Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16596


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Full Text

u
ANNO Lili NUMERO
UiA#
PAIU A C 1P11AL JG JLl'ARJK* ONDE NAO SE PACA PORTE
Por tres mezos adiantadot ........... 6\J0QD.
Por seis ditos idem. ..... ......... 120000
Por um anno ideaj................. 24)5000
Jada numero avulso, do mesmo dia............ 100

SMOG S DE JONHO fl 1
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
'Por seis mezes jidianUdos.......... ....
Por nove ditos dem.......,........
Por um anno dem................
Cada numero arulso, de das anteriores. %......
13,J50O
20000
27^000
1U0
DIARIO DE FERNAMDUGO
Prpttrirabe fre JHanoel Jtgurira i>c -feria & -flljos
TELEGRAMMAS
i




ssara pabticulab so siabio
RIO DE JANEIRO, 4 de Junho, s 4
da tarde. (Recebido s 5 horas, pelo oabo
submarino).
Kol reelelta boje a mesa da Cansa-
ra do Deputado.
Foram reconhectdos os poderes do
Dr. Francisco Ildefonso Ribelro de
eneses pelo > din (riel o das Ala
(as.
A Cmara esta dlscutlndo a elel-
b do I -u di i rielo do Rio U rande do
al.
O Senado, no da *, approvou
en *.- dlscasso o projecto de flxa-
eo das Torcas de Ierra.
:s.,:::: da a&sstcia ha vas
(Especial para o Diario)
LONDRES, 4 de Junho, de manhS.
Circular.Ministerio dos Negocios da
Justica. -2* seccSo. Rio de Janeiro, 24
de Maio de 1386.
Illm. e Exm. Sr. Para conhecimento
das disposigSes do art. 11, 3 e 4" do
decreto
A Cmara dos Cammuns
a vetacao do projeclo Clndslone so
are a reforma Irlandesa.
VENEZA, 3 do Junho, tarde.
cholera morbo fes hoje t9 vir-
il
YIENNA, 3 de Junho.
aroveriio da Porta Ottomana pro-
p*e levan lamento do nloqueto dos
porto da recia pela armada Inter-
nacional.
Agencia Hars, filia! em Psrnambuco,
4 de Junho de 1886.
IHSTROCCiO POPULAR
MYTHOLOGJA
(Extrahido)
9A BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
(Continuando)
arte, Minerva e as dlvindades
guerrelras
Marte (de quem ora incidentemente fallamos nos
precedentes paragraphoe, a proposito das infideli-
dades de Venas) syinboliiava para os povos do
paganismo o deus da guerra
Venerado entra os gregos sob o nomo de Art,
devera exclusivamente a Juno o seu nascimento.
Despeitada por ter visto Jpiter dar luz Mi-
serva, aem para isso carecer do concurso da espo-
sa, e jnlgando descer da sua altissima prosapia se
por destorra nao praticasse tambem u acto mira -
caloso de ser mili sem o concurso do marido, Juno
foi procurar quem a aeenselbasse na maneira de
proceder para levar a cabo o seu intento. Ensi-
nou lhe Flora certo vegetal, que tiaha a especial
virtude de fecundar qualquer mulher que lhe to-
asse. Tocou-lhe Juno, e logo entraram a denun-
eiar-se n'ella os pbenomenos da maternidade. Por
esta forma nai:eu Marte, o deus que preside aos
combates.
Represent-i-sc na figura de um guerreiro, com-
pletamente armado desde a rabee* at aos ps ; na
eabeca, um capacete ; na dextra orna espada ou
urna laen, na esquerda um escudo. Por vezes
figuram-n'o sobre um cano pasado por dous fogo-
sos coreis, tundo a seu ladooatra divindade gucr-
reira que o auxiliava n dor dos comburente?.
Bellona so chantara es:a divindade, que segun-
do ans era irma do^proprie Marte, e segundo
ontre filha de Neptunoe de Phorcys. Pertencia
a Bellona o ene >.r_-o especial de cuidar no coche e
pos cavallo) de Marte, a quem geraltnente acom-
nanhava por entre o fragor dos combates. Pinta-
vam-n'a com os cabellos soltos, o olhar esbrazeado,
m'am des brac.s um escudo, na dextra um Oran-
do acceso.
Em ompanhia de Marte figsrsfsm tambem por
Teses os mythologos duas divisdades puramente
allegoricas : a Victoria e a Pama.
A Victoria represeotavam-n'a sob as feices de
mulher alegre, com azas, e coroada de loaros, se-
gurando n'uma das mos urna grinalda feita com
foi has de oliveira e de loureiro, na outra um ramo
ds palmeira.
Emquanto Fama, essa passava tambem por
er mensageira de Jpiter, e entretinha sa em va
guear de dia e de noits pelos lugares mais altos,
publicando e divulgando em grandes berros toda a
casta de uovidades ; n'isso consista seu exclusivo
mister ; guardar silencio era-lhe completamente
inpossivel. Representavam-n'a os poetas sob a
figura de um gigantesco monstro com azas, horri-
vel no aspecto, e com tantos olhos e orelhas, com
antas bo:cas e liaguas cerno tinha de pennas a re-
vestirrm-lhe o corpo tolo. Outras vezes, porm,
piando especialmente pretendiam represntala
come campanheira de M rte a proclamar as fa-
fanhas dos gaerreiros, pintavam n'aem figura de
saulber com azas, voando, e iroboccando ama trom-
peta para mats alto fazer soar o louvor dos victo-
riosos.
(Contina)
da
de
Joaquina Pereira d-
do nome de Joaquim
?ABTE DFFIClAt
Ministerio da rustica
Por portara de 26 de Maio :
Permitise que o juiz de direito
marca de Japarataba, na provincia
Sergipe, bacharel
Mello .oraes, use
Pereira da Silva Moraes.
Declarou-se que o juiz municipal e de
orphaos do termo de Cajazeiras, na pro-
riocia d Parahyba, recondazido por de-
creto de 27 de Marco ultimo, o hachare!
CUudino Francisco de Araujo Guarita, e
nlo Francisco Glaudino de Araujo Guar-
ta, como foi escripto no decreto.
Foi expedido o seguinte aviso i
n. 9,517 de 15 de Noverobro'ulti-
mo, expedido para execugSo do art. Io da
lei n. 3,270 de 28 de setembro de 1885,
convm que V. Exc. recommende aos ju-
zes de orphaos deesa provincia a fiel ob-
cervancia dos avisos do Ministerio da
Agricultura, Commercio e Obras Publicas
ns. 5 de 10, 3 e 6 de 15 e 107 de 29 do
mez passado, constantes das copias juntas,
os quaes determinam :
1. Que, durante o praso da nova ma-
tricula nao sSo os senhores dos escravos,
que tiverem completado 60 annos de ida-
de, obrigados a apreaentar-se em juizo e
nem a apresentar nelles os mesmos escra-
vos.
2. Que, antes de encerrada a matricu-
la e arrolamento nSo sao applicavois
falta dessa apresentacao as multas commi-
nadas pelo art. 11, 3o do decreto n.
9,517 de 14 de Novembro citado.
8. Que, smente os libertos actualmen-
te maiores de 65 snnos devem compare-
cer acompanhados de seus ex-senbores,
afim de que os juizes de orphaos vista
do estado physico delles possam decidir si
estao aptos para adquirirem os meios de
subsistencia, ou no caso de gozare m dos
favores da lei.
4. Que, finalmente, devem os mesmos
juizes, por meio de editaes publicados na
imprensa, ou, onde a nao houver, affixa-
dos nos lugares convenientes, fazer con-
star as relecS-'s dos escravos que houve-
rera completado ou forera completando a
idade de 60 annos, declarando que ejses
individuos sao livres, e entrarao 1 go no
gozo de sua libordade, sem dependencia
de titulo algum ou de qualquer outra for-
rnalidade nos termos da lei e mediante as
clausulas por ella estabelecidas quanto
prestagSo do servico.
Esta providencia vigorar at que en-
cerrado o arrolamento dos libertos, se pro-
ceda pelo modo proscripto no artigo 11,
2o, 3U e 4 do decreto n. 9,517 de 17
de Novembro prximo passado, devendo o
Io odital conter os nemes de todos os li-
bertos que houverem attingindo a idade de
60 annos, com todas as individuales ne-
cessarias, e os editaes posteriores, referir-
se-hSo aos que, em cada trimestre, adqui-
rirem direito liberdade por terem chega-
do aquella idade.
Tormioando observo a V. Ex?, que as
despezas com taes publicacoes correrlo
por conta do Ministerio da Agricultura,
Commercio e Obras Publicas e ser3o pa-
gas vista da oonta apresentada a essa
presidencia pelos juizes de orphaos dos
respectivos termos.Deus guarde a V.
Exc. Joaquim Ddfino Ribeiro da Luz.
Sr. presidente da provincia de S. Paulo.
Ministerio da Agricultura
Por portara de 19 de Maio, foi exone-
rado o engenhero Francisco Teixoira de
Miranda Ase vedo, do lugar de fiscal da
estrada de ferro de S. Carlos do Pinhal.
Por decreto da mesma data foi nomeado
o engenhoiro Francisco Rodrigues Jordo,
para o referido com os vencimentos que
lhe competirem.
Por deceto de 22 jde mesmo mez, foi
nomeado o chefe de seccSo da secretaria
de Estado dos Negocios da Agricultura,
Commercio e Obras Publicas, engenhero
civil Jos Freir Parreira Horta, para o
lugar de director da directora das obras
publicas da mesma secretaria.
Por decreto de igual data foi nomeado
para o lugar de chefe de secjao da mes-
ma secretaria de Estado o bacharel Alfre
do Augusto da Rocha :
Foi expedido o seguinte aviso :
Ministerio dos Negocios da Agricultura,
Commercio e Obras Publicas. -Directora
da Agricultura. 2* seccao. N. 10. -Rio
de Janeiro, 27 de Maio de 1886
Illm. e Exm. Sr.Tendo essa presi-
dencia sido consultada sobre alguna pon-
tos relativos execucSo da lei n. 3,270 de
28 de Setembro o regulamento n. 9,517
de 14 de Novembro ltimos, deu as respos-
tas que trouxe ao mea'conhecimento com
ofBcios de 7 e 30 do mez findo.
A duvida esnstante do primeire de taes
officios, repetida no segundo, foi suscitada
all pe > colletor da cidade de S. Matheus,
e aqui pelo juiz orphSos do termo da Bar-
ra de S. Matheus, e versa sobre o modo
de proceder em relacab a escravos, cuja
matricula especial apresenta mener idade
que a c^rtidSo d baptismo agora produ-
zida, tendo V. Exc. respondido a ambos
os funecionarios que, nos termos do art.
3o 2* do regulamento n. 9,517, presme-
se certas para todos os effeitos da lei as
declaracSes das antigs matriculas, e esta
presumpcao s ceder vista de sentenca
passada em julgado anteriormente data
da mesma lei, nos termos do final do 6"
art. 10 do regulamento citado.
Cabe-me notar a V. Ex. que ha dis-
tiaccao as disposicSes citadas. A do art.
10 6*, que trata especialmente do arro-
lamento dos sexagenarios, refere-se aos in-
dividuos que attingiram a idode de 60 an
nos pela matricula, falta oa da* a addi
cao do 2o, art. 2o do regulamento, a
qual idade, assim dKabelecida, nao pode-
r ser alterada senSo por sentenca passa
da em julg.do anteriormoate lei que de-
clarou livres taes individuos, embora su
jeitos clausula de servicos. A do 2
art. 3' trata da matricula de escravos e
nZo impSe nenhuma clausula de autorida-
de, pelo que a entonga peder passar em
julgado em qualquer tempo e produzir os
effeitos legaes.
Sobre a resposta dada por V. Exc.
Thesouraria de Fazenda, determinando que
aos ex-senhores de escravos sexagenarios
classificados anteriormente lei de 28 do
setembro ultimo, e libertados lepois della,
nao pode ser pago o prego da avaliaco,
porquanto aquella lei os constituir em es-
tado de liberdade, com a obrigacao de ser-
vicos at 65 annos, declaro a V. Exc. que
fica approvada, salvo no que respeita ao
tempo de servicos, a que a lei marcou Uto
smente o prazo de tres annos sendo a ida-
de de 65 o limite de tal obrigacSo, quando
ella comece aos 63 ou 64.
Pelo que respeita ao modo da remisso
dos servicos dos sexagenarios, e de que
trata a resposta de V. Exc.,' ao juiz de
orphaos de Itapemirim, declaro a V. Exc.
que o Governo Imperial resover breve-
mente sobre a execucSo do art. 3o 12 da
lein. 3270.
Deus guarde a V. Exc. Antinio da
Silva Pr^do.Sr. presidente da provincia
do Espirito Santo.
Ministerio da Ciaerra
Por portara de 24 de Maio, foi exone-
rado o capitao honorario do exercito Tho-
maz Pereira Pinto, do lugar de director da
colonia militar de S. Joo do'Araguaya, na
provincia do Para.
Foram transferidos para o 10 bata-
Ihao de infantaria o alferes do 9' Jos Ni
colau Tolontino de Lemos, e para um dos
corpns desti corte o 2o cadete do 3o de
infantaria Florsmundo Febronio de An-
drade.
Foi nomeado para servir na ala es-
querda do batalhSo de engenheiros o 2o te-
nente do 2o rgimen t de artilheria Leo-
poldo Augusto Du-.rto Nunes, que deve
ser desligado do mesmo regiment e apre-
sentar-se ao commando da escola militar.
Foram nomeados para servir na ala
direita do mesmo batalhSo os alferes Jos
Melchior Carneiro de Mondonga e Manoel
Lopes Correia Fontoura, este do 16 bata-
lho de infantaria e aquello do 7o da mes-
ma arma.
Foi transferido do 15 batalhao de
infantaria para o
Moura da Costa.
7o o alferes Francisco
Ministerio da Marlnha
Por decreto e portara de 22 de Maio :
Foram nomeados : 2 cirurgiao da ar-
mada o Dr. JoSo Pinto do Couto, e direc-
tor das oficinas de machinas do Arsenal
de Marinha do Ladario o capitSo tenente
Francisco Augusto de Paiva Bueno Bran-
dao.
Em 24 do mesmo mez nomeado o Io
tenente da armada Manoel de Albuquerque
Lima para exercer o lugar de secretario
da escola pratica de artilharia e torpe-
dos.
Por aviso de 26 do dito mez foi nomea-
do o Io tenente Joaquim Jos Rodrigues
Torres Sobrinho, para commandar o pata-
cho Caravellas, construido no Arsenal de
Marinha da provincia da Bahia.
Por titulo de 18 do dito mez foi nomea-
do Honorio de Souza Salgado do Nasci-
mento para exercer o lugar de amanuense
da Secretara da Intendencia da Marinha.
Por titulo de 26 do mesmo mez foi no-
meado amanuense da Secretaria InspeceSo
do Arsenal de Marinha da corte Sal de
Avilez Carvalho.
Foi nomeado capitao do port > da pro-
vincia do Maranhio o japitao tenente Jos
Antonio da Silva Guimaraes.
toverno
DESPAPHOS
da Provincia
DIA 2 DE
DA PRESIDENCIA DO
JUNHO DE 1886.
Adelaido Rosalina Bittencourt Barbosa.
Informe o Sr. inspector geral da Ins-
truegao Publica.
Abaixi assigoados de empregados das
obras publicas geraes. A' vista da infor-
magSo nao ha o que deferir.
Augusto Jos da Silva Ribeiro.Infor-
me o Sr. inspector da Thesouraria de Fa-
zenda.
Bacharel Braz Florentino Henriques de
Souza. Encaminhe se, de vendo o suppli
cante pagar o respectivo porte no correio.
Bacharel Estevab Carneiro Cavalcante
de Albuquerque Lacerda. Sim.
Fausta Pergentina de Lima Barros. -
Sim.
Bacharel Jos Gomes Coimbra. Defe-
rido com offijio de hoje Thesouraria de
Fazenda.
Major Justino Rodrigues da Silveira.
Fornega se.
Serafim Marques de Andrade.Deferi-
do com officio de hoje ao brigadeiro com-
mandante das armas.
Secretaria da Presidencia de Pernambu-
co, em 4 de Maio de
1886.
O porteiro,
J. L. Viegai.
Repartlcio da polica
SecgSo 2.' N. 559. secretaria da Po-
lica de Pemambuco, 4 de Junho de 1886.
Illm. e Exm. Sr. Participo a V. Exc.
que foram recolbidos na Casa de DetengSo
os seguintes individuos :
No dia 2:
A' minha ordem, Anna Mara da Con-
ceigao, vinda do termo de Gamelleira como
alienada, afim de ter destino para o asyo
da Tamarineira. *
A' ordem do subdelegado do Io distric-
to da Boa-Vista, Manoel Leonardo de Li-
ma, por disturbios.
No dia 3:
A' minha ortfem, Manoel Lourengo da
Silva, vindo do termo da Victoria como
criminoso.
A' ordem do subdelegado do Recife,
Marcolino Miguel dos Aojos, por crimo de
ferimentos, a minha disposigo ; Miguel
Bernardino dos Santos e Pedro Jos Bana-
reira, por disturbios,
A' ordem do de Santo Antonio, Isidoro
ElesbSo da Silva e Severo Jos Francisco,
por disturbios.
A' ordem do de Apipucos, Manoel Vi-
cente Ferreira de Andrade, por uso de ar
mas defezas ; e Laurentino Antonio da
Silva, por crime de rapto e defloramento.
Na madrugada de 31 do mez findo fo-
ram os JadrSes, em numero de tres, casa
do subdito portuguez Joo dos Santos,
morador no lugar denominado Cumbo, no
Io d8tricto de Beberiba e subtrahiram a
quantia de l:250j?000 em dinheiro, um
trancelim e duas pistolas.
Quando os ladrees pmetraram no inte-
rior da casa, o que fizeram por meio de
arrombamento, encontraram Santos dor-
mindo em urna rede, o qual despertando, o
obrigaram, sob ameaga de ser asssassina-
do, a entregar-lhes a chave do bahu, d'on-
de tiraram os objectos cima descriptos.
Urna mulher que tambem esta va dor-
mindo ? a quem acordaram, depois de a
terem amarrado, impozsram que nao gri-
tasse e igualmento a ameagaram de assas-
sinar. #
Os ladrSes estavam armados de facas e
retiraram-se, declarando Santoa qua nao
os conhecera.
Ao subdelegado do Io districto de Bibe-
ribe officiei, mandando que me communi-
que o resultado do inquerito que deve ter
aberto sobro Ul facto e procure desobrir
os delinquentes para proceder contra ellea
com todo rigor da lei.
Ante-hontem, s 9 horas da manhS, ten-
do os subditos inglez 3s Thomas Holmes e
Henry Levy fechado a pharmacia sita
ra do Barao da Victoria n. 25, da qual
o primeiro socio, ao so dirigirem para o Io
andar do predio, recusando-se Holmes en-
tregar as chaves do estabelecimento a
Levy, originou-se entre alies ama alterca-
gao que passou depois a luta.
Ao gritos de Holmes acudiram alguna
paisanos e a praga n. 12 da guarda ,:irica
e prenderam a Levy, que foi conduzido
para a Ia estago, onde comparecando o
subdelegado da freguezia, mandou esta au
tordade vistoriar a Holmes pelos Di8. Jos
de Miranda Curio e Manoel Clementiao de
Barros Carneiro, que de clarara m serem
leves os ferimentos praticados no offen-
dido.
Lvrou-se termo de flagrancia, sendo
Levy posto em liberdade por ter prestado
fianga provisoria.
A tal respeito prosegue-se nos termos
do inquerito.
No dia 21 do mez ultimo procedas o de-
legado de Bom Conselho a visita da ca-
deia existente naquella villa.
Foram encontrados dez presos, sendo
quatro sentenciados pronunciados.
Communicou-me o cidadSo Joao Flix
Pereira, que no dia 2 do corrente assumio,
na qualidade de lsupplente, o^exercicio
da delegada do termo de Palmares.
jDeus guarde a V. Exc illm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leao,
muito digno vice-presidente da provincia.
O chefe de poli a, Antonio Domingos
Pinto.
Theseuro Provincial
DESPACHOS DO DIA 2 DE JUNHO DE 188G
Officio do engenhero chefe das Obras
Publicas, officio do director da Escola
Normal, Jorge Tasso, administrador da
massa fallida de Motta Silva & C Viesa
te Ferreira Coimbra, Joao Aureliano Lins
M., Domingos Bernariino da Cunha, Jo-
vino de Carvalho VarejSo e Osear Dest:-
beaux.Informe o contador.
Padre Joao Thenorio Vieira de Mello
Junto-se copia das informagSes.
Pontos do Consulado e da Escola Nor-
mal.Ao Sr. pagador para os deviuos
fins.
Francisco Goocalves Torres, Angelo Viei-
ra Sampaio e Jos Climaco Correia de
Araujo. Deferido, tomande-se por termo a
fianga offurecida.
Bernet & C. Deixa-se de tomar conhe-
cimento por nao ser caso de recurso, como
j tem sido decidido.
Manoel da Cunha Saldanha, Pohlman &
C, JoSo Vicenta de Torres Bandeira e
Trajano Alves de Mendonga. Haja vista
o Sr. Dr. procurador fiscal.
Manoel Tavares de MelloSatisfaga a
exigencia.
(Juntas do vigario Christovao do R. Bar-
ros. Appiovadas.
Antonio Hermino de Lima e Manoel
Adriano de Souza.Ao Sr. contador para
seu conhecimento e ao contencioso para la-
vrartcrm de contracto definitivo.
Gustavo Eduardo Mermond Filho.NAo
tem lugar o tjue requer, pelo que informa
a contadoria.
Chantre Jos Marques Castilha.Defe-
rido, fazendo-se a transferencia das apoli-
ces de que se trata, e que sero exhibidas
a contador para isso.
Pedro Ramos Lieuthier. Cumpra-se e
fagam se as notas da portara de licenga.
Manos! Marques d'Avila.Deferido por
achar se a casa r. 53 ra das Crioulas,
de que se trata as coadigdes da lei n.
1,544, dando-se por conseguinte baixa do
debito relativo aoj exercicio de 1881 82
por diante.
Henrique de S Ltao, Candido Alberto
Sodr da Motta, JoSo Lopes de Siqueira
Santos e Francisco Manoel Wanderley
Lins. Certifiqese
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DIA 31 DE MAIO DE 1886.
Mara Josepha da ConceigSo, Dr. procu-
rador dos feitos o mesmo, os herdeiros do
Dr. Pedro Bezerra Pereira de Araujo Bel-
trSo, Francisco Alves Lourengo e Umbeli-
no da Cunba Lins. Informe al.* soegao.
Jos de Oliveira Castro. A l.*secgao
para proceder deaccordo com a lei.
Joaquina Mara da Cruz. Certifiqese
JoSo Marynk do3 Santos Cavalcante.
Pega por cortidSo o que lhe convier.
Alpheo Soares Raposo. Inieferido em
vista das informacoas.
Manoel Francisco Rodrigues. Em vis-
ta da informaguo o supplicante j se acha
attendido.
DIARIO DE PERNAMBUCO
RECIFE, 5 DE JUNHO DE 1886
noticias do norte do Imperio
O paquete nacional Manos, entrado do norte
ante-hontem, trouxe as segantes noticias:
Amazona*
Dat*s at 23 de Maio :
Continuava a trabalbar regularmente a Assem-
bla Provincial.
J havia passado em 3.a discussao a lei do or-
camento.
Tambem passou em 3.a discussao o projecto que
autorisa a emissao de apolices no valor de mil
eontos de ris.
Fora nomeado ebefe de polica interino o Dr.
Joao Hosannah do Oliveira.
O soldado do 3." bttalbo de artilharia a p,
Joao Antonio Corri Jnior, tentn assassinar
com o sabr o commandate da guarda da cadeia
civil Joao Francisco Barbosa.
Regressou do largo Jauanac o subdelegado
do 2. districto da capital, que all fora em dili-
gencia policial para descobnr o passadjr de notas
falsas de 10000.
Veio preso Domingos Jos Fernandes, em cujo
poder encontrou-se grande numero d.s ditas no-
tas.
Um horroroso assaasinato, de que foi victi-
ma o capitao Custodio Pires Garca, impressionra
a populaco de Manos.
Attribue-se ao roub o movel desse crime.
Garca era natural do Rio de Janeiro, possuia
nma fortuna de 500 e tantos eontos e passava por
avarento.
Resida praca do Riachuelo.
Das 8 para 9 horas da noite, de 18 do corrente,
voltando do mez Marianno duas mocas que uiora-
vam em casa de Garca c que passavam por suas
filhas, notarain a porta abena, e, olhandj para
den'ro, viram, ao entrarem, que o assassinado es-
tava encostado a urna cadeira junto urna burra,
na sala do lado direito do predio, completamente
banbado em sangue.
Pedindo soccorro, foram ouvidas pelo Dr. ebefe
de polica, que passava nessa occasiao.
Essa autondade compreceu inmediatamente ao
lugar e vio o capitao Garca na mesma posicao
cima descripta, com cinco ferimentos no crneo,
produzidos por arma cortante e perforante, e an-
da com vida, arqnejando; porm, sem poder pro-
nunciar urna nica palavra.
Os gritos He soccorro, o trillar de apitos choa-
ram pela.cidade ejem poseo tempo reunio-se povo
junto porta da casa do assassinado, guardada
por soldados de polica.
Chamado o Sr. juiz municipal, na presenca de
todas as autoridades policiaes e judiciarias, ex-
cepicao do Dr. juiz de direito, lavrou-se auto de
corpo de delicto e de outras deligencias, no senti-
do de acautelar os bens do morto.
Julga-se que o individuo que deu a morte ao
desgranado capitalista, tinha ido i. casa deste
transaccoas, pois umitas tazia o morto.
Junto mesa, existindo urna pequea louza
com algumas contas, dir-se bia que o assassi
nado fazia clculos sobre a transaccao effec-
tuada.
Nessa occasiao, naturalmente, o assassino bran-
do arma e ferio-o de sor. reza, pois o assassi-
u ido estava attento s contas.
Garca, sentindo-se ferido, voltou-ie e recebeu
em cheio mais dous ferimentos no frontal e dous na
regiao t.'mporal esquerda, cahinio entilo sobre a
cadeira onde foi encontraao.
A burra tinha a porta encostada e mostrava
chave na fechadura. Calculase que havia all
grandes sommas; pois Garca ha poueo tempo
mostrara a algocm cinco masos de 80 eontos ca-
da um.
Na gaveta da burra va se um sacco com moe-
das de nickel e documentos.
At a ultima data nao se havia descoberto o
utor do crime.
O Sr. D. Antonio, bispo diocesano, seguir
em viagem pastoral para diversas parochias da
provincia.
A lancha Pauhiny, que rebocava um batelao,
abalroou com o vapor Ic, que ia subindo, entre
Fonte Bi e Tocantms.
Alm de algumas avarias pouco importantes,
saffridas na proa pelo choque, nada mais houve a
lamentar, por terem sido promptos os soccorros que
do i$ ioram prestados Pauhiny.
Falleceu em Manos o Sr. Nicolau Balby,
empregado na Assembla Provincial.
Para
Datas at 27 de Maio:
Continuava em seus trabalhos a assembla pro-
vincial.
Lemos no Diario do Grao-Par de 20 :
Na noute de ante-hontem, alguein conseguio
Gcar no edificio d'A'f idega oceulto p .r alguno
dos grandes fardos, quando se fechou aquella re
partico, provavelmeute com o intuito de apode-
rar-se de urna pequea barrica que continba a
quantia de 16:000*900 em prata, cuja barrica ti
nha sido recolhido ao armazem n. 2, e cijos pro
prii tarios O commerciantea S.-ars & C, roleta-u
ultima hora despachnr e retirar.
O ladro, trabalhador d'Aliandega, muito ao
par das cuujas da repartico, ditigio-se entrada
do edificio, sob a escada principal, onde so guar
dadas as cha 'es, e de l retirou as de que tinha
preciso, para levar a cabo a execacao do crim-
que premeditava.
Foi aberto o armazem n. 2 e tambera r.m ar-
mario ahi existente, no qual s vezes o fiel costu-
ma guardar as chaves do cofre, onde deveria esta-
depositada a barriqmnha do dinheiro, se ja iiSj
bouvesse sid despachada e retirada, presumindo-
e pelo "xame rpido nada faltar ao dito arma-
zem.
Tambem foi aberto o armazem n. 4, da >ode
verificou-se ter desapparecido um par de botas,
perteocente ao commercante Joaquim P<-dro e 2
duzias de lencos finos, sendo arrombada urna pe
quena caixa de madeira, conten* amostras de
boleas e boquilhas para cigarros, caixa essa muitu
parecida com asem que costutnam vir libras stir-
linas ; dah foi retirada ilguma cousa, pois qu>-
estanio na mesma marcado o peso de 500 gram-
mas, nao pezou ella mais de 440
No armazem do entreposto de borracha em
tr nsito, igualmente aberto, foi encontrada a cha-
ve na (echadura, sendo violentadas as de 2 gave-
tas, de urna das quaes toi tirada a chaye da porta
que d sahida para a roa da ladustria e que ha
muito empo permanece fechada.
< De urna das referidas gavetas, foi tambem re-
tirada a chave do cadeado que prende urna tran-
ca de ferro da mencionada porta, que amanheces
aberra, e por onde presume-se ter sabido o ladrao;
se faltn alguma cousa nesse armazem, anda ni
foi possivel verificir-se.
Foi aberto em presenca do Dr. chefe de poli-
ca pelos Srs. inspector e thessureiro da Alfande -
ga, o cofre da reparticig, que se achava intacto,
sendo conferida a importancia all deixada hon-
tem, verificou-se Hada faltar, estando tambem in-
tacto o cofre das estampinhas.
Procadeu-se a corpo de delicto nos arromba-
mentos.
Pelas acertadas providencias 'postas em prati-
ca pelo incancavel e intelligente Dr. chefe de poli;
cia conseguio-se nlo s descobrr o ladro que j
se acha recolhido preso cadeia publica, de nome
Fructuoso Jos Ferreira, senrento da capatazia da
mesma repartijao, como tambem a dos os objectos ao dar a busca pelo subdelegado
da S par ordem do mesmo Dr. chefe na casa de
residencia do referido servente.
Como se v actualmente nao eseapara a pers-
picacia da poiicia facto algum notavel porque tem
se descoberto os autores de todos os delictos gra-
ves, como anda ha pouco acontece'! com o roubo
do correio.
Nao podemos deixar de louvar sempre ama
polica activa e moralisada. >
A' 24 foi assentada aprimeira pedra do novo
edificio da Alfandega, sendo o acto solemne.
naraniiao
Datas at 29 de Maio :
Depois de nova prorogacao, a assembla pro-
vincial encerrou os seus trabalhos a 28 de Maio.
O Tribunal da Relacao, em sesso de 28,
mandou responsabilizar o juiz de direito Antonio
da Carvalho Serra, pelo modo irregular porque
procedeu na ultima quilificaco de eleitores.
Plaaby
Ditas at 15 de Maio :
As noticias sao de interesse local.
Cear
Datas at 30 de Maio :
Tambem as noticias desta provincia sao desti-
tuidas de interesse para os nossos ieitores.
Rio tirando do Xorte
Datas at 31 de Maio :
Reportamo-nos correspondencia inserida na
rubriea Interior.
Parabyba
Datas at 2 de Junho :
Esereveram do Pianc ao Diario da Parahyi*
no dia 18 :
Boas noticias de chovas em alguns logares da
comarca.
Parece haver abundancia.
Tem apparecido urna febre de mo carcter, e
nao ha medico para soccorrer os pobres.
* Falleceu o Sr. Manoel Rodrigues dos Santos
Lima, professor publica interino desta villa.
Fallecer na capital Jos Antonio Lisboa, 1*
escriptursno aposentado do Thesouro Provin-
cial.
\olidas do Pacifico,. Mi da
Prata e snl do Imperio
O paqnete americano Finance, entrado do sul
ante-hontem, trouxe as seguintes noticias, e as
que constam das rubricas Parte Oficial e Inte-
rior :
Pacifleo
Datas at 19 de Maio :
* B' tristemente curioso, diz El Siglo, de Mon-
tevideo, o que acaba de dar-se na Columbia entre
os conhecidos peridicos La Estrella de Panam
e The Panam Star and Herald e o governador
civil e militar desse Estado.
S. Bxc enviou aos ditos peridicos indepen-
dentes dous telegrammas polticos, para os publi-
car, ao que nao se negaram em absoluto, posto se-
ja presumivel que as leis nao os privem do direito
de mandar em sua casa.
Dahi resultou que ambos foram qualicadog
de inimigos da autoridade, tanto mais quanto nem
se quer, depois de restabelecida a liberdade ds
imprensa, quizeram dar conta de nenhuma provi-
dencia administrativa importante, mostrando assim
nao o desejo de contribuir para o bem do servico
publi-o, senao um resistencia obstinada ordem
de cousas reinante. > (Textual.)
O Sr. governador fez justica ao sen sabor,
suspenuendo por 60 dias a publicacao de ambos
os peridicos, os quaes converteram-se moment-
neamente um em El Telegrana o o ontro em Tht
Lvening Telegramma de maneira que tudo quan-
to consegu a autoridade que qnem se chamava
Joao se chama gora Pedro e contina pensando
como Joao.
Os propietarios de La Estrella e The Star
and Herald protestaran) como cidadaos norte ame -
ricinos, sem prejuizo de estimaren os projuizos
em 250,1 00 doliars.
Completa o quadro, em contraste com as ideas
do governador, urna declaracao da assembla le-
gislativa do Estado de Panam, dando um voto de
agradecimento a La Estrella por ana defeca dos
bem entendidos interesses do paiz, desde o anno
de 1849. *
Osttibunaes franco italiano-chileno concorda-
ran! em proragar por seis mezes suis funecoes.
Em Valparaizo nota va-se grande actividade
motivada pela chegada dos convidados para a
grande festa da inauguraco do monumento a Ar-
thur Prat.
Rio da Prata
Datas de Buenos-Ayres at 20 o de Montevideo
at 21 de Maio :
Na R publica Argentina, o juiz do crime, Agoir-
re, declarou-se competente para enteuder na can-
sa Acevedo.
O mesmo juiz terminen o processo summario de
Monjes.
o domingo, 16, realizou-se,em Buenos-Ayres,
o adnunciadu mteting de indignafo contra o at-
tentado de Muuj-s.
Segund > La Naaon, tomaram parte na mani-
festa{ao de cinco mil a cinco mil e quinbentss pes-
soas, ilas quaes i urna quinta parte seriara ar-
gentinos, predominando no resto o elemento es-
trangeiro. Pas.-tou-se tudo in m-'lhor ordem.
lo Urande do Snl
Datas at 26 I* Malo :
Foi assassinado no dia 19 do mez de Ab:il, na
divisa do termo de Santa Christma do Pinhal com
as du^de Gmvathy e Santo Antonio, o mscate
italiano Pt-dro Vascet.i.
F.-i iecer:>m : na ctpital, Rita Bernardina de
Amorim, Franca de Azevedo Sa e Brto, viava do
teiK-iite-or.uil S. e Brito, e Candida Pcssoa de
Magalbaes; em Bag, Guilherme K'ioalt; em Pe-
.otas, Antonio ilver da Luz e no Rio Grande,
Seralim J.w Xavier.
Fll-ceu no dia 15, na cidade de Porto-Ale-
gre do Rio Grande do Sul o marechal de campo
reformado Cari .3 Resin
NatnraJ da nuiss., d'oude veio para o Brasil,
ssaenton prca -m Outubro de 1850, s'.-ndo alferes
a uinno t-ui 85. e alfer s em 1854, tenente em
1W:>5, eapitao ein 1857, major por in- recimento em
1866, ten ut ci ro < l p ir mer-'Cimeuto em 1S68, co
ronel por etos Se bravura em 186v> e pooco depois
prom .vi.lo a brigadeiro; reformon se era marechal
de campo em 1874 Tinha o curso de estado-maior
de 1* ci naso p> lo regulamento de 1845.
O filiado marechal Resm tomou parte activa em
to iac as latas que teve de sustentar o nosso exer-
cito. Na campanha contra o dictador Rosas e na
guerra contra a do Paraguay, em que oceupou la-





Mario de PemambaeoSabbado 5 de Junho de 1886



gar saliente, distinguie-se especialmente na toma-
da de Psysani, na batalba de 24 de Maio, dos
combates de Tuya Cu e Peribebai, sendo podero
so auxiliar do Osorio na passagem do Passo da
Patria.
(t. Em Paysand foi gravemente ferido ; mas, ape-
nas restabeleeido, Toltoa a oceupar o sea posto de
honra.
Fiada a campanha aioda servio algam tempo:
mas as molestias nella adquiridas obrigaram-ao a
reformar se
O marechal Carlos R.'sia, que goso'MfjBpr a
estima e o respeito de seui^oMpaoneiroadiarmaa,
presteu ao paiz que adaptiJD por patria usaisrnala-
dos srveos.
Era official do dosriro, coaanendsdor de Chris-
to e Rosa, cavalleiro Je Avia e tinha as wtadallias
das campauhas do Urugu.iy e t'araguayie de m-
rito militar.
rVaai
Datas at 22 do Maio.
Nada de iuterease d.) as fulbas.
Simia Camarina
Datas at 23 ci Maio :
Davam-ee anda na capital fnllecimentos pela
febre amarella.
Fundeou no da 18, na f-.rUlesa de Senta-Craz,
tomoa carvo e segnio no dia 20 para Montevideo
a canhoiiaira italiana Sebastiano Ventero. f
Fallecern) : aa capital, Antonio Jos Fernn
des,e em S. Franeisco, o pbarmaceutico Alejandre
Ferr ira Pinto.
Mina* teract
Datas at 24 de Maio :
Na cidade de Lima Duarto comecara a constrnc-
eoda igreja matriz, para a qual abrio-se urna sub-
scrvpcait que ja reuni a somma de 20:000.
A Pharol de Juiz de Fra escrevem de Simio
Pereira :
O Sr. Jos Bernardo da Silva Moreira, fazen
deiro desta treguetia, teado noticia, por folhas da
erte, que grassava a febre ftraarelta em Parahy-
bunn, officiou autjrida.de local pondo disposi-
cio da mesma todos os soccorros que foBsem pre-
:
O Sul de Mina diz o seguate :
Na nuite de 12 para 13 dj crrente, baixou
mui'o a temperaturu, sentindo-se fri muito forte,
e cabio grande quantidade de geada nesta cidade
e eos- lugares vlsiahos, a Un do-se ua manhde 13,
0 gek> em carnadas espessas, at em pontos bas-
tante el. vados. Os estragos causados sao extraor-
dinarios.
Os feijoaes, pastos, canuaviaei e fumaos fioa-
ram muito estragados
Di* o Potnbense de (f> :
Como haviamos noticiado, chegaram a esta
cidade no da 12, os trilbos da via-frrea em avan
fa ment.
A machina do lastro deve boje vir at aplatafr-
ma da cstacao, onde se prepara nm pequeo fes-
tejo promovido por alguna cavalleiros, em regosi-
jo a tio importante facto.
Urna folha de Itajubi, de 16 do oorrente, refere
que cahiram mais ou menos fortes geadas ; Kas a
do dia 13 do correute foi cora-tai iatensidade, que
acabou eom os fumaes, feijoaes e grande parte dos
eafezaea do districto e municipio da cidade.
Na Firraiga pelo commandante do destacamento
desta- cidade, Joao Januano de Almeida, foi captu-
rado nos Arcos, termo desta comarea, o criminoso
Joaquim Lino, condemnado a 7 anuos e meio de
prisao com trabalhos. que evadio-se da cadeia de
Itapecerica ha mais de 10 aunos.
Em Cataguaze?, na serra de Ferreiroe, duas le-
guas distantes de .^anto Antonio de Muriah, des-
i cobrio se urna vertente de agua9 medicinaos.
O Dr. Antonio Vieira de Rezende, depois de
examnalas, aehou as iguaes as celebres aguas
do Empossado.
Iufelizmente os caminhos para eise lugar esto
intransitaves.
O Monitor Sul Mineir d a seguinte no-
ticia : '
Escrevem-nos do Rio do Peixe, municipio do
Serr, em data de 19 de Abril :
Hs poneos das deu-se aqui um horrivet sue-
cesso.
Pedro, filhj de Joaquim da Claudia, o assassinou
ferozmeuts com um* formidavel mac hadad i na ca
be;a.
Pedro nasc-u de sete meze ', aleijado e doente
e deu maito trabalho a seu pai, que por elle amito
se dedicou, fazenda repetidas prneaessas com o fim
de conservar-se a vida de seu filho, que por ana
desgraca cresceu, mostrando sempre ser destitui-
do de juizo.
Joaquim da Claudia procurava ineessantemente
satisfazer os caprichos de Pedro e residi em va-
rios lagaree, pensando que eom distraccoea < ni-
dai'Cas poderia restituir a casi ao cerebro eofer-
mo daquelle por quem tanto se ioteressava.
ltimamente eslava Pedro na Goueeicao, e all
incommodava maito o pov, razio porque seu pai
man i u buseal-o par aqui, onde com ioexcedivel
e amoroso zelo o tratava. Pedro porem, nova-
mente f ugio para ConceicSo, mandando sen velho
pai buscal-o no maum dia, e recebendo-o nos
bracos ao chegar. Das depois. porm, estando
Joaquim dormindo d* madrugada, Pedr lovantou
se e foi unto ao leito de seu pai eahi, com um ma-
chado, deu-lhe na caneca tio forte golpe qae o
desventurado poucas h iras pode viver, perdendo
logo a falla e s pudendo recebar a extrema unecio
ministrada p-lo diatincto e Revm. padre Dmaso,
que pr impamente acudi ao theatro desta scena
horrivel .
H. Paulo
Datas at 28 de Maio :
A autoridadt. policial do Rio-Claro trata de por
a limpo um negocio que parece envolver suspeitas
de cntne'
O Tempo noticin que se ha vi ara dado diversos
bitos em um arrabalde, attribuidos a typho ; mas
cuja causa real parece ter sido outra muito di-
versa.
A'ui d'issi tomavam vulto, na epiuiio publi-
ca, verses mais ou menos graves com relacao ao
facto.
Foram presis dous escravos pertencentes i fina-
da D. Joaquina Mana da Coueeieo,a primeira
victima.
Iuterr 'gi.do am deltes, o de nome Antonio, pelo
delegado de polica, declarou, a priucipio, que, a
maudado de um sea senhor mo^o, geuro de D.
Joaquina, havia misturado no leite;para o^gasto da
casa um p branco, que Ibe fra dado, nao saben
do o que era; porm depois negou o qne tmha afir-
mado, rlizendo que a til bistor.a do p branco nio
passava de inveneio saa.
No lia 25 a noite, em S. Paulo, urna praea de
cavallari, armada do navalha, revolver e ccete,
promoveu desordem no largo de S. Ment.
Can parecen )0 duas pracas do mesmo corpo para
effectuar a prisao do turbulento, foi urna dellas fo-
rida por este com urna uavalhada.
Veio depois um reforjo de quatro pracas, con-
seguindo final iSectuar a prisao do desordeiro,
que oceultara-se em um dos aposentos do predio n.
1 da tua de S. Jos, e foi conduzido para o quartel
da rompan! i i.
Em .. Carlos do Pinhal, na fazenda dos her-
deiros do lapitao Joaquim de S&mpaio Peixoto,
bou ve urna roblevacio de escravos, ssndo assassi-
nado pelos revoltosos o Sr. Cornelio Correia e
Silva.
Oe escravos depo:s do crime encaminharam-se
para a cidade, onde a polica con&egdk> prender
cinco recolhendo os a cadiia.
__D z a Provincia de S. Paulo: sabemos que no
bairro do Jardim, municipio de Jundiahy, cst cao
de Rocinba, linba paulista, foi ante hontem assas-
sinado cib um tiro de espingarda o luvrador
Francisco Pereira Barbosa.
Tendo o infeliz se internado nos seus catexaes
e 14 se demorando muito, seas prente?, receiosos,
foram sua procura e o encontraram j morto,
prximo um lugar em que se viam saceos cheios
de caf recenterrente colbido.
Suspeita se qne Pereira Birbosa foi assase-
nado por um seu camarade, que lhe devia, que
habita nma casa prxima ao lugar em que toi en-
contrado o cadavtr.
O facto foi communicado as autoridades de
Jundiahy, e estas eram esperadas.
Os favradores d'aquellas paragena esto ater-
rorisados e com justo motivo, pois o lugar infes-
tado de ladree e assassinos. >
Escreveram de Araraquari aos jornaes de
Campias: >
a No sabbado prximo paseado, ao meio dia
mais oa menos, achando-se os escravos do finado
aapitao Joaquim de Sasnpaio Peixoto. limpando um
teso de agua na fazenda dos herdeiros do mesmo,
para all dirigi se o administrador Cornelio Cor-
reia da Silva, filho do estima*) fazendeiro Ra
phael Correia da Silva. Como o escravo Germano
ao fizesae convenientemente o servico a seu car-
go, aquelle o admoeitou, e nao sendo attendido,
eastigou o com o cabo do chicote que traxia, cha-
ando o fe:tor Laurindo para amarrar o mesmo
escravo.
Os companheiros deste, em numero de quatro,
accodiram no lugar do conflicto e descarregaram
t Os conductores e cocheiros abandonaram as
carruagens e salvaram os cavallos, refugiando-ee
nas estucos.
Todas aa autoridades cumpriram o seu dever.
A tropa, os agentes de polica, os serenos, todos
Jvalisaram em actos de heroicidade. as casas
15 soccorro e hospitaee, ot medios e os pratican-
U b rivalisaram em dedicacao, tratando de todos
ou feridos, que eram muitos.
Calcula-se em 38 o numero das mortes e em
feitnr -(escravo) de nome JL O o daa.jBsaidoa, at a bora em qne racrevo ; nao
- inclueurfw nrjlljn doi iri* os qw
diversas eniadadas sobre a cabeea do administra-
dor e tambein deram lhe ama faeada no lado es-
qaeido, do que resultou a morte desse emprega^o
urna horE. depois.
Porpetr ido o crime os escravos dirigiram-se
para, est.i villa e entregaram-se prisSo, As au-
toridades mandaram preceder ao acto do corpo de
delicto no cadver que foi hontea (23, dado a se-
pultura.
Hqje (21) procedeu-se ao inquerido dos escra-
vo, ceeteoasida pela
LaisBJstdo.
HIJMle a*PCro
Dutm at9 dejfcio:
As priujijija. naiiciae conatua, ds> carta dej
noase. Cf rrespesMtese, pablieada na rubrica I*-
ProaaesMA es, seus-tijabalbo o Prlamento,
O reennio dea.debMs vj*v18e4|s na 8- pagina
dota fHari.
Per aviso ds 20 de Maio apprewao Mana-
terio d Agricultura o acto polo qual a presidenci
da Parabyba impx 4 companhia cessienaria da
ferro-va Conde d'Eu a multa de 1:000JOOO psr
inexeeucio de obrigacoes a que est sujeita.
Ordenou-se na mema data ao competente fis
eal intima a companhia para que faca coaatruir
creas as localidadee onde forem impreaciadtveU
4 segura oca do trafego.
Nio teado a companhia North BnuUian Su
gar Faclorie, na forma da clausula 1 do decreto
n. 8,883 de 17 de Feveieiro de 1883, representante
devidamonte habilitado no Imperio para tratar
das queetdee que se saseitareuj entre empreza e
os particulares, deliberou o Sr. ministro da agri-
cultura inultjd-a na quantia de 5:000*000, ex vi
do art 28 do regulamento de 24 de Dexembro de
1881.
Ser arrecadada a raeema malta como receita
eventual do Estado.
No dia 25 de Maio foi lido no Senado e a
imprimir para entrar na ordem dos trabalbos, um
Erojecto offerecido pela commiaaSo especial ineum-
ida do dar parecer sobre altora^ao da lea da re-
forma e'.eitoral, adiando para 8 de Novembro a
eleic^o que devia effeotur-se a 1 de Julho, para
vereadores e jaizes de pas no prximo quatriennio.
L 'moa no Jornal do Commertio >le 28 :
Fes-se houtem mais urna experiencia de um
apparelh i de salva-vidas applicado aos bonds,
afiui de evitar os Jesastrea, ou pelo m^nos tornar
menor a sua frequencia.
c O Sr. Berson, fabricante de objec'os de ra-
me, applieou o apparelbo de sua inveneio a um do*
carros da companhia de S. Chrietovo, e na pre-
senca de varios engenheiros, gerentes de compa-
nhia* de bonds e alguns membros da impreusa,
Uncoa por quatro veres um manequim sobre os
trunos, e em todas ellas o inanequim ficou b-m
damnificado.
De todas as tentativas para muir os bon Is
de um proveiteso salvavidas, apenas o do Sr. Ca-
valcante apresent u algumas vantagens de vulto;
mas, na opiniSo dos proflssionaes, parece que o
remedio para poupir a vida do infeliz que cabe na
frente de um bond est anicaraente no perfeito es
tado da trava e ua attencio e pericia do eocheiro.
Para os desastres occorridos, ao entrar e ao sahir
pelos lados do bond, quando ete est em raovi-
mento, e que sio os mais froquetites, bastar eollo-
car urna iC le o mais distanciada possivel da ex-
tremidade de cada eixo do carro.
Em Parie e em outras capitaes ha appsrelhos
semelhantes, ms em todo caso a regularidad?
do servico, a prudencia dos passagtiros e a efl'.-e
tiva responsaoilidade das companhia* pelos dai-
nos causados que com mais cfficacidadc podem
diminuir os desastres.
Ei- as noticias commercises da ultima data :
Rio, 28 de Maio de 1889\O mercado de cam-
bio contina pouco activo e sem alteracio na taxa
bancaria sobre Londres, qee anda 21 3/4 d.,
com poneos tomadores.
As tabellas no Commercial e no do Coramercio,
e *s taxas no London Bank e English Bank, tio
as seguintes:
Londres, 21 3/4 d., a 90 d/v.
Pars, 440 rs por fr, a 90 d/r.
Hamburgo, 543 c 54 rs^ por m., a 90 d/v.
Italia, 443 e 445 rs. por lira, a 3 d/v.
Portugal, 249 e 248 "/o, a 3 d/v.
Nova-York, 2*330 por dol., vista.
O movimento do dia foi pequeo eobre Londres
ai 3/4 d., bancrio, e a 21 7/8 e l 15/16 d, pa-
p-l particular ; e sobre Franca a 436 ra., dito.
Repassoa-se papel bancrio sobre Londres a
81 7/8 d
Na Bolsa o movimento foi tambern pMjneno.
Baha
Nio reeebumae fIhas desta provincia.
noticias da Europa
O paquete francs Girtnde, que passou ante
hontem para o sul,trouxe datas da Europa alean-
cando at 23 de Maio, de Lisboa, 9 dias mais re-
centes do que as tra sidas pelo ingles Taque.
Alm das noticias de Portugal, constantes da
carta do nosso correspondente publicada na rubri-
ca Exterior, eia algumas das demais que amanha
completaremos.
Henpanha
Escrere de Lisboa, em 23 de Maio, o aosso cor-
respondente acerca do viauho rino :
< Ebt < aberto o parlamento heapanhol. Foi
eleito presidente da cmara dos deputados (con-
gresso) o Sr. Martes. O Sr. Salmern, declaran-
do que viera advogar a causa da repblica, daso
que o juramento poltico imposto aos deputados
republicanos nada oigucava, e que portando em
cousa alguraa ptderia tolher-lhes a liberdade de
accao. Foram espantosos os estragos proinzidos
prlo cyclone qna no dia 12 do corrente rebentou
sobre Madrid.
Permittir-mo-ha, d'entre maitas noticias e
extractos, das folbas d'aquella capital que Imiho
vista inserir alguns trechos de urna carta d'alli
enviad para urna folha de Lisboa em data de 3.
Nem pela historia eacripta nem pelas recor-
dacoes de contemporneos ha noticia de ter suc-
ed lo em Madrid catastrophe mais horrorosa do
que o temporal de hontem.
Eram 6 horas la tarde quando a athmosphera
cscureeeu repentinamente. A's seis e meia amc-
gou a chuva, que augmentou de momento para mo-
mento, tornando-se urna verdadeira torrente. Em-
quanto a agua redomnhava nos ares parecer.d >
ondas encapelladas, o veoto ruga espaotosamen-
te. Era um cyclone medonho, a que nao resista
cousa nenhuma. O gaz, apenas foi acceso, api-
gou-sc immediatamcnta.
Durante alguns minutos Madrid esteva de-
baixo de um terror medonho e de urna catastro
pbe como nio ha memoria. As ras eram ros, os
edificios desmoronavam-se, as cbamins e os te-
1 hados cahiara ratrepitosamente e as arvores eram
arrancadas pela raz. Os tranxioais, os kiprts,
as carruageus de aluguer e as particulares foram
derrubaias pelo vendaval. Ao mismo tempo os
gritos das victimas e os brados de soccorro aug
mentavam o pnico causado pela tempestad'.
Passada a tormenta, virain-se os seus desas-
trosos resultados.
No R-tiro ficoa quasi desmoronado o magni-
fico palacio da exposicio e forsm arrancadas pela
ra centenares de arvsres.
Na Ronda de Segonia afundon-se um magni-
fico lavadoiro, causando a morte de bastaates mu-
Iberes.
No cemiterio de S. Lourenco abateram una
muros em construccio, sepultando as ruinas bas
tantee opersrios.
Um restauran', edificado prximo prae
dos Touros, foi arr&stado pelo furacio a mais d
cem metros de distancia !! !
As obras do novo museo fiearam de todo des-
truidas.
No ^asieio das Acacias ficou reduzida a rui
as urna fabrica de destilacio, recentemeate cons-
truida.
A nova Tenda atylo desmoronou-se, estando
dentro d'eila 140 pessoas, mntas das quaes pere-
cern.
> No Prado as arvores, os kiosques e os postea
d'agua foram arrancados, causando grande pre
juizo a muitas familias.
Em varias ras abateram maitas casas, dei-
xando sem abrigo centenares de pessoas.
Nos Carabancheles, povoacio das cercanas
de Madrid, fortn innmeros os desastres.
A Vista ilegre, magnifica pnpriedade qae
pertenceu o marques de Salamanca, parece um
campo ceifado, annexos foram arrancados e leva-
dos a grande di fancia.
No congresso e em muitos edificios, apagou se
o gax ; as linhas telegraDhicas fiearam todas in-
terrompidas, sendo derrubados os postes.
Da eatacio das Delicias correram, impellidos
pelo furacSo, muitos wagons, que foram despeda-
car-se de eneon'ro ponte, impedindo a circula-
cao de earruagens pola liaha de Caceres. A li-
nba do norte ficou impedida na passagem de nivel
da Costa de Azeveros, e na estacao de Remira os
passag, iros do eomboyo mixto de Irum quizerara
precipitar-se para liaha.
t inciaerfM jtfMMsV do triw8 os que se. ou
ram m**f ftfcWji A*(p<'r4a#, matariaes sio
;mlculaatBv.
O v^|sb*,osa.a cutfuum e receiasanse
sanas dfisjssjasi.
A" iilMMMH>ese||8 pareeau qaajia occaeiio d*
evetoiie Imums luMmotiRVle tonas, como Ka.
*WKem Aaderf'^i-W^.r -lMeilo.dos t*nMio4a
* r<-flMssff, dsejis! l|j>ila,oa^tWil IWMigtsllsWtii
dnetvfoi *Wur osjitfio.^ade aaV'>n4MM%>^
estragos, aooia^anliada p^io alcado de Madrid, o
Sr. Abaual e por outrod altos fuucciooarios.
Por proposta do alcaide, a inunicipalidade vo-
tou 50,000 pesetas para soccerro da* victimas.
' 0 Sr. Abaual deu do seu bolso 4.50J pesetas
para as familias das victimas e o Sr. duque de
Fernn Nanea offsTOoeu-se paia soceorrer todas
as familias que soffreramprejuisos no bairro de
Hospital, onde 11* habita.
Causa impressSo horrorosa entrar-se na casa
de deposito lo oemiterio de S. Lourenco, onde es-
to os cadveres das victimas do temporal. Inn-
meras pessoas vio all em busca de algum prente
ou amigo que lhe* falta.
No dia 14 a rainba regente f> muito aecla-
mtda pelo povo, quando distribua socoorros s
victimas do furacio. Os estragos cansados por
eete as propriedades sao muitos maiores que ao
principio se suppuuha. Os arredores de Madrid
nada soffrnram.
O cyclone flss rambem estragos as provincias
de Guada tajar* e Huesca. N'esta ultima ha a la-
mentar algumas victimas.
Os projuiaos causados pelo cyclone em Madrid
tio avallados aa muitas centonas de sil peseta*.
Ha 80 mortos e 400 feridos, dase a Havas.
No dia 17 por 1 bora da tarde, a rainha deu
luz um menino com toda a felicidade.
O papa auoeitou ser padrinho do filho de D.
Affonso XII.
Foi o nuncio apostlico em Madrid quen re-
presentou o summo Pontifioe no baptisado do rei
de Hespauha A ceremonia do baptisado roali-
son-se no dia 22 cm Madrid, na capel la real, 1
hora da tarde.
No centro da capella fora collocada a pa em
que se baptisou S. Domingo* de Guemio. De ambos
os lados le van turain-su tribunas para o govea na,
corte, corpo diplomtico, deputacoes do parlamen-
to e outros altos fuiccioaarios.
O rei ficou sf chamando Fernando Affonso
Lelo.
< A inscripcio de S. M. tinha sido feita no re-
gistro civil no dia 18. O acto muito eoncorrido.
O livro especial do registro urna preciosidad? ar-
tistica. as capas vem-se as armas de Hespa.-
nha e da casa de-Bourbon.
O presidente da Cmara dos Deputades, por
occhso de annunciar o nascimento do novo rao-
narcha heapanhol, disse :
Em volta do berco do filho d' D. Affonso XII,
o qnal uaseo rei, tudo respira jubilo e esperanza..
E' urna feiicidade que D. Aftonso morto deixe um
herdeiro que o substitua.
Teado defendido a liberdade representada por
urna princesa no b*rco, preparmonos para defen-
der o novo monarclia. que representa a ordem, a
paz e os interease* da He O Sr. Sagaata disse que a naci e ser se-
iihora dos seas destinos ; mas que para isso pre-
ciso que a lci seja cumprida. Concluio bm-
dando :
Viva o monarcha I
< Viva a monarebia I
A cmara repetio esses vivas.
o senado, o marecbal Cincha tendo subido a
cudeira da presidencia, disse que deseppareceranf
todas as auvene que eseureceram o horisonte da
Hetpanha por ocoasiao da morte de D. Aftonso
XII; espera a .-yrapathia do povo para com a
rainha regente, cujas virtudes serio sempre ga-
ranta da ordem pnbliea.
Os senadores prestaram depois juramento sob
a formula seguate : < Nao se tendo .-esolvido qual
ser o nome do rei, jramos fideltdade e obedien-
cia ao rei de Hespanba, ucceseor de D. Affonso
XII.
O Sr. S 4 gasta prooanciou discurso ana lago
ao de presidente da cmara dos deputados, com
motivo do aascimeato do novo rei, diando qae a
rainha o aojo tutelar da Hespauha. Terminou
dando vivas rainba e ao rei. Muit -s oradores
aseociaram-se s maniteetaces do Sr. Sagasta.
Muitos jornaes felicitam)* Heepaaha pelo nas-
cimento do rei e entendem que cote facto consoli-
dar a monarchia n'aqulle pas.
O Tima elogia os sentimenfos religiosos da
rainha regente.
Um jornal catholico de Venesa, aanuncia que
parti para o estrangero D. Carlos de Bourbon.
O Otiervatore romano, dis o seguinte :
O nascimento do rei de H-spanha, alegra to-
dos os bons hespanhoes, como nos alegra tara
bem a nos, qae nos recordamos das bellas virtudes
do magnnimo Affonso XII. Estamos oertoa de
vel-as refl irir no filho, o qual seguindo os jasaos
do pai, far um dia a felicidade da sua naci ca-
rblica. Julgamos chegado o mosaento em que
Deus pora termos s tribulacoes de tio nobre
pai*. OSVtreceuios este voto ao novo roi e a sua
augusta e heroina mii. Ter Leio XIII por pa-
drinho, parece-nos urna garanta de que este voto
ser attendido por Deus e at excedido.
Diz o Gsrreio, que os emigrados hespanhoes
re ublicanos se agitarara muito na fronteira, sendo
mais accentuado este movimento as proximida-
des do bam saccesso da rainha regente.
Urna folha ministerial diz que se a maldita
bandeira carlista apparecer agora em Heapanha,
ser "amagada pelo governo, apoiada pela grande
maioria dos hespanhoes.
D. Carlos prefere conservar se n'uma attitude
expectante, se oe republicanos nio se levantaran
em armas.
A Gaceta publicou ha dias dois decretos rela-
tivos ao e jipri'stimo de Cuba : um autorisa a
enissio de 62 milhoes e outro a de 170 milbes
em ttulos cubauos a 87 / eom /. de juro an-
nital e a-nortisacio por trimestre.
Dizem das Canarias, que a commissio hespa-
nhola encarregada de explorar a costa da frica,
teta de tornar embarcar n'um pouto chamado
Gano, porque os indgenas lhe incendiarain o
a barraca mente. Parti o vapor Kia de Oro com
outra commissio, que vai explorar a costa at a
regiao de Adrar.
Um despacho do gevernador de Teneriff confir-
ma ter chegado alti o almirante chileno Lynch,
que ser embalsamado e fiear depositado naquella
praca at p der ser transportad; para o Cbili.
Prolonga-se e por ventura exacerba-se a
doenca do ministro da fazenda, o Sr. Camaeho,
apesar de dizerem as folhas mimsteriaes, que o
i lustre fioanceiro vai melhor.
O iario de Barcelona sustenta que a gas-
trite, que o impede de ir ao sea miuistrerio, at
Ibe taz vomitar o leite, que o seu nico ali-
mento.
O circulo Mercantil falicitou o Sr. Moret pelo
s';u modas vivendi com a Inglaterra.
do convenio, garantindo a independencia das Nova
Hbridas.
O gabinete trances, por asa otaasiio renovou o
compromisso de nio oceupar esse archipelago sem
e consentimento da Inglaterra ; mas pedio-lhe aa-
torisacao para o fasar, obrigando-se em compen-
saoo nao enviar os seus degradados, nem para as
Novas Hbridas nem para nenhuma outra das suas
possessoee no Pacifico.
O gabinete inglez respondeu favoravelmente a
oseas propostas, delarando consentir na oceupa-
ci das Hbridas pela Franfn, com vcxprussa con
dijio de qae o governo francee garaat i seu n'aqul-
le arebipelago a liberdade dea cuito e a de com-
inero ; que codease Inglat->rra a ilha di K ipa^
e pon ultimo que fosaein priineiro que tudo consul-
tadas ae^oolonias inglczas da Australia.
SeguqjJs se alHraia, esto ajtisaondieao q*J
parce cgasjT obstacules e.- nio pequeos para a
realisaejsj^dsj. um accordo.,
LirdJltseb^ry nio oecultou*o S#. Waddiogten
que todas as colonias inglesas na Australia, ex-
espcio das Novas Galles do Sul e da Nova Zelan-
dia, pareciam sempre muito hostis annexacio daa
Hbridas por urna patencia estrangeira e qae se-
ria, porventura, muito diffieulteso modificar-!hes
esse modo de ver.
Bntretauto easas colonias, interrogadas pelo Fo-
reign Oiiku, nao maudaram aioda urna resposta
categrica. Proseguiam, pois, as negociacoes, e
julga se que terminaro brevemente. Nio tardar,
pois, que a Franca fique sabndo se pode cjntar
com as Novas Hbridas eatre as suas possesses
ooloniaes, ou se lhe cuaepre esperar in-lhor o >por-
tunidade para realisar as suas aspiracces n'aquel-
les territorio* loagiquos.
A conferenia lintoroacioaal para a protec-
eao dos cabos submarinos nomeou urna commissio
o imposta dos delegados da Fraoca, Inglaterra,
Blgica, H-spanha o doa Estados-Cuidos, a fim le
examinar as diversas les promulgadas pelas po-
tencias contratantes para a execuco da convenci
de 14 de Marco de 1884
O presidente da Repblica Franeeza nomeou
o ministro em L'sboa, o Sr. Billot, ombaixador ex-
traordinario para o representar nat solemnidades
do casamento de S A. o Duque de Braganca com
a princesa Mara Amelia de Orleens.
Um aviso publicado na folba official annan-
eiou, ha dias, que cada subscriptor do emprestimo
receber 4,57 por cento da quantia quo subscic-
ven.
Urna circular do ministro do interior faz constar
que sio muitos os hespanhoes que emigrara para
a Franca afim de arranjarem meio de subsistencia,
e por seo convida as autoridades a dissnadr os
francezes que prctendam emigrar para Hcspanha,
onde eocontrariam os salarios menos elevados.
No dia 18, o conselho de ministros oceupou-se
da questio 1a expulsio dos principes, a qual pa-
rece ter sido novamente posta na tlla da diseus-
sio pela reoep^io que poneos dias anres houvera
no palacio da roa- de Varennes, onde eetiver.im
2,500 convidados.
O governo inclina-se a fazer algsma cousa, es-
pecialmente a respeito do con le de Paris (hoje so-
gro do principe herdeiro da coroa de Portugal);
mis por emolante nio se sabe se ser por decreto
oa por medida administrativa.
Nio se tosoou anda nenhuma dvesio difintiva;
mas o governo hade toma!-a antes que as cameras
tornem a reunir -s*,
4. maior parte dos jarnaes republicanos pedem
a expulsao dos principes; alguns porm conside-
rara qne tal expulsio seria um acto impoltico.
Os jornaes conservadores fazem observar que a
recepcio do conde de Parie no dia 15. nio teve o
minimo carcter de manifcetHcio politica, tendo
tido nicamente por objeeto a despedida da futura
princeza real de Portugal.
Aquella recepcio comparecen tudo que ha de
mais distincto no partido orleanista.
Estove tambem o embaixalor de H*spanha.
O Momteur diz qae a repblica pode expulsar os
prncipes, mas que nao expulsar d Franca o pria
cipio monarchico.
Foi officialmente assignado o tratado de delimi-
taelo das possesses fraeeezas e portnguesas do
oeste da frica, tratado que esteva, ha terapoe,
concluido.
O Sr. Sieblim, republicano moderado cuja pri-
meira eleicao fra declarada nulla, tornoa a ser
eleito senador do Aiane por 984 votos contra 354
Fraara
A convenci anglo francesa en virtude da qual
os govemos britnico e francs se obrigam reci
probamente a respeitar a independencia das Novas
Hbridas, cuja visinhanca com as colonias ingle-
zas da Australia e com as possesses francesas
da Nova Caledenia, Ibes J singular importancia,
geralmeute conbecido. Nio esqueceram tambera
os protestos qne, hsver um anuo, formularain as
colonias australianas da Inglaterra, quando julga-
vam que a Fnnca, em contravencio do convenio
estipulado, dosejava oceupar as Navas Hbridas
para lhe servirem de presidia aos reos considerados
reincidentes.
Ha cousa de tres semanas circulou novamente o
boato da oceupaco d'esse archipelago pelos fran-
ceses, assegurando-se que a Franca se estabelece-
ria as Hbridas eom inceirs annuencia do gabi-
nete ingle, e qae tora o Sr. Waddingtgo, erabai-
xador da Fraoca em Londres, quem aluancara esse
c nsentimento pleno.
Recentes declaraces ministeriaea, feitas na Ca
loara dos Oommans de Inglaterra, dio-nos a medi-
da de taes boatos. Form ollas provoaaflas por
urna incerpellacio do Sr. ilovf ird Vincent,ex che-
fe da polica criminal e que actualmente deputa-
do por Sheffield.
Deesas declaraces colle-se que a Franca, ten-
do primevamente obtido urna protneasa de U'Utra-
lidade da parte da AllemanLn, qae tambem tem
interesses no Ocano Pacifico, se dirigi ao gabi-
nete britannico para aleancar deste a reslisaoo
que obteve o Sr. Sandriques opportunista.
Dizora as ultimas noticias de Zaeirabar que a
Franca tomn a posse de todas as ilhas Comores,
tendo se assignado o respectivo tractado em 21 de,
marco.
Bel tea
As noticias da Blgica, sobre as ultimas elei-
ces que all se ratisaram, sio de certa importan-
cia e signiticacao.
Segaado os correapondeatcs de Bruxellas, apr-
sentaram oe radicaes o seu candidato mais popu-
lar; o que reconhecem como seu chef.
De 21.720 eleitores inscriptos, e 17.297 votantes,
o Sr. Janson, apeaas obteve 3.799 votos, eraquanto
que o seu competidor, o br. Bule reuni 6.399 vo-
tos; isto urna maioria de 2:6*10.
A siguificacio deste resultado de urna parece
ser aniquilar o radicalismo, e derrotar completa-
mente a aesociacSo chamada liberal, a qual, pela
su* politica intransigente, e pelas suas violentas
reivindicacs, tem perdido, segando se gffirau,
todo o prestigio de que gosava para com os eleito-
res.
V-ncido daquelle modoocandidato radieal achon-
se o Sr. Bula nicamente era presen;a do sen com-
petidor clerical.
Este, qne se apresentou com o carcter de inde-
pendente, so obteve 6.929 votos, venceado o Sr,
Buls apenas por 530 votos-
No entretanto a victoria corape'io aos lberaes.
Nos ltimos dous anuos, desde as elecoes de
1884, os chamados independentee teem perdido
mnito terreno; e os radicaes nio teem sido mais
felizes do qae ellea.
O baaco da Blgica rtJuzio a taxa de sea im-
posto a 3 0|o-
Italia
As prximas eleicoes na Italia teem provoca-
do ama tal expansao da vida [oltica em todo o
paiz, quo 'hz prever grande animacio na campa-
nha eleitoral contra o ministerio.
Na Italia multiplican! se os comicios e os ban-
quetes
Faxem-se as eleicoes com discursea e jantares.
De todos os cantos do paiz nos che'ga noticia de
haver fallado um homem poltico, dos eleitores te-
rem offerecido um jantar ao seu candidato, etc. etc.
Nicotero vai a Calabria pronunciar um grande
discurso.
Crispi parte para a Cecilia a fallar aos eleito-
res.
Na Lombardia, na Toscania, as discussoea sio
quasi diarias.
Do Piemonte annuociam raanifestos e banquetes
Em Turira 120 eleitores deram terca feira um
jantar no hotel Peder ao candidato da sua esco
Iha.
Esp-ra-se que os ministros e o proprio prenden-
te do conseibo procurem tambem enSejo de fallar
ao paiz e expor um progrsmma, afim de que as
eleicoes por parte de governo nio sejam apenas
para se saber se Depretis deve ficar, ou deve sa-
hir.
No parlamento ita'iano o Sr. Depretis i.n-
nunciou um excesso de 35 milbes de liras sobre
as provisdes do orcamento e relativamente ques-
tio de Massuab, declarou que o governo nio ten-
ciona est-nder a oceupacio alm dos limites ac
tujaes.
Espera *e em breve um accordo entre Portugal
e o Vaticano, a respeito do padreado portuguez no
Oriente.
Grassa o cholera-morbus em Venesa, Bari e
Ortnni.
Um cyclone fez conaideraveis estragos em Lo-
rate, na Iialis. Ha a lamentar algumas victi-
mas.
Est o Etna em erupcio; comecou por vomitar
vapores e cinzns.
No dia 20 continaava a erupcio com espantosa
forci. De Catinia avistara se dez crteras aber-
tas no fliiico do vuleio. A correute de lava rue-
de 200 metros de largura. As povoacoes circum
visinhas fngiam espavoridas.
Ilollanila
Segn io urna declaracio do presidente de mi-
nistros hollandez, na primeira cmara dos Estados
geraes, o ministerio prope-se concluir, se cabe
ao possivel, a revisio constitucional. Nio
intil a precaacio, porque se pergunta, nos circu-
ios polticos, como poder o Sr. Heemskerck con-
seguil-o com urna cmara, cuja metade se recusa
a cooperar nesse trabalho. Pelo momento, discu-
tir se-ha a revisio das pautas e outrasleisde me-
nor quantia. Esperar-se-ha o resultado das elei-
coes e elle decidir o porvir poltico.
tllenaanha
O decreto do ministerio praaaiano, em virtude
do art. 28 da lei contra os socialistas, impor aos
organisadores de qualquer reuniao, a obrigacio de
pedirem com 48 horas de antecedencia, autorisa-
cao i polica aliemi. Em verdade todos os parti-
dos se juLjjam araeacados e anda que, sob o ponto
de vista' estrictamente legal, nada haja que cen-
surar ao* governo, que faz uso da le ltimamente
votada pelo reichsUg, o decrete considerado
como a negaco do direito da rcuuio estabeleei-
do aa consituicab.
Todos estio oertos de que o decreto s tem ooi
alvo es socialistas; mas nio menos verdade que
a p liria pode prohibir de hoje em diante, do mo-
do mais arbitrario, todas as 'reunios, embora se-
jam organisadas por conservadores, progressistas,
oacionaes, liboraes antisemitas ou livres pensado-
res, por menos perigosos que sejam os assumptos
das suas reuni*. A redeccao do decreto di mar-
ge m a todas as interpretado.'!.
Os orgios ofBciaes, defeodeado o decreto, dizem
que foi resultado de tumultos na Blgica e nos
atadoa-Uuido*, e pata. impedir que os operarios
se pouham de accordo, em vista das gravas gemas
Para dar a esta explicaea > um corto fondo de ver-
dade, era Berlira acaba de ser prohibida ama r*u
niio de pedreiros, que tiuha por fim discutir a or-
gauisav'io Juma greve.
E' possivel que o Sr. de Biamirck qusira estar
prevenido contra qualquer desorden dos socialis-
ta*, raas nao deiiar.i de lhe convir tambem ter og
partidos legaes sob a ameaca de providencias ex-
trnrdiiiarNs e immedatas para o caso de lhe p5-
rcindiffieuldades sua poltica.
No dia 18 o governo apresentou ao parlamento
allemao urna expoaicio das reeentea medidas que
r<'Stringem o direito de reuniao, fazendo notar o
perigo do movimento socialista, que entre os em-
pregados e trabalhadores dos cainiahos de ferro,
pode corapiomettor as communicaves.
A 15 passou sobre as cidades de Hrass*m, urna
tromba de casas, arruinou qnaai todos os telhados
e causn outros estragos muito eonsideraveis. Fi-
earam fea das ou mortas varias pesseas.
No Oder afundaram-se dous navios, perocendo
no desastre cinco horaens.
Os jornaes alleraes o eetrangeiros transcre-
vem qnasi todos alguns trechos dos discursos do
principe de Bismarck na cmara pruaaiana em de
feza da lei ecclesiaotica qae derrogs as faoosis
les de Maio. O projecto tora applaudido na c-
mara alta, como annunciei n'uraa das revistas an-
teriores, antes de ser subraettido cmara doa
deputados.
O governo resolver invorter os termos ordina-
rios da apresentacio e discaaaio l-.s propostas
de lei
Na discussio da cmara baiii houve um dialo-
go curioso entre o chanceller e o chefe dos pro-
gressistas, o Sr. Richter.
Nanea os dous adversarios se encontrara na es-
tacada que nio jogaera ura ao outro os anua melho-
resbotes. A verdad* que a poaicio do principe de
Bismarck, nesta questio das leis ecelesiaiticas,
presta-se a observace* e coraraentarios, que a op-
sicao nio pode esquecer-se de fazer.
O chancellar est completameote convertido
influencia de Leio XIII, Elogia o animo cordato
do pontfice, a sua iutelligencia, as suas intences
pacifican e moderadas. E' urna ib ticac.lo formal
diante do pontificado romano, o iste sendo o chan-
celler protestante e ministro d'um paiz protes-
tante !
Os nacionaes-liberaes, que tinham estado ao la-
do de Bismarck na Iota do Hulturkampf, que ti-
nham ajada.ii poderosamente promulgacio das
leis de Maio, sustentaran) a coherencia daa suas
opiniSes passadas cora as de hoje, votando contra
a proposta.
Mas, como o centro ultramontano e os progrea-
sistaa se encontraram as mesmas disposicoes fa-
voraveis suppressio das leis de Maio. o principe
de Bismarck obteve ura faeil triumpho.
E, d'est'arte, fra definitivamente sellada a re-
conciliario entre a Pruesia e o Vaticano, depsis
da guerra anaphada que aquella tinha movido
igreja cafholice, para ma-nter n'um p de superio-
ridade indiaputavel os dirritos e prerogativa* do
estado, fi' evidentemente que tal reconciliacio
devida em grande parte ao animo conciliador de
Leio XIII, a politica da razio, que substituio a
pelitica da paixio as relaces do Vaticano com o
mundo exterior depois da morte de Pi IX ; mas
tambero certo que para tal reconciliacio concor-
reram as necessidades polticas internas da Pru i-
sia e da Allemauha, qne lcrarara o principe de
Bismarck a mudar de tatica com os ultramonta-
nos do parlamento, e por conseguate com os sub-
ditos catholicos do imperio.
Conforme as ultimas noticias recebidaa de
Cape Coast, continuara all as dissenses entre as
tribus dos bequabis e dos adanois. E' impossivel
todo o commercio como o interior. Os bequabis
trucidarara urna caravana de 45 ovmaiareantes
w niales
Atsatrla Hungra
O Reichsrath austraco ter de exami-
na-, na seselo actual, os projectos de lei
apresentados pelo governo sobre o que ha-
bituulmente se chama o compronisso austro-
huogaro e cujo conjuncto regula as rela-
joes cconomiuas dos partidos do imperio.
O primeiro compromisso foi concluido em
1867, poca da re.ic.aoda do dualismo; foi
renovado, em 1877, entre o gabinete Auere-
per^ e o gabinete Tieza, e s expira no
anno prximo ; mas prefere so antecipar a
data da eua renovaclo afim de nao de-
nunciar no fm i'este anno a uniSo adua-
neira entre os dous paizes.
Os cinco projectos que formam o con-
juncto do compromisso comportara:
1. o prolongamonto da uniao aduaneira
entre as duas partes do imperio at 31 de
Dezembro de 1877;
2., o prolongamento do privilegio do
banco nacional at a mesma data ;
3.*, a rescis5o da tarifa geral;
4., a ujodificacao do imposto sobre o as-
sumpto;
5., o accerdo relativo a urna somma de
oitenta nilhues de florins, que o estado
dove ao banco.
Seria intil e at impossivel entrar nos
pormenores d'este projecto de lei ; limita-
mo-nos simplesment a assignalar os pon-
tos seguintes, que sao de um interesse oais
geral:
Os porto ~ de Trieste e de Fiume cessam
de ser francos a partir de 31 de Dezumbro
de 1889 e serao entao encorporadoa na raia
aduaneira do imperio; ss provincias da
Bosnia e da Herzegovina faro parte da
zona aduaneira da monarchia, sob o mes-
rao titulo que a Austria e a Hungra; o
privilegio do banco nacional ser igualmen-
te extensivo aquellas duas provincias.
fim Vienna como em Pesth a discussao
d'estes projectos promette ser longa, sobre-
todo a do banco nacional, em consequen-
cia de solicitacoes formuladas pelos tehe-
ques^e polacos e desattendidas pelo gover-
no, relativamente s notas do banco e s
direccScs especiaos a estabelecer as ca-
pitaes das duas provincias.
O Frendenblatt desmente o boato de urna
prxima visita Hasmagestades austriijasas
magestades russas.
EXTERIOR
Correspondencia do Diario de
Pernambneo
PORTUGALlwbSa, 23 db maio db 1886
Foi alterado o programma das fastas pela se*
guiute forma :
No dia 22 : o casamento d S. A. o principe real
D. Carlos, Duque de Braganca, com a princesa D.
Mara Amelia de Orleans.
No da 23 : .-aeepcao no paco de Belm. Reei-
ta de gala no real theatro de 8. Carlos.
No dia 24: recepeo e jantar no paco da
Ajuda.
No dia 25 : revista militar e fogo de artificio
na Avenida da Liberdade.
No dia 26 : corridas de cavallos no hyppidromo
de Pedroucos e baile no paco da Ajuda. Illumi-
naeee e figos na Tapada da Ajuda.
No dia 27 : t ,-urada por amadores na praca do
campo de Sant'Anna, com todo o rigor de vestua-
rio usado no seculo XVIII e deslumbrante fogo
de vistas no Tejo.
No da 28 : segunda corrida de cavallos e re-
cita de gala no theatro de O. Mara II.
No da 29 : kermesse no Jardim Zoolgico, e
noite sarao no Real Gymnasio Club Portugus.
Lisoa tem recebido mais de 50,000 forasteiros.
Pelas rnas e pracas reina am movimento des-
usado, quasi descoahecido nesta cid.ide pacata
habitualmente. E' rara a casa que nao tem hos-
pedado gente das provincias, une por parte de
amiztde parentesco, ou simples conheciraento ;
ontros por bom prego. As hospedaras esto atu-
lhadas ; os generes teem encarecido.
Os preparativos da festa, em que se tem traba-
lhado de da e de noite luz des archotes, n'uma
faina sem tregoaa, apresentavam um aspecto nove
aqu. As ras, desde Belm at ao fim da Ave-
nida da Liberdade, esto ladeadas de postes for-
rados de setiuet escarate, encimados uns por
lascas duuradas, outros por corae. De poste a
poeta, era todo o parcurso de sete kilorae-ros, vSo
correotts de ferro, que os iigam, formando curva,
d'onde penderb noite baluei venezianos muito
vistosos e illurainados. No topo dos mastros oa
postes vermelho fluctuara pendes alternados com
as cies de Pertugal, e da Franca. A' meia al-
tura, escudetes com os monogrammus dos serenis-
simos conjuges, oa os brszas de saas casas e
grupos de bandeiraa em panoplia ladeando os es-
cudetes.
Nao cabe no limitado espaco de urna correspon-
dencia a descripcao minuciosa de todos os orna-
mentos com que se tem alindado a capital, sobre-
fado as ras do tranzito do cortejo, Aterro, Pra-
ca do Commercio, onde se improrisarara lagos cora
jugos d'agua, profusio de galhardetes e pendes
am postes de cor vermslba tamoem, Roci, Aveni-
da, Praca do Principe Real, ra de S. Bento,
Chiado (R. Garrer), ra Nova do Carmo, ra de
Alecrim, caes do 8odr, etc., etc, etc.
Das illurainaces e fogos de artificio da Aveni-
da incumbi-se a Companhia Real dos Cxrninbos
de Ferro Portugueses ; dos da Praca do Commer-
cio (Ferrero de Paco) e fogos ue Tejo, a As -
ciagao Commercial de Lisboa, cuja subscripcao se
elevou a mais de 30:0004000- (uooda forte).
Os fogos e illummacao da Tapada, na noite de
26, devem ser esplendidos e apresentar um ponto de
vista seenieo. Seiscentae mil tigellas de sebo,
moda do Minho, se accead^r i por toda a vasta-
superficie daquella planicie e j.ndins adjacentes,
sem fallar no grauds numero de bales venezianos
que se maudaram vir do estrangero expressa-
mente para essa iliumiaago Triuta e hove coa-
tes de rs (fortes) custaram as 600,000 tigellinhas
(a 65 ris cada urna). Os fogos de artificio, tanto
os que se hio de queimar na Avenida, como os
qu* hilo d* arder no Tejo, vierara de Inglaterra,
sendo foruecid>s, creio que pela asesina casa que
prsps anuos, por occasiao da visita do pri;,cipe de Gal-
les a Liiba.
A' 19 do corrente, pelas \i horas da tar-
de, chegou 4 gare de Saut* Aeolouia o comboio
condusinslo S. A. a princeza Amelia de Orleans e
e os condes da Pars Vinha no mesra i coraboie
S. A. real o principe D. Carlos, que tinha ido es-
perar a sua noiva a estaca > da Pampilbosa. Com
os augustos viajantes vinham os ministros da la-
senda, justica e maiuha.
A gares esUva decorada cora simplicidide e
elegancia, muitas ins e baudeins, muitos ar-
bustos, fetos arvores e camelias enormes. Gran-
de numir.i de convidados oceupavam todas as ja-
nellas que dao para o reciato da gare e as eslei-
rs que d'uma e outra paite sedispozerara. Todo
qae se echa em Lisboa c que tem urna posicae
elevada na mundo official, aguardava a entrada
de SS. A A., e bara assim as oficialidades dos na-
vios italianos que troui raiu o duque de Aosta
(principe Araaueu, ex-rei de Hespanba), as dos
couracados hespanhoes qus vieram expressamenta
para assistir s solemnidades esponsalicias, corpa
diplomtico, etc., etc.
El-rei, S. BC. a rainha e os Srs. ufaotfs D.
Affjnso e D. Augusto e S. A. o duque de Aosts,
irraio de S. .VI. a rainha, entraram na gare peras
4 1/2 horas da tarde para esperar os a gustos
viajantes.
Feitas as apresentaces do estvlo e trocadas
eordiaes felicitaces entre os illustres oersona-
gens as salas preparadas na gare para a ra-
cepea >, que estavam luxuosamente ornadas, se-
gairam uns e outros em suas earruagens piia o
Cco das Necessidades, onde o jantar foi servido
9 h ras da- noite.
As aeclamaces populares que a princeza e e
principe real tiveram era todas as estaces oade
por alguns minutos'se deteve o comblo expresa
que em grande vclocidade ot conduzia a Lisboa
foram calorosas, com o que a gentil princesa ficoa
summamente coamovida e agradavelmente im-
pressionada.
Esquecia-me dizer Ibes que frente da oficu-
lidade baspanhda que foi esperar gare de Santa
Apolonia a futura esposa do pracipe real, ia e
bravo almiraate Topete, acompaando por toda a
embullada Ja meima uacio, toJos, oscusidt di-
sel-o, de grande uniforme.
Todo a iraprensa inoi arclnca liberal dedicava
n'essa noite e as folhas da m*nha do dia 20, ar-
tigos de boas viadas, c alguns primorosamente
escriptos formosa Slha dos Orleans, futurra rai-
nha de Portugal.
Nj dia 20 ch^ou a Lisboa a esquadra iugleza
que conduaia o principe Jorge, neto da rainha
Victoria, e fiiho do principe de Galles. O yacht
real qae o eouduzia estava fndenlo em trente de
arsenal, no quadro da nossa esquadra. A's 19
1/2 da manha embarcou o principe real D. Carlos
na galeota real para o ir buscar a bordo. A's 11
horas desembarcaram os dous principes na ponte
do arsenal.
8. M. el-rei esperava o principe Jorge no alte
da escada, abracando-o e beijando-o cora cffusae
quando elle chegou.
O estado-maior que acompanhava el-rei, era
brilhantissiino. Alm de graade numero de o-
eiaes da lossa armada, estava a officialidade da
todos os navios de guerra hespanhoes e muitas da
miriuha italiana e timericanu.
El-rei vesta uniforme de almirante, com as in-
signias da Jarreteira ; o principe Jor^e com uni-
forme de raarinha ingleza, do posto corresponden-
te a capitao-tenente, com a gr-cru.-. da Torre e
Espada.
Si. A. o principe D. Carlos, vesta o sea unifor-
me de Ia t.nente da armada. O minist s.-io eslava
todo presente recepcao.
O presidente do conselho (Sr. Jos Luciano da
Castro) levava a gr-cruz de S. Mauricio e de S.
Lzaro e o ministro da marinlia (Sr. Heuriqae de
Macedo) a da corda de Italia, com que ltimamen-
te foram agraciados.
Em seguida ao desembarque, o principe e e
principe real entraram no seu tandean e a comiti-
va em outros, seguiodo o cortejo para o paco da
ajada, acompaahado por um esquadro de (aval-
lar ia.
Muito povo no arsenal e naa roas do transite.
A guaarda de honra era feito por cacadores n. 3.
Houve ante hontem reuniao do conselho dt
Estado, no ministerio do reino, afim de ser onvide
sobre os rocessos de algu.is condeimadcs, ea
quem S. M. vai exercer a sua regia clemencia, por
occasiao do consorcio de S. A. R.
Ser me-hia impossivel euumerar-'he as gre-
cas e inertes honorficas a nacionaes e estrangei-
r s que se tem j effecluado e que aioda est
para ser publicadas na folba official, gra-crnzei>,
conmendas simples, graos de cavalleiros de diver-
sas ordens, elevnco de viscondes a condes, de
cond s a marquezes, e at se diz que um oa dons
rnpreseataates da vieille roche da nossa aristocra-
cia, a duques.
O Sr. Jos Luciano de Castro foi condecora-
do por S. M. el-rei com a gr-cruz da Torree as-
pada, offerecendo-lhe el-rei as insignias n'um i.ri-
moroso cofre artsticamente marchetado com pre-
ciosos embutidos.
Todos os jornaes progressistas celebraram esta
prova do alto apreco em que o soberano tem o che-
fe do partido hoje no poder.
E a proposito de poltica : um verdadeiro pa-
renthesis, um armsticio pleno, amas treguas ale-
gres. Niuguem pensa n'elta agora ou se n'ella
pensa, tem por melhor callando por estes dias e
adiar para depois lavar a sua roupa soja em fa-
milia.
Antes assim. Entretanto osorgaos repblica
nos e as folhas miguelistas que nao querem sa-
ber de tregoas nem de armisticios. A violencia
de lingaagem das primeiras documento vivo e
palpitante de originalidade para qae os numerosos
representantes do jornalismo europea e americana
que se encontrara agora em Lisboa, pessam dar
testemunho da tolerancia amplissima qae se des-
fructa em Portugal.
Entretanto, em boa verdade se diga, nenbnma
exeepeo se tem feito aa des'.ribuicao de entradas
para todos os festejos e de passes 4e livre transi-
to que sao apenas 30 para a rejfortaqe, sendo 3#
para os jornaes de Lisboa e 10 para os represea -
tantes da imprensa estrangeira, nenhuma excep
V.
*.
1 itiim i



Diario de ParnmbuwtSjdbbado 5 de Junta d JNN6





I






-------- '- '
ci, digo, ge tem feilo. A's folhaa republicanas
ton -se deatribaid hitatoaatufe eo a
derntui.
Pura 03 tulles e recepeoea no paco que, re-
gando as etiquetas palacianas, a imprenta nao
convidada.
Bom ou mo o eetylo Me em Portugal
^ As teatemunhas escolhidas para o oonsorcio real
sao os Srs. : cardeal biapo do Porto, presidente,
do conselho da ministros, duque de Loul, duque
de Palmtilla, marquez de Picalho, marquez de
Vianua, arcebispo primas di Braga, conde da La-
pa, presidente da -cmara dos pares, presidente
da cmara dos deputadoa, presidente do supremo
tribunal ce justica, presidente do supremo iri ju
nal da guerra e marraba, commandante geral da
armada Joaquim Jos de Andrade Pinto, U L liz
do Mascaranhas, chele da casa militar da el rei.
- As pessoas de familia e convidado) que
acompmharaui a princeza D. Amelia, sao aa se-
cura tea :
Conde e cond;ssa de Paria.
Princeza Helena.
Princeza Clcinentina.
Principe Feruad de Coburgo.
Duque de Orleaus.
Duque de Aumale.
Duqua de Chartrcs.
Condeaaa do Barral.
Cond.-asa dr Butler.
Mlle. de Lavasseur.
Daque de Noailles.
Duque de la Trcmouille.
Marques de Bauvuir.
Marquez de Buill.
Caidc do Barral.
Viacoo Je de Pern de Chassez.
VisconJe de Hussonsille.
Capito Stcpheuaon.
Fromento, Morira e Fleiscbraann.
No di 21 foram aa recepcea das embaixad tsjuo
Paco da Ajuda.
Fia o discurso do embaixador francez, Mr. Bil-
lot, ministro de Franca, n'eata corte
_ Seuhor :O Sr. presidente da Repblica en-
viou-me novas credrnciaes que me acreditara na
qualidude de embaixador extraordinario, pira o
representar junto a Y. M. no casamente de S. A.
o prin ipo real
E' ao mesmo tempo um testemnubo do vivo
interesse que o Sr. presidente da Repblica tem
p;r tudo que diz respeito familia de V. M, e da
aympathni cora que o meu governo encara urna
uuio que deve estabelecer mais um vinculo de
amizudo entre os dous paizes.
V. M. fbi servido fazer-rae aaber quo aprecia
igualmente para estrenar aa relacoes da Franca
com Portugal, e coasiiii ro-me feliz por ter
mais esta oooasio de lhe manifestar, por iaao, os
meus ag adocim utos apreseutando-lhe as homc-
uajeens reapeitosaa ilaa ininhas felicitar/oes.
Eis a reaposta de S. M. El-Re :
Sr. Embaixador : Acreditando-voa, em mo-
mento solemne, junto minha peasoa, na qualidu-
de de seu embaixador extraordinario, o Sr. pre-
sidente da repblica fraucez.a presta assim ura
novo o para iniui mili grato testemnnho do inte-
resse que lhe inspiran) os destinos da minha real
familia.
{Teste faefe. v,jo por igual urna affirmaca
mais do qu auto sao cordeaes aa relacoea entre
douj pa z 3, que, cointrmnidado de raya, juntan)
poderosas aihnidades intellcctuaes, e urna syinpa-
tlii i lauta., resal manifestada no decurso da ana
ex steneia secular, e por inuitos e diversos ttulos
p >ra ambos glorioiiaama.
Apraz ,:e, por isso, sobremaneira, ouvir da
vo.-sa b < i. 8r. Einl) lixailor, que na o inio do
governo por vos representado, o prximo e festivo
acca.r vi.ucnr que em Portugal vai celebrar-se,
constituir i. ui laco a mais, que un a outro devera
prender os d.us pai.tes.
Siempre por miulia parte assim o entend e
devrns folgo de peder u'este momento confirmar
a eeparaito que nutro de quo as relacoea entre
Portugal e a Franca se Orme easa sembr crea-
eente cordiaiidade. De qnanto aeja fundada & sa
esperance, podis, Sr. Emba* idor, ver urna prora
olemnis i.na no favor extremo com que opiuio
em Piirtagal wcolheu a naeiou .lidade d futura
esposada mea uiuifu presado fiiho.
A vos, Sr. Euib.iix idor, agradeco ainda as
tehmtacu s que ose dirigiatec em vossu soase, na
votes que forma aea po felicidade da minha fa-
milia, fuigando !c mais nina vez consagrar-vus
minha regia benevolencia.
O discurso ci Esa bailador hespaihol, o Sr.
Mendes Vig'>, f .i de theor s'guiute :
S uhjr : Tenho a honra de apreaentar a V.
M. a carta regia quu in acredita como Embaixa-
dor extraordinario de S. M. a Rainha, minha au-
gusta soberana, junto de vosaa real pesaos, du-
rante as con m iras que se v.. effectuar com mo-
tivo do pnj.-ct.ido enlace de S. A. o Principe D
Carlos, duqu-i de Braganea, com S. A. a Princesa
D- Mafia Amelia de Orieans.
A Riiuia regente, elevando a sua rapreeen-
taeiio n'esta (rte eom tao faosto succes-e, s
leve eso vista dar a V. M. urna prova Dtutia, du
?ivo desejo que constantemente a anima de de-
monstrar qnanto recoobecida a quem aincera-
nente corresponde aoa sentimentos de inalteravel
a affoetiioia amiaade, <\w V. M. rftnrrtsntwirnfn
lhe Dsanifwta.
Para es e fin, a Raioba, minha senhora, me
nearregou da eaearaeor a profunda e-tima qu
protessa p r V. M, sasim como por toda a raal
familia e os fervofOaoa v /tos qui taz pe'.a comple-
ta felicidade dos futuros conjuges e da nobre sa-
fio portugu as
Este reciproco aen^neato de sjmpathia que
eMim -iit' existe entre o a-bernuas daa duaa na-
fo.s da 1' ii! is.lia r. qa abrange aoa sub-iil.s d->a
dou< Estados, dota inequvoco e segura garan-
ta dos tena iutereaaea mai v
Porminhi parte, Senhor, ao cisuiprir a miaba
honro a inisse, julgo desn*ceaaario eaf)rcar-ne
por manifestar a V. M. qujo sinceramente ine
aaaocio a a s-utimentos da minha Augusta S>l>^-
rana, de quem acabo de ser fi*l interprete .
Finda esta Ici ura, El-Rei leu a aeguinte rea-
fr)Bta :
Sr. Embaixador: E' com o seatimento da
atis viva satisfaoao que recbo de voaias raiVi; a
a"ta em que s M. a Rainh.i Regente h>-)UTe p bem acreditar-vos junto a minha peaioa, na qu i-
Mdade de seu Embaixador extraordinario, pura
aasistirdes como tal. em representaco da vosaa so
beran i, s ceremonias do caaamenro do princ^p-
eal, meu muito amado e presado fiiho, com a Se-
liwiiiaiai Prineesa D. Mara Amelia de Qrleana
- Na resolui,'o de S. M. a Rainha rrg-nte vejo
tu urna demoustracao nova e sobremanoira valio-
sa de arfecto ainoero, e d'aquella persistente e
funda sympithia, que inalteravlm"nte tem anide
as Boaaaa duna fin.iliaa. tornando communs para
ambas as doloroaas prorac5e.a com que a Provi-
dencia Divis i aprouve, ainda ha piuco, e quasi
Iimultaneameute, cxperiioenta'-aa, Dcr como con
ubatanci uid i agora n'um sentimento nico as
alegras auspiciosas, que em Ileapanha infloram o
berc do novo monarcha, berdeiro de El-Rei D.
Afibusj XII, com as que esmaltara em Portugal
nm enlace por tantos ttulos grato minha roal
familia e i n ico a que presido.
Agradecendo, pois, em meu nome, no da
Ba'nha e restaures incmbros da minha familia
este novo e solemne tratemuuho da real estima,
que tinto preso, da vosaa soberana, bem como os
votos ferv irosos que S. Magestade ae digna for-
mular pela prospera surte de meu presado fiiho, du
sua futura esposa, e d'eate reino, em tudo vejo
novo \-i i le syinpathii u prender um a outro o.
thronoa e os doos povos pcninsularea, cujas inte-
re8a-s vi; in a lucrar com a mais pe
harmmia e ncproco reapeito entre limbos man-
tdos.
Apraz-me acreseentar. Sr. Embaixador, que
a escolha do vosea pesaoa em repreoentacao i
MagMtade Catholiea, para esta miaso extraordi-
naria e o'oate para mira to solemne momento, mu
foi p.ofon lamente grata ; e crendo, por minba
parte, na inteira sinceridad': Io9 votos que for-
mlala pela boa aorte de minha augusta familia,
agradecj-vos esoes votos como novo titulo que
?os toma creior de toda a minha regia benevo-
lencia.
Nao devo omitttr que no dia 21 toda a colo-
nia bralflaira fd eomprimentar S. M. a Senhora
Princeza do Joinville.
Hootein, primeiro dos quatro dias de gala que
foram decretados, realiaou-e o casamento pela 1
hora da tarde na egreja p-trochial de S. Justa
6 Rufina (S. Domingos) ao Roci.
Eis a descripeo que faz do templo urna folhi
da neite :
Domina em toda ella a nota alegre, produzida
pelo brilho daa armacoes, todas em cores vivas e
tona crua. O effeito gcral nao alcanzado pela
harmona das nuances, mas pelo contraste e o j-
poscJo dos ton*.
O que immediatamente chama a attenedo,
quando ae autra, a profuso de lustres pendentes
do tecto, em varias linhao e differeates altaras,
fazeudo bnlhaj opa seua miiharea do pingentea aa
corea scintillantes do prisma.
Contar o numsro d'eeses luatrea aeria por 4
violenta) prova a maja partiuar. paoieaeia, o por
iaao desistimos da empresa, acreditando que sao
166, conforme acaba de nos informar um amigo.
Sigamos o corredor, que vai da porta da
egreja capella-mr, formado pelo-i eatrados em
rampa eitos nn corpo da egreja at as teiaa, e
cheguemoa capella-mr.
O bailo retabulo do altar- mor ficou comple-
tamenta'livre de armacoes, donando apreciar em
toda a aua elegancia a graciosidad das anas h-
nhae archi tetn icas, e a preciosidaio dos seua
marmrea nacionaea. '
Apenas pela parte internada bocea docami-
rim correm urna sanefa e cortinas de vallado ver-
melho. throno est adornado eom cealeuaa de
caaticaes, e multidao enorme de vasos de fljres.
Ao lado do Evangelho encuntra-ae o solio
patriarchal, e abaixo doa degroa do sopedaneo os
genuflexonoa para os uoivoa.
Por cima d'estes doua genufl ix-irios est sua
penaa urna grande corda dourada, aoatentada por
doua anjos modelados pelo esculptor Rato. 1 > es-
ta corda sahem, em abundantea e graciosos arre-
gazados, oa veos nupciaea alvoa e transparentes.
A cada um doa genuflaxorioa corresponde urna
cadeira dourada e eatofada de velludo azul.
Por debaixo da tribuna, do lado do Evangelho,
foi armado o throno real. O fundo em braaco si-
mula arminhos, o docel de veludo vermelhn, com
forma de cori imperial, aasentando aobre ello a
coi real a ouro e pairaras.
Aos lados cahem vastas roupageua de veludo
vermelho e ouro, eujoa arregacamentos sao susten-
tados por duaa columnas de estyio indiano, enci-
madas por dous globos geographicos, ande se
acham desenliadas n maior parte daa aupericies
pelos nossos antepaasadoa deacobertas ou conquis-
tadas, si; nao todas, pjrque em todos oa hemisphe-
roa e seccoea deacobrimoa e conquistamos.
O eslylo das duas columnas renova a memoria
d'esae tempo ureo e brilhante de conquistas c
deaeobertas.
No throne estao collocadaa seis gran les cadeiras
destinadas para el-rei D. Luiz e a rainha a Sra.
D. Mara Pa, o principe real e sua espoa, c oa
infantes D. ArTjns-o e D. Augusto.
Em frente do throno eat o throno doa principes
e t- presentantes das uacoea strangeiras, t'mbem
de veludo vermelbo. Tem dez cadeiras ao fundo,
encostadas ao espaldar, e duaa 4 frente no primal
ro plano, destinadas ao Conde e Condeasa de Pa-
ria.
O arco cruztiro da capella-mr eat ornado c un
magnificas cortinas e aanefas vermelhaa, era apa-
nbadoa de ouro e vistas tambera douradas. No
feixo do arco cruzeiro doua aojos enormes comple-
tara a nrnamenfacao, sustentando a cora real.
Snhindo da capella-mr temos os arcos cruzeiros
uccopados pelas tribunas destinades a emSaixado-
rea, corpos legislativos. O vao doa arcoa foi ta-
pado por aetiaea de duplas aanefas encarnadas e
azues, com espaldar de seda branca. Os balcova
das tribunas ajo forrados de tafeta branco, sobre
que cahem dos parapoitos largas faxaa de damas
co azul agaloado a ouro e ligeiramente apanha
das ao meio do comprimento. Por debaixo d'esta
tribuna ha outras forradas de veludo vermelho.
Vejamos se nos poaaivel fazer urna disripcilo,
tanto qnanto fiel, do corpo da igreja.
Aa ifrandes janclUa, que no alto di paredu e
prximas do tecto dao luz para a igreja, foram ta-
padas com uai espaldar simulando arminho, ladea-
do d cortinas vermelhaa que pendem di; urna sa-
oefa da mesma cor, franjada do ouro. Sobre o
paldar de arminho aaaeofam os bra?oes de armas
de varias eidades portuguezas. Ao longo di ci-
malha real corre um bambolm de seda azul e
Orauoo debroa lo de ouro, cora apachados nos tor
nejaraentos.
Daa tribunas, mettidas no vio c espessura da
parede, avancam actiialmmte grandes sacadas
graciosamente ornamentadlo, para a igr-j i.
Va altares foram armados eom aotuwa de sane-
fas azues e brincos, recamadas de estrellas de ou-
ro e cortinas le veludo ve. melh i com bandas de
Iharna de ouro. Em volta doa retabillos correuaia
vistosa grinalda de llares artificiaes.
Tolo o pavimento da igrja das tribunas, teiaa
t lugar** reservados, est eatofaJ i.
Aa bancadas para oa convidadla sao f.rrauas
I* \'eludo azul.
De noite ainda se trabalha at altas hi.-as pira
completar a ornam"ntav3o do mag-stoso templ l
8. M. Fl Rei, S. M a Rainha, S. A o Sersnie-
simo Principe R..-al e S. A. o Sr. infante D. Au-
gusto foram directamente do paco da A|ud:i para
a igreja de 3. Domingoa, onde tiuhata chegalo
piuco antea oa principes de Orleans. Com SS.
UM. foraro ra principes representantes de Bobera-
noa estrangeiroa.
Os Condes de Paria, principes de Orieaxs e de
mais principes foram directamente d paco das
Neeessidades para aquelle templo.
O Sr. infante D. Affon30 foi com 03 principes
de Orleans.
O transito do cortejo de SS. MM. dsde o paco
la A]uda at a igreja de Santa Justa, fni pela cal-
ca la da Ajada, Juoqneira, Calvario, S. Francis-
co de Paula, Jane las Verdes, Aterro da Boa Vis-
ta, praca doa Remolares, ra do Corpo Santo, ra
do Arsenal, p*aca do Commercio, R. do Ouro, pra-
5a de D. Pedro (lado occidental) e frente do tl.ea-
tro de D. Hara II at a mencionada igreja.
Os coches que coudGairam os renes conjuges, os
membros das fnmilas rse8 de Bragauca e de "r-i
leana e outro dignitarioa, sao :
1.* O coche da corda, que conduzio El-Rei. F...
jandads fnzer por D. Joao V. para as testas do
casamento de au filbo, o priacipe D. Jos, cora a
infanta de Hespanha D. Mara Ana. Estruiou
na solomnidade do encontr das duaa familias
renes, n'um palacij do madeira que foi construido
Subre rio Caia.
2* Coche de D. Femando, o qu Princeza. Foi feito em Roma, por ordem d ipa
Clemente XI e oflvrecido a El-Rei D. Joo V.
3." O que fai ofiVrecido pelo Pnperador Jos de
Auatria a aua irraa a Arehiduqueza D. Mara
Anna, por oecaaiao do aeu casamento com D. Joio
V, de Portugal, em 1708.
A. Coehe do Infante D. FranciBCo, de 1727.
5. Cocha da aguia, de Ei-Rei D. Jos I,
elle mandado faier em 17:'iO.
Cocha de D. J0J0 V, de 1705.
7* Coche-barlinda, que foi teito para o esta-
mento ac D. Pedro II.
Cocha berlinda de D. Affraso VI, fabricado
em Paris, em 1665, e oflerecido por Luiz XIV de
Franca, como prsaente de aup -ias, Princezi D.
Mara Francisca Isabel de Saboia, p ir occasio do
seu consorcio citn D. Affonso VI
E mais aeis birlindas do tempo doa Felippea e
I). Pedro II.
Como sabido, alguna doa coches teem esplen-
didas pinturas histricas, entaihamantos riquissi-
iiioa e -.apecarlaa com bordados de grande preco.
O da coroa tem o pedavtal de tartaruga, como
tambera o tampo de um outro que foi mandado
arranjar para o casamento de D. Mana II.
Oa corpoa daa diveraaa armas formavam alaa
as ras do transito do cortejo, marchando fren-
te um piquete de soldados de cavallaria serviudo
de batedores. Logo oa porteiroa da caima, roa
d'armaa, arautos, paasavantes, a cavallo e com as
insignias correspondentes sua graduay.Io, sagita-
do os eatylis da corte e todoa precedidoa de qua-
tra mofos de eatribeira Atraz do coche roal,
portinhola ia o duque estribeiro-mr e caquer-
ia o commandante da guarda real e p ecedeol 1
a forca de cavallaria, doafilava a cavallo o cata-
do-maior do SS. MM. e AA.
O cortejo da jrinceza Amelia i 1 aeompanhado
:>or urna guarda de honra de cavallaria.
A entrada de SS. M.VI. n igreja foi debaixo
de nm pallio. sustentado por veread ires da cma-
ra municipal e depois de aerem recebidoe porta
principal pelo eminentisaimo Cardeal Patnarcha,
com a<> ceremoniaa e oracoea do coatume, cami
iiharam d"biixi de outro pallio at capella-mr.
Alaa de archeiros da guarda real ladeavam o
templo.
Em tudo o mais ae aegulram as mdicaoies do
programma officisl que j Ibes remetti com urna
daa miubaa ultimas.
A recita de gala em S. Carlos, hoje.
Eata carta vai muito extensa. Para a mala do
Aconcagua, que deve tocar ueste porto a 26 e para
a do lbe a 28, contare o mais que oeeorrer.
Tevo
a e recoahed.menlm.do Sr. Jayme Bota.
Urna confim&o tarda.Emenda apre-
een/adas InterpeUafo do Sr. Candido
de Qivtira.iaeussao sobre a eleicao
do O dUtricto dblina. -Reconheci-
jmenlo do Sr. Peado. Votacao da de-
putagao pemambucana em favor do Sr.
Penido Procedimenlo dette em leuoe
paitada. Senado. 0* reqiterimentos
ah apreientadot.Um prometo do Sr.
Carro.Discurso do Sr. Sveira llar
tins,Discust&o das forcas de trra-
finalmente lagar na Camaradoa Depnti-
doa, na aesao do dia 24, a diacussao aobre a -le
cao do 3o diatriotodo Piauby, de eujo Wecho ja
o leitor Babador. Aojas, porm, do oceupar-se
com us8i! assumpto, teve a Cmara de entreter-so
coin dous pqueui. tamandas, um eatolado palo
Sr. Joao Caetano, representante do 15diatricto de
Miuaa, que, com ando por alucinar que ignora-
ra se ja nais h mve ueste paiz eleicao to livre
como a de 15 de Janeiro, assim como se o cidado
brazileiro, poaaui Jor de dotea que o toroara credor
da estima de sena coacidada.-s. ae visse to crua-
menti coedemuado, a pelo facto de ser prente
de ministro ou de senador, paia nao poder ser de-
purado, couclnio tratando dos negocios de libe-
raba, mostrando como havia corrido a sua eleicao
e como o r. Carlos Afionso, com todas as vauta-
gena do pider, conseguio obter maioria aobre elle
na eleicao pasaada.
0 outra foi esfolado pelo Sr. Candido de Olivei-
ra, qu4 obtendo urna urgencia, tratou de ocur-
rencias do municipio do Rio Novo, na aua provin-
cia, onde c juiz municipal e um supplen'e do dele-
gado, em exercicio, desbouveram-se e chegaram
vas de facto, por pretender o primairo que um ca-
pitn da guarda nacional, condemnado l dias
d prise, ciunnrisic a pena ni cadeia, e o segan-
do oppr-se a iaao, mandando recolher o aentencia-
do na casa da Cmara Municipal.
Na contestaba do aeu diploma o Sr. Doria, mos-
trando que a terceira vez que tem aido el'ito
pelo 3 districto do Piauhy, baaeoa-ae na circuns-
tancia de j ter sido naa duaa primeiras approva-
da a aua eleicao, -ara concluir queja mto palia
havr mais questo sobre o alistamento, ainda mes-
mo quo a Cmara fosse competente, para couhecer
do alistamouto, qiesto esta da inaij alta impor-
tancia p-ilitica, que nao atfectava somonte a lega-
lidad do aeu d'ploma, como estabelecia conflicto
entre o poder legislativo e o poder judiciario. En
trasn em largas consi leraces e historiando oa
acontecimentos e eleic>ia do Piauhy, affi.ana que a
comarca do Parauagu tem elementos pira dar
aquelles 5;i) eleitores d< que a Cmara, em face
da ConjtitniQio, nao poda deapojal-a, prirando-a
de concorrer a eleicao, tanto mais quanto a incoin-
potencia para fazel-o est firma ja era arestos an-
teriores.
Esquecia-me dizer< que, ao -er annuaciada a
discusso do parecer da coramisso, o Sr. Joo Ma-
uoel requereu o a Cmara concadeu quo o compe-
tidor do Sr. Doria fosse adraittido a defenier o
aeu direiti.
E' urna nova pratica cas-t, que vai-se agora es-
tabelecendo, quo me p irece ter par principal
vantagein poupar aos relatores daa elecoes o tra-
balho de auatentarem na tribuna os pareceres que
tiverem elaborado, deixan lo essa tarn.'a ao con-
tendor do candidato diplomado, sen lo que a a
este que o regiment p'Ttnitte, caso elle qi-ira,
dof-nd-r perante a Cama.-a o seu diploma
Travou da pilavra, em seguida, o Sr. Jaynv:
Rasa, qu--. considerado parbiinentarinento, per
mitta-S'-mu u expressoa antbiteae do Sr. Do-
ria.
Este, fri, pausa 1 e medido, revestin lo-se do
una modos acadmicos erecto e teso, sobrio o mo-
nofouo no gesto, de phi-ijnomia impassivcl, piro
eendo antea o raeatre que na cadeira de rethorica
talla aos diacipulos, do que quera debate porantn
urna assembla, nao ten uenhum traniporte, ne-
uhuma d-saas emx6'-s e inspiragoea de tribuna
que unpre.s-iionain e muitas v.-Z'.a arrostam o aii
citoria. Aquelle, peio contrario, vivo e de tempe-
rament 1 um tanto nervoso, de palavra fl lente,
olhar franco e intcil .ante, fazendo transkizir na
phisiononjia o que lhe vai 110 nimwimito. trata
das qutatd* cein calor, descendo ai funde d*lla*
sein preoecupar ae das formas e do modo de d^z -r,
impressiona oouvinte u cjnquista-lhe a sympatha.
Principiou o Sr. Rosa por mostrar que a co-
marca de Paranagu nao palia dar 530 ee'tores,
1 teati pira isso as quidific^Qocs dss jurados de
1876, nica i-X'stente quando fez-se o alistameoto
eleitora!, sendo de notar que Correutes, em quo fi-
gurara alistados duzentos e tantos eleitores, um
termo em {108 nao funeeiona o jury, porque no
amo anterior ao do alistament) o proprio qu.i fez
este, nao ach m 50 cidadoa capazos do serom ju-
radoa.
Abundando em largas conaideracocs das quaea
resulta que tal alistamento ficticio, com) anda
mais patente ficou com a tarca grosseir* immoral
do ala^amrato da canoa em que i o a afeta que
conduza os livroa e papis desae alistamento, e
p-r-ieu tudo r.o rio, passou a tratar do predominio
do nobie Visijonde de Paranagu em sua provin-
cia e conchno sustentando que, da propria
coustitiiico, que coufare a cmara o direito de
verificar os poderes de seus membros, que d*-
corro a competencia para ella descer a an.ilyse
por
INTERIOR
Correspndenda% do Diario de
Peroambaco
RIO DE JANEIRO Cqbtk, 28 de Maio
_de 1886
Smncaaio :A sestao da Cmara no dia 24.!>-
casino da eleigao do 3* districto do Piau-
hy.AnnulkioSo do diploma do Sr. Do-
:mi qualifie-ifo simulida, accroacendo que em
favor dei*a loutnua ha procedentea, como o de
1882, em que foi anuullada a qualifica^o de
Sant'Anna do Livramento, uo Rio Grande do Sul
o que den ganho de causa ao Sr. M iciel, contra o
Sr. Tavaros, < para easa soluco concorreu o Sr.
Doria com o aeu rato, orno se verifica pelos
annacs.
-\ete ponto o Sr Doria, em aparte, c .nteasin lo
aquelle voto, aecreaceutou que tinha errado.
E' fcil de imaginar a mpresso de tal decla-
ra,ai o a vantagva que della sirou o Sr. Rosa.
Si o 9r. Doria recooh jce quo err- tambera que concorreu pa.'a dar-e a uta ami^o a
cadeira de represntame Ja uafao que perteacia
a seu adversario. Mas isto nao lhe pea ;va, nem
elle tevejamaia nenhum remjrso, e smente quan-
do a Justina lhe chegnu por isa, foi que veio fa-
zer tao tardia co fi.-3.10 !
A discuet. ficou adiada pela hoca. havendo
aido apreseutadaa quatro emendaa : 1* do Sr.
Tauuay, 1 anuullando a elei(Sde todo o diatrict
e mandando proceder a outro, depila que o corpo
legislativo v^eae ordenado novo alistamento 110
collegio do Paranagu e Correntea ; 12* substitu-
tiva desta, doa Sra. Moura e Valladao, para que
ae procedeasa a nova eleicao, depois de termina
.1-..- as diligencias legaes para punic-ao doa t-rimes
pir inclusoes frauduUntaa de eleitores na camarca
de Paran-.gii. ae antea nao tvesse aido proaau1-
ga lo a;t 1 legislativo, mandando proceder a nova
quaiifieaclo na comarca ; 3' doa Sra. Candido
do Oliveira, Lourenco de Albuquerque, Paula
Primo e outroa liberaea approvando todas aa
eleicoa do diatricto e reconheceado deputado o
Sr. Doria ; 4 do Sr. Coelhe Rodrigues, pra
que nao fosse considerado diploma o que, come
tal, foi expedido ao Sr conaelheiro Doria pelojuiz
de direito da sede do districto cora tres presiden-
tea de aaaeir.blaa eleitoraea.
No dia se^uinte. sendo encerrada a discusso
requerimento do Sr. Coelbo de Rezsnde, foram re-
geitados as tres primeiras emendas, sendo appro
va.ias a quarta eom aa concluaoes do parecer.
Em seguida entrou em diacussao o garecer da 2a
eomraiaso e o voto em separada do Sr. Carlos
Peixoto, sobre o 10* districto do Minas, recouhe-
cendo aquelle o Sr. Penilo, e propondo este a
annullaco da eleicao de todo o districto para se
proceder nova.
Ambos os candidatos tinham diplomi e ambos
discutiram : o Sr. Penido, aceitando aa conclusoes
do parecer, e mostran lo aer a nica aoluco justa
porque era elle o legitimo deputado do districto ;
o Sr. Rodriguea da Silva, conformando-ae resigna
do com o voto em separado, que fazia um novo
appello ao districto, no qual elle e sea contendor
rr.ederiam novamente as anas torcas, tendo este
ainda em sen favor o juiz municipal do foro mais
importante do districto da provincia, Juiz de
Fra, que aeu fiiho e com elle m ira. d'onde re
sr.lta que o sea competidor teve e tem a juatica
um casa, o que.lhe d grande vantagein no plciio.
Ninguem mais pediudoa palavra, ficou a diacua
sao encerrada, nojae votando por falta de numero.
O principio da sesao foi sem interesse qnanto
ao debate, havendo apenas uaPpequeno ajuste de
contaa entro 01 Srs. Maacarenhaae Censan., Luz
aobre disturbios em Cruvello e Rio Novo, du que
o primeiro d sutoria aos conservadores, e o se-
gundo, aos liberaea.
Na hora do expediente foi lida a seguntn inter-
P?1IhcSt> do Sr. Candido de Oliveira :
Requeiro que se marque dia e hora para
que o Sr. ministro responda aa aeguintua nter-
pellacoea :
1*. Qual a situacao eleitoral da comarca de
2*. Entend o gaverno que na prxima el.o 1
municipal oa cidados at agora conaideradus
eleitores e portadores dos respectivos ttulos po-
den coucorrer para a nomeaco de rereadorea e
juizea da paz da referida comarca ?
3. No caso negativo, que providencias julga
governo posaiveia ou nacoosariaa pira que oa cida-
doa aptos d'aquolla locaiidade sxervam 0 di rei .0
de roto ?
Foi marcado o dia de boje 1 hora da tarde, e
aqu accreacentarei, deade j, que nao me sendo
poaaivel ir a Cmara, nao sei o que oecorreu. Oa
jornaea de amanh, que aero levados cjin eata,
d:l-o-bo.
Na aesso aeguint, 2'I, proee-.i-r.
cao do parecer e voto > a ic-
cido o Sr. f'ouido por .')S vanaif /'i': 1 ;!T. A dc-
putaco pemambucana, eir esca'aeao do doua dos
scus rnetnbr >a que se a;.-.:iverara, votou Barrada
mente pelo Sr. Penido, o que tem doido muito noa
deputadoa conaervadorea do Minaa. No dia in-
mediato um articuliata procuro 1, bj Jornal do
C rmmcrcio, fazer intriga, vendo 110 facto urna cora
biu .cao do Sr. Joo Alfredo cora o Sr. Portolla, o
qual na presidencia de Minas j havia entre
gado os conservadores da brac-.s atados aoa libe-
raea, para abaterem aquella provincia.
Esquecem oa que isto insinuara : 1 que oa fun-
damentos allegados contra a eleiclo do Sr. Penid
foram iguaea aos de que se aerviram no anuo pas-
aado os Sra. Jo Mariano, Joaquim Tavares, Bel
tro e outros para podirem a aunullaco das elei-
coea dos Sra. Gaspar de DruinmonJ e Henrique
Marques, e que s nao prevaleceram, pela resa-
tenci oppoata pela minora conservadora e a dia-
aidencia liberal; 2 que o Sr. Penido foi um dos
poucoa liberaos que, reaiatmdo forte preaso dos
aeus amigos e, sobretudo, do Sr. Candido do Oli-
veira, por parte do Ministerio, votarara pelo reco
uhecimanto do Sr. Portella e contra o Sr. Nabuco,
Accresce ainda que j em 1882, quando o Sr. Boa-
cea Brando contest ou a eleieo do Sr. A coforado,
o Sr. Penido, fazendo parte da i coramisso do
iuqaerito, vatou favor do segundo.
E' verdadu que firain oa Pernambucanos que
aalvaram o 8r. Penido. Baatava que mais dous
ae abstiveaaem, ou que un d'ellea votasse contra
para que o Sr. Penido ficsae irrameaaivelmente
perdido.
Doveriam, pirm, proceder de modo divere 1 do
que o fueran ?
Neasc mea no dia entrn em discusso o pare-
cer sobre o 2o districto do Amazonas, sendo apre-
aeutada urna emenda aasi^nada peloa Srs. Pinto
Lima, Joo Heuriquea, Pedro Muniz, Beitr, La-
moa e Ratiabona, anuullando, alera do ollegio de
Barrairinhoa como propunh a coramisso, o de
Parintins e reconhecendo deputado o Sr. Jos
Paranagu, candidato diplomado. Depois de orar
eato e o Sr. Pasaos Miranda, ficou a discusso en-
cerrada, nao se votando, por falta de numero. Vo-
tou-se, porm, hontcm. e o resultado j o telegrapho
o aunanciou
Na paaaaaa diase o que peoao respeito e es-
cuso aqui repetir.
No Senado tem hav'do dbales animados pro
poei'o de rcqiienmantos, pndindo informaco 'a ; e,
as duaa ultimas aeaae?, aobre forcaa de trra.
Na saaao de 21 foi o Sr. Jos Bmifacio quem
cecupou-a quasi toda com os negocios de Qoyaz,
que discuti caloroaamente, lendo jornaea e docu
meatos que d'alli lhe enviaram. couc'uindo pir
apreaentar um requerimento, que fi .-ou adiado, por
ter pedido a palavra o Sr ministro da juatica.
Na aesso immediata fu o Sr. Mcira fe Vaa-
c Micelios quem apreaentou um requ^rimuito, dis-
correodo largamente aobre o conflicto da juriadi-
cao levantado pelo ex-presidente do Cear, o Sr.
Calraon, uo proceaso instaurado contra o presi-
dente da cmara municipal da capital. O Sr. Ri-
beiro da Luz deu breves "ip'icacA-s, declarando
nao dovar adiantar opinio, viato estar o nagicio
afTocto ao conselho de EataJo, a accreecentou mais
ligninas inf innacoos acerca doa acontecimsntos de
Qoyaz e do Rio Novo, sobre oa quaes o Sr. Lmi
Duarte pedir eeclarecimentos.
Entrando em diacnasao ura projecto apreaentado
em 1882palo Sr. Carra 1, creande um funcionario
nomeado pelas assemblas provineiaea, eom o nome
de prefeita e com funecdoa que duraro 4 annos,
orou o Sr. Franco de S, provocando a opiuo
do governo e requerendo que o projeeta fosse a
commiaaes reunidas de asaemblaa provinoiaes e
legielaco. Os Sra ministro da juatic-i e da guer-
ra, rcjeitaram o projecto, combateudo-o o segundo
com mais largueza.
Toaou a palavra o Hr. Silveira Martina, que,
com qnanto nao aeja apologista da doutrina geral
do projecto, aeha que a idea de deacantraliaaco
administrativa cada vi ae torna mais necesaaria,
vista da incapacidade di poder oootral, a da
doa aeua dalegadoa as provincias E propondo
se a demonstrar eaaa incapacidade e a necea sida-
de do ama reforma, discorreu por mais de hora
e meia at o fim da s8so, nao tgquecendo de,
repetidamente, fazer ulluso ao chefe do Estado,
que abaorvo todos os poderes, manteado em rekv-
eo s provincias man! r'natcs ep;cla'it*a, Com 1
c foaae na China ou na Turquia.
Na seaso de 26, dous foram oa requeriraentos
apreentados. ara p;lo Sr. Atfonao Cclao, sobre
negocios da Januaria, no 2# districto de Minas,
por onde deputado o Sr. Celso Jnior, e outra
pelo Sr. Soarcs Brando, sobra quesioea de Taca-
rat, onde pede ao gove no qua lance um pouco
d'agua sobre oa destrooos amda abrasado;, do in-
cendio eleitoral.
A ambos reapond -u o Sr. Ribeiro da Luz.
Pas8ando ordem do da. foi reje.it ido o pro-
jecto do Sr. ('arro, assim como outroa antigua que
estavam entalhando as p'.staa.
Entrando em seguid em diacuss o p>-oiecto
le fircaa de. trra, orou tingamenae, preencben.lo
toda a lora, o Sr. Av;la, cuja vocaco pelos ne
gocioa de gaerra ca la di i torna mais pronun-
ciada, e cale a raauifcat-i ab- rKmoiite. Occupiu-
se principainvnta com a h3n ajrgaaiaaeii de um
ixerot) regular, mostrando.ae muito ouh>!iHlor
Jo que a seu respeito se pratioa as uau-.a em
que se pode colher licea a reapeito.
rl-intein Valtiu aiuda o Sr. Joa Bmifacio aos
aoontecimectos de G yaz, e o Sr. l,aaco Martina
tambera tez o se 1 requerim ato abre oocurru-
cia8 do Ro Novo, j tratada 1 na Cmara doa Di-
putados.
A ambos reapondeu o Sr. Rioeiro, observando,
[lauto ai pcimetro. que maia tar e lhe poder dar
eloresjinfuaaaaa&w, v*i que s ha pjucos das
foi que re.cwbeu as rotalorHM e inqaarito aoaire oa
factoa d >. Jos de Tocautins, que ainda nio teve
tewpo de cxaminal-oa mindamente, e tambera
porque, deveodo chegar hoje o presidente de
G-oyaz, o Sr. Croe quer onvi! o para laelhor es-
clari-cer-sa.
Na diacussao daa forcas de torra orou rn pri-
meiro lagar o Sr. Junquaira respondeudo a-i Sr
Avila. Depois fallou o Sr. Pelotas, principalmen-
te para queixar-ae da demiaao dada ao coinman
diiute da fronteira e guarmeo da cidade do Rio
Grande, que estava oceupada por um bngadeiro
chefe de claaae, que o goveruo at devia j ter
graduado em marechal de camoo.
O Sr. Juuq ieira deu algumas explicaseses-
quecendo-aa de recordar que Sr. Sveira Mar-
tina outr'ora considerava essea, cargos de mera
cotifanca, > que o governo nao tinha que dar ex-
plicacoea aobre os motivos por que diapenaava os
que oa oceupavam ; por fim tal ou ainda o
hr. Avila preencheucio a hora, para completar,
liase ello, a aua ordem de ideas aobre a materia,
que to tinha tido tempo de concluir.
Por fim entrou em diacussao um projecto da
eomraiaso eapecial, adiando para 3 de Novembro
a eleice de vereadorea e iuizea de piz, afim de
que aeja ella feita aagundo a reforma de qu o
corp legislativo se tem oceupado 111 preaente
aess a.
O Sr. Leo Velloso, merabr da citada coramis-
so e que aaaigncu o parecer vencido, combateu
o projecto. o, no meu entender, com bons fanda-
mentos. Elle quer que fique o que existe ; nao
attrihue o mal de que se queixam ao by.tema de
eleicao, mas a variaa e ronco ttontes cauaa
que qualquer outro ayateinu nao extinguir ; e
acha que o voto unwiouiinal tem o aeu elogio uo
proprio facto por que o achara mo, isto por a
eleicao fra da poltica, actuando aoraeute n in-
teraaae local.
RIO GRANDE DO NORTEhatai, 31 de Maio
do 1886
Sammario : Fabrica de fiaco e tecidoa.Partida,.
Embarque.Dr. Correia de Araujo.
Noticias diversas-
Vo coutinuando regularm 'nte oa trabalhoa da
Assembla Provincial. Foram votadoa em 2* dis-
cusso oa praieetoa de ore amento provincial, para
~886 a 1887, e o de forca policial
o exercicio OcTTSBb a 1SB<, e o
para o mesmo exercicio, tendo aido tambera apie
Paranagu, no 3. diatricto do P anby, depois do i sentado Jpela respectiva coramisso o orcamento
voto da eamara dos Srs deputadoa, que conoide I municipal que tem de vigorar no anno fiuanceiro
rou nao exiatente o alistamento daa paroehiaa de I de 1886 a 1887
Paranague Coerentaa ? 0 debate poltico, em que tomaram parte os de-
putadoa Moreira Brando e Cirvalho, libaeaes, e
Souto e Joa de Borja, conaervadorea, stave um
.pouco animado, chegaudo mesmj a um corta exai-
tavao pouco conveuiante.
O Sr. Moreira Brando batea com eoforco as
medidas consignarlas no oreamento, tarafa em que
fei aempre auxiliado pelo Sr. Carvalho, nao ae dea-
cuidando ambos de taaerem a apologa do partido
liberal a que sao filiados.
Pondo em accao a esclarecida iutelligencia d<
que dotado, o Sr. Souto aahio ai encontr dos
d un uainpeoas da opposiQ.Xo, aasleutaudo e justi-
ficando oa projeetns ora diacus.o, e defeadendo
com vautagam as autordadoa superiores da pro-
viuda, acusadas de reaccionarias o arbitrar! .
Sobra a poltica di proviooia tnub un fallou ;
Sr. Jos de Borja que, com a ana reconbecida ver-
b.sidade, occupiu longaa horas a attene,o da
casa.
Apreseataram-ae ao ere irae.ito ciacoenta e qua-
tro em -udas, das quaos fu approvada a maor
parte.
Entre os projeelos sujeitos actualmente deli-
beravo da Assembla. doua nos pireeem dignos
de tria attenco e refl Mttdo estudo, pela irapor
tancia das medidas que arabos encorram. O pri-
meiro rofere-ae a uiaa su'ivauco, at a quautia
de quinzo eoutos de ris, que se autorisa o presi-
dente da provincia a conceder a um companhia
iugicza, de uavegaco vapor, que ae comprom-'t
tu a fazer ao porto desta capital urna viagora raen-
aal ; o segundo a ura privilegio, por vinte annos,
a quera, mediante certas eonicoos, se propozer a
xplorar, desenvolv- emelhorar o fabrico do sil
na cidade de Maco.
A priineira medida nos parece de grande utili-
dado para o commercio da provincia, aujeito at
ago-a a grandes impostos, lancados aobre as mer -
eadoriaa que importa por cabotagem.
Eatabelecido o corara trcio directo entre a pro-
vincia e os mercados estrangeros, claro est que
terein -a de melhorar cousideravelraente, quanto ao
nosso estado de fioancas, tendo-s-) em conaidera-
eo os pesados tributos sibrecirregidja aoi gne-
ros que compramos na Pm nabn; 1, d'onde noa
vera a raaior parto das ra troadocias que cousumi-
08.
Para auxiliar Ju protog r ^-tut meihoramenro,
n:ui seria fra de proposito que a patr tica Aa-
aembla votasaj tambera uma loi, allivian-io dos
3 % de expediente provincial aa nureadorias im-
pirtadaa directamente da Euript ; isso vina, aera
duvida. dar maior de3envolviuicuto ao coinmercio
directo, t.irnaudo- aiuda de mais Taatagem para
a proviiioia.
A segunda nao coiisil-ramos du sointnos van-
tn -em, desde que tende a enllocar o sal que fa-
brisamos era coudiyies de poder entrar em eoin-
p^tancia com o similar estrangero, alm do be-
neficio que prometa trazer a empresa, j ernpre-
ffando grande nuin-ro de operario?, orphos e li-
bertos raaiorea le 12 anuas, j se comprometiendo
o empresario a aforar ou comprar terrenos dema-
rinha naquella eidade para dal-os gratuitamente a
trabalhadores pobres que su queirara dedicar ao
fabrico do aal.
Entrotauto, como ae trata de ura privilegio que,
m regra, semore tem seu lado o-liosa, bem de
suppor que a illuatre corporaco na 1 resol va a ma-
teria aera dutido c escrupuloso exame.
O iio Grande do Norte tem n>MS-*sjdado de
acompanhar anas irma no deaenvolvimeut 1 qu-
vo tendo cada dia ; nrge reatabelecer suas fi iin-
caa, dando incremouto e anii'-cao ana industria.
at hoje dvscurada. E' tempo do cuitar moa de
ve/as do nosso futuro ci infelizmente c irapr ,:n '
tido, fizando ara esforco suprem para evitarmos
a indolencia a qua temos estalo eutregu-.i, d--i
xando que ae asi; itera oa u issai r.-cir8 13 na mais
Ciiininos.'i ociosi lale. quando certa qu 1 o nossa
aolo, rico como 6 de etajsnaaahM proprios, na pro-
mette um futura de prosperidade. Arr>fj<;ain po.
um pouco os illustrea representantes da provin-
cia aa paixo-*8 partidarias, e todoa juntoa traba-
Ibettos cora osforco, fazenio convergirem n8aas
vi.-tas para Um nico ponia felicidade tiesta
trra.
A presenca de ura ministro da aeita evang-
lica na cidade le Moaaor. cuja pipulac, em MU
qoaai totalidad, verdaderamente eathilica,
ia cauaaudo grava per'urbaci 1 no aeio dis fami
lias, e motivand 1 uma certa in !na? 1 di parte
do povo, que nao poda consentir de bom grado no
modo porque o tal eianqe'is'a pre'-n li 1 desacre-
ditar e a' redicularisar a religo do Eitado.
Apenas, porm, chegadas aqn: as primeiras noti-
cia8 e coramunicatoes ofBuiaos, por meio do te'e-
graph-i, podindo providencias m orden a ni ser
alterada a tranquillilade daquella pjpulaco, o
digno chefe de policia, Dr Amyntas Btrroa, sem-
pre solcito no cumprimento de seus deverea, e do
aceordo com o Exm. preaidente d 1 provincia, fez
embarcar para aquella cidade u-aa f>rja d pol>-
oia, 80b o commando do alf-vs Pessoa, investid 1
do cargo do delegado ; e gracas ao acert 1 daa pro-
videncias tomadas, acham-se hojoalli acalmados oa
animo* e r'!8tabelecido o soseg puhli ;o, voltan lo
0 evangelista para a proviucis do Cear, d'onde ti-
nha vindo.
A*s 5 hora d 1 tarde de 2-1 do expirante foi
solemnemente inaugurada nata capital a fabrica
de fiacoe tecidoa da qual c mcessionario o la-
b.-irii>ao industrial Juvino Cesar Paes Barteto.
Preaent-ia 3 Exm presidente da provincia, Dr.
chefe de ponda, presidente e diversos oifoibus do
corpo legislativo provincial, autoridades civia e mi-
litares, e cresedo numero da p-saoas gradas, foi
b 'Dida a priaieira pedra pelo digno parocho da
capital
Ha lugar em que devia ee'ebrar-ae a cereraonio
achava-se h-vaatado um pavilbo em cujo cim
tremulava. a ban lira nacional, to -au-lo uma bau.-i
da de msica marcial, a pequeos intervallos, as-
imUi das D' cas. Find o cereauoniai, foi laocadA a
pedra inicial doa trabalhos, ao aora do Uyrano Na-
cional, porteitaiaente executado, lavr'indo de tndo
um auto que t> i asaignado p ir graude parte do?
oircumatantes. Por esaa oeeasia \ e em uma cusa
p-oxma ao lugar da reunio, offerecea o Sr. Jo-
vin 1 Barreta um refreaco aoa seus illustrea con-
vivas, levantando-a ento alor iaoa brindva. Teve
a precedencia o do Exm. Sr. Dr. Moreira A'ves,
presi ente da provincia, que, cora breves, mas elo-
i|u rites palavras, aaudou a provincia do Rio
Grande do Norte pelo futuro riaonhoe prjmette-
dorque lhe apintav-a a auspiciosa fundaco da fa-
brica do fiaeo e tecidoa. brindando tambera o be
uemerko industrial a cejos esf ireos ia de ver a
provincia a realiaa* d- to importante melhora-
mento.
O Sr. Jovino Barreto agradecen a S. Exc. aa pa-
lavraa que lhe acabava de dirigir, e o concurso
que lhe prestara, o aos cavalheiros presentes a
boa vontade com queae dignaran) de acceder ao
seu convite para asaiatir aquella ceremonia.
Tomou depois a palavra o Sr. capito Jos Ge;-
vasio, preaidente da Assembla Provincial,e brin
dando o illustre concesaionario da empresa, telici-
tou tam^em ao Exm. Sr. Dr. Moreira Alvea, em
cuja adminiatraco ae i laugurava aquella fabrica.
Fallou, em seguida, o Sr. major Gtiilberine, in-
spector do Theaouro, brindando o Exm. Sr. preai-
dente da provincia, e ao Sr. Jovino Bandeira.
Veio tribuna o syrapathico e renmeos 1 Sr.
Dr. Augusto Cmara, juiz municipal do termo
desta capital, e saudoa cheio de enthasiasma e elo
qupneia o eoiinersio, a indnstria ea lavoura do
Rio Grande do Norte, eujo futuro ae lhe afigurava
ceicado das mais liaongeiras esperancas.
O Exm Sr. Dr. Moreira Alvea brinden ainda,
com toda effusn de sua alma, a Assembla Legis-
lativa, aem distineca de cor poltica, conjuran-
do-a a coadjuval-o no nobre empenho de concor-
rer para o engraudeciraento desta provincia, que
se desvaneca de administrar.
Tomando a palavra o Sr. Dr. Carvalho, membro
da oppisico liberal da Assembla, brindni o Exm.
Sr Dr. Moreira Alves, applaudindo os seus louva
veis intuitos, e conipeuetr.do dos m -amos senti-
menfo?, rev-lou oa melh ores dnsejoa de concor er
para a prosperidade de aua pr-.vinca natal.
Em ultimo lugar o Sr. professor Jos Galhardo
recitou una pieaia, anloga ao motivo da reunio,
c que foi geralmente apjlaudida.
Ao fim de cada brinde tocava a msica uma bo-
nita pe?a, retrando-sn depois os jconvivas aatis-
feitos e penboradoa pelas manciraa affaveis e at-
tenciosaa com que oa tratara o Sr. Jovina Barreto
durante todo tempo da reunio que ae tornara uma
T.'rdadeira feata.
Na noutede 19 deata inez teve lugar em ea-
aa do Sr. viee conaul Joaquim Ignocio Perena uma
explendida partida, em raaufeataco de regoaijo
pelo feliz enlace de sua filha a Exma. Sra. D. El-
vira Aurora Pereira com o Sr. Dr. Pedro Jos do
Oliveira Pernambuco, digno secretario desta pro-
vincia, consorcio queja t.ivemos oocasio ds noti
ciar. A lite da sociedade natalenac achou-se all
representada, e lia-se ao temblante de todos a aa
tiafaco que lhes proporcionara o Sr. vice-conaul,
convidando-a para tomaren! puta naquelle fea-
titn que corred aempre cheio de animaco.
A bordo do vapor Ptrapama tomou pasaa-
gem para sbi, no dia 21 do expirante, o Illm. Sr
Dr. Miguel PornanAufo, digno pal do S. Or. Pe-.
dro Pernambuco. At o caes Pedro da Barrua foi
o Illustre viajante aeompanhado de gwrnde numero
de diskiuctos cavalheiros, muitoii dos qi*ae8,itnmaa-
do eaoaleroa, aeguiram at o paquete par all se
despedirem dosyrapathico oavulheiro, cujas ina-
neiraa lbanaa e delicadas deixuram a todos aqui
summamente p-u 1 orados.
A noticia dn prematuro pastamento do Exm.
Sr. Dr. Antonio Praneisc Oorreia de Araujo, de-
putado geral pelo 3- dietrwto deasa provincia,
veio cauanr-noa doloriaa impreasi-i, motivo pelo
qual teve o Sr. deputado Souto de, na aesso da
assembla provincial de 17, tomando a palavra e
rolembraudo em poucas 6 sentidas phrasee as ex-
celluntua virtudes do illustre finado, propor que se
inserase na acta, daquella asead 1 un voto de pe-
sar e bc levantasae a mesma sesao em sigual do
soutuneato profundo que viera caus tr patria a
perda de um de aeus mais dedicados lhoa, e ao
partido conservador a da un de scus maia esf r-
cadoa batalhadoraa.
No dia 22 foi celebrada na matriz desta cidade
uma miBsa pelo eterno, rep- nao do illustre morto3
mandada reaar palo Exm. Sr. Ur. Moreira Alves
e Dr. Pedro Pernanb;o.
Approvado o concurso ltimamente feito
para pr primario do sexo masculuu, teve S. Exc. o Sr.
presidente da provincia de faz r a nomeaci dos
respectivos pr...f-aore;, escolhendo de preferencia
aquelles que maia habilitados 8C mostramm para
o magiterio, segundo o exainc que cada um pres-
tou.
1N0 vapor Ipojuca, aqui aportado na inanh
de 21 veio de pass-gem doa portos do sul para
esta capital o Exm. Sr. geueral Jo Angelo de
Muraes Reg>, que, segundo noa consta, vem em
coramisso do governo inapeccion ir a c irapauba
de guarnico d'esta e daa dciosia provincias do
norte.
ato pe iodo decorrido de 1 a 29 deste mez,
r-o leu a Alfandega d'esta provincia :
Renda geral 2:212303
llera provincial 2:423374
Assttmbla Provincial
18-Jt -Projecto n.97
A Asseinbli Legislativa. Provincial de Per-
uaaibac), resolver
Art 1- Fiea creada no trra 1 de S. B-nto uma
freguezia aob a invocaco de .S'jssa Senhora da
(liaceiclo de Canhotiuh >, a qual tora ua aeguintes
limites :
1- A liaba divisoria pjrtiri da barra do ra-
chi Manacan. no sitio Ciuivete, divisa da provin-
cia de Alagoas com a de Pernambuco, eui ramo
norta at encontrar a erra do Boi, cups cuines
percorrer, segniu 11 a divisa d is aguas que ver-
tera .paca o rio Pirangy, de ura lado, e Uo outro
oara o rio Caoba:, t alcanzar o sitio Punta
Quebrada em trente c^a que foi do Cor ue!
Medeiroa.
D'ihi a liona acompanhai a estrada que, pas-
sanlo pelo sitio Cucado e pelo Salobro, val ter
ao siti 1 Santo Antonio ua uiargem do riacho da
Xita, ponto de divisa cjm a freguezia do Altinho,
i" onde p -r ;orr mdn a divisa ci/in essa freguezia
!at encontrar a f.iscnda velha 1I0 B 1 ueirao, se-
guir estrada que vera do Altinb passando p do
povoado L.gedo, que coutiuuar a perteneer a
fragoeaia de S. Beato.
De L*gedo. legair a linhi pela estrada que
vai ter ao Jupy, povaa loque ficar partencenlo
n iva freguezia de Cauhitinha e segurado pela es-
tr id 1 que vai para Garauhuns passando pelos si-
tios Gouipapo e Olho d'Agua Preto, cujas casas,
quer do um, quer de outrj 1 do da estrada, tica-
ro p ;rtencenlo nova freguezia, ir ter mar-
ee..) do rio Couhoto ni limite la freguezia de Ga-
rantios.
'oaso ponto a linha descera o rio Canhoto e .
pasa iodo por Pitjmbeira ir ter Cachouriuha
onda abandonando o rio, seguir ai longo da es-
trada que passan lo pelo sitio Varzinha, vai sa-
bir na estrada velha de Sambahyba e segurado
eata at a Lagoa de Aog-lm, ira cncoutr.r a
estrada de Paira-ira Caraahuns, que jera tam-
bem peraorrida atramaaan-io a estrada de trro,
e:o runo direito passagora do Augelira, no si-
tio do fiu id Jos Ignacio.
i i'esse local t i; -i a linha divisoria ruino, pa8-
sando pelo ,aitio Perypery era direcc&O ao enge-
ubo velho do finado Azevodo e aegaindo pela es-
trada pira Co 1 iuii 1 at euemtrar a encruzilbada
existente na mesma estrada, ahi tomar o eami-
nho da direita, do modo a ir paaaar no Sitio do
Veiho Geral lo e eneoutr.tr o riacho d'Area p lo
qual descera at a tliviaa da provincia das Ala-
goas.
D'ahi a linha pnreorrer a divisa exista ite en-
tre as provincias de Alagoas e Pernambuco, ata
encoutrar 'do novo a barra do riacho Manacan,
ponto de partida dos lmites cima assignalados.
Art. 2- Picara revogadas as diaposicoea em
contrario.F. A. Reguaira' Cata.
KJIKNDA3 APBISEXTADAS EM 2* DISCOSi
AO PROJECTO N. 43 (OE9AMESTO e&QTX
CIAL)
N. 180. Onde couber :
Fioam prorogados por mtti? trea lanv, depois
de finos, 03 contractas feitos com Augusto Octa -
viano da Souza, Aurelio des Santos Coimhra, Aa-
uuta do Silva Floreucio, Antonio de Vasooncsllcs
Floreooio, Joaa RcdosBccsm da Silva, Joo Gui-
Ihirme de Azevedo Lyra & Sobruhoa e Jos Cor-
deiro doa Santos, arrematantes de dizimoa d g do
vaccuui, ca -aliar e inuar, sem o menor ouus para
oa supracitados arrematantes. Joao Aivc?.
Cou.t nti.-io de Albuquerque.Rodrigues Purt 1
Gomes Prente.Coelbo de Moraes.Luiz de An-
drada. Juvenci Mariz.Jos Maria.Hercuia-
no Btndeira.Antooio Vctor.'Joata Ribeiro.
R-gueira Costa. SIonio de Mello. Sophronio
Port.dla.
N. 181. Onde couber.Fica o presidente da
provincia autorisilo a ap sentar o emoregado da
Santa Cas d; Miscrn-.rdia. Francisco Gome)
Castellao, com os veuciraentos que actaalmento
p-rcebe, de acc alo com a mesma Santa Casa.
Vigario Augusto Franklin.Joo Alves. P. G.
Ratis e Silva.Rogoberto. G. de Drummond.
N. 182. Artigos aldilivoaArt. 1. O theaou-
reiro das loteras ordinarias da provincia peder
elevar oa raapectivos planos, mellante approvacc
do preaidente da provincia, fazendo coraprch -n-
der em uma a lotera parte de diversa* coucee-
ao3S, observan lo em todo o caso a or lera de pre-
ferencia estabelecida na lei do orcamsnto do res-
pectivo exercicio.
Art. 2. Jesde qu-- fr elevado o capital do pla-
no paaaar a ser de 10 0/0 o imposto sobre pre-
mios maiores do 200 j, ede 10 O/, como rea-
peito do plano actual, a commiaaio do th -sonre.
ro sujeita a todas as d spezas da extracc).Go-
mes Prente. Coelho de Moraes. Constantino
de Albuquerque.
N. 184. Onde convier -O Presidente da provin-
cia nao poder fazer novas nomeacoes para a re-
particoea publicas, d s lagares que forera vana-
do, at o numero de d.-us, excepto o de ebefe, se-
cretario e tbQaoureiro.Baro de Itapiaami.Jo-
a Maria.
N. 187. Ao art. 5." Suppnma se. Baro de
Itapiasuma Jos Maria.
N. 188. Onde convier. Os professores do Gyin-
u isio, cujas cadeiras torem suppriraid aa, ficarc
addidos uo mesmo estabelecimenM para aerem no-
meados lentes das cadeiras que f irem vagando,
inclusive a de iaglez, cujo nltim concurso fica da
uenhum effeito. Uiro de ItapiasumaJoa Ma-
ra.
N. 189. Naa dispoaicota geraes. Fica a Santa
Casa de Miaerieordia do Recite, antorisada a cou-
trahir asa emprestimo ate a quautia de 60 contos
de ris, poieudo caucionar eate empreatimo com
seua tituloa Ratis e SilvaSophronio Portella
Vctor CorreiaGomes PrenteConstantino de
AlbuquerqueFerreira VellosoJulio de Bir-
roa.
N. 190. Naa diapoaicoes geraea. Fica a Santa
Caea de Miserioorilia exonerada de repartir un a
Colonia Iaabel a renda do patrimonio dos ur-
phoa.-R-itia e Silva.
N. 191. As gratifieacoes aos empregadoa do
Thesojiro, enearregadoc da tomada de e uiraa daa
loteras, nao ser de impirtaueia maior da que
actualmente.Costa Ribeiro.
N. 192. Fica a junta da Saota Casa da Miseri-
cor fia antorisada a regularisar os vencimentoo doa
empregadoa doa diversos estabelecimentos de ea-
rdade a seu carg, sapprimiudo os lugares que
torera exceasivos c elevando os dos empreados
que estiverem mal pagos relativamente.Ratis*
SilvaSophronio PortellaSoares ds Ainoruw
Cofilho de Moraec Vctor (XTeiaGomes Parea-




nambucoSabbado 5 de Jnnho de 13'6


teConstantino de Albuquerqua-Ferreira Vello-
oJulia de BarrosLuis de AndradaRodri-
gues PortoD.)ningae da 8lvaJoo Alves
lujpwto Franklin. '
N. 193. Suppnma-se o art. o.^vigosando a le
que ge a materia.Dr. Pitanga.
RETiSTA DIARIA


AlUBkla aTowimcISli Fonccionou
hontem, sob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Jos
Ifenoel de Barro Wanderley, tendo comparecido
31 Srs. deputadoa.
Foi lida e approvada sem deba'e a acta da ses-
2* antecedente.
O Hr. Io secretario proceden i leitura do segura-
te expediente :
Um officio do secretario do governo, remetiendo
urna petico da Cmara Municipal da Eaca ia re-
querendo a conatruccio da ponte da Barra e um
auxilio para a construccao do cemiterio.A' com-
misso de orcamento provincial.
Outro do de Amainas, accusando o recebiinen-
to dos Annaes de 1885 e refcettendo urna colleccao
das leis do mesmo anno.Inteirada, a archivar.
Outro do de Rio Grande do Snl, accusando o re
cebimento dos Annaes de 1885 e declarando nao
remetter as leis do mesoio anno por nao estarcm
imprecas.Inteirada.
Urna peticao de Argemira Goilnermiua J?eitosa
Brekenfeld, requejendo nm anno dejicenca sem
vencimentes.A' commisso de peticoes.
Outra de Eduardo Antunes de Albuquerque
Mello, escrivao do crime e jury de Cimbrea, re-
qnc rendo que se determine a quem destinada a
verba de 500* de cuotas.A' commisso de orca-
mento municipal.
Outra de Joaquim Vieira de Souxa, arramatan-
te de impc8tos municipaea da comarca de Bora
Conaelbo, requerendo abate de metade da quantia
por quanto oa arrmatou.A' commisso de orca-
mento municipal. .
Adiaram-se dous pareceres di commisso de oe-
tices, indeferindo as- do engenheiro Richard Zif-
fer e Francisco Emygdio de Gusmo Lobo, ha-
vendo sobre o primeiro pedido a palavra o Sr.
Joo de Oliveira e sobre o segundo os Srs. Gomes
^^SSrr?,?,e0SS creando -ando aimp.esmente que meus esforco tnjjrj.-
a freguezia de Nossa Senhora daConce.cao de Ca- de ma urna tete de r.queza ao nesao p.z, se
tretanto o facto digno dos maiores encomies e
nos o applaudimoe de todo eoracSo. *
Aos applanaot do Sr. Bianor juntamos o dossos
que quiteramos estender amitos outros muni-
cipios.
Festa de 8. Goacalo\manha, na ea-
pella de Santo Amaro das Salinas, eeleb'a-se a
feata de 8. Goncalo de Amaran! ho, constando de
missa solemne s 11 horas do dia, com sermao, e
ladainha s 7 1/2 horas com predica pelo RvJ. pa-
dre Leonardo Grego.
A' tarde serio largados diversos baldes aers-
tatos, e terao lugar no largo da capella diversos
folgarea populare!, tocando a banda de msica d >
2 Datalho. que o far tambem antes e depois da
festa.
A' noite, estar o largo Iluminado, e, depois da
ladainha, ser queimadu um grande fogs de ar-
tificio.
A IllnxtracoRecebemos n. 9, do 3*
anno, desta revista publicada em Paria para Por-
tugal e Brasil, e da qual gerente nesses dous
paizes o Sr. David Cortzci, de Lisboa.
Alein de bous artigo, tras es se numero entre
ontras os seguintea gravuras : retrato em busto do
principe D. Carlos, duqne de Braganca; estitua
de Victor Hugo ; e retrate, em meio corpo, da jo-
ven Princeza Izahel de Orlees, irm de D. Ame-
lia, hivje esposa do du |ue de Bragauca.
Co.ifcalaco da borrachaLemos'no
Diario do Grao Para :
O Sr. Thoataz O. Gomes Monteiro acaba de
dirigir urna circular aos proprietarios e extracto-
res da syphonia elstica, neata e ua provincia do
Amazonaa, na qual declara elle que fez a deseo-
berta de se poder -onservar o leite da seringueira
aera damnificar-lhe 'as propriedaJes, que o tornara
precioso em differentes ramos de industria em que
a arte e a aciencia tera-n'o applicadi, e que tam-
bera deacobrira o meio de coagular o dito leite
sem usar da defuniicl'.
Sobre o primeiro deatea proce8aos diz elle :
O leite conservado por este uieu procesao
torna-se inalteravel e resiste por muito t. mpo.
Pode se coagulal o, reduzil-o a lamina oupit-s
ou epportal-o liquido sem receio de aiteracao al-
guma.
Estou satiefeito !por conseguir mais este mc-
Iboramento para a noss industria extrativa, res-
nh .tiuho.
Este prejecto foi diapensado da publieacao cm
avulsos, a requerimiento do Sr. Regueira CosU.
Rejeitou-se, depois de orarem oa Srs. Ratis e
Silva-eAndr Dia, o requerimento deste Sr.de-
putado sobre o sargento do destacamento da Vic-
toria.
Foi lido e apoiado um requenment j ao t>r.
Jos Mara, reqaisitando copia do telegrsmmr
enviado ao governo grral pela presidencia da
provincia sobre o cerco da Assembla.
O Sr. Ferreira Jacobina, pela ordem, ofiVreceu
para ser publicado no Jornal da casa o exame pro-
cedido no intuito de mostrar que os aleitores eli-
minados nc 2 districto e a inclusao de outros c: -
dadlos no alistamento do precitado districto o
forem conforme a le i.
Passou-ae Ia parte da ordem de dio.
Adiou-se por 24 horas, a requerimento do Sr.
Gomes Prente, a 2 discussao do a*t. 5 do pro-
jecto n. 48 deste anno, (orcamento provincial)
sendo approvados o art. 3- com emendas e re
geitado o 4-, e tendo orado os Srs. Bario de lta-
pissuma, 3 vezes, CosU Ribeiro, Gome Prente,
2 vezes e Prxedes Pitanga.
Paasou-se 2 parte da ordem do da.
i t'r. 1- secretario leu um officio do secretario
de governo, communioando que foram prorogados
por 10 das os trabalhos da actual sessao da As-
sembla.Inteirada,
Approvou-se em 2* difcusso com urna emenda,
sendo dispensado do intersticio a requerimento do
Sr. Barros Barrete Jnior, o projecto n. 87 dente
anno (imposto de tonelagem).
Encerrou-se a 2* discuesa; do proiecto n. 27
anno (torca policial) orando o Sr. Juvencio Mariz
e nSo se votando por falta de numero.
A ordem do dia : 1* parte, eontinuacao da an-
tecedente e mais 3* discussao do projecto n. 87
deste anno : 2 rarte, eontinuacao da antecedente
e 3* discussao do projrcto n. 37 deste anm .
Gjmaaalo ProvincialPor portaria da
presidencia da provii cia, de 2 dojeorrente, foi no-
meado lente de ingle* do Gymnasio Provincial, o
bacharel Padro Celso Ucha Cavalcante, em vista
do concurso a que ltimamente se proceden, para
provimento da cadeira daquella liogua que se
acha vaga.
Sorledade Recreativa Juvenludo
Amanha esta associacao faz o seu sarao dan-
sante do correte mez, o qaal promette ser inuito
concorrido.
CarabanDesta localidade nos eacreve o
Sr. Bianor Pernandes Carneiro de Oliveira, em 12
de Maio fiodo, dizendo que desde que ascendeu
ao poder o partido conservador, o municipio de
Cara bas se esforca para equiparar-se ao Cear
e Amazonas, at que, ha poucoa dias, conseguio o
seu desejo, libertando o ultimo dos cento e lautos
escravos que possuia.
lato, diz o aoaso informante, se obteve sem
barulho nem matinadas, e sem que as cero tubas
da fama fizessem ouvir os seus clangores. En-
COMERCIO
Bolsa coinmeriial de Pernam
buco
RECIFE, 4 DE JU.VHO ^)E 18&b
As tres horas da tarde
Cotace* olfiniaet
Cambio sobre o Rio Grande do Sul, 90 d/v. com
11/2 0/0 de desoonto.
Cambio sobre Lo. drt., 90 d/v. 21 3/4 d. por 1
do banec.
O neaidente,
Pedro Jos Pinto.
Pelo secretario,
Augusto P. de Leu,.-.
RENIMENTS PiLIUS
lie* ce Junbo de 1886
ALFANCEGA
Rkkda obbi.
De 1 a 2
dem do 4
Renda raoviacuL
Del a2j
dem de 4
48:144*653
32:218*173
9:900*653
6:73u*275
80:862*826
------------ 16:630*928
Total
RbceuedobxaD 1 a 2
i>.< ui de 4
Consulado phovisciai. ^De 1 a 2
dem de 4
Rrcirc DaATMAOBDe 1 a 2
dem de 4
96:933*754
2.232*080
465,'J51
jam utilisados, que dar-rae-hci por pago e coroalo
dos meus esforc-s.
E sobre o segundo :
n Coagula-se o leite da seringueira passando-se
por dentro da vasilba, especie da taboleiro, que
servir de fonn;i, a qual poder ser de mudeira,
vidro, barro, folh, etc a prepiraciio coaguUdora
que extingue completamente a defumacao, opera-
co que se far de tres em tres dias.
"Esta preparacao coaguladora feita por mim e
posso asaegurar qne o aeu empregn de grande
vantagein e tem a grande propriedade de nao
Idcstruir nenhuma das essencias particulares do
eite da seringueira.
FerltnesHoa leveaDepois das 9 horas da
noite de 2 do corrente, no interiir da ph>irinacia
da ra do Baro da Victoria n. 25, bngar*m o
Srs L empregado da casa, resultando sabir o Sr. Hjin-8
levemente ferido, conform veriticiram oa Srs.
Drs. Barros Carneiro e Curio, que o vistoriarain.
O Sr. Levy f"i preso em flagrante : mas. pres-
tando fianca, foi poato rin liberdade.
Ao local ac^udira.-n diversas pracas d guarda
cvica, attrahidr.8 pelos gritos d.i socCi r.-o que par
tiam do estabelecimento, e depos ebegou o subde-
legado de Santo Antonio.
Boa proaNo dia 2 do corrente, tarde,
foi preso no lugar Ipotinga, do districto de Ap:-
pucos, Laurcntino Antonio d:i Silva, pelo ciiinc
de rapto e defloramento de uraa menor.
Calnno-Uin gatuno, hontem 1 e 1/2 horas
da tarde, arrebatou violentamente da mo do cria-
do Lonrenco Jorge, quando cata tratava de et'ec
tuar compras no Mercado de S. Joa, urna sedula
Je 2*000; e poz se logo ao fresco s carreiras.
A polica poz-te no encalvo; mas ignoramos se
conseguio prendel-o.
Tlie-Mouro Froainclal Hoje, no Tlir-
souro Provincial, pagase a prnfesf iras de Ia en-
trela os seus veiieimentos de Dezeinrrj ultimo.
SelM de Ouiabro-Publicou ae o n. 9, do
4o anno deste peridico, orgo da Associaco dos
Funccionarios Provinctaes de Pernambuco.
IlouhoNa madrugada de 31 do enrrente foi
assaltado em sua casa, no Cumbe, Beberibe, d sub-
dito portqgnez Joao di e Santos, por tres indivi-
duos deconbecidos e roubaram-llie 1:250*000 em
dinbeiro, um tranceln-, e duaa pistolas.
Os ladro s penetraran! na casa por meio de ar-
rombament i e eiicoufrarain o hom-rn dormir.
Acordando-.> obrigaram no. sob pena de ser a.isas-
ginado, a entregar-Ibes a chave d: um bah, d'oude
tiraram o que disaeinos.
Dorma tambem na casa moa mulhr, que nada
cuvio e foi ameacada de morte, se gritasse. Tanto
ella como o humem parece que estavaui narcoti-
sados.
A polica tomou eonhecimento do facto.
DlMMerlaco e Ilieaea-Recebemos, nti-
damente iirpreaso, um folheto conteni a iisserta-
cao e thesea, que para obtrr o grao de doutor apre-
tentou a Faculiade du Medicina da Babia o Sr.
2:697*331
16:40M476
8:046*502
19:448^978
3454047
862*363
1:207/410
DESPACHOS DE IMPORTACAO
Hyate nacional Aurora II, 'entrado de
Macao no dia 2 do corrente e consignado
a Carlos A. de Araujo, manifestou:
Sal 32,000 litros ordem.
Patacho portugus Deus Irm3o$, entra-
do da Figoeira, no dia 2 do corrente e
consignado a Silva QuimarKes & C-, ma-
nifestou :
Alhos 40 canaatras a Domingos AJves
Matheus, 60 a A. D. Carneiro Vianna,
100 a Paiva Valente & C, 50 a F. R.
Pinto Guiraaraes d C.
Presuntos 6 barris a Vitello Ferreira ('..
Vinho 81 pipas e 90 barris a F. R.
Pinto Guiaiarae8 & C, 7U e 51) a Silva
Guimaraes fe C, 44 e 30 a Paiva Valente
& {',., 45 e 60 a Souza Bastos Amoriin
A C, 36 e 20 a restes, Travasao & C,
100 caixas uniera, 100 a Ferreira Ro-
drigues & C, 80 a F. R. Pinto Guioia-
raca & C, 56 a Paiva Valeate & C.
DE3PACHUS DE KX PORTA CAO
Em 2 de Juuho de 1836
Para o exterior
No vapor inglez Hercules, carregaram :
Para New Yoik. J. S Uyo & Flbo 2.000
saceos cora 150,1-00 kilot de assucar mascavado.
No vapor americano Finance, carregou :
Para New-York, H. Stolzi-ubach 34 barricas
com 2,000 kilos de borracha o 23,2)0 pellea de
cabra.
Para o Interior
No patacho sueco Iderna, carregaram :
Para o Rio Grande do Sul, Auioriui lira>.B &
C. 30 pipas com 14,400 litros de agurdente ; J.
8. L yo & Filho 200 barricas com 20,815 kilos de
assucar branca e 200 ditas com 20,975 ditos de
dito mascavado.
Na escuna norueguense Rudolph, carrega-
ram :
Para o Rio Grande do Sul, L. J. S. Guimaraes
800 barricas com 72,502 kilos de assucar branco;
Amonm Irmos & li 10 barricas com 1,174 kilos
de assucar mascavado e 365 ditas com 35,863 1/2
ditos de dito branco.
So vapor nacional Mandos, carregaram :
Pata o Rio de Janeiro, M. N. A. de Aimcid
10,000 cocos, fructa e 1 caxa com 15 kilos de
doce ; F. de Souza Martins 2 caixas com 0 kilos
*de doce.
Para Bahia, J. A. da Costa Medeiros 30 barricas
com 1,331 kilos de assucar branco.
No vapor americano Finance, carregaram :
Para n Para, P. Pinto C. 10 pipas com 4,800
litros de agurdente ; J. H. 3oxwell 118 cascos
com 31,200 litros de agurdente ; Amorim Irmaos
4 C. 140 cascos com 45,0 0 litros de aguardante ;
Bailar Irmos At C. 20 pipas com 9,600 litros de
agurdente ; A. Ci sar da Silva 8 pipis com 3,810
litros de agurdente ; A. R. da Costa 8 caixas
com 40" kilos de doce ; J. J. da Foaseca 200
saceos com miiho ; A. F. Baltar 250 saceos com
milho ; T. de Azevedo Souza 290 velumea com
20,980 kilos de assucar branco ; F. A. de Azeve-
do 250 barricas com 14,025 kilos de assucar
branco. 4
Para Maranho, V. da Silveira 55 barricas com
4,275 kilos de asautrar branco e 15 ditas com 1,725
ditos de dito mase .vado.
N hiate nacional B. Jess, carregaram :
Para Maco, P. Alves fe C. 5 barricas com 500
kilos de assucar ma ac vado.
__ No hiate oneioaal Qeriquity, carregou :
Para o Natal, M. Amorim 15 oarrica com 900
kilos d.j assucar mascavado.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados na dia 3
por escala 11 1/2 dias, vapor aa-
J Jlar.os, de 1,999 tonelada?, com-
Augusto Lopes da Assumpco Pessoa, natural
d'esta provincia.
.Agradecemos.
Le Breall0 n. 118, de 15 de Haio, deste
peridico, qne se publica em Paris, tras o se-
guinte summario :
L'assassinat politique, Osear de Araujo. Tl-
grammes.Eche s de partout Conrrier de Paris,
Firinin Javel.La Socit de bienfaisance brsi-
lienne, M. B.Tie Saln, Osear de Araujo. Le
chango au Brsil, Z...La chambre de com-
merec francaise de Rio de Janeiro.Courrier
d'Amerique : Brsil : Colombe ; Republique ar-
gentme; Uruguay.Les torpilleurs, A. FLes
Victimes-Bourreaux, J. M. de Macedo.Les li-
vres, O. A.Revue financiero, J. Gap.Revue
commerciale, D.Noel.Les cbosurs ruases, A Irien
Desprez.Spetacles et Concert, Cadet-Roussel.
Bibliographie Mouvcment maptime.Mai-
S0D8 recommandes.Annonces.
Beioe Nud Amerlcalac Deste peri-
dico parisrense, o n. 93 de 15 do Maio, tcm este
summario :
La triumphe de la Paix. L're des rvolutions
etcloao a la Plata, par Pedro S. Lamas.Aca-
dmie de l'Aunque latine.La Republique Ar-
gentine julge par les trangers.L'ruguay par
dpartemeuts,tudes sur les principen de droit
iuternatonal priv danf la Republique Ar^autine
Isuite), par Emile Dairiaux.Courrier o'Amri-
quc.Revue conomique.Revue financiero.
Arts, scienecs et faits divers. Avs et Communi-
cations.Mouvmente maritime.Annonces.
Beanlcs sociaesi Ha amanh as se-
guiutes :
Do Club de Regatas Pernambucano, s 11 ho
ras do dia, na respectiva sede, para posse da nova
administraco.
Da contraria de Nossa Senbora da Soledade, s
11 horas do dia, no respectivo consistorio, para
ulcicao d i nova mesa regedora.
Do Club Io de Fevcreirc. s 10 horas do dia, na
respectiva sede, para eleicai.
Ea Iraaallo0 paquete Gironde levou
ante-hontem para o sul 225 passageiros, lendo 4
tomados em Pernambuco.
O paquete Finance levou para o norte no mes-
ino dia 14 passageiros, sendo um tomado eui Per-
na mbuco.
ItlnbelroO paquete Gironde levou para :
Ro de Janeiro 225:000*000
O paquete Manos Irouxedo norte para :
Diverso 40:675*390
O vapor Marinko Xisconde trouxo do sul
para
Diversos 1:130960
Ijeiloe.Eff.ctuar-se hilo:
Hoje :
feo agente Unto, s 11 horas, na ruu do Bom
Jess n. 43, de fazeudas, miudezas, vinhos, ferra-
g;ns. cofres, etc., etc.
Peto agente Silveira, s 11 he ras, na ra do
Imperador n. 75, de um engenho
l'elo agente GusmSo. s 11 horas, na ra !)u-
que de Caxia* n. 77 A, da armacoe miudezas.
Pelo agente Brito, s 10 e 1/2 horas, na ra do
Rangel n. 48, do estabelecimento ah sito.
Segunda-teira :
Peto agente Pinto, s 11 bnrs, na ra da Impe
ratrz n. 24, dos movis e officin*. de marcoeiro
e torueiro ah sitos.
Peto agente Pinto, s 10 horas, na ra da Im-
peratrz n. 30, de piano e movis.
Terca-feira :
Pelo agente Pinto, s 10 1|2 horas, na ra da
Union. 57, de movis, loucae, vidro, etc.
Pelo agente Silveira, s 10 12 horas, na ra
das Laraugoiras n. 29, de movis, loucas, vidros,
etc.
Pelo aqente Gusmao. 10 1/2 horas, na ra
Duqoe de Caxias n. 77 A, de ptedias.
MlNMaM fon el ce.Serio celebradas:
Segunda-feira :
A's 9 horas, no convento de Santo Antonio de
Ip juca, por alma do Dr. Gaspar de Drominond ;
a 9 h ira, na capella do engenho Rosario, por
alma do Dr. Antonio Francisco Correia de Araujo;
as 7 1,2 horas, em S. Pedro dn Recife, por alma
do monsenli ir Jos Joaquim Camello de Andrade;
As 7 h -ras. na matriz da Bul Vista, por "I na de
. Florencia Rodrigue de Miranda Franco.
Pnaaaseiro*Chegados dos por tos do sul
no vapor americana Finance :
Dr. Aristides Oalvo, Pedro Jos Duarte.
Sabil nara Ncw-Yoik no inesmo vapor :
Jonli Eate Keen. ___________
Cb.-gadjs da Europa no npor f i.n-iz Gi
ronde :
Kaffaile Cardenale, Pascuale C-rtara. Angelo
Petrocclli, Antonio Crriiiccbiano, Franeiac; Bar-
bi, Felieien Pabella, P etro Petrocelli, Chrstini
Charini, GrerbsM Pietro, Bonafina Pasquale. An
tonio Bernardino Moraes, Mannel Joaquim da Pi--
dada. Joaquim da Rocha, Antonio Vieira, Geova-
ni Manz, Francisco da Sihid is para o sul no mimo vapor :
Julio Cesar de Magalhes, Alexandre de Faria
Godinlio, Salvador Frjan Vilarin--, Dr. Joilo
Gruvello Cavolcante.
Cama rte llelenco-Movimento i!oa pre
Exista m presos 305, entraram 8, sabiram 4
exist"m 309.
A saber:
Nacionaes 282, mulheres 3; estrangeiros 8, es-
cravos sentenciados processados 7, ditos de cor-
recejo 9.Total 309.
Arraooados 28 sendo : bons 271, doentes 14
Total 285.
Nio houve alteraeo na enfermaa-
tfperacAes clrurs;lcaForam pratica-
das no hospital Pedro II, no dia 2 do corrente,
as seguintea :
Pelo Dr. Pontual :
Castraco do testculo esquerdo indicada por
fungos do testculo.
Pelo Dr. Fernandes Barros:
Posthotomia pelo procesao de Ricord por phimo-
sis e cancros.
Loieria da corte-Eis a lista dos nme-
ros mais premiados nal.* parte da 23. lotera
(197, 1* parte) do Monte Pi dos Servidores do
Estado, extrahida 28 de maio :
rasaros oe 100:030*000 a 1:000*000
5854 100:000*000
13323 20:000*000
13088 5:000*000
1699 2:000*000
12573 2:000*000
1926 l:000*tu0
2655 1:000*000
2849 1:000*000
3249 1:000*000
5097 1:000*0O0
11413 ArPBOXIHACOES 1:000*000
5853 1:000*000
5855 1:000*000
13322 600*qOO 60I*000
13324
13087 400*000
13089 400*i "-0
1698 30-1*000
1700 300*000
12572 300*000
12574 PHKUIOS DB 500* 300*0OC
1043 2045 4972 7985 13D7
1204 3853 5040 9795 13356
1672 4014 76*7 1U828
PREMIOS OE 200*000
727 6412 8711 9771 10952
929 7181 9001 99. .9 12838
1660 7881 9517 10011 12955
4382 8197 9i58 10527 13262
4441 8585 9713 10928 PfcEllIOS DB 100*000 13564
84 1897 316i 6583 7674 9673 11497
488 2114 3458 6805 7712 9717 11625
537 2429 3560 6809 7770 10768 11857
793 2752 5182 6*44 8502 10858 12295
794 2792 5351 7147 81)50 1159 12302
1230 2851 5513 7220 8519 1119. 13066
1853 2988 5561 7317 953J 1 1477 1<481
mandante G. Waddington, cquipagMii
69, carga varios generjs ao Vwconde
do Iuqui do Norte. *
Rio de J.meiro por escala 4 1/2 (lias, va-
par americano Fhiance, de 1.919 tone-
ladas, coramandante K. C. P-k>;r, cqui
pagern 69, carga varios gneros ; a Han-
ry Forster & C.
Borieaux pr escala 14 dias, vapor
francez Gironde, de ',034 toneladas,
cominundonte Miaier R., equipagem 128,
carga varios g-:neros; a Augustt La-
bille & C.
Baltimore47 dias, gal-ra argentina Da
vid Stwart, de 654 toneladas, capitao
R. E. M. Davison, equipagom 14, enrga
t'arinlia de trigj ; ordem.
Carditf 4.r dias, barca allentA Agnta, de
312 tonelada, capitao FrieH Pageles,
equipagem 10, carga carvio de podra ;
ordem.
Navios sahidos no mesmo dia
Buenos-Ayres por escalaVapor trance*
Gironde, commandante Minier R car-
ga varios gneros.
New-York por escalaVapor americano
Finance, commandante E. C. Pakcr,
carga varios gneros.
Navio entrado no dia 4
Macofi dias, hyate nacional Santa Rita,
de 48 toneladas, capitao Manoel Joaquim
da Silveira, cquipagein 5, carg* sal ; a
Manoel Joaquim Pessja.
Navios sahidos do mesmo dia
Rio de Janeiro por escala- Vapir na ional
Mandos, commandante G. Waddingtou,
carga vario gneros.
GuamBarca sueci-.a Gorli, capitao I. E.
Sjiengberg, em lastro
Porto e Lisboa Brigue portugitez, At-
mando, capitilo Joo E. Soarcs, carga
varios gneros.
13913
Lotera da provincia.Quarta-teira, 9
de Junbo, se extraliir a loteria n. 57, em b.-nc-
fico da igreja matriz de Orauito.
No consistorio da igreja de Nossa Senbora da
ConeeicSo dos Militares, se acbanio pxpoata* at
urnas e as espheras, arruinadas cm ordem num-
rica aprecaco do publico.
Loferln da corlePor,telegramina r-cebi-
do ji-dit Casa Feliz., ailjj-s-' t'Toni si-lo eatfg
M iinieros premiados di 2a parte da lotera 197.
extrabida uo da 4 de JjuIio :
4. -73 10"i:000*'K)i
5.973 20:> 00d.0
L>olerlit KtlraorJiuaria aio t .j-
ransuO 4o e ulnino surtoio das 4" e <" .^erer
desta importante lotera, cujo maior im-inio i ilf
150:000*001), sera exirabida a 12 de Junbo proxi
no.
Achain-se exposto a vi-nda os restos d--a Uilhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro d.- Marvu
.i. 23.
Lotera do HloA 3* part'1 a l.teria n.
197, do novo plano, do premio de lOO.lKK'iOOO,
ser extrabida na dia d i Borrante.
Os uilbees acbnin-se venda na Casa Ja For
tiniK A ma Primeiro de Mareo.
Tambna ao'iainse k venda na >rac da lude
aja ns. 37 e 3!.
Lotera de Uacel de S0i04tO<>
A 11* parte da 12" l->t ra, cujo premia gran.i<
A de 2OO: impreterivelin -nte no dia S de Juoln s 11 horas
da raauh.
Bilbetes venda u. Casa r*eli da praua da ln
dependeeia us. 37 e 39
Lotela da corte V 1 pane di ""'.1 n-
terin 'la cor-i-,eiijo i(r-iii>> ifnMilti de 10):Oi)0*,
3i extrahida uo da 9 de .lonlii.
Os blhetea aehain-se venia na Casa Fflir,
praca da Independencia US. 37 >. 39.
Tambem se aeham venJaiia (as* da fortuna,
na l'riineirj lie llartfi n. 23.
Matadoaru Publico. Poram abatidas
no Matadouro da Cabanga 55 res^s para o consu-
mo do dia 4 de Juuho
Sendo: 45 p-rl^iieentea nos Srs. 'Jliveira Cas
tf C, o 10 di renos.
No mesmo estabelecianto foram tambeni
ab rana.
(ia<0 : 67 pertoneentes a Olivei aCntr-) i C
e 13 diversos.
Nereado ttunlclftal de H. *.*. :
in iviuicnto deste Mi-rcada nos di.-is 3 e 4 lo e >r-
rawla. foi o seguiute:
Kntrarsiu :
50 bois pesa ido 8.t7 Itil.w.
1.G29 kilos d.- pcite a 2o r.'i 82*680
85 cargas de tanuha a 2:(0r6is J7U0u
34 ditas (le tructas diversas a 300
res 1020O
29 tatailcirop a 300 res 58O0
24 suinos a 2o" ria 48iX)
Foram oceupados :
44 columnas a O'.W rCB 26*40 )
55 coiaparrineutos de fainha a
uOO ris 275J0
41 c-j OO ris 224000
LU1|2 ditis de legumes a 400 ris ^ ^7*8^0
31 compartimentos de anio a 7vii
ria 2l7"0
25 ditos de tressaras a 600 ris 15*ii0.l
4 talhos a 5o0 ris 2*000
16 ditos de dina 2* TisMMU
108 talhos de carue verde a 1* 10S*"Ol>
Deve te sido arreualada ncati s dias
a quautiade
Prev'os do da:
Carue verde a 400 o 32 ) is o kilo.
tainos a 560 e S'/O ris dem.
Cameiro a f>00 e 90) ris dem.
Fanuha do 240 a 40J ris a cuia
Milho de 320 a 400 ris idem.
Feijode 800 a 1*280
vas e orpbaoa a quem socoorria, estes ig-
norantes a quem dava instruccao, estes des-
validos a quem soccorria, quaes outros que
o imitem ?
Depois do padre Francisco de Assis, fal-
lecido em 1856, nenhum fez tanto. Em paga
destes sacrificio, atirou-o V. Exc. para
Agoaa Bellas ?
Oh, Exm. Sr.! para que foi tao cruel
com o padre Lyra ? Quando outros padres
descancavam era o padre Lyra quem na
crise religiosa de 872a 1877, servio de au-
xiliar a D. Vital, sem temer perseguicoes do
governo. Quando este negava a congrua
aos coadjuctores, obrigando-os assim a obe-
diencia, elle com a fronte calma e serena,
soffrendo foaie, pois somos testemunba3,
obedeca a voz de seu prelado, e este ac
tava-o; pois s os companheiros do infor-
tunio sao os que sabem dar valor a seus
companheiros.
Eis a causa por que ello mandado para
Aguas Bellas, sem ter ao monos sido ouvi
do. Consola-t-, padro Lyra! Pu d'Alho
to faz usli^a; pois os mesraos que nao te
aprecian) nao tm coragetn de o confessar.
Agora mesmo, Exm. Sr., estava elle levau-
taado a capella do Rosarinbo de Cima, ca-
bida ha mais de 30 annos, e nem padre, nem
particulares lembrou-se de reconstruil-a, foi
elle quem estava fazendo-a.
Rotira-se e em poucos lempo* ser.lo : as
madeir.is, que das matta j preparadas,
quer na obra, lenha secca, as paredes mi-
nadas a caliirem, etnfim serio travs, i
nada mais, Chorai, Rosir^nses, a sahili
do padre Lyra porque outro nio encon-
trars e tuu capella jamis ser COBclui-
da I !.. NSo tacil nestes tempos con
ciliar se o amor dos paroehos a seus paro-
unanos, e destes a aquells, e quando ist>
succeda, o que raras vezes que os jumaos
nos contirmam, para que desguatarse a
ambos !
Sj nao houve queixas do padre Lyra,
a menos que saibamos, porque de fu-to no
cumprinento d'". seus de veres model >,
esta cid.'id o atbssta, pira qu'i uos cau
sou, V. Exe. a quem tanti a.naiuoS, t.l
'lesgostj ? S.^ Aguas -Bellas pr-cisa de
bom padre tamb'ru P > d'Alho precisa, e
nito de equidad* rebrir um santo deixaii-
.iu ontru meij desuobertv.
Exm. Sr., o vigario assim mttl.-id) l-'.va
emana alma o dcaginte, e jamis aura
promp'.-i em s-us itefl r^s co>no ate enliu ;
pois i(m que v:il u s.i'-r ti. i nito s- espe-
ra opremi"? E as,i u val' o espirit r<-
ioa conaequ-n i>a dxs p'e<-ip:i*co s.
T.dvez V. Ex s. j > dcspertadi do
sotr.n i pelos ospectr is desees ph.uit i* a i*
do ne :esst hil.s que llu e-ttu Ion lo n nar-
rada mo Ihe pedirfti PXo outro con
a rente lvida lho suppiicarao Anpiro !
Outr.is com os ollioa supplues liiu soli-
i'itando natru -ca I E tiios a urna voz
ou ent'io o padre Lyra. Oh coino ser
.ate lieapertar de. arrepondimento? )...
Dir V. Ex'-.. : Quod scripsi, scripti.
P.nieu-ia. Ped n.'S a Deus que illumi
n.*. V. Kxc. para nao ciuaar a outros
taes diaab'>re. Es n. 5r., quavntas vesea
o espirito mais Ilustrado n&ii Uno sido for-
cad-
', por actos letruspe iivos a seutir r
uiorsos ? Porque oa qii! estil altamente
olalos devem ser p-rspicaes para co-
nbeo< r as ietnnoSea daquelles com quem
cominuaicam, u assim escaparem du .s.uis
fazT vontad *, cujo lim nilo patente.
Padre Lyra, abrafa-te a tua eruz o se-
gu teu cainialio, k posteridad'! te julgar.
Como Cbristo, paralo i o inl que te tiz ram par* eonrlusVi do conceito que setu-
pre de ti fientoa.
P.d'Allio, Maio do 1886.
Um taul'alhense.
Ja' talnha irm Bl;iadia .iciria
de Castro Mc lo do sea 9 lauiversario na
tllete.
Sur^em maio liellas, mais genlis auroras
os lona do azul dos MCI sao mais suaves,
eautain mais viv e alegremente a aves
.liando mais urna piiiuavera enfloras.
No virtuoso ninho aonde moras
em que fo'tuua deseolou as trevas,
i seondes sensitivas as ureas ehaves
de amor de esp >aa e n.iiide irmaque foras.
Nunca em teu seio que transn'nbra olores
da af tunada Kat>o?a. aa do-e arcano
te cerquem reua, Istna.aa rlnes .'
J:un:s le cr^st^ a vida um desengao,
mas se sentires da saudade as dores,
recorda-te, laudinu, de teu mano
Programaba da festa do glorioso
9. Cionealo de Amarantho que
se venera na capella de Santo
Ama-o das Salinas no domln
go 1 do corrente.
Ao meio dia de sabbado, 5 de corrente,
urna salva real e diversas girndolas de
fogo do ar subiram aos ares, marcial do 2. baUlhao de infantaria far
ouvir as melbores pecas do seu vasto re-
pertorio ainunciandoao Sant'amarenses que
chegada a vespera da festividade do
milagroso S. Goncalo.
As 6 horas da tarde ser alteada a ban-
deira do mesmo Santo, acompachaJa por
senhorag e meninas, ao soin da banda de
msica do 2. batalhao de infantaria
Ao romper d'aurora do suspirado dia 6,
urna salva real e anda diversas girando-
las de fogo do ar faro despertar aos ha-
bitantes do lugar annunciando-lhes que
neste dia que sct;m do render cultos ao
santo easament:iro.
Aa 11 horas do dia entrar a festa, offi-
ciando o Rvm. Sr. vigario Augusto Fran-
klin a orchestra est oontada ao talento do
maestro o Sr. Lidio de Oliveira ; que
far executar diversos e importantes so
los. Finalisando a festa, urna outra salva
real e algumas, girndolas, bem como sol-
tar se-ha um lindo balito. A niesma ban-
da de msica se fura ouvir antes e depois
da f*sta.
A' tarde haver no largo da capella,
que so achara gallardamente adornado
com banderas, diversos divertimenios po-
pulares, a a ban la de msica se esforar
por executar ii idas pecas; subinlo ao tr
um aerstato modelo.
A's 7 1[2 horas da noite entrar a la-
daioha solemne oceupando a tribuna sa-
grada o eloquente pregador o Rvd- capel-
lao tenonte padre Leonardo Grego. Findo
e.te auto soltar se-ha um outro bala> e di-
versas girndolas.
Dar li.-n a tola a festa um magniti 0
fogo artifi ial feito a capricho pelo artista
Baptista; preenchendo os intervalos di-
versas peyas do msica executadas pela
banda tio 2.a
A coinmua&fcgrita a todos quanto con-
corre-ram p ira a mesum festividade, roga
aos moradores do large da cap-dla e da
ra du IJ i.n Gesto 0 favor de illuiiinarem
as trentes de suas casas para maior bri-
iantisioo.
A cap'dla ser primorosa ment decora-
la p-lo ineigne armador o Sr. Agostinho
B-zerra.
A eooasaialia de bon ls expedir tarde
carros extraordinarios para conduzir os
devotos do mesmo Santo.
Palmares
381380
reLKMOES A PEDIDO
VAPORES ESPERADOS
Pao d'Alho
Exm. Sr. D. Jos.Realisou-se/ a 2
d?ste mez (Maio), a posse do loto vigario
Augusto, d< ixando do sel-o o padre Lyra ;
ficmos logo conv-ncidos que nao poder o
conego Augusto, pela sua idade e fraca
corapleivao, prestar os servijos do padro
Lyra, embora sua boa vontade.
Deixun lo esta freguezia o padre Lyra,
deixa um vacuo impreenchivel; pois na
disposicao ao trabalho, no desvello a sua
familia, no araor o compaixilo pobresa,
em socoorrer aos
quasi mpossivel
Jacuhype
Orator
Marinho Visconde
Aconcagua
VtUe de Cear
Bahia
Ville de Sanios
Colorado
tibe
Espirito Santo
Tomar
Far
Hamburg
Ipojuca
Galicia
Cear
Neva
Congo
Tagus

do sul lioje
de Liverpool hoje
da Bahia boje
da Europa ninanb
do sul amaub
do sul a 7
da Europa a 7
do New-Port New a 7
da Europa * a 9
do norte .. 13
do sul a 14
.to SUI a 17
do H.iuiburgu'v a -0
do noite a 20
do sul a 1
do norte a 23
da Europa a 24
do sul a 2
do sul a 29
ax prompti 13o e gosto
que a ello rc:crriaiu i
imitsl-o.
Nao somos inmigos de padres, antes
pelo contrario ; porem para elles s preva-
lece o dito de Foneh : Quera diohoiro ti-
ver far tudo qoant-i quizer. E de fact>,
quem o tem respeitado, moralsado e tem
tantos predicados que quaai s3o canonisa-
dos; entretanto sao virtudes que talvcz
nunca conhecerara. Quando, pois, se en-
contra um da naturesa do padre Lyra qua-
si que rnaravilua em terreno rido. As-
aiir, pois, Exm. Sr., quando outros s pro-
cralo seus commodos nada fazendo mais
qu.i aqulo que s3o rigorosamente obriga-
dos, i3o a>sim o padre Lyra que fazia maa,
que seu dever, sacrificando a saude e vi-
vendo pobremente : qne o digam estas vu-
Anionio Francisco de Figueiredo Castro.
Atlencao
Declaramos que con-
frontando os documen-
tos que dizem respeito
a nossas transaeroes
com o Sr. Francisco
Raymundo de Crva
lho, commandante do
vapor Pirapamtij vi-
mos que elle nada nos
deve, pelo que restitui-
mos-Ule seu crdito of-
fendidopor nos.
iosdeA. Braga fy C,
O Sr. Dr. Joo Crnvello Caval
caute
Retirando me boje, com liecuea que solicitei do
governo, para o Rio de Janeiro, nao tve tempo de
ueapedr-mi) do todas na pessoas que me honraram
com sua estima e amizade, por isso sirvo-me deste
meio para pedir Ihes disculpa e ao mesmo tempo
suas orde. 8.
J. C. Cavalcante.
Recife, 2 de'Junho fe 1886.
Dr. Fernandos Barros
Medico
Con mltorio ra do Bom Jess n. 30.
Consultas de meio dia s 3 horas.
Residencia ra da Aurora n. 127.
Telephone n. 450
O abaixo assignado < nvid i I-hos os seus
amigos p .Uticos da comarca de Palmares a se
re-jirem no dia 13 de.juuh.i prximo, na cidade,
na aaaa da sua residencia, para tractar-so da or-
ijaiiirav ;o da chapa de camaristas que devtin
ciuCorrcr d elcicii' mouieipai em julbo do corren
tejuino. .
Pa lmares 28 d- maio de. 1886. V
Aiirtricltitio de Castro S Brrelo.
Roubo, a nao armada
Ns) dia 18 do torrente mez um almocre-
ve conduzindo da cidade do Espirito San-
to, ue Pao d'Alho, para o engenho Cotun-
guba urna carga cora dous bilis, entre os
engenhos Cancella e Cotunguba, f ata-
alo, e amarrado por dous ladro;s, que s-
apoderando dos balis, arrombarain-nos, e
roubarara os objectos seguintes : 3 pul-
seiras d'ouro, tendo urna inscripta a pala-
vra amisade- em perolus, outra repre-
sentando um triangulo, e tendo urna co-
bra, feita de perolas, e a treeira repre
sentando urna flor de coral com palmas de
ouro.
1 relogio para senhora, cora alunte para
pregar o :elogio-
vestidos finos, sendo um de seda
asul marinho com enfeites do velludo e
rendas ; outro de merino cor de granada
com enfeites >le setim, da incsma cor ; ou-
tro de merino ir de cumbo, cun bolinhas
d-* velludo granada ; e outro do merino
cor de p-rolas, com rondas cor de reme.
i vestidos de percale e casan do cores
defforentes; saias bordadas, camisas in-
glezas para hornera, seroulas, duas caigas
de casemira, sendo urna pret.i, e outra de
cor, duas sobrecasacas, S"ndo urna nova
com a marca ra do flospi :o Rio de Ja-
neiro 2 pares da bolinas de p-dlica, para
senhora diversos pares desap.itosde chirlo
te, duas camisas marcadas com onorac Dr.
Nereu Guerra urna calca e colleta de
Amella azul com a marca Gmese Sil-
va, casacos brincos enfeitados de rendas,
perfumaras etc, um casaco do merino pre-
to com palmas de vidrilho, e enfeites de
setim, e urna bolcinha de couro da Russia
com trinta e quatro rail reis em dinheiro.
Pede-se as autoridades policiaes a ap-
prehenso dos referidos objectos, e dos la-
dreas, e d'aquelles era poder de quem fo-
rem encontrados taes objectos como cum-
plces de semelhante roubo, 6endo indem-
nisados de qualquer despezas, no referido
eagenho Cotunguba.
N. 2. A Emulsilo de Scott nao um
remedio novo, pois ha longos annos que
est se usando na Europa, nos Estados
Unidos e rauitos outros paizes e tem sem-
pre dado os melbores resultados na tsica,
as molestias d^ peito e da garganta e as
bronclutes chronieas.
EBITAES
O Df. Joaquim da Costa Ribeiro, juiz de
direito do civel desta cidade do Recife da
provincia de Pernambuco, por Sua Ma-
gestade o Imperador, a quem Deus
guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edita! virem ou
d'ellc noticia tiverem, que findo os dias de pre-
gues e as pr*C4S da Ici.e na audiencia deste juizo
do dia 5 de Junbo do corrente anno, ir a praca
por venda a quem mais der o bem constante da
avaliacao do theor seguiute:
Urna casa terrea de pedra e cal com a frente
para a estrada do Bongv, no lugar Remedios, da
freguezia de Afogados, com 1 porta e 2 janellaa
de frente, 2 janellas em cada oito, mediado de
largura 5 metros e 50 centmetros, e 12 metros e
25 centmetros de comprmento, contendo 2 salas,
2 quartos, cosinha fra, pequeo sitio em aberto
om alguns arvoredos fructferos o cacimba, achan-
co-se dita casa em mo estado, avallada em
dOOiOO.
Cujo bem avaludo ser vendido em praca pu-
blica, depois da audiencia deste juizo do dia cima
dito, e a quem mais der e maior lanc offerecer, o
qual foi pen horado para pagamento do principa-
juros e custas da execucao que, por esto jms'e
I mvil i


Diario de PernambucoSabbado 5 de Junho de 1886

^-.i
i
%
cartorio do escrivo, que este nbecreve, move
Francisco de Assis de Fonseca Basto, eontra Cae-
tano Baptista de Mello e sua mulher D. Caetana
Alexaudrina de Albuquerque Mello.
para que chegue a noticia a todes, te passon
o presente edital que ser affixado no lugar do
eos turne e publicado pela imprensa.
bado e passado nesta cidade do Recife, aos 16
dias da mes de Abril da 1886.
|SEu, Felicissimo do Asevedo Mello, o fis escre-
ver e subscrevi.
Joaquim da Costa Rioetro.
O Dr. Joaquim da Costa liibeiro jui di
direiti do ctvI desta cidade do Becife,
capital da provincia de Pernambuco, por
S. M. o Imperador, a quera Deua guar-
de, etc., etc.
Faco saber aos que o presente edital vircm ou
delle noticia tiverem, que depois de vate das de
pregos e tres de praca, ser arrematado na au-
diancia de 5 de junho prximo vindouro, o bem
segunte, penhorado na execucSo que more Jos
Morelra da Silva a Manoel do Amparo Chju, cojo
bem vai era praca pela segurda vez em virtude de
minas e dcsapparecimentu da olera :
Um grande sitio no lugar denominadoBumgy
conhecimento pelo sitio do Costume, na fregue-
zia de Afogados, com casa de vivenda, sendo so-
brado de um andar, com quatro viveiros, para
mala de 200 ps de coqueiros e outros fructos, ca-
cimba, sendo o sobrado cercado de janeilas e um
terraco ao lado, 2 salas, 6 quartos, cosinba, me-
dindu de frente 8 metras e 85 centmetros, e de
fundo 18 metros e 15 centmetros, dividindo di-
to sitio ao nascente com o -tio Porto do Rosario,
e ao poente com o rio S. Paulo, ao norte com a
estrada c ac snl com trras de Jos Duarte Ran-
fl e silio de Andr do tal, avallado em 5:000&.
uselin ser dito bem arrematado por quem mais
dor e maior lancu offerecer, na dia cima indi-
cado.
para que chegue a noticia a todos mando ao
porteiro do juixo que atfixe o presente no lugar do
costurar e publique pela impreusa.
Dado c passado nesta cidade do Recife da Per-
Bambuco ao 10 de abril de 1886.
Subscrevo e a asigno.
Recife, 10 de abril de 1886.
Eu, Antonio de Burgos Punce de Len, escri-
vo o escrevi.
Joaquim da Costa Ribera.
S. R. J.
Soire bimensal em 6 de junho prximo futuro
Previno a todos 03 sentares socios e eonvidadas
que esta soire principiar as 7 horas da noitc. Os
ing-essos encontrara-se at a v espera da soire
em poder do senhor thesoureiro, e os convites na
do Sr. presidente. Recommenda-se toda a sim-
plicidad as toilettes e scientica-se que nao sao
admissiveis aggregados.
Recife, 10 de Maio de 1886
Luiz Guedes de Amorim,
2- Eecretario.
C. E.
O Dr. Antonio Henrique de Almeida, juiz de direi-
to da comarca de JaboatSo, por Sua Magestadc
o Imperador, a quem Deua guarde, etc.
Fa^o saber aos que o preneDte edital vircm que
no dia r> do mes de Junho do corrente anno, as 10
horas da mnh, tem de ser arrematada era praca
publica na sala das audiencias, por quem maior
lauco offerecer, renda tpmensal do eugenho Ca-
rcassary desta comarca, aiocute e corrente com
agua, e com todas as suas ebras e bemfeitorias,
servind* de base arremataban a quantia de ....
3:000000 por safra, dando o arrematante flanea
idont-a, que garanta nao s o preco do arrenda-
meuto, como a conservacao das obras e bemfeito-
rias.
Mando, portanto, aoofficial porteiro do juizo, que
affixc o presente edital no lug r do costme e pela
imprensa, e que passe a respectiva certido.
Dado e passado nesta cidde de Jab^atao aos 11
dias do mez de Maio de lSfcG.
Eu, Joo Evangelista de Sousa, escrivo ii>'e-
rino, o escrevi.
Antonio Henrique de Alineida.
Club Commerolal Kulerpc
Sarao em 12 do corrente
Ter lugar nesta noite o sarao que este club
proporciona acs seus a- sodados. Us senhores so
cas que eativerem quites at 31 de Maio findo,
poder procurir seus ingressos em mo do Sr.
thesoureiro.
Secretaria da CluVJComroercial Euterpe, 1 de
Juaho de 1886.O 1- secretario,
Francisco Lima.
Tliesouro Provincial
De ordem do Illui. Sr. Dr. inspector desta re-
partido, taco publico que no dia 5 do corrente
mez paga-se a classe de professoras de 1 entra-
is, rnUtivam.'ute ao mez de Dexembro prximo
passado.
ragadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, cm 4 de Junho de 1886.
O escrivo da despesa,
Silvino A. Rodrigues.
DEGLARACOES
Estrada de ferro do Re
cife ao Limoeiro
A
VISO
Em virtude do art. 75 do rcgulamento desta
estrada, s 10 horas do dia '> do corrente mes, e
na estatu do Brum, se vendero os tegnintes
objectoa : 4 barricas vasiat, 3 volun.eg de sarcos
vasios, 1 volume de pedazo* de encerados, 1 quin
to de pipa (vaio), 30 feixes de varas para cerca,
1 caixao com varias ferrameutas para carapina,
H barra com banha de porco e 1 sacco com caio-
cos de algodao, topos ps'ps objectos sem marca.
Recife, de junho de 1886.
O superintendente,
Jason Regley.
Club de regata sper-
nambucano
De ordera do Exm. Hr. Dr. presideut", convido
os senhores socios a se reuuirem uin aseemblea
geral domingo, 6 do corrente, se 11 horas do di.
na sede deste club, afim de dar-se posee ao novo
conselhj rdministrativo.
Ootronm, previno os senhores socios que esti
verem quites com o cofre socihI, que podem pro-
curar nesta secretara, a conie(ar de amanh, da
7 s i* horas da noite, seus ingressos para o sarao
dsnsante, que ter lugar na noite de 12 do cor-
rete.
Secretaria do Clob de Regatas Pernambucano,
em 1 deJuuho de 1880. -O 1 tecrrUrio,
Oscur C. Monteiro.
Companhia
ADMINISTRADO DOS CORREIOS DE PER-
NAMBUCO, 1 DE JUNHO DE 1886
Rt&acjo da correspondencia registrada (sem
valor) que existe nesta repartirlo, por
nao terem sido encontrados seus destina-
tarios.
Antonio Ara"jo da Sil a.
Antonio Joaquim.
Antonio Jos do Nascimento.
Dr. Antonio Jos de Fre tu a.
Dr. Antonio Tavares do Carva'ho e Silva.
Antonia Alexaudrina da Conceic .
Ai;tin o Gomes de Farius.
Antonio Carneiro do Lean.
Antonio Augusto da Frota Metetes.
Antonio Cavalcante de Mello Lina.
Aristeu Rosa Modesto.
Alex- udrina Tavares Carneiro.
Dr. Americo de Castro Cincor.
Asn Anglica Pimentel.
Biaggio M-1110.
C*siano Amaro Lopes Jnior (2).
Demetrio Ferreira Bandeira.
Emilio Lbbe.
Emilia.
Francisca Adelaide das Chagas.
Francisco Jos Dias Louro.
Ignacio Ribciro da Cunt* Guimaraes.
Izidoro Ivo da Silva Mascarunbas (2'.
Jos Tavares Carneiro.
Jos Vieira Dantas.
Jos Cosme da Silva.
J^s da Silva Brxg'
Joc Antonio Bar bu.
J .s Pontea Ce Cvrvalbo.
Joo Francisco dos Santos Tavares.
Joo Fi-rreira da SUva.
Joo Machado.
Joo Clemente de Ara ujo.
Joo de Asis Pereira Rocha.
Joo Carlos Nepomuceno Silva
Josepha Torre Gailindo.
Dr. Julio Biigido.
Lucio Monteiro.
Ladislao Jos Peixoto e Silva.
Liciud.j de Barros Oliveira.
Manoel Joaquim Frrnaudes.
Manoel Macario.
Manoel Ferreira dos Aojos.
Manoel AIvps Uap-ista.
Miguel Joaquim do Kego Barros.
Miguel Leire Pereira Rungel.
Maximino Jote de Oliveira.
Maximiann Leite Moreira do Prado.
Martinbo Joaquim Ferreira.
Maria do Rosario
Maria Carlota de Vasconcellos de Abren Reg.
Mana da Penhi Ccreira Cavalcante.
Mura Magdalena da 1 o'iccico.
Pedro Flix A atunes.
Rita Rosa de Castro.
Risa Maria de Jess.
Rodrigues I.' ma
Dr. Samuel Correia de Oliveira.
Sebustio Raymund- Nogueira de Mello
Silva
Silveria Mnria de Araujo Lima.
Urbano da Oral Mello.
Uinbehna Natalia de Sant'Acna.
/. fi-i na Maria da Coneeico (2).
O 1" otficial
Deodato Pinto dos Santos .
Arsenal de Guerra
Jo JSJB ja X JB jB
O abaixo assignado. por ter te desenea < inhadoi
do SCU poder os ttulos de '0 arcla da Cuinpa "
do Beber.be. de ns. 5,701 6,750, do antigo pa
dro de 5000<, e ter A<- requerer n ferial* com-
panhia a substitaicao doa raenciuiisdns ttulos p r
outros de novo padro, faz a iirraente ckclaricao,
de que fi-ani s>m valor os meamos ttulos, e para
os devides effeito? legxes, rmhliea esta neclaraco.
Recife, 31 de Maio de 1886;
P. P. de Joiipuin Pereira Rosas,
Luiz A. Sio,ueira.

aos
De ordem do Sr. presi imie se fas sciente
senhores associadoa. que nao poceudo ter lugar
hontem a sesso de ust-embla geral, conforme fui
annuncado, visto nao te em comparecido senil"
14 socios, foi novameate convocada para o dia 10
do corrente, s 10 horas da Moho, para o que
convida-se aos mesmoa s nhoies n se apresAHa-
rem na respectiva rede; oatrecto,' que fears
constituida a asscmbli gem de-si vez con o
numero que comparecer ; tud* de uccjrd. como
art. 27 dos estatutos d^ cusa.
Recife, 1- de junho de 1866.
Sebast ao M. do liego Barros,
1- 8'crer*ri<>.
Jaizado de paz
Y Por conveniencia doservieo, fi-.nn tiansfcriiiaf
as audiencias deste juizo para as i liorna do t
as quartas-eiras : despartios de peticSes era
qualqnei parto qpe for eneonti
Freguesia do Paco da Panel!-1, 4 de junlio de
1886.
Affonso Morj ra T mpira!.
Confraiia
DE
N. S. da Soledadc da
Boi-Visa
De ordeTi ds. mesa 1 conlido a tod^g
s irmios confrades ftanparjcercm cm noseod
onsistori junho do corrate, pelas
11 horas da msnha, fin de proceder-
ios ftmecionarios qi reger a confrai
corrente anno .le 18 sto nio ter vi-
gorado a qne se pro
zimo passado.
Secretaria da Soled;
A c>mm98aode compras de*te Arsenal precisa
para o 2 s-'h entre do corrente anno, na forma dos
arta. 95 e 96 do regulameuto em vigor, o se-
gunte.:
Costados de amart-llo, louro, pao carga e secupi-a,
um.
CoatadinhciB de amarco, louro, pao cargas eicu-
pira, dem.
Eiicbum' oa de madeira de qualidad?, dem.
Prancho.-s de pinho diverso, dem.
Ditos de amnrello idem, dem.
Ditos de sieupira idem, idein.
Dilos de pao carga dein, idem.
Tab.as de pao carga de urna pollegada de gros-
sura e de 3/4, duzia.
Ditas de aman lio para forro e soalho de urna pil
legada de grossura e 3/4, idem.
"MD.tas de loaro co;n as mesmas diinens-.-s, idem.
Dit s de pinho da Saeeia idem, dem.
Ditas 1I0 dito americano com ps quadradog, p.
Ditas ce pinho de resina de diff.ientes grosauras
m- tro.
Arairw de lato, k lo.
Di'o de cobre, dem.
Dito de ferro, dem.
Ac tundido quadrado de diversas groesuras,
id' m.
Dito dito sextavado de differentes giossuras,
id-m.
Dito batido em barras de differentes grossuras,
dem.
Dito para vsretas, id. m.
Arcos de ferro de diversas diinmaucs, idem.
Cobre tm lencol, idem.
Chumbo cm leny.il, id. in.
Kalanh em verouinhas. idem.
Latiio cm lencol. dem.
Parro iaglez n ondo, quadrado de diversas di-
mectoea, dea,
D to cm leucol *c diffenute numero, idem.
Dito sueecj em binas e quadrado de hiff.rentes,
oiineiuo^-a id. in.
Dito de variiinia de diff rent1-- dinontoer, idein.
Dito to eaetoneira de ii:t:.-rentea d m-nso.-a.
.J-n.
ZiueO en) lenvo!. oioj .
IJ.1d1.me3 sortidos, dusia.
i adiiihis d.: lapas de ditrer''n!ea num ros uin.
CbflCpassOS de lacro aortidca, dusia
Kncha do fiiss, um...
Mes oitidins, dnziti.
lo r 1 con e a Ja 5 c 5 1/2 eentimetros do Ut
gura, idem.
Dito tem capa de 3 1/J c.iitimctroa de lar^iir a
ideas.
Ferros do um, id..-.
curvas a diivitas, sorlidaa, idem. ,
GrulVi -, 1 iein.
Limas i !i-:;.i, inglesas d difterentes polleg.
iltl :n
Ditas ir.i as ranuat, idem ufem, idea.
Ditas raorca Bgfc zas, dem idi rn id m.
L.tua iriai-gulared 11 eutidem.
Lunatooa 'jiglezi-s, Jim.
n e.b a iio diSerrutes tamanbos,
idesa.
Seiraa di: vo'ti SOrtdvS, fcin.
iUa braca.s, idexa.
Serrotes de mao de 0,*sK da comprimen-.!, um.
Serrotes ue xta de diversos tvinaulios, idein.
Sa.a coai uina bigorna, mus.
Ifferentes tam.n'.iof, um.
da do aerralh^iro, idem.
mauh s, idem.
urna.
1111%
Je z'ncj. !.
Azul ultramar, idem.
Amarello trances, idem'.
Colla da Baha, dem.
Dita branca, dem.
Cr, idem.
Oleo de linhaca, idem.
Ocre, idem.
Dito de arruda, idem.
Prussiato amarello, idem.
Pos pretos, idem.
Rozo-trra, idem.
Terra de Sieune, idean.
Secante feses de ouro, idem.
I'ito braneo, idem.
Tiucal, idem.
Verde chromo, idem.
Dito fran.'cz, idem.
Zarco, idem.
Brochas ou pinceis, de differentes nmeros, para
pintar, um.
Vernia copal, kilo.
Bandeira imperial de filete com 2, 3, 4, 5, 6 e 7
pannos com amuras, urna.
Azeite de carra pato, litro.
Dito de coco, dem.
Areia de moldar, barrica-
Agua raz, kilo-
(Jarro de pedra para forja, idem.
Dito cock, idem.
Cabo de linbo braneo, idem.
Dito alcatroado, idem.
Enxndas encabadas, urna.
Eipinto do vinho. litro.
Fio de algodao, kilo.
Gomma arbica em caroco, kilo.
Gomma laca, idem.
Liza de diversos nmeros, folha.
Dita esmeril, idem.
Machados encabados, um.
Ps, idem.
Babia, kilo.
TijolLs para limpar faccas, um.
Vellas de carnauba, idem.
Vassouras de piassava chapeadas, idem.
Ditas de ditin para vasilhame, idem.
Ditas do timb ou matto, idem.
Cravo de ferro, sortidos, milheiio.
obradi(,-as de ferro, do cruz de differentes tama
inanhos, par.
Ditas quadradas, dem. \
Ditas de lato, idem.
Fechaduraa de ferro diversas para porta, urna.
Ditas de ferro para gavetas e armarios, diversas,
idem.
Ditas de latao para ditas e ditos, diversas, idem.
Ferrolbor pedreiros de diversos tamanhos, idem.
Ditos de lato de diversos tamanhos, idem.
ParafuBi a de ferro para madeira para differentes
pollegadas e grossuras, idem.
Ditos de dito idem com porcas, dem.
Ditoa de lato, dem idem, idem.
Pregos irancezes da differentes pollegadas, idem*
Ditos do Porto de differentes qualidades, milbeiro
Bomba de repucho de ns. 1, 2 e 3, urna.
Canas de chumba para encunamento de 1, 1/2 e 2,
kilo.
Palha de junco de ns. 1, 2 e 3, kilo,
liotocs grandes e pequeos, de metal amarello,
um.
Ditos grandes e pequeos, de metal braneo, idem.
Ditos grandes e pequeos de oaso preto para
blusas, idem.
Ditos pequeos de osso braneo, para calcas e ca-
misas, idem.
Ditos ditos brancos e pretos de osso,'para|j ment de orKeiaes. idem.
Ditos grandes e pequeos finos de madeira, para
capotes, dem.
Clcheles pretos, par.
Ditos para eos de caifas, idem.
Ditos de madrepcrola, duzia.
1 j-irdo de la encarnada para vivos, metros.
Ditos de algodao para ditos, idem.
Dito de la branca psra ditoa, idem.
Dito de algodo braneo para ditos, idem.
Coiaa pequeas e grandes deliradas, urna.
Fivellas grandes e pequeas, brancas e pretas,
para arreatas, urna.
Sola para golas, em tiras de 0,**03 de largura,
metro.
Cartas de A B C, cento.
Creyoes para pedra, duzia.
Compendios de aritbtnctica por Castro Nunei,
um.
Ditos de geometra, idem.
Esponja para pedra, era pedacos, grammas.
Gis, kilo.
Compendios do diutrina christa por Castro Nunca,
um.
Historia do Brazil por Salvador, urna.
Livrosde 1* leitura, um.
Ditoa de 2 dita, dem.
Ditoa de 3a dita. dem.
Ditos do sjsteuia mtrico, idem.
Taimadas, cento.
Pedraa para coulas, nina.
O foroecimento dos artigos cima aera frito por
pedidos parciaes, confo, me as exigencias do servi-
do, devendo sel o de pr-nnpto.
Previne-se que nao sero tomadas em conside-
rado ns propestas que nao fon m feitss na forma
do art. 64 do rcguiamento cima em duplcala,
com referencia a um s artigo, mencionando o no-
me do proponente, a iudicaco da casa commer-
cial, o pre^o de cada, artigo, o numero e marca
das amostras, e finalmente declaraco ezpressa de
sujeilar-ee multa de 5 "/0, no caso de recusa,
ats'gnar o respectivo contrato, e as demais de que
tratara os arta. 87 e 88 do reguUmento em vigor,
dc.cndo ditas propostas c amostras ser apre
sentadas nesta secretaria, s 11 horas da manh
do dia 8 de Junho do corrente aun".
Secretaria do arsenal de guerra de Pernambu-
co, era 26 de Maio de 1886.
O secretario,
Jos Francisco Ribeiro Mochado.
CONCERT
Na noite de 10 do corrente, s 8 boras,
far o pianista brasileiro
Amaro Barretto
> um variado concert, en que apr coadjn-
vado, obsequiosamente, por suas discipulas
e o distincto amador
JORGE TASSO
Pede-se as pessoas que se digaarem de
aceitar cartees, a entrega de suas expr-
talas em envelloppea, a pesaoa que se en-
carregar de receber na occasio da entra-
da do salo.
MARTIMOS
COMPi\HI4 PKRIIIIBIf ;%<
DE
*"avega?o Costelra por Vapor
PORTOS DO SUL
Hacei, Penede e Aracaj
0 vapor Mandahu
Segu no dia 8 de
Junho, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at o
dia 7.
Encommendas, passag^ ..s nheiro a frete at
s3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Cae da Companhia Pamambucana
n. 12
COMPANHIA PEB\AII|LCA^A
DE
WaTegafSo eostelra por vapor
Fernando de Noronha
0 vapor Giqui
Commandante Lobo
Segu no dia 10 de
Junho, pelas 12 ho-
ras da manh.
Recebe carga at o
dia 9, e passagens at
s 10 horas da manh
do dia 10.
ESCRIPTORIO
cao* da Companhca Wertutmha
cana n. 12
Paciflc Sieam ^iavigation Company
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Galicia
Espera-se dos portos
do sul at o dia 21 de
Junhc, seguindo pa-
ra a Europa depois da
demora do costume.
Este paquete e os que dora
em diante seguirem tocaro em
Plymoiitli, o que facilitar che-
garem os passageiros com mais
brevidade a Londres.
Havcr tambera abatimento no preco das pas-
sagens.
Para carga, passagens, e encommendas, tracta-
se cora os
AGENTES
wilsoii Sons & C, Limited
N. 14 RA DO COMMEROIO N. 14
Paquete Aconcagua
E' esperado da Euro-
pa at o dia 6 de Ju-
nho, e seguir depois
da demora do costume
'para a
alandro, flonte-
Valparaizo
Para carga, passagens e encommendas e dinhei-
ro a frete tracta-se com os
AGENTES
CilARlEl'RS REUNS
Companhia Pranceza de navega-
ci a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis
ooa, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santos
stemer Ville de Cear
Companhia Haitiana de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Baha
O VAPOR
Marinho Visconde
Commandante J. J. Coelho
Segu impretcrivcl
mente p ara os portos
cima no dia 6 do cor
rente, ao meio dia.
Recebe carga nica-
mente ateas 2 horas
da tarde do dia 5.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a fretu iracta-se na agencia
7Ra do Vigario 7
JDomingos Alves Nathens
Imied States Brasil MailSAC.
O yapor Colorado
Espera-se de New-Port-
News, at o dia 7 de Junho,
o qual seguir depois da de-
mora necessaria para a
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
rete, tracta-se com os
AGENTES
enry Forster k C.
N. 8 RUADO COMMEKClO. N. 8.
1- andar
jarros para flores, candieiros, tapetes, 1 saesa
elstica, 1 guarda comida, 6 cadeiras, 1 aspa-
re lho para jantar e 2 banquinhas.
Dous marquezoes, 9 mesas, 1 cama de Jen, 1
commoda e outros movis.
SEGUNDA-PEIRA 7DO CORRENTE
A's 10 horas em ponto
No 1 andar do sobrado da ra da JSssf e
ratriz n. 30
O agente Pn*o
O referido leilao comee ir s 10 horas era pon-
to, visto ter o mesmo sgente de efletnar, em eon-
tinuaco, um outro leilao de movis na officira do
Sr. Moreau.
2 leilao
De predios pertencentes massa fallida de-Ma-
noel Carpinteiro y c-usa, constando de urna
excellente casa com sota, com grandes aceOm-
modacoes. quintal murado, cacimba, sita ana
da Casa Forte n. 15 A. Urna casa bastante es-
pacesa com grande quintal e accommodacoes,
estando oceupada por urna taverna, sita mes-
ma ra n. 15, deironte da campia da Gasa,
Porte.
Terca-feira H do correte
s 10 12 horas
Na ra Duque de Casias n. 77 A, loja de
miudezas da Boa Fama
O agente Gusmo levar a leilao os predios ci-
ma mencionados, pertenec, tes masaa fallida de
Manoel Carpinteiro r Souza, por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito do commercio, com
aesstencia do mesmo e a requerimeuto do Dr. cu-
rador fiscal da referida massa.
Leilao
Compela Braileira de XaTe-
gaco a Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Baha
Commandante tenente Aureliano
Izaac
E' esperado dos portos do sul
at o dia 7 de Junho, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portos
do norte at Manos.
De lindos movis novos, acabados e por
acabar, da oficina de marcineiro, enta-
llador e terneiro ds ra da Imperatriz
n. 24.
CONSTANDO DE:
Lindas mobilias de Jacaranda, toilet e lavato-
rios.
Guarda-louea, apparadores, secretarias, cartei-
ras, etiagers, espitis, comraodas com armarios,
jarros e jarros de madeira, cpulas, caixinbas, cos-
tureiras porta-musicas, sanefas, barmetros, berco
de Jacaranda, poltronas, pedras marmore para con-
solos e mesas c outros move Um fiteiro, armaeao, bancos, ferramentaa, pren-
sas e mais pertences de marcinaria,
Segunda feira 9 de Junho
A's 11 horas em ponto
A. F. Moreau, tendo resolvido acabar coma
sua officina, da ruada Imperatriz n. 24, em con-
sequencia de sen estado de saude faz leilao, por
interveacao do agente Pinto dos movis de apu-
rado gosto, novos e aiguns sinda por acbar, exis-
tentes na referida ofEcina.
Em continuacao vender tambera a madeira,
bancos, ferramentaa e mais pertences da officina.
Leilao
Bahia, Rio de
video e
Para carga, passagens, encommendas valores
racta-sena agencia
11Ruado Commercio11
LEILOES
Segunda-feira 7, o dos movis novos, banect,
ferramentas, moldes e mnis pertencas da officina
da rna da Imperatriz do Sr. Moreaux.
Terca-feira, 9, o dos meveis e mais objectos
da casa da ra da Unio n. r>7, em que morou o
Sr. Dr. inspector da alfaodega.
Agente Silveira
Leilao
THEATRO
EMPRESA
BRAGA JNIOR &C.
E
q
Prximamente chegar a esta capital, a grande
comDanhU ir*matca do THEATRO LUCINDA,
do Rio de Janeire, dirigida pelo artista
da qual faz
paite o
aeiria
mesmo artista
portugueza
e a primeira
LUCINDA FURTDO COELHO
.A companhia compottade um ncleo de artis-
tas que fusixra parte daj que fuocciouam as prin-
cipes llie.itr.iS d i ert-.
O np.-rtori tndn escolliido entre os dramas c
altal eomedi s. qne rr.aia aceitadlo tem tido nos
priiieipH.- ili.'trod da Europa
mobilias c tapecarias
fjram feit.is exyressainentfl pira esta empresa im
Paria.
O reenmio io.Ij pintada pelos notaveis sceno-
graphoa
Clailio Rossi e Oresle Coliva
Eota esmpaahia eiiibarear bordo do paquete
nailon gtifl parta d> Um de Janeiro a 10 de Ju-
ulu c lara a sua ,
ESTRS
liarta-feira, 1t de Junho
(isto no dia seguate ao da chegsda ao Rccifi;]
com o ecl-bre drama de V. Sa:dou, in:ituado
Espera-se dos rjortos do
sul at o dia 6 do corrente
segurado depois da' ndis-
peasavel demora para o lia
re.
As past agens podero ser tomadas da anteniSo.
Recebe carga encommendas e parimgeiros para
os quaes tem excellentes accoui.nodaces.
Steamer VJfe i Sais
E' esperado da Europa at
o dia 7 de Junho, se-
guindo depois da indiapen-
savel demora para a Ba-
bia. Ro de Janeiro
e Sanio*.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p 'lo9
vapores desta linha,queiram apresentur dentro de G
dias a contar do da descarga das alvareng. ,.;>.-
quer reclamaco concernente a volumes, qus po-
veatura tenham seguido para os portos do sul,afim
de se poderem dar a tempo as providencias neces- '
sarias.
Expirado o referido prase a companhia nao se
responsabilisa por extravos.
Kecebe carga, encommendas e passageiras par.
ca quaes tem cxccllentes accomodacoes.
AHguslo F. de Oiveira & t
%fti;\Ti:*
42 -RA DO COMMERCIO -4'/
Sabbado,5 do corrate
A's 11 horas
A' ra do Imperador 75
O agente Silueira, por mandado e com assis-
tenca do Exm. Sr. Dr. juiz de orphos e ausentes,
levar a leilao o engenho Penedo de Baixo, na
freguezia de S. Lourenco da Malta, comarca do
Recite, espolio de D. Anna Maria da Racha Fal-
cad, sendo o engenho edificado margeui doCapi-
beribe, moente, c->m boca cercado de pastagem e
excellentes msttas virgens.
- Os pretendentes podem examinar o referido en-
genho.
Leilao
pollidas,
cofres e
de fazendas e miudezas, pedras
vinhos, quadros, ferragens, 1
diFerentes movis
SABBADO 5 DO CORRENTE
A's 11 horas
Ra do Bom Vesus n. 43
O sgente Pinto levar a leilao, por conta e ris-
co de quem pertencer, poi liquidaco e sem re-
serva de precos, as fazendas, miudezas, vinhos,
pedras, quadros, ferrug n., movis c mais i-bjec
tos existentes em seu escriptorio, ra do Bom
Jess a. 43, principiando pelas fazendas.
De movis, louca, crystaes, espelbos, quadros, ob-
jectos de electro pate e urna espingarda.
A saber
Sala de visita
Urna mobilia de junco preto a Luiz XV, com 1
sof, 2 consolos, 2 cadeiras de bracos e 12 de
guaraico, 2 ditas de bataneo, 1 esplho oval dou-
rado grande, 2 quadros a oleo, 4 jarros para So-
res, 1 porta-charutos, 1 porta cartoes, 3 Janeas
para cortinados, 2 jardineiras, 3 almofadas, 3 ta-
petes e 3 escarradeiras.
Entrada
Um sota, 1 porta -bengala, 2 porta-chapos, 1
cabide, 1 cadeira e 1 mobilia de pao carga.
Gabinete
Um estante envidracada, 3 ditas de ferro, 1 se-
cretaria de mogno, 2 mesas de dito, 1 tinteiro, 1
pedra com estante e 1 porta-cartas.
Primeiro quarto
Um guarda-vest ios, 1 gurda-roupa, 1 toilet de
Jacaranda, 1 lavatorio, 1 guarnico, 1 ettager, 1
termmetro, 1 marqnezo, 6 cadeiras e 2 porta-
cartoes.
Segundo qua to
Urna cama francesa de Jacaranda, I mesa de
cama, 2 ettagers, 1 cabide, ferro 1 mesa de e 1
criado mudo, 1 termmetro, 1 commoda, 2 lavato-
rios, 1 guarnico, 1 porta-toalha, 1 cabide el ces-
ta para ronpa.
Sala de jantar
Urna mesa dstica, 1 guarda-louca, 2 aparado-
res modernos com pedras escuras, 1 guarda-comi-
da, 1 relogio do parede, (novo) 1 licoreiro, 1 dito
em caira, porcelana pan cha e jantar, copos, sa-
uces, compoteiras, garrafas, .tructeiras, 1 filtro, 1
candieiro a gas torcida dupla, 1 jarra com tornei-
ra, talhrres e c. lheres, mesa e trem de cosinba.
Terca feira 8 de luoho
Cast da ra da UuSj n. 57, por traz do
Gymnasio
O Dr. Joao Cruvelo Cavalcante tendo de fuer
urna viagem ao Rio de Janeiro, faz leilao, por in-
tervenco do agente Pinto, dos movis e mais ob-
jectos da cssa em que residi i ra da Unio
n. 57.
O leilao principiar s 10 e 1/2 horas.
Em continuado
agente 1 piano de Plavel, forte
vender o mesmo
e quasi novo.
Uin bilbar, tacos e bolas,
para all transportados.
e movis que sero
Leilao
liBPg-SaeilmttsclB
ampfscliiflTahrts-Geselischatli
Vapor Hamburg
ido ji i'iic.mmcndits de bilbetes
i. no escriptoris do tbeatro -anta Isa-
b-l, c ui o Exm. .Sr. emnmendador f'into de Le-
ino.--', que a Uso se presta por obsrqi.
Joiquim Monteiro de Carvalho,
impaubia.
Esperase de HAMBURGO,
va LISBOA, at o dia 16 do
corrente, seguindo depois da
di mora necessaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
"1 os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
ruadovioaRiun. a
l^andar
t'oaPAxnEt PEn\-4naic\i
DE
t-ivcfaco Costelra por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahi/ba, Natal, Maeu, Mossor, Ara-
caty, Cear,
O vapor Pirapama
Segu no din da
Junhii, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 4.
Encommendas passagens e dinhniros a freto at
4j 3 bai8 da fuiste do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Per^amburann
n. 12
De 8 pegas do panno para capote, 8 ditas
de casemirade cores, 7 ditas de casine
tas o 1 dita de casemira diagonal
Sabbado & de Junho
A' 11 horas
Agente Pinto
Ra do Bom Jess n. 43
Leilao
De miudezas
Da armaco e mcrcadorias existentes na loja
Boa Pama ra Duque de Caxias n. 77-A.
Sabbado 5 do corrente
* s lf horas
Garante-se as chavea d ce ja.
POR INTERVENCO DO AGENTE
(.usniao
Leilao
i:i confiniiacao
D do liangol 'n. 4t
O agente Brito vender, ao correr do martello,
H3 f.izendas e miudezas que fieirara do ultimo lei-
lao.
Sabbado 5 de Sunho
A's 10 e 1(2 horas
geme Silveira
2o leilao
Sabbado 5 do correte
AO MEIO DIA
0 agente Silveira, por mandado e com asisten-
cia do Exal. Sr. Dr. juiz de orphos e ausentes,
levar a leilo o espolio inventariado de Praucis-
nio Alves Musc.'ireuhns, requerimento do
nveotariante, o qual o siguite :
Uin sitio con um sobrado do um andar, no lu-
^r denominado Caboc, c un 10 metro de frente
o G de fundo, diis a i!as da frente, 2 quarfoe, 4 ja-
neilas de tala lado; lio andar torreo 2 quartos de
ado c 'mi i ^-al. :.i c ntrn, leuio o sitio diversas
arvorc fructferas e 4 qurt s no fundo.
Os Srs. pretendentes p->dem cxaminal-o.
Leilao
De 1 p3no, 1 mobilia de junco com 1 sof, 2 con-
solo;, 2 cadeiras de bracos e 12 de guarnico.
Agente Silveira
Leilao
Dos movis do hot-1 ra das Laraogeiras
n. 29
Terca feira, 9 do corrate
^ A's 10 112 horas
O agente Silveira, por mandado e com assisten-
ca do Exm Sr. Dr. juiz de direito do commercio,
levar a leilao, requerimeuto de Jos Cardse
Silva, os movis perteucentes D. Umbelina Faus-
tino Sccundina de Mallos, o segunte :
Cadeiras de junco, mesas de dito, aparadores, 1
guarda Iohch, 1 relogio, mesa elstica de 5 taboas,
loucas para jantar e almoco, jarros, copos, clices,
garlo?, eolheres, quadros, treos de cosinba, regis-
tro para gaz e mais movis, patentes no acto de
cilo.
A gente Pestaa
B^ni leilao de predios
Quarta feira 9 do corrate
A's 11 horas em ponto
No arraazern ma do Vigario Tenorio
n. 12
O agente Pestaa, vender to dia e hora mea
mencionada rm sua agencia, os predios abaixo de
clorados, livres e desembarazados de todo e qual
quer onus. c:;j s cusas chama ai atteoco dos Srs.
pretndeme?, pelos seus bons estados de conserva-
co e excellentes rendimentos :
Urna excellente casa terrea com bom soto e
grandes corr.m-jdos, pi;ra familia, ao laro da San-
ta Cruz n. 14, riiendo 400 annums.
Urna dita A ra do Visconde de Pelotas (outi'ora
Arugo) n. 41, renlendo 400 ananaes.
Urna dita ra de S. Joige o. 23, rendendo
300i asurases.
Urna dita sita ao largo do Morcado n. 17, com
excellente soto e rnuito propria p.ir* qualquer
estabelccimento, rendendo innualmente 780f an-
nu'ies.
Um excedente sobrado de 3 andares sito ra
do Bom Jess n. 47, rendendo 1:000 ananaes.
E finalmente ama dita sita ra do Visconde
deGoyann n. 7>, com trrandes commodos para
numerosa familia, servindo de baae a o Serta de
3:500J obtiia no ultimo leilao.
2o leilao
De urna cart* de s^ntenga eivelj prtenien-
te de urna bypothcca, ns importancia de
30:5206594 o mais 4:578|J090 de juros
ai cr-'s:ido8 desde Fevnvir do 1885 a
12 de Maio prximo |
Total asi.:***!
A' serem cobrados executivamente de Jos San-
cho Bezeir:'. Cavalcante e sna maiber, senh:res do

i
i


o
inm ae pjjrMMu^&Mtff> 5 de Jauho de 1886
engenho Alegra, na comarca do Escada, engenho
jue garanta sobejamejate o paga manto de dita di-
vida.
QUARTA-FEIRA, 9 DO CORRENTE
A's 11 horas
No armazem ra do Imperador n. 16
O agente Martina, autorisado pelo II lm. e Exm.
Sr. Dr, juiz do civel, fura leilao, em sua presenca
e a requerimento de D. Bernarda de Souz* Maga-
Ibies e Silva, inventarente do espolio de seu fi-
nado rmao, coronel Jos Antao de Souza Maga-
lhes, da divida proveniente de ama parta de sen-
tenca, obtida em 12 de Fevereiro de 1885, contra
Jos Sancho Becerra Cavaleante e sua mulher, se-
nhores do importante engeeho Alegra, para pa-
garan executivamente e por carta precatoria exe-
cutoria, que j se acha pascada, a quantia de
30:520^594. do principa], juros c custas, alm de
4:578^090 de juro* accrescidos de Fevereiro da
anno paseado at 12 Je Maio ultimo.
Os Srs. pretendeutes podem examinar a reier
da carta em mo do agente.
Grande e importante
Lcilo
De boDB movis,
oleo, importantes
tros, porcelanas
laagtiificJpfcuadros a
espoliaos, jarros, lus
e estatuas do mar
Precisa-se de urna ama
r ua do Marques do Herval n.
para cosinhar
105.
na
Precisa-sc de ama ama para cosinhar na
roa Nova, pharmacia n. 51.
Offerece-se urna senhora honesta, de con-
ducta afianzada, par* serricos internos de casa
de pequea familia, mediante uin diminuto ajaste ;
q- em pretende' dirija carta fechada a esta typo-
graphia com as iniciaes D. N. ri.
Na ra da Uuifu n. 9, se precisa de urna ama
para eosinhar.
Precisa-so de uina ama que seja boa cosinheira :
na ra do Cubug n. 16, 2- andar.________
Ama
Precua-ae de urna eosiuheira
ques do Herval u 28.
na ra do Mar-
Ana
more.
POBINTERVENQA0 DO AGE NTE
Alfredo Guimares
liiarta felra 9 luaho
Ra do Visconde de Goyauna n. casa de
residencia do Sr. commendador Eduardo
A. Burle.
1> sala de entrada
Dous sofa, 2 cadelras de br*g 's, 2 de guarn -
cao, 2 etagers, 2 columnas com grandes jarros de
marmore, tudo de madeira de fantasa e apurado
gosto.
Duas magnificas figuras, 4 jarros, 4 bustos
tudc du marmore, 2 limpadores de sapatos o um
lustre,.
2* sala de entrada
Um cabide para chapeos, 6 cadeiras de balanco,
2 mesas de jogo, 3 etagers, com etpelhos, 2 bus-
tos de marmore, 2 jarros para plantas, 2 porta
fumo, 1 velocipede e 2 carrinhos para enanca.
3* sala de entrada
Um sof, 6 cadeiras, 1 mesa, tudo de madeira
encrustada, 2 cadeiras de balanco, 1 jarro para
planta, 1 lavatorio de porcelana, 2 cadena* de v-
me, 2 quadros a oleo representando primor sas
paisagens, 6 ditos histricos, I dito o sonbo mili-
tar, 1 dito com o retrato de Nap.k-io III e ux
ca dieiro a gas.
Sala de espera
Urna mobilia composta de 1 sof, 2 cadeiras de
bragos, 12 de guarnicSo e urna mesa redonda, tudo
de charao, 2 duquerqes, de madeira incrustada
1 ri !C piano do fabricante1 Playel, 1 cadeira para
0 mesmo, 1 capa, 3 jardinciras, 2 jarros cem plan-
tas, 1 lvte de msicas e 1 tapete pura forro de
sala.
Grande salao de visitas
Um divn c 2 poltronas estufadas, 2 conv*r-
s&deiras, 2 ricos e importantes dunquerzes de ma
deira embutida de metal fino, 2 grandes cspelhos
dourados, (biste), 2 ditos compridos, 24 cadeiras
de charao, 2 ricos jarros de Sevrc, 2 resposteros
de damasco de seda, 3 sauefas douradas, 5 lanc**,
5 parss de cortinados, 1 alcalifa de forro de sala,
1 tapete de porta e 1 magnifico lustre de crystal
com 8 luces.
1 gabiaet*
Um rica secretaria de Jacaranda, 1 sof, 12 ea
deiras italianas, 1 toiellet, 1 guarda ronpa de Ja-
caranda, ljporta chantos, 2 jar s de porcelana,
(bacarat). 1 dito de madeira, 1 cadeira p*ra
enanca, 1 alcatifa, forro de tala e 1 lustre com 2
luzes.
! gabinete
Um sof e 2 cadeiras de chara", 1 mesa de mo-
saico, 1 cadeira para leitara, 2 bancas de jogo, 1
sof, 1 cadeira de braco e 2 de guarnicao, tudo de
junco, 1 tapete pata forro e 1 lustre.
Sala de juntar
Um rico guarda loaea, 2 ditos menores, 4 ap-
paradores, 18 eaeeias de guarnicao, 4 etagers,
tudo de madeira encrestada, 2 jarros de porcelana,
2 fruteiras de marmore, 1 meta de fer i e i rico
porta-licor de electro-plate.
Sala de bilhar
Um magnifico birbar, 1 taquer, 1 marcado, 1
capas e 2 jogos de bolas, 24 cadeiras italianas, 1
mesa do jogo com gamo, 2 c ntonciras de mogno
6 quadros, 1 sof, 2 cadeiras es:ufadas, 1 ence-
rad* de forro e 1 bagiitella completa.
Despensa
Um guarda comida, 1 relogio, 1 mesa de mar-
aare, 2 ditas do madeira, 1 banbeiro, 2 cabidos
grande* e 1 araneella.
Escada
Um encerado, forro da me ama.
Sala depois da escada
Dnas mesas d* j-igc, 1 esteira o forro e 1 araa-
della.
1 sala de dormir
Urna rica cama {raneera t 2 guarda-roupa de
Jacaranda, 1 dito *ca esp. Ih 1 to;. ette de bano,
1 grande lavatorio todo de ataimore, 1 euarnigio
para o mesmo, 1 diva e 2 cadeiras Je bracos es-
tafada, 1 importte pemdnla do nronee e 1 eta-
ger para o mesmo, 1 mesa de jat irania com abas,
1 mesa de moga*, 1 'dita d* anarello, 2 cania para
enancas, 1 tpele ta*>a, 2 lanc : para corti-
nados, 1 porta-toallas, 1 aredell:, 1 palmatoria
de metal, 1 com*da peqie*::, 1 cama de forro,
1 caixa com repartaajentos, 1 lavatorio, 1 mesa
eem abas, 1 eabide lereeadoi 1 lavatorio de ferro
eo*n jarro e baca 1 gaarupfo verde, 2 camas de
farro e estoira para fc*ro.
9* sala do ormir
Urna imprtatele cama fiancesa, 1 guarda-roupa
'gespalho, 1 esiaba de cama, i lavatorio (rudo
Irable). 1 tapeta, 1 berfo, 2 cadeiras, 1 tapett
de cama, 1 guarda-vestidos de amarcllo, 1 mes
redonda, 1 lanaa eom traespujente, 1 puaroigao
de lavatorio, 1 gaarda-j-ias ao charao, 7 quadros
e 1 est- ira para f;rro.
O Illm Si. eeau. ceda or Idur.rde A. Burle,
teodo de retirar-se cora saa Exma. familia para o
Kto de Janeiro, tar leilio por intervenco do
agente Alfredo Gnin.araes, dos movis da casa de
ana residencia, i ra do Visconde de Goyanna. os
quaes alm do saa ptrfi-ita conserva o, ifFereoem
mergem aos Srs. eo*carrotes apreciaren nao s o
goeto, como mexoe, o mais sputado trabalbo arts-
tico.
Enireca r*u arlo conlinao
A's 10 hjras 49) minutos, partir um bond,
que dar passage gratis aos Srs. concurrentes.
Precisase de uui ama para cosinhar : na
Magdalena, residencia do commendador Barroca,
defronte do chafariz.
Ama
Precisa-se de urna ama de leite, com urgencia :
na ra do Biachuello n. 26, paga-s bem, e que
teja de boa conducta.
Ama de I cite
Precisa-se de urna ama do lete
Riachuello n. 24, paga-se bom.
na ra d*
Alagase por 255
a grande casa terrea ra de Luia do Bago n.
47-B, com 5 quartos e mais um fra, bem concer-
tada : a tratar na ra do Mrquez de Olinda n.
60, ou no Caminho Novo n. 91, padaria a chave
para correr, Da taverna junto.
AlBEB-SB
urna grande casa com dous grandes quintaes e
agua encanada, ra Lembran^a do Gomes n. 1,
em Santo Amaro : a tratar na ra da Imperatriz
n. 32, 1- andar.
Aluga-se
por preco commodo as casas : Pocinbo n. 55, n.
67,1 andar, boceo do Vera* n. 8 : a tratar na
ru larga do Rosario n. 34, pharmacia
\1 liga-se barato
as seguintes casas : Pocinho n. 48 ; Vaes da
Apollo n. 75, 1 e 2* andares ; Brum n. 84, arraa-
zem, I* c 4a andares : a tratar na ra largad*
Rosario n. 34, pharmacia.
Aluga-se barato
O 3.* andar da rnn do Bom Jess n. 47.
A casa n. 107 da ra Visconde de Goyanna
A ra do Rozario da Boa-Vista n. 39
A ra Lima- Valentinas n. 4
Casa ra da Ponte Velha u. J.
A luja ra do Cala bou v > n. 4.
Trata se no largo de Corp Santo n.19.1 andar
Aos pais de familia
A abaixo assgnada, achando-ee habilitada a
abrir nm curso primario em sua casa, rma do
Coronel Suassuna n. 72, pede a valiosa proteceo
dos pais de familia, garantndo todo o esmero
possivel no desempenho de sua miss*.
Donatlla Pacific de Sallas Dutra.
Mudanea de escrip-
torio
O advogado Franc'sco do Reg Baptista os
solicitadores Diog Baptista Fernaades e Ant*
nio Machado das, mudaram sou ecriptorio para
a ma d* Imperador n. 22, 1- andar, lado de de
trac, onde serio encontrados das 10 horas da ma-
nhi :s 3 da t.iidc.
Aos senhores logislas e alfaiates
Mara Magdalena e Felismina de Miranda, re-
sidente* ra de S. Joio n. 26, cus- ni com pres-
teza e por p-eco commodo c .misas, ceroulas, cal-
cas c palottd. Os seiihorea logistas e alfaiates
podem se nfonaardo negociante Jos de Ar.uj*
Veiga, ra larga do Ros rio, qne est habilitado
a dar qualqurr esc areciment}.
i r
COatelra a \ npar
Supriitento p ira o vap^ir Jamaiike
N. 927:170
O Sr. Francisco Alvos da Costa, commaadaut*
do vapor Jaguaribr. pela segunda ve* rogado
vir ra du Vn.rquc de Olinda n. 50, dar cum-
primento ao numero cima. Pede-** ao digno
ger-T.ae providencias a respeito.
-----------------------------------------------------------------.--------------
iVsiiiheira
Prici-.a-si' do urna boa coaiaheira, fiel e limpa e
de boa conducta, para *a* > de moco* solteiro* : a
tratar ua ra d,. bario da Victoria n. 51, priraei-
ro andar. .
AVISOS MVERSOS
I'ri-cisa-se de ama ama para sorvico oe c ?a
de pouoa familia : a tratar na ruu da ConceicSo
numero 9
Precisa-so alagar orna preta ou um menino
para v nder un ra : a tratar na ra dos Marty
ros n. 148, 2* andar.
Aluga-ao o siti, do Pina, cumjboa casa para
morada, i ntondo bastante commodos para nu
merosa familia, grande quantioade de coqneiros,
eis grandes viveiros, duis cacimbas com excellen
te 'gua : a tratar no caes de Apollo n. 45.
Alugi-se casas a 84000 no becco do* Ce-
lhos, junto de >. Uonca lo : a tratar na rna da
Imperatriz n. 56.
Arreiidx-se um sitio nu Mitriz da Varzea,
no Amb l, ci.m casa, muitas fructeiras, grande
baixa para verduras e capim, margena do rio,
passamlo na frente a estrada do forro : a tratar
no mesmiluga', no sitio defronte da taverna, ou
em Olinda, sitio de fronte a igrrja de N. S. do
Guadu
Para e Btesiacao do artigo do Sr. JoSquim
E. Ribo'ro, em respost so que anteriormente pu-
'jiiquei nos Diarios dr 25 e 26 di correte, basta
licor quo tscru-ura da bypotheca foi passada
ao cart rio do t-hellian Jo Al< xundre Feneira,
onde eiioto anda, ficando portanto f-m vigor
aquelle mou artigo anterior. Ifeci e, k8 de Maio
de 1866.
Fl scnlo de lmoida Magalhea.
Preciaa-se alugar urna preta ou nm menino
para veDder na ra a tratar na ra do* Marty-
rio* n. 148, 2* andar.
Precisa-*e d; im menino de 12 14 anno*
de idade, para vender na rna, dando fiador de
aa coadacta : a tratar na roa de S. Joo n. 26.
Cosinheira
Pieiisa-so de urna cosinheira : na ras d Pny-
sand n. 19, Pasagtn da Magdalena.
Attenco
Vende-so Manteiga ingleza superior em latas do
1, 2, e 4 a 1*100, e 7, 14 e 28 a 1*000 por libra e
gas inexplosivo a ra do Bom Jess n. 38.
Casa de campo
Alnga-ae urna grande chcara na Capunga, -
tuada margein do Rio Capibaribo, porto do Ja-
cobina, tendo as s.-guiutos accommodaroes : 2
grandes salas, 4 quartos e.-pajosos, grande cosi-
nh, 1 quarto para criados, tom sotao com ja-
nellas ao lado, v no mesmo 2 salas e 4 quartos.
gallinhoiro de ferro, coebeira, quartos para orm
dos e banheiro. Toda a cas* ladeada de larga
calcada e varanda de ierro, sendo toda murada
com 2 partoes de ferro e gradeamento na frente
da meima. Tem sitio eom algunas fructeiras,
jardim, cacimbas, etc. Foi toda reedificada e es-
t pintada e asseiada. Da mesma ao ponto de
parada dos trens gastase 4 minutos; quem pro.
tender dirija- e ra do M.irqui* de Olinda n. 65-
Aos no ates flus ios
Cura corta em 48 boraa das iiiflamcyocs
remontes dos olhos, pelo cijyno prepara
do por Jote Pedro Rodrgu b da Silva.
m prega oeste pt.deroso eolyrio sempre com
grandi* vantagens, uiis seguintos molestia* :
Oplitalmas agudas, puruleutus e clironicas, con-
unctivitos, etc., etc.
Deposito eral, na drogara de Furia Sobrinbo
(X C. ra do Mrquez de Olinda n. 41.
Para informacoos, sedirijam livraria Indas-
tria! 1 ra do Bario da Vic-oria n 7, ou resi
donci i do tutor, ra da Saudade n. 4.
Alleiicao
Perdeu-se um alfinete de ouro -om perolas, da
ra (to'BarSo da Victoria rna Nova de Santa
Rita quem o acbou pode leval-o ra do Mr-
quez de Olinda n. 55.
Experimntela
E digan* o que urbana
O* especiara licores de genip. po e caja que m
achaiii A venda : o largo de 8. Pedro n. 47
1 NC1E
- CREMl ORIZA ORIZA .ELOUTE
aos Consummidores
PERFUMARA oriza
PARS 207, Ra Sant-Honor, 207 PARS
OS rJR00D;T0o DA PErFMURIA OBI/' .jR.^D
devem wa Nweresao e favor publico t
- x7 *. eB!**0 sscrup*]o*o coa lia < a> l sai nalldadt loalteranl
sao lairtcHos. J siariaiU do sin pertun.
MAS SE IMITA OS PRODUCTOS DI PSRFUMAflIA ORIZA
Qem alUnglr ao aea gu de delicadeza perlelclo.
| A apparemia exterior tiestas imitacdes sendo idntica aos Venia- *w uj
A aeiro Producto Orina, o's consummidores decerao se ATT *
^U Precaver contra este commercio Ilcito e considerar como av**
*}*. contrafaccao qualquer producto de quadade inferior J&r ~
^a* vendido por casas pouco honradas. ^r^
Stema do CafJogro Ulmstrado i pedido framneado.
grageas de Ferro Rabuteau
Launado do Instituto de Franca. Prtmio da Tharapautita
O emprego em medicina de Ferro Rabuteau baseado na Scencia.
As Verdadeiras Gragea* de Ferro Rabuteau sao recommendadas nos casos de
ChlorQse,Anemiti, Plidos Corea, Corrimentoa, Debilidade, Esgotamento, Convalescmeia,
Fraqutza daa crittncus, Depauperurnento e Alterafo do sangut em consequencia ele
fatigas vigillias e excessos de toda a natureza. Tomar 4 0 grageas dor dia.
A'em Constipaco em Diarrhea, Assimilacao completa.
Elixir de Ferro Rabuteau recommendado as pessoas que nao podem enculir
engulir as grageas. Um calii de licor aos repastos.
Xarope de Ferro Rabuteau especialmente para as enancas.
lili Urna explicado detalhada acomtanha cada frasco.
Exigir Verdadeiro Ferro Rabuteau de CLIN A Cia, de PARS, que ae
_______________encontr, em coaa dos Droguistas e Pharmaceuticos.
i
^ Hova PERFUMARA Extnt^na m
COpYtOPSS doJ APO]
til.......ai COBTlOPSISioJAPfcf Ptrniuii... a CORTLOPSISmJAPII
aBacn.....m CORYLOPSIS .1 J-i-I i iiiuina.. CORTLOPSIS .1JPI
munmm C0BT10PSIS .< JIPO | ii*........m CORTLOPSIS i JAPI
iCOlTLOPSSMJaPiO^isiiA......mCOITLOPSLSmJAPI
GOHAS REGENERADORAS
do Doutor SAMIIBL THOMPSON
' Tratamento efllcaz contra todas as affec^Oes prorenleot** do enra-
queclmento do* orgftos e do systema nervoso, on da* altera^oes do
aairue rratiaesa do* atas, 1i*arUldaas a>aJpl*a*&e*< aarrm-
11*1 **1ente a-eral, lenca* ConTal***a?a*. kiie tralamento de ha multo,
recommendado como o malar i-aaraaorador do eraanlema,
O FRASCO : S FRANCOS (BM FKAKOAl
rod /rosco ffa i trouaer t Uarca it Fabrica registrada e a saetfnaturu^
dsv* sor riqorosamenla recusado.
raeeonoeaio
AJUS, rharsaacla GIUI, rma mocaatdioaaTt, 38
Deposito em Ptrnaabuco : FRAN M. da SI UVA de C
25Z5HS
Va ice Fabrieanf
dtst
Freivoto
PH0SPHAT0 de CAL GELATINOSO
ii E. LER0Y, PMarmacenlico ii 1" Classe, 2, rna Dannoi, PARS
uirsonvisar- BsHinlTlauta i a MiltM (rtasfu, tatn ladltlias i a thlntli tea eem.
Recommendamos este Xarope *<>s Mdicos e aos Doentes. do um sabor agTadave
lacae acll e mil vetes superior a iodos os xaropesde lacto-priosphato Invenalosc
la^ao. Todos seo cidos ao posso que o rkoiihak de Oal *>e!atlaeeo nao o
O Sar. r>rlejr Boccmt. Mtt ao Hoiaul du Cnancaa. (Ojnffi OH MSpIliuM. 1 ir mi da le;.)
, de asslmi-
pelaespecu-
VINHO PHOSPHATAN DE LER0Y
TNICO
Separador por excelencia
anemia, Consampco, Bronchtte chronica.Jiaica, Fraqueza orian/ea, Conva/esce/ica* drfliotis.
X. DeposiUriuS em ftuu,,.. UCo IRAti M. .U SILVA o C-.
f
r
illM'iemDnn e .
A PEPT9NA
CURA CERTA
de todas s AffecQes pulmeaares
SfA i fama 4.111KHC ia PBy7,t>aA
*reawr*do per T^mromk" o> rr**, i aa. ]
a**B*a**eeto qmn mano snntrike tan Cv>
btar *. rbnrcot 1estoe-*rs e rejHenaa a<.
"*"* '. ame n sm Je 'iiineN aati.,y <
4* eneet*. 1
aaeteer xaer*eri3j 'etar p*i**f
m fnitV* -iivae *e farh e eetrosl
ule* 4om*nmnrr s rfTi-i A>TlafaKl
51 r-BPTOMA SMFWSBjre; b. Ue-!.
B*swii>*d* **i aae estar y* ir r*^aew *
as aea* earia*. Mr*nta*r.c-ta a ..*-.'
r a*ai a earu ny^a v> SAr Defr***)* ?
*** ce* raa*HaiT0, cojo trsn* o a **n* *au%
haat ni iit aal* a-indo ne4*i J
Orne > A*a*t *9a<- Qefrtsae:
teamhe, eM le kVrco de tan.
i lsw aae tt tbv amor Jtaatar e aa-
a. t* ~m ^t^ew^jatm
ranada* >w aaar, *]* *Vri*i*| aea
aa* fravas *< teatjo en areaaaka,
tcaaar* sosaeo tiv* Ae tMb n ***
aa>\ oeate ou coai \a
*a* ,'reparaeV aJK
**tWr*a*ie-lhe as uncgoea
a asMes anlavrer kl****, m
a < nn raclt'tfcos aimm
. a da l>*)tona. er is*% 1
alna **D* srdeaeiro derar o 4
aaaaendaU-. a* m*s ioottK q'*bb (raed* ~ rae* cese; A
mam *r?t.c*do oooo Dt:-iram. y
as bbbo* ,' ttfl a v-f- ^trioe ea* *
a* a eec^aidad, de diferir en alimeatae, |
*ve*;a(mene *ua.-nM>os era raeaa* isa- J
eerio** *< aae hoje; en** ff cc3a*M**ede*
erase auta vi|ore*u( angnir-ea. eianisas
* naaa ^'ura rcu*to Hfptfxir.. rarorfca*
per *bm Tanda car. snece* faa
taria* ; *rte*ava a pronpU traii*evai-
f*e laaarnto* naaia rerscriros.
a Ha, porm. iK trae os e jinaao Aekm
ule* eerecem de *tvT(ia, 4 ooai
laasav amio d* tedas ar tuaetincia*
cilitaa: a difeatao, coaao, -ar 9:
a* Ptacre>tia*.
O raceitj de hjj-iene ats lrapertaeta,
1 <>rem tais desfireiad* ecte : Caami
'uute -*d rawifsr avutre. E" **t* se-7
fruta i* a*;;de, o durunt nvito teevpr -v.
BMr *stavi tiveraa* er asvuaato ttorf
pnivcpf.. efjeeto; alm d'isao -tunia <*',>
to'ic*> de medico na Repc>u>i> de Besad* J
ean.is d*sta eidade. em gue o* sea^
e lymr-hi-'we* abundem for de vediri om^
permit*-* faaei muitaa frilfrnn iapla>a.fl'i
de aeusesceiiactesprodu-.'tos a
clia-se o poi de Uo valite vnedl- 4
samunto aa* Pharntaria* a Onjariw 'Vasna v
-iidi E' jjocmo rular e reroi*eeel-5'i
Keiur em iroitaeoes, nzinio i^i '^i^^riP^tnb t^raaUr* -
**l
1
^y CAPSULAS
rcREOSOTADASVe?;
[oDr.FOURJmU
Vnlcas Premiada*
Hi ix, :.,ii Panzcm 1178
1IX!J-VI A IlAk'A UK
aaSASVia r.KuAaa
Todos aquelies que sofTrera|
Lio peito, devem experimentar!
[as Capsulas do Dr. Fourniir.|
DepOSltar.OS um Perpimuco :
FRAHCiaCC M. da SILVA & C.
*a
s.
dio 6') :
a bella alvura vapo-
rosa cjuc fez n
das Bellezas da Antigji-lat'c.
. PANAFiEU & C*
Paria, ra Roci>chouaii, 70.
'.dt'm Parnirtuco : Frilir~M. da 32.VA A O*
"iv^mwwiwm** j'-^avwavaaiawwl
L
lo;.' ti
4^j^.Cmo2oov, &Ln-pxuXi
X?t>A*.tC+tti puinufttkl/^
'&77+*rt.fets*.

w&s^ssssssssxisieyssxess
GONTRAL
Dafluzoa, Orlppe. llropcbltaa
SrrlUooea do Palto, o XAROPE a PASTA i-1
tora.' i. RAT da OBLANGRENTER aV> 4a vm.
aDeacaa oena nrUlaadu por Manbn 4 Aaadaac'j'
da Madkrla da I
Baaa Cata, AdryAtaa aan Coaaaa ua-aa aen ieat>::
Knaaaa aSacatdaa ea Tona* on Goqneliacba
**W *, rae wiaaae. H FAKid
GMMEdeVOUGEOT
Especialidade de Caaals
C JJSTIH DEVIttEBICHOT
OWW(Cfl*>lur)7Ptai9.
!!

tt Viernileam ees CxpoiloOee du :
flEIl 1155, I0I8, 1167 (Exiotlci* Oiltirul)
UOI IMS (Hiaika a Hiira). 11(3
L0IBBEJ. I1C0I IMS BOBDEaBI 115!, IMS
BOOM 1159 BnUIDOI. TIOTB 1CS3
Dtpuia loareParnamuco Fraiir'KaSILVA tca
CUIDADO COM
AS FALSIFICACS,
1P X
PARA
O LBNCO O TOUCAPOi
E O BaXHO
MICO
/
^ f c4j
%
A
commercio
Os abaizo assignados, pelo presente declara**
ao publico e ao &>mmercio. qne nesta data veu-
deram o seu estHbeIecim*nto de molbados sito 4
ru* de Santo Amaro u. 28, livre e daseinbaracJido
de todo e qualquer onus ; se, porm, alguem se
j -ligar com direito a piot-star, queira fa*el-o
prazo de 3 das, a contar d ata data.
Recife, 31 de Mio de 1886.
Jos de CarvLbo & C.
Ao commercio e ao pu-
blico
O abaixo assignado deelara ao publico e ao
commercio, que nesta data empr-m aos Srs. Jos
de Carralhu & C. o estabelecimeuto de molbados
sito ra de Santo Amaro n. 28, lnrj e desamba
ri-cado eU todo e qualquer onus que p-tsa appa-
rtcer.
Iiecie, 31 de Maio de 1386.
Manocl Ji.s Fernando.
HBSCuS OT
PreoaraQao de Productos Vegetaes
extin?aoTas caspas
e outras Molestias Caplllares.
A ARTi NS^&~BASTOS
JPernambnef.
A casa Vctor Pralle, sita ra do Imperador
11. 55, tendo recebido da Europa um completo sor-
tmente de msicas, convida o respeitavel publica
para visitar o seu estabelecimtnto, e chama a st-
tenco par* as srguintes novidades, que tornam-
se recommendadas pelo seu autor :
Dolores, celebre valia para piano, por Wal-
dteuf.l.
Tambourim, celebre polka para piano, dansan-
te e de efi'eito, pelo mesmo autor.
Demonio da meia noite, valsa para piano, por
Francisco L. Colad, > a valsa violamama, muito
procurarla, edictada aqu.
Engenho 8. Braz na co-
marca do Cabo
De ordem do juizo de orphaus da cidade d*
Cabo, vai [.ruca o arrendamento do engenlio S.
liraz, no dia 4 de junho : quem pretender deve ir
ver o engenho e comparecer praga.
Ouen tem?
aura c liras* : compra-se onro, prata
jeras preciosas, por maior prego que em outra
maiquer parte ; uo 1 andar n. 22 roa larga do
iosano, antiga dos Quartei^, das 10 horas s 2 da
arde, <:' uteis.
Aguas miBtraes de Van Engen|l0 Varzea Graiide
Fonte
Ht afean
Precense
Dcslre
Deposito em Pernambuco, na botica franceza
de RouqaMrel Frcres Successorus de A. Caors, ra
da Cruz n. 22.
Aos senhores capita-
listas
O agente de Ieiloes, Pestaa, autorizado per
um aniig* qne retirou-se para a Europa, vend*
trinta r. cinco prKlios (ca?as terreas e sjbrado*),
em perieto estado de c nsrrvaftvi, nos mclbore
lugares das freguezias do Recife, Sauto Antonia,
S. Jos, Boa-Vista e Graga : trata-se uo Recata,
ra do Vigario n. 12, armazem.
No dia 8 de torrente mez, ao recio dia, no pac*
da cmara muoicpal da cidade de Pao d'Alhe,
ser vendido em praga publica o engenho cima,
moente e coi rente, com todas os seus utensilios,
servindo de base o prega de 16:000 por enante
fui avaliado, bem como a salra pcuJeute a corte,
pelo preen de 5CK.', valor da avaliago.
Em f'imirl ira anda praga urna parte do n-
gHnho Laavagem, e outra parte as matas do en-
genho Kamox, servindo de base o prago dus ava-
liages. A primeira foi avaliada por 1:0U0 e a
segneda por l:250g>
i i }
Costu reiras
Pri;8-ee de lx>as costureiras ; ua ra da Ae-
rora n. 39, andar.
(osinheiro
Caixeiro
Precisa se de um caixeiro que tenha pratiea de
taveraa. de conducta afiangavel : na ra de flor-
tas n. 17,
Ao publico
O abaixo assignado avisa ao redpeitave' publico
que o Sr. Manoe Ilrrccilano d Emiry nao i.d*
em caso algum fazer necicio om urna casa em
Pa'mares, na run Nova n. 75, pertencentc a me-
nor Mara de Emiry. Recife, 2 de junho de 1886.
Francisco Antonia do Amai*l.
Jrolongamento
Plese por f.ivur que enha a ra Direita n.
16 (viado Draneo) os .-vsmiatea senhores : *Ia*rl
Joaqun. Araujo Gees e Waltndo Odn Arante*.
(ico, san itfBrtini ahbalxo iu cozai
Pira evitar as fatstfltacdes,
exigv u ftrwea Jo inventor, Jlurj.padd
m; efda $u$ptiSorio
FB BE TIMS OS STSTHilS
MKIAS RARA VARlZKB
mUEHET-LI MHMC. wcmr, ?vit. 41, f. J.-J. Kiu.ii
fcB'.lel'HADO
CftiiBheira
Precisa de urna boa *.>sinkeira ; ua ra *
Marque* de Olinda n. 20-
Precisa se de em cosiuheiro : a tratar na roa
da Uniao n. 11.
Criado boleciro
Al upa se um mulatinho escravo para criado, e
qoal sb bolear : trata-se na ra do S. JoSe,
> asa n. 97.
! PARA COSINH \R
Precisase de una
ama que saiba eosi-
nhar bem; no 3. an-
dar do predio n. 42
da ra Duque de Ca-
xias, por cima da ty
pographa do Diario.
^ Agaa le Wn "
Em qnnrtcs e meias giu-rafas, ve >' Furia
obrinho 4 C A ra do Mrquez de Olm .41,
DEPOSITARIOS
Appell
o aos amigos
A commissao encarregada de distribuir as ac-
ces coa* o titulo cima, que devia correr t ai a
segunda lotera do corrente raes, mo Uudv rece-
bido o importe do pequeo numere que p8S**,
previne aos amigos possuidorce das r- f-ridas *-
goee, me fie traneferida para a ultima lo eria d*
Jalho vindouro.
es
I-i
Accoe
s entre amigos
Uji rifa de nm cavallo castanho, sellado e*-
freiado, um rxlogio e urna cadeia da o*ro, que *
tiuba d<' extrakir cem a ultima lotera do -oca da
Maio, fi't transferida para a ultima de julho do
corrente anno.
Joa'peim Salgueiral & C, pripriatario* da refi
aago ra Direita n. 22, tciido reformado ec>a-
plrtnmcntr o sea estabeleciment*, scieatificam *
publico m geral c especialmcute ao conim. rcie,
t que teeie sempre um completo so.-timento de r.sal-
i oares, taato ra carogo cono refinados, de 1', je %
3* airte, t especial rrfiaadu com ovos, o uttlliat
que se eneantr no mercado, c peder* d* pr in|t*
aatistaacr qualqaer pedido que laea seja fino, nd|s
para ite* teem *mpra *m graade deposito. (J-
raatem a boa *xec*gai 1 impesa dos smspre-
dnctos.
445
Veode-se
a casa terrea da ra do Capibarba n. 34, com
grade de ferro na fren'e e ao lado, e portfic, gran-
quintal com arvoredns de frncto e flores, com .">
quartos, sendo um forrarlo, 2 salas e correeor taa*
b-'in forrado, saleta pra eng^mmado, grande co-
sinb i, d<&pi'iisa, quarto para criado, gallinheo-
quartx pira banhi-, pgo e tanque, c outras bem-
feitorias : a tratar na mesma.
Advogado
Padre Dachare! A^sis hVzi rra d-^ Mineaes, ra
estreita do Boa rio n. 32, l' andar.
f'omedorias
Na ra da Gloria n. 144, faz-se comidas com
limpesa e pontualidade.
Ama
Drecisa-se de urna boa engommadeira : na ra
Pr.meiro de Margo u. 16.
Kaaero t>!ephoa*iro
Cosinheiro
Precisa-s* de um cosinheiro : a tratar na rea
de Paj9*ad n. 19 (Passagem da Magdalena).
Novo porto do carvao
11 Run alo aflarqnc/. d* Hervc: U
Vndese carvao a 720 rs. a barrica, e quea
t ver comprado 30 barricas, ter urna de ^rataf-
cago. Mais oatro offeri-cimento vantaj.tso : e
consumidor que houvtr recebido de* barrica gra-
tis recebera em qaarto de billetes da lot-Ma de
4:00"/ da provincia ; se em dito quarto sahir a
sorte grande, ser entregue ao portador 20 vig-
simos da lotera do Re de Janeiro, 20 ditos da
corte, 50 ditos da importante lotera das Alageaa,
* SO quartos da loteria de 4:000 da provincia.
Portanto, o possuidor dos eem uumeros est habi-
litado a tirar maia de 22O.0004.
N. B. O portador s ter direito apresentande
os taloes e recibos fornecides pela cisa.
Anelo
PrevMcao
No Caminho Xovo, difron.e da professora, la-
va-so een qae quizerem dirijam-su easa n. 38, no mesmo
lugar
Ama
Pn cisa-sc de urna ama p-ira todos os sirvigns
de casa de familia : a tratar na ra do Baio da
Victoria u. 7, 2 andar.
Ama
Precisa-se pe ama ama para cosinhar : em
Fernandes Vieira n. 7, junto do quatro ltes,
casa de azulejo smarrllo.
Engeuho
Mano?l Cardoso Jnior previne ao resp^ avel
publico e especialmente a todas ae casis coa
quem tem transaeges, q'ie desde o dia 25 de Maje
fiodo deixou de ser seu criado Antonio Ribeiro.
O Baro de Buique vero, coberto de iut >, a
n f. star o son profundo pesar, pelo premature
passamento do seu distincfo e presido amigo Dr.
Antonio Francisco Corr -ia de Araujo, e dar oe
di'vidus psames aos seas mais prximos psrentee.
Encontr el te aeeses nmbraes celestes aqacl a pae
que nao pode encontrar entre oa humeps. Re-
qtiiescat in pace.
Vai em praga no dia 8 de junho, depois da au-
diencia do Dr. juis de orphos, o engenho Tiuma,
sito na fregnezia de S. Lourengo da Matts, con-
tratado no engenho Central, e piox'iro a estagaa
do mesme nome. O agricultor que queira-se eolio-
car bemem am dos prmeiros engenhos daquella
fregueaia, compareca i meema praga.
TioreoMoT,
loreD. io Pea de Miranda Franco convida a
seus prenles e amigres para aasistirem urna aaiata
por alm* de sua presada mli, Floreacia Rod-agoea
de Miranda Franco, no dia 7 do corrente mes,
pelss 7 horas da manba, na matriz da Boa Vista,
antecipnndo d->sd<> o seu reconh''cin>ento.______


I Mtnmi I
[W]




ts*~

Diario de P^ritambnco-- Sftfthado 5 de Janho de 1886
)
I



'
.
Sem dieta esem modifi-
ca ^oes de costumcs
Laboratorio central, ra do Viconde c
Rio-Braneo n. 14
Esquina da ra do Reqente .Rio dt
Janeiro
Especficos preparados pela phar
macentico Eugenio Marques
de Hollanda
Approvados pelas juntas de hygiene da Corte,
Rtfmblicas do Prata e academia de industria de
Paria.
Elixir de., imbiribina
Restabelece os dyspepticos, facilita as diges-
tor e promove as ejeccoes difficies.
Vinho de anarjaz ferruginoso e quinado
Pira os chloro-anemieof, debella a hjpoemia
intertropical, rtconstitua os bydropicoB e beribe-
rioos.
Xarope de ior de arueira e matamba
Muito reeomm* ndado na broncbite, oa hemop-
tffle e as toases agudas ou chrooicas.
Oleo de testudus ferruginoso cucas de
laranjas amargas
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga-
igmo, na fysica.
Pllulas ante peridicas, preparadas com a
pererina, quina e jaborandy
Cora radicalmente as fchres intermitientes, re-
ssftlentes e perniciosas,
Tinho de jurubeba simples e tambem fer-
ruginoso, preparados eia vinho de caj
EfficaEcs as iuflarumaces do figado baya
agrjdas ou chronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Applicado aaa coovalescencas das parturientes
urtico antefebril.
Depasito : Francisco Manoel da Silva & C.
Francisco Manoei da Silva & &
23-RUA MRQUEZ DE ('LINDA-23
Feitor
Precisase de um eitor que entenda da jardim
a tratar na ra d* Imperador n. 79, 1
e borta :
andar.
VEHDiS
itigo
Nurt
Regulador U mito
Este imputan! estaboleciniento de relojoaria,
fundado em II8s), est funcionaudo agora roa
larga do Rosario n. 9.
O seu proprietario encarregado do regulamen-
to dos reldgios do arsenal le inariaba, da compa-
abia dos trilhos urbanos do Recife Olinda e Be-
eeribe, da do Recife i Caxaag, da estrada de
ferro de Caruar, da compsnhia ferrocarril de
Paniimbuco, da assosiacao commercial beneficen-
te e da estrada do ferro do Limoeiro, cercado de
tntclligentes e habis auxiliares, concerta e fa-
bil a qualquer peca para relagios de algibeira,
4e parede, de torres &< greja,, chronometros ma-
ritim)3 (dando a marcha), caixas de msica, ap-
arelboe elsctriccs t< legrapbica*.
0 mesmo acaba de reeeber variado sortimento
de relogios americanos que ven le de 7* a M
para parede, mesa e ueppertadorrs de nikel.
Gontinia a exercer a mi profiss&o, eom do e
intoresse de que semprs dea provas ao respei
tael publico e aoa seus collegas, e vende forne-
irnento de qualquer qualidade.
Em frente de seu estabelecimnto se acba col-
locado um relogio, cujos mostradores tambem po-
dero ser vistos pelos paesageircs da ferro-carril,
sendo sempre a HORA ilKDI.v DESTA CIDADE,
determinadas pelas suas observa,oes astronomi-
aa. Roa larga do Roano n. 9.
Antonio da Costa Aranjo
Leonor Porto
Ra da Imperador o. 4Ufc
Primeiro andar
Contina a executur os mais difficeis
figurinos receidos de Londres, Paria,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicio de costara, em re-
vidade, modicidad em preces e fine
gosto.
i
i
S:
;*!

as
PASTILHAS
De AN6ELIM&MENTRUZ

JQ
m
i
5
TZ

0 Remedio mais efflcaz e
Saturo que se tem dexoberto ate
hofe para eupeUir as on-br/ffas.
ROQRIAYOL FUERES
Fillas purgativas e depurativas
de Campanha
Estas piluias, cuja preparacSo puramente ve-
getal, teem sido por mais de '20 anuos aprofeitadas
eom os melborea resultados as seguintes moles-
tias : affeccces da pelle e do ligado, syphilis, bou
Mes, escrfulas, chagua inveteradas, erysipelas e
gonorrhas.
Modo d> unal-aN
Como purgativas: tomr-se de 3 a 6 por dia, I e-
-nendo-se apos cada dse um pituco d'agua adoca-
da, cha oa caldo.
Como reguladoras : tome-se um pilula ao jantar.
Estas plalas, de invencSo dos pbarmaceuticos
Almeida Andrade & F>lhos, teem veridictum dos
Srs. mdicos para sua melhor garanta, tornndo-
se mais recommendaveis, por serem um seguro
purgativo e de pouca dieta, pelo que podera ser
asadas em viagem.
ACHAM-SE A' VENDA
Mm drogara de Farin Sobrlnho C.
1 BA DO MABO.UEZ DE OLINDA 41
Mercearia
Traspassa-se urna easa de molhados em urna das
rincipaes ras desta vidade, muito afregnezad ..
Hvre de impoetos e de quaesquer dbitos.
Qoem pretender dirija-ac roa da Madre de
ens d 2, das '> horas da manhS aa 6 da tarde.
Para eseriptorio
Alaga-se a sala da frente do Ia andar sito a
na do Imperador n. 55, propro para escripts-
rio : 4 tratar na loja do mes me.
podara Entrella d Norte, a ra Thom do 6oaza
n. 8, e o motivo da venda se dir ao comprada* :
a tratar no mcsmo.
Carne e qoeijo do serto
Vendes carne e queijo do sertio do Serid,
por preco baratissimo : ra rna do Bom Jess nu-
mero 38.
WHISKY
BOYAL BLEND marca V1ADO
Este excediente Whisky Escasee preferiw
ao cognac ou agurdente de caima, para fortifica
o corpo.
Vende-se a retalho noa h, lheres armasens
aiolbados.
Pede ROY AL BLEND marca VIADO cajo w-
av' e emblema sao registrados para todo o Braal
BROWNS 4c C, agentes
A Revoluto
0 48
a na Duque de Casias redusio as vendas
a 25 O|0 de menos de seu valor
ver para crer
etin maco a 800 rs. o covado.
Merino de bolinbas 900 rs. o dita.
Lindas alpacas de cores 360 o dito.
Setinetas lisas i 400 rs. o dito.
Tilas efieosB- sas a 440 o dito.
Mutas finas modernas a 240 e 280 o dito.
I 'retoes finos a 320, 360 8 400 rs. o dito.
Fustao branco a 400, 440 e 500 rs. o d;to
Linn branco a 500 rs. o dito.
Mariposas finas de cores a 240 o dito.
Linbos esco8sezes de quadrichos a 240 rs. o dito
Renda da China 240 rs. o dito.
-eda de listras 1*000 o dito.
Damasco de cores a 500 rs. o dito.
nrim pardo liso 300, 360, 400 e 500 rs. o dito.
Verbutinas de todas as cores a 14000 o dito.
Fichas a 14,2, 3*, 4* e 5*000 um,
Casrmira inglesa de cor a 3* e 4CO0 o covado.
Dita diagonal a 2* e 2*500 o dito.
Dita de cores a 1*800. 2* e 2*400 o dito.
Flanella americana 1*200 o dito.
Toilette para baptisados a 9*000 um.
Ponhos e coliHrinhos para s- nhnra a 2*009.
Espartilhos de corsea a 4, 5, 6 e 8*000 um.
Camisas bordadas de linho a 80/000 a duzia.
misas para senbora a 30*000 a dita.
Ditas de meia a 800, l*0o0e 1*400 a dusia.
Timoes para meninos a 4*000 um.
Casacos de laia 12* um.
Bramante de 3 larguras a 900 rs. a vara.
Dito de 4 larguras a 1*200 a vara.
Lencos com barra a 1*200 a dusia.
L*n9J8 brancos a 1*800 e 2*000 a dusia.
Lences de bramante por 1*800 um.
Cortes de caiemira de cor a 3*. 3*500 e 4* um
Toalhas felpudas a 4* e 6*000 a dusia.
Ditas alcochoadas de 20* por 12*000 a dusia.
Meias para hornera de 35, i$, 5* e 6*000 a dusia
Meias para senbora 3*, 4*< 5*, e 6*000 a dita
Colchas brancas e de cores a 1*800 urna.
Colchas bordadas a 5*000 e 7*5 O.
Cobertas forradas a 2*800 e 2*900 urna.
Madapolao gema e pelle de ovo 4 6*600 a peca.
Redes bambarguezas a 10*00 i urna.
Brim trancado a 700 rs. o covado.
Cambraia de forro a 12*000 a peca.
Zefiros liso* a 120 o covado.
ortesde casineta a 1*000, 1*600 e 1*800 um
Anquialias a 2*000uma.
6550
12*000
800
1*800
Fazendas brancas
SO" AO NUME40
do rna da iMperairlz = m
Loja do barateirot
Alfceiro & C, na da Imperatri n. 40, ven-
der um bonito sortimento de todas estns fazendas
abaixo mencionadas, sem csmpetenoia de preeos,
A SABER:
AlgodioPepn de Igodozinho com 20
Sdas, pelo- barato preco de 3*800,
, 4*500, 4,S < 6J, 5*500 e
MadapoloPecas de madapolio com 24
jardas a 4*500, 5*, 6* at
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de
Di'as brancs e cruas, de 1* at
Crcguella francesa, fasenda muito encor-
pada, propria para lencoes, toalbaa e
croulas, vara 400 rs. e 500
Ceroulas da meama, muito bem feitor,
a 1*200 e 1*500
Colletinhos da mesma 800
Bramante fraoces de algodio, muito cn-
corpado, com 10 palmos de largara,
kre 1*2
Dito de linbo inglez, de 4 largaras, me-
tro a 2*500 u 5080c
Ato ai hado adamascado para toalbas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1 J8!V)
Cretonos e chitas, claras e escuras, pa-
drSes ddicades, d 240 rs. at 400
Baptieta, o que ka de mais delicado no
mercado, rs. 200
Todas estas fazendas baratissimas, "na conhecda
loja de Allieiro k. C, esquina do becco
dos Forreiros
Algod^ entestado pa-
ra Ien?oes
veade um variado sortimento de vestuarios pro
prios para meninos, sendo de palitosinbo e calo
nha curta, feitos de brim pardu, a 4*000, dito.
de molerquira a 4*500 e ditos de gorgorito prato
emitando casemira, a 6*, sao nwito baratos ; n
loja do Pereira da Silva.
Camisas de cretone
% 91500
Na nova loja de fazendas ra da Imperatriz
n. 32, vende se camisas de cretoae de cores, sendo
muito bem feitas e de bonitos padroes, pelo bara-
to preco de 2*600 cada urna ; assim como ditas
brancas muito finas, pelo meamo preco : iato aa
ra da ImpC: atris numero 32, loja de Pereira da
Silva.
Ao 63
Hlhar
Vende-se um bilhar francs em perfeito estado
com tres jugos de bolas e seis tacos : a tratar no
artigo largo do Pelourinho (corpo Santo) n. 7, es-
eriptorio.
Cabriolet
Vndese um em perfeito estado e por preco
ponsmodo; tratar na ra Duque de Caxias n. 47
ngeiilio a venda
Vence-se o engenh.i Murici, com safra ou sem
ella, situado na freguezia da Escada,
distante da
egoa,. podendo
respectiva estacio um quarto de
dar seis camiuhss por da, moeate e corrente,
tem duas casas grandes e duas pequeas para mo
rada, e outra para farnha com suas pertencas : a
tratar na ra do Imperador n. 65, 2 andar.
Massa de inaadioca
Vende-ee massa, especialmente preparada, para
bolos de Santo Antonio, S. Joio e S. Pedro, a 50t
rs. cada pacote de meio kilo : no largo de S. Pe-
dro n. 4-
Froctas maduras
Vendc-se diariamente especiaos laranjas para
mesa, mangabas, sapetas, e outras muitas : no
largo de 8. Pedro n. 4.
Koa Duque de Calino numero <
Chitas petit pos de cores azues a 20# rs. o co-
vadn.
Ditas finas claras e escuras, 240 rs. o dito.
LSs escossezas, 320 rs. o dito.
Alpacas de cures finas, 500 rs. o dito.
Fustoen brancos finos, 500 rs. o dito.
Setinetas e gorgurinas lisas. 500 rs. o dito.
Meriu setim maravilboso, duas larguras, l*60t
covado.
Cortes de vestido em cartees, 10* um.
Ditos de cachemira dem, a 30* e 40* um.
Fichus modernissimos, de 2* 9* um.
Ditos di) malha, a 1* um.
CollarinhdS fechados, a 5*000 a duzia.
Ptinhos finos de n. 25 30, 800 rs. o par.
Velbutina de todas as cores, a 1* o eovado.
Merinos preUs e de todas as cores, setins de
todas as cores, cambraia com salpicos brancos e
de cores, tapetes de todos os tamauhos, meias
para homens, sonrieras e meninos, e outros maitos
artigos por proena resumidos.
MENDONQk, PRIMO A C
m no
Vende o Vasconcellos ra
corram a ella I
da Aurora n. 81
4 Bella Aurora
Ver par crer
A verdadeira carne do Cerid
A 800 rs. o kilo.
A 800 rs. o kilo.
A 800 rs. o kilo.
Teem para vender Pinto Figueiredo 4 'J.
Praca do (ende dn i. 1
Superior man-
teiga ingleza garan-
tida, pre cada la a de libra;
\ende-se na ra do
Vig-an Tenorio n.
10, armazem.
A eOo ra. e lUMM o metro
Vendo-so na loja dos barateiros da Boa-Vista
;odo para lencoes de um so panno, com 9 pal-
s de ;arpuraa 900 rs., e dito com 10 palmos a
00 o metro, assim coma dito trancado par
na bas de mesa, com 9 palmos i otro. Isto na leja de Alheiro ce C, esquina
do ecco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*209,1*400, 1*600, 1*800 e 2* o covado
A heiro & C, rna da Imperatriz n. 40, veo
dem muito bons merinos pretos pelo proco acimr
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co di s Ferreiros.
espartilhos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhoras, pelo preco
de 5*009, assim como um sortimento de roupai
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
de becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZ AS
A 2*800 e 3* covado
Alheiro & C-, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem am elegante sortimento de casemiras ingle-
sas, de duas larguras, com o padrees mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato prec*
de 2*800 e 35 o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar fazer costumcs de casemira a
304, sendo de paletot sueco, e 35* de fraque,
grande pecb ncha : na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porco de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toqne de mofo, pelo barata proco de 320
rs. o eovado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordado) a IOO r*. a peca
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
bordado, dous metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em cartao eom 50 pecas, sorti-
das, por 55, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do beoeo dos Ferreiros.
Bonitos leques de race para senbora, a 34, 6*
8* o 10*. e t~ <~,
Ditos de setineta, de 1*500 a 2*500.
Ditos de papel, de 300 rs. a 1*.
Ein coBtlnoa^So
Cintos da couro a 1*500 e 2*.
Babades bordados largos e estreitos, a 100 rs
a peca.
Chapeos para baptisados, de 1*500 a 8*.
Ditos de palha para criancas de 3 a 4 annos, a
*500.
O Pedro Antones 4 C. quera tem para lqui-
dacio.
Belleza, frescura, juvenlude
Pe, bramo de* taracen para ama-
ciar a pelle
Estes ps, de ama fineza extrema, especialmen-
te preparad aformosear a pelle, semlte-
ral-a.
A' venda, 6l oa do Pedro Antuaes & C.uru
do Duque de Castos n. 63.
Igualmente o bem conducido lete de rosas cara
extinguir as nspinbas e pannos, os mais assomoro-
sos iuimigus de urna assetinada face, resttnindo-
lhe a bellaza antiga.
F.m ultima analyse ser bom nao esqueser o
crme rosado para es labios !! S a Nova Espe
ranea.
I'til e agrada*eF
Fazor um delicado trabalbo de erochet com a
novellos de la e seda de diversas cores, que teem
o Pedio Antuues & C.
Linhas de diversas cores, dita branca de linho
para tasar trivolil, medalhro tranca bem conhe-
cida para o mesmo.
Um bonito desenbo colorido para mesa bonita
almofada.
Ao 63 Ra Duque de Caxias
O tonipo proprio
Boas meias de 13 para homens e senhoras^iovss
de dita para quem soffre de rheumatismo.
Ao OSBoa Duque de Caxias
LOTERA
ALAG0AS
CORRE NO DIA 8 DE JUNHO
DPTRANSFBRITEL! IfflApRIVEL! #
O portador quepossuir um
vigsimo desta importante lo
teria est habilitado a tirar*..
10:0061000.
Os bilhetes acham-sea' ven-
da na Casa Feliz, praca da In-
39.
Corre no dia 8 de Junho de
1886, sem alla.
a renz, f
dependencia ns. 37 e


Camisas nacionaes
a asoo. .ioo e a*5oo
32=^ Loja k ra da Imperatriz 32
Vende-se ueste novo eetabe .imento um gran-
de sorlim-nto de camisas brancas, tanto de aber
taras e pjnhos do linbo como de algodio, peloc
baratos preeos de 2*500, 3* e 4*, sendo fasenda
muito melbor do que aa que veem do estrangeiro e
muito mais bem fritas, por serem cortada* por
um bom artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda fazer por encommendas, a v mtade dos
fregueses : na neva loja da ra da Imperatriz n
3:, de Forreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazendas
S Roa da Imperatriz = 9%
DE
FERBEIRA DA SILVA
Neste novo estabelocimeato encontrar o res-
jitavel publico uin variado sortimento de tasen-
as de toljs as qualidades, que se vendem por
recoe baratissimas, assim como um bom sorti-
mento de roupas para homens, e tambem se man
da fazer por encommendaa, p r ter um bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos
casemiras e brins, etc
aa-
81 P
-aa
7*0
10*001
12*00i
12*001
5*50.
6*6f<
8*001
3*00)
l*60r
1*00>
Boa da Imnerairli
Loja de Pereira da Silva
Neste estabele cimento vende-se as roupas aba
xo mencionadas, que sao ba- ..as.
Palitots pretos ele r aiagonaes e
acolchoados, senoo tazeudas muito en-
corpadas, e forrados
Ditos de casemira preta, de cotdao muito,
bem feitos e ferrados
Ditos de dita, fasenda muito melhor
Ditos de flanella azul sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados
Calcas de gorgorito preto, acolchoado,
sendo fazt nda muito encornada
Ditos de casemii.i de cores, sendo muito
bem feitas
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de maleskim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e
Ceroulas de givguellas para homens,
sendo muito D>>m feitas a 1*200 e
Colletinhos de groguella muito bem feitos
Assim como um bom sortimento de lencos d
linho e de algodo, metas cruas c collarinbse, eU
Isto na loja aa mt da Imperatriz n. 3i
Riscados largos
a tOO m. o eovado
Na loja da roa da Imperatriz n. 32, vendem at
riscadinbos pr-prios para roupas de meninos <
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covadi
tendo quasi largura de chita francesa, e ssii'
como chitas brancas mindinhas( a 200 rs. o
do,e ditas es caras a 240 rs., pechincha
loja do Pereira da Silva.
FnatOe*. siellnetaa e iuinha m 60
ra. o covado
Na loja da ron da Imperatriz n. 82, vende-t
um grande sortimento de fustoes brancos a 5t
rs. o covado, lzinhas lavradas de furta-corea
fkzenda bonita para vestidos a 500 rs. o covade.
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas ar
coros, a 600 rs. covado. pechincha : na loj.
do Pereira da Silva.
Merinos preto* a l#t
Vende-se merinos pretos ie duas larguras par
vestidos c roupas para meninos a 1*200 e 1*60
o covado, e suoerior setim preto para enfeites >
1*500, arsim como chitas pretas, tanto lisas com
de lavoures brancos, de 240 at 320 rs.; na novv
leja de Pereira da Silva ra da Imperatriz no-
mero 32.
tlstodHoxiniio francs rara lenre
a OOO m.. lie l*oo
Na loja da ra da Impcratria n. 32, vende-a-
superiores algodozinhos francezes com 8, 9 e 1<
palmos de largura, proprios para lences de un
t panno pelo barato preco de 900 rs. e 1*000 >
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1*280, at
sim como sopericr bramante de quatro largura
para lencoes, a 1*500 o metro, barato ;. na loj
da Pereira da Silva.
Roupa para meanus
A Alt. i&OO e O*
Na nova loja da ra da Imperatris n. 82, s-
Raa Muotio de Caxias n. &
Fustoes de cores para vestidos a 240 e 820 rs.
o covads.
i. hitas claras e escuras, 200 o 240 rs o dito.
Sargelins diagonal de todas as coree, 240 rs. o
dito.
Alpacas de seda idem idem, a 360 e 400 rs. o
dito.
LSs coi-j bolinbas, novidade, 560 e 700 rs. o
dito.
Setiuetas superiores, fasenda de 600 rs., para
liquidar a 400 rs. o dito.
Damascos superiores, duas larguras, 1*800 o
dito.
Popelina branca de seda, 480 rs. o dito.
Setins macio de todas as cores, 800 rs., 1*000,
l|200 e 1*400 o dito.
Vflludilhis de listrinhas, novidade, 1*600 o
dito.
Sedas japonesas, 4*>0 rs. o dito.
Esguio para casaqainhos de senhoras, a 4* e
4|50O a peca.
Brim pardo fino para vestido, 500 rs. o covado.
Failes ae novoa gostos, a 50 rs. o dita
Camisas para senhoras, as mais lindas qne tem
vindo, a 4*5 Saias riqusimas, para todos oa procos.
Cortinados bordados, 61500 e 9* o par.
Guarnieses de crochet para 'cadeira e sof,
8*000.
Camisas francesas superiores, a 305 e 36*.
Bramante de algodo, o melhor que tem vindo,
1*500 o metro.
Id-m de linho puro, 2* o dito.
Colchas de cores, francesas, 1*500 e 2* urna.
Lencoes de bramante muito grandes, 2* um.
Cobertas de ganga, idem idem, 3* urna.
Meias arrendadas para senhora, a 8* a dusia.
dem croas, idem, 8* e 12* a duzia.
dem ingieras para homem, 3*500, 44 e 5* a
duzia.
Ceroulas de bramante bordudas, 12*000 e 18*
a duzia.
Lencos de linbo a 3* a dusia.
Casemiras de cores, ingieras, 1*400 e 1*600 o
covado, cum duas larguras.
dem pretas diagonaes, 1*800, 2* e 5*400 o
covado.
Cortes de ditas decores, proprias para invern,
a 2*500 e 3*.
dem inglesas, superiores, a 4*500, 5* e 6*.
Csrfes d* fustSo pan colletoi, lindos desenhos,
a 2*500 e 3*.
dem de gorgorito preto, a 2* I para acabar.
Deposito de algodes, tasto nacionaes como es-
trangeiros, superiores madapoloes, brins, caeea_i-
ras de todas s qualidades, cheriotcs e merinos
para luto.
Vendas em grosso, descosto da praca.
Carneiro da Cunta k C.
s Una Dnqne de Caxlaa &
Pechincha
Leile eondeatsado
Vendem Jos Joaqnim Al ves & C., roa de
Haio da Victoria n. b9, a preco de 500 rt. por
Uta, e 5*090 a duzia, garantindo se ser do me-
nor fabricante.
GRANDE
Expsito central rna larga do
Rosario n. 38
Damiaa Lima & C-, nSo podendo acabar eom a
grande quantidade de mercadoria, resolvern)
anda rio i vez convidar as Exmas. familias e o
respeitavel publico em gersl, que com certeza nin
guem perder sea tempo, fazendo urna visita a
Expoaico Central
Pecas de bordados a 200, 400, 500 e 600 re.
Punhes e c larinhos bordados para senhora s
2O00.
Di tes ditos lisos, 1*500
Ditos para homem, 1*500.
Um plastrn de 2*000 por 1*500.
Invesiwis grandes por 320 rs.
Laces para senhora por 1*500.
Mhcos de la para burdar. 2*800 e 3*
Luvas dasaeda arrendadas a 2*500.
Ditas lisaft 2*200.
Ditas de fio do Eseossia, 1*0C0.
Broches para senhora (modernos) 1*500.
Um par de meias para senhora (fie de seda
600 rs.
Dito idem liso, 400 e 500 rs.
Sito idem (fio de seda) 1J200.
Dusias de patrias a 360 rs.
Carrcteis,de 200 iaidas a 80 rs.
Metros de arquinhas a 160 e 20 rs.
Um par de frouhaa de labyrinpo, 1*500.
Macos de gramp s a 20 rs.
Metros de plisas a 400 ra.
Lindos pasaariubos do seda para chapeos de
scnh.ra, de 500 rs. a 1*000.
Um pente com inscripeo para senhora, 1*.
Um leque de 16* per 9*.
Brinquedos para criancas, leques de papel, fi-
tas, bicos de linho, quadros para retratos^ lencos
tspartilbos, bicos, gleos, fiaujas CQtn vidrilboa,
eutres maitos oojectos de pnntaala por preco*
sem competencia: na exposicad Central, 4 rae
larga do Rosario n. 38,
SEMPRE i
Fazendas finas e modas
2 A-Eua do Cabug-2 B
J. BASTOS & C.
Pelo ultimo vapor recebemos de PARS :
Cortes de vestidos diaphanrs, alta novidade.
Vestidos da cachemira, especialidade.
Ditos de toile d'Alsace, grande moda.
Cachemira broch, tecido modernissiooo.
Orlatienne, fazenda nova e padrSea lindissimos.
Venitienne, combinnco de fazenda lisa e lavrada de muito goata.
Zopbyr quadrile, novidade.
Cachemiras de todas as cSres com enfeites de Guipoure.
Plumetie, branco e de cores com lindos bordados.
Toile d'Alaace, variado sortimento.
Eta-nine de cOres, desenho novissimo.
Satn do ubi e, tecido de algodSo e modernissimo.
Gase de algodSo, em todas as cores, propria para bailes e tbeatros.
Leques Jiaphar.os.
Ditos de setim.
Ditos de madreperola.
Guipoure de seda.
Bicos do seda diaphano, revolucSo da grande moda para enfeitar Testidos
desedas.
Chapeos de seda arrendados, novidade.
Sedas e setins, branco, preto e de cores.
Colchas de damasco de seda.
Ditas de crochet e Guipoure.
ESPECIALIDADES
Dolmans de seda e cachemira com enfeites de passemanterie e vidrlhos,
guarnicSo de renda e franja.
Jersey de 1& com enfeites de pelucia e bordados, escoltados sortimentos d'eates
casacos de malha, que vendemos de S^OOO a lf^OOO.
Fornecom-se as amostras de todos os artigos.
(Telephone n. ,11,9)
FUNDICAO (ERAL
4LLAN PATEKSON tit C
N. 44-Ru t do Brnm--N. 44
JUNTO A E^ fA(JA0 DOS B0NDS
Tem para vender, por pre^ mdicos, ;vs seguintes ferragens:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
CrivacSes de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos
Portasd fornalha.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento para jardim.
Vapores de forca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavallos
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura-,
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de conjerto., | ssentamento de machinismo e executaru qaaiao
trabalho com perfeicao e presteza.
i .
i
DE
Cltmaco ^a tloa
CHEGOU
afinal o pinho de Riga, de primeira qualidade, em pranchSo de 3X9, 4X9 e
j 3X12 de 19 at 70 palmos de comprimento, barrotes, taboas de forro e assoa-
lho, ripas e caibros para cobertas, chalets, estacS&B de vias terreas, e para suli-
i paa; garante-se nao ser este pinho atacado pelo cupim, em virtude de ser elle o
Lverdadeiro pinho da Riga, nico que n'este clima resiste ao tal bichinho. Reta J
j^Iba se barato e em porcSo haver reduccSes de piejo. gL'
JR^----------.-------------------------------^


8
SMario de Pcirnaiiibuco---Sabbado 5 de Junho de 1886
ASSEMBLA GERAL
if


CMARA DOS DEPITADO
SESSAO EM 24 DE MAIO DE 1886
EMSIDENCIA DO SB. AKDRADE FIGUEIRA
Ao meio-dia, feita a chamada, a que res-
ponden! 78 Sra. deputados, abre-se a sessao
depois do meio-dia.
E' lida a approvada a acta da sesso an-
tecedente.
O Sr. 1. secretario d conta do ex-
pediente.
O Sr. Jos facan* ignora se ja-
mis neste paiz houve eieicSo tSo livre co-
mo a de 15 de Janeiro ultimo, nem em que
o cdadSo brasilero, possuidor de todos os
dotes que o tornam credor da estima 'de
seas concidadSosj' se visBe tSo condenina-
do s pelo facto de ser,prente de qual-
quer illustracgSo do Senado e de conseguir
ser oleito deputado; entretanto, declara
que, officiaes ou nSo, muito lucrar o paiz,
confesa pleiade de deputados que ornan,
as bancadas da Cmara.
Passando a tratar das oceurrencias que
tiveram lugar na cidade de Uberaba, do
districto que o orador representa, mostra
qu1 essas oceurrencias nSo tiveram a gra-
vidade nem o alcance que lhe tem querido
emprestar a opposigSo e especialmente o
Sr. Candido de Oliveira.
Historia os esforcos empregaios pelo di-
rectorio liberal para ser eleito o Sr. conse-
lheiro Carlos Alfonso, ja as passadas le-
gislaturas, j na actual.
Uonclue demonstrando que se em 1881,
no dominio liberal, foi eleito com maioria de
200 votos, se na legislatura seguate foi
preciso segundo escrutinio para o Sr. con
selheiro Carlos Affonso obter urna maioria
de 18 votos, n^o de admirar que na ul-
tima eleigSo o orador fosse eleito deputado
pelo seu districto com grande maioria.
O Sr. Candido de Oliveira (para nego-
cio urgente) requer dez minutos para tra-
tar de ura conflicto que tave lugar na ci-
dade do Mundo Novo.
Consultada a Cmara, concede a urgen-
cia requerida.
O Sr. Presidente: Tem a palavra o
nobre deputado.
O Candido de oliveira recebeu
no sabbado um telegramma que lhe dizia
ter bavido conflicto entre a autoridade po-
licial e o juiz munscipal da cidade do Mundo
Novo, provincia de Minas Geraes.
Depois veio-lhe mSo urna carta acom-
panhada de documentos, que mostrara que
tendo sido condemnado em grao de appel-
lagSo Jos Antonio de MagalnSes, o res-
pectivo juiz municipal determinou que fosse
elle recolhido a cadeia para cumprir a pena
que lhe foi. imposta; mas o delegado de
polica, sobrinho do condemaado, em vez
de fazer cumprir aquella ordem mandou r'e-
colher o preso ao edificia do Cmara Mu-
nicipal, onde nao tem ingerencia a autori
ilade policial.
Urna voz : Por ser official da guarda
nacional.
O Sr. Caudido de Oliveira diz que o
juiz municipal dirigi se ao delegado, d-
zendo que o lugar da execugSo das penas
Sassadas em julgado a cadeia; o delega-
0 de polica respond'.-u-lhe desabridamente
que nSo retirava o preso do lugar em que
se achava ; entao o juiz foi com offciaea de
justiga fazer cumprir o seu mandado, mas
o delegado de polica com pragas de polica
e espangas, resisti, respondendo intima-
cao do juiz com dous tiros e urna cacetada
descarregados sobre o juiz pela gente do
delegado.
Termina pedindo provindencias ao Go-
verno, porque a cidade do Mundo Novo
acha-se alarmada.
Foi approvada para ser dirigida sane-
gao imperial a seguinte rodacgSo do pro-
jecto n. 20 de 1885.
EMENDA8 DO SENADO
A Assembla Geral decreta:
Art. 1. Fica autorisado o Governo
para despender as quantiaa de 220:4990656
e 129 7' e 2 pence com o pagamento
das dividas de exercicios lindos constantes
das tabellas A e B annexas proposta do
poder executivo, apresentado pelo Minis-
terio da Agricultura Commercio e Obras
Publicas em 30 de Juaho de 1884.
4 Art 2. Este pagamento ser feito
pela verba Exercicios fiados da le do or-
gamento de 1885-1886.
t Art. 3. Ficam rehogadas as disposi-
oe3 em contrario.
Sala das comiuissB*, em 22 de Maio
de 1886 Antonio Coelho Rodrigue.==
Francesco de Assis Rosa e Silva.=Joaquim
Mattoso Duque-Estrada Cmara.
Foram approvadas, ora dispensa de im-
pressao a requeriraento do Sr. Coelho Ro-
FOLHETIM
GOLO
POR
2n7K3 22 unir
(C.NT1NUACA0 DE ANGELA*)
l
( C o u t i i u a e a o do n. 1 2 )
1
Com um gesto Proli estabeleceu o si-
lencio ; depois, dirigindo-se Sra. de Ge-
vrey, proseguio :
Tem d'ora sm diante a prova, minha
senLora, que lhe nSo dava urna espsranca
Ilusoria, prometiendo cural-a.. A vista
ser-lhe-ha restituida, tSo clara como d'an-
tes: logo que eu mande fazer para a se-
nhora ame luneta de vidros combinados,
de que son o inventor.
O juiz agarrou as duas mos de P-
roli e anio-as s suas, com um aperto, -onde
punha toda a sua alma.
E' a ventura de minha mSi que eu
lhe devo, dase elle com voz vibrante. Ah I
senhor, que divida contraio, como pa-
gal-a T
Ser muito fcil pagal-a, senhor, res-
ponden o italiano, sorrindo. Peco-lhe ape-
maa ama grata recordarlo para o Dr. An-
drigues, as seguintes redaccSes do proecto
n. 6, de ,1885.
* A A8sembla Geral resolve :
t Art. 1. Ficam approvadas as pea
ses de 400 rs. diarios, concedidas por de-'
cretos de 29 de Novembro de 1884, aos
soldados Romualdo Pereira Gomes e Jos
Joaquim Hilario da Silva, que Acarara im-
posibilitados de agenciar os meios de sub-
sistencia, em conaequencia de ferimeutos
recebidos em combate.
Art. 2. Esta pensSo ser paga da
data do decreto que a concedeu.
< Art. 3. Revogadas as disposicoes em
cantrario.
c Sala das coramissCes, 22 de Maio de
1886.=.ntonio Coelho Rodrigues. =Fran-
cisco de Assis Rosa e Silva. Joaquim
Mattoso Duque-Estrada Cmara.
Do projecto n. 8 de 1886.
A Assembla Geral resolve :
Art. 1. Fica approvada a pensSo de
400 rs. diarios concedida por decreto de
23 de Agosto de 1881, ao msico reforma-
do do eztincto 2. corpo de voluntarios da
patria JoSo Flix Martins de Mondonga,
que ficou impossibilitado de obter os meios
de subsistencia, 'por ter cegado em conse
quencia de ferimentos recebidos em com-
bate.
Art. 2. Esta pensSo ser paga da
data do decreto que a concedeu.
em contrario.
Sala das coramissdes, em 22 de Maio
de 1886. A. Coelho Rodrigues. Fran-
cisco de A. Rozae Silva. Joaquim Matto-
so Duque Estrada Cmara. >
E' lido e vai a imprimir o parecer da
commissao do orcamento fixando a des-
poza do rain8terio do imperio no exercicio
de 1886-1887.
Entra em discussSo e sem debate ap-
provado o parecer da mesa concedendo
licenga ao Sr. deputado Aureliano de Souza.
ORDEM DO DA
VERlFICAClo DE PODERES
Entra em discussSo o parecer da 1.a
commissao de inquerito. sobre a eleico
do 3. districto do Piauhy, annullando o
diploma do Sr. Franklin Doria, e reconhe-
cendo deputado o Sr. Jayrae Roza.
O Sr. JuSo Maaoel (pela ordem) requer,
e a cmara concede, que seja amittiio a
defender seua direitoa o Sr. Jayrae Roza,
competidor do Sr. Frankin Doria.
O Sr. Eacragnolle Taunay (pela ordem)
pergunta se no correr da discussilo se po-
dem apresentar emendas s conclusoes do
parecer em discussilo.
O Sr. presidente responde affirmativa-
mente.
(Entra no salSo e toma assento o Sr.
Jayrae Roza.)
O Sr. Franklin Doria teve a
honra de ser mais urna vez eleito deputa-
do pelo 3. districto da provincia do Piau-
hy ; erabora contestada a sua eieicSo pelo
candidato conservador, refutou semelhante
contistacao perante a 1.a commissao de
icqu ;rit >, j em debate oral, j por es-
cripto.
O seu procedimeato em presenta do que
se divulgou pela imprensa, revela a con-
fianza que o orador tinha na sua causa,
sera outro amparo mais que a opiniSo pu-
blica e protegido por esta realeza ora com-
parece perante a cmara contituida em tri-
bunal, acreditando que a samara nSo dei-
xar de ter por norma em sua decisSo a
le e a propria dignidade.
Diraonstra que os eleitores do 3. dis-
tricto do Piauhy honraram o orador com
559 votos, dando ao seu contendor 393,
isto menos I6 votos; entretanto, a 1.*
commissao de inquerito, entendendo que
era ficticio o alistamento da comarca de
Parnagu, propoe que se annulle a respec-
tiva efeigao, eliminando 265 votos ao ora-
dor, ficando assim inferior em votaco ao
seu competidor; entretanto, na legislatu-
ra passada, a l.1 commissao de inquerito,
que se corapunha de deputados conserva-
dores, unnimemente approvou a eleicao
de Parnagu, reconhecendo a existencia do
alistamento eleitoral dessa comarca, decla-
rando nao ser a cmara competente para
conhecr de*lstamentos.
Faz ver que a questSo de alta impor-
tancia poltica, que nao affecta somonte a
legalidade do seu diploma, como estabele-
ce conflicto entre o poder legislativo e o
poir-r judiciario.
Historiando as eleic3es da provincia do
Piauhy deade longa data, mostra a influen-
cia que all tem o chefe poltico liberal, pe-
loa 8eua servidos prestados patria, pelo
seu mrito e pela dedicacao sua provin-
cia natal.
Termina demonstrando que a comarca
de Parnagu tem elementos sufficientes
gelo Proli, seu criado dedicado, e para a
casa >:riada pelo meu Ilustre mestre, o Dr.
Grisky, cujo nome nunca morrer.
Grisky estava radiante.
N3o poda negar a si proprio a esmaga-
dora 8uperioridade do seu successor, e esse
suoce8sor chamava o illustre.
O orgulno sobreexcitado punha lhe como
que urna aureola em volta da cabeca.
Proli continuou :
Pode levar a senhora sua mai para
casa. Daqui a tres dias, irei eu mesmo
levar-lhe a luneta combinada que lhe ha de
restituir a vista e que eu vou encommen-
dar boje ao mru lapidador de crystal de
rocha.
Ser o nosso amigo, senhor, excla-
roou a Sra. de Gevrey, e eu passarei a mi-
nha vida a abencoal-o e a orar pelo se-
nboi.
A visita tinba acabado.
O p ilaco e o italiano reconduziram a
Sra. de Gevrey e seu filoo at a porta da
ra, onde os esperwa um coup.
Quando a porta se techou, Grisky agar-
rn as raaos do seu suecessor e disse-lbe,
com voz que pela primeira vea, desde que
viera ao mundo, a commocZo tornara tr-
mula :
Meu caro filho, um mestre 1 Eis
aqu urna np-ra.ao sem escalp lo, que fura
a sua fortuna !
Corpi di Bacco assim o espero, res-
pondeu Proli, rindo.
E baixinho ao res;entou :
Agora poaso por mSos obra... En-
tre mim e o tira a que me proponho nSo
ha mais obstculos... Conseguirei I I....
O director de ulna casa de aaude impor-
tante tora todos os di. 8 que dar innmeras
voltus em Pariz, e para elle, mais do que
para ninguom, o terapo dinheiro.
nha-se entendido com um estabelecimento
para alistar 530 eleitores. Assim, nSo pode
a cmara, a quera contesta, face da le
e da ConstitaifiSo, o direito de annullar
aJistamentos, invalidar o daquella oomar
ea, alm de que a sua incompetencia para
fazel-o est firmada em arestos anteriores.
yO Sr. lyate Roza sent a mais
vi va satisfcelo em ser admittido no recin-
to afim de defender o direito que lhe as-
8ate de representar o 3. districto da pro-
vincia do Piauhy, e de que queriara es-
bulhal-o por meio de urna fraude escanda-
losa e repugnante, qual a simulagao de um
alistamento aas comarcas de Parnagu e
Corrente da me ama provincia.
Baaa a sua urgumentagao na impossi-
bilidade de poderem essas duas comarcas
dar 530 eleitores, quando pela qualificac&o
de 1876, nica pela qual devia guiar-so o
juiz de direito que presidio ao ultimo alis-
tamento, porque nos anuos anteriores o
alistamento foi ficticio, apenas davam pou-
co mais de duze.itos. Nesta deraonstracSo
apresenta documentos, que l, e que mais
o convencem de que o alagaraento dos pa-
pis relativos revisSo dos jurados n3o
passou de urna farca grosseira e immoral
com que o mesmo juiz ue direito, de com-
binaco com seus amigos liberaes, preten-
deu esconder a verdade do alistamento
eleitoral.
Pronuncia-s enrgicamente contra o pre-
dominio que sobre o 3. districto do Piau-
hy exerce o Visconde de Paranagu desde
1855 e sombra do qual foram viciados
os alistaraentos o favorecidas candidaturas
de familia,- e conclue sustentando a dou-
trina deque, segundo o art. 21 da consti-
tuido, desde que a camaia competente
para verificar o poder de seus membros,
tambem o para descer analyse de urna
qualiticacao simulada como aquella de
que se tem oceupado.
Adduz precedentes da cmara que abo-
nSo a sua opiniSo, e nos quaes est cora-
promettido o voto do que seu propr.o an-
tagonista, que hoje entendo do modo di-
verso. Sobre este ponto pode haver diver-
gencias ; mas o qne no espirito do orador
nao soffre duvida que olle o legitimo e
real representante do 3. districto da sua
provincia, e que como tal ha de a cmara
proclamal-o.
A discussilo fica adiada pela hora.
O Sr. presidente d a ordem do da para
25:
SESSAO EM 25 DE MAIO DE 1886
PRESIDENCIA DO SR. ANDBADE FIGUEIRA
Ao meio da, feita a chamada, a que
respondem 78 Sra. deputados, abre-se a
sesso sete minutos depois do meio dia.
E' lida e approvada a acta da sessao
antecedente.
O Sr. Io secretario declara que estSo
sobre a mesa diversas actas de eleicSes que
vito ser remetticlas s commissoes de in-
querito .
O Sr. Presidente nomeia para a com-
missio que tem de apresentar a sanegito
imperial o decreto da assembla legislativa,
abrindo um crdito ao ministerio da agri-
cultura, os Sr. : Mattoso .Cmara, Henri-
ques, Pereira Lucena, Barao de Guahy,
Silva Tavares, Carlos Peixoto e Rodrigues
Al ves.
O Sr. Mascarenhas observa que,
sendo grande a inercia por parte das auto-
ridades na repressSo das tropelias e dos
crimes perpetrados por hordas de capoei-
ras quo infestam a capital do Imperio e
constantemente attentam contra a seguran-
za ;indi vidual, n.lo admira que as provin-
vincias remotas se pratique toda a uasta
de attentados sem que o governo faga offec-
va a sua punigao.
E' assim quo a cidade do Curvello, na
provincia de Minas-Geraes, est sujeita s
correras de salteadores audazes que poem
em risco a vida e a propriedade dos cida-
los que nao encontrara garanta as au-
toridades da situagao dominante.
Na cidade a que se referi foi assassina-
da por esses raalfeitores urna ordenanga lo
delegado de polica e at hoje nSo consta
que lossem tomadas as providencias no sen-
tido de punir os cnlpados.
Alludindo a eleigao geral aecusa o go-
verno de ter intervindo no pleito, b ere que
se nao tora a pressSo official exercida nao
estara a opinio conservadora de Minas tSo
grandemente representada na cmara.
Pede, portanto, ao governo que tome as
mais enrgicas providoncias para que seja
mantida a ordem e seguranga publica na
sua provincia.
O Sr. Chrlstlano Luz diz que
tem em seu poder a inormago do delega-
do de polica do tormo do Curvello, rola-
de alugar carros para tomar urna carrua-
gem por mez, bonita e conduzida por um
oocheiro de boa apparencia.
Esta carruagom estacionava no pateo,
perto da escada.
Proli alraogou com o seu predecesor,
que ficara seu hospede por alguos dias.
Lovantando-se da mesa entrou para o cou-
p e installou-se nos assentos de marro
quim azul, com indizivel sensagSo de ale-
gra e de triurapho e deu ordem ao oo-
cheiro para o condazir ra Yieille-du-
Temple.
la casa de um compatriota, que co-
nh-cia havia muito tempo, um veneziano,
sem rival no corte do crystal de rocha, ap-
pleado hygene dos olhos.
Ahi encoraiueudou os vidros de que ti-
nha necessidade o de qua indicou mathe-
maticamente a forma.
Estes vidros, mais grossos um millime-
tro de um lado que do outro, deviam cor-
rigir a desviagSo do systema do ollio, e,
por esta forma, restituir a vista Sra. de
Gevrey.
Depois disto, Proli deu orden ao co-
cheiro para qu- o conduzisse ao seu antigo
domicilio da ra de Courcelles.
Erara duas horas e meia quando l che-
gou.
Entrou na casa, sem pass r por dante
do cubcalo da portera, "abri o moved, no
qual tinha techado o dinheiro e os papis
roubados, e tirou a cartera de Jayme Ber-
nier, contendo o rascunbo do testamento do
cx-armador e o recibo de um mdbSo e. du-
zentos rail francos, es.ripto e aaaignado
pelo banqueiro David Bontemps.
O italiano tirou da cartera estes papis
importantes e copin os.
Metteu as copias no fundo da gaveta,
tivaraente ao conflicto havido entre a forga
policial all destasada e o partido liberal
armado em patrulha, pela qual so v que
fora relaxado da prisco um cidadlo preso
por tres pragas sob o fundamento da havel
as insultado. Mais tarde,~ porra, essas
tres pragas foram aggredidas por ura gru-
po de desordeiros, e do conflicto entilo tra-
vado resultou o ferimenti de uraa praga, e
a morte de outra e do ura paisano.
Foi pelida a punigilo dos criminosos,
que eram dosordeiros liberaes, mas nao
foram presos; e essa irapundade acoro
goou-os na affronta ordem publica. Foi
entilo que, para mantel-a, o presidenta da
provincia tomou o expediente de reforgar o
destacamento com mais 15 pragas.
Estranha que sejam os liberaes de Cur
vello que se rovoltem contra a poltica dos-
ta situagSo, quando foram elles que levan-
tarara urna grande patrulha com o intuito
de obstarera a que se procedesso all ao 2o
escrutinio de eleigito geral, isto com grave
prejuizo dos conservadores ; e ainda em
cima venha o nobra deputado aecusar o
governo da actual situaglo de intervir no
pleito eleitoral.
Quanto ao facto a qte hontem so referi
o nobre deputado por Minas, relativamente
a um conflicto havido na cidade do Rio
Novo; da mesma provincia, entre o juiz
municipal e o delegado de polica, a pro-
posito das prs3es de um cidado, justifica
o procediraento do delegado, e assegura
que o governo j tomou as devidas provi-
dencias mandando all um funecionario pa-
ra inquirir dessa oceurrencia.
ORDEM DO DI A
VEBIFICA9I0 DE PODEKES
Posto voto3 approvado o parecer n.
114 da 3S coraraiss3o de inquerito, apprj-
vando a eleigSo do 7o districto da pro vi acia
de S. Paulo e mandando proceder a nova
por ter fallecido o deputado eleito Sr. con-
selheiro do estado Martim Fraac3Co Ri-
bero do Andrade,
E' igualmente approvatto o parecer n.
115 da 2a commissao sobre a eleigo do 20
distriuto de Minas.
O Sr. Fernandes da Cunha requer e a
cmara neg* que seja nominal a votiglo
sobre a eleiglo das p^rochias do GrV
Mogol e Itacambira.
E' approvado o parecer o prodaraado
deputado o Sr. Affjnso Celso de Assis
Figueiredo Fdho, que achando-se na ante-
sala introbuzido com as formalidades do
do estylo, presta juramento e toma as-
sento.
Entra ora viscu3s.1o o parecer n. 110 da
commissao sobre a eleigSo do 3o districto
da provincia do Piauhy.
Sito lidas, npoiadas e entrara era disrjs-
so as seguintes
Emendas
< Seja annullada t >da a eleigo 'o 3o
districto di pro/incia do Piauhy, raandan-
do-se proceler a outra depois que o poder
legislativo tiver ordenado novo alista uento
nos collegios de Paranagu e Corrente.
Escragnolle Taunay.
Substitutivo 2a parte da eraeada do
Sr. Taunay.Proceda-se noa eleigilo
depois de terminadas as diligencias legaes
para punicSo dos crimes por inclusos
fraudulentas de eleitores na comarca de Pa-
ranagu, se antes nSo tiver tido promul-
gado acto legislativo mandando proceder a
nova qualiticagllo nessa comiroa.Aure-
liano Mourao. Olympio ValladSo.
t 1. Que sejam approvadas as elei-
g3es feitas a 15 do Janeiro ultimo no 3o
districto da provincia do Piauhy.
2. Que seja reconhecido donutaio o
conselheiro Franklin Araerico de Menezes
Doria.Candido d Oliveira; M. J. de
Lemos. S. Mascarenhas. Paula Primo.
Lourenco de Albuquerque. A Ivs de
Araujo.=Pedro da Cunha Beltrilo.
O Sr. Coelho de Rezende prop5e e a c-
mara approva o. encerramento da discussilo.
O Sr. Candido de Oliveira requer e a
oaraara nega a votaco nominal para a
conelusSo do parecer annullando as cli i-
g3ss de Paranagu e Corrente.
Procede-se a votacilo do parecer, saval
as emendas, e silo nprovadas as snguintes
conc!us3es :
t 1." Que sejam considerados c3o exis-
tentos ecomo taes descontados da apuragilo
do 3o distriito da provincia do Piauhy os
votos das eleig3e feitas na comarca de
Paranagu.
t 2o Que, julgando falsos os 83 pro*
cessos de alistamento eleitoral da referida
comarca, enviados cmara dos Srs. de-
putados, por intermedio do ministerio do
imperio, s-jira os mearnos remettidos ao
governo para mandar proceder como for
do diieito ;
t 3." Que sejam approvadas todas as
mais eleig3es dos collegios de quo se com-
p3e o 3 districto eleitoral da provincia do
Piauby ;
4. Que seja cassado o diploma con-
ferido ao conselheiro Frauklin A. de Me-
nezes Moria;
5. Qae seja reconhecido n proclama-
do deputado pelo mesmo districto o Dr.
Jayuop de Albuquerque Rosa.
"fastas a votos as emendas, approva-
da a segu nto do Sr. Coelhe Rodrigues :
a 4," quo nao seja considerado diploma
o que, como tal, foi expedido ao Sol con-
selheir Franklin Araerico de Menezas Do-
ra pelo juiz de direito da sede do 3o dis-
trteta da provincia do Piauhy, com tres
presidentes de asserablas eleitoraes. A.
Coelho Rodrigues.
Sito resgeitadas as outras.
E' proclamado deputado pelo 3o districto
do Piauhy o Dr. Jayme de Albuquerque
Rosa, que achando-se na ante-sala in-
troduzco cora as formalidades do estylo,
presta juramento e toma assento.
Entra ora discussilo o psrecer sobre .1
eleigo do 10 districto na provideia de
Minas Geraes.
O Sr. foo Penido dz que nao o
sorprendeu a contestagito opposta ao seu
diploma, porque quando no dominio do seu
partido vio inventar-se a nullidade do u na
eleigito sob o pretexto de urna insignifican-
te formalidade, n3o muito que o partido
conservador, hoje em grande maioria na
cmara, se lerabre de appellar da decisito
das urnas para o 3o escrutinio.
Refere as violenoias que por parte da
junta apuradora soffreu na sua eleigito, da
qual defende a legtimid ide, lendo varios
do-umentos que abonara a sua assersao; e
qneixanlo se da tyrannia com que foi tra-
tado pela comraissilo era seu parecer, ad-
duz arguraentoa para mostrar que os vi-
cios argidos contra a sua candidatura nao
tra fundamento, e que, se pretextos iguaes
aos que foram apresentados autorisam a
anuullacilo das eleigSes, entao nenhum de-
putado podera ser reconhecido.
Historia o que se passou na comraissilo
de inquerito sobre a eteigo do Sr. Affonso
Celso Jnior, era que se tratou de caso
idntico; entretanto, a coramissao fezjus-
tiga ao nobre deputado, com o que muito
folga o orador, porque de S. Exc. muito es-
pera o paiz, e prooedeu com a raaior in-
justiga as conclusSes do seu parecer so-
bre o 10 districto.
Est fatigado, julga ter justificado a sua
eleigito e senta-se traaquillo, certo de que
a earaara n2o lhe pode negar justiga.
O Sr. Rodrigues Silva vai cum-
prir seu dever at o fim e levar a ques-
tao at o seu ultimo termo; n3o fallar em
oras de interesses que lhe digam respeito,
mas para sustentar os diratos dos eleito-
res do 10 districto da provincia de Miaas
Geraes.
Apresentou-ss cmara uom um diplo-
ma conferido pela junta apuradora da elei-
gito daquelle districto ; podia sustental o
consultando os prestos da earaara e a opi-
niSo do (.-cu proprio contendor cm diversas
oleig3es ora que elle interveio ; porem acei-
ta a concluso que se discuto do parecer
da comraissilo, que annulla a eleigao do
10 districto.
Diz qu3 a earaara nao pode decidir a
questilo senilo peio curapriraento da lei, e
demonstra as intVa :;o:a desta, j na for-
maglo de mesas eleitoraes, j era outros
pontos, que desbreve.
Refere a incorapatibilidade moral do seu
contendor no districto era que juiz muni-
cipal o fiiho do candidato, coco o qual ha-
bita ; bera corao uraa somraa de factos que
se deram na adrainistragito da justiga do
referido districto e que bem podem ser at-
tribui ios a ser o juiz filho do candidato.
Pondo de parte esses factos, o orador
nota que a maioria do seu coutendor de
dous votos, e pergunta se a vara munici-
pal do districto uio pesou era mais de dous
votos para aquella maioria.
Mostra que o fura da comarca do Juiz
de Fra o raais importante da provincia
de Minas e onde o poder judiciario tem
grande influencia, sobretudo hoje, em que
nSe mais a polica que pesa na balanga
eleitoral, mas a magistratura.
Por isso o orador pede ao governo que
lance os olhos para a magistratura da pro-
vincia de Minas Geraes, onde o partido
libaral se acha installado e onde se dito
factos como aquello que hontem narrou o
Sr. Candido de Oliveira, acontecido no
Rio Novo.
Depois de outras oonsideragSes, resume
que o pedido que faz cmara se acober-
ta com a lei, cora os precedentes da mes-
Na manbS dessa mesmo dia, Proli ti- tomou a mettr os originaos na oarteira e
giurdou a cartera 00 bolso.
Escrevou em seguida urna carta, no en-
veloppe da qual tragoa esta inscripgao :
" Sr. Annibal Gervasoni.
5 Ba Monsieur La Prnce. >
Feito isto, o italiano sahio sem tambem
passar pelo cubculo da portera e fechou a
porta atrs de si.
Entregou ao cocheiro a carta que acaba-
va de escrever, dizendo :
Leve isto ao seu destino.
Sim, senhor. E onde devo ir esp-
ralo depoi* ?
En nenhuma parte. Nao tenho pre
cisito do carro hoje. Leve,o cavallo para
a cocheira.
O senhor tem a bondade de me dar
as suas ordens para amanha ?
Amanha de manbS, e todos os das,
esteja, s nove bor.;s em ponto,-na casa de
taude.
Perfectamente, senhor.
O co iheio metteu a carta no bolso do
caaaco e parti para executar a ordem que
acabava de recober.
Proli vio o afastar se e dirigi se para
o boulevard de Courcelles.
O tempo, posto que tro, estava esplen-
dido.
Um brilhante sol de invern dardejava
os seus raios sem calor sobre os telhados
ainda cobertos de nev.
Apezar de serera varridos, os passeos
estavam hmidos, como acontece sempr*
nessas occasiSes.
Pouca gente nos boulevards exteriores,
sobretudo na parte visinha do parque Mon-
geau
O italiano escolheu urna occasiSo em que
se achava afaatado de todo e qualquer tran-
sente, e quando nenhuma carruagem pas-
sava pela ra, tirou do bolso do sobretu-
do a cartera de Jajrae Bernier e deixou-a
cahir sobre o passeio, n'um lugar qae es-
tova man ebeio de lama.
Abaixando-se entao depressa apanhou-a
toda cheia de lama, lirapou-a imperfeita-
raente cora o lengo, tendo o cuidado de
deixar bera vsiveis as manchas de lama
que suj avara o couro.
Conservando a sempre na mito, afim de
lhe dar terapo para seccar, dirigio-se a Ba
tign illes para a casa da ra das Damas.
Era ireate do n. 54 parou, e, sem hesi-
tar, entrou no corredor da casa.
No tira dess-3 corredor estava a casinha
da porteira.
Abrio-lhe a porta.
O italiano vestido com esmero, com o so-
bretudo guarnecido de pelles, levando gra-
vata branca o luvaa escuras, tinha ares de
ura joven addido ao tribunal ou de um ele-
gante primeiro escripturario de tabelliao.
A porteira tomou-o por um magistrado.
A casa do Sr. Jayme Bernier ? per-
guntou elle, dizendo comaigo: com certeza
homem da justiga que vem aqui para ne-
gocios da menina Cecilia.
Proli subi os degros da escada, e
chegando ao quarto andar bateu porta
indicada.
Brgida, de luto pesado, veio abrir-lhe.
Que deseja, senhor? perguntou ella.
A esta pergunta, o italiano replicou com
outra pergunta :
O Sr. Jayme Bernier est em casa ?
n
Brgida olhou para o interlocutor com
urna sorprea misturada de um pouco de
medo.
O Sr. Jayme Bernier 1 murmurou
ella. Pergunta pelo Sr. Jayme Bernier 1
Naturalmente, responden o Italiano.
NSo aqui que elle mora?
Isto ... era aqui... Mas entSo o
83nhor nao sabe o que acontecen T
Nada absolutamente.
ma cmara e com a opiniSo do seu proprio
contendor, isfo que approvo o parecer
que se discute, annullando a eleigo: por-
que, por mais que o sea contendor o apon-
te como ambicioso, a verdade o contra-
rio, e na sua provincia ha quem d teste-
munho da suaabnegagao. (Apoiados); aqui
apenas quor mostrar a su* gratidao aquel-
las que o sustentaran! na contenda eleito-
ral.
O Sr. Lanreneo de Albuquer-
que lamenta ter de ojeupar a tribuna era
hora tito adiantada; a sua descnlpa nlo
ter quo tratar de negicio seu.
Mostra que na eleigo do 10 districto
Minas tudo se resume no collegio de Cha-
peos d'TJvas, onde se allega que houve do-
feito na organisago da mesa, o que, en-
tretanto, nlo podo invalidar a eleigo desse
districto.
a discusso fica adiada pela hora.
O Sr. Presidente d a ordem do dia
para 26.
VARIEDADES
Perder a tramontana
(Conclusao)
Pelas duas horas e meia foram se reti-
rando os convidados, cujo numero restan-
te era j muito limitado. O alferes n3o
quiz absolutamente que eu sahisse, e por
isso ainda a essa hora, contra os meus
hbitos, achava-me na partida. Quuado
menos se espera va surge junto ao piano o
Dr. Heraclito, que que ia recitar, acompi-
nhado por D. Clementina. Approximaram-
se todos: h>uve o costuraado silencio; e
o illustre diutor comegou, dirigindo se os-
tensivamente pianista:
Tive de amor o coragJo sedento;
Vi-te ura momento, e me abrazei de amor;
Vivi, que vida de illusoes, d'enoanto !'..
Sem ais, sera prantos, sem pozar sem d3r.
Bravo I bravo I exclaraaram muito3.
Mas por infelici iade o doutor se esqneceu
do resto, e por mais que franzisse a testa,
nada de poder continuar. Repetio a qua-
dra, que foi novaraente aoplaudida; po-
rm o maldito osqueciraento persista. Era-
tira, disse elle, com affactado desombara-
go: sao actos de memoria. O Sr. Carlos
aproveitou a occasiSo para dizer algumas
palavras em italiano: e cora voz clara, e
altisonante pronunciou a seguinte phrase:
11 dottore ha perduto la tramontana.
E' verdade, acudi logo o Dr. Hera-
clito ; perd a tramontana.
A proposito; para que este sara
nSo seja s dansante, mas tambem lutera-
no, vou pedir ao doutor, interrompeu o
alferes dirigindo-se a mira, que nos expli-
que por que se diz perder a tramontana.
A.. .q.. .u.. .i.. .qui, menres dis-
se o Dr. Heraclito; eu tive tambem e
mesmo pensamento.
Esta locugSo de origem italiann,
atrev-me a afirmar sem ter consultado *
amigo Geroncio : a palavra tramontana,
que corresponde nossa por traz des
montes a, ou a transmontana >, refere-se
estrella polar ; que por apparecer sem-
pre por traz dos Alpes, chamada pelos
italianos la stella tramontana >, on sira-
plesinente a la tramontana Antes do
descobrimento da bussola, era a a estrella
polar que diriga os navegantes ; porque
estn 10 na cauda da pequea ursa no
polo do norte, fica, corao todo3 o sabern,
o sul do lado diametralmente opposto, e
nascente direita e o poente esquerda.
Era, portanto, o ponto fixo que buscavam
para se orientirem os navegadores primiti-
vos ; perdel-a de vista, era perder o rumo,
orientacSo. D'ahi nasceu entSo o ane-
ximPerder a tramontana, que so ap-
plica, quando alguera se desorienta, nSo
sabe o que ha de fazer nem para onde se
ha de dirigir.
Est perfectamente explicada a ori-
gem do an .xira, disse um mogo, que, sem
ser doutor, pareca ser bastante douto;
mas pego licenga para fazer urna reflexSo,
Ougamos. ougamos, disse o alferes.
Como pela nossa posigao geographi-
ca nao vemos a estrella polar, talvez seja
essa a causa, por que tudo c na nossa
trra parece andar sem norte, desorienta-
do, e terem todos os que os estilo ao leme
perdido a tramontana.
Hilaridade prolongada acolbeu a refle-
xSo do malicioso rapaz, que com aquello
eprigramma coroou a festa, assim como en,
com a explicagSo da origem do presente
anexm, coroo a primeira serie. -1.8. Cas-
tro Lopes.
Pois bem, o Sr. Bernier morreu.
Morreu repetio Proli, fingiudo-se
muito admirado.
Sim, senhor.
- E quando ?
Ha quatro dias.
E' uraa grande desgraga, sem du-
vida nenhuma; mas pode ser que ficassa
alguem do sua familia.
Sim, senhor, resta sua filha, a meni-
na Cecilia Bernier.
Posso fallar menina Bernier ?
E' que minha ama est tao triste....
cheia de amargura e de lagrimas, ora faga
idea!. .. Um luto tSo recento...
Comprehendo a sua legitima dor, e
que nao impede do eu insistir para ser re-
cebido... Trata-se de urna cousa multe
grave... de urna corara un icagao, que eu j
julgava importante, e que o ainda mais
agora, depois do que acaba de me dizer.
Se assim, como diz, queira entrar,
senhor.. Vou prevenir a menina.
Angelo entrou e Brgida fechou a porta
atrs delle.
No momento em que ia sahir da ante-
cmara em que o deixava, perguntou :
Quem devo annunciar, senhor ?
O italiano replicou:
O Dr. Angelo Proli.
*

Benjamin Leroyer, o tabelliao da cidade
de Dijon, suppunha que depois do tele
gramma enviado a seu filho para Saint
Julien du Sault, e com certeza communica-
do por este ultimo aos magistrados encar-
regados do inquerito, Lelo tomara o pri-
meiro trem e viria o mais breve possivel
dar-lhe os pormenores a respeito da morte
imprevisto do seu velho camarada, Jayme
Bernier.
iContinuar-se-ha)
Trp. do Dimi, n Doqoa da Canas n. 4.
I



I




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