Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:12965


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Full Text
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AMO XLIX. IVUMEKO 140
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1
r


PARA A CAPITAL t MG1BES OIOE Hl SE FACA POBTB.
For tres mezes adianudos .
Por seU ditos deui ......... 69000
Por um anno klem ................ la*><>0
Cada uumero avulso ............. 841*000
320
SEXTA FEIRA 20 DE JIMIO DE 1873.
PARA BEXTHO E FBA DA PROVINCIA.
Por tren mezes adiantados. ................
Por seis ditos dem............... .
Por nove ditos dem.................
Por um anno dem......... .
M7W
II
ITpNt
PERMMBUCO.
PROPRIEDADE DE MANUEL FICEIROA DE FUMA & FILHQS.
0. Srs. Gerardo ***^ *"> > Gonces o, no Maraa, ,oaouim M de Olivero, no Ctra; Antojo de Lea^ Braga, no Aracatv ; ioa, ar, Ju,io Chaves, no Assu; Anloaiu Maruues da Svn.no^ MJ,
Perora d Alme.d., em Mamanguape Augusto Gomes da Suva, na Parahvba ,. Antonio Jos Gomes, na Villa da lW; Belamuuo dos Surtos BulcAo, em Santo Anido ; Domingos Jos da Costa Braga, em Nauretfa,
_____________________ kDOm0 Ferreira de Auiar'em Gojmnn; Francino Tavaresda Costa, em Alagas; Alves d C, na Baha ; e Leite, Cerquinho 4 C. no RioJde Janeiro.
PARTE OFFICIL
Ministerio lo imperio.
0UKSTAO HKLItilOSA.
4* sea-do.Ministerio dos negocio* do imperio.
HO oa Janeiro, em 12 do jnuho de 1873. Exm.
Rvm. Sr. Fui presente a S. M. o Imperador o
recurso mterposto pela irinandaJe do Sanlissimo
Sacramento da reja matriz da parocha de Santo
Antonio, da cidade do Recite, de cooforii.idade
um o decreto n. 1,911 de 28 de marco de 1*57,
contra a sentenea pela qual V. Exc. Rvm a julgou
interdicta : e
Ouvida a seccao dos negocios do imperio do con-
selho de estado, ipie deu o parecer junto ;
Guvdo o consellio de estado pleno, (pie aceitn
a doutrina o as eojwiusUes do mesuio parecer ;
Consideran)! > ipie o* decretos dos concilios e le-
tras apostlicas, assim como qu.-osiiuer otitras
constiluees eccle-uas'.icas, dependen), para sna
execu^ao. de beneplcito do governo ou de apuro-
vaco da assenibla geral te ilativa, se enntive-
roa disposicao eral : art. IOS, li da constitu
cao poltica do imperio ;
Considerando que nao tiveram beneplcito as
aullas .pie fiilininam exeoinniunho contra as so-
ciedades ina.vncas ;
Considerando que a macona ra com sociedade
secreta permittida pela le civil, nao tem fins re-
ligiosos, tem conspira contra a relgiio catiioliea ;
e que, portante, faltam-lhe carcter e istmios que
a sujeitem nrisdoeo ecclesiastica e coiidem-
oaeo sem forma e agora Jo juizo ;
Considerando que a eonstituiyin orgnica d.is
rmandades no Brasil compete principalinenie ao
poder civil, e que o prelado diocesano, a qitem ca-
be approvar os res|iectivos estatutos na parte pu-
ramente religiosa, tem autoridade limitada aos de-
veres dessa natureza, que os assoeiados eontra-
hem.
Considerando que a irmandade recorrente nao
faltou a esses deveres, taes como se achara deiiiii
dos em seu eompromisso oom torca de lei, nein
isto fui allegado ;
Considerando que a mesma innandule nao t-
nha poder para expettir do seu gremio os membros
que pertencessem a maconaria, caso de que nao
eogitou o comiuomisso appmvad pelo Ordinario ;
e consecuentemente que nao coumietteu para rom
a autoridade ecclesiastica desobediencia punivel,
quando se d. ciaron impussibihiada de euraprir
umi ordem exorbitante da mesma ..ntorade;
Considerando que, atada quando os maoons os
tivtssem sujeitos pena de expulsan e parda dos
direitos que a lei civil Ibe- garante como membros
de irnian lados, nao poda |um motivo peaaoalr do
censura e muirie esleader-se a toda a coufraria,
para o cffeito ile ser declaraila interdicta, por nao
querer tomar a respousabilidade de um acto que
era face do seu eompromisso reputava violento e
iHagal.
Houve por bem o mesma augusto senhor con
formar se eoinu parecer de se dar provimento ao
recurso, e manda que. no praao de um mes, seja
cumplida esta deciso, cessando os elTeitos do acto,
de que a mencionada rmaudade recorreu, como
se nao bouvesse existido.
Transmittndo a V. Exc. Rvma..esta resoluco do
governo imperial, fundada na constituirn e as
lei* at boje respeiladas pelos hispas brasileiros,
devo observar que incorrem em justo e serio repa-
ro pal.ivras o actos que se eppoem tegitimidade
do recurso a cora, assim como ao beneplcito de
que usam qnasi todos os estados eatbolicos, e que
uo Brasil fui e deve .er seuipre acatado.
Compre, pois' que V. Exc. Rvma.. compenetudo
da alta conveniencia do mais perfeito accorao o
barminia entre os poderes espirtuaJ e temporal.
inantendo-se cada um na enhera de acc.io (pie
limitada por suas leis e inJole, receb.i e observe a
resOlucao do governo imperial, conforme a inten-
cAo e o-levar que a dictaram, aero qne este acto
em na^ia diminiia a ousideracao ipie mere.-.' a
peswa de V. Exc. Kvma. e o 'respeito devido ao
episcopado, de cujo santo ministerio tinto depende
a paz dos liis e o esplendor da igreja brasileira.
Deas guarde a V. Exc. Rvma. JoCn Alfredo
Cornin de Olneira. Sr. bispo da diocese de
lida.
CottSuUu da sem'io dos negocios do imperio do
OOtUelko de estado, tabre o rerurso iiUerposlo
ji-hi irmtd.(/- di Santijsimti Sicrament) di
iQiejit matriz da freguezia de Santo Antonio, da
diie dn Uecifc, contra o acto pelo i/nal o Rcm
bispo e lind'i a deoiarou intrrdirtu.
Sensor. Fei V. M. Imperial servido ordenar
que a seccAo dos negocios do imperio do conselho
so iiilerposto pela rmaudade do Santissimo Sacra-
ment da igreja matriz da paroebia de Santo An-
tonio da tidale do Hecife, na provincia de I'er-
nambuco, contra a senteoca do reverendo bispo
dioeesano que a julgou interdicta.
Deu causa sentenea o laclo de nao ter-se pres-
tado a innaiidade a expedir de seu seio mu dos
irados, nctoriamente conhecido por macn, segun-
do declarou o Rvd. bispo, e ipialquer otro macn
que pertencesse mesma irmandaJe, conforme
liie fora por elle ordenado, por intermedio do res-
pectivo vigario, a quero expedir o seguinle offl-
co com a data de 28 de dezembro do atino pas-
cado :
t Palacio da Soledade, 28 de dezembro de 1872.
Rvm. Sr. Cmstando-nos que o Sr. Dr. Antonio
Jos da Costa Itibeuo, notoriamente condecido
por macn, membroda irraandade do Santissimo
Sacramento dessa matriz, e pesando sobre os ini-
ciados na maconaria penado exi-oinmiinbo maitr
lancada por diITcraites papas, mandamos que V.
Rvma sem-perda de lempo dirija-se ao juiz da-
quella innandade e ordene-lhe em nosso nome que
cxborte caridosa e instantemente o dito inno a
abjurar essa seila condemnada pela igreja. Se
por intelicidade, este nao quizer retratru--e seja
iuimediatamente expulso do gremio da irinanda-
d ; porquanto de taes nslituteoes sao excluidos
os excoinmungados. Da mesma surte -se proceda
com todo e qualquer macn, -|>orventura mcmbro
de qualquer rmaudade existente na freguezia de
V. Hvina. Aguardamos a comniunicacao de que
as oossas ordeds oram cumpridas. Deus guarde
a V. Rvma. + Fb. Vital, bispo diocesano. -Ao
Rvm. t. conego vigario da freguezia de Santo
Antonio.
Reunida em cotisequencia disto, a mesa regedo-
ra da rroanJade reconbeceu que nao poda cun-
prir o mandamento episcopii, por Ibe nao dar o
eompromisso direito para expedir a qualquer ir-
mao em vrtude de tal fundamento, e assim res-
pondeu ao vigario.
A' vista desta resposta, dirigi o R.ni. bispo
ao mesmo vigario novo offlcio datado em !) de Ja-
neiro, ordenando que lizesse sentir innandade
que deva reconsiderar a materia, e fazendo as
consideracoes coustautes do dito offlcio, que do
tlieor segunte:
(i Palacio da Soledade, 9 de Janeiro de 1873.-
Itvmo. Sr.-Pelootlicio de V. Rvma., era datado
8 do corrente, vemos com grande petar nosso que
alguns membros da irmandade do Santissimo Sa-
cramento dessa matriz, que tem a desdita de se-
rem filiados a maconaria, a despeto de caridosas
instancias, nao querem abjurar, e era a dita ir-
mandade esta resolvida a expetii-K de seu gre-
mio, como devra.
a Testermnhamos com dor e pasmo deplora
nus profundamente to flagrante desobediencia
as leis da Santa igreja, mxime sendo ella per-
potrada por horneas que se aizeai seus lUas'
submissos. e que aspirara aos foros e as regalas
du calholicos.
Sentimo: em extremo que essas pobres ove-
Ib: s tresmalhadas se mostrem surdas as paternas
adniocstaces de seu humilde pastor. Antes de
appliearmos as penas pxra casos taes cominiuadas
pelos sagrados caones, tente V. Rvma o ultimo
esforco, e envide todos os meos ao seu alcance
para conduzir esses nossos tilbos e inmlos extra-
viados aos bracos da Sania Madre Igreja.
e iuiprolir.ua for esta ultima tentativa, queira
V. Rvm. communicir-ine sem demora. Deus
guarde a V. Rvma. f Fr Vital, bispo dioce
sano. Him. e Rvm. Sr. conego vigario da fre-
guezia de Santo Antonio do Hecife.
O parocho da matriz de Santo Antonio, toros-
mittin.lo esta oflicio innandade, aconselliouWhe
que mandasse urna comtnissao entenderse coro
o Rvd. bisim.
A irmandade, porem, allega que, tendo rece-
liido acpielle segundo olllcio a 12 de Janeiro, pre-
paravase para responder, quando, nao haveudo
anda Jccorrido 2i horas, fra-lhe pe vigario
marcado o praxo fatal de 4 dias, lindo o qual a
falta de resista a faria considerar negativa.
E- o qne se ve drste olllcio : Palacip da So-
ledade, 1,1 de Janeiro de 1873. Rvm. Sr. He-
commeiido a \. Rvma. quo exija das irmanda-
des do Santissimo Sacramento e das Almas dessa
sua freguezia a resposta ao offlcio que a V. Rvma.
dirigimos em data de 9 do corrente ; na intelli
gonca de quu. se no prazo de qualr- das, con-
tados desta data, nao res|kinderuin, considerare-
mos a,dita resposta pela negat.va. Deus guante a
V. Rvma. f Fu. Vital, bispo diocesano.-Rvm.
Sr. vigario conego da freguezia de Santo Anto-
nio do Hecife.
Reunio-se entao toda a irmandade, j com an-
tecedencia convocada, e declarou que confirmava
a resposta dad,-, pela mesa regedora, como consta
do seguinte olllcio :
Consistorio da innandade do Santissimo Sa-
cramento da freguezia de Santo Antonio do Ite-
cite, 19 de Janeiro de 1873. -Illm. e Rvm. Sr. -
Foram submeltidas considerarao da mesa rege-
dora os offlcios de V. S. Rvma. datados de 12 e 13
do corrente, os qtiaes acnmpanharain as circula-
res de S. Bxc ilvma., mu digno e virtuoso i>re-
lado desta diocese, que na I4 de 9 do corrente,
determina ;% V. S. Rvma. que exija a reconside-
radlo da resposta que com todo repeito den a
mesa regedora, por unaninidade de votos, or-
dem do nosso virtuoso bispo, datada de 20 de
dezemftro de iVl, pela qual manuava expulsar
do grern da nossa irmandade ao Dr. Antonio
Jos da Costa Ribeiro, que consta notoriamente
ser macn, e outros que nao querem abjurar esU
seita ; e na segunda, lavrada de 13 do presente,
determina o nosso Ilustrado diocesano que V. S.
Rvma. exija da mesa regedora a reconsideracao,
no prazo de quatro dias, contados de 13, sob nena
de, na falla, ser considerada como negativa a res-
posta.
Sabe V. S. Rvm." que os olflcds roe foram en-
tregues nos dias 12 e 13, pelo que tratei de fazer
convocacio da iqea regtdora, que s hoje pode
reunu-se. E', pois, evidente que nao procure de-
morar a reuni.io, e, ao contrario, fo a mais prxi-
ma possivel, visto cono s roediararo 2i horas do
recebimento do ultimo offlcio.de V. S. Rvm". E o
motivo que me inipello Coi arredar de>obre mlm
a tremen la respoiisabili.lado de parecer desres-
petador ao nosso Ilustrado diocesano, demorando
urna resposta que por outros deva ser conside-
rada.
Assim justificando o niuu procedimento pes
soal, e manifestando 0 respm'l e aoaUmento que
me merecero as ordens :'. > nosso Ilustrado bispo,
consinta V. S. Rvm.'qnom a niaior attencao le-
ve o sentir da mesa regedora acerca da ordem de
V. S Rvm. cjiiio delegado de S. Exs.Rvnv.
A mesa regedora leu com a mais subida con-
Bideraco e'no mais profundo silencio os oOlcios
e ordens do nosso Ilustrado hispo, o Exm.-e Rvm.
Sr. D. frei Vital, e depois de madura rellexio,
rompatiiel com abreviaada ordenada pelo nosso
preclaro bispo, que,com a devida venia marera
un prazo tao exiguo, que nao peiiuittellie con-
sultar e ouvir a tercuiros mais competentes, nein
mesmo opi ar pelo alvitre lembrado por V. S.
Rvm. em seu olllcio de 12.
Nastas tristes 6 aperladas oircamstaoias me-
sa regedora, tranzida de allliccao, acabrunbada
pela mais intima dor, vein com a maior humilda-
de confessar a V. S. Rvm." que nao pode mudar de
convici.io acerca da ordem do nosso illustrado e
virtuoso bispo.
E' talvoz um erro ; mas sabe V. S. Rvm.* que,
emquanto a luz da verdade nao operar no espirito
outro faci, deve ella ser verdadeira na manifes-
tis de seu pensamento ; do contrario seria impe-
rio da i'ypocrisia, prejudicial a seciedade, e con-
demnada por nosso Pal e Creador Jess Gliristo.
A mesa regedora nao lera motivos albeiosque
a determinen! a nao executar as ordens do nosso
digno e respeilavel hispo, mas o faz parque pensa
cumprir tambora um sadrado dever.
Assim solicita a V. S. Rvran., cuja llustraoao
e zelo religioso nao pode soffrer contradic.ao que
se dunr implorar perdao para a mesa regedora,
3ue com a maior magoa uo seu coracio n) pode
ar fiel execurao :u determinaces de nosso vir-
interdicta na parte religiosa, nao pudendo compa-
recer a actoalgum religioso com signaesque indi-
quera seren nulos, como, por exemplo, acompa-
nhar o Saiitssimo, assistir as festividades e reu-
nioes com opas, ero mesmo mandar tirar Minlas
vestido o esinoler com capa ou opa, etc., Gcaudo;
porin, a irmandade no pleno gozo de seus d'rei-
te na parte temporal e adminstracio dos bens da
mesma irmandadeO conego vigario, Custilha.
Assim condemnada a irmandade, reunise logo
a mesa regedora, e resolveu solicitar, em termos
respeilosos e humildes, do seu pastor que, recon-
siderando a sentenea, bouvesse por bem levantar
interdicto, como se l uo segunte requer-
ment :
A mesa regedora da innandade do Santissimo
Sacramento da igreja de Santo Antonio drsla ca-
pital acaba de ler scencia da pena de inlerdiccio
que contra a irmandade proferir V. Exc, por
sentenea de 16 do corrente, e pela qual nao podeui
os rmaos assistir aos actos religiosos.
t A mesa regedora, antes de reunir a riiiaiula-
de e dar noticia de Lio triste e doloroso facto. vera
com o mais prolundo respeito o trmula do maior
pezar supplicar a V. Exc. Rvma., Ilustrado c uno
se ser, que se digne dispensar a interdictan pro-
ferida, <|e, respeitosamenle fallaudo, nio parece
justa e conveniente.
A irniaulade, Exm. e Rvm. Sr, tero um eom-
promisso que regula lodo o" sen inoviraenlo, e to-
ra do qual nao piide decidir, mas o deve observar
com txlo cuidado para que os abusos nao tenham
coroeco, e venhara lornar-se frequeutes e dilllceis
de seren extirpados mais tarde.
Porin nelle n:o est marcada a eliminaeao
de irmaos pelo facto indicado'por V. Exc. Rvma.
Portante seria urna viletela lei, ura desrespeitd
aos lacos fraternaes que nos uuem em corporariu
e traria o aniquilamento dos direitos e regalas
concedidas a cada um Irmao, que se vera cons-
tantemente amcacado de perder os beneficios ad-
quiridos na sua entrada.
Aim disto, Exm. e Rvm. Sr., a irmandade
do Santisssiino Sacrameuto padroejra. se.ihsra b
possudora da igreja e bens (art. 168 do eompro-
misso) ; tem restricta obrigacao >11 tr.uer guarda
dos ero cofre fechado as alfaia* e mais objcelos
ilesliuados ao culto diario (eompromisso, art. Itt.1),
e a irmandade o sagrado ouns de assistir i cele-
braco do santo sacrificio da raissa do Santissimo
Sacramento as quinUs-feiras, e bem assim a to-
dos os actos religiosos solemnes determinados pe
capellas, como acontecer no facto que cita, pq
exemplo, oceurrido com a irmandade de Nossa So-
hora da Conceicio dos militares.
Assim con quj a sec.io passa a transcrever.
Illm. e Exm. Sr. -Puso a euiillir o meu pa-
sobroo recurso interpostu cora pela, ir
nuunnUo 'Santissimo Sacramento da freguezia
ue S^nto Antonio desla capital, cuja pe i; 3o e mais
pupeme foram para este lim reroeltidos com o
olllcio de V. Exc, datad. de 21 do mez prximo
una.. Todas as rmandades entre nos se regein
por compromissos approvados pelas a^scmbias
provuiciaes, os quaes por isso sao leis <|ue pelo
nosso direite cuin|tetem exclusivamente aos juizes
ae capella fazer observar e guardar, e de cujas
ui-posieoes as mesmas rm.ndades nao se podem
aiisolutaiuente a'aster, pe. que nenhuma ir-
mandade p0,ie privar d.s direitos adquiridos (telo
bigresso nella, ou expulsar de seu gremio a ne-
rmjaiu ii mao, seni nos casos expresamente decla-
rados uo seu eompromisso, e isto mediante decisio
ou como recurso para o poder coiiqietente, que
pela nossa legisla.ao nao c outro senito o juiz de
P'*, croo flc.i dito. Assim, a ir andado de
->ojsa benhota da Conceieao dos militares desta c-
uade, tend. admittido como irnvios a d us iuJivi
daos, que p>terionnente conheceu ale Urem os
i equisitos exigidos pelo seu eompromisso, eque
rendo por esta motivo expulsados do seu seic, in-
tervcio na questo o Jniz de capellas, o quid de-
ir as partes, proferio sua decwaa, da
par. a,iepirac;o.
Nao embarga o modo de ponsar di sueca a iui-
pcnal resoluco cima referida. E" para isso suf-
hciente attender-se a que nao se tratava all de
nenhuma censura, pena ecclesiastica ou violeucia
notoria, roas pelo contraro, de um acto de perdi,
que o recorrente considerava abuso da parte do qualqu-r de suxs
que se prende ao | I.* do art. .- d 4n>anai
US?, a ao paiatta flear 1e.nt.-ndiU. < aa a*v-
videiicias que requer da paine da natirnwu mM*-
ndado d-i estailo.
N -1.1. bypothese, pos, inda r sccrao ao aeka
fundamento real para recusar-.se rerir em
bispo.
Eslava, portante o recurso incluido na generali-
dad do art. 3 du regulamenlo de 1838 e sujeite
ao prazo mprorog.ivel de 10 das.
partes.
Finalmente tem a
deveres tem cora a maior
ledieacSo e pompa dado fiel exeeueio. Mas, lan-
o V. Exc. Rvma. laucado sobre irmandade a
tuoso prelado, que nao nossa traduzr esta resolu-
co como falla de humildade e respeito sua alta
e digna pessa, nobre e veneranda sobre qualquer
reante. E certa de que a illustrai.-o o apana-
gio da benevolencia e que a caridde urna vir-
lude caracleistica de nosso Ilustrado pastor, con-
fia que sua supplica ser bem acolhida.
Aproveto a occasio para assegurar a V. S.
Rvm. o maior respeito.
t Deus guarde a V. S. Rvma.Illm. e Rvm. Sr.
conego vigario Antonio Marques de Castilha. Gal-
dina Antonio Alves Verreira, juiz.
Roncas horas depois da remata deste olllcio foi
apresentada e intimada ao juiz da irmandade urna
sentenea do Rvd. bisan, impondo a toda a corpo-
racao a pena de interdicto, o acompanbada das
instruceoes e ollicio do vigario, quo a seccao pe-
de brenca para transcrever :
Sentenea do interdicto. D. Fr. Vital Mara
Goncalyes de Oliveira, por mere de Deus e da
Santa S Apostlica, bispo da diocese de Olnda.
Recusando a irmandade do Santissimo Sacramen-
to da matriz de Santo Antonio desta cidado, ape-
zar de nossas paternaes admoestapoes, expulsar do
seu gremio alguns membros ue nao querem de
modo algura abjurar a maconaria, sociedade ji
umitas vezos condemnada pela igreja de Jess
Quisto.
f Nos, legitimo pastor desta diocese, em cum-
primento do nosso dever, e em virludc da nossa
autoridade episcopal, hincamos pena de interdicto
sobre a mencionada irmuidade, e declaramos for-
malmente que a dita pena permanecer em pleno
vigor at a retractaco ou eliminaeao daquelies
irmaos que por infecidade sao filiados maco-
naria.
Dada em nosso palacio episcopal da Soleda-
de, aos 16 de Janeiro de 1873.f Vital, bispo
diocesano. '
Santo Antonio do Recite, 17 de Janeiro de 1873.
-Illm. Sr. Com o coracao transido da mais acer-
ba dor passo s mitos de V. S., para seu conheci-
mente, copias do offlcio e da sentenea de inter-
dicto proferida por S. Exc. Rvma. sobre essa ir-
mandade.
a Deus guarde a V. S.-DIm. Sr. iuizda irman-
dade do Santissimo Sacramento desta freguezia.
0 conego vigario, Antonio Marques de Castilha.
t Em lempo declaro quo a irmandade so fica
t-
eompromisso, a etqus
d
do exc. vina, laucado sonre a irmandade a
pena de interdicta i, cms^queiieia que Com o
maior pezar de seu coracao nao pode dar cumpri-
mente a ssus rigorosos deveros : deija de oxer-
eer os actos de nossa tanta teligia, o que certa-
mente um mal a cada um dos irmaos e ao pu
blico, que enebe a igreja nos acto> festivos, como
publico nesta capital.
Nestas di.'ficis e umargurosas circumstanrhs
a mesa regedora vem "coro o maior respeito offe-
recer as_ considerantes cima, alm de nutras que
assaltaran o espirito illnstrado de V. Exc Rvma..
e implorar que se digne suspender a ialerdicfio
lancada, cujas consequencias podem comprehen-
der iguitas ovelhas que descausam no regai;o da
innocencia.
E certa dos exntalos do earidade e humilda-
de de que a nossa religiao d elojueutes piusas,
dos quaes V. Ex.-. Rvma fervorosamente deseja
imitar, a irmandade nutre a fagueira asperanca
da que V. Exc. Rvma afto trepilar era iwoiisi-
dorar o acto pelo qual fulniinoii a interdictan, no
que far graca irmandade do Santissimp Sacra-
mente de Santo Antonio.
A mesa regedora nao se dirige directamente
a V. Exc. Rvma porque receta que V, Exc. Rvma.
tome por filia de attencao e cousjderaco i sua
respeilavel pontea,
Assim espea concessao da graci pedida, por
ser de justie i.Pede leteriiuenti. R. SI. -Con-
sistorio da irraandade do Santissimo Sacramento
da freguezia de Sanio Antonio, 30 do janHro^du
1873.-Galdno Autonio Alves Fcrreira, eseriv.
Jos Rufino Cliinaco da Silva. -Manoel Jos Ras-
tos ello, tbesoureiro.ilgue^ Archanjo Miodel-
lo, procurador geral. >
Este reqnerimento teve o segunte despacho :
Declaramos mesa regedora da innandade do
Santissimo Sacramento da matriz de Santo Anto-
nio, que "de milito hora gra'o e com presteza le-
vantaremos a pena de interdicto lapcada sobre a
mencionada innandade, desde quo os imites ma-
coons abjurareni, como devem, ou ontao forero
elimina los.
o Palacio da Soledade, 2d de Janeiro de 1873.
f Fr. Vital, bispo diocesano.
Chagadas as cousas a este ponto, tratau a ir-
mandade, segundo informa, de fazer judicialmen-
te guardar na igreja as jois, alaias e mais objec-
tos de sna proprioJade ; e a mesa regedora, de-
pois de protestar nojuizo competente contra as
causas que a impediam de all em dianlo de eura-
prir os encargos impostes por seu eompromisso,
resolveu-se, autonsada por seus irmaos, a nter-
por o reeurso que as leis lhe permittem para a
coro.i, firmando-se no art. $ Io e 3* do decre-
te n. 4,911 de 28 de marco de 1857, que contera
as seguinles disposicoes :
Arl. I.* I)-se recurso corea :.
Por usurpacao do jnrisdiccao e poder
temporal.
i 2.e Por notoria violencia no exercicio da
jurisdiccaoo poder espiritual, postergaudo-ge o di-
reito natuial, ou os caones recebidos na igreja
brasileira.
ApresentanJo o recurso assignajo em 10 de fe-
veroiro ultimo ao presidente da provincia, passou
este a ouvr, por oflicio de 18 do mesmo mez, o
Rvd. bispo, o qual respondeu dah a d ras dias
aecusandj, o recebimento do olllcio, mas aera pres-
tar a menor inforiAarao, e antes dizendo que se
escusava de fazer qualquer observaco. sobre as
innmeras inexactidoes constantes da peticao, e se
limilava a declarar que seinelhante recurso era
coniteinnado por varias disposicoes da igreja.
Es a integra da resposta :
c Palacio da Soledade, 20 de feverero de 1873.
t Exm. Sr. Tive a honra de receber o offlcio
de V. Exc. de 18 do corrente, pedindo-me diga o
que julgar conveniente acerca da peticao que ao
goveruo imperial endereca a irmandade do San-
tissimo Sacramento da matriz de Santo Antonio
desta cidade, rocorrendo do interdicto ianead so-
bre eila pela autoridade diocesana.
t Ouiittndo qoalquer observaco sobre as hv
numeras inexactidoes comidas na dita peticao, li-
mito-ni a a dizer a V. Exc. que semelhanle recur-
so condeinuado por varias disposigocs da igreja.
Deus guarde a V. Exc. -Illm e Exm. Sr. Dr.
Heurique Pereira de Lucena, presidente da pro-
vincia.-;- Fr. Vital, bispo de linda.
Ouvido o deserabargador procurador da cora,
reconheceu este a procedencia do recurso, por
achat para elle cabimento no artigo e paragra-
phos cima transcriptos do decreto n. 1,9 il de 15
de marco de 1857, visto entender que o Rvm. bit-
po exorbitara de suas altribuicoes invadindo as do
juiz de capellas, a quem estao por lei sujeitas as
rmandades, quando exigi da recorrente que pra-
ticasse um acto irregular, e em seguida comrau-
uou-lhe a grave pena do interdicto, por nao naver
ella cumprido aquilloque absolutamente nao poda
fazer por acto proprio, sendo, como era, incompe-
tente para por si expedir de seu seio a qualquer ir-
mao fora dos casos expressaraente flxaaos no eom-
promisso, e anda assim com recurso para o juizo de
i-r-u>n js panes, proiorio sua uecua, ua
qual se recorren para i) tribunal da rellcao. 0
fcxm. e Rvm Sr. hispo diocesano, pois, tendo or-
dnalo a irinanjade do Santissimo Sacramento
que expilbsse de seu gremio alguns irmaos, pelo
facto de perlencerem maONtaria, saced de alias
permittida, tolerada pelas leis do paz, como impli-
eitaniente se dodiu da doutrina dos arts. 27 e 31
do decrete n, 2:7il de 19 de dezembro do 18l0, e
tendo sobre ella (aneado o interdicto por dessobe-
dieucia, par^-ce-me.com o devido respeito, torox-
ortetado e invadido por sem dnvfda as attrbu-
Ciws do juiz de capellas, exigindo que a mesma ir-
in indade tiz.isse o que regularmente nio poda fa-
zor. e consegu lilemente impo'-lhe nina pona que,
iara guardar cerias conveniencias, deixo de qua-
incar. Perianto, parece-me nt s que o recursa
de que setrata basaseero jurdicos fundamentos,
mas que especie est eompreandida na litleral
di-posicao do arl. |. |j i. a 3.- do decreto n.
1,9H de 28 de marco de 1837 : todava sujeite
esta mmha opniao ao esclarecido criterio de V.
Exc, quo, senda, ionio o caso de suuima gravi-
dade, decidir comojulgr mais prudente e acer-
tado.
Devolv t,du os papis que acompanharam
* citado oflicio.
Deus gnarde a V. Etc. -Recite, \ de marco do
187. -Illm. o Exm. Sr. Dr. H-mrique Pereira de
Lucena, presidente desla provuicie. Jos Pereir
di Costa Molla, deserabargador procurador da
orna interino.
Sobre este parecer e mais doaamantos annexos
a pelicio da iniBdade presidente di provincia
resolveu receber o recurso no elteilo devolutivo.
' aliiii de seguir os traitmites legaes, como se v
da deliberaca presidencial de 13 de man, redi-
gida uestes termos:
4." secri. -Palacio da presidencia de Peni un-
buco, era 13 de margo de 1873.
O presidente da provincia, attendeido ao que
requeren a ruiandade do Santissimo Sacramento
la matriz de Santo Antonio desta cidade. e tendo
era vista a resposta do Exm. o Rvm. bispo dioco*
sano, e pare;er do deserabargador procurador da
cora, resolve receber o recurso peh mesma ir-
mandade interpostu d. decisi.> do Exm. hispo dio
Cesado, julgan.lo-a interdicta, na effeito devolutivo,
e manda que siga os iraninites legaes.BeHrique
Pereira de Lucena.
Em seguida fez o presidente da provincui subir
todos os papis presenca do governo imperial, o
qual por despacho do ministerio do imperio adrait-
o o recurso, que foi remettid teccio, alim
de sobro elle consultar.
A seccao, co.npreiieu.lendo a grande importan-
cia dj assuiflptej j por sua propria natafeza e
ateance, j por entender com actos praticados pelo
prelado de urna diocese, cuj eminente carcter
sacerdotal exige sem duvida a maior consideraco,
exanunou cjiu a devida rellexo o madurez os
tactos allegados e documentes comprobatorios su-
jeitos sua apreciaban, e ora tem a hoara de cum-
prir a ordem de V. M. Imperial.
Antes, porem, da analyse dos fados occorrdos,
julga a seccao du seu dever tomar em considera-
Cao aguraas du/idas, que podem ser suscitadas,
quanto legalidade do recurso.
Versa a priroeira sobre o lempo de sua interpo-
Sil,' lo.
Ha quem pense que os recursos Contra
abusos das autoridades ecclesiasticas esto
no mesmo caso de quaesuuer outros.e que, portante
o-prazo deutro do qual devan ser interpostns o
de 10 dias, marcados nos arts. 3J e 45 do regula-
mente annexo a) decreto n. U de 5 de feverero
de 1812, e contados da dala da ntimacao ou co-
nheciiueuto utficial do acto do que so recorre.
Mais de urna consulta do conselho de estado
falla nesse prazo con fatal, e a imperial resolu-
co de 18 de noverabro de 18C3 ndefero o recur-
so nter posto contra o perdi do Rvm. bispo da
diocese do Rio de Janeiro a um parocho condem-
nado pelo vigario geral, por haver sido intentado
fora dos 10 das decorridos da respectiva inli-
roacae.
Admtlida esta inlerpretacao, seguir-se-lua o in-
deteriinento do recurso de que ora se tr.Ua, por
que o requeriraento, da irmandade do Sanlissimo
SacraiLento da matriz de Sanio Antonio do Recite
traz sobre estaropilha do sello a data de 10 de
feverero, isto 2) dias depois do ultimo despa-
cho do Rvm. bispo, proferido a SO de Janeiro e na
mesmo da coinmumcado por offlcio do vigario da-
quella parochia.
seccao de nnlar, >*-sU m*
investiga" o preliminar, que o pn~ilete da pr-
vinc.i fela itelibiTa..;" de II ik' mrc.. nttmx.
sKfiastf'L ifs&& sr^Sm SSaSSs
1857, iVaa^JlaSSKS^U ..'^^^-.-a.ra.ar 4. a^
de eslabelecer os casos e competenia do recurso
A seccao, porem, entende qne os artigos cima
citados nAo coro prebenden) os recursos contra
abuses das autoridades ecclesiasticas, nio s por-
que da sua tetra eoliige-se que s se referem a re-
cursos das decisoes das ruteridades civis em ma-
teria contenciosa, mas taintiem porque os propos-
tos eontra abusjs das autoridades ecclesiasticas t-
nharo j seu assento, e se acliavam regalados no
decreto n. I de 9 de feverero de 1838, man dado
asplicar pelo artigo 30 do reglame ato de 5 de fe-
verero de 18 2, que diz o seguiu e:
a Os prestes das provincias conhecero dos
abusos das autoridades, eeelosiasticas, procedendo
na forma do ruiulaiuento b. 10 de 19 de feverero
de 1838, no queche forera applicaveis suas dspo-
si- oes.
Ora, este regulamento, depois de marcar o pra-
zo inprorogvel de 10 dias para a inlerposicao em
geral dos recursos das violencias, injusticase usur-
paces das autoridades eclesisticas, excepta
expressamente os casos de censura, pena ecclesi-
astica ou violencia notoria, nos quaes permute o
recurso em qualquer tempo, em quanto se estiver
soffrendo pena, censura ou violencia.
EsU justamente a bypoihese verleute, e por-
tante pensa a seccao que nao ha fundamento legal
para o governo deixar de attnder ao recurso da
irmandade do Santissimo Sacramento, e dar-lbe
provimento, se assim o julgar acertado.
E' esta a intel igencia mais lavoravel ao direi-
to das gentes, e conseguiotemeate a preferivel
aluda no caso de dnvida, segando a regra de boa
hermenutica In re dubia benigniorem interpreta-
tionm seout non mi**sj*tmt tt %wm Miiw.
.. regu'aineiiio do con-
selho de oslado, que o do art. 3.' do regulamen-
to de 1838 ; ou tornando de nenhum elfeilo toda
a disposicao daquelle artigo, deixou inteiramenie
livre as partes que fossjm vctimas d > abuso, re-
correr contra este em todo e qualquer lempo.
ro a s,o tal vez torada pela importancia da
materia e pelos mesinos principios, e:n virtude
dos qu-s, c inforuw a jurisprudencia portuguaw,
na bavia tenipu deterininad para o seguimeoto
do recurso a cora, c uw se v ero Collio Sam
paiO, Pte'ecees de direito patrio e pnblir nota
ao g I0\ -Pereira-* Manu Regia, C. II, n. 2 ;
e Pereira e SomaPrimeiras linhas, nata 661 ;
e outros pnxistas por este citados ; principios
que predominara na nterposc.lo do recurso do
habeiis Corpus, o qual tambero nao tem termo fatal,
e |K)de ser intentado eniquauto existir o cons-
trangimento Ilegal.
Accresce que em materia de recurso contra
abuxis de jurisdic-.o e violencias do certa ordem,
uao se devem j nais |>cnler de vista os casos ero
que se d o que so chaina -actos continuos, co no
o 'Xictatnente o que faz objeeto d"s!e recurso, e
no qual o abuso ou a violencia nao para un uro
so acto, roas vai pordiante reproduzindose cons-
tantemente.
Ora, era casos desla naturcta que ti > inmedia-
tamente eutendero oro a ordem publica o envol
vem altos nteresses socaes, seria verdadeira ano-
mala estebelecer-se prazo to curto pira nrectir-
su-odotai ferina fatal que, find elle, Iteatse u
poiler supremo do estado privado de dar-lhe
prompta soliic>, quando certo que ueslas cir
cumstaiicias -Abusiu perpetuo el continuo g-arat
kUifUe meo in perpetan uppellulnr.
A segunda qaettao que |de ser levantada con-
tra a admissio do recurso, deriva se d ficto de
nao estar assignada a petieao por advtwada d>
consellio de estado, com dispJ! o arl. 37 do re-
gulamento de 5 de fevnreiro, cuja I.' parte as-
sim concebida : Havera ate K) advocados do
consellio de estajo, aos quaes somonte ser per-
mittido assignar as peticoes e quaesquer allega-
cous. ou arrazoadoa que liverem de ser apra>
< sentad >s ao eonselho e suas seecdes.
Quanto a este ponto, teai a seean de observar
que parece bastante o simples bjm sonso pira
conliecer-si! que a exigencia da lei diquellas
cuja pretericio ni deve por si s invalidar um
recurso contra qualquer abuso ou violeuoii, seja
de que natureza for.
contrario darse bia a incongruencia de con-
sentir a autoridade superior queo mal cootMnaaaa
sera parad.'iro era tutes os seus funeste*nffeitaa,
al ss tornaran estes rremediaveis, s pela falta
de uma circunslancia to secundara.
Nao passa de uma iireguland-uto que, qjalo o
governo nio julgue conveniente relevar, o mais
que deve fazer mandar san ir sera detrimento do
direito das partes.
E isto, quo em geni j de teda a equidade,
mais recominendado se torna, tratndose de re-
cursos nterpostos das |rovincas ou de lugires
iongin pos, onde nao ha advogados do consellio de
estado, cujo numero apezar de assaz ttmltade, nem
ua propria corle fui anda preenchdo.
Tem se feito, verdade, niencao de falta deste
soleuinidade em algiunas consultas sobre recursos
em quo ha sido envido o conselho de estado.
A seccao conheco mais de uma, em virtude da
qual os recursos nestas crcuinslaucas foram in
deferidos, mas cabe-lhe ponderar que em todas
as de que tem noticia nao kava ni recurso s esta
falta.
Era um, por exemplo, ao qual negou provimento
a imperial resoluto de consulta de 1861, contr-
nente ao perdi dado pelo Rvd. Hispo do Rio de
Janeiro dava-se, alm da falta de assignatura por
advogado do conselho de estado, o facto de haver
sido intorposlo tora de tempo, e n'outro, igual-
mente indeferido pela imperial resoluco de 21 de
mao de 186S, allegava-so na consulta tambero o
importante fundamento de concluir o recorrente a
sua peticao, podindo uma graca ou antes estaba-
lecendo uma alternativa que l'azia desapparecer o
carcter do recurso.
A terceira questo que se pode propr anda,
concernente legalidade do recurso, mas s quan-
to a uma de suas partes, consiste em ter sido
comprehendidj quer expressaraente pelos rtcor-
rentes e pelo deserabargador procurad ir da co-
ra, qur implcitamente pelo presidente da pro-
vincia, nos gg !* e 3." do art. 1. do decreto n,
1.911 de 28 de marco de 1857, e desde logo r*-
meltido para o governo.
Pde-se allegar, quanto parte relativa an 8 3.\
sto -notoria violencia no exercicio da junslic-
Cao espiritualque nao poda ser interpostu para
o poder temporal sera que primeiramente se ti-
vesse recorrido para o suporior eclesistico, salvo
nao havendo, ou nao tendo sido prvido o recurso
da competencia do mesmo superior.
E' com effeito esta a disaoaicao do art. 7.* do
decreto de 1857, e a irmandade tinba no Metropo-
lita do Brasil o Rvm. arcebispo da Babia uma au-
taridado_ecclesiastica a quem compete entre en-
tras atlrihuicoes a de rejeber appellacdcs das sen-
tencas dos bispos seus suflraganoos, supprr a ne-
gligencia dos mesmos e cohibir seus excessos,
como da discpjna actual da igreja, segundo
v-se em quasi todos os autores d: direito eccle-
sastico, e modernamente entre n> na obra sobre
este assumjto publicada pelo finido bispo do
Rio de Janeiro, o Rvm. conde de Iraj, s
2i0 e 211, e no Compendio do Dr. Villela Tavares
122.
Mas alm de que, no tocante a censuras, os
metropolitas s podem absolver as que lhos sao
reservadas, e peste caso a sua competencia seria
posta em duvida, domina o presente recurso a
circumstancia mui poderosa de se acharara os
factes pralicados pelo Rvm. bispo da S de Olnda
contra a irmandade por tal forma ligados entre
si, que o governo imperial, tendo de tomar co-
nhecmento de ura, nio pode deixar de entender
ao mesmo tempo cora o outro, e de providenciar
sobre ambos, se achar procedente o recurso.
Basta um pouco de atteucao para reeonhecer-
se prima frute que os lacios allegados consumera.
recorre a irmandade do Saiiiiii > Sacrautnai..
fo ni i i lo aim do que rabia em s'u- allritii->.
e nao s oxorbitou da proinia jim-iJm-c.. nmm
Umbein invadi a do p.nler tenttwral
Ale.n dbto susionlou o Rvj. (treUd.. eia tan
pastoral de 2 ilo fevorciru d > Corn-nlr an. nikV-
recida como d .cimiento, doiitnius r.wimn* a
coiiiiit'ii...io > as |..|. do imperio. 4>M*a.1e .-
ciando, embori nao to*te n mii mteui. .-
suIhIo* brasileiros a um nosa e punivel por nosso direil..
Exurbtou di [tnipria jurisdire.i. qun-1, stkm
de declarar excniniungada a- >.-n-d.i.|r. m*-*-
nicas exislentes em ten bi>pado. .i lodo, aque-
les que a ellas pertencessem, baataM-M en b*lij-
nao placitadas pelo ftst civil.: tmspsmMt*.
Invadi a juris.licc do pudor l-mrtl. quan.
or.tenon iruundsJe do Santi-M a nutras de sua diocese quo ozim-Ii<-.h do ou
seio a lodosos haos quo fossooi mi.o.i- < p^r
qie ni io-i' cumprid o seu inaiidaiiirnK futw-
liou a ;rinieiri com a gririssma i*a 4-< nter-
dicto, em so roe.miar de quo as irm >n-li los, em
tu lo quanto nao concern** exclnsiv uivnte a parte
religiosa constante u.< seot cjmprmiM--i. .->t. i .
a jurisiljcclo do poder temporal. iitttV.i c.HMplrf
te para liscihsar o ih-mI como runipr. m m atat-
in s compromissos ni ludo aquili que ronrmte a
admimslrafao de seu l-n>, c a aJmtss. o rseta-
s.io dos iriuios.
Sattsaan e afana aasmaptai cimtr^rios a i
tullir. | s leis do paz, quau-Jo aegou a :
dado o legitimidad* di iM-nepin-ilo imu
prerojava con-titinional do |.I r \ei-utnr% o.
em cerlos cas s. do |ilr bvislalivo. iratand
aqudl.i preiogativa de d ou trina horeUra. laiSa e
perversa, repnvada e an illi*nuti-J la |.-la i (Troja
o dizeulo que i-rram aquelles qu.- p-ii-nn jo
necessaria pro rebm spirttiMns ecirtmelin*
tstyalits.
Quanto ao ponto, qu consiste orn fulmianr a
pena de oxcomiiiiinh I.a-e indo- rm bnfc>.
q-ie u tiveram beneplcito, nio Bauntaa a sr-
C-io grande esforco para djui.ustr.ir qo-iot
exeatM dn jurisdina >.
Sjjainq.il.-; fneui as raz-s itelizd.s > api-
nres de al'tiiK canonistas, ou do molido nti-ai
de diversos estlijit u 's de dueit .ocb-'iastic >*, i.-
declaraeos d i proprio curia rom un. ou d>. ,-,,
testos de alguns prelad -s. o padres da lyr.-ia rem-
ira o beneplcito, fora de duvida que todas lias
para nos d-sappanvem dian'c de um art-i in-
coul.'slavel.
Tal qu- des i- mui ren-tos l-mp da it-tur
cha portuguezi, a q i.1 acb M -1 !i;a I. o Bra-i,
p>r m os il,< tres Si'cnlos, o-l.-vo quai intornin|M-
dailliMlte om liso o -lireilo. derivad di soberana e
natureza do p ider iu.iges|.iti.o. na pinas.- d- Um-.
BM Cinii-iro, de impe.br quo as bullas, revnflos.
e quaosquer constituir/tos erctesia-Uras fmwaw
naoatadas tem pravfa amnaa, cmsonunMatW da
eo npetente autoridad,1 temparal.
K tambora facto enastante das obras de grano :
numero de esr.rptore- antig s e inoderaos que era
SeM um dos direitos u..r que uns pugmavam, o
daqueili-s a que mii imporlancia ligaram isnii
de I'ortugal, se. que pir isM laanam texadnt do
herticos nem perd.issom o titulo .1.- fidoaitsmn*.
com que os distinguir liento XIV.
E este titulo por Coelho Sampuiv> | 8 dn
suas preleccries de din-i: > pairm. un iiVritV itt
ted-munbo irrefragavel do d -. -r da parte do*
mesmos res, de darem proteceao a igreja. t<-
ao qual se prende o direito correlativo de inoec
co de que traa a mesan escriptor no f M, na-
de o aaaaMera necessari para im|>odir dimn .
que os ministros da mesma groja possam Causar
ao estado.
E' nm direito diz a deduccao raronologioa *>
Den. 6.' parte 2 que se obsernm detde o* prime,,
pios 4a tninarcia portugueza rdnktietxmdi se
costum? ile se nao pnblicarem brevet, tmti -s %
qnaesquer outros rescriptos da curim ie Jwtnvt sem
l>ti ederem previo exame e beneplcito regio.
J as corles de Evora em 1361. com consta d
art. 32, segundo o lesleinunho da mesma Doiloccaa
e de muitos autores de boa nota, te (os aseaci
da existencia deste meio preventivo, que consume i
us caoetsdi, o sob cujo fuivlameiito o bntepih u
regio cora o nom; do cartas de piihlicaci era es-
scncial pira a promulga.-io e exocuca das tetra,
pontificias ero todo o reino e seus domini .-
Igual .teclaracio e por modo anda mais cxpfav
lo fez cl-rci D. Joo I, respondn.I > lamltem a que:
xa do clero no art. 82 das cortos de l.ishoi
Ah disse a |uelte ro, qne nuda imtmxsrm /.'
respeito e que assim como elle estar pratkmm
kuoi'i-se pnKedido sempre em tempo s\m re stms
antecessores e portsmlo mandar i qne mttim se
continnasse a guardar e n serrur.
Foi esta doutrina, om seguida -ustentada noto-
einbaixadores da pielle mmarcha n > r moilu d
linslaiifa, em uro protosin formal incitrporada a
sesso 2." do ntesm i emeilio.
Nesse protesto declararam ellos entre .mlra-
enasas que M dispisires d c+ncili*, mmprr-
Usdos ile quilquer condiro. diguidade nm preem-
nenc:a nao lenm nemd man ter externen eom*
dieucu nuf reinos. Ierras e dominios iones smtim
emquanto e niquelles asiumptos em qne o sen
depoit de informado- utgisse aculado rowenl
O mesni.i se observa no que so passnu n.w cor-
les de Sanlarm om 14.*, as doUnmura em IVT
e as de Monte-Mor om U77 onde el-ro r *
so V, como consta do capitulo XII, em soia~
uma supplica do clero, pediado a revagai.-ao da.-
carta i de publicacao, decidi que nemnnmi tmno-
vacao se /iiesse no qne estaca estsrtseisU, \
inconvenientes e damnos ame sTani
vir ao reino ; roalranait depatt .
em suas ordanacnea, aa ltala em aae
mente determinou que as letras viadas de I
nio fossem publicadas asm carta da aWet
Assim maoteve aa tem miirrac*> ata '
at o rain ido da ei-rei D. Jato D aa, aaa HH
raandou suspender as cartas da aablnracaa,
' Ha quera emenda, e tratasaa dedeaMat*rar ama
a illuatraccao, que nio se lhe poda aagar, ama an-
sas cartas, ou antes, o jos cavaadi, ala aMataam
em vigor desde 1V97 no reiaade de ei-rai. Ma


.5T8I M 'Ti/. t frS /l'HDWSWae Pernambuco Sexto feira 20 de Junto de 1873. *M MAVW ./U
|&
II at 1765 no reinada de el-rei D.
por menos exactos o,s testemunhos om contrario.
Fui Je corto lirmad -beste opinifio que-Rvd,
bispo de Pernambtten, defclarou era sua pastoral
i|ue as bullas fu^iwuorias das sociedade* ma-
oonieas sao valiosas c oarjgatorias, ainda admiRido"1
o modo de pencar "(to^Tjufl appelhm para a don-
trina do beneplcito, porque ditas que cita, o de
que adianto a seo.*oUratei^-oram ci>el4as du.-,
rante a su-pensao di wine b*nsemenli pre-
vio dos reisde Portugal.
A ser cao, porin, irlo p> 1 adfflit'.ir cmolhanto
pretendo de ,-lluir-- a *'e*te historie, \> >r
conjenturas improvis,, c >Mtt a lidelida I
seus expositores legan*, ihIb-o at. ao uonltfdo
allirmar-se positiv.Tuijjpla o oenosl do que att"--
tam autoridades competentes, a <|'iats romprovaiil
as suas aUcsla^M.
Na IL'duv.V) Gbrondng.^quc itio pide dei-
xar de merecer crdito emjuaut) na se^provar
que l'altou verdade, assevera-sc no to.no 2o,
parte 2', demonstracao 6", 8o monuniento ns. l
e seguiutes, que poneos annos basliram a D. JoSo
II para ver claramente a impossibilidiule da me-
dida por elle lomada porque fofftm lan'is e M
os d turbios e. desordena dahi resallantes que no
aun i de ttV3 f ra obcigiulo a retroceder, nao res-
taurando pelo proprio uome as cartas de publi-
e.o da buhas pontificias, mas impeiUMmlM
a exer.w;ao quamlo iamnosts por meio alivia m ut
rigorosa pnis que tirandi-lhe lodo o facor i ajuma
dos seas tribunaes ejustcas, ninguem aellas po-
da obedecer, visto ficar a sua execiinio dependente
di regia voutude.
V.' uto continuado pela provisao qae o autor da
mesma Deduccao Chronologiea cita e cuja integra
raiMdlU coin adata de ido Wereim daquelle
.ui'.o; e direocao ao I* governador da Csfla CW
t. Gouealo de Castello-Rranco, rateado ver ao
mesrnn tempo (pag. 8i da sna obrano Al t
ionio d'onde a copiou e concluindo que ludo, pr-
tanlo |ftH reposto no unli'jo estado e anda mais
rigorosamente.
AI'vm di testemunho do autor da Deduccao
Cbr olagica lia o do conege Jos Auastacio de l''i-
eired i que, no dizer do emdiotu autor do Dic-
cionario Hihliojraplieo, Innocencio da Silva, pas-
sou sempre por homein serio e indagidor eonsci-
(".".eioso.
Este compilador na sua Synopeie chronologiea re-
lativa ao ansia do 1493 a pag. I9t do tomo 1",
cita tamben a referida provisao, e com a mesma
dita de > de fevereiro.
Ora. ni.) de presumir, que, emboca referindo
se >;luee"io Chronologiea, se abatannasse um
nansem daqueila orJem a comnvater urna faisi-
dade histrica, se anda de leve a susp -ir-.sse.
tanto mais se leve assim pensar, quanto v-sa
que elle nao se RndoM sement na noticia e de-
monstrarlo da Deduccao Chronologiea, porque
no lugar j citado da sua synopsis, depois de
aMiai*'M na dte obra, accresceta. as segrales
palanas n' iwti 2' dos termos das pone ilos
i egehrn da casa da sttppe >c/to qae nrlla se acha
tneadernado em velludo, a /I. 54 r. vro que
tamben) miado pela Deoaeen i
Aefresee qae sobre de.-larar o -nesmo autor, na
intrndareao da sua obra, que em lu > procurara
prineip Imenle a verdade, sinceridade o a matar
externo |io uor nia eommisso daaeaUemia real das seidn>
ras. ejolgada lio til que a mes:na academia i
nv.n 1 ni imprimir saa cusa, e nio fac de
srer se qae. contando ti o lllustrala corporaeio
juns/msultos e clrigos notavei* em sea seio, li-
v,--e deixali escapar, em pont) tio importante,
urna falsidade desta nalareza, se por tal recJ
iriwvs-o.
Ne me, ftnalurvite, de sappjr que o proprio Jos
Anastacio. que leve sua tfisposico o real ar-
c'iv.i ;i., Torre de Tambo, toles os-Uvroj de
que c:.rece i para o se i trabalho, inclusive os da
casr. da nnppieajao, tivesse o cuidado ie por
si m isnio verificar a existencia da provisao de
l'9.*i, e, caso nao a houvesse encontrado, doisatM
de assim o declarar, laitando inteiramen!:' ao no-
bro tin a que se propazera.
!'or outro lado. dem das auto-i lados'que a
i'.'ao acaba de citar, lia ainla a cousider.ir-se
que se o as c.venli di poder temporal, sb qnal-
(uer dt'iominaeao. e-tivesse suspenso desde 1481
I7ti"i. nao veramos confirmada a sua oxfslea-
i ia em m.'.is de uui alvar ou caria de lei.
Bntrel into encentrare, por exemplo :
l. A lei de 2) de sclembro de 1882, citada
i pag. 2'.(, tomo 2' da svnopsis chronologiea, e
parte t, di-nionstraeio *, 8S da deducen),*
ila qaai consta qae el-rei dera o seu beneplcito
ara r '.>c e ter execucao o breve do kalen-
iiari |i :: i. ordenado pelo santo padre Gre-
I \ 11, aun de (|ue na universal igreja de
um se reiebrasse o dia daPascoa da Hesurrei-
c.ii de !fosso Setibor Jess Chnsto no proprio
tempo em que 03 suiddhm ponWces amigse o
sant) concilio nicenoo determinaram ;
. i.' 'i a vara de 17d; junho de 100-2, citado a
pag. S' da synnpsis ehronologica, tom. 2*, e de-
,;,.,..., ...,,; 296 da parle 2'. mandando sobres*
t.o a exeeaco do rootu-proprio do santo papa
Po ', que tratara das vendas dos censos eecfMi
.i-::-1-, em piauD nao se tivesse resposta de sua
: snti la i'. a quem re liavia eteriptoa tal respeito ;
- .!. G alvar de el-rei l>. M.uioel, de 12 !e
abril de 1810. citado na svnopsis chronologiea,
i :-\ 1'. pag. 137, e deduccSb, parte 2', pag. 87,
que foi cotilinnado p--l-i *Jc el-rei t. Joio III, de f
le dezembro de l*2.". ordenando aoxecnem da
nula obtida pelo bispo de (timbra, t. Jorge de.
\i:n >da, para dispr em testamento de parte dus
heos adqairidos- intuito ecclesi mostrando ambos
easea alvars que nao se eonsiderava bastante a
dispensa pontificia, apezar de tratar-so de mate-
ria de natareza eceleaiastiea, para ser executada
a bul a que o conceder;
i.* As li-is de II de setembro de 1381, e 8
de abril de 1589, mandand i exeeutar e aceitar o
concilio tridentino, o qual, tendo sido, como foi,
om concilio ecumnico, nao precisara, para ser
executado, de nenhnma lei do podr civil, decla-
rando sua aceitaeao, se fosee exacta a opiniao
ios que pensam qae ainla naquelle anno estavam
Ja*, aaeds Caraeir, m t4seioieite'Mrf #*># .V-JWflif
n. 9 do g 6d: tnonca d-s algnma qw-noguiram a '
beaepUMta rgto a dillirentos bailas ro-sni-queie
wnstrtaice>s apistocts, e preaibira.in at' aua
pulilicaro.
Esta^ lels,'em vigor o Brasil por si mesmas an
te da-indepsnienca,- e deporsdella pe do-20 de
ontubro de H2:|, seriain de p;r'si sos bastantes
para qji^nem mu subdita do iberio^Mjagse de
rv mhecer a neessidade e fegalidade do bsn"-
placito; quanto mais depois rjuo a eoottliiicao do4
estado no art. ffJ2, li, incluio o direilo de con-
. d-lo ou b'ga-lo, s.n a menor disiinccjio. entra
as attribui'.'oes do poder executivo, nao contendO
as buias ou constituicoe apostlicas disposi^io,
geral, e no caso contrario, entro as do poder le-
L'i-lativo.
lsto posto, para idmimr que publicada a cons-
ttuico brasiieira ha quasi meio aecuio, assim co-
mo cTe Portugal, onde' se" clia igual drspnipiT
sem nem am protesto fiirmal e edlcaz dirigid i ao
governo do Brasil ou ao Je Portugal 4ila cuna m- exai
mana, nio ohsuinto tea-W par voiescllgaio a*we- l>M
timento a bullas e breves pontilicios, fosso agora, |
>ja o a
sora'daV civil, quaado Mdo oi' pMjiMs RM* sua nao execucao e dtottirnah*,
>7 so Scnher lesas 'Jiristo previilenciad|t p:n%i 'liiram cjn desuso, e perderam toda a forra obri-
jtai8an4*tt,.iti'4immharse:!i jmtiis Hisuia gatnria.
'xjtiJiliajl,f)cjjkvtuapii desettlpealii da r>j^iec(li Se ; ;?ifti n.io fura, nem urna neceoidade bavta
va missaV., .i *" 5.x. e'iWMfrhuUas cmdemnand'i a pugnena.
As;ihi'qtlc'a* igiejftijircenche o sea ;n, diifimir1 mciis o veneraudo pontfice, actual presidente
o> iofm*\'i)rtanW) a dotitriua e esiabeiecendo Ua igreja universal, declara na suTnivcliea con-
a disciplina, comtanto que *sta nae olfenda, por- demnatoria, que foram baldados todos os esforcos
nuiuit
Mimos d
defina e
Hk di re
eji,unas i ao,
oaopnstit
que, nada t
na. pet.irljBi
leis, que pos:
lar qie o
vel, stvso
wipe
esubel
a* segaintes pa
t idas as bullas, breves e c mstitu'.ocs ecclesias-
ticas completamente isentas de qualquer inter-
venco do poder temporal, e que, portento, sem
ella podiam desde logo obligar.
Alem dos alvars mencionados, a seccao refe-
rir o texto que se encontra no repertorio das
ieis estrangeiras- do desembargada Fernandes
Tiiomaz, letra B, pagina 7'.), onde aquelle jnris-
lonsult', citando o decreto de 4 de agosto de
1760, date anterior as das leis de el-rei D. J s.
diz o seguate, e com a autoidade que nao se Ihe
pode contestar : Bullas e bretes mnguem pndt
maiulai virde Rmi sem licenr.a da secretaria,
nem se podem dar -execurao, sem la irem.
Relirr, linalmeatc, a se'ceo que urna coramis-
sao especial e;clesiastica, nnmeada na cmara
dos deputados em 18113, e composta de um sa-
cerdote e do coaselheiro Jos Clemmte Pereira,
que entre nos passou semprc por um dos homens
mais' entendidos as materias de direilo eccles-
aslico e cannico, como o reconheceu em acto
offlnal o Ilustra lo bispo capellae-rnr, D. Jos
Caetano, fazendo valer para a rejeiro do breve
da reforma da eongrega?ao benedictina do Brasil,
em seu parecer de \ de ontubro daquelle anno
entre ontros breves pontificios, o do santo padre
Pi V, de 30 de abril de 1588, In tmmtnenti
dian itatit apost Ucee specula. positivamente asse-
guron que c-sa bulla tmha fon;a de lei pelo bene-
plcito que Ihe fura cncedi'do. Seguramente _o
relator da commis-ao nao faria essa declara ;ao
se, inestre como era oestes assumptos. reconlie-
B que aquella bulla, expelida no tempo em
que se diz qae nao havia ne -essdade de bene-
plcito, poda ser exentada, e Vigorar como lei
independentemente desta formalidade.
A estas observacoes julga a seccao conveniente
anda accrescenta'r que se os reto de Portugal
tivessem estado jnteiramente privados d.o jus ca-
vendi por qualquer meio ou forma, por cerca
de tres seculos, por certo que el-rei D. Jos e
o seu primeiro ministro, por menos justi.a que
se faca ao carcter dcste, nao se atreveriam a
assererar o contrario, faltando sem o menor es-
rupulo verdade histrica, por modo Lio cathe-
gonco, como se l nos prembulos das leis de 6
de mio de 1763 e ') de abril de 1768, que firma-
ran! o beneplcito ampio e Ilimitado, com ex-
cepcio dos breves da penitenciaria, exccp'.ao que
desappareceu em 1793. Nao podiam com ef-
feito ser mais positivas as palavras que so en
contram na primeira daqneilai leis: tB" do en-
tume do reino nio se admittirem bullas, breves,
m reteriptos de Roma sem preeeder beneplcito
regh. onvido o procurador da cenf '
lo nao So meno^t estas oatra da ll de 5 d
abtil de 17H :
E oa'fe detde os-pfnf'pio* da rmnrchia n9
petm'd(iru)it que se neeeutawm as referidas bnl-
las; bretes ou rescriptos da curia de Roma sem
bremas suas cartas de'niblicarao ou regio
beeplaelOt
Deste'tlirerto -tradicional dos refs de Portugal,
por tantos seclo efBcazmonte sustentado dimana
a tonga serie da leis citadas as obras dodUroreos
jurisconsultos amigos e molernos, fazendo Borges
n-rastado por excesso do" z!o religioso o Uvni.
bispo de Pcrnambueo ao ponto de por em duvida
5 logitimidade deste direto, e, o que anda mais
a usar em urna pastoral de expresses como as
de que se servio contra essa altrihuicao constitu-
cional de dous poderes polticos.! E Uto quando
todos os prelados scus antecessores wfuella dio-
cese e ns do outras do Brasil rospeitaram seuipre
esta prerogativa do poder tmpora'.
Anda nao ha muito tempo deu exuberante c
mui lo'.ivawl prosa dessfl ac-itamento aos direitos
di autondade civil o limito digno e Ilustrado ar-
cebispo da Babia, o qual tenlo recebiio do res
peitavel internuncio apostlico c legato extraor-
dinario de sua santilade nosla corte, uin offlio
circular, de cooformidale com a dcciso contida
no breve apostlico de 26 de agoste de 1861, c-n-
surando o procedimento do ex-vigario capitular
daquella diocese para com o Kvm. bispo do Para,
duvidoa pbfica-io sem o imperial beneplcito: e
sobrestando em qualquer acto executivo da sua
parte pello csclarccTmeptos ao governo por inter-
medio do ministerio do imperio, soleitaado ao
msmo tempo o beneplcito, no caso do ser ne-
cessario.
E o governo assim praticou, expedndo em vir.-
tule da imperial rcsolucao de 18 de marco Je I8'j2,
tomad i sobre consulta la < dos negocios do
imperio do conselho de estado, com a qual se c.on-
Fonnou S. M. o Imperador o aviso de 26 de abril
do mesrao anno, declaran lo que o beneplcito era
indispensavel nos termos do citado art. 102 ^ li
da eonstuieao.
Ali'in lo llvd. arcebispo foi o direto de benepl-
cito do Brasil explcitamente reconhecido pelo li-
nado e erudito bispo eapellao mor o Bvd. conde
deIraj como mernbro di commissao dfl negocios
ocelestastiCos da cmara dos deputados, assignan-
do o parecer de 2o dejulho de 1845 sobro urna
representacio do padre superior e mais padros
da congregarlo estabelecida na serra de Ca-
raca.
Ncsse parecer enebotram-se
lavras, bem ex prest vas :
Que pela inJole doclirislianismo n'a se pile
ter la-m'iro da igreja sem reconhecer a suprema-
ca do soberano pontfice a qtron Jess Cltrisla
canstit i'< chefe visivei da su- igreja, e cibecadi
mean' pira tirarse tuda occisio desheisma, e
no entretanto os brasileiros nao podem recorr'i'
d auiotido.de ila Santa S semlicenca expressa do
sen goeerm, e nem as gr -ras que dc'.la derivan
em favor do: mismos sao janitis execulaias, sem
seren aprifeatadis aog vena imper.ale por elle
plucitudas.'
E se bem que o mesmo reverendo bispo em
seu compendio de direto ocelesiastieo se mos-
tri-- contrario a bencplatito ampio e Ilimitado,
todava depois de discutir este pri-cpio dissn no
Sciiolio do 131, tora. 1* pag. 106, que suas
rr/lcxots eram gtraet e nem una censura envol-
vim a nenhum governo, tenia toda a sua gwstao
sido antes ju tuto, saliendo todos que o pl.icdo regio mais ou
meus extenso, um direto eslahelecido, ehi mudo
em qu tsi lodos os paizes callnlicos.
E na vcioaie, nunca por sua' parte, hon-
ra seja feita sua memoria, pz aqnelle digno
nilalo o menor obstculo ao pleno gozo
desse direto no Brasil, e, ao contrario,, constan-
temente respelou-o como subdito do imperio c
fiel observador das leis, sem qie esta qualidade
desmerece.-se, o autos ten lo ella sempro engran-
decido a eminente posi^ao do succ ssor dos apos-
tlos c de principe da igreja.
Por igual their procederam sempre o illnstra-
trado bispo d'Anemuris, como o attestam diver-
sos pareceres seus, e tolos os outros reverendos
bispos que tee:- estado a frente de uossas dioce-
ses.
E nio pareec Tora de proposita aqu recordar
que era los do auno de 1820 o cibidoda da
Babia recusou dar posse por precuraco ai ar-
cebispo D. Fr. Vicente da Soedade, por mo ter
sido remettido com a bulla de sua eenOrmacu o
regio beneplcito.
Este procedimento foi implicilamante approvado
pe i governo, a quem o mesmo cabido representa
ra, quando por aviso de 3 de Janeiro de 1821 res-
pon leu communicando a remessa da dita bulla c os.
escriptos de certas concessoes e faeuldades poutiti-
Cias, com o beneplcito para que se pudessem exe-
eutar. E o arcebispo nem urna queixa consta que
ds-o por tal facto contra o cabido.
E* sem duvida o beneplcito um direto dos mais
transcendentes, e daipielles de que nao podem pres-
cindir os governos, sempre que a religie catholica
apostlica, romana, iir, como felizmente no im-
perio a religiao do estado, e tao entrelazada se
achar cora os mais vitaes nteresses da sociedad
civil.
Assim o entenderam desde mu remotos lempos
os nossos maiores em Portugal, como a sec$ao aca-
liou de demonstrar : assim foi expresamente con-
sagrado no nosso pacto fundamental.
Nao quer isto dizer, cuaipre declarado por mo-
do mui explcito urna e umitas vezes,_ vista de
certas allusoes que neste assnmpto vio por ah
propagando alguns dos adversarios,do beneplcito,
nao '""|i jii^ ^cnia nei ro.
iconica, a qual, pelo contrario,,
i toda a parte e se
itr.i nao pede se r a
deexeeiv^odn n
a no* catados ca-
arle del'es.
dnbdoise que1 a uN'
simo Padre Pi l.t'
etecotala indepemfc'nte
suflleienle a simples
Scuf "eTffeltos, "retlexao para iMsta de seus liirmos, reconhecer
u-se o jus cavendi, isto o direto de se que ella n.io appliravcl ao Brasil.
"acUMl seu fesmi is bnMaS, Neita encjetica encntrao-ie as sogniete. pala-
Reprovam^s e ondemnamos a sociedatle mi-
envolvidd
emento;!
senao a ftilt
bullas auleij
enos na mr
ainla mte
mesmo |anl
e (reraeiHa- eslava no caso de ser
a :tardade inente do benaplaeii i,
toliq
Se estas nada contverem de encontr aos prin-
que o poder civil tenha, nem por sombras, a desar-
razoada pretencao de decidir pontos de dogma ou
de f que coinpetem igreja, e nem anda questoes
de disciplina exclusivamente eceleaiastiea que nao
offendam os legtimos nteresses do estado.
Seinclhante pretencao fura por deinais exorbi-
tante e constituira una vrdadeira heresa, digna
de sor condemnad.i, como contraria ao bom senso,
independencia e hberdedo da igreja catholica
apostlica, romana, independencia e liberdade nue
toa. iJevem respeitar e sustentar em fado quauto
concerne sagrada missao que mesma igreja foi
conferida por seu Divino Fundador.
E' neste sentido que se deve entender o dito de
Santo Anselmo, ao qual costumam recorrer : Ni-
lal nvujis diligit Deas in hoc mundo, quam lber-
tatem ccc.lesia? suai.
E se dito nao nem pode ser applieavel ao sim-
ples exame anda das proprias bullas dogmticas.
Este exame como, de accordo com outros es-
por (im entrar no poder temporal na substancia
dos dogmas, nem embarazar, sem nstissima cau:
sa a pubbcacao de ludo quanto as respectivas bul-
las contiverem, urna vez que nellas nao se ache
qualquer clausula que ainda na inelbor f pode
acontecer que escape, contraria constituirlo e
leis do estado.
Se o decreto pontificio ou bulla, diz Waltor, so
tem relacao com o dogma e culto, enlao o direto
de beneplcito nao importa para a auloridade t-;m-
poral a faculdade de fazer-se juiz do valor do con-
tedlo, porm somente o de tomar conhecimento
delle, para so convencer de que naocoim dispo-
8{oes de outra latureza.
Se, porin tratara de leis dsciplinaree|vas, con-
cernentes vida civil, neste caso, continua o mes-
mo autor, ha nocessidade di concurso do podor
secular e o beneplcito o direito que tem o esta-
do da exigir que sejam concertadas com elle e
dmittidas so quando aceoraraoda las s circums-
tancias.
Os dogmas por si sos nao pdom de lacto causar
daino a sociedade, e de dever de todos os ca-
rblicos, governo ou subcMt, acata-los e obedecer-
Ibes.
De outra sorte perdera a igreja om pon'co lem-
po o carcter divino da unidade, que Ihe essen-
cial.
E' pois conveniente mais urna vez tornar bem
patente que o beneplcito nao devend ir nunca
aWra do sea 6m, nao pide jamis prejudcar oU d^es bulla'; n ra
offender a liberdade e BdVpendeneia d.t igrej'dm1 "ppral, como a'
saa mu*3o intoiramenie espiritual.
E' para isto sufflciente que cada rima das duas
soci'dades re?peite a jun9dleoao da oulra, e nao
saia da rbita das attribuiobes que Ihe competen!.
Se os preceitos de abotona do Divino Mastre
constantes d litro samo por excellencia Reg-
num meum non est de hoc mundo et feidite enim
qua sunt Catarte Catean; qua suut T)ct Deo, t
fossem sempre roligiosamonto observados, sepira-
mente o mnfido nao teria presenciado essas (utas
lamentavels por taote3 uzes occorridas entro a
clplos consagrados no pao fundamental, o esta-
do abusar mpediudyi jqjycir9jy?e.^e fowm
dogmticas, mas W^ereW ao^w swimiuja^m*
iosieoesiiuc, exorbitjindo da jurisdic^io espiritual,
UTen'derem a s-.cledade, o estado respeitar" o dog-
ma ; nao e".ihaiV:rjiur forma alguina a sua.pu-,
blicaciio e mas n;li consentir (pie vigo-
rara as clau-ulas npposlas.ao interusse >jcanl.
E"nest"e sentido'qu'e o beneplcito urna ne-
cessi I ule as nacioi que reconhecem a religio
calnlica relig.a.) do estado E' poi- isso qo elle
foi admittdo era quasi lodo o orbe catholjco.
^h e-t a Fr.in.; i, onde senlellinle direto se
acha firmado desd miitis seculos.
Ainda antes da deciaraeo de 1682. continuada
com lei geral pela orJeuaci de 2 i de fevereiro
de 1810 com adhesi de rc-eli'-p >s, bispos e todo
o clero, manifestada cm 1811 peranlc o rti|iera-
dor Napoleio, era o beneplcito fervorosamente
sustentedo, sob as denmlia^bes de unnexe ou
paratis. ,
Consta do art. 41 da codificicSo das liberdades
da igreja gallcan'a, feita e offerecida por l'ilho:; a
Henriquo IV, c constitue O art. Io da lei de 181'.
Foi sempre mntdo pof urna lonfa serie de
ieis, pela repblica e pelo iranorio, e apreciado no
concert do notareis publjeisjs e escriptores au-
tigise ino'lerois mu > uui dos principios funda-
mentaos dd direito pu'ieo frnecz.
O sabio jnris insulto Oupin o outros, conside-
ram-n'o (demiento ess.mci.il de nacionalidade e o
grande uublicista Rossi.professor de direito publico
e ministro dedicad > n fiel do santis/sinn papa fio
IX, em seu discurso proferido na cmara dos Pares,
em 8 de abril de 1844, orno resultado da indepen-
dencia e soberana do estado, que dentro de sua
jur-dicclo temporal nio tem sobre a ten a nem
um juiz Ol superior.
< U dcoi ileigsns, diz Vivien, ei tu culuini g<-
arale de toas les peuples onl attribu. au gouver-
neimnt a tonta les paques le droit de tirifier les
bulles, brefs, reseriptut; dcfets, mandats, prori
sions, et d'aulii'i expditins de la eour d-J Roine,
atant qn'ils soient mis ex.-rution.
c O/i ne pourruit, diz Portals, refuser ce iroil &
un gouvernemeat sans lui dUpuler celui de se con-
tercer, et de se Jejeiidre.
Da conformid.idc com estes principios tal a
importancia dada em Franca ao beneplcito que
uas proprias bollas e em quesqucr actos da curia
romana que oblem o parea!d nsa-se sempre na>
respectivas onlenancas da resa'va, ou condicio ex-
pressa, de subentenderse que nao tica approvada,
apezar disto, qualquer clausula, formula ou ex-
pressao que pssani encerrar, contrarias s leis, e
s liberdades da igreja gallicana.
E por raaior que tenha sido o numero de or-
denanca?, quer impedirtdo a promulga.ao das
consttucos e outrr.s diplomas e.'clesasticos,_quer
mandando supprimjr alguns, cuja iutroducao ou
public.a.o nao tivesse s do autorisa la, n.io deix-
rara ainda os reis de Fran?a de ser considerados
christianissimos, e fllos mais velhos e directos da
igreja: nem deiXon o grande S. Luir, o re das
cruzadas, de ser can misado por suas virtudes ex-
celsas, pie.ja te e fervor religioso; tendo, entre-
tanto, sido estrenuo defensor de cortos principios,
que constituiram depois militas das lib.'rdades da
igreja de Franca.
Assim o attestam, alem de outros, Beugnot nos
seus ii Ks-ais sor les institutons de S. Lois e
o discurso de Imiz XVIII na abertura das cama-
ras fran'cezas c:n I8i7, referindo-se a tucs princi-
pios que foram pelo santo rci sustentados, sem
comludo jamis faltar ao respeito e obediencia que
lodos os cath.ilcus, dignos desta nomi, devem
prestar ao summo pontfice era toda a amplitude
de sua jurisdieco espiritual.
Isto preva que a doutrina do beneplcito nao
pile ser considerada anta beresia. Si o fora nao
o veramos a-oito, ou ao menos recunhecido, eomo
foi, em um tratado, com a den"minacao de annexe
pelo summo pontilice tbo X, e nem o mesmo san-
to padre ter-c-hia dirigido, como por vezes fez a
respeito de dilTereites breves, ao parlamento de
lYovenea, pedindo sua coiicessa> para cortos res-
criptos, como eorista destas palavras Hortamur
in Domino ut debite exectitione demandare per-
mitlatis.
No caso da Fran;a esto o Hannover e outros
estados, e a propria Austria at iS'io. E nio obs-
tante nenhuma dcstas nacoes foi por isso con-
demnada como hertica.
As proprias pastoraes dos bispos carecem
nesses paizes do beneplcito, como entre nos
exigido pelo alvar de 30 de junho de 1793,
3.
Applcando-sc esta doutrina actual emergen-
cia demonstrad como ticou que o placel deve
preceder sempre a execucao dos decretos dos con-
cilios e letras apostlicas, e quaesquer consttu-
cos ecclesiasticas acrescerttando-se que o cdigo
criminal coherentemente pune nos arts. 79 e 81
com fortes penas os que recorrerem curia roma-
na e ainda nunciatura, e impelrarem graras
sem previa licenca do governo; e alrn disto,
sendo fra de duvid que o dircHo de conceder
ou negar beneplcito urna attribuijao constitu-
cional conferida a dous poderes polticos, claro se
torna que, n.io ha vendo tido beneplcito nenhn-
ma da? bullas expedidas da Santa S contra as
sociedades maconica?, n uso de suas disposiefe para a imposicao de penas
dolas derivadas.
Cita, porem, o Rev. bispo' m sua pastoral as
bullas de Clemente XII, J Eminenti de Rento
XIV Prvidas Romuuoruin, dos annos de 1838 e
de 1631, e diz que foram aceitas e pnblicadas em
todo o' reino de Portugal, psuas colonias, no tempo
om que oplacet, havia sido extincto.
A' sec.o cabe a este respeito observar que,
ainda quando fo3se certo que desde 1487 at 1765
estivera na realidade suspenso o beneplcito regio,
sob nualquer forma e denominacao, o que nao
pode draittir era presenta dos testeraunhos a que
se referi, nem por sso podiam taes bullas, ou
ainda, quaesquer que tivessem tido o beneplcito,
produzir e'ffeito no Brasil alera do foro interno, oa
consciencia dos catholicos.
A estes ninguem p6de impedir que, obedientes
a^s decretos da Santa S e fiis observadores de
todas as. suas prescrjp?5es, deixerb de pertencer a
quaesquer associacSes, condemnadas pelo chefe
visivei da igreja.
Mas prohibir a filiacS nellas c coagir a9 cons-
ciencias por ineios externos epenaes; promul-
gando e fazendo exeeutar bttllas, que, vista de
preceitos terminantes da constitui^ao e das leis,
nao podem ser applicadasa sociedades, nao sm-
plesmente toleradas, mas etpressamente permiU-
das pela lei da-assembiea constituinle de 20 de
outubro do 1823, que raodilkou-o alvar prohi-
bilvo das associaedes secretas, de-30 do mareo de
1818 e pelo cdigo criminal, urna vez que obser-
vem as ijoudicde* exigidas no a*f 282: -a socie-
dades, que nem directa, nem inlireoiameote par i-
cipam da natnreza de relegiesas- e sao intEiramen-
te temporaes e portanto.isenlas da jurisdieco das
aatori lades ecclesiasticas, o qae absolutamente se
nio pode admitlir.
Impode-o, alem de outras Tzfcs, o-art. 179 da
onstituieAo, que positivamente garante ao cidadao
bra8i|eiro no % i; o direit* dt> nao ser obngado a
fazer ou deixar de fazer qualquer cousa senao
em virtud* de lei: nog f? o-d nao ser persegu'
^
aeprouam^s e
cnica e as outras do ni'smo genero, que, sendo
diffen lites na apjiarencia, formmn-se lodos os das
rom tunemn fm, e c.meph-am plente ou clandes-
tinamente contra a Igreja, t os po loes legtimos.'
Ora, que a maconaria no Brasil nao conspira
patontemeiitc cotra a religio* nao baquemem
lioa f o possa duvidar.
A o contraro, nao sfio raros os factos que
dembsirarri que ella prjeura a igreja, man-
dando dizer missas e resar offlcios fnebres por
alma dos seus irmao-, j praticando outros actos
religiosos cora a maor publicidade
Que tambera nao conspira clandestinamente
est inconsciencia, quasi' goral, e o confessa o
iHiistrado senador Candido Mendes do Almeida,
alias insuspeto na materia, e autor da obra nti-
'tulada Direto Pablico Eclesistico, em um de
seus importantes discursos proferidos no Senado
neste sessao, em que longa di'; ImmtJ ocju-
i u-se 'do assnmpto.
A' Vista disto era necessario, para se conWrana-
rem as sociedades ma;onieas do Brasil, so pelo
motivo alltgato.que primero se. exbiWssem pro-
vascirtviocentas de que ellas estavam incursas na
razan determinativa das bullas que fulainaram
i marinara e:n geral iVon est eadm tattO, mn
est idciiijus.
Nao se 'pode, sera viola^ao dos mprescriptiveis
principios de jusliga, basen lis no direito natural,
comminar penas, e penas tao graves, s por m -
ras conjecturas, ou tettdo-se p ir prova unir-
mente escriptos fillns di mnie.lade de algumas
pessoas, dessas que de n f e por motivos ro-
provados, ou obsecadas pol i erro e ruaos coti-
selhos, se toncara umitas vezes na estrada do
mal sem muJirem-llio o alcance, e atacara os
alternas c as verdades as mais sagradas da santa
religio que professam is, som talvez peronc irem
s sociedades condemnadas por causa dclles.
E se as comrajnacdes funJam-se principalmctiic
na nalureza de sociedades secretas, da qual par-
ticipa a maconaria, ente i a lgica exige a cjndera-
na.no tambera de tojas as socieJades daquelle
genero seja qual fdr o seu fim.
" Nsse caso, pornt, terom >s a Igreja contra a
sua inssao espiritual, postergando urna garanta
do cidadao brasleiro e pnindo asTAiiWs do
Imiiero, dependentes como taes, so dopoler civil,
exc usivamente sujeitos s suas leis crimina s c
solire cujos actis temporaes, qae nem ai menos
pM de natureza mixta, nao tem ella nem pode ter
ingerencia directa.
Tambem nao 6 do crer que, se as bullas ful-
ininatorias ein que se fundou o Rvd. bisp i 1
Pernambuco osttvessem cm seu intero vigor de
tao ionga data, o se pudesse lan.ar mao d.dlas
ainda depois da nossa iuilependencia poltica, nao
so houvesse no decurso de tanto tempo le librado
de execute-las nenlinra arcebispo o;i preladi
diocesano era una nao pequea sirie de distinc-
tos varoes que tanto se iltstraram p,r suas vir-
tudes c sentiinentos religiosos.
A smissao lefia sido, alrn de gravssima res-
pousabilidado de. c iqsciencia, una falta flagrante
de obediencia aos decretos do chefe supremo da
Igreja na qual nao era capaz de incorrer nenlium
dos ditos prelados.
Ainda mais : se essas bollas se pud'ssem con-
siderar em pleno vigor ni Brasil, seguramente o
Rvd. bispo da diocesa do Ro de Janeiro, zeloso
conlo pelos interesses da Igreja, confiada a seus
cuidados e munus pastoral, nao se limitaria, no
ultimo aeonljement occorrido com o padre
Almeida Martins, a suspend-lo das funecoes de
jiregador c coufessor; mas antes teria desdo logo
impedido o sacerdote que de plano se declarara
pela imprensa francamente macn, da faculdade
de i evestir-se com as vestes sagradas e celebrar
o santo sacrificio da missn.
E' isto sem duvida multo mais grave uo que
fusar de opa, e de concorrer para o culto da reli-
gio a irmandadc do Santissmo Sacramento de
Santo Antonio do Recife, a qual_ entretanto acha
se interdicta,-s pelo facto de nao expellir do seu
seio os irmaos que se suspeite pertencerem ma-
conaria, facto de que poda at nio ter certeza.
A' vista do lud quanto ha exposto, lamenta a
seceto ter de reconhecer que o tivm. inspo de
Pernambuco procedeu no seu acto, at aqu ana
lysado, com excesso de jurisdieco, afiplicando a
pena de exco ruunho as sociedades maconicaa,
fundando-se em bullas que nao podem ser execu-
tadas n-i imperio, e que portento nao deve este
seu acto produzir effeito, segundo nosso direito.
A mesma conviccao nutre, infelizmente, a sec-
cao quanto scnienca em que o Rev. prelado m-
pz a irmandade do Santissmo Sacramento a gra-
ve pena de interdicto, por nao ter ella se prosu-
do a cumprir suas ordens, expellindo um de seus
irmaos conhecido por macn, e a todos os outros
que perteneessem maconaria
Primeiramente cumpre observar que as irman-
dades, com quanto tenham urna natureza mixta,
cora tudo por nosso direito, e de longa data, s
depende dos bispos exclu-ivameate na parte reli-
giosa, constante de seus compromissos.
Em tudo o mais esteo sujeitas ao poder tempo-
ral que sobre ellas exerce, pelo juizo de capellas,
o direito de mrpeeco, depois da approvaco de
s;us compromissos.
E* o q e acontece desde que, ellas dexando de
trr por nico e exclusivo im a religiio ou o cul-
to, para o qne bastar-ibes hia a autoridade ecele-
aiastiea, como se estabeteceram a principio, e por
muito tempo prosperaram sem a menor depen-
dencia do poder civil, comecaram a ter outras
preteneces alem das religiosas.
Desde ento, tratando de adquirir e administrar
beas, do fundar hospitaes, e oceupando-se ein ou-
tros objectos do dominio temporal, embora sem-
pre para fins pios, foi mister dar-lhes existencia
legal- .
Tornou-se desde esse momento essencial a in-
tervencao da sociedade civil, como acontece em
relajo as outras sociedades temporaes de qual-
quer natureza.
Assim se observou em Portugal, onde perteneia
como entre nos at 1828; a attribuicao de appro-
var seus compromissos, na parte civil, ao desem-
bargo do Pago, passando dahi para o governo,
pela lei de 22 de setembro daquelle anno, art. 2"
2, e depois do acto addicional, art. 10 10 para
o governo na corte, e os presidentes nas pro-
vincias.
E quando, ainda antes da Independencia, enten-
deram os bispos ultramarinos que deviara conti-
nuar a te-las debaxo de sua jurisdieco, tornando
seus compromissos exclusivamente dependentes
de sua approvaco, o governo tratou seriamente
de dar providencias tendentes a evitar tal abuso.
Monsenhor Pitarro, em suas memorias histri-
cas do Rio de Janeiro, tomo 3*, esclarece bem este
ponto no segrate trecha: A faculdade de se
erigir em irmadades e confrarias e a de appro-
tar seus compromissos priv diva di grao-meslre
da orden de thi'i'toe de su i real jnrisdwcao como
declaruram por ultimo a provisSo de 11 de novem-
bro ie 176b', ie 12 de seteetbro de ilffl, expedidas
ao provedor d1s capellas das ilhas da Madeira e
Porto Sanio, pois que ncmJttunct das irmiiniades ou
confrarias levantadas no Brasil est incluida na
disposicao da Ordmaco da Lio. 1" Tit. 62, pela
qu l e pela constituidlo Utysipanense L'v. 4o TU.
11 foi organisada a constituicao do arcebispado da
Baha, io..4 Tit. 69, de Qae lanettram os Roe.
do por motivo religioso, e nof 11 O de nao~m\Mst sentenciado senao pela> autoridade- cornpeteriter melltante3 ereoaScs lioremente em quanto o tribu-
por virtude de lei, anterior, ena forma por ella mi/ d' mesa da consciencia e ordene ndo Ihes obs-
proscripta qu^telat-.euas providencias, fnenio revocar este-
Monos a'indaixWe-'se pinW, na^pbtlraBito'rt1 *wfo an*em.teammmient perteneia, v wourfsw
impostes. d* (rM&UJoai pena um ilo^MkW as fnmavsti-ea^MS'pelos mesmo Revs.
a'ifie deerenw. Re; bispo de tispot, etc., e cite a provisao de 13 de fevereo
ifonutucnv quando maaott lanoarfowdan'ir- de-Ii/I, expedida ao Rev. bispnde Pernambuco, a
laanades amielle d* seos menihrorqun-peflteW- rjual mandou-se dar. geral eiecucao.
cessem maconaria. O meemo aeonleceu, diz ainda monsenhor Pitar-
SebtelevaflUewwdna batlaadoa santos padwa ro pagina i?, nata 3, volura .2.", com as erecoee
Clemente XII e'MntfcXrYJdB-t*-de'abril de 1388 da*-igrejas e-ana* reedHlcades cujas concessoes
e 16 d marco dB 1781, oitacUs pehVAvd preiad djs^djamiexjnusivamente dos bispos uKraaiarinus
airtda nnando se podossem considerar, dlspetiiais por actos dcstas,' fundados nai constiUu^j do arce-
do placet para todos os en etetfos, nunca forn Wsoado,af que o alvar d It de outubro de
ejecutadas no Brasil. 'I78t,' % ., in fim expressamonte coarctiu ossa li-
Esto, pois, no caso de outras bollas, o at de berdade absoluta som offender a junsdiccao que
leis civis, que a scelo" poderla mencionar, as por direito compete aos bispos, depois da licen;a
pdgft"! I* i
A scceiio citar tambera 'o que sobre e.-te as-
suinpto escreveu o Rvd. inspo do io Janeiro,
o Jiuado cjnd de. Iraj, n) seu compendio de di-
reito ecclesiastico :
As sonfrarias ou innaudades ( confraterniza-
tes, sodalitas," soiaWa, etc.) sao assoCiactos de
christaos que se ajunlam para praticar algiim acto
de-piedade ou candado... 8>feral as ueiilVanas
sa i todas seculares, perqu seculares sao quasi
(Idos os seus mnmhroa. A parte ecclesias.iea del-
tas sao o cnho divino e a piale a das viitudiw
^irisis ; a temporal -oe inte, tua adMtni'tranlli
imod: de adqui, los com que tilas se fundain.
fi}rmando urna pess a civil.
1. alrn disto so a parte ecclesiastca ou religio-
sa que a citada lei de 22 de setembro % II do art.
f* deixou dependente da approvafo dos bispos ;
-nicos na verdade para iso cotnpotentes. ja pela
natureza do object, j pela constituicao Qniecnm-
ue de 16 de deaejnbro de iOl, do santo padre
le nente VHL '
E' o ipie tambera ilecmibia o decreto n. 2,711
de 19 do de embrode 180),expedido para a execu-
Cao da lei n. 1.083 de 22 de agosto do mesui)
anuo.
Este decreto imprimi nas irmadades anda
mais o carcter de associacoes quasi iiiteirameiite
civis, quando resalvando precedencia da appro-
vacuo do ordinario na parte-espiritual e a disposi-
co do art. 10, 10 do acto addicional, fez Ibes
extensivas, no que fossem aoplicaveis, as jegras
prescriplas para a incorporacao e fiscalisasio das
outras sociedades inteiramenle temporaes.
Dahi resullou que, pata eoiHiluireni entidades
jurdicas, p>-suirein ben*, administra--los, delles
dispon.m, e pie tearera seus nleresses peante os
tiibuuacs djustica nas qnestos com seus mem-
bros, ou com eslan os, dopend un essencial mente
de confinuapao dos governos geral ou piovucai.
E' assim que os juizes da provedora, e nao os
bispos ou qualquer autoridade ecclesiastca sao os
competentes, como se v do decreto n. 11 de. 2
de outubro de 18ol, art. 46 do ?." a C.. para
tomar-Ibes coates o glosar-Ibes as despera- com
recurso para o juzo superior, aiuiullar-lhes as
"ios de seus jm'.es, proveJures e mesarios, que
nao forem rotas de accordo com os respetivos
compromissos e fiscalisar a fiel observancia de te.-.
E nio isto buvo entre nos, parque, alem da
nota das Memorias Histricas, cima transcripta
do raqnsenhor Puarro, a provisao de 27 de outu-
bro de 1791 citada pelo desenibargador Fernan-
dos Tiiomaz no sen repertorio das leis extravagan-
tes, lullra 1, prohibindo que as elecoes das ruiaii-
dades fossem presdala* pelos parolaos, declamu
que o faria para se nao inlrnineiterera por modo
alguiii os meemos paroehos com as irmadades e
confrarias seeuiarcN quo eram da jurtsdicij ia real.
Os compromissos sao, como disse no seu com-
pendio do direito ecefesiastico o rereran lo hispa
conde de traja, a norma social das nnanJados :
cousttuem a sua le orgnica.
Na i Ihes pois permtido altera-los por mero
acto proprio, assim com, nao pod;m ser ellos re-
formados sem o sea (oiisentnieiito, salvas as pres-
en pges lgaos.
Esto "no mesmo caso dos estatutos das outras
asBociacoes.
E assim com, segundo j foi decidido pela im-
perial resolugu de consulta de 12 de dezembro
do 1857, o poder civil nao tem o direito de fazer
no temporal, sem accordo cora as irmadades,
alterai;oes ou reforma dos compromissos, sem an*
cresecuiar novas obriga^oes ou regias s j adop-
tadas por ellas e competentemente anprtwn las.
do mesmo modo nao cabe tal poder aos Rvd*. bit-
pos na parte religiosa.
Assim que, se Ihes occorrer exigir le urna ir-
ma .dade que, por exetnplo, faca celebrar maor
Humero de missas ou festes religiosas do que o
constaulo di co npromisso, ella nao pod ser a iato
obligad?.
Eslabolecdos estos principios, e appl cr.ivt.-os
ao que so tem pajeado com a irmandade do Saa
lissira Sacrameuto da matriz de Santo Antonio
do Recife. reconhece-se. desde logo que se at na
parte religiosa, ou por outra, no que relativo ao
eulto, os bispos nao podem impr s irmadades
(moa que nao constem ou se nao deriven! clara-
mente dos respectivos compromisos, nao do
manera aiguma siistenlavel o que praticou o Rvd.
bispo de Pernambuco, no acto de que se recorren
para a cora, exigindo que a irmandade do San-
tissmo Sacramento riscasse do quadro de seus
membros c expellisse do seu seio um irtnie na-
mnalmente designadi cuno notoriamente sanean
e todos os outros |ie perteneessem maconaria !
Em primeiro lugar nao caba isto na sua alca-
da, porque a constituicao ou governo das irman-
dade; e as qualidades exigidas para ser-so mern-
bro dellas assim como a admiuistra^io dos
bens, negocio de natureza temporal, e portento da
elusiva competencia do poder civil.
Era segundo lugar, porque, nao estando prohi-
bido pelo compromisso da irmandade recrreme
que os ma.ons facam parte della, nio poda a
mesma irmaudade obedecer ordera do Rvd. bis-
po, porque faltava Iba direto para excluir qual-
quer de seus membros por semelhante motivo.
So assim o praticasso, cabia ao excluido recurso
para o juizo de capellas, que era obrigado a repa-
rar a illegalidade do acto.
Era terceiro lugar, porque, proeedeaoo desta
forma o Rev. bispo invadi o poder temporal, eu-
volvendo-se, como j se disse, maquillo que nfu
eslava dentro do circulo de suas attribnicoes, mas
im no das que pertencem exclusivamente aquelle
poder, e dava, como don, materia e justa causa
para o recurso e seu consequeule proviniento.
O fado pois, que praticou e Rev. bispo, e cons-
ta de seus otcos de 28 de dezombro de 1872, 9,
13 o 16 do jaueiro ultimo, foi inteiramenle abu-
sivo, e o recurso dellc dimanado devia ter sido re-
cebido pela presidencia no effeito suspensivo, se-
gundo determina o art. 12 do decreto n. 1,911 de
28 de marco de 1837, afim de que a invasao
nao fosse por dianto produzindo todos os seus ef-
feitos. at a deciso do goveruo imperial.
Por seu lado, tambera o juizo de capellas nao
devia ficar impassivel, pois Ihe compela sustentar
desde logo a sua jurisdieco pelos ineios qne as
leis Ihe facultara.
Sobe do poni o abuso, tendo sido, como foi,
acompanhado de ameacas de censura ecclesiastica,
e por fim castigado o procedimento da irmandade
com a grave pena do interdicto.
A iinposicao de censuras ou ponas ecclesiasti-
cas sem duvida aiguma da competencia dos bis-
pos ; ninguem [Mide disputar-lhes eise direito.
Nao sao porem, taes penas inteiramenle arbi-
trarias.
Ha na sua applicacao regras e preceitos por
onde elles devem dingr-se. Ill enim abutitur,
qui. concessa sibi potestate, contra leges utitu:
Gom todo o fundamento de justica, que sempre
assistia s proposieoes do santo apostlo das gentes
dizia este qua Omnia in eccletia canonice
fiant.
Nem outra cousa se; a compativel cora a ssbe-
doria da igreja, que era sua sacrosanta missao
tom sempre mais era filo ensnar e persuadir do
que castigar e afugentar; tent mais que ella al
prega e deve pregar a verdade e cuidar de inocu-
la-la nos espirites pela predica e exhortado, de
preferencia aos meos severos, j mais pela perse-
guico.
Por isso suas censuras, apezar do consideradas
penas medicinaes e nio vindicativas, s depois de
esgotado todos os esforcos conciliatorios, e diante
de-um grande delicio, deve.n ser applicadas, e
ainda assim nao tent ob delictuin, mas ob coala-
matiam in nen pareado.
Grande numero do theologos e escriptores sa-
grados dizem que as autoridades ecclesiasticas de-
veinsa abster do fulminar taes penas, e se prev
que pode dellas resaltar mais mal a igreja do que
bem, e nada pode fazer tanto mal a igreja como
excesso na imposicao de penas sobretudo sendo
estes injustas c severas.
Nestas circumstencias a ninguem convencem,
irritara os nimos, esfriain o fervor religioso, e ara-
bain por matar a f.
1 E' o que positiva e sabiamente recommenda o
concilio de Trento na sessao 23 de Reformati-me.
na emenda do capitulo III, nestas palavras Ex-
communicationie gladius mn est temer stringen-
lut, sed matare', o no texto miando, desenvoi
vendo a proposic, diz que tal pena (gladius) -
t sobrie, inagnaque circumspectione exercendus
est cun expertaotia lceat si temer, aut lovibus ex
robus inauiatur, magis contemni, quam formi-
dariet perniciem potias parere, quamsalute.n.
E' tambem o .que se explica nas dedaracoes
acerca da palavra sobrie Gtudius fxct.mmuntea-
tkmis mxima cum circumsptxUone est exercen-
dus, ne despeetns ecclesiaslicee disaplhue oria-
tW.
B' esta doutrina fundada no Evangelho, o tio
correte em escriptos dos santos padres e doutores
da igreja, quo a seccao se nao demorar eiu sua
demonstraeo.
Satisfaz-e repetindo as p ilavras da obra de
theolcgia moral, no 3 1,509 Scholion, do finado
prelado diocesano do Rio de Janeiro, o Rv. oada
de Irai, de conform.dade com as recomoMidafoes
daquelle concilio : As censuras que sao a espa-
ei;-'
rio <
da di ijJreja s devem -er i-Tipregada nos r*na
da c luipcicuria deila, iii naa-radMai espirinsaa*
quahdo houver rrinic 'S grafi>sm-,
j is reos se tornera c< ntnmazes e o m> ulum -
Irem K no $ l.Stl de en %nm-< te din-il
ecclesiastico en* *nterdiekti me urna nrm
grate, supp-'ie nm arare delicia.
Alen disto entre 2* lormalididcsjpfcetineij*
saa inspasco, eofloiou o nw mnJNp". *?*
outro esciiplorw competente alma, a le
ter jnris licco superior fund 'da^tsy dnta, m
principio que JVHM majar iJkmit,em-im nf-
fectos jniiKlirtiouit n a de btnat ju-te casa
Opportet nt justan canetm AetMtW.
Anda assim iheologose caaasnnte< advrrtaaa
quo impondo-sc a pana a urna eorparac. \r*-
riso l aver cuidado e ella n bii|.i<-1i-.-ii* sr
nao os culpados, e nao a Itdos baAsfmrtei
E' lambern indispensavel que a* bi.M L
tam milito se os que ronsidoram culpa*w ten
seu favor motivo que os esrusem 4V inrorrT na
censara ; c entre esse;, motivus o* Iheab^sa tig-
nam como prinripacs a innoranria iavrarifrl, >
mado grave e a impn5ibitt*le ptrfstn n m-
ral de praticar o acto, como no p,. nrtimM *m
irmandade doSautissmii Sacrain.-n' *> Sam> An-
tonio do Recife, mural e ligameute aikrictaa
seu (ximpromisso.
Violadas pelos bispos as regras que divi mar-
dar na imposi ;io dar censuras, ou 4i-jrru* e*
motivos que a"s ascnum, tonum-sc wtm iyites
e millas. V. o que a- s ilti e, < amd i o finaii lu>-
po do Rio de Janeiro q!ie:u o eusiia, cm la.- f-
cum-taiicas, nw lem nlirigaca > d portar-setoanai
censuradoe poda participar dos uin> i-piritaa'*'
da igreja. sendo applieavel (*( rasi> d*n b
santo papa Feiaim: Si injusta is< nt-nliai esl
lo eam curare n n irl.ct quantn apnn fenn. '
eeelesiinu ejus,ne ...em pie I. iiim. >
Ora, demonstrado, cuno ete que l'.via. be-i*
de Pernambuco. nao lend.i o Areilo 4r ht vii o
tentpor I das irmandade-. nao p lia xirii i
crrenle que cx.e|li-- l i seio a qu >l p t de
leusmemiiro, porque a rop.sutni.'-o urgaaica dr
taes eorpoi ai;oe>, a admi.-sao e :. exc ne api
socio i sao sujeitas a legras cm-i inl>--d io(i'-
misso< na parle que c da ciMupeli-Bria d pJr
civil; o o in do de cxerut.i-las de; nlci.i ia>
tnspecvan o tiscali-a'.o d, juizo da repella-. r*r*
o qual lia rciurso. e -uii-e |u.-ncia tigira qcc
mesiiio Ivd. prelado carecu de jusb:.
para irapor a pana o uitci Jk-i. pel> fa.u> *: uao
sor cumplida a sua ordein uo Incaute a este af
sumpto.
E', ois, milla a sua sentenca |c eato do,
e como tal nao pode produzir flT<*itn al-zimi
Por aotrn lado, c alada nio se dando
mencionada da falla de jai i-di;o. nc ;. i i*#
dci.xa de >er cxorlni .i- h dinot.1. e .-uaansjn, -
leiiien'.e milla a seufeaca d i Rvm. Mapn.
Para rec in'i'i'c lo u> r inisler ni T:
Hasta oh ei vir j i illa'baseou-se na desafcedi u-a
da irmandade ordem que Ibc havia Mdoex^cd.-
a para uxpillir de seo s.im os irmaos quv ?<*-< m
me.ms. Se porem, e-!a provado q;>ea irmar.aa
uo poda uiiedei'cr a essa ordem. l-r
compromisso. que a s.ia le organiua. aehaa-*e
ella coliocada nas condiees da nupos-iln,
moral de que tratera os iheidogos e lamm.-ur.
par mp ss.bil-a iicuntur etiam, f"r ron.'; a ..-
grs segundo disse Papiiian* ; e axmaa de di-
ri'ii,. impassiiitium aulla Mig-leen: I'.ttt
de regules jan*.
Sibreleva que ainla na bypotlK'se nio p-**-
dida de baver proc.-.bdo o Rvd. itretaduna i -?-
ra de sua jursdrco. xpedmdo a nrdasn > a-
cluso dos ir.iios |n-!l'ii. entes a
sabe a aaaeio nema l irmandade
cer-lhe sem certeza de quaes se
caso, nao qiiereudo ees conles-a lo. lu'J
por noticias vagas, i.u por conster-lbe sinpi*-
mente, sera ex|.ir- fundadas rc.laiiu.o -. na que e sahna
Proceder a um inqiii nio. a ias fallivet. sena isa-
praticavel, faltendo-lhe para irso o direito i
lgaos.
E se.o proprio Rvm hispo nio pudia
nedhum a pena de excominunhiu, dado raaa
de paar exeeutar as nulas fulininalon. en
primeiro ler prova< laes do faci, que este I i d-
mittis-e duvdas. ou. aanai i as palavra.- d aa-
to paire liento XIV Ita ut nulla trrg.nm. .
cellar i possit fura verdadeira ineongruenru
tendal que a rntan !aih- tanasoe sebre s l
menda responsabildade de excluir
|fir meras saspettaa, ou anda Lase;
simples conviccao.
Assim que. alem da incimpetenr.a d
bispo, nao houvo pista causa para a ron i
ca.
p.illou a ciremnstan i i c^en-.d la ront w
na desobediencia, visto nao luve-la >|iuim}
nao obedece |Mr foira de urna mpossib.lina I ma
ral qual a io-illan!e d- le que nao licito w Domis, c sabido que a obediencia ira I ra-
sos de dogmas ou assumptos de fe ni de- i
urna obediencia rega. un- >im esclarecida i ra-
cional, numa disse nanaha, refirtai se a ia
palavras di apstol i: (Miseqmum mt-i "
riitionaliile.
O exposlo pela seccia sobrj o*le 2.* nr.l -V
monstra, em seu modo de pi-nsar, qu.nii" i ii"t?-
satio para se considerar i'i>ustciitavel o po
ni nio do Rvm. bis|w de Pernambuco.
Pede, |)ornlo, vena, para pausar a
sumpto nao menos imprtenle, rabcndo-lh* anula
o doloroso dever de orcupar-se rom a pastoral te
Rvm. bispo, de 2 de fovereire de 1873. para a
qual nao I e licito deixar de rcsneilosanscaae
chamar a silencio do governo imperial.
Nada dira, se nella o prelada diaraian >
miuisse a aconselhar as suas afSJnt jne dai-
xassem de entrar ou de con*rv.ir-M esa Ki^ieaV-
des que o chefe visivei da igreja universal lin^a,
a exemplo de scus anlece.-sore<, rondevasaaV' n*>
orbe calholico, siipp.mJ i-a- inimigas la MifWfci,
e. se, fallando-lrics ao foro interno iimcaiiisnai.
procurasse por exlmrteeoes palernaes desvia la
della-, sem entretanto, araeaca-las enm i>
do exeommunio hila senlrntia. ttalim e'
jure, haseando-se em bullas sem bes>e|ilaril.
Ainda mais : a srcro nio lena sen' lm*e-
res a render ao Rvm. bispo, se na tita paaamd
Iralasse ao mesmo lempo de c*clareeer pre *-
ver o relian lio que Ihe foi confiado contra as ko>
resias, blasphemias e impicdadis que di lia1 acuate
mente se encontrara em .ligninas das folia* \**
riodicas a que se referi.
Neste ponto eslava no seu direilo o Rvm pre-
lado ; ou antes cumpna um rifntWM aVaar, ana-
da chegand, ao monos no iii'Mlo de near
relator, at a aconselhar-lhes qne so
de ler os impressos onde se propalan
contrarias aos mais sanios dogma* la i grate, e <
desrespeita o que In de mais sagraaV em no-a
santa religue
Negar, porem, a legitimidade do I
denoininando-o monslro. doutrina a*rrrJr<. ^us
e perniciosa, e declarar qne ninguem ame er mrr-
3 ir ie //a obediente d i frea pode adm-tli u
por ser em extrem absurdi, injuriosa e offen*-
va das prerogalivas do primadj do vigari te Je-
ss Christo, deduzindo delle a* saate pernieiia
conse'iueneias. que alias felizmente nunca anua-
recerara no Brasil, c o qne, cem rnaaua .. du a
Baaoio, nao era de esperar da reconheeiJa illo--
Irae io do Rvm. bispo.
Menos ainda era de esperar o n se ha er re-
cordado o mesmo prelada de rae era nasa
consagrado em milites leis anterioras a
inicio poltica do estad, e qae ha qne*
serillo, depois que ella foi jarana pe nafa*.
por todis os seas bispos e prelado*, c.wstitiie *
inalien.ivel attribuicao dos piVres p.ilie>*s a^
foi conferid i, e densas portante, qne na
ser reformadas por lei ordinaria, cnsno :
teste vel e o confeata o sanndnr entinte
de Almeida no sen erudito tratado d> *TWto t-c-
clesiasteo.
Olvidou-se sem duvi la netaa oceasiao o Rvw.
bispo de quo era cidadao do nperte ann nrn
intento, por certo repugnante ao sea enten
retlexao calma, ia conoorrer para infiltrar |i
se modo duvidas na consciancia annaaa
o arraste-las, ulvnt, por sena i
obedecerein a um preeailo da
prisa-lo em suas relacs de
com a curia romana exaon*o_as Matarte a
sofCrerem as penas dos arte. 79 a ti f> ana
go criminal aoima sitado.
O Rvm. daacesano proceden anata parte. enmw
om 18*1 prabearn em Frnaaa o narnani de aW-
naW, areentean de Litan,,nn i
naiorio da obra intitulada
Mifr f**sffni (remem 4$ Ditpaa* e da
blicacao d osasmo autor sob o Uinte da
tation des ateerU <* de M. hCmee
bert done e mmmifesu rnfhsfsf
Neasa mandsmont aqnslli cardanl atoanImte-
Uu a stignutvsar as referidas abras,
Fes orna censura aaral atei dnaaawH, pan
duvida a sua eijlisniiii, bem cana a da teete
raio do clero de IMS, unlsiian n tasmneae*
a o recurso autoridade dv* nos enana d ates
s;s das aaloriladcj ecclesiasticas, ah esnmeutntes
SJBJSJSJ
I u
ai-

'.%*


5 ->


*n
^ISrio'deliF^natiibUfcofi^ fteti kka&ftforitM de 1673.
3
v
r
*


ecom'-i poique Ma asserr^es asdispoM ralla titatiMw,-fiei do santo padre Pi Vi, de
Vshaaetlo d i79i, que nao havia sido Mita
. Pranea
o esse niandaraento objoetD do recurso pra
oansetfco de estado, e o erudito Vivien neme.a-
de reUar.
Bu WR'.onfe rea torio demonstren este que as
loutrinaa expendidas pelo arceliispo de Lyo eram
a eoademnagao do todas as mximas da igrejade
franca, e dos -direitos es mais essenciaes do os-
" *nlJ, e que-estas oxiisuras feiia> fin um manda
wento, e tcpismittidas cem a autoridade do che-
fe da mocosa a tu Jo o seu lora, coulituiam o
mais eyideote exeesso de poder.
E a seccao nao so pode eximir de pedir venia
* V- M. Imperial para extractar algumas das con-
- llmnoSes do eximio relator.
"Dlsse elle que comprehenda perfeitamente
.que os djspos sedirigUsem ao respectivo clero e
aos fiis confiados sua direccao espiritual, es-
sctarecendo-os sobre assumptos' de fe e as mais
iskBtas diuitriius da religio Nisto via o uso d
001 direito e u cumprimeuto de um dever. Mas
o que jamis se devia tolerar, era que seus esola-
recimentis servtssem do thema para a censura das
eis do osudo e dos actos da autoridade publica ;
que as liberddes proclamadas pela carta consti-
tucional eram do foininio de todos os francezes, do
eclesistico, do magistrado ou furtcefonarib publi-
co, tomo do simples cidado; que, porm, o sa-
cerdote, o magistrado ou funecionario raviam con
irahido por suas posujdes, deveros espociaos e mais
rigorosos, .elju o govrno nao podia permttir
que se armassem contra as leis e sua autoridade
as ferias por elle conferidas para a defeza e iro-
tfclo dslneresses geraes do estado. Do con-
inri resultara nm grande perigo para a SOcie-
daae, tanto maior, mando as falsas doutrinas par-
tfsseni de fonte mais pura, referlndo-se especial-
1 tenle- ae aHo sacerdocio, porque entilo o erro po-
dara dominar as almas honestas, e por conselhos
m nomo dareligio, e pelo easino no interesseda
*aivar5n convertria na consciencia de muitos a
'desobediencia em virtude.
Basta considerar-se (aecrescenta o mesmo re-
lator) que os ministros do altar fallan s conscien-
tas, e*ao conveniente1 de nenhtim modo eollo-
ar por esse mei) os fiis em collisio entre a sua
submissan greja o os deveres de cidado ; e
concluio por opinar que ao conselho de estado
uutpra evitar as ms coftsequencias do tela exa-
gerado.!
Gom estas reflexoes concordou a commissao, ou
seccao de (ezislacao do conselho de estado, c este
<-nx assembla geral por maioria de i i votos contra
3 adoptou o projeclo, convertido em Ordenanca a
O de mar.o de 1843, cuja conclusao declarava que
o acebispo de Lyo tinha procedido com exeesso
de poder; que h'ouvo abuso no eu mandamento,
o qual Brava, portanto, supprimido.
O extracto que a seccao acaba de fazer, do pro-
cediments do cardeal de Bonald, quasi em todas
as sas parles applicavel ao que leve o Rev. hispo
de Pernambueo.
Como aquel le cardeal, nao se lembrou, no mo-
mento de seu fervor religioso, que o beneplcito 4
lei Constitucional do Brasil, e que como subdito do
imperio-nao poda ataear a sua doutrina, do modo
por que o fez, sem faltar as recommeadaedes do
Kv&ngelho e aos conselhos de muitos santos pa-
dres, t
A scelo julga anda do seu dever observar que
vincia em offlcio de 20 de fevereiro de 1873, Sobro
o assuhipto da retarse i cora, alm de escusar-
e a tuM qnnlquer rcflexad sobre os factos alie-
brados, limitando-so a dizer que a pelicao contnha
uat sem numero de inexactidoes, declarou que o
recurso era condemnado por differentes disposi-
roes da igreja.
Nada haveria a notar se se tratas*, somonte da
rtrimeira parte, isto do fado de eximir-se o Bvm.
bispo de qualquer defeza de seu procedmento,
pt-\^> queoutrns prelados e autoridades superiores
cvrlisiastcas, contra cnjos actos tem havdo repre-
entaeoes ou recursos jamis se recusaran! a
prestar ao roverno as informacoes por este exigi-
das eom o lim de obler o pleno conheeimeiito da
tardada
Possem qnaes fossem os motivos que actuaram
?fhre o animo do Rvm.- prclado,-n:io se pode ar-
gido por ter elle preferido deixar a sua causa
aarrer ;i reffia, entregando-a pura e smplesmen-
ie justa e Imparclal aprecia^ao do peder compe-
teate, adar-se ito'trabalho de justificar os seus
irlos.
< i mesmo, porni, nao acontece m a segn Ja
parte ou linal do dulci. Importa urna condem-
aaeao do recurso cora, reconhecido por le, e
que e um direito do poder temporal.
I'iinia-se ueste caso mais seria a questao, e, pois,
i3o pode* pausar desapercebido o procedmento do
Rvm. bisuo.
l'ede porisso a seceso licen^a a V. M. Imperial
pfa fazer algumas observaeoes no tocante a esto
ponto.
O recurso i DorOa, com esta denomiiKigao, ou
com as d\ recurso ao principe, appellaco contra
abusos, regia proteccao ou aggravo i coroa,
(aabem um direito do poier civil, resultanie, co-
mo o beneplcito da soberana o magostado nacio-
nal, sobreludo desdo que ha urna religio do esta-
do, com ministros que exercem jurisdiecao, em-
!>'ira para'nente espiritual, mas com effeitos) ex-
temes sobre os subditas da respectiva naci.
Provm esse dirtito do principio que a autorida-
de suprema do estado deve, tra'ando-se daquelles
cojos interessea estio confiados a sua guarda c
t.r'ier^So, defende-los contra quaesquer abu-
oppressao, partam de on le partirem.
H ii Franca, sob o nomo do appel comme dabas,
n-a'o muitos escriptores como Viven, Du[>in
o outros datar de remotas eras, altribniido sua
origen), BOino Arthnr de Beugoot na obra cita-
da, < Kssui sur lea institutions de Sainl l/>u$ ,
as medidas lomadas por aquello venerando rei, no
intuito de oofiiisar ou reprimir sem escndalo os
abusos das auto: ida les ecclesiasticas e contra ellos
POWeger os seus subditos.
!: i>- que assignalam ao uso deste direito dala
menos alistada, como o propro cardeal do Bonald,
que alias combate com o maior esforgo a logilmi-
dade de tal reenrs l reeonhecem que a saaadmis-
sao foi anterior a 1603, quando se referem a urna
representa.-.io j naquelle tempo foita pelo clero
' vontra o dpjtel comme d'abus.
Da sua existencia de longa data fez mcns'o Pi-
ibou na coflecao das liberdades da igreja gallica-
na; e itha-se ella firmada na declaradlo do clero
de IGS, nos artigos orgnicos, na legislado e ac-
; >s posteriores, sendo que j no seculo Xlll o go-
Terno (rancez responden a reclainacao do cardeal
Capraja, disenda que o uso de sementante direito
raum dos ma' constanles da antga jurispruden-
cia de Franca.
Bneottra-se o mesmo recurso em todos os esta-
d ;i em que est ou tem si Jo admittda a formali-
dade do beneplcito.
Em Portugal elle considerado inmemorial por
"Pereirade Manu Regia ; Covamuvias- ; Mel-
lo Freir e B traes Carnetro, com referencia a Mon-
is e outros muitos, e Pereira e Souza que em sua*
primeiras linhas considetando-o tambeni antiquis-
simo, demonstra-o com diversas concordias a par-
tir de el rei D. Dni-, at as ordenacoes philippi-
nas em diffarentes titulus; e o airar de 18 de ja
neiro de 1763 queren lo facilitar o seu uso no
Brasil, creuu para este fim junta dejuniya pre-
sididas pelos ouvidores as comarcas.
Base alvar vigoron. ames e depois da nossa in-
dependencia, at 18.(8, anuo em que o regulamen-
to'.' 10 de 19 de fevereiro passou para as rea-
C^Js o conbocimento dos abusos das autoridades
eclesisticas.
Posteriormente foi o decreto de 1,838 substituido
pelo de n. 1,911 de 28 de marco de 1837, expedi-
da tx vi da Ici u. 23i do 22 de novombro de 1841,
que ao artigo 7o transferio aquella attrihuicio das
relajoes para o governo com audiencia necessaria
do conselho de estado.
Foi muito frequente o uso do recurso corao
em Portugal, e amover Burgos Garuriro que es
mesmos nuncios apostlicos reconheceram sem-
pre a sua legitimtdade na oecasiao de apresenta-
rein os seus breves facultativos.
To Brasil raras vezes tem elle sido intrposto,
rrajas a3 criterio e eircumspe :eao das autorida-
l-s ecclesiasticas., e nao se pode negar que o go-
verno imperial ein suas decisde* a tal respeito ha
procedido sempre com a maior justica e Impar-
rfalidadc, em geral nao c mcedendo o provimento
*eai(> no ultimo extremo.
, A legislacao que rege actualmente a materia
llve? a ruis liberal que ha, o sem dnvida multo
mato do qfie a de Portugal.
flasta observar que all nunca se pnrmitlio a
reciprocidade do recurso e eram os. provtmentos
jeguiios. para a sua execu^io no caso de desobe-
diencia dos preladas, do emprgo do meio3 violen-
tos, repugnantes pnr su natarexa s luzes do se-
lilo e deferencia e alinelo que os catholicos
devem sempre guifrdar para com o carcter s-
flwdotal dos suceessores don apostlos, ainla
-qu*ndo delinquentes.
. Refcre-se a seccao s temporalidades, taas o
lo repefldfts veseii appheadn's; fntrr dirwiP* his-
pes c al cdWtra deUntores e' logados aposloliiiv
e as qnaw, alm da apprehensao das cavalgadu
ras, e prisiio dos criados dos prelados desobedien-
tes, estenm'am-se, eomo se v em t'ereira Souza e
outros, at desnaturalisacao e exterminio para
fura do reino, ftYando vagos os bispados.
Restas temporalidades houve alrtns exemplos
no Brasil, duranlc o rgimen colmal, sendo a ul-
tima, segundo pensa a seceso, no anno do 1812
contra o hispo diocesano do Para.
Depois da independencia nao toram mais usa-
das, anda que se enlendesse que ctitinuava m
vigor a carta regia ti djmtho de 'WlT.'quo
mandava observar como le a sua protica. .
Boje acham-se ellas implleitamente revogdas
desde o publicaco do cdigo crimina em conse-
quenoia da dispbsi^ao do ail. 310, tndo .poste-
riormente pelo regulamento n. 10 de 19 de feve-
reiro Je "138, art.. 13, sidosutjstituidas"ilpWas po-
nas de desobediencia, o que IW confirmado nk) I
art. 2' do decreto n. l,91t fle-28 de tarci de
1837, quo regulou a competencia e fonni do pfo-
eesso. ,;
Este decreto foi redigido edm tanto espirito de
justica que o senador (andido Mendes de Alme4-
des, mbora muito oppostoao recurso .cora, em
seu tratado de Uirtko Publiei Ecclesiastico Bra-
silciro, diz pag. 1,282 do mesmo tratado que, se
Ktao fura o considerar o principio em que se basa
o dito decreto contrario a liberuade da igreja, nao
deixaria de cdnfessar que as providencias nolle
exaradas fazem honra ao legislador secular,' por
ter mostrado alguina equidado, e corlo desojo de
dar torca e prestigio autoridade episcopal, seja
excluindo os recursos noscasos do suspensie e in-
terdicto ex infrmala conscienlia, seja permittin-
do tambem d remedio do recurso contra as inva-
soes das autoridades temporaes, quando prcten-
dam usurpar a jurisdirio espiritual, principio'que
a antiga legislacao nunca atorisou, pois que,
como se v do decreto de 7 de niaio de 1699, i nos
tribuna es regios nao se admihia recurso.
Tambem o Rvm. hispa do Rio de Janeiro, o fal-
lecido conde de Iraj, aeolaron no scholion, no
1,430 de seus Elementos de direito ecclesiaslico,
que o decreto de 1857 conlm uina especie n.ivaj
que um favor aos bfapos, emqnanto os livra da
importunidade e dissabor de mais de um. aggravo
corea quando elles suspendem os clrigos, pro-
cedendo ex-informata conscuntia, e accrescenta
que o favor de algum valor, porque parece que
o governo por forca dessa disposiQao roeonhece o
poder dos bispos de procederem, quanto suspen-
so dos clrigos, extra juditinm et ex-informata
conscienlia.
Accresco que o mesmo Rvm. bispo, tendo arris-
cado algumas proposicoei contra a legitimidade
deste recurso no 1.48, procedu do mesmo mo-
do que j tinha pratieado quando tratou do bene-
plcito, isto com o mesmo criterio, com o mes-
mo respeto de que deu sempre pro vas para com
as leis do estado,-de cuja observancia devem os
bispos ser os primeiros a dar o exctnpio.
Assim, depois de manifestar a sua opinio, ao-
crescentou logo que tudo era por elle dito de pas-
sagem por nao sfl- seu proposito discutir urna lei
de recurso, e nem ser isso possivel quando a
questao j eslava redunda aojas institutum e
nao no jus instituendum, e conseguintemente-
aceitava a mesma lei, tal qual a estabelecra o de-
creto do 1857, tratando somonte de explica-la
para maior clareza e desenvolvimento em todas
as suas hypotheses.
Do que a seccao acaba de expender, v-se que
por certo tambem para admirar que quando o re-
curso coroa nao era lo equitativo e avoravel
aos bimos, quando, ao seu provimento, no caso
de nir) exocucio, seguase o em prego de meios
violentos, como eram as temporalidades; quando
para com os bispos nio guardavam o governo,
nem as leis a especial consideracao de que actual-
mente gozara, pois que eram obrigados a compa-
recer peante qualquer juizo civil, a oxemplo dos
domis cidados (como so v do aviso do 19 do
junho de 1832 ao bispo do Pernambueo, no qual
se Ihe estranha o ter-se recusado a comparecer
para urna conciliacao, e ao juiz do paz a condes-
cendencia quo tvera com o prelado), nenhum
hispo puzesse em dnvida a legitimidade do recur-
so coroa, e antes fosse este por elles sempre
respeilado, sem embirgo dis disposices ecclesiis-
ticas, as quaes nao podem contrariar um direito
magestatico, e que someote Itoje. isto depois
que se aboliram aquclles meios violentos, qui se
procura c ainda se pretende memorar as con li-
nes de existencia e representacao do episcopado,
e deu-se aos bispos furo privilegiado no supremo,}
tribunal de justiea, boje que o recurso a oorta
foi regulado, como confessam seus mais arJentes
adversarios, pela forma mais equitativa c avora-
vel, tornando-o recproco; fosse a quadra esco-
llada pelo Bvm. bispo de Pernambueo para decla-
rar tal recurso contrario s leis da igreja o como
que esquivando-se por essa consideracio a obe-
decer a uina orcm legal 11!
E', pois, no conceilo da seccao indispensavel
que este prmoiro exemplo de censura, ou
antes coiulemuaco official, partindo de um cida-
do brasileiro altamente collocado, em resposta a
um delegado do governo, seja desapprovado do
modo que nao croe um precedente, que a nada
monos tender do que animar a desobediencia s
leis da igreja do estado, leis quo tm por s a sane-
cao dos seculos, c a perturbar a harmona que
convm que reino sempre entre a autoridade tem-
poral e a espiritual, para o beni da igreja e da
socio iade civil.
Foilas estas observaeoes, pensa a secreto que
no deve per mais tcmp'o fatigar a attencao de V.
II. Imperial, parecendo-lhe suflciente q quo em
cumplimento de seu dever toui at aqui expen-
dido para justificar as seguintes conclusoes :
t.a
Que nao podendo ser applicaJas ao Brasil as
bullas fulmiaaturias de cxcommuuho s socieda-
des maeonicas em geral, ji uor falta de compoten-
te beneplcito, j porque, ainda quando alguna
houvesso dispensada dessa solemnidade, nao podia
ella produzr effeitos externos sobre as eslabelcci-
das no imperio, visto nao seren soccdalcs reli-
giosas, o nem estar de qualquer modo provado
que conspirara contra a religio, nica razio de
bueo exorbtou de sua jurisdiccao na pastoral
junta como documento, e mais actos que se lbc
seguiram.
2.a
Que, sendo da competencia do poder civil a
constitnico das irmandades no Brasil, e cabendo
aos prelaJos diocesanos somonte a approvarao c
fiscalisacio da parte religiosa, constante dos res-
pectivos compromissos, nao eslava as altribuiroes
do Rvd. bispo de Pernambueo ordenar irmanda-
do recorrento a exclusao de qualquer do seus
membros, pelo ficto de constar que pertence
maconaria, e que, portanto, nao poda fundar-so
e n desobediencia da parte da mesma irmandade,
para declrala interdicta., e, oque mais com-
prehendendo toda a eorporacao. Assim pratican-
ilo, invadi a jurisdiccao do poder temporal.
3."
Que o Rvd. prelado excedeu tambem os lmites
do sua autoridade, j.\ reprovando com exprossoes
menos conveiiienles a doutrina do beneplcito,
consagrada pela legislarlo anterior jndependencia
e depois confirmada pela consiituico do imperio
como altribui'.ao de dous poderes polticos, j ata-
cando no final de seu oflicio de 20 do fevereiro de
1873 a legitimidade do recurso cora, quando
osle hasea-seemlois existentes desde remotos lem-
pos da monarchia porlugueza, que foram sempre
applicadas no Brasil, alm de formalmente reco-
n ecido depois da inJependoncia. .
4" F. II.T1M.V.
Que os factos referidos, achando se plenamente
provados, c estando ctmprehendidos as disposi-
ces dos 55 1 e 3' do art. J do decreto n. i,9H de
28 de marco de 1837, a seccao do parecer que
se d provimento ao recurso interposto, afim de
seguir sei termos ulteriores, na forma do'citado
decreto, se V. M. Imperial em sua alta sabedora
assim o julgar acertado.
Sala das conferencias da seccio dos negocios do
imperio do conselho do estado, em 23 do maio de
1873. Visrondc do Rom Miro. Mrquez ie Si-
pucahy.Visconde de Souza Franco.
Ao conselho de estado, 3 1 de maio.
Paco, 30 de maio do 1873.
Com a rubrica de S. M. o Imperador. -Joao Al-
fredo Correa de Oliveiha.
Correspondencia lo Diario le
Pernnmliiieo.
L
COIVTB, 13 DF. JL.NHO Dfi 1873.
Aproveitarei o Intitania da liaba do Pacifico,
que deve seguir amanh para a Europa com es-
cala por essa provincia, para dar-lhe urna hgeir.
noticia do que tem oocorrido no nosso parlamen-
to, depois da partida do paquete brasileiro do dia
1, pelo qual Iho escrevi..

'"A'ipfcsMo rltgWiw yik'Y' que'toav-alisorvWo para qiuwi'oml^^.rii*rrirhra^do,frtUT(l .i
nio sement a attei*ao publica,' nm'alnlalftm 4ojUjriuas desse pesadolo que s denomina o Syt-
Bas amams. Na dos1 fleputados apenas foi,' ha Mw.jSegun.do asquaes a sociedade. afim de pi-
tres das, posta ella margen) parawsetitir-seofr- cancar1 a hemaVcturanra. dev icv un cadver
tras malorlas entre as quaes sobresane o precbf" notorpoenb espirito1.
da commissao de 'eonstltuioao e poderes alo adf -.........


mittindu a renuncia do Sr." baro de Mau. BQ: ..
pareeer que ah onheoido1' aotta-se>aelm#anii- O densamente liberal, o^ji relacio aq grande
do do ofBcio me o rtimtn baro dirigi cama- problema quo so aclra ni 141a da distfussao, foi
ra, oommnncando a sua irrewjivel rooln^lo. iWrrritamenie synfhMisado n* cmara (Tos depu-
NlO foi elle dado desde logo pira a ordem do t*Q palo diiMncto fin. 6r. Hilmira >artins, e no
da, porque a cantara leve de oeenpar-so: com ia= senado pelo veterano das lide lberae*, pelo velliu
leis de lixaeao de forras de mar e do trra, dm soldado uy qual os annasjiao ijaderaju arreecer o
cojo debate'foi enRfrreirada a questao reJigloa, enjhusiasm por lonas as ideas generosas, oSr. Je-
o, com esta, os negocios de Pcrnambaoo, com s
quaes oceupou-se'largamente or. Florencio fle
Abreu, snbindo dnas vezes t'rlDrha, 'urna por
prbpro gesto o outra para reptar ao Sr. Juu-
qnwira; qae, rosponaendo-lhe, dfladeao Sr. I.u
portante pela erudiCia Ijtie revelou' o scu'auter;
que difflcilmeuie poderja cu aqui dar-lhe'a'Hfuma'
T:ie se
hosfd

. -
t
cena das'deres ceiwitras qire'lHie,ftfermnff oti- imV, ^.hW1
ta ^'WlWdlrcctt *aitsaodqTli-demaio, qaan
natfor 8-iflza'FrfWe*..
^eo'8r.*vmarins'rtspodderllO *r. Natmco,
ojlluo aioiei. E' provavel que a e". ellerespe-
IA um poucu maiSjj mosiuo porque nao pude clia-
ma-10 f m ico logo'z; como ao Sr. Silveira Mar-
Tni;i3[tlh,diK'n1'l) tima1 rmrre-ea--
'dr o|vposiciobifla
'O SY: Silveira' Martins, ime,1 futido diarias do tratou Jos negocios
pal jstras das-ante "salRs,1 nao qnei'por ora dls-cii- guiw,e< pala veas :,,
tir pelittea, |M>rqueaeha iueu tninWterio vai infli). t A.contrdico ilg'raute dy.e eoimente esta
agora raelhor, apfflitrieu Udm nido Oemsolo psra olta (o Sr-.'cJJirSelHelrdfharraO est em que nao
responder aoSr. Aloni'.rr, C o fe nt coslor' e' "se"lmfre,4iatetpiaio'dl^rtti*s,"em scienejas
vrofencia'propffos'do'4ed ttempraniSnto/'oCoi- deBatueaia dtVeqn|:Vas eobr^ o' mesmo ponto
pando a attencao da casa por :dnas horiis* e" HO controvertido. O Sr. Zacharias liberal e
minutos. Tao variado foi b set'dfturio, rhUs iin-.
do Pruaintma, fca-se-
ulira-
ani *rf*'T,rrY* redando teiiptr pwa llar-The Hoticia de
frs.' Mfla aistoslO hrrida nofeenadu, tmurei como
ja HVre no estado hvre, dfse-clle qii
sustentar principios contraros aos veihs fd-ttfci.'
Dsti incidentc'tm-se aprbvtttadi Con)'mullo ti- prpiHelih dp scufsq do. Br. Teixeira lunior, que
pirfto a NrtAa, inqvierlado em': repetidos artigos, dmoustraiido a conlradieM em iiucse achaiu os
se o partido liberal rege-se pela 'cartflha" do re' IfBeresaind nao finha fallado o Sr. NabOco) em
ttma-qBeVia de tVita marttiide,''notoii o'modo
"porqa*oSr. POmpWi, rWertadose s snspehsfies
de>alguns9acerdotev bispos, em os quaes desconheceu a virtude| da
orudencA recnmmendada por S. Paulo ; e p>ose-
gin'do.,'acres'ccntoii :
Ha'pote), Br.presidOiHe.eu'jitive occasiio de
TBproduzr a jtptocla^o que o wbbro senador-
zora.a luspeilo da suspenso d,e dous scenlo los,
exDrobrand., mais usperJlioente a suspciisao do
deao'da S de lnda. .itirroulo esse acto de' rigor
s injustieas a qae 'esto expostos os sacerdotes
utre s; e levada pela forca de sua conyic.-ao,
o nohre senador exclamou (leudo) :
Pois uao foram agora suspensos do ordens e
do ben 'lirio dous sacerdotes, alm de outros que
conrero.'dOs'maisafgntisiao'Br'ail ?
Acerescentou mais S. Exc. (lendo) : Se nm
saendoto yerno o res|>eta.Yol-por tantos ttulos co-
mo o deo Furia, nao osla livre dfi um golpe se-
m'elhnte, que outfo 'pedel c'ontar-se seguro !_
Se' estas xp'ressOos nao importan a reprqvaca:)
do acto do prelado pernambucano, eu nao sei
Ke optra iguliicaco touba. .
cFo.ppr isso quo lia poucu ped emprestada a
aigiimentaca.1 do hi'mrado sanador pela Baha pa-
ra demonstrar que aquello prelado, decretando a
MHIil^ftiHiin/l') aliiKl amsixentla, excrceu urna
at'ibwcao que llie prival'va, procedu em seu
pleno direito,: e lfsde que ignoraipos a causa
do seu procedmento, nao o dado a enlim ca-
tbolCo Sondar a cdnsci'eiicia do prelido para
apreciar qual o moiivo qUo'aduou em seu espi-
rito .: se foi justo Ou ajusto.
O. Sr. Pompea : Nao me conformo, .
OS, Tei&ira Janior: b" justamento esta
dfelatacito do nobre senador que eu quera pro-_
vuear. Nao mais o seu discurso somenle :
tambem a propria palavra, ipte leprova os actos
praticados ulmamonto por siguas prelados em
materia disciplinar.
Passando a oulro ponto disso ainda o Sr. Tei-
xeira Jnior :
t Parece-rae, Sr. presidente, quo a aspirarlo
do partido liberal nao se limita parmissao do
culto cu/no se tem eutondido o artigo da cons-
fituitSoIdo rmpBri...
t U Sr. Sifceira di Mntt 1 : A questao c da
igieja livre no estado livre.
O Sr. Teixeira Jnior ___cuja piatiea
importa a prvacao dos inais importantes direitos
para'todos os cidados que nio profossarern a
religio catholica;
O nobre sonador pida provincia da Haba,
mo lo profundamente tem esludado estas questes
deve saber, melhor do queou. que a lbordade de
cuites, cmo a quor o partido liberal, nao o com-
pativcl rom as relaces actuaos entre o estado e
Iho fanafteo 6u pola do niaco ^ fogta.
'Nao nos meamos tormos, prm, no ttisnto sen-
tido estabeleceu r. Teixeira Jnior 110 serrado:
a mesma questao, etn tfiu fnterosstite dlcrto, de
que1 adiante Wlatet. .
Ouvio o Sr. Alflbar o seu contendor c3m. a
Sis religiosa iirfpsslbilldade,' sfcm'proferir m
aparte, nem dar nvrstras da menor hnpresso,
n5o tomando nenhum' ap'ontmento; detiioaotiuo
pareca estar resfvido a abandonar o debate, pao
pensava, porm, asdm os qhe conhecem a fr;a
de vontade o a tmpora da^grande alma qu abri-
ga aquello faado e ddentado corno. E de f.icto
apenas o Sr. Silveira "Mrfins rntou-sc, pCrra o
Sr. Alncar a palavra, no 'meio do prottmdti si-
lencio ligado grande curiosidade, pilncipiou o
seu discurso ncsteslermss:
A cmara' acaba de ouvir a re^persta rrao a
vadade offendida preparou, durante dito diasJao
pobre discurso que profer em umi das lessoea
passadas. Continuando hsto gbsto. o 'orador
excedeu-se algufnasvftzes, e chegou a dizer.ade
o seu contendor nao sustentava Ideas liberaos,
nao era liberal, era ipeas nm exaltado; arj'qud
replicn em aparte o Sr. Silveira Maftns
E V. Ejic. um despertado,
O presidente da casa mtorvelo, padJndo a am-
bos que retirassem taes expressSiseentao, 'tal.
inando-se um npiico o orador, enlrou prt^ria-
momoia'nla'.eriado'dcliate, o desenVolveu'a cbm
tal proHtlencia e tao creserda vann'gem r|ue pro-
vocou a admiracao de todj o auditorio, que nio
Ihe suppunba cstnjis t 1 solidos sobre taes as-
snmptos, nem conhoeimento do profundo da bis
torta. No ponto relativo ao ci'uzatnento das ra-
fas, em que o Sr. Silveira .Vfartins tehtou mostrar
em que a raca latina tende a degenerar como a
chipeza, e q'e para isso vai timando abaixo do ni-
vel dos que'lfnuem aos Estudos-nidos, foi que
o Sr. AlSncar mais sobrolevou-se, mostrando quo
falsa era a apreciacao d'aquella no modo porque
expHcava a energa da grande naeo americana.
O Sr. Silveira Martins pedio ainda a palavra
para responder, o devia faze-lo no dia ?ertfinte.
Mas os amigos de ambos fazjndo sentir a liibou-
venlncla da continuaeSo do urna (liscussao'quo
i eslava por domis azedada, e que Uao se po-
aeria prever al onde hegaria; c tsto qiifldo um
dos contendores, arrslado pelo pundtinor, faza
grave sacrificio de sau'de, que poda ser'-fjie* fa-
tal, cnseur<.m do tltUstre liberal, dao sefli gran
de tilfleuldade, qnc nao insisli?se; e assim foi
bom, porque o ueble a dar lugar a sconas de
escndalo.
Depois do fallarem tois algnns outros dep'ut.v
dos, tocando'ligoramcnte nos negocios da guer-
ra, eoube a palavra ao Sr. Tarquiho, que orou
largamente sobre a materia rehgfosa no sentido
do suas crihecldas opinioes, s quaes offereceu
comstaeo o Sr. Pereira dos Santos, mor.neilfe na
parte relativa ao placel.
Encerrada! emlim, a (Tscussao das forjas de
trra, passou a cmara a ocup'Sr-sb, como' dfs-
se, com a questao Mau.
Foi 'andi o Sr. Silveira Mart ns quero rompen
o debate, profornio um importante discurso da
tres horas, dividido em duas partes. Na prhiei-
ra responden com 'muita vehemencia as Jltfega-
cBes com que o baraojustificou a sua resblucio;
na segunda tratou da questao do direito. Ao t miaar (cora o qu tor.ninou a sesso;'os amigos
das galenas o applaudirra, e anda quando eilo
s too do edificio derain-Iho vivas e apertos do
mo e o acompanharam pelo largo do Paco e
parte da ra Droita.
No dia segu ntc defendeu o parecer, e felo com
mula hahildado, o Sr. Theodoro Silva, relator
Seguo-se-lhe o Sr. Correa, qiic fallou Iongainen-
te, eatendendo que nao ha direito, nom razio pa-
ra egar-so ao dejiutado escusa do mandato,
quer antes, quor depois de olio ter prestado jura-
mento o excredo as respectivas twcj&es.
No mesmo sentido falln o Sr. Mai'tinbo Cam-
pos. Isto foi nte-hontem.
Hontcm foi qunta-feira, dia de Crpo de Deus,
c nao houve sessao, nem tambem houve BTMisi
sao, porque na occisifu cm que esta devia sahir,
comecou a chover, de modo que a tropa leve do
retirar-se, ficandoosatidorcsondeestavain o roca
1hendo-se casa, com agua na bocea e no corpo,
jRfuelles que com anticodeucia iiaviain ido pDetar
se as mas por onde djvla passar a dita pro-
cisso.
Hoie devria fallar o Sr.PauBnoNogueira, ou Sr.
Dciro, a favor do parecer, e o Sr. Alncar, contra.
Mas nio houve scssSo, Pascce que os actuaos
membros do ramo temporario ainda observara o
antigo calendario, cm que era santTcdo o dia de
Santo Antonio'. Nio pensara, pirm.'do mesmo
modo os vclhos do senado, que boje irahalharam,
tendo at fallado sobro o orcfnnto da agricultu-
ra o Sr. Pompeu, ijue, sondo padre, deve saber
melhor do que" os rapazos quaes os dias que a igre-
ja manda guardar.
Na segunda parto da ordem do da,, que a dis-
cussao da resposta falla do throno, devia ter fal-
lado o Sr. Nabuco, para continuar o seu discurso
comecado na quarta-feira, e quo nao pode ser ter-
minado, na parte religiosa, p r falta'de tempo: Nao
eei se o fez.
O Ilustre liberal, mestre da lo,.prncipiau o seu
esperado e anniincado discurso declarando que
eslava resolvido a nao discutir poltica, por estar
convencido de quo era isso intil, por taes e tfles.
razoes, urna das quaes eta que o actual gabinete
provisorio, mas um provisorio nnito, e outra
era que oSr. Lucena havia alteutado contra o
mais sagrado dos direitos do povo, o direito do
reunao, mandando acutilar o cidado nas praras
e ras e at no propro rocilo do lar ; pois mesmo
nos corredores das casas a espada do soldado a
alca ".car o corpo iuermo do. fugitivo o espavorido
hornera pacfico Os tres quartos de hora gastos
ueste introito, lizerain falta parle religiosa, era
que o Ilustre senador iiscorreu largamente o com,
a proiiciencia que Ihe conliocda.
E' devoto da Immaculada Conce(;5o, j abanJo-
nou a maconaria, do que fez parto em moco, qur
a religio do estaio, nao prescinde do pi-ce!,
as bullas pon'iflcias, nao ace.ti a ncyclici q o
SyUabut era sua integridado (o Sr. Zacbarias
havia defendido a autoridade do SyUabut era todos
m pontos o vrgulas, era opposao ao -r, Soma
Franco) e por lim nao Jmilte que a igreja tujei-
le as leis do estado suas : eccltsice est repblica,
non repblica ceelesm, a Igreja para o estado, e
nao o estado para a igreja. Eis os pontos priobr-"1
paos a que o -r. Nabuco deu o. desenvolvimento
que a hora be pormitlio, o dos quaes se v, que
nom est de accordocom o Sr. Zacbarias, nmi cm
o Sr. Silveira Martins, que a Reform disse 1er
s\ inpathisado o pensameio do partido liberal c
delirado a sua poMcao. ^o seu Quinero de 21 'di
passadi o orglo liberal assim se exprimi :
O discurso que hontem profano na caradra
dos deputd is o nosso Ilustrado amigo o Dr. Sil-
veira Martins sobre os Jtimos acontecimentus do_
Pernambueo, estabeleceu a questao no seu verdja-
deiro terreno e defini a "poselo'Ao partido !i-jj
bajaia
a Igreja, relacoes que sao preoxistintes nossa
constituicao politiea.
I.bordado do cultos, obrigando-so os funecio-
narismblicos a nrestarein juramento de raantor
a religio do estado, priv.ado-so do direitos a
quera nio observar a rligi o eatholiea Ser
isto a lbenla de de cult >s que piolen Jo o partido
liberal? De que modo e nobre senador/por
Gayas, raeu Ilustre mostree amigo, podo conci-
liar taes antm ninas ?
< Liherdado do cultos, sujciando a socedade
civil ao poder espiritual I; benlade do cultos,
quando a groja impoe o Syllabus, ao qual deve-
nios a mais huraildo bediencia, como o demons-
tren ha dias o nobre senador pela Babia !...
N o, Sr. presidente, nao possivel que a liberda-
do do cultos, tal qual aspira o partido liberal, seja
compativcl com as actuaos, relajos entre o oslado
e a igreja, o conforme as no-sas ieis o as condi-
;oas prccclfnndas na c instituidlo do imperio.
O Sr. Dias de Caf-O&to : -On le est esto
desenvilvimento ?
O Sr. Teixeira Jnior: - tra-lo.
"'0"Sr. Oiasie crtamo :-V. Exc. leu um
artigo do um jornal.
o O S. Teixeira Jnior :L os artigos edito-
naes da Reforma, quo o argn do partido libe-
ral na capital do imperio, citei opinio dos seus
correligionarios, e para isso fui procurar na c-
mara temporaria e no senado os discursos do Sr.
Silveira Martins e a opinio do nobre senador pelo
Para, a quera o partido liberal cora justa razao
recon'liece como um dos seus .cheles mais lis
Uncios...
O Sr. Das de Carvalho .-Mas que tambem
nao o partidu liberal.
t O Si: Teixeira Jnior : ... todas estas opi
nidos nao representara ou nio exprimen) a aspi-
rado do partido 'liberal, nao seroi eu que contes-
tara ao noDre sonador. Polo contrario, fa?o os
mais sinceros votos para que nenhum partido po-
ltico do Brasil procuro alterar as condignos em
que so hasea o preceito constiiu tonal, que con-
s.i-tou a religio catholica Corno re!io do es-
tado, e que devem sor rnantidas cm sua integri-
dade.
O Sr. Dias de Carvalho : -Tem o meu voto.
Ora, os mais um chefo liberal em desaecrdo
com o jrgao liberal e cora os Srs. Suia Franco,
Silveira Martins e Dias de Car albo
O Sr. Oclaviano, na Reforma de hontem, diz que
o Sr. Nsdtico elovou a i|ujsIjo a una grande al-
tura e uatou-a como mestre. A Repblica tam-
bem de hnotem diz que o mesmo Sr. Nabuco ficou
muito abaixo do quo dellc so devia esperar I
A NafVio da hqjediz com referencia ao parti-
do liberal:
b Ficaui em vigor iros principios autagouomi-
cos.
O do Sr. Zacharias.
Odo Sr. Silveira Martins e da Reformo.
O do Sr. Nabuco e Oclaviano.
Qual dos tres est do porfoito acBJrdo com a
maioria do partido.
Pasta por noje. EJta vai longa.
Concfuirei dizendo que amanh dove ser publi-
cada a dOdsao do governo na questao das rian-
dales com o diocesano lo Pcrnaaibuco, tendo sido,
ptovido o recurso intrposto para o raosmo go-
verno.
DI ATfltTDEvEii.NAMiiU CU
REC.IF, 20 Di: JINHO t)E 1873.
Qti:sT.\o RCiqsA.
"SWv a rubrtbn "fftS'tfJflcittt publicamos
linje, cm sua integra, a luminosa consulta
da sectjfo 9r>s Vfcgqctos do mrjerio do con-
selho de estado, sobre o recurso interposto.
pola iriiiafiiilid do SS/Socraitiento da igreja
matriz da freguezia do Santo Antonio il'esta,
Cirjade do Ilocife, cnfra'b^tfliwfo Kxin. e Jlviu. bispu de V niara buco, te-
clorou-a interdicta, cmisul. cujt)i> conclu-
feoos Srbscreveu o conselho ci eetado plenp,
e cujamdteFia foi ;iceita e rtaridifr^ vigorar
pelo governo imperial, coroo so v do aviso
jdo ministerio do. imperio que precedes
Soldados do urna milicia izante -mi abah, mesma ^19.
donou* palavra de misericordia, do Divino.esfre, <^mmM>rf,ntjn<<^M,.Ma'*tn<'frter><:
para empuuhar a arma do terror, os uitimont>- KeCT5mmentfarfdoesarectaaattenr;f*>8os
nos estbrcjim-se por Implantar em um paiz jorsb oossos leitores esses raportantfis documen-
tos, qnc lirmam I venia l"ira donlrinn <**-] um, '(,.">00 5 o sjsk-m! t'jn-imin t'imp. .
i! litirtr\n I di mittflAn una tonln (inri rtiri! A, li 1 -i laikia .------ __. sat^ X. -
tihrcional ua questao que tanto tein agitad
o espirito puMico, temos por dever de honra
signilicar-lhes o grande interesse que ligou
o governo imperial A essa questao, nao obs-
tante as encontradas opinides que, mais ou
menos, chegaroin a atirar-lhe a pecha de
pouco cuidadoso nos primordiaes interosses
<>oest3o grave, seria, altainente creJra
dos mais minuciosos e avisados estudos, nao
devia o governo resolve-la sem faze-la passar
pelos cadiuhos de urna analvse circums[n.:-
ta,- sem consultar os vordadciros interesse
da sociedade, quo ella tinha em jogo, e aos
qimes Tcumpria saber respeitar, sem oftendor
melindres o susceptibilidades de quem quer
que fosso.
O'arhi urgiram alguns pouens mezes de
demora na soluro tio ardentemente dse-
jada o esperada; d*ahi nasceu essa especie
de auciedade que dorninava A to los os es-
piritos, e que, por isso mesmo, era de mis-
ter nao Iludir com orna decisao inconso-
quente, posto-que revestida do apparalosos
iTiantos de honestidade.
Conscio da grande responsabilidnde quo
ia pesar sobro seus possantes hombros; me-
dindo bem a vastidfio do melindrosissimu
assumpto; calculando todas as possiveis
consequrtcias de urna decisao. qualquer
que ella fosse; o governo imperial quiz ser
efoi verdaderamente patriota; quiz ser foi
rigorosamente consequente e lgico com os
principios decorrentes da constituir.) do
imperio, que so o nao podem deixar de
ser de ordem e de garantas para a soceda-
de brasileira.
Era-lhe, porm, preciso cercar | sua deci-
sao de todo o maior prestigio, do toda a
mais imponente auloridade moral; e d'ahi
veio recorrer elle ao conselho de estado,
cuja seccao do imperio foi consultada, cuja
plenitude foi ouvida,
K nao so desmentirn) os eleva los con-
coitos em que o paiz tem aquella Ilustre
eorporacao, nem ao de leve foi modilirada
a opinio que d'ella forma o governo im-
perial, que, tanto na seccao do imperio,
como no conselho de estado pleno, achou o
mais formal e decidido empenho em res-
peitar as leis e interpreta-las conforme 0 sM
espirito, eem reverenciar o pacto poltico da
naco, chave de ouro com quo foi sellada a
abobada da organisac,o do imperio do Cru-
zeiro.
A consulta do conselho de estado ahi est,
pois, cheia do mais palpitante interesse,
transpirando respeitos e confirmando adhe-
soes sensatas todas as conveniencias so-
ciaes; e hade sem duvida licar registrada
nos annaes da patria historia como um mo-
numento itnmorredouro para a socieda te
brasileira.
Os considerandos do aviso, que cima
alludimos, dizem asss clara e enrgica-
mente quanto valem as opinioes do illnstre
conselho de estado, e, se possivel, cor-
roboram o geral conceito que os homens
sensatos do paiz formavam do governo im-
perial no tocante questao religiosa.
Apprecie o respeitavel publico, a qinmi
nos dirigimos, os documentos referidos, e
estamos convencidos de que urna s voz so
erguer em todo o imperio para luuvar o
acto do governo imperial, dizendo com elle
que da mais alta conveniencia que o mais
perfeito accordo e harmona reine entre os
poderes espiritual e temporal, mantendo-so
cada um na esphera de aceto que limita-
da por suas leis c ndole.
1 1 <---------------
Noticias lo sjiI lo imperio.
Hontem pola manha chegaram os vapores
brasileiros Cusido de Orleanse nglez I.nzt-
lunia, trazando datas : do llio da Prata 8,
do Hio de Janeiro IV, da Baha Hiedas
Alagas 18 do coirente.
Lis o que colheinos dos jomaos e carias :
HIO D.V HUTA.
As nicas noticias de algum interesse sao
as relativas guerra civil em F.utre-Kios.
Durava ainda o cerco da cicla do do Paran,
ondoso acbava agora o ministro da guerra
argentino, coronel (lainza, que fra dirigir
as operages militares. Diversos- combatas
se Iiavi.1111 emponhado, vendo-se das narra-
cues que a guarnilo so vira obrigada a aco-
lber-se aos muros da praca, duixanJoscnlio-
res do campo os jordanistas, que a naodei-
xavam repousar, amiudando os ataques. Ti-
nham os rebeldes torees das tres armas, tra-
zendo a sua infanlaria armada do espingar-
das boas e novas. (Juanto cavallaria, era
muito superior do governo.
A situacao da praca nao poda deixar de
ser critica, porquanto, para soccorr-Ia, o
coronel Campos com parte das tropas nacio-
nocs saliira da Conceic'o de Uruguay, que
pouco depois foi atacada pelos rebeldes, em
cujo poder cabiram varios prisioneiros. Mos-
tra isto que taulbem sobre aquello rio tiuliam
os jordanistas algumas forces.
A' requisico do governo geral havia o de
feueiios-Ayres mobilisado varios balallioes da
guarda nacional, especialmente para acudir
defeza das fronteiras contra os indios.
A Conceicao do Uruguay continuava t.im-
bem cercada pelos jordanistas, para os quaes
se haviain passado algn soldados da guar-
neci da praga, cuja perda sereputava muito
provavel.
Sobro o estado geral das cousas na- pro-
vincia sao sempre contrarias as versos de
um e outro lado. Assim, por exemplo, di-
zia-se por parte do governo geral :
Por noticias oiliciaes sabe-se que o co-
ronel D. Luiz Mara Campos est a quatro
leguas da Concordia, margem do Yuqueri
Chico, esperando a chegada de um batalhao
de linha que marchar desta capital para re-
forcar a guarnico da Concordia, posto que
nao se deve abandonar por causa dos inte-
resses da sua populacho e dos da naco que
all seacham compromettdos. O coronel
Campos dispoo de urna torea de 3,800 ho-
mens decididos e bem armados e de uina cu-
valhada de primeira ordem.
Apenas tver deixado bem guarnecida a
praca da Concordia, largar aquello departa-
mento para ir buscar Lpez Jordn, a quem
espera assentar um golpe decisivo, pois conta
para isso com todos os elementos necessa-
rios.
Augmenta diaramento o numero de re-
beldes que passam para as lileiras do nosso
exercto. Os ltimos destes asseguram que
Lopz Jordn j se separou dos seus, na in-
tenco de pdr-se a salvo em tontpo.
Veja-se agora em contraposico o que di-
zem' as folhas jordanistas :
A revolucao do 1" do maio ser a mais
estr'orido>a do qantas tem presenciado o se-
culo XIX no coninenJo sul-americano, se se
attender aos elementos que a apoiam. O
general Lpez Jordn organisa 4,300 ho-
mens ; os coronis Querrtelo- e Chrysosto-
3,00 ; o coronel Cortra ordens; o coronel Leiva, ootro l,JI
coronel Seiza, f ,isXJ ; as
que percorrem MoirtH e as
i ,500 homens, total do
18,100.
lia cousa mais importaute
cavallaria de Lpez Jimlan, fom|
quo i-od.-roso el.'ment, a infamara
e, pe le espingardas e atis
Foram ostas dadas a inais le ,'
ros, que cmn tirthmiastM sMijeilaai aosm-
sado exercirio, e aneiosos esfHcaaa Ha V
combate.
Com bata-se tambem com mitra* anda.
O presidente Sarmiento pubtoa umi pc*-
clamarSo offerecundo mduhn aos n4nlV..
que, no prazo de oiui dias, itepoaeneni a>
armas, e ameacunJo ns outros r m n rifnt
da lei; Lpez Jordn n*noa4M ceta) ato*.
declarando que passaria pela* arsaan toen
estrangeiro que apanhasse militando U'iCMr-
cito do governo, qu- sa diz compeiafa, na
mxima parto, de alistadus de otitro- pana.
Oucr dizer quo de parte a parto serio eqpia-
gardeados os prisioneiros, n qn alias n*>
importa doroga<;ao dos osos ib-'Weido
entre os povos du rar;a hep
lhzia-se tambem que etn < 1 : wa-
talho mobilisado o levantirj. W
commandantc, e que na pmn S. Lm>
reapi>arecera o famigerado c- 1 al &*
Saa.
ATTO UROSAO.
A ultima data receida da capital >: de 1%
de maio.
A assembla legislativa privinctil Mi 1
installada no dia ''< do cornut \ fi< mi I
assim composla a mesj; >i>Sfsate( sV.
Jos da Costa Leite Falcan; vi re-pre*i iesMe.
commendador H'-nriqn' Jos Vieira ; I.
secretario, conego J-ki- Jo.iqmm d Ferreira. 2.* dito capilo (.un li *
Prado.
\ cmara municipal, ein S'-sso def r
solver enviar ao Dr. \iiguto Novis, sai
nome da popula<;o agradec la da apila
um voto de Agndccimriilo e L.uvor pel<>
relevante e humanitario serrico qnt esta
prestando com a inoculacao de braco a bra?
do pus vaccinioo do que fez aequi>i<;io.
o dia 28 de abril, I'edm Vlwi i'-rn-i; '
los Santos, por antonomasiaPedro nsio-
queimada estabeleci lo com tavi-rui ra
Vinte e Seto de Dezembro 11. 52, asaaaaisM-
ra Anua da Silva Kvangelista, qw fra ata
amasia; l'erira^ravement J.',-miimhj Raf>-
lista da Costa, e Icveuient' Jmqiiiua tlaria
de Almeida, com uina faca, <.-ni casi >] J
llias de Oliveira C.unp'-, ,i mesma ra u.
22, sendoprnso em tbgr.intepdol* i*MIi>
Antonio Joao de Souza. I'1
diatameute a came f<<>rpo !- <\< li< 1
cadver da primeira, o nos fTtin-iit> d-
outnis oAaai lidos, etn seguida ataa* k sa-
nidade no delinquvute, que i. r.i no da im
mediato repetido, ach mi 'mpre sperito-
0 mesmo delnqueme em p'-rfil
mental.
Mara Antonia de tal. >imi 11, nnar a m
um par de brinco- de miro e varios afcjec
tos pequeiios 1" iiicsuiu .i< i> > um d- |*r.-
ta, com que eslava urna 'n una de tres an-
uos de idade, de 1..... P01 ia fartira
dita menina da casa de ana Batt. Joosjiina
Mara da Silva, moradora i ra Vinte e Sd*
de Dezembro u. II asMgM, i-orcm, la>l
\d"iicias de que I H se laucou man, lira
ella encontrada no dia mmodiato, lon'ki am la
em fu compauha a menina c n> aajjwlOs
furia los, eom esccpi. ap-nas de cMO
sranles coulas de o
ajaj \/
A SitiM{ Cuyb, refer 1 em 13 do p
Km principios de jamim sabio da f 1
zenda de Saint Antonio d 1 P.irai/ >. pxrtaai-
cealo ao Sr. JJoaqnita j*<*- ia Sasit'Aiuu.
districto da Iregne/.i 1 b- II : .1 d- >
Jo>(; do Taquan, em lirei-.i i pr-*iiicii
de (lovaz, o Sr. Joaqiiim .lo< d- \/ 1
com sua senb na I. Carolim, I lili:
de nome Jos lunaeio, .1.. 1-
e Cabricl, sen lo nquell- nia'ri m
quatro camaradas, Antonio P-ln-si fe \i
vareuga, Jos.; da Crnz. J i-<; P.
llodrigues. N"o serto os tn-- ultimo^ !
manidas assassinarnm, a marha-loc ica.
Sr. Azevedo, sua -eii'ior.i, -: lilho -
ro Jacob, cujos cadaver<*s foram .
um c rrego prximo, licando o la io
senhora pendente de una ar
mesmo correg,
Lsles ministros praticaram t u> al al 1
dos nicamente para rouba qu
lovava em-o 1 Inga^t-m l.i- n;i- pa 1
godo e mais objei I"-. .l'-tar.i 11 (oip, ma-
tando igiui,neiite 111.113 tefstsU asum
guns dos quaes estavam arwiasl e amar-
rados, B ri-M'ivara.!! PM pira ti.
S escapa rain o ; raxo riabrii I.
ferido com suiim.i di;:ii ni !. : .na i.ti
a dita fazen la, ..!i.ti de lar n 11 caoiarada Antonio Pedro I
menor idade, que nao con-.--
cuja vila lu poupada.
Voltaram estes malvados ruemn
fazenda, onde chegaram com Al* u 11 1
principio de fevereiro, i procura saatMaY
|>ara tambem o ass^ssinarem : ma< -
j ah saluda a 11 iticia I''lies atonte ciaa ni -.
dada pelo mesmo Gabriel, que na uaai
havia cbcgi I noticia que os ajajjaat
procura*am explicar por atiqur de 11 li
foram tlosares mortosno inesm 1 da, : r -
sistencia pn>oc|ucdi-!!estrit,iramde 1
latir Joao HippoUto Lino, Antonio II
gues do Prado. m aatinina Manool e i.u -
por iniciativa do Sr. Sant'Anua.
A escolta enviada pelo romman Im !
destacamento do Taquary, logo que 1
uhecimeiito do facto, j achando ni"r:o-> -
sa fazenda os tres assassinos, seguio at o
lugar do primitivo conflicto, onde ainda en-
controu pendente o cadver da senuora, era
a li.iuta la putrefaceo as osladas dos as-
maos e v \rios objectos de u capado ao incendio. Ksta srolta ebegoa de
volta ao Taquar* em meiados de ureo.
Consta que eram nituraes ds Focon
autores de lo barbaros crimes. tasaxaaenle
raros tiesta provincia, c pretcn 'ia.n, de,
do assassinato de Cabrid, que na 1 rbegararo
a consumar, fugir para villa Ma para a ltolvia.
O escravo Gabriel, um outro de noaaa
Marcelino, algum duiheiro e batas, joiaa e
varios objectos deixados por Joaquina. Jos
do Azevedo, foram ilcvidaaaente ar-
dos, i disposicao do juizo competo*te. #
pela respectiva autorilade prnirae-s< in-
diligencias legaessoltre o procedinaento de
Lino, Prado e dos dous esc
xiliaram na diligencia contra os
afim de justiGcareai-se procedern
mente ou nio.


\
Diario de Pernambuco Sexta feira 20 de Junho de 1873.
S. PAULO.
Tivemos datas que atngem a 11 do cor-
rente.
Apparecou na capital o primeiro numero
de urna folha semanal intitulada O Tribu-
no. E' dedicado politica o redigido pe-
los acadmicos Moraes Carneiro, B. Dantas
e Martinho de Campos-
Principiara na noite de snbbado e con-
tinuara na de domingo o lealo de prendas
olTerecidas i Sociedade Portuguesa de Be-
neficencia. Poi numerosa a concurrencia,
e o producto de venda as duas noites elc-
vou-se a cerca de 9:0009000.
Communicarara Gazeta de Campias
que um escravo do fallecido capitao Elizeu
Ferraz tentara inatar-se, dando coin um ca-
ivete repetidos golpes sobre o pescoco.
Soccorrido pelo Sr. Dr. Cassiano, que fra
logo chamado e unir as feridas com 11
pontos, dava esperanzas de ser salvo. O
motivo de tal tentativa fra ter-se desconfia-
do que elle propinara veneno a um parcei-
ro, que ba poucos das fallecer e que fra
medicado pelo mesmo Sr. Dr. Cassiano,
que suspeitira da propinacao de substancia
venenosa.
Sob a epigraphe Fabrica de ferro de Ypa-
ixema noticia o Correio Paulistano :
Abric-se no dia 2 do correte o colle-
frio de Nossa Senbora Mi dos Homens, co-
mo ti tilia sido annunciado. Conta era seu
seio alumnos de Porto-Feliz, S, Paulo e
Rio de Jeneiro, cujos nomes sero mais
tarde publicados. Sob a mesma directora
do Sr. padre Barroso acha-se o extrnate
dos aprendizes do S. Joao de Ypanema,
que co'ita 52 a minios.
Fallecer na Atibaia o capitao Tlieodoro
Bueno de Aguiar.
&' M1NAS-GK1UES
Recebemos folhas da capital at 7 e da
Campanba da Princeza at 1 do corrente.
Noticia o Diario de Minas :
Escrevem-nos do -Piranga era data
de 5 :
Foi brbaramente assnssinado o tenen-
te Joo Chrysostomo Pernandes, importante
cidado, 1* substituto do subdelegado do dis-
tricto da Conceico do Turvo, pelo italia-
no Matheus Vigorilo e seus compatriotas,
pelo simples facto de ter o dito Fernn-
des tomado parte no processo instaurado
contra os italianos que esfaquearam o cida-
do Remygio de tal.
Pedimos a co.djuv.'co do Dr. chefe
de polici p ra as autoridades deste lugnr,
que sech'in coactase inhibidas de cumprir
a lei, em vista d s c, s que fazem os
mesmos italinosdo m t r todoe qu lquer
que fr contri os it li nos residentes n-
quel le lug-r\
RIO DS JANEIRO.
No semdo proseguiam as discusses da
respostt fill i do throno e do orgjmonto
ger. I do imperio,
Na c m ra dos deputdos, m sesso
do dia 10, foram-dopt dos:
Em 2a discusso o projecto n. 182 de
187I, que isenta do pagamento dos direi-
tos de import cao a emprez do esgeto das
aguas e aceto da cid de do Recife, resti-
Vindo-sc dita empreza os que foram pa-
gos antes da publicacao do decreto de 24
de setembro de 1860.
Em 21 dita o projecto n. 460 de 1873,
que approva a aposentadora do inspector
geral.do instituto vaccnico desta corte, Dr.
loo Francisco de Sonza, com o ordenado
de 1:9009 ananaes.
Em 3a dita o projecto n. 2(6 de 1873,
que estende nos. capellaes da armada as
vantagens de que gozara os capelles do
corpo ecclesiastico do exercito.
Em 3a ditta o projecto n. 384 do 1871,
que autonsa ao Dr. Campos le Medeiros a
publicar a legislarlo brasileira at 1870.
Oraram os Srs. Florencio de Abreu e Arau-
jo Gcs Jnior.
Em seguida, ten lo cou'.inuado a 2a discus-
so da proposta do governo, que fi\a a fore.a
de trra para 1874 a 1875, e orado os Srs.
Carlos da Luz, Escragnollc Taunay e Pe-
reira dos Santos, ficou encerrada, nao sen-
do votada por nao haver numero legal.
Por ultimo oceupou-se com o parerer da
cemmisso de constituico e poderes, acer-
ca da renuncia do deputado baro de Man.
Orou o Sr. Silveira Martins, Picando a dis-
cusso adiada pela hora.
Na sesso do dia 18, approvou essa
cmara, em 2a discusso, a qual tinha fi-
cado encerrada na sesso antecedente, a
proposta do governo que fixa a forra de
torra para o auno de 1874 a 1875,
Lm seguida oceupou-se com a discusso
do parecer da constituico e poderes negan-
do o direito de renuncia do mandato ao
deputado ; o tendo orado os Srs. Thcodoro
da Silva, Correa e Martinho Campos, ficou
a discusso adiada pela hora.
Foi apresentada a seguate emenda :
A cmara, aceitando a renuncia, re-
solve que so officie ao governo para mandar
proceder a nova eleicao.Correa.
Por despacho de 11 do corrente :
Foi nomeado commondador da ordem da
Rosa Jos Antonio Moretea; pelos relevan-
tes serviros que prestou em rulacao guerra
contra o ex-presdente da repblica do Pa-
raguay, na provincia de S. Podro do Rio-
Grande do Sul.
Fez-se merc :
Do titulo de baro de Tefte, ao capitao de
fragata Antonio I.uiz von Hoonholtz.
Do titulo de conselho ao desembargador
aposentado com as honras de ministro do
supremo tribunal dejustica, Jos Joaquim
de Siqueira.
Concedeu-se:
O titulo de imperial cidade de S. I.uiz
do Puruhytinga, na provincia de S. Paulo.
Ao padre Valeriano de Almeida Lima,
vigario collado na freguezia do Senhor Bom
Jess de Matozinhos, municipio de sabara e
foispado de Marianna, a penso animal de
por mais de 30 annos e attenta a impossibi-
fidade em que se acha de continuar no exer-
cico do seu ministerio, nao podeodo, po-
rm, gozar esta merc, que fica dependente
da approvaco da assembla gcral, antes
de verificar-so a resignaco do respectivo
beneficio.
Foram naturalizados os subditos portu-
guezes Abel Barradas, Jos Joaquim Ferrei-
ra e Jos Soares de Mesquita ; e o subdito
brtannico Walter Smith Gilbec.
Por decreto de 11 do corrente foi no-
meado o 1* scripturario da thesouraria de
Santa Catharina, Candido Melchiades de
Souza, para igual em prego na do (Espirito
Santo. ,
Por despacho de 9 do dito mez foi demit-
tido Jos Herculano Thomaz de Aquino do
lugar de 4o scripturario da alfandega de
JPerpambuco.
Por decru dM ^ corrent foi Pr-
movido a Io cirurgio do oorp) de sau le da
armada o 2o cirurgio do mesmo corpo Br
Odorico Carlos Barcellar Antunes.
Por titulo de 11 do corrente foi nomea-
do alumno pensionista ordinario do hospi-
tal de marinea da corte o alumno pendo-
nista extranumerario Joo Henrique Bruno.
. Por decretos de 11 do corrente.
De conformidade com o de n. 3,108 de
28 deoutubro de 1803,. foram promovidos
os olliciaes e alteres alumno abaixo men-
cionados :
No corpo de estado maior de artilltaria.
A coronis ni coronis graduados : Auto-
nio Tiburcio Ferreira de Souza, por antigui-
dade e Jos Joaquim de Lima e Silva por
merecimento.
A tenentes-coroneis :
O tenente-coronel graduado Antonio Jos
do Amaral por antiguidade.
O major Ayres Antonio de Moraes Anco-
ra, por merecimento.
A majores :
O. major graduado Ernesto Augusto da
Cunha Mattos, por antiguidade.
O capitao Luiz Carlos da Costa Piraentel,
por merecimento.
Na arma de artilharia.A. V tenente:
O 2 tenenteJAntiocho dos Santos Faure.
A 2s. lenles :
Os alferes alumnos Alfredo Joaquim Cor-
rea da Silva, Constancio da Franca Amaral,
Antonio Guilhermino de Lacerda Bittencourt,
Henrique Valladares, Modostino Augusto de
Assis Martins e Antonio Vicente Ribeiro
Guimares.
0 2o tenento graduado Diogo Felicio dos
Santos.
Concedeu-se reforma :
De confnrmidado com as disposices do
Io do art. 9' da lei n. 648 de 18 de agos-
to de 1852, ao coronel do corpo de estado-
maior de 2a elasse Antonio Joo Pernandes
Pizarro Gabiso, visto soffrer molestias incu-
raveis, que o tornam incapaz de continuar
no servico.
Do conformidade com as immediatas e
imperiaes resolucoes de 31 de maio do
corrente anno, tomadas sobre consultas do
conselho supremo militar, e das disposices
do Io do art. 9o da lei n. 648 de 18 de
agosto de 1852, ao coronel do corpo de
estado-maior de artiibaria Luiz Jos Mon-
teiro, e ao capitao do 2o batalho de infan-
taria Claudino Jos dos Santos Ferreira, vis-
to solTrerem tambem molestias incuraveis,
que os tornam incapazes de continuar no
servico.
Foram reformados ;
Vecendo sold dobrado de voluntario
da patria, na conformidade das disposices
da ultima parte do art. 10 do decreto n.
3,371 de 7 de Janeiro de 186o, visto
acharem-se inutillsados para o servico do
exercito om consequencia de ferimentos
recebidos em combate, os soldados Manoel
Maria Cordeiro e Lino Lopes, este do 31* e
aquelle do 23 corpo do voluntarios da
patria.
Vencendo o respectivo sold por inteiro,
e pelo mesmo motivo, na conformidade das
disposices do 3." do plano que baixou
com o decreto de 11 de desembro de 1815,
as pravas seguintos do differentcs corpos do
exercito:
5." regiment de cavallria ligeiraSol-
dado Malaquias Barreto.
17." bat'dho de infinitaraSoldado
Dorotheo Domingos dos Santos.
20.a batullto de infantaria Soldados:
Joaquim Ferreira de Souza e Antonio Go-
mes Pereira.
Em attenco aos relevantes servicos pres-
tados na guerra do Paraguay concederarn-
se seguntes honras dos postos militares do
exercito aos individuos abaixo declarados:
De major ao capitao servndo de major
fiscal do corpo de polica da provincia do
Para, Antonio do O' de Almeida.
De alferes ao 2." cadete do 41 corpo
de voluntarios da Patria, Antonio Joaquim
da Silva.
De conformidade com a immediata e im-
perial resoluco de 31 de maio findo, toma-
da sobre consultado conselho supremo mi-
litar, concderam-se as honras do posto de
alferes do exercito ao ex-l. cadete e alferes
decommisso do 1.* batalho de infantaria
Gamillo Augusto dos Res.
Mandou-se reverter 1.* elasse do exer-
cito, em vista do termo de inspecco de
saude a que foi novamente subraettido em
14 de margo do corrente anno, o alferes
aggregado arma de infantaria, Antonio
Raphael Floquet.
a conformidade das disposices do art.
39 do regulamento approvado pelo decreto
n. 4,156 de 17 de abril de 1868, concedeu-
se aponsentadoria com ordenado propor-
cional ao tompo que tiver de servico, ao 2.
Milicia! da secretaria de estado dos negocios
da guerra, Jos Antunes de Azevedo.
Foi -orneado repetidor da seceo de
rnathematicas da escola central o Dr. An-
tonio de Paula Freitas.
Concedeu-se ao bacharel Luiz Carlos
Barbosa de Oliveira a deinisso, que pedio,
do lugar de repetidor do curso preparatorio
annexo escola militar.
Foi aceita a desistencia que Francisco Ro-
drigues Soares do Amaral fez do lugar de
secretario do arsenal de guerra do Para,
para que foi nomeado por decreto de 1 de
marco do corrento anno.
De conformidade com o parecer da sec-
eo de guerra e marinha do conselho de
Estado, exarado em consulta de 25 de abril
deste anno, foi coinmutada na pena de
carrinho perpetuo a de morte imposta ao
ex-soldado do extincto corpo de artfices da
corte, Quirino Lopes Rodrigues por sen-
tenga do eonselho de guerra, o confirmaco
do conselho supremo militar de justica de
18 de dezembro de 1867.
Foram nomeados para continuar a servir
por ura anno na commisso de promoco,
na conformidade do que dispe o art. 1."
do decreto n. 4,619 de 4 de novembrode
1870, o conselheiro de guerra tenente-gene-
ral visconde de Santa Thereza, o marechal
de campo Jos de Victoria Soares de An-
drea e o brigadeiro Joo de Souza da Fon-
coca Costa.
Por portara de 29 de maio findo, foi
nomeado adjunto da secretaria do arsenal
de gueera da provincia de Pernambuco, o
major honorario do exercito, Domingos de
Souza Leo do Reg Barros.
Por portaras do 9 do corrente foram no-
meados*:
O alferes de infantaria Rodrigo de Paula
Xavier Felicissmo, para o lugar de recru-
tador da provincia de Minas-Geraes.
O coronel do corpo de esdo-maicr de
2. elasse Antonio Gomes Leal para, em
execuco do que dispe o art. 38 do regu-
lamento que baixou com o decreto n. 3,403
de 11 de fevereiro d 1865, inspeccionar o'
presidio de Fernando de Neronha.
Por portara da mesma dala foi appro-
vada a nomeacio feita "pelo presidente da
provincia do Maranbio,. do capitao refor-
mado do exercito, Vicente Ferreira de Paria
Goabera, para commandar Interinamente
o forte de S. Marcos, da dita provincia,
visto ter fallecida o cominandante effectivo,
alferes tambe. reformado, Antonio Jansen
Ferreira.
Por portaras de 11 do corrente :
Foram nomeados para o arsenal de
guerra da provincia do Para, o alferes ho-
norario do exercito Antonio Jos Henrques
de Vasconcelos e Francisco Jos da Silva
Manta, este para o lugar de amanuense da
secretaria e aquelle para o de ajudante do
pedagogo.
Por portara de 18 tambem do corrente,
foi nomeado pedagogo do arsenal de guerra
da provincia da Babia o capto honorario
do exercito, Jos Vieira de hara Arago
Ataliba.
Por portara de 9 do corrente concedeu-
se transferencia para o 12.* batalho de
infamara, ao alferes^graduado do 20.* da
mesma arma Joo Antonio de Barros
Lacerda.
Por decreto n. 5,295 de 31 d maio, foi
autorisada a novaco do contrato celebrado
entre a presidencia da provincia do Espirito
Santo e Pedro Tabachi, para a introdcelo
e estabolecimento de seteceotos immigrantes
allemes, ou do norte da Europa, em trras
de sua fazenda sita no municipio de Santa
Cruz.
Foi creado por decreto de 31 do passado,
o lugar dejuiz municipal e de orphos em
cada um dos termos de Alagoa-Grande e
Catle do Rocha, separado este do termo
do Pombal e aquelle do da Independencia,
na provincia da Parabyba.
Por despacho de 31 do passado e 7
do corrente:
Foram concedidas as seguintes penses,
dependendo da approvaco da assembla ge-
ral :
De 00 rs. ao cabo de esquadra do 5.*
corpo de cavallaria da guarda nacional da
provincia de S. Pedro, Tristo Jos dos
Santos.
De 400 rs. ao soldado do 53.* corpo de
voluntarios da patria Antonio Mendes Pe-
reira.
Foram naturalisados os subditos portu-
guezes, Antonio Francisco de Azevedo, An-
tonio Goncalves Tinoco Jnior, Antonio Joa-
quim Patta Barlavento, Antonio Joaqnim de
Souza, Joo Antunes, Jos Antonio Appari-
cio de Almeida Garret, Jos Domingues Sa-
ba: is e Manoel Jos Frade ; o subdito ita-
liano padre Decio Augusto Chefado, o hol-
iandez Jacob Henriquez Morn, e os bri-
tannicos Luiz Jones e Roben Joo Pacy.
Eis as noticias commerciaes da ultima
data :
O cambio sobre Londres nao soflreu
alterarn alguma. Effectuaram-se peque-
as transaccoes sobre essa praca de 25 3/4
papel bancario, 25 7/8 a 26 i/8 particular,
e sobre Franca 364 rs. por franco.
Negociou-se pequea partida de sobe-
ranos a 99550 dinheiro,
A alfandega arrecadou de la 13do
corrente 1,6^9:1639554.
baha.
Falleceu, no dia 13 docorrente, victi-
ma de antigos padecimentos, o marechal de
campo reformado Manoel Muniz lavares, na-
tural de Pernambuco.
No dia 14 sustentaram these para veri-
ficaco do titulo de doutor em medicina
Eduardo Moon Wilson e Bruno Maia, aquel-
le pela universidade de Edimburgo, e este
pela do Porto. Foram approv. dos plena-
mente.
Nos collegios dos Lengos, Minas do
Rio de Cont-s, Maracas, Sant Isabel do Pa-
raguass, Chique-Chiqueo Villa da Barra,
obtiverammaioria de votos para deputado
assembla geral os Srs:
Desembargador Henrique Jorge....... 282
Dr. Rosendo Muniz...................... 132
Lemos no Jornal:
No dia 10 do passado, no lugar denomi
nadoOrobo-Grandedo termo de Cami-
so, foi assassinado Antonio Carlos Ferreira,
por Antonio Lopes do Valle e Gregorio Gon-
galves de Oliveira Caj, que evadiram-se
depois do crime.'
No dia 30 do mesmo mez foi Igualmen-
te assassinada no sitio denominadoCabo-
rangodaquelle termo, Joanna Maria das
Flores, viuva, com quatro filhos menores,
por Manoel Chaves de Oliveira, tendo por
cmplices Joo Francisco Rodrigues, irmo
da assassinada. a mulher deste e urna filba,
e anda Mara Thereza do Corago de Je-
ss, que foram todos capturados.
O cambio regulava sobre Londres 25
5/8 d., sobre Pars 386 rs., e sobre Lisboa
108 /,.
A alfandega rendeu de 1 a 16 do cor-
rente 357:7179159.
Sahio para Pernambuco, no dia 14,
o hiato brasileiro Garibaldi.
SERCIPE.
Lemos no Jornal da Baha:
Acaba de ser incorporada na provincia
de Sergipe urna companhia, denominada
Industrial Sergipese, para o iim de fun-
dar na dita provincia, com 6 capital de 400
contos de ris, urna ou mais fabricas de Ga-
go o tecido, de conformidade com a le pro-
vincial n. 980 de 6 de margo do corrente
anno.
c Na provincia do Ccar tambem se pro-
move a incorporago de outra companhia
para idntico lira, com o capital de 500 con-
tos de ris.
Nesta provincia alm das 5 fabricas all
oxstentes, esto-se montando mais quatro,
a saber:
A 1.a no" lugar da Mangueira, junto ao
gozometro, antigo palacio do conde de Pas-
s, emprezarios David, Catiliua & C. A 2.a
nos Tiaes, emprezarios Moreira Irm3os & C.
A 3.a era Itapagpe, emprezarios Manoel
Goncalves da Costa C. A 4.* na Plata-
forma, emprezarios Brandfio, Irmos & C.
ALAGOAS.
Nada occorreu digno de mango.
fhRflAMBUCtt
REVISTA DIARIA.
QaestAo religiosa. Entrando hontem
dos portes 4o sul o vapor Luzitania, apenas te
derramou pela ccade a noticia de que o poverno
imperial, conformando-se eom a opinio do con-
selho de estado, acerca do recurso de graca inler-
posto pela irmandade do Santsimo Sacramento,
da matriz de Santo Antonio, pena de interdicto
3ue Ihe fra tongada pelo Exm. Sr. blspo desta
ioceee, dera provimento a tal rerno ; foi gara)
o contentamaqto dos espirito que -segujam eom
anciosidade as peripecias dessa importante e me-
lindrosa queatao,
Asaim que, em maaifestacao esse publico ju-
bilo repicaram os aos de quasi todas as igrejas
e atroaram os ares por lodo o resto do da fogae-
tea e bombas reaes.
A' noute deitarain luminarias algumas casas
a igrejas que haviam sourido a pena du inter-
dicto.
Actos religiosos. Anianha, 27.* aimiver-
sariii ds corearan do venerando pontfice Pi IX,
manda a sociedade catbolica celebrar urna missa,
g 8 horas, na greja de S. Pedro dos derivos.
S. Exc Rvma. celebra a missa, denois do que
os sacerdotes presentes entoario, a canto chao,o
Te-Uimm, terminando com a beacao do Sautis>i-
ima Sacramento.
Tambero celet>ra-3e hoje, na igreja de S.
Jos dn Manguind, a festividade do Sanssimo
Cortean de Jess, co.u missa cauu.la iu 8 horas,
e is 6 da tarde o acto da beacao do Sanlissimo
Sacramento com alguns cnticos sagrados.
as igrejas do Carino, S. Francisco, Penha
Paraso tambera cantam-s hoje raissas em lou-
vor do Sanlissimo Coracao de Jess.
Nesta ultima raamlada celebrar pela irmanda-
de do Bom Jess das Chagas.
Para a Europa. Com 17 recebidos em
nsso porto, levou. hontem o vapor inglez Luzita-
nia 151 pusageiros.
Supplemento. Para satisfazer a necessi-
dade piiiilica, imprimimos e distribuimos hontem
cerca de tres mil exemplares de um impresso, sob
o titulo de Supplemento ao Diario de Pernam-
buco, contendo o aviso do ministerio do imperio
acerca da questao religiosa, e bem assim as con-
dusde da consulta da seceo do imperio do con-
selho de estado, que subscrevea o mesmo con-
seibo pleno.
A alguns assignantes remellemos o mesmo im-
presso pelos respectivos distribuidores, e s o
nao Gzemos lodos porque todos os nossos dis
tribudores nao vierara t pographia.
Tambem reraettemos o impresso aos nossos assig-
nantes do Cabo e da Es.-ada, e s nao os manda-
mos aos das eslacoes intermediarias, porque nao
houve tempo de empacota-los para serern expe-
didos pelo Irem das 3 l|2 horas da tarde.
Justa reciamaco. Pedem-nos para
!|ue reclamemos do Sr. gerente da estrada de
erro do Recife ao Caxang providencias no sen-
tido de pararem os trens dessa va frrea na es-
tacan do Manguinho (Capunga) e nao, como se
est fazendo, um pouco aquem dessa estaco.
Acharaos razoavel o pedido e aqui o consigna-
mos, esperando qim o Sr. gerente o atienda, visto
como, havendo all ura viga, uo ha mais perigo
para os carros que atravessam a passagem ni-
vel, e outro siin, fcam os passageiros livres do
incomraodo de se apearem na lama, como agora
acontece.
Conselho de estado.Remetteu-se sec-
eo de marinha e guerra do conselho de estado,
para consultar, sendo relator o conselheiro vis-
een Je de Muriliba, a representaco do tenente-co-
ronel da guarda nacional de Pernambuco, D^cio
de Aquino Fonceca, contra o cominandante das
armas, por haver designado para commandar bri-
gada um otllcial honorario do exercito que, embo-
ra de igual patente, mais moderno na guarda
nacional.
Faculdade de Direito do Reeife.
Declarou-se, pelo mim terio do imperio ao presi-
dente da provincia de Pernambuco, em resposta
ao offlcio de 3 de Janeiro ultimo, com o qual re-
mellen o parecer que deu a commisso encarre-
gada de proceder a escolha do local apropriad
para a construccao de um predio destinado a Fa-
culdade e Direito do Recife, que lerdo sido pre-
ferido par? aquelle Iim o terreno fronteiro ao do
projectado passeio publico, de e elle tratar de sua
acquisico, dando contiecimento ao ministerio do
imperio da respectiva importancia para que seja
organisado o seu papamento. Rncarregou-se o
engenheiro Francisco Joaquim Bittencourt da Sil-
va de organisar o plano do edificio destinado
mesma faculdade e s aulas preparatorias ella
annexas, o qual de ver comprehender duas alas
com entradas e pateos diiHrenie-.
Visitas de honra. S. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia visitou antes de hontem as
Ihesourarias geral e provincial.
Homicidio. So dia 4 do corrente Vicente
Pereira de Andrade Jnior assassinou com S la-
cadas a Vicente Correia do Nascimentp, no lugar
denominado Cachoeira, do districto de Itamb. E
evadio-se e-te grande reo 1
Fcrinicnto mortal.Em trras do enge-
nho Penedinho do districto de Itaoissuma em
Iguarass, Joao Pereira da Luz, a 6 docorrente,
ferio mortalmente com um golpe de fouce a seu
proprio cunhado Nicolao Ferreira da Silva. Este
tambera evadio-se.
Espancamento. Eai trras do engenho
Varjo, do dhtricto de Tracunhaem, Manoel de
tal, neto do proprielaro desse engenho, e Severi-
no de tal espancaram gravemente a Antonio Jos
de Freitas, amcacando de o nssassinarem se por-
ventura el e declarasse quein o havia as mu mal-
tratado. E tambem se evadram.
The a tro.o beneficio a favor do artista
Francelino, era consequencia do mo tempo, nao
pode ter lugar hontem, ticando o espectculo trans-
feridopara quando se annunciar.
Lotera. A que se acha venda a 85". a
beneficio da igreja de Nossa Scnhora das Neves
de Olinda, a qual corre no da 21.
Passaseiros.Chegados dos portos do sul
no vapor Gastao de Crleans :
Joo Moreno, Francisco Figueredo, Jos Mau-
ricio, Macario ie S. Freir Netto, Jos Maria de
Araujo, Jacintho Jos Nunes Leito, Carolina, pre-
ta e um lilho, quatro pragas de polica e ura preso.
Sahidos para o Aracaty no hiate A'ojso Se-
nhora dos Navegantes : -
Vicente Gomes de Amorim, Idelbrando Sisenan-
do Baptista e Antonio Vieira de Carvalho.
PUBUCACBES A PEDIDO.
A;;ii:i de Florida de Lannian &
Kemp.Atravez de toda America hespanhola,
desde o no te do Mxico at ao Estreito de Maga-
lhes, este perfume lido e considerado como a
agua aromtica a mais fina e delicada. As se-
nhoritas hespanholas, nao s delta fazem uso como
o mais delicioso perfume, mas sim tambem ha-
bitualmente a usam n'uma forma de diluicao como
um excellente meio para alveiar e conservar os
denles e dar um suave e agradavel gosto ao pa-
ladar. Servindo de modesta e agradavel adver-
tencia, recomraendamos aos senhores, que a mes-
ma usada debaixo desta mesma forma, e havendo
salpicado seu fato, isto depois d haverem gozado
as deliciosas fumacas de um bello charuto de Ha-
vana, os toma presentaveis na presenga e soceda-
de do bello sexo. Aquel!?s do sexo barbudo e
que teem urna pelle delicada, acharan com o
maior prazr que esta agua urna verdadeira lu-
xuria usada depois de haverem Coito a barba, pois
que ella faz dissipnr toda a amencia do rosto.
Oleo puro medicinal de ligado de
bacalho, de Lanman A. Kemp.-A
opinio unnime dos mdicos de todos os paizes|
que o ole de ligado de bacalho o remedio mais
poderoso que at agora se descobrio para as en-
ormidades dos pulmes e da garganta. O falleci-
do Sr. Benjamn Brodie dina : Quando tudo o
mais intil, este salva a miudo a vida do doen
te ; pqrm deve ser puro, t Entre os typos mais
linos deste genero, sobresalte por sua pureza o
oleo de ligado de bacalho de Lanman & Kemp,
elaborado com os ligados saos dos peixes apanha-
dos de fresco, e coja conservacao em todos os
paizes se garante. Na America do Sul, as Anti-
Ihas, Mxico e Australia, elle tido como o artigo
de primeira elasse, e na Inglaterra onde recente-
mente foi introduzido, se o considera superior a
todos os mais leos de ligado de bacalho, que
existem no mercado. Para a tosse, pneumona,
pleuresa, phtysica, bronoites, trachites, affecco
do ligado e deqlidade geral, cr-se que realmen-
te o medicamento mais ulil, de que a materia
medica se pode mostrar ufana.
COMMERCIO.
Banco Commercial de Per-
nambuco.
O banco sacca por todos os paquetes so-
re aspr, gas de Lisboa e Porto.
PRAGA DO RECIFR 19 DE JUNHO
DE 1873.
AS 3 1/2 HORAS DA TARDB.
Cotacoes fflolaea.
Assucaramericano purgado 2*000 por 15 kilos,
hontem.
Assucar t ruto bom ijjSQO por 13 kilos, bomem.
Xlfcdode 1* sorte 9*200 por J5 kilos, hontem.
Cambio sobre Londres a 90 d|v, J3 3|4 d. e 25
7(8 d. por titpTO, bontem, .
Cambio-sobre o Porto a 90d(v. lid 0(0. hoatetn.
Leal ?vn
Pk presidenta.
VaseoaceUos
Pelo secretario.
4LPANBRGA
tendimento do dia 2 a 18. :,ii siiilfi
(demdodial9......35:il4i661
556:696*077
Descarregam hoj JOde junho do 1873
Brigue inglezHobert Anderton mercadorias
para alfandega.
Patacho inglez -Hiitmnwi -liacallin jdespacha.
do para o trapiche (jinceico.
Lugar inglezFlewer O' Maray -arinna do igo
ja despachada para e caes do Apollo,
larca ingleza Fusdier taboas para o trapiche
ConcelcSo, para despachar.
Lugar portuguezJulio vinho para deposito no
trapiche Cunba.
Barca franceza Ville Bernard farello e milho
j despachado para o trapiche Conccicio
e caes do Apollo.
Ini|iorta<*lo.
Bahia e portos intermedios, vapor nneion.-il
Gastn d'Orteans, consignado a Oliveira Azevedo,
mamfestou :
Alg dao 45 fardos a Amorim Irmo 4c C, 45 a
J. A. Silva Ribeiro, 179 saccas a Goncalves Tor-
res, 500 ordem. Assucar 4 saceos ordem.
Barricas vazas 4t4 ordem.
Charutos 15 caixas a Joo Ferreira dos Santos
Jnior, i a Wild & C., 5 a L. Goncalves da Silva
& Pinto, 3 a f). A. Matheus, 5 a Domingos C.
Ferreira. Cha i caixa a A. M. Leite & C. Colla
12 saceos ordem.
Fumo 10 fardas a D. C. Ferreira. Fios 2 ditos
a P. Vianna 4 C Ferragem 1 barrica aos mes-
mos. Ferro 2 pedacos a Cardoso A Irmo. Fa-
zenda 1 caixa a J. F. Lopes.
Sella 1 caixa a J. B. Telles.
Tinta 1 caixa a M. Cardos. Ayres.
OESPACH S DE EXPORTACAO NO DIA 18 DE
MAIO DE 1871.
P Na barca russa Fiedericn, para o Bltico,
carregaram : G. Neesen 4 C. 32 fardos com
5,847 kilos de algodo.
Na barca brasileira tapida,, para Liverpool,
ca.Tegaram : G. Neesen 4 C. 423 saccas cora
31,128 kilos de algodo.
No vapor inglez Lusitania; para Liverpool,
carregaram : R. Rabetlo l. 464 saccas com
40,5tt kilos de algodo.
No navio inglez Fuzilicr, para Liverpool,
carregaram : Goncalves Irmo & C 38 saccas
com 2.809 1(2 kilos de algodo. .
Na barca franceza Guilhaon Telt, para o
Havre, carregoa : Tisset Frercs 2,007 couros ver-
des com 42,147 kilos.
No navio allemo Oriente, para o Rio da
Pitia, carregaram : J. S. Loyo 4 Filho 50 bar-
ricas com 3,855 kilos de assucar hranco.
Para os portos do interior.
Para o Rio Grande do Sul, no Patacho bra
sileiro Maria Amelia, carregaram : Carvalho &
Nogueira 186 barricas com 22,084 kilos de as-
sucar mascavado e 722 ditas com 78,719 ditos de
dito brasa.
Para o Rio de Janeiro, no patacho portuguez
Jes, carregaram : B. Oliveira k C. 205 saceos
com 15,375 kilos de assucar hranco.
Para o Para, no patacho brasileiro Olinda,
carregaram : B. Oliveira 4 C. 40 barricas com
2,188 kilos de assucar branco ; L. Duprat 100
ditas com 8,333 ditos de dito.
Para Mamanguap?, na barcaca Mon'e Chis-
to, carregaram : Moreira & Braga'2 barricas com
120 kilos de assucar branco.
Para e Natal, na barca aa. Flir do Jardim,
carregaram : Fraga A Rocha 12 volumes com 857
kilos de assucar branco e3 pipas com 1,440 litros
de agurdente.
I.APATAZIA DA ALFANDEGA
Rendimento do dia 2 a 13. 9:818*103
dem do dia 19...... 2.8*455
lo.amni
VOLUMES SAHIDOS
Nodia2al8...... 21,346
Primeira porta no dia 19. II
Segunda porta..... 47
Terceira porta _. .
Trapicho Conceiqao ... 251
21,688
SERVICO MARTIMO
Atarantas descarregadas no trapiche
da alfandega no dia 18. 31
Ditas ditas no dia 19......
Navios atracados no trap. da alfandega
Alvarengas ........
No trapiche Conceico.....
31
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE
RAES DE PERNAMBUCO
Rendimento do dia 2 a 18. 29:O01*2K
dem do dia 19...... 326*997
29:328*312
CONSULADO PROVINCIAL
Rendimento do dia 2 a 18. 72821*442
dera do dia 19...... 3:767*194
76:588*635
MOVIMIENTO 00 PORTO
Navios entrados no dia 19.
Bahia e portos intermedios 8 dias, vapor bras
letra Gastn de Orleans, de 298 tonelladas, com-
mandante Jos Pereira da Silva vlaltez, equipa-
gem 28, carga algodo e outros gneros ; a A.
L. de Oliveira Azevedo 4 C.
Callao de Lima pelo Rio de Janeiro e Bahia-32
dias, sendo do Rio de Janeiro 5 dias, vapor in-
glez Luzitanii, de 2,420 tonelladas, comman-
dante P. C. Petrie, equipagem 1(16, carga diT.s-
rentes gneros; a Wilson Rowe 4 C. Segnio
a tarde para os portos da Europa com a mesma
carga que trouxe dos portos do sul.
N'tvin tullido no mesmo din.
Aracaty Hiate brasileiro N. S. dos Navegantes,
capitao Clementino Jos de Macdo, carga va-
rios gneros. GSI
EDITAES.
O Dr. Deltino Augusto Cavalcante de Albuquer-
que, offloial da imperial ordem da Rosa, juiz de
direito, de orp' os e de ausentes da comarca de
Olinda, por S. M. -Imperador, a quem Deus
guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edital virem, que
neste juizo tem de ser arrematado p r venda, no
dia 25 do corrente mez, urna meia-agua, casa de
pedra e cal, em ruinas, sita em um terreno nes-
gado, pertencente a extincta irmandade de S. Joao
Baptista, no caminho que vai para S. Francisco
desta cidade, avahada por cem mil ris.
E para que chegue a noticia de todos, mandei
passar o presente, que ser alllxado no lugar do
costume e publicado pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade de Olinda, aos 16
dias do mez de Junho de 1873.
En, bacharel Francisco Lins Caldas, escrivo, o
escrevi.
Delfino Augusto Cavalcante d'Albnguerqne.
Edital n. 138.
Pela inspectora da alfandega se faz publico,
que tendo do contraur-se o fornecimenio dos oh-
jectos abaixo declarados para o expediente desta
reparticao, do 1. de julho do corrente anno a 30
de junho de 1874, sao convidados os pretenderes
a apresentarem as suas propostas em carta fecha-
da, acompanhadas das respectivas amostras, at o
dia 23 do corrente, a saber :
Para o expediente das secedes.
Ara preta e azul, cadarco de algodo e linho
largo ou estrelt, canelas para pennas, apis pre-
tos, ditos de cores, obreias pequeas e grandes
cortadas, papel Hollonda pautado, dito dito liso
dito dito greve branco, dito dito de linho, dito dito
mata-borrio, caivetes, raspaderas, pennas de
ac, ditas de ave, regoas de madeira, tinta preta.
dila roa, frasquinho de tinta carmim e livros em
branco de diversos tamanhos.
Para a guarda-mora.
Lonas, brins, bandeiras nacionaes de i e 3 pan
nos, oleo de Ijnhaca, tintas preparadas a oleo, dita
era p, b"reu, alcatro, verniz, Oo de alfodo, li-
jlo para limpar feo-agen, aiasaava, i
gos de differentes tamandoa, ditas is I
graxa de sebo, cera gnaaM, i
zarrio.; taixas do bohm, atoa da
Sualidades e growmras, sate do i
e airo, kerpsene, lanlernas i
de ferro, corrente* d<- difl
grossuras, ferros de differentes
da 12, 14 e 16 pos e lonr de istaw o i
Alfandoga de Pfniamtm 17 o* jai
1873.
O iiKaoctor,
Pahil" IUi raHis ItaK
Edital n. 137.
Pela inspectora da alf.ind.-pa r i*
Coiinidade com o aituj 204 $ 4* do ..
de 19 de setembro de 1800, aos Srs.
Fialho 4 C e -nry Leidoa a virem I
mercadorias inflammavets, abaixo i
tro do prazo do 24 tora*, sob paa_
serem vendidas por so eont-, seas oa
competindo allegar onotra os eSTnlo* *
Trapicho Cnncoieio.
Marca -G F 4 (3 aalBM om ridos,
no lugar inglez Alfrr, descaro-fadM *m 13 >
marco rio corrente anno.
Marra I I L 4 caixas eom aridM, viada* a
hi.ii americano Hintt Brrwefter, daaran^ada*
em 2 do co rente moa.
Alfandega de Peraambum, 17 de taaba da tfrn.
O aspee**
_____________Pabm A. de Camaao Ms.
Edital n. 139.
Pela inspectora da aifasdefa m tu pabar* jsw
nao tendo sido effertuada a venda da aorradoria,
abaixo declarad... annuociada por edital 133,
por falla de concurrencia ao valor nlfeiaL *o
transiere pela 3' ves a mesma voada para at II
horas do dia 20 do corrente, a porta desta rapar-
ticlo.
Tra;*cho Omreicaa.
26 garrafden, sendo 14 etn pterfisi
restos de genebra, e 12 compMameiHe ,
das, avahados por 25*000. vmdos d> Ifctiwi mrfn
no navio Miranda, entrado oeste porto en ahnl
do corrente anno, < abandonad.* ao direito* prr
Candido A. S da Molla 4 C
Alfand'-ga de Pernambuco. 17 o> junho d> 1*71
O ins|M-ci >r
Fabio A. dr < jtrvallK
D.IIhI a. I ti.
Pela inspectora da alfandega se -ntma ar> -r
J. S. Carneiro da Cunha. d mercadoria inflammav.-i, abaixo meartoasda. a
virem despacha la "dentro dn praz visto j 'er excedido o de seis metes, sob posa da
findo elle, sor vendida por sna conta. ama aa kV
Oque competindo allegar contra os eMtM dru
venda.
Trapiche Bario do Livrameulo, caes do
Bruin n. 2
Marca-T S C ou K13 caixa* rom agoa-raz.
vindas de S. Tlinnaz no navio inglez FUnmt. ea-
trado em deieuibro de i87t.
Alfandega de Pernambuco, 17 de joabo de 1073.
O inspector
______________Fabio A ie Cirmmt neis
Pela regedora do g\mnaio provinrial, o
Srs. abaixo declarad >s, aos quaes pela nwsaaa re-
gedora j foram dirigidas cartas rsarraeadh ai
a satisfazer o que devem como resaaaaavei*
pelas pen-des de alumno p-n-ionsta do mesmo
estabelecimenlo, sao chamados a solver sen* aV-
bilo, scientificando-se-lhes que findo o anzo de
;>0 dias se proceder contra riles eoalonae datar-
mina a lei, elfecliian lo--e a cohranca iodicia.
Dr. Gabriel Raposo da Cmara, res-
ponsavel pelo alumno Gabriel Cir-
ealesda Cmara Gondim, o trimes-
tre de outubro a detembro de 1772 D*wft>-
O mesmo rcspons.ivel p.-los alumnos
Manoel Vieira da Cunha c Joao Vi-
eira da Cunha, os iriim-stres de ou-
tubro a dexemhrn de 1872........ IOOJOhi)
O tenente-coronel Francisco Antonio
de Barros e Silva, responavel pelo
alumno Fl.irismundo Ture Gal-
lindo, os trimestres de Janeiro a
dezembro de 1872..............
Capitao Joaquim Francisco Franco,
responsavel pelos alumnos seu* fi-
lhos Antonio Nery Aranles Franco
e Jos Sebastio Ataas Fraaco, os
trimestres de outut>ro a dexembro ___
de t872..................... ItOdSa'
Capitao Miguel Joaquim do Reg Bar-
ros, rcs|K>nsavel pelos alumnos Joo
Augusto do Reg Barros, sen flltao
Francisco Tertuliano de Oliveira.'sea
neto, os trimestres de outubro a
dezembro do t-rimetro, de julho a
dezembro de 1872 do segund..... 270** l:000*ir)
Gymnasio provincial, 17 de jnnho le i873,
O regedor interino,
Dr. Augusto Carneiro Monlriro *i SH'-a Soaf<<.
O Iilm. Sr. iaspecl la i' i 'rana aruvin-
cial manda fazrr publico, ajae, em cnmpnaarnio
da ordem do Exm. Sr. presidente da provavia.
vai a pr ca no dia 26 do corrente. pa a ser arre-
matado por quera por men* fiz dos trabalhos das icnartieia provinriara por
tempo de 3 annos, a contar do I.* de julho prximo
vindonro, servindo de base a niiantia de 5:000*
annuaes.
As pessoas que se propoi?rem a essa arreniau-
co comparecara na sala das sesses da referida
junta no dia acina mencionado, pelo meio dia e
competentemente habilitad'.*.
E para constar se mandn publicar o presente
pelo jornal.
Secretaria da thesouraria provincial de Peraasa-
buco, 17 de junho de 1873.
O offieial maior
M A. Ferreira.
SECLARACOFS.
9. batalho de infantaria
O conselho econmico deste batalho, contrata
com quem maiores vanlagen* off-recer os lea-
ros abaixo declarados, sendo elle* de primara
qualidade, para o fornecimenio do 2* seajestra do
Borrante anno c regulad* pelo novo viten m-
trico decimal francez,a saber:
Arroz pilado, as-ucar macavinho, azee dace,
bacalho, caf em grao, cha verde, carne sacra.
farinhade mandioca, feij.io preto, dito da provin-
cia ou inul.ilinlio. lenlia, raantriga ingiera, du
franceza, piei de 172 gra.'nnvs c.tda nm, ditos de
114 -'inimos rala um, tonejaho e vinagre.
Os prelendentes devem a;rrsentar sua* prnam-
tas selladas eme artas fechadas at o dia 21 do
corrente as 10 horas da inanh na rentaria-d
respectivo qnartel.
Quaatel do 9.* bataiio as infanUria no enpi-p,
ci em Pernambuco, 16 de junho de 1873.
ii lilon Fkk-W Romana,
Alf.ires secretario ink-rina.
MMMU
BEBERIBE
Nao se ton.lo po >la coinmiss.ii le cantas na sossio de Ite-n
consequencia -le .ichar-seo tempo adianUdc,
ficou .linda ada la mesma para o ilij Mas
andante, pelo que se avisa aoa Srs. accio-
nistas a com pa recerera n'aqutnle dia, a II
horas precisas, alim de proceder-aa i sna
leitura o discusso ; t eaetedo lo
dous moinbros adjuntos por ha ver os
recusado, bem assim a de tu
commisso de contas por se act
impedidos pelo grao de p*intaseos,
o que tomar posse a nova aUraeclo.
Picando desde j os Srs. ao
certos de que a sesso se ar eom
de accionistas que compartieres
sesso continuaco da anterior o
lugar em vista do art. 23 dos cal
Escriptorio da companhia, M >
ie 1873.
O turre! ario,
Jo H. B. de Jfenexes.
Pracja.
Vai a praca no dia 30 do
audiencia do Illm Sr Dr. jnst de



./- : ,

*
>
I
.Diario de Pernanibuco Sexta feira 20 n
(Sartorio do Sr. eserivao Brito, a renda por 3 an-
bos do sitio denominado Alto no logar da
Boa-Viagem, con grandes proporcoes, tanto para
plantapies como para criaoiio ;- com malta, ca-
sabe viventln, arvoredos de frucliv tendo ren-
deiros, cuja annuMade passa ser pafa o airo
matante i devendo os pretndeme*, para sen go-
verno, examin rem o escripto e edita! em poder
do porteiro d auditorios.________ ,.______
Companhia do Beberibe.
No dia 23 do carrete, pelas 12 horas do
da, tara lugar impreterivelmente no escrip-
torio da companhia, ruadoCabug n. 16,
a rremataco dos cbafarizes e bicas por
bairros, nao se admitndo propostas que
comprehendam mais que ura batrro e nem
por espado menor de um anno. Os Srs.
licitantes podera comparecer com seus fia-
dores ou daclaracjio los mesmos no mencio-
nado dia, devendo, ser as propostas em carta
fechada, ou antes no escripto rio ondo melbor
poderlo informar-se das condices do con-
trato d'arroraatacio. Declara-se aos Srs.
licitantes que o pagamento ser feito era so-
dulas.
Base sobre' as quaes se fkve lanzar.
BAIRRO DO RECIFE.
Chafariz e bica do caes do Apollo.
Dito da ra da Cruz.
Dito da ra do Brum.
Dito e bica do Porte do Maltos 19:6505000
BAIRRO DE SANTO ANTONIO.
Chafariz do largo do ('armo.
Dito do largo de Pedro II.
Dito do largo do Para izo.
Dito da raa do Sol,
Dito da ra da Concordia 25;00 BAIRRO DES. JOS.
Chafan* do largo da Ribeira.
Dito da ra de N. S. do Terco.
Dito 4a roa Imperial.
Dito da entrada da Cabanga.
Dito do largo de Nossa Senhora da Paz dos
Aftogados 26;700000
BAIRRO DA BOA-VISTA.
Chafariz do caes de Capibaribe.
Dito da ra da Aurora.
Dito da cidade nova de Santo Amaro.
Dito da ra do Principe.
Dito do largo da Soiedade.
Dito da caixa d'agua dos Pires.
Dito da praca de Conde d'Eu.
Dito da ra de S. Gonca'o.
Dito de S. Amaro das Salinas 1955013000
PASSAGEM DA MAGDALENA.
Chafariz do largo do Viveiro. 3255500
Dito entre as 2 pontes 1125300
4375800
Granito* snmptuosos cspectn^n-
Ion con festeja n< tri amplio -.-on-
qnlKtado i\ justa causa, ilti
religl&t
pelas iriua>l(lr-d<*N in(rntl*(as
i Cruz, capillo e pratico Manoel Caetano da Costa,
' tem seu earregaraento quasi engajado, e para o
: rosto trata se na ra do Amoiini u. 60 rm Anto-
i nio Alberto do Souza A guiar. '___
llyniiio
tocado o
t
Dcpii que a Menestra tirer
HWfOIIICO
subir scena t sempre fesfejado e applaudido
drama do distincto esenptor l)r. Carneiro Vilella:
MAQONS
K OS
Lisboa.
Soberano.
\
I
AMANH
llavera trem extraordinario para todos os pon-
tos da tinha da Apipucos e bonds para todas as
linhas.
O theatro estar armado em grande gala, Ilu-
minado e etnbandefrado.
Todas as noites bavero bonds para Todas as li-
nhas.
0 espectculo do domingo principiar as 5 ho-
ras.
H
Santo Antonio
EMPREZA-VICENTE.
Sabbado 21.
Este brigue recebe carga frete
Amoriin Irmos a 0.
Li
: tratar cqm
do lllm. Sr. Dr. juiz. de direito especial do com-
mercio, em vrtode do que requsreram os cura-
dores fiscae da nussa fallida de Joao Antonio
Ferrara, levar a leitlo as dividas activas da re-
ferida massa na importancia de :!1">00, de
c- nformidade com n mandado existente era poder
do nw.-iiia afecte.
O leilo sr cft-clua.l a, armazem Vigafio n. l, aa#>ec*sic do leilo de movis.
Para o Rio Grande do Sul
pretende seguir com muita brevidade patacho
nacional .Mana Em gamento engajado, e para o resto que U hita,
tratase com o seu consignatario Antonio Luide
Olivoira Azevedo, no seu escriptorio, ra do Bom
Jess n. 57.___________________ i
Rio de Janeiro
Sahir em poucos dias o brigue nacional Fie-
loria : para carga traU-se com Pereira Vianna &
C, na ra do Vigario n. 7, 1* andar.
LEILO
Eahi
armario, gneros e maispertencas da taver-
na da ateo de 8. Pedro n. 1.
SABBATK) 21 DO CORRENTE
O ajenie Mrtir far leilo, por despacho do
liso. Sr. Dr. juii especial do commercio, d'arma-
cio, gneros e mais pertencas da taverna cima,
pertencente a Augusto Litas Pereira da Cunha.
AS II HORAS DA MANHA.
O lolt*opiluc piar s 11 kWsM.
Era continuacao
e s dos horas da tardo
vender o mesmo p*Ke ?' a rp'jrida caa
com L'-:.'..: pal'.' .. ni'ignm b i'. ''.;>:i'u:il>'.
C'nio u:iu 'O* ;u >io .i', -.:'.'
para a usira-U, Muau aaih.;-. c..l.i>:....i? em cto
pioprios, Com i00p-ilmos.de Irento < cerca !
OOO Je l'uiiilj, com jTamlr: sitio, iiiuiU < differvn-
tes arvoi'es le rni.'lo>, gniMtii viwiro, r^ii-iiiil-a-
com i.'ii agua oeataa c babo.
As dita* casas tovuam-se recoinmendadas por
serem novas, moderna, coinniodos para grande
familia, perto da cidade, por onde tem de pMH
a linha dos bonds (segundo diiem).
LEILO
A. J.'lleogli, romo rtft
casa dos Srs D. (pp-n*ifiner d '..,
dres, offiTca' a nambiico .um romplet'i soi iimtile 4^ i
trasde lodosa' ficn!, fen-^jm*. Hfcs
i\ -.,.- '.*, a* :."."' ''
h'it RI'AnOGONXCMnO. i*.
AUMAZKV. ^_^__
(laixriri
^Precisa-M de um menino para *,J^'>
pratica ou >eiw ella : ua ra I)
CAPUNGA.
Chafariz daTua-dasPernambucas.
MOiNTEIRO.
Chafariz dessa povoaco.
APIPUCdS.
Chafariz dessa povoaco.
Escriptorio da companhia do
17dejunhodel873.
0 secretario,
Jos Honorio B. de Menezes.
i88#000
180^000
1329000
Beberibe,
Juizo substituto da fazenda
l'.sTi\ais Torres Bandelra
No dia 2o de junho crrante, depois da raspee-1
tiva aud.enci, as 11 horas da man ha, ir praca
por venda o seguinte :
A casa terrea n. 54, sita rna das Pernambu-
canas, da freguezia de N. S. da Grca, tendo de
frente urna porta e duas jan Has, 49 palmos de
fundo, 2o dites e 4 pollegadas de largura, 2 sallas,
2 quartos, cozinha fra em estado de ruina, quin-
tal grande em aherto con um poyo que serve de
cacimba, situada em terreno foreiro viuva e
herdeiro* de-Antonio de Araujo Ferreira Jaco' ina,
cujo predio pertencente a Rosa Francisca de
Souza, e trai praca pelo valor de 50O, a requo-
rimenlo de Jos Moreira Pontes como ubrogado
nos direitos da fazenda. Recife, 10 de junho de
1873.
O-solicitador
J. F. Correia de Araujo.
ia.
A escuna nacional Georgiana tem j parte de
seu carregameato prompto t segu em pteos
dias para a Baha : a tratar com Tasso traaos
*_o_________________________
Para o Porto
pretende sahir muito breve a gera portugaea
Nova Fama II por ter grande parta o sea car-
regamento prompto. Recebe a carga a.ae (he fal-
ta a prt eos mdicos, e lambem passagros, para
i? quaes tem ptimas accomtnniiacoes trata-s*
om Tito Livio Soaras, ra I Vigirio a 17.
DE
25 saceos com arroi avariado.
No armaxem do Aunes, defronte d'alfandega.
Sabbado 21docorrente
aa II horas a manha
0 agente Pmho borges levar a leilo os indi
caaos saceos com arroz avariado, sendo: 8 sac-
eos com marca diamante 15 P G I e 17 ditas dito
ebm marea T A P, por conta e risco de quem
pertencer.
PARA'
Para o referido porto pretende seguir com pon-
es demora o patacho portugus Olinda, por ter
a maior parte da carga engajada, para o resto
pie Ihe falta tratase com os consignatarios Joa
Siim Jos Goncalves Beltrio & Filho : rna do
ommercio n. 5.
As S fl|9 horas em ponto.
O drama em 5 actos:
A bit \(i \ DE DEIS
e a scena cmica :
0 SR. DOMINGOS FORA 00
llavera trem para Apipucos.
DOMINGO 22
S 8 HORAS EM PONTO.
o drama etn 5 actos:
OS JESUTAS
ou o
BASTARDO D ELRE'messageries marithies.
e a comedia em I acto:
Os rutos das almas e os podrn-
DE
presuntos chegsdos pelo ultimo vapor.
No armazn do Annes, defrente da alfandega.
SABBADO 41 DE JUNHO
A'a 14 horsui.
0 ageste Pinho Borgee levar a leilo os indi-
cados presuntos, qae se achario patentes para
previo exame. .
No dia 26 do eerrento mez
espera-se des per
los do sul o vapor francez Rio brande, comman
ros livTCS.
SANTO ANTONIO.
EMPREZA
Te
ms da demora de cortu
s, tocando em Dakar (Po-
dante Giost, o qnal de|
me, seguir para Bordi
re) e Lisboa.
Para condicSes, frates e passagens, trau-se na
agencia, roa do Commercio b. 9.
LEILO
DE
20e gigos com batatas novas.
Ne *rmazem SABBADO 21 DO CBRENTE.
s 11 horas
0 agente Pinho Borges levar a leilo as indi-
cadas batatas, chegadas pelo ltimo navio rran-
cez Verediana, entrado em i 1 do crrante, por
conta e risco de quem pertencer, em lotes a von
tade dos compradores___________________
MISOS BVi-BSOS
Ao Sr. Jos de Mello Csurnelro.
A bem da verdade, declaro que o. tacto de que
trata o seu annuncio ao publico, deu-se na cslra
da-Jtova da freguezia da Magdalena, em casa de
urna meretriz, que reside perto da taverna do
Correia, fra da froguozia que tem o Casanga
Quanto ao Sr. F'.ancisco Manoel de Oliveira e pes-
soa pacifica, e incapaz de praticar um attentado.
COMPANHIA
DOS
TRILH0S URBANOS
DO
Beeife a Oliuda e Rekrik.
foordcn do lllm. Sr.
presidente (l'a^;mblea
geral, conviilo os Srs.
accionistas para, no dia
20 do corrente pelas 11
horas da manhi.se reu-
nwem, afim~4e eleger-se a directora que
tm de gerir w negocios da companhia ate a
ecuco des novos estatutos, visto nao ter
comparecido numero legal, para esteob-
jecto, as sessdes anteriores.
'Conrem declarar que, esta reuniio ter
lugar fle conformidade com a ultima part
do ft. 12 dos estatutos em vigor.
Bfldfe, 11 de Junho de 1873.
0 2.* secretario,
Joo Martinad* indrade.
4:000|000.
Da-* i 00*000 a prtmm 4a e w* f
iviKiUMea sdwa ktm *
cento ao inez, eom uyp.iU.ara
a traU.r na ra da ImprMrk m.
raz
a
Os abaixo aigo* do commercio qne duauhwra
socHMladc que tinham w w,,'"'*'i*'*
na e padaria, siu m do Viv-me 4* fi
n 97, que gvrava chb a Ira+m-ial 4>
Fernandos & C ; 0-andn a carf 4m *0
nio Goncalves todo o activo e iy Bernardo Fernaml''*. i'**" H*w*J *
pital e lucro : quem se jgr erwl.*
sua conu no praz"! 4e 3 4a*.1
llonlfi. 17 de jiinh" de *
A wfo M Hemarlo
(.1
MOFINA
Est encoura(]a Roira-se ao film. Sr. lunario Vi- ira 4e 1
escrivao na cidade 4c N*irrth t^ -toviik-p,
iavor de vir ru liuqne de Cai 31, r**'
c!uir a.|ucilc nogn-k. que S. S. se cjn.ria
realisar, pela tercein rliamida o*ejorw
lina dt dcMiidtr de l/i, e *ns ^r>
paseos leverair*' e *l a por cto miomvo I di noM" fc.iaiad
Ubi, IHti S. S. se deve 1< mitrar qw esl'
le mais il oit' aiiims, e qiun.l o r. *
arhava n'-sta ridad?
^
LLEIAO
DE
Fazendas avalladas
l m
Pela theseuraria provincial se faz publico
que foi transferida para o dia 10 de iultio prximo
vindouro, a arrematafo do sitio dos Remedios,
adjudicado tazenda provincial, pela quantia de
3:700i, pre;o ror que vai praca.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
.buco, 16 dejulbo de 1873.
O offlcial-maior
____________________M. F Ferreira,______
Obras militares.
Tendo sido autorisados os concertos, de que
precisa.a cavailarica do deposito especial de ins-
trucQao, arcados em 2:093*110, sao convidadas as
pessoas que a elles quizerem coneorrer a apresen
tar uas propostas fechadas, ao meio dia de 2o do
corrente, >na reparticao das obras publicas, unde
se acha o ornamento.
fcS Penumbitco, 19 de junio de 1873. .
____________Chryssolito F. de Castro Chaves.
A cmara municipal do Reeife, querendo
lestemunttar do Rio de Janeiro que nao foi de-
balde que salieitou desta municipalidade seu au-
xilio na nemessa dos escriplos nacessarios para
formar-se e nriquecer a bibliotheca municipal
que ter de funecianar no palacio municipal da
corte, pelo presente convida a todos os seus mu-
cipes a remetter esta cmara todos os escrip-
tos eom que entenderera dever auxilia-la nesse
Jo pariotieo, quio grandioso empenlio. certa de
.que os seus munieipes nao deixaro de acudir a
esse appello e desse modo participar da gloria da
referida publlcacao.
Paco da cmara municipal do Recife, i de ju
nho de *73.
Manoel Joaquim do Reg e Albuquerque.
Pro-presdeme.
Pedro de Albuquerque Autran.
Secretario.
Correio geral
Relami dos objectos registrados existentes
na administraeo dos cerreios desta pro-
vincia, para as pessoas abaixo decla-
radas :
Anua Barbosa Correia de Mello, Alexandrina
Francelina de Souza Mariflbo, Antonio Salles de
Azevedo, Antonio Pereira de Castro, Antonio F.
Vieira, Antonio Fernandes M Antonio Marinno
de Carvalho <2), Balbino de Moraes Pinheiro, Fir
mino M. Duarte, Francisco Al'es de Albuquerque
Camboim, Francisco Epifanio Goncalves da Rocha,
Francisco Xa/ier Pereira, Joao Alfonso de Mello,
Jacintho Silvano de Santa Rosa, Jos Adolpho de
Oliveira Lima, Joaiuim Hugolino da Silva Frago-
so, Joaquim Cardoso Ayre, Joaquim F. Borges
Uchoa, Innoeeneio Serafleo de Assis Carvalho,
Mara da Conceicao, Mequelina Muny Elvira, Ma-
noel Leb^ de Miranda Henrique, Manoel Francisco
de Mattos, Manoel Rodrigues dos Santos Moura,
Manoel Jos Ferera de Mello, Vicente Alves de
Aguiar, Silvestre Alves de Alencar, Olinto Jos da
Bilva.
Administraco do correio de Pernambuco, 16
de jiinho de 1873.
Jos Candido de Barros Jnior
Servindo de encarregado do registro.
THEATRO
EHPZA
ESPU3C\ & PEN\1XTE
Sexta-feira 20, sabbado 21
:_ domingo 22.
BENEFICIO
DA
Actriz Manuela Lucci
Ter lugar na quarta-feira
25 de junho
com a prmeira representacao do excellente dra-
ma em i prologo e o actos, traduzido do Italia,o :
A mm\ DE (JUNE
deseinoenhando a beneflciad o duplo papel de
MARA E NOEMIA KELLER.
Subir tambem scena pela primeira vez a leo-
media em t acto :
REDE PARA NOIVOS.
COMPANHIA
DE
\AVEGAC*0 BRAS1LEIRA.
I*oi-to* lo norte.
Dos porros do-sol esperado at o dia 12 do cor-
rente o vapor Guar, o qual depois da demora,
do c stume, seguir para os portos cima.
Para carca, encoinmendas, valores epassagei-
ros, dirjam-se ao-escriptorio da agencia, ra do
Vigario n. "1.
Pereira Vianna & C.
Agentes.
LEIL0ES.
lo publico.
A lieneficiada, summamente pensionada com; o
estudo do drama para o seu beneficio e outi s
que se acham em ensairis, pede desculpa de ndo
ir offenecer os seus bilhet'S eespera que as peas-
soas que desejarem coneorrer a sua festa artas-
tica, se dienirao mandar procura-Ios na cata
de sua residencia ra Bella n. 29, oo no es-
criptorio do theatro, onde esiaro dispoaicao do
puco.
Aviso.
Neste espectculo liaser um trem
nario at Apipucos.
extraarda-
AVISOS MARTIMOS
LEILO
DE
Um piano, 1 mobilia de Jacaranda, 1 dita de
mogno, I ditade a Sardio, todas eom lampos de
pedra, cadeiras de balando, 12 cadeiras douradas,
escarradeiras, jarros, tapetes e candieiros.
Urna cama franceza, I toilette, 1 lavatario, 2
guardas-vestido, 1 berro, cortinados para camas e
-colcha de damasco.
Urna mesa elstica, I guarda-louca, 2 aparado-
res, 12 cadeiras, louca para cha e jantar, copos,
clices e garrafas de crystal, bandejas, Flandres,
potes, c .iiiu i los outros objectos de casa de familia.
fina carteica para i pessoas e urna balanca.
Hoje
Por intervencao do agente Falo
No urtiiuzeiii da ra do Wigario
Tenorio n. Itt.
O Jeilao principiar s 10 l [2 horas.
Em continuacao
vender-se- ha urna victoria forte com arreios para
4 cavaHos, proprio para as estradas do centro.
LEUO
DE
i
Real companhia de paquetes
inglezes a vapor.
At o nia 27 do corrente espera-se da Euro-
pa o vapor iglcz Boyne, eoininandante Reeks,
o qual depois da demora do eostume, seguir
tara Buenos-Ayres, tocando nos portos da Bahia,
io de Janeiro e Montevideo.
t
No dia 28 do corrente, espera-se dos portos do
sul o vapor inglez Neta, commandante H. Bax,
o qual depois da demora do eostume seguir
para Southampton, tocando nos portos de S. Vi-
cente e Lisboa.
Para frates, passagens etc., trata-se na agencia,
rna do Commercio n. 10.
panos, mobilia?, muitos e .liiTe-
rentes movis, Jouqa, viilros
e urn cabriolet americano.
Por imencitodi) gente Pinto
Ja ra o Vigario Tenorio, armazem do sobrado
em que lew escriptorio o Sr. Joaquim Geraido
Bastos.
Pacific tan NavigalioniCompanj
Royal il.iil Steamers.
liinlut quipzenal
E' esperado da Europa at o dia 22 do eorrenle
o vapor Magellan, o qual depois da demora do eos-
tume seguir para o sul do imperio, Rio da Prata
e portos do Pacifico.
N. B. Nao se recebe passageiros nem carga
para os portos do snl emquanto durar a quaren-
tena no Rio da Prata : a tratar com os agentes
Wjlson Rowe 4 C, ra do Commercio n. 14.
mi
Para o referido porto pretende seguir com a pos-
sivel brevidade o patacho portnguez Lice por ter
a maior parte de seu carregaroento engajado, e
para o resto que lhe falta, que recebe s frete com-
modo, trata-se cem os consignatarios Joaquim Jos
Goncalves Beltro.' ra do Commercio n. 5.
Para o Aracaty
t ovo e muito uperjor palhabote Lemitta da
DE
urna victoria com arreios para quatro ca-
vados.
Iloje
Ao ueio dia em ponto.
Por intervencao do agente Pinto.
H Em frente do armazem da ra de Vigario n. 16,
onde haver leilo de moveos, louca e crystaes.
CONSTANDO DE :
foadapoloes, algo des, pan* .os,
casero ira?, sedas, cha les,
metas, brius e ouiras faj ;en-
das.
Sabbadot\ doorrente .
O agente Pinto cumpnnc lo o
mandado do IHm. Sr. i)r. jtaiz
de direito da l." vara civell, le-
gar a leUao poT conta e ri ico
desuero pertncer, as azen las
cima mencin idas, ava m virtiule do arrombame. uto
de um cano de ckumbo qae d
paasagem agua para o servi iqo
da companhia Recife Draii ia-
ge, e existentes em^eu eserip to-
irio, ra do Bom Jess ai. 4'5,
onde se effectuar o leilo.
Principiar as 10 l 2 hora s.
A..na Rosa de Jess Xunes
. braPaelicco.
Antonio Jos Coimbra
Guimaries, D. Augusta
Candida Gomes CoMMWl
e Antonio Nones Fe reir
Coimbra, tendo rec-hklo a
seSOTS^5- triste noticia do faitea-
ment, na cidade do Porto, de sua muito pn^ula
sobrinba e irma Anna Rosa de Jess Nones Griaa
kra Pacheco, mandam resar urna missa por sua
alma, sabbado 21 do crrante, trigsimo da av
seu fallecimento, s 8 horas da manila, na igr.ja
matriz do Corpo Santo, para assistir a qual *
dam seus parantes e amigos, eonfessanuo-inis
desde i seu eterno reconheci ment.
/,.f>. ino Bodoljilio IIelmdo de
Borba.
Tertuliano Delgado de Borba CavalcanleL Jorge
demente de Borba Cavalcante e seus irmaos au-
sentes, oonvidam a todos os seus parantes e ami-
gos e os do finado, a assistireiu as missas que
mandam celebrar s 8 horas do aia 26 do corren-
te, na matrir da villa da Escada, pela alma do seu
aunca esqaecido irmo Zefermo Rololpho Delgado
de Borba ; e desde j se confessam gratos a
aguarles que assistirem.
Arrrnda-se um sk) prtio 4a m*t* d j
ti,com boa casa e carm* 'pr
quein pretender lirip-^-' ao engrrhn r tar com o **u prar>riWio;_________________
Precisa-se d<- M b """
carrosa : a tratar aa rna
8, antiga ra do St*.
moni fan rmlirl-r '
4o ario V *. a*ja a.
Irci>;sa-e de olKciae*
na da lm|eraUiz n. 55.
Officiacs
ma iMMaiaria raarrza a
Precisa-'.' Al
de Marco
a m trir < : a i
S2
Casa para estabclnin
Tra neratrun. 3i, rna urna escrtl-nii- arma^
Lmarello, t.da envidra, a* e a*.#x i'r, '*
pa; estabelociinenU : a lratc *: ine-ma hi _
ai i'iimnfa n
Quatro
l.ages. ra
Aluga se unu rasa um
antos : a traUr MU ** %** 4a >*nh?
\a Vitarte n. :q, i* aMar._______
Sociedade tatholica.
Em nome e por deliberadlo da mesa provisoria
da socedade catholica que est sendo orgaateato,
A (iiicn
J. Ram-ts Marln.V
de commissoes (teposilo 4e
rem n. >0 da ra <') Virarte-
intcrt'ssar
ara p a*a -
Terrenos c casa na c\*\*V
ilTia de S. Mipiel
cenvido a todos os que se tem
esos, e as outras pessoas que queiram _
a dita ociedade, para que comparecam no dia
21 do corrente s 8 huras da iikiiiIm na igreja
de S. Pedro, afim de .assistirem a urna msa que
ser celebrada para s.>lcmnisar o 28. annrersp-
rio do chefe s.premo da igrcj.i.
A missa ser celehrada por S. Exc. Rvma. o Sr.
Bispo, pedido da mesa, e elle dar a bcn.;fw do
Santissimo Sacramento pos a missa, e ser de
poig entoado a eantoehao um Te-Denm andniHot
pelo mesmo motivo.
lieeife, 19 de junho de 187X
O I.* secretario,
Josii II. B. de Menezes.
So faz todo aaaK
, n^sta cidade : 1
inscripto como so- Dircita n. 99. tawr
perteiic'T
I i
l-l.l !-
;i ador x\y.
i
< r_
pisase
n S7.
Cozinheim.
de nn ni pnannacia
i
ai ga -.' mb earraaa mar
e i|uc coiinha l.nn. fz
easa : a tratar na roa l-.rfiV
andar.
eei... *"'
c -
ionrt. a )i
hi'ms para honieni
SABBADO 21 )DO CORRENTE.
ItIO 1| horas.
0 /agente Pinte levar a leilo urna caixa
30 pa res de botinas de Jbezerro paca homem.
Em seu escriptorio, ra do Bom Jess n 13.
eom
LEILO
Hoje
A'S 11 HORAS DA MANHA
A requerimento do curador'geral de auzentes,
e por despacho di lllm. Sr. Dr. juiz do auzentes,
0 agente Pinho Borges vender em leilo os mo-
vis pertencentes ao espolio de Antonia Theodo-
linda de Mello, constan 1o de urna mobilia de ama-
relio, < commoda, I cama franceza, 1 lavatorio,
1 marqnezo, I mesa, I cauide, 1 banheiro, tape-
te, espelhos, quadros, jarros, e muitos outros
objectos do uso domestico, existentes na casa n.
.. da traversa da ra de Principe e por traz do
palacio do bispo, onde ser effectuado o leilo no
dia cima.
DA
barea portugueza Despique [II, de 293 to-
neladas e 25,000 arrobas de carga, for-
rada de metal, encavilhada de- pi e co-
bre, com o seu massame e jpparelho
coplelo, e os mais artigos existentes na
mesma barca.
SEGNDA-FEIRA 23 DE 1UNHO
Na sala da entrada da associa^io com-
mercial.
s 11 horas.
0 agente Pinho Borges por mandado do lllm.
Sr. juiz de direito especial do eommercio, e a re-
urimento dos curadores fiseaes da massa fallida
eFerreira 4 Loureiro, e precedidas as formali-
dades Jegaes, vender a supradite barca com as
pertencas da mesma, a qual se aetia em frente do
rapiebe Cunta, exposta a exarue dos concurren-
tes.
LEILO
DE
FAZENDAS
e de 3 caixas com cassas de cores.
SEGUNDA-FEIRA 23 DO CORRENTE.
As 10 1[2 da manb
C O agente Pinho Borges levar a leilo as faen-
das cima declaradas e mais outras avariadas, e
outros artigos.
Em seu escriptorio, ra do Bom Jesu n. 53,
primeiro anlar.
Esta fgido o escravo Manoel, preto, 20 an-
nos, cambeta, tem um braco corladoo, cravo nos
ps e bebe agurdente : quem o pegar leve-o
seu senhor, na ra do Pilar n. 74, i* andar.
1 $afp" Est u-rjior
Fugio da casa dos abaixo assignados, no dia 17
do corrente s 3 horas da tarde o escravo Marti-
miao vindo da provincia do Piauhy para ser ven-
dido nesta cidade, por ordem e conta do Sr. Joao
Esteviw Seraine d'aquella provincia. O escravo
tem os signaes seguintes : idade de 25 a 3> an-
nos, altura regular, rosto eomprido, albos gran-
des, cabellos carapin* os. bocea e nariz regulares,
cor pret pouca barba, tem um signal preto c
chato na palpebra inferior do ollio direito. usa
funda por ser quebrado, luvou em dinheiro de
?) a 8 e a roupa do corpo ; suppoc-sc que
elle tomou o caminho de Pedias do Popo por ser
a direccao da provincia do Piauhv, donde na-
tural : quemo pegar entregne-o "na ea.-a n. :i
da ra do Baro da Victoria que ser bem remu-
nerado
Recite, 17 de junho de 1873.
Burlumaque, Araujo & C
Sociedade Montc-Pio Santo
Amaro.
Pe ordem do Sr. presidente sao comidos os
Srs. socios derla socedade a comparecerem do-
mingo 22 do correnta s II horas em ponto, para
em assembla geral tratar se da instillacio da
mesma, prestacao de contas e outros negocios de
urgencia.
Secretaria da Socedade Monte-Po Santo Ama-
ro, 19 de junho de 1873.
O secretario,
osc Alves de Mello.
= Precisa se de mu bmii eozin-Kir.
Primeiro do Urrn n. *.
Aluga-se iwi nv.i-que;
Duque de i^xas. .ja n. tt.
rsa
a tr-tar m ru .
Alaga-se nm escravo
Vidal de .Negreir '< n. '.':
-arrnrete tu
GMPRA*.
Comprase alguma< ra-a< i^p -i -
dos noc,-, ridade : a tratar ta loja 4a nal a*aay
de Cnxias n. ii.
C nnpra-M'
Dari
Rosario ii. II, fabrica de ci*arm.
\llfB(Jl.
Na na de Thom.. |. >iza. snl>ra4> a, M. >m-
trora da apaata, naapn-aa mna errara 4 .
30 anno di- idade. qne ;ai.a rotial-ar tfitn
mar ; e igualmente | toros que iiv-rem aliriniia nm as c.n4if4a< aca-
ma especfi das, q j.-ram Jtrqrir-v a wr mi ra
e casa j.i mencinala.
Irmac*.
Comprase nuil arma.'... ptra Uvema esa b-m
ta M : a tratar a roa do DaM 4e (jxia
mero II A.
VINDAS.
Franeiseo los de Lima, portnguez, caixeiro
dos Srs. Paria k Gomes, ra do Livramento n.
20, declara que havendo nesta cidade urna oulra
pessoa de igual nome, assignarse-ha de hoje em
diante Fraoeisco Jos Pereira Luna.
Leilo
J)AS
dividas da massa fallida de Joo Antonio
Ferreira, na importancia de 2:921C500
4 1 hora em ponto.
No armazn da ra do Vigario n. 16,
0 agente Pinto em comprimento do despacho
LEILO
DE
movis e predios
A saber :
Bons e difiranles movis, { piano, lou..a, finos
crystaes, quadros com Unas gravuras, objectos de
electro-pate, e truitos outros objectos de casa de
familia.
Um cabriolet americano e 1 vaca com cria.
QUINTA-FEIRA 26 DE JUNHO
Na Capunga,
casa n. ... da roa das Crioulas
William George Fennelly, tendo de fazer urna
yiagem Europa, levar a leii io por intervencao
do ag?te Pinto, os movis e mais objectos per-
tencentes e Intentes em casa de sua residencia
na CapoMa. ra oa Crioulas n. ...
s-As lOTji horas mo^^ V*rTi da estacao
do arco de anto Antaaio um tra.7! expresso que
servir de condaeco gratis para os Co2curronte8
o leilo.
0 Sr. Octavio Pereira
da Cunha, estudantedo 5.
anno da faculdade de direito,
queira apparecer nesta typo-
graphia a cumprir o que pro-
metteu.
IVeto e verde de superior qaaiidiil
na do '.'mniercin n ::1. f aaiiar
aaVar
Vende-se 100 are >< de multo : aa roa
va de Santa Rita, ribeira do peiir a. rt
Taverna.
junto a ribeira : a tratar aa meama.
Veode-se a taverna sita na rna do RatMi a
Jo : a tratar na mesma na m. W
Vende se urna taveraa
41 : a tratar na mesma.
aa nu 4 Raasjei a.
O Sr. Olympio Francis-
cisco de Mello, artista fogue-
teiro, rogado a apparecer
nesta typographia a negocio
que nao ignora.
Precisa-se de urna cozinhera, escrava, ou
forra : na rna da Penha n. 23, primeiro e sagun
do aneares.
Fogo de salo e artificiaL
Em caixas surtidas, nico rhrgiln esta aaaa -
vende-se i ra do Marqnei 4> 0tm4> a t. I
andar.
Para S. Joo e S. Pfdro
Na ra estreia do osario a. 3S
bolos enfeftados para iiri'atoH a
zer mandar fazer, sendo a
dias antes, tem para vender
ra enfeitar bolos, a dores
bolos, ludo por preco conraiudo,
aham promptos a quaJqaer kan a
tfMtapa.
Precisa-se alngar urna casa, meia-agna, ou
mesmo um quarto, porm que seja : na ra de
S. Jos, Santa Cecilia, nova e velha de Santa Rita,
N'ogueira, Viracio, travessa de S. Jos, ra das
Calcadas e da Assumpcae : a tratar na ribeira de
S. Jos, com o arrematante.
Precisa-se de um caixeiro com pratica de ta-
verna, de 12 a 15 annos de idade e que d fiador
a sua conducta ; na ra de S. Jlo, esquina do
pecco das torroas.
Vende se urna ptqoeaa casa
dos Guararpes n. 21 : a tratar aa rna a % Jar-
ge n. 19, anga ra do t'tllar, eai Para > I
Amendoas de Lisboa
Vende-se amendoas coafaiti
aortes : roa Nova n 3.__________
- Na ra de S. Fraadseo, ukiaao
70, ha para vender urna escrava i
as habilidades.
Cerouas francesas com Bo-
fo 1|000
Na roa da Impentiisa. *, k#da m I


6
IKaitib $fe ^mftmbud:-jexiia>feira-aftiiG.iaiU) ale <1MS.'
HURTIHESTO
E
MEDICINA
Preparado por
.amnnn kemd
para tbisica e
toda a qualidade
dedoencas, quer
i soja na garganta,
I peito ou bofes.
Expressamente
escolbido dos me-
lhores ligados do[
quaes se extrae
o oleo no banco
da Terra Nova
purificado chimi-
icalmente, o suas
Jvaluavoispropri-
redades conserva-
das com todo o
cuidado, om todo
a f rascosa grn-
teperfeitamen-
te puro.
Este oleo tem
sido subinettido
a um exame mui-
to severo, polo
chioiico de nuis
talento, do gjo-
verno hespauhol
em Cuba e fui
pronunciado por
elle a conter
MAIOR PORCAO 'IODINA
do que outro qualquor oleo, que elle tem
examinado
IODINO UM PODER SALVADOR.
Em todo o oleo de ligado do bacalbo, e na-
quello no qual contm a maior porfo desta
invalnavel propriedade, o uuico moio para
curar todas as duendas de
GARGANTA, PEITO, BOFES, FIGADO,
Phtysica, bronchistes, jtsthma, catharrbo,
tosso, resfriamentos, ele.
Uns poucos frascos.d carnes ao muito
magro que seja, clarea a vista, e d vigor
a todo o corpo. Nenhum outro artigo co-
nhecido na medicina ou sciencia, d tanto
nuliinento ao systema o iucommodando quasi
_ nada o estomago.
As pessoas cuja organisaco tem sido des-
truida pelas affec^aes das
ESCRFULAS OU RIIEUMATISMO
o todas aquellas, cuja digesto se acha com-
pletamente desarramada, devom lomar
OQLEQ DE FIGADO DE BACALUO
ni:
LA.NMAN KKMP
Se 6 que di.'S-'jam ver-se livres e isentas de
enermidades.
Acl:a-se venda em todas as boticas e
droyarias. II, Fulgor & C, agentes.
SGftEDO ECONOMA E CBLERrD*ADE
Obtonv-60 com o uso
DA
INJECCA0 SHOST
nica, hygicnica, radical einfallival na cu-
ra das gonorbeas, flores brancas e fluxos de
toda especie, recentes ou ehronicas; e que
offerece como garanta de salutares resultados
a continuada applicacao que sempre com a
maior vantagem se tem feito della noshos-
pitaes de Pars.
nico deposito para o Brasil, Barthotomau
& C, ra Larga do Rosario n. 34.
Xarope d'agrio ao fa:
Antigoe conceituado medicaento -pata
cura das. mojestias dos oj gaos respiratorio,
como a phtysica, bronchites, asthma, etc.,
applicado ainda cora ptimos resultados o
escorbuto.
Vende-se na pharmacia e drogara de Bar-
tholomeu & C, ra Larga lo Rosario n. Jty.
t .ii
DE JBO-WB
OAJI3JD0K nmm
, IRMOS
NICOS
A*
Rival sem segando.
Cheg'ram tgulbas para maehinasvdo fabricante
Crower & Baker. Dzia por *OOU.
BICHAS DE HAMBRGO
As mais recentes e mlhore.
Vendem-se na pharmacia o drogara de Bar*
tholoraeu & C, ra Larga dosario oiln. 34.
Na ra da Impefatriz n. 6,
loja ne Iouca de Sebastiao Marques do sc
ment, vende-se em' porcoes grandes ou reto
tho todo Iouca existente na roesma, por preeos
muito diminutos por ter o misino pnoprfcferio
de faier urna viagem a Europa a tratar,de stw
sade; portanto, todos os freguezes que precisar
de se sorlir destes artlgos, apresentem-se quanto
antes.
;*te^ 28
As majf^^{||JL mais baratas ^melhores do mundo!
Na e:rp$sicto~ de Pars, m 1*86%* ^bi concedido a
Elias Qpw Jnior, a rn,e$#l_^dj3Duro ce a condecora-
. jji^tda Legiio de Honra, por seren as machinas mais per.
feitas do auado.
A-BtBiMha de ouro, conferida a E. Howe Jnior/nos
Esadosrloidos porse_,en*fi>tor da matfcina de
eos-
O 1NEXTINGUIVEL

Au
Florida
Cassas avariadas a 240 re.
o covado.
O Pavao vende finissimas cassas rancezas do
cores com os mais delicados padroes, por trem
um pequeno toque de avaria de agua doce, pele
barato proio do doze vinteos o covado. pecfiin-
cha : na loja do Pavao, rua da Iwpffrariz c.
Ani3ral. nabuco C. vendein bandeijas eme-
os tamanhos, para c copos, bolas, etc., eh\, e
um completo sottimento de Matos, oabaze*r. etc.,
de vimo, e rotim para flores, costuras, p*,Mc.,
etc. : no bazar victoria, ra do Baro da Vtctonsk
numero 1
Vende-se o bem conhet-Jdo hotel' chinea: em
a ra larga do Rosario n; 31, l" andar : & tratar
no meino hotel.
Taverna.
"Vndese a da ra Direfta a. 7t, ten 000608
fundos, c bem afregaezada : a tratar na mes-
ma.

.
.
agaa
BE
SUBBAY 4k LAWMAW.
tilia ma dislilluro das mais raras flo-
iv- tos trpicos. Contm, para assim di-
/.;, quasi o oddr odorfero das flores do
trapicoda kmerca, csua fragancia 6 quasi
inexhausta ainda tuesmo por continuada
evaporaoo c diffasio. N'este respeito
incomparavel a qualquer ouiro perfume
que ha de venda para :
DESMAIOS, ATAQUES NERVOSOS, bOR
BE CABECA, DILIDAM E
HISTRICOS.
um certo e ligeiro allivio. Com o bom
ton, tora conservado sua influencia para
cii i do vinto e cinco anuos sobre todos os
perfumes, as Indias Occideotaes, Cuba,
Mi .km. imerica Central, c do Sul c. nos
com to'a a confianza o reeommendamps
como um artigo, poloseu aroma muito de-
lica : i i m de o;!or e permanencia, nao
pode ser igualado. Tambem fez remover
da pello :
ASPEREZAS, EMPOLAS,
QUEIMADRAS 1 SOL,
SARDAS E BORBULHAS.
S ndo redunda com agua, so torna urna
excellente mistura para banbar a pello,
dandt) un afoscado e cor clara a- complei-
^ao tblada, seuJo applicada depois de
barb ar, evita a irritnao que geralmente
occorre, assim corno tambem garganteando-
s o cheiro do cigarro desapparece, e me-
litora a -on.li'jo dos dentes e gengivas.
Gomo ha uniitus iinitacos, as quaes nao
possuem uoohumas d'estas' propriedades,
.....se tomar cuidado e contar smente o
o Eamoso perfumee cosmtico do sul da
America, chamado:
4(11!A FLORIDA
l)K
ilURR.tY Llflllll.
So acha venda em todos odroguistasj |
o perfumaras da moda.
Merino preto a 800 rs. o co-
vado.
Merino preto a 800 rs. o covado; jwopriO'jara^.
vestido serve para lulo, por ser'se* rastro, na loja
das 6 portas em frente do Livramento.
Entremeios, tiras e bicos a
500 rs. ape^a.
Vcndc-se entremeios, tirase bicos horcados a
retroz, proprios para enfeitar vestidos, e roupi-
nhas de crio^a, pelo baratsimo preco de'SOO rs.
a peca na loja das 6 portas em- frente do Livra-
mento, daose peras a moslra rom penhor.______
Lzinhasescocezasa^80
rs. o covado.
Ra do Crespo n. 20.
Listabas escocozas, padroes inteiramente no-
vos, pelo diminuto preco de 280 rs. o covado, &
pechincha e do-se amostras na loja de Guilher
me C. da Cunta c ('.______
A medalha.->douio estas maobjoa*.
A "$
Cabe-wt-dv,.d-aonuii('jr que a componha da# machinas A owe de- Kova-
lotk, estAelecen nesta-ckWo i*tm Raro d Victori* b. k28, un deposito e agencia
geral, para em- Peniambueo e mais provincias se vendecew as afamadas machinas de cos-
tara dfrlow#'.--Esta&iahBas sao JMstiunente preciadas- pek perfoica de seu tranalho.
empregandjs^nia' afl^>mfis curta cem- e pela intrf dpa^tq dos jm^aperfeiroatlost apparehcs, estamos actualmente habilitados a
offerecer ao-eewie1 JipWci *lo melhores- machinas do- mundo.
Msvimkige$.ktas7mcMm9SM m segwmles:
U Primeira.0puWieo sabe^w ellas sio duradourae>. para 6to prova incontestaveU-a
ircwmstancia 33-nunca teren apparecido-no mercad machites d Hewe em segan
da-mee.
,SB0upda.r-r<(IonteH o joaterialpnecisp-para repararqualquerdesarranjei-
Terceir*..14 aellas-menir riftco entre as diversas-pesas, e menos- rpido estrago
de-qnenas'outras.
Oarta.Formara o. ponto eonwse' fra-ferto m
- -Quinta.'iermttteqoese examine o'tnabalho de ambos os fiosy. o que se-nocousegu
nas-ottras.
Seifca.Fazenvpaniatmndoem casemira} atrafcsa*lo o fio de um A-owtro lado,
e logo em seguida* sem mcxfciicar-se a tensao da linha etnom a feneuda mais
fina.
t i8flUma*^0comf*es66i4itevantado com maior faeiBdade, qaando se tende mudar
de aguha ao comecar nova costura.
Oitav.ill-Moitss"companhias de machinas-de costura, tena tido> pocas de-grandeza e
decadencia. Machinas outr'ora populares, sao boje quasi leseonheoidas, outras'Soffreram
ra udan^as railioaes para twderem substituir : entretanto a companbia das machina de llowe
ad optando a opinio de Elias Hov/e, mestre em artes meeMBcas, tem constantemente
a'gmentadoo-seu* fabreo','e*hoje nSe atiende a procura, postoque faca 60O- machinas
por dia.
do B-aro da Yictoria n;
Vende-se
urna escrava prcta, excellente eozinheira e lavth
deira, sahendo tambem engommar, com nma Alba
de 9 annos de idade. tambem preta, viada recen-
temeute do Maranhao : ipiem pretender compra-
as, dirija-so rua da imperante n. 36.________
GRiNE I0T1DADE
Santo Antonio, S. JooeS.
Pedro.
PROFECAS 1LLUSTRADAS
GeUeecoes de nova* surtes iufallivcis, contendo
cada Cf)lfei-;) Gi cartas, onde se achan estampa-
das cari Muirs engranadas e espirituosas sortes
destinadas aosdivartimentos das noites de Santo
AuImiih" S. Joao e S. l'edro. A cada collecro
aeaoipanti > na tabella e ama explicaca para
Ojogo. A' iiuni-se venda pelo diminuto preco
ao o beguiates casas : livrarias franceza,
mvers;'. ecototnlca, industrial o acadmica ; rua
Nova ns. -j, ). c 6J ; rua do Imperador n. 71 ;
rua do Creo u. 23 ; arco da Lonceicao n. 2, a
caes 22 de Xuvcmbro, armazem do Pires._______
Manfeiga
O campo-alegre, pateo do Carmo n 2, vende
manteiga ingleza flor a 50) rs. a lihr ; a ella,
para os boto de S. Joao e S. Pedro.
Cha preto denominado padre, o mcl'nor que-ha
neste genero, sem aroma, estranho e muito seme-
ntante ao verde, sem todava ter a adstringancia
deste. E' preferir! a qualquer cha preto, con-
forme o gosto de qnem Selle usa. Na rua esrreita
do Rosario n. 12, onde sempre encontrarlo todas
as qualidades de cha verde o preto, e tambera o
tnelhor vinho do Port. <
Ntoha mais cabellos
braucos.
TINTURARA JAPONEZA. .
Se nica approvada pelas academias de
sciencias, reconhecida superior a toda 'que
tem apparecido at boje. Deposito princi-
pal rua da Cadeia do Recite, hoje Mr-
quez de Olinda, n. 51, "l. andar, e em
todas as boticas e casas de cabellen
reiro._______________________________
Joaquim F. dos Santos Coimbra Guimaraes,
vende em se escriptorio rua do Mrquez de
Olinda n. 3 l." andar :
taf do llio
Cha em latas de 1 libra
Fumo em latas
Farinha de-mandioca
Vinho de Thnmar, em decimos- ______
Papis com estalos para sortes
rua doom Jess n. 13.
vende* se na
la
Papel arrt-ndado nara enfeitar bolos : ven-
e na rua do Bom Jess n. 13.
Vende-se
urna aaM torrea sHa na cidade de Olinda, na rua
do 3ario o Vera Cruz, antigamonte rua i-Jago
da Bola, com 2 salas e 2 quartos que fez frente
para o poenu e faudo para cr nwpente, com o.
palmos do frente,-e um terreno contiguo com 15?
palmos e meio tte funlo, em cuSo proprio : quera
pretender dirija-se Qdeira da Misericordia n. 9.
HesjH'i'iliiia
Verdadeiro bter hesperidina, superior e acre-
ditado : venda no armazem de Tasso Irmaos S
C, rua do Amorim n. 37_____________
l
f
Manteiga ingleza a 1$000
e 800 rs.
Vende-se no armazem de molhados Concerdia
e Cemmercio praca do Mrquez do Herval
n^J,_____________________________________-
Para os bollos de S. Joo e
S. l'edro.
Manteiga ingleza a 1*000, 800 rs. e 640, ditaj
franceza a 64o, 720 e 8 rs.,-queijos do ieimo
vapor a 28100, vinho Figueira, garrafa 500 n.
e cmada 3*800, o malhor que se ^eie eselar
neste genero, e outros muitos genero^ que se tem
vista : cheguem que peehtncha, tudo dinhei-
vista : rua de Santo Amaro n. 8.
..... n
Tabocas.
BAZAS -M RUA DIMTA
fflOJE
DAS N. 5!.
Este estheletironto sortpre solicito em 'fjfferecer a concurrencia do respeitavel pu-
blico um completo sortimento de miudezas, calcado francez, chapeos e quinquilharias a
preQOs os oiais ratoaveipssivois, para o que- weebe -quasi tollos o& seus artigos do pro-
pria encommenda da Europa c America, vem dar oubliedade dealguns artigos-por cujos
preco'shora se podo avaharos preeos d<& outros^muitus que se orr.aria enfadonho pu-
blicar.
Mll^BEZAS. MIUOEZAS.
La para-bordar, daSnrihor qualidade, 11 Brincos dito de dito por 25560.
libra por o5O0. "Botos (fe setim prGtos e do cores, a 800
Agnlbafrfranczi^.ro_dodOi>radtacai-.. ol00Oaduzia. ["
xinha com 4 papes-a'-M rs., 240 -o. l'ran3as brancas de seda de todas ns lar-
Voltas de fita'de: vetttrV, ebm. lindos co-:Uflr"s a i^00 e 1?f400 metro-
Ditas de cores e pretas a 800 rs. e 1#000 o
metro.
Gales-pretos de seda, de muito gosto de
800 rs. a, 15000 o metro.
CALCADO FRANCEZ.
Botiiins pretas gaspeadas, para senhora, aj
45500. o par.
Ditas ditas de duraque, gaspeadas, canno
alto, a.55000.
Ditas pretas enfohadas,. ultima moda, a
65000.
Bitas dita de-cores, canno alio, enfeitadas,
a5500,
Ditas paras meninos,, pretas e de eflres, a
35 e 45000.
Completo sorlimentodo calcado de-case-
mira, Chartt, tapete e tranca, mais barato
10 % d qwe em oi*tra qualquer paute.
CUAPEOS.
Ricos hnpos dte palha d'ltalia, para se-
nhura, a 11500(1
Di tos. di tos pallia e6cura, da ultisia moda
a 165W0.
Completo sortinaenlo de chapeceinhos para
meninas e senhoras, de 25800 a 55000.
Chapeos de sol do seda, inglezes, caho.de-
marftm a 165000.
Ditos dito de merino, cabo de metal mui-
to bonito a 55500.
Ditos'dito dn-seda para senhora, ebo de
madeira, a 65000.
Ditas dito cabo de marm a T000.
nWiRSeSJlRTIGOS,
Granadino para vestidos, fazenda da ulti-
ma moda, com listras de seda, a G50 o ca-
vad*.
Pannos de crochet para cadeiras, a 15800
e 25000 cada um.
Ditos para sota, a 35 e 45000.
Toalhas delinho para rosto, a 15300 cada
urna.
Ditas de elgodo alcoxeados, a 640 rs.
CoUas de crochet para cama de casal, a
5000.
Fogos artificiaes
Soma A GuimarSes, rna Nova n. 39, ayisatn os
seus freguezes. que receberam um bonito
ment de fogos chneles proprios para s
assim como tambcni-taji.unicompleto sorti
de fogos nacionaas dus millares fabricantes
capital para os festejos de Santo Antonio
rac,es fingindo 'naureperola, a 500 rs.
Voltas para o.pescoco,'fingindo camafeu^
compaahadas obm.t'jar de brincos seme-
lhante, tudo por 5aO.
Linha branca d OO jardfr-era carriteis,.
propria para costura de machina, a 800 rs,
a duzia.
Dito de *lila de Alexandi-j, numera^oa
gosto do fregu a 1^100 a-duzia.
Diademas dourados de 45500 a 3500O*.
Ditos de tartaruga coaj flores a 25000.
' Dito* com bc-rboletas a, 15400.
Brincos encarnados l par por 500 s.
Ditos de-plaqu! dfe 800 rs. a 25000.
Ditos doo_ados, du__ do pares, a 15500
o 25000.,
Voltas de aljofares; aero brincos, a _f500u.
Ditas de ditos com,or*coes a 15000.
Ditas'de ditos de conlas com cassoletas a
800 rs.
Rosetas de plaqut 15 e 15500 o par.
Gravatas -dejada para senhoras do 15-00
a 25000. *> fTr:
Paruresdir,.U?s.para cabera e peito
a 35 e 450&0.
Entremeios e babdinhos bordados de 360
rs. a25WTOat*on. |
Gales de seda brancos e do cores, de
15500 a 25500 a peca.
Ditos de algodo e seda, do 15 a 15400
apega.
Ditos de algodo, a 100 e SO* re. a peca.
Trancinhas de cores, a 100 e&Ors. a
pega.
Leques do .marm a 55 e 85000.
Ditos do sandaloj .4^00,
Ditos da madeira imitando, a 2?000.
Ditos de napeiluas a IfiiOO.
Coques para senhora, a 35, 35-100 e 45-
AderecoB fingindo coral, compondo-se de
alltneto e briaoos i*r 2JBM.
Dito dft prelfcsfor _55l)6.
Ditos de plaqt,'_)^Dndo-se dealfinele
e brinco, sendo de muito gosto, por 55000.
Vndese 3,000 duzias do tabocas para bosca-
jes e pistolas : na rua das Flore n. 20, epf ha-
ratissimo prefo.
NAO se vende anda i
Vende-se a taverna da rua Dlreita n. 75, ou
smente a armado, vontad do coHiprador ;
tratar na mesma,
Santo Antonio. & Joao
e t Peito.
Atnaral, Nabuco C. yendem sones para d|-
vertimentD e'festejos das'noutes de ?anto Awoni,
S.:Joio 'e:S. Pedro, svstema Tourftelio fiunn-
blet te, So 4s mais enffracadatlue ten vindp
ao mercado e pw??'89 ?*& s*1*0 ** ?
caixas He cenlwtpa-*_iiam e b/ki de papal
proprios pera WiminariJea' campestres, te. et.
atlixh do .arao4 tjtona n. 4, fia e s. Pedro, assim
_B__l________
sorti
salloes;
ment
desta
S. Joio
coHp baralhos de sortes com
Vende-se un sbr"ad W a ma da Imperatrii n. i, loja.
Pede obter em pouco tempo com onodo loor det eoreaa
Faz'oito ancos qoe conbecido esta precioso Inico, e difficil achar
que, toudo experimentado pesaoalmente, nao falle m seo lavor, j cono
e apeftdor, tomando um calix della aDls de jantar, ou cono ici'itadtr
toma_d-se depois.
i
ABA
dar HESPERIDINA a LARANJA AMAHGA.-nSo ha um s hiMUnta do BRASIL (I
especial das araojas) qoe d5o conhsea is propriedades mediemae ds doorada
ora bem, a
em sea estado natnral tem nm ffosto poaco agradavel, e o mrito da Heaperhliaa caa-
siste em retor suas boas propriedades. e.ao mesmo lempo apraaantada como
EXQUISITO LICOR
A HESPERIDINA como INDUSTRIA NACIONAL oso tem nada qoe *jaf a.
melhores importaeoes europeas de calbegoria semelhaole. Estis, qoaodo moto, pea**
ser gostoeas, porem a Hesperidina a combinacSo perfeita do
ACRADAYEL E SAODAyIL
Para prova de qot Has tftgr_o qual pde-se ter inteira cooteocs, por ser tur
e innocente, basta dizer-se qtre foi phwamenle approvada e anlorisada pela
JUNTA DE HYGIEKE
do Rio de Janeiro, permlmdo sua livre elaborarlo no loperio; outr
llflV PROVA
a atceitacio geral que tem em todas as partes onde apresenUda. te 4#M Me*
leceo-se a primen-a fabrica em Buenos-Arres; em 1869 a seronda en a-MeM);
do dia da ebegada de S. M. 0 IMPERADO i_aogaroa*e. a- taoriea q MlaM_--i>
trabalha na curte. Em Valparaizo e em toda s costa do Pacifico tem fio acosittct
tanto qoe rara a casa qoe considera completo seo aparador tom amfmtm> e
HESPER101A
O homem wlh toma Hesperidina para obter
VIGOR
O bomem doettt loma Hesperidina para obter
O bomem dbil tema Hesperidina para obter
FORCA
Ncs bailes as donzellas e os mocos tomam a Heeperidini pora obter boa c-V
anim; icao dorante oa loncos gyros da
BARROS JNIOR d- C, rua do Vigario Tenorio n. 7, i' afitrn, roceberaa mu
grend e especifico, e Ventwm-no nos depsitos seguate.:
Joaquim Perreira Lobo, roa da Imperatriz.
Zeferino Carneiro, rua do Goramercio.
Marcelino Jos Goncalves da Fonie, rua da Cadeia o. S.
Antonio Gomes Pire C., roa da Cadeia.
Antn Gomes Pires 4 C., caes 2_ d' Novemfiro.
Gomes Irmao hotel da'Tawagem.
LIQUIDACAO PARA ACAlAK
DE
ROITPAS FEITAS E FAZENDAS
Bar
DO
ao
da Victoria
\NT1GA RUA NOVA.
II.
\
flo armaze? de Joaijiiim Lupes Inclwilo *i
Travessa do Corpo
Santo _T. 25.
Vapores locomoveis de forca de 2 a 4 ravaltos.
Gorreias para machinas.
Polias de diversos tamanhos.
^aquetas para cobertos de carros.
Solas de instro para guarda lama.
fontas de tanca para carro.
Chicotes para carro.
Gales largo c estreito para carro.
fregos com cabera de marftm, dem.
2 ARua do CabugN.
DE
BARROS I II.Ht>
Acbando-se completamente reformado este estabelocimento, e
'tendo os seus proprtetarios feito urna importante acauisicAo de
joias as mais modernas viudas ao mercado, e de qualidade p*
res, canvidam ao respeitavel publico a fazer urna visita ao sra es-
tabelccimento, afim de apreciar e comprar urna joia de forte por
preQorazoaTel.

craveiros. voadores, lindas rodas dobradas e sin
filas, pistolas de variadas cores, e outros rtio* 5^'n)r --
e logos arliflciaes, preparados _a aatiga tabrka *^
Amendoas coiifeitadM a II
a libra.
Na armozea Meiidai : roa #> Xm^enm
n i WL
a tratar aa roa Ao Pmr
d. 14.
da viva Ruflno, na estrada de Joao de Barros
encontrara-a m-armazem da boJa imarelia, tra
vessa da rua do Imperador,
Vtode-sa um pian 4e i
: a tratar na rua 4a OoqwfJ


V
6irio-de-PtertkmJ6rtitr -^- 9ei*(-ii'ar2W#'IJ!flMii 4 M'
7
f

C*
*
EUA DO MI N. 82
(Passando o chafariz)
PtEM AOS seoboree de englobo e utros agricultores, 6 mpregadjres de m
einismo o favor de orna visita a sea eiUbelecHnento, para verem o aovo sortimento
ornla* qoeahi la; sendo todo sopertor em qnalidade e (ortido; o que coma ios
jeccio pesa >al pode-se verificar.
ESPECIAL ATTENgOAO NUMERO E LUGAR DE SUA FUNDICO
VflJinrAft fl Fds d'aOTTa clns maismoieruOS systemas e em ta-
'U"* *a ** aa/u Utt&u' marohos convenientes para as diversas
:.rcattQC!as dos seoborea proprietartes e pira dcscarofar algodao. gg
M08Ild&S d.G Calina de tod0S 8 ,amaDhos' as^raelnores qoe aqoi
Sodas dentadas paraaQ'maes'agaeT3pr
Ra d a. Inip e rar iz n. 7.2
DE
Lourenco Pcreiril
.
es

Taixas de ferro fundido, batido e de cobre.
Alambiques 9 fundos de alambiques
Mfl.fth TI i QTTI nq para mandioca e algodao,I Podendo^ todos
4*mwuiuabiiav>9 epipjger/armnieira. f ser movidos a m5o
"Rtltlhftft por aga3' nVr'
iwuiuua de-patente, garantidas........ |bu aniraaes.
TodaS aS maChinaS. P^^esecostoma precisar.
Faz qualqner concert d8 j**"""*a w mD resamid0-
PYPTOQQ A ffWC lem as m6'ores e ma'3 baratas existentes no raer-
PnpfMYlTTIOTlflQQ lncambe-se de mandar vir qnalqner machinismo von-
CiUbUlIlIIIOliUaS* tade dos clientes, lembrsndo-bes a vantagem de fazerem
tuas compras por intermedio de pessoa entendida, e que em qualqner necessidade pode
tea prestar auxilio.
Arados americanos' e iD8trnffieQ!09 ^rfco,as-
RA DO BRUM N. 52
PASSANDO O CHAFARIZ
Declara a seus freguezes quetem-rcsohtido vender o mais barato qoe fbr possivel! a
saber:
CHITAS A 160 E 200 US. O COYA!l)0. [ CORTESOB-BWM'DR'CORB A1M560.
Vende-sc chitas francezes largas cor to-j Vende-se cortes de brrm de cores para
que de avaria, a 180 20O o aovado. Di>- cib*a;. a 100 > 2*0O.
BOTICAS A 3&000.
Veude-sc botinas pata senhoras, a 3#000 e
A Predilecta,
tas limpas a 240, 280 e 820 rs. o covada:
CASSAS FRANCEZAS A 320 R.
Vende-so cassas francezas a 320 e 360 rs.! 3500y a ellas antes que .se aeabem.
o covado. ttOUPA FEVPA NACIONAL.
LSINHAS A 200 RS. Vende-se camisas brancas, a 19600, 29,
Vend-se lasinhas de cores para vestido? 2?500, .'RJOOO e AtMrOft.
a 200, 380, 400 e 500 rs. o covado. Calcas de easemirasde cores, a 5^ 6* e
ALPACAS A 400 RS. 17?>00O.
Vende-se alpacas para vestidos a 400, 500'/ Coletos de caertIra, a 29; 2*500, 39 e
640 e 800 rs: o covado. f 4-5000.
COBEUTAS DE CHITAS A 19600. Palitts de caserrUra, a 49, 69e 89000.
Vende-se cobertas do chitas de cores, a Seroulas a 1<5 e 19600.
19600 o 29000. Ditas de pello a 19400.! BIHM"DK'COR'ES'A^4 RS.
Colxas de cores a 19200, 29500 e 49500. Vende-se brim de todas as cores a 440
CHALES DE LA A 80O RS. rs. o ovad.
Vende-se chales de l de quadrds a 800' HNCOS BRANCOS A 29000 A DUZIA.
rs. e 19000. Vende-se a d'irzia de lem;os brancos', a
Ditos de merino a 29, 39, 49 o 59000. 29000. Ditos com barras de cores a 39000.
CAMBRAIA BRANCA A 39000. i Ditos de linho a 59000.
Vende-se peas do cambraia branca trans- TOAtftfcfl A 800 RS.
MIUDEZAS.
Soares Leite & Irmos, pedem as Exmas
de ura completo sortimento de miudezas e
saber :
Ca xa de linha branca muito boa com 40
novellos, a 500 rs.
dem idem de marca, a 200 rs.
Maco de fita chineza, a 900 rs.
Duzia de pecas de cordo imperial, a
180 rs.
dem em carritel de linha branca, a 320
.
dem idem carritel 200 jardas, a 19000.
Lamparillas gaz, dando urna luz muito
boa, a 19000.
Abotoaduras para collete*(so baratas), a
200 rs.
Duzia de pecas de trancas caracol branca,'
400 rs.
dem idem lisas, a 200 rs.
Fita de velludo de todas as cores e largu-
ras.
dem idem de sarja idem idem.
Talheres cabe de viado (iraitaco) a 39000
duzia.
Duzia de baralhos francezes canto doura-
do, a 39600.
dem idembeira lisa, a 29500.
Grinaldas para casamento, a 29 e 59000.
Garrafa de tinta roa extra-fina, a 19000.
Caixa de botes de osso para calca, a
100 ai.
Coques modernos, a 39500.
Mago de tranca lisa de cores, a 2i0 rs.
Espelhos-toucadores, a 29000.
Resma de papel pautado o liso, a 29600,
19800, 39500, 49000 e 69000.
Caixa de papel amisade, a 600 rs.
dem idem idem boira dourada, a 800 rs.
i',aixa de en velones forrados, a 700 rs.
Luvas do pellica com pequeo toque, a
SOO rs. t 19000.
familias desta cidade, para virem sortir-se
perfumaras, por precos baratissimos, a
Caixa de pennas Perry, a 800 rs.
dem idem, a 400 rs.
Caixa de envelopes trajados de preto, a
500 rs.
Leques para senhoras, a 29000 e 49000
dem idem de osso, a 69000 e 89000.
Indispensaveis de couro da Russia, a
109000.
.ivros para notas, a 320.
Redes enfeitadas, a 19300.
Duzia de collarinhos bordados para ho-
rnera, a 89000.
dem idem lisos, a 69000.
PERFUMARAS.
Garrafa de agua florida verdadeira a 19300
dem kananga do Japo, a lj*200.
dem divina, a 19000 e 19200.
dem idem Magdalena (novidade) a 19500.
Frasco com tnico oriental a 19000.
dem de oleo Oriza verdadeiro, a 19000.
dem idem anlique muito b >m, a 400 rs.
Opiata muito boa, a 19, 19500 e 29000
o frasco.
Caira de pos para dentes, a 200 rs.
dem idem de pos cbinez, muito bom, a
500 rs. e 19000.
Maco de sabonetes inglezes muito, supe-
riores, a 600 rs.
Duzia de sabonetes de amendoa, a 29500
e 39600.
dem de sabonetes de anjinho transparen-
tes, a 29200.
dem de sabonetes com flores, a 19500.
Lindas e elegantes caixinhas com perfu-
mes do autor E. Cudray e Gell Frres, pro-
prias para presentes.
Sabonetes Glycerino transparentes, 19
Chapeos para senhoras e meninas.
prenles e tapa-la, a .19, 39500, 49,' 49500,
59 e 6900O.
SAIAS BRANCAS A 29000.
Vende-se saias brancas e de cores, para
senhoras, a 29000 e 2900.
BO.NETS A 300 US.
Vende-se bonets preloS do seda para ho-
mens, a 500 rs. Chapeos de palito, pello c
massa, a 29, 2930O, 900o e 49000.
MAAPOLAO A 39000.
Vende-se pegas de madapolo entestado a
39000. Ditos inglezes para os preces de
49i 49500, 59, 6900O e 79000.
ALGODAO A 39500.
- Vende-se pegas de algodo, a 39500, 49,
e 59000.
BRAMANTE A 19600.
Vende-se bramanto com 10 palmos de
largura para lencol, a 19000, 29 c 29300 o
metro.
GRANDE LIQUIDACO DE SABONETES 280 RS.
Vende-se urna grande porgao de sabone-
tes inglezes, a 200 rs. Ditos francezes ern
cheiro a 320 e 500 rs.
Agua de colonia,>200, 320 o 500 rs. o
frasco para liquidar, e outros extractos
muito barato.
Vonde-se toalhas para rosto, a 800 rs. e
19000.
GRVVATAS DE SEDA PflETA A 500 RS.
Vende-se gravatas do seda preta, a 508
rs. cada urna.
CHITAS PARACOBERTA A 280 RS.
Venderse chita para coberta, a 280 e 320
rs. o covado.
BONETS PARA MENINOS A 19500:
Vcnde-se onetes para meninos a 19500.
ESPARTILUOS PARA.SENHORA A 39500.
\ ende se espartilhos para sen hora, &
39500.
PENTES A 320 RS.
Vende-se pentes de alisar, a 240, 320. e
400 rs.
POS DE ARROZ A 240 RS.
Vende-se pa da,afroz eacaixa, a 240
rs., para liquidar.
ESI'ELHOS A 240 US.
Vende-se espelhos de diversos tamanbos,
a2i0e320irs.
TESOLRAS A 320 RS.
Vende-se tesouras de diversos tamanbos,
o 320 e 500 rs;, para liquidar, o outros
muites.araigos que se vendo barato para li-
quidagao de facturas.

FAZENDAS PARA ACABAR
Na ra do Crespo 20.
Gmlherme Carneiro da CunJia 6.s
no empenho de'bem servir aos .eus fre 4* publico em gerat tem procurado prover-se do
uc ha de melhor o da ultima moda, iiu- mrca-
os de Europa para uipp-lo aqu venda, cer-
los da que os stus artigo* serio beni apreciados
pelos' amantes do bom c barato ; passa a ennu
merar-alguna cl'eHlre el les, eoiao sejam :
ALBUAS, os mais ricos qu tem vindo a este
mercado, com capas de madreperola,
tartaruga, marlim, velludo e chagrn.
ADEREC09 protos e VoHas proprias para luto ;
assim como, um Um.to sortimento de
ditos de plaqu, obra tiua e muito bem
acabada.
BOTES jara pttnliof, o que fc pO'lo dOPjar de
melhor em plaqu,, tartaruga, madre-
perda, marlim e osso.
BOLEAS de velludo, seda, pallia e cliagrin,
ha de mais moderno e 1 ndas.
BICOS do seda e de algodao, tauto branco como
preto, de variados desenhos
CASSOLETAS prctas de metal e de madrepe-
rola- -A a-
CAIXIHAS para costura, muito ricas e do di-
versos forra tos, com msica e sem
ella.
COQUES a imitacfto, o que pode havar de W
bonito e bom gosto.
DEADEH,\S, neste genero a Predilecta apre-
st.Kta um grande e lindo sortimeuto
c;q.az de satisfazer os caprichos de
qualqner seohora por mais .-xigeule
que s"ja.
PORT-BOUQET de madrepcrola, marm e osso,
este um objeclo indispeusavel s se-
nhoras do bom tom, alim do aspirar
o aroma das flores sem o incunvenieo-
te de nadoarem as luvas, ou mancha-
ren! as delicadas mos.
PENTES de tartaruga, de marfim e de bfalo, pa-
ra alisal os cabellos e tirar bichos.
PERFUMARAS. E' sabido do publico que a Pre-
dilecta sempro conserva um impoi (an-
te soriimento de perfumaras de tino
odor, dos-mais afamados fabricanics,
l.ubin, I'ive', sociedade hygienica, Cou-
dray, Gomes o Bimol, que incum-
bido da cscolha dos aiom.is maif bem
aceilos pela sociedade etapato da
Europa, c por tanto, achain-ae ta
possibilidada de bem servir aos aman-
tes dns perfume?.
A PREDn.ECTA deixa do enumerar urna im-
mem-idade de arlifoi, alim de nao raas-
sar aos leitores e se pede a benevo-
lencia da respeiuvcl publico em di-
riglr-fc ra do i abug n. I A, pa-
ra conveacer-sc aonde pode comprar
o que bom e barato, assim eamo:_
FACHAS ricas c modernas de tuqiihu e gurgurao
se la
IMENSVETTOS. Ricos vestimentos para meninos,
por baialissimo pre<;o.
FLOltBSk A Predilecta prima em conservar um
bello sortimento de flores ao alcance
de qualqucr bol'.a ainda que nao es-
teia bem replecta de dinlieiro.
ja bem sabido do publico que s na
Predilecta que podan encontrar um
grande sortimento de fila-* flesetilR,
tafet, velludo, linho e de algodao, por
commodo prego.
GUAMPOS de tartaruga, mitacao destes, pre-
tos e (Je cures, o que se pode desejar
de mais moderno e bonito.
GRAVATAS de seda e de cambraia para scnliora,
lagos e golinhas de bonitas cores, tam-
ban tem um bom sortimento de gr-
valas e regalas para homein.
JARROS de porcelana e de vid.ro muito bonitos
para ornatos de sala.
Mei s do seda, de l e de algodio, pa-
ra senhora, meninas e hornera.
LEQUES. Ricos loques de madreperola, tartaruga,
marfim e de osso, os mais modernos <
por barato prego.
LUVAS de pellica, de seda e de algodo, pan
hornera o senhora.
L1VR0S para missa, a Predilecta aprsente a o.
colha do respeitavel publico um bello
sortimento destes Hvros com capas de
madreperola, tartaruga, marfim, Osso,
velludo e chagrn, por precos mui
razoavois.
Novidade.
A Predilecta, ra do Cabugi n. 1 A, acaba
de rebeber pelo ultimo paquete chegado da Eu-
ropa, um bello sortimento de corprahos de cam-
braia bordados para senhoras e meninas, golli-
nhas e punhos tambem bordados e de phantazia,
saias bordadas, dilas com entremeios para senho-
bonitas calcinhas de diversos tapadinhos
Iiisigiias mcoics.
AmaraL Nabar*'V G. ntomtm mu
que c-tao sappridos de fitas aataair n i
graos para os que qaiaera J-*r a gr
ta que c turna e i farrr S. Mki
m respeitaveis lujas maconca< no I
W
FITAS.
BOLLAS DE BORRACHA
fkande sortimento de bollas de borracha e calungas por baratissimo prego,
ios objectos que se tornara longo mencionar.
28 Ra do liaran da Victoria 28
e mui-
Arados para lavrar a trra.
Carrinbos de mao.
Cantas de ferro.
Cofres de ferro.
Cestos d'arame para fld
Fogoes de ferro.
Baldes de ferro galvanisado.
Chapas de ferro galvanisado para cobrir casa
Pregos americanos.
Tachos de ferro estanhado.
Machinas para descarogar algodo.
Machinas de cortar fumo.
Cimento.
Salitre.
Balangas, peso e medidas.
m CASA DE SHAW HAWKES & C.
RA BO BOM JESS N. 4.
PRODUCTOS de J.-P. LAROZE
PHABMACBUTice, 1, RU OES LIONS-SAIHT PAUL, PARS.
XAROPE DEPURATIVO
DE CASCAS DE LARANJ AS AMARGAS
Ch IOUURKTO de POTA88IO
O l*doret de potessio nm verdadeiro alterante, um depurador de incontestavel efi-
cacia; combinado com o xarope de casca de laranjas amargas, e^atnrado
sem permrbacto aljama pelos temperamentos os mais traeos, sen alterar as tuneces
do estomage- As doses matbematicas qae elle contem permittem aos medios de reeenai-o
para teMas as compeacees as ffeccoes acavalosaa, taberouloaae, oanoe
rosas nos accidentes Intermitientes a tereatroa; alm dTsao, o
agente o mau poderoso contra as doeaoaa rheomatloas.
XHROPE TNICO INTI-NERVOSO XAROPE FERRUGINOSO
da caaca m Urnja amarga.
35 sanos de saccessps attestSo a sua effi-
cacia para cmrar: as doenpas nenotat,
agudas ou chronicas, as gastritis, gastral-
gias; $ faMtat.aiitesao
da caica de laranja qoeasia amaxm.
E' sob a forma liquida que mais fcilmen-
te se assir)ila o ferro; n'esta forma prefe-
r ve 1 as piulase p as til has en todos os casos
em que sao prescriptos os ferruginosos.
DENTIFRICIOS LAROZE
COM QUIMA, MRET1RO B G AI AC
lii- JiiMrie, paaa a airara e *-
servaclo dos. denlas, corando as dores
causadas pela caria ou produsidas pelo
coutado do calor ou do fri
va taaeifriaio, com base de magnesia
para a alvura e conservaco dos, ueutae,
provenindo a descarnadura, provocando o
trtaro de que empede a reproducio.
DmmU> ea BU i, J*Mrt>, *: Cmw^ltmt; an ?*t*buco, laarer C' m Maessa,
r.lJ. dsm: en.JWata.. AetoM fcsleee; ***, a*e; em Portt Atan .Jes*
II., em MaraaM Ferrelra C* *m Chtro Pftto, C. I.V. Weleraoj em Santi CaVia-
rw, a. Sehatclf era UoaUxiett B. Imkert) em BtMiA^re, Etchefarclrda.
Pharmacia de P. Maurer & C.
COMO SiO LINDOS l!!
Os leques todos de madreperola,. hrancos e de
cores e que trazem o disticoUNIAO em lettras
tambem de madrepcrola em alto relevo, tor--
naudo-se por islo apropriados para noivas, a $0-
VA ESPERANZA ra Luque ,de Caxias n. 63
(antiga do Qucimado) quem os tem.
Sao de tartaruga
Os brincos, broches, meios aderego, cruzes,
coracoes e cassoletas, quo rSoo oxpostas boa
escolha das Exmas. (maatea do chique) vende-se
na Nova Esperaufa, ra Duque de Caxias
n. 63.
Aos meninos
A Nova Esperanga ra Duque de Caxias n.
63,' acaba de receber nm lindo sortimento de bo-
necas de militas qualidades, vindo entre ellas as
engrasadas bonecas de borracha, assim tambera
urna pequea quantidade de bonecas pretas que
se tornara apreciadas pela sua novidade.
Ebem ut
A Nova Esperanga ra Duque de Caxias n.
63, lecebeu verdadeiro cimento inglez, prepara
gao para concertar porcelana bem til.
Vestido perdido
Mnitas vezes um vestido torna-se inteiramente
feio, somente por estar mal enfeitado : a .Nora Es-
perance ra Duque de Caxias n. 63, remov-
oste mal; porque est bem provida dos melhores
galoes e franjas de todas as cores, onde pode es-
colher-se vontade sobresahlndo entre alas as
modernas franjas mosaicas, que pela sua varieda-
de de cores, fiea bem em quasi todas as fazendas.
A ella antes que se acabem.
Bolas de borracha
Vendem-se de todos os tnjannos ra Duque
de Caxias n. 63, na Nova Esperanga.
Cabellos brancos s tem .quem
quer
A Nova Esperanga ra Diiaue (je, Caxias n.
63, acaba de receber a verdadeira tintura de Des-
aous para tlngir os cabellos, o que se eonsegoe
(emprestando-a) com muita facilidad!', e por este
motivo, cabellos brancos s tem quera,qujr.
Estaonamoda1
Os qne recebeu a Nova Esperanga a ra Duque da
Caxias n. 63, eslao, sim, senhora, esiAq&a. randa !
So queris ter ou preparar urn^. rsmalheje de
cheirosos cravps Jbrancqs para o vosso calamento,
ou para outro flm apropriado, neeessark) ir a.
Nova Esperanga ra Duque de Caxias.a. 6i
quealli encontrareis os meteores jwrfc Mm^s
que se ppde desejar.
Talagarca
A NOVA E8PERANCA a roa Duque da Caxiaa
a. 63, venda ulagarca para.aordAC-se, de tqdas as
gro asuras____________________________,______
Moraes Em sea .esfif iptorio i m#dal Madre Dm
n. 5, 1. andar, tem papa vender por prego
commodo :
Viako do Porto superior engarrafado.
Corteja BaK.i
Cha verde rniudiuho de superior quili-
dade.
Joaquim Jos Goncalves
Beltro Teem para venelsf no seu escriptono na do
Coinmercio n. 5, o seguiste :
AGURDENTE de tt : caiaa da 12 garrafas.
de laran'a, idem idem,
ARCOS de pao para barril.
CAL de Lisboa, xeeenjmwente chegada-.
CHAPEOS de sol, para bomem e senhora, cabo
de uiarioi e sso.
FEIXES de ferro, para, porta.
FIO de algodao da Baha, da fabrica do commen-
menador- Pedros.
LINHA de roriz.
OBRAS de palbela.
PANNO de algodao da Babia, da fabrica do com-
mendatlor Pedrozo.
RETROZ de todas as qualidades. das fabricas de
Peres e Eduardo Militao.
ROLHAS proprias para botica.
SALSAPARRIULA do Paf.
v ELA5 de ceja de todos os tamanhos.
VINHO engarrafado do Porto, caixas de U gar-
raras.
dito Moseatea-do Dooro, dem idem.
i ditoSetubal, caixas.de 1 c 2duzias.
da Italia engarrafado, cajxas de 6 gar-
rafas,
t de Collares saperior, em aneoretas.
a de caj, caixa* de l par. afas.
u Malvasia do Douro, eaxa com, 12 gar-
rafas,
t Carcavcllos, idem idem.
ras,
e transparentes para
por barato preco.-
meninas, que tudo vende
Ateocal.
A' negocio urgente preciaa-se faiUr ao Sf. Joafl
1 Gulberto Correa : aa thesouraria das loteras;
(ViNHO PE QUUiQULNjt HYG1ENICO
PREPARADO COM 0JELBRBS TAOS DE I1BS-
PAiHA. DA FIRMA
FOfttWCPqOR p^, SUA MACISSTApit A RAINHA
d'hbspaniu.
POR
TOIIEBET GiIS
Ej.-imuwms wwiABiiavpAK*
0 SHERJUi-WSA o o.vi*hode^mquina
que hoie prefprem.a^MAiOR parte dos medi-
c de fyospitas, do) lentes dB faouldade e
dos membros d* academia do' medicina.
Tem esta preferencia -aaua eapicagao nisto
que offerece todas as garantas que debalde
se procuram pos prodaetos desse genero em
que MVITAS^BZES'ESAJRTHCAM'AS QUALIDA-
DES TAO ESSENCIAB9 QER 0 flHFKt, QfRSR
do quinquina (as- vezei de ambos) aos lu-
cro da e;s.peculaco (Ver Guia das Aguas
Minerq$s. Da DP. CONSfAMH' JAMES,
7.a edicSo^
mmxmmmmx
DR
BARTHOLOMEU & C.
Ra Larga do Rosario n, 34.
Vende-se ua tarrn, na ra Imperial/
urna das melhores e mais bonitas na reguezia de
3. ioae muita afniaezadA para % larra e raatto,
o mo^fo tta-veada.^aira aft, cr%ador e trata-
se na mesma ra n. 94.
Noites divertidas !
Vistas furtacores!
Effeitos maravilhosos!!!
Qualidades superiores!
Preqos resumidos!!!
Fogos fogos! fogos!!!
Immenso e variadissimo sorti-
mento de fogos uoflensivos s
enancas, dos na s afamados fabri-
cantes do Rio de Janeiro, China e
Allemanha.
Pistolas com 2, 3, i, 6, 8, 10 e
12 tiros. Rodinha; n 20, 40 e 80.
Gyrasoes com bombas. Coras
de rei, iasrains, traques jezuiticos,
fontes de fogo e espigas.
Vasos de crysta! para toillet
A uia R anca, a ma do
Caxias n. 50, r eebea hoailai- Farn*5rb _-?.
tal em par com ramajut auraaa e BMB pro-
prias para arranjd de tuet, i*c,
Anueis e colares elctricos
A lo a d'.^gma branca roa Da|"e "V Ca*ia
a. iio, raarkea aoi raaaasa i~ i .*osa-
neis e colares el. clricea, a r.maa a wri<>-tea
mcnsalmcnti', p'Ki quo semar lar pre^ia aa
taas objectos
Diademas dourados
A toja d'aguia liranca rea Daqee < raxia* a.
JO, rcc'liisi novtnu'nif i r *- "Whi t-*
0 enfeitadns cmii podras e ai/.ur. >. (-Mas 4e $;
lo e phauusia. TamL-i'iii reretoa u."j pps
prctos ou allin-'l com ,' i>.- para ca^.
Leques com !>ouquet: e ou-
tros chinezes.
Aloja d'aguia bran-a na D:-|ie oV i^iim
n. 50, receben unu (.".nena iu. nutaV iaaauilJi
bonitos li'i;ucs com "uquel* e oafia fAaaaaas.
Cold creme para refrescar e
amaciar a peilc
A loja d'aguia branca a ra : o> f",-
B. SO, reeeb.'U cold croiue dos alan
tes l.ulua, L^ram e (ondray.
Diademas e grampos de
ac.
A loja da apuin branca, i na d-i Pwi* A-
Caxias ii. JO, recebeu novamcnlc 1
mas e gra po> aa a;o.
Bicos de seda preos com
flores de cores.
A loja da ipuia braaca, rw* ee
Caxias rrct'l iii. como me .:>:. I, 1 .
seda prutos eoin II.>n- Ae Bai-
les o pnt> com 'iicarnad'i. r \
paca barras e outro enf< ites >'.< 7^*-
nadme, ou m> lina. aM Uin-l li.r-;:*
tes. Pela couuiHHli.la !. 1 |-re.
nam-se mai eoinino.l'.s |-la nw. 4* p pn-feriveisa .e.a'-S';uii M i '
Veos ou m;intinhas]>rc4'-.
A loja da gata blanca, ra Au
xias n. 50, recebeu Unnt..-\. -
prelas de seda com Aum, e oot a nuil rie t
crocbr, e renil." as polo? MaBM i
i| c 6tHW. A faiMida In^ e
estado, pelo que centina al.,,.
gao
Perfeita novidade.
Grampos com borlxileUs, bcr.>mi'>
nliitus dnurailits e <"!. ro
A loja da apuia branca, na d. D q.. -
Caxias n. 50, recebeu aoftw gra
lwletas, bezouios e gaf;,,hotos n ;
perfeila aovid de. A qnanndad' i i ,
por isso em breve se acabara.
Novas golliiilias oruadascom
pelucia ou arminho
A loja d'asMiia branca na Hn,|i ie i xi.
- 50, receben nina peqaeaa m"' '
s e novas gollinbas tiaballio .1 la.
atadas com anninlie, aras e*;a-
e inteiramente anvaa.
Grampos, brincos c ro
doiirad's.
A loja da apuia branca, a rus 1 I>
Caxiaa n 60, rfertt^n ie \;.i.,-nt.
pos, luimos e ro/elas .1 n:
| novos "lia.lemas de a..-, < i pr w!-j-
na -i vende-los p.ir pre<;> ra-.
Caixinhas com pus. am idos
e prateados, para cabello
Vende-sc na loja da Aguia Hianc.i a re
que Aa laxias n. .'*).
Luvas de pellica piel as c de
outras ci-es.
A loja da Apuia Branca, r.;a Daonii a> Ca-
xias n. 50, recebeu Btva mnmWma Iu^ai *
pellica. |netas e de outras cores. ___^__
De Santo Antonio os foguinhos.
De S. Joao os foguelinlios ;
Quem nao postara de apreciar,
Os gostozinhos gostinhos
Destas noitinhas quentinhas f
.Miipuem. por corto nitiguera.
Pais que ellas vao alm :
S. Pedro e contiuaco
E Sant'Anna concluso I
Milho branco da superior qua-
qualidade para caogicas ; preco
commodo.
Ra do Imperador
Orculos delphieos,
Sob este titulo acabara de ser iropressas cin-
Qoenta pergqntas e respostas para entretenimento
de reunies familiares as noutes de Santo Anto-
nio, S. Joao e S. Pedro.
i' Etaas perguotas e respostas inteiramente novas,
sao inleressantes e divertidas, sem que ofrendara
conveniencias ou regias... de boa sociedade. Sem
s'er'em propriaraente o que entre nos se chamara
so^tes, tratara de desvendar mysterios e segredos,
ntimos pensamentos e futuros successos. Sem-
br adequadas as respostas expressarao multas
veafis aquiilo que nao se atreverla a dizer a nao
per em brinco, servlndo o olhar ou o modo de di
zer de dar-Ibes forca necossaria para aquelles a
quem sao dirigidos.
Cada baralhinho custa U500 e achara-se ven-
da na liwaria Econmica ao p do arco de Santo
Antonio e outras.
A
Hbwfapim* livro parta as noulct
d Santo Antonio. 8. Joao
e /i. Pedro.
Acaba de ser publicado o livro cima, o qual
contem urna liada colleecao de bonitas, inters-
sanias e ohistasas iortes, e igualmente urna col
leccao de recialivos, composlos por grandes e al-
jamados poetas desta poca.
Cremos que este livro um dos melhores intre-
teaimentus para as reunios familiares das Ua fes-
tejados e apreciaveis noutes cima ditas.
Acba/se venda a 1*000 na livraria Econmi-
ca ao p do arco de Santo AnUmio e em outras
Asuuicas verdadeiras
Bichas hamburguezas ane vem a este marcado:
na ra do Mrquez de vlinda n. 81.
VENDE-SE
um nioleiioe de 17 am>R> de i.I I
co|M>iro. robusto : (|iieni prele el
rija se ra da imiicratr. n. *%, pafeanre aa^ac
p. A' vender por causa de
i viagein,
l'm excellenle piam da Tal. ,ca I i )*-
selot, em perfeito estado.
Barassimo 560Ut0.
A tratar na ma do Bom Jess r '".
Q annazem.
3KSiiQQQaQr-\^tf
TASSO IRMAOS k t
Em seus armazens i ra do Airm
b. 37 e caes do Apollo n. 47.
tem para vender por procos oaanaB**] :
Tijolos encarnados sexta vos para ladri
Canos de barro para esgoto.
Cimento Portlana.
Cimento llulraulio .
Machinas de descarocar algodao.
Machinas de padaria.
Potassa da Russia em barril.
Phosphoros de cera.
Sag em garrafoes.
Sevadinua em garraluas.
Lentiibas em garraoes.
Rhum da aJmaica.
Vinho do Porto M-lho engarrafado
Vinho do Porto superior, dt o.
Vinho de Bordeanx, dito.
Vinho de Scberry.
Vinho da Madeira.
Potes com lingnas e dobraaas agina
Licores finos sonidos.
Pnaiir Gaolhier Freres.
Latas de toocinho inglez.
Barris com repolho em salmoura
Fogos.
Lindissimos focas de *ata i
nos quamaren dealro de eaa, a aa fai Mhs aa
China. Vende-se a rettlho da i
a vontade do comprador, a a
no largo da alfandega a. 7, e aos .
da Madre de Bees n. Ja, ao i
Os meamos fofos, as
dse tambem na ra do imperad ir, eaa
nardo da Silva C Canav, e aa roa
de Otind. caa > Braga Gome C
J chegaram os maravHnoaas aaaa arlaV
ciaes da China, para seren asaos aaa aalaasa Jar-
dios : caixinhas cora variada soraaaala a are-
pa desda M>d at SO* cada caixa : aa aranean
n. I do caes da alfandega.
Arados para lavrar a
Cama de ferro.
Cofres de ferro, prora da fea
Fogoes americaaoa.
Pregos amencaaoa. '
Balaucas e pesos.
Chapas de ferro galraafeado paaa'
Taxos de farra eataaaa4o.
Machinas para descarocar alfoda.
Macbin- de cortar faa.
Machinas a rapor, ttfea de I IfS a 4
a caza da Saawlkwka fcC,
Jess a. a.
roa
Sai
I-----


8
Diario de Peraambuoo Sexta feira 20 de Junho de 1873.
\
LITTERATRJL
Vmmtm Diva.
E' hora d amores
Nos lucillos mundos :
Que doces rumoras 1
Que anceios no val!
A noite a precita
Dos valles ethereos
I. foge aos psallerios.
Do eterno rival.
Kis quanJo a crysalida
Da tua existencia.
A calilla essencia
Dos son los de Detis
Se rompe serena
E Elle arroubado
Saudou a phalena
Dos paramos seus.
As auras blandicias
Faziam s flores.
As flores caricias
Lhos (lavam tambem ;
As pitias tremiam
Aos beijos das perolas
Que ao sol transluziam
Das fontes de alm.
As brisas odras
As vozes divinas
Espalham sonoras
as grutas azues;
Agitam as flores
Das terreas alfombras
Oue temem as sombras
Que roubain a luz.
l)e eterna ventura
Anciosas trementes
Exclaman) to pura 1
. Ali I vive entre nos !
Ab vive I bra laram
As aves, os mares
Montauhas, palmares
l>os ventos na voz.
Ento das alturas
I ni mensa cscala
De aroma e frescuras
Ouvio.so rolar;
O scio das roattas
Arfar de harmona,
Cerner a-poesa
as vagas do*mar.
Os veos azulados
Que embucam auroras
De llocos d'ourados
Se adornam tambem ;
E mostram plumagens,
Estrellas deidades....
Ah d'isto saudades
Tua alma nao tem ?
A torra pasmada
Indaga o mysteiio:
Quem vem n'alvorada
Meo pranto enchugar?
Os bosques escutam...
As ondas se ii.flamam.
Os antros oxelamam :
l"m Co pelo ar! ?
I. tu inodulavas,
As lindas palmeiras,
Idilios que ana vas
Ouvir i no Co.
Tua alma cheirosa
Na veiga esparzias,
Ten lime escrevias
Dos lagos no veo.
Mas boje leu canto
E' triste, dolente;
A sombra do pranto
Te beija o pallr.
E a la que passa
Na flascida arena,
Maldiz a phalena
Ouo morre de amor.
18T2 feverciro.
Nylo Miranda.
ASSEMBLEA GERAL
SENADO.
lHSCt'RSOS DO EXM. CONSELIIE1RO MINISTKO
1)0 IMPERIO DR. JOAO ALFREDO CORREA DE
OUVEIRA, SOBRE O 0RCAMENT0.
(Conclumo.}
E a este respeito eu posso anda apadri-
FOLHETIM
a mm mi angelo
(OONTO)
(Coutinuago do n. 139.)
O outro deu-lhea cuchada, e Mauoel da
Portella, caminharido para o lado opposto
quelle por onde amigamente era regado
o campo, entrou de cavar com ardor.
lloras depois, quem so lembrasse de
atravessar o campo de Manoel da Portella,
reolhava com certeza os ps.
O lavrador acabava de cortar a agua,
que a fertilisar as trras do amigo.
Joaquim do Adro, tinha o gozo d'aquella
agua, por un numero determinado de ho-
ras.
Vendo no dia seguinte que ella deixava
de correr, estremeceu.
Fez o que o amigo fizera na vespera com
a differenga de nao ter de ir to longe.
Doeu se do abuso e sobretudo da quebra
de lealdade do amigo, que, por um pejo
natural, em quem tem a consciencia de nao
ter obrado bem, Ihe nao dissera nada.
Por isso tu nao foste l hontem
noute !murmurou elle.
0 rosto tDgio-se-lhe com o rubor da
cholera, eobedecendo ao primeiro impulso
voou a casa do amigo.
Tu cortaste-me a agua !...
Tal foi a primeira phrase que soltou.
0 outro quiz desculpar-se ; Joaquim do
Adro, azedou-se e alteou a voz ; Manoel
da PortelU, lembrou-se de justificar a acgo;
mas o offenddo fallou nos seus direitos e o
offensor, tornado injusto pela fraquezada
causa, replicou, que Deus quando dava a
agua a/Java para todos e que, urna vez que
elia Ihepassava primeiro porta, se uti-
sara do favor de Deus.
('.bogadas as cousas a estes termos, a dis-
cusso tornou-se violenta e Joaquim, do
Adro, deelarou, que as leis decdiriam entre
ees, mas que estava rota a amizade, que os
iigava.
Joaquim do Adro sahio furioso.
Chegando casa, a primeira scena que
vio foi a mulher repartindo com escrupulosa
igualdade um eaorme bolo pelos filhos e so-
briahos.
nhar-mo com a opinio do Sr. Nabuco de
Araujo, que deelarou na cmara dos deputa-
dos qu a reforma jadietara apresentada por
elle na qualidade de deputado, tambem de
Pernambuco, era um projecto do governo, e
disto fez questo.
Seuhores, voltou o nobre senador ques-
to das epidemias. Ante-hontem eu quiz
demonstrar que a falla do tbrono, acojinada
de inexacta pelo nobre senador, referia a
verdade, quando em dezembro do anno pas-
sado nao mencionava como de grande inten-
sidade a epidemia da febre amarella ; o no-
bre senador considerou sto materia velha e
eu abstive^me do fallar. Insisti, porm, S.
Exc. em considerar a ultima epidemia como
urna das mais mortferas. Ora, os dados
apresentados pelo nobre senador demons-
tram que mesmoem nosso paiz duas epide-
mias teem bavido milito mais mortferas; e
bastava mencionar este fado para autorisar
a expressao de que usa a falla do throno,
isto que a terceira epidemia nao foi das
mais mortferas.
O Sr. Zacaras :Esta nao est extincta.
0 Sr. Correa de Oi.iveira (ministro do
imperio) :E' questo a parte.
Alm disso, como ha pouco observou o
h jnrado Sr. presidente do conselho, a falla
do throno nao se refere smente s epide-
mias do Brasil, rnas s epidemias que tem
invadido outras nages; e debaixo deste
ponto de vista mais largo, sem duvida ne-
iihuma -o nobre senador nao pode contestar
que a expressao da falla do throno perfeita-
mente exacta.
Nao est acabada a epidemia, pode re-
crudescer. Perdne-me o nobre senador,
o juizo que considero muito competente do
conselheiro Jos Pereira llego, o juizo de
mdicos nota veis a quem tenho ouvido a res-
peito da constituigo medica actual do Rio
de Janeiro, conforme neste ponto ; passou
o estado epidmico.
O Sr. Zacaras : Esto morrendo dia-
riamente de febre amarella G, 8 pessoas.
O Sr. Corria de Omveira (ministro do
imperio):Temos casos de febre amarella
talvez em maior numero do que ordinaria-
mente se do; mas nao ha mais o carcter
epidmico d'essa enfermidado, e, desde
que tenho o juizo.competente dos mdicos,
por maor que seja o respeito que tributo
s luzes do nobre senador, nao posso reco-
nhece-lo como mais competente para inter-
pr-se opinio contraria.
Sr. presidente, insisti o nobre senador
'm saber miiiha opinio a respeit i do direi-
to de tim dos lilhos de S. A. a Sra. priu-
ceza D. Januaria, isto d'aquelle que est
residindo no Brasil. J tive occasio de
declarar ao nobre seiurlor minha opinio a
respeito da Sra. condessa d'Aquilla e de seu
filho que nao se acha no Brasil, Quanto
ao Sr. D. Felippe, inclino-me a crer,
como pensou o legislador de 1862,
que elle nao conservar seus direitos de
principe brasileiro; mas continuo a ter as
duvidas que manifestei, porque tenho a
considerar que seus augustos pais mantive-
ram-se na posigo de principes do Brasil
at maior idade do Sr. D. Felippe; se-
guio-se a isso o facto da residencia do Sr. D.
Felippe no Brasil, e essas circu instancias
me parecem que lhe tem dado certo direito
a conservar-so aqui.
O Sr. Zacaras : Ento emende o art.
18.
O Sr. Corria de Oliveira (ministro do
imperio):Nao sei em que o art. 18 se
oppe a isso.
0 Sr. Zacaras : Refere-se lei que
monda isso que V. Exc. diz ser contrario ao
prncipe.
O Sr. Corria de Oliveira ( ministro
do imperio): Nao duvido da disposico da
lei; mas so o nobre senador quer minha
opinio abstratahindo da lei...
0 Sr. Zacaras :Nao, oque V. Exc.
pe em vigor a lei.
0 Su. Courea de Oliveira (ministro do
imperio):.....dir-lhe-hei que tenho mui-
ta duvida a esse respeito.
O Sr. Zacaras :Eu nao tenho duvida
nenhuma.
O Sr. Corria de Oliveira ( ministro
do imperio):Sao estas, Sr. presidente, as
considerages que eu liona a fazer em rela-
gao ao nobre senador pela provincia da
Babia.
Ao nobre senador pela provincia do Cear
devo dizer que nao me alongarei em urna formidavel elle, quando apartado dos
resposta que a corteza me obliga dar a S. santos fins da sua divina insiituico, upos-
Exc. 0 nobre senador pela provincia do sa-se da autoridade poltica para dominar o
Rio de Janeiro, o Sr. viscondede Nitheroy, mundo.
j respondeu ao nobre senador, e eu julg- Os bispos de Pernambuco e do Para su-
me dispensado de repetir as mesmas consi- bretu Jo ho mostrado com evidencia as
dera<;es. Ha porm um ponto que tu nao suas tendencias contra o poder civil, e o
posso deixar de assignalar. seu intento de proclamar supremaca do
O nobre senador eclarou que o melhor episcopado sobre a sociedade brasileira.
pieo de moralsar a admjnstrago provn- Se se trata da imprensa hvre, um tenta
cial, de separar a poliYicda administradlo, sopita-la,, e comprim-la pelo terror da ex-
era a escolha de bns presidentes. Senho- communhiio ; se se trata do direito do as-
res, se o nobre senador quer julgar pelo que socago, o outro igualmente impunha o
vai m sua provincia, eu declaro que no'raioda intordiego, e converte-o em arma
sei que governo seria mais feliz, tendo do(de guerra contra inolTensivas confnarias..
escolher um presidente para a provincia do. jBenhores, cumpre em lempo cohibir o
Cear. (Apoiados.) mal, e nao,deixa-lo progredir: quero bis-
Quem conhece os precedentes do Sr. OH- pos, que doutrinem o amor .lo prximo,
yeira Maeiel, quem conhece seu carcter' como ordena o Evangelho, mas nao quero
inlegerrimo, quero conhece sua independen-'padres que dosembainhem a espada, que
cid sempre provada, quem conhece seu degolem os Albigeuses, e que lanc-em mo
amor justiga nunca desmentido, quem de-
mais a mais conhece, como sabemos, nos de
Pernambuco e muitas outras pessoas, que o
Sr. Oliveira Maeiel, arredado das lutas da
poltica, nunca poltica sacricou um s
dos seus deveres (apoiados),' ha de confessar
forzosamente que ninguein poderia ser esco-
lhido para presidir a provincia do Cear
com mais aptido as rircumstancas actuaos
do que esse Ilustre u. agistrado. (Apoiados.)
Creio, pois, que o nobre sonador nao tem
razo, quexando-se do goveruo nesta
parto.
Roferio-se o nobre senador a outras pro-
vincias 1
O Sr. 1'ompei) : Fallei em geral.
O Sr. Corria de Oliveira ( ministro
do imperio :Nao declinou Domes.
O Sr. Pompeu :Nao concordo com o
que V. Exc. diz a respeito do presidente do
Cear ; pode ser bom magistrado, e ; mas
administrador, nao.
O Su. Corria de Oliveira (ministro do
imperio):Fez o nobre senador urna longa
ex posigo de factos, mas nao demonstrou a
culpa do governo.
Sao estas, Sr.. presidente, as observages
que eu tinha a fazer e sento-mc pedndo
desculpa ao senado ( Muito bem, muito
bem. )
Isso I...bradou elle colrico -D-
tiles o pao a tiles, j que o pa nos rouba o
dos nossos I... J d'aqui para lora, cana-
ula !... continuou elledirigindo-se aosso-
brinhos.
As pobres criancas, s affeitas s caricias
de quem agora as maltratava, hesitaram,
cravando no to olhos de espanto e duvida ;
mas a um gesto cxpressvo d'elle sahiram s
carreiras.
Pouco depois, ouvidas as explicares da-
das pelo marido por entre improperios con-
tra o amigo, Magdalena fazia o que Rosa
nao cessara de fazer desde o principio da
altercago tiiorava I
No da immodiato, partiram para a villa
a horas desencontradas, e entravam em casa
dos mesmos advogados, Joaquim do Adro,
e Manoel da Portella.
Quem assistisse s consultas, pasmara de
ver, que ambos tinham razo !
III
Nem os bons ofliciosda ta Anglica, nem
a transparente alluso feita no dimingo
adiante pelo abbade, que terminou por es-
perar, que quem tinha obrigago de dar o
exemplo de boa vsinhanga o dara, nem
as lagrimas das muflieres e a tristeza dos
filhos privados dos compaiiheiros de brn-
quedos conseguiram abrandar a inimizade
dos dous lavradores.
Pequeas miserias vieram ao contrario
augmenta-la.
Ao sahir da missa, por exemplo, vendo
que o fllho se aproximava surrateiramente
do primo, Joaquim do Adro, exclamou com
mo modo ;
Salta j para aqui, Manoel I
E Manoel da Portella, em acto continuo,
deu um cachafo no filho, dizendo :
Quem te mandou sabir de ao p de
mim ?
Dous das depois, quando os mogos de
Joaquim do Adro iam rogar um carro de
matto acharara tapada urna servido, que
Manoel, da Portella, hava rauitos sanos,
conceder ao amigo.
ludo annunciava trgico desfecho, e pou-
co tardou o pretexto, que o ia motivando.
Lina tarde, .pelo escurecer, voltava do
campo Manoel da Portella, quando avistoo
ao longe o concuuhado em companhia de
um outro lavrador, o como nao quizesse
encontrar-se com ellos, para nao ter de
CMARA DOS DEPUTADOS.
discurso do sr. dr. tkistAo de alencar
araripe, sobre a questo maconica-re-
ligiosa em pernambuco.
O SR. ALENCAR ARARIPE :Sr. pre-
sidente, agita-se no paiz a questo religio-
sa, que sempre constituio no seio da hu-
mamdade os mais importantes, assim como
os mais violentos abalos. A agitaco das
consciencias o que do mais grave pode
acontecer na sociedade ; e quando esta agi-
taco apparece, cumpre ventilar quem a
provocou equem' responsavel por suas
consequencias.
Ellas podem ser gravissimas no futuro, e
j vo apparecendo com carcter bem des-
agradavel no presente.
A paz publica perturba-so, ea prudencia
reclama os cuidados do governo.
Qual a origem do movmito que pe o
paiz em sobresalto I
0 procedimento pouco reflectida de t\-
guns bispos do Brasil...
0 Sr. Leandro Bezerra :Nao apoiado.
0 Sr. Florencio de Abreu e odtros :
Apoiado.
O Sr. Alencar Ararlpe :... sob o fun-
damento [de exercer funegoes espirituaes,
nao pode deixar de ser considerado como a
verdadeira origem do que, no mato de ge-
ral estfemeeimente, o paiz est presencian-
do. (Apoiados. )
O Sr. Leandro Bezerra :Nao apoiado.
0 Sr. Alencar Araripe :Sob o pretex-
to de exercitarem attribugoes meramente
episcopaes, alguns preladas diocesanos le-
vantam-se em cruzada contra a liberdade
do cidado, pretendendo collocar-se cima
da propria constituirse do imperio, afim de
que, ante a autoridade epsc pal deappa-
rei.-a a autoridade civil. ( Apoiados,)
Rcspeitador do poder espiritual na sua
esphera legitima, Sr. presidente, nao deixa-
rei de censurar, e mesmo resistir a todo o
acto do invasao contra, as potestades so-
ciaes.
Temo, e temo seriamente o poder cleri-
calr porque a historia mostra-nos quao
saudar o outro visinho, honrado velho que
elle respeitava, coseu-se com um muro, a
esperar que elles passassem.
O diabo, porm, que tendero, fez com
que elles parassem exactamente ao p do
muro, e Manoel da Portella, que.estava pelo
lado opposto, teve de ouvir a paz dos saos
conselhos, que o bom do velho dava a Joa-
quim do Adro, para o acalmar, os insultos
que este proferia, quando se referia a elle,
que o estava ouvindo, e quas se descobre,
para lhe tomar contas, quando elle termi-
nou, dizendo e repetindo :
Nao m'a tornou a cortar e tem sido a
redempgo d'elle i... Se m'a corta, racho-ol
radio o de me i o a meio I...
Ora, Manoel da Portella, na visita que
fizera ao campo, achara o millio to secco,
to secco, que estvera quasi, quas a com-
metter de novo o delicto, porque ameaca-
vam racha-lo de meio a meio.
Ouvindo a ameaca, o delicto transfor-
mou-se em justo desaggravo, e fazendo um
rodeio, foi a correr cortar a agua.
Joaquim do Adro, que levava a enchadaf
ao hombro, vio, quando chegou ao campo,
a repetigio da repentina secca.
Agarrar a enchada pelo meio do cabo,
correr perdido e louco e ebegar arfando de
furor e cansasen, pouco mais tempo lhe le-
vou do que a mim a escrever isto.
A sua primeira idea foi realisar a ameaca
e rachar o outro de meio a meio; dte ve-o
nao sei oque... a mulher, os filhos, o seu
bom anjo, talvez
do ardite, que accenJou as fogueiras da
inquisico. (Apoiados).
Examinemos os tactos, u reconheceremos
que so utiros da anmala situaijao, que
urge no paiz, os bispos, que, deixande a
fhshsi lao evangeliza, que congrega as ove-
Ihas, preferem a arrogancia da intimidaco
que ospalba o rebanho.
Lamento profuiidameuta que o nosso
epi'copado nao coubeea o perigo, e tente a
ardua empreza contra as attribuicoes da
autoridade ciyil (apoiados), sonhando
comu restauraco do urna ordom de cousas
que jamis voltar. Longo vai a poca do
dominio temporal do clero, e essa poca
nao figurar mais na historia futura da bu-
manida le.
0 estudo do que entre nos se passa de-
monstra que resurgi, a idea de restabelecer
um dominio decahido ; e, para rehabilitar
a supremaca do poder temporal nj episco-
pado, os nossos bispos planejaram investir
contra a associago maconiea, dejiois pro-
ceder, em aberta resistencia, contra o pro-
prio poder civil.
E o que os fados vo denunciando.
A migonaria com efleto dava plausivel
pretexto ao novo commetiimenlo.
Havio bullas papes excommungando os
magons ; portanto os bispos brasiloiros, na
execugo do seu plano, devam comngar di-
zendo que a associago estava coiidemnaJa,
eque nao poda existir porque mereca a
reprovagao da groja.
O Su. Leendro Bezerra :E tem.
O Su. Alencar Araripe : Assim o
fizeram. Se, ordenada pelos bispos a dis-
perso da sociedade magonica, esta dis-
perso se realizasse, grande seria o seu
triumpho e novas empresas seriam tenta-
das.
Os bispos viam, assim, que na sua mo
estava o poder de supplantar o direito de
associagn, to ventajosamente garantido
pelo pacto fundamental da nagao brasi-
leira.
Ora, se os bispos ou o clero coiisguis-
sem este poder, o povo brasileiro estara
sua dscrigo ; porque um povo, que nao
pode livremente reunir-so para tratar dos
interesses sociaes, esse povo nao tem liber-
dade, nao senhor dos seus negocios, e,
por conseguiute, nao se domina : escra-
visado po- quem delle dspoe. Eis o que
pretendiam os bispos, que ousaram tentar o
commettimento.
Em verdade, seuhores, eu estremego
quando considero a ousadia da empreza, o
alcance das consequencias do seu bom xi-
to, e o perigo que correram as libordades
populares.
Mas, felizmente, no primeiro passo dado
contra a liberdade do paiz, os bispos en-
coutraram barreira. ah se vo quebran-
tando os seus esforgos.
A magonaria levantou-se; conhoceu a
mo que a feria, medio a profundiJade do
golpe, e nao hesitou um s momento em
bradar alerta, para que nao suecumbissem
as garantas do povo, to tongamente dis-
putadas, e, felizmente., to radicadas uo so-
lo brasileiro.
O grito de justa c legal resistencia tonga-
do contra o acto violento da excommunho
do bispo de Pernambuco, afim de serem
expulsos os magons das contrarias religio-
sas, foi un brado salvador que despertou
a to los contra os designios daquclles que,
por obstinada cegueira de errneos princi-
pios, ou por obediencia insiuuago supe-
rior, nao conheceram a qoauto perigo iam
expr o dcil povo brasileiro, que por duas
vezes ha solemnemente manifestado quu
catholico, e quer ser catholico.
Sim, duas yozcs : quando expellio os
conquistadores bata vos em 1 >i\, e quan-
do proclamou a independencia nacional em
1822.
No entretanto contra um povo dostos
que erguem-sc os bispos para excom-
munga-lo em massa como anti-catholi-
co T
Nao, Sr. presidente, deploremos o in-
fausto piado, e rog e.nos aos nossos bispos,
quo nao esmagem com o poso do bacule
a um povo fiel, mas que nos consolem
cun as palavras ungidas do amor e frater
nidade, com qu J sus Cbristo convenceu o
mundo, e conquistou a humanidade. '
Os bispos do Pernambuco, do Para, e
outros, ho excoinmungado os magons do
Brasil, eosquerem expulsar das irman-
dades, onde dao mais um testomuiiiio do
seu amor religio que professam, concor-
reudo para o esplendor do culto ; e por
esta obra, verdaderamente meritoria ante
Deus, que os magons catholicos sao fulmi-
nados p ir bispos catholicos Seria iiicri-
vel, so o facto nao actuasse neste mosmo
momento sobre nos.
Os magons esto excommuugados por
bullas pontificias, pirtanto nao podem es-
tar na igreja. Eis o argumento dos nossos
veneraveis pastores.
Ea consecuencia deste principio, elles
nao do treguas aos magons, e os querein ex-
pul sar das confrarias religiosas, o expelli-
losda igreja.
Convm ventilar a questo.
Nao explauarei a questo da exoquibilda-
do destas bullas. E" bem sabido que ellas
nunca tiveram o placel do governo civil
nem em Portugal, nem uo Brasil ; e como
versam sobre materia meramente tempo-
ral, qual a liberdade do associago, iii-
questionavel que essas mesmas bullas nao
podem exee"utar-se entre nos.
Se nao podem executar-se no paiz, ne-
nliuin bispo brasileiro pode usardellas pa-
ra fulminar excommunlies contra os sub-
ditos do imperio.
Se o fazem, urna pro va mais do elles
dos seus intentos de supremaca, declaran-
do-so sanios da acgo das leis do paiz.
Vamos, porm, a outro ponto, que o
meii principal fin ueste debato.
A magonaria est excommungada, d-
i.-\ ii os nossos prelados.
Mas porque excommung lis a magoua -
ra ?
Para conhecormos o erro da proposigo
'episcopal e para mostramos a prevengo
dos adversarios da grande associago, que
cobrt a superficie da trra, convm exami-
nar o que seja a magonaria, especialmen-
te a magonaria. brasileira.
Vejamos se ella pode merecer o a na tilo-
ma contra ella fulminado, quando ella
compenetra-so do espirito do Evangelho, e
busca realizara mais santa doutrinaquo no
mundo so ha pregado.
0 Sr. Santos Caminiia :0 nobre de-
putado suspoito.
0 Sr. Leandro Bezerra :J deelarou
aqui que era gro-mestre de urna luja,
O Sr. Alencar Araripe .Nenhuma
suspeigo mo inspira : e se passo ser sus-
peitado na questo, tambem a verbo os no-
bies deputados, que por suas deas extre-
mas do ultramoiitanismo nada ouvem, e
nada vm sanio o quo parto dos propugna-
dores do dominio clerical sobre a sociedade
civil, tornando-se, assim, rebeldes eontra
as leis da sua propria patria.
Permita um dos nobres deputados, que
interrompeu-me, que ratifique um engao
de sua parto : nunca declarei aqu que era
gro-mestre de urna loja ; declarei, e repito
a declarago : pertengo Ilustre corporago
magonica, que, por seus principios humani-
tarios o civilisadores, honra a todos quan-
tos a ella se fliam.
Felizmente vivo em um paiz do liberdade,
onde a legislarlo civil garante, em prol de
todos, os direitos mais sagrados do homem,
e podo obstar s exageradas pretenges com
quo procura-se rosuscitar o dominio da theo-
cracia, o governo mais funesto e mais ty-
rannico que jamis existi ia sociedade.
E impellio a pedra com a enchada para a
bocea do reg aborto por Manoel.
Este, sem dizer palavra, repcllio, tam-
bem, com a enchada a pedra, mas com tal
forga, que ella sahindo do lugar onde Joa-
quim a collocara, vuio encravar-se no reg
antigo.
Joaquim do Adro deu um passo reta
guarda ; Manoel fez o mesmo, e os dous
miraram-se com espantosa energa, aper-
tando com as mos convulsas os cabos dos
instrumentos de paz, tornados arms de
guerra.
Elles conheciam-se bem e sabiam que nao
hava melhor jogador do .pao do que qual-
querd'elles, por todos aquellos arredores.
Por fim, as enchadas ergueram-see cru-
zaram-se...
O' homens, que vos deitaes a perder 1..
Olhai ao menos para os ps, j que nao
olhaes para o co I... bradou de repente
voz pouco distante.
Os dous pararam machalmento e olha-
ram.
Era a tia Anglica que voltava do monte,
gemendo sob o peso de um molho de rama}
de pinbeiro.
Olhai para os ps, desatinados !...-?*
continuou ella, aproveitando hbilmente a
pausa dos dous contendores.
Olhai, olhai I... Vede se nao mes-
mo Deus Nosso Senhor que vos est dizendo
oque haves de fazer I... Mas olhai para
os ps, homens 1
Notando a insistencia da velha, os dous
olharam e Yiram a agua que, espraiando-se
Ficaram os dous frente a frente, mudos,! para ambos os lados, lhes estava molhando
separados pelo reg da agua, Joaquim com os ps.
os olhos brilbantes de colera, Manoel com A pedra, eneravando-se no meio do reg
os d'elle animados por expressao de indo- primitivo, impedir a agua dttorrer, e
raavel azedume. esta nao podendo vencer o obstculo cres-
Queres ou nao queras por i essa pe- cera e trasbordara para os lados.
dra no seu lugar ? perguntou finalmente Ento I?... E' por Dous ou nao I?..!-,,
Joaquim, batendo com o olho da encbada Nao est elle mesmo Tdizero quehaveisde 3^ ??f d. v, entrar o^dous, se-
na pedra, queo outro etapregara comodi- fazer ?.. Oque chega para uro, bem re-
que no reg, que cavara. partido ebega para dous I... E isto nao
A pedra est bem onde est, e s vai novidade para neohum de vos... Porque
para o seu lugar quando se acabar a raga t que acabaveis sempre o servigo a tempo e
respondeu o outro em voz suida, mas Qr- horas?... Porque vosajudaveis, toleiroes I
me. Quem creou a tua Joaquina, Manoel?...
Pe a pedra, ou ponho-a eu...bra- Nao foi a Magdalena ?... E quem passou
dou Joaquim. quinze dias e quinze noutes ao p da tua
Nem tu, nem eu... retorquio Ma- Magdalena, sem sedespirnem pregar olho,
noel. I quando ella esteve com a febre maligna?..*
Pois espera qne vais ver... disse Nao foi a Rosa,-dze Joaquim? Apertem
Joaquim, por entre osdentes cerrados, 'j essas raaos, seus mal agradecidos I...
Apertem, que Deus quem manda !... Vos
nao vedes a agua I?...
A pobre da tia Anglica, que tinha ati-
rado o mlho ao chao, mostrava no rosto
n'esse instante urna expressao de to rress-
tivel autoridade, quo os dous, nao podendo
aFrontar-lhe a severdado do olhar, baixa-
ram os olhos.
As palavras da tia Anglica, que to h-
bilmente buscara o auxilio de Deus e fizera
avivar a recordago dos recprocos servigos,
calaram finalmente no animo do ambos.
E' Dcus.quem manda. disse final-
mente Joaquim, estendendo a mo.
Perdoas me, Joaquim !...respondeu
o outro, apertando-lh'a.
E, cedendo commogo, langaram-se nos
bragos um do outro.
Ora at que afina! Ibradou a tia An-
glica, chorando de prazer. Safa I... Cui-
dei que notornavam a ter juizo I... Sem-
pre se podem gabar de quo tiuham Deus
por si I...
O' tia Angelice 1...exclamou Manoel
da PortollarNos como lhe havemos de agra-
decer ?
- Nao ha nada mais fcil ,1... Ajudem-
me a por outra vez o mlho as costas
respondeu ella.
Nao consinto !... atalbou Joaquim
O molho levo-o eu.
Eu...disse Manoel, desviando o ami-
go e pegando no mlho.
Bonito interveio a velha, rindo
Vejam l se se pegam agora por'mor de
mim !..
E rindo e chorando do prazer, l seguiram
os tres direitos i DOvoago.
IV
Nao possivel descrever a expressao de
jubiloso espanto que illuinmou o rosto de
guidospel ta Anglica.
. O primeiro pensamento foi para Deus, o
segundo para airmaY
Apenas a emogo lhe consentio faltar, et*
clamou :
Vai j cbaraar a tia Rosa, minha fi-
lha I... Corre, Joaquina I.
Imagine o leitor o quanto as duas irms
choraram, o que disseram, as caricias que
fizeram tia Anglica !... Imagine, que
eu nao sei, nao possa descrever-lh'o.
N-Passada.a primeira exploso de sensibili-
0 Sa. Leandro Bezerra :Nao
admira que V. Exc. assim o
O Sa. Alescar Aurim :O governo
theocratico o governo do ib ultinwo, o
governo da fe, que nie discute, e snrmrte
impera : governo que a|wnas pode ser ad-
mittido na infancia das *Mie4tes, iiili
estas, como a crauga destituida do rig.tr m
facubMftj raciomes e das forgas ptiysicas,
necessitaro do quom por di** pense, queira
e obre.
Voltemos ao moa intento de ventor a
que magonaria ; intento de que sm des-
viaran! os apartes a que brevemente res-
pond.
Seuhores, se os bispos do Brasil
nam os magons como inimigos da
e do catuolicismo, busquemos saber o ajar
a magonaria, e d'ahi coiir-luirrnws qneaa
tem razo : nos ou eltes.
O Sr. Leandro Bezerra :Os bispo*
cumprema lei d igreja.
O Se. Alencar Ararik :I vtnrafr
magonica, como se ve nos i tiatatutee,
eouipi-si' de homens livrvs (msagra'los ao
bem da hiiinanidaile. (Apoiadosj. Ecta so-
ciedade, que progride no inuii iuspira-se nn bem, alimenta a virtude dig-
nifica o liomom, lian envolve-se em naos-
toes religiosas e polticas. Apmados>. C
nao eiivol vendo-soein materias religiosas, no
pode ser intensa ndigioalguma ; e se nao
adversa religio alguma, nio i, nem po-1
ser, iiiimigadi religiocatbobea, apostlica,
romana. (Apoiados;.
Para julgar a magouaria, devemos pro-
cessa-la por suas leis constitutivas e por seu>
acto.
Pois bem : leamos a sua constituirn.
para coulieet.Tiiios as suas bases, e a natu-
reza do son instituto; e fagamos urna re-
vista dos seus actos, para avaliarmo* Os
rea.lidade do espirito que a anima.
Ouein abre a con-lituigo regula-lora da
magonaria no Brasil le estes taes artifo* :
I.* A magonaria no imperio do Brasil
urna associago de homens livres, iu 1*-
pen lentes, e observadores das leis do pait.
reun los em sociedade, secun-to os dicta
mes o principios geraos da magonaria espa-
Ihada pela superficie da trra.
i.' O fim da magonaria o etercicio
pleno da benelicencia e cndale, a itlus-
traco e moral ida le >la especie humana, e a
pratica das virtudes suciaes e domesti-
cas.
3.* Os magons nio podem neenpar^e
das dilTerentesrelgiesespattiadasito muilo.
nem das coiistitiiires dos estados. Na sua
esphera elevada devem respeitar a fe reli-
giosa, e as svmpathias pilittcas de ca dos seus membros ; e, por esti razo, em
suas reunios sao inteiraiiHtito prohibidas
as questoes sobre taes objeetos.
Eis, seuhores, o que forma a ha*: da ma-
gonaria, eis o quo ella eis o que ella in-
tenta ; e s por ah, e por ah to smente
deve ella ser quablicada.
Julga-la por outros prina|os errar, e
errar deproposito.ecom injustiga deliberada
Os bispos, to pronunciados inimigos !'
magonaria brasileira, ou ignoram es regra^
magonicas, ou as conhecom.
S; as iguoram devam procurar confire-
las, antes de condemnar os magons ; te pn-
r'H as conbeciam, c sem embargo as ron
demnam, ento son forgado a diaer que
sao injustos, o aparlam-s' do espiri!
amor e caridade, com que devam UA.n
aquellos que esforgam-se pela cultura da ra-
zo, pela moralidadc dos costumes, c \*-\o
bem dos homens.
Seuhores, preciso dizer cun firme reso-
lugu que se os nossos bis|os, conltcoodo-
res das leis da magonaria brasileira, ex-
commungam e repellem os magons, ento
cumpre-nos assegurar que os ministros di-
al lar oxcommuiigam erepeUeni a civilisagau
a moral c a felicidade dos brasileimt.
Os inimigos da ord-'iu magonica, rebat
dos por principios to claros, insistes re-
pellen que a magonaria nao o que acabo
de expender, naii na Eumpa ella cousa
bem diversa, e profossa guerra acrrima ao
catite lilis nao.
Pois bem, vamos i Europa. Dalli rece-
bemos a magonaria e ella al I i o que aqu,
o o que foi e ser em tolas as partes do
mundo, c em todas as pocas da human.-
dado. (Contiuuar-se-lia.,
dade, era encantador oqu.idro, que forma-
vara aquellas duas familias.
As mulberes, assoutada* urna detrob'..-
do outra, tinham trocados os lilhos ums
novos, e as pobres criancas, vendo-se Do-
vamente a llagadas pelas que cons segundas mais, bmicavam agarradas no pe-
cogo das tas, cobriudo-lhes n rosta de bei-
jos, que aquellas retribuiam com nsnra.
mirando-as to desvanecidas, que levavam
a cegueira at quererem muluainente coi.
vencer-se de que os sobriohos bavam cres-
cido,sensivelmente durante aquella senara-
cao de dias.
0 filho mais velho de Joaquim jbrinca.a
com a lilbiuha primognita de Manoel, era
quanto que os dous lavradores conversavam
alegremente, e dando de lempos a t-inp -
urna palmada no hombro um do outro di
ziam porfa :
Ora este Mauoel I... Ora o diacho do
Joaquim !...
E ass -litada a um cantinho, contemplan-
do-os a to los com o bondoso sorriso de urna
consciencia satisfeita, via-se a tia Anglica.
prestando inquiete attengo ennversa dos
dous.
Bem convencida, por fim, de que era
sincera a reconciliar, oltou-se pera a
dona da casa e disse-lhe em tena gndno-
feiro :
O' Magdalena 1 D vnho a estes ne-
mens, pois a estes i a agua, que Ibas sube i
cabega ; nao e vinho I
Magdalena sahio, e volton logo
enorme caneca, que antesgou ao i
este erguendo-a exclamou :
I....
am tota
A' saude de quem nos i
Ihor do que lodos os letrados, e i
mo nenhum juiz esa capnx de
Viva a tia Anglica I
Vira a lia Anglica I-
em coro.
Viva Deus I filbos... ensnndou a
velhinha Viva Deus, que vos refresoou a
cabeca... molhando-vos os ps !...
No dia seguinte, no ribeiro, as lavaderna,
nao fallavam de outra consa, que ao snsw
a reconciliago.

PYP DO DIARIO itUA DUQUE D CAXUi


Full Text
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