rt & C.
Pape 1 caixa a J Nuu.-s de Siuzi, 2 a Bo-
drigues oe Faria & C, 4 a Costa Lima & C., 1 a
Sodr da .otta & Filho, 1 a G. Laport & C, dito
de embrulho GO tardos a 8. Ba>to Amorim & ().,
50a Jlo F. d'Almeid-i, .r>0 a Paiva Val.ute t
C, 61 ao consignatario, 32 a Joaquim Duaite Si-
moea ot C., 10 a Rbdrigu! de Faria eje C, 20 a
Coste Lima &. C.
Queijos 70 caixas e 1 tina a Carlos Pluyn Ji C,
2 a Ramos t C.
Roitaa 1 caixa a Crsmcr P'rey & C.
Retrato 1 volume a E. Chaln-.
Sanguisugas 1 caixa u E. Al. da Silva Si C
Semen tes 1 caixa ordem.
Vinho braoeo 15 pipas, 50/5 e 5 710 a Cunlia
Irmos & C, dte tinto 1 barril a Prente Vianna
A C, 2 ao consignatario, 4 a Rouquayrol Freres,
8 ordem, 4 a J. Lauvet, 1 a F. Manoel da Silva
& C. 30 caixas orde, 30 a II. -Nucsch 4 C.
Veraouth 2d caixas A ordem.
yao ; manchas npparentes ns olhos; o hp>
tavel prostrayilo e debilidade do paciente.
Todcs est -s symptomas costumam pre-
sentar se por seu turno Acrediti se que
quasi uina terya p irte da nossa populadla
est aifectada da dita enfermidado em al-
guma das suas variadas furnias Como
regra geral, os mdicos se aqaivocam a
reapeito da natureza desta dornfa, ouje
verlalfiro noin'H djspepsia ou indigiv
tao; enfermilado qu-i e cura nf.illivol
ment por in--io do Xarope Curativo d
.Mai Sig.il. Efcte medicamento ter.i obtido
cui amb.'S os liemisplieros una reputacao
justilic id:. iico:itistaveliuente por suas
grandes virtudes. Vende-so era tudas as
bonicas, e pharma--iaa e na casa dos pro-
pietarios, A J. Wliit, (Limited), 35. Far-
ringriou Riad, Londres, E. C, Inglaterra.
Depositarios na provincia do Pt-rnambu-
eo : l irtholomcu & C, J. "I. L#ivy A C ,
Fian-isco M. da Silva & C, Antonio M r-
liniano Veras & C Rouquayrol 4 Ir nXos
o Faria Sobrinho A C. ; em Bello-Jar lim,
H lUoel de Siqueira Cavali-nnto Arco-Ver
de e Manoel Cordeiro dos Santos Filho :
em Independencia, Antonio Gomes Bar-
bosa Jnior; em Palmares, Antonio Car
loso de Aguiar; e em Tacarat, Jis L>u-
renco da Silva.
'nrgaco. FortalccJmento
E' alc-nc*do meiiaute o us> das pilulaa as.-n-
ca adrtg de liristul, estes dous processos cao i use
paravelinente reduzides um s, e o in raj j nao
cha i C, 55 a .Jo.o V. Alves .Matheus 4 C, 46
a Domingos Cruz & C.
Fumo 20 volumes C V. Alves Mathciis & C, 2(1 a Rodrigues de Fa-
ria & C, 5 a Sainos Se C, 15 ordem.
Livros 1 caixa, ordem.
Merca.lorias 9 voluntes a Alaia Sobrinho & C,
3 ordem.
Pannd de algidilo 10 f.ros a N. Alaia & C,
lt) a A. SkiiIos fe C., 45 a Alachado & Pereira.
Saceos vasios -)) fardos a Alathues Ausiiu Oc
C.
Sebo 270 barricaa a Joaquim da Silva Carva-
lho c C.
Vapor americano trance, entrado dos portos
do sal do dia 3 de Juubo, e consignado a H. Fo-
rster C, inaniest.
Amixitrss 10 volumes, a diversos.
Caf 250 ocos n Manoel ds Santos Araujo,
197 a Angn-io Fijuciredo 6 C 115 a Ferreira
Rodr .-lies C, 108 a Sosres do Amaial Irmiios, i
50 a Soares & C, 60 a Froga lt?- en 3V 00 kilos de assucar raascavado.
Barca allema Agnes entrada de C.rdiff no dia
3 de Junho e consignada nrdein, man-tesu-u :
Carvao de pedia 502 toneladas.
Galera argentina David Stwarl, entrada nu Bal
riinore no da 4 de Juubo e consignada i ordem,
inaniti-ttoii :
Fariuha de trigo 3:000 barricas a Alachado
Ljui-o & C. v
Brique italiano Andrea Padre, entrado de IIun-
burg, no dia 3 de Junho e consignado a H. Pe-
terson & C, manitestou :
Alcatrio 6 barril a Baltar Oliveira & C.
C m -nf.o 1200 barricas a Gon^alves Pinto & C ,
900 a V. F. d'Albuqu-rque Nascimento, l 0a
Miranda & Suiza, 100 a Ueis e Santos, 500 a
Sulzer Kaiitfnian-& C.
C'-rveja 125 caixas, 4 ordem.
Dynumite 30 barricas a Gonvdves Pinto t C,
50 i ordem, 10 a tteis & Santos.
Estnpiu 4 volum.'s a Gjncalves Pinto & C, 1 a
Res & Santos.
Gariafoes vasios 1300, ordem.
Ladrilhi 30 caixas, 4 ordem.
Locca 15 barricas, a ordem.
M-icidorias diversas 4 volumes a A. D. .'ar-
neiro Vianna, 5 a Bernardino Duarte Ca-npua Sr.
C, 35 a V. F. de Albuquerque Naacimrat".
Pregos 40 caixas A orucm, 17 a liis San-
tos.
Papel 500 fardos ordom, 600 a li. Nuesch
&C.
Phosph'iros^lld caixoes ordem, 10 a Ferreira
& limito.
Tijollos prova de. fogo 2000 a V. Ferreira de
Albuquerque Nascimento.
Sida 6 barricas, 4 Tintes 120 barricas, 4 ordem.
Vidrcs 40 volnmes, A ordem.
iPACOS DE KXFa'iA"
Eta 4 de Juubo de 1886
Para o exterior
No vapor inglez Portucntc, carr-garam:
Para Liverpool, .1. Pater 4 C 8,570 eacess com
642,750 kilos de assucar mascavado.
No vapor ingliz Hercules, carregaram :
Para Liverpool, II. Cahu &c C. 354 caceas com
21,032 kilos do algo dio.
Pura New York, J. S layo & Filbo 400 sancos
se pode dizer de nenhum batee catharcico existen-
te. Por este mesuia razilo 'ellas slo indubitavel-
mente o remedio alterativo'o-mais efficaz e precio-
so que juiais foi receitedo para as curas da para-
lysia, fraqneza nervosa, debilidade geral, verti-
gens e tonteras de cabecs. Estes enfermidades
acham-se feralmente mais ou menos ligadas, quer
j coma effeitos ou causas, com urna certa condi-
co mor bota do estomago, do figado ou dos intesti-
nos. Sobre estes orgaos as pilulas operara de urna
mancira directa e com umi tal promptido e torca
eurativa, que verdadeiramente taz admirar, ein-
quanto que por outeav'lado, ellas dao vigor a todo
o systema,
A Salsaparrilha de Bristol, sendo de todos os
agentes o mais notavel para a renovaco da vital -
dade do sangue, torua-se, portento, em tees casos
indiepensavcl.
Ellas acham-so mettidas dentro de frasquinhos,
e por isso a sua conservadlo duravel em todos os
climas.
Aclw-se 4 venda em todas as principara bo.icas
e lojas de drogas.
Agentes em Pernambuco, Henry Foratei & C,
ra do Cotamercio n. 9.
rr|ruiffla da festa do glorioso
A. Goncalo de tinarautho que
se Teera na capella de Maulo
Amaro das Malinas no domln
go do corrente.
Ao meio dia do sabbado, 5 do corrente,
urna salva xeal e diversas girndolas do
fogo do ar subiram aos ares, o a banda
marcial do 2. baUlhao de infantaria far
ouvir as inelhores pecas do seu vasto re-
pertorioa-inuQciandoao Sant'araareuscs que
chegada a vespera da fcstividade do
milagroso S. Gongalo.
As 6 horas da tarde ser alteada a ban-
deira do mesmo Santo, acompar.haJa por
senhon.8 o meainas, ao s>m da banda de
msica do 2." btalhilo de infantaria
Ao romper d'aurora do suspirado dia G,
urna salva real e ainda diversas girando-
las do fogo do ar farao despertar aos ha-
bitantes do lugar annuneiando-lhes quo
neste dia quo sctMii de rcnler cultos ao
santo casamenteiro.
\s 11 horas do dia entrar a festa, ofi-
ciando o Rviu. Sr. vigario Augusto Fran
klin a orchestra esiv-ontiada ai talento do
maestro o Sr. Lidio de Oliveira ; que
far executar diversos e iiuportant-s so
los. Final'sando a festa, inca outra salva
real c nl<;uoias, girndolas, bem como sol
tar se-ha um lindo bailo A meaioa ban-
da de msica se f..r ouvir antes e depois
da festa.
A' tarde haver no largo da (lap-lL,
i|ii: m '-ciiar gallianlnoient ulornado
..mi band -iras, diversos iii?> rmeiiriu po-
pulares, o a ban ia de uiUsiua .--c esforzar
por executar li idas pcy.s; sub-il lo ao cr
um aerstato modelo.
A's 7 1["J lloras da noito entrar a la-
daiiiha solemne oceupando a tribuna sa-
grada o eloquetit.i prega Ior Rvd* capel
lao teneute padre L'onariu G.-.-go. Findo
este a-t> soltar s"-h.i un outro balio e di-
versas girndolas.
Dai li n a tola a festi un iilagniti -o
fogo rtili id f< ito a capricho pelo artista
Baptista; prcem-li'-udo os intervalos di-
v.-rs.s pc<;:n (h msica executadas pela
ban la ilo t*
A eommissai,grita a t.l-.s quant> con
eorr-rain p .ra a m-sina festividad**, r->t;a
aos morador.-s no largo da c ra do Hjoi Gosto o favor de illu'iiinarem
as frentes do suas casas para maior bri-
iaiitisiuo.
A cap1 Ha ser |iri BOrosanieiU) decra-
la pelo insigue armador o Sr. .Ag-isiuliO
B carra.
A eompainha earros txtraonlnarioa pira condusir os
devotos do mesiuo Santo.
N. .'!. Mais, se ti'ii.l-s iiilios rteljHa que
por alti d- appetite estilo doentios, dae-
Ibes a Emuls.ao d>: Scoit.
">' maravillioso cooic e u pouco tempo,
.-o tunaleiii-na, restabi-leemn su o como
recuperan! a cncrgia o a saudt;
Dr. Fernandes Barros
Medico
O Sr. Dr. Joo Cruvello Caval-
cante
Retirando me boje, com liecnca que salicitei do
governo, para o Rio de Janeiro, nao tive tempo de
aespedir-me de tedas as pessoas que me honraram
com tus estima e amizade, por isso sirvo-me deste
meio para pedir Ihes d sculpa e ao mesmo tempo
suas orde. s.
J C. Cava lante.
Recife, 2 de Junho Ce 1886.
Palmare
5
O abaixo assignado convida todos os seus
amigos polticos da comarca de Palmares a se
reunirem no dia 13 de junho prximo, na cidade,
na casa de sua residencia, para tractar-ae da or-
ganlsac,ao da chapa de camaristas que devetn
cunporrer 4 eleicao municipal em julho do corren
te anno.
Pa linares 28 do maio de 1886.
Avttriclinio de Castro S Brrelo.
Roubo, i nao armada
No dia 18 do corrente mez um almocro-
vo conduzindo da cidado do Espirito San-
to, ue Pao d'Alho, para o eDgenho Cotun-
guba moa carga cora dous baha, entre os
engenhos Cancel la e Cotunguba, Sai ata-
cado, e amarrado por dous ladroes, que se
apoderando dos bahus, arrornbaram-nos, e
roubarara os objectos seguintes : 3 pul-
seiras d'ouro, tendo urna inscripta a pala-
vra nmisade- em perolas, outra repre-
sentando '.:m triangulo, e tendo urna co-
bra, foita de perolas, o a hrceira repre
sentando una ti ir do coral cora palmas de
ouro.
1 relogio para senhora, e-om altinc-te para
pregar o elogio-
i vestidos linos, sendo um de seda
asul niarinho com enf.-it-s do velludo e
rendas ; outro de merino cor de granada
com enfeites de setim, da mesma tur ; ou-
tro de merino ior de cumbo, com bolinhas
di velludo granada ; n cutro de merino
c"r de p-rdas, com rendas cor de reme.
-I vi stidos de percate a cassa de cores
differentes ; satas bordadas, camisas ti
glezas para hornera, seroulas, duas cairas
cor, duas soore-as uas, s-*n i<> nma nova
com a marea ra d > Uospi i > Rio de Ja-
neiro '1 parea di botinas de pellica, para
senhora aireos pares de sapatos de charlo
'-, ilOSS -aiiiis iS oiir i las com O lime Dr.
X-reu Gil- vr.t un al.; ;.!! ti do
iluici azul COW a marea li i iii'S h Sil
casaem lii-.n-os enteitados de rendas,
ti
va
p r;u-u-.ll;is !.-, no e.*B!teo ,|.- iihiiiio pie
l) co .i p.ilii8 ile vililii, .- <-iilei'-s .le
setiiu, e iioi i bul inliii -I-i caiuro da hVisi.i
.om "rnti : i| uta tro mil r*is cu dinheiro.
l'.i.ie* aa utoridUdoa policaes a ap-
pivlicnaSi dos referidos ob|-*ctos, dos ra
oro---, <- d'aquelles \-> quem fb-
rem en entrados ia objcctos como cum-
pl -es de seinolliante roubo, sendo indein
nisados de cugenho Cotunguba.
do Thesouro Nacional, assim o tenha entendido
c faca executar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 117 de Maio da
1886, sexagessimo quinto da Independencia e do
Imperio.
Com a rubrica 'de Sua Magestade o imperador.
F. Beluario Soares de Sousa.
3 Scelo, 5 de Junho de 1886.
O chefe,
Cicero B. de Mello.
Juizo dos Feitos da Fa-
zenda Nacional
Escrivo Reg Barros
O Dr. Francisco Alvos da Silva, juiz substituto
dos Feitos da Fazenda deste proviuc.a de Per-
nambuco, etc.
Faco saber a todos que o presente virim e delle
tiverem noticia que no dia 11 do corrate mez ds
Junho, pelas 11 horas da manba, depois da au
dieucia e perante este juizo, se vender em praca-
publica, os bens seguintes :
O Jomino til do terreno de marin'ia n. 4S, site
ra dos Coelhos, fregmziada Boa-Vista, pertcn-
cente aos herdeiro de Antonio Carneiro Machado
Ros, aval i a do por 1500$0.
A casa tenca n. 1, sita na travessa das Formo-
sas, freguezia de S. Jos, edificada eui Terreno fo-
reiro de marinba. peitcucente a Ignacio doa Pra-
zeres, avahada por 1U3000.
A casa sita ra da ViaFerrea, freguezia de
S. Jos, n. 13, edificada em terrano toreira de ma-
rinha, pertencente a Diogo Augusto dos Iteis, ava-
llada par 2()/0(.0.
A casa u. 7, sita a travessa das Fonn isas, fre-
iruczia de i. Jos, edificada em terreno de mari-
nlia, pertenceata -i Ruymuudo Pereira de Britto,
avallada por 150 K)C.
A casa n. 7, aia travessa das Formosas, fre-
jraezia de S. Jos, edificada em terreno roieiro do
niaiinlia, p.-rtencente a Joaqua de Oeiis limgal-
ras, avallada por IjSOO;)
y, ij.is b-ns foram penhorados para pagamento
da Fazo ida Nacional custas. M-md-i fazer o
presente no cari .no dos Feitos da Fazenda Nacio-
nal, pura ser publicado.
Recife, 1 di Junho de 1886 Eu, Jos Francis-
co do liego Barros, escrivo, o escrevi.
Fra"cui:o Alves da Si'vi.
Juizo dos Feitos da Fa-
zenda nacional
E2sci'2vo llego B.irros
O Dr .1 ,- Manoel de Frailas, deembargadcr ho-
norari'i, nfHciil di lui|ierial Ordem d.. Rosa, e
jan i. -iv.i'.v.i dos Peitos da Faseada desea pro-
vincia de IVrn m.iiii-.i, eic.
F (, i riWi Uilus que o presente viseas e doli
tivt-n ni n .tiei i que n dia 11 do eurnatre mez de
Jnnhi, p;ias 11 horas da maulla, depais da au-
diencia, e perant.- cate i uizo, se v.-n lea, em prafa
pub ca, nal librado de um andar n. 9, lltJ la-v
leint 0 i Uiscrieordia da > d-i lmda, tureira o
-cii'ii. Cmara Municipal de Olinda, estando
ni l -ni ?stado e bem winiervaiUi, pertenceate aos
lieriiefroa '. i m n -ge Firmino de Meil> Aseda, av.i-
:ii I i por l;_';i;i, c pauhorado para pagamento a
Paseada Nackiual cuitas.
l>a I" e passado no cartorio dos F.-irjsdaFa-
zindi N'.icioiial, iij Io ie Jnnlio de 18%.
En, Jos Frauci.-co do Reg Barros, escrivo o
eterevi.
Jote M. de Freitot.
TA
O Dr. Ad-no Antonio oe Lun Fnire,
offici.il da Inp rial Urd-m da Risa,
couimeiidador da he.I Orlom l'ortu
gueaa do Nosso SenliT Jeaiis Christo,
ejuiz de Direito privativo de o'phSos c
yusetit'S n'-s'a eomar.sa do llecif-i e seu
tet-.no, p->r S. l. o I.up-rial e Constitu-
cional o Sr.
guarde, eto
. Pedro II, a quem Dus
Consultorio na 'io Bom Jasas u. 30.
(t'-n-ufa^ dit meio da 3 horas.
Roaideueia ra da Aurora n. 127.
Teleplionc u. 4U
rara u liiicriur
No lugar noruegujnsd Chae, carrega-
ram :
P-ru o Rio Grande do mi, J. S. \jTJ 300 barricas com 14,121 kilos di kssucar brauc...
No patacho sueco duna, orrcgaram :
Para o Rio Grande do Sul, Burle C. 585
barricas com 38,113 kilos de assucar branco
So vajior nacional Mandos, carregaram :
Para o Rio di Janeiro, Al. S. A. de Alinrida
4 400 cocos, fructa ; M. Amcrim 3 caixas emi
correias de sola.
- No vapor nacional Marinlto Viiconde, carie*
garam :
Para Babia, P. Pinto & C. 40 barra com (i, 10)
litros de tnel ; G. Liporte >t C 10 barris eom 'JDO
litros de tlcool.
No vapo- nacional Pirapama, carregaram :
Para .i Ce ini, Al. A iSenaa & C. 30 barricas
com 2 250 kilos de assucar branco.
- No hiate nuional B. Jess, carregou :
Para o Natal, M. J. Pessoa 1,0 0 saccoi com
fariuha de mandioca.
ras saber ses que o presente edita I viren ou
delle ii -ticia tiverem, qu-, na audien ia de 22 de
JunllO d i ci rn-iite an ni, na respectiva sala das
audiencias, ir.ii a prava publica para seren arre
matado* pur v.-n.la, a qnem mais der, S'-rviudo de
bise o pr- oo dj abate da l.-i os b.ns begaintes :
As tris qaartas pari-s ili> sitio e c sa editicida
ein terreno uroprio, sob ". 6, estrada de Jetad
Har.-os, freguezia de N >asa Senhora da Oraos,
leudo a eaaa 5 quartos, 2 sl cimba d- ugua p.tavel t-iti i eia divers.n arvo-
redua de fructo, cem 1,14"> palmos de fri-nto para
a mesma estrada de Joao de Berrea, inclusive
direit adquirido por escriptura privada de 1 de
Ju.ilio de ISTti, a inei'acvii do muro e oito da
casa contigua dn lado do poente, ra i|.- Nunes
Machado, p.-rtcueentes a An'onio de Sopza, e
outr'oru a .Manoel tA C.isfa M.iuirica'. cij > valor
com o abs'te da le tica s-ndo de 3:21ll.
A pane de ierras ii'> lunar deiiominadj Dous
lirav'js na Barrada A-eii e lo das Inhumas da
Lage da Coih.it-, coaiai-.-a da Imperatriz, |Oovin-
cia das Alago.is e Vai a orara S eom o abate da
Ici uo valor de "705.
Cuj is li.-ns perteuuein ao espolio da finada Ale-
xaudria Aunes .lac;ine Pires e va a prica a n--
<|U.-riinento do inVentariaute o baeharel Antonio
Aunes Jae*OM Pires para pag.inentoa do dividas
e distan do inventario. *
E para que chegue ao conhecimento de todos
inaudii pasear o preoe.nte e lital que ser publica-
do pela imprensae Hiadoiios lujar, s I > cootume.
Dado e passad.i nesta cidade do Becif>, capital
da nroviucia de Pcruamliuco, aos de Junho de
188.
Eu, OUvo Antonio Ferrrira, escrivo, o fiz es-
., xrevtr c subscrevo.
Adelino Antonio de Luna Freir.
MOVIMENTO DO PORTO
Navio entrado no dia 6
Santos por escala -7 dias, vapor francez
Villc de Cear, de 1,699 toneladas,
eominandaote Uupont, equipagem 42,
i arga varios gneros ; a A. F. do Oli-
veira.
Navios saludos no mesmo dia
Cear por escala Vapor nacional Pirapa-
mt, commandante Francisco Carvalho,
carga varios gneros.
Rio Grande do Norte Hyate nacional Ge-
riqwttf, cipitio Joaquim Honorio da
Silva, earga varios gneros.
VAPOKlS jsspekados
Edita] ii. 107
Jacuhype
Orator
Aconcagua
Bfhia
Ville de Sanios
Colorado
KU*
Espirito Santo
Turnar
I'ara
Ilam1
Ip:>juca
Galicia
Neoa
Congo
Tagus
do sul hojo
de Liverpool boje
da Europa hije
do sul amanhil
da Europa amanh
de New-Port New. amanh
da Europa a 9
3 norte a 13
do sul a 14
.10 SUI a 17
de Hamburgu a 20
do norte a 20
do sul a 21
do norte a '23
da Eeropa a 24
do sul a 25
do sal a 29
Alfandega de Pernambuco
De ordem do Illm. Sr. insp-ctor, se faz publico,
para conheeiinento do cominercio que, io dia Io
de Julho do corrente anno cm dianre, por esta re-
partc,lo s f ir eftectiva a cobranza do imposto
addicionat de 5 '/o, destinado no futido de rmau-
eipaeio, creado pelo decreto abaixo transeripto e
maudaiio observar pela circular n. 8, da-Taeaon-
raria de Fazenda de 22 de Maio prximo passado :
MIXI-TEKIO DA FAZENDA
Decreto n. 9,503 de 9 de .Maio de 1886
Mauda cobrar para o tundo de cmancipacao a
taxa de 5 0 addicioiiacs a todos os impostes ge-
raes, excepto os de esp rtav-lo.
Para execuc,ao do art. 2 u. 2 c art. 4o 7o da
lei u. 3.270. de 28 de SetemUro de 1885, hei por
bem, tendo ouvido a SVeSo de fazenda lo eonselho
de estado, ordenar que se observe o seguiu e :
ArLl- Do da 1- de Junho prximo futuro em
diante coineear a si i eobradj em Codo o imperio,
para o fund de. emancip.ica e livre de despezas
de arrecadava-', a taxa d-> / addicionaes a t -
dos os i upostos geracs, cvc.pio o de expoi t lyao.
Art. 51" Os iuip istos geracs a que su refere o
artigo antecedente a que coustam da lei de orea-
orcamcuto geral do estado, sao os que se tegue.n :
diiii'is de importeciii par- ransuuvt, expediente
dos gneros livres de doeitjde ejasuino, dito de
capatuzias, nrmazenagcm, imposto de pharoes,
dito de docas, sello de papel, imposto de trausmis-
sio de propiiedade, dio sobre industrias e pro-
tissoes, dito sobre subsidios e vencimeutos, uito
predial, dito de transporte, di'o de gado, premios
de depsitos pblicos o o imposto de latentes o
privilegios.Renda com applicaclo especial, a |
saber : taxa de escr.ivos iuclusive a addicional,
traiisinisso de propriedade de escravos, multa,
impostos sobre os consignatarios de escravos, dito
sobra loteras e sellos dos billmtes de lotera.
Art. 3- Nenhnmaprovincia, nem mesmo as que
gozarem de tarifa especial, ficar isenta do paga-
mento deste imposto.
Art. i- A referida taxa de 5/0 ser calculada
ssbre a impotancia dos indicados impostos qu r
estes sfjaiii fixos quer propircionaes.
Art. 5- Ficain ruvogadas as disposicoes em
conirario.
Francisco Belisario Soares, de Souza do meu
eonselho, o ministro e secretario de Estado dos
Negocios di Fazenda e presidente do Tribunal i
CuiKclode cumpraw du roarllc*
ta Mnriittin
I'ropistis para o supona-uro de inedieameii-
t.is cnt.-miara de mariiilia e aos ii*WS de guer-
ra fu luidos uo porto desta Capital.
D< arder de Mm. Manuel Picanea ..I* Costa, inspectiir, taco iiiiblicj
qu- no dia II dio irro.it* -nos, as 11 li >raa da ma-
nila, coutrat.i-se e.m c mscli > n suppr'iin int' de ni -
dicamento a enfermara de Mariana, e aos navios
de guerra fund-ados ni pirto dnaM capital, pir
6 mese*, a contar d i 1 do Julho ao ultimo de
Dezeuibro vai loo.ro
As propistas deverao ser apres-nta las n-sta
secretaria em cartas fechadas at s 11 horas di
dia precitado, nado por bav o ro.-inulanu, qae
desde ja ucha-se exposto a cuu.i .1 >s pretett-
denles.
O contracto teri celebrado sob as seguales cou-
dievea :
1* Todos os medicamentos sero de prime ra
qnalidade.
2 Ser) entregos p lo fornecedor qutad) pe-
didla iminrdiatainente.
3 Picara exportes a ppprovacJli os reproci-
co do in-ilico da euf rinaria.
4." O fornecedor pagar a multa de 10 par ccato
do valor dos Ntodieauen'-s que nao euiregar, e
de 20 por cento o d'aquedcs cuja entrega nao
rffectuir ou fjrein r> provad?, te os mi substi-
tuir por outrns, que s. jam aceites ; e b.'m assim
a differen* que poHsahavcr entre os presos ajus-
tadas e aquelle porque se tiver de cbter uo mer-
cado.
5. O f. mecedor fer pago da imporlanc'a do
forucciuiento que fizer, pela coinp-t. ute rcp.uti-
Vao. em vista dos doi-uim-iitos que obt'ver.
Observacoes
I.1 Nenliuma proposte sera recelada sem que o
propnente u'ella declare por (extens-i. sem claro
alguin, eiitrelinha ou rasura, o preeo e mais cir-
cuiiiHtaneias que iiiicres -m ao forrieeiincnto.
2 a N.i.i aeri aceita proposia em que o nego-
ciante nao declare que se sujeita ao pagamento da
multa de cinco por cento na valor provavel do
toruecimeufo, durante o pr.izo para que este an-
nuiuiado, se nao comparecer m-sta seretaiii para
assiifuar o ccnt.rac'o que ior celebrado no prazo
de tres dias, contados d'aquelle cm que fr chama-
do pela imprensa.
3.' Nao sero admittidas as jiroposUs dos ne-
gociantes ou firmas aociaes que nao iipresenlarem
eertido de matricula da junta cumnercia', bilhe-
te de pagamento do imposto de industria do ul-
timo semestre, e eertido de coatracn social, tx
tialiidn da junta commereial.
4. Neohuina proposta ser receida depois do
da e hora designados neste auuuncio.
5. Os propcnentei apresentaro as documentos
exigidos, tres dias antes do asurcada para o rece-
bimeato das propostas, afim de ser Icrta a compe-
tente veriflcacioi
G Os foruecedores fiuaro sujeitos a mais 30
dias de suprimento, alm do i razo estipulado no
coutracto, sem qm esta circumstaucii Ihes d di-
rcio proroga\-o do -jjuste. conformo a clausula
estnbelecida pelo viso do Ministerio da Marinha,
de 13 deju ho de 1877.
7 Os cbjectos tornecidos s sero pagos n j mez
seguiu'e.
Secretaria da inspec(o do Arsenal de Marinha
de Pernambuc o, 5 de maio de 18815.
i,0 secretario,
Antonio da Uva Azevedo.
1 seccaoSecretaria da polica do Pernam-
buco, 5 de Junho de 1886.Edita).Por esta re-
partigo e de ordem do Illm Sr. D.\ chefe de po-
lica se convida a Joaquim de Brito Vas roucellos
a vir cu mandar a esta repirtico leclainur a en-
trega de seu escravo Arman io, dentro do prazo
de 15 aias que lhc tica marcado.
O secretarle,
Joaquim Fiancisco de Amida.
Juizaiio de paz
Por conveniencia do servico, ficam transferidas
as audiencias deste juizo para as 4 horas da tarde,
as quartas leiras : despachos de peticoes em
qualquei parte que for encontrado.
Freguesia do Poco da Panella, 4 de junho de
18S6.
Affonso More ra Temporal.
S. R. J.
soire bimensal cm 6 de junho prximo faturo
Previno a todos o senbores socios e eoavidadas
que esta soire principiar as 7 horas da naite. Os
ing-essos cacoutram-se at a vespera ia soire
em poder do seuhor thesoureiro, e os convites no
do Sr. presidente. Recommenda-so toda a sira-
plicidade as toilettes e scientifica-se qne nao sao
admissiveis aggregados.
Recife, 10 de Maio de 1886.
Luix Quedes de Amoiim,
2- tecretorio.
I

A

I

i mam i


s
.

v.


Diario de PernambucoDomingo 6 de Junho de 1886
-*
Engenho
Vai em praca no dia 8 de junho, depois da au-
diencia do Dr. juis de orphaoB, o engenho Tilinta,
aito na tregneaia de S. Lourenco da Matta, con-
tratado no engenho Ontral, e piox'mo a estacas
do mesmo nome. O agricultor que queira-e collc-
car bem era um do primeiros engenbos daquolla
fregnesia, compareca mesma praca._______
Companhia
0 abaiio asgnado, por terse deseneau libado
do seu poder os ttulos de O soguea da compadhia
do Beberibe, de ns. 5,701 5,760, do antgo pa-
dro de 50>000, e ter de requerer referida com-
panhia a aubstituieo dos mencionados ttulos per
antros de novo padro, faz a presente declaracia,
de qu? fi -am sem valor os meamos litulos, o par*
os devidos effeitos legaes, pnblicu esta m-clarsfo.
Kecife, 31 de Maio de 1886
P. P. de Joiipuiui Pereira Rosea,
Luiz A. Siqueira.
THEATRO
Sil mm
Huipreza Dramtica
Direecao da actor XISTO BAHA
DOMINGOS! DOMINGO!
Espectculo em favor do actor
SUSTO All A
Fi-im-ira representacao da opereta em 3 actos
original do actor XISTO BAHA, repetidas vezea
applaudida no Theatro da Paz no Para :
A Filha
DO
Capito-nir

I
De ordem do Sr. pres dente se fae sciente aos
enhorca associados, que nao podendu ter lugar
hontein a sessao de assembla geral, conforme foi
annuneiudo, visto nao te. em comparecido senao
14 socios, foi novamento convocada para o dia 10
do corrente, s 10 horas da nhl, para o que
convidase aos meamos S'nhores a se apresenta-
rem na respectiva sede ; outrosim,' que ti car A
constituida a assembla geral deosa vez can o
numero que comparecer ; tuda de accsrdj eom o
art. 27 dos estatutos da casa.
Kecife, i- de junho de 1886.
ebastuo M. do Reg Barros,
1* secretario.
L. C. E.
Club Commerclal Enlerpe
Sarao em 12 do correte
Tere lugar nesfa noite o sarao que este club
proporciona aos seus a-sociados. |iir estiverem quites at 31 de Main lindo,
. ;V i procurar seus ingresaos em mo do Sr.
tbesuureiro.
S-cretaria da Club Commercial Eucrp?, 1 de
.)i...-io de 1886. O 1- secretario,
Francisco Cima.
Antonio Ceimbra
Lyra
Pacheco
Augusto PereB
Capitana do Porto
De nrdutn do Exm. Sr. ebefe de div&o Jos
Mmi.i I Picaneo da Costa, inspector '(teste Arsenal
n eapilio do porto desta provincia, fago publico
-:i observancia "O aviso circular do minisie-
lio ca mariuba de 7 de Maio ultimo, por esta re-
par'icio faz-se acqusicao de cubijados e vtlun
garios para servir no batalhao naval, aoe quites sio
comed las as seguintes vaotagena :
Aoa voluntarles 4005000, ana engajadoj 5U0j,
e as |irea.s de pret voluntaria:*, quatido excusas
)ior con-luso de tempo do aerviou, um praso de
:erras de 103,900 metros qna Irados as colonias
do Estado.
Secretarla do Arsenal de tariaha de Pernam-
buco, de wnho de 1886.
O secrelario,
Antonio da Silva Azevedo.
Justino
Venancio Fkres
A. do Valle
cr
.\..s ter.-n is dos art. 5 i: 6 dos estatutos, silo
u'-uvidados os senhores aceiusiatats & icaJiaaieai
at o dia 30 de junho prximo, na (de do bae i,
i ra do C li z por cento do valor nominal de cada aceao.
Recife, i8 de Maio de 18-6.
Us ii iminisrr.iJ.ros,
Manoel Joao ite Amoriin.
Jos da Silva Loyo Filho.
Luiz Duprat.
Arsenal de Marinlia
0BCDB8O PARA ESCRKYKXTK DA DIRECTO-
BIA DE MACHINAS
Em cuinprimento ao aviae do Ministerio da Ma-
rinh, sob n. 713 de 27 de Maio ultimo, o Exm.
Sr. c-hee de divisan Jos AI a noel Picaneo da (yu-
ta, inspector deste Arrenal, Banda fazer publico
que no dia 10 de Julho viuduuru, As 11 horas da
n.anha, ter lugar n'esta :epai ticao, o concurso
para a vaga que existe de escrevenle da directo-
ra de machinas, ceuforme pa-or o art. 64 do
legulamrnto que baixou coin o decreto n. 5,622
de 2 de Maio de 874, que manda observar as
disposicoes de que trata o rt. 203 do referido
regulamento, ficando para i-lo abeita a n so ripea o
uesta Secretaria at o dia 7 .le Julho vindouro
Os pretendentes deveio instruir suas petitVg
om documentos que provem bin eoinportameuto e
. dade de 18 annos completos, pelo ii.euos, pudendo
untar quaesquer outros ducumentos que inostrem
.-.las habililacoes.
Ao materias exigidas sao : Leitura e analyse
.-rummatical, escripta de trechos un portuguez, ur-
rhographia, verso das linguas inglesa S francesa,
exercicio de composici) em portuguez, ridaecilo e
eatylo de actos officiaes.
Secretaria da inspeccao do Arrenal de Marinha
de Pernambuco, 5 de Jnuho d 1886.
O secretario,
Antonio da Silva Azevedo.
THEATRO
'iiii.
EMPRESA
BRAGA JNIOR &G.
I
ii M
Prximamente chegar a esta eapital, a grande
comoanhia dramtica do THEATBO LUCINDA,
do Rio de Janeiro, dirigida pelo artista
GlLH
da qual faz paite o ine*mo artista e. a prunrira
actriz portugueza
A companhia coin,,o.-ra da um ncleo de ariin-
tasque faziam parte das que fun.-cioiiHin as prin-
cipaes theatros (lo trte.
O repertorio todo escolhido entre os drairas e
altas comedias, que ntais aceitacilo tein tido n m
principaes theatros da Cumpa
Moblllas e tapc^arins
foram feitas exoressameate pan esta empresa esa
Pars.
O Bceuario todo pintad) petos :i .tuv.os sceni-
grapbos
Claudio Rossi e (rosle Mm
Esta companhia em barcina Intnltf do paquete
nacional que parte do Rio de Janeiro a 10 da Ju-
nho e tara a sua ,
ESTREAl
Qaarla-feira, 16 de .luiiiiii
(isto no dia segainte ao da chrgxdM no Reci
com o celebre drama de V. S don, :n tuindo
1
I^C45q, Supp, Offem-
bach, C. de Menezcs, Cavalier, Serppu
te, etc.
PERSONAGENS
Cupitao-mr, esjiecie de eoin-
mandante superior da guar-
d nacional,mandao d'aldeia
e seohor de tricas e futri-
cos Xi&to Babia
Governador,'fidalgo casquilho,
velhote gaiteiro, amigo de
duitar a lu i. : a para as 11- pa-
rigas, cantador de serenatas
fra do hora Teixeira
Almotacel, bicho farejador, ty-
po intrujao de policia, me-
droso a espoleta das ludroe.i-
r8 do Capitao mor. :il>elhu-
do e teimnso
Sachrista rpasela cndiara-
do, studantc de latim, na-
morador, desordeiro o so-
nhador con a repblica
Mendonca, barbeiro que sabe
da vida de todos; iusuflador
de revoltas, fallando inui'o
e dizendo muitu. axnxra
Tereneio, estudante trocistn,
amig.) do saehristao. e
proirpto para dar urna ca-
* becada -mi caso de ralo
Z Capote, hcmi'in de pilo par,
queijo quiijo, conspirador
decidido contra o Cspitao-
mr
Coronel Bengala, ccete araol-
lador da Cmara Municipal,
que na quahdade de seu
presidente, entende que to-
dos Ihe devem ouvir os dis
cursos
Mxji.r Roasbeef, inglez di
grande batata em nirma di
n-i.-iz e que mette sempre u
dito onde nao chamado
Dr. Kelisardo Barriga das
Dorrs, eliqurucia gaga e
que por ser gas?a perdeui-te
as flores dn sua rethorica N'. N.
Conde de Gequilib Peroba N. N.
Barao da Tapioca X. N.
Commendador Sicupira X. X.
Joao Miudinho N. N.
Florentina, que mesmo urna
flor mimosa, cultivada no
vaso de notsa alma Edelvira Lima
D. Brilles, viuva rica, bonita
e nova por quem o japits-
u-r bebe azeite Mara Bahia
Herminia Coimbra
1. 2', 3.", 4., 5.* e ('.' ca- Guilhermina Xunes
detes Pelisraii a Cmara
Lue.ci, etc., etc.
Vereadon-8, eadees, senhoras, povo, etc., etc.
A aceao passa-se no Brasil nos fins do seculo
XVIII.
A msica coordenada pelo intclligcite maes-
tro pemambucaiHMnrcclhno Cleto.
,\lis-en-8c Guarda-roupa a cargo do actorAntonio Coim
bra.
Aderreos deCarlos de Azevedo.
'Numero de msicas
Primelro acto
1." Iot.oiiecao e oroSerppttMne. Le Dia-
ble.
2. Coplas de Mmdon^aC. dj UencBeiA
Eleicau Directa.
3 CoroQue a'egria-Sernpitrlime. Le Dia-
ble.
4 uettoDe inini nao gosta estepjvo Sup-
pD. Juanita.
ConcertanteSupp- e Audran.
CoroQue alegraSerpp-teMmc. Le Dia-
ble.
Coplas e iro tina ISuji;D. Juanita.
N'snnrfo arlo
Coro e coplas do Governiidor Supp D
Juanita.
9. Cantnela de FlorentinaAudninGil;t de
Xarbon.
10 DuettoSacbistao e Florentina Supp
D. Jua'.ita.
11. Aria do C'pitao-mrC de MenezcsElei-
cao Directa.
12. Cantnela de Florentina OeinbachTam-
bor ir.r.
13. Brinde flualSuppD. Juanita.
Terrelro aclo
14. Coro da preeaocSoLecopFi: de Cha.
15.S Fandango do Sachrifcto -AulranFalca.
16.* Duelto de medoCiVaher U ittocudos.
17 Serenata di s cadetesSuppD. Juanita.
18* YValsa da eoaspiraeaademMero.
19 Sernala do G./vernadurIdeiuUoeca'io.
20* Grande concrUnieAudran e Supp.
21* Perdono a tutli Verdi e o popular.
-i" Galope finalExcelciur.
OXialo Bahaespera do publiej tola n co
adjovacio para esta noite em que com os maiores
nkturcos il e cnseguir saiinfaz-'r toda a exigen-
cia que pitia haver para cate genero de trabalho,
que deunnd. ile KOSIu, t.-mpj e despezas.
I'i ineipiar s horas do costume.
Os bilheles p-dem desde j ser procurados no
COlirA^falfA; riSBnAMffl'CAfte
DE
%ave';a?o Coste Ira por Vapor
PORTOS DO SUL
flicei, Penede e Araeaj
0 vapor Mandahu
Segu no dia 8 de
Junho, s 5 horas da
tarde.
i Recebe carga at o
^^SwflSnBRBawdia 7.
ucommcndas, passag,. .s nheiro a frete at
as3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Cas da Companhia Pemambucana
' n. 12
Pacific Sleaui Navigaon Company
STRAITS OF JIAQELLAN LINE
Paquete Galicia
Espera-se dos portos
do sul at o dia 21 de
Junhr, seguindo pa-
ra a Europa depois da
demora do costume.
Este paquete e os que dora
em diante seguireni tocaro em
Plymouth, o que facilitar che-
prem os passageiros com mais
brevidade a Londres.
Haver tambem abatimento no preco das pas-
sagens.
Paracar^a, passagens, e encommendas, tracta-
: e com os
AGENTES
Paquete Aconcagua
E' esperado da Euro-
pa at o dia 6 de Ju-
nho, e seguir depois
da demora do costume
para a
Sanelro, Hoote-
Valparalzo
Para carga, passagens e encommendas e dinhei-
ro a frete tracta-se com os
AGENTES
IVllson Hoas A C. Limited
N. 14- RA DO COMilEROIO N. 14
tniied SUIes & Brasil Mail S. S. C.
O vapor Colorado
Espera-se de New-Port-
News. at o dia 7 de Junho,
o qual seguir depois da de-
mora necessara para a
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
frete, tracta-se com os
AGENTES
enry Forster & C.
N. 8 RUADO COMMERClO. N. 8.
! andar
Cadeiras de junco, mesas de dito, aparadores, 1
Crda lonea, 1 relogio, mesa elstica de 5 tabeas,
*s para jantar e almoco, jarros, copos, clices,
garlo?, colheres, qnadros, trens de cesinha, regis-
tro para gaz e mais movis, patentes no acto de
leilao.
Baha, Rio de
ideo e
(oHi'tMiit ii-;hvmiiix'Avi
DE
IVaTegaeo eosteira por vapor
Fernando de Noronha
0 vapor Giqui
Co m m andante Lobo
Segu no dia 10 de
Junho, pelas 12 ho-
ras da mauha.
Recebe carga at o
dia 9, e passagens at
as 10 horas da manha
do dia 10.
ESCRDPTORIO
raes da Companhia Peraambn
cana n. 12
Para
Segu com brevidade para o porta aeima a
patacho hespanhol Joven Para ; para o resto da
carga que falta, trata-se com Baltar Oliveira &
Companhia.
iEILOK
Terca-feira, 9, o dos movis e mais objectos
da casa da ra da Uniiio n. 57, em que morou o
br. Dr. inspector da alfaudega.
Agente Pestaa
Bom leilo df predios
Quarla-feir 8 do correte
A'$ 11 horas em ponto
No arniazera ra do Vigario Tenorio
n. 12
O agente Pestaa, vender no dia e hora meu
mencionada em sua agencia, os predios abaixo de
clorados, livres e desembarazados de todo e qual
quer onus, cujos casas chamam attencao dos Srs.
pretendentes, pelos seus bons esttdcs de conserva-
sao e ezcellentcs rendimentos :
Urna excellente casa terrea com bom sotao e
grandes commodos, para familia, ao largo da San-
ta Cruz n. 14, rendendo 4202 annuaes.
Cma dita a ra do Visconde de Pelotas (outr'ora
Aragao) n. 41, rendendo 400 annuaes.
Urna dita ra de S. Jos n. 23, rendendo
300{ annuaes.
Urna dita sita ao largo do Mercado u. 17, com
rxcellente sotao o milito propria para qualquer
estabelecimento, rendende annualmente 780 an-
nuaes.
Um txcelleutc sobrado de 3 andares sito rna
do Bom Jess n. 47, rendendo 1:000)5 annuaes.
E finalmente ama dita sita ra do Visconde
de (oyaniia n. 79, com ^rundb commodos para
numerosa familia, servindo de base a ofierta de
3:5005 obtida no ultimo leilao.
margem aos Srs. concurrentes apreeiarem nao so o
goeto, como mesmo, o mais aparado trabalho arts-
tico.
Entres; em arto continuo
A's 10 horas e 40 minutos, partir um bond,
que dar passagem gratis acs Srs. concurrentes.
Leilo
iirjgntea.
De 1 piano, 1 mobilia de junco com 1 sof, 2 con-
solos, 2 cadeiras de bracos e 12 de guarnioo.
jarros para flores, candieiros, tapetes, 1 mesa
elstica, 1 guarda comida, 6 cadeiras, : ::ppa-
relho para jantar e 2 banquinbas.
Dous marquezoes, 9 mesas, 1 cama de ferro, 1
commoda e outros movis.
SEXTA- PEIRA 11 DO CORRENTE
A's 10 horas em ponto
No Io andar do sobrado da ra da Lnpe-
ratriz n. 30
O agente Psn*o
O referido leilo comecr iti 10 horas em pon-
to, visto ter o mesmo gente de effectuar, em con^
tinuaco, um outro leilo de movis na cfficina do
Sr. Moreau.
AVISOS DIVERSOS
2o leilo
Leilo
ti.
>.
lilARIIElRS REIMS
Companhia Franceza de navega-
Cao a Vapor
Linha (]iiinzenal entre o Havre, Lis
ooa, Pemiiiibuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos
stemer Ville deCear
Espera-se dos rjortos do
sul at o dia 6 do corrente
seguindo depois da odis-
t pcnsAvel demora para o Da
' are.
As passagens podero ser tomadas uk> autsbno.
Recebe carga encommeudas e paseageiros para
os quaes tein excedentes accommodaces.
Slew Filie I Sais
E' esperado da Europa at
a da 7 de Junho, se-
guindo depois da inJspen-
eavel demora para a Ba-
hia. Blo de Janeiro
O SltlllOM.
Roga-se .-ios Srs. importadores de carga p -los
vapores desta linha,queiram apresentar dentro de 6
das a contar do da descarga das alvareng. > n.-
quer reelninaeao concernente a volumes, que po-
reKtura teuham seguido para os portos do sul,aiim
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sarias.
Expirado o referido prasA a companhia nao se
responsahilis:! por extravos.
Kccebe carga, encommendas e passageirw parn
is quaes tem excellentes aceoinodacoes.
Augnsto F. de Oliveira & (
42 RA U(J COM)TER('!IO -
OVAL IAIL STEAI PACKT
COIPASY
0 paquete Elbe
Das fazen'as e miudezas da leja sita ra
do Rangel n. 48
O agente Britto, nao tendo realisado o leilao das
referidas fazeudas e miudezas no dia 5, por causa
da chuva o i fluctuar
Segnnda-feira 3 do correte
As O 1/* horaa
2 leilo
De predios pertencentes masaa fallida de Ma-
noel Carpinteiro y Siuza, constando de urna
excellente casa com sota, eom grandes accom-
modaces. quintal murado, cacimba, sita na
da Casa Porte n. 15 A. Urna casa bastante es-
pncosa com grande quintal e accommodaces,
estando oceupada por urna taverna, sita mes-
ma ra n. 15, deronte da campia da Casa,
Forte.
Terca-felra & do corrente
s 10 12 homs
Na ra Duque de Caxias n. 77 A, loja de
miudezas da Boa Fama
O agente Gusmo levar a leilao os predios ci-
ma mencionados, pertencertes massa tullida de
Manoel Carpinteiro y Souzh, por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito do commercio, com
asaisteneia do mesmo e a requermeuto do Dr. cu-
rador fiscal da referida masan.
Leilo
escripteno do Tbeatre.
Na noite de
far o |)i.ir:ist:i
10 d<> corrente, s S horas,
brasileiro
Amaro Barrcllo
ura variado cueorto, on que ser eoadju-
v.ilo, < bsejuio-: .mente, j)or suis Jiseipuias
o dUvinCo incHiIi r
JOUGE TASSO
Pde-M ;i pesaoai que se, .lignarem da
at't-itur eartoes, etrtreg.i ie .-.uae espor-
tilla.-, em eiiv.il. ijies, M i-.-.ssiki que so en-
cnrngorA de receoer na lo da entra-
:l i'i s;:lno.

E' esperado da Europa no da
I) do corrente, seguindo
depois da demora necessa
ra para
Macei, Bahia, Rio de Janeiro, Santos,
Montevideo c Buenos-Ayres
0 paquete Tamar
Em continuaco
Na ra do Imperador n. 75
Terca feira. S do corrente
A's He 1[2 horas
Pianos, mobilias, cadeiras avulsas. guarda-Iou-
ca, camas e marquezoes, carterus e outros movis,
cofro prava de fogo, fogo americano, perfuma-
ras, jarros, quadres e outros muitos e diversos
objectos.
Agente Modesto Baptista
De urna carta de sentenja civel, prvenien-
te de urna hypotbeca, na importancia de
30:520(5594 e mais 4:578090 do juros
accrescidos desde Fevereiro de 1885 a
12 de Maio prximo paseado.
Total ar.io .*Ss
A' serem cobrados executvamente de Jos San-
cho Bezerra Cavalcante e sua mulhvr. senhores do
engenbo Alegra, na comarca do Escuda, engenho
que garante si bi-jmente o pagamento de dita di-
VQUARTA FEIRA, 9 DO CBRENTE
A's 11 Loras
No armazem ra do Imperador n. 16
O agente Martina, auterisado pelo Illm. e Exm.
Sr. Dr, juiz do civel, far leilao, em sua presenca
e a requerimento de D. Bernarda de Souza Maga-
Ihaes e Silva, inventariante do espolio de seu fi-
nado irmao, coronel Jos Antao de Souza Maga-
ibaes, da divida proveniente de urna carta deseo-
tenga, obtida em 12 de Fevereiro de 1885, contra
Jos Sancho Bezerra Cavalcante e sua mulher, se-
nhores do importante engenho Alegra, para pa-
gan-m executvamente e por carta precatora exe-
cutoria, que j se ach passada, a qoanta de
30:5201594, do principal, juros c custas, nlm de
4:578O90 de juros accrescidos de Fevereiro do
anno passado at 12 Je Maio ultimo.
Os Srs. pretendentes podem examinar a refe
da carta em mo do agente.
Grande e importante
Leilo
I'recisa-se de urna ama para servco e casa
de pouca familia : a tratar na ra da-Conceicao
numero 9
Precisa-se alugar orna prt-ta oh um menino
para vender an ra : a tratar na ra dos Marty-
rios n. 148, 2 andar.
Aluga-so o stb do Pina, com;boa casa para
morada, contendo bastantes commodos para nu-
merosa familia, grande quantMade de coqueiros,
seis grandes viveiros, duns cacimbas com excellen-
te igua : a tratar no caes de Apollo n. 45.
Alnga-se casas a 8|000 no becco dos Cce-
Ihos, junto de Goncallo : a tratar na ra da
Imperatriz n. 56.
Precisa-se alegar urna preta ou um menino
para vender na ra : a tratar na ra dos Mirty-
rios n. 148, 2 andar.
Precisa-se d; um menino de 12 14 annos
de dade, para vender na ra, dando fiador de
ua conducta ; a tratar na ra de S. Joao n. 26.
Precisa-sede urna ama
ra Nova, pharmaca n. 51.
para cosinhar ; na
magnficos quadros a
espelhos, jarros, lus
e estatuas de mar-
Leilo
Da arrancan, miudezas, cofre e carteiras
existentes na loja denominada Boa-Fu-
ma sita ra Duque de Caxias n. 77 A
Terqa-feira 8 d* Junho
A's 11 horas
POR INTERVENgAO DO AGENTE
Gusmo
Leilo
ampfscliinalirts-tcseilschalli
Vapor Hamburg
Aceitam-se desiV
pira a catra, no eseriptoii-. do theatro .'-anta I-ii
bel, como Exm. Si r Pinto de Le-
raoa, que a isso eja bwquio.
Joaqui ku,
Secr lubi-t.

Esp.-ra e e UMIJUIGO,
va LI.SliOA, at o di 16 do
ululo depois da
d moni necessara para
liiu de Janeiro e Santos
Para carga, paaaagens, eoeoinnieudaa traeta-
ecoc os
CONSIGNATARIOS
Borstehnann &l C.
UDOViaABftl N.
egperadc
do su! no dia 14 de
corrente seguin lo
epois da demora
necessara para
*. Vicente, Usboa, Vigoe Son
fhampton
t'ara pussagens, fretes, etc., tracta-ae comes
CONSIGNATARIOS
AdaLSoiiHowie & C.
Com|>::ahia ISahlaaa de ua."ii
cao a Vapor
Macoi, Villa Nova, Pencdo, Araeaj,
K8t.inciii Bahia
(J VAPOR
Marinho Visconde
Oe movis, louca, dy^tues, espelhr.s, quadros, ob-
jectos de electro plat e nina espingarda.
A saber
Sala de visita
Uina mobilia de junco preto a Luiz XV, cem 1
sota, 2 consolos, 2 cadeiras de bracos e 12 de
gnamicao, 2 ditas de bal>inco, 1 espilho oval du-
rado grande, 2 quadros a oleo, 4 jarros para fls-
i es, 1 porta-charutos, 1 porta cartoes, Uncus
para cortinados, 2 jardineiras, 3 almofadas, 3 ta-
oetcs e 3 esearradeiras.
Entrada
Um sola, 1 porta bengala, 2 porta-chapeos, 1
cabde, 1 cadera e 1 mobilia de pao carga.
Gabinete
Urna estante envidracada, 3 ditas de ferro, 1 se-
cretaria de mi-gno, 2 mesas de dito, 1 tinteiro, 1
pedra com estante e 1 porta-cartas.
Primeiro quarto
Um guarda-vesti ios, 1 gurda-roupa, 1 toilet de
Jacaranda, 1 lavatorio, 1 guamicao, 1 cttager, 1
termmetro, 1 marquez-io, 6 cadeiras e 2 poita-
eartoea.
Segundo qua to
Urna cama francesa de JMcarand, I mesa de
cuma, 2 ettagers, 1 cabide, ferro 1 mesa de e 1
criado mudo, 1 termmetro, 1 commoda, 2 lavato-
rios, 1 guarnidlo, 1 poitn-tualha, 1 eubide e 1.ces-
ta para roupa.
Sala de jantar
Urna mesa elstica, 1 guarda-louca, 2 aparado-
res modernos com pedra a escuras, 1 gu rda-eomi-
da, 1 relogio de parede, (novo) 1 licureiro, 1 dito
em c.iixii. perei-Una par^ cha e jantar, copos, c-
lices, eompoteiras, c'-rreias, frueteirae, 1 filtro, 1
candieiro a gaz torcida dupla, 1 jarra eom tornei-
ra, talb'res e c.Hieres, mena e trem de eesinha.
Terra felra ** de fuaho
Cm du ra da UniX-i n. 57, por Iraz do
Qyrom Bo
O Dr. Joao Cruvelo Cavalcante tendo de fazer
urna viagem no Ri-> de Janeiro, faz leilo, por in-
tervencao i!o agente Pinto, dos m.iveis e mais ob-
retos da cusa em que residi ra da Uno
n. 57.
O lelio principiar s 10 e 1/2 horas.
Edi conliniifik
vender o mesmo ag n'.e 1 piano de Playel, forte
e quasi nove.
Um bilhar, tacos c bolas, e movtis que serao
pira all transportados.
Agente Silveira
Leilo
Dos inov..is do hot-1 ra das Larangeiras
n. 29
Terca fera. 9 do correte
W 112 horas
9 acuite Silveira, por mandado e com assiatrn-
- Uo Kxm Sr. Dr. juis do direito do commercio,
nEsagtue, udaie e valores requerimento de Jos Cardoso
rWftceatea a D. Umbelina Paus-1
Commarflante J.
J. Coelho
ue iuipretervel
ii i i,e p ara on portos
aeima no dia 6 do cor
rente, ao meo dia.
. unie-
SBw .- HIMHVneata ati 2 oras
da tarde rio
Para i urga, pasea gana, encommendas e din:
a fret-.: 'iaeta-se na agencte
7ttua Jo Y'"'aru>-7
/OiiiiRgos 4Ivs Mathess
Com : I5ra ,.;<:,"*-: Vap&r
PQBSOS DO NOBTE
0 vapor Bahia
Viandante V tinento Aurtiianu Izaac
'dolo.-- \>vv
h o da 7 o Junho,
... -~ ~......w, *-
depois da demora in-
vel, para na portr
1 1 a
trnmcKio
,'cundina de Mftti-", o -juinte
De bons movis,
oleo, importantes
tres, porcelanas
more.
POR INTERVENGA'.) DO AGENTE
Alfredo (iuiniares
Qnarta feira 9 lunho
Ra do Visconde de Goyanna n. casa de
residencia do Sr. commendador Eduardo
A. Burle.
Ia sala de estrada
Djiis sofs, 2 cadeiras de bru(09, 2 de guarni-
cao, 2 etagets, 2 columnas com grandes jarros de
mar more, tudo de madeira de fantasa e apurado
gosto.
Duas msgnficss figuras, 4 jurros, 4 bustos
tudo de marmore, 2 litnpadores le sapatos o um
lustre,.
2* sala de entrada
Um cabide para chapeos, 6 cadeiras de balanco,
2 mesas de jogo, 3 etagers, com espelhos. 2 bus-
tos de marmore, 2 jarros para plantas, 2 porta
fumo, 1 velocipede e 2 carrnhos para enanca.
3> sala de entrada
Um sof, 6 cadeiras, 1 mesa, tudo de madeira
cncrustada, 2 cadeiras de bnlanco, 1 jarro para
planta, 1 lavatorio de porcelana, 2 cadeiras de ti-
me, 2 quadros a oleo representando primor sas
paisagens, 6 ditos histricos, 1 dito o sonho mili-
tar, 1 dito com o retrato de NapoleSo III e om
eai-dieiro a gaz.
Sala de espera
Urna mobilia composta de 1 sof, 2 cadeiras de
bracas, 12 de guarnicao e uina mesa redonda, tudo
de cbaro, 2 duquerqes, de madeira incrustada
1 ri -e piano do tabricautse Playel, 1 cadeira para
0 mesmo, 1 capa, 3 jardineiras, 2 jarros cem plan-
tas, 1 l.te de inusicas c 1 tapete para forro ce
sala-
Grande salo de visitas
Uto divn e 2 poltronas estufadas, 2 conwrsa-
sadeiras, 2 ricos e nspirtantes dnnquerzes de ma-
deira embutida de un tal fino, 2 grandes espelhos
di.urad:?, (bizote), 2 ditos compridos, 24 cadeiras
de charao, 2 ricos jarres de Sevrc, 2 resposteiros
de damasco de seda, 3 sauefas douradas, 5 lancar.
pnrss de cortinados, 1 alcalifa de forro de sala,
1 tapete de pirta e 1 magnifico hisire de crysta
com 8 luzes.
1* gabinete
Um rica secretaria de Jacaranda, 1 sota, 12 ca-
deiras italianas, 1 toiollet, 1 gusrda roupa de Ja-
caranda, ljporta charutos, 2 jarros de porcelau3,
(baearat). 1 dito de madeira, 1 cadeira para
crian;, 1 alcatifa, forro de sala c 1 lustie com 2
luzes.
2 gabinete
Um sof e 2 cadeiras de chara, 1 mesa de mo-
saico, 1 cadeira pura leitura, 2 hincas de jogo, 1
suf, 1 cadeira de braco e 2 de guarnicao, tudo de
junco, 1 tapete pala forro e 1 lustre.
Sala dK jantar
Um rico guarda louca, 2 ditcs menores, 4 ap-
paradores, 18 cadeiras de guarnicao, 4 etagers,
tudo de madeira enerustndn, 2 jurrojile porcelana,
2 fruteiras de marmore, 1 mesa de ferr j e 1 rico
porta-licor de electro-plate.
Sala de bilhar
Um magnifico bilhar. 1 taqueirs, 1 marcador, 1
capas e 2 jogos de bolas, 24 cadeiras italianas, 1
mesa de jogo cem gamao, 2 e .nti.-neiras de mogno
6 quadros, 1 sof, 2 Cadeiras es ufadas, 1 ence-
rado de forro e 1 bag.-.tea completa.
DeapeosH
Um guarda ci-mida, 1 relogio, 1 mesa de mar-
more, 2 ditas de madeira, 1 banheiro, 2 cabides
grandes e 1 arandella.
Ese:.
Um encerado, forro da inesma.
San depois da enead.i
Duas mesa de j igo, 1 eateira de forro e 1 arau-
della.
1* sala oe dimir
Urna rica cama frapee^a c 2 guarda-roupa de
Jacaranda, 1 dito cui espelh 1 ii ette de bano,
1 grande lavatorio todo de marmore, 1 euarnicao
para o mesmo, 1 tivou e 2 cadeiras de bracos es-
tufada, 1 importante pndula de Dronze e 1 eta-
eer para o mesmo, 1 mesa di- jacaran i coin abas,
1 mesi i.e mogno, 1 dita.de min.relio, 2 cama* pura
eriano*>a, 1 tapete de lana, '_' laucas para corti-
nado, 1 porta-ionllias, 1 ar.indella, 1 pal!, ria
de metal, 1 c Batuda pequea, 1 cama d.- ferro,
1 eaixa coin repartMncutoa, 1 lavatorio, 1 mesa
com abas, 1 cabide toqueado, 1 lavaturh de ferro
com jarro a baeta 1 guarnieao verde, 2 caicas de
ferro e esti ira para forro.
2" sa'a de dormir
Urna importante cania fiancezn, 1 guarda roupa
oom e. deerable) 1 tapti, 1 b-re-, > cadeiras, 1 t
do cama, 1 gUHi de marcc,
., 1 lauca c--ni iracapareate, 1 aoaraico
de lavatorio, 1 guarda j,as d : chardo, 7 quadros
e 1 est ira p
O Il:in Si. cr i i A. Burle,
tendo de retirar-a rnilia para o
Rio do Janeiro, ir
agente Alfredo Gnhuaraee, do ntovea da casa de
sua i ra do Viseond-) do Goyanna, os
quaes alm de sua p Offerecc-se urna senhora honesta, de con-
ducta afiancada, para servicos internos de casa
de pequea familia, mediante um diminuto ajuste ;
qnem pretende- dirija carta fechada a esta iypo-
graphia com as iniciaes D. N. R.
AMASprecisa-se de urna para engommar e
outra para cosinhar para pouca familia; tratar
na ra do Amonm u. 64 ou Conde da Boa-Vista
n. 40.__________________________________________
Compra-se nma cata de l:200 a 1:500 que
esteja em bom estado, na fregnezia de S. Jos : a
tratar na ra do Rangel n. 10, segundo andar, das
10 horas s 4 da tarde.
ALUGA-SE urna boa casa com 6 sala", 4
quartos, cosinha espacosa, despensa e terraco,
cacimba com bomba t- dous tanques cimentados,
para banho e lavagem de roupa. dependencias
fra pura fmulos e duas coebeiras, na estrada
real da Torre, pouco distante do sobrado grande
e junto a engenhoca Bemfica, onde se trata cem
Raymundo Lasserre, todos os das a qnalquer
hora. ___________.________
Club de regatas per-
nambueano
Quem livor negocios a (radar
com o thesoureiro dirija-se, a
sede deste Club, na ra da Im-
peratriz n. 17 as i|liarlas e sex-
tas feiras, das 7 s 9 horas da
milite
-% MM
Precisa-se de nma que seja boa cosinheira ra
do Bariio da Victoria n. 35.
Ama
Offerece se una ama para engommur, a qual
perita na arte : a tratar no quadro da ra de S.
Joao n. 1.
Ama
Precisa-se de urna ama : no
ment n. 24, primeiro andar.
pateo do Livra-
Ama
Precisa-se de urna para cas.-t Je pequea fami-
lia : a tratar na ra de Pedro Affoiiso n. 9.
Transferencia
J.iqum Jote Alves Gumares & C. transferi-
rn: o seu estabelecimento da praca da Indepen-
dencia ns. 14 e 16 e julgam nada dever, se alguem
entretanto se considerar credor, poder apresen-
tar-se no prazo de 8 dias, para ser attendido.
Boa compra
Vio praca por venda as audiencias do Dr.
juiz de O'phaos desta cidade de 8, 15 e 22 do
correntp, esemiio Olavo, tres quartas partes da
casa e sitio n. 8, estrada de Joao de Barros,
tendo a casa 5 qna.-toe, 2 salas, cosinha fra, e o
sitio duas cacimbas dVgua potavel e 1,145 pal-
mos de frente para a meama estrada, onde ha
terreno para lar a edificaco, e at para letalhar,
com diversos arroredos de fructo, como manguei
ras, cijueiro?, abacates, frncta-pao, pitangueiras,
jaqueiras, goiaKeiraB, pinheiras, larangeiras, ara-
(aseiros, ingaseiros, cajaseiros, limoeircs, roman-
seiras, oiticorosero, araticuseiro, grande bana-
rjeiral oaixa para cnpm ou e-.inuas ; sendo que
ao poeute, onde ha tambem terreno para edifica-
rlo e sabida para a ra d& Nunea Machado, ha
direito a meiacao do muro e do oitao da casa vi-
tinha. Vai na meama oceasiao praya urna par-
te de trras no lugar Dous Bracos, da comarca
da lu peratriz, na provincia das Alagoa?, tudo
por menos d-- teu valor.
Or. '.nlonio FraneUco Crrela
de Ar.-sujo
O Barao de TaciiiihSem pre fundamente sentido
pelo prematuro pussami-nto de seu prosadissimo
tmgo, Dr. Antcnio Francisca Correa de Araujo,
fal'ecido no dia 14 do corrente, na i orle 'Rio de
Janeir-), manda resar urna musa pe eterno rt-
P usj de euu alma, no dia 16 de junho, quarta-
feira, pelas 9 horas da manha, trigsimo dia do
seu falleeimentn, na cr.pella do engenho Rosario ;
para o que convida aos seus parantes, amigos e
c rr-ligionarios, anteoipando aos que eomparece-
rem, o >eu reconhecimenfo e ;-ratido.
Engenho Cavalcante. 31 de Maio de 1886.
Barao de Tracunhem.
Joaqun* Demetrio de .tliueida
< avnlcnite
Joeephitta Rosa de A'fn-ida Cavs lante e
filha agradi-cein u todas as pessoas que fe dgna-
ram acompanbav ou restos mol i presado
esposo e pai, Joaquim Demetrio de Altueida Ca-
VBlcsnte ; o de novo rogau-lhea o ob=cquiu
assistirera a misaa q na e -lebrar aa ma-
triz da Boj-Vista, s 8 h ,8 do corren-
te, stimo do seu fallecimenta ; antccipando-lhes
ena reeonhecimenf.-n.

1 MBWB I


6
Diario Hmininnut i Domingo 6 de Juuho de 1886


I
I
I
20IOOO
AJuga-se a casa a. B da roa do Riachuelo ten-
fe 2 salar, 2 quartoa, cosinha e quintal mursdo,
a abaras achaie no inesmo cerrer a. F : a tratar
na ra da Guia n. 62, Recite.
Grande sortipieiilo le fo-
gos artificiaos
Nacionaes e hinezes
Froprli para oulu
PABA OS FESTEJOS DAS NOUTES
DE
Manto Antonio, 8. aioo e
*. Pedro
Vende-se em caizas e a retalho por precos com-
modoi.
Bita do Bario da Victoria j. 71
Loja do S uza
Na roa da Unio n. 9,
para coeiobar.
se precisa de urna ama
A RevoluQo
0 48
rua Duque de Caxias, resolveua vender
os seguintea artigos com 25 0[Q de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Las com boUnhas a 500 e 40 rs. o coTado.
Setins maco a 800 ra. o covado.
Setiuetas lisas a 400 ra. o dito.
Setinetas escossesas a 440 rs o dito.
Cambraia com salpicos a 600 rs. a peca.
Linn branco a 500 ra. o covado.
Linbos escosaezes de quadrichoa e lisos a 240
rs. o dito.
Mariposas de cores a 240 rs. o dito.
Renca da China a 240 rs. o dito.
Damasco de la com 160 centmetros de'largura
a 1*800 o dito.
Bramante de linbo com 3 palmos de largura a
1J8O0 o metro.
Bramante trancado dealgodoa 15200 o dito.
Bramante de ama" largura a 3.0, 360, 400 e
440 rs. o dito.
r>rim pardo a 300 e 360 rs. o covado.
Brim prateado de linbo a 600 rs. o dito.
Crochets para cadeiraa 14 >' 1*600 um.
Ditos para sof a 2t e 500 um.
Colchas de fustao branco a 1*800 urna.
Fichs de la a 1*, 2*, 2*500, 3* e 4* um.
Espartilhosvde coraca a 4*, 5*, 6* e 7*500 um.
Camisas de linho bordadas a 3U(XX) a duzia.
Chitas finaa a 240, 280, 320 e 360 rs. o covado.
Sintcs para teuh' ra, no/idade, a 1*?00 c 1*80>J
um.
L-novS broncos fines a 1*800 e 2*000 a dnsia.
Cobertores de la a 2*, 4*500, 6j500 e 8* um.
Cambraia preta para forro a 1*200 a peca.
Meias para homens e seuhoras a 3|, 4$, 5* e
6*000 a dnsia.
Madapolo gema e pelle de ovo a 6*500 a peca.
Cambraia braoca a 2* a peca.
Crinolina branca c preta a 2*800 a peca.
Toalhas felpudas a 4*500 a dusia.
Toalhas alcocboadas a 12* a du-ia.
Cobertas de ganga a 2*800 e 2*900 ama.
Lences b/ancoo a 1*800 um.
Para a Eim. noia
Setim maco a 1*200, 1*100, 1*810 e 2*000 o
covado.
Popelina de sed a 600 rs. o dito.
Alpaca a 400 e 500 rs. o dito.
Capellas e veos finos a 10* e 14*.
Colchas bordadas a 5*000, 7*000, 8* e 10*0 0
uma.
Cortinados bordf des a 6*500 o par.
^J?
Jini' Jeronrmo Moaleiro
O Dr. Pedro de Alcntara Peuoto de Miranda
Veras (ausente), D. Capitalina Monteiro de Mi-
randa Veras, D. Joviaa Amalia de Miranda Ve-
ras, D. Mara Firmiua de Miranda Veras e D.
Maria Josephina Monteiro, teodi recebido a tris-
te noticia da mnrte de sen prr-sado sogro, pai. avfl
e tio, Jo.- Jeronymo M3nteiro, na corte do im-
perto, mandam celebrar divers.ia missas pelo des-
canso eterno dV.laiu d> mesmj, terca-feira 8 do
corrente, stimo da do psesaiccnto, s 8 horas,
na matriz da Boa Vista, c coavidain para este
acto de religio e pandada as pessoas de aua
amjzade, aquem desde ja protestara sumoia gra-
tldAo.
lia rrancitra de Freilaa
Jos S e Souza, Ame:ia S o Souza, Francisca
Amalia de Freitas, Mara Isabel de Freitas e
Jas Rodopiano dos Santos, cenvidam aos seu
pareotes e amigos para assistirem a orna miasa na
capella do cemiterio publico, a 7 horas da manh
do dia 9 do corrente, pelo repoasn eterno de sua
seaipre lembrada aogra, mu e rima, Rita Fran-
cisa de Freitas ; aproveit.mdo a occasio para
agraiecerem s pessoas qy- be dignaram condu-
.H-a i tua nltima m rada
liara da Penba de *<;iieira
Cavalcante
30.di-
Delinir.i Idalina de Siqueira Cavalcante, ainda
profundamente rragoada, raga aos aeus parentea e
amigos para assis'irem aa missas, que por alma de
sua nunca asss chorada e sempre lembrada filba,
Maria da Penha de .iiju-ira Cavalcante, manda
celebrar na matriz na Boa-Vista, s 8 horas da
manh de segunda-fi ira 7 do corrente. ; antecipa
sua eterna eratidao.
f
Precisa-se de urna ama que seja boa costoheira :
na rua do Cabugi n. 16, 2- andar.
Ama
Precisa-ae de urna eosiubeira : na roa do Mar-
qpaa do Herval n
Ama
Precisase de uua ama para coainbar : na
Magdalena, residencia do commeudador Barroca,
defronte do ch .faris.
Auia
Preciaa-se de uma ama de eite, com urgencia :
na rua do Riachuello u. 26, paga-se bem, e que
seja de boa conducta.
Ama
Precisa-ae de uma ama para todos os servicos
de casa de familia : a tratar na rua do Baro da
Victoria n. 7, 2 andar.
Ama
Precisa-se pe uma ama para cosinbar : em
Fernandes Vieira n. 7, jauto dos quatro leoes,
casa de azulejo amarellu.
Ana
"recisa-se de uma boa eogomuindeira : na rua
Pr.meiro de Marco u. 16.
Ama de leitc
Precisase de uma ama de eite ; na rua do
Riachuello n. 24, paga-se bem.
Aluga-se por 25$
a grande casa terrea rua de Luiz do Reg n
47-B, com 5 quartos e mais um fra, bem coocer
tida : a tratar na rua do Mrquez de Olinda n.
60, ou no Caminho Novo n. 91, padaria a chave
para correr, oa taverna junto.
Aluga-H
ama grande casa com dous grandes quintaes e
agua encanada, rua Lembranca do Qomes a. 1,
em Santo Amaro : a tratar na rua da Imperatrii
n. 32, 1- andar.
Aluga-se
por pieco commodo as casas : Pocinbo n. 55, n.
67, lo andar, becco do Veras a. 8 : a tratar na
ru larga do Rosario n. 34, pharmacia.
Muga se barato
as seguintes casas : Pocinbo n. 48 ; Caes da
Apollo n. 75, 1* c 2* andares ; Brum n. 84, arraa-
zem, 1* e 4 andares : a tratar na rua larga da
Rosario n. 34, pba-uweia.
Aluga-se barato
O 3. andar da rua do iloai Jess n. 47.
A casa n. 107 da rua Vi -onde de Groyanna.
? rua do Rozario da Boa-Vala n. 39
A rua L na- Valen rias n. 4
Casa roa da Ponte Velha n. S.
A lija rua do Cala bouco n. 4.
Trata se no largo de Corpo Santo n.19.1 andar
Aos pas de familia
A .bain agsigaada, achando-se habilitada a
abrir um curso pri'iario em sua ca, r*a do
Coronel Snassuna n. 72, pede a valiosa proteeco
dos pais de familia, garantindo todo o esmero
possivel no desempenho de sua missao.
Dunatilla Pacific de Salles Dutra.
Mudanza de cscrip-
torio
O advogado Francesco do Reg Baptista e os
solicitadores Diogo Baptista Feruaades e Anto-
nio Machado das, mhdaram sen vscriptorio pura
a roa do Imperador n. 22, 1- andar, lado de de-
trs, onde te rao encontrados das 10 horas da ma-
nh s 3 da taide.
Aos senhores logistas e alfaiates
Maria Magdalena e Felismina de Miranda, re-
sidentes rua du S. Joao n. 26, costm com pres-
teza o p>t prego comuiodo camisas, ceroulas, cal-
cas e paletots. Os senhores legistas e alfaiates
podem se informar do negociante Jos de Ar nj ,
Veiga, rea larga il > Uosrio, que est habilitado
a dar jualcu r esc arveimento.
CipiPcmiicaia"
< Oiicira a vapor
Suprin.ento para o vap.r Joguaribt
N. 927:170
O Sr. Francisco Alves da Costa, coaamandante
co vapor Jaguaribt, pela segunda vea rogado
vir rua do Mui-quc de Olinda n. 50, dar cum-
t u ent i ho numera cima. PeJe-se ao digno
gerente providencias a reepeito.
Cosiuheira
Prtci-:a-se de urna boa cosiuheira, fiel e lmpa e
de boa conducta, para cas de mocos Solteiros : a
tratar na rua do baro du Victoria u. 52, priinei-
ro andar.
Attengo
Vende-se Manteiga ingleza sunerior em latas de
1, 2, e 4 a 1*100, e 7, 14 e 28 a 1*000 por libra e
gaz iieiploaivo a rua do Bom Je sua n. 38.
O Baro de Buique vem, coberto de uto, ma-
nifestar o sn profundo pesar, pelo prematuro
passamento do seu distincto e pres;d i amigo Dr.
Antonio Francisco Corr i-i de Aranjo} e dar oa
devides psames aoa seas mais prozimos pi>rentes.
Encontr else aesae umbraes cclea'es aquella paz
que nao f.6de encontrar entre os homei>a.
quiescat in pace_______________________
%l
n. .tdclaldc fle llattos Lemos
Garios Pinto de Leonor, seos irmos e cunhados,
pedpnaKS seus amigos e parentea o ca idoao obee-
qa* do aesitir m boj" plas 9 horas da manhii,
no Cemiterio publico d'esta cidade, a inhumacao
da sus carinhosu e nnnea etquecida mi e aogra
D. Adelaidc de Mattos Lem s, pelo que se conies
sam gratos.
Carros rua do Imperador.
Floren* in Pues de Miranda Franco convida a
seos parentea e amigos para asaiatirem uma mista
por alosa de sua presada m*, Florencia Rod-igues
de Miranda Franco, no dia 7 do corrente mez,
pela 7 huras 1a manh, na matriz da Boa-Vista,
antecipiin'tn d H. i o eu ree"nh'cimento.
Casa de campo
Aiuga-se uma grande chcara na Capunga, si-
tuada margim do Rio Capibaribc, porto do Ja-
cobina, tendo as segnines acccmmodacoe. J
grandes salas, 4 quartos espacoaoa, grande coai-
nha, 1 quarto para criados, tem sutao c>m ja-
nellas ao lado, t no uiesmo 2 salas e 4 quartos,
gallinheiro deferr.i, c cheira, quartos para cria-
dos e banheiro. Toda a casa ladeada de larga
calcada e varanda de ierro, sendo toda murada
com 2 partoea de ferro e gradeamento na frente
da me-ma. Tem aitio com algunas fructeiras,
jardim, cacimbas, etc Foi toda reedificada e es-
t pintada s assciada. Da mesma ao ponto de
parada dos trena gasti-se 4 minutos; quem pre.
teuder dirija- e rua do Maiquia ae Olinda n ':
I
Cura certa em 48 horas das uflawsii'oes
recentes dos olhos, pelo ;-olyrio prepara-
do por Jos Pedro Rodrigues da Silva.
Emprega M este pi ileroso eolyrio sempre com
graudes vantagens, nas keguintea molestias :
Ophtalmias agudas, pufalentaa e chronicas, con-
unctitites, etc., etc.
Deposito j-' ral, na drogara de Faria Sobrinho
C, rua do Mrquez de Oinda n. 41.
Para uf..ru.aQoep, aedirijam livraria Indas-
trial roa do Baro da Victoria n. 7, ou resi
dencia do autor, rua la Saudade i>. 4.
Vlteiicao
Perdeu-ae um alfinete de ouro com perolat, da
rua do Baro da Victoria rua Nova de Santa
Rita ; quem o acbou pode leval-o rua do Mar-
ques de Olinda n. 56.
^omedorias
Na rua da Gloria n. 144, fas-se c:midas com
Um;: 0^ LAROZE ^O
Xarope ie Casca de Laranja amarga
3 IODURETO de POTASSIO
APPBOVADO PBL JUNTA DE HYOIENE DO BRABL
i !----------------
Todo o mundo conhece as proprieda-
des do Iodureto de potassin. Os mais
distinctos mdicos da Faculdade de medi-
cina de Pars, e orincipulmente os Sirs
Drcs Ricord, Blanciib, Tbobssbad.
Nilaton, Piobrv, oobk, oblinerAo os
melhori's resultados no tratamento das
aifeccos escrophuloaaa, ivmphati-
cas. cancrosas, tuberculoaaa, nos da
caria dos osaos, dos tumores bran-
cos, da p3pira ou bocio, das mo-
lestias chronicas da pello, da agrura
do aangue, do accidentes secunda-
rio e terciarios da ayphilis, etc.
Este agente poderoso administrado em
soluco com agua, tem por inconveniente
o irritar a mucosa do estomago e deter-
minar accessos gastralgicos.
Em vista d'isto, os mdicos cima men-
cionados tscolherao por excipiente 'este
f.ino-o remedio, o Xarope da casca
de laronja amarga de Laroze, o lual,
per sua acy&o tnica sobre os orgaos do
uuparelho djgestiTO, facilita a absorpcao
d iodureto de potassio, previne qual-
quer rrritucao e permitteai:e se continu
o tratiiuiunto sem temor de ncnbum
acciuciHc al completo resiabulocimento.
*---------------------
XAROPE LHOZEuSWr,.
Moa mesruos depsitos aoh&o-se os seguintea productos de J.-P. Laroze:
JNICO, ANTI-NERVOSO
Castra at Qaatrltca. Gastralgias, Dyspepsia, Dorss Caimbraes tom ajo.
XAROPE SEDATIVO uA"SS- BROMURETO DE POTASSIO
Csatn Kpilapsia, HrsUrioo, Danaa da S. Ouy, Inaomnla das Criancaa durante a dontlpo.
XAROPE FERRUGINOSO:^^tPROTO-IODURETO..FEBRO
GaaMa a Anamla, Chloro-Anaaa. Cores patudas, Floras branca, Baobitlansa.
------------------')-------------------
gipoHU m toiat u Uu gngviu de Brail
Pars, J.-P. LAROZE e C4*, Pharmaceutlco
. ff,. DES LIOS StlNT-fAUl. 2
Molestias Nervosas
Capsulas do Doutor Clin
Laumdo da Faculdade de Medicina de Parit. Pnmio Uont/on
As Capsulas do Doutor CLIN ao Bromureto de Camphora empregao-se
nas Molestias, nas de Cerebro e contra as affeecoes seguintes:
Asthma, Insomnia, Palpitagoas do Corago, Epilepsia, Hallucinago,
Tonteiras. Hemicrania, Aiecces das viao urinarias el para calmar toda
especie de excilacao.
1123 Urna explicado detalhada acompanba cada Fratco.
Exigir as Verdadeiras Capsulas ao Bromureto de Camphora de CLIN & CS
de PARS, que se encontro em casa dos Droguistas et Pharmuceuticos.
* u, *
f ^OleodeFigadodeBacalhau
do 13' JOTTOOTTISK
lodo-Ferruginoso de Quina e Casca de Laranja amarga
Este medicamento fcil de tomar, nao provoca nr.useas,
ie de cheiro agradavel. Pela sua comnosicao, possue todn as
qualidades que lhe permittem combater :
a ANEMIA, a CHLOROSE, as AFFECCES do PEITO
a BRONCHITE, os CATARRHOS, a TYSICA
a DIATHESE ESTRUMOSA, ESCROPHULOSA, etc.
Em vista do seu emprego facil, da sua accao multiplicee
I segura, da economa para os doentes, os mdicos receitam-n'o
de preferencia qualquer outro medicamento similar.
DKPOBITO OERAL :
PARS, 309, rua Saint-Denis, 209, PARS
VE.NDUI-SE KM TODaS AS ITXNCIPAES PHAMIACIAS 0 UNIVEESO
IFIAR das falsifica;oes e imitaqoes
DESCOI
S9LLARBS &0TEE
a *+*r+- 2Hjkgatia*a
DM "l laru nHasili deuii->a" anu ai
oosTrax-sasss
i Mil WiUTal 1 Smfis BIS C?lJsf.S
*0CQC.LARB8 Rf '*m\emmhm- hamm
[ Je 35 auass, aa oa aaicaa q ciroenU at crearlas 'as CONVUCSOSs
ajudemd se meime Ump a de*tK*.
Para i illas as rnUMm atas f> oa tailaQ?*". i/*' ."
Oppouo-se
1 BlfiiElliCOS para TM da RLLS e pa ll a 2AE8A |
tEstes .Sabcnetes 4" Moilaid :c:;amad:s, %
oa mateamos do Mundo sao encllenles cootra a ^Seceos =j.
da pele e as Picadas ;_ _
DE MOSQUITOS. ^
a accao Jos Miasmas e Microbios do sr o das aguas ^_
Ho aecessarios contra as molestias coi,U.;h> i ,; cpiuctuicas. rj
ElASE A BOCHURA EXPLICATIVA--
Exlje-so a Marca de Fabrica A- MOLlAts g.
KME-SE El TODA A PAETE IAS DEOGDEMS, PHA8MACUS E PtErUSAKIAS -^
A. JOUBERT, Succesar. Pliannacentieo de l'Classe g-
8, Rua des Lombarda em PARIZ. g.
MEDICINAES. crme bareges ^ fricqoes buhos |
PPBESSO
ttlWKM-UM
KEVS1LGIMI -SW
Palos eU3S S"?!S
voso, lacll
vsiiira-se a tSattCi >ue pcuelra uo ikUj aca.iua o *iuiiU>uia '-'"
e Sect%a6 e faTorisa i roaccOesos oreaos resi.im.....I.
a*ta> eos aua**** aaa eavaa J KlPIC. *. rua >-t^.are. e.Pria
,***ai
VEnDADEIROSGRAOSotSAuDEooD'TRAN
Approvados pela Junta Central de Hygiene da Corte.
Aperientes, estomacuicos, purgativos, depurativos, contra a
Falta de apetlte, Prlafto de ventee, Bnxaqueca, Vertlg-ens,
ConarestSes, eta Dote ordinaria : 1,1 as graos.
Vvirrlr -" .-mis iTm com o rotulo em 4 CORES, c a
as |[W-W Em PARIZ, Pharmacia LEKOY.
nEPOSl U S >M TODAS AS l'HINCIPAKS PHAUSACIAS___________
Al! BON MARCHE
PAUZ Casa Aristide Boucicaut-PAKI1
Sedas, razendas novas,
Trajos, Confecco, Toilettes
novas para Sennoras e Crlancas,
Modas, Flores, Sendas, Fitas,
lavas. leques, Perfumarla,
Pencarla, Ronpa de Mesa, Tapetes,
aioblas, TTmbrellas,
Chapeos de-Sol, Barrctarla,Calcados
para Senhoras e Crlancas,
Artigos de Vlagem, Artigos de Parlz,
etc., etc.
As lojas do BON MARCH, sao as
maiores, as mais bem dispostas as mais
confortareis e as mais bem organisadas.
Encerrao tudo quanto a experiencia tem
podido produzir de til, commodo e con-
fortare! e sob esto titulo sao uma das
curioadades de Pariz. Os enerandeci-
mentos recentciuento inaugurados levita
a 10,000 metros quadrados (um hectare) a
superficie do edificio.
O BON MARCHE nico no mundo.
O m/stemu /< ivmler tudo rom
um jtequeno beneficio e Jifera-
mente de coiifliiticii <: absoluto nou
Arma ten do BON NIAHCHE.
(ualquer mercadoria que sido
respotuler garanta dada sem
difrictildade trocada ou reembol-
sada como o entender ocomprailor.
Bates principios sincera e leal-
mtente applicados ralerao-lhe. um
huccpsho at hoje sem precedentes
que nsa tem ejcperimentmdo nter-
nisfs.
Os A-mazensdo BON MARCH nao
teem nem saecursaes nem representaues
a,uer em Franca quer no estrangeiro.
nrurtRn pa mu ai lomas
CADET
C U RA
em TRES DAS
Denain7J
.pars
Depo;tos nas prBcIpasPharmacias.
Em Pernamtmco ;
FRANoo M. da SIL.VA a C.
Costo reiras
Precisa se de boas costufirus
rora n. 39, \ andar.
da Au-
EXP-
Cura ift.
D PARS iS/k.
rimo
CC
peic

>0 at
X>r Glry
m tosa* a* PharmactM,
Ouiji lem?
Our iirtsin : c >''ipr a ouro, prata
ledras preciosas, por matar preco nne eni outia
luaquer parle ; no 1 aml-'r u. 2' a rua Urca do
iosaxio, autiga do Quartai, das 10 horas s 2 da
arde, dias utais.
Engenlio S. iiviri na cu-
ra rea do Cabo
De orileA dojmzo de ." j. h:i..H da cidsde do
Cabo, va pm^a o arn-adHin nt>i do eageulio S-
Kraz, no dia 4 de junh" : queui pretender d-:ve ir
?rr o engenho e cooiparectT A prs^.
NT X O O
sf

%
PrenaraQo de Productos Vegeta.es
XTIN?l0'DAS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
Jvl ARTI NSTiASTOS
Pemumbufo

>'

Asuas miBcriies de Van
Foales
t. afean
Preelease
Dealre
Deposwo em PeraHinbuco, na botica franceza
de Rouquaroi Frcres Sucrcssores de A. Caors, rua
da Cruz n. 22.
Advogado
Caixeiro
Precisa se de uui caixeiro que tenha pratica da
taverna. de conducta afiancavel : na rua de Hor-
tas n. 17,
Ao publico
O abaixo assignado avian ao respeltavel publico
que o Sr. Manuel HcrcuLino de Euiiry nao poda
era caso algum fazer negocio com orna c-aaa em
Palmares, na ru Nova n. 75, perlene>'utv s me-
nor Maria de Emiry. Recife, 2 de juuho de S86.
Frimcisco Antonio do Amaial.
1 rolongamento
Peie-se por favor que venha i rua ireita n.
16 (viado branco) os eeeuiatea senhores : Manad
Joaqun. Araujo Goes e Walfndo Odn Arantei.
Cdsmheira
Precisa ee de uma boa cosinbaira ; na rua da
Mrquez de Olinda n. 20.
Appello aos amigos
A coinraiaso encarregada de distribuir as nc-
cues com o titulo cima, que doria correr com a
segunda lotera do crrenle mez, nao tendo reca-
bido o importo do pequeo numero que passoa,
previne aos amigas possnidores das rt lridas ao-
ces, que fies transferida para a ultima lo eria da
Julho vindouro.
Acqes entre amigos
uia rifa de um csvalio castauho, sellado a wn-
freiado, um relogio e uma cadeia da ouro, que aa
ti iiba de extrahir com a ultima lotera do iu-z da
Maio, fie transferida para a ultima de julho do
corrente nano.
Padre oacharel Aesis Brz.rra de Mcnezes, rea
cttreita do Rosrio u. 32, 1 andar.
Aos scuhores capta-"
listas
O agente de leiloes, Pestaa, autorisado psr
I um amigo qne retirou-sc para a Europa, vende
; trinta e cinco predios (casas terreas e sobrndbs),
nn perfeito estado de c nservacau, nos me I horas
. lugares dns freguezias du J'ecife, Santo Anton'p,
S. Jos, Boa Vista e Grcil : trata-se no Kecife,
: roa do Vigcrio n. 12, armazem.
Engenho Vanea Grande
No dia 8 da corrente me/ ao nwo di, no pace
da cmara municipal da cidade de Pao d' Vjrls,
ser endido em praga publica o engenbo cima,
moente e corrente, com tad3 os seus utensilios,
servindo de base o prey de 16:000 por ,,:.anta
foi avaliadn, bem como a satra pendente a corte,
pelo prefo de 5003, valor da avaliaco.
Em seguida ir ainda praca uma parte do en-
genho Lavsgem, e outra parte nas matas do en-
genbo liaiiiii, servindo de base o prreo das ava-
lia(5>8. A primeira foi avaliada por 1:000 j e %
segnnda por 1:250
Apa de Tin .,.
Em quartc3 e meias garrafas, v r'arm
Sobrinho & C, roa do Mrquez de Olinua ..41,
________DEPOSITARIOS___________
issucar especia)
J aquin Salgueiral Se C, prjpritarios da red
n>co rua Direita n. 22, tendo reformado com-
p! tami nf- o seu estabelecimenta, sciemificam ao
publico un geral e especialmente ao comin> rcio,
que teem sempre um completa sortimento de aasn-
cares, tasto fm carcheo como refinados, de 1", 2* e
3* sorte, a estcial refinado com oves, a iiielhbr
|ue se CBSuatra no erc.L'o, e podem de prampto
satisiMZtr qualquer pedido que lhes sejafei:o, poil
para isss teem sempre um grande deposil'i. (Ja-
raatem a boa ixecucaj e liaipesa dos scua pra-
dactos.
Kaiser* n-lepboniro
kiim^U
No Cau.inho ovo, defron-e da professora, la-
VsV-M e engomraa S-: com perfeico ; aa pessoas
que quiztrem dirijam-se casa n. i8, u mesmo
lugar.
Para escriptorio
Aluga-se a sala da frente do 1* andar bito
rua do Imperador n. 55, proprio para escrito-
rio : tratar na lija do mesmo. ^^^^^^^
Peitor
Precisa-se de um 'eitor que enfeuda ds jardim
e horta : a tratar na roa da Imperador n. 79, 1-
andar. _____________^_^___
Novo 5,orto k carvao
tt-Boa do Marqaei do Henal -H
Vende se carvao a 720 ra. a barrica, e queat
j tiver comprado 30 barritas, lera uma de gratifi-
ca cao. Mais oatro offerteimento vantnj sj :
; consumid'r que houver recebido dea barril .^_gra-
tia receber u de biili-t s dalut.iia de
4:00n da provincia ; se >m dito quarto sabir %
sorte grande, ser entregue ao portador 20 vig-
simos da lotera do Rio de Jueiro, 20 ditos d*
i corte, i>0 ditos da importante lotera das Aludas,
e 30 quaitos da lotera de 4:000 da prorioea
, Portante, o possuidor dos cem nmeros est haoi-
i litado a tirar mais de 220:0CKM.
N. B. O portador s ter dircito aprescutands)
; os taloes e recibos aSIBUCid s pela casa.
lasa
Aluga-se a casa n. 37 da rua d i Generiii eara,
] antiga do Jasmin, tratar no n. 31 da mesuiu rae.
I
Leonor Porto
Ctua i Imperador a. *
Primeiro andar
Contina a exectar os mais diicei
figurinoa raeebidne de Ijoudres, Paris,
Lislioa e Kio j,. Janairo.
Prima em | erfeicSo de costara, em bre-
Viade, medicidade em presos i fino
gosto.
Plvora
Vende Cundido Thiago da Cita Mella, -.;! sea
deposito rua Imperial n. 322, olaria, onde lam-
b in vende trjoloa e telhas. Telephcnu u. 221.
i!be-

^5
Precisase de uma ara para ti-do servico d<
s pessoa, na rua du Aragu n. 15.
Precisa -se de am no Instituto Acadmico.
Viijio tn;
Ama
^ Cala lerntolsosa e le Castis Se Unto asrrjav
TNICO RECONSTITUINTF
demedio soberano
COSTRA A
CH'.OPtSE, ANEMA, CAI^IE 005 OSS06.
AFP .jfZS DAS VAS DlfiESTIVAS,
OIARHHEAS CHRONICAS, RACKITISMO,
ESCRCrULAS, OEBILllADE,
C01VALESCENQAS DE FEBBEJ .TfPHOlirAS
E DE MOLESTIAS GRAVES, ETO.
Ver da emgrosso: J. 33. Honre don
Paamiecra id BRITES (Corrza), FBASVA.
Depsitos em Pernambnco :
Z-'EtJLXT" "M. da SILTA Se
u v i-'. rtiiru
Precisa-se de uma, para cosinhar com nrfei-
'i cao, para casi de pouca fnmilia, a tratar roa
\ Duqne de C-sias n. 59, loja.
Pro fes sor
Criado boteciro
A luga se um mu.'atinh. escravo para criado, o
qual sabe balear : trata -se na rua de S. Joao,
casa n. 27.
PARA COSINHAR
Pre
eisa-se
de
urna
ama que saiba cosi-
nhar bem; no 3. an-
dar do predio n. 42
da rua Duque de Ca-
xias, por cia da tj-
pographia do Diario
Cosinheiro
Precisa-se de um cosinheiro : a tratar na raa
de Payaind n. 1U (Passagem da Magdalena).
Mi MIS
A casa Vctor Pre alie, sita rua do Imperador
d. 55, tendo recebido da Europa um completo sor-
timtntc de msicas, convida o respeitavel publico
para visitar o seu estabeleciment, e chama a nt
tencao para as seguintes navidades, que tornam-
se recommendadas peta seu autor :
Dolores, celebre valsa para piano, por E. Wal
dteufel.
Tambonrim, celebre polka para piano, danaan-
te e de effeito, pelo mesmo autor.
Demonio da meia noite, valsa para piano, por
Francisco L. Colas, e a valsa violamama, muito
procurada, edietsda aqui.
Em um engenho perto da cidale que dista qua-
tro leguas distante da estrada de ferro de (.'amar
meia legua, precisa-se de um mestre pura lcccio-
nar quatro meninos, que saiba bem o portugus t
arithmetica : a pessoa que quizer lirija-se i raa
do Livramento n. 38 a enteader-ae cora L p s 4
Araujo que indicara quem precisa e que stja pei-
soa de idade.
_^___________________----- ^
\rreHialacao
<-'- Inizo de paz
Di'pois da audieuciado da 8 do c; rren'e, vis
em hasta publica 14 porquinhoa, 1 bode e 2 galloa
de briga, encentrados vagando peUs rua.s desta
fresue2a, sem que at hi je fossem reclamados.
Freguezia da Boa Vista, 4 de Junho de 188$.
O eecrivao
Alfredo Francisco de Scuza.
"Si Iti"
4o$4:000p00
3ra cia ns. 37e 39
O nbaixo assignalo vea leu entre o- seas
f'.zcs bilhetes garantidos da Ga lotsr
a sorto de 1U0^ em 4 quartoa a. 722,
atm de outras militas de 32-5, 165 o $$
Convida os possuidorea a virem eoober
sem descont algum.
Acham-ae a venda oa felizes bhete
garantidos da 57a parte da lotera a beneficio
da mstria de Granito, que so extrb.r
no dia 9 de Junho.
PRESOS
tete inteiro 4#0UU
Meio 2<)00h>
Quarto./ 1(!00
in prci de toojooo- pan
elma
Bilhete inteiro 3^500
Meio 14760
Q.oarto 37
Antonio Augusto do Sanr Porto.




-






s
L^ED


Mario de PcrmunbecoDomingo 6 de Judio de 1886
4
i
1
M

J
1
minioi pe en!
Sem dieta esem modifi-
cares de costames
Laboratorio central, ra do Vkonde de
Rio-Branco n. 14
Esquina da ra do Regente .Rio'da
Janeiro
Especficos preparados pelo phar
macentico Engento Marques
de Hollandi
Arm-ovados pelas junta* de hygiene da Corte,
uffilicas do Prata e academia de indistria de
Pafz.
Elixir de imbiribina
Restabelece os dyspeptieos, facilita as diges-
toCB 8 promove as ejeccoes difficiea.
Vinho de ananaz ferruginoso aainadb
Para os chloro-anemicor, debella a hj poemia
intertropical, r< constitue os hydropios beribe-
icpj.
Xarope de flor de arucira e mutamba
Maito recointm ndado na bronchite, na bemop-
fe e as tosses agudas ou ehroniess.
eo de testudus ferruginoso aaascae U-j
laranjas amargas
E* o primeiro reparador d fraques do ora;a-
liumo, na fysica.
Piulas ante peridicas, preparadas com a
porerina, quina e jaborandy
Cara radicalmente as febres iatermitleatea, re-
atfttentcs e perniciosas,
ViSlio de jurub ruginosa, preparados o vinao de caj
Efficazcs aua inflaramacSes 4o tjBaas bafa
agtrdas ou chronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
i\ppiicado asna ccavalcaoencas das parturientes
wrfco antefebril.
Deposito : Francisco Manoel da Silva & C.
Francisco Manoel da Silva k.
21RA MRQUEZ DE OLINDA-
Mercearia
Bnlelir a mannd
iupTtaaa estabnlefment de relojoaria,
Jo ero Utia), est funcionando agora roa
'rio Rosario n. 9.
seu proprietario encarregado do regulxmen-
t dos relogiss do arsenal ie mariuha, da comps-
nhis dos tilhos urbanos de Recife 4 Ulinda e Be-
kefb', da do Recife i Caranga, da estrada de
ferrp de Caruar, da campmibia ferrocarril de
Pertambueo, da assoeiacao c-nDoiercial benefioen-
te da estrada de ferro da Liaaoeiro, cercado de
intllipentes e habis aoxiJiares, coueerta e fa-
biic-.i '(iialquer pe? para relsgios de algibeira,
de parede, de torree dr igrj, ebronomatros ata-
itimos (dando a marcha), caixas de mgica, ap-
pailhos elctricos Ulegrapbicae.
O mesno acaba de receber variad* Bortimento
de releg* americanos que vente de 74 a j*#
para, parele, meta e aespertadorct de nikel.
Gontiaia a eiercnr a tua profissio, eom celo e
intSrsee de que sempra dea provas ao respei
5 publico e aos sens collegas, e rende forne-
ent" de qualquer qnvlidade.
frente de sen eatabelecimnto se acha col-
So um relogio, cujos mostradores tambem po-
derfio ser vistos pelos passageiros da ferro- sarrit,
teodosempre a HORA MEDIA DE*TA CIDADE,
determinadas pelas suas observares astronmi-
cas. Ra larga do Roaria n. 9.
Antonio da Costa Araujo
ta
e
Pilulas purgativas e depurativas
de Campanha
Estas pilulas, cuj. preparMco paramente ve-
getal, teem sido por mais de 'JO annos aproveitadss
com 09 melhores resaltados as seguintes moles-
tias : affeccoes da pelle e do figado, sypbilis, bon
boes, escrfulas, chagas inveteradas, erysipelas
gonorrhas.
Modo de uval a*
Como purgativas: tome-se de 3 a 6 por dia, oe-
beddn-se apos cada dae um pouco d'agua adora-
da, cha ou caldo.
Como regaladoras : torae-se nm pilula ao jantar.
Eetas puntas, de invencao dos pharmaceuticos
Almeida Andrade & Filbos, teem veridietum dos
Srs. medicoa para eua melhor garanta, tornndo-
se mais recomtneodareis, por serem um seguro
purgti7i> e de pooca dieta, pelo que podem ser
osadas em viagem.
ACHAM-SE A' VESDA
1%'a drogara d Paria ftobrlnho dt C.
41 RA DO MRQUEZ DE OLINDA 41
Cosinlieiro
Precien se de um cosiuheiro : a tratar na ra
da Uniao n. 11.
Novo re$iU*uento
DO
Grande Restannsnt Francez
Eite importante ettabel< cimento, estar liberto
todos es dias at 1(1 horas da noite e ter sempre
am bem confortav> 1 dispoeicau do publico.
Todos ossabbad-s estiir elle iberto at 11 ho-
ras da noite e servir milo de vacca. peixe, dobra-
dinha franceza e outras variedades^ de comida.
Recel>e assisnaturis m;,nsnes 35OOO.
t ** Roa do Ka rao da Vle lo rln 2
J. A Francis.
Ensillo eommercial
mamo iKiclurnii
POR PEDRO MARA LIAUSU
tO C0U.BOI0 11 DB AGOSTO E CASAS PABTICCLABFS
Escriptnra;o mercantil "
Carsoessencialme tepraticodetodasas transa-
oes commerciaes e bancarias, interiores e exte-
riores, ernsignaces, cambios, etc.
Arithmetlea eommercial
Applieada especialmente s operac^ies commer
ciaes e bancarias e curso completo de contas cor-
rentes com juros por conta e em participa^oes,
em diversas moedas, adoptadas pelo sito commer-
cio e os Bancos.
Calliiraphia
Cursiva, bastarda, redonda, allemao, gothica.
Ungiia franceza
Curso theorico e pratico com todas as difficulda
des da syntaic em 90 15'e. Supplemento de
estado sobre a syntaxe, locuyoes familiares, idio-
tismos em 30 lines.
Ao commercio em geral
Enearrega se de escripias
atrazadas. escriptura?oes -ie casas commerciaes
e de escriptas de casas pequeas ; abertur e vo-
rificaces de lif ros, balancos inventares, cor-
respondencia mercantil ; tsabalhos de eootabili-
dade e de calgrapbia, etc.
Para tratar, roa da gloria n. Q6>
Cosinheira
Preciaa-se de nma cosinheira : na roa de Pay-
ind a. 19, Paasagem da Magdalena,
)
Traspassa-se urna casa de molhados em ama das
principaes mas desta cidade, mnito afreguezad .,
lif re de impstos e de quaesquer dbitos.
Quem pretender dirija-sc ra da Madre de
eus n 22, das 9 horas da manha .r 6 da tarde.
Ronquis de apurados e
novas gostos
O bem conbeeido fabricaata de boaquets, Jos
Baiauel Botelho, se fas lembrado ueste trabalho ;
alv(m da reputaco grangeada n< lie, pelo Rosto, as-
aeio, promptidao, etc., tem boje para offerecer aa
publico novos porta bouquets de bem estudada
e reflectida eombinaciU e geste ; a tratar na roa
do Barao da Viotona n. 20, loja de miudeaas, e
na ra do Mrquez de Olinda n. 43, loja de sel-
EMLSAO
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Fiarado de bacalho
COM
Hypoptiosphitos de cal e soda
Apprnvada pela lunfa de Hy
giene e aulorisada pelo
governo
V o melbor remedio at boje deecoberte para a
Hatea hroiictoitea. *a Iiim. aneaila. Hliatml. em eral.
deOnxoa, tame eroalra e aTeccej
o pello e da Farsanta.
E' muito superior ao oleo simples de figado de
baclbo, porque, alm de ter chaira e sabor agra-
daveis, possue todas as virtudes medicinaes e nu-
ritivas do oleo, alm das propriedades tnicas
reconstltuintes dos hypophosphitos. A' venda na*
drogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco
VEMUS
- Vende-se o antigo e acreditado hotel e hos-
pedaria Estrella da Nurte, roa Thom de'Soasa
n. 8, e o motivo da venda se dir ao comprader :
a tratar no mesmo.
Carne e queijo do serto
Vonde-8" carne e queijo dosirtS.1 do Serid,
per preeo baratissimo : ra ra do B-.'in Jess nu-
aserr.38.
WHISKY
VOYAL BLEND murca VlADO
Este excellente Whisky Sasassaa pretenv-
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica
a corpo.
Vende-se a retlho nr. h. Ihwes armatena
molhados.
I'ede KOYAL BLEND marca VlADO cujo n--
me e emblema saUi registrados para todo o BrazJ
BROWX'B o C, agentes
Veoik-se
a casa terrea da ra doCapibaribo n. 34, com
grade de ferro na frente e ao lado, e portao, gran-
de quintal com arvoredos de fructo e flores, com 5
qoartos, sendo um forrado, 2 salas e corredor tam-
bem forrado, saleta pia eiigommado, grande eo-
8inba, despensa, qnarto para criado, gallinheo-
qnarto para banho, poco e tanque, e oatras bem-
feitoriaa : a tratar na mesina.
Bilhar
Vende-se um bilhar francez em perfeito estado
eem tres joffoa de bolas e seis tacos : a traa** no
antigo largo do Pelourinno (corpo Santo) n. 7, ce-
criptorio. ______^_________
Cabriolet
Vndese um em perfeito estado e porpreco
eommodo; tratar na nw Duque de Caziaa n. 47
Engenta a venda
Venoe-se o engenbi Murici, com saf-a ou sem
ella, situado na freguezia da Escada, distante da
respectiva estacao um qoarto de legoa, podeudo
dar seis caminhes por dia, moente e corrente,
tero duaa casas grandes e duas pequeas para mo
rada, e outra para fariuha com suaa pertenyas : a
tratar na ra do Imperador n. 65, 2 andar.
Mussa de mandioca
Vende-se massa, especialmente preparada, para
bolos de Santo Antonio, H Joo e 8. Pedro, a 50t
rs. cada pacote de meio kilo : no largo de S. Pe-
dro n. 4.
Fruclas maduras
Vende -se diariamente especiaes laranjas para
mesa, mangabas, rapo tas, e outras umitas : no
arfio de S. Pedro n. 4.
Fazendas baratas
Koa Onqne deCaxiaw numerii 02
Chitas petit pois de cores azues a 200 rs. o co-
vad.
Ditas finas claras e escuras, 240 rs. o dito.
Las escossezas, 320 ra. o dito.
Alpacas de ores finas, 500 rs. o dito.
FostoeN braucos finos, 500 rs. o dito.
Setinetas e gorgarinas lisas, 500 rs. o dito.
Meriu eetim maravilhoso, duas larguras, 11600 o
covado.
Cortes de vestido em cartoes, 10 um.
Ditos de cachemira dem, a 30J e 405 um.
Fichus modernissimos, de 2( 9 um.
Ditos d malba, a II um.
Tollarinhos techados, a 5*000 a duzia.
Punhos finos de n. 25 30, 800 rs. o par.
Velbutina de todas as cores, alio cuvado.
Merinos, pretes e de todas as cores, setins de
todas as cores, cambraia com salpicos braneos e
de cores, tapetes de todos os tamanhos, meias
para homens, senhoraa e meninos, e outros maitos
artigos por precos resumidos.
MENDONgA, PRIMO & C
mim no Mar*
Vende o Vaaconcellos ra da Aurora n 81
oorram a ella !
4 Bella Aurora
Ver atara erer
A verdadeira carne do Cerid
A 800 rsS> kilo. /
A 800 rs. o kilo.
A 800 ra. o kilo.
Teem para vender Pinto Figneiredo & 0,
Praca do Conde d Ku n. 9
Superior m a n-
teiga ingleza garan-
t la, prego 15200 por
cada la a de libra;
vende-se na ra do
Vigari Tenorio n.
110, armazem.
40
Fazendas brancas
SO* AO NMESO
roa da Imperatriz
Loja dos baraleiro
AO
Alheiro & C, raa da Imperatri n. 40, ven-
dem um bonito ssrtimcnto de todas est^s fasendas
abaizo mencionadas, tem competencia de precos,
A SABER :
AlgodaoPecas de Igodaozinho com 20
jardas, peV barato pre^o de 8f 800,
45, 4*500, 4* ', b$, 5*5 MudapolSoPecas do madapolao cm 24
jardas a 4*500, 5*, 6* at 12*000
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de 800
Di'as brancas e croas, de 1* at 1*800
Creguclla franceza, fazenda muito encor-
pada, propria para lencoes, toalbas e
c-roulas, vara 400 rs. e 500
Ceroulas da mnema, muito bem fetai,
a 1*200 a 1*500
Colletinhos Ka mesma 800
Brauant francez de algodo, lauito on-
corpada, com 10 palmos de largura,
mtx> 1*2
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e S,J80(
Atoathado adamascado para toalhas de
mesa, cora 9 palmos de largura, metro 1J800
Cretoae.s e chitas, claras e escuras, pa-
droes doTicados, d 240 rs. at 400
Baptista, o que ha de mais delicado, no
mercado, rs. 200
Tolas estas fazendas baratissiinas, una conhecida
loja de Alheiro & C, esquin. do becco
dos fYrreiros
ilgod^ entestado pa-
pa Icnfoes
A SOo ra. e lafOOO o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
i;odao para lencoes de um s panno, com 9 pal-
s de larguras 900 rs., e dito com 10 palmos a
00 o metra, aisin com dito trancado para
na.has de nsa, eom 9palmos oelargura a 1*200
i. Vtro. Isto na leja de Alheiro dt C-, esquina
do ceco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*209,1*400, 1*600, 1*800 e 2* o covado
A beiro & C, roa da Imperatriz n. 40, ve
dem muito bons merinos pretos pelo preco acinu
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co di s Ferreiros.
Egpartilhos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhora, pelo preco
de 5*000, Hssim cerno um sortimento de roapas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da eaqninh
de becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3 o covado
Alheiro 4 C, a ra da Imperatriz n. 40, ven
dem. um elegante sortimento de casemiras ingle-
zas, de duas 1-rguras, com o-, padroes mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preo^
de 2*800 e 3$ o covado ; assira como se encarre-
gam de mandar faser c(>stnmes de caeemira a
30, sendo de paletot sacco, e 35* de traque,
grande pech ncha : na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o cavado
Os barateiros da Boa-Vista venem urna grande
porc&o de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barata prego de 32t>
rs. o covado, grande pechincha : na loja da es
qu na do becco dos Ferreiros.
Bordados a lOOr. a pee
A ra da Imperatri n. 40, veade-se pecas de
brdalo, dous metros cada pega, pelo barato pre-
go de 100 rs., ou em carto com 50 pegas, sorti-
das, por 5f, aproveitem a pechincha ; ca loja ds
esquina do becco dos Ftrreiroa.
Camisas nacionaes
A **r.OO. SatOOO S*500
32=-- Lja a ra da Imperatriz 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de aortim-uto de camisa brancas, tanto de aber
turas e p mhos de linho como de algodao, peloF
baratos precos de 2*500, 3* e 4*, sendo taceods
muito melhor muite mais bem feitas, por serem cortad por
um bem artista, especialmente eamiseiro, tambem
ae manda fszer por encommendas, a vmtade dos
fregueses : na nova loja da ra da Imperatriz n
3;, de Ferreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazendas
- Ra da Ianperatrlz = *'-
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimeato encontrar o res-
.itavel publico um variado sortimento de tasen-
as de tod..s as qualidades, que e vendem por
regos baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de roupas para homens, e tambem se man
da tazer por encommendas, p r ter um bom mea-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos fino*
casemiras e brins, etc
vende um variado sortimento de vestuarios prt>
prios para meninos, sendo de palitosinbo e cale
iiba curta, feitoe de brim pardu, a 4*000, dito
de saoleeqvim a 4*500 e ditos de gorgorita pratc
eraitandu casemira, a 6*, sao maito barates ; n
loja do Pereira da Silva.
Camisas de cretone
Na nova loja de fazendas a ra da Imperatriz
n. 82, vende se camisas de cretoue de cores, sendo
muito bem feitas e de bonitos padrdes, pelo bara-
to prego de 2*500 cada ama ; assim como ditas
brancas muito fiuas, pelo metmo prego : isto aa
roa da Iuip_ atriz numero 82, loja de Pereira da
Silva.
Ao 5
St-Rna da Imperairli II
hoja de Pereira da Stfoa
Neste eBtabelecimento vende-se as roupas aba
xo mencionadas, que slo ba- .i.as.
Palitots pretos de :r-. aiagonaes e
acolcboados, senao tnzenaas muito en-
corpadas, e forrados r/*00(
Ditos de casemira preta, de cordao muito,
bem feitos e forrados 10*001
Ditos de dita, fazenda mnito melhor 12*00
Ditos de fianella asul sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados 12*100*
Caigas de gorgorito preto, acolcboado,
sendo fazenda muito enorpada 5*50
Ditos de casemi.a de cores, sendo maito
bem feitas 6*5"
Ditas de fianella ingleza verdadeira, e
mnito bem feitas 8*00t
Ditas de brim de Angola, de mnleskim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e 3*0 Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito Dem feitas a 1*200 e l*60f
Colletinho de greguella muito bem feitos 1*0
Assim" como um bom sortimento de lencos di
linho e de algodao, meias cruas e collarinhos. ett
Isto na loja aa *ua da Imperatriz n. 3~
Riscados largos
a SOO r*. o ovado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vendem s<
riscadinhos prxpos para roupas de meninos >
vestidos, pelo barato prego de 200 rs. o covadt
ten do quasi largara de chita franceza, e ssie
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o
do,e ditas es curas a 240 rs., pechincha
loja do Pereira da Silva.
FuKten. sellneio* e lisiabas a SO
ra. o covado
Na loja da roa da Imperatriz u. 32, vende-
am grande sortimento de fustdes braneos a 5
rs. o covado, ISzinhas lavradas de furta-core
fi senda bonita para vestidos a 500 r. o covadt
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas *;
cores, a 500 rs. I covado. pechincha : na loj.
do Pereira da Silva.
Merino* prefoa a #
Vende-se merinos pretos de duas larguras par>
vestidos e roupas para meninos, a 1*200 e 1*6(*
o covado, e superior setim preto para enfeitas >
1*500. argim como chitas pretas, tanto lisas com>
de lavoures braneos, de 240 a' 320 rs. j na nov
leja de fereira da Silva ra da Imperatriz ni-
mero 32.
.iKocIozlnio franrez para lenre
a OOO ra.. e ltoo
Na loja da na da Imperatriz n. 32, vende-s
superiores algodozinhos francezes com 8, 9 e li
palmos de largura, proprios para lenges de uo
s panno pelo barato prego de 900 rs. e 1*000
metro, e dito trangado pa a toalhas a 1*280, at
sim como superior bramante de qaatro largar
para lencoes, a 1*500 o metro, oarato ; na loii
da Pereira da Silva.
Roupa par^ meninos
A t. i*Boe e 4
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32, e
Bonitos leques de gaze para seahora, a 3*, 6*
8* e 10*.
Ditos de setineta, de 1*500 a 2*5tl0.
Ditos de papel, de 300 rs. a 1*.
Em contlnuaco
Cintos du couro a 1*500 o 2*.
Babados bordados largos e estreitos, a 100 rs
a pega.
Chapeos para baptizados, de 1*500 a 8*.
Ditos de palha para mangas de 3 a 4 annos, a
2*500
O Pedro Antunee C. quem tem para liqui-
dagio.
Belleza, frescura, juventnde
pr bramo do tiran- para ama-
dar a pelle
Estes pos, de ama fineza extrema, especialmen-
te preparas1 '' aiormosear a pelle, sem Ice-
ral-a.
A' venda, ea, .i* do Pedro Antuaes t C ,.ruu
do Duque de Cuiias n. 63.
Igualmente o bem cochecillo leite de rosas para
extinguir as egpinhas e pannos, oe maisasaoaabr
aos inimigos de urna assetinada face, restituiado-
lhe a belleca antiga.
F.m ultima analyse sera bom nao esquecer o
erme rosado para us labios !! Se a Nova Espe
ranga.
i'til e agradavel
Fazer um delicado trabalho de crochet cam a
novellos d> la e seda de diversas cores, qaa teesa
o Pedro Antunes & C.
Linbaa de diversas cores, dita branca de linho
para fazer trivolit, medalhro tranga bem eenhe-
cida para o mesmo.
Usn bonito desenho colorido para mesa bmiu
almofada.
Ao 63Ra Duque He Casias
O lempo proprio
Boas meias de la para homens e senhoras.luvst
de dita para quem saffre de rbeumatismo.
Ao es-Bus naque de C'axlaa
PechiDchas para acabar!!!
tua kJuqife de Jaxias n. 5
Fustoes de cores ,*ra vestidos a 240 e 320 rs.
0 covado.
< hitas claras e escuras, 200 e 240 rs o dito.
Sargelias diagonal de todas as cores, 240 rs. o
dito.
Alpacas de seda idem idem, a 360 e 400 rs. o
dito.
Las coi', bolinhas, novidade, 560 e 700 rs. o
dito.
Setiuataa superiores, fakenda de 600 rs., para
liquidar a 400 rs. o dito-
Damascos superiores, duas larguras, 1*800 o
dico.
Popelina branca de seda, 480 rs. o dito.
Setins mnc*.ode todas as cores, 800 rs., l*#0t,
1*200 e l*40Uo dito.
Velludilhos de listrinhas, novidade, 1*60* o
dito.
Setas japonezas, 4"0 rs. o dito.
Esguiao para casaquiuhos de seuhoras, a 4* e
4500 a pega
Brim pardo fino para vestido, 500 rs. o covado.
Faites ae novos gestos, a 500 rs. o dito.
Camisas par senhoras, as mais lindas que tem
vindo, a 4*500 e 5*.
Saias riquissimxs, para todos os pregos.
Cortinados bord .dos, 61500 e 9* o par.
Uuaruigoea de crochet para eadeira o gota,
8*000
Camisas francesas superiores, a 30$ e 36*.
Bramante de algoda>, o melhor que tem vindo,
1 *500 o nwtro.
Id*i de linho paro, 2* o dito.
Colchas de cores, franeczas, 1*500 e 2* urna.
Lenges de bramante muito grandes, 2* um.
Cobertas de ganga, idem idem, 3* urna.
Meias arrendadas para senhora, a 8* a dasia.
dem cruas, idem, 8* e 12* a duzia.
dem inglesas para homem, 3*500, 4* e 5* a
duzia.
Ceroulas de bramante bordadas, 12*000 e 18*
a duzia.
Lengos de linho a 3. a duzia,
Casemiras de cores, inglezas, 1*40'. e 1*600 o
covado, com duas larguras.
dem pretas diagonaes, 1*800, 2* e 5*400 o
covado.
Cortes de ditas de cores, proprias para invern,
a 2*500 e 3*.
dem inglezas, superiores, a 4*500, 5* e 6*.
Cortes d- tustao part colletes, lindos desenhos,
a 2*500 e 3*.
dem de gorgorito preto, a 2* para acabar.
Deposito de algodoes, tanto nacionaes como es-
trangeiros, superiores madapoles, brins, casem-
ras de tod<8 s qualidades, cheriotes e merinos
para luto.
Vendas em grosso, descont da praga.
Carneiro dd Cunta & C.
59 hur Duqne de Caxlasj i
Pechineha
sLeite condensado
Vendem Jos Joaquim Alves & C, rna do
Bailo da Victoria n. 69, a., prego de 500 ri>. por
lata, e 5*0fr) a duzia, garantindo se ser do me-
hor fabricante.
GRANDE
Expsito central ra larga do
Rosario n. 8
Damiao Lima & C, nao podendo acabar com a
grande quantidade de mercadorias, resolvern
anda cma vez convidar as Exmas familias e c
re8peitavel publico em geral, que com certeza nin-
guem perder sou tempo, fazendo urna visita
Eapoajlco Central
Pegas de bordados "a 200, 400, 500 e 600 rs.
Punhss e colarinhos bordados para senhjra a
2S000. A
Ditts ditos lisos, 1*500
Ditos para homem, 1 *500.
Um plastrn de 2*000 por 1*500.
Invesivi is grandes por 320 ra.
Lagos para senhora por 1*500.
Magos de la para bardar, 2*800 e 31
Luvas de seda arrendadas a 2*500.
Ditas lisas, 2*200.
Ditas de fio de Escossia, l*0CO.
Broches para senhora (modernos) l*50f>.
Um pur de meias para senhora (fio de seda
600 rs.
Dito idem liso, 400 e 500 rs..
Bito idem (fio de seda) 1(200.
Duzias de baleias a 360 rs.
CarreaaiB de 200 jardas a 80 rs.
Metros de grquinhas a 160 e 120 rs.
Um par de froabas de labyriutho, 1*500.
Magos de gramp. s a 20 rs.
Metros de plisss a 400 rs.
Lindos passarinhos de seda para chapeos de
sentara, de 5(K rs a. 1*000.
Um pente com inscripgao para senhora, 1*.
Um leque de 16* per 9*.
Brinquedos pira mangas, leques de papel, fi-
tas, bieos de linho, quadros para retratos, lengos
tspartilhos, bicos, galoes, fianjas com vidrilhos,
eutr<-s muitos 03Jectos de phantasia per pregos
sem competencia: na exposigao Central, ros
larga do Rosario n. 38.
LOERIA
LJaAltO
ALAGOAS
CORRE NO DIA 8 DE JUNHO
QTRAMERim! INTRANSFBRIVEL! m
O portador que possuirui
vigsimo desta importante lo
teria est habilitado a tirar
10:006^000.
Os bilhetes acham-sea' ve-
da na Casa Feliz, praca : l
dependencia ns. 37 e 39.
"Corre no dia 8 de Junho de
1886, sem alta.
H
SEMPRE i
Fazendas finas e modas
2 A--Eua do Cabug--2 B
J. BASTOS K.
Pelo ultimo v:ipor recebemos de PATIS :
Cortes de vestidos diaphancs, alta novidade.
Vestidos da cachemira, especialida Ditos de toile d'Alsace, gran He mod.
Cachemira broch, toedo moderaissitni.
Orlatienne, fazenda nova e padrSes lindissimos.
Venitienne, combinacSo d* iazcnda lisa e lavrad.i c4e muito gost.
Eephyr quadrile, novidade.
Cachemiras de todas as cores com enfeites de Gui'poure.
Pluraetie, branco e de cres com lind'i bordados.
Toile d'Alsace, variado sortimento.
8ta-Dna de cOres, desenho novissimo.
Satin doublc, tedio de algod2o e modernissimo.
Grase de algodlo, em todas as cores, propria para bailes e theatros.
Leques Jiaphanos.
Ditos de setim.
Ditos de madreperola.
Guipoure de seda.
Bicos do seda diaphano, r-svolucSo da grande moda para enfeitar Tesados
M
de sedas.
Chapeos de seda arrendados, novidade.
Sedas e setins, branco, preto e de cores.
Colchas de damasco de seda.
Ditas de crochet e Guipoure.
ESPECIALIDADES
Dolmans de seda e cachemira com enfeitcs de passemaaterie e vidrbos,
guacnicSo de renda e franja.
Jersey de la com enfeites de peluda e bordados, cscolhidos sortmeatoe 'aMes
casacos de malha, que vendemos do 85000 a 15)5000.
Forneccm-se as amostras de tolos os artigos.
(Telephone n. 359)
i
1-
de
rR0UQOAYR0L IRMOS^
Pharmaceuticos Chimicos
"Pela Escola superior de Pharmacia de Pars'
Este novo medicamento rccomtnetida-se'
especialmente as Febres ntermittentes,
vulgarmente chimadas Se^oes ou Maleitas.
Ellefai desapparecer com rapidez as Febres
mais rebeldes t sobre a sua influencia os
doentes nao tardam a recuperar a saude e
obter urna cura radical.
Para evitar as falsiicaces, exigir como
ijarantia sobre todas as garrafas o nome
"e A.CAO^S, e sobre os letreiros
2seignatura dos inventores.
VENOE-SE POR ATACADO E A RETALHO
, na Botica Franceza e Drogara
AUGUSTO CAORS
Ra da Cruz, 22
PERNAMBUCO
*-
*l
DE
Climaco >a Suba
CHEGOU
afinal o pinho 'le Riga, de primeira qualidado, era pranchSo de 3X9, 4X9 e ^
3X12 de 19 at 70 palmos de compriraento, barrotes, taboas de forro e aseoa- ,
lho, ripas e caibros para cobertas, chalets, esticS's de vias terreas, e para suli- ,
pas; garante-se n5o ser este pinho atacado pelo cuptm, em virtude de ser elle o l
verdadeiro pinho de Riga, nico que n'esto clima resiste ao tal bichinho. Reta^b
Iba se barato e em portao haver redmcScs de pteco. )fc
--------------------------------^8
r^o


s


"ss*r
tari de PcrnambucoDoniin^o 6 de Junho de 18S6
ASSEMBLE4 GERAL



CMARA. DO DE PUTA DO
SESSO EM 26 DE MAIO DE 1886
ERKSIDENCU DO SB. AHDRADE FIOUEIBA
Ao meio-dia, feita a chamada, a que res-
pondein 78 Srs. deputados, abre-sa a sessao
depois do meio-dia.
' litla e approvada a acta da sessao an-
tecedente.
O Sr. 1. secretario d conta do ex-
pediente.
E' lida a seguinte nterpellagao /
Requeiro que se marque dia e hora
para que o Sr. ministro do imperio respon-
da s seguintes interpellacS s :
1.a Qual a situacSo eleitoral da coraar
ca de Paranagu, no 3. districto da pro-
vincia do Piauby, depois do voto da C-
mara dos Srs. Deputados que considerou
nao existente o listamente das parochias
de Paranagu e Corrente ?
2.* Entonde o Governo que na prxi-
ma eleigao municipal os cidadaos at agora
considerados eleitores e portadores dores
peetivo titulo, podem con-nrrer pra a no-
meagao de vereadores e juizes de paz da
referida comarca?
< 3.1 No caso negativo, que providen-
cias julga o Governo possiveis ou nenessa-
rias para que os cidadaos aptos d'aquella
localidad exercam o direito d ; voto ?
Sala das sess3es, em 23 de Maio de
1886. =>Candido de Olivara.
O Sr. Presidente marca o dia 28 1
hora da tarde.
E' lido e vai a imprimir o seguinte pa
recer. 1886 n. 2 :
PEOBOQATIVA DO ORNAMENTO
.< A commissao do orsamento reconhc-
cendo que nova lei orando a receita e
fixando a despeza do Imperio, para o exer-
cicio de 18861887, nao poder ser vo-
tad*, aeapo que habilita o Governo a ad-
ministrar o paiz, toma a iniciativa de pro-
pCr a seguinte resolujao :
Asserabla Goral Legislativa resolve :
i Art. 1. As lea ns. 3,229 o 3,230 de
I 3 de Setembro de 1884 quo orgara a recei-
' te e fixam a despasa geral do Imperio para
o exercicio de 18841885, continuara em
vigor durante os primeiros quatro mezes
do exercicio de 18861887., se antes nao
forera promulgadas as lea do orcaav-nto
leste exercicio. Payo da Cmara, 25 de
Maio de lHS6.=Matoso Curara. -Carlos
Peixoto.=Pereira da Silva.=H<:nrique.=
Guahy.=Silva Tavares.=Lourenco de Al-
Ott O r. Jos Pompea vio nos jor-
naes que o presidente da provincia do Cea-
r pedio providencias ao Governo a respei-
to das obras do acude de Quixad; coro
effcito a coramissao de engnheiros que all
fSra estudar essa obra deixon de existir,
desde que o seu chefe se retirou e aeeitou
Jo Goverdo coramissao diversa.
Acredita que o nobre ministro da agri-
cultura ter dado es providencias para que
O int-rosses da fazenda publica sejara res-
guar lados.
Histeria o que houvc depois da chegada
ao Cear da coramissao de engenheiro, de
que era presidente o Sr. Revy, que obri
gou depois o Governo a nomear um dis
tete engenheiro para ir examinar a exe-
cugao dos trabalhos d'aquella commissao.
Recorda a mxima imp irtanci* do agude
do Quixad, bem como a urgencia-do pro-
longamento da estrada de ferro de Ba-
turit. .
Termina confiando que o nobro ministro
da agricultura voltar su* attengao para
esses assumptos que tanto interessara
provincia do Cear.
O r. Carlos Castrloto pele 1
cenca para resprader s aceusagoes quo o
nobro deputado, a Sr. Candido de Oliveira,
levantou contra os chefes de polica da pro-
vincia do Rio de Janeiro e desta corte ;
louvando o empenho de nobre deputado em
nao deixar passar acto algum de auton-
dade policial que merega censura, isto ,
depois que fez parto do gabiuete Dantas,
S. Exc. nao p ie ver acto de autondade
alguma que nao seja pautado pela restric-
ta observan-.ia da lei.
Observa que a aecusagao do nobre de-
putado foi porque o chefe de polica do
Rio de Janeiro mandou prender sera culpa
formada a dous cidadaos, ura fran-.ez e ou
tro brasileo, por esUrem exercendo uro


acto licito, qual o de venderm obj actos de
ouro e prata, na cidade de Nitherohy.
Affirma o facto: os referidos individuos
offereoiam venda, de noite, relogios de
prata e de prata dourada a 3$ e 4^000
sabendo | disso o respectivo inspector de
quarteiraO e sondo os vendedores pessoas
deconhecdas, em Nitherohy, convidou-os
a irem presenta do subdelegado; apre-
sentando elles ura relogio, foram revistados
e acharara-se mais oazo em diversos bolsos
da respectiva roupa ; por isso o subdelegado
censiderou-os presos era fljgrante.
Pergunta se haveria autoridade policial
que em taes condicoej nao suspeitasse que
os relogios eram roubados.
O Sr. Candido de Oliveira diz que os
relogios eram propriedade desses indivi-
duos.
O Sr. Carlos Castrioto est tratando do
facto, cono elle se deu. O chefe de po
licia tomando conhecimento do acontecido
e vondo que, sendo os individuos morado-
res na cSrte, se houvcase crime, este tinha
sido praticado na corte, retnetteu-os para o
chefe do polica de3ta cidade, t:o intuito de
so d.-scobrir a verdade; esta autoridade
soltou-os depois le proceder precisa syn-
dicsQOt*.
Responde a um aparte do Sr. Candido
de OKveira, figurando a hypothese contra-
ria do que succedeu e de reconhecer que
os relogios erara roubados, o nobre depu-
tado teria razio do aecusar a inepcia da
autoridade. (Apoiados.)
Responde anda a outro aparte, que
por factos desta orlem trazidos ao conhe
cimento da cmara nao pode louvar ao
nobre deputado, que alias sendo ministro
da guerra, vio impassivel as vaias que
ontao si derSo as ras desta capital, at
ao presidente da cmara dos deputados.
A outro aparte do Sr. Candido de Oli-
veira, respondo porguntanio porque, de-
roittido o gabinete do Sr. Dantas, ficando
as mesmas autoridades policiaes e os raes-
raos offi :iaes do corpo de polica, cessou
tolo o '.larma o desordens que se preson-
ciavaO na capital do Imperio; onde estava
o mal ?
Conclue declarando nao ter por fira mo-
lestar o Sr. Candido de Oliyeira, tanto
que, se S. Ex. nao dsse apartes, jamis
rcor laria aquellos factos.
O Sr. presidente d a palavra ao Sr.
Sebastian Mnsearenhas, observando que
f titilo apenas sete minutos pira terminar
a hora do expediente.
O Sr. SebistiSo de Mascarenhas aguar-
da oc;asiao opportuna para se oceupar do
assumpto sobro que havia pedido a pala-
vr*.
O Sr. Affraso Celso Jnior f ma declarayao.
O Sr. Jaguaribe rilho aproveita
o pouco tempo que resta jl* hora respecti-
va para tratar de assurapto que diz res-
peito caticchese de indios as provincias
do Paran e de S. Paulo.
Recebeu urna carta de Frei Timotheo da
Boa-Morte, virtuoso sacerdote, julgando-so
offendido por algumas consideras3os que o
orador faz sobre a juello sirvico, nao con-
tra o governo, para demonstrar que est i
nao tem atteodido devidament ao servico
da cr.t'ches^, que devia ser assumpto de
preoecupagao dos poderes pblicos, princi-
palmente era relacSo. aquellas provincias.
Faz diversas considerajoes, apresentan-
do a causa porque, vindo os indios coroa-
dos visitar os aldeiam'mtos do Paranapane-
ma, fazendo excursao at Campos-Novos,
deu is30 lugar a um conflicto de que foram
victimas cerca de 139 indios.
Senta-se confiando esta causa intelligen-
te actividade do Sr. ministro da agricul-
tura .
O Sr. Al ves de Araajo (para ne
gocio urg-nt-) requer a int^rrupyao da or-
dem do dia por 10 minutos para tratar da
revela9.l1 feta por um professor da acade-
mia de medi -ina em relacao maternidad-)
da crt;, assumpto que interessa ao povo
brasileiro.
Posta a votos a urgencia no foi conce-
dida por 41 votos contra 31.
ORDEM DO DIA
VERIPICAg'AO DE PODEKBS
Continua a discussilo do precer n. 110
sobre o 10 districto da provincia de Mi-
nas.
O Sr Christiano da Liz requer e a ca-
ma-ra approva o encerramento da discus-
So.
O Sr. Ratisbona requer e a cmara ne-
ga votaglo nominal da conelusSo que an-
nulla pirochia de Chapeo de Uvas.
Postas a votos as conclusSes, approva-
da Ia na parta quo annulla a eleiclo do
Rio Preto, e rejeitada por 38 contra 37 vo-
tos a que annulla as eleigSes de Piau e Cha-
peo de Uvas.
Foram approvadas as elaicoos de outras
parochias
O Sr. Liureng de Albuquerqua (pela
ordem) requer quo se submetta votaglo
a conclusao do voto era separado.
O Sr. Carlos Peixoto (pela ordem) opi-
na quo devem voltar commissSo as con-
clusoes votadas afim de se fazer a classi-
ficagao dos votos apurados.
O Sr. Candido do Oliveira /'pela ordem)
demonstra quo approvada a eleigSo de Cha-
peo de Uvas, o Sr. Penido tem roaiora,
sera ser necessario ouvir a respeit) a com-
missao .
O Sr. Coelho de Rezende (pola ordem)
entende, como memoro da commissao, que
a cmara n3o pode delibarar consciente-
mente neste assumpto sem parecer da mes-
ma commissao.
O Sr. Elias de Albuquerqui (pela or-
dem) informa, como relator da coramissao
que approvadas as eleigees de Piau o Cha-
peo de Uvas, o Sr. Penido fica cora raaio-
ria absoluta de votos ; acha, pois, desne-
cessaro qua S9ja de novo ouvda a com
miisio.
O Sr. Pr;sident atiende aos ruqueri-
mentos feitos, mas o regiment expresso
a respeito ; para os papis voltarera cora-
missao era necessario delibcraco da cama
ra, mas nao se pode interromper a votagao
o a commissao no podia alterar o qu; fica
patente pela rejeigao das conclusSes que
mandavam annullar duas eleigSes.
Post a votos a conclusao do voto se-
parado, que reconhece deputido o Sr. Pe-
nido, approvada, ficando prejudicada a
conclusao do parecer.
O Sr. Presidente proclama deputado pelo
10 districto da provincia de Minas Geraes
o Sr. Joao Nogueira Penido, que achando-
81 na ante-sala introduzido com as for-
malidades do estylo, presta juramento e
toma assento.
Entra em discusslo o parecer n. Ill
sobre a eleiglo do 2o districto do Amazo-
do-
a imprensa do paiz ficou plenamente
monstrado o contrario.
O orador tem affirraado aqui e na sua pro-
vincia, pala imprensa, que o deputado le-
gitimo pelo 2 districto do Amazonas o
Sr. Clarindo Chaves, e tambera que na co-
marca de Barreiriohas nlo houvo absolu-
tamente eleicSo ; o que liouve alli foi ura
processo eleitoral ficticio e clandestino. O
nobre candidato irapugnou poranto a cma-
ra esta affirmagao ; roas o orador, nuy pre-
senciou os factos ojeorrilos na cleiyao, vai
fazer o histrico dellcs o mostrar socie-
dade a verdede da sua proposig'o.
Procndendo a esta demonstrayao, passa
a defender a validado da eleig.lo de Paria-
tins, assegurando que esta urna das mais
legitimas quo na cmara se apresentou.
Conclue declarando que nunca se fallou
contra a ele 9I0 de Pariots, porque essa
eleigao foi sempre considerada liquida. A'
ultima hora quo se apresenta allegaglo
de urna falsidade que o orador julga ter
destruido em todos os seos pontos.
Ninguem mais pedindo a palavra en-
cerrada a discusp.lo. Indo-se proceder a
votagao reconhece-se nao ha ver casa e
procedendo-se chamada verifica-se torera
se ausentado 47 Srs. deputados. Fica adia-
da a votagao.
Vera mesa as seguint-s declaragSes de
votos :
Declaro que votei contra o projo-cto
de reforma constitucional. Liurengo de
Albuquerquo.
o Declaro qua approvada a eleig.lo de
Chapeo da Uvas, votei pelo reeonheci-
mento do candidato mais votado.Coelho
de Rezende.
O Sr. Presidente d a oidera do disipa-
ra 27:
SESSO EM 27 DE MfflO DE 1886.
PRESIDENCIA DO SR. ANDRADE FIGUE1BA
Ao meio-dia feta a chamada a quo res-
pondona 76 Srs. deputados brese a ses-
sao sete minutos depois do meio-dia.
E' lida e approvada a acta
antecedente.
O Sr. Io secretario d conta do seguinte
expediente :
E' lido e vai a imprimir o seguinte pa-
recer :
Fixa9o do forca naval para o exercicio
de 1887-1888
A commisso de marioha e gu:rra
FOLHETIM
RGOLO
as, annullaado o diploma do Sr. Jo6jtendo examinado a proposta do governo fi-
Lustosa da Cunia Paranagu e reconhe- xando a for9a naval para o exercicio do
cendo deputado o Sr. Clarindo Chaves. ,1887 -1888 de parecer que seja ella
Vera mesa, elida, apoiada e entra | adoptada depois de convertida no seguinte
pensa de memoro da 3* commissao de in-
querito, a qual nao lho concedida.
Allegando impedimento effictivo para
exercer o cargo, renova o seu requorimen-
to e a cmara coocede-lhe a dispensa pe-
dida.
O Sr. Presidente diz que vai mandar
formular urna lista de todos tu deputados
reconhecidos afira do ser designado pola
sorte o membro quo tem de subistituir o
Sr. Coelho 'de Rezenlo na 3* corumissSo de
inquirto. '
Para estes casis ha dous precedentes,
ura quo manda o presidente designar o
Substituto, c outro mandando que a desig-
na9Io seja feita pela sort3. Acha mais
racional este uitimo, e por isso adopta-o.
O Sr. Alves de Araajo nao es-
perava que a cmara lhe negasse a urgen-
cia que hontem pedio para tratar de factos
graves occorrdos em urna casa do ma-
ternidade dista crt;. Hoje, porm, que
se lhe offcr.ice eDaejo pira fazel o, vai re-
latar esses factos que nSo se fundara era
artigas anonymos de imprensa, mas as
revelajSas que a tal r-ispeito lhe fez um
professsor da faculdade de medicina do Rio
do Janeiro.
L o coramunicado que esse professor
dirigiu a urna das folhas d'esta corte, e do
qual se infero que as enfermaras do esta
belecimento de raaterni teda a cargo da
Santa Ca3a de Misericordia dessa corte, e
destinado a receber e tratar as infVlizes
mais, bailas o recursos nao tm as precisas
condi;c3e3 hygienicas ; que 1 'ura acanbado
aposento que mal peder conter nove ou
dez parturientes, achao-se agglomeradas
18 c 19, afora 03 infantas, em urna pro-
miscuidade insensata e torpe, encontrando-se
alli raulheres sus de mistura com outras
cancerosas ; e quo nessas enfermaras, n-
suffi^ienteraente anejadas, respira-so urna
atmosphera infecta.
Refero o fketo de urna pobre mulher
que alli raorreu, nilo em consequoncia do
tratamento que recebeu, mas da pernicio-
sa influencia quo sobre o seu delicado or-
ganismo exsrcerara as pssimas condijoes
liygienicas daquella casa. Segundo as n-
torraa9oes que tem, pode dizer que aquella
infeliz raorreu envenenada.
Cumpre abrir ura rigoroso inquerito
sobre estes fictos, que tanto dep3em con-
tra a nossa civilisagao e o nosso espirito
de humanidade, e confia qua o Ilustre e
zeloso provelor daquella Santa Casa toma-
r as providencias que o casa exige.
O Sr. Masearenkas tratando das
SESSAO EM 28 DE MAIO DE 1886
PRESIDENCIA DO 8R. ANDRADE FIGUEIRA
Ao meio dia, feita a chamada, a que
respondem 80 Sr*. deputados, abre"-se a
sessao sete minutos depois do meio dia.
E' lida e approvada a acta da sessao
antecedente.
conjunct imcnt: em discusso a seguinte
emenda :
1o Que sejara annulladas as elec5es de
Barrerinhos o Parintas.
2o Que seja reconhecido deputado o
Sr. Dr. Jos Lustosa da Cunha Parana-
gu.Pinto Lima.Joilo Henrqms.
Pedro Muniz.Beltrio Leuos. Ratis-
bona.
O Sr. Leito da Cunha (pela ordem)
nota que o seu noma no figura no parecer
qne se discute, sendo fdis seu signata-
rio.
O Sr. Jos Paranagu nao to-
mara teropo cmara se so tratasse de
um interresse psasoal: porm trata so de
interesses polticos dj part io lioeral da
provincia do Amazonas, trac'.a-se de ctoe
de violencia e compress2o e sobretudo do
interesse da raoralidade publica ; por isso
que pedio a palavra.
Passa a combater as conclusojs do pi
recer da maioria da commissao demonstran-
do com documentos q->e l % nullidade da
ele9lo da parochia de Parntins, bem como
os falsos argumentos com que pretendeu
o seu contendor sustentar qu* havia sido
eleito.
O orador abstem-so de mais consdera-
{Ses, por entender que tem demonstrado
exuberantemente o vicio da organisacilo
da mesa e a fraudo da e!e9UO de Parin
tins. Assim, espar, que a cmara lhe far
justiga reconhecendo o seu direito a um
lugar na represenU^ao nacional.
O Sr. PasSOS Miranda acredita
que o nobre candidatj pela 2o districto do
Amazonas est to convencido como o ora-
dor de que que no foi eleito. Entretanto
S. Exc. fez grandes esfo^os para demon-
strar a valhdade da sua eleiyJlo, quando pe-
rante a commissao de inquerito e perante
O Sr. Io secretario d conta do expe-
diente.
O Sr. Candido de Oliveira man-
da mesa tros certidSas authenticas do
reuniao da junta apuradorado 8. districto
da provincia de S. Paulo, para seren re-
metidas respectiva commissao do inque-
rito, afira di quo esta conclua seu traba-
lho ; notando qu3o demorada vai a verifica-
c2o de poderes.
O Sr. Affonso Celso fiinlor diz
que para muitos o debate dos tres quartos
de h ira quo na cmara precele a ordem
do dia e que ncontestavelmente urna ne-
ce8sidade para a oppos9ao, que pode ex-
ternar nello quotidianamente as suas recla-
majScs, sem as peas regimentaes e as crea-
das pela boa ou m vontade dos presiden-
tes, para muitos este debate constitue pra-
tica inconveniente que destOa da circum-
Hpec9lo parlamentar, e quo amesquinha a
olimnidade das discussojs, porque nelle
que tm expansto as queixas inlividuaes
ou os interesses privados da3 localidades,
aos quaes desdenhosamente costuma ap-
plicar-se a denorainajilo de pequea po-
ltica.
A' proposito que e orador vai ganhando
a fra experiencia das cousas publicas, me-
nos comprehensivel se lhe vai tornando a
distinc9ao entre apoltica das altasr;giocs.
o que se faz no parlamento, a grande po-
ltica, e o quo se faz no interior do paiz,
a dos committentes, a pequea poltica.
Muda apenas o scenario-; s;lo sempre os
meamos homens, as mesmas paixucs, os
mesraos interesses : e se 03 diptalos ob-
servaren! attenthnente o qui diarament
se Ibes vai passando em torno, se refljefi-
rdm era que o recinto da representaeao
nacional ni\o mais do que o escoadouro,
o grande *eceptaculo, a fas da intrigalhada
tumultuosa e tur7 do imperio inteiro, ho
de convir em consciencia que, a existir
diffcrlga entre urna e outra poltica, por
singular aberrado do criterio publico a-
cham-so invertidas as respectivas denomi-
POR
m& as wsiip

(C0NT1NUACA0 DE ANGELA)
l ('. onliuuac. i< o do n. 127)
II
Por isso, depois do jantar foi esfajSo
do caminho de ferro, perfeitamenta con-
vencido que se realisavam as suas suppo-
6{3es e que a ver chegar o mo9o.
A noticia da morte do seu amigo tinha
produzido no tabellid o efeito de um raio.
Par instantes, perguntou a" si raesmo se
sonhava ; so e deiramentc pissivel : verdaderamente real.
Pois quo aquelle homem relativamente
mo9o, cheio de tersa e de saude, com quera
tinha passado a tarde e a noite da antc-
vespera 5 aquella homem, a quem longos
annos de robusta velhico pareniain premut-
tidos, j nao existia I I
I Ento de que morrena ?
JE a quo proposito se informara a jr.sti-
8a '
Qne estranho mysterio sera aquelle ?
evorado de anciedade, Benjamn Lo-
royer achava-se na estaso do caminho de
ferro ama hora antes da chegada do trem,
que devia ou pelo menos que poda tra-
zer-lhe o filho.
Os winutos, succedendo-se aos minutos,
pareciam-lhe arraitar-so com ama intermi-
navel lentidZo.
Finalmente, ouvio o silvo agudo da loco-
motiva, e depois, quasi logo era seguida, a
trepidaciio metallica dos vagoes era cima
dos trilhos.
O trem parou na estaglo.
Apezar da gravidade da sua posigilo, o
tabelliSo correu para a plataforma, afim do
assistir descida dos passageiros.
Logo primeira vista, vio Leao que, de
espingarda a tiracollo, saltava do um dos
compartimentos.
Correu para elle e antes raes no de lhe
estender a mao perguBtou :
Entilo verdade que morreu Jayme
Beroier t
Infelizmente, assim raeu pai.
- Mas o que aconteceu ?
Um crirac terrivel, que fez, nilo urna
s victima, mas duas.
Duas victimas 1 repodo Benjamn
Leroyer, com espanto.
Sim, mcu pai ; mas tratemos de che-
gar casa, que eu lhe direi tudo.
O pai e o filho saturara da estasao.
Eraquanto ara pelo caminho, o tabelliao
quiz arada fazer peguntas.
Leao interrompeu-o com estas palavras :
Varaos, meu pai... No raeio da ra
nao posso fallar vontade... Quem sabe
em que ouvidos polsro cahir as minhas
palavrss?
Aquellas palavras enigmticas ; aquelles
modos mysteriosos augraentavam o espanto
do honradd tnb liiiio provincial.
Nao fez mais perguntas e contentou se
em apressar o passo.
Bem depressa chegram casa da prasa
do Thatro de casador, entregou os a urna
criada e seguio o pai, qu3 o levou para o
m seu gabinete de trabalho e se dcixou logo
cahir n'uraa grande cadeira de bra90S, for
rada di marroquim verde, dizendo :
Vamos l, agora que ninguem nos
ouve... ninguem nos pode escutar... Qua
crirae foi esse em qua me fallaste anda
agora ?
- Um assassioato.
__Jayme Bernier foi assassinado ?
Sim, meu pai.
Ah I desgrasado I exclamou Benja-
mn Leroyer, fazendo-se muito paludo.
Lelo proseguio :
projecto de lei.
(A-crescente-se no lugar competente.)
A assembla geral decreta :
Art. I." (Como na proposta).
Art. 2. (Como na proposta)
Art. 3." (Caino na proposta).
Art. 4. (Como na proposta).
a S ila das comraissoas, ora 26 de Maio
de 188o-Carlos Frederico Castriot .-
Jos Ferrcira Cantao. Alfredo de Escra-
gnolli: Taunay. j>
E' lido o vai a commissilo de fazenda o
projecto :
Patrimonio da igreja de Njssa Sinhora
do Rosario dos Homens Pretos em S.
Paulo.
Art. 1." Fica autorisada a igreja de
Nossa Scnhora do Rosario dos Homens
Pretos da capital da provincia da S. Paulo
a possuir bens da qualquer natureza at
30:000$ quo constitua seu patrimonio.
Art. 2. R^vogara-se as disposic^es
em contrario.
(i Sala das sess3.;s, em 27 do Maio de
1886. Rodrigo Silva.
Vai a imprimir a seguinte emenda :
t A commissao de orsamento vista d inforraacoes do ministro e secretario de
estado de negocios da agricultura, cora-
mircio e obras publicas, o da demonstra-
Ste junt tem a honra do offorecer ao art.
1* do projecto n. 32 a seguinte emenda :
( Fica augmentado de 42:542fl>486 di-
ga-se fica augmentado com a quantia de
178:010^545.
Sala das coramissoes, 24 de Maio de
1886. Duque-Estrada Cmara- Louran-
90 do Albuquerque.Guaby. Carlos Pei
xoto. Henriquc. SilvaTavares. P. Lu-
cena.
O Sr. Coelho de Rezende requer dis-
oceurrencias havidas na cidade de Cruvel- nasoes, competindo primeira exact en-
lo, cm Minas, contesta que o Sr. Christia-j te a qualificago da segunda,
no Luz houvesse provado quo os culpados
deaaj oceurreucias eram liberaes, por -i Como quer que seja, nada reputa o ora-
quinto os documentos presentados por S. (dorderaais elevado na raiss3ode represon-
Exc para esse tira erara suspeitos e foram -lhe tante do paiz do qui constituir-se o echo dos
fornecidos por um candidato conservador
que, nao podendo ser eleito pelas urnas
veio apresentar-se
linio.
candidato em 3o escru-
A's doze da raaohil encontraram-lhe
o cadver em am compartimento do trem,
em que tinha entrado em Dijon e que che-
gava a Pariz.
Entilo sepirou-sT de mim para ir mor
rerl... balbuciou o tabelliilo, cada vez
mais p illido.
Depoi* de um ou dous segundos de si-
lencio, limpou os olhos hmidos e pergun-
tou :
O assassino est prs.>?
Nao. Desappareceu e as suspeitas
nao recahem na mesma pessoi.
Qual seria a causa do crime ?
O roubo... pelo menos os magistra-
dos assim o supj mu.
O roubo... repeto Bnja'raiu Li-
roy-sr. Mas ento quem poda sabor qua o
ra>iU pobre amigo trazia comsigo urna aora-
ma avultada?-.. Mais de trezintos mil
francos.
justis-i ignora-o, e as
apalpa
A
dlas e as trevas que procura o assassi-
no... Meu pai affirma va no teu tele-
gramma quo teria que fazer declara95es
importantes... Per:nitte-me que lhe per-
gunte a quo respeito ?
A respeito da demora e Jayme Ber-
nier em Dijon... T?assou o dia commigo...
Aproveitei raesmo a sua visita, aconselhan-
do-o a que fizesse testamento. E fez um
testamente perfeitamenti era ragra, inata-
cavel e todo escripto pela sua mao.
E onde quo est case testamento ?
Aqui, no meu cartorio.
- Deve, sem duvida, entregal-onas mlos
da jattea. O Sr. Fernando de. Bj .y ,
substituto do procurador da rspublica, jun-
to ho tribunal de Pariz, pedo-lhe que se di-
rija, o mais breve possivel, ao seu gabine-
te ou ao do Sr. de Gevrey, juiz formador
da culpa e eacarregadu dj processo. Pe
dio-m.i quo insistisse, em seu nomo, com o
senhor, para que partase com bravidado.
E'-me impossivel partir araanha pela
manhS, raplicou o tabelli&o.
Quem o impede ?
Marquei urna entrevista a uns clien-
tes do campo, para negocio que nao pode
soffrer a menor demora. Amanha, noite,
p8r-mo-hei a caminho e comparecerei, de-
pois de amanha, no tribunal.. Com toda
a boa vontade iraaginavel, n3o ppsso fazer
mais.. Fallasti-rae do outra victima...
de ura segundo crirae.
Sim, mea pai.
E foi, sem duvida, essi segundo cri-
me que tornou necessario em Saint Julien
du Sault a prescn9a dos magistrados da
Pariz ?
Nao se engaa... Tratase de urna
tentativa de assassinato, coramettida pelo
miseravel qu? assassinou seu amigo Jayme
Bernier.
Como que tu ests tilo bem iniciado
em tuto isto ? Como qua serves de in-
termediario entro o substituto do procura-
dor da repblica o eu ?
Por um estranho acaso, meu pai.
Que acaso ?
Leao contou rpidamente a maneira por
que tinha levantado da linha do caminho
de farro, entre Villeneuve-sur Yonne e
Saint Jnlien du Sault, o corpo do urna me-
nina, transportado, era seguida, para casa
da raai do seu amigo Renato Dharville.
O 01090 nao tinha nomeado nem Angela
B ernier, era Emina Rosa.
E essa moga, p rguntou Benjamn
Leroyer, quem era?
Urna alumna do collego de mraha
ti a.
Urna alumna de minha irra ex-
clamou o tabelliilo, verdaderamente sobre-
saltado.
Sim, meu pai...
Misericordia I !. .. EntSo tua tia est
rao.ttida neste negocio ?
Djixii-a ototmo esta noite era Laro-
che. Viada coraraigo de Saint Julien du
Sault.
E a familia dessa 0109a Y
Sua raai, avisada na estasao de Pa-
r'.z, onde esperava um telegramma do chefe
da estac&o de Saint Julien du Sal, correu
logo para perto della... Qu ;ria a esse res-
peito, meu pai, fazer-lae nma pergunta.
Pois fax. Que pergunta ?
Ouvio tallar alguma vez, de urna Sra.
Angela Bernier ?
O tabellito estremeceu.
Sim, respondeu elle, ouvi fallar dessa
An""la Bernier... ouvi fallar della ha ape-
nas quarauta e oito horas.
seos corainittontes contra as invasSes eos
tumeiras do poder; do que tornarse a
sentinella vigilante da justiga contra quaes-
quer abusos, por insignificantes que pa-
a's palavras proferidas pelo nobrs de- re95o ; doque applicar a sua actividade era
putmli imputando aos liberaes as de9*r- fiscalisar por tal forma os actos dos agentes
dens havidas no Curvello, opp3e o orador da autoridade, os quaes fatalmente tendem
as quaes so
dos liberaes.
ft a nenhuma culpabilicade
para o excesso, que nao escape a menor
tentativa de compressao de direitos, e que
Disse o nobre deputado qne na comarca | sempre seja denunciado o arbitrio, embora
de Trahiras houve pressao de capangas. i em germen, ou hypocritamente encoberto
Entretanto, um mesario da junta dessa ; na lei, pois que, se nao for desde loho pro-
parochia informa que a eleigao alli correu fugado e contido, sobretudo quando prati-
com toda a regularidade. cado no interior do paiz, onde nao ha o
Conteste que os itberaes perturbassem correctivo da imprensa e da opiniao publi-
a el-iraao havida a 24 de Fevereiro em ca, onde reina a triste certeza da impuni-
24 de Fevereiro
Curvello, e para d<-raonstral-o apoia se as
palavras escripias no raesmo relatorio
respeito dessa eleigSo.
ORDEM DO DIA
elek;ao do amazonas
Procede-se votagilo que ficou adiado
e approvado o parecer n. 111 annullan-
do o diploma do Dr. Jos Lustosa da Cu-
nha Paranagu e reconhecendo deputado
pelo 2o districto do Amazonas o Dr. Cla-
rn io Chaves.
Proclamado rieputido o Sr. Dr. Ciarin-
do Chaves o estando presente presta jura-
mento e toma assento.
Foi sorteado o Sr. Ribeiro da Cunha
para membro da o' commissao do inqueri-
to na vaga do Sr. Coelho de Rezende.
Essotada a ordem do dia.
o
O
para
Sr.
28.
Presidite d a ordem do dia
dada, breve se alastrar triuraphante por
toda parte e ir crescendo e ir subindo,
cada vez mais insolente, cada dia mais
audaz.
Preton e, portante, cons-io de que as-
sim nao trahir a temeraria confiansa da
generosa porgad c"a sua provincia, qu^
para aqui pela tsteeira vez o enviou como
seu mandatario, tornase interprete cons-
tante, o orgo incansavcl das suas aspira
goes e das suas maguas contra o governo,
emquantolh'o permittirem os escassissiraos
recursos. Nao se pejar de confessar-si re
presentante da pequea poltica o opposi-
cionista do guerriihas, como j foi appel-
lidada a actual minora liberal.
(Contina)
- Seria parenta do seu amigo Jayme lhe nascer graves inquietagSes no espirita
enctnam-lhe o coragilo'de angustia.
Angela, filha'natural de Jayme Beroier,
continuava a usar o nome Bernier !
Entilo ella nao tinha marido I
Entilo Erama Rosa, sua filha, era fructo
do amor !
Se, pr>r momentos, julgou poder, forga
de instancias e com o auxilio da tia, levar
seu pai a dar-lhe por esposa a filha da Sra.
Angela, esta esperaba abandonava-o.
Tudo quanto respaitava a legitimidado
dos lagos da familia, era cousa sagrada pa-
ra Benjamn Leroyer.
Nesta materia levava a severiiado at o
rigor.
Nunca consentira em ver seu filho,
descendente de urna honrada familia da ve-
Iha burguezia, casar com urna bastarda.
Os tabelliSes, seus antepassados, cora-
riara debaixo das suas pedras tumulares.
Que segredo se ligava ao nasc7iento da
Sra. Angela'?
Leao teria, de boa vontade, interrogad
seu p".i a tal respeito. Nao o ousara, com
o receio de deixar adivnhar os seutimen-
tos que o levavam a fazer semelhante per-
gunta.
O mogo deitou-se com o corago cppri-
mido, com os olhos cheios de lagrimas e
odormeceu, pedindo a Deus que protegesse
o seu amor e que velasse pela vida de Em-
ilia Rosa.
Deiximos Dijon, para voltar a Pariz, em
Batignolles, na casa que havia sido de Jay-
me Bernier
Biigida entrou no quarto da sua ama,
afim de lhe annunciar a visita do Dr. An-
gelo Parjli.
C -ca havia qu.-.tro oiaa que estavan'um
estado deplorav 1.
A morte terrivel do pai transtorcava-a
infinitamente menos do que a situagaO cri-
tica, resultante, para ella, dessa morte.
Sabemos j que se a moca linha sent
dos, faltava-lhe completamente o coracXo-
Birnier ?
Era sua filha.
Leao nao pode reter urna exclamagao de
espanto.
Sua filha I repeto elle.
3ira, sua filha natural, reconhecda...
Mas, porque te admiras ?
Vai comprchender, meu pai... A mo-
ga que tentarara assassinar no trera, perto
de Villeneuve-sur-Yonne a filha da Sra.
Angela Bercier.
EumaRosa exclamou o tabelliao.
O espanto do Leao augraentava cada
vez mais.
Sabe-lhe o norae ? balbueiou elle.
De certo que sei.
Mas como ?
Da maneira amis simples... Era-
quanto Jayme Bernier estove em minha
casa, tratou-se de Cecilia Bernier, sua fi-
lha legitima, de Angela Bernier, sua filha
natural e de Erama Rosa, pensionista em
casa de minha irrail.
Poi b;a, meu pai, a menina Em-
ma Rosaque, entrando em Larocbs no
compartimento era que j S9 achava o ca-
dver do seu avo, ia sendo por sua vez
victima do assassino de Jayme Bernier.
Tudo isso muito estranho e muito
mystenoso, murmuran o tabelliao. Pobre
Jayme Quem me dira, ha dous das, que^
eu o via pela ultima vez Que morte ter-
rivel E Cecilia tSo nova e d'01 em dian-
te 80 no mundo !... Desgragaoa menina,
de luto e lavada era prantol... Ah a mi-
na presenga urgente em Pars.
Benjamn Leroyer levantou se.
Vai descansar, disso elle ao filho ;
amanha conversaremos a respeito dos ne-
gocios do cartorio. O primeiru escrevente
e tu substituem-me fcilmente.... Alera
disso a minha ausencia ser curta... Boa
noite, meu filho.
L ao comprehendeu que o pai dosejava
ficar s.
Retirou-se.
O tabelliao ficou no gabinete e poz se a
trabahW, afim de qua nada ficasse atrasa-
do no momento da partida.
O moso fora para o quarto.
Algumas palavras ditas pelo pai f.ziam-
t
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r Contimtar-seha)
Tvp. do Diarto, roa Dxtqao da Caxias n
43.


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