Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16595


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Full Text
^ PIHl A CAPITAL B JLUGAIUS ONDE NAO SE PACA PORTE
Por tres mezes adiantadoa .
Por seis ditos dem.....
Por um anuo ideai.....
Cada numero avulso, do mesmo dia

6&0W
126000
24*000
100
- QONTA-FEIBA 3 BE Jjfl DE II
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
* Por 8ei" r\detrud0'' .....*:::: wjSSo
Por nove ditos dem.................. ^
Por um anno dem. ..,-*.......... vn
Cada numero avulso, de dias anteriores. a....... *loU
DIARIO DE PERNAMBUCO
/
Praprieirate *t Jlatwel Jtfiurira He Jara & Mtyos
TELEGRAMMAS
SjaVIJO PABTICLAB SO BI-S.Q
RIO DE JANEIRO, 2 de Junho, s 3
horas e 40 minutos da tarde. (Recebido *
4 horas e 40 minutos, pelo cabo subma-
rino).
IV* Cmara dos Deanladoo forana
hiintcm apreaenlsdoN o* pareceres
da 3.a commiuo de inquerito sobre
as elelcffes dos 1. e *. di*Irielo do
Rio Clrande do Sal.
Esses pareceres concluems
Em relaco ao i. dlslrlcto pela
annallacfio do diploma do conse-
lnelro (imarto e reconbeclmento
dos poderes do Dr. Paulino Rodri-
gues Fernando* Chavo*s
Em relaco ao t. dlctrtcto, pela
nnnullai-ao do diploma do coronel
Joaquim Pedro Salgado, e reconbe-
clmento dos poderes do Dr. Seve Na-
varro.
Hoje na alladlda Cmara, o Dr.
Manoel Partella lea am lelegramma
do presidente da provincia de Per-
nnmbnrii destralndo o qae continba
o do Baro de Calar relativamente
s occarrenclas da Assembla Pro-
vincial.
Depols a Cmara approvou em 1
dlscusso a resoluco prorogande o
orcamento vigente.
E passoa a disentir a resposta
falla do Ihrono.
Fol nomeado cbefe de sec^o do
prolongamento da ferro-va do
Francisco, o engenbelro Henrlque
Guerra, sendo removido para o Blo
Clrande do Sol o engenbelro Alfre-
do Dias.
Fol nomeado ajudante de 1.a
classe do referido prolongamento,
o engenbelro Joo Pinto Machado
Port ella.
(Especial para o Diario)
PARS, 2 de Junho, de manba.
Os mlnUiroo ebegaram accordo
relativamente s proposlas de ex-
palso dos pretendentes.
al ser apresentad C amara dos
Depatados am projecto de le coa-
cemente expalso de tres preten-
dentes dynastlcos.
MADRID, l.o de Junho, tarde.
O prefeltode Madrid fol victima de
uui terrivel accidente.
Manoseando am revolver earre-
gado, ama das capsulas fes expo-
ao e urna bala attlugio ao vemre a
victima, cajo estado desespera-
dor.
Quando Cupido veio'luz, Jpiter prcvendo os ge dizia, pretenda matar na noite daquello
dia a um seu desafiado, que hara de-
posto, como testemunha, em um processo
por crime de homicidio, praticado ha cerca
de um mez, pelo referido Roinao.
Em data de 21 do mez ultimo assumio
o cidadao Paulo Soares da Silva o ejerci-
cio do cargo de delegado do termo de S.
Jos do Egypto.
Tambem no dia 15 do referido mez as-
sumio o exercicio da delegacia do termo
numerosos males, a que o recemaascido viria maia
tarde a dar causa, prctendeu fazel-o parecer ;
misoppos-se-lhe Venus, que escondan n'ama o
resta o filhinho, e 14 foi elle amamentado pelas
feras ; d'aqui proceda a tendencia ferina com que
depois de creado e desenvolvido, se compraiia em
eapicacar com suas flechas os coracoes nao s dos
mortaes, mas inclusivamente dos proprios deuscs,
fazendo-os cruelmente padecer'pungentissimas tor-
turas de amor.
Apaixonou-sa Cupido par Psyche, e do sen con-
sorcio phsntasiaram os roythologos ter nascido
urna filha por nome Volupia, a que o paganismo
ergueu altares veuerando-a como a deusa da yo-
luptuosidade. Venus vendo seu filho to rendido
sos encantos da noiva, chegou a conecber no sen
affecto materno to violentos ciumes que, perse-
guindo encarnizadamente a ora terminou por ti-
rar-lbe a vida ; Jpiter, porm, accedendo s en-
carecidas instancias do inconsolavel Cupido, on-
descendeu em restituir Paj che vida e lhe cutor
gou mesmo o dom da immortalidade.
(Contina)
1ARTE OFFICIAL
i.overn da Provincia
DESPAPHOS DA PBESIDENCIA DO DIA 1 DE
JUNHO DE 1886.
Argemira Guilhermina Feitosa Brecken-
feld.Sim.
Padre Joao Thenorio Vieira de Mello. -
Remettido ao Sr. inspector do Thesauro
Provincial para mandar attender, nos ter-
mos de sua informacSo n. 669, de 28 de
Maio prximo findo.
Dr. Joao Jos Pinto Jnior. Hoje sub-
metto a peticao do supplicante ao conheci-
iHento e decisao do Ministerio do Imperio.
Joao Joaquim da Silva.Informe o Sr.
Dr. juiz de direito das execucSes crimi-
naes do Recife.
Serafim Lcite de Lima. Informo o Sr.
Dr. cbefe de polica.
Secretaria da Presidencia de Pernambu-
co, em 2 de Maio de
1886.
O porteiro,
J. L. Viegas.
de Lsopoldida, na qualidtde de Io sup-
pleute, o cidadao Bento da Costa Araujo.
Deus guarde a V. Exc.IUm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leo,
muito digno vicepresidente da provincia.
-O cbefe de polica, Antonio Domingos
Pinto.
PERKAMBUCO
Assembla Provincial
DE 1886
Agencia Ha ras, filial
2 de Junho te 1886.
em Pernambuco,
*
IMSTROCCiO POPULAR
MYTHOLOGIA
(Extrahido)
DA BD3LIOTHECA DO POVO E DAS E8COLA8
vnlrano, Venus e Cupido
(Contnuafdo)
Traeos sao de mestre deliaadissimos e primoro-
rosos aquelles com que Luiz de Cames no canto
II dos Lutiadas pintou a deusa da formosura com -
parecendo ante o concilio do Olympo :
coso ia affrontada do caminho,
To tormosa no gesto se mostrava,
Que as estrellas, e o cu, e o ar viainho,
E tudo quanto s via namorava.
Dos olbos, onde fas sen ninho o lho,
Jns espirites vivos inspirava,
Com que os polos gelados accendia
tornava de fogo a trra fria.
d crespos fio* de ouro se espaniam
Pelo eolio que a nev escurecia ;
Andando, as lcteas tetas lhs tremiam
Com quem Amor brinca va e nSo se via ;
Daalva petrina flammas lhe sahiam,
Onde o menino as almas accendia ;
Pelas lisas columnas lhe trepavam
Desejoa que como hera se enrolavam.
C'um delgado cendal as partes cobre
De quem vergonha natural reparo ;
Porm netn tudo esconde, nem descobre,
O veo dos tolos lirios pouco avaro ;
lias para qne o destju accenda e dobre.
Lhe pde diante aquelle objecto raro.
J se sentem no co por toda a parte,
Ciumes em Vulcano, amor em Marte.
Com excepeo de Adonis, foi Marte, o deus da
cierra, quem Venus mais particularmente extre -
ou d'entre os seos adoradores. De Venus e de
Harte nasceu Cupido on o Amor, divioda le qa<)
s gregos designavam pela denominaco de Eros
Venerado entre os pagaos como o leus dos prese
res ertico, Cupido representado pela mytho-
logia sob a figura de am formoso menino com asas,
pintam-lhe s veses ama venda s tapar-lhe os
olios por armas, nmaaljava e um arco ; na dex-
sra na faebo tofltmmado.
Repartido da Folela
Seccao 2N. 556.Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 2 de Junho de 1836.
IUm. e Exm. Sr.Partecipo a V. Exc.
que foram hontem recolbido3 na Casa de
D. teujao os seguintes individuos :
A' ordem do subdelegado de Santo An-
tonio, Manoel Rodrigues de Carvalho por
disturbios.
A' ordem do de Apipucos, Jos Domin-
gos, por embriaguez e disturbios.
Hontem, s 2 1(2 horas da tarde, o
carro do passeio u. 22, que era dirigido
pelo cocheiro Manoel Carneiro Ferreira,
atropellou o pardo Goncalo Pereira da Sil-
va, que foi levemente ferido, por terem os
animaes se espantado e ido de ensontro
urna carroca carregada de taboas, que na
occasiao passava por junto do mesmo car-
ro, no principio da ponte da Boa-Vista.
O cocheiro foi preso em flagrante, dei-
xando de ser recolhido na Casa de Deten-
jao por ter prestado flanea provisoria.
O offendido, que se achava bastante em-
briagado, foi viatoriado pelos Drs. Arthur
Cysneiro e Barros Carneiro, e em seguida
transportado para o hospital Pedro II, on-
de est sendo tratado convenientemente.
Contra o delinquente procedeu-se nos
termos do inquerito policial.
Ante hontem; s 10 horas da noite e
por occasiao dos festejos do mez Mariano
havidos no districto deBelem, o individuo de
nome Francisco Antonio dos Santos, tendo
disparado um clavinote, aconteceu arreben-
tar o cano e ficar o mesmo individuo com
o braco esquerdo fracturado.
Foi conduzido para o hospital Pedro II,
afim de ser tratado.
Communicou-me o delegado do termo
de Floresta, que no dia 15 do mez findo
proceder a visita da cadeira existente na-
quella villa, na qual foram encontrados
21 re is sentenciados e 5 pronunciados em
diversos crimes.
Ao delegado do termo Bonito com-
muoicou o subdelegado do districto deno-
minado liba das Flores, que no dia 16 do
mez findo dera-se, em trras do eDgenho
Pedra Firme um conflicto em que tomsram
parte os individuos de nomes Luiz de tal,
Izidoro do tal, Emilio Couto e Francisco
Zeferino domes, resultando serem os tres
primeiros roortos e o ultimo sabir grave-
mente ferido em consequencia de urna fa-
cada que recebera, sendo preso pelo capi-
pitSo Manoel Honorato da Cunha Pedrosa
e posto dipo3<;ao do subdelegado res-
qectivo.
, Entretanto, causando estranheza ao de-
legado que Zeferino Gomes fosse o nico
autor das mortes alludidas, tomn a deli-
beracao de seguir para o lugar do delicto
e abi procedendo s necessaras indaga-
cSes conseguio verificar terem tambem to-
mado parte no conflicto, a favor de Ze-
ferioo, os individuos de nomes Jos Soares
de Figueirodo, Manoel Jos de Oliveira e
Manoel Francisco do Nascimento, que fo-
ram immediatamente presos
Havia igualmente tomado parte um me-
nor de nome Candido Gomes Coutinho,
que se retirou logo no comeo do conflic-
to por lhe terem disparado um tiro,
qual escapou.
A tal re do inquerito policial.
Communicou-me o tenente Sebastiao
Gog-lves da Costa, que no dia 22 do
mez findo assumira o exercicio- do cargo
de delegado do termo de Tacaratu.
Ao passar no dia 9" pelo p .voado de-
minado Piranhas, effectuou dito tenente, a
pedido do subdelegado respectivo, a cap-
tura do celebre criminoso Romao Alves da
Silva, que so achava dentro de urna canoa,
do
termos
armado de bacamarte e punhal, o segundo
SESSAO EM 14 DE MAIO D
ConclusSo)
O Sr. Jos Mara =* (Nao devolveu o seu
discurso.)
Passa-se
I. PABTB DA OSDKH DO DIA
Continuaco da 2J discusso do projecto n. 48
deste anno.
Veem mesa, sao lidas, apoiadas e entram con-
juntamente era discuesao as seguintes emendas :
N. 70. 4:000/ para a construeco de um acude
na comarca de Boa-Vista.Solonio de Mello.
N. 71. 4:000 para a construcclo de um acude
no termo de Granito.Solonia de Mello.
N. 72. Para ser collecada onde couber :Para
as obras da n-atriz da Boa-Vista, 4:0004.Viga-
rio Augusto.
N. 73. 2:000/ para a construeco de um acude
no Ouricury de Cabrob.Solonio de Mello.
X. 74. 4:000/ para a coustruccao de um a^ude
no termo de Leopoldina.Solonio de Melio.
N. 75. 1:000/ para auxiliar a constrneco de
urna casa de mercado na villa de Cabrob.Solo-
nio de Mello.
N. 76. 1:000/ para auxilio do concert da gro-
ja velha de Cabrob.Solonio de Mello.
N. 77 1:000/ para a construeco das obras da
matriz da cidade de Pesqueira.Joo Alves.
N 78. Para ser collocada onde convier :Fies
o presidente da provincia autorisado a emprestar
i Santa Casa de Misericordia a quantia de......
60:000/ do valor do emprestimo concedido, afim
de ocoorrer ao pagamento do que deve a mesina
Santa Casa, e continuar as suas despezas. sendo
este dfduziJo dos semestres a seguir, na propor-
c2o de 20 por cento do que for arrecadado para a
mesma Santa Casa.Dr. Pitanga.
N. 79. Ao 31 do art. 2. accrescente-se t
Inclusive o que se est a dever ao capito Ismael
Clementino Bezerra, pelo fornecimento que, por
ordem do Dr. juiz de direito da comarca de Igua-
rass, fez ao destacamento da villa deste nome, e
em vista dos documentos que o mesmo capito
apresenta,Barao de Itapissuma.
N. 80. Ao g 25 (obras publicas). Em lugar das
palavrasveucimentos da tabella anterior lei
n. 1,790diga-so :vencimentos da tabella da
lei n. 1,790. U mais cimo est.Bats e Silva.
N. 81. Para ser collocada onde couber :200/
para o expediente da casa da ordem do quartel
do corpo de polica.Sophronio Portella.Gomes
Prente.
N. 82. Augmente-se na verbailluminaco pu-
blica3:650/ para 50 lampeos na cidade de Pao
d Albo e 2920/ para 40 ditos na cidade da Glo-
ria de Goit.Dr. Joo de S.BarSo de Itapis-
suma.
N. 83. Ao 22. Em lagar de 1:100/, diga-se
2:000/.Gomes Prente.Coelho de Moraes.
N. 84. A decima parte da renda arrecadada
ser appltcada ao resgate da divida publica pro-
vincial.Dr. A. Costa Gomes.
N. 85. Ao 12 :Em lugar de 466:906/920,
diga-se536:906/920.Gomes Prente. Coelho
de Moraes.
N. 86. riibiiotheca Provincial. Empregados, na
forma e numero da tabella do 19 da lei n. 1,499
de 20 de Julho de 1880 e mais um servente com a
gratificacao de 720/, 7:230/ ; expediente e as-
seio da casa, remouta e compra de livros, 1:500/.
Reg Barros.Joo de OliveiraVisconde de
Tabattnga.Herculauo Baudeira. Constantino
d<* Albuquerque. Sophronio Portella. Dr. A.
Costa Gomes.Ferreira Velloso.Julio de Bar-
ros.Joo Alves. Barros Barreto Jnior.
N. 77 InBtrucco primaria. Professores, de ac-
corlo com a seguate tabella : *
1.a entrela, 800/ de ordenado e 300/ de gra
tificaco.
2.* entrais, 900/ de ordenado e 300/ de gra-
tificado.
3. entrais, 1:000/ de ordenado e 400/ de
gratificaco.
Supprimidu as cadeiras contractadas e as noc-
turnas.
Aluguel de casas para escolas, expediente diur-
no6'J: 000/000.
fc'orneeimeato de movis o compras de livros
para os alumnos pobres8:000/000.
N. 87. Supprima-se.Reg Barros.Herculano
Bandeira.Dr. Costa Gomes.Visconde de Ta-
batiega.Joo de"Olveira.Soares de Amorim.
- Luiz de Andrada.Rodrigues r*orto.Cons-
tantino Oe Albuquerque.Ferreira Velloso.Ju-
lio de Barros-Joo Alves.Barros Barreto J-
nior.
X. 88. Escola Noimal. Professores, na forma
da tabella a. 2, annexa ao regulamento de 6 de
Maio de 187922:773*332.
Empregad.,8 na forma da mesma tabella, sup-
primida a gritificaco do secretario, creado o lu-
gar de continuo com os meamos vencimentos dos
do Gjrmnasici e reduzdos os serventes a dous com
a gratiticaoeo de 720/7:000/000. -Reg Bar-
ros.Jo de Oliveira.Ferroira Velloso.Her-
culano Bandeira.Julio de Barros.Joo Alves.
Barros BarretolJunior.
N. 89. Instruccao publica. Empregados na for-
ma o numero da tabella annexa ao regula ment
de 7 de Abril d 1879, supprimndo um lugar de
amanuense e um de servente, percebendo o ser-
vente a gratificaco de 720/, 14:920/. Reg
Barios.-Jos.j de Oliveira.-Rodrigues Porto.
Herculano Bandeira. Luiz de Andrada.Vis
conde de Tabatinga. -1 errer* Velloso.Julio de
Barios.Barros Bairet) Jnior.
. 90. Gymnasio Provincial. Professores, com
os vencimentos da tabella n. 2, annexa ao regula-
mento de 23 de Junho de 1879, supprimidas as
c ideiras dt allemo, italiano, ciencias naturaes e
instruccao primaria, e urna das de geographia, os
lugares de preparadores do museu e da cadeira de
sci seuho e gyainastica, devendo o professor addido
ser prvido na primeira cadeira qae vagar e sup-
primidas as gratificares dos professores cujas ca-
deiras tiveram menos de 10 alumnos de frequen-
cia30:240/000.
Empregados, sapprimidos os lugares de rege-
dor, censor, medico, mordomo e monitores, perce-
bendo o secretario os vencimentos da tabella n. 2,
annexa ao tgulameoto de 23 de Junho de 1879,
o porteiro o ordenado de 800/ e s gratificaco de
400/, e os dous continuos o ordenado de 700/ e a
gratificaco de 300/ cada um, 5:200/.Reg
Barros.Constantino de Albuquerque.'Joo de
Oliveira.Luiz de Andrada. -Visconde de Ta-
batinga.Soares de Amorim.Rodrigues Porto.
Caelho de Moraes.Dr. Costa Gomes.Julio de
Barros. Joo Alves. Herculano Bandeira.
Barros Barreto Jnior.
. 91. Fica o presidente da provincia autori-
aado a despender 3:000/ para desapropriaco da
casa que serve de quartel na cidade de Jaboato.
Dr. Pitanga.
N. 92. Ao 27 : Em lagar de 4:245/, diga-
se 2:000/. Coelho de Moraes. Gomes P-
rente.
N. 93. Ao 28. Em lugar da 100:000/, diga-
se 150:000/. Coelho de Moraes. Gomes P-
rente.
N. 94. Ao 41 : Depois da palavraguardas
aceres cente-se : sendo o numero destes elevado
a 14, com os vencimentos de 720/ cada um, ele-
vando se a verbt a 10:000/.Coelho de Moraes.
Gomes Gerente.
N. 95. Substitutivo.Substitua-se o 25 pelo
seUinte :
Empregados da repartico, percebendo os von-
cimentos constantes da tabella infra ; supprimi-
dos os lugares de 3 engenheiros de districto, de
um tbesoureiro pagador, vencendo o guarda dos
iardins pblicos 1:000/000.
Tabella
Director 4:80u/000
Engenheiro ajudante 3:40i'/000
Conductores do 1.* classe 2:300/000
Ditos de 2- 1:600/000
Secretario 2:0o0/000
Amanuense 700/000
Agente pagador 1:600/000
DeseDhista 1:200/000
Porteiro 1:200/000
Continuo e archivista 1:400/000
Coelho de Moraes.Gomes Prente.
X. 96. Ao 65 accrescente-se no final pro-
porco que forem vagando.
O Sr. bornes Prenle (Nao..devolveu
seu discurso).
Vem mesa, lido, apoiado e apnrovado o se-
guinte requerimente :
Requeiro o adiamanto da discusso, at que
sejam impressas as emendas no jornal da casa.
Gomes Parate.
Passa-se 2' parte da
ORDEM DO 1>IA
Piocede-se vota9o, em 3" discusso, do pro-
jecto n. 53 de 1885.
E' approvado, sendo remettido commisso de
redaeco.
Contina a 2a discusso do projecto n. 27 deste
anno (forco policial).
O Sr. Juvenclo MaraSr. presidente,
observo certa cxpresso de mo humor, seoao es-
tranbesa entre os merabros da llustre maioria,
talvez, seno com certeza, por ter erguido-me na
tribuma, trataudo-se de discusso sobre assumpto
de tanta importancia poltica, qual o projecto
de ix.icao de forcas cujo debate foi encetado de
um modo brilbante pelo meu amigo, deputado pelo
8' districto. e nao menos brilhantemente desenvol-
vido por todos os meus distinctos collegas da ban-
cada qae tomaram parte no debate.
En acho, Sr. presidente, que os nobres deputa-
dos teriam certa razao, se por ventura eu viesse
discutir ; mas eu nao venho disentir; eu venho
apenas conversar um pouco com V. Exc. e com os
deputados da maioria. E sabe V. Exc. a razio
porque em vea de discutir, digo que venho con
versar ? E' porque, Sr. presidente, eu nao tenho
um desses pergamiuhos, embora avariados, obtidos
no velho pirdiero da ra do Hospicio, mediante
preparatorios filados no Rio-Grande do Norte..
O Sr. Prxedes Pitanga d um aparte.
O Sr. Juveacio Mariz... e que alludio por
modo mordaz e malicioso o nobre deputado pelo
12" districto; eu pens diversamente do nobre de-
putado pelo 12 districto, o Sr. Joo Alves. Eu
censo que aquelles que teem um pergamiobo, mes-
mo a variado, servinio-me da phrase do nobre de-
putado, teeu recebido urna certa cultura intellec-
tual e esto melhormente preparados ; seus actos
e maniiestacoes de intelligtncia tem certa autori
dade que se imj?, e eu nao tenho essa autorida
de. Entretanto ha factos na vida, ha circunstan-
cias to especiaos, que impillem o homem, anda
meemo quando o seu espirito seja obscuro, como o
meu, (nao apoiados) ndispensavel que se diga
alguma causa; e isto nao e mais do que conver-
sar. Portanto fique sssentado que eu nao venho
disentir, e sim conversar.
Sr. presidente, quando eu estivesse no caso de
poder manter a discusso na altura em que foi el-
la collocada, quando eu dispozesse de recursos
taes, que nao arrastasse a discusso, to brilhan-
temente elevada neste recinto; quando ou podes-
se recomecar a discusso encetada nesta assem-
bla e to brilhantemente elevada pelo nobre de-
putado pelo -j" districto ; discusso que elevou-
sc maior altura na sesso de 5 do crrante, se-
ria, Sr. presidente, superfluidade, seno impert
neucia de minha parte, passar em revista todos os
factos que ennobrecem e recommendam o partido
liberal gratido nacional.
Por consequencia, Sr. presidente, limitar-me
hei a tratar ligeiramente de dous nicos tactos que
o nobre deputado pelo 2 districto, no calor e
thusiasmo da discusso deixoa escapar, e depois
tratarei da poltica de nossa provincia e especial
mente do districto que tenho a henra de represen-
tar.
Si no correr da discusso escapar-me alguma
phrase menos cabivel e nao parlamentar, eu pego
desculpa desde j, porque V. Exc. comprehende
que por souito prevenido que se esteja para nao
offender nem molestar a quem quer que seja,
bem possivel que se possa dizer aquillo que se
nao deseja,
8r. presidente, nos tempos daopposico conserva-
dora os nebres deputados que acupam aquella
bancada, nao ecasavam de verbtrar contra a si-
tuago liberal, atacendo do modo mais aescomma-
nal a todos os actos do governo. Os nobres depo-
tados, Sr. presidente, crguiam-se todos os dias
daquellas tribunas para censurar actos que s
mereciam louvores, e eu, Sr. presidente, por mui-
tas veses cbeguei a acreditar que o partido con-
seivador quando fosse governo, daria provas de
querer servir bem ao paiz, de s ter esquecido do
seu passado de violencias e oppresses !
Sr. presidente, o nobre deputado passando em
r. senha todos os actos que elevam o partido libe-
ral, no conceito do paiz, trazendo, como se fez ver,
no espaeo de 3 horas, a asssmbla suspensa de
seus labios pelos arrobos de sua eloquencia, pelo
vigor de sua palavra incisiva, deixou passar djus
actos praticados pelo partido liberal, que, na au-
sencia de outros, bastariam para recommendal-o
gratido nacional. Eu me refiro lei de 7 de No-
vembro de 1831, que foi o prlmeiro golpedes techado
sobre o ose avagismo. Por essa lei, Sr. presiden-
te, fbram declarados livres todos os africanos que
aportassem em nossas plagas; e si, devido incu-
ria e culposa lndifferensa dos governos, muitos
desses infelizes jozem na escravido ; este atten-
tado nao empana a gloria conquistada pelo parti-
do liberal com a promulgacao daquella lei...
(apoiados)... e se, como em aparte disse o nobre
depuiado, Sr. Regueir Costa, depois desee acto
foi que o trafico recrusdeceu, nao responsnvel o
partido liberal, mas sim o partido conservador,
porque depois elle, aubindo ao poder, s em 1851
tentou reprimir o trafico, deixando na escravido
os africanos livres pela le citada. (Apartes).
O segundo acto foi o cdigo criminal promulga
do tamborn em 1831, porque como sabem V. Exc.
e a casa, a legislaco peual pela qual se applicava
a pena sos deictoa, era a ordenaco do livro 5,
Por esta ordenaco o cidadao mais distincto
estava sugeito s penas mais infamantes s tortura
com todo o cortejo de horrores !
Felizmente para o paiz, para o partido liberal
e para a humanidade, o parlamento votou o c-
digo criminal, pelo qual nos livrou daquella legis-
laco bastante atroz !
(Muito bem).
Modernamente temos a lei da reforma eleitoral
que rmbora, na opinio de muitos dos nobres de-
patados que tem assento na bancada opposta,
seja pScca e tenha sido promulgada com o con-
curso do partido conservador, anda assim foi urna
gloria para este paiz, e a maior parte dessa glo-
ria pertence sem contestado seria ao partido li-
beral, porque foi elle quem levantou a la, foi
elle quem a discutio na imprensa e na praga pu-
blica, foi elle quem a levou ao parlamento.
(Muito bem).
A lei de 9 de Janeiro de 1881 emancipou o voto
e levantou o espirito publico no paiz.
Porque modo se faziam antes dessa reforma as
eleices em nosso paiz? V. Exc. sabe como o
eraui. Basta va levantar se um individuo em qual-
quer localidade, dar-selhe o titulo de delegado de
polica e meia duzia de praess para ter-sa urna
eleico! O governo punha de parte as influencias
locaes, porque dispunha da forca ; de forma que
todos os partidos se convenceram de que a elai-
co aria sempre falseada; mas nenhnm teve
a coragem de curar disao ; (apartes) ; foi o par-
tido libera! que ul!. aamente arcando com to-
dos os preconceltos e esistencia, pode traduzr
essa reforma em lei do paiz.
(Ha diversos apartes).
Nao ha questo ; o partido liberal nao fez como
o partido conservador que querendo dar urna sa-
tisfaco ao paiz decretou a celebre lei do toreo,
que foi urna verdadeira decepeo para todos os
brasileiros (apartes) porque foi o proprio partido
conservador que decretando-a de3moralisou-a em
em sua execugn /
(Ha diversos apartes).
Sim, quem a desmoralisou foi o proprio paitido
conservador porque tendo a promulgado e devendo
executal-a fiel e sinceramente nao o fez, tornando
ao regi nen passado do orbitrio e da violoncia I
(Ha um aparte).
Nao tem razo o nobre deputado que me d o
aparte, porque quem governava naquelle ttcmpo
era o partido conservador e portanto elle respon-
s-vel pelos abusn que foram commettidoi.
(Iroam-ae apartes).
Pelo menos no districto que tenho a honra de
representar, no lagar em que resido, na cidade de
Caruar, o governo conservado! chegou at ao de-
lirio, empregou todos os meios violentos.
Um Sr. DeputadoComo em toda a parte.
O Sr. Juvencir> MarizDiz muito bem o nobre
deputado como em toda a parte; mas eu fallo
como testemunha presencial indicando a cidade de
Caruar.
No dia 1 de Outubro de 1876, na primeira elei-
co que se fez por esse svstema do terco, o partido
conservador quiz conquistar as urnas empregando
todos os meios indecentes e violentos.
Os chefes do partido conservador d'alli tenta-
ram arrastar-me da matriz, bem como aos meus
amigos, e s nao levaram esse seu intento a effeito
por circumstancias muito independentes da sua
vontade porque o povo sempre generoso, reagio
com forca I
Ora, V. Exc. comprehende peifeitamente que
se na cidade de Caruar, onde ha outros costumes
e desenvoluimento moral que nao no alto serto
isto succedeu, imagine-se o qua por all nao s
teria dado, onde impera o punhal e o trabuc i dos
DMMQOeSw
(Trocam-so m itos aportes).
Por consequencia estavamos em um estado de
verdadeira barbaria ; foi necessario que um ho-
mem, como o Sr. coeselbeiro Saraiva, arcando com
todos os preeoncei toa, resistencias e difficuldades
fizesse a reforma da eleico pelo modo porque o
fez, pelo systema directo.
(Trocam se muitos apar)es).
O modo porque se fez essa primeira eleico est
no dnminio de todos. Todos nos sabemos como
se fez; isto os conservadores na opposico pro-
curavam desmoralisar a reforma dizendo que o
governo interveria as elelcoes para falsear o
voto; mas tudo isso nao passoa de urna declara-
cao, conforme provaram es factos.
(Apartes).
Os nobres deputados que ento representavam a
maioria nesta casa foram os primeiros que desfe-
charam o golpe desmoralisa lor nessa lei.
(Apartes),
Tendo o partido liberal conseguido eleger maio-
ria no biennio de 1882 a 1883, o partido conser-
vador no veso das vi-lhas praticas reunio-sa em
maior numero as sess. 3 preparatorias desta casa
constitu o a mesa e as commissoes de poderes e as-
sim armado depurou amigos noasos.
(Apartes).
Foi s assim que i-.->nseguiram constituir-se
maioria nesta Assembla !
Um Sr. DeputadoE o Sr. Regueira Costa nao
foi depurado ?
(Ha outros apartes)
O Sr. Juvencio Marizlato foi em 1884 ; mas o
Sr, Regueira Costa s poderia considerar-se eleito
se se devesse contar tres votos de tres eleitores j
eliminados.
(Apartes).
Esses amigos do Sr. Regueira Costa tomaram
parte na eleico sem poder fazel-o, e disto resu! -
tou ter elle mais votos do que o Sr. Candido
Ladislao. A Assembla nao querendo pro ;eder
de um modo precipitado e antes respeitar a lei e a
vontade do eleiturado livremente manifestada
mandou que se procedesse a nova eleigo (apar-
tes) ; porque se a Assembla liberal quizesse o
contrario disto com certeza o Sr. Regueira Costa
nao faria parte daquella legislatura (apartes) ;
appello para o nobre deputado o Sr. Regueira
Costa que altivo, porm, justa e impareial como
sempre se tem mostrado, ha de fazer justiga a
maioria liberal daquelle tempo nes-.a Assembla I
V. Exc. (dingindo se ao Sr. Antonio Vctor)
parece que j nao se lembra bem dos factos ; e
demais nao tinha assento nesta casa ; seus ami-
gos o alijaram da chapa edexaramS. Exc. no
limbo.
O Sr. Antonio Vctor d um aparte.
O Sr. Juvencio MarizEu jexpliquei isso e V.
Exc. n 'O tem razo referindo-se esse facto, por -
que elle j foi exhuberantcmeate discutido nesta
1 asa. Hiuve efiectvameute urna falta de forma
li lade na freguesia da Pedra, onde o nobre depu-
tado, o Sr. Portella, teve maioria, e essa falta, vi-
ciando o pleito eleitoral, nao podia, cansaqaente
mente, ser apurada aquella eleigo. O facto foi
uqui discutido pela opposico e pala maioria, e fi
em perfeitamente tirado limpo de que lado es-
ta va a razo
- Un Sr. Deputado -V. Exc. nae se lembra das
diligencias que aqu se fizerain para se rasgar o
meu diploma ?
O Sr. Juvencio Mariz -Neste ponto V. Exc.
injusto, porque eu fui um dos que votaram pelo re
conbecimento do nobre deputado. A minora con-
servadora d'aqaelle tempo testemunha disso, e
abi esto os Aunaes. Apesar de V. Exc. ser mu
adversario poltico, eu nao quiz de modo alguin
prejudicar o seu direito. (Apartes).
Os nebres deputados me dio tantos aparto, to
prolongados e epetidos, que eu nao s-*i meamj
onde fiquei; perd ofi. das consideracoes que ia fa-
zondo. .
Sr presidente, lembro Assembla que nao foi
jmente na eleico do 13 districto que maioria
conservadora de euto, tazendo s maiores iDJusti-
cas e deixando a lei de parte, prajadicou a dous
amigos ooBBOs, que estavam le^itim-imente eleitos.
No 10 disirieto,^) Sr. tenente-corouel Galvo, de
sandosa memoria, nao tendo sido eleito e sim o seu
eompetdor, o 8r. Antonia dos Santos de Squeira
Cavalcante, s constituida opposico conservadora
em maioria, de modo contrario lei e apaixonada-
meate, tratou de reconhecer um memoro que' nao
tinha sido eleito, quiz dar um cheque nos chefes do
partido liberal da provincia, fantasiou nullidades
sem fundamento, sem nenhuma razo de ser, con-
siderando que nt freguezia de Jacarar nao tinha
havido convocaco dos eleitores, para o 2' escru-
tinio; e procedeu assim com o fim to smente de
nao dar entrada nesta casa ao candidato qae ha-
via sido eleito legtimamente : era um de menos.
V. Exc. comprebende, Sr. presidente, porque
expresso na lei, que o acto da nao convocaco s
prejudi.u, quando a maioria do eleitorado da fre-
guezia, nao concorre eleico, nao comparece.
Desde, ^orrn, que a maioria do eleitorado compa-
rece, desde qae sanada essa formalidade da lei,
pelo comparec ment espontaneo, a eleicj per-
feitamente liquida.
Mas, Sr. presidente, os amigos de V. Exc, con-
stituidos em maioria, combateratn essa opinio,
que fundada em le, sophsm inlo-i, e rasgaram
o diploma do Sr. Antonio dos Santos de Squeira
Cavalcante, legtimamente eleito, e reconheceram
o coronel Galvo.
Cansequentemente, Sr. presidente, os nobres de -
putados, hoje em maiara nesta casa e governando
o paiz, nao teem o direito de dizer que o partido
liberal desmoralsoa a lei de 9 de Janeiro. Isso
urna injustica gravissima dos nobres deputados-
O Sr. Rjdrigaes PortoE' urna justica.
O Sr. Juvencio MarizSs. Excs. disseram ainia
que por occasiao da verificaco de poderes na C-
mara Temporaria, em 1881, os liberaes n) cura-
priram com o seu dever ; e que desmoralisaram o
cbefe do gabinete, o Sr. Saraiva, obrigando o a
retirar-se do poder, porque este se oppunha que
se fizesse depuracoes / Isto nao exacto ; os no-
bres deputados nao dizem isto ao serio e tanto
assim que Ss. Exea, naquelle tempo, lograram o
prazer de ver figurar no Parlamento grande nu-
mero de seas amigos. -'s. Exs. hoje constituidos
em maioria nao teem a coragem precisa de se re-
gularem Dlos precedentes d aquella Cmara, pela
jurisprudencia all firmada. E se, ento, censura-
ram os liberaes, porque nao podiam fazer com
elles o mesmo que fieerain com os nos ios amigos
n'esta casa l A minora conservadora censurava
os liberaes da Cmara, porque nao podia fazer o
mesmo; se elles estivessem em maioria, sucede-
ra ento o que succedeu agora ; 03 liberaes e-
ram depurados ; nolsos adversarios nao compre-
hendem verificaco de po icres com justioa e moia-
liHade O partido liberal hoje est fra da lei
r 1 todo o paiz !
Um Sr. DeputadoA lei igual para todos.
O Sr. Juvencio MarizPara todos ? _
O Sr. Rodrigues PortoPara todos, sim senhor.
O Sr. Juveacio MarizVs. Excs. esto coiven-
cdos do contrario. Para n3 nao ha nem direito
nem justica, porque, Sr presidente, se o partido li-
beral tivesse podido pleitear a eleico no terreno
da legalidade; se os conservadores, no poder, nao
se tivessem oppoato observancia da lei; se 01
direitos do partido liberal tivessem sido respeita-
dos, eu garanto a esta Assembla que o resultado
da eleico seria muito differente! Os nobres de-
putados, senhores do governo, dispondo de todos
os recursos, teriam, certo, obtdo maioria, mas
nao to grande.
O partido liberal havia de se fazer representar
no Parlamento por urna minora respeitavel. lato
um facto, Sr. presidente, que est na conscien-
cia publica.
O Sr. Rodrigues Porto d um aparte.
O Sr. Juveacio MarizPara que V. Exc. Vem
com isto ? Muito peior teem feto es nobres de-
putados, porque ento criticavam severamente
esses actos e hoje praticam as maiores violencias
Esta que a verdade. Esto facto que acabou
de apontar o nobre deputado, nao pode servir ab -
solutaments de bise para aquilatar a moraudads
do partido liberal em materia eleitoral. (Apartes).
Fique cada um com a responsabildade daquil-
lo que pratcar, e nao de certo, um oa dous fac-
tos solados qua podem servir de bitola para se-
ajuizar de um partido interna
O nobre deputado o Sr. Joo Al7es, nao tem ra<
zo aceusando a maioria passada, e muito in-
justo ; eu lhe respoudo que S. Exc o Sr. Rigueira
Costa tendo obtido mais um voto que o candidato
liberal, e votado promiscuamente na eollegio de
Bonito tres eleitores que tinham sido eliminados
da lista de chamada, n'este caso, nao poderiam
votar, orno votaram. Esses eleitores nao podiam
votar em S. Exc. e desde que nao so contassem
esses votos, o candidato liberal tinha sido eleito.
Mas a maioria liberal procedeu le um modo ge-
oeroso annullando o 2 escrutinio e mandando de
novo outro. Pergunto: si a maioria liberal
quizesse depurar, cemo agora se fez com o Sr. La-
pes Machado, S. Exc. seria eleito ? Nao!
Desde que o Sr. Candido nao fosse o candidato,
outro qualquer liberal seria eleito ; eu digo isto
por que urna das maiores iniueneias liberaes de
Bonito, o Dr, los Gitirana de saudosissima e im-
morredora mimoris, disse-me por mais de urna
vez, que si nao fosse candidato o Ladislao, o Re-
gueira nao teria sido eleito, tendo o Dr. Gitirana
muito concorrido para a eleico do nobre depu-
tado.
O Sr. Regueira Costa d um aparte.
O Sr. Juveacio MarizEu o que disse foi o se-
guinte : que nao havia procedencia em se acen-
sar a maioria liberal, por nao ter reconhecido
V. Exc une tendo V. Exc. conseguido ser eleito
por um voto mus na 1 eleico e votado promis-
cuamente tres eleitores, j eliminados, em cuja hj-
pothese nao poderiam votar. .
Um Sr. DeputadoEstavam na lista.
O Sr. Juvencio Maris... Tinham Bido elimi-
nados ; e nao se trataado de eleico geral, os tres
votoa nao poderiam aproveitar V. Exc. Esta-
vam eliminados e V. Exc sabe que por urna
disposico da reforma, os eleitores incluidos n
novo aliatameuto, no caso de dissoluco, nao tomam
parte -enono pleito provincial; e os eliminados
s votam na eleico para a Cmara Geral.
A Assembla foi at equitativa e nao justa an-
nnllando o diploma de V. Exc e mandando que
correse o segundo escutinio entro o nobre depu-
tado e o Sr. Candi io Ladislao. Se mitra f >sse a
soluco, o nobre deputado nao voltaria aqui.
A commisso de constituico e poderes, estudou
a questo, deu seu parecer ; esse. parecer foi dis-
cutido e at suppoiiho que V. Exc (para o Sr.
Joo Alves), tinha assento, mas nao consideraram
ato como equidade, e sim como uro acto da jastic*.
V. Exc. porm, pensa agora de modo diverso, e diz
que se fez ao Dr. Regueira Costa, um favor, que
t Ue foi um phosphoro; eu com isso nada tinha.
Ilpartes). .
Continuando, Sr. presidente, passe relembrar
agora os factos passados ultimam-nt em toda esta
provincia e ipecialment-' no dist.icto de Caruar.
Alli, Sr. pr-sid-nte, o partido liberal, consu-
milo urna granie maiorio, e vendo os novos do-
inioadore- qu* ria pr^ciao empregar recursos
extremos meios enrgicos, nio tr-pidram na es-
eolha deasea ueos, um vez q c Dduzr aos fina dea-jados, o tnumpho eleit tral.
Foi assim, Sr. presidente, quo em piimeiro lugar
teutn se pelo terror e pela violencia abater os
ainos o pa-iido liberal n'aqnel e muniaipio.
N'este intuito, Sr. presidente, as autoridades
policiaep, amparadas pelo juiz de direito interino o
btchHrel Mxlaquia do Lago Ferreira da Costa.
fizeram excurses em todo o monicipio (apartes)
roandtram notificar aos eleitores libarais sob a
ameaoa de priao para diligencias e prisoes de
suppostos criminosos com o fim de intimidar e ar-
rancar os votos esses cidados I
Um 8r. DeputadoEst dando urna prova des-
gracada do corpo eleitoral do seu municipio!
(Ha outros muitos apartes).

^^^ssibsbssssbB
c
}


.
Diario de Pernambuco.-- O Sr. Juvencio MflrizPsiffc quo falla eleitores
independentes ou bSo ? !...
Poia, entio nao sabe que em todos oa districtos
ba eleitorea fracoa de animo ? (Apartes).
Veja o nobre depotado o qae fizeram aos elei-
torea do 4 e 5* aistrictos, onde se empregaram
todoa os meios de violencia e de corrupcio ? 1
(Continuam oa apartes).
Quando ialharam todos os recursos, o que fize-
ram ? Atiraram nm muco de cedu as dentro da
orna na occasiSo em que ee fas eontagrm 1
lato nao iutervenfio lio- govaroo ? lato nio
violencia e corrupeief
(Continuam os ajeries).
Aqui n'eaU capital, onde ttmos um tortorado
numeroso, ndepeoestte e lluatrado, ale ae vio
elle cercado e comfenwidopor todos os lados, viudo
para aqui dous vaso do guerra, passeiando a forca
armada por todas as aa,. no da em que honve
a eleicio consrvasete prcaima do lugar em que
ella se fazia, contra espreoos deterzninaQio da leit
Pergunto, diante de tanta prepotencia, diante de
tantas violencias, baver oa nio eleiiorea traeos de
animo que ae abatam, justamente receiosos, pelos
perigos que affrontam?
O Sr. Regueira Costa d um aparte.
O Sr. Juvencio Mariz O protesto mais vivo
contra as palavrae de V. Exe. que em todas a*
elei^es que ae tem procedido pelo fcystema que
est em vigor, V. Ex, foi aempre eleito at contra
vontaae de scus chefes politicos. (Apartes).
laso prova qne o nobre depurado nao tea razio;
n'aquelle tempo a eleicio era urna verdade, boje
impe-se pela torea o candidato e quaudo esta nu
basta, chega-se aos meios extremos
O Sr. Regueira Costa d um aparte.
O Sr. Juvencio MarizNaquulle tempe os par-
tidos davam o combate ; ae havia algum desvio,
algom excesso, estes corriam por conU des par-
tidos que pleiteavam a eleicio, mas boje ogovirno
interveio abertameate No S" districto o Dr. Sal-
danha que subrttuio ai Dr. Lustosa dirigia-so tm
pessea e om circulares aos eleitores ofterecendo
lugures e propinas aos qne votassem om es con-
servadores.
(Apartes.)
No lempo dos liberaes nao era assim, e a auto-
ridad que aaaim proceda era immediatamente
demittida!
(T.ocain-ae muitos apartes.)
(O Sr. presidente reclama attencio e observa
que quem tem a pala va o Sr. depntado Juven-
cio Mariz.)
O Sr. Juvencio Mariz (continnando)Mas, Sr.
presidente, talhando todos esses meios violentos,
todos es&ee meios de torca e de promessas ; porque
es liberaes dedicados e firmes se recusavam a fa-
zer causa commum com os dominadores, o partido
conservador daquella localidade tratou entio de
um outro meio, e este foi o segrate :
O juiz municipal, Sr. presidente, que at 8 dias
antes da mudanea da aitaacio poltica se confes-
aava liberal decidido...
Um Sr. Deputado Quem esse ?
O Sr. Juvencio MarizE' o jui municipal de
Caruar... que se dizia liberal decidido; a sua
easa foi o centro das reunioes e dalli sahio elle em
passeiata com os seusuovos co-religionarios dan-
do ivas ao partido conservador e morras ao par-
tida liberal 1
O Sr. Rodrigues PortoNao apoiado.
(Apartes.)
O Sr. Juvencio Mariz Esse mees que pouco
depois de formado preterindj outros de mais me-
recimento teve amigos por empenbo dos quaes
pode conseguir a promotoria da comarca de Flo-
res e mais tarde o juizado municipal dalli e de-
pois removido para Caruar dev do aos liberaes ;
esse moco que feo pensa em obter urna vara de di-
reito seja l para onde for...
(apartes.)
... tendo desapparecido a aituaclo liberal, tra-
tou loga de ee passar com armas e bag gens para
a poltica que at entio Ihe tinha sido adversa,
com o fim Bem duvida de poder melborar o seu fu-
turo.
Um Sr. DeputadoElle nunca se manifeatou em
-^poltica.
O Sr. Juvencio MarizEa sinto que nao est ja
presente o nobre deputado pelo 1* districto, o meu
distincto amigo Dr. Costa Ribeiro, afim de poder
affirm ir aquillo que agora estou dizendo.
Era" urna carta do Sr. Malaquias dirigida ao no-
bre deputado 8 das antes da eleicio, fazia elle
notar que nio sabia em que tinha desagradado aos
seus amigos da localidade, que ell i nao conbccia
esses motivos ; que tinha sido milito bom co reli-
gionario, e entio pedia para aquee nosso amigo
encaroiuhar os s-ius papis, para que o nobre de-
putado se emponhasse com os chefes liberaes na
corte.
O nobre deputado entao dirigo-se a ram e per-
guntou-me : Voc como vio com o Malaquias ?
En respond que debaixo do ponto de vista polti-
co ia mal, mas que debaixo do ponto de vista par-
ticular na la tinha qu-; dizer delle.
Cerno portante, Sr. presidente, que o nobre
deputado vem dizer-nos que esse moco nunca se
manifeatou em poltica ?
Um Sr. DeputadoMas se o bomem nem elei-
tor.
O Sr. Juvencio MarizPorque nio ebegou a
tempo de ser incluido na revisSo da qualificacio.
Entilo s poltico, quem eleitor? !
Porm, Sr. presidente, o Sr. Malaquias i exem-
plo de muitos outros, poiia fazer causa commum
com o seu novo partido, mas nio do modo desbra-
gado porque o fe* !
Nio era necesario que S. S. Be convertase em
verdugo do partido liberal, rm cujas fileiras tinha
estado at 8 dias antes !
(Apartes.)
Eutio, Sr. presidenta, tramouse a eliminacio
dos eleitorea do 1882, feita pelo honrado magistra-
do o Sr. Dr. Gusmio, actual jai de diieito do Bre-
io, muito distincto e muito conhecido felizmente
at dos chefes conservadores.
O Sr. Rodrigues PortoComo poltico capaz
de tu do.
O Sr. Juvencio Mariz' necesario que o no
bre deputado ssiba que o prccedimento do Sr. Dr.
Gusmio nao se bitola pelo precedimentodo Sr. Dr.
Malaquias. OSr. Dr. Gusmio foi juiz por muito
tempo em Buique, e alli mostrou o que vala um
magistrado compenetrado des seus deveres, fazen-
do al sacrificios e expendo & sua vida. Note por
ah onobre deputado a difirenos que ha entre um
e outro ; entre o magistrado que sabe cumpnr os
seus deveres e o magistrado que si obedece ao
sentimento partidario, constituindo-ae algo* dos
seus alversarios, daquelles mesmos que ainda na
vesp-ra haviam sido seus smigos !
O Sr. Rodrigues PorteNa opiniio do nobre
deputado.
O Sr. Juvencio MarizEo fallo aem paixo,
nem odio ; fique certo disto.
O Sr. Rodrigues PortoE eu tamben.
O Sr. Juvencio Mariz uobre deputado nio
conhece o Dr. Gusmio, juga-o mal, mas elle est
muito cima d) juito qae V. Exc faz delle 1
O Sr. Rodrigues PoitoAaaim como o Sr. Dr
Malaquias est muito cima do juizo de V. Exc.
O Sr. Juvencio MarizSe o Dr. Malaquias nio
for nomeado juiz de direito, com cer'eza mais tar-
de lia de ser o maior verdugo des conservadores.
O Sr. Jos MaraEu samare i.npliquci com os
transfugas.
O Sr. Juvencio MarizO Sr. Dr. Aprigio Gui-
iniries, de saudosissima memoria, dizia sempre
que se os partidos comprchendessem bem o que
era o transfuga, deveriam fuzilal-os pelas costas !
Mas, Sr. presidente, o Sr. Malaquias para bem
servir aos seus novoe amigos, nao trepidou mesmo
em praticar jm atintalo...
O Sr. Antonio VctorUm attentado ?
O Sr. Juvencio MarizTenba a bondade de
ouvir-me, porque ainda nio sabe do que en quero
tratar. Pareee que o nobre dt potado est ainda
aterrado cora aquelles acontecinentos de Canho-
tinho?!
O Sr. Antonio VctorMas o nobre deputado
nao falln ahi em um attentado ?
O Sr. Juvencio MarizMas V. Exc. nao sabe
Sual a sorte do attentado a que quero referfr-me.
lio s incendiando-se e matando-ee a humtni-
dade que ae commette attentados !
O Sr. Jos Marialato vai com vistas ao Pi-
> mentel.
O Sr. Antonio VctorPimental co religiona-
rio de V. Exc. e en nunca o vi.
O Sr. Jos MariaElle j foi, mas boje nio
mais. Passou-se, como se passon tambero o Dr.
M ilaquiai, de Caruar, que pretende obter favo-
res do sen novo partido.
O Sr. Javencio MarizMas, Sr. presidente, esse
. attentado que tanto impressionou ao nobre depu-
' ado pelo 11. districto, foi um attentado jurdico
e do segninte modo :Tendo falhado, como j fiz
ver & esta Ilustre Assembla, os ontros meios
para o partido conservador conseguir maioria, o
juiz municipal, infelizmente na vara de direito (e
digo infelizmente, porque estou certo de qae o juiz
de direito effectivo da comarca, o Dr. Das Lima,
se alli estivesse em eiereicio, o tacto nao ae dara,
apesar delle ser homem do sen partido, porqus
cestuma faser justioa aos seas adversarios, tem
posicao feita, ama repotacao ze'ar e indepen-
dencia precisa para nao se abater ante as pessoaa
de sea partido, para encapar com a respoosabili-
dade de seu nome e do cargo que ejerce, interes-
ses Ilegtimos sen lo criminosos de seus amigos),
substituido o Dr. Eutropio Pereira de Paria pelo
Dr. Lacerda, que alli j havia oceupado o cargo
de promotor at qu.ai o fim da situacie liberal,
sendo remosido podoo ansas para a emarca de
Bom Jarana, o qne nio foi cortamente urna pena,
porque a soasaros de Bom Jardim certoa respej-
tes efiereee eubnts vantagens que lo tem s so
meces de Caruar, porque Bom areasn, como se
sabe eeti ligeos capital por nmaflha ferro ;
o Dr. I^eexsTa, digo, nio queeeedo guir para
Bom Jardim, prerocou sna deceisaie para poder
passar oosss umdos martrres eoneer*dores, epja
ursxima asoencae todos previese, ere -o preBBstor
que eonvirrha tm urna mudas? de sitnacao,rao
homem que insfirava inteira eonfianca aos homens
do partido da ordem t moralidade...
C h'gando, Sr. presidente, esse funecionario no
carcter de promotor publico daquella comarca,
j encontrn um celebre auto de perguntas, forgi-
cado de accordo com o jniz municipal e interino
de direito e o adjunto d promotor, o Br.Claudino
Lagos!
Um Sr. DepatadoCarcter distincto.
O Sr. Juvencio MarisEsse sute de porgantes
foi feito a Joo Santino de Azsvedo Lyra, ex es-
crivio e tabelliao de pas do districto de 8. Cae-
teeo, asseverando esse indi video eom a maior im-
pudencia que as escrptarss de arrendamento de
terreos que lavros, erem todas falsas, e qasje
bavie forte mediante prometa formal de gorda re-
compensa dos influentes do partido liberal que, ae-
sim, onsegeiram alistar como eleitores todos
quelies cidados qne fignravam em taes eeeripta-
rssde srsenda ment.
Daia e denuncia, que teve por base es*e cele-
bre auto de perguntas, devia-ss esperar, nio o
tratamento que teve o crtarinoeo eyeico, dado
pelos conservadores, mas um testamento rigoroso,
fazendo o juiz e o promotor publiou cahir sobre
sua cabeca a pena que Ihe era de vida. Mas, o
qae vio-se, Sr. presidente f Esse individuo foi
tratado como amigo e amigo muito distincto ; um
conservador preston-lbe fianca, deram-fbe urna
mesada; a casa da Camera foi convertida em
cadeia, para nella ser cumprida a seotenca ; elle
vivia oorcado de amigos, que esm os cheles eon-
servsdores ; o qRe mostr qe isto foi ama balela
forense, urna tarea vergonbosa U n mdividuo
neetas condi{68 devia enconteer a repulsa de to-
dos os bornena de bm, e entre' Jito encontrou por
parte dos conservsdores e maior protsccao!
(apartes).
Sr. presidente, dessa sentenea do juis de direi-
to interino, ca pedi ama certidio e me foi reca-
sada fApartes). Era c Misequeacia d'elU teve lu-
ga a elimioaeo de grande numero de eleitores
liberaes porque o reo eonforraoe se pe.a seetenca
passada em jalgado; mas ainda nio era tude, Sr.
presidente, ers preciso ir odiante para se conse-
f;mr os fios desejados. Entio urna nova denuncia
i>i arranjada pelo Dr. Lacerda contra o cidadio
Jofto Menezes e pera ote esse mesmo juis inclai -
dos na decUracio ou auto ds perguntas os nomee
de diversos cidados perteneentes ao partido libe-
ral. Easas pessoas iucluidas nessss declarscoea
feifas por Joio Santeiro, foram o tenente-coronol
Jlo Guilberme influencia liberal na freguezia do
Altiaba. (Apartes) -, major Luciano e eapkao Jos
Fren cisco de Azevedo Lyra influencias liberaes
em S. Caetano; mejor Joio Salvador des Santos
influencia liberal em Caruar e o humilde orador
que tem a honra de se dirigir a esta Ilustre As-
sembla.
Por ahi, 8r. presideirte, V. Exc ple avahar
das violencias, das Ilegalidades que se pratica-
ram n'aquelle municipio e principalmente na fre-
guezia de Caruar !
(Hs mn aparte 4o Sr. Rodrigues Porto).
Esse juiz municipal consents que os cidadilos
fosaera "espancados e desfaiteados por seus ami-
go qae exeroiam aaateridade pilieiel, porque s
aaaim se podo explicar o modo porque alK corriam
as causas antes e dorante o pleito (Apartes).
Vou referir entre outros faetos o segninte para
qus a Assembla peesa saber e poder aquilatar o
modo porque se fazia a polica alli; como se res
peitava a le, o direito O a jastiea !
E' preciso notar que ebegada a noticia da mo-
danca poltica, os amigos do nobre depatado to-
das as noites faziam invadir a cidade por nm
grande numero de homens armados a titulo de fia
zexem -rondas I !
Ora, estando o partido liberal debaixo, nio ha
vendo alli um homem que tivesse mais ou menos
influencia poltica que toase capaz de pratiesr ac-
tos de violencia ; como se podero explicar o ap-
parecimento desses individuas que eran introdu-
zidos na cidade a titulo de fazer polica percor-
rendo as mas ? O intuito no serie, outro seno
pena que no da da eleicao aquelles que pretei-
diam deixar de votar com o governo perdessem
a csrsgem de faeel-o.
N'um d'esses das, tendo havido a detonseio de
um tiro, naturalmente disparado por esaa gente
de frs, o delegado sapptente, o Sr. Vascoacellos
Florencio, entendeu qae dovia tornar responsavel
por elle, um eidadio, qae nem eleitor smente
porque gesta do partido liberal.
Essa aathorrdede dirigi-se i casa d'esse eida-
d2o> qne o -r. Joio Augusto de Britto, mea
uoite, intimou-o que abras'; a porta, dando-tne
vos do priaio Felizmente o homem nao ebrio a
porta, porque se n tivesse aberto, tinha sido es-
bordoedo, arrestado e mettido na pnsio .'
No da seguinte, estava eu era casa pela ma-
nh e preparava-me para ir para a mesa alaocar
quando vierem dizer-me que Joio Augusto de
Britto estava cercado e ia ser preso pelo delega-
do. Eu sorprehendido por aquella noticia, levan-
te!-toe immediatamente e dirig me para a casa
desuelle eidadio. Electivamente encontrai a ca-
sa cercada ; estava l todo o destacamento com
maeoado pelo Sr. Laurenio ; e o delegado porta
intmando-o qae elle se readesse Tratei de in-
dagar qual o motivo da priaio, qae at eutio igno-
rava e fui informado por aquello eidadio do tacto
que acabo de referir a Assembla.
Ea disse-lhe entio que aquillo era ama iniqu-
dade, era um acto arbitrario da autboridade, que
a pnsio Bem culpa formada s poda ser feita em
flagrantr delicto e que por consequencia o son de-
ver era resistir essa ordem, visto ser ella li-
le gal.
O delegado de polica, ouvindo-me dizer quelle
eidadio que devia resistir, drigio-se a mm e
dase : O senhor aconselha a esse homem a que
nao se renda ?
Eu respond-Ihe : Nio s o aconselbo, como e
auxiliare i e at ped ei aos que aqui aeachan
que ujudera a resistencia, a: preciso for, por que
entondo que n'uma hypothese d'estas todo o eida-
dio deve reagir com todas as forcas contra o ar-
bitrio da autoridade. (Apartes).
Depois, quando j outras pessoas chegavam o
delegado, proenrou transigir deixando em paz
aquelle eidadao si elle prestaase fianca l
Eu ainds me oppuz a isto, 8r. Presidente, e
diese que s depois de nm processo regularmente
intentado que isso pedera ter lugar, se o acen-
sado fosse vagabundo, c dase mais que nio s me
opputrha, como at nio consenta que aquillo se
fizesse, porque era dar como legal um icto arbi-
trario e violento.
(Apartes)
Por ah V Exc., Sr. presidente, e a Assembla
podem avahar do modo pelo qual a polica se por
ton n aquella cidade nos dias anteriores eleicio
e dorante <>lla, e nao citarei muitos outros faetos
da mesma oaturez*. somente porque nio quero
cancar a Assembla. Retiro este apenas porque
sendo un dos menos graves pode dar a bitola do
procedim ento d aquellas autoridades qne, contando
com a impunidade, enteediam dever proceder a
sen talante.
(Apartes).
Vem os nobros deputados que o Sr. Dr. Mala-
quias tolerando essaa violencias pensava poder-se
justificar da cumplicidade, por condescendencia,
por esses actos praticados por seus amigos, vindo
mais tarde defender -se allegando ser estranho a
tudo, embora paludamente (Apartes).
Elle mesmo incumbio-se de provar que, quando
se tractava de servir a seu novo partido nio en-
cooirava difliculdades!
Na revisio do aliatamento incluio ama porcio
de phosrhoroF, e nio contente de o fazer com pre-
terico de todas as formalidades legaes, nio que-
rendo quaficar eleitores liberaes e apenas con-
servadores, quiz impedir ainda por todos os meios
e modos, que um eocarregado por mea partido de
interpor secursos eleitoraes examinasse os proces-
sos no eirtorio Esse juiz, Sr. presidente, tran-
cou os proeesso em sen poder e por mais qae eu
pediste o reelemasse, a tudo se recusou, com o
fim de ganb ir tempo e faser com qne se esgotasse
o prazo e aaaim ficar consumado s sua obra!
Nao sendo-me licito paotuar eom esse procedi-
mnto consurevel do juiz mueicipal na vare de
direito, muni-me de dous despachos por elle pro-
feridos em peticoe miuhas o denancei-o perante
o Tribunal da ReUcio.
Um Sr. Jeputado: Qual foi o reaultado da
denuncia ?
Sr. Juveaeio Mariz : Ainda nio est deci-
dido isto. Mas nio quero saber nem investigar
agora do resultado qm possa ter o processo. Eu
denunciei-o, servindo-me das duas pejscoes as
quaes sjedse que sss fiase traoqasado o esuuas dos
{irocesres'sle stUs*swento.
i- (.1 juisoeceessi. Eu eepbquei, mostrendoa im-
juocedeeMn etonsej-deessieeo e sonsnsmietreeente
que espejsjrssisjiisisstle, rnssuiiideesndo o sen acto,
atteiidesses0SBio>-fad!clSii4[iier legal. Jfestae
circuuisksoMsaa, tojkrido sts meu direito, direito que
zoo era ssOeetado pela le, nio ti ve remedio sasilo
denuncies 4'esae- perem, sajeeanlnseeS nffie, -Wiile* lTw eei
etnquo principios rajites, que ae tunea ido areito
alm d'aquillo que elle devia esperar, porque es-
tava persuadido que pelo facto de ser juiz, eu
devia recuar, esolveu tomar urna vindicta.
O Sr. Rodrigues Porto V. Exc. esta muito
apai zonado.
O Sr. Juvencio Mariz: Nio estou tal apai-
xonado ; estou penes Barrando nm facto verda-
deiro que ee passou commigo, o bem sabido por
todos da localidade.
ltimamente em um processo instaurado contra
Mana de Barros e Silva, como autora da morte
barbara na pessoa de seu marido, fasto que se
passou em 26 de Janeiro de 1885 em Lage Grande,
e no qual prscesso fui constituido como advogado
do pe da victime, acontecen qae nio podendo
entio tomar parte na forinacio da culpa, na oc-
casio em que se deu a denuncia, subetabeleci os
meus podares na pessoa de outro advogado.
Aeoutooen, porem, Sr. presidente, qus voltando
eu d'ests Assembla em 21 de julho, encoatrasse
ainda por se faser a formaoio da eulpa, e entio
fui obrigado a atervir n'esse acto.
Sr. Presidente, esta mulher apezar dos bons
desejso d'esse juiz, que nio pode absolutamente
deixar de sustentar o despacho de pronuncia pro-
ferido pelo digno juiz municipal, foi oondemnada
pelo jury. O joio de aireito interino Malaquias
do Lego procurando temer urna vindicta contra
mim, na conclua&o do despacho de sustentacio da
pronuncia prctendeu censurar o juiz municipal
formador da eulpa, leinbrando que nio constando
ser ea formado em Direito, nem tio pouco advo-
gado provisionado, se remettoese ao Promotor da
carnerea copia da procuradlo e snbstabeleehnento
para se instaurar processo contra mim pelo crime
previsto no art. 301 do tedigo Penal! Titulo
lndevido 1
Ora, Sr. presidente, um juiz as condices do
Sr. Malaquias que por mais de urna razio nao de-
via-ee mostr r apaixonado e obstinado, e antes de-
via moetrar a maior somma de imparcialidade e
cordara em todos os seus actos que tivessem rete-
reacia eomraigo, nio poda e nem devia proceder
desee modo ; em primeiro lugar, porque eu nunca
tinha procerado enoommodal-o, em segundo lugar
porque tendo denunciado-e perante o Tribunal da
Reluci, elle nao poda ter verdadeire imparciali-
dade e conseguinteraente ser raen jniz ; em tercero
lugar aiuda, porque devia saber que eu como ofi-
cial da Guarda Nocional, era do patente tal que
poda passar procuradlo de proprio punho e sub-
stabeiecer, e nestaetae circumatancias elle nio po-
da e&xergar um crime no acto por mim alludido.
Mas o Sr. juis municipal Malaquias, esm a razio
obliterada pelo odio poltico e peseoai, proferio
esse despacho somente com o fim de encommodar-
me ; osta a verdade, nio ha qne contestar. V.
Exc. sabe que advogar synommo de defender, e
sdvogado eynoaymo de defensor. E se isso certo,
est clare que pote se defender em qualqner tribu-
nal nio neeesssrio ser formado em direito, nem
mesmo provisionado.
N'esees cireamstaneiea bem se vi que esse juiz
revelou-ee supinamente ignorante, e capaz de to-
das as paitos ruina I
Vi-se conseguratomeate ainda que eu estava no
meu direito fraccionando n'aqnelle proeesso e que
esse juis proeedeudo do modo porque o fez, b
procuro* desabafar a sua peixao politice.
Um Sr. DeputadoEra eauaa crime ?
O Hr. Jevencio MarizEra.
O Sr. Jos Marie-V. Exe. esteva no seu di-
reito. Nio se pode diser o contrario.
O Sr. Juvencio MarizMas, Sr. presidente, o
juis que tio escrupuloso te mostrou n'essa occasiio,
nio teve cscrepolo pare Bsrvir-se do seu cargo
pera enounetter nm attentado no intuito somente
de servir aos seos amigos, conrorms V. Exc. vai
ver. O eidadao Francisco Antonio Silva tendo a
mfsKcidade de envinvar, os ben que exstiam no
cazel erem taes que um juiz jaste, um juiz escru-
puloso que se interesSBBte verdaderamente pela
sorte dos orphios e desvalidos nio procedera
como elle inventario e aim arrolamento.
Hr. presidente, era preciso servir amigos e o
jais obrigou este pobre homem fazer o inventario,
com o fim somente de prestar nm obsequio um
dos seus amigos que drsejava fazer prsalo sobre
aquello cidedo.
Este eidadao, Sr. presidente, tendo requerido em
occsso opportnne que foasem separados bens para
pagamento de castas, este juis longe de nttender
esta pretendi, proceden do msdo contrario sen-
do separados bens e entregos a nm dos co-her-
deiros I
Quando devia mandar qne os bens tossem leva-
dos praca e seu producto sppticaio este fim,
e no caso de ficar quaesquer sobras ou excesao ser
rateado pelos interesesdos.
Ore, nm jais que se mostr d'esse modo, qual o
juae que se pode formar delle? E' que um iuiz
iiiiqao. E nio foi somente esse facto que o ba-
charel Malaquias do Lago tem praticado no exer-
clcio de sea cargo.
Eu recordo-me qae havendo nm inventaro que
corra pelo juizo de residuos e no qual Clementino
Rodrigues dos Santos era um dos co berdeiros, e
a f uzeada provincial interessada, fazendo se re-
presentar pelo seu preposts, ocollector provincial,
apresentou ee am dos berdeiros, que nio me re-
cord, ee foi eom effeito Clementino Rodrigues, re-
querendo o pegamento de urna divida do inventa-
riado, na importancia de 700000, que absor.ia
todo o acervo. Essa divida nio tinba nm titulo
legitimo qae a comprovasse; eram pedacos de pa-
pis que appareceruin feitos em nome do inventa
riado. A petico foi instruida com taes documen-
tos e dando se vista ao preposto da fasenda, este
impugnou o pagamento oppondo-se igualmente o
nivontariante e mais outro nerdeiro cujo nome nio
posso declinar Assembla, porque nio me re-
cord.
Apezar, despeito da impuanacio do preposto
da fazenda, do invantarante e d'esse co-herdeiro,
o Sr. Malaquias julgou se bastante eutorisado para
mandar pagar a quantia de quatrecentos e tantos
mil res !
Eu quena, Sr. presidente, que me dissessera os
nobres deputados bc um juis que asaim procede,
pide ser defendido, apresentanio-se como urna
victima de miuhas peixOes e de meus odios politi-
cos como disse o nsssre deputado ? !
Aqei ha jarystas e eu desejo saber se ama di-
vida nio liquidada impugnada pelo preposto da fa-
zenda, pelo inventariante, nm juiz inteligente e
reoralisado que cumpre cornos seus deveres atten-
der a esse pedido o mandar pagar tal divida 1
(Apartes.)
Desde que houver qualqner herdeiro que im-
pugne o pagamento da div.da ainda mesmo liquida,
o juiz nio pode mandar p.igar, e acredito que um
juiz que procede assim. mo tem o direito de dizer
que recto, que moralisudo !
O Sr. Regueira CostaHa jnizea que proeedem
assim.
O Sr. Jacobina MarizSi V. Exc. fbsse juiz ta-
ris isto?...
(Apartes.)
r. presidente, incidentemente eu vou tratar do
5" districto. O nobre deputado o Sr. Regueira
Costa sabe perfectamente que eu teulio razio pare
ser agradavel a S. Exc.
(Apartes.)
O nobie deputado comprehendo qu3 tenho mais
de urna razio para Ihe ser agradavel, repito, porque
com isto nio Ihe taco mais do que urna retribuidlo;
e t>eja dito de passagem, a eleicio do 9. dieti icto,
que o nobre depatado representa brilbantamante,
foi disputada com o maior ardor, mas no terreno
da legalidade, excepoio da freguezia de Quipa-
p, onde como j fiz ver, o Dr. SaWanha substi-
tnindo ao Dr. Lustosa como eogenheiro, acrediten
que poda represental-o politicamente o ot tirar-
lhe as symptbias que elle tinha adquirido n'e-
quella localidade. (Apartes).
Alm d'isto nio soube do acto algum de violen-
cia empregada pelas autoridades policiaes com ple-
no accordo das autoridades judiciarias. O qae
me consta que o Dr. Moreira Lima, jais de di-
reito d'equella comarca, apesar de conservador
extremado, um homem moralisado, intell gente,
escrupuloso e que saos crencas polticas nunca fo-
ram motivo para se distanciar do Sr.- Dr. Juliio
Tenorio de Albuquerque, juiz municipal, com quem
tem estreitas relncoes de amsede, 4 despeno do
Dr. Jlete defender tambem com todo o ardor as
suas idees politices.
(Ha diversos apartes).
Eu quera ter o prazer de dizer outro tanto, ou
antee nao querora ter o pesar de ser obrigado a
dizer aquillo que j disse com relacilo ao Juiz de
direito interino de Caruar
O Sr. Rodrigues Porto d um aparte.
O r. Juvencio MarizO Dr. Malaquias, j que
o nobre deputado me obriga A voltar 4 esse as-
sumpto, nio se demonstrou como nm trnsfuga
Sw gyra sin certa espliere; revelou-se um traes
ge, de beixa extraccio ; e creta o nobre deputa-
do, eu teano sido testemunha secular ; homens al-
tamente enllocados no partido conservador, e que
oonhecesa perfeitemante e Dr. Mariaqu ai, deplo-
rara o Papel qae lie tem eapresontedo como juis,
depoissls eesrnclo do partido eoeservador. (Apar-
tes). Mledeclino esses nones porque nio echo
rasoavel; nio tenho o direito de fazel o.
O Sr. Rodrigues Prrto d am aparte.
O Sr. Juveaeio MarizO Dr. Malaquias teve
usa petico em seu poder tres dias para despa-
char, e finalmente recusou o despai ho : e para
mostrar que nio sou apaisanado e poltico intransi-
gente vou referir um fseto : o actual chefe de po-
lica de Minas Gerses Dr. Antosio Pedro Fer-
.eia Lima, conservador de muito boa agua ; foi
'uiz municipal no termo de Caruar, teve as me-
nores relceos commigo.
O Dr. Ferreira Lima, dragando alli em 1878
quando o partido liberal subi, foi qusm reorgani
bou o partido conservador, porque depois da oata-
lha de 1876 havia fi :ado desorganisado. Mas a
despeito d3 ser um homam de tal tempera, portou-
se alli de tal modo, que foi nomeado pouco depois
juiz de direito para urna comarca no Pura ou Ama-
zonas.
O Sr. Rodrigues Porto d um aparte.
O Sr. Juvencio MarizO nobre deputado houve
urna epocha em que teve certas symptbias pelo
partido liberal; ereio que isso nascia da intirai-
dade que tinha com o Dr. Joio Francisco Duarte,
entio juiz de direito da coman-a.
Um Sr. deputadoO pai do Sr. Rodrigues Porto
toi liberal.
O Sr. Rodrigues Pono Mus eu nunca fui.
O Sr. Juvencio MarizMas a despeito do nobre
deputado dizer que sempre foi conservador, o que
nio contesto, o que certo que teve suas sym-
ptbias pelo partido liberal.
O Sr. Rodrigues PortoEra entio creanea.
(Trocam-se muitos apartes e o Sr. presidente
reclama attencao).
Mas dizia eu, Br. presidente., nio sou homem
intransigente ; desde qae me convencer qae o
meu partido vai mal, nao tenho duvida em censu-
rar aquelles ue o dirijsm, porque isso urna
cousa que nos*' rebaixa o carcter de ni. guem.
Apartes). O qae ha dizer contra um conserva
der que pasae para o partido liberal, quando elle
reconhece e v que este partido avaaca na senda
do progresas ?
(lia diversos apartes).
O conselheiro Saraiva foi conservador; o con-
selheiro Sinirab tambem o foi.
O que prova isto ? Que ellas viam que o parti-
do conservador j carcomido e podre (apartes) que
o partido conservador nio poda mais trazer senao
maleficios ao paiz (apartes), e portante deixaram
eese grupo de emperrados, passando para o parti-
do liberalonde encontraiam muito bom agasa-
Iho, tanto que eio boje vultos eminentes eutre
nos
(Trocam se apartes).
Sr presideote, a eleicio do 5 districto finio
fui disputada no mesmo terreno em que o foi a do
9 districto. (Apartes.)
O nobre deputado (apontando para o Pr. Joio
de Oliven-a) diz que deseja a liberdade, que apre-
cia com enthusiasmo a liberdade, a democracia to-
tal.
Mas como o paiz nio est ainda preparado para
ser dotado desea forma de governo, que elle ae
abriga eob a bandeira liberal, e que depois de
conseguidas todas as reformas, eompatlveis com a
monerobia feeoB correligionarios actuaes, se os li-
beraes nao quisercm a vanear, nio ter duvida em
abandona!-os.
Eu tamben se podesse ser republicano seria,
e aebo que nio ha homem nenham que, pensando
bem, uio queira ser republicano, porque sem liber-
dade poltica e igualdade civel eu creio que uio
ba h'ierdade.
Um Sr DeputadoDe tndo isto eu concluo quo
o nobre deputado republicano platnico.
O Sr. Juvvncio ManeEu dse java ser repu-
blicano, porque es numSaa ideas alo republicanas ;
eu drsejava ver o meu paiz asaim constituido.
Mas eomprehendendo que o pala nio est prepa-
rado para isso, outto remedio nio tenho senao alis-
tar-me, como tenho estado, ao partido que julgo
mais de accordo com ss minnas ideas, e julgo
mesmo o mais adrantado (apartes).
Assim, Sr. presidente, pelo tacto do pas anda
nao- estar preparado para a repblica, seguc-se
que devenios cruzar o bracos condemnando-nos
nactividade sem Inctar pela liberdade ?
Na, de certo. O homem poltico deve sempre
lutar e rotar pare obter alguma cousa.
Quem pede no razio de 50, podendo apenas na
raslo de 10, pretende o impossivel. Conseguate-
mente o bouMsn deve ser pratico, aceitando as cou-
sas como ellas sao, nao querendo obter o impossi-
vel, sob peda de nada alcancar e cahir por esse
facto na descrenca a raaia profunda.
Um Sr. Deputado Se essa opiniio prevalecer,
desappareeeriam os propagandistas das grandes
ideas.
O 8r. Juvencio ManzV. Exc. acha que quem
pede na razio de 10, pode obter na razio de 50 ?
O mesmo Sr. DeputadoSel que nio ; mas V.
Exc. com a sua doutrina condemna at a propa-
gaoda.
O Sr. Juvencio MarizEu nio condemno a pro-
paganda absolunamente, mesmo porque a missio
do propagandista outra muito diferente da do
poltico militante e filiado aos partidos governa-
mentaes.
Por exemplo : o partido liberal sabe que nao
pode faser todas as reformas de um jacto ; em ves
de tentar todas quantas deseja realisar ao mesmo
tempo, o tara ama a urna, principiando por aquella
qae poder servir de base a todas as outras. E'
justamente o caso que se deu com o partido libe-
ral : na impoasbih lode de realisar todo o seu pro-
grumma pregado na op oeicio ; nio podendo con-
seguir para o paiz todas as reformas grandes e
generosas, contentou-se em principiar por aquella
que por assim dizer a chave para todas as ou-
tras. Refirome 4 reforma eleitoral, embota boje
seja desmoralisada pelo partido conservador.
Aasim, Sr. pjesidente, o part lo liberal pedia
mais tarde dotar este paiz de tedas as reformas
que elle necessita, porque como j aoabei d- dizer,
a liberdade eleitoral por assim dizer a chave de
todas as reformas.
O Sr. Antonio VicterA desmoralisacio come-
cou na hecatombe da Victoria.
O Sr. Juvencio MarisEst engaado o nobre
deputado. O nobre depatado veio com am apar-
te desta ordem, intei rameo te fora de opportuni-
dade.
Eu j nio sei mesmo onde estava.
O Sr. Jos Maria-V. Eic traetava do 6 dis-
trioto.
O Sr. Juvencio Maris E' verdade ; dizia eu
qne a eleicao no 5* districto nio foi disputada no
mesmo terreno em que se disputou a do 9* quando
fui toreado a esta digressio.
Alli, Sr. presidente, os dous partidos portaram-
se com a maior lealdade, e se algumas oceurreocas
se deram foram dendasa circumBtancias especiaos,
e nio tiveram importancia. Nio me consta que as
autoridades tivessem entrado na iucta, empregando
a violencia, o terror e a fraude. Se alguem se
corrompen, fel-o no xito da sua liberdade, ainda
que assim fizesse meo uso d'ella.
No 5 districto, porm, Sr. presidente, muito ao
contrario; ahi o candidato conservador, lutando
cora todas as antipathias do sea proprio partido,
repellido mesmo pela maioria quasi dos conserva
dores., pretendeu eleger se por meios illigitiaios,
empregando a violencia, a forca e a fraude, facto
que ficou provado no acto de se abrir a urna na
2' seccio de Bom Jardim, porque nessa occasiio o
candidato conservador que se reputa va derrotado,
querendo inutilisar a eleicio mandou atirar dentro
da urna um maco de sedulas !
O Sr. Herculano Bandeira O candidato cou-
servador a quem V. Exc. se refere est muito ci-
ma desta accusaeio.
O Sr. Andr DasO facto que se deu o caso.
Diaem at que o sujeito encarregado de introdu -
zir na urna um naco de sedulas recebeu por esaa
bilontragem um cobrinho.
O Sr. Herculano Bandeira 0 nobre deputado
nSo capas do provar isso. Nio sabe do que se
passou ; para qae avance ama proposicio destas.
' O Sr. Andr DasEu provoco a V. Exc. para
discutir esta questio eomigo pela imprensa.
O Sr. Herculano Bandeira Pode-se diacutil-a
aqui mesmo.
O Hr. Andr DiasRepugna a todo homem bro-
so o procedmento do candidato conservador do 5
districto.
O Sr. Herculano BandeiraElle est tio cima
dessa io8nuaclo de V. Exc...
O Sr. .indr Dias Nio sei se est. O qus di-
go que provoco a V. Exc. para discutir eomigo
esta questio, aqui, na imprenaa, ou onde quizer.
Aceito a luta em qualqner terreno.
0 Sr. presidenteAttencao I Quem tem a pala-
vra o Sr. Juvencio Mariz.
O Sr. Juvencio Maris... (continuando) Esse
facto que o nobre depntado o Sr. Hereolono Ban-
deira, nio contesta nem poderia centestai'com van-
tagcn e seriamente, prova que esse individuo nio
se arrojara isto, se lio costease com a protec-
cio...
Um Sr. DepntadoO faeto deu-se.
Eu suppunba, Sr. presidente, que o individuo
incumbido de inutilisar a eleicao do 5' districto,
fosse um capanga ; porm por mais audaz que
seja o capanga, nunca praticar certoa actos sem
acquiCBoencia de homens que estejam era coudi-
coea de protegel-o.
O Sr. Jos MuraE' nm capanga elevado a
al'ura de fiscal.
O Sr. Juvencio MarisDesde, porm, Sr. pre-
sidente, que o nobre deputado pelo 5 districto,
o primeirc a declarar que nio foi capanga e sm
o fiscal do candidato, esse facto moetra que houve
accordo eutre elle e o partido da localidade para
inutilisar a eleicao ; e tanto isto certo, Sr. presi
dente, que as noticias que se espalharam sobre a
eleicio deu-aecomo derrotado o Dr. Beltrio, por
que nio se centava com a votacao que elle tivesse
no Ia bocco, e mais tarde o conselheiro osta Pe-
reira deu a enteuder que nio sabia d'esse cand-
dato liberal eleito pelo 5" districto. O facto foi
encampado pelos chefes coneervadorea da locali-
dade e at pelo administrador da provincia.
O Sr. Rodrigues Porto d um aparte.
O Sr. Juvencio MarizDesde que o nobre de-
putado sob palavra de honra declara em aparte
que o candidato que poda aprovoitar com esse faeto
nio o encampou, eu nio tenho o direito de insistir
ou afirmar que houve ; mas o que certo que
faetos como eese deramaje quasi em toda a parte
para fazer se eleger os candidatos conservadores.
( Ha um aparte)
as anteriores eleicoes o partido liberal mostrou
quem tinha maior influencia e moralidade em seus
actos. Se na primeiro eleicio o Dr. Ermirio Cou
tnho nao foi eleito, foi pela svisao do partido;
qoein porm lacrou com isto foi o partido conser-
vador.
0 Sr. Herculano Bandeira d um aparte.
O Sr. Juvencio MarizO nobre deputado mui-
to injusto ; acbo quo fallando por esos modo faz
urna grande injustica tambem ao nosso collega o
Sr. Regueira Costa.
O Si. Herculano BandeiraEm que ?
O Sr. Juvencio MarizEm dizer qne 8. Ere. o
Sr. Rogoberto teve votacao liberal por transaccio.
O Sr. Herculano Bandeira e outros tsrs. deputa-
dos dio apartes.
OUr. Presidente reclama atteuclo attencao !
O Sr. Juvencio Mariz V. Exo. quer que eu
diga? (Apestes)
O nobre deputado pelo i>> districto o Sr. Reguei
ra Costa na legislatura passada foi eleito a contra
gosto ; (apartes) nio foi couaa que S. Exc. con-
vereasae eomigo, mea tive sciencia d'isto, e o que
certo que elle, despeito de tudo, foi eleito no
biennio pasa^esjkteav a vontade de influencias
conservadoras 1WB grande votacao da parte do
partido liberal sem que houvesse transaccio; se nio
fora isso, seria derrotado, porque as influencias
conservadoras queriam que fosee nm filho ou um
neto do Sr. Bario de Pirangy.
Mas S. Exc, que' pertencente ao partido con-
Bervador, tem todava conquistado alli sympathias
do partido liberal.
Agora, pergunto eu, S. Exc. tem de envergo-
nhar-se por esse facto ?
O Sr. BandeiraEa nio disse que tiaba de en
vegonhar se.
(Ha otros muitos apartes).
O Sr. Presidente.Attencao, 8rs. depatado a! Se
a seaeio. continuar por este modo ver-u.e hei obri
gado a suspendel-a!
O Sr. Jos Maria (para o Sr. Juvencio Mariz)
V V. Exc; orno est incommodando os nobres de-
putados .
O Sr. Juvencio MarizPois nio tive inteocao
d'isso.
Um Sr. DeputadoLumbre o que ss fez aquiem
homenagem Sabuco f
O Sr. Juvencio MarisSr. presidente, V. Exc.
sabe como esta essemblajse manifeaten em oecasiis
opportuna pelo facto de ter sido eleito deputado
pelo 0 districto o distincto brasileiro Joaquim Na
buco.
O nobre depatado pelo 2* districto pelo modo o
mais briloante e eloquente, como sempre o faz
quando sobe tribea, offereceu urna mooio que
foi approvada unnimemente pela bancada liberal,
conquistando alguna votos da bancada conserva-
dora.
Por consequencia seria urna saperfluidade eu
hoje relembrar esses aeontecimentos; o nobre depu-
tado pelo 5* districto o Sr. Dr. Herculano Bandei-
ra incommoda-se sem razio; eu nio tive cm vista
offender a S. Ese.
O Sr. Hcrcul no Bandeira d am aparte.
O Sr. Juvencio MariO que certo, deixando
de parte todas essas preveoces, que, tratndo-
se de eleicoes o candidato deve ter a maior pruden-
cia na eecolhs do sen fiscal; um bomem prudente,
intelligentt-, dotado de bastante zangue fri para
encarar urna derrota; e sendo um individuo dota
do desses requisitos pareee inexplicavel que se ti-
vessem praticado os actos que os nobre deputados
dizem.
Um Sr. DeputadoOra, por mclhor que seja o
fiscal, n'uma eleicao nio se pode saber qual o can-
didato que ha de ser eleito.
(Ha outros apartes).
O Sr. Juveocio MarizPois n'uma eleicio direc-
ta em que se conhecem todos os eleitores que nao de
votar no candidato A ou no candidato B, nao so
conhece qual possa ser o resultado?
Um Sr. DeputadoNio.
O Sr. Juvencio MarisDeelaro a V. Exc. que
indo para urna mesa eleitoral como fiscal, logo que
se receba a ultima cdula, conheco ee o meu can
didato est ou nio eleito.
O Sr. Herculano Bandeira d um aparte.
OSr. .'uvenci MarizAs^eguro ao nobre de-
putado qne tenho figurado em diversas eleicoes,
mesmo sora ser fiscal e quando se recebia a ultima
cdula, eu sabia se o candidato do mea partido
estava ea nio eleito.
E seiba mais o nobre deputado; conheoendo a
derrota de mea candidato nao quererei evital-a
por esses meios.
J tive occasiio de passar por essa prona e nio
me passou pela mente inutilisar a eleicao. Por isso
digo eu que este fiscal andou mal e assim compro-
metteu oa foros de serio do candidato conserva-
dor.
O Sr. Herculano BandeiraNao apoiado.
0 Sr. Jo venci Maris Se nio para V. Exe.,
para muita gente que nio o conhece de perto, por-
que todos bao de dizer que elle nao se quiz dar por
vencido, e que empregou o ultimo recurso para ob-
ter ganho de causa.
V V. Exc. que isto foi um acto que desabona
o candidato que foi derrotado.
O Sr. Herculano Bandeira Para V. Exc.
O Sr. Juvencio MarizPara todos aquelles que
teem conhecmento deate tacto.
m Sr. Deputado V. Exe. encara a questio
pelo lado poltico smente.
O Sr. Juvencio MarizSr. presidente, eu estava
convencido de qae um fiscal era qaasi sempre um
amigo. Efectivamente tem sido sempre assim;
escolhe-se de preferencia ama pessoa de toda a
eonfianca para fiscaiisaT a eleicio, pirque este nio
faz mais do que representar os interessesa o direi-
to do candidato.
O Sr. Presidente -Observo ao nobre deputado
que a hora est finds.
O Sr. Juvencio MarizAssim, Sr. presidente, a
encargo de fiscal muito serio e s se eoufia essa
missio a um amigo. Assim, pensei que esse fiscal
proeedeudo do modo porque o fez. fel-o de accordo
eom o candidato derrotado ou de accordo eom os
seus amigos. laso pode ser um erro de apreciadlo
da ininha parta, em reluci ao candidato derrotado
em Bom Jardim.
Ea nio conheco o Sr. Dr. Lacerda ; nio conheco
n fiscal, nio sei mesmo se am homem capaz de
por si commetter ama arbitrariedade, urna violen-
cia-
O Sr. Herculano BandeiraTambem eu nao co-
nheco o fiscal.
0 Sr. Juveneio MarizEntilo est como eu. Eu
pensei qne V. Exc. o conbecesse, morando na loca-
lidade.
Um Sr. DepatadoQuem o conhece o Sr. Cos-
ta Gomes.
0 Sr. Juvencio MarizDe que vive e,',/9, ra-
rece-me ter ouvido...
Um Sr. DeputadoDe ser eleitor.
0 Sr. Juvencio MarizEutio nio um homem
serio.
O Sr. Jos MariaElle nio faz gaiolas
O Sr. Costa GomesNio sei.
O Sr. Jos Maria O nobre deputado te& razio;
um homem nestas condices nio pode ser um ho-
mem serio.
0 8r. Juvencio Maris Desde, Sr. presidente,
que o nobre deputado o Sr. Costa Gomes declara
que elle um homem que faz profisaio de ser elei-
tor, j se v que nio poda ter grande imputabili-
dade pele acto que commetteu. (Apartes).
Eu entendo que o fiscal deve ser um homem in-
telligente e conbecodor da le, porque como se vai
coBstituir de fiscal um homam que nao conhece a
legislsclo e nio est no caso de poder reclamar
eontre qualquerebaso.lqualquer inconveniente que
se aprsente no proceaBo da eleicio ? Depois, se-
ntares, um fiscal nio pode deixar de proejderfie"
accordo com o candidato de seus amigos. Nstor,
condices, os nobres deputados bao de concorda;-
commigo que um homem, que vive de ser eleitoiV
nio est no caso de ser fiscal.
Um 8r. DeputadoPara ser fiscal necessarid
ser eleitor da parochia.
O Sr. Juvencio Mariz Os nobres deputados
hio de concordar que tenho toda a razio. Para ser
fiscal neceBsario ter csrtos requisitos, residir no
lugar, ser-se um homem iotelligente, dotado mes-
mo de penetrarlo para em caso dado poder de mo -
ment resolver quulquer duvida. Assim, Sr. pre-
sidente, case fiscal de que se trata nao commette-
riu um acto de tanta responsabilidade sem accor-
do previo.
O Sr. Andr Dias0 facto que tal fiscal fez
urna bilontragem.
O Sr. Herculano Bandeira V. Exc ter a res-
poeta.
O Sr. Presidentepbservo ao nobre deputado,
qae a hora est dada.
O Sr. Juvencio MarizSr. presidente, termi-
nando a ordem de considerarles que tenho feito de
utn modo desconcha vado, peco desculpa a V. Exc.
c casa por ter oceupado a sua attencao por tan-
to tempo.
(Apartes).
Concluindo, declaro que nio posso votar palo
projeeto de forca policial, porque deste modo con-
corrrria para dar a meus adversarios maiores meios
de opprimir aos meus amigos.
Tenho concluido. (Muito bem, muito bem).
A discuesio tica adiada pela hora,
O Sr. Presidente levanta a sessio, designando a
seguinte ordem do dia : 1* parte: continuadlo da
antecedente ; 2 parte : continuadlo da antece-
dente c mais Ia discu8aio do projeeto n. 38 deste
anno.
---------------------^WJgSg^i----------------------
1886Projeeto n. OS
A commissio de orcamento provincial, tendo
examinado com a devida atten^io aa demonstra-'
(oes da insufficieneia do eredito consignado-nos
|| 12,15, 19, 33, 42 e 79 ds art. 1 da lei do orcr-
meeto vigente para' ccorrer as despejas fizadas
nos referidos paragrsphos organisaias pela conta-
doria do Thosouro Provincial, de parecer que se
adopte o seguate projeeto de lei.
A Assembla Legslativa Proviuctal de Per-
nambuce resolv- :
Art. 1." Fica o presidente da provincia auo-
risado a abrir os crditos supplementares seguin-
tcs : ao 12 do art. 1* da lei do orcamento vi-
gente o de 400/000; ao 15" o de 730/000; ao
19 o de 33:79u*000; aC 33 o de 8:820/000 :
ao 42 o de 14:461/248; ao 79 o de 11:500/.
Art. 2.* Fea igualmente autorizado a abrir cr-
ditos para as verbas relativas ao subsidio e anda
de custo dos deputados e publicaco dos debates,
Art. 3. Ficam revogadas as disposices em
contrario.
Sala das eommisses, 1* de Junho de 1886.
Coelho de Moraes, Gomes Prente, Constantino de
Albuquerque.
iivi Econmica e Monte de Soc-
coit de .Vriiiunbiico
Halanrele m 31 de Male de
se
CAIXA ECONMICA
Activo
Thesouraria de Fazendaconta de
depsitos 612:831/90
Thesouraria de Fazendaconta de
juros 222:214/551
Monta de aoccorreconta de pas-
eagens 71:069/042
Juros 1:029/10
Caixa 2:683/000
Patsivo
Depsitos ero eontas correntes
909:827/593
909:827/593
MONTE DE SOCCORRO
Activo
Empfestimos sobre penheres 111:831/41*
Valores depositados 14MK2/7
Movis ;:021S>7
Catlernetas -1075104
Thesouro Provincial 3:264/008
Despezas geraes 5:465/448
Alugucl da casa 595/008
Retorno de juros 322/648
Lucros e perdas 155098
Caixa 2:186/218
271:780/812
Paetivo
Capital 15:76047
Cautelas de penhores 141:722b7
Juros 5:619/618
Caixa econmicaconta de passa-
gens 71:069/04*
Thesouraria de Fazendacoate de
emprestimo 33:987/758
Caderudas archivadas 76/60^
Saldos de penhores vendidos em
leilio 3:542/135
Gastos eom leudes 3/-48
S. E. 4 O 261:780/812
O guarda-livros interino,
Felino D. Ferreira Coelho.
RtviSTA DIARIA
Assembla Provincial Func.-ionou
boatem sob a presidencia do Exm. e Kevm. Sr.
vigario Augusto Franklin Moreira da Silva, eon-
tiuuada depois pelo Exm. Sr. Dr. Jos Manoel de
Barros Wanderley, tendo comparecido 33 Srs. de-
putados.
Foram approvadas sem debate as actas das ses-
soes de 29 e 31 de Maio e da reunao do 1 do
corrente, dispensada a leitura das duas primeiru
a requenmento do Sr. Sopbronio Portella, viste
esterern publicadas no jornal da casa.
O Sr. 1' secretario proceden a leitura do seguin-
te expediente :
Um offico do secretario do governo, transmit-
tindo por copia urna informacio do Dr. juiz ds
capellaa de Govanna, sobre o projeeto n. 5 deste
aneo.A quem fez a requiscio.
Outro do mesmo, transmittindo o balanco da re-
ceita e despeza do exercicio de 1884 a 1685 e o
orcamento para o de 1886 a 1887 da cmara mu-
nicipal de Panellas.A' commissie de orcamento
municipal.
Ontro do mesmo, devclvendo um exemplar de
cada urna das resoluces saneconadas sob na.
1870 e 1871.A archivar.
Adiaram-ae tres pareceres da cmmissuo de
peticoes indeferindo as de Jos Soarea do Ama-
ral, Jos Muniz Teixeira Gnimarees e Eduardo
de Moraes Gomes Ferreira, tendo pedido a pala-
vra sobre os dous primeiros o Sr. Jos Maria e
sobre o ultimo o Sr. Prxedes Pitanga.
Foram a imprimir os seguintes projectos, sendo
o de n. 93 precedido de parecer da commissio de
fasenda e ornamento e o de n. 94 de ontro da de
legialaclo, e aquelle dispensado da impresslo em
avalaos, a requerimento do Sr. Gomes Prente.
N. 93. Autorisando a abertura da crditos eup-
plementares.
N. 94. Isentando de impostes no exercicio de
1885 a 1886 o Banco de Crdito Real de Pernam-
buco.
N. 95. Extingui do, sob qualqner forma, o jogo
lotrico na provincia.
N. 96. Creando na Eseola Normal urna cadeira
de desenho de paisagens, figuras, iteres, etc., a
crayon, pastel, agua, aquarelha, regida por una
professora de instruccio primaria.

i
ff
I
}
OD


/
-4(uinta-feira 3 de Jimho de
diou se pela hora a discusao do requerimento
sargento
orando o
O acto foi in inda Jo exeeutar pelo seu dign i
prente, e. nosso amigo Sr. Jeronymo T. da .Si.r..
Loureiro, que alm dos lac os le sangue que oa ll-
gavajn ao Ilustre finado, era seu especial amigo.
Officiou o vigario deata freguezia, padre Jo.1 >
Evangelista dos -Santos Lima.
FatutamenteVictima de incoinmodos d'>
puimo e figado, falleccu un noite de ante-hoDt--.ii
o cobrador da Uucebodoria de Rendas (era -.
Joaquim Demetrio de Almeida Oavaleaute, de. I '
anuos de idade.
Era uui bom hornera e muito trabalhador.
Pal sua alma.
OltndaEscrerem-oos em 2 do correte :
K certaor nte para indignar o menosprezo que
est sendo votado pela Cmara Municipal de Olin-
da. no ioterea.-e publico, na celebre historia do
becco mandado tapar pelo seu vereador coramissa
rio, ao interesee exclusivo de "im particular. E o
que mais tnetfttsim i vera a ser quo eila d e ca-
rcter de questo caprichosa, a um assumpto de
semelbante natureza.
Longo de se euiendarem os Sr. Edis, conhe-
cendo, com correte em Olinda, que contra tal
tac ha atento de ra se manifestara o Illm. Sr. Dr.
inspector da saude publica e outros distmetos m-
dicos ; na primeira oceusio que se reuniram man-
daram que o feliz pretndeme, em vea doeerrao
de demolicao por exigencia da Cmara qae se pro-
punba a asjignar, firmamaese ara temo de arren-
lamento do solo da ra qae assim ostensivamente
Ihe ser dado, se pasear como tacto consuma*!,
poi B-.'n> ao meaos esqueceram de meadar de-
crarai arrtnamentferpeUto.
O que Tale diitr a lei qae a Cmhn ato po-
Sr. Andr Dias sobre' deeimindos do
)eetacamnto dacidaie da Victoria,
ir. deputado e a *. Jos Mana,
-se 1* parte da ordem do da.
"Pniuihuefcse a votacao das emendas as art. 2
do projeoto rt. 43 deste anuo (oreamento provin
cial) sendo approvadae as de os. 38, 39, 40, 62,
64, 65. 75 a 79,8 113,134,144. 14. 151 ; 3" e 4 partes da de u.
152, 159, 160, 161 e 171, ficaude as domis rejei-
tadas e prejadicadas.
Entrando em discuaso a parte da emenda fem-
patada sob n. 193, foi approrsda depois de era-
rera os Srs. Baro de Itspisauma, Viseonde de Ta .
batinga e Gomes Prente.
Approvos-s* em Ia discuseao, sendo dispensado
do intersticio a requerimeato do Sr. Barros Bar-
reto Jnior, que pedio e o ble ve para tal fim 30
minutos de prorogaco da hora, o projeeto n. 87
deate anno (interpretaco do 30 do art. 2 da
lei n. 1860, imposto de tonelagem).
Passou-se a 2 parte da ordem do dia.
/ Nao se voto por falta de camero o requeri-
miento de adiamanto da 2 diacMso- do projeoto
n. 54 des te anno (oreamento municipal).
Adiou-se a 2' discusso do projeeto n. 27 deste
Mana
A ordem do dia : 1 parte : contmuaeao da
antecedente ; 2 parte continuadlo da anteceden-
te e mais : 2* discussSo do projeeto n. 87 e 1* dos
ce ns. 81 e 93, todos deste anno.
Hersjipe e tiagoa*Ti vemos hontem fo-
Ihas de Sergipe at 23 de Maio e de Alagoes at
Io do corrente.
_ A presidencia de Sergipe contraetara o Dr. Fo-
linto Martina Fontes para ir tratar dos doentes de
febre amarella em Lagarto, ende essa molestia
grassava cora carcter epidmico.
Em Itabaiana fbram declarados lirres. de
accordo com a lei de 28 de Setembro de 1885, 19
eecravos maiores de 60 anuos.
, A junta aparadora do 1 districto expedir
diploma de deputado provincial ao major Erice
Pettx a"o da F.nvca.
Xas Alagse continuara em seus trabalhos
a assembla provincial.
O presidente da prorincia, Dr. Geminiano
Brasil, fora Imperatria verificar quaes as me-
didas qae conviona tomar para debellar a epide-
mia de febrea alli reinantes.
A' 30 de Maio baviain apenas 33 afleefados do
mal. e a epidemia tenda a decrescer.
Lemos no Diario da Manh de 29 de Maio :
Pessoa digna de crdito, vinda do termo de
Coruripe, traz-noa a noticia de ha ver sido, na noi-
te de 21 para 22 do corrente, roubido e spancade
em sua propria casa, meia legua abaixe da Ponte
de Giqui, o pacifico e laborioso anciao Jos Ma-
ra.
Um grupo de malfeitores em numero de 8, to-
dos a cavallo, aoaal tarara a casa do pobre velho,
amarrando-o, assim como a mulher e urna filo.
mofa, coaseguindo, depois dos tratos mais selra-
gens a que e snbmetteram, roabar-lhe dinhairo na
importancia de 700, urna letra de importancia
equivalente, alfaias e onpas, estragando oa inu
tilisaudo tudo o mais que nao Ihes servia. Para
isso deram noa bahus do pobre homem e de sua
familia a mais minuciosa busca.
Conseguido o roubo, e depeis de brbaramen-
te espsncade, soltaran, a victima com mulher e fi-
lha, retirando-se em seguida em bus do centro.
Consta qua o delegado de Coruripe, de accor-
do com o capitn Francisco Lopes, os perseguir,
eonseguindo apenas apprehender um cavallo,, que
deixaram caneado no Tabolciro. *
Lemos no Orbe de 20 :
Dous rapases, ambos de 18 a 20 annos, pre
lamidamente, tiveram o infeliz ensejo de gracejar
eom um revolver carregado, dando em resultado
disparar casualmente a arma mortfera, indo a
capsula empregar-se no peito do de oome Herme-
negildo, que alguns minutos depois era cadver.
O corpo do desventurado moco foi eonduzido
para a Santa Cas do Misericordia, onde procs-
deu-se a corpo de delicto; e o involuntario assal-
Sino acha se detido na cadeia.
Fazem d as lamentaces d'esse rapaz, que era
entretanto amigo intimo da victima
Lemoe no Diario das Alagos do 1* do corr
rente :
Hontem. por volta de 4 1/2 horas da madru-
gada, cjn.cguiram evadir-se da cadeia publica
deata eiJ.de tros presos sentenciados, illudindo a
vigilancia da respectiva goarda
" At a ultima hora nao nos consta haver sido
capturado nenhuin dos fugitivos, a despeito das
enrgicas providencias tomadas nesse sentido.
Fallecer, pa villa da Assembla, c capitao
Francisco de Paula BremonJ.
t omils l.ltlrrarloAcademlssfunc-
eiona hoje, as 10 horas do dia, na respectiva sede.
7alleeiaaento Dizam-nos de S. Vicente
Jue alli falleceu, a 26 de Maio, Manoel de Aranjo
ereira, laborioso e bem conesituadj agricultor,
suecumbindo a urna febre perniciosa.
Deixou 13 filhos, na mor parte menores, e le-
Ku-lhe3 do par com um nomo honesto a meior po-
;za.
Pal ;i sua alma.
Atropellasacntu Ante hontem s 7 I[2
horas da tarde, o carro n. '2, dirigido por Manoer
Garneiro Fcrreira, atropellou o pardo ~Goncalo
Pereira di Silva, no principio da ponte da Boa-
Tiata.
Gonzalo ficou levemente ferido e foi transpor-
tado para o hoapital Pedro II.
O docheiro Manocl i ,'arneiro foi preso em fla-
grante ; mas, prestando fianca, deixou de ser re
olhido Cnsa de Detenijao.
sTraclara de tirar* Xa dia ;U de Maio,
s 10 horas da no:te, por occasiae do una bate-
jos do mes Marianno havidos cm Belem, Francis-
aa Antonio dos Santos, ao disparar nin eiavinote,
ficou cam o braos esqaerdo fraetsrado por ter re-
bentado o cano da arma.
Foi transportado para o hospital Viro II.
(anllilo a naa>rlei Em trras ds enge-
mho Pedra Firme, do districto da Ilha das Flores,
termo do Bonito, a 16 do prximo fiudo mei den-
se um conflicto, em que tomaram parte Luis de
tal, Isidoro de tal, Emilio Couto, Francisco 'fe-
rino Gomes, Jos Soarc Ce Figueiredo, Manoel
Jos de Oliveira e Maaoel Fraucisco alo Naaci-
ento.
Desse conflicto resalton ficarem mortos oe tres
Cimeiros e o ultimo gravemente feridj com ama
:ada.
Eatc ultimo o os tres qus o auxiliaram na morte
dos primeiroi, foram presos e estilo sendo prooes-
sades.
PriaoNo povoado Piranhas, foi preso pelo
delegado de Tacarat o criminoso Koutao Airea
da Silva, no da, 19 do passado, qiundo case cri-
minoso, estando n'uma canoa armado de baca-
marte e puubal, se dispunha a platicar um hoiai
dio.
Cidadr do Triaaapho Escrovem-nos
em 15 do passado :
Hoje, s 7 1/2 horas da manha, as igreja ma-
triz, com assistencia de pesaoas das mais gradas
desta localidade, e de algumas senhoras, foi cele-
brada urna missa de rquiem pelo repouao atanaa
do finado Dr. Flix de Figaeira Faria, trigsimo
de sen passamento, na capital do Para, onde com
natav.-l dedicacao excrci o honrado cargo de ins-
peet i da inatrucuao publica, devido a sua slsa-
Iraej;
ale arreodar sem autorisacao
presidencia
provincia; o que rale mandar que esses arrenda-
mentoe, obtida a licenov ejam feitos por prego!?
Como lhe disse em minha ultima carta, boa-
re quem interpoiesse wn recurso parante S. Exc.
o Sr. presidente da provincia contra tao abetrusa
solacio da Cmara ; S. Exc, como era natural,
mandou ourir a municipalidade. Reunidos, por
acaso, os Sit. Edis, na qaarta-feira passada, foi
resolvidu qne o recurso fosse para as mios de
urna commisso de tres vereadores para ser infor-
modo, fazendo parte deesa commisaao o Sr. verea-
dor que ltimamente conoedeu a mal encamiohada
licenca, e qae j com alguma antecedencia anda-
r com o Sr Leopoldo taaend esoavagoes de dtu
e tres paimos nos montura) da travesea par prear
qae alli nao existmm uanahsacoas !
Neste nterin ra o proprietario completando
o sea plano, corto de qae tao cedo nao se reunir
a Cmara, pesar do empenho qne tem mostrado
em reunii-a o seu digno presidente. Agsra alm
do muro ss est coastraindo um casbre no solo
circumscripto, taire a prsnwttida latriua !
E assim, nao ditficil adirinhar o que acaate-
cer ; quando o recurso tirer prorimeoto tudo es-
tar promp o, o fado estar oonsummado.
Acredito qae S. Exc. o Sr. Dr. presidente da
prorincia tera energa bastante para moral isar
to grando escndalo. Mas qual o meio de acedo
pratica compativel com a erentualidade ?... Ape-
zar de semelhante crensa, pois, tenho tambem
aquella deque a sorvido publica ser eliminada
totalmente.
E' preciso, porm, Sr. redactor, que o vence-
dor nao passe pela nossa frente cantando victo
ri a. >
Bxpartavtao de PernamlNica No
prximo finds mes de M li foram exportades
pela Alfaodega, os segumtes gneros :
AlinearExterior
Interior
1.313.340 kil.
3.708.732 .
Total 5.022.072
AlgodoExterior
Interior
Total
Agurdente -Exterior
Interior
Total
AlcoolInterior
Gsuro seceos Exterior
Atel Exterior
BorrachaExterior
CafExterior
Carocas de algod&o Ex-
tenor
Interior
Total
Carvao animalInterior
Cera de carnauba -Iote-
110.278 kil.
327.853 .
438.131
1.050 litros
262.730
263.780
40.280 litros
138.293 kil.
7.288 litros
9.271 kil.
102
40.000 kil.
5S.900 .
98.900 -
100 kil.
rior 600 kil.
Cigarros Eutenor 41 milheiros
CharutosExterior 300
Cobre celho Exterior 2 barricas
CecoExterior .15.000
Interior 45.800
Total 60.800
Cturinhos -Exterior 73.257
CumarExterior 92 kil.
DocesEx'erior 40 kil.
Interior Total 2.423 .
2.463
Farinlu de mattdiocaEx
terior 4 barricas
Interior 4 barricas e 37.145 saceos
Total 8 bar. e 37.145
FeijaoExteri or 1 brrca
Interior 60 saceos
Total 1 bar. e 60 saceos
Groixa Interior 1.200-kil.
L barriguda Interior 170 kil.
MedicamentosExterior 2 voiumes
Interior 635
Total 637
Milho -Interior 30 saceos
Curo velhoExterior 30,09 kil.
0ssosExterior 90.000 kil.
Pontos He boi -Exterior 6.0u0
Prata velhaExterior 0,23 kil,
PrancAesExterior 71
Interior 70
Total 141
r=J=
RapInterior 1.090,5 kil.
Residuos de couros Exterior 18.300 kil.
SalInterior 169.500 litros
SolaInterior 445 ineisa
TecamExterior 288 kil.
Trapos Exterior 200 fardos
UnhasExterior 30.000
fosfuros de piassava In-
terior 140 duzas
Zineo velhoExterior 800 kil.
Calculndose essa exportaclo pelos valorea
medios dos differentes artigos, no mes findo, tem-se
o siguite :
Assucar, 34100 por 35 kilg. 1.037:8'4*830
Algodo, i 6tu por 15 kil. 188:395*115
Agurdente, 64*500 por pipa 35:445*330
Alcool, 120*000 por pipa 10:520*000
Couros seceos, 490 reis por ki 1. 67:763*570
Mel, 45*003 por pipa 683*100
Borracha, 8*000 por 15 kil. 4:944*0
Caf, k 6*000 por 15 kil. 40*800
Carocos de alpodao, 100 reis
por kil. 9:890*000
Cero de tainaua. 6*000 por
15 kil. 24*000
Camilo animal,- 3*#00 per
15 kil. 19*800
Cigarros, i. 5*000 o milheiro 205*000
ChaMoi, 6*000 o cento 18*000
Cobre velho, 50*000
Cieos, 60 reis um 3:648*000
Courinhos, 850 um 62:268*450
Cumaru 1*000 o kilo 92*000
Doces, 1*000 o kil. 2:463*000
Farinha de mandiota, 4* Ve
por sacco 154:184*950
Feijo. 12*000 por sacco 732*000
Graoa, 5*200 por 15 kil. 416*000
IA barriguda, W* por 15 kil. 174*000
Medicamentos 6:370*' KK)
Milho, 3* o sacco 90*000
Ouro velho, 3*000 a oitava 25:170*000
Ossos, 50 reis por 15 kil 300*000
Ponas, 40 reis urna 240*000
Prata velha, 180 r. a oitara 11*250
Pranchoes, A 30*001 um 4:230*000
Rap, 2*000 por kilo 2:18 .*000
Residuos de eouro, 20 reis por
kilo 376*000
Sal, 550 reis por liro 932*250
Sola, 4*600 o meio 2:047*000
Tecum, 500 reis o kilo 144*000
Trapos 500*000
Unhas, 20 reis urna 400*003
Vassouras, 60 reis nma 100*800
Zinco velho 100*000
Total
1.623:230*295
A mociedade contra o abna do ta-
baco A aociedade de Paris eontra o abuso do
tabaco tere a sua seseao solemne de distnbuico
das recompensas ha poucas semanas, no grande
ampbitheatro da Sorbonna, sob a presidencia de
M. Leyssenne, inspector geral, delegado do minis-
tro da instruccao publica e dos cultos.
A sesso foi aberta por urna allocucao de M.
LeyssenDe, que deu em seguida a palavra a M. E.
Deeroix, presidente da soeiedade.
M Deeroix disse que confirmara com satisfaclo
urna diminuico notavel na venda do tabaco du-
rante estes dous ltimos annos. Espera que esta
progresao decrescente seguir sen curso, e se fe-
licita desde j em nome da soeiedade que, por urna
propaganda de 10 annos, tem seguramente contri
buido para este resaltado. Terminando, M. De-
eroix, hgradeceu o ministro da instruccao publica,
que autorisa a soeiedade a fazer affixar em todas
as escolas edltaes premuninda: os jornaes contra o
abuso do tabaco.
O secretario geral lea o trabedho das operaces
d. anno de 1885. Passou um em rerista os livros
x)\i publieacoes que teem- tomado parte na guerra
santa emprehendida pela aociedade contra o aba-
so do tabaco. E' urna obra de regeneroslo mo-
ral e pbysica qne a soeiedade tem emprehendido,
dis o secretario. Desde 1811, o consumo do taba-
co dobrara todos os 30 annos. Em 1884, fisoo
tinha percebido desee imposto o algarismo enorme
de 376 milhes de francos. Em 1885 o oreamen-
to confirmou urna dimmuicao qua ser mais consi-
derare! aiuda este anno. >
Depois de diversos discursos e relatnos, pro-
edeu-se a proclamado dos bureados- Conforme
o uso, algumas medalhas foram dadas aos publi-
cistas que mais ajudaram a soeiedade pelos seus
escriptos ou sua propagacio. Foi desta maneira
que M. M. Jale de Nirelle, Dr. Bertberand, Dr.
E. Monin, foram recompensados, bem como o jor-
nal PeiY Var.
Um concert seguio a distribuico das recom-
pensas.
Antes de lerantar a sesso, a presidente annun-
ciou que, para o concurso de 1888, o Dr. Depier-
ris, membro bemteitor, offereceu um premio de mil
francos ao autor da melhor memoria sobre o as-
sumpto se'uinte : Os effeitos do tabaco sobre a
saude dos Iliteratos ; sua influencia sobre o futuro
da litterati.ra franoeta.
Proclaman de casamentes Foram
lidos na matriz da Boa-Vista em 30 do corrente
os seguintes :
Joo Goncalves de Britto cam Hermelinda Rosa
da Silva.
Constantino Vieira de Luna com Zulmira Can-
dida de Mello.
Tranquilino com Henriquota.
Joo Dias Viilela com Mara Annanias do Me-
deiros.
Manoel Serrulo Gomes da Silva com Adelina
Joaquina dos Santos.
Bacbarel Vicente de Leirius Ferreira Landin
com Maria Bernardina Aires Cavalcante
Ernesto Jos Ferreira com Herrains Favilla de
Mattos Mello.
liycr-n do Arle e OcMetaJ A aula de
inglez d'este estabelecimento, regida pelo Dr. Vi-
cente Ncira, continua a tunecioaar as tercas e
sextas-feiras, das 6 s 7 horas da noite.
LellVea. Effcctuar-se ho:
Amanb :
Pelo agente Pinto, s 11 horas, na ra do Vis
Viseonde de Goyanna n. 64, de movis, loueas,
vidros, etc.
Sabbado :
Pe'o agente Pinto, s 11 horas, na ra do Bom
Jess n. 43, de fazendas, miudezas, vinhos, ferra-
gens, cofres, etc., etc.
Peo agente Silvrira, s 11 horas, na ra do
Imperador n. 75, de um engenho.
Pelo agente Gtmndo, s 11 horas, na ra Du
que de Carias n. 77 A, da armacoe miudesas.
Ims fnaeerea.-Sero celebradas :
A's 9 horas, no convento do Santo Antonio de
Ipojuca, por alma do Dr. Gaspar de Drummond ;
s 9 horas, na capella do engenho Rosario, por
alma do Dr. Antonio Francisco Correia de Araujo.
Panaagelraa Chegados dos portos do sal
bo vapor nacional Marinho Viseonde :
Dr. Libamo Monteiro, Deocleciano P. Oliveira,
Victalino M. Meira, sua mulher e nm menor, An-
tonio F. Souza e Sabino Jos de Almeida.
Can m de *taaie;aa>Movimento dos pre
sos no dia 1 de Junho :
Existiam preses 312, entraram 4, eahiram 7,
existem 309.
A saber:
Nacionaee 278, mulheres 5, estrangeiros 8, ee-
cravos sentenciados e processados 7, ditos de cer-
recco 11.ToUl 309.
Arracoados 286, sendo : b.ns 273, doentes 13
Total 286.
Nao bouve alteraco na enfermara.
Colora da prae/laala.Qaarta-feira, 9
de Junho, se extratiir a lotera n. 57, em bene-
ficio da igreja matriz de Granito.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
ConceicSo dos Militares, se acharo exposta as
urnas e as espheras, arrumadas em ordem num-
rica apreciacao do publico.
Lotera Hilraerdiaarla do Vpl-
raneaO 4o o ultimo sorteio das 4* e 5> series
desta importanto lotera, cujo maior premio de
150:000*000, ser extrahida a 12 de Junho proxi
mo.
Acham-se exposto a venda oa restos des bilhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
n. 23.
Lotera do lo A 2' parte da lotera n.
197, do novo plano, do premio de 100:000*000,
ser extrahida no dia 4 do corrente.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For -
tuna ra Primeiro de Marjo.
Tambem acham-se venda na praca da Indo
eia ns. 37 e 3b.
Lotera de Macle de SOOiOOOaOOo
A 11' parte da 12 lotera, cujo premio grande
de 200:000*000, pelo novo plano, ser extrahida
impreterivulmente no dia 8 de Juuho s 11 horas
da manha.
Bilhetue venda na Casa Folia da ur.v, i da Iu-
dependeaeia ns. 37 e 39.
Lotera da orto)A Ia parte da 364 lo
teria da corte,cujo premio grande de 100:000*,
ser extrahida no dia 9 de Junho.
Os bilhetes acham-se venda na Casa Feliz,
praca da Independencia ns. 37 e 39.
Tambem se achara vendan* Casa da Fort ana,
ra Primeiro do Marco n. 23.
Matad oara Pnblleo. Foram abatidas
no Matadouro da Cabanga 71 roses para o consu-
mo do dia 2 de Junho.
Sendo: 65 perleooentas aos Srs. Oliveira Ca
Ir C, o 13 diversas.
Mercada Mmaaeeilpal dn *.
inovimento deste Mercad* aee dias
rente, foi o segu ute:
Bntrararn :
30l|2 u-.is o-saado 3.96d kilos.
486 kilos de petxa a 20 ria
58 cargas de farinha a 200 ris
30 ditas de fruotas diversas a 300
ris
12 tabolciro.' a 200 ris
8 suiaoa a 900 ris
Foram oocupados:
22 columnas a 600 ris
28 cempartimentoi de faiinha a
aOO ris
24 compartimentos do comidas a
000 ris
76 ditos de legumee a 400 ris
16 compartimentos de suino a 7o0
ris
13 ditos do tressaras a 000 ris
2 talhos a 500 ris
10 ditos de ditos a 2*
54 talhos de carne verde al*
_ AaVdaid*,' Penaaaafcucc, 2/ sauces, -Santo Anto-
nio ; marasmo.
HeTmenegilifr, Penrambaco, 2 annos, S. Joc ;
convulcces.
Meaoel, Peraaoabueo, Saato Antonio r ao aas-
cer.
Deoclecio, Petnambuco, 1 ann. Gr^ca ; con-
vnlsoes.
Maria, Pernambueo, 6 meses, Grae,a ; convul-
MM,
Manoel Francisco das Chagas, Pemambuco, 43
annos, solteiro, Boa-Vista ; tubercilos pulmona-
res.
Joanna Baptista de Jess, Parahyb, .34 annaa,
viuva, Boa-Vista; paeawaoaia.
Rita Maria da Conocico, Parahyba, 46 anuos,
casada, Boa-Vista ; hemorragia cerebral.
Jos Ignacio Pereira Lima, Pernambuce, 37 an
os, solteiro, Santo Antonio ; lesilo cardiaca.
mais graiual, ampia e solida do espirito dostneni-1
nos* qae houoercm de frequintar as- academias do
imperio- Na nossa provincia s um etiabeleci-
mento da naturcia aquellcs que apontei por mo
deloo pode da l a.
Sao
PIBLI4C0ES A PEDIDO
Inslracfto publica
aoM.o
2 do cor-
9*728
J1*J0
1*600
13*200
14*000
laslo
30*400
11*200
7*800
1*000
20*000
54*00fl
197*92
Deve ter sido arrecaiada nestee dias
a quantia de
Procos do dia:
Carne verde a 400 e 320 ris o kilo,
Suinos a 560 e S.O ris idem.
Carneiro a 700 e 4*000 ris idem.
Farinha de 24-1 a 400 ris a cuia
Milho de 260 a 360 ris idem.
Feijo de 800 a 1*280
Cemlterlo pnblleoObituario do dia 31
do corrente ;
Phulina dos Santos .Torres Vieira, Pemambu-
co, 60 annos, viuva, Boa-Vista; cancro do tero.
Antonio Vicente da Silva, Pernambaco, 19 an
nos, solteiro, S.Jos; tubrculos.
Leandro, Peraambuco, 3 meses, Santo Antonio,
espismo.
Jacin'ho de Moieiros, Portugal, 29 annos, ca-
sado, Boa-Vista; tubrculos pulmonares.
Luiz de Franca Martins do Sacramento, Per-
nambuco, 37 anus, solteiro, Boa Vista ; eamaga-
meoto-
Jos Fidelis, Pemambuco, 30 anuos, solteiro;
Boa-Vista accesso pernicioso.
Eliza Maria da Conceco, ernambuco, 45 an-
nos, casada, Boa-Vista ; cyrrhose do figado.
Amalia, Pemambuco, 1 mez, Boa Vista ; con-
vuUes.
Amelia Leopoldina Ferreira, Pemambuco, 16
annos, solteirs, viuva : tubrculos pulmonares.
Catharina, Pemambuco, 4 meses, S. Jos;
broncho pneumona.
Martha, Pemambuco, 22 mezes, Graca, conv ul
soea.
Amaro, Pernambaco, 14 mezes, Graca ; cjn-
vulsoes.
Claudeneo, Peraambuco, 1 anno, 8. Jos ; bron-
chte.
1 de Junho
Jcsepha, Peraambaeo, 18 mezes, Santo Anto-
nio ; broochte.
Jos, Pemambuco, 8 dias, S. Jos ; espasmo.
Manoel, Pemambuco, 6 dias, Boa-Vista ; es-
pasmo.
Maaoel, Pemambuco, Graca ; ao nascer.
Maria, Pemambuco, 30 dias, S. Jos ; enten-
te.
E' geral a queixa contra o estado a que se acha
reducida a inetruecao publica entre nos ; todos
lamentam, todos deploram a decadencia em que
va este ramo, alias o mais importante do publico
aervico, que tem sempre merecido a maior solioi-
tude dos governos cultos, convencidos de que tode
o progresso basca-se na instruccao, de que s por
ella se desenrolrem a industria, o comutercio, as
artes, a agricultura, etc.
Entre os povos cvilisados, ha como que urna
emulaco em querer cada nm se aventajar aos ou-
tros as medidas, as provideneias adoptadas eom
o fim de alargar a sua difTuso por todas as cama
das sociaes, de melhorar os methodos de sua trans-
missao, de modo que d'ella Be colham os melhores
resultados.
Nao se dedignam os seus cidados mais impor-
tantes, os seus ministros de estado, de descer a vir
dar instruccoes sobre a maneira, por que eutendsm
mais conveniente ser transmittido o ensine as
proprias escolas elementares, deixand i todava
aos mestres a liberdade de faser as reflexocs que
julgarcm necessarias, de modificar as medidas in-
dicadas, s a experiencia Ihes mostrar outras mais
attinentes ao fim que se tem em mira, c nao se
deshonrara dec om elles entabolar esta troca de
ideas, em que a theora e a experiencia se auxi-
liara mutuamente na difficil mseo de educar a
mocidade.
As circulares, por cllea n'eate sentido expedidas
sao pecas importantes, dignas de ser lidas e me-
ditadas pelas boas ideas que encerrara, pelas pro-
videncias que lembram em urna linguagem eleva-
da e ao mesino tempo attenciosa para com oe mes-
tres a quem se dirigem, como a seus naturaes au-
xiliares, que sao, indicando Ibes an medidas a
adoptar, mas per urna maneira to delicada que
mais parecem aoonselhar do quo impor, nao que-
rendo mudancas extemporneas, e sim que tudo
se faca com a maior moderacilo e prudencia.
Em urna destas circulares do ministro da in-
struccao publica na Fraaca l sa :
c Beaucoup da persennes me dmandent de fai-
re en une fois, des grandes reformes. Je resiste
leur prire et a mes dsir, parce q'en matire
d'enseigmcnt 1 vaux mieux proceder par de an.
lioraticas sucuesiiree. C'est l surtout qu'il faut
agir coup sur, et qu'il n'eat pas perneis de r quer des experieoces. Je voudrais d'aillsurs, se
cela tait pcssible, qus chaqu reforme ate ft de-
mandes par ceux qui ont passe leur vie refiechir
sur l'enseigment et le pratiquer ; qu'clle sortit
de l'experiencs commune, au heu d'ctre impose
par una volont uniqne.
N'uma ontra de 9 de Setembro de 1882, sobre a
applicacjo dea noros metbodoe de casino, con-
demnando a pratica de ob.igar as crianoas a de-
corar lorigas paginas de grammatioa abstrete :
Vauillrs inviter M. M. les proviseurs et
pnncipaux de collge k ragr de tout leur peu-
roir contre cette tandenes. Qa'ils n'pargnent
pas les consels aux jeunes maitre, tres devoua
sans dnute, mais quelquefais ineiporiments qui
dirigeat lee classes inferienres.
Anda na ds 4 de Novembro do mesmo anno, in-
sistindo sobro o molo de applicacao do novo plano
de estados :
Veuillez, j vous prie, soam-ittre cette grave
question aux meditations de M. M. les profeaeurs.
Qu'ils exigent de simples resumes au lieu do lon-
guts redactiuns; il leur ser plui facile d 1er
correger, etc.
E' assim que procedem os governos que que-
rem o jrogresao da instruccao; vio at as esco-
las infantis, dosde ahi a enanca mereca a sua at-
tenco, porque sabem qae todo o futuro a'ella de-
pende dos bons principios, das boas ideas, que
lhe forem incutidas no espirito neita primeira
idade.
Mon attenton, diz urna das circulares cita-
das, se porte d'abord sur les claeses lmentaires.
Veus penserez, crame moi, qu'une reforme qui
prend les eatants au debut de lenrs tudes, a plus
de chancos de succs et moma inconve.renta de
toutes sortes, qu'une reforme survenant dans uno
classe plus avanoe et contregnant les eleves a
quitter d'ancieunes habitudes pour sa faconner 4
alee inetho les nouvelles. ludpeodamment de cet-
te raison qui est decisire, tout dpend, on toutes
ohoses, d'un bon debut.
Em tudo o que havemos citado, vd->e a par do
selo e interessu pela edacac^lo o instrucc* da
mocidade, a vigilancia c nspaecao effectiva por
parte do governo sobro os mestres, a confiaooa e
consideraoo de que sao elies rodeados, coacorren
do-o por esta forma a estimulal-os a bem cun-
pri os seus deveres.
E assim que so podu ter b-jua mestres, c em
genU bons oopregadus.
Scjam tratados com aUesQao, d^ee-lhes a cea
siderncjlo de que precisara para bem desempeohar
as suas obrigaooee, e ao ineamo tempo.exocroa-M
sobre elae toda a vigitaccia, ezaja-ee-lhes e exacto
ciraspcimauto de seus dereres.
Nada peior do que o systema das coadeseauden-
cias e contempUcoes pvir paite dos superiores e
da relaxacio e negligenoia por parte aje infe-
riores.
Ociando depois da tremenda derrota da Franca,
na guerra com a Pruasia, tinha ella de pagar urna
ouorme conUbuiQao de guexra, o se achava obli-
gada a grandes despezas, oa seus estadistas uiko
se lembraram de faaee curtes, na instruccao publi-
ca, supprioaindo escolas u loetitnlos de eiueacie,
a. contrario vorreram todas as suas vistas para a
instruccao, mas, para inelharai-a,para diffundil-a
por todas as class9s, convencidos de que pesada
contribuico, a quo se viam sujeitoe, era, en gran-
de parte, sin.lo toda devida ao atraso do sen pas,
atrazo fi'ho da ignorancia.
Ainda em to difticeis circumstancias, procuram
dando mai >r impulso a instruccao, inclhorar a po-
sico des protessores. Les maitres, disia em
sua circular, Jules Simn, ministre da instruccao
publica de enteo, djvent 4tre debarrasss de
tout souci d'interieur pour eux et paur leurs fa-
milias. II est douloureux de les roir, comme il
arrive souvent, reduits tant de lecons particu
lires pour subvenir aux besoins d'ane xistence
modeste. Je viens d'ameliorer une postion que
j ne puis agradir, en supprimaut la distinction
da traitement fixe et du traitement venteul.
Estas consderacoes nos foram suggeridas a
proposito das medidas apreseutadas na Assembla
Provincial, em relaclo ao Gymnasio especial -
mente.
Fundado om 1855 com urna organisa^ao em
tudoaualog a do Imperial Collegio Pedro II, for-
mando um c'^rso completo de humanidades, j,
n'aquelle tempo, cousiderado indispensarel para
a conveniente preparaco dos que se (lueriara de-
dicar a carrira das lettra, e seguir os cursos su-
periores, seria da nossa parte, urna verdadeira im-
beeilidade querer hoje, mais de trinta annos de-
pois, provar anda a necessidade de sua creaco e
conservado, embora por causas extranbas, os leus
resultados nao tenhara correspondido a espectativa
geral.
Demos a palavra as peesoas competentes daquel-
le tempo. Em 1854 o fallecido senador por esta
provincia, Antonio Cocino de S e Albaquerque,
entilo director da instruccao publica, diza em seu
relatorio sobre a necessidade de urna instituico
da ordem do Gymnasio :
Indico a V. Exc. a aubsttui?ao do Lyceu
por um estabelecimento de educafo ao modelo
dos collegios roses de Franca..
Minguem ha que desconheca o rieio radical
da edacaoo da noesa mocidade. Urna rpida
carreira sobre os estudos das hamanidadea torna
incompleta e quast impossrel a educaco su-
perior.
Os nossos mocos que frequentam as acade-
mias sao em geral milito, mal preparados, c es.e
defeito de coa primeira educaco torna-os traeos
as latas scientificas, as quaes sao ohrigados a
entrar depois de formados.
E" pois de absoluta neceuidade urna outiura
nras e unisonas as queixas dos pail de
familia, que, desejando dar boa edueacie a seus
filhos, nao enconteam nesta provincia raeios para
isso, quer ministrados pelo governo, quer offeroci-
dos por educadores particulares, ainda a custa de
largas recompensas. Muitoi envan seus filhos
par* o collegios do Rio de Jaaeiro, outros para
a Europa, outros finalmente pbr cama de sua pouca
fortuna ao eondemuados a deplorar este estado de
alrota de nossa provincia n'-tm ponto loo impor-
tante, e a mpportar com destost profundo m
educaco de,seut jiihoe. Enteado que a instituieo
de um eollego de imitaclo daqueiles de que fallo,
men.is dispandiosa do que o Lyceu. Ainda neste
poeto ga ihar a prorincia.
A idea de refirma que nprasento'a V. Exc.
nao tlba nicamente de ineu espiriU. Homena
praticos no magisterio de educar a mocidade e
aquellas que pela sua fina eiucaclo scientifiaa e
moral derem ser consultados, pemam como en.
Solcito a attencao de V. Exc. pera esto assumpto
rogando-lhe ao mesmo tempo que se digne de col-
hieal-o sob es olhos dos legisladores provin-
ciis.
No anno seguinte o conselhoiro Jos Bento, en-
tlo presidonte desta provincia, d* accordo com a
acsembla provincial, converta o antigo Lyceu
Gymnaeio autaal, cora nm plano de estudos muito
mais desenvolvido onde as materias erara distri
buidas por classes, segundo a sua connexo, for-
mando um curso de sete anuos, no fim do qual so
nceda urna carta de bacharel em letras, que,
embora nao confirmada pelo Estado, privilegiavn
entretanto quem a obtivesse para os cargos p-
blicos proviuciaes.
Ainda que a alguna espiritos menos afiVitos a
tal systema de endino, e Habituados a antiga re-
tina, pareceesA que o entino simultaneo de dia
versas materias iitficultava o aproveitamento do-
alumnos, o qn > facto que o tempo de maior
prospendade Ai Gymnasio foi guando se observou
fielmente o sea programis, em que nao toaaou por
norma o official do governo geral, o celebre pro-
gramraa de pontos ; e at ns compendios adopta-
dos em suas aulas erara differentes dos adoptados
no collegio das artes. Fai justamente neesa poca
qne deu melhores alumnos.
Sina) extraordinaria a frecuencia, era no en-
tretanto regular pira aquello tempo, e nem a
coinportava maior o acanhado edificio, cm que se
achara (um sobrado particular na ra do Hos-
picio). Nao obstante todas a aulas, inclusiva-
mente as disgrego, allemo e sciencias naturaes,
eram frequentadas, nao s pelos alumnos gra-
tuitos, entilo em numero de **, como pelos pen-
sionistas particulares.
Os regedores daquelle tempo, fine ex-icutores do
reguUraento, entendiam perfcitamente qua o pro-
gramnia, nelle adoptado, tinha-se feito para ser
observado por todos os alumnes que entraram
para o estabelecimento, e nao para ser alterado e
sccommodado aos caprichos o Tontada de cada
um, como, consta-nos, ce d hoj% que, pondo
se de part-i os pensionistas particulares, a pro-
vincia, sustentando sessenta e qualro alumnoi in
A' na espirite esclarecido, bpm intencionado e
animado do desejo de bem servir a sua patria, est
reservado, rompendo com todas as conidersdns,
cortar os abusos, fazendo apparecwo que adnsti-
tuicao tem de til, reerguel-a do abatimeato e de-
caienoia, a que a redziram e rep6l-a no antigo
p com os mclhorainentos aconsclbadospela cien-
cia da educaco.
Em materia de instruccao nao se pode ter con-
tcmplacao; ao pas-o quo, em qualquer Outr ramo
do servico publico, o mal feito limita-se a um cir-
culo restricto, na instruccao maltiplica-se, ceten-
de^je sobre mi.bares de individuos,,de cojo futuro
talvez decida.
E' a corrente d'agua cerrompida em sua fbate.
ir-sc-ha (e este o principal argumento con-
tra) restabelecido o curso de humanidades no
Gymnasio, ui> ter frecuencia, porque ninguem
querer sujeitar-se a um curso demorado, e do
qual fazem parte disciplinas nao exigidas para a
matricula as Facilidades oque hoje nosapole
dizer de um modo absoluto, porque as ultimas
reformas e projectos de reforma, ainda nao em
exccucjlo, j se exigum.
Apesar do atraso, do abaudono da instruccao
entre nos, apesar de querercm os estudante*, era
sua maioria, nao aprender, mas alcincir approva-
cojs, Sim que as morecam, ainda assim a frequen-
cia se ha de dar, e nao pequea, co no j o provou
a experiencia, nos primeiros anuos da existencia
do Gymnasio, quando se obsrvala restrictamente
o seu programla Je ensiiu, sendo todas as aulas
frequentadas, o que aiada luje se pode verificar
pelo seu archivo.
A causa por qae poderA nao ter grande frequen-
cia, ser out-a, que nao o curso obligatorio, ser a
apontada pelo fallecido conselheiro Paula Baptist*
quando inspector da instruccao publica. Diza
era seu relatorio de 1869 ;
Nao como alguem tem pensado, a cnmple-
xidade de materias conrprehendidas no estadio de
7 auno, o que atugeota do Gymuasio maior nu-
mero de eetudantes ; sim abusos introduzidos no
eoaino secundario e para os quaes muito teem
eoucorrido os profeasores do Collegio das &xtea,
ensinando nos collegios particulares, cm suas ca-
sas durante o annojlectivo, e durante as ferias,
preparatorioe em que sao examinadores na Facul-
d*ds do Direito. E' impossivel qae estes profes-
soree gnorem que nao ha talento, que possa em 3
mezee de ferias instruirle em dous e tres prepa-
ratorios importantes, de modo a conquistar justa
approvacao em todos elles.
Entretanto alguna ha que ensillara at de om-
preitada : recebem de cada estudante certa quan-
tia para cada um dos. preparatorios, qae quer
aprender.
D'ahi j nao ha estimulo p ira saber, mas daseje
de approvacoes, e anciestade para logo e logo ma-
tricular-se na Fculdade de Direito. >
Infelizmente se as c t usas, por esse lado, taem
melhorado um pouc \ [ por outro a facilidade daa
approracScs rai produzindo os meemos, se al
pebres resultados.
Sappoaha-s' p-r-n, qne reorganisade o Gym-
n s o sobre s lid* largas bases, d.>tud> de .sai
bem combinado plano de ensino, de accordo com
os progreesos da culo, e enllocado sob urna admi-
nistraco activa, intelligaute e moralizada, ainda
assim, a nossa soeiedade ae mostro tao avessa a
ternes, gasUndo" para isto vinte e dous cantos de \ ntraeei^, qa9 tf, pSUC03 uiandem para l seus ti-
res annuaes, uem por elles sio as aulas regular-
mente frequentadas !..
Sessenta c tantos alumnos, e cadeiras, como*
de Bciencias raturaes, cujo conhecimento torna-se
eada dia mais urgente, a de allemo, cuja impor-
tancia incootestavel, pelo progresso que f*a
esta nuca > as sciecMr ias, as letras e as artes
e pe- i*. J* d esunvolrimento do suas relacea
o.mav;- ..*. nij eo oor elles frequentadas !
E t'ri'u *.. ai que ella com o maior sa-
cnticie jm procura prestar, nao por altes apro-
veitado, porque nao sabem aprovei-rar-se; e nao
tera quem os dirija e fac aproveitar !
Em urna instituico, como o Gymnasio, creada
e mantida pela provincia, e que deve servir ds
modelo a outras congneres, reg la por nma le
especial, cora ura programm* de entino determi-
nado, nao se podo admittir que es'eja sendo este
todos os das alterado para satisfazer a vontade
le quf mquer.
Que abra-se urna excepeo, por motivos espe-
ciaes, para um pensionista particular, a pedido de
seu pai, que afinal ser quem carregar cora as
consequenciRs do sen acto, nao se dova consen-
tir, mas emfim supporta-se ; porm penmttir o
mesmo ros pensionistas da provincia, aos seus,
por assim dizer, tutelados, do cuja educaco mo-
ral e intellectual ella se encarregou, e pirmittil-o
de urna maneira desbragada, desvirtuar cora
pintamente a instituico, fazer d'ella antes urna
hospedara do que urna casa de educaco.
B' o proprio reg'dor que, em sea relatorio de 7
de Janeiro de 1885, contessa esta irregularidade,
raeocionando-a como segunda causa de nao melhor
aproveitamento dos alumno, nos sjgaintos ter
raos : A falta de methodo, com qui os alum-
uos antepoin ou pispera as mataras qus esta-
dam, seguindo nao o nexo que entre ellas ha, se-
no a maior facilidadj.de passarem du urnas para
outras, embora nao escejm couvsuientemente
preparados.
(Jue isto se d ea nm collegio particalar, que
s visa o lucro, cuj > director recela exigir o fiel
cumpriineiit > do regulamento pira nao desagradar
os seus alumnos e evitar qua elles se r^tirem,
eoraprehandd se ; mas de modo algum cm urna
instiluioao publieu, cujo fim simplsinent ins-
truir, u master o nivel d* instruoci na devida
altura.
Como inu/to b:.n o dissa um ex regedor d'essa
til iustituicao :
Se se trasasse do urna empsesa partica-
lar, que n.i-o ti vase era mira s*nio aufarir lucros
ao eetabeleoiinento, cotopreheo-le -se que se pro-
ctraase aec<>:n nidar o onsino a* espirito trans-
viado da poca, com o meio seguro da attrahir a
ooncurrencia, ter avultaaa recoita, fazer bons di-
videadoa.
Ni se trata, porm, de urna empresa particu-
lar, mas sim de um estabelecimento publico, em
cuja coiioepc.Vo nao ontrou, nem podia entrar a
menor idea de lucro material. O ^casamento que
preaido a creaco e organisacao deste nstiluto
foi precisamente > de reagir contra as ms ten
dencias d* poca, prora renlo, sem attencao a
despezas e a sacrificios dos cofres publico?, o de-
sejo de adquirir urna cfstruccao mais solida, mais
variada, mala pratica e por isso m-osino mais pro-
retosa. Os grandes comenettiaaentos, como este,
requerem muita foroa de rontaie, maita persere-
ranc : o caso do se dever pregar e instar a
tempo e fra de tempo, de reprehender, de rogar,
admoesta- com tola a paciencia e doutroa, como
recommenda S. Paulo a Tiranheo. Se tinharaos
depois de tan'os anuos de trabalho e de enormes
despesas, do traquear na luta e de reconhecer,
ao menos praticainente, que as boas doutrinaa de
rem ceder o passo ao erro da opioio geral trium-
phante, nao valia a pena do ter mettido moi a
to gigantesca empresa.
Je sais bien qn'en se montrant svre, disse
Jules Simn em sua circular, on risque de dimi
nuer le nombre des eleves ; mais cette raison
d'indulgeace, qui n est bonnte nulle part,, ne
s .u.-iit exister dans les etablsscraent de l'Etat,
entretenus en graud parti aux frais du public,
pour servir de modeles aux nstitutious prives et
pour maintenir le niveau des tudes. J'en-
tends done qu' la suite du dernier examen pu-
blic, les eleves reconnus iacapahles soent mau-
teimis dans la classe iuferieure, ou iuipitoyable-
menn exelus du lyco.
Em regra. quaado os pas, principalmente os do
centro, os agricultores, deitam seus filhos em ura
collegio, den ira ao cuidado do director encarad-
nhal-os nos seus estados ; o porquo se ha de dei-
xar, em ura esta be leoi ment publico, e*tas crimi-
Cas anleporem e posporem as materias que estu-
dam segundo seus oaprichos, e nao de sujeital-as
ao rgimen da casa ?
Infelizmente nao s aesta parte qae tSo boa-
instituico se acha inteiramente der viada do sen
fim.
Qae disposicao mais salutar, qr.c reservar alli a
provincia sed, eremos que hoje, dez lugares para
conceder aos filhos d'aquelles que, depois de lhe
haverem prestado valiosos servicos, fallecerem.
legando sua familia urna pobreza honesta ; ou
ainda ao filho dj pobre, que, dotado de urna n-
telligencia fra do coramum, s precisar de auxilio
para desenvolver-se e ser um dia til a seu paiz ?
Por que modo, porm^tem sido entendida e exe
estadal
Emfim nada ha qne admirar quando v-se, a'um
estabelecimento de instruccao, o chefe empenhan-
do toda a sua actividade, fazendo consistir a sua
maior gloria em economisar una rateos afia de
apresentar saldo no fim do anno !
Falta-nos qne um administrador de urna eata-
oo de arrecadacSo, em sen relatorio, encha-se de
orgulho pele pregtecso feto nos estudos pelos seus
empregados estadantes!
Todo isto progresso l
ihos.
Seria isto motiro para extioguil-o ?
Nao seria antes e muito fotte para ser conser-
rado e rodeado de todas as rautagco9, afim de
tornal-o, por assim dizer, attrahente c melhor in-
catir no animo do povo o desejo, a necessidade de
instruirse ?
io assim que fazem todos os povos cvilisa-
dos, ou que querem se civilisar ?
S em um caso, parcee-nos, poderiam os gover-
nos se eximir desta obr'ga(;;io, o seria quando as
nstituices particulares foesein tantas e to tosa,
oftereceeeem a mocidade urna educaco to solida
e variada, que, sem receo, ss Ihes podesse confiar
inteiramente a educaco da mocilade, felicidade a
qne nenhuma nacao, por mais adiantada. ara la
pode attingir.
A este respeito menciona no3 Macaulay, o se-
guinte bem significativo exempb :
We have two nations closely couneced, inha-
bitiug the samo island, sprung from the same
blo-od, epeaking the same language, governed by
the same Sovereign and the same L- gislature, hol-
ding esseatially tho same roiigious faith, having
the same allies and the same euemies. Of the two
nations one was, a hundred and fifty years ago,
as respcts opu'euce and civilisatiou, in tho hig-
hest rank among European eommunities, the other
ni the lowest rauk. The opulent and hyghly ci-
liliiitli nation leaves the education of the peopie
to free cempetition, in the poor and half barbirous
aatiou the educato:i of the peopie is undestaaen
by the State ; the reault is that the first are last
and tho last are first.
De instituices semelhantes, por sa, nem s^ pode ajuizar somente pelo numero da
alumnos, e muito menos pelo lucro pecuniario;
seus fructos sao de outra especie o mais preciosos.
Como diz Baudry : Lo lyce est une iustita-
tion publique doat la fin n'est pas le lucre. C'est
sur la forc des tudes qu'il convient de le jngg-,
et il rend plus de crvi'ce* a l'Etat Ltrs/prHl forme
dix bons ilooes quo lortqu en nourrit soixant ma-
diooret.
Qaantc a n3 a questo do Gymnasio preude-se
a est outra.
' satisfaetnrio o estado da instruoeo secuada-
ra entre nos
A nossa mocidade convenientemente propara-
da as materias que a constituem ?
Si todos ao ooacordes cm qae sob este ponto
de vista nos acharaos muito atrazados, muito esa!
servidos, o qae temos imparta to. incompleta,
deve o governo provincial cruznr os braeoc, c
permittir que se continu a perverter a mocidade,
u>nvorteado-a cm urna nultido de entes inutets
e inutilisados, em rea de cidados preetaates as
lettras, na agricultura, na industria, no eommer-
cio. uteis a si e a patria ?
E se diante de semelhante estado de eousas nie
pode o gorerno manter-se indnrereute, qual o meio
de remedial-o ? ...
Ser extinguindo o Gymnasio, sea supnrimindd
cadeiras que compem o curso de humaaidades ou
antes conservando^), reformando, pondo o m can-
dics de poder dar motores resultados, c at, se
fiase poasivel, creando outros estacelooimexitoc da
mesmo genero, cm diversos pontos da provincia-?
Nao somes apologista dos graades intrnate*,
preferimos a educacio tob as vistas dos pas.
Nem sesap. c, poract, e nem a todos isto pos-
aivel.
A oceupaco dos pais, a distaacia era qae acam
dos casas de iastrucco torna mui-as rezes forec-
sa a educaco em internatos ; faz coa que ese
primeira separaco la familia, to a-aarga para
as mis e cruel para os filhos, apezar de sua im-
popularidad?, seja justa, salutar, e as mais du
rezes necessaria.
Nao quero Iludir as ternuras de mai, diz aa
escriptor, gabando as vantageas do collegio, suas
alegras, seus jogos expansiros.
Nao direi mesmo que o eollegio a mais bella
quadra da vid*. Nao; a vida do collegio labc-
riosa, desagradavel, e oisso va sua boudade oria-
cipal.
Conheco as tristezas do collegio, conllevo essas
hiras eternas em que fixa a vista em livro que se
nao l, dirag* a i^iaginacao e foge a refugiar se
cm um cantioho do lar d unestico ao p da mai a
das irms.
Mas, pelas suas dores, o collegio prova de ca-
racteres, e escola de virtudes fortes. Teodes a cer-
teza de qae vosso filho nao encontrar obstculos aa
vida ; confia e que esta lhe correr sempre bo-
nancosa e feliz; acreditaos que apenas ter "a sen-
tir a differenca entre o carinboso regaco da uiii
os bracos meigos da esposa? Ento guardai-o
bem ao p de vos; deixai-o gosar o prazer de
ama infancia quieta ; nao lhe deis o trabalho p-
salo, o constrangimento importuno e o dever mo-
ntono ; evita lhe a p.esenca de rosto* estra-
nhos.
Si por nada d'isto, porem, podis responder, e si
nao podis dispr da vida futura, como da pre-
sente, nao receeis eno a prova da educaco fra
da familia.
O collegio ensina a enanca multas cousas ufis ;
o dever, porque na familia o mais rigoroso de-
rer anda condescendente e desigual; o traba-
lho, porque este sempre na familia muito menor
e interrompido ; a juttca, porque na familia a
justica mais severa rem sempre entremeiada de
faror ; a eranlaco, porque no collegio tudo emu-
taco, e o que nao o primeiro no thema, quer
sel o ao menos na pella on na carreira ; a sinceri-
dade, a lealdade porque nao ha nada que mais hor-
ror canse s creaucas do que a hypocrisia e a d>
mincia ; a paciencia, porque as enancas sd ms
e atortaentam-se urnas s outras a coragem ; por-
que no eollegio cumpre que cada nm se defenda, e
um ponto de honra pequenino prohibe que se ap-
1
i


4
"..- ."
Diario de PentambucoQuinia-feifn 3 de JunhcT de
-

/
u

.
pella par o alheio oceorro; a amisade, porque
oo collegio que nascem e se enraizam as maii for-
tes amisades ; finalmente, ensina-lhe a vida, por-
que ah s se consegue o lugar que se conquiste,
nraguem em nosso auxilio, e a creanca, como
homem mais tarde, est sujeita a urna regra rafle-
xivel, sern protecco que nao seja o mrito, a von-
tede propna, a pureaa de intencao.
Deixando de parte este descripcao lisongeira da
vida em collegio, o que tacto que os internatos
constituem urna neceasidade de que ainda nao se
poderam iivrar as nacoes raais adientadas, que po-
deriam manter externatos em todas as soas circum-
scritcoes ttrritoriaes, cortada* de estradas e ea-
naea, com facis meios de communicscao.
Entre nos. que a instrucco secundaria est
concentrada as capitees, quantes familias, pela
grande distancia em que d'el'as sa achara, por nao
poQ. .-em manter seus filhos em collegios particu-
lares pelas altas mensald&des, que estes sao obn-
gados a exigir, deixariam de dar-Ibes educaco
litteraria, si nao encontraasem urna instituicSo
como o Gymna o, que, por prec mais com modo,
faculta-Ibes urna 'dueac&o complete ?
E em tees condicSes deve-se supprimir o intr-
nate?
A provincia s a capitel ?
O Gvmnasio precisa de reforma, certo; refor-
mem-n'o, quando nao, para nos faier dar um passo
no progresso, ao menos que nao nos facam retro
gradar. Seja urna reforma digna de legisladores
de vistas largas e adiantadas e que tem em mira o
engrandecimento da patria.
Terminaremos com as seguintes palavras de
Macaulay, em um discurso pronunciado sobre a
instrucco publica na cmara dos communs :
For every pound that you save in education,
yon will spend five in prosecut oas, in prisons, m
penal settlements.
Publicla.
A proposito de oculstica
Sr. Redactor. Com referencia a um
pequeo artigo inserto na Imprensa de
Therezina, e transcripto aqu em seu con-
ceituadissimo Jornal, de 29 do prximo
paseado, corre-me a obrigacao de nao dei-
xar passar sem um lisongeiro reparo ao
menos, e em nomo da justica, urna grave
lacuna nelle contid >.
Nao foi sem nenhum pozar que v no
alludido artigo seu antor, tratando de oph-
talmologistas distinctos do Brazil, fazer
omissao de tres nomes notaveis por seu re-
conhecido e real valor scientifico.
E, como nem sempro tarde para cor-
rigir, apresso-mp tambera em declinar os
nomes dos meus distinctos collegas Dr.
Hilario de Gouva, lente de opbtalmologia
da academia de medicina do Rio de Ja-
neiro, e um dos mais bellos ornamentos
daquella faculdade ; Dr. Santos Pereira,
hoje candidato cadeira de ophtalmologia
da academia de medicina da Babia, a que
ltimamente apresentou urna bem elabora-
da these de concurso, verdadeira e comple-
ta monographia sobre affeccSes syropathi-
cas dos olhos, e finalmente, Dr. Ferreira
da Silva, um dos mais vigorosos e brilhan-
tes talentos da generajao moderna.
Quanto aos dignos col!ega3 Dr. Hilario
de Gouva e Dr. Santos Pereira, as ex-
buberantes provas do talento e Ilustrado
que de si tem dado, qur no magisterio,
qur no longo exercicio da especialidade
que professam, dispensavara me da quaes-
quer commentarios.
Quanto ao distincto collega Ferreira da
Silva, ji que se me offerece opportuoida-
de de fallar em seu norae, aceresecntarei,
em justificativa de meu asserto, que, quan-
do nao bastasse para lhe encarecer os m-
rito a seguranca na diagnosis das moles-
tias oculares, o criterio na escolha da os-
casiSo asada para a pratica de operacoes
cirurgicas proveitosas, a excepcional fir
meza de mSo em todos os trabalhos de ci-
rurgia ocular, firmeza de m2o invejavel e
inexcedivel, quando nao bastasste tudo isto,
e ainda mais : ter sido elle o iniciador do
emprego da cocana na clnica opbtalmolo-
gica em Pernambuco, e o nico que nesta
provincia tentju a transplaotacSo da cornea
do coelho para o homem, seria mais que
suficiente titulo para assegurar-lhe um lu
gar brilhante, mesmo na communbao dos
mestres da sciencia, e no recinto onde se
sentam es homeos que sabem glorificar o
trabalbo, ser-lhe dado encontrar a incontes-
tavel relacSo de causalidade, entre as ci
catrizes viciosas das palpebras, consecuti-
vas s operac5es de trichiases o certas ul-
ceras corneanas rebeldes a todo tratamen-
to tberapeutico; e finalmente os nao raros
triumpbos as incruentas lutas snientificas
em que com elle se tm empenhado di
gnismos e Ilustrados collegas, por diver-
gencia de diagnsticos.
E para prova do que fica dito, abi est
o facto de urna cborio-retinite do periodo
incipiente da. lepra, que nao ha muito foi
confundida, por mais celebrados, oculistas
da Europa com urna chorio retinite espe-
cifica.
Desgraciadamente, porm, a morte, tris-
te apanagio das molestias daquella natu-
reza, arrebatou em pouco para a voragem
do tmulo e elephantiaco doente, confir-
mando dest'arte o diagnostico do Dr. Fer-
reira da Silva.
Assim, pois, Sr. Redactor, seja-me lici-
to levantar por meio de seu condecido Jor-
nal este ligeiro protesto contra a injustica
feita at2o distinctos ophtalmologistas bra-
zileiros. E, certo de que cumpro um de-
ver d lcaldade e consciencia, per;o a pu-
blicacao destas linhas, subscrevendo-me
como seu criado attencioso e amigo.
Dr. Arthur Imbassahy.
Pernambuco, 30 de Maio de 1886.
O Sr. Dr. foo Cruvello C aval
caute
Retirando me boje, com liecnca que solicite! do
governo, para, o Rio de Janeiro, nSo Uve tempo de
despedir-me de todas as pessoas que me honraram
com sua estima e amizade, por isso sirvo-me deste
meio para pedir Ibes dcsculpa e ao mesmo tempo
suas ordei s.
J. C- Cavalcanle.
Recife, 2 de Junbo Ce 1886.
O actor Lyra ao Dr. Corte Real
Meu caro doutor, eu e o senhor estamos sendo
victimas de insuccessas intrigas Dou lhe a minba
palavra ae bonracreio que nao exigir por ella,
alguem por mim dou-lhe a minba palavra de hon
ra, que nio ti ve a dita de assistir a representado
do seu Cabo Cezar. Ora, se eu nao o vi, como po -
deria affirmar que elle um plagio do 29? Eu
que ouvi dizer isso a muita gente, e ainda mais,
que se o doutor nao tivesse applsudido o curioso
Moraes, o espectculo acabara sem urna palma !
Tal foi o sucesso da representacao. Creia-me, dou-
tor : os fledignos que lhe disseram isso, quizeram
dizer lhe positivamente que o senhor era um pla-
giario, e para isso setviram-se de mim.
Isso o mesmo que um typo, que se diz nosso
amig intimo, vir dizer-nos : Fulano disse isto ou
aquillo de ti. Elle nao nos defend :u, mas vem co
vardemente dizer-aos c insulto que ouvio, e insul-
tar nos por sua vez. !
Em consciencia doutor, isto um reclame des-
necessario para a sua peca, que tem bastante me-
recimento patritico para despertar a consciencia
do brioso publio pernambucano, e deixe-me ven-
der o meu peixe, que simples mente o beneficio de
um modesto actor, pai de familia como V.S., c per-
nambucano tambem.
Recife, 2 de Junho de 1886.
Francisco Pereira de Lyra.
A' distincla classe caixeiral
Vai hoje scena no Santa Isabel o dra-
ma militar de grande apparato do Dr. Cor-
te Real, e que se denomina O Cabo Ce
$ar.
Vai em beneficio do Monte Fio dos Vo-
luntarios da Patria, e um #3** sobre-
carregada de filhos.
Para urna obra t5o acanto** po "e-se o
concurso da distincta classe caixeiral.
Appellaremos debalde ?
Temos f que nao.
Contando com os generosos sentimentos
da distincta classe caixeiral do Recife apro-
senta'Dos lhe desde j os nossos agr le ci-
mentes.
Os voluntarios.
Tlioalro Santa Isabel
pela
que
pro-
COIMERCIO
Bolsa commercial de Pernam-
buco
RECIFE, 2 DE JUNHO VE 186b
As tres horas da tarde
t'otacSes o fficiaet
Letras bypothccarias do banco de crdito real de
Pernambuco, a juros de 7 0/0, do vale'
de 1004 94JO0O e SWOJ cada uma.
Descont de letras de 7 0/0 ao anno.
Na hora da bolst.
Vendo am-se :
8 letras hvpothecarias. 94*000
21 ditas idem 94*500
ffereceram Vender Comprar
63 letras bypothecarias 95* 94*
O jresidente,
Pedro Jos Pinto.
Pelo secretario,
Augusto P. de Lemos,
No thcatro Santa Isabel vai hoje
segunda vez o drama O Cabo Cesar,
tilo applaudido foi no dia 23 do mez
ximo passado.
Drama militar, e cheio de episodios ar-
rebatadores, acba-se elle montado com
todo o rigor.
Nn batalha campal de Tuyuty o scenario,
e as scenas, que se passam, est aquehe
magistralmento scenogranhado, c estas sao
com promptidao e rapidez ex -cuta-las.
O drama merece ser apreciado pilo nos-
so publi :o, que outr'ora presenciou nesta
cidade as scenas, que alli se descrevem e
passam.
O mise-en scene dirigido por pessoa ha-
bilsima.
E' do presumir, o bem louvavel, que
o povo psrnarabuuano concorra ao Santa
Isabel, pois o producto do espectculo
destinado a beneficio do Monte Pi dos
Voluntarios, e do uma viuva sobrecarre-
gada de filhos.
A o y .>ua Isabel, pernarabucanos.
N. Machado.
Programma da esta do glorioso
S. CioBcalo de Amarantho que
se venera na capel la de Santo
Amaro das Salinas no doniin
So O do corrate.
Ao meio dia de sabbado, 5 do corrente,
uma salva real e diversas girndolas de
fogo do ar subiram aos ares, e a banda
marcial do 2. baUlhao de infantaria far
ouvir as mtlhores pecas do seu vasto re-
pertorio annunciandoao Sant'amarenses que
chegada a vespera da festividad do
milagroso S. Gonc^lo.
As 6 horas da tarde, ser alteada a ban-
deira do mesmo Santo, acompanhada por
senhor. s e meninas, ao som da banda de
msica do 2. batalho de infantaria
A o romper d'aurora do suspirado dia 6,
uma salva real e ainda diversas girando-
las de fogo do ar faro despertar aos ha-
bitantes do lugar annunciando-lhes quo
neste dia que se tem de render cultos ao
santo casamenteiro.
As 11 horas do dia entrar a festa, offi-
ciando o Rvm. Sr. vigario Augusto Fran
klin a orchestra est confiada ao talento do
maestro o Sr. Lidio de Oliveira ; que
far executar diversos e importantes so
los. Finalisando a festa, uma outra salva
real o algumas, girndolas, bem como sol
tar-se-ha um lindo balao. A mesraa ban-
da de msica se far ouvir antes e depois
da festa.
A' tarde haver no largo da capella,
quo se achara galhardamente adornado
com bandeiras, diversos divertimentos po-
pulares, e a banda de msica se esforzar
por executar li-idas pegas; subindo ao tr
um aerstato modelo.
A's 7 Ij2 horas da noite entrar a la*
dainba solemne oceupando a tribuna sa-
grada o cloquente pregador o Rvd- capel
lao tenente padre Leonardo Grego. Findo
este acto soltar se-ha um outro balo e di-
versas girndolas.
Dar fira a toda a festa um raagniti-o
fogo artificial feito a capricho pelo artista
Baptista; preenebendo os intervalos di-
versas pejas de msica executadas pela
banda do 2. *
A coramissSo, grata a todos quanto con
correram para a mesma festividade, roga
aos moradores do largo da capella e da
ra do Bom Costo o favor de illuminarem
as frentes de suas casas para maior bri-
lbantisrao.
A capella ser primorosamente decora-
da pelo insigne armador o Sr. Agostinho
Bczerra.
A corapainha de bonls expedir tarde
carros extraordinarios para conduzir os
devotos do mesmo Santo.
A's 10 horas do dia de hoje ser celebrada a
tnUsa cantada na capella de Nossa Senhora de
Belm ; tarde haver tambem rasoura percor
rendo o ptteo da referida capella, e noite ter
lugar uma ladainha. Terminados os actos, ser
queimado um pequeo fogo artificial, tudo em lou-
vor do Mez Marianno.
Palmares
H..NUWENT0S PBLICOS
M:x de Junho de 1886
ALFANDEGA
DESPACHOS DE IMPORTACAO
Patacho inglez Seretha, entrado de Terra
Nova no dia 1 do Junho e consignado a
J. Pater & C, raanitestou:
Bacalho 2,400 barricas e 366 mcias di-
tas ir de ni.
Vapor nacional Marinho Viscoade, en
trado da Babia o escala no dia 2 de Ju
nho e consignado a Domingos Alves Ma-
theus, rnanifestou :
Azeite de palma 5 barris a Fraga Ro-
cha & C.
Couros salgados seceos 100 ordem.
Cerveja 10 barris ordem.
Mamona 32 latas a Ferreira Rodrigues
Panno de algodao 12 fardos a Domin-
gos Alves Matheus, 12 a Ferreira & Ir-
roo, 7 a L. A. Sequeira.
Sola 369 meios a Ferreira Rodrigues
& C.
Ti.m*ancos 2 fardos aos meamos, 4 a Al-
raeida Machado & C.
0 abaixo assignado convida todos o seus
amigo polticos da comarca de Palmares a se
rc-inirem no dia 13 de junho prximo, na cidade,
na casa de sua residencia, para tractar-se da or-
gHuisaco da chapa de camaristas que devem
concorrer eleico municipal em julho do corren
te anno.
Palmares 28 de maio de 1886.
Aistriclinio ie Castro S Brrelo.
Roubo, a nulo armada
No dia 18 do corrente mez um almocre-
vo cenduzindo da cidade do Espirito San
to, ue Pao d'Alho, para o engenho Cotun
guba urna carga com dous bahs, entre os
engenhos Caucel la e Cotunguba, fui ata-
cado, e amarrado por dous ladrSes, que se
apoderando dos bahus, arrombaram-nos, e
roubaram os objectos seguintes : 3 pul-
sciras d'ouro, tendo uma inscripta a pala-
vra amisade- em per olas, outra repre-
sentando um triangulo, e tendo uma co-
bra, feita de perolas, e a terceira repre
sentando uma or de coral com palmas de
ouro.
1 relogio para senhora, com alfineto para
pregar o i elogio-
4 vestidos finos, sendo um de seda
asul marinho com enteites de velludo e
rendas ; outro de merino cor de granada
com enfeites de setim, da mesma c$r ; ou-
tro de merino cor de cumbo, cum bolinhas
i velludo granada ; e outro de merino
cor de perolas/ com rendas cor de crme.
4 vestidos de percale e cassa de cores
defferentes; saias bordadas, camisas in-
glesas para homem, seroulas, duas caigas
de casemira, sendo uma preta, e outra de
cor, duas sobrecasacas, sendo uma nova
com a marca ra do Hospicio Rio de Ja-
neiro 2 pares de botinas de pellica, para
senhora diversos pares desapatosde charlo
te, duas camisas marcadas com onome Dr.
Nereu Querr uma caiga e collete do
flanella azul com a marca Gomes e Sil
va, casacos brancos enfeitados de rendas,
perfumaras etc, um casaco de merino pre-
to com palmas de vidrilho, e enfeites de
setim, e uma bolcinha de couro da Russia
com triuta e quatro mil reis em dinheiro.
Pede-se as autoridades policiaes a ap-
prehenso dos referidos objectos, e dos la
dr3es, e d'aquelles em poder de quera fo-
rem encontrados taes objectos como cum-
plices de somelhante roubo, sendo indem
nisados de qualquer despezas, no referido
engenbo Cotunguba.
Da ni.i nc ira como se leve vi ver
>. 4*8
E' por corto uma cousa mui fcil para uma pes-
soa ombutir-se quasi mortalmente cora remedios
purgativos combustos de mineraas acres e veneno-
sos : porm igualmente se acha ao seu alcance o
poder restablecer a sade e torcas, laucando (nao
do nico catbartico capaz de restaurar as nter-
rompidas funecoes do apparelho digestivo, secre-
cao e expulso, a um estado perfeito de sade, sem
que durante a sin operaoao curativa debilite o
systema. as pilulas assucaradas do Bristol, en-
coiitrar-se-ha este grande resultado, o qu-il tem
sido, por tempo immeraoriave), debal le procurado
e desejado. Ellas sao de uira inestimavel uceitaco
par i os dyspepticoe, os que suftVem de priso de
ventre, os biliosos, os rheuinaticoe, os hydropieos,
os extenuados de torgas,n'uma palavra sao de
summa eficacia para todos os que soffrem moles-
tias procedentes do estomago, do figado ou dos in-
testinos, sendo'um meio prompto e seguro para o
alcance de um immeiato allivo.
Em todos os casos de molestias el.roicas, como
sejam rheumatismo, affcjcges do figado, hydrope-
sia e nevralgia, ou quando a enfermidadn apr-
sente um aspecto ulceroso, nesse caso a salsaparri-
Iha de Bristol, como um poderoeo meio de enrique-
cer e- purificar o sangue, pode ser tomada com
summa vantagem, conjunctaineme com a pilulas.
Ellas acham-so mettidas dentro de frasquiulios,
e por isso a sua conservacao duravel em todos os
climas.
Acha-se vend em todas as priucipaes bo icas
e lujas de drogas.
Agentes em Pernambuco, Ueury Forstci 4 C,
ra do Commcrcio n. 9.
N. 1. E' raaravilhosa a rapidez com que
os tsicos, os anmicos, osesjiofu osos, os de-
bis e os que padecem do p uto o da gar-
ganta restabelecem se depois de terem to-
mado a EmulsUo de Scott.
ED1TAES
17:938*224
30:206 <42&
4:239*868
5:66'JJ406
Rbkda oibal
De 1
dem Ek*da pkovihcul
De 1
dem de 2
Total
RSCEBKDOBIA Di
itariii de 2
COBLADO PB0V1KCULD;l 1
dem de 2
tiF DHAV1IA0--Ue 1
lOtm ue 2
48:144>653
------------ 9:900/274
58:044*925
1:407*710
824.372
2.232*082
1:432;013
14:970433
1G:402476
68*574
' 281.473
345/047
Barca portugueza Vasco da Gama, en
trada do Rio de Janeiro no dia 1 de Ju
nlio e consignada a Jos da Silva Loyo
& Filbo, rnanifestou :
Agua mineral 10 caixas n M. J. da Cos-
to Ribciro.
Barris vasios 600 ordem, 300 a Jos
Rodrigues Macieira, 500 a Antonio Maria
da Silva, 150 a Martins Viegas & C.
Cognac 10 caixas. a JoSo V. Alves Ma-
theus & C.
Estopim 12 barricas a Jos Joaquim da
Costa Maia.
Formecida 10 caixas a Baltar Irmaca
d C.
Farinha de mandioca 743 saceos a Bal-
tar & C, 500 ordem, 418 a Amorim Ir-
roSos & C.
Ferragens 18 volumes a Miranda di
Souza.
Kerozeue inexplosivel 50 caixas a Jos
Maria Carneiro da Cunha.
Pepelara 10 amarrados a Luis A. Sa-
lazar.
8abSo 100 caixas a Maia & Rodrigue?.
Tintas 26 caixas ao engenheiro da Es-
trada de Ferro de Pernambuco.
Velas 500 caixas a Maia & Resende.
Vinho 8 pipas e 151 barris ordem.
120 a Jo3o V Alves Matheus & C, 2
pipas e 20/5 a Araujo Castro & C.
Vinagre 10 pipas e 15 barris ordem,
80 a Joao V. Alve< Matheus & C.
OE'PACHOS DE EXPORTACO
Eas 31 de Maio de 1886
Para o exterior
No vapor americano Finance, carregaram :
Para New-York, H. Lundgrin & C. 1,400 cou-
rinho9 de cabra.
No brigue portuguez Armando, carrega
ra r :
Para o Porto, M. Lima & C. 205 couros salga
dos com 2,460 kilo*.
Para o Interior
No lugar norueguense Chance, carrega-
isrn :
Para o Rio Grande do Sul, J. S. Loyo Filho
910 barricas com 93,096 kilos d sssucar branco.
No hiate nacional Geriquity, carregaram :
Para Macahyba, Baltar Irmaos & C. 30 saceos
com milbo e 30 ditos era farinha de mandioea.
No hiate nacional B. Jess, carregaram :
Para Maco, E O. Beltro & Irmito 5 barricas
com 407 kilos de assucar branco.
- No hiate nacional S. Lourenco, carregaram :
Para Aracaty, E. C. Beltnlo & Irmao 4 barri-
cas com 321 kilos de assucar branco.
No hiate nacional F. Jardim, carregaram :
Para Aracaty, E. C. Beltro & Irmao 12 barri-
cas com 705 kilos de assucar branco.
Dia 1 de junbo
Para o exterior
No vapor inglez Hercules, carregaram :
Para Liverpool, J. Pater & C. 5,400 saceos com
405,000 kilos de assucar msacavado.
No vapor francez Gironde, carregaram :
Para o Rio da Prata, Maia & Rezende 300
barricas com 31,569 kilos de assucar branco.
No vapor amei cano Finance, carregaram :
Para New-York, H. Forster & C. 52 barricas
com 4,536 kilos de borracha ; Julio & Irmao 3
barricas com 234 kilos de borracha.
No brigue sueco Atle, carregsu :
Para HuU. C. P. de Lemos 300,000 kilos de
carocos de slgodio.
Para o Interior
O Dr. Thomaz G.ireez Paranhos Monte-
negro, commendador da Lnperial Ordem
da Rosa, juiz de direito especial do cora-
mcrcio d'esta cidade do R;cife, capital
da provincia do Pernambuco, por Sua
Magestade o Imperador quera Dcus
gnarde, etc.
Paz sab-r aos que o precente ediUl viraos ou
d'ellu noticia tiverem, que, por parte do Dr. JoSo
Cavalcante de Albuquerque foi a este juizo dirigi-
da a pericao do theor seguute :
Illm. Sr. Dr. juiz de direito do coramercio.Diz
o Dr. Joio C vendo por este juizo, escrivao Ernesto Silva, exe-
oucao de sentenca contra o coronel Joao de S
l'.avalcante de Albuquerque, e leudo este, fallecido,
tez o supplicante citar aos herdeiros deste, para
na pnmira audiencia deste juizo failarem aos ter-
mos de uns artigos de hnbilitacAo, com os quaes
pretende o sup plicaute provar que os supplicados
fo legtimos successores de todos os direitos c
obrigacao do dito coronel Jo.lo de S, afim de com
elles correr u mesma execucilo at ntcgr pag.i
ment desta (icando logo citados para todos Ou ter-
n-.us dos referidos artigos, sob pena da revelia.
E porque entre esses herdeiros existe o de norae
Joaquim de S Cavalcanle de Albuquerque, que
se retirou desta provincia para o sul do Imperio
onde reside, em lugar incerto c nao sabido, quer
por , e
que provado quanto baste, su digne V. S. manda
pasear cartas de editos com o prazo de 40 dias,
afim de ser este supplicado citado por todo o con-
todo desta. Peae a V. S. lhe detira. E. R. M.
Recife, 13 de Maio de 1886. -Jos Theodoro Gj-
mes, procurador. Ettava sellada com uma csUm-
pilha de 200 res, legalmcnte iautilisada. E mais
se nao continua ein dita petico, aqui fielmente co-
piada, na qnal lia-se o despacho do theor seguinte :
Sim, designando o escrivao, dia. Recife, 13 de
Maio de 1886.Montenego. E mais se nao conti
nha ein dito despacho aqui copiado, depois do que
iMa^HBBBMaiaaMB^BHBanam:
via-se que tendo o exequeote produiido suas tes-
terannbas que depozeram convenientemente acerca
do allegado, o respectivo escrivao fec sellar e pre-
parar os autos e m'os fez conclusos em 19 de Maio
de 1886, que n'ellea profer a sentenc seguinte :
Vistos. Hti por justificada a ausencia em lu-
gar incerte de Joaquim de S Cavalcante de Al-
buquerque, e mando que este seja intimado por
editaea nos termos da petico de tolhas. Recite,
20 de Maio de 1886. -Thomaz G. Paranhos Monte-
negro. E mais se nao continha em dita sentenca
aqui bem e fielmente copiada. Em virtude da
mesma, o respectivo escrivao fez passar o presente
edital pelo qiftl e seu theor cito e hei por citado
Joaquim de S Cavalcante de Albuquerque, para
na primeira audiencia deste juizo fallar aos termos
de uns artigos de habilitacSo por todo contedo
aqui transcripto.
E para que chegue ao conhecimento de todos
mandet passar o presente edital que ser publica-
do pela imprensa e afiliado uos lugares do costume.
Dado e passado nesta cidade do Recif, capital
da provincia de Pernambuco, aos 20 de aio de
1884.
Subscrevo e assigno.Ernesto Silva.
Thomaz Garcez Carinhos Montenegro.
O Dr. Antonio Henrique de Almeida, juiz de direi-
to da comarca de Jaboato, por Sua Magestade
o Imperador, a quera Deus guarde, etc.
Paco saber aos que o presente edital virem que
no dia *> do mez de Junho do corrente anno, s 10
horas da manh, tem de ser arrematada era praca
publica na sala das audiencias, por quem maior
lanco offerecer, renda trimensal do engenho Ca-
masBary d> sta comarca, mcate e corrente com
agua, e com todas as suas obras e bemfeitorias,
serviiid* de base arremataco a quantia de ....
3:000000 por safra, dando o arrematante fianca
idouea, que garanta nao s o preco do arrenda-
mento, como a conservacao das obras e bemfeito-
rias.
Mando, portante, ao ollicial porteiro do juizo, que
affixe o presente edital no lug r do costume e pela
imprensa, e que pasee a respectiva certidao.
Dado c passado nesta cidade de Jabjatao aos 11
dias do mez de Maio de 1886.
Eu. Joo Evangelista de Souza, escrivao inte-
rino, o escrevi.
Antonio Henrique de Almeida.
O Dr. Joaquim da Costa Ribeiro, juiz de
direito do civel desta cidade do Recife da
provincia de Pernambuco, por Sua Ma-
gestade o Imperador, a quem Deus
guarde, etc.
Fao,o saber ai s que o presenta edital vitem ou
d'ello noticia tiverem, que findo os dias de pre-
gues e as pr-cas da tei.e na audiencia deste juizo
do dia 5 do Junho no corrente auno, ir a prac.a
por venda a quem mais der o bem constante da
avaliaeau do theor seguinte:
Una asa terrea de pedra e cal ":om a frente
para a estrada o Bongy, no lugar Remedios, da
freguezia de Afogados, cora 1 p-.rta e 2 anellae
de frente, 2 jauellas ein cada oitSo, mediado de
largura 5 metros e 50 centmetro?, e 12 metros e
25 centmetros de cmnprira-uto, contendo 2 salas,
i qu irlos, eosinli.-i fura, pequeo sitio era abertu
cora algiius arvoredos fructferos c cacimba, aobau-
do-se dita casa ein rao estado, avallada em
00*000.
Cirio bem avallado s>r vendido em praca pu-
blica iepois da audiencia deste juizo do dia aeiuia
dito, e. a quem mais der e maior lance offerecer, o
qual foi prnlwrado para pagamento do principal
jur eartorio do eserivio, que este subscreve, move
Francisco de Assis de Fuiscea Basto, coutra Cae
tao Baptista de Mello e sua inulhcr D. Caetana
Alexandrina de Albuquerque Mello.
E pra que chegue a noticia a todos, se passou
o presente edital que ser afiixido no lugar do
costume c publicado pela imprensa.
Dado c passado necta cidade do Recife, aos 16
dian do mez de Abril d-f 1886.
@Eu, Felicissimo de Ascvedo Mello, o fiz C6cre-
ver e subscrevi.
Joaquim da Costa Ribeiro.
DECLARARES
Coiisclho de compras
da repartidlo de Ma-
rinha
No vapor americano Finance, carregou :
Para o Para, S. G. Brito 500 s tecos com milho
e 440 barricas com 30,400 kilos de assucar branco.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados na dia 2
Bahia por escala8 dias, vapor nacional
Marinho Visconde, de 400 toneladas,
commandante Jos Joaquim Coelho,
equipagera 21, carga varios gneros ; a
Domingos Alves Matheus.
Maco 16 diis, hyate nacional Aurora II,
de 40 toneladas, u.estre Manoel Duarte
da Silva, equipagera 5, carga sal; a
Garlos Antonio de Araujo.
Porto por Figueira- 4-1 dias, patacho por-
tuguez Dous Irmlos, de 207 toneladas,
capitSo Antonio Jos Correia, equipa-
gem 8, carga varios gneros ; a Jos da
Silva Guimariles & C.
Cabo de Boa-Esperanja-22 dias, barca
sueca Ourli, de 721 toneladas, capitao
I. E. Tgiengberg, equipagem 12, em
lastro ; a H. Lundgrin & U.
Hamburgo72 dias, Lrigue italiano An-
drea Padre, de 296 toneladas, capitSo-
B Ottoni. carga varios gneros; or
dem.
Obserwacao
No houve sahidas.
VAPORES ESPERADOS
No vapor nacional Mandos, carregou :
Para Bahia, S. G. Brito 75 saceos com feijSo.
No lugar norueguense Chance, carregaram :
Para Porto-Ajegre, P. Carneiro 6t C. 100 aac-
cas com 6,660 kilos 'e algodao.
Jacuhype do sul hoje
Finance do sul amanhi
Mandos do norte aman ha
Gironde da Europa amanha
Orator de Liverpool a 4
Marinho Visconde da Bahia a 4
Aconcagua da Europa a 6
Ville de Ceard do sul a 6
Bahia do sul a 7
Ville de Santos da Europa a 7
Colorado de New-Port News a 7
Elbe da Europa a 9
Espirito Santo do norte a 13
Tomar do sul a 14
Ford do sul a 17
Hamburg de Hamburgo a 20
Ipojuca do norte a 20 .
Galicia do sul a 21
Ceard do norte a 23
Neva da Europa a 24
Congo do sul a 25
Tagus do sul a 29
Objeetos le e&pciliente e o ser
vico de in va-seui. engommado c
concert da rouua da enfer-
marla de marinfaa
De ordem do Exm. Sr. chele de divisao Jos
Manoel Picauc-> da Costa, inspector deste arsenal
e capito do porto desta provincia, faco publico
que no aia 9 do corren e mez, s 11 horas da ma-
nhi, contrata-se era conselho, em cartas fechadas,
por tempo de 6 .mezes a contar do 1 de Julho ao
ultimo de Dezerabro vindouro, o fomecimento ci-
ma declarado.
Os Srs. pretendentes devora apresentar suas
propos'tas acouipauliadas das amostras dos arti-
gos, para cujo fomecimento se propOem, e em caso
contrario nao se tomar conhecimento das propos-
taa.
Objectos de expediente para o arsenal e dep-n-
deucias:
C'inpnsso, um.
Caetas, um*.
Caivete t'no, um.
Colchetes, ura* eaixa.
Cartas alphabct:cas, um*.
Citthecisino da doutrina ebrista, um.
Dito brazilciro, idem.
Collccc,o de compendios, exemplar, um.
Compendios de economa da vi la humana, um.
Crayons, idem.
Cordo, > lo.
Envelopea diversos, couforme as amostras, cento.
Ditos com inscripcao para officios, iiera.
Eserivuiiinh* de metal, uma.
Faca para cortar papel, idem. .
Gomma arrabica liquida, vidro.
Gutta percha, um.
Lapis de cores, idem.
Ditos pretos, dem.
Lhrosem brauco de 25, 50, 100, 105 e 20) fa-
llas, um.
Lirapador de panno, um.
Livros grandes para registro de officios, um.
L lusas, turna nho SJ, uma.
Lacres de efires, pao.
Obreias de masss, caixa.
Ditas de colla, idem.
Papel Branco liso, conforme a amostra, caderno.
Dito dito pautado, conforme a amostra, idem.
Dito Hollanda pautado, idem.
Dito dito liso, idem.
Dito marca pequea, caixa.
Dito com inscripcao para officios, resma.
Dito raata-borrao, tolba.
Dito ministril, caixa.
Dito proprio para map as, uma ful ha.
Dito pardo proprio para capa, idem.
Pcnnas de ajo, conforme a amostra, caixa.
Pasta, uma.
Pesos do vidro, um.
li -guas, uma.
liaspadeira com cabo de osso, idem.
Sylabario portuguez um.
Traslados calygraphicos, idem.
Tinta para eserever, litro.
Tinteiros de vidro, metal ou louca, um.
Tinta carmim para escripta, vidro, um.
Tita-linhas, idem.
Tbesourae, uma.
Vaso com esponja, um.
Pardamente e raleado para a oompanhia de
aprendizes marinheiros, a saber :
Bonet do uniforme, um
Capa de brim, uma.
Lenco de seda, um.
Calca de panno, uma.
Dita de brim, idem.
Dita de algodao mesclado, dem.
Dita de flanella, idem.
Camisa de panno, idem.
Dita de Amella, idt m.
Dita de brim, ama.
Dita de algodao msela, idem.
Sapauupar, um.
_ Condrcoes
Ia Todos os artigos serao de primeia quali-
dade.
2a Sero entregues pelos senhores fornecedores
as porcoes que lhe forera pedido pelo almoxari-
fado e pelos navios do guerra, no praso de 3 dias,
contados da data em que os pedidos farem despa-
chados pelo Exm. Sr. inspector.
reprovacilo do perito que for designado pira exa-
minal-os.
4 Os fornecedores pagante as multare 10/
do valor dos gneros no caso de demoi flas en-
tregas e de 20 %> *o de falta de entf^, oa rejei-
co por m qualidade indemnisando neste caso a
faienda nacional da differenca que se der entre
oa precos justados e os porque forem comprados os
gneros nao fornecidos ou rejeitados.
5* O pagamento da importancia dos forneci-
m en tos ser feito pela Tbesounria de Fazenda a
vista dos documentos que obtivercm os fornece-
dores depois de satisfeito o sello proporcional.
6 Conforme o aviso circular do Ministerio da
Marinha n. 172, ie 28 de Janeiro do corrente an-
no o fornecedor ficar sujeito a mais sessenta dias
de supprimento, alm do praso estipulado no con-
tracto, sem que esta circunstancia lhe d direito a
prorogacilo do ajuste.
7" Os objectos fornecidos s eerSo pagos no mez
seguinte.
Obocrvacoes
1' Nenhuma proposta ser recebida sem ojie o
proponente nella declare, por extenso, sem Claro
ulgum, emenda, entrelinh ou rasuro, o preco de
cada genero. i
2* Nao ser aceita proposta sem que o n> o-
ciante declare que se sujeita ao pagamen'o da
multa de 5 / do vlr provavel do fomecimento
durante o praso para qu* este annunciado, se
nao comparecer nesta secretaria para assigi.ar o
contracto, no praso de 3 dias, contados d'aquellc
em que for notificado pela imprensa, como deter-
mina o aviso de 28 de Dezembro de 1874.
3 Conforme o recommeudado em aviso de 11 de
Maio de 1880, nc sero admittidas as propostas
dos negociantes ou firmas sociaes, que nao apre-
sentarem os documentos seguintes :
Certidoda matricula da Junta Commercial, bi
Ihete de paganento do imposto de iulustria no
ultimo semestre.
Certido do contracta social extrahido do regis-
tro da Junta Commercial.
4" Nenhuma proposta ser recebida depois do
dia ehora designados neste annuncio.
5" Os proponentes apresentaro os documentos
exigilos pelo aviso de 11 de Maio acuna referido,
tres dias antes do praso marcado para o receba-
ra, uto das propo=tas, para a necessaria avori -
guaci.
6* Os fornecedores fichrao sujeitos a mais 30
dias de supprimento, alm do praso estipulado no
contracto, sem que esta circunstancia Ibes d di-
reito a prorogac.o do ajuste conforme a clausula
estab-l-cida pelo aviso do Ministerio da Marinha
de 13 de Junho de 1877.
Secretaria da Inspecco do Arsenal ds Marinha
de Pernambue >, 1 de Junho de 1886.
O secretario,
Antonio da Silva Azevcdo.
A escola de aprendizes marinheiros nesta
provincia :ecebs uo da 19 do corrente, pelas 10
horas da inanlia, propnstas para o iorneoiinento
de fari'aaieuto a raesina escola durante o semes-
tre de Julho Dezembro do corrente anno, deven-
do as pessoas que pretenderem contratar suppri-
inentu se airigirem ao quartel da escela para ah
examina-era ot diversos padrOos e terem tolos os
esclarcciincutos que necessitarcm. As pecas da
fardainento sao :
V. lea de pauni.
Dita de Igodo msela.
D>U de briui ^rauco.
Camisa do panno.
Dita de algido msela.
Dita de brim branco.
Capa de brim braueo para bonet.
Ikmet de panno.
Len^o de seda.
Mapatns.
Maca de lona com todos os seus pertences.
Sacco de lona den*.
Cobertor de la.
As propostas alm de serem acompanhadas das
ainantras da materia prim* conteri igualmente
a declara(o de se sujeitarem os proponentes a
todas as disposicoes que regem os forneciim-ntos
no Ministerio da Marinha.
As propjstas juntars os proponentes os respec-
tivos conhecimtntos do imposto de industria e
pru<6so>s, afim de provarem a idoneidade do con-
currente.
Escola de ap-endizes marinheiros de Pernam-
buco, 2 de Junho de 1883.
Ernesto Jos de Souza L?al,
Official de fazenda.
Arsenal de Guerra
jauua pciu uiui. o. luopwwi. ------- --
3* Os gneros ficarSo sujeitos a approvacao ou de 200^000.
O conselho econmico das companhias de apren-
dizes artfices e operarios militares, precisa con-
tratar para u 2- semestre do corrente anno, os
artigos seguintes :
Assucar brano refinado de 1* sortfe
Dito mascavinbo refinado
ANtria
Arroz
Azeite doce
Bolachinhai de araruta
Bolachas
Bacalho
Cha hysson
Caf em grao
Carne de xarque
Carne verde
Doce de goiaba
Farinha de mandioca
Feijao mulatmlio
Fructas, laraojas ou bananas
Frango
Gailinha
Lecha secca e de boa qualidads
Mantciga ingleza
Dita francez a
Marmellada
Macarro
Queijo flamengo
Sal
Tucinho
Viuhj do P.rto
Vinagre de Lisbia
Verduras
*?aes de 150 grammas
Ditos de 12& ditas
Graxa para zapatos
Escovas para dar lustro
Sabio
Ferro inglez em barras de diversas di-
meneoe8.
Limas muca8 iuglezas rn as canas, uma
Vellas de apermacete, pacote de
Cortes de cabellos.
Sapatos de bezerr paia o 2 semestre do cor
rente anno.pares
Bacas de rosto de ferro agatb, com o da-
metro de 13 pollegadas
Ch'oellos de couro branco para a enfermara
(pares)
Meias de algodao (pares)
Lencos de chita, pequeos
fanella de ferro estanhado de 5 galloes
Cacarola de ferro esmaltada de poicellana,
de n. 7
Fregideira de dito idem de 10 pollegaoas
Espumadeira de ferro estanhado
Cincha de dilo dito para tirar caldo
Peotes de alisar cabellos
Panno azul, entro fino, para blusas, metros
Casemira encamada e enfestada, metros
Botoes de metal amarello, grandes
Ditos dito pequeos
Ditos de osso prcto
Brim pardo trancado, metros
Algodaosinbo, metros
I-avagem e engommado de blusas de brim ou
fardetas, calcas de brim branco, ditas de dito par-
do, lavagem e concert de camisas brancas de al-
godaosinbo, camisolas de brim pardo, ditas de dito
branco, para enfermara, calcas de brim pardo,
ceroulas, cobertas de chita, cobertores de l. fro-
nbaa. lences, lencos, luvas (pares), meias (pares),
toalhas de mesa, ditas de rosto, ditas de mi
barretes.
S poder concorrer aos fornecimentos annun-
ciados pelo conselho quem babilitar-se previa-
mente, eihibindo am requerimento dirigido ao
mesmo conselho, documento que prove haver pago
como negociante estabelecido, o imposto de casa
commercial relativo ao ultimo semestre vencido.
Os preponentes devero apresentar suas propos-
tas nesta secretaria at as 11 horas da manh do
dia 4 de tunbo, seudo taes propostas em duplca-
te, em cartas fechas, com declaracio expressa de
sugeitar-se s seguintes coodicoes :
* 1* No caso de nao assignarem o contrato pa-
rjarao a multa de 10 0/0.
2* Seado recusado pela commissao os gneros
contratados, mandar-ae-ha comprar pelo preco do
mercado, ficando o contratante obrigado a indem-
nisar, isto at tres vezes, depois do que ficar res-
cindido o contrato, pagando o contratante a multa
V
kilog.
id. ui
idem
idem
litro
kilog.
idem
idem
idem
idem
idem
dem
idem
litro
idem
uma
um
uma
acha
kilog.
idem
idem
idem
um
litro
kilog.
garrafa
litro
kilog.
idem
lata
uma
kilog.
kijlo
libra
150
22
10
50
50
1
1
1
I
1
59
70
2,50
252
252
116
190
118



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T
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i
Diario de Pcrnambuco(fcuinta--fcira 3 de Junho de 1886

Todos os gneros deverSo ser deprimeira qua-
Soade.
Secretaria do arsenal de gnerra de Pernambut o
m 24 de Maio de 1886.O secretario,
Jos Francisco Ribeiro Machado.
Estrada de ferro do Re
cife ao Limoeiro
Aviso
Em virtude do art. 75 do regulamento desta
estrada, s 10 hora* do dia f o corrente mea, a
na estaclo do Brum, se veodero os eguntcs
bicctos : 4 barricas vasias, 3 voluntes de saceos
?asios, l voturoe de pedacos de encerados, 1 quin
U> de pipa (varo), 30 feixes de varas para cerca,
1 eaixo com varias ferramentas para carapina.
3 barris com banha de porco e 1 saceo com cat-
los de algodo, topos estes objectoa sem marca.
Recife, 2 dejunhodel886.
O superintendente,
*______ Jason Regley.
Club de regatas per-
nambucano
De ordem do Exm. t'r. Dr. presidente, convido
se senhores socios a se reunirem em asseinbla
geral domingo, 6 do corrente, s 11 honu do dia,
na serta deste club, afim de dar-se posse ao novo
consethj administrativo.
Oatroiim, previno os senhores socios que esti
Terem quites com o cofre social, que podem pro-
curar nesta secretaria, a eooiecar de amanb, das
"i is 9 horas da noite, eeus ingresaos para o sarao
aasante, que ter lugar na noite de 12 do cr-
rate.
Secretaria do Club do Regatas Pernambucano,
m 1 de Junho de 1886.O 1 secretario,
Osear C. Monteiro.
S. R. J.
Soire bimensal em 6 de junho prozimo futuro
Previno a todos o> senhores soc;os e convidadas
que esta soire principiar as 7 horas da noite. Os
ing-essos encontram-se at a vespera da soire
em poder do senhor thesoureiro, e os convites no
Oo Sr. presidente. Recommenda-se toda a sira-
licdade as toilettes e scientifica-se que nao sao
aaaiesiveis aggregados.
Recife, 10 de Maio da 1886
Lniz Ruedes de Amorim,
2- tecretario.
Gilro fiepMi Periinco
De ordem do presidente da commiaso ejecuti-
va, faco saber aos republicanos desta cidade que,
segando preceita o art. 7 da lei orgnica, appro-
vada na segunda reanio, je tevo lugar em Abril
do corrente anno, sinente peder apresentar-se
cendidato ns prxima eleicio municipal quem fbr
designado pelo centro, incorrendo as penas do
mesmo artigo qnem procurar infringir aquella dis-
posico.
Recife, 31 de Maio de 1886.
O secretario,
li. Coelho dos Res
ConttsKlca Bratilelra do !Va*e-
gaeao a Vapor
POMOS DO NORTE
0 vapor Bahia
Commandante 1- tenente Aurdiano
C. E.
Nos termos dos arts. 5 e 6 dos estatutos, sao
convidados os senhores accionistas realisarem
at o dia 30 de junho prximo, na sede do bao,
roa do Ctm nercio n. 34, a segunda entrada de
ec por cento do valor nominal de cada accao.
Recife, *8 de Maio de 18S6.
Os administradores,
Manoel Joo de Amorim.
Jos da Silva Loyo Fillio.
Luiz Duprat.
Club Commercial Eaterpe
Sarao em 12 do corrente
Ter lugar nesta noite o sarao que este club
proporciona acs seus a- sociados. Us senhores so
cios que estiverem quites at 31 de Maio findo,
peder-) procurar seus ingressos em mo do Sr.
thesoureiro.
Secretaria da Club Commercial Euterpe, 1 de
Junho de 1886.O 1- secretario,
Francisco Lima.
Izaac
E' esperado dos portos do sol
at o dia 7 de Junbo, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portos
do norte at Manos.
Para carga, paasagens, encommendns valores
racta-se na agencia
11 Ra do Comraercio 11
PORTOSDO SUL
0 vapor Manos
Commandante 1- tenente Quilherme Wad-
dington
E' esperado dos portos do
nortate odia 3 de Jan ho,
e depois da demera in
dispensavel, seguir para
os portos do sul.
Recebe tambem carga pa-
ra Santos, Pelotas eRio Grande de Sul, frete m-
dico.
Para carga, passgens, encommendas e valores,
trata-so na agencia
N. 11 RA DO COMMEROIO N. 11.
COMPANHIA PERXAMBUCAXA
DB
IVaTegaco costelra por vapor
Fernando de Noronha
0 vapor Giqui
Commandante Lobo
Segu no dia 10 de
Junbo, pelas 12 ho-
ras da manh.
Recebe carga at o
Idia 9, e paasagens at
's 10 horas da manh
do dia 10.
ESCRTPTORIO
raes da Companhia Pernaa-bn
cana n. 1*
f^*?,1fe
Agente Silveira
2o leilo
THEATRO
f.j
Companhia
DO
O abiixo aesignado, por ter se desenea* inhade
do seu poder os ttulos de 0 acces da compadhia
tto Beberibe, de ns. 5,701 5,750, do antigo pa-
rio de 50G0Q, e ter de requerer referida com-
panhia a substituidlo dos mencionados ttulos p jr
ootros de novo padro, faz a presente declara cao,
da qae fi-ara sem valor os mesmoa ttulos, e para
M devidos effeitos legaes, publica esta neclareco.
Recife, 31 de Maio de 1886
P. P. de Joapnin Pereira Rosas,
Luiz A. Siqueira.
Quinta-feira, 3 de Junho
Grande Testa Iheatral
Representar-se-ha pela segunda e ultima vez, o
apparatoso drama em 1 prologo e 5 quadrot, ori-
ginal d i distincto dramaturgo o capito Dr Cor-
te-Real :
0
Iwlal
Mecnicos e Liberaes (i Per-
; De ordem do irmo director convido a todos os
traaos a reunir^m-se em asseinbla gerl em nos-
sn sede, sexta feira 4 do corrente, s 6 horas da
tarde, visto nao se ter reunido numero legal no
dia determinado, devendo ter lugar cem o que
comparecer, cerno de lei.
Secretarla da Imperial Socicdade dos Artistas
Mechanicos e Liberaes de Pcrnambuco, 1 junho
de 1886.
Jo Castor,
jo secretario.
santa Casa da Misericordia do
Recife
Arrenda se par rouito barato preco, o armazem,
1- e2- andares do predio n 24 ra do Vi*condc
de ltapanca, outr'ora do Apollo, com excellentes
geeommodacoes para famili, tendo o 2- andar un;
ooi terraco e soto ; arronda-se separadameute.
O armazem prestase pira depjsito de aasucar,
bankiueiro on outr* qualquer negocio que de-
mande grandes accommodacoes ; diyide-sc o mes
no : rmazem, tornando-se anda assim dous bons
amaazeDS, cam frentes para o caes do Apollo e
roa do mesmo nome.
Os pretendeutes podero examinar dito predio,
qu se acha em reparo, tratando sobre o 8ea ar-
rendamento na secrotaria desta san a casa.
Secretaria da Santa Casa Je Misericordia do
Secife, 29 de Maio de 188G.
O escrivo,
Pedro Rodrigues de Sonsa.
A peca est montada com as uxigencias que re-
quer, tornando-se notavel o prologo que demanda
de um pessoal de mais de 100 figuras.
O acampamento em Tuyuty, que representa o
scenario, est de Record com a accao de lugar ;
collinas unde est montada a cclvbre artilharia
Afalet, barracas de ofliciaes e soldados era campo
Kberto. A seu tempo entrsm soldados conduziodo
um armao que est repcelo de eartuxame. o qual
explosir em consequencia da passagem de un. fu-
gete eongrve.
O ultimo quadro, onde est estendido em forma
o 9o batalhao, afim de ter lugar o fusilamento do
Cabo Cezar, realmente deslumbrante, quando
rompe o fundo apresentando urna seberba apo-
theoseO anjo das batalhas.
Figuram como personagens principaes, o bene-
mrito general Osorio, gensr^l Campello, officiaes
de voluntarios e o Cabo Cezar.
Em um dos intervallos o Sr. Moraea recitar a
esplendida e monumental poesa do talentoso dra-
maturgo a poeta pernambucano Dr.Affonso Olin-
dease, expressamente escipta para commemorar
os nossos brilhantes feitos de armas em todos os
tempos, e intitulada :
0 Voluntario da Patria
Trens para Olinda, Apipucos e bsnds pira to-
das as linhas.
Aviso
O e3pect*culo principiar impreterivel-
roente s sete (7) horas.
THEATRO
i owi vmiii: des nissu.i:
res n \iti i tu:**
LINIA MENSAL
0 paquete Oironde
Commandante Minier
Espera-se da Eu-
ropa no dia 3 de
Junho, seguin-
do depois da de-
mora do costume
para Buenos-Ay-
res, tocando na
Bahia, Rio de Janeiro e Honte-
evidCo
Lembra-se sos senhores passageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne-se ao ssenhores recebedores de merca
dorias que s se attender as rechtmaces por fal
tas nos volumes que forem reconhecidas na occa
sio da descarga.
Para carga, paasagens, encommendas e dinheiri
a frete: tracta-se com o agente
luguste Labille
9 RA DO COMMERCIO-9
Pacific Siea.'ii Navigalion Companv
STRAITS OF MAQELLAN LINE
Paquete Galicia
Espera-se dos portos
do sul at o dia 21 de
Junho, seguindo pa-
ra a Europa depois da
demora do costume.
Este paquete e os que dora
em diante segnirem tocaro em
Plymouth, o que facilitar che
garem os passageiros com mais
brevidade a Londres.
Haver tambem abatimento no preco das paa-
sagens.
Para carga, paasagens, e encommendas, tracta-
se com os
AGENTES
Wilson Sons A CV, Limited
t. 14- RA DO COMMEROIO N. 14
Paquete Aconcagua
Companhia Bahlana de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
O VAPOR
Marinho Visconde
Commandante J. J. Coelho
Segu impreterivel
mente p ara os portos
cima no dia 6 do cor-
rente, ao meio dia.
Recebe carga unica-
_ mente at s 2 horas
da tarde do dia 5.
Para carga, paasagens, encommendas e dinheiro
a frete tracta-se na agencia
7Ra do Vigario 7
Domingos Alves Nalbeus
Sabhado 5 do corrate
AO MEIO DIA
O agente Silveira, por mandado e com assisten-
cia do Exm. Sr. Dr. jais do orphos e ausentes,
levar a leilo o espolio inventariado de Francis-
co Antonio Alves Mascarenhas, requerimento do
inventariante, o qual o seguinte :
Um sitio com um sobrado de um andar, no lu-
gar denominado Caboc, com 10 metros de frente
e 6 de fundo, duas salas de frente, 2 quartos, 4 ja-
nellas de cada lado; no andar terreo 2 quartos de
lado e nma sala no centro, tendo o sitio diversas
arvore fructferas e 4 quartos no fundo.
Os Srs. pretendentes pedem examinal-o.
Leilo
LEILOES
Sexta-seira 4, deve ter lugar o leilo de movis,
louca e vidros na casa da ra do Visconde de
Goyanna n. 64.
Subbado5, o de difterentes fazendas ingle-
sas e nacionaes, miudezas, vinhos, ferragens, 1
carteira, 1 cofre, pedrae para mesas e outros mo-
vis, objeeios existentes no 1 andar do sobrado
da ra do Hom Jess n. 43.
Segunda feira 7, o dos movis novos, bancot,
ferramentas, moldes e mais pertencas da officina
da ra da Imperatriz do Sr. Moreaux.
Terca-feira, 9, o dos movis e mais objectos
da casa da ra da Unio n. 7, em que morou o
Sr. Dr. inspector da alfandega.
De lindos movis hovob, acabados e por
acabar, da officina de marcineiro, enta-
lhador e torneiro da ra da Imperatriz
n. 24.
CONSTANDO DE:
Lindas mobilias de Jacaranda, toilet e lavato-
rios.
Gaarda-lonca, apparadores, secretarias, cartei-
ras, ettagers, espitis, commodas com armarios,
jarros e jarros de madeir, cpulas, caixinhas, cos-
tureiras porta-mnsieas, sanef&s, barmetros, berco
de Jacaranda, poltronas, pedras marmore para con-
solos e mesas 6 outros moves.
Um fiteiro, armaco, bancos, ferramentas, pren-
sas e mais pertences de marcinaria,
Seganda feira 9 de Junho
A's 11 horas em ponto
A. F. Moreau, tendo resolvido acabar coma
sua officina, da ruada Imperatriz n. 24, em con-
sequencia de seu eptado de saude faz leilo, por
intervenco do agente Pinto dos movis de apa-
rado gosto, novos e alguna anda por acabar, exis-
tentes na referida officina.
Em continuaco vender tambem a madeira,
bancos, ferramentas e mais pertences da officina.
Leilo
Leilo
Baha, Rio de
video e
Companhia Dramtica
XISTO BAHA
De ordem do Sr. presiifnte se fat sciente aos
senhores associados. que nao podendo ter lugar
bontem a sesso de assembla geral, conforme fj
*nnnnciado, visto nao te em comparecido senao
14 socios, foi novamente convocada para o dia 10
4o corrente, s 10 horas da mauh, para o que
convida-se aos mesmos s-nhores a se apresenta-
rem na respectiva sede ; outrosim,! que ficar
constituida a assembla geral de&sa vez com o
umero que comparecer ; tude de accard > com o
art. 7 dos estatutos da casa.
Recite, 1- de junho de 1886.
Sebastio M. do Reg Barros,
1 secretario.
i>----------------------------------------------- ^
Contraria
LE
N. S. la Soledade da
Boa-Vista
De rdc-i da mesa regedora, convido a todos
M-mos confrades comparecerem em nosso
onsistorio domingo 6 de junho do corrente, pelas
11 horas da manh, afi de proceder-se a eleico
a funecionarios que tin de reger a confraria no
corrente anno ie 1885 188S, visto nao ter vi-
gorado a que se procedeu em G de dezembro pr-
ximo passado.
Secretaria da Soledade, 29 de Maio d; 18SS.
Cardoso Uuimaret,
Secretario interino.
GRANDE FESTA i
1XTRAMMPERIVEL
Recita em beneficio do condecido actor
LYRA
O maior sucesso thiatral!
Pela iiitimn ve
A esplendida mgica em 1 prolgo, 3 astos e 6
quadros
A FILHA DO AR
O
L TEIUCE2A_ AZULINA
Toma parte toda a Companhia.
Tudo novo e deslumbrante.
O espectculo intransferivel.
Pequeo resto de galeras no theatro.
MARTIMOS
Cmprexnrla do abasleclmento el
agua e gass clilade de Olinda
DEVEDORES EM ATBAZO
Tendo a directora, em sessao do J do
corrente, reaolvido receber por intermedio
de um sollicitador todas as contas de con-
semmidores d'agua e gaz em atrazo, a
eontar do ann> de 1876, resolv n'esta
Tata encarregar de tal cobranca o Sr.
Diogo Baptista Fernandea. a quera espero
attenderao desde loga os meamos devedo-
ttm, cortos da justica e equidade de sirni
ibante resoluto.
Escriplorio do gerente 28 de Abril de
1386.
Antonio Pereira SimZes.
tOHPtMIIt PEflMlHHt t\t
DE
Savegaco Costelra por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty, Cear,
O vapor Pirapama
Segu no dia 5 de
Junho, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 4.
Encommendas paasagens e dinheiros a frete at
s 3 horas da tai de do dia da sabida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pemamwjiin
n. 12
COMPANHIA PKB1AMICA<
DE
%"a vega cao Coste ira por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penede e Aracaj
0 vapor Mandahu
Y~~-3^ Segu no dia 8 di'
Junbo, s5 horas da
tarde.
Recebe carga at o
dia 7.
Encommendas, passagw .-s nheiro a frete at
s3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Cae da Companhia Ptrr/imbucana
n. 12
E' esperado da Euro-
pa Hit o da G de Ju-
nho, e seguir depois
da demora do costume
'para a
tfaneiro, nonte-
Valparaizo
Para carga, paasagens e encommendas e dinhei-
ro a frete tracta-se com os
AGENTES
CHARGEIRS HUMS
Companhia Franceza de \ a vega
ci a Vapor
Linlia quinzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pcrnambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos
stemer Ville de Cear
Espera-se dos Dortos do
sul at o dia 6 do corrente
seguindo depois da ndis-
pensavel demora para o Ha
re.
As pastagens podero ser tomadas de smtemSo.
Recebe carga encommendas e passageiros para
os quaes tem excellentes accommodacoes.
Stoar filie I Saltos
E' esperado da Europa at
o dia 7 de Junho, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ba
bla. Rio de Janeiro
e Dantos.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p 'los
vapores desta lnha,quciram apresentar dentro de 6
d ias a contar do da descarga das alvareng. jai -
quer reclamaco concernente a volumes, quo po-
veatura tenham seguido para os portos do sul,afim
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sarias.
Expirado o referido praso a companhia n&o se
responsabilisa por extravos.
Recebe carga, encommendas e passageiros para
es quaes tem excellentes acuomodacoes.
Augusto F. de Oiiveira & (
42 -RIJA DO COMMEROIO -4*
de movis, lauja. crystaes, quadros, tape-
tes e candieiros a gaz kerosene
A SABER
Um piano forte e quasi novo de Plsvel, 1 mobi-
lia de Jacaranda com 1 sof, 1 jardineira, 2 coi-
solos, 2 cadeiras de bracos e 12 de guarnico,e
cadeiras de bataneo, 2 quadros a oleo, 4 casticae
com mangas, 4 jarros, 1 candelabro, candieiros da
suspeneo, tapetes e escarrsdeiras.
Urna cama franceza, 2 marquezoes, 2 commo-
das, 1 lavatorio, 1 toilette, 6 cadeiras e 1 cadeira
espreguicadeira.
Urna mesa elstica. 1 guarda-louca, 2 aparado-
res, 12 cadeiras, 1 relogio, .1 quartinheira, 1 guar-
da-comida, louca para cha e ara jantar, copos,
clices, garrafas, compoteiras, mesas, cadeiras e
accessorios de casa de familia.
Sexta-feira 4 do corrente
R na do Visconde de Goyanna n. 64
O agente Pinto levar a leilo os movis e mais
objectos cima mencionados, sil horas do dia
cima dito, na casa em que morou o Sr. Antonio
de Souza Oiiveira, ra do Visconde Goyanna
n. 64.
Em continuado
vender o mesmo agente differentes portas, cai-
xilios, grades, vinesianas e mais pertences de ja-
nellas e portas.
A's 10 horas e 20 minutos parfir o bond da li-
nha da Magdalena que dar passagem grutis aos
concorrentea ae leilo.
Leilo
De movis, louca, crystaes, espelhos, quadros, ob-
jectos de electro pate e urna espingarda.
A saber
Sala de visita
Urna mobilia de junco preto a Luiz XV, com 1
sota, 2 consolos, 2 cadeiras de bracos e 12 de
guaruico, 2 ditas de bataneo, 1 espjlho oval deli-
rado grande, 2 quadros a oleo, 4 jarros para flo-
res, 1 porta-charutos, 1 porta cartoes, 3 langas
para cortinados, 2 jardineiras, 3 almofadas, 3 ta-
petes e 3 escarradeiras.
Entrada
Um sota, 1 porta bengala, 2 porta-chapos, 1
cabido, 1 cadeira e 1 mobilia de pao carga.
Gabinete
Urna estante en vi Jracada, 3 ditas de ferro, 1 se-
cretaria de mogno, 2 mesas de dito, 1 tinteiro, 1
pedra com estante e 1 port-cartas.
Primeiro quarto
Um guarda-vesti ios, 1 gurda-roupa, 1 toilet de
Jacaranda, 1 lavatorio, 1 gnarnico, 1 ettager, 1
termmetro, 1 marqu-zo, 6 cadeiras e 2 porta-
cartas.
Segundo qua to
Urna cama franceza de Jacaranda, 1 mesa c
cama, 2 ettagers, 1 cabide, 1 mesa de ferro e 1
criado mudo, 1 termmetro, 1 commoda, 2 lavato-
rios, 1 guarnico, 1 porta-toalha, 1 eabide e 1 ces-
ta para roupa.
Sala de jantar
Urna mesa elstica, 1 guarda-louca, 2 aparado-
res modernos com pedras escuras, 1 gUHrda-comi-
da, 1 relogio di parede, (novo) 1 licoreiro, 1 dito
em caixa, porcelana pan cha e jantar, copos, c-
lices, compoteiras, garrafas, fructeiras, 1 filtro, 1
candieiro a gaz torcida dupla, 1 jarra com tornei-
ra, talheres e Cvlheres, mesa e trem de cosinba.
Terca feira 8 de funho
Cas* da ra da Uniao n. 57, por traz do
Gymnasio
O Dr. JoSo Cruvelo Cavalcante tendo de fazer
urna viagem ao Rio de Janeiro, faz leilo, por in-
tervenco do agente Pinto, dos movis e mais ob-
jectos da casa em que residi ra da Unio
n. 57.
O leilo principiar s 10 e 1/2 horas.
1 gabinete
Um rica secretaria de Jacaranda, 1 sof, i2 ca-
deiras italianas, 1 toiellet, 1 guarda roupa de Ja-
caranda, ljporta charuto?, 2 jarros d-t porcelana,
(baearat). 1 dito de madeira, 1 cadeira para
crianca, 1 alcatifa, forro de sala e 1 lustre cota 2
luzes.
2o gabinete
Um sof e 2 cadeiras de charao, 1 mesa de mo-
saico, 1 cadeira para leitura, 2 bancas de jogo, 1
sof, 1 cadeira de braco e 2 de gnarnico, tud*- de
junco, 1 tapete para forro e 1 lustre.
Sala de jantar
Um rico guarda louca, 2 ditos menores, 4 ap-
paradores, 18 cadeiras do .guarnico, 4 etagrs,
tudo de madeira encrustada,-3 jarroade porcelana,
2 fruteiras de marmore, 1 mesa de ferro e 1 rico
porta-licor de electro-plate.
Sala de bilhar
Um magnifico bilhar, 1 taqueira, 1 marcador, 5
capas e 2 jogos de bolas, 24 cadeiras italianas, 1
mesade logo com gamo, 2Clntoneiras de mogno
6 quadros, 1 sof, 2 cadeiras estufadas. 1 ence-
rado de ferro e 1 bagatella completa.
Despensa.
Um guarda comida, l^relogo, 1 mesa de mar-
more, 2 ditas de madeira, 1 banheiro, 2 cabides
grandes e 1 arandella.
Escada
Um encerado, forro da mesma.
Sala depois da escada
Duas mesas de jogo, 1 esteira de forro o 1 aran-
della.
1* sala de dormir
Urna rica cama francesa o 2 guarda-roupa de
Jacaranda, 1 dito com espclho, 1 toilette de bano,
1 grande lavatorio todo de marmore, 1 guarnico
para o mesmo, 1 divn e 2 cadeiras de bracos es-
tufadas, 1 importante pndula de bconze e 1 eta-
ger para o mesmo, 1 mesa de Jacaranda com abas,
1 mesa de mogno, 1 dita de amarello, 2 camas para
enancas, 1 tapete de cama, 2 lancas para corti-
nados, 1 porta-toalhas, 1 arandella, 1 palmatoria
de metal, 1 commoda pequea, 1 cama de ferro,
1 caixa com repartimentos, 1 lavatorio, 1 mesa
esm abas, 1 cabide torneado, 1 lavatorij de ferro
com jarro e bacia, 1 guarnico verde, 2 camas de
ferro e esteira para forro.
2a sala de dormir '
Urna importante cama franceza, 1 guarda-roupa
com espslho, 1 mesinba de cama, 1 lavatorio (tudo
de erable). 1 tapeta, 1 berco, 2 cadeiras, 1 tapete
de cama, 1 guarda-vestides de amarello, 1 mesa
reponda, 1 lanca com transparente, 1- gusmico
de lavatorio, 1 guarda-joias de charao, 7 quadros
e 1 (s'.i ira para forro.
O Illm. Si. commendador Eduardo A. Burle,
tendo de retirar-se com sua Exma. familia para o
Rio de Janeiro, tara leilo por intervenco do
agente Alfredo Guimares, dos movis da casa de
sua re3ideucia, ra do Visconde de Goyanna, os
quaes alm de sua perfri'a conserva o, cffereeem
margem aos Srs. concurrentes apreciaren) nao s o
gosto, como mesmo, o mais apurado trabalho arts-
tico.
Entrega em arto continuo
A's 10 horas e 40 minutos, partir um boad,
que dari passagem gratis aos Srs. concurrentes.
AVISOS DIVERSOS
Precisa-se de urna aur-i para servico Ce casa
de pouc-H familia : a tratar na ra da Conceico
numero 9
Precisa-se alagar r- pnta ou um menino
para vender mi ra : a trotar na ra dos Marty-
rios n. 148, 2" andar.
Aluga-se o sito do Piua, com,boa casa para
Branda, contendo bastante* eoramodos para nu-
mero.Ea familia, grande quantidade de coqueiros,
seis grandes viveiros, duas cacimbas com exceden-
te agua : a tratar no caes de Apollo n. 45.
Precisa se pe urna ama para cosinhar; na
ra do Bom Jess n. 50.
Aluga-so casas a 8U0
Ihos, junto de S. Gonc,allo :
Imperatriz n. 56.
no becco dos Coe-
a tratar na ra da
Arrenda-se um sitio n*
no Ambd, eom casa, militas
Matriz da Vanea,
fructeiras, grande
2 Jeilao
(EM CONTINTAgAO)
Sexta feira, 4 do corrente
A' ra do Imperador n. 75
Pianos, mobilias de Jacaranda e de junco, ca-
mas, marqnezoes, mesas redondas, carteiras, can-
dieiros para gaz, cadeiras avulsas, perfumaras,
jarros, quadros, bicos, gravatas, espelhos, pentes
para meninas, machinas para selleiro ou sapa-
teiro, sapatinhos de 13, espelhos e outros muitos
artigos que estaro a vista dos concurrentes.
Agente Modesto Baptista
Agente Silveira
Leilo
J?**Mg
tntied States k Brasil Nail S. S. G.
0 paquete Finalice
E' esperado dos portos do
sul at o dia 3 de Jnnbo
depois da demora necessaria
seguir para
naranho, Para, Barbados, H.
Thomaz e New-York
Para carga, paasagens, e encommendas tracta-
je com os
O vapor Colorado
Espera-se de New-Port
News, at o dia 7 de Junho,
o qual seguir depois da de-
mora necessaria para a
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, paasagens, encommendas e dinheiro
frete, tracta-se com os
AGENTES
enry Forster & C.
N. 8 RUADO UOMJttliltClO. N. 8.
1- andar
Sabbado, 5 do corrente
A's 11 horas
A' ra do Imperador n. 75
O agente Silueira, por mandado e com assis-
tencia do Exm. Sr. Dr. juiz de orphos e ausentes,
levar a leilo o engenho Penedo de Baixo, na
freguezia de S. Lourenco da Matta. comarca do
Recite, espolio de D. Anna Mara da Rocha Fal-
co, sendo o engenho edificado margem doCapi-
beribe, moente, com bom cercado de pastagem e
excellentes nsitas virgens.
Os pretendentes podem examinar o referido en-
genho.
Leilo
de fazendas e miudezas, pedras pollidas,
vinhos, quadros, ferragens, 1 cofres e
differentes movis
SABBADO 5 DO CORRENTE
A's 11 horas
Ra do Boni Jess n. 43
O agente Pinto levar a leilo, por conta e ris-
co de quem pertencer, poi liquidaclo e sem re-
serva de presos, as fazendas, miudezas, vinhos,
pedras, quadros, ferrag ns, movis e mais tos existentes em seu escriptorio, ra do Bom
Jess n. 43, principiando pelas fazendas.
De urna carta de sentenca civel, prvenien-
te de urna hypotheca, na importancia de
30:520,5594 e mais 4:578O90 de juros
accrescidoa desde Fevereiro de 1885 a
12 de Maio prximo passado.
Total 35tO:>S6SI
A' serem cobrados executivamente de Jos San-
cho Bezerra Cavalcante e sua mulher, senhores do
engenbo Alegra, na comarca do Escada, engenho
que garante sobejamente o pagamento de dita di-
VQUARTA-FEIRA, 9 DO CORRENTE
A's 11 horas
No armazem ra do Imperador n. 16
O agente Martina, autorisado pelo Illm. e Exm.
Sr. Dr, juis do civel, far leilo, em sua presenca
e a requerimento de D. Bernarda de Souza Maga-
Ihes e Silva, inventariante do espolio de seu fi-
nado irmi j, coronel Jos Anto de Souza Maga-
Ihes, da divida proveniente de urna carta de sen-
tenca, obtida em 12 de Fevereiro de 1885, contra
Jos Sancho Bezerra Cavalcante e sua mulher, se-
nhores do importante engenho Alegra, para pa-
garem executivamentec por carta precatoria exe-
cutona, que j se aclia paseada, a quanta de
30:5204594, do principal, juros c custas, alm de
4:5784090 de juros accrescldos de Fevereiro do
anno passado at 12 Je Maio ultimo.
Os Srs. pretendi'ntes podem examinar a refe r
da carta em mo do agente.
Grande e importante
Leilo
baixa para verduras c capin, margem do ro,
passando na frente a estrada de ferro : a tratar
no mesmo lugar, no litio d-fr'nte da taverna, ou
em Olinda, sitio defronte da igreja de N. S. do
Guadalapc
Pura c ntestaco do artigo do Sr. Joaqnim
E. Ribeiro, em respo3ta ao que anteriormente pu-
blique nos Diarios de 25 e 2(i do corrente, basta
dizerque a escriptura da h;potheca foi passada
no cartorio do tabellio Jos Alezandre Ferreira,
onde existe aluda, ficando portanto em vigor
aquelle meu artigo anterior. Ifecile, 28 de Maio
de 1886.
Fkaculo de Alnvida Magalhes.
Precisa- se de urna ama para urna s pessoa ;
na praca do Conde d'Eu n. 21, loja de louca de
barro.
Precisa-se alugar urna preta ou um menino
para vender na roa a tratar na ra dos Marty-
rios n. 148, 2 andar.
Precisa-se da um menino de 12 & 14 anuos
de idade, para vender na mi, dando fiador de
ua couducta ; a tratar na ru i de S. Joo n. 26.
Precisa-se de urna ama' para cosinhar : ua
ra do Marques do Herval n. 105.
Leilo
De 8 pecas do panno para capote, 8 ditas
de caseraira de cores, 7 ditas de casine
tas e 1 dita de caseraira diagonal
Sabbado & de funho
A' 11 horas
Agente Pinto
Ra do Bom Jess n. 43
magnificas quadros a
espelhos, jarros, lus-
e estatuas de mar-
Leilo
De miudezas
Da armaco e mercaduras existentes na loja
Boa Fama tua Duque de Caxias n. 77-A.
Sabbado 5 do corrente
A's 11 horas
Garante se as chaves d cria.
POR INTERVENQAO DO AGENTE
Gusmo
Leilo
Em continuaco
Das fazendas e miudezas da loja sita ra
do Rangel n. 48
O agente Brto vender, ao correr do martillo,
as fazendas e miudezas que ficaram do ultimo lei-
lo.
Sabbado A de Juuho
A's 10 e 1|2 horas
De bons movis,
oleo, importantes
tres, porcelanas
more.
POR INTERVENCO DO AGENTE
Alfredo Gaimares
Qnarta feira O funho
Ra do Visconde de Goyanna n. casa de
residencia do Sr. commendador Eduardo
A. Burle.
Ia sala de entrada
Dous sofs, 2 cadeiras de bracos, 2 de guarni-
co, 2 etagers, 2 columnas com grandes jarros de
marmore, tudo de madeira de fantasa e apurado
gosto.
Duas magnificas figuras, 4 jarros, 4 bustos
tudo de marmore, 2 limpadores de sapatos e um
lustre,.
2* sala de entrada
Um cabide para cbapos, 6 cadeiras de balanco,
2 mesas de jogo, 3 etagers, com espelhos, 2 bus-
tos de marmore, 2 jarros para plantas, 2 porta
fumo, 1 velocipede e 2 carrinhos para crianca.
3* sala de entrada
Um sof, 6 cadeiras, 1 mess, tudo de madeira
encrustada, 2 cadeiras de balanco, 1 jarro para
planta, 1 lavatorio de porcelana, 2 cadeiras de vi-
me, 2 quadros a oleo representando primoreas
paisagens, 6 ditos histricos, I dito o sonho mili-
tar, 1 dito com o retrato de Napoleo III e ua:
ca dieiro a gaz.
Sala de espera
Urna mobilia composta de 1 sof, 2 cadeiras de
bracas, 12 de guarnico e urna mesa redonda, tudo
de charao, 9 duquezes, de mai'eira encrustada
1 ri piano do tabricautse Playel, 1 cadeira para
0 mesmo, 1 capa, 3 jardineiras, 2 jarros cem plan-
tas, 1 Lte de msicas e 1 tapete para forro de
sala.
Grande salo de visitas
Um divn o 2 poltronas estufadas, 2 convrsa-
ssvleiras, 2 ricos e imputantes dunquerzes de ma
deira embutida de m> tal fino, 2 grandes espelhos
dourados, (bzote), 2 ditos comprldos, 24 cadeiras
de charao, 2 ricus jarros de Sevrc, 2 resposteiros
de damasco de seda, 3 sauefas douradas, 5 lancaf,
5 puras de cortinados, 1 alcatifa de forro de sala,
1 tapete de porta e 1 magnifico lustre de crystal
com 8 luzes.
O Sr. Benvenuto Buarque rogado vir
ra do Csronel Suassuna n. 5, a negocio que nao
gnora.
Ao annuncio que fea o Sr Benvenuto Buar-
que, responde o abano assignado que S S. ainda
tem que liquidar com elle um negocio de impostes
Recife, 1 de juuho de 1886.
Jos Miguel Barbosa Ramos.
Vndese o antigo e acreditado het >1 e hos-
pedara Estrella d Norte, ra Thom de Souza
n. 8, e o motivo da veuda 3e dir ao comprador :
a tratar no mesmo.
Cesinieira
Precisa se de urna boa cosinheira ; na ra do
Mrquez de Olinda n. 20.
Aluga-se
Na ra do Visconde de Pelotas n. 36, a casa
terrea da ra da Gloria n. 96, com 3 quartos, 2
salas, cosinha fra, cacimba, quintal grande com
porfo para a cam lina d'Alegra, est caiada e
5ntada. Assiai como tambem aluza-se a casa n.
2, com iguaes eommodos. cacimba, quinta! e
porto para o becco da Pocira.
Guilhermino Joaquim do Reg Barreto, sua.
mulher e filho, D. Anna Joaquina do Reg Bar-
reto e Joaquim Nasianzcno do Reg Barreto, ten-
do de mandar celebrar missa por alma de sen ve-
neravel amigo, compadre, padrinho, etc., Dr.
Gaspar Vasconcellos de Drummond, no dia 7 de
jnnho, dcimo quarto dia do seu senaioilissimo
passamento, rogam a todos os seus parentes e
amigcs a se dignarcm assistir este cousideravel
acto, que ter lugar nocon?euto de Santo Anto-
nio de Ipojuca, s 9 horas da coanh, pelo que
lhes serao eternamente agradecidos.
Dr. Antonio Francinco Crrela
de Aranja
O Bario de Tracuuhem profundamente sentido
pelo prematuro passamento de sea presadsimo
amigo, Dr. Antonio Francisco Correia de Araujo,
fallecido no dia 14 do corrente, na odrtc (Rio de
Janeiro), m>>nda resp.r urna missa pelo eterno re-
pouso de sua alma, no dia 14 de junho (segunda-
feira), pelas 9 horas da manh, trigsimo dia do
seu fallec ment, na capell.i do engenho Rosario;
para > que convida aos seus parentes, amigos e
correligionarios, anteci pando aos que cempareee-
rsm, o seu reconhecimento e gratido.
Engenho Cavalcante 31 de Maio de 1886.
BarSo de Traaunhaem.
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Diario de i'ernamburoQuinta-Mra 3 de Jntiho
: toi.1.
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Na ra de. Una n. 9, se precisa de urna ana
para cesinhar.
Precisa-so da nina ama que aoja boa cosinheira :
na ra do Cubug a. 16, 2- andar.
Ama
Preoaraco de Productos Vegeten
EXTINCioTt CASMJ
e outras Molestias Capillaree.
\A ARTI NSTBASTOS
Per nambu-o
Cosinheiro
Precisa-se de um cosinheiro : a tratar na na
de Paysand n. 19 (Passagem da Magdalena).
Para escriptorio
Aluga-se a sala da frente do 1* andar sito i
ra do Imperador u. 55, proprio para escripto-
rio : tratar na luja do mesmo.
Novo porto do earvao
J-Bua de Harquei elo Herval-H
Vende se earvao a 720 rs. a barrica, e quem
ti ver comprado 30 barricas, ter urna de grati-
cacao- Mais oatro offerteimento vantajoso : o
consumidor que houver recebido dea barricas gra-
tis receber una quarto de bilbetea da lotera de
4:000 ^a provincia ; se em dito quarto sabir a
serte grande, ser entregue ao portador 20 vig-
simos da lotera do Rio de Janeiro, 20 ditos da
corte, oO ditos da importante lotera das Alagdaa,
e 30 quartos da lotera de 4:000 da provincia.
Portanto, o poseuidor dos oem nmeros est habi-
litado a tirar mais de 220.000.
N. B. O portador s ter direito apreseutando
s taloes e recibos fornecides pela casa.
Agale V*o .
.Esa quartos e raeias garrafas, t ai Feria
Sobrinho & C, ra do Mrquez de Ohnaa >. 41,
DEPOSITARIOS
Vssiicar especial
Joaqun Salgueiral & C. proprietarioa da refi
necio ra Direita n. 22, tendo reformado com-
pletamente o seu estabelecimento, ecientificam ao
publico em geral e especialmente ao commerco,
que teem sempre um completo sortimento de assu-
cares, tanto em caroco como refinados, de 1*, 2 e
3 eorte, e especial refinado com ovee, o melhor
que se enoontra no mercado, podem de prompto
satistazer qnalquer pedido que Ibes seja feto, pois
para iiso teem sempre um grande deposito. Ga-
rantem a boa eiecuco e limpe&a dos seus pro-
ducto.
MJ
"Vnmero lelephoaUo
Preeita-se de ama cosinheira : na na do Mar
ques do Herval n 98. tftttt
Ama
Na roa Deque de de Carias n. 43 precisa-se de
urna ama para comprar, cosinhar e engommar
para casa de pouca familia : paga-se bem.
Ama
Precisa-se de una ama para cosinhar : na
Magdalena, residencia do cenmendador Barroca,
def ronte do chafariz.
Ana
Precisa-se de urna ama que cosinhe bem e faca
alguns outios eervicos de urna casa de pequea
familia : a tratar na ra do Ataiho (no oito da
caia d'agua) n. 23.
Ana para meninos
Precisa-se de urna ama para acompanhar urna
familia que se retira para a corte.
Na traveesa das Pernambneanas n". 3
Alnga-se
iro
Precisa-se de nm bom cosinheiro ou cosinheira :
na ra do Mrquez de Olinda n. 20.
Punas purgativas e depurativas
de Campanil
Estas pilulas, coj preparac&o puraraeute ve-
getal, teem sid.i por mais de 20 annos aproveitadas
com os melhores resultados as seguintes moles-
tias : affeccoes da pelle e do figado, syphilis, bou
bies, escrfulas, ihagss inveteradas, erysipelas e
gonorrhas.
.. Moti* de uxal n<
' Como purgativas: tome-se de 3 a 6 por din, be-
bendo-se aps cada dse um pouco d'agua acoca-
da, cha ou caldo.
Como reguladoras : tome-se um pilula ao jantar.
Estas pilulas, de invencao dos pbarmaeeuticos-
Alraeida Andrade & Pilhos, teem veridictum dos
8rs. mdicos para sua melhor garanta, tornndo-
se mais recommendaveis, por serem um seguro
purgativo e de pouca dieta, pelo que podem ser
usadas em viagem.
. ACHAM-SE A' VENDA
Ka drogara de i'sriii tnbriah* C.
I KUA DO MRQUEZ DB OLHDA 41
PARA COSINHAR
Precisa-se de utna
ama que saiba cosi-
nhar bem; no 3. an-
dar do predio n. 42
da ra Duque de Ca-
sias, por cima da tj-
pographia do Diario
Ao publico e ao eom-
mereio
Jfenvenuto Buarque declara qae nada deve es-
t* aanuucio da ra d > Baro da Vietoria n. 10, que
daolare-se para ter a devida reeposta.
naa grande casa com dous grandes quintase e
agua encanada, ra Lembranca do Gomes n. 1,
em Santo Amaro : a tratar na ra da Imperatris
n. 32, 1' andar.
Aloga-se
por preco commodo aa easas : Pocinbo n. 55, n.
67, lo andar, beceo do Veras a. 8 : a tratar aa
ra larga do Rosario n. 34, pharmacia.
Aluga-se barato
as seguintes casas : Pocinbo n. 48 ; 9aes i
Apollo n. 75, 1 e 2* andares; Brum n. 84, arroa-
aeni, 1* 4 andares : a tratar na ra larga de
Rosario n. 34, pharmacia.
Alnga-se barato
O 3. andar da ra do Bota Jess n. 47.
A casa n. 107 da ra Visconde de Goyanoa.
A ra do Rozario da Boa-Vista n. 39
A ra Lomas Valentinas n. 4
. Casa a ra da Ponte Ve!ha n. 3.
A loja ra do Calabooco n. 4.
Trata se no largo de Corpo Santo n.19.1 andar
Mudanza de escrip-
torio
O advogado Francisco do Reg Baptista e os
solicitadores Diogo Baptista Fernaades e Anto-
nio Machado das, anudaram seu escriptorio para
a ra do Imperador n. 22, 1* andar, lado de de-
trs, onde serao encontrados das 10 horas da ma-
nhi s 3 da tarde.
Aos rJD oles ios sis
Cara certa em 48 horas das. inflatnasSes
recentes dos oaos, pelo colyrio prepara-
do por Jos Pedro Rodrigues da Silva.
Emprega e este poderoso colyrio sempre com
grandes vaotagens, lias seguintes molestias :
Ophtalmias agudas, purulentas e chronicas, con-
unctivites, etc., etc.
Deposito geral, na drogara de Faria Sobrinhe
iSi C, ra do Mrquez de Olinda a. 41.
Para informacors, sedirijam livraria Indus-
Irial ra do Barao da Vietoria n. 7, ou resi-
dencia do autor, ra da Saudade n. 4.
Aos senhores legistas c aliantes
Mar a Magdalena a Felismina de Miranda, re-
sidentes ra de S. Joao n. 26, cosem com prs-
tela e por preco commodo camisas, ceroulas, c al-
eas e paletets. Os senhores legistas e alfaiates
podem se informar do negociante Jos de Araujo
Veiga, ra larga do Rosrio, qae est habilitado
a dar i|ua)qu-r esc arecimeut>.
(Oxlelra a vapor
Suprio-.ento para o vapor Jaavaribe
N. 927:170
O Sr. Franeisco Alves da Costa, commandaute
do vapor Jaguaribe, pela segunda vea rogado
vr ra do Marque de Olinda n. 50, dar cum-
pr.ment ao numero uciraa. PcJe-se ao diurno
^erante providencias a respeito.
Vas pais de fanilia
A abaixo assiguade, liando se habilitada a
abrir ana curso arssnsaio em sua casa, rva do
Coronel Suassuna n. 72, pede a valiosa proteecSo
dos pais de familia, garantndo todo o esmero
possivel no dosempenh de sua miaso.
Dona tilla Paciic de Salles Datr.
Cosinheira
Presisa-se de cana boa cosinheira, fiel e limpa e
de boa conducta, para cas i de mocos solteiros : a
tratar na ra do barao da Vietoria n. 52, priirai-
ro andar.
Cosinheira
Precisa-se de urna cosinheira : na ra de Pay-
sand n. 19, Passagem da Magdalena.
Novo regulamento
DO
Ao publico e ao com-
inereio
Pedindo o Sr. Benvcnulo Buarque, que o autor
ds anuuncio du ra do Bnro da Victoria n. 10,
deelare-se para ter a oVvida resposta, observo av
mesmo senhor, que vista da sua declaragSo e
promessa formal do dia 15 do corrate, esti u dis-
pensado de fater a de* arac" pedida.
Mercearia
Traspassa se urna casa de molhados em urna das
principaes ruaa desfa cidad--, muito afreguezad .,
livre de impoatos p de quaesqoer dbitos.
(uem pretender dirija-se a ra da Madre di
Deus n.22, das 9 horas da manh s 6 da tarde.
Casa de campo
A luga se urna grande chcara iih Cipungs, si-
tuada margen do Ri Capibaribi', porto do Ja-
cobina, t< ud as si quintes accommodacoes : 2
grandes salas, 4 quartos espacosos, grande cusi-
nha e 1 quarto para criados, tem soto ci m ja-
aellas ao lado, e no inesa 2 sallas e 4 quartos,
gallmh'iro d. terr, cocheira, quartos para cria-
dos e banheiro. Toda a casa ladeada de larga
calcada e var>.nda de ferio, s> ndo toda murada
com 2pcrtoes de ferro e gradtamento na frente
damesma, Tem sitio eoin algumas fructeira3,
jardim, cacimbas, etc. Foi toda reedificada e es-
t pintada e assi-iada. Da metma ao ponto de
parada dos trena gasta-se 4 minutos qm-in prr-
ender dirija su ra >o Mrquez de Olinda n. 55.
Grande teslanranl Francez
Este importante estabel- cimeato, estar aberto
todos os dias at 10 boras da noite e ter samare
um bem confortavel dispositao do publico.
Todos os sabbados estar elle aberto at 11 ho-
ras da noite e servir mao de vaeca. peiie, dobra-
dinha francesa b outras variedades de comida.
Recebe assirnaturas m-'nsaes 35^000.
Ra da Ha rao da Vietoria 8
J. A Francis.
Bouquels de apurados e
HOYOS gOSlOS
O bem conhecido fabricante de bouquets, Jos
Samuel Botelho, se faz lembraJo nesti tmbalho ;
al m da reputacao grangeada n He, pelo gosto, as
s -io, promptido, etc., teo boje para offerecer ae
publico novos porta bouquets de bem i-studi.d
e reflectida conibinace e gosto ; a tratar na ra
do Bario da Victoria n. 20, loja de iniudeca*, S
na ra do Mrquez de Olinda u. 43, leja de sel-
leiro.
7
XAROPB
de Cascas de Laranjas e de Quassia amarga
ao POTO-IODUETO de FERRO
Preparada por J.-P. LAROZE, Pharmaceutico
** a, a e xaon svpaui srnarrr
*PPROVADO PBLA JUNTA DB HTOIENE DO BAZTL.
O ProtD-lodareto de Ferro,
bem prepai"ada, bem conservado, prin-
cipalmeate no estado liquido, de
todas as preparacoes ferruginosas, a
queproduzos melnoresresultados.Sob
a influencia do principios amargo e
tomice, da casca ae larania e da
quassia amarga, o ferro assrmilado
fcilmente e produz effeito prompto
e geral resti tuinde ao sangue, a forca;
i Carnes, a dureza; aos dilsrentes
tecidos, a actividade e energa neces-
sariaa s suas funccOes diversas.
Porsso. o Xsn-ope Ferrnginoao
de J. P. Iuaroae, 6 considerado pelos
mdicos da Faculdade de Pars, cono
o especifico mais acertado para as
Doenffas de langor, Calorse. Ane-
mia, Chlori-Anemia, Fluxoa b
eos com dixestoes demoradas. Mo-
lestia escorbticos etioref alosas,
Rachitlsmo, ato.
i mimo depo$lto seAs-ss i nda ot ttguiMis Producto XAROPE LAROZE
_ JSSTSS^ TNICO, ANTI-NERVOSO
Cmlr.i it GastriUs, Oaatraiglaa, Dyapapsla, Dona e Calmbraa da Eatomago.
XAROPE 0EPRATII04,eS;f^',IODRET0 DE POTASSIO
Csat ai aaoodea aacrofoloaaa, oanoaroaas, Tumores braacoa. Aoidoe de Baaono,
Aocldontee sypbUiUooa secundarlo a torolaro.
XAROPE SEOATIVO^IS^'r^BROIHURETO DE POTASSIO
Caaara EplUjial, Hyatorloo, Dama do B. uy. T~w_in ^oai cMonoaa doranlo DonioaV>
> aa> rmAm am
1
<
I
'
Allencao
f aixeiro
Preciaa-8e de im caizeiro de 13 15 annos,
com pouca pratiea, que di fiador W sea eondau-
ta : na rna dos Pires n. 5%
Perdeu-se um alfinetc de ouro com perolas, da
roa do Barao da Victoria ra Nova de Santa
Hita ; quein o aebou pode leval-o ra do Mar-
ques de O'inda n. 55.
ExperimeHtem
K diKnna o que aebam
Os especia< s licores de genipi po e caja que se
"''IB venda o largo de S. Pedro o. 4T

FFevenco
Mooti Qpieso Jnior previne ao reapeita pablico a apecialmeote a todas as asas com
aseas tea traaaaeces, que desde o di 25 da Mi.io
nade deisoa de ser sea amale Aatoaio Bibeiso.
**+++++++*++
SA
kiT5
E PARA. TODOS.
UNGENTO HOLLOWA/
beanavra
aMsai-
O Ungento de Hollowav um remad io injallivel para ss males de pernms e do seit ( aaaal
as feridas antigs ehagai e ulceras. famoso para a gola e o rheumatismo e para todas as
dades de peito nao se reconhece egual
Para os males de garganta, bronehites resfrlamentos e tosses.
Tumores as glndulas e todas as molestias da palle nfto teem semtlhante e para 09 ncnbros
contrahidos e juncturas recias, obra como por encanto,
Bmos mBci *o prepandu smente no KMabeleciiiento do PtoftaMor Hollowav,
78, NEW 0Z70KD STBIT (antes 688, Oxfori trset), lOITDSXS,
B vndanse em todas as pkamnc s do universo.
faT Os compradores slo convidados mpeitoMSKnta a exaanar w rtulos da aada aaixa e Pese, aa a anecao, 33, Oxford Street, aso ralsificaooss.
- *
Coldaso
as Faisrflc
iAGUA de MELISSA1
1*
dos Carmelitat
Unioo Sucoaaaor dos Carmelitas |
Hua da l'Abbaye, 14, F-A-RIS
I Castra > Apoplexla, 1 Cholora, Erafao do mar, as Flatos, as Colloa, Indl-
aesa,aPobrn amarolla, ta. Ltr o aroapoefo ao quslni enrolrfdo cada ndro.
Drve-se exla-ir o leteciro brsuse e prato. em tratos os vidros,
seja qual for o tamaito, como U-iLein a oaaigmiium :
Dcposllos em todas a^ Pliarmaclas da Amorica.
JtULJI llWa^aTajajjs,| | | 1|J||||s>s)a%aTaaaT
M EDA IBA DEBQWSA
0 9LE0 GTETHIER
i deatntacudo ( AkntrSo,
tsn/co mluml'V, o Qtfs mtit
jumtita u p'tprltdmtm da
0 OLEO e F16AM
K MCiLaO I ERROtmaSO
o a */ preatratJo qaa parmitu
admiiiiitrir o Ferro aam ora.
tutir Pnaao Se Teatro, nnm
toooaaasodo.
ifnurTrIi rae
11, ras 4 ris*-|aitjartre. 21
^^^Uco da -
r^^'
S PLOMA B~B HOlfl
aaeriTADo roa TrAt ai
Celebridades VedlCM |
r a ntAitCA s d a KRor a
OLESTiroo ftrro,
AFFECgOES ESCROFULOSAS
CHLOKOSII,
ANEMIA, DEBkLIOJtOE,
TSICA PUtMMH,
MONCHITES^MCHITISMO
Tinho de Oca
DBPOSTTOS EM TODAS AS PRINCIPABS PHARMACaAS DO BRAZIL.
A.S
>.a'
mf'
IvUBaaSS
PLORB8 sMANOAS
.A.limTi-t*veo raxcionaU
MES, CB1AHCA8, AMAS CONVALESCBNTES
Hr aao da riHtmrHATUA kTmIU-ram,
'AJUB, Avarnaa Vietoria, S, pars
Peraamauaa : FKAM- M da BILTA a Qt,
1882,Bord-j ...-\ aZr-mia;
RkMS: sfetfj ai Rrabe-
lort: pono da H-iUlna da WaTa,
rS Am*te^I^n2:
- Ibas.
BBqcs*;ao de Trjbaifco:
*!entee ce wotigoa so curados en
lfwoee dkai esa >errH0i ,: j-^..
tjmmi nr>m Hasest, aem caesar jb >
oseeSai as orgauce iigesu.os, peJearg
&WaXmWFMMmm
a injecQoto Jo
Allmoatagao Rica
a ariiriaea anudas akasakalaoai.
A riHM.SA Msstvnr a o inalhor auxiliar
a au>a <1* le M aa allinentacao das crlaneainas.
Bxaerlmontada t-oin o lueJhor xito uas croches,
HoJH)iac.s e Asylos, soberana para .<(.: ..
pSBipa.s lrloaas. iracas c .' que solTriii' lis
SBailM. Gdtatr alarias, BColoaetae de Jetes-
tiavoo, rrloAo du ?eatro rebelde*, c t'Js
ae AnoeOes au nao permittem ao estoi;in<.'o
mipportar a alimenlatAo nvccssaria para a prc-
duseau da forca e da iaiide.
mtll A K1BM IftlSTBJBl : i T1MEM
HiormiHia WtI,/.V,-r foraienaam (Fraaa*
a Farnimtvao : JPraos" da Silva *. O*.

J* >.,f lo ptaat*
fB06OCTi)S E!SS
v LYSSE ROY, wPo^re ih-.n
SmHePROUST, Soccr- & $ei
1 PorfuLie eiuuitiot dos Tlnboa ou ootoa,
ds MeeVic..............oal00frssoo.( aoo*>
. Sanlo {.ssoaciuMCogntr -o 100 fnucoa 6CO h
l PovtunosssaratodOioalacorca. ja 100 iraaoos 300 ^
E s iicloiloRhamoudeTri'ia,osl?Dirc Dei;osiiarios em /Vniiiwfyuro .-
ff.raaoiRoo 3V:. da. SILVA 1 O*
TBTJfTA AlfNOa ta baau xito saaa d.
a uScaci iseont^otov1 d'erkis Pillo, qae 1
latai aa alamuMoi jrmtan para a 'a/mmipta d
Pelas snaa psopriedades roaiaat a iiIij,
o lossntaro i yni < nvrmxnax
o mocameot usas \otira coatira as
IrerM Parta di upowitt
C*r*vc Empaorocinaasto da iaaam
Meccoap escrofulotm, ett
Stasftn Rtnl 1 9. ra S-jinlle-lVit-hraala. P113
t9 MnMstAaso : FRAH- H. rta 3H.VA O*.
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f Slltf $
Acabarao-se as Cas
< oimnuniea :.os f'n'W'
a Cor natural
j turba
El a. em n B3S A"'capes sem Lavara h"bi P.cparacJo
UUtO DE XITO
E. SALLi til; j. MONEGHETTI, aaccessor
rir'juilia-Cliliico, 73.1 na fslMsa, PARIZ
t d* a principies Perfumara! a Drogariaa

* m p
-.T 43 SILVA s, e
Allencao
Declaramos que con-
frontando os doenmen-
tos que dizem respeito
a nossas transaepoes
com o Sr. Francisco
Raymundo de Carva
lho. commandante do
vapor Pirapama, vi-
mos que elle nada nos
deve, pelo que restitui-
mos- lhe seu crdito of-
fendido por n
Jos de A. Braga 4' Q
Tnico
Oriental.
0
f ;1?
Superior man-
teiga ing-leza garan-
tida, pre^o 1 200 poi-
cada la?a de libra;
vende-se na ra do
Vigano Tenorio n.
10, armazem.
A Bella Aurora
Ver anra erer
A Yerdadeira carne do Cerid
A 800 rs. o kilo.
A 800 rs. o kilo.
A 800 rs. o kilo.
Teem para vender Pinto Figueiredo t% C.
lra?a do Conde d Kh a. 9
Ama
Precisa-se de urna ama de leita, coa urgencia :
i na ra do Riacauello n. 26, paga-sa bem, e que
seja de boa conducta.
Feitor
Precisa se de um 'eitor que entenda da jardim
e horta : a tratar na ra da Imperador n. 79, 1"
andar.
Engenho S. Braz na co-
marca do Cabo
De ordem do juizo de orphios da cidade da
Cabo, vai praca o arreudamento do eogenbo S.
Bras, no dia 4 de junho : quem pretender deve ic
ver o eogeoho e comparecer praca.
Ao commercio
Os abano assignados, polo presente declaran
ao publico e ao comniercio, que nesta data yen-
deram o seu estabelecimento ds molhados sito i
ra de Santo Amaro n. 2?, livre e dosembaracado
de todo e qualquer onus ; ae, porm, alguem se
j praso de 3 dias, a contar deata data.
Reeife, 31 de Haio de 1886.
Jos ds Carvalho & C.
o commercio e ao pa-
blico
O abaixo aasignado declara ao publico e ao
eommereio, que nesta data cnnpruu aos Srs. Jos
de Carvalho & C. o estabelecimeuto de molhados
sito ra de Santo Amaro n. 28, livre e desemBa
racado de todo e qualquer onus que possa appa-
recer.
Reeife, 31 de Maio de 1386.
Manoel Joe Fernandes.
tllenro
Na ra da Concordia n. 73 se dir quem vonde
I urna importante taverna, que das melhores Iqca-
1 usadas que ha para retilho, e tem bous commodos
f para morada. ^^___
j "roloii.u-Ainento
Peie-ee por favor que venha ra Direita m.
i 19 (viado branco) os seguiatcs seuhores : Manoel
Jattqnim Araujo Goes e Walhido Odn Arantes.
Ama de I cite
Precisa-se de urna ama da eite ; na ra ds
Riacbuello n. 24, paga-se b.-in.
Alagase por 25| \m mifleraes de Va
nde osea terrea ra de. Laiz do Rasm ni O
a ifrsnde casa terrea ra de. Lilia do Rago n.
47-B, com 5 quartos e mais un fra, bem concer-
tada : a tratar na ra de Marques de Olinda a.
00, ou no Caminho Novo n. 91, padaria a chave
para correr, na taverna junto.
Caixa Econmica
Aviso a esta reparticao que perd a caderneta
sobn. 9.946.
Costu reiras
Precisase de boas costureiraa ; oa ra da Aa-
rora n. 39, 1 sudar.
Cosinheiro
Precisa se de m cosiaheiro : a tratar na ra
da Unie n. 11.
Criado boleeiro
Aluga-se um nulatinhs escravo para criado, o
qual sabe bolear: trata-ge aa ra de 8. Joo,
sasa a. 27.
Ao comniercio
O abaiu aasignado teado cmpralo o deposita
4 ra do Coron! Suassuna n. 180: quem achas-aa
eredor de Jos Perreira TictaJ, no praso de 8 dsae
aprsente saas contsa.
Rscife, 1- de Junho de 1886.
Manoel Alies dos Sanis.
FaasSM
Mt lean
Precense
Deslre
Deposi'o em Pernambuco, na botica francesa
de Rouqusrol Freres Suceeseores de A. Caors, roa
da Cruz n. 22.
Aos seuhores capita-
lis as
O sgente de leilea, Pestaa, autorisado per
um amigo que retirou-se para a Europa, vende
trinta e cinco predios (catss terreas e sobrad&s),
| em perteito estado de c nservacau, nos molhores
lugares das freguezias do Reeife, Santo Antonia,
8. Jos, Boa-Vista e Graca : tratase no Reos,
ra do Vigario n. 12, armasem.
Caixeiro/-\
Precisa-se de um caixeiro que tenha pratiea sis
taverna. de conducta nliancavel : na ra de Har-
tas n. 17,
Ao publico
(Mili..?**
Acbsoa-se affixados naa matriisa ds Bua-Tiata,
o Graca o suatamente eleitoral ajue altimaoonte se
proeedea nsquellas fregutsias; visto que nao tem
tido possivel ser publicado as Priviniia jornal,
sosa qaem a cmara eotracto a aublicayaj del-
tas sis outros.
Oue* ten?
re stratin : oiapra se ouro, prata
Malras preciosas, por maior preco que em outia
rsalquer parte ; no 1 andar n. 22 a ra larga do
looario, mitiga dos Qnartais, das 10 horas s 2 da
arde, dias uteis.
Engeiho Varzea Graode
No dia 8 da corrente mss, ao moio di, no paso
a cmara municipal da cidade de Pao 'Alho,
sar veadido em praca publica o engeoho cima,
moente e corrente, com t-jdes os seus utensilios,
servindo de base o precs do 16:0004 por qnaato
foi avahado, bem cont a safra pendeaie a corte,
pelo preeo de 500, valor da avaliacao.
Esa seguiia ir ainda praca urna parte do en-
genho Lavagem, e nutra parte as matas do ea-
genho Ka i, servindo de base o pr>co dss ava-
liaciea. Aprimen-a foi avaliada por 1:000a e a
segunda per 1:2504
MD MIS
A casa Vctor Prealle, sita ra do Imperad*r
n. 5?, teudo recebido da Europa um completo sor-
timeatc de msicas, convida o rcspeitavel publico
para visitar o seu estabelecimento, e chama a st-
teuco par as a-guintes imvidades, que tornam-
se reeommendadas pelo seu autor :
Dolores, cilebre valsa para piano, por E. Wal
dteufrl.
Tambourim, celebre polka para piano, dansan-
te e de effeito, pelo roeemo autor.
Demonio da meia noite, valsa para piano, por
Francisco L. Colas, e a valsa violamama, muito
procurada, edictada aqui.
O abaix-> aasignado avisa ao reapeitavel pubKe
que o 8r. Manoel Herculano de Emirj nao pode
em caso algum faser negocio com rima casa esa
Palmares, na ra Nova n. 75, pertencente a me-
nor Maris de Emiry. Reeife, 2 de junho de 18W.
__________________Francisco Antonij do Awaial.
MCLAME"
untas finas t de gosti
TENDIDAS A PRECOS SEM COMPB.
TENCIA
LOJA FLORIDA
RA DO DUQUE D* iAXIAS N. 103
Barboza k Santos
Arllsroa roftaoiart.
JIsplesMiido sortimeato em jarros de erystal, aar>
selana, alabastro, vidro e louga de diversos tasV
akos a pracos oue admira .' .' !
Candioiros de divorsos taaiaahos para saja,
quartos e toillet.
Porta retrato de saeta! ao prateado, dourada t
da velludo.
Albuns pata retrr.to de velludo hagrin e da
pellacia.
Para aialrar
Bico valenciene a 1|5(K) e 2tl00 a peca.
Plisis a 320, 400 e 60* ra. o metro.
Loncos de tinao a 14501 a dazia.
Protesto ~~~
O Sr Benvenuto Buarque nao pds dizer ase
nada deve nesta praca, porjuanto tem transaecosa
com o estabelecimento da ra do Bario d* Vie-
toria u. 3
ALCATRAO DE GUYOT
GOUDKON DE GYOT
O Aleatr*o de Gnyot serr para preparar urna agOa de alcatraO, muito efficyz e agradare! aos
mais delicados estmagos. Purifica o saupuo, augmenta o apetite, levanta as forcas e efficaz em todas as
doencas dos pulmos, catarrhos da (Mzigoa e affeccoes das mucosas.
O Alcatro de ujot foi experimentado com vantagem real, nos principaes hospitaes de Franca,
da Blgica e Rspanlia.
Durante os calores e em tempo epidmico urna bebida hygienica e preserradora. Um s tidro basta
para preparar doze litros d'uma bebida salutarissima.
0 Aicntrco de Guyot %l TBIFATICO vendido era Tidros trazendo
no rotulo e com trez cores a assignatura :
''oda a varejo na mor parte da Pharsmaclaa. Fanrieacaa em
atacado: aaa L. FRDRK i, rar Jacob. Paria.
FariMa m ffo MaraiMo
Vende o Vascoucollos ra da Auroran. 81
eorratn a ella 1
MULSAO
m
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Fijado de f)acalho
COM
llypoj.linspl.iiOs de cal i soda
%l|>rvaila pela lanta de lly-
glene e autorizada pela
goveroo
E' o melbor rem> dio at hi je ilescober o pira a
lialca bronriiilea. eaerophiilua. ra-
cliitla. anemia, ebilldadc esas a deOaxoa. toaste ehronlca o aflereoes
do pello e ala garganta.
E' muito superior ao oleo simples de figado da
bscalho, porque, alm de ter chairo e sabor agra-
daveia, possne todas as virtudes medicinaes e nu-
tritivas do oleo, alm das propriedades tnica*
reconstituinti s dos hypophospbitos. A' renda naa
drogaras e boticas.
Deposita em Pernambuco
OD
-




aaaa]i


w

a
mu
I
I
Mario c PenmmbucoQuinta-feira 3 de Junlio de 1886
i
VENDAS
m
Vende-se na cidade de OKnda urna taverra
ra de Ft mandes Vi eir n. B3, com anuncio
Jcos fundos, muito propria para principlante, e
localidade. ____________
A Revoluto
0 48
* nu Duque de Caxia reduiio as vendas
a 25 Ojo de menoa de sen valor
Ver para erer
( SWin maco a 800 ra. o oovado.
Merino de bolinhas a 900 ra. o dito.
Lindas alpacas de cores 360 o dito,
cunetas lisas 400 rs. o dito.
Ajtaa escossesas a 440 o dito.
Ontaa finas modernas a 240 e 280 o dito.
Oetones finos a 320, 360 e 400 rs. o dito.
Fustao branco a 400, 440 e 600 rs. o d:to
Linn branco a 500 rs. o dito.
Mariposas finas de cores a 240 o dito.
Llnhos escossezes de qaadrinbos a 240 ra. o dito
Renda da China i 240 rs. o dito.
Seda de listrasa 1*000 o dito.
Damasco de cores a 500 rs. o dito,
orim pardo liso 300, 360, 400 e 500 rs. o dito.
Ver bu tinas de todas aa cores a 1*000 o dito.
Ficbdfl a 1*, 2*, 3*, 4* e 6*000 um,
(lasemira inglesa de cor a 3* e 4*000 o covado.
Dfta diagonal a 2* e 2*500 o dito.
Ota de cores a 1*800, 2* e 2*400 o dito.
Flanella amerana 1 *200 o dito.
Toilette paraTaptiaados a 9*000 am.
Pnnhos e collarinbos para senhora a 2*00#.
Espartilhos de coraca a 4, 5, 6 e 8*000 um.
Oamisas bordadas de liaho a 80*000 a duzia.
anisas para senhora a 30*000 a dita.
Ditas de meia a 800, 1*000 e 1*400 a dusia.
Times para meninos a 4*000 um.
Caaacos de laia 12* nm.
Bramante de 3 larguras a 900 rs. a vara.
Dito de 4 larguras a 1*200 a vara.
Ijencoa com barra a 1*200 a dnsia.
Lencos brancos a 1*800 e 2*000 a dnsia.
Lencoes de bramante por 1*800 um.
rtes de caaemira de cor a 34. 3*500 e 4* um.
Toalhas felpudas a 4* e 6*000 a dusia.
Ditas alcochoadas de 20* por 12tSO00 a dnsia.
Meiaa para homem de 3$, 4$, 5* e 6*000 a dusia
Metas para senhora 3*, 4* 5*, e 6*000 a dita
Colchas brancas e de cores a 1*800 urna.
Colchas bordadas a 5*000 e 7*5--0.
obertas forradas a 2*800 e 2*900 urna.
Madapolao gema e pelle de ovo 6*600 a peca.
Redes hamburguesas a 10*003 urna.
Brim trancado a 700 rs. o covado.
Uembraia de forro a 12*000 a peca.
Zefiros liaos a 120 o covado.
ortesde casineta a 1*000, 1*600 e 1*800 nm.
Anquinbas a 3*000juma.
Bihar
Vende-se am bilhar francez ea perfeito estado
com tres jogos de bolas e seis tacos : a tratar no
antigo largo do Peiourinho (corpo Santo) n. 7, es-
erptorio.
. Cabriolet
Vndese um ero perfeito estado e por preco
ronfmodo; a tratar na ra Duque de Canas n. 47
tfossa de mandioca
Vende-se mases, especialmente prepa -ada, para
bolas de Santo Antonio, 8. JoSo e S. Pedro, a 50t
r*. cada pcete de saeio kilo : no ltiro de s. Pe-
dro n. 4.
Engenta a venda
Vndese o enpenh) Mnrici, com saf-a en lem
ella, situado na freguezia da Escada, distante da
respectiva eetaco um quarto de legoa, podeudo
dar seis caminhss por da, moente e corrate,
tem duas casas grandes e doas pequeas para mo
rada, e ontra para farinha com sua* pertencas : a
tratar na rna do Imperador n. *5, 2- andar.
Frnctas maduras
Vendc-se diariamente especiaes larai jas para
mesa, mangabas, (apotas, e outras omitas : no
largo de 8. Pedro n. 4,
Fazendas baratas
Boa Duque de Casia* nannr* *
Chitas petit pois de coree azues a 20i rs. o co-
vado.
Ditas finas claras e escuras, 240 rs. o dito.
Las esoossezas, 320 rs. o dito.
Alpacas de cores finas, 600 rs. o dito.
Fustes brancos finos, 500 rs. e dito.
Setinetaa e gorg'nrinas las, 500 rs. o dito.
Meriu setim maravilhoao, duas larguras, 1*609 o
covado.
Cortes de vestido em carise, 10* nm.
Ditos de cachemira idem, a 30* e 40* nm.
Ficbus modernissimoe, de 2* 9* um.
Ditos de mal ha, al* um.
Collarinhos fechados, a 6*000 a duzia.
fttnhos finos de a. 25 k 30, 800 rs. o par.
Velbutina de todss as cores, a 1* o covado.
Merinos pretsa e de todas as cores, i-etins de
todas as cores, camhraia com salpieos brancos e
de cores, tapetes de' todos os tamanhov, meias
para homene, senhcrai e meninos, e outrts maitos
artigos por precoa resumidos.
MENDON^A, PRIMO A C
GRANDE
Expsito central ra larga Rosario n. 38
Damio Lima & C, nao podendo acabar com a
grande quantidade de mercadorias, retolveraa
anda orna ves convidar as Exmas. familias e o
respeitavel publico em geral, que com certeza nia-
gaem perderi sen tempo, fasendo urna visita i
i:polr/ao Central
Pecas de bordados a 200, 400. 600 e 600 rs.
Punhas e colarinhos bordados para senhora a
IfOOO.
Ditos ditas lisos, 1*500
Ditos para homem, 1*500-
Um plastrn de 2*000 por 1*500.
Invesiveis grandes por 320 rs.
Lacos para senhora por 1*500.
Maooe de ti para bardar, 2*800 e 3*
Lavas de seda arrendadas a 2*500.
Ditas lisas, 2*200.
Ditas de fio de Escossia, l*0CO.
Broches para senhora (modernos) 1*690.
Um par de meias para senhora (fie de seda
600 rs.
Dito idem liso, 400 e 600 rs.
Dito idem (fio de seda) 1J200.
Duzias de baleias a 860 rs.
(Jarretis da 200 jardas a 80 ra.
Metras de arqainhaa a 160 e 120 rs.
Um par de froabas de labyrintho, 14500.
Macos de grampes a 20 rs.
Metros de pliaee a 400 rs.
Lindos passartnhos de seda para chapaos de
afeara, de 600 ra. a 1*600.
Um pente com inecripcSo para senhora, 1*.
Um leque de 16* per 9*.
Brinqnedos para enancas, leques de papel, fi-
tas, bicos de linhe, quadros para retratos, lencos
tspartilboe, bicos, gal&ea, franjas com vidrilboe,
entrea amitos oojectos de pbantaaia per procos
aem competencia: na espoeicao Central, rna
larga do Rosario n. 38.
Fazendasbrancas
SO' AO NUMERO
4* raa da Inperatrfa = 4o
Loja doi barataros
Alheiro & C, rna da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estas fazendas
abaizo mencie nadas, tem competencia de preces,
A SABER:
AlgodoPei;ss de Igodaosinho coa 20
jardas, pelo1- barato preco de 8*800,
41, 4*500, 4*.. 0, bf, 5*500 e 6|50i
MadapolaoPecas de madapolao com 24
jardas a 4*500, 5*. 6* at 12*000
Camisas de meia oosa listraa, pelo barato
preco de 800
Ditas branca e cruas, de 14 at 1*800
Creguella franceza, fasenda mmto encor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
cern las, vara 400 rs. e 500
Ceronlasda mesma, muito bem feitas,
a 1*200 e 1*600
Oolletiuhos a mesma 800
Bramante fraocez de algodo, muito cn-
corpado, com 10 palmos de largara,
metro 1*2
Dito de linho ingles, de 4 largaras, me-
tro a 2*500 e 380t
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largara, metra 1J0O
Crotones e chinas, clarea e escuras, pa-
droea delicados, d- 240 rs. at 400
Baptista, o que ha de mais delicado no
mercado, rs. 200
Todas estas fazendas baratsimas, [na conhecida
loja de Alheiro & C, esquina do becco
dos Ferreiros
AIgodao entestado pa-
ra lenfoes
A oe ra. e ilooo e metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
godSo para lencoes de nm so panno, com 9 pal-
ta de larpurua 900 rs., e dito com 10 palmos a
00 o metro, assim coma dito trancado para
mataas de mesa, com 9 palmos de largura a 1*200
o otro, lato na leja de Alheiro & C, esquina
do ecco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*200,1*400,1*600, 1*800 e 2* o covado
A heiro & C rna da Icsperatria n. 40, ven
dem muito bous merinos pretoa pelo preco acinu
dito. E' pechiucha : na foja da esquina do bec-
oo di s Ferreiros.
spartilhos
Na loja da roa da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons esparthos para senhora*, pelo preco
de 5*O00, assim como um sortimento de roupas
de cae i miras, brins, etc., isto na loja da esquina
4a becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 8* a covado
Alheiro & C, 4 ra da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de caBemiras ingle-
sas, de duas larguras, cora os padrees mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preoo
de 2*800 e 3$ o covado ; assim como se enearre-
gam de mandar faaer costumes de. caaemira a
804, sendo de paleto! aaoco, e 86* de fraque,
grande peohncha ; aa loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 820 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barate preco de 32G
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiroa.
Bordadas a lOtm. apeea
A, rna da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
bordado, dona metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 ra., on em cartao cora 50 pecas, sorti-
jas, por 55, aproveitem a pechiaeha ; na loja da
esquina do becco doa Ferreiroa.
Camisas nacionaes
A teOO. 8*000 e S*500
32=-; Loja a ra da Imperatriz = 88
Vende-se neste novo eetabeleoimento um gran-
de aortimnto de camisas brancas, tanto de aber-
turas e pjnhoe de linho como de algodao, palas
batatas precoa de 2*500, 3* a 4*, sendo tasanda
muito melhor do que as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitaa, por aerem cortada* por
nm bom artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda faaer por encommsodaa, a r jutado dos
freguezes : na nova loja da ra da Iasperatta n
31, da Ferreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazendas
Hna da Imperatriz = 9i
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabeleci ment encontrar 1 o rea
eitavel publico um variado sortimento da faaen-
as de todas as qnalidades, que se vendem per
recos baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de roupas para horneas, e tambem ae man-
da faaer por encoaamendaa, p r ter am bom mos-
tr alfaiate e completo sortimento de pannos finas,
casemiras e brins, etc
I
7*000
10*000
12*001
12*001
5*50(
6*50<
8*001
3*001'
l*60b
l*00t<
Boa da Imperatriz -
Loja de Pereir* da Hva
Neste eetabeleeimento vende-ae aa roupas aba
zo mencionadas, que sao bar i *ui,as.
Palitots pretoa de pore\.. aiagonaes e
acolchoados, sendo tazendas muito en-
corpadaa, e forrados
Ditos de caaemira preta, de cordo muito,
bem feitos e forrados
Ditos de dita, fasenda muito melhor
Ditos de flanella azul sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados
Calcas de gorgorito preto, acolchoado,
sendo fzenda muito encorpada
Ditos de casemira de cores, sendo muito
bem feitas
Ditas de flanella ingleaa verdadeira, e
milito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e
Ceroulaa de greguellas para bomens,
sendo muito bem.feitas a 1*200 e
GolletinhoB de greguella muito bem feitos
Assim como um bom sortimento de lencos d*
linho e de algodo, meias cruas c collarinhos, etc
lato na loja aa roa da Imperatriz n. 3s
Riscados largos
a SOO ra. o evade
Na loja da roa da Imperatriz n. 32, vendem s*
riscadinhoa praprios para roupas de meninos
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covade
tendo quasi largara de chita franceza, e isi>
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o
do,e ditas* ea curas a 240 rs., pechincha
loja o Peseira da Silva.
Pontde. aeltnetaM e lasiaba* a SO
ru, e covade
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-a
nm grande sortimento de fustoes brancos a SOt
re. o covado, laiahas laveadas de tarta-corea,
fasenda bonita para vestidas a 600 rs. o covade
e setinetaa lisas muito largas, tendo de todas at
cores, a 500 rs. 1 covado, pechincha : na loj.
do Pereira da Silva.
feriaste aretee a 1 '
Vende-se merinos pretoa de doas largaras pan
vestidos o roupas para meninos a 1*200 e 1*60(
o covado, e superior setim preto para entintes .
1*500, assim como chitas pretas, tanto lisas conv
de lavonres brancos, de 240 at 320 rs. j na neva
leja de Pereira da Silva ra da Imperatriz nu-
mero 32.
Alsjodonlnao franrri para lenf e
a OOOra.. e l*XOO
Na loja da rna da Imperatriz n. 32, vende-ae
superiores algodozinhos franceses com 8, 9 e 1C
palmos de largara, proprios para lencoes de am
s panno pelo barato preco de 900 rs. e 1*000 >
metro, e dito trancado pa- a toalhas a 1*280, a*
an como superior bramante de quatro largura;
para lencoes, a 1*500 o metro, barato ; na kj
de Pereira da Silva.
Roopa para meninos
A JVdsteOO e
Na nova loja da roa da Imperatriz n. 32, a>
vende um variado sortimento de vestuarios pro
prios para meninos, sendo de palitosinho e cale
nha curta, feitos de brim pardo, a 4*060, dito.
de molesquim a 4*600 e ditos de gorgoreo preto
ensilando casemira, a 6*, aa muito baratea ; n
loja do Pereira da Silva.
Camisas de cretone
Na nova loja de fazendas raa da Imperatriz
n. 82, vende se camisas de cretone de cores, sendo
muito bem feitas e de bonitos padroes, pelo bara-
to preco de 2*500 cada urna ; assim como ditas
brancas muito finas, pelo meamo preco : isto aa
ra da Impci atris numero 82, loja de Pereira da
Silva.
Carne e queijo do serillo
Venda-s-i carne e queijo do serto do Serid,
por preco baratissimo : ra rna do Bom Jess nn-
mer38._________________________
WHISKY
BOYAL BLEND macea V1ADO
Este exeellente Whisky Escessos preferm
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica
a corpo.
Vende-ae a retalho nos tu iberes armazens
aiolhadoa.
Pede BOYAL BLEND marca VIADO cajo tu-
rne e emblema sao registrados para todo o Brasi
BEOWNS & C, agentes
.\0O
Bonitos leques de gaze para senhora, a 3*, 6*
8* e 10*.
Ditos de setiaeta, de 1*503 a 2*600-.
Ditos de papel, de 300 rs. a 1*.
im coatlnuavo
Cintos de couro a 1*500 e 2*.
Babadas bordados largos e estreitos, a 100 rs
a peca.
Chapeos para baptiaados, de 1*500 a 9*.
Ditos de palha para enancas de 3 a 4 annoa, a
2*500.
O Pedro Antones & C. quem tem pasa liqui-
dacao.
Belleza, frescura, jutenladc
Pos braace den Craeea para ama-
ctar a pelle
Estes pos, de ama fineza extrema, especialmen-
te preparad? ;, < ,-aformosear a pelle, sem alte-
ral-a.
A' venda, em tasa do Pedro Antones & C^rua
do Duque de Cazias n. 63.
Igualmente o bem conhecido loite de rosarpara
extinguir as espinhas e pannos, os mais assombre-
sos iniuiigos de urna assetinada face, reatituindo-
lhe a belleza antiga.
Em ultima analyse ser bom nao esqueeer o
crme rosado para os labios !! S a Nova Espe-
rance.
lili e agrada el
Faaer nm delicado trabalho de crochet cama
noveUos de la e seda.de diversas cores, que teem
o Pedro Antunes & C.
Linhae de diversas cores, dita branca de linho
para (aser trivolit, medalhro tranca bem conhe-
cida pera o mesmo.
Um bonito desenho colorido para mesa bonita,
al mofada.
Ao 63Ra Duque de Caxiaa
O teaajpo >proprio
Boas meias de l para homens e Benhoras,4a?a*
de dita para quem soffre de rheumatiemo.
ao 63-Raa Daasieie de Cante
Pechadlas para acabar!!!
a Duque de axlas n.
Fostdes de cores para vestidos a 240 e 330 rs.
o covado.
Chita claras e escuras, 200 e 840 re o dito.
Sargelins diagonal de todas as cores, 240 rs. o
dito.
Alpacas de seda idem idem, a 360 e 400 rs. o
dito.
Las cou bolinhas, novidade, 560 e 700 rs.
dito.
Setioetaa superiores, fasenda de 600 rs., para
liquidar a 400 rs. o dito.
Damascos supetioies, duas larguras, 1*000
dito.
Popelina branca da seda, 480 rs. o dito.
S<*ins maco de todas as corea, 800 rs., l*O0i,
l#200e J*40Oodito.
Velludilhos de listrinhas, novidade, 1*600 '
dito.
Sedas japonesas, 400 rs. o dito.
Esguio para casaqninhos de senhoras, a 4* e
455OO a peca.
Brim pardo fino para vestida 500 rs. o covado.
Faites ae novos gostos, a 500 rs. o dito.
Camisas para senhoras, as mais lindas que tem
vindo, a 4*600 e 5*.
Saias riquiasimas, para todos os precoa.
Cortinados bordados, 6J5O0 e d* o par.
(tiar.ligues de crochet para cadeira e safa,
8*000
Camisas francesas superiores, a 30$ e 3ti*.
Bramante de algodaW, o melhor que tem vindo,
1*500 o metro.
Idm de linho puro, 2-* o dito.
Colchas de cores, francesas, 1*500 e 2* ama.
Lencoes de bramante muito grandes, 2* um.
Cobertas de ganga, idem idem, 3* urna.
Meias arrendadas para senhora, a 8* a dusia.
dem aruas, idem, 8* e 12* a duzia.
dem inglesas para homem, 3*600, 4* e bf a
dusia.
Ceroulaa de bramante bordadas, 12*000 e 18*
a duzia.
Lencos de linho a 3 a duzia.
Casemiras de cores, inglesas, 1*400 e 1*600 a
covado,.com deas larguras.
dem pretas diagonaes, 1*800, 2* e 5*400 o
eovado.
Cortes de ditas de cores, proprias para iavezno,
a 2*600 e 3*.
dem ingieras, superiores, a 4*500, 5* e 6*.
Cortes d fustio para colletes, lindos desenhos,
a 2*608 e 3*.
dem de gorgoro preto, a 2/ 1 para acabar.
Deposito de algodoes, taato nacionaes como es-
trangeiros, superiores madapoloee, brins, casemi-
ras de todas 1 s qnalidades, eberiotes e merinos
para loto.
Vendas em grosso, descont da praca.
Garneiro da Innha k .
3 una Dnqne de Caxiaa SO
Bom negocio
Vende-se urna pe-
quena taberna, pro-
pria para prineipiante
por ter poneos fundos.
Na ra da Roda,, n.
48* daroJnformaQdes*
Leile coadensado
Vendem Jos Joaquim Al vea & C, rna do
Bario da Victori* n. 69, ao preco de 500 rs. sor
lata, e 5*000 a uzja, garaetindo se ser do me-
nor fabricante.
f
LISTA GERAL
2'
N B.O premio prese re ver
um anno depois da extracto.
A

DOS PREMIOS DA & PARTE DAS LOTERAS CONCEDIDAS POR LE PROVINCIAL N; 557^M BENEFICIO DA MATRIZ DE AGA-PRETA, EXTRAHIDA EM 2 DE JUNHO DE 1886.
US. PREMS.
3
6
8
11
16
21
36
40
44
60
62
71
79
16
91
94
95
104
9
10
12
18
95
28
31
33
40
41
42
49
50
54
59
65
67
70
73
81
89
202
7
9
15
16
26
33
34
35
43
46
4*
NS. PREMS.
8#
4
8*
4#
247
71
75
82
87
90
91
95
97
302
5
8
15
25-
32
34
40
41
44
43
49
53
62
65
67
71
83
85
86
97
411
24
26
29
40
48
51
54
55
56
70
71
72
81
84
86
93
96
99
504
4*
MS. PREMS.
NS. PREMS>
8tf
8
46
505
7
8
9
26
36
37
38
51
52
53
54
64
83
85
88
89
90
93
97
98
99
602
8
12
13
20
23
27
28
29
32
46
48
58
63
64
70
73
79
82
84
98
700
4
10
13
15
20
22
44
4*
724
28
37
38
39
51
54
59
60
89
97
99
802
3
6
8
12
14
17
24
30
36
38
43
65
72
7
83
91
97.
99
906
12
13
17
19
23
24
26
28
31
32
37
40
44
46
52
61
IOO# 77
SOO
44
4*
NS. PREMS.
m
44
t4
44
Jal
988
99
1000
11
16
22
28
44
46
48
57
63
76
77
79
86
92
93
1100
8
13
21
23
24
30
33
34
36
41
42
46
60
62
64
69
75
85
92
93
1200
11
13
14
16
20
27
32
33
34
35
44
NS. PREMS. NS. PREMS.

:4
44

84
1249
56
63
64
65
67
72
77
80
85
87
88
37
99
1301
2
3
4
6
8
9
13
16
20
34
42
44
52
55
63
64
69
71
77
88
89
90
1405
10
19
28
38
36
39
41
46
47
67
68
72
4
1475
83
85
90
95
96
99
. 1502
5
8
9
14
18
20
24
25
26
37
41
42
44
47
48
50
53
54
55
59
60
62
64
85
1603
8
15
18
21
35
39
43
47
49
50
51
57
64
66
68
73
77
84
44
NS. PREMS.
S4
14
44
44 1680
83
91
95
1700
23
25
26
27
31
38
46
53
58
61
63
68
73
79
93
95
98
1803
13
19
26
31
40
41
42
50
54
61
71
75
76
79
82
86
93
1902
5
7
10
12
19
21
84
44
84
44
8
44
44
NS. PREMS.
NS. PREMS. NS. PREMS
1930
37
38
42
51
53
60
63
65
66
73
74
81
82
89
94
96
2004
7
11
19
28
30
36
43
55
67
70
71
72
81
86
89
90
96
99
2101
8
9
12
13
U
16
19
26
27
30
34
35
36
44J
4
84
44
84J
44
84
44
84
44
84
44
2137
38
39
41
47
48
49
50
53
58
68
70
72
90
2201
2
4
10
16
18
20
31
33
40
41
47
55
57
63
69
73
74
84
87
91
2302
3
9
16
24
27
36
39
46
50
52
65
68
71
81
44 2383
88
95
2400
2
4
6
8
25
34
35
39
46
48
54
58
62
63
66
73
76
91
92
96
84
44
84
44
i 4
44
44
2512
15
32
34
45
47
48
50
54
55
69
77
79
84
86
99
2603
18
22
32
36
46
51
52
55
NS. PREMS. NS. PREMS.
84
44
44
34
46
4*2658
60
69
72
77
83
84
86
89
92
94
95
2700
15
20
21
24
26
36
40
44
47
48
50
62
70
81
85
91
2801
3
10
28
32
41
45
51
53
55
59
61
67
86
88
95
96
2900
2
3
9
44
NS. PREMS. NS. PREMS.

14
44
84
44
14
44
84
29t 44 3129
32 31
34 - 32
36 41
40 looA 43
41 44 51
42 55
43 60
45 68
52 69
53 71
62 73
64 84
69 86
73 996 94
78 44 96
79 84 3204
90 44 17
92 21
93 30
94 . 40
98 53
99 54
3009 59
13 62
14 - 66
22 69
32 4 71
36 l:Oni 79
37 44 80
42 82
43 83
51 85
53 92
55 93
56 99
57 3301
60 3
62 5
63 13
66 18
84 23
89 27
94 29
96 * 30
3111 33
13 _ 36
15 49
19 44
27 52
44
4:ooo4
44
84
44
i4
3361
64
84
90
94
99
3403
7
9
11
; 17
20
21
26
27
33
34
43
47
48
53
55
56
58
60
64
72
73
78
83
87
91
94
97
3500
2
3
4
11
13
22
32
39
44
45
49
50
58
59
62
44
NS. PKEM*. NS. PREMS.
8*4
44
!*4
44
84
84
44
84
14
44
84
84
44
3565 44
70
90
93
3602
15 -
20
24
27
32
36
40
42 8*
49 44
56
62
69
70
74
79
80
82
90 1004
92 44
94
97
3700 1 55)
7
11
13 1>
16 44
22 -
25
29
34
35 84
38 44
43
45
48
57
65 -
63
69
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76
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91
93
3802
4
8
15
23
25
29
31
32
39
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59
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74
0
82
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86
93
96
L3902.
40
11
12
17
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33
38
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43
47
50
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77
85
87
96
99
4000
44
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-
i usira \


8
o de PeimmbneoHlaint--kgrji 3 d Joho de T886
mm*~**
y
ASSEMBLEA ERAL


>-

LITTR1TDRA
CAMBRA DO DEPUTADOS
SESSAOEM 21 DE MAIO DE 1886
PBB8IDESCIA DO 8R. ANDBADE FIGUEIBA
Justifica o procedinaaoto quo tave par
com o ajudante-general da armada, assim
como a escolha que fea do official que o
substituto; e pondera que, se o poder pu-
blico nao fizesse reparos sobre incidentes
idnticos quelle de que o Io tenente Cam-
pelo foi causador, acorecoaria a indisciplina
na corpora$2o da armada.
Disae o nobre deputado que o orador
pantava os seus actos, na pasta da mari-
nha, pela paixao partidaria; e para de-
monstrado citou a suppressSo da esquadra
de ovolugSes. Ter muitas occasiSes de
tratar deste assumpto ; entretanto, dir des-
de j que nSo supprimio essa esquadra se-
nSo depois de estar convencido de que ella
era muito dispendiosa e intil. Tratou g
Sr. BarSo de Jaceguay com a maior con-
sideragSo, attendendo aos seus servicos,
offereeendo-lhe um lugar, que elle nSo
aceitou, no conselho naval. O mesrao pro-
cedimento teve para com o Sr. BarSo do
Ladafi, que alias nlo ficou desemprega-
do, como airmou o nobre deputado, pois
que elle membro do conseibo naval.
Creou duas divisoes de evolug3es para
o aprendizado das tripolacSes dos nossos
navios em exercicios fra do porto do Rio
de Janeiro, por ver que esta medida era
mais econmica e mais proveitosa ao en-
sino.
Quanio questSo dos arsenaes do con
selho naval, a que o nobre deputado vol-
tou, exortando o Ministro da marinba a fa-
zer economas, nao se demorar o'orfcdor
neste assumpto, mesmo para nSo embara-
car a passagem do projecto ; por isso li-
mita-ae a dizer que est resolvido a fazer
todas as economjaa possiveis, mas sera pre-
juizo do serviso publico.
NDguem mais pedindo a palavra en-
corrada a discussao, a propost* approva-
da e reraettida-- coinmissSo de redacgSo.
Entra em 2* dscussSo o projecto n. 42
de 188G, abrindo ao ministerio da marinba
um credittr-para munigoas navaes, e even-
tuae8.
Ninguem pedindo a palavra, encerra-
da a discussao e approvado o projecto.
ELEITORES DO CORREGO DO PRATA
Entra em discussao o projeeto 2 A de
1856 cora as emendas do senado, desig-
nando a sede eleitoral no territorio do Cor-
rego do Prata.
Ninguem pedindo a palavrs, encerra-
da a discussao e approvdjT o projecto.
O Sr. Castrioto requer e a cmara ap-
prova que o prnjeoto saja-dado em 3" dis-
cussao na ordena do dia para segunda-
fe ira.
PEN3UES

S
Entra era Ia dscussao o projecto n. 6
de 1885 approvando o decreto que conce-
de pensoes aos soldados Romualdo Pereira
(lomes e Je s Joaquim Hilario da Silva.
Ninguem pedindo a palavra, encerra
da a discussao.
Entra em i* discuasSo o projecto n. 8
de 1885 approvando o decreto que conce-
de urna pensSo ao msico reformado Jlo
Flix Martins de Mondonga.
O Sr. Coelho Rodrigues pede o a cma-
ra approva que esto projejto tenba urna
so discussao.
Ninguem mais pedindo a palavra ; en-
cerrada a discussSo o projecto approva-
do e remettido coramisso de redacgSo.
Esgota Ja a materia da ordem do dia, o
Sr. presidente d a do dia seguinte.
luchos fluminenses
DOCS PARTIDOS
(Do Pait da c8rte)
Foi em 18...
Fujamos das cifras exactas.
Para que lavrsr indirectamente a certi-
d!lo de idade de pesso*s, que vSo figurar
neste artigo, e que jamis me perJoariam
tamanha indiscripcSo ?
Jamis, sim leitores, porque essas pes-
soas pertencem ao sexo, que tem horror
aos a)garismo8 terminados em enta.
Enta para a mulber quer dizer o adeus
de todas as illusdes, a aposentadora for-
9ada.
Atastando, pois, as inconveniencias re
sultante3 do numero preciso, com sacrifi-
cio embora dos deveres de ebronista, direi
apenas :
O Seculo a em mais de meio.
O fallecido tbeatro Gymnasio, sobre
cujos destrogos exgue-se* boje um salSo
de bilbaree, era conbecido naquelle- tempe
pelo nomo deTbeatro de S. Francisco.
O respeitavel publico, ou por excesso de
amor por esse pequeo templo de arte, ou
por confrntalo com o seu vizinho, S. Pe-
dro de Alcntara, chamava-o mimosamen-
te o theatrinho de S. Francisco.
O diminutivo estava ainda justificado
pelos hbitos da poca em que levavam-
se para o theatro suceulantas fritadas de
camar'es, garrafas de vinho, hojudos mo-
ringues de dous bicos abarrotados d'agua,
talheres, toalnas, esteiras, entregndose
os espectadores nos longos intervallos do
drama ao entreraez a lautas seias, a ac
tentar as criancas, e a outros misteres do-
mestico, como se estivessem em casa.
Erajinteressante, durante a ceia, ver a
familia reunida no vasto camarote com-
mentando as peripecias do drama cheio de
remreos que acabava de ouvir.
Aquello malvado devia morrer mes-
mo, dizia um.
Chi! I Que homem damnado obser-
vara outro.
Eu gostei quando o grande arran-
cou lhe o punbal das maos. Como se cha-
ma o homem que faz este papel T
Qual?0 velho?
Sim.
E' o Costa. Ootro o Florindo.
Quem quer fritada ?
Passe-me para c o peixe.
Foi pena que o Marti abo nao entras-
se. Este arroz est queiraado.
Os camaroas estSo gostosos como
que. O' Rosaura, endireita a fralda desta
crianca ; gosto mais do Captivo de Fez;
aquillo que peca.
Esta tambem bem boa ; eu ainda
estou chorando. Parte-me um pedaco de
carne apsada.
Nisto ouvia-se fra :
Tira o p, papagaio I
Tira o p, papag .io 1
Ou entSo :
Peo peo 1 Tira o chapeo.
Tirou 1 Tirdu !
Ora, os camarotes de S. Francisco erara
pequeos; nelles nSo se podia fazer o mes-
mo.
O diminutivo, pois, por estas e outras
razoes era cabivel.
Apezar de pequeo, porem, o theatri-
nho tem urna historia, e asss gloriosa.
E' urna phase dessa historia, que venho
lembrar aos leitores.
O theatro, como o grande scenario do
mundo reel, tem tambem a sua' poltica.
E que poltica?
Com' cheff's, partidos arregimentados,
odios, traicSes et reliqua.
Naquelle tempo o publico de S. Fran-
cisco dividia-se em duas fraccSea :
Montaistas e Orsatistas.
F0LHET1M
KGOLO
POR
ZaVrsss :s mnm
(CONTINUACAO DE ANGELA)
(Continua cao do n. 12S)
1
E' natural que nao tenham esqnecido que
Grisky havia dito a Proli que lhe reser
vava umaoperagito que lhe faria muita hon*
ra.
O oculista polaco repellia, de proposito
deliberado, os progressos mecnicos annexos
a theorias scientificas.
Nao negava o immenso passo dado pela
ophtalmolgia, desde que se possuia appa-
relhos preciosos que tornavam as opera-
g3es mais facis e menos dolorosas ; mas
considera va se velho demais para os appli-
car e renunciar aos methodos de outr'ora.
Alm disso, nSo tinha o fogo sagrado,
desde que se tornara celebre e rico.
Sabendo que Proli, pelo contrario, era
um fervente adorador dos systemas novos,
estava eatisfeito por encarregal-o de urna
tentativa, Cojo resultado, repetimos, lhe
pareca mais que duvidoso.
Era un mente por aso, o nao para lhe
das urna ocoasi&o de brilbar, que elle o
coliocava no seo lugar.
Voltenos ao Sr. de Gevrey.
Era no dia seguinte ao da sua volta de
Saint Julien da Sault que devia conduzir
sna mSi casa de sauda do oculista po-
laco.
Tinha-se combinado a entrevista para
aa onie horas, depois da visita da ma-
nhS.
A doente, urna vez oprala, .devia ficar
durante alguns diaa pensionista do doutor.
A'b nove horas e meia, o Sr. de Qe-
vrey tiaha mandado preparar o carro, e as
dea horaa e um quarto tinham partido pa-
ra a ra da Saude.
Nao tendo Qrisky tornado a fallar na
Montani e Orsat, eis as estrellas' que o
eparavam.
Estes partidos distinguiam-se por dnas
cores salientes.
Os Montaista* adoptaram o encarnado.
Os Onatistas o amarello.
Os liberaos e conservadores eram cha-
mados tambem outr'ora amarellos e ver-
melhos.
Os pnmeiros parodiaran! os segundos ou
os segundos imitaram os primeiros?
Eis o que a historia nao diz.
As fileiras do partido da Jesuina Mon-
tani compunham-se de estudantes de me-
dicina, das escolas de marinba e militar e
de alguns memores do commercio.
A classe caixeiral, tendo sua frente
importantes lojistas, sustentava a Orsat.
Jesuua e Orsat, ambas mocas, bellas e
talentosas, coraecavara a carreira artstica
sob os mais lisonjearos auspicios.
O gue incendicou, porem, os nimos da-
quelle tempo, e dividi o publico em duas
fraccoes terriveis, nSo foi artstico das duas atnzes, mas a belleza, a
fatal belleza, que causa de tantas asnei-
ras neste mundo, inclusive a do cerco da
Troya.
A Jesuina possuia sobretudo uns olbos,
dos quaes ainda se recordara hnje com sau
dades muitos desembargadores. ministros
de Estado, oflv.'iaes generaos e conselhei-
ros, dizendo entre pitadas e suspiros :
Que olbos que tinha aquello ladro 1
Dou por bem empregadoa todos os dos-
fructes que dei no theatro!
A' magia dos olho- juntava se o timbre
sonoro da voz, voz maviosa que ia certei-
ra como urna seta ao ceracao dos especta-
dores.
A Orsat era fina, flexivel e elegante. O
seu porto esbelto fazia recordar o da Ce-
luta do autor do Genio do Christianismo.
Os partidos as extremeciam sob o ponto
di vista plstico, procurando desculpar os
excessos a que sa entrega vara com o santo
amor da arte.
Os partidos polticos silo tambera assim.
Batem-se apparentemente pelos princi-
pios ; mas no fundo o interesse, s o in-
teresse que os more.
A luta dos Orsatistas e Montaistas foi
terrivel 1
as noites de espectculo os chefes es-
tabeleciam os quarteis generaes nos cama-
rotes de booa, forrados das respectivas
cores do partido, um em frente do outro.
Era desses pontos que parta o mat
d'ordre, a senha.
Quando a Jesuina cntrava em scena, os
encarregados, que erara os mais diablicos,
appladiam-a com palmas e bravos, june an-
do o palco de bouquete.
Qi tfmarellos protestavam com assobios
e gritos de -Fra 1 Fra I Fra !
Quando a Orsat apparecia dava-se mn-
tatis mutandia o mesmo.
A batalha, porm, propiamente era nos
intervallos.
Ahi quo os partidos esgrimiam-se com
a maior valenta.
Socos, pontaps, bengaladas, apitos da
polica, olhos inchados, faces esfoladas, ca
be^as partidas, dous ou tres caixeiros na
cadeia, taes eram os resultados infalliveis
da tal esgrima.
Os estudantes, mais espertos, davam s
de Villa Diogo quando viam a situacao
complicada.
Emquanto os partidos assim so batiara,
as duas estrellas, ligadas pela mais cordial
amizado, riam-se a bom rir dos dislates
de seus adoradores.
Olha a carta que este escreveu-me,
dizia urna, procurando Buffocar a garga-
lhada. Coitado (lendo) : Meu aojo
adorado I Amo-te perdidamente. Quan-
do te vi pela primeira vez no Peregrino
Branco ou as '.leninas da Aldeiafiquei
quasi maluco 1J nio tenho socogo. Teu
do coracSo J... Sabes quem este
sujeito T E' aquello pequenino, muito be
primeira fila de
Ah I Ab Ah 1
xigoso, que senta se na
oadeiras.
Ah I E' aquello
Sabes de ana cousa ?,'
O que ?
Pois o C... uSo tova o descoco de
fazer me hontem urna deolaracHo t
Devraa ?
E' o que te digo.
Mas tambem, coitado, elle j tem le-
vado muitos petelcos por tua causa 1
Eu nao lhe encommondei o serm3o.
Qua l se avenha.
As pegas era qua entravam as duas ac-
trizes eram : A vendedora de pers; O
casamento e a mortalha no co se taina ;
Arthur ou os 16 annos depais ; A graga
de Deus ; A Fabia e algumas outras, de
que nao me lembro presentemente.
O enthusiasmo dos Orsatistas e Monta-,
nistas era tal que andavam pelas ras
com gravatis, lencos e flores das cores dos
partidos
Via se uro sujeito de lenjo 'amarello, j
se sabia era Orsatista.
T-aziaum cravo ao poito -era monta-
ista.
Quando as duas actrizsa casarara-se
houve um desapontament geral tilo gran-
de, t3o grande... que os partidos raor-
reram I
Franca Jnior.
--1- -
VARIEDADES
Perder a tramontana
Durante a graude semana commemora-
tiva dos mysterios, que ha cerca de deza-
nove seculos se passaram na antiga Hiero
solyma, fui presente com o mais christSo
recolhimento aos officios divinos celebra-
dos pelos sacerdotes, revestidos de suas ca-
sulas, as quaes se vm as treslettras gregas
I. H. S. abreviatura do nome de Je-
isus; assistindo tambem ao officio de anoa.
operaclo ao seu successor, este quasi que
tinba esquecido as poucas palavras que lhe
havia dito.
De inanhi, como na vespera, Proli tinha
feito a sua visita, acoropanbado dos seus
ajudantes e discpulos.
Esta visita durou mais tempo que de
costume.
Orgulhoso com a maneira attenta cora
que o ouviam, eom o interessa manifest
que tornavam suas explicacoss, discorria e
da va a esta simples e familiar licao as pro
porces de um verdadeiro curso, digno de
urna cadeira na faculdade de medicina.
N'uraa s sessao os discpulos deviam
aprender mais com elle do que n'uraa se-
mana com qualquer outro professor.
Evidentemente o italiano preparava na
sciencia opht&Imologica urna absoluta re-
volucao.
A visita ia terminar, quando Grisky, qua
nesse dia nao a tinba seguido, appareceu.
Est satisfeito, caro collega e amigo V
pergunto.u elle ao successor, est-ndendo
lhe a m3o, que este apertou.
- Muito satisfeito, caro e Ilustre mes-
tro, respondeu elle logo Vejo-me cercado
de mocos ebeios de inteiligencia o de ar-
dor, e tenbo o orgulho de acreditar que
obteremos to >os magnficos resultados.
O senhor vai mesmo esta manbSdar-
Ihes urna nova prova da sua sciencia pro-
funda e da sua habilidade sem rival.
Proli olhou para e polaco, admirado.
- Enl2o de que se trata ? disse elle.
Acabam de me annunciar a chegada de
urna pessoa de quem j lhe fallei, preve-
nindo-o que a operacSo seria das maia ir-
teresiautes. A consulta estava marcada
para boje... J o tinha esquecido ?
Completamente, confesso. .. A pes-
soa que deve a-r operada um hornera ?
- E' urna mulhr.
E em que consista a doenga ?
Desvic\ > completa do systema do
olho.
O olho aftecta lo o direito ou o es-
querJo ?
Ambos "stSu aff.ictados, e a cegueira
completa inevitavel om pouco tempo.
Urna especie i murmurio lnvantou se no
grupo dos juiiantf8 e dos discpulos.
Proli volt iu s^ para elle.
Por quo motivo esse murmurio,
meus aenhores ? perguntou-lhes elle com
urna certa bonbomia.
Eatabeleceu-se o mais profundo silencio.
E agora par que se calaram ? per-
guntou o italiano. esejo saber o que pen-
sara. Que um dos seahore falle por to
tfoa.
Um dos discpulos, considerado geral-
mente como o mais adiantado, approxi-
mou-se.
Sr. doutor, disse elle, creio ser o in-
terprete dos meus camaradas, afirmando
que o nosso murmurio era a expresso de
urna duvida, ou antes de urna certeza.
E qual essa certeza ?
E' que urna desviaco completa do
systema do olbo incuravol e que nenhum
tratamento pode ser tentado por forma ra-
cional e til.
O italiano sorrio.
Quem lhes disse isto ?
Torios os autores que tamos lido ;
todos os prof jssores de quem temos seguido
os cursos.
Proli sorrio de novo, mas desta vez
cora manitesta irona, e voltando-se para
Grisky perguntou-lhe :
Onde est essa pessoa ?
Mandei-a conduzir para o quarto n.
12, onde espera com seu filho, o Sr. de
Gevrey.
Ouvindo pronunciar este nome, o italia-
no teve um estramecimento repentino e urna
ligeira contracc&o nos msculos do rosto.
Sr. de Gevrey '< repetio elle, recor-
dande-se de um artigo que lera na ante-
vespera, no salao de espera do Dr. Gris
ky, artigo relativo ao crime commettido na
linha do caminho de ferro P. L- M. e no
quul J.tyme Bernier havia sido victima.
II i um uiz formador da culpa, addido ao
tribunal de Pariz e que tem um nome as-
sim. Ser este ?
Elle mesmo.
O italiano pensou :
Que e-tranho acasoHrouxe aqui este
homem ?
Depois, dirigindo-se primeiro a Grisky e
em seguida aos seus ajudantes e discpu-
los, accrescentou :
Conduza-me, caro doutor... Acom-
panhem me, meus senhores.
E4oa dous mdicos, seguidos pelo seu
cortejo, dingiram-se para a galera do pri-
meiro andar, para a qual se abra a porta
do qu irto n. 12.
Entraram.
Ricardo de Gevrey estava de p e peno
da mi, que se acbava assentada.
Grisky approximou-se e disse, depois de
o ter cumprimentado :
O senhor toi mais do que exacto, por-
que ch'.'gou um pouco antes da hora com-
binada.
O juiz formador da culpa respoudeu :
Tenho tanta pressa, Sr. doutor, em
ver minha mSi recuperar a vista. Teve a
^bondade de me permittir que acreditasse
Na sexta-feira maior ouvi o serraao de la-
grimas, prostrando-me reverente, quando
o orador sagrado apresentou aos ouvintes
o sudario em que estava impressa a Ver-
nica. O templo regorgitava de fiis, que
nessa occasio se inostravam verdaderos
pobres de espirito, isto pobres de vai-
dade, humildes. No dia seguate, sabbado
da hal-elniah, quando depois das densas
trevas, sinos e carrlihfos feriram os ares,
estrandaraui girndolas, e torrentes de luz
inundarara toda a igreja fui tal a minha
alegra, e contentamento, quo bem se me
poderia applicar o dicto popular a Vio pas-
sarinho verdes-No domingo do Paschoa
enverguei fato novo, que estava X. P.
T. O. Lomlon! !
Convidado pelo alferes Eunapio, meu
particular amigo (co.n quem nunca estive
tde candeias s avessas) regalou-me este
com um op paro jantar, onde em nenhum
prato entrou o bispo.
A carta que me elle dirigi, foi escripta
a com todo3 os FF e RR; era toda chea
de amabilidades, ditos chistosos, finalmen-
te, em um estyk proprio de quera a est
sempro com a carinha n'agua; mas havia
um certo periodo, que ao lelo, disse eu
com migo : Isto traz agua nobico.
Appareceram atinal os outros convidados,
que j tardavam, quando nos iamos sentar
mesa ; chegaram, como se costuma dizer,
aao pintar da faneca a
Reinou durante o janter muita animacao,
e alegra. Grande era o numero de mojas,
todas bonitas, e muitos os rapazas, cada
um dos quaes apintou o padre, e fez o seu
p de alferes.
Estava tambem presenta o nosso conhe-
cido velho o Sr. Bonifacio da Annuncia-
c2o, que ficou entre os mocos. Eu nao po-
derei referir tentira por tentim aos lei-
tores todas as cajoadas, que fizeram os ra-
pazes ao pobre do Sr Bonifacio, a quem
trouxeram de canto chorado ; mas sem
contal-as cp.. .a.. .pa, Santa Justa, as-
signalarci as que me occorrerem.
Os rapazes, que Acarara aos lados, com
a maligna intencio de pfil-o algrete, mis-
turavam, sem quo elle percebesse, diversos;
vinho; aa sempre que lhe enehiam o copo, fi-
cava este a res-ts, campo doOurique. O re
sultado foi alm da expectativa: o Sr. Bo
nifacio fez discuraos, (quasi bestialogicos)
glozou motes, en suraraa transformou-se
em poeta de sobremesa.
Ene erta occasilo, depois de ter feito um
brinde, precedido de palavras sesquipedaea,
estando com mais de dous dedos de grara-
matica, convidou os cirumstantes, dizen-
do : a Meus senhores, e,ta de virar; e
entornando para o interior do estomago o
tonificante falermo, olhou pelo fundo do
copo para dous estudantes, que lhe estavam
fronteiros. Um delles, em represalia da-
quella visagem, disse-lhe:
O' Bonifacio, sabe que nem gaita,
en ? O Sr. Bonifacio tormaliaou-se, e re-
torquio-lhe : Oh l, senhor estudante, veja
que sou um professor, que entre mim, e
um estudante ha um abysmo; portan ti a l
com l, e er com er.
Devo ser tratado com todo o respeito e
considerajao, porque nlto sou nenhum ale-
galh.
.Nio se zangue, mestre Bonifacio,
disse o alferes: todos nos roconhecomos e
rendemos culto ao s?u vasto saber.
O Sr. Bonifacio himpou com elogio ; mas
foram de tal modo augmentando os brindes,
sempro aeompanhados pelo insigne pro-
fessor, que elle j tinha injectados de san-
gue os olhos, o as faces to rubicundas,
quasi roxas, como beringelas. A cada
instante instigado pelos raotejos dos rapa-
zes, que em voz baixa lhe tocavam em bal-
das cortas, foi-lho a colera alcoolica subin-
do em tal crescendos que chegou a a per-
der as estribeiras, e at a dirigir palavras
speras ao Ilustre ampbitryao. Prestou
nesse cmenos L>. Florinda, aquella res-
peitaval irmit do padre Simao, valiosos
servicos, apaziguando o mestre de escola,
e intervindo, como urna verdadeira aPartei-
ra do Nuncio. as suas repetidas expo-
suas, causa las pelos directorios do rapazio,
dizia o Sr Bonifacio ao alferes : a Esta ra-
paziada est aqui a me aborrecer ; e V.
S. parece que tfaz ouvido de mercador.
Termioou o jantar s 7 horas da noite;
o caf foi servido no jardira, que est Ilu-
minado. Damas e cavalheiros, fazando da
bocea ura vilcao, cujas lavas ardentes, ar-
Nao vou dormir, hei de sabir boje
desta casa. Estou
agora faltam-me estes vinte das.
pago at o fim do mes-
paga ; vamos;
sirvo a
na possibilidade da sua cura, e deposito as
minhas esperan$as no senhor.
- N3o serei o nico, senhor, a tentar
um esforjo, que tal vez seja coroado de
bom xito. Permittia-me que lhe apresen-
te o Dr. Angelo Proli, meu collega e meu
successor.
Seu successor | repetio o Sr. do Ge-
vrey, admirado.
E' verdade. Esta casa pertence-lhe
ha dez dias. E', pois, a. ell qua competo
decidir, sem appellago, se a tentativa au-
daciosa que se trata da fazer nSo ser im-
prudente e nXo poder por em risco a vida
da Sra. sua mai.
Pois que 1 a vida de minha mai po-
deria ser ameacada! exclamou o juiz, tor-
nando se pallido.
A Sra. de Gevrey levantou-se com um
movimento repentino.
Se assim, disse ella com voz ura
tanto trmula, creio mais prudente nito me
arriscar operacSo. Nao te quero deixar,
meu filho Prefiro ser cega a ficar sepa-
rada de ti pela morte. N3o te verei mais,
mas ouco-te, sei que ests parto de mim
e isso basta para me fazer feliz.
Socegue, minha sonhora, peco-lhe,
disse iramediatarannta Proli, e o senhor
tambem, Sr. de Gevrey... Talvez que o
meu sabio collega, obedecendo a sentimen-
tos de prudencia exagerada, veja demasia-
damente negra a situagao... Emquanto a
mim, nao hesitara em operar, se depois do
exame julgar que ha probabilidades de
bora xito, e tomarei a responaabilidade
para mim.
Ora, replicou Ricardo com energa,
que me importa a sua responsabilidade, se-
nhor I... O que eu quero, o que eu exijo
que minha rai nao sa exponha a...
Nao se expor.... Nao tentarei a
operacSo, dou lhe a minha palavra de hon-
ra, sem ter a certeza absoluta que a vida
da Sra. de Gevrey nSo corre risco.
E como o ha de saber ?
Saberei, examinando os olhos da Sra.
sua mSi, e Jpeco-lhe permissao de proce-
der, sem mais demora, a esse exame.
Quer, minha mSi 1 perguntou o ma-
gistrado.
Cortamente, visto que vim aqui para
isso.
EntSo, Sr. doutor, queira comecar.
Proli conduzio respetosamente a Sra.
de Gevrey, pela raSo, para urna eadeira de
bracos, que um dos ajudantes, obedecendo
a um signal do doutor, havia arrestado pa-
ra perto dajanella.
Fl-a sentar e collocou-a de maneira que
he dsic a luz em cheio no rosto.
rojadas do coracSo, se transformavam em
palavras, entre alegres risnhos discorram
emparelhados pelas alamedas do'araenisai-
mo horto. Urna mei duzia de rapazas, que
haviam tomado sua conta o Sr. Bonifa-
cio, nSo o deixaram um s momete em
repouso. Mais em liberdade no jardira,
atizeram cousas do arco da velha; furta-
ram-lhe a boceta d*rap, esconderam o
lenco de Alcobaca, arrancaram-lhe o cha-
peo, atirando-o para o ar, como peteca;
de sorte que o illustrrdo professor aandou
em papos de aranhaa, primeiro qua apa-
nhasse a cantimplora ; e quando a pode
alcancar, exasperado, e no auge da colera,
armou-lhe um ios rapazas tal sancadilha,
que o fez ir de ventas ao chSa. EntSo no
meio de g'sral gargalhada, e da exclama-
cSo Cara dura{Jornal do Commercio
de 22 de maio de 1885), desatou o Sr. Bo-
nifacio a lingua, o despejou toda a biles di-
zendo: a Aqui nSo volto mais; esta poz-
me sal na molleira. E sem se despedir de
pessoa alguraa tdeu s do Villa-Diogo.
Em um dos recantos dojardim, prximo
aos aposentos dos criados, estava um cria-
do, cuja cabega era muito mais fraca que
a do Sr. Bonifacio; e a quem o licor de
Baccho transfermou em vlentSo. Elle
quera dizer ao alferes Eunapio os seus
sentimentos e exigir urna satisfago pelo
mo tratamento de palavras, que do amo
tinha recib lo. Outro criado, mais velho,
e que estava era seu perfeito juico, busca-
va contel-o, elhe dizia:Olha l, Manoel,
aquello ditado que diz : Cora teu amo
nSo jogues as poras. Vamos embora ;
o que tu precisas dormir.
O amo paga ; sim,
vem dormir.
Ha de pagar, que eu nSo
ninguem a de oobus a nicolo.
ao dizer estas palavras foi cahindo so-
bre o hombro do companheiro, que o levou
para o quarto.
Depois de o ter deixado a roncar, en-
contra na volta, em urna das ras do jar-
dira, dous rapazes, um dos quaes lhe per-
guntou :
' Sabes onde mora aquella moga; filha
da senhora viuva que faz doces ?

Oh isso sei eu. Ella mora na mea-
ma casa com a mao d'ella.
Isso tambem sei eu ; mas a ra, 9
numero da casa ?
Ah a ra ? muito fcil. Eu ouvi
dizer que no morro de Paula Mattos,
p'ra banda do Catumby ; o que a casa
de sobrado, e tem duas escadas ; mas o nu-
mero, nSo sei.
Ora! estou na raesma. < Ouvio can-
tar o gallo, mas nSo sabe onda. >
Emquanto se passavara taes aceas as
jardim, j toda a companhia enchia as
salas brilhantemente Iluminadas ; o piano
so fazia ouvir, e diversos pares ivalsavam
vertiginosamente.
Em urna saleta prxima jogava se; o
commandante, sogro do alfares Eunapio,
queixava-se da sua infelicidade n'aquella
noite ; e dizia araiudadas vezee : vou mu-
dar de lugar ; que este, em que estou, pa-
reen "que tem eaveira de burro. Eram
quasi novo horas, quando appareceu o Dr.
leraclito, a cujo encontr foram logo D.
Trifonia, e sua filha, que quasi ao mesmo
tempo perguntaram:
EntSo, doutor, porque nSo nos foi
buscar para virraos juntos jantar ?
NSo me foi possivel, minha sonhora,
ti ve para isso razoes.
Que razSe3 ? disse D. Trifonia;
hSo de sar razSes de cabo de esquadra.
Qual I mamSi, corrigo D. Clemen-
tina, foram razoes de cacaraco".
Bem; dango j com V. Exc. esta val-
sa, o a segunda com D. Clementina, para
ficar absolvdo.
- Est perdoado, est perdoado, dissa-
rSo ambas.
Grisky, o juiz, os ajudantes e discpulos,
anc080s, interessados no mais alto grao,
formaram um meio circulo em volta da ca-
deira.
O italiano tirou os oculos do vidros
azues, quo trazia a Sra. de Gevrey ; de-
pois, tirando urna lente do bolso do seu
avental de visita, afastou-Ihe as palpebras
e poz se a estudar-lhe os olhos.
Este exame durou cerca de cinco mi-
nutos
Que idade tem, minha senhora ? per
guntou elle era seguida.
- Cincoenta e seis annos.
Desde quando perdeu a vista ?
Ha quatro mezes.
(Jonsultou muitos oculistas?
Muitos, sim, senhor... as notabilida-
des da sciencia.
E o que lhes disserara as notabilida-
des da sciencia ? perguntou o italiano, su-
bliuhando, da certa forma, estas ultimas
palavras com tom de mofa.
Que a operagSo era impossivel, e
que, por consequencia, nao devia alimentar
a menor esperanga de cura.
A operagSo com effeito, impossi-
vel.
O Sr. de Gevrey empallideceu.
Impossivel 1 I repetio elle com deses-
pero. Assim, minha mSi fica cega para
sempre ?
NSo disse semelhante cousa, replicou
Proli. Se a operacSo impossivel, a cu-
ra nSo o .
Gonseguir curar minha mai ?
Assim o espero. %
Ah I senhor, faga isto, e o meu re-
conhecimento nao ter limites I... D vis-
ta a minha mai e disponha da" minha for
tuna, da minha vida!
O italiano sorrio.
Basta-meo seu reconhecimento, senhor
disse elle, e esse mesmo nSo m'o deve,
porqae nao farei mais do que cumprir um
de ver profissional. Prometti a cura e ob-
tel-a-hei, prompta e completa.
Prompta e completa? repetio o Sr.
de Gevrey, estupefacto e radiante.
Sim, senhor, o provarei aos meus
mestres, aos meus collegas e aos discpu-
los, que ura problema considerado por mui-
tos como insoluvel pelo contrario, fcil
de resolver.
A gente moga que era testemunha desta
pequea scena, escutava com admiragSo e
nSo podia acreditar no que ouvia.
Grieky, um tanto escandalisado com a
seguranga de Proli, perguntava baixinho
se o seu successor nSo era um sabio e ao
mesmo tempo um parlapatSo, sabendo m-
Poucos momentos depois fez tambem a
sua entrada o Sr. Carlos, o viajante feliz,
a quem j conhecemos da fazenda do Sr.
comraandador Fernando.
Apenas entrado, o seu trajo attrahio a
geral attengSo pelo exagerado rigorism
da moda. Dous rapazea que conversavJo
passeiando pelo salSo, disserSo ura para o
outro :
Olha o tal Carlos.
Parece q ue elle ainda tem algum co-
bre.
Qual I era vintem ; poz tudo fra;
ficou a ver navios.
Olha; l est elle rendendo fineza
aquella lourasinha.
Qual dellas ? aquella bonita da vea-
tido azul ?
Sim ; es8a mesma ; que desde o jan-
tar nSo tirou os olhos de mim ; e agora
est arrufada, porque nSo fiz caso.
Ora tire o cavallo da chuva; disse
o companheiro ; e continuaram a passeiar.
O sarao esteveanimadissimo. O alferes,
e sua senhora desafaziam-se em obsequios
para com os seus convivas ; dansou-ae at
muito tarde.
D. Trifonia, e sua filha nSo perdern.
valsa, polka, nem quadrilha.
(Contina)
por-so multidSo com maneiras de saltim-
banco.
O italiano, voltando se para os discpu-
los, fez-lbe esta pergunta:
Algum dos senhores tem urna la-
neta ?
Eu, mestre, respondeu um dos ou-
vintes.
De que numero ?
Numero dezeaeis.
Queira emprestar-ra'a.
O discpulo entregou a sua luneta a P-
roli.
Este recebeu-a, tirou os vidros dos aros
de tartaruga e depois de os haver poste
obliquamente, ura sobre o outro, approai-
mou-os do olho direito da Sra. de Ga-
vrey.
Olhe, minha senhora, disse elle ea-
tSo.
A mSi do juiz volteu a cabega com sub-
missSo, mas com ar do condescendencia
um tanto triste.
De repenfe, empallideceu, deu um grito
surdo e cabio quasi inanimada na cadeira,
de que se tinha levantado.
Minha mai I... minha mSi I... ex-
clamou Ricardo. Meu Deus, o que isto?
Nada que o deva inquietar, senhor,
pelo contraro... replicou Pan ti. A sonho-
ra sua mSi experimentou um abalo inevita-
vel na oc jasio em que as trevas que a
cercavam se dissiparam de repente. Julga-
va-se cega, e vio. ,. Alm disso, fique des-
cansado. Ella vai voltar a si.
Os discpulos, os ajudantes da casa da
saude e o proprio Grisky estavam fascina-
dos.
Os coragSes batiam a despedagar lhes
peito, em presenga daquelle espectacul
inaudito e incomprehensivel para elles.
Proli produzia naquelles scepticos o ef-
feito de urna especie de mgico.
A curta syncope resultante da comma-
cSo acabava de dissipar se.
A Sra. de Gevrey recuperava completa-
mente os sentidos.
Grandes lagrimas corriam-lhe dos olhos.
Estendeu os bragos para aquelle de quem
ella ouvia a voz.
Vi balbuciou ella. Vi I Ah se-
nhor, fez um milagre!
Os espectadores iam testemunhar ruido-
samente a sua admiragSo e enthusiasmo.
iContinuar-se-ha)
Tvp. do Diari; ra Duqua d Carias n.


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