Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16506


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Full Text

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. '
AMVO L. MJHERO 211
*-* A CAPITAL B LUG1BE9 O* DE lAO SE PAGA POBTE
Por tres mese. adiaatados................ 69000
For seis ditos idea.................[ 129000
Por um tnno idem..................940000
Ctd* namero ivalso................. j320
MARIO DE
w
QU.YTA FEIM 17 DE SETEMBRO DE 1874
PABA DLMUU E I OH i DA PBOYIKCI A.
Por Ires mezes adiantados................
Por seis ditos idem.................
Por nore ditos idem................
Por am anno idem. .....
MANOEL
v
* St.. Gerdo Antonio Ahresd Filhos, no Par*, General d Pinto, no Maranhao; Joaquim Jose" de Olireir.dFilho. no W, Antonio de W, Bra,., no Araeatj ; Joiu Maria Julio Ch,.*., no Asrf; Antonio Marque. SiW. N.UI Jo* J,
Pare*. .'Almeida, em Mamanguape ; Carlos Auxencio Monteiro da Franca, na Parahjba Antonio Jo* Go.eS, n. Villa da Penh., Be'^mino do. fctt. Bnlclo, em fcitfo Ant* Domingo. Jomi da M BrMa. em Bmr*, '
m___________________________________________Antonio Ferreira de Agmu, em Goyanna; Jolo Antonio Machaeo, no Piardas Alagoas; Aha. d C.,na Baku; A. Xavier Leite d C. v Rio. Janeiro-
insibuccao populab
Traluilo elementar do KeoRraphia
do HruMii. por Hi-rmiiio Duperron.
natural do. Pernambuco.
CUAO-PARA
1873
Divisao eivil: 3i municipios ou 7 cidades e 27
villas com 74 paruchias Judiciaria : com a pro-
\ iucia do Amazonas forma o districto da relacao
de Belem, creada pelo decreto de 6 de agosto de
1873 e inaugurada em 3 de fevereiro do anno se-
5,'uiute; 11 comarcas, 3i termos e 83 juizes de
i-1:. Policial: 30 delegacias e 71 subdehagacias.
Eleitoral: i district) com t4 collegios e 74 as-
semblers parochiaes. Marifira* : faz pane do 3.*
districto naval.Ecclesiastic*: comaprovincia do
Amazonas forma a diocese do Para, dividida em
3 vigariatos geraes(l naquella e 2ne I-:.in It vigar. tic is e 74 parochias.
Cidades : Susfa Miria de Belem do Grao-Pard,
capital, f. por Francisco Caideira Caslello-Braneo,
oaniUo mor dos descohridores do Gr&o-Para, o
i-api
jual, partinJo de Pernambuco acompanbado de
200 soldados em 3 navios veio aportara margem
direila do Moju, onde lancou os pnmeiros fuuda-
meatosde am forle de madjira e da fulura cidade
aos ''< de dezerabro de 1615; situada na margem
oriental da bahia do Guajara, formada pelas agaas
do Tocdntins, Guamd, Acard e Moju : bem edifi-
cada; mas alinhadas, em pane calcadas ; illurai-
nacio a gaz; (erro carril; agaa canalisada ; por-
to sobre a bahia defendido pelos fortes do Castello
e da Barra (preamar as li 0 -i. Assento de ama
relacao e deum bispado; seraiaartos grande, pe-
queno e filial: lyceucom to aulas, f. em 1862;
frequencia 206; institute de educandos artifi-
ces ; 2 escolas normaes; 3 escolas nocturoas; col-
legios para menioos desvalilos, f. em 1804 ; fre-
quenta 206 ; asylo de Nossa Seuhora do Carmo,
I. em 1872; 4 hospilaes; bibliotheca publica, 3,694
volumes; frequeuta 560 pessoas ; dita ecclesiasti-
cs, f- em 1872; 2,000 voluinas; gromio litterario,
f. em 1867; 2,273 volumes; club litterario ; ma-
zea, f. era 1872; palacio do governo, o maior e ca-
thedral (concluida em 2 de fevereiro de 1874) a
maior e mais elegante do imperio ; jar Jim botani-
co; synagogae cemilerio israelita; 4,000 predios
com 30,000 babitantes.
Braganca, na margem esquerda bo Caiti; a 18
k. de sua in'., sobre lerreno elevado; f. em 1753
pelo capitao general Francisco Xavier de Mendon-
ga Furtado, sob as ruinas da villa de Souza ; cida-
de em 1854 ; casas 233 1,000 habitantes, 177 ki-
Jometros da capital.
Cametd, primeira depois da capital; na margem
esquerda do Tocnntins; importante por ser escala
da navegacao deste rio: !. em 1635 pelo governa-
lor capitaomor Francisco Coellio de Carvilho;
cidade em 1818 166 kilometres da capital.
Macapd, na margem esquerda do Amazonas;
notavel por sui fortaleza, uraa das maiores, mais
juligas e regulares doimnerio ; f. em 1732; cida-
de era 1854, 333 kilometres da capital.
u Obides, quasi sob o e.jnador, na mesma margem
"ii Amazonas, na encoiia de an monle; f. em
1738; casas 151; habilautes 1,200; notavel for-
taleza sobre uraa espsci; Je proraonlorio; cidade
cm 1854, 872 kil.jm':. da capital.
Santarem, na margem "squerda do Tapajoz, a
'> kiiometros de sua foz 1,211 fogos ; 9,000 babi-
tantes; feila em I75i ; cidade cm 1848.
Vigia, a margem direita do 6m ijard-iniry, sobre
uma lingua de terra plana ; assmi chamada em
razao de uma sentineli'i ou vigia postada no lugar
mais alto do porto de Pombal, para observar as
!mbarca;oes costeiras que ,'jiii e vinham do Ma-
ranbao ; 500 casas ; villa em 1693; cidade em
1854, 77 kiiometros da capital.
Villas: Alemquer, f. em 1738, 8'Jo kiiometros da
capital. Baiao, f. em !w35, sobre o Tocantins,
ill kiiometros da capi.a.'. Breies, f. em 1812,
HI kiiometros da capita.. Chaves, f. em 1758,
i:a costa septentriona da iiha Marajo : 54 casas;
1 fazenda de gado pcrtem nte a nacao, 211 kilo-
iiictros da capital. Vin: a, f. em 1758, na margem
esquerda do espacoso Ha i:man, a 18 kilametros
d sua foz; 7,500 namunte-". 138 kiiometros d>
capital. Cachoeira, f. en I83i ; 1 faienda de gaio
]ierteQcente a na5So, na margem esquerda do Ara-
i v, com 26 kiiometros dti frente e 13 de lundos;
20,000 cabecas de gad:. "2 kiiometros da capital.
Cunalinho, f. em 1863. Curura, f. em 1758, na
margem esquerda do rk de sett nome : 100 casas,
'.)9 kilomelros da capita. Faro, f. em 1758, 949
mente ao fornecimerjto de ge'neros aliraenti jfos pa
ra o mesrno luspital no corrente trimestre, tenho
a dizer que estando aananciada nova praca para
semolhante f>rnecimento> fica o alraoxarife res-
pective auMrisado a coraprar os generos precisos
cmquant) nao se effectuam os contractor.
Ao director do arsenal de guerra. Ao Dr.
chefe de policia e com destino ao delegado do ter-
ra j de Flore ta, mande V. S. fornecer cinco macos
de cartuxos erabalados dos mesmos que csse ar-
senal ja forneceu aquella autoridade.
A) capitao do porto. Mande V. S. por em
liberdade 9 recrnu Florrino Marqoe3 da Silva,
quo provou isenrao legal.
Ao conselno de compras de marinlia. Para
que possa a presidencia resolver sobre a approva-
cao do contracto celebrado pelo conselho de com-
pra de marinha, em sessao de 20 de marco ultimo
para o fornecimento de artigos de fardamento no
corrente trimestre, eurapre que o mesmo conselho
justiflque a dilfereaca de pracas a que allude a
contadoria da thesouraria de fazenda no parecer
annexo ao officio do respectivo inspector, datado
de 18 deste mez, sob n. 269, serie G, que me sera
devolvido com os deraais papeis.
kiiometros da capital.
'.; f'YrtrtcijSobrea mar-
gem esquerda do Tapajoz, a 44 kiiometros de sua
foz: I. em 1758; 1 fazenda deaominada Cacoal,
I'irtencente a nacao 8!6 .-.ilometros da capital.
(iaamd, f. em 1873, 49 kilometiO da capital. Gu-
rttpd, f. em 1639, 349 -ilmetros da capital, lga-
rape-miry, f. em 1844, 8S kiiometros da capital.
ftailuba, i. em 1857, 944 kiiometros da capital.
MazaQao, f. ecu 1770, na-; ;abecciras do rio Mutua-
r'i, aliluente do Amazonas, por 114 familias' das
que evacuaram a praca do mesmo nome em
Africa; 725fogos; i,238 habitantes, 399 kiiome-
tros da capital. Mdgago, L em 1738,217 kiiome-
tros da capital. Mjc.i-uIi, 177 kilometres da ca-
pital. Moju, f. em 1^70, 77 kiiometros da capital.
Monsaraz, f. em 1737, 'Jl kiiometros da capital.
MonteAlegre, f. em 17 JS, a margem'esquerda do
1'iurupaluba, no viso de am monte; 2,000 habitan-
tes, 722 kiiometros da capital. Muanu. f, em 1834;
m margem esquerda d:- rio do mesrno nome, 111
kiiometros da capita'.. Qlicellas, t. em 1873, 88
kiiometros da capital. Geiren, f. era 1758, 144 ki-
iometros da capital. Ourem, f. em 1758, 127 ki-
iometros da capital, '.'jv'.o 'k Moz, ex aiJeia Mn
rn(u\ sobre o Xingu 399 kiiometros da capital.
Soure, f. eai 1757, na mnrgem esquerda do Para-
rauary ; 1 fazenda d; gado denominada S. Lau-
rcnQO, pertencente a nacao ; 24 kiiometros qua-
tlrados; 3.000 cabejis d: gado, 83 kilometres da
capital, risen, tern iS'i'J, 233 kilomelros da ca-
pital.
(Conlinu'a.)
plmomciAr
Governo da provincia.
2XPKDIENTE DO DIA 13 DE ABP.IL Dil IS74
l.* tec&o.
Acto : .
0 pre3idente da proviucia, aitendeaio ao que
rejaerea Jose Joaqaim Alves Coutinho, resolve
concoder-lhe licenra para ir ao presidio de Fernan-
do de Noronha, no primeiro vapor qua para alii
:^egair, levando em sua compauhia os generos
ejnstantes da relacac junta, assigaada pelo secre-
tario da presidencia, os quaes nao poderao ser
tles8rabarcados sem que por parte do comxandan-
te daquelle presidio se proceda a exame a lira de
se verificar se ba agaardente ou oulra qualquer
I ;bida espiritaosa.
Ofilcios :
Ao Exm. brigadeiro coraniandante das ar-
mas. Sirva-se V. Exc. do mandar pCr em liber-
dade o recruta Bernardo Jose de Santa Anna, que
provou isenclo legal, o qual foi remettido para
esse nuartel general pelo Dr. chefe de policia em
3 ou 4 de marco proximo find).
Ao mesmo. Em resposU ao offlcio de 17
uo corrente, sob n. 303, a que acompaaharam os
'i director loteriao do hospital rnilita:, relativa-
2.' seccao.
Actos:
0 presidente da provincia, a vista da propos-
ta de Dr. chefe de.policia, em offlcio de 18 do cor-
rente, sem namero, resolve demittir o subdele-
gado do 1 districto do termo de Gamelleira, Ma-
noel de Barros Wanderley.
0 presidente da provincia, a vista da infor-
macao do Dr. juiz de direito da comarca de Ouri-
cuty, em offlcio de 2 do corrente, sob n. 45, re-
solve exonerar a bsm do service Tpublico, Cesario
de Souza Leao do cargo de adjunto do promotor
no termo do Exii.
0 presidente da proviacia, de conforraidade
com a informacao do Dr. jaiz de direito da comar-
ca de Ouricury, em offlcio de 2 do corrente, sob n
45, resolve nomear Alexandre Geraldo de Carva-
lho para o cargo de adjunto do promotor, ao termo
do Exd.
0 presidente da provincia, attenden Jo ao que
requereu o bacharel Joaquim Cordeiro Coelho Cin-
tra, juiz de direito da comarca de Garanhans, re
solve conceder-lhe ires mezes de licenca com or-
denado, para tratar de sua saude.
Ollicios:
Ao Dr. chefe de policia. Expeca V. S. suas
ordens afim de serera apresentados ao Dr. juiz de
direito da comarca de Villa Bella, eomo solicita em
oiflcio de 6 do corrente, o preso Felix Jos6 de Li
ma, e quaesquer outros que teiido de responder
ao jury daquelle tsrmo, cuja sessao se acha con-
vocada para o dia 23 de maio, estiverem recolhi-
dos a casa de deteacao.
Ao commandante superior de Tacaraiii e Fio-
resta Hespondenlo ao offlcio de V. S., de 24 de
dezerabro proximo passado, a que se refere o de
21 de marco ultimo, tenho a dizer-lheque abusan-
do o capitao Mariano Francisco Souto dos privile-
ges de seu posto, procurando evadir-se do salao
da casa da camara municipal, onde se achava re-
celhido para responder ao tribunal do jury, por
tentaliva de bomicidio, assim corao da prisao cri-
minal, oao pode hoje invocar em seu auxilio 03
mesmos privilegios.
Assi.n, regularmente procedeu o juiz municipal
supplente do termo de Tacaratu. fazendo-o conser-
var nesta ultima prisio conforme a ^i-utrina do
aviso do ministerio da justica, n. 566 de 30 de no
verabro de 1861.
Ao juiz de direito da comarca do Ouricury.
Uespondendo ao offlcio de Vmc, de 30 de mar-
co ultimo, tenho a dizer-lhe que sendo o delegado
de policia um dos fiscaes do fornecimento da ali-
raeatacao des presos pobre3, nao convem que dt>l-
le se encarregue e sim outra pessoaque Vmc.jul-
gar devidamsnte habilitada.
Aos Drs. juizes de direito de orphaos de3'.a
capital, (special do commercio, e da comarca de
Pao d'Alao. Sirva se V. S. de infooraar sobre a
permuta que pretendem fazer dos respectivos offl-
cios, o capitao Hyppolito da Silva e o tenente co-
ronel Ernesto Machado Freire Pereira da Silva,
consume da peticao inclusa.
Ao bacharel 1* promotor publico da comarca
do Recife. AGm de que Vmc. proceda ao com-
pelente exao;e e mais turnos recommendados em
direito, incluso remelio por copia dous offlcios do
Dr. regedor mlerino dogymnasio pernambucano,
e a informacao que a respeito do seu conteiido
ministrou a thesouraria provincial, acompanhan-
do-os em original os respectivos doeumontos.
Do resultado dar-me ha Vmc. cooheciraento, de-
veudo accusar o recebimeato deste offlcio.
Ao commandante do corpo de policia. Po-
de Vmc. engajar no corpo sob sen commando os
paisanos Tertuliano Soares da Silva, e Domingos
Andre Chaves Junior, conforme solicitou em seus
offlcios de 17 e 18 do corrente, sob 03 ns. 176 e 178.
A* tecc-ao.
Offlcios :
Ao inspector da thesouraria de fazenda.
Ao Itrav. Antouio Joaquim Soares, vigario collado
da freguezia do Salgueiro, mande V. S. pagar a
congrua relaliva ao tempo decorrido do 1* de se-
tembro a 29 de dezerabro do anno passado, uma
vez que do incluso attestado a que se refere o offl-
cio dessa inspectoria, de 16 do corrente, sob n.
247, serie G, se verifica haver o me3mo vigario
comprido com os seas deveres na respectiva ma-
triz, durante aquelle periodo.
Ao mesmo. Fica V. S. autorisado a pagar
a Samuel Power Johnston 4. C, a quantia de ...
1164460 que segundo declara essa inspectoria em
oiflcio de 17 do corrente, sob n. 257, serie G, se
faz preciso para complelar a de 7165460 em que
importara os deus amostradores fornecidos ao ar-
senal de marinha.
Ao mesmo. Incluso remetto um offlcio di-
rigide a essa inspectoria pelo juiz municipal de
Cimbres, bacharel Franeisco Douiingues Ribeiro
\ ianna, destinando para a obra do asvlo de aliena-
dos todo ordenado que lhe competir durante o tem-
po m que estiver fora do respectivo exercicio, em
virtu Je da licenca de 3 mezes, que lhe foi concedida
por portaria de 6 de marco ultimo a contar de 14
de fevereiro. Qaeira V. S. enviar-me essa impor-
tancia lego que for li pjidada.
Ao mesmo. Tendo ouvido a Ulna, camara
municipal desta cidade sobre sa ba conveniencia
em conservar-se o canal conhecido com a deno-
mina;3o de Camboa do Star, remetto por copia
as informacdes preitadas por aquella corpoiacao,
flcando nesta parte respoodido o offlcio que V. S.
me dirigio era 28 de marco ultimo, sob n. 76, se-
rie G, a qne acompanhou am original do procu-
rador fiscal interlno dessa these uraria, de 27 do
mesmo mez, n. 7, o qual devolvo Quanlo ao pre-
cante, conforme participou em
data.
Ao mesmo.Para os fius coovenientes com-
munico a V. S. qae foi pelo governo imperial pro-
rogada por mais dous mezes a licenca concedida
ao juiz municipal e de orphaos do termo de Ca-
brobo, bacharel Jose de Carvalho Cesar, em cujo
gozo enlrou era 2, conforme participou eat offlcio
de 3 do corrente.
Ao inspector da thesouraria provincial.
Ao contractante dos reparos da ponte da Juoquoi
ra, GoDcalo Pinto da Silva, mande Vmc. pagar a
quaniia de 1:3244320 correspondente a primeira
prestaeao a qae tem elle direito em vista do incluso
certiticado da reparlicao das obras publicas, por
haver executado a ter^a parte dos mesmos re-
paros.
4.' seccdo.
Offlcios :
Ao Rvm. Fr. Fidelis Maria de Fognauo.
Nesta data approvei o modelo que V. livma. me
remetteu em offlcio de 17 do corrente, da marc a
fiara ferrar os aniraaes pertencentes a colonia
sabel ; o que lhe comraanico para sea conheci
mento e fins coovenientes.
Portarias:
A' Illraa. camara municipal do Recife.
offlcio de igaalinifacio, oscravo do Jose do Rego Mello, a reque-
f nmento dos senhores.
A' ordetn do do Poqo, Cecilia, escrava de Erme-
Imda Candida Augusta de Loyo'la e Valeriana, es
crava de Franca f^amargo, poraodarem fugidas.
No oia 3 do corrente, em terras do engenho
Serrinha, do termo de Serinhaem, Lucio Jose da
Silva, espancou a Claudina Viceocia de Jesus, sen-
do preso em flagrante o delinquente, contra quem
procedeu se na forma da lei.
Deus guardo a V. Exc.-Illm. e Exm. Sr. com-
aiendador Henrique Pecewa. de Lucena, digno pre-
sidente da provincia -0 chefe de policia, Anto-
nio Francisco Correia de Araujo.
EXTERIOR.
co que pede o visconde de Suass ina pelo pequeno
nb6a, reconheco
ca
ferreno "adjacerite a referida
qae e necessario em vista do qrjjj expoe V. S. no
refendo offlcio.
Ao mesmo. Transmiito
fins coovedientes, a inclusa ordem
nacional, sob n. 48.
Ao_ mesmo. Para os fins convenientes
eommunico a V. S. qae por poi [aria desta data
foi exonerado Cesario de Soaza I .eao do cargo de
adjunto do promotor publico no termo do Exii,
sendo em seu lugar nomeado A exandre Geraldo
de Carvalbo.
Ao mesmo.Para os Ons cd
munico a V. S. que, no do coi
exercicio do cargo de juiz de dh
nvenientes com-
rente, assnmio o
eito interino da
comarca de Buique o 1* supplents do juiz munici
pal e de orphSos, Mauoel Came
V.
S.,
do
para os
thesoo.ro
o Pessoa Caval-
caraara municipal .
Para ser tornado em consideracao o reqaeriraenlo
de Joao da Costa Venancio, sobre que informou a
lllma. camara municipal do Recife em offlcio de
23 de marco ultimo, sob n. 21, enrapre que se le-
vante quanto antes a planta dos arruamentos e
pracas em toda a estrada dos Remedios, bem corao
nos terrenes dos sitios junto a Passagem da Mag
dalena. Assim o recommendo a mesma lllma. ca-
mara, qae devera mandar fazer esse trabalho por
seu engenbeiro, dando-rae conhecimento do resul-
tado.
A' camara muoicipal da villa da Boa-Vista.
Recommendo de novo a camara municipal da Boa-
Vista qae remetta com toda a urgencia as infer
raacoes exigidas pela circular desta presidencia de
16 de outubro do anno passado, a respeito da con-
veniencia da creacjio da provincia de S. Francisco,
em cumpnraento do aviso n. 9341, do ministerio
do imperio de 24 de setembro de 1873.
A' camara municipal da cidade de Naza -
reth.A camara municipal da cidade de Nazareth
in forme com urgencia, tendo em vista a lei pro-
vincial n. 1070 de 13 de junlio de 1872, em quo
comarca esta eocravado e a que freguezia perteuce
o engenho Carauba de propnedade de Joao
Marques Bacalhao.
5." seccao
Acto :
0 presidente da proviacia, allendendo ao qae
requereu Jots' Aagasto de Araujo, emprezario das
obras de reconstruccao do theairo Santa Isabel,
e tendo em vista a informacao do engenbeiro che-
fe da reparlicao das obras publicas em offlcio de
16 do corrente, sob n. 105, resolve prorogar-lhe
por mais dez mezes o prazo marcado para acaba-
menlo das referidas obras, contaodo se esse mes-
mo prazo do ultimo dia da primeira proroca-
cao.
EXPEDIENTE DO SECBETABIO
. 2-* Secca-
Offlcios :
Ao Dr. chefe de policia.0 Exm. Sr. presi-
dente da provincia manda declarar a V. S. quo
por portaria desta data foi demitli Jo o subdelega-
do do 1* districto do termo de Gamelleira, Manoel
de Barros Wanderley, conforme solicitou V. S. era
offlcio de 18 do correute, sem numero.
Ao mesmo.-0 Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, era resposta ao offleio de V. S. de 18 do
corrente, sob n. 526, manda remetter uma copia
da portaria de 16 do corrente, creando a nova de-
legacia de policia denominadaGranito.
Ao juiz de direito da comarca de Ouricury.
0 Exm. Sr. presidente da provincia manda accu-
sar o recebimento do offlcio de V. S., de 23 de
mari;o ultimo, communicando haver encerrado na
mesma data 03 trabalhos da 1* sessao do jury
desse termo.
Ao mesmo.0Exm. Sr. presidente da pro-
vincia manda declarar a V. S. que por portaria
desta data foi demittido Cesario de Souza Leao do
cargo de promotor adjunto no termo do Exii,
sendo em seu lugar uomeado Alexaudre Geraldo
de Carvalho, de conforraidada com o offljio de V.
S., de 2 do corrente, n 44.
Ao mesmo.0 Exm. Sr. presidente da pro-
vincia manda accusar o recebimenKWo offlcio de
V. S., de 2 do corrente, communicando haver no
dia antecedente assumido o exerciem do cargo de
juiz municipal e de orphaos desse termo o respec-
tivo supplente, Antonio Manoel de Alencar.
Ao juiz de direito da comarca de Villa Bella.
0 Exm. Sr. presidente da* provincia manda
scientificar a V. S. que nesta data sa expediram
as necessarias ordfns no seatido, em que as soli
citou V. S., era offlcio de 6 do corrente.
Ao juiz de direito interino de Baique, Ma-
noel Camello Pessoa Cavalcante.0 Exm. Sr. pre
sidente da provincia manda accusar o resebimento
do offlcio de V. S., do 1 do corrente, commuui-
caodo baver na mesma data assumido o exerci-
cio do cargo de juiz de direito interino dsssa co-
marca.
Ao 1 supplente do juiz municipal e de or-
phaos do terms do Ouricury, Antonio Leonel de
Alencar.0 Exm. Sr. presidente da provincia
manda accusar o recebimento do offlcio de V. S.,
do 1* do corrente, communicando haver na mes-
ma data assumido o exercicio do cargo de juiz
municipal e de orphaos desse termo, por ter sido
cassada a nomeacio do effectivo, bacharel Manoel
Rolim de Alencar.
4." seccao.
Offlcio :
Ao 1 secretario da assemblea provincial.
N. 81.De ordem de S. Exc. o Sr. presidente da
provincia, e em satisfacio ao que solicitou V. S.
em offlcio do 13 do corrente, sob n. 26, em virtu-
de de resolucao da assemblea provincial, envio em
original o quadro demonstrativo dos vinhos ira-
portadjs e reexportados na provincia, durante o
anno Dnanceiro de 1872-1873, organisado e re-
mettido pelo inspector da alfandega desta ci-
dade.
A erase Ilr-J igiosa na Europa
pon
ERNESTO RENA.N.
(Conclusaoj
um poder temporal que a mantenha com a sua
magistratura e sua forca publica, corao i iropossi-.
imperio, corao por exemplo o
sem urn exercilo pjra deffen-
vel conceber um
imperio romano
del-o.
IV
Bern sei a que objeccoes e contrariedades se ex-
p5e quem, nos nosuis dias, advoga as soiuccoes
pela liberdade, assim como sei que, por emquanto,
o in tis vencide dus partidos na Europa e actual-
mente o liberal.
Profundos politicos repetem a cada instante o
que a mulher de Job dizia a esse sanlo boraem :
Adltuc tu pennanes in simplicitale tua t
Nao imports, porem; temos esa siraplicidade,
por qae a liberdade para nos, no que nao 6 con-
trario ao direito natural, e a unica cousa justa, e,
diremos mesmo, a unica cousa sabia e prudente
que existe.
Na embriaguez produzidi pela lorca, acoimase
seraelhanle politica de timida, e e sorte do libera-
listno ser sempre accu-ad > de iraputenle,pelos
vencedores do rao mento; mas, com um pouco de
paiencia, a6nal tod.s se volvera para essa mesma
politica.
Depois da grande luta que se prepara, quando
os fanaticos, de ambos os lidos coniendores, esti-
verem fartos 4e despresar os conselhos dos libo-
raes, sem duvida cencluirao por confessar que an
daram mat avisados oao ihes aceitando esses con-
selhos, visto como to a liberdade de consciencia,
no esiado actual do mundo, pode salvar a digni
dade humana, pode impedir as violencias, pode
preservar o principio do esiado dos :eus proprios
excesses, e flnalmente pode produzir o verdadeiro
progresso das luzes, que remove os inconvenien-
tes polilicos da superstirao.
c Mas, perguolar-me-hao, n.lo ve ies entao os
perig>s com que certas associacoes religiosas
aine.ir.iin a razao, a sciencia, a patria, e a liber-
dade E porque nao haveis de consentir em que
os estados extTpem um enncro que os devera, e
que se defendant contra um iniinigo que nao re-
geiu nenhum meio de ata'que contra elles? >
Pela razao, responderei, de que a lib-rdade e
um Gm e nao um meio, e por que sacrificar a li-
berdade a uraa vista politica, que nao a p*opria
liberdade, e cahir no circulo vicioso lao bem ex
presso por u n poeta, propler vilam Vivendi
perdere causas, tan to ifiais quanto a evidencia ab-
solncta nao pode toroar-se obrigatoria, porque
se uns chamam n'a evidencia, outros negar-Ihe-
hao esse nome.
Em semelhantes malorias nem ha juiz, nem
criterium; visto como, em case nenhum, o ho-
mem tem o direito de impdr sua opiniao especu-
lativa a outre bomem, sem contar quesemelhante
tentativa implica mesme conlradiccao.
Se se trata de conviccao, e claro que as medi-
das dhercilivas nada conseguem, e que somente
provas adhequadas ao espirito de cada um podem
ser efflcazes para isso. Se, porem, tra'a-se de
adhesao exterior, sem conviccao, nesle caso ainda
,a 2J;,i.. n^Inno' *m "**t seriamos nfio somente inconsequente^
e ma a impos'cao de desastradas medidas, porque' 1Da3 tamhfim 0,,|n9Hni .mnrp.r,.^,. orr
estas, em vez de attingirem os mcredales irreve-
15 DE SETEMBHO
Sr. inspector
despachos da prbsmencia, do dia
de 1874.
Basilio Jose da Hora.Informe o
da thesouraria de fazenda.
Jose Francisco de Souza Lima. Informe com
urgencia o Sr. inspector interino do arsenal de
marina t.
Jose Felippe de Souza HodriguesPasse porta-
ria notneaudo o supplicante sargento da gua;da
local do municipio do Bonito.
Manoel Corral de Mello.Informe com urgen-
cia o Sr. Dr. juiz de direito da comarca do Limoei
ro, devolvendo one estes papeis.
Mariano da Costa.Concedo o prazo pedido.
Capitao Manoel Pereira Magalhaes. Prejudi-
cado.
Beparileae da policia.
i.
seccao__Secretaria de policia de Pernambuco,
16 de setembro de 1874.
N. 1131.Illm. e Exm. Sr.Partlcipo a V. Exc.
qae foram hootem reeolhidos 4 detencao os seguia-
tes iadividaos:
A' minha ofdera, Maria da Conceicao, como alia-
nada, afim de ser remettida para o respectivo hos-
picio.
A' ordem do sabdelegado de Santo Antonio
Marcolino, e3craY0.de Felix Pereira de Souza" p Ro-
rentes, que, persuadidos da absoluta vaidade das
fornias religiosas, se ceoforraam com tuJo 0 que
del.es cxigem zombaudo inlimamente de tudo,
irao sem duvida atlingir os qae nao creem bastan-
lemente nas formas religiosas para doui-as, mas
que enirelanto respeilam-uas no que ellas tem de
respeitaveis, e poisnao se animarao a prefanal as.
E havera, em tae3 cases, cousa mais insultante
para a religiao ? E poderse ha infligir mais atroz
e sangrento opprobrio a Divindade do que jsuppor
que se a engana, e que se zomba d'ella com "taes
e vies simulacros.
E qual e 0 verdadeiro athej se nao aquelle
que de tao impio pensaraeoto faz a norma de sua
vida politica, e ere que, com tal sacrilegio, serve
a causa do bem e da verdade ?
AconselhauJo a pratica da liberdade, julgamos
nao dar de mode algum um (conselho contrario
aos interesses Ao espirito moderno, visto corao e
conviccao nossa que esse espirito moderno trium-
phant pela liberdade, e que 0 curso natural das
consas trara 0 flm da superstirao muito mail de-
pressa do que todas as pessiveis medidas penaes e
adminislrativas.
E' uma falsissima idea suppoor qae a persegui-
Qao directa abatera 0 ultramontanismo, visto como,
pelo contrario, fortifical-o-ha. A liberdade, isto e,
a liberdade bem entendida, aqaella qae nem pro-
tege nem persegue, esta sim ba de ser a causa da
destruicao da unidade catholica, no que ella tem
de perigoso.
A unidade caiholica, tenho-o dito muitas vezes,
so repousa na protec^ao dos estados, visto como,
e apenas 0 frucio das concordatas celebradas des-
de 0 comejo d'este seculo a imitajao da de Na-
poleao I.
Sejara rasgados esses pactos entre 0 santo solio
e os estados (o santo solio vai tomando a iniciativa
n'esse rompimeulo); e, de certo, a3 igrejas muito
fortes se dissolverao, por que 0 estado concorda-
tario, aioda mesmo sendo perseguidor, da muito
mais a igreja com as garantias de qne a cerca de
que lhe lira com as suas vexacoes.
Portanto, rettrar a am tempo as garantios e as
leis compressoras, eis 0 que convem, eis no q;ie
esta a sabedoria, por isso que 6 sabido que a di-
visao e a sorte que aguarda toda e qualquer com
munidade religiosa que nao tem forca exterior
para manter sua unidade, sua individualidade
civil e a communhao dos seus bens.
0 que se observa e que, em quanto 0 poder
civil mantem 0 sentido da denominate de ama
igreja, e declara, por exemplo, qae nao reconhece
como catholicos senao aquelles que se acham em
communhao com 0 Papa e admittem taes e quaes
crancas, 0 scbtsma 6 impossivel; mas, no dia em
3ue 0 esiado deixa de ligar valor dogmatico as
enominacoes das igrejas, no dia em que divide as
propriedades pro rata do namero, quando as par-
tes contendoras se apresentam nos tribunaes de-
clarando nao poderem mais viver congrassadas,
n'esse dia tudo muda empletamenle, tudo se mo-
difica e se transforma.
Ja antes de Constantino, as igrejas christacs ti ve_-
ram necessidade do auxilio da autoridade pagi
para terminar as divergencias existente3 em seu
seio, a proposito do asufracto das propriedades
commons.
Aureliano, eonsultado acerca de uma quest ao
desse genero, em Aatiochia, decidio qae a casa
episcopal fosse adjudicada a aquelles dos con-
iendores a quem os bispes da Italia e de Roma
dingium suas cartas.
Assim, pois, toda e qualquer grande igreja, sem
a tutela do estado, se dividira infalivelmente,
diante desaUques dos pensadores livres, eem face
das scisoes dos seus padres.
A cegueira do partido altramootano esta jasU-
mente em nao querer ve"r isso ; em nao avaliar
0 que devo ao estado ; eem nao avaliar devlJa-
mente os servipos que lhe presta 0 estado, ampa-
rando-o com os seus juizes e com os seus sol-
dados.
Cheio de conQaaca no papado, esse partido nao
ve -que 0 papado, pri/ado do poder temporal e
tendo quebrado sua* concordatas, rolara de schis-
ma em schism* ;-que se hao de nialtiplicar as
eieicSes duvidosas e viciosas ; e flnalmente-que
cada partido, cadagrUpo, terasem duvida ump.pa
de suaescolha, e queo catholicismo ultra-nontano,
por isso que levou ao extreme 0 seu principio de
unidade, hade perecer jultamente pela divisao I
Adoptadas estas ideas, e facil de conclnir qae e
bem pouco politico perseguir 0 que deve cahir
por si mesmo, e qae a politica mais perigow que
os estados podem adoptar para com 0 ultramon-
tanismo e ducura e indifferenca, e que, pelo con-
trario, 0 meio de dar-lhe forca e duracao e usar
contra elle de medidas cohercftivas, qu-, longe de
enfraquece-lo, robustecem-n'o e firmara-lhe a
convicgiio de qus deve reinar ou soffrer, e que
nenhum governo, era relagao a elle, pode conser
var-se sem amor e sem odio.
0 que acabamos de dizer em rela;ao aos parti
dos religiosos, di-lo-hemos tambem em relacao a
philesophia, nas suas relacoos com 0 estado.
A philosophia deve ser livre, e deve defender
energicamento e sea direito contra as pretensoes
das diversas orthodoxias religiosas; mas deve tain
bem, quando vara tanto liver poder, interdizer-se
absolu'.amente toda e qualquer medida que nao
for a yersuasao, a diffasao das luzes, a instruccio;
porque, do contrario, 0 progresso realisado por
outra ferma nao sera progresso, visto como nao se
cura a supersticao e a idolatria quebrando os
amuletos e os idolos, mais sim fazeudo com que
os e>piritos, por sua illustrario, vejam na su
perstigao e na idolatria verdadeiros contrac sBsas.
E' incontestavel que os pensadores livres tem
mais de uma queixa dos partidos religiosos, qae,
de ordinario, so se julgam livres, quando reinam
Mas, se e just) que manlenham suas reivendica-
eo.'s, tambem nao e ir.enos indispensavel que
evitem tod 1 a especie de represalias.
Tem-se realmente empregado medidas dolerosas.
A escolla publica, por exemplo, que deve sar um
campo oeutro em materia de religiao, 6 de ordina-
rio urn instrumento de propaganda para um so
culto; e ate para os funeraes foram estaluidas
normas vexatonas, sem se attender a qae, sendo
os funeraes. uma especie de sacramento (I), dar
Ihes am torn confessionario, contra a vonlade do
mono, e corametter am sacilegio I
Era tiin os livres pensadere3 teem 0 direito de se
queixarem de qae, contrariamente a verdade dos
factes, 0 partido catholico se arrogue na Franca e
cominetta de ordinario, ao menos por pensamentos
e por palavras, 0 erro de 19t9.
Sendo o emprego da forga armada da nacao, no
interesse de um partido rcligioso, am ve/dadeiro
attentado contra a propria nacao, cumpre que de
future os catholicos se contenlera strictamente com
0 direito coranian, mesmo porque, sendo a liber-
dade cousa reciproca, e preciso que cada um a
queira para os outros da mesma forma que a quer
para si.
E' precizo que sejamos absolutamente Beis aos
principios, tanto nuis quanto, sendo a mssa reli-
giao a relacao pura, livre, espontanea do horuera
fi:a A prova da liberdade sera Mil ai
igreja, vi-io como na liDerdade ha de ella eaeoa
irar alguns dos dons de -ua mo-jdado, e provaval
raente os novos dtstinos que lhe elio reser
vados.
A patria dos tempos moderno..* nio p-4e atai*
ser a patria dos tempos de It ima ou de Sparta.
onde todos, na realidade pirroiiw. iwfcuii 4a
mesma faoiilia, tinbam os meimoi arM*n, e parti
cipavam da mesma eduracio e dos mesmos eali-M
Os estados modernos saj auito vastos para mut
isso possa ter lagar.
Nao ba urn u\ desses estados qae tenha ODida*
de r>ca, de lingua e de religiao, vbio como tie
elles vaslas associacoes f utas pela liisioha, mam
tidas pelos interesses e lelo conse$o mutuo 4as
partidos.
E julga-se acaso que se ligara fortemeau os
membros tao diversos de sa. praodes reunioe?
creando embararos as suas cen^is, coalrariaado
Ihes os hal.it is e costumes t
Nao. Em urn proxitn 1 faturo a patria e.-trem. -
cida e mais procurada sera aqaella qae dnsar
aos seas membros a maior sooima de tranquilli-
dales e que menes embararos Ibes crear.
Depois que a patria allemi da a gloria, porvea-
tura diminuio 0 namero de emigrantes abgmca-
tou 0 namero das naturalisafdes *
A parte de idealism i qae 0 mur.do eacerra.
sem duvida ainda eoosideravel : mas a mdiJL e
que 0 i leahsmo cada vez se relugia mais aa coa
sciencia de cada am.
Convem nao ataca-lo alii.
Pbilosopho ou enristao, u homem tem am valor
qae e proporcioaal ao quo elle cie e ao qae ama.
Pensar qae se aagmenta esse valor pela kypo -
crisia official, pela perseguicao qae hamilka oa
exaspera, e per processes de governo, que raaai-
xaui a fe ao nivel das cousas reguUmenladas, n
mais grave de lodos os erros.
E' por isso que dizemos que talvez algum dia s*-
reconne^a qae os philosepbos qae expenmeatara
invisivel antipathia por taes actos na-> so se mas
tram pobticus henestes. mas tambem bahass poli-
licos.
(Traduzidoda RjvisU dus Dous Mmndos.1
mas lambem culpados, se empregrassemos em
nossa propaganda os mesmos meios de qae usam
aquelles que, menos do que nos, respeitam a con
sciencia.
Convem que Ihes deixemos essa vantagera, visto
como havemos de ter a nossa desforra no dia em
que virraos os adversarios da liberdode ccalenk'
mm-se com aquillo que despresaram. reclaraarem
vivaraente para si 0 que jamais concederam aos
outros, mostrando se assim satisfeitos com um
supposto mal que, no tempo do seu orgulho, re-
pelliram como uma injuria aos seus direitos di-
vino3.
Esses principles e que sao os verdadeiros prin
cipios francezes, visto como foi a Franca que, peio
orgao de seus melhores espiritos, proclamou-os
cum uma elequencia digna dos'anligos.
' Convem, pois, qae Ihes sejamos fieis, c por
certo, com 0 seu auxilio, seremos afinal os vence-
dores.
Pessoas animadas por verdadeiros e sinceros
sentimentos patnoticos nao rare fazem este racio-
cinio : nessos rivaes segaem uma politica anti-
a catholica; sigamos por nossa vez ama politica
catholica. Vai ni3so am grave erro, porque 0
verdadeiro raciocinio que convem fazer eesl'oulro :
< nossos rivaes seguem uraa politica de compress!)
religiosa ; sigamos nos uma politica de liberdade
t religiosa.
Convem que todos sejara livres na Franca, e
que 0 jesuita, 0 protestante, 0 velho-catholico, 0
pensador livre, todos se achem a vonlade, possam
crear associacoes, e criem com toda seguranca
fundaciies duraveis.
Se nos objeciarem que, com semelhante concep-
ciio da liberdade e tao largas concessoes as diver-
sidades e diremes mesmo as aberra{5es indivi
duaes, nao havera mais espaco para 0 estado, no
sentido absoluto era que 0 toraarara outr'ora os
politicos francezas e no sentido em qae de pre-
sente 0 tomam os prussianos, responderei que me
rego.-ijo com isso, e que sou grate ao catholicismo
por lor feito, em taes condicoes, 0 que mais de
uraa vez ja tem feito, islo e, impedido a formacao
de e- la Jos muito fortes.
0 estado doutriuario e sempre tyrannico. Se
nous esse uma razao que se impozesse com evi-
dencia, poder-se-hia tomar essa razao para base
de soberania ; mas convem observar que a razao
oao se impde senao pela persuasio. Por isso
que, pretender inculcar as nossas ideis liberaes
pelos meios de que outr'ora se servio 0 fanalismo
e de que ainda se serviria se 0 podesse fazer, se
ria uraa flagrante conlradiccao. visto como, segun-
do os nossos principios, so 6 meritorio 0 acto hu-
mane quando lilho da vonlade, da liberdade e do
conseaso.
Tranquillisemo-nos, pois ; a liberdade para as
autoridades perigosas que todos queremos com-
bater, 6 am dissolvente maito mais energico do
que as medidas energicas que se Ibes op_oem.
So ama cousa reprovamos no catholicismo : e
com 0 sea peso ou para melbor dizer com a sua
centralisacao esmagar as opinides rivaes que, re-
pellindo a organisacao regimental, nao podem
chegar a mesma unidade; mas, quando nos prin-
cipals estados da Europa, cada am liver 0 direito
de abandonar livreraenle 0 catholicismo, de viver
fora delle, de discutir os seus dogmas e a sua dis-
ciplina, sem duvida esta velha igreja sera inoffen-
siva, e esiamos convencidos de que sera ale bene-
(ACKNCIA TELEGRAI>U1C.V I1AVAS-RELTER. ,
MMMMi
Kew-Vork BS de i-H'inbr \ava Orleans lioui r issn imn.r rmm
fllrto enirr a popularaa krsura -
oa aegraa, duranir u ajmal (rSsatm e
aia peaaoaa ntorrrram. r aamlsma
rerlmcaloit Iiou\ pram,
Vn-tork Id.Oh i>iMiirs<-stl<'> la
\ nndor da in m 11111 n i-a 111 li m no\o ^ovrmc. a>a
iii4iiien(CN liraiM-iiM aebaaae mr-
sahurea de loiin a ridaale. aareai-
desate trunl aaaleatat a cotrraastar
kt-lloc e uriibn tie ordenar a diaaa-
lurao dos grupoa insursriilf's.
Paris 15. .4 elelrao de him deaa>
tado pelo parlaaaeialo da Wniae ef
Loire proaecue.
ie a Warn-

(1) Nao e precizo dizer que, se actos delictaosos
slo commettidos a proposito dos funeraes, tem-se
0 direito de reprimi les. Tambem podem ser com-
A mstoria eclesiastica njiq e mats d$ que urn mellidos atjlos delictiyws na igreja, duranie os
tecido de schismas. ale a epoea era que osimpe- offlojos dlvlaos j mas fexam-se por veatara as
radores chnstjos deram-lne a pM. % ainda hoje, igrejas? Supriraese por aecaso os o01cio di-
6 tag impoisivel coocebor qmj grande igreja sera" vinos ? '.......
Loadrca 1 ~. < Ik-hou in.j.
tamptoit < paquele da real smala
iiiglr/u DOURO, proredesale do Rio da
Praia pelo Brazil.
i.ixboa 1.",. iqul rhecom laamSema
o paquele iiislex POT'tSI, proeedem-
tc do l*a<-ifi<-o pelo Wio 4I- 'l*rRta e
Braail.
COIIIIERII 1E.
I^oaadrea 15. -.% in-va da dearomlo
na prara ronllniia a ser de VS.
por cento. Conaolldadon de S
run Accor.vr, a 9t ~* s. Funlns t>raal-
leiroa de 5 ",, do anno de iHli. a
99 1 ; dtloa do I mpit de dm
aniiodels?!. a Hliti dilos ar
-ciiiiiius de tt ",., do anno de...
isji.n :n. O mereado de rare estta
mala llrnae. navendo promraa de
rarreaamenio* 00.1D a per c r .
venderana-se .ooo aaecaa dm Mm
do Rio coin alra'de I a / i-ica ct.
Kos proiinoa leilaea mallaaadeaea
devem aer aflTereridoa M.lSOO nmc
cos t deposito total *0,omm Innrla
dan, sendo 3I.OOO snrros de prore
dencla mrasllelra 1 durante a neaaa
na foram entre^meit l.Smo lometa-
das. e desembarearana Smm dilass-
O deposito total da aasmear em
liondrea. Liverpool. Bristol, e Clyde
eleva-ae a tCS.OOO toneladas s da-
rante a seaaama fsrana enli umaa
iu.000 ditas. e desenaBa'reom Unai
nuinero de ditas.
^en-York 15.-Caaaalo soare l.oa-
dres I.HI. Ouro IOJI 5/.. Carreara-
mentos de rafr do Rio r.u> a ISBcbitb*
e ditas 0000 fl? 3 H cum pmr Harm.
Ala;odMO mediano iti.ano> > M mm-
por libra 1 ma ebegadas de koje ama
portos da Anaerlra da >orle
vam-se a S.OOO fardos.
total do care do Brasll.
nortc-asmericanos. e de .13
saccos. semdo 1.000 naccos de Mam-
tos 1 dmraate a semaaaa vendersaa-
se e w-York OC.000 ameeaa dm
do 11 i< e do de Mantma.
Liverpool 15.O naercada dm al-
godao esta flraae 1 \enderaas-ae
I5.000 fardos. dos ammamm l.aoo pro
ecdemtes da America do Mml 1 m rair.
de Pernambuco e de ftiamtms a d..
e o dito de Maeeid a 1 ; d- por
libra. Mereado de
teracmo.
aabaito am.
cao mo naercada de cafe 1
toa avkrai-.k a 111/.
Antmerpla 15. --\ada am teas r-llo
no merrado ale rafr.

(aCEXCIA AME.1CAXA.J
l.i\< rpool 15 de artcmhra.- Alajm-
daoi venderona-se boje ..BOB flatr-
doH de procedencia Brasllelra 1 a*
coiacSea foram : 0 de Pernambmco
8. o do Ceara 3 1. da BaBam
? i,S. e a de Namtms *. Aasmear i
mereado calaao t o da Babla en.
den-so a *. Comrbss at"'
SJrmsnay l/.
Lomdres IS. -tarv
me. 4 de prlnae*-
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a- -ra aaalidade do
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I lellao H l.Ooo saeeas de eafr.

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ttiivro f 5. Car* aft Yen tins dft ho-
je montnrain n tt.OOO surai t dku
Ma Ue iltt. o a do Jiini'im Uc !lt
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odao s veadcrm*Re fl.loo fartlo :
O Ue PernnAhuro n SO e o At- So-
roritbaaMetS, la, men-uflo c;il
mo. Coiiros, em altcrarfto*
Para lo. Rntrea tins'pnrtos do
eul o pnqucie Melon*! CEARA'.
Cantbio sobro fcoiKro it no
banco Uau.
-5
tm
USSEBLEi PROVINCIAL
SESSAO ORDINAMA EM 3)DE MAIO.
rasswEKClA 03 sr. FKRllEIRA OB ACRJIUl.
Held hora depois de meio dia, feito a cbamada
iifitojiUj-Stf presenl.es os Sis Mello"Rego, Olivei-
ra Andrade, Kalis o Silva, Antonio Paulino, To-
lentino d i Carvalbe, Toburjio do Magalhaes, Fe-
Itppe de Figueiroa, Firiniuo da Savaes, Laearda,
Cambeia), Cojaha'Cavaloaote, N. Portella, Olimpio
Marques, Arruda, Gomes Parente, GoncaTves Fer
reira, Soares.Awaral, Caspar de Druuauiood, Piutc
Pessoa, Dario Cavalcaate, Vrcira de Mello, Joia
Bar-balho, Travasso do Arruda, Dnmingos Pinto
Atofo Costa, Goes Cavalcause, Aguiar, Ucbua Ca-
vakante, falu.ido u* Sr*. Alticu Leilo, Arcou
cio, Perulti, T-ko, Gondim, c Maaoei do Rego, abre-
sea sessao.
Lioa a aeta da ">"->!-> antecedent?, e appro-
?ade.
9 Sr. \m secrjlario deerara nao haver expe-
diento.
. 4> Sr. K*resi soore a mesa as redacts d is pro eetos da area-
ment-o municipal e daiefnua da instruccao pu-
fci:ca.
"OBOEM ui Ma.
K* sem debate appiwva in em I" disecssao o pro-
jeeto n. 32 deste a uao, a.-icrundo a divi.-aj dos d-
trietos de par da efcfade da Victoria.
Kutra em 3* discassao u projeeto n. 33 deste
anno, orcaudo a peceiia e iixauda a despeza para
o exercicio de 1874 73.
Sao lidas, apoiadase entrain c diseussao as seguintes e.oend--s :
N. 128.-Ao^ 12 daart. V.-Depois das pala-
vrasAluguel Ue was, aeeresc-mte-se : li -an.l i
elevada a quota a 400. 0 mais como esta, elevaa-
do-se a somina total.Adds e Siloa.
-< N. 129.Ao i dj art. 2", accrescenle se : ia-
elusive a qaanna de l:ik)O0 Com a gratilicacan
quo tica couwdida avtachigrapho, peloexcesso de
iraha h> da eo.Tfate ana-j. Antonio Paulini.
X. 130.Art. adiiitlvo as disposijdes perma-
nences. Fieam elerados os veneimen'os do 1* es-,
crtpturario da rapartigao das obras publicas, que
serve de secretary a 2:0033 e os do coutinue da
nie.-n-a topeFtteao- ignalados aos do coatinua da
thesouraria provincial.
N. 131. Ao 3* d j art. 33 das dispesifoes per
manentes.Depms'las palavras a qae for neces-
sario para os concertos e oastruccjao mais orgen-
t-! das m.itrizes, acero-cente-se : sendo L'OOOj
para a con9lrueeio da matrix de Santa Agueda, na
freguezia de Pssqaeira. -RitU e Silo*.
' X. W2.-Arttgo adJt'J'O ao titoSa 4*. Dispa-.i-
coes permauentes. Fioa o presidents da previncia
aulonsado a snhveni'ionar com 3-;(KKM. pur e?paco
de ikz aatios, u collegio denominado S& Corac-io
de Jwus, com aonJu-a de serein neile admitti-
das gratis como alomuas internas, seis laeoinas or
prias i pobres. It tits c Silca
i N. 133.U.siio-ii;5.'s uaronnoMes. Pica o
iiioiiJoalo da provjaoia antorisad-j aievar com.
(3|))r cent) os venclni3ntps in guardas da casa
d liieneao e do aju 1 ia:o do ajuiiai.-traiHr e com
33 por cento o> di esorivia dj njesnitt estaWeleei-
auMa.Ratit e Siloa.
iV. 13i. Oispisicdes permanent!?'. G enfer-
meiroe djgtribniJor da aliraeutaijio dos presos da
asa de dett-n^ao percebera uma fratw^agio de
3M# annoalmente.-RatU e Siloa.
N 133.Oisposii;i)is permanences. Fi?a ele-
Tado a 9:5004 o ordeuado do director do asvlo
de meodiciddle. -Jl ilis e Siloa. ,
(9a S. 136.-A) 3- do an. 8.-F.m tugar de-
-coihimonto do Giinda 1:300^ diga-se : Reco
iiiitaanU) de Oiinda 1:50)i.-ltdit e Silva.
N. 137.Ao art. i II, licindo o presidente
da pr-.vincia aulorisado a cuncedor e a maadar
pr.garda data da eaaeeaaio a grataicacao porimis
de 13 anaos de exercicio a orofessora deLimoeiro
Joi'u Ii.irb:il!fj.
a M. 138.Artigo additivoas disp33i{3es perma-
nentcs. 0 cartorario da fiesouraria provincial
'era a caibegoria e venoimentos de primeiro es-
] cripturarii Pinto Junior.
N. 139. Aldiiivo ao artigo 'le exer'icios fin-
dns. Inclusive a quantia de 6'I2*803 qnese deve a
. Blaii:>t'i J.>6 dos A!ijo;, ex-praca docorpode poli-
ria, em virtade da lei n Dll.Toleniino de Car-
talho-. J. Sell < ftegu.G no i lve Ferreira.
N. 140.Additivo as disposicojs. Pica elevada
a 2 / a porcentagom estabelecida nn art. 4G da
lei n. 510 de 18 lie junho de IHiil'Di lent ino de
Carvalho.
N. 141. -Subsii:na-se a emenda do Sr. Ma-
n.wl do llego sob n 13, apresentada ao 12 do
art. 13-p' la seguiate : 43 rcis por litro de genebra,
licores e 'ijtras bebidas espiriiuosas idem, e 23
rcis por biro de vinhos do consumo idem.- Piato
Junii-r.
N. 142.-Artigo additivo as disposi$5es per-
manentes. A disposieio do art. 45 da lei n. yott
de 13 de junho do 1871 fica em inteiro vigor mes-
tr.o em relacao a impostor qua nao dependam de
la&<;aiiiento. Pinlo Junior.
N. 143.femeoda ao % 3 do art. 33.-l)epoi?
dis palavraso que for ue.-cessario para os coa-
certos ecocslru.'c-io mais urgentes das matrizes,
accresconle se : sendo 2:3000 para conclusao
das obras da matriz de Iguarassd. G. Drum-
mond.
N. lil.Disposicoes geraes. Art. 18. Accres-
ceate-se o por miis urn anno o art 31 da lei n.
1,113.Dario Cacalcmle.
N. 143.Additivo as disposigijes permanentes*
Fica elevado a 130 o nitmero de combustores da
iilaminaijaij a gaz ultimamentecontratada para a
cidade de-iioyaam.G Ferreira.J. Mello Reo.
N 146.Disposicoes perraaneBtes. Ao art.
33 S'-.accrescente-se : e 2:0000 para a colloca
cao do chafariz da pr-ica do Conic d'Eu. 0 auxi-
lio para as obras do edilioio destLnado ao lyeeu
da artcs a oflaeios seja de 8:0000, em v-.z de
5:0000.-/. Mello Rego.-G. Ferreira.
N. 147.Artigo additivo. Picam appcovados
oscreditossupplementare9 as leis do arcaraento
findo e vigente, abertos por actos de 7 de julho, 27
de agosto, 3 e 19 do setembro, 19 e 22 de novem-
bro de 1873 e 18 de favereiro do corrente anno.
O presidente da provincia fiea ant^risado a conee-
der os cretKto* supplementares a lei vigente. pedi-
dos nos offlcios do inspector da th30uraria pro-
viocal da datas de 13 e 17 de abril deste
anno. Mello Rego.-Talentino de Carvallu.G.
Ferreira.
2t. 148.Artigo additivo. Pica o,presidenteda
provincia antorisado a deepender, abrindo o ne-
cessario credito. o que for preeiso para elahoracao
de nma carta (opographica -da prcvinnia, podendo
coatratar para esae servico pessoal idoaeo, e sap-
plementar a repartigJo das obras paWieas, com
tanto qne o servica seja feito dentro de Jous an
nos.J. Mello Rego.
N. 149.-Artigo additive.-0 presidVmte da
provincia fiea autonsado a mandar liqnidar e pa-
gar o qne se deve de erercicios findos a Rusalina
Olympia de Mello, professors do Agaas-Bellas, Lou-
renco Xavier da Fonceea, forneeedor dos presos
pobre3 de Bom Jardim, herdeiros do finado Acto-
nio Josii de Oiiveira, apasentado como official,
maior da cretaria do governo; Luciano Maga
Ihaes Pibeiro, resiituicao de impo9tos indevida-
mente pafos coma tutor de Alwrandrina Theodo-
ra deBarros; Severiano Monleiro Leite, .idisnta
mento qne fez a escAlta que prendea e canduzio
criminonos de Alagoa de Baixoj Jose Joaqokn de
Sant'Anoa Guerra, foraecedor dos presos pobres
de Caruaru.Gongalcet Ferreira.J. de Mello Oe-
go.~Toleutino de GarcaJLo.
a N. 150.Ao art. 15.-Elevando a 4 1/2 por
nto o iraposio sobre 0 assuear.T. de Maga-
- jS,-*~Ao art- & 38--Bepois de transfe-
reccia ae proprladadeaecrescenle-se: devida-
mepte averbada, o que for relalio a oroprielade
\
J
Divio^/Pernambuco Quiuta feira 17 de Setembro de 1874 j|V \\%Q:\f o/;/j
lire i muito ^nporUtits..
0 S. Ju\j B\ait.v].;!i :-
OS IU?i*t- ^i-*
-A? -jia-11.
Ni-. Mfrl|K da ijjlro:
Us que forem necessa'lis.--J. di Me'to Reg>. bl
Vtnpitms fmiirn^TsiLtViw Ik**
N. 151.A't. 15^8. depoi i de l crescente sc : n ft.:no 1 12-depi s de licores t-veWj!MriIajfcjfit-iB nos'HtHta. rce'ebl aTn
crescente;e : & cervdja.J. tie .\Mlo Rego.-Gvx-, fhcia os prw.,ir o "iement.s qac ecnnditao< nv
enlvm torreaa.-T. de Oiroalh | anlas supcrioro., devein collowi us
.\. H9.-1 Art..15. Sofiprun; se a craanda.
10 do Sr. Manoel do Rego ao i
:t
N. 136.A da n.
N. 157.A de a. 19 ao 19J
N. 158.-*-A de n, 90 ao j 32
159. A de a. 28 da com nissie S 16.
160. A de n. 49 ao f 64.
N. IGl.-Adeo. 63 ao 32
N. 162.A de a. 98
.Ht 163.A de a. 123 aa pirte relaliva aos
nrojectos ns. 49 o 53.-7. de Mello jfef* Goncat-
ves Ferreira.
i N. 164.A' emenda da comtnissio sobre divi-
das de exerdeios findos aecrweeuto te: a
tambem 2:5000 que deixou de pagar no exer-
cicio I'm 1 j a Santa Casa a# M sericurdia. Parente.
N. 163 Artigo additfvo *s i HsposfjSesgeraes.
0 imposto deiietado no % 16 t o art 13 da. lei
o. 115 6 devido, qualquer que eja a epooa do
nascimento do gado, e mesmo depois da partilha,
qaando por occasiao desta nao s )ja elle cobrado.
-T.de Cai-vtiho.-So-ngalvesFe reira.~*J. de Mel-
lo Rego.
N. MA Ao art. 7| 8.-Aci resoeme-se : per-
cebendo o encarregado da mesm llscalisagao 30 >0
de gratificrcao tirados das multa I iuipattas a arre-
cadad.is.Gomes Ptwenle.
167.Additivoas disposHMie permanentes.
Fica extensiva a compaubia de i luuiioacao a gaz
da cidade de Goyanua a isenqao do impou>s pro
viociaes e manicipaes, concelida a em^rezad'agua
da mesma cidade.Gongalces Frreira.J. Mello
Rego.
N. 168. Ao art, 28 Os veicimentos dos em-
pregados da sesretaria da direct ,ria da in-ir jd;ao
pubiica, serao os segaiotes:
0 secretario tera 1:2090 de ordenado e 8000
de gratilicacio.
< Gs amanuenses cada um, 8i-')0 de ordenado e
4O!>0 de gratificacao.
0 porteiro 8000 de ordenad' i e 3000 de grati-
licagao.
0 servenie sera considerado continuo, com as
mesmas funcooes e vencimentos que acluaimente
tern. Joao Barbalho.Antonio I aulino.
O Sr. K;lis c Mil va > S r. presidente, ape-
zar de nao ter feito acerca do pi .^jeclo da orga-
mento provincial um e-tudo detii o, mas someate
um estuio perfunctorio e moneulaneo, nao so
p.irque pouco e muilo pouco e > tempo que me
sobra dur-nte o dia do qae e c > lsumido nas mi-
nlias occupagoes e mesmo do qu 3 c absi.lulamentu
necessario para o repouso, com' ate duranle a
noile o meu eiado valetudinario nao permitte que
cu me er.treguo a tr.iballio de lejlura e do escrip-
lurag ij ; todavia no golpe de vi>jta que laucei so-
bre o mesmo projeclo, algum:isdispo*ic5es eocon-
tiei que nao me pa race couvcaietite qae sejam ap
provadas taes como e.-Lio, assim como tambem en
contrei filta de outras disposiguek de que a nobre
cojnmissao de orgameato nao cogitou, atim de se-
reiii consideradas no rtferido pr >jecto. E por is-
so muito de propo-ito deixei eon ^r as duas discus-
foi's, toruaadouie nellas silencic-o, me.-mo porque
esperava que as luzes desta ci ;a corregis?em o
que era deliclenie no projeeto, c supprissem as la-
cunas qne nelle encontrei.
Coin effeilo inoenganei-me, [orque vi que fo-
ram men:ionados alguas dos u eus pensamentos
aas diversas e.ueudas que fo am maadadas a
mesa.
Tolav;.i, nao driixoa de escap.ir algama cousa, e
por isso que me resulvi a pedu a palavra alim de
offerecer a casa algumas emend is qua me parece
cuuvenieates serem cousignadas no projeeto, e bem
assim ai^uas artigos adduivjs, c.ijas ideas uao fo-
ram nelie cousignadas.
Eatretaolo, live o prazerde vr qae nas graves
e iaipjrtanti's aneatoos que se levantaram nesta
casa, a assemblei resolveu con toio o criterio e
j'lslica, elevanJo-se assim a altira dasaa digoida-
Je e do seu pilriotismo.
Teudo maadado, pelas consid; r|c5es expendiJas
oito emendis a mesa, correme o dever de justili-
calas, e o farei ordinalmente, c imegando pelapri-
ineira visto quesa achatu numtradas.
A primeira emenda e ao l2j do ait. 4 que as
sim diz : (ie).
Dep:>is das palavrasalagu i\ de casaaccros-
cente-se: licaado elevada aq; ita a 4O0.-O mais
como esta.
Esta disposicao, Sr presideati, refere so a quo-
ta deslinada aos professores pulilicos para al-iguel
da casa onde eHes devem fuuerionar. Niaguem
deixarade concordar comigo en que a quota ac-
tualmeutc desliaada para esses ilugueis 6 dema-
siadamente diminuta, e insign ficanie nao pode
chogar para o mister para que i dada.
Todos sabem, Sr. presidente, jue nesta capital o
aluguel das casas tern subido ousidcravelmentc;
tedos sabem que i imoossivel opter-se uma casa
com as accotnmodagoes ne^esBarias- para nelia
luncciunar uma escjla pubiica/pelo prego Je 530
nieusaes. ?
As casas onde devem fuanicionar as escolas
publicas, necessariamente deyem ser espagosas,
devem ser grandes, polo medos devem ter uaia
sala capaz de center o numeio de alumnos que
ordinariamente frequentam e & de 30 a GO aas nos
sas escolas publicas, sendo qne algumas ha que
tern ate mais de 100 alumaop. Como. 6 possivel
pois, Sr. presidente, que em lu.Tia pequena sala,
em um espago acanhado possa funccionar uma
aula contendo 100 e mais aliimnos ?
Reconhece-se a necessidade de espago nesta sa-
la nao so para que as classes; era que se dividera
os alumnos, se conserve disiinctas, separadas e
sem coufusao, mesmo por bem da regularidade
do ensino, como porque se deve ter em mui
superior-).,
di serc.a m futuro
bons cidadaos
na fftcicilade.
em coalii-oes
lUgares impartaute* na fftciedade. Aos professo
I res puhlicos de instruccao primaria ijue sioos que
Ian vim a primeira pedra para o ediiicio da iilus-
tta.gao da mneMade se de esse Im.ioMaatissiino
sarvigo, pode se dizer qe sao elles qui langam a
primeir^semeate ao sola dt intelligeacia da mo-
Cidide; preparanlo-a ass m para que cultivando
depois $ua intidligencia aas aulas supenores, se-
jam aprovoild.jj os uleulos e se Tcja para o fu
ture figtwar bos lugaras mais importantes do pais,
os que dalles sao do'.ados prestando Ihe servicos
muito rersvaates.
Os aomeas que chegam a esta posigao social nao
podera deixar de ter rccebilj os elementos indis-
pensaveis para isto nas escolas d instruccao pn-
m.iria, cuja djreccao e conliada a nobre e dislincta
classe dos professoros publicos.
. Se puis, como eu disse, maguiario e lio nobre,
6 tao importante, se sao os profc^ores que, prepa-
ram e ageitam a mteiligeMia dos alomnos, se dessa
preparagao resulta a vaotagem que a cabo de mos-
uar, resulta o formarem se horn ens que para o
futuro tem de Eater talvez a prospendaaa do paiz,
oamo ee pagar tao mal a f mccioaarios desta or-
dem, como se ter em tao pouca coasideragao aste*
fuaccienaries, eomo pagar se ao professor public;
um cmto de reis ou tu uos do qitu isto ? E alcm
de ser esta pigi ta> pejneni como darse so neo
te para o aluguel da cast oaJe tem de fuaccionar
a escola 250 ou 300000 ?
0 Sr. Jo.vo Baiui\lij : -Cora prejuizo da sa wle
dos III 'liin.i*.
0 Sb. Ratis e Sicva :Jj o disse e repito, com
prejuizo da sauda dos meuiuos, porque 6 cousa a
que muito se deve attender nas casas em que funs-
ciooam as escolas, as condicoes hygienicas.
Os profassores publicos, Sr. presiJente, exerceni
uma proflssao lio difflcil, lio afanosa qua raro e
aquaHe que no lim dos 23 annos ou 30, aao liea
iuutilisado, devem ser porianto bem remonerados.
A vida sedeataria 6 prejulicialissima a saula ; e
par isso que os prole sores assim como todoa os
s:
E*?? T*:?*** $ !(> *<* fw dl c?.sa de deien-Ss em 1871. Ia v3 pTrtant.
dei a au a casa, ja vein os nonres "
solfrem
UanM igtialmoute am a>IJitiv iu
rac-ti) do 1 e que diz assim : (
ManM
me
OSmfermftiro e
'l.i-* |*48oj da casa
occupa'rem gr*lfffcakao annual de 3 distribuiilnf da sjjimentacio
d; deieuovj percebera"uma
ta considerigao a e3se respeito as condicoes liygia-
nicas Em uma sala acaiahada nao so nSo pode
funccionar a escola, como essa aggbmerarao de
aiumuos fara sem duvida alguma mal a saiide
delles.
urbana nesia cidade. -AnUnio Paulino.
mm. loa.As disposigSes Betaes art
SiSa;snifiaal d0,:rt-eda S ....
ultirhas palavras: do qual serao deduzidos 6 '-
instracgSes para a srrecacTagao SS m
to, ae copformidade com o presenfc aS ,
a,?a m-Ar}- f3- Substitaa-se"'ffnW
dente da provineia dara um reralameaio sobre
modo de ser conservado o eC>.>m.iA a"., I...
dftta cidade
E' certamente cousa de grande coasideragao o
ter em attengao as conligoes hygienicas da casa
que serve de escoli para a instruccao primaria.
Se nas ruas mesmo as mais estreitas, nas menos
frequentadas nSo se pode encontrar uma casa ca-
paz para ,o exercicio do magislerio prirario pelo
prego da 250, como se podera oncontrar nas rae-
Ibores ruas por esta prego uma casa capaz adapla-
da para semelhante mister 1
Ja se si pois que e irapossivel qae seja safnciin-
te a quota quo aqui e marcada para que possam
os professores ter uma boa casa-onde tenham as
suas escolas. D'ahh resultara nao so prejuizo a
disciplina, ao regimen do ensino, como ale a sau-
de dos a'umnos ; porque como ja disse, essa agglo-
meragao muito concorre para o deterioraraento da
sauda. E" necessario quo se tome muito em con-
sideragSo as condigdos hygienicas era que devem
estar ae casas desUmdas para o exercicio do ma-
gi steno primario.
Sr.-presidente, nao posso deixar de arguer nesta
casa a minha debil voz, nao posso deixar de levan-
Ur um brado em favor dos professores publicos de
instruccao primaria, porque desgragadamente es-
ta classe de empregados pubh'cos, sendo das mais
oobres e deveado porianto ser uma das mais con-
sideradas, nao o tem sfdo ; pelo contrario, tem sido
rebaixada, tem sido olhada com desprezo ao pon-
to de serem nivelados os sens veacimentos quasi
qua ao dos gaohadores das ruas. -
0 Sa. Olympio Marques :Mui:o menos,
0 Sa. Ratis b Silva : -Vejo qae os professores
publicos sao pagos, creio que com 900 e tmtos mil
reis a um eonto de reis, ordeaado igual ou talvez
meaor do qae se tem dado a empregados publicos
da mais baixa categoria.
0 Sa. Jolo Baiuiauio : Ha serventes que tera
mais.
0 Sr. Ratis b Silva : -Quando vemos serventes
e contiaaos de repartigoes, com ordenados supe-
nores aos_ qua percebem os professores publicos
nao podemos deixar de reconhecer que e uma in-
justiga clamorosa; e islo uma verdade, que esta
iia conscience de todos, e que nao podo deixar da
t'esar rauito era nosso espirito. Querer pagar se o
professor publico com am ordenado tao ridiculo
daado-se alem dfsto apeaas eomo anxilio para o'
aluguel da casa 25/000 mensees? -E' cousa revolta!
empregados publicos qne a tem, chegaudo a uma
certa idade fleam inutilisados e nao iem remedio
seaao voltar par* suits casas sem foiuro nenhum,
porque o or ienado qu recebem uas e outros mui-
to mal da para a sua modesla manutengao.
Nao se comprehende puis, seuhores, como era um
paiz onde se procura por todos modos derramar a
instracgao, diirundir as luzes, onde por todos os
rsiodos se procura e se proclama a prosperidad)
delie, se diilicultam os meios ?
E' querer os fias sem so erapregar os meios.
Como e que se pode querer ter baas professores
que preparem a mocidade para altingir ao maior
grao de in tralidade e illustragao, sem se Una dar
meios sollieieoles para se poderem manter, sem se
Ihes dar um ordeuado capaz do compensar este
trabalho dillicil que elles t^em, capaz de prestar-
Ihe a nacessaria e commoda subsistencia, de modo
que elles possam erapregar todo o seu zelo, toda a
sua actividade, todo o seu dasvelo ua educagao e
aa instruccao da mocidade f
Por estas consideragdes creio que tenho feito
conveocer a casa*na.j so de que 6 rauito mal pago
o professorato, como quo ate e tido em muito pe-
quena consideragao, e me.-mo rebaixado, teriho
provado lioalmente o lim especial a qua me proouz
com a miaha emeoda, isto e, que a quoti destioida
para o aluguel da casa em que tenlum de func-
cionar as aulas nao e sufli-ieuta.
Estas consideragries me determiaaram a elevar
a quota a 400 ; visto que mais nao 6 possivel por
ag.ra.
Sim Sr. presidente, nao 6 porqae eu considere
que 400 >oja ainJa quantia baslante.
0 Sa L'ciioa Cavaloantb : Na cidade?
O Sn. Hat.-s h Silva : Na cidade.
0 Sa U-hoa Cavalca.ntb : E fora ?
0 Sr Ratis f Sii.v.v : A amauJa nio previae
cousa alguraa para os professores de fora.
0 Sb. Uchoa Cavalca.ntb: Saria coave-
niente.
0 Sa. Ratis e Silv.v : 0 nobre deputado au-
xilie-me nisto; mandando uma emenda neste
sentido ; aao ma opporei a'ella.
.Mas, diziamos, nao e porque eu esteja conven
ciio da qne 400 e bastante para o aluguel de uraa
casa nas condigoes de poder ser escola pubiica ;
nao, seuhores, 6 porque attendendo a dedciencia
dos cofres publicas e vondo qae a sorama total
vira a pesar con.-iJaravelmonte sobre elles, entenli
ao menos quo devia melborar de algum modo a
condigio desses empregados. Se acaso nao llcam
bem pagos dessa despeza, ao menos sera um auxi-
lio maior, mais prolicuo e o sacriflcio desses
tunccionarios sera menos pes.ido.
Ma parece, Sr. oresi Jente, ter dito quanto e bas-
tante acerca da l emenda.
Passarei ag ra a justlicar a segunda qua e ao
3 do art 8' Recolhimento de Oliuda Em
lugarde 1:3000, diga-so 1:5000.
Marca o projeeto para o recolbimoato da Oiinda
uma verlia de 1:3000. Este auxilio, Sr. presidente,
6 pequeno. nao pode cliegar para as uocessidades
desse estabelecimento pio.
Nos aaoos anteriores, a exeepc-lo crsio qua do
anno passado, consigaou-se sempre a verba de
1:5000 para o recollumento de Oiinda, e se tem
sciencia da que esta verba nao era sufficiente,
como podera sel-o a de um conto e irezentoi que
Ih9 destina o projeeto de orgamento ?
Assira me pareceu de justiga elevar esta verba
ao que sempre foi, a. 1:5000, visto qua as nossas
eircurastancias liaanceiras nao nos permitte ser
mais generosos com esse eitabeleciraeato digno por
certo de nossa attengao. 0 accrescimo e lio di-
rainuto, e tao pequeno que nao pode crear receios
uo espirito dos nobres deputados para deixarera
do approval-o.
A 3a emenda e um artigo additivo elevando a
2:5000 o ordenado do director doasylo de raendi-
cidade.
Sr. presidente, talvez paregi exsgerado o orde-
nado que desejo que se da ao director do asylo de
mendicidade; mas, senliores, se coosiderarmos
por um lalo a importancia do lugar. se coaside
rarmns a posicao daquelle que o cxerce, porque
nao e qualquer individuo qne pode estar habilitado
para um lugar t:io importante, se cjnsiderarmos
sinda o bora regimen em que vai esse estabeleci-
mento, se c perfeito desempenho das -obrigag5e9 com que
esse func^ionario serve o sea lugar, e sa conside-
rarraos Onalmente a economia que elle tem feito
nas despezas do estabelecimento, conseguindo que
ellas tenham drscilo quasi ceuto por cento da-
quillo que era antigaraente, me parece quo senao
podera negar ser de toda a justiga o aagraentar-se
o seu ordenado.
Elle tera creio quo 2:0000; sao mais 5000 que
peco para esse distincto fnnccionario publico, ho-
inera deficiente de meios e que tem sobre si farai
lia pesada, familia muilo onerosa.
Sr. presidente, eu cntendo que os bons empre-
gados devem ser sempre considerados a auxiliados
por esta casa... Nam se diga qm nao a possivel
fazel o pela defieiencia- dos cofres publicos.
Eu sei que e esta a razao geral que se allega
sei quo ha accrescimo de despeza ; sei qae e esta
a arma com que se combate qualquer augmento
pedido em favor dos empregados pnblicos que
estSo mal remunerados; mas, senhores ja disso
algumas vezes e repito : nao e com o devido
ordenado ao fnnccionario que o merece que se
deye fazcr economia. A economia nao sta nistoe
S.\ presidsnie, a economia nao esta siraplesmen-
te em gastar-se, esta em saber-se gastar, a econo-
mia esta em nao se gastar superflaamente os
dinbeiros publicos. E se 6 certo, se e jusio qne o
bom empregado publico deve ser bem pago nao
pode prevalecor a razao de economia para qae se
nfcgue a este empregado aquelle ordeaado que Ihe
e devido, aquelle ordenado que 6 justo.
A ultima das razSes que apreseutei. era favor
deste empregado distincto 6 de taoto peso que nio
pode deixar do merecar particular attoocao de
rauito influir no espirito dos nobres deputados-
visto quo toda a questio actualmcnte e de
nomia.
Sr. presidente. nio deve fazer a casa reparo no
pedido de uma gratificacio do 3000 annualraeata
para o eafcrmeiro e ditlnbuiilof da alimeuiacao
dos presos da ca-a d-< dstengao. Bite empregado.
qae serve este lugar ha 16 annos, sem qae teaba
tido uma I.Ita, som que tenha reiioerldo nma so
licenaa, tem desempeahado as suas obrigacde* com
o mwor zelo, com a maiaf acUvidado probi-
dade. r
EMe empfefado qua amerce um lugar de taato
trabalho, que eucontra to grandes diOenldades
no ciiraprimenSjodo-sensdeveres, aefcando-se todos
os dias, por ass+m dizer, em frente do perigo, por-
que tem obngrgao de andar promiscuaraente entre
os preso% quaodo Ifeaa vi disirienir alimeaucaa
a quando vai tambem 4 eafermaria mioistrax-laes
os reinedos : este empregado, digo, merece
uma retribwaao, alem do ordeaado quo per-
E m e a jijea dssta gsasMcagio, qae para elle
peg) que ja bi reconliecida per esta casa era lei
de 23 de junho de 1869.
Ja nesse tempo se resonaeeeu a Justica com que
se Ihe deu essa gratiflcacio, )i nessa tempo se
reconheceu o servigo importante que prestava este
empregado public ; ja nesse tempo se avaliavam
os seus servij-w, ajuilataaJose a nalufeza e
importancia dolfes. portanto nao e" uma cousa
nova qua venho padir, mas sim o restabelecimento
dessa idea de justiga e da equidade que em 1869
ll foi feita pela lei de 23 da junho, saaida desta
casa.
eco;
4 na cidade,
na cidade
Quando se trata de zelar os dinbeiros publicos
quando por todos os meios sa quer boupar aos
0 Sa. Uchoa Cavalcante : Isto
fora o auxilio 6 de 50000.
OS. Ratis e Silva :-0ra ahi tem :
2o3O0O e fora da cidade 50000 t
0 Sr. Gawar Drummoto : 330000 na cidade.
0 &r. Ratis e Silva : Mas isto nio basta, e
muito ponco ; e se para os professores di cidade -
nio basta esta qnantia, menos e ainda a destinada [ despezas, de modo que hoje castase
para os professores fora da cidade. Darse 50000 quijlo que ouir'ora se ga9tava.
e nada 6 a aesma cousa ; porque nio se obtera
por tal prego, casa qua sirva.
0 Sr. Cokha Cavalcamte : -Apoiado.
0 Sn. Uchoa Cavalcawtb : Antes nio dar
nada.
0 Sr. Cunha Cavalcante :E' verdade.
ce/res publicos o dispendio dos dinheiros, faian-
do-se ate a justiga, eu nio sei como se possa ne-
gar um accrescimo de ordenado a um empregado
publieo que tera feito as economias que o distinc-
to director do asylo de mendicidade tem realisado
na^uelle estabelecimento.
Elle tem, Sr. presidente, dirigido o me-mo esta-
belecimento, tera regulado oeconomis-do as suas
raeude da-
0 enfeniiairo da casa de detongao, Sr. presidea-
te, prestando todo* os seas servi.ws deatro da casa
ile detaoeao, a seado todas as altribuigCies qae
elle exarce ddflceis, afanosas e perigosas, tem de
mais a mais a obrigacao de estar coastaulemeate
no edifloo, A qualrjuor bira do dia ou da ooite
era que entra para alii um preso contuso ou feri-
do, o ealenneiro sa deve apresentar para minis
trar lbe o medioamentos precisos. Por aqui ja
veem os nob.-es d^putalos quan'.a e diffl:H, quaa-
to epesado esse lugar, quanta e mesmo arriscado,
e nao 6 senhores com p ordeaado do 9000 que
tanto percebe elle, que se pole considerar pago
um servigo tao extraordiaario. Ja ve" portanto a
casa que e com tda a jastiga, que e com tola a
equidade qae propoaho uma gra;iuc.ig*> de 3000
para este faaecioairio, gratiticagao qua eomo ia
lisse, bile teve por lei dasta casa de 23 do junho
da 1869.
Creio ter assim justificalo est adlitiv.* e passa-
rei a outro quo tem a nameracio de 3a (le):
Pica o president, da provincia autorisado a
elevar com 15 % os vencime .toj dos guardas e
do aju lante do administralor da casa da deteagao;
e com SO [, os do escrivao do mesm j estaboleci-
menio.
Diz ainda respeito este additivo a empregados
la casa dedotangaj. Teoi> fait) ver a casa as
diiBculJades, o trabalho iassno, os riscos mesmi
com que serve o lugar de enfenn-Jiro aqua la pa-
r* qnera acabo de padir a gratilicagao de 3000,
compyeheuda-so perfaitam8Mb qua nestas mesmas
condicoes estao todos os mtis empregados a ex-
cep.H) do escrivaa quanta aa risen de vidi so-
mante.
Niaguem deixara de deseoahecar que os guar-
das da casa de dateegaa sto homoas empregados
diaenjin no sarvigj d'aquelle e.tabelecimeut)
para manter ahi a ordam e a saguranga que deve
haver nas pris5as. Xoios saiiem quo esses guar-
das vivora por assim dizer de raistura com os pre
sos; ve sa portanto o risco em que elles estao no
etfeSivo cuinpriinant) dos.seus deveres. E isto e
taato mais verlada quanto infelizmanta os factos
ahi estao para provar que alguns guardas da casa
de detoaga) ja tam sidi accominetlidos pelos pre-
sjs, ja tem escajado do ser par elles assassinados
naoccasiiaem qua e tao fazeado o servigo ra-
ter no.
Os guardas da casa de deteBfao, Sr. presidente,
uao so prestam servigo 1:) dia com) de aoile ; sao
obrigados a velar daranta a noita fazeado quartos
d_o 3 era 3 ho'ras; e este servigo qne 6 ja par si
tao pesada, tornase maior, torua-se duplamente
pesado quanlo pela falsa de pessoal uaquelle esta
beleciraaato elles sao obrigados a repstir o servigi
nos dias que a lei Ihes da d- f Iga.
A casa coinpreliaado que nao ha raparticio al-
guraa, cujas empregados nao tenham raotivos para
deixar de comparecer um ou outro dia seaao por
outra razao, par malestia. Sen Jo o passoal da ca
sa dedetencao taa pequena e havendo quasi sem
pre falta de empregados par malestia e nao deveu
do o servigo hear por ser feita o qua o regula-
menta determina, c o que e a coasequencia da
falta e quo os qua co npareeem, os que esta)
promptos, os que estao de saiide vao fazer o sar-
vim) daquelles qae faltarara ; e isto o que se cha-
ma uaquelle estabeleciraenla dobres. 0 pobre
guarda que acabade passar 2-4 haras em um ser-
vi,o desta ordam, que acaba de passar uitn noite
velanda o andando, porqua o regulamento os obri
ga a estar de vigia nos quartas que fa'.em, a ron-
darem, e quera ronda nao e*ta perminenle em
um lugar, esta percorrando, esta passeaada por
todo o estabelecimento subindo o descendo escadas
exteasas o ingremes; este empregado ao dia se
guiute, Sr. presidente, esta inutilisado par canga-
so, por eafado e por insomnia; pelo-que nio pode
pre.-tar servico algum, raas por falta d6 compare
cimento das seas compaaheiros siu elle3 obriga-
dos a prestar de novo o mesm u servigo ; la vao
para o dobre e ista d certamente servigo superior
a3 forgas da qualquer horaem, e quem presta ura
servigo desta ordera deve sor muito bam pago.
Mas me perguatarao : com que ordenado se pa-
ga a uu guarda da casa de detengio 1 Oh I se-
nhores e vergoaha dize lo : com 6000, meoos do
que faz ura ganhador da rua na correr do anno.
0 Sr. Tolrxitxo de Iarvaliio : Neste caso
estao os proraotores publiios.
0 Sa. Ratis e*Silva :Nao nego queestejara ;
o nosso funccianalismo e muito mal pago, princi-
pa line a ta a magistratura; agora e que se vai pa-
gaado ura pouco melhor.
Um Sr. Deputado :-Ua um projeeto elevando
os vencimentos.
0 Sit. Ratis e Silva : -Pois bem, ficara bem pa-
ga a magistratura qaando esse projeeto for con-
vertido em lei; mas agora e desg.-acadamente
paga.
Mas, Sr. presidente, dizia eu que o guarda da
casa de detencao tera 6000 de vencimentos, 6000
que tem qualquer ganhador da rua. Isto e certa-
mente injusto e 6 para deplorar que nao se aug-
mento o ardenado desses empregados.
Senhores, emquanto nao nos oonvencermos de
uraa verdade, isto 6, qua nao se pole ter bons
empregados 3am qae se Ihes de boa remuneracao,
dovemos Hear certos de que o servigo publico* ha
de soffrer infallivelmente, porque nunsa teremos
bons empregados.
0 Sa. Cunha Cavalcantb: Esta e qae 6 a
verdade.
0 Sr. Ratis b Silva : Nio podera haver bons
empregados sendo mal pagos; pague-se b;m ao
empregado e exija-se entao cumprimento rigoroso
dos seas deveres; unponha-se Ibes penas quando
faltarem a esse cumprimento de deveres, mas exi
gir-3e do empregado o cumprimento de suas obrl-
gagoes pagando se-lhe um ordenado ridicul) que
nio lhes da para viver, nao posso compreheader
ul systeraa.
deputados a injusligi qne
em eites empregados pnbitoos, e qae o direit-a
quo lhes ass-ste a melhor recompema nao o reea
uliecido agora, e recoaheciJo desde inuitos aanos,
pois qae ja em 1871 o digno administrader dacasa
do detencao o reclamava.
! Ainda mais to rconhe;ida essa injustica quan-
do por uma lei da provincia, a. 69G do de ju-
nho do I860, faram elavados com mais d >us por
ento os venc meutos des es empregados. Mas
creio senhores qua esta disposicao licou sem effeito,
foi umadisposigao illusoria coma ficara talvez a
que preteudemos decretar.
0 Sr. Caspar dk Drum mond : Quem sabe 1
0 Sr. Ratis e Silva : Mo sei : tenho minbas
desconfiangas. Mas dirao : e quo se reconheceu
que esta disposicao foi illudida, nio teve effeito,
eomo apresentaes hoje igual medida ? Eu respon
do : vendo qae ha impossibilidade de ser aceita
nma emeadaqualqner elevando os ordenados des-
tes emprKado3, porqae (parmitta se-me dizer) a
mania hoje 6 negar-se augmento de ordenados a
empregados publico3 ; porque s6 nista faten con-
verter a economia, (nao Ihe charao economia,
chama m^nia) ; basta fallar-se aqui em accrescimo
de ordenado para ser a idea rejeitada inlimiue
vindo a frente a razao da economia : lembrei-me
deste meio, que me patece unico para poder che-
gar ao hm desejado.
Um Sr. Depotapo : No orgamento ha nm ar-
tigo qae augments o ordenado d)S empregados
publicos.
0 Sr. Ratis e Silva : Naa me force o nobre
deputado a dar a raza) disto, nio qaero entrar
na apreciagio deste aagmento, prouvera a Deus
qae todos os homens estivessem ni sociedade sob
as mesmas condigoas e sob a mesma protecgao.
Se fossa assim quando se uveise da fazer benelicio
a urn se faria a tolas; n"io haveria queixas.an
daria a sociadads como deveria andar.
OSr. Tolentino de Carvalho :So se f)sse de
aajas.
0 Sa. Ratis e Silva :Por estas palavras creio
ter respondido ao aparie do nobre deputado e
aao exija S. Exc. maiores explicacSes.
0 Sa. Tolbntino de Carvalho Respoadeu
subtilmente.
0 .sr. Rath b Silva : -Dlzeala Sr. presidente,
como acabo da dizer. qae seriam improficaas os
mous esforgos no sentido de augmeniar os ven-
cimentos dos empregados da casa de deleogio,
par outro meio qua nao este de que lancei mao, o
escolni e servi-rae delie, eporqae pareceu-rae assim
mais facil.obler melharament> de venciraenias para
essei empregados; qua aaezar do nio ticarem am
da bem pagos, comtudo com este accrescimo pela
p ireentagem, flcarao em melinres coadig5?3,flcarao
elles raais be.u remunerados do seas servicos,
melhoram seraiire de algama sorio e par este mei.
sera mais faeil a reali.-acao desta melhor*mento.
A idea deseptdir direcuamente um accrescimi
de tante para o ordenado de tal ou lal empregado
e idea que e immediatamente reptdJida : mas pe-
dinio sa par uma porceutagem omo qae se faci-
lita raais, ou nio da tanto na vista esse accres-
ciraa pelido ; tanto raais quanta fica a disjasija-i
da presidents da provincia e Ko sera uma ga-
ran lia para es nobres deputados acerca dos escru-
pulos que tem cam relagio a economia, qua os
nobres deputados entendam.
Com esta porcentagem da 15 por cento, tendo
os guardas acluaimente Gi80. licarao com perto
de 8Oil0. Nao e ordenado sufficiente, bem o reco-
nhego e ji o disso, porque nasta cidade nenaura
homem que tem necessidade de aadar calgada, de
an Jar deceuta e que tarn familia pole viver cira
menos de 1:2000. Uma boa parte fica consumila
cm alugueis de cas> e o resume mal da para um
p)bre pai de familia comer, servo apenis para
nao perecer de fame, o se tem familia pesada en-
ta) nao sei caraa sa arrumara esse iafeliz. Ora,
se assim e, como podera este pobre individuo vi
ver com 8000.
we'los" esuriu'^J" I? .' Sr" BaJis e ?,lva :~Sr- P^Mente, o raagis-
s aos passeios, estabdtcenrir/as mal J terio e prpflssiSo diOQci.', muilo afaoosa, mnltono-
Ahi esta i as contas dadas por elle, leia-se o seu
relalorio, sejam eflas confrontadas com as contas
dos tempos passados e ver-se-ha a verdade do
que acabo de dizer. Se, pois, a um empregado
publico 'desta ordem nSo se der nm accrescimo de
ordeaado, .iccrescimo a qae elle tem direito, nio
sei a favor de qnem se podera dar.
A' visia destas coasiderscdes, me pareco que te-
tera nra servico til, tao duro, tao cruel qae nem^
ao raenos se pode.n occapar em outras cousas,
em outros misteres nos dias qae tern de folga,
porqae senhores, quem acaba de prestar ura ser-
vico de 24 horas na casa do detencao esta no
dia seguinte inutilisado, vai para a casa dormir,
vai repouiar, porqae o corpo nio pode deixar de
pedir descanga. For conseqaenoia nao pode esse
guarda prestar outro servigo, nio se pode occapar
em outra qualquer consa, qne auxilie a subsis-
tencia.
Bis aqui as lamentaveis ciroamstancias em qne
sa acbam cellocados os pobres guardas da casa da
detongao ; eatretanto qaando por qualquer motivo
deixam de cumprir o seu dever nao estao isentos
da peaa qne a lei lhes impde, sao chama dos ao
cumprimento da lei.
Nad 6 de hole, Sr. presidente, que se reconbece
que^So mal pagos os empregados d? casa de de-
tengao; esta verdade ja reconheceu o seu mui
digno administrador o Sr. Dr. Rafino de Almeida,
quando em sea relalorio assim se*exprime : (16)
O pessoal desta casa compoe se actualraeat9 do
administrador, umajudante, um medico, um guar-
da enfermeiro, um barbeiro e vinte e dous guar-
das. Excepcao feita do administrader, os venci-
mentos dos demais empregados s2o diminutos
0" ajudante tem apeaas 9000 de ord.'nado.sere
mais nada; o escrivao 6000 e cada guarda 6iS0
menos do que^qualquer jornaleiro, entretanto que
se exige deiles moralidada, deoencia e promptidao
no servico. 0 resaltado 6 que os bons empregados
pouco se demoram nesta casa, deixando-a apena I
podem obler outros meio de vida, elc.
G Sr. Gomes Pa rente : Vai viver do outra
cousa.
0 Su. Ratis e Silva :-Vajo que o nobre depu
tado nao prestou attengao ao qae ea disse.
0 .>a. Gom-.s Parknte: -Prestei toda a attengao.
O Sr. Ratis e Silva :-Se prestasse nao ma da
va esse aparie.
0 Sn. Gomes Parexte :Prestei; nao qaero in-
t-rrompelo.
O.Sa. Ratis e Silva :-Nio ma interrorape ; es-
tirao qua os nobres deputados me dem apartes,
porque assim me orientam algumas vezes ; nao
sou daquelles que se incomraodam com os apar
tes; naa sauda elles ullansivos, fazera me ate fa-
vor em da-|.i-.
Mas, digo que o nobre deputado nao prestou at-
tengao, sauao havia de ver qae eu provei, o de
modo incoatesUvel, que os guardas da casa de
detenvSo nao podem occupar se em oatro servico
estranho ao seu emprego, visto que deveulo pres-
ta lo nesse estabelecimento por 24 horas, iuclusive
a noite, sao as vezes obrigad. s a dobrar o servigo
por falta de cumprimento de companheiros. Como
podem porianto entregar-se esses guardas a u n ou-
tro servico 1 Nio e possivel.
0 Sn. Gomes Parents:Adraira que haja tan-
tos candidatos a esse empr -go.
0 Sa. Ratis b Silva : Eu explico ao aobre de-
putado a razao porque ha tautos candidatos a elle.
0 Sn. Gombs Pabente :Eu dispeaso.
0 Sr. Ratis e Silva : -Nao senhor; o seu apar-
te orientou-me e trouxe me uma serie de argu-
ments, mas nio irei a todos elles. Von explicar
someate ao nobre deputado a razao porque ha
tanlos candidatos a esses empregos e a outros ain-
da menores.
Sr. presidente, desgragadaraenle n'este paiz os
brasileiros sao os que menos goza.ra as vaatagens
de sua riqueza, os lilhos do paiz sao aquelles que
raa 0i re*alias t,5in> raenos projecgao encon ram, e
dilllcilmeate podem viver; os estrangeiros sao
mais felizes.
0 Sr. Pihto Pessoa : Porque ?
G Sr. Ratis e Silva : Os meus nobres colle-
gas sabem que o brasileiro ou mora na cidade ou
no campo. Se mura no campo $6 pode viver da
agricultura ; se mora na cidade ou tem alguma
arte, algum offlcio mechanico, ou nao tem ; se tem
pode viver pelo seu offlcio, pela sua arte ; mas se
nao tera, a que fica reduzido e do que ba de vi-
ver t Ha apenas dous recursos de que se podem
valer os qae sao pobres; o oorpo de poiicia ou o
fuaccionalismo ; porque senhores, todos vos sa-
be is, ccrao en, que no comraercio o brasileiro nio
tem fortuna, nada faz j a experieacia o diz ; os
factos o provam.
0 Sa. 1'i.vro Pessoa :Qual a e causa ?
0 Sa. Ratis b Silva :0 nobre deputado qner
que eu, va a causa; nao quero ir ia.
0 Sa. Plnso Pessoa : -Se nao vale apana ; 6
preeiso extinguir a causa.
_0Sa. Ratis a Silva:Nao se pode extingair,
sao causas geraes e originaes, sao causas que es
tio fora de nossa attribuisdo; os poderes provin-
ciaes nao padem remover este mal.
0 Sr. Pinto Pessoa : Acho quo podem.
0 Sa. Ratis b Silva,Pois os poaeres provin-
ciaes podem acabar com o comraercio a retalho 1
0 Sa Pinto Pessoa :Com o comraercio a re-
talho directamente ?
05r. Ratis e Silva :Sim.
O Sr. Pinto Pessoa :Podem acabar iadirecta-
moate.
0 Sa. Ratis e Su.va : Pois aqui tem uma das
caasas.
0 brasileiro, como ia dizendo, nao sendo agri-
, p>r
que no coramercio pode apenas aproveitar am ou
outro, aquelle qua tiver fortuna, que tiver capital
com que possa principiar; e assim monos raro e
aquelle que comegando com os sans capitaes no
coramercio teuha podido n'e ie proseguir; porque
vem logo a fallencia, fica reduziio a pobresa. Qaera
nio tem capitaes seus, quem nao tera da que vi
ver, o que na de fazer ?
OSr. Pinto Pcssoa:0 que 6 preeiso e qne
naci fi jue isto era palavras; varao3 a algama cou
sa de positive.
OSr. Ratis e Silva :De positivocomo? Pois
eu nao estou referindo factos que o aobre deputa-
do esta todos os dias vendo, factos que todos n6s
conhecemos, que tod:s nos sentimos ?
0 Sn. Pinto Pessoa : Ma$u digo que e pre
ciso remediar.
OSr. Ratis e Silva:Se o nobre depatado
pode dar remedio a ista, apresente a id6a. Eu
apeaas estou dando as razSes porque ha tantos
pretendentes ao lagar de gaarda da casa de detea-
gao sendo o ordenado tao peqaeno; estou repon-
deado a um aparte que me derara.
OSr. Pinto Pessoa :-Ah I 6 s6 para isto?
0 Sn. Ratis b Silva : Sim.
Um Sr. Deputado : Pensei que ia tratar da
questao social.
0 Sa. Ratis e Silva :-N5j se podo tratar aqui
d uma qua-tso social desta ordera.
0 Sr. Plnto Pessoa :Penei
Q*9k 'Plvto- Nvu .-*., n a Lrc drpat.-.to
v.i: in cBit\ a eix'ia 1
0 Sn. Rath k Silva : -daw sake o ai.bre d--
puiad i rii-to f
O Sr Pinto PYS'rta -rYrgnoli.
OSs. Uatm B^lva: -IVrtwaaf Pois Mil*
quo n5o v.itii a favor do augmento de iapotn.
Como ia dizenlo Sr. presidente, em respo*la a
um aparte qae m. fa dado a aMBpct'iria f.,
empregos ridicaios, empfap'M da ordenado t* > p.
queno, i devilo a falls da m^iaa. de recarsot fmt
seatem os nossas patriciea; noci** e ">n i di^e
alem da agricultura e atom das artes < >nl<*i tam spen.as doas recursos, ou o corn" de jmlieia
on o fuiicc, ;ialimo. Qaam esta aas c mdiroes da
ser obrigado a langar nio de u.d deslet doas re-
cursos pole deixar de aeaMar ni emprego raja
or leu ad i nsesino seja mniln ridi.T)lo, mSita diusi-
nuto .' Nao. a laeaos qae ehe nio qa-ira tm par-
te das qualhlhas qae andsra ahi pel.is eslratas e
pelas casas a roubar a a do lhes a bolsa ou a vida.
Se e nobre depatado ainda naa eta satisfeito
com a miaha rcspos'.a. eu coatiauareL
0 Sa Gomcs Parfms : -E-ura tatisfeita.
O Sn. Ratis e Silt a :Bem.
Sr. presidente, MM Ja o Ga do mu discnrso
direi qne nao nodeudo p :las raiiss fiia rx|Ma*di
augmentar o ordenado d >s guard n da rasa de de-
tencio como elles merecem. so me i m quiz mWho-
rar a sua condigao pur meio d---a p >rc"n!a?qi
qae pr.ipnz na emenli. dimti I > [>or ceato -
os seus vencimi'iitos, .-j-ii" firarlo nkra Ik a pvrto
de 800.0tV) r. C-na<* j dies*, i-4 > aa p4-% r*-fr
para sua subsistencu, mas emfi a se oj>r melna-
rara a triste posig-aa dtes em;>rpad u.
Passemos afora a tr tar do aju-laarte 4a rn* de
detengso, qa se acha parMMBMM oa< m'ma
randicoas tos guardas Acerca di e jaidide. j..-
liga pa/a augnn-ata do ordcaadi e da dtiacsldaie
e perigos do trabalho qae Um es! einprefadi. d -
go que c tamaem de summa just ;a qn<- lh s *'
a porcentigem qne p?ca para os guard is. p.r ;>
o ordnnadn que elle actaalasente perceb'*, qae e de
900,000 rs., nio p de retribair, cuma e uec-sMho
e de ju.-lica os servigws Ua pe-ad>s que sobre i
peseta.
0 ajudante da ea alem do ter ohrigigaa de snb dor cm suas laltu e impcdimenlH. tem atiriltm-
r5es proprias e esperU^*, attriauifoes pesadis.i-
mas: elle & obrigada a esur c-mstaniem^ate dea-
tro do ediiicio de dia e d: noite; onde sr mistura
com os presos, expde se todos os dias a lasnteM s
perigos, a innuraero* nscos de vidi
Na economia da casa, aa dimvio delta inwio -
ment, e a elle qne compete fa-r o serviro : aa
passagem de nra preso, qu* esta em uma > -1 -a!a.
para ouua cclula, na ore^-iio ar estairm ell ^ 'Ol-
tos para irera ao ban or. cu para o pas>e*n, devaa-
do estar alii o nuidanU*. para qu.- a estn* art-,- pra-
si la a UficesMiria or iem. tile esl-e:n dav.da al-
guma debaixo de emiueuti- p<-ri; >.
E quand i e serve um lugar desta crd in. quan-
do so presta servicos desta n tiivza, iuu se p-ide
dizer que seja o empregado Item papa c n 904
mil rei*. Me parece que e>t luear na padrra sar
remuneradii. senao cm ordeaado nunca m-n.* Je
de 1,601,000 rs^ mas vi.-to quo nao ix.ew- re
ii:iinerar ju.slamente o trab.illio deste expr> ga <
ao menos mellioreraos as suas circnmstaucias, de-
mos-lhe esta porcentagem de IS por eeaki sobre o
seus veactmeut-K, o que vira a elevar o sea arde-
nado a um conto e tantus mil reis. Ue parece per
di-inais razoavel, p. r demais jotlo esse accrescimo,
visto qne ja moMrei a ju to deste empregado como le todos os outros para
lerem am accrescimo de ordenado.
I^sso ag)ra a tratar da aoahdM da eaea de it-
teagan.
Referindo-me Sr. Ml lea> a esta emprega la
nao pnsso deixar de faz- r patent? a c**a i|ae a re-
partigao da casa de detencao se acha a#ifeiWmen-
te servida quaut > a ote lugar ram etnprfga.l >
que a :tii.ilmente o aaMfa : eapargadJi zeloso.
latelligeuie, rumpridor dos seus de-ere* certa
mente o escrivao da casa de detoacaa.
Quem qaer que se der ao traUlba de la ir r
examinar os diverso? livr.n d ass! ntos qne elle
tem, a seu asrgo, vera qae a escri^taracan e hm-
pa, e e>ta regularmenlc leiia ; reouhrcera quanta
merece este funcionanu publico. rec.mbecava o seu
zelo, a sua inP'lligen:ia o quanlo elle m esmer*
em cumprir hem o seu 44WB. Na s: acna alii
ism livro que nao Bs>ja devidamente escripturado,
com todo o asseio cun toda a limpoza ; aio s*
acha uma escriptoragao alrazada, a scriptara raa
aula com as haras d > dia.
Qualquer certifica Ja, qualijuer documento qaa
se precisa da casa de detengao, acha-:e alii a a
partatque o sollicita 6 imm dis'amente satisfeita.
porque alem de tu io o qae acabo de Jrer, o es-
crivao da casa dc detetgao e espadila e Iraia da
servir pontualmante a tolas aquelles qaa aetleaxi-
paai ipislfjaar ccrtificsda oa qaalquer HMtos i>-
lativo a escriplaracio ; relative aa cumpruueDta
dos sens deveres.
E coma, Sr. presideiile, $.>. hade dizor que esU
pago fste empregado que e o clitfe da secreUria
daiiuelle estabelicimrnt>, e qua tem nans certa
cathegoria, com COO01 Eu ja disse qne sta
quantia ganha qnalqut r pa.diadur da rua, gaabaas
mesmo inuitos escrav.s para seas *euh..ns ana
pode ser ordeaado que aa pague a empregado ae-
ahum, ainda ode mais baixa cathegoria, a.a*
mais a am cbefe de n, ariitao, porque como lal
considero o escrivao da casa de detencao naqodla
secreUria. E' injusnea por drmais clamorosa, la*
clamorosa que o mesmo escrivao a nio ter ded-
ciencia de meios de viver e a nao ser mesmo ra-
gado para nao deixar o lugar (rn muius vaaar
quando la cstive, ll.e (,i r-te pedido), certamenta "
elle o teria abandonado. b.sse mc ede muitas ve-
zes que preferia ser caixciro de M4a e ir para
um balcao, a continuar a ser escrivao da ca-a de
detencao, porque todo o sea ::mpo Ihe era lamada
alii, e entretanto que aper.as percebia 900 mea-
saes, qne nao Ihe basuvam \ ara mauler sua U-
milia.
Nem ao menos, Sr. prcsdinte, este empr.
tera a possibilidade de se poder enlregar a __
qualquer occupacao, pcr.;ue o escrivao da casa da
detencao, como todos os mais empr-gados. Ma
oarigacio de estar alii dcs.'e as 6 horas da uiana*
ate as.6 da tarde. S nio o- seu servico tio pesi-
do, exigindo deile tanto cnidado. consotae-lbe todo
o tempo do dia, e este empregado ao recolber-so
de tarde a sua casa esta iucommodado, esU laca-
p;.z de se entregar a outra qualquer occupagio,
ainda mesmo qne a noile ell- pode-se emprega^-sa
em algama escripturajao, em algum outro traba-
lho semelhante.
Nestas cirenmstancias me parece de toda a jus
tica, da toda a eqnidade qae .-e melhore a Miuzcio
desse empregado ; e nio podcado faze lo por oa-
tro modo, entendi qua devia r elo mesmo s\ -tema
dar-lhe nio la por ceclo, mas 3d por eesta, o que
elevara o seu ordeaado a 7M)0. Ha por cousa-
quencia um accrescii.o de ordeaado apenas de
11100000. ^^
Se eu acabei de dizer qae o aju lante da casa
de detengio nio podia ser bem pago cash
de 1:6000, e claro qne a vista do servico que
ta o escrivao, este igaalmrr.v nio pode sar
remanerado senao com o m -mo ordeaado E,
senhores, qaando se vf que ni oalras reparucoes
am amanuense, um porteiro, um coatiauo Ma
10000, 1.2000, 1:6 00 ate 2:'OOO0, como se i-U
pretender pagar a um empregado da cathegoria
do escrivdo com 6000 ? Si i factos qoe eu mease
nao sei explicar ; nio sei como se marca o ord :
nado de 6000 para o escrivao da cas-. de d teacio,
entretanto quo se da I 20)0, 1:5000 e 2:0000 a
empregados de inferi ir cathegoria.
Ha com effeita a lamenlar, ni nossa legislagio,
esta desproporgaa que nao cemprehendo em qne
sc firms.
Deste modo, Sr. presidontr, ma parece tambem
qne tenho jnstificado satisfactoriarnente o additivo
n. 5.
Passarei ao additivo n. 6.
E' elle concebido nos sef uintes termos (Id) :
Salivengao ao collegia do Saotissimo Coracio
de Jesus, com a condigi) de serem nelle adnutudof
gratis seis alumnas orphis e pobres 3:0000. a
Sr. presidente, se e certo qua a sociedade aafere
vantagera do estabelecimento de rnllagioa de eda-
cagio ; se e certo qoe o nm ilinli nMaela da eolle-
gios concorre para a diffusio das hues ; se e carlo
(]ue ca dilTusao das luzes, do derramasaeato da
instruccao pela popnlacio 6 que vem a drilieaeae,
a sua illustragio, a sua moralidade a flnilmwu
a prosperidade de nm paiz, nio se pode deixar da
reconhecer e confessar qne d ooaa aecesssdade
anlraar a creaciO e estabel cimento de toes ees-
J agios.
0 collegio do Sanlissimo Caragie de iesaa sa
acha astabelecido nas melhores, aas asais Ksaafei-
ras cond cues. E' dirigilo por uma dMacta aa>
nhora. 0 aproreitamento que nelle Ma havido,
nao e desconbecido a casa ; creio t' dos
oobres deputados conhecem esta iraan
cem o collegio do Saatissimo Coracio de Je
.<>
.
-
i
-_.ei qae o nobre de
putuio quena augmentar o iaiposto sobre as casas Is ibem qne elle todos os annos da at
de coramercio. [bastante aproveitamento um nnmero crew da
0 Sn. Ratis b Silva : NJo senhor ; n5o sejalnmna, pnporcional ao pessoal matriealada
tra?a disto agora. As subvened??, portanto, a estas casas dc
i


l&Ufc de Pfetttiftori -XJ Ow^ta feirk 17 de Setemteo Iff ffff*
*-
-1
n*'*

eto.tilAa serem nmaconvoataoeia puMiea, ?*a
uau nec-wi-lade. lNestei eoMefios do edueagao,
aWra da lnslruonao priinariaque aoeinmoas reee-,
bem. tamhom tfeaseguem a atimwitaeao, o desen
volvimento do gosto pela cullnra do espirito. A
aeaina que se edoea em am collegio a que aello)
permaueceptr tres anno*, a raontaa qua frequen-
taam col lag io bera montado, bom regulado, oho
pole deisar de sabir d'alli com e espirito bora
formado, tfispos:o a pratica de todas as virtades!
sociaes, e quaudo obaga ae estado de casarse, serai
indubitavelmente boa espcsa, boa niai.
E qoando, Sr. presidente, ve]o qae o projecto doj
orgament:> consignoa no art. 8. que se inscreve
seccorros de beoefieencia ao eollegio do^ Horn
Conselho uma snbveneiio de i:O0OJ, creio qae nin-
guem pode negar qae 6 com jnstiea qne peeo
-umbam em favor do collegio do Santissimo Cora-
Cao de Jesns nma subvengao de 3:000*, tanto
mais qu.into este collegia ofi'erece em cempensa-
gao 0 otriga?So de admillir gratis 6 meninas po-
bres e orphas.
?** tow :-0 oeNegio da caridade rece-
oe 12 orphans e nao tem subveogao do governo.
O Sa. lUris. u Siv* :Mas-o nobre deputa-
do quer qne todos os oollegios estejam funiados
no mesmo pe ? Qtier rraeascircnmstancias sejam
as mgsmas 1
Se o.cpllcgio da caridade pode fazer isto, todos
Ss tuti-os nao o podem fazer. Tendo a direetora
o collegio bjns desejos de prestar servicos a pro
vincia, compromette-se a Bio, mas b'io pade fa-
ze-lo sen auxilio.
Ora, ea entendo qae nao 6 muito qae a provin-
cia de;penda coin este collegio que esta em tao
bom pe, tao be.-.i montado, que tao boas resulta-
os tem dado, a qa ntia de 3:000/, tendo a van-
tagcm do serem alii aJmittidas 6 alumnas pobres
o orpbas, qae irao assim rcceber educagao e tor-
narem-se boas mais de familia. Bem se ve que e
umi c-mpen-agao maito superior ao sacriflcio de
3:8005 quo a provin<:ia faz.
Assim, Sr. pre.-idente, creio que estou dispensa-
do de aventar mais consideragoes para mostrar as
razors por que mandei a emenda que venho de
juslificar.
0 Sn. Joao Baeualuo :Tem justifkado perfei-
timente.
0 Sn. Ratis e Silva : Re-t.-me justificar a
emenda n. 7, quo diz o seguinte : (le)Depoi-
das palavras-o qae for necessario para os con
certo3 e on-tru^.ao mais argeate das mairizes
Bccrescente se -sendo scis contos de rs. para a
coottnt^ao da matriz de Santa Agaeda na fre
guezia do Pesaueira.
Na freguezia de Pesqueira, freguezia nova, que
antigamcnte foi fazanda, havia uma capella parti
cular, a qaal scrvh e ainda serve actualmeute de
matriz ; mas e.-ta capella alem de sir maito aca-
chida, alem de nao so prastar an servijo do culto
pi'lo sea espac,Q, que 6 maito psqueno. e>:d cm es-
tado de detarioraincnto, esta do modo que nao
pudeser ftilo o ;ii-.r;ii'.! culto divino. Tal c o es-
tado detUi Sr. presideate. que o digno juizdo di
reiio daqaella comarca, o men distiucio amigo o
Sr. Dr. Framfceo Brandao Ci^alcante da Albu
querque emprebendeu construir uma igrcja para
matrii d.iquella freguezia, abrio uma sabscripcSo
e pode obi r scmma capaz Je priccipiar a obra
atii o p.nr.'i em que e>ti com a eayella-mor feita e
ccbnrt:. e c>m os alicerces do corpo da igieja
abertos a feitos. Mas tendo chegado a este esta-
do deadiantameDto Qcou a obra paraly.-ada, por-
que os re.arsos dos habitantes da freguezia se
iobam esgotadoa e elles nao pudfm mais con-
tribuir com eonsaalgoma para o a.'abamento dest
obra.
A nccessidide de umi matris na freguezia de
Pesqn&ra e inwntestivel; polo queacabo de ex-
por, poio-sedizer que tssa fregucia nao tem ma-
triz, qae pneeisa urgentemeate de uma matriz
oudese eelebreo culto divino. Xestas circum;tan-
eias os habitantes dessa localidade requere.n a esta
assemblea p;ira que os anxilie com a quota de
6:000^1*00 para a coutiuuui.uo da matriz come
fada.
0 Sr Joao BAnuAuto :E' de to3a a jaali;a coa-
ccderse esse aoxilio.
0 Sr. IUtis e Silva :-Ftlgo muito de encon-
trar no nobra deputado apoio ao mcu pen^a-
manio.
0 Sn. Joao Bap.dai.uo :Apoio que ha do ser
traduzido em voto.
0 Sh. Ratis e Silva : E-li:aarei muito.
0 Sn. Cvniia Cavalca.me : A fregutzia nao
torn parocho ?
0 Sit. Ratis e Silva :Creio que tem.
0 Sb. Cu.viia CavalcanTi; : Parece-me que
nao.
0 Sr. Raijs e Silva :As:im, Sr. presidente,
teaho juHitkado do mollior molo que me foi pos-
sivel a tmenda n. 7, o espero que seja appro-
vada.
Resta-ma a ultima qaav c a de n. 8, aquella em
que pec>o augmento do ordenado para o 1 es-
eripturario da" r-parti;3o d is obras publicas e
para o eoutinuo da inesir.areoar'.icjio.
Sr. presideate, o i c?cripturario da reparticio
das obras publicas, que ferve de chefe do seccao,
tem apenas de ordenaJo 1:300*000.
Nao poso daixar de notar aqui a desproporgao
qae na eatra o ordenado deale empregado e de
oulros de igual:cathegoria nas demais reparticoes.
Ao passo que ?e di ao I" es: ipturario da t!ie-ou-
raria provincial 2:iOO*, ao da secretaria do go-
verno 2:i>004, ao do consulauo provincial 3:5'00,;.,
em odas obras publicas apenas 1:300*. Ora, se
o service de to Jos cstes empregados pela sua ca-
thegoria parece que deve ser-o masmo, quedeve
s;r igual, eu vejo quo o 1 escriplurario d?. repar-
tic,ao de obras publi :as o tem menor do que tem os
outros, sendo para notar qua nas outras repa ti-
coe3 esses empregados sao -simples escripturarios,
mas ua3 obras publicas o 1* escripturario 6 o che-
fe da repartiQao, e aquelle, sobre qaem pesa todo
o trabalao, toda a respoujab.lidade do bom regi-
men da me=ma reparti'.-ao, seudo assim,parece in-
juslo quo senio pagos os outros empregados de
igual cathegoria nas demais reparticdes com orde-
nado muito superkr, conserve-se ainda o i es-
cripturario das obras publicas com o ordeoado de
1:300*. Foi por isso que entendi do justiga ele-
var o seu ordenado a 2:000*, menos certamente
do que o qae percebem os oulros empregados de
igual calhegoria nas outras reparticoes do que
fallei.
Igual juslica entcado eu que tem o continuo
dussa repartigi) o qual tem a enas 1:000*, entre-
tanto que o da tbesouraria provincial tem 1:200*.
Notese que o continuo da reparticlo das obras
publicas tendo menor ordenado, tem servigo maior,
porque alii, alem das attributes que sao inhe-
rentes a sou lugar de continuo, eile exerce tambem
as attribuigoes de archivista.
Sejdo assim, liavendo este accrescima de servi-
go, o continuo das obras publicas esta em peiores
condigoes do que os empregados de igual cathego
ria nas outras repariicoes. Tendo e3ta accescimo
de servigo, occupaudo por isto dous lugares, e de
toda a iusiiga, 6 de toda a equidade que se eleve o
sen ordeaa to, dando-se-lae o mesmo que percebe
o continuo da thesouraria provincial.
Sr. presidente, sinto nao se achar no salao o
digno ex-director das obras publicas o me ucollega
o Sr. Dr. Tiburcio. Ea appellaria para o seu tesle-
manho e esta casa leria de onerar dalle qae e com
toda a razao que eu proponbo o augmento de or-
denado a estes dous empregados, qae alem de esta-
rem sjffrenio a injastiga dessa desproporgao em
relagao aos oitros da masma cathegoria, abi dis-
tingaem se pelo 3eu bom comportamento de dere-
ros, pelo seu zelo, pela sua probidade. Aos em
progados bous, como acabei de dizer, eateudo que
so deve pagar muito bem.
Assim,-Sr. presidente, tendo jnstiflcado tolas as
emendas que mandei a mesa, nao me occorrendo
por ora mais observagao alguma a fazer sobre
cllas, te.mino o men discurso, esperando que a
asa tome na devila eonsideragao tulo quanta a
espeiio das mesmas emendas alleguei, porque
certamente as reflexdes quo liz nao sefaadaram
sonao na razao e na Jastif 3.
Vozes : Muito bem.
Sao tambem lidas e apoiadas e entram
nente e*n discosaio as segninles emendas :
a N. 169.A' emenda do Sr. Ratis, sob
accrescente-se depots de 40* estas palavras :
capital; aie 25*, nas cidades do interior,
1j* nos demais lugares. Joio BarbcAko.
o N. 130.Art. 15 i4.-Rm vea de 00-ra.,di-
ga-se 40 rs. Da emenda n. 77 supprima-se aQnal
abolido o ferro decretado no respectivo-regula-
menio. J. de Hello Rego.
t N. 171.Ao 7 do art, 15.Saprima se
a emenda que eleva o imposto consigoado no
projecto, fieando eile reluzido a CO*.Qliveira
Andrade.
c .S. 17* Em ao J2 do arl 15.-Em vez de
tO* por veodade escravo diga-se308, e de 80*
diga-se-00*. -GOfsCavatcttfe. -Amanl.-^T. tie
Arruda.Altpio Coifi. -CttUia C(iodtc*1Ue.P.
Starts. -H da Siloa. -Joao Barbalhx-Uchoa Ca-
vakatfe, -Fltmiad de Hums. -Ratis-e Silva. t
. ** "3. -l?ica o prosjdeato da proviooia auto-
nstto a.nuadat pigar tajibem ao profetfor.de
raatuematicas do gytnaaslo o respectivo ordenado
venctdo e por veacer.-/'. Pcssca.-JoaoBarta-
valcanle.
N. 174.Ao art. .2' 3 supprimam-sa asnala-
vras-tudo na importancia de 3:000*. -Dr. 31a-
noel do Rego.-M. da Silva.
N. 17o.-Ao art. 4- 11 accrescente-se : Inclu-
sive a quota necessaria para a cadeira do sexo
mascuhno de Gurjaii de Cima.-Dr. Manoel do
Rego.
N. 176.Ao art. 13 14.-Em vez de 60 rs.,
diga-se b5 rs. Dr. Jtanoel do Rego. li. da
oilva.
a N. 177,-Ao art. 15 8 9.-Em vez de 3*500,
diga-se 4*000. Dr. Manoel do Rego. it. da
Suva.
N. 178.Ao art. 15S 38.Depoisde escravos,
diga-semaiores do 12 annos.Dr. Manoel do Re-
go.M. da Silva.
N. 179.Ao art. 15.-Snpprima-seo 13.Dr.
Manoel do Rego.M. da Silva.
N. 180.-AO art. 15 43.Em vez de 1:000*.
diga-se 2:000*.-Dr. Manoel do Rego.M. da
Silva
N. 181.Ao arl. 20.Supprimara-so as pala-
vras desdedo qual serao ate lugar de eobrador.
Dr. Manoel do Rego. M. da Silva.
t N. 182.Ao art. 31.Em vez do art. 46, di-
ga-se art. 49. Dr. Manoel do Rego. M. da
Silva.
t N. 183.-Ao art. 33 parte3.-Em vez de
o:0C0* para o lyceu das artes e offlcios, diga-se
15:000*.-Dr. UantwJ do Rego.-ii. da Silva.
o R. 184.Ao art. 15, supprima-se o 16.Dr.
Manoel do RegxM. da Silva.
N. 185.Ao art. 8, accresceote-se : depois de
presos pobres, inoluslva o que ainda ae devem do
exerck-1.1 de 1872 em diaote ao fornccedor da
casa de dttengao pelo (uru-?eimento de alimentagio
aos presos vindosrtfe outras provincias.M. da
Silva. \
N. 186.Ao art. 1X| 23, em lugar de 6 0/o
diga-se: 10 O/q M. da^SHoa.
a N. 187.Ao art. 13 30.Supprimam se as
palavras, 15* por casa que vender kerosene a re
lalho nas cidades ate o lim.M. da Silva
t N. 188.Ao an. 15 S 30. -Supprimam-se as
palavras 5*, nos povoados e villas do interior.M.
da Silva.
N. 189.Ao art. 15 33, a3crescente-se : vigo
igual-
n. 128
: nesta
eate
ein. 1,115, art. 15
accrescente-se: in-
rando a isencao decretada na
33. -M. da Stlca.
t N. 190. -Ao arl. 15 50,
demnisagao pela construcgao (os passeios das ca-
sas purticulares na conformi lado do contrato c
leg?slai;ao reguladora do calcaa euto da cidade.sup-
primindo o 55.M. da Silva.
N. 191.Ao art. 15 i", accrescente-se:
salvo nos casos do 33.M. N. 192.Art. 20, supprimi-seo ultimo perio-
do.M. da Silva.
a N. 193. Art. 20, aceresca ite se : nos demais
termos os 6 0/q, deJtuidos da laxa de herangas e
legado3, sera assim aividido: do juiz; I 1/2 do
ajadanto do procurador fi=c3l 1 1/2 do escrivio,
2/3 dos partidores e 1/3 dos ud ciaes da jastica.
N. 194.Art ILAdditivi. En quanto nao
3e realisar a fundacao desta esiola, podera o pre-
sidente subven 'ionar, med-antf contrato, a escola
normal fandada pela sociedace propagadora da
iastruccao pablica, com qaanti i nao excedente a
3:000* annuaes, ou a pagar a dirtcgao da mesma
escola 50* por alumna me3tra, por ella preparada.
M. da Silva.
N. 195. Ao adlitivo n. II, accrescento se:
contanto que lique reduzido a JOOreis o prcgo das
passagens dentro da cidade.31. da Silva.
t N. 196. Ao additivo n. )6 ( ultima parte )
em lugar de 43.000*, diga-se 40:000*.-31. da
additivo
o projecto n.
-Supprimam-se as
Santa Isabel. A*
acrobaticas. Sup
Silva.
t N. 197.Offercco como
lit de 1872.31. da Silva.
N. 198,-Ao addilfw 121.
palavrase bem as.-im ati
clausula 2" accrescente-se: e
primam se as clausu'.as 6' e 7.' A' chusula 8a de
pois de dramatico?, diga-se : a acrobaticos. -31. da
Silva.
t N. 199.Additivo ao do n 121 ao 1, sup-
prima-se : e helle introduzir ale o fim, supprima-
se o 5 i.'-M. da Silva.
t N. 200.Ficaelevado a 1:100* o ordenado do
amanaen edo asylo. M. da SJva.
t N. 201. Onde couber 20j pela licenga para
levantar o calcamento, afim di encanar agua ou
gaz para casas particulares. -P. Pessoa.-T.de
Sldgalluies.Vigario Biptista Soares.
N. 202.-Onde couber, toa casa ou estabele-
cimentoem qaese venderemn obilias maaafactu-
radas em paiz cstrangeiro, pa| ara 300* por anno.
Por mobilia earangeira, ainda parao uso particu-
lar, 10.)/.P. Pessoa.T. Ma jalliaes. Joao Bar-
ballio.T de Arruda. -Cunha Cavalcante. -Anto-
nio Paulino. .
a K. 203.-Ao .2 do art. 15. En Ingar de
:ndas no jorual da
3 0/o etc., diga-se : 83 reis por
as?ucar exportado.Gonralve
Rego.
O r. GasparDruni: nil (pela or Jem)
requer a publicagao das od
casa sem prejuizo da discussa
Consultada a casa, depois
ordem em qne tomam pirto c
Carvalho e F. de Figueiroa,
mento.
Continuando a discussao, fie e?ta adiada por se
reconhecer nao haver mais ui mero.
0 Sr. presidente declara q te os trabalhos da
prescnte sessSo foram prorogai los at6 o dia 3, e de-
pois da designar a orde n do d a" seguinte, levanta
a sessao.
uma questl > de
Srs. Tolentino de
appro va orequeri-
15 kilogrammos do
Ferreirq. J. Hello
REVISTADLLRIA.
Cultura ao rnfeeiro. Recommendamos
a leitura da cam, que abaixo publicamos, dirigida
ao Exm. Sr. conameadadjr Luceua pelo Rvm. Sr.
Joaqaim da Cuoha Cavalcantej vigario da fregue-
zia de Bonito e um dos- repres Bntaates do 4* dis-
tricto a assemblea d-.sta provi icia.
A descripcao que o Rvm. Sr. vigario faz da
uberdade do solo, e os esforgo i a porna emprega-
dos ultimament; pelos habitantes daqaella impor-
tante povoado para cultura lo eafe, promettem
resnltados lisongeiros, qae ma to concorrerao para
o engrandecimento e progresso da provincia.
0 Rvm. Sr. Cunha Cavalcaite 6 digno de lou-
vor pelos e3forgos que tem ea pregado, nao s6 fa-
zendo grandes plantagSes de cafe em suas pro
pri:d..de3, como tambem aainjando sens amigos e
parochiaaos para -que o ionium e o aaxiliem em
seus tentamens, cujos resultai los serSo cerlamenta
felizes e mui vantajosos.
t Bonito, 25 deagosto de II 74. Illm. e Exm.
Sr. commenlador Dr. Hanriqi le Pereira de Luce-
na.Inexplicavel foi o prazer que senti, ao rece-
ber a preciosa carta quo V. E: c. dignou-se dirigir
me em data de 13 do correnti i mez, acompanhada
d'ura exemplar dasBreves c insideracoes sobre a
historia e cultura do cafeeirc pelo Dr. Nicelao
Joaqaim M rreira, pois, nao pc dia V. Exc. dar-ma
uma prova mais saliente de sia benevola atten-
gao e ao mesmo tempo dos se itimentos qae natre
a favor do progresso da caltuia do cafe em nossa
provincia, enjo solo parece tei sido deslinado pelo
Omnipotente para tio rica cul ura e com especia-
lidade o desta comarca, onde um admiragao ve-se
a mais soberba vegetaeao do 'cafe que, erabora
plantado sera ordem, tralado s?m esmero, e ate
despresado nas sorabrias grula s cobertas de mat03,
dura 20, 30 e 40 annos I
a 0 presente que V. Exc. acaba de fazer, e pa
ra mim de grande apreco, nio s6 porque poe-me a
par do que eu ignorava, que e o grande estado
qae se ha feito sobre o eafee ro, sua historia e
interessantes resnltados, mas arabem d > modo de
planta-lo, trata-lo e colhe-lo, c qae por aqui todos
precisavam saber e ea agora nao cessarei de ex-
pllcar.
o Devo declarar a"V. Exe. qtetenho abalado im
menso povo para a cultura d > cafeeiro.
Por todos os pontos desta freguezia, qae tenho
percorrido depois de minha v< Ita da capital, tauho
cunstantemeate fallado sobre a plantagao do cafe,
e pinto de tal maneira o infal ivel re^ullado desse
trabalbo que por toda parte icam dominados do
mesmo decidido desejo de emirehende-lo, desorte
que muito sedeve esperar dp futuro desta terra
tao pobre, seado sea solo laofqeuado, qua tudo pro-
duz e da meltior qualidade
a V. Exc. bem sabe que
vincia muito- terrenos ha
caaaa, alo .-roduzera o milh
ci, o atgodaoe vice-versa
smo em nossa pro-
ne, se prodozem a
o feijao, a mandio-
0 do bonito nao so
produa tslo com abundancia, mas tambem fcnetas
de todas as qoai.dad-s, toes como superiores la-
raojas, ja :as, mnogas, fructa-pio, uvas, abacates,
cajus, cocos (nao nwnos qae nas praiaj) e final-
mente o preeioso cafe, ja cscsider do am dos me-
Ihores do Brasil no gosto e no aroma.
c E' urn torrao abengoado, cujos habitantes nio
sabem aprecia-la ; mas, parece-me qae d'aqai a
10 annos o Bonito apresentafa am aspeeto inteira-
mente diff-.-rcnte, porque grande e actaalmente a
a Eu estou cotn 20,000 pej plant-ados o disposto
a plantar muito mais.
Creio que para 6 anno nao uavera bast ante
semente ; mas, aas 4ue se auw'xam desta falta
ensirto gue fagam vfreiras e a -maneira de se-
mear.
.Va barra da JanjaJa, colonia Isabel, Capoei-
ras e Lage Grande. Kia realmeate grande falta do
semente, pore"m, etsa falta despparecera, logo que
usarem dos vlveIro3.
Existe n'um dos qnintaes de&e povoado am
pe de cafe, cuja carga esta avadiada em nma ar-
roba.
Em vista do- qae uinguem, podera taxar me
de exagerado a respeito da uberdado do solo do
Bonito.
t Nao qaercnax) por mais tempo faiigar a bene-
vola attengio do V. Exc, vou coticluiresta, agra
decendo-lhe cordialmente, tao miraoso presente
assegoraado lhe ao mesmo tempo raeus sinceros
protestos dejalta estima e respeito, por ser de V.
Exc. amigo e servo obrigad ssimo. Padre Joa-
quiin da Cunha Cavalcante.*
Bectiflcac&o. -Na hoticia que hontem pu-
blicamos de nomeagoesparaoconsulado provincial
deu-se o seguinte engaoo, que reclificamos: para
o lugar de 2.* escriplurario dal.* secgao o 3.da
mesma, Ednardo Frederico Banks, e para o desta
Manoel Silvino de Barros Falcao.
I'onrertu Instrumental- -A banda de
mueica allema, que se acha entre n6s, contristada
pelo incendio casual que de-truio em sua maior
parte o bazar das prendas offerecidas em benelicio
Jo hospiciode alieoados; e parecen lo-lhe opporta-
oaaoccastao paramaoi'eslar do modo mais solem-
ne e segundo suas forcas, a gratidao de que e dove
dora a esta cidade, cujo publico se nao ha negado
locou um revez da sorte ; resolveu elTectaar ama
nha, a noite, no jardim do Carapo das Princezas,
um concerto instrumental, offerecendo o productn
do mesmo a commissf.o encarrcgada d.i- festas da
Tamarineira, em compensagao de parte do pro
juizo alludido.
0 procedimento da banda de rausica allema, 6 o
mais signiflcaivo da elevagao de sentimentos J'a-
quelles que a coaapoe, e o testamuuho mais el )
quente de quao sympatiiica e grandiosa e a idea da
fandacao do hospicio da alienados.
0 respectivo prograrama sera aonunciado nos
jornaes dc amanha.
Cunipanh4a Santa ThcreEn. -Hoje, a <
raeio dia, deve ter lugar a reuaiao dos Srs. aecio-
nialaa desta companhn, em assemblea gcral, no 1
andar da raa do Vigario n. 13, afim de ser pre-
sente o parecer da commissao fiscal, e tratar-se de
oulros assumptos de intere&se da eompanhia.
A reuuiao tera logar deiinitivamente com qual-
quer numero de accionistas que compareeer, e
suas deciso s obrigariio a toda a compauhia na
forma do arl. 16 dos estatutos.
Oraein 3." ae *. Francisco. Devendo
a mesa regedora dessa veneravel ordem matidar
celebrar solemmenle no dia 17 do corrente, em seu
te;np!o, a festa da impressHo das Chagas, e eneon
lrando*de parte dos padres formal rc-usa de oOi
ciarem naquelle templo, porSs. Rvnvs. ainda con-
sideraJo interdicto; resolveu commemorar esso
dia expondo durante o masmo, dasde a ma nha ate
as 9 horas da noite, a respectiva igroja, a visita
dos seus confrado3 e mais liei*. A's 7 horas da
noite havera ladainha caotada.
O Futuro. Recebemos o n. 15 dessc perio-
dico.
Espancatncntu.Em t-.-rr.;.- do engenho
Serrinna, do termo de Serinhaem, Lucio Jose da
Silva, espanco.t a Cliudina Vioencta de Jesus,
sendo preso era flagrante.
Follactlm.Encetamos hoje cm nossa 8.1
pagina o romance Joanna ou um jogo d? paixSes,
da illustrada penna rta escriptora franceza George
Sand, no qual eucontrarao os leitores factos vero
simeis, e segredos sorprendentes do coraca; hu-
mane.
Recommendamos to Jo o cuidado na leitura, per
que os capitulos estao por tal forma ligados entre
si qoe,saltando-se um, encontram-se pouco depois
diltlculdades no seguinte dos factos.
Este romance foi mindado p ,r nos traduzir, da
Revista dos Dous Mundos, para ser publijado no
uosso Diario.
nonativo iniportante. 0 Sr. 3Iano.:l
Jose Machado, que envi-ju ao Extn Sr. cotnmen-
dador presidonte da provincia o donativo de 00*
para as obras do ho->pieio_de alienados, felo Ap,
espontanea vontade, e niio por ser piranympho,
como inencionainjs n'uina de nosaas passaJas Rt-
vulas.
Boubo.-No dia 13 do corrente, das 6 par.i 7
horas da noite, penetraram os ladroes no 2' an-
dar do sttbrdo n. 48 da rua do Imparador, onde
reside o Sr. academieo Pedro Leao Velloso Filho,
e levaram grande- parte da roupa ahi existenle,
nao sd pertencente a esse senhor como a outros
collegas.
Districto ae iieicn. Moradores de'se
arrabalde nos pedem pnra chamar a attcngao do
subdclegado respectivo para um grupo de vadio3,
que, nao teado em quo empregar as noites, pa--
sam-nas a saltar as cercas dos sitias e quintaes
para roubarem galiiabas.
Opaiz aos Arnautis. Aos esclareci-
mentos quo tem sido pub'.tcados, em differentes
occasioes, a respeito deste paiz, accrescentaremos
o seguinte :
t 0 torritorio na actjalidade sujeito directa ou
indirectamente a Inglaterra. esteude-se na costa
de Gaine, desde o 6 gra) da lattituJe norte e 1
grao do laltitude este ate" o 3* grjo delaltitude oes
te, tocando esse pouto no est'abelecimento francez
d'Assissi, o do Grand Hassan. Forma com a es-
tagao da Serra Leva, de Lagjs e da Gambia, um
governo destgnado com o nome de West Africa
Settle mente (ostabelecimantos da costa occidental
d'Africa). Compoe-se de 400,(00 habitantes, e
comprehende uma superficie de 14,000 milhas qua-
dradas.
c A aatoridade alii esta collocada nas mao3 de
um admioistrador, auxi'.iado por um coa.-elho ad
minislrativo, sujeito a um governador em chefe
dos Estabetecimenlos. As principaescorreutesd'a-
gua desde oeste, sao a Assinia, o Prah e n Volta ;
a profundidade des [dous primeiros nao e suftlci
enlc para que possam entrar alii barcos de va-
por.
t Nao aconiece o mesmo no Volta, quo e nave-
gavel ate cem kiloraetros pouco m3is ou menos de
distancia ate a cidade do Poag. A' este e a pou
ca distancia da embocadura deste rio encontra-se
em am e>pago da terra, o forte de Quilto, na par-
te superior dessa corrente d'agua esta situada a
cidade de Selga, qne -e diz center ama grande po-
pulagao. Entre o Voltae o Prab, encontram-se suc-
cessivamente na costa, o AdJab, Accra, Anama-
boe, Cape .Coast-Castle e Elmina.
A tribu dos Fantis occupa o paiz do lado do
norte daquelles dous estabelecimeatbs, e os Aihan
ti.', cuja capital (Coomassie) esta situada muito
proximo e ao este das origens do Prab, na plani
cie qae Idea a 50 kdometros da corte, e qae e se
parada por lagoas, estao senhores de todo o terri-
torio qae seeslenie ao nortt-, e a ura grao pouco
mais ou menos da costa, entre o Volta e o Pran.
Desde aquelle rio, na embocadura do qual e?ta si-
tuado o forte de Chamah, ate" ao Assinia, eneoutra-
se a passagem Secondia, Tacorady, Oixaove, Axim
e o forte abandonado de Appallonia. Este dis-
tricto 6 o dos Ahantas, que flzeram altimamente
causa commum com 03 Achaotis, quand > os in
gleies quizeram subir o Prab, eausan-do-lhes per-
das sensiveis.
a 0 fim de uma expedigao que outr'ora se or-
ganisou.era conseguir chegar a Coomassie, capi
tal dos Acli ntis, antes da.estacao das chuvas,que
eomega em raargo.
< A empreza era difficit e- muito perigosa, por
isso que as febres e as -deeiolerias aflligiaui os
europeus na passagem das lagdas que existem nas
margens, ate chegarem aplanicie salabre.
- i Era difficil obter alimentos frescos ; as estra
das, apenas de quatro pes ,de largo, apcesentavam
numerosa- obstaculos ; os cavallos qae nao po-
diara viver naqualla corte, tinham de ser substi lui-
dos por -gados naturaes; a temperatura media
qae era de 25 a 33 graos por dia, oausarla muitas
victimas, espeoiaUnente em coasequencia do frio
da noite.
a Com todos estes obstaculos tiveram de lutar
as tropas inglezas qae compunham a e&pedi-
fio.
ittMisnatura gratulta de um Jor-
ual. E' bem conbecida a gaerra incessaut- quo
algun? membros do clero fazem aos jornaes fiba
taes, e o facto que vamos referir e mais um doea-
mento desta verdade.
:Na ultima quaresma passoa-se na pequena ci-
dade d'Aatoing, districto de Touruaai, na Be;-
gica, uma scena das mais ediQcantes qne ae tem
priesenceado n'uma lgreja,que foi dovida a um pre
gador intolerante. e em extremo
sas da ordem.
dre> do conventa d'fire para pregarem ea sua
g-rejadurante a seraana saala, aflm de prepara-
ronot seas freguezes para o defer paschal.
Os padres aproveitiram aquelia occasia) para
WpneJienderem, nos seus ;aermoos, uma cruzada
era regra contra a imprentft--liberal, e ain.?acarain
por ooiiseqnencia com a recusa da absolvijao oe
parochianos que se apresentassem a coaflas*) tea
prei'iamonte teram contrahido o compromisso de
refluaciarem as assignaturas que tivessein dos jor-
naes liberaes.
Esta intolerancia a que nao estavara habituados
os liberaes da cidade de Antoing, segundo di-
zom as folhas belgas, fez com que a maior par-
te dos habitantes nao tomassem parte na* fa.-ta?
da paschoa.
No dia em que se realisou a fostividade, um
daquelles padres levon a sua paixioa poato, como
se vai ver, de pregar um sermao vioiento, reno-
vando nelle iodos os anathemas confra a impren-
sa liberal, nao se esquecendo de offerecer gratui-
tanente a assignatura de um jornal catholico
aquelles que consentissem em se emendar e em se
confessar. Esta incooveniente proposta eochou de
iudignaeao todos os assistenles, e daqui seguio-se
um tumulto na igreja, o quo deu Jugar a que o pa
dre confuso e perturba lo, procurasse desculpar-
se, mesmo do alto do pulpito, dizendo : Eu nAo
soa mais do que um soldado ; e fazendo-vos este
off recimen.o, obedego as ordens do nieu supe-
rior, e men chefe, o bispo de Tour'nai.
Fallecioiento de um granac intlus-
""'*' -Morrea ha poueo em Londres, sir Wil-
liam Fairbairn, cujo nome esta intimamente liga-
do ao desenvolvmiento industrial de itiglat-'rra,
Sir William Fairbairn, que nascera em 1789 de
uma pobre familia de Kelso, comegara a sua. car-
reira como aprendiz em uma mina de carvao.
Cbegado a official, andou pela Inglaterra instruin-
do sa e aprendendo a sua eusta. Em 1813, sera
13
na
em auxiha-la na coojunctura difficil em que a col eapitaes, sem outros recorsos-senao o seu talento,
asuaenereiie o seu trabalbo, creou em Man-
chester uma otneina quo nao tardou a tornar-se
uma da> primeiras casas de Inglaterra.
Foi eile que transformou a m mufactura do algo-
dao, substituindo por engenh-sss e leves mecha-
uismos os apparelhos pa.-a-i i; 6 embaragosos de
outr'ora. Dave se-lhe uma torcedora cicrular, que
prestou gran-les servip >s a inJostria. Foi eile,
quem, em 1836, construio e poz a nado o |)rimeiro
barco de ferro, para podar navegar no mar,e e
a- suas inve.-tigagoes sobre a veiocidade dos ba-
teis nos canaes, quo se devem os bateis-moscas.
Collaborador de Stephenson, trabalhou ate ao fim
da sua casreir.i, nos aperfeicoamentos da iodustria
do ferro, deixaulo da sua passagem vestigios in-
delevei^. ^
Poucas existencias terao bavi.lo mais nobres e
mais utilmen'e aproveitadas, e nao 6 sem uma
cerla admiragao qua se ve este pobre pequeno
aprendiz chegar pela sua intelligencia ass pontos
mais gloriosos
Era 1861, a rainha conferio-lhe o grao do ca-
valheiro, pore.n eile reensou dizendo que em toda
sua vida fjra William Fairbairn e que queri' per-
manecer como tal. Em i860, pirem, deixou-se
baronisar. Tinha 80 annos quande aceitoa o titu-
lo de baronete.
Falsiflcacao do viniio. Um membro
da sociedade das sciencias physicas e naturaes de
Toulouse, o Sr. Mellies, acaba do descobrir nm
pracesso para reonheeer a falsiflcagto dos unhis
com a ajuda le malerias colorantes.
As nuraerosas fraud)- a que os riithos teem si-
do sujeitos nestes ultimos tempos d,i> a esta des-
^eberta um granle interesse.
Eis o processo do Sr. Mcllies :
Era um.tubo de vidro fechalo por um dos
lades e de cerca de 2i)centimeli'os cuaicos de ca-
pacidade, deitam-se cinco ou se;s centimetroj en
bicos do viulio sobre que se'quer fazer a cxperi
encia ; accrescenta-se-lhe em seguida ether ate as
tres quartas panes do lubo e agita-se Depois de
alguns instanles de rcpouio o ether soba a super-
ficie do vinho, Colorado ou incolor.
So outlier esta amarell.) e se alguma3 gotas
le anyiiao Ihedao umaco: rjx\ vioiacei, o vi-
nho tem'campeche.
t Se o ether se apresenta de cOr vermellia,
passando a rioleta com un a adieao de amoniaco e
uotaado mesmo esla coloragao quaado o atnonia-
:o augmentado so aeha era grande excesso, o
vinho contem orc'lli (musgo ou droga dos tintu-
reiros.)
c Se o ether colori lo do vcrmelho cede a sua
cur verraelha pelo amoniaco, sem pa-sagam pa-
ra a violeta, o vinho eacerra o'uolina.
a Se o ether vermelho se descolora pelo amonia-
co sem qua o ultimo li ioiJ) se coiore por si mes-
mo, o vinho tem fuchsina.
Einfim, no caso do ether apparecer sem cor,
add'cionaiii-so-iho dous taotos do seu volume d'a-
gva e um nieio volume do amoniao. Se o vinho
loma entao ama cor violacea, coatem cochonilha ;
sese cilora ,d" ver Jo, poda se ter a certeza de
que nao coatem neuiiuraa das substancias mencio-
nadas. >
Pci.vc curioso. Ha em Java um peixe
vcrdideiramente exiraordinario, conhecido pelo
nome de jaculaior. Esle peixe vive nos rios e la-
gos, e caga com exlrema hab lidade os insectos,
de qae e maito goloso. Sahe d'agua e procura
na distancia de alguns metres o seu alimento pre-
dileelo. Apenas descobre algum insecto pousado
nas plantas ai|uaticas, daideja habilmente coma
sua iwoca tubular uma gota d'agua, qua vai lan-
gar por terra a pjquena vietima, a qual e davora
da immediatamente.
Estes peix-s, transportados para os tanqttes, nao
perdem os seus insliuctos cagadores, e prestam-?e
a espectaculos curiosos. Colloca-se no centro do
lago um maslro, elevando-se 60 centimetros aci
raa da superficie d'agua. Guarnecese aextremida-
de do mast o com moscas e outros insectos con-
venientetnente dispostos ; e apenas o jacitlator
descobre a vietima, da saltos acima d'agua, e di-
tige tao certeir's tiros, que os coleopteros cahem
no lago e sao promptamente devondos.
Leiloes.-Hoje, na Feira Semanal, a rua do
Imperador n. 16, havera leilao de muitos trastes,
miudezas, objectos de ouro, prala e brilhante e in-
Bqmeros artigos do servigo domestico, qae serao
vendidos a troco de pouco dinheiro por conta de
divefsos.
Hoie effectua o agente Dias, leilao de um es-
caler e duas baleeiras, em o armazem confronle a
guarda-moria da alfaadega, as 11 horas da ma-
nha.
lioteria. A que se acha a venla e a 11/*
a beneficio da3 obras do altar da confraria de S.
Benedicto, a qual corre no dia 22 do corrente
mez.
Casa de deteacaa.Movimenlo da casa
le dctencao do dia 15 ae setembro de 1874.
Existiam presos 336, cntraram 5, sahiram 8,
ixistem 333.
A saber :
Nacionaes 265, malhcres 8, flstrangeiros 22,
scravos 36, escravas 4. Total 333.
Aliraentados a custa dos cofres publicos 262.
Moviraento da enfermaria no dia 15 de setembro
de 1874.
Teve baixa :
Luiz de Barros Campos, nevralgia.
Passngciros. Sahtdoi para os portos do
sul no vap^r nacioaal l&andahu.
Antonio Joquim de Figueiredo e sua mnlher,
Or Cicero Analolio Vieira do Brasil, Francisco
Joaquim da Almada Leite, Fortunato Jose de Li-
ma, capitao Shand.
Cemiterio publico. Obituario do dia 15
de setembro de 1874.
Manoel Feliciauo da Silva, pardo, Pernarabuco,
JfJ-aaoos, solleiro, Boa-V'i:ta, hospiul Pedro H;
variolas.
Manoel Jose de Sant'Anna, branco, Peraarabu-
co, 20 annos, solleiro, Boa-Vi-U; luberculos pal-
moaares.
Claudiua Maria da Conceicao, parda, Pemamba-
co, 24 annos, soiteira, Recife ; bexigas.
Bficem-nasjido, Manoel, pardo, 7 dias, Santo An-
tonio; aonaacer. ,
Maria, parda, Pernambuco, 7 dias, S. Jose; te-
taao dos recem-nascidos.
lerante, qae se nao occ ip'a. da politica, estava is
commodado, e aatorisou em virtade disso os pa
PART POLITICA
Hontem era a primeira padra quo se assentava tjSS qUe ^u cn^
ao solo pernambucano do am ediflcio para cuja
eonstruccao os sentimentos aumaniUrios de nossos
distiactos comprovincianos e revellarara Bio infe-
riores ao cariJoso peusameato do illustre admi-
nistrador que o concebau, uaiodo-so todo*. gver-
no ogorernados aa empreza com muni e grande-
mente meritoria de proporcionarem nesla provm-
cia um asylo ao louco, aid agora tratado como ur
reprobo.
Hoje eo pensaraento nao menos humanitario,
nao menos" graudioso da iostruccio popular, qae
tem merecido do Exm. Sr. Lucena os mais a-rios
cuidados.
E-pirito de ordem superior, vendo largameote
no futuro, que alem se nos afigura grandioso e
esplendido, S. Exc, a exem.)lo dos maiores e mais
abalisados psnsadores, olha para este ran> da ad-
min*sTra?ao como o mais iuiportante da qaaalos
occupam os cuidados de um governo verdadeira-
menle civilisador e liberal, como tem sido o do ac-
tual gabioete, de qua S. Exc. e muito digno dele-
gado.
E' assim que pode S. Exc. jactar-so de ser sua
a^uiini-iragi) a quo maior iinpulso tem dado a
causa da instrucglo popular.
0 regulamento da iastruccao publica por cuja
coaclusao trabalha iucassaatemente, e.que dentro
em pouco3 dias sabira a luz, 6 uma prova irrecu-
savel do que acabamos de avangar.
E nao 6 este o mai< valioso tilulo qne apresenta
S. Exc. para ser eomiderado am dos mais desvela-
dos propagoadores di diirusSo das lures oesta pro-
viocia.
S. Exc. qaer ver roaltsadas suas geaeroas ideas,
e procura quant) e possivel coaverte las em ver-
dades pratica*.
Quereims fallar da uma instituigao utilissima,
<|ue por felicidade nossa ja come-;ou a ipresentar-
nos resultados, e, praza a Deus, vejamos realisa-
das'em maiores proporgoesa escola de eogenha-
ria pratica.
Funccionando no edificio da escola modelo, as
aulas de engenharia pratica offereeem a m>cidade
o conhecimento das materias indi-pensaveis aos
mi-teres de conductor o apontador, geometria, geo
desia, desenho linear, astronomia, etc, materias que,
al'as podem ser ateis ao bom desempenho e aper-
feigoamenlo de outras profissoes qae exi^am co-
ahecimeatos aaalogos.
Sab a immediata inspecgao de Mr. Poiirntt, pii, 1,^,,. M
as atdas de que fallamos nada deixam a disejar
pelo lado da aptiJao dos meslres, garantia de apro-
veitamento para aquelles que as frequeutarcm.
Consta mesmo que S. Exc. o Sr. c Lucena desejando dar a instituigao qua fun Ion
todo o desenvoiviment) de i)ue ella e capaz, man-
dara contratar a Europi tres professores babels
para o -in-ill-) das materias que fazem parta do
programma de es'.udos adoptado no novo e.-tabe-
lecimento.
Neste seculo em qne a maior a-piragao do povo
e elovar se a grandeza que a cultura da intelli-
gencia pode dar, e sem duvida, recommendavel o
empenho (|ue mostra a actual administragao en
lud_o quo concerne a instrucgio publica.
E por Uso que nao pretendendo nos dar a apreeia-
cao do publico ama expo-igi) das vantagens do es-
talielecimento que acaba de crear se, nem tao pouco
eatrar na analyse das materias ahi professadas,
leixamos apenas consignado o facto de sua ereagaa
como um novo titulo quo torna o Exm. Sr. co.n-
mendidor Lucena digno do apreco -le nossoa coa-
cidadaos, quo alheios as Iotas p')liticas so proeu-
ram ver o progresso e prospendado d-st nossa
provincia, e qua darao os merecidos applausoi a
quem quer que ver-la leiramante se empeuha pelo
bam commum, perten-.a a este ou a |oelle partido.
m-mm jt. mm..
Francisco Jeaquim Peroira Lob^, brigadeiro ho
norario do exercito, declara que nunca untrio ra-
lagoes de amisade com o Sr. Antouia Pacilico Si-
moes do Amaral, qae nun "a o procurou, nem tao
pouco tem lido com allela manor tran$ac;ao ; e
ven-lo em uma correspradencia d) Illm. Sr. paga-
dor il'-iiodoro de Aqurao Fooceci, ioserta ao con-
ceituado Jomal do Recife n. 208 o seu nome, e de
outras pessoas de quem dito Sr. Amaral recobia os
respectiros vencimentos por meio de procuraf.Ses,
protesta contra esta frauduleucia pela parte quo
lhe diz respeito, nao so por nada haver pedido a
esse homera, como por nao ter autorisado a pessoa
algu-na para em seu nome receber os vancimenloi
;ii-i I i.- na citada correspondancia.
Fmalmenle, doelara que as jrocurafiiei que tera
passado para tratar de alguns oegocios, tera sid)
foilas pir sua latra, e assignadas pelo sau proprio
punho, conforrae a lei ln'o perraitte; declarando
sempra a e3pecialiJade d; que ellas tratam.
< ta em ntuius vetes o d.i-s-
pero dos doentef dos medices.
Desde essa epoca, o Carvao at BafLt, sob (era*
de po on da paalilha-, lirnoa te uin renedio v-.
polar para curar as toAtHim do ntiwnstii. do-
baixo de qualquex forma foe se aptct
Geralmenle d conveoietne tomar <
sopa de carvao oo duas pastfihas anks i__
de cada comiJa. OrJioariasaantc a< mefhoru o-
mecara se a seatir logo depots das prinoiraa do-
ses.
Vw-se muitas v<-zas pssoas que tiobam ptm
oo estomago, caimbras dolorasas drpois oe cada
comida, serem curadas cat alguns dias coin o oj
do Carvao de Belloc.
Para prova do que afflrrsamo-, citaremos algo
raas observagoes firadas do retatorio appruvado pr-
la acadeir.:a de medicina de Paris, era seseio 0
27 de dezerabro de WM.
0 Sr. 1).... major n'um r-gi-nent i de coori-
ceirus, era atacado ha via mais de dez onos par
ama gaslro-enteralgia. Eile era obrigad-) o>
privar-se de fumar e de t-,mir cafe, o goe *V
pathisava muito pouco ca os sees geelus nul.ra-
re*. Fiz-lhe tomar quatro cjlh^n-s por da de
Carvao de Belloc, uma peia iiianh.i, un:a Oepotr
de cada comida e a utima uma-bora antes de se
Jeitar. Havia apenas oit-i di ji qae es-iava em ir.i
lament-) e ja o estom ;go fuoccionava parfeiuiarii-
te. Vinle e ciuco dias depois, u major D.... fO-
mava, toaava o sen cafe, oao .-sguia dieta alganu
e gozava da mais perfeila saiidc.
O Sr. eavalheiro dc-1*11___aodin d 80 ao
nos. soffria do estuniag-i havia mais ds W aoooa ,
tinha empregado sera ex;S> dirrirot HKi-> cispi-
ricos. Aconst-lhamos-thc d" tomar !>!. w
Jias, depois de cada comida. uma cethrr a> *oo>
de Caredo de Belloc, e ha la MOOS qu<-. detic lit
uso upileoi i >em nun:a ter vista a^jareaer *t**
antigos MillTinWw
I'mil roiwu t|in- loilu i muuCoOetr
Hubcr.
0 viaj nft! im.Rid) d^s Hlul's Assuearadas
de Itristiil. aetsa-sf i-erfeitaipoogj argo< prica
vido c ultra a-fieljt enfrrmidades d estoiaagi.
do lig.iilo e i;iWstm---. ro i mui. i-m todos < ch-
inas. A prim-ira owu-.i 4 faxer-ke, ua caso tea
ataque nil,)- -' i <-v,ic..,h;*> -I-)-, i:..,-?t,nos. As
- Pilul.i- X**a-*timi d-i Itn-t !, c.-mpletam
servign i'ew iitan-ira r.ipi.ia, sem ciusa-
rem i) mini-> < io>.l> ou dwr. Ao.par qi-
ellas limpaiii, mi c cm-in. EUas cue -
teem em si u n r>'ri iKibcipi > i>m-.ir.eni- qaeevi
ta a- irritafiu: a ij-ut -T otii forma leria Ingar
duraniauuii atarads pnrga.a .. Duroaht a ena
operagio oio sjseate es a^ agodae, iaaciaaiitoi e
espasmodicas doros, que de ordui.no acompaabaai
a acjau pr. duzida par e.<-c. cilharticos miner*-*.
Para o tratameuta de dyspep-ia, hetn-rrl: -idas,
alfaccao do figado, enxaqueca, suppresoes, er-
ligeos, colicas, ardencia do e-touiago, dies asw
ju-lamente n remeJio deiiijado, e ncnhuuia ootra
laedioina conhecida, pode supprir o seu lugar.
Como soachem ra nidus em f.-i-quinh de crys-
tal, ellas : mservam se inalteravi-is e peifeitas
todos os climas. Era todos os casos aggravad<^ ou
proveuiaates de irapureza do taogoo, a Magor
rilha de Bristol, devara ser usada jautamente com
as pilulas.
OwMfROiU-
JUNTA DOS iTORRSTJKKS
Praca du Stocife.fiS de 1S94.
AS 3 HORAS DA TARDE.
COTACOBS OmCtES
Cambio sobre Lnodres a mi d|v. 25 l|8 d. por
1*000, bauco, boa tem.
U. de VavoaceUu*
PresiaeuU.
A P. de 1^.--iii-s,
Moreurio.
*JjPA?IOK(fA
^eaauneoto flo di? I a 15.
ctm do dii 16
Ud8:0J!>K(*
S3.7i9i0.-s
:$:;-2:C7i,^iO
1' \Ullt> CO^SKItVAOOR
RECIFE, 17 OE UB'EMBRO DE 1874.
Kiseoia e oogenhnrla pratlea-
Nao sao immereeidos os applaosos com que tem
sido victoriado o Exm. Sr. commendidor Lucena
pela imprensa de qae nao serve as vistas acanha
das e interesseiras de ama' fncgio politica.
Cada dia da administrao sabta patriotic* de
S.Exc, podemos dizer, tem ado asignalado por
am acto qoe o recommend* fcgrgtidlo e memori*
desta taeroira provincia.
0 historico gabinete de-7 de. jnowo ; o iniciador
zeloso das coo- das grand--s reformas sociae3 e polgiaas ma en
controdo em S. Exc. o mais decidido e arrojado
p cura daqnalla cidade, homem estimavul e to- auxiliar no imp also gigaotesco qae saaesclarecida
Muito digaos da I uvor sao os Srs. Felix Pereira
da Silva, Joao Francisco Paredos Porto eLuiz
Abranches de Figueiredo, estabalecidos com casa
da aegocio a raa da Imperatriz, anauiado ao pe-
dido da commissao eucarregada de agenciar pren-
das para o bazar do Asylo de Alienados, rosolve-
ram se a ir em commissao pedir algum is prendas,
peias casas da freguezia da Boa Vista, para serem
offerccida3 no dia 27. A' vista de tantas provas de
acquiescencia a ohjecto tio sublime, e de esperar
qua o novo bazar seja muito mais opuleuto qae o
qae iofelizmeale inceoliou-se no dumingo proximo
passa SO. Lembramos as Exmas. Sras, quo se nao
esquegam de mandar qualquer preada, por iasig-
uiftcaute que parega, por que a commissao as vc-
zes deixa de pedir-ihes, com rejeio de importu-
nal-as; e uinguem duvida qae o hello sexo, e o
mais apropriado que Deus fonnou, p^ra exercer
a virtude da caridade. Esperamos muito das
Exmas. senhoras.
Festa campeslre.
Os abaixo assignados membros da commissao
encarrcgada de agenciar prendas em beneficio do
asylo de alienados, extremamente agradecida a to-
dos que coDCorreram a festa de domingo, vem
pelo presente manifestar o seu recoohecimento ;
e convidar para comparecerem novamente as 4
horas da tarde do dia 27, no mesmo sitio'da Ta-
marineira, onde pela ultima vez tem de offerecer
ao publico as prendas qae receberam.
A commissao senleque por motivos independen-
ts a sua vontade, nao fosse mais brilhante a festa
de domingo, porem espera salislazer pienaraente no
dia 27, a todas as pessoas qae se dlgnarera com-
parecer ao bazar das prendas que lhe tem sido of-
ferecid-.3.
Para previnir qaalquer aecidente os abaixo as
signados ja obtiveram da genercsidade do Exm.
Sr. barSo do Livramento a reconstrugao do barra-
cio que desta vez sera coberto de zinco e espago
so de modo a offerecer as possiveis commodidades.
A commissao faltaria a urn dever dc delicadeza
se tambem nao agradecesse aos quo lhe flzeram
donativ.s, e por isto pede-lhes que aceitem mais
esta prova de sea recoohecimento.
Conflando ainda na genercsidade dos habitantes
desta cidade, a commissao espera rece ber novos
presentes para a festa futura; e, para facilitar a
entrega de alguns objectos que lhe teem sido
otTertados, resolveu autorisar a cada um dos mem-
bros que a compoe, a recebel os nas casas de suas
residencias, ou escriptorios de commorcio.
Recife, 14 de setembro de 1874.
LuizUoncalves da Silva.
Joaquim Olyotho liastos.
Joaquim Dias dos Sontos.
Adolpho Schraith.
Joao Carlos Bastos de Almeida.
Rodolpho Krukemberg.
Joviniano.Manta.
Dr. Pedro de A. Lobo Moscoso.
Francisco J. Pinto.
in-claraciio.
Declare nesta data, qae nada tenho com o pe
riolico critico intitalado Brasil F.lustrado e qae
por cousa alguma me respoasabiliso.
Recife, 11 de setembro de 1874.
Herculano Cavalcmte de Albuquerque.
Doeagas do estomago.
Gaatralgiu gnstro-eat' ralgia
pyrosis, astas, etc.
Poucoi sio os organs qae estejam tao sujeitos a
doenoas, como o e o estomago. Por isso elo-
giam-se um graade numero de remedies para a
eura das molestias do estomago. Moitos cahiram
n'um squecimtnto merecido, nm grande numero
era a mesraa sorte, outros tem bom exito as ve-
zes mais ou menos compUto. prestar nm ver-
dadeiro servigo aos donates, fazemfo-lhes ooohecer
um raedicamento serio qon, na mator parte dos
casoa, d etnpregado com am sacceoso cjmpleto.
A aeademia de medicina, na saa Bessie de 17 de
dezemb-o de 1849, depoisde numerosas eaporien-
cias alias par uma commissao qae elU tinha no-
Oes^arregam boja 16 de setembro de 1874.
Lugar portugaez Julio mereadorias para
alfandega.
P^tacho inglez Galatea mercadorias para al
faadega.
3rigao allemao Withetmine merca1n
para o trapicba Coucci ;io, para despa-
char.
ate nacioaal l^eouilia da Cruz geoeros naci >-
naes para o armazem d'Av.Ua.
Hate nacional De.f te Gin generos'naci<>-
n.es para o armaiem d'Avilla
lliate amer:cano-5. T. Baker fariaha jadespa-
chada para o caes do Apollo.
Lngre inglez Octavio fariuha 4a trigo ja J. -
pachada oara o caes do Apollo.
Patacho inglez Anne Mitchellkerosene para
trapiche Concei;ao, para despacUar.
Isnportacaa.
Hiate nacioaal Deus te Oao; entral) da M*cj .
em 15 Qo corrente e cansigaado a Bartholoaeu
Lourem-o, manifestou:
Algodao 269 saccas a Felix Pereira da Silva, 11
a Gomes de Mattos & Irmaos.
Cera de abelba 1 barrica a Sra. A. ?!achai-
Monte Negro. Courinho 20 aoaa* a Gomes le
Mattos & Irmaos, 7 a Luiz L. Lias CaUaa.
Esteiras de palha de carnadba 30 molh m a li-
mes de Malt j- & Irmaos, -ii a Sa L-ita & ImU -
Mel de abelba 1 caixa e 1 barril a Sra. A tla-
chado Moale Negro.
Sal 220 alqueires ao consigoatano.
DESPACHOS DE EXPORTACAO -NO DIA 15 I
SETEMBRO DE 1874.
Para os portos do exterior.
No patacho portugaez Oliadi, para o Rio da
PraU, carregou: Aunrim Irmaos & C. 50 lurr
cas com 3,922 kilos de assucar branco.
No vapor inglez J. Diais, para Lisboa. aw
regou : J. A. Silva Araujo4 papagaios, 1,000 coon
(fructa l e 1 caixa com 75 kilos de doce.
No brigue hespanhol Amalia, para o Rio d*
Prata, carregou: A. Loyo 30 pipas com 14
litros de aguariente.
Para os portos do interio.\
Para o Rio Grande do Sul, na barta nacio
nal y'irma, carregou : J. Leal Reis J.000 eoaw
(fractal
Para aossord, na barcaca RiacMuello, car.
goa : A.S.Campos 10 pipas com 4,800 litre
aguardente.
Parao Natal, na barcaga Henrique!:, ear-
regou : Fraga & R.ci.a 5 barricas con 180 L>
ie assucar branco e 21 dilas com 1,842 till
dito reSaado.
Para Mossoro, na barcaca Dous .!**.>, ear-
regou : J. J. da Figueiredo 15 pipas com 7,90><
litros de aguardente.
CAP AT A 7.1A
Aendimento do dia I
DA ALFArTPlTGA
a 15. ,
7:7iJi".
i us At;,
8.8SU76!
VOLUKES 8AHU.CS
15
No dia 1 a
Mo dia 16
?nmeira poria .
kgonda porta .
rarceira porta .
Tttpicha Ccoceigao
aUM

Ito
S6t'
3,1
15,702
jntdiigeacia e nunca desmentido esforgo tem labi-1 meadoparae.-te fm, approvoa e recommendoa o
do dar aos negocios publicos de nossa terra, [uso do Curt-do de Belloc para curar estas moles
SBRVICO MAJaimiO
ilvarengas descarregadu ao trapJsbt da
aJ/aadogi:
No dia a 15 ..... '. *
No dia 16.......
Kb trapiebe Ccoootg&o *
17
ttKCEBEDORU D8 RKNIUS iNT-RNAS GF
RAE3 DB PKMAIBCl ^
tenuimento do dia I a 15. 1
dbmdo dia 16......
23:95tJI0i
WNSOLADO PROVDICTAa.
-Rondimento do dia 1 a 15.
idem do dda 16 .
55:?7At3?
im*77t
rr.toM
!

1
f




IKirio de Pcroaanbuco Qumta tfrira, 17 de Setomlw de 1874.
AGENCJAS PROVINCIAES
Liquidos espirituosos.
Rendimento do dia 1a ft 3:(6J*857
Idem do dia 15 20*708
Baealhao, etc
Rendimento do dia 1 a II 098*813
Idem do dia 15 45*320
Generos de estiva.
Rendimento de dia I a 14 2:041*161
Idem do dia 15 331*064
Farinha de trigo, ete.
Rendimento do dia 1 a 14 3:616*158
Idem do dia 15 *
3:683*565
744*163
2:372*226
Fumo, ete.
Rendimento.do dia 1 a 14 1:692*962
Idem do dia 15 *
------------3:616*158
Vinapre, etc.
Rendimento do dia 1a14 1:056*774
Idem do dia 15 247*156
1:692*902
1:303*930
13:413*004
Thesouro povincial de Pernamueo, 16 de setem
bro de 4874.
0 escrivao,
Joio Caraeiro M. da Silva Santos.
MOViMENTO DO PORTO.
/Vawto sahido no dia I'd.
Parahyba-Barca ingleza Serafina, capitao Melne
em la-tro.
Navios sahidos no dia 16.
Rio de Janeiro-Patacho brasileiro Helena, capi-
tio Vie'rra, carga assucar.
CearaPatlcho allemao Tiger, capitao C Brandt,
em lastm.
Observagao.
Nao botive entrada9
EDITAES.
0 Dr. Joaquim Gooc,alves Lima, juiz dos
feitos da fazenda desta provincia, por
S. M. Imperial,] a que Deus guarde,
etc.
FaQO saber aos que o presente edital vi
rem que, em cumprimento da ordem do
thesouro de 30 de dezembro de 1865, e
das instruocoes que com a mesma baixa-
ram, findoo prazo de tres mczes a contar
da data da publicagao deste, sera" vendido e
arrematado em ha?ta publica celebrada na
comarca de Itambu, a quern maior prejo
otferocer, vista ou a prazo ate 11 annos
quando muito com juros de 6/, ao anno
pelo tempo da demora a comprehensao de-
nominaJa, Buraco doextincto vinculo
de Itambc, sita naquella comarca a qual se
acha avaliada em cinco contos de reis e
cootem segundo a meJi^ao a quese proce-
deu e coosta dos autos aextensao seguinte :
do lado do leste 1,110 bra^as, do lado do
norte 409 bracas, do lado do noroeste 682
bracks do lado do poente 111 bracks e do
lado do sul 681 bracks, sendo todo o ter-
reno proprio para a cultura de mandioca e
outros legumes e ficando certos os interes-
sados de que, tanto por tanto serd referido
o lanc.0 do posseiro respective, na confor-
midade da ordem do thesouro, n. 15 de 28
de Janeiro de 187 V.
Recife, lo de setembro de 1874.Eu,
Jose Francisco do Rego Barros, escrivao, o
subscrevi.
a (verde).
branco reflnado (3*
1 quarto de gallioea aa*i da.
i pio de 143 grammas.
Sal e lenha.
114 grammas de arroz.
N. 4aln o'jo.
7 grammas de chi da Ind
1 pao de 1-43 grammas.
57 grammas de as-ucar
sorte).
Loams.
Jantai.
459 grammas de came verde.
5 decilitros de farinha. i -
Lenha e sal.
N. 5-almoco.
0 mesmo da dieta d. 4.
Jantar.
459 grammas de came assada.
11% ditas de arroz.
1 pao de 143 grammas.
Lenha e sal.
Secretaria da pelicia de Pernambuco, 3 de se-
tembro de 1874.
Conforme.Miguel Atlonso Ferreira.
DECLABAC0E3.
Coinpanbia
Santa Thereza.
Nio tendo eomparecido numero legal de accio-
nistas, afim de funccionar a assembled geral, con-
vocada para hoje, slo de novo c n1-id ados os mes-
mo9 senhores para reunirem-se no dia 17 do cor-
rente, ao meio 1ia, do 1* andar da rua do Vigario
n. 13. 0 tim da rcuniao e a apresentacao do pa-
rtner da commisslo fiscal, relativo as contas do
anno passado, e bem assim para tratar-se do ou-
tros assnmptos de intereste da compannp. Na
forma do art. 16 dos estatutos, a reuniao tera lu-
gr ddinitivaraente no dia 17 do corrente com os
senhores accionistas qne comparecerem, e suas
decisoes obrigarao a toda companhia.
Recife, 10 de setembro de 1874.
0 gerente,
_________________Justino J. S. Campos.
Edital n. 51.
Peja inspectoria da alfandega se faz publico
que as 11 hora's da manha do dia 19 do corrente,
no trapiche Coneeicao, se ha de arrematar, livre
da direitos e sujeitas ao imposto da capatazia, as
mercadorias abaixo declaradas, que deixaram de
ser despaehadas deniro do praso marcado por
edilal n. .37.
Trapiche Coneeicao.
Marca L & S. 50 rodas de pao para barris, im-
perfeitas, vindas de Liboa no vapor inglez Oberon,
em 27 de marco proximo passado, consignadas
a Lnna & Silva, avaliadas por 105.
Marca .1 R L. S caixas vazias, que contiveram
cebolas, vindas no lugar porluguez Lima, era 8
de junho proximo passado e consignadas a J. do
Rego. Lima, no valor de iOOrs.
Marca F G A. 25 ditas vasias, que contiveram
macaes, vindas de Lisboa no vapor francez Kry-
manthe, em 8 de agosto proximo undo e consig-
nadas a Francisco Guedes de Arauio, no valor
de 1S000.
Alfandega de Pernambuco, 16 de' setembro de
1874.
0 inspector,
Fabio A. de Carvalho Reis.
Santa Casa de Misericordia
do Recife.
Perante a Illma. junta administrativa desta San-
ta Casa vai a eraca em sessio do dia 17 do cor-
rente, pelas 3 horas* da tarde, o fornecimento de
generos que forem precisos no trimestre de outu
bro a dezembro vindouro, aos estabelecimento-
pios a seu cargo, excepto o hospital Pedro II, conss
tantes da relacJo era seguida :
Aletria, kilogrammo.
Aguardente, litro.
Azeite doce, idem.
Arroz, kilogrammo.
Bacalhao, idem.
Ban ha de porco, idem.
Batata, idem.
Cha hysson, idem.
Cafe em grao, idem.
Came secca, idem.
Cebolas, cento.
Farinha de mandioca da terra, litro.
Feijao, idem.
Farello, sacco.
Fumo do Rio, kilogrammo.
Gaz, lata.
Milho, sacco.
Manteiga, kilogrammo.
Potassa, idem.
Rape, idem.
SabJo, idem.
Sal, litro.
Tapioca, kilogrammo.
Toucinho, idem.
Velas de carnruba. idem.
Velas stearinas.maco.
Vinagre de Lisboa, litro.
Vinho tinto, idem.
Vinbo branco, idem.

A junta administrativa da Santa Casa da Mise-
ricordia do Recife precisa contratar o fornecirnen-
to de as'ucar refinado de 2a e 3* sorte que teem
de consumir todos os estabelecimen'.os pios a seu
cargo, no trimestre de outubro a dezembro vin
douro, e recebe propostas para isto na sala de
suas sesfoes, pelas 3 horas da tarde do dia 17 do
corrente, devendj serem apresentadas as amostras
perant* a mesma junta, em rrascos devidamente
acondicioaados.
A junta administrativa da Santa Casa da Mi?e-
ricordia do ilecife precisa contratar o fornecimen-
to da carne verde que teem de consumir todos os
e^tabelecimentos pios a seu cargo, no trimestre de
outubro a dezembro vindouro, e recebe propostas
na sala de suas sessoes, pelas 3 horas da tarde do
dia 17 do corren.e.
A junta administrativa da Santa Casa da Mise-
ricords do Recife precisa contratar o fornecirnen-
to do pao e bolacha que teem de consumir todos
os estabeleciraentos pios a seu carg", no trimestre
deoutubrj a dezembro, e recebe para isto propos-
tas na sala de suas sessoes, pelas 3 boras da tar-
de do dia 17 do corrente.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do Re-
jife, 10 de setembro de 1874. '
0 escrivao,
Pedro Rodrigues de Souz
Jurf Maria Ferreira
Joio Maaoei
Joio Silverio de Souia
Jose" Nogneira da Costa Soares
Joio Antonio Ribeiro
Joaquim Coelho Barboza
Jo?6 de Coato Guimaraes
Jose Goncalves da Cruz
JosA Thompson
Join* Lilly
Jose Felippe Martins
Jose Luiz Ferreira da Costa
Jos6 F. de Nazareth (africano)
Jose Portella da Costa e Silva
Jose Fontes
Joio Pedro Adoar rlt C.
Joanna Maria dos Prazeres
Joio Baptista da Fcnceca Junior
Joaquim Jose de Gonveia
Joio Jose de Lemos Magalhies
Jose J-iaquira da Silva (orpnao)
Jose Francisco Barreto
Krab Tom & C.
Luiz Paech
Luerecia (escrava de L. Jose da Costa
Amorim)
Leocadio Joaquim da Coneeicao
Lourenco Jose Carvalho
Manoel de Azevedo Canar'o
Manoel Ferreira da Silva
Manoel Jos6 Antunes Torres
Maria Elenteria
Massa fallida de Francisco do Rego Mello
Manoel Antonio de Azevedo
Manoel Goncalves de Oliveira
Manoel Alves Barboza
Manoel Antonio da Costa Brancante
Marian no de Souza
Massa fallida de C. J. da Silva Guimaries
Maria Isabel da Costa
Maria Isabel da Fonceca
Manoel Antonio de Carvalho
Manoel da Silva Sampaio.
Pedro Vonshostem
Pedro Maurer
Raymundo (escravo de F. F. Borges)
Robert Ausim
Raymundo Carlos Leite <& IrmSo
Salustiano J. Lima
J. Leon Ploeg
Samuel Power Johnston A C.
Salvador Rodrigues da Silva
Tbomaz de Aquino Fonseca Junior (her-
deiros)
Thora?.z Fernandes da Cunha
Theodora J. da Silva Braga filha
Thomaz Eaborne
Victorino Augusto de Carvalho
Victorino D. Alves Maia
Massa fallida de Jose L, Pereira Junior
Ferreira & Martins
James Hutton
60*700
ll990
KtVTO.
2*28ff
8*360
16*488
J7itK
30*070
34*190
*050
594000
3*790
3*900
24*370
7*800
269*180
2*920
2*560
2*170
3*900
6*200
17*160
6*830
82*680
1*980
3*900
4*160
85*800
11*380
41*000
1*090
21*200
134*960
1*760
2*410
4*870
3:900
11*250
35900
35750
75270
{660
7H250
1*950
45290
115330
9f050
22*730
3*900
185300
54?600
285440
175720
316180
115700
6*170
3'.070
495680
22:600
75990
310*000
408*000
251*000
Armazens da companhia per
nambucana.
Seguros contra o foco
A companhia pernambucana, dispondo de ex
.ellentes e vastos armaens em seu predio ao for
te do Mattos, offerece-os ao commerciO em geral
para deposito de generos, garantindo a maior con
servacao das mercadorias depositadas, service
prompto, precos modicos, etc.
ambera recolhera, mediante previo accordo, ex
clusivamente os generos de uma so pessoa.
Estes armazens, alem de arejados e commodes.
sao inteiraraente novos e asphaltados, isentos d
jupim, ratos, etc., etc.
As pessoas gue quizerera utilisar-se destes ar
aaazens, pederao dirigir-se ao escrigtorio da com-
panhia'pernambucana, que acbarao com quern
tratar.
CouMellio dc
de niarl-
0 111m. Sr. inspector do thesouro provincia
manda fazer publico que em cumprimento da or-
dem do Exm. pxesidente da provincia, datadade 12
do corrente, se ha de arrematar perante a junta
do mesmo thesouro, no dia .24 do mesmo mez, a
quem por menos fizer, o fornjcimento dos presos
pobres da casa de deteocao, no trimestre de outu-
bro a dszsmbro proximo vindouro; sendo os ge-
neros ds que se compoe as diarias e dietas dos
mesmos presos, os constantes das tabellas abaixo
transcriptas.
As diarias e diet?.3 dos presos pobres nao pode-
rao exceder a 400 n. diarios, com excepcao do
forneciraeoto feito acs presos militares, que sera
de 352 rs. diarios, conforme o disposto no aviso do
ministerio da guerra de 22 de maio de 1838.
E para constar se mandou publicar o presente
pelo Diario de Pernambuco.
Secretaria do thesottro provincial de Pernam-
buco, 13 de setembro de 1874.O secretario,
j Miguel Affonso Ferreira.
Tabclla organisada em virtude da ordem da pre-
sidencia, de 13 de julho nllimo, e de conformidade
com o artigo 29 da lei do orcamento vigente.
Sera fornecWa aos presos pobres, recolhidos a
easa de detenQlo, a seguinte alimentaelo, a razao
de 400 rs. por cada preso.
Almojo para todos os dias da semana.
1 pao de farinba de trigo com o peso de 143
grammas.
36 grammas de cafe em grao.
57 ditas de assucar mascavado reflnado.
Ceia para todos os dias da semana.
i p5o ou bolacha de 86 grammas.
36 grammas de cafe em grao.
37 ditas de assucar mascavado reflnado.
Jantar.
^ Ncs domingos, tercas e quintas-feiras.
159 grammas de carne verde crua.
14 ditas de toucinho.
5 decilitros de farinha de mandioca.
Nas segundas e quartas feira?.
Jantar.
229 grammas de carne secca.
14 ditas de toucinho.
2 decilitros de feijao.
5 ditos de farinha de mandioca.
Nas sextas-feiras e sabbados.
Jantar.
229 gremmas da bacalhao.
2 decilitros de feijao.
3 ditos de farinha de mandioca.
2 ceotilitros de azeite doce.
4 ditos de vinagre.
Lenha e sal necessarios para o preparo
da eemida.
Os generos serao eotregnes no estabelecimento
i ensta do fornecedor, qne tambem ministrara o
barbante necessario para a divisao das racSes da
carne e bacalhao. Sendo o cafe fornecido cni, o
fornecedor dare o torradoT e mo^jho a sua ensta.
Dietas-n. i
1 quarto de gallinha.
Lenha e sal.
Veneravel ordem terceira de
S. F ancisco.
Devendo a mesa regedora desta veneravel ordem
mandar celebrar a solemne festa da impressao
das chagas do seu seraphico patriarcha S. Fran-
cisco, no dia 17 do corrente mez, e nao podendo
fazela pela recusa dos Rvms. sacerdote3 offlciarem
em nossa igreja por interdicta, resolveU, para com-
memorar tao granle dia, pflr em exposigao ate as
9 horas da noite do mesmo dia a nossa igreja a
visita dos irmaos e roais fleis que quizerem orac
a tao excelso patriarcha ; fla4endo ladainha can-
tada as 7 horas da noite ; e participarem assim das
iadulgencias concedidas pelo summo pontiflBe Be-
nedicto XIV por seu breve de 15 de marco de 1851.
Secretaria da ordem terceira de S. Francisco,
em 16 de setembro de 1874. 0 secretario,
Thomaz A. da Cunha Junior.
compras
nha.
0 conselho contrata no dia 19 do corrente mez,
a vista de propostas reccbldas ate as 11 horas da
manha, e sob as condieoes do estylo o forncimento
no trimestre proximo'vindouro de outubro a de-
zembro do corrente anno, do3 objectos do farda-
mento abaixo de dsclarados.
Para aprendizes artifices.
Bonets do uoiformes, bonets de servicD, blusas de
brim branco, blusas de algodao azul," blusas de
panno azul, calcasde brim branco, cal^as de algo-
dao azul, can.isas de algodaosinho, cobertores de
la, cobertores de algodao, calca de panno azul,
cint03 de couro branco envernizado, colchOes de
inho cheios de palha, fronhas de algodaosinho,
lenco3 de s>;dapreta para gravatas, lenjdes de al-
godaosinho, sapatoes, saccos de guardar roupas,
travesseiros de linho cheios de palha.
Para artifices avulsos.
Blusas de panno azul, blusas de algodao azul,
calcas de brim branco, ealgas de paano azul, ca-
misas de algodSosinho, cintos de couro branco en-
vernisado.
Para imperiaes marinheiros, aprendizes ditos e
marinhagem.
Bonets do panno azul fcrrete, camisas de brim
branco, ealgas de brim brauco, capas de ditos para
bonets, capas de oleadc preto para ditos, camisas
de flanella azul ferrete, calcas de dito, colchoes de
linho cheios de palha, cobertores de la, ealgas
de panno azul ferreta, ealgas de algodao azul, ca-
misas de panno azul ferrete, camisas de algodao
azul, fardas de panno azul ferrete, lengos de seda
preta para gravatas, sapatoes, saccos do lona de
marinhagem.
Tambem o conselho no raencionado dia, a vista
igualmente de propostas recebidas at6 as 11 horas
da manha, contrata o fornecimento no cilado tri-
mestre, de cimento e carvao cck, assim como pro-
move a compra de 40 dnzias de lapis, 3 duzias de
taboas de forro dc amarello e 4 ancoras, cada urns
com o peso de 350 a 360 kilogrammas.
Sala das sessoes do conselho de compras de ma-
rinha, 13 de setembro de 1874.
0 secretario,
-_______Alexandre Rodrigues dos Anjos.
2*-andar Idem. .......
* andar n. 24......,
t: andar n. 18.......
Rua de AntonM Henriques.
Casa terrea a 26 99*000
Largo da Campina.
(damn U(fechada)......120*000
Rua do Nogneira.
Osa terrea n. 17 (fecnada).....331*000
Rua do Coronet Suassuna
! andar do sobrado aumero 94 386*000
Dito dito numero 41 307X000
PATRIMONIO DOSORPHAOS.
Bua da Moeda.
Casa terrea n. 21 fechada)..... 500*000
Becco das Boias.
Casa terrea n. 18.......421*00f
Rua da Lapa.
Casa terrea n. S.......202*000
Rua do Amorim.
Sobrado de 2 andares n. 23 602S00
Casa terrea n. 34......2 2*000
Ruar do Bugos.
Casa terrea n. 21.......153*000
Rua do Vigario.
andar do sobrado n. 27 243*000
( andar do mesmo......300*000
Loja do mesmo ....... 375*000
Rua do Encantanfento.
Sobrado de 2 andares n. 13 (fechada). 1:400*000
Rua da SenzaIJa velha.
Idem n. 16........209*000
Rua da Gnia.
Casa terrea n. 25......209*001
Idem-n. 29........ 201*000
Rua da Cruz.
Sobrado de 2 andares n. 12 (fechada). 800*000
Idem n. 14.........600*000
Rua de S. Jorge
Casa terrea n. 100 (fechada) .
Idem n. 103 .......
Rua do Ampare )01inda)
Ca?a tercea n. 18 (fechada)....
Os pretendentes deverao apresentar
arrematagao as suas Bangas,
acompanhados dos respectivos
pagar alem da renda. 0 premio da quantia em
que for seguro 0 predio qne contiver estabeleci-
mento commercial, assim como 0 servigo da lim
peza e pregos dos apparelhos.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do R
cife, 17 de agosto de 1874.
0 escrivao,
Pedro Rodrigues ie Souza,
241*000
207*000
240*000
no acto da
on comparecerem
fiadores, devendo
CONSULADO PROVINCIAL.
Por esta repartigao se faz publico aos devedores
dos irapostos pertenceutes ao exercicio em liqui-
dagio de 1873 a 74, que no dia 29 do corrente fin-
dajie e prazo marcado para 0 recebimento de seus
debitos com a multa de 6 0|0, flcando snieitoss 0
que nio pagarem ate aqnelle dia, a serem ajniza-
dos com a multa de 9 0|0.
Consulado provincial de Pernambuco, 1
de setembro de 1874.0 administrador,
Antonio C. Machado liios.
FUNDIQAO
DE
C Starr & C.
Sao convidados os Srs. devedores a vir
satisfazer seus debitos, provenientes de let-
tras e contas yencidas; sendo que nao 0 fa-
zendo ate" 0 dia 30 de outubro proximo vin-
douro, serSo vendidas em leilao. PoderSo
comparecer ou mandar ao escriptorio da
fundigd ou do testamenfeiro H. J. Cannan,
rua do Commercio n. 40.
Calomelanos.
Essencia de therebentina.
Flores de tilia.
Flores de sabugneiro.
Funda dupla.
Granulas de arseniato de soda.
Gomma gutta em po.
Gomma de batata.
Hydrato de choral.
Ipecacuanha em raiz.
Glycenna.
Limalha de ferro.
Linbaca em grao.
Oleo de figado de bacalhao de Kemps.
Idem, idem, idem ferruginoso.
Pilulas de Bland.
Pomada de cacao.
Po alcalino calcario de Boyer.
Oleo de mastrnco.
Pastilhas de enxofre.
Sabina em po.
Rosas rubras.
Scilla em escamas.
Sassafras.
Snspensorios testiculares.
Salsa de Bristol.
Salsaparrilha.
Solphureto de potassio.
Succo de groselles.
Vinho de Moitbier.
Xarope peitoral inglez.
Xarope iodureto de la Rosa.
Xarope da seiva de ptnho maritimo.
Tartrato de potassa e soda.
Hospital militir, 14 de setembrede 1874.0
escrivio interino, Joaquim Pinto de Almeida Ju-
nior.
COMPANHIA
DO
BEBERIBE.
Os Srs. accionistas desta com pa
desejarem apreciar 0 relatorio e mais pegas
a elle appensas, relativo ao anno que ter-
minou em 30 de abril ultimo, dirijam-se a
respectiva secretaria, rua do Cabugd n. f 6,
que lhes serao fornecidos.
Escriptorio da companhia do Beberibe, 3
de setembro de 1874.
0 secretario,
____ Luiz Manoel Rodrigues Valen^a.
Pela recebedoria de rendas se declare ao
contribuinles do imposto sobre industrias e pro-
lissGes que e no corrente mez e no de outubro
vindouro que devem vir pagar 0 primeiro se-
mestre pertencente ao exercicio de 1874 a 1875,
incorrendo na multa de 6 % todos aquelte3 con-
tribuintes qne fizerem depois do mesmo prazo.
Recebedoria de Pernambuco, !. de setembre
de 1874.
Servindo de administrador,
______________Jcse Felippe Nery da Silva.
Hospital militar de Pernam-
buco.
Contrata-se 0-fornecimento dos objectos abaixo
declarados, para 0 expediente desta reparticao, no
trimestre do primeiro de outubro a 31 de dezem-
bro do corrente anno.
Papel almago pautado Fiume, resma.
Papel marca Jesu, folba.
Papel raata-borrSo, folha.
Obreias, paes.
Canelas, uma
L'pes, um.
Canivete, um.
Tinta preta.
Quem quizer fazer dito fornecimento apresente
suas propostas em cartas fecnadas nesta secretaria
no dia 18 do corrente pelas 10 horas da manhs,
com as respectivas amostras.
Hospital militar de Pernambuco, 13 de setembro
de 1874. Q^ escrivao interino, Joaquim Pinto de
Almeida Junior.
Massa fallida
DE
., N. 2almoco.
1 pao de 143 grammas.
4 sopa de caldo de gallinha.
Lenna e sal.
Jantar.
i quarto de galliDha cozida.
57 grammas de arroz par* eania
Sal, vinagre 0 lenha. ^^
N. 3almoco.
O mesmo da dieta n. 2.
Jantar.
Jlejo quarto de gallinha cozida.
Amorim, Fragoso, Santos &
Companhia.
Sao eonvidados os senhores credores, abaixo de-
clarados, para receberem 0 ultimo dividendo, no
escriptorio a rua do Vigario n. 13, andar.
0 pagamento 6 feito as quintas-feiras, das 11
boras da manha a 1 da tarde.
As importancias qne nao forem procuradaa ate
0 dia 17 de setembro proximo, aerao recolhidas ao
deposito puWico.
Antonio Domingos Pinto
Antonio Maria Gonzaga
Antonio Maria do Rosario
Abrahao Custrenvard
Antonio Bernardino de Sena
Alexandre Buchaman
Alves & C
Antonio Jose de Souza Guimaraes
Antonio Luiz T. Marques
Antonio Maria O'Conell Jersey
Antonio Fernandes Ribeiro
Antonio Barbosa de Bastos
Barboza dc Simoes
Brito Queiroz Rego & C
Bahia Irmaos & C.
Carvalho & C. Clara Benthrish
Celestino da Costa
Custodio Floro da Silva
Caetano C da Costa Ramos
Caetirj O. da Cost*
Camara 4 GuimarJes
Caixa Filial do Banco do Brasil (saldo)
Domingos da Rocba
David Selessie
Eduardo Preston
Padre Ernesto Ferreira da Cunha
Francisco Simoes da Silva
Francisco Menu
P. H. Cardts
Francisco de Paula Sa Peixoto
Felizardo da Costa
F. P. Borges
Francisco Guedes de Araojo
Francisco Manoel do Monte
Francisco Goncalves da Silva Pereira
Flonano Francisco da Silva 1
Francisco Luiz da Oliveira Azevedo
(Guilherme Ferreira Pinto.
Gaspar Antonio Vieira GuimarSes
Isabel Maria da Costa
Jo4 Gomes Vieira
Hospital Porluguez dc BeneOcen-
cia em Pernambuco.
Domingo. 20 do corrente, tera lugar a festa
do 19 anniversario da installagao deste hospital.
As 8 horas da manha celebrar-se-ha missa
cantada com musica de orchestra, em louvor a
S. Joao de Dens, patrono do mesmo hospital.
A's horas do costume sera servido 0 jantar aos
enfernros.
0 estabelecimonto estara franco a todas as pes-
soas que 0 queiram visilar, e as 7 boras da noi-
te rezar-se-ha uma ladainha ao mesmo patrono,
em acga> de gragas e em louvor de todas as
pessoas que directa ou indirectamente tem auxi-
liajo a missao
mento.
15
de caridade deste pio estabeleci-
de se-
Hospital Portuguez de Beneticencia,
tembro de 1874.

396
24*520
14*880
8*360
22*620
3*320
1*050
23*980
1*170
*320
5*850
1*020
*280
4*720
1:979*190
44*360
4*880
29*250
3*900
1*950
6*500
10*920
8*360
16*600
8*360
13*650
3*900
20*470
10*900
32*760
2*300
1*170
*030
39*000
4*040
1*950
2*060
*090
2*760
9*090
10*330
I
Luiz Duprat,
Secretario.
.%.Koriarao Commercial agri-
cola.
Sao convidados os senhores. socios a se reuni-
rem em assemblea geral, quinta-felra 17 de cor-
rente, as 10 horas do dia.
Alvares Quintal,
Secretario.
Secgao 3.a Secretaria da presidencia de Pernam-
buco, em 9 de setembro de 1874.
Por esta secretaria se faz poblico para conheoi-
mento das pessoas a quem possa interessar que
fica marcado 0 prazo de 60 dias, contados da pre-
sente data, para serem apresentadas ao Exm. Sr
presidente da provincia, propostas em cam fecha-
da para fundagao de engenhos centraes nos ma-
nicipio* de Jaboatio, Cabo, Ipojuca, Serinhaem
Escada, Barreiros, Agua Preta, Iguarassu, Goyan-
na, Rio Formoso e Santo Antao, iguaes aos exis-
tentes nas ilhas francezas de Martinica e Guadelu-
pe, mediante as vantagens e condigSes exnressa*
no artigo 66 da lei n. 1,141, de 8 de junho do cor-
rente anno.
Contrata-se 0 fornecimento de generos alimenti-
cios para dietas dos doentes e ragoes dos empre-
gados no trimestre de 1 de outubro a 31 do dezem-
bro do corrente anno.
Aletria, kilogramma.
Araruta, idem.
Arroz, idem.
Assucar refinado, idem.
Batatas, idem.
Bolachas, idem.
Bolachinhas de araruta, idem.
Biscoutcs, idem.
Cha Hyson, idem.
Cafe moido, idem.
Dito em earojo, idem.
Carne verde, idem.
Dita de pcrco, idem.
Farinba de mandioca de Muribeca, litro.
Feijao preto, idem.
Goiabada, kilogramma.
Galinbas, uma.
Leite, litro.
Laranja, uma.
Lenha, toros, cento.
Macarrao, kilogramma.
Manteiga ingleza, idem.
Marmellada, idem.
Ovo, um.
Paes de 114 e 762 grammos, kilogramma?.
Sal grosso, litro.
Tapioca, kilogramma.
Toucinho de Lisboa, idem.
Vinho do porto engarrafado, litro.
Vinagre de Lisboa, idem.
Todos estes generos devem ser da melhor quali-
dade que bouver no mercado: quem quizer fazer
dito fornecimento apresente suas propostas, em
cartas fechadas, na secretaria deste hospital, no
dia 18 do corrente, pelas 10 horas da manha.
Hospital militar de Pernambuco, 13 de selembro
de 1874.0 escrivSo interino, Joaquim Pinto de
Almeida Junior.
Contrata-se a lavagem e concerto da roupa dos
doentes deste hospital, pa'ra 0 trimestre de 1 de
outubro a 31 de dezembro do corrente anno.
Quem quizer se incumbir de semelhante servi-
go apresente suas propostas em cartas fechadas
na eeeretaria do mesmo hospital no dia 18 do cor-
rente pelas 10 horas da manha.
Hospital militar de Pernambuco, 13 de setembro
de 1674.0 escrivao interino, Joaquim Pinto de
Almeida Junior.
INSTTUTO ARCHEOLOG CO E GEO
GRAPHICO PERNAMBUGANO-
Uaverd sessao ordinaria quinta-feira, 17
do corrente setembro, pelas 11 horas da
nha.
ORDEM DO DIA.
Questoes adiadss.
Trabalhos e pareceres
J.'
2.
soes.
3. Palestra litteraria.
Secretaria do.Institu^o,
s de commis-
de 1874.
11 de setembro
Jose Soares d'Azevedo.
Secretario perpetuo.
O lilm. Sr. inspector do thesouro provincial,
manda fazer publico, que em cumprimento da or-
dem do Exm. Sr. presidente da provincia de 12 de
corrente, tem de ser arrematado perante a junta
do mesmo thesouro, no dia 24 do mez que corro,
0 imposto de 8 per cento sobre 0 capim de planta
consumido na cidade do Recife, orcado na ouantia
de 1:9395460.
As pessoas que se propozerem a esta arremata-
c3o comparegam na sala das sessoes da junta do
mesmo thesouro, no dia ncima indicado, pelo meio
dia, cempetentemente habilitadas.
Secretaria do thesouro provincial de Pernanba-
co, 14 de setembro de 1874.
0 secretario,
___________Miguel Affonso Ferreira.
Mello Manoel Migneis, Maria Ondmw.Br. Mm
Jorge de Souza, Qoerubino Joao doa "ioiiii. ITim
Carrara Fernanda*, Romualdo Alvea Forrain. M-
vestre Jose da Roeha Pinto, SalosHaao Prmamveo
do Naseimento.
0 official, eocamgaoo do rofiatro,
___________Josi Candida de Burr*.
Sociedade Recreativa Jn-
ventude.
De ordem do Sr. presidente eoavtdo oa Sr.
socios a reunirem-se u rala daa soMoea omla so-
ciedade, domingo 20 do eorreale, ao 7 horao on
manha, para em assemblea geral extrenrdmoris,
elegerem 0 vice-presidente, por tar 0 mmetivo
sido eleito presidente na sessao proxima paaaada.
Secretaria da Sociedade Recreativa Jltullti,
16 de setembro de 1874.
Orestes Moaleiro,
_______ !. stcremrio.
THEATRO m
Santo Antonio
Sahbado 19 in correnle
IIlilH REPRESEmCio
Definiiivamente ultimo especUcolo de despedirfa
Em ben ficio dos irmaos
Eduardo e Anselmo Sawyer
0 programroa sera composto das melhores -
gas de mnsicado repertorio, e sera annunciado tm-
porariamente nas folhas diarias.
>'a tendo sido possivel aprumptar 0 especta'
para boje, li:ou transferido para 0 dia ac ma.
Concerto instrumental
Bi BASRA DE
MUSICA ALLEMA
Quinta-fcira 17 do corrente.
AS 7 l|2 HORAS DA NOITE
NA
Fabrica de cerveja
i rua dm llorentinm n. *
Em frente ao theatro Santo Antonio.
mm mmmvs.
Libras esterlinas.
Vendem Augusto F. d'Oii-
C.
vcira &
Rua do Commercio n.
41.
Ilha de S. Miguel
Segue com LrcviJade para S. Miguel o palfea-
bote portuguez .Voro S. Lourenco, para onde re -
be carga e passageiros : trata'se com c roasi?-
natarios Thomaz dc Aquino Fonceca 4 G. mWc
sores, rua do Vigario n. 19, I" an Jar.
PROKRESMI HARITIUO DO PORKt
Fmprczn porluense de mmx<%<& m
vapor entre Porlnaal e o Bra ail
O VAPOR
Commandantc (onlcntr
E' csperad I
sul, ate o dia 20 '
eorrmn>, d-pis lo
ooaca demora den" i
do porto, seruira p"
Lirboa e Port", r"m
escala por S. Thiago.
n"^% **%
Pelo thesouro provincial se faz publico, que
foi transferidi. para o dia 24 do corrente mez a
arrematagao da obra da bomba do Fragoso. crca-
da em 840*027.
Secretario do thesouro provincial, 14 de setem-
bro de 1874.
0 secretario,
_________Miguel Aflonso Ferreira.
Companhia Fidoiidade
segnros maritimos terresfrcs
A agencia desta companhia toma segnros ma-
ritime s e terrestres, a premios razoaveis, dando
nos ultimos o solo livre, e o setimo anno gratuito
ao segurado.
Rua do Visconde de Itaparica, antiga do Appolo
n. 51.
Feliciano Jose Gomes,
Agente.
COSSULADO PROVINCIAL
Por esta repartigao se faz sciente aos contri-
buinles dos apparelhos, differenga dos mesmjs,
annuidades e encanamentos da Recife Drainag-
Company do semestre finds em dezembro de
1872, qne foi prorogado por mais dez dias nteis e
recebimento que ore se procede, lerminando a re-
ferida prorogagao no dia 14 de setembro vin-
douro.
Consnlado provincial, 29 de agesto de 1874.
0 administrador,
Antonio Carneiro Machado Rios.
Contrata-se o fornecimento de sanguesugas de-|
Hamhurgo para serem applicadas aos doentes do
mesmo hospital, no trimestre do 1.* de outubro a
31 de dazeoVbro do corrente anno.
Qaem quizer fazer dito fornecimento, apresente
suas propovias em carta fechada nesta secretaria,
as 10 horas da manha do dia 18 do corrente.
Hospital milittr, 12 de setembro de 1874.-0
escrivao interino, Joaquim Pinto de Almeida Ju-
nior.
Pelo thesouro provincial se faz publico pare
quem interessar possa, que foi transferida pare
o dia 17 do corrente mez, para ser arrematada
perante a junta deste ^thesouro a obra da
ponte de Mo& sobre o rio Tapacura na estrada
da Victoria, orgada em 1:485/000.
Secretaria do thdsouro provincial, 5 de cetem-
ro de 1874.
Q secretario,
____________Miguel Affonso Ferreira.
De ordem do Illm Sr. inspector da tliesoura-
a de fazenda desta provincia se faz publico, pare
^nbecimento de quem interessar, que no dia 26
corrente mez, pelas 2 horas da tarde, perante
juata da mesma thesouraria, sera posto em hasta
ublica para ser arrematado por quem maior lanjo
fferecer. o proprio nacional, denomioado Cala-
bouto, sito a rna do mesmo nome, nesta capital,
servindo de base para a arrematacao a quantia de
3J1104, maior lanco offerecido na ultima prega.
'Secretaria da tnesouraria de fazenda de Per-
mbuco, 5 de setembro de 1874.0 2* escriptu-
io, servindo de secretario,
_____ Carlos J. de Souza Correia.
Almeida (iarrcl
(oiMmiindante Tamasimi
E' esperado de
togal ate 30 do c r-
rente, tarn* em, dep-
de ponca demora J<
tro deste portn, -
puira para a Pa i
Rio de Janeiro.
Passagens e frotcs de carga?, encommen^i-
valores, tratam-se com os
AGENTE3
_E. It. Ftabelloft C.
17Rua do Commercio 17
Entrs.la pola largo do Pelourinbc.
Companhia de nnvegxcio a va-
por haitiana, liaaiiada
Maceio, Pcneili., Aracajii e Bahi?.
E' esperado dos p-r
do snl ate o dia 2
corrente o vapor Mo;
le Car,ni, o qnal segc -*
para os portos acirra
dia seguinte ao de
mnjmm.
nJieiro a'fret,3^' 'ncommendas Pa^geirr^
Agente
-intonio Luiz de Oliveira Azevedo.
m_______57 Rna do Bom Jesns57
tOHIl\eiA BRA9ILEIR ;
DE
NAVEGACAOAVAPOR
Por I os da sml
CERVANTES (fretado)
E' esperado dos portos dc MO
ate o dia 17 do corrente e -
gnira para os do snl d-f
da demora do costume.
Portos do nerir
tommaadanie CarlosGsmex
iissa
0 secretario,
Joao Diniz Ribeiro da Cunha.
SANTA CASA DA MISERICORDIA DO "
RECIFE.
A Hlma. junta administrativa da Santa Casa da
Misericordia do Recife, manda fazer publico one
najsalade suas sessSes, o dia 17de setembro De-
las 3 boras da tarde, tarn de ser arrematadas a
quern man vantagens offerecer, pelo tempo de nm
a tres annos, as rendas dos predios em sernida
declarados.
ESTABRl.RCniRNTO DE CARIDADE.
Rna das Calcadas
Casa terrea n. 39 (fechada). ,
Idem n. 36 .
vidal de Negreiror.
Casa terrea n. 114.....
Idem n. 94........
, J"P do Rosario.
1,' andar e loja n 24 a. .
221*000
221*000
361*000
301*006
Os Srs. pharm seeoticos que qnizerem fornecer
os medicameatos a*aixo mencionados e outros qne
possam ser precisos para o receituario do hospital
militar, no trimestre de 1 de outubro a 31 de de-
zembro do corrente an"uo, comparecam na secreta-
ria do mesmo hospital, no dia 18 do correnj?
pelas 10 horas da manhS. com as suas propostas
em carta fechada, radica.ldo os precos dos ditos
medicamentos.
Agua ingleza.
Acldo phenico.
Arseniato de soda.
Alnmen calclnado.
Alfazema.
AlcooL
Agua de flores de larangeiras.
ATgalii
Olinda.
Vai d praija a casa n. 14 da rua do Com-
mercio (outr'ora Quatro Cantos), da cida-
de de Olinda, situada sobre o cano deno-
minadoCarecaonde fdra a taverna de
Jos^ Perne ; tendo 4 portas de frente, quin-
tal, bons commodos, chaos proprios, etc.,
pelo preco de 8009000.
A arrematacSo da referida casa, assim co-
mo da arraagao e generos da tayerna, terd
lugar nos ultimos dias do corrente mez de
setembro.
F." esperado dot sanaa
do snl ate o dia 1"
corrente e segnira ps-4
os do norte depois 4a de-
---------------mora do costume.
Para carga, encommendas, valores
trata-se no escriptorio
7-RFA DO VIGARIO-7
^^^^^^ Pereira Manna & C
epassagf--,
AFgalias.
Assucar Candi.
Balsamo tranqnillo.
Bromnreto de potassio.
Chlorureto de zinco liquido.
Cenda.
Carbonate de magnesia.
900*0001 Caixas de piaho para pomada?.
i
ADMINISTRAfAO DOS CORREIOS DE PERNAM-
BUCO, 16 DE SETEMBRO DE 1874
Relacdo da correspondencia registrada (um valor)
recebida de diversas procedencias alt esta data
e que nao tem sido enlregue por ignorar-se as
residencias dos destinatarios.
Amaro de Oliveira Dutra, Antonio J. P. de Mn-
S'&tf.W Lniz,d0AAmaral, Antonio Pelippe
?,... i*8?-' Co!Be Jos6 d09 S"103 C*do, Pran-
Aranjo Francisco Ferreira da Costa e Mello, Fran-
Kta. 01^"%' Jos6 Ctetano Albnquerque, Jta-
Im Rlviro Pereira Magalhies, Joao Chrvsostomo
Ohveira Pelagio, Julio Pires Lobo, /eronyma
Jf*n Ramoa, Joaquim Pereira de Mello Morse*,
Manovl Pereira da Silra Bambilha, Manoel do Rego
CHARCiEins KVIM
COMPANHIA FRiSCEZA DE NA\
GACAOA VAPOR
LINHA MENSAL ENTRE 0
Havre, Lisboa, Pernambuco, B*biarRio ,
laneiro e Santos.
STEAMER
VIL1JE H^ B\UL\
aadaale.P. Mart.
E* eeperaos a Ea-
ropa ass S3 ds cor-
renle, segsimw d--
pois da rssssenva -'
demora para aa p -
tos de snl de soa
cala acima referidos.
Para freles, encommendaj e passafeiroe, mu-
se com
OS CONSKUUTAM0C
AUGUSTO F. DVLmmU 4 C.
4SRna do CommercioEntrads poU rea
do Torres.
Ilho de 8. Miguel
Com muita brevidade aagoa fin S. #> >
coanecido palbabote portogaez JVWe S. Lmrmsc
Para o resto da carga e pa*saf*ira~ '
os coBsignaUrios Tbomaz 4a ft-p
:. sneeemoras a rua do Vifwto it.
<




.*
< <
>-
Diario dePernambuoo Qwnta feira 17 do Setembro ao i74.
PaclQc Steam Navigation Compani
ROYAL MAIL STEAMERS.
fl>E 4081 TONGADAS|
Commtinilaiite Shannon.
Epera-.e dos por-
tos do -ml i6 u ilia 27
do correnle, e dei>ois
demon do costu-
me Sfjiiira wr* Lis-
bon, Bmdeos. e Liver-
pool, para onde reeabera passageiros, eocommen-
da, e dinheiro a frele.
N. B.Nao sahira antes das tres boras da tar
de do dia da sua chegada.
AGENTES
Wilson Rone A C.
14PRACA DO COMMERCIO1
livros e 4:492*280 em lelras.
0 leilao sera effectuadi as II l|2noras do dia
acima dito. no escriptori) do mesmo agente, rua
do Bom Jesus n. 43.
INovo
metmlt
PARA 0 PORTO.
0 brigue portuguez Triunpho, pretende seguir
com maiU brevidade : para carga e passageiros
trato-se com os consignatorios Thomaz de Aquino
Fonceca k d, gnccessores, raa do Vigario n. 19
COMPANHIA PERNAMBCCANA
DE
^vegacao costelra m vapor.
fiRAHYBA, NATAL, UkCkO, MOSSOP.o', ARACA-
TT, CEARJk, MANDAHD, ACARACU' E
MARANHXO.
0 vapor Pirapama, comman-
dante Silva, seguira para os
portos acima bo dia 22 do
correnle as 5 boras da tarde.
Recebe carga ate odia 21, en-
commendas, passageiros e di-
nheiro a frete ate as 2 horas da tarde do dia da
sahila : escriptorio no Forte do Mattos n. 12.
LEILOES.
DE
*JML SaVM_TT*0
Hoje
ao meio dia
0 agente Martins vendera em leilio, por ordem
de sea proprietary, o sitio do Remedio, n. 18,
fregnezia dos Afogados, em chaos proprios, com
349 palmos de frente e 658 de fnndo, com cacim-
ba e nma casa em ruinas, tendo a'guns arvoredos,
ieando a frente para o rio. Os pretend entes po-
dem desde ja o examinar e concorrerem ao leilao
HA
uso; row :is m-s
1
n.
iiiiit"?
T..\
w ilo si.brado granite ar>nj 33, li.je |v(|r AITi
rnniiiiuJid.ndi'S:
Friineiro audar.Granie sala foiraJa, alc^a e
1 quarto, no corredor i q jarto, sala de ianlar 2
quartos, despensa e cozint a f6ra.
Segundo andar. 1 sa a, 1 alcGva e I q
no corredor I quarto, sala para iantar, 2 quarto*
e i grande terraco ; sotac, 2 saloes, 4 (|uartos e
cozinha com janellas par; o mar, 1 vraude quin
tal, grande telheiro e cac mba.
Sexta-feira 1$ do corrente
A's 10 hora \ damanha
No escriptorio a rua do Bom Jesus n. 53,
primeiro andar
0 agente Pinbo Borges, autorisado, vendera em
leilio a referida metade do sobrado acima mencio-
nado, por conta e risco de quem pertencer.
Os Srs. pretendentes po< em desde ja examinar,
e qualquer esclareciment > o mesmo agente pode
dar.
0 mesmo agente faz sci< nte que o sobrado esta
em boa conservacao, bem idificado, tem linda vis-
ta e esta situado em nma rua muito commercial.
leilt
ao
LEI
) c diticac
I rua m
LA
DA
9.* parte do sobrado d rua Duque de Ca-
xias (outr'ora rua do
Tres sitios em Papacaca.
Bens pertencentes a massa
SEXTA-FEIRA 18
Oueimado) n. 60
de Bento da Sil-
allida
DO CORRENTE
A's 11
FEIRA SEMANAL
16 Rua do Tmperador 16.
ioras
O agente Pinto, autorisad o pelos administrado-
res da massa failida de Be ito da Silva & C., em
virtade da despacho do lllm. Sr. Dr. juiz de dire
to especial do commercio, levara a leilao, nao so a
9.* parte do sobrado da rua
n. 60, como os 3 sitios em
base a ollerta obtida.
0 leilao sera effectaado
mencionados, no escriptorio
rua do Bom Jesus n. 43.
LEILAO
0
J.' quarto
Um gnarda-ronpa deamartllo, 1 roarquezio ,1
dito para solteiro, I inuia eommoda, I cabido, 1
hanca, t lavatorio e suas peiten.as.
2. fBla
Uma mesa Ia?tia de 3 taboas, I grande apara-
dor de ama II. rum pmlra, I eipelno grande com
niii.iluia dtniiada, 4 quadra eon di versa* vi-tas.
3 baticas iij amarello, t <] ta con pes de coliWiBa
H cadeiras de gaarnicio, de anurelln, Jditas 4u
hrnyH, i ,tu.i fle halarifn, .2 oiprgni^.iqi>irafl 2
camliciniK |iniA kernw'tiii, 2 ife* de caitlc->es do
vi.tiu u 1 par de jarros para (lores.
3. quarto
Uma cama de ferro, I banea de jacaranda, corn
espdl'.o, t dita de amarello, 1 espclho com colum-
nas de jacaranda, para cima de mesa, I armario
envermsaao e 2 balaioi para roupa.
Sla de jntar
Uma mesa elastiea de 6 taboss, I guarda-louca
de amart-llo, 1 apa-ador de dito, 1 dito de dito
torn columnas, I sofa, 2 bancas, I mesa redonda
de jacaranda; com tampo de pedra, I guarda-co-
raida de amarello, com caixa de arame, 1 cabide
para roupa, t liltrador, 12 copos para agua, 8 va-
sos para lavar os dedos, louca para almoco-e jans
tar, calices para vinho, garrafas para dito, palhi
teiros, 1 porta-licor, 1 dito de vinbos, de crystal,
4 pratos de electroplate e guarnecidos de prata,
com tampos que podem servir de outros Un!os e
1 salva de metal.
Cosinha
Uma macbina para limpar facas, 2 metas de
pinho, alguus cavalletes para taboas de engomma-
do, tampos de arames, 1 balanca, 1 macbina para
engommar roupa, 1 dita para serrar capim, 1 dita
para lavar roupa, 4 cadeiras de ferro Ipara jardim
e 17 vasos com (lores.
Os Srs. concurrentes encontrarlo as 10 1[2 ho-
ras em ponto, na estacio junto ao arco de San-
to Antonio o trem que os conduzira ao referido
leilao.
MOFINA-
Est4 encoura^ado!!!
Affua mole em pedra dura
ranto .la je que a fara.-
"ga-M *o lino. 8r. Ignacio Vieira de Hill
acmau na cidade de Nazareth desta proviacia,
favor de r,r i rua Imqne de CSxias n. 36, a con
:iuir a-melle r-owjn qne R. s. se comprometten i
realisar peia uayeira chamada desie joraal, ea
tins de dezembro de 1871, e depots para Janeiro
passou a fevereiro e abril de 187$, e nada cumprio,
por este motlvo e de novo chamado para dito
im, pois S. S. se deve lembrar qua este negoeio
le mats de oito annos, e qnando o Sr. sen 8lho s.
ichava nesu cidada.

LEILAO
do Duque de Caxias
1'apacaca, servindo de
no dia e bora acima
do referido an? nte. a
DAS
s
lim grande escaler e duas ba-
leeiras
HOJE
as 11 horas da manba
Km o trapiche em frente a guarda-moria da
alfandega.
0 agente Dias Ieyara a leilao, no dia e hora aci-
ma designados, por ordem do Sr. William U. Gra-
ven, capitao da galera americana Sierra Nevada,
ultimamente incendiada em alto-mar, com licenca
do lllm. Sr. inspector da alfandega e em presenga
do lllm. Sr. consul dos Estados Unidos, os escale-
res acima mencionados, os quaes podem desde ja
ser examinados pelos.Srs. pretendentes.
Feira Semanal
dividas na importancia de 21:397^060, per-
tencentes a massa allida do Thomaz
Ferjiandes da Cunha & C.
SEXTA-FEIRA 18 DO CORRENTE
as 11 huras da manha
Em o 1 andar do sobrado da ma do Marqucz
de Olioda i. 37.
0 agente Dias,.em obser rancia ao respeitavel
despacho do lllm. Sr. Dr. juiz especial do com-
mercio, levara a leilao no i lia e horn indicados,
as diviias na impertancia dc 21:397060, as qunes
fazem parte dos bens perten :entes a massa failida
de Tbomaz Fernandes da Gt nha & G.
0 mandade com os nom ;s e quantias de cada
devedor acha-se em poder lo referido agente, a
onde pole desde ja ser examiuado pelos Srs. pre-
tendentes.
DE
miudezas, cnlcados, perfumarias, cbape'os,
livros em branco, papel fino para copiar
cartas, dito de peso, pautado, dito amiza-
de, balan^as, fitas, botinas para senho-
ras, sapatos de 13 preta, elasticos, grava-
tas, meias e rcuitos outros artigos
Tcrra-feira It9 de setembro
Por intervencao do agente Pinto
No armazem da raa do Bom Jesus n. 63.
Principiara as 10 1|2 boras em ponto.
LEILAO
mobilias, pianos de armario,
1 rico apparelho de porce-
lana para jantar, carteiras
para escriptorio, mesas
park jantar, 1 cofre, prova
de fogo,miudezas diversas,
guarda lougas,aparadores,
toilettes de mogno, pdose-
tim ejac randd, objectos
de ouro, brilhante e pra^a,
relogios de ouro e prata
para algibeira, ditos de pa-
rede e de cima de mesa,
eommoda s,'secretarias, es-
tantes envidracadas para
livros, camas francezas de
jacarandd e amarello, |es-
covas para sapateiro, li-
vros de litteratura, copos,
calicese garrafas para vi-
nho, salvas demetal,rewol-
vers,grande quantidade de
trastes avulsos eimensos
artigos do uso domestico
Hoje
FEIRA SEMANAL
10-Rua doImperador10
ARMAZEM
agente Martins.
e caivas para cos-
DE
moveis, lougas, fazendas
tura
SEXTA-FEmA 18 D)0 GGH
Send*)
ilmaimportaqte mobilia de jacaranda, a Luiz
XV, medalhao duplo, 1 dita de amarello, fspelhos
com molduras de jacaranda, 1 dito com moldura
dourada, 1 rico lustre, mesas de amarello, cadei-
ras de balanco, aparadores, odeiras avulsas, ditas
de brago, de jacaranda, consi >lo3, mesas redondas,
carteiras para escriptorio, naquinas de costura,
tnarquezas, sofas de amarello, jarros, raeios appa-
relhos de porcelana para jant ir, diversos tapetes
para porta e sofa, casacos ie crochet para senho
ras, fechus, espartilhos, cai ;inhas para costura,
ditas para amendoas, e muito s outros objectos que
serao vendidos sem limite paia liquidar, por inter
medio do agente Martins, na rua do Imperador n.
Leilao
LEILAO
DE
objectos de escriptorio
Constando de:
Umabnrra, prova de fogo, grande, de2 portas
e sobre rodas, do muito conhecido fabricante Mil-
nes, 1 dita tambem granJe, do fabricante Haffner
freres, 1 carleira para i pessoas, 1 dita para 2
pessoas, 2 ditas para 1 pessoa, repartimenta de
escriptorio, 1 balca>, 2 armarios, 1 relogio, 1
prensa para copiar cartas, tinteiros, envelope^ pa-
pel e livros em hranco.
Duas grandes armajSes para meio de armazem,
com 3 ordens de taboas e 6 palmos de fundo.
Duas ditas para parede, com 5 ordens e 4 pal-
mos de fundo.
Tre3 armaches de armazem, 2 balaios para car-
regar fazendas, taboas para mesas e muitos ou-
tros objectos de ccriptorio e armazem.
Terca-feira 92 do corrente
No armrzem e 1 andar do sobrado da rua
do Bom Jesus n. 63.
Os administradores da massa failida de Pereira
de Mello & C, autorisados pelo lllm. Sr. Dr.
juiz de direito especial do commercio, farao lei-
lao por intervencao do agente Pinto, dos moveis,
miudezas e mais objectos de escriptorio e arma-
zem que fazem parte da referida massa e existen
tes no primeiro andar e andar terreo do sobrado
da rua do Bom Jesus n. 63.
Os pretendentes acbarao aberto nSo so o arma-
zem como o escriptorio, na vespera do dia Co lei-
lao, afim do que possam melhor examinar as hur-
ras, armardes e mais objectos acima indicados, e
concorrerao ao acto do leilao, terca-feira 22 do
corrente.
Em continuaqao
vander-se-ha 30 caixoes vasios de madeira de pi-
nho, grandes e pequenos, e caixas de zinco cflan-
dres.
pelo
Leilao
DAS
!iidasda massa failida de Jose Francisco
Bithsneourt, na importancia de.....
2:0045230.
Sexta-feira 18 do corrente
A'a it horas.
O agente Pinto autorisado por mandado do lllm.
sr.-ur.lua de direito especial do commercio, le-
vara a leilao, as 11 horas do dia acima dito, as di-
vidas da massa failida de Jos6 Francisco Bitten-
court.
Os pretendentes poderio desde Ja examinarem a
relaclo das dividas existentes em o escriptorio do
eferido agente, rua do Bom Jesas n. 43, onde se
Jffectuara o leilao._____________
LEILAO
DAS
dividas da massa failida de Joao Ferreira
da Costa Soares, na importancia de .
98:5270374. r
xta-feira 18 do corrente.
A'a tl lift bora..
Por mandado do .'I'm. Sr. Dr. jnia de direito es-
pecial do commercio, em' virtBde do reqnerimento
> atataMndor da massa &!! *<*<> Ferreira
da Coeu Soareg, o agente Kntr*i" leflao das di-
3o mesnw agente, sendo 94^5*094 W cotjtas de
DE
moveis, louga, vidros, pianos de armario,
ditos de mesa, 1 reparkicao para escripto-
rio com balcao
Sabbado 19 do corrente
A'S 11 HORAS KM PONTO.
\o armazem da run do Bom Je-
sus n. 68 (antjga Cruz).
O agente Dias fara leilaol por conta e risco de
quem pertencer, de 1 mobilfa de jacaranda, com
tampos de pedra, 1 guarda-jouca, 1 guarda-rou-
pa, camas francezas para casal, marquezoes, mar-
quezas, aparadores, cadeiris de ferro, ditas de
amarello, consolos, mesas reflondas, quadros, can-
dieiros a gaz, mesas elasticas, secretarias, santua-
nos de jacaranda, bergos, cadeiras de balanco, di-
versas obras de plaque e muitos outros objectos
que estarao patentes ao acto do leilao.
Leilao transferido
O que sehavia annunciado para o dia lo, para
commodidade dos Srs. mutuarios, fica trans-
ferido paia o dia 2 do outubro, na casa de penbo-
res, a travessa da rua Duque de Caxias n. 1, as
11 horas da manha.
0VERS0S
Ama
LeiE
to
DE
Uma excellente armagap de amarello pro-
pria para qualquer esiabelecimento, sen-
toda envidra<;aua envernizada, com
do
balcao e fiteiros, mais um outro balcSo,
fiteiros e joias, da loja de ourives a rua
do Coronel Suassuna,: antiga rua de Hor-
tas n. 15, entitulada Pencinez de
Ouro.
Sabbado 19 do corrente
O agente Martins fara leilao por ordem e conta
de Manoel Martins de Moura, da armacao e gran-
de quantidade de joias, de gostos modernos, que
serao vendidas ao correr do martello, para li-
quidar. r
Principiara as 11 Iror?; gfrE" ggg;.
Agente Dias
leilao
DE
moveis, vidros e diversos artigos na casa dc
residencia do lllm. Sr. capitao Doyle,
consul de S. M. Britanica
Ema a Casa forte, confronte a estacao do Chacon
Segunda-feira21 docorrente
O agente Dias, autorisado pelo lllm. Sr. capitao
Doyle, consul de S. M. Britanica, que se retira pa-
ra a Eoropa, levara a leilao. no dia e lugar acima
indicados, os moveis e mais artigos que abaixo
se mencionio, existentes na casa de Jresidencia
do mesmo Sr., na Casa Forte, confronte a estacio
do Chacon.
A SABER:
Sala de visitas
Doussofai de amarello raiz, 2 consolos, 2 ditos
de jacaranda, com tampos le pedra, 1 mesa de
!l1Cpara m?, de9aU> cadeiras de bracos
S2SMaJ. 2,tof MS 2espriga5a-
%$L dltas .-e br!509' nhdaa, 2 espelhos
grandes com moldura doorada, l piano de armario
e 2 pares de jarros para floras.
1/ quarto
urn guarda-ronpa de amarello, 1 lavatorio com
pedra, 1 cana de bronze para solteiro, l espelho
com columnas, de jacaranda, 1 peqneno sofa, 1
espelno com columiias, de jacaranda, menor, e I
mesa de pinho.
PRECISA-SF. de uma para engommar e
outros services de casa de pouca farailia, a
rua do Capibaribe n. 10.
Livraria popular.
Fazem-se cartSes de visita e casamento.
Marca se papel e envelopes a vontade do fre
guszes, com iniciaes on nome por extenso em typo
Gothico,
Romano.
Biblico,
Bennaissance,
ou outro qualquer : pelo modico precp de 1J000
cada caixa I
39Rua Novai>9
-v
Francisco vicentedossantose
sua familia, agradecem as pessoas
que acompanharam ao ultimo ja-
zigo os restos mortaes de seu fl-
lho Francisco Vicente dos Santos
Junior, e rogam as mesmas pes-
soas e aos seus amigos, o obsequio
de assistir a missa que pelo" repoaso d'alma do
mesino finado mandam celebrar na segunda-feira,
21 do corrente, na capella do cemiterio, as 7 bo-
ras da manba.___________________________
Joe Hygino de Sonza talvao
Anna Carolina de Magalhies Gal-
vSo, tens filhos e genro, summa-
mente agradecidos as pessoas que
acompanharam a ultima morada
os restos mortaes de seu marido,
pal e_ sogro Jos6 Hygino de Sonza
Galvao, rogam-lhes o obzequio de
assistir as missas que, pelo descanco da alma do
mesmo finado, se rezam, segunda-feira 21 do
corrente, as 7 1|2 horas, no convento de S. Fran
Cisco.
Preservative da Erysipela
Descoberto pelo Bacharel
Manoel dc Siqoeira Gavalcanli
Tendo o Governo Imperial permittido ao des-
cobndor vender aquelle medicamento. o publico
o; tem a sua disposicSo.
Dcposltos unicoM.
Recife : rua do Barao da Victoria (rua Nova)
n. 40, casa do Sr. Rurha Siqueira.
Rio de Janeiro : Gorte, rua do Ouvidor
n. 78.
0 Praservativo da erisypela ja 6 bem conheci-
do : entretanto trantcreve-se para este annuncio,
do Jornal do Commercio do Rio, os attestados in-
fra.
Queiram os Srs. doentes os ler, e ver por
quem estio elles assignados.
Inspector da laiide publica em Pernambuco.
Em cumprimento do despacho de V. Exc. sobre o
reqnerimento do Dr. Manoel de Siqueira Caval-
canti, tenho a infonnar o seguinte : Acho justa
a pretencio do supplicante, porquanto o seu me-
dicamento preservativo da erysipela tem da-
do muitos bons resnltados, nao so nesta cidade,
como na corte. onde ello tem sido applicado com
vantagem e e procurado. A preparacao dellee
simples, por ser tintura de uma so planta. JO
inspector, Dr. Pedro de Athoyde Lobo Moscoso.
Declare, por-eer verdade, que padecendo de ery-
sipela, foi-me dado pelo Sr. Manoel de Siqueira
Cavalcanti um medicamento, do qual fazendo uso
por alguns dias nunca mais, ate" hoje, me tornou a
accommetter essa enfermidade. Por me ser pe-
dido passei o presente, por mim feito e assignado-
Rio de Janeiro, 16 de juabo de 1874. Duque de
Caxias.
Aiteslo, que tendo empregado o medicamento
dymnamisado, que nos foi forneciJo pelo Sr. Dr.
Manoel de Siqueira Cavalcanti para o tratamento
da erysipela, colhi sempre resuttados supenores
aos de todos os medicamentos conhecidos. Em tes-
temunho da verdade, e por me ser pedido, firmo
o presen'e. Rio de Janeiro, 13 de junho de 1874.
Dr. Saturnino Soares de Me ir elles.
Concordo perfeitaraente com o parecer snpra
Dr.Joaquim Jose da Silva Pinto.
0 abaixo assignado, doutor em medicina pela
faculdade do Rio de Janeiro, cirurgiao-mor de
brigada bonorario do corpo de saude, cavalheiro
da imperial ordem de Christo, etc.
Attesta sob juramedto de seu grao, que tendo
usado de nm medicamento que lhe foi fornecido
pelo Sr. Dr. -Manoel de Siqueira Cavalcanti, de-
nominado Preservativo da erysipela -y-, tirou
sempre o melhor resultado possivel, de sorte que
os doentes ate hoje nao foram acommettidos das
erysipelas, que soffriam freqnentemente. Rio de
Janeiro. !9 de junho de 1874. Dr. losi Lino Pe-
reira Junior.
Tive rm 1871 dez erysipelas em uma perna, fni
a Europa, e considerei-me curado, voltei pouco
depois, tive novo ataque ; tomei o remedio Preser-
vativo da erysipela do Sr. Dr. Manoel de Siqueira
Cavalcanti, e cessou a molesfia, ha mais de nm
anno. Creio ser isto effeito daquelle remedio. Rio
de Janeiro, 13 de junho de 1874.-Barao de Cabo-
Frio.
Gratis aos pobres.
LIVROS A YENDA.
No primeiro andar desta typographia em
mSo do administrador, vende-se os seguin-
te livrinbos :
O matiito Eaperto dialogo ins-
tructive, critico, analytico, bistorico e mo-
ral, entre um matuto e um liberal por 500
rs. cada exemplar.
Educacao Familiarromance, e
uma serie de leitura, 2 volumes por 1#000.
Martens, raauuel diplomatique1
volume por 1$000.
Obras de Hablycompletas 12
volumes por 8$000.
Bignonobra completa4 volumesj
por 28000.
FritotEspirit do Droit1* volume
por 19000.
VatelDroit des Gens2 volumes por
2$000.
F. BorgesEconomiaPolitica1 vo-
lume 17500.
FieldingThe history Tom Jones2
volumes 3,?000.
BavoueDes conflits2 volumes 3$.
Histoire Fccleslastique6 vo-
lumes 6*000.
BousseauMelanges6 volumes 35.
BousseauPieces diverses4 volu-
mes 2*000.
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Dr. Kuril!*.
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Fsqalna do becco Largo
n n!PK ^ S*ns treetea >n>'os qne mudon
.,,? e|5aDe'ecimento de relojoe ro para a mesma rndn se de um om tmm
de vJL^L JL encoD,rara".ni grande aortimento F'' res : no cae* do Ap-rflo 69
A?a& parede' 8raerica"<. <-in.a de me-
sa, dos melhores gostos e qualidadcs, relosios dc
algibmra, de todas as quaf.da ea, patenSs^
de onro e prata dourada, foleado (plaqnet), relo-
gios de onro. inglez, descuberto, dos mrihorw
!V*teS' Cadf-!f ^e onr,)' P,a,'uet e Prat- lon-.
rato? aa(Jnalldade9. tudopor precos muito ba-
!OC?C>KXXX>A>SWlXXXJr
AO POSLICO
Joao O.rreia de Carvalho, artita aHaiata. *m-
do-se de>h);arie(tal* da casa nuillll
exist-'nte rua do Mara., da Victoria a N -* a
raza i de Arauj.., (Urvalti) \ C, a-ha-* hvv^iimo-
le ertalKlnido na sna art*, a raa Ju XaMn*s ?
Olinda n 46, I* ar Jar, aonde <^ --o i
fregurzp^ o enoim raian promrrto pan esecaur
(|Btloaer obra tcnJent<- a ?ua aiV, coo f>*.ro *
pri mptidao.
Feitor.
Precisa se de um un eoCnda de borta e d*
MSA.
Aluga-se ou MOOJ M m fran-Je caa i^rrn.
o:n Olinda, praoria iara yraiMk- f^imlia turn f.
i afma encana.la, Ota a raa do \i uIm> b. .11 -.
tralar na rua da Imprint n. M, I anlir
^
1 Vejam !...
0 Cora(;ao de Ouro, iiquida :
Correntes de ouro, mndernas, para relog'os, a SdJOO a oJUta -
Hrlogios de prata bem dour-dos a iCii
Rozetmhas de brilhante a IM.
Anneis de pedra mm lettra a 61
Anneis para por cabello a Sl.
Pencenez de ouro a Mj.
Pencenez de prata dourada a 31300.
Dedae- de prata. I undo dc pe Ira, a If.
Bnncos de coral e euro para inenma* ,t I/'^K)
Lac/ilela? muito modernas eon ot) ,i ,r cealo do abate
Pu ceinnnas de c ral e ouro para oraoea a I0<
Pulcnra de ouro e coral, feitio de uma Mora, a HI
Obras de prata a 400 rs. a oitava.
Brioi-os para senhora. muit. modernos, a 131, cm outra parte e lOa.
Voltas de ouro e eruzinba, coin 50 par cento de abate.
Grande sortim-nto de joias de b.iilia:.:^ ooa I. > le abate.
Bnncos de corl para senhora a i|.
Correntes de ouro para rdngta a IS* ;ada uma.
Aderecos por meta le de no valor.
Sortimento completo da joias, que ven.le por meiadt; i eu
>
6
<
v,' r.
A liquidacao.
Modista franceza.
Mademoiselle Eugenia Lee mte & IrmS, avisan
a suas antigas fregueza- e ao puoiico em gera!
que abriram novamente seu cJtjb casa de costuras^a rua dp Iinperatiiz n. 5, pri-
meiro andar, pelo que esperam continuar a me
recer a concurrencia das pes*oa que pratann
de seus servi^os.
0;^:^. ... f:j...H, | : j .&
Advogados
-*** Vicente de l.cnv
aw _
Aureliaiii. de Carvnlbo.
24Imperador- 24
m

--
it Him r ? mt,
Lit. lUXOSl KMt MO I; VA I..vi.A ;
tlriliro W.
'onsulUs daa 7 as 'J 11 was aia
ham.idos a qoalquer ami dia o
d.i r. \:-. yv
t.-p-;rial -la ;>-s hk>.
! r BM "?;

iti
;!T A*
Catharina fugio.
No dia 28 de agosto proximo pa>sado ausen-
tou-se esta escrava, a iiial tem os siguaes s^gnin-
tes : estura baixa, rosto reitoilo. cor preta, pei
pequenos, cbstumava vendor leite, aoda sempie
com um cacete gue lhe >erve de ammo por wrf-
frer de rheumatismo, ia 6 iio-a o de naeao Cam
binda : quem e encontrar, peytue a e leve-a ao sttiu
do Cafundo, estrada du Juno de Barros, que seia
gratificado.
m
Aluga-se a casa terrea n t!>, sita a rua do
Visconde de Goyanna, ouuYra Cutuvello, cum z
salas, 3 quar-o, 1 independent-, euaioha. raciii.ba
propna, apparelho drainage, e um ^equ-iiopo-
mar de fructeiras : a tratar na ru. Iara do Ho-
sario n. 36, loja.
Allencao.
rjair.m no dr li pin 17 .
Mdu .:'.-/. d_-.,.- enprtii>*LibH '..'.., ->, t3
^ guezia !. l">cala, fii I'm rav,,
Pa. !n. ratalnra aha, npi.t. I-i ", Ma* g<-o-
M, or. Iha granles p Iv.v ....
(ChaM, lnM-ca vr iol.-, ,1 |, ,. h ,,,.
I falia ti,< ui Iii- a-* pt> idade d.- i i ,r.n- -. rici
afunlTl. ; i,-ri. ni-.i ao sr Ar.' i- ,: ii
Barr.i., iei.i( i i,. ,n Campina Graa '*, '.,; i* -
wte na crfota d It.cif.' W4mi i n.> a
leotia. di.Bdr aaota r,-i, b : mi t.
Loiz. Matfa 'O omh, riMa mndar, trrr
carps, dautmUito, calvn; e catHln iW(,.
nn-a Rstali m |a i, -a natural.
earocn am pattm pnaia i : p
yem do ma mrna'ia, a ^ ear 'i-Ji
as aotnrMades pnoziae* < cap*
CASA
Aluga-se o segundo andar a rua Duque de Ca-
xias n. 34: a tratar na loja.
mm=mm-mm-mm
Macei6.
Bacharel Lourenc.0 de Albu-
querque
' Advogado
Rua do Rosario n. 1.
m-mm-mm-mm-%
Aluga-se o armazem do sobrado da rua D.
Maria Ceiar n. 37, proprio para recolher fazendas
por ser muito espacoso e reedificado, ou para
qualquer estabelecimento : a tratar na rua de Do-
mingos Jose Martins n. 48, antiga Senzala-Velha.
Massa failida
DE
Bastos Lemos.
No escriptorio de E. A. Burle dt C, a rua
do Bom Jesus n. 48, paga sen 3." e ultimo
dividendo na raz3o de 1,351 /, aos cre-
dores desta massa.
As importancias quenaoforem pmcura-
das ate o dia 24 do correuto, serao recolhi-
das ao deposito publico.
Recife, 4 de setembro de 1874.
a qum os ap|.r>-hend'r, que
m-< en. en hi acima. in I rua
geneeosain^i'!i' gratifira s h.i.
BOJ
r.*a
* 'Muduzi :. riM--
DtfvJkl n M

- 1

(
AlleD(;o
Adverte-se a quem interesiar possa o presente
aviso, qne ninguem se illuda com o que propa-
la Salvador de Siqueira Cavalcante, tendente ao
engenho Tres Brapps, porquanto dito engenho e
tndo quanto nelle se contem (escravos e bols) se
acha sujeito a hypothecas de dobrado valor, sen-
do a primeira destas hypothecas lavrada na ci-
dade da Escada em 1856, pelo 63crivao Mathias
tendo por objecto a compra de paries do mesmo
engenho ; a segnnda em i860 ou 61, na mesma
cidade da Escada, pelo escrivao Damasceno,
por Ofcasiao da eomposicao feita com o tenente-
coronel Joao Florentmo, tendo por objecto o na-
gamento de ceru quantia com garantia em todo o
terreno da eomposicao d'alem do rio Sibirt a
terceira de 13:2001, e a quarta de 63:418*000,
ambas lavradas nesta cidade em 1861 e 1863
car tor io do tabelliio Almeida.
Com a maior dessas hypothecas se precedeu
a sequestro em todos aquelles bens, inclnsive ai
safras, cujo deposito foi feito em poder do Ba-
rao de Pirangi, na mesmas cidade (escrivao Da-
masceno).
E* portanto evidente que, quem fizer negocto
com Salvador, flado nas safras, ou na safra do
engenho Tres Bracoa, perda seu tempo e o seu
dinbeu-o: nao se Uluda alguem com o Salvador,
que nao salva, mas, somente oomprgme{te e aven-
Antonio de Azevedo Yillaroueo.
Pe' presente sao convidados os aSlhados e afi-
Ihidas de Antonio de Azevedo Villarouco, falle-
cido em Portugal no mez de outubro de 1873, a
apresentarem dentro do prazo de 60 dla, a con-
tar desta data, a certidio de seu nascimento, em
cata do abaixo assignado, testamenteiro instituido
pelo dito fallecido, aflm de que sejam devidamente
attendidos na partilha a que tem de proceder-se
com a precisa ignaldade, de accordo com a dispo-
sljap testamentaria. Recife, 10 de setembro de
1874.Mane el Azevedo de Andrade.
Querem ver como e?*??
Venbam a rua da ImperatMz n. 5i, a loja da
Sultaua de Pans, que enconirarao lindas bareges,
padrSes modernos^ a 2*0 rs. o covado, e fazeada
queyaloOO rs.: venham, antes qn- sa aeaba.
Para escriptorio
Aluga-se o primeiro andar do sobrado a rua
do Amorim n. 41, caiado e pintado, onto fres-
co earejado, com 2 salas e 2 quartos, com gra-
de e escada independente, proprio para um ex
cellente escriptorio : a tratar no armazem do mes-
mo sobrado.
opeiro
Pre.'isa ie de um mm Tiado pi. n ^'
copt-ir i : ::j rua do Har*o d v
Alu/j-.-e por iUun< bom o *> oadar 4
sobrado o 33 la rua da iTip-ralru, ; <,*m-
temotiilhad.>, a pessoa de pooca familia, pivirrit).-
d.. se Mnofuiii : a Irat ir ao m-n i
1 AVISO.
,^ Roga-seaspesoi que Ivpm as abai-
^ >:o assignad.is, que haiam de vtr oa oan- t
^ darem pgar os >eus debitos H verde, d otro do pra to de IO dias, con *
5* laao* desta d*ta, sob peoa de verem pn
mm blicados os seus Domes n<^t jornal aK *.
~C, qne sati>facam os dihis debitos : pod t.
> dirigir se a r-a do Rangel n. T>. ia na A-.
>t'i roa da Aui-ra n. 13, 2- andar. :vt '
dese'.einbro de 1874.
Felippe Pomar .5 A f
Casa para alu^ar
Alnga-se uma casa na rua do Visconde de Goy-
anna n. 109, com 2 salas, 4 quartos, cozinha, ap-
pcrelho de zambrone, grande quintal mnrado e
com diversasarvores de f uc.to, cacimba e portao
para a camboa, aonde se pode tomar banbos sal-
gados e temperados : a tratar no largo da Santa
Cruz n. 4.
Precisa-se de urn criadode 10 a 13
annos, preferiado-se portuguez : a tratar
na Travessa do Vigario n. 1.
ATTEVCAO
a a 9u-8e am ^"nco ^e ouro, guarne-
cido de perolas, hontera a noite, da rua do
Imperador a rua da Florentina; qaem o
houver achado, pedo-se de o restitair no
Hotel da Indepeodencia, que se gra-
Aloga-sc
Precisa-se de um meoino de II a 12 annos
para caixeiro : na rua Imperial n. 277.
Escrava fugida
Em priraeiros dias do cor engenho Capivara, fregoeziadeGamellei^a, esucio
do Ribeirao, a escrava de nome Generosa, levando
em companhia um filhinho de idade de 6 mezes,
de nome Manoel, o qual tem a cor bem alva ; a
dita escrava tem 30 e tantos annos de i lade, cor
parda e avermelhada, estatura e corpo regalares,
cabellos carapinbos, conservando os grand-s, po
rem sem amarrar, pes seccos e denim limados.
Alem destes signaes viziveis, tem outros encober-
tos, como sejam, as veias das pemas impolada* e
uma cicatriz em um peito. pelo qual nao da leite :
recommenda-se as autoridades com^stentes, bem
como aos capitaea de campo a capture de dito es
crava, que podera ser eutregue no mesmo enge-
nho ao depositario Joao Hospiro Chaves, ou no
Recife, a rua da Cadeia n 66, onde se recompen-
sara com 504 ou mais.
Casa hi Olinda.
Aloja se o sobrado de nm anJar e m bon< cota-
modos : a rua de Bento n. 21 : a trat*r eon
Joaquim Lopes Macbado, a rua do Encantamra:
D.J1__________________________________
Aluga s- uip graode s -brado de um andar
sotio, situ a rua nova de Santa Rita n. 37, m |3
quartos e um gabtoet", agu >, gat e cino de e-f it
quem pretender, dirij* se ao Forte &> Mattos, p -
dma do ;rapi;he Danus._______
Attengao
Lava-se e engomma-se com a maiar dotIucIo -*
pontuali lade roupa de hotnem, sMihora e rria;
cas. assim como cose se por qualqu-r ftgu'io" t
por modico preco roupa de senhora a de enaora*
na rua Velha n. 71, I* as tar.
Aluga se a loja com armc/ rua Direi'.i n. 36, muito bom local, esU ladnaal-i
de novo, a chave esu junto, na casa n. 29, Ma --
tomancos. __________
Ao commercio.
O abaixd assignado declara ao aoMifi e eor>
espociaiidaie ao commercio, qne eoaproa 4 Sri.
D. Umnelina d< > Reyo Macbado X trier, as a Ma
de fazendas. sita a ma Primei'o de Mar;) a K,
livre e desembaracada do, aoaloiir ooao. Rocif*.
17 de soiembro do 1874.'
^____________PaoW frrrotra Waaiaa.
Soares de Amaral A G.
avisam aoa seas fregueies quo mmmrtm o Ma
estai ereeimtnto de geooroa do estiva, do aroaoaa
do caas da aibodega para o anauzoaa da raa da
Deoppawceu no dia 13 do corrente, ome- j.
nor Adehno, pardo. trajava calca preta, jaqueta e Madre de Dons n. n.
cbapeo de fellro, preio, quo so acbava no poder -Madama Fretro, nxdota, fcraojira, awoao foa-
do abaixo assignado, apreudeado o otflcio do al- peiuvol public.', quo eoaowka aa toa am
uma excellente cata terrea em Olinda, pateo de
S u? Ilov^ com l*x e "8*: Wtar com r
Marcollno de Souza Travassos, no Forte flo Mat-1 de Mircilio Dias n. HG
t0*' I Antonio Jovioo Torres Baodeira,
faiate; e como ate esta dau nao teoha apparecido. modista; as-im cmo. reoobe p>ir
roga-se as autoridades poli.-iaes on a quaiquer pores da Europa igunaos, oa
pessoa que delle teoha noUna, a eniregar oa rua a dispesicJo de seas fregootos,
. curada para exorcer a sua aroaoaa,
I reiu n. 16.
,fff"
k P.-


---------------------,------------,------------------m
pmia Me J^nanKnift) H- Aistota.;foi$i 17
Na travessa daraa
dasCruzes n. 2, pri-
meiro andar, di-se
dinheiro sobre pe-
nhores de ouro, pra-
ta e brilhaiites, seja
qual for a quantia.
Na mesma casa
eompra-se os ru.es-
mos metaesepedras.
is*?*:

ii^ifci >c*^
Apropiiiquera-se
iraa Ho Iisipradar n.
E' di-i, abram-se as portas
Do (iredilecto armazem,
Bnlrea todos apressados
E oliiem : rcparem bera :
J.qni, a mais compltta colleccao de vinhos linos
do Forto ; alii, uma rica e palpitante porcao de
doeej de lodaa as qualidades ; acola, urn grupo
provueador dos mais ch'invos e delicados acepi-
pes ; alem, uma grande variedade de massas fi
ttniiani p ir.i supa ; nesle lugar, o eraolliente
arroz s u gosloso eafe ; naquelle, a nura massa
de tomate, a sstoorosa araruta e a boa gomma
derailho; ne-la pra'eleira, as mais Unas o sabo-
msisstoa.; aonssrvas; na^uelh, o* mais eorrns-
cinlti e eiquesitos lleores ; naqueil-Toutra, nma
elegar.u reuniao de biter e cerveja de super-iores
quaitJ:> '.3 ; neste Bteiro, igoaaias euibriag.nies ;
saqur!le,%o especial molho inglez, a nova mostar-
da en excitants pimeula em po ; ne?le mostra-
dor, cma rara constelUcao de uovidades e es-
peciali lade ; no lecto, os dclicio-os presumes
pars fiarubres ; neite canto, os apreciados pre-
santos de L urtego ; n.iqaello, paios, chouricas,
licgui^as c salchichas ; naqaelle outre, queijos
fiamengas, pr itus e londrinos ; neste protuonto-
rio., aromaiino3 e Unas ebarutos da Bahia ; ne-las
latts, diver.-as qualidades do c a do sabor e gus-
to traascedc-ntes ; naqaelas, o desej ido m?tte em
po o em to!' as ; noto reservado, o delicioso ca-
cao era po, o substantial ehoj late francez, hes-
pacho), portuguez e national; naqudles nichos,
vjnl (jualidudes de legumes em conservas, alem
de outras tanias do peTie* dos mais apieciadoi
na Enropa ; la Jentro, uma importante galeria
bohchi:':'.' !i:ias dos ma's sfauiados fabrican-
n:-!- irispiran.e lii-.ira de pipas
te-3: deste U to, a
com tfnhos ., < siims eonheeidos do Por-
ing.-.!; U. i,ii'-i!e, a (in:.?-ima manteiga iugleza a
Inmeauj o bjni touciuho, a li:ia banbae nm
rinde tta^oiitj do geiproa raroa e m<-liadro$os ;
no r.ndi', fn,-:o a f.-rtir e agoa quasi quo ge-
lada a que os visitantes teem direito sem nada
psgartin. .' ppare^am.
Em vista, poi?, deete tmporio
Quo a'em vai da descripcao,
Onde nao lia interdictos
Nera laop'ioeo excommanhio !
G;iem uiio di.a conveacido
Do i]ue vamo- de diztr :
Vamps a ca.-a do Campos'
C tmprar a paz, o prasqr I
Alem d que, m is sera
Quando en roa der a certeza
lJe que os generas na n!c;a
A.0 esti msgo passara,
Levando o amor, a la?,
la, g lieidade
y. insptrando a i-aiiiiadc
na iasgar o caoui
Da ni-gra sap; r.^icao I
'' et IS i a lus do dia
-V santa paitrouomia
:;. no coraeto
0 i !iu do iiifinlto,
F.yeiido a alma latt-nte
r ei in i imponenla :
. ii p is seja brimdit"
<> >eu i henix ; nnaiem,
fd dovemoi ir
Ii mprar, pagar e safair
______S- i;!ii/..-rm -s pa-sar bem.
o
'.-. i r de sobrado da raa do Vigario n. 5, com
l^! ns commodes para f.unilia, e agua
sfilavel : a traiar do armazem da travessa do Gor-
to n. ;-<.
Ama do lei:e
Precisa-se dj uma aina de hits que seja sadia c
sew filho : na >ua Duque do Caxias n. 9i, lujado
Rival Sem Sefundo.
i"recisa->e de urua acia que seja boa cozi-
nlieira : na rua do Crespo n. 7
ALUGA=SE
uma grande casa terrea com bastantes commodos
sila na estrada do Lucas : a tratar na rua do Vi-
gario n. a I.
Precisa se de ama ama para cozinhar e
mais algum servico de casa de pequena lauiilia :
no 3* andar d'esta typographia.
= Precisa de duas amas, sendo uma para co-
xinhar e comprar e outra para engommar e en-
saboar : na rua da Cmocordio n. 4a.
Amn Precisa-se de nma ama para oserviijo
aiu<* interno de nma peqnena familia : na rua
Duque de Caxias n. 54, loja.
Often-ce-se uma ama para
engommar e cozinhar para casa
de ponca familia, de pertas a
dentro : qnem precitar dirija-sa
a rua da Lapa n. 1.
Ama
Ama Precisa-se de uma ama para eozinhar
xxxuo. na entrada dos Affliclos, sigoodo portao
n. 35.
Precisa se de nma para coti
nhar em casa de familia : na raa
do Vigario n. 19, segnndo andsr.
Vende-se uma mnlata Tinda do raatto, com
15 annos e com habilidades i na rua da Concor-
dia n. 30.
AMA
Palacete
Ainda esta por alugar-se o palacete da Una dos
ilatus, do liuado Custodio Jose Alvos Guimaraes,
oade morou ultimamente o Sr. Dr. Ignacio de Bar-
ros : a tratar na rua Primeiro de Marco n. 7 A.
Signaes do negro Feliciano
Crionlo, idade 40 annos, poueo mais oa menos,
alto, corpo regular, bem pre to, desdentado, barba-
do, ma! feito de pes, tendo urn dos dedos grandes
ou ambos bastante tonos. Acha-se fugido ha 6
metes, desta segunda fugida, e da primeira esteve
dous annos no engenho Tombador, freguezia do
Bouito, pertencente a Francisco de tal, genro do
capitao Christovao Jose Machado, senhur do en-
genho S. Christovao, da dita freguezia, e por estes
engenhos esta occulto, como tem estado. Veto pela
primeira vez preao peio capitao de cattpo JoSo
Ventura, que mora em Agna-Prcta : recommen-
da-?e a sua captura as autbridades policiaes e ca-
pitals de eampo, e leva-lo ao engenho MinasvNo-
vas, freguezia de iiamelleiral 0 dito negro intitu-
la-se forro com onome de Jose Feliciano.
OLINpA.
Aluga -so por festa ou porlanno, na made S.
Pedro Apostolo ou Passo Castelhano, tres casas
terreas, cum encanamuntod'agua e gaz, bons com-
urados, com diver-
mocos e quintaes 'grandes e
sos arv;,redo3 de fructo : a
Corpo Santo n. 17, 3. andar.
41
- 3C5s3
Xj\5
: ico-cirurgice
DK
A. 3. cut Silva Mala.
.'! lico psrteiro o operadi r.
Rua (8> Staiip.-J 12. g]
iultas das 8 a; !0 horas.
Chamad s a qualquer bora.
Gratis acs pobres.

I
CHARDTOS
DE
Jose Furtado de Simas.
Unieoden -in em Pernamhuco, a rua do Mar-
zn o> Otinda n. 15, di R nrpard A C.
Fillulas Catharticas
de Ayer.
Para todos o effoitos da
um remedio laxaate.
Nio^ha segnramente, nn|
remedio tarn universalmente
proenrado como um cathar-
tico ou purgante, e nenhum
outro tem sido tao usado em
todos os paizes c por rodas as classes, como cstas PILZ.U.
Z.A.S, snares mas efflcazes. A razi) 6 evidente, formao
nm remedio muito mais certo e efficaz que nenhum outro.
Aquelles quo os teem ensaiado sabem que se teem curado
pclo sou uso, os que nao os ensaiario fabem que sens amieos
c Tisuihos se teem curado, o todos conhecem que o resultado
tirado nma vez, se tirari todas as vezes, e que as PIZZU-
LAM nunca fiilhao por consequencia de erro ou neKliKencia
na m composi^ao. B 6
a-I^S """"ares sobre mUhares de corttficados referentes as
oistmctas curas que bio etToctuado estas pillulas, nas moles-
tias qne em ssguida mencionamos, por conhecidas em toda a parte aonde teem penetrado, des neces-
aanoepublica 1-os aqut. Adaptadas a todas as ldades e a
todas as condi?oes, etn todas as climas, nao contendo oalom-
clano nem outra qualquer droga deleteria, ellas podem ser
tomadas por qualquer pessoa com toda seguranca. Sua
capa d'as^iicsr as conserva sempre frescas, e as torna eosto-
sas ao pa.ia,!ar, sendo tambem puramente vegetaes, nao po-
dem resuliar cfleitos prejudiciaes se pcracaso forem tomadas
en qoze sada vidro leva direccoes minucioeas com relacao as secutn-
tos moleitiris ijuo as rxLLTTLA-B CATHAMTICJ.S rapi-
duaente curao. Para a Dypeprt, ou indigutSo, VU-
pitetnein, I.am*id*, Fmlta de AppetUe, devem ser
tomad'ta em <.ose moderada a fim de estimular o estomago e
rcstablecer suas runecaos saudavels.
Para as Domeam Enj? in>/nnso, e Febret BUioicu, devem se tomar tambem
mouumdamenta em cado caso, para correger a accao vioiada
ou remover o obstaculos que a caus&o.
***? nvnterta ou Dtmrrhea, i leralmente bastanta
nma dose pequena.
r!^!*-Kh""nmM"' *"*> ArreUu, PalpitacSo do
tarTT^*"'o .^r'i,M, Ulwrgae ou eottao, devem Mr
i*fa o J"J"ncomWa toma-se uma ou duas Bara
promoyer a digesMo s^adar 0 estomago. Uma 00 daaato-
QnaJjiuer que aajioha aagnl.rmeau baa. .------a. __,
on daa. ,!., pgloiaa se aohara, nttatas^STdf^di^
nalauta
ADVOGi
BICOAREL mm
SILVA JIEL
DO
I'.LEWES DA
to,
33 BEua estreita do|
primeiro a
BtoNario 93
Uar.
uma casa reedilieada, com coi imodos oara gran
de familia e o sitio com ba-ta ites frucleiras, na
Capunga, rua da Ventura n. i: a tratar na rna
Duque de Caxias n. 111.
Imperatriz n. 6,
ade
Ittetcii
A loja 34 louca da rua d i
querendo acabir qganto antes vende por atacado
e rm rctalho, lougas Gnas e jrossas, vidros, ricos
candieiros e jarros de divers is autores, por nm
preco resumido que faz admitar ; vende-se tam-
bem a rica armasao de aman llo, toda.envidraca-
qnem pretender dirija-i e a mesma loja.
das :
Hotel do Commercio.
Participa-se ao respeitavel lublico, que abrio-
?e o hotel acima denominado, sito a raa da Ca-
de a n. 61, no qual se enc( ntrara verdadeiros
petisco a portugueza e a hespa ihola. Ignalmente
rei;ebe-se assiguatura? por mo lico prcgo, garan-
t'.ndo-se asseio e promptidSj. A rapazeada que
venba, pois que nao se arrepi ndera.
Casa e lerrcnas baratos na Sal-
^adinbo
AntoniD Jose Rodrigues de 9ouza, na thesoura--
ria das loterias a rua do Crest o n. 6, vende sua
casa de tnipa e terrenos de i eus sitios no lugar
do Salgadinho : a tratar som< nte com o mesmo.
CASA DO
Aos 4:OOOdOOO
Bilhetes gariiiitidos
Rua do Barao da Victorii i (outr'ora Nova
n. SO, t casa dc costume
0 abaixo assignado acaba i e vender nos sens
auito felizes bilhetes a sort i de 7004 em um
meio bilhete de n. 3833, a so te de 100* em um
bilhete inteiro de n. 1183, e i m meio de n. 2606
ccm a sorte de 1005, alem de outras sortes meno-
res de 40*000 e 20*000 da lo eria que se acabou
de extrahir (116); convida aid possuidores a vi
rem receber, que promptamen :e serao pagos.
0 mesmo abaixo assignado :onvida ao respeita
vel publico para vir ao seu es tabelecimento com
pi ar os muito felizes bilhetes,! us nao deixarao de
tirar qualquer premio, como [rova polos mesmes
annuncios
Acham-se & venda os muito felizes bilhetes ga
'antidos da 1' parte da lote -ia a beneficio das
obras do altar da irmandade d11S. Benedicto, que
se extrahira no dia ter-ca-fei a, 22 do corrente
mez.
Pre^od
Inteiro 4 8000
Meio 2(000
D lOO^OOO paraol
Inteiro 31500
Meio I f7S0
Recife, 5 de 3etembro de 18: i.
Joao Joaauim (a Costa Leitt
O Sr. Roberto dos Santos Mello Vaaconcallos,
tem uma cam em casa de Arc linio & Moreira, na
rua de Barao da Victoria n. 36.
Aluga ge o segundo andar do sobrado da
raa Primeiro de Marcu n. 14 a tratar no pri-
meiro andar do mesmo.
0 Sr. Lniz Aprigio de Oliv lira Salermo, qnei-
ra apparecer 4 rua do Range! i. 67 a negocio
particular interesse.
Na travessa da matriz de Santo Antorio n. &
ha nma ama de leitn, e seccas i onstantemente pa
ra alugar.
Alnga-se
o primeiro andar com grandas commodos e sotao
do sobrado sito na rna do Hos ticio n. :65, Jnnta-
mente a loja : a tratar na rua] do Vigario n. 31.
OURO
1 IT i>ii
ARISTIDE SA1SSET
Tratameuto puramente vegetal verdajejro purificador do saogne. semercurio.
A KnkcMoaa de Caroba e un remedio hoje reconheciilo como am poderoso depura-
tivo t especial para cura de todas as moleitias que teem a sua origem na impureza do sangue,
como sejam : as molestias Syphiliticas, Boubaticas e Escbofulosas, Rheumatisuo, Empinggns, Dar-
tros, Ulcer as, Brupqois, etc. etc.
Os prodigiosos effeitos que tem produzi 'o a Esacncin de Carolta, por toda parte
onde ella tem sido ap.-opriadamente experiraentada, a tem feito adoptar como um doa medicamen-
tos mais aeguros e mais energicos para a cura de todas as molestias de natureza syphilitica e
boiibatica.
A cada frasco acompanha uma insiruccao para a maneira de usar.
Pomaila anil-
Contra as affeoc^es eutaWas, att!iros, oomichoea, etc., etc.
I ngwurfo lie Caroba
Para cura das boubas, nlcefas, chagas antigas, etc.. etc.
UNICAMENTE PREPARADO POR
R0UQ0AYR0L IRMAUS, SOCCES?0RES
Botica Fraoceza
22 Rua do Bom Jesus 22
ANHGA RUA DA CRUZ )
46 COfflfflCTClO.
EJnse Carreiro Raposo, tem ju;to e contntado
vender ao Sr. Jo*o de Souza Ropaso, a sn taver-
na sita a rua da Aurora u. 0 livre e desembara
da, e so algnem se Julgar cem direi'.o a mesma,
apresente sens titulos no praso de tres dia3, a
contar o'a presenie data.
Recife, 15 de setembro de 1874.
Aluga-se
um moleque de 10 a 12 annos de idade, proprio
para casa de pasto : a tratar na rua de Pedro
Alfonso outr'ora da Praia n. 3i._____________
Precisa-se fallar aos Srs. Manoel Jose de
Sooza Mello, Antonio Pinto Guedes de Paiva e
Verialo do Freitas Tavares, a negocio de seas
interesses : na rua do Vigario n. 1^__________
AO COMMERCIO
Os abaixo assigaados participant ao respeitavel
corpo do commercio que desdeo dia 8 de agosto do
corrente anno, teem ju-to e contratado uma so-
ciedade mercantil, a qual gyrara sob a raaao do
Vercosa & Irmao.
S. Jose daExtrema, 16 de setembro de 1874.
Joaqaim Buarqae da Verjosa.
___________Joao Baarque da Vercosa.
Fundicao do Bowman
Rhr do Brnai o. 51
Pataando o cliafarla.
0 engenheiro Alberto tendo vwltado da Europa,
tem a honra do por se ajdisposi^ao daqnellas pes
soas que o proeuraram durante a ausencia, on
que desejam eotdnder-te com ellepara os misteres
de sua profissSo.
Femandes Vieira.
Nome Verdadeiro do portagu^ z Joao Fernandes
Vieira, celebre nas guerras de Pernambuco cen-
tra os hollandeze!>, 1 vol UOOO.
Livraria popular a rua Nova n. 59.
Aluga-se nma oasi fropria
tar a fssla, \r ser miHW, fraMa 6 a*rt fte Ca
pibafibe, e pert" d. m.;ci < do tiaKinja
ija. povoacao daVarze., coat uh
fim familia, mnit Iresca pMta i
be : a tratar com Jiaqnim Praaeiaco Wfctlro, ao
pe da eatacao do Caxaafr ______
CASA DA FiS
AOS 4:000*000.
BILHETES GARANTIDOS.
4 rua Primeira de Mmrfo (outr'ora nm d*
Crespo) n. 13 e catai do costume.
0 abaixo assignado, tendo vcadido not aeoa fe-
lizei bilhetes am meio n. 87 com i:00OWtt, e
outras sortes de 40i e 20/ da loteril fern se
acabou da extrahir (116*), convida aos poaiaMo-
res a virem receber na conformidade dj i ipHaii,
sem descouto algum.
Acbam-se a venda *s Mites bilhataa carasfHtw
da parte das lotenas a banilits das atras
do altar da irmandade de S. Benedioto (447*), qao
se extrahira na lercaeira, 22 do i lia torn
MpC
Bilbote inteiro 4x0*0
Mto txibete 1^000
CM PORf^LO DB 1009000 PaIA Qua.
Bilhete aateiro 3aU80
Meio bflhete ^fm
Memoel Martins Finm.
CBIAOO
Precisa se de urn eriado para todo servico
na raa do Commercio n. 22.
Qnem preeisar do am opliaw eopeito,
casa de (amilU oa de bx men
raa da Imperatriz, sobrado n. 03,
dar.
para
a
COMPRA*
AllClH^O.
0 COVADO
Lindas cassas do cores e brand?, com
rs. o covadi): na loja de Antonio Correia
Mar^o n. 13.
listras e palmas assetnadas a 210
de Vasconeellos, rua 1'iirneiro J,
55
CoBslrncIor e afioa or de pianos
Rua do Imperil dor
55
Ex-afinador das antigas e zfamadas casas Pleyel & Herz, e antigo direc tordar
ofiicina da casa Alphonse Blondel.
Tem a honra de declarar ao respeitavel publico desta cidadf, que tem aberto
sua casa de concertos e afinacdes de pianos, qualquer que seja o e:tado do instrumento.
A' raesma casa acaba de receber um grande sortimento de pianos dos melho-
res fabrlcantes de Paris, coma Erard Pleyel, Henri Herz e Alphonse Blondel) todos
os pianos sahidos da casa Dhibaut sao garantidos
Compra so e recebe-se em troca os pianos usados.
Aluga-se o excellente sobrado do Poco. perto
da Matriz, em optimo estado de limpeca e com
accomodacoes para grande familia ; e muito pro-
prio para collegio ; assim como a casa logo a sa-
bida da ladeira de Apipncos, perto do banho, mui
to fresca, e bons commodos, tado por preco muito
razoavel. A tratar no escriptorio do Dr. Alcofo-
rado, das 10 horas da nianhi as 4 da tarde.
V.m do Bon; Jcsns n. 10.
Aluga-se armazem e o I* andar do sobra do
rua do Bom Je?us a. 10 : a tratar na rua do Im
per adorn. 57, loja.
Merta a policia
Andam quatro individuos procarando a loja dc
relogios e snbindo escadas a rua do Cabuga e geus
lados, as 10 horas da noite.
Precisa-se
de um menino para aprender a arte de encader-
nar : a rua do Daque de Caxias a. 37.
HOTEL
Rua 1. de Marco n. 7 A, primeiro andar
WB A BE RTUBIA
Hoje, 10 de setembro de 1874
ilUWO KVilJ
Toma-se assignaturas viensaes
Perito coziaheiro .francez, chegado ultimamente da Eu-
ropa. P. Sauvignac
PARTICULARES
Salao verde
Salao enearnado
Administrador J. Delsuc.
MOAS MPAMS
48v-RUA DO BARAO DA VICTORIA48
Primeiro andar, entrada pela rua dc Santo Aaiaro.
Madame Potelleret, modista franceza
tem a satisfacao de avisar a suas amaveis freguezas, e em geral a todas as senhiras que se vestem e
se tocam a pansiense, qae acab* de receber pelo vapor Ville de Santos, uma magnitica escolha dos se-
gaintes art[gos do mais apnrado gosto :
mrrfo ?S de. Pama ** .iulia ditos ing'eza e de arroz, em todas aa cdres, QI6 preto para Into etc.
a its de pa,na aa ItaMa magnificamente enfeitados para menino? e crianijas de mais pequena
idade. Uma grande parte destes cbapeos foram enreitados por uma das mais afamadas raodistas do
Boulevard dos Italianos, alii o centro da mais aporadi moda.
GRANDS vanedade de lores e pluntas, tudo o que se p6de ver de mais Jindo e mais moderno
para um toucado de baile e para gnarnic,5es de chapeos e vestidos. Aderejos complatos de 06r de la-
raDjar>Jorifera' P'ra.casamento, aseim como fl&res e botSes para gaarnicao e enleile de vestido.
PITA de gorgorao de cur e preta, ditas de chamalote para cintos com diversos matizes, filo preto
e branco, renda de sadapreU e branca, dita do li, velludo preto e de cores, galio de seda etc., etc.
GORGORAO e panne de linbo para vestido de senhora.
Uma escolha de (robes de chambre) rop5es uarneeidos de rendas e bordados. Camisas e vesti-
mentas demi ajaste", collarinhos para senhoras e mo^as.
Temoe alom do qaeacabamos de meneion nar-se-hia massante a leitura dellea, o qae basta dizer aue e tudo quanto se faz mister para o chique
de ama toillete comm il faut.
Bons pianos.
Chegados de novo.
Vende-se.
Troca-sc.
E aluga-se.
fljo armazem do vapor francez, a rua do Barao
da'Victoria, outr'ora Nova n. 7.
MOB1LIAS
dc viaie e de faia.
Vende-se muito em conta ; cadeiras avulsas, de
balance, de bracos e d-; dobrar : no armazem do
vapor francez, a rua do Barao da Victoria, outr'o-
ra Nova n. 7.
Perfumarias.
Finos extractos, banhas, oleos, opiata e p6s den-
tridce, agua de flor de laranja, agua de toilete,
divina, florida, lavande, pos de arroz, sabonetes,
crosmeticos, muitos artigo delicados em perfnma-
ria para presentcs em frasccs de extractos, caixi-
nhas sortidas e garrafas de differentes tamanhos
d'agua de Cologue, tudo de primeira qualidade
dos bem conhecidos fabricauies Piver e Coudray,
No armazem do Vapor Francez, a rua do Barao
da Victoria, outr'ora Nova n. 7.
Quinquilharias.
Artigos de
phantiaztas.
Espelhcs, leques, luvas, joiasd'onro, tesourinh.as,
L-anivetes, caixmhas de costura, albun3, quadros.
e caixiuhas para retratos, bolsinhas de velludoj
dita de couro, e cestinbas para bracos de meninas,
chicotes, bengalas, eculo, pencinez, ponteiras para
charutos e cigarros, escovas, pentes. carteirinha de
madrenerola, tapete para lanternas, malas, bolsas
de via gens, venesianas -para janellas, esterio(-
pos, lanternas magicas.cosmoramas, jogos da gloria,
de damas, de bagatella, quadros com paisagens
globos de papel para illuminacoes, machinas de
farer caf6, espanadores de palhas, realejos de veio,
accordaos, carrinhos, e bercos para crianeas, e
outras muitas quinquilharias.
Briuquedos para meninos.
A maior variedade que se pode desejar de to
dos os brinquedos fabricados em differntes parte.-
da Europa, para entretimentos das criancas, tudo
a pregos mais resumidos que e possivel : no ar-
Compra se um escravo de 25 a 33 aoaos d-
idade, qae nio teana ricioi e qae aeja aadio, pro-
prio para trabalho dc padaria, e mdlmr -i-ra *
eutender do trabalho : a traur aa raa do Cama
rio n. 17.
Compra-se nm escravo de m.ia idad*, if
saiba tirar leile, sara am sitio : aa raa Ian a do
Rosario, lja n. W_______
Compra se utj coelbo de Li?boa : qaeai o ti-
ver e quizer vender, dirija se a rua do Vigari >
numero 26.
V^NDAS.
LEIS PROVINCIAES.
Vcnde-sc no 1." andar desta typngrapbia,
em mao do administrado, Cotleer^oet if
Lew Provinciaes a 500 rs. o ciemplar de
cada anno.
(iaiiisas.
Camisas franceus brancas de alfodao fin
friao de cor a 2*000 uma, em dnzia a 23^000
e pechincha : na rna do Cre=po n. 20 loja do G-
Iherme & C
Vende-se
uma casa na villa de Barrcins, na rua do C
mercio, por preco molico : a tratar com Tar-
Irmaos & C.
MArlC.
Vende-se uma collecca^,
deste periodico criticojoco-
so e moral, escripto pelo fal
lecido padre Miguel do Sa-
cramento Lopes G-ama, por
12#000: no 1. andar desta
typographia, em mao do ad-
ministrador.
O Monte
ima
MAllAPOldGN
Na loja do Pavao vende-se madapoISes feance-
zes muito incorpados, com 20 jardas a 6 000 reis
dito muito flno com 12 jardas a 3,000 e 3,500 as-
sim como um grande sortimento de madanolSus
inglexes de 4,500 ate 8,000 e 9,000 : a rua da Im-
peratriz a. 60, de Felix Pereira da Silva.
tem um complete sortimento de Igalao e frania de
ouro e prata, verdadeiro, de todas as lari
abotoadnras dooradas para offlc aes, canatilhc
umaon dowto- enfeites para bordado. Tambem se etearrega do
e qualquer fardamento, eono seja : Ixmets,
todo
manta miUior, por niito qn allaa niiadatttT
CMariaaztAi po
J, C Ayer it Oa,, XoweU, IbUMb,^^
VESDB SE POR
talma, sastar asjaoas, dragonas, fctjarlateiras, bau-
das, ahotoadnras lisas e dourattas, para eriado,
etc.; assim como um eotpletp aoftimemo de
n|a8,.fallo falro para oraameMe, edrtto de !*
com borla para quadros e espilhos (conforroe o
gosto da encommenda) tudo pot muito menos
icu que em outra qualquer parte raa praca da
ependnicla n. 17, Juito a loja do Sr. Arantes.
E baralissimo.
Atteno^k).
AproveiteB antes que ae acabem, poBellnas de li-
nho, padrdes tnodsraos, peio Miratrsslmo preco
de 400 rs. o covado : quern duvidar, veoaa ver e
comorar: na rua Duque de Caxias o.-88, loia de
DenfetrftyBattos.___________________"
Potaesa da Rusia a 60re*
o klto
Vende-se no escriptorio "dfi 01
C: largo do Corpo gaataa.
Aos Srs. de
Vende-se peeas de aJgofHo 'da
Fifhos fi
enho.
hta, ;artnjW
a
Vejam e admirein.
A 500 rs. o covado.
0 barateiro da rua da Imperatriz n. 60,
veode popelinas pretas com listras asseti-
nadas pelo baratissimo prefo de 500 rs. o
'covado. para acabar.
Lustres, mtoetmt
arandellas.
A empreza ^io gat, tendo recebfdo uliimamente
nma qaaotrthoe de lastres, candieiros, arandellas
globos etc. etc., tudo otrra de gosto e de primeira
quabdade ; acha se em posicao de snpprfr a seus
Tregiiezes, dot pre^os men res do que antlgamen-
'to. ** verem as anwstras, diriJam-8B a rua do
'^pertdor n. 31.
5
varas, tendo um peqneno ilefelto por"al,e U -
pefa : na raa do Crespo n. "SO, Ima ^e Tarenaas )'W, e esta vendendo mais barato que em qualaaei
de Gnilherme fi C.
oques modernos
Cintos de couro
Receben a Magnolia, a rua Daqae de Caxias n
i, e esta vendendo mais barat
outra parte.
mazem do Vapor Francez, rua do Barao da Vic-
toria outr'ora Nova n. 7.
Calcado francez
Botinas para homem
"' Acabam de chegar grandes jacturas de botinai
de bezerro, de cordavao, de pelica. de duraqut
com biqneira, de bezerro com botdes, e com ilho-
zes a 90000 (a escolher) por ter vindo grande
quantidade por conta e ordem dos fabricantes;
ao armazem do Vapor Francez, a rua do Barao de
Victoria (outr'ora Nova) n. 7.
Para senhora.
BOTINAS ptetas, brancas e de cdres. diQerentei
lisas, entertadas e bordadas.
SAPATPJHOS de pbantasia com salto, brancos.
pretos e de eores differentes, bordados,
SAPATOS de tapetes, chariot, castor e de tranca
Para ataeuinas.
BOTINAS pretas, brancas e de cores differentes,
lisas, enfeitadas e bordadas.
ABOTINADOS de diversas qualidades.
SAPATOS de tranca portuguezes.
Para meainos.
BOTINAS de bezerro, lustre e de cordavao,
.BOTINADOS e sapatoes, de bezerro, de deversas
qualidades.
SAPATOS de tranfa.
Botas de montaria.
Betas a Napoleao e a Guilherme, perbr.
meias perneiras para bomens, e meias perneira
para meninos.
No armazem do Vapor Francez, a rua do Barao
da Victoria n. 7.
- Tendo o abaixo assignado,* emprexarto da
reconstruccao do tbeatro de Santa Isabel, ffan-
quealo ao publico a vlsita das obras do mesmo
edlficio ; e como fsto tenba dado lugar a abusos
continuos que convera sustar; tanto mais quanto
te trata presentomen e da execufao da patte mais
delicada das me.mas ; vem em vista disso partici-
par ao publico que d'ura em diante fica prohi-
bida geraimento a entrada ao mesmo edrflcio,
exoepto a negocio, podendo entretanto, aquelles
qae quiserem visital-o soiicitar uma autoriaacl)
previa do abaixo assignado para o que se entende-
rao d ra o empregado residente na obra.
iRecife, 15 de setembro de 1874.
i _________Jose Augasto de Araujo.
falho do pateo do Paraizo,
12 Rua do Cabug4 12
UQt'IOAi.AO
de joias de ouro, prata c pedras precioii?
Oar* die lei.
Correntes do ultimo gosto, a oitava
AlCneUs para retrain, circulado de
perolas
Idem idem idem esmeariadas
Idem idem idem robins
Ilelogios de prata bem donrados, de l">* a
Relogios para senhora, de onro, de 40a a
Kicos aderecos com pedras finas com
50 0,0 de abate.
Bonitas pnlseiras do ultimo gosto com
50 0(0 de abate.
Brincos de pbantasia dos mais booito*
que tem vindo ao merea<*o, de 154 a
Voltas com am booito laco, por xseaos
do qae se vende em outra parte.
Bonitas cacoletas, Unto para senhora
comu para homem.
Anneis de diversos feitios, de it a
Pulseiras de cobra de coral por 500,0
de abate.
Tendo o proprietary deste estabelecimento reee
bido nma grande porcio de joias dos alamos gos
tos de Pans, e por prejos ja resumidos, sarticipa
a todos oj sens fregaeaei, bem como as reapeiu-
vel publico, qae se aclu sempre prompto a ssrvir
com toda a exaetidao como ostama; ssrtsa ie
que pa-sara am recibo, pelo qual fica
lisado pela transaeelo.
5U0v>
65^0 11
*l*Ot.>
aaTsTM
s>*o
i-
Vende-se uma escrava moca, bea csnasjeira
tanto de fogao como de forno, noa easommadeira
e costureira, e faz doe* de kda* as qailiJadci : a
tratar na rua do liarqnez do Herval, antifa rna
da Concordia, n. 239.
Vende-se duas casas de taipa cober.as d? te-
Iha, no Jordao, I -gar muito frcco e sadio; faz s
todo negocio : a tratar na rna Imperial n. 19.
Vende-se a tavern* da raa de S. Jorge a 88.
em Fora de Portas, bem afregntzada e con pon-
cos fund os, propria jtara um principiante : a tra-
tar na m;soia.
Vende-se duas n>-groias ai 13 annos de ida-
de, de bonita figura, com SMDcij'io de haathsaV*
nma preta de 30 anooB 4e idade. cozinba ea
gomroa bem, por 700*, e uma par 'a de 22 asaos.
de boa figura, e quiundsira e faz todo servico, por
7004, por haver precisao : ao pateo se S. fiiro
0.2 4._________________________________
ne4i*as.
de Hawkea fi C, a raa ds
Yam
Vende-se em casa
Bom Jesus n. 4.
Aluga-se este grande talho com o baicao de
marmnre, balanca e pesos : a tratar na rna 1."
de Marco, antiga do Crespo, loja do Passo, Jnnto
ao arco de Santo Antonio.
Vendo se aaa malata con 15 aama ta Ma-
de e com habilidades, vinda d matto : a aratar
na rna da Loncordia n. 30. _
Alpacas de cAres.
Alpacas ds cdres, flnaa, eoai listras.
de ehita francexa, a 360 w ?s*, (azeada
de 14 : sd%atmaao CraHs*. lojsss Gci
Iberme & C
QrgaMly.
Organdy de tceato b/aaco e de cor.
res ramdaa mWm '***?.* A
covado, e fazensa-*-I
rua do Crespo a.
, sBja-4e 6sJi>nn^
: ac-aa
Cartes
Ortes*de 4api
1490O 0 esrte ; a
pecNncha : M rna Of *'
Guilherme fi C *
ca&emin*.
n*3


tfMH
i


T
-v~
I

Fazendas
E' com as senhoras.
A Magnolia, a nia Duque de Caxias n. 45, par-
.icipa a<> bello sexo que acaba de receber da Eu-
ropa, am complete sortimento de artigos de ulti-
ma moda, e como acba desnecessano fazer am
enfadonho anuuncio, por ja ser bastante eonhe-
cida, e caprichar sempre em ter bons correspon-
dentes, sendo a pnmeira qae apresenla o que ha
de msis modcrno e por precos mui razoaveis, por
isso limita-se a descrever somente o segointe :
SdtaH douradas.
BicoH de cores, lanlo de seda como da guipure.
Leques dourados, de madreperola, marfim, lar-
taruga, os.-o, etc.
Nabidas de baile.
Preaentes* diversos artigos proprios para pre-
sentes.
wolinbas e poahoa.
uauuai para missa, com capa de madreperola,
tartaruga, marflm, velludo, etc.
SapatinhoB de setim para baptisado.
Camisas bordadas para senhoras.
Ligaa de seda.
Franjas mosaicas.
AfU'i'crog de lartaraga.
Voltas de madreperola.
PulsoiraS de madreperola.
I.tndUia Acres para cabeea.
BoJUta* de velludo.
Perfuinarias dos melhores e mais afamados
fabricantes.
ChapcoM dc sol para senhoras.
Fitatt de velludo de to das as cores, e larguras.
Moscas.
Quereis livrar-vos destes malditos insectos? com-
prai uina machina de matar moscas por 34000
na Magnolia, a rua Du.]ue de Caxias n. 45.
Calvice.
A Magnolia, a rna Duque de Caxias n. 45, ven-
de o verdadeiro Vigor de Ayer, que impede a
cahida dos cabelloe.
Sardas epanos.
So tem sardas e panos quern quer; porque a
Magnolia, a rua Daque de Caxias n. 45, tem para
vender a verdadeira Cuticuleria, qne faz-.desappa-
recer eslas manchas em poucos dias.
Grande ttescofeerta
Curativo das molestias do
Seito pek>
e sutpliito de s*da
EMe- importantemedicamento- fl.rje- acaba de ser'
reconhecido pete* distinetos Drs folloni e Paraa-
cbevas como am verdadeiro especiico contra a
pbtysica, segundo provaram nos grandes name
ros de casos por e'le experimentados, como se ve-
na sessao da academia de Paris- de 24 de marco
do corrente anno, eneontra-se nnicamente no
Deposito da pharmacia e drogaria
da
Bariholomen A C.
K. 34 Rua larga do Rosario N. 34
\ende-se duos paries de uma casa terrea,
3a a rua Vetba n. 7*, com muitos bons commo-
dos : a tratar a rua da Conceicao d. 60.
e artigos do alta
novidade
iom do nm
Rfla Priioe.ro dc Mar$9 n. 7 A.
fjCorcieiro HimfieH A C, proprietaries
este importante estabelecimento, no lonvavel pro-
prosito de Bio desmentirea o eonceito que os
seas Bumerosos freguezes Ibes tem dispensado,
acaba m de receber de sna conta o mais nco sor-'
timento da seaas, popelinas, las. e artigos de ul-
tima moda em Paris, e conlinuaiao a receber
por todos os paquetes daquella proeedeocia ; por
isso chamam a attencio de sens freguezes e os
coovidam a darem am passeio ao sea estabeleci-
mento, gacantindo-lhes que encentrarao a reali-
dade do que fie a d ito. e para prow dao urn pe
qaeno resumo, cujo infallivelmtnte despertara a
attencio dos preteudentes.
Mandam fazendas a casa dos freguezes, e dao
amostras aediaule penhor.
Artigos de alta novidade e
ultima moda.
Cortes de vestido de linbo gnarnecidos de bico
da mejma fazeada e cor, trazendo fivella, bolca,
cinto, etc etc.
Riqatssinrot chapeos para senhora, de cores e
pMal
Cortes de cambraia braneos com lindos bor-
dados.
Ditos de cores com enfeites da mesma fazenda,
cgurino, etc. etc.
Capas de fa para meninas e senhoras, guarne-
cidasde arminho.
Vestuarios para li&ntisado.
Riquissimas camisas bordadas para senhora.
Leqaes de madreperola, para noivas.
Ricas colcha* de seda, para casamento.
Cortes de seda, lindas cores.
Gorgerio de seda braoca e dito preto.
Sedinhas de delicadas padroes.
Setim Macao de todas as cores.
Grosdenaples pretos e de cores.
Vt-iiu to preto o damasco de seda.
Granadine preta e de cores.
Kilo de seda branco e preto.
Ricas basquinas de seda.
Casaeosrde mprino de-cores, la, etc.
Mamas brasihiras.
Capellas e manias para noiva.
Cainbraia de cores, oitas mariposas brancas, de i
cores, lisas e boriadas.
Flor do bosque (novidade).
IVrcalioas de qaadros, listras, etc.
Br.ns de lialio para vestidos.
Fnstao de ceres.
Saias bordadas pira senhori.
Grande sortinu uM de camisas de linbo lisas e
bordadas. para homem.
Meiai do coros para homem, seabora, meninos
e meninas.
Sortimento de chapeos de sol para homens e
senhora.
Merioas da cores para vestidos.
Dito pieto iraB^ado e de verao, bombazina, can-
So, alpaca, etc. etc.
Atoalhado de linbo e algodao para toalbas, e dito
pardo.
Damasco de la.
Brim de linbo branco e de cores.
Setins de lindas cores com listras.
Chales de merino de cores e pretos
Ditos de touqnim e ditos de easemira.
Can.bas de chita para bomem e ditas de fla-
nlla.
Ceronlas de liobo e ditas de algodao.
Pannos dc crochet para sofa, cadeiras, etc.
Lencos bordados e ditos de labyrintho.
Hie js cortes de vestidos de tarlatana, bordados,
para bailes, e tarlatana de todas as cores.
Colcbas de damasco de la, e ditas de crochet.
Espnrtiihos lisos e bordados.
Foulard de seda, liadas cores.
Meias de seda para senhoras e meniaas.
Casemiras pretas e de cores.
Popelinas.
ffeste artigo temos urn variaiissimo sortimento,
nao so em gosto como em qaalidade.
Las
com listras de seda, ditas compaloas bordadas,
'ditas transparentes e de eutras muitas quabdades.
Luvas
do pellica brancas e de cores, do verdadeiro fa-
bricante Jouvin.
Fiitalmenle :
tapetes para sola, cadeiras, cama, entrada, etc..
cambraias brancas, chitas de todas as qual'dades,
madapoides, esguiii, t retanhas, bramantes, a!go-
does, collarinhos, punhes, meias para homem e
senhora, pun'aos e collarinhos braneos e de co-
res para senhoras, gravatas para homem e senho-
ra, peitos bordados, lencos de linbo braneos e de
.ores, ditos de caubraia de linho, toalbas, guar-
lanapcs, panuo lino, etc., etc.
Loja do Passo
Rua Primeiro de Man;o n. 7 A
antiga do Creapo.
Diarfo' J* Fernambuco Quihta teirstJ IT de Sctemftro de 1*T4
Grande liquidacao de fazendas

Mendes
NACTONAL
Imp era t riz N. 7 2
Guimaraes & Irmaos.
Huito
\mn\h
uoyae grossa.
Vendese por barato prego, em porcao ou a re-
talho : carua larga do it.sario n. 34.
t
Tendo os proprietaries deste estabelecimento resolvido diminuir o gr.inde deposito de fa-
zendas, entinderam fazer esia grando liquidate, como se ve dos precos abaixo mencioaados :
i Brim de cores a 400 ul.s
Chitas largas a i60^200 e 280 rf^.
Vende-se chitas francezas e flnas a 120,280 e 320
o eorado.
Laainbas a 120 ruts.
Vendese lazinlias para vestidos a 120, 240, 320 e
400 reis o covado.
Chitas para coberlas a 280 riiis.
Vende-se chitas para coberlas a 280e 300 reis o
covado.
Alpacas de cores a 640 reis.
Vende-se alpacas de cores, iinas, para vestidos de
senhoras,a 640 reis o covado.
Metim de cores a 320 rei*.
Vende-se metim de cores para vestidos de senho-
ras, a 320 reis o covado.
Cassas flnas a 280 reis.
Vende-se cassas francezas: finas a 280, 320 o 360
reis o covado.
Cambraia Victoria a 3*000
Vende-se cambraia Victoria para vestidos a 3*,
3500e4OOOa pe<;<.
Cambraia transparent a 2 e 3*000.
Vende-se peeas de cambraia transparent a 3f,
3*500, 4* e 5*.
Cortioados a 14*000.
Vende-se cortiaados bordados para camas a 14*,
16* e 18*.
Ganga amarella a 400 reisi.
Vende-se ganga amarella para veslidcs de senho-
ras e rou, a parameainos, a 400 reis o covado.
Granadine a 500 reis.
Vende-se granadinepreta com listras brancas para
vestidos de senhoras, a 500 reis o covado.
Madopolao a 3,000 is.
Vende-se pecat de madapoiao inglez lino a 3, e
4,000 rs.
Algodao a 3,500 rs.
pecas de algodao a 3,500 4, 4,500 e
Vende se brim pardo e de cores para ca'Qis t
400 reis o cavado.
Toalbas para rosto a 700 reis.
Vende-se toalbas de linho para rosto a 700 e 800
reis cada uma.
Chales de U a 6i0 reis.
Vende-se chales de la de quadros a 640 reis, ch*
I les de metim a 1*160 reis, chales de merino
Lisos a 2*, e chales de merino estampados, a
3*600, 4* e 5*.
I Aberturas a 24009.
Vende-se aberturas de linho bordadas, para ca-
misas. a 2* e 3*500. Ditas de alaodfo a 200 e
I 400 reis.
Cortes de easemira a 5*000.-
Vende se cort-s de casemiras uoas para calcas a
5*, 5*500 e 6*
1 Cortes de brim a I*i00.
Vende se cortes de brim de edres a 1*400. Dftos
de brim de Angola a I300 e 2*300.
Coberlas a 2*000
Vende-se coberlas de chitas de coros a 2*.
I Colcbas a 2*000
Vende-se colchas de fuslao para cama a 2*, 3*
4*.
ura das hernias, pclas fun-
das de borraeha.
As melaoros e mais aperfeicoadas das ale hoje eo-
nnecidas.
Vende sa
na
Pliariuweia e Drogaria
Itai luiomeo 1 C.
* Rua larga do Rosario 34
Yaccina. Vaccina.
Tendo o Sr. Dr. Jose Lourence de .MagalhSes,
montado na cOrte nm completo servico deste ar-
tigo, tem aqui aberto am. deposito 'da melhor e
mais rejente, cu[os tubos se enconiram na
-Pharmaera e drogaria
A
34-ma larga do Rosario 34.
Espartilhos.
Sa lja do Pavao, vende-se esparlilhos
dos mais modernos a 3500 e iG00i cada
j um ; as$im cnm bouitos cintos com la^jos
'de setim a 53000, e sedinhas lavradas com
, toque de mofo a 19000 o covado : d rua
|da Imperatriz n. 60, de Felix pcreira da
Silva._____________________________________
E'BOM SAREtTSE
Vende-se
Ka Torre, I silio com boaica-'a, com 3 salas, 4
quartos, despensa, coziBta, bora poeo d'agoa de
beber, muitos arvoredos, e fora da casa, 1 saleta
e 1 quarto; quarto para feitor. dito para criado e
galKuheiro, tcdo de pedra e cal, em lerreno pro-
prio. |
Uma casa, com. 2 salas, 3 quart- s, cozinba e
terraco atraz, quintal murado e 1 qaarto para
criado. em lerreno proprio.
Tres casa* pequenas, com 2 salas e 1 quarto,:
cozidba (por junto ou separadas) em terreao pro-
prio. |
Um tarreno com 30 palmos de frenle e 400 de
fundo, tudo no melhor local e por ponco preco :
na rna estreita do Rosario n. 45, se dira quern
vende._______________________________
Vende-se
na rna do Vigsrio n. 19, primeiro andar :
Vinho do Poi to engarrafado, em barris e em
ancoretas.
Cera em velas, de Lisboa, superior qualidade.
Retroz do Porto.
Cimento. Portland, legitimo
YENDE-SE
a iaverna sii a rua la hrio da Victoria
muito afrefueaada : a traUr na rua e,bKm<
Hosaiio n. 40.
Vaccina
TEM
Vende-se
5.000 reis.
al:500rs.
para cadeiras a 1,500
Traasparentes
Vendese transparentes
rs. para liquidar.
Madapoiao a 4.S00 rs.
Vende-se pegas de madapt lao a 4,500 e 5,000 ;
brim dito francez muito fino, a 7, 7,500, 8 e
8,500 rs.
Bramanta a 1,600 rs.
Vende-se bramante para lencoes, de algodao,
com 10 palmoj de largura a 1,600 rs.; dito de li
nho muito fino a 2,500 o metro.
Algodao inle.-tado a 903 rs.
Vendese aljodao iufestado para toalbas e len-
coes a 900 rs. o metro, dito muito flao a 1,000, e
dito trancado a 1,280 rs.
Saias para senhoras a 2,000 rs.
Vende se saias para senhora a 2, e 5,0C0 rs.
Chapeos de sol a 2*500.
Vendese chapeos de sol de alpaca, pequenos, para
meninos, a 2;500 e 3*. Ditos pequenos, de soda,
para senhoras, a 4*. Ditos para homens.de aJ-
paca, a 35500 e 4*. Ditos Je merino a 4*500.
Ditoi de seda, linos, a 6* e 8*.
Tapetes a 4,000 rs.
Vende se tapeies para sala, do divenos tama-
nhos, a 4, 5, e 6,000 rs.
Cortes de cassas a 2,500 rs.
Vende-se cones de cassas fmas para
a 2,500 e 3,500 rs.;
Cortes de IS a 4,000 rs.
Vende-se cortes de la pan vestidos a 4 e 5,000
reis.
Roupa feita em liqoida;ao.
Vende-se ceroolas de algodao a 1,000, ditas
mais flnas a 1,200, ditas de linho a 2.500 rs.
Camisas a 2,000 rs.
Vende-se camisas francezas [finas a 2,500, 2,500
e 3,000 rs.
Paletots a 3,000 rs.
Vende-se paletots de alpaca preta a 3, 3,600 4, e
5,000 rs. j'calcas de easemira prelate de cores, co
leies de easemira areta e de cores, e outras nil*
tas rou pas fcitas baratas e fazendas que estao li-
quidando no Bazar Nacional, a rua da Impera-
lrizn. 72.
| Que a NOVA ESPERANCA, a rua Duque de
Caxias d. 63, bem conhecida peia soperioridade de
seus artigos de mod- e phantasia, araba de rece-
ber diversas encommendas de iner adorias de sua
reparticao, que prla eleganci \ bem moslra aptidao
l e bom go- to de seus anligos corresp<-ndentes da
i Europa. e por esta razao a NOVA ESPERANCA,
a rna Daque de Caxias n. 6), ennvida a sua boa
e constante freguezia e com especiahdaue ao sexo
i amavpl, a visitarem na, alim de apreciarem ate
.. ,-a .' oa^e luca o nrirnor d'arte.
\estidos j A no-VA TESPERANgA nao quer e.trar no nu
! mero dos massaotes (verdadeiro< azuerioa) com
extensos annnncios e nera pretende descrever a
immousidade de odjeclos qae tem expostos a ven -
da, o queseria qu;.si impossivel, mas limitar-se-ha
a mencionar alguns daquelles d9 mais alia novidade
e toraa a liber tarte do aconselhar ao bello seXo,
que a visitem constantemente, para depois que
comprartm em outra qualquer parte ca i se arre-
penderem, a vista do bom e escolhido sortimento
que ha em dito estabelecimento, esta razao tam-
bem demonstra que qualquer senhora do bom torn,
nao podera corupletir a elegancia do sea toilet
0 43 Queimado 0 43
Tiftxiniias verdadeiras.
& 200 rs. o covado
Todos se aduiiram !1
Laiinhas verdadeiras com lindi simos padroes
a 200 rs. o covalo ; 6 fazenda de 400 rs. : apro-
veitem que 6 pechiocha. 0 43 eonvida as Exmas.
amilias para mnodarem buscar as amoilras.
Rua do Queimado.
muito nova, verdadeira, inglrza, r!,ppH
Slcndnza : na pharmacia an.<-ncana d F,
>!aia A '.., a rna l)uj|nn o Canw w. S7.
Wlf-on Row & L. vendem n a rua de Cominercio a. 14 :
verdadeiro panoo de aigodio azal witimii
Exeellenle Ho de vela.
Cognac Je f qualidade *.
Vinho de Bordeaux.
Carvio de Pedra d#< tn.1 as analidari**
Impcrador n. 2 4
Alii tambem se en arregam de briiqnelR,
e folhas para casamento : assim eom, de 4
de todas as qualidades para enitwrqucK,
sempre preparados nambrrs inteinx a rel
pasteis de diversas qualidades, empada- de a
roes e de carne.
De tndo que alii se vendo, garaat*' *n a
qualidade, limpeza e promplidao.
F.ufeitam-se limibres, bataa. pln-de-M e
deijas, tudo por precos razoaveis.
Alii alegra-se a vista e satisfaz se as ex
od paladar.
S6 na confeit:-.ria do Campos
Asunicas verdadeirae
Richas nambur?oeTa nn< vero x aarnwaao
oa mr do Maronez Ae:
PREDILECIA
X' rua do Cabala n. 1 A.
Os proprietarios da Predilecta, no intuito d
:onservar o bora concetto que teem merecido do
respeitavel publico, distinguindo o sou estabeleci-
mento dos mais que negociara no mesmo generc
veem scientiflear a os seus bons freguezes que pre-
veairam aos seus correspondents nas diversas par-
Loja dc liizendas
DE
Guilberme k C.
0 antigo baratciro continiia a vender por menos
do que oulro qualquer, com a franqueza e sin-
ceridade ja conhecida.
Las de cores a 2C0 e 240 rs. o covado.
cas d'Eoropa para lhes'enviarem por todos ospa-'' Hs Prelas soPerior. a 40 ". o covado.
quetes os objectos de luxo e bom gosto, que se-
jam mais bem aceitos pelas sociedades elegantes
daquelles- paizes, vis to aproximar se o tempo de
festa, em qae o bello sexo desta linda Veneza
mais ostenla a riqueza de suas toillettes ; e co-
mo ja recebossem pelo paquete francez diverso
artigos da ultima moda, veem patentear algous
d'entre elles qae se tomara mais recommendaveis,
esperando do respeitavel publico a costumada
seda, fazenda de i *400 por 700 rs. o eo
vado.
Chitas de cores a 240 e 280 rs. o covado.
Metins de cores a 380 rs. o covado.
I Crelones de 'padroes lindos e modernos a
440 rs. o covado
Baptislas de lindos padrSes a 500 rs o covado.
Cambraias de cores miudas e graudas a 280 rs. o
covado.
; Dilas pretas com (lores a 200 rs. o covado.
400 e
Adereoos de tartaruga os mais lindos quo teem Ca^aLa* br*"c^ *%&. abertas,. fazenda
indn an mercado i ma'9 flna 1ue tefu vindo ao mereado, e fazenda
vindo ao mercado.
Alboos com ricas capas de madreperola e d*
velludo, sendo diversos tamanhos e baratos pre-
o
Aderecos coraplotos de borraeha proprios para
Into, tambem se vendem meios aderecos muito bo-
uitos.
BotSes de setim preto e de cores para ornato d
estidos de senhora ; tambem tem para collete
nalitot.
Bolsas para senhoras, existe nm bello sortimen-
de seda, de palha, de chagrim, etc., etc., por
barato preco.
Bonecas de todos os tamanhos, tanto de louc?
de 2*000 o metro, por 1*000 a vara ; 6 pe-
chincha.
j Cambraia transparente, flna, a 3* a peca.
Dita Victoria, nna, a 3*50n a peca.
i Algodao trancado, alvo, a 440 rs. a vara.
; Brim branco, de linho a 1*400 a vara.
' Ditos de cores de linho fino a 500 rs. o covado.
Madapoiao francez verdadeiro, 24 jardas, a 6* e
7* a peca.
Algodab T, largo e suporior, a 5* a peca.
Gorgorao preto de seda para vestido e para collete
a 3* o cevado
Toalnas grandes a 4*500 a duzia.
como de cera, de borraeha e de massa ; chami- g^ea^S,,*J{ ?%'.
mos a attenfao das Exmas. Sras. para este artigo, ^en?(
pois as vezes tornam-se as criancas um poaco im-
pertiaeates por falta de um obieeto qae as en-
tretennam.
Camisas de linho lisas e com peitos bordados
para homem, vendem-se por preco commodo.
Ceroolas de linho e de algodao, de diversos pre-
tos.
Caixinhas com musica, o que ba de mais Undo, r}ortr*cj
com disticos nas taropas e proprios para presen-; xjyjl tc
Coberlas de ganga, forradas, a 2* e 3*.
Lencos de linho, ?banhados e em caixinhas a
3*500 a duzia.
Ditos de cores a 3*500 a duzia.
E outros muitos artigos por precos baratissimos.
So na rua do Crespo n. 20, loja das 3 portas. Dao-
se amostras.
de casimira
te
Coques os mais modernos e*de diversos forma-
tos.
Chapeos para senhora. Receberam um sortimento
da ultima moda, tanto para senhora, como para
meninas.
Capellas simples e com veo para aoivas.
Calcas bordadas para meninas.
Entremeios estampados e bordados, de lindoi
desenhos.
Escovas electricas para dentes, tarn a propria-
dade de evitar a carie dos denies.
Franjas de seda pretas e de cores, existe am
g-ande sortimento de divercas larguras e barato
preco.
Fitas de saria. de gcrgurao, de setim e de cha-
m?lnt.e, de diversas larguras e bonitas cores.
Fachas de gorgurao muito lindas.
FL-ra* artificiaes. A Predilecta prima em eon-
ervar sempre nm bello e grande sortimento des-
as flores, nao so para enfeite dos c^beilos, como
tambem para ornato de vestido de noivas.
Galoes de algodao, de la e de seda, braneos, pre-
os et de diversas cores.
Gravatas de seda para homem e senhoras.
Lacos de cambraia e de seda da diversas cores
para seonora.
Ligat de seda de cores a brancas bordadas para
noiva.
Livros para ouvir missa, com capas de madre-
perola, marflm, dsso e velludo, tudo que ha de
bom.
Pentes de tartaruga. e marfim para aiisar os ca-
bellos ; teem tambem para tirar caspas.
Port bouquet. Um bello sortimento de madre-
perola, marflm, fisso e dourados por barato preco.
Perfumarias. Neste artigo esta a Predilecta bem
orovida, nao so em extractoa, como em oleos
banhas dos melhores odores, dot- mais afamados
fabricantes, Loubin, Piver, Sociedade Hygienica,
Coudray, Gosnel e Rimel; sao indispensaveis para
afesta.
Saias bordadas para senhora, por commodo
preco.
Sapaunhos de la e de setim bordados ,para bap-
tisados.
Tapetes. Recebeu a PredilecU am bonito sorti-
mento de diversos tamanhos, tanto para sofa co-
mo para entrada de salas.
Vestimentas para, baptisado o qae ha de melhor
gosto e os mais modcrno t recebeu a Predilecta
de or aroto preco, para Soar ao alcance
qualquer bolaa.
Engenhos em Mamam-
gnape.
Vende-se os seguintes:
Barra,
Prcguifa,
e Patricia.
A tratar com sena pToprietarios nesta cidad*
a 4$, 5$
e 6^000.
Na loja do PavSo, vende-se cortes de ea-
semira para calga a 43?, 59 e 6(5000, ditos
muito fines de uma so c6r com listras ao la-
do, fazenda que sempre se vendeu a 9JS c
109000, liquida-se a C&000 para acaba r:
a* rua da Imperatriz n, 60, de Felix Pereira
da Silva.
sera que de um passeio a NOVA ESPEKANCA, a
rua Duque de Caxias n. 63, a qual acaba de rece-
ber os seguint s artigos de luxo e inleira novida-
de :
Modernas seltas para premier os cabellos
Primorosos leques de phautasia.
Bonitas sahidas de bailes pan senhoras e meni-
nas.
Interessantes gravatas para senhoras.
Elegantes fachas de lououim.
Bons aderecos de madreperola.
Delicados aderecos pretos de pufalo e borraeha
(gosto nwo).
Esta se acabando
Egaranlese a boa qualidadu do vinho pnro das
quiutas do Lima, d. caui|K/S da lien a, superior
ao da Figueira, e so se encuutra no armazum de
Jose Fcrnandes Lima & C, a rua eo BarSo da
Victoria n. 3, seus successores.
Laazinhas baratas.
ISa li>ja do Pavao, para liquidar, vende-6e
uma poicao de laazinhas de cures para
vestidos, tendo de 320 rs. psra cima ; as-
sim como ditas com listras de soda muito
bonitas a 6 40 rs. o covado ; alpacas decd-
rr-s com listras de seda de 640 rs. para
cima : u rna da Imperatriz n. 00, de Felix
Pereira da Silw>,
Aproveitem
0 PARIS N'AMERICA, a rna Duque de Caxias
n. 59, primeiro andar, esta vendendo calcado pelos
seguinu s precos:
Botinas de duraque para senhora a 3.900 reis.
Ditis de dito preto a 4,000 r6is.
Ditas de dito com bot5es ao lado, a 4,000 reis.
Ditas gaspeadas, cano alto, para senhora, a
5,000 Ha.
Ditas de pellica, ingleza, a 4,000 reis.
Ditas de duraque bordado, para senhora, a
5,000 r<5is.
Ditas de dura-me, de cores, para meninas, a 3*.
Em quanto e tempo
aproveitem.
Cal
Na rua Direita n. 14, vendese novissima cal de
Lisboa da ultima cbegada.
PeDlcados
de nova
Cura
dos estreitaoiento d'oretra
pela facil applicarao das
SONDAS OLIYAES
DE
GOHHA ELAST1CA
As mais modernas e aperfeicoadas de todas
as conhecidas
Yendem-se
NA
PHARMACIA E DROGARIA
DE
Bartholomeu & G.
3\~. Rua larga do Rosario 34
B' ecoDomico.
Graxa glycecina prcpria para a conservacao do
cordovao; vende a NOVA ESPERANCA, a rua Du-
que de Caxias b. 63.
mvengao.
Com am penteado destes pentea se uma senho-
1 ra em dous minutos, e acha se decentemente
penteada para am soiree, um baile, assistir ca-
samento, e para ser noiva tambem : vende se pe-
io baratissimo preco de 25$ cada um, e so na ca-
sa de Odikm Doarte & Irmao, rua da Imperatriz
n.. 82, primeiro andar._______________________
e para infoamacSes com /oaqoim Pinto de Mei
FilbT na mesma cidade de Mamamgnap*
tso irmios k C.
relies
Para qualquer servico
Vendese um escravo bom, corparda, bastante
possante, e chegado ha pouco de outra provincia,
proprio para todo o si>rvlco : narua do Imperador
n .. oa &a rua da Imperatriz n. 60.
Assemblea do Comwercio
Rua do Commercio n. 22
lleira & Lima
Os proprietarios avisam a. seu freguezes qae
teem para vender o segointe :
Cinco minutos da attencio
Docee seeeos e errr calda
Empadas de caroarao
Fiambres preparado
Sal a me de Lyon
Todo-bom.
Bolos inglezes
Fructas preparadas
Vinhos superiores
Cerveja gelada
Tudo bom.
0-bom cafe deMttka
t'etiscos e boss bocados
Na assemblea
Se serve com agrado,
Tudo bom.
Bolinhos para cha
Pudins, paes-de-16 i
Cha rut os da Bahia
B logo de domino.
Os donos deste estabelecimento avisam a seat
freguezes qne nSo sao egoist as e promettem ven-
der barato, para vender muito.
N. 22 Rat do Comerck* N. 22
Armazem daAsemblea.
Para o fabrico de chapeos
A NOVA ESPERANCA recebeu o ararae proprio
para armacSo de chapeos._______________
Vende-se
Uma propriedado & margem da Cambda
dos Remedios, contendo barro para toda e
qualquer obra, com uma grande olaria,
casa de vivenda e tres vireiros com peixes.
Promette-se fazer todo e qualquer negocio :
a tratar com Deldm Lins Cavalcante Pes-
soa.
Ceroulajs e camisas.
Na loja do PavSo, vende-se ceroulas fran-
cezas de todos os tamanhos para bomem a
liWJOO, e ditas de linho a 2#00, 2)J500 e
33W00.
Camisas brancas com peitos de algodao,
fazenda flna e por estarem um pouco en-
xovalbndas a 200000* a duzia, oa a 19800
cada uma, ditas com peito deesguiSode
linho a 35000 e 39500 cada uma, ditas
com peitos e punhos de cdr a 280O e
2$500: a" rua da Imperatriz n. 00;'do Fe^
lix Pcre.ira da Silva.
Lustres e arandelas de vidro
paragaz
Na grwfe expasWlo da- roa do Imperador n.
35, junto ao escriptono da companhia do gaz, ven*
dem se os mais bonitos e modernas lustres e aran-
delas de vidro para gaz, a-sim como tudo o mais
Sue se torna necessario para esse fim, sendo tudo
os melhores- fabricantes que ha1 nalnglaterra. Os
precos sao mais baratos do qae em outra qualquer
Krte, e com a vantagem qne 6 o dono do eatana-
:imento mandar assentar os lustres ou arande-
las no lugar que o comprador quiier, sem que para
isso pague -algnma coosa. Tambem se compra ou
troca se lustres e arandelas ja nsadas. mas que
este)am em estado db peder servir.
Cal de Lisboa
Vende-se cal de Lisboa : na praoa do Corpo
Santo n. 17, I* anaar. escriptorlo de Joaquim Ro-
drigies lavares de Mello.
Cortinados para camas
Na loja do Pavao vende se um grande sortimen-
to de cortinados bordados proprias iiara camas e
jancllas, pelo barato preco de 8, 9 e 10,000 rs. o
par, assim como e>ddas d>^ d.iriiasco para camas
de noiva a 10 e 12,000 reis-e pectincba : a
rua da imperatriz n. 60, de Felix Pereira' da
Silva.
MAR
Wndese omt'Tinii com 100 |.aia- 4
frcute e 530de fundi, t.;i lo efiifira.U t,m>. cms
de mjidrira no faudo do (ueaio, colSt.im rx -
BMerio nublicii, eni S:inti taM: a fta'a k
mesmo a qu ilquer h> ra do dia.
('asemiras
N loja do PavJo vpnde-se nm grande *nntx*m-
lo de casemiras de cores e MMbiM, um data*
como aseona, pfoptdM para calca; pal- letes [mr preer.s mufti baralu*, a- mi man
mesruo e!a,M-Iecimeiri"s >c n,and.i fn-f traaitwr
thra icndenti- a alfaiuii', com a mir pr-M it e
por preeos n.uito Bmui : a rna da Iriittra-
Iriz n. 60, de Felix Pereira U Stlva.
I
Curtes de cambr&ia
Vend-: se [-.es de sapotas de optima qualidade
na rna do 11 suicio n. 75.
VENDESE
um sobrado em caixao e uma casa terrea, sito a
rua Ua Sole-!ade rs. 2 e i : a tratar na mesma
rna n. 54, das 3 as 6 da tarde.
4llenij i! ...
A confeit iria do Campos, sita a rua do Impera-
dorn. 24, unico estabelecimento deste genero nes-
ta provincia, proporciena aos li;--bitanies della as
maiores vantagens
E se nao vejam
Se uma pessoa quizer tudo quanto e ne-
cossario para
Um casamento
Um baptisado
Uma partida
Ura cha para visitas
Um Innch
Um lauto jantar
Ndo tem mais do que ir oa mandar a con-
feitarin do Campos, rua do
JNovidade!!
Venham antes que se acabe!
Madapoiao francez tiao a 3^200, 5^000, 6j e 71
a peca.
Dito inglez, fino, a 3*500, 4*, 45800, 5*000 e
5*300 a peca.
Algodao bom a 35500, 44000, 44500 e 54000
a peca.
Chitas claras e escuras, a 210, 260, 280,300 e 320
rs. o covado.
Ditas trancadas, flna, a 280, 300 e 320 rs. o co-
vado.
Las japooezas a 200, 220 e 240 rs. o covado.
Sapatos de charlote e de easemira, para homem,
a 24.
Dito de dito, para meninos e meninas, a 14800.
Chapeos de todas as qualidaaes, para bomem. a
24 24500, 34, 34500 e 44 um, e para menino a
14800 um 1
Collarinhos de linho a 24 a duzia, e de papel a
200 e 240 rs. a duzia.
E outras muitas fazendas que se vende com 30
por cento menos de seu valor, na rua do Livra-
menlo n. 30, loja do Lima Coutioho & C.
Pentes girafe.
Pentes girafe, proprios para senhora, ( ultima
moda) : a Magnolia a rua Duque de Cax'as n. 43
e so quern tem.
Papai, mamai.
Como sao lindas as bonecas de cera que cha-
mam papai, mamai, choram, andam, etc. So na
Magnolia a rna Duqae de Caxias n. 45.
Gaiolas, gaiolas.
A Magnolia, k rua Duqae de Caxias a. 45, re-
cebeu gaiolas de arame de lindissimos modelos,
Eroprias para passaros ; a ell is antes qae se aca-
cia.
Na lo:a do Pavao vende se corles d" eaart
'transparente na batata larg*, t-. it. tir.-aroa
como de core?, por baratos prey*, ji r mm al-
gum peqneno defeito : a rna da taperaMi Oft,
de Frhx Pen-ira da Silva.
Vinde-se um Mliu ii< 0;iun^<. i,.. & Bai-
xa Verde n. 14, coin 81 palmo> de freaie t 3t8de
fond >, c: m uma casa, e ba^lantes aru r -do* : a
tratar na mesma.
Botoes de aco para ves-
tidos.
Na rua Duqne de Caxiis n. Ill, M k'.k<*ht*t*
os procurados bo'oes dc ac-> e d- me. .1 i>ara w*-
j tidos e eaMM de senhora e de meoiaac a^r
preci s mais baraKs do que em outra parte.
Vende-se nm pejneno sitio. con imut c-^
nhas de Uipa, COtaflM de l>-!ha. It! HH dct-
las 2 quartos, sala da frente c de ja;:t r. e
cha lora ; e a outra 1 mwl i I i (! | l'+w* r
: de janlar, 0:11 97 palmos do freal e '.: i'and<
460, no lugar do Arraiai, aerls la eelatse ia Caa
Amarella : a u-alar na rua da P.lr.ia n". 100.____
I Vende se a ttverna da rua d-s t >rn.^u a.
I, esquina da rua dc S. Joao, cm
propia para um princiniante : a !rat>r i: we*-
ma O oiotiv.i da venda so dira ao BMBt^amr.
Liquidac;ao de roupn f'eiU
Na loja do Pavao IwMaat nuia pmiai -
cao de roopa psra tam'n e nv;oiu ;..
calcas de casemiras pretas e de cr-re, para tia>
os precos e qua'idade ; ditas de brim M Aa-
gc la para difft rentes prc(os ; ditas d<: l-nrn de
cores, pardos e braneos ; palet-its saee >, rasaeoe
e fr.iks de panno preto e de ca-eniiias as r coletes de todas as qnalidas, p tissimos, assim como grande p. rca> de cairisat a
'ceroulas por menos 3(io do mi mac > para
acibar : a rua da Imperal:izn. 00, de lelix Pe-
reira da Silva._____________________________
Chapeos para senhora.
I A loja da Passo, a rua Prin.nrro de Msrrii.
7 A, lecebeu am rico S'.rtineato de chapee?
para senhoras, pretos e de cores.
PARA LUTO
Vende-se. eMUl inglezas pretas c~,\ pittas a
200 rs. o^covado, dita trancezamLilu fioa.Untohsas
como com pinla* de 320 rs pan rima eaotao
preto a 800 rs. c muito f-no a I.OTO r? ; boaha-
zinas, prince/as e alpacas de todos m precot;
lazinhas prelaw lisas de 401 ate *i00 rs. ; assta
como uma grande porcio de retail. % tant, de
chitas preta- coma de las, qae Brntaa
precos baratissimos. X'ambem uma gr. ;
de chales preto- de las a 1,000 rs. porestarea *n
pouco russos : a rua da imperatriz n. CO, de Fa-
iix Pereira di Silva.
Luvas braicas
de Jouvin : a Magnolia, a rua Duque de Caxias
D. 45, e s6 qnem as tem freseas. ______
para senhoras
Como sao lindas e modernas as gravatinhas qne
a Magnolia, a rna Duqae de Caxias n. 45, acaba
de receber I
Sedinhas & 1#500 o.cov Venham anas qae se acabem : na loja do Passe
a rua 1.* da Marco n. 7 A.
Fflstao.
Fastao branco para roopa de meninos a 500 rs.
0 covado; e pechiacha : na roa do Crespo n.
2*, loja do Gnilheerm 4 C. ___________
Colchas para camas
Na loja do Pavao vende-se colchas de fuslao
braneos, para cama a 2,500, ditas de dito de cor
a 4,000, cobertas de chita e de cretone, de 2,500
para c>ma e ditas de metim escarlate forradas com
madapolSo a 3,000 : a rua da Imperatriz n. 60,
da Felix Pereira da. Silva.
K com as noivas
A NOVA ESPERANQA, rua Daque de Caxias n.
36, acaba de receber boas meias de seda proprias
pm noivas, e os apreciaveis ramot de laraageira
Aos nieHinos
Sobrado.
Vende-se cm uma das melhores r.ias .ta-
la cidade, na sobrado em bom e>taio : a iraar
na roa do Barao da Victoria n. 69, man, oa
na praca do Conde d'Ku n. 17, taverns.
Salsa-parrilha do T'ari
Tem para vender Antonio Lniz de Ob'reira Aat
vedo, no seu escriptorio, a nu do Bom Jesos *a
mero 57.
Aos cigarreiros
A NOVA ESPERANCA vende papel a> HaV
proprio para cigarros. de diversas largnrat.
A m*k ESPERANgA, a roa Duque de Caxias
n. 63, acaba de receber um bom sortimento de fl-
nas bonecas qne -fallam, que riem-se e choram;
tambem as tea mudas e surdas ou surdas-mudas
venham ver.se nio 6 terdade.___________, ..
Grande liquidacao.
de mindaaa* o chapeos: no novo Bazar, rua do J
Marqoei de Olinda n. 53.
VENDE-SE
Na rua do Vigario a. 14, vende-se 0 seguia'e
Cimento de Portland, em primeira roa 1.
Vinho do Porto, engarralado, fims.-iao, em eai-
xas de duzia.
Dito dito cm barris e ancoretas.
Vinho Sherry, inglez ea eaixas de doxia.
Vinho Collares em ancoretas.
Cera em velas, de Lisboa. \
Cera em grume, idem.
CHEGARAM"
as desejadas lazinhas a 200
rs. o covado.
Rua do Queimado n. 43.
(dentate da loja de chapeos 4a Praciaka 1
L'zinbas a imilacio de seda com nquiwiaos
padrdes a 200 rs. o covado. So o 43. Dao-a
amostras. Venham antes qne a acabaa,_______
CALCADOS
Cbagon para o a. Hi, ma do Dncjae da Caxiaa,
am completo sortaanto de bouaas sapaas da
entrada baixa, de duraque e chagrin, para m-
ata peaca eta
Para concertar meias
A NOVA ESPERAN'gA, a rna Duqae de Caxias
n. 63, recebea desta necessaria linha.__________
Bramante p.ira len<56es
a IISOO &?Q00 e ^500
Na loja do Pavao vendese superior bramante
para lenc6es, com 10 palmos de lurgura, qae ape-
aas precisa de 1 vara 1/4 para am lencol, sendo
de aigodio a 1,800 rs. a vara, dito mais eu-
corpado a 2,000 rs., dito de linho pnro a 2,300 e
2,800 ra ; assim como atoalhados superiores, un-
to ft linbo como de algodao, poTprecos muito em
conta, e pecas de algodiozinho para leneoei e toa-
lbas, tendo de 4,000 rs. para cima : a rua da un-
peratrito. 60, de Felix Pereira da Silva,
nhoras e menurs ; borzeguas
bexerro pan. meaiaes; eMtjaaa
chagrra para eriaaa ; a am oa
de calcados, tudo mais barato do qae
P"to. ^^___^
ata
E
As almofadas bordadas de IX miMiatal
cebeu a !* Eaws"^ rna
Caxias r r" _____________________
Polassa fa Russia
Domingos Alva Mathens, iroa do Vigaia:
5, tem para vender superior pat
em barris de 23 kilos, par preco !

Aos nervosos
A NOVA ESPERANCA acaba ta
tes milagrosos anneis eactricos,
nervosos.
'


8
>
4SSEMBIEA CERAL
CAMARA DOS DEPL'TADOS.
ORGAMENTO DO IMPERIO.
(Continuagao).
0 nobre deputado nio fez nenbuma ana-
lyse 'o reldlori) do ministerio do imperio ;
affirm u, porem, que tem muitos defeitos,
igunes aos rU resposta d fall > Uo throno. E'
niuito possivel que o nobre deputado encoti
tre a'guns erros ou alguns descuidos que a
sua critics rigorosa poderd assignilar.
0 Sr. Martiniio Campos : Rigorosa-c
muito co'iipetente.
0 Sr. Ministro do Imperio-.Muito
cimpeiente nao duvido ; mas pergu to : jd
houve alguom que procurasse em peces
deste genero, em relatorios, simples expo-
sigoes em linguagera official, m tivos para
explicar os meritus litterarios de outrora?
Em todo caso o nobre deputado me permit
t rd daw que eu, c .mo todos os miuistros,
nd i redijo o relatorio. lsto e uma obri-
gagao imposta pelos regulamentos aos direc-
tures geraes, e estou certo de que em ma-
teria de redacgao e conhccimentos de grarn
matica o ncbre deputaiio eucontraria quem
podesse defeuder-se melhor do quo eu. Re-
digi, como fa/.em todos os miuistros, um
outro artigo do r latorio, e fiz algumas
emnndas ; mas dm goral nao teoho Id senao
as ideas ; e isto quo acontece coan'go, acoir
tece com todos os miuistros.
0 Sr. Martiniio Campos : E' um mdo
costume.
' Sr. Ministro do Imperio :Bom ou
mao costume, e ate a regra estabelecida por
loi, e eu confesso que ndo tenho tempo nem
para o trabalbo de redacgao, nem para a-
purar estylo em relatorio. Se o nobre de
putado quizosse aquilatar alguma cousa que
eu tivesse escripto. eu Pha ind.caria, e
asMin como naturalmente a sr-crctaria se
di'fenderia das accusagoes do nobre deputa-
do, talvez cu me pudesse defeiider ; mas
nao vale a pena discutir isto.
0 nobre deputado proclamnu -me um ho-
mem sem letras e fundou a sua assergdo
na analyse que fez da resposta i falla do
throno, quando esta ndo foi por mim red"-
gida, mas por talentos que se p idem baler,
ao menos sem dcsigualdade, com o nobre
-deputado. Mas passemos adianle.
Attnbuindo-rae o nobre deputado pelo
Rio-Grande do Sul linguagem desusada, af
firmou que nao faco caso da camara dos de-
putados, e o mesmo repetio ainda boje o
n.iore deputado por Mioas, porquo digo no
relatorio : Eu vos recommendo.
Senhores, jd rebati a irapugnagdo desta
phrase. Todo o meu relatorio mostra o
respfito com que me dirijo a camara dos
d.putados, d saa sabedoria e illustrario.
(Apoiados.) Depois de lodas estas expres-
soes de coriezia muito devidas e ds quaes
eu nao pociia faltar, ate por um motivj de
egoismo, porque tenho a honra de ser mem-
bro desta camara, empreguei uma vez as
prtlavras : Eu vos recommendo. Ora, di-
zerEu vos recommendo, e linguagem
d<; superior para inferior ? Como queria o
nobre deputado que eu dissesse ? Teoho
a honra de recomraendar-vos, chamo a vos-
sa illustrada attengao ? Mas tantas vezes
usei destas phrases, quo uma vez escapou
Eu vos recommendo.E' isto bastante
para ass.-vcrar-se que o minislro falta ds at-
tengoas devi las d camara ?
Eu nao sei so me alegre ou me entristega
com estas accusagoes ; ba razao para uma
o outra cousa : p.ira alegrar-me, porque,
manifeitada uma certa vontade de utacar o
mmistro do imperio, devo ter algum prazer
em ver que taes sdo os capitulos de accusa-
cSo ; e de entristecer-me, p >rqu* censuras
desta nrdem revelam uma disposiguo hostil
de ocpirito, que nao sei como mereci.
0 Sr. Marniniio Campos da um aparte
(rfpclarando queo Sr. mmistro do imperio c
quem provoca temp>-stades.)
0 Sr. Ministro do Imperio :As tem-
ppsades causam me sen pre medo, e diante
d Has eu tenho sempre na boca a suplica
d' doSSO poeta padre Souza Cald8S diante
daquelle Trilao que enoutrou perto do es
treito de Gibraltar. I'rov.car eu tompesta-
des I em caso nenhum ; e o nobre presi len-
te pode dar testemunho do modo porque
pedi sua proteccao, porque a invoquei sem
pro, p nac cessarei de in vocal-a.
Dis*e o nnbre deputado pelo Kio-(irande
do Sul que foi mandado um alto funccio-
jiariu para justicar os amigos do governo
na Bahia I
id tive occasiao, Sr. prtsidenle, de ex-
plioar quaes a intengoes, ndo do mmistro
do imperio, mas de todo o minister >, no
qual houve o raais perfeito accordo, raan-
dando o honrado senador o Sr. Cruz Ma-
mm m>
Inario de Pemambuoo Quinta feira 17 de Setembro de 1874.

da Babia.
chedo presidir a provincial
poiados.)
Se nas relur-des delle com pessoa do par-
tido, com amigos que o ,
deu-se qualquer altera^So,
ver inimisade e luta, o ioyerno nio teve'verificacao.
(A- OSr. Martinho Campos :Ea negava-lhe dia ler-lhes cartas, nas quaes mandei dizer
sanc^ao. para Pernambuco que nio supportava que
U&R. Ministro do Imperio : Nio sei. urn irm3o meu, que coatudo podia ser elei-
. 0 presidente teria sabido da irregularidade ? to, fosse candidato d deputacdo geral, e ar-
cnegou ate a ha-JO facto pdde ser verdadeiro, mas precisa de redei-o da eleigao nos termos mais positivos
nem pou'a ter semelhanth ioten$ao. (A-
poiados.) Acontece unta vezes rebentar
um divergencia profunda, quando se espe-
ra que haja as melhores dispos^oes I Isto
aioda ha poucus dias deu-s< entre mim e o
nobre deputado por Minas ;1 e de tal modo,
que S' Exc, que como mtdico pode fazer
um diagnostic excto e indicar bem a etio-jlevantar nenbuma
logi.i das enf-Tmidades ({ermitta-me era- A politica do govern, a political que me
pregar o termo), declarou t uea minha mo- honro de praticar, e" a politica da prospen-
A rivalidade de Pernambuco com a Bahia
e phantasia. (Apoiados). Nunca houve, e ao
contrario, quer em outros tempos, quer
presentemente, fazemos, bahianos e per-
uambucanos, todo esforco por estreitar rela-
gdasque nus sao caras. (Apoiados).
Rivalidade I Nao se trata, senhores, de
provincia contra outra.
declarou
lestia procedia do que sd tinba aqui pas-
sado.
0 Sr, Martinho CampostNdo, senhor.
0 Sr. Mimstro do Ijiierio:Eu en
tretanto nao esperava por acuelle aconteci-
mento. Deu-se o .mesmo na Baiba ; ho-
nens que deviam estar na mais completa
barmonia, descouGaram uus dos outros, in
terpretaram mal actos de parte a parte,
clu-garam em summa jao es ado de luta que
a camara c mhece : lirar d hi a illacio de
que o govern > mandou ju itigar seus ami-
jjj, e pelo meuos uma amj.lificac.ao de Iia
guaSem.
Ajuntou o nobre deputado) pelo Rio-Gran-
de do Sul que f ram infa uados os vice-
presideutes da Bahia.
Dados os factos que jd aqjii foram expos-
FOLHETIM
JOANNA
UM JOG0 DE PAIXOES.
POR
Oeerge Sands.
(TRAI.UCgaO DE X. X. X.)
PARTE PRIUEIRA
I
Sou plebeu. Meu pai, Jodo Bielsa, na-
turil da aldeiti d'esse rnme, e por conse-
qu'mcia hespanhol, achava-se todavia natu-
ralisado cidadao francez, e morava em Pau,
de onde sempre se ausentava piratratar dos
sen; negocios, deixando-mo s6 com minha
mai o minha irmua Joanna.
Minhas recordaQGes de infancia sSo muito
\agis e como que interrompidas ; mas
nao fibstante, dizem-me que eramos pobres,
que rnioha mai de ordinario estava triste,
e quo pouco se fallava em torno de n6s.
Minha n ii costurava pan a rlasse baixa,
e eu, Lourenco Bielsa, vivia por assira di-
zer nas ruas, incumbindo-me de Dequeues
i-ommissOes, abrindo em caso de nec<*ssi-
dadc os postigos dos carros, e ate" apanhan-
to pontas de cbaruto para vender aos iu-
duttriaes sem patente, que faziam d'ellas
excellontes cigarros.
taes sdo as minhas recordagSes mais lon-
ginquas.,
Eu tinha pcuca habilidade na arte de ga-
nhar a vida, n3o obstante ter muito activo
e di'igenle ; mas 6* que era desinteressado
o descuidoso de lucro.
Demais, notando todos que tinba um
lindo rosto e o que mais e uma physiono-
bondos/i, os economicos abusavam
mats parlii;ulares amigos cks vice-presiden-
tes, enteuder- m com os proprios vice-
presidentes, que nzo lhes onvinha assu-
mir a administracao naquellas condi^oes ;
e em tal caso o governo praticou um
acto de pru Jeucia dizendo ao entdo pre-
sidente da Baha : continue na administra-
gdo da provincia a e que c legue seu suc-
cessor.
Nao houve nist-> senao una consideragao
de opportunidade, conforme as circumstan-
'ias, e de accdrdu com os mesmos vice-pre-
sidentes.
0 Sb. Eufrasio Correi : Mas em
desaccordo com a lei.
0 Sr. Ministro do Impebio : Ndo ha
no acto do governo nada qu > tenha infama-
io os vice presidentes, nern deu-se o facto
que o nobre deputado phant isiou-(creio que
fallo linguagem parlamentsr), sendo no
seio do gabiuete uma luta t uma capitula-
cao deshonr.>sa. Affirmo a< s nobres depu-
dos que em todos os negocios da Bahia te-
nho conservado inteira solida riedade com os
raeus collegas, e quo em occisido nenbuma
e-por nenbuma causa home discrepancia
entre mim e os outros dignc s membres do
gabinete. Embora seja de minha inicia-
tiva e especial competencia < nomeacao dos
presidentes de proviucias, odavia, sendo
negocio muito importante e que entende
com a direc$do politica, como a camara
sabe, e objecto de conferenc a de ministros
e decisao do ministerio todo.
Acroditem os dooms dep atados que te-
nho a rara felieidade de pode* dizer que hei
sempre mantido as rnelhores relagoes com
os meus collegas,' servindo com diversas
turmas do miuistros, sem que tivesse des-
intelligencia com qualquer d dies.
Capitulacdo deshourosa 1 Sinto quenSo
esteja presents o i-obre dept tado pelo Rio-
Grande do Sul ; mas, Sr. presidente, ndo
posso deixar de notar (com f< ireaj que nao e
licito dizer a um bo mem, o qual se deve
presumir sempre com boar e digoidade,
que capitulou com desbonn. (Apoiados).
AsseveragOes desta ordem faze m-se com con-
vic^ao, fazem-se com exhibir So de provas ;
mas por conjectura ndo se pede dizer a um
homem que elie deshonrou-st. (Apoiados).
Fallou o nobre deputado emqueixasdas
proviucias do Amazonas e Sar ta Catharine,
declarando que eu tudo esqubcia para cui-
dar da Bahia, q ie e rival de Pernirabuco.
Sei que a provincia do Am zonas tem lu-
tas e divergtnc as, como quas todas as pro-
viucias ; o presidente soffre o >posic,ao ; mas
nao conheijo os factos, e aind i ndo vi publi-
cacao alguma que faca repitar nociva d
provincia a adminislr Os negocios do Santa Cattarina, como o
nobre deputado os expoz, reluzem-se aJer
a assemblea provincial votado uma lei som
os intersticios regimentaes. lido passa isto
de questdo do regimento inte no da assem-
blea provincial...
0 Sr. Martimio Campos :|E da consti-
tuijao do imperio
OSr. Ministro do 1mperio| :... ques-
lao de direqjao dos trabalhos da assemblea ;
mas quero suppor que houve ise falta; que
bavia de fazer o presidente quando Ihe
apresentavam uma lei boa, embora houvesse
passado irregularraente?
dade geral. e jd tive occasiao de dizer nesta
casa que ndo olho 0 progresso e a prosperi
dade das provincias sendo como condicdo do
progresso e prosperidade geral do imperio.
(Apoiados).
0 Sr. Martiniio Campos dd um aparte.
OSr. Ministro do Imperio: la mes
rao tocar neste ponto.
Imaginou-se que o ministerio tem sido
compromettido pelo actual presidente de
Pernambuco t E a proposito disto, levan-
tou-se uma questdo a que se tem procurado
dar a maior importancia nesles ultimo*
dias; ftllou-se na administracao daquella
provincia, na creacdo de impostos, na no-
mearSo do irmao de um ministro, na no-
m acao do irmao de um deputado, do pre-
sidente queespesjnba a populacdo, em amea-
tos, os dignos rrpreseatantfes da Bahia, os cas de revolugdo, em indicios de que o pre-
sidente brevemeate serd expellido pelo povo,
etc.
Sr. presidente, eu nunca pensei que al-
guera pudesse ter o direito de vir dizer que
eu me tenha aproveitado das posicdes offi-
ciaes para vantagem propria ou de minha
familia. (Muitos apoiados).
0 Sr. Martinho Campos :Ndo se disse
isso.
0 Sr. Ministro do Imperio : Tenho
sido accusado e injuriado em certas folhas
por causa de uma nomeacdo que nao peusei
que se fizesse, que eu nao podia desejar, que
eu reprovei. (Apoiados).'
E quer a camara saber ate* onde foi o de-
sejo de magoar-me? Porque eu disse aqui
que um dos nomeados, meu irmdo, ndo ti-
nha aceitado a nomeacao e no dia seguinte
descobrio-se um despacho em que se lhe
concedia licenca, a conclusdo que se tirou
deste facto foi que o ministro tinha assevera-
do uma falsidade de proposito e sabendo o
contrario do que dissera 1
Senhores, bavia muitas outras interpreta-
goes, mais benevolas, ndo exijo, porem mais
justas, mais cordatas : o nomeado podia ter
manifestado cm um dia que ndo quena
aceitar a nomeacdo e ter-se resolvido a acei-
ta-la por motivos posterities ; o nomeado
podia ter querido recusar a nomeac.ao, mas,
por certa delicadeza para com o presidente
que o nomedra, ndo ter feito a recusa im-
mediatamente, tola deixado para depois, e
por lira, vendo que se tinham levantado cen-
suras, por pundonor ainda que se qualifique
de falso pundonor, nao ter querido parecer
fraco,
0 que posso asseverar e que disse aqui
aquillo que constava de uma carta que re-
cebi, com data de 13 de julbo, de um meu
particular amigo, o honrado Sr. Dr. Fran-
cisco Teixeira de Sd, o qual tem dado pro-
vas da sua inteireza e da sua lealdade nos
diversos cargos que tem exercido eem duas
administrates, as das provincias da Parahy-
ba e do Ceard. (Muitos apoiados).
Se e preciso, lerei d camara oste docu-
mento.
Vozes :Ndo e preciso, basta a sua pa-
lavra.
0 Sr. Ministro do Imperio : 0 Sr. Dr.
Francisco Teixeira de Sd, na carta que citei,
communicou-me que meu irmdo ndo solici-
tdra nem queria a nomeacdo.
Esta asseveracdo vinba de um amigo, in-
capaz de faltar d verdade. (Apoiados).
0 Sr. Florencio de Abreu :No mesmo
dia em que V. Exc. fallou, tinha eu noticia
do contrario.
0 Sr. Ministro do Imperio :Mas eu jd
mostrei como outra interpretacdo podia ser
dada. Nda estou ainda bem informado de
tudo que houve ; mas jd tive alguma reve-
lacdo : uma das hypotheses que figurei foi
exactaraente o que determinou o nomeado
a ndo pedir immediatamente a sua demis-
sao ; pedio-a entretanto depois, e nio 6 raais
empregado publico.
Quereriam os nobres deputados que eu
exhibisse outras provas da isencdo, da aus-
teridade ate com que aparto meus irmaos e
parentes de cargos publicos durante o tem-
po que occupo esta posigdo de ministro ?
Vozes :Ndo precisa.
0 Sr. Ministro do Imperio : Eu po-
vaia
d'essa descobarta e pagavam-me o
menos
que podiam. Pelo meuos e a' mso o que
dizia meu pai, quando, pot acaso, tinha
tempo de observar me e de )ccupar-se co-
rn igo
Pouco d pouco nossa situa ao foi melho-
rando : fomos melhor domii iliados e me-
lhor ahmentados, e um bom dia manda-
ram-rae para a escola : d( pois, quando
completei dez annos, pozei am-me n'ura
collegio, e, tres ou quatro am os depois, n6s
passavamos como burguezes remediados,
habituados d economia, e ttndo costumes
modesios, porem ndosentind} necessidades
nem penosas dependencies.
Um dia, no tempo das.ftrias, meu pai
nos disse :
Filhos, preparai-vos pi ra uma linda
viagera. Estudasteis bastantlo e do forma
a contentar-ine (minha irmd i estava n'um
collegio de religtosas), e, >ois, raereceis
uma recompensa. Vou com uzir-vos com
vossa mai para a montanha, visto como jd
e" tempo deque conhecais esse bello paiz,
que e vosso, pois que mint a familia ali
viveu de pais d filhos, e que ainda ndo vis-
teis sendo de longe. Tambem jd e tempo
de que conhegais vossas propriedades, pois,
gracas d Deus, jd ndo soraos miseraveis,
porque vosso pai, que ndo e j nenhum dor-
minboco, soube ganhar alguma cousa.
Foi a primeira vez que elle fallou assim ;
e causou-me sorpresa ver que o rosto de
minha mat permaneceu triste e frio, como
se ella quizesse censurar a allegria de meu
pai. Entretanto elles amavam-se muito, e
nunca bngavam.
Estava mos entdo em 1835 eu tinha treze
annos e comegava a reflectir : entrei, pois, a
observar. Eis o que, ouvitdo e'eommen-
tando, sem questionar ninguem, *e sem pa-
recer curioso, descobri, 'potiico d pouco, a
partir d'aquelle instante.
Minha mdi, que fdra educada no seio'como
Nao obstante, ella entendia-so perfeita-
mente com seu marido d todos os respeitos,
d excepgao todavia de um ponto, o princi-
pal ; as constantes ausencias de meu pai.
Qual a causa d'essas ausencias ? Elle
ndo tinha vicios, e era evidente que amava
e respeitava sua mulhor. Logo, na natu-
reza de suas occupagoes e na rapidez de
nossa pequena fortuna devia existir um
ponto mysterioso, de que nunca setratdra
diante de n6s, e cujo segredo ninguem co-
nhecia.
Meu pai occupava-se de bofarinhice, em-
pregava-se na troca de productos, era em-
tirn commerciante : eis o que uos diziam, e
o que ninguem contestava.
Quando alguem lhe observava que, estan-
do sempre a viajar, ndo podia gosar os at-
tractivos da vida de familia, elle respondia :
E' dever meu fazer esse sacrincio. Ca-
sei-me mogo e absolutamente pobre, sendo
apenas simples pastorador de carneiros. Mi-
nha mulher trouxe um pequeno capital ;
arrisquei-o em transacgdes aftm de o dobrar,
e espero quadruplica-lo, tendo tempo e per-
sistindo a coragem que me alimenta. Quan-
do conseguir o meu intento, ndo mais dei-
xarei o ninbo, porque entSo terei merecido
feli-;idade.
Elle passava pelo melhor e mais honrado
homem do mundo ; e, certamente, segundo
o seu ponto de vista, era uma e outra cou-
sa ; mas sem duvida a sua prudenciadeno-
tava que occultava alguma cousa, como
tive occasido de observar na viagem que
fizemos para a montanha, durante a qual
elle eucontrou muitos conhecidos, que nun-
ca foram d nossa casa, mas com os quaes
conversou, afastando-se de nos, e fallando
batxo e com muitas precaugdes.
N'essas occasioes notei que minha mai
seguia-o sempre com um olhar inquieto,
e claros. (Apoiados).
Entretanto, ndo dependia de mim a sua
eleigdo ; elle tinha a influencia de amigos a
quem estava ligado por lagos de allinidade.
Os Srs. Cu.mia Figueiredo Junior e Tar-
quucw de Souza : -E' verdade.
0 Sr. Ministro do Imperio : -Mas a ca-
mara ha de permittir-ine que ndo me de-
more neste ponto e soraente me queixe de
que a um adversario, que, se e tenaz e man-
te"m-se firme no seu posto, e por outro lado
justo com todos os seus adversarios, incapaz
deoffndelos, se trate deste modo, tdo
desabrido e tdo kijusto. (Mu'tos apoiados).
Queixo-me, mas ndo tenho o direito de exi-
gir de ninguem que me trate de outro
modo.
0 Sr. Pinto Lima :0 que e verdade 6
que a camara e o paiz todo reconhecem o
caracter de V. Exc. e fazem-lbe justiga.
(Muitos apoiados).
0 Stt. Ministro "o Imperio : Sr. presi-
dente, por fallar nos impostos de Pernam-
buco, atari d camara que, se eu fosse mem-
broda assemblea provincial, nao os aconse-
Ibaria ; ao contrario, teria a opinido de que
ndo eram convenientes.
Devo entretanto assegurar d camara que
a assembled provincial d? Pernambuco, a
qual tem sido tdo accusada do concorrer
para arranjos pessoaes, foi levadada melbor
intengao. (Apoiados).
A as emblf5a provincial tem feito esforgos
por acabar com o deficit que a provincia
tem, e quando cortava despezas na impor-
tancia aproximada de 300:0005, procurava
ao mesmo tempo augmentar a receita com
utn pequeno imposto sobre" generos de pri-
meira necessidaJe. Fdra melhor que o ndo
tivesse feito; "mas seguio os exemplos de
muitas outras provincias (apoiados), exem-
plo que tem passado quasi sem reparo, que
sao actos consummados e que nenhum abalo
tem causado, apezar da inconstitucionalida-
de que agora se aponta.
Em todo o caso, quando nos ameagam
com uma revolugdo em Pernambuco ; quan-
do yeera o presidente quasi a embarcar, re-
pellido pela populagao ; aquella provincia
estd em perfeita paz, e admira que alguns
espiritos trefegos tenham levantado longe
delta uma questdo que ha de alii echoar
com sorpreza. (Muitos apoiados).
0 Sr.. Florencio de Abreu :Entdo para
que se separou a arrecadagdo desse imposto
da respecliva reparligdo ?
(Ha muitos outros apartes).
0 Sr. Ministro do Imperio : Eu ex-
plico: tudo se exagerou : em primeiro lu-
gar a importancia do imposto, o gravame
delle, entretanto que e quasi insignificante
e jd se d*.'monstrou que chega apenas em
cada anno a 130 rs. por individuo ; em se-
gundo tugar, o producto desse imposto, que
estd longe de attingir a quantia que se tem
dito ; em terceiro lugar a porcentagem dada
aos agentes da arrecadagdo, porcentagem
que se suppoz subiria a 40:0009, quando e
certo que apenas chega a 5 ou 6:0009, su-
jeitos a despezas.
Mas porque separou-se a arrecadagdo da
repartigao respectiva ? pergunta o nobre de-
putado pelo Rio Grande do Sul.
Primeiro que tudo, este era o s\ sterna an-
tigo, estabelecido em Pernambuco desde
1841, porque sabe-se perfeitamente que as
repartigOes de uma certa ordem nao podem
exercer a mesma fiscalisigdo que um agente
movel, que estende a sua vigilancia a todos
os pontos.
O Sr. Araujo Goes Junior :Na lei do
orgamento estd marcado o mesmo modo de
cobranga.
O Sr. Ministro do Imperio : Era todo
coso, o facto ndo tem a importancia que de
proposito se lhe tem querido emprestar.
O Sr. Florencio de Abreu :Ndo apoia-
do; sao impostos em generos de primeira
necessidade ; nao basta ser espirito trefego,
basta ser patriota, para lhe dar importan-J
cia.
0 Sr. Ministro do Imperio : Pois en-
tao fag a o nobie deputado com que a sua
assemblea provincial ndo tribute generos de
certa classe.
O Sr. Florencio de Abreu :Ld nao se
tributa nenhum genero de primeira necessi-
dade.
0 Sr. Ministro do Imperio : Ha tanto
amor pela constituigdo e, entretanto, acon-
selham-me que suspenda jd a execugao dessa
lei I Poder-me-hdo dizer os nobres deputa-
dos em que artigo da constituigdo eu podia
fundar o meu acto ?
Sr. presidente, lamento que os nobres de-
putados fagam do honrado presidente de
Pernambuco o mdo conceito que fazem ; eu
tenho motivos para pensar dirersamente, e
como a conGanga e responsabilidade e do
governo geral, aceito a responsabilidade da
conservacdo do presidente com todas as suas
consequeucias.
Um Sr. Deputado : Isto honra muito a
V. Exc.
O Sr. Araujo Goes Junior :So se p6de
ser presidente com esta coofianca que V.
Exc. tem dado ao Sr. Lucena, confianga que
se eu fosse presidente desejaria te la.
O Sr. Ministro do Imperio :-Eu depo-
sito confianga era todos os presidentes que
comigo servem, uma vez quo bem sirvam.
Passo, Sr. presidente, as accusagoos do
nobre deputado pelo Rio-Grande do Sul
contra o digno e honrado presidente da-
quella provincia, o Sr. Dr. Carva'bode Mo
raes.
(Cruzara se diversos apartes).
Senhores, um cavalheiro, conbecido com
muita distincgdo pelos seus servigos d patria
e pela sua moralidade sempre sustentada e
reconhecida, acaba de transformar-se em pi-
rata da Lagda dos Patos e da Campanha do
Rio-Grande do Sul ; 4 um homem que
commette crimes e horrores, e e preciso que
o governo ceda immediatamonte d cxigencia
de sua exoneragio.
Mas quaes sao os factos exhibidos contra
esse administrador, que e" assim juhjado ?
Refere-se que, organisando o corpo de
policia naquella provincia, chamou para
commandante o coronet Silva Lopes e para
officiaes alguns iudividuos suspeitos de cri-
mes e ate de furtos de gallinbas
Senhores, com o cuidado que sempre me
mereceu a provincia do Rio-Grande do Sul,
acompanhci a discussdo da imprensa da-
quella provincia por occasiao da nomeagdo
do coronel Silva Lopes e dos officiaes do
corpo de policia. Aqui tenho os jornaes.
(Mostranuo-os).
O coronel Silva Lopes foi accusado pela
Reforma de Porto-Alegre primeiramenle de
ser um homem invalido, desmeraoriado, po-
bre e sobrecarregado de familia ; mas a is-
to se limitava a accusagdo.
(Apartes).
0 coronel Silva Lopes era accusado so
mente por estes motivos ; osuutros jornaes
defendiam-no e provocaram a Reforma a
que apresentasse provas.
Depois allegou-se que o coronel Silva Lo-
pes, quando comegdra a sua carreira mili-
lar, como sargento desertou e foi em con-
sequencia disto submeltido a conselbo de
guerra com outros. Por ultimo disse ainda
a Reforma que elle se mostrdra incapaz,
porque, requerendo a sua promogao por
merecimento de capitao a major, declarou-
se-lhe que bavia muitos outros antes delle e
ndo se lhe podia dar a promocio.
Ora, ve-se que este sargento, que tinha
comegado manchando a sua fe de officio
com uma desergdo, teve qualidades e ser
vigos para chegar a capitao do exercito e re-
querer a sua promogao por merecimento, e
ainda continuando a sua carreira militar,
foi promovido a tenente-coronel por mereci-
mento.
A quantos militares honrados, briosos e
valentes ndo tem acontecido muitas vezes
um grave erro no comego da vida. erros
que elles sabem remir por actos de va-
lor o de bonradez ? E eu posso crer que
o coronel Silva Lopes, promovido de-
pois a tenente-coronel por merecimento,
ndo tivesse sido um homem que se houves-
se purificado da falta comraettida na sua
mocidade.
Quer V. Exc. mais saber quem e esse ho-
mem que se accusa com tanta acrimonia ?
E', Sr. presidente, aquelle mesmo que jd
tinha occupado o lugar de commandante do
corpo de policia com honra e zelo, tomando
o corpo en condigSes mas.
O Sr. Florencio de Abreu : Nunca o
corpo esteve em melhbres condigdes do que
quando elle tomou posse ; depois cou desmoralisado.
O Sr. Ministro do Imperio :Sei que
foi um homem que mereceu a intima con-
fianga do ex-presidente daquella provincia
hoje senador Antao ; sei que e um homem
jd velho e que ainda assim parlio para a
guerra onde teve a infelicidade de parder
um pe : digam embora que ndo foi em ba-
talha, mas na sua barraca por um estilha-
go ; o certo e que procedeu como patriota,
expondo a sua vida em idade avangada.
0 Sr. Florencio de Abreu dd um a-
parte.
O Sr. Ministro do Imperio :Sr. pre-
sidente, acompanhei com o maior cuidado
a discussdo que houve na imprensa a res-
peito dos officiaes, e vi que as accusagoes
eram feitas a um official denorae Chico
de uma familia nca, era jnuito superior
em educagdo, ao*bello raonlanhez, que des-
posdra por afeigao.
se se arreceiasse de que elle nos
abandonasse ; e que, quando elle voltava,
fitava-o com singular exprcssao de reconhe-
cimento e de censura, d que elle respondia
tomando-lhe da mdo ou dizendo-lhe pala-
vras affectuosas, d que ella se resignava,
sem que nada trahisse a especie de luta
que havia entre ambos.
No caminho elle interrogou-me sobre os
meus estudos ; e entao vi que apenas sabia
ler e escrever, que tinha muito poucas no-
goes de historia e de legislagdo ; mas ob-
servei que era muito versado em arithmetica
e que sabia geographia de um modo no-
tavel.
Quasi que posso dizer que travei relagoes
com elle n'essa viagem, e que foi ahi que
aprendi a estima lo.
Minha irmda, que apenas tinba dez anuos,
sempre tivera medo de seus modos bruscos,
de sua voz forte, de sua grande barba preta,
e de seus olhos brilhantes. Mas, vendo-o,
n'essa occasido, tdo bom, tao terno para
comnosco, e tdo attencioso para com nossa
mdi, comegeu tambem a ama-Io.
Minha mdi, vendo com indizivel prazer
essa nascente uniio entre nds, disse-nos,
n'uma occasido em que elle dormia e n6s
nos pergunta vamos a meia voz porque ra-
zao sempre o temeramos :
Meus filhos, amai-o de todo o cora-
gao, porque elle e urn bom pai, que tem
feito mais do que lhe ensinaram, pois que,
comprehendendo, por exemplo, que o me-
lhor presente que vos podia dar era o de
uma educagdo superior d que lhe deram,
ndo tem poupado sacrificios para isso. Es-
forcai-vos, pois, para agradecer-lhe os cui-
dados e os beneficios.
Muito bem pensado, minha querida,
disse meu^pai, quo, tendo despertado, ou-
vira o conselho ; mas e indispensavel que
os meninos te amem ainda mais do que d
mim, visto como foste tu quem me fez com-
prehender o dever. Reconhecn agura que
tinhas razao, e sei bem quanto custa a ga-
nhar a vida quando se e" ignoranle, e quan-
to minha profissio e" penosa, desafortu-
nada....
Estd bem, estd bem, disse minha mai
interrompondo-o ; e fallou de outra
cousa.
0 termino de nossa viagem era a aldeia
de Luz, nos Pyrineos, onde passamos a
noite.
No dia seguinte pela raadrugada subiraos
d crista do monte Bergouz, onde era situa-
da a propriedade que meu pai comprdra.
Era essa propriedade um risonho prado,
bem plantado, e tendo uma- linda casa, que
servia de albergue, ndo s6 para os banhis-
tas de Sdo Salvador, que sahiam d passeio,
raas tambera para os touristas ou viajantes
que se aboletavam em Luz.
A casa tinha um bonito jardim, um cria-
do e duas raaguificas vaccas.
Muitas pessoas iam alii almogar ou fazer
lunch.
Meu pai disse-nos que alii ganhava mui-
to dinheiro, eque ainda mais ganharia, se
quizessemos ajuda-lo d bem receber e me-
lhor tratar a sua clientella, que sem duvida
augmentaria, por isso que as aguas de Sdo
Salvador cada vez adquiriam mais nomeada
e eram mais frequentadas. Finalmente, se-
gundo elle pensava, esse pequeno estabele-
cimento tinha um futuro serio e promette-
dor.
Minha mdi fingio crc-lo ; e, com effeito,
acudio muita gente, e o que mais e muitas
pessoas ricas, que pagavam caro e sem re-
gatear uma chicara de leite ou uma omel-
leta.
De boa vontade mettemos m5os d obra.
Minha mdi cozinhava, minha irmda se occu-
pava com os lacticinios, e eu me incumbi
das provisoes, para o que tornava-se mister
andar muito e ir longe era busca de trutas,
de caga, de ovos, e do fructas, pois o que
havia na montanha ndo satisfazia aos estran-
geiros.
Essa vida activa, no seio de um paiz es
plendido, causou-me uma verdadeira paixdo,
eaocabode pouco tempo tornou-me tdo
forte, t*o agil e tdo destemido como se eu
fdra nascido na montanha.
Paraguayo e a outro do quem Me nio lea-
bra o norae ; mas dim mi (ado prorate,
nunca uma accusacio fetar aainada, niiu
accusagoos vaga*.
0 Sr. Fl iremcio k Abrkc i T. Em.
pode ter os documeotos.
0 Sr. Ministro ao Imperio :0h -
jo d imprensa, o que set pdas iatormtgtm
do presidente 6 que este teve nm'.rrit:
noaieou para os lugares de coanMocUato e
oificiaesfdo corpo de policia a boaeosda
sua confianga, procuraodo-os antes do pir-
tido conservador do que o partido liW-
ral. Fez o que eu faria.
O Sr. Florencio de Abreu :btd m-
ganado.
0 Sr. Ministro do Imperio :Eo, se-
nhores, quando mandei o presidente ectasaJ
para o Rio Grande do Sul, fiz-lbe este re-
commendagao, que repito em pablieo : VI,
tenha com o partido veoce
attengoes a que tem direito como
triumphante ; mas justice a todos, e nio sc
esquega de que o governo e conservador.
Eu ndo tomaria nunca a rwywibilidi
de de uma politica que fosse actual meat*?
exclusio doe meus corregilionarios paiitoeea
do Rio-Grande do Sul. (Apoiados.,
Recommendei ao presidente que foan ri-
goresamente justo, e sei que o honrado Sr.
Carvalho de Moraes moito agradoa no prio-
cipio aos nobres deputado-.
O Sr. Florencio de Abreu i o Sr. Du-
que de Caxias pode dar a V. Exc. a prove
pelos officiaes que nomeou o Sr. Carvalho
de Moraes.
O Sr. Ministro do Imperio i Quando
o nobre depuUdo apresentar-ae a prove,
e eu reconhecer o erro do presidente, Ihe
asseyero que immediatamente observarei ao
presidente que obrou mal ; por ora, da db-
cussae que houve na provincia, e da que
tem havido aqui, ndo vi uma to altogagio
de factos contra os nomeados
O Sr. Florencio de Abrcl i Sao pro-
vas publicas, nio e preciso apreseoul-as,
constam de ordens do dia do exercito.
O Sr. Ministro do Imperio :Sr. presi-
dente, dessa accusagdo vaga, sem factos
que a fun jaineutem, passou o nobre depo-
tado pelo Rio-Grande do Sul a considerar
os contratos feilos pelo illustrado presidente
daquella provincia ; e declarou que eraoa
illegaes, que o presidente tinhaos ceiebri-
do sem autonsagio, que tinha levaotad<
impostos sera terem sido autorisados pela
assemblea provincial.
Vai a camera ver que valor tem esta ac-
cusagdo.
O nobre deputado disse-nos qoe nio co-
nhecia nenbuma disposigio de lei provin-
cial pela qual vigorassem por 3 annos as
autorisagoes dadas ao presidente ea lets de
orgamento.
O regimen anterior a 1871 era que de
autorisagoes servia-se o presidente em qual-
quer tempo. Em 1871 a lei do orgamento
n. 645 de 29 de abnl dispoz o seguinte
Art. 7.* 0 presidente da provincia nio
poderd ordenar construccio de obras que
nao tenham sido autorisadas por lei dentro
dos tres annos do evercicio eaa qoe fur or-
denada a respectiva execugao.
A lei do argamento n. 807 de 30 de ou-
tubro de 1872 contcm, entre outras, estas
autorisagoes i
Art. 5.* 0 presidente da proviocia e
autorisado:
$ 6/ A contratar com quem mais van-
tages offerecer, pondo logo em execucio o
contrato, ou amandar fazer por adninis
tragdo, a construcgao de um cies de pedra
de cantaria da provincia, sendo a supers-
tructure de graoito do Rio de Janeiro, no
litoral da cidade do Rio Grande, desde e
cdes da alfandega ate o caoaleto denomina-
do da Macega, emitiiodo para esse fim apo-
licesaojurode"0 ao par ate a quaolia
de oitocentos cootos de reis, estebelecendo
impostos de cdes para occorrer ao pagamen-
to dojuro e amortisagdo do capiul que
for empregado.
% 18." A contratar, com quem melho-
res vantagens otlerecer, a excavagio do ca
nal da Sarangonha e Sangradouro, e quaes-
quer baixios, que difiicultem a navegagao
nos municipios do sal da provincia com a
capital, podendo para esse fim vender ou
ceder as dragas, estabelecendo um imposto
d semelhanga do que eqiste para a navega-
gdo do rio S. Gongalo.
(Continuar-s-ka).
Tendo findado a estagao dos banhos,
exactamente ao tempo em que se fin da ram
as minhas ferias, meu pai nos recooduzio a
Pau, e, pouco tempo depois, partio para
Bajona ou para algum outro desconbecido
destino, do qual raras vezes escrevia, dei-
xando-nospassar dous ou tres mezes sem
saber onde se acbava.
No auno seguinte, desde o meiado do
estio, minha mdi e minha irmia voltaram
com elle ao albergue do valle de Ltu, onde
fui encontra-los, e onde passei ainda dous
mezes de embriaguez e de febril actividade,
logo que entraram as ferias.
Que lindo montanhez I dizia baixinbo
meu pai d sua mulner, olhando-me i sorrel-
fa. Que pena...
Cala-te, meu gr3o demonio, respon-
dia-lhe ella ; lembra-te da tua palavra.
E' justamente por lembrar-me d'elli,
que ds vezes lamento ter de fazer de meu
filho um burguez e nio um homem I
Semelhantes palavras, que de passagem
ouvi por diversas vezes, deram-me azo i
reflexoes, e fizeram pergunter d mim mes-
mo : pois, se um burguez nao 6" am
homem, porque razao minha mdi me con-
demna d essa inferioridade ?
Entretanto foi continuando a instruir-me,
ndo tanto por ponto de honra, senao por
que tomei amor ao esludo, maxime pela
historia, que sobre modo me agradava. 0
grego e o latim nio me interessavam, mas
a extrema facilidade com que eu os apren-
dia e a prodigiosa memoria de que era
dotado, davam-me sempre um dos phmoires
lugares entre os da minha classe. Quando.
porem, me achava na montanha, esqaecia
quaesquer preoccupagoes intellectuaes, e o
homem pbysico sobrepuja va ao moral.
(Continuar-tt-ha.)
I

fYP 00 DIAKia -Ui DUQUfi DS CaJUbaJ
<


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