Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:13021


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Full Text
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amo mu. mmm ft6
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PAO A AlCVPITAL K Yt* VRES OfTBE SAO Sil FACA

Por tres meses adianudie
Hof fcis ditos idem
Por um anno idem
Cada numaro avulso
POTB.
69000
14j0U
J20

OUARTA,FEiRA 27 l)E AGOSTO DE 1873
PABA DEATRO E FBA DA PBOTISCIA.
Por trea necea adjuntados. ......... .....
Pir tea d'tf kfflhi. +,.....r .* t .
Por nore ditos klera t .^. > v. ] *
Por um anuo idem. ".......-4 .'..'.'.'..'. '.
00TW
SOftiSO
179000

v

"'
m PEMA
'PROPRIEDADE DE MANOEL FIGEIROA DE FAMA & FILHOS.
m


-
0. Se, Gerardo Antonu, Alt. d Pillos, no Para; Connives d Piato, no Maranho; Joaquim Jos de Oliveir. d Filbo,' no Ceara, Ionio de Leo*. Braga, no Aracaty ; iodo na Julio Chave,, no Assu; Antonio Mnpm Silva, no Xatai; Jos Ja*.
Pereir. d Alme.da, em Mamanguape ; Augusto Gomes da Silva, a Parafayba ; Antonio Jos Gomes, na VUla da Penha; Belarmino dos Santos Bulco, em Santo Anto ; Domingos Jos da Costa Braga, em Nazareth;
Antonio Ferreira de Aguiar, em Goyanna ; Joo Antonio Machaco, no Pilar das Aagdas ; Alvos d C, na Baba; e Leite, Cerquinho d C. no Rio(do Janeiro.

PABTK OFTICiAL
KSPAGMM DA PIIKSIDKNCI\ DE 2. DR AGOSTO D3
1873.
Antonio Jos de Oiiruira L>l>. -Informe o Sr.
i nsnectur da Ihesouraria do lateada.
Benigno Rodrigues Lins do Albnquerque.
idem.
Jos Uerraillo Civ.ilc.inle Liu<.~ldeni.
(totano Curre do Qieiroz Mouteiro. Idem.
Ciaulino Gomos llirretto Pasta portara cou-
-dundo a prerogac4 por 30 das ciii venemen-
1 s, na forma da le.
Padre Franciso Seabra de Andrade Luna.Nu-
mera <>s Urs. Padreado Athayde Lobo Moscoso e
Jo i Maria Suva.
Francisco Ser.iphieo de A*s Carvalho.Passe
P .riara coueedeudo a pruiogieao requerida por
!'i das.
Francisca Eulalia da Silva Chaves.-Passe lor-
ian i concedendo a I cenca requerida.
los Ignaro d'Avila. -Informe u Sr. inspector
iL tbesouraria provincial.
Joo Lopes Furreira. Iuorme o Sr. inspector
Joo Gomes da Silva. Informe eom urgencia o
m\ Ur.juizmunicipal di termj de Soriiihacn.
Tunle io Peres de Albuquerquo M ranho. -
Passa portara uonuaudo u supplicante.
Veenca iuves de :'arv.ilho Paca Passe por-
Uria conceden Jo a prorogaeo requerida por mais
dous tildes
Secretaria da presidencia de Peroambuco, 26 de
agua* de 1873.
O porteiru.
Sil au A. Rodrguei
INTERIOR,
llitriinliait
S. LUZ, 19 DE ACOST DE 1873.
CllllK HORROROSO.
P' i hoiilera u espirito publico abalad) por ex-
trajcdinaria coinmoeo em que a sururesa, a iu-
dignacao e a commiseraco' entravam simulia-
Mmente, guando espalhou-se a mticia do crime,
caja narraeao faz-nos tremer a. uio.
Lio homeni por todos os ttulos respeitavel
iiiDinbro da alta magistratura, na qual ostentava
um nome | uro e sema menor macula, iutclli-
geate, Ilustrado, de conducta at ha pooco rre-
preliensivel. alliado a urna familia distincla pelo
casamento de sua nica lilha, cercado einlim de
(odas essas eonsidera'.oes que a sociedade dis>
peoka pielles que Ihe sao honra e modelo ; cs-
se haiueni, dominado em parte pela mais viva
paixo, e principalmente levado por seas proprios
tastioctfM, de repente transfirmoU'se em um mons-
tro, e pela, voz publica, bascada em provas aca-
bruuhadoras, acensado do mais hediondo dos
Crimea -matar unu mulher fraca, indefesa, muti-
lar o cadver, encerra-lo em um caixao e enter-
r i-io na propria casa em que ello habitan ; opc-
ttcea aquellas que psdiam tempo, tria coragem,
ama premklita<;Io, digna do geuio de um Trop-
niaan.
Ksse homem, que hoje passa entre os seus
icidadaoai cun a fronte abatida, porque sent
qae a maldi.-ao do povo o peisegue, o desem
: reidor Jos Candi Jo Ponte* Visgueiro, membro
a poucia para ser m-
e procurar de oais longo o principio des-
uleeinicutos, que lao lgubre desfecho ti
di< tribunal do commercio desta provincia.
Para hist uiannos o horrendo crime nenessi
tamos de
tei aconte
vetara.
Ha lempos que o desembargados- Pontea Vis-
| : liro deixou-se dominar por veliementissima pai-
M.. inspirada por essa infeliz, cujo nomo ii.i
M ina da tJoneeicao, moca de uus l.'i ou 10 annos.
< |roeodiuieiiio desta moca nao foi regular, e
I 'iig'- de aiirociar a pesieao que relativamente me-
lii >r na sua desgranada vi la poda ter, fazia o-
tentacao de de*presa-la. Mo ex;isperava por
tal forma ao desembareador que alie umitas vezas
' a actos em lugares pblicos ife niagoavam
- SlM parantes e amigos, e a toos que o esti-
mavam.
Cremas que paradistrahirso dessa paixaoanv
prebenden nina viagem faxondn de son intimo
in.igo, o bario de Parahim, no longiquu terto
i: Paranagu, na prorineia d> Piauhv.
P ir ali e no Para pretenden estar us oito me-
IttS de lieeii.a. Mas quatro anda nao eram pas-
tados, e elle ja eslava de volta, e por infelici-
dade sem nada haver esquecido.
O que se pa-sou entre elle e ella desde que
i |ui ebagou foi naturalmente o niesmo que se deu
antes da viagem, mas isso pouoj importa ; o que
certo que Mana da Conceico, tendo ido
ac.nipanhada por urna sua amiga casa do des-
Piubargador no foi vista, tendo hontem sido descoberta assassi-
nada e o san corpo mutilado mullido em um cal-
lao, que eslava enterrado no. quintal da casa-de
i ideneia do desembargador !
Gomo fez-se esla descoberta ?
A mi e amiga de Maria, desconGadas por nao
terem ^noticia deHa, cansadas de >ir casa do
de-eino;.rgador procurar por ella e as'sim por
oatros lugares, convencidas pelo exame qae Dze-
rain na repart/fio do registro do porto que nao
h.i-.ia partido pira o Para, como Ihes diziaru,
resolvern] nodia 10 communicar o oceorrido
polica, sendo urna dallas a deponente.
J Exm. Sr. Dr. diefe de polica, tomando em
k>da a coiisideraio o qna Ihe haviam ellas dito,
que ja nao deixava de ser acompanhado de certo
rumor, dossas vozes vagas, primeiras denuncian-
i do crime, nessa mesma Doute mcia n"Ule
foi pessoahncnle acompanhado de boa (orea por
cerco casa do desembargador.
Eram 4 l|2 horas da madrugada quando este
Sabio, e sabendo do lim daquella diligeacia, disse
que podiam dar a busca me elle ia passeiar ao
Cutm; para onde com efTeilo mui tranquillatnente
foi.
Ao alvorecer do da, penetrando o Sr. Dr. chefe
le policia na casa, depois de ter examinado o
pavimento terreo, que do de cima tinlia o desera-
Largador levado as chaves, dirigindo-se para o
quintal e veudo a trra de novo revolvida, man-
d'ju cavar e euconlrou um caixao, cujas dimen-
noes eram pequeas para conter um cadver de
mulher. Entretanto para se certificar o que elle
cuntinba mandou abrir um orificio pelo qual es-
correu um liquido como sangue exhalou-se
borri re cheiro.
Immediatamente mandou levar o caixao para o
hospital da Santa Casa da Misericordia, onde
devia ser rigorosamente examinado e feito o exame
de identidade e autopia no cadver, cuja exis-
1-jiK.ia dentro do caixao nao podia mais ser posta
ti .iu vida.
Deixando a casa cercada, encarregou de dar-
Ice nova busca o Sr. Dr. delegado de policia.
Este indo em procura do desembargado!, que
naturalmente eslava de volta do Cutm, encon-
iranio o na ra dos Afosados, inlimou-lhe a or-
den} que tinha, e ambos dirigiramse para a casa.
Ah chegando, o desembargador sabio com o
delegado e sea eicrivo para o pavimento supe-
rior, e apezar de teoorar a descoberta do caixao,
elle, que homem de grande praswrca de espi-
rito, mostrava-se agitado. \
0 Sr. delegado percorreu toda casa, cajo noalho
perMtameste limpo, a boa disposi.;o dos movis,
etc., nao indicavam ter ali se praticado qualquer
ehme, e como precisasse tomar certas notas, pedio
ao dono da casa que Ihe dsse um peda..o de
papel. Indicou-lhe este urna mcia folha que es-
lava na pasta. Escreveu o Sr. delegado o que
precisava, mas vo lando o papel vio que no verso
havia alguma cousa escripia. Leudo as primei-
ras buhas, reconhecen que ellas liaban certa
relacao com o crime, cujas provas estavam sendo
colladas !
E realmente assim era. O escripto, firmado com
as miciaes A. P. com recommenda>;ao do ser ras-
gado depois de litio, revela va cerl cumploidade,
a o seu autor, o lente Antonio Feliciano Pe-
ralles Falco, foi chamado
terrogado.
Transportado o caixao para o ho.-pital, ali aberto
na presenea do Sr. Dr. chefe de polica, com a
asistencia de varios mdicos, foi encontrado o ca-
dver da inreliz Maria, Inrrivelmenii ochado,
com una pana partida, a cabera meio deoepada,
todo recurvado para caber dentro daquelle hor-
rendo fretro, tendo sobre o coracao, o estomago
e em uniros lugares w rignaes de puuhaladas,
cujas (ridas apresentaYatn-se disformes pela tu-
mefaccao. lusensvelmente lodos recuaram horro-
risados diante do larri el quadro, prova palpitante
do execrando crime.|
Nesta occasio a graude massa de BOTO que
de inanha se igglonwrott na casa do desembir-,
(ador, em numero dez ve/es maior enchia a ra.
os corredores patn*, salas, todo o hospital.
Foi uecessario a intervengo da polica para po-
derem os mdicos trabalhar.
Feta a autopsia e todo o exame medico o to-
rrado o corpo da delicio, r satisfeita a curiosidade
publica foram sepultados aquelles tristes restos.
Os medios que estiveram presentes foram os
Sis. Drs. Santos Jacimho, JaulTret, Baima, Mallos,
Roxo, Julio Mario e Azedo.
Terminadas esla.< diligencias por volta das 3 ho-
ras da larde, o Sr. Dr. chele de policia, que tem
sido iniatgavel, apezar de estar a trabalhar desdo
a nieia noute, depois do hgeiro descanco, comecou
o interrogatorio das testemunhas, sendo interro-
gados Antonio Jos Martins de Carvalho, chefe da
casa Carvalho & C, onde por encommenJa do des-
embargador foi feito o forro de zinco do caixao ;
A. F. Peralles Falcao, autor do escripto do que
cima fallamos. Esta testemun ia negou que li-
vesse quaJ-pier cumplcidade no crime, dizendo que
esse papel encontrado pelo Sr. delegado era a ina
effX'i, visto que nao passava de cerlos recursos
que eropregava para evitar, ser o instrumento da
vinganea de outrem ; Amancio J. da Paixao Cea*
rense, i quem referin"3o-se Peralles, disse que ou-
vio do desembargador estas palavras : Estou per-
dido, mas o que ost feito est feito, o do que ea
tcnbo mais peoa de comprometter o Jmeu com-
padre Amancio, que me ajudou. Esto nega abso-
lutamente que tivesse o menor conlieeimento de
tal crime, e que se na noute de 14 foi visto acom-
panbando casa ao desembargador, o que alias
nao pode afflancar, porque muitas vezes assim
fazia, quando aconteca acharem-se juntos em al-
guma parte at tarde, obsequio que o desembar-
gador niuito Ihe agradeca, pois, sendo surdo cor-
na o risco de ser pisado por algum carro.
Termhiarain hontem os interrogatorios s 11 ho-
ras da noute.
Nem o autor indigitado do crime, nem outros
que disera ser seus cumt>lices foram anda presos
e isto tem causado certa eslranheza, comparando
eom a louvavel actividade do Sr. Dr. chofe de po-
licia, a qual manife ta o seu desejo do ficar bem
pateute o crime.
Somos dos que entendem (|uo a lei deve ser
igual para todos sem a mnima exeepcSo. Como
o raio que fere o mais alio carvalho c vem tocar
a relva mais rasteira a lei deve punir ou prole-
gor o grande e o pequena da mosma forma, vamos
mais looge. Queremos que a applicacao dalla se-
ja aiuda mais rigorosa contra o rico a poderoso, e
o homem de saber, porque aquelle lia-se no pod.-r
de seu diii';ero, e este nao se pode desculpar com
a ignorancia e o pouco cultivo de inlelllgencia.
Pela nova reforma judciaria (lei n. 2,033 de 20
de setembro de 1871) a pris.o em caso de flagran-
te delictos s pode ser effecluada nos casos eslabe-
lecido no g i do art, 13 e no dos arta. 2!) S Io e
I* do reguiamenlo de 21 de novvmbro de 1871,
expedido para a exe-ucao da referida le.
Vamos trauscrever essas disposicoes legislati-
vas para pe feito conlieeimento dos que a ignora-
ran.
Diz os, J do art. 13 da le :
_ 2. A excepro de flagrante delicio, a pri-
sao antes da culpa formada s pode ter lugar nos
crimes inaancavcis, por mandado e cripto do juiz
competente para a formacCio da culpa ou sua
requisicao, ueste caso preceder ao mandado ou
requisieeo declaracao de duas testemunhas, que
jurem de soiencia propria, ou prava documental
de que resulte vehementes indicios contra o cul-
pado ou declaracao desta confessando a crime.
Dizem o art. 29 c do regnlanicnto :
Art. 29. Ain-ia antes de iniciado o proced-
ment da formai;ao da culpa ou de quaesquer-di-
ligencias do inquerito policial, o promotor publico
ou quem suas vezes fizer, e a prate quexosa po-
derao requerer, c autorridade policial represen-
tar, acerca da necessid.ide ou conveniencia da
prisao preventiva do reo indiciado em crime in-
alianeavel, apoiaudose em prova de que resulten)
vehementes indicios de culpabildade, ou seja con-
fisso do tiiesmo rj ou documento ou declaracao
de duas testemunhas ; e, feito o respectivo autoa-
menlo, a autoridade judciaria competente para a
formadlo da culp i, reconhecendo a procedencia
dos indicios contra o argido culpado e a conve-
niencia de sua prisao, por despachos nos autos a
ordenar, ou expedindo mandato escripto, ou re-
quisitando por communicacao lelegraphica, por
avisogeral na aprensa o por qualquer outro
nudo que faca certa a requisicao.
!.* Independento de requerimento da parle
aecusadora ou representado da autoridade poli-
cial, podera do mesmo modo o uiz formudor di
culpa, julgan lo necessaro ou conveniente, orde-
nar ou requisitar, antes a pronuncia, a prisio do
reo de crime inafiaucavel, se tver colligido ou Ihe
fr presento aquella prova de qno resaliera
vehemente) indicios da culpabilidade do dito reo
| 2 A autoridade policiaLe os juizes de paz de-
verao fazer prender os indiciados culpados de cri-
mes inafianfaveis ; descobertos em seus districtos,
sjmpre que tiverem conlieeimento de que pela oa-
tondwle competente para a formago da culpa foi
ordenada essa captura, ou por que recebessem di-
recta requisicao ou por ser de uotonedade publi-
ca que o juiz formador da culpa a expedir.
Executada a prisao, imraediataraenie o preso
ser conduzido presenga do mesmo juiz pan
delle dispr.
Ora, tendo os desembargadores foro privilegia-
do, deven lo ser julgados pelo supremo tribunal de
justca, s por ordera ou requisigao desse tribunal
pjdri ser effectuada a prisao antes da culpa for-
mada.
A misso da policia para o caso vertente limta-
se quanto ao indigitado reo principal a fazer os
inqueritos e mais diligencias e remetter o resulta-
do para o supremo tribuail, que lera de formar a
culpa a julgar.
Entretanto, que por essa disposicao de lei fica o
principal criminoso m plena uberdade, os seas
cumplices, se cumplices tem, podem ser presos,
visto que, seado processados no foro commum, o
juiz formador da culpa aqu esla para requisilar-
Ihes a prisao.
a um processo, mas seria um
pouco
O clamor publico, nao essa grita da turba atraz
do criminoso, mas o brado da indigna cloque re-
Tela o horror que sent o novo, pede a prisio do
criminoso.
Para esta efectuar-c s se se podaste conside-
rar o crime, atteut- as vehementissimas provas
como em flagrante delicio, porm, rigorosamente
tai classilieacao nao se Ihe podo dar.
Certamente'i|ue, se a prisao se eneetaasse a opi-
nio publica a anplauliria, porm, nao esla
bastante, cima delta est a lei. Dwa lee *sd /ex.
Os autores da reforma judiciara iiaO prevram
casos destas em que pela iiomunidadc do reo ple
a aceo da Justina ser burlada.
Oante de emes laes, commetlidos k sangue
fri, com demorada premeditado, acompanhados
de um cortejo de circunstancias que ravelam urna
dureza de coracao elevada ao ultimo grao, no ca-
so de sermas antoridade correramos o risco de
incorrer em responsabiliJade, mas haviamos pro-
ceder de modo ipie a sociedade lease plenamente
desaffrontada.
Sujetirino-uos-hia
procesio glorioso.
Entretanto esta nossa opinilo particular nao en-
volve a mnima censura ao distineto Sr. Dr. chafe
de policia, cujo procediineiilo uesto negocio tem
sido o mais recto que se p le desajar e cima da
qualquer cinsideracao. S. Ese. curva-se as dis-
posicoes da lei e se n o tai mais longe s por-
que na i pode.
Perdoa-se ao homem que ceg pela paixao, em
um momento de ira, fere e mala.
Mas aquelle que attrahe para junto de si a vic-
tima incauta, taivez simulando o perdo de sup-
loslas olensas, que recreia-so contando-lhu esses
que sabe seren os ltimos momentos por j a ter
condeinnado m irle, que Ihe est marcando i lo
gar onda d'ahi pouco ter de enterrar o ferro
homicida,para criminosos desta especie tam a
sociedade nm senliiuento di petar, como para to-
do o homem que se desvia do caminho do daver,
mas quer a exige seja severamente punido.
Recusando-sa o desombargador ir policia, c
respondendo, segundo se di que o presidente da
provincia e e chafe de policia eram milito b.iixos
para podaren nterroga-lo, resolveu o Sr. Dr. chefo
da polica ir pessoalmenle a casa delle. Alli che-
5ando foi receido pouco conveniente, contuuan-
o o desembargador na obstnacio de uada dizer,
declarando mais que ia responder no tribunal que
o pode julgar, para onde seguir no prximo va-
por.
A multido indignada com esta resposta ape-
divjou a casa, e conserva se na proximidade dalla.
-20-
Ainda est a populado sob a horrivel presso
do assassinato praticado pelo desembargador Pun-
tes Visgueiro.
Como prometamos anie-'iouteiu, em o domo
supplemento, iremos colhendo tudo quanto possa
inleressar nesta lgubre o horrorosa historia.
Disscmosflueo desembargador communicara a
alguns amigos seus que tnha sido elle quem com-
metb>ra o crime.
Essa narracao feila eom toda calma, foi
mais ou menos uestes termos :
Na era pussivel viver com esta paixao que
me devora va, paixao concebida desda o anuo pas-
sudo
Resolyi dar c*bo dessa mulher, sacrilicaudo
minha vinganea os ltimos das que me reatan.
Chamela a aqu (a casa delle). aei-lhe doces
e depois disse que fosse aquelle quarto.
t Atraz da porta eslava Guilhennno (o homem
que trouxe do Piauhy).
t Quando ella foi entrando, elle lancou-lhe a
mo ao pescocee amorda^ou-a.
Entao ppli |uei-llie o cliloroforniio, a quando
a vi desfallecida, apunlialei urna, muitas vezes,
corte-lhe o peseoco e mordi cadver !
Eslava satisfeilo I
Esta exposicio dosperta ailas rallexoos.
Teria o desembargador ido ao l'iauliy expressa-
mente para trazar o homem que o ajudou ?
O chloroformio. que deva lar trazido da Thcre-
zina, nao ser urna prova evidente d'um longo
e amadurecido plano ?
O assa-sino centava que o crime (icaria perpe-
tuamente encuberto, e as preeauces que tomara
bem o mostrara.
O caixao onde cncerrou o cadver era de pe-
queas dimenies, de modo que podia ser condu-
zido em um bahu.
Escondido debaixo da trra, apenas a dous pal-
mos de profundidade indica que d'alli devia ser
lirado pira ser levado para outro lugar. Seas
sim nao fosse, nao haveria necessidade de caixao
impermcavel e o corpo estara bem profundamen-
te sepultado.
emais, Guilhermino segua pira o Ceara no
vapor q-ie se esperava do Cear. Levava o cai-
xao dentro de um bahu, e durante a viagem em
urna occasio opportuna iria ao mar o caixao, cujo
peso faria o occeano oceultar para sempre a pro-
va do crime.
Do Cear este homem gauhava sua trra, Piau
hy, e estava tudo concluido.
Mas Deus, que uo deixa aos gr.ndes malvados
iograrem-se completamente da seus tenebrosos
criiues, destrua to bem concertado" plauo.
Aiuda urna observa.-o era apoio destas conjec-
turas. O que fez o pedestre enterrar o refe na
lena a tocar no caixao, foi a ter visto revolvida
da novo. Mas_ ficando o lugar onde cahiam as
aguas do rincao, e tendo chovido devia a trra
estar acamada. Isto parece provar que o caixao
j eslava dentro do bahu, e que s foi enterrado
depois de verem a casa cercada. Todas estas cir-
cunstancias eo factode so encontrarom dous can-
dieros de kerozene ainda accesos prximo do lu-
gar, e mesmo a sabida do desembargador aquella
hora para nao ser apanhado em casa no momento
de se dar cora o caixao, ludo isto faz suppor que
nao sao de todo destituidas de fundamento as nos-
as conjecturas.
E de lodos esses preparativos era capaz o des-
embargaJor, pois depois de ler praticado o cobar-
de assassinato, urna hora depois, foi lomar parte em
um jantar de familia, na casa do Sr. Dr. Lacerda.
E alli esteve, at noite, comeu e babeu rom a
mais cynca tranquillidade, e no da seguinto anda
l esteve, por toda a parte passeava e a noile ioga-
va nos clubs I
Oh I O homem que assim procede lera por or-
ca a alma endurecida no crime.
Como o desembargador nao pode ser preso, o
Sr. Dr. chefe de policia tomou a precaucao de fa-
zer vigiar o criminoso por um ofllcial e praeas de
policia, e co no elle segu para o Rio, ir da mesma
forma guardado al o seu ultimo destino.
O desembagador deu liberdade a sou escravo
Luiz, que sabia do assassinato. e ajudou a enterrar
o caixao.
O povo na noite de ante-hontem esleve em gran-
de mulud.io agglomerado junto da casa do des-
embargador. A policia quiz dispersar, mas uo
andou cora a devida prudencia, pois houve airo-
pello e algumai contusoes.
Nestes casos, quando a indignaclo popular me-
rece toda desculpa, deve haver toda a attenco
com o povo.
Inquerito policial sobre o descobrimenlo do ctda-
ver de Maria da Conceico, encerrado dentro
de um caixao e enterrado no quintal da cuta do
desembarpidor Jote Candido Pontet VUgueiro.
Lbefe de policia o Dr. Miguel Calmen du Pa e
Almeiaa.
Segue-ae o interrogatorio de Thereza de Jasas
Lacerda, feito pente o cha/e de policia, que ser-
vio de denuncia para ser expedido a mandad pa--
ra ser cercada a casa do deseml*argador Visgueiro
urna hora da noite do da 17 do crrante :
Aos 16 das dj mez da agosto de 1873, n-sta ci-
dade do Maranho, na secroUra da iwlieia, onda
se aeiiavA o Sr Dr. Miguel Calmoii du Pin o Al-
nieida, chafa da polica da provincia, ahi compare-
ca Thereza de Jess Lacerda, a quem o minis-
tro passou a interrogar pela maneara segu ote :
Pergunlando qual o sen nome, idade, naturali-
dade, osta I > o pi oflsso ?
Respondeu eharaar-se Thereza de Ju>:is Lacerda,
de 10 anuo de idade, uatural desta provincia,
solteira e coslureira.
_Pergiinlado o que era feito da Maria da Concei-
co que com ella interrogad mera va 7
Responden que hi um anno a tanto Maria da
Cooceicao tinha conhecimeuto com o desembarga-
dor Jo- Candido de Pontos Visgueiro e costuran-
va ir casa deste acomnanhada urnas vezes della-
ntorrogada a outra* da raulalinha Clotilde o que
nesas neeasiaos o mesmo desembargador lhes da-
va doces.
Que, na saganda-feira ultima, Mara da Concei-
co Itie apparecou em casa dizendo que vinha mo-
rar em sua eompaimia, leuJ > j obtida o consen-
manlo da sua mi, que ella interrogada a rec'ebeu
em sua cisa a que na quinla-feira s 1 horas da
Urde Iba pedio para a acompauiar casa do
mesmo desjinbargador.
I'ergunlado se Mara da Cincai.io voltou com
olla da casa do desembirgedor, como aaentecia
as potras vezes .'
RasponJeu que lloou l c que at agora aiuda
nao Ihe apparecera..
Perguntado se a u do Mari. d Conceico nao
indagon della interrogoda para onde tinha ido a
sua flloa e se pao se mostrou agastada por ella ter
se meltido em casi do desembargador 1
Responden qna n-sse mesmo di i por volta de
3 horas da lar Ja ella interrogada foi easa do re-
ferido desambargador e tenJo Ihe dito o escravo
deste que uoui asta o nem ella se achavam em tasa,
voltou para a casa da mi de Mara da Cunceicao
e porque n-to a eucoatrassa ahi, ella interrogada
a a mi de Mara furam d novo casa do desem-
bargado: e ahi soub rain, por este lhes dizar que
ella j havia sanUb. levaudo cinco mil res, a tinha
tomado a diraceo da casa dalla interrgala, que
tica na ra de Santo Antonio
Perguntado se a mi de Maria da Conceico nao
tem dado pasaos para descubrida ?
II -sp-m leu que lem andado palas casas das ami-
gas da mesma e que i foram at o Cutim sem a
poder en ronlrar, pelo qae se dirigirn! a esta re-
partirlo, dando noticia do acoutacimento.
E como nada mais disse, nem Ihe foi pergunta-
do, ouvio lr a |ior achar conforme maidou o mi-
nistro encerrar o presente termo, assignando a seu
rogo por nao saber ler nem escrever, Henrique
Cicero Campello, com o mesmu Sr. Ur. chefe de
policia. Eu Gersao Tarares, amannense, o escre*
vi. -Mij'tel Calmon du r\' e Almeida. Uewique
Cicero Campello.
Aos 17 das do mez da agosto do anno do nasci-
ment de Nosso Senhor Jess Ctiristo de 1873, nes-
ta cidado di Maranho, urna hora da noile, cid
cuuipriin-::ii.o -lo miniad i relio, fui casa da ra
de S. Joo, ende mora o desembargador Jos ''an-
dido Puntes Visgueiro, o ahi chegando, pelo Dr.
chefe de policia foi ordenada forra que o aeran-
paniava que pozes.se em cerco a referida casa, e
o quartoiro a que esta ponencia, o que feito s 4
horas e mcia da manda, appareceu na porta que-
rendo sar o m.'sino desembargador, a quem fea
0 mesmo chefe sciente de que ia dar una busca
en sua casa, em procura de Maria da Conceico,
o porque nao quizesse demorar-se dizendo que ia
para o Cutim e que logo voltaria, orden ou o chefe
d polica aos escravos e criados qno dio dessem
entrada, e depois de percorrer os aposentos ter-
reo? em eonip.inhia dos abaixo assignudos, dirgin-
do se para o quintal, depois de desccr a aseada
encostada ao iiltim > degro desta o ao muro en-
cmirou-se a trra escavada de fresco, demonstran-
do ter-se feito a i una cova, pelo que mandn a
autoridade que fosse o lugar escavado e apenas
havia sido cavado cerca do dous palmos de profun
didide eiicouir u-si" um caixao de madeira oom
cinco palmos de comprimento, dous de largo so-
bre dous e meio a tres de profundidade, o qual foi
retirado da cova, e sendo abeito encontru-se um
segundo caixio da ziuco, o qual sendo por seu
turno aberto quanto baslou para se reoonhecei
que nelle havia um cadver, ordenou o chefe que
fosse levado para o hospital da Santa Casa da Mi-
sericordia, aiim de se proceder a autopsia, orde-
uaudo ao Dr. delegado de policia, que ahi se apre-
sentou que procedesse rigorosa busca logo que
ehegasse o mesmo desembargador, que havia le
vado as c aves do pavimento superior, ordenando
tambem que ficassem detidos os fmulos do mes
mo at que fosseni interrogados; do que para
constar lavro e presente termo, o qual vti asigna-
do por mim Ignacio Toleutino Frazao, amanuense
da secretaria de polica e pelas testemunha*, tenen-
ta Mariano Jos da Cunha, Jos Mariano do Rosa-
rio Macha lo e Joo Marcelino Romeu.Miguel Cal-
mon du Pin e Almeida.
As 17 dias do mez de ago-lo do anno do nasci-
mentode Nosso Sennir Jess Christo de 1873, nes
ta culada do Maranho, na secretaria de policia,
onde se ada va o Dr. chefe da polica Miguel Cal-
mon du Pin a Alraeida, por ella foram inqueridas
as testemuuhas deste inquerito pela forma segra-
te ; e para constar fago este termo.
Eu, fgaacio Tolentino Frazao, amanuense, que o
eserevi.
Antonio Jos Martins de Carvalho, de cncoenla
e cinco annosde idade, funileiro, casado, morador
na ra Grande desta cidada, natural da cdade do
Porto, reino de Portugal, o aos costuraos disse na-
da, testemunha jurada aos Santos Evangelhos em
uu) livro delles em que pz sua mo direita e pro-
metteu dizer a verdado do que soubesse o Ihe fos-
se perguntado.
Parguntado.se sabe quem fez o caixao do zinco,
em que foi enterrada Mara da Conceico, morta,
segundo se diz, pelo desembargador Visgueiro ?
Respondeu que no da 4 ou 5 do correte, ap-
iareceu em seu eslabelecimento o desembargador
ontes Visgueiro, encommendandolhe que forras-
se de chumbo um caixao de mad-ra de cedro que
lie ia remetter; o porque Ihe declarasso a teste-
munha que forrando-o de chumbo (icaria muito
pesado e seria excessivo seu proco, concordou o
mesmo desembargador que o forrasse de zinco ;
observa que no da sagrante Ihe foi mandado o
caixao de madeira, e chegando o desembargador
o aehou muito alto e coraprido e Ine disse que nao
s o abaixasse como Ihe tirasse no comprmento .
o que negando-se elle testemunha a fazor, o foi
feito pelo carpina que se havia incumbido de fazer
o caixao.
Perguntado se o desembargador Ihe maudou tra-
zer outra ve o caixao?
Respondeu que depois de lar o carpina f uto o
caixao, segundo a ventada do desembargador, vol-
tou para sua casa, atira de ser forrado de zinc ;
o que elle testemunha mandou fazer por um dos
seas offlciaes, ficando a obra pro.npta no da 7 do
correte, em qae foi reraettida por um de seus
fmulos delle, para a casa do mesmo desembar-
gador.
Perguntado se sabe quem soldou a tamba do
mesmo caixio'?
Respondeu que ao da 8 do crrante Ihe fei de-
volvido pela uunh o caixao de tinco, e pouco
depois Ihe appareceu o desembargador dizendo
qae elle nao estava impermeavel como Ihe havia
eoeoeamendado, e qna por isso elle visse de novo
quanto va fazer aprenda e por isso queria quelho
ensmasse a soldar.
Elle testemunha depois de I .o responder
podia mandar sua casa um de seus empregados
lidade, estado e prolisso ?
| Hespondou chama r-se Antonio Feliciano P-
3 ralles Falco, ter idade de 59 anuos, casado, natu-
ral do Maranho, fiho do cirnrgiao-rar Manoei
par., soldar o caixao, d.ssa-lho que sabase para o Hodrigucs da Silva Sarment, e que vive de sua*
lugar do trabaibo e ahi mandou soldar dous peda- agen;ias.
sos de tinco a depois delle lar visto soldar escre- Perguntado a
ven n'um papel os ingredientes que eram necessa- Puntes Visgueir
ios para se soldar.
Declara inas que tonda insistido no offerecimeii-
lo da um oillcial ou aprendiz para soldar a tam-1
pa d i caixao em casa, foi por elle recusado o offc-.
recimento.
so esteve em casa do desembargador
gueiro no da I i do correnle o se sabe
as rei.icdes que existiam entra este a Maria, que
hoja foi adiada morta?
Responden que no da 14 do correnle nao esteve
em cata do desembargador Ponas Visgueiro, e qae
SbaTK h r art0 ? ^An- iK- t-ttttssn^ssh
de ra que \v: f, re.nelt.do o se ja ,a pintado? I rosas Cll|n Marit cujf, atbnomm igno ft ^
.i^Pn?lJ-'U,,Ui''1,'lha.,:',K,0,l'ai"'JS deco1m|,r|- *Hora o predominio qua a rapariga Finlia sobre o
' :m-V(s menos' dU< dc laiSura. e ** .enuo que represetilava era ir em sua co.npaubia
"T r u : "'"* '"""".S: '|,1'\ t ,e,nl'a''' a M, e leboches. Disse mais que ha cerca
PfS 1 Efe ,|,"!, m;u" ,#s? '""t,r d0 ,,ra"co (l 6 inoz,-s m< rapariga, entrando em sua
o que elle tes'.en.unha man lou l.izer. | casa e achando-o dormindb retiro.) do sua earle-
ll.. ; ;'. "f,0 d(3;Wmi,:,r^,.'r- Visgueiro nao ra a qnanla de 80JOOO que gastou em coinya-
Ihe die para que quena este caixao ? nhia de suas amigas.




Hespoadeu que quera aquelle caix.io para met
ter dentro le um baba.
Perguntado quem fez o caixao de madeira que
o desembargador Ihe mandou ?
Respondeu que soube h >je pelo carpina Ventu-
ra que foi feito na sua casa por encominenda do
desemhargador, e pelos discpulos delle Ventura.'
Perguntado se o eaixio de pao que Ihe foi man-
dado pelo desembargador a se o de aneo par ello
feito foram os que se Ihe agora apreseutaiu ?
Respondeu que sao os inesnios, com a dTernca
de estarn) ascantalliados.
E por n na mais dizer, nem Ihe ser perguntado,
deu-se |ur lindo este depoiinenio, que vai rubri-
cado pelo chele depulicia, e assigoado por elle los-
teinunha, do que pira constar dou f.
Eu, Ignacio Tolenlno Prado, amanuense, que
eserevi. Calmon du PinAntonio Jos Martins de
Carvalho.
Xo hospital da Santa Casa de Misericordia, pelas
II horas do dia, peraute o Sr. Dr. chefe de policia
e mais autoridades, fez-se o Cbrpo de delicio, cujo
auto o saguinte :
Os mdicos convidados para fazo lo, rosponde-
rauiQue no quintal do desembargador Jos Can-
dido Pontos Visgueiro, junto escada que para"
ah deito, virara uraa cova, dentro da qual se acha-
va mu palmo abaixo, urna caixa de cedro pintada
do blanco cora duas algas da ferro as duas extre-
midades ( a lampa fecnada com pregos) o tendo
cento e dez ceutimetros de comprmeme, quarenla
da largura, e irinla de fundo.
Tirada a lampa eucoiitraiain urna caixa de zinco
eom as mestnas dimenses, a cora luda a justeza
a-oininodada dentro c bem soldada.
Fizeram conduzi-la para o hospital da Misericor-
dia, onde se encontrara as condiroes necessarias
para o exame, Ahi abrirn a caixa de ziueo e
eucoiitrarain una carnada de gazetas cobrindo o
contedo, e quatro Iravessas de madeira collocadas
de distancia em distancia, com o lira de sustentar
a lampa no acto de solda-la.
Coiitiuuarain a descobrir e enconlraram dentro
um cadver que reconhecerara logo sarda mulher;
eslava eom a cabc-;a dobrada sobre o hombro es-
3uerdo, e a pama esquerda doblada, sobre a na-
ega, aJim de caber dentro da caixa, e ao lado
direita du poite eslava collocaJa a perna direita,
ijuo tinha sido desarticulada pelo joelho.
Os intersticios estavam eheios de cal.
Tirado o cadver, col locado sobre a mesa das
disreccoes, e lavado virara c acharan) o seguate
Era o cadver de urna mulher de cor brauca, que
represenlava ter tinte e cinco anuos de idde, es-
tatura regular e medianamente gorda, cabellos ne-
gros, lisos e eoinpridos, tendo una camisa de pa-
limbo, anagoa da bico, vestido de eassa chitada e
nma lila de velludo preto era roda do peseoco :
lodo e]lo eslava tumefacto, largaudo a epiderme
das nios e dos ps: us olhos estavam fra das r-
bitas, rolos e alterado pela pulrefargao, de ina-
neira que se nao p >ude recouliecer a sua cor.
Haviam duas manchas lvidas no lado osquerdo
do cadver, urna situada na face oxlerna da perna
e outra soi re as coslellas, e cada urna deltas de
um decmetro de dimetro : incisadas nao apre-
seutavam eechymose nos tecidos subjace ntes. Na
reg-o epigstrica apresentavam-se de lora e for-
mando urna grande elevaco o inlaslhio colon
transverso, e intestinos delgados, que sahram por
una incisa) vertical de um deciraetro de coiupri-
mento, pralicada na direccao da linha branca do
appeudice xiplioide para baixo. Ao lado esquerdo
iminediatameutc abaixo da mama correspondente
estava urna intacto de coulinuidade de dous cen-
tmetros do largura, que penetrava dentro da cai-
xa thoraxica ; e no lado direilo va-se outra de
igual dimensio, e collocada symetricamenle em
relaco primeira, e que tarabera alravessava a
parede do thorax. O pescoso estava cortado cir-
cularraente, ficando ligado ao tronco nicamente
pela oiumna vertebral.
Foram chamadas a mi da assassinada e una
companheira de casa que reconhecerara a identi-
dade da pessoa, nao s pela phisionomia, mas tam-
bem pelos vestidos. Passaram a lazer o exame in
terno.
O crneo nao apresentava leso alguma.
Abrirara-no e aprsenteu-se a dura mater, nao
injectada, alva, e contando urna papa semiiiquida,
resultado da putrefaeco do csrebro.
Abrirara a caixa :horaxica; os pulmes, as pleu-
ras, a o diaphragma nao apreseutavam alterado
digna de notar so : mas o pericardio estava aberto
ao nivel da inciso, que j foi notada abaixo da
mama esquerda.
O coracao estava vazio e descorado, e apresen-
lava urna fenda de largura situada no vrtice do
ventrculo direilo e penetrando nelle. Nao encon-
lraram leso que correspondes-e a ferida j notada
no lado direito, apezar de ter ella atravessado a
parede do thorax.
Passaram ao ventre, e virara que a inciso ha
pouco notada na regio epigstrica corresponda
a una solucao de coulinuidade de igual dimenso
ua parede anterior do estomago, dentro do qual
havia chymo de cor anegrada.
Os intestinos estavam vazios e vermelhns. O
grande epiploon e os raesenlerios estavam cobertos
da gordura. O ligado uo apresentava lesao al-
guma. A vescula biliar estava vazia. O baco, os
iiiis, o ulero e seus annexos e ahexiga urinaria
nada apresenlaram.que raerecesse mencao. Final-
meue, dando o exame por concluido, responde-
r.u aos quesitos.
I." Se houve raorte?
R. Sim.
2 Qual a sua cousa immodiata ?
R. Feridas penetrantes no coracao e no esto-
mago.
3.a Qual o meio empregado ?
R. Violencia com instrumento corlante e per-
furante.
4.* Se ara mortal o mal causado ?
R Sim.
Santa Casa da Misericordia, 17 de agosto de
1873.Dr. Santos Jacintho, Dr. JawRret, Dr. Faria
de Mattos, Dr. Julio Uaurio. E asiistram tambera
os Drs. Roxo, Azedo e Baynia.
Interrogatorio de A. F. Peralles Falcao.
Aos desessete das do mez de agosto do anno do
nascimento da Nosso Senhor Jess Christo de 1873,
nesta cidade do Maranhio, na secretaria de poli-
a obra; e que maulando elle tostemuoba fuer o.' ca, onde ti acha va g Dr. Miguel (tiaoj. du la e
amigas.
Perguntado se nanea houve entre o desembarga-
dor e \ mesma rapariga questo alguma ?
Respondeu que poneos das- depois da poca ci-
ma determinada a referida menina foi casa do
desembargador em completo estado de embriaguez
e ahi disse as maiores injurias a elle, o que o le-
vou s querer vingar-.se della, para cujo fim cha-
mando a elle interrogado, Ihe pedio que visse nma
pesso. que a marcasse bem, inissao deque ella tes-
lemuiiha iaciirahio-se no intuito do que a pobre
menina nao fosse por ontrem ca-tigada, evitando
assim que ella viesse a solfier alguma cousa. Ob-
serva que levou entrelendo o cumprimento desta
missau durante estes ltimos 0 niezes, ora com
urna, ora cora outra mentira.
Perguntado quando o desenibarg.idor Visgueiro
retiroii-se para a provincia do Piauhy. quando de
l voltou e se trouxe em sua conqcinhia alguma
pessoa ?
Responden que foi em principio da maio deste
anno, o que de l voltou em fina de julho ou prin-
cipio do crreme mez, e que trouxe em sua com-
panhia urna pessoa que dizera ter sido o assassino
da ratriga.
Perfumado se nao esleve com o desembargador
depois da sua viuda do Piauhy ?
Rasa ndeu que evitava o encontr com o amigo
desembargador para nao ser obrigado a dizer-lhe
que anda nao tinha dado conla de sua inissao e
ter uccessidade de ainda mais mentir, razo por
que escreveu Ihe urna carta, era qr.o so descupa-
vade uo a ler cumprido e do proposito buscn
urna occaaio em que o desembargador rejo estava
em casa, entregando a um rapaz, que a'ii se cha-
va dei .ido em*urna rJce que pela falla recouhe-
ceu nao ser o preto fmulo delle.
Perguntado se o desembargador nao esteve hojo
em sua casa c o que Ihe disse respailo deste fado
criminoso, que se diz ler sido por elle prati-
cado ?
Respondeu que o desembargador hojo pelas 8"
huras Ja manh foi sua casa e que durante o
lempo em que esteve com elle fallou-lhe do as-
snmptos diversos e sem a mnima relete com o
crime. Que elle interrogado f quem Ihe pergun-
teu o que era de feito de Mariquiuhas, e leve em
rasosla dizer Ihe o desembargador que ella havia
embarcado para o Para no vapor baha. Observou
que, quando da va Ihe esla raspela entravaem sua
casa seu iilho e o desembargador wndo-o fardado,
desped ose inmediatamente d ;llo e na escada a
sos com elle testemunha, aperlando-lhe a raao ds-
se-lhe: Vine, faca espalhar a noticia do que ella
foi pai a o Par.
Perguulado se ello interrogado nao soubo da ma-
neira porque o crime foi praticado e so- posterior-
mente nao esteve com o niesmo desembarga-
dor ?
Respondeu que soube por esse seu. iilho Amo-
nio, qe o desembargado!- eslava criminoso por ha-
ver mo rio a referida rapariga que fi encontrada
entrrala id quintal, segundo Ihe haviam dito :
Que sabendo desta noticia, dirigi-so casa do des-
embargador o pergunlando-lhe o que era aquillo :
responden-Ihe u mesmo que o que estava feito nao
eslava por fazer, que eslava completamente perdi-
Jo, mas pnunpto para arrasiar as ronsequencias;
que s senta acarretar a prda de um seu corapa*
dre e amigo que l havia dormido no dia 14, e que
elle testemunha estava tambera encraviliiajdo. por
que leudo de ra della ao delegado de polici?, por engano havia dado
a folha em que estava escripto.
Tem a accrescenlar anda que este dito do
desembargador responden : que essa caeta loa-
ge de ser a sua coudemuaco, Ihe servia do de-
"eza.
Perguntado se o desembargador nao ihe decla-
rlo nome da pessoa, a quem se referi, e porque
razo na carta por elle dirigida ao desembargador
Id-se a cautelosa phrasclea e rasgne ?
Respondeu que declnou o nome do amigo, o
qual Amancio Paixao, e que escreveu esta phra-
se como o fazia em todas as cartas que diriga ao
desembargador, porque nao desejava' ser incluido
as suas questes.
Perguntado se conhece o individuo que veo do
Piauhy em companhia do desembargador ?
Respondeu que nao o conhece.
E por nada mais saber, nem Ihe ser porgnntado,
deu-se por Ando este interrogatorio, que va {asig-
nado pelo chefe de policia e pelo interrogado, do
qne, para constar lavro este termo, do que dou f.
Eu, Ignacio Tolentino Frazao, amanuense, o es-
crivi.Miguel Calmon du Pin e AJmeia.Anto-
nio Feliciano Peralles Falcao.
Aos 1.7 dias da mez de agosto do anno do nasci-
mento do Nosso Senhor Jess Christo da 1873.
nesta edade do Maranho, na secretaria d polica,
onde se achava o Dr. Miguel Calmon du Pin e Al-
meida :hefe de policia, ahi comparecen Amancio
Paixao Cearense, a quera o Dr. chefe do polica
passou a interrogar pela forma que se segu :
Perguntado qual o sou nome, idade, nalurada-
de, filiacao estado* c profisso ?
Responden chamar-se Amancio Paixao Cea-
rense, ter 40 annosde idade, natural do Cear, fi-
lho.de pas incgnitos, casado e ourives.
Perguntado se esteve cin casa do desembargador
Ponles Visgueiro na] noutes desde quinla-feira al
abbadu, e se vio o mesmo desembargador gestes
dias, cono diz no sen interrogatorio o lente An-
tonio Feliciano Peralles Falco?
Respiradeu que n'uina dessas non tes esteve em
comparnia do desembargador, er que jogando
voltarele al tarde, que o levou depois para casa
deile, conforme enstumava fazer e ihe tem pedido
por v*-zes o mesmo desembargador, pedido que elle
respndeme attrbue sua surdez a ao desejo de
uo querer ser pisado por algum carro. Declara
mais que algumas noutes costama entrar com o
desembargador, mas que de ordinario, quando o
leva para casa muito tarde nao sobe e o deixa na
porta ; pelo que acredita que se o individuo que
declaren te-lo encontrado as 4 horai da inanha diz
a verdade, elle nessa noute Dio entrou. Observa
anda q as inexacto o dito do lente Antonio Fe-
liciano, porque nao se recorda de ter visto, o des-
embargador oestes ltimos dias.
Perguntado se elle interrogado oto sabe que o
desanuargador Pontes Visgueiro tinha relaedes II-
licitas com urna rapariga de nome Maria ?
Respandeu qu uo sabe da quanto lempo o
desemliargador lem essas relaces com a rapariga,










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J)tyjlq?-4c Pernambuco Qu
porque sen lo nm homem reservado, nunca
neApU com ello a este respeto, o sahljre cxrs '
tlaWcs^st^coaAaiNltf1 U>rem dito pesan
tranhas. ^
Pergeniado so alb^ile Antonio Feliciano tinha
relacfcs com o dVymTMrfrgador VisgueirA- cmch
alguma das vczciquC Till casa Cesto, np cocn-
trou ahi o niesmo tenento1
Rospondeu que nanc-3
arredila qc elle nao
coni o i
do q'l.in
fbtonraaPiauhy
poafem quo
TolraB :i corea de u
PergonJaJ I 5
entre atpsembari
questiov o e auo'
houvesse inrufHo
viafa-lo? ^^
fUaejonJen fue.
baf|tlor co

Urapo'fcflr do Pieuh ro^ bcrJiijvcazrJjiiut<> anear e prsliear ella'acos fama
ri!icir. ^:** **>.W\r vtmmfr ^% q.|(J f()| nnhaiara, b%3
_ IVrganln ljqu-i:n entero* n caixao om qu. *clr.|
(iva'iflrti'U 'Marh da l )*\vmc;V) r vxa;tar c
Itesponddu que quem abri a cnvsafoi rile i::' o*oi>aixi Jp,
abe ter ba.iln
iariga alguma
esembargadsr
no falca i de
s ibcnflo doctas relaeoes da lea-
apariga, somonte por onvr a
peesoas asaTanlias, ignora se ontro elles houvc a
Soma inuito menos que o desembarga-
urbmirm incumbido tn lenla Falieiwie de
viugalo.
1 aignMa.-M! el** interrogado sabe qno o ies-
euibargador yjsgiur i trpnxe di Piauhy alguma
pessoaea*g e. se a encontrn na ca^a do dos-
rmbargaJ u- 1
Reafoarf n q'io'lenl > osle o- habito de morar wi
ao sobrado, finando ni seus fmulos era haixo, eni
nenhunia das teres erro fo caa do niesmo tn-
poairou alguma cara cstranha, que denotasse ter
rid humera; trnziJo pelo desembargado!-.
Perguntado sa na> sabe ter sido encontrado um
eaix'ino quintal do dasemharga>l-r Visguoiro?
Uespondeu que,asmiJo anda afiliado pela ma-
nila, a criada de sua cas.v viudo da ra, contou
este faeto sua mulher, que por'vez conloa a ello
Matan
Pergnntado se a criada nao disse a quem se al
tribua o mime?
lespondeu que nao .conversando a criada com
elle interrogado, disse somente sua mulher o
que aeabon de reenr e que o sorprebendeu.
Perguntado que ideia faz do genio do desembar-
Kdor, e se este nao irascivel e capaz de pralear
um acto diste- ?
Bespondeu 'que o genio do desembargador
aqui geralmentc conbecido, e :juc elle goza o justo
nene de bondadoso e caritativo-c synpalhieo, e
qae a autor pruva da b->a opni) que dola faz,
st na facti de ter tomado para padrinho de seu
-lho.
Perguntado se sabe qu> pata ra-nriga Marta
entrn para a casa do desembargada no dia de
ajnaataifj ira, o de la nao sahio?
Uespondeu que ignora se ella para l foi nesso
dia, o tjna nada ouvio dizer a similhanlo respeilo.
Pergunta 1 o se ouvio dizer ter o desembargador
nicymineudado algiun caixo com algtr.ua anlcee-
leuda '
Hespondeti que niio ouvio dizer.
Pergunta lo se nunca ouvio dizer q:ie o desea-
borgador tiuba una paitao louea per esta moca ?
Mpmdcu |Uo nao ouvio dker, o (pie nae
adntia, non|HO nao se entrcteiu com estas con-
vei.-as.
(brgnotad so sabe o numero Jos criados que
corusig-i ten) o desembargador ?
llespMilea que o desembargador entretendo
reacOes co:n elle nunca mandou sua casa um
rrdo, pelo que deixou do conliecr a muios que
eil leui tido, c que nada absolutamente conliece
> -er.ieo doinesico.
Pergantado -e-nas occasies eiu que foi a ca^a
d > des 'mbargador vio aiguiua vez elle eoai armas
r Ji easa ?
lV'-puuden que nunca to, mas que stippoe ter
n d '-embargad ir armas, por que recurda se quo
icnJi urna sv7, in: iilTerecklo um revolwcr, lite
reja wdBB que tinha um.
Perguntiiki se ab^olutameate nada sabe a res-
imanWvi'.iixiti
i).'s nVo
meuie Uui. u tiiimefuiino.
Amanea] "nube do ciimede;
e tere genejosidado o
Bri nm es
pruvav
delegada deT
sao era lar ui
Que assislw o
sonbean
lar|m a
Wqu
s'hi;
ti
* CDilesIiiq
mi aV^ffirca:
crime sGuiluOTMiu
delle deiieia .naueio o Lit, tue ajm
(errar o eaRao, violo Peralle
elle Ih'o cuninunioo i de volta do Culi
Bste ikwfliinenle confirma a versao
gao do assassmo. que n'outra parle damos. Asaba
tambemo ege|Kloitrragatoro do Gnilherniioe,
quo oeste momento, ao cnlcur o jornal j*ra o
prelo B.-t confessan lo a parte que te ve no crime
-pegett a v*tia- paca 8r clor^onnisada, di-
zendo o desembarcdar que ella nao moma,
que a la surrar^afcf !He Mi (;("
do elle do quarto.
lopoisde (uillieraiino ser interrogado pel s*
gunda vez Paixao Cearenso.
Naonospermittjo te upo dar mais depoimeri-
tas, qne tm sido li.ije numerosos. '
E' tarde. A secretaria le polica est choia de
povo. A eariosidade punlica vi vamente agitad. -
(Do Paiz.)
{iV
tteiponddu q,;c quem abri "a cnvaWoi rilo in*
rogado o-GuilheFmiao#e que ambos Neraui
ordem do seu.-arB%f cx-senhor,
PrgunLado onle sachava o cixao quo elles cu
lerraram ?
Rcspondetuqw e-tava na sala de iwtar" do pajt'ile a(Ml
\i meato terreo, quopofni foi irazido do pavimeaU PeralIfSi
to superior por ello interrogado e por Gtiilher-
mino.
Pergontado onde eslava o caixii, qaand) elles
o trouxeram do pa\imeutj superior para o infe-
rior ?
Respon leu que eslava na sala de jantac.
P-jrguntado oni que dia ituuxeraia o caixao do
pavimen'o superior para o inferior?
iteapondeu que fui na sexla feira tardo, estan-
do a o caixau pregado.
Perguntado se estovo dttrante o da de sexta
feira. e na noute do quinta cm casa ?.
Uespondeu quo estove na nouto de quinta e o
diado sexia feira em casa at pouco dep.s de 3
horas quando seu ox senhor jantou.
Perguntado se na nouto de quinta feira entrn
alguma pessoa cstranha em casa *
Hespondeu que l s appareceu a mii da moga'
que Ihe foi perguntar pela Alha, a quem responden
que nao sabia della, retorquindo Ihe ella qae so
elle interrogado nio sabia, seu senhor sabia.
Perguntado si o quarto de seu ex-seuhor mi
cstava sujo >. sanguo e se elle nao o lavou ?
Responded que nao sabe -e eslava sujo, sabendo
tilo somente que sen cx-senhor nao o mandou
lavar.
Perguntad) se seu ex-seuhor ni) Ihe mandou
bascar cal T
Responden que nao, e que harta cal na sala de
janlar do pavmento terreo mandada ahi deitar
por Jos Marta, preprieiario da casa.
Perguntado quem tnmxe o caixao do zinco da
casa do funilciro para a casa do desembargador ?
Uespondeu quo foi um preto alugado quo seu
cx-senhor ordcnou-lhe que chamasse.
Perguntado quando foi ocaixao levado para casa
de seu ex senhor?
Hepondeu que foi muitos das antes.
Perguntado se o eaixao depois do ter ido para
a casa do seu ox senhor nao voltou para a do fu-
nilciro ?
Respondeu que seu cx-senhor mandou que ello
interrogado fosse leva-lo casa do fnnileiro e que .
depois elle niesmo interrogado o trouxe par. jl. -tan benoheio da iastrucc-io publica,
casa de seu ex-senhor. '!" uomea lo aJiniuistrador do
Perguntdo quando ouvio pregar o caixao de
pao f
Responden que estando em casa desde a noute
de quinta feira e todo o dia de sexla, com excep-
cao unidamente de urna hora (das 0 as 7), nao
ouvio so pregar c.iixaj, pelo que altribue que elle
fosse pregado em hora que nto eslava em casa.
Perguntado se no dia de quinta feira nio estove
cm cas i e quem deixou ahi ?
Respon leu que sabio de casa as 9 horas da ma-
nila e voltoH depois de tres, e que na oKcasilio quj
sa le iteixoa seu ex-senhor o (luilhermino.
Perguntado onde estava o mulalinho Raymun-
do ?
Re-pind k\ quo estava em casa do Sr. Guilber-
me, onde aprenl) o olHcio de sapatoir.
Perguulado quem foi chamar o carro cm que
seu e-x-senhor foi casa do hr. Lacerda, neise dia,
quando errtro'.t Guilhermlno f
Risponleu quo quem foi chimar o carro foi
Guilhormino, e que quando chegou em casa sou
ox-sen'ior ia sahind > no carro o Guilhormino es-
lava i-o casa de Jos Maria, que mora no pavi-
m^ato terreo di casa do sou ex-seanor.
Perguntado se nao vio e nem sabe o que conti-
nua o caixao por elle ent-p-ado f
Iteapen leu que nio sale.
Pergimta lo ion q.ie roupa estava vestido Gui-
llermina quando elle* intei rogado chegou casa
r 27 de
de perpetrado,
rlodico de 4
iros e cenTno!
lauto assim q;te
os qwj tcm urodur
seto redactores o i
imtacaOjj as?ei)
o so uja iafposto
lecimeuto de casas cstraogeir.
aqueffe qUe admitlir caixerro
Aonaje: *M*
est. asse
qli'i le a lepreseniagfio,- te_
iimatommisslo de cinco miembros pad t
M
t, dTvra^o*rp ,lSas a^SMnarca Ja
as di',ioninac5es,das coiaareas l
tao bonam
ser a paz
da declara* -taes con
d
cial, i
i o esune-
rmas para^oda
r_ sejam na-
%
m
'.'40 a
eada
_jr o seu
a rencito do qne prt-twde a 2V,**/(.
r#cs fados qu a nao da governaoca
t*dnfa?
nao pode
iiie as or
m
lARLODEPERiUMBDi
REHFK, 27 DE AGOSTO DE 1873.
Vitieias da uorto to iiupcrio.
Amanlieceu buntem em nosso porto o vipor
brasileiro Baha, trazendo datas: do Amazonas
8, do Para 17, Jo Maranhao 21, do CaaT 22, do
Rio Grande 2J o da Parabyba 2o do crrente.
AMAZONAS.
A mataca do co'uniercio de Mandos offereceu
ao presidente di provincia um baile ua noute de
do corrente, anniversirio do .natalicio do S. Exc.
padro Calani olTereceu ao presidente da
provincia a quanllt do lo JA para ser oinprqgada
iblica.
trador do cemilerio Ri-
cardo Jo-e Gerida de Miranda.
A recebeilori i arrecaJou no mez de iullio...
I3:ai2i3: J
Para a provincia 11:8315630
Para a couipanliia Fluvial l:8oi581
PARA.
Em I7escre/o o nosso corresponden lo da ca-
pital :
Inicio hoje a miaba correspondencia para o
sen Dimio, sempre lilo cem ntere-ise e apreciado
pela vari lado de noticias c assumptos unporlan-
tes, coin que ilustra a ihjreusa do Brasil.
Nao llio ia;o elogio, antes umi venlade que
est no animo de todos os iettop do Diario de
Perniimbuco.
Cuno digo, inicio esta dizondo-lhe
P'it i (11 crime que foi praticaJo pin ca-a do mes
m. desembargado!? |e c| quo'rojpa o ileixou quando sah!) pela na-
fs-4-: o leu que e completamente es!\inho,e que nii.i de q liula feira ?
nada abs-dula nenie saiie a esto lespiuto.
E e uno inda mata disse, e nem Ihe fui pergun-
tado, dla-sfl por lindo este interrogatorio, que, de-
iNti ile otivir lor, o interrogado assiguou com o
IV. ebsie de. polica.
Ej, Igua-io rolenlino Frazio. auMtanuonse, o
atjrert. lliguel Calmo ia l'iu c Alnuidi.
A-HjHci'i ioii ia l'.iiv'o Cenvns:
Aos dezoit) das do mez de ajusto d) anin do
;vi na secretaria de imlirta, onde se adiara o lr. che-
fe de polica Miguel Calmon da Pin e Almeja, a' i
comparecen Guilberinine, a quem e Dr. chefe de
pohei m a interrogar como se segu :
P'Tgiuiiad) pial o seu nome, idale, naiurali-
dade, e-talo, condicSo, filiacao, residencia e pro-
fis-o ?
l'.esponl'u elianiii'-s,? Guilhormino de Souza
Uorg's. ler 30 .innis de dado incompletos, natu-
ral do Piauhy. ser casado, com iiiios, vro, fllho
deFebjip' derSonza Nery". moa do." na casa ('. i
doseoili.rgid'.r Pontos Vtagneiro o cralo do
jManno.
Perguntado o quo couliu'ia o frasco que o BS-
mh. rgador levou ao nariz d; Mariq.iiuha uo da
de quinta feira da semana passada .'
Bespoodeu qne na i sabe o que o vidro contin'ii,
qoe n .--o d i as tres li iras da lar Je ouvio urna
zvida, gritos abafados ; pelo que subind pressa
para o anJar superior pela cacada da ra, e, en-
ti -in lo na sala de ja ntar," encontrou na porta de
nata saleta a rnense o o desembargador que es-
tav.vn na port desta sala e sentio mo cheiro,
apenas entrou
Qae o Cearenso estava vestido somente com a
calja c o cllete, 9 o (Jesembargador com. uiu.i
caira de oseado, em mangas de camisa e com as
mus e o pit da camisa sajas de sanguc. Ob-
serva qae apenas o deseinliargadnr o vio, correa
ataz delle armado eotn mi puuba!, dizondo-lhe
pese elle interrgalo eonfessasse o que vira, que
iuida de persegui lo c aiaia-lo at pelos sertoes.
Vahando elle interrogado para a casa de Jos
Mara, o desembarga lor, depois de mudar de rou-
pa, veio saceada ehamou-o, o daudo-lhe 2|0''-0,
li-se-Ih que fosse asa de um funileiro, que
mu-a na ra Grande, rsquini de um largo, e
ah compra--e sida para zinco e um ferro de sol-
dr.r, o qe elle inierrqgado irouxe o entregou ao
ii i desembargado**, que eslava entio na sala,
n ii ten lo ello interrogado visto pessoa alguma
i in elle.
Declara mais que o mulalinho Raymundo foi
i Ihe en-inou a rasa do funileiro e que o mu-
:.inbo Hit:i levou neia ca*a, porque o desetubar-
tiadar Ihe levasse na casa do funileiro, que ha-
rta feito ii bahazinho azul.
Perguntado do quem era o sangtie, de que es-
avaoi tintas as maos do desembargador?
Responden que era sangne de gente, mas que
piinrava p:' fosse d'clla Maria
E como nada mais disse, e nem liie foi pergun-
ladp, deu-se per ndo este interrogatorio, que vai
asijgaa lo pelo ehefe d polica e a rogo do mter-
roTalo, pie nao cabe ter nem escrover, assigna o
{cuente liariaeo Jos da Cunha.
En, Ignacio Tulentino Frazao, amanuense, cs-
erevi c. aou f. -Miguel Calman du Pin e Alnieida.
Mariano JosAt Cun'ta.
Aos 18 dias do mez de agosto do irrao do nasci-
nienb) de Nosso Senhor Jesos Ciiristo de 1873,
nesta cidade do Maran ao, em casa de residencia
do desembargador Pontea Visgneiro,' ahi presente
o Dr. chafe de pocia da provincia, Miguel Cal-
mon du Pin e Almeida, Dr. promotor publico, e
consiga o amanuense l;nario Tolenlino Frazio,
estava o mesmo desembargador, a quem pelo
ehe de polica foram feitas as stgnintes pergun-
tas;
Pergnniado como se chama, sua idade, nalura-
lidade, estado e profisso ?
Hespondeu chamar-se Jos Candido Pontos Vis-
gueiro, ter de idade 62annos, natural da provin-
cia das Alagas, solteiro.
Perguntado como se passou o faci da morto do
Maria da Couceicao r
Resnondeu que. reservan* para csclarecimcntos,
quando eompareeesse perante o saprenio tribunal
de justiea.
E eomo nada mais disse, nem me foi perguata-
do, den-se por Codo este interrogatorio, qne va
-assigaado pele ehefe de pcltcia, pek) desembarga-
dor e pelo Dr. promotor e testaron olas ahaixo, do
ni'? para constar, don .
En, Ignacio Toleatiuo FrazSo, amanuense, es-
vtws'i.Miguel Cahm* du Pin e Almeida. Jos
Candido Ponte* Vngueiro -Marlmiano Metale i
Percira Gentil JJmarut de Mmeida Draga.
Aos 18 dias do mez do agosto do anuo do as-
cimento de Nosso Senhor Jesns Cbnsto de t87<;,
esta cidade do Maranh*, na secretiria de polici,,
onde se chava o Or. Miguel Oilmo:i du Pat o Al-
meida, ebefu.de poucia da tr cen Loiz, que o Dr. ebefe de polica passou a in-
terrogar peto aanaira seguinte :
Perfontado qual o sen nome, idale, naturada-
ae, estado, conijcao e prolsso f
Respoadeu chamar-so Luiz, ter vinto o um an- .
Ja tinhamos concluido as noticias que podemos
honterfi rolher sobre este horrivei ciune, quando
recebemos o resumo do depoimenlo do Sr. Ignacio
Frazo da rjosta, por ventura o mais importante de
todos quo tom sidq feitos.
Apezar disso, v.nmo* dar a smma desse nter-
Togatorio, que ainanh publicremos integral',
nente. \.
Disse o Sr. Costa qts^ indo em companbia de
sen 9ttgr0T. deeiuarsadorT.irreio casado
s% ro doste, a &r. Pontes Vi*gut'ro, Oom seu Ir-
mno o Sr Sahhas da Cosa e leu cunhado oSr. RU
cardo do.Souza Dias*no domingo do manha, ah
ouviram do ropieaa conOasio uy crime.
Disse quo nao Ibes apertava a mao porque ora
um grande criminoso ; que baria man lado ha-
n-ar sea genro para dizer-lbe que naba sido alie
jos de wade pouco mais oa menos, natural dai que harta anaasioanV A Mariqninhas, porter-llie
Itesp indonque W com a mesma roupa com que
'i!e anda agr se ach, a saber: um palehit
preto o urna calca de cachemira, roupa com a
qual eslava Vestido na occasii em que ello inter-
rogado ;aMs pela manbfi.
E como rada mais disse, nem 1ro foi pergunta-
do, dense por linio este interrogatorio, que de
BOis de ser litio c aehar onfonne, assigna a rogo
'1' interrogailo. I!:n lempo perguntado em que
data seu senhor Ihe passou a carta do liberJade ?
Respondeu que foi boj? como se v da carta que
aprsenla e qne vai mi la a este inquerilo, depus
de trasladada, senJo-lhe o traslado entregue. E
como nada mais disse, nem Ihe foi perguntado,
dea se por fiul) este depiiuient*, quo depois de
Iho ser lid o e adiar eo'ior.nc, assigna a seu rogo
por nao saber ler nem esereyor Joo Gaoealres
Nina com o Dr. chefi! de polica
B i. Ignacio Tolentino Frazo, amannonse, escre-
v e doi .Miguel Culmon du Pin e Mmetda. -
Iodo (onrakes yiii rara.
Papel encontrado na casa do deseml/tirgidor rom
ai inici:es A. P., cscripto por A. F. Peraltes
l'alcax
Ja vio apii tres vezes sea que tivesse o prazer
de encontrar a V. Exc.
A prmeira vez foi no mesmo da em quo che-
gou. Hivja sabido para janlar com a Sr. dese>n
bargad ir Torre.io, o as mais estava fra, ora no
tribunal, ora em p.isseio. l'.irtanlo convem ins-
Irui-lo do quo se tsm passado.
J por duas occasies, as cousas se tom prepa-
pdo com bons ^auspicios I porm sempre odes-
fexo tem sido inconveniente, por aggltMDera$ad de
gente, o que convem evitar, o nem possivel nes-
le caso nada obrar, para nio haver comprometti-
ment.
A t?rc;ra talvez nada obstar, porque tenho to-
mado as providencias n.cessarias para que nada
ralbe. -
O mez de maio foi aqui lio abundante do chova
queman foi possivel realisar-se a viagem da Maio-
ha, para onde marebei, conserveinu tres dias, al-
lagando-mo nos nos que eolio trasbordavam;
ningucm daqui da cidade (a excepcao de dous
aifaiates ) alii apparocu.
Ella estove desde principios de junho doente
com a competente sucia por companliia. Tomou
alguns banbos nocturnis uo baluarte,, porm sem
pro mudo acompnb ida ; .le dia poucos tomou,
aqui nada aproveitu pela ora importuna.
A molestia aparentemente dizia ler principio de
beri-beri, porm sei de sciencia certa ser galtico
por m'o haver communcado um dos apaixomdos
della com quem tenho relaeoes, o delle colhi com
geito, pois passando ola pelo lugar onde conversa-
vamos, disse cu : /" pena esta menina nao se tra-
tar com reato, tao honitinlu como Respon den-
me : verdade, seu F. o agora est engailteada
at aos cilios, tanto que dcixci de l ir do medo...
Outros promenores tora havido, o que logo V.
Exc. saber, so apressei-me era escrover estas li-
nbas para tteixar no caso de nao encontrar em
ca-a.
Es ton proaiattido entrar no servido por este pre-
sidente, c ento 6)ni melhores elementos jogarei;
eonvindo-me tratar de seu isolameato, visto que
com a sucia cora quem est em contacto um pe
sadlo para o que so trata por causa da muita
genle agglomerada. Nie ha a menor snspeta de
nada, e o que trato de conservar, porque assim
preciso para nao Ifavcr eompromoltimento.
Fique V. Exc. certo quo esse negocio j mou:
pois o homem com quem tenho tratado, ha de ter
breve a prova de quo aquillo que digo, fajo.
A querer borrachoira j estava ludo con>umma-
do, porm eu sei faze-las e nunca iz mnesaarM
que lieasse vestigios, tudo mais palacuada (como
l dizem ).
E de mais, havendo o que houve, de que todo
hoje est a par, 6'preciso perspicacia. Elle o que
tenho dito.
Aflianco que tudo se far, som que de leve se
raiba d'oude veio o menos quem mandou. Cont
coraigo, que nao durmo.
O mais a vista.
Muito alogrou-me a noticia de lor V. Exc. che-
gado c bum.
A.P.
Peco cuidado em rasgar depois de ler.
. que esta
provincia osla em plena paz e tranquillidade, gracas
nio s bu aJministric-io -do Sr. desembargador
Domingos Jos da Cuaba Jnior, como ndole or-
dera o woJorada dosU povo.
O terrorismo, a desconfianza que infelizmente
sempre appjrecem e:h cortas po ras, com espe-
cialidada as lujas agitadas, da* eleicoes j passa-'
rain, e para prova do que levo referido, adiante
t:auscrevo~j voto de l.l.iv.r qpe o r. chore de
polica anab de dirigir poj)ulai;o desta capital,
por occasiJo do encerrareui-se os divertimentos
do circo norte americano, de exhibicao do fras e
de exerci ios gymnasticos, cuja njpanhia nos
veiodessa uj vapor Cruzeiro di Su!, quando em
outros divertimentos foiuelhaujas senipro eram
acompanliados de eslvpta$, agaiVra. ditos e^a-
lavras inconveueles, etc., etc.
Eis o voto de louvor :
Ao povo panonc. -Tendo observado o pro-
coJimeulo as.-a digno o loiivavel que leve o povo
paraense as uoulas de 3 a 13 do corrate, nos
espectculos Ja rmpauhia No.to Americana, de
exb'bico de fras maniendo uo recinto do pavi-
Ihao, para esse lin levantado oapraca de Pedro
II, a orden, i a decencia recommcnd idas na lei,
sem que f ara is o fosse misler o emprego de
metas repressivos o n :ra ain la eeasnna por parte
di autoridado publica, cuoipri o grat) dever de
dirigir um voto de louvor a osle poro Ilustre, que
soube tao bellamente elevar se altura de civili-
sado e nobro.
E' com a mais viva sa'isfacjto que me dirijo
aopovo paraeose para louva-lo pela demonstia-
<;ao inequvoca queacilnu le dar, do que ees-
seociaJuiente pacfico e orJeiro, o que sabe respai-
lar a autoridade legaJmente coustiinda, nao pelo
temor da torca material, de que ella dispon, mas
sini pela eonsaencia do dever que tanto eleva e
noblita o homem.
a Tenho plena eonvl ev> Je que em lodas as
reunidas populares, que d'ura avante porvectura
honrar nesta eapilal, este pivo Ilustre continuar
a proceder sempre de modo a revelir aos povos
da culta Europa e da America esclarecida que o
paraenso nio lites infer ir em civisae.io e iu-
braca de santimani >;.
E posso garantir i[ue o paraense, hoje elevado,
aiqda que sem ni'jrecinienl&s, ao importaute "lu-
gar de chefe de polica Jesta provincia, ha de ser
sempre reconheciJo e grato aos seus dignos con-
cidados, queotetn cerc;',) de eonsideracio e
respeilo.
Secretaria da polica do P-i, 11 de agosto de
1873.- chefe de polica, Inno>.:ncio P. Correa.
a Entretanto nao se concla d'isto quo a pro-
vincia do Para eamiuha e;n mar de rosas; nao,
ella vai atravessaudo antes uma das sita;oes mais
dillkei desdo 183o.
Lula, sem duvida contra crisos muito melin-
drosas que a le.;i, por assun dizer, invadido de
improviso.
A epedemia das febres paludosas que rei
na ha tres anuos pelo centro, ha cefado muitas e
muitas vidas, de.-puvoando va pouco lempo cen-
tros o tr'ora populosos e floreseentes. Ultima-
mente a bexga veio fechar o cortejo de tantas
desgracas, quer as comarcas de lamela, Breves
e Vigia, quer mesmo nesta capital de Santa Maria
de elm.
i A islo seguo-se, alm da falta de bacns em
favor da agricultura, a foraj, a nudez o a miseria!
A febre amarela (rae no nosso pait tem-se
tornado endmica para certos pontos, nao contri-
buio menos para afugentar os bracos vigorosos
de estrangeiros que em busca de melnor sorte
dirigiam se em mais ou menos escala, para o Pa-
ra e Amazonas; dous anuos tem durado esta epe-
demia nesta provincia, sem contar as outr.i-ri-
tas que em diflerentes pocas nos fez,
A isto accresce a crise ahmeni-ca, rnui natu-
ral e consoquente, quando ne^a regio 4 agricul-
tura apenas cira-se na exlrcgao Jos productos es-
pontneos de um slo ubrrimo e fcrfjL como
este.
P.e.-os fabulosos, per,ntla-se a expresso, sao
os que sa pedem presentemente por um kilo de
carne verde o por al lucir do farinha l
O Para infelizmente descurou do seu futuro ;
apenas as suas vistas lancaram-e- nos Jucros da
seringa, do cacao, da castanha e outros gneros
que- obtinhara elevaJos procos nos mercados es-
trangeiros.
Esta felicidade nao poda durar sempre, e afi-
nal appareceu o momealo crtico das epidemias
as populacSes, a baixa dos seus" productos para
oude baviain sido .exportados, assim como outras
circumsiancias da occasio qu.sempre vom aun-
mentar a afQic;io ao a/OiCio.
Sem duvida que e atravossa uma crise seria
e importante para todas as classes desta socieda-
de, nao so o povo que solfre e gome, as classes
mais ou menos favorecidas supportaa.tambera as
consequeucias desta iituaijao.
O commercio esi a 'bracos com as quabras
que todos, os das se repeleui, ou po* maio d
apresenlacio voluntaria dos fallidos ou pela fuga
consequente, em razio do mo estado das oego-
ciaepes.
No meio de todos estes transarnos o vicissi-
tude?, sao ms as liuauoas da provincia, porqu*
escassez dos rendmeiiUis as estacow fiscaes mn-
lam-se os onus, os sacrificios dispendiosos para
occorter aos pasamentos d ohivis pjjblicas de<
subido valor e de !ii\o. obras estas .qu^^em coj-
*Mido.a principal eiia.>dofi cofres provinciaes/
faieado altingir hoje a dficit. o>. |Losonro paraenr'
b a uma cifra superior a dous mil contos I p.i
Cartas id&e inconvenientes o jesmo Mafiiutf
picas do se:ulo tambera lm coalrjjjujdd par
esta sitpacio. #m$ deas, arclaniadas anu por
fun parioJien que.sedpopujar.e demoaraco, va
produiipdo os seus /rucios, tom a emifracao da
capilaes a da individuos nofr atfui.. f 9, actaaya
vracuiades pos lato* de familia, ^n tiTrlton.J W:
laraajtp a esto nosso paz.
har cm niarpladdo* sereno ; por-
os boisonios da sitiiajad to sio
e ravoraws como parecen), a nio
ca que disrucumos, no meio de
. gragaaadivina Providencia.
Passando agora aos faelos diversos das noti-
cias locaoa, nao sao elles da grande monta. Ahi
ai) que-tem succediJo.
1 A companhla Fluvial Paraense est finalmente
cncorporada, por meio de compra, companhia
limitada do Commercio e 3/aoegar) di Amazonas.
Esta companhia acaba do propor a mesma
encorporaeao a do Alto Amazonas; j houve uma
reunido da assembla geral dos accionistas para
esse lim. Como gostume 'oi elcila uma com-
iissao para dar o seu pirecer sobro as vaut.gens
da proposta, o meio o o quanto para que ella se
pnssa elfuctuar.
E" fra de duvida quo l se vai tambem'a
-companhia Alio Amazonas, como foi i Fluvial Pa-
raense, tendo sido um grande erro, destas duas
eompanliins, nao se terem unido o encorporado,
como fra a principio as vistas dos seus accionis-
tas ; mas cuja opinio ao foi por diante por cer-
tas o mal entendidas consideraces, quo deixo de
mencionar para nao alongar a presente.
Emlim brevemente presumo que Ihe poderei
dar o resultado definitivo de:-le negocio, pelo lado
da encorporaeao, litando a companhia limitada do
Amazonas, que passou propriedade ingleza nm
eobsso, ao qual nao ha possibilidade de compe-
tencia noslas regios.
A questiio religiosa, ou antes do hispo dioce-
sano, tem por aqui perdido malar atarease, vista
do que vai succedendo por cssa diocese.
t A qnesto religiosa da actualidade foi, sem
duvida, suscitada pelo Sr. D. Antonio do Macedo
Costa; mas depois do apparecimetrto do Sr. D.
Vital, ha perdido o merecimenlo o quo se passou
poraqui; apenas chegada dos paquetes que
-e ioqure com mais interesse o quo se passa a
tal respuito em Pernambuco, e como procede o
governo imperial.
Entretanto o -r. D. Antonio nao li.'a inactivo
Anda ha pou'-o pubiicou um folheto sobr- a ma-
oaaaria, considerada sob o asnela moral, religio
so e social, em referencia s doutrinas Ja groja
calliulica apostlica romana; ltimamente es;re-
veu uma caria, publicada no peridico Boa Nova,
ao senador Ainirosk) Leilao da Cunha, em respus-
la e reutacio a um discurso que osle senador
pronunciara na questio que so agilava no senado,
sobre a publicacao das bullas poullcias nao pta-
cilauas
o Sao trabalhos de elevado mereciinonto, embora
nio sigamos as opinies do nosso diocesano ; mas
forcoso respeitar suam cuique tribuire.
Est prompto o grande iheatro publico desta
capital denominado iVo?s< Senk ra da faz. A sua
entrega ao governo da provincia deve ter lugar
no lim do mez corrente, deveudo inaugurar-se a
7 de setembro o Consercalorio Dramtico, creado
por acto do vico-presidente barao de Santarm.
Com tudo, faltadhe muito para que o thealro
possa fiiiiccionar, pois alm de ser um edificio dj
immensa vastidao, atada nao fez a acquisi'.o dos
lustres, candelabros, mobila e outros arranjos
para se poJer abrir concurrencia de urna em-
preta lyrlca ou pelo menos dramtica.
Voremos ipjem se enearregai da sua abertura;
mas acho dilliculdade em encontrar uir-a compa-
nhia, sem larga subvencao, jwrquo o corteio nao
i>ode dexar de ser dispendioso, atiento ao tama-
nho do Iheatro.
t Ti vemos aqui por alguns momentos uma
grve dos aguadeiros, por causa da imposi^io de
multas munieipaes, pela faa d aferieo das vasi-
Ib.is oude rendida a agua populacao, assim
como cm razio de nio so acharara as pipas as
con lices de lunpeza segundo prescrevein as res-
pectivas posturas
Foi obra de momento, pois com a intervencio
das autoridades e hora accordo da cmara, ludo
sa sanan magnficamente, taado afina! os agua-
deiros dispensados das multa*, prescrevondo a
municipalidad'.' a norma do proceder, tanto dos
fiscaes, como dns ditos aguadeiros.
A assembla continua seus trabalhos, nio
obstante a opposicao denominada dissidenle.
Tem bando larga discussao sobre os m divos
da dissidencia no seio do proprio partido conser-
vador ; a improtisa tambera se ha acensada de
semelhante quesLio.
E' verdade que o partido liberal nao est
sent della, tanto quo a Iiegeneiariio} peridico
semanal, representa a Araari) que' se oppe aos
dictamos do directorio nazareno.
Alm disto, temos o partido republicano, at
ha ponco tempo representado pelo seu orgao na
imprensa, sob a denoininajao r3 futuro, o qual
embora deixasse do ser publicado, aiuia vive pidas
ideas dos seus adeptos, que de vez era quands
apresentara arlgos na impren;a.
A religiao, a nac nal.sacio do commercio a
retalho, a maconaria, emlim outras quaosque
ideas ou inleresies tem seus representantes as
lides jornalistcas ; nao por falta de gazelas e
de imprensas que as ideas,sejam quaes forera, bao
de morrer ne*ta Ierra do Para e Amazonas.
Foi saneconado e publicad) como lei da pro-
vincia o projecto da assembla respectiva, que crea
a comarca de Monte-Alegre.
Do um carta particular,
Corda o de Grajalui, e creando #s
liuch.io, o de S. Jos dos Matots ; u. 1,08a, a no
ri-an lOj-a navegaran a vapor entre Jo.-'dr.s Ca
jazeras-e a cidade de Thereziw; n. 1.0i5\ oi>an>
do "receita e despeza do exeitie de 1873
hJ871.
Fallecoaam : a agente da leudes Joaqura
Silvena.Gomen, o e parSobo collada do S. Jos
doo Indios, Jos Ignacio Portugal ;.e o uegocianle
H. Seasson.
Diversos negociantes promovan ama-j|bs-
cripcio para ser empregada om socoorros ao*4ia-
hitantes em Canuta.
J se achava no exercico de juiz do com-
mercio o Dr. Joaquim do Paula Pessoa de La-
cerda.
Achava-so designado o da- 7 de setembro
iroxirao para a inaugurar-ao da estatua do Gm-
caiv* Das.
Lemos no Paiz :
Nao veio, como se esporava, o Exm. Sr. D.
Uiiz, o nosso esiinu Jo bispo diocesano. Deixou S.
Exc. de vir, por Ihe ter apparecido outros incora-
modo^sendD os mdicos de opinio que se devia
demorar no Ro anda algiun lempo, caso nao ficas-
se de todo restabelecido, Ihe sera necessario f i::er
uma viagem a Europa. S. Exc. vai Baha o se
demorara alguns dias no engenho de seu irmio.
Se llcarbom regressar, so nio, ir a Europa, como
Ihe recommendado pelos mlicos, a
Do Sr. Joio P. Ribeiro, recebemos o seguinta:
De jornal Daily Pic:yune de 18 de maio des
te armo, publicado em New Orleaus, transcrcven.os
oseguinte relativamente um Imha e vapocos
que so proteeta eslabatecer entre aquella cidade e
o Rio do Janeiro, tocando nos principacs portos
commerciaes do Brasil. Como seja o assumpto de
reonhecido interesse para a notsa praca, e conven
cido de que os m iranhenses desejarim verreal-
sado esse projecto que traria nossa provincia
nao pequea vantagem e importancia, lembramo-
nos que esta transcripeo nao vina fra de propo
siio. Maranhao, 16 de agosto Je 1873.
MOBT.
Lc-se na Imprensa:
Em a noite de 28 de julho, os raaranhen-
ses residentes nesla cidade dorara urna pro-
va solemno de que nao sao udifterentes ao
anniversario da independencia da sua bella pro-
vincia, esse meiiKravel dia, era que o brioso
povo inaranbense, sacudindo para kmge o ferie-
nho jugo colonial, soube firmar os alicorees de
sua emancipara poltica !
* fm demonstrac.io de regosijo publico, por
Uo glorioso acontecimento, iil iinuiaram suas ca-
sas, proferirn! discursos anlogos e percorrerara
as ras ccr.i msica e roguetea, tudo uebaxo la
melnor ordem e 1 armona possivels.
E' que esses noseos queridos irmaos sabem
se aquecer ao sagrado fogo do patriotismo. E"
que elles comprehendem o alcance e a sublimida-
de do iriumplio alcancado neee dia pela lbenla-
de contlra a lynnna
Emancipado desde 28 de julho de 1823, o Ka-
rannao conta hoje 50 annos de existencia livre e
mdepeudente.
L-sc no Oilen'e e .Vote :
Acha-so funccionando ha dias a assembla
provincial, compareaaBdo s suas sassdes 14 incui-
bros.
Entre os projecto* de tk) aprescnlados houve
nni extingumdo o estanelecimeio do oducandos
ariilices, o qual passou em lerceira discusso no
ma 2J do corren e, votando noatra apenas os Sr*
deputaaos Furtado, Gentil, Lysandro, Nogueira e
Norborto Castro.
a Um representa.-j as-,guada por I'i'i cdi-
daos, ftavia sido pouco antes apresenlada pedindo
a conservaco do estabelecimeuto.
(Jomo bouvesse passado em tirctra dscussi.o
a le do ijuo tratamos, acontecen que uma cons-
leravel parte da popnlacSo se resolvesso a pedir a
S. Exc. o Sr. presidente da provincia que se diz-
nasse considerar niiis de espaco a respeilo da
sanecao : para isso dirigio-se una multido
OaaTteBldia aoflltc (13) I itioe slbia ao certa
quaei oaot .1 ,1o, reea-
hm(U'%itTi-tttifto, Hm soriajl rabieta sob
iJKjduoa (iasiiiiiro da Ha>na flnuiar e ins
la It'iclia, c*taa-crt|ito maa'lHiUe e .xpi-lle nm*
Na ajdade le Mosj'r acabara de ser npprc-
aendiJas duas se lulas falsas de LOf cm poder
uuia-aW Raymaadode tL -e-ananrd Jo> Aires
de 8aaifa Anua, os-'a.uaos/leguieto nmlassaraTn a
respectivo delegada, as raceberaa em troco de la
qae vender Uossoro & C.
< Aqutl; h, na duvida fe Mre:a na
nio falsas ias sedulas, ir insmittio-as a
Ur. chefe idou submelte-his a
um exame innuchisa na lliesonnuia de facenda,
ande cora elTeito reeouheneu so a fel*iade de tr.es
sedulas :
Eis o termo de exame-.*.. ajen se prucedeu :
Aos 12 das do mez de agosto de 187:1. na
lliesouraria do rnzenda do Ro-Grande do Norte,
reunidos na respectiva pagadoria o thesoe.rciao An-
tonio Pinto do Moraes Castro, o contador MauricH*
Theodoro de Souza e o primen o escripluxallaJo*-
i|um Alonso Morera de Alrac la, conforme de-
nou o jllm. Sr. Dr inspector "por de-paeho aesla
data, oxarado no offlcio do Dr. chefe du poheia,
remetiendo as duas notas do cineoenta muris,
sob lis. 3775 e 23137 da serie sexta, apprehendi-
das pelo delegado da polica da cida-lc de Mossor.
afim do que, sendo submettidas a minucioso exa-
me nesla repartico, se declaraste se sao ou Bao-
ditas notas vetdadeiras, e sendo falsas quaes w-
signos que as distingue n das verdadeiras, Uot
no papel de que sio fabricadas como na serie, nu-
mero c emblema ; passou o referido tfcosoirtciro a
proceder ao competente exame p-raute os aropre-
gados abaxo as-ignados; e assim n^nrarrf-se a
segu ules differeoeas:
Ia, que o papel das notas apncohendUas na
tem a mesma consistencia que o das verdadeirai;
i', que nos algarismos50 dos ngulos a le-
tra 5 esta separada do si ro, ao passo quo ras ver-
dadeiras esli inti-iramente ligados, noaicJo-se
tambera me o tarjado branca do pequeo circulo
ijae envove o algirismo o!) mais largo e de me-
nor circuinferenca, e ana a pema iii.eri, r do i
, mais fina e menos volteada do que as verdade-
assira como que os qnatro grandes cu-
que to-
que seja
com a quanlia de
, que escrevem de
Muan, em data de lJ deste mez, extractamos esta
noticia:
A' 2 do corrente, pelas 2. horas da madruga-
da, mais ou menos, foi laneado fogo casa do ci-
dadao porluguez Manuel Maciel Barbosa, sita no
furo do Pao grande no rio Cajuba, pouco distante
desta villa.
O nosso amigo Barbosa, havendo seguido para
essa eapilal, no vapor de 21 do mez passado, dei-
xou sua prezada familia na mesma oa Na noite do incendio, alguns minutos antes, a
Sra. sentio passos no lerreiro da casa e os caes que
acuando procuravam por fra alguem. Sahindo
vr, nao pode entrar no conheciinento do que pro-
duzio tal alarido.
Logo depois de recolher-se sentio como uma
trovoada forte que cahia, e mais logo conheceu que
bavia fogo em casa. E ento, .-indo fra pela se-
gunda vez, conheceu a realidade.
Casa, gneros, joias, raobilia e roupa*, tudo
desappareceu consumido pelas chammas.
Diz a mesma Sra. que o incendio principou
na v;,randa da fronte, junto sala oceupada com
o negocio, pelo que bem se pode ajuizar que nao
foi easual.
t O fogo foi intenso que mal deu lempo para
salvarse a familia.
o Imagnese a afllicco de uma Sra., salvando
oito innocentes enancas que jaziam no mais pro-
fundo somno I
S a Providencia Divina poderia coadjuvar a
sua roomta coragem para alTrontar to pavoroso
quatro I
n. Avaliaso os prejuzos em mais de cineoenta
cantos de ris.
Incontestavelmente ha nra incendiario e con-
vem que tao atroz crime nao fique no olvido, para
que nao seja reprodnzido.
< O delicio est no dominio publico, porm quem
o dolinquente ?
8speremos a ver quaes as providencias que d
a polica.
Anu (indo ; aguardo-me para melhor oppor-
tunidade, pois o Baha, chegado hontera, sahe hoje
s 2 horas da tarde, sendo de mais a mais domingo.
o No aneoraduuro existem os seguintes navios:
A' carga.
Hiate americano Maru Burdett -New-York.
Galera portugueza ViajanteLisboa.
A' descarga.
Brigue portnguex Ugero& -Lisboa.
Barca ingleza IsabelNew-Castle.
Brigue inglez BriteutitCardiff.
Barca ingleza RacembourneCardiff.
UARArlHAO.
A noticia do maior imporlancia desta pro-J
Miicia a do brbaro assasanato pratcado pelo
aaarntrgador Pontea Visgueira em uma moca de
lnral6 anuos, com quem rivia amasiado. Sob a
rubrica Menor damos por extenso a descripeao
otaelo e diversas pecas do-preeeaso.
Pela prpsideocia da provincia foram sanecio-
nadas e publicadas as. segualos.leis: n l,Q2au-
koi audu. um omurestimo da 20:000ifO a Fran
f*fjRaana,4A^, Para matboramemos da soa fun-
tico; n. 1,0 ;0, autoriaaadoo coarato da nave-
eaaa a vapor das1 ros Meara e raiahr, desde
palacio, tendo ames cscolhido uma pessoa quo Ihe
servisse de interprete, ao qual o digno admiuistra-
Uor ouvio com a attencau que era de esperar de
pin iierletj cavalheiro.
A resposta do S. Exc. foi que uma compensa-
cao tena lugar, no caso de ser sauccionada a I ;\
que extinguan estabelecimenlo dos educandos
A multido retirou-se dando vivas ao Sr. pre-
sidente e aos bros da provincia.
Posteriormente appareceu na assembla on
requer ment do Sr. cironel J?ao do llego, pr-
poudo-se a sustentar um estabelecimeuto
nna por titulo-Interna') Artsticoo
sujveucionado pela provincia
lez contos do ris.
Ha bons fundamentos para crer que aquella
proposta seja convertida ein lei ; o que ser cor-
tamente uma compensar) extinecao do estabe-
lecimenlo dos oJacandos.
OBM.
l resegua em seus traballus a assemb'a pro-
v racial.
Lemos na Conttilu'cSo :
t Falieceu, no dia 2 do correnlc, o coinmau-
dante superior da guarda aaconal de Quixeramc-
hmi, coronel HermeiwgilJ-j Furlado de Hea-
doea.
Na noite de sabbado passado, alravcssando
por acaso o Sr. Joo Evangelista, amigo propie-
tario do Cearente, de um lado para outro da ra
Ja Palma, onde morava, foi arrojado de, encontr
ao calcainenlo por um cavallo qne vinha nesta
occasio em disparada. Fraclarando o crneo
gravemente, nao pode o infeliz moco sobrevver ,1
tio fila. a;ontecimonto ; pois era 'virtude da co-
inocao cerebral que se occisionou com a queda,
sobrevieram-lhe hoirveis convulsoes, que vnte e
quatro horas depois o arrastava n elerndade.
tonsta-uos i|ne quem montava o cavallo era
um eseravo da Exma. Sra. Rita Vera, que
vinha apressado esla cidade ora busca de um
medico, o
No dia 22 do mez prximo findo foi captura-
do pido delegado de polica do termo de Quixera
mbim o reo Joaquim Maria do Espirito Santo,
pronunciado naquollo tcimo no art. 192 do cdigo
criminal, por crime de mor te, o o qual achava se
all homisiado na fazenda Olinda. o
a Corainunicain-nos de Varzea-Alegro era 20
do passado :
Teve lugar na noite de ."! d) corrente a au-
guracao desta villa.
Foi um dia de verdadeiro jubilo, de compleUi
satisfacao para todos as habitantes de Varzea-
Alegre.
As muitas gyrandolas de fogo* que subiam
ao ar e os sons harmoniosos de uma banda de
msico darante todo ajuelle mcmoravel da, per-
feta e fielmente traduziam a satisfacao de que to-
dos se acluvamjiossuidos.
Ser pois o dia 3 de julho de 1873 para nos,
os habitantes de Varzea-Alegre, ama das pocas
mais gloriosas, jo
Chegando nova villa no da 29 de junho c
islmcto juiz de direito do Ico jr. Amerco Mdi-
di
tio do Frelas Guimaries, acompanhado dos dig
?rs. juizes municipal e promotor publico, o
gradas pessoas de
digno magis
do
immenso concurso das mais
termo que foram ao encontr
irado.
S. S. chegando, procedeu imraedietamente a
todos os meios de que era mistar, de maneira que
no mencionado dia 3 declarou inaugurado o novo
foro da villa de Varzea-Alegre, d
RIO GRANDE DO NORTR.
Em 2i do crreme escreve nosso correspondente
da capital :
No dia 10 do corrente foi recolhdo cadeia
desta cidade o criminoso Jos Limo de Mara.
Esse facemoruso membro da familia Limao-
zmho, que se tem celebrisado na historia da per-
versidade e do crime.
O districto de Pat nesU provincia e o de
tatole do Rocha na da Parabyba, tem sido o Idea-
tro das scenas de sangue em que essas feras hu-
mana* lano se tem distinguido.
D esta vez, porm, nao raleu a esse famige-
rado as3assino a proteccao que Ihe dspeosam os
potentados do Catd de Rocha e alguns flgurSes
do partido liberal do Pat.
A vigilancia e actvidade da polica, sob a il-
luslrada o zelosa administraco do digno c honra-
do chefe Dr. Jos Antonio Correa da Silva, se
dovo o bom xito de to importante diligencia,
realsada no dia i.* de julho, no lugar denominado
Jas Dias, do termo da Imperalria.
Em -t. Goncao, distncio da S. subdelegada
do termo desta capital, Joo Jos de Santa Anua
ferio gravememto coro tres facadas ao infeliz Joo
Pereira.
< O criminoso foi preso em flagrante delicio
pelo subdelegado do lugar ; e canela que ja se
procederam as diligencias precisas instanraco
do competente processo.
Na noi dol foi burliararaente espancado
na povoaae dePoco-lrapoum tal Mtalas Go-
raa;
dos ngulos sao intoramcite embassados, o que
nao se nota as verdadeira, cuio desenlio llft
contrario bem expressivo ;
3', no emblema nota seque os de los da mi
esquerda da figura da dirctanao se distinguen
as duas n tas appreliendidas, e o desenlio n*v
tem a mesma expresado como as notas do padrn,
o que se podar observar cora auxilio di len'e na
proa ou popa do navio, na exlremioado do emble-
ma existom duas dotas pretas bem visitis, qn.in-
do no padro distinguo-se apenas urna mais
clara ;
'i", ipio na tarja horisental. onde se acba --
cnpto o algarsmo 50 era letras azues, o dentro da
quaUe Id No Thesouro Nacional se pagar etc.
notase as extremidades da mesma tarja mu cla-
ro bem saliente entro o risco e rismoscineoenta mil risao passo que nnsdu
padro a tarja completamente preeucbjda com
osmesmos pequeos algarismos:
5% que os algarismos da nninera^io, tentfe
menores as notas apprehcndidas, sao cntrcl.'.nta
mais grossas e nial delineados ;
(i*, que na firma da fabrica a letra B da r-a!*-
vra Bacon c maior e desproporciunal as duas re-
feridas notas; .
7% que as notas era quosio se resenlein do un
embassamento geral, o que torna agravara aem
exprcsso, devino talvez mtqreza la tinta e do
papel, que sao inferiores dos das venhdeiras
.V ln lmenle, que a assignatura, as.-onie'han-
do-se un pouco das verdadebns, parece, tria-
ra, srr liihcgrapliada.
E a vista do exame a que se proct deu se con-
clue a qne as sedulas apprehehdidas sao falsa>.
E nada mais se notando, deu-se por linio o
exame, lavrando-so o presente termo que eu Joa-
quim Alonso Moreira de Almeida, escrevi e co mi-
go assignaram os mais empregados Tbcaonra-
ria de zenda do Rio Grande do Norte, 12 *
agosto do 1873. O thesourero, Antonio Pinto de
Moraes Castro O contador, Mariano Theodoioe
Souza. U l. cscrpturarii, Joaquim Alonso te-
ir de Almeida!
E.-te fado seno o gra,vc.
O fir. chefe de polica nao se fez esperar
as promptas e enrgicas providencias, que to-
mou no intuito de descobrr os criminosos, me-
recedores da mais severa punico.
o Smente depois da chegada do Pirapnna a
i OU 6 de setembro, que se -poder saber do
resultado das diligencias expedidas para o der-ar.-
gravo da lei.
Foi nomeado procurador fiscal da lliesoura-
ria provincial o Dr. Francisco Cleiuenlrao o Vas-
concellos Chaves.
No da Io appareceu na cidade de Assu" um
jornal intitulado Sertancjo, peridico poltico. Ili-
terario c noticioso. E' bem escripto e susto; i.
as ideas do partido conservader.
No da II a assembla provincial encsrmu
seus trabalhos legislativos.
Breve teremo; a elei;ao dos nossosrp--
.-Hlanies da pfcvinica.
PARAIITBA.
Em 23 do corrente, escreve nosso eor; ex-
poniente da capital :
O Dr. Ernesto Chaves tcm sido exhubcf.ui-
temente votado, em todos os collegios de que f
compe o 1 districto, para pree:;rlier a raga
de deputado provincial do laHecido padre Pa-
tricio.
Nao resta mais duvida alguma que ello ser
o cleito.
Foi offerecido ,'por alguns negociantes desta
capital no dia 15 do corrente um janlar aos
engenheros Manoel Saldanha da Gama e Miguel
de Freir Argollo, por occasio de enectarem os-
les os esludos gnphicos da estrada de ferro
Conde d'Eu.
O jantar, dizem (|ue esteve profuso e bastaur
concurrido.
Fm preso de ordem do Dr. chefe de polica
e requiscao do thesouro provincial um tal
major Antonio de lrito Lyra, arrematante de im-
postos, alcancado por ter manjado da Cazeada
mais de trinta contos de ris.
Dizem-me que a prisao fra requsilada >
conformidade com a lei e que o tal Sr. Lyra dea
motivo a se appllcar a coaccao admini^tr.'iti..,
mas que j requeren e espera obter haheas corpvs
do tribunal da relacao, o quo me faz sugper qne
elle tem defeza. Veremos.
Nada mais ha occorndo de noavel. Esta-
mos a espera do noticias do vapor do sul sobre
a questao religiosa.
INIIBO
ViUa>do Ariry at as das Chapada e Barra' do Cor" (
da ; 0. l,Q33,atoriando modicacoes no eonlrato | proceded no dia 12.
REVISTA DIARIA.
VsjU) de alienados.Damos em segui-
da mais dous bolos para este pi estabeieti-
mento:
Ulm. e Exm. Sr. commendador Henrique Pe-
reira de Lucena.Aprsenlo a V. Exc. as carli*
dos Srs. Frederco Marques da Costa Soares, o-
ferecendo trinta alqueires de cal para o asylo di-
alienados e Joo Francisco Fraga cineoenta ditos.
Sou com todo respeilo e considerarn de V. Exc.
amigo e criado abrigado. /VaYo de Atahyde Lobe*
Moscoso. Recfo, 21 de agosto de 4873.
Gabinete da presidencia de Pernambneo, *S
de agosto de 1873.Iltra. Sr. commendador PedrA
de Athayde Lobo Mosojo.Accuso recebida a
caria de V. S. de hontera datada, communicanao m
fferecimentos feitos de trinta alqueires de cal polo
Sr. Frederico Marques da Costa Soares e pelo Sr.
Joio Francisco de Fraga, de cineoenta para a*
obras do as\lo de alienados. Em resposta cahi-
me rogar a V. S. que transmita aos offeriantes os
meas fgradocimentos por este auxilio, que pres-
taram realisacao de urna idea tao meritoria, e
1 pie revela sentimentos do caridade, pelo qu es
louvo. De V. 8. amigo atiento, venerador e cria-
do. Henrique Pereira de Lucena.
Exm. Sr. commendador Henrique Parera da
Lucena. Em resposta honrosa carta de V. Ext,
de i do Janeiro deste anno, remetto incluso .1 quan-
lia de cem mil res, que se servir applcar a
fim allndido na mesma carta. Son com estima
consideraco. De V. Exe. amigo attencioso, vene-
rador e obrgado. -Antonio da Silva Ferrerra J-
nior. Recfe, 21 da agosto de 1873.
> Gabinete da presidencia do Pernambuco,*
de agost de i8?3.-Ilm. Sr. capillo Antonio da
Silva Ferreira Jnior.-Accuso recebida a carta '
V. 8, de hontem datada, remettendo a quanti
cem mil res para w abras do ssylode aUena'
Agradecene a V. S. a su ffert, e*mvi>p}a
prova de pal"iotismo o eai-idado qne revHa. V*
V. S. atiento, venerador a criado:enriqm Ma-
raes, resultando ficar este graveraento forido, se- reir de Lucena
gando verificon-eo do carpo dr deHeto a que sel Instituto Historiee Philosophi<.
ii" domingo (i as II Jit hacas do dia reQBia-
i
.
/
I
1
U
a


^D*to-dBeriaiitQ6(>' Qttaka feite ^7 do lg*sf*>" d 1873.

.


-'%[
- -., --
ir
Leu se^<
Paseando Vo
sidida
Jo a, acia d* ce;io interior.
I.* parte da ordem do da, dis-
cusse da tliese : Qitil o nuellmr sysiema de elei
ft-J Orartm m Srs. IJnndMra,4loreiK ft>, V:-
na, Basa, H, Math
uu-se-a i.-'|
ddemarolrltaidui.
lan-
Meira.
. da ordo* r. 'Comaraj quel uha do dar
these sortead*
iP/a a discujsao da pese: O tal o fundamento
r> pat pidcrl-fiit*m sorteada os ir*. Cipria-
no, Vi*Bpa, Frederico porges o, Adolplio Gime.
etgnad a rjem 'do 'da par a sessae vln-
doma, levaniou-se a seesao.
' pili*irte.-0ip*f flflfciroBX.3 para :
Pereira Carm-iro 4.(1 9:300*000
Ketler 4 t. 16
4;OO000
3,
vesse o desenfrqemdfte <
a todos o a amawrjudoj
va, collocou -se 14w*a
de em atlitude QVrHBpraf
t Tondo noticia do fae ;o
descompor
ouii se acha-
uma pare-
jos,
digno tcncnlo Mo-
U8B&WM. Aitrroitfn- wn
Ib/,. 3:402*000
V^i4*P Kjfturueira S:03SJ0!H)
Thdaro-lliristianseu i:9')*710
LUt'ABtonio doSiqucira 1:091*550
Harismendi & Cabillo 40!)300'>
Jos Mara Palmera 323*740
K.-Hank of Rio At Janeiro 18:000*000
Tam irmiio 4 C. 914*800
. Brit^o de banlfra.-No domingo ul-
timo eelebrou-se, hqcoivmiIo do (limo do llecifc
a, beucao da bandeira do 2. batalhao do infamara
de Italia, rom toda a solemnidade. O batalhao
a^resentan-so com assei-i e galhardia.
O respectivo commandante, o 8r. tenente coro-
d Alejandre Augusto do Fras Villar, pronnneiou
ce**e acto as seguintes palavras :
Sitiado-! Confiando-me o governo Imperial
3 guarda e defeza Oeste estandart1, miesymbjlisa
-'ansia nacionadado, ea, por minha veztambem
confia a vossa guarda, collocando-o no centro de
issi* Hierras, unpois de tor ello recebido as.ben-
;os da igreja, e .bem convencido cstoa que sv
-Jrji defertde-lo. anda nao para isso soja pro-
c(so derramar a ultima gota- de vossn angue.
Soldados! Como deixarci de ter essa con-
vfeep inabalavel ? Testemtinha ocular do rosso
wr e intrepidez nos combates fjridos. nos ingra-
tos campos do Paraguay, a 3bncg.1c.A0 o resignaeao
com qne upportastes as fadigas e privacoes de urna
aang&inalcnta guerra do cinco annos, e de que
nao ha excmplo na historia da America do sal,
eollocaramros a par dos soldados mais bem dis-
ciplinados e aguerridos ; com taes s ddados, o
tnaior capitn do secuto, o grande Napoleao, leria
coaqnistado o mundo !
Soldados! Oue importa o indilTerontismo e
desconsiderar) a nossa classe? Prosigamos na
nejfea honrosa misso, que otempo se oncarregar
de us fazer jnstica ; continuemos a mostrar que
o sedado brasilciro, prima pela obediencia as leis
nos rege e desprendimenlo da vida, qnando
pfeiso desatl'rontar a honra e dignidatle da nossa
hari patria, eomo j o Ateste.*, qaande ella insul-
i il: pelo maior des. ota do "seculo XIX I
vvira a naci brsileira !
Viva a religiio catholira !
j Viva S. M. o Imperador!
a Viva o 2 batalhaodefinfantaria.
> sr>M-,i:lit Jbhb Rarmimdo. Urna
aitie pessoa qqalhlcada do Hio de Janeiro asse-
dra que fui expedida ordem para a suspensao da
'T-!{;:c;lo da sentenca de morte lavrada, em nome
\ -i/qoitra o infez soldado Joo Raymnndo.
' K ser ver.ladeira a noticia, que chamaremos
boa-nova, como eremos que o pois eue o signa-
tan* da caita pessoa de considerreo c de critc-
ij; tud) induz a ererque, peranto o throno do
Angust Chefe da Xael-i, aeharain Tavoravel ac-
rhimento as tmiitiplas o importantes petices de gra-
<-n que desta pwinra firam en lerendas ao Ilus-
tre Monareha, que j coinmnton ou cmimutar a
Haaem que fntoTffn o isfelit soldado.
I'ii tal resultado se for colindo, com c do crer
- esperar, c sem duvida ser annunciado pir ura
dos prximos paquetes, vira anda maior roal'cdar
.v) throno em qne se senta o Ilustre l. Pedro, e
firmando da tima vez parasempre os senlimontos
humanitarios do Chefe da Na.'ao, s'brclevan'i a im-
portancia dos votos'g-'raes para que seja ri-cada
dos nossos cdigo* a barbara pena, que a razao e
jracao condemnam como indigna do nellcs li:u-
r.ir.
Cnnsrrcssr Uttsrari. -AniaBha reunir-
se-haesta soeiedade em sessao ordinaria, s horas
e ao-lugar do costme. Ordem do dia : disctjssao
dis tlieses: Ser ad nssivel a scparacSo entre a
igreja e o estado? Seni a greja superior ao esta-
do ? O desenvolvimento da I" competo ao Sr. H.
Mirtiiis o o da 2' ao Sr. Pereira de Carvalho.
Xocieslads Littcraria Auxiliado-
ra da Instrac^ao Secundarla.Quin-
ti-feira (2S) s 9 horas da man'il baveri nao
exlraordinnna nesta oidade para se proceder
^leifilo dos membros da mesa administrativa, com-
njiste" o do conselhi director, afim de designar-se
q dia para s:ia iustallaclo.
Aovo Parllicnun. Iloje, S7 do corren te,
renae-se esta saciedade em sesso ordinaria, s ho-
ra'e no lucrar do rostnme. Ordem do dia: discus-
iguintes dieses : Qual o desenvolvimento
da phftosophia durante os seculos XVII c X\'III f
rlmeira, foi sorteado o Sr. Seabra Jnior, e para
a >unda, o Sr. Esperidiao Fillio.
Coyanna. EsereVem-nos desta cidade em
J ita de 21 do corrente :
a mnima alteracSo; o estado sanitario, porem,
nio va muto bem, porque a varila continua em
?na marcha e alias tomando proporgoes. Tenln
seroc receios de que ella remdese^ anda mais,
odo f irom decollando as chuyas e comecando
rio, p is que, ordinariamente, nessa estacao
que ella coshima applreeer.
< A Gazcta de honlem voltou sobre o facto de
que j Ihe dei noticia, com relacao morte do es-
craro do tenente coronel Quedes GonJim, o qual
se- chamara Luiz de Sonto, (lomo prometti-lhe
notieiar o resultado das diligencias qne o Dr. Jniz
nraneiaal niandiu proceder para aescobrimenlo
da ver lado, devo enmprir n minha promessa.
Entreunto, antes que o faga, cumpre-me di-
ier que sem fnndamento a insist neia da mes-
rna Gazeta, em noticiar semelhante facto, aseve-
rando ser verdadeiro, pois que das diligencias e
arerignaeSes procedidas chegon-se ao conheci-
menlo de <|ne realmente fallecer aqaelle escravo
que a Sua mirto fra motivada por nma for-
te anemia, de que j ha multo tempo solTria
R' o que consta a respeito e que creio mes-
lo etar na con-eenca de todos aquelles qne co-
nir"c*m o carcter distinti do Sr. tenenle coro-
na tuedes Cmdtm.
c Nao poso d"ixar de di7.er-lhe, para alterar
a verdade do que avaricei, que j i tendo-se dado
fictos semelluntes.no engcnio do digno Set-
nente coronel Gomlim, c gassein ao onv,ecimentod*s aut r-la es, foi sem-
jj:'- o prmeiro a timar n iniciativa das providen-
cia? remetiendo os criminosos em taes condte5es,
amatas autoridades, afim s contra clles pro-
cederiBfli.
Portanto 6 urna sem rai'O da Gizrta o tMr
que o Sr. tenente coronel Gondim dou-se pressa
("i' mandar enterrar o cadver para que a qserava
tsnaa nao cahisse cm mos da Justina, aug-
mentando aapifai o sea prejuzo.
Oem eonheen o Sr. Mneata coronel Gondim
si perfiiauv.'iile i(ue por ura ibesquinho interes-
- nao ira elldesvirtuar a digiiidade do seu no-
e que, rauito merecidamente, 6 pdr todos respei-
Emfim recorra-se aopassado do Sr. tenente
coronel Gondiui, com relacao a fados desta ordem
r-se-ha que o qua digo a seu respeito a pu-
ra xpressSo da verdade.
a Anus de luintem, por volta de 2 horas da tar-
de, preseoeiei aqxti urna scena cruel a qual rcvella
grande copia deonsuborJiacao da parte de algu-
tu.is pra;as do destacamento desta cidade.
<( fj sn.M ido Ru'lno de tal, aompanhado do al-
gnmas pra;as mais do destacamento, foi para as
bandas da ra da Ponte ou lugar chamado Can-
e, e ah commett->u toda a sorte de desmandos
excdend-se na pro$nnRiaro das mais iolecen-
tes palavras perame familia* qoe por all ha-
riam.
.( Xe contentes com isto retiraram-se para o
qvirte c entretiveram um jogo em urna caa per-
. llVSlr) ipsmo quartel, isto sem qne soubesse o dig-
no Hramandante do detamento e pens que nem
o respectivo sargento. Eis seno qaando d-se
rntee elles urna quostae, do que passaram a vas
de facto.
< O sargento que so* ao lugar do conflicto flm de conte-los, e cnto
eaoolrou Raftf" armado de luna.-baioneta cora a
qual atirou-lhe n:\ gslpd, qoe o nio de ton por
ferrj-p*r-harer-se elle destrmeme desviado ; in-
. giste o sargento m reprebeada-lo e quer agrra-
lo. quando.reeel/qWma, toifpfincada sobre o ros-
Jo que o erio gravemenfS que5rando-lhe o nariz e
fafeatarifa; Um grande f.mnwntO' sobre o olho es-
4anNo.
rae<, comroandaate do destacanujpto e delegado
de polica,'>eorrea a tugar do tonflieto encn-
trou Ituliaa da maneira que ja aeierovi. Intima-
Ihe que so renda e este/ caja, voz njais ahieacador,
declara ao tente que.o malass-, ttas qne se nao
renda, at qte denota do muitas penuiasees en-
tregou Rufino a baoneta com que estar armado
c foi recolltjdo prso.
c Nao posso deixar do lc*t os Maiores elogios
ao digno tenente MAes>'wrjro*dimento que
teve ; pois quetof W-|epmT-PJBCsi coragem
munida grana* swdeiieia s^fi^ resultou nio
ha ver seria desordem.
O que cerlo. que, se estiwesse revestido de
sua posipo um estonteado, o conflicto sera hor-
rivel e t.lwz muitas desgranas estivessemos la-
mentando.
a Como Ihe euntpria. .k'pois de preso Rufino,
procedeu elle ao respectivo iuquerito e mais di-
ligencias e consta-mc que va remellar para ah o
criminosa ou criminosos, ge anda os nio remelteu.
i Pactos desta ordem nio deven lies* impunes
e por isso entendo que te devo |fceslrr_ contra
aquello soldado de modo que a stra puffict sirva
de exemplo aos seus eompanuuiros.
t Mais nada por boje >
Baronetada.Em Gojanna, pelas & horas
da tarde de 22 do corrento, o soldado Rufino Alvos
da Silva ferio com urna bayonetada ao sargento
11 aqu: m Jos Leooeio da Silveira Jiwior. Sao ain -
bos do corpo de polica e alliachavam se desDca-
dos.
O delinquente foi preso em flagrante, nao obs-
tanto a tenaz resistencia que offereceu.
Jornal das familias Palo vapor Pa-
ran veio o n. H deste iaipprlante jornal le mo-
das, que se p'.ibliea-oo Hio. de_ Janeiro, contendo
os romances Sem una ncm outra por J. J., m
hnm'tn superior por Job ; anedoctas por Paulina
Philadelpha ; a poesa Ani-Ladi por Gratullo
Coelln; doscrpcSo de modas e dos trabalhos de
ngulba. O ii. acompanhado : de um figurno
colorido, urna estampa do bardados, urna dita de
vestuarios, una dita do tapetara, e duas pecas
de msica. Continua a assignar-fce as livrarias
dos Srs. Lahaear C, Noguera de Soiua, e
Walfrodo de Medeiros, i cada anno.
Long;cvidado. Noticia o Cearense o se-
gunte facto do longetfdade :
Existe no Crato una mulher de nome Anua
Soares quu conta boje a bagatelia do lili anuos.
E' v tando i3d annos do idade. Ain la g->/.a de sitas
facilidades e d seus passoos a pe.
Tres proeessfH* notaveis. Ha no
fori da capital do Maranhao tres processos por
crimes monstruoso*.
I. Process(| Burgos aecusado o rt-o de ter
querido assassinar a sua escrava Leonur, c >m a
(nal viva amasiado, por ter ella concebido delle.
2." Va comecar por estes dias o processo de um
monstro que deilirou umi cianea de 3 annos.
3." Va comecar outro contra urna fera igual,
que doflorou urna auca e pvalilica.
Em transito,O vapor Bakia leva seu
bordo para os porlos do sul 9 passageiros, 2d Bra-
cas e 46 escravos que Ironxe dos do norte.
l.oleri;. -.'. que se aelia venda a 61.^ a
beneficio da irmanilade de Sant'Anna da Madre de
Deas, a qual extrahir-sc-ha no da 30 do cor-
rente.
Passageiros.Vieram dus port03 do norle
no vapor brasilejo Baha :
Haguenaner Cahur, Simn llagucnaner, Antonio
Moretra, Antonio Barbosa oarneiro, Felippe Paz
Sardiha e sna senhora, Firmino Modesto Assump-
Qo, Epamnondas F. Noguera, Joo Paulo, Alvaro
Oliveira Carvalho, Dr. Joao Paulo Montciro An-
drade, Raymundo Ferrcira Barbosa, sua senhora,
1 Ribos e 3 escravos, Jos Itayiiuindo Bargas da
Costa, Raymaodo Boraee da Cosa, Antonio Jos
de Oliveira Castro, Francisco de Oliveira Castro,
Manuel de Oliveira Castro, Pedro Alvos Lima, An
ionio M. de Aguiar, Auna Main Casul, Dr. Jos
Avelino do Amaral, sua inSi e 3 criados, Jos
Vidal Ribciro, Miguel Ribeiro Urna, Rao Abren
Lima, M.anoel Jos do Hala, Jos Lucas Ferreira,
Joanna Julia Pestaa e 2 ti t ti o Jo'io Franca; Joa-
quim Antonio Pereira \'magre, Antonio Furtado
da Motta, Victorino .Jjsc Raposo, Zeferino de llar-
ros Moreira.
Hospital Pedro II. O movmento desta
'-labelecimento, de'ISao dia 24 de agoste de 1873,
foi o seguinte : rxisliam 311, entraram 33, sahi-
rain 47, fallecoram 7, exstem 293, sendo : 1815 lio-
mem e 107 mnlhero*-.
' Adeertenria.
F'.ram visitadas as enfeflninas nesMs dias : as
0, KM|2, 10ie,-a.-*{, O *,J, 9, peld-Dr.* Bel-
IriOs na ausencia do Dr. Ramos ; as 12, 11, 12,
12 1|2, 9 i|2, 12, pelo Dr Sarment ; as 8 Ii3,
8 t|, 9, 8 1[2, 9, 9, pelo Dr. Malaquias ; as 9, 10
l|2, 10, 10, 9 1|2, 9 1|2( 9, pelo Dr. Andrade
Fallecidos.
Angelo Jos Malaqnias; varilas confluentes.
Joanna ; tubrculos pulmonares.
LuizGmzaga ; bronchile automtica,
anoel Barros da Silva ; hypoemia.
Ventara Jos Pinto ; tubrculos pulmonares.
Francisco Gomes Menezes; varilas contluentes.
Marcolino Joaquini Soares ; escrfulas.
mo Xavier, (doc. V e 2*).
ntinuavm-"os poderes lifzes -aesse genio de
reeoiistrurcSo, qaamlo deseobrio-se nMlrracde*
darjiifle em cflnlilio com outro?, e cntc-o cnefa
Leopoldjn d Ta<"ca, em onia sb$s5o> extraor-
dinaria, far sentir aos consocios o occotUdo, a
estes eia alta ;ff#enrraa di' arpa qrabla geral
dictam a expulsao de /oaiiFirmo, com mais trinta
sequiJariM doc^JL-)., Foi nesfe numera nuul-
so o clWpina,To targ do qnal estava"coflnaaa a
factura do templo-*- des associados ; 'e os mesrao*
expulsos, asieoooreaado-se da obra em aonstruc-
cao ra do Livramcnto, e reunidas proclamaran!-
da to do Janeiro do muaoi o anno, como se Joan
crlvei, que urna s-ieeiado ja instalada, podesla
dizer que ainda eslava por ustaliar-se.
T^uos narrado o faci como se deu, elle
bastante para |ayacdfr.ciua.J.Fic(Uti,p*eurjiucJeo
nio podem-constituir vsrdadoira a-isociacao. O*
documentos que datara uoblicidado, detxaui ver
annm j mtn i ir,n<>lilif\ft rfii 11 tfvnV p i 3 di-1l)ri^ 'i u 'A-
de nao se dava, ^jorque naji-auentavam contra as jda Rosa, ao coii^merciantp o lllm. sr. Jos
leis do estado ; loas. jfdQ iifcTbaslarte para que .CawfWo tJ 'Mhiesi pelos TofoyaptSs Stim-
o cid idao brasileiJ*#i 4 os seus qu n 0S prestailosrpor c^te honfad ci la lio,
outros meruMum ttsjtjiiMr,' tHbetofe esta acta
aasi^qaaa etn priamro- Ingarpek ebefeamps-
sstdo iiaopolao'.ADtoaa) da Fanceea, em segun-
do pelo ex-chefe-Jos Firmo Xavier, e em terceiro
pelo ex-vico chefe AunakMos Teixyra e mais 44
xm nresentes. ~
da sessao oxtraofdiMr"a aseamn !wiodade dd
fyifW* ta 18Ji ;;4,'ya ccyista taren sido
4'xpBna^t como convictoifteperturbndore e.....
Jos Firtiio XaVi...!. i rals HTsOcfos H
E mais nada me sonde indicado, para certificar
sa verdadeiros mepibros di Cramo Lkn-e rPopu- idos sobredilos lirios aos quaos me reporto, os de.-
lar, sep archivo, sem alfaias, jnsUUaodp-Mda 'volv ao sa|ip'ican;e com presente, qne v ti snb-
* tscripta e assignada hesta ciaa .o da Recito de Per-
.nambuco, aos 6-diarf" do met de abril d; 1*72.
Subserevo e assigno'em f de rerdade. tlcife, 8
'do abril de iWi.-Pedro AlexandrnoRodrigues
i4>-- '
f&jfattsJFltQ: recoajpn*a#
'alia 'o Roveruo imperial do a
Acaba
di

r

PEDIDC
Ao publico.
1 3'oi*ii(>o lvi'c I"ji3i!ar e o
cidaililo bi'AMilciro Jos Fir-
mo Xavier.
A sociedade Coraci Liore Popular ao val da
ra da Marrlio Dias, tendd publicado, no Jornal
do Red fe de 7 do corrente. um protesto em que
dtelinava de si duvidas que podessenv reinar, de
tor-se offerecido aos bispos di Brasil para coadju-
va los na lula ingbria contra a maconeria, alienta
a existencia de duas corpora;oe< com igual nomo,
soccedeu qu.; as columnas dcste conceituado
(Mario de 13 do corrente mez, apparecesse um
communicado assignado por Jos Firmo Xavier
e Joaquina Manoel da Silva Mendes, no qual, longe
de responder pelo caso em que o protesto foi
feito. lmitou-se a dizer que sao elles, o nao aquel-
la, a verdadeira sociedade Corar.o Lirrc e Popu-
lar.
Na verdade, por um ladi muto a proposito
veio emelnanto communicado porque firmn a
conlissao precisade que foram os dignos autores
de tal offerjeimento, urna vez qui tentaram negar
a razao do ser de nossa entdade conectiva sob tal
denominarlo. Por outro lado, o que propozeram-
se domonsirar nada aproveitalhes, porque os do-
cumentos de que lanearam mo s.io manifesla-
mento rritos.
A sociedade Q n>atito Uvre t Popular, ao val da
na de Matcilio Das n. 112, a verdadeira, por-
que 6 a senhora do todo o passado o tradiecees,
de todo o archivo ealfaias ; e de semelhante ver-
dade den pravas o Sr. Jos Firmo Xivier desde
que, tendo ella s>b tal nome, no Jrnal do Recife
de 23 de |ulho do c-irrente anno, publicado ante-
riormente ao protesto, a que se referi o mesmi
senhor, urna peticta de graca a Sna Magestade
Imperial em prol do soldado senlenciado morte,
Jo5) Raymundo, nao apparecra e nem reclamara ;
e a menos que a ingtnuidadi de sua consciencia
com a sagacidade que Ihe proverbial n.ao quei-
ra arrogar a si e aos seos o mrito do acto,
nenhum motivo milita ais olhos da razio, que
possa justificar o silencio a que se condjmnou
Nao era de nosso interno abrir diseussoes pela
imprensa, ou trazer publicdade tactos monos
confesareis ; mas a sitoacao a qne o Sr. Jis
Firmo nes levon, a ito no? ohriga. Queira desde
j S. S. nos despulpar se o oAVader, porque tado
que fr necessario ser dito em abono da verda-
de : amicus Cesaris, sed magis veritatis amicus.
No dia 3 de jnllio de 1870, urna associajao com
o titulo de CoracSo Linre e Popular installouse no
consistorio da irmandade do Senhor Bom Jess
dos Martyrios : lempos depois, veio estabelecer-se
roa da Peona n. 3 ; e o progresso que ahi fez
em relago acquisicao de obreiros, foi tal'que
chegon a contar bltecentos e tantos associades,
contando tan.bem um capital ponco mais oa mo-
nos do viote e tantos cintos d ris, do quil s a
passagem para o cofre foi conhecida.
Urna sociedade sem responsabidade, urna so-
eiedade sm lei,i jem eecripturaeo de metaes, de-
vera esboroar-se, porque era vMoaa-e da ma--a
clenlo da administraco, que s6 redundava em
provoilo do ohefe do entio.'
R de feito reto a luta, e um novo governo M
elert , ae cometen a
organisados; e Leopoldtao Antonia da Fonce-
ca, chefe constituido,, revendo o passado da
a-seoiaco v-se com os demais assoeiados-em
perigode uberdade : c deiraaaio peana para dar
curaprimento disposifao ao art. SSidoCod.
deduzir afflrmai.ao 'e rechecfiento do verdadei-
ros socios do Coraaio l^ivre. e Pojmlaj:
Por outro lado, o documento apresentado, copio
timbr de recoabecimenio de soejedado maanica,
longo de sellar semetnanie verdade, ftrraa o con-
trario do que tentaram provar.
, 0 Sf. Dr. delegado supplitq, que, fra dasta ca
pal, em seu despacito, ordena que Jos Firmo (ac
apre.seiuac.i-1 polica dos estatutos, afim de ser
approrados ; mas, desde que gratuita a hy
these do ignorancia em materia criminal da t
do raesmo Sr. Dr., a quem- anitames,-d'tiueso-
ciedaes secretas submettam estatt03 approwa-
cio- da polWA, 1 eonsequeneia irreciwarel, ue-d
eid'jtliJo brasijiro fundn urna sociedad twm
rauente civil, porque so wta- iHteowa-W#Blw
obrigajio ; e isto tanto mais verdico, dnvMd
se v que para installieao da inesma, fos Vi rio
dirigi conviw- b'Bjm.'.Sr. cons*IU*iio Dr. Jun-
queira, presideute qua eiitao era da #palaea,
que n) digjiou-se da honrarlo ;-e a um jaii-Jh
paz que ah se aoresentra ; ciecumslancias estas
vu'dadeii-jinonte contrarias ndole muejmica
11 no nao supporta-vs'a profanas.
GinceJamos. por hypothesej que o despaajio.do
Sr. Dr. delegado fosse reconhecetido os verdadeiros
mombros do oracao Uvre c Pdpular ; um la
cumento manife.-lamente irrito.
A sociedade tinha feito aloieao de suas lu-
zes. visto man governo que tima, reeahinJo
no Obr... Leopolaino Antonio da Fonceca (doc.
4) e este enmpre o d'sposto no art. 2,82 do Cod.
Urim.) pondo-a a salvo das ponas do mestne
art. (doc*. 2). Em assembla peral (soberana
da Loj...) foram-expulses Jos Kirilb e seus se-
quilados (d)C... 5): clnro. que despacho algum
de autoridade elranha ou pruaaa pode reconhe-
cer o contraria darjBillo ijue urna aasoeiaciio,
qualqueauque aHa seja,-dtiuare^per'1nes pode
deliberar quem a ellapertenca.ou a quemaJai.ur-i
ganica permitta ; tudo mais urna invasa) qu*
repelle o bom senso. E' fraco, porlanlo, o Acliilles
ao lado do qual^ubio imprensa Jos Firmo Xa-
vier ; e qualquer analjse que.se Hm faca, olferec
sempre um resultada des*amajasa.M
Em virtudo, pois, do que temos ilito e do que
fu provado, queira o muto digno chec de poli-
ca desta provincia, a bem de nosso direito e de
nosso remanso, quanto antes ordenar ao cidadao
brasileiro Jos Firmo Xavier a apresentacao nessa
secretaria dos estatuios de sua sociedade, afim de
seren approvados por S. S., dand' so dest'arte
cumprimento ao despacho do Sr Dr. delegado
que fra, de i de mato de 1873, publicado nestp
Diario de 13 do or rente mez.
DOCUMENTOS'
N. t.
Pedro Torluliano da Caoba, niaj-ir reformado da
guarda nacional, cavalleiro da imperial ordem
da Rosa, escriva vitalicio do civcl nesta cidade
do Recire de Pernamhuca, por Saa Magestade
Imperial, etc.
Certifico..........0 que se pede por ccrtidSo
da forma seguinte ;
lllin. :r. Dr. ehefe de polica. Leopoldino Anto-,
nio da Fonceca a V. S. requer, se sirva de man-
dar dar-lhe por certdao o offlco dirigido \ V. S.
pelo supplicante e por alguns socios da sociedade
Corando Avree fmjmtw, e a resposta que de \.
S. tivoraro, bem como se consta qua ate aquella
dala se lirrsse 'Qu.ihnen'e rlarttl> m polica al-
guia outra soredado com e>te titulo.
Pede deferimentn -E R. M.
Recife, 31 do Janeiro. d# 1872. -LeopoUlno An~
Ionio da Fonteca. ,
(Eslava sellada com sello de estampilha.)
'a=se. Secretaria da polieia de Pernambuco,
31 de Janeiro de 1872.-Tarares di Vusconcelhs.
Em cumprimnto ao despacho retro, certifico
ser do theor seguiute o olHcio que pede o suppl-
cantc :
lllm. Sr. Cumpre nos levar ao conhecimenio
de V. $., como nos proscripto no art. 283 do
cdigo criminal, que temos estabelceUo ra da
Ponlia n. 3. desia cidade, urna sociedado-secreta
ucnomiaada Corigao l.irre e Popular, com o nu-
mero de otocenlos socios, cujos iins sao verdadei-
ramente humanitarios, e peranle V. S prc te-ta-
mos, que em nada se oppoe ella ordem social.
Sus reunioes terae lugar as quinlas-feiras e do
mingos, e fra destes dias, s por negocios de
grande urgencia, haver reuniSo. O governo desta
foi por ella confiado aos signaurries deste. Dig-
nar-se-ha V. S. aecusar-nos o recebimento da
presente participaba, para que cerique -se aos
associados de que nos adiamos estabelecdos nos
lemos da le.
Deus jfnarde a V. S. Recife, 1! do dezembro de
1871.lllm. Sr. Dr. Hermogenes Scrates Tavares
de Vaseoncellos, cljefede polieia. -Venc/aveT che-
fe, lieopoldino Animo da Hxiteci l.'.vipllin-
te, Ignacio Bento deLyola.-Secretario, Vicente
Simoes Pereira de temos.8." -vigilante, Flix de
Figucira Furia.
E nada mais ee continua dirque va bem fiel-
mente transcripto.
Para que a presente certido conste onde bem
convier, fiz -passar-nesta seeretaria de polieja aos
31 de Janeiro de (872.
Declaro mais que at a data da presente peti
cao nada consta do archivo desta secretaria, que
se tenha pedido licenca para funecionnr outra so-
ciedade com o titiih.de Coraco Livre Popular.
Subscrovo e asigno.O secretario, Ednttnh de
Barros Falaio de Intento
Pagou 240)0.-0 thesoureiro, Reg Rangel.
(Gstava sellada com o sello de estampilha.
N.t
Seccao 1.* Provincia de l'ernanrtmci. Secreta-
ria da polica, 13 de dezembro de 1871. ~.
8206.Aceuso a reenprao do otlkiio de V. S. da-
tado de 11 do correntey e ialeirado fleo de quanto
nello se servia declarar com retacad sociedade
secren denominada Coraedo tiire e Pepinar
Pernmnbucana, eslableeiifa roa da Penha n. 3.
Deus guarde a V. S. -lllm. Sr. Leopoliino Anio-
nlo da Fonceca. Q chefe de polica, Hermogenes
Scrates Tnc.irente VauomeltH,
lllm. Sr. Dr.iiz de dimito da 1 vara.-Lei-
poldino Antonio da Foncacaa V, S. remer se dig-
ne de ord.-nar, que qualquer d is tabeliaes pbli-
cos desta cidade, a quem o supulicante aprcsenlar
o livro das actas das seseo ,d/odeiMde Cora-
cao Licre c Popular, lic do em punlca forma e
ni i lo que facam f, es trechos e perodos indicados
pelo snpplieante.
Pedo deferimonti na forma ropuerda.E R.
M.Recite. 6 de julho d Wi.Leopoldino An-
tonio da Fonceca/
Sim. Cidade do Recifc, 6 de abril de. 1817K
Neira.
Pedro Alexandrino Rodrigues Iins......e ta-
bellio interino de netas, enrvirtude da le.
Certifico, em virtudo da pelicao o despaeMr*1
tro do Dr. jniz de diwto da I." vara desta capi-
tal, que sendo-me apresentados daos livros dea
tas da sociedade Coracao Livre e Popwfw, em
sen Grande Oriente nesta cidide, em um d'eesdw
f. 83 a 83, em qae se aeha escripta a trigsima oi-
tava acta das sessoesda dita sociedade, no dia5.de
novembro de 1891, debe nans, je l e se verifica
ter sido^lertoera assemfetS) gersl desto^oeiededc,
chefe da mesras* Leopotino. tnlanio da Fonceca
por maiorii de votos, adhaise|dita acta legal-
mente assignada pela -tl*ltJos Firmo Xa-
vier e ex-vicflchefe "Augusto jos Teixeira o
mais 4S socios presentes.
A, 4.
O itrosm, no-meamo Hvro a f >a*"7, enhue
sa acha escripta a acta espeoial de. jM^se e jura-
mento da nova regencia de 19 de novembro do
snpradilo anqcy consta terem sido empjissados
chefe ieopoldiao AJUorri* da ftmeeea...-. a mais
agra-
orlem
na
jualidarie 4e''9dpp1eiie" ta' sublelegacia
da Boa-Vista.
Considerando U&gej^feps como oxpros-
s3a da vainada, nesiu ponto do vista, tu-
dd^rwfl^'fcIrrtmjPJusio. V, com satis-
filcJlrr facera-' "Wntitnos o Tllm. Sr Jos
Candido do Maraes, jjuc no desmponho de
seas deveros, saubo procoilur dq maneira a
merecer esiajtl^inlccb to |innfosa, como
caractcristida.'ii^ses .servir,* prstalos no
inturesse da ordem publica. Continuo, pois,
o |lrrf.,S|-..Jas (antl'lo de Moraes a pro
ceJnll giptieirt nite tom foito no ilesem-
penho de seus devores, que sampre ser
apreciado jjtirtodtis roo-9 conluicein, o qie
npruciaui tio rsras ipiali ki4es. Djsculpe o
IJtrnTtJ*Jini liMtlc JkWs, ti k
verdades lilliasde um coraco jusliceiro of-
feniieanWf; sw^ptiiUdark.'
fllsc*fjrjl5 "i^Sr'i-ilJ 13" 3' *|
' VnianuuojiuUo-lro.
desmentirlo mais sotemrw ao c.ipilio Peregrino, se-
ja-me licite repetir a reclamacao qno j flz ao
Exm. Sr. presidente da provincia.
Exercendo V. Exe. umi de suas mais sublimes
jattribuljoss' lance as vistas pa/a o quadro desela-
dQr..qaa nos bfferece aqu a aduiinjstrac.V) da Jus-
tica, que conhecer a verdade- qna todos'sabem,
inas que nao ousafn diser lei resol cu-se em
hrbitrariedade e a justica em verdugo de innocen-
tes ou salvo-conductos d'e verdadeira criminosos.
Levaut; V. Exc. asna eruzda para debeliar es-
sei fl.igellos, qne aos louros que uwrecilameote
teni cal ido urna tai acertada, quanto sabia adun-
nistracao, vira juntar-so oais este, quo importar
o niasmo que ni i Miares de labios qua suop-lieam
a Dous, para que a a estrada da fu tur, por onde
tem de passar V. Exc., seja juncada de florea..
Lembre-sc V. Exc. queja urna ez saerificou-
fepor amor da jusliga, quandj prepotencia do
uos dadas ignorancia se acha a sentada na
adeira presidencial,
fri constata ,V.,Exc: qao ao afeaos armrteca
s raios dassa gloria ipte lautos s^frimentos Ihe
custou, Uoje, que presidndo os destinos da pro-
.viacw, cpra razio pie mostrar que o seu espirito
aluda conserva o inesiui calor, e seu coraco o
.inesmo zelo.
.Vio se leve V. Exc por falsas informarles' da
quelles quo nteressados nessa ordem de cousas,
procurar cateosam'errte encuuibrir as verja l-'s
mais santas.
Mande syndcar p>r quem tniia coragem para
isto, desses desmandos, upjzar da^occultos as rui-
nas-deste udilleo desabado, coconlrar-ae-ua. prur
vas irrecusaveis e;elo^aentes do suas existencias.
F.:i victima tlesfe pred minio ephemoro e fatal,
e por sso sem c \ssar darei pouco a p'ouoo pablici-
d3dedetudo ; u apocar de ser esfmriosa e ardua
a tarefa, resignar-me-hei ao sacrificio, porque
fa^o um bem essa parte da humanidade que sem
gemer suppirta os duros effintos dosse jugo tyra-
nico.
Jodo da Cmhi Wanda-ley.
Ser bom mu' vif busc*:.r li,
lir tosqueado.
- (Do Jornal das Atypas.}
A ar*oro la sado.
Com a mesma certeza com que o veneno dea-
pas daBatavia mata,, o batj^imw.succo d'umaar-
vore do Mexjso, cltaoudli .^cabaila^ cura. O
nioito afamado Peitorst^ ^hatialtifita da Kemp,
omposto e ojahoradainent preparado por sto
maravilhoso espesifwj vegeul. ...
Nenoaou toase, catharro ou eufermj^ade. dos
bronchios, podoui resistir siu.suava e bottofica-.
inQuenca. Fortalece d Cal modo s orgios d,i
nnpiracao, quo em poucas lloras desippareca a
irJlainmaco que irapedia>au:i accao salutar. O
all vio infallivoi e iimnejiato. A irritacb e in
tlaiHinajfu das-aulmc, ouc W*V!JF'Q
a presentar uni certa tondenfi )1Wv^t*S7t
abale e n llf .-a para desdi' Inai ^Vul. OMraa..
nuravilRos os cufa d Ih^te-lUrTo o tt' V~Z!ZZ
elaslicidade p_rimtiva. Na sui d-ilieJMls a'da *mt
eoui^sJta> nao cutra acido urusdeo antiuso-
llo, nem nenhum dos agentes doleetorlo quedo
ordinario1 se oucuolram siu JWWw*a (Kiiuraci
tsiles do frnctas e qdc qiiisrempre-proijuzein ty
fitaes o u.neslas consequeacla.
I>I^ERAM ALGUNS MDICOS
- Todo* os remedios do Da. Ayer sao
escalantes, mas 0 PWTfe. n"^ Ceivu.v
ainfiiVi, uo- conbecefnos rmsflio 'aP.
thor para tosse'o deflxs.'
t
GIUTIIO
O abaixo AjSiajjailo jj^n iQ ao da ira-
prensa maufoslar sua giatidi-) ao limito
distiuctojnAljiojeBuliVita Dr. Masrjpr e l)o-
minguez|'aAllfnin<#) <5*>jo a tl'iis antios e
inoio, er-desantaa h> pol tol.d4adV .dos
mcrRcSs-dcslsoidado, so y*?'"r/io o memligr
da ca
cimento
a o satis __
ijatj_tbio'ridovm4iiociosaineiite rstoriado,
rfmllO dias eft^e a :v?ta <\n> j nao es-
pera.va rccojicar. .l'erjoiinc (Ilustre escien-
tilico'jlrMe oTondo vpss uiotloalia a g#a-
t.iJo d'um-ccyo; que mondtgavn, que vivia
n*| tfoxaSuf SU hsuo r* a rqj^tjMiwHia,,*
* cba prrfoiHijente l'om.
lletde; i oagosto 'xh 1873.
Manoel Antojiio Saporite.
O- niajor Joili ka Cunlia W.iss-
lorley, ein NMnttt ao Sr. ea-
l!trii'Antouii iPoregrlno Ca-
valcautc ilc .-%Uiii|iie:'qii9.
JJsxffeitos de umi limada
uc^t'iiq, .ji faltu'-se
Tenlio diaute ''n rij'as
mira publi ;a lo no Diario di
ALAGOAS.
i-.HIMB B. SACBILBGIO.
O lllm. Sr, Dr. chefe de policiji teve urna de-
i nuucia por usgrlp^ de que coaaiava ter o padre
Antonio Jos da osla,, propriotano do Diario d >s
Alagas,no dia it de niaio'ltlnro; pelas de/, no-
rasdo dia, se dirigido com don escravos ans ao
corredor da- igreja do Rosario e all fbito* cavar
um hnraoo e enterrado cia eriancinha reoem-
nascida, de cor parda, e enfichada em um cueiro
amareilo.
Iramcdiatamoiito pasaou S. S. a interrogar osa-
cluistflo .dessa igreja, que deelarou ser verdada
ter elle saehmtao euconlrado a padro Antonio
Jse da Costa, naquello dia o aquella hora, no cor-
redor do temido, acompanhado de dous escravos.
j tapando um huraco que haviaui eavado ; e per-
untando Ihe que erai aquillo, responder Ihe o
. Jilraque eslava UotauJo verdete em-um buraco
de fui migas.
0 Sr. Dr. clice de polica convidanJo ao Rvd.
Sr. vigario da freguezia e fazenda-s acompanhar
do Sr. Dr. proufut;;-/publico e do muitas outra-.
das 10'para as 11 reirs ao cor-
Kosariu, e fez cavar o lugar iu-
o articulado contra
31 do mez prximo
AS 3 1/2 HORAS DA ARBK.
Cotaceci olUeao*.
Algoaote Mamanguapo l* aorto"Hi> or 15
klos. i.
Apolicos-i|a divida publica dij 6 OpO, 3Oili.de
premio. .
Cambio sobre Londrw W dfV. tB:9fi 9Z
>\'k d. por I niifl, humen).
Dito-sobre dit a 90 df)r 24 J^, e da..banco*
DitUob'rdtoPar3d|v.2(o,|; d.~ pMl- lBOO.do
' -banco. r '-' r"1" "
rar se a ingenuida le d; quem o elab >r.vi, ou des-
facameato d-. queii) o assigu-m; por irnautn u ca-
pili'.' Atttwlr?areffao.,.flS^ po-lan lo ligr duas
ieyanexar de>sujMrosiiinida tiln tie-lie clhveniedlIib-fitoiO'dilo iple me o'Terlou :
Pater kmte Ufo..
Si-a in-ferrsatez,qne en direiantes treslineampn-,1
lo pede levar alguein ant oplnitb publica, a as-
severar orjcpeapifttctusaue s s nnaiatn no
requinte da falsiJade, tal o pensamersto commiim
d) i'ri i os habitantes sensatos d'sto termo, e de
mais insusentaveisem face do- tolas as pecas
dos autos de m'anu'.eirao -que inteli imente nc'ste
foro disculimoj: portant i perd i com todas as
forcas de minha alma a frigilidade desse meu n-
migo gratuito para acrenunte censurar aquelle,
que especulando com a sna ignorancia, precipj-
tou-o com toda discarrdafle as profuuozas do
aMsmo.
Qnio perniciosos sao os eonsens inconside-
rado- ....
O hofflera que l >,.n hri >, anda que caa, nao
qiur ergucr-se a custa de lalsidades e imbustea,
porque prefere as eonsiqueneias f.itaes de sua
queda, haiseza, ignorancia, ao avltamento
moral emfim.
Faltar verdade pequenhez de espirito, c e=-
piritos d.'ste quilate ni? arrastam lanear mi
d* meros reprovados, indecorosos e indecentes pa-
ra triampharmis apparentemeute, ainda que mais
tarde, roto csse veo, que nio resiste, seiainos en-
lameadoscom a pronrialama quo juntamis para
ontros.
Terrivel cegneira, horroro a inconsj.piencia da
vaidade humana.
E' aasim que o capitao Peregrino, suppondo ex-
plicar os factos, mostrar a verdad) e confundir-
me, rovelou sem senr-se, eu eordialmcnte de-
ploro a n breta-de seu ciracter, offerecendo
considerarlo publica, sem a mais ligeira"ceremo-
nia como verdade, talo quanto disse, que nao
passa de falsidade e de embustes.
A lgica irresistivcl dos fictos collocando-sa en-
tre nos vai resolver a queso.
Essarealinente a grita que s faz o trasbucado,
porque a que nasce da verdade, da ab.orp;o do
direito, vale o jutlo oxsrcicio de dina das mais
santas liberda-Jes, que se ostenta com brlho na
bandeini seductora dos piros lvres.
Esta^acta-fol assignada par
Em re--;>osta a oarlasolkisoes qno me fez o ca-
pitao Pe egrino, lmttar-aie-hei a dizer :que en-
tre o .ueu e o seu carcter, autcppnho a opima)
Beve.a desta capital, qua decidir qual dos dous
ni s seguro, proba e honesto,. Esperemos tran-
quillos o seu verediclum.
Como politico nunca des'viei-me do caminho, que
urna vez trilhei.e neiu Wo pouco esculh a triste
posieao de desertor p ir a'imr de urna dilegatura
de polica, e como particular nimia, mere do
Dos, irarolgiicotnminha palavra, ftglndodas res-
tiiecoes o dos sasrfiaios e preferindo 03 gozos, os
cemmouos da vida, aintia. que sacnlieando a boa
f d'aquecs qae com t-l crcJuliJaJe se coalia-
vam envmini.
pot 130 socios, que
nesla sessao feram oa qae paderam faxer
lude do pouco tempo eoacedino.
iga-o Pernambuco em peso, para o qual dos
assombradainente opello.
Eslou iatimameuie convencjq. que o-'captao
Peregrino, invocaado a sua propria consciencia
oos momentos silenciosa da vida, quanlo os re-
mar*) hio da amortecer a impetoosidade do sea
genio, forcadaweote rocorkecer que seus satas
pnti'.ico ou pa; i alares ni podem ser bem aeo-
ibidus peius boinaas ti-uiestos, e se rrelldetid-iuien-
topyaest.-s appellou, porque tem certeza de
suamudez, e o papel com facilidade recebe tudo
nwrrtonettcse imprime,
Ah re esse appello bso'respondido, eu afflr-
mi i jura, nao (eria,sJo feito com tanta indisc/ip-
?.io c 'asi&;mii,nt*>; pbtqUe indubna^elrheme o
repto fa lodii* abnixar-a^lroate e nanea maij er-
ger. r
O-capitio Poragrino nunca sebrac/iu A lei, e
hem ama a instiga- se nao quauo os sana iimt-
Mirados administradores so curvam. reverenies a
sua vontade,-ou de algaen qae o guia.
Digam ae seeuas tnnaaftttarias de Coelhas, ras-
pondaui aiada do tmulo as ossadas do iufelia Ma-
lea fuand. juiaxksto ipaifadad termo II!
Ilunteoypois, era ojuiz qonUa o qual so levanta-
va as mais borrivets impeecaucoes, -obrigaudo
at a ttesamparar o se lo^ar ; boje o jpii que!
smiMe'ite*Anmente pirnia x'
patiBes eem mnniMstn djriMe
da tei, appe ida-soaderidmanle do nobre e iuJa-4
pendente : d'ondelectoc qtftiesla tena, a ia-t
dgpendencja^ Wvf&WWt. Wnl'l9cna suteri
viencia e abatiMRl ^aetira aHP*Bfcwchos mais
aasordanadas dnqaenes que tu* .*?, turer,
'porque tudo podem amfsr, -aiaa canal saarldeta
dos diretos mais safsaes edss imarsssaa mais
em va--UenMmos,
'k Antes de apresentar 03 documentos eie dao o
encontraram os restos mortaes
de urna pequea criancjnom o cueiro ja estraga-
do c urna facha do uta iv con^oroes azues..
- Convidados os Srs. Di_ -''fmeia 3o Carva-
lho e Lopes para anolvisaremos restes do cadver,
foram elles concordes de ter sido all enterrado ha
tres mezes pouco mais ou menos una crkncinha
ainda em prmeiros dias de nascenr;,!.-
0 Sr, Dr. chefe de polica, hora em que es-
crevemos, i da tarde, prosegue as pesquisas e
indagacoes uccessarias para o descobrimento da
verdade.
Como quer que saja bouve um grande delicio
em todo este laclo, que tanto mais avulta quanto
se considera que foi platicado por um sacerdote,
segundo so diz.
O Diario dis Alagjs de hont'em, j em artigo
editorial o j em seu noticiarlo, oceupa-se ds de-
nuncia dada ao muito honrado Sr. Dr. chefe de
polica sobre o entjramento de umi enanca TeJ
cem-nascida, feito no dia li de rriaio ultimo, no
corredor da greja do Rosario, pelo Sr. padre An-
tonio Jos da Costa, propritario do niesino Dia-
rio, segundo informa o inesmo denunciante.
Na opinmao do Diario, o jnstieeiro Sr. Dr. che -
fe de polica deva ter aceitado a denuncia, e a
posto debaxo da pasta, s norqaereferase ella
pessoa de seu proprietario I
Esta lerrrbran(*a nao esta m.
O integerrima nncaionario nao [wdia ter pro-
c: !i lo de outro inid>,
Antes de proceder exhuinaeao, antes mesmo
de dar o conveniente asseuliincuto ao theor da de-
nuncia, jiilgoa prudente ouvir perentoriamente
o sachnslo daquella igreja, e mandando-o vir
sua presenta, interrogou-o s.ibre o fado denun-
ciado.
O sachrslo falln o que saba, e afrmou ter
encontrado, id dia li de maio prximo passado,
das 10 para as 11 horas da niania, o Sr. padre
Antonio Jos da Costa no corredor da ijreja ta-
pando um buraco que Ihe dissera ser di fornvg te
e dentro di qual acaliava de por verdete.
Era o quanto bastara autordade para conbe
cet quo o dehuncianle eslava a par de alguma
cousa do que arancara. E, mandando em seguida
conridar o llrm. vigario da fregneza, por isso que
Iralava-so de um facto platicado em um templo
sagrado, e bem as-im o Ilustrado Sr. Dr. promo-
tor publico como orgao da juslica nesta capital,
dirigise ao lugar indicado.
Cavando se no ponto determinado pelo denun-
ciante, deparou-se logo om a astada de una
crianca e restos do cueiro em que viera enfa-
diada.
O Sr. Dr. chefe de polica convidou logo os Srs.
doctores em medicina Luiz Horem de Carvalho e
Jos Antonio Lopes, para darem sen parecer em
relaoao ao tempo em que se bavia feito o enterra-
monto.
Os dous mdicos foram de opinao que o corpo
all se achara ha tres mezes mais o menos.
Durante todo csse processo feito em publico, al-
gumas pessoas de cousideraco acharani-se pro-
sentes, e, como natural, cada qual fez mais ou
menos o seu juizo a respeito.
Tendo cumpeido o seu dever, o Sr. Dr. chefo de
polica voltou para a casa de sua residencia, sem
pronunciar urna s proposicao em relacao ao
faci.
Estvemos presente, e po lemos afflrmar ao IHa
rio
ti
Porto a 60 d|v. 108 M de
. i
ios.. ,'-,
'.te;'
l'ambio sobre o
premie.
A. P. de
a Mo'p'
" ",;h Antonio LcohaMYthftffcnee
Pet 'neenatajdo.
ALFANDEGA
dendimeato do dja*l.'a4jh
qem Ao ata 24.....
'lia
761:348*630
41:300*358
que, se houve conjecturas sobre o entrramen-
os crianca, part ram ellas das passoas que de-
fendem o seu proprietario e que julgaram conve-
niente antecipar pro|iosces contra qualquer juizo
menos favoravel que sobre elle fosso feito.
Nao hotrve nem poda lavar da parte do ju-ti-
ceiro Sr. Dr. chefo de polica a menor ntenjo de
devassar o interior da familia do Sr. padre Anto-
nio Jos da Costa I
Nora sabemos a que vem sso, e at desejavamos
que Diario nos explicasse.
Quanto deoassa publica e oficial, essa nSo
poda deixar de ter sido feta.
Quizeraiuos que nos dissesse o Diario das Ala-
goas. qual a autordade policial, que-recebend j
urna denuncia de tal ordem. nio tratada logo do
verificar a verdade ?
E perguotamos: Deu-se on nio o facto ? Foi
ou nao enuontrala a ossada da crianja t
Esteve ou nao presento ao onterramento o Sr.
paire Antonio Jos da Cosa J
Trato-se oa nao de unw crianza nascida em Sua
casa ?
Houve oa a a cantravencao de*lei munici-
pal e o sacrilegio, quando nada mais do que isto
se eonhoca t
Clama heje o Diario das Alagos contra o Ilus-
tre Sr. Dr. chote de poli;ia, pirque mostrou-se
zeloso e activo no cumprimento de seu dever,
procedendo como Ibe cumpria em vista de urna
denaneia. Este procedimento nao Ihe agradou
porque in/W Mas assim filiando esquece-se o Diario do mui-
to que bramos contra o Sr. Dr Jacntlw Jaragu, a
quem attribuio falsamente a morte dieseraro Hy-
polito, e mais tarde contra o Sr. Crescencio Jos
Ctho, tambera victima da mais liorrivel calum-
nia i
Bollo eeeaneava Sft *r. ehef > potoia por-
que nao desenvolva a actickUule quo se fazia mis-
ter aos seus planos plrticiilare?.
E o Sr. Dr. chefe de polica ptocedeu a todos es
aumentos, fez todas as denostas necessaras para
9 deacobrnentAda verdade I
Ja se SHuarau'o .D*no destes factos "T -
etxe cmtfnuaro prceaso.
O nosso interesse e aue se descubra a verdade-
e flquen aos menos, (Mohecidos os autores da con-
travencap e do saj?rilt*gio.
(jiajP) 9'i*Q0ti. ? qJJ dosde ja se propoe o
diario ios Alagai, nala ha que estranhar em
semejliante ppppajiovhto ana a bab pufonkanta
queexpetbi-ao-tiilmeato da sua poiwo, jiJJal
Hiaciila a ninpiem.
Entrctant-i aeaenra Ine-dieauos :
.-M- I; U02:6i9*O08
Descarregam hois 27. Je agosto de'1,873
tarca portugueza lYot fuip tliiu '-* varios
gneros Dar alfandjga.
Vapor inglez Arbtralo)- mercadofias para
alfandega
Basca ingIcza=Do/pA."M forro paa o trapiche
Conceid, para despachar. ,
Jiarca iagleza Eluard llerbirt ferro j des-
pachado para o trapiche Conccjcto.
llarca dinaraarqueza Dorlhea "Vafis genero?
para o trapiche Gmceicao, para despa-
char. .
Patacho americano Flora Gooale brea ja des-
pachado para o prmeiro ponto a Keroze-
ne para o trapiche Conceicao, para des-
nachar.
Itarca inglez?Blatiey Brothers -tarvao ja des-
pachado para o 2" ponto; -
Barca ingleza -Duchess f Sii.7tc///nuf machi -
nismo j Uesniiado para o caes t
Apollo.
Iai|ioi*iara!>.
Liverpool, lugre inglez Naoeg'alfo;, coi
signado a-1). A. Matheus, riyiiiifestou :
Arroz 100 saccas ao Da rao do B-uift-i, j'J
a .1. J. da Costa, 50 a Qonurtiw & Akofiir
rado, 50 a Prisco Barbea. Aducas ::-0
rei\i.'s a Trente V. & C. Ago G voluptos y
i.anJosu a iriuuu. \..
Cervojn 100 barricas a Correa Braga, l
a Gom;aves Bellrao & Filho. Citrento jfi
lioiiics a Tlicoloro Cliristiansc'nV Co^lO
'i3 toneladas aos tnlbos urbanos tle Orin '-r.
UO Irarricas a Silva Barroca & Filbos,
Drogas 1 caixa a Silva Farias C, 2 a
Barlholomeu & C.
EncommenJas 3 volumos a Joo B. de
Oliveira.
Ferragem 20 barricas c2 caixas a Cuniut
Manta, 3 barricas a Goni;alves BcltrSo
Filho, 4 caixas a Prente V. & C. Folha*
de Flnndres 2o caixas a Mills Latham &C,
50 a Carvalho Muraos, l'.'O a Patente Vi.aii-
:ia & C. Formas 32 voluies a Cardoso &
Irmo, 20 a Cunba <& Manta. Ferro gilva-
nisad'o 50 volumes a Albor & Ghery.
LoQa 30 gigosa J. Cqstn, 3 a Costa Sanras, 1 a Guimaraes ct Vlcoforudo. La-
ti 4 caixas a Boltro & Filho.
Machiiiismo 125 pecas a P. 11. Wakeii,
49 a Cardoso & Irmo, 88 pegas e 5 caixas
a Br>therhotd. Mercaljiias diversas 50
volumes a Paula llamos.
Oleode linhaca 10 barris a Phipps Bru-
thors ck C.
Papol 25 caixas a Prente Vianna
dt C.
-Soda 17 barris a Silva Para.
Tecidos 4 volumes a Braga t Son.
Vidro 50 caixas a TUomaz A. Ronceen
vi Successoras. Verniz l caixa a BarlUolo-
meu C.
Porlos do n re, vapor nacional a/tict,
consignado a i'ereira Viauua C, mani-
f'stou :
Redes de dormir f caixa com 40 ditis a
Rabollodc C.
Tapioca 40 encapados a F. Gonealvt-s
Bastos.
0X3PACHO3 DE EXPORTAtA .NO DA 23 E
JULUO DE 1873.
Ptra os portes do exterior
No navio uglez Ducliess of Sulkei land, pan
llamburgo, carregaram : Kellor 4 2,000 coiiu*
verdes com42,0^ Kilos.
Na navio .francez Coligny, para" o Havre,
carregaramj Keller & C. 33 saccas coni i.t: i
kilos de algodu ; J. Maia Jnior 56 ftfaliabues.de
aaiaretle.
No patachq hesponhol Invencible, para Car-
cello'na, carregaram : P. Carneiio A C. 162 i
cas com 12,507 kilos de algodao.
Na barca portugueza Vencedora., para o Por-
ta, carregaram : Concjlvs Irraao i C. 33 saoca?
cem 2,197 kilos de algodao ; M. Gregorio i C. 319
dilas com 23'i64 ditos dediio; A. Cordeiro 268
couros slganos com 1,936 kilos. Para bisboa.
B. Oliveira & C 1 barrica com 45 kilos de cat ;
A.;. P. Ballhar i garratao com 2i litros de agur-
dente.
Para os porlos do interior.
Para o Para, na barca i-oslugaeza S. Mara.
carregaram : P. Vianna &.Q. i> pipas com 2,i0v
litros de agurdente.
Para o Kio Grande do Sol, na patac o na-
cional iti'o Grande, cai-regaraci:*||moriiii liaiaj-
& C. 20barricas e 81 saceos tom 7,772 kilos d"
assncar brnco ; 11.0. Olivoirii Jaiiiu.- iJO barri-
era com 10.790 ditos de dito.
Para o Hio Grande do Sal, no palbabote na-
cional Rosita, carregaram: r. A. Fonsoea & C.
Sneoessores 1 pipas com 4.8JJ litras de agul-
dente.
Para Acarac, ni vapor nacional Ip carregarani: Fernandas & lrmo 9 barricas com
81o kilo* deassucar braaoo.
UAPATAZIA DA AIJ/ANOKUA
;tondknenoi. da 1 a 23. .- 21:35dA."H.>
Idam, do da 26..... 5ai>ii"'
,1> da 1 a .
VOLUMES SAHIDOS
2t:91U>6'J2
i
31.W1
J*.


-ssr

frmoinporttM du S6.
Segiata porta .
Terceira porta .
Trapiche Gfcceico .
Diario dePeraambuoo Quarta feira 27 de Agosto de -1873.
M
128
290
1,193
toj
SERVIDO MARTIMO
Alvarengas deecarregadas no trapicha
da aliandeca no da 1 a 15. .
Ditas ditas no da 26......
Navios atracados uo trap. da alfandega
-AJvarengaa .-......
No trapiche Qonceicio.....
3
4
2
69
debidamente selladas e declarando a residencia e
ornes dos seas fiador*.
Secretaria da thesouraria de fazenda do Rio
Grande do Norte, 22 de agosto de 1873.
Servindo de secretario
Jos Tht'pkilo Burboza.
7
Edital n. 45.
RECRBJSDORIA DE RENDAS INTERNAS GE
RAES DE PERNAMBUCO
dimemoao dia 1 a 2. 51:258*998
dem (Jodia 26...... 6021364
51:86 U362
CONSULADO PROVINCIAL
Renpimento do dia 1 a i.. 59:0224649
dem do dia 26...... 1:308*616
60:331*263
REFE DRAINAGE.
Rendimento do dia 33. 7:753*577
dem do dia 26...... 327*482
8:081*059
MOVIMENTO DO PORTO.
.Vavio entrado no dia 26.
Livorpool45 das, lugre nglez Xavegator,
do 216 toneladas, capito W. B. lloberts.
equipagem 9, carga varios gneros; a
Domingos A. Matheus.
Navios vahdos no mesmo dia.
Rio Grande do SulPatacho brasileiro To-
dos as Suatos, capito Agostinho Gomes
da Silva, carga assucar e outros gene-
roa.
LiverpoolBarca alloma Mina', capito
Fischer, carga assucar e algodo.
MossorBrigue inglez Xary, capito Bur-
man, cm lastro.
ECITAES.
Edital n. 44.
Pela inspectora da alfandega de Pernambuco
se faz publico que as 11 horas do dia 28 do cor-
rente se ha de arrematar porta desta repartido,
livres de direilos, 52 chapeos de pello de lebre
abatido;, que faziam parte da caixa .em numero
de marra J S M, viuda do Porto na barca portu-
guea Vencedora, entrada em 16 de julho |>assado,
e abandonados aos rnesmos direitns por Joaquim
de Souza Maia, no valor offlcial de 173*333.
Alfandega de Pernambu.-o, 25 de agosto de
1873.
O inspector,
_____________Fabio A. de Carvalho Res.
0 Dr. Jos Nicolao Tolentino de Carvalho,
juiz substituto de orphos e ausentes do
termo do Recife, por S. M. i, a quem
Deus guarde etc.
Faeo saber aos que o presente edital virom e
delie noticia tiverem, que no dia sexta-feira 29 do
corrente, ao meio dia, depois de (inda a respectiva
audiencia, tem de ser arrematado em praca pu-
blica deste juizo, os bens seguintes, existentes no
palecete n. 2 da ri'a da Praca e pertencente ao fi-
nado Joao das Neves.
36 pernas de cortinados com varas de pao por
20*, urna caixa com ronpa para mascaras emais
Una porcia velha por 150*, urna commoda enver-
nisada de preto por 25*, urna commoda de ama-
relio 20*, 2 armario* de pinho com banco por
20*, 1 armario do pinho 10*. urna porcao de ca-
.v- o, mesa queorada *. i toucauor io#, i
toucador pequeo 7*, 1 sof de Jacaranda 25*, 13
cadeiras de palhinha 39*, 2 cadeiras de bataneo
com lastro de pao 8*, 1 par de consolos de ama-
relio 16* 1 par de consolos envernisado de prcto
12*, 1 lavatorio com bacia e jarro 10*, urna ban-
quinha quadrada 6*. 1 mesa redonda t/, 1 car-
teira pequea com banco 10*, 1 banqumha pe-
quena 3*, 29 cadeiras de pao'58*, 1 cama frauce-
za com cupola 45*, 1 marjuezao 20*, 1 marque-
za de palha 8, i marquesa com lastro de sola
a*, 1 colxo 8*, 2 espetaos grandes 80*. 1 espe-
lho pequeo 8*, 4 bandejas 6*, 1 cama de ferro
$t, 1 mesa grande de amarello 16*, 1 par de jar-
ros, com duas bolas 4*, 1 par de figuras de por-
celana 5*, um outro par -le calungas 5*, 3 calun-
Sas de louca 3*, 1 candieiro de bronze 5*, 1 can-
ieiro 3*, 3 frascos com tintas de cores 4*, 1 pa-
liteiro e cesta 1*500, l cortinado de cama por
8*, 2 escarradeiras 2*, um grupo de passaros
cheios 1*, 1 lustre de bronze com seis luzes por
16*, 4 candieiros a gaz, sem p, 6*, 15 ditos 15*,
3 candieiros para escada t*, 2 ditos envidracados
10*, 4 ditos menores 21*, 6 ditos ditos pequeos
15*, 2 carrancas de ferro com duas pas idem
20*, 1 aparador 8*, 6 cadeiras velhas 2*, 1 caixo
cora facas, garios e colheres 2*, 1 dito cora louca
4*, 1 fogao de ferro, velho, 6*, 1 bacia de latao
8*, I bomba velha 4*, 2 lavatorios de ierro 5*,
4 camas de vento 4*, 1 mesa grande de pinho 6*,
1 dita pintada 3*. 1 dita pequea 2*, varios prc-
Ears ds corintia lo*, 1 mesa de cozinha 22, 5
ancos pequeos 3*, 6 ditos grandes i2, 2 quar-
tinheiras 2*, 1 casco de cagado 1*, 1 guarda-rou-
pa de pinho desmanchado 4*, 1 alavanca de ferro
1*, 13 quadros velhos 4*, varios caixilhos velhos
2*, 2 trophos d'armas brasileiras e portuguesas
6*, 4 quadros de generaes portuguezes 10*, 10 di-
tos com figuras 3*, 4 quadros grandes com figu-
ras 10*, 4 paos para bandeiras 2*, 16 ditos pe
}uenos idem idem 2*500, l mesa grande de pinho
*, 2 ditas de cozinha 2*. 3 jarrros 5*, 1 tapete
1*500, i reposteiros 20*, 2 escarradeiras de abra-
co 5*, 2 escadas de mi 2*, 2 bois de louca 2*,
1 cancella 3*, 10 quadros comandos com figuras
8*, 1 colher de sopa, saca-rol ha e parlo de sala-
deira I *, enjos bens vio praca por ordem deste
juizo e a requer ment do Dr. curador geral de
ausentes.
Dado e passado nesta cidade do Recife de 'Vr-
nambuco, aos 25 de agosto de 1873.
Eu, Domingos Nunes Perreira, escrivo, o es-
crevi.
_____ Jos Nicolao Tolentino de'.Carvalho.
Pela inspectora da alfandega se faz publico que
fica tran ferida para o dia 29 do corrente, pona
desta repartido, por falta de concurrencia ao valor
official, a venda de una caixa marca L V n. lo,
vinda do Havre no vapor francez Ville de Rio de
Janeiro, entrado a 22 de julho lindo, contendo3l
ps de bolinas de couro de mais de 22 cent, ava-
llados por 98* ; 8 p.s de botina de cnuro ate 22
cent., avahados por 8*430, abandonados ao (tirvi-
tos por Lyra A Vianna, .innunciad pr edital
n. 4a
Alfandega, 26 de agosto de 1873.
___________Fabio A. de Carvalho Res.
Edital n. 48.
Pela inspectora da alfandega se faz publico que
as 11 horas da man h a do dia 30 do corrente, i
porta des'a reparticao, se ho de arrematar, livres
de direitos, tres escalcres, dous pertencente a
guardamoria e que se achara inutllisado*, e um
abandonado aos direilos por Candido Joao Anto-
nio, avaliados por 15*.
Alfandega de Pernambuco, 26 de agosto de 1873.
O inspector
Fabio A. de Carvalho Reit.
Edital n. 46.
Pela inspectora da alfandega se faz publico que
s II horas da man ha do dia 27 se ha de arrema-
tar livres de direilos, porta desta repartirn, 15
caixas com fructas, marca A P, descarregadas do
vapor francez Ville de Rio de Janeiro, abandona-
das por Antonio Gomes Pires, visto nao te las des-
pachado no prazo de tres das que lho foi indi-
cado.
Alfandega de Pernambuco, 26 de agosto de
1873.
O inspector
Fabio A. de Carvalho Reis.
Edital n. 47
Milla I i!. .
Pela inspectora da alfandega se intima, na for-
ma do art. 745 do regolamento da* alfandegas, ao
dono das mercaderas abaixe mencionadas, ap-
prehendidas em caminho do caes do Noronha
para Lngueta, as 6 l|2 horas da manha do dia
21 do corrente para vir com t ua defeza dentro do
prazo de 15 das sob pena de lindo este, correr o
processo de apprehenso a revelia.
Um sacco cootendo:
l'raa duzia de camisas bordados de tecidu de algo-
dio, para homem.
8 camisas de tecido de algodo, com peitos de li-
nho bordados.
16 ditas de tecido de algodo com peitos de
linho.
7 kilogrammos, pezo liquido, de cobertores de al-
godo adamascados.
Aifandega de Pernambuco, 22 de agosto de
O inspector, -
Fabio A. de Carvalho Reis.
O Illm. Sr. Ur. inspector Ja thesouraria de
fazenda dest* provincia faz publico para conhe-
cimento de quera interesar que, de conformi-
dade com 04 avisos do ministerio da guerra de
30 e 31 de junho ultimo, e oficios da presiden-
cia ns. 116 e 121 de 12 e 16 do rorrente inez,
acha se marcado o da 27 de setembro vindouro,
pelas 2 boras.da Urde, para, em sesso da junta
desta mesma thesouraria, ter lugar por meio de
contrato a arrematarlo das obras que se tem de
fazer nos ed-fictas da 'ortaleza do Buraco desta
cidade, e quarteJ de 1* lnha, e bem assim a pin-
tura externa do pharoleto da mesma fortalaza,
dando se preferencia a quem matares vantagens
offereeer aos interesses da fazenda nacional.
As pessoas, portanto, que desejarem proper-se
referida arrematado, podero comparecer a
qualquer dia, nesta secretaria, duraule as horas
do expediente, afim de Ihes serem presentes os
reamente e plantas das mencionadas obras, e
apresentar as suas propostas em carus fechadas
Pela inspectora da alfandega se faz publico que
no dia 29 do corrente, porta desta repaitice, se
ba de arrematar, livre de direitos, marca estrella,
50 canaslras com alhos, pesando 960 kilos, avaha-
das per 139*.3, viudas de Lisboa no navio por-
tuguez Nora Sympahia, entrado era 11 deste mez,
e abandonadas aos direitos por Francisco Guedes
de Arauio.
Alfandeua de Pernambuco, 27 de agosto de 1873.
Fabio A. de Carvalho Reis.
Edital n. 42.
do magnifico e multo applatidido drama phan
tastico de grande jpparato, original francez de
Theodoro Barriri :
:t-
l.<
!
6.-
m u ieu mn
Esplendido uceen** !
Vetuarla carcter !
.tpparatosa itiiete en ucease t
denomlnacOes.
I.* acto.O medico dos pobres.
' O pacto com a mor le.
< O rapitau SaUnaz.
-A espala o a ton ce.
O aojo da morte.
O papel de protogonista desempenhado peta
artista Manuela Lucci, o de Ary Kosrner pelo ar-
tista Alvares e de Bario de Lambcch pelo artis-
ta Baha.
S 8 HORAS EM PONTO.
Prepara-se com todo o capricho, para festejar
o memoravel dia
Sete de setembro
e excellente drama original:
SOLDADOS BRASILEIRtS
Desde i se recebem encommendas para este
espectculo.
THEATRO
wscnaauk
ESPIA3CA le P,N\1XTE
Sexta-feira 29 de agosto.
Bencflcfo a obras da Igrej de
kinto Imaro de Jnhotilo.
Represenlar-se-ha o drama era 5 actos immen-
samente applaudido :
Pela inspectora da alfandega se intima aos dt>*(
nos ou consignatarios da plvora, abaixo decla-
rada, virem despacha-fa no prazo de tres das
de aeccordo com o edital desta reparticao n 55,
de 6 de dezembro do ropo pernio passado, findo
o qual ser elle vendido em pVaca por sua-co
ta, sem que Ihe fique competindo allegar cptf I
os effeitos desta veBda. *
Marca J diamante. 100 caixas de quarto, vin
das de Liverpool no brigue inglez Delphim, en
trado neste porto em '" 1o corrente e consigna-
das ao Bario de*fituu"ua.
Marca 73 J JCM diamante. 200 barris de*
quarto, idem idem, a J. J. C Morae*.
Marca H diamante. 1,400 ditos idem
ordem.
Alfandega de Pernambuco,
1873.
O inspector^
Fabio A. de C. Reis.
1,400 ditos idem ilem,
23 de agosto de
Terminar o espectculo com a seena-oomica
composicio do arti Penante, ornada de msica:
oh- OTclfir lo cMiariin.
Principiar s 8 IrS horas.
*Beixa-4e harer espectculo na qninta-feira por
ser esse dia o da recita da sociedade Gremio Dra-
mtico, qual esta empreza guarda todas as con-
sideraedes.
Previne-se qne est em ensatas para sabir
scelia no dia 7 de setembro o drama em 1 prologo
e 4 actos, do distincto escriptor Carneiro Yillela :
Para o Rio-Grande do Sul.
Pretende seguir eom muita brendade o palha-
bote Rosita, por ter alguma carga tratada e pan
a qne Ihe falta trata-se com o* consignatarios
Joaquim Jos Goncalves Beltrio dt Filho : ra
do Commercio n. 5. _________
COMPANUU PERNAMBUCANA '
DE
HavegMc-A* coateira vapor.
rARAHYBA, NATAL, NACAO, MOSSORO', ARACx
Tt, CEAR, MANDAHU' E ACARACU'.
O vapor Ipojuea,
coramandante Moura.
seguir para os por-
tos cima no dia 30
do corrente, s 5 ho
ras da Larde.
Recebo carga at o dia 28 do corrente, enoom-
mendas, at o dia 29, passagens e dinheiro a frete
at as 2 horas da tarde do dia da sahida : escrip-
torio no Porte do Mattos o. 11
LEILAO
DE
O
Para
O patacho americano John Rnse, procedente de
New York, e em descarga, segu para o Para logo
que a conclna; engaja-se carga a frete commodo,
para o qne os sniores carregadores devem en-
tender-se anticipadamente com os consignatarios
Tasso Irmaos 4 C. roa do Amorim n. 37, por
quanto o navio nao se demorar a espera de car-
ga, seguindo com aquella que estiver prompta, o
mais tardar at o dia 18.
Segu o hiate Dos de Guie para o Aracaty
al 30 de agosto, j tem a bordo metade do seu
earregamento : quem nelle quizer carregar, diri-
se a roa da Madre de Dos n. 2, a tratar com
rthotaraeu Lourenco ou com Joao Al ves de
QuinlaL
Para a Baha.
Pretende seguir com muita brevidade o palha-
bote nacional Joven Arthur, tem parte de seu
earregamento engajado, e oara o resto que Ihe
falta trata-se com os eus consignatarios Antonio
Luix de Oliveira Azevedo a C, no seu escriptorio
ra do Bom Jess n. 57.
Edital n. 43
Pela inspectora da alfandega se faz publico
que os donos ou consignatarios da plvora impor-
tada que deverio despacha-la sobre agua, dentro
do prazo de tres dias a contar da data da en-
trada do navii, nos termos do artigo 45 i.' do
reg. das alfandegas e de accordo com a portara
da thesouraria de fazenda n. 433 de 4 de dezem-
bro do anno prximo passado, visto o estada de
ruina em que se acham os depsitos onde se cos-
til ma recolner tal mercadoria.
Alfandega de Pernambuco, 23 de agosto de
1873.
0 inspector,
Fabio A. de Carvalho.Reis.
CLARACOES.
DO
BEBERIBE
(te Srs. accionistas dosta companhia, que
desejarem apreciar qs relatnos e mais pe-
cas a elle appensas, relativos ao biennio que
terminou em 30 de abril ultimo, dirijam-se
secretaria da referida companhia, ra do
Cabug n. 16, que lhes serSo forneci-
dos.
Escriptorio da companhia do Beberibe,
21 de agosto de 1873.
O secretario,
Laiz Manoel Rodriques Valenfa.
COMPANHIA
SANTA THEREZA
canalisar agua
ou
As pessoas que desejarem
gaz em suas casas, na cidade de Olinda, queiram
entenderse cora o abaixo assignado, que acha-se
autorisado para facilitar a todos a acquisico de
taes melhoramentos, mandando fazer as canalisa-
c5es nos predios a custa da companhia, mediante
um aluguel mensal muito mdico : a tratar na ra
do Imperador n. 45, ou na fabrica do gaz, em
Olinda. \"
Recife, I* de agosto de 1873.
O gerente
_____________Justino J. de S. Campos.
Estrada de Ferro Pa-
raense, no Para.
Tende a assembla geral dos accionistas da
Companhia Urbana da Estrada de Ferro Paraense,
autorisad a venda desta empreza, a commissao
eleta para este fim recebera propostas para a
compra da mesma at o dia 10 de aovembro pr-
ximo, no Para, podendo os proponentes obter des-
de j a? circulares, e examinarem os estatutos,
bem como os relatorios da companHa de 1870,
1871 e 1872, no escriptorio do Engtish Bank of
Rio dtt Janeiro Limited.
ADMINMRACAO DOS CORREIOS DE PERNAM-
BUCO 27 DE AGOSTO DE 1873.
Malas pelo vapor fahia da companhia
brasiieira.
A correspondencia que tem de ser expedida
tioje (27) pelo vapor cima mencionado para os
portee do sul, ser recebida pela maneira se-
guinte :
Macos de jornaes, impressos de qualqner na-
tureza e cartas a registrar, at 2 horas da tarde,
cartas ordinarias at 3 horas, e estas at 3 IrS,
pagando porte duplo
As cartas e jornaes que se dirigirem ao Rio da
Prata, pagaro previamente, aquellas a taxa de
300 rs por 15 grammas ou fraccao de 15 gram-
mas, e estes a de 40 r.-. por 40 grammas ou rae-
j.io de 40 grammas, na progresso estanelecida
as tabellasC e D -annexa s inatrucedes do Io
de dezembro de 1866.
O administrador interino,
Vicente Perreira da PorciuncuJa.
I?
Santo Antonio
EMPREZA
Quarta-feira 27 de agosto
BSAWS 5CCSSS0'!
0 RR\SIL El PARAGUAY
Aviso
A empreza e o autor do drama Brasil e Pa-
raguay previnem e pedem ao publico que nao
confundam este drama com o que se annuncia
para o theatro Santo Antonio e que se intitula .
Os Sold' dis Brasileiros.
SALAO
DE
CONCERIOS
.!~-Rua da Pnia--N.
QUARTA-FEIRA 27 DE AGOSTO.
Primeiro concert
Do eelebre pianista allemSo
B. de tasrliiiiisHi.
I'ro'riimnia.
1.* Hombug Sthwindel Bla-
gue, phantasia galope, por
2. 47- sonata de
arranjada espressamente para
Munschausen pelo immortal
maestro HERVE, autor das ope-
ras, L'ceil crev, le Can trois bees etc. etc.
3." A casa de campo (*)
4. Cos fan tutto, msica de
Munschausen Mozart
Bilhetes a : J000, a venda na porta da sala na
noite do concert e na botica franceza, ra
Nova.
() A casa de campo urna dfflcil sympho-
nia imitativa, na qual o artista imita no piano a
voz dos diversos animaes de urna fazenda
e rural, como : gallo, pato, burro, etc. etc.
Pacific Steam Nirintfii Companj
I.inlia quincenal
O PAQUETE
SORATA
espera se do fuI al o dia 29 do corrente, e de-
pois da demora do costume, seguir para Li-
verpool, via Lisboa, para onde recebera passa
geiros, encommendas e carga a frete.
OS AGENTES
Wflson Rowe A C.
14RA DO COMMERCIO14
fazendas avariadas
Ouinta-feira 28 da correrte"
s 11 Koras
do agente Pinto, rna do Bom
Por intervencao
Jess II. 43.
LEILAO
DE
6 duzias do pclles preparadas e 2 pcc,as de
flanella para selleiros, com varia.
QULNTA-FEIRA 28 DE AGOSTO
A'a O i; horaa.
Por intervencao do agente Tinto
NA RA DO BOM -IKSIS N. 43
LEILAO
DO
sobrado amarello de 3 andares e soto da
ra da Imperatnz n. 88, e cm frente da
matriz da Boa-Vista.
Quinta-feira 28 de agosto
AO MEIO DIA.
Por intervencao do agente Pinto.
Ra do Bom-Jesus n. 43.
Leilo
DE
calcados francezes, pretos e de cores, para
senhoras e meninas
(A VARIADOS.)
Oiiinla i'um 28 (I corrcnlc
s 10 1|2 horas.
O agente Pinto levar a leilo, por autorisaco
do consulado de Franca, ernpresenca de seu chan-.
celler, e por conta e risco de quem pertenrer,
2 caixas marca MA&C hs. 3,355 e 3,364 com
calcados avariados a bordo da barca franceza Jean
Baptisle ; o leilo ser effectuado as 10 1/2 he-
ras do dia cima dito, no escriptorio do referido
agente, ra do Bom Jess n. 43.
3
Munchausen.
Bethoren
Munschausen
VISOS MARTIMOS
STEAM NAVfGATJOK COM-
PAMY
I.inha quinzeual
PAQUETE
HUMA S
espera-se da Europa ateo dia 31 do corrente,
e depois da demora do costume seguir para o sul
do imperio, Rio da Prata e costa do Pacifico, para
onde receber passageiros, encommendas e dinhei-
ro a frete.
OS AGENTES
WilsonHtowe C.
14RA DO COMMERCIO14
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
ftaveffa^Ca eaatelrn a vapor.
FERNANDO DE NORONHA.
O vapor G/f*,com
mandante- Martins
seguir para o porto
cima no dia 3 de
setembro, s 11 horas
- da manha.
Recebe carga, encommendas e dinheiro a fre-
e at a vesnera da sahida, e pastageiros at as
10 horas : no es'riptorio no Porte do Mattos
n. 11 ^
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
lavegacao eatirn a vapor.
MACEI, PENEDO E AIUCAJU'.
O vapor Mandak,
eomraandante Julio,
seguir para os por-
tos cima no dia 30
do corrente, s 8
horas da tarde.
Recebe carga at o dia 26, encommendas at
o dia 29, passagens e dinheiro a frete at as 2 ho-
ras da larde do dia da sahida : escriptorio no
Porte 4o Mattos n. 11
ALLIANCA MARTIMA
PQRTUENSE .
LliBOA G PORTO
A barca Vencedora, capito Oveira. segu via
gem por todo o mx de acost.
Recebe carga e passafeiros : a traur com o
consignatario Tito Livio Soares, rna do Vicario
n. 17.
Real companhia de paquetes
inglezes a vapor.
No dia 28 do corrente espera-se dos portes de
sul o vapor inglez Douro, eommandante ThwaHes,
o qual depois da demora do costume, seguir para
Southampton, tocando nos portos de S. Vicente e
Lisboa.
Para fretes, passagens etc., trata-se na agencia,
ra do Commercio n. 40._________
Aracaty.
Segu para o referido porto cora pouca demo-
ra o hiate Olinda por ter a matar parte de seu
earregamento engajado e para o resto que Ihe
falta, tratase com os consignatarios, Joaquim
Jos Goncalves Beltrao & Filho ra do Com-
mercio n. S
Para Lisboa
iretende soguiracom pouca demora a escuna por-
ugueza Christina, de 1' classe, capito Loureiro,
por ter a matar parte de seu carrtgamento enga-
jado; e para o resto qoe Ihe falta tratase com os
co nsignatanos Joaquim Jos Goncalves Beltrao 4
Filho, ra do >kimmereio n. 5.
Lisboa e Porto
Vai sahir com brevidade a barca portugueza
Despique II, recebe carga e passageiros : a tra-
tar com o consignatario Tito Livio Soares, ra
do Vicario n. 17
Para o Porto.
Acha-se proposte para seguir com a matar bre-
vidade o brigue portuguez Unido, para o que re-
cebe carga, e trata-se com os consignatarios T. de
Aqulno Ponceca & C. successores, na ra do Vi-
gario n. 19, 1. andar.
Para Santos e Rio de
Janeiro.
Barca Claudia.
Este navio vai carregar pau ambos os portos,
e recebe carga a frete a tratar com Amorim Ir-
maos C.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
VavegacSo coatefra a vapor.
NAMANGUAPE.
- O vapor Coruripe, eom-
mandante Silva, seguir para
o porto cima no dia 28 de
corrente, s 5 horas da tarde.
Recebe carga, encommen-
das, passagens, e dinheiro a
frete at as 2 horas datante do dia da sahida:
escriptorio no Forte do Mattos n. 12.________
LEILOS.
louca, vidros, machina
para sapateiro,
para costura, dita
1 piano de Jacaranda.
Hoje
A'Sll HORAS DA MANUA.
O preposto do agente Pestaa far leilo por
Conta e risco de quem pertencer, de urna mobilia
de junco, dta de amarello, -i guarda-roupa, 2
guardas louca, I balcao proprio para hotel ou
botica, marquezdes, marquezas, sofs, cadeiras de
bataneo, ditas de bracos, toilettes de raogno, ditas
de Jacaranda, mesas redondas, cngolos, carteiras,
secretarias, relogios, qnadros, e outros muitos ob-
jectes; na mesma oceasio se vender dous bur-
ros propnos para cabriolet ou carro.
A'. BA DO VIGARIO N. 11, ARMAZEM.
A'a ti horas.
LEILAO
DO
sobrado de 1 andar com commodo bastante
; para' duas familias, no 'pateo do Carmo,
na cidade de Ohn la, com grande sitio,
em chao proprio. ~-
. QUINTA-FEIRA 38 DO CORRISTE
Ao meio dia
Por intervencao e no escriptorio do agento Pin-
t, a roa do Rom Jess n. 13.
globos para estudo de geographia, I atlas geo-
graphio, diccionarios de geograpbia, 1 jogo de
diccionarios da academia Iranceza. 1 dito da lin-
gua portugueza, por Paras, urna historia do
Brasil por Roberto Suthey, 1 archivo piltoresco,
1 diccionanovde medicina, por Chernovis, 1 for-
mulario, urna porcao de romances em portu-
guez dos grandes escripteres modernos, como
Alejandre Herculang, Camillo CasteMo Branco
e muitos outros, os quaes sero vendidos
ao correr do marteUo.
Na mesma occasiSo serio vendidos diversos mo-
vis, tambem ao correr do martello.
Sexta-feira 29 de agosto
Pelo agente Martina.
No armazem da ra do Imperador n. 48.
Tendo principio o leilo de movis s 11 horas
em ponte, e o de livros ao meio dia.
Grande
LEILAO
DE
bons movis, crystaes, louca de porcelana,
objectos de electro-plate, e outros muitos
objectos em perfeito estado.
O SEGUINTE:
Sala de visitas.
Um piano de Pleyel, 1 mobilia estufada, con-
tendo i sof, I cadeira de bracos para senhora, 1
dita de ditos para homem, 12 ditas de guarnico,
1 dita para piano, 1 mesa oval, 1 dita pequea ro-
diziada coberta de marroquim, 1 dita dita com 3
ps, 1 espreguicadeira, 1 cadeira de bracos cober-
ta de marroquim, Buean, I estante para msica,
1 mesa de costuras, 2 espelhos com molduras
douradas, sobre concolo, com tampos de marmore,
2 etageres de mogno, 2 ditas pequeas, vasos para
llores, candieiros a gaz de 2 pavas, estatuas de
jaspe, 1 coberta de I para mesa, pinturas em
quadros com molduras douradas, jarros de crys-
tal. capachos de pele de carneiro tinturados, l al-
mofada para sof, 2 banquinhas, I espelho oval,
I tinteiro em prato dourado.
Gabinete.
Urna escrivania cora estantes para livros, 1 es-
tante para livros, 1 cadeira de bracos, 1 dita
de balaneo, de ferro, 2 ditas com assento de tapete,
1 mesa de mogno de abrir e fechar, 1 dita peque-
a, jogos para criancas.
Sala de entrada.
Um porta-chapeos, 2 cadeiras de carvalho, 1
capacho grande e 1 tapete.
Quarto principal.!
Camas de ferro, colcho, travesseiros, almofa-
das, mesas de mogno, commodas, guarda-rounp,
guarda-vestidos, sof de ferro com colcho de
molla, cadeira de ferro, jardineiras com tampos
de marmore, cadeira de vime, estantes para bolas,
cadeiras, tapetes, frascos para extractos, perten-
cas de lavatoris e casticaes com mangas.
Sala de jamar.
Urna mesa elstica de rosea, 2 cadeiras cobertas
de marroquim, 1 rico guarda-louca (grande) 2
aparadores de mogno (obra do afamado Remigio),
1 candieiro com globo pintado, 2 ditos de crystat
para 2 pavios, 3 pinturas, 1 mesa redonda com
lampo de marmore, 1 relogta inglez de parede,
capachos, venezianas, I machina de costuras em
perfeito estado, 1 coberta de la para mesa els-
tica
Ob;ectos prateados.
Um servico para cha contando 2 bules, 2 cafe-
teias, 2 leiteiras, 1 assucareiro, 1 estante dourada
para pes, 1 galheteira, 1 mostardeira, salvas,
castifaes, conchas par sopa, ditas para molho,
12 ditas, 18 ditas para sopa, 18 dilas para cha,
6 ditas para o- os, 6 dilas para sal, 1 dita para
mostarda, 24 garios grandes, 18 ditos pequeos,
12 facas para peixe, 3 pares de trinchantes, 24 fa-
cas, 18 ditas pequeas, 1 porta-biscoutes, 1 ser-
vico para jantar com 96 pecas, 1 dito para cha,
completo, 2 estantes de porcela pintadas para bu-
les, garrafas, copos, clices de champagne, de vi-
nlio do Porto, Cnery, verde e para licores, garrafas
lapidadas, grandes e pequeas, conchas de mu-
tal, pratos para fructas, ditos para conservas, sa-
leiras, descancos para facas, tjellas para assucar,
copos, clices e enfotes para flores.
Quarto. de criancas.
Camas de ferro com colxo, almofadas, l sof
grande, I Bidet, 1 lavatorio com espelho, I guar-
da roupa, porta-toalhas, e espelho*.
Sala e quarto dos criados,
I guarda taca, mesa redonda, cadeiras, jarra,
filtros, bacas grandes, candieiros, camas de ferro
com colxdes, mezinhas. lavatorios e espelhos.
Quanto de engoramar e despenca.
1 mi china para lavar e engommar, taboas e
mesas, escadas americanas, lanternas para azeite e
gaz, ditas para polica, machina para limpar facas,
escovas, armara s, banheiros e armario para des-
pencas.
Cozinha.
Fogo americano, mesas e bancas de pinho,
guarda comida de rame Irem de cozinha, Irmas,
pandieiros e moinhos.
Jardim.
Carrinhos de madeira, nteneilios para jardim,
grades e portas de ferro.
SEXTA-FEIRA 19 DO CORRENTE
Tendo de seguir para a Europa a familia -do Sr.
F. B. Bloxham, por sua ordem far leilo o agen-
te Pinho Borges, dos movis e mais objectos exis-
tentes na casa em que reside Torre.
Os referidos objectos sao rocommendaveis pof
seren de gosto e pouco asados.
As 10 4 horas da manha partir da estacao do
arco de Santo Antonio um trem expresso qne
servir de cendueco gratis aos concurrentes.
O sella principiar a 11 horaa.
AVISOS DVERSOS
Na ruado Mojfego a III precisa-se da um
feitor.
PARA TODOS
Paula & Maf ra, com casa
mortuaria no pateo do Pa-
raizo ns. 10 c 12- declaram
ao publico que apesar das ta-
bellas publicadas pela Sania
Casa de Misericordia, conti-
nan! a incumbir-se de en-
terramentos, e mais oficios
fnebres, como costumam,
isto, com sinceridad e pon-
tualidade e commodidade
em presos.
Aviso aos agricultores de
assucar
Os abaixo assignados, negociantes estabelocidea
nesta praca, e na mesma compradores de assnsar
de conta propria, desojando concorrer, quanto em
si.couber para regularisar e melhorar o mercado
deste importante prodn lo da provincia, de modo
que oossa elle obter mais prompta e vantajosa sa-
hida nos mercados nacionaes e estrangeiros, com
lucro para si e para os productores, o visto appra-
ximar-se a colheita da nova safra,- apressam-sa
em communicar pelo presente aos seus respeita-
veis freguezes e a todos es senbores agricultores
productores de assucar, une tem assentado as
s.;guintes condicoes, que d'ora em diantn observa-
rlo restrictamente na compra do referido pro-
ducto : 7*
1* condico. Os abaixo signados rnenle
compraro o assucar, conforme a sua qualidade ;
e graduaro o respectivo preco em vista' de suas
diversas sortes.
O seu flm soccorrendo-se a esta medida ga-
rantir a fidelidade e Cinferenciar-lhe amostras qoe
enviara para as pracas estrangeiras e nacionaes ;
e tambera incitar os agricultores a zelarem o fa-
brico de seu assucar pelo estimulo e melhor prepe
para as qualidades superiores.
2* condico.Os precos para o atsucar que for
remettido para os annazens sero estabelecidos
pelos que rcgularem no mercado no dia da entra-
da ; o que ser declarado nos recibos que se de-
retn aos conduct res ; reservam-se, porm, a fa-
caldade de se contratarem, conforme as emergen-
cias commercafis, q lalquer partida de assucar por
um precj previamente ajustado.
Com esta medida ellos se prop5em a evitar dis-
sabres, provenientes de duvidas e equvocos que
ordinariamente se cosiumam dar entre comprador
e vendedor, qnando o preco fixado por occaslao
do ajuste lina! das contas ; e ella tem anda a
v intagein para o vendedor de conhecer, dia por
dia, o saldo que tem em seu favor em mo do
O mprador, ou alcance em que se acha para com
el !e ; e para e>te, de saber quanto Ihe custa a
quantidade de assucar era deposito,e de estar som-
pre prevenido para fazer face pedidos fundados
era direite real.
O cabo elctrico submarino que at o flm desle
anno devo ligar esta praca todas s do Brasil e
aos mercados europeus, conforme annunciam es
jornaes, tem de alterar profundamente as condi-
coes do actual syteraa de compra e venda dos g-
neros nacionaes de exportaco pela eoramnnica-
Sao que tero os negociantes quasi todos os das
os precos correntes daquelles mercados.
Esta considera cao, se as rautas expostas nao
aconselhassem os abaixo assignados para tomarem
a medida proposta, era por si so sr luciente para
prescreve-la como indeclinavel, nao so a elles
Como a todos que se achbssem em idnticas cir-
cimstancias.
3* condico.Nao fernecerao mais saceos vasias
aos agricultores de assucar ; se prestaro, porm,
a fazer-lhes supprimento de panno de algodo da
Baha por sua centa.
Rompendo com a pratira seguida nesta praca
de fazer se tal fornecimento, os abtixo assignados
tem por fim poupar prejuizos de alguma impor-
tancia que tem soffriao, sem que estes de modo
algum utilisem aos productores que, alias, sao os
nicos que devera carregar com as despezas no-
cessarias cora o envoltorio para seus gneros.
Paraliyba, lo de julho de 1873.
M H. ubach & Cahn.
Victorino Jos Raposo.
_______________Primo Pacheco Borges.

AVISO.
0 abaixo assignado declara que sao de nenhnm
valor dous recibos pelo mesmo passados ao Sr.
Bellarmino Alves Aroxa, de quantias pelo abaixo
assignado recebdas daquelle, em virtude de serem
ta;s recibos relativos a transaceoes hoje completa-
mente extinclas. Recife, 23 de agosto de t873.
Clarindo Graciano da Silva.
Trabalhador
Na botica ra larga do Rosario n. 34 precisa-
se de um trabalhador.
Pre\enco.
Os credores hvpothecarios do casal do finado
Salvador dos Santos Montciro Cavalcante avisara a
quem quer que seja, que nao contrate negocio al-
gum com os bens do dito casal, por quanto da
presente clausula que se transrreve da escriptura
de hypotheca, se v que nenhum desses bens po-
dem ser negociados. Eis-aqui a clausula da re-
ferida hypotheca : ...e que aos ditos seos credo-
res faz hypotheca desses bens em geral, de cada
< um de per si especialmente, assim como de to-
des os outros em (eral havidos epor kaver. afim
de que possm pagar-se pelo producto de todos
c com preferencia a outro qualquer credor.
Achando-se todos os bens do referido casal j
sequestrados, s uo foram, por nao se acharem
presentes, os seguintes escravos : Henrique, eriou-
lo, Meqiiiina de Angola, Monira, mulata, e seus
dous filhos C.atulo e Felisbino, cabras, Laurentina,
crionla, Luiza dita, Vicente e Rita, crioulos, filhos
de Rita e Manoel.
\ I UIUIIVI
o
Previne-se que ninguem faca negocio algum
com os escravosde Jos Lins de Siqueira Caval-
cante Junier, ora residente no termo de Barreiros,
engenbo Santa Cruz, viste como taes escravos se
achara todos hypothecados por quantia muito su-
perior ao sen valor, e protesta se por qnalquer
transaeco j feita por dito Jos Lins. ______
Offerece se um homem para copeiro ou ajo
dante de cozinha, assim como tambem para
criado de sala: a tratar roa de Lomas Valen-
tinas, outr ora Aguas Verdes n. 15, Uve rna.
" Fugio do engenho Aracagy, commarca do
Cibo, o escravo Pedro, com os signaes seguin-
tes : alto, secco do corpo, ps grandes, peinas
finas, olhos brancos, tem falta de nm dente na
frente, tem marcas de chicote as costas, repre-
senta ter 20 a 22 annos, crioulo bem preto. Foi
preso em Janeiro do corrente anno na comarca
de Itamb, e presume-se que para ali fosse outra
vez. Recompensa-se bem a qualquer possoa que
o pegar e leva-lo ao engenho cima referido, oa
nesta cidade nos Afogados a ,Feippe Carneiro
Rodrigues Campello.
Olinda
Aluga-sa urna casa na ra da Praia de S. Fran-
cisco n. 2i, com 4 quartos, um gabinete, I alas,
dispensa e cozinha boa, quintal banheiro : para
tratar na ra d > Mrquez de Olinda n. 22.
O Sr. J. A. M. da Silva appareca ra do Vis-
eaide da Goyanna, sitio n. n3, a negocio.
Aluga-se
Aluga-se em Olinda, multo tarto do banho, ao
largo da S. Pedro Apostlo a casa n. 40 : a tra-
ta:- na roa Nova n. 3, no Recife.
y


y
' V
I
!

f rnium i
i.


--II
Diario de Pernambuco Quarta feira 27 de Agosto de 1873.
._,;

CAlTELA!
MEURON &C.
AVISAM
aos compradores do bem conhecido e acreditado rap
REA PRETA, que reparem nos botes e meios botes,
pois que os ha de rap de outra fabrica e nome diver-
so, e com papel da mesma cor, cujo desenhc se pode
confundir com o d'aquelles.
Os apreciadores que qmzerem do verdadeiro REA
PRETA, devem para nao serem engaados ver que
os botes tragara o nome de MEURON & C, e a desig-
nado de REA PRETA.
MEURON ftC.

Cozinheira.

FNDICAO DO BOWMAN
RUADO BRUM N. 52
(Passando o chafariz)
FEDEM AOS lenbores de engenho e ontros agricultores, empregadore le m
hinismft o favor de orna visita a sea estshelecimento, para verem o dovo aortimecto
iomptoto qae abi tem; seado todo superior em qaalidade (ortidSo^ o que com a ios
oeccSe oessoal pode-se verfioar.
ESPECIAL ATTENgAO AO NUlItRO E LUGAR J)E SUA FNDICAO
rQnnrA A rnHqq d'aa-no dos mai8 m ttUUl o* %t l Utiao U. ctg uc* maDhos convenientes para as diversas
circniBStancias -dos senhores proprietarios e para descansar algodao.
Moendas de canna E 08 laaWBb08'a8:me,bore8 1D9 4qai
Rodas dentadas para aDim8e9',gM e V8por"
Taixas de fierro fundido, batido e de cobre.
Alambiques a fundos de alambiques.
ManVnrtiemnc para mandioca e algod3o,J Podendo]tooa
OLaOlilMlDlllua e para eerrar aideira. I ser movidos a mo
Rnmhna lpor ?gal* vapor*
ouuiuao de patete, garantidas........ |onaoimaes.
Todas as machinas e pecas de qoe *c08,oma preciMr-
Fa* qualquer concert de macbidi6mo'apreco mni resomM"-
Vnrmaa Ha f!ftrrfl tem s melhores e mai baratas existentes no mer-
7n/anmman/laa Incnmbe-se de mandar vir qnalqner machinismo i wo-
JB-n&UITlUlUUiiS. ta(je jos clientes, lembrande-lhes a vantagem de fazerem
mas compras por intermedio de pessoa entendida, e qoe em qnalqner neoessidade pode
ibes prestar exilio.
Arados americanos
abaixo asignado participa ao respeitavel
corpo do commeTcio que nesia data venden ao Sr.
Joo Machado Evangelho sua taverna sita ra
Imperial n. 9i,-com lodo o activo e pasiivo, con-
forme concordaram seus credores. Recife, 1<3 de
agosto de 1873.
Cust dio Jos de Oliveira.
e instrumentos agrcolas.
RA DO BRUM 1. 52
PASSANDO O CHAFARIZ
IMPORTMT SALE
r
T
To the Inhabitantes of Pernambuco.
GREAT BAMRUPT SALE
OF
DRAPERI
Owing to the late distnrbance k> Europe, cansed by the Franco-Prussian War, Ibe woll-known
Fkm o Mesare. Wilson, Dance & Co. of Manehester, England, Bemg Bankrupt, Messrs. H. W.
Applbton & Co. will dispose of by Prvale Sale, a large portioa of the Stock belonging to the late
Firm, conisting of
WVS\ iW \Gl.\\H BRO\D \\\> \ VIVHOW
______________curras._____________
ENGLISH MELTONS, BEAVERS
Scolchwees, Cheviots, Frene!. Clollis, Cassimeres, k C.
Tharo will also be oOVred a largo Stock of
ENGUSH PRINTK, CALICES WEI.SH FLANNEL, LADIES' KID BOOTS AND
SLIPPERS.
To whieh the assignees woald respectnlly cali the attention of the Public lo the following -
{ LO W PRICES, va:
A Large qoantity of English Prints whieh will be offered at kd. per yard.
of Eaglish Calices.................... id.
c o Waish Flannel...................... lid. .
c Kid Boots............................ 6. per pair
Kid Slippers......................... 1$. M m
< English KiGking..................... 6d. per yard.
JV. B.Vfe would also cali particular atteation to the larg lot of FRENCH and PAISLEY
SHAWLS of the Latkst Drmgns and Finet Qualities, wbich will be offered at a Great Sacrifico ;
a large assortiment o FRENCH and ITAI.IA.V SII.KS ; also, IRIS POPLIN DRESSES maaufaclu-
red by the eelebrated Prim, Baos, fif Dublm.
A LARGE QUANTITY OF REMANTS OF EIGLISH AiND FRENCH BROAD CLOTHS.
Meitons, Beavers, Twceds, Casslmeres, ete., whlh wll be sold In loto
to snlt Prvate Faaalles, at conslderablr.
BELOY MANUFACTURERS PRICES.
N. B.The Assignees have engaged the servieos of Twenty Salesmen, who will offer for inspec,
tion and sale, portions of the above Goods and from the low prices at whieh they will be oflered
they feel eonSdent of a speedy clearanrc, One Price will be charged from whieh No Abatkmen-
will be mad>.
The Above Qaoda Cau be fleeia at 99, ra da Imperador
From 9. A. M. Ta pm.
FOR A FEW DAYO ONLY,
H. W. APPLETON & Co. Assignees.
Carros de luxo,
E' inquestionavel qne a cocheira da ra do Bom
Jess n. 1S, de loa |um Paes Pereira da Silva, a
que tem as melhores berlindas, calecas, metas ca-
leras e victorias de luxo, proprias para qoalquer
noivado, visitas de etiqueta, bailes e actos da aca-
demia, sendo os mesmos ajaezados de exoellentes
parelhas deanimaes, arreos luxuosos e boleeiros
com fardamentos do ultimo gosto, para o que se
convida ao publico a vir por si mesmo cientifi-
car-se da verdade do que dentamos dito, cortos de
que nao encontrarao pomada, e sim realidado e
com modos ^precos.
Urna escrava que quer libertar-se precisa
de i:OO(hO0O para este flm -o contrata os 9eus ser-
vicos mediante o prazo que se convencionar : a
escrava cozinha bem, engomma soffrivelmente e
faz bolos: a tratar na roa do Imperador n. 14, I.*
andar, que dar as informarles necessarias.
MOFINA
Est encoura^ado 11 !
Roga-se^o Illm. Sr. Ignacio Vieira de Mello,
escrivao na cidade de Nazareth desta provincia, o
favor de vir ra Duque de Caxias n. 36, a con-
cluir aqnelle negocio que S. S. se comprometteu a
realizar, poli tprr^ira ohnwodtt ttocta jnmal, um
fins de dezembro de 1871, e denois para Janeiro,
passou 4 fevereiro e abril d 1872, e nada cumprio,
e por este motivo de aovo chamado para dito
flm, pois S. S. se deve lerabrar que este negocio
de mais de oito annos, e quando o Sr. sea Slho se
achava n<-ta eidade.
luga-se
o terceiro andar da roa do Vigario Tenorio n. 20
a tratar ra dn Amorm n. 37.
Lines de piano.
Urna senhora portugueza, chegada ullimamente
de Lisbia, offerecese para dar liedes de piano em
casas de familia e por pre^o razoavel : podendo
dirigirse ruada Aurora n. 5, pritneiro andar.
Ao publico.
Domingos Mara Goncalves, cnsul portugaez
de 2* classe e en -arregado que foi do consulado
de Portugal em Pernambuco nos nltimos treze me-
ses, participa aos seus amigos, tanto nacionae.-
como portuguezes, que tem o sea escriptorio na
ra Primeiro de Maceo n. 23, 1* andar, antiga ra
do Crespo onde pode ser procurado todos c-
dias nao santificados, das 9 horas da manhas 4
da tarde.
\!l PUBLICO
Quem mais cominodo derece ?
Incontestavelmente a loja de calcadoj|eetrangei
ro que mais commodo offerece em geral, com espe
cialidade ao bello sexM o *ARIS NA AMERICA
ra Duque de Caxias a. 59, primeiro andar (an-
tiga do Queimado) e a razao f a razio simples :
um eavalheiro (amante do chique) por corto se
uommoda quando, para comprar nm par de bo-
tinas, v-se toreado a experimenta-la sobre um
pequeo e pueroso pedac de tapete (systema ma-
carrnico) pao podendo desta forma conheeer se
a botina Ihe fica boa, pois, nao tem espaco para
experimenta-la, ao menos qae nao a estrague dan-
do apenas um passo, que chegarlogo ao imman-
do ladrjiho ; o qoe nao acontece no Parit na
America, onde pode se passear vontade e desta
forma eonhecer-se se fica bom o calcado : para o
bello sexo, entao qnasi impossivei, que ooia se
nhora (do bom tom) qneira sujeitar-se a experi
mentar calcado ao lado de nm balcao, onde en-
tra quem quer, ainda mesmo para comprar : o
Pars na Atntrica nao resente-se desta falta ; tem
nm bem preparado gabinete reservado, para as
Exmas. que alli poderao estar em perfeito eoramo-
do para a escolba do raleado.
Nao terrainam ahi as vantagens ou commodos
do Parit na America rea Duque de Caxias n.
59, pnmeiro andar, consiste tambem no bom sor-
tmente de botinas para homens, dos melhores e
mais afamado fabricantes da Europa, como Me
lis, Suser, Polak, etc., etc., e grande variedade de
chinellos e sapatos, assim tambem um lindo sor-
tmente de botinas para senhora, e sapatinhos de
muitas qualidades que poderao satisfazer a esco-
iha da mais capichoea senhora (do hom gosto);
pelo que fica expendido, est claro que a Toja de
calcado estrangeiro, qae mais vantagens offerece,
o Part na America, ra Duque de Caxias n.
59, primeiro andar, antiga ra do Queimado
Alinda I "* Preeisa-se de um moleqne forte para o ser-
UlIIIUa. vc,o interno e externo de urna asa estrangeira :
Aluga-se ama casa na roa de Mathias Perrei- dirija-so a roa do Commercio n. 16, escriptorio do
n, com qumul e cacimba: a tratar i roa do [ corretor Slepple.
Amorim n. 37.
Joaqaim Pedro C. Guimaries dtixou de ser
raixeiro dos abaixo asignados.
Pereira da Silva & Irmios.
Ao Sr.I. C. V. pede-se o favor de mandar a
casa n. 28, ra da Saudade, pagar o sea aceite
firmado no Rio Grande do Norte, a vencido no
dia 30 de dezembro de 1872.D. H. O.
Trocase um sobrado de dous andares e
sotao, chao proprio, por um de om andar, ou mes-
mo por casas terreas que seiam em boas roas e
que nao estejam desconcertadas : a nessoa qae
Ine convier o dito negocio dirija-se ao pateo do
Carmo, sobrado n 16, segundo andar, que achara
com quem tratar o dito negocio.
Preeisa-se de urna ama que svja perfeita nesse
servieo e que tenh.\ boa cndncta : a tratar ein
Santo Amaro em sefuimeuto ra d'Aurnra n.
III. ^________________________________'
l'j-ccisa-si'. Je nina v.w\ iL hito s.ni lilho :
na ru-iiU l'i-.ita n. *:\, f tn'jr, _A __________
Ail '"r^ciSn^liratiia mu, ouw uropiica,
*llllt* para casa du pequea familia, prefe.e-
escrava : ua ra da Uniao n. 49.
piuea familia :
t*r>T-se de duas amas,
sendo urna para engorauar
e fazer ontros servido* do-
uiertiru*, e outra para co-
zinhar e lavar, em casa de
a ra do Capibaribe n. 40.
Precisa-se de urna ama para cosinhar e
comprar : na ra do Coronel Suassuoa n. I.
AMA;.-
16,1* andar.
Precisare de urna ama para
servico de dnas pessoas: atraz
quartel de polica, sobrado n.
Offerece-se ama ama de leite, sem filbo :
na ra da Conquista n. 11, com abundante leite.
m Precisa-se de ama ama, forra ou
captiva, para cozinhar para casa de
familia de duas pessoas: a tratar
na roa da Madre de Deas n. 22, armazem.
Precisa-se de ama ama que saiba co-
zinhar e engommar: nesta typographia se
dir .que-n precisa. '
Ama de leite
Preeisa-sa de ama ama de leite : na ra do
Bario da Victoria n. 38.___________________
Precisase de nma ama para com-
prar cozinhar para tres ou quatro
pessoas : a tratar na ra Nova n. 12,
AMA
loja.
PRECISA-SE de urna
que saiba cozinhar para
urna familia de duas
pessoas : no pateo do
Paraizo n. 38, 1/ 2.* andares._________
Ama Precisa-se de urna ama forra ou es-
. viiit crm para casa d,, famiia a tratar na
rea Duque de Caxias n. 111.________^^^^
ATTENGAO.
Do dia 23 do eorrente mez de ago>to em diante,
haver venda leite para pelo preco de 400 rs.
a garrafa, todos os das as 8 horas da manha, no
becco do buhar dos arcos, junte a botica homoepa-.
ttiica na rea do Imperador.
Garante-se a qaalidade.
Escravo fgido.
No dia 14 do eorrente mez fugio o e crioulo, de nome Domingos, com os signaos sc-
gliiHr*: Ik'iii prtl'i iih^ :i-n l.in b:ir|i:i. to'-
vi,ii V hb cam! .i t i. ?-. ;.!;. d.i. ^-*r.-iii
aii'\o o pfgnr iiri> .i c.ira ili- >-:i *<".\\ .i i;i--
C l.-r:li- Itnii'U Lmn\'w_i'. n: ru.i I->lt:ii Baria n. il, ou ra tli Madre .1.- Ih- is n i. qne
sea b'm n^compcn-ali. S.i'|w-Si; estar eur Ja-
boalao, escondido.
mtmkm
Hospital portugaez.
A junta administrativa do hospital portugnei
de beneficencia em Pernambuco, tendo de man-
dar celebrar no sabbado 30 do eorrente as 7 ho-
ras da manha, na capella do meemo hospital
urna missa de rquiem pela alma do fallecido be-
nemrito viscond de Loures, convida para o re-
ferido acto da religiao, todos os socios de.-t hos-
pilal, os prenles e amigos do mesmo finado.
Hospital portuguez de beneficencia em Pernain-
bnco, 26 de agosto do 1873.
Luiz Dnprat,
Sevateri,
Allonclo
sa". sorpreza li no Diario de 26 do mez pas-
do um communieado do mcu mano Joaquim
Carneiro ^e Andrade. dizendo que fieava sem ef-
feito (iu4lllaer ransaceao feita por .nim, como
ama letlra aceita pelo Sr. capitAo Thomaz Alves
Uaciel Junior && quantia de um cont de reis,
de que sou sacador ; em tempa provarei quo meu
mano nada tem com a referida lettra em razao de
urna transac^o entre nos existente, que o mes-
mo se tem recusado ao ajuste de conta>, o qual
nao temos ultimado, porque a isto se tem recu-
sado meu mano, nao obstante a Instancias mi-
nhas e de amigos meus.
Villa de Palmares 22 de agosto do 18A
Amaro Jos Pereira
Os Srs. I)uarle Junior 4 C. queiram ter a bon-
dade de apparecir rna do Imperador n. 22
(dregaria) afim de receberem urna carta de im-
portancia que existe para os mesmos senhores,
rinda da Baha._____________________
- Precisa-se de um caixeiro que tenha pratica
de taverna, de 12 a 14 annos: na ra da Uniao
n. 54, taverna. _______
O administrador da massa fallida de Bostron
Bocter A (1 avisa aos Srs. abaixo mencionados
para virem receber seos dividendos : banco Novo,
thesbnraria de fazenda, Monhard & C, Augusto
F. de Oliveira, Joaquim Jos Silveira & C, Rodri-
gues da Costa Carvalho, John Ridebough, James Con-
rj, Hatson & Stark, WiIIiam Richardson e Sons
W. W. Ronnie. Iones & Richardson, Geo Burnttt
& C. e Bruce Gunston & C
RA DO COMMERCIO N. 46._______
ENGOMMADEIM.
Para casa de pouca familia, paga-se bom
aluguel por urna escrava que engomme bem
e seja da conducta: em S. Jos do Mangui-
nho skto n. 2, muro ciazento, defronte do
do Sr. Gadoult._________________________
~ O Illa. Sr. Dr. Octavian* Cabra! Raposo da
Cmara, actualmente nesta provincia, rogado a
comparecer ou mandar eu preposto casa n. 28
a rea da Saudade, para negocio urgente contra-
nido no Rio Grande do Norte._______________
Ao commercio.
O abaixo assignado faz sciente ao corpo do com-
mercio qne nesta data vendeu ao seu ex socio
Francisco Antonio Teixeira de faria a sua taverna
sita na na de i. Goncalo n. 27, ficando a cargo
do mesmo Faria todo o activo e passivo do dito
estabelecimento. Recife, d2 de agosto de 1873.
_________Jos Paulino Lopes de Almeida
Caixeiro.
Um mojo etaegodo ha ptico da Europ.i, e que
tem bastante pratica de negocio de fazendas e
molbados, e que tambem -entende de escriptura-
cao, offerece-se para qualqner casa de commer-
cio desta praca, oa fra della; dando fiador de sua
bea conducta, podendo ser .procurado a ra Nova
n. 11, armazem de A. J. de Azevedo._______
ALUGA=SE
o segando andar do sobrado da ra da Guia n.
62, grande, caiado e pintado de novo : na ra da
Senzalla Novan. I.
Consta que se pretende vender o engenho
Quiahorobo ; mas adverte-se que o mesmo per-
tencendo a ama senhora que tem alguns dbitos,
houvcra feito delle doacao a um eu neto, apesar
de ter ella um Clho e mais tres netos, filhos deste^
inem comprar ter de envolver-se em qnestoes
muras.
Boa acquisicao
Traspassa-se urna loja, ptima para qualquer
genero de negocio, pois que tem a necessaria ar-
maco, na ra da UBperatrii n. 7 : quem a pre-
tender dirija-se a ra do Commercio n. 12. no
ot el da Europa._________________________
Precisa-se de um caixeiro com bastante pra-
tica de molhados e que d fiador a sua cuducta :
a tratar na ra estreita do Rosario n. 5-7
Aluga-se a casa da 'punga com commodos
para familia : a tratar no me.-mo lugar, ra das
Crioulas n. 25.__________________________
Precisa se de um bom cozinheiro : ra do
Hospicio n. 33. ^^^^_____^______
Garanhuns.
Na ra do Barao da Victoria n. 36, precisa-se
fallar aos Srs. Pedro dH Reg Chaves Peixoto e
Jos Paes da Silva, a negocio de particular inte-
resse.
jr^tiijyiti'jrt.
COMPANHIA
DOS
TRILHOS URBANOS
DO
Recife diada.
Esta companhia recebe at o fim do mez
d'agosto, proposta para a collocaQo d'uma
liana telegrapbica, da estaco d'Aurora at
a do Varadouro, em Olinda, e da Encru-
zilhada at Beberibe. Para informaco se
entenderooe proponen tes com a respectiva
gerencia.
O gerente interino,
Laurentino Jos de Miranda.
A comecar do mez de setembro, haver
nos domingos e das santificados, para Be-
beribe, um trem as 10 horas da manha, at
que a concurrencia de passageiros prove essa
necessidade : regressari ao meio dia.
O gerente interino,
_______L. /. de Miranda.
As pessoas que tem pretendido estabelecer-
se no terreno devolute que lica nos fundos das
casas ns. 18 e 20 da roa da Florentina, onde exis-
te a fabrica de serveja, cujo terreno limita-se at
ra de Santo Amaro, podera entender-se com o
droprielario na roa do Hospicio n. 35.
MECO
Precisase de urna ama forra ou captiva para
comprar e cozinhar para casa de unn familia
composta de duas pessoas, paga se bem se agra-
dar : a tratar no pateo do Hospital n. 28, 1- e 2
andares,________________________________
MOLEQUS.
Para servido de c-sa paga-se bem por
um moleque ou cabrinha de 12 a 14 annos :
em S. Jos do Manguinho, sitio n. 2, muro
amonto, antes da ra da Amisade.
Aluga-se a casa da ra do General Sera,
antiga do Jasmim n. 35 com duas salas, quatro
quartos, cozinha e grande sotao : a tratar na mes-
ma ra n. 39.
Nao duvidem
S na ra do (lo Crespo n.
lo. ioj i de (-.iilhcniic &
r. (' i|iN.' !< podem voinlor
as azendas abaixo. pelos
presos seg'uintes:
Li-inhas cscocczas a 2i0 o cavado
Ditas de 'listras padree*novo* a 280 o covado
Ditas com liaras de seda i 100 rs. o covado.
Alpacas com listras a .'iOO rs o covado.
Merino assetinado para roupas a 360 rs. o e-
vadb.
.Uiapcos de sol de seda com cabo de osso a 8J1.
Aljgpdao do listras .unc cano com pequeo de-
leito" 3:0 is. o covado.
Rrins patdos e de cores a 400 e 440 rs o covado.
Rriui blanco lona a ICOO a vara.
Cumhraia pata com listras e llores brancas,
proprias para lute, a 24d rs o covado.
Dita- finas de cores a 230 rs. o covado.
Creiune para camisas e vestidos a 440 rs. o co-
vado.
Chitas rdxas e di; cOrcs a 200 o 240 n. o co-
vado.
Gmsdcnaples preto de eordao a 21400 o covado.
dichas adamascadas a 3.'.(.0 e U.
Ditas de croch a 5|.
Co'iertas de chita adamascada a 3500.
Cihertores do la eseuroi 2.
I.ences de bramante a 2.
Iidos do algodi. a liiOt.
To ilhas alcochoadas a 6 a duzia.
LeoooB de easra rom barras a 14 dazia.
Ditos ditos de ahainhados a 1& a duzia.
Ditos de espuiao a 3#5M a dazia.
Camliraia lisa a o 4l'iOO a peen.
Dita Victoria lina a 3i800.
Coi tea de cnsemira lina a Atoal dn a ti a vara.
imisas injlczas f iir-.dus, com p3:to de linio,
pelo diminuto preci de 38000 a duzia e 3J500
cada una.
S na loja de Giiiiherme A C, ra do Cros-
poj 20._______________________________
La vai pcrhiiielia.
Eu j vi.
A n>sa branca nebeu um lindo sortimenta
de corles de vestidos de ambraia bordado-, omi-
te linos e vendo por 10 vcnh.un antes que se
ac bem.
A rosa branca vcmlo meias eraai para homem
a 4-'i00 a duzia, muito boas; tambem vende len-
cos de cores para meninos a Ua duzia.
J chegou
a rosa branca as eambraias de salpico3 e vende
por 5 a peca,
Ser possivel?
A rosa branca rende ebapoa de sol do seda
muiti fina a 101, m -ia canna, seda trancada, os
mais modernos do meread a 13 5, e de eabo do
marliin muito lindos e do fina seda por 14000 :
quem duvidar vculia ver.'
Aproveitem.
A rosa branca vende chitas 'as e limpas, de
cores segaras a 2M 280 rs. Sapatos de tranca,
marca Chaves a !00.
Nova remessa de cha, fumo
e rap.
Arnaral, Nabuco A C., vendem cha preto o ver-
de, ramo inglez para cigarro e cachimbo, e rap
francez e naetonai : no Razar Victoria a ra do
Barao da Victoria n. 2.
COMPRAS.
Comprase um escravo que saiba trabalhar
de tanoeiro, prefere-se que nao seja mogo : a tra-
tar n praca da Independencia ns. 19 e 21.
a

I s m @ m 9 9 m &
Trastes. S
Compra se e vende-se trastes novos
e usados : rao armazem da ra do Im-
/jk, ;erador n. 48. ^.
'&& O &
Cempra-se tima machina de cozer saceos,
estando em bom estado : a tratar no armazem da
bola amare) la.
VKDAS.
Luvas de Jouviu.
Muito frescas, ebegadas no ultimo paquete : na
loja do Passo, roa Primeiro de Marco n. 7 A,
antiga do Crespo.
Papis piulados.
para forrar salas e outros quacsiner aposentos,
sortiment) completo ; vende-se por menos do que
em caira qualquer pane : ra do Vigario nu-
mero 10.
Cat
do Rio de Janeiro : vende-se ra de Vigario, ar-
mazem n. 16.
- No armazem n. 16, i rol do Vigario, ven-
de-se o rcguinle :
Plvora ingleza de superior qcalidade.
Cliunib Folha do Flandres.
Estando na verguinha.
Palhinha preparada.
Oleo de linhaca
Gomma laca.
Cola da Baha.
Rroz de superior qaalidade.
l'elles de coiiro de lastre.
Ditas de Bezerro.
Cera em yellas de Lisboa.
D tas bogias.
Oideiras hamburguezas.
Ditas de balance.
Ditas para cranca.
As nicas verdadeiras
Bichas liambargnezaa qne vem a este mercado:
na ra do Mrquez ile olinda-n. -11._________
J. 0. C. Diyle.
Tem para vender :
Cognac de Heouessy, superior e verdadeiro '
Vmho Xercs das melhores qualidades.
Bitters de Angostura.
Whisky
Cha preto em latas de 10 libras.
Todas as presaracocs chimicas do Dr. Ayer :
armazem da ra do Commercio n 38.
no
Vende-se
ou admitiese um socio na taverna da ra fmne-
ri.-l n. 128. junto ao chafariz.
Grande officina de alfaiate
Ra do Mrquez de Olindn
Actualmente dirigida pelo bem conhecido e in-
telligente artista brasileiro
PADILHA.
Completo sortimento para officina de pannos
casemiras modernas, rnerins, gorguroes, brins
branoos e de cores superiores, e outras muitas fa-
zeoi/as proprias de esla.o.
Ra do Mrquez de Olinda n. 40, loja de Frede-
rico Pinto & C
i.
Peitoral de Cereja
do Dr. Ayer.
^
Par Molestias da a&rg&nta, Peito,
Pulmea, taca oomo Toihi,
Conatipaces, Defluxos, Coque-
lucho, Bronclutis, Asthma, Con-
umpcao ou Tiaioa pulmonar, Aso.
>*>-po2*w

mmm
A
.2.
fiPS9l
3
5
Aluga-se a casa o. 48 a ra de S. JoSo, cora
duas pequeas salas, nm quarto e quintal: preco
de 124000 mental: a tratar no mesmo lugar, ou
rna estrella do Rosario n. 17, L* andar.
5ly|< s
Cr To Vi
8lg|
5t.o
3 R
i i
p
mce-nez
Mobilias de aluguel
Aluga-se Constantemente mobilias complatas e
qualquer traste separado : na roa do Bario da
Victoria, arraazens-de raobilia de Antonio Dorain
gires Pinto ns. 87 e 58.
Feitor
Precisase de nm feitor qne antenda de servico
de Horta e jardim : no collegio da Concsicie a
roa de S. Francisco n. 71.
tava-se e engomma-se inda qoalidade'de
roup, tanto para homem como tara senhora na
ra da Detencao, confronte a casa do jai.
Perdeu-se um piace nez de ouro. para homem,
da ra do Capibaribe para a ra da Aurora, es-
qu'na da do Conde da Boa-Vista : quem o (ver
adiado, querendo restitui-lo, tenhi a bondade de
leva lo ra de Capibaribe n. 40, onde se grati-
ficar o trabalho.
Caixeiro
Precisa-se de um caixeiro de boa conducta com
pratica de fazemlas ou molhados : a tratar na rna
Direita n. 8B, loja Novo Hjval__________
Aluga-se a caaa acabada do novo, defronlO
do viyeiro do Muniz, roa do Mrquez do Herval, 8
propria para qualquer familia por estar bem ac,
bada :.a tratar na roa-do Nogoeira. o. WSverna.
lup-se a casa terrea n. U da travesa da
roa do Calabooco Velho : a fallar na roa do Im-
E**4 n. 44, botica do Sr. Ribeiro, oa ra da
oco-Pontas n, 3,
r, ig

Wo
03 33
a5
Antes de apparecero PEITORAL nunca a historia da
medicina vira preparaco alguma que tao universale profun-
damente ganhase a confianca do gmro humano, como esta
excellentissimo remedio para infermidades pulmonares. Du-
rante longa serie de annos, entre quasi todas u rocas doa
homens val gozando cada vez de ma.s alta repntacao e ra-
llme, como o mclhor protector contra estas molestias.
Ao passo qoe se adapta perfei tamen te as formas mais bran-
das das molestias, e as criancas e meninos, ao mesmo
tempo, o remedio mais efficaz que se pode produzir para im-
pelir o progresso da TUiem incipiente e todas as perigosaa
alTeccOes do peito e pulmes. Como antidoto contra attaques
re)ientinos de Creup, todas as familias devem o ter em suas
cazas ; e em geral, como todos sao sujeitos a constipaces e
tosses bom estar-se sempra prevenido com tam poderoso
remedio.
Posto-que a Tilica Declarad* e tida como sem cura,
ha portante grande numero de casos era que esta molestia
pareca ser declarada, mas que at t*m curado radicalmente
pelo uso d'este PXITOKX, DB CEREJA.
MiUiares de casos de Moleitia* da Garganta e puhnoaa
que tmham baldado todas as expedientes da perecia humana,
teem cedido a influencia do PEITORAL DE CEREJA,
O? Cantare e os Orador acharo o Peitoral nm en-
cllente protector contra molestia, e de grande serventa
para ajuuar a voz.
Sempre allivia a Aithma, e frequentamente a faz desap-
parecer inteiramente.
Em doces pequeas e repetidas, regularmente ir a
BronehM.
Para Camtipaeiee e tone, nio possivel encontrar-M
millior remedio. Toma-se em doses pequeas tres vezee
por dia, e k noite um escalda ps, ate se curar a molestia.
Para os Defluxoi, quando effectan a garganta, deve-ee
raier o mesmo.
Pan a Taufatgmna ou Ceouclucl*, da-aa em pequeas
doses tres ou quatro vezes por da.
Para o Croup, doses grande* repelidas, at as vencer a
molestia.
afectivamente nemhuma familia deve Misar aten o PEI-
TORAL, para se defender contra os attaques repentino
das molestias cima mencionadas. O sea emprego coi .i tem-
po, muitas vezes poupari ao Infamo muhos soOriir.uutos
perigos que occorrori&o se tiveaw i esperar para outro aax-
iHa. Paes e maes, conservaa tata rtm*lio sempre em caza.
Vidas preciosas se vos podem salvar.
As virtudes d'esta preparaeto tlm m temado tam vul-
garmente conheoidus, que nos dispensan ios da pablicar aeju
attestiidos de algumas de usas grandes cuna, nos lim.itarnoe
k assa.gurar ao publico que estas virtud** quo ora pean*
sempru se conservarlo.
nxr AMADO POB
J. C. Ayer A C*k, Lovrell, Mass., E.JJ,
I____MBBI 1

-

\t


6
Difiri de ? i
*



(8 ANDES NOYIDADES
Em fazendas de gosto
LOJA E ARMAZEM DO PAVO
N. 60 Ra da Iraperatriz N. 60
DE
PEfaiRA DA SILVA & GUIMARS3
Os pnpnetarios doste importante cstabelecimento, participam a rospeitavel publico
desta cidade e aos seus numerosos freguezes que acabara de receber pelos ltimos vapo-,
res de Europa, um grande sortim<;nto dasmais lindas e mais modernas fazendas de gosto
e nanita ph.iutasiapara vestidos do senhoras e meninos, assim como tambera um grande
sortimento das ruefhores fazendas de le, que se vendem por presos muito om conta, s
com o li.n de apurar dinheiro.
As possujs que negociam cm pequea escala, neste estabelecimente podero tazer
os seus sorti.ncntos, porque so Ibes vender pelos pregos que eompram nal casas estran-
geiras ; do to las as fazendas se do amostras, deixando penhor, ou mandam-se levar em
esa dus Exmas. familias pelos caxciros.
Esto estabolecimcnto est constantemente
Aos ki mi e!)va(bs de lsinhas
300 rs.
Na loja do Pavo.
LAZLNIlAS A 300 RS.
I.AZLNHAS A 300 RS.
LAZINHAS A 300 RS.
O Pavo receben um.graude sortimento
aberto das 6 horas da manhS s 9 da noute
BURNOUS A 163JOOO. .
i O Pavo recebeu pelo ultimo vapor de
Europa, burnoos dos mais lindos gostos
' que at hoje sao conhecidos e em relacio
sii,i excessiva baraleza, convidam-se as
[ Exmas. Sras. para verem o que ha de mais
novidade neste artigo.
BRAMANTES PARA LENQOES.
O Pavo vende superior bramante de al-
ta mais lindas lzinbas para vestido dse- godao,tendo 10palmos de largura, queso
nhoras e de meninas, coro delicados padres P"*5'8 de */4 Para um len<1 a
miados o grados, que vende pelo baratissi- *J? "I?1" u 1*800 a yara- .
mo proco de 300 rs. o covado, por haver Dltotde bnho fino superior e muito en-
grande porcae. E' pecl.incha, na ra da corpado, com a mesma largura a 23400 a
Imperatriz n. 60, loja do Pavo. yw*: ., -i-w^l
NO VOS VESTIDOS A'2 DE JLLHO POR Ditos francezes muito finos a 2*500 e
125000. ,3$000.
O Pavo recebeu um elegante sortimento1 Pegas de Hamburgo e panno de hnho, ten-
dos mais liu ios o molernos cortes de cara-, c 'f8 30 varas- Para todos os Preos
braia para vestidos, sendo a uso da cortee e qiialidades.
2 de iuiho, coro os mais bonitos enfeites, e ?lta8 dc, bretanha de puro hnho, tendo 30
tendo bstanle fazenda : assim como baba- Jardas- Pelos Pre50s raaisbaratos qa tero
dos, reas, recifliz e entremeios, sulficien-; visto. '
tes para as guarnieses, c vende pelo bara-! Pcchinchas do fin.ssimo esguiao ou silezia
10 preco de 12*000 cada corte. Na loja com 6 jardas 7j
do Pavo i na da linperatriz n. (50.
LAZINHAS BORDADASA 400 RS.
COMO SiiO lS! \
O laques lodos de madreperla,, brancas
ires e quo irazom o disticoUNIAO em le
---
je de
cores e "quo iraznm o distico niao em ledras
tambem de madrepcrola cm alio relevo, lor-
nando-se por islo apropriados para nolvas, a NO-
VA ESPERANZA ra Duque de Caxias n. 63
(antiga do Queimado) quem os tem.
Sao de tartaruga
Os brincos, broches, meios aderecos, cruzes,
coracoes e cassoletas, que estao fepqjiaj l>oa
escolta daa Exmas. (amantes do qHucl; vend n se
na Nova pspeanca, ra Dun| m Caxias
a. 6a. JTi
Aos menines
A Nova JJf peranea ra Buque de Caxias n.
3, acaba de receber um lindo sortimento de bo-
necas de mnilas qualidades, vindo en/re ellas as
engranadas lioneras de borracha, assm lanjbem
uma pequea quantidade de konseas.7j>retas que
se tornam apreciadas pela sua novidade.
Ebem yt
A Nova Esperanca ra uqee de Cahm b.
63, receben verdadeiro chnenlo Ingfez, prepara
5 para concertar porcelana bem til.
Vestido petdido
Muitas veaes um vestido turna-se lateramente
feio, somante por estar nial enfeiuo: a Nora Es-
peranca ra Duque de Caxias n. 63, remove
este mal; porque est bem prvida dos melhores
galoes e franjas de ;todas.i cores, onde pode es-
colher-se vontade sobresahiado eWro estas as
modernas franjas mesaieaa, que pela aua varieda-
de de cores, fiea bem em quasi todas as faaendas.
A ella antes que se acabem.
Bolas de borracha
com 30 jardas
O COVADO.
O Pavo recebea um elegante sortimento
das mais Ii.i las lizinhas transparentes com
florintias. bordadas, tendo de todas as cores
inclusivel rocha propna para viuva, e ven-
de pelo baraiissimo prego de 400 rs. o co-
vado. E' p chincha, na loja do l'avao ra
da Imperad i/, n. CO.
LAS MODERNAS.
O Pavio vende um bonito sortimento dc
lzinbas lisira.las sendo das mais modernas
que tem vindo ao mercado, pelo baratsimo
pre^o de K60 e 000 ors. o covado. E' pe-
chincha, na loja do Pavio ra da Impe-
ratriz n. tiO.
ALl'A .AS I.A VR \DAS A 6i0 RS. O COVADO.
C jou para a loja do l'avao um elegante
ii das mais lindas alpacas lavadas
lo as cores mais modernas que

de

in lo para vestidos, e w;iide-se pelo ba-
praco de < rs. o covado. E'
iicha, n loja dp l'avao.
LS i FRACtSUS A OUl) ECiORS. O
METRO.
o Pavo i*eee!>eu um magnifico sortimen-
'. lis lidos eassas fraitcezas, de cor,
cornos mtis bonilos deso di s midos e
los, tendo pn !roes escuros e outros que
no | ira lato, e vende a G00 e 640 rs.
o ni (tro ou 330 c 'i00 rs. o covado.
LZl.VdAS OBERNAS COM I.1STRA DE
SEDA A GVOrs. e 15J200.
O l'avao recebeu um elegante sortimento
de las 09 ii lislras de seda assetinada, sendo
as ik modernas que tem vindo ao merca-
do c co o as maa delicadas cores, e vende
ios baratos presos de 640 rs c 1200.
Assim coai i outras muito bonitas com Usuras
se n s< la, me vendo a 500, 6 i-0 e 800
n.f todas estes las sfio modernissimas. E'
pechncha, .a loja do l'avao.
Chitas ". 10, S,SftOe360 rs.
O Pavo recebeu um grande surlimenlode
chitas de cores lixas, que ven le pelos bara-
tos preg s de 2i0 e '<0 rs. o cova lo. Ditas
escuras fazenda muilo superior, com imvus
padres a hi e 3G0 rs. o covado.
Dilas muit i linas padrees claros em teci-
dos do percales, com barra de cor ao lado e
eroella a 'M o 400 rs.
Dilas pretascom tecido dc entone, fazen-
da muito superior a 3.0 e V00 rs. o co-
vado.
Ditas de i dros, miudiubas, proprias para
roupa de enancas a 3G0 rs. o covado. E'
pechi icha, ia loja do l'avao.
JBaplistiui it 500 rs. o covatlo.
U Pavo recebeu um elegante sortimento
das mais mo lernas baptistas do cores com
padrees miu linhos c grados sendo proprios
pira resti loa e roupa de crianea, pelo bara-
tissimo prec, > de 300 rs. o covado, afliancan-
do ser grande pec'dticha I
Pecas de finissima silezia
I a 35^000.
Atoalhado adamascado com 8 palmos de
largura a 25000 a vara.
Calcas dc cascuiira.
0 Pavio tem um grande sortimento de
calcas de casemira, assim como cortes os
mais modernos que tem vindo nos ltimos
ligiirinos e cm fazenda, dos mais finos e
mais novos que tem vindo ao mercado, e
vonde-se por barato preco para apurar di-
nheiro, assim como caigas de brim bronco e
de cores, por pregos muito razoaveis.
LENCOS ABAINUADOS A 1#800 E 2000.
0 l'avao vende duzias de lencos brancos
abainhados, sendo fazenda muito boa, pelo
barato prego de 2000 a duzia.
Ditos tambem abainhados, com beira de
cor o 19800.
Dit s grandes, fazenda muito fina, sendo
todos brancos a 355000,
Dito de cambraia branca, sendo em pega
a 3-rG00
MEIAS CREAS A 4-5 E 5#000 A DUZIA.
O Pavo vende duzias do meias cruas, ia-
glezas pelo barato prego de 4#000 e 55>000.
Assim como ditas muito finas e muito en-
corpadosa 68>000, 7^000,8?000 o 1OJP000,
e um grande sortimento de meias inglezas e
francezas, para senhoras, que se vende por
prego muito cornmodo.
MADAPOLAO FRAN'CEZ a 65000 E 7&000.
O Pavo vende pegas de madapolo fran-
ecz, que sempre se vendeu por muito mais
dinheiro e liquida-se pelo baratissimo prego
GJOOO e 79000, por ter feito urna grand
compra. E' pechincha.
Algodffozinko a 4L5000.
O Patio vende pegas de algodozinho,
muito boa fazenda, pelo barato prego de
45 c 55000.
Dito largo muito encorpado, proprio para
toalhas c lenges a 65000 e 75000.
CAMBRAIAS.
0 Pavo vende cortes de cambraia trans-
parente propria para vestidos a 25500
35000.
Pegas do dita muito fina, cora 10 jarda,
tapada como transparente a 45, 55 e G5000s
at a mais fina que vem ao mercado.
PANNOS DE CROCHET PARA CADEIRAS.
O Pavo tem um grande sortimento de
pannos de crochet proprios para cadeira de
balanga, para ditas de guarnigo e para so
f, que se vendem muito em conta.
COI.XAS DE CROCHET A 65 E 85000.
O Pavo vende colxas de crochet proprias
para cama de casal, pelo baratissimo prego
de 65 e 85000.
Ditas de fusto acolxoadas, sendo de co-
res e brancas, pelo barato prego de 46000.
E grande sortimento de ditas de damasco,
cretoue e de chita, que vende por pregos
muito razoaveis.
CORTES DE PERCALLES COM DUAS SAIAS
Cortes di; calbrala, ultima no-
vidade, a 95OO.
O Pavo recebea pelo ultimo vapor de
Europa, cortes de cambraia branca com ba-
badinlios ricamente bordados, tendo fazenda
sufficiente para- vestido de qualquer modelo,
estes vestidos sao os mais modernos que tem
vindo ao mercado, e pela sua excessiva ba-
rateza tornam-se recommendaveis s senho-
ras de bom gosto.
Ditos com babados do cr, tendo 20 me-
tros de babad-s a 93000. E' grande pe-
chincha, no Bazar do Pavo ra da Irape-
ratriz n. 60
CORTES DE CAMBRAIA BORDADOS.
O Pavo recebeu os mais ricos cortes de
cambraia branca bordados.para vestido, que
vende pelo barato prego de 205 e 305000.
CORTES DE CAMBRAIA BRANCA.
O Pavo recebeu um lindo corte de cam-
braia branca com listras assetinadass que
?ende pelo barato prOyO de 63000.
Ditos om, lislras de cores, tendo 8 varas a
43 e5500O." E' pechincha.
ESPARTILHOS.
O Pavo recebeu um grande sortimento
de espartillH tanto para senhora como para
menina, que vende pato barato preo de
3000.
Ditos mioltoios a .ft| e 55000. Sao dos
mais roo'tifroos qu e|j iHjindo ao mer-
cado.
CAMBRAIS ABKRTaf"*^3 E 105000
O Pavio recebou um elegante sortimento
das mais finas cambraias brancas abortas,
bordabas para vestido, que vende peltt barato
preco.de 93 e 103000 o cortfl, tendo fazenda
bastante para vestid-'. B* pechincha, na loja
o Pavo ruada Imperariz u. 00.
Vendem-se de todos os taannos ra
de Caxias n. 63, na Nova Esperanca.
Ru da Im]
ACIONAL
-tz n. 7o"
Lourenco Pereira Mendes Guimaraes
Declera a seas freguezes qae tem resolvido vender o mais barato que for possivel,
saber:
CHITAS A 160 E 200 RS. O COVADO. CORTES DE BRIMjDE CORES A 13500,
Vende-sc chitas francezas largas com to-1 Yonde-se cortes de brim de cores parr
que de avaria, a 160 e 200 o covado. Di-; caiga, a 13500 e'2000.
Cabellos brancos sfm
quer
Duque;
m
w
a 45000.
O Pavo vende bonitos cortes de percalles
com duas saias, sendo fazenda de muito gos~
to a 45OOO. E' pechincha na loja do Pa-
vo ra da Imperariz n. 60.
BOTINAS PARA SENHORA, A 53000.
Na loja do Pavo ra, da Imperatriz n. 60.
Perei-a da Silva & Guimaraes receberam
pelo ultimo vapor de Europa um elegante
sortimento de botinas pretas e com delieados
enfeites decr, proprias para senhora, garan-
tindo-se serem das mais modernas que ha
no mercado, assim como a boa qualidade,
por terem sido remettidas por um dosmr
Ihores fabricantes de Pars, e vende-se peit>
barato prego de 63, na loja do Pavo.
SAIAS RORDADAS A 53, M e 83000.
O Pavo vende saias ricamente bordadas
de 4 pannos cada urna, pelos baratsimos
preeps de 53, 63 e 85000.
Ditas de um panno s e com muita rodas
guarnecida de pregas, pelos ba*atos preco,
de 23000 e23500.
Ditas com guarnigo de pregas e borda-
dos a 33500.
4l$od*o enfestado 15000 a
vara.
O Pavio vende algode amerieano entes-
tado e muitoeneorpado,. pteprio para-toa-
lha e lenges, pelo barato prego de 13009 a
vara.
Dito franco sendo trapgadf
corpado, peW baratissimo prego de 13280 o
metro. -;j
CasetMtras a fOOO e 93OOO.
OPavao vende ortos de oBsemia; frce-
zs-, sendo aiBda mmto superior:rju* ai-
pre se tendeu pormeis di8heiro|'* lfc||i-
danMraWMOocrto.
Ditos a (fipWO.
A Nova Esperanga a ra Dugne de Caxias n.
63, acaba de receber a verdadeira tintura de Des-
nous para tiogir os cabellos, o que se conseguc
(empregando-a) com muita tciliaade, e por este
motivo, cabelles brancos s tem quera quer.
8tdo4na moda
Os cinturoas de couro, proprias para enhoras,
que recebea a Nova Esperanca f ua Duque de
Caxias n. 63, eslo, sim, aenhpra, esli na moda I
Se queris ter ou preparar um xamalhete de
cheirosos era vos brancos para o vosso casamento,
ou para outro fim apropriado, necessario ir
Nova Esperanca ra Duque de Caxias u. 63,
que all encontrareis os mefiores ports lauquis
que se pode desejar.
Agua florida, de Guislain,
para fazer os cabellos pre-
tos.
A aguia branca, rna Duque de Caxias n. 50,
acaba de receber nova remessa da apreciavel agua
florida para fazor os cabellos pretos. O bom re-
sultado colindo por.quom tem feito uso dessa
inoffensiva preparagao a tem altamente conceitua-
do, e por isso apenas se fez lembrar a quem no-
vamente della precise e quetra se aproveitar de
sua utilidade. Tambem vcio agua do topasio e
oleo florido para o mesmo uso, e tio acreditados
como aquella.
Voltas e brincos de grossos
aljofares de cores.
A aguia branca, rna do Duque di Caxias n.
50, recebeu novas e bonitas voltas e brincos de
grossos dljofares de cores, e como sempre conti-
nua a vende-las per proco comraodo.
Novos diademas dourados e
com pedras.
A aguia branca, rna do Duque de Caxias n.
50, recebeu novo sortimento de bonitos diade-
mas dourados e com pedras, tanto para meninas
como para senhoras.
Colleccoes de traslados ou
normas para escrerer-se.
A aguia branca, i ra Dtiqno dc Caxias n. 50,
recebeu novas collecgoes ou normas para as crian-
cas aprenderem a escrever por si mesmo, hoje to
usadas as aulas e collegios; e como sempre ven-
de-as por prefo commodo.
Meias cruas finas para meni-
nas e senhoras
A loja'd'aguia branca, i ra Duque de Caxias
n. 50, recebeu novo sortimento daquellas tao pro-
curadas meias cruas para senhora, vindo igual-
mente para meninas, e contina a vende-las por
pregos cominodos.
Veos ou mantinhas pretas.
A loja da aguia branca, ra do Duque de Ca-
xias n. 50, recebeu bonitos veos ou mantinhas
pretas de seda com llores, e outras a imitaeo de
croch, e vende -as pelos baratos precos de 31,
i J e 6000. A fazenda boa e est em perfeito
estado, pelo que contina a ter prompta exlrac-
gao
Perfeita novidade.
Grampos com borboletas, bezouros e gafa-
nhotos dourados e coloridos.
A loja da aguia branca, ra do D ique de
Caxias n. 50, recebeu novos grampo3 com bor-
boletas, bezouros e gafanhotos, o quo de certo
perfeita novid.de. A qnanimade pepuena, e
por isso em breve se acabar.
Novas gollinhas ornadas com
pelueia ou arminho
A loja d'aguia branca rea Duque de Caxias
- 50, receben urna pequea qnantidade de boni-
s e novas gollinhas, trabalho de li e seda, en-
neitadas com arminho, obras estas de muito gosto
e inteiramentc novas.
Grampos, brincos e rozetas
dourados.
A loja da aguia branca, ie rna do Duque
Caxias n. 50, recebeu novamente bonitos gram-
pos. brincos e rezetas domados ; assim como
novos diademas de ac, e como.serapre conti-
na a vende-los por pregos razoaveis
Caixinhas com pos dourados
e prateados, para cabellos.
Vende-se na loja da Aguia Branca ra do Du-
que de Caxias n. 50.
Luvas de pellica pretas e de
outras e6res.
A loja da Agnia Branca, ra Duque de Ca-
xias n. 80, recebeu novo sortimento de luvas de
pernea, pretas e de outr3s cores. ______
ra\K
Ra do Bardo da Victoria n. 22.
DF.
Garneiro Vianna.
,7 A' este grande estabeleciment tem che-
gado tiro bom sortimento de machinas para
costura, de todos os autores mais acredita-
dos ultima monte na Europa, cujas machinas
sio garantidas por um anuo, e tendo um
perfeito artista para ensinar as raesmas, em
qualquer parte desta cidade, como bem as-
sim concerta-las pelo tempo tambem d'um
anno sero despendi algura do comprador.
Neste estabelecimentotimbem ha pertengas
para as roesmas machinas e se suppre qual-
quer pega que seja necessario. Estas ma-
chinas trabalham com toda a perfoigo de
um e dous pospontos, franze e borda toda
qualquer costura por fina que seja, seus
precos sfio da seguinte qualidade : | :ra tra-
balhar a mao de 30-2000, 405000, ioSSOO
e 5u$000, para trabalhar com o pe sao do
80&000, 985000, 1005000, 1105000,
1205000, 1305000, 1505000, 2005000 e
2505000, emquanto aos autores nao ha al-
terago de pregos, e os compradores poderao
visitar este cstabelecimento, que muito de-
verfio gostar pela variedade de objecto que
ha sempre para vender, como sejain: cadei-
ras para viagem, malas para viagein, cadei-
ras para salas, ditas de balango, ditas para
crianga (altas], ditas para escolas, costurei-
ras riquissimas, para senhora, despensaveis
para criangas, de todas as- qualidades, camas
de ferro para homem e criangas, capachos,
espelhos dourados para sala, grandes e pe-
queos, appareUios de metal para cha, fa-
queiros com cabo de metal e de marfira,
ditos avulsos, colheres de metal fino, condiei-
ros para sala, jarros, guarda-comidas de
rame, taiopas para cobrir pratos, esteiras
para forrar salas, lavatorios- completos, ditos
simples, objectos para toilette, e outros mui-
tos artigos que muito devem agradar a todos
que visitarem este grande estabelecimento
que se acha aberto deide as O horas da ma-
nh at as 9 horas da noute
Ra do Barao da Victoria n.
22.
No ha mais cabellos
tas limpas a 240, 280 e 320 rs. o covado.
CAMAS FRANCEZAS A 330 RS.
Vende-se eassas francezas a 320 e 360 rs.
o covado.
LSINHAS A 200 RS.
Vendo-se llsinhas dc cores para vestido,
a 200, 360, 400 e 500 rs. o covado.
ALPACAS A 400 RS.
Vende-se alpacas para vestidos a 400, 500,
640 o 800 rs. o covado.
COBERTAS DE CHITAS A 15600.
Vende-se cobertas de chitas de ceres, a
(5000 o 25000. Ditas de pello a 19400.
Colxas de cores a 15200, 25500 e 45500.
CHALES DE LA A 800 RS.
Vende-se chales de l de quadros a 800
rs. e 15000.
Ditos de merino a 25, 35, 45 e 55000.
CAMBRAIA BRANCA A 85000.
Vende-se pegas dc cambraia branca trans-
parentes e tapada, a 35, 35500, 45, 45500,
55 e 65000.
SAIAS BRANCAS A 25000.
Vende-se saias brancas e de cores, para
senhoras, a 25000 e25500.
BONETS A 500 RS.
Vende-se bonets pretos de seda para ho-
mens, a 500 rs. Chapeos de palha, pello c
massa, a 25, 255O0, 35000 e 45000.
MADAPOLO A 35000.
Vende-se pegas de madapolo enfestado a
35000. Ditos inglezes para os pregos de
45, 45500, 55, 65000 e 75000.
ALGODO A 35500.
Vende-se pegas de agodo, a 35500, 45,
e 55000.
BRAMANTE A 15600.
Yende-se bramante com 10 palmos de
largura para lengol, a 15600, 25 e 25500 o
metro.
GltWDE LIQUIDACAO DE SAB0NETES 280 B9.
Vende-so urna grande porgfio de sabone-
tes inglezes, a 200 rs. Ditos francezes com
cheiro a 320 o 500 rs.
Agua do colonia, a200, 320 e 500 rs. o
frasco para liquidar, e outros extractos
muito barato.
BOTINAS A 35000.
Vende-se botinas para senhoras, a 350#0 *
35500, a ellas antes que se acabem.
ROUPA FEITA NACIONAL.
Vende-se camisas brancas, a 15600, II
25500, 35O00 e 45000.
Caigas de easemiras de cores, a 85, 6#
75000.
Palitts de casemira, a 45, 05 e 85000.
geroulas a 1* e 15.600.
BlUMDEGORtSA 440 R8.
Vende-se brim de todas as cores a 4e*
rs. o covado.
LENCOS BRANCQS A 2500O A DUZIA.
Vende-se a duzia de tongos brancos,
25000. Ditos com barras de cores a 350#
Ditos de linho a 55000.
TOALHAS A 800 US.
Vonde-se toalhas para rosto, a 800 rs. r
15000.
GRAVATA8 DE SEDA PRETA A 500 AS
Veade-se gravatas de seda preta, a 0*
rs. cada urna.
CHITAS PARA COBERTA A 280 RS.
Vende-se chita para coberta, a*280 e H*
rs. o covado.
BONETS PARA MENINOS A 15500.
Vende-se bonetes para meninos, a 15500
ESPARTILHOS PARA SENHORA A 89500
Vende-se esparlhos para senhora,
35500.
A 800 RS. 0 COVADO.
Vende-se granadines com listras de seda,
para vestidos da senhora, a 800 rs. e 15000
o covado.
COLCHAS DE CROCHET A 65000.
Vcndc-se ricas colchas Jo crochet para ca-
mas a 65000.
PANNOS DE CROCHET A 15500.
Vende-se pannos de crochet para cadeiras.
a 10500e 25000.
CASSAS PARA CORTINADOS.
Vende-se pegas do eassas para cortinados,
com 20 varas, a 105000 e 125000, c outra
muitas fazendas em liquidagfio.
e em
cabellei-
Chapeos para senhoras.
Amara! Nabuco & G. receberam um completo,
sortimento de chapeos de palha do Italia, seda
e volludo, pretos para luto. de cores enfeitados
TIMARA japdheza. .
S e nica approvada pelas academias de
sciencias, reconhecida superior a toda que
tem apparecido at hoje. Deposito princi-
pal ra da Cadeia do Recita, hoje Mr-
quez de Olinda, n.51, 1. andar,
todas as boticas 'e casas de
r6ro. ______^^______________
BICHAS DE HAMBURGO
As mais recentes e melhoros.
Vendem-se na pharmacia e drogara de Bar-
tholomeu & C, ra Larga dosario o Rn. 34.
SEGREDO ECONOMA E CELERIDADE.
Cbtem-se com o uso
DA
IfUECCAO SHOST
nica, hygieniea, radical einfallivol na cu-
ra das gonorheas, flores braneas efluios de
toda especie, recentes ou chronicas; e que
offerece como garanta de salutares resultados
a continuada applicagao que sempre com a
maior vantagem se tem feito della nos hos-
pilaes de Paris.
nico deposito para o Brasil, Bartholomeu
4C, ruaLargado Rosario n. 34.
Bom negocio.
Vende-sao engenho Camevoiinho,copciro eDom
moedor, distante da estacao de Agua-Preta tres
legoas, pode safrojar dc 3 a 4,000 paes de assucar
e com boas matas dc exeellentes madeiras : a
tratar no mesmo, ou nesta cidade rna Duque de
Caxias n. 40, com Joannim da Sirva Costa._____
Xarope d'agriao do Para
Antigo e conceituado medicamento para
cura das molestias dos orgaos respiratorios,
como a phtysica, bronchites, asthma, etc.,
appbcado ainda com ptimos resultados no
escorbuto.
Verdadeiras bixas hambmr-
gtiezas.
As nicas chegadas neste ultimo vapor francez:
na ra da Cadeia do Recifc n. 51, primeiro su-
dar. _____
GRANDE REDUCCiO EM PREQOS
AtteiiQo. Attenco.
Naiojade Soareg Leitelrmaos, ra do Barao da
Victoria n. 28.
Caixa de liaba de marca, a 200 rs. dem idem de pos chinez, muilo bom, >
Garrafa de agua florida verdadeira a 15200 500 rs. e 15000.
Abotoaduras para collete, dc todos os Duzia de sabonetes de amesdoa, a 2550<>
goatos, u 200 rs. e 35JGOO.
Lamparinas gaz, dando urna luz muito, Frasco com opiata muito boa, a 15000 *
boa, a 15000. 15500.
Garrafa d'agua japoniza, a 15000.
dem idem divina, a 15000.
Duzia de pegas de cordo imperial, a
240 rs.
Frasco com tnico oriental de Kemp, a'a 400 rs.
15000. I dem idem lisas, a 200 rs.
Duzia de baralhos francezes, canto doura- Sabo_etat Glycerino transparentes,
Duzia d sabonetes de anjinbo transparen-
tes, a 2J5-00.
dem idem com flores, a 15500.
Duzia de pegas de trangas caracol branc
do, a 35000.
dem idem beira lisa, a 25200.
Frasco com oleo Oriza verdadeiro, a
15000.
Caixa de botes do osso para caiga, a
200 rs.
Caixa de papel amisade, beira dourada,
a 800 rs
Idem idem idem lisa, a 600 rs.
dem idem idem, a 400 rs.
Caixa de enveloppes forrados, a 700 rs.
Luvas de pellica com pequeo toque,
a 320 rs.
Duzia de carreteis de linha, 200 jardas, a
700 rs.
dem idem 60 jardas, a 300 rs.
Duzia de talheres cabe branco, 2 B., a
55000
Hflgo de fita chineza, a 800 rs.
Caixa de linha com 40 novellos, a 500 rs.
B0O>!&
Caixa de peanas I'urry, a 800 rs.
dem idem, a 400 rs.
Caixa de enveloppes tarjados, a 500 rs.
Leques de osso e sndalo para senhoras.
a 25000, 45000 e 65000.
Fita de velludo de todas as cores e largu-
ras.
dem idem de sarja idem idem.
Chapeos para senhoras e meninas.
Entremeios e babados transparentes e la
pados.
Botinas para senhoras, a 45000.
Retroz preto e de cor, em carre-
tal;
Lindas e elegantes caixinhas dos perfu-
mistas E. Codray, Gell Frrese Rieger,
etc., etc.
Quadros Gom santos o estampas separa-
Resma de papel pautado, a 25800, 4500O das.
e5800. r Espelhos-de moldura dourada, de todos-
Idem dem liso, a25600, 35500e 55000. os tmannos e pregos.
Coques modernos, a 35000. Garrafa de tinta roxa tra-Ona a 15000-
Caixa de pos para denles, a 200 rs. 1 Microscopios ,,sem vista) a 25000.
BONECAS.
te terrenos.
No lugar denommado Salgadinho^e junto
a estadio da estrada de ferro de Olinda,
com bonitas flores e fita :: venden ao B*wVie-j dem^, feons terrenos em lotes ou peda-
tona, a ra do Barao da Victoria n. ^Tga m ^daeyonlJule dos compradores, com a fren-
Nova.
Insignias ..lacnicas.
Amaral Nabuco 4 C. vendem insignas maco-
nicas, gres 3, 18, 17, 30 e 33 : na Baaar Vic-
toria n. amiga ra Ivova.
Capellas fnebres.
Amaral Nabuco & C reeebera um completo
sortimento de capellas fnebres com diversas ins-
"fciipcSes e vendem por commodo preco : no Ba-
e muita en- r Vlotom, ra do Bario da Victoria n. i, aa-
tiga ra Nova.
Formas para purgar assucar.
te para a mesma estrada e os lados para
outras, e bem assim um pequea casa de
taipa neltes situada.
Estes terrenos tem differentes arvores de
fructo e sio ptimos de plantacSo e ven-
dem-se por pregos naratissimos. Os pre-
tendentes eatendam-se na thesouraria das
loteras. .
Yerniz do gaz.
Para vender na ra do Vigario n. 13, e na ra
da Amorim n. li, a retamo, ,00 em barns. A
fatpanhia do gaz de lefaternestabelpcido seus
- no> luga-
Vaade-M em asa dehaw tta*ite & C : 5<*l<*. m vend de,.vei do gai, nos luga.
ra do Boa lesna n.. mjfra, Edicados, muito prximo ao embarque
________. ,_____________________ BRecile._______.. : ... -
Tb&ZIZ -,inn*flM Ve?nde.sa douVbalJoes de amareilo, sendo
. JJOCeS iTCiaS UtJFpS. m pintoo coutro. em verah, e uraaarmacio
NaVua'da Cruz n 6 tem fempro tedoi-ei*a dapinho muito fort para accammodar faiaedas
atis, wrvete das il hora em diante. de pom: na ra da uuz n. 0.
Bonccas de cera de todos os tamanhos, com camisolas encmente vestidas cede
ama em sua caixa, bonecas de borracha e bolas de todos os tamanhos, candieiros a gaz,
objectos de porcellana, gaiollas de rame, molduras para quadros, machinas para 00^
tura, transparentes para janellas, e um completos variado sortimento de miudezas, q.u%jj
se tornara longo mencionar.
Rna do Bardo da Victoria n. 28. !
TASSOIRMOS & G.
Em seus armazens ra do Amorim
n. 37 e caes de Apollo n. 47,
tem para vender por pregos commodos.
TijoLs encarnados sextavo para ladrilho.
Canos de barro para esgoto.
Cimento Portland.
Cimento Hvdraulicc.
Machinas de descarogar algodSo.
Machinas de padaria,
Potassa da Russia em barril.
Pnosphoros de cera.
Sagii em garrafSes.
Sevadinha em garrafoes.
Lentilbas era garrafoes.
Rhum da aJmaica.
Vinho do Porto velho engarrafado.
Vinho do Porto superior, dito.
Vinho de Bordeaux, dito.
Vinho de Scherry.
Vinho da Madeira.
Potes com linguas e dobradas inglezas.
Licores finos sortidos.
Cognac Gaulhier Freres.
Latas de toucioho inglez.
Barris com repolho em salmoura.
Yende-ae.
urna casa terrea na estrada de Jq3p de Barros
: 17, e um terreno na rna do Principe, eqm W
palmos de frente e 110 de fundo : a tratar M
ra da Soledad* n. 8V
Mais val tarde do que
mine.
Aviso ini)Myrlante.
Avisa se aos amantes ot aprcciadore*
BONHQ6
acepipe delicioso que se preparava .
NA CONFEITARU DOCAMPOO
que os proprieltrios daqielle estabeaeii
solveram de novo fabricar lio deJwto6avSjr^
nao s para satisfazer algumas eiKommendas, co
mo para criar novos censmmidores-
*
E qual ser a familia que na
Biaadar buscar. aUi, jio manw
urna duzia de ^^
para a sua sobremeza ?....
*
Verdadeiro >bter, baspeiidina, superior acre-
ditado : venda no armaxem de Taaso Irmaos 4
C ra do Amorim b. 37
Vende-se 60 palrapade Hrreno era Belem
6 cadeiras o urna bamninha de acarandi :
roa de Chrisiovo Qfllomnu t.________
Vende-se o hotel daa leig deBoaMton.^31,
primeiro andar: a teMjr la voy esteMa de Ro-v
sario n. t-A.


L**


SOARES LEiE, IRMOS
NICOS AGENTES
A"
Ra do Barao da Victoria n. 28
\smais simples, as mais baratas e as melhores do mundo!
Na eiposigo de Taris, em 1&67, foi concedido a
Elias Howe Jnior, a medalha de ouro e a condecora-
dlo da Lcgi&o de Honra; por serem as machinas mais per.
feitas do mundo.
A medalha de ouro, conferida a E. Uowe Jnior, nos
Estados-Unidos por ser o inventor da machina de
cos-
tura.
A medalha do ouro na expsito de Londres acreditara
estas machinas.
A 90S000
Cabe-nos o dever de aununciar que a companhia das machinas de Uowe de Nova-
Tork, estabeleceu nesta cidade ra do Baro da Victoria n. 28, ura depositle agencia
^eral, para cm Pernambuco e mais provincias so venderem os afamadas machinas de cos-
ura de Howe. Estas machinas sao justamente apreciadas pela perfei^o de seu trabalho,
nnpregando urna agulha mais curta com a mesma qualidade de linha que qualquer outra,
i pela introdcelo dos mais aperfeigoados apparelhos, estamos actualmente habilitados a
iTerecer ao exame publico as melhores machinas do mundo.
As vantagens destas machinas sao as seguinles:
Primeira.O publico sabe que ellas sao duradouras, para isto pruva incontestavel,
eiroumstancia de nunca terem apparecido no mercado machinas d Howe em segun-
da mi.
Segunda.Contcm o material preciso para reparar qualquer desarranjo.
Terceira.Ha nellas menor friCQio entre as diversas pe^as, e menos rpido estrago
\o que as outras.
Quarta.Formam o ponto como se fra fcito mao.
Quinta..Permitte que se examine o trabalho de ambos os fios, o que se n3o consega
jas outras.
Sexta.Fazem ponto miudo em casemira, atravesando o fio de um outro lado,
* logo em seguida, sem modilicar-so" a tensao da linha, cozem a fazenda mais
i na.
Stima.0 compressr levantado com a maior facilidade, quando se tem de mudar
le agulha ao comec,ar nova costura.
Oitava.Muitas corapanhias de machinas de costura, tm tido pocas de grandeza e
decadencia. Machinas outr'ora populares, sao hoje quasi desconhecidas, outras soffreram
nudan^as radicaos parapoderem substituir : entretanto a companhia das machinas de Uowe
tdoptando a opiniio de Elias Howe, mestre em artes mechanicas, tem constantemente
segmentado o seu fabrico, e boje nao attende a procura, posto que fac.a 600 machinas
>or lia.
Cada machina acompanha livretos com instruc A 9j>000 A 90^000
SOARES LEITE, IRMOS
A'
do Barao da Victoria n.
1 8.
BAZAR DA EUA DffiEIT A
HOJE
MARCiUQ DAS N. 1.
Esuj estabelccimento sempre solicito em offerecer a concurrencia do respeitavel.pu-
blico ura completo, sortimento de miudezas, calcado francez, chapeos e quinquilharias a
oreaos os riai- r v.oaveis possiveis, para o que recebe quasi todos os seus artigo* de pro-
ppia encomio.-..ia da Europa e America, vem dar publicidado dealguns artigos por cujos
pregos bem se pode avahar os precos de outros mu i tos que se tornara enfadenho pu-
blicar.
MIUDEZAS. MIUDEZAS.
L3 para bordar, da melhor qualidade, 1 Brincos dito de dito por 2#500.
libra por 55500. Botes de setim pretos e decores, a 800
Agulhas francezas, fundo dourado, a cai- rs- 15*000 a duza.
linha com prpeis a 60 rs., 240 rs, I Franjas brancas de seda de todas as lar-
Voltas de fita de vellud... com lindos co- glira.s. i000 o 1&400 o metro,
raines fingindo madreperola, a 500 rs. Dltas Je cores e P^tas a 800 rs- e 1$000 o
Voltas para o pesclo, fingindo camafeu, metro.
corspanhadas com i par de brincos seme-
hante, tudo por 2$500.
Linha branca do 200 jardas em carriteis,
propria para costura de machina, a 800 rs.
a duzia.
Dito de dita de Alexandre, numerado a
gosto do freguez, a liJlOO a duzia.
Diademas dourados de IJtOO a 33)000.
Ditos de tartaruga com flores a 25000.
Ditos com borboletas a UJoOO.
Brincas encarnados 1 par por 500 rs.
Hitos do plaqut-dc 500 rs. a 2000.
Ditos dourados, duzia de pares, a 19500
29000.
Voltas de aljofares com brincos, a 29500.
Ditas do ditos com coraroes a 19000.
Ditas de ditos de contas com cassoletas, a
800 rs.
Hosetas de plaqut a 19 e 19500 o par.
Gravatas do seda para senhoras de 19200
a 29000.
ffarures com 2 la t 39 e 49000.
Entremeios babadinhos bordados de 360
n- 29400 a pega.
baleas de seda brancos e de cores, de
1950O a 29500 a peca.
Ditos de algo lo c seda, do 19 a 19400
pega.
Ditos de algodo, a 100 e 500 rs. a peca.
Trancinhas d cores, a 100 e 500 rs. a
Leques de marflm a 59 e 89000.
Ditos de sndalo a 49500.
Ditos do madeira imitando, a 29000.
Ditos de papelles a 19800.
Coques para senhora,' a 39, 39900 e 49.
Aderegos-fingirido coral, co/npondo-se de
alfinete e brincos.por 29000.
Dito dito prtds por 29500.
Ditos de plaqut, compondo-se de alinete
e brinco, sendo de muito gosto, por 59000.
Cales pretos de seda, de muito gosto de
800 rs. a 19000 o metro.
CALCADO FRANCEZ.
Botinas pretas gaspeadas, para senhora, a
49500 o par.
Ditas ditas de duraque, gaspeadas, canuo
alto, a 59000.
Ditas pretas enfaitadas, ultima moda, a
69000.
Ditas dita de cores, canno alto, eufeitadas,
a 59500,
Ditas para meninos, pretas e de cores, a
39 e 49000.
Completo sortimento de calcado de case-
mira, Charlt, tapete e tranca, mais barato
10 /o d ue em outra qualquer parte.
CHAPEOS.
Ricos chapeos de palha d'Itali, nara se-
nhora, a 119000.
Ditos ditos palha escura, da ultima moda,
a 169000.
Completo sortimento de chapeosinhos para
meninas e senhoras, de 29S00 a 59000.
Chapeos de sol de seda, inglezes, cabo de
marfim a 169000.
DitoSfdito de merino, cabo de metal mui-
to bonito a 59500.
Ditos dito de seda para senhora, cabo de
madeira, a 69000. i
Ditas dito cabo de marfim a 99000.
DIVERSOS RTICOS.
Granadino para vestidos, fazenda da ulti-
ma moda, Coro listras de seda, a 650 o co-
vado.
Pannos de crochet para cadeiras, a 19800
e 29000 cada um.
Ditos para sof, a 39 o 49000.
Toalhas de linho para rosto, a 19300 cada
urna.
Ditas de algodo alcoxeados, a 640 rs.
Colxas de crochet para cama de casal, a
69000.
Casa em Saat'Anna,
Vende-se oo aluga-se a .essa de ferro forrada
it feltro e madeira, junta com > terreno, situada,
em SaiH'Anna, perto. da estacao da estrada d fer-
ro : tratase com Shaw HaWks o Bom Jess, arinaaem.
Folha de Flandres
Esaali em verguinhas
Flele para bandeiras
Neiikuma machina
Singe legitima se
nao levar esta marca
fixa no braco da ma-
china.
Para evitar contra-
facetes notem-sebem
todos osdetalhes da
marca.
DE
MANFCTRINg G0MPNY
S1MTOE TUILMPUX^STE
Machinas vendidas em 1871. 181,260!
Exccss) s#e(odas as Giras campanhias. 34731
De corto os nossos lu i lores liio de pergunlar so itto nao jactancia e ostonta^o.
A isso responderemos que estes ulgarismos a os dados abaixo sao recompilados sob jura-;
ment, pois foram tirados dos relatnos olliciaesdos diversos fabricamos de machinas de
costura nos Estados-1'nidos.
Em 1870 vendeua Hmh IKauufactiiriuft; Caiupany.
126,' 67 machinas mais do que a companhia Tarhow.
125,413 '( Finlile e Ivon.
124,273 >< Duas machinas imperiacs.
122,(127 118,921 << << Gold Medal.
113,260 a Ametican Button holc.
110,173 Florese1.
98,83 i '< Wcot & Gibbs.
92,831 70,431 a Uro ver Baker.
52,677 a '< Howe.
44,623 << H Wheeler & Wilson.
Os algarismos que acitra apresentamns mostrara primeira vista o tmravilkoso
crescimento da Singf r Mauufacturing Company, e mostra que tclos os s- us maes fica-
raiu muito atraz delles, o que a faraa e popularidad^ destas machinas vai sempre cres-
cciulo e estendendo-se mais a mais
Nao possivel negar que esta suptrioridade as vendas devida superiondade in-
contestavel destas machinas, porque o publico, o juiz mais impareial nesta materia, sabe
logo discernir a machina superior das inferiores e ilasiraitacos.
ISingucm recusou a estas machinas urna grande superioridad, porin muitas casas
de machinas linham por costume dizer que estas so serviam para fabrcase que-nao eram
proprias para costuras de familia. E' um erro manifest : Singer, .Manufacluring AC,
fabrieam mais do vinte qundades do machinas, dosile a machina que trabalha a mo e a
p at aquella que serve para o mais foito trabalho le sulleiro e correeiro.
A machina de costura lo familia tem sido o maior triumpho e a extracto destas foi
to grande que hoje vendem-se ellas por 809000, quasi a metadodo prego por que foram
vendidas o anno passado.
Hoje a Singer Manufacluring Company fabrica 3,000 machinas por semana, e ,
grabas a esta grande fabneac.no, que ella pode hoje satisfazer as importantes eneommen-
das que lhes?o dirigidas de Mas as partes do mundo. No Brasil existem numerosas
agencias que a ella s constitue um mportantissimo ramo de negocio.
UXICA AGENCIA
EM
A CASA AMERICANA
45 RA 1)0 IMPERADOR
45
A (MOA W BRILHANTE
1AIJA. E, 301VS
Esquina da ra do Cabug n. 11
CONFRONTE AO PATEO DA MATRIZ DE SANTO ANTONIO.
Este importante estabcleciinento, tendo grande sen timento dejoias de ouro de lei,
resolveu vender muito barato 20,'o menos que em outra qualquer parte, as soguintes
joias:
Aderemos de brilhantcs, de modernos e delicados gostos.
Ditos com rubins, esmeraldas c perolas:
Voltas" de bonitas perolas e cruzes de brilhantes para noivas.
Medalhoes de coral.
A Cora Brilhante contina a ter grande sortimento de madalhoes de coral, camafeu
e nix com bouquets de perolas e diamantes, cassoletas de ouro e pedras pretas com lettras,
de 12 a 20000.
Cadeiaspara r elogios.
A Cora Brilhante recebe sempre quantidadedo cadeias de ouro, de tai, para homens,
b 6^400 a oitava, e tambem para senhoras.
Cassoletas para senhoras, com lettras, a 65 e 125*9.
Brincos de variados gostos, para senhoras e meninas, de 5?> a 2O?>0(H) etc.
Anneis de amethysta com lettras de diamantes, de 6JPa 89000.
Pince-nezsc trancelins em caixinhas de velludo, paip presentes.
Medalbas milagrosas;
A Corda BrhVsne tem medalhas mdagosas edas Dores, de ouro a 7,$0,00, e prata
dourada a IJPOOO* Tambem tem sortimento de pince-nez e oculos de ajo fino e rattaruga,
chegados recenten%te, e por presos mui commodos.
Convida-seas pircas, familias visitarem a lojada Cora.Brilhante, na ruado Cabu-
g n. 11, a qual c-vwtinuard abertai noite at 8 horas.
G.>aute-seo ouro epedras preciosas.
Vinho verde do Bastos,
superior
Em ancoretas e eaixas de urna duiia, tem para
vender a .pre?o romraodo, Joaquim: Jos Gett^*'
ves Beltro & Filho : no escriptorio, ru da
Commeroio n. o. _
em casada Silva BarrocaiSC, na da
a. i?,
Vfmde-se ama mobilia de Jacaranda, bem
conservada, coraposta de 2 censlos, mesa redon-
da com lampo da mesma madeira; duas cadeiras
de braco, duas ditas de balance e dote de giur-
t n1{io tuflo por preco bem raioavel r a tratar
'Cajeta I no primeiro andar do, sobrado n. 131. sito & roa.
de S. Jorge, em Fra de Portas.
i

n
i i
,! ,,f
GRANDE DESCOBERTA
; Economa domestica
NA
Loja do barateiro, ra Io de
Marco n. 1, defronte do ar-
i co de Santo Antonio.
Agostinho Ferrcira da Silva Lee I
4c Comiianliiu.
Lazinliasescoe;as, fazenda fina e bonitos gos-
tos, a 80, 4( 0, 440 e 48o rs. o covado.
Ditas com listra dr seda, fazenda lina, que sem-
pre custou I & a 500 rs- o cuvado.
Baptistes com barra modernas a 4C0, 480 e 500
rs. o cavado.
Chitas escuras e clara. Loa qualidade e bonitos
padioes, a 260, 2L0 e 300 rs. o covado.
Madapohio rrancez muito lino a 7 00, e sempre
vendeu porH.
Toalhas alcochoailas a 65 a duzia.
Ditas felpudas a 8 e 8500.
Chapeos de sol inglezes de seda tran.ada (Fa-
ragon) por 8 e 0.
I.cu.u- com barra a I e a duzia.
Diti.s de linho brancos abauhados a 3^500 c i
a duzia.
Rrins de cores e pardo trancado liso, proprio
para calca, e paletut, tanto para uomem como para
meninos a 4'.0, 440 e bOO rs. o covado.
Cambrains tnmspar.'ntcs Victoria a 3S00,
3800, 4i, 3 e 74 a peca.
Esparlilhos para senhora bordados, que sempre
stavam C), a 35C0!
Alem (lestes outros muitos artigos que deixamos
mencionar por julgarmos desnecessario._____
Joaquim Jos Goncalves
Beltro & Filhos
Team para vender no seu escriptorio ra do
Coramercio n. 5, o seguinte :
AGURDENTE de caj : caixa de 12 garrafas.
t de laran a, idem idem,
ARCOS de pao para barril. -
!CAL de Lisboa, recenlcmcnte chegada.
CILVPOS de sol, para liumem e senhora, cabo
de martiiM e sso.
: FEIXES de ferro, para porta.
; FIO de algodo da Babia, da fabrica do commen-
mendador Fedrozo.
LINHA de roriz.
OBRAS de pal ets.
PANNO de algodo da Babia, da fabrica do com
mendador Pedmz.
RETROZ de todas as qnalidades, das fabricas de
Peres e Eduardo Militao.
ROLHAS proprias para botica.
SALSAPARRILHA do Para.
i VELAS de cera de todos os lmannos.
VINHO engarrafado do Porto, eaixas de 12 gar-
rafas.
a dito Moscatel do Douro, idem idem.
dito Setubal, eaixas de 1 e 2 du7ias.
a da Italia engarrafado, eaixas de 6 gar-
rafas,
de Collares superior, em ancoretas.
de raj, eaixas de 12 gar afas.
Maivasia do Douro, eaixas com 12 gar-
rafas,
t Careavellos, idem idem.
4 Predilecta,
no empeuho de' bem servir aos seus freguezes e
ao publico em gcral lem procurado preverse do
Iue ha de melhor o da ultima moda nos mrca-
os de Europa para expo-lo aqu venda, cer-
tos de que os seus artigos scro bem apreciados
pelos amantes do boin e barato ; passa a eunu
inerar alguns d'eMre elles, como sejam :
ALBU.NS, os mais ricos que tem vindo a este
mercado, cun capas de madreperola,
tartaruga, martini, velludo e chagrin.
ADERECOS pretos e voltas proprias para luto ;
as.-1 ni c, ii m, um l ion 1.1 sortimento de
ditos de plaqu, obra lina e muito bem
acabada.
BOTOES para imaaos, o que se pode desojar de
mclor em plaqu,, tartaruga, madre-
perola, marlim e sso.
BOLCAS de velludo, sida, pallia e chagrin,
ha de mais moderno e 1 ndas.
BICOS de seda e de algodo, tanto bronco como
preto, de variados desenhos
CASSOLETAS pretas de metal e de madrepe-
- rola.
CAIXINHAS para eotura, muito ricas e de di-
versos form tos, com msica e sem
ella.
COQUES a imilaeio, o que pode haver de mai>
bonilo e bom gosto.
DEADEMAS, neste genero a Predilecta apr-
senla um grande e lindo sortimento
capaz de satisfazer os caprichos de
qualquer senhora por mais exigente
que seja.
PORT-BOUQUET de madreperola, marfim e sso,
este um objecto indispeusavel s se-
nhoras do bom tom, aiiin do aspirar
o aroma das flores sem o inconvenien-
te de uodoarem as luvas, bu mancha-
ran as delicadas mos.
PUNTES de tartaruga, de mai lim e de bfalo, pa-
ra alisar us cabollos e tirar bichos.
PERFUMARAS. E' sabido do publico que a Pre-
dilecta sempre conserva um imporian-
te sortimento de perfumaras de lino
odor dos mais afamados fabricantes,
Lubin, Piver, sociedade hygienica, Cou-
dray, Gosnes e Rimel, que incum-
bido da escolha dos aromas mais bem
aceitos pela sociedade elegante da
Europa, e por tanto, acham-se na
possibilidada de bem servir aos aman-
tes dos perfumes.
A PREDILECTA deixa de enumerar urna im-
mensidade de artigos, alim de nao mas-
sar aos leitores e se pede a benevo^
lencia d > respeitavel publico em di-
rig r-se ra do abug n. 1 A, pa-
ra convencer-se aonde pode comprar
o que bom e barato, assim como:
FACHAS ricas e modernas de tuquim e urguro
se la
IMENSVETTOS. Ricos vestimentos para meninos,
por baratissimo preco.
FLORES. A Predilecta prima em conservar um
bello sortimento de flores ao alcance
de qualquer bol.a anda que naoes-
teja bem replecta de dinheiro.
FITAS. E ja bem sabido do publico que s na
Predilecta que podem encontrar um
grande sortimento de filas do setim,
tafet, velludo, linho e de algodo, por
commodo 3i
GRAMPQS de tartaruga, a imitaco destes, pre-
tos e Se cores, o que se pode desejar
de mais moderno e bonito.
GRAVATAS de seda e de cambraia para senhora,
lacos e golinhas de bonitas cores, tam-
bem tem mu bom sortimento de gr-
valas e regatas para liomem.
JARROS de porcelana e de vidro muito bonitos
para ornatos de sala.
Mei s de seda, de la e de algodo, pa-
ra senhora, meninas e horneo).
LEQUES. Reos leques de madreperola, tartaruga,
marlim e de sso, os mais modernos e
por barato preco.
LUVAS -de pellica, de seda e de algodSo, par
homeni e senhora.
LIVROS paja missa .a Predilecta'apresenta es-,
eolha do respeitavel publico um bello
sortimento destes livros com capas de
madreperola, tartaruga, marflm, dsso.
velludo e chagrn, por precos mai
razoaveis.
ARMAZEM
DE
rtitiitt m
RA PRIMEIRO D MARCO N. 7 A
E' esta casa, sem duvida, urna d.is que hoje pode
com primaiia a presentar ats seus freguez v in
variadissimo sortimento di fazendas linas para
grande iiV//f,assijii como para o uso crdmaiio de
t.'dasas classes e por precos vanlajosos para os
compradores.
Os donos deste importanK estabelr cimento con-
vidam ao respeitavel publieo e partcula! n.ecte
aos seus freguezes a daiein um paseio por- seu
esiabelecimenlo, a afim de verifiumn a vei acida-
de de seus annuncios. e com vantngnn snpi lteni-
^e dos artigo que Ihcs forea mutir, de ctrjos
fazem um pequeo resuma
Mandam fazendas s casas dos prelriidi utc.,
para o que tem o pessoal necessario o uao amos-
tras mediante penhor.
SEDAS
Coitos de seda de ldas core, grosdcnaplee-dt
todas as cores.
Gorgurao branco e preto.
Setim Maco preto e de cores.
Velludo preto.
Grosdenaples pretos e de ares.
Granadinede seda prela e cem listras o atan di
cores, liudissmos padres c fazenda de o ama
moda.
Fil de seda branco e preto.
Ricas basquinas de seda.
Colxas de seda para noivos.
Mantas brasileiras.
Cortes de cambraia) branca oom lini;s bordados.
Cape las e mantas para noivas.
Ponpelinas de lindos padres..
Rei|iiissimo soriimento de las com listras de seda.
Cambraas de cores, ditas mariposas brancas e de
rores.
Naasock de lindos padres.
Baptislas de padres mu delicados.
Percalnas de quadros pretos e brancos.
Ilrins de linho de cores proprios para vestido?.
Fusiocs de Ifudas cores.
('.isaquinhos-de las de cores para senhoras.
Saias bordadas para senhoras-.
Vestuarios para meninos.
Ditos para baptisados. .
Chapaos para ditos.
Toalhas de cambraia do linho com lindos bor-
dados.
Frondas bordadas.
Cnlxaa de IL
Cortinados bordados.
Camisas bordadas para hemens.
Meias de ares para homeus e menino?.
Chapis com caslao dentarlo i para homens.
Ditos para senhoras. ,
Merino de cores para vestiJiS.
Ditos pretos.
Casimiras, chitas, madapole:1, cainbr,.:a- etc. etc.
na loja do Passo roa Primeiro de Marco n. 7 A,
artiga do Crespo.
DE
Cordei'o Situos ti C
Composto do manac a^ti-rheumatiao ^^puxativo
pelo
E' preparado esteiarope de manac e mais alguraaa plantas iuJi^e^ias d<> Imftwqaa,,
n.$0 contm p/ej)arado algum mercurial. Cura com rapidez &ptna$ii}Q, dQre^ nos
ossos, erupes syphiliticas e daitrosas, escrfula etodas:as mol.|slias que dependerena
desses virus. A sua tomposi^o foi apprvada ,pela jwta ceiilral de hjgiene pu-
blica.
A cada garrafa acompanha umaexr4ca^pj)ia.a,%Ba de,usar, ^o, dcada
urna 3#000.
nico deposito nesta provincia ra & Barao da Turtora.- -n. 3*, cbapellaria^de
Monteiro & Silva.
-T-
Armazem do uiii
Ra da Madre de'Deus n. 10 A.
JosDomingues do Carmo e Silva participa aos
seus'fraguezes e amigos queso sen' armazem
roa da: Madre de Deus n. 10 A, so acha um com-
Djato sortimento de fumo em. fardos de patente i.;
V,e 3- sortes, dos melhores fabricantes da 2ahia,
e bem assitt a flor de todos os fnmos de corda
enrolo, paeotes, latas grandes e pequeas, tanv
bem do mui acreditados fabricantes Torres 4
Araujo, Lizaor, Adolpho Schmdt k C, Lizaur
Schmldl 4 C, Veigas 4 Arauio, Trindade 4 A v-
lar, THxeira Pinto 4 Portilla (garantido pelos
nstos) e de outros anide nao conhecidos pelo
oablico desia capital. O annuocauta declara que
todo/ump que for vendido em sua casa ser pelo
seit justo valor, e aue quando garantir a respecti-
va qcnfcjade, sera sincero, nui particnlarmente
com as psssoas <\\ie pouco entendam da materia;
pois para bem servir a todos, tem o annnncianto
Ra do Queimado, ei:i
te pracinha.
fren-
l'l" barata !!
Madaprlao fino, largo, com pequeo sujo, a 4JE
-i300 e 3 a pega.
Alpaca de cures finas a 'iO0 ris o eovido.
Lencos abanliados, brancos, a tiCOo a dn/.ia.
'iazinhos de bonitos padres a 280 e 20 ris
covado.
Chitas de cures a iO ris o covado.
S o n. 4'i ra do Qucimada, loja de Gnei
& Femandes.__________________________
Atten^o
'Vende-se una partida ile 88 lencos d ia-
byrintho, de muito grslo c br.in ti..i Ihn: na
na do Mrquez de Olinda n. 39, pHineii la,
escriptorio de Luiz Goncalves ila Siiv.i & i
\T1M0
Vende-se tres hypothecas de pequeos valona
em predios nesta cidade, todas, vencidas e dupla-
mente caramidas: a tratar na ruadi Rangel nu-
mero 37.
Angulas logiios.
Vende-se em casa da Okel Rindloss C, es>
na do Bom Jess n. 11, os tarda leiros angulas,
que foram da casa dos ira. T. Jefferies & C.
a looga pratica de 15 anuos deste wmmercio.
DE
Canno de cliiiinlio
POR
4^500
Para encanamento de gaz ou agua : tasa
americana, rua do Imperador n. 45.
Por 400.000 vende se um preti, in>.>, ro-
bu-to, com um pei|ueno defeitj nos ps que sera-
patente ao comprador, barato : na la de Hur-
tas n. 96. Na mesma casa ba outros escraves
para vender-se.
4 dinheiro
Aos senhores fabricant'?s
cigarros.
" Papel de cores, resmas grandes, sortid
Dito de dito ditas, assetinado e muito ein-.rnad*
9 000.
Dito de seda (mais conhecido por teda i-
Iho) do verdadeiro, francez, a 2C o o mi lio de
10,0i 0 morlalbas.
Dito de linho fino de Barcellona, mar.a.niaitel-
lo, 14000.
Dito de dito dito,marca balanc,a, 3530' a r_>snu.
Dito de trigo, resmas grandes, do verdadi-iro de
Barcellona, 9* a resma.
No armazem de Jos Domiages do Como a
Silva, ruada J/adre de Dos n. 10 A. ai maawM do
fumo.
Aos senhores fabricantes de
charutos.
Pumos em folhas, muito velho, che ir. so e forte,
para fumar-se, da safra velha, o dos melhores- lu-
gares de S. Flix, Nazareih, da provincia da Ba-
bia, sao vendidos a dinheiro vista por presos
muito reduzidos.
No armazem de Jos Domicgucs do Carmo c
Silva, rua da Madre deDeos n. 10 A, arniazomlo
fumo.
Alhos a 40 rs. amounca e gaz
a 5|800 a lata.
No armazem de Jos Domiugues do Ca rao
Silva, rua da Madre de Dos n. 10 A, armaxeiR
do fumo.
Para liquidar.
Vende-se, raobias de Jacaranda e de amaraU
e a ofllcina que outr'ora p_ertenceu ao Uado-Vi-
cente Moreira da Silva, sita rua de Hurtas n.
iO, tudo, ou a retalho por barato proco :. a tratar
na meema Casa.
Azeite de coco
Vende-se em barra de -4a, ils superior qoaU-
dade, por preco emconta ; amado Bsiu fpjg
foutr'ora dVCroz) n. 7 1 anda.'.
Grande liquidaco
Na rua do Imperador n. 61, vendem-se fc>N
zcudas de todas as qnalidades e p.t o prao-
par definitivamente acabar.
Armaoao de taverna.
Vonde *e a armacio da taverna >u lravossa
das Cfuu n. 6 : a tratar com PJ^a 4 Caro*
estreita do Rosario n. 9*


8
Diario de Penwjgmcb Quarta feira 27 de Agosto te 187$.


V
JUWSPRDEIWA.
cm
qucs-
ruforem-
W^Ko sr filho
Besposta dml* no Sr. Dr Intu-
niode OrHiiimanil. acerca de
uiun (heseJeMiea.
11
Eu disse que o CoJ^p Civil Fr^ncoz, art,
76o e Portugu 1,994, -cita lo pelo
Sr.-r. Antonio lrora nonti, longo de favo-
recersua opiuii^ proniinjivarn-so contra
olla. O meu iiolj.ro ubll
sua resposta contcslar-m
to para deelarar^^B
se sos pais, qa ti '-jQpti
natural falleeir,e que dio toflo Mari i re
conhocido o de que so trata, faltava-IUe di-
rei'.o para suceder ao mesmo.
Ao encelar a discussao, eti, tendo em vis-
ta a consulta rcsp jii dida pelo Sr. Dr. Anto-
nio Drummon 1, teUneleci a theso soguinte :
na falta do descernientes o pai ou a mi se-
rio hordeiros de ura lllio natural com pre-
terieto de uinirmaj germano tambera natu-
ral ? -Bem se v que em tal llicse suppe-se
o filho reconhecido pelos pais. A q le vein
pois agora semelhante distinrco, to a in.ip-
porto, na? O distincto lente da Faculdalo sa-
bio da theso para descor hypjthose, figu-
rando urna circumstaneia infurainonto des-
necessaria.
E como que o iqcu Ilustre antagonista
aventura quu Mara nio ton ha ruconbecido
seu filho, so elle na sua resposta confesst
que nao leu os autos, e se m coisulta nao
so cogitou dq td circunstancia, o antes 'el-
la suppoz-se o roeotiliocimonto, o qal at
agora nao foi contestado pela parto contraria
osim polo Sr. Dr. Antonio Drum non I, que
nao leu os autos ?
D'ahi o quoeu collijo, que o meu dou-
to collega, nao querendo concordar c-rni-
go, procurou sabir so por urna porta falsa.
A nossa controversia, Sr. l)r. Antonio
Drummond, se pie resolver por urna forma
simples. Nao concordoii S. S. comigo, por
quo diz nao ter Mara reconheci.lo seu filho.
Pois bem prescin Jamos por agora d'oss) n-
-cidonte, deque inais adiante no oecuparei,
estabeleranos a thesopode ou nao. o pai
o\i a mai sueco der ao filho natural reconhe-
cido, excluin Jo os innos deste ?Se res-
ponder que sim, estaraos de perfeito accor-
do, e era na qual enlrei porsuppor que o Sr. Dr. Au-
tonio Drummond sustentava a doutnna con-
traria ; so responder que nao, ento ha (Je
ser forjado a concordar nao s que os Col
Civis Kraoeex e Portuguoz e at mesmo o do
Chile, cita Jos por S. S., nao apoiam sua opi-
uio, sono tambera que foi ociosa a distine-
go ile tal reconliecimenlo.
Nosci ondeo Sr. Dr. Antonio Drummoud
foi descubrir que Maria nao tinha reconhe-
cido o fillio, se na consulta por S. S. respon-
dida suppoe-se tal reconhecimeilto, sendo
que para prova-Io, cu transcreverei de novo
a mesma consulta; ois os termos d'ella :
Jos, solteiro. teve de Hara, tambera
solteira, dous (ilhos naturios, que foram
perlilhail >s legalmente ; falleccu Jos, doi-
xandobens, que forara deferidos a seus
dous (Ufaos; falleceu ura dos filhos de
Jos sera descendentes, quando j se
achava casada Maria, e ento os bens, que
pertenciam ao filho fallecido do Jos, pas-
saram para o sobroviveulo sen opposico
algu.na. Uoje que sao decorridos .oito
annos, que est de posse o nico filho de
Jos, dos bens deixados por seu pai, ap-
parece Maria, e quer haver por heranga de
seu filho fallecido a propriedade dos bens
que Ifae pertenciam cora todos os seus
ren lmenlos desde a data de sua morte:
lera direito?
Entender por ventura oSr. Dr. Antonio
Drumraond que para o ceconhecimento do
filho de Maria era uecessaria escriptura pu-
-,bli. a ou testamento ; e que por nao ter ha-
bido semelhante solemnila le dcsapparece a
filiarn materna f
Eu j disse que a qucsto acerca do re-
conhecimento desnecessaria para a tbese,
na qual elle est comprehendido ; mas farei
. una simples digresso para dizer que, a Le
de 2 do seterabro de 1847 nao extensiva
filiarlo materna, pois que esta se prova pela
certido de baptismo, que produz o effeito
de habilitacaoProv. n. 29 de 23 de feve-
reirode 1848Consol, art. 213.
Para essa filiago nao ha necessidado do
provas ou titulo de reconhecimento, salvo
no caso de manifesta duvida, ou nodo oc-
cultaco da malcrnidade, porque eoto su
torna precisa habilitacao judicialAv. n.
279 de 17 de dezerabro de 1853-Consol,
art. 2i4.
Assoguro ao Sr. Dr. Antonio Drummond
que a filiaco materna se provou cora a
exbibigo da certido de bapjismo, e que
nos autos a parte contraria ainda nao oppoz
a menor dunda acerca da maternidade, se
nao agora S. S. que confessa nao ter lido os
raesmos autos.
A doutrina que sustento, apoiei na opi-
nio a'Uorisada deLobo, Coelhoda Roha,
Dr. Lourciro, Correa Telles e Pegas, e ao
mesmo tempo pedi ao Sr. Dr. Antonio
Drummond que citasse um jurisconsulto
notavel em favor de sua opinio. O meu
pedido nao foi satisfeito, seguramente por
que o meucstimavel collega achou-se sola-
do, e nao por que deixasse de fazer em sua
rica livraria as pesquizas necessarias, para o
que tem sumrao gosto.
Sondo lhe difficil seuo impossivel im-
pugnar com vantagem a opinio d'aquelles
acreditados jurisconsultos, disse que o Dr.
Loureiroe Coelho da Rocha referirara-se a
Lobo, e que Correa Telles referio-se a Pe-
gas, concluindo d'ahi que todos os ditos ju-
risconsultos se reduzca a dous somonte
Lobo o Pegas, o estes mesmos contrarios
minha opinio. At Lobo, que o Sr. Dr.
Drummond combateu, como infenso sua
doutrina, contrario minha opinio I Se o
meu riobre collega declarou que s Lobo,
ora que eu rae firmo, seoppunba sua dou-
trina, como que elle pode ser contrario
minha opinio ? Declarar o Sr. Dr. Antonio
Drummond que os jurisconsultos que citei
cquivalem a dous, porque a estes se referi-
rn)., desapreciar muito a opinio d'elles,
pois isso importa o mesmo que dizer nao
torera elles opinio propina. O Dr. Lourei-
ro, Colho da Rocha e Correa Telles, por
certo nao merecem semeluante tratamento.
Nao podiam ter opinio seno a de Lo-
bo I
Como porera o Sr. Dr. Antonio Drummond
mostrou que Pegas nao favorece a doutrina
que sustento ? Empregou o mesmo argumen-
to, de que servio-se quando tratou dos
Cod Civ. Francez, Portuguez e Chileno, isto
, disse que aquello jurisconsult) refere-se
ao filho natural, que tiver sido reconhecido
pelo pai ou mi, e que nao tendo Maria re-
coi, aecido seu filho natural, nlo podia ser
herdeira d'elle. Bem se v que desceu da mi i i cit. Novella 89, cap. 13, que trata
thoso para urali hypothese toda ociosa, pois' da successo dos ascendentes respeito de
que soinpre considere! provala a filiavio am filho natural.
materna, sem o que ou nao aceitara o pa- A Ord. L. 4, ti* 9i$ refere-se Bnica-
trocinio da causa. mente aos filhos espurios.
Deu a entender o Sr. Dr. DrummonJ que O Sr. Dr. Antouio Drummond racrepa-me
eu s citei um trecho de Pagas, e parte du de ter eu combatido o seu parecer e tor-rae
art. 7^6 do ttoJ. Civ. Fr., porque me fazia calado quantoao do Sr. Dr. Costa Ribeirp,
conta omittir a outra pirte. Nao mostrou que, seem urna parte comigo concordou,, quo exhala a mulher amada, e que basta res-
|)orem era quo me prejudicava esta outra em outra foi divergente. Respondo que
parte, apezar detranscrove-la. Declaro que fez-rae urna injustica, pois no fim do meu
por bem da conciso s transcrevi aqullo primeiio artigo publicado no Diario de 11
que essencialmente era attinonte quosto do juJho, eu por bem da conciso transcre-
e o acompanhoi da respectiva iraducco,' ja vi a luminosa sentenga do Sr. Dr. Manoel
pira evitar erros typbgraphicos, j apara fa- Tertuliano, na qual estu substanciados os
editar a loitura aos que ignoram idiomas es- argumentos, que se oppem opinio do Sr.
trangeiros. Dr. Costa Ribeiro, distincto dvogado deste
O Sr. Dr. Antonio Drummon! reduzio foro. *
a dous os c'mco jurisconsultos que citei: Eu disse per accidtiu qua a nossa kgisla-
Que redueco far agora quanto aos outros pao ws benigna que a de outros pai-
mencionados no meu anterior artigo, como xe moderno sobre a successo natural.
Burgos C irneiro, Guerreiroe o Repertorio das O meu nobre collega declarou nao concor-
Ordonancoss O que dir quanto Novella dar comigo, e ento passou a mostrar ditfe-
89, cap. 13, tambera citada o transcripta, rencas ntreos filhos naturaes e legtimos
que -a lei subsidiaria ? em relacao alimentafo, tutora e h.ibili-
Tratando do principio, que adraittea re- taco. Era desnecessaria a domonslrago
ciprocidatU no diroito de successo, disse o de taes di'fferencas, porque ou me refer
Sr. Dr. Antonio Drummond, quo urna tal nicamente U successo natural, sendo quo
reciprxidade falla o.n diversos casos, do ueste ponto vio-se afiual o meu honrado an-
suceesso, e moncionou dous casos, sendo lagonista obligado a concordar comigo, li
um dellos o da desherdaco do filho, de xando at as differencas entre a nossa legis
quera nao obstante hordoiroo pai. Ros- lacaoe a de outras nagoes mais cillas ; do
pondo lhe que nunca avenlurei quearwi- que eu concl > q.ue fra de proposito se me
trocidade sempre inalteravelinente man- qu/. dar urna ligan sobre e que eu nao igno-
tda a rospetada pelas leis, o sim que um rava, pois eu j sabia que a nossa legisla-
rincipio regulador "das successes, sdjeito gao, ten lo tendo em materia de successo
nao obstante s restrigaos, que circums- equiparado aos legitiraos os filhos naturaes
uincias especiaes po lem a^torisar, pelo que opportuna e devidaraente reconhecidos, con-
llevo elle sor applicado aquellos casos, para signou a oulros respeilos algumas difiren-
os quae nao houver uraa lei positiva. Por gas. Entretanto agradece de corago a boa
ventura e apezar do seu reconhecido ta-. vonlade de se me querer ensiuar.
lento investigador, apresentou o Sr. Dr. An-' O Ilustrado lento da Faeuldade disso na
tonio Drummon Jjilgumi lei, que prohiba resposta consultaque tanto sua doutri-
aopai ou ni suceder ao lilho natural na tem assento no direito patrio, que o Sr.
reconhecido, quo fallecou sem deseondontn, Pordigo Malheiros, apontando alguns de
ten lo irino? feitos, cntende ser necessario reformado no
So nao existe semelhinte lei prohibitiva, seutido do poderera os pais succeder aos fl-
eo no pode o principio falhar para IfajH naturaes. E eu lhe respond que aquello
caso' jurisconsulto brasileiro nao pensa prohibir
Entretanto dovo aiu la accresceutar que, presentemente a jurisprudencia patria aos
mesmo para o caso de desbordado do filho, pais o direito de bordar dos llhos naturaes
respoitado o principio da reciprocidad*! ; cora exclusao dos innos destes, e sim quo
pois quo, se o pai bordado lilho. noobstan- isso deve sor declarado de ura modo claro,
to desiierdado, do mesmo modo o filho que e expresso em urna lei positiva. Isso por
tiver desherdado o pai, apezar disso hor- corto nao quer dizer que a jurisprudencia
der d'elle. As causas, pelas quaes os des-. patria prohiba aquello direito, e favorega a
cendentcs podem desherdar os ascendentes,! opinio do Sr. Dr. Antonio Drummond.
sao indicadas na Ord. L. 4, til. 89, 8. I Aquello escriptor nao exige reforma de lei
Eu disse qua a Novella 118 e Ord. L. 4 .algurna, o quo elle doseja que se firme
tit. 98 pr., citadas pelo meu nobre col- em lei especial um caso j admittido pela
lega, erara inapplidaveis i queslo. Foi-me jurisprudencia. Bem v o meu nobre ol-
respon lido que taes ctagos se fizeram nao lega que isso nao quer dizer que sua op-
para regular a successo natural ab intestato! nio tem assento"no direito patrio ou em
e sim a legitima. Mas se a queslo versa va 'alguma lei positiva.
sobre successo natural somonte, a que vi- j Quando impugnei o parecer do meu eru-
nham leis unicaraento relativas successo dito collega ao transcrever um trecho, e
legitima ? Logo eram inapplicaveis. I por bem da argumentago, corrigi um erro
OSr. Dr. Antonio Drummond procurou verdaderamente typographico, ou filho de
ainda para sua opinio o apoio dos Srs. Drs.; algum descuido do copista ; mas fui mal
Vicente l'ereira do Reg, Francisco de Paula 'coraprehendido. pensou-se que eu quiz dar
Bapsta e Antonio Eparainondas do Mello,urna ligo de grammatica, e ento como
omittinlo o do Sr. Dr. Costa Ribeiro, que.que era represalia o Sr. Dr. Antonio Drum-
lhe foi infenso, e comigo concorda no ponto, mond em um longo parenthese deu-meou-
om queestou divergented"aquelles doutores. tra ligo-sobre o emprego dos pronomes ou
Dovo dizor-lhe que apezar do respeito quo adjectivos demonstrativos este, esse e aquel-
tribto s luzes de to distinctos e conspi-'ie. Isso importa um convite para umadis-
raatical, o qual eu nao aceito,
faltar terapo, e j porque na dis-
_ nao me poderia limitar somonte
Lourciro, ao Roportorio da Ord., cujas dou-ao emprego de taes pronomes ou adjectivos.
trinas na especie varenle acbam-se consig- Entretanto direi sempre que todas as vezes
nadas no Direito Romano, eestoconvertidas que nao houver refereucia a tres cousas
em leis nos Cod. Civ. Portuguoz, Francezejdistinctaso sima duas, nada perde o esty-
Chilono. j lo em se empregar ess ou ageite, depois
A loitura do parecer do Sr. Dr. Eparai- do emprego de este.
nondas, que nico ndduzio considerages Eis as considerages que me occorreram
ao do Sr. Dr. Antonio Drummond, me faz'para responder-ao luminoso trabalho do
crer que tolos os ditos adyogados estuda- eximio lente da Faeuldade, do qual estou
rara a materia, ten lo em vista smente o que (muito aquem, j quanto ao estylo, j quan-
foi cscripto pelo prirneiro. E na verdade'to erudigo, sendo que sob este ponto
oSr. Dr. Antonio Drummond no seu parecer I de vista me considero vencido, menos em
cita como oppostO s suas ideas nicamente relsgo verdade da doutrina.
a Lobo.. O Sr. Dr. Eparainondas diz tara-1 Nao desejo voltar imprensa, por que a
fazer um signal e ver-me-has a teus ps.
Executando estas variages bilhantes so-
bre otn thema velho como o mundo, cer-
rei nos bragos o seu corpo flexivel e encan-
tador. Beijava-ihesuccessivaraente a fron-
te o os cabellos, seccava ao fogo de meus
labios o celeste roco que lhe aljofrava as
faces, inebriaVa raecomoporfumeaem nome
bem :Lobo, nico que quiz estender
successo Ilegitima o principio de reciproci-
dad!.1 da successo legitima.Entretanto eu
j mostroi quo Lobo nao foi o nico a sus-
tentar a referida doutrina, contra a qual
nao mo consta que so tenlia pronunciado
oatro algum jurisconsulto, so nao os doutos
collegas j mencionados.
J que vi-mo forgado a tocar no parecer
do Sr. Dr. Eparainondas, seja-me licito
discussao absorve um tempo immenso, que
devo empregar em outros trabalbos, a que
mo chamara os comproraissos de minha
prolisso.
Creio que nao erapreguei expresso algu-
ma, que podesse magoar ao meu respeita-
vel contendor, e que fizesse a discussao
doscer da altura era que a colloquei quando
elaborei o meu prirneiro artigo; mas se
por ventura me escapou algum t er-
ponderar que quando Lobo er.prega a pa-jmo menos polido ou pouco delicado, nao
larra pai, nao nicamente no sentido de, terei duvida em retira-lo pois estimo que se
ascendente masculino, e sim no sentido
genrico, no qual se incle a mi. Nem
era possivcl que elle, proclamando o direi-
to de reciprocidade, e o concedondo ao pai,
negasse mai o direito de succeder ao filho
natural, quando entende no mesmo tit. 8,
13, n. 1 quo este mais favorecido que o
mantenham entre nos as mesraas relages,
que tomos sustentado at boje.
Recife, 26 de agosto de 1873.
lnnflcencio Seraphico de Assis Carv alho.
ERRATA.
NB. -No artigo, que hontera foi pubh-
natural de pai, pois succede mi, quer jca do, sahio um notavel erra typographico,
nobre, quer pleba, em concurso com os que apresso-me de corrigir. No fim do an-
filhos legtimos, o que negado ao filho na-
tural de pai nobre. Se o filho] natural
tepenultimo periodo est escripia a pala-
vraimprudentementequando no autor
o direito de | Eu era incapaz de empregar aquello ter-
mo n'uma discussao, em fiuese deve guar-
dar todas as convenioncias.
podia succeder mi, quer nobre, quor grapho acha-se a deimproducentemenle
pleba, como recusar a esta o direito de
succeder-lho T
Accresce que Lobo, refere se a Pegas, o
qual, comoj vimos, nao faz distinego entre
pai e mi para a successo do filho na-
tural.
Diz o Sr. Dr. Eparainondas que ha-
vendo lei expressa (Ordenago) que raan-
da passar a heranga de um irmo natural
aos outros innos iguaes ; e nao haven-
do lei alguma que mande devolver a he-
ranga do filho natural miem caso
.ITTERAT1IRA.
JOAO DE THOMMERAY.
POR
Julio Sandeau.
Continuago.
Perdee-me, disse com voz supplice.
nenhum ; evidente que Maria nao Fui acerbo e cruel; mas porque acreditou
pode com o principio da reciprocidade em um infeliz transviado pelo desespero e
ter quinho algum na heranga, que a privado da razo? Euestava louco. Nao
lei manda dar aos ir raaos do filho natu-' chore. Bem sabe que amo a I Diga
ral de Maria, j fallecido.Este meu esti-, que me perdda.
mavel collega cquivocou-se, quando disse j Prosegu por algum tempo oeste tem, com
que ba lei expressa que manda passar a be-i a eloquencia que raro tallece expresso de
ranga de um irmo natural aos outros ir- sentimentos sinceros, e, sem modestia, du-
raos. Embora tivesse empregado entre vido que o amor tenha muita vez enentra-
parentheses a palavraOrdenagonao a do accentos raaissubraissos e notas mais ter-
pde mencionar. Lea com attengo todas as as. Valentina, no entinto, calava-se. as
Ord., que nao encontrar sobre a successo lagrimas continuavam a correr-lhe, e asi-
collateral natural, nem mesmo sobre a legi- tuago comegava a tornar-se embaragosa,
tima, alguma regra positiva seno a do L.' quando tirei-me della com urna explosao de
4 tit. 96, pr., que depois de ter precisado,lyrismo eodomoninhado :
a linha descendente e ascendente, chama a' Mas se eu te amo, mas si eu te adoro,
successo prente mais prximos do falle- mas se s minha alma, meu nico thesouro,
cido sem indicar os graos de proximidade, meu nico bem, minha vida inteira, porque
o que remette ao Direito Romano. Sobre choras? exclamei tomando-a, violentamente
successo natural apenas temos leis pa- nos bragos. Esquece quanto le disse, vive
trias, que chainam em certos casos os filhos na sociedade, j aue nella gostas de viver :
Ilegtimos successo dos ascendentes. To- s a rainha de toaos as festas, rainda na ele-
dos os outros graos de successo col- gancia assim como na belleza ; nao ou viras
lateral legitima e da successo natural mais urna queixa sahir-me dos labios, nao
inclusive, a linha recta ascendente, sao re- sorprebenderas mais urna exprobago em
guiados pelo Direito Romano e pelos prin- raeuolhar. Applaudireiaos teustriumpbos,
cipios de jurisprudencia. Temos a cit. No- e quando*, fatigada de vis homenagens, sen-
vella 118, a que a Ord. L. 4. tit, 96 pr., se tires necessidado dedescangar sobre um co-
refere emquanto successo collateral legiti- raco amante e fiel, q&0 toras mais do que
pirar urna vez para icardellc impregnado
para sempre. Ouvia o cntico dos seraphins,
O pa'aiso entreabra -se-me auto os olhos,
quando Valentina, desembaragando-se do
mira raui desageitadamente :
Deixo-me, disse, tu Jo isso (' bem fra
de proposito. Causou-me multa tristeza
onlro da, achei-o muito mo ; mas approu-
vesse a Dous que eu nao tivosso outros mo-
tivos do pezar 1
Esta confisso Iko tocante, sabida do fun-
do d'almi, desilludira-me sbitamente.
Ento, disso-lhe com alguma amar-
gura e confuso, cu nao tiuha uenhuma par-
te no seu desespero ? Estas lagrimas, que
eu recolhia avidameute em meu coragao
como so foram petlas, uo era por mira
que as derraraava ?
Depois, esquocendo o meu dezaso para
s lerabrar-me da sua alllicgo :
Mas ento, Valentina, que outros mo-
tivos du pezar tora a senhora ? Sojam qua:S
forera, quero couliece-los.
Para que ? replicou ; estou perdida,
e o senhor nada p Je remediar.
Perdida 1 exclamei, o nada posso re-
mediar I Oue idea forma ento a senhora
do amor 1 nao estranho que, amada como
, desespere da sorte 1 O amor tudo pode;
minha vi Ja pertence-lhe. Falle, expliqe-
se. O mundo est choio de baixezas e
lrahig;s. De que se trata ? Que perigo a
araeaga ? O-que lhe fizeram ?
As pjrgunlas aecuraulavamse o succe-
diam-se urnas s outras. Perscrutava al
ti seu passado tentando upanhar nelle o
segredo doloroso quo ella obstinava-se era
calar.
O senhor nada p Je fazer I nada pode
fazer I dizia-me.
Eu rogava, supplicava; minha iraagina-
go nfiammava-so ao pensar no papel que
era chamado a desoraponliar. Venca a vul-
garidade da vida humana. Respirava o ar
das elevadas regios para as quaes cunhocia
haver nascido. Comraottia eraprezas cava-
lheirosas, preparava-me para os grandes sa-
crificios, para a potica dedcago que tanta
vez sonbara. Valeutiua mo era restituida ;
malaventurada, reerguia-se a meus ollios e
cubrava todo prestigio. Nao ora mais a
sombra fugaz que eu seguia do salos em sa-
los ; era una alma ion la e sofi'rudora, a
alma que eu havia adiviuhado, a herona
quo eu havia presentido logo ao nosso pri-
rneiro encontr. Salva-la a todo casto, ser-
vr-lhe de apoio, de refugio, morrer por
ella se osse preciso, tal era dahi em diauto
a minha ambigo.
Parecen alinal commovida cora a rainha
ternura ; depois do muito resistir, o corago
abrio-se-lhe, e eis, senhor, as confidencias
que doli sal i ra ii ..
A Sra. de R..., antes de tratar-so da sua
viagem a Pisa, devia a seus fornecedores,
costureiro, modista, perfumista o mercado-
ra de roupa branca, algumas pequeas
sominas cuja addigo prefazia no total uraa
bagatella de cont e setenta e cinco mil fran-
cos. Para sahir do apuro, havia, sera co-
uhecimento do marido, contranido um e n-
prestimo, e, cheia de conlianga na Provi-
dencia, cuja bondade cstendo:se sobre toda
a nalure/a, descansara nolla quanto ao des-
empenho de seus comproraissos. Ora os
corapro.nissos ara vencer-se e o judou nao
estava por accoinraodago alguma.
Valentina achava-so desprevenida diante
de duzenlos mil francos a pagar, incluid s
os juros, e pareca que a Providencia nao
tinha muita pressa era mover-se para correr
era seu auxilio.
O conde tambera tinha os seus negocios
muito embaragados, e eu via claramente que
essa casa to faustosa apenas sustinha-so
custa de expedientes. Valentina, cora ado-
ravel candura, patenteava-mc as chayas e
miserias dola era um depbimento em que o
egosmo e os desregraraentos do marido
eram-me apresentados sob uraa luz pouco
clemente. Elle era o unicoculpado ; quan-
to s loucuras das suas proprias despezas,
nao tinha disso consciencia e era sequer a
isso alludia.
Eu escutava-a cora a bocea aberta e com-
pletamente atordoado. OlTerecera a vida,
e offerecendo-a era sincero ; mas duzentos
mil francos, onde ir busca-Ios '.'
Sinto pela primeira vez, disse-lhe em-
fim com tristeza, todas as amarguras da po-
breza.
Ento pensa que, se fosse rico, te-lo-
hia escolhido para confidente? replicou com
gesto altivo.
O momento nao era para dissertages.
Depois de haver rellectido um instante :
Diga-me, perguntei-lhe, a senhora nao
est com a corda no pescogo : tem ainda
diante de si alguns d:as de espera ?
Oito das, nem mais nem menos.
Oito das I exclamei; bastou apenas
um para salvar a Franca em Denain.
Deixei-a com estas admiraveis palavras
que deviam tola posto tonta, pois a miseria
conhecia mais a fundo as modas de seu
tempo que a historia de sua patria. -
Empreguei o resto do da a fazer flecha de
todo pao, como se co-tuma dizer.
Bastara-me penetrar na roda em que vi-
va a Sra. de R... para comprehender que
j nao podia, sob pena de desconoc tu ar-
me, levar a vida de estudante com que con-
tentara-me at ento. Em urna sociedade
em que tudo repousa sobre o dinheiro, o
amor nao podia dispensar o luxo, assim
como as flores nao dispensara o sol. Com-
prara um cavallo e um coup; vendi-os.
Vend os objectos de arte e de todas as bo-
nitas ninharias que ornavam o meu retiro.
Vend antigs armas que pertenceram mi-
nha familia, algumas joias, alguns esmaltes
que me dera urna telha ta, gravuras, de-
senbos de valor que trouxera da Italia. Che-
guei a vender o meu relogio. Sem que fos-
se consideravel o producto dessas vendas,
visi velmente feitas sob a urgencia da necessi-
dade, permittiam-rae no eutanto atirara
luva fortuna o entrar com ella em
liga.
Na mesma noute part para Babe, e no
da seguinte apresentei-me na Conversa-
co.
O senhor nao joga? o senhor nunca
jogou?
Por minha vida 1 respond-lhe ; jo-
guei muito na minha mocidade. Minha
mi gostava de jogar a bisca, e eu prestava-
me filialmente a este innocente recreio.
Ainda boje nao me desagrada, noute, no
velho urna
campo, jogarcom um amigo
partida de domin.
Lastimo-o, continuou ; ha de morrer
sem ter conhecido as maiores emoges que
dado ao hornera experimentar. O jogo
a paixo soberana. O que o amor junto
delle T A distraego de urna, hora, o di-
vertimento das almas fracas. O jogo a
paixo dos fortes. Nada a doma, nada a
detum ; a perda aguilha-a, o ganho nao 8
sacia. Eu era como o senhor: nunca havia
jogado seno jogos de crianga.
Entrava pela primeira vez era uraa sala
de r deta. Sent a principio (altar-rae o ani-
mo o dobrarem se-me as pernas, como se
esti vera com metiendo um crime enorme.
A idea de resgatar Valentina sustentou-me e
denme valor. Abrir carainho por entre a
raultido ; havia em roda da mesa uraa ca-
deira desoecupada, toraei-a, e estudei cora
olhos cbammejantes o campo du batalha em
quo ia manobrar. Antes de empenhar a
I uta, esperci. -
Hesitei largo tempo ; apertava com mo
febril o ouro o os bilheles quo tirara do
bolso. Senhor emfim de mira raosmo, lau-
cei-rae na peleja, e, para tornar os deuses
propicios, comecei por urna offrenda mi-
nha niocida lo.
Nesso da fazia cu viute e cinco annos :
era o da anu versa rio do meu nascimento.
Puz cinco moedas de viule francos sobre o
numero, viute e cinco. Quasi inmediata-
mente a machina andn roda ; pareceu-
ine que a sala inteira andar roda cora
ella.
Involuntariamente havia fechado os olhos.
O ruido socco da bola de raarfira parou de
sbito, e a voz do ulerossado no jogo pro-
claraou a sentenga do destino.
(anhei; pagaram-me trinta e seis vezes a
minha entrada : os deuses eram-mo favora-
veis.
O Sr. nao exige que eu Nie narre una por
urna as peripecias por que passei durante a
m nlia estada em Bade. Almogava na Ites-
taurago. A's oizo horas sentavu-mo ban-
ca da roleta e nao me arredava dahi al
onze da horas da noute. Nao jantava,
ceiava apenas, ej nao dorma ; a febre
queimava-meos ossos ; tinha s vezos no
jogo halJucioagoes cstranhas.
O tapete verde alfigurava-so-me um oca-
no em que me debata, ora repellido, ora
engolido pela vaga. Quando suppunha
chegar ao cabo, uraa onda contrara atira
va rae para longo da praia e tornava a mer
gulhar-me no abysmo.
O prazo fatal avizinhava-se : s restava-
nie um dia. Estava ganliando oitenta mil
francos ; para inleirar o rosgate de Valenti-
na, era-toe ainda preciso ganhar cento e
fate mil.
Sentia-me levado pela fortuna. Subi
cora passos rpidos os legraos do templo, e,
com o corago entumescido pelas resoluges
supremas, eutrei ousado na sala cm que a
travar o meu derradeiro combate.
Apenas sentado, souielh inte ao cabo de
guerra que dispe-se a dar golpe decisivo,
accumulei diante de mira todo meu exerci-
to o nao reservei sequer com que garantir a
retirada. A galera estava fremeute. J)e-
tc ao chefe da partida um olbar de desafio,
e atirei os meus batalhos na pugna.
Foi urna grande jornada ; os freguezes de
Bade guardam-lho a memoria. Fiz saltar
duas vezes a banca.
Valentina estava salva, nao quera mais.
A multido carregou-me em -triumpho
como si eu acabara de praticar alguma ac-
go brlhanto, e eu mesmo, porque nao con-
fessa-lo ? nao estava longo de considerar-
me elevado porsonagem.
Algumas horas depois sabia para Pars :
nao mo haveriam dado grande sorpreza se
rae noliciasseui que a rainha volta seria sau-
dada pelo canho dos Invlidos.
Nao lhe pintarei os encantos di volta. Pa-
reca me ter azas, c que, era vez do ser le-
vado pelo vapor, voava atravez do espago.
O trajecto foi urna serie de sonhos ine-
briantes. Imaginava a alegra de Valentina,
o tambora o doce premio que sem duvida
esperava-ine. Mereccndo-o, perder o di-
reito de solicita-Io, mas nao me era prohi-
bido acariciar-lhe secretamente a espe-
ranga.
Tinha outros pensainentos. Dizia a mira
mesmo que ha tempestades fecundas, dores
salutares. Avisada e corrigda pelas prova-
ges por quo acabava de passar, Valentina
renjnciaria s vaidadesque haviara-na pos-
to boira do abysmo. Comprehenderia que
a vida nao ama exposigao do vestidos. J
Trouville nao a attrahia, e via-me passando
com ella a estago do cstio cu alguma
plaga solitaria da' Bretanha ou da Nor-
mandia. Vivamos como dous pescado-
res.
Eslava nesse ponto quando cheguei a Pa-
rs. Ainda todo coberto da poeira da via-
gem, com as feiges desfeitas, os cabollos
desordenados, corr direito ao seu palacio.
Nao me importei com a orddm que linha o
porteiro, e, sem dar ao criado grave tem-
po de annunciar-me, precipitei-me na
cmara della como um furaco... Esta-
va s.
Ao ver-me, soltou um grito de admirago,
quasi de susto.
O que lho fizeram disse ella ; o que
assim o traz cm seraelhante estado?
Vai sabe-lo, exclamei.
E eis-me araontoando sobre urna mezinha
de trabalho de charo magos de bilhetes do
banco proporgo que os tirava das algi
beiras. Tirava-os de toda parte ; tfazia o
peito forrado dellos. Araantoava, empilha-
va, e mais, e sempre I Assemelhava-me
mi Gigogne: ora incxgotavel.
Depois quo esvaziei os meus cofres :
A senhora estava perdida, ei-la salva,
disse-lhe.
Empoucas palavras narrei o que havia
futo. -
A moga ficou alguns momentos interdicta.
Pois o senhor fez isto r exclamou alinal.
Grande milagro 1 respond rindo-me ;
joguei pela senhora e a senhora ganhou.
Dverti-me muito com isso.
Pois o senhor fez isto I pois o senhor
fez isto t repeta ella cada vez mais perturba-
da. Realmente nao se se devo...
Nao acabou. A porta do salo abrio-se,
annunciavam o marquez de S.... Com um
salto de pauthera, Valentina alirou-se sobre
os bilhetes amontoados, e tomndoos s
raaos cheias, escondeu-os desordenadamente
na gaveta com fundo de sacco que havia
aborto o que toruou a fechar sem esquercer-
se de tirar a chave.
. Amanb, em sua../era tua casa I disse-me
em voz baixa.
Nesse momento o marquez entrava.
Conhecia-o de v-lo as recepges da Sra.
deJR. ., e em alguns saldes em que havia
notado, sem com isso preoecupar-me, taes
assiduidades junto della.
Era um hornera de excedientes maneiras,
que havia muito terminara a manh da vida,
mas que defondia-se corajosamente contra a
aproximago da Urde. Senhor de immen-
sa fortuna, conquwira reputafo de hbil
no mando diploma ti oo a que ponencia. Ti-
nha iros indolentes a astutos, os beigos sen-
suaes o o olbar penetrante com esse posta-
nejar peculiar aos hoafens habituados a oc-
cultaremo que pensam, desconfiados dos
proprios olhos. Coxeava um. tanto, nao
sem certa graga, e dizia-se que disso era
vaidoso como de um ponto de semelhanga
coin o Sr. de Tailey rand, que tomara por
modelo.
Eu havia lidoem um jornal que o mar-
quez de S. era chamado aura cargo impr-
tante. Suppuz que viesse despedirle, e
retirei-me. Tinha alera disso pressa de re-
parar as minias avarias. Estava litteral-
inente escangalha Jo. Fui tomar umbanho,
jantw no caf inglez, e, tomando para casa,
enrolci-niH nos lenges, nos quaes uo tar-
dei n adormecer e.n profundo soinno: bem
o havia merecido.
la alto dia quando acorde. Amanb,
em sua.... em tua casa I havia ella dito.
Araauh, boje 1 exclamei. E dispuz
tudo para recebda c festejar a sua preseu-
ga. Substitua por massigos de plantasraras
os objectos de luxo de que por amor della
me privara. Arrumava em cima de um crea-
do-mudo os fructos, os vinbosdouradose as
golosinas de que ella gostava. Por pouco
que nao junquei de lyrios, de jasmins e de
rosas a arein da avenida que devia condu-
zi-la minha port ; mas era em meu co-
rago que so dava a verdadeira festa. la
entrar de posse da minha joven e bella
amante; ia tornar a encontrar os jbilos que
fruir sob o co da Italia.
Todos os meus sentidos eslava n embria-
gados. Os passaros cantavara no meu pe-
queo jardira, o sol iuundava-mea cmara,
e com o ar fresco da manh, impregnado
dos perfumes do heliotropo e do resed,
sorvia a largos haustos o amor, a felicidade
e a vida.
Entretanto as horas passavam, o dia che-
gava-ao fim, e Valentina nao havia appare-
cido. Caldo a noute, vi as estrellas accen-
derem-so urna por urna, ovi os rumores da
cidade diminuirera e prederem-se ao longe :
esperava ainda Valentina. Tive o presentij
mouto de alguma catastrophe. Nao me de-
tei. Esperei ainda a manh inteira.
Devorado pela inquietago, sahi para ir
casa della. A' proporgo que adiantava-me
pela ra de Courcelles, cresciam-rae as ap-
prehenses. Chego emfira : todas as portas,
todas as persianas, todas as janellas esta vara
fechadas. Encostei a testa ao ferro das
grades : o pateo eslava silencioso e deserto,
Dir-se-hia que a vida retirra-se de repente
dessa morada habitualmeule to ruidosa.
Toquei a carapanhia s nada moveu-se, nao
respondeu viva alma. Quedava-me immo-
vel, perguntando a mira mesmo si estava
sonhando, quando sent urna mo familiar
apoiar-se no meu hombro: voltei-me e ro-
conheci ura dos uossos autores cmicos de
mais nomeada queeu havia encontrado mui-
ta vez na sociedade.
Vinha fazer as suas despedidas ? per-
guntou-rao. Nesso caso, meu charo, est
s vinte quatro horas atrazado : sahiram
hontem de raanh.
Sahiram 1 exclamei; de quem falla 1
Ora, de quera do conde e da condes-
sa.
E diz que sahiram?
Em com pai ihi a do marquez de S....,
que leva-os comsigo para a sua nova resi-
dencia ; mas, meu rico, de onde vera o se-
nhor? Nao se trata seno disto, nao se falte
de outra cousa.
So uo se falla de outra cousa e se uo
se trata seno disto, supponho poder pe-
dir-lhe sera indiscrigo que conte-me o se-
gredo.
Porque nao? eonlinuou, digo-lh't! em
duas palavras. Tudo aqui ia mal. Ha mui-
to que aqui haviam accendido a vela de
ambos os lados, do forma qua urna e outra
parte tinham acabado por aproximarera-se.
A condessinha estava em apuros: duzentos
mil francos de atraso, sem contar a despeza
corren te, alguma cousa Do que se havia
de lembrar o satnico marquez? Conhecia a
praga, desoobrira-lhe os lados fracos. O
velho raposa esperava a occasio : agar-
ro u-a.
Pagou a divida da mulher, o fez com que
nomeassom o marido seu prirneiro secreta-
rio. Se o Sr. tinha necessidado de algumas
explicaces....
Muito obrigado 1 disse-lhe; j com-
prehondi o resto. Ahi tem o senhor urna
comedia feitazinba.
Roupa velha, roupa velha I O assump-
to nao muito novo.
Entretanto, accrescenlei, se algum dia
resolver-se a trata-lo, poderei fornecer-lhe
um desenlace que talvez lhe do novidado.
Nisto separarao-nos. Caminhei muito tem-
po ao acaso era estado de completo aturd-
monto. Quando recobrei os sentidos, mi-
nha raocidade estava raorta, um hornera no-
vo acabava de nascer em mira. Eis tudo.
Oque acha da minha historiasinha?
Eis ahi, exclamei, urna abominavel
aventura ; mas francamente nada vejo nella
que justifique a sua metamorphose, S
porque se teve a inf licidade de encontrar no
carainho urna creatina perversa ou perver-
tida....
Ah I uo, senhor; ah I nao, continuou o
mogo cora afiavel insistencia, est engaado :
a Sra. de R .. nao era urna creatura per-
versa ou pervertida; era meramente um
producto na tu i al, posto que talvez um tanto
requin ado, da nossa civ lisago. Para que
atirar-Ihe a podra ? To iuollensiva quanto
nulla, nem talsa, nem astuta, nem prfida,
to capaz deum seotimeato profundo como
de um pensaineuto serio, sera uogo exacta
do bem e do mal, era ingenua e sinceramen-
te o que a sociedade a havia feito. Nao tem
razo em olha-la como urna excepgo. 0.
reinado das mu Inores pa>sou. Em vez de
impellirem os homens para as grandes em-
presas, pedem-lhes apenas a satisagao de
suas vaidades. As necesidades de dinheiro
afTogara as nocessedado do coragao. O
amor que outr'ora engmidrava prodigios,
agora paga contas. J nao ha mulheres.
O senhor engana-so, tornei-lhe. Ha
em nossa patria mis, irntes, amigas, espo-
sas, que todos os das e a todo o momento
realisam na sombra milagros de bondade,
de dedicago e de caridade. Temo-las
em todas as classes, desda a mais humilde
at a mais elevada.
(ClMU*r-e-ka.)
r
i
\
.

.'.
t

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TYP. DO DlABiO -RUA.DQUE J)& CA3UAS


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