Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16511


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Full Text
ANNO L. NUMERO 216
.
V

\
f
PAR* A CAPITAL B LUGiRES OVDK tfiO DEPAtil POBTB.
for tres rae;s adiaatados................ 8*000
for seisdit03 idem..................123000
Por um anno idem. .................149000
Cada numero avuiso .................. 9330
DEP
MMBBMBBiMBaa
mmmm
OUARTA FE1RA 25 DE SETEH6R0 DE 1874
PARA I>IvVI KO E FORA DA PBOVINCIA.
Por tres mezes adiantados........... 6#75#
Por seis ditos idem..............* lW&oO
Por nove ditos idem................. M9350
Por am anno idem................. S7JS0W
PROPRIEDADE DE MANOEL FIGUEIROA DE FARIA FILHOS
B
ft In. Gerardo Antonio Alvei d Filhos, no Par!; Goneairea & Pinto, no Maranhio; Joaqoim Jose" de Oliveira d Filho, no Ceari; Antonio de Lemm Braga, no Aracaty ; Joiu Mria Julio Chras, no And; Antonio Marqaes da Silva, Natal; Jose* J ustiao
Pereira i'Almeida, em Mamangnape ; Carlos Auxencio Monteiro da Franca, na Parahyba ; Antonio Jose Gomes, na Vila da Penfaa; Be'armino dos Santos Bolcio, em Santo Ant* ; Domingo* Jose" da Costa Braga, emBazareth}
Antonio Ferreira de Aguiar, em Goyanna; Joao Antonio Machaeo, no Pilar das Alafdas; Aires d C.na Bahia; e A. Xavier Leite 4 C. r> Rio Janeiro-
NSTBUCCaO POrULAS
EleiuontoM de physica
L1VR0 SEGl.NDO
Hydrovfatica
CAPITULO I
HESSOES TBANSM.TTIDAS E KXBBCtDAS PHLOS LI-
001 DOS
('ontinuagiioj
veriucacao do prlneipio do Pas
cai.-A experiencia, cujo processo aciuia deixa-
mos assignalado, demonstra qae as presides sao
cransmittiilas pelos liquidos em ludos os seutidus.
Para verificar quo ellas lambein sao transraitii-
das com a mesma inteusiJaie, era igualdade de
paredes ou superficeis, e com intensidades pvopor-
rionaes as superficies, no caso de paredes ou su-
perficies desiguaa, serve-se a gente de dons cy-
lindros, ligados por uui tube. fechados por em-
tolos de atricto dike.
Cbeios os cylindros, e tendo de procederse a
experiencia, aprese.iitam.se duas hypotheses, que
sao: ou os cjlindros terem o mesmo diametro
ou nao.
Se sao iguaes, observa-se que, uma vez exerci-
da uma pressao subre um dos embolos, e indis-
pensavel exereer pressao identica sobre o outro
para que o equilibrio se de", isto e, nota se que,
se sobre um embulo actiia o peso de dous kilo-
crammos, e preciso outro peso de dms kilo-
gramnios sobre o outro embolo para que o equi
iibrio se de.
Na tegund;i hypothese, isto e, no caso de dia-
raetros desiguaes, por exeraplo : tendo um dos cy-
lindros o diametro de uma polegada e o outro o
de vinte poej;adas ; obser.ase que, se sobre o
unbolo do de uma polegada actiia um peso da
urn kilogramvto, para que se de o equilibrio, e
preciso collocar sobre o embolo de vinte polega-
E d'ahi se conclue que as pressoes Iransmittidas
*jo proporcionzes a extensao dm paredes qae as
recebem.
0 principio de Pascal serve de base a toda a
bvdrostatica, e logo mais verenvs uma de suas
mais importantes appiicacoes no apparelho conhe-
cido 30b o nome de prensa hydraulica.
Pressoes resultantes do peso 1om
liquidos. No que precede tomamos em con
sideracao as pressoes transinillidas sobre as pare-
des dos vasos, quando se comprime a superflcie dos
liquidos, contidos nesses vasos.
Nao 6 precise, porem, comprirair a superflcie ds
um liquido para dar lugar a pressoes interiores a
sua massa e sobre as paredes d i vaso que o con-
tern, visto como o proprio e unico peso do liqui-
do basta para produzir pressde*. que variam com
a profundidade e com a deasidada do mesmo li-
quido.
Com eflTiito, esi.uido um v.uo qualquer cneio
U'agna, se se :onceber que est-; liquido scha se de-
vidido em caiaada3 horisontaes de igual espessu-
ra, 6 evidente qae, a contar de cima para baixo,
a segunda cainada supporla uma pressaojgual ao
peso da primeira, a terceira uma pressao ignal
ao peso das duas primeiras, s assim por diante ;
de sorte que a oressao vai crescendo proporcio-
nalmente ao numero das camadas, o quese expri-
me, dizendo que a gravidade deconvolve nos liqui-
dot preswet proportionate a profundidade.
Alem disio ti evidente que essis prossoes sao
tambem propovcionaes a drasidade dos liquidos,
isto e, que era igualdade de profuudidade, a pres-
sao para liquidos cujas densiJades sio rep'eseota-
das por I, 2, 3, i, 5, etc., e st ;nelhaniemeate re
(.r^sentada por t, i, 3, i, o. etc.
Finalmente, em virtude do principio de igualda.
de de pressao em tidos os semi Jos, as pressoes,
(|ue a gravidade de;envohv nos liquidos, nio se
L-xercem somenta na direct;;!;' daquella forca. mas
tambem horisonnihwntc, e mesmo de bain para
cima, com) demon>traremos.
Pressue Isiteraes. Iorni(|uelc n> -
Iraulico. A existeocia das pressdea lateraes,
4ue exercem os liquidos sobre as paredes dos va-
pos que osconi.im, ii demonstrada com o auxilio de
um apparelho danominado lorni'iuete hydraulico.
Esse apparelho corapiie-.-e de um tub) de vidro
ou de metal, de compriraectj conveniente, termi-
cado em uaia exlremidadc por um bocal em for-
ma de cali:e, e na outra per uma pega 6ca em
forma de dado, isto e, com seis faces quadradas.
for uma das faces liga-se o dado ao tubo ; pela
opposta a essa repousa n'uma bacia de metal apro-
priida por meio de uma pequena haste, que ser
ve de eixode rolaQao do tubo; e nas outras qua-
tro faces acbam-se adaptados "pequenos tubos de
vidro ou metal, dispostos perpendicularmente as
respectivas faces, e curvados nas extreraidades li-
via e sempre no mesmo sentido.
Ileponsado o tubo verticalmente na bacia, sns-
tenta-seo nessa pos'nao por meio de uma maneta
da madeira, dentro de cujo annel o mesmo tubo
s.yra com acln'.i doce, e preude-se essa maneta a
uma colamna vertical e firrae, e em cujo alto exis-
to um re3ervatorio d'agua, que lem na parte infe
rior e correspoadendo ao b jcal do tubo, uma tor-
neira, por onde pode escoar-se a agua, contida no
i eservatorio, para o referido bocal e tubo.
Dispojfj assim o apparelho, e cneio o reserva-
torio, abre-se a f.rneira e a agua desce pelo tubo
vertical, atravessa os pequenos tubos horisontaes
do dado, e precipita-se pelas poutas recurraJas
dos mesmos Ubos, fazendo com que o tubo verti-
cal e seus apendices gyrem circularmente, por ef-
feito das pressoes lateraes exercidas pela columna
da agua contida no tabo vertical.
Com effeilo ; admiuamos que os pequenos
tubos horisontaes se acnam fechados ; neste caso,
as pressoes exercidas pela columna d'agua, sobre
a3 paredes que fecham esses tubos, e bem assim
sobre as paredes oppostas a parte curvada dos
taesraos tubos sao iguaesi e, como tambem sao
contrarias, destroara-se, e, pois o apparelho fica
em equilib.'io, isto e. parade.
Mas, dosde que os pequenos tubos sio abertos,
ctssando a presslo d'agua sobre os obturadores
ou paredes de tapamento dos ditos tubos, subsis-
tom todavia as pressoes sobre as paredes oppostas
as aberturas dos mesmos tubos ; e, como estas
j.ressoes se exercem todas no luesmo sentido, fa-
?era ell as gyrar o apparelho, imprimindo-lhe um
Tuovimento de rotacao, c assim deraonstrando a
oossa those das pressoes lateraes.
B" em virtude das pressCes, que os liquidos
txiTcem lateralmente, que os diques, barragens,
Laldjs de arudes, comportas.. etc., feitos no intuito
de reter qualquer massa d'agua, da um paul, rio,
riacho, mar ou deposits de cr.uva, as vezes se rom-
pem on desmoronam, dando liberdade as aguas.
a cuia pressao o es!orc,o cedtm aquellas obras.
(Continua.)
podendo, porem, se effeciuar o desembarque dos i Pacheco, vigario collado da freguezia do
ditos generot naquelie presidio, sera que por par- Espirito Santo de Pao d'Alho, a congrua
PARTE OrflCIAL.
Govern da provlncia.
EXPEDIENTE DO DIA 2i OE ABRIL DE* 1874
/.* tec0o.
Acto
0 presidente da proviacia, attendendo ao que
requereu Antonio Bao, resolve conceder-lhe licen-
ce paar embarcar com destino ao presidio de Fer-
tando de Noronha, no primeiro vapor que para
alii seguir, 03 generos constanies da relafao jun-
ta, assignada pela secretaric da presidencia, nao
te do respective commandante se pruceda a exa
me, alim de se verificar si ha aguardente ou ou-
tra qualquer bebida espiriluosa.
OIBcios :
Ao Exm. b.igadeiro commandante das armas.
Para forraar a junta de justica, que tern de Jul
gar em ultima ioslaneia processo instaurado con-
tra 0 soldado do corpode policia, Antonio Leite Ca
valcante, designe V. Kxr... ires vugae* deatre os offl
ciaes superiores da guarnicao desta provincia
devendu elleti comparecer neste palacio, no dia 27
do corrente, as 12 horas do dia.
Au mesmo. -Sirva se V. Exc. de mandar por
em liberdade 0 recruta Bernardino Ferreira dos
Santos, que provou isencao legal.
Ao mesmo.Deferindo 0 requerimento do
escrivao dj hospital miliiar, Avdrao Pereira da
Cunha, re^ommendo a V. Exc. que, nos termos
da sua informafao de hontem datada, sob n. 320,
o faca submetter a inspecgao de saiide. seodo 0-
ler.uo dessa iospecjao entregue ao supphcaiite para
delle fazer 0 uso que enlender a bem d^seu dj-
reito. ^5 *
Ao mesmo.Para sou coahecimento e fins
convenientes, commuaico a V. Exc. que no dia 5
de maio proximo vindouro. as 11 boras da manha
seguira para 0 presidio de Fernando de Noronha,
um dos vapores da companhia peraambucana.
Ao presidente do conselbo de compras do
arsenal de gu ?rra. T,-ndo neta data approvado
as propostas que vieram annexas ao officio de V.
Exc, de 8 do corrente, e auiori.-ado 0 director do
arsenal de guerra a mandar lavrar de conform Ja-
de com ellas os compelenteS contractor, nos ter-
mos do regulamento n. 5,118 de 19 de outubro
de 1872, assim 0 declaro a V. Exc. para seu co
nnecimenlo, deolarandolne que as cadeiras ora
existentes no hospital miliiar, e que vao ser sub*
stituidas per outras de jacaranda, cujo fornecimen-
to consta de uma das mencionadas propostas, da-
verio ser d'aili retiradas e vendidas ni ioteresse
da fazenda, como propoe 0 inspector da thesoura-
ria na sna inf jrraacao de h ntem datada, sob n.
308, serie G, com referencia ao parecor da respec-
tlva contadoria.
Ao direct t do arsenal de guerra.Remetto
a V. S. as inclusas propostas que nesla data ap-
proval e foram acceitas pelo conselho de compras
Jesse arsenal em sessao de 6 do corrente, afim de
que, de conformidade com as referidas propostas,
mande lavrar os competentts conlractos, nos tor-
idos do regulamento annexb ao decreto n. 5118 de
19 de oulubro de 1872.
2.' seccuo.
Actos :
0 presidente da provincia resolve, de confor-
midade com a proposta do !Dr. chefe de policia
em seus olBcios de 13 e Vk do corrente, sob os ns.
496 e 544, restaurar 0. districto policial de Peripe-
ri, que constara do todo 0 terreno desde Pimenlei-
ras ao sul da Colonia Isabel, ficando pertenceule
a > districto de Pimenteiras o terreno de que se
coaipoe a mesma Colonia, e todo 0 mas ao nor-
leate os limites dos districtos da Capoairas e La-
ge-Grande, e ao sul 03 quarteiroes Maiara, ajuem
e alem do no deste nome, Cousulta, Santa Theresa
e Pindobal.
0 presidente da provincia, a viata da pro-
posta do Dr. cheje de policia em oQicio de 13 do
corrente, sob n. 496, resolve exonerar 0 capitao
Joaquim Cordeiro Ribeiro Campos do cargo de sub-
delegado do districto de Pimantoiras.
0 presidente da provincia resolve, de con-
formidade com a proposta do Dr. chefe de policia
em offlcio de 13 do corrente, sob n. 496, nomear 0
capitao Joaquim Cordeiro Ribeiro Caiipos e os ci-
dadoes Minoel Joaquim da Cunha, Francisco An -
touio de Amirim e Laurentino Jose da Silva, 0 1
para 0 cargo do subdel gado de policia do dis-
tricto de Periperi, do termo do Bonito, e 03 3 ulti-
mos para os de supplentes do mesmo 3ubdelegado,
na ordem em que se acham collocados.
Oilieios :
Ao Exm. conselhairo presilente da relacao.
Em addiUrnento a meu offlcio de 24 de marco pro-
ximo findo, incluso remetto a V. Exc. diversos do-
cuments relativos a representajao, que a camara
municipal do Bonito enderecou a estt presidencia
contra 0 1* supplenle do juiz municipal d'aquelle
termo, Jos6 Manoel Pontual.
Ao juiz de direito de orplsaos d'es.ta capital.
Da novo recomraendo a V. S. que providancie em
ordem a ser fornecida a esta presidencia uma re-
lacao dos invent trios, que corre perante es e juizo
e era que seja interessada a fazenda provincial pelo
pagamento do sello de heranjas e legados, decla-
rando-se os que se acham parados ; e porque motivo
os que sa acham em andaruento; aquelles em
que tendo sido julgada a p irtilha por seatenQa
nao esteja entretanto jnnto 0 conhecimento do res-
pectivo imposto, e finalmente aquelles, eml'jue ha
vendo sello de usufruct) para se arrecadar nao
se tenha procedido a competente avaliacao dos
rendimentos, como ja foi solicilado em olli ;io de
20 de marco proximo findto.Iguaes aos juizes da
! e 2" vara.
3.' secgao.
Acto :
0 presidente da provincia, tendo em vista 0
que expoz 0 inspector da thesouraria de fazenda
em offlcio de hontem datado sob n. 317, serie G,
resolve, de conformidade com 0 5 do art. 8* do
regulamento de 19 de setembro de 1860, nomear
oex-fiel Jo ftnado thesoureiro da alfandega .Mo-
desto do Rego Baptista, para exereer interina-
mente 0 lugar de thesoureiro.
Offlcios :
Ao inspector da thesouraria de fazenda.
Tendo nesta data autorisado 0 director do arsenal de
guerra a mandar lavrar os competentes conlractos
para 0 fomecimento dos objectos constantes das
propostas acceitas pelo conselho de cempras do
mesmo arsenal em sessio de 6 do corrente, e sobre
que versa a sua informacao de bontem datada, sob
n. 3C8, serie G, assim 0 communico a V. S. para
seu conhecimento, certo de que relativamente as
cadeiras do hospital militar que tem de ser snb-
stituidas por outras de jacaranda, determinei que
livessem 0 destino indicado no parecer da conta-
doria dessa thesouraria.
Ao mesmo.Para os fins convcniente3 com-
munlco a V. S. que em 19 do corrente assumio 0
exercicto do cargo de juiz de direito da comarca
de Goianna 0 bacharel Francisco Teixeira de Sa,
para onde fora removido por decreto de 29 de
novembro proximo passado, segunlo participou
em officio d'aqueila data.
Ao mesmo.-Para seu conhecimanto e fins
convenientes, commuaico a V. S. que a compa-
nhia pernambucana cxpedira um dos seus vapo-
res para Fernando de Noronha no dia 5 do mez
de maio proximo futuro, as 11 boras da manha,
segunlo communicasJo do respectivo gerente in-
terino
Ao mesmo.Para os lias convenientes com-
munico a V. S. que em 19 do corrente assumio 0
exercicio do cargo de juiz municipal e de orphaos
do termo do Goianna 0 bacharel Alfredo Ernesto
Vaz de Oliveira, eonforme participou em sea offl-
cio da mesma data.
Ao mesmo.Communico a V. S. para seu
conhecimento e devidos effeitos que, de acordo
com a informaclo d'essa inspectoria, de 23 do cor-
rente, sob n. 317 serie G, nomeei nesta data 0 ex-
fiel do flnado thesoureiro d'alfandega, Modesto do
Rego Bapiista, para exereer interinamente 0 lugar
de thesoureiro da mesma alfandega.
Ao mesmoA' vista do atlesiado junto,
mande V. S.| pagar ao padre Jose Rufino Gomes
Divino
corr 3
pohdeote aos mezes de Janeiro a raargo deste anno.
Ao mesmo.Para seu conhecimento e fins
convenientes communico a V. S. qne nesti data
deferi a pretencio qie Antonio dos Santos Siqaei-
ra Cavalcante oede relevacao di mnlta que lhe
foi imposia pelo collector da Eseada por nao ter
no praso legal dado a malricala a ingenua Isabel,
filha de sua escrava Primitiva, a qne se refere 0
seu offlcio datado de 23 do corrente. sob n. 309. se-
rie G.
Ao inspector da thesouraria provincial.
Ao arrematante da obra dos repiros de 200 me-
tres de empedramenlo na estrada do Limoeiro,
Antonio Luiz Marques mande, Vmc. pagar a quan
tia de 422^080, constant.; do incluso certificado do
engenhtiro chefe da reparticao das obras publicas,
feito o desconto da lei pela responsabilidade da
cunservacao da mesma obra por um anno.
Ao mesmo.Mande Vmc. pagar a Patricio
Gomes da Silva a quaolia de 94J008, conitante
das folhas e p'ets juntos, proveniente dos venci-
mcutos de uma forc,a do batalhao n. 26 da guar
da nacional do municipio do Bonito, que veio em
-diligeneia a esta capital conduzindo preso? de jus-
tica.
4.' secgao.
Por tar ia:
A' camara municipal da cidade da Victoria.
Informe a camara municipal da cidade da Vic-
toria com urgencia e circumnstanciadamente so-
bre as accusacoes qua lhe faz 0 vereador supplen
te juramcnlado da mesma camara Luiz Jose da
Silva Cavalcante, na representacao junta, que sera
devolvida com a informacao.
EXPEDIENTE DO SECRETABIO.
/.* secgao.
Offlcios :
Ao Exm. brigadeiro commandante das ar-
mas.S. Exc. 0 Sr. presidente da provincia man-
da declarar a V. Exc. para os fius convenientes
qae por despacho desta data defario o requerimento
que veio annexo ao seu offlcio de hontem data
do, sob n. 322, em qae 0 recruta Manoel Gomes
da Silva pedio 0 praz > de 13 dias para provar
isencao legal do service militar.
Ao director do arsenal de guerra. Da or-
dem de S. Exc. 0 Sr. presidente da provincia, de-
clare a V. S. para seu conhecimento que no dia
5 de maio provimo vindoaro, as 11 horas da ma*
nha, seguira para 0 presidio de Fernando de No-
ronha um dos vapores da companhia pernambu-
cana.
2." secgao.
Offlcios :
Ao Dr. chefe de policia.Da ordem de S.
Exc. 0 Sr. presi lento da provincia, communico a
V. S. que a companhia pernambucana fara seguir
um drs seus vapores para 0 presidio de Fernando
de Noronha, as 1 i horas da manha do dia 5 J >
mez de maio proximo Undo, eonforme communica-
eao do respectivo gerente interino.
Igual ao Dr. juiz de direito executor de sen-
tencas.
Ao commandante superior do Bonito. S.
Exc. 0 Sr. presidente da provincia manda decla-
rar a V. S., em resposta.ap 9eu olRcio da 21 do cor-
rente, que nesta data se providenciou no sentido
de serem pagos pela thesouraria provincial os ven-
cimenlos das pracas que vieram dessa villa e3Col-
tando presos, eonforme solicitou esse commando
superior no citado offlcio.
Ao juiz de direiio de Goianna.0 Exn. Sr.
presidente da provincia manda accusar 0 recebi-
manlo do otHc:o de V. S., de 19 do corrente, com
municando haver na mesma data assumido 0 exer-
cicio do cargo de juiz de direito dessa comarca,
para onde fora removido por decreto de 29 de
novembro proximo undo.
Ao juiz municipal do 'lermo de Goianna.
0 Exm. sr. presidente da provincia manda accu-
sar 0 recebimento do offlcio de. V. S., do 19 do
corrente, comraunicaudo haver na mesma data
reassumido 0 exercicio do cargo de juiz municipal
e de orphaos desse termo.
Ao presidente do conselho de qualificagio da
guarda nacional da parochia de Nossa Scnbora dos
Monies. 0 Exm. Sr. presidente da provincia
manda accusar 0 recebimento do offlcio do V. S.,
de 10 do corrente, communicando haver na mesma
data concluido 03 trabalbos do conselho de uualiti-
cagao da guarda nacional dessa parochia.
4.' secgao.
Offlcios :
Ao director do archivo publico da cOrte.
De ordem de S. Exc. 0 Sr. presidente da provio-
cia, remetto a V. Exc. um exemplar da falla que
0 mesmo Exm. Sr. leu a assembiea legislativa de3
ta provincia em sua abertura no dia 1 de marco
do corrente anno.
Ao 1 secretario da assembiea provincial.
N. 88.-RemettD a V. S., de ordem de S. Exc. 0
Sr. presidente da provincia e para 0 fim constante
de seu offlcio de 20 do corrente, sob n. 30, copia
da informacao prestada pela directoria da instruc-
cao publica em offlcio 4s 21, sob n. 129, a qual
acompanba 0 par-cer do conselbo director sobre
0 requerimento que devolvo, em que a profes'.ora
do Limceiro, Maria do Rosario Oliveira e Mello,
pede a assembiea provincial uma decisao no sen-
tido de ser-lhe concedida a gratificacao a qae se
julga com direito por ter mais de 13 annos de
exercicio no magisterio.
3* divisao.N. 273.-Pernambuco.Reparticao
das obras publicas, em 16 de setembro de 1874.
Iirm. Exm. Sr.Ja live occasiao de expor a V.
Exc. que a acquisicao do pessoal technico secun-
dario desta reparticao, conductors, apontad ires e
desenhistas da lugar as maiores difflculdades.
Para descobrir as causa* disto basta ler os ullimos
relalonos annuaes do director geral da instruc-
gao publica desta provincia e do regedor do gym-
nasio provincial.
Abi ve-33 claramento que 0 servigo seeundario
so e seguido tendo os exames para admissao na
faculdade de direito, e que por Eonseguinle os
cursos de pbysica, cbimica e historia natural nuo
Um um so alumno nesta provincia de am milhio
de tubitanles, e os dous cursoj de mathematica
do gymnasio teem am numero extremamente re
duzido de alamnos, que 03 seguem mais ou raenos
e qne desertam em todo caso logo qae 0 professor
priacipia a tratar de materias que nao eslao no-
meadamente designadas para 0 exatne de ad mis
sao na faculdade de direito.
E' assim qae teem cahido success!vamente em
desuso os exames regalamenlares para os diversos
cargos technicos desta provincia, quer para os
conductores, quer para cs desenhistas, ou mesmo
para os praticanles.
Isto e grave, porque, si um dos membros do pes-
soal tecimico actual cessasse por nma causa
qualquer suas funccoes, baveria uma quasi im-
possibilidade em sobstitui-lo.
Convem, poU, ja que 0 ensino seeundario dado
na provincia nao nos fornece individuos capazes
de preencher as funccoes mais modestas da pro-
fissao, que a directoria das obras publicas trate de
forma-los; e para isso basta querer.
Era ja 0 pensamento qae tiaba inspirado a am
de meus predecesspres a iostituicao de praticanles
admittidos entre os desenhistas da reparticao e no
escriptorio dos engenheiros de districto..
Mas, como 0 indica 0 nome, presame-se qae um
praticaate sabe alguma cousa e faz applicacao do
que apreudeu.
Ora, repito, nao achamos um mancebo qae sai-
ba antbmelica e geometria plana. Com mais for-
te razao nao Bomos tSo felizes qae encontremos am
preHadents que conhega 0 nso dos logarithrao3 e
a rflolugao dos triangulos.
Par cooseguinte nao se trata de praticar, mas
im #e aprender; nao sio praticaates, mas aim
alumoos, que nos propomos reunir, para Ihes fa-
zer seguir, nao um complemento de instraccao ab-
strasta, para 0 qual estudos mnito fraqos nio po-
deriam preparal os, mas sim uma verdaWira apren
dizagem profissional, ao concluir a qaal elles po-
derift pel) menos levan'ar ama planta com exacli-
dao, talvez fazer os desenhos mais simples do
eerie das pedras e da madeira.
Para esse fim os alimnns serao repartidis em
brigadas alternativas de qaatro, que suc;essiva
mente serao exercitadas : 1.* no levantamento e
transferencia de plantas, sob a direccio do geome-
tra qne a camara municipal do Racife acaba de
contractor para levantar a planta da cidade; 2.' no
desenho profissional nasta reparlijao; 3.0 nas ope-
rac3es divorsas do servico da consarvacao do per-
to, que vai ser constituida sob minha direccao ;
4.* nos calculus elautentares de matneraaiicas. sob
a direcijij de am professor que ao mesmo tempo
fara em horas aproprialas um carso coramum as
4 brigadas.
Assim, os 16 jovens, em tudo comparaveis aos
aprendizes das profissoes industriaes, ajudarao etll
cazmente nos trabalbos em que forem empregados
e receberao ao mesmo tempo uma iistruccJo real,
frequantemente vigiada. No caso em que urn del-
las nao mostre aproveitamento nos exercicios de
que tera de participar, cedera seu lugar a am ou-
tro.
Aflm de prever 0 caso de vagas por qualquer
motivo convira juntar aos 16 alumr.es matricula-
dos 4 ouvintes, admittidos a seguir os cursos, mas
nao a participar dos exercicios grapnicos de cam
po e de gabinete. _
I''.', pois, a uma reumao de 20 jovens qne se des
tina a aova instituicao, mnilo modesta, que devera
lomar 0 tilulo de-EScoLA puatica de geometria,
e que ficara annexa a reparticao das obras pu-
blicas.
V. Exc. me aotorison a tomar posse do edificio
charaadoescola modelopara installar alii, nao
so 0 st rvie, 1 topographico e geodesico, como esse
er.sini elementar daescola pratica.
E' chegada a occasiao de dar a esta ultima uma
existencia deGmtiva, deixando a maior elasticidade
ao seu regulamento, ate que a experience nos te-
nha torna lo bem familiansar 0 termo em que de-
vemos operar.
Propenho me inserir nos jornaes um aviso, as-
sim concebido :
< A reparticao dis obras publicas propue-se a
dar a ins ruccao pratica necessaria para a forma
cao de pessoal seeundario das obras publicas a
15 ou 20 jovens de 12 a 18 annos, que serao re-
unidos sob a denominacao de alumnos da escola
pbath'.a, exercitar-se hao no levantamento de plan-
tas, no describe protissional, nas operaco" s elemen
tares das obras publicas, ao mesmo tempo que se-
guirao um curse oral sobre as iheorias elementares
que servem de base a asm diversas paites da
profissao.
a Os jovens que deseiarem fazer parte dassa
esi:olj deverio inscreverse na secrelaria da re
partial), dando por escripto seus nomes, idade e
merada, e indicaado que estudos teem feito ou qae
p oli.sao teem comecado a exereer.
So serao admittidos depois de exhibirem pro
vas do quo conhecein bem a gramraatica porlu
gueza e a arithmetics, e que teem nocSes de geo-
metria. Maiores conhecimentos de in themaiicas
serao um clemento de preferencia, assim como de-
cididas disposicoes para 0 desenho e 0 cnlieei
mento de lingua franceza ou ingleza.
Uma commissae nomeada pelo director da?
obras publicas sera iucumbida de verificar as ha-
bilitac,oes dos candidatos.
c Depois de sua admissao os alumnos da escola
pratica reseberao graluitamente 0 ensino, mas nao
tsrao salario pelos services que prestarem como
desenhistas on como ajudantes no levantamento de
plantas. Todavia, depois de 6 mezes de estudos,
aquelles que se distinguirem poderao receber gra-
liticac.des como estimulo.
Rogo a V. Exc. que autorise esta pubheacio.
Ae mesraj tempo devo submetter a V. Exc. as
despezas necessarias para accommodacoes no edi-
ficio da escola modelo : tres repartimentos hgeiros,
0 estabelecimento de uma communicacao entre as
duas parte3 do edificio, al3uma3 cadeiras e outras
daspezas raiudas.
Essas despezas, que se elevarao a menos de...
600/000, sendo a metade para 0 fomecimento de
material, ser Alem disso, e necessario nesse edilieio um ser-
vente e algumas pequenas despezas de expedienie
e asseio. Devo, pois, prever uma despeza mensal
de 700/000. A metade somente dessa despeza
deve ser attribuida a escola pratica, pois que me
tade do edificio fica consagrado aos desenhos geo-
metricos do municipio do Recife. Demais, todas
ess ..3 despezas entram, por seu objecto coramum,
na verbaestudos graphicos.
Em resumo peco a V. Exc, si approvar as ideas,
que precedem, com a benevolencia a que me tera
babituado: l. aulorisacio para publicar no Dia-
rio de Pernambuco a nota acima proposta ; 2 au-
torisacae- para descender por administrate ate
600/000 com a apropriacao do edificio e corapra
dos objectos necassarios a escola pratica ; 3.* au-
torisaQao paaa despender pela verbaestudos gra-
phicos 70/000 mensaes com 0 expediente e as-
seio da casa, inclusive 0 salario do servente. Deus
guarde a V. Exc111m. e Exm. Sr. commendador
Henrique Pereira de Lucena, muito digno presi-
dente da provincia. V. Fournie, engenheiro direc-
tor.
Commando das arsaaas.
QI'ARTEL GENERAL DO COMMANDO DAS ARMAS
DE PERNAMBUCO, EM 22 DE SETEMBRO DE
1874.
Ordem do dia n. 848.
0 Exm. brigadeiro coraraanlante das armas faz
publico para conhecimento da guarnicao desta
provincia e devidos effeitos, as seguintes disposi -
goes do ministerio da guerra, occorridas neste
mez, as quaes lhe foram commanicadas pela pre-
sidencia em offlcio datado de hontem :
i.* Qve por portaria de 2 foi nomeada a Sra.
D. Maria Candida Theodora Alves, para o lugar
que ja interinamente exercia de professora de
primeiras lettras do presidio >1e Fernando.
2." Quo por aviso de 3 foi exonerado o Sr.
Avelino Pereira da Cunha, do lugar de escrivao
do bosnital militar desta provincia.
3.* Que por portaria da 19 foi nomeado o Sr.
capitao honorarie de exereile, Francisco Luiz Vi
raes, para commandar o forte de Pao Ajnarello.
0 mesmo brigadeiro determina, portanlo que o
Sr. tenente hono ario Prederico Vellezo da Sil-
veira, commandame intend > do mesmo f irte, en-
tregue ao seu successor o commanlo com as de-
vidas formaliJades logo que para tal fim se lhe
apresenlar, revertendo ao servico do deposito dos
recrulas, o referid > Sr. tenente Theodore.
Fica approvado o engajamenlo quo a 19 do
corrente mez contrahio para servir por m?is seis
annos, com os vencimenl s estabelecidos por lei e
premie de 400/, oanspecada do 2' batalhio de
infantaria Manoel Joaquim de Mattes, que tiuaii
sou o sea tempo como voluntario da palria e foi
censiderado apto em inspecgao de saude.
(Assignado.) Manoel da Cunha Wanderley
Uns.
Conforme.0 major Jose Bonifacio dos Santos
Uergitlkao, ajudante de ordens encarregado do
detalhe.
( ACENCIA TELEGRAPHICA UAVAS REUTER.)
Madrid tf dc setembro. -Oh gene
raes Laeeraa, Horiones, e Ceballos.
com suas divisAes do exercilo lu-s-
imniioi. encetaraiu am m*-rrsiento
cumbinado contra os carlistas.
l.omlroM SI.Arilrma-se que o rel
da Dinamarea recusou as propos
tas,Tei(as pelo priiiclpe Bismarh.
de ser a Dinamarea annexada A
Conrederucao Germanlca.
COMMEBCIAES
Londres SI.A taxa do desconto
continua a ser na praca de S 3/1
per cento. Consoliiladus de 3 O/O.
for account, a !* 5. ** Fundos brasi-
leiros de 5 O/O, do anno de I AOS. a
IOO ( ditos llo 1 iii-iiav de 6 O/O, do
nnnndrlHTl. S1 I/St ditos ar-
Kentinos de O O/O, do anno de 18*1.
u 91 l/S. Hercadu de calV- flrine;
vcuderam-se dous carrogamentoti
de Santos, com mil saccos, de SO/ a
Hi. Hercado de assucar flrme t o
maseavado bom dc Pernambuco n.
8 a isms.
Kew-York Si. -Cambio snhre l.on
dres 481 l/S. Ouro IOO 3/4. car-
regamentos de cafe do Rio i ai a
lt> l/S, e good a is 1/4 cams por libra.
Algoduo mediano UPLANDS 16 l/S cents
por libra t cbc^aram hoje aos por-
los amerlcanos seis mil rardos.
Liverpool SI.Ulercailo de aiso-
dao quieto : venderain se liojc IS
mil fardos, dos quaes i.sr.o de pro-
cedencla da America ilo 8ul ; o. i air
de Pernambuco e de Santos a 8 d..
c o de Maceio a 9 9/8 d. por libra
Assucar amcricano bom de Per-
nambuco a Si/9, maseavado purga-
ilo a SS/3, e mediano de Maceio a
Sl/9.
Antuerpia SI. Mercado de cafe
lirme.
Ha-mburgo SI. Xo mercado de ta-
re ba procura.
Havre Si.Mercado dc cafe actl-
vo t venderam-se 4,600 saccos do
Rio bom ordinario de 91 a 9S fran-
cos. Algoduo ordinario de Sorocaba
de 90 a 91 francos.
DESPACHOS D\ PRESIDENCIA, DO DIa'21 DE SETEMBRO
DE 1874.
Frandsca das Chagas Ribeiro de Oliveira.
Aguarde a supplicants a publicacao do regula-
mento.
Irmandada da or lem terceira de Nossa Senho
ra do Carmo desta cidade. Deferido com offlcio
desta data ao thesoure provincial.
Irmandade do Senbor Bom Jesus dos Passos da
igreja do Corpo Santo desta cidade.Deferido com
offlcio desta data, dirigido ao thesoaro provincial.
Corooel Jose Maria Ildefonso Jacome da Veiga
Pessoa e Mello. Informe o Sr. inspector da the-
souraria de fazenda.
Jose Soares da Silva.Informe o Sr. coraman
dante do corpo de policia.
Joao Felix Correa da Cunha.Informe o Sr. Dr.
juiz de direito executor das sentencas.
Bacfiarel Jose Antonio Correa da Silva.Passe
portaria, coneedendo dous mezes de licenca com
ordenado, na forma da lei.
Maria Salome de Siqueira^Varejao.Aguarde a
supolicante a publicacao do regulamento.
Maria do Rosario de Oliveira Mello. Aguarde a
supplicante a publicaclo do regulamento.
Manoel todrigues Machado Lima. Aguarde o
supplicante a publicacao do regulamento.
Mara. Cavalcante de Albuquerque Mello.
Aguarde a supplicante a publicacao do regula-
mento.
Valente & Irmio.Requeira pelos canaes com-
petentes e nos termos do disposto no art. 61 do re-
Snlamento do con9alado provlucial de 6 de abril
este anno.
(AGENCIA AMERICANA.)
Liverpool SI de setembro.Algo-
dao vendas facets l/lO e asikr (t)
do Brasil venderam-sc boje 1.900
fardos ; as cotacdes nao solTreram
alteracao t tern chegado diversos
carregamentos. Assucar : Orme, o
da Babia 18 9/1S. Couros i salga-
dos de Montevideo mercado flrme.
Cotacao de hoje 8/.
liondres SI. Cafe s mercado flr-
missimo. o bom do Bio 1' qualtda-
de 81.
Havre Si. Cafe t as vendas tie
boje foram de 5,500 saccos, o do
Rio de 90 a 91 e o de 8antos a OO.
Algodao i venderam-se* 1,390 far-
dos boje t o de Pernambuco a 95 e
o de Sorocaba a 90. Couros : mer-
cado lirme.
Anvers SI. CafC t venderam-se
lioje 9SO saccos to do Rio ordinario
a 41. Algodao: de Santos, quail
dade fair, a 91.
Hamburgo SI. -Caf6 : o mercado
vai melhorando : venderam se 16
mil saccos. i-'unio : mercado flrme.
Bremen SI.Algodao: tem bavido
procura
Para SS. -O governador do bispa-
do recusou licenca para a celebra-
cao da festa de 8anta Rosa de Li-
ma, depois de estar tudo prepara-
do para a solemnidade. Este novo
acto de Intolerancia tem causado
sensacfto. e lrritado os espiritos
ainda'mals contra aquelles qne o
praticaram.
OlARIODEPERNAMBUUO
RECIFE, 23 DE SETEMBRO OE 1871.
O Melboramento do Porto do
Recife.
Ao nuticiarnios o apparecimento da memoria
que; sobre o porto do Hecife, escrevea e mand ;u
imprimir em Paris o Sr. Victor Fournie, actual
cbefe da reparticao de obras publicas desta pro-
vincia, tomamos o compromisso, alias bem one-
roso, de occuparmo-nos mais delidaraente com
esse trabalbo, do qual dissemos que se deprehendia
maita intelligencia, conhecimentos especiaes e
critario nao vulgar.
Vimos deserapenhar-nos desse compromisso,
agora, que fizemos uma segunda leitura, pausada
e raeditada daquelle estudo, nao so dando uma
idea mais conpleta da memoria, mas iduzindo
algumas brevissimas reflexoes que ella nos sugge-
rie, e que de medo nenhum sao em desabono do
traballie do Sr. Fournie.
I
A questao do porto do Recife nao e de hoje qae
pede cuidados e solicita attencoes, nao. Muit >
antes de ser o Brasil independente e livre, desde
lunges tempos coloniaes, preocupava se o espirito
dos habitadores desta provincia com o porto do
Recife ; e, para nao accuraular citacoes, bastar-
nes-ha fazer mensae dos trabalbos feitos pelos
hollandexes nos recife<, que, a poucas bra^as da
riba, erguera se d'entre as oudas n'uma linha
quasi parallela a cesta. para fixar, pelo menos,
um ponto de partida a semelhante preocupacao
Hollandezes e portnguezes, nossos antepassados,
como que anteviram para Pernambuco am graa-
dioso futuro ; e, da sua pesicao geographic*, do
seu avanc. > pelo mar em guisa de quem busca ter
contacto com as grandes linhas tracadas pelas
aguas e pelos venlos a navegagao de longo curso.
come (|ue deduziram portentoso desenrolvimento
commercial a eita terra, a que parecem tambem
reservados importantes destinos industriaes e qoica
pohlicos.
Com as auras da independencia foram-nos trans
m it tides aquelles cuidalos e atten^es e estas
simi-vagas aspiracoes; e uns e outras se foram
desenvolvendo, ate que emfim, hoje ninguem mais
ousa conteslar aquillo qae a principio apenas
appareceu como um senho do futuro.
Desde entio a questao do porto-do Recife 6coa
ganha no tribunal da opiniao publica, e nao se
curou mais senio de discutir os meios pratieos
de realisar a idea do melboramento, nao so tendo
em vista o presente, mas sobretudo o futuro, e de
forma a nao sacriticar nenhum dos multiples in-
teresses que se prendera ao commercio, a nave-
gaQae e a industna, encarades sob lodes os pontos
de vista.
Nos cincoenta annos de vida politica que conta
o Brasil, muitos espiritos illnstrades trataram de
resolver o problema do porto do Recife por pro-
cessos mais ou menos naturaes, mais ou menos
empiricos, uns consultando somente os interesses
geraes, oulros alliando estes com os interesses
privados, e finalmente ontros somente tendo em
vista os in eresses iudividuaes, respeitaveis sem
duvida, mas nao de natures a faze los preceder
aquelles.
Muitas meraorias foram eseri; tas, muitos esta-
des feitos, muitos projectos apresent^dos, e muitos
planes tracades para o melhoramento do porto,
sera que jainais se fatigissem os espiritos em
cegitar solacoes aceitaveis por pane daquelles que
velain pelos primordiaes interesses do paiz.
Mas, ferija e confessar que, na multidao de taes
trabalhes, que correm impressos e ao alcance de
todos, bem raro3 sao os que visaram o ponto ob-
jective da questao, desprendendo se inleiramente
das preoccupacSes do interesse pnvado, sedento
de supplamar o publico inleresse, alias em ques-
tao que 6 de tedes, e que portanlo devia fazer
callar ambicees desenfreiadas, o mal entendidos
preconceilos.
Fdlizmente o governo do paiz, em todas as
epochas, e niste vai nos um certo desvaneci-
mento, sou he pairar na devida altura da poder
publico, jamais aquiescenlo is pretenQoes van-
gloriosas dos especuhdores, e sempre adiando a
selucao da questao, embora com preteriQao' dos
direitos de uma grande provincia, por falta de
uma base segura $obre que repousassa o melbo-
ramento.
Nao se conclna dahi que accasamos o geveruo
de ter descurado tin vital interesse para Per-
nambuco, visto como, e ja lemo-lo dito, pensamos
que o governo tem obrado avhadamente em nao
ter qucrido ate ag .ra pronunciar-se defiuitiva-
mente por um dos pi nos offerecidos para o me-
lhoramento do porto do Recife, por isso que taes
pianos, taes projectos, ainda mesmo os organisa-
des por sua ordem, se nio sio acoimados de def-
ficientes, viciosos e compromettedores do futuro,
sao-n'o em todo caso por visarem os interesses in-
dividuaes daquelle3 que, p raera especulacao in-
dustrial e mercantil, se teem proposto a contralar
a execagao do3 pianos, embora em manifesto
prejuizo da proviacia, embora em detrimento dos
interesses geraes da aavegaeao e do com-
mercio.
No numero destes ultimos projectos lislingue se
o do Sr. Charles Neate, de que aqui u s_ occupa-
mos em 1867, nao so impugnando-o na" parte te-
chnica, mas tambem nos meios economicos de
realisa-lo, taes como foram propostos pelos Srs.
barSo de Maua, conselheiro Gal vao e Dr. Muniz
Barretto, que pretenderam incumbirse dos tra-
balhos de melboramento do porto, onerando
sobremodo o commercio pela imposicao da taxa
de 18 schelings por cada tonelada de navio qae
enlrasse n> porto on delle sahisse.
Como nos opposemos a semelhante disparate
technico e econoraico, assim tambem nos havemos
do oppor a qualquer outro que tenba por fim
crear embaracos ao commercio e a navegacao,
embora tenha elle por si opinioes aulorisarlas,
como linha aqueli'ontro a do Sr. Uawksbaw, se
bem que restricta ao confronto qae fez dos pro-
jectos ate entao existentes (1867), e su3ceptivel
de modificacio em face da inspeccao ocular e
estudos posteriores do mesmo porto.
Nao, o porto de Pernambuco nao deve ser sa-
crificado ao capricbo especulativo dos auri seden-
tos arranjadores de onerosos privileges, que, em
ultima analyse, vem sempre a pesar de am modo
desastroso sohre o commercio e as industries ;
mas sim, deve ser feito, nao so tendo-se em vista
as suas condicfies peculiares em relacao ao mesmo
commercio e industrias, e srm visar agrava-los
porem sim desagraval-os de pesados onus, mas
tambem toraando-se em consideracao os interesses
geraes da grande navegacao e do grande commer-
cio, que o futuro ha de ostentar pela ferca das
consas, sem esquecer outros primordiaes interesses
que se prendem a marinha de guerra, a defeza da
cidade, ao desenvolvimento desta e da agricultura,
que serve de manancial para o commercio.
Assim encarado, o problem assame properties
grandiosas e gigahiescas, e, pois, pede ama solu-
MO comdigna, lao corapleta quanto possivei, em-
bora susceptive! de ser posta em pratica a pour >
e pouco, sem crear diftieuldades a nenhans inte-
resses, respeitando a todos, harmonisando-os mes-
mo, ate seu completo acabamento, n'um praso
mais ou menos longo, e em todo caso dependente
do desenvolvimento do commercio e das indu?-
trias.
II
Que o saibamos, nenhum dos projectos ate ago-
ra elaborados e apresentados para o melboramen-
to do porto do Recife, encarou a questao assim em
grande, em tao gigantescas proporcpes, nem tao
pouco cogitaram os seus autores de prestabelece-
rem solucOes harraonieas com a grandiosidace da
cousa. u
Nem mesmo o Sr. engenheiro Raphael Archan-
jo Gal vao, que foi qaem mais se adiantou nessa
via, e cujo trabalho, ja tiveraos occasiao do ditelo,
era a nosso ver o mais completo e mais racional des
apresenlados; nem mesmo elle, dizemos, conse-
guie encarar o problema em toda a sua grandeza.
e, pois foi forrado a limitar a sua solacao a es-
p'bera que trapou para as condicr;52S em qae o
collocoa.
Assim, porem, nSo acontecea ao Sr. \iclor
Fournie, cujo projecto ( o mais vasto, de mais
largo desenvolvimento, de mais extensas raias, qae
jamais foi elaborado para o porto do Recife.
Habituado, sem duvida, a eslndar em largas
proporjoes, na previsao de grandioso3 faturos", os



i
y


T '.
. .. ni \mw ____ ulu r?
de Pernanibueo
ii
Quarta feira 23 tie Setembro de 1874
t*dfl'JitM ;J 0//i
i
V
swr wcarm, tnrvpttm-f ^um clreiirar'aas'preTettes sidSaiinVo mini*-
coinprehendenlo Xioaiso **) aiavjdo |tra ds ifffW RftB**feB*qf,. >W irlP x
assnmptos
contioente;
espirito tod*,.ltal!eza, todo o -.mmenso porvir re-
servado aoTtJIYr^ ntinente, e partioaiarift^otft ao"
brasil; cotfie>#as riqueMs-inauditas qae se en-
cerram noMfcitfufte paic, e que forcasamenle. hao,
de ser dellfjM(*rajidas pelo. trabalho in,teligente. em,
tempo mais oa tnenos reuiorto ; e, por outro fado.
desprendido de qaasr4uer preocuparSes espeen-
lalivas de interesse/ privado, e ale mesuio expen-
tanearaente, o sera, 'que nenhuraa especie de in-
cumbeaeia Ihe fosse dad* sobre o potto; o Sr.
Foaraie poude 4fem ses grande aitara, absor-
ver o sea esptr&o cm larguis-imas oogitacoes,
abranger toda a amplitude do problem*, e traipar-
ihe uuoa solucss-graodiosa, visanda a todos os in-
terests, baTm-inttando as diversas paries do Rfan
deste pelo mprego successive graduado das
medidas prapostas do intaito da ehegar-se ao urn
almejado.
0 seu 'trabalho e, pots, como |a disseasos, ura
trabalho ds folego, qua contem urn eslado con-
sciencioso da todas as mais Vargas coadicjies do
quanta peTlam"aqaeB*8 thesmas coridlcee?.'
ltividin io o sea estudo-prajecto em ove capi-
tal os, o Sr. Fournie assim es epigrapheu :
I.Prelaniaares.
II.-A costa E vista da navegacaa geral.
III.An -oradoa.ro exterior (mile) i* 'Pernam-
baco.
IV.Ante-port*.
V.Porto. -NeMSiidaies comraereiaes qua da-
vem ser satisfeites.
AK-Perto. -Wase* twdraulieas de uma sotacao
ivtmpliHa.
MLGidala -Sen t*maWM* desewrolvi-
aseoto.
VIII. iBaaia do Cipjtiarioa.
fX.Gm.-id>raci;-*s Sows.
lieatro 404*** awia capital** acha-se compre-
hends lu tod i H w*A i plasm, harmonica e rational,
qae. naosodiz r r-^i .:! aa future e ao presente
de Penmnlrti-ci'. af*ei e.'oiuereiat, agrieola on io-
du-trulme.ih ^ri.,.:., *ua aimia am rela?ao a
salubridade, cteaaomifaanwtrta maMriai e ddfesa da
uidade; OBas lawkeai iiueres^a actavegaeAo nacio-
nal e anWersal, |.)-r sob > ponto do vieta da tna-
naha MMCMla qner **b o da iiurinha de tuerra,
tiuio era cimdi^'wtM ^aerra.
Com effeito aWi cogita a Sr. Foarnie :
l.da illuinioi^ao de algaas p>ntos d* cotta
AQde current partaw navio* de toda ^rdera ;
i.* -da colloca^,io do ama estaeio cle>-:r)-sema-
phorira na i;'i i J -Fernando e fttheyto dessa ilha
a Pernambueo po am cabo eteetrieo sabma-
rinhe;
3da con>trae rior, abriuado par toda a surte de navio6 e pfute-
gido por oiiras de gr.-.nde alcanee, e ni previsao
de grinds desenv.i|iinento com neroial;
4.*-da demotic^* de nn e eonslrac^a de ru-
tros fjrtts qua loraeM mais defenfavel a ciJade e
o ma portu ;
ii:' -do mellidramsnto do ante port*, bo sentiJ j
de resgaarda-lo der:dainente por Haeio do obras
ado-juadas as circaantantiat;
ti." da regalaris,;iao da bitola dan fttradas de
fern, da e*ailrac*in do ama nova llnlia para o
uofte, e Ja eousttuccio de am caminho de tern
Oe siotara, em circumstanciastaes que sasufafam
MCapdicSej agricolas co-nmerciaes;
7." -da f-irmacio de am bairro especial em qne
S3 deaaqvolva a inJustria futura, anroveilaudi ter
reaos cam v..|,ir o hnje quase inutilisados;
S.' do tneili irameoto Jo porto iuterior; das
obras aoe convem fazer para augmeniar-iho a
pro'undi.UJe e bein a-.sim a do< caes aclaaes, cu-
j deeenvolTimeBtn procur* ajgmeaiar, no iiuiu>
de l.i'jilitar as operates commerciaes a .iu prestata;
9-!a reguiarisafao do* braro* dos riot, ool-
locaeao das estacdea ter.ntnaes das diversas vias
ferreas. partis o bn:ias de EucluacAo para es-as
eslacoes;
tU.' da eoBUmcfao de bacias especiaes para
vestorias e concertos da navios, e de Jeposiio< de
madeiras para e>astraco3es de vazos de guerra ;
il.*do possivel angaMnio e mudanca do ar-
eaal d6 marintia, e bem as-im do de guerra para
am ponto menos sxpasta ;
Si"da limpeza c saneamento da cidado do
&4-.iia, e :Io dissecament > de lugares pantanosos,
lea l j cm vi>ta a salubridade publica e o desen-
Mviimata da mesma cidade;
13."-e, flnalmente, do qua convem fo&t desdi'
ja no intuito de minorar oi males das cheias do
Capibanbe, e do que e precixo intentar e realisar
antes de solver dellioitivamenta a questio de en-
chentes cxc-epcionaes de-se rio.
E", 3oi, como dissemos e repetimos, urn piano
vasliaiimo, qua .-6 aos poucos pode e deve ser
apreciado; o quo iremoa fazendo, no intnito de tor
oa-lo bem pat ate, como ;:lias pcdem d*o os into-
resses do q .e so occnpa, e c^ra > toKaiM o a propria
memvii em qaesiio, cr-jio.-a de uerlo de exaaie
e m'..dit cm.
I'rosseguiremos.
ma susoensao dos tribunaes cim |*r\-, qiuj sera>)
subslitQidorfp(r*iribanaos takreiies.
0 go mam oas condifdes aotaae* ea (jue se acha u
pair, cqja estatistica criiptna) aajmen.U npma pro-
gressao assustadora ao mesmo tempo qae a ira
punidade < como qne garanlid*.
Hesi* saber-seestaa taodidas repressivas serao
suffleientes para darem a esta proviocia a e8-
ranca e a prospertdade qne Bella dePiarece-
rani.
FaNa-se em Rama de um accordo entre o Sr.
>ellae o prestdeate do oontclho o Sc. MinghaHi
para entrada do orinieiro no gabinete.
Assegura se que #Sr. Sella aeeilara a pasta das
Baancas, ficaado o Sr. Mioghatti cam a da instruc-
co pubhea, eenservando ao mesma- tempo a pre-
^jdencia do oeuselho.
LUKMBUnGO.
0 gran dacado do Jugjcenitmrga, cujo gvern
nao tinha sido convjdado, Wa te fazer represent:*
no congresso postal da lerne raclaniou-ardireito
roblenta, e ama solyao tao coraoleta e tao vast*, de tomar parte nesse congresso. cono estado so-
berano eindependente.'
A sna TeclamacTio *oi attendida e o Lnxemhnrgo
vai enviar ao congresso am delegado especial.
bkuhca.
Os membros do congresso internaoiooal reuni-
ram se no dia.^6 e*o sessao plew; feram lidos e
approvados os protocollos dos Irabalnos da com-
missae.
No dia 27 os delegados estraigewes offereco.
ram um graoda j&uUr no* aloes do Cade cks
Nobles, aos ministro*. e delegados belgas. Xo dia
28 jmtaram no pago.
Os protocollos dos trabalhos-do cMigresso serao
pubiieados pelo Uenilor Bvlga, segusdo saalBrma :
0 Times aprecia nos tetmos seguHMBSio re
sultado do congresso de Bruxellas :
a A conf'.rencia de Bruxellas produzira mui
poucos rasa tados. Como o nosso delegado tesef-
voa todas -s qnestdes e como os represeHtaates
de eutros paiaes, fizeram tambem da sua pane re
servas esp'reiaes -eobre cerias propo tecer queo poqneoo nuraero de proposi-jSes sobre
qua apparsntemente se concordou veaham a
caWr.
a Entre pepngna-nosnaoconfessar que osta c^n-
ferencia nrio produiisse bem algnm. Os eostnmes
e as convencBe' que existetn em easo de girfa,
sao por sna naturef.a como que a lei moral aimiui
da por todas aa nac5es da Europa, que asseguram
de facto e mui slrictamente a sua observacao.
A maior parte ttem por origem moiivos de
humanidade e se apoiam noje na totalidade sobre
principios razoaveise ntilitarios. Teem a seu fa-
vor a autoridade ainda mesmo que Ihe falte a sane
eSo da for.'a physic*.
* E' bom que as uacTies da Europa r?conhec"i
a-existeam e a antoriiadei destas conveii^de* e
prosurem *mteader-se, para exammar se nao ha-
vera conveniencia em alargal-a*, ou modifical as,
segaado a indicates destes mesinns priacipios de
bem estar internacioaal, que Ihis servem actua'-
meote de ba-e.
A confereucia e um fraco ensaio, nma tentati-
ATrecepcao Jo principe Milan, tera
Turin, e sera complrtainente particular.
UESP-.NIt.V.
Sabro^esjppaizcscreVB tns-o cort*sp6oBentc
1 A8duas'oticias nuts frisantes dasdp qj*e
ihes^scravt ago CorcovMo, a 2 do corredte, i a
da recomposifao do gabinete hespanhol, e o terem
os carli las levantado o silio de Puigcerda, seffdo
postaa>em dstearlada petos braves republicans
achaudo-se eat*(lados entre dous fogos, pokaco
iiinina volanle da Irjatsira fraaeeza aiira-lies co-
mo a | ilwa par tereaa invadido o sea temtorio.
ii RtoojBtfaaioy^r ordem.
n NaminHa ultima (ties'oonlaa, co a cert* mi
na'-.i isidade, e qae nos censtav* aqui das desinte!
Ilgenctas qiie erfstiam no seift' do gabinete, e do
quaato corria aoerca da cri.-e isfimmeote. Poaco
tard at a snauifelur-ts por raodo mais positive.
a-0 generarflavala, qae era o presidaota do
coaselho o ministro da gaerra, den a saa demissio
so dia 3 d to Jos a* seus cargo-.
a CoLaer e Atoaso Martinez e as dnsats coils
fs apresensaram tsmbem as suas, e SagaStS fti
lafsr em i Vada^e, foi sio somente pira pjx^qtas tepat^i.-
adl
1
ministerio.
<( No dia 4 Gaat* publicava *
novo gabinete :presidencia e
form
Inlerfor,
asta
ilia tinlia pe
siuq os ^e-
, 6" minis-
tf, Bouillft e
trema direita,
o reconheci-
JV frfgaatando Bouiite ?o at]
dido' n-5 sc pozessem em e
partsia otos das froiReiraa d
itAWspimJeu que aao. La
La Rochefoucauld, membros>
renovaram os seus proies'.os contra
meato do govern) hespanhol.
* ;m"* am* carl* Bweata-df Paris, quo o da
qtse de Paroa de Uar( enifawm em Hesaaaa*
para v,sH*p d. Carlos *^
0 general Lopes pomingoax chaaro a Riaotl
ta Doaoos ftas, sendo provavel qua- se eocontre
f"0,^3 e*Sst;is commandado* peij* caiebrea u-
becilha* Iktany, Miret a Hagnet.
Os alMtas levaran para Onat a imprens*
do sen paaiadico ofTiciq(- El fnortW wai
a Corre em Bilba"nK e ja :uesiao o disse a tm-
rac-Bat, qo* a paz, naatem a*e*rlistas a quern
os quizer ouvir, se faria ainda neste mez de setem-
iro. isto coinoise com os rutaesea qua Umrkeoi
rtorreram de quah* ua aroj.-jjasa* accolx*T*om
os carftstas, ?endentcr a [.roefirna^o tfiwaleza
ru ti 11' i a Qitr tf tfl
o mais prudente
isntptylialaoente eacarregadxi de formar n nav.Q. jjnnriaciae das aaiBslM Eu
de tal ordem, que oeli
e dar-llie trtgoas.
. Foi substTfui lo peTo general Montenegro o Sr.
-restrsufeiros, Ui|.a ;- jusuca. Homo Colmesares; Bermudas y Rema, secretario eorat do ntiaisterio
guerra, >errano Bedoya ;-fazenda, Camacho ; da gaerra, o <"
obras paWicas, Navarrj Bodrigo ; ultra mar, Ho
mero Ortiz ;e marinha, Bodriguez Aria9.
'OwQve misisterio seguira ama pidMea>- so
lutameate conservadora.
Cma carts- de Madrid fdo I* do eorrente) que
leuho a vista, diz ter-se realisado na vesper* o eoo-.;sendo rig)roamento repeludas.
selho de ministros snnunciado, e qw presidio o
marechai Sernano, assistindo tanbe.n o general
Zavala. Segundo alguas periodicos de Madrid, o
qnal pedio a sna "deraissSo pordes-
mteUigeneua cam o geaecar Morioaee.
Nao ha nolicias imporuntes do acarapamento
da nolle.
Cnrrem boatoj de que as faccSea sob o com-
mando de B: A Homo atacaraiu no dta 3-Oastetlon,
mais SJ prasas. Nao se devo arrepeuder o' Sr.
nuaistro da- ma'inha, uois, ila quanfia de 1.-70D
cantos para novas construcyoes de nauos de guer-
ra, justifiva-se.ella pela necassiaade de conservar
as colonias.
Espera-8e a Si da Iiandclm (corveta) e pe-
dimos ao governo qae mande forcas ao governa-
dor e se desilluda que e praciw manler a eaergia
A!em de todo o ehefos dos conselhos, qae sao
alferes da axercito d'Afrlca, promovem serias
questoes com o genlia, porqne nao tern instruccio
e em grande parte querem commerciar, isto 6,
qaerem adqairir rdrtuna. E" necessArio confes-
sar que e preciso ama reform* profunda na admi-
nistracao do oitfamar. Caide nfjto o ministro e
nJo creia qne sao os sargentos do exercito do
ratao (despeoaados alfaras para Africa) juizes cora-
petentes para qae as relaaoes com o gentio seiam
regulares.
Pareaa qaa a marques de- Arej* (eoade de
Penich) que anda la pur fora homisiado, vira
para jaueiro apresentar-se a camara dos pares
para ser julgado, E' omo sabem, ura dos iojpli-
cadoa nu- celebre processo da'revolta, cuja impor-
taccia ja passou de todo
REVISTA DURIA.
HuMpirio do allenados.Os para ,ym-
phos abaixo indiojJoaenviaram as scguintes es-
m las:
Trans por to
Dr. H Jfach Grath
Gammendador Vicente de Paula Oli-
veira Villas-Boas
D. Carolina Soares de Amorim Mo-
reira
I). Marianna Leal Loyo de Amorim
D. Geaoveva Marques de Amorim
Manoei Jq4o de Amorim
18:100j00f>
300J000
200i500O
a Twa Presse de Vienna d'Anarta, aaaly-
sando o despa^Uo por via do qijai a Busua recu-
aer o governo hespanhol, dis qae o
assuinpto do,coaselbo (A sd relattvo as cou>as de fabinetede S, Petersbargo se declara a'aaaa do
curaento prompto a entrar-em eonimuaicacaa offl-
cial cum iiuaJquer governo- de Hespanha que te-
nna apow legal no sea paiz, e possna legalmente
uma Ul ou qual autoridade que Ihe garauta algu-
raa duracao. Em summa, a Rassia rscoohecera
o goverao de Madrid, quando este for reconheci-
do pela nara i he-panhola.
A Pull Mall Gazttte de Londres publica no dia
4 um despacho de Berlim, dizendo que e ialso o
boato de tar a Russia euviada ura official do exer-
cito a visitar o quartel general|carlista e fazer um
relatorio para apresentar era S. Petersburgo.
Diz ) mesmo lelegramnja que Comyo, minis-
tro de Hesuanha, apreseutoa as suas credeaciaes a
rainha Victoria.
Diz ura telegramma de hontem a noita que os
lioftifi.!.( lu Europa.
Ilmtom chegon o vapor.franciz Vilk de B-ihia,
trazendo datas de Lbboa ate 6 do cj correate. Eis
u que colheraos dos jornaes e cartas :
PRA8Q*
A viagem di raareclial Mac Mahon pelos dopar-
taaeutos deO.'.ste, termina no maio de uma ctpe-
cia de mdiflferenca qae ate mesmo os jornaes offl-
ciosis niio proenrara dissi.nnlar.
0 acolhiraento conlinua a respeitoso, rnas frio. Desde os discursos de Break
nao t-irnou a haver incileate algam politico. Tem-
setviudo precaac^es pira pnnpar ao presidente
da republics oeufalo das allasoes aos negocios
publicos; e con^eguio so que nos discursos olD-
ciaes so nao tenba tomato nem direct* nera indi-
rectamente na qaestao do governo, dfliaido ou in-
delinido.
Parece, porem, que o presidente nao esta muito
satisreito, e dizia se que desejava abreviar a sua
viagem e quo renunciaria a visitar Nantes; nao
se realisou porem este boato, e o presidente da
republica, nao dcixou de visitar nrna cidade ira-
portante, pelo raotivo, segundo se aCQrmava a bec-
ca pequona, de que a grande maioria da sua po
palaclo 6 convictaraente republicana.
0 marechal regressou a Paris no dia 28. Foi re
sidir no Elysea. ftesidira em Paris durante as fe-
nas da assemblea.
No dia 3 do eorrente reuniose a commissao
permanente presidida pelo Sr. Buffet. Dirigiram-
se in'.erpellajoos ao governo, priraeiro sobre as
irregularidaaes commettidas nas forraalidades dos
apnramentos eleitoraes, depois sobre os rigores do
governo contra a iraprensa repablicasa ; citarase
os nomes dos jornaes supprimido^.
Outra interpellafi) sobre o discurso realista pro-
nnnciado per um official era actividade de servi
<;o; o ministro responden que saberia manter a
diieiplioa e faze la respeitada.
Outra iuterpeUacao foi sobre a granda propa-
ganda eleiloral bonpariista, que tem distribnido
pelos campos mais de 1.300,000 photographias da
familta imperial.
Vai ser demitlido o governador d* Nova Ca-
ledonia em conseqaencia da evasao de Roche-
fort.
No dia 13 do eorrente devia proeeder a elei-
cio no deparlaraento do Maine et Loire, de nrn
deputado em substitui<;*9 do Sr. Beale ; spresen
lam se-tres candidatos, um imperiali-to, am repu-
clicano, e o terctiro apezir de orliaoista, nao se
atreve a arvorar a bandeira do sen partido e
apresenta se como defensor exclnsivo do septena'do
O espimo pnblico, a falta do ontros assampbs
preoccupa se com o resultado desla eleicao; e to-
dos se perguntam, se os legititztLstas e deci lirao
pela abstencao, ou se se resignarao, n'um dear-
tamento em que teem nma inflnencia inoontostada
a otfascar a bandeira de Henrique V, pela bandei-
ra pseudo septenalista do candidate do ramo ma s
novo da casa de Franea.
IT ALU.
A imprensa italiana continiia a considerar pro-
xima dissolurao da camara dos depntados.
A attitude tomada pela fraccao raais aVancada
da esquerda, era conseuuencia dos ultiraosacoote-
cimentesjda Boumaniajfez convencer o Sr. Minghet-
n, de qne jamais consegairia formar na assemblea
electiva nma maioria decidida a tustenla-lo.
Diz-se que em consequencia disto sabmettea ao
ret um projecto de decreto pronunciando a disso-
lnjao, e Qxando as eleicdes para am dia da ultim i
semana de outabro.
nAnTacaraaradeverireunir-se no meado de
novembro.
aa??^e-^ dben8 deva tomar parte
Mr,mfiVfrD(>ita"a?0 Parece reiolvido a recir-
rer a medidas excepcionaes para terminar a depio-
jave! sina;3o da Sicilia. p I
va, aSm de chegar a am portamento que tera par
missao redigir nm oo'ligo e-peeial. Devemos lo-
dos procurar animara idea de q e as relacoes de
naeae para nacao, eat tempo depaz ou em taufpn de
guerra, possam ser discutidas, e determinadas
pela compara^ao e exposit-ao dos argu.ueatos que
ihes dizem respeito.
Soo este ponto do vista, pode-so perguntar se
nao tem valido mais qae as sessoes do congresso
'Uiaaoj l^g) toxaadas pubbcas.
Ratritauto a pablicafii i de umralatorio pd-
curar-nw ha em grando parte as mesmas van la-
gens, sem eorrer o risco de no mislurannos nas
deliberates do* deiegados.
Dl.\.\MAnCA.
0 rei d> Dintmarca na sua voita da Fslan lia oc-
cpou s-) de completar o novo gabinete, noraeaado
um mrasiro da guerra definitivo, em lugar do
interim quo era acMMmeata o miai.-tro da mari-
nha. O riflvo mMsVa da gnerra e o general
Steiamaseo.
Rl'SSIA.
No di*2Rde agost) calabrou-se o casamento do
grao-duque Vladimir 0m a duqueza de Meclilsra-
hurgo. A ceremoaia teva lugar a hora e meia.
Urn* salva da cento e ara tiros anaanciou a ci-
dade de S. Petersburgo este aconteo meote.
INGLATGnBA.
A longa luta do rendeiroi e dos operarios da
terra na Gra-Brdaoha, terminou.
A uniao dos operarios teve de oeder e de aban-
doaar os operarios aos seus proprios raearsos.
Grande numero de operarios foi pelir trabalho
aos raodoiros, mas estaodo a colheiti ja come;ada,
muito poucos se viram acolhilos. A maicr parte
teve de eraigrar.
Todas as seraanas navios cheios de ooerarios, c
suas familias deixara a patria pelo Canada. lufe-
lizmenle apezar das promassas de exit", que fazem
briihar a seus olhos, e?lao longe de achar fortu-
na do outro lado do Oceano. Algumas fauiilias
teem regressado a Inglaterra depois do terem da-
balde esgotado os seus recursos na America.
Por oalro lad i os que licaram em Inglaterra nao
viram melhorar a stu pjsicao. As ?uas relates
com os renlenos Drnarara-se raais diiUs-eis.
0 Times diz que a primeira cau.-a das greves e
da sua extensao, e de tor dividid > os operarios e
os n-adeiros em classes bosti., era lugar de pro
curar approximal-as alim de chegarem a um com
prornis o.
O unico e verladeiro remedio contra as greves e
proeurar melhorar as relafdes eatra operarios e
mestres, e acima de tudo maior conllanca nas suas
relacSes.
Se a organisacao por classes e necessaria, os
mestres devem fazer todos os esforcos para que
nao seja essa a unica organisacao sobre que os
operarios repousem. Os pairoes devem por todos
osmeios oroeurar ligar-seaos operarios, e ganhal-
os aos seus iateresses.
Houve em Gainsborough ama deraonstracao
extraordinaria contpa a lei quo loraa vaecia*
obrigatoria. 0 lira era mosirar as sympathias pu
blicas em favor de Georges Airthorp, operario li-
bido da pnsao depois de ter si to conJomnado, por
as ter obslioadamente opposto a que seu tijiio fos-
se vaccinado. Airthorp p isseou pela ciJade n'uma
carroagera puxada pelos seus companheiros de tra
balho. Posteriormente liouve u:n ineeting na pra-
ca do mercado, e votou-se uma snpplic* dirigida
ao ministro Disraeli, e a Mr. Sclater Booth, para
pedirera a rovogacao da leL Em segaida of/erece-
ram a Airthorp uma bobs cheia. Hivia 3 a 4 mil
pessoas presentes ao meeting.
Terraiaou a greve dos fiadores de Bel"ast; 40
mil operarios que durante oito samanas titiliam
suspendido seu trabalho, aceitaram as rednecoes
dos salarios impostas pelos patross e comecara'ra a
trabalhar.
U0LLANDA.
As ultimas qotic.as'da Hullanda, da expeJi;ao
do Atchin sao mais satlsf3ctorias, e vera a pform-
site para apasiguarera as preoccapa;5es qne a
ausencia de resultados definitivos desta" expeJicao
tinham feito nascer na Hollanda.
Um despacho official daladode 17 de.agosto an-
nnncia que as tropas neertandezas tomaram as po'-
sicoes fortificadas, queos atchinezas ainda occupa-
vara na> visinhancas de Kraton, e d'onde inquieta-
vam sem cessar a guarnigao do campo hnliandez.
Ura dos chefes da resistencia m.rreu, e o estado
sanitario do corpo de ociupacao," que rijuito deixa
vaa desejar, tera raclhorado ensivelmente.
ALLEMANIIV.
A viaganj do rei da Baviera a Paris, a ociultc-s
ii todos, na mesma noite em que ello se dfisp.edja
do imperador d'Austria, foi uma sorpreza tnatral
para toda a Allemanha. Recusavara se de acrediiaj-
na noticia, ate mesmo em Munich, tanto a c usa
parecia improvavel.
P.iveriam, porem, recordar-se que o rei Luiz
appareceu na exposiyo de Vienna, emquanto t/-
dos iulgavara qpe aiqda se achava n'uma das sna's
residences ca.mpestt;es ; e atiepara*? sqas oxeur-
soeS gdsta sobretudo da Iibefdade absblbta do in-
cognito.
0 rei Lniz, qnia ver Paris, os sens rmnmnen-
tos, sens musens, theatros, etc., coma simples ama-
dor. e sem se sujeilar a? exigencias de repre^en-
tagao.
A sna residenci* em Paris, portm, deve ser mui-
to curta. segundo se diz, e qae neste tempo nao
vera ostetisivamentj pelo menos, personagem al-
gura politico.
E' pois puerll proeurar motivos politico*, a este
escaptona real ; n a imprensa allema quasi toda
tem o bom gostode nao Ihe fazer allos3es.
Diz-se, portm, qne antes do sahir de Paris o rei
da Baviera recebeu a vi**ta do dtiqne de Decazes,
em Presen?a di. embaixador da AHemantia, o prin^
cips de Hoheulahe, e Ihe pedio que transmittisse
ao marechal de Mac-Mahon a expressio de sua
sympathia.
SHBV1A.
Diz se qne o principe Milan da Servia, que ac-
tualmente este em Paris, ira a Italia n* segnnda
qninzena do setembro visitar o rei V.ctor E^nma
nuel.
guerra ; mas qr<* era de presumir ter sido larga
mente alii tratada e debatida a questao da politica
iu:erna. No dia segainte ainda Conlisuou o cjii-
selho. 0 resaltado, ja, o sabemos.
t Parece qae o general Gandara apresenton ao
presidente do poder executivo am piano de earn-
panha, que o minislerio approvou e adoptou. Ins
tinctivomentepergunta opublico : Eo piano do
general Zavala a
Continuavam a ser impostas multas sobre mui
Us aos jornaes.
Uma carta do cmie de Chambord, publicada
em Londres, approva o iizemoranduin qo D. Car-
los enviou as poteucias e fax votos ardeates para
que triumphe o carhsrao.
t Noticias de. Perpignan dizem que os :arlislas
que sitiavam a praca de PuieCerla va > em deban
d*da para o vajle d'Ap, e que muitos habitants
da jaella heroica praca correram ii Boorg Mada-
me para ibra^urem as su is familas. A Gaceta de
4 diz uos que ires novos assaltos dados pelos car
listas sobre PuigcerJa foram repellidos co n bra-
vura ; e que as tropas francezas defendem com
denodo o seu territorio, fazeudo fogo sobre os car-
listas.
t 0 nuraero de raortos dos carlista0, no cerco de
Paigcerda passava de200 em 23 de agosto. Eram
tambem em granda numero os feridos. Os puig-
cerdaneuses tiahan\preparado 19 barris dd dy-
namite para fazerem saltar a fortaleza no cao de
ser impo-sivel a rcsisteneia por Aais tempo.
aUnia cart* de Llivia, logarejo proximo de Puia
cerda, da alguns pormenores curiosos acerc* da
heroics defeza daquella pra;a. No assalto do dia
20 de ago-to as proprias muiheres foram para as
muralbas e alii esperavam os assaltantes do for-
quilha em puobo, animando os horaens com oseu
exemplo e palavras. Nesse diao3 carlistis perdj-
ram muita genie. So d'ura sitio levantaram
SO c idaveres quo foram queiniados u'uraa foguei-
ra que aceenderam em i'edrejosa. No dia 27 nao
fizeram ou'.ra cousa feniio bombardaar a praca
com a unica paca qua possuiam em estado de ser-
vir. Mas esta mesma foi inutilisada por uma bala
raa duparada da praca, licanio os carlistas sem
artliiaria alguma.
0 signatario da carta na) calcala cm menos
de LOO oi iutds faitos aos ca-listas do alto dss
muralbas de Paigceria. Na pra;a ha via ou\m
mmte cineo feridos e um morto. Esta tinha ii
eado s-.'pultado debaixo de uma parede que aba-
tera.
Os carlislas furiosos por nao poderem entrar
em Pulgcards, nia perdjav>m anenhum hahitaa-
le qua tinha a dp.-gra;* de Ihes cahir nas mios.
Era logo fuzilad).
o Contemoe nuravilhas do valor e de serenida-
de dos bravos defensores da praga.
Xo assalto do dia 31 dado pr tres sitios dii-
rerentes, os cariistaS foram rechajados com a
penla de 230 h mens. Nos priraeiros dez dias
do situ, caliiram dentro de Puigcerda 730 pro-
ject's.
t Por despacho do consul de Hespanha em par-
piahao, datado de 2, sab'a se em Madrid qae na
noite anterior, as 0, atirara o inimigo uma bomba
que passoo por cima de Puigcerda. Puzeiam fogo
os sitiadores a uma casa nos arrabaldes na p*ru
de Hespanha, e derara um novo ataque, que f.i
briosamenle repellido. 0 f >go continuou ate ao
amanliecer com intervallos e muito lento, cessaa
d) depois completa-mnte.
i Parana qua o priucipal m-Uivo da r> tuala dos
sitiaates, alem das perdas e falta d'artilharia, foi
a approximacao das f)rcas liberaes que iam em
specorro da praca e eramcommanlapas pel) ge-
neral Lopez Dorainguez. A columns Arran lo es-
tava quasi sobre a re^taguirda dos carlivas.
Conta-se que nodia 27 Saballs enviou a he
roica praja, por raeio d'uma malher, uraa intima
cao para que se rendesse a guarniQao. 0 valente
e digao governador militar apeaas Ihe respoa
deu : a Qaevenha o proprio Saballs buscar as
chaves /
t 0 feroz cabecilha teve por raais prudente con-
servar-se a respeitosa distaneia, levando sem du-
vida, em coata que na vespera '.ivera a sua genie
uns 90 mortos.
a Uma das primeira3 victimas inerraos da vin-
gan?a daquelles bandoleiros, depois da retiradi,
(oi um pobre raoijo que fuzilarara so por ser natu-
ral de Puigcerda.
Foram entregues as autoridades de Valencia
tres alcaides implicados nos estragos feitos pelos
carlistas no caminho de ferro daquella provineia,
ProgriJera as obras do defeza de Vic.oria.
a E' esperado era Madrid Leon Gambetta, chefe
do partido tepublicano e raiioal francez. Chegou
a Sautander ha lias
t 0 batalhso carlist* de Eacartaeiones esteve
em Carreras para recrutar os m cos uteis que
trabalham nas minas. Nao adraira qae o facam,
porque alii tudo e anarchia. Nao ha muitos dias
que os liberaes em Badajoc recrataram, ou quinti
ram uns sete portuguezes do Alemtejo quo tinham
sido isentos do recrutaraento era Portugal e se
achavam alii a trabalhar. Alguem reclaraoa por
elles ; e o nosso vice-consul repellio-03 com enfa
do e brutalidade, sem Ibes attender as qneixas
nem querer examinar os seas documentos. Fugi-
ram para Elvas; a reclama<;ao dos qitmtados Qgn-
ra nos joriaes portngaezes ha tres dias e o nosso
governo ja totrou provjdeacias serias para que se
nao repita o caso que e insoliu
0 qae, porem, e freqaentissimo alii e serem
03 viajantes estrangeiros sequestrados, isto e, apa
nliados por bandoleixos, que ie dizem carlistas (e
que o fossem nao admirava) e postes a resgate,
exactamepte como ainda nos principios de-te se-
cnlo faziam os pirates argentinos em quasi tidoo
littoral de Portugal, e ainda mais nos raar^s dos
Acores, levando muita gente oss nossas ilhas que
se nao eran remidas a dioheiro, gemia como es-
>;ravo toda a vida.
carlistas qaeimaram a
ha folhas trazem novas rasgos de crueldade
da Formosa D. Branca. Trata se agora de um
prisioneiro doente, ao qnal D. Alfonso, o marido
daquella j da, queria perdoar, no que ella nao con-
sentlo, tend > de ser arrastalo, apezar da enfer'rao,
para o presidio, onde o agaardava o casligo I Com
estes tratantes (disse a genttl princeza aventurei-
ra) nao dece haver commiserarttrf. Opponko me
a que perddes, ejd Ikes fates muito 6m cs nao m-jn-
dares fuzilar.
et Esta respdsta foi proferlda na presenc* de
muita gent;. K' preciso adveriir que aiia com-
missao de stnhoras tioha ido supplicar o perdao a
D. Affmso. Edificativo etemplo dado por quem
ouve mi*sa todo3 os dias a se inculca por tao ca-
teolfca ao mundo infeiro.
As folhas hespanholas fallam do projecto de
conferir ao duqne de la Torre o cargo de genera-
lissimo de todos os exereitos.
i Na sessao qae s 3 do eorrente houve da com-
missao de permanepcta da assemblea franceza, de-
pois de varios assumptes e interpellacoes, La Bo-
ciilerie, membra da extrema direita, perguntou so
governo se tenciona mandar algnm navio francez
para as agaas do Uidassoa. Como nio estivesse
presente o daqne Deseazes, respondeu o ministro
do interior, Ghaband-Lateur, qae, tendo sido re-
conhecido o governo hespanhol por mnitas poton-
cias, a Franca seguio a marcha das outras naroes
da Europa, depois de ter conhecimenlo de que iam
ser onviados navios as aguas de Bidassoa. 0 go-
verno francez deseja abster-se de toda a intervea-1
1 fSo em Hespanha. Se mandou tropas para Bourg-1
eslacjio de Espinosa, da ..
nha do none, e fizeram fogo sobre o coraboio a.
34. Nao houve feridos.
o general Zavala, ao dar sna demissao de todos
os -eus cargos, inclusive tambem o da general em
chefe dos exercitos do aorte. Estes factos .mos-
i-tram a evidencia quo havia tola a razso era sa
suppjr a vin is do general a Madrid, implicada
n uma questao politica, erabora as declarations era
coutrano, feitas por cerlos pericdicos. Nao trans-
pira aindi como o general teuton explicar a sua
conducta na campanba do norte.
PORTUGAL.
Da Lisboa era 6 do eorrente escreve nosso
correspondante:
Regressou do Minho o Sr. A. R. Sampaio, mi-
nistro do reiao, mas foi logo para o Da fundo, fa-
mosa praia de Canluz nos suliurbios de Lisboa,
onde osta a sua fsmilia, nao tenio tornado, p irtan-
to, aiuda cirnta da sua pasta. Seganlo se depre-
heade do joraaaa da opposicao (muito auspeitos
oar* se flies dar niito inteiro credito) o Sr. Sampaio
nao approvou o procediraento dos seus collegas
acerca da ordem termiaaute que deram para sa-
hirem de Portugal os tres cavalheins hespanhoes,
radactores da Europa, folha socialista oolUborala
tambem por Pi y Ma.gall. Victor Hugo, etc., etc.
Eats ordera como Ihe* refori aa miuha do dia 2 do
correata (pela mala do Corcocido) ni) foi dada
Sqaelles individaos p^lo facto de redigirera o dito
[teriodico; raas porque o governa portuguez foi
convencido pelo da ilespanhs que elles conspira
ra n ; e com o mesmo direito de neutralidade com
ijue o governo deste paiz preade ou deporta os
cooapirsdopas carlistas i|ue abusam da aossa hos-
pitalidade, ou se permittem violar o nos o territo-
rio, obrou agora em relacao aos senhores socialis
tis, qua p klem ser, como se dis que sao tilentos
notabilissimos e bellas pessoas corao chafes de fa-
mil a, o que aao e m >tivo para. acre litar oa aao
acreditam qae machinavam indispor-aos com o
goverao hespanhol.
No Diario di S/ticias, de hoje, sob o titula de
-Notas falsas do BrasilId sa o seguinte :
" Os nossos Kitores lembram se eW Ihes haver-
mos no:icialo ha pouco a prisao de ura individuo
portuga-z da appeliido Souza, u'ura* dis eidaies
do mrte, em virtude da umas iaforraacdes vindas
ofDcialmenle de Franca e pelas quaes esse Indivi-
duo era accu ado de Lier parta de uma soeiedale
da falnicaotes de notas falsas do Banco do Brasil.
t Um dos seus indiciados 90cios, Aives dos San-
tos, brasileiro, e ultiraamente erapr^gado de cora-
mereio em Paris, foi nossa ultima cidade preso,
processado e julgado ha poucos dias, em corapa-
nhia de um outro, nm tal Mocerges, francez.
Mocorges foi absolvido e Alves dos Santos con-
demnvdo a 10 annos de trabalhos forcidos, 100
francos do malta e a licar, depois do cuuiprida
a sentenca, sob a vigilancia da pollcia. Foi-
Ihe imposta esta pena pel) crime de tentativa
de fabricajao da notas falsas do Banco do
Brasil, com principio de execucio, pois par da-
nuncia do gravador Tissier, a quem Santos encar-
regara de gravar duas chapas das alludidas notas,
foram apprehendldas pela polieia essas chapas, e
acto continuo, prasos, Suites e Mijcerges, seu sup-
posto associado. Alves dos Santos declarou a jus-
ti^a que em Portugal travara relacoes com Sonza,
rico proprietario agricola e director de nma vasta
erapreza de fabric i;;to de notas falsas, e snstantou
que foi levado a fazer encoramenda da chapa que
a polieia apprehendeu, unicamente a pedido de
Souza, deven-lo em seguida expedi-la para Monte-
video.
a As notieias chagadas ha poucos dias da nossa
provineia da Angola (na Africa accidental) pelo va-
por pa juete D. A ntonia, nao sao muito satisfae
torias.
o Sa nao vierera proraptos e grandes recursos,
diz um corrcspondente, a provineia de Angola este
perdida. Os conseihos do interior estao todos em
estado de rebelliao contra as autoridades legalmen
te constituidas, e o governador nao tem recursos,
nem forra militar de qae disponha para castigar
os rebeldes.
c Realisou-se tuio quaato mandei dizer nas mi-
nhas ultimas corrc3pondencias (continiia) c iofeliz
mente a autoridade com pouco prestigio. A mari-
nha este fazendo a gaarniclo da cidade ; a pouea
forca de tropa de I" linha ja marchon para o inte
rior, e sem d'ahi vir forca para qua a autoridade
teuha apoio para organisar os batalhoss de cscado-
res qne estao completamento desorganisados, e im-
possivel fazer nada. Sao precisos 1,500 homens,
para fiearem 600 em Loanda, 450 no Ambriz e
450 em Massamedes. Nenhuma destas forcas deve
marchar para o interior. E' so para dar forca no
littoral. A forca qae vier, deve ser municiada
lodes os mezes por Lisboa, pois que aqui nao ba
meios para sustentar o pessoal preciso. Este anno
6 de fome, como ja Ihes disse, e a prova e qae o
feijao este a I 803 o alquei e.
t Csrece-se de material de guerra, pois nao ha
reparos de campanba, etc.
a A forca deve vir quante antes, pois so em
maie de 1875 se podera comecar as opersedes, e
durante este tempo, e qne a forca indlgena se deve
organisar.
t Site prestsas aqui duas canhoneiras, como a
Arges e o bynce, e carecem-so jS, porque a Sagres
e a Tereeira nlo sao proprias para irera aos por-
tos da costa, pela malta despeza que fazem.
Parece qne desta vez o governador geral mos-
tra bem ao governo da metropole o estado de tudo
isto. Veremos o que elle fas.
Uma outra correspondeneia diz o seguinte :
Foi interrompldo era differentes pontds o soce-
ge da provinda. 0 governs*)? aaxffiado pela
forqa de marinha, tem sabido ter a pradetfcla 9
energia precis. As csaias slo s fomo detfda a
escassez das chnvas em todo o interior. Primeira-
mente suspeitoa-se revolta do gentio proximo de
Novp Redcndo e para Id foi lotto a eanhooeira Rio
Minks qne vc-ltou IS dias depois, chegando aqm" a
16 com notieias da qne o conzelho se achava ja
pacificado. Depois informacSes offlciaes davam em
estado bem perlgosa os conseihos de Ambaca e
Malange e o governador rennio a pequena forca
de terra em numero de 140 homens aa commando
do major Beltrao, qae para alii segaia, podendo
pelo caminho retrair ale 300 hemens. Esperam se
notieias.
Por fim sabe- se qne o povo de Nano s re-
volton on este orestes isso. Seguio o Dtoqrte da
Tereeira- a 20 pars alii afim de dar Tores ao go-
vernador de Mossaroedes. Ja rd, pois, que as pro-
videncias tem sido dadas com tecto e que valioso
anxllio tem prodnzido a nossa pequena marinha.
A cidade de Loanda este occupada por uma
Voticiaw dt* Aiuericn.
Por via de Lisboa recebemos as seguintes :
ESTADO*-UHIDOS.
0 limes publica esclarecimentos importantes
sobre nma notteia transraittida de Philadelphia,
anuuoeiaado qua a cunveueao republicaua da
PensyWania traba decnldo recoramendar o go-
vernador John Hartranft como candidate rejubli-
cano em 1876.
A coavancSo republicana do estado da Pensyl-
vania reaue-se agora para deliberar sobre a esco-
Iha do candidate que devera recomraendar pa-a
a presidencia em 1877. Decidiose immediata-
mente que nao seria o general Grant. Poz-se a
votacao uma resola^ao .estabelecendo os seus ti-
tulos no oaso em que se apresenlasse como can-
didate ; mas esta resolu^ao foi rejeitada por gran
de maioria. E' raaitas vezes tacir obter sulfra-
gios para nma proposte negaliva, mas desde que
se pede o vote a favor de uma proposte positiva,
acoutece que os votos ;e divldem em parcellas in-
flnitissimas. No caso actual porem nao aeon-
tecea o mesmo : a coavencao designou como
futuro presidente o Sr. Hartranft, actualmenta
governador do estado na Peasylvania. E' assim
qne se abre s campaab).
- Foi am aviso ao general Grant, indicanlo Ihe
que nsavpodia contar sobre o apoio do partido
republicano.
Era isto o qne se podia asperar dos symptomas
de opposicao, quo precederam a nkima eleicao.
Nao se podia iawginar nada mais mal orgmisadj
que a causa dos repuDlicanos inlepeuientes na-
quella epoca. Era comtudo evi leute para todos
os observalores qua os dissidentes formivam a)
sea coajuncte nm nuel o de opposieao, cuja
victoria futura estava segara.
Perderara ent to, raas nao podiim soll'rer ama
segnnda derrota. 0 vote da convencao d3 Pen
syivanta demonslra a saa cr^nca no futuro. Os
chefes do pariido viram que nao podiam veneer
novamente, se persistiam em tomar o general
Grant, como candidate. Foi por isso que se re-
solveram a adoptar outro.
A Pensylvania e, se as-ira se pode dizer, a
chave da abobada. Apoia sem cessar o tado ven-
50*000
50*000
50*000
50*000
cedor. 0 facto 6 de uma vtrdaie de IA modo
reeonhtcida qae em cada eleiclo, qua precede
immedidamente na Pensylvania a eteteio pre;i-
deneial, observa-sa e manipula se com a certeza
do que o resultsJj da luta losal era infloir urn
grande numero de votantes naquelle que deve
seguir. 0 oredominio da Pensylvania compre-
nhanle-se facilraente. Primeiro, o numsro de
eleitores e enorme naquelle estado. Dopais, o es-
tado esta sitnado de mod) qua os seas cidadaos
sin naturalmente ftr;aJ)s a tumr uma po.ii.5o
mixta entre ns dous partidos cxtreraos da Uniao.
0 Sr. Hartranft foi auditor geral da Pensyl
vania, e no cutorano de 1872 foi escolhido para
governador desta e.tado desde Janeiro de 1873 ale
igual data de 1876. Esta ainda pois em funec/oes.
0 competidor do Sr. Hartranft para o posto de
governador, o Sr. Buckalew, e reconhecido como
um homem de nma capacidade natural, mas que
a luta entre elles fora estrictamente um negocio
de partido, e que o Sr. Hartranft venceu o sau
competidor o Sr. Buckalew, unicamente porque
os republicano3 tinham a maioria sobre os demo-
crat is naquelle estado.
Nio se deve ligar extrema importnncia a esta
essolha, porque quando chegar a occasiao de se
escolher um candidate deSaiivo, os deiegados dos
repub!icano3 de todos os estados devem reunir-
se e escolher de accordo n seu candidate.
A convene^) republicana d* Peasylvania votou
resoluroes qua desapprovam o tratido de re^ipro-
cidada negoeiado recentemente com o Canada.
A convenjao republicana considers este acto
como uma tentativa teado por lim estabelecer a
liberiade commercial.
HAITI.
Escrevem de Port au-Priwea annmciando qne
acaba da se euect.Dr u na muding^ do governo do
Haiti, do modo mai3 orprehendente.
Em 1867, o presidente Gaflfird tinha sido obri-
gado a largar a govern), quo lue contestava a
opposicao era uma oerseveran-ja pertiaaz. Por
essa accasiao foi elaita uma assemblea constituinle
que votou uma constitnicao extreraaraente damo
cratica.
Esta ronstitnijSo consedla uma autoridade mui-
to restrict* so poJer executivo, ollocado sob a
dtreccao omnipotente de duas assemblers eleitas
pelo pe|neno numero de eleitores que neste repu-
toHea se oeeapam de eleicao, e liraitiva era quatro
annos a du<*aclo des poieres presiienciaes.
0 presidente eleito pela assemblea foi o general
Salnave. Muite tempo antes da sua eleicao uma
reac;ao armada, combatendo em nome do gover-
no decahido, agitava o paiz, e estendeu-se por
lira a uma grande parte da republica. Salnave,
para sustentar esta gnerra civil, e conseguir
restabelecer a ordem, manifestou a inten^lo de
fazer votar por nma outra assemblea constituinle
modiflcaeSes con3titacionaes qae Ihe permUtem
governar com mais efflcacia nos embaracos desta
gnerra, augmentados pelos da opposicao.
Novos inimfgos se mostrarara entao e tomaram
as arraas noutras psrtes d) paiz em nome da
cdnstituijlo, qae elles proclamaram em perigo.
A guerra generalisou-se e teve por consequencia
a queda do presidente Salnave, preso em sua der-
rota sobre a fronteirs da republica de S. Do-
raingos e fuzilado na cidade de Port-au Prince, em
1870, pelos seusinimigos vietoriojos/em nome da
conslivuicao.
As dua3 caraaras, entSo reunidas era coagresso
nacional, elegeram presidente por quatro annos o
geaeral Saget-Nissage. Os quatro annos deviam
terminar em malo de 1874, e as camaras reaaidas
era parte, iam occupar-se da escolha do novo
presidente, quando o general Saget Nissago man-
doa vir 4 capital o sea amigo o general Domin-
gues, que deeignoa para sea successor.
A3 caraaras recusaram-se a approvar esfe modo
estranhamente incostitacional de adoptar um sac
eessor, pouco mais ou mencs como os imperadores
romanos, pa;savam o impario aquelle que mais
Ihe agraJava.
Em vista desta resistencia da camara dos de
pnt*do e do sonado, o presidente Saget NiSsage
nomeoU o general Doraingues generalissimo, ea-
trcgou-lhe as re leas dd governo, e fez uma pro-
clamac&o era que declarava que se retirava do
governo.
Tendo assim recebido a investidurs da sdbera
?iis o general Domingiies apoderoa-se do poder e
jUou militarraente. 0 senado e a cara/ra dos
Jeputados, araeaeados e assustedos, dispersa-
rsm-se promptamente, e os principaes dentre elles
fugiram do paiz.
0 generalissimo enviou aos chefes militares dos
departamenlos ordem par* fazerem nomear coasti
tuintes aas suss circumscripcoes.
03 chefes militares ofe'eilecerara, GzeMtn rotar
a pre.-sa alguraas pessoas dignas de confiancs, as
quaes elegeram horaens seguros e enviaran) assim
a capital, sem perda de teapo, os elaitos, oa antes
os escolhidos crnio titalo de constituinlej.
Estes constitutntes reunides reeeberam iostrui-
coes do generalissimo Domragues, declararam qae
a conshtiiifao era ma, absarda e impraticavel,
aboRram* e nomearam o generalissimo DomiB-
gues presidente da republica, nao p>r quatro u-
nos, mas por oito, ate nova ordem ; isto &, por toda
a sua vidi, esperando a confeccao de uma carte
eonstitucional, aova, e melhor, enjas bases e prin-
cipios coBSlstiram em debrar os honorarios do
presrdeole, e em ftaar em quarenta annos a idade
legal qne para o futuro sera necessaria, para po-
der sr eleito deputado e seaador, em qaaranta
annos, o que excltte dos negocios publieos a moci-
dade inexperiente.
Asim acabou esta constltniQio, pela qnal o pe-
nultimo presidente foi fuzilado depois de uma
19:100*000
Inqucritoa padiciaes. -Tiverara o con-
veaienta desliuo os qua foram eff ictuidts -. subdelegacia da Bos-Vists, do Recife, contra' Vi-
cente Coirabra da Silva, pelo crime previsto no
art. 300 do codigo criminal ; pela -u^i lalegacia do
1 districto de Afogados. contra Mau.el Carino d*;_
Barros e oulros, por crime do offeasa physica ; e
pela do l'.:o, coatra Cosm eseravo de Jose Fran -
cisco do llego, p^ir enma de ferimaalos graves.
Rovlsla. -Bacebemos o 8. name'o desse or-
gao ds asaoeiaoa* de gnarda-ltvros de Bio de Ja-
neiro a agradecemos aeorUsta.
\xHitxHiiiMto. -a'^ 10 haras da nei'.e de 11)
do eorrente, Epiphaoio Jo*e de Faria Cabral, sar-
gento da guard* local de Jaboatao, foi assassinado
na respectiva villa, paio desertor da armada Anto-
nio Joaqain d.s Santos, que toi immediatamente
preso e acha-se sob a aecao da lei.
Outro.-No termo de Granito, o soldado do
corpo de polieia, alii destacado, de nome.Joao Ma-
noei, foi aasassinado com ama facada, pjr Lmdol-
pho Lepes Itibeiro, que cooaegnio avadirss, mas
contra o qual procede-senos termos da lei.
I*ar a leil&o en* bsueficlo tio nos-
pielo de loucos.-Os logistes mI miiuUij
da raa do barao da Victoria remetteram ao:e-lion-
tera a commissao incumbida do agan ;iamento de
preadas para o bazar em beneficio do hospicio de
alienados 31i objeclos, que taotos foram os que
reuoirara entre si os 36 coocurrentes, abaixo men-
oionados, adherentes a idea dos Srs Amaral, Na-
buo & C.
Eis os sous nomes aaefiptoa pr-r ordem agradacSo
decrescnta do numero da prendas otlertadas:
Amaral, Nabaco.ft C. ; Antonio Duarle Carneiro
Vianna ; Teixeirs, Elias & Irmao ; Anonio Josfr
de Asevedo; Hypohto Bob^rto ; Pedro E aili Ro-
berto ; Ceraanies da Siiva iV C. ; Santas Portu-
gal de Mo ara; Antonh Mirtias & Canha ; Felix
de Cantaiice : Alhairo ; Almeida & Vianna ; ijft-
mas A Silva ; i)*i Christiaui & C ; Ln6 Joaquim
Alve3 ; Ja;e Fernandas Luna & C ; Igaarin da-
aerra Pessoa ; Jose Fortunato dos Sanios Porto ;
J Vieira le Hallo Pinto ; Soares Leila ^j Irmio;
J. Antoaio Araujo ; Jacob Sumier & P. M.; Lyra
<& Vianna ; Antonio. da Silva Oliveir* ; Mde.
Theard ; J. da Bocha Siqueira Cavalcante ; Pre-
derico Cesar Burlamaqae ; Satyro Seralim da Sil-
va ; Bibeiro Bastes; Hermes de Souza Pereira ;
Christovio J. Alves Guimaraes ; Manoei dos San-
tos VUlaca ; Braga & Pimentel : Moara i C. ; e-
Monteiro Silva.
Oisalieiro. -0 vapor Pirapama levou de nos-
sa praoa para :
Mossoro 12:00-1*000
Natal 29:886*107
Parahyha 1:275*000-
a'ille tie B.tSiia V. !e vapor, da In.ha do
Havre, chegado hontem, segue amanha (zij para
o Bio da Janeiro em direittira, ao in-io dia.
C*.r,i o h:U do iiuperio.-O Ville de Hi-
ll* i t>m a seu borda 2s passageiros em tran'ito.
>Ii!-KaH. Bezam-se hoje, pelas 7 horas da
mauha, por alma do finad) arcebispo da Bihia D.
Manoei Joaq lim da Silveira, nas igrejas da Glo-
ria, Terco e S. J ise d i Mar.gumho.
Festivldaile rclilosn. -Celebr* se ama-
nhi a de Nossa Senhora das Menus, pelas 7 ho-
ras da manha, na igreja de 8. Pedro.
Cruxeiro do Hul. Este vapor da compa-
nhia Brasiteira, que se a ha fundcado na ribeira
de Itapagipe, na provineia da Babia, vai ser ven-
dido em hasta publica no dia 8 de outubro pro-
ximo, scrvinio de base o prefo da avalia^ao.....
60:0003, dividido em sessenta e cineo lotes, como
melhor se ve* do annuneio publicado no lugar cora-
peiente.
Impostos pi'ovlnclne.4. -Tarmina no dia
29 do c rrente (lerca-leira proximo) o prazo mar-
eado para o pagameato, litre da muita da 9 0/>,
dos impostos provjnciies portencentes ao exerei-
cio de 1873-187i.
Santa Casa le Hiserieordia. -Ama-
nha, as 3 horas da tarde, contrata a juata admi-
nistrate desta eorporaado fornecimento de car-
ne verde aos estabeleeimentos a seu cargo, no tri-
mostre de ontubro a dezerabro, servindo de base
a olTerta de 360 reis por kilo.
Vaporcs esperados. Hoje, brasileiro
Marqaez de Caxi is, da Bahia pelas escalas ; a 25,
o inglez B.yne, da Europa ; a 27, o ingles Bri-
tannia, idem ; a 29, o ingtaz Neva, do sul do ira
porio ; e a 30, o portuguez Almeida Garret, do
Porto. .
^iavio cneontrado. Participi o Sr. ea-
pitao da barca franceza Veridiana, procedeRte do
Havre, e no dia 8 docorrente, na lat. 6 56', loi-
gt. 26* 0", coramunicou com a galera ingleza La-
dy Lowerence, em viagem de Londres para Cal-
cuta, tendo 18 dia3 de viagem ; tudo ia bem a
bordo.
o Postiihao.Recebemos o n. 3 deste pe-
riodieo satyrico.
Os jantarea dc peixe em Cireea-
* e gastronomos que visitam os mares de Ingla-
terra, conhecem toda3 as pequ^nas povoacoes de
Greenwich, situates nas margens do Tamisa, e
qne devera em parte a sua reputacao universal ao
seu observatorio, cujo merediano regula a mareha
do tempo ao seu hospicio ou hotel dos invalidos
m Titiraos, e tambem a sua encantadora posieSo.
Ja notavel por estes tres particularldades inte-
ressantcs, Greenwich tem. com juste razao, direito
a nma quarta condicao favaravel, e esta, na opi-
niao do munlo gastronom outras.
Greenwich, favorecida por aquelle modo, pre'
tende tambem para si outro monopolio, qne nen-
hnraa cidade Ihe dispula, e qrte conservara pro-
vavelmente por tanto tempo quante as oatras dis-
tincedes de que se ufana.
Querendo Jnstiftcar o titulo de ser o reniez voxis
dos melhores bebedores, 6 Greenwich o unico
ponto em quo se sabem organisar esses exeellentes
jantares conhecidos com o nome de Fish Dinners
(jantaras de peixe.)
0 que torna procurada este refeicao, 6 o menu
que se compoe de diversas especies de peixe ac-
eommodados para molhos; salraSes magestosos,
soberbos rodovalhos, gigantescos bacalhios, sabo-
rosos lingnados, bulicosas erozes, aguias capricho-
sas ; em snnima tndo pela saa parte torna ama
tal metamorphose, que os mais iniciados ns gran-
de arte cuKnaria tem difficnldade em reconhecer
o caracter priraitivo d'aquelles habitantes das
aguas.
Mas ha nma epoca do anno, nm dia em qne to-
dos aquetles peixes de tio grande repntacso ce-
dem o pssso ao mais mieroseopieo da sua especie a
ura dehcado peixinho, conhecido com o nomo de
Whitebait.
Unico na saa especie, o WMMMl nao se asse-
melba tin gosto a nenhnm peixe. Quando se vd
nadando no rio, produz ura rasto prateado. E'
este nadador lelliputiano que da o seu nome a
refeiclo dos amadores qne concorrem a Green-
wich.
E" portante eHe que forma o prate de honra.
No miteba'it Dinners apparece preparado em to-
dos os gostos.
Outr'ora, era era Greenwich qua so reuniam os
ministros do sua raagestede briiannica depois dd
encerrado o parramanto. Este festa gastronomies
era preparad* par elles, e para elles tinha um ca-
racter poliUeo-humoristico social, qae fazia com
que tomassem parte naquelle concarso geral os
mais severoa a mais rigidos.
A esta festa presidiram oa maiorea homea* de
estado ingtezes ; lord Palmer.-ton, lord Brooghsm,
lord Canmft^ oelxaram no hoteT de Greenwich,
onde esses nanqaetes tinham lugar, mais da nma
recordacao para attester qne ura eminente politico
pode tambem ser um conviva agradavel.
Estes jantares da qae tbdoa tinham sandades,
foram abolidos por oceasiao do rainisterio da
Glaston.
0 seu successor, Mr. Disraeli acaba de reslaoe-
lacer o sea aao.
Ultimamente por convite deste ministro a dos
seus collegas, reuniram se alii uns 100 conviva-.
r

i
i



A


- Dlfrioud* ItatiblMcct ^ 'Oaart* feira 23 & Jfctembro de 1S?4.
*
>
0vprhbs iim pois voliar c m alegrii geral-, sera cxeepWodo
propno don rdp hotel,* fue a segundo ae-iTz, am
dUraoli;ta eawM&tB*'- ~
Estes jairtares, m qua a esiquet* nio retaa so-
beranameute; em qua todos sabem qae os dia*
qae vao saooeder-sa has de scr tempo de desean-
co para as iuiat) febrU das ultimo* ineaes; estes
jantares sao uma festa alogre e -folgasi. Aaiina-
dos com a idea de qtre depois do trabaiho, are-
confpeasa4.f: lescanfo. os mmistros e oS dewi-
tadVs cellb'ram com o nftsmo enthusiasms o 'des-
canco do enceframento, qae imjoo% por algum
tempa, silefeio ts amaVasiJaAs dos partld .i o|
aos" seus'consbaTes de palamt.
Oi oradur,es desta vez, a testa dos quaes se
achava M>. Disraeli, apresenta-am aos con vivas
diseursos eloqaeotos 0 primeiro, qua ja era
horaam de leitras antes de ser ministro, compre-
hendeu qua a primeira vocaeao e aqaella m qae
so colhem mais louros, o pOr isso concorrem alii
com satisfacao.
R*roa e Athenas, deram no exemplos de qtt'e
aslcfras e a pdlilica polem raarchar a par sem
se ouooarora. Fizerara-nas ver tambem qua os
grandes homens do seu tempo sabiam presidir tao
hem a um senalo como a am fcanqaete de
prazer.
Uma vei que se dh n$o haver" nada de novo
debaixo db'sM, porque 6 qae os illustrns di
nosso secalao bio da poder iraiar os da an-
tiguds.de 1
Tcicgrnplios clcrirH-a*. 0 grairia
estad wiior -prnssiano acaba de pubUcar ami
estatisnca d linhas t Ueraphieas existent?* em
toJo o mundo. Resulu desta estatistiea, que a
extensao de todas as linbas e de 876,000 kilome-
tres, para as quaesse empregaram 1,681,000 kilns
de lios elojtricos. As liahos sabmarinas teem
uma .exieasao da 84,603 kilometres.
Contam-se 2-1,000 estacoes lelegraphicas. Na
Franca ha 2,620 i "a Abstria, 936 ; na Allemaaha,
.'1,726 ; ni Itaba, 1,277. Expedem-se.termo mcdio,
7 i milhoes de telegrammas por anno.
Castiffo esiravRiinntp. Ld-se 0 se-
guinte no Chronicle, da cidade de Virgiuia :
a Hi dias ve-se pelas ruas u i'a mulher Indiana,
robusta de seis pes de altura, caraiubando sempre
so e da qual se afaslam os outros indiaoos aqui
residentes. Esta indiani e um indiano, conJemnado
peli sua tribu a uai em tida a sua vida dis ses-
tuarios d-3 muliier. N\o revela a ninguem a
cau*a da sua degradaQao, e 03 seus compatriotas
conlam a este respoito diversas bistorias. U is di-
zera que elle se mostrara cobarde em combate, e
qua, condemnado a morle, lho infligiram, omo
maior castigo, a pena de u^ar o vestoario de mu-
lher e de ser considerado com j tal em todo o res-
t) da fua vida O que 6 certo e que os indiauos
fi'.gem delle todas as vezts que o enconlram.
Tenta faliar as crianras, porem e?tas repcllcm-o
com dospreso. Vagueia por toda a parte, omo
uai pmid, sem amigos, moitrando na sua D,iura e
DOS mavimentes o sSntimento d i sua deshoora.
L.olg:\o. iloje, 23, elTeclua o agente Pinto,
ao meio dia, o IciU) do brijiue brasiloiro Jaboalao,
o a 1 bora da tarde, nio so o de divida^, cjmo pre
diosque faieai pane de diversas massas (alii las,
conforms sc ;ham aona^ciadoj.
Amauha, 2i devj tar lag.ir o leilio do3 mo-
veis, loaca, crislaes, e objectos de electro-plate,
perteoneatas ao HjCbI da Europa, a rua do Com-
mccctoo. 12.
lljjo I'lfeclua a agente Dias, leilao da ar-
niacao, eaipa lo nacioaal e estraugeiro e algaos
in veis, pavteoecotes ao aspolio de Paulino On>fre
Nanes. O J-ilio tera lagar no estabelecimento
da rua do Livrauieuton. 33. Garante-se a casa
para conlinuacao do IDbsmo negoeio ou qualque;
outra
Loleria. A qne se acha a venda e 118.*
abenelicio da igreja do Livramanlo de Mo d'Aliio,
qae corre no dia 30.
Ca^a tilfe dei5n?ui>.Movimanto da casa
de deteneao do dia 21 de setembro de 1874.
Existiam pra'os 327, eatraram 5, sahiram 12,
fsileceu I, existem 3!'..
A saber :
Nxcionaes 232, molherea 7, estrangairos 22;
w.ravcs 31, cscravas 4. Tot.U 319.
AlLuantados a custa dos cofres pablicos 2'i4
Movimento da eafermina no dia 21 de setembro
de 1874.
Teveram baixa :
Tiburlino Jose dos Santos, indigestao.
Manotl-FeYuandes da Siltra, syphilis.
Man-iel Pedro de Soon, bronotiite.
Tiveram alia :
C'auJino Jose Francisco.
!.uiz de Barros Campos.
Manoel Jj3 juiai do Siqaeira.
Joanna Maria da Conceicao.
Falleceu :
Lnit, escravo de Simplicio Narcizo de Carvalho,
lesao U3 coracao.
Hnsxageiros.-Sahidos para os portos do
n rta no vapor u-.cional Pirjpana :
Amaro Darreto, sua scnbora, sua cunhada, saa
sob;iu!ia e seu cunhado, Manoel Cyriaco, Ismael
Gaud-ncio e sua socrinha, Francisco Gifume eseu
lilho, Manoel Felippe Gon;alves Ribeiro, Dr. Olinlho
Jose P. Meira e 1 c.-iado, Antoaio C da Silva, Joao
Aatonio Bosende Junior, Franci-co Antonio Bocha
Pinto, padre Jose B&teves Vianna, Dr. Affonso de
Albuquerque Mall Jjao Soares Betamba.
Sahidos para o norto no vapor brasileiro
Pa) a :
Tenente-coronel Hermogenes F. de Carvalho e 1
(riado, Fr. A berto, U. Augusta das Dores Cabral de
\asconcellos e 2 netos, EJuardo Jeanrenaud, Au-
gosto JcaurenauJ, Primo P. Borges, Victorino
Jose Baposo, Gailherma B. dos Santos, Joao J. Pes
soa, Luiz da Silva Braga, desertor Urbano Pereira
de Melln e 1 escravo a eu.regar.
Chegados dos portos da Europa no vapor
franeea Ville de Bah in :
Cesario Antonio Vasques, Muchel Itmbach,
Juan Martinez Mansa, Joaqnim Francisco Casta-
nheiro, Vicenzo Slounie, Francisco Stounie, NifloUa
Stcnniu, Magdalena Buonore.
Ccmilerio publico. Obituario do dia 1
de setembro de 1874.
Jose, branco, Pernamlmco, 2 mezes, Boa-Vista ;
gaMro enterite.
Joaqaina Alvcs Pereira, 2ii annos, casada, Afo
gados; parti.
Francisco Mnoel de Siqaeira, bramo, Pernam-
lmco, 60 annos, viuvo, S. Jose ; amollecimento ce
rebral.
Generosa da Penha, parda, Pernambuco, 23
annos, solteira, Santo Antonio ; tuberculos pul-
monares.
Maria, preta, Pernambuco, 5 mezes, Recife ; iaa-
nicao.
- 20-
Maria Cysneiro de Moraesr branca, Pernambu-
co, 73 annos, viuva, Jaboatio ; paralysia.
Joaquias Rita Ferreira Alvartoga, parda Per-
nambu:o, 22 aunos, solteira, Santo Antonio;
phtysica.
Antonio Martins do3 Santos, branco, Babia,
28 annos, casado, S. Jo?e ; albumenaria.
Artbir, branco, Pernambuco, 2 anno3 e 7 me-
zes, S. Jose ; gastro hepatite.
Tnereza Maria da Conceicao, parda, Pernambuco,
18 annos, solteira, Boa-Vista ; bexigas.
- 21
Francisca de Paula Baplista, ignora-se a cor,
Pernambpco, 60 annos, viuva, Boa Visit; phtysi-
ca pulmonar.
Joao Jose de Medeiros, branco, igaora se a na-
turalidade, 18 annos, Boa-Vista, hospital Pedro II;
tuberculos pnlmonares.
Balthazar Garrido, branco, Portagal, 50 annos,
solteiro, Baa-Vista, hospital Pedro II; pneu-
monia.
Paulo Porfirio Francisco, pardo, Pernambuco,
2* annos, solteiro, B aa-Vista, tospital Pedro 11 ;
vari alas.
Luiz Cavao, escraTO, preta, Parahyba, 43
anaos, caado, Saato Antonia ; lesao ao -cora
cao.
Antonia, eserava, parda, Maranhao, 45 anno3,
Santo Aatonio ; volvo.
Manoel, recemoascido, preta. Pernambuco, Boa
Vista ; coDgestao.
HKONITi ItDHlABIi.
I KIBl:\\Ij da baklac io
SESSAO EM 22 DE SETEVIBRO OE 1874.
PRESIDEHCIA DO ETCH. 8R. COVSELHEIRO
CAETA!fO SANTIAGO.
Secretario Dr. Virgilio Coelho.
As 10 horas da manhi, preseates os Srs. oes-
embargadores Silva Guiraaraes, Lourenga Santia-
go, Re is e Stfta, Almeida Albuiiuerfm*. -Mot'.a,
procarador da ooroa, Accioli, Domiogaes Silva e
Souza Leao, aario-se a sessao.
Em seguida o Dr. secretario procedeu ao sorleto
dos adjuactos para julgamento dos sejulntes ag-
gravos :
N.*0. -Aggravaate Belino Basto* da Silva, ag-
gravadoJoao Ribeiro Mratarroyos. Foram sor-
veados os Srs. dasembargid'jrjs Doralngoes Silva
a Souz* Lea a.
N, 61. Aggravan^ ievrfVwii-cc- Ferreira
Jubior, aggravado NMrlqqfe Mrtjns Saldanba
Fotam sorteadas os Bit. ielatBiigtdores Almei
daj Albuquerque e Souza Laao.
Recorrenle "ReTnaldia Gon^alves Torres, recorri-
doojaizo. Rolator o Sr. - rencb S-aiuHago. Sartaadrsi o*. Sn. oeBtmbarfa-.
dores Accioli e Sooaa Leia.Deram provimento
to recurso, an'tnitlana a-se o proeesso.
Do Recife.-tteobrraato Manoel Carnefro de La-
cefda, recorrido o juiao. Relator o Sr. desembar
Kador Souza Lelo. ftffjtrhetos b^'Sts. desembar-
lallores Reis e Silva e Silva Guimaraes.Sio
lomTfaaiconheciaiemo do recnrso, por ter iao
iulerposto por penoa incompelente.
Da Recife.RecorrenW Fraocisco de Paula do
11 a-aria, recorrifta nlaooel loaqaim Soarfts. Bela-
bor o Sr. desembargadlr Afcioli. Aljuftos osSrs.
deserabargadores Sauza. Leao e Dommgues Silva.
Negoase provimento.
PASSAGBNS.
Do Sr. desembargaJor liourenjo Santiageao- 9r.
embargador Almeida Albuquerque :
Appellacao commercial.
Do Recife.Appellantes Tasso Irmao, appellado
Joaquim Severiano Nogueira.
Do Sr. desembargador Reis e Silva ao Sr. de3-
desembargador Almeida Albuquerque :
Appellacfies crimes.
De Caruaru Appellanta Francisco Antonio Ca--
mello, appellada a jastiea.
De Palmeira dos Iudios Appellante Joao Ci-
listo Carteiri, *pJ6llatla a }|lsll8a.
!>. OBticotyi-*pplbntf o |uizo, appvttadoj
Joaquifa fareira Mictmbira e outros.
Ao Sr. deeembargador Motta :
Appellac&o* civel.
De Olioda Appellante o juizo, appellado3 Ca
tharina, por seu curadoi e Mauael Dienizio- Games
do Rego.
Do Sr. desembargador Almeida Albuquerque ao
Sr. desembargador Accioli :
Appellajao civel.
Do Recife.Appellante Jaao. Aives da Cruz, ap-
pal la lo Manoel, por seu curador.
Do Sr. desembargador Domingaas Silva ao Sr,
desembargador Souza Le3o :
Appellacao civel.
De Maceio.-Appellantes herdeiros de Anton'o,
Banlo Barboza, appellado Aatonio Bento de Araujo
Lima e outro.
AppellaeSes erimes.
Do Brejo.-Appellante o juizo, appellado Ma-
co -i Mon eiro dos Santos.
De Sanu Luzia do None. -Appellante Barnabe
Pereira da Rasa Calheiros, appellado Paulino, es-
cravo, por seu curador.
Do Sr. desembargador Souza Leio ao Sr. des-
embargador Silva Gui naraes :
AppellaeSes crimes.
Appellante Francisco Josu Vieira, appellado o
juizo ; appellante o juizo, appellado Mau.iel-Gomes
Ua Silva ; appellate Beuio Ferreira Coulinho,
appellada a juitigi; appellante o juiza, appelUio
Manuel Iladrigue* Lima.
Diligencia crime.
Ao Sr. desembargador pronntor da justica :
Appellante Firmiao Apolinario da Silva Ramo3,
appellado o juizo ; appellante o juizo, appellaio
Paulo Francisco Barboza.
Diligencia civel.
Ao Dr. curador geral :
Da Atalaya.Appellante Antonio Jose" Telles,
appellado Manoel Joaquim Maia.
Aisignou-se dia para o julgamento dos segain-
tes feil03 :
Appcllacoes crimes.
Appellante o juizo, appellado David Jose de
Sa ; appellante a justice, appallado Manoel AtttO
nio 'a Silva.
AppellaQoes civeis.
Appallante a ad ninistrar.ao do recolhiraento de
Nossa Sm-.ora da Cancei^ao de Olinia, appellado
Jose Dativq dos Passos Ba>tos ; appeliaate a c.i-
mara municipal de 'ambr^s, appellado Panlaleao
deSiqueira Cavalcante.
Enccrrou-se a sessao as duas hora3.
CA2HARA MUNICIPAL.
SEGU.NDA SESSAO DA TERCEIRA OUDIXARIA
EM 14 DE SETEMBUO DE 1871.
PBBSIDBICIA DO SR. IlEGi) E ALIIUQUEBQUI-;.
Ao meio dia, presontes os Srs. Cesario de Mello,
Gameiro, Theodoro Silva, Dr. Moscoso, Rogo Barros,
Cunha Guimaraes e Loyo Junior, abrio-se a sessao.
Lida e approvada a acta da antecedente, leu
se o scguinte
expediente;
Ouicios:
Do secretario da camara, dando iuformacao a
respeito dos ternios, qua as-ignarara os arrema-
lantcs das casas ns. 1 e 11 di made Joao do Rego.
a' oinunssao de edificagao.
Do gercnto da compantiiaRecife Drainage
declarando quo ja deu ordem para que se concer-
te o apparellio de latrina do caes da detmcao.por
conta da camara.Inteirada.
Do liscal da freguezia de S. Fr. Pedro Goncalves,
remettenJo uma rela^ao das multas impostas por
aquclla tiscalisacao : Manoel de Souza Uliveira, em
45000, como infractor do art 43, casa suja ; Jas6
Antonio da Cosla Siqaeira, em lOfOOO, como in-
fractor do art. 173, boi sem campa ; Castro G. & C,
em 4^000, como infractor dos arts. 43; casa suja,
Joaquim Joao Pedro, era 53000, como inf.-actor do
art. 140; entulno na rua, tliesoureirodeSant'Anna,
como infractor do art. 63, em 109000, debre de
sino.Ao procarador.
Da fiscal da fraguezia de Saiiio Antonio, infor-
mando uma petifao de Pinto Mendes & C.Deferio-
.-e.
Do fiscal da freguezia da Boa-Vista, dizendo que
nao sando sutficientes as medidas existentes na ri-
beira para a venda de generos, pede Ine sejam for-
necidos alguns ternos de meiidas. A" commissao
de policia.
Do mesmo, participando qne ;eorre nimiamentc
perigo de desabar o primeiro arco do norte do ac.ou-
gue publico.Ao engenheiro.
Do fiscal da freguezia de Afogados, remetteudo
um tenno de infracfao, commetlida por Jose Ferrei-
ra Campos.Ao procurador.
Uma peticao de Teixeira Chaves & C, cessiona-
rio do jontrato para assentamento de carris de fer-
ro para con Juccao de generos e mercadorias dentro
desta cidade, com deepacbo do Exm. Sr. presiden-
ts d prov.ucia, mandando a camara infer mar.A'
commissao de petieoes.
Foram apresentado3 os seguintes requerimen-
tos:
i Requeiro que a commissao de edifi.'icio exa-
miue'as casas da rua de Joao do Rego, ns. 1 e 11, e
informe circumstauciadameate o estado dellas e se
convem alinecal-as. PaQo da comara municipal,
em 14 de setembro de 1874. Dr. Lobo Moscoso.b
Approvado.
'island a concluir-se as obras do mercado de S.
Jos6, requeiro queesta lllnia. camara nomeie uma
commissao para tratar desde ja de ir confeccio-
nando o regulamento, pelo qual deve reger-se
aquelle mere do. Pa^o da camara municipal, 14
da setembro dj 1874 -Jose Maria Freire Gamei-
ro. o -Approvado.
Em sqguida. parajo Cm requerido, foi nomeada a
commissao compelente dos Srs. Gameiro, Cuaha
Guimaraes e Cesario de Mello.
Requeiro que esta Illma. camara, noraaie den-
tre os seus mambros, uma commissao a Bra de em
name da camara, felioitar o Exm. Sr. presidente da
proviucia, pelos impor*antesservices, quetempres-
tado a causa publica durante'sua adininistracao;
e principalrabnle pulo grandioso oommettimento,
que acaba de realisar co n o assentamento da pri-
meira pedra do bospicio da alienados. Pap da
camara municipal do Recife, 14 de setembro de
1874. Jose Maria Freire Gameiro.
Lido o reqaerimeuto supra o Sr. Theodoro da
Silva, pedio a palavra, e declareu qae votava con-
tra o requerimento em discossSo; por quanto era
de.parecer que s6 o fcrtnro poieria ajuizar da boa
an ma adininistracao do Sr. presidente Lnceoa, re-
q :erendo, que isto mesmo fosse declarado na aeta.
Quanto a segunda pane do requerimento, foi ven-
cido qae fosse nomauda una commissao para earn
primentar ao.mesmo Sr. presidente, pela grandiosa
idea do asylo'fle alienados : Totaram tambem eon-
tra a primeira partaos Srs. presidente da camara,
Loyo Juni r e Cunha Guimaraes; e endo appro-
vada a segunda pane, o Sr. presidente da camara
desigoou os Srs. Dr. Moscoso, Cunha Guimaraes
e Rego Barros, para com pore in a commissao, qae
tea de ir felicitar a S. Exc. o Sr. presidente da
provineia.
Pelo Sr. preaidente da camara, foi spmentalla a
seguinte proposta:
< Estando demonstrado por differentea factos e
actos da assembl6a provincial, que esta camara nao
Ihe marece a considaragao a que lem direito, d>.i-
xando a mesma assemblda, muitas vezes de lomar
fna derida consideracao as suas proposlas, e ahe-
rando outrossem.motivos juslfficativos, envolendo-
se era pjaterias de .>ura altribuicao d'sta camara,
como sejam entre outras, aajmentar drdenados da
liar a \mpmtbh irabalbos'oseoH*ewpTea-!
dos; propoalBiy qneiftosejam pafic--aojueaiH
. da ardao*4 4 lias pela assemblea em sua ultima reumao, c#nt
tpeuospreso do one a tal respeito foi resolvida pett
camara. Pago s 8flita Municipal, 14 de setem-
bro de 4*74>-R85o' Albuquerque.
Ldda "a proppsia anpra, foi spbTnetttdo o roqnert-
mento aeguinre:
fcBequeiro, que-sobrehl qtie'tite se consnlte'
ao|prlaenle da provineia. Paert da eamara mu-
niMfifl/-erh- sessSo oe;14 Cunha'Gotroarlles. A pTdposta snprafoi approva-
da pelos Votos 8m Srs. Theodoro Silw, Lyo Jn-
iWQre Dr. Moscoso, sendb voto vencedor o do Sr.
presidente da camara, vot^ndo contra a propotta
os Sis. flamstro, Cesario de Mello, R-igo Barros e
Cunha Guimaraes. 0 requerimento do Sr. Cuaha
Guimaraes 'foi rejeitado pelos mesmos votos. A'
vista d setaeluauta delibara$ao os Srs. Rego Bar-
rot e CunhaGulaaries, aeeUram que protestavam
contra elfa, a qae rejorriam p'aira o Sr. presidente
da proVteoia, para o que pediam, se Hies dosse Co-
pia na proposta, reqnsrimen.o e deeisao.
Foram despachados os requerimentos seguin-
tes :
De Antonio Ctrlos Pereira de Burgos Ponce
deLeon, Francisca Rosita, Fernand-s da Silva &
G., Francisco de Oliveira Carioca, Joao Frn*ndes
llamos, leio G-anfslves Torres, Jose Jaaqafm Fer-
nande.8 4 Irmaos, Lopes & Pereira, Ulysses de Ar-
ruUa Camara, VIriato Ceflteio Lopes.
Nada mais bavendo, o Sr. presidente levantou a
sessao ae t boras da tarde.
Eu, Franc woo Aogusto da Gosta, secretario, es-
crevi.
Decltro em tempo, que logo que foi lida a presen-
te acia, o Sr. Gameiro pedio a palavra e disse que
-end> oautor do requeiiinenlo apreeentado pra a
feEcitacaoa S. Exc. o Sr. presidente da provineia,
Selos bons servijos que tem preslado a causa pu-
lic i, e nao tando sido nooeado para fazer parte
da respeetiva commiBiSo, tambem nao podia acei-
lar a commissao para confeccionar oregnlamfnto
para o raarcado publico : a vifta do qoe o Sr. pre- -receio da que os adversarios politico? de criteria
sidente da camara norneiou o Sr. Loyo Junior, para
fazer parte dessa commissao.
Eu, Francisco Augusto da Co3ta, secretario, .fiz a
declaragao.'
JfinoeZ Joaqnim do Rego e Albuquerque, pre-
sidente./. Maria Preire Gameiro. -Jose Cesario
ie Mello.-Thetrloro Machado F. Pereira da Silca.
-Bellarnvno do Rego"Barros. Jouo da Cunha
Soares Guimaraes. -Dr. Pedro de Alhayde Lobo
Moscoso.-Jose da Silva Loyo Junior.
PARTE POLITIGA
PARTIDO CO.A'SISliVADOlt
RECIFE, 23 DE. SETEMBRO DE 1874.
Como ainda nao e conhecila por todas a deeisao
proferida pelo supremo tribunal de justi;a na de ,
muncia dada pelo Club Popular do Recite contra o
Exm. Sr. commenlad r presidente da provineia,
pelos factos do dia 16 de maia do anno passado,
abaixo transerevemos o juridico e bem fundamm-
tado accordio que foi publicado por um dos mais
aoredltadas jornacs jundicos da cdrte a Gazela
Juridict.
Depoi3 de tal deci So nao 6 mais licito increpar-
se ao illastre adminislrad^r factos pelos qnaes ja
respondea e est:1o soberanamente julgados.
Sem mais commentaries olTerecem s a aprecia-
jao dos homeas sinceros e justos a leitura desta
importantepeca judiciaria, qua ha de aite tarao3
vindouros como o primeiro e mais elevado tribu-
nal da paizjuigou o procedimento do presidente
de I'eraambuco aos aeoitlecineotos clos dias 14 a
16 de maia.
Feito o sortoio e relatado o prascnte proeesso
no qual e denunciante o Club Popular do Recife e
denunciado o Dr. Henrique Pereira de Lucena,
presidente da provineia de Pernamriuco, como in
curso nos arts. 129, 92, 142 e Il.'i do codijio cri
minal, pelos fact >s occorridos aa cida.de do Recife
nos dias 14 e 16 de maioi ultimo.
Exanainada e discutida a materia, ve se que
em nenbnma responsabilidade pole ter incorndo
o dennnciado pelos crimes praticado3 pelo ajunta
mento popular na tarde do dia 14 ; porque tendo
anteriormente bavido duas reunides pacificas, e
sando a do dia 14 simpleainente para uma mani
fastagao ao da4o, nao era de esperar quo ella to
masse um dicier sedicioso e a*saltas-e o coilegio
de S. Francisco Xavier e a tyoographia Uuiao;
enlretanlo que madid.is legaes e praventivas tinbam
sido lomadas pelo denunciado; nao pode ido ellas
produzir todos os seus effeitos pela promptidao e
rapidez com qne foram comraettidos cs crimes,
mas que todavia impelirara a assalto ao pslacio
episcopal. Assim exaltados os animos e dispostos
a maiores surprezas e sobresaltada a popula^ao da
cidade se orgauisou a reuniao da tarde do dia 16,
qua era uma ameaca manifasta cut.a a ordain e
tranquillidadc publica e por isso bem procedeu o
denuncialo mandando dissolver essa reuniao que,
pelos discursos proferidos, o lim era coatrano a
lei.
ci\ao pode, finalraente, scr culpado o denuncia-
do se na disparsao do ajuntamenta foram commet-
tidas algamas violancias, outros devem ser os res
pousaveis. Porlanto, em vista do exposto, e res-
posta de II*. e documentos juntos, julgam impro-
cedente a denuncia. Rio de Janeiro, 4 de ouiubro
de 1873. Brito, presidente. Veiga, como relv
tor. Marianni. Albuquerque. Leao.
Conseguintcmente. justificado como se acha o
honrado Sr. Dr. Lucena, presidente da provin'cia,
oodem seus gratuit s e deslaaes inimig is, contmua-
rem na improba e ingrata missio de deprimir seu
caracter nobre e immaculado.
A jastiea dos homans se algumas vezes falha,
mais cedo ou mais tarde ( infallivel.
0 Sr. Dr. Lucena esta julgado pela opiniao pu-
blica como am homam de bain ; um admiaistra-
dor provecto e experimentada, e um magistrado
justiceiro e honrado.
8 *^ I 11" & t1
'iriBBoeinnflnfflcante fae se dwi na pondos tti*j #4o
^egainte modo :
feMo dahbwvlj ao wibdalefado que se eorrs>-
am na ra deabis de *>horm da aspeilar^doseobeeids-Dohigtt, ccedea cor-
Terse or portugaez, e iHete aclo nenhuma arma
pnoWWoa toi enoontrada pelo ordenaara da mes
mo autoridade.
^Foaera, esie poxtoguez, despeHado com o subde-
legad-a, parque tioha proeuraqo evitar que um ou-
tro pjlrtuguez lesisse'B um pobre m-anlno na com
pradenma catga-tie leopa, teato-ae afastado al-
guns pas3os depois de corrido, 1-tBQoa mao de am
rtwoivex, iosulunJo e a ueacaado cmh elle a an-
toridade.
DissoTesnltou'am pfrqueno conflleto, do qua! to
maram tambora conbecimsnto "i- Df. juizde direito
e promoter publio.', seada pro o delinquenie a
se procedendo o competente inqudrito.
Bar causa deste facto, pessoas imprulentes, so
indignanlo com o procedimento do porlugner, ma-
nifeeUran algnmai incanvaaieniias contra on-
tros portaguezeu do b(tr ; pore.n sando repeliidas
pelo Subdelegado se accommodanam e nada mais
Hoove.
Eis_o quadro que a Provineia pinta de tao ne-
gras rfores e com as paUvras da artesinha : IWer-
tas, itcus it oniim noilra indubio sunt!!
Teado 6 pretext-a para ferir o commeudador Lu-
cena e o rhuito digno chafe de policia Dr. Correia
de Arauja, qne com prazer dizemos, tem sempre
se colloeado na altara do cargo qae exerce
Toda a provineia, com excepjao somente destei
honsiis, faz a devida ju.stiQa a esta autoridade ; e
a niagitem e estranho qus, super^ndo as diulcul-
dftd^s, ella tem sabido escolher os otdadios mais
aptos p3ra o desempenha dos cargos policiaes.
Em que lanpn se vio uma policia mais mornli
sad.i a bouesta?!
Bem saberaos que esteg provincianos veem tudo.
as avessas, talvez alrj o ri8iculo a qae constants
mente se Bxpde e o dospreso a que o povo vota os
seus inentos.
Pudeinos afllrmar que a uidade da Victoria esta
bem ser vida do autondades paliciaos ; neni tema?
A eidada da Victoria em pe dc
gnerra.
Os redactores da Provineia, vivanio na mais
penivel lida em descobrir pretexto* para alacarem
ao Sr. commeudador Lucena, aproveitara se de tu-
do, ate de meros invenlos e dos menores inciden-
tes, como se elle fosse responsavel pelo acaso; e
para chegarem a til absardo partem do seguinte
principio : que seado o Sr. Lucena a causa da in -
veja e despeito que os tem desvairado, deve ser
culpada.-por tudo quanta lhes supgere a morbida
imaginacie I
0 arguraento e subtil e quasi que tem 3ua pro
cedencia I
Na verdade, os actos do diguo administrador da
provineia, modelados sempre na lei o. inspir.dos
pelas melhores inteucoes exasperam a taes ho -
mens, que peccadores endurecidos, em vez do se
arrependerem, louvando e imitando aos que bem
procedem ; ao contrario os insultam e ferera, com
tanto mais furor, quanto louvavel e o acta prati-
cado.
Para prova disso basta lembrarmas o hospicio
dos alienados, idea que tem sido applandida com
justo enthosiasmo por toda popula$ao da provin-
eia ; raenos por estes bomens, que em opposicao a
ella e a seu autor, o tem coberto de imprope-
rios I
Agora a arma mais favorita de taes provincianos
e, espalharem que por toda parte lavra a desor-
dem, e que as autoridades policiaes a promo-
vein I
Eotretanto, apezar da crise porque passa o com-
marcio e a lavaura, em toda provineia, sem ex-
cepgio de lugar, se nola o maior socegd na popu
la^o, vendose todos esperansosos de porvir, tal 6
a aonfiaaca no governo !
A' cidade da Viatorta coube tambem o seu qui-
nh&o de desordeira, e la vem a Provineia de nm
deste! dias, dando noia noticia tao assustadora,
que nao podaraos deixar de desmenti lapara dei-
canco de algum egpirito fraco, que aiula acredita
em semelbaates tastorias.
Diz a Provineia :
A liberdade,a vida e a propriedade dos cidadiosl
prinelpalmento aos portagaezes, estio seriameate1
araeacados. Um grupo capitaaeado pelo subdnle-
Kado do primeiro district) esta dope, prometteado
as Icenas da 26 e 27 11! *
Certamente nada mais assnstador 1
Nunca a cidade da "Victoria esteve tao quieta e
alegre, principal mente nestes ultimos dias com a
vinda do j-ererendissitno raissimiaTio tjrpnchinho
Fr. Venaoeiq, qoe, ouneeendo a melhor disposi-
(aaxavei
queixem se'de violencias par ellas praticadas com
espirilo partidario.
0 subdaegado do que falla a Provineia e um te
nente honoratio do exa cito,.moco de merecim in-
to pelos servipos prestadas ao paiz, coma soldada
no campo da batalha, ondc perdeu anupe'na, e
como ajtoridide policial na Victoria, ha muitos
annos, sempre se portanlo com o melhor cri-
terio.
A prova disso esta ainda om elle so poder ser
accusado por um facto digno de elogio!
Ninguem estranhe isso, porque o actual chefa
do policia ao molo de ver da Provincii tem mui-
tos defeitas e entre. elles : o de portar se com zalo
no eompriment a do eaus deveres I
0 presidente da provineia e mao, principalmen-
te porque da am asylo aos infelizes loucos e pre-
para ufii parvir rison'io aos orphaos desvalidas.
Veja o publica setrsato a que se reduzem as ba-
rulliadas doe pi\,virtCionos !
A cidade da Viet aria esta auirciisada e em pe
da gue.rra, quaalo nm digno missionaiio, cercado
Jo povo, procura fan Jar um ediacio do paz : o
leniplo do Senbor! !
Dizendo-se isso, tem se dito tudo em defeza das
vietimas proviacianas I
Se estes hoauns, a quem nos referirao-', quiza-
rem prestar um serviga a Viet aria, em vez de re-
bates fajsos, prortmvam por seu orgao a animacu
do povo, para levar avante a sublima idea do digno
eapuchinho !
Este brnelioio olles nao farao !
Muita gente so sa occupa em lestruir o bem
para cons'.ruceao do n .1!
Daus in-piro a esfes provincianos!
Um vi.loriense.
O Bioiio;>olio das carncs verdew.
Muinssimo no3 ha de cust r bariirmos dentre
uos o inonopolia das carne3 verdes.
Da I ngt data estal.elecida nesta cidade, creou
raizes a bga dos marcbantes, ao p into da licarem
estes senliores absolutos do negocia. e a salvo ^e
qaatquer competencia, porqaa nenbnma appare-
cesse que elles nao cooseguissem sull'acal-a, a tal
forca o poderio haviain chegado.
Em tal coujunetura, provada a incapacidade da
competent individual para combater seajelhanie
liga, urgia que uini competencia callectiva dispan
do de elemeutos eqoiv.ileales se- Ihe antepnzesse,
representaulo.. par assim di'.er, a liga da rcsislen-
cia.
Deus consente mis h-ao para sempre : foi o que
acanteceu :
Os monopolisadares, os marcbanta3, par isso que
a avidez gauanciosa aae se sacia nunca, procu-
raram, par G n,garantir, assegurar melhor o meio
da e\|d irarem a ueca.-sidade publica ja victimada
palo pregoexessivoda gan^ro, quo regulava em
tadoo mercada, segunda o arbitrio da bga.traianJo
de substituirem os talhadores, homens Iivre3, em
quem e xontraram repugnancia a pratiea de cerlat
iii'lidas, por escravos sous, de cuja obedieneia
nao podiam duvidar: alem dos vexames que pe-
savam sobre a populacao, passou a Btessa dos ta-
lliadares livres a solTrer o atlentado de ver se pri-
vada de tranalho e conseguintcmente de gar.har os
meiosde subsistencia.
Siecedea o que era de esperar: os trabalhado
re3 livres associarem se, e, depois de uma campa
nha berculea em que se emponbaram Cunt a os
marcbantes, em defesa de seus direitos, gracas ao
amor a justica que tao altamente caraclerisa os
actos da actual illusti issima camara municipal do
Recife e actual Exm. presidente da provineia, con-
segnirain elles a melhor victoria que entao se fez
passivel, a crea^ao d> matricula dos trabalbadares
livres, com as garantias que as circumstancias do
momento permiltiam, ficaado determinadas para o
mais proxima futuro, todas as mais tenlentes a as-
segurarem a classe das talhadores livres, a posicao
em qua a lei fundamental firraa as mais da socie-
dade.
Associados, ligados por sua vez, os talhadores li-
vre offereceram a bga vexaloria dos marchantes
a resistencia com^que ella ja nao contava; os talha-
dores, ligando-se' em bem commum, ligarara se
sem o pensarem, em bem da p pulacao perseguida
pelo monopoliodis caraas v rdes: dahi s g iio-.e o
desenfreamento da colera mais violenta dos mar-
chantes contra os talhadores-, a favor dos quaes
pronanciou-se a opiniao publica e a autoridade
daquelles a quem cumpre velar pelo interesse pu
blico.
A associ iqSo Amor a BaneGcencia dos talha-
dores de carnes verdes, animada dos melhores
intuit03, e ha ilmenle dirigida por caracteres bem
intencionados apresentase hoje no mats respeita-
vel p6.
Actualmente dirigida por um caracter intelli-
gante, probo e zeta tor infatigavel dos interesses da
classa associada a que preside, o Sr. Clorindo
Graciano da Silva, gracas aos seus esfarcos e aos
de seas collegas,. que o auxiliam em Gas tao ua
bres, a associa^ao de talhadores, depois de ja mui-
to ter conseguido no sentido de morali-ar a
ao-eeirWJ* a geWEvre, exfranh*'p6r*m a A*b-
#?*^ sftm de preparbrem lalbadofesseos. Per-
deram aiffdh o Winpia.
riiie tM Wspotlcocs rfltioMf.'paes a respeito,
o zefasopresidents "da assoclacso dos talhaaoyes,
o Sr. Clorindo Graciano da Silva, crae e simaltaoea-
mente o capataz dos talhadores matricala^-s, op-
noz-ss ao inteato dos marchantes, e eom a intellr-
fenciaejactividade que o distingue^, arreaoa, como
lie cumpria, taes intruzos.
Tal procedimento, porem, digno da todo o cfo-
gjo, do Sr. Cfarindo, desaflou as iras dos raarchan-
tes, que juraram consaguir da-Hlm. eamara modi-
c^aal do Recife, a exoneracao do cargode capataz,
qoe aquelle exerce com toda a inleireza e Crita-
rio.
Mas nio ha de acontecer assim; a reputagio do
actual capataz dos talhadores de carnes verdes,
esta a cavalleiro de quaesquer ataques da Intriga
mesqoinha, qne tem sido em toda esta questao,
desde seu cameeo, a arma mais jogada pelos mar-
cbantes.
iFelizmente, precedentes ha que teem offerecldo
a Illma. camara, base sofficierite a lirmar ellao
conceit) de line edigna a Msociecao Amor a Be-
neii..ni'i.i, seti digno presidente e mein&ros, em
eonfronto com a liga offensiva e defensiva e defen-
sifa dos marchantes.
Fique, pois, a Illma. camara certa, de qne e a
benehca a regeoedora-ioQuencia do actual presi-
dente daquella associa^ao, a quem todos es asso-
ciados auxitia.n e prestam adftvida consideracao,
pelo desinteresse e dedicacao com que pugna pela
orbsperidade da c as-e, o Sr. Clormdo Graciano da
Silva, o que os marchantes combatem n I capataz
dos talhadores, parque senlo esta aqaelle mesmo,
encoutram sempre de sua pane o severo curapri-
aento de deveres, porque paata todos os seus ac-
us, quT como presidente, quer como capa-
ta.
Desean;amos na justica da Illma. camara muni-
cipal do Recife, a deeisao de tudo quanto tender a
extinccao df. monopolio das carnes verdes, encora-
jaido a a?socia?ao dos talhadores, unico dique de
qoie se pode oppor aquelle, a frente da qual acha-
se.felizmente como seu digno presidente nm ea-
raplar como o de Clorindo Silva, em qaotn a as-
socia.ao tem um e No robnsto, a IMma. camara am
zelador del de suas disposifSes e o publico consu-
mldor uma garanlia valio.-a.
Na> vingarao as tricas dos Srs. marchantes.
lima saudade iuiiucngia! lima r
proruuda.
Sim I ja nao existe o excellenle aoaigo! !....
Daus chamou a si a Fiaucisco Manoel do Si-
queira.....................................
A mao da morto e inexoravel: tuio ceifa, tudo
acaba nesta vida Francisco Manoel, era um bo-
mem como nao ha muitos: extremoso pai de fami-
lia, de um eoraeto bam forma io. oode Ii-ilhava a
virtu Jo, elle nunca deixoude praticar o bem. Era
muito cantativo, de um tralo delicado e agralavel;
nuuca, uma palavra proferia para offender a nin
guem, qualidade esti que o fazia saiiir muito, d'ea
tre oa homens.....
Abasia do do furluoa, elle era am bamera honra
dissim) e bonesto o mais que se podia ;er, e niio
precisa que ie o diga : ahi estio os que o conhe-
ceram.
Francisco Mm> el de Siqueira expirou nos bra-
cos de sua incoasolavel familia, contando 60 annos
da idade, a 17 do corrente mez, as 10 horas da mi-
t*, e naquel e momenta subio ao ceo uma alma no-
bre e pa fa.
Setembro de 1874.
I'm amigo.
3*< J.J9HB
cao no poKo, ten) o louvavel empeaabo da deojjlij-
o vethoternplo "giiagerve Se murlz da fregoada,!
para recoostrdl-R) de am modo digao a am lugar gaido.cousa algumaatio lado das prapostas
tao adiantado. das desjtedi&as dos aasaOJUdos, cam pelo ab
0 p empregados sem a men ar attends as prerogaUvas Mocatidade em estallo de .aaarchia, toi um fact j
classe, extirpando delta abusos que a viciavam,
filhos dos maos costomes da sua existencia passa-
da, tronxe-a a posiQao de ter ella recursos de
competir no mercado de carne-verde com a liga
das mirchantes.
E' de i.naginar como os marchantes encarariam
tamanha ousadia.
Principiando alguns trabalhadores em 9 de
agoslo, a lalharem par conta propria carne verde,
o qua prcduzio logo baixa de preco e conseguia-
temente vantagem para o publico, que est iva de-
pendente da malanca restriita, qua passaram a
fazer os marchantes para mais firmarera, pela
escacez do ganero o preco e completa sabida do
mesmo, resolveram os marcnantC3 despedir da
sea trabalho os talhadores livres associados :
vinganca mesquinha com que nada ar.rovallar.m.
Baldada esse meio, propozeram accordo : re
aceilarem os talhadores degpedidos, sob a con
diaao de nennum delles continuar a talaar came
por interesse individual ou societario I
Tsmpo perdida !
Nenhoni talhadar Iivre atsoclaio se rea-
deri as propos.tas dos Srs. marchantes, nem por
interesse particular, nem pelo sociatario. A asso-
ciate Amor a Beneflcencia dos talhadores da
cames-verdas, nao s> faudou para explorar o
monopolio dos marcbantes, e dispular-Ihes a mina
de qae t3o bam se apropriaram, mas aim para
nobiiitar uma classa, que acarretava com a odio-
sidade publics, por actos desljWneitos, cuja pratlca
nao provinha dalla e nos quaes sens membros
nao passavam de meros intramentos; mas slm
paita, pondoseaoabrigo das vexa.c3es do mano-
polio, garantir ao consumutor o.peso e o preco do
genero em sua jusleza divtda.
Acontece, porein, qae a subida do preco do gad*
ultiraameate difllculta aos marehantes baixarem
o da came, toma lhes e eostnme, aiada masmo
com prejuizo, aflm da matartm a comoetencia
d*s ^lhadores. On, nao tendo elles coose-
tat nem
jdaaixa
uionto do pracp da carne, como aeima vim*s, ao
qua.hajiiam di'tecorror? Pcoteoiaram iostruir
Villa K.*1Ij. 'iS de a^<'.l > de
Sorprehenileado-ms 'nuito vivamonts a
noticia de ter si lo rornovido do cirgo de
promotor publico desti comarca o Dr. Josd
de Barros I'ranco, ndo poliinos deixar de
e.n publico lastimar tao senstvel remoQao 1
0 que uaa queremos e o quo se nos im-
poe 1...
Sem olTansa a qualqu>r outro que tenha
de, dtfiieilmSBte preeocher semelbanto va-
cuo, nao podeisos avaliar ate quo ponto ird
tao seasivol talta Ie quo ja se roseate esta
comarca pela rctira la d'otn tao energico,
syaapntlr.co c Ulentoso Bgmte da justica
publica 1 !
No verdor los annos annuncia pelo seu
talento e vivoza um brilhante futuro.
Oxald que o tempo mo^tro ao seu mes
quinho inimigo quanto e perigoso nao sa
ber domar o resistir o t >rpe sentimento da
ambigao pela symp.ithia e popularidade de
que gozi gorahnonte o nosso amigo Dr.
Barros Franco.
Desiejd prevmimos a publico que, nao
attribna a publicatjao dj artigo nenhum a-
tassilbaado a reputagao bem firmada do
nosso amigo aos habitantes desta co-narca,
quo sao inoapaz?s do calumniar d tao dis-
tincto cavaltieiro, mas stm a algum seu
eolb.'ga inimigo rancoroso e iuj is.o.
Os villabellenses.
Doctor in tanlia
Os profes ores em artes, letras e scieaeias, mem
bros d* clero e magistrados ; todo o medico, ci-
rurgiao, dentista e artist i, quo deiejam obter o
titulo e diploma de doutor, ou bacharel honorario,
podem dirigir se a Madicus, rua do Rei, 46, em
Jersey (Inglaterra) o qual lhes dara gratuitamen
te todas e quaesquer informacoes sobre a Oni-
versidade.
, AW. 16. 0 eflxdral das frrterniis e'a5rgoi!t*'dV'
sens pais, assim como a roup'a lavatfa e cajriJra-
mida ep^rteffees, por elres-seraotornecMqe.
Art 17. As pequenas 1nDri3po3teaes e moles-
las das Infertas, sao iritadas no ttolleglo ; nas
graves,, porem, a directora far 3rrtar aos pais ou
icOrre^pondentes, para proridenciarem sobrfirotra
tamenft/qfle pode ser em suai casas ou no'cof-
legfo.
rt. ^8. Oj feriados sao os'rtas acAsrs publicas,
salvb an qlliBtas feiras que, no coilegio, fleam des-
tinadasa instruccao do recreio.
Art. Y3. Todas as mrfteYias lecchoadas no Col
LEao w Sa^tissima Thisdade, sao prfasdasoes
pela drrectora e suas irmas, on odtras seahota
com a aptidao precisa, e que a directora jdlgar
necessarlas.
Recife. 39 de dezembro de 1873.PkHonrni
Minervina'di Albuquerfiie CfC.nneH Jersey.
Approve. -Directorla gerl da 'instruccio publi-
ca de PernamBuco. 8 de Janeiro de 1874./oif
garbalko.
Festa ampestre.
Os abaixo assignados membros da commistai*
encarregada de ageaciar prendas em beueticio tU>
asylo de alienados, extremaatente agradecida a to-
dos qae eoncoWeram a festa de domiofto, vem
polo presenle manifestar o sea reeoalieeimento ;
e convidar pira coraparecerem novaneate as 4
horas da tarde do dia 27, no mesmo sitio da Ta-
marineira, onde pela ultima vez tem de oilerecar
ao publico as prendas qne reeebe'aia
A commissao senleque por motivos iodepondea
tes a su vontade, nao fosse mais brilliittiu* a fetta
de domingo, porcm esperasatisfazer plaumeBte no
dia 27, a todas as pessoas qua se dignnrera com-
parecer au bazar d is prcadas que Ihu lem si Jo of-
lerecid .s.
Para previnir qualquer accideole os alMixo as-
signados ja obtivorain da ^enercsidade do Exm.
Sr. barao do Livrameoto ;i reconstnii.'.ao dobarra-
cao qua desta vpi s-*ra enberto de tioco e espaoo
so de modo a offorecer as possiveia comModidades.
A commissao fiillaria a um dever da dalicadeza
se tambem nao ajgradecesu aos qnu l!ie fizeram
donativ s, e p/>r i?to peuerlbes que aceitem mais
c.-ta prova dri seu rceotilieciiiieuio.
Co ifian i ainda oi jcsittrtkidade dos habitantes
desta cidade. a eytnipis'sao es'pera receber oovos
presentcs para a f^s! toi ua ; e, iiara facilitar a
enlrega de alguas ob.'ivbis que Ihe tem sido
offertados, rn$ ilveu autori.-ar a cada um dos mem-
bros que a compoe, a-receb. I o> nas casas de sua
residencias. ou eseriptorios de cummercio.
Recife, 14 de s-tembro de 187'*.
Luiz Goncalves da Silva.
Joaquim Olyulbo Biulos.
Joaquim Dias dos Sontos.
Adolpho Sibmitb.
Joao Carl is Baslos de Almeida.
Rodolpho Krukemberg.
Joviniano Manta.
Dr. Pedro de A. Lobo Moscoso.
Francisco J. Pinto.
A anarahnita p^itoral
De enjas virtudes especilicas tantos annuncios
apnarccerain em nossos jonaaes, c uma compo;i-
Qao de vegetaes peitoraes, e nao contem nenhum
adslringente veuenoso ou mortalmonte narcotico.
E preparada em furma de um xarope delicioso,
etc., e um poderoso e effi -.az remeuio para irrita-
eio das palraoe^, anginas, _catharro, losse, res-
(ri)inent', ruaqnidao, alTeccoes catharraes, escar-
roi de sangue, e todas as innumeraveis molestias
qua affectam os orgaos da rcspiracao.

[!QMiyi! -'
Algodao
COLLEGJO DA S.4NTISSIMA TRINDADE
UO -run dosCoelhosSO
SOD A DIRECCAO DE PHILOMEXA MI.VERVINA DE ALBU-
Q\1ER(IUE O'COMNELL JERSEY, COADJUVADA POR
SUAS IRMAS D. LANDELINA DE ALBUQUERQUE o'COM-
KEL JERSEY E D. DUMDUM DE ALBUQUERQUE O'CON-
NELL JERSBT.
I
Artigo 1." 0 coilegio dirigido por Philomena
Minerviua de Albuquerque 0'Connll Jersey, de-
nomina-sa Collggio da Santissima TnixdADE.
Art. 2 As alamnas reeebem nelle instrucgao
primaria, secandaria, religiosa, de civilidade, e de
recreio e prendas.
Art. 3. A instruccao primaria e :leitura, es-
cripta, contabili lade (as quatro opera;o;s), noyoes
de grammatica portugueza, coftara cha e cro-
chet.
Art. 4. A instrucgao secuadaria comprehende
lingua nacional, franc ez, inglez, italiana, his to-
da, geographia e arithmetica.
Art. 5." A instruccao religiosa e dada pelo ca-
tbecismo ; as alumnas aprendem : {doutrina
ch ista, e todos os deveres.religiosos a cumprir
para com Daus seus pais e parentes, e em geral
eom a s tciedade.
Art 6 A instruccao de civilidade abrange to -
dos os actos da vida de uma seahora emrelacSo
eom as pessoas de sua familia e com a socie-
dade.
Art. 7. A instruccao de recreio con3ta de de-
senho, masica, piaoo e daoja.
Art. 8. A instruccao da prendas reune :
todos os trabalhos de agnlha e toda a especie de
bordalos, que deve saber uma senhora da melhor
sociadade.
II
Art 9. 0 coilegio admitle alamnas internas,
o meipensionistas e externas.
Art. 10. A lingua que se falla no interior do eol-
legii e a franceza ; e durante as aulas de inglez e
iuliano so se fallam estas lioguas.
Art. II. As alamnas que estadam francez, in-
81az e ilaliano, aprendem a faliar, escrever e tra-
azir estes idiomas gramraaticilmente
Art 12. A mensalidade para as internas 6 40J,
para as meio pensionistas 20* e para as externas
5/, pages aiiaiitados, por trimestres, que uma vez
com-cad is,contideram-se venoidos.
Art. 13. A instruccao das alumnas externas,
remunerada segundo o artigo aotacedente, d a
dos arts. 3 e S, as internas e meio pensionistas
teem direito a doe arts. 3, 4, u, 6, 7 e 8, pode ad a
todavia, qualqner alumna externa freqaentar as
aulas superiores, mediante a indemaisacao que se
convencionar.
Art. 14. As despezas com livras, papal, eta,
sao da c->mpetencia dos pais ou cOirespondetas,
las alumnas, e bam asuun a materia pnma de
bordados.i e estes execatados, sao propriedade.
dasmeemas.
'Art. 15. as aulas no Collbgw da San-nssjma
Tbino.vde, trabaloam duas vezes ao dia, de ma-
aha dos 9 at 12. boras, e de tarde da; 2 1(2 as
8.1(2.
JUNTA DOS CORRETORES
Praea do Recife,* desetembra
de li2.
A3 3 HORAS DA TARDE.
CuTAC-OES OFFICIAES
- da l'araiiyba 1* sorte 7*330 por 15
kilos posto a bordo a frcte de llilb d. e
e 5 0|U, hontem.
Oito de dita dita 75230 por IS kilos posto a
bjrdo a frel de 3(4 d. e ii tliO, hontem.
Ci'e do Rio de Janeiro, qualidade taixa, 7*50')
por 13 kilos.
Dito de dita 2" baix.is 75800 por 13 kilos, li-
quido.
'Jambio sobre Londres a 90 d|v. 20 ij4 e 2G 3;-<
d. por liOOO, banco.
Cambio sobre Lisboa a 90 d|v. 103 0(0 de pre-
mio, hentem.
Cambio sobre Lisboa e Porlo a 3 d|v. 108 0|<>
da preraio, banco.
0. ae Vasconcetios
Presidente.
A P. de Lemos,
Secretario.
ILPANQBOA.
Aeadimant Jo dia 1 a 21. .' .
'dam do d;i 22 .
448.03546.3
22:184*031
470:2lo*69o
Dojcarregam hoj 23 d 'setembro de 1874.
Barca franceza-IVi'/J/.-a(atracada; mercalo-
rias para alfandega, e cimento para o tra-
piche ConceicSo, para despachar.
Vapor francezFt/la ae Bahia -mercadorias para
alfandega e trapiche Conceicao
Vapor nacioual Marque: de Cixias (esperado)
generos nacionaes para o trapiche da
companbia.
Importacao.
Vapor francez Ville de Bahia, entrado do Havre
em 22 do corrente e consignado a Augus'o Frede-
rico do Oliveira & C, manifeston :
Amendoas 7 gaspelbas a Jorge J. Tassn, 5 a Jose
Fernandes Lima, 4 barricas a Beltrao i; Filho, t
a Pereira Vianna & C.
Batatas 14|l e 33|2 a Lima & Silva, 20(2 a He
reira & Anne?, 30(2 a ordem.
Cebolas 50caix>s a Jerge J. Ta-so, 23 a Bel-
trao & Filho, 30 a Leao, Rocba & C, 60 a Silva
Guimaraes & C.
Figos 10 caixas a Joaquim Jose de Azeveda, 6 a
Francisco Guedes de Araujo, 20 a Jorge J. Tasso,
10 e 32 grades a Silva Guimaraes & C, 96 fardos
a Lima & Silva, 6 grades a Leio, Rocha & C, 11
e 1 caixa a Beltrao & Filho. Folha da louro '.)
fardos a Thomaz Times, 5 a ordem, 2 a lose Fer-
oandes Lima.
Livros 1 caixa a De Lailhacar 4 C.
Mac.as 1 caixa a Joaquim E. Ribeiro
Prat? euiobra 1 caixa a Xegreiros & Irmao. Pas-
sas 13 fardos a Pinto Moreira & C, 13 a Jose Duar-
te SimSes, 13 a ordem, 25 a Jorge J. Tasso, 12
10 araarrados a Beltrao & Filho, 23 atados a lose
Correa Braga, 23 a Antonio Francisco Corga,31 <
Francisco Guedes de Araujo, 40, 30 grades eJO
caixas a Silva Guimaraes 4 C, 15 caixas a Leao.
Rocha & C. Papel e livros 1 caixa a W'alfredo Si
Souza.
Roupa 2 caixas a Manoel da Silva Maia & C.
Rolba 1 fardo a ordem.
Uvas 21 caixas a Antonio Jose Leite Basto, 42 a
Mendoaca C arrea & C, 2 a J036 Ferreira dos San
tos.
Velas de cara 30 caixas a E. R. Ribello & C.
Vidros I caixa a ordem. Vinho 1CO|'0 e 60 cai
xas a Sil a Guimaraes & C, 1|? a Jose Ferreira
dos Santos, 30 caixas a Pereira Carneiro It C
Carga do Havre.
Agua mineral 2 caixas aos consignatarioe. Al-
fineles 2 caixas a Carvalho, Pereira & C.
Batatas 500 cigas a ordem, 300 a Manoel da Sil
va Maia & C, 200 a Joaquim Jest- Leitao & C, 200
a M.>galhles & Irmao. Brinpiedos 1 caixa a Jose
Pereira Monteiro. Botoas 2 caixas a Vaz Junior
& C.
Cbampanhe 6 caixas a Theodoro Carialiansen.
Camisas 2 caixas a Mendas, Azevedo 4 C, 5 a
Keller & C. Chocolate 1 caixa a Jose Joaquim
Alves & C. Conserva 19 caixas a Henriqua Nuesch.
Cal;ado 2 caixas a ordem. 1 a Penna Junior & C,
2 a Porto & Bastos, la Carles Leclere, ditas per-
fumaria e quinqailaria 9 caixas aParente Nianna
& C., dita e cobertores 8 eaixas a Lyra & Vianna,
dito raiadazas, fitas e teoidos 11 caixas a E. A.iBar-
le & C, dibo e roana 3 a Roaback Cahn & C., dito
e gravatas 1 caixa a Pinto da Silva 4 C. Couros
1 caixa a Luiz Jo- fioaeahes Ferreira 4 C, 4 a
Moreira Halliday 4 C, 1 a Joaquim Antoato do
Araujo &C, 3 a Domingos T. Baslos. Citato a
chapeos 3 caixas a M'>a -ard. Metier & C Cha-
paos 3 eaixas a Vaz & Leal, 2 a Joao Caristiani &
C, 1 a Victorino Uaia & C. Confeieao 4 caixa a
Caadido A. Ferreira, 1 a Soares Brandao.
Pumo 1 caixa a Joaquim B. do Reis.
Joias 2 eaixas a Lehmann Freree.
Livros 1 caixa a De Lailhacar 4 C. IienfO* 2
caixas a Goncalves Irmaotdt C.
Uaehinas e couroe 2 eaixas a H. Jose Roberi






i

I


*
Diario de Pernambuco Quarta felra 23 de Setembro de 1914.

Manteiga 15 barns Inteiros e 25 ditos meios a
Antonio Ferreira de Carvalho, 15 e 10 a L. Rocha
4 C, 40 e 50 a Jose Theles de Hello & C, 45 e 15
a Pioto Moreira 4 C, JO e 30 a Lima 4 SiWa, 55
e 70 a ordem, 100 e 140 a Harisroendy 4 Labille.
15 e SO a Silva Guimaraes & C., 10 e 15 a Jose
loaquira Alves 4 C, 2 aos cons ignata rios, JO s 30
a MoDtelro Junior 4 Fernandes, 40 e 60 a Fran-
cisco Goncalves Bastos & C, JO e 30 a B. Thomson
& C 30 e 30 a Magalnaes & Irmio, 100 e 200 a
Beitrao 4 Filho, 40 e 80 a Fernandes & Irroao, 15
e 20 a Castro Canha 4 C, 15 e 20 a JoJo Jose R.
Mendes, 25 e 30 a Lebre 4 Reis, 50 e 50 a Morei-
ra Halliday ; C, 30 e 30 a Joaquim Joee Leilao
4 C, 65 e 95 a Pinbeiro Jose da Costa Amorira &
C, 20 e 30 a Jote Harcelino da Rosa & Filhos, 20
e 40 a J. Rodrigues de Freitas, 15 e 15 a Cardoso
4 Martins, 30 ratios a Jose Maria da SiWa. Miu-
dezas e chapeos 19 caizas a Cramer Frei 4 C. Mo
das 2 caixas aos mesmos. Ditas e miudezas 17
caixas a Vaz & Leal. Medicamentos 1 caixa a or-
dem, 2 a Ferreira Maia 4 C. Moveis 2 caizas a J.
Ohibant.
Objectos de agcriptorio 2 caizas a A. Nogueira
de Souza. OleoTae linhaca 5 barris a Monhard
Mettler & C. Objectos de couros 2 caizas a- Faria
Irmaos 4 C. Ditos de seleiro 1 caixa a D. Jose
Eerreira Junior.
Passamentoria 1 caixa a C. de Faria Tavares.
Papel 5 fardos a J. H. dos Santos Aguiar, 1 caiza
a Bourgard & C, 2 a ordem. Dito I tinta 6 caixas
a De Lailhacar 4 R. Dito e instromentos 2 caizas
a P. E. Robert 4 C. Dito e perfuraaria 11 volu-
mes a Jose T. Leila Bastos. Dito e pinceis 1 caiza
a Bernardino de S. Pontual. Dito e enfeites 4 cai-
xos a ordem. Pentes 1 caixa a D. T. Bastos. Di
t-'S e quintilaria 5 caixas a Jose Lniz Goncalves
Ferreira 4 C Pesos 10 barris a Cunha 4 Hanta,
Pilulas 2 caiza.' a Manuel Alves Barboza.
Queijos e calcados 5 caixas a Otto Bohres. Quin-
tilbarias 2 caixas ao mesrno, 2 a Lehmam Frere.
Qainino 1 caiza a Bartholomen & C
Relogios e diamante* 2 caixas e Lebmam Frere.
Bonpa 1 mala a Siqueira Cavalcante.
Tecidos 3 caizas a Alcoforado Vieira 4 C, 1 vo-
lume a Olinto Basto Jardira 4 C, 10 a ordem, 2 a
Antonio C de Vasconceilos, 7 a Cramer Frey 4
C, 1 a Pereira Sirodes 4 C Ditos e chapeos 32 a
Keller 4 C Ditos e miudezas 13 a Monhard
Mettler 4 C. Tinta t uma caixa a Amorira Ir-
mao 4 C, 20 barris a Monhard Mettler 4 C.
Vestidos 1 caixa a Reis 4 Silva. Vinho 1 barril
a Bramer Frei 4 C Vidros e tinta 9 volumes a
a J. F. da Costa. Vidros para vidracas 20 a Tho-
maz de Aquino Fonceca 4 Successores, 6 a M.
Jose Goncalves da Fonte.
Xarope 2 caixas a Bartholomeu 4 C. Dito de
vidros 5 caixas a Auguslo Caors.
DESPACBOSDE EXPORT A CAO NO D1A 21 I)B
SETEMBRO DE 1874.
Para os portos do exterior.
No brigue portugnez Triumpho, para o
Porto, carregou : T. L. Soares 111 couros saiga
dos com 1,332 kilos ; J. R. de Farias 30 saccas
com 2,433 ditos de algodao.
No vapor portuguez J. Diniz, para Lisboa,
carregou : A. da Costa Araujo 2 saccos com 127
kilos de cafe ; B. J. Pereira & IraiSo 1 caixa com
15 ditos de doce.
Para os portos do interior.
Para o Ceara, no vapor nacional Pirapama,
carregou : Bartholomeu 4 C. 1 barril com 75 li-
tros de agoardente ; Pinto Alves 4 C. 5 barricas
com 328 kilos de assucar refinado ; M. A Senna
18 ditas com 1,190 ditos de dito ; Carpinteiro, Fi-
lho 4Sobrinho 20 ditas com 1,200 ditos de dito
Costa 4 C 15 dilas com 934 ditos de dito, e 30
saccos com 3,750 ditos de dito branco : para
Mossoro, A. A. Pereira da Silva 2 barris com 192
litros de aguardente.
CAPATAZIA
ftend-mento do dia 1
dtn do dia 22. .
DA ALFANDEfiA
a 21. 10:876*191
.... 605*9:8
VOLUMES SAHlDGS
11:482*119
SI.
No dia I a
No dia 22
Pnmeira pona .
Seganda porta .
ferceira porta .
Titpicb* Crnceicao
18,736
273
38
250
261
10,60
SERVICO MARITIMO
ajvarengas desearregadas no trapiefce da
alfandega.
No dia I a 21.....
No dia J2.......
o trapicbe Coneeicio .
21
a
BICEBEDORIA DB REND AS LNTFRNAS GE
RAFS E'E PERNAM3UCC
liendiinento do di-*. I a 21. 31:308*002
dm ,:o c ; 22...... 680*843
31:989*147
CONSULADO PROVINCIAL
Rendimento do diA 1 a 21.
'dero do dia 22.
17:981*080
4911421
18:473*001
AGENCIAS PROVINCIAES
Liquidos espirituosos.
Rendimento do dia 1 a 19 4:086*299
idem do dia 21 176*3*5
Bacalhao, etc.
Rendimento do dia la 19. 760*043
Idem do dia 21 243*080
Generos de estiva.
Rendimento de dia 1 a 19 2:905*133
Idem do dia 21 333*200
Farinha de trigo, etc.
Rendimento do dia 1 a 19 4:593*522
Idem do dia 21 *
Furao, etc.
Rendimento.do dia 1 a 19 1:778*611
Idem do dia 21 123*909
Vinagre, etc.
Rendimento do dia 1119 1:376*052
5demdodia21 145*399
1:262*084
1:003*723
3:238*333
1:393*322
1:904*580
1:521*451
16:524*293
Thesouro povincial de Pernamuco, 22 de setem
oro de 4874.
0 escrivao,
Joao Carneiro M. da Silva Santos.
MOVtMENTO DO PDRTO.
Navios entrados no dia 22.
Havre por Lisboa 22 dias do 1 porto e 15 do
ultimo, vapor francez Ville de Bahia, de 817
toneladaa, commandanle Robert, oquipagem 39,
carga differentes mercadorias ; a A. F. de OH-
veira 4 C
Navio sahido no mesmo dia.
Maranhao e portos intermedios Vapor nacional
Pirapama, commandante Silva, carga varios
generos.
ObercaQao.
Suspendeu do lamario para Liverpool, a barca
Ulgleza Honduras, capitao G. D. Shad, carga a
mesma que trouxe de Haceid.
tros, gurnpes, vergas, paos de carga e ensarcias,
cabos, machioM de vapor, 4 tanques de ferro para
agoa, nm ferro e nma corrente de 60 bracas.
1* dito. 1 machina de vapor, chamada gurrien,
de fore* de quairo csvallos que serve para des-
carga.
3.* dito. 1 note n. I.
4.* dito. 1 dito n. 2.
5.* dito. 1 dito n. 3.
0.* dito. 1 dito n. 4.
7.* dito. 1 dito n. 5. Salvavidas.
8.* dito. 1 ferro grande de 14 quintaes.
9.* duo. 1 dito de 12 ditos.
10. dito. 2 ancarotes.
11. dito. I amarra de 60 bracas.
12 dito. 1 dita de 45 ditas.
13 dito. Pannos consumes de 1 latino, 1 traque-
te, 1 velacho e 2 velas de proa.
14 dito. 6 toldos de lomna.
15 dito. Puliame do servico do nvio, constante
de cadernaes, moitoes e cabos de talha.
16 dito. 20 remos e sua palamenta do servico
dos botes.
17 dito. 80 toneladas de carvao de cardin.
18 dito. 3 bitaculas com suas agulbas.
19 dito. 1 relogio da camara.
20 dito. 0 barometro.
21 dito. 3 lampeoesda camara.
22 dito. S lauternas e pharoes.
3 phroes 'de roda e mastro.
13 baldes.
1 bomba de incendio com suas perten-
23 dito.
24 dito.
25 dito.
pas.
26 dito.
27 dito.
28 dita.
29 dito.
1 aparador com espelho.
1 espelho n. 1.
1 dito n. 2.
I diton. 3.
30 dito. 26 ditos pequenos dos camarotes.
31 dite. 1 mesa n. 1.
32 dito. 1 dita n. 2.
33 dito. 1 dita n. 3.
34 dito. 1 dita n. 4.
35 dito. 1 dita oval n. 5.
36 dito. 6 bancos da mesa da camara.
37 dito. 6 ditos de dita.
38 dito. 6 raozosde de assenlo de palba.
39 dito. 2 coroinodas.
40 dito. 1 armario de vidracas.
41 dito. 2 guarda copos.
42 dito. I eadeira de brac/>.
43 dito. 10 bancos do cooves.
44 dito. Louca de mesa constante de pratos
chicaras, pires, pratos travessos a cobertos.
45 dito Vidro de m-sa constante de garrafas,
copos, calices e compoteiras.
46 dito. Apparelhos dp camarotes.constando cada
nm de bacia, jarro, onrinol, escova e saboneteira.
47 diU'. Baldes de folha para despejo dos ca-
marotes.
48 dito. Trem de metal, constante de terrinas,
pratos cobertos, assucareiros, manteguiras, galhe
teiras e palmatorias.
49 dito. Talheres de mesa^ constantes de fanas
garfos, colberes de sopo e de cba.
50 dito. 80 colchoes de eama dos camarotes com
seus travesseiros.
51 dito. 200 lencoes.
52 dito. 80 cobertas de cama.
33 dito. 30 toalhas de mesa.
54 dito. 150 guardanapos.
55 dito. 100 Dalhas de mao.
56 dito. 362 fronbas.
57 dito. 1 panno de meza.
38 dito. Trem decozinha, constante de caldeira?,
cn-sarolas, pan el I as, etc.
59 dito. 1 fogao e 1 caldeira portatel.
00 dito. 1 lote de resto de tintas, oleo e outros
objectos de sobresalente do navio.
61 dito. 1 virador de linho de 4 pollegadas.
62 dito. 4 espias de couro.
63 dito. Uma porcio de cobre novo e velho.
64 dito. 1 guindaste volante.
65 dito. 2 sioos e 1 campa de metal.
Cujos objectos serao vendidos em lotes.designa-
dos pela numeracao mencionada, a quem mais
der, visto me ter assim requerido o commandante
do sobre dito vapor Guilberrce Waddington, e que
o abandonou por innavegabilidade, e as companhias
de seguros delle nao quizerao tomar conta.
E para que chegue ao conhecimento de todro os
pretendentes, mando que seja o presente publica-
do nos lugares do estylo, pela imprensa, tanto
desta cidade cerao da corte do Rio de Janeiro e da
provineia de Pernambuco, o que cumpra.
Bahia, 13 de setembro de 1874.
E eu 01 rio Jose Rodrigues Pimenta, escrivao,
que o subscrevy.
Carlos de Cerqacira Pimo.
i'eranle a camara municipal desta cidade
estara em praca nos dias 18, 19, 21, 22 e 23 d
corrente, para'ser arrematado por qnera menor
preco offerecer, os reparos da rua do Quiabo da
freguezia dos Afogados,* oread:s na quantia de
3!|S224 : qnem pretender arrematar esses con-
certos, corapareca nos indiiados dais, no Ipaco
municipal, munidos de fianga idonea.
0 orramento acha--e na secrelaria da"me?ma
camara,* onde sera apresentado aos que os quize-
rem consultar.
Paro da camara municipal do Re.ife, 17
do setembro-de 1874.
M. J. do Rego e Albuquerque,
Presidente.
Francisco Augusto da Costa,
Secretario.
0 I!lm. Sr. inspector do thesouro provincial,
raanda fazer publico, que em cumprimento da or-
dem do Exm. Sr. presidente da provineia de 12 de
corrente, tem de ser arrematado perante a junta
do mesmo thesouro, no dia 24 do mez que corro,
o impost) de 8 por cento sobre o capim de planta
consumido na cidade do Recife, orcado na quantia
de 1:939*460.
As pessoas que se propozerem a esta arremata-
cao comparecam na sala das sessoes da junta do
mesmo thesouro, no dia acima indicado, pelo meio
dia, cempetentomente habilitadas.
Secrelaria do thesouro provincial de Pernambu-
co, 14 de setembro de 1874.
0 secretario,
Miguel Alfonso Ferreira.
EDITHS.
0 Dr. Carlos de Cerqneira Pinto, official da impe-
rial ordem da Hcsa, cavalheiro da de Christo
e joiz de direito especial do commercio, nesta
leal e valorosa cidade de S. Salvador Bahi dea
Todos os Santos e sea termo, por sna magesta-
de Imperial e constitncional o Sr. B. Pedro II,
guem Dens guards, etc.
Fac/j saber que no dia 8 do vindouro outubro,
as 11 boras da manha, a bordo do vapor nacional
^ruzeirodo Sul, fandeado na riboira de Itapagi-
fi te!n de ser vendido era leilao, pelo agente de
leuoes Lniz Zuany, o mesmo vapor e suas perten-
SM, avahado em sessenta contos de reis pelos pe-
ntoi que procederam a* vistorias, sendo o dito
1i1m em 65 lotes, oa qoaes sao :
i- Jote e o sen casco com todoa o seus
0 Illm. Sr. inspector do thesouro provincial
manda fazer publico, que em cumprimento da or-
dem do Exm. Sr. presidente da provineia, de 24 de
agosto. ultimo, tem de ser eontratado perante "a
junta do mesmo thesouro, no dia 24 do corrente,
o fornecimento dos moveis precisos para as escolas
do sexo feminino, dos Coeihos, Caropo Granle,
Campo-Verde e Fundao, os quaes vao declarados
na tabella abaixo transcripta.
As pessoas que quizerem contratar dito forne-
cimento, comparecam na sala das sessoes da mes.
ma junta, pelo meio dia do dia acima indicado.
Secretaria do thdsouro provincial, 16 de setem-
bro de 1874.
0 secretario,
Miguel Affonso Ferreira.
TABELLA.
Quairo qnadros com a effigie do Senhor Cruci-
ficado com 0,66-c de altnra e 0,4i-c de largura
nm (10*) 40*000.
Qoatro mesas de amaiello com 1m, 11 de com-
primento, 0,m 63 de largura e 0,m 75 de altura
com pes torneados e duas gavetas, urn (22*000)
88*000.
Qoatro cadeiras de araarello, de bracos, nma
(16*) 64*000.
Oito ditas singelas 64*000.
Qoatro estralos de lonro com l,m 60 de compri-
memo l,m 40 de largura e 0,m 13 de altura, um
rlOi, 80*000.
Doze classes on mesoes de amarello com 2,m 64
de comprimento, 0,m 44 de largura, 0,m 72 de al
tura na frente e 0,m 76 do lado opposto, com pes
torneados, coatendo qnatro tinteiros e tres trasla-
dos em quadro, uma (34A) 408*000.
Dezeseis bancos de amarello, assento de palhi-
nha, com 2,m 44 de compiimento, 0,m 23 de lar-
gura e 0,m 45 de altura, com pes torneados, am
(23*) 400*000.
Qnatro pedras para calcnlos com l,ra de com-
primento e l,m 20 de largura, nma (10*) 40*.
Doze cabides de amarello com 8 tornos, um (5*)
00*000.
Quatro reguas de jacaranda, nma (500) 2*.
Quatro escrivanias de metal, uma (5*) 20*.
Quatro theares singelos, um (10*) 10*.
Quatro jams, uma (5*) 20*.
Qoatro cocos de felba de ferro 4*000.
Doze baciot com tampa, am (2*) 21*.
Quatro cuboi de amarello, nm (7*) 28*.
Conforme.Mignel Affonso Ferreira.
Os pretendente deverio comparecer com sens
fiadores, habilitado* da forma da lei.
Paco da camara municipal da villa de Santo
Amare de Jaboatao, 9 de setembro de 1874.
Antonio de Si e Albuquerque,
Pro-presidente.
Miguel Germano dos Santos Pereira de Basto,
_________ Secretario._________
0 Dr. Joaquim Goncalves Lima, juiz dos
feitos da fazenda desta provineia, por
S. M. Imperial, a que Deus guarde,
etc.
Fdco saber aos que o presente edital vi-
rem que, em cumprimento da ordem do
thesouro de 30 de dezembro de 1865, e
das imtrucc&es que com a mesma baiza-
ram, findo o prazo de tres mczes a co.ntar
da data da publicacSo deste, sera" vendido
arrematado em basts publica celebrada na
comarca de Itambe, a quem maior preco
offerecer, & vista ou a prazo ate 11 an nos
quaudo muito com juros de 6/. ao anno
pelo tempo da demora a comprebensao de-
oaminada, Buraco doextincto" vinculo
de Itambe, sita naquella comarca a qual se
acha avaliada em cinco contos de reis e
contem segundo a medi^ao a que se proce-
deu e consta dos autos a extensao seguinte :
do lado do leste 1,110 bracas, do lado do
norte 409 bracas, do lado do noroeste 682
bracks do lado do poente ill braras e do
lado do sul 681 bracas, sendo todo o ter-
reno proprio para a cultura de mandioca e
outros legumes e ficando certos os interes-
sados de que, tanto por tanto seri referido
o lango do posseiro respectivo, na confor-
midade da ordem do thesouro, n. 15 de 28
de Janeiro de 1874.
Recife, 15 de setembro de 1874.Eu,
Jose Francisco do Rego Barros, escriv3o, o
subscrevi.
0 Dr. Luiz Kerreira Maciel Pinheiro, juiz
substituto do juizo especial docommer-
cio, nesta cidade do Recife de Pernam-
buco, por S. M. Imperial, etc., etc.
Faco saber pel) presente, que nos terraos
do art. l. do decreto n. 1695 de 15 de se-
tembro de 1869, dentro do prazo de 30
dias, contados da publicacSo deste edital re-
cebera" esse juizo propostas por cartas fecba-
das para arrernatagao por venda de dous
escravos, a quem mais offerecer,2sendo um
de nome Andre, crioulo, com quarenta an-
nos de idade pouco mais ou meuos, official
de funileiro, avaliado por um cor.to de
reis, e o outro escravo de nome Jose, criou-
lo, com vinte annos de idade pouco mais
ou menos, tambem official de funileiro, a-
valiado porum conto e duzentos mil reis ;
ambos penhorados por cxecucSo de Jose de
Barros Piraentel, contra Jose Alves Barbosa,
e se acham ditos escravos em poder do mes-
mo executado, que e raorador o estabele-
cido a rua da Cruz. E para constar, mandei
passar o presente, que vai por mim assigna-
do e sera publicado pela imprensa e^affiza-
do nos lugares do costume. Cidade do Re-
cife, 19 ne setembro de 1874. Eu, Manoel
Maria Rodrigues do Nascimento, escrivao,
o subscrevi.
Recife, 19 de setembro de 1874.
Luiz Ferreira Mattel Pinheiro.
DECUBACOES.
408*000
251*000
99*000
96*000
SANTA CASA DA MISERICORDIA DO
RECIFE.
A Hlma. junta admimstrativa da Santa Casa da
Misericordia do Recife, manda fazer publico que
aajsala de suas sessoes, o dia 24 de setembro, pe-
as 3 horas da tarde, tem de ser arrematadas a
luem mais vantagens offerecer, pelo tempo de nm
a tres annos, as rendas dos predios em seguida
declarados.
ESTABELECIHENTO DE CAR1DADE.
Rua das Calgadas
Casa terrea n. 30(fechada). 200*000
Idem n. 36........221*000
Vidal de Negreiros.
Casa terrea n. 114......362*000
Idem n. 94.........301*006
Rua larga do Rosario.
!. andar e loia n 24 A.....310*000
2. andar n. 24 A.......
). and3r n. 24 A. ...
Rua de Antonio Henriques.
Casa terrea n. 26......
Largo da Campina.
idem n 11 (feehada)......
Rua do Nogueira.
Casa terrea n. 17 (feehada)..... 300*000
Rua do Coronel Suassuna
1 andar do s brado numero 94 386*000
PATR1MONIO DOSORPHAOS.
Rua da Hoeda.
Casa terrea n. 21 feehada)..... 100*000
Becco das Boias.
Casa terrea n. 18.......42i*00(
Rua da Lapa.
Casaterrean.il.......202*000
Rua do Amorim.
Sobrado de 2 andares n. 23 602^000
Casa terrea n. 34......2 2*000
Ruar do Bugos.
Casa terrea n. 21.......133*000
Rua do Vigario.
2* andar do sobrado n. 27 243*000
1* andar do mesmo......240*000
Loja do mesmo.......300*000
Rua do Encantamento.
Sobrado de 2 andares a 13 (feehada).
Rna da Senzalia velha
Idem n. 16 ......
Rua da Gnia.
Casa terrea n. 23 .
Idem n. 29.......
Rua da Cruz.
Sobrado de 2 andares n. 12 (feehada).
Idem n. 14.........600*000
Rua de S. Jorge
Casa terrea n. 100 (feehada) 241*000
Idem n. 103 207*000
Rua do Ampare )01inda)
Casa tercea n. 18 (feehada).... 240*000
Os pretendentes deverao apresentar no acto da
arrematacao as suas fiancas, ou comparecerem
acompanhados dos respectivos fiadores, devendo
pagar alera da renda, o premio da quantia em
que for seguro o predio que contiver estabeleci-
mento commercial, assim como o servico da lim
peza e precos dos apparelhos.
Secretaria da Santa Casa da|Hisericordia do R
cife, 17 de sstembro de 1874.
0 escrivao,
Pedro Rodrigues de Souza,
1:400*000
209*000
209*000
201*000
800*000
te mez, no qual os pretendentes deverao apresen-
tar suas propostas ate as ll horas da manna.
Sala das sessoes do conselho da compras
do arsenal de marinha, 19 de setembro de
1874.
0 secretario,
Alexandre Rodrigues dot Anjos.
CONSULADO PROVINCIAL..
Por esta renarlicao te fax publico aos devedores
dos iropostos pertenceutes ao ezercicio em liqui
daclo de 1873 a 74, que no dia M do corrente fin-
da se e prazo marcado para o recebimento de seus
debitos com a multa de 6 0|O,. ficando snjeitost o
quo nSo pagarem ate aqaelle dia, a serem ajuiza-
dos com a multa de 9 0|0.
Consulado provincial de Pernambuco, 1
de setembro de 1874.0 administrador,
Antonio C. Machado Rios.
Vice consulado deEspana
El Ezm. Senor presidente del puder ejecutivo
de la nacion, se servio aprobar nor decreto q'lince
de julio proximo pasado, la tarifa de Ins derechos
que se deberon percibir en los consalados y can-
cillerias de Espana em paizes lextrangeros, la que
se fone en ejecucion y su pleno vigor desde esta
fecha, lo que te couraunica al publico por orden
del represenlaute de la nacion residente em la
cOrte de este Imperio.
Pernambuco 2t de setiembre de 1874.
El vice-consul, Juan Busson.
Secretaria do gymoasio provincial de Pernam-
buco, 21 de setembro de 1874.Por esta secrela-
ria se declara aos pais, tutores e corresponden-
tes dos alumnos deste inslituto, que do dia 22 do
corrente principia a eorrer o prazo de oito dias,
dentro do qnal teem os mesmos de effectuar o
pagamento da pensao dos ditos alumnos, corres-
pondente ao 4* trimestre do corrente anno.
0 secretario.]
Celso Tertnliano Fernandes Quintella.
THEATRE
Santo Antonio
Sexta-feira 25 do corrente.
Espectaculo eztraordinario.
Em beneficio do ez ponto
Julio Cesar.
Depois que a orchestra tiver ezecnlado nma
das suas melbores symphonias dara principio ao
espectaculo com o drama em 3 actos :
A
Continnara
dueto :
o espectaculo com o lindissimo
A.rmazens da companhia per
nambucana.
Seguros contra o foco
A companhia pernambucana, dispondo de ez
.ellentes e vastos armaens em sea predio ao for
te do Mattos, offerece-os ao commercio em geral
para deposito de generos, garantindo a maior con-
iervacao das mercadorias depositadas, service
prompto, precos modicos, etc.
ambem recolhera, mediante previo accordo, ez
:iusivamente os generos de uma so pessda.
Estes armazens, a!6m de arejados e commodos
tao inteiramente novos e aspbaltados, isentos dt
capim, ratos, etc., etc.
As pessoas gue quizerem utilisar-se destes ar
nazens, pederao dirigir-se ao escrir>torio da com-
panhia pernambucana. que acbarao com quen
tratar.
0 meirinho e a pobre.
pelo Sr. Flaviano e D Leopoldina.
Finalisara o espectaculo com a novissima scena
comica:
Ralirca e realejo
pelo Sr. Penante.
Serao preenchidos os intervallos dela banda de
musica militar do 9.
Principiara as 8 1|2.
GRANDEBAILE
Com mascaras e sem ellas
Sabbado 26 do corrente
0 proprietario deste theatro, altendendo aos
pedidos feitos por diversos amadores desse diver-
timento, resolveu dar esse baile com mascaras e
sem ellas.
Contia em qne seus esforcos sejam correspon-
didos.
As familias teem camarotes gratuitamente, pa-
gando somente o chefe.
Precos os do costume. *
4VIS0S MARITIMOS.
natarios Thomaz de Aquino Fonceca & C. Saccas-
sorea, raa do Vigario n. 19, f anJar.___________
Ilho de S. Miguel.
Com muita brevidade segue para S. Miguel o
conbecido palbabote portuguez Novo S. Lourenco.
Para o resto da carga e passageiros trau-se com
os consignatarios Thomaz de Aquino Fonceca h
C successores a raa do Vigario n. 19.
ROYAL MAIL
ion Company
STEAMERS.
(DE 4081 TONEADAS)
Commandante Shannon.
Espera-se dos por-
tos do sul art o dia 27
do corrente, e depois
demora do costu-
me seguira para Lis-
bon, Bordeos, e Liver-
poot, para onde reeeberi passageiros, encommeB-
das, e dinheiro a frete.
. B.NJo sahira antes das tres horas da tar-
de do dia da sna chegada.
AGENTES
- Wilson Rowe A C.
14PRACA DO COMMERCIO1 ^
para o mm
0 brigue portnguez Triumpho, pretende segUir
com muita brevidade : para carga e passageiros
irata-se com os eonsignatarios Thomaz de Aqninn
Fonceca 4 C, successores, rua do Vigario n. 19
mm.
De ordem do Illm Sr. inspector da taesoura-
ria de fazenda desta provineia se faz poblico, para
conhecimento de quem interessar, que no dia 26
do corrente mez, pelas 2 horas da tarde, perante
a julU da mesma inesouraria, sera posto em hasta
publica para ser arrematado por quem maior lanco
offerecer, o proprio nacional, denominado Cala-
bouco, sito a rna do mesmo nome, nesta capital,
servindo. de base para a arrematacao a quantia de
3:1104, maior lanco offereeido na ultima praca.
Secretaria da inesouraria de fazenda de Per-
nambuco, a de setembro de 1874.-0 2 escriptu-
raio, servindo de secretario,
_______________Carlos J. de Sonza Correia.
FUNDICAO
DE ^
C. Starr & C.
Sao convidados os Srs. devedores a vir
satisfazer seus debitos, provenientes de let-
tras e contas vencidas; sendo que nao o fa-
zendo ate o dia 30 de outubro proximo vin-
douro, seraO vendidas em leilao. Poderao
comparecer ou mandar ao escriptorio da
fundicSo ou do testamenteiro H. J. Cannan,
rua do Commercio n. 40.
Companhia Fidelidade
seguros maritimos e terrestres
A agencia desta Companhia toma seguros ma-
ritlmos e terrestres, a premios razoaveis, dando
aos ultimos o solo livre, e o setimo anno gratuito
ao segnrado.
Rua do Visconde de Itaparica, antiga do Appolo
n. 51.
Feliciano Jose Gomes,
____________ Agente.____________
CONSULADO PROVINCIAL
Por esta reparticao se faz sciente aos contri-
buintes dos apparelhos, difference dos mesmjs,
annuidades e encanamentos da Recife Drainag-
Company do seraeslre finds em dezembro de
1872, que foi prorogado por mais dez dias nteis e
recebimento que ora se procede, terminando a re-*
ferida prorogaeao no dia 14 de setembro vin-
douro.
Consulado provincial, 29 de agosto de 1874.
0 administrador,
Antonio Carneiro Machado Rios.
Real companhia de paqnetes in-
glezes a vapor.
Ate o dia 26 do cor-
ren'e espera-se da
Europa o vapor in-
glez Bonne, comman-
dante Reeks, o qual
depois da demora do
costume seguira para Ruenos-Ayres, tocando nos
portos da Bahia, Rio de Janeiro e Montevideo.
No dia 29 do corrente espera-se dos portos do
sul o vapor iuglez Neva, commandante Wet,
o qual depois da demora do costume, seguira para
Southampton, tocando nos portos de S. Vicente e
Lisboa.
Para passagens, fretes, etc., trata-se na agencia,
rna do Commercio n. 40._____________________
Libras esterlinas.
Vendem Augusto F. d'Oli-
veira & C.
Rua do Commercio n. 48.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
^'avegaeilo costeira a vapor.
Maceio, escalas, Penedo e Aracaju'.
0 vapor Jaguahbe, com-
mandante Julio, segui-
ra para os portos acima
no dia 30 do ccrrente, as
5 horas da tarde.
Recebe carga ate o dia
29, encommendas, passa-
geiros e diabeiro a frete ate as 2 horas do
dia da sahida : escriptdrio no Forte do Mat'os
n. 12.
Em continuac.ao
LEILAO
DE
miudezas, calcados eperfu-
marias, exietentes no mes-
mo armazem.
Por intervencaO do agente Pinto
LEILAO -
DE
COMPA1HU BRISIIIIKV
DE
NAVEGACAOAVAPOR
Portos do norte
Commandante A. lzaae
E' esperado dos portos
do sul ate o dia 27 do
corrente e seguira para
os do-norte depois da de-
mora do costume.
Porf a do sul
Wanta Casa de Misericordia
do Recife.
Perante a Ulma. junta administrativa desta San-
ta Casa vai de novo a praca, em sessao do dia 24
do corrente, pelas 3 boras da tarde, a arrematacao
do fornecimento da carne terde que houver de
consnmir os estabelecimentoa pios a seu cargo, no
trimestre de outubro a dezembro vindouro, torna-
do por base o menor prego offereeido de 360 rs.
por kilo. Recebe, portanto, propostas neste senti-
do ate a bora acima indicada.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do Re-
cife, 18 de setembro de 1874.
0 escrivSo,
Pedro Rodrigues de Souza
Pela recebedoria de rendas se declara ao
contribuintes do imposto sobre industrias e pro-
ilssoes que e no corrente mez e no de outubro
vindouro que devem vir pagar o primeiro se-
raestre pertencente ao exorcicio de 1874 a 1875,
incorrendo na multa de 6 ]. todos aqueltes con-
tribuintes que fizerem depois do mesmo prazo.
Recebedoria de Pernambuco, l. de setembro
de 1874.
Servindo de administrador,
Jose Felippe Nery da Silva.
INSPECCAO DO ARSENAL DE
" MARINHA.
Faz-se publico que em data de 22 de setembro
foi vistoriado o vapor Pirapama da companhia per-
nambucana de navegacao costeira, e a commissao
julgou-o em estado de poder continuar no servico
em que se emprega.
InspeccaO do arsenal de marinha de Pernambu-
co, 22 de setembro de 1874.
Francisco Jose Coelho Netto,
Inspector interino.
mas-
Perante a camara municipal da villa de Ja-
?1 estarSo em Pra5 Publica nos dias 16, 23
e ju ao correate mez para serem arrematados
por tempo de um anno, os impostos de coquei-
ros, a raiao de 80 rs. por cada pe de prodnccao,
exceptuando-se 10 pes para o uso do proprieta'
rk^,g atrmtodoe poc 1:200* ; de afericao por
1:208*, obngando-se o arrematante a aferir os
pesos e medidas pertencentes a mesma camara
sem indemnisacao alguma ; de 500 rs. por cabe-
ca de gado vaccum, por 500#; de mascates e
boceteiras, por 100* ; de 200 rs. por cabeca de
gado suino, ovelhum e cabrum, por ISO*.
No dia 29 do corrente mez de setembro, fin-
da a audiencia do Sr. Dr. juiz substituto do da 1*
vara civel desta cidade, se ha de arrematar em
praca publica nm bilhar em bom estado, com II
tacos, 9 bolas e 1 tabella, avaliado tudo por 500*,
para pagamento da importancia da execucio que'
move Jose Fernandes dos Santos contra seus de-
vedores Henrique Linden & C.___________
Perante a camara municipal desta cidade es-
tarao novamente em hasta publica, nos dias 24 do
corrente e 1* do mez proximo vindouro, para ser
arrematado por tempo de um anno, por quem mais
offerecer, o alnguel do sobrado n. 9, sito a praca
do Corpo Santo do Re:ife, por 798*, e os impostos
de capim de planta por 507*200, e 320 rs. por
carga de peixe exposto a venda no mercado pu-
blico, por 12*.
Os pretendentes deverao apresentar-se cempe-
tentemente habilitados/r
Paco da camara municipal de Olinda, ;i7 Ue
setembro de 1874.
Bario da Tacaruna,
Presidente.
Marcolino Dias de Araujo.
(Secretario.
Perante a camara municipal desta cidade
estarao em praca nos dias 23, 24, 25, 26, 28, 29 e
30 do corrente para serem arrematados por quem
maior preco offerecer, o seguinte :
Os afogueis das casas da praca da Independen-
cia, rnas de Joao do Rego, Riacnnellu e Imperial;
os pretendentes a taes arrematacoes habilitem-se
na forma da lei.
Pago da camara municipal do Recife, 2i
de setembro de 1874.
M. /. do Rego Albuquerque,
Presidente.
Francisco Augusto da Cssta,
Secretario.
Commandante Quadros Junior
E' esperado dos portos do norte
ate o dia 29 do corrente e se-
guira para os do sul depois
da demora do costume.
Para cacga, encommendas, valores e passagens,
trata-se no escriptorio
7-RUA DO VIGARIO-7
Pereira Vianna & C.
4 il \ 3H. 2 I ItN IIS I \!S
COMPANHIA FRANCEZ A DE NAVE-
GACAO A VAPOR
LINHA MENSAL EXTRE 0
Havre, Lisboa, Pernambuco, Bahia, Rio de
Janeiro e Santos.
STEAMER
vllXjE be, u\ri\
Conimandaiite, P. Robert.
Segue viagem ama-
nha 24 do corrente
ao meio dia, para os
portos do sol de sua
escala acima referi-
do-.
Para fretes, encommendas e passageiros, trata-
se com
OS CONSIGNATARIOS
AUGUSTO F. D'OLIVEIRA 4 C.
48Rua do CommercioEntrada pela rua
do Torres.
brigue brasileiro Jaboatao
DE
238 toneladas inglczas
Hoje
Ao meio dia
Em frente a" Associa^ao Commercial.
0 agente Pinto legalmenle, autorisado, levaru a
leilao, dia, hcra e lugar acima mencionados, o
casco, mastimancoras, correntes, velas e mais per-
tencas do brigue brasileiro Jaboatao, em um so Io-
ta e prompto para navegar.
Em continuaqao
vendera o mesmo agente, depois de novos annun-
cios, os sobresalentes do mesmo brigue, constaa-
tes de uma nota em poder d agente.
Os pretendentes poderao desde ja examinar *
dito navio quo seacha ancorado em frente do tra-
piche Loyo, verera o inventario, nao so do que
pertence ao navio, eomo os sobresalentes no es-
criptorio da rua do Bom Jesus n. 43, e concorre-
rem ao leilao em frente a Associacio CommerciaJ
no dia 23 do c rrente.
DO
estabelecimento de cilcado da rua do Li-
vramento n. 33. pertencente ao espolio
do fallecido Paulino Onofre Nunes
HOJE
AS H HORAS DA MANHA.
0 agente Dias, levara a leilao, no dia e lura
acima designados, por ordem da commissao liqui-
dataria, do espolio do fallecido Paulino Onofre Na-
nes, a armacae, calcado nacional e estrangeiro, e
mais utensilios existentes em o referido estabele-
cimento.
Em continuaQao vender-teha algumas joias e
moveis, os quaes fazem parle do mencionado es-
polio, a saber : I cadeia de our) para relogio, I
annel de dito, I alfinete le dito e 1 relogio dedite.
Um sofa de amateiij, Q cadeiras de guarnicao, i
ditas de balanco, 2 consolos, 1 mesa redonda, I
marquezao de amarello, 1 carteira de dito, 2 ra-:-
sas de pinho, 3 lanternas o 2 casticaes.
0 balanco do estabelecimento acha-se em pod-^r
do agente, a rua do Marqnez de Olinda n. 37, on-
de pode desde ja ser examinado pelos Srs. pretec-
dentes, aos quaes se garante a casa para continur.-
rao do mesmo negocio, ou qualoner outro.
Loila*i
DAS
dividasda massa fallida de Jose Francisco
Bittencourt, na importancia de.....
2:0043230.__________________________
LEILAO
.DAS
dividas da massa fallida de Joao Ferreira
da Costa Soares, na importancia de .
98:327037i, servindo de base a offerta
de 6708000.
Leilao
das dividas da massa fallida de Joaquira
Ferreira Lobo, na importancia de.....
3:1375936, servindo de base a offerta
de 505000. Da parte da casa do becco
do Abreu n. 1, pertencente A mesma
massa.
CONSELHO DE COMPRAS DO ARSENAL
DE MARINHA
. N'io tendo havido hoje sessao para o coatrato
coneernente a diversos fornecimentos e compra
de objectos do mate-ial da armada, faco publico
de ordem do Illm. Sr. presidente do conselho,
achar-se isso transferido para o dia 23 do corren-
A camara municipal desta cidade, pelo pre
sente convida todas as irmandades e proprietaries
que teem tumulos e catacumbas no ceraiterio pa
blico, a mandarem quanto antes limpa-los e repa
ra los, como se faz necessario a conservacio, o
formoseamento e deeencia do mesmo cemeterio.
Pa^o da camara. municipal do Recife, 22
de setembro de 1874.
M J do Rego e Albuquerque,
Presidente.
F. Augusto ia Costa,
_____________________Secretario. ________
Pernambuco Reading Club.
A reading will take place at the house of Mrs.
Davis, Estancia, on Ihursday 24 th last, to com-
mence at a quarter to eight
By Order of the Committee
James Mars den
Hob: See:
Almeida Garret
Commandante Toniasini
E' esperado de Por-
tagal at6 30 do cor-
rente, tambem, depois
de pouca demora den-
tro deste porto, se-
guira para a Bahia
e Rio de Janeiro.
Passagens e fretes de cargas, encommendas e
valores, tratam-se com os
AGENTES
E. It. Rabello ft C.
17Rua do Commercio 17
Entrada pelo largo do Pelourinbo.
Companhia de navegacao a va-
por bahiana, limitada
Macei6, Penedo, Aracaju e Bahia.
E' esperado dos portos
do sul ate o dia 23 do
corrente o vapor Uarquez
deCaxias, o qual seguira
Sara os portos acima no
ia seguinte ao de sua
chegada.
nheiro a frete*1**'encoinnienda3 Passageiros e di
Agente
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
_________87Rua do Bom Jesus57
LEILAO
DA
9.* parte do sobrado da rua Duque de Ca-
J^xias (outr'ora rua do Queimado) n. 60,
servindo de base a offerta de 1:9559000.
Dos tres sitios em Papacaca, servindo de base a
offerta de 957000, bens pertencentes a massa fal-
lida de Bento da Silva & C
Hoje
d 1 bora da tarde
0 agente Pinto lavara novamente a leilao, a I
hora da tarde do dia acima dito, nao so as divi-
das, como as paries dos predios snpramenciona-
dos, servindo de base as maiores offertas obtidas
nos leilSes anteriores. Em seu escriptorio, a ru.i
do Bom Jesus n. 43, onde podem ser examinadas
asjrelacoes dos respectivos deveddres.
LEILAO
liha de S. Miguel
Segue com brevidade para S. Miguel o palba-
bote portnguez Novo S. Lourenco, para onde reee-
be carga e passageiros: trata-se com os consifr as 11 horas em pontc, no armasom do
De 3 caixas com 72 queiios flamengos e 5
ditas meias com 60 ditos, desembarca-
dos ultimamente.
Hoje
as 11 horas em pent*.
No armazem do Sr. Annes, defronte da al-
fandega
0 preposto do agente Pestana fara leilio, por
conta e risco de quem pertencer, de tres caizas
com queijos flamengos e 6 meias ditas com ditcs
mnito superiores e com a marca J J G B & E,
desembarcados uitimamente.
Qcarta-feira 23 do Corrente
Sr. Anaes.
i



V
r
Mario de Pemambuoo Quarta feira 23 de ^tembe-o de 1874.
leilSo
DE
um lerreno com $0 palmos de frenle e 280
de fundo, com freiite para a run da Lniao
e fuiido para a rua rado
HOJE
A 1 bora da tarde
POK LMERVEJJCAO DO AGENTE PINTO
Rua do Bom Jesus n. 43.
NA
Feira Eoonomica
Rua do Rosario estreita n. 45
Hoje
A's 11 boras da manha
pel > agente Marlins.
Um piano de armario, nma mobiiia, diversos
moveis, e muitos artigos de madeira, louca evi
dro para nso doraestico, e artigos de louca para
jardim.
seerettria, 6 quadros, 1 espelho, 1 tapete, 1 meia
quadrada, e 1 eabide..
ttunrt* n. t.
Daas camas de ferro, I Iaaiorio, 1 commoda, I
espelho, 2 quadras, 2 radeuvu, e um eabide.
{jitn to n. 3.
lima cama de k-m, i Itv^i.n:.. pirtencei, 1
marque/a, i cauViras, I eo miiu l.i, I capx'Kto gran
de, 2 qoadrus ruutati
<|uui'i ii. ;.
Uma cama (divan) I d.u do ier:o, 1 : mmoda,
1 lavatorio. I Wfuflit., i q jadro.*, I abide, e !
L'ijii marqueza, l uie^a com inarinu e, I cama
de ferro, 1 lavatorio, l espelho. 2 quaJros, I ca-
deira, e i eabide.
Quarto n. It>,
Uma cummoda, I meza pequena, 3 eadeiras, 1
dila de balaoco, I espellio, 4 quadn*, 1 cama de
ferro, I bacia e pano. >
Quarto n. Ii.
Um lavatorio, 1 cama, 1 commoda, i quadros,
X espelho, i coqsoIo, 2 eadeiras, 1 dila de balanco.
No sotao
Uma meza grande,. 1 machina de tavar roupa,
4 camas de ferro, 2 pedras e outros objectos.
Na eosinha
Um excelente fogio de ferro. i meza de eosi-
nha, i cafeteira, cassarolas, calJeirSss, raspadores,
utmii.4G.io m joias ate fe-
VEREIRO Mm FUTIIRO
coadores, machina para cafe, pratileiras, 1 picador,
ootros accessorios.
de came, piloes, fdeposito para agua, e muitos'
E.S ,%o ie m*_:% m.
Rua do (AiJuKjd N. o.
Os propricl.irius d.sla fiiiliga Irji de joias, res ilvendo-se d-fintti-
vamente liquidar i) s-o usUbtducinu-iito ; * as suas joias d'ouro, prata e briliiaiiU-s com unoniie hbaiuueiilo nos
preeos, assim como as encommendas ja feitas. que forem chogando da
Europa, pelos precos da factura.
Grande Liquid; rao
Do Museo de Joias
Rua do Cabuga n. 4
Neste importaiite estabelecimento, vende-se para acabar aid feve-
reiro proximo futuro todas as joias de ouro, prata e brilbates alii
existentes, por precos ate hoje desconhecidos, bem assim as remessas
que forem cbegando da Europa, pelo preco das facturas.
Agente Pestona
Leilao
DE
caixae com uvas brancas, muscatel e fer-
radas
Hoj
e
3 do cor route
No armazem do Sr. Anaes, defronte da al-
fandega.
0 preposto do agente Pesuua fara leilao, por
conta e risco de quem pertencer, de diversas cai-
xas com -uvas brancas, muscatel e ferradas.
No armazem do Sr. Annes, defronte da alfandega
__________Au tO til horaa_________
LEILAO
De cerca de 500 saccos com farinha de
mandioca.
Quinta-felra z 1 do correute as lO
IS boras da manha.
Em o trapiche da companbia.
O agente Dias, competentemente autorisado, Ie-
vara a leilao no dia e hora acima designados, cerca
de 500 saccos com farinha de mandioca, vinda ul-
timamente Ce Santa Catharioa.
Em continaaQio vender-se-ha por conta e risco
de qnem pertencer 50 barris com cal de Lisb8a.
Quiota feira ii de setembro de 1874.
Por intervencao do agente Pinto.
No grande e bello
HOTEL DEUROPA
Rua do Commercio n. 12.
O leilao priocipiara as 10 hoi as em ponto vialo
serem mnitos e diferentes os lotes.
Agente Dias
leilao
Feira Semanal
pianos de armario, toillettes
de mognojacaranda e pao
setim, guarda lou^as, 1
mobiiia deaniarello, 1 dita
de oiticica, carteiras para
escriptorio, espelhos gran-
des com molduras doura-
das, jarros para flores,
crystaes, objectos de bri-
lhante, ouro e prata, qua-
dros com finas gravuras,
mesas parajantar, charu-
tos da Bahia, em lotes, a
vontade dos compradores,
camas francezas de jaca-
rand4 e amarello, relogios
de parede, ditos de algi-
beira de ouro e prata, le-
ques de sandalo e varias
miudezas, estantes para
livros, 1 grande fiteiro pa-
ra qualquer estabeleci-
mento, muitos moveis
avulsos, einnumeros arti-
gos do uso domestico que
serao vendidos por conta
de diversos
ao correr do martdlo
QUINTA-FEIRA 24 DO CORRENTE
as ll horas da nanha
FEIRA SEMANAL
10-lliia do Imperador-16
ARMAZEM
pelo agente Martins.
DE
32 ac^oes da companhia de Beberibe (agua)
e8 ditns do Banco do Brasil
SEXTA-FEIRA 25 DO CORRENTE
A's 11 horas da manna"
No sobrado da rua do Marquez de Olinda
n. 37, primeiro andar.
O agente Dias, competentemente autorisado, leva-
ra a leilao no dia e hora acima designados, 32
accoes da companhia deJBeberibe e 8 das do Banco
do Brasil, como acima se menciona, as qnaes sao,
as primeiras de valor realisado de 50#000, e as
segundas de 200*000 cala uma.
Agente Dias
LEILAO
Em a Casa Forte, conftonte d esta$ao do
Chacon.
Em continuacao ao leilao de moveis, o agente
Dias vendera nm cavallo de bons andares, pro-
prio para senhora.
LEILAO
Quinta feira 24 do corrente.
De moveis, louga, cristaes, viphos, licd-
les, objectos de Electro plate, e um fogSo
de ferro grande.
No andar terreo, 1., 2., e 3.9, andar
do sobrado da rua do Commercio n. 12.
HOTEL D'EUROPA
A saber :
sala do andar terreo
Una balcao e armacao, l relogio, 1 mexa gran-
de com pedra marmore. 8 ditaa menores, 2 ditas
de madeira, 8 saleiras,2 frncteiras, louca para cha,
dita para jantir, copas, garrafas, e calices, 24 gar-
rafas de metal, colheres, porla-gnardanapos, 1
lustre de gaz e eadeiras de goarnicio.
Malao do primeiro andar
Uma meza com 1 pedra grande (inteira) 8 mezas
menores, 24 eadeiras 2 espelhos grandes, 10 qua-
dros com finas gravuras, 1 relog'.o, 1 rico guarda-
louca, 1 candieiro de gaz, objectos de Eletro plate,
porta-creme, califs e copos de fino cristal, facas
de sobre meza garrafas de vinho bordenx e vidho
do reino.
>a dispensa
Dois guarda comidas, 2 porta garrafas, 1 arma-
rio para roupa. pratos compridai, cassarolas, cal-
deiroes, garrafas com vinlie branco, dito com
chery. de bourgogne, madeira, ete. etc. 1 machina
para limpar facas, etc.
auarto u. l.
Dnaa camas de ferro eompletas, 1 lavatorio, e
pertenees, 8 cadeirr?, 1 marqueza, 1 commoda, 1
AVISOS DVEBSOS
Aluga-se o armazem de recolher, do sobra-
do da rua dos Burgos n. 11, por deir. z da rua do
Vigario : a tratar com Jose Feliciano .\"az2retb,
rua da Praia n. 20.
('aixeiro
Na rua do Bangel n. 1, precisase de nm meni-
no portuguez de 12 a 14 annos, com pratica de
molhidos, dando fiador a sua conduct*.
Aviso ao commercio.
Os abaixo assignados, membros da flrma de
Christiano & C, pelo presente fazem sciente a to-
dos os sens credores, que, de commura accordo,
teem dissolvido a sociedade, que tinbam no estabe-
lecimento de molhados, sito a rua do Bom Jesus
n. 27, outr'ora rua da Cruz; ficando todo o ac-
tino e passive da dito estabelecimento a cargo e
responsabilidade do socio Jose" JoSo de Castro
Amorim ; e o socio Christiano Jose Espinola pago
e satisfeito do seu capital e interesses; livre e
desembaracado de toda e qualquer responabilida
de tendente a mesma sociedade.
Becife, 31 de agosto de 1874.
Christiano Jose Espinola.
Jose Joao de Castro Amor.m
Na sexia-feira 18 do corrente, fugio a escra-
va pornorae Seraphina, de cor preta, baixa, e com
falla de dantes na frente de cima, foi comprada ao
Sr. Dr. Ernesto de Aquino Fonceca : pede-se a
quem della souber, o favor de traze la a rua do
Amorim n. 54, ou a praca do Conde d'Eu n. 30,
j andar, que sera gratmcado ; e no caso que es-
tejaacoutada em alguraa casa, como se suppoe.
desde ja se protesta centra quem a tiver.
GRANDE LIQUIDACAO
TOLENTINO DE CARVALHO
Rua do Cabuga n. 1 c
Tendo resolvido liquidar o seu estabecimento de joias, declara
que desta data em diante os seus precos serdo extraordinariamente
redozido, como ndo poderd haver competencia.
Grande Liquidaco
0 COLLAR D'OURO
Rm do Oabugdn. 3 A.
Os donos desta grande loja de joias,"resolvendo-se a liqnidar o seu
estabelecimento at6 principio do anno proximo futuro, vendem com
grande abatimento de preros todas as suas joias de ouro, prata ebri-
lhante- como tambem.as que for recebendo da Europa, pelo preco
da fabrica.
Grande. Liquidacao
Manoel Antonio Goncalves
Rua do Cabuga n. 3.
Tendo rezolvido liquidar no menor tempo possivel o seu estabe-
lecimento, vende para acabar todas as suas joias de ouro, prata e bri-
lliantes, com enorme abatimento de precos. E as remessas que fo-
rem chegando da Europa, pelo preco das facturas.

'(Crd'
fy
E. A. DELOUCHE
24--r.ua do Marquez de Olinda -2\
Esqulna do beeco l^nrgo
Participa a sens freguezes e amigos que mudon
o sen estabelecimento de relojoeiro para a mesma
rua n. 24, onde encontrarao um grande sortimento
de relogios de parede, americanos, e cima de me-
sa, dos melhores gostos e qualidades, relogios de
algibeira, de todas as qualidaues, patente suisso,
de ouro e prata donrada, foleado (plaquet), relo-
gios de onro, inglez, desenberto, dos melhores
fabricantes, cadeia de ouro, plaquet e prata, lunetas
de tod?s as qualidades, tudo por precos muito ba-
ratos.
0 Coracjio de Ouro, liquida :
Correntes de ouro, modernas, para relogios, a 5|500 a oitava.
Relogios de ouro para senhora, a 40*, que em outra pane e 100/.
Relogios de prata bem dourados a 15*.
Rozelinbas de brilhante a 14*.
Anneis de pedra com lettra a 6*.
Auneis para por cabello a 2*.
Pencenez de ouro a 10*.
Pencenez de prata dourada a 3*500.
Dedaes de prata, fundo de pedra, a 1*.
Brincos de coral e euro para meninag a 1*500.
Cacoletas muito modernas com 50 por cento de abate.
Pulceirinhas de coral e ouro para crianca a 10*.
Pulceira de ouro e coral, feitio de uma cobra, a 10*.
Obras de prata a 400 rs. a oitava.
Brincos para senhora. muito modernos, a 15*, em outra parte e 40*.
Voitas de onro e eruzinha, com 50 por cento de abate.
Grande sortimento de joias de brilhante com 50 "[o de abate.
Brincos de coral para senhora a 4*.
Correntes de ouro para relogios a 18* cada uma.
Adereros por metade de seu valor.
Sortimento completo de Joias, que vende por metade do seu valor.
A liquidagao.
CD
U^
FUNDICAO DO BOWMAN
T
DO BRUM N. 52.
Passando o chafark.
Vende taxas de ferro batido a 300 rs e de ferro fun-
dido a 150 rs. a libra.
Fede aattencao dos Srs. agricultores, a qualidade e
preco de seus maquinismos de toda a especie e tamanho.
CASA.
Aluga-se ou vende-se nma grande casa terrea,
em Olinda, propria para grande familia ; tem gaz
e agua encanada, sita a rua do Aljube n. 31 : a
tratar na ma da Imperatriz n. 86,1. andar.
Quem precisar alugar uma preta escrava,
perfeita engommadeira, e de boa conducts, dirija-
se a rua da Aurora n. 49.
Boa moradia.
Aluga-se o sitio da estrada de Agna-Fria n. 2,
com boa casa para nnmerosa familia e excellente
banho no riacho Jacare, perto da estacio do ca-
minbo de ferro: a tratar na rua Primeiro de Mar-
co n. 23.
GRIADO
Para o servico de nma casa de peqnena fami-
lia prejisa-se d um moleque escravo e de boa
conducta : quem tiver e queira alugar, dirija-se
a rua do Commercio n. 17, primeiro andar, lado
do mar, entrada pelo largo do Pelonrinho.
Otferece se um homem queentende bem de
jardim e de horU, ja de idade : qnem precisar
dirija-se a rna larga do Rosario n. oO, ou na rua
do Sdbo, fabrica de cerveja.
Na rna de Marquez de Hem! n. 166, preci-
sa-se de uma pessoa escrava on forra para com-
p rar e vender na rna.
FUNDICAO DE FERRO
i* rua do Barao do Triunipho (rua do Brum) rs. 400 a .04
CARDOSO IRMAO
AVISAM aos senhores de engenhos e outros agricultores e ao publico em geral que
eontinuam a receber de Inglaterra, Franca e America, todas as ferragens e machina 8 ne-
cessarias aos estabelecimentos agricolas, as mats modernas e meUior obra qoe tem vindo
ao mercado.
VaporeS de forca de A, 6,8e 10 caTallos, os melhores que tem vindo ao raerado
UalueiraS de sobresalente para vapores.
MoendaS inteiras e meias moendas, obra como nunca aqui teio.
TaixaS (fundidaS e batidas, dos melhores fabricantes.
KodaS d agua com cubajede ferro, fortes e bem acabadai.
Kodas dentadaS de todos os tamanhos e qualidadei.
Relogios e apitos para evaPors. *
DOmbaS de ferro, derepucho.
A.radOS de diversas qualidades.
Formas para assucar, grandes a pequenw.
VarandaS de ferro fimdido, francexas de diversos a bonitos gostw.
FogOeS francezeS para lenha a carvao, obra superior.
DitOS ditOS para gaz.
Jarros de ferro ftmdido para ardim.
res ae ieiTO para mesa e banco.
Macnina para gelar agua.
ValVUlaS para bomba e banheiro.
Oorreiaainglezas para machinismo.
BanCOS e SOfas Com tiras de madeira, para jardim.
OoncertOS concertap com promptidio qualquer obra ou machina, para o qua teet
sua fabrica bem montada, com grande e bom pessoal.
EnCOmmendaS man(llun por encommenda da Europa, qualquer machinismo,
para o que se correspondent com uma respeitavel casa de Londres
i com um dos melhores engenheiroi de Inglaterra; incumbem-se de mandar aasentaj
titas machinas, e se responsabilisam pelo bom trabaUio das mesmas.
RuadoBarao do Triumpho (rua do Brum)ns. 100 a 104
PURDICAO DE CARDOSO AIRMAO.
ITU llllirj I PlULIUi
DEMONSTRACAO
ADHESAO HO- ASYLO K MM
i
AUnL^AU flU AdJLU Ut RUEffJffliiS
A i.-i.! lain iltM .1 i nr.-i .: t,ji|i.,.-!i u led 1 i SjW'll r i-ii!i|.ti-ii.l-i I.r Hi- i! :.ii jii". JV^uira i Umtrt >l.i Ii roica proviii-
cia de Pernainbuci), prucura T/. r win a a todos os SfushabitHiitos, p/jiu.:ip*lmente .'is '.ia-sei ilesvidi i m, quo sao a quo tnais ap'-
.provcitaiii-s.1 dn .'stabiiLTimnniDS distal ...-.ie ii, e diirjanli. tnuatrar qu-j o povo ape-
sar dop.ib-.' e fnlto .le iiHtrucrao ufi.j deixa de conli.;;er onde est;i u bem e aquelle
que o faz, reso'.veii dar uma demonstrag;1o publica J.- appreco ao grande emprehendi-
mentodo Pernnmbucano que tauto se ha destinguido nos esforcfts que lem feito para me-
Iborar a sorte do pov i.
Contando cm a uniSo e fraternidade de seu? soctos, p la qual todos devem trabs-
lhar para nao serum s'upplauudos pel-is seus ioinaigos, p >is a uniAo faz a forga, a" so-
ciedade unida dos talhadores avulsos tem debberado .iesenvolver.o seguiute prugrarnma.
Dez i doze meninas candidamente trajadas o gairitaiiiiiite enl'mtadas se achaiio
a's duas horas da tarde do grande e sempre memoravel dia 27 do corrente na prac,a
da Ribeira, quo estard tapetada do floras o follias aromVliCiS, para dahi em f-eiue da
briosa cohorte dos talha lores conduzireni meia duzia do tin ius e bum preparados cor-
deiros Noa o primorosamente euffitados quo vau off^recer, em >is commetiment1, no venenndo altir da candadu, pedin i i :< I j.i tolis os generoios
circumstantes que r. servem os seus maiores lancos para as offoron las pnpnUres.
E' escusado dizer qoe uma das melhores rnusicas tQardaes estard a frente do gran-
de preslito popular para encher os ares de suas harm iniosas sonatas, oiecutanl.i no :no-
mento da continencia o Uynno da caridade offorooid t aj Exn. Su. Commendad ir Lu-
cena, depois do que esfllara o popular ajuntainento.
Depois das innocentes momnas seguirao em pehtous os homocs di povo occupa I05
na honesta p.-oHssao de Talria l.ires, giltiardanoente veslidos de braneos e ornados com
fltas de cOres imperiaes, e. todos os boinens do povo decent.; e egnalmenie irajado-., quo
quizerem participar da compan ia que lhes facultam aquellcs.
Aos seus companheiros de trabalbo, os Magarefes empregidos no \btidouro Publico
dingem os Talbadores um aperto de man e um cordial abrac), o fazem-lbe especial
convite para toman-m parto na grande festa popular, Ienbra:ilo lhes, porem, que no
esquejam que devem um oholo ao Asylode Alienados.
A festa e do povo, que 6 quem mats lucra coin o Isylo e pirtanto os Talbadores
esperam que o povo honrc a solemnidade com a sua brilhante companhia e seus an-
plausos.
Viva Pernambuco 1 1
Viva o presidente da provincia !
Viva os povo pernambucano 1 I
Vivam os amigs dn progresso de Pernambuco.
0 prestito, tendo em sen centro o pavilhao auri-verde, desfilard pela rua da Penha,
Pra^a do Livramento, rua do Duque de Caxias, Primeiro do Hargo, Iidpe-adur, a frvata
de Palacto, onde entoara" os vivas ao imperan o, & religtSa, ao povo pernambucano a ao
presidente da provincia, e depois seguira pla rua da Aurora, Imperatriz, Pra$a de Santa
Cruz, General Victorino, d estra'la dos Afflictos ato a Tamarineira.
Roga-se a todos os moradores o obsfq-uo de ornareai a frente de suas casks con
colchas e flores em obsequi ao bando |iopular.
ESCRIPTORIO ESTACAO PRINCIPAL.
a rua da Companbia Pernam- a rua Nova do Santa Rita
bucana n. 2. ns. 55 a off.
Esta empreza do transports de mercadorias, ioaugura o trnfego dc suas linhas JJ
dia 10 de agosto do .< rrente anno.
Servico dn i:*liico dus C'Enro Potitas pars o Recife.
A empreza enrarregn-se da entrcga da- cartas vindas pela estrada di
irro iiss>us
freguezes, de tirar e entregar lhes aid as 8 horas di manh5, as aNnostras do assucar
chegado na vespera, pagar & vista do conhecimenio o respective frete e fazer wn 'uzi<-o
assucar eos outros geucros com a maior prompt dao para o armazem dos compra ores
ou recebedores.
0 preQo do transport?, comprehendidos os seroifos acima mencionados, a cargo,,
descarga, e arrumar,ao no armazem 6 :
Por Sncco de assucar............
Por f.irdo df algodao............
Ancoras ou barns a" razao rle......
.Is car gas dtsUnadasanse.ngcnh-s remellidas pei
120 reis.
160 re'is,
29000 reis a pips.
freguezes da empreza s r&o
transportadas gratmtamente para a cslnrao das Cinco Poaioe,estr&o reciios nao to
onde ixislirem os trilhos, mas em qualquer ponto dos bairros do Itecife e Santo An-
onio.t
Servico do Forte ilo MaUo-n para as runs o tjnEJ.j e Brune.
A empreza en-arr^ga-se de rec ber com o seu p ssoal os assucarfls e ma is g-ne o
dos trapiches ou do aaes, com dimcoflo 80S nrmaz-ns das rua.- do Appollo < 15mm -
quaesquer outr3S dn bairro d Kecife na proximidad* do suas linha.
0 preco de transport* comprehendida atarga e descarga eorrumacao no arma-
zem 6: '
Por sa co de assucar................. SO re'is.
Por fardo de a odao.......... ...... ]oo reis
Por anoras nu barris d razao do........ li.3< 0 re'is por pipa.
Recife, 1 dc agosto de 1874.
CASA DO I Hi HO
Aos 4:HMziO Bilhetes garantidos
Rua do Barao da Victoria (outrora Novn
n. 30, 6 casa do costume
O abaixo assignado acaba de vender nos sm>
muito felizes bilhetes a sorte de i.0004 em um
meio bilhete de n. 2S81. alem de uutras sortes
menores de 40j000 e 2o^(MH) da hHeria que se
acabou de extrahir (117); amvida am po^suido-
res a varan receber, que promptamento serao
pagos.
0 mesmo abaixo assigiiado convida ao respeiu
vel publico para vir ao seu estabelecimento com
prar os muito felizes bilhetes.qu? nao deixarao de
tirar qualquer premio, como prova pelos meimes
annuncios
Acbam-se a venda os muito felues bilhetes ga
'antidos da 4* parte da loteria a bnneticio da
igreja deN. S. do Livramento de Pao d'AIho, an^
se extrahira no dia quarta -feira, 30 do corrente
mez.
Preeos
mteiro 4*000
M6io 2*000
De lOO^OOO para eiraa.
Inteiro 3*500
Meio 1*750
Recife, o de setembro de 1874.
Joao Joaauim da Costa Leit*
CASA DA FOR 111
AOS 4:000#000.
BILHETES (.ARANTIDOS.
A' rua Primeiro de Marco (outr'ora rua do
CrespoJ n. 23 e casas do costume.
O abaixo assignado, tendo vendido aos sens fe-
lizes bilhetes um meio n. 2584 com 4:000*000, um
meio n. 86 com 700*000, um inteiro n. *747 com
100*000, um inteiro n. 410 cum 100*000 o
outras sortes de 40* e 20* da lotena que se
acabou de extrahir (117*), convida aos possuido-
res a virem receber na conformidade do costume,
sem desconto algum.
Acham-se a venda os felizes bilhetes garanndo>
da 4* parte das lotenas a benefleio da igreja
de Nossa Senhora do Livramento de Pao d'Alno
(118*), qne se extrahira na quarta feira, 30 do
corrente mez.
PREgoS.
Bilhete inteiro 4*000
Meio bilhete 2*000
M PORQAODE 1009000 PARA CIMA.
Bilhete inteiro 3*500
Meio bilhete 1*750
Manoel Martins Fiuza.
AVISO.
0 abaixo assignado declara qoe n dia 18 de se-
tembro de 1874 entregon a > Sr. Jose Duarte Pe
reira, perante o delegado desta capital, na *ecre-
taria de policia de Pernam' uco, os objectos per-
tencentes a Sra. D. Praocisca Maria de Miranda,
como consta do recibo passado na me.-m seere-
taria, e declara que nada tem em seu poder, da
mesma senhora acima, e para que flque silvn de
qualquer mao jni>o, far o presente. Recife, 22 de
setembro de 1874.
Manoel Joa> Gomes Junior.
Apipucos
l-'Off d- ^rHtiflcarilo
E?(a cm ApipurOD o meu eartavo Ipnacio, j
qnal tem us signae* se.-mnte< : cabra ac.i..iado,
26 nnoi.is de ida.ie, allnraecorpo reoilarn-, n-
bcllos pretis e cr*sp *, bigodinho fiu-> e mo to
p>>uca harba na (unu do queixu, tem mn *r 'Cl-
nho de um Ndo'd-i cane'la pur torn, iii" tem
un"as nos p6s a excepeao de um n>d". tem ao
c rpo roarers do chirotc e na pa dirnta um pe-
qneno calo, falla mansa t'aixa, cara bexigM a e
olhus br.iucos. Da-s9 IP* a quem tr-ux>r o
eng^nho Arcndepe, fn-guezia ie Ipoju^a. u "s-
ta praca a>i Sr. Francisco Izidoro Rib- ir.i d^ Car-
valhi.Mannpl PJipne de Sooza L-*ao Jim ..r.
Vende ss uma onsa terrea nos Afog^dj*. n i-q.
Ira "a dos Remedi s, tendo 2 salas, 2 qaartKt, cc-
ioha dentrn, e quioia! : tratar com Pedro H*&
Marinho, moradnr na inesma casa.
Doees, tructas e flores
Eslc estabelecimento, conhuiiido ha mais de 2')
annos ne-ta provincia. a rua da Gnu. n. 11, o bhi
proprietano tun sempre em sua mai r ti-nca'>
em ervir bem a tidas as pe^soas qun Bcer.m as
suas encommr-ndas dos seguintes gene'o.- : .mces
de calda do todas as qualidades, geleas de tufa*
lentes fructas, e mao de vacca. xaropes >ie t>ias
asfructas, bandeiiss com 5nos balinlios, pan ae lo.
pulim, bolo, e outros de muitas especi*s; t^mh^m
vende aemaotea de hortalices, muito n 'v, Inraa-
geiras, limas, flgueiras, limao doce, larania crav?
o outrasplantas pan jardim, tudo isto m it> cri's-
cido, e cada uma pUctaem su- vasilha ; aprmiip-
tamse bouquets para noivos, bailes e para jrrn=,
cap Has de rosa* e outras flores finas, e de fruc-
tas, de preferencia a de cantas, etc.
^recisa-se
alugar um mo!eq.ue de 10 aan s para o servico do-
mesti'-o de casa de pouca famlia : na rua Duqae
de Caxias^ n. 97.______________________________
Ao commercio.
Antonio Casemiro da Triadade faz sciente ao cor-
po do commercio, que c improu a loja de cirgueiro,
no largo da matriz de Santo Antonio n 2, livw e
desembaracada de qualquer onus R^jfe, 22 de
setembro de 1874.
o urcsi^GAiNO.
RUA 1 DE MARQO N. 25
Junto a loja da esqaina.
HOLLANDA
Brim Hollands, prnprio para costumes para ho-
mens e meoinos a 600 rs. o covadoe pecbincha <
Lenco com harra de cor, duzia -!%
Cambraia transparente, peca r.firn
Brim branco de linho, vara i*w)J
Ueias para senhora, em caixas modernas,
duzia f>*!H>J
Camhraias pretas com plnlas brancas, o-
vado ">0
Madapoloes francezes finos, peca 5*500, 5*800
Bramante de linho com II palmos de lar-
gnra,vara 2*600
Sd o OESEMSANO da rua de Marjd n. W.
jnqto a loja da esquioa.
Aluga-se
o terceiro andar do sobrado n. 5 da rut dn Viga-
rio, com bons o grandas commodos para familia :
a tratar no armazem n. K, da travessa do Corpj
Santo.


6
Dhsto d*f^iaabafc) R&- q^m feto 23 to^nfetf-&i4*?4




r

I

Escrava fugida
Em primeiros diaj do corrtnte nez fugio do
engeuho Capivara, frtgoe.i .deGamelleira, e*uao
do Ribeirao, a escrava de nosne Gonorcsn, levaodo
em companh'a urn ftlhinho de idaJe de 6 lneze.*,
de nome Manoel, o qual (em a c6r bom alva ; a
dita escrava tem 30 e tanlos annos de iJade, cdr
paria e avertnelhada, estatura e corpo regulare9,
cabellos carapinhos, conservando os grand-??, po
rem sem araarrar, pea seccos e denies limados.
Alem desles signaes viziveis, tem outros encober-
tos, como sejam, as veias das peraas impoladas e
uma cicatriz em urn peito, pelo qual nao da leite :
recommenJa-se as autoridades compMentes, bem
como aos- capitaes de campo a captura de dita es
crava, quo pooera set eutregoe no mesmo engo-
nho ao depositario Joao Hospiro Chaves, on no
Recife, a rua da Cadeia n. 56, onde se recompen-
sara com 50/ ou mais._____
Desappareceu no. dia 13 do corrente, o me-
o r Adelino, pardo, trajava calea preta, jaqueta e
chapeo de feltro, preto, que se achava no poder
do abaixo assignado, aprendendo o offlciu de al-
faiate; e como ate esta data nao tenha apparecido,
roga-se as autoridades polieiaes ou a qualquer
pessoa que delta tepha noticia, a entregar na rua
de Msreilio Dias n. 116.
__________Anionio Jovino Torres Bandeira.
kttoado
A loja de louca da rua da Imperatriz n 6
qnerendo acabar qganlo antes, veude por- atacado
e em reialho, lougas flnas e grossas, vidros, ricos
eandieiros e jarros de diverse? aatores, por um
preco resum do que faz admirar ; vende 88 tarn-
bem a rica armacao de amarello, toda envidraca-
dasj_quem pretender dirija-se a mesma loja.
Aluga-se urn grande sobrado de um andar e
sotao, sito a rua nova de Santa llita n. 57, com 13
quartos e um gabinete, agin, gazecano de esgoto:
quem pretender, dirija se ao Forte do Mattos, por
cima do trapiche Dantas.
Soares de Amaral & C.
avisam aos seus fregueies que mudaram o seu
estatelecituento de generos de estiva, do armazem
docaes da alfandega para o armazem da rua da
Madre de Deus n. 22.
Madama Freire, modista brasileira avlsa ao res-
peitavel pubiico, que continila na sua arte de
modista; assim como, recebe por todos os va-
pores da Europa agurinos, os quaes acham-se
a disposicao de seus freguezes, pod^ndo ser pro
curada para exereer a sua proflssao, a rua Di-
reila n. 16.
Porgunta quo nao offende.
Pergunta se aos Srs. GOllecJoree do imposto so-
bre as casas que vendem cal de Lisboa, se as do
i airro de Santo Antonio tan:bem nao estio snjeitas
ao mesmo imposlo ? A lei deve ser iguai para
lodos.
____________________0.< prrjndicadns,
~ OLINDA.
Aluga-se por festa ou por anno, na rua de S.
Pedro Apostoio ou Passo Castclhano, tres casas
terreas, com cncanamento d'agna e gaz, bens com-
modos e quint3ps grandes e marados, com diver-
sos arvoredos ds fructo : a tratar no patao do
Coro Santo n. 17, 3. andar.u
"-t ."* &-, ,.5i
i] ill!

Com este llli.lj acaba (It; se abrir uma loja
de faz-ndas a rua Primtjiio de .Marc/i n.
-'>; junto a loja da psqiiina, e os propric-
tarios estSo resolvido; a vender muito
aralo para assim apuiar rauito dinbeiro:
vendo-se c que se actciita.
Lazinhas.
: zinb de quadras pretas e brancas, a
rs. n covado, assla como do msis pa-
drfl -; dSo se amostras.
Metins.
Motins, padr5es moderoos a 230 e 300
rs. o cova ; >, chilas c'arase cscuras a 280
30U rs. o covado, canibrais Victoria c
trausparente a 35003 e 3&S0O a pega, ma-
ijapoloes com def ito a 4-J00O a nega, rnetas
para meninos c meoiaas a 2$0OO a cluzia,
brim Angola verdadeiro, com bonitos pa-
JO'i a 700 rs. o covado.
Cbila preta com defoKo a 25500 a peca,
as lisas com diversas cores a 2S0 rs. o
ivado, algodio marca T a r,->000 a poga ;
assim com > muitas ouiras faiendas que se
torna onfadonho mencionar. So o Dcsen-
gano da rua Primeiro de Margo, n. 2a jun-
;; a loja 'amisas bordadas.
Gamisas dt Iinbo, ioglezas, bordadas com
peqneno defeito de avaria, a 35,5000 a
duzia e a 3C0C0 cadauma. So o Oesenga-
da rua do Crespo, d. 2ii junto a loja da
psquina.
Ratociras magicas
Ao Baaar tTiiieral eli?g >n um sortimento de
rat'Kiras de ferro para pegar pequenos ratos,e$tas
sao de tanta vaqtagem que uma si> ratoeira fara
Jftsapparecer tjd-js os rat* que (louver em uma
nisa, e inleirumenU -nnia navkla^er. de vaotagem :
na rua do Barao da Victoria n. 22.
i i mi jwi inani'nr '........u iiilmwLitJ
Angela Francisca das Neves, Jose
Duarie das Neves e seus filhos
mandam ceJebrar algumas missas
pelo descango eterno da alma de
sua muito presala e sompre chora-
da mai, sogra e av6, D. Maria Jose
dos Passos Leal, no dia Si do cor-
rente, quinu-feira, trigesimo de seu fallecimento :
rflgam a todos os parentei e pessoas de sua ami-
zade o caridoso obsequio de assistirem a esee ado
de religiao e caridade, ai 8 horas da manna, na
igreja de S. Jose do Mangoinbo, pelo que Ihes
;erao cternamente agradecidos.
Jorge Llemente de Borba Cavalcaute e sua mu-
Iber D. Maria da Conceicio de Borba Cavalcante,
feridos da mais pungente d3r pela morte do seu
mui estimado e nunca esquecido cunbado e irmao
Manoel Joaquim Cavaloante de Albuquerque, man-
dam resar algumas mlsas por seu eterno repouso,
na igreja de S. Pedro de.-ta cidade, pelas 7 1|2 ho
ras do dia 34 do corrente, vigesimo do seu pasta-
mento ; para o que convidam a assistir, nao so
seus parentes eamigos, como os do flnado, e desde
ja e confessam gratus por este acto de amizade e
caridade Nesse mesmo dia e bora, na mesma
igreja, alguns amigos e consocios do mesmo flna-
do, visto que pertencia a sociedade (Jniao Catholi-
ca desia cidade, mandam resar uma missa por
sua alma, conforme baviam annuociado na Uniao
de 10 do corrente._____
i hi i in 11 iMHWHI 'IllllftW.
Autuuiu \l\ es Bezerra
Adelino Lucas Alves Pequeno e
sna mat convidam a seas parentes
e amigos do seu sompre lerrbrado
e eborado avo e pai, Antonio Atves
Bezerra, para assistirem a missa do
setimo dia, que mandam celebrar
na igreja de S. Francisco, pelas 7
horas da manha" do dia 34 do corrente.
l'ranciscoMauoeideSiqumraCa-
valcante, Antonio de Siqusira Ca-
valcante, D. Clara Guilbermina de
Siqueira" e Christovao de Barros
Rego, filhos e genro do fallecido
teuentecoronel Francisco^ Manoel
de Siquejra, agradecem as pessoas
que a:ompanharam sens restos mortaes ao cemi-
t-rio pubiico ; e rogam a seus amigos o obseqoio
de assistirem as missas, que. em homenagem a
memoria de pessoa que Ihes e tao chara, mandam
dize as 7 horas da manha. do dia 23, na igreja de
S, Francisco. v
A mesma hora ono referido dia serio celebra-
daa outras missas no convento de S. Antonio, em
Ipolnca.
aaBKaQBnDEaaaiBHHna
Ltr. Kelippe Ue bouza Leaj, Tuoiuaz Jose da
Silva Gu-mao, Perminio Francisco it Paula Mes-
quila. U. I'Irmelinda de Sooza Leao, Narcisa Am-
irosim de Muraes Gusmao e Elvira de Paula
Mesquil.i, agradecem 4s pe.-soas que acompanha-
ram ao ultimo jazigo os reslos mortaes de sua
nisi, sogra e avo, D. Maria Cysneiro Freire de
Morais, o mgam as meimas pessoas e aos seus
amiga.< u obzequio de assistirem a missa, qu9 pelo
repouso d'alica da mesma iinada, maudam cele-
brar na sexta-feira 2^ do conecte, as 8 horas,
sciimo dia do stu passamento, no convento do
Canao.
^
Na iravessa di rua
dasCruzes n. 2, pri-
meiro andar, da-se
dinheiro sobre pe-
nhores deouro, pra-
ta e brilhantes, seja
qual for a quaqtia.
Na mesma easa
compra-se os mes-
mo.s metacsepedras.
= Precisa de duas amas, seudo uma para co-
zinhar e eomprar e ontra para engonunar e en-
saboar : na rua da Cmocordio n. 43
A TTia Precisa-se de uma ama para o servi^o
x&xuw mteroo de uma pcquena familia : na rua
Duqne de Caxias n. 5i, loja.
Ama
Offence-se uma ama para
engommar e cozinhar para casa
de pouca familia, de pertas a
denird : quem precisar dirija-se
a rua da Lapa n. 1_______
Ama de leite.
Preii'a-ae de uma ama de leite sem filbo
tuaDa^uedaOaxras n. 51, loja.
na
Aluga-se
o 3* andar dc sobrado da rui d Vfgirlo n. 5, com
grandes e bons commodes para- familia, e agua
potavel : a tratar noa*nalera da travessa do Sot-
po Santo n. 25.
Conscltflrio medi^ciniTgicfl I
A. B. da ^Iva Maia. *
Medico parteiro e operador.
Rua do Bangel a. 5 I
Consultas das 8 a"? fO Iferaa.
Chamados a qualqaer hot*.
Gratis aos pobres. D'1
GHARUTOS
DE
Jose Furtado de Simas.
Ooico deprsito em Pernambuco, a rua do Har-
eczn de Olinda n. 15, de Boflrgafd It C.
Precisa-se do uma ama para cozi-
nhar_ e pira assi.-tencia interna de
uma casa dc; pouca familia : na rwa
do Barao da Victoria n. 23.
Precisa-se de nm* ama
Rosarlo n. 3%.
na rua eslreita do
f- Pfec? oina casa de pouca
|l, |ja n. 21. .
uma ama para o servijo de
famiHa : a tratar na rua Nj
A vUo Precisa-so de" ama que cozinne e com-
illua pre e oatra paRfeagommar e mais ser-
cp para duas pessoas : a rua da Concordia n.
i
AMA
segundo'DHdar.
Precisa ?e alogar uma es-
*ava para andar na raa : a
tratar na rua d,. Cabnga n. 3,
Precisa de Uma ama para eozinhar e com-
prar : na rua Dlreit* d: 38, armazem do Baliza
Ama de leite
Precisa se de uma ama de leite
rda do LfcraiheWo d. 33.
sem fiiho : na
**.
OITurecese uma ama para en-
goirtmaf e eozinhar para casa de
familia, dando preferencia a casa de ho-
mem solteiro : a tratar na rua da Conceicjio nu-
mefo 56.
AM
pouca
AMA
Precisa-se de uma ama pa-
ra duas pessca-< : na run do
Imperador n 63, 2 andar.
AMAS
Miguel liigio.
No dia 13 do corrente desappareceu o'es-
cravo acima, tendo os signaes seguintcs:
idade 18 annos mais ou tnenos, estatura
regular, cabelios corridos. costas limpas,
sobranc.lbas pre'as, olhos idc-m, narir alila-
do, bjeca regular, barba n!io tem, physio-
nomia boa, cor parda ; e?se escravo veio
) Acaracu no vapor Giquid, entrado no
dia 12 do corrente ; roga-se-a lodas as au-
toridades e capilaes do campo queiram a-
prebender dito ejeravo, e leval-o a rua da
Madri> de i'cus n. 15, 1." andar, das 9 as
4 h^rrs da tarde, ou & rua da Imperatriz
n. 4, 1. andar, que sera > recompensados.
GraiiOcacilo boa.
Antonio Carlos do Carmo, gralificarci
g ii h i.-ameote & pessoa que adieu um re-
lugi) de ouro e uma cadeia, que o jovto
rio-grandense perdeu no domin^o no circo;
o relogio e pequeno, proprio para senhora,
e a capa de ouro acbamalutada,' e 6 le dar
corda pelo po e esta" desconcertado, tan
to qoe para trabalhar sera" preciso concerto.
Pede-se a illustrissima camara muni-
eipal do Recife, que lanes snas vistas para
uma rtfinagao occulta c,ue existe no funio
de uma venda no ca*s Vinte Dous de No-
vembro, assiaa iafriogiado as posturas da
mesma,
Umviz'iih-) iiicommod'idj.
Alnga-so o seguudo acdarV ra rua do Viga-
rio d 33 : a tratar no prhnsifo andar do mesmo.
ogao.
Vfude .-c am granJe fogSo de ferro, obra feila
de i ue n,men la, pelo mais habil artlsta da cidade
do Porto, lem toJos os molhararnenlos econoraicos
para gastar ponco- combustivel, serve para |enh
ou coke. S;.ijio ba poaew dias da alfaodega, e
vende-SH por ler sahido com propori;oe3 muito su-
prriores a |uell-s qoe sxige uma casa de familia.
K proprio para eslabdecisuentos pios, hospitaes,
intc-matos, ou graade h-itel, tem depjsito d'agua,
forno, guarda comidas, etc., etc.: para ver, no
caes i}o Apollo u 47, ani azem de farinba, e para
tratar, na ma do Aoiorim n. 37.______
Modista franceza.
Mademoiselle Eugenia Leconite & Irm5, avisam
a suas antigas freguezas e ao pubiico em geral
que abriram novamente seu estabelecimento de
casa de costuras a rua da Imperatriz n. 5, pri-
meiro andar, pelo qac esperam continuar a me
rccer a C'incurrencia das pessoas que precisarem
de seus services.
Oatharina fagio.
No dia 28 de agosto proximo passado, ausen-
tou-se esta escrava, a qual tem os signaes seguin-
tes : e>tura baiza, rosto redondo, cur preta, pes
pequenos, costamava vendor leite, anda ssmpre
com um cacete que lhe serve de arrimo por sof-
frer de rheumatismo, ja e ido?a e dc najao Cam-
bin ia : quem e encontrar, pegue-a e leve-a ao sitio
do Cafuodo, estrada de Joao do Barros, que sera
praiificado.
Previne-se ao Sr. thesoureiro das lolerias e
aos Srs. garantidores, que nao pagueui, caso saia
premiado, o oaeio bilhete n. 22^6 da 117 loteria,
qoe eorre terca feira 22 do corrente, visto se ter
perdido dito bilhete.
Francisco Luiz dos Santos, curador de seu
filho Manoel Luiz dos Santos, pede a todos que
forem cieiores delle apresentem seus titulos no
prazo de oito dias. ltecife, 18 de etembro de
1874.
Dividendo
Paga-se o segnnio.e ultimo, na razao de 3,4,838
0|0 da mas?a fall.da de Joao Hygino de Souza, na
rua do Vigario n. 19.
Aluga-se
uma cxcellente casa terrea em Olinda, pateo de
S Pedro Novo, com gaz e agua : a tratar com
Marc lino de Souza Travassos, no Forte do Mat-
f
os.


k
Ci*--dim m$\?t}
DO
fir. f W '. tJO VIG-.il.'O N. 1, ANDAli.
: .' i ii -)h Europa, oOdl
'". bospitaes de Paris eLondre*,
r hnra dt
staa pro-
ftftas flas 6 as8 h.^as -d,. m.'.Blia e
fia as duas n**% t. :,.
GRATIS /OS:Pte!}F. .
Etptcittlidddes: t^dit* de saahoras,
da pelie e c- niae^a.
8
i
i
CASA
Aluga se o segundo andar a rua Uuque de Ca-
xias n. 54: a tratar na loja.
Na travessa da matriz de Santo Aotorio n. 6
ha nma ama de Icito, e seccas ccnstanteioente pa-
ra alugar.
Antonio k Azevedo Viilarouetn
Pelo presenle sao convidados os afilhados e afi-
Ihidas de Antonio de Azevedo Villarouco, falle-
cido em Portugal no mez de outabro de 1873, a
aprespntarem dentro do prazo de 60 dia a con-
tar de-ia data, a certidao dn seu nascimento, era
casa do abaixo assignado, testamenteiro inslituido
|)elo dito fallecido, aQra de qne sejam devidameate
attendidos na partilha a que tem de proceder-sa
com a precisa igualdade, de aecordo com a d'spo-
sicao tertamentaria. Recife, 10 de setembro de
1874. Man el Azevedo de Andrade.
*'---- v-> ;^K?^^j*j4t
Signaes do negro Feliciano
Crloolo, idale 40 annos, ponco mais ou menos,
alto, corpo regular, bem preto, desdentado, barba
do, mal feito de pes, tendo um dos dedos grandes
oo ambos bastante tonos. Acha-se fugido ha 6
me f s, desta seguDda fugida, da primeira esteve
aous anuos no engenho Tomb2dor, freguezia do
Bouito, pertencente a Francisco de tal, gsnro do
tapitao Chrislovio Jose Machado, senhor do en-
genho S Chritovao, da dita fregoezia, por estes
engenhos esta ooculto, como tem est*do Veio pela
primeira mi preso pelo capitao de campo Joao
Ventura, que mora era Agua-Preta : reommen
da-se a sna eaptura es antoridades policiaes e ca-
pitaes de campo, e leva-lo ao engeflfco Minas No-
vas, freguezia de Gamelleira 0 din negro intilu-
lane (orre c..m ojiarae 4 4t*e tViMsun--.
Massa fdhda de Josd Ber-
nardo da Kotta, j
Pel pre ma s*o ooavMns *l os redoa
dawfend. na-M,* apT^Mt.rcw or tilu-*
k-s n pi 8 dias, aftm *,, mrtm MtfM
cl,-..-i:/!-..-I- s p.i oo pre.-cr.^v 1 : na raa da.
hUfwratriz n. 86, lnja
ltecife, 22 Bazar das Famiiias.
Este raontado estabelecimento de fazendas, sito
a rua do Duque de Caxias n. 60 A, esquina da
estreita do Rosarlo, recebeu um grands e vaTiado
sortimento de fazendas do ultimo gosto, e Reis e
Silva 4 Guimaraes, ?eus proprietaries, estao re-
solvidos a vender por menos 50 por cento que em
outra qualquer parte.
Teem em exposlcSo con-tantemente e a venda,
o seguinte :
Popelinas de linho e seda, padro?s inteiramedic
novos, pelo diminuto preco de 14600 o covado.
GranaJine de seda com listras assetinadas a 800
rs. o covado.
Grande sortimento de alpaca de cores, gosto mo-
dernissimo, a IS o covado.
Saias bordadas para senhoras a 6, preco que
nao ha em outra parte.
Um coropleto sortimento de lencos de linho ja
abainhados. cada duzia em uma caixinha com nm
espelho, pelo preco de 5500 a 6J.
Ricas caixinhas de madeira enfeitadas cada uma
com nma duzia d'j meias para senhora, pelo pre-
co de 63 a duzia.
Ditas para homem, na3 mesraas caixinhas, de
6^500 a 7*000.
Um completo sortimento de cambraias branca
e bordadas com^palinas de cores a 400 rs. o co-
vado.
Cambraias de cores com listras de crochet a
520 rs. o covado. Fazenda inteiramente nova.
Lindas alpacas pretas com listras brancas, pro-
prias para luto, por preco que ninguem pode ven-
der, a 14-o covado.
Luvas de retroz, sem dedos, para senhora, a
U400opar.
Lindos pannos de crochet para cadeiras e pre-
sentes a lj'00.
Um completo sortimento di meias de cores para
meninos e meninas, a 32500 e 42.
Meias de cores para homem, 0$.
Um completo sortimento de meias brancas, para
bomem, pelos precos seguiotes: 3,0300, 40. 50300
e 60500.
Cambraias transparenlcs a 40, 60 e 60500.
Cambraias transparcotes, suissas, a 7^300 a
peca.
Cambraia Victoria n. 26, pelo preen de 70500
a pega. '
Um completo sjrtimcnto dc lazinhas de seda
pelo diminnto'precn de 320 rs. o covado.
Lindos sapatinhos de la, inglezes, para meninos
de 6 mezes a dous annos, pelo preco de t$000 o
par.
Lindas touquiahas de (116, enfeitadas de seda,
pelo prego de 20 uma.
Riquissimos etiales de merino e seda, pelo di-
minuto preco de 12/ um.
Grande sortim?nto de chales de merin6 estam
pado-y)elo preco de 3,020J, 40, 5,0300 e 6O0O
um.
Chales de rrerino, lisos, por 10800 um.
Um completo sortimento de camisas de ineia
para homem, de 10200 ate 20 uma.
Um completo sortimento de caroi-as brancas,
ioglezas e francezas para homem, de 30-3 ate 600
a dnzia.
Um completo sortimento de collarinhos de linho
pelo preco de 40300 ate 70 a duzia.
Lindas capinhas de la e seda todas guarnecidas
de arminho, a 00 uma.
Madapolao francez, madraste, a 60 a peca.
Dito muito superior a 60800 a peca.
Dito ingler, fazenda muito boa, de 4 4600 ate
70 a pega, precos que ninguem node vender.
Algodao de marcas ja conbecidas, largos e es-
treitos, de 30800 ate 70000 a pe;a I
Assim como outras fazendas que nao mencio-
namos os precos e qua se vendem muito barato,
Reis e Silva & Guimaraes,
Cerram quanlo antes a grande pechincha I
So no Bazar das Famiiias.
Rua Duque de Caxias n. 60 A.
MOFBiA
Esta encouraqado I 1
Agua mole em pedra dura
Tanto da ate que a fara.
Roga-se ao llim. Sr. Ignacio Vieira de Mali
escrivao na cidade de Nazareth desta provincia,
favor de vir a rua Duque de Caxias n. 36, a con-
clair aquelle negocio que S. S. se comprcmetteu a
realisar, pela terceira caiamada deste jornal, em
tins de dezembro de 1871, e depois para Janeiro,
passou a fevereiro e abril de 1872, e nada cumprio;
por este motivo e de novo chamado para dito
5m, pois S. S. se deve lembrar que este negocio
le mais de oito annos, e quando o Sr. seu tilho ae
achava nesta cidade.
Preci-a se de nma pa-
ra c zinhar e outra para
engommar, e nm mole-
qhe ou preta que saiba vender na rua, p
escravas : a iratar na pharmaeia Torre
de Marcilio Dias n. 135, das It luras d
da tarde.
Preci
na familia :
fere-se
. a rua
"ia as 3
a-se de umj aua para casa d
na rua dos Guararapos n. dl
Da-se sociedade em unia lavorua bem localisa-
da o afreguezada, com poucos fundos : a pessoa
que qoizer, dirija-se i rua da Ribeira da Boa-
Vista b. 23, que se lhe explieara todo o nego-
cio.
Attengao
Madan a Albuquerque &
Irraa.
Rua i. de Margo n. 14, 1." andar.
Teem a satisfacao de avisar as Exmas. Srs.,
que recebem por todos os vaporee, figorinos, os
quaes estao patentee para todas aqnellas que qui-
zerem vestir-se com gosto. Sendo seus trabalhos
petfeitos e mais baratos do qne em entra parte.
14 Rua d Crespo 14
Calcwfciyalo
Quem precisar al igar uma escrava de ex-
cellente condueta, perteita eozinhelra, dirija-se a
rua da Soledade n. 92. junto do'sobrado ao Sr.
Guimaraes.
(MLL.
Furtaram no prineipio do corrente mez, d* es-
trada nova de Agua-Fria, nra cavallo alasao, frenle
abfcrta, castrado, de idade de 9 anrios, tem o pe
esquerdo branco e a erelha tamOwn esquerda
lascada, e tem o seguinte ferro MS no quarto di-
reito : quem de le noticia der ou leva*lo a rua
do Socego n. 31, sera recompensado genen >a
menle.
Bom bocado.
Recebe se encommeadas de qnalquer qualida-
de de bolos, ban ie}a? para ca-adlelitos, partidas
e bailes : a tratar na rua do Imperador n. 14,
armazem Fidelidade.
Fui-lo
Ante hontem ai 4 horas da tarde fartaram de
nma republica de estudantes, a rua Formosa n.
27, tres cadeias coro tres relogios e um eollete
branco, sendo uma das cadeias de ouro, uma de
platina e outra de plaque e dous dos relogios de
prata dourada e o ultimo de ouro descoberto e
pateute suisso n. 82,066.
Pede-se a qnem delles tiver noticia qne queira
informar ao seu dono, que sera gralificado gene-
nisamente.
i! peque-
Ama para cozi liar,
Precisa-se de uma ama para eozinhar,
re-se escrava : na rua Primeiro ue Marc .
A, loja.
prefj-
i). 20
Casa .e (errenos baratos o) Sal-
gadinho.
Antonio J.ise Rodrigues de Souza, na lliesoura-
ria das loterias a rua do Crespo n. 6, vende sua
casa de taipa e terrenos de seu sitios no lugar
do Salgadinho : a tratar somente com o mesmo.
Armazem do Campos
A este acrediiado armazem, a rua do Imperador
n. 28, acaba de chegar nova remessa de velas
^'.earinas perfuradas de tone de seis em majo,
qua se tornam recomendaveis para piano, lustres,
etc., e assim como umas outras de rosca e de cores
que sao apropriados para saloes de luxo.
Recom.Tiendamos este armazem, porque seu pro-
prietary se esmera em ter o melhor sortimento e
haver alii sioceridade nos tratos.
Loja do Aranteg
Praga da Independencia ns. 13 e |5,
Bolinas de pcllica d'ourada, canno alto
e laco, para senhoras
Ditas de duraqae preto e de cores,
para senhoras
Ditas de duraqne de cdr, gasteadas e
enfeitados, para senhoras
Ditas de duraque, gaspeadas, e preta
de 20000 a
Ditas de pcllica, preta, canao alto
Ditas de bdzeYro, para homens
Sapatos d9 duraque, de c6r e couro 20000
Botinas de Snzer e Polfth, ffluftB" novls? para
homens, ditas pretas e de cores para senhoras
na 1 ja do
' Camisas.
Camisas francezas brancas de algodao finO con.
frfco de cor a 20000 uma, era duzia a 230000 .
e pechincha: narua dotJreslplob. 20 loja do Gni-
Iherme A C ,
-J--------------' '{ j-------< t t -. /------
Vende-se
uma casa na villa de ftarreiros, na rua do Com-
mereio, por preco modteo : a tratar turn Tasso
Irmaoa & C.
12
Ahiga-se
o primeiro andar com grandes comraodos e sotao
do sobrado sit > na rua do Hospicio n. 65, juota-
mente a loja .* a tratar na rua do Vigario a. 31.
Preservalivo k Erysipela
Descoberto pelo Bacharcl
Mmioel dc Siquei a Cavalcanli
Tendo o Governo Imperial permlttido ao des-
cobridor vender aquelle medi:amento, o pubiico
o tem a sua disposicao.
DepoBitos uaice.
Heeife : rua do Barao da Victoria (rua Nova)
n. 40, ca;a do Sr. Rocba Siqueira.
Rio Ue Janeiro : Cdrte, rua do Ouvidor
n. 78.
0 Pr*servalivo da erisypela ja e bem conheci-
do : entretanto transcreveso para este annuncio,
do Jornal do Commercio do Rio, os attcstados in
fra.
Queiram os Srs. dcentes os ler, e ver por
quem es/ao elles assignados.
luspector da faiide publica em Pernambuco.
Em cumprimento do despacho de V. Exc. sobre o
requeriuienti) do Dr. Manoel de Siqueira Caval-
canli, tenho a informar o seguin'.e : Acho justa
a prelcocao do supplicaote, porquanto o seu me-
dicamento preservalivo da ery^ipeU tem da-
do muitos bons resultsdos, nao so nesta cidade,
como na corte, onde elle tem sido applicado com
vantagem e 6 procurado. A preparagiio delle e
simples, por ser tintura de uma so planta. ;0
inspector, Dr. Pedro de Alkiiyde Lobo Moscoso.
Declare, por ser verdade, que padecendo de ery-
sipela, foi-me dado pelo S\ Manoel de Siqueira
Cavalcauti um medicaraento, do qual fazendo uso
poralauns dias nunca mais ate hvje, me tornou a
accomiuett r essa enfermidade. Por me ser pe
dido passei o presente, por mim feito e assignado-
Rio de Jaoeiro, 16 do juaiio de 1871. Duque de
Caxias.
Attest", que tendo empregado o medicamento
dymnamisado, que nos fei fornecido pelo Sr. Dr.
Manoel de Si jueira Cavalcanli para o tratamento
da erysipela, colhi sempre resultados supenores
aos de todos os medicamentos conhecidus. Em tes-
temunho da verdade, e por me ser pedido, firmo
o presen'e. Rio de Janeiro, 13 de junho de 1874.
Dr. Saturnino Soares de Meirelles.
Concordo perfeitamente com o parecer supra.
Dr. Joaquim Jose da Silva Pinto.
0 abaixo assignado, doutor em medicina pela
facuidade do Rio de Janeiro, cirurgiao-mor de
brig.da honorario do corpo de saiide, cavalheiro
da imperial ordem de Christo, etc.
Attesta sob juramedto de seu grao, que tendo
usado de um medicamento que lhe foi fornecido
pelo Sr. Dr. Manoel de Siqueira Cavalcanli, de-
nominado Preservalivo da erysipela tirou
stmpre o melhor resultado possivel, de sorte que
os doentes ate boje nao foram acommettidos das
erysipelas, que soffriim freqnentemente. Rio de
Janeiro, 19 de junho de 1874. Dr. Josi Lino Pe-
reira Junior.
Tive em 1871 dez erysipelas em uma perna, lui
a Europa, e eonsiderei-me curado, voltei ponco
depois, live novo ataque ; tomei o temedio Preser-
valivo da erysipela do Sr. Dr. Manoel deSiquena
Cavalcanti, e cessou a molesfia, ha mais de nm
anno. Creio ser isto effcito daquelle remedio. Rio
de Janeiro, 13 de junho de 187b.Barao de Cabo-
Frio.
Gratis aos pobres.
Aluga-se ou vende-se um piano de arma-
rio : a tratar na rua do Bartholomeu n. 55
AVISO
0 abaixo assignado faz sciente ao respeitavel
pubiico e com especialidade ao commercio, que
tem justa e coutratada a taverna s ta a rua VWal
de Negreiros n. Ii8, periencente ao Sr. Joao da
Silva Santos, livre e esembaracada de qualquer
onus : se alguem e julgar com direito a mesma,
dirija-se a rua do Rangei n. 1, no prazo de tres
dias, a contar desta data. Recife, 22 de setembro
de 1874 Jose Tavares de Gouveia.
Uma pessoa que tem pratica e enhecimento
de architectura, ofTerece-se para contruir qual-
quer ediQcio, mediante o aju-te que se contra-
tar, para enjo fim offerece garantia e se acha
preparada com os melhorcs materiaes ; quem de
seu prestimo se quizer ntilisar dirija sea rua Im-
perial n. 277.
Qnem precisar do um optimo copeiro, para
casa de familia ou de homem solteiro, dirija-se a
rua da Imperatriz, sobrado n. 63, primeiro an-
dar.___________________
0 Sr. Luiz Aprigio de Oliveira Salermo, quei-
ra apparecer a rua do Rangei n. 67 a negocio
particular interesse.
Banhos e dormida fresca no
Monteiro.
Aluga-se alii duas casas pequenas, tendo cada
uma, ihiaa salas, ires quartos e cozinha : a tra-
tar na rua Nova, loja n. 7.
COMPftAS,
Compra-se um tanque de ferro que leve 10
cane;os d'agua, poueo mais ou meno3 : na rua do
Apollo n. 10, armazem.
Associacjio commercial be-
neficente
Compra-so os relatorios dos annos de 1853 e
1857, desta associacao : quem os tiver e quizer
vender, entendase com o archivista da mesma.

12 Rua doCabug
LIQUIDA^AO
de joias de ouro, prata e pedras preciosas.
Correotes do ultimo gosto, a oilava 50500
Allineti s para retrato, circulado de
perolas 550000
Idem idem idem esmeartadas 60#06
Idem idem idem robiDs 6300 0
Relogios de prata bem donrados, de 130 a 300000
llulogios para senhora, de ooro, de 400 a 800000
Ricos aderecos com pedras linas com
50 0,0 de abate.
Boaitas pulseiras- do nHttno gosto m
30 Oi de abate.
Erincos dephantasta dos mats bonitos
que tem vintTo ao merca^o, de 130 a 600000
Vohas com um tranito Jaeo, por menos
do que se veode era eutra parte.
Bottitas cacol>!!-, tanto para senlrora
comi> para homem.
Anneis de diversos feitios, de 2i a 2000.0
Pulseiras de cobra de coral por 50 0|0
de abate.
Tendo o propfietario deste estabelecimento rece-
bido uma grande porcao de joias dos ultlmos gos-
tos de Paris, e por preQos ja resnmidos, partieipa
a todos o' sens frsgnezea-, bem como ao respeita-
vel pubiico, que se atU-i sempre prompto a servir
com toda a exactidao como costume; certos de
que passara um recibo, pelo qual fica responsaiii-
lisado pela transaccao.
Alpacas k cftres.
Alpacas de c6re3, fioas, com listras, largura
de chita franceza, a 360 rs o Covado, 6 fazenda
de H : so na rua do tr3.-00 n. 20, loja de Gai-
Ifaerme & C._____________________________
Madeira.
Vende-se, por preco commodo, algumas duzias
de laboas de amarello de 2 palmos de largura,
com 27 a 28 de comprimento, madeira para por
tas e forro : a tratar na rua do Imperador n. 50,
terceiro andar._________________________
Salame dc Lyoo
A i-Ssos> a libra
So na A^sembiea do Commercio n. 22, rua do
CommerciQ, Meira & Lima,________^^^_
JflAffl'lPOlAlSS
Na loja do Pavao veade-se madapolSes france
zes muito incorpados, com 20 jardas a 6,600 reis,
dito nrait > lino com 12 jardas a 3,000 e 3,500 ; as
sim como um grande sortimento de madapoloes
inglezea de 4,500 He fr.OOO e 9,000 : a raa da Im-
peratriz n. 60, de Felix Pereira da Silva.
Pechincha
OJilcn Duarte & Irmao receberara pelo nltimn
vapor um grande e variado sortimento de eoques
de cabelto humano, 0 que ha de mais moderno, e
vende se pelo baratissimo preco de 100 cada um ,
a elles, ant-s que se acabern.
Vende-so nm terreno com 100 palmos de
frente e 400 de fundo, plantado com boas fructei-
ras e com porporcoes para se edificar um bouito
predio, por ser 0 lugar era um dos pontos que
para 0 trem da linlia do Apipucos : a tratar na
rua da Cruz n. 11.
Altencao.
Vende-se a afregoesada e bem localisada taver-
na, denorainada Familiar em Sanio Amaao das
Salinas, na rua do Bom Gosto n. 40, lem poucos
fuados e e optimo negocio para um principiante:
a tratare na mesma rua n. 38.
LEIS PRQVINCIAES.
Vende-se no 1. andar desta typogrephia,
em m5o do administrado, Colleecgoes de
Leis Provinciaes a 500 rs. 0 oxemplar de
cada anno.
Aos nervosos
A NOVA ESPERANQA acaba de receber aquel-
ies milagrosos anneis electricos, cura infallivel dos
nervosos.
Para concertar meias
A NOVA ESPERANCA, a rua Duque de Caxias
n. 63, recebeu desta necessaria linha.
Aluga se uma loja no sobrado atraz da ma-
triz n. 44, muito fresca : a tratar no Corredor do
Bispo n. 73, a qualquer hora. Na mesma casa
tem para se alugar um cxcellente cop>iro omit)
Hal, e um escravo trabalhador de enxada para se
vender : a tratar a qualquer hora.
Aluga-se 0 armazom do sobrado da rua D-
Maria Cesar n. 37, proprio para recolher fazenda3
por ser muito espaposo e reediQcado, ou para
qualquer esubelecimemo : a tratar na rua de Do-
mingos Jose M rtins n. 48, antiga Senzala-Velba.
AO
Joao Correia de Carvalho, artista alfaiate, ten-
de-se desligado da sociedade da casa commercial
existente a rua do Barao da Victoria n. 26, sob a
razio e Araajo, 6aralho A-C, acha-se novamen-
te estabelecido na sua arte, a raa do Juarqnec de
Olinda n. 46, andar, aonde os3eus numerosos
fueguezes o encontraiCo prompto para executar
qnalqtier ot-a tenderfo i, na arte, torn esmero e
Aluga se por alguns mexet f andar d-r
iselcaidoo. o'3 *. ma da laftparatrii, oapletoieB
temobllnado, a-pessoa de poirea famhia, pretertn?
I do-se estrangeira : a tratar no mesmo.
Casa
Aluga se a loja com armacm para taverna, na
rua Dirt-it--; n. 36, muito bom local, esta ladrilhala
de novo, a chive esta junto, na casa a. 29, loja de
tamancos._______^_________
Casa para alugar
Alaga-se uma casa na rua do Visconde de Gcj-
anna n. 109, com 2 salas, 4 quartos, cozinha. ap-
perelho de fambrone, frande quintal murado e
c para a canaboa, aonde se pode tomar banho3 sal-
gados e temperados : a tratar no largo da Sanla
Cruz n._4.
Aluga-se
uma casa tarrea sita na rua Velha n. 66, com 4
quartos, cozinha, bom quintal e cackriba : quem
a pretender tojja-x} a rua do Sebo n. 8.______
4o eonuercio.
O &b*o aesignaso declara ao rasp, itavel cor-
po do eoaDwereto m t'tssolvea a sociadado qua
linha 00m -o fir. J-uiz Manoel da Freitas Ribeiro,
na taverna que gyrava sob a fir ma commercial
de 'lampos & C, Sesde 0 dia It do corrente, fi-
eaado 0 mesmo a*aixo assignad 1 obrigado pelo
act vo e paesivo da mesma casa.
VfHa dt)-Cai,-22 de setembro de 1874.
Manoel Fernandes Campos. I
Potassa da Russia
Domingos Alves Matheus, a rua do Vigario n.
5, tem para vender superior potassa da rtu>sia
em barris de 25 kilo?, por preco modico.
Potassa da Rusia a 600 rs*
o kilo
Vende-se no escriptorio de Oliveira Filhos &
C. : largo do Corpo Santo n. 19.
Cartes de
casern ira.
Corte3 de casemiras tinas. gostog modernos, a
5/500 o corle ; a elles antes que se acabem, 6
pechincha: na rua do Crespo n. 20, loja de
Guilherme & C.
Wll-on Rowe & L. vendem no sea armaw
a rua de Commercio n. 14 :
verdadeiro panno de algodao azul amencaao
Excettrate fio de \la.
Cognac de 1" qualidade
Vinho de Rordeaux.
Carvao de Pedra de todas as qualidades _____
Vende-se a taveraa da rua da Ponte Velha
la. 1, bem afreguezada e com pequenas fundos : a
tratar na mesma. _________
A 120 rs. o covado.
Na rua da Imperatriz n. 60, vende se para aca-
bar uma grande quantidade de las, restos de di-
tando-se qoe, quando havia sortimentos comple-
tos, se veuJiam a 1/280 e 1/600 o covado, ha
grande vari-dade em "padroes, os que primeiro
chegarem melhor pechhcha farao, a ella a rua de
Imperatriz ti. 60.______________
Vende-se o sobrado meia agua, de dous anda
res e sotao, sito a rua do Fogo n. 18, em terreno
proprio, e de muito boa construccao, e que da bom
readimento : a iratar com seu proprietario, na rua
da Conceiclo n. 22, ale as 9 da manha, e das 2 as
6 horas da tarde._______________________
Fazendas muito baratas para
liquidar.
E' irem depressa, antes que se acabem.
Cambraias de cdr, organdys, cova Jo, a 240 rs.
Algodao azul, covado, a 160 rs.
Idem de listras a 210 rs.
Chita preta muiio fina, covado, de 260 a 320 rs.
Veias para meninas, duzia, a 2/ e 2/aUO.
Chales de marine a 2*.
E muitos outros arlgos de fazendas e re upas
feitas por maito menos de seu valor por se que-
rer mudar de sortimento : na rua do Barao da
Viet Tia n. 14;___________________________
Vende-se um boi e uma carro$a em bom
estado, por preco commodo : no sitio do comroeo-
dador Tasso ; sendo objectos do feitor delle.
Para senhora.
Cbapeos, gravatas, collarinhos brancos e de
cores, leques e (lores artiticiaes : vende-se no fia-
zar Victoria a rua do Barao da Victoria a. 3.
Cerveja
Taveraa a venda
Vende-se a taverna n. 88 da rua de S. Jorje,
(em F6ra da Portas) bem afreguezada, com poucos
fuodos, e moitJ proprla para um principiante.
A tratar na mesma. __________
Grande liquidaqao.
De calcados, fltas de sarja largas e estreitas, e
tu Jo o mais concemente a uma loja de miudezaa:
rua da Irnperatru n. 86. ________,
Vevde-se uma acrava moca e do teaita
flgnra, sabe eozinhar e eogommar com perfeicao
e sem defttitos: a tratar aa rua do Marqoez ue
Olinda n. 57, outr'ora rua da Cadeia, no oscrty4
torlo das 8re. Parento Vianna & C., com Jese
Antonio da Silva Guimaraes, ou na villa do Ca-
bo, rua do General Victorino n 21.
Vende-se por pre$ baixos cerveja branca,
marca Bas\ e preta, marca Barclay, em barrkas,
ambas de superior qualidade : no escriptorio de
Eduardo Fenton, rua do Commercio n 22, primei-
ro andar.
A 9^500
Libras sterlinas : Cabnga n. t B
ADMlNISTRAgAO DOS CORRBIOS DK P&R-
* Vende se uma taverna nem afreguezada para
a terra, com poucos fundos, propria para um prin-
cipiante, na rua de Riachuello n. 40 : a tratar na
mesma.____________________._______-
- Vende-ae uma casa ierr* na rua do Cttovel-
io n. S : a tratar na mesma rua n. 28.
Vende-se a taverna sita a rua das Carrocas
a. 1, esquina da rua de S. Joao, ootn poucos fun
doa, propria para um priucipiaote, e rao'tve da
venda se dtra ao eomoralor : a tratar na mesma.
Vende-se
Urn terreno com uma pequeaft
Bominada -Baiero, no aitwUHT '
a tratar u rua do Imperador B
o logtr de-
o Dr. F4^9 ;


It


'r8Aia&o 0S& emz&btico (^attaP(eira^clSm^nfr^!aB^&74.
. *l!
ipiri
l
do quo oulro quSAuer, com a frangueza e in-
cendade ja eoqherdar ^^
Li* de cores a M0 940 rs. o covado.
Las.pjjetas superior, a 400 rs. o covado.
La e seda, fazenda de 1*400 por H)9ts,'o eo>
?ado,
Chitas de cOres a 240 e 280 rs. o covado.
Men'ns de cdresa 980 rs. o covado.
Cretopw. de padroes hades e modernos a 400 e
440 rs. o covado.
Baptistas de lindos padr5es a 4Q0 rs. o covado.
Cambraias de core* miuda3 e erandas a 280 rs o
omdo. H
Ditas pretasi com floras 00r. o eovado.
Cambraias brancas, bordadas e ajberias. fazenda
mai A(Jue tem viBdo *> niercado, e fazeoda
Ull'

Gpaacte
liquidacao
no
d &zendk&
jejou'hMue camiaas..
N lojn dotfavao- Venire- se ccrouUs^ftin-
>ce*eij i
d 9> Imp
Mendes Guimaraes & Irmaos.
Tsndo os proprietaries deste estabekcimenio resolvido diminair o graale deposito de fa-,
zendas, entenderam fazer esta grande liquidacao, cjmose vd Jos precos abaixo tnencionados

I

Cafoisas braneas oom p^rtb^ de'afgodio,
faienda fina e por estarem u;n poucoen-
xovalnadas a 260000 a duzia, ou a i80O
cada urea, ditas com peito de esguiao de
Iieho a 3&000 e 3&3O0 cada uma, ditas
com peitos e punhos de cOr a 2*000 e
25300: a rna da toiperatriz n. QO, de F*
Its PereJra da Silva.

YENDE-PE
Carobraia transparent*, fina, a.3* apeea.
Dta Victoria, fina, a 3joOU a. peca.
Algodap tranc^do, alvo, a 440 re. a vara.
Brim branco deh'nho a 1*400 a vara,
Ditos de cfires de linho flno a 800 rs. o covado.
Madapolto francex verdadeire. 4 jardas, a 61 t
7Aakpe,
AJgodae X, largo a superior, a 5* a peca.
GorgorJo preto de seda para, vestidn e para colleu
a3|o eevado
Toalba* grandes a 4J300 a cram.
Colchas grandes a 3J uma.
Lencoes de tuamaQie a 2* um.
Cobertas de gapga, forrada*, a S*e 3/.
Lenfos de llnho, abanhados e em caixmhas a
3j500aduzia.
Ditos de cores a 3*300 a dazia.
E omros muitos aj-tigospor precos baraJtssimoi.
So na ma do Crespo n. 20, lyja das 3 portas. Dao-
se amostras.
Cortes de casimira a
e WOO.
Na loja do PavSo, vende-se cortes de ca-
semira para cal^a a 4*, 5 e 6^(000, ditos
muito finosde uma s6c0rcom lbtras eo la-
do, fazeoda- que sempre se veodeu a 9?) e
10J5000, lrqukta-se a &2000 para acabar :
& rua da Imperetriz n, 60, de Felix Pereira
da Silva.
Chitas largas a 160, 200 e 280 re,i*.
Vende-se,chitas francezas e Unas a i20,280 e 320
'o covado.
La ii a has a 130 nil's.
Vende-se lazinbas para veslidos a 120, 240, 320 e
4D0 rois o covado.
Chitas para cobertas a 280 reis.
Vende se ctlitas para cobertas a 280 e 360 rais o
eevado.
Alpacas de ceres a 640 rt'-ii.
Vende-se alpacas de c6res,vflna9, para vestidos de
senhoras, a 6iOii5i9 o covado.
Jletim de cores a 3,20 ren.
Vende-se metim de cores para, vestidos de senho-
ras, a 320 reis o covado.
Cassas flnas a 280 reis. .
Vende-se cassas francwa*, finas a 280, 320 a 360
r6is o covado.
Cambraia, Victoria a 3J0OO
Vende-se cambraia Victoria para vestMos a 3*.
3^500 e 41000 a peg'.
Cambraia transparente a 2 e 3/000.'
Vende-se pecas de cambraia transparent^ a 3$,
33500, 44 e !i$.
Cortinados a 1440P0.
Vende-se cortinados bordados para camas a ii*'
164 e 184.
Ganga amarella a iOO reis.
Vende-se gang* araarella para vestidos de senho-
ras e rouj-a pararneninos. a 400 reis o covado.
Lustres e arandelaa devidro
Brioi.de cores a 400 ni.s
Vende se brim pardo e de cores para ca'ca %
400 reis o covado. l narn era v
IValrlBs para to, to a 700 reis. I -,,, V* &<***
Vende-se toalhas dt linho oara raslo a 700 e 800 hit exposigao da, rr do Imperador n.
reis cada uma. .... ^X.Jl. "CfJP.U'io da compaohia do gat ven
Chales do la a 6i0 reis.
Vende-se chales de la de quadrss.a 640 r6is, rha^
- les de metim a 1-5160 reis, ehales de merin6
li>ns a it, e chales de merino estampados, a
3/600, 44 e 5&.
Aberturas a 2^009.
Vende-se aberturas de linho bordadas, para ea-
misas. a 2# e 34300. Ditas de algodao a 200 e
400 reis.
um sobrado em caixao e uma casa terrea, sito a
rua da Soledade ns. 2 e 4 : a tratar na me9ma
rna n. 54, das 3 is 6 da tarde.
22? os mais bonttos emodernos lustres earan-
datai dewdro j>mt*i, a-sto- oome tudfr o-mais.
dos melhores fabneantes que ha na Inglalew*. Os
ecimento mandar assentar os lustres oa arande-
M no lugar que o cempraderqwizer, sera qua para
npaga? ^MW mm TaiSem'se conrTou
I e lustres e arandelas ja nsadas, mas que
"1
^T"
ecoDomieo.
Graxe glyceriaa prspria para a conservacao do
cordovao; vende a NOVA ESPERA.NCA, a rna Du-
qne de Caxias n. 63.
AsseiDMea ft CeflHnercio
Rua do Commeroio n. 22
JMra St Lima
Os proprtetarios avisam a sent freguezes que
teem para vender o seguinje-:
Cinco mintuos da.attensaa
Doces seccos e em calda
Empadas de caroarao
RambMs preparado
Salamede-Lycn
Tudo bom.
Bolos inglezes
Fructas preparadas
Vinhossnperleres
Corveja gelada.
Tudo bem.
0 bora cafe de Moka
fetiscos e bons bocad03
Na asseniblea
Se serve com agrado,
Tudo btra.
Bolinhos para cha
Pndins, paes-de-16
Cbarutos da Bahia
E jogo de domino.
Os donos deste estabelecimento avisam a seus
freguezes que nio sao egoistas e promettem ven-
der barato, para vender ranito.
!f. 22 Rua do Conurcio H. 22
Armazem da Asemblea.
Cortes de casenwra a 54000. ~\*m Pm"V;*T V*"*3 Ja ,ns
Vende-se cortes de casemiras finas oara calcas a. ? T?,00 de Per "rvtr.
54,3^500 e64 7'111 j '+ l"r"*
Cortes d btim a-UiOO.
Vende se cortes de brim de cdres a 14400. Ditos
de brim de Angola- a u-oo e 2*500.
Cobertas a 2*000
Vende se cobertas de chitas de cores a 2j.
Colchas a 243C0
Vende-se colchas de fasiao para cams a 2/!, 34 e
44-
Paletots a 3,000 rs.
Vende-se paletots de alpaca preta a 3, 3,60
3,000 rs. ;'caleas de caseraira prelate de core
le:es de caseraira preia a de tas roupag feitas baratas e far.endas one est
quidando no Bazar Nacioual, a rua da 1m
Iriz d. 71
Cortes de cambraia
Na loja do Pavao vende-se cortes de cambraia
transparente com babades largos, tanto brancos!
como de cores, por baratos pretos, por lerem al-f
gam pequeno defeito : a rna da Imperalriz n. 60
de Felix Pereira da Silva.
Bngenhos em Mamam-
guape.
Vende-se os segnintes:
Pre gul en,
e Patriclo
J A tratar com seus proprietaries nesta eidad*
e para inforraacSes com Joaquim Pinto de Mei
rellea Filho na mesma cidade de Mamamgnapi
-sso Irmaos A C.
(JaldeLisboa
t*ya*****Lhboiy m praca do Gbrpo
Santo n. 17, anaar. escriptorio de Joaqoim Ro-
fingies Tavares de Mello, ^
nv^vHiaeTr
i Venham antes que se acabe!
Madapolao francez Bao a 3^200, 64000, 6^ e, 74
Salsa parrilha
Muito nova e grossa.
Veade-se por barato preco, em porcab on a re-
taiho.: na-rua larga do Rosario n. 34.
a 3,530, 44', 4480O, SSfOOQ e
e-64000
TEM
Espartilhos.
Na loja do Pavao, vende-se eepartilhos.
dos ranis modemos. a 39500 e 43000. cada J a Jg^ 0 c
veilem que e pechincha.
urn ; assim com bonitos ciotos com la de setim a 55000, e sediahas lavradas com
toque de mofo a 19000 0 covado : a\ rua
da Imperatriz n. 60, de Feb'x pereira da
Silva. _____________________
Estd se acaband'o
E garante se a boa qnalidade do vinho puro das
quintas do Lima, des campos da Beira, superior
ao da Figaeira, e so se encontra no armazem de
Jose Fernandes Lima & C, a rua do Barao da
Victoria n. 3, 3eus successores.
Laazinhas baratas.
Na loja do Pavao, para liqnidar, vende-se
uma potcao de laazinhas de cdres para
vestidos, tendo de 320 rs. para cima ; as-
sim como ditas com listras de seda muito
bonitas a 640 rs. 0 covado ; alpacas de cd-
res com listras de seda de 640 rs. para
cima : a rua da Imperatriz n. 60, de Felix
Pereira da Silva,
a pp?a
j Dito inglet, (too,
54500 a pe.;a.
A'godao bom a 34500, 4 4000, 4450
a peca.
Chitas claras eescuras, a 240, 260, 280:300 e 320
rs. 0 covado.
i Ditas tranjadas, Una, a 280, 300 e 320 rs. 0 co-
I vado.
(Las japonezas a 200,,220 e 240 rs. 0 c 0 43 Queimado q^i TS batluleedecasen,ira'p3ra homem>
i.uzinbRH MTdaiicii-fts. J?'t0 para uieninos e meoinasj a 14800.
a 200 rs o covado ^fa^iBriffit* "******
<*> ^vv 10. u uuv ttuu 2424 oOO, 34, 3|o00 e 44 um, e para menino a
Todos se ndniiram t? 4o00 oml
Laiinhas verdadeiras com lindl simos padroes Co''ar'Dh?*-lte ,iBl* a 2* a dazia, e de panel a
covado ; e fazenda de 400 rs. : -apro- ,, 20 6 M>jts, a,dnza
E outras muatos fjzeadas qne se vende
por cento menos de sen valor, na, rua do Livra-
mento n. 30; loja do Lima Coutinho & C.
Atten^ao
Salea parrilha
Salsa parrilha
Salsa parrilha
muito nova e de boa qualidade, tem para vender
Bartholomeu &< C.
34Rua larga de Rosario34.
CALCADOS
Chegon para op. Ill, rua do Duaue de Caxia,
um completo sortimento de botraas e sapatos da
. entrada baixa, de duraque e chagrin, para se-
[nhoras e memn-.s; borzegnins de pellica e de
bezerro para meninos; chiquiios de lustre e de
chagrin para criancas ; e mais outras qualtdades
de calcados, tudo mais barato do que em outra
parte.__________________________
Asunicas verdadeiras
Bichas hamborguezas one vem a estemtreado:
oa rna do Haranez de ulinda ". SI
Vende-se um terreno com 200 pslmos de
frente e 250 de fun lo, tendo edifjeada nma casa
de madeira no fundo do mesrao, coofronte ao ce-
miterio publico, em Santo Amaro: a tra'ar no
mesmo a qnalqoer hora do dia.'
Casemiras
Na loja do PavSo vende-se um grande sortimen-
to de casemiras de cores e mescladas, tanto claras
como escuras, proprias para calca ; paletuts e co-
letes por precos muitj baratos, assim como no
mesmo esiabelecimentos se raanda litter qualquer
obra tendente a alfaiate, com a maior presteza e
por preccs muito razoaveis : a rua da Impera-
triz n. 60, de Felii Pereira da Silva.
Vejam e adraircm.
A 500 rs. o covado.
0 barateiro da rua da Imperatriz n. 60,
vende popelinas pretas com listras asseti-
nadas polo baratissimo prego de 500 rs. 0
covado. para acabar.
amilias para mandarem
________Bua do Quciniiido
enoa ue wo rs. : -apro- ,, "v *"" 3' *'*
0 43 eonvida as Exmas. B ou,ra3 "imtAS kzeadas qse
buscar as amoslras.
Gal
Na rua Direita n. 14, vende se novisiima oal da
Lisboa da ultima chegada.
Peo(esids
Coctinados para camas.
.Na loja do Pavao vende se um grande sortknen-
I to d cortinados.hordados proprias para camas e
janellas, pelo barato preco de 8, 9 e 10,000 rs. 0
par( assim eomo colchas de daroasco para camas
de noiva a 10 e *2;000 reis-6 pec.nincha: a
rua da Imperatriz n. 60, de Felix Pereira' da
Suva.
Lustres, candieirose
arandellas.
A erapreza do gaz, tendo recebido ultimamente
I uma quanlidade de lustres, candieiros, arandellas,
) globos etc. etc., tudo obra de gosto e de primeira
qualidade ; acha se em posieSo de supprir a seus
wtgoezts, por precos men res do que antigamen-
te. Para verem as amostras, dirijam-se a rua do
Imperador.n. 31.
Aproveitem
E' baralissimOe
Attencao.
PlAproveiteni antesque se acabem, popelinas de li-
nho, padroes moderoos, pe'o baratissimo ptCM
de 400 rs. 0 covado : quem davidar, venha ver e
oomprar: na rua Duque de Caxias n. 88, loja de
Demetrio Bastoe.
Vende-se
na rua do Vi'srario n. 19, primeiro andar :
Vinho do Porto engarrafado, em barris e em
ancoretas.
Cera ejn velas, de Lisboa, superior qualidade.
Retroz do Porto.
Cimento Portland, legitirao
O PARIS N'AMERICA, a rua Duque de Caxfas
n. 59, primeiro andar, esta vendendo calcado pelos
seguinus preys:
Botinas de duraque para senhora a 3.500 reis.
Ditas de dito preto a 4,000 reis.
Ditas de dito com botSes ao lado, a 4,000 reis.
Ditas gaspeadas, cano alto, para senhora, a
3,000 re s.
Ditas de pellica, ingleza, a 4.000 reis.
Ditas de duraque bordado, para senhora, a
5,000 reis.
Ditas de duraque, de cores, para meninas, a 34.
Em quanto e tempo
_______aproveitem.______
Farinha de milho
Veade-se farinha de milho moida a vapor, dia-
riamente, da 1* qualidade, paracuscus, 12patacas
a -arroba; da 2", para cangica e pSo de provenc*
a 11 pataeas ; da 3*. para anjd, a 10 patacas; da
4*, para mangunza, a 9 patacas : na rua do Coto-
vello n. 28, caea de azulejo.
de nova invencao:
Com um penteado destes pentea s'e uma senho-
ra em dons minutos, e acha se decenlemeote
penteada para um soiree, um baile, assistir ca-
samento, e para ser noiva lambera : vende se pe-
lo baratissimo prejo de 235 cada um, e s6 na ca-
sa de Odtlon Dnarte & Irroiio, rua da Imperatriz
n. 82, primeiro andar.
Pentes girafe.
Pentes girare, prop-ioe para senhora, ( ultima
mods) : a Magnolia a rua Duque de Cax'as n. 4S
e so. qnm tear.
Papai, mamai.
Como saolindas as boneeas de cera que cha-
mam-papar, mamai, choram, andam, etc. So oa
Magnolia a rua-Duqae de Caxrasu. 43.
Craiolas, galolap.
A Magnolia, a rua Duque de Caxias n. 45, re-
A NOVA ESPERANCA recebeu 0 ararae nroorio : ra- ****** de arame drj lindlssimos modelos,
ira armagao de chapeos. proprias para passaros ; a elhs antes que se aca-
Fio
Vende-se na rua do Vigario, escriptorio de Tho-
maz de Aiuino Poneeca & C. Snecessores.
Fiambres
Liquida^ao de roupa feita
Na loja do Pavao liiuidase onia grande por-
cao de roopa para homens e meninos.como sejam:
calcas de casemiras pretas e de cores, para todos
os precos e quahdades ; ditas de brim de An-
gola para difftrentes precos ; 'ditas de brimde
cores, pardos e brancos; paletots saccos, casacos
e fraks de panno preto e de casemiras de cores;
oolctes de tods as qualidas, por precos bira-
tissimos, assim como grande porcao de camisas e
ceroulas por menos 3 Ojo do sou valor so para
acabar : a rua da Imperalriz n. 60, de Felix Pe-
reira da Silva.
Chapeos para senhora.
A ioja da Passo, a rua Pnmeiro de Marco n.
7 A, iccebeu um rico sortimento de chapeos
para senhoras, prelos e de core-.
PARA LUTO
Vende-se chitas inglezas pretas com rtotas a
200 rs. o^covado, dita francezamuito fina,tanto lisas
como com pintas de 320 rs. pan cima; camaa
preto a 800 rs. e muito bno a 1,000 rs ; bomta-
zinas, princezas e alpacas de todos os precos;
lazinhas pretas lisas de 400 ate 500 rs. ; assim
como uma grande porcao de retalhos tanto de
chitas pretas como de las, que se vendsm por
precos baratissimos ; tambem uma grande porcaj
de chales preto- de lis a 1,000 rs. por estarem um
ponco russos : a rua da imperatriz n. CO, de Fe-
hx Pereira di Silva.
Salsa-parrilha do Para
Tem para vender Antonio Lniz de Oliveira Aze-
vedo, no seu escriptorio, a rua do Bom Jesus nu-
mero 57.
Tem muito bons a Assemblea
22, rua do ommercio.
do. ommercio n.
Para o rabrico de chap6os
A NOVA ESPERANCA r
para armac3o de chap'eos.
Vende-se

Luvas linsncas
jdeJouvin: a Magnolia, a rn*. Duque de Caxias
a Pr0Pr'Rtlaae & margem da Camboa. "-. B 5S qaam a*tem !rei~-*>*-
Colchas para camas
Naloja do PavSo vende-se colchas de fustao
brancos, para cama a 2,500, ditas de dito de cor
a 4,000, cobertas de diita e de cretone, de 2,500
para c'raa e ditas de metim escarlate forradas com
madapolao a 5,000 : a rua da Imperalriz n. 60,
de Felix Pereira de Silva.
E'
com as noivas
A NOVA ESPERANCA, rna Duque de Caxias n.
36, acaba de receber boa meias de seda proprias
PR wivas, e os apreciaveis ramos de larangeira
Aos meninos
dos Remedios, contendo barro para toda e
qualquer obra, com uma grande olaria,
casa de vivenda e tres viveiros com peixes.
Promette-se fazer todo e qualquer negocio :
a tratar com Delfim Lins Cavalcanto Pes-
soa.
Para senhoras
Como sao lindas e modernas as gravatinhas qne
a Magnolia, a rua Duque de Caxfas n. 45, acaba
de receber I
Organdy.
Organdy de acento branco e de cor, com flo-
res miudas e listras de seda e de la a 400 rs. 0
covado, e fazenda de 14, e 6 pechincha : s6 na
rua do Crespo n. 20, loja de Guilherme k C.
Sedinhas a I$500 o covudbt
Venham antes qne se acabem : na loja do Passe
a rua !. de Marco n. 7 A.
Chocolate hespanhol
muito lino, tem para vender na Assemblea do
Commercio, Mein & Lima, rua do Commercio nn-
mero 22.
Fasiao.
Fustao branco para roupa de meninos a 500 rs.
0 covado; e pechincha : na rua do Crespo. a.
, 20, loja do Gnilheerm 4 C.
Pesos e medidas.
Vende-se em casa
Bom Jesus n. i.
de Hawkes & C, a rna do
A NOVA ESPERANQA, a rua Duque de Caxiaa
n. 63, acaba de receber um bora sortimento de fi-
nas trouecas quefallam, que riem-se e choram ;
larolMjin as tem mudas e surdas ou surdas-mudas
venham ver se nao e verdade.
Grande liquidacao.
de miudezas e chapeos: no novo Bazar, rua do
Marqnez de Olinda n. 53.
Aos cigarreiros
A NOVA ESPERANCA vende papel de
proprk) para cigarros, d'e dirersas larguras.
linho
[}
T
"SE '
Na rna do v'igario n. 1, vende-se 0 seguinte :
Cimento de Portland, em primeira mao.
Vinho do Porto, eogarrafado, fmissimo, era cai-
xas de duzia.
Dito dito em barris e ancoretas.
Vinho Sherry, inglez em caixas de duzia.
Vinho Collares em an:oretas.
Cera em velas, de Lisboa.
Cera em grume, idem.
Veude-se duas panes de uma casa lerrei,
sita a rua Velha n. 79, com muitos bons comma-
dos: a tratar a rua da Conceigao n. 60.
CHEGARAM
as desejadas lazinhas a 200
rs. o covado.
Rua do Queimado n. 43.
(Jefronteda loja de chapeos da Pracinha)
E Lazinhas a imitacao de seda com riquissimos
padroes a 200 rs. o covado. So o 43. Dao-se
amostras. Venham antes que se acabem,
Bramante para lencoes
a 1|800 2*000 e 2*500
Na loja do Paio vende-se superior bramanta
para lencoes, com 10 palmos de lurgura, que ape-
nas precisa de 1 vara 1/1 para um Unco), sendo
de algodao a 1,800 rs. a vara, dito mais eu-
[ corpado a 2,000 rs., dito de linho puro a 2,500 e
2,800 rs.; assim como atoalhados superiores, tan-
to de linho como de algodao, porprejos muito em
conta, e pecas de algodaozinho para lencdes e toa-
lhas, tendo de 4,000 rs. para cima : a rua da Im-
peratriz n. 60, de Felix Pereira da Silva.
E' bonito
As almofadas bordadas de la raatisadas que re-
cebeu a Xova E8eranca, a rua Dnqne d
Caxia *X
t a taverna sita a rua
muito afreguezada :
Rosario n. 40.
do Barao da Victoria n. 61,
a tratar na rua estreita do
DOS PREMIOS DA I. PARTE DAS L0TER1AS CONCEDES POH LEI PB0V1NCIAL N. U.9, A BENEFKIO DAS OBRAS DO ALTAR DA IR.MAISDADE DE S. WBHCm EXTRAJUDA EM 22 DE
H7.
a
SETEMBRO DE 1874-
N5. PRJSAIS. iNS. PREMS. ISS. PREMS. NS. PREMS.
o
8
12
13
14
41
56
57
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40
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61 62 94
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87 40 80 __ 6
88 tO0 84 ^_ 9
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1400 40 93 32
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23 35 M. 93
32 am 38 -* 99
38 r ir,""" 43 1906
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83 tta 80 40 43
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17 1 ^ 64
22 12 n. 70
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31 3! 2001
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*H
4#
I


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Jiarip de Pernambuco Quarta feira 23 de Setembro de 1874.
ASSEMBLEA GEBAL
|CAMAR4 DOS DEPUTADOS.
ORCAMENTO DO IMPRRIO.
(Continuacdo).
0 Sr. Tarquinio de S -uza :,0 fjesta tua
e uma grande roentira quee pregou a esle
paiz. (Ndo apoiados e apoiados ) A allo-
cugao du santo padre, quc aeaoo de ler,
dd irrefragavel testemunbo disso.
&r. presiiente, nao coucluirei esta parte
do meu discurso sen con lemnar mm dou-
trina faul que se vai implaniando no nossu
paiz, e quH parece ler servido de gui.i ao go
verno nos desatinos que turn praticado coca
rel ly.io a questdo roligi>sa.
Dizem que os bispos sao empregados pu-
blicos, ecomo taes sujeitos ao poder civil.
Esta doutrina e falsa, e nao sdmente falsa,
mas ;iinda fecunda em consequencias desas-
trosas para o paz. (Apoiados).
Em uma das sessoes do anno passado live
deombater essa fatal doulnm, como, po-
rem, insistem nella, seja-rae pennittido di-
zer aiuda alguraas palavras.
S-uhores, o que caractensa o empregado
puM'co, o que detennina se elle perteoee d
or.lo ii civil, ou a ecciesiastica, e a natureza
das funccoes que exerce: ora, se a func-
Cd-iS que os bispos exereem procedein de
Deus, porque os bispjs sao postos pelo Es-
pirito Santo para regerom a igreja, como
nos dizem as sagradas letras, se elles sdo
bispos por graga de Deus e da santa sd, 6
manifesto que de modo algum podem ser
cou-i lerados empregados publioos de ordom
civil. (ApoiaJos).
Niuguem dd o que n3o tem ; o poder ci-
vil nao turn funccdes espirituaes, logo, nao
p6lf coinmunica-las a ningueni, e debalde
o governo imperial nomearia bispos se elles
nao fossem enifirmados pela santa se, se
dfo recnbi-ssem a sagracdo da igreja.
Se a no neacao de bispo fosse att ibuto
da S"b"rania temporal, elle seria exercido as-
sim .n> Brasil, cviao nos outros estados so-
beranos; e, entretanto, e certo que, em
muitos delles, na Ingiaterra, nos Estados-
Um los, o poder civil nao intervera de mo-
do algum na uomeacao dos bispos.
Nem nos deixemos illudir pela circums-
tancia accidental de receberem os nossos
bispos suas congruas no thesonro nacioaal.
Nao qoero recorrer agora a legislayao ant;-
ga pura provar que, se o estado pagi as con
gruas los bispos e dos parochos, e em vir-
tude de urn conlraio bilateral, em compen-
sacdo dos dizimos ecclesiasticos, que foram
enci-rporados ao estado. (Apoiados.) Pre-
firo r.-correr a outro argumento.
Na B-dgica os bispos tambem s5o estipen-
dia los pelo estado, mas o poder civil nao
O nomeia, nem jduuis lembrou-se alguem
alii de cbatnar os bipos empregados publi-
cos de ordom civil.
Se os bispos fossera funccionarios civis,
n&osd iioariam susponsos de suas funccoes
por effe to de uma pronuncia, como e ex-
presso no art 105 do codigo do proce;so,
mas ainda pod riam ser suspenses por de-
creto do governo. Entretanto quero citar
uma opiui&o qua nao poJe ser suspei'.a ao
nubre ministro da juslics, que mo honra
com a sua presence.
0 Sr. visconie do Bom Ketiro,' no cou-
so'ho de estado, sem querer exami.-iar a
questiio, disse todavia que a missao sa-
graia fins bisp3s, e do instituigao divina, e
fundada em poJeres que nao dimanam da
soberania na ional, cjmo sao todos os de
ordem o jurisdiccao, que foram couferidos
por Dnos e pjr intermedio da santa se.
A doutrina que combato nao so e falsa,
mas t-m^em do consequencias desastrosas
como \& disse, e espero mostrar.
Hoje, senliores, o conflicto e enlre o es-
tado e n igreja ; depois, amanha talvez, serd
entrn a aucoridade civil, entre o governo e
o povo, como mais de uma vez tem aconte-
cido, e entao, quando 0 governo recorrer d
i tervHiicao dos bispos, quando estes quize-
rem ar-.udir em defeza da ordem publica per-
turb Dan s"rao attendidas, os sediciosos e rebeldes
nao wrdi nos bispos senao agentes do g-
Verno, d > poder civil, semelhantes aos pre
sidentes de provincias, e ctuninandantes de
anna;. (Apoiados.)
E ne n, Sr, presidente, a bypothese quo
acabo de figurar e diflicil de dar so. Vi-
roos em 1333, se me nao engano, que uma
em vir
varies que lbe foram feitas peto nobre de-
putado pelo Rio de Janeiro, nao se dedig
nara de dar reaposta i pergunu, que ago-
ra muito solomnemente lbe faco desta tri-
grande sedicdo que houve na provincia de
Pernambuco, a guerra de Panellas, foi des-
armada e acabou felizmen'e pela intervencao,
pela palavr/sant.i Jo virtuoso bispo daquel-
la diocese. Aquitlo que a forc,a do governo
nao pode conseguir, conseguio-o a presen 'buna.
ca e a palavra do bispo: mas entao o bispo ( 0 Sr. MimsTRO da Justi^a : A questio
era considerado o medianeiro entre o cej e, tem sido tratada unicaraeute cm relaQao ao
a terra, e nSo simples empregado publico, governador da diocese de Pernambuco, i
ageiite do poder civil. possj declarar ao nobre deputado que o go
OSR. Diogo DEVASCOUCELLOs:~Muito 'e"W ^nhece a legitimidade dessegover-
bem. nador-
0 Sr. Tarquin.o de Souza :-Vou entrar K^ S?" Tk*>l E S0" --V ^\
agora em umi ordem de consideracoas a b"8doa v- E"- Ouaro que Qque mu.to
que ligo a maior importance, o oln as ben cons.gnado que o Sr. mmwtro da jus-
quaes chamo a attenr/o do bonradominis- %T ^ WT J06 gTer,a re^"
tro da justKja, jd que o seu coHega do im- ^ece a lSgT1^ M ovenrndores das
perio nSo se L Jresente. d,~8*s deif0linda e d G^^- a .,
0 ministerio deveser solidario. e eu pe-1 JL^l. ""XTEJ* JUST'gA :-Perd5'
co
OS
mente inlerpellal
dioceses de Olinda e do6r3o-Pard.
0 ministerio deveser solidario, e eu pe-' P Sr Mn"80 ^ Justiqa :-reraao
a S. Exc. uma resposta posi iva sobTe feflr? m? a0 d ^nambuco. As c.rcums
pontos a respeito dos quaes vou especial- U"CI" df. r"fd? ovsern!dor do Jf
inte interpellal-o. ifUfr* Gr4-Par)i ",nda n8 foram venfi"
Tarquinio de Souza :E' quan-
cadas.
I 0 Sr.
to basla.
Desejo saber se o governo reconbece ou
nao a legitimidade dos governadores das
dioceses de Olinda e do GrSo-Pard... c
0 Sr. Diono de Vascokcellos : -Este 6** geoverno rfiCOnhoc a Jogitiaudade da oo-
que e o pouto meacao do governador da diocese de Perna m-
0 SR. Tarouinio de Souza :-... porque b,ac?' ho de reconbecer tambem a da nomea-
a sol.i.;io desu questaoi para mim da maior ?aodo"vernado-da d'cese do Pard. As cir
nnporlancia.
FOLHETIM
JOANNA
OM JOGO DEPAiX0ES.
POR
George Sand.
(TRADL'COaO DE X. X. X.)
PARTE PRIMEIRA
11
(Continua^ao do n. 215.)
Perrz deu o braco d moga da mantilha,
e entrou com ella para o navio ; a outra se-
gui-os. Meu pai acompanhou-os ate o pas-
sadico, cumprimentou a primeira, disse urn
adeus familiar d segunda, apertou a mao de
Perez, e depois veioter comigo.
Que gente 6" essa ? perguntei-lhe ; e,
para motivar a minba pergunta insolita, ac-
crescentei :
Parece-me te-los visto em alguma
p3rte.
Enganas-te, respondeu meu pai, nao
os conbeoea. E' meu amigo e socio Antonio
Perez esua filha Manoela.
Qoal d'ellas ?
Predsas perguntar-rn'o ? Aquella que
torn iLnntilba e e linda. A outra ecriada.
Essa criada tem um ar bem insotente ;
respnn'ti como paradizer alguma cousa que
nao fizesse cabir a con versa.
Ali na verdade, replicou meu pai,
ella e algum tanto corrompida 1 Mest-e
Perrzi'... isto 6, nSo 6 como teu pai. Elle
v. viuvo, pouco escrupuloso nosseus gostos,
eeaaa m pr-st ,s-; -ttencSo ?! Era Manoela em quem
devia^ ter reparado ; essa sim, 6 lin-ia e bena
'educadaI
S6 lbe pude ver o queiio.
Porque razao te afasteste de n6s ?
Por descripgSo, e porque nada sei
dos teus npgoci.is.
- Estd bem ; mas eu estimaria apresen-
tsr-t- d ella e d seu pai I Oiha \ o vapor
amis ndo deu o ultimo signal. Vamos &
borJo ?
As camaras legulativasestSo a encerrar-se
e eu quero saber o que o governo pretende
fazer a tal respeito, depois que sabirmos da-
qui.
lnterpellado o nobre ministro sobre este
pooto, nao pole ser duv.dosa a opiaido que
tenho dcerca delie: estou certo o muito
convencido de que osactuaes governadores
das dioceses de Olinda e Grao Pard estao e-
xercendo suas fuucgoes mui legitfma e cano-
nic nnente.
Outros quansquer, que por desgraga pre-
lendessem substituil-os, nao passariam de
iutrusos, scbismaticos, e como taes nao po-
deriam impor obediencia aos catholicos,
salva em todo caso a autoridade da santa
se. (Apoiados.)
Poderdo perguntar-me d'onde procede a
razao de duvidar que me induz a interpellar
o nobre ministro sobre este ponto, e por isso
quero expendel-a.
Senhores, o nobre ministro do imperio,
sendo tao minucioso em seu relatorio, que,
tratando das dioceses, chegou a informar*
nos de que os reverendos bispos do Ceard e
do Rio de Janeiro haviam so icitado e obti-
do liconca do governo para sahirem de suas
dioceses por motivo de molestia, nada nos
disse, nem uma palavra a respeito dos go-
vernadores das dioce>es de Olinda e do
Grao-Para, quando e sabidoque o primeiro
exerce suas funcQdes desde o principle de
Janeiro de>te anno.
Laid anguis in herbis.
0 silencio do nobre ministro sobre ponto
tdo grve, a que se prendem tdo importan-
tes interesses, causou-me especie ; e por isso
e que desejo tiral-o a limpo.
Aiuda mais outra razao ; o governador da
diocese de Pernambuco, entrando em exer-
cicio no dia 3 de Janeiro do cerrente anno/
deu sciencia disto, nao so ao governo im-
perial, mas tambem aos presidentes das di-
versas provincias, que formam aquella dio-
cese ; e nem o gjveruo imperial, nem o pre-
sidente de P. rnambuco ate" hoje responde-
ram d co nmunic8cao que lhes foi feita.
Ao contrano do governo imperial e do
seu delega lo na provincia de Pernambuco
o metropolis, do Brasil, arcebispo da Ba
bia, do saudosissima memoria, o internun-
cio da senta se, nesta c6rte, os outros bis-
pos, os presidentes das Alagdas, Parahyba e
Rio-Grande do Norte, todos elles apressa-
ram-se em responder d communicacao feita
pelo governador da diocese de Pernambu-
co, de que estava em exercicio, e por conse-
guinte reconbeceram a legitimidade do mos-
rao governador.
Vo, p.us, esta augusta camara que tenbo
sobrtjas razoes para receiar o silencio do go-
verno a respeito do ponto questionado, para
pedir, como muito positivamente peco, ao
nobre ministro da justica queira dar-me
uma resposta que tranquilliso minba cons-
ciencia, e pela qual se flque sabendo se o
paiz vai ou ndo eutrar em um periodo de
scbisma religioso, llagello terrivel que ha de
multiplicar as dissencOes e discordias nas
cidades, nas villas, no seio das farailias, de-
baixo d ,s mesmos tectos. (Apoiados.)
Espero que o nobre mioistro, quo me es-
ta ouvindo, que foi hontem tao pressuroso
d tribuna para responder ds obser-^udibriadose muitas vezes repellidos pelas
reparticdes de fazenda os attestados passa-
dos pelos parochos, para quepobres viuvas
possam receber meios soldos e pensoes I
Aceitam o attestado do inspector de quar-
teirao, como se me tem dito, e desprezam o
do sacerdote, do vigario da freguezia I
Eis o estado de degradacAo a que o go-
verno tem querido levar os funccionarios da
igreja, sem se lembrar talvez de que a des-
considerado da igreja abala profundamente
a autoridade civil e a ordem publica I
0 Sr. Diogo de Vasconcellos :Saiba
o paiz que s% ddo estes escandalos.
0 Sr. Pereira dos Santos :Os viga-
nos tambem estao debaixo da pressdo dos
bispos.
0 Sr. Tarquinio df Souza : Nunca
elles gozaram de maior independencia.
0 Sr. Pereira dos Santos : "Sendo sus-
penso3 ex infunnala conscientia.
0 Sr. Tarquinio de Souza :0 nobre
deputado ainda vem recordar as suspensoes
ex informata conscientia ; e eu jd disse, e
agora repito, que os parochos da cidade do
Recife teem procedido nesta conjuncture
com a mais completa liberdade.
Senhores, os sacerdotes brasileiros hao de
provar um dia que, conscios de sua alta
missao, ndo se deixaram avassallar aos pes
do poder civil (apoiados) ; e o facto que
vou referir 6" jd um testemunbo tloquente
do qne acabo de dizer.
0 Sr. Ministro da JusTigA : Com a
suspensao arbitraria por ex informata con
scicntia ndo p6de haver liberdade.
0 Sr. Tarquinio de Souza :Ha poucos
dias reunio-se em S. Paulo um grande nu-
tnero do sacerdotes, para deliberarem dcerca
do modo como deviam proceder nas circum-
stancias actuaes do conflicto entre a igreja e
o estado ; e uma das deliberates to.madas
por aqoelles illustressacerdotes, deliberacdo
que produzio no meu espirito o mais vivo
prazer, foi a que vem consignada em um
discurso, proferido pelo illustrado conse-
Iheiro Pires da Motta, director da faculdade
de direito, de que o nobre ministro da justi-
ca e um dos mais bellos ornamentos.
Ei-la:
Congratulo-me comvosco, reverendos
senhores, diz o illustre sacerdote, por mais
uma prova que acabsis de dar de vosso es-
pirito verdadeiramente ecclesiastico, decla-
rando e obrigando-vos a nunca recorrer ao
poder secular de quaesquer actos, de quaes-
quer determinates, de quaesquer censures
de nossos superiores ecclesiasticos, por mais
que nos possam aggravar.
E' assim que o illustre clero paulistano
responde aos falsos amigos, aquelles que
ndo tomam a sua defeza, sendo para avilta-
lo, incitin io-os a rebeldia contra seus legi-
timos supeiiores. (Apoiados e nao apoia-
dos) .
Procedessem todos do mesmo modo, e te-
riam dado um grande passo para a elevagdo
da nobilissima classe a que pertencem >
Recoohego que os bispos, uma ou outra
vez, podem ser injustos nas censuras que
applicam. Mas, quando isto se der, a au-
toridade superior ecciesiastica e a unica
competente para fazer cessar a injustiea. 0
governo civil nao protege o clero contra o
bispo, sendo para dominar um e outro. (A-
poiados).
Recusei, porque sem duvida Perez mere-
conheceria, e eu ver-me-bia em difficulda-
des para explicar a" minba extravagancia do
OHO precedente, extravagancia que so por
acaso ndo fdra trahida nem revelada. De-
mais receei tornar a cabir no estado de lou-
cura em que estivera por causa -do nome e
do ph.mtasma d'essa Manoela, que tanto me
perturbara a razdo I
Para ve-la eu carainhara outr'ora trinta
leguas atravez de geleiros, lorrentes e abys-
mos ; mas na situagdo em que me achei de-
pois, e sendo apenas necessario dar um
passo para conbece-la, faltou-me coragem I
Alem d'isso, convem dizer que Perez, esse
homem que impudentemente viajava com
sua filha e sua coocubina, cada vez me pa-
recia mais odioso.
Para oude vao elles ? perguntei d meu
pai com ar indifferente.
Vao fazer uma viagem de prazer e de
saiide, respondou-me elle. Creio que vao
dar uma volta pela Hespanha e que regres-
sarao por Gibraltar, d menos que se ndo
demorem algum tempo em Cadix. Erafim,
ndo sei bem : sao ricos, e fazem o que Ibes
apraz.
Bom proveito lhes faga I disse eu
ainda.
Pareceu-me que elles se demoravam de-
mais ; impacientei-me por ve-los partir, e
entretanto ndo me animei i deixar a riba,
onde fiquei com o olhar como que fixado
ao tombadilho dq steamer, para o qual vi
entrarem as duas mulberes.
Finalmente, deu-se o ultimo signal, o navio
entrou d agitar-se sob o impulso das rodas,
e eu vi entdo Perez saudar meu pai, e sua
filha correr ao tombadilno para tambem
dizer-lhe adeus com a mdo.
Ella linha erguido a mantilha, e pareceu-
me bella como um anjo ; mas so a vi daran-
te um instante, porque o vento rebojou a
fumaca do steamer sobre ol!a, uma nuvem
envolveu-a, e eu ndo a vi mais sendo como
uma sombra tenne, que logo desappareceu.
S6 conservei de seus tragos uma impres-
s5o muito viva, mas ndo baslanle clara e
nitida para quo podesse evocar sua imagem
nos meus sonbos.
HI
Rccolhi-Oie ao hotel afim de receber as
cumstancias sdo identicas, onde ha a mesma
razao, deve haver a mesma disposigao
(Apoiados.)
Mas, seuhores, se o governo imperial re-
conbece a legitimidade do actual governa-
dor da diocese de Olinda, porque razao
nao faz cessar a gravissima injustiea que se
estd fazendo aos professores do seminario
da mesma diocese, os quaes estao privados
dos seus ordenados desde o principio deste
anno, sob o pretexto de que o governo ndo
reconhecia o governador da diocese ?
0 Sr. Diog i de Vasconcellos :Apoiado.
0 Sr. Tarquinio de Souza :E note esti
augusta camara que o rec mhecimenta da-
quelle governador era inteiramedie dis-
pensavel para o caso de que estou tratan-
do. Os professores do seminario recebem
seus ordenados com o attestado do reitor, e
este, seguudo estou iuformado, foi nomeado
em 80 de dezembro do anno passado pelo
proprio bispo dajdioceso, quando ainda es-
tava no pleuo exercicio de suas attribuicoes,
e nem sequer Ihe havia ainda sido intimada
a pronuncia iniqua contra elle decretada.
Ndo se attendeu, porem, a nada, suspen-
deu-so arbitrariamente vencimentos de func-
cionarios que estdo prestaado bons servi-
ces, para cujo pagamento existe verba no
orcamento, e tudo isso para fazer pressdo no
animo do clero, para obter delte aquillo
que a consciencia e as leis nio permittem
fazer. (Apoiados.)
Ndo foram os professores do seminario as
unicas victimas. 0 vigirio geral da diocese
e todos os coadjuctores da provincia de Per-
nambuco estdo privados de receberem suas
congruas sempre sob o pretexto de que o
governo imperial ndo reconhecia o governa-
dor daquella diocese.
A perseguigdo e\ pois, manifesta, e, per-
seguindo os funccionarios ecclesiasticos, o
governo persegue directamente a igreja ca-
tbolica no Brasil.
0 Sr. Joao Mendes :E' que neste paiz
ndo ha lei de responsabilidade.
0 Sr. Diogo de Vasconcellos : Ndo
ba, fazem o que querem.
0 Sr. Tarquinio de Souza : Eis ahi,
pois, como se suspendem ordenados de func-
cionarios, que teem direito de receb6-los,
que teem verba no orcamento, so porque o
governo quer, pode e manda.
0 Sr. JoAo Mendes :E' o absolutismo.
0 Sr. Diogo de Vasconcellos :tE' o do-
minio de Tiberio Cesar.
0 Sr. Tarquinio de Souza:Espero que
S. Exc. o Sr. ministro da justiga, que se
mostrou hontem tao moderado nesta ques-
tio...
0 Sr. Diogo de Vasconcellos :Ndo
apoiado.
0 Sr. Tarquinio de Souza : Quando
fallo em moderacdo, refiro-me ds declara-
tors feitas hontem pelo nobre minislro con-
tra o casamento civil e o recurso d corda
pelas suspensoes ex informata conscientia.
Como quer que seja, porem, repito, espero
que o nobre ministro em conselho faea ces-
sar o mais breve possivel a injustiea que es-
tao soffrendo os funccionarios* de que me
tenho occupado.
Senhores, as cousas na diocese de Per-
nambuco teem cbegado ao ponto de serem
ordens de minha mdi, que me dera varias
incumbencias.
Ella tinha sahido com minha irmda havia
Siouco ; o criado indicou-me a direc evaram, e eu segui-a, e consegui reunir-me
d ellas, no fim da rua.
Nos vamos visitar o cemiterio, disse-
me minha mdi. Queres vir comnosco ?
Porque ndo ? E' preciso ver tudo
em quanto aqui estamos.
Acorn panbei-as.
Minha mdi parecia conhecer o piano d'esse
immenso jardim dos mortos.
Dirigio-se para um bosquete de cypres-
tes, e, pegando Joanna pela mdo, disse-lhe:
Minha filha, quero quo rezes junta-
mente comigo sobre o tumulo da minba
melhor amiga. Ndo a conheceste, mas, se
ella ainda vivesse, estou certa de que ama-
la-hias da mesma sorte que lhe serias chara
e amada. Pede d Deus que permitta que a
alma d'essa amiga te abengoe.
Ambas se ajoelharam junto de um peque-
no e muito simples mausoleo, em cuja la-
lida li estas palavras :
De alguma sorte tranquillisado pela de-
clararao ha pouco feita pelo nobre minislro
da justica, de que o governo reconbece a le-
gitimidade do governador da diocese de
Olinda, releve S. Exc. que lhe faca ainda
uma pergunta, tanto mais jastificavel quan-
to e sabido que no conselho de estado exis-
tem graves divergencias a respeito do ponto
que faz objecto de minha pergunta.
Se o governo reconhece o governador da
diocese de Olinda, o que pretende fazer
para resolver definitivamente o conflicto re-
ligioso ?
0 nobre ministro do imperio jd nos disse
que decididamenle ndo recorreria a medidas
de occasiao, a leis de guerra, que ndo sor-
tiriam bom effeito, nas circumstancias me-
lindrosas em que nos achamos.
Este proposito do gabinete, simulando
moderaijao, nao faz mais que occultar sua
real fraquezi (apoiados) ; porque, senhores,
estou bem convencido de que, se o governo
solicitasse do parlamento brasileiro medidas
semelhantes as que foram votadas pelo par-
lamento allemao, e de que tdo complacen-
temente nos tem dado noticia correspon-
dencias publicadas no Diario Official, certo
A' memoria de Fauny Ellingston, mar-
queza de Mauville, morta em Bordeaux, d
12 de junho de 1825.
Mauville era o nome do casteilo em que
minha mdi fora educada, segundo ouvi-a
dizer mais de uma vez, e onde seu pai ser-
vira o cargo de ad minis trador.
Ali recebera ella uma edoca^do quasi tdo
completa como se fora filha dos senhores
do casteilo. Ali se firmara a sua dedica-
gao d marqueza, que morrera moca e sem
filhos. Ah conhecera ella meu pai, que
fora levado dos Pyrineos pelo marqaez de
Mauville para tratar de um grande rebanho
de carneiros de Hespanha.
mente d essa pessoa, sobre cujo tumulo ella
acabava de orar e de chorar.
D'essa vez ella ndo recusou-se d me res-
ponder, e disse-me:
< Fauny tinha & minha idade, e foi edu-
cada juntamente comigo. Era pobre, mas
era tambem bonita, cheia de encantos, in
telligente, e de uma bondade adoravel.
N6s nos amavamos como duas inndas,
preferiamo-nos reciprocamente as filhas da
aonataria e especialmente ao joven marquez,
cujo caracter turbulento e impetuoso nos
mettia medo.
Apezar d'isso, esse joven marquez
amou Fauny Ellingston, e fez-se amar por
ella, ndo obstaute o temor que esta ainda
sentia, e afinal desposou-a, indo de encontro
d vontade de sua mdi.
Sendo elle muito violento, ndo lhes foi
que ndo as obteria. 0 governo couhece a
grande opposifdo, que tem nesta casa ; as-
sim como que, mesmo na maioria que o
sustenta, tem votos de restrlocAo quanto d
questio religiosa. os quaes ndo lhe seriai/
favoraveis, se intentasse obter medidas con-
traries a" igreja catholica no Brasil. (Apoia
dos).
Isto posto, perguuto, o que vai fazer o
governo ? Ordenard que o governador da
diocese de Olinda levante os interdictbs das
irmandades ?
Completa irrisdo, baldado intento I
0 governo imperial ndo p6de, nem deve
mandar levantar interdictos, que jd foram
effectivamente levantados pela autoridade
judiciaria competente, como assevera em seu
relatorio o nobre ministro do imperio.
Se, porem, mandar, estou convencido de
que ndo ha de ser attendido, porquanto 0
governador da diocese de Olinda ndo exerce
direitos proprios, mas sim funccoes delega-
tes dentro de certos limites, e seria grave
injustiga exigir a pratica de actos nullos,
contrarios d consciencia e d fe.
0 governo p6de mandar processar epren-
der, pdde augmeutar o numoro das victi-
mas ; mas ndo esqueca que o Sr. D. Frei
Vital Maria Gongalvas de Oliveira 6 quem
effectivamente ainda governa a diocese de
Olinda. (Apoiados).
0 governador daquella diocese e seu de-
legado e ba de cumprir fielmente as suas
ordens.
0 Sr. Diogo de Vasconcellos : Ndo
havia nada melhor que Cesar de mitra.
0 Sr. Tarquinio de Souza : 0 nobre
ministro da justica defendeu hontem o pro-
cedimento do supremo tribunal de justica,
accusado nesta casa pela iniqua condemns-
$do dos bispos de Olinda edo Grdo-Pard.
Nao desejo tratar deste assumpto, nada
poderia eu ac^rescentar ao muito e muito
bem que se tem dito a respeito delie, e ate
mesmo por estar convencido de que no paiz
nao ha quasi duas opinides divergentes dcer-
ca desta materia; todos entendem que o
supremo tribunal sacrificou a justica, vio-
lou os mais elemenlares pnncipios de direi-
to, coiametteu um verdadeiro attentado,
condemnando dous illustres bispos. (Apoia-
dos) Conservadores e liberaes, homens de
todos os partidos o de ideas religiosas as
mais diversas, estdo de accordo sobre este
ponto ; sendo para nolar que o nobre de-
putado pelo Rio-Grande do Sul, o Sr. Sil-
voira Martins, que ndo pdde ser suspeito de
utramontauismo, foi o primeiro que neste
reciuto teve a nobre frauqaeza de declarar
que o supremo tribunal de justitja cominet-
tera um verdadeiro attentado.
Uma vez, porem, que o nobre ministro
da justica recordou nomes proprios, e fez
valer as luzese servicosde alguns membros
do supremo tribunal, seja-me licito contra-
p6r a essa autoridade a do conselho de es-
tado, que ndo p6de ser suspeita ao nobre
mioistro.
Onze conselheiros de estado, cujos nomes
tenho aqui, reuniram-se em conselho pleno
para consultar sobre os actos do bispo de
Olinda, e particularmente sobre os meios
coercitivos que podiam ser empregados,
caso aquelle illustre bispo ndo cumprisse as
ordens do governo.
Dos onze conselheiros someBte dous, os
Srs. viscondes de S. Vicente e de Souza
Franco, os mais extrenuos regal is t as do con-
selho de estado, votando pela responsabili-
dade do bispo do Olinda, viram a possibili-
dade de Hear elle incurso nas penas do art.
96 do codigo criminal. Aos demais ndo
occorreu a sanccjio penal daquelle artigo, e
nem poderia occorrer, porquanto os conse-
lheiros de estado ndo podiam cogitar da-
quelle celebro scilicit, por forga do qual se
encaixou a martello a disposicao do art. 128
na do art. 90 do nosso codigo criminal.
Vergonha eterna nosannaes judiciariosdo
Brasil. (Apartes).
Tenho em minhas rados um exemplar do
parecer do conselho de estado pleno, oqual
devo d bondade de um amigo, visto como
ainda nao tivemos a fortuna de receber o
aunexo sob a lettra D, ao qual se refere e
nobre ministro do imperio, daudo nos conta
dos uegocios ecclesiasticos.
0 Sr. Bernardo de Mendonca :Nao sei
porque ainda ndo foi distribuido na camara,
no senado jd foi.
0 Sr. Tarquinio de Souza :Quero, pois,
instituir um ligeiro exame para que o paiz
fique sabendo que, conforme o juizo da
possivel 'serem felizes. Sem duvida ter-se-
hiam melhor comprehendido para a diaote ;
mas Fauny adoeceu em Bordeaux, e eu
passei pela dor e pelo dissabor de ve-la ex-
pirar nos meus bra cos, porque, posto que
casada e em vesperas de dar d luz Joanna,
ella me cbamara para ao pe de si, e eu ndo
me fiz rogar, como era de crer.
Olhei para Joanna, que ouvia aquella
historia com dvida ernocao, tanto mais
quante era um formal desmentido ao ro-
mance que ella engendrara e me cont&ra
acerca de seu mysterioso nascimeoto ; e,
querendo insistir para melhor convence-la
do seu erro, disse & minha mdi :
Entdo, foi em meio d'esse desgosto
que tiveste Joanna ?
Justamente. Ella nasceu poucos dias
depois, e o nascimento d'essa filha consolou-
me, porque ndo ha affeigdo que se compare
d'que tem uma mdi pelos filhos.
Seu casamento fora feito contra a von- Joanna abracou a mdi com ternura ; mas,
tade dos senhores do casteilo, que acharam
Jodo Bielsa muito pobre e muito inferior
em educacSo d minha mdi.
JSo Bielsa, entao chamado Moreno, ap-
pellido hespanhol, ferido pelo desdem dos
patroes, deixou-os, e partio com sua mulher,
afim de estabelecer uma pequena casa de
commercio, que alids ndo pdde prosperar.
Era isso, tudo quanto eu sabia acerca do
passado de meus pais; e, pois, ao voltar do
cemiterio, interroguei minha mai relativa
ndo sei porque pareceu-me que aquelle acto
ndo fora filho de u.n sentimento de alegria
por ter reconhecido o nada da sua chimera.
A' mim mesmo pareceu a cousa duvi-
dosa; e, pois, querendo dear trauquiilo,
disse ainda d minha mdi:
Tudo isso faz-me lembrar que, talvez
dentro em breve, eu teuha carencia da mi-
nha certiddo de nascimento para poder ins
ere ver-me na escola de Montpellier. Uma
vez que eu aqui nasci .e aqui me acuo, nao
lbe parece conveniente que eu vd d casa do
maire 1
E' inutil, respondeu minha mdi, por
que as certidoes dos assentos de nascimento
de ambos voces estd em nossa casa de Pau,
e pois voces te-la-bdo quando tiveram ne-
cessidade d'ellas.
Era assim tai qual ; e, logo que voltamos
para Pau, minha mdi mostrou-me essas cer-
tidoes, e eu insisti porque Joanna visse a
sua, da qual se evidenciava que ella fOra
inscripta como filha legitima de Adelia Moes-
sart, costureira, e de Jodo Bielsa, commer-
ciante em Bordeaux, e nascida em 15 de
julho de 1825.
Bem ves, disse-lhe eu quando nos
achamos a s6s, que tens a cabecinha des-
arranjada, e que eu tinha razao em zombar
de ti.
Entdo, respondeu-me ella, suppoes
que menu ?
Mentiste como quem toma os sonhos
como realidades ; mas d'ahi ndo resulta mal,
nem mal se pode querer d quem assim pro-
cede, porem sim almeja-se que fique cu-
rado.
Dize o que te aprouver, replicou ella
com esse fogo subito que ds vezes animava
sua languidez habitual; mas eu ndo sou fi -
lha de Joao Bielsa, nem de Adelia Moes-
sart. Sou aqui uma estranha, oriunda de
outra raca e de outra natureza. Mdo sou
tua irmda, e tu podes deixar de amar-mo.
Tenho passado mais tempo do que tu em
casa ; tenho sorprendido maior numero de
palavras trocadas do que as que tens podido
ouvir. Ndo estou louca, nao sou menti-
rosa, nem tdo pouco sou romanuca. Minha
mdi morreu, e meu pai ndo 6 o marquez
de Mauville.
Joanna ndo me permittio que combatesse
essa nova versdo, segundo a qual era ella
filha natural da marqueza ; e foi encerrar-
se no seu quarto.
Depois disso tornou-se-me impossivel oc-
cupar-ine d esse assumpto, porque Joanna
impunha-me sempre silencio com uma sin-
gular energia ; e, cousa extraordinaria, d
partir d'esse dia, perdi, ao menos apparen-
temente, o ascendente que tinha sobre ella,
e ndo pude mais achar-mo| d sos com minha
irmaa, porque, ella evitava taes occasionsc
maioria, do proprio conselho de estado, c
bispo de Oliada estd soffrendo uma peoa in-
justa, que sd pdde ter explicacdo no desejo
de vinganca do governo imperial.
Sim, os Srs. viscondes de Muritiba, de
Bom-Ketiro, de Jaguarye Inhomerim, mar-
qaez de Sapucahy e duque de Caxias vot*-
ram todos pela responsabilidade do illustre
bispo, mas responsabilidade por crime de
desobediencia, como incurso nas penas do
art. 428.
0 Sr. conselheiro Nabuco entendeu que o
bispo ndo havia commettido crime algum
(apoiados), que nio podia, portanto, ser su-
jeito ao supremo tribunal.
E' a doutrina de um jurisconsulto muito
respeitavel, que deve ser conhecido do paiz,
e que e diametralmente opposta d do supre-
mo tribunal de justica.
Deploro que o Sr. conselheiro Nabuco por
uma notavel iucoherencia, por apreciac^oes
inexactas, aconselhasse a expulsdo do bispo
de Oiinda, como medida politica. Seria
um attentado contra a constituicdo do im-
perio e os direitos do cidaddo brasileiro.
Mas, senhores, apezar disto, entre b parecer
do conselheiro Nabuco e o que foi resoivido
pelo governo e executado pelo supremo tri-
bunal, ndo besito em decidir-me pelo pri-
meiro.
0 Sr. Diogo de Vasconcellos :Con-
demnado o bispo a gales como um facci-
nora I
0 Sr. Tarquinio de Souza : A expul-
sdo do bispo comprometteria somente ao
governo; a condemnacao no art. 96 des-
bonrou o supremo tribunal e comprometleu
ao poder moderador. (Apoiados e ndo apoia-
dos).
Sem me occupar agora do parecer do no-
bre Visconde de Abaete, que, alids, foi o
maissensato e judicioso de todos, aquelle
que mais respeitou as prerogativas da igreja,
sua liberdade e independencia, vou citar
uma autoridade, que ndo pdde ser suspeita,
mas muito ao paladar do n -bre ministro da
justica. Refiro-me ao Sr. Visconde de Nic-
theroby, o qual entendeu que, se havia cri-
me, era este de natureza meramente espiri-
tual, que sd podia serjulgado por um con-
cilio provincial.
Peco hcenca d camara para ler as pala-
vras do illustre conselheiro de estado, Vis-
conde de Niclherohy cuja opinido o paiz pre-
cisa conhecer. (Aportes.)
0 Sr. Bernardo de Mendonca:Pdde
contiauar, que ouvimos com summo gosto.
0 Sr. Tarquinio de Souza; 0 que
ouco, diz o nobre Visconde de Nictberohy,
proposto pelo maior numero dos illustrados
conselheiros, e o processo de responsabili-
dade do prelado pelo supremo tribunal de
justica. Nao o tenbo por conforme d lei, e
6 tdo repugnante com os principios de justi-
ca, como attentatorio da competencia do fdro
ecclesiastico, ao qual cabe exclusivamente o
autorisado c nhecimento e correccao dos
abusos no exercicio do episcopado. A com-
petencia do supremo tribunal de justica se
liraita a conhecer e julgar os bispos pel s
crimes communs ; d tribunal secular, nao
conhece das causas do fdro ecclesiastico, e,
sem irrogar injuria e desacato d autoridade
ecciesiastica, nao poderia intervir em julga-
mentos e decidir da regularidade de proce-
der dos bispos; e nem de facto se pdde es
perar nas condigOes deste tribunal provi-
de.icia efiicaz que autorisa lamente reprimis-
se e corrigissa os excessos do bispo e asse-
gurasse plena satisfacdo d sociedade.
Para que nenhum fosse o resultado de
qualquer processo criminal, ihtentado peran-
te o supremo tribunal de justica, basU a
ponderacdo de que ndo pdde ser capitulado
crime punivel, segundo o codigo criminal,
o acto praticado pelo bispo com as pias in-
tensdes, que ninguem justamente desconhe-
cerd no prelado pernambucano.......
Mas e mister proceder com o comedi-
mento que impoem o direito e a mesma na-
tureza das cousas. Declinando-se do re-
grado procedimento, aquillo mesmo que em
termos habeis serd praticavel, proficuo e re-
gular, torna-se violento, injusto e prejudi-
cial. Assim, sem qua se recorra aos meios
ordinarios, nao e dado lancar mao de me-
didas extraordinarias.
(Continuar seha.)
mostrava-me uma reserva oxtrema. Isso
durou um anno.
Devia eu revelar d minha mdi a idea fixa
d'essa pobre menina ?
Ndo ousei faze-lo, tanto mais quanto a
ausencia constants de meu pai ndo lhe
permittia que gozasse uma venture comple-
ta, maximo pesando sobre ella toda a res-
ponsabilidade da familia.
Meu pai proseguia obslinadamante em
uma profissao que ella nao approvava, e cu-
jo segredo ella receiava que fosse derepente
descoberto e produzisse algum escaudalo.
Alem d'isso, ella amava Joanna ainda
mais do que d mim, e eu achava isso natu-
ral, porque reconhecia que Joanna precisa-
va mais do que eu de solicitude, cuidados
e direcjdo, sem contar que mister havia de
que, como minha mdi fazia, desculpasse
com particular indulgencia todas as paan-
tasias e caprichos de Joanna.
Em taes condicoes, devia eu dizer-lhe
que achava Joanna um tanto louca ?
Vacillei, tanto mais quanto Joanna acha-
va-so justamente na idade em que as mocis
muitas vezes slo assim, pois que atravessam
uma crise de desenvolvimento intellectual e
physico, que de ordinario acaba quando a
evolucdose completa. '
Reflacti em que a vida do con vento po-
dia ter sobre excitado sua imaginagao; e,
pois, dei tempo ao tempo, esperando que
ella se acalmaria com o contacto de minba
mdi, tal como esta era, prudente e paciente.
Com effeito, quando tornei a ve-la, ao
cabo do meu primeiro anno de medicina,
achei-a muito demudada, sendo de notar
que dinda se tornara mais bella.
Sua delicada saude tinha recobrado vi-
gor, e ella trabalhava muito seriamente
para instruir-se.
Um dote, que surdamente germinara
n'ella, revelara se-Ihe de repente : cantava e
tocava piano de um modo admiravel e in-'
signe.
Ei adorava a musica, comprehendia-a
vivamente, e, tocando um pouquinho de
rabeca, adqueri um gosto extremo em ouvir
minha irmda, e prometti-lhe estudar a arte
no sentido de poder tocar duos com ella.
[Continuar-se-ha.)
IVP DU DIAltlO. HU.V DUQUfi DE CaXut.
"
;
.


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