Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:13118


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Full Text
AMO XLVIli. NUMERO 141 "
.


:
4
A1A A CAPTAi I LUfiABU OIDX KAO SI PACA POITI.
Por trts mezes adiantados................. f|000
k'or seii diloa idam................... UfiOOO
Por osa anoo dem..................... 344000
0*ta Homero avts. ,............ *
lurrn*! *
SEXTA FEIRA 21 DE JUNU OE 1872.
. PAIA DITBO I OBA DA PBQVIICIA,
Por iros mesas adiantidoa ,.........
Por seis ditos dem........ -...........
Por nove ditos idem...................
Por om anuo idem .......... .
f#7M
17#0tO
Fropriedade de Manoel Fgwlra de Faria & Filhos.
A A
0 5rs. Gerardo Antonio Alvos & Filhos, no Par* ; Goncaives & Pinto, no Maranhio ; Joaqoim Jos de Oliveira FUho, no Goar ; lotonio de Lomos Braga, no Aracatj ; Joio Mara Jolio Chivea, no Asan ; Antonio. Margos da Suva, no Natal; Jos Josat
Pereira d'Almeida, em Mamangaape; Augusto Gomes da Silva, na Parahyba ; Antonio Jos Gomes, na VBl da Penha; Belarmino dos Santos Bnlcio, em Santo Aniso; Domingos Jos da Costa Braga,
em Nazareth ; Antonio Ferreira de Agoiar, em GoyanDa; Francioo Tavares da Costa, jj^ajoao; Alvos & C, na Babia ; e Leite, Cerqninho d C. no Rio de Janeiro.
i, em||lagoas;
AVISO
Rogamos aos nossos assig-
iantes. que se acham em a-
traso nos pagamentos res-
pectivos, que mandein saldar
seus dbitos, afim de evita-
f em gue lhes seja suspensa
a iremessa do Diario.
PARTE OmCIAL.
CioTerno da provincia.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 19 DE JUNHO.
Antonio Joiquira de Souto Lima.Passe te por-
tara eoncedaoilo a licenca requerida, obrigando-
se o supplicante a deixar pessoa que o substitua,
sob a responsabilidada de sea fuior e approva-
co. *
Companhia' pernambucana. Deferido com cfil-
co ttesia data dirigido a ihesouraria de azeoda.
Gustavo da Silva Amanas. laforme o Sr. ins-
pector da thesourana de fazendi. .
Iienriqae do Reg Barros.ExiDa o sappiicante
a planta.
Secretari da presidencia de Pernambaco, 20 de
juao de 1872.
O porteiro,
Sduint A. Rodrigues.
EtaATA.
Na lei o. 1061 publicada bontem, no art. 16
M, em verde- 1:000000, la-se-2:000000.
Repartidlo da polica.
t.' seccao.Secretaria da polica de Pernamba-
co, 20 de jucho d 1872.
N. 1019. Illm, e Exm. Sr. Levo ao eonbeei-
menio de V. Exc. que, segando consta das partici-
pacfos recebidas boje nesta repartiQo, foi bontem
apenas recomido casa dedetencio :
A' ordem do subdelegado do llecife, Silvestre,
escravo de Manoel do Nascimento Yieira aa Cu-
aba ; requenmento deste.
Deas guarde a V. Exe. Illm. e Exm. Sr. des-
embargador Francisco de Faria Lemos, digno
presidente da provincia.O cbefe da polica, Fran
'seo Teixeira de S.
PERNAMBUCO.
ASSEMBLEA PROVINCIAL.
SESSO ORDINARIA DE 15 DE MAIO.
PRESIDEN Jl A DO SR. FERREIRA DE A GUIAR.
(Concluso)
O SR. TOLENTINO DE CARVALUO reqaer ur-
geaciapara se continuar na discas-ao, o que
appro ado.
O SR. BaRROS WANDERLEY :-Sr. preidoo-
le, lando eu sido o autor da emenda concluso
do parecer da commissio de legislarlo corre me o
dever de apresennr as razes em que me fundei
para assim proceder. Diverg da commissao em
docs pontos : Io que o contrato feito pela pre-
sidencia da provincia com a companhia Peroam-
bucana dependa para a sua execurio da appro-
vaeo desta assembla ; 2" que o mesrao contrato
devia ser modificado em um dos seus artigos.
Qaaado Y. Exc. se digoou nomear-me para fa
Mr parte daqaella commissao, eoconirei os dous
aiembros em divergencia. O Sr. Henrique Mame-
di en de opioio que o contrato dependa da ap
provagao desta assembla para sua execucio ;
mas que nao devia ser modificado. O Sr. Vieira
de Aranjo era de parecer que o contrato e-uva
oerfeito e acabado, e portanto nao dependa da
ipprovagio desta assembla para a sua exe-
cucio.
Como era fcil de prever, chegaram a aceordo
estol dous membros, visto como s divergiam em
&m ponto secundario; porquanto ambos adopta -
ram o contrato em sua plenitude ; eu, porm, que
eslava mais distante dos meus nobres collegas,
porque opinava pela modificacao do contrato em
am dos seas pontos eapitaes, e consista esta mo
ditieicao na reduccio da sabveacio a 30:OOOJ, fi-
que i em minora.
Entendo, Sr. presidente, que doas sio os pontos
da vista sob os qnaes deve ser considerada a
queslio. Era 1' lngar, convm saber, se o con-
trato est eomp'.elo e acabado, isto si independe
de approvacio desta assembla para a saa execu-
cio, e em 2 se, dependendo da approvacio desta
assembla o deve ser modificado. Qaanto ao 1* pon
to entendo qoe a qaeslao de primeira intuic",
que o contrato por saa natnrea depenle da ap-
provaco desta assemb'.i, (apoiados) digo firmado
nos precedentes desla casa. Cito por examplo as
leis os. 888 e 591 qae approvaram os contratos
celebrados com Manoel Polycarpo Moreira de
Azevedo para abertura ecaoalisacao do rio Goyan-
na e com Justino Jos de Soma Campos para as-
dentar chafarites na cidade de Olinda. Recorren-
do as leis qae aatorisavam esses contratos eviden-
cie; que ellas nao os Ozeram dependentes da ap-
prevaci da assembla a sua execncao ; entre'
(ante ellas aqai vieram ter e nao se execataram
tora oossa approvaco. Esses contratos, como V.
Ble. sabe, nao affectavam os cofres pblicos, nao
tinbamos que consignar quota para a saa execu-
i.'io, como no caso do eoolrato de que se trata.
Agora pergunlo eu. Sa am contrato que nao one-
ra os cofres pblicos, nao se execota sem appro-
vaT.io da assembla, deve se executar sem appro-
varo aqaailes qae os afleetam ?
Creio qae ningiem de bJa f o a Almiara.
(Trocara se apartes.)
O Sr. Barros Wahderlby : Nos somos, Sr.
presidente, os supremos tlscaes dos mteresses p-
blicos, compete-nos verse n'ura contrato feito pela
presidencia da provincia foram salva-guardados
aquellos interesses, se respeitadas as bases por
nos ministradas para a saa coafeccio, e Analmen-
te altera-loj ou modifia-los se o jalgarmos con-
veniente.
Nio me fj possival recorrer todas as leis qae
tea iatorisado os diversos contratos; mas posso
afflrmar a V. Exe. qae nio deparei com lei algu-
ma que antorisasse as snas execuerjes sem ap-
provaco ai assembla e a praxe reeommeoda a
medida qae tomei.
Oaanto ao 2* ponto da questao, qae consigna a
idea da modi&eacio do contrate, ja se acba lio
detaloadamente debatido que me julgo dispensado
de qualqaer observacao; entretanto, sem preten-
der trazer maii lates, iret fazer algumas conside-
racoss em addiiaroento s do mea Ilustre collega
epatado pelo f distrielo. A corapanbia Pernam-
bacana est em am grao ds prosperidade qae bem
pode dispensar a bven;ao da provincia. As sob
vencas era geral sao eoocelidas para a anima-
rao de qaaesquer.emprezas que entendemeom in-
teresses pabicos ; mas ama vez qae as empre -
zas progrldem sem este auxilio nw lera elle ws'u
raiao de ter.
A compaohia Pernaoibucana cbsgou a tal esta-
do de prosperidade que lem predios para alugar
provincia, est edificando era alta escala, e por-
tanto nao lem noces sida le de sob venci ; mas
con o pelo contrato ella se presta as servico da
provincia e nao natural que o laca gratuitamen-
te, esta a razio que ni) levoa a conceder-lhe a
sobvencio de 30:000* como retribuicao desses
servicos. '
Sr. presidente, eu. respailo as bdas inieocoes da
administrador da provincia na confeccio do con-
trato que se discute, e confesso mesmo que se ai-
gum inconveniente ha naqaelle coalr.io (litio
da rn redaecio da lei que o autorison ; mas nio
posso contestar qui a razio que deu lagar a
aquella autorisacao foi o continuo clamor qae des
de longo lempo se lem levantado nesta assembla
contra a compaohia Pernambacana pela sua mi
di re cea > e falla de exaccio no camprimento do
seu contrato, na obstante o alto grao de prospe
rilade que tera attingidr. Dos annaes desla as
sembla consta o que venho de dizer. Na lei do
ere '.ment> de 1870 se v a autorisacao para a
resci-o do contrato, rednzindo se a subvengo a
30:000/ n suppnmind^-se certas viagens aos por-
tos de pouca importancia
As suppressoe? das viagen fjrara -feitas pelo
novo contrato, snbsistindo a- mesma sobvengo
com a diminui(!lo de ti:000 J, e que me leva a crer
qae o contrato foi feito segnndo aquella autori-
sacao.
(" Sr. DEPUTAno :Cadacoa essa lei.
O Sr. Barros Wanderlet :Nio adiantou idea
porque eu j sabia qne essi lei nao tinha mais
razio de ser; o que en quera provar era que ten
do sido o contrato feito segundo aquellas bises
devia ser a subvengo modifleada nos termos da
mesma aatorisa^io.
Sr. (.residente, o qne hoje -usienti, eom relasio
corapanbia Peroambncana, nio idea nova, vo-
tei pela redcelo da snbvencao- em 1870, e o au-
no passado quando se traloa de salorisaF a re-
oovscio do contrato, aprsente! ama emenda fa-
zendo depender a sua execagio da nossa appro-
vaco. Fi-la retirar, porque affirrnaram-me os
meus collegas que todo o contrato celebrado com
a provincia nio se exeentava sera a nossa appro
vacio.
Um Sr. Dkputado: Na ques'ao Mornay a as-
sembla nao entendeu assim.
(Trocara-se diversos apartes.)
OSb. Presioente :Isto dialogo, nao dis-
eassio. Rogo ao nobre deputado que continu o
sea discurso.
O Sr. Barrjs Wandrlky : Sr. presidente,
nao sou nsponsavel pe) que se dea na questao
Mornay, votei contra arescisio do contrato,a vo-
tacio foi no.-.intl e dos annaes.consta o mea voto.
Muilo teria qae dizer sobre a compaohia Per-
oambucaoa, se porveolara qaizesse apreciar as
transgresiones do contrato por ella^feito ; mas nao
o faco p.rque nio o julgo necessario e limitme
s oh*erva5es qae tenho feito, esperando qne a
assemb.'a as tomar na devida considerado.
O SR. RATIS E SILVA : Sr. presidenta nanea
tive intencio de pedir a palavra para envolver-me
nesta questao, a por esta mesma razio nio a es-
tadei nem estou preparado para tratar d'ella ; por
isso, todo quanto en hoaver de dizer aqai, a nio
ser eom relacio aos servaos qae presta a corapa-
nbia, e a respeito do cuidado com qae ella compre
as obrigacSes de seu contrato, ser por informa-
edes oblidas raesrao na casa, ou da urna ou oatra
pessoa qae est par a'este negocio.
Mas o que me obrigoa a vir tribuna para fazer
algumas coosideracSes sobre este assumpto foi a
qaeslao que se levanteu respeito da dever ser
oa nao approvado por esta casa o acto da presi-
dencia.
Sr. preideaie, ea entendo como o nobre depu-
tado que me preceden na tribuna, a-sira como o
outro que f.'.lloa anteriormente, que todos os cou-
ratos que Irazem onus provincia principalmen-
te, e todos aquellos que jnteressam ella, pre-
cisara de approvaco d'esia assembla.
m Sr. Deputdo : Todos interassam em
geral.
OSr. Ratis e Silva :Por conseguinte todos
precisara da approvacio d'esta casa, especialmente
aquellas que trazera onus provincia.
Entretanto entendo que se deve fazer ama limi-
tacao e.-ta regra. Qaaado o contrato feito era
virtnde de ama autorisacao ampia d'esta'casa,
isto : qaaado a elle precede urna lei que diz, por
exemplo : o presidente contratar com fulano de
tal sobre tal objecto, concedendo-se-lbe ampios
podares para a confeccio do contrato, me parece
que neste caso excepcional nio precisar esse con-
trato de approvacio posterior....
Um Sr. Deputado :E' o qae se da agora.
O Sr. Ratis e Silva :.... porque j ba plena
autorisacao.
Mas permittam-me os nobres depatados que di
ga (se a expressio nio I ir bem cabida eu a retira-
re) parece-me, diga, que esta casa proceder sem-
pre irreflectidamente concedendo autorisac3s des-
ta erdem, dando lio ampios poderes.
(Trocara-se apartas.)
O Sr. Ratis e Silva,*O qae se segu, isto em
mea fraco modo de ver, que nao se tem proce-
dido com criterio.
Sr. presidente, nos devemos depositar toda a
conOanc na administracio actual, porque na ver-
dale, a administracio tem correspondido nossa
conBanca ; mas quera nos dir se amanhia vira
algara administrador qae preteala abasar desses
poderes, e qae venba dest'arte causar graves ma-
les proviocia ?
Dada esta hypothese, am contrato celebris
pela presidn-ii, qae est armada de ampios po
dere para faze-lo, nio podara prejudiear a pro
vincia, e nao Acaremos sem o recurso de reprovar
oa emendar esse contrato ? Sem davida na-
ahuma.
Um Sr. Deputado : Mas qaal seria a garan-
ta para o contratante de am contrato como este,
qae exige logo dispeadio, porque a compauhia j
est fazendo viagens por conta ds contrato t
O Sr. Ratis e Silva :O facto de ser o contra-
to approvado por esta assembla nio tira ss ga-
rantas do contratante.
Assim, sou de opiniio qae nanea d'esta casa
deve partir um acto em qae se delegue poderes
sem lmites do presidente da proviocia ; as auto-
nsac5?s d'esta casa devem ter sempre am limite,
adiaole do qual a administracio nio possa ir. -
Se as administrares teem sido boas ; se teem
correspondido nossa expectativa ; pode vir al
gama qae de outro modo proceda; e para qae es
tejamos acautelados contra isso, qae nio deve-
mos nanea conceder autonsacoes tio ampias, lio
indefinidas.
J se v, ponanto, qae ea admiti como-regra
geral que lodos os contratos, para qae prodazam
seas effeitos, depeadem de approvacio d'esta as-
sembla, salvo o caso especial qae flgarei, caso
especial qae entendo nio ple ser concedido sem
a devida reflexio, sem o devido criterio desla casa.
Eis aqai, Sr. presidente, a opiniio que tenho
eerea do contrato, e foi para manifesta-la qae ea
pedi a palavra, abasando da attencao da casa tio
intilmente. (Nao apoiados)
O Sr. Ratis e Silva : Agora, ji qae estoa com
a palavra, eontinaarei as miabas observares,
anda qae raaneira de msico de orelba, porque
nio vim preparado para isto, e so fallo por infor-
maedas.
Nio estudei esta qaastao, nao estoa mesmo
par do contrato qae regula a Corapanbia Pernam
bacana, nunca o vi, a algaras cousa qae d'ella sei
por ter ouvido conversar, por ter rasamo ouvi-
do fallar disto na easa. Entretanto, ea digo que
toda a industria, toda a empreza, toda a compa-
ohia que tem por (Ira o desenvolvimento, o pro-
gresso da provincia ; qae coacorre para sua pros-
peridade] por qaalqaer modo, merece um auxilio
desta easa, emqaanio precisa de ser auxiliada ;
mas, desde o momento era que eisa empreza ou
corapanbia se acha era bom pe, caminba regalar-
meatt, caminha em progrsso e ple dispensar
favores, entendo que esta easa deve suspender
esses favores oa restriogi-los, segundo o estado da
empreza.
O Sr. Cunha b Figueiredo :EUa aque>tio;
saber se a compaohia j ple dispensar a sub-
vengo,
O Sr. Ratis e Silva :Digo que esta a regra.
Varaos agora saber, vamos indagar se a ompanhia
Pernambucana est as eondicSes de merecer a
continuarn desse favor oa nio.
Apezar de ter ouvido dizer qae a compaohia se
acba em estado muito lisongeiro, qoe se acha mul-
lo prospera, qae tem lirado grandes vantagens
da sua empreza, todava eu entendo que ella nao
est ara la no caso de dispensar os favores da pro
vincia; ella precisa anda de algara auxilio da
provincia para qae nio morra.
Um Sr. Deputado : Para qae nao morra,
nao.
O Sr. Ratis b Silva ; Nos nio devemos retirar
o auxilio qae prestamos qaalqaer industria, des-
de que ella cometa >.pros9arar; devemos retira-
lo quando nos convencermos da qae a industria
oa empreza medra, de qae pro dispensar os favores da provincia, de qae poda
viver sem elles. .
Enteado, porm, que a Companhia Peroambu-
eana anda precisa no seu lano do auxil.o da pro-
vincia, e poroneeqaeocia precisa dos favores desta
casa.
Um Sr. Deputado : E preeta muitos servi-
cos provincia.
O Sr. Bats b Silva : Entendo que se lhe deve
dar ama subvenci, nio posso concordar, porm,
que se lhs d toda a subreocio que lhe concede o
contrato, nio s pelas connderacCas que ac bam
de ser feitas, mas amdt pelo que acabo de ouvir
anda ba pooeo dos meas nobres collegas pelo 1.*
e 3.* distrotns.
Ouvi aqu dizer, Sr. presidente, qae a compa-
ohia oio tem cumprido as coodledes do con'rato,
que nao tem a tabella a que obrigada, qae nao
lem feito viagens aos porto* a que era obrigada,
e ootras monas faltas qae foram apontadas pelos
nobres denotados e qae nio (jrara de modo al-
gnm refutadas pelo mea Ilustre collega qae sus-
tealoa o parecer.
Ea estava na expectativa para ver se esses ar-
gumentos eram destruidos ; se o fossera ea cer-
tameDte votara pela continua co da sobvencio,
mas ama vez qae os argumentos dos meas cobres
eollegas se aebam era p e nio foram destruidos,
nao pesso deixar de considerar valiosos esses ar-
gumentos, nem posso deixar de votar pela emenda
qae redaz a 30 eootos a subvencio compaohia
Pernambucana.
E' o que tenho a dizer.
O SR. H. MAMEDE :Veoho tribuna apenas
para responder a ama parle do dlscnrsi do nobre
deputado pelo 3* districto.
O nobre deputado referio-se no principio do
sea discurso a ama divergencia qae hoave na
commissao de legislarlo, isto o mea nobre col-
lega, deputado pelo 2* districto, era de opiniio qae
o contrato nao dependa de approvaco desta as
sembla, o nobre depatado pelo 3 districto era de
opiniio que dependa, e qae fosse approvado com
modifiacao na sabvsncio. Di miaba parte sap-
puz a primeira vista qae na verade e contrato
dependa da approvacio da assembla, porm, ven
do que todos os tres raembros da eommi:9o esta
vara divergeoles, 0,11-1 assim nio poliamos ehegar
a um accordo, e oo leria solacio rasoavel o nego-
cio, por lira asseele em assigoar o parecer que
orase discate, para por essa forma acabar a
qaeslao, daeidodo a casa pela approvacio oa re-
jeico do mesmo parecer.
Foi esta a razio porque assigoei o dito parecer,
sendo de opiniio com o mea oobre collega depa-
tado pela 2* districto, qae o contrato nio dependa
de approvacio desta assembla, e agora, como sig-
natario delle, eslou solidarlo nesta opiniio, e a vis-
ta da discossio qae houve estoa mesmo conven
cido|da procedencia dalla, e assim voto pelo pare-
cer tal camo se acba redigido.
Desejsva tomar parta no debate da questao, po-
rm acbando-me hoja am .pooeo encoramodado,
nao me possivel faze-lo, por isso desojara que a
discussio fosse adiada, oa se passar a emenda te-
rei oecasio de vollar a tribuna para fazer alga-
mas consideragdes que julgo necessarias.
O S. VIEIRA DE ARAUJO :Sr. presidente,
eos:umo abster-ma de repetir ideas qae ja tenho
emiltido, roas devo responder ao nobra depatado
membro divergente da commissao, qae sasieatoa
a emenda qae apresentoa, e ao nobre deputado
pelo 3 districto, qoe ora se nio acha presente.
O prineipal argumento, em qae flrmoa-se o no-
bre membrs divergente da commissao para apre-
sentar a emenda ao parecer, foi os precedentes
qae se teem seguido nesta casa a respeito da ap-
provacio de contratos por ella aatorisados ; citou
para esse m a approvacio de tres contritos fdi-
ta oa lei do orcamento de 1870 a 1871, se nao
me engao.
O Sr. Barros Wandbrlby : Orcamento, nao
Sr. Vieira de Araujo :Eu nao Uve tempo
de ver essas leis qae autorisaram semeihanles
contratos, mas creio, eomo o nobre depatado de-
clarou, qae nio licaram dependentes da approva-
co da assembla ; mas o qae importam essas
tres leis, quando ba outras, qae eu nao posso ci-
tar de memoria, em sentido contrario t
O Sr. Barros Wanderley :Nao vi oatrag.
O So. Vibira db Araujo : Essas leis di vera
autorisar um procedimento contrario aos priuei
pos estabeleeidos ?
O nobre depatado fez differenca entre cntralos
onerosos provincia e contratos nio ooerosos,
eateodeodo qae os contratos onerosos preei-
savam da approvacio e os oulros nio preeisavam.
Mas, Sr. presidente, ba contratos onerosos que
nao teem sido approvados por esta assembla, e
eu lerabro um apar|e do nobre primeiro secreta-
rio, quando referi se aos contratos feitos com
eompanhias para o iheatro de Santa Isabel.
O Sr. Tole.nti.no db Cabvalho :Mas a assem-
bla marea a verba.
O Sr. Vibira db Araujo : Mas devia em todo
caso verificar se era bem applicada a subvencio,
e nio o tem feito.
O mesmo se d no caso actual, a hypothese
idntica.
Portante v o nobre depatado qae ha prece-
dentes em sentido contrario sua opiniio.
En me abtenho de entrar na questao se a eom-
panhia compre ou nao os seos deveres ; acho
que a commissao nio est habilitada a tratar dessa
qaeslao, anda qae se iratasse da approvacio do
contrato, porque se autorlsamos o presidente ara-
pamente para innovar o contrato eom a compa-
ohia, reduzindo a subvencio proporcionalmeote
s viagens que se supprimissem, se essa innova-
gao dea lagar ao cntralo vigente, como ou pa-
ra que Uro, precisamos saber se a compaohia
eumpre ou nio t sea contrato 1
Se oio (ivesse bsvldo autorisacao, se se tratasse
agora da Innovacio do contrato, liona lagar apre-
sentar-se esses fados, mas iss3 J foi largamente
discalido nesta easa, esses mesaos tactos foram
apresentados, e, apezar da-sa longa dtscussio, aa-
torisoa-se a innovacio.
TJMSr. Deputado :Quando foi seo ?
k. Vibira db araujo :Em 1870 a 1871.
ornamento da 1870 autorisa o presidente
Ir a subveoca 1 a 30 contos, a lei d orea -
vigente autorisou a redaecio da subvea-
accor io eom a redaecio das viagens.
L Deputado : Podando al rescindir o
O Sr. VtEin.\ de A?auio rParece que a as-
sernba proeedendo assim manifesloa qae os fae-
tos argidos companhia ni) trabara muita pro-
cedencia.
Portento a questao toda saber se a assemb'i
ple lomar coahecimeoto do contrato feito ; re-
solvid* esta questao afflrroaiivamente, se ple
tomar eonbecimeato, reformar as clausulas es-
tablecidas na innovacao por ella autorisada, em
virtude de auiorisacio a mais ampia.
Quanto ao primeiro ponto j disse, nao ha le
nenhama que obrigue em geral approv ea> os
coatrlos aatorisados pala assembla, a nio ser
qaaado a assembla determina expressameote o
contrario na autorisacao ; fra deste caso a as-
semb i nio tem lomado coobecimento de contra-
tos ; m geral todos os contratos si) execulados
indeptodeule de approvcai, e nesla ponto ea nio
vejo lf:renci entre conlrato oneroso e nio one-
roso, Aera vejo que esse argnmenlo do nobre de-
puta* repouse em disposicio legislativa qae
possa servir de base a semelbante doutrina. um
raodo de pensar, mas um ando de pausar qae
nio mpoasa em fundamento serio.
O nobre deputado pelo 3* districto disse que o>
contratos s nio deviam ser sujeitos a approvacio
quando a autorisacao fosse ampia.
Tambem nio encontr essa differenca entre aa
torisages ampias e autorisacss restrictas para
a factura da contratos qae por conseguate este-
jira ans suj-itos e oatros oio i asprovaeio. Ea
oio e leontro oa lei neobama disposicio, e nem
tambem principio de direito regalador da malaria
que aconselbe ou apiie o dixor-M 40* um con-
trato autirisado amplameole ou oio deve ser ap-
provado ou deixar de o ser pola assembla, e oeste
ponfo parece me qua o oobre depatado foi in-
coherente, porque dizando aso es contrates origi-
narios de autorisacoes ampias independiara de
approvacio da assembla, declarou entretanto qae
votava contra o parecer, porque o oobre depata-
do pelo primeiro districto apresentoa factos contra
a compaohia Pernambacana do faltas de compr-
manlo da contrato, o qae ea oio discutir!, fado
3ue ea nio sou abrigado a apreciar, nem tenbo
ados para esse din. Mis acho qae a questao de
m execncao do contrato faeto inteiraraente da
a'cada administrativa, em qae nada temos qae ver,
e occapar-nos, disto destacar inteiramente a
questii.
Um Sr. Deputado : Este um novo contrato.
O Sr. Vibira de Araujo : Bem, mas o nobre
deputado nio pode eslabeleeer qae este contrato
seja ralependenta do outro.
(Trocam se apartes).
O Sr. Vieira db Araujo : Mas a questao de-
clara-ae desde que vai se apreciar o modo"de exe
cacao do contrato para decidir a queslio de qae
se trata.
Autorisar o presidente a fazer am contracto ou
a usar de qualqaer aatorisacio sobre outro objec-
to, e depois procurar restringir o acto ou aonnla-
lo porque a pane que ecotratou esse servicio
desempenhou mal, creio que nio regular. No
conlrato estavam estabeleeidos os casos de resci-
sio, estavam mesmo estabeleeidos os casos de res-
trie rio do pagamento da subvencio, por conse-
guate se a companbia infringe o contracto ba
raeios para cbama-h ao camprimento de seas de-
veres.
O Sr. A. Periambuco :Acho qae a subvencio
desproporciona!.
O Sr. Vibira de Araujo : Isso outra questao,
eolio a autori-acio devera ter sido restricta e nio
nos termos era qua foi.
A emenda radnz a subvencio de 51 30 eontos.
Ora, manlasdo-se innovar o contrato sem se es
tabelecer base alguma Dar a iooovacao, reconbe-
cendo-se assim que a subvencio ai) era extraor-
dinaria, parece que nio lia fundamento para a
reduccio proposta, quando a subvengan conce-
dida est em inteiro acord eom os termos da au-
torisacao.
Dispenso me, repito, de apreciar os factos refe-
rentes a iofraccio do contrato da companbia ; a
questao saber se a assemb'i pode oa nio lo-
mar conhecimento do acto da presidencia, e, se
resolvida essa questao era sentido aOirmalivo, esse
aeto deve ser approvado com oa sem restriccoas,
j apresentei as radas tambera porque deve o acto
ser approvado sem restricedes, por qae para mim
at exquisito que seja dada autorisacao ampia
pan se innovar um contrato e depois annula-lo,
ou restringir a subvencio concedida, como se pre-
tende no caso verteote.'
Tenbo concluido.
O SR. BARROS WANDERLEY : (Nio davolveu
seu discurso).
O SR. SI ..VA REG justifica e manda a meza
a segaiote emenda que apoiada :
c Sopprimam-seas palavras da emendaeom a
segrate raodficacao at o tira.Silva Reg. *
O SR. A. PERNAMBCO :Sr. prndenle, temi
pela sorls do substitutivo apreseatado pelo nobre
depatado pelo segundo distrielo, ao parecer da
commissio, ao levantar-se o nobre depatado pelo
qaarto distrielo (o Sr. Silva Reg), parecendo-me
impugnar o direito qae tinha a assembla de exa-
minar e contrato etlectnado jala presidencia com
a companbia Pernambacana, mas depois vi que
o nobre depatado nenbaraa davida tinha em re-
conhecer o direito da assembla Oscalisacio
dessa contrato...
O Sr. Silva Reoo :Em parte.
O Sr. a. Pernambuco :.... e qae apenas bavia
pedido a palavra para censurarme pela aprecia-
gao qae fiz do modo porque a companbia Pernam
bucaoa liaba faltado ao camprimento de seas de-
veres em relacio ao cntralo que expirou.
Sr. presidente, nio se tratando de saber a cargo
de quera estava a responsabilidad da nio obser-
vancia do contrato, e a quera eumpria a sua fls-
calisacio, e sim de prevenir a provincia e a as-
sembla qae a representa contra um contratante
qae nio tinha cumprido as obrigacSes a qae se
sageitara, corria-me, Sr. presidente, 0 dever de
mostrar aos nobres depatados que a companbia
Pernambucana nio campria aqoillo a qae se obri-
gara pelo contrato anterior e pens, qae o 11 z
perfeitamente, pois qae nio me limite! a dizer
vagamente qae a compaohia nao tinha cum-
prido o contrato, mencionei diversos fados qne
nio podiam nem podem ser contestados, appeilei
para o testemanbo de possoas cajo criterio nao
pode ser posto em duvida pelo nobre depatado.
Portanto, nio liz ama vaga aecusacao, fiz urna
censura laudada em fados, como eoslumo fazer
quando me vejo obrigado a censurar.
Nao tendo, Sr. presidente, neeessidade de cen-
surar os presidentes da provincia ou a qualquer
empregado porque nio se trata va de tomar me-
didas a respeito da Oscalisacio do contrato exis-
tente, e sim nicamente de regular o nosso pra-
cedimento segundo os antecedentes da companhia,
por isso dizia qae, na qaestio da snbvencao qae
se ia conceder, era preciso ter em attencao o es-
tado e procedimeoto da companhia a quera nos
iamos subvencionar.
Desde que encetou se a dlscnasao d qaeslio
3ue nos oecapa, fiz sentir que nao devia ser leva-
a para o terreno da coonaoca a administracio,
nio porj.ua tenha receio de ascasar qaalqaer aa-
loriJaJe qae uio compra seu dever, por ssr esse
receio contrario missio da membro desta as
sembla, e no momento em qoe ea nio poder
desempenfnr o mandato que ma foi confalo
nii vacillarel em renaacia-lo.
O nobre deputado comecoa oontestaodo qae ti-
vessemos o direito 0e apreciar o contrato, por-
que dizia ella que todas as leis qua davam aulori-
sachas e queriam que a- exaeocio dos contratos
faites em virtuie dellas Ocasse dependente de
approvacio da assembla, o declaravam exprs-
savel. E' justamente o contrario disto.
O Sr. Olympio Maroubs Supponh) qu9 o
nobre deputado sustenion o contrario disto ni
queslio Mornay.
O Sr. a. Pbrnambugo:Es' engaado. No coa-
trato Mornay havia urna condici) qae era a res-
cisio desse contrato, cora essa coadico foi appro-
vado por osla a Um Sr. Dbputaoo : E a resclsio o qua ?
O Sik" A. Pbrnambuo : Q 1.1 ni o se approvou
esse eoolrato tinha se estabelecido a seguala con-
dijio :o presidenta fiea autorisado a rescindir o
contrai), indepandente da approvacio da assem-
bla.
O Sr. Olympio Marques : Nao, senhor.
O Sr. A. Pk.na.mbuim :Era isso urna clausula
do conlrato.
Se o contrato da que se trata dissessa que o pre-
sdante poda resciod:-!o, e o presidente usasse dessa
auiorisacio, traba a assembla qua ver cora essa
rescisio ? Nio linba, porque eslava uo contrato.
Um Sr. Dbputado : Entio nio tinha da ap-
provar a autorisacio ?
O Sr. A. Pernambuco :Nio tinha, prqae fi-
cava Independenta de a por o \>; ca da assembla.
All iratava-se da resciso de um conlrao, aqu
trata-se de coasa muito diversa.
(Ha am aparte).
O Sr. A. Pernambuco : Foi approvada a clau-
sula do contrato Mornay que diziase o presida-
te entender que a provincia nao ple supportar
a despeza com o pagamento da subvencio deter-
minada para as estradas pilera reseiodir o con-
trato.Este cootrato fito com esta clausula foi
approvado pela assembli, por tanto a assembla
mdi tima que ver mais cora a resei-io, nao era
preciso ura novo acutpprovando o qua j liohi
sido approvado.
J v, portanto, o nobre deputado qae nio foi fe-
liz neste argumento qua procurou lirar do. veto
que dai a respeito da queslio Mornay, para mos-
trar da miaba parte contradicho com o voto qae
tenho de dar agora; aqu trata-se d am novo con-
trato. Teodo o coo'.raio amigo expirado, o presi-
denta tinha de fazer um novo contrato, fe lo, naste
aovo contrato eslipnlou-se a sabveneio ds .'i' ra-
los; como aovo contrato, depende de approvacio da
asssmbla, porque em regra todos os contratos, para
camprimanto dos quaes se faz preciso decrelacio
de verba, nao pode ter exeeocio sem am acto da
assembla que o approve decrete a despeza.
JUm Sr. Deputado : Mas no cootrato M iroay
nao se dea isso.
O Su. A. Pcrnambuco : Estava aulorlsada a
despezu
Creio ter mostrado qae nio sou iocoharente.
Nio entro era discussio, Sr. presidenta, com ds
cobres depatados acerca da deliberacio da assem-
bla ba qaestio Mirnay, porque materia vencida
a oio foi o mea voo qae fez appprovar o acto
da presideocia, foi a assembla que assim enteo-
deu.
O oobre deputado, dizendo ao principio qae nos
nio tinbamos o direito de examinar o contrato, en-
tretanto veiu elle mesmo mostrar qae a sua opi-
oio nao prevaleca cora a emeoda que offereceu, e
qus diverge uncimenteno qaantum da sub-
vencio, isto considera qae 30 conto3 que consig-
na a emenda do nobre"deputado pelo 3* districto
nio esta era pnporcio com as viagens qua a com-
paahia faz, e sira a da o contos; ea pens de
modo diverso, entendo que a snbvincio de 30 con-
tos proporcional as viageos que faz a companhia
porque se ella tinha obrigaciols fazar seis viagens
por m .'....
Um Sn. Deputado : Para qae portos i
(Trocara se outrot apartes).
O Sr. A. Pernambuco :... e sapprimirara-so
ciaco viagens redondas, acarar eduzidan a ama as
viagens a que era obrigada, por isso, sendo asub-
venci redazida a melado, nao ha desproporc^o.
Um Sr. Deputado :Para que omine os ontn>3
porto3 ?
O Sr. A. Pernambuco : Que oatros portos ?
Nio fallo nos oatros portos que aio sao da provio-
cia porque j deelare qae estas viageos sio compen-
sadas pela subvencio geral e palas que pagam as
outras provincias.
Um Sr. Deputado : De forma qua as outras
provincias dio subvencio para Pernambuco ga-
ubar ?
O Sn. Vieira de Aradjo -.Este argumento nio
parece serio. A provincia dava ama snbvencao de
60 eootos para viageos a Tamaadar e Itapissa-
ma I
O Sr. A. Pernambuco : E' o qae se infere do
conlrato
E tanto se emende assim, Sr. presidente, que se
aos diz que a diminmeio da subvencio corres-
pondente diminuica da despeza que se fazia com
earvo nassas viagens.
E' o contrato qae isto declara.
(Ha am aparte).
O Sr. A. Pernambuco :Aebo qae a diraiaaicio
feitos pela presidente nio est em proporeio eom a
iiminuieio das obrigaedas da companhia.
Um Sr. Diputado :E' conforme com a aatori-
sacio que a assembla daa.
O Sh. A. Pernambuco :Nio, porque a assem-
bla determioou que se onerasse o contrato, dimi-
aoiodo proporcionalmeote a subvencio.
Se de seis viageos a qae a companhia era obri-
gada foram despresadas cinco, a diminaicio da
sabveneio para 30 contos nio desproporciona!.
O Sr. A. Corrba de Araujo :Nogaarda pro-
poreio.
O Sr. A Phrnambi'co : Guarda, e se h a al-
guma ditlerenc a favor da companhia.
O Sr. A. Correia db Araujo : Mallo a favor
da eompaobia.
O Sr. A. Pbrnrmbuco : Portanto, sotfoarda
proporeio, ea voto a favor da emeoda que ebosig-
aa 30 eootos.
O Sr. A. Correia d Araujo :Faz mniti favor
companhia.
Encerrada a discossio, approvada a emenda
sabsiitativa do Sr. Barros Wanderley e dispensado
da impressio o reqaerimento do Sr. A. Pernam-
buco.
Tendo dado a hora, o Sr. presidente designa a
ordem do dia e levanta a sessao.
SESSAO ORDINARIA EM 16 DE MAIO.
presidencia do sr. tbxbira db s.
Ao mel da, feitaa chamada, acham-se presea-
tes os segaiates Srs. d'puudos: G*as Gavalcaot,
Olympio Marques, J. Correa de Araujo, Toleoiino
de Camino, Cincioato Camboim, Arcocio Silva,
Lamenha Lins, Ratis-e silva, Alipio Costa, Pelippe
Figueira, Barros Waoderley, Albuquerque La-
cerda, Almeida Peroambaeu, Firmiao do Novaes,
Pint) Jnior, Gasroio Lobo, Silva Reg, Ucba
Cavaleanti, Guedes Goodim, A Corre) Oliveira Fonceea, Vieira de Aranjo, Goncalves
Ferreira. Teixeira de Si e ErnesD Vieira, abre-se
a sessao.
E* lida e approvada a acta da anterior.
Sio lidos, julgados objedos de deliberaco a
mandados a imprimir os segutntes projeetos:
t A commissao d fazenda e orcamento, i qaem
[ol presente o requerimeato m que a majar Joa-
qnim Gomes Pessoa, eootader e distribuidor do
juizo dos feitos da fazenda, pede que, em remu-
oerac.10 dos seus servicos prestados as cao-
[sas em que a fazenda provincial vencida, Ib)
, cooceda esta assembla urna graiiflcacio igual a
qae pela lei n. 771 compete aos deraais emprega-
1 dos do mesmo juizo, altendeodo qae de jas ti-
,ca darse ao peticionario urna corapeosaeao4
taes servlfos, segundo a naturez do eargo por
i elle exereido, de parecjr qie se adopte o se-
I guite projecto de lei :
A aosonsoll legislativa provincial de Pernam-
buco resolve :
a Artigo anico. F.ca concedida ao eonlador o
distribuidor do juizo dos faite da fazenda urna.
Rratilicacao da iOOJlO aonaalraeote. Rerogadas
as disposicies era eoairario. Sala das eomrnissoes,
; 14 de raaio da 1871.Oliveira Fonceea.iteu-quet
da Silva.
9 A Goraraissio da petizas, examinando o pe-
lie 10 de Malina Mana de Castro, professora pu-
, blica di cilaira da S. Jos de Ipojuca, em qa +
. requar a esta assembla qae Iba cooceda um aa-
no de licenc com lodos os seas veaci mantos,
1 de parecer que se adopte o seguate projecto da
lei, deferiodo a oetieaoda supplieante :
< A assembla legislativa provincial de Paruam-
buco, resolve :
1 Art. nico. Ficara coocadidos a p.ofessora pu-
blica de S. Jos de Ipojuca, IJalina Miria de Cas-
tro, seis mezas de licenca com os seus ordenados.
Sala das sesseas, 15 de maio da 1871.Barros
Wanderley.Pinto Jnior.
< A commissio de ooras publicas, teodo exami-
nado i petic.Vo em que Abitio Coatinho solicito
desti a'sembla am privilegio para moolar nesta
proviocia e explorar ama fabrica de papel da to-
das as qualidadss, considerando qae seria de ia-
calcalaveis vantageos, nio .- para esta, como pa-
ra as daraais provincias di imperio, am semelbaa-
ia eitabelscimeoto qus, rebaixanda o casto d'esse
geaero, cortamente determinar a elevacio do ni-
vel intellectnal pelas facilidades qua proporciona-
ra a oanifestacio do pensamento e attenlondo a
que essa uraa radustria nova que se pretende in-
irodazir ora Pernambuco, de parecer-qaa seja
defer la a dita pelicio eom o segrate projecto ia
lei :
< A assembia legislativa provincial de Peroam-
buoo resolve:
< Art. 1.* Fica o presidente da provincia auto-
risado a contratar com Abilio Coatinho oa com
qaem melhores vaniagens ofhrecer a construe-
Cao e exploracio da urna grande fabrica de fazer
papel nesta proviocia, empregando como materia
prima os productos do paiz.
t Art. 2. Ao contraanle fu oneedido uro pri-
vilegio exclusivo por 40 annos para a exploracio
de sua industria ; privilegio qae ser contado .da
data da abertura offlcial da fabrica.
t Art. 3.* Tambem flea concedido ao mesn
contratante ama isencio de dcima urbana, peto
lempo de O auno?, para o edificio da fabrica, "
bem assim completa isencio do lodos os direito
provincias e muoicipaes, pela mesmo espaco da
tempo para os productos da dita fabrica.
1 Art. 4.* O presidente da provincia solicitar
dos poderes geraes a isencio de diritos de im-
portado para todo o material necessario monta-
gem da fabrica.
< Art. 5.* Durante o tempo do privilegio o coa-
tratante ser obrigado a maoter a sua casta, dan-
do-Ibes educacio e aliraentacao, a 10 meninos or-
phios, designados pelo presidente da^provineia,
para o Om de Ibes ensinar as artes praticadas
no estabelecimento.
Art. 6.' Esses meninos, que serio tirados dos
estabelecimentos pblicos cargo da Santa Casa
de Misericordia, fario urna aprendizagem de cin-
co annos, fiedos os quaes receberao am salario
equivalente ao seu tnbalho e previamente xadj
era uraa tabella oreada pelo presidenta da provin-
cia de accordo com o cootratante.
Art. 7. Os meninos, qua na forma do artigo
antecedente, estivarem ganhando aliraeutar-se-bao
a saa casta oa soffrerio em sea salario urna re-
daecio equitativa para a sua alinientaeio, quan-
do dada pelo estabelecimento. Os lugares qae fo-
rera vagando por forca do art. 6." serio preon-
chidos por novos meninos crpbios, de forma que
os educados e alimentados pelo estabelecimento
gratuitamente sejam sempre em numero de 10.
Arl. 8. O contratante fiea obrigado a montar
a saa fabrica no prazo de tres annos contados da
data da assignatura do cootrato, sob pena d*
multa.
Art. 9." Ficam revogadas as disposicoes em
contrario.
Sala das commissdes, 15 de abril de 1872.
Felippe de Ftgueira.P. G. de Ratis e Silva.1.
Francisco do Amara l.
A commissio de negocios eclesisticos, exa-
minando o compromiso da irmandade de S. Jo;
de Riba-Mar da freguezia de S. Jos desta cidade.
de parecer qae o mesmo compromisso seja ap-
provado com as alteracoes propostas na seguate
resolucio
< A assembla legislativa provincial de Pernam-
baco decreta:
Art. anico. Fica approvado o compromisso da
irmandade de S. Jos de Riba-mar erecta na igra-
ja do mesmo titulo da freguezia de S. Josa
desta cidade do Recite com as alteracoes se-
gaiote :
t I.'
Ao art. L depois das palavrasiguaes direi-
tosaecrescente-seaos sulfragios e outras prero-
gativas proscriptas no presente compromisso, ex-
cepto para os da mesa, para as quaes oio podem
ser eleitos os menores de 21 anuos o mais sop-
prima-se.
2.'
Sapprimido o art. 2* seja substituido pela for-
ma seguinte :
Art. 2.* Esta irmandade tem por fim princi-
pal prestar culto ao glorioso patriarcal S. Jos era
sua igreja de Riba-mar, conforme tem proscripto
a santa igreja calholica apostlica romana, e per-
ianto s podem della fizar parte_ aquellos qae pro-
fessarem a mesma religiio, e nio tenham deleito*
pelos qnaes seja introdazida a desmoralisacio na
mesma irmandade. .
3.'
c Ao fim do art 6 aecrescaate sesendo qoe
os irmios menores de 21 annos nio podem votar
nem ser voladas. fc
4."
a Ao art. 8* depois das palavrascessaro os
aoooaessubstilaa-se o resto pelas palavras se-
guimos- e os infractores do presente arl. e do 9*
e 10* segrales perderao a qualiiade- e privilegio-
de irmios, sem o direito de reclamaren) restitui-
dlo alguma.
c 5.*
c Ao fim do 10* do art. 13 accrescente-eo
propondo as medidas qae jalgar convenientes .
prosperidade da mesma.
6.'
t No art. 24 em logar da palavra-fallecerdi-
ga-seallocondo.
7."
Ao fim do art. 28 accreseente-seantes iosu
dia o segredo da consulta nio poder ser violado
! por nenhura dos membros a eila presentes.
a.
Ao Om do art. 45 em logar das palma*-
8ojetto s ponas que a mesa lbe impozerdija-ee
a sujeito s penas da le.
c Revogadas as disposicias em contrario.
Sala das comraissSas, 14 de maio de 1871
CunAa e Fiqwlxe&o.Fi'rmiiw de Mear*.

\
.

_______


2
-Diari* >'
/
A comisn de obras publica, teuda exam-
nalo a pel.<,. .3 Aodr de Abreu Porto, *<-
lietioa desli assembla privilegio para coa ruir e
explorar Ntapaqu-nos ramees da va frrea, par-
lindo das notantes de Una e Eicada al a disua-
da de 3 rnilbaa Aasses povoados, e conformando -se
com a opieilo doj engenheiros, director das rbrs
publica* e IfccM h estrada de ferro do fteeife a
Francisco, de parecer que seja detena a dita
petigo com o eguinte prjee to de lei i
A assembla legfeiva provincial1 defamara
buco resol ve :
Art. I.' ftea o presidente ta provincia aoto-
risado a contratar com Andre de Abren Porto ou
com quem roelbor* ffctageo offerecer doa pe-
qaraos ramees de Mt-arrea, nao partindo da ee-
5o de una, fruloogando-se at 3 milhas da dis-
ta acia e aassando ptlo puvoadj dos Montes, ootro
partindo da Eseada, paisando por ersa Tilla e es
teadende-se al a distancia tamben de tres mi-
lhas.
Art 2.* O contrato ser labrado sob as se-
guate. bases:
I.* Privilegio por 10 aaaos para a explorado
dos ramaes.
i.' Isenglo de impostas provinciaes -e mu-
otcipaes para as obras do qm ambos carece-
rem.
3.' Comeco da? obras no praso improrogavel
esta-
dista, e os precedentes da casa as-lm o ton
beleeido..
O Si. \ Pkrn.vmbooi : -E' qnuo vencida.
O Sn..rl. Mvmob :Dtfei como acanalo ralo
q contrato \ioruay, qu8 eslava, em ideticas cf-
cumstaocias, eotretanto alguns dos nobres depa-
rado! que impugnifam bontem o parecer votaras
i favor dessa idea.
Mas,Sr. presidente, como ii questo vencida,
segando me diz nobre deputado, abiiraio-me
della e eotrsrei aa materia da projecto.
A companhia Paraarob cana, Sr. presides te,
tem prestado relevantes servaos nao so a esta pro-
viocia, como a todas para onde (as sius vitgeas.
O commercio tem tirado muit proveito de?sa
corapauhia, s en tenbo sempre ouvido diier qne a
companhia Peroambaeana de summa utilidade
par lie.
0 8. Qvmk e Figobire: Iseo incontes-
lavel.
4-9*. II. Mamede : Os nobfls deeudos qae
impugnara a sabveoca coacedida eompanbia,
sustentara e apresenum orno grande argameato,
que o servig mal feito, que os vapores aodm
continuadamente estragados, e que por conseguate
oJ devemos eooe-eder subveoclo.
O S. A. Permambogo ;-Anda bontem deixou
de sabir um vipor porque encarhou aa barra.
OSa. Cundae Fgukiredo: Euto *

O Sa H. Ma*bob :O qae exacto a qae aesu
casa Dio haav* u aa voi qua se levaatasse contra
a felieilacao. {.ipaiados).
OSa,P. FtOTKiaoA ;Sa. c *\o esta*,
iivesee v4m-i)ir ella ; mas aeh que*,
bisa deve exaaioar a quesdb com tola a
peadeacia.
Ootro Sr. Dcwtam :-0 aobre deputado coito
con a quesiao em terreno iac inveniente.
O Sa. U. M*i>e :N.a-6 tal iacoimaiaate, e
ueste lorreao'SjMB silo cmlocajil teos as qus<
toes importable como-asta. : .
Eu applandfto acto Sos- nobres deputado* m
mostrarem seaesta oala radependente demais.po
rm, deiejo que tenbam a coragem de diter Iraa-
caraeoteeos e:*endaa|M o aoatrato fufo palo
Sr. cotnelheiro ]n|uira, portee entendemos qae
elle no dito contrato nao zeloa bem os Inieraaee?
da proviacla, eiuenJatoo-lo porque nao damosaais
a nossa oobI mqa adatiaistraco ene passou.
Teoham a coragem de faie-lo, e urna Vez que
apdacam a administrado ananjmemente nao este
'jaraJr
Ho
foi erra do
de 6 metes e completa terminacho de 11 meies da pralico.
data do emirato, sob pena de malta. O Sr. H. Mamub : Eatejlo, como o anno
passado disse oesta casa, qae o servia da cora-,
panbia nao falo como (ora para desejar, qu
4.* Permissao para transportar carga, baga-
gens s passageiro>.
5* Bilola de um metro para a via permanente
e material rodante do syrtema Fairle.
c B ubrigacio do contratante de enteadw-ss e
accordar-se com a directora da estrada lie ferr >
do Recite ao S. Franusco, para o fim de er res-
peude o privilegio que esta ebtevo da governo
imperial.
i 7 Tarifas nao excedentes 3o prego.' de trans-
porte kilomtrico, asados oresentemeate na estrada
de ferro do Recita ao S. F.ancis;o.
* Art. 3. Ficam revogadas as disposiQo:s em
contrario.
Paco da asaembla legislativa provincial de
Pernamboco, 15 de maio de I87t.Felppe de F-'
yufirat Furii Pedro Gand ano de Ralis e Stloa.
Jo FranciCi do Amara/.
A comniisso j exame de postura? e negocios
de cmaras 6 de parecer que sejam approvados os
segaiotes artigo addicionaes as postaras da ca-
ntara municipal da villa do Salgueiro, com as se-
guales alteracdes:
c Art. !. Sopprimam seaspalavrasos seguin-
tesat a palavra porteiro e pelas segointes-alm
dos empreirados de qae trata a le ds 1 de outu
bro de I6S8.
Supprimam se o atts. 2, 3, 5. 10. 11, 12, 61,
20, 22, e seos $ at 23. inclusive 3. 4. e 5 do
an. 28, e art. 29, 31 e 32. uos por uesnecessarios,
outros por contrarios lei do l* de outabro de
1828, e ontros por excesivos das allribuicoes das
cmaras.
Ao arl 8 accriceole-se, onde couber no
prazo de 1 anno.
a \oart. 9 accresernte-sem prazo de C me-
es e sob a mesma peu'.
Ao ait. 18 em lugar de 13 diasdiga se
8 dias.
Ao art. 19 en lugar da-4 diasga-se
ou 4 das.
\ 6 i do art."~28sappriaiaro se as palavras
ou carta.
Pa^o da asaembla legisla-iva provincial d-
Peroambuco, 13 de maio ue 1872.Marques da
SiletLPinto Jnior
i A commisso da obras pnb'icas qnem foi
remeiuJa urna pelico de Jos Ignacia e'Avila, ar-
rematante da obra i pago da assembla provin-
cal, solicitando desta assembla, titulo deinlem-
niMri*, nao .- o resiabilecimento do or^imento
4essi obra, mas tamben o augmento sobro el e de
2J porcento; dep.is de ter examinado toda? a-
aileg.ieoes d i peticionario, e bem a mago da directora de obras pftblicas e o suyra-
dito orcamenio, e tendo se dirigido mencionada
obra e observado d; visu o modo como est sen
<1j coBstrnida; vem apreseniar esta asseablea o
sen parecer, pda segmnte forma :
A obra do pago da assembla tao bella e
gran liosa em sua coocepc.ao, qu) diffljil e traba-
Iboea em sua execu().
i Da descriDcao dessa ebra e do orcanunto que
!be tita ano x*. orjammto que a commisso exa-
ininon, v-ss que ella u) tt.n similares nem na
urvviacia, nem m^smo em ludo o paz, e d'ahi >e
p i-' desde lego concluir nao a possibilidade de
tagaoos por parte de quem a or^iu e calculou,
ibas tambern p:r parte de qaera a arrematou, of-
fereeenJo um abate de 8 por cento sobre um or-
cimnto j de si rjstrioto, como o de que tra-
a o peticionario, na importaacia de 203:42l093
ris.
i Efectivamente observi-se na supradito orca-
inenio que algumas verbas sao demasiada necte
reuric:a< exiguas. Pisto qoe primeira vista tal
nao pareca, essa "todava a cancluso que se
ii g. logo que se oximioa a obra, como fez a
commi-'so, teodo vista e^se orQamento.
t Em alguns pontos a propria direttoria de obras
piblicas concorda com as allegares do peticiona-
rio, na inforraagao que ministrou -esta assembla,
e parece commisso qae u'oairos n) sao total-
mente procedentes a3 contraaileggoes des.'a re-
p>.-iicao, urna vez q-as acha ella que ?e deram en-
cinos" de calculo e orjamenlo inferior ao justo pre
i> do objecto orc/ado.
Tratando-sede )bra inteiramente nova na pro-
v ncia, nao se jle argumentar cora a sciencia e
expeneocia do contraame e peticionario, i s
i irqae a prwpna reparticia de obras publicas,
qul raai justamente se deve snppflr 03sa sciencia,
i :ipanou-se, mas tambera .por que, nao havendo
obra* anlogas para servir de confronto e (fT;re-
cer base para um calculo jerto, d fbil se uao im-
possivl tornava se ao arrematante examinar cora
Mguracga o ornamento dessa obra e calcula* t)-
>u< as probabilidades de un resultado satisfac-
toria.
t Perianto pensa a commisso jue esta as-em-
bla que do modo nenhum ha de querer que pre-
vilega a ma pratica de ganhar a proviacla cora o
prejuizo enorme docidado, fatalmente embirsgi
do o'ama empreza qoasi desconbecida, pas'.o que
inuieatudida; pensa a commisso, dizemos, que
esta assembla, seno por ustiga, po:s que esta
f deeorre de um direito claro, o.ue nao existe no
caso vertente, ao menos por equidade, deve atlen-
ilerao peiicionario, reduzinlo todava o seu pedi-
do s raode.-tas proporgois de urna indemnisagi
ompalivel com as fur;as da provincia e em tal
oa qaal harmona com o referido orgamento da
obra.
t No3 orgamentos de obras senelhaotes cos-
ame em teda a parte dar-se 10 por ceato do to-
tal urgid: para despezas evenluaes.
t No orgamento em que-tao nao v a coronis-
so ama tal verba ; e pois, achando rasoavel que
tenba o peticionario urna iniemnisago, propoe
que seja essr>, salvo todava o direito que pqssa ter
n.cjolr.t.i;t>.- a qualqatr outra inJemaisago por
erro ou omisso da repartigo de obras publicas,
caso esta previsto no regulameuta da mesan re-
qarli^ao.
c Assim, pois, e era conclusa) a commisso de
parecer que seja adoptado o seguale projecto de
lei :
< A assembla legislativa provincial resolve :
Art. nico. Ficara concedidos Jos Ignacio
d'Avila, arrematante da obra do pago da assem-
pla provincial, litlo de indemnisago, 10 por
cerno do total do orgamento primitivo, sera prejui
z daquillo que liver direito por obra nova oa
erro de calculo, de que trata o regalamento da
repartigao de obras publicas.
< nico. A indemoisag) de qae cima se
traa, que dever ser paga na conormidade dos
arte 5 e 7 do contrato da obra referida, s lera
lagar se o arrematante sapradilo levar a me^ma
obra ana conciaso.
< Revogam-se a||di?posigdes em contrario.
Sala das commissSes, 13 de maio de 1872.
FHtppe de Figueiroa Faria.Pedro Gaudiano de
Riu e Silva.Joao Franctsco do Amarai.
0R0EII DO DA.
1. discassao do projecto n. 93 dsste anno, que
approva o contrato celebrado com a eompanbia
Pernambueana, sendo redolida a sabvenglo a 30
tontos.
O SR. H. MAMEDE : Sr. presidente, como
signatario do parecer que fui bontem rejeitado por
esta casa, corre me o dever de vir tribuna im-
pugnar o pn jeclo que se discute. Nao o pude
fazer bontem, como disse, porqae e;tava.lncomma-
dado, por iss apenas levantei me ento para dar
urna explicago omrelagio ao mea proceliraento,
como Jraembro da commi-so de legislago.
Hoje, porem, Sr. presidenta, qae se discute o pro-
jecto contrario ao parecer de bontem, e que se
(rata na 1* discusso da ntilidade e conveniencia
delle, vou aorecla-lo, apresenlando contra elle as
ra?5ej qae rae parecerem-mais justas.
Sr. presidente, que a ionovago do contrato
feitopela presidencia o5o dependa da approvagao
dtes assembla, esloa inteiramente convencido
defacto o contrato nlo cumprido regularmente,
mas quera se es responsaveis por isto f
Qnem o verdadeiro flseal da companhia v
. fim sida at hoje lodos os presdeme* qae se
lm sucjedido desde a confecgo do conirato ;
portanto, se os nobres depulados querem levar a
questo para esle terreno, neste caso fagara *ccu-
sacoes a lodos oj presidentes que se tdm saceedido
desde a poca do 4* coutralo at hoje, parque a
ellas que compela nao mandar pagar a subven-
gao, se a companhia nao cumpria o contrato. A
nos o qne cumpre aaprovar o catrato feito,
concedeolo a subveogao como eslimalo a urna
companhia naciooal, qae na verdad* tem com-
mettdo fallas, mas que nao lera procedido tao
mal carao dizern os nobres depaados.
O Sr. A. Lacerda : Nao falle em companhia
nacional, qne esl em opposiglo com o que disse
a respeito da de Olrada.
O Sa. H. Mameed :O nobre depatalo, que to
terrompe-ma com esses seas apartes lio extjrapo
raneas e impertinentes, pega a palavra e impugne
o que estou dizendo.
liisse-se hootera na casa qae a conpanhia tem
auferido lucros lacalculaveis, lem feito dividendos
de 42 0,0. Isto tao exacto, Sr. presidente, o
que coaita de relatorios presideociaes que al o
anno de 1865 a eompanbia nao tinha feito nenhom
dividendo, Unha al prejuiso, dh para c tem
frito alguns dividoados, mas o raaior foi de 10 00,
e actualmente me informara qne sao de 3 0|0 ; e
claro que uraa companhia que faz dividendos de
5 0,0 nao est n'um tal estado de prosperidad que
pessa dispensar a subvenga.
(Ha um aprlt)-
O Sr. H jaueoe :Agora, Sr. presidente, que
lia um fis.ral do contr-tto, noaieado segualo a au-
torisagao desta casa, de esperar qie o contrato
s^ja pou.ualmeate execulado, que as viagens se
fi.anr regularmente, e assim o servigo seja
feilo a couteaio do publico ; e condado nis'.o que
dou o meu vola contra o projecto e a favor da
subvengo d? 54 conlos.
Um Sr. Deputado : Ento apresenta emenda?
O Sa H. Mamede :Eu voto contra e projecto,
porque neg a sua nti idade, porque estou per-
suadido que nao est sujito approvagao di as-
sembla o acto da prosideoia, e desde o momelo
em que este projecto for rejeiuda est claro que a
aiaan b'a reconhece i.-so. ,
Um Sr. DeputadoA assembla j reconbe:eu
o contrario.
O Sr. Hemriqub Mavebi : EalreUato pode
rejeitar o projecto corno intil.
Um Sr. Deputado .Pode, assim como desap-
prov. u o coo'rSto.
OSr. H. MAMEDiWSr. presidente o nobre de-
putido pelo 1 diotrielo quando filloa fez am
calculo da diminuigo das vagacs, disendo que
actualmente a companhia fazia seis v agens por
mez, pelo qne linba 60 coitos, que, pas3ando a
fazer duas, devia ter 30 conlos.
Este argumento rrrisorio. 0 nobre deputado
parece que ignara que os vapores vo al s pro
vincias uo-.Vajias e Cear.
O Sr. A. Pbrnambuco : Tanta nao ignoro que
discuta a esse respeito.
O ?n. H. Mamede: Se tives9e ealcnlado todas
essas viagfms que mensalmonle faz a eompanbia,
nao diria que ellas se limitavam a seis. Por coa-
seguinte o calculo do nobre diputada foi erioneo,
o seo argumento irrisorio e c ii: por Ierra,
atteadendo-se que a companhia nao laz soment;
essas viagens, porem muilo maior numero.
Um Sr Deputado :Nao pole negar que a com-
panhia recebe sunvengSes do Ciara, Rio Grande,
Alagoas e Sergipe.
O Sa. Cunha e Figuersdd :Isto prava que a
companhia til a todas e^sas provincias.
O Sr. II. Mamede :Sr. presilento, sou forgado
neste momento, ~como merabro da commisso de
Iegi9laga>, a levantar ue la casa uraa quesiS) me-
lindrosa com relagao approvagao i> contrato
feilo pelo presidente o Ex a. Sr. conselheiro
Juuqueira.
O Sr. Tolentino de Carvalho :laso ja pas
sou, o qae osi em discusso o projecto.
O Sr. H. Mamede : B' o projecto que eslou
disculiodo.
O nobre deputado nao podo prescrutar o meu
pensaraeale, e como me in'.errompe daedo esle
aparie 1
O Sr. Tole.ntinj de Carvalho :Pjjso dar
apartes.
O Sr. II. Mamede :D.gJ, Sr. presidente, cooio
membro da commisso de lojislago, qne nao
posso deixar de approvar o contrato, manifestando
me contra o projecto em dijcusro, porque appro-
vo um contrato celbralo com a compauh a Per
nanbucana -pelo Sr con3olbeiro Junqueira, porque
eu, qae sompra apoiei aquella adrainistraglo, uu
posso deixar de apoial-a neste ponto, e entenlo
que tolos os que a apoiaram nao podem tambera
deixar de approvar oxontrato da forma porquo foi
feito, pois ra de uvila que uo exurbitou da
aut aisagio am.la que Ibe cjncedemos.
E' sera duvidi nenhuma urna questao de coa-
anga, e nem de outro modo pode ser entendida
urna autorisagao desta casi, autonsaga de que o
presi lente uso-u da melhor mneira possivel.
Um Sr. Deputado :Isso j questo ven-
cida.
OSr. II. Mamede: E nao ser ama provade
desceofianga reduzir a subvengo a 30 conlos ?
Os nobres depulados dizera qae nao se pode agi-
tar a questo de conlianga; mas eu respondo que
nao posso almittir que um contrato feito por auto-
risigo desta assembla deixe de ser approvado,
sera qae sa recoahega qm quum o fez zelou pou-
co oj ioter-asses da n.'ovmcia, que nao digao da
conlianga que esta casa Ibe presta.
I! -duir, por tanto, a 30 conloa a sabvengo de
4 impiru certamenle urna prava de dessonUanga.
Sr. presidente, lauvo os nobres depulados que
se levantan) para impugnar o contrato, cada um
faz o'que emende, mas quero que digimproceda
rao assim porque somos oppojionistas admiois-
traco do Sr. canse'heiro Janqueira.
(Trocam-se inultos apartes).
O sn. II. Maede : Os n jbras depatados nao
podem de manira nenhuma abstrahir a questo
de conftanga, quaplo se trata de um contrato feilo
p i" aMaUlmimstrador zsloso como foi o Sr. consa-
ibeiro Janqueira.
Sr. presidente, dado ocaso raesmo, que eu nao
admiti, qae na confeegao do contrato o Sr. coo-
seiheiro Juoqaeira tivesse zelado com menos cui-
dado os ioleresses da provincia.....
Um Sr. Deputado : Elle infaliivel ?
O Sr. II. Mamede :Dado o caso raesmo que ti-
vesse errado, eu. Sr. presidente, (fallo por mim :
mente) dara o mea voto pelo approvagao do con-
trato, porque emendo qne os beneQeios que eiie
fez provincia valeriam muito mais do que um erro
que por acaso tivesse commeitido.
Esta assembla, que h.ntem levanton se qnasi
unnime para dar um voto de conlianga aa Sr.
conselbeiro Juuqueira, quer hoje dar-lhe nm voto
de desconliang, mostraaao-so assim muito inco-
herente.
Um Sb. Deputado : O nobre deputado pode
prestar o seo servigo por Mira forma.
O Sr. Lacerda : Peh miaba parte protesto.
O Sa. H. Mamede : Ea nao presto servigo?
nesta asaembla sr nlo i cansa da jusliga e da
verdade. '
- O Sr, V. de FicuEaoA :Ea c nao estava.
(Trocara se muitss oairos apartes).
O Sb. Presidente : Reclamo a attengio das
npbres deputados.
OSr. 6. Lodo : Estoa rento qae a felicitago
passoa em minora.
O Sr. Cunhae Figurtbbdo :Se estive.-se pre-
sente dara o mea voto Dala felicitago.
ra a combatero que bonleaa (har* oom
applaWo gerar ra pojulagio desta provincia.
O Sr Lacerda :Devs lembrar-lhe qae qnan
do pedia-me a rfiioha assignatara para a fetrnta-
co en neguei-lh'a.
OSa. H Mamede: Lembro-me qMasaigaaram
17 ou 18 deputados e qae-foi ap^rovada quaslpor
unanimidad*. -
O Sr. Al po Costa : Ea asslgnei e nlo vejo
incoherencia.
O Sn Presidente :Attengo.
an. H. lAMBOEi-Assiai, Sr. ptwdffile, eo-
toado que o projecta em discusso nao ole* de
maoeira nenhuma ser approvad qne deveaoa re-
geita-lo, lijan Jo o contrato considerado caso per-
mito, pleno e acabado, inlepen lente da approvagao
dssia assembla, e se for adptalo o projecto nao
podemos deixar de emenda lo, resta bel eceodo a
subvengo de 34:000*000.
Esta a miaba opiaio a estarei prompto a sus-
leata-la se a isto for ob igado por qaalqaer dos
nobres depatados qae lomarem parte na diseus-
so.
Tenbo concluido. (Muito bem, muito bem).
O SR.'BARROS WANDE^LEY: Dix qae nao
acceita a questai no terreno em qae a collocoao
nobre membro da commisso de lgisJago, fazen-
do da approvagao do contrata celebrada cora a
companhia Pernamoncana ama qaeslao de cao-
funga poltica.
Emende o orador qae ella ama questo de in-
resse publica, donde deve ser banida toda a idea
poltica. Discutam e provera ; se possivel fdr a
improcedencia da emenda, mostrem que o con-
trato atienden todos 03 reclamas pblicos, e nao
leven a questo para um terreno tilo odioso, tal
cono o de julgar opposicionista todo aquella que
nao der um v-u approvando o contrato ero sua
plenitude. Ple-se rer conservador sem subscre-
ver s cegas todos os actos Ja presidencia, bem
como o serse amigo politio sera afTlicar da inle
pendencia propria.
Termina o orador declarando qae continua a
volar pela emenda por elle presentada ao pare-
:er da maioria.da commisso, por estar coavenJi-
do das razo33 de utilidaJe publi:a qae Ibe assis
tem.
(Continuar se-ka )
m>*
SEV1STA DL6EIA-
VISITAS. Ante bonten, 19 da corrente a es-
trada de ferro do Rjcrft) ao S. Francisco, foi visi-
tada pelos Exms. Srs. desembargador presidente
1a provincia''e eousea'helro Theodoro Machado
^Freir Periij da'SirVr, digno ex-minislro da agri-
cultura no ministeria di 7 de margo; os quaes fo
ram acompanfiido* 0> sua e.v^uTsi) por'varias
pessis de dlstincgSd ''S pelo pe-soal technico da
companhia e agentes flseaes 8o governo.
O trera especial, que condnifo os illustrs visi-
tantes, largan da establo das Cinco-Pootas s 6
hjras da manha do reforido da 19 e ebegou a
estaco de Una s 10 e meia horas.
No sen trajelo foi efte sendo demorado em va-
rios sitio, adra de serera examinadas as obras e
eslag5es da estrada O trem n'gressoa de Una as 2 e meia horas da
tarde e cheguu ao ftcife as fj horas, sem nenhum
accidente, e tondo cruzado cem varios entres-
treos.
Os viajantes vhtararn tambera os pavoado3 de
Gamelleira e de Trombelas.
DIXIIEIRO.O vapar Ipojuca trouxe para :
Caldas 4 C. 1:1005100
Joo da Silva Antones. 1.000/(00
Fe mandes & I.raa>>. 7Q0J00O
Maraes 4 Irmo. 52W00O
Jos Ferreira Picto Magalhes. 360*370
Jos Francisca dos Santos Bastos. 233*570
INSTITUTO ARCHEOLOGiCO BGEOGRAPHI-
CO.Reuniu-se bontem, sob a presidencia do Exm.
Sr. conselaeiro monsenbor Mu Tavares e com
assistenda dos Srs. Drs. S. ares de Azevedo Alfon-
so de Aibuquerque, S >ar -s Braodo, Witravio,
Pinto B.tndd ple, coronel Leal, leueate-coronel Fras Villar, e
ra3jore<, Codiceira e Salvador Henrque
h' id.' e approvada a acta da antecedente.
O Sr. secretario perpeluo menciona o seguinte
expediente :
Um olllco da II.ma. cmara muniipal, solici-
tando esclarecimeutos sobre o aviso circular do
ministerio da agricultura, commercio e obras pu-
blica?, de 14 de maio ultimo, relativo medalhas
que teuham sido cunhadas Desta provincia.la-
teirao.
Oatro daSr. Dr. Aprigio Gamares, commani-
cando naa poder comparecer por doenle pre-
sente s>3so.imeirad.
Outro da sociedade patritica Dous de Jnlno,
convidando o Iustitate a se f.zer representar no
acto de sea auoiversario.
E' noraeada para este Qm urna commisso com-
pota dos Srs. Drs, Aprigio, Wilruvio e Manotl
Figueiroa.
uutro do Sr. Marcos Francisco de Paula ReisJ
oiTerlando ao Insumi diversas raoedas de iiiifi-
reutes pocas, nacionalidades e valores. Intei-
raio'eqne se agradeces e.
Outro do socio efectivo Mr. Osmio Laporle,
Cjmmunicandj a sua prxima partida para onde
o g -verno tianc-z acaba de envia-lo, dirigindo a
sua dtm s-o de membro effjclivo do Instituto e
desculpando-se da nao ler podido assisllr sempre
aos trabalbos d'e'sta casa ; olereceodo ao mesmo
instiluto diversas obras relativas ao Brasil.ln-
teiradoe que se agradecesse, sendo na conormi-
dade do art. i dos additivos dos estatutos consi-
derado tocio ctirrespandento.
O mesmo Sr. secretaria perpetuo d cinta das
segrales oll-jrias :
Varios ns. do Diario de Pernambuco, pelo con-
socio Dr. Figueroa.
Alguns ns. do Assutnse, Untao Liberal e Jornal
de Alagoas, pelas respectivas redaegoes.
Tolas estas olfertas sao recebiias oom agrado
e-maodam-se archivar.
O Sr. Dr. Witravio Pinto Bandeira, tomando a
palavra, declarou que a commisso Domeada para
faztr enireg do d ploTna de socio honorario au
Exm. conselbeiro Theodoro Machado Freir Pe-
reira da Silva, e ao mesmo lempo preseotar-lhe
a (xpresso de agradeciraento do Instituto pela
sua o fferla da peona, com que S. A. a prioceza
imperial regente assignara a ,lei de 28 de setera-
bro do aooo fiado, (ora no da 18 do carrate dar
cumprimeoto a essa deliberago) sendo eavalbei-
rosaraente recebida por S Exc. em sua re&i leocia ;
e ah,'como orador da commisso, por indevida
deferencia dos seas companbeiros, dirigi ao mes-
mo Sr. as segrales palavras era nome do Insti-
tuto :
t Exm. Sr. conselbeiro. -Em n-,que acabamos
de aperur-vos a mo, representarse o Instituto
Arcbeologico e Geogrfico Pernambucano, para
cumprimeoto de ama obngago, em qae se elle
acba para com V. Exc, e honra-se de fasel-a pu-
blica.
< E' esta ama misso, qae pessoalmente nos
grata. Mas eu, qae ora tenbo de enunciar os aen-
timentos do Instituto em relagao pessoa de V.
Exc, sinlo de veras, qne a residencia ra da ci-
dade e o estado comprometido d saude do nosso
illtutrado orador, abra nesta commisso om claro,
e assim impossivel (orne a manifeslago completa
daqaelles senlimealos.
< esta ama misso, que petaoalmeale nos
grata, repito-e. Mas individualmente simo, qne a
ausencia do orgo legitimo e autorizado do Iosti
tuto d lagar urna snbitituigo, qae nao corres-
ponde effectivamente nem a aliara do objecto,
nem ao valor do sabstituido, coja voz afeita cons-
tante traaoogo das impressdes da mesmo Instla-
lo, tem s o dora de iaierpretal-as na amplitade
do seatido respectivo, aando-lhes a cor propria,
que eslon looge de poder imitar ao menos.
< No entreunto, Exm. Sr. conselbeiro, se a for-
ma desgracloaa ; si a expreesio nao palptame
de vigor; si a ennneiaco acensa inopia de re-
cursos inielleclaaes, assim mesmo, uesse desalinbo
e deeieneia de exorn&go, aa miuha palavras
sao o echo do Institutosao a condensago do
; peosameqto de ama pleiade de borneas, que, par-
tidos dos ventos cardioaos da poltica militante d-%
paiz, na tacante ao qae tri nos a preseoga da V.
Exc, f tem am sem.r, s tem ama opiaio.
> Seja dsseulpado, pois, o instrameate de '.ranstj
missio p;lo qae externa ao coahacuBento, da V,'
Bic, em observancia da delegagao que Ibe foi
finia.
< Por nio ser esse instrumento artstica e br-
illantemente cicxelado, os votos do Instituto ni*
sao menos profundos; e a,origam dalles uo perde
em Hmpidw.
O Instituto tem por fineza qpapreeiavet a gra-
ciosa offaMa, qae V. Exc. dignou-se de fater-lhs.
E tanto mais assim o consiara, Exm. Sr. coose-
Iheire, qaaato dessa offerta, iaestimavel pelas con-
di;des do presente, como pelas relacOes coia o
futuro, sciatj la on emerge am phenomeno de
amu/ patrio, a que o Instituto rende homenagem,
corno cultoa^edicado do qae grande e nobre.
c E' que o Pernambucano, qae figoa sea nome
a lei de t$ de seiembro de 1871, honra assim a
Pernamwoeo; bonra a trra em que teva e ter, e
qae; si contera em- seas cofres de gloria as datas
memoraveis de 27 de Janeiro de 1654 e 6 de mar-
co de 1817, digna tambera de guardar a da lei
n. 2040, segando j algaera o dase na imprensa
diana com referencia ao acto de V. Exc, permit-
tindo-se qae o repita nene momento, em conso-
nancia de idias, o humilde orador do Instituto.
A provincia, qae possae os Gaararapss, aioda
aproprio-me de t xpresso albeia, deve deceno
possuir a peona, que prlncipiou a lavrar a senten-
ga de morte da escrandio.
E possoe-a, gragas V. Exc I
c A provincia, encarnada no Instituto, conser-
va-a em si -e-sa peana, que por am acto provi-
dencial sanecionou ffsentimento publico,qne pal-
pita va em tolas as fibras da paiz, porque este nao
de xara de comprebender a jnstica, para albeiar
se dos estmalos della em negaco absoluta da
digniaade do individuo racional.
< A penna, que, dirigida por mo duplamente
magnnima, aeilou a aspiraeo do paiz ; apeona
que Gr.nou o acto momento o votado pelo carpo
iegi:l?.tivo, sobre proposla eraatada de V. Exc.; a
peana, finalmenu qae eslancoa na fonte o aiimen
to pereone do eapnveiro em Ierra da Sauta Cruz
ama reliqpia, qae o Instituto saber zelar,
guardar aimirago futura.
E aqai, fio em Dos, t oa eterna nataresa das
couzas, a pluma do adera ser conservada em
sea valor butorico ; e nessa i inmanencia, que re-
presenta a serenidade de urna malber certa de ser
eternamente bella, apreciarn as idades porvio
douras o instrumento material, que abri ao Bra-
zll um novo ey :lo de vida social, de que corol
lao a grandeulda nago, de qae coasequeacia
o elevar-si o aivel da ri-putago aacioaal. .
t Nella tero, com efleito, os viadouros compen-
diada a historia de naa tacto, qne na ordem suei
al entenda com a paz domestica, na ordem jur-
dica prendase ao direito de propriedade e na or-
dem econmica affeclava orginisago do tra-
balho e a riqueza publica e particular ; mas que
prodozu-se no entretanto naturalmente sem aua-
lo, nem espectculo de commogoes vilenlas.
i Ns civilisago ascendente do paiz, na ndole
campassiva de seus filhos, a necessidade da me-
dida social penetrara at a ioteliigencia publica,
obrara directamente sobre ella, e transformara
habitas tradicionaes e velbos preconceitos, coja
procedencia implicava com pre Kilos do Cbrislia-
nismoque protessamos, com principios da sciencia
que tem se ad anunlo philo3ophia paga com sen-
umentos de humanidade, qae sem duvida lam as
sociedades mo Jemas ontros f;os, Qaal mate cora
a anidado fundamental do genero humano; o que
s o desvo da razo e o filseameno das ideas
naturaes descanbecia.
. A causa da emancipago estava philosoph i ca-
rnate gauba no imperio, e a divergencia de opi
uo, qae se levaoiava, mantioha-se apenas sobre
o ponto especulativo de praticar a idea. Uto, pois,
que careca formular-se isto que impartava
vasar-seem um molde conveniente, qae concili
asso a applicago da medida com as coodigoes
circunstanciaos do paiz
i.Abi qae este contomjlra a V. Exc, e aqu-
latou a sua eollaborago na magua obra desse
progressa patrio, e engrandecen a sua acca> fe-
cunda, qae exaltou a prole da mulher escrava
liberdade, dignidade de cidadao.
E a lerabranga publica guarda em si esse fei-
to como (legenda de patriotismo para a vida do
joven estadista e Ilustre Peroarabucaao.
Si a V. Exc, um dos altos operarios do en-
grandeciraente nacional, nao foi possivel da sam-
raidade, em que paira, o olvido da existencia e do
escopo societario do Instituto, a este que, mesmo
no seu amonesto lavor, tambera lida em conver-
gencia de lins por amor de futuro da patria, nao
era licito deixar de elevar-sa al V. Exc, associ-
ando o na expanso do sea reeonbecimpnto aos
cjilabaradores da recoaslrucgo de pretrito em
glTilkaco do porvir.
a Assim, pois, tenbo a honra de darr as raaos
de V. elxc o ltalo de socio honorario, que o Ins-
tituto houve por bem coofenr-vos; e dau-nos
cemraisso de vo-lo entregar.
t Si de todas as disiiacgdes aoriflets, que um
corpo social podo conceder, a eleic-) de um ho-
rnera qualiacado para seu merabro loi sempre re
plala a mais imprtanla ; i e<;e tambera o ob-
jecto, que iuteressa mais coosiderago e (.flu-
encia do mesmo corpo.
Terminadas estas palavras, acrescenla o mesmo
Sr. Dr. Witruyio Piolo Ban-Jelra, dignou-se S.Exc
le fazer sentir a commisso, para que o trans-
mitti3se sciencia da tnstiluto, qae, mesmo ausen
te ha anuos de Pernambuco, o seu cor.go de per-
aambucana jamis deixara da palpitar por elle, e
consegaiatemente par tu lo quaoto Ibe dizia e diz
respeito, acompanhando sempre todo o sea movi-
monto, de surte que, ao ver a creago do Instituto,
exaltara ae sincero prazer, e bemdssera do3 es-
forgos patriticos daqaelles, que cooceberam a idea
e teem sido incansaveis em sustenta-la, com pro
veito sem duvida da provincia, lo rica de iradic-
C3S, tao opulenta de gLrias, e to descarada no
enlrelanto de urnas e de outras, em desfalque da
heranga dos nossos maiores, cujo acervo diminua
assim por esquecimento ; e que por isso fazia votos
ardemos pela proloogagao da vida do Insiituto,
to promeitedora de bons fructos.
Que, era consecuencia, quando 3. A. a prioceza
imperial regento firmou a lei de 28 de seterabro,
e a elle fez entrega da penna, occorreu-lbe logo
ao espirito dever consignar essa penna monumen-
tal a guarda de uraa associago, que se ergua com
a misso de zelar as glorias patriis; e isto fez como
urna homenagem provincia e um aprego ao las
titulo.
Qae, no entretanto, davia lembrar nao haver si-
do na promogao daquella lei seno o ultima dos
seas operarios, havendo para ella principalmente
collaborado o espirito elevado e o bam senso do
paiz, o corpa legislativo e o gabinete de 7 de mar-
ga, cabendo lhts portanto toda a gloria derivada
do tacto ; e que si livesse-se de reten-i o um
hornera, este devera ser sem duvida o ven.-ranJo
Sr. viscoQde do. Rio Bran.o, a intelligen:ia vasta,
o trabalrio personificado, a grandeza do merec-
ment; o qaal como tal justifica plenamente o
meto do seu brazo Deus el labor, sendo que si
propozera e alinal Uvera a ioiigne honra de rafe
rendar a almdida lei, fora parque compraz-se sem
pre a providencia, em qae as grandes ideas teoham
as mais humildes por iniciadores, como o mos-
tram a ligo dos tactos, a nossa propria historia,
os grandes acontecimentos da provincia, qae se
prendem libertaco do jugo bollandez e aos pr-
dromos, da emancipago poltica do imperio.
Qae, finalmente, o impressiooara de modo mai
pronunciado a disiioogao, que eslava longe de me-
recer, do diploma de socio honorario, que se Ibe
enviava, e ellsaceitava com sammo recoDhecimen-
to; e qae fosse naqaelle momento a commisso in-
terprete de seus senlimeotos r/ara oom o instituto,
dando Ihe a seguranga mais lormal de que. n'elle
quer como particular, quer como bomem publico,
ter sempre urna dedica gao intei ra e recoohecida.
A plena autoridade das associsgoes. portelo,
resulta da existencia em seu seio de pessoas nota-
veis pela slgmlicacao propria, sufficientemeate es-
tabelecida e na torga de sua aciividade ; de modo
que honrando assim as asaociagSes ao cavalbeiro
da sua escolha, nio faxem seno honrar a si pro-
prias na elevagao do respectivo coaeeito prante a
opraiao geni.
Na lei orgnica do nosso gremio, a concesso
do diploma de socio honorario justifica se pelas
coudigSes de consammadosaber ou dl-tincta repre-
senta gao ; e o Instituto, na conferencia desse Ulu-
lo, que ihe serve simultneamente de sello de re-
conhecimento de servigos a de lago de disiioogao
homeos celebres, jamis pretorio a observancia
desse preceito, nem abri excepgo alguma, que
posaa empannar de qualqner forma a boBorifica-
cao do mesmo ltalo.
i A' -parte o qae possa viilumbrar de preten-
cioso, para notar, portanto, que o Instituto Do
offerece a V. Exe. am tsstemanho depreciado oa
aullo por vnlgarisacio.
c E' esta a sua riqueza patrimonial, e elle nao a
malbarata.
Considere V. Exc, pois, o acto do instituto
subjetivamente cm .mu devida altara ; lenha-o
nesta forma objectiva como justo preiio rendido
sn* pessoa ilustre e Debilitada por servigos
'causa, publica ; e d ao Instituto a honrosa salls-
fagaa de inscrever o nome do Conselbeiro Theo-
doro Machado Freir Pereir da Silva no ureo
qoadro a\is seus socios honorarios.
Entra em discusso e sao approvados dous pa-
receres da commisso de admisso de soeios e em
seguida correo eserntiaio e sao eleito, socl> ho
norario o Exm. e Rvm. bispo D. frei Vital, a erTec-
tivo Dr. Jos Hygina Daarte Pereira.
0 Sr. presidente nomeia para a commisso qne
tem de entregar ao Exm. bispo diocesano o diplo-
ma de sonto honorario aos Srs. Drs. Aprigio,
Baptista Regaeira e majar Salvador Henrque.
Vem mesa duas propostas para socios corres
pondentes. A' commisso respectiva.
INSTITUTO HISTRICO E PH1LOSOPHICO-
Dslxon de reunir-se bontem esta sociedade por
falta de numero legal.
JUSTO PEDIDO.Alguns moradores da ra
de Vidal de Negreiros, com especial raengo os
do espago comprebendido entre a travessa do Ma-
risco e igreja do Terco, pedem providencias em
c rdem a ser removido o tolgoedo de basca-pes por
S. Joo e S. Pedro para o largo da fortaleza pro
xima ; atiento o prejaizo qae soffrem em suas ca-
sas de negocio e habilagdes particulares.
Seado feralmente sabido qae, uo ha mnilos
annos, foi aquella roa victima de grande catastro-
pbe por cansa de basca-pes em urna tfoite de S.
Jaso, e offereceado os largos e pateos mais espago
para semelbaole folguedo, alias prejadicialissimo
como teem provado os tactos, estamos certos qae
este pedido ser altenlido pela autoridade com-
petente, e extensivas s outras mas as providen-
ciasjque possara ser dadas.
ANNlVERSARIO. Completa hoje o vigsimo
sexto anniversario da coroago de S. S. Pi IX.
E' ao alvorecer do da de hoje < que em todas
as nagSss catholica?, como bem disse alguem, que
at no mcio das nagdas cismticas, protestantes,
mahometanas oa pagas onde habitara calholicos,
se elevaro ao co fervorosas acgdes de gragas
pela lio longa e maravilbosa conservago do ac-
tual vigario de Chnsto, cujo reioado, apar de ira
balboso e angustiado, lem sido um dos maisjecun
dos e gloriosos de que a historia far raengo nos
instructivos, nao menos que brilbantes annaes da
igreja.
Quelra Dos em sua bondade que o dia de hnje
veja realisar-se esse fausto acontecimento E' o
nossa voto.
LOTERA.A que se acha venia .a 9" a
beneficio da igreja de Nossa Senhora do- Rosario,
do Recite, qu- corre no da 27.
LEILAO.-H0J3 (21) effectua o agente Pinto o
leilo de fasendas avenadas, liobas s chapeos de
differentes qualidades e estopas ; em seu escrito-
rio na ra do Bom Jeras u. 43.
CASA DE DSTENgAJ.-Mjviionto do da 19
de juuho de 1872 :
Exisiiam (preos) 313, eotrarara G, sahirara 5,
exisiem 31i.
A saber : naciouaes 207, mulheres li, eslraa-
geiros 42, escravos 40, escravas 5, totai 314
Alimentadas cusa dos coiras pblicos 260.
Mavimeata da enfermara na da 19 le junho J.-
1872 :
Teve alta :
Manael Francisco de Maraes.
PASSAGEIROS.- Valos da Granja e escallas
no vapor Ipojuca .
Eduardo da Silva Villar, Manoel
Souza, Jos Candido de Barros Jnior
Jos de Souza Biltencourt, Antonio
Jos Joaquina Das do Reg e 2 criados, D. Josepha
Crrela dos Santos e 2 e-cravo3, Beluario Cicero
Alexaodrlno, Antonio Ferreira Amero, Antonio
Forreira Antero Juiior, Antonio Alberto de Souza
Aguiar, Augusto de Castro P3gelo, Simplicio Fon-
ceca, Joo Daoiaceuo Birroso e 1 creado, D. Joa-
quina Pereira Luna o 2 criados, Joo Ferreira
Gamaraes e 1 criada, J^s Francisco Pereira,
Hjuorio Jos Pereira, Francisco Tertuliano q'AI-
buqaerque, Manoel Janaario de Lima, Joo Alina,
Antonio Gello, Antonia Seraphira Goocalve3, Mar
celino Jos da Silveira, Joaquina Francisco de Vas-
concellos, Mana Joaquina da Conceigo e 2 filhos,
lgoa:o Gomes da Silva, Amonio Cardlo, Victo-
rino do Reg Barros, Felipps de Miraes Guedes,
Joaqaim Ribeiro Diutas, sua seahora e 1 escravo,
Miguel Benevides Seabra de Mello, sua senhora,
mi, sogra, 3 sobfiohas e 3 escra vos, Miguel de
Araujo Dantas, Ignacio de Albaqaerque Maracho,
1 fllho menor e 1 escravo, Joaquim Firmiano Razio,
Francisco da Silva Nobre, Dr. Delttno Augusto Ca
valcnle de Albuquernut-, 0 Ulhos, 7 oecravos e
l criado, D. Mara Sevenana Lias de Carvalho
' ta ao Sr. desembargad** iscil eobre e registre re- %
querido, Jepols qae a presente pelig 1 K* -15 '**.
por todos o* ym*Jk)kWu&tt>&*v'r ** B09
ivros ag>rarUM Pavfo'*M*[ *
tala dos tarmes I" ab*ra e eocerramento dos
meamos livrpa.Voioo-eontra o 8r. ieputado Can-
dido Alcoforado.
COM TABECEB FISCAL.
Pelieae de Amorim Irmos & C, prorogaca do
sea eonirato social ^or maa aaBaa-aonos.Regis-
tre- oa forma do decreto n. 4394. Dea se vou-
go unnime, por se conhecer qne naa bavia no
contrato da sociedade acerescimo de capital, que
sajeitasse 03 supplicantes a pagar sello pola conti-
nuago de seu eontraio.
Dita da Mearon 4 C, adiada dVsessaa paseada.
eclarera os supplicantes o vitar de-sea capital,
declaragio qae deve ser teila por todos os so-
cios.
Dita de Domingos Jos Avilla a Jeronymo de
Souza Rolim.Seja registrado o contrato na ter-
mo do decreto o. 4394.
Continuara adiadas as peiigoes de diversos pre-
tenderles vaga de oIBcial escriturario ora exis-
tente na secretaria, ou a outro qualqaer qne se
manifestar em eoasequeocia de accessos que se
derero aos empregados.
Nada mais ha ven lo a despachar, o Exm. Sr.
conselheiro presidente encerrou a sesso s ti
horas e meia do dia.
Meo Jes de.
e i criado,
R. Neville,
SE33AO JUDICURIA EM 17 DE JUNHO DE
1872.
BBSIDBHCIA DO EIB. SB. C0.VSELHEIRO A. F. PI-
KTTI.
Secretario interino, Innoccndo Antunes de Tari:i$
Torret.
Ao meio dia, acbando-se reunidos os Sr9. des-
embargadores Silva Guiraaraes, Reis.e Silva e Ac-
clali, e os Srs. depulados Olinto Bastos, Candi-
do Alcoforadc, Alvaro de Alraeid, e o Sr. sap-
pente o L9to ; S. Exc o Sr. conselbeiro pre-
sidente abri a sesso.
Foi lidae approvada acta da sesso de 13.
O escrivao Alboquerque fez em 13 do corrate,
e tob o n. 2598, o nltimo protesto de letras qne
lavrra era sua semana ; e o escrivao Alvs de
Brilo, sob o n. 2521, em data de It.
Assignaram os accordos proferidos na ses-oe
de 13 dos feitos entre parles : appellante, Jos
Tavares Carreiro ; appellados, os admiaistraderes
da massa fallida de Antonio Pedro de Mello ; ap-
pellaotes, Azevedo 4 C-. ho ; appellado, Jos Nar-
ciso da Silva ; appellames, Alfredo 4 C ; appel-
lado, Antonio Jos Gongalves Lima.
julgamentos.
Aopellames appellados, Joaquim Francisco do
Espirito Santo e Thomaz Jos de Campos ; appel-
lames ?ppellado?, -Thomaz Jos de Campos e J:a-
quira Francisco do Espirito Santo.Foi confirma-
da a semeoga.
Appellante, Antonio Joaquim de Gouva ; ap-
pellado, Vicente Ferreira Veras.Maudon-se que
viess* a appellagai nos pmprioi auto.
Appellante, Gabriel Antonio ; appelldas, Jm4
loaquira da Cuuha 4 C.-Foi acceita a desis-
teacia.
' ADIAMENTOS.
Aditu-se o jolgamento dos segrales feitos
appellames, Loureiro 4C. ; appellada, D. Capita-
iini Mana Pereira Pinto ; apoellaates, os admini3-
'radores da massa fallida de Jos de Castro Re-
dondo : appellado, Jos Mara Sodr da Malta.
PASSAGENS.
Do Sr. desembargador Silva Gaimaraes ao Sr.
desembargador Accioli :
Apptllante embargante, Joo de Azevedo Perei-
ra ; appellado embargado, Antooto Gomes
Pires.
Do Sr. desembargador Res e Silva, ao Sr. des-
embargador Accioli :
EMBARGOS INFRINGENTKS.
Embargante, D. Mariam Francisca de Abren
Lima ; embargado, Aotonio Francesco Pereira de
Lira.
DESTRIBUICXG.
S. Exc. o Sr. conselbeiro presidate disiribnio ao
Sr. desembargador Res e Silva o feito entre par-
les : appellante, Joaquim Francisco do Espirito
Sant>, concordatario e liquidatario da firma Maia
4 Espiito Samo ; appellados, os adaitistradores
da massa fallida de Manoel de Soma Camello
Pimplo.
AGGRAVO.
Denegou provimento 0 raesmo Exm. Sr. conse-
lbeiro presdeme ao qne Ibe fra aposentado en-
tre partes : aggravante, Belarmioo Alves de A-
roncha ; aggravado, Manoel Paulo de Albnqner-
que, cessionario de Jos sfnnix do Almeida.
Encerron-se a sesso a 1 1/2 tora da'urde.
. 1 filbo raeoor,Fraoci3CoTavare3 Pessoa d'Araoja
J(iaior, Aotoaio Jos de Siqaeira e Silva, 9r. Juo
Carlos Greehalcke, Alfonso de Paula Alouquerque
Maranhio, sua senhora, 3 filhos e'2 creados, Fraa-
cisco Sancha Ribeiro do Araaral, Dr. Saluslao
Gomes da Silveira e l criad\ Joaquira Coriulano
M. Medeiros, Manoel Groba Porto, Joaquim Soares
Pinho, Antonio Miia Crle3, o pragas e o seateu:i
ados..
(!R0M(\JI)S1!ARR
Tribiiaal do coaimercio.
ACTA DA SESSO ADMINISTRATIVA EM 17 DE
JUNHO DE 1872.
PRESrDENCIA DO EXM. SR. CONSELHEIRO ANSELMO
FRANCISCO PERETTI.
A's 10 h)ras da raanba. presentes 03 Srs. depa-
tados, secretaria interino Olinto Basles, Candido
Alcoforado, Alvaro d'Almeida, e o Sr. suppleote
S Leitlo, S. Exc. o Sr. conselheiro pre3idente
abri a sesso.
Lida, foi approvada a acta da sesso antece-
dente.
EXPEDIENTE
Olicio do presidente e secretario da jun'.a dos
correii ras, remetiendo o boletim das cotagoes cfJB-
ciaes da semana que decorreu de 10 a 13 do pre-
sente mez.Para o archivo.
OBcio da junta dos corretores, dando sciencia do
resultado do exame feito as livras dos mesmos
corretares, teodo-se conheeido que deixaram de
ser coladas transacgOes sobre mais de dous milhdes
de arrobas de assucar.O tribunal proferto des-
pacho, remetiendo com vista'ao Sr. desembargador
fiscal dito offlcio.com as pegas qae Ihe vieram a-
nelas.
Oacia da sobreiita junta, remetiendo as res-
postas dos cerretores Mosquita, Mamede, Stepple e
Silveira respeito do laclo de legalisarem trans-
acgd"e3 feitas por pessoas incompetentes.O tri-
bunal den o seguinte despacho :JuDiaolo-se a
esto ofihio todos quaotos ewlem s.bre igual as
sumpto, a saber : 1. o que foi roraettido no aoo
de 1862 pela jauta, de que era presidente JgIo da
Cruz Macedo, 2. o que foi encamiohado em 1867
oa 1868 pelo corretar Silveira, qaaodo presidente
da junta, que funcciooou nesse anno, 3. o ofJQcio
da actual juola a respeito do qual foram agora ou-
vidos os corretores, e 4.* finalmente o rotatorio da
passada junta, da qual era presidente o correior
Stepple, d-se vista ao Sr. desembargador fiscal.
Presente o livro de registro da correspondencia
official, venflcou-se estar regularmente escriptu-
rado at o n. 104.
Aos Srs. depulados foram distribuidas os se-
gaiotes livros :
Diario e copiadar da empreza das obras e capa-
tazia da alfaa^ega, Diario de Bento da Silva 4 C.
Copiador ds Henrque Jo Pereira, Diario do
mesmo.
DESPACHOS.
Requerimento de Manoel Joaquim Seve Jnior,
solicitando ser prvido no lugar que vagoa, de
corretor geral d'e-ta praga.Adiado, al se vencer
o praso marcado para o preencbimenio da vaga do
oBcio de correior.
De Rodrigues Irmos 4 Guimares, apresenlan-
do, para, que se lhes registre, a nomeago qae
conferirn) a Manuel Hygioo de Carvalho Couto,
para caixeiro despachante de sua casa coramer-
ciai. Seja registrada a. nomeago, nao estando
provado ser brasileiro o caixeiro, a qae se referem
os. supplicantes.
De Claudio Dubeax, apresentando tambem a re
gisir 1 a nomeago de seus caixeiroe Antonio Du-
beax e Jo: Claudio Dubeux.Registre-se a no-
meago, nao estando provado que os caixeiros do
supplicanle sejam brasileiros.
De Carlos da Silva Araujo, pedindo por certido
a copia dos documentos que juntou sua peiigo
quando foi nomeado preposto da agente de-leudes
Piotual.Como pede.
De Belarraino da Reg Barros, Jos Joaquim
Ananes, Fraocisco Ferreira Bailar e Jos da Silva
Loyo, sojeilando a registro o termo do contrato da
sociedade commandlaria que entre si fizeram como
contratantes da empreza das obras e capalazia da
alfandega, visto terem admiltido eomo socios.da re-
fer la empreza ao baro do Livramenlo, Henrique
Bernardo de Oliveira e o engenheiro Manoel de
Barros Brrelo. E qae teado de sabmetterem a
rubrica os livros Diario e Copiador, pedem per-
misso para nelles ser langada a escripia princi-
piada do !. de fevereiro do corrale inao.-Vis
L8B10DEPEBNAIH6UCQ
RECIFE, 21 DE JUNHO DE 1872.
Noticias do aortc do imperio.
Amanheceu bontem em nosso porto o vapor ipo-
juca, trazando datas : do Cear II, do Ria Grande
18, eda Parahyba 19 do corrente. Ei3 o que co-
Ibemos dosjoruaes e cartas.
ceara'.
Achava-se no exercicio interino de chefe de po-
lica o Sr. juiz de direito Dr. Julio Barbosa de
Vascncellos.
RIO GRANDE.
Em 18 escreve nosso correspondente da ca-
pital :
t No dia II, palas 4 horas da larde, deixoa a
admioistrago desta provincia o Exm. Sr. Dr. Del-
lino, que hoje segu para Pernambuco do vapor
Ipojuc.
t Toraou sonta da presidencia o Sr. Dr. Jerony-
mo Cabral, na qualidade de 4 vice-presidente.
> S. Exc. deixou tambera a administraran s 6
horas da tarde do dia 15, passando-a ao o* vice-
presidente, capillo J j Garaes Freir.
O Sr. Dr. Jeronymo durante o poaeo tempo,
qae s? achoa no poder :
t Dem.ttio o Dr. Henrique Cmara, de medico
da II .spital de caridade :
Aposenten o professor Raphael Arcbanjo da
Fosceca:
Deraittio o coronel Luiz Augusto Ferreira Sou-
to do cargo de delegado de polica do As :
Demito Lmz do Bego Leite e a Beoveoalo
Joaqaim de Souza, *aquelle de 1 supplente do de-
legado do Apody, e esle de 1 suppleote do sub-
delegado do districto do mesmo nome :
< Demijtio Ernesto Xavier dos Santos do lagar
de escrivao da mesa de rendas de Mossor.
1 Demiltio Jos Roque da Silva a Jos Manoel
de Pava Racha, dos cargos de subdelegado e 1*
sapplente do districto de Nova Cruz.
< Suspendeu e manaou proeessar o presidente
da cmara municipal desta cidade, capilo Urba-
no Joaquira de Loyolla Barata :
Mandn entregar a Jos Teixeira da Costa
Barbosa 2:200*000;
t A' Pedro Paulo Vieira de Mello 2:000*000 ;
c A' Tiburcio Valeriano de Menezes 1:OOU&000;
< A' Joaquina Rorao Seabra de Mello 250000 ;
c Ao lente coronel Joo Ignacio de Loyolla
Barros, ex-dtrector do Liberal do Norte, 1:158* ;
As demissoes foram dadas sem proposta do
Dr. chefe de polica; e estas despezas foram or-
denadas e effectaadas sea autorisacao legal.
t O Sr. capillo Jlo Gome;, suceessar do Sr.
Dr. Lola, at boje apenas demittio ,0 subdelegado
lo districto de Macahyba, que bavia fieado por es-
quecimento.
Qaanto seguraDga individual e de proprie-
dade vames bem.
c Nao consta que se taabara dado assassinalos,
nem saques e outras. violencias na casa de cida-
dao.
t Todo3 se acham satisfeitos.
O Conjeruador que aioda contina fffi op-
posgao.
Elle refere os seguintes tactos :
c No dia 6 evadio-se da cadeia desta cidade por
occasiao do servigo da faxioa o r 1 sentenciado Vi-
cente Phladelpho de Araujo. O Sr. Dr. ebefe da
polica, procedendo s necessarias indagagoea so-
bre o tacto, suspendeu por 15 dias do exercicio
das respectivas fuocgSes ao carcereiro da mesasa
cadeia, mandn proceasar o guarda nacional Joa-
quim Caridade e suhmetter a couselno o soldado
de polica Floreociq de tal, qae se achavam de
seotinella ao dito reo, para cuja captara, segando
consta, expediram-se logo as mais terminantes or-
dena. >
< No dia 12 foram recolaidos cadeia desta ci-
dade 5 sentenciados, qae se achavam em compr-
manlo de suas penas no presidio de Fernando de
Norooha; a saber, Candido Jos Rufino, Viceate
Ferraz da Silva, Jos Fabricio Gomas, Francisco
Ribeiro do Carreo e Charles Brand.
Interrogados oa repariico de polica deca
raram. ,
c Qae nao se evadiram d'aquella presidio ;
a Qae seado da nteira condanoa dr/respectivo
commandante, esle os mandara em soccorro de
um navio qae appareera em alto mar defronte
da ilba, todo desarvorado, e elle*, segaioJo em
ama jangada, observaran] qae o navio era aau
:4


dkrf# d# PernanioiGt Seila ei/a 2 i de" afutilfio da fl?2
galera que eslava ta;endiad san comraaadmte,
am usssoa alga no i bordo ;
Que voliatdo para o presidio soITreram rin-
da calmara suocscfida da forte cerrigio, qae os
obrifon a passar os dias 4 e 5 do correle em alio
mar, pardeado- o ramo de torra, (t que. do da
6 apartaran) i oral a do Ro do F.igo, 15 leguas ao
orte desta cfsde, e proearando o ioapeclor de
qaittairo Joiqaim de tal pedirm a este qae os
madasse apreseour ao subif legad) de disrieto;
Qae na presenta dessa autoridade referirn)
loda essa historia, e sera qoa' fjssenr escoltados
foram p-I) -uonelegaij remedidos para e. tal, acompanhados iipaoas por Theotonio Baptisla
Soares para loes servir de guia;
Que resignados a camprirsoas penas qnenaro
voltarao presidio, donde sahiram por forja maior;
Tae daeliraj5c>3 parecera exactas, tanio raais
qaanto a noticia de scnelrnote incendio ja fra
dada pelos Joroaes de Pernambnco de 5 do cor-
rente.
(PARAHYD.V.
lostallaras no a 7 do jorrate a 83-ero-
b!a provincial, |feanto a maaa assiraorgaoisada:
presdeos, Dr. padra-L'ouaro Antones de Meira
HenriqQej.vice presidile,' Dr. padre Patricio M
noel de S,aza ; secretarios, Drs.-Joaquim Moreira
Lima e Samuel Hsarique IbrJmann.
Fora nomeaos promotoie3 pblicos: de
Paltos, Dr. Antonio Ssrraoo Giogalves de Andra-
de ; e de Pomba, l>r. Aoionio Alejandrino Ri-
beiro Lima.
COMMUNICADOS.
A o publico
O Sr, Olympio Margues da Silva.
Depois dos arugos qua escr.-vi e pobliquei oes
tas columnas, em 11 e 16 de maio prozima fiado,
declarou o Sr. Olympio Marques da Silva, do Jor-
nal do Recifc, que la cluraar-me responsabilida-
d; pelo qne eu disse n'esses meus commaicados.
A'ama tal deca ragio ni latead) a oppr, a-
gusrdei tranquillo a eitaclo para comparecer em
juizo, e effaclivamenle f i citado, na qualidade de
co-proprieiario do Diario, para exhioir os aulli -
graphos legalizados dos referidos artigo?.
Assim fi!, indo audiencia do juiz substituto,
Dr. Hygino Duarte, por meio do meu procurador,
qae exnibio urna respoosabidade em rgra por
inim escripia e asignada.
Estou r ooveneido de qae por isso nao esperava
o S.\ Olympio Marques da Silva, que acostnmado
lidar com gente de bem, contara talvez qae eu
apresentasse como responsavel pelos meas artigas
algum testa de ferro.
Foi, sera duvida, por es-a razio que mandn al
gnns de seus adherentes e prenles assistirem
exibigo da responsabilidad, como me infjrraa-
ram, ao passo que por meu la lo apenas esteve
presente o meu procurador I
DesaponuJo com o meu procedimento digna e
hinroso, o Sr. O.ympio Marques requereu e obteva
qua eu fosse citaao para, na forma da lei, explicar
alguns trechos do mea artigo de 11, tiechos alias
explicados no me j artigo de 16.
Comparec em juizo, e, sem recorrer ai luzes
da mea digno advogado, d -i a nica explica ci
qae eu palia dar dos referidos trechos, explicares
que, repito j tmham sido dadas no meu artigo de
lo, como lado consta do termo da audiencia la-
vrado no da 6 do carrate, em que leve lugar o
acto.
O Sf. Olympio Marque?, depois dessa explicacao,
que s dei porque a lei ma forgava tazlo e eu
sou obediente a lei, u Sr. Olympio Marques, digo,
requereu que' ficasse suspensa a acgao, .al que
fossam publicados os documentos a qaa me re-
fert.
.Vio me oppaz qao esse requerimento fosse
laucado no termo da auliencia, e elle abi se acha,
pasto qae o Sr. Olympio Marques o tenha omittldo
na transeripgo que tu hoje no Jornal do Recife
desse documento, onde tambera foi omittido o des-
pacho que dea o Sr. Dr. Hygioo Duarle, lo 6,
que nada liona que deffarir esse requeri-
meoto.
O Sr. Olympio Marqaes embuchou, e levou 13
das digerir o termo de audiencia, at que em-
Q u appareceu este uo Jornal diRecife da hoja, era
meio da algunus palavras do mesmo Sr. Olympio
Marques, que coacluio o seu arliguito com as so-
guiai-s liabas :
t Qnera tiver liJo o communicado do Sr. Feiip-
pede Figueiri e notado a audacia com que sa
atirou elle sobre mira, fijar maravilhado da co-
ragem com que se sabio.
b'aqui, do molo cono est redigido esse tpico
da artigdito, deprehende-se que o Sr. Olympio
Marques acbou meaos dino o meu procedimen-
to, quand) declarti em juizo-que, posto que
vnibisse que era verdadeira a histeria do advogado
pronuncalo pelo nogenlo crime de estelionato,
tgnwrtna qwm fosse esse advogndo, por anda me
raasa gsboaaj as mos os documentos q-us
El- AGUARDA VA.
-No meu art. de 16 da maio eu disss o segua-
te : Qaau'l)esti(raspasU) apparecea, pa. tan-
tos tanto que labores, vio o publico que o Sr. O ym-
pi limitou se cjnur urna historia menos feia,
chamarme cilu naiador, e dizer que eainaaa s-
timo cea.A' historia, que sem duvida correr por
suaceata, nada opporei, ama vez quauao a conbeco.
S) ella oa no a mesma qua cratei, di-lo-bao os
documentos qua raais tarde hai de publicar, e
palos quaes julgar o publico quera o calumnia-
dir >; e isla masa conita do termo do audien-
cia.
Portanto nao cometti nenbuma incoherencia,
nem ha procedimento manos honroso para mim no
qn eu diise ni anuencia, urna vjz qae, torno
repetir, all formulai apeaas per outras palavras
o que escrevi oo mea art. de 16 de maio. ,
h disse urna vez, e repilo qae, lago que che-
guem ao meu poder, bei-de publicar os dozaraeo-
tas em qnesio, de cuja existencia tenho plena
conviegaa; e enlaa ver o publico que fui verda-
dero ni qae refer relativamente ao monumental
advogido que reduzio indigencia um infeliz pai
de famili?.
O nome desse advogado hade ser publicado
n'esses docnmeuio?, que nao sao seno varias e io-
teressantes pecas do processo instaurado contra os
anclares de S depois dessa publicacio, para a qual nao
posso flxar lempa, mis que espero ter lagar
brevemente, qua o publico poder jalgar quem
qae ouzado quando escrevonos jornaes, e cora-
joso quanlo provoca qaam ouoca fez timbre em
^panejar outras armas que nao as da honestidad?,
as da jusilla, e as do davvr.
O Sr. Olympio Mirques appelloa pira o publijo,
e cbamou-me responsabilidade. Eu nia o cba-
marei tambam re injurias dis seas artigas, par que, devo confessar,
essa; injurias nao raa padera alcaucir, por que
ui-1 trouxeram altura para isso.
Limito-ma nicamente apjel'ar para o publi-
ca, qae nos julgar, que sem davida uos conhece
a ambos, e que eeriamente saber distinguir-nos
pela nosso passado respectivo.
En nao leria vinlo impransa, se o Sr. Olympio
Marqaes na tivesse jalgado necessaria escrever e
publicar no Jornal do R'dfe de hoje o que abi se
l. Teodo-o futo, era mea dever dizer o qae ci-
ma disse.
Gonclaindo assegaro aa Ilustrado publico que,
embara o Sr. Olympio Marqaes me irrogue quaotas
injurias qaizer irtogar-me ; emb >r me provoque
continuar esta lata ingloria ; eu nao aocndirei
provocacaa, e serei iasensivel a injuria, nao- mais
voltanlo a ai-ena'jornalistica sobre semelhante as-
sampto.
l'-cife 20 de junbo de 1872.
Felippe de Ftgueiri Faria.
maldito u3o esqueceto aqnallef qua os
vilano.
Occopo-me do qae suwDle ^arlicoUr:
d3o 8u esqaecido : evito os qae governam:
lies me persegaem. .
Foi julgado improcedla otn procasso
que me iQ9taararam por supposto crime de
resistencia, estiva preso como vil criminoso I
Porm a perseguirlo d^o esl completa :
preciso nnis! 11... Nao acbaoi motivo
para arrastar me outra vez a cadoia ; in-
commodam-me em ouiro terreno.
Sou consenbor da maior parte do enge-
nbo Barauna, propriedade que paga foro ao
mosteiro d S. Beato; sou o nico dos con-
senhores, qae essa obrigaco satisfaz, e o
joiz supplente que me pronanciou (coronel
Jos Fraacisc) Lopes Lima) jaandou ex-olli-
ci arrendar em basta-pbblica esse engeobo,
porque Ihe disseram que Barauna lem con-
senhores erpbios!! ... O jniz n5o sabe
qnaes s5o os consenbores e a avaliacao se
fez sem citac3o de alguas!
Foi envolvido na avaliajo o que s-
mente meu, e qae devu ser posto fra.
Sou tutor de meas enteados; os educo
como pai interessado pelo futuro d seos
Qlbos, e anaunciam a remoejio da totell?.
Em partilba tocaram a meas enteados
escravos, que anda nao prestam servido, e
annanciam a venda desses escravos para
garanta d s orphaos f
Estou resignado.
Continoem os meus perseguidores a en-
commodar me: acommettam por todos os
lados: os instrumentos tambera se inutili-
sam. Estamos na estagao dos inicios para
Plinio : aproveite bem o seu tempo, certo
de que os Nazarenos bem conbecemo ca-
pilo Piinio Augusto Cavalcante, do enge-
nho Albuquerque.
Bjrauna, 4 dejanho de 1872.
Villa do Bonito, 1 de jimho de
MISS1VA PARA SER VISTA PELO G0VERNO
PROVINCIAL E GERAL.
Esere/o ests sob a imprasso, que geralmeate
caasoa nest* villa a noticia da dissolugo da ca-
mara, e da consarva;ao do prora tledor ministe-
rio Rio Brauo.
Aos liberaos genainos oa de principias, que nao
iololatram as pessoas, mas .6propugnara pelo tri-
umpbo das ideas, caasoa a noticia grande rego-
sijo.
Aos conservadores moderado?,, que querem as
in:tiuic5ei de accordo com o miviraento melbora-
dar do scalo, regosijou tambera a noticia, na es-
peranga de verem ni comarca restabalacido o im-
perio da lei, com a raudaoca de certas autorida-
des que pretendem, na pralica, impdr o sea pres-
tigio com o de;comedimeato do arbitrio e da vio-
leacia, e protesiam levar a perseguicio a todos,
que na se enrvara ante ellas, e a miseravel e in-
trigante paudilhi que as cerca e as infecciona 1..
S os laes cooservad.res e liberaes de todas as
pocas se contristaran), e sa tornaram pensativos
sobre o novo rumo que Ihes s^ja licito tomar I...
lufelizmenle para elles nao est oa Ierrao juiz
Je diraitoRodrigues Chaves, bafejador em chafa
do odio e do rancor, e mestre-escola sagaz da in-
veterada, mis sampra descasada e renovad
seila.
Deixemos o preaubulo, e varaos aos fados que
superabuu jara, para delles se deixar de fazer men-
guo com preferencia a qua'quer oulro assumplo.
Temos om nossa man, ainda fechada para ir
relacio, ama carta, que no dia 18 do passido, se-
gundo dia do abanlono da comarca; sem passar o
exercicio da vara ao sea substituto, eserevea ao
promotor publica o librrimo juiz da diraito, da
enaco da Gimelleira, por occasiao de Iba ser
apresentada orna petico formal da habeas corpus
palos dous irmos presos pala mesrao promotor a
ordem do subdelegado, e mandados coniuzir pela
guarda cauonal, que sua voz effictuou a pristi,
a presenca do juiz da diraito, que homologm o ac-
to arbitrario, nao s mandaodo-os definitivamente
recolhar, como depois chicanindo tambam, como
o subdelegado, com o despacho rtqueira a quem
competir. proferido as paticSes que os mcsmoB
presos apreseataramrequerendo cerlilo da or-
dem de priso e da nota constitucional da cul-
pa.....
Consta, e at asseveraram me, qne se prova
com lestemunhas que o juiz lei viva,deixou de
o ser (naturalmente por estar fra do territorio de
sua jurisdiegao) quanlo Iha foi apresentada a dita
petigo naqaalla eslagio, e entregan cirta para o
promotor, tornando-so na eccisio to assastado,
ta nervoso, to pusilnime, qua ciusaria "do aos
seus proprios perseguidos, que assim o vissom I...
Vocifaroa contra u promator, quem imputoo
exclusivamente Aquella acia arbitrario, desculpan-
lo se da o nao ter rasponsibilisadj, com as auto-
ridades qae Iha serviram de mstrumento, para
nao Ibes tirar, elle promotor e eilasautori-
dades, a forca moral!...
Boa escapatoria I., qua na verdade digna de
apreciagijote o seu proprio despacha, que
instrua a petigo daquelle recurso requeira
quem competirl... qaiali pela lei (sem ser a
fina) era ee obrigala a exaedir iacoatmente em
,/*
segurando Ibe que, senao a ju-:tiga dos hora*os, a
de Omm o vmjaria...
Di8e-rae afioal depon deba muito toito tria-
Jallisado : que aquella martes fdram ocasiona
m pda prtrt illegal. injusta, revlitante t des-
ptica mandada furiosamente exicular pelo juiz
dt direito contra ells Bala^ por nao Ihe haver ti
rodo o chapeo quando por%ia frente pautara, di-
rigindo se 4 matriz para seriar de padrxnho a
urna enanca l.......
Nao quiz eu dar crdito a semalhante narra-
tiva, moa unta* pessoas depois me a confirmaran)
que nao me rstoo raais snspeita aobre a veracl-
dade do fado I
Fiqaei enlio ubendo qne o juli lei tu'ra -nao
e t odieat e peraegnidor 'na opinio gen I; 4
tambem na opinio de alguns e entre estes-o
Manoel Balamaleado !....
Assim paraae que a lie Uudem os presos l
cadeia, quando pedam eamolas em alias votes to*
transentes, accresceatanlo que o malvado ne-
uhurai providencia di das reclamadas, e ri-ae
e regosija-se por ve-Ios marrar a forael...
Seja como r, o povo nao o quer mais agen-
lar e declara sem cautelas que na volta da Pa
rabyba ae o governa ihe nao der ootro destino
pagar elle aqui meemo o monstruoso debito
para com lautos contrabido.
Tuda isto causa Ipprehensoei e serios cuidados
sobre a paa eomreaa o .
lmparcial.
COMMERCIO.
PRAGA DO BBdFB O DE JXHO
DE 172.
AS 3 1/2 BOBAS DA TARDI.
Gotacoes offlciaes.
u^odo da Parahyba sorte 790 rs.
posto abordo a (rete de 3|i .e 5 00.
Dilo de dita dita 810 rs. por kilo posto
por kilo
-|,0.
bordo
a frea de 1|2 d. e 3 OjO.
Algoode Macei i* sorte 779 rs. por kilo posto
a bordo a frete de 7|8 d. e 5 OjO, hontem.
Cambio sobre Londres a 90 d,v. 24 5,8 d. por
iOOO, hontem e hoje.
P..J. Pinto,
' Presidente.
Dubourcq,
Secretario.
ALFANDEGA "
Aendimaot do dia i a 19.
[dura do dii 20.
' Pela ibesou/ana praviatiaL se fa publico
qae a rnca exigida v pjra < | jhntigo|do im-
ii gado vaecnni eonsumido
posto de 2300 a; gado tafean eonsumido no
municipio do Rcife, da qoantii de 300:000^,
pelo que os pretndanles qnf w ackam habilitados
devemreforcar snas flanfas.
Secretaria da rbesonraria provfoelaf de Per-
namwto M de juoho de 1972.
O ofBeial malof,
_______Migael Affonso PerrM.
876.-97677
50:293*963
927:270i4i
Descarregam boje 21 de janho de 1872.
Escuna norte allemaJardarrffa varios g-
neros.
Brigue porlugaezTnumpho dero,
CAPATAZIA DA ALFANDEGA
Keodiraento do dia 1 a 19- (G:74027
dem do dia 20 ....... 479i732
11:220*028
SAH1DAS DE MERCADURAS.
Volumes sabidos com fazenda 271
dem dem cem gneros diversas 526
Somma 797
CapitaaU d prto de l'eruam
tarto 14 de jambo de t?
Bol wrtude da ordem de S. Exc. a Sr. deiem-
bargacr presidoate da provincia, manda o Illm.
Sr. elpNis de mar guerra e capito do porto pu-
blicar para scienela dos navegantes o edital abano
transcripto,
EDITAL
Capiuniadu porto.
De ordem de S. Exc. o 3r..presdent da pro-
vincia fago pablico para couhecimento dos nave-
gantes, qne no da 2 do correte mez foi colloca-
da no oscolbo fronteiro ciara dp Val de Caes
ama boia de ferro para o indicar, a qual defor-
ma da auas pirmides conieas troncadas, unidas
pelas bases e pntalas de encarnado. A referida
boia est fondeada no distancia de um qoarto de
milba da trra, ero 6, 2 metros d'agua na baixa-
" 7 aa prearaar em mares ordinaria?, e
10 metros na preamar d'agaas vivas, deiiorando
108 JS?108 'erdadeiros dos pontos segointes :
193* 30*JO.do forte da barra 160' SE.-da ponta
S.da ha nova, 120* SE. da ponta S. da ilba do
Fortim, e s 10-SE. do Forte do Castalio. Daas
bracas ao mar da dita bofa <>roma-so em maros
ordinarias em 13, 8 metros em fundo de .vasa.
Capitana do ^wrto do Par* 7 de margo de
1872.AntjQio Ernesto Lassaoee e Cuaba, capi-
llo do porto. Conforme O secretario, Anolino
Tavares de Macdo. f. P
Bst conforme;O secretario,
Decio'e Aquino Fonseca.
----------1-----------
DECLARACOES.
pretendemos arremlaso des impostos provin-
uiaes.
Sscretana da thesooraria provincial de Pernam-
bnco 19 de joabo de 1871
0 offiVial-maior,
Miguel Aff.nso Farrelr/
A cumpanbia de operarios militares dj arse-
nal de guerra, precisa contratar para o semestre
do anno correle os segrales gneros :
Assocar de 2* sorte, arroz pilado, azelte doce,
baealho, caff moido, carne verde, diti secca, fa-
rinba de mandioca da provincia, feijio, renb.a,
manteiga franceza, toneinbo, vinagre, pes de
ongas, ditos de 4 oncas.
As pessoas que quizerem foroeeer os mencio-
nados geoeros qne devem ser de boa qualidade,
aeresente .>uas propostas fechadas na secretaria
da dita cempanbia as 11 horas do dia 22 do cor-
rete raer.
Quartel da sobredita compaobia no arsenal de
guerra de Pernambuco, 18 de juoho de 1872.
J,aqnim Maooel da Silva e Sa-
Tinenta corara andante.
COMl'VMHV
LX)
BEBEHIBE
. COMPANHIA PERNAMBCSAN/
Navegando costea por vapor,
Em additamento ao annuacio da sabida ao da
28 do correle mez, dos vapores deaia coospaoliia
Ipojuca e Jaguar ibe tura os porlos mitropaei, do
norte e do sal, se declara que, se o paquete m-
giez de volta para a Europa s cbagar a este por-
to no dia 29 ou 10, para esse mesmo dta flear
transferida a sabida dos sobradnos vapore/.
Iliade ^.Miguel
Para o indicado porto sfgoe em poacoa dias o
patacho portogoez t Mickaetense i ji isa Ires par-
tes da carga engajada e para o resto qae loe fal-
ta e passageiros trata-se com o*- consignatario*
Ferreira de AlmeidaA C, a raa Madre de Caos a*
36, armizera.
Para Lisboa
deve sahir com raoita brevldade o lagar portuguei
Julio, tem a mtior pane da caiga prompta, e pa-
ra o re^lo e passageiros trata se com os consiga-
tarios Thomaz de Aquino Fonseca & C. Saccesso-
res ra do Vigario n. 19. 1* andar.
MV
PBLICACOES A PEDIDO.
Ao capito Plinio Augusto Ca
valeaate. do eageabo Albu-
inerque.
Aigamas palavras a esse capitoPlinio.
Se o Diario de Pernambuco de 17 de
abril do correte anno chegasse at nos so-
mtate, eu estara dispensado, e o riso de
escaroeo dol qae conhecem o nao tranqui-
oemro do engenho Albaquerqae, me jog-
tificaria.
Mas todos nao conbecem ,- anda ha mili-
ta gaote que goza a felierdade de nao co-
nbeeer esse Plinio.
NIo me incambo da missa de dir aviso
aos qae vi vea distantes. Hi borneas de
triste cetebridade.
O capitlo Puni da lingua trmula est
aproveitado, faz figura entre os goveruado-
res. e j di cartas de proteccao para a cor-
te. Os qae beber aa tac,* do banqueta
favor dos peticionarios llngaimmH presos,
como allega vamama ordem de habeas-corpas';
sem precisar responsabilisar os autores daqueila
iliegali jade, para fizar justica aos pobres presos,
qae por intriga e perseguidlo velba j tinham ob-
tido baixi do exercito, para o qua.1 tlnhaa sido,
uin ou dous mezas ante3, os recrutados pelo dele-
gado II...
Consta mais qua ao masmo aMa 18, ao lusco
fusco da tarde, cnegou aqui, em cavallo esbafj-
ndo, um portador qie depois da volta Jo trem a
Trombatas, d'alli partir a tola pressacom um
sigillo -remanido pelo tal juiz d'aqualla outra es
tac ao delegado, aQm de jue fossera os presos
sollos antes de chegar o portador dos mesmos
com a carta para o promotor.
O negocio foi to expedito e bem feito qua o
logado pz inmediatamente os presos em liber-
dade, nao obstante haver poucas horas antes or-
denado ao carcereiro que oa passasse a certi-
dao da ordem de priso, qua o juiz municipal Joa-
quim Pantaleao, deferiadp, a> chegar nesta villa,
a peiicio dos prosei, mindari passar; declarando
positiva e bruscamente o mesmo delegado que
amia nSo era lempo.'....
Consta lambem, e corre de bocea em bocea co-
mo facto averiguado por mallos, qus o correio
foi coductor de uns papis em involucro volu-
rao-;o reraattidos pelo providente juiz da cidade do
Recifea um seu intiraj d'aqui, como elle to
providente, logo que no Di'arw de 26 de maio 16a
o coisraunicado do o.pilao Paaro Barbosa da Sil-
va elogiando-Ihe a inlegridade I...
Xo se sabe ao ceno se entre os volrnosos pa-
pis vibara somante os autos da iroianiadc da
S. Sebastio e o processo de respoasabilidade do
ex-subdelegado Jos Cypriano. que elle tanto mor-
re por eoniemnar; ou se tambem o decrete im-
perial de perdo ao fllho do referid) Pedro Bar-
bosa e companheiros da perseguijo, com despa-
cho anle-dactado do Reclfa mandando janta-lo
aos autos.
Oque, porm, certo que o Pedro Birbosa
acara tambem por sna vez, ji qae pz o Pontaal
de nwnfiroso, com cerlido extrahlda dos autos,
depois dos arranjos~.
Emfim, as providencias sao sem numero e do
maior acerie I... mas nem por isso deixarei de le
va-las ao publico e ao goverao, com toda* os
seos commeotarios.
Ainda, ba poucos dias. iodo eu feira de Ca-
belieira, cabalar pela reeleico do nosso decano
Porlella, sinecurista perpetuo da cmara muni-
cipal, qua por modo algum quer pertencer tal
seila dos descascados, sem qae todava desagrade
ao chafe oflkial dador de sealencas interlocuto-
res por dedoitas, eoconirei-ma com um tal Ma-
ooelresidente na fregaezia de Bezerros e co-
oaeeido garalraeote pelo peor* nome oa sppellido
de Bala.
Iniportacio.
Vapor brasileiro ipojuca, vindo da
Granja e escallas, manifestou :
Algodo 190 saccas a Gomes' de Mi Uos
& IrmSos, 13 i a Henriqae Saraiva de raa-
jo Mello, 24 a Jos Luiz Guayaco, 18 a
ocha Leal 4 C.,68* a S Leilo 4 IrouSos,
10 a Braga Gomes A C, 6 a Perdig5o Oli-
veira & C.,.20 a L. A. Siqaeira, 2 a Adria-
no Castro & C, 20 a Andrade & Melb, 1
a Keller A C, 238 a ordem.
Carne 3 garajos a Moraes & Irmo, 1 a
Manoel M. Piat, 12 a Cunba Irmaos A C
3 a Gomes de Mallos & Irmaos. Coaros
360 a Keller & C, 220 a Joao Bptista de
Oliveira, 150 a ordem, 25 a Aodrade &
Mello, 114 a S LeitSo & Irmos, 8 a Fer-
nandos & Irm5os.
Sola 1,53 J meius a Moraes Irm3o?, 37
a Fernandos ct Irmos.
Despacho Ae exportaco no dia 19 i-
junho de 1872.
Para os portos do exterior.
No pataehe americano F. H. Jennings, para
o Rio da Prata, carregarara : P. Carneiro & C.
50 pipas com 24,000 litros de cachaba.
Na sumaca hespanhola Frasquito, para Bar-
cellona, carregaram : P. Carneiro & C. 200 sac-
cas com 15,284 kilos de algodo.
Na barca russa Laineta, para o Canal, car-
regaram : Raba Schmettau & C. 16o saccas com
12,599 kilos de slgodo.
Po brigae inglez Lora, para Liverpool, car-
regaram : Braga Son & C. 800 saceos com 60,00(1
kilos de assncar mascavado
No lugar portogoez Indio, para Lisboa, car-
regaram : Caryalho & Nogueira 100 saceos com
7,500 kilos de assuear mascavado.
No navio porlugaez Ceres, pira o Pono,
carregoo : 1. 1. Gongalves Beltro 490 saccas
com 20,000 kilos de farinha de mandioca.
Na galera portagueza iVot'a Fama, para o
Porto, carregarara : Soares Primos 1,000 saecos
com 73,000 kilos de assuear braaco.
Na barca portagueza Imperial, para o Por-
to, crregou : A. L. de Oliveira Azevedo 2 garra-
foes com 32 litros de aguardante e 176 qouros sec-
eos salgados com 1,932 kilos.
RECEBEDORIA D RENDAS INTERNAS
GERAES DE PERNAMBUCO.
(endimento do dia 1 a 19. 35:123^716
demdo dia 20...... 591J,1(J2
O administrador da recebedoria de
rendas internas geraes faz publico qae
ueste corrate mez/de janho qae os dons
de escravos residentes nos limites trac idos
para a matricula no actual qain juennio de
18681873 devem daros que tiverem ad-
qaerido de jalbo do anno prximo passad)
at a presente, e reqaerer a eliminaco dos
qae deixaram de possuir por veoda, liberda-
de ou bito, visto que a matricula que se
est procedsndo em virtude do regalaroento
qae acompanhon o decreto o. 4835 de 1 de
dezemiro de 1871, para execoco do artigo
8o da lei 2049 de 2S de setembro do mes-
an anno, uo dispensa da matricula a que
esto 8ujeit;s os escravos dos senhores
cima mencionados em tipteda do regla-
mento n. 4129 de 28 de marco de 1868;
por quanlo cada urna das referidas malricu-
as produz seas devdos lTditos, indepen-
dente ama da outra: assim qne incorrero
as murtas d'um e outro regnlamen'.o os
qpe os infringirem.
Recebedoiia de Peroambuc) 14 dejanho
de 187.
Manoel Carneiro de Souza hacer da.
Uompunhia de cavllari de
Fernimbaco,
Tendo se de contratar o foraecimeoto de capim,
frelo, rael e milbo para a cavalhada da mesma
Jompanbia no segundo serae^tre d'este anno, con-
vido aos senhores que se qaeiram propor a forne-
cer os gao?ros cima mencionados, a comparece-
rem na secretaria da compaobia no dia 22 s 10
horas da manha, com suas propostas fechadas ;
advenindo qae o espira seri pelo prego de cada
kilograamo, o roilho, mel e farelo e cada litro.
Qurtel no Campo das Princezas, 20 de junho da
I87i
Jos Joaqun Colhj,
C(.itSo commandaote.
(HVuiiu
BEBERIBE
O caixa dsta companhia, o Sr. Corbinia-
no d'Aquino Fonseca, est autorisad > a pa-
gar no seu escriptorio, roa do Vigario n. 19,
das 10 horas s 3 da larde, o 48 dividen-
do desta companhia na proporgo de 2i000
por cada aeco : previnindo-se aos Srs. ac-
cionistas qae o pag< ment ser feito em moe-
da de cobre qu3 na especie que o mesmo
Sr. caixa recebe dos arrematantes dos cha-
famos.
Escriptorio da companhia do Bcbaribe,
13 dejanho de 1872.
O secretario,
Jos Honorio B. Mcnezes.
35:714*908
CONSULADO PROVINCIAL.
lendimento do dia 1 a 19.
'dem do dia 20. .
125:79(1281
6:982*450
132:7751740
Pergantei-lbe, por rasra cn'iosidade, como sa
dera e qual a causa da morte de sua irmaa gr-
vida e do sea eanbado e trmao.
O hornera otostroa-se apanhalado com a per-
gunta e traosportoa-se de sbito a um estado de
qoasi bucara qae Ihe nao permiltio proferir por
siguas minatos senao a palavramilvado IUn-
Us vezas 'successivameate repetida e cem tanta
fulmmaco ao olhrr, qae cheguei a arrepender-me
de fazer-ihetal pergunta !...
Procarel levar-lita ao espirito am ltaitivo, m-1
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados na dia 20
Granja e porlos intermedios8 dias, vapor brasi-
leiro Ipojuca, de 360 toneladas, commandante
Uoura, equipagem 30, carga varios geaoros; a
companhia Pernambacana.
Montevideo16 dias, brigue inglez Mary di Ca-
tharina, de230 toneladas, capito Crespe, equi-
pagem 9, em lastro ; a Amorim Irmo dt C.
New-York43 dias, patacho inglez Satanella, de
198 toneladas, capiloJC. P. Vale, equipager 7,
carga diversos gneros; a Jobnston Pater & C-
Observaco.
Nao bouve sabidas.
EDITAES.
= Pela inspectora da alfandega se taz publica
que achando-se no caso de serem arrematadas
para consumo nos termos dos arfigos 302 e 299 f
2* do regnlamento de 19 de setembro de 1860, as
mercaduras abaixo declaradas, os seos danos' ou
consigaatarios devero despacha-las no praso de
30 dias, sob psaa de, nado elle, serem vendidas
por sna conta, sem qae Ibes qae eompetindo alle-
gar contra os effeitos desta venda.
Armaxem n. 7
B, 50 barricas com sal retios do, desearregadas em
20 de jalbo da 1870, do patacho norte-allemo
Atlntico, procedente de Hamburgo, e consignadas
a H. Oettll & C, conforme aa participaeSes do fiel
do armazem e do ajudante do gerente da empres
da capatazia, daudas de hontem.
Alfandega de Peraatabneo 20 de junbo de 1872
O inspector,
Joaqoup Jote de Oliveira.
Pela theseoratfftprawttlaUe faz publico que
foi transferida para o dia 25 do correala a arre
maucao do foraaaimeato dos objectos precisos
para o expadieau 4>s taparc5a provinciaes.
Secretaria da tbesoaram provincial da P*raam-
buco, 20 da jaalio,de 4872.
O offlcial-maior
Miguel iffcaw Frreira.
Juizo dos feitos da
fazenda,
EscpIt Baudeira
lSexia-faira 21 do correte, pelas II horas*do
dia, peraote o Sr. Dr. juiz substituto dos feitos
da fazenda ir praca por v nda o segiote :
As casas sitas roa Imperial ns. 54 e 56, tendo
esta 20 palmos de freate e 29 ditos de funde, 1
sala e am quarto, avallada em 4004 rs, e aqae'Ia
22 palmos da freote, 45 ditos de fon lo. duas sa-
las, doas quarto?, avahada em 600, as quaes
sao pertencenjes a Joo Rodrigues Lima, e vo
praca por exeeasao que Iba move a fazenda
provincial.
A casa terrea sita raa do Varadouro, em
Olinda, n. 34, tendo 16 palmos de frente e 70 de
fundo, 2 salas, 2 quartos cozinha dentro, quintal
em aberto, avahada em 3004, para pagamento da
execoeo contra herdeiros da Feliciano Torres Ri-
beiro. --536
dem, a roa do Bomgosto, n. 2, freguezia dos
Afogados, com 16 palmos de freate, 38 de fondo,
sera repartimento, em mo estado, avaliada em
1005, para pagamento da execuco contra Tran-
quilino Manoel de Farias, como snecessor.
Recile, 7 dejanho de 1872.
J. Firmino Correa de Aranjo.
No dia 25 do correte pelas 12 horas do
da ter impreterivelmeote logar no escrip-
torio da companhia, roa do Cabog n. 16,
a arrematado dos chafarizes e bicas por
bairros, nao se admitlindo propostas qne
comprehendam mais de um bairro e nem
por aspago maior de am anno.
Os Srs. licitantes podem comparecer com
seos fiadores ou declaradlo dos mesmos no
mencionado dia, devendo ser as propostas
em carta fechada, com a limitacio da qnaniia
oo antes no escriptorio, onde melhor pode-
rlo informar-se das condicoes do contracto
d'arrematacjio. Declara-se aos Srs. licitan-
te! que o pagamento ser feito em sedu-
139
BAZES SOBRE AS QUAES SE DEVE
LANCAR.
Bairro do Red fe.
Chafariz e bica do Caes da ra do Apollo.
Dito da roa da Cruz.
Dito da ra do B: um.
Dito e bica do Forte do Mattos.
19:600^000
Bairro da Boa-Vista.
Chafariz e bica do Cae3 do Capibarbe.
Dito da ra d'Aurora.
Dito da cidade nova de Sanio Axaro.
D-lo do lutar doiCampo-Verde.
Dito do largo da Soledade.
Dilo da caixa d'agoa dos Pires.
Dito da Praca do Conde d'Eu.
Dito da ra de S. Gonzalo.
19:500^000
Monteiro.
Chafariz dessa povoa?3o. 151 #000
Escriptorio da companhia do Beboribe 20
de juoho de 1872.
O secretario,
Jos Honorio B. de Menezes.
ArremritaCao de movis
No dia 25 do correte, depois de fiada a au-
diendia do Illm. Sr. Dr. juiz de orpbos, tem de
ser arrematados em pracj publica, no primeiro
andar do sobrado n. 33 rna do Pedro Aooso,
lodos os movis pertencentes ao espolio do finado
Domingos Francisco Alves Ferreira, ce-astan'es de
ama mcbilia de Jacaranda a Luiz XV, cama fran-
ceza da mesma madeira, mesa elstica, aparado-
res de amarello e mais pertances, assim como os
ntencilios do armazem n. 76.
De ordem do lllm.Sr. inspector da tbeson-
raria provincial se faz publico para conhecimento
de quem interessar, que no dia 26 do correte,
parante a junla da mesma (besouraria, estarao
novamente em arremata ci os aiugueis das casas
abaixo declaradas, a coniar do dia do recebimento
das chaves al o ultimo de janho de 1875, servio-
do dt base para a arrematado os precos j effe-
recidos abaixo indicados. Os pretendemos deve-
ro dirigir soas propostas em cartas fechadas, e
devidamente selladas, ao Illm. Sr. inspector al as
11 boras da manba do referido dia.
Secretaria da tnesonraria de fazenda de Per-
nambaoo 19 de junbo de 1872.
Serviado do offi;iai-maior,
Manoel Jos Pinto.
Relaco a que se refere o anuuncio cima.
Sobrado de doas andares n. 71 da raa do Padre
Floriano por 460/.
dem dem o. 11 da ra Direila 813/333.
Casas (arreas ni. 19 e ti da ra de Santa The-
rau3S|.
Armazem n. 7 ao Forte do Mattos l;3Mf.____
THEATR9
mwm iiRiiHiTi
Sabbalo 22 de juaho
A's 8 l|,
Pnmeira exhibico do magnifico drama de
grande espectculo em 4 aclos, representado in-
nmeras vezas, cora geral applauso, no Rio de
Janeiro, intitulado :
Genoveva de Brabante
DENOMINACAO DOS ACTOS.
1.*A calamnia e a deshonra.
2.'O tribunal e as torturas.
3.A loucura e o dasaflo.
4.#O combate e a victoria.
Personagens. Adores.
Duque de Brabante D3-Giovanni.
Conde de Heinanlt Augusto Cesar,
Baro d'Hsdin Vieira.
Cavalheiro de Quesooi Santiago.
Quievraio, presidente do tri-
bunal poto.
Cavalheiro d'Assas Bernardino,
Dito de Nanai Barros.
Edgar-proscripto Peregrmo.
Oudenarde Oliveira.
Vander Lessa.
Ohvier Senna.
Capito das guardas Silva.
Steven Florindo.
Roberto Philadelpho.
Jacob Souza,
Ora pagsm Carvalho.
Genoveva, duqueza de Brabante D. Isabel.
SUrgarida D. Dorotba.
Cavalheiros, fidalgos, homens d'armas, pageos,
arautos, soldados e povo,
Termioar o espectculo com a mao graciosa
comedia em 1 acto.
0 caixeiro da t a ve rna
Os bilbetes acham-se desde ji no escriptorio do
theatro.
Principiar as 8 1)4.
Domingo 23 de junho
A's 6 horas da tarde
Segunda representarlo do drama
Terminar o espectculo com a linda comedia
Bertha de castigo
Segunda-feira 24 de junho
As 6 horas da tarde
A pedido
OS MILAGRES
DE
SL1MTO AWOUI
Terminar o espectculo com a graciosa come
dia em 1 acto
0 caixeiro da tavenia
S hir am poucos dias o palhabote portngue:
Symptthia : para o resto da carga trata-se cum
Pereira Vuona A C na ra do Vigario o. II.
Baha.
O veleiro biale nacional Garibaldi segu para o
porte cima oestes dias com a maior brevidade
possivel por, estar com parle do carregamento
prompto, e para o resto trata-se com Tasso Irmos
& C. roa do Amorim n, 37.
forto por Lisboa
Para 03 indicados portos pretende sabir com a
possivel brevidade a barca portngaeza eres, na-
vio de 1* classe, por ter a maior parle de sea car-
regameoto engajado, e para o que Ihe falta, qae
recebe a frete coramodo e passageiros, para os
quaes tem aceiadus commodos, lrat-se com o
consignatario Joaquim Jos Goncalves Beitro
ra do Commercio o. 50.
Rio Grande do Sol
Para o referido porto pretende seguir com bre-
vidade a barca portugueza Arminda por ter parte
da carga eogajada, e para a que Ihe falta trata-
se cora o consignatario Jiaquim Jos Gon;alve3
Btltro, rna do Commercio n. 5.
PARA O
PORTO
Vai sahir em poneos dias a galera Nova Famt
2.' : para carga e pa>sageiros aos quaes offarece
excedentes commodos, traa-se com Soares Primos,
ra do Vigario n. 17.
COMPANHIA PfiUISAMBUCANA
DB
navegado eostera por vapor.
.Mamanguape.
O vaper Coruripe, com-
mandante.Santos, seguir
para o porto cima do
dia 28 do crrente as 5
horas da tarde.
Recebe carga, at o dia
27 encommeadas, passageiros e dinbeiro a frea
at as 2 horas da tarde do dia de sua sabida :
gscriptorir do forte do Matt03 n. 12.
CO-WANHIA PEHNAMBUCANA
DE
$avega Macei, escalas, Penedo e Aracaj.
O vapor Giqui, commandtnU
Guilherme, seguir para os por-
tos cima no dia 28 do correnta
as 5 horas da tarde. Recebe car
ga at o dia 27, encommenda?,
e dinbeiro a frele at as 2 horas
dia da sabida : escriptorio no Forte
do Mattos n. 12.__________________________
COMPANHIA PEHNAMBUCANA
DB
avega$3o costelra por vapor.
Parahyba, Natal, Maco, Mossor, Ara- '
jaty, Ceari, Mandahu', Acarac e Granja.
O -vapor Ipojaca, comman-
dante Hoor;, seguir para
os portos cima no dia 28 d
correte as 5 boras da tarda
Recebe carga al o dia 27,
encom mendas passageiros e di-
nbeiro a frete at as 2 ho-ras da tarde do dia da
sahida : no escriptorio doForte do Mattos n. 12.
Ilha de 8. Migue!.
Para o indicado porto, segae com a maior bre-
vidade possivel o logre portuguez Lima de 1.'
classe, aioda recebe alguraa carga, e eocommen-
da?. Tem bellas acomraodacftds para passagelres ;
trata-se com o Sr. consignatario Joo do Reg Li-
ma, ra do Apollo o 4.
oas3ageiros
da 3rde do
LEUDES.
DE
20 pecas de estopa e diferentes fazeodas.
500 chapeos d* chile, 200 dttes de ma-
nilha, 10 caixas c tu linbas em ncvellos,
5 ditas com linbas em carnteis.
HOJE
Por intervenga.) do agente Pinto, em seu aserip-
lorio roa da Cruz 0. 43.
O leilo principiar s 10 horas pcrqae ao mi.:
dia haver am oulro em contiuuaclo.
jLEIJLAO
DE
Urna mobil Genoveza, 1 guarda-roupa, I
lavatorio, l rnarqueza e 1 mesa de
jogo. "
HOJE
A'S 11 HORAS
Por intervengan do agente Pinto.
Ruado Bom Jessn.U.
LEIL40
AVISOS MARTIMOS
covpamhia
DE
a

Dos portos do sal esperado
at o dia 22 do correte om
dos vapores da companhia, o qual
depois da demora do costme
seguir para 03 portos do norte.
Encommendas de pequeo valor, peso, medida
e tambem dinheiro, reeebem-se at a 1 hora da
tarde do da da sahida do vapor.
As eocemmendas viadas por esta vapor sarao
entregaos alee dia da sabida do mesmo, no es-
criptorio da companhia, daoa desse termo serio
recolhidas no trapiche do Dantas
Para fretes e passageiros tratase Da agencia
ra do Commercio n. 8.
Oh^
Pela theeouraria provincial ae fai"pabiieo
qae sabalo 12 do correte aafaraea extra*
ordinaria para serem jaigaa s hablhuopes dailwio n. 17.
Para o Poeto
Depois da pouca demora nesls porto de ver sa-
Iair viagem com oestioo foelle, a veleira barca
portuguesa Imperiai, lao (raade P*rte da sea car-
refamento engajado ; para o resto que Ihe falta
e passageiros, tes aw eflerecs muito bons eom-
madoa, trau-se com, Soaras Primos roa do Vi-
DE
AVARIADAS
Hoje
A's 10 1|2 horas em ponto.
Por iotervengo do agente Pinto.
Na roa do Bom Jess n. 43.
DE
Diversos fardos marca E A B A C. com es*
topas avariadas bordo dos vapores in-
glezes Studmt e Jurist.
HV)je
i do correte
A's 10 1|2 horas em ponto.
Por iotervengo do agente Pioto, em sea sorip-
torio roa do Bom Jesqs n. 43.
Leiao
DE
6 espelhos grandese am fardo de tecido
de algodo.
AVARIAOOS
HOJE
Ae neio dia i
O agente Piolo levar leilo por aotorisatao
do consol de Franga, em prseos* da seu cha-

-

.



eetler e por ooU e risco de quem perteneer, i
Urio marca M 4 C. n. 1183, a variado a bordo do
Tt#or M)fi Jur, e duss caixas marea Oas ns.
118ell e iu espitos de moldura? souradas,
ivariades a bordo do vapor ingles Studeni.
OteMo iota efleetuado as 11 horas dr> dia ci-
ma 4Mb, no escriplorio do referido f genle, roa do
Boa Jan* n. 43.
LBILO
DE
Fazendas e miudezas
Para encerramento de fac-
tura
TEHCA-FEIRA 25 DO CBRENTE
A'S II HORAS DA MAN HA A.
tYAOtooio Lopes .Rodrigue, lendo de modar o
tea wtabeleeiroeulo de raiudettn, da roa do Vi-
arto. 11, para a roa do Marqoex de Olioda
(ontr'oraCadria), e qoerendo liquidar por todo o
preeo diversn laclaras por conla dos fatiricautes,
evapor venda moTtos outrog anigos recente-
mente despachados, fara oilo o agente liveira
per io'errercjo de ira preposie Pinho Borges de
le Tjm ntfnBo sortimento de miuderas todas
propriae do mercado, existentes no sea amigo ar-
mazem ma do Padre Tenorio (oulr'ora Vigario),
bonsisvmdo em extractos, banbas, oleas, dos me-
horesfatricDies; bonets para meninos, chapeos
para ferraoras, baldes, salas, espartilbos, lavas da
Jocrvn, papel, sabidas de baile.", grvalas, easave-
qoes de seda preta e de crocbet ; e mmios ontros
artigo*, astim como nm completo sortimento de
lazeudas franceus, icgleas e allemas, % saber :
eancraias, lencos de Unho braoco, bros brincos
de cores, panno fino, casemiras pre tas e de cores,
taas de lindos padrees, chitas, madapoloes e al-
tldesiodos, lodo existente em sea armazem on
ser tffecloado o leilo para o qna I convidara
esperara a concurrencia de seas numerosos
fregueies: leica-feira 25 do correte mez, as 11
horas da manhaa no supra mencionado armaiem
1NSTITLT0 ARCHEOLOSICO E GE06RAPH1-
CO'PERNAimi
Por esta secretarla se faz publico qne o
Instituto Archoolojico fraoqneia o ten ar-
chivo e ruuzeu > quaesquer pessoas decentes
qae os queiram visitar em todos os dias
otis, desde as 10 ti ora* da maohla ate is
4 da tarde, consentiodo qae alli se trasla-
dem qooesquer minuscriptos oa impressos
de qoe se liver secessidade.
Agradece cordealmeote tos cavalheiros oa
corporales que llie offerecerem obras im-
prossas oa maouscriptas sobre qualqner
ramo dos coohecimeotos bomanos, especial*
mente sobre historia e geograpbia patria.
Compra a dioheiro eseaa mesmas otras
oo maoescriptos, qae xistam em mlee de
pessoas qae as nao qoeiram offerecer.
Obriga se a mandar copiar sua costa
quaesquer antiguidades e recopbecido in-
teresse, onde quer que ellas existam.
Secrelaria do instituto, i7 de janho de
1872.
I. SOARES B'AZKVCDO,
Secretario perpetuo.
Br. R. Vianna
Medico operador e parteiro, recen-
temente chegado da Europa, onde de-
dicqu-se a cirargia, parios e especial-
mente ss molestias e operacoes de vias
s gtnito-cnirmarias, lera O seu coninlto-
- rio ra do Vigario n. 1, segondo an-
'S-Yi dar' 0Dde *** consall;,s do M dia u '
58?' bpras, gratis aos pobres.
rs%. Pode ser procurado a qualqner hora
SSf' do dia oa da noute.
Roa do Vigario n. 1. 2 andar.
Leilo
DA
Casa terrea da roa do Visconde de Goyan
oa o- 163, edificada em chao proprio
QuiDta-feira 27 do correte
A'S 11 l\i HORAS DA MaNIIA.
_______Por intervencio do agente Pinto.
LeiJSo
DO
Sobrado de 3 andares e soio da ra de Domn-
eos Martina n. 138, oolr'ora Somalia Velha. edi-
ficada em chao proprio, e cera 2 irmazens, o
roal toroa-se recommendavel pelo sea bom reo-
disiento.
QUINTA-FEIRA 27 DOCORRENTE
s 11 horas.
Por intervengo do agente Pinto.
Km sea escriplorio ra da Cruz n. 43.
le lo
DE
Animaes constando de 3 fgoas e urna
dellas com um potro.
QUINTA-FEIRA 27 DO CORRENTE
A's II horas da manhaa em ponto
O agente Oliveira 1 ir leilo por intermedio de
sea preposlo Pinho Borges, reqaerimento do
Sr. Dr. carador de aazentes, e por despacho do
lllm. Sr. joiz de aazentes, de 3 eguas e urna dellas
cem no potro ; o leil?o ser effecluado no dia
27 do correle mez,s 11 horas do da, no caes
Viole e Done de Novembro.
DE
Um sitio no Porto da Madeira de Beberibe
o. 7, com casa terrea, coebeira, estriba-
a, cacimba, murado na frente, poitao
de ferro, com 160 pa!nos de frente e
435 de fundo, com bai.xa (de capim e
arvoredos.
SEXTA FEIBA 27 DO CORRENTE.
A's 11 boras.
Por intervengo do agente Piolo, em :eu escrip-
lorio a ma do Bom Jess n. 43.
AVISOS DIVERSOS
GASA DA F0BTD1U
Aos 5:0001
Bilhetes garantidos.
A rea Primeiro de Marco (cutr'ora roa de
Crespo) n. 23 e casas do costme.
O abaixo assignado, tendo vendido nos seas f*
.!xm bilhetes qaatro quartos o. 2301 com 5:000,8,
doas qaartos n. 76 com 100&000 rs e outras sor-
tee de 40*000 e 2OJ000 da lotera que se aca-
lma de extranir (8a), convida aos possnidores
a virem reeeber na cjnformidade do costme sem
descont algam.
Acham-sa venda os bilhetes garantidos d;
4a partedas loteras, a beneficio da i?neja de N.
S. do Rosario do Recife, 9a) que se exlrahir na
quinta-feira, 27 do corrente mez.
PREgOS.
Bilhete inteiro 6*000
Meio bilhete 3*000
Qaarto 1*500
Em porc,ao de 100*000 para cima.
Bilhete inteiro 5*500
Meio bilhete 2*750
Qnarto 1*375
Hanoel Martins Fiaia.
Aluga-se o armazem n, 11 da roa do Burgos
proprio para eolher gneros : traiar com Jos
Feliciano de Nazareih roa de Pedro AfTonso n
20. amiga ra da Praia.________
Elisa Heoriette
W, G. Fenoeliy confignalario do brigue argen-
tino Elisa Henrielte, declara as pessoas qae lem
conlas com dfto navio que mandem apresenta-las
at o dio 22 do correle em sea escriprorio a ra
do Commercio n. 38, 1* andar, e que daqoella da-
la em diante nao se responsabilisa por negocio
co algam do mesmo navio.
Precisa-se de uin menino para caieirxo d
balcio : na ra do Coronel Soassana n.l e
Escra^a feduviges.
ReUron-$e de casa em 13 ile janbo do corrente
a escrava Hedavigas, reprejenta 30 annos, bai-
la, corpo regalar, cabello curto, feia, nariz grosso,
levon vestido braneo e chale amarello ; essa es-
crava lem sido vista na Soledade, snppde se estar
por ah oceulta em algam desses cortigos; fot
comprada em novembro prximo passado ao Sr.
Tbomaz de Carvalbo Soares Braodao Sobrinho :
pede-se a apprehenio da mesma e entrega
roa Duque de Caxias n. 70, loja, qae reeeber-
se-ha boa gratifleacio.
Confeitaria e restan-
rant.
MOFINA '
Olha elle!....
Roga-ae ao Uta Sr. Ignacio V.alra xMlo, es-
jrivao na cid*de de Naaareth desu prevucia, o
tavor de vir a roa) do Inaperador 1 a ounii
aquella Meado que V. S. se oospromettera reali-
ar, pela terceira chamada, deste jornal, em fin
de uiiairofftximo vuna, depoU para a
oeire, pmaa a fevereiro abriL 'uda cwaprio
i por ele motivo 4a aovo chamado para ditc
um ; pota V. S. se dore leobrar rae este aefocic
i de nuis 4a oito anace, e qoando o aeator tea
Bao aa aeharra ao aa nesta eldade
Aluga-se
a casa terrea sita no poveado denominado Duarte
Coclho em Olioda, oe tem frente de azlelo com
bastantes coramodos para familia, tendo 3 salas, 7
quarios, cosinha fra, casa para escravos, galli-
nheiro, cacimba, qaietal morado e portao para o
fundo com terreno at a eamba : tratar com
Domingas Henriqae Bafra, no mesmo logar. ^^
1
N. 40Roa de Santo AmaroN- 40.
O dono deste eslabelecimento lem a honra de
participar ao respeiiavel publico qae prepara
qnalqner eneommenda com todo asseio e promp-
tidao, e por menos prego do qoe em oolra qual-
qner parte, assfm como, bandejas enfeitadas do
melhor gosto, por preeo commodo ; tambera re-
cebe asignantes1 de meza, foraeee eomedorias
njonsalmeme eavnlsas, por preeo multo razoavel;
pan 8. Joto aeha-se fornecido de bolos de todas
as qnalidades e por precos commodos e feilos com
zraito asiele.
w
TRILHOS URBANOS
no
Recife Olinda
e Beberibe.
A directora resolvendo recolher tolos os bilhe-
tes qae se achara em circulacao, convida aos se-
nbores possnidores virem troca-tos por dinheiro
no escriptorio da companhia s segundas e sextas-
feiras, al o fim deste mez, das 10 i% 12 horas da
manbaa. Findo este praso, os referidos bilhetes
serao aceitos someote em pagamento de passageus.
Escriplorio da companhia 5 de junbo
de 1872.
0 1' secretario,
Lsurantioo Jos de Miranda.
Kefiiidores
Precisa-se de refinadores na ra de D. Mana
Cesar, ontr'ora Senzalla Nova n. 30.
Gosinheiro
Precisa-pe de um cozinbeiro oa cozioheira for-
ra oa escrava para orna casa de familia : A tratar
na roa do Amorim n. 37, ou em S. Jos do Han-
guioho, sillo n. 4.
O Bouquet das Damas roa Primeiro de
Margo n. 14, contina no corte de cabellos e fazer
barba, para cojo mister lem boos artistas.
Na Praga da Independencia n. 33 se compra
oaro, prata e pedras preciosas, e tambem se vendt
obras de igual especie.
Claudio I. Carneiro Lea>, Policar-
po I. Layme, Gamillo A. F. da Sil-
va, Luiz Coelho, Francisco A. Coe-
Iho Jnior, Raymnndo A. Coelho,
Basilio L Coelho, Flaviano C. Coe-
lho, Anna L. C. Layme, Josepha E.
C Leal, Carolina de C. Ferrelra da
Silva, Hara F. Coelho e Malena R. da Silva cor-
dialmeoie agradecera a todas as pessoas qae se
dignaran) acompanhar os restos moraos de sen
moi prezado sogro, pai e canhado, Franelseo An-
tonio Coelho, ao cemiterio publico ; e de novo os
convidara paraaisistirem a mis?a do stimo dia,
qoe tera logar no dia 22 do corrente na matriz da
Boa-vista, pelas 7 boras da manbaa; confessando-
se desde j eternamente reconhecidos.__________
Pedro Tavares da Costa,
sua mulher, Albos e genro,
agradecer do intimo d'alraa
a todas as pessoas de sna
amizade qne se dignaram
acempanhar ao cemiterio
publico, o cadver de sua
presada olha, irma e cunhada, Mana Tavares de
Almeida, e de novo rogam a esias mesmas pes-
soas o candse favor de onvirem urna missa qae
lera lagar na Igreja do Divino Espirito Santo s
7 horas da manhaa de ;exta-feirs 21 do corrente,
stimo dia do seo passamento, por enjo favor,
desde j se coofessam eternamente graios.______
Jos' Domingos da Silva
Peixoto
A sociedade provisoria
Philotimia, convida a todos
os sens membros e aos pa
rentes e amigos do tinao
Jos Domingos da Silva
Peixoto, para assistirem as
rni-sas que pelo sea eter-
no repoaso, manda celebrar sabbado 22 do cor-
rente as 8 horas da manbaa na igreja do Divino
Espirito Santo,____________________________
Antonio Mathens Das Fer-
nandos.
& D. Thereza Dempyoa Dias
Fern&ndes e sens Albos
agradecen) cordialmente a
todas as pessoas qne se
dignaram acompanhar os
restos mortaes do sea pre-
sado marido Antonio Ma-
iheus Dias Fernandos al o cemiterio, de novo os
convida a assistirem a misia qae por sna alma
mandam celebrar no dia 22 do corrente as 7 l|z
boras da manhaa na ca pella do cemiterio.
Monte-pio Santa Cruz

da
De ordem do socio pre-
sidente, convido aos aemais
socios desta sociedade pa-
ra no dia 22 do corrente
mez, pelas 7 boras da ma-
nhaa, comparecerem na
igreja de Nossa Senhora
Conctelo dos Militare;, fim de assistir a
que se manda rezar pela alma do fallecido
comocio Jos Domingnes da Silva Peixoto, e bem
assim a sua Exma. familia e aos sens amigos.
S Brrelo Janlor,
___________^secretario.
Alfredo Gtber agradece to-
dos os amigos e prenles do finado
Augusto Creton qne acnmpanharan
[o sea cadver ao cemiterio publico,
e os convida para assistirem a mis-
ka qae pelo sea eterno repens
'manda celebrar no sabbado 22 do
corrente, s 7 horas da manbaa, na igreja do Cor-
po Santo, ______________
SITIO.
Engommadeira.
Lava se e ngoroma-se com perfeicao roupi de
bomem e de senhora : na ra de Dias Cardoso,
CaJereiro)n.|. -
Aiuga-se um na Capnnga. travesa da Ventara
n. 3 com grande caa de morada, tendo nal co-
ebeira, estriban!, quartoi para criado, tanque para
buho, dito para lavagem de napa, manas frac-
teiras, sendo o aio a caargem do rio : a tratar na
roa do Margas de Olila n. 35.
Treckvse
de um eseravo para a padaria a roa da Concor-
dia, para pao e bolacha.
i \M i C1 Precisa-ie de nma escrava, boa |
AMAS cozioheira e ama livre para en
iav.ilXfl.aJ gommar e fazer o servicj intern
de casa de familia, paga-se bem : na roa da C'u
do Recite n. 42, armaren?, oa no Corredor de, Bis-
po n. 23._________ ^ t ^
irecisa-se de ama ama
preTerindo-se escrava, para
casa de pequea familia, pa-
ga-se bem : na roa estrena do Rosarlo n. 32, ter-
ceiro andar.
Precisa-re de duas amas,
sendo urna exelativamente
para cozinhar e oatra para
lervico interno de ca*a de ponca familia : na ra
Velha d. 28, sobrado.
Escrava
Presisa-se alagar urna ama escrava qne saiba co-
sinbar e engommar; trau se e paga-se bem; rna
de Vigario n. 16, 2.* andar.
Dr. Manoel Enedino Rogo Valjesca
Medico
21Roa da Camboa do Carmo21
1* andar.
Fagw no fim do mez de novembro da anno de
1869, do engenbo Goit, sito na comarca de Na-
zareih, a escrava Tbereza, de 30 annos de idade
poaco mais cor mulata bem elara, balxa e grossa do cor-
no, rosto redondo, olbos castanbos e grandes, na-
riz nm tanto chato, bocea grande, dentes grandes
e cangallos, cabellos meios loaros e caxealos
para as ponas, bracos e pernas grossas, ps cur-
tos e grossos, com algums cicatnzes de,relbo
as costas.
Igualmente est fogido detde o dia 26 de feve-
reiro do correte anuo o eseravo crioulo de co-
me sgostiobo, de 40 annos de idade pouco mais
en menos, e os signaes seguintes : cor bem pre-
ta, alto e grosso do corpo, rosto redondo car-
nado, ohos pretos e grandes, nariz chato, boc-
ea grande, beicos grossos, representando dons
beicos do lado de cima, cora falta de dentes na
frente, eabeca comprida e calva de diante para
traz, principiando a pintar tanto no cabello como
na barba, pernas flaas, ps tonos apalhelados,
com orna cicatriz em um dos regeitos dos ps,
Este eseravo foi comprado a Pedro Garca,
morador no serto do Sabogy, e j fez ama sabi-
da com destino ae serto e foi preso em Bom
Jardim da comarca do Limoeiro.
Rogase a todas as autoridades policlaes, oo
mesmo pessoas particulares, qae os prender e con-
dazir ao referido engenho Goit, a serera entre-
gues a sea senhor o rnajor Christovo de Hol-
laoda Cavalcante de Albnqaerqae, ser por cada
om gratificado com 200*000 rs.
%m
%%^;
Casa de campo
Alaga se a do Exm. Sr. conselbeiro Jos Beato
da Cnnha Figaeiredo em Ponte de Ucha, coja
casa e sitio tem exeellentes commodos, baohos do
eneanamenlo da Companhia de Beberibe, e do rio
Capibaribe, maitas arvores de fracto, estribara,
coebeira,-e diversas aceommodaedes para pretos e
feitor : a tratar oo escriplorio do mesmo coBselbei
ro, ra do Imperador o. 57, das 10 horas da ma-
nbaa as 3 da tarde..
Livraria Industrial
Obras d venda nesta casa,
BrdaloViagem picaresca do Imperador
di Brasil pela Europa, 2a ed.,
Lisboa 1872, 1 vol. ene. UOOO
Ponson da Terrail.Os filhos de Jadas,
2 vol., br. 4*000
c Mocidade de Henrique IV, 8
vols., br. IOOOO
< Segredo de um mdico, 1 vol. br. 1*600
c O pacto de sangne, 8 vols., br. 4*000
c Cavalheiros da ooite, 3 vols., br. 4*500
t Miserias de Londres, 5 vols., br. 7*500
Tneopbilo Braga.Visio dos lempos, 1
vol. ene. 3*000
t Tempestades sonoras, ene, 3*000
< Contos pbantastieos, ene. 3*000
< Torrentes, ene 3*000
Julio Diniz.Morgadinha dos canaviaes,
ene. 3*000
c Urna familia ingleza, ene. 3*000
< Seroes da Provincia, ene. 1*000
t As papillas do Sr. Reitor, ene. 3*000
Ramalho Ortigio.Era de Queiroz as
FARPAS DE FEVEREIRO, edico
brasileira, com um prologo, 1
vol. br. 600
t Mystenos da estrada de Cintra,
Cartas ao Diario de Noticias, l
vol, br. 2*000
Mal da Delphioa,Parodia Delphina d
mal, por um homem de bbm, 1
vol., br. 2*000
Paolo de Kock.-Obras completas.
C. C. Braneo.dem dem.
Eduardo Vidal.Cantos da sesta, 1 vol.,
ene. 3*000
D. Guiomar Torreso.Uroa alma de mu-
lher, romance original, precedido de
nma introdcelo por Julio Cesar
Machado, 1 vol. ene. 2*000
L. de .aojo.Almocreve das petas, 1*
e 2* vols. enes. 8*000
Contos e historias, 1 vol. br. 2*000
Mendonca.Segredos do coracao, br. 2*000
Ra do Bar So da Victoria n. 12
(ontr'ora rna Iova)
Uopeiro
Precisa-se de um copeiro no hotel de Apipneos;
a tratar no mesmo hotel, oa na ra do Mrquez
de Olinda n. 53,1* andar.
Na rn do Jasmim n. 29 en*gomma-se com
perfeicao, promptido e barato,
ALUGA-SE
a casa terrea n 108 da ra da Gloria (Boa-vista),
com 2 qaartos, 2 salas, eozinba externa, cacimba
propria e quintal morado : os pretendemos on
seos fiadores dirijam-se a ra da Madre de Dos
n. 16.
Acba-se anzente de casa desde dezembro de
anno passado o eseravo Fiel, de na cao, baixo e
tem pouea barba, os olbos qnasi sempre muito
vermelbos, e muito palrador : quero delle soa-
ber oa der noticia qaeira dirgir-se ra Duque
de Caxias n. 43, oa I m per a ir i i a. 16, 2* andar,
qae ser recempeasado.
400^000.
D-se a qaantia cima a quera apprehender os
escravos Manoel Ricardo e Fiel, que fugiram no
dia 14 de maio deste auno : o 1* da provincia
do Cear, e velo para esta pequeo, cabra ataio-
cado, cabel'os cacheados, ps pequeos, baixo,
bom corpo, bocea lascada, com pouea barba no
qneixo, e pouco bigode, representa ter 30 annos,
ladino, e gosta de andar limpo ; sapp3e-se ter le-
vado em sua companhia ama mulher de nome
Rachel, alva, com cabellos cortados. Fiel, cabra
claro, idade de 27 annos, altara a corpo regola-
res, cabellos earapiohos, andar vagaroso e espi-
gado, lem falla de urna unha em um dos dedos
grandes dos ps, um buraquinho no nariz encos-
tado as ventas, proveniente de um couce de ca-
vallo, poaca barba; levoo em ma companhia ama
mulher de nome Felismina. de cor alva, com bom
caballo. Da-se metade da gratifieaco cima a
quem levar qualqaer am destes eseravos ae en-
genho Maeanais, fregnezia da Eseadi, cu no Re-
cite, roa do Cabug n. 18, casa de Manoel Jos
Forreira Cruz.
Abca-se auseute da casa de sua senhora, *
eterava Manoella, com os signaes seguintes: cr
preta, baixa, secca do corpo, com algumas marea8
de bexigas, ps e maoi pequeos a nariz afilado,
lem falla de cabellos no centro da eabeja prove-
niente de carregar peso, e tem alguns cabellos
brincos, e mais urna cicatriz de fogo no meio das
coilas: quem a pegar leve-a casa da viuva do
clrorgiao Teixeira, rna Real.__________________
Pradsa-ae de uro coziohero na padaria da
ra de Raafei n, 9.
Precisa-se de urna ama pa-
ra easa de familia de duas
_ pessoas, para cozinhar e en-
gommar : a tratar na rna Direita n. 3, 1* andar.
%^V
Para familia pequea e
pouco service : ra da Cruz,
n. 4, armazem.
Precisase de urna ama para coziobar e ou-
Ira para engommar : na roa do Corredor do Bis-
po n. 11.
AMA
Na rna das Trinche-
ras n. 50,1* andar, pre-
cisa-se de orne ama pa-
ra comprar e cozinhar.
FOGO ARTIFICIAL
lo armazem do Vapor
Franeear, rna do Ba-
rio da Victoria (cu-
tr'ora rna Xova) n. 9.
Ao armazem do Vapor
francez. rna do Ba-
rio na victoria (on-
tr'ora rna HVoTa)n. 9
FOGO CHINEZ DE SALDES
Para os festejos de Santo Antonio e S. Joao
Chegon grande porcao destes lindas fogoinhos japoneze, francezes, a aleosles, de vistas
muito bonitos, fabricados especialmente para meninos e senhoras soltarem sem medo algam de se-
rn olendidos, alera destes foguinhos, ba maita pistola, craveiro, tilmas
paz por um dos mais afamados artistas neste genero nesta eidade.
rodinhas fabricadas no
AMA
Preeisa-se de urna ama para cozi-
nhar : no largo da Santa Cruz a. 10.
AM As
rna Velha n. 92.
Precisa-se de nma ama para
todo o servico interno e externo
urna casa de poaca familia :
Ama de leite.
Precisa-se de ama ama de leite : na rna da
Praia n. 23.
Ama de leite
Pre.isa se de nma ama de leite sem nlho : na
roa do Cotovello n. 129. Na mesma casa precisa-
se de nma ama para cozinhar.
Ama de leite
Anda preeisa-se de nma ama de leite: no pa-
teo do Livvramenta n. 33, 2o an*r.
M^
Precisa-se de urna para
tratar de crianzas : roa da
Aurora ,n. 5 segnoio andar.
m HfH ana aa Precisa-se de urna ana
A Infir. M livre ou escrava, que seja
JB de boa conducta, para
B B andar cora meninos : a
B*B J gr'B traiar na ra da Matriz
JntBBaiaTBBiBlBB da Boa-vista n. 2i, sobra-
do de um andar prximo ao deposito de pSo Ra-
monda.
rN L ^Pagase bem]a urna mu-
l|\ Iher capaz qae saiba engom-
Ba! mar e qaeira estar de ama
em casa de poaca familia em am sitio : a tratar
na rna Nova, loja n. 7.
V^
Na rna Nova n. 16, precisa
se de urna ama para com
prar cozinhar.
AMA
Precisa-se de nma a ti. a
que saiba cezinnar, para
casa de homem solteiro
a tratar na roa do Amo-
rim n. 39.
%a1^
so n. 40.
Precisa-se de urna ama
par lavar, coziobar e eagom
mar : na ra da Pedro Affon-
Preeisa-se de urna ama para o servico in-
terno de ama casa de ponca familia : na ra do
Bom Jess, aoliga roa da Cruz o. 55, 3 aodar.
Preeisa-se na roa do Pilar n. 16 de ama urna
de leite : quem pretander dirjase mesma casa
que achara cem quem tratar, on rna da Guia,
acougne n. 50, de Fellppe da Cbaga Ferreira.
Loja
Traspassa-se o arrendamsnto da loja da ra do
Barao da Victoria n. 45 : tratar na mesma.
Lava-se
e engomma-se com toda a perfeicao roupa
de homem ou de Sra., mediante prer;o ra-
soavel; no Largo do Paraizo n. 3, confron
te aooilSo da refioacSo de assucar.
Precisa-se de um caixeiro de 12 a 20 anno3
de idade, qae tenha pralica de taverna e d fia'
dor de sna conducta : a tratar na roa do Coro-
nel Suassuoa n. 296.
4TTN(A0
Anda se continua a fornecer almoco e jantar
Sara fra na ra estrella do Rosario sobrado n.
j. As pessoas que quizerera dirijam-se mesma
casa que se dir os precos : manda-se levar em
easa dos assignanies e faz-se mais em conta do
que em outra qualqaer parte e'tado com aieio.
Armazem de deposito
Recebem-se em deposito volumes de fazendas oo
qnalquer ontro genero a preeo muito mdico : a
tratar na ra do Commercio n. 48.
COSINHEHtOl
Precisa-se de um na roa das Laraogei-
ras o. 30.
Interesse
O Sr. Jos Alves Machado Guimares queira ter
a bondade de vir a ra do Imperador n. 28, a
negocio de sua conveniencia._______________
Tem
urna casa no principio da estrada de Joo de Bar-
ros para alugar-se, com grande quintal e boa
agua : trata-se na roa do Prinsipe na taberna da
esquina que confronta com a estacao 4o mesmo
nome.
Precisa se ee urna criada para casa estran-
geira, para cozer e engommar : a tratar na ra
do Commercio o. 38.
Amaral atoco & C. tendo acabado de vender
os fogos ehinezes e francezes qae receberam, con-
vidara a seas amigos e freguezes a virem de novo
a sea eslabelecimento ver e examinar um
completo sortimento qae acabara de reeeber pelo
ultimo paquete d'Europa, seado meias de fio de
Escocia para horneas e senhoras, brancas e de
cores, lavas de casemira brancas e de cores,, car-
turas para bilhetes de bood e de eaminho de fer-
ro, para dinheiro, etc. ele. o mais commodo que
tem vindo ao mercado, aderecos para senhoras,
correjjtes para relogios de nma o dnas ponas, as
mais bonitas e modernas, perfumaras de diver-
sos fabricantes e ontros objectos: no Bazar Vic-
toria, ra do Bario Victoria n. 2, amiga roa Nova.
Precisa-se de am caixeiro de 12 a .16 annos
de idade, coa pralica de taverna, prefere-se por-
luguez : na roa da Soledade n. 47.________
Queris fazer nm presente 1
Queris preparar um vestido ?
Queris ter am bom ebeiro em vosso toacador I
Queris um lindo leqae de qualqaer qualidade ?
Queris um fino ole tnico oa banha para vosse
cabello ?
Nao indaguis nem procuris em oatra parte, por-
que correris o risco defvos caosardes e nao en-
eonirardes; dirig- vos logo a Nova Esperanza, roa
Duque de Caxias n. 63, onde taris a eerteza de
achirdes e por preeo rasoavel.
TRAQUES DA CHINA
Vende-se mais barato em caixas.
BALES AEROSTTICOS
pequeos de 8 a 12 palmos de
pa'pel de seda, de cores muito
bellos e facis de soltar se.
GLOBOS de papel de cores
para illuminacdes e papis ar-
rendados proprios para enfei-
tar bolos.
SOTES FRANCEZAS, mui-
to interessanles contendo alm
da leitura, noviades que fa
zem realzar mais o diverti-
mento as reunies das non-
tes de Sanio Antonio e S. Joo.
mi
LVAS DE PELLICA I
branca e de cores para a
borneas e senhora*.
LEQUES para senhoras i
e meninas.
BRINCOS e pulceiras de m
curo bom para sendo- S
ras e raeoinas.
Calcado francez chegado de novo.
Maito boas boticas para bomeos, para senhoras, meninos e meninas.
Qninquilharias e perfumaras
Brinqnedos para crianca
Novos scnimenios de um sem numero deste artigo para entreler as enancas, todo a prc;ee
mais resumidos que pcssivel, no armazem do Vapor Francez, ra do Bario da Victoria, ontr'ora
Nova n. 7.
Aluga-se
urna casa terrea com estr baria, margem do rio,
sita no Mangainho ; a tratar na rna do Vigario
n. 31.
Grande offlclna de i-Di-tac
BRAGA & PIMEN i L
Ra Nova n. 3u.
Nesta offletna trabalha-se em encau i<-i>us gua, de laloeiro, caldeireiro, funileiro, i-"> son-
ment de bombas de n. O a n. 8, alambique.*, ta-
xos, torneiras, vlvulas, tubos da chumbo, sinos,
obras de folba, bacas de ferro estanbadas, cobres
de engenho, espamadeiras, cadinho para randico,
ludo por precos commodos e promptido para ^
qu.lqner traba I ho.____________________________
Capnoga ou Passagcm.
Precisa se alugar urna casa que nao exceda a
2 mensaes : a tratar na iravessa do Queimado
n. 1, antigo beeeo do Peixe Frito._____________
Preeisa-se de um feitor para o sitio da Sole-
dade u. 29.
Cozinhelro.
Precisa-se do nm cozinbeiro para casa de fami-
lia : na ra do Mrquez de Onda n. 35.______
esta typograpbia se despji fallar com
o Rvm. Sr. couego Jos Diooizio Gomes do
Reg.__________________
Precisa-se de um menino para caixeiro que
tenba alguraa pralica de taberna : no largo da
Paz n. 23, em Afogados.
Feitor
Preclsa-se de um feitor ni hotel de Apipucos!
a tratar no o.esmo hotel, ou na ra do Mrquez
de Olinda n. 33, Io andar.
Aluga-se amescravo posanle oa vende-
se, sabendo cozinhar e fazer quilquer compra e
mais servico de casa : na ra da Cadeia nova
n. 13. Na mesma caa precisa-se de urna ama
de meia idade.____________________
Engenho Soledade
Este engenho situado na ribeira de Gilitnba,
a margem do rio Camaiagibe, de grande extenso
em terrenos os melbores que se pdern desejar
para a cultura de cannas; rce com agua e tem
proporc,es para se levantar mais doas engenhos
d'agaa guarnecidos com ricas maltas. Esta pro-
priedade vende se cu arrendase, e tambera dase
terrenos para levantar outros engenhos pelo lempo
que se convencionar: a tratar com seu proprie-
lario ao largo do Corpo Sanio n. 17, primeiro
andar.
No dia 4 de agosto do anno passado ausnten-
se do engenho Camaragibe o eseravo Vicente, <>
Ule 40 annos, cabra, de altora repulir, tem
'idos os denles, e sao limados, tem cicairizes de
' i da que leve as pernas, e tem manchas bran-
as nos ps e as mos, bem ladino que cosluma
mvolver-se em presepios, julga-se que esteja em
Montes de Una oa em Goyanna por ter la pren-
les: rogase as anioridades oa a quem o appre-
bender leva la ao Recife ao Sr. Jos de Sonsa
Barreiros oa roa da Companhia Pernambacana
n. 2, que sero generosamente recompensados.
Os abaixo assigoados declaram a. respeita-
vtl publico e especialmente ao Ilustrado corpo do
commercio que tem justo e contralado a compra
do eslabelecimento, silo a ra da Penha n, 6 livre
e desembarazado de qualqner debito que possa
apparecer.
Recife 19 de junho de 1872
Silva Jnior & Iimao.
E-cravo fgido.
No dia 16 do corrente fugio e eseravo de co-
me Vicente, crioulo, de 20 annos de idade, ai.o
e seeco, beicos grossos, nariz chato, bem preto,
quebrado, pelo que usa de funda, e cozinbeiro ;
ropa-se s autoridades policiaes a eaptnra de di-
to eseravo ; consta qae anda pela Boa-vista onde
moradora sna senhora : quem o pegar leve a
rna do Viseonde de Albuquerque o. 44, primeiro
andar.________________________________________
O respeitavel publico convidado a vir exa-
minar o magnifico sortimento de miudezas finas e
objeclos de pbanlasia que existe no eslabeleci-
mento denominado Bouquet das damas ra Pri-
meiro de Margo n. 14, primeiro andar, e compa-
rar com os de uniros eslabelecimentos do mesmo
genero, eonvencendo-se desta forma da modicida-
' de de seus precios e conveniencia de compra-los
de preferencia ; no mesmo eslabelecimento acba-
ro sempre boas luvas de pellica branca, pretas
e de cores, para homens senhoras e meninas.
Obras de cabellos verda-
deros
Eseravo
Vende se um cxcellente eseravo para servico
de campo ou mesmo para a eidade : a tratar na
ra das Aguas-Verdes n. 78, piimeiro andar, das
II horas as 6 da urde.
Precisa-se de urna prea escrava para o ser-
vico interno de ama casa de ponca familia e que
saiba vender na ra : na ra do Nogaeira n. 19,
segundo andar.
Dinheiro a premio
Da quanlia de300& de 4 0005 con garanta
conteni; na roa das Trincheiras n. 48, an-
dar, se dir qnem tem para dar.________________
Precisa se de urna ama para cozinhar e com-
prar : na ra da Unio n. 56.
Bol^a dos Des
L. 40o. INTEIRO.
N.o N E P.
Tz.
B. F.
Attenpao
O concordatario Joio Francisco Borges Ferreira
avisa aos seus eredores que podem dirigir-se ao
Sr. Jallo Fastemberg depositario que foi de sna
missa, aflm de recbenla os clneo por cento a
qne noa termos da concordata se obrigou o mes
mo Borges a pagar-Ibes.
Recife, 16 de jubo de 1871
Fugio do silio do Rosarioho n. 4 a escrava
crioola de nome Agostinba, 26 annos de idade,
pouco mais ou menos, altura regalar, magra, ros-
to largo, olhos grandes e meio amreilados, dizeo-
do-se algumas vezes forra, com am oatro nome,
no qual aprsenla urna carta de liberdade e outras,
apresentando subscripcao para libertar-se com o
sea verdadeiro nome : r,oga-se a qaem a appre-
hender leva-la a aquelle silio, que ser generosa-
mente recompensado. __________
Nos AlfJi jios, silio n. 9 passando a igrejioba,
ba para venderse um boi tourino mnilo gordo e
moco ; o preeo se dir a quem agradar-se do
mesmo bol.
Ajndante
Precisa-se de ajudante de eozinba : na ra
Nova n. 52, 1* andar.
. Precisa-se de am horlelo e jardioeiro para
um engenho prximo desta eidade r tratar-se
oa roa da Aurora n. 55._______________________
Conciliapo
Esta sociedade convida a todos os seas socios
a comparecer a sua sessao magna que ter lugar
no dia 22 do corrente.
Offtrece-se ura mulher para acompanhar
alguma familia para (ora da trra : quem preci-
sar dirija-se Sant'Anna, silio qae tica defronte
da entrada da propriedade do Sr. Dr. Miranda,
onde se dir qaem **
Gosinheiro
No cat cbinez ra larga do Rosario n. 31,
precisa-se de nm cozinbeiro.
Mana Rosa da Coneeico previne as anio-
ridades competentes qne, ausentando se cea filbo
Ernesto, de idade de 10 annos, de cr fula, cabel-
los earapinha, olbos e nariz grandes, constou-lhe
que fora sedozido para um dos engenhos de Goy-
anna. O qae faz publico para em todo o tempo
constar.""
Aluga-se
o 3* andar do sobrado da ra do Amorim n. 39
com eommodos para familia: a tratar no armazem
do mesmo.
Mlle. Marie Lavergne faz sciente as suas Exmas.
clientes e as Sras, em geral que conserva sem-
pre um grande sortimento de coques, cacbepaio,
crescenles, tpeles, bucos e o mais necesario ao
penteado elegaa'.e d'uma teohora, nan venda
como para alugar : no Bouquet das Di mas. a rna
Primeiro de Marco n. 14, aniiga do Crespo, pri-
meiro andar.
Aos 5:000#00O.
BUhetea garantido* da pro-
vincia.
Rna do Barao da
Victoria,
Outr'ora ra Nova n. 63 e com
do costume.
O abaixo assignado acaba de vender nos seca
muito felizes bilhetes a sorie de 800J em quatro
qaartos le n. 628 e nm bilhete inteiro de o. 1*48
com a sorte de 300J, alem de outras sortes me-
nores de 404 e 20* da lotera que se acaboa e
exlrahir (8'), e convida aos possnidores a virem
reeeber, que promptamenlo sero pagos.
O mesmo abaixo assignado eonvida ao resper.a-
vel publico para ir ao sea es.abelecimento com-
prar os muito felizes bilhete?, que nao deixar de
tirar quaiquer premio, como preva com es roes-
mos annuncios.
Acba-se a venda os muito felizes bilhetes ga-
rantidos da 4* parte das loterias a beneficio oa
igreja de S. do Rosario do Recife qoe ser ex*
irabida no dia quinta-feira 27 do corrente me:.
PREgOS.
Inteiro 6*000
Moios x 3*000
Quartos U500
De 000000 para cima.
Inteiro 5*500
Meios 2*750 *
Quartos 1*375
Joo Joaquim da Costa Leite
Pernambueo Street Rallway
Company I Imled.
Alm dos trens da tabella, no dia 23 a meia
noute, de Caxang ao Recife, e no dia de S. Joo
24 do Recife a Caxaoga s 4 beras da madragt-
da e a meia noute de Caxang ao Recife.
Escriplorio da cooopaobia. 20 de junho de 1872.
C. C. Rawlioson,
Gerente.
Joaqoim Bezerra Pessoa A G. participas
seas amigos, fregaezes e devedores e
com especialidad^ ao respeitavel corpo do
commercio, qae madaram o sea eslabeleci-
mento de fazendas da roa da Imperatriz n.
13 A para a roa do Barao da Victoria r.
48 (antiga roa Nova).
CAIXEIRO
'
Precisase de am caixeiro com alguma pralica
de liberna, de idade de 10 a 12 annos, e que d
fiador a ana conduca : a tratar no pateo de S.
Pedro n, i.
Perdeu-se hooiem 17 do corrente urna lena
da quaatia de 198*393 res, aeceita pelos Sr?.
Correa & Irmao e Joaqoim Jos de Medelros Cor-
rea, ambos da Paranyba, vencida hornea 17 :
qaem a achou queira leval a no escriplorio de
Lehman Frres, qae ser gratifleido. Avita-se
aos aceitantes, ou qualqner peaaoa que nao tacara
transaecio cem a dita letra, seno eom os saect-
dores Recife, 18 de junho de 1872.
Precita-se de tuna criada para casa esiran-
Ssira, para cozer e engemmar: a tratar a rna do
eomereio n, 38.
a
i.




HHBHH0HH
Diario dt Fernambace Sexla eira 21 de Junho de L872
5
FABRICA DE MACHINAS
A' Ra do Barao do Triumpho (ra do BrumJ ns.
100 104.
CARD0S0 & IRMAO
AYI3AM aos Sr. de eogeobos e ao pnblico em geral, qoe teem receb:do da Europa,
grande sorlimenio de ferrageos para eogeobos e para lavoora, e qoaesquer outros ozos
e misteres da' indostria agrcola, o que todo vendem por precos razoaveis.
Formas nara as&ucar piDlada8 e galvanisadas de diversos tama -
VlTifirPfl horzoDtaes e verticaes j bem conhecidos nesta proviccia e lora della,
w apures 08 meihores qoe teem vindo a este mercado.
iXLOOIlUaS completas de diversos tamaBhos, obra mnita forte e bem acabada.
HL61&S mOGUu&S para assentar em grades de madeira.
*H1X*B *6 19**0 (je ferro fundido e batido de diversos tamanbos.
xlodaS U &gU& de diversos tamaohos.
KOdaS dentadas ^ diversos tamanhos e qualidades.
PftTiPArf OQ Concertara com promptidao qoalquer obra ou machina, para o que
VUlil/OrtUo teem Sua fabrica bem montada com grande e bom pessoal.
T^nitnmmanfllaa MaD(am v'r Pr encommenda da Europa, qoalquer raa-
J2iiiUUlIilIlCllUclD cbin8mo, para o qoe se correspondem com urna respeita-
vel casa de Londres e com am dos meihores eogenheiros de Inglaterra; incumbem-se
de maodar assentar ditas machinas, e se respoosabilisam pelo bom trabalbo das mesmas.
RA 00 BARK0 DO TRIUMPH0 NS. 101,102 E 104
_____ FUiNlUCAO DE CARDOSO & IRMO_______________
0 BAZAR NAC
i
K1

CAUTELA!
MEURON & C.
AVISAII
i-S

O proprietario do Baiar Nacional, LourenQO Pereira Mendes Guimaries, declara ao
respeitavel publico qoe recebeu grande sorlimento de fazeodas, para sua loja na roilda
Imperalrfe n. 72.
NOVIDADE.
Vende-se fust2o braoco para vestidos de
senlwra e ronpa de meninas a 360 rs. o
covtdo.
CASSA FRAN2EZA A' 240 RS.
Vende-se casias f ranee zas para vestidos
de senhoras e meninas 240 e 320 rs. o co-
vado.
3LASINHAS PARA VESTIDOS A' 160 RS.
Vende-se tasinhas para vestidos a 100,
240, 400, e-BOO rs. o covado.
CORTES DE CASSAS A' 20400.
Vende-se cortes de cassa decores 20400
para liquidar.
CHITAS FINAS A' 320 RS.
Vende-se chitas franceas finas escuras
e claras a 320 e 360 rs. o covado.
CAMBRAIA TRANSPARENTE A' 30000 A
PECA.
Vende-se pecas de carn'braia trasparente
feas 30000, 30500, 4*1000 e 50008.
Pe$as de cambra Victoria a 30500,
40000, 40500 e 50000.
ALPACAS DE CORES A 440 RS
Vende se alpacas de cores para vestidos
a 440, 500 e 640 rs. o covado.
TIRAS ENTREMEIOS BORDADOS
i 2|O00,
Vende-se ntremelos e tiras bordadas
para enfeitar vestidos brancos a 20000 e
3J8Q0, 30000 e 10GOO.
SAIAS BRANCAS A' 20000.
Vende-se saias brancas e de cores para
senhora a 20000 e 3000.
CHALES A' 10000.
Vende se chales de 13a a 10000, dit03 de -210 e 32 j rs.
merino estampados a 25000, 30, 40e 50. E outros mijitos extractos finos que se
LENCOS BftANCOS A 105CO vende sem reserva de pre?o, no Bazar Na-
Vende-se lencos bran:os eos barra a cional, na ra da Imperatriz n. 72.
105CO a dusia, ditos de linho a 2?5500 e
40000 para liquidar.
CORTES DE BRIM A' 10500.
Vende se cortes de brim de cor para
caifa de homem a 10500, cortes de gaoga
a 100(0, brim de cor a 320 e 400 rs. o
covado.
ATOALHADO A" 0COO.
Vende-se ato alnado para toalhas a 10000
o metro.
Bramante de 10 palmos de largura i
10800 e 20500 o metro.
MADAPOLO A' 30:00.
Vndese pecas de madapoln a 3#000,
40000, 405OC, 50000 e 60000.
COBERTAS DE CHITAS A' 20000.
Vende-se cobertas de chita a 20COO
cada orna,
ALGODO A' 35000,
Vende-se pecas de algod3osinbo a 30000
40000 e 50000 a pee*.
ROUPA FEITA.
Veftde-se camisas brancas 2->000, 20500
30000.
Seroolas a 1,5000, 10500 e 20000.
Paliles de panno preto a-50000, 70000
e 100010.
Palites de alpaca preto -e de cores a
20500, 30OW) e 305CO.
PERFUMARAS PARA LIQUIDAR,
Venle-se om frasco com pomada france-
sa a 200, 320 e 500 rs..
Vende-se om saboneta tino a 200 e320
Vende-s-e nm frasco d'agua de cologne a
Grande revolu COUSAS DESTE ANUO.
Ainda o anno'passado prgate lempo (quere-
mos dizer pelo lempo dos festejos a Santo Anto-
nio, S. Joao e S. Pedro) todos iutavam cora serias
diflkuldades para sapsrirera-se do que oeces-
sano para taes festejos, prioeipalmeoie do que
diz respeito aos bolos de S. J oo. Este anuo uo
acontece ouiro tanto, porque temo* neslaoidade
"No progresa 4o pateo do Carmo tem ara coa-, aan eoofeUaria sita ra do Imperador o. 21,
pteto sortimeon de maateigas linas para diversos -sob a deuorainacao de
precos de 500 rs. a itbra at ijo.__________j Casfeitaria do Campos
Perdeu-se o Tecibo de d. 17 de 200*000, da ojos proprietarios Dio tem poapado esforcos para
'Oompaobia Peraamboce Railway, de il de no- que este estabelecimeoto satisfaga com promptidao
vembro de 1871, oertenceaie a Jaouario Rodrigues e asseio qaalquer encommeoda tendente a elle,
Jiella : pede-se a pessoa que acboa de entregar! por isso ja v o Mostrado publico desta oidade e
PEITOR
Trecisa-se de nm feitor que entsnda de planla-
-;oes e soja Bel: a ra Direita o. 93, segundo an-
<1ar. ____________________________^^
AON. 9
;na ra de D. Mana
^o omero 2.
Ceiar, outr'ora Senzala-nova
Sitio.
Aluga-se um na Gapunga, travessa da Ventora
ni 3, com grande casa de tnoradia, lano mais co-
eiwira, estribara, qaartos para criados, taoqie
parafcanao, dito para lavagem de roopa, omitas
fructeiras, yeodo o sitio a margem dorio: a tra-
tar na ra do Mrquez de Olinda n. 35._______
Des^pparecd o nervoso
Os hameps 4ue eoffrem de urvoso as mos es-
ocalmente qaiado escrevem inteiramente ji-ju-
dicial ; mas, qoerendo ver-se ilvre desse mal, ve-
cbaai a Nova Esperanza e coenprem nm aonel
elctrico que o mal desapparecec; assim tambera
a eabora que soflrer de igual mal comprar
ama pulseira elefVica e ncara prfeiiaraente boa
bea; todo isso s se encentra na Xuva Espera05a
.a roa Pague de foxias n 63.____________^^
Escravo fgido
>nzentoa-se desde 13 de maio promo passa-
do o preto Alfredo, de trinca e tantos annos, es
ta'.ura, alto e magro, oihos grandes e tem urt
geito no andar, perfeito e zinheiro e foi escravo
do Srs. Adrtaoo & Castro, e ultima raen le do Sr.
Jos Joaquina Guncalves Bastes, costuma andar
baja CapuDga e Po;o da Panelia, e consta queja
foi visto na cid.ide de Olinda ; estes sao os pon-
tos aonde elle t.im andado : quero o pegar tra-
ga-o a rna Duque de Caxias n. 91, leja do Rival
sem Segando, qoe er bem gratificado,
especialmente as Exmas. familias qoe est remo-
vida essa dioleoldade, notando-se clm disso en-
contrar-se-ha osqoelle estabeleeimento o segointe:
Papis reos para sones, sones promptas, amen-
doas confeitadas, fogos japonezes e nacionaes que
se podem soltar nos saldes sem perigo algum,
E MAIS E MAIS E MAIS
"Bolos de todas as qoalidades, bolmbos para cha,
cb verde e preto, chocolate de diversas qualida-
des, eremes, pactis, pudn?, empadas, nougatbes,
gaibeaox de la reine, bons-bocados, fiambres, sa-
lames, conservas excitantes e alimenticias, cagas
fraocezas com ou sem libaras, figuras para ban
deijas, caixinb&s ticas para presentes e ainda
mais: licores fiaos, vinnos. charopes etc. etc.
TODO ISIO
Ha confeltarla do Campos.
aos compradores do bem conhecido e acreditado rap
REA PEETA, que reparem nos botes e meios botes,
pois que os ha de rap de outra fabrica e nome diver-
so, e com papel da mesma cor. cujo desenho se pode
confundir com o d'aquelles.
Os apreciadores que qaizerem do verdadeiro REA
PRETA, devem para nao serem engaados ver que
os botes tragam o nome de fflEURON & C, e a desig-
nado de REA PRTA.
MEURON ft C.
WT*
COMPRAS.
COMPRASE
raoeiias de ooro e prata na loja da ra do Mr-
quez de Olinda n. 38.
Lehmann Frres Tendem
liLras sterlinas : a' ra do
Crespo n, 16, primeira andar,
Uompra-se
astes trnovos asados: na ra do Impera-
dor d. 48, armazem.__________
Gompra-se ferro velho, cobre e metal velho :
no armazem junto ao trapicho Pelouriono, todos
os das nters, das 6 da manbaa as 4 da tarde.
Compra-se plices da divida provincial
na roa Nova n. 23. loja. _______
No antigo armazem
de agencias da ra do imperador o. 16, compra-
se effecvameote irastes osados e novos.
Compra-se
ama casa terrea sendo em urna das segnintes
ras: Soledade, da Conceicao, Velba oe do Ro-
sario, do bairro da Boa-vista : quem pretender
vender dirija-se ao estabeleeimento n. 20 da roa
da Imperatriz qoe abi se dir quem quer comprar.
Fabrica de fia$io e tecidos.
Compra se nm terreno, oa parte de engenho,
comprehendendo gtande cacboefra e ac.utie para
fundagau da fabrica, as proximidades da via fr-
rea : tratar com o emprezario. Silva Barroca,
ruado Marqez de Olinda n. 4.
Oa seDbores qoe pretenderen) acedes desta em-
prtza, queirao apparecer al o dia 33 do corren-
e mez, quando sera fechada a subscripto.
VENDAS.
Vaquetas
Para coberta de carro i e obras de selleiro:
violera Pereira da Cunba Irmas, a roa do Mr-
quez de Oliuda n 21.
Gorgurao de c es para ves-
tidos.
Vende-se na roa Biqae de Casias, outr'ora do
Quemado n. 60 A, loja da esquina, de Bento da
Silva & C.
Nao a mais cabellos bran-
cos.
Tintara Japcneza.
S e nica approvada pela academia de sciea-
ca, reconbecida superior a toda qoe tem appare-
ctdo at boje. Deposito piincipal ra da Cadeia
do Recite boje Mrquez de Olinda n. 51, 1* an-
dar e em todas as boticas e casas de cabellel-
reiro.
Verdadeiras bixas ham-
burguezas
nico deposito em Pernambuco : n. 53 roa da
Cadem o. 53, primeiro andar.
Farello inglez
na ra da Imperatriz n.
Em saccas grandes
56, loja de liaste?.
HOTEL
Ve.Je-se o da ra da Laranj.ira a.
iratar do (sesmo.
!0
VfoJe se--. pefueoj siuo l* totra'a de At
de Barros, prximo a estacan da travf-ssa do K?oi-
nhiiro e om piqueno terreco na estrada ultima-
mente abena i-elo tenente corotiel Kmeterio Jas
Velloso da Sveiri : i|(d>ib pretfod-r jle diri-
gir < tasa o. 7 da rMiad de Jiiao de Barros.
Para presente
Amara! & Ibico ec'em o "pnintes objec-
!os, oropnoi (>i.i .z-r w prefen^s :
Ksinjospara limpar d^otes cem luJos os ftrws.
Ditos para Impar jubas.
Ditos para bf"a (-r. pris de via gen.
Di os p.ra dita pr'jprios pa algibciri.
IMos para crcchfi.
Ditis para tesouras de cestora e bordar.
Ditoi para costura e com manca.
Nesies cbjeclus se encomiar uao s a corom-
did le como a elegancia : \eudese no Bazar Vi>
ttria,ra do D;ro da Victoria n. 2.
Vestidos i o blonde.
Amaral Nabuco & C. vendem ricos cortes da
vsti(los de biono irom gnoalda e llores de larao-
g?ira e v s i?mb'm de Urnde bordados, cortes
de seda de cores < n?aliijioi : 00 Bazar Victoria,
roa do Hiro da Victoria n i.
Baloes de papel.
AniarM Xaboc C. vendetn baoes aere:,
proprios para s;.lau e laDtero; 8 lau.bmn de papel
para eule^tfs de jardiro, cima de mesa, eU-, pin-
tados de ricas paisagens e formatos : 00 bazar
Victoria, ra d 1 Itiao da Victoria n. 2.
FOGOS RTinCIAE
l*ara festejar Wauto tnionio. ;.
# f oo e "edro.
Soma & Guimaraes, piopriet>ri s da j mnita
rootecida lofa Mh firragrqi iua d'i B>ra. 1
Victoria p. 3'J, (-octrVra roa Nov;) veem avisar
a seu- fregoezes e ai pubcj em geral, que ac-
b.'m de r/obrr um lindo e variado soriimeo;o
ae figos cbmtei o mais lindo possivel qa^ se
i.l' fff'jjr, a s i i n c>m-j desde ja rcceh&m ea-
commeiidas para iotas as qualidades de figos na-
cionaes para as melhires fabricas desta cidade.
Os acnuocitn'.es tcvMaio toJos os meios p..
melhor servir a todas as pesaaai que se d-gnarta
honrar ten eMabrleriaientd :nm ciia rreser.ija.
aixas dolarte nm
Junio a b.a plala, lanbtn econtrarJo o< Sr?.
loman!-.', as excellenus Bailas de eatCJ de tarta-
ruga obra bem acal*ida e a comirolo pre^o.
Na ru Primriro de Mare> p. C! I nriea iropfria!.
n \)
L
TV\
V
/fi
.0 e l/a-
xima au-
jfltrar eu ea-
.e iioj-ftivisu se
Ti ds devem Corlar daqui fte anounr:
te lo na carieira cu vroe emLrac^a,'
sa de grande utidade,
PDBQl'E "ELLE
indica ondeccm certeza se pode eu?
commeudar um bem presente qoe
queira mandar a goal raer pssi>,
ASSIil COMO
iudin rile bem preparlo, urna empad 'D,r'r ra "?>"
reine, nmmaug th nm podv ." gaibeaux de U
pao de loe urna inf.n.dade fID P'lo lln. /'
iDf de bolos e pastis di-
,e, swbre-mesas e me-
Para presentes
!! c" par baratsimos prc
eos par* acabar
Lindas calxinbas com amendoas e confeitos, obra
de mnito gosto, proprias para presentes : na ra
do Mrquez do Olinda n. 53 e caes 22 de Noven)-
tro junto a estacao da macbambomba, armazens
de Antonio Gomes Pires A C.________________
Carro
Vende-se um carro com poueo uso e por preco
muito commodo : a tratar na ra do Imperador
numero 28.
Graade peshiueha.
Colletes de casemira, muito b^a fazenda e lio-
dos padroes a 33, d-tos de brim branco superior a
lt, paletots brancos de fuslao a l : na ra d o
Baro da Victoria n. li. __________
Calcado Pollak
A' ra da Cadeia o muero 4 .
Santos Palco C, ra da Cadeia u. 4o.a ven-
dem superior calcado Pollak para b^mom, por
barato prcej). Este caleado recomrp.eiida-se pea
especial qualidade do caDedal e porfei^ao, como
tarabem peta elegancia'e baratea*.
AO CALCADO POLLAK I
BM
Casa de Santos Falco & Compsnhia
Rna da Cadeia n. 45.
versos, proprios para
rendas
ALE)
n lica mais oDde te
do lempo lano uaei
seceos e?ra calda
6 vbdos linos, ci"
bolaxinhas e b
objectis que '
fua inteira '!
Vende se massa de mandioca, a mais Una que
pode haver .para .facer bolos para os festejos de
S. Jeito e S. Pedro e tambera se faz bolo3 de eo-
commeoda, orles, rosas, acucenas, cravos e bor
boletas com ortes dentro : na roa de Gervazio
Pires Ferreira n. 4S.
Vende-se
Vende-se manieiga iogleza a SUO rs. a libra
ou a 1/100 o kilo : na ra de Pedro Affonso n.
1, outr'ora roa da Praia.
Veias de ba.
Na travessa da Paraizo, casa o. 1, se vende
velas de carnauba e coa^osicao por prtgos mais
mdicos qoe em qoalquer outra parte, em arro-
bas e em libras, a vontade do comprador.
IE0PATHICO
TftfiSULTOBJO HOM
w
Dr. Santos Mello "
43Roa do Baro da Victoria43
Residencia mesma roa o. 7, 2* an-
dar.
Vaceoa todas as quintas-leira e do- 0
mingos. S
Gratis aos pobres.
iiaii-iiiini^
Ra da Imperatriz 7.
Bonpa branca
F*r hoiMcaa.
Camisas d* tocas as qualidades, eeroolas e oa-
tra< pap; ata casa recebe do primeira mi, e
vende per p*eot mnito moderados.
7Ra da ImperMriz-7
Quando parece que oo ba mais novidade a
descobrir, nan objectos de mais phantasia, alm
dos qoe tem apparecido at agora, eis qoe a Nova
Esperanca recebe os mais elegantes e mais mo-
dernos, de forma que iadispensavel aos apre-
ciadores do bom apparecerem constantemente no
dito estabeleeimento aflm de asarero o qoe ha de
mais ebiqns no mnutto das modas; agora mesmo
a Nova Esperanca recebea os em lio grande
quanlidade que mesmo nao sabe por onde come-
car ; pele ultimo vavor cuegado da Europa aca-
ba receber os segnintei, aioda oao vistos oeste
mercado, como sejam ;
Meios aderecoe de tartaruga.
Pulseiras e crozes de tartaruga.
Lindsimos pmcenez com arcos de madreperola e
marflm.
Delicadas bengalas de unicornio, (a imitacaa)
Bonitas guarnieses de seda para senhoras.
Lindos chapeos de palha escura (novidale).
Esaes artigos nao se pode fazer ama idea del-
lea sem que sejam vistos; por uso a Nova Espe-
ranca ,a ra Duque de Caxias n. 63, apresase
em convidar a todos geralmeote, e com especiali
dada ao bello sexo para vir aprecia-los.
Vende-ee um terreno com 70 palmos de
frente e 700 e tantos de fundo, em Agaa fria, rna
da Regenerado : a tratar na raa da Paz n. 2.
a II-
Veade-se massa para bolos a S00 rs.
bra : no becce do Pocinho o. 7, taberna.
Para a feala de W. fofo, H. pe
Ir e Mant Anua.
AO BARATEIRO CAMPO ALEGRE
largo do Carmo n. i, esqoina da roa das Trio
chairas, ainda contina a vender em sen estabe-
leeimento maoteiga iogleza muito boa a 500 r*. a
libra e I 200 o kilo.
urna boa casa terrea, rbos proprios, com S quar-
tos, 2 salas, cozinba externa, nm grande quintal
plantado e murado, sita na Capunga, ra das
Crenla* c. 6 : a tratar na rna de Marco n. 7 A,
1 aadar.________________________
Farinba de mandioca a 2f o sacco : na ra
da deMadre Dos n. 7.
REO, Bill
Claro, parificado e trausrarente, em barricas
grandes de 10 e 11 arroba?, o melbor qoe se pode
desejar para o fabncj do ssbao : no3 armazens de
Tasso Irroos i; C. caes do Apolle.
Fogos de artificio chinezes para
-salos c jardins.
De effeitos maravilhosos, em caixiohas cem va-
riado sortimenio, no armazem de Tassj frroaos &
C, no caes do Apollo.
Muito barato
Veode-se a arraacao de amarello toda envidra
-ada da loja da travessa da ra das Cruces n. 2
A, propria para qualquer negocio : na ttearm
oja, ou qualquer parte.
Terrenos
Vende-se o estabeleeimento de molbados sito
-roa de Marrillo Dias, outr'ora roa Direita n. 99,
e vino do Porto engarrafado ba 12 anuos, e di-
versas qualidades de qneijo do serto, prato e
reino, figos em latas mnito novos e outros muitos
gneros, por seu dono querer lindar com o esta-
beleci ment.
i Rosa Branca
Tem madapolo avarlado.
E' madapolae largo e Uno qoe vale 8*. mas
por ter algamas oodoas de agua de chuva, ven-
dese a 5*500 a pega com 20 varas : quem o vir
compra. Raa da Imperatriz n-26, loja da Rosa
Branca de Azevede A Gomes.
A dinheiro, em Beheribe de baixo, na estrada
do Fundi, veode-se terrenos muito cm conta, com
300 a 400 palmos de fondo, terreno todo planico,
logar para cacimba com facilidade, trra de bar-
ro, muito perto do banbo e da estadio : a pe:soa
que qoizer dirija-se ao mesmo lugar. Os terre-
nos ficam na estrada do Masqoita e dos Craveiros
e perteocem hija ao abiixo assigoado por fallec-
ment de sua mi; vende-se em conta por ser
morador distante da praca.
Cambrak branc tranppa-
rente.
Vende-se na roa Doqae do Caxias, outr'ora
roa do Queimado n. 60 A, loja da e?quna, de
Bento da Silva A C.
x I)I?80
Xt<'jtrai-empre : fructa'
A**- CLino estrangeiras, d;cs
iia'cioiiaes e esraogeiio?, licore?
jr-.Tvas alimenticias e exciianu?.
jl%i* iMrnaria por dercais etfaJcnho a
^s nara n,K E FINALMENTE
pare uu JS prjSt;a (azer um jw Spri,xa)aij0
SO" INDO PESSOALMENTE
a 'jonfeitaria do Campo
Ra do Imperador n. 2i.
Tome-se tem a cautclia de que, a frente deste
isiabeleirifuent) se ,cha eolloeado nm lampeas que
se conserva aepso noute. M as dez horas.
'33 -Koa Imperia-233.
No armazem do Sul rnerntrario os amndcre
do brinquedo de bfoa artlflcUei 1101 completo sor-
limento de fugo?, lanto do pait como da Cbioa, Oe
dillerontes qualidades, cura erpfcialidado par*
ctianc;. p.T prfeo commodo.
Vende-se
duas ranas aguas do pedra e cal na segunda sa-
bida para a estrada de J< o de Barres; ra larca
du Roearto o. U, fabrica de cigarros.
Vende-se
um sorado de dens andares, silo roa da Ifoda
0. 19, e os terrenos qne ficsm nos fundjs. Trm
frente para a iravessa da Compiohia Piinambu-
cana e capacidade para d us armazens propro
para recolbimenio da algolo ou qnaraqner ou-
tros gneros, por ser pertj do embdr.jue : tratar
em casa de Tasso Irn.iios & C.
Cerveja tle
VerJadeira e supriijr :
de Tasso Irmaos A C.
Norueea"
a venda tos arroazeiv
PIANO
Vende-se ara piano de armario ji asado,
porm em bom estado, e muito barato,
proprio para quera qoizer apprender, quem
pretendel-o dirija-se a Olinda rna do Am-
paro p. 17 sobrado.
Vndese um terreno proprio, com 54 pal-
mos de frente, eom 12 qnarlos de madeira cober-
tos de telha, confronte a casa de saude do Sr Dr.
Ramos, na ra do Lima em Santo Amaro : a fal-
lar na mesma ra, taverna n. 10.
Sitio..
Ataga-ae um sitio na povoago do Monteiro, com
todos os commodos que se pede desejar, aleta da
boa casa tem dout bous quartos ra, um exeel-
lente jardim, um grande parreira!, muilas frnc-
teirai, ama grande cacimba com boa agua e tan-
3ne para bauho, ten do a vinugem de flear do lado
o rio dsfroote a estacao, junto a taberna do Sr.
Nicolao : a tratar na roa do Bario da Vitoria n.
39 (owora rn Nora), loja de ferragen?.
Barato que admira
Bascaps de 5< e 6| a dnzia, pistolas de 3, 5
balas a 960, 1*600 e U rs. a duzia, e craveiros
a Sj a dozia : na rna Direita o. 68, loja.
Tamancos do Porto
Vende-se tamancos do Porto para boroen?, se-
nhoras e rapazas, fazenda especial para a chuva:
na roa da Senzalla Nova o. L
Vende-se
um bom sitio na travesa da estrada dos Reme-
dios, com bailantes arvorios e boa casa de viven-
da para grande familia, tem orna bonita eapella
e bom viveiro, e alem da casa tem mais duas ca-
staas pequeas para feitor e eslavos; faz-se
todo e qdal iner negocio no me>mo sitio 00 na roa
de Thom* e Son b I.
Lindos frascos eom extractes de Reinel, Labio
Piver e Condray, banba em bonitos vasos dos
mesmos fabricantes cima nomeados, pos de arroz
mio flao em bellos jarros dourados, pos para
dentet, tintaras de diversas corea para os cabel-
lo?, tinta para marcar roupa, agua de colonia em
garrafas grandes de cristal, enflm nm excellente
sorlimeoto de perfumarlas proprias para os pre-
sentes de & Joao e S. Pedro eneonlrarao ra
Primeiro de Marco n. i antiga do Crespo, 1 an-
dar, Bouquet das damas.
Esponja
Finas esponjas para toilette, e proprias para la-
var movis, vende se no Bazar Victoria, rna Nova
n. 2.
Leite
Na ra do Cabug n. 18, esquina para o pateo
da matriz de Santo Aotonio,'vet.dese leUe puro
a 400 rs. a garrafa. Garntese a boa qualidade
econtinnacSo da venda durante trdo o anno.
P
ta
m
Vende-se massa se:ca fina de mandioca para
bolos de S. Joo a 600 r?. a libra : na roa do
Rangel n. 33, casa da Meqaelina.
Vende-se 1 casa terrea moderna ra dos
Prazeres, eom 2 salas, 2 qaartos. corredor, cozi-
nba ra, quinal murado e cozinba : i tratar na
rna dos Coelhos n. JO.
-Botinas e chapeos
A Rosa Branca acaba de receber um rico aorti-
menlo de bolinas de merino, pretas e cores, cano
alti para senhoras e vende a 7#000 e para meni-
nas a .3*500 e botinas preta obras (irte para me-
ninos a 1/600, e lindos chapeos de palba para me-
ninas, cem bonitos eofeitea a 4*000, graade pe-
cbmcha ; na ra da Imperatriz n 26. loja da Rosa
Branca, de Azevejo Gomei. -
Blancsdecimaes
Morera Dias avisa a seos fiegnezes qoe j re
cebeu as bataneas decimaes de forca de 300,500 e
1,0(0 kilos, tendo as ultimas rodas de ferro : ven-
de em seu armazem roa da Cruz n. 26.
@ Adamson Howie
a C.
Vendem:
Cerveja Bass, em barris pequeos.
Superior cognac, em fcarriL
Vinho Xerez, dem. .
Cbaralos de llavaus.
No seu armazem, raa do Comaiercio (&
. 40. vHr
? t'er t* roa do Amparo n. 7, na cidade
de Olinda,, enj taverna est bem afregueuda, e
mesmo porse acbar collocadaem ponto sublime ;
boa occasio para um principiante: quem qui-
zar effectuar a compra dirija ss ra dus Gua-
rarapes n. 70, gne'achar com quem tratar
CHEGARAM
O Rival do Recie recebea pelo ultimo vapoj
ama poroSo de franjas pretas largas o eatrtius e
tambera de corea, o mais barato qoe tem vindo
ao mareado, assim como vende mais barato do
le en outra qaalqoer parte : venham a roa do
irquez de Olinda n. 50 A.
Orculos delphieos
S b este titulo acabara de er impressas cin-
cuenta p*rgunias e respostas para eolretiraoLto
de renni:-es fsmiliarts cas noutei de Santo Aclo-
oio, S. Joo e S. Pedro.
Essas pergontase re-po?tas inteiramente nov:s,
sao intere.-fantes e divertidas, sem qne olTendam
conveniencias ou regree... de loa sociedade.
Sera screm propnamente o que entre nos s
chamara sones tramo de desvendar misterios <
egredos, ntimos pensauentos e fulcros ratees-
sos.
S mpre idequi.ias as respostas expressarit
omitas vezes aquillo qoe nao se atrevera a dizer
a nao sor em brinco, servin Jo o oihar cu o o;oc,
e dizer de dar-ibes for^a neetssaria para aquej-
es a quem sao dirigidos.
Cada baralhinhu cusa 1J5C0 e acham se ven-
da naIivraria Economiia ao p do arco de Santo
Antonio, e ooiras.
. SOMNaMBULA
Novissimo Iivro de sai tes- para as oootes e
Santo Antonio, S. Joao e S. Pedro.
Acaba de ser poblado o lvro cima, o qoal
eon:io urna liada coilecsao de bonitas, interes-
santee e chistosas sorles e igoalraenle urna cef-
eccSo de recitativos compostos por grandes e
nffamados poetas desta epocba.
Cremos que este livro um dos meihores n-
iretitoentos para as reunios familiares das to
festejadas e apreciavus orates cima ditas.
Acba-se a venda a 1/000 na livraria Econmi-
ca ao p do arco de Sanio Antonio, e em ootras.
Vende-sao sobrado de om andar na ra du
Visconde do Herval n. 37, e a caa torrea Junto ao
mesmo n. 39 : a tratar na roa da Senzala velba
n. 106.
ATTENCAO
A 80O rs a libra
No progresso do pateo do Carmo n. 9 chama-sS
attencao aos amantes do tolo de Santo Antonio S.
Joao eS. Pedro, para a raanteiga-iogleza flor de
800 rs. a libra.
Bezerros de graxa
Venden Pereira da Cunba Irmaos : raa do
Mrquez de Olinda a. 21.
Pra os boloa de Santo Anto-
nio, S, Joao e S, Pedro
Manteiga iogleza fbr* 800 e 720 rs., e tem
mais baix* para menos dinheiro, dita fraocza
nova a 640 rs., e tambem tora para menos, isto a
dinheiro vista : no armazem de molbados roa
de Santo Amaro o. a
FOGO
De excedentes vistas, mnito proprio para as fa-
milias queimarem, as noules de feala de Santo
Antonio, S. Joao e S. Pedro: vende-se-em porcos
e tambem a retalbo, no armazem da Escadiabada
Alfandega n. 7, e aos domingos na rna da Madre
Deas n 30, n. 3* andar.
Fontes de fugo. -
Serpentes de Phara.
' Espigas Kalospnte.
Bailas terrestre de diversa cores e tamatiaoa,
1


6
Oan* dt PernamDuo Sexta feira 21 de Janho le 1872
ALTAS NVIDADES
GRANDES PECHINCHIS
NA LOJA DO PAVAO
Na ra da Imperatriz n. 60
DE
PEREIRA DA SILVA ft & *
Para as Testas do niez de junho
Prcira da Silva de G. tendo recabido nao grande sortimento de fazendas da 15a,
seda e algodSo, com os padreas mais bovos que tem viada ao mercado, teem resolvido
liquiJal-as, por presos moito baratos com o nico fim de agradar aos seos numerosos
fregoezes e aparar dinheiro, de todas as fazendas se d2o amostras deixando penhor, oo
mandara se lavar en casa das Ezmas. familias.
UUSINHAS
O Pav3o vande delicadas alsacianas de to-
das as cres com maito lustro e delicadas
listra? matisados a seda, proprias para os
enfeites e babadinlaas a 105)0 covado.
Ditas listradas a seda, sendo as mais de-
licadas qae tem viado ao marcado a 10500
o covado.
Delicadas laSsiuhas com muito brillio. e
1 istrinhas de seda a 10000 o covado.
Ditas omlislras de seda largt e maito
encorpadas, com Je.icadas cftres a 800 rs.
O covado.
Ditas maito delicadas com listrinhas de
seda a 560 rs.
Ditas sendo bastante largas com listra os
lado, para os enfeites e com cres moito
delicadas a 500 rs. o covado.
Ditas da i-tras miadinhas com (ns da
seda, qae Ibe da maito brilbo, teado de to-
ls as cores a 500 rs.
Gargures de laa, de urna f cor, tendo
fazend > muito moderna a 400 rs.
Lisinias lisas de orna so c.r, tendo de
todas as cres a 400 rs. o covado.
Alpacas lisas de todas as cres a 500 rs.
o covado.
Llasinhas de c-'es com delicados quadri-
nhos de seda tendo de todas as cres e sen-
da muito modernas a 800 rs. o covado.
Gargw&ai asues de 13a, com delicadas
Ustrinbns brancas lavradas sendo o que ba
de rom novo ni mercado a 640 rs.
Delicadas alpacas de seda com delicados
padies e multo brilbo, de gosto inglez
a 800 rs.
Deii alas Limabas d3 urna s cor, sendo
de todas as cres.cmo sejam : verde e asul,
roxo liri, cor de canoa, cor de rosa, bran-
cas eom listras da mesma cor a 800 rs. e
10000.
Grande soriimento de fazendas de todas
as cores, 0dff*r#Qt6S qualidde3 a 320 o
covado e 400 rs.
Barbes de 13a trasparente tendo do to-
das as cres a 200 rs.
PGUPELlNaS
O Pavo venda as mais delicadas poupeli-
nas de v rdadeiro lidbo e seda, sendo com
os pa' oes li atra-io1, e os mais delicados qae
tem vin lo ao mercado, bavendo de todas
as corea a 20000.0 covado.
Dita? com difireme? padres, para ac-
b r, a 5000.
Seiinbas de listras com delicadas cres,
te lo at rxas para lu:o a 15S00.
NOVAS SE JAS A 20500
O Parto ncebeo una nova remessa das
maii nas ssdaspara vestidos com as mais
lindas cores e mais delicados desenhos
mtadiobos, ero oma su cor, garantindo-se
ijae c :1a para e qie seria fazenda para
mais de 3000, a na) se ter feito urna gran-
de comiara e liquida-si a 25500 o covado.
GROS PRETO
O P 5o vende sempre grosdenaple pre-
to para validos senda soffrivel a 10600 o
cova >.
Di o hora com oarella branca a 20000,
O lo maito encorpados e muito largo a
05OI) e 3|000.
Dito ero tecido de gargura sendo fa-
leada muito incarpada a 3000 e 40000.
S 31 preta lavrada muito encorpada a
Q.K-'y ;")
BRAMANTES PARA LENCOES
O Parto vende superior bramante de al
god endo 6 palmos de largura, que s pre-
cise" de i,i/4 vara para que lencol, metro a
14000 avara 1(580}.
Dito de linbo poro superior, maito encor-
pada coro a me>ma largara a vara 20400.
Ditos francezes muito Gaos a 20500 e
31000.
Pegas de Hamburgo e panno de linho
com O e 30 varas e para todos os precos
equa'.idades.
Pe? i de bretanha de puro linho, tendo
30 jardas, pelos presos mais baratos que
se tem vista.
Pecinlias de fioissimo esgui5o ou celesia
com 6 jardas a 7(5000.
Peen de Gnissima silesia, tendo 30 jar-
das a 354000.
Aioafado adamascado com 8 palmos de
largara, a vara a 20000.
Dito de linho superior, a mesma largara,
a 30200.
Dito tran;ado sen ser adamascado, mas
. maito encorpardo a 10600.
Guardanapos tanto grandes como peque-
Dos a 30001 a duzia.
ALGODOSINH).
O Pavo veo.de pecas de algodosinbo
anrricina com 16 jardas pelo barato prego
de 300:0.
Dito muito melhor com 18 jardas 40000
Dito americano muito encorpardo com
20 jardas a 50000, 50500 e 60000.
Dit largo marca T, sendo o mais fino
que tem vindo ao mercado proprio para
lences a jarda a 280 e 320 rs.
D to enfestado para lengoes sendo maito
encordado e com 8 palmos de largara, a
vara a 10000.
Dito com a mema largara, sendo tranca-
do e muito oacorpado a 10280.
GASSAS fRAN^EZYS
O Pavio vende finissimis cassas france-
sas, com as mais delicadas cores, sendo
listradas e de flores, fazenda chegada pelo
ultimo vapor a 400 rs. o covado.
Ditis francezas floissimis padres mia-
dos a 400 rg. o covado.
Ditos de differentes gostos a 320 o
covado.
GVMBRVIAS BRANCAS
O Parto vende combraias verdadeiras
com 8/2 varas cada peca, sendo fazenda
qae vale maito mais dinheiro a 40000.
Ditas maito finas a 50900 e 60000.
Ditas com 10 aras a-60000 o 70003.
n*
Ifb dattom Jess u. 55
Ferro gaTah)isado efe folhas par te-
Ibas.
Leite con team lo.
Cofoac Martineaa.
Viuho da Bordeo ea tabas :
Volmay I
Haut Falerne
Peoillac
Viaho do Rheno :
SeharlSchberger
Kisflesheimer Birg
Hocnktimer Berg
Marco Crumer ansese
S Kaaeotbaler Berg
Wt Sleinberger Gabinet.
Libras sterliaas.
Vende-se do armazem de fazendas de Angosta
t. de Oliveira A C ra lo Commerclu n. 41
PANNOS FINOS.
O Pavio tem um grande sortimento dos
melbores pannos fiaos qae tem vindo a
este mercado, sendo preto do mais fino at
ao mais baixo, assim como ditos azaes,
verdes e cor de caf, proprios para palitos
e fardas, qae se vendem mais barato do
qae em outra qaalqaer parle, por ter gran-
de porclo.
SAIAS,
O Pavo vende ara grande sortimento
de saias brancas mui'.o bera bordadas, tea-
do 4 pannos cada ama pelo barato prego
de 40500.
Ditos ricamente bordadas com 4 pannos
cada ama a 60000.
Ditas j feitas com folbos macheados
sendo muito finos a 30500.
Ditas da mesma porm mais abaixo a
20(00.
Ditas tambem j promptas sendo de 13a-
sinha de cores com barras enfeitadas a 30OOO
e 40000.
ESPARTILHOS.
O Pavo vende os mais modernos espir-
tilhos de todos os tamanhos 6 sendo os
mais modernos qae tem vindo ao mercado
a 40000 e 50000.
C\SAQUINH05.
O Pavao vende moderoissimos casaqui-
nbos de seda preta, muito bem enfeitados
a 10000 e 20000.
Dito de croch brancos a 60000.
Ditos por terem algum deleito a 30000.
Ditos de fil muito fino a 120000.
BORNU'S.
O Pavo recebeu um grande sortimento
dos mais rices born;, tendo brancos e d
cores que vende a 160000.
MEIAS PARA HOMEM.
O Pavo tem um grande soriimento de
meias croas para hornero, qae vende em
dasia a 40000, 50000, 60000 at 100000.
Ditas para meninos de todos os tamanhos
de 30'jOQ at 60000.
Ditas para senhoras sendo francezas e
icglezas, tendo tambem muito encorpadas e
bastante largas de 50000 at 120000.
Ditaspara meninas de todos os lamadnos.
TAPETES.
O Pavio vende tapetes grandes para sof
proprios para 4 cadeiras a 250000.
Ditos muilo bonitos avelludados para
duas cadeiras a 100000.
Ditos para o mesmo fim, ou para, ao p
da cama a 70000 e 80000.
Ditos pequeos para janellas a 40500.
Assim como grande sortimento de pan
nos de croch proprios para encost de
sof, de cadeiras de bragos, oo de balango,
ou de guarnilo tudo por pregos muito ba-
ratos para acabar.
CAMISAS.
O Pavo acaba de receber grande sorti-
mento de camisas ioglezas com peito de li-
nbo para todos os pregos e tamanhos, que
vende como pecbincba por ter grande por-
gao.
Ditas com peitos de algodie das mais
baratas at as melhores qae veem ao mer-
cada.
Ditas francezas de chitas miadinhas com
os mais delicados gastos.
Ditas de meia de algodSo e de la.
LENgOS.
O Pavo vende finos lencos de cambraia
branca abainbado?, em dazia a 20400.
Ditos finissimos tambem abainbados a
30000.
Ditos com delicadas barrinhas de cres,
garantindo se serem Gxos a 20000.
Ditos finissimos de cimbraia branca, tan-
to proprios para bomem con o para senbo-
ra, sendo fazenda qae sempre se vendeu a
60000 e liqoida-se a 40000.
LENQOS BORDADOS
O Pavo vende finissimos lengos borda
dos para mo sendo de finissimas cambraias
de linho ricamente bordado?, sendo fazen-
da qae sempre se vendea a 40000 e 50000
e liqaidam-se por se ter faito ama grande
compra a 10600 e 20000.
CHAPEOS DE SOL.
O Pavo vende chapeos de sol de para
seda com barras tendo de todas as cores e
sendo com cabos de canoa e maito leves,
fabricados no Porto, senda fazenda qae
vale 140000 e liqnida-se po#'ter ama gran-
de porgo a 100000.
Ditos com delicadas cabos de marfim a
160000.
Ditos peqaanos proprios para senhoras
e meniaos a 80000.
Ditos de alpaca com armago de chapeo
de sol de seda a 40000 e 40503.
PUNHOS E COLLARINHOS.
O Povo (Im grande sortimento de p-
neos e eollarinhos de linho e algodSo, pro-
prios para homens que vende por prego
moito barato.
CASINETAS ENFEITADAS.
O Pavo vende cortes de casinetas en-
festadas de algadaa de quadros, para cal-
gas pelo barato prego de 10000 o corte.
A mesma fazenda em covado tendo duas
largaras qae tambem serve para roupa e
vestidos de escravos a 6i0 rs.
BRINS.
O Pavio tem grande soriimento dos ver
dadeiros brins de angolk, proprios para
caigas, colletese palitos a 10OOJ o covado.
Dito moito buoito imiticao a 800 rs. o
covado.
B-ins brancos de linho dos melhores fabri-
cantes qae tem viado a este mercado, de
10OOO a vara at 40000.
Bros de cores pira todos os precos e
qaalidades.
Ditos pardos de 640 rs. a ?ara at I05OD.
Dito pardo liso maito eicorpado, para
roapa de escravos a 400 rs. a vara.
A MAGNOLIA
As floristas
. A Magnolia receben pelo ultimo vapor o ane
as senboras floristas preeisarem para fabricar flo-
res, como sejam :
Pestilbas de varias cores.
Bagas de vidros de diversas modellos e tama-
nhos.
Ollns para mal me-queres e cravos.
Clices para rosas.
Bagas douradas para flores.
Folbas verdes, enceradas, prejas e de cores sor-
tidas em tamanho e feitio, etc., etc.
Metas delali
A Magnolia roa Duque de Cazias n. 45 rece-
ben dessas meias, mnito boas, e vende por menos
do qu em outra qaalqaer parte : a ellas, antes
qae se acabem.
Candieleiros econmicos
Os candieiros econmicos slo na verdade de
invencio agradavel, priva a qaem desejar embel
lesar ama sala de fazer duas despezas, pos qae
tirando-se-lhe o deposito onde se conserva o gaz.
torna se um lindo jarro para flores : qnem tem
a Magnolia roa Duque de Caxias o. 45, e vende
barato ; a elle?, porque tem poneos.
Nao foi inntilmente qae a Magoc'lia ra Du-
que de Caxias n. 45 fez eseropnlosa escolba
seas correspondentes nu diversas partes da Eu-
ropa, porque agora tem a satisfaca de ir reee-
bendo seas pedido?, vin lo execalados eom tanto
esmero e goUo, que se afana em ezpo-los apre-
ciado dos amantes do bom, tendo a certeza de
serem pelos mesmos apreciaaos.
A Magnolia, nao est descontente com a fre-
gaezia qae tem adqaerido em (o pouco tempo, e
esforca-se para maito mais; visto qae tem con-
viccao de ser commoda nes precos de snas mer-
cadorias, zeloza em bem servir a sna freguezia e
abominar a care-tia.
Ao bello sexo com especialldade. a Magnolia
pede qae venba ve la pessoalmente agora que tem
recebido parte de snas encommenda?, e pretende
ser razoavel nos precos tendo a certeza de qae o
sapprir do qae bom e razoavel.
A Magnolia, se se tem esmerado era ter um
lindissimo sortimento do que ba de melbor no
mundo das modas, porque nao deseja qne sens
freguezes sejam mal servidos em outra parte,
com objectos de mo gosto : e assim apressa-se
em mencionar alguns.
Bonitas gollinbas e pannos, transparentes e ta-
pado?, fazenda muito tina 6 novidade.
Camisas, de linho muito fino, bordadas e pro-
prias para noivos.
Chapeos de velludo e palba de Italia ultima mo-
da, para senhora e menica.
Chapellinas de cores e pretas, (novidade)
Ricos enfeites para senhora.
Bonitas fivelas de madreperola para palceira.
Mejos aderecos pretos, cacoletas, voltas, eruzes
brincos e rozetas de gosto moderno.
Variado sortimento de capeilas, bouqnets e si-
po* de botoes de flores de laraogeira.
Flores de cres e pretas para chapeos e cabr-
ios.
Lionas de todos os nmeros para croch e bor-
dado.
Chtpos de sel e bengallas com bonitos cabos
de marfim.
Bonitos chapeo-- de sol para senhora.
Jarros transparentes para flores.
Ricos pon Jotas, port cartSes e port-money.
Bonitas caixinhas com perfumara, propria para
presentes tendo disticos as tampas.
Ditas eom preparos para costura, ricamente en-
feitadas e com msica.
Bonecas, ricamente vestidas.
Lindas bolcinhas de velludo, eom estojo para
costura e sera elle.
Albuns para retrato? com com capa de madre-
perola, marfim, dsso e madeira.
Livros de missa, cao capa de madrep
martina, dsso e tartaruga.
Carteiras de chagrn, com estojo para J-
boira.
Navalhas maito aas, com cabo de marfim e
tartaruga.
Grampos coro flor de madreperola, novidade.
Bonitas caixas de tartaruga para rap.
Sapatos de lia, bordados em talagarca.
Camisas bordadas para homem.
SC NA
MAGNOLIA
45 Ra Duque de Caxias5
DE
SA' LEITO, FONCECA & C.
ODILON DARTE
CA6ELLEIBEIR9
N. 82 RA DA IMPERATRIZ N. 82
Esforcando-se para salisazer ao Ilustrado publico no qae relativo Cor aos trabalhos
de saa profisslo, com a maior promptidao, commodo, e esmero, resolver fazer refor-
ma em sen estebelecimento e manir-se do qae nos mercados eslrangeiros ba de melbor
e do ultimo gosto mandando vir em direitora e por sna coala nao s grande quantidade
de cabellos de todas as cores e tamanho como todos os preparados reconbecidos pelas
sociedades bygienicas como os mais otis a conservado e embellezamento dos cabellos
natoraes sem prejaho da sade. acbando se assim habilitado a fornecer aos consumido-
res, por 20 7o menos do qae ootro qualqaer os objectos de phantasia para adorno, u>
seio e bygiene da cabera, indispensaveis ao mundo elegante e em geral a todos qae coi-
dam da conservar a propria existencia, deixando de asar de leos, banhas e cosmticos
proscriptos pelos homens de sciencia como capazes de amortecer os bultos espillares,
prodozir a calvice oo apressar o enbranquecimento dos cabellos, e occasionar o appare-
cimento da cephalalgia, eclampsia, epilepsia e bysteria e ootras molestias cutneas e ner-
vosas.
O pessoal do sen estabelecimeoto se acha montado com capricho a escolber dos me-
Ibcres artistas natoraes e estrangeiros bavidos na provincia' entre os qnaes se distingue
Mr. Alfred Belpeche e o Sr. NapoleSo especialmente destinados aos ponteados das se-
nboras para o que ba demonstrado pericia inimitavel por oolrem entre nos havido, A
facilidade e o gosto com que o Sr. Napoleo executa os penteados mais difficeis tamo
histricos como de sua phanlaaia autorisa a que se o considere como um genio nesta es-
pecialidade.
Os empregados do sen estabelecimento sem excepto exclusivamente cada um na
especialidade qae mais amostrado
A casa recebe por todos os vapores os flgurinos da ultima moda de penteados ad-
miltidos nos paizes civilisados entre os qaaes prima o sumptnoso Pars.
O bello .Sexo encontrar no estabelecimento grande e variado sortimento de coque
de trancas, chinons, normanis, coques de cachos, cache peines, toupets, boucles, crescen-
tes do qae ha de mais.moderno e elegante oeste genero, perfumaras dos melbores fa-
bricantes como Lobin, John Gornell, Rimmell, Artinkson, Le grand Piver, Coudray etc.,
etc., lindissimas fkres especiaes da cabera pos de ouro, de diamante para pulverisar os
cabellos, finissimas escovas de dentes, pentes de tartaruga, e muitos outros objectos in-
dispensaveis a ora toilette de gosto.
Os seos collegas encontrado a contento os otentilios de soas profissoes, thesouras-
ferros para frizar, ferros para papellostes cardos etc., etc., quer em porclo quer a re'
talbo seo vendidos.
MACHINAS
DE
COSTURA
Gbegaram ao Bazar Universal da roa No-
va n. 22, um sortimento de machinas para
costura, das melhores qualidades que existe
na America, das quaes moitas j s3 > bem
conhecidas pelos seas autores, como sejam;
Weller & Wilson, Grover & Baka, Silen-
ciosas, Weed e Imperiaes e outras moitas
que com a vista devero agradar aos com-
pradores.
Estas machinas tem a vantagem de frzer
o trabalbo que trinta costureiras podem
azer diariamente e cozem com tanta per-
feiclo como as mais perfeitas costareiras.
Garntele a sua boa qaalidade e ensina-se
a trabalhar com perfeicSo em menos de urna
hora, e os precos sao i > commodos qne
devem agradar aos pretendfr'es.
:::
Furinha de rnaadioca
Superior e mnito propria para mesa, m barr
ricas de farnha de trigo ; a 110<;0 rs. a barrica
nos armazens de Tasso Irmaos & C.
Candieiros para gz
Vende-se lindos candieiros de bronze, por pre
eos inferiores ac que custaram : ra d) Impe-
rador o, 31, eseripiorio da emerja do (az.
Fadaria

MACHINAS
PARA
Llfll ROUPA
Moreira Das, ra da Crat n. 26 avisa aos
teas freguezes que j recebeu as desejadas ma-
chinas para lavar roupa, trazendo ellas desta vez
expremedor.
Estas machinas tem a vantagem sobre- as oo-
tras de lavar e expremer em menos de cinco mi-
nutos para mais de cincoenta peeas de ronpa;
sao mnito proprias para >s pessoas qne se dedi-
cara a tomar ronpa para lavar e engommar, visto
sabir a roupa do expremedor quasi que enchnta,
trazendo a vantagem da econemia de tempo qne
se espera afi-n de enchugar e poder-se engom-
mar ; o annaneiante o nico agente nesta praca
das referidas machinas, e por isso as vende por
preco mnito commoda.
j. A. Moreira Das
Um constantemente em sen armazem roa da
da Cruz o. 36, e vende por prego commodo o se-
gu nte :
Graixa em boioes N. 97.
Balanzas borisontaes para eima de balco.
Camas de ferro com colxo de molla pfoprio
para rapaz solteiro.
Aparelhos para cha do melhor metal do afama-
do fabricante Chrysloe.
Aq) de afilio sonido.
Agua Florida verdadWra.
Machinas para copiar cartas,
Caamins de vidro para cindieiro a gaz.
Vende-se a padaria da Casa Forte, pertencente
a Gabriel O- Campo : para ver na mesma, e para
tratar com Tasso IrooSos & C.
Em casa de Tisset freres, na ra do Com-
mercio n. 9 ha para vender : *
Agna de Vichy das fontes Haubeiwa, Celestin*,
Grande Grillo, Hospital. e Mesdames, em caixas
de 50 garrafas;
Agua de Cbateldon, excellente agna de meza,
em caixas d- 50 carrafa?.
Agna de Vals das ontes Presiense, Magdaline,
Desira, Sante Jean, Rigolette e Donimique, em
caixas de 24 garrafas.
Ccgnac das marcas: Blanchy frres 4 C.
Royer Guillet & C.
Marlel frres de Velros.
Eival sem segundo
Boa Duque de Gaxia n. 91, loja de miu-
dezas de Jos Bigodinho contina a vender
ludo quanto tem em seu estabelecimento
pelos precos abaixo declarados, a saber :
Libras de la para bordados a 6)J00O
Caixas com superiores gram-
pos francezes a rs. 160
Talheres para meoinos a 240
rs. e 400
Libras de lioba-de novelio de
n. 80 120 a 10500
LeDeos de cassa com barra a rs 100
Varas di franja branca para
toalhas a rs. 120
Dozia de meias Anas para se-
nhoras a 4^500
Masso de palito seguranga a rs. 200
Navalhas fazenda superior a 10000
Caixas com peanas d'ago a rs.
320, 400 e 500
Caixas com papel amizade a rs. 700
Dita, dita, dita boira doura-
da a rs. 800
Caixas com envelopes a rs.
500, 600 e 800
Pessas de fita para coz com 10
varas a rs. 440
Duzia de linha frouxa para bor-
dar a rs. 400 e 500
Baralhos francezes muito li-
aos a rs. 240
Ditos de beira dourada a rs. 320
Dazia de agulbas para macbi-
aa a 20000
Libra de pregos francezes a rs. 240
Resmas de papel braoco liso a 30500
Ditas, ditas pautado a 40000
Dazias de sbemeles muito fi-
aos a rs. 700
Duzia de linha de carritel
Alexandre a 10OOO
Groza de botoes madreperola
a rs. 500
CartSes de linha branca e pra-
ta a rs. 10
Thesooras muito finas para
anhas a rs. 500
Groza de botoes de louga
i rs. 120
Pares de sapatos de couro
para meninos a 20000
Caixas com 4 papis de
agulbas fundo dourado a rs. 240
Frascos de oleo Oriza supe-
rior qualidade a 10200
Caixas de folba com palitos
de vella a rs. 200
Pessas de fita de 15a para de-
brum de todas as cores a rs. 320
Pessas de fita branca elstica
para debrum a rs. _________ 200
GRANDE
unum 1JHU
O CORADO DE OURO
Liquida suas joias por terde acabar o estabe-
lecimento, ha grande reducqao mesmo nospreqos
das entradas.
*S
m

Ra do Cabuga N.2D
ITA ATTENCO
GRANDE REDUCTO EM PRECOS
Na loja de Antonio Pedro de Souza Soares, na rua do
Barao da Victoria n. 28, outr'ora ra Nova
E' BARATISSIMO
"
A 1^800
Vende-se botinsinhas para crian? pela barato
prego de 1*805 : veaham ao Rival do Recite n. 50
A, raa do Marques de Pitad. -
Nova remessa
Aqaelles engranados pedes qne daoam um
qaarto de hora mais on menos, mostrando diver-
ses caracteres, a Nova Eiperanga receben ultima-
otete.
CEMEMTO
Ra da Madre ie Dees n. 7.
Barrieas eom II arrobas.
Veradeiro Portland,
Sitio da Ipyranga
Em Afogados
Vende-se um eom baiza de campia, coqneiros
de fructos e novo?, diversas fructeira?, casa de
taipa coberta de lelha e em mo estado ; tratar
no Coracao de Onr.o.
SEDAS
Ricas sedas para vestido do melbor gosto por
baratsimos pregos : s o Triumpho da Boa-vis-
ta, ra da Imperatriz n. 20.
Enxovaes para baptisados
Ricos enchovaes para baptisados pelo baratissi-
nao preco de 16J00O cada nm : s o Triumpho
da Boa-vjsta, ra da Imperatrii n. 20.
As 2,000 saias.
Salas linas eom babados frisados a 31000, di-
tan eom baba tronos bordados a 3 #500 : s se
achaca no Triuaapho da Ba-vista, raa da Impe-
ratriz a. 30, ____u >n>.
MIUDEZVS.
Caixa de lioha de marca a rs. 280
Duzias da pc$as de cor Ja a impe-
rial ars. ....... 320
Duzia de pegas de trancas de cara-
col braacas a rs..... 400;
dem dem lisas a rs..... 20C
Duzia de cartees de linha preta e
branca a rs...... 120
dem de pecas de fita de linho chi-
neza a.......0OOO
Resma de papel pautado e liso'a
3,5000, 30OO, 45000 e 40500
Caixa de papel amizade muilo
superior a rs...... 700
dem dem de quadriuhos a rs. 640
Caixas de envelopes finos de por-
celana ars....... 800
dem dem a rs. 400 e 500
dem de peonas a rs. 400, 500 e 40OOC
Abotoaduras para collete, grande
variedade ars...... 200
dem douradas para punbos a rs. 500
Duzia de baralhos francezes a. 25600
dem idem dem canto dourado a 33600
Lamparinas a gaz a I0
Duzia de talheres 2 botoes a 5#>0C
dem idem 2 bat5es (com peqoeno
toque) a.......40300
003)?E "O0?8!-* 8P osSeiirai e oqeo raapi
Grosa de boles de osso pretos
e brancos a rs...... 200
Completo sortimento de fitas de
sarja, de todas as larguras, co-
res e precos. ...:..
MODAS.
Coques de trancas modernos a 50000
Diademas modernos a rs. 500,
640e........20000
GrinalrTs para casamentos a 30, e 50500
Galoes e trancas de seda de cores,
a peca de 10000 a ..... 30000
Mimosos leques de osso para se-
nhora a ....... 90000
dem idem de sndalo com laa-
tejouUs a.......50000
dem idem a imitaco a 202OC
Luvas de pellica para homens e
senhoras, o par 500 rs. e J0OOO
Transparentes com paisagens para
janellas a.......120000
Bico de seda prcto e branco peca
de 20500 a......70000
Fita de setim Ma o escosseza lar-
ga, vara a......30000
Collarmbos bordados para bomem
duzia a ........ 80000
dem idem lisos a.....70COO
Temos de tbesouras em caixinhss
o qne ha de mais fino a 60000 e 90000
Grapde sortimeato de entremeios
e babados tapados e transpa-
rentes para todos os precos. .
PERFUMARAS
Garrafa de agua florida verda-
dera, a....... 10300
dem dem kananga do Japo a 10300
Frasco de oleo philocome verdadei-
ro a........ 10OOC
dem idem antique a rs. 400 6 500
RcSIs com extracto a 108OC
Frasco com extracto de 10000 a 40000
Macos de sabonetes inglezes muito
bons a rs........ 60C
Banha ingleza muito superior de
rs..500a *..... 2J000
Dnzia de sabonetes de anjinbo a 20000
dem idem de coracSo a 105CO
Pacotes com pos de arroz mui-
to fino a rs. 300, 400 e 500
Caixas com dito moito fiara ka-
nanga a........105OC
Frascos com agua de Cologne a rs.
500, 10000 e.....105OC
Garrafas com dita o que ha de me-
lhor a 30000 e 44000



ESPELHOS DE MOLDURA
De todos os tamabhos e precos, molduras para quadros, bonclas e brinquedos para
enancas e urna infinidade de objectos que se tornara longo mencionar.
N. 28 Ra do Barfio da Victoria N. 28
COLAR DA MIL
N. 63 A-RUADA IMPERATRIZ-N. 63 A.
Vende-se espartilhos muito bons para senhora a
2/000, a ellos, antes qae se acabem, assim como
botinas de cores e pretas para senhora, ehegadas
no ultimo vapor inglez, a 4/500, 5, 5/500 e 6,
at 7/, sendo estas muito boas; lenho mais a di-
rer qne s o Colar da Rainba pite vender borie-
gnins da trra para homem, obra muito bem feita
a 4/500, 5/, 5/500 i 6/ o par, onde o proprieta-
rio desie estabelecimento espera a concurrencia
de seas numerosos fregueses e fregaezas.
VENDE-SE
-O estabelecimento de calcados da travessa da
ra das Crazes n. 1 A : a tratar no mesmo.
Armado.
Vende-se ama araacao nova de amarello en-
vernisada : i tratar na roa do Bario do Victoria
n. 43.
N, 60 4 Raa do Duque de Ca-
xias n, 60 A,
Outr'ora rnado^aelsiiado
Grande sortimento de fazendas por baraUwfmoa
irecos, cerno sejam : sedas, lias, cintas, perca*,
nstoes para vestidos e roup>s para enanca, saias
brancas com babado frisado, ehafos da ultima
moda para senhora, e ontros muitos artigo w
Tioia 4a. esquina da r **<&* de Caxias a
60 A, de Bento da Stlfa C.
Sortimento variado m earxinbas para ter tallo
em saffes a larns. no* eiftTOs -* Sasatn
Antonio, S. Joao a S. Pedro : mo tmat rattM
armazem n. 1, M p* 4o oo 4a GotceiciQ,


MBBBBM .
!Rari# da r%nmJio* S*x(a feinr 21 d Juibo
i
l\

'/
AO 65
RA DO DUQUE DE CAXIAS
(Ontr'ora do Queimado)
Este estabelacinwBto acaba de receber om importante sortimento de diversas la
xendas propriu para venidos, sendo poupelioas de seda, sedas, lias, percales, ditas con
barras propriaa para babados, lindas eambraias croz, e em fim orna infinidade d'arti-
fos raioaveia, vm conae^oeocia de eatarmos prestes ao fim do anno, e o 65 d9o qaer te>
grande trabalbo com o seo balanco, preferiodo tomar dinbeiro a fazendas, convida-st
portaato ao reapeitvel publico a virem aortir-se na loja do 65 aonde comprarSo por pre
oa qoe nlo obterio ea oatro qoalqaer estabelecimento; em fim ver para crer
ROA DO DUOUE DE CAXIAS
(Outr'ora do Queimado)
X
Rival fem segundo
Ra Doque de Caixias n. 91, loja de
miudexas de Jos de Azevedo Maia e Silva,
conbeciio por Jos Bigodinho, contina a
vender todo que tem por menos do qoe
em oulra qualquer loja, a saber :
Correotea pretas de borraxa
para senbora a
Garrafas de agua Florida verda-
dera a
Caixas com ebreias de massa a
Frascos com macar peroia a
Pacotes com poz de arroi fa-
tenda fina
Pares de botoes de osso
para punbo a
Sibooetes de bolla maito fino
a 160 e
Cartas de alfioetes de latao
fazenda boa a rs.
Carriteis de retroz preto com
2 o ;avas a
Capacho de palba muito boni-
ta a 600 rs. e
Frascos com oleo Pbilocome a
500 rs. e
Pares de sapatos de tranca
para menino a
Pessas de tiras bordadas a
500, 600, 800 rs. e
Frascos com agua de Colonba
maito boa a rs.
Gravatas pretas e de cores a rs
Pessas de trancas modernas
de todas as cores e todo o
proco -
Libra de areia preta maito
boa a
Nvellos de linba com 400
jardas a rs.
Livros da misso abreviada a
~. Silabarios portuguezes a rs.
Cartas com 100 contas im-
presas a
Caixas com 30 novellos de li-
aba gaz branca a rs.
Gaitinbas para merinos a 40,
60 rs. e
Caixas com 12 frascos de
cbeiros a
Caixas com 6 sabonetes mai-
to fiaos a rs.
Pentes ?ara segurar cabello
de menina a 200 rs. e
Chapeos brancos para bapti-
zados a 2)9500 e
Copinhos com superior banba
a 200 rs. e
Frascos com oleo para cabel-
lo fazenda fina a rs.
Frascos cim oleo Baboza a
500 rs. e
Frascos e garrafinbas de agaa
de Colonba a
Frascos com verdadeiro azeite
para machinas a rs.
Redes om contas para segu-
rar cabello a rs.
Latas com banba de Piver a
200 rs. e
Garrafas com agaa Celeste
muito fina a
13500
14300
40
200
500
200
240
80
600
700
10000
1*500
10000
500
4(0
160
60
10500
400
10500
500
80
10500
800
320
40000
320
320
10500
500
400
320
A MI MAM
Ra de Daqne (le Caxias n. 50
Receben :
Lindas caixinhas com os necsssarios para [mar-
car roopa, sendo abccdano o naroeraco, frascos
com tinta preta e encarnada, pioceis etc. etc. o
que de ceno novidade em tal genero.
Novos coques grandes com bonitos desenhos
vindo entre elles alguns eufeilados com fitas e flo-
res ; assim como bonitos crespos.
Aderecos encarnados de madreperola.
Cruzes pretas com enfeites donrados e entra?
brancas de cbristaL
Casas de pedra e cal muito
baratas
Urna senhora viuva tendo de mndar-se para f-
ra deata cidade, vende urna casa terrea em terre-
no proprio, na roa Imperial, tendo daas salla?, 2
qaartos e quintal, por um cont e qainbentos
mil ri?, cojo alague! de lo a 16/000 mensal,
e .12 meias-agoas tambera na rna Imporial, na
trrvessa da Bandeira, igualmente em terreno pro
prio, tendo cada ama deltas ama perta e janella
na frente, a excepce de urna que tem dnas ja
aellas, e tedas ama sala e dons qaartos, 6 qaaes tem terreno atraz, qne abrindose urna
porta, pode ter o sea qaiutal ; vende-se a 3004,
sen alnguel mensal para 74000 e a de duas ja-
nellas para 8/000 ; mas quem qnizer urna on
dnas serio vendidas a razo de 600/000 e a de
dnas janella? por 700/000 rs. Estas ca?as estao
edificadas na ra Imperial, bem perto donde ac-
tualmente param os bonds. J quem tiver penco
dinbeiro, pJe-se chamar proprietario on morar
era casa pmpria. Os pretndeme? dinjaro-se
ra das Trincheiras n. 48, a casa do Sr. solicitador
Burgos, o qnal est autorizado a contratar, mes-
mo a praso com garanta idnea.
Smaocome
Tontea especial contra a calvlce
Com nm bello sortimento de perfumara qne a
Aguia Branca acaba de receber veio tambera o
apreciadoSmaoconecujo proveitoso effeito
j bem conbecido por qnantos o (em asado e ser
anda mais por aqaelles que necessitam de sua
atilidade. O continuado uso do Smaocome d o
bom resultado de impedir a queda dos cabellos,
faze Io3 renascer e conservar o seu brilbo- natural
alen de que seu odor mais agradavel qne d'on-
tro qualquer tnico continua a ser vendido nal oja
: da Aguia Branca.
Leite de rosas brancas
Excellente para acabar com as sardas, pannos e
espiabas no rosto.
Vende-se a 2* o frasco, na loja da Aguia Branca
ra Dnque de Caxias a. 50.
Bonitas caixas com perfumaras
proprias para presentes.
Vendem-se na loja d'Aguia Branca rna Duque
de Caxias n. 50.
VIodcmas e lindas csaquinbas
para senhoras
A aguia branca ra Duque de Caxias n. 50
recebeu urna pequen* quaotdade de lindas csa-
quinbas de lia branca primorosamente enfeitadas
com setira de core?, obras essas lio modernas
quo lindas. A prova dessa verdade est no apre-
co qne lhes estao dando as Exmas. apreciadoras
do bom.
A Aguia Branca
NA
LOJA DE JOIAS
ESMERALDA
ESTABELECIDOS
TRAVESSA DA MADRE DE DEUS H. i4
Vendem os seguintes
VINHOS
Do Pm-to,
Madeira,
Borganba,
Amoroso,
Xerez,
Rheno,
Malvjsia
Acaba de chegar a este estabelecimeato om importante sortimento de jpias de
onro, do melbor gosto e qualidade qoe tem vindo neste genero, como cassoletas de
nix com lellras de diamantes e pinturas finas, aderemos e meios aderecos com pedras
finas, etc. etc.
Ra o Cabuga' n. 5.
Moreira Duarte & C.
Dai seguales marcas :
St. Lambert,
St. Jolien,
St. Eatepbe,
La Juor,
Vendima Chateao Margaux,
Cbateau Blair,
Cbateao La Rose
E Chateau Langoiale.
E Brdeos
CHAMPAGNE
Ao gosto de Londres e de Paris, marcas maito superiores.
O magnifico sonimenlo de vinhos cima descriptos foram fabricados de 1815
1847, e escolbidos, com particular recommendaejo, por om ptimo entendedor, nos
grandes depsitos das docas de LondresGjraute-se as qualidadese vende-:e
?08 muito mdicos para animar a pedir nova remessa.
a pre-
I :)500
A 4^500 rs.
Vende-se sacos de mntto bom mlho : nos ar-
mazeos ra do Amorim e caes do Apollo, de
cssoa Irmios & G.
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Capricho.
Vende-se o engenho Capricho, distante da esta-
cao de Una ama oa dnas leguas, movido por
orna excedente machina vapor, e com oplimes
terrenos para saffrejar quatro mil pae annaaes:
a tratar no mesmo engenho com Joaqaim Jos de
Arla, ou nesta cidade com o sen correspondente
o Sr. Joaquim Rodrigues Tavares de Mello, com
eaerptorio praca do Gorpo Santo o. 17, primeiro
andar.
AGURDENTE DE CANNA EXTRAFINA
EM GARRAFA.
Vende-se na roa do Encantamento o. 5, pri-
meiro andar.
Arroz de casca
Superior em saceos maito grandes : as arma-
de Tas so Irmaoi 4 C
Awdadetra cerveja da-Baviera, mare* ban-
deira, de snperor qualidade : Tendeo Taaso Ir-
mios A C em seo armaiem da rna do Amorim
a. 37.
De mandioca preparada
Santa Cecilia n. 37.
lassa !.
para bolos : na roa de
Roa Duque de Caxias n. 50
receben bonitas bDlsinbas com necessarios para
crochel.
Agulheiros de os-o com agulbas e cabo para
ditos.
Paptl verde liso e listrado para fainas de rosas
Dito de cores para flores.
Dito fino verde e pardo para cobrir os talos das
rosas.
Dito de cobre decores para Ocres, sombra, etc.
Lindas bonecas enfeitadas, e outras cera rosto,
raaos e ps de porcelana.
Modernos aderemos de malreperola.
Ditos de fllagrana dourada com camapbeos.
Ditos pretos, gosto inteiramente novo.
Cruzes de madreperola.
Delicadas, carteiras com capas de mar fim.
Ditas pequeas proprias para lembranQa.
Tiuta vilete
A Aguia Branca roa Dnque de Caxias n. SO
recebeu a superior tinta vilete do acreditado
fabricante Adrien Manrin, e como sempre vende
baratsimo.
AGUA DERTBIFIGE
DO
DR. P1ERRE.
a. Aguia Branca rna do Duque de Caxias n.
50, receben essa apreciavel agna dentriflee do Dr. |
Pierre, cuja snperionde bastante conbecida.
m. DOS LE0ES
Ba Duque de Caxias n. 29.
Os propietarios deste bem montado estabelecimeato scienlificam eo
respeitavel poblico dtsta provincia qoe se acham com um variado e completo Sorti-
nento de movis, tanto nacionaes como estrangeiros, sendo'eslea escolbidos por umdos
sosios que se acba actualmente na Europa. O mesmo tem contractado com os melhores
fabricantes daquelleconlinente as remessas das mais ricas mobilias feitas all.
Na offiema tem os mais babeis artistas deste genero, e por isso pedem qne ve-
nbam visitar o estabeleciaento, aonde eocoatraro a reaudade do ue se pode examinar; ricas e completas mobilias de Jaearand, mogno, faia, carvalho, a-
marello, etc, ricas e elegantes camas deja caranda,-p* etim, amarello, etc., etc., guarda
vestido de amarello, guarda lonca de nogueira e de amarello com tampo de pedra, apa-
radores de d-to dita, pett toilettes especialmente para fazer a barba, toilettes de jaca-
randa, amarello, pedra, secretarias da Jacaranda 0 mognocus tnreiras oe mogno, san-
tuarios, tbears psra bordar, berros, lavatorios com espelho, de pedra marmore e sens
pertences, cadeiras privadas, bids; etc., etc., e maitos ontros artigos que deixamos de
mencionar por seltcrnsr enfadonho
ACHINAS
B
o oa
B S *
o- B "o
S1 s
I B p
DE
DE
MANFACTURING C0MPA1VY
Grande reduepao de presos !!!
90^000. 90#000. 90^000
AVISO ESPECIAL
A alta reputado obtiia pelas machinas fabricadas pelo
11
! l
i I 1
Samuel Power Johns-
ton & 0.
|Rua do Apollo n. 38 e 40
Fazem scieote aos seas fregnezes qne teem
modado o sea deposito de machinas a va-
por, moendas e laxas da muito acreditada
fabrica de LowHoor para roa do Apollo n.
38 e 40, onde eontinnam a ter o mesmo sor-
timento do costume.
Fazem seiente tambem qoe teem feito om
arranjo com a foodicao geral, pelo qoe po-
dem offerecerse para assentar qnalquer
machinismo e mesmo garant lo.
s S
e*> ea
->
es s
>a 5
o
M
3 0
o a>
SB p
9 3
8 %
Os proprietarios da fandi;o geral farem
scientes aos senbores de engenho emais
pessoas, qoe teem estabelecido urna tund-
cao de ferro e brouze a ra do Bium,-jun-
to a estacSo dos bonds, onde aprontarlo
qualquer obra de encommenda cem perfei-
o e promptidao.
Os mesmos rogam as pessoas qae quei-
ram otilisar se de seos serviros de deixa-
rem as eneommendas em casa dos Srs. Sa-
muel Power Johoston & C a rna do Apol-
lo n. 38 e 40, ende acbaro pe?soa
n. 38 e 40, ende acharo pe?soa habili
tada com quem possam entender se.
Apparelbo para fabricar assncar, do systema.
WESTON CEKTREFUGAL
nicos agentes em Pernamboco a funJi^ao geral.
Para tratar em sea escriptorio a roa do Apollo o. 38 9 40.
11UMI Jlli.AtlLi:
tem levado diversas pessoas a fabricar imitaces qne ellas vendem quasi sempre sob
pretexto de serem ellas fabricadas pelo systema Singer.
BA __
Na 63 A. Ra da Impe-
ratrs n. 63 A.
S o proprietario deste estabelecimento pode
vender eeques do ultimo gosto a^oXK) Cada um,
visto ter recebido em direitura, f por isto fde
vender por menos do qoe ontro qnalquer.
Ra do Mrquez de Olioda o. 50 A,
Antiga da Cadeia.
Tem para vender os segurates objectos abaixo
declarados, como sejam:
Carreteis de linha de 200 jardas a 60 rs., sapa-
patiohos de la para criaoca a 240 rs., ditos fiaos
a 320 rs., sapatos para hornera e senbora, avelo-
dados a 1,5400, ditos de tranca a U500, latas
eom banha a 80 r?., ditas fina a 160. abototdo-
ras para coletea finos a 320, ditos a 500, UOOO,
1A500, dozia de phorphoros de seguronca a
200 rs. a duzia, frascos de sndalo verladeiro a
UOOO rs., ditoe de agna divina a 1*200, ditos de
agaa de madalene a 1*200, ditos e agna de co-
logne a 2G0 rs., ditos *-andes a 500 rs., entre
meios a 600 rs. a peca, ditos mais finos a 800 rs.
agulbas a balao a 40 rs. o papel, caivetes linos
a 400 rs., ditos a 500 rs. 1*000; alera destes ob-
jectos ba m completo sortimento de mindezas, o
qual se yende indo barato para acabar : venha
ao Rival do Recfe n. 50 A.
-
POHTAO
Vndenle om grande pertio de ferro de Loicas
novo com 9 1|2 palmos de altnra e 10 de largara
r diminuto prego : tratar na roa do Conde
' Boa-vista o8.7,oatr'ora Eiperanga,.
^NENHUMA MACHINA Ht%-
C'ER E' I-I'.SrUSl SE
NAO LEVA ESTA MARCA FIXA
KQ BRACO DA MACHINA.
PARA EVITAR COSTRA-
FACCOES NOTEM-SE BEM
TODOS OS BET.UULS
flAHci.
MARCA DA COMPANHIA
A companbia, dse jando proteger seus amigos e frr guezes contra as imitagoes, tem
adoptado a marca cima representada.
Previne-se ao poblico de nao comprar machinas que nao leveg) a marca da
companbia.
H. CHAPMAN
NICO
N- 45 Ra do Imperador N: 45
-- -
a casa da rna dos Gaararapes o. 11: a tratar com
o commeudador Tasso.
Moeda de ouro
Na roa do Apollo o. 20 vende-se libras ste/linaa.
Vende-se farinha. muito boa da trra em
saceos de SO cnias por 5*000 : na armazem do
Guerra,
Bous terrenos.
o,
Vende-s, nebceo de Santo Amaro para Bel-
"o cberto. de arvors de fructo, terreOo
erto dos bonds e do vapor de Olind,
e onde se pode, eem poneo capital,
formar-se bons sitios: os pretendentes, para n-
forraacio, dirijam^e roa do Imperador n. 48, e
nos domingos no dito terreno.
i iiT i i .ll ..... ii i m
vende-se
parte de ama casa terrea sita roa da Ventara o.
i, Caponga : a tratar na roa 1' de Margo n. 7 A,
! andar.
AC e ferro em vergoinba.
ARADOS e grades para lavrar a trra.
BOMBAS americanas.
CAMAS para meninos, solteiros e casados.
CARRINHOS de m3o.
CHUMBO em cano, lencol, barra e morjic5o.
COBRE em lengoes e arruellas.
COFRES de M-lner e outros.
COUROS preparados.
CIMENTO de Portland.
CHAPAS para cobrir casas.
' ELECTRO- PLATE em obras finas.
ENXOFRE, limalba e salitre para fogueteiros.
ESPINGARDA?, rewolvers e pistolas.
ESTANHO, em vergaioha e barras.
FOLHAS DE FLANDRES, grandes e pequeas.
FOGOES americanos e inglezes.
FORMAS para porgar assncar.
FELTRO para caldeiras.
MACHINAS a vapor.
DITAS de lavar roupa e picar carne.
DITAS de cortar fumo, estivar alg.odo (macacos.)
DITAS de descarocar algodao mi e a vapor.
LEOS, azeites, sabo e trincal. .
PAPEL de diversas qnalidades.
PEZuS francezes de todos os tamanbos.
PRENSASpara copiar cartas.
TACH0%8tanbado8.
ZINCO em folhas lisas e forradas.
1
X &
i




8
Diario d Pernambtic*
*
Sexta
eira 21 de JunUo de 1872
LlfTERATUBA,
0 MAJOR N.VPOLiO POR M PIXUKIRO
CHAGAS.
(ContioaacSo)
Os officiaes raneezes, intrpidos valsado-
res, tinbam arrancad) as creoolas sua ha-
biloal indolencia. As mor-nis filbas dos
trpicos biwam se lenbrado d sua origem
haspaohola, e os stus lnguidos olhos in-
eendera-os ora reflexo do fosro aadalcz. A
msica derraraava na almosphera da sala a
torrente vertiginosa das notas de urna valsa
de Straus3. As ardores to turraci, entir-
navara pelas janell.s abertas as suas croas
de perfumes. Tudo dizia amar, e nada re
cordava as scenas de guerra que se posa
\am freqrientemnte nes?as campias, qoe
se vi-m do tdrraco, e qce neste instante
pareciam adormecidas dbaixi do dncel de
vellndo aznl do sea esplendido firma-
mento.
Ni sala prxima daquella o:d se dan-
v'jva, a mesa do j)go eslava ms rodeada
do que todas as ninhas d baile que agita-
\am garridamente o seus le nos no sali.
O jogo a paixo dominante dos mexicana,
oa antes a febre do paiz, a febre do oiro,
golden fever, ditera o inglezes. E nao era
o modes o voltareto que dedobrav.i grave-
mente no panno verde as scnsjasas dispa
tarjas, era o mente, o motile frentico e ver-
ligUMi o mouie que f zia oscilar de joga
'ior para jogador riquezas que dariam o
bem estar a dez familias.
O oiro escorria em fu'giilas torrentes so
bre o panno verde da m.sa. O olhos ne-
gros, e brilhantes de esperanza ou de raiva
dos mexicanos seguira cim anciedade o seu
curso variavel, qua raudava de directo a
cada capricho das cartas.
Cotretinto o baile agitara as su ondas
graciosas do mu'heres e de flores na sala
principal
Os officiaos francez-s, ou raais pobres on
1o corado mais rafhmave! q\, qe cemexica-
BOS, preferiam aoertar a delicala cintara
das creoulas a assistir, com a fronte aljofra
da da soor fri, floctu cao caprichosa de
enormes sommas. Alguna j ivens mexica-
nos viam, com ^essgrado, a intorvenc3o
estrang ira paisar dos negocios pblicos
aos oa coros particulares. Ellas... achavam
qao 68 francezes valsavam admiravelmente.
Pouco se Ihes dava dos desastres da patria.
Tambes as damas do Paris, de-pos da ca-
pitulago da Fontainebl >aa achavam os prus-
ianos des beaux oaLcurs, e depois de VVa-
terloo morriam pelos favoris blonds dos
cfficia.es de Welngton.
Vivent nos amis
Nos amis les ennemis I
dizia, em nome dellas, Branger.
E o caso qoe assim foi sempre. N5o
La patriotismo feminil qoe resista a urna de-
claraco de amor, nem.espiritos de Corne-
lia qoe nSo entontecam com ama valsa. Em-
quanto a mim. Grites de Almeida nanea
mereceu as altences do mais rels hemem
de armas do exercito cstelhan >, e Isabel
demandes nanea pode conseguir entrar no
b3rm de rourae Khan.
Eutre todos os walsadores, era o capito
Viarmont o qoe mais intrepo se mostrava;
de todos os galanteadores era No o mais
requebado. Fazia a corte mais foimosa
senhora do baile, mexicana di trancas opu-
lentas, e olbos de veludo, fi ha dos donos
da casa, irmS desse jovem republicano que
dava generosamente ao capii3o Viarmont o
titulo de magister equitum por elle ter sido
nomeado, havia poucos dias, commaudante
da cavallara da contra-goerrilna.
Findra ama polka, e a gen'il mexicana
CU llores se chama va ella) lora reco-iar-se
o'ooi sooh. Ameigava-lhe o fogo do olhar
essa morbidez creoula, que invencivelmente
se apissa das filhas desse paiz do sol; as
palpebras semi-cerradas resguardavam-lhe
a luz ardente das pupillas. As faces more-
das tingiam-se do rubor do caasasi;^. As
Fallara de mil coasas, de toirada, do ciga-
rro., a navaja, e so orna coasi dizem--
amor l Amor, voluptuosidad*, requebros
o que lia raspram, as magaas com i
sua iooocente deseovoltnral Seate-se o olhar
gaialo da cantora no acompaobamento, no
barpejo, n'uma insignificante melodia.H as
mal caprichosas variaQ5<*3 ou) echo de cas-
t'nil)o!as,amd udejar de psiubos no bolero;
iia o reqoebro, ha o amor. SSo como a
serenata do D Juan de Mozart, acerca da
qual ijneu compatriota Alfredo de Musset
escreveu os seguintes formoMssimos ver-
8"g : A
Te soaviens-to, locteur de cette serenada
Que Don Juaa dguis chante sous unbalcon?
Une mianeolique et pitease chanson,
Respirant la douleur, l'amour, et la tristesae;
Mais 'accompagnement parle d'uo aotre ton.
ca reclinava se para traz,
alio
liabas flexaosas do corpo revelavam, as
suaves ondulaioes, a elegancia da hespa-
nbola. e'a graciosa indolencia que maior
realce Ihe dava. Era urna ostatua. n5o
urna dessas estatuas produzidss pelo genio
austero de Piidias, revelando a formosura
grega em todo o esplendor da sna nobre
correecio, mas urna das qoe o genio bolle-
nico produziu, quando a decadencia princi
piou, estatuas em que se santo j a lasciva
inspiraco oriental, era que a languidez do
desenho e a moieza das linhas, se do ao
caarmore um volupluo o encanto, roubam-
ihe a pureza qoe iinmortalis os grandes
modelos.
As trancas negras flactaavam-lhe em
opulentos cachos sobre os hombros ns,
que os-beijos de fogo do sol haviam co-
berto de urna leve cor morena. O psinho
impaciente e qnasi invisivel batii distrahi-
daraente o compasso da polka finda na es-
teira do salSo.
A m5o:inha, perfeitamente enluvada, ag
tava o leqae oa antes a ventarola magnifica
para cojas peonas haviam concorrido as mais
esplendidas azas dos passaros americanos.
Esses instantes de soladade, Sra. D.
Odores, s5o nm roubo que nos faz a nos
to4os e especialmente a mim, disse o capi-
to Viarmont aproximndose da gentil se-
nhora. Por onde va o seo pensamento f
Oh qoem me dera colbe-lo nos ares com
om beijo Parece-me qae lhe prend as
azas. D-me licenca qae lhe diga o qae
o passarinho me disse 1
Diga, capitSo, responden lnguida
mente Dolores redobrando de velocidade
no menear do leqae, d:ga I quero ver se
adevinho. .
Se son Ahi vai o que o passarinho
me disse que V, Eic. lhe confiara : Aca-
bei de polkar.sinto ama commoc5o deliciosa,
mas qae nio basta a satisfazer as aspira-
rles insaciaveia da miaa alma. Anceia
ella por fragancias ignotas, por ignotos es-
plendores, e as flores, qae a minba mao
colhe, nSo tem o perfame qae eu desejo,
as noutes estrelladas da minba patria nao
chovem o fulgor que me enleva. Essa flftr
desconbecida, essa desconhecida estrella
n3o ser por acaso o amor ? Aqai estaj
o qae V. Exc. dizia ao passarinho, qae en-
viou depois a cerrer aventaras por esses
ares.
Guapo adevioho I responden Dolores
com urna voz melodiosa como ciciar da brisa
dos ramos da palmeira, morria de fome,
capito, se quizesse exercer o officio de
feiticeiro. Sabe em qae ea psnsav ?
N'uma seguidilla andaluza, qae me ficoa non-
tem no oavido. Pensava n'ella, e cantaro-
lava-a em voz baixa.
Qae Ibe dizia en / Sempre acertei !
Urna seguidilla bespaobola, ama seguidilla
znialoza I Ol I bem coobego as prfidas!
E se as seguidillas aseim s5o na fria
Europa, como o n3o ser3o transportadas
para a America ? Nao ha ama palavra so
que a brisa d'estas florestas nio impregne
om ignotos perfumes, n3o ha ama s nota.
a qoe as vagas do mar das AotilhasnSo a>
crescentera urna lnguida meloda I Nao
pensava em amor ? e pansava em seguidil-
las hepanhola?, n'uma noiiita d'estas, com
0 seio a arfar da agitado da polka, rodeada
de msicas e de perfuma?, aspirando pelos
labios vermelbos todas as d^sconhecidas
sensualidades que expande esta natureza
mgica, es'.e calido paiz.1 .. Ai, Dona
Dolores, olue que ba um proverbio na sua
1 ligua que diz que muito perigoso..
Muito perigoso o qce ?
Jugar com fuego.
Ji8us! qoe peccado que ea commetti,
segundo vejo, tornou Dolores garridamen-
te, devo diz-lo ao meu confessor ?
Dees nos livce de tal. Confessoo-m'o
a mim, qaanto bata. Tsnbo plenos po-
deres e ja* lhe imponho a penitencia.
Qae no seja muito severa, capito.
On 1 sou iodulgeotissimo. A segui-
dilla, que linba no pensamento, e que em
voz baixa cantava, ba da a cantar em voz
alta.
N3c posso, capitSo, lornoo Dolores
vivamente, n3o a asi cantar e o3o conneco o
acoaipanb3mento. Ficou-me bootemde a
ouvir a urna rapariguita andaluza.
Eu me encarregorJe a acompanbar, tor-
nou o oflkiai francez, apauho a meledia nos
irimeiros compassos, deixolhe a gloria to-
da do triumpho, se o beaver, e, se fcouver
/tasco, assumo eu s a responsabtlidade.
Veja o qu diz, rearguio a formosa
mexicana enguendo se, e eacosUndo swao
braco do capitSo.
A languidez graciosa dos seus movimen-
tos, a encantadora indolencia com qae toi
revelando a pouco e pouco a riqueza do
seu talbo esplendido-, o gesto infantil com
que arredou ua frool as tranca* opulentas
do seu negro cabello, o molo como pousou
o psioho aereo no sobrado, o abandono (v
o gallicismo) com que se encostou ao braco
de Viarmont, tudo isto entonteca, innebria-
va o joven oflicial, que de bom- grado sa-
crificara a um sorriso de Dolores o bisto
de marcchal de Franca, qae tinba-, como
lodos os seu3 camaradas, em perspectiva.
Assim que se annuncioo na sala qae' Do-
lores ia cantar urna seguidilla, interrompe-
ram-se todas as eonversacoes, e todos os
olhos se viraram para o lado do piano. Os
o!cia8S francezes principalmente fizeram
roda, e o proprio coronel Dopiu, apezar das
graves preoccupac<5es que o absorviam e
que o obrigavam a cravar de vez em qoan-
do os olhos na porta, como se esperasse
ver apparecer alguem, aproximou-se do
piano, e prestou sorrndo toda a attenr-3o
ao canto andaluz.
A voz de Dolores possuia nao- sei qne vi-
vacidade temperada por ama certa indolen-
cia, que dava um tom indefiivelmente vo-
luptuoso s notas que gorgeiava. A barmo-
nia do canto acabou de entontecer Viarmont,
O joven oflicial, quando se levanton do
piauo, estar |como ebrio de barmooias,
de luz, de pe famas, de formosura a de
voluptuosidade.
Os applausos soaram com estrepito de
todos os lados da sala, todos os officiaes
francezes rodearam a juvenil castora, e
entoaram em torno d'ella om bymoo soa-
vissimo de lisonjas. Dolores, vermelha de
orgulho satisfeito e de confoso tambem,
agradeca modestamente os loavores qae
lhe prodigali-afam, e anciava por fugir ao
seu triumpho.
Viarmont percebeo esso desejo, e apro-
veitou-se d'elie. Offereceo o braco a Do-
lores, e propoz Ibe ir dar um passeio ao
terral P ar livre. A joven mexicana acceitou com
alegra, e ambos, esqoivando-se do gropo
sahiram do sal3o.
XX
MOCHO E R0UX1NGL.
Brilbava a loa no fir menlo d'om azul
parissimo. As flores do terraco balouga-
vam a sabor da brisa a3 soas ornas de aro-
mas, e perfumavam a atraospbera com as
suas balsmicas exhalac5es. \8 mas de
Medeln eslavam desertas, e o fulgor do
astro nocturno banhava aB fachadas brancas
das casas silenciosas.
A hora, o socego, as excitac5es d'uma
vegetacSo luxuriaote, a molle frescura da
atmosphera, tudo convidava a fallar d'amor;
ts harmonas dulcissimas da natureza pa-
reciam o preludio d'am canto namorado
Estava o pensamento de Viarmont a cem
leguas das pelejas, da gloria, do saogoe e
do fumo da artilheria. N'esse estante nem
poderia dizer se viera ao Mxico erigir o
throno do imperador Maximiliano, se defen-
der a repablica de Jurez. O que sabia
era qae, republicano oa imperialista, levaya
encostada ao seu braco tremolo a mais
formosa flor dos jardins do sol.
__ Dolores, dina elle em voz (3) baixa
qne parecia om murmurio, sentemo-nos
aqu. Esqueca por om instante o baile e
as suas loucas alegras, e pense um mo
ment no amor e as soas ineffaveis felic
da Jes. Veja I a baunlba, vergando ao
doce peso do sea corpo, eoche-a #de ine
briante perfume; a la, resvalando silencio-
sa no co, beijalhe a face formosissima
com os seas raios de prata, e desenha-lhe
no rosto a expresso saavissima da mais
namorada languidez. A Diana, a fria Diana,
pbantasiada pelos antigos, deixou-se abrasar
pelas chammas d'este clima, e sent os ar-
dores de Venus. Nio resista s, Dolores,
ao doce iollaxo qae impera em tudo qae
nos rodeia, faz com qae gema o colibr Me
doces .cnticos, poosado oa corolla das
flores...
E mil outras tonteras apaixonadas, qne
Dolores cavia enlevadi. A mi tremente
corresponda a pouco e pouco ao brando
aperto das mios do joven oflicial ; a cabe-
e os olbos diziam
ja o que anda alo diziam os labios, ea qae
o joven oflicial 'ia colher com nm primeiro
beijo a doce conflsslo... quando sbito er-
gue-se om vulto diante dos dous, e orna voz
grave mormura estas palavras :
Seohor capitSo, preciso de lhe tillar.
O capilla ergaea-se furioso. Dolores
deu um grito, -e murmnrou depois:
O seenT Prez Lorenzo !
Ea mes ao, minba senhora, responde,,
o recem-vinde grave nenie, ea qae a V. Exc.
e a este eenbor peco desculpa de Ibes ter
interrompido a conversagi. Mas precisava
immento de poder conversar em particular
com qualqaer dos senhores officiaes, e, ba
meia hora que estou no baile, anda nio
pode encontrar-me sos com oenbum d'elles
Vi-os dirigirem-se para aqni, e aproveitei o
ensejo, esperando da discrip ;3o da Exma.
Sra. D. Dolores o maior segredo acerca
d'este encontr.
De corto, senhor PerezLorenzo, mas...
toroon ella embancada.
= Nada tema ; versar aaossa coa ver-
sac3o sobre pontos de servico, joro-lb*o.
Jura me tambem V. Exc. gaardar o segredo
qae Ibe ped ?
= Juro.
Qaeiram pois voltar a sala; aqai es-
pero o senhor capitSo Viarmont.
O capitSo, dando mostras visiveis de meo
baraor, dea o braco a Dolores e acompa-
uhou a at ao sopb. Depois, voliando de
sobr'olhe franzido, veio ter com Prez Lo-
renzo e dissa-lhe :
Meo charo, maado-o cordealmente
para o inferno. Qae meqaer ? Crea qoe
estava muito longe de pensar na soa pouco
sympathica pessoa, e que os sonhos em qss
ma embeba distavam bastante de certas re*
cordaces de dependura, que a soa presenca
me aviva. N3o o espertva n'esta casa ;
sempre julgoei que os morcegoa traban
medo do clarSo do bai.e.
Basta de palavras frivolas, e de in-
jurias mais frivolas a oda, tornou Prez Lo-
renzo com voz grave, a bora solemne, e
impe nos de veras a todos. Faca calar os
seus despeitos de erianca namorada, senbor
capitSo, e lembre-ss que militar, e que
francez, Volte sala, procure sem affecta-
C'o o coronel Dopiu, diga-lbe que esteve
comigo, que Do ba lempo a perder, qoe
mande sabir todos os san officiaes de mi-
do que se ito torne reparada a so sabida.
L os espero no qnartel. Prudencia e dis-
cripc9o.
E o mexicano desappareceu. Viarmont
fitou um instante os olbos oa baunilb jonto
da paal estivera com Doloree> e sollo um
suspiro. Deeois entrn n>sala, e, dando
o braco ao coronel Dopia, paeseando com
elle naturalmeate, dfsse-lhe algumas nala-
vras em voz taiaa,
D'abi a instantes os ofliciaee- franceses
arase esquivando a um e um coma maior
eautella possiveiv e dirigiam-se a toda-a
pressa para o qoarto dos contra-goerrilbc#.
Absorvidos pela febre do peo on das
walsas, coja melosa fascioadora jorrava da
orebestra era olas tamultoosas. n3orep-
greso de paz, desvaneceram-se prompt .-
mente, quando, depois de ditas horas de
marcha, soou de sbito o clarira, e ama
ordenanca do coroajl Dupin, correndo a ga-
lope sobre urna das vidalas dos goerrilhas,
a degolou, sem que ella tivesse lempo de
dar om grito que avivasse os seus coaapa-
obeiros.
Parecia comtudo qoe um Mephistopheles
mexicano se estava di'eriiodo a lograr os
Trncele com tours de jmse-passe. Anda
desta vez, segundo pareca, tinbam escapa-
do os bandidos. Em seu lugar estava um
bando de raulhere3 indias,, era trajea lige't-
ros, mas tendo cada urna dellas urna es-
plendida crinoline.
' Ufanas do seu baiSo, estavam as. pobres
mnlheres mmovets no meio da casa, com >
temendo que, se dessem om passo, tran>
tornassem a magosta le do seu porte. E->
pantaram-3e os francezes, e anda mais do
qae ellas Prez L trenzo, do extraordinario
laxo dessas maturas semi-sehagens, luxo
que, liraitando-se ao balSo, conlrastava de
um modo notavel co.n os farrapos que as
vestiam. Com mais curiosidad; do qoe de-
licadeza, picoa Prez Lorenzo com a pona
di sua espala umi dis crinoliues 4u s-
nhoras.
Reaiisou-ej, com pouca differenca, o so-
neto da Nicolao Tolentino sobre os tonca los
altos. De um distes sabiu um co'cbo; da
crinoline aa India brotju om hornera, e lo-
go em seguida todos os ootros b\l;s 33
acliataram, dando cada um luz um bandi-
do armado com punlial e pistolas, e dispo:-
to a vender cara a sua vida.
Mas os francezes j estavam preparado;
para estas sorprezas; e desde a aventura dos
encherges, tinbam sempre o ulho era s_aia
ou colcbo, que apresenta.-se dDoensos*
auspeitas. 03 gaerrilbas qoe, sem terem
lid Homero, saitavam a flux dos novos c-
valas de Troia, encontraran) pora os apara-
reis as bayooetas dos francezes.
Foi breve a resistencia, porque w viu qus
era escosada a luta.
Prez Lorenz), logo do principie do i .-
cdente, soltara um grito- de jubilo, *>enlo
apparecer om bomem de estatura elevada e
de vigorosos- msculos, qae parecia ser o
chefe da guewlha. Lancoc-se a elle com
as dentes fiauados; aceeiloa- o bandido o
(aello, e, enlanio-se nos bracos vigoro-
so, travaram-saarca por arca,, embebeudo
um no ootro os albos em que-
rancar insano.
Q\zeram os cootra-gaernlcee-, j vence-
dores;dos seus adversarios, iotsrvir na luta
e apoderar-se de Juan Pablo, que esse era
o que tatava com Prez Lorenzo. Este,
porm,- fez om gesto- para pedir que o dei-
xa-sem- desajodado na luta. Arrsdaram-se
todos, como os cobteotes da idade me-
dia, quando n'alguma- batalha se aocootra-
vam faca a face dous paladinos, cajp'daello
so tornava espectculo brilhanta para os
membros dessa gera?5c cavalheirosa;
Os dooa-mexicanos-, que luiavam- oorpo a
corpo no cmbalo singalar, eram especimens
differente de robustez, mas inclcavam
ambos vigor cima do-vulgar. A orca de
francezes.
S Doloros mostron alguma inqeietaco
mas nada disse, fiel ao seu juramento. I
pois a
Pois ea estiva dous annos da guarm-
CSo em Aj iccio ; conheco aa montanhas da
ilba e os moatanhezes. Juro-lhe qae os
raram os convidodos- na sahida se officiaen- Prez Lorenzo era toia-nervosa, a de Juan
Pablo proviooa essencialmete de coa re-
tobada muscalatara. A> rofiustez d* Perra
Lorenzo no-tee prejodicava a elegancia do
voluvel mexicana, em doee-oo. tree-j talbo e a delicadeza daa-rmas; Joan P<-
giroa de walsa com om sea joven e-eegaste b*o, pelo cesrtrario, liaba- formas vepdade
compatriota, esqaeeen a sua i reoccopacao ramente t: as.
momentnea, e o bomem qae a-motivara.
A nurom- fogio rpida, como as rwveos do
seu patrio co.
fluituou de novo
do praser.
a eos labios vermelbos
o sorriso da meciaade e
XXI
BMF1M.
Entretanto formava-se silencicsejaent a
conlra-goerrilha p)rta do quarteK e des-
filava, sem fazer o.mnimo mido, pelas
ras de Medeilin.
A cavallaria fra dar orna volte- maior,
afim de tornear a casa de D. Ramn, para
que o3o sentissem !4 Viarmont, qoeia no seo poslo, pasaando ao
longe.pde ver n terraco, onde estivera ha-
via om instante bem alheio a pensamentos
bellicosos, e pelas janellas Iluminadas da
sala vio perpassarem as sombras fraciosas
dos pares, que eodopiavam no-trefego vol-
tetar da walsa. Aquella scena- de prazer,
da amor, Iluminada pelo futgpr vivissimo
dos candelabros, contraslava de om modo
tio notavel com o silencio a campia, o
vento fri qoa obrigava o capito Viarmont
a conchegar-sa as dobras da sua capa, o
aspecto pouco gracioso dos seus rades ca-
valleiros, e adesagradavel perspectiva da
um combate nocturno, que o oflicial fran
cez nao pede deixar de exclamar de si para
si, torceodoo fino bigodiohe, qae lhe en-
sombrava o labio superior :
Cbien de mlier t
A inantaria e a cavallaria reamram-3e
fra da cidade. Perea Lorenzo l ia na
frente, solado e envolvido no seu eterno
manto, e respoodendo monosyllabicamente
s pergantas dos officiaes francezes.
O co continnava a desdobrar o seu do-
cel azul sem mancha, onde palpitavam as
estrellas. O vento, esvoacando por entre
os palmares e os bananaes da estrada, im-
pregnava-se em calidos perfumes qoe sacu-
da depois das azas sobre os soldados, como
qae aconselbandc-os a qae nio ossem per-
torbar com as soas pelejas a tranqaillidade
inalteravel dessa risonba natarea.
Viarmont scismava, e nio era j o vulto
de Dolores o que lhe assomava na pbanta-
sia. O pensamento voava-'.he para as tr-
ras da patria, para a quinta boira-mar jonto
de Bordos, onde soa velha mii, com os
olbos cravados no ocano, esperava anciosa
ver surgir no horisoate a vela branca on a
columna de fumo qae lhe anonadara a vol-
ta do filbo querido. Via-se a si mesmo
passeando pelas sdas trras, cajas ricas
messes estavam sendo ceifadas pelos sega-
dores e respirando com alegra o parime
da trra natal, deliciando-se com as buc-
licas delicias dessa campestre scena, fruindo
os gosos 3a paz e da familia, o, vendo-se
agora szinbo em trra eslranba, devastan-
do, por sinistro dever, o solo a que outros
se prendiam com o mesmo aflecto com qae
elle se afferrava ao solo da Goyenna, per-
turbando a tranqaillidade qae ootros gosa-
vam aqu como elle a gosava alm, nao po-
da deixar, apezar da soa bravara, de pen-
sar as tristezas da guerra, e no absurdo
desse dever qae obriga im homem por
ponto de honra, a ser scelerado e a obede-
cer ao capricho sanguinario da ootro bo-
mem, qae s dalle difiere em vestir a pur-
pura monarebica em vez da farda militar.
Mas estas philosopbicas reflexoes que da-
vam, bem aparadas, a substancia de um
discurso qae seria muito applaodido nocon-
Esieve per largo lempa indeciso a-com-
bate ; 03 coBra-guerriteaa. eelvageos mal
dslarcdos com urna leva tintura de civili-
sac3o, que ahprimeira circomstancia qpa lhe
pozesse em fogo as paJeSee, lavava imme-
datamente,.avam gritos de enthusiasmi,
como se assistissem a otna corrida de ataros.
&a corapawnao nao das menos acertadas,
parque effeotivamente jflan Pablo investa
rom a brotafidade cega do- boi; Prez. Lo-
renzo esqovava-se-lhe aos impetos com a
ctettreza do-capinha, no-daixaodo por isso
de In'os sanjugar coca o vigor do bjmem
de toreado-quando se Iba deparava ensejo.
Furioso dte-ver conslaftfemente scapar-ibeo
adversario, Juan Pablo* qoe prmeiwi con-
batra desarmado, detuam pulo rstagoa'-
da e sacos de urna n.valba.
Ao veiem esta infraceSo le do duillo,
oacontra-guerriibas soltaram um.griti de
desapprovac-3o, e correram para castigarem
o audacioso. Mas de novo Paroi Lorenzo
faz um gesto e bradoo com voz colrica:
Itinguem se raova.
E, correndo para Juan Pablo afim de lhe
nao dar lempo de jpgar-!be a ca, com um
movimento rpido agarrou-lhe os pulsos e
apartou-lh'os com, am vigor incrivel. Grao-
de foi a sorpreza. dos espectadores -'desta
scena, quando vi?am as mos delicadas de
Prez Lorenzo prenderen), como n'uma tor-
qaez, os bracos- vigorosos do sea adversa-
rio. E mais espantados ficaram quaado o
gigante solt um bramido de dr, deseo-
ron, e, deixando cahir a navalha do3 de-
dos inteiricados, vergou o caba de joelhos
proferinda urna blaspbemia.
Um applauso enthusiasta' acolbeu esta fa-
caaba do myslerioso mexicano.
Mas es:e nada oovia. Brilbava-lhe nos
olhos urna alegra feroz ; pondo um joalho
em cima do peito do chefe de goerrilhas,
pedia urna corda, que os soldados ligo lhe
aticaram. Depois arrastouo para fra da
cboupana, bradando:
Emfim.
A la esplenda no co azul e banbava as
florestas com as ondas da sua la pratea-
da. Um vago e delicioso murmurio se
exhalava dos ramos agitados pela doce brisa
das nitesv A natnreza jazia immersa em
profunda paz.
Prez Loreazo, arrastando a sua presa,
somiu-se nos recessos da floresta.
Vamos, disse o coronel Dupin, por
boje est acabado. Meas senhores, conti-
naoa voltando-se para os seas officiaes, se
teem alguma polka ou alguma walsa pro-
metida em casa da D. Ramn, parece-me
ue alada podem ir exigir o camprimento
a promessa.
Confesso-lhe, coronel, acudi Viar-
mont, qae neste momento nao desgostava,
em vez d dansar, de me divertir om pouco
vendo bailar este verdogo maldito, que te-
rnas trazido agarrado a nos, no ramo de
urna arvore. Nunca bicho venenoso me
causoa maior repugnancia do qae este sel-
vigem com apparencias de cavalbeiro, qoe
passa a soa vida a encher de fractos huma-
nos as arvores destes bosques.
CapitSo Viarmont, respondeu o coro-
nel com seriedade, este homem menos
criminoso do que peosa; tem paixas selva-
gens, verdade, mas foi am metivo bem
josto, qae Ih'as soltou. Nonca esteve na
Corsega, capitSo ?
Dous dias apenas; arribamos l na
passagem de Touloa para Algor.
Prez L ireozos n3o s3o raros por l.
Neste momento am grito borfivel atra-
vessoa os ares, e veio expirar no oavido
das tropas francez is.
Tolos se entr-olharam com espanto;
mas os prisiooeiros pareceram prceber
msts rapidamrate o qoe occasonra esse
grito, porque murrauraram um Caramba,
que revelava a ira impotente que os sal-
teara.
A tropa poz-3e em marcha. Ao chega-
rem orla extrema d i palmar v.ram um
vulto negro qne se balonijava nos ares.
Era o cadver de Joan Pablo.
XXII
A SERENATA DA R.0RESTA.
N3o duroo muito a impressio prodazida
por este sinistro e-peclaculo no animo dos
Cunlra-goerrilhis. A sua vida aveoturosa
babitura-?s a estas scenas, e n3o hava tal -
vez entre elles om s qae n3o tivesse feito
j algoini execugo sera:lhante n'lgum re-
cinto sombro das flirestas mexicansoo
Jos desertas da Califiraia. A lei de Lynch
impera alada nesses ermos, on le a rel
das gentes europeas se despa dos incommc-
dos fatos da civilisaci e se arroja com en-
Ibasfsmo plena barbaria. O'ho por olii,
dente por dente, eis a lei que rege essas
hordas da emigrados que vagueiam s sol-
tas pelas saoams da America.
Os officiaes francezes sentirara mais r-
pugnaiicia. Os bravo3 miliiares, educados
as tradices cavalberescas das guerras eu-
ropeas, n3o podiam comprebender estas
viogaocas seivageos, e aoda m3nos a tole-
rancia com que o seu coronel parecia cobrir
estes actos indignos.
Agniparara-se em torno do capitSo Viar-
mont, e a conversago animada qoe trava-
ram em vjz baixa mostrava que a discipli-
na n3o seria j bstanle forte para os reter,
se esse verdugo, que Ihes servir de guia,
tivesse a audacia de reaparecer diante
dellas.
Coiatado o cadver j l ficava muito
para traz, pendordo da sua arvore, e os
contra-guerrilhas eamiobavam al -.gremente,
de espingarda ao nombro, atraveseando as
clareiras muundadas- pelo falgor da toa, as
veredas intrincadas dttftoresta, oodeaaber-
vas altas se carvavam ao peso das gotas do
fusilava un||orvaIbo, e oale os ramos cruz idos o ar-
voredo mal dexavam coarem-SB alguns pal-
udos raios da painha da eoita.
A iofluencia suave dessa noite dos trpi-
cos- dissipra rpidamente a triste impres-
s3oquepor algons momento pairara sobre
todos. O desafgo que o espiriio mais in-
trpido sent, depois de urna batalha que
se atravessou inclume, abra o animo dos
officiaes e dos soWados s brandas emana-
Ces-daquella poeca naloreai
A brisa da noito, impregnada- no frescos
vapores dos a roioa-e das fontes, asariciava
suavemente as faces- dos contra-guernlhas.
Urna conversaco animada percorrea as -
leirao que antes da combate haviam- atraves-
sado-silenciosas essee mesmo3 sitios. Acen-
deram-se os charutos- e os cigarros, pare-
ceodc-qoe de subite* om-bando de pTrilam-
pos sulcava com a sna-luz palpitante a som-
bra do copado arvoredo. Brotaran), aqu e
acjl>alegies risadaa como um tirotoio de
alegra qua se foi reforcando aada voz mais
at qu afioal se tra3sformou n'um coofoso
borbennhi de risos-, fallase santos qce ec-
cheo-o silencioso basque.
Scbo ouvio se ao longe, por ecire a
ramria das arvores-,. um somvago e aerio.
urna looginqaa musi, que parecia exba-
lar-se do seio fremanta das arvores,. oomo
um canto de fadas, ou um concert melo-
dioso' eotoado palca sylpho?,. que se baloi
;aram na ramaria das banaooiras. Tbdos
sa cataram, e, por um commum accordo,
pararan, e pozeraaa o oavido escota. No
meio. dessa silencia solemne Ovio se, mais
clara, naais distieela, e mais harmoniosa
tambem, essa msica distante, cujas notas
vohaaa, no regaee-da brisa, expirar uo ou-
vido dos subordinados.do coronel Dcpin
Kntre-olharam se todos- com expresses
l>em diversas, ds soldados americanos re-
velavam a impressio supersticiosa, que Ihes
salteiara logo os creiulos espiritos, os eu-
ropeuj mais scopticos mostravam simples-
meote espanto, e os oflkiaes francezes, de
organisaco mais potica e entusistica,
sentiara a doce surpreaa do viajante que
penetra n'um palacio de fadas, e que apenas
se maravilha,. sem se espantar, dos prodi-
gios que v3o succedeado.
Nio bouve talvez- nm s d'entre elles,
que nao sajulgassao here predestinado
de alguraa aventura da encantamentos.
Corone!, disse Viarmool aproximan-
do-so do. commandante, entrames, segundo
ma parece, nos jardins de Armida. Ou, se
estivessemos no mar, em vez da estarmis
no centro, de urna floresta, dir-lhe ia qae
tomasse eautella porque linhamos as sereas
coranas co.
Capito Viarmont, respondeu Dopio,
nao supponha que mereca nos s sereias a
honra da sermos equiparados a Ulysses. E
ae mais, ainda que assim fosse, n3o teme-
ra as conseqaencias de tal apparc3o. Nio
seria de certo o capitSo quera cedaria s
tentaces. De outras mais parigosas esca-
pon ha pouco, e vi com jubilo a lembranca
dos seas davares militares, arranca lo doce
influencia da sereia, qua a lodos nos encan
loa em casa de D. Ramn.
E olhe que foi meritorio o sacrificio,
tornou Viarmont rindo. Se tivesse fgido
aos lacos mgicos do amor para me arrojar
ao frvido seio da gloria ; se tivesse deixa-
do marchar a murta de Veuus para enra-
mar a fronte com os loiro3 de Bollona, como
se dizia no lempo do nosso primeiro impe
rio; se shisse de casa de D. Ramn, ao
som dos clarins da arvorada, para ir entrar
n'uma pugna brilhanle como a de Solferino,
em qae se combata luz ardenie do sol
da Italia, vista de dois imperadores e nm
rei, entre as cargas magnificas da cavallaria,
o magestoso estrondo da artilbaria, o som
das msicas militares, o perfume inebriante
da plvora ; inflammados alm diaso pela
consciencia de qoe defeodiamos ama grande
idea, de que lavamos a liberdade a um
povo digno de a obter, entSo sim, nao seria
muito acerbo o sacrificio. O enthusiasmo
ardente das grandes batalbas era mais do
2ue bastante para consolar da perda das
oces commoces do amor I Mas sabir de
am baile esplendido, abandonar am terraco
cheio de aromaa inebriantes, ama malher
adoravel qae escata com cerla condescen-
dencia o vago bymno namorado qae lhe
mormuramos ao oavido, para irmos assis-
tir a orna lacta nocturna com meia dazia
de bandidos, para nos exprmos a morrer
obscarameote varados por ama navalha oq
pela baila de om revolver, para assistirmos
a actos de barbaria qae nos revoltea), e tudo
isso impeidos perqu motivo ? Por am
motivo qae nSo podemos nem compreben-
der, nem acceilar, o de opprimrmos om
povo livre, o de Ibe impormos...
CapitSo, capitSo t nterrompea o co-
ronel com certa severidade, eautella no que
vai dizer! Nunca se emenda, cootinuoo o
benvolo Dopn sorrindo-se, um frondeur
incorrigivel.
XXIII.
IDYLLIO AMEWCAN0.
Assim, conversando e rindo, tinham-se
ido aproximando ao sitio, d'onde parliam
os sons, qoe, ouvidos ao longe, tanto ti-
nbam enlevado os contra-guerrilhu, e qae
se iam tornando cada vez mais distinctos e
barmoniosos. Afina!, um jorro de vivissima
luz inundou o arvoredo, que, rareando-se
de sbito, deixou var orna ampia clareira,
e nessa clareira em espectculo, deveras
proprio para maravillar borneas menos ba-
bitados, do que esses aventureiros, aos
casos inesperados e extravagantes das flo-
restas mexicanas.
No meio da clareira arda om f go, cojo
claro a vermelha lo purpurea va as arvores
iramoves, qua circundavam a sala de baile
( cbamamos-lhe assim por justos motivos),
e projeclava sombras vacillantes as dife-
rentes veredis que all iam ior, e que at
um certo ponto eram Ilumina las pelos lm-
pejos da fogueira. Jonto de3ta. indolenta-
mente recostado na relva, es'ava um homem,
o nico do bando, dedilbando urna guitarra
com toda a nonchalance do amador andaluz,
A
a contemplando a danca lasciva da um ban-
do de mulheres, que revoluteavam n'am
bolero dos mais animados, acompanhando-se
com as inevitaveis caslanbolas.
Entre estas mnlheres havia-as bonita?,
feias e horrendas, havia-as de toda as pro-
cedencias, mexicanas, hespanbolas, radias
at, mas todas essas nacionalidades se fun-
diam peraote a influencj magntica d bo-
lero e das castaobolas, da guitarra e do
pandeiro, que se casavam barmoniosamente
ineodando a floresta de melodas, que ti-"
nbam ido, como vimos aflagar suavemente
o onvilo dos contra-gnerrilnas.
Depois das scenas de guerra e de sao -
gue qoe tinbam vindo procurar, esta scena
de paz e de serena iranquiMidade sao poda
deixar de encantar os aventorosos soldados.
Todos elles-estavam muito looe de se pa-
recerem com a Herminia do Tasso> mas
coovenco-mc de qoe todos sentirn a im-
press3o que a beroina do poeta de-Sor-
rento Mal ao deparar-se-lbe a dois ptssos
das pelejas saoguioosas, do combate de
Jerosalem, do acampamento os cruzados,
o suave idyliio- dos pastores.
Nio foi pequeo o- espanto dos danza-
dores, ao vereco apparecer de sebito na cla-
reira aquella grupo inesperado, a ao vera*
ssrnlillar as chaarais nos canos das espin-
gardas, as 'cias das espadas, e as bayo*
netas luzente. Ao orado de espanto o
de satisfac3o, com que os contra-gerrilhas
saedaram esa scena tranquilla, qoe se Ibes
deparava, correspondern) os actores dells
convoco grito de terror.
Lsgo se Ibes dissipo a o-susto, ainda qae
nio fosse se no pela impossibiliade m-
que estavam de fagirem. Todas fkeram da
necessidade virtude. Era impossi\el a fuga,
resicnaram-se. TamberE s fugisaem, pa-
recerse que fogiriam como as nymphas da
lina dos Amores-do oosso immortal Cambes
fugiam dos aventorosos- companheiros de
Vasco da Gama, para terom o prazer de ser
alcanzadas, para darem aos seas persegui-
dores a doce gloria de as vnceselo.
O ytritarreiri) esse qoe tenloa esqui -
var-sa deveras. Armoo o palo, e saltoa
como um jaguar para o mais cerrado do
arvoredo. Mas logo den um grito-'porque
se aebou nos bracos d!um boraam, que
surga desse lado onde elle n3o esperava
iniu'gos.
Eatretanto os soldadas, com o consent-
menta- do coamandanta, captolaam com
as seas mais oa menos- bellas prisioneiras,
escolbiam par, e preparavam-se para apro-
veitar o baila, a que o acaso os convidara.
Era tanto mais josta a. sua rflolce.3o quanto,
como depois. conheceram, essao-mulheres e
esses- preparativos esparavam nessa sitio os
bandidos, que Ihes appareciara agora ma-
nietados e encerrados n'nm circulo de bayo-
netas.
S- faltn o gatarreiro ; o> bomem, cemo
vimos,, no impeto da, fuga lora cahir nos
bracos d'om novo actor, qne surgir de
proposito do centro da floresta para se pres-
tar a essa tocante scena. Quando todos
pergootaram por elle, viram-no apparecer
rebolando junto da fogueira. O homem fi-
zera a sua entrada em scena d'um modo
tanto original, impellido pelos bracos robus-
tos do recem-chegadcv qoe nSo o recebera.,
como vam, com um earinho exampiar.
Todos se riram, e o que fomecoraassom-
pto para as gargalbadas, aproximou-se man-
samente do capitSo Viarmont, que perma-
neca distrahido, e disse-lhe, tocando-lbe.no
hombro:
Capito, preciso qae me oica. Ao
deixar para sempre este mondo, nSo que-
ro qae a minba imagem fique gravada, como
a d'am assassiao setvagem, na momera
d'um homem de bem.
O capitSo voltou-se estremeceado, e va
Prez Lorenzo.
XXIV
V1NGANCA MEXICANA.
O capital Viarmont fraoziu o sobr'olho.
Senhor, disse elle, nSo lhe aconselho
que me escolha para seu confidente. Se
Alexandre Damas viesse na expedicSo, era
provavel que elle acceitasse com maito gas-
to o papel, qae me qaer ver desempeobar.
As suas aventuras de certo serviran) para
um romance em vinte voluntes, e atienden-
do a isso, Alexandre Domas ouvil-o-ia com
sommo interesse. Eu, qae nio preciso de
fazer romances, confesso-lhe qoe de bora
grado dispeoso as confidencias dos carras-
cos.
Prez Lorenzo nao mosirou sentir a in-
Jara-
E' breve a minha historia, tornou elle,
e preciso de Ih'a coatar. E' am morbaodo
qae lhe falla, capito Viarmont.
Estas palavras prodoziramno oflicial fra-
cez urna profunda impressSo O mexicano
possoia o cond5o especial de exercer urna
incomprehensvel influencia em todos qoan-
tos se aproximavam delle. Os grandes in-
fortunios teem estas propiedades, para as-
sim dizermos, magnticas.
(Continuar-se-h)r
TYP. DO DIARIO-RA DO DUQUE.DB AA3


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