Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:12958


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Full Text
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ANKO XEIX. NUMERO 133
PARA A CAPITAL E IXGABES OXDE \lO SE PAGA PORTE.
Por tres mezes adiantados................ 69000**
Por seis ditos dem
Por um anno idem
Cada numero avulso

129000
248*000
320
QUARTA FE1M 11 DE-JOTO DE 1873.
PABA DEffTBO E FRA DA PBO VIS CA.
Por tres meies adiantados..................
Por seis ditos idem......'.............
Por nore ditos idem................. pt
Por .um anno idem....................
27*M
DIARIO DE PEMAMBUCO.
rPR0PHIEDADE DE MAN0EL FIGUEIR0 A DE FARIA & FILH0S.
0i Srs. Gerardo Antonio Alves & Filhos, no Para; Goncal ves & Pinto, no Maranhao; Joaquim Jos de Oveira d Filo, no Cear; Antonio de Leiu^o Braga, no Aracaty ; Joao tria Julio Chaves, no Ass; Antonia Marques da Silva, no .Natal; Jone J
Pereira d'Ahneida, em Mamanguape ; Augusto Gomes da Silva, un Parahvba ; Antonio Jos Gomes, na Villa da Penha; Belarmino dos Santos Bulco, em Santo Anto ; Domingos Jos da Costa Braga, emNaxareth;
Antonio Ferreira de Agujar, em Goyanna; Francino lavares da Costa, em AlagdatirJhes C, na Bahia; e Leite, Cerquinho & C. no Rio de Janeiro.
PARTE OFFICIAL

'
f,
Governo jl provincia
LE N'. I0W.
icharel Henrique Purcira de Lacena, commendador da mpe-
iii da llosa, cavalheiru da du Christo, juiz de direitu e jn e-

Art. Ficaprohibido o estabcleeimentu de fundicoes e calde-
s deulru da villa e pjvoacoes, e at a distancia de dez metro,
(ella dr Al-sIMIII de nuil! ,
LE N". 10'Jt.
O bacharel
rial urd ni
bidente da provincia de Pernambuco :
Paco saber a tolo* os seus habitantes quo a nsscmbla loyisia-
tiva provincial, sob proposla da rama-a municipal da villa d Flo-
resta, decntnu as seguidles posturas :
Titulo i.
Do armamento, ikgamcit e reyular.dade exterior d> edificio.
Art. 1.* As ras que se abrirn na villa e povoacoes desle mu-
nicipio torio 80 palmus de largura e as travessas 50.
Art. 2.' As casas terreas, que se edilicarem, serio de cornija, e
nao terao menos de 18 palmos de frente, e os sobrados igual d-
mensao de um andar a oulro ; suas portas terao 12 palmos de altura
. e 5 1/2 de largura, e as janetlas se guardarlo as deviJas prupor-
cues, sob pena du lOGOU de inulta ao inestre da obra e ao dono'de
| I0000 aleui de pagar as despean da demolilo
Art. 3.* Nao se pudera edilicar ou reedificar qualquer, predio
seui que a cantara, obviado o liscal respectivo, conceda lirenca e
mande proceder a cordeacau, sob pena de 10*' 00 de multa e de de
inolicao da obra custa do dono, se estiver lora do alinhamento.
Art. i. .Nao se poder demolir predio algum sem que tambem
se ablenta a mesilla licenca, sob pena de 't K) de multa.
Art. o. Os projiiieiarijs de predios sitos na villa e povoacoes
deste municipio sao obrigados a caiar as frentes, que nao estiverem
Caladas, no prazo de ti mezes, a contar da publicacao das prosen:ev
posturas, sub pena do ."ODO de multa.
Art. 6." Os proprietarios de predios, cujos oiloes deitarem para
as travessas e beccos, slo obrigados a eonserval-us eaiados. sob nena
de 5*000 d mulla. '
Art. 7. Os prupnetarjus dos predios, que deitarem os fundos
para as frentes de outras ras, sao obligados a mural-os e clcalos
e a construir portas on janellus, ao menos ungidas, nos muros, sub
pella de i00.) de multa.
- Ar.t- K.- As calctdas torio 6 palmos de largura e acompanha-
rao o declive do terreno, em que forem construidas : os infractores
suffrerao a multa de o*0X).
Art. .
ratina
sob pena de 0000 de inulta*
Art. lo. As fabricas, de que trata o artigo antecedente, seo
establecidas, cun licenca dac.iuiir.i, em lugares iur elladesigadus1
TITULO II.
Da limpeza das ruus e procos.
Art. II. Os pruprietarios e iin|uiliuos Conservar) limpas a
Ireutes, oitoes e muros dos predios, sob pena de a00) de multa.
Art. 12. Os pruprietarios e aquilinos sao obrigados a fazer
varrer todos os sabbados as frentes dos predios, sitos na villa e po-
voacoes, ate urna distancia conveniente, que nao tenha menos de 20
palmos, sob pena de 2JOU0 de multa.
Art. 13. Ninguem poder deitar animaes morios as ras e
proximidades da villa e puvoacoes deste municipio, sob pena de
2*000 de multa. v
Art. 14. Ninguem poder despejar as ras, pracas 3 beccos
lixo ou qualquer outra cousa, que incommode o publico ; devendo
lazer-se esse despejo nos lugares, que s iscaes designaren), sob pena
d z/dJOO de inulta, e de remuelo a custa dos infractores.
Art. 13. Ningaen poder tazer escavaroes as ras da villa e
povoacoes, sob pena de *OOJ de multa e de serein ellas eutulhadas
;i custa de quem as fizer.
Alt. iC. -Ninguem poder deitar as frentes das casas da
illa e povoacoes couros u carne secar, sob pena de 2*U0U de
multa. *
Art. 17. O.
em bum astado
de multa.
ntULo ni
Da polica munic.pal.
Art. 18. Nao se poder ter luja aberla na villa e povoacoes
em licenca aunual da cmara, sob pena de 1000 de multa.
Art. 1*J. As lojas da villa e povoacoes se fechario s 9
da noute, sob pena de 40u\i de multa
Art. 20 s coirmerciantes, inclusive os que s vendem em fci-
ras, sao obrigados tojos os annus, no mez de Janeiro, a subaietter
aier;o seus pesos e medidas, sob pena de 15i.0u d<* multa.
Art. 21. Os commerciautes, em cujo poder forem encontrad)'
pesos e medidas falsilicados, soll'rero a multa de 20u00 ou 8 das
de prisao.
Art. 22. O mscate que mercadejar Deste municipio, sem apre-
sentar quiUco dos impostos, soffrer a mulla de HttJ.
Art. 2:J. Ninguem poder em tempos festivos construir barra-
cas para botequins na villa e povoacoes, sem licenca da cmara, sob
pena de lUOO, de multa.
Art. 14. A feira (testa villa ser no sabbado ; caliindo nesse dia
a festa do Natal, sera no dia anterior. As feiras das povoacoes sero
nos dias que a cmara designar : os infractores solTrerao a multa
de 5J0U0.
Art. 2">. E' prohibida nos pateos das feiras a construccao de
barracas, para fazer quitandas ou qualquer negocio, sem licenca di
<-amara e designado do local, sob pma de 20o de multa.
Art. 2. Os dones das barracas sao obrigados, sob a pena do ar-
tigo antecedente, a obstruir as excavacoes que lucren).
Art. 27. Logo que os cavallos, que conduzirem cargas s feiras,
forem descarregados, sero retirados do centro dellas para lugares
e;n que nao embaracen) o transito, sob pena de 2i 00 de multa.
Art. 28. Antes das 3 lloras da tarde nao se podero comprar e
>ender por junto os vveres, que forem traiidos s feiras, sob penaite
.de 5*000 de multa. *
Art. 29. Na pena do artigo antecedente tambem incorreran os
que demorarem a venda dos vveres at as 3 horas da tarde, a pre-
texto de esperar maior preco, com o fim de os venderem por junto
depois dessa hora.
Art. 30. Os mercadores ambulantes nao poderao vender suas
mercaduras neste municipio, sem previa licenca da cmara, sob pena
de 3*000 de multa.
Art. 3 L Nao se poder vender heidas espirituosas a escravos,
a filhos-familia e fmulos, sem ordem escripta de seus jpnhores,
pas eamos, sob pena de 2000 de mulla.
Art. 32. Ninguem poder dar tiros de salva, nem soltar busca-
pis e fogos do ar nos festejos, sem licenca da cmara, sob pena de
10000 de multa.
Art. 33. Os que jogarem com escravos, filhos-familia e famu-
dos solTrerao a multa de 5*000 ou 5 dias de prso.
Art. 3i. Ficam prohibidos os josos de parada, sob pena de 10*
de multa ou 8 dias oe prso.
Art. 35. Ninguem poder ter as ras da trilla e povoacoes ca-
tras soltas, sob pena de 3j0 rs. por cada urna, que for encon-
rada.
Art. 48. Os que falsificaren) gneros expostos venda, os ou
guardaren) corruptos, o que se verificar por um exame, soffrero
alm da perda delles, a multa de 20000
Art 49. Ficam prohibidos os banhose lavagens de roupJ)os
acodes e fontes, destinados aoabastecimento d'agua potavel, sob pe-
na de 4 000 de mulla. i
Art. 50. Nao se.poder hincar nos ros, rberos, acudes e ca-
cimbas qualquer inmundicia, ou cousa que corrompa as aguas, sob
pena de 5000 de multa.
Art. 51. As pessuas, qun pos'suirem caes dentro da villa e po-
voacles. sao obrigadas a conserva-Ios amarrados ou afamados, sob
a de 3*000 de mulla, e de seren os caes morios, quando encou-
dos as ras
proprietarios e inquilinos sao obrigados a conservar
as calcadas das frente? dos predios, sob pena de 2
horas
Art. 36. Nao se poder fazer ex humacoMile cadveres, sem que
tenham decorrido dous annos, bulados dos enterramentos, e tres
annos se forem ellos de pessnas que tiverem fallecido de alguma
epidemia, sob pena de 2000 de mulla. Na disposicao deste artigo
.nao se comjirehende o ca-o, em que a competente autoridade ordene
a exhumaco antes do tempo nelle lixado. _
Art._ 37. Os cadveres das pessuas que morrertUr repentina-
rneute|no sero sepultados sem particpa;o autoridade policial,
para as necessarias avenguagSes, sob pena de 20000 de multa ou
10 d>as de prso.
Art. 38. Os cadveres s se enterrarao depois de 21 horas, con-
tadas do momento era que as pessoas expiraren), fot pena de 10*
ule mu I ta ou 3 d*as de prisao.
Art. 39. As rezes para o consumo da villa e povoacoes serao
inortas nos lugares designados para matadouro, sob pena de 1U00 >
de multa :
Art. 40. E' prohibido talhar carne noute ; os i^ougues es-
tars aberto smente at as 6 horas da tarde, sob pena de 10*000
-de multa.
Art 41. Nao se podor matar gado e talhar nos matadour>s da
.villa e povoacoes sem licenca da cmara, sob pena de 5*000 de
inulta. A disposicao deste artigo nao extensiva aos criadores,
.que trouxerera gado e talharem para o abastecimento publico.
Art. 42. A iiutaric,. du gado ser.feita das 4 s 6 horas da
larde, e a carne s poder ser exposta venda no dia seguinte, sob
pena de 5000 de multa.
Art. 43. Ninguem poder ter acougue aberto sem licenca an
cual da cmara, sob pena de 10*000 de multa.
Art. 44. Os proprietarios dos acougues poro grades as portas
destes, sob pena de 10*000 de multa.
Art. 45. Os mesmos proprietarios e os carniceiros sio obrigados
a conservar os acougues limos e asseados, e a ter nelles pesos, ban-
cos e balanzas, jiob pena de 5*000 de multa.
Art. 4o. Nao se podero matar para o consumo publico rezes
doentes, caneadas ou aparejadas, sob pena de 5*000 de multa, e de
ser a carne mutilisada & custa do dono.
Art; 47. A cmara fornecer aos marchantes balancas, macha-
dos t pesos necessarios.
Art. 52. FflFprolubida dentro da villa e povoacoes a venda de
plvora, fogos de artificio e de todos os gneros susceptveis de ex-
plosao, sob pena de 30*000da multa.
A cmara designar os lugares, em que taes gneros podem
ser vendidos, os quaes devem deitar as ras nao menos de 40
metros.
Art. 53. Fica tamben) prohibido dentro da villa e povoacoes a
at a distancia de 20 metros o fabrico de fogas de artificio, sob pena
de 1 000 de mulla.
Art. oi. Em ciso de incendio em algum predio, o primeiro que
obsrvalo e avisar, dando du.vs badaladas no sino da matriz ou ou-
tra igreja, e tocando dez repiques, com pequeo ntervallo de um a
outro, receber da cunara a Importancia de 5000.
Ail. 53. Os taverneiros ou quaesquer outras pessoas nao pode
r.o admiltir, em suas lavernas ou casas, ajunttmentos nocturnos de
escravos ou outros individuos, em beberageui e v-zeria, perturban-
do o soreg publico, sob pena de 10*000 de multa.
Art. 3ti. Nao se poder tapar, impedir ou mudar nina estrada
geral ou caminho particular, e uiesmTverdas, j transitadas, para
abrir outras, anda qu 'cin lugar mais commodo, sem previa ienca
da cmara, sob pena de 6OJO de multa.
Art. 57. Nao se poder correr e esquipar a cavallo as ras da
villa e povoacoes depois de 6 horas da tarde, e bem assim aman-
sar peldros a qualquer hora, sob pena de 5000 de multa ou 5 dias
de prisao.
Art. 58. Nao se poder em horas de silencio levantar voze
ria, que perturbe o soeego publico, sob pena de 21 h.iras de prisao.
. Art. 59. E' prohibido proferir as ras da villa e povoacoes
palavras e fazer gestos, que oflendam a moralidade publica, sob pena
de 8 dias de prisao. ,
Art. CO. Fica prohibido o transito de gado bravo as ras
da villa e das povoacoes,subj)f na de5*000de multa ou 3dias depriso
TITULO IV.
Da agricultura.
Art. 61. Ficam do-tinados exclusivamente para plantacdes os
terrenos das serras de Aripu, Umam e Periquito, e das ilhas do rio
S. Francisco.
Art 62. Nao se poder criar e conservar soltos nos lugares de
plantajes gado de especie alguma, sob pena de 5*000 de multa
por cada cabeca que for encontrada nesse* lugares.
Art. 63. Nao se poder maltratar com tiros, caes, pancadas ou
de qualquer modo o gado, que for encontrado as plantaces, sob
peua de 10*000 de multa.
TITULO V.
Da criaeo de gado.
Art. 61. Os terrenos, nao explicados no art. 61, servirlo para a
criacao do gado, e os que nelles lizerem plantacdes os cercarao, para
evitar destruido.
Art. 69. Nao se poder maltratar tambem o gado, que invadir
as plantaces, feilas nos terrenos de criacao, anda que estejam cer-
cados, sob pena de 10*000 de multa.
Art. 66. Na i se poder ponetrar nos pastos allietos para cacar,
nem para derribar arvores que srvam para alimentaco e descauco
do gado, sob pena Je 5000 de multa.
Art. 67. Os fazendeiros no prazo di 3 mezes, a contar da pu-
blicacao destas posturas, apresentaro cmara os ferros e signaes
com que distinguem seu gado, e indicaro a situico de suas f on-
das, alim de proceder se a'um registro em livro para sso destinado,
sob pena de 54000 de multa.
Art. 68. Os fazendeiros sao obrigados a plantar annualmente
nos terrenos de suas raleadas nao menos de 50 ps de mandacar
sob pena de 5000 por cada p. que deixar de plantar.
Art. 69 Nao se destruirao os ps de mandacar, sob pena de
5000 de mulla ou 3 dias de prisao, por cada p que for destruido.
Art. 70. O criador que encontrar gado albeiu em seu pasUs,
sem o seu consentimento, avisar ao dono para retira-lo, e nao o
raleado este, o entregar ao fiscal.
Art. 71. Nao se poder por fugnos terreno- alheios, destinados
criacao e cultura, sem licenca dos donos, nem mesmo nos pro-
prios, sem tomar as cautelas precisas para evitar o prejuizo de ter-
ceiros, sob pena de lOOOO de multa ou 8 dias de prso
Art. 72. E' prohibido derribar as primeiras aguas ps de an-
gico e manicova, existente; nos campos de criacao, sob pena de
5*000 de mu ta e 8 das de prisao.
Art. 73. Por calmea de gado ovclhum, cabrura e suino. talhado
para o consumo publico, se pagaro 100 rs., sob pena de 1*000 de
multa por cada cabeca.
Art. 71 O imposto do artigo antecedente ser applicado pela
cmara construccao de um curral de madeira, muito forte ou de
lijlo, para recolhimento do gado que vier para o mercado desta
villa, e concluid > esse curral, o referido imposto far parte da re-
ceita da cmara.
TITULO VI.
. ^ Dos empregados.
Art. 75. A cmara, para o bom deseinpenho de suas attribui-
buicoes. alm dos empregados ora existentes que sao : o secretario, o
procurador e os fiscaes, ter mais na villa e em cada urna das po-
voacoes um cordeador, um administrador para cada um dos cemi-
terios e umdiio para cada um dos matadouros. -Os fiscaes podero
accumular o cargo de cordeador.
Art. 76. 0 secretario, os fiscaes e o porteiro, pelas omissSes
que co nmetterom no cumprimento de seus deveres, serao multados,
osprimeiros at a importancia de 10*000 e o ultimo at a de 5*000.
Art. 77. Pelas mesmas omissSes poder ser multado o procu-
rador na importancia de 5*'i00 a 20400;).
Art 78. Os corleadores terao os mesmos dislrictos que os fis-
caes e incumbe-lhes :
1 Alinhar, antes de comecar-se, a edificac.ao dos predios,
quer pblicos quer particulares, vista da licenca da cmara.
| i.' Observar e cumprir os preceitos da symetria.
3. Fazer declarar-o precisa e clara do alinhamento, a que
tiver procedido, na licenca da cmara.
4." Indemnisar os proprietarios dos prejuizos que soffrerem
pela irregularidade do alinhamento que fizerem.
| 5. Eiaminar os edificios para ver quaes os que ameacam
ruina, afim de, se forem tambem fiscaes, intimaren) seus donos para
demoli-los, e, nao o sendo, avisarao aos respectivos fiscaes para
fazerem essa intimaro.
Art. 79. Aos administradores dos matadouros compete :
1.* Velar na conservacao e limpeza dos curraes da cmara,
participando a esta quaes os reparos que elles necessitam e ficando
responsaveis pelas deterioraedes resultantes de sua negligencia.
2." Nao consentir que se matem rezes para o consumo publi-
co seno depois de examinadas, e nos matadouros, exceptuado o caso
de apresentar-se licenca da cmara, para serem mortas em outros
lugares.
Art. 80. Os mesmos administradores pelas omissoes que com-
iiietterem no cumprimento de seus deveres serlo multados at a
importancia de 8*100.
TITULO VII.
Dos ordenados e emolumentos dos empregados.
Art. 81. Os ordenados dos empregad;s da cmara serao mar-
cados annualmente no respectivo opamente, e alm de seus orde-
nados tero os emolumentos seguintes :
| l. O secretario perceber de cada licenca que a cmara con
ceder 250 rs
2. Oe cada registro de marca ou distinctivos dos gados 200
fS.
I 3. De cada titulo 1*600.
| 4." O cordeador por cada palmo de terreno que anhar per-
ceber 80 rs.
TITULO VIII.
DisposicBes diversa.
Art. 82. As multas comminadas aos embregados s lhes sero
impostas pela cmara, depois de ouvi-los.
Art. 83. As multas e penas das presentes posturas serio du-
plicadas as reincidencias.
Mando, portante, a todas as autoridades a quem n conheci-
mento e execucao da presente resol ucao pertcncer que a cumpram
e facam cumprir to inteiramente como nella se contm.
O secretario interino da presidencia desta provincia a'faca im-
primir, publicar e correr.
Palacio da presidencia de Pernambuco, 28 de maio de 1873, 5*
da independencia e do imperio.
L. S. Henrique Pereira de Lucen.
Sellada e publicada a presente resolucio nesta secretaria da
presidencia de Pernambuco, aos 28 de maio de 1.873
0 secretario interino,, Joao Dinii ibeiro da Cunha.
EXPEDIE.TTI DO DU 18 D8 AB1UL DE 1873.
/.* seccSo.
Offlrios :
Ao inspector do arsenal de marinha. -Auto-
so V. S. a mandar eliminar da companhia de apren-
dizes marinheiros desse arsenal o menor Joao de
eus, de que trata a sua informarlo de 7 do cor-
rente sob n. 597, e entrega-lo sua mai Guilher-
mina Mara, depois que esta tiver previamente in-
deumisa Jo a fazenda nacional da despreza feita
cora esse menor.
Ao director interino do arsenal de guerra.
A Vine, sera apresentado, alim de ser alistado na.
companhia de educandos desse arsenal, o menoM
orpho de nome Felismino, que me foi remedido
pelo juiz municipal e de orphaos do termo do Li-
moeiro.
Ao cipitao do porto interino. -Gimmunican-
do-me o Sr. Joao Hamos, cnsul da repblica do
Paraguay nesta provincia, que durante a sua va-
gein Europa fica ene irregado da gerencia do
respectivo cnsul*) o Sr. Manuel Joao de Amo-
rim, vicecnsul ^Repblica Argentina ; assim o
declaro a Vmc. para seu conhecimento.
Ao consurat repblica do Paraguay nesta
provincia. Pelo officio que me dirigi o Sr. Joo
llamos, cousul da repblica do Paraguay, tico iu-
teirado de haver incumbido da gerencia do res-
pectivo consulado, durante a viagein qu. vai fa-
Z3i Europa, o Sr. vicecnsul da Repblica Ar-
gentina Manuel Joao de Amorim. A's estacoes com-
petentes duu scienciu nesta data da deliberaco
tomada pelo matan Sr. cnsul, a quem reitero os
protestos de minha perfeita estima e distincta con-
siderado.
2.* sec(o.
Actos :
O presiden!.) da proviucia, attendendo ao que
requereu o tenante do batalhlo n. 25 da guarda
nacional do municipio da Escada, Pedro Secundi-
liarbusa da Silva, e inforraai;o do respectivo
cominaniante superior de 8 do crrente, resol ve
Amorim, vice-consul da Repblica Argentina ; as-
sim o declaro a V. S. para seu conhecimento, e
alim de o fazer constar ao inspector da alfandega.
Ao mesmo. Transmiti a V. S. a inclusa
conta em duplicata que me rnmetteu o superin-
tendente da estrada de ferro do Recife a S. Fran-
cisco, eom offlcio de 15 do corrate, alim de que
mande pagar a quantia de 10*800 proveniente, de
transportes eTectuados por conta do ministerio
da guerra nos trens daquella etraa, durante o
mez de marco ultimo, segundo indica a referida
conta.
Ao mesmo. Communico a V. S. pira os
s eooTBBtontes que no dia 3 de maio prximo
futuro ao meio dia seguir para o presidio de
Fernando de Noronba o vapor Giqui, da compa-
nbia pernambucana.
Ao mesmo.Para os Has convenientes com-
munico a V. S. que no dia 19 de maro) prximo
passado deixou o exercicio do seu cargo, por
motivo de molestia, ouleiando ao 2 snpplente, na
ausencia do |., para assumil-o, o juiz municipal
do termo de Cimbros, bacharel Francisco Oomin-
gues Ribeiro Vianna.
Ao inspector da thesouraria provincial.Em
vista das contas que me foram remettidas pelo
superintendente da estrada de ferro do Recife a
S. Francisco com offlcio de 15 do crreme, mande
V. S. pasar a quantia de 416760, em que impor-
taran) as passagens dadas por conta da provincia
nos trens da masla estrada, no mez de mareo pr-
ximo preterito^igundo se evidencia das mencio-
nadas contas.
Ao mesmo.Recommendo a V. S. que,
vista da folha e pret juntos em duolicata, mande
pagar os vencimentos dos destacamentos da guar-
da nacional, existentes na cidade de Olinda e na
villa de Iguarassii, concerneutes ao mez de marco
ultimo, conforme soliciten o respectivo comman-
dante superior em offlcio de 1 i do crrente.
Ao mesmo.- Attendendo ao que expoz no in-
cluso requeriraento documentado o bacharel Jos
Francisco Jos Leile. Informe Sr. ar arpiar
da Santa Gasa de Misenrordia.
francisco Tito Xavier de Lima. -Deferido
offlcio desta data ao Sr. ius|>ector da the*
de fazenda.
Hermenegildo Eduardo do Reg,Mnateiro. -la-
forme o Sr. ns|Mcl Jos Carlos Victal. Passe-se portara ronce
dendo a licenca que pede, na forma da lei.
los Tiloma?, de Aran jo -Sej posto em lber
dade.
Jos Vleira de Mello. -Indeferido, em vista da
inforuucao d> commandante do corpo de po-
lica.
Joaquim Verissim do Reg Barrw. PaMe-sf
poruria relevando o supplicanle da multa en oo-'
iucurreu.
Manuel Cardso A y res De se, mediaule recibo
nao havendo inconveniente.
Miguel Ferreira Velloso. -Indeferido, em vista
da iuforuiacfio di lajajKMtot da thesouraria pro-
vincial.
Olympia Carneiro de Miranda lleiiriqm. la
forme o Sr. regedor interino do gymnasio pro
vineial
Pedro Muniz.Informe o Sr general comnun -
danle das aruns.
Primo Feliciano da Fondea.Informe a cama
ra municipal da villa do Bom Jar.lim
Osario das Neves. -Informe o Sr. Dr. chefe >
polica.
Secretaria da presidencia de Pernambuco. ID
de junho de 1873.
O pHrteiro,
Silrim A. Rodrigues.
que se d ao dito tenente a guia de que trata o BaptisU Gitirana, recommendo a V. S. que mande
art. 45 do decreto n. 1,130 de 11 de marco de -1853
para o de Santo Anto, oude fixou sua residen-
cia,
O presidente da provincia, attendendo a pro-
posta do Dr. chefe de polica, era offlcio de 17 do
crrente n 733, resol ve exonerar a pedido o ba-
charel Sebastio do Rogo Barros do cargo de sub-
delegado da freguezia de Santo Antonio desta ci-
dade.
O presidente da provincia, tendo era vista o
despacno de 30 de setembro Ando, que concedeu
ao guarda nacional de 3* batalhlo de infartara
deste municipio. Pedro Joe Pinto, um anuo de li-
cenca para trat.tr do sua sade fra da capital,
resnlve que se Ihe passe a presente portara para
poder entrar no goio da mesma licenca, ficando-
Itie assim dispensado o lapso de lempo em que
iucorren para solicital-a.
rnelos.
Ae r. cele de po ca. -Em re-posta ao ofli-
cie de- V. de 16 do correrte, s ib n. 722. tenbo a
dizer-1 e qua^ssta data ordeno ao commissario
vaccionador provincial que remalla as laminas de
pus vaccinieo por V. S. solicitadas com destino ao
delegado de Sazareth, onde grassa a varila.
Ao ID
convenientes
petic^
informou
sol vi declarar sem
nico a V. S para os fins
dcnJu ao que expoz em sua
dos orreios desta
lo Ramos, e ao que
n. 731 de hortem, re-
cito a suspenso que Ibe foi
imposta por portara de 26 de marco nllmo ; sem
prejuizo do processo, que de ver seguir os seus
termos ulteriores.^
Ao mesmoJComniunieando-me o Sr. Joao
Ramos, cnsul da repblica do Paraguay nesta
provincia, que durante a sua viagein Euro-
pa dexa incumbido da geren*ia do resptelivo
consulado o Sr. Manoel Julo de Amorim, vice-con-
sul di Repblica Argentina ; a-sini o communico
a V.15. para seu conhecimento.
Ao mesmo.Incluso remello a V S. em ori-
ginal, as listas dos trabalhadores da estrada de
ferro do Recife a S. Francisco, os quaes na forma
dos contractos onlre o governo e a companhia, sao
isentos do recrutamento e do servico activo da
guarda nactonai.
Ao mesmo. -Communico a V. S. para os fins
convenientes que no dia 3 de maio prximo ao
meio dia seguir para o presidio de Fernando de
Noronha o vapor Gequi, da companhia pernam-
bucana. -No mesmo sentido ao juiz de direitu exe-
cutor de sentenc, Ao commandante superior interino do Reci-
fe.-Expeca V. S. suas orden< para que urna
guarda de hsnra tirada de um dos batalhes
da guarda nacional sob seu com mando supe-
rior, no dia 20 do corrente a 1 hora da tarde,
esteja postada em frente da igreja matriz de S. Jos
desta cidade, afim de acompanhar, at a igreja de
Nossa Senhora da Paz dos Afogados, a imagem de
S. Goncalo de Amarantho dos Montes Guararapes,
que naquelle dia deve ter lugar.
Ao commandante superior de Santo Anto.
Mande V. S. dar ao tenente do batalhlo n. 25
da guarda nacional do municipio da Escada, Pedro
Secunduo Barbosa da Silva, a gua de que trata o
art. 45 do decreto n. 1,130, de 12 demarco de
1853, para o de Santo Anto, onde fixou a sua re-
sidencia, segundo informju V. S. em offlcio de 8
do correrte.
Aojuiz de dreito de Cabrob. -Declaro a
Vmc, era resposta ao seu offlcio de 28 de marco
ultimo, que, vista das difflcul Jades que se apre-
sentaran) para a execucao do regulamento n. 4135
do 1* de dezembro de 1871 nessa comarca e as
de Ouricury e Ingazeira, resolv em 27 daquelle
mesmo mez mandar atiento o que ponderou o ins-
pector da thesouraria de fazenda desta provincia,
(ue a matricula dos escravos, de que trata o cita-
do regulameato, seja feita pelos respectivos promo-
tores pblicos, al que o governo imperial, a quem
dei conhecimonto, resolva a respeito, como achar
mais conveniente.
Ao juiz municipal de Ipojuca-Accusando
a recepcao do offlcio de Vmc. de il do mez pr-
ximo passado, solicitando autorisaclo desta presi-
dencia, afim de poder o professor publico dessa
villa exercer as funecoes de curador geral e or-
phaos e de promotor de capellas e residuos, tenho
a dizer Ihe que, sendo incompativel aquelles car
gos. e nao convindo qne o dito professor seja dis-
trahido de suas oceupaedes em prejuizo do ensino
neg a autorisacao solicitada, cumprindo a esse
juizo ver outra pessoa que possa exercer aquelles
caros- '
Ao commandante do corpo de polica. -Po-
de Vmc. engajar no corpo sob o seu enramando o
paisano Manoel Ludgero de Souza Cavalcanti, visto
ser apto para o servido militar, como se v do
offlcio de Vmc. de 16 do correrte, n. SI4.
3.' seccSo.
Offlcios:
Ao inspector da thesouraria de fazenda.
Communico a V. S. para os fias convenientes que,
attendendo ao que requereu Salustiano Severiano
Ramos, porteiro da reprtalo dos correios desta
provincia, a ao que expoz o Dr. chefe de polica
em offlcio de hortera, sob n. 731, resolv, por acto
desta data, declarar sem efTeilo a suspenso que
Ihe foi imposta por portara de 25 do marco ul-
timo, sem prejuizo do processo, que dtver se-
pagar ao supplicanle os alugueis da casa que na
villa do Bonito serve de quartel ao respectivo des-
tacamento, a contar de 15 de julho do anno passa-
do a 15 do corrente.
Ao mesmo.Conformando
guir os seus ten
Ao mesmo.
Ramos, cnsul
provincia, que
mente para a El
cia do respectivo
ulteriores.
.raunicando-ine o Sr. Joio
publica do Paraguay nesla
9 de retirar-so temporarU-
deixa incumbido da geren-
cousulado o Sr. Manoel Joau
ndo-me com sua m
formaco de hortera, sob n. 1*1, acerca do que
pede no incluso requeriraento o bacha el Silvinu
Cavalcanti de Albuquerque, autoriso v. S. a man-
dar entregar o supplicanle pelo preco da adjudi-
carlo o sitio dos amadlos, outr'ora ertoacaato
ao ex-thesoureiro da repartalo das obras publi-
cas, Jos Marcelino Alves da Fonceca, visto nao
ter apparecido licitme algum ao mesmo sitio,
quando foi posto em hasta publica.
Ao mesmo. Communico a V. S. que o Dr.
procurador fiscal dessa reparticao, Cypriano Fe-
nelon Guedes Alcoforado, por incommodo de(sa-
de passou no dia 12 do corrente o exercicio d seu
cargo ao respectivo ajudante interino, bacharel
Jeronymo Salgado de Castro Accioli.
4." eccao.
Acto :
O prenderte da ^Mnftcia. attendendo ao
que requereu Aquilino JotV de Guiraaraes Fer-
reira, professor publico de astruceo primaria da
povoaco de Nova Cruz, e tendo em vista a in-
formadlo do director geral interino da instrueco
publica, de 16 do correrte, sob n. 110, resol ve
eonceder-lhe 60 dias de licenca com ordenado so-
mente, para tratar de sua sado, a contar do 1.*
deste mez.
Offlcio:
Ao commissario vaccinador provincial. Re-
meta Vrac. com a pussivel brevidade ao Dr. chefe
de polica, com destino ao delegado do termo de
Nazareth, onde est grassa ndo com intensidade a
varila, algumas laminas de pus vaccinieo, si j i
houver
Portara :
A" cmara municipal do Bom Jardiin-Trans-
mittindo por copia cmara municipal do Bom
Jardira a infurmaco do inspector da sade pu-
blica sobre o recurso de Francisco Ferreira da
Silva, interposto para esta presidencia da delibe-
raco dessa cmara, mandando intimal-o para nao
vender medicamentos, tenho a declarar que nesta
data dei pro vi ment a esse recurso, por competir
ao referido inspector conceder taes llcencas ; ca-
bendo smente s cmaras municipaes multar aos
que as excederem, vendendo medicamentos por
elles manipulados, e representar contra os infra-
ctores para serem punidos.
5" seceo.
Acto:
O presidente da provincia, attendendo ao que
expoz em sua peticao o porieiro da reparticao dos
correios desta provincia, Salustiano Severiano
Rames, e tendo em vista a informacao do Dr. che-
fe de polica em offlcio n. 731, de 17 deste mez,
resolve declarar sem efleito a suspenso que Ihe
foi impost por portara de 26 de marco ultimo ;
sem prejuizo do processo, que lavara seguir os
seus termos ulteriores.
Offlcio :
Ao administrador interino dos correios.
Communico a Vmc. que por acto desta data re-
solv, em vista do que me requereu o porteiro
d'essa reparticao, Salustiano Severiano Ramos, e
do que informou o Dr. chefe de polica em offlcio
n. 731, de hantem, declarar sera efieito a suspen-
so que lhetmpuz ; sem prejuizo do processo, que
dever seg;ir os seus termos ulteriores.
EXPEDIENTE DO SECRETARIO.
/.' seceo.
Offlcios :
Ao brgadeiro commandante das armas. -
De ordem de S. Exc. o Sr. presdeme da provincia,
communico a V. Exc. para os iras convenientes
que no dia 3 de maio prximo ao meio dia se-
guir para o presidio de Fernando de Noronba o
vapor Giqui, da companhia pernambucana- Mu-
tatis mutandis ao director do arsenal de guerra e
inspector do arsenal de marinha.
5" sereno.
Offlcios :
Ao engenheiro fiscal interino da companhia
Pernambuco Street Railway. -O Exm Sr. presi-
dente da provincia manda eomraunicar a V. S.
que ficou inteirado, pelo seu offlcio de huntem, de
haver o carro n. 23, de volta de Santo Amaro, fe-
rido na cabeca e fracturado um braco a um indi-
viduo de cor branca, que eslava embriagado e
dorma sobre os trilitos, em lugar onde nao havia
Iluminadlo publica.
Ao superintendente da estrada de ferro do
Recife ao S. Francisco.O Exm. Sr. presidente da
provincia manda declarar a V. S. que nesta dat
expedid as necessarias ordens s thesourarias ge-
ral e provincial, no sentido de serem pagas as des-
pezas dos transportes, de que trat o seu offlcio
de 15 deste mez.
Ao geaente da companhia pernambucana. -
De ordem do Exm. Sr. presidente da provincia,
pode V. S. fazer seguir para os portos do norte e
sul at Granja e Aracaj, no dia 30 do corrente s
5 horas da tarde, os vapores dessa eompanhia,
pojuca e Mandah, e bem assim no dia 3 de maio
ao meio dia o vapor Giqui para o presidio de
Fernando de Noronha.
DESPACHO DA PRESIDENCIA DE 9 DE JUNHO DE
1873.
Abaixo aHaados, soldados do corpo de poli-
ca. -Infocme aCr. Dr. juiz de dreito da comarca
deOurisait,
Candi Mino Xavier Ramos.-Indeferido.
FraaasPWrbeira Costa Vasconeeiios. -Enca-
miahe-se oportunamente.
< 'ominando QCAKTKL GE.NEIt.VL DO MMMM DAS ARMAS
DE PEK.NAMBIT.O, EM 1 O* lK Jl MU 1)1. 1873.
Oidem du din 73 f
O brigadeiro commandante das armas faz pu-
blio para conhecimento da guarnieao, que o go-
verno concedeu por portara de is de maio ulinno
ao Sr. majar do 3* regiment de ra vallara ligesra
Joo Jos Bruce, um mez de licenca, para vir a
esta provincia, o qual se apresen! >u nest<- quartel
general a 9 do crrante ; e que a presidencia V*
ta provincia emeedeu par portara de 30 de refe-
rido mez de mam trinta dias de li -enea na lumia
da lei, a contar de hoje, para tratar de negocios aV
seu particular interesse, ao Sr. tenerte tmorari
do exercito Jos Ignacio Ribeiro Ruma.
(Asignado.i -Manoel da C. V. Lint.
Conforme. -Jos B. dos Santis Mn guindo, ajudan-
te d'ordens encarregado do detalhe.
RepwrtirAo da pulirla.
!.* scelo. Secretaria da pulira de Pernaraburo,
10 de junho de 1873.
N 1073. Illin. e Exm. Sr.Cumpre-me scien-
tilicar a V. Exc. que, das pariin.iacoV- recebida*
hoja nesta repartidlo, consta que foram repo-
lludos casa de detencao os individuos se-
guintes :
A' minha ordem, Andr esrravo. sentenciado
viudo da provincia do Amazonas, com destino
presidio de Fernando.
A' ordem do subdelegado de *anto Antonio.
Mara, esrrava de Manoel Moreira de Souza, a re
quenmento deste.
a' ordem do do i* dislricto de S. Jos, CaeUna
Maria da Conceicio. por embriaguez e insulto*.
A' ordem do dos Afogados, Rosa Maria da Con*
ceico, por offensa moral publica.
A' ordem do da Magdalena, Marros Alves d.,
Prazeres, por embriaguez e desi>rd"in.
I'i.r offlcios de :t, I.'> e I1.' de maio uliinii, o de-
legado de poli :ia do termo de Ouricury d.-u-m
sciencia de lerem sido NaaMtH respectiva ea-
deia. orden do Dr. juiz municipal do termo. Ca-
nuta, escrava condemnada pena ultima ; o sen-
tenciado Lucindo Francisco Chaves e Manuel Vi-
cente, pronunciado no termo do Granito, ron in-
curso as penas do artigo 120 do enligo criminal,
capturados pe i subdelegado daquella vdU, # o
desertor du 9* batalhlo de infartara de linha Her-
culano da Costa Araujo.
Anda, pur offlcios d ;i e 8 do dito mez de mato
communicou-me o mesmo delegado que na noile
do da 1.*. no dislricto de Urtigas, Franrisro Josr
de Souza ferio levemeote a Felismino Raiuos de
Oliveira ; que fez-se o corpo de daliclo e entre-
gou-se ao offendido. a requeriraento deste para
proceder contra o seu offensor.
Que no da V, no dislricto de Serra Branca, Ii
doro Simeo ferira gravemente a Alexandrina Ma -
ra de Jess ; que fez-se a competente vistura e
proseguase us termos do inquerito policial.
O delegado do Cabo, communicou-me que a.
dia .'i i do mez passado fora gravemente eridu Ma-
noel Dias de Oveira por um fulano Chiquito,
qual conseguio evadir-se, e que sobre este tacto s*
proceder nos termos da lei.
Segundo communieou.-me o subdelegado da
Boa-Vista, as anze horas da manhi do da S 4o
correrte, na prara do Conde d Eu, se'dra um
conflicto entre Joaquim Cocino Netoe Sebasto.
Rodrigues, de que resullon flrar este cotn o d-d,
maxilar da no direit quebrado ; fez a compe-
tente vistura e prosegue-se nos termos do inque-
nto.
Finalmente, a ordem e tranqullidade nao so
freram alteraco.
O que tudo participo a V. Exc, como me com-
pre.
Deus guarde a V. Exc Illm. e Exm. Sr. com
mendador Dr. Henrique Pereira de l.mvna. dig
nissmo presidente desta provincia.O chefe ir
polica interino, Manoel Tertuliano Tnomii Hra
rtques.
lYMIIIIr!
Rio, tde maio de t9S.
A QL'EsTAO RELH'.IOSA, O SR. SILVKIRA HARTUs g O
PARTIDO LIRKRAL.
I
Entramos em duvida si cumpre tornar ao sari
aqui lo de dizer o Sr Prado Pimental em artigo
editorial da Reforma que o disrurso do Sr. Sil
veira Martins proferido na sessao de 23 defini, a
a largos trieos, a attilude do partido liberal na
que.-iaj religiosa.
Urna priuieiia objeceo erguer se-hia casara as -
severacao to peremptoria.
A irreconciliavel antinomia entre as epmiie*
manifestadas as duas casas do parlamente pele.
Srs Surea Martins e consollieiro Zackaraa eol
locara a este illustre defensor da .
vas episcopaes fra do tremi do faral I
n-
As questoes religiosas foram em lodos os lem-
pos da primeira imp.>rtanrta. Ellas
com a fe, e nenhum sentimenlo acta era)
forraidavel imperio sobre a cunsciencia hi
D'ahi vem que as Iotas de natureza
tnguem-se e earacterisam-se na historia pete ar-
dor e tumulto das paixoes.
Nao ha, por tanto, dizer que ae trat de i
auestio de ordem secundara em
publico do quilate do Sr. conseaaire 1
Vasconeeiios, chefe aceito e proclamada
tido liberal, possa indifferentemea
por urna ou outra soiueJa.
veirahtai
Se o deputado Silv

spam


**?"?-?
IW
"i.L*,tKAiy.J*" V."*" 'V*
Diario de Pcrnambuco Quarla fcira 11 de Jimhdde 1873.
A
dasaspiracoeilibcrjMem tio. grave assiimrdo, o
enador Zaenariu deixou-so car distanciado 11
seu partido g foz-se un homem imputovel i
la poltica que adoptou.
Ou o Sr. Silveira Martin? ou o Sr. Zacharias: ou
-o scepticismo menos disforzado que nao v na dis-
paridade dos cultos sen.o differenca do formulas,
ou a orthodoxia severa o implcavel i|ue so no
bispo de Roma, o bisio dos bispo, o suceessor au-
gusto de S. Pedro, o vigario dOTOrsto.o ehefe da
ohristandade, v a fonte de toda autoridade em
materia religiosa.
Por desaocordo milito menos profundo, pela
simples aprciacao de questees de facto, foi cassado
ao honrad.) Sr. baro de Man o diploma liberal.
O afamado club reformista metteu-se em usa ;
fes sua a questio, e um pronunciamento insidio-
-amento obtido de urna parto do eleitorado rio-
grandcnso obrigou aquello illuslre cidadao a de-
xar vazia a eadeira que lo honrosamente occu-
pava na cmara temporaria.
. Convidando a Reforma a explicar-so sobre o as-
sumpto, aceiumos o applaudido discurso do Sr.
Silveira Manins como a ultima palavra do partido
liberal sobre a questao religiosa.
O Sr. Prado Pimentel nao ouvio, isto temos por
certo, o Sr. Silveira Martina, O orador program-
ina nunca esleve tj abaixo do mereciraento que
Ihe reconhecemos. Nunca a sua palavra foi me-
us fcil, menos correcta, menos abundante ; nun-
ca o seu talento se revelou menos inspirado c o
seu espirito menos impressionado da causa que
tomara a si defender.
Se houvessemos da julgar o Sr. Silveira Martins
pe:o mus discursos na questao religiosa, anas-
Suinhado coneeito nos dictara um i apreciarn
csapaixonaua.
Nao se elevando altura lio assumpto, o Sr. Sil-
veira Martins procurou antes conquistar a hilari-
dade que a admirarn. Intolerante com os adver-
sarios a que cliamou mais de urna ve/, de ultra-
montanos e car islas, S. Exc. nao discuti una
th se, nao defendeu um principio, nao desenvol-
veu urna doutrina.
lOmquanto o Sr. Pmheiro Guimares pedio con-
sellio a experiencia e licao da historia, recor-
dando o perno das invasoes da ordem espiritual
no invern das sociedades, esealpellisando a in-
fluencia desorganisadora das cohortes romanas no
rgimen temporal, tirando a limpo as tentativas de
Avassallamcnto em mais de urna phase histrica
plaoisadas pela ambicio de amigos e modernos
theocratas; i Sr. Silveira Martins converteu a
qoettad religiosa em clava poltica, e, maneja ido-a
euui verdadeiro desaso, ainontoou reilexoes sed-
eat, frivolas banalidades, que a ara espirito culto
nSo poderiam ser atlribuidas sera quehra de quan-
loa crditos Iliterarios houvesse conquistado.
Leia o Sr. Prado Pim.mtel, com preveneo ou
sera ella, o extracto hontem publicado pelo Diari
do Rio, e conveneer-ae-ba de que o discurso do
Sr. Silveira Martins nao pode ler a prcteneo de
Usar un progranuna on de definir a attitude de
um partido era questao de iloance tao elevado
ionio e a questao religiosa ltimamente travada
entre o epaKaipada e a sociedade civil.
Sem fazer nenlium reparo no desalinho da
parase, no incorrecto da expesien, as maligni-
dades serasaboronas a que o Sr." Silveira Martins
se iiostra (So allc-icoado, tentemos urna ligeira
aprciacao do celebrado diseono a que a Reform i
quiz dar tojas as lionns de um programan poli-
tic .-religioso.
Comecoa o Sr. Silveira Martins, por una re-
lindo desasisada, fazendo reparo em que um de-
plido da maioria viesse pedir publicamente, e de
torpresa, expeaoes que poderia pedir e receber
a niela voz L'is alii ;omo o Sr..Silveira Martin?
GomprunenJe o rgimen parlamentar I Tratan-
di-t.0 de tantos tao graves, como os que erain an-
nunciados por telegiaumas d Pernambueo. era
meta voz que um representante do paiz devera
pedir ao guvorno n sen jnixn Como se em um
rgimen de publicidade explieacSea de tal natnre
za devessem ser trenadas senao parante o paiz, o
primeiro iuteressado no desenlace da questao !
Outros applaadiriam a isen.o com que o Sr.
Leandro Reserra, defensor evuvensido das prero-
gativas episcopaes, eorrau tribuna. Censuroo-o
u Sr. Silveira Martins I
Fez-te aovo reparo em que o Ilustre deputado
por Sergig', satisfeito o Qm do seu requerimento,
dectorasse retralo, e ajuutou o Sr. Silveira Mar-
tins que o honrado mombro da maioria quera
fiiljncar-lhe a coz.
Cabera aqni doas rellexoes. Primeiramente c
de notar a immodestia com que o Sr. Silveira
Martins iuterpretou o pensara nto .de ura dstinc-
to collega que, tanto por sua iliust.-acao como oc-
ia firmexa de conviceoes que tem sabido defender
com raro ssibreo, nao poda ser suspeitado de
raedir-se cora queui quer que fosee. Em segundo
lugar, permittmd) o regiment da cmara tempo-
ral la que qnalquer deputado- possa subscrever e
offerecer como seu um requerimento que nutro
lente retirar, niio se poderia ver no acto do Sr.
Leandro Bezerra senao una prova de deferencia
ao gabinete e de condenen em suas providen-
cias.
Tanto assira que a este fcil expediente soc-
corren-se o Sr. Silveira Martins para que a dis-
oiissio nao fosse interrompida. Si a intenco
do Sr. Leandro Bezerra fora tolber a palavra ao
Sr. Silveira Martins e cortar pela discusso do as-
snmpto, requercria o coeerramenlo.
Mas o Sr. Silveira Martins, imitando nisto ao Sr
Jos ue Alenear, jolgoo. para logo que s facto de
haver pedido a palavra liona laucado a confusao
e o susto uas bancadas carlistas.
Tal foi o exordio.
Entrando na materia, o Sr. Silveira Martins
recurJou a proposito dos faetos de Pernambueo os
da ra do uvidor ; e disse ao lira de contas
que, assim como as noites de fevereiro, nao ti-
unahavido naquela provincia senao unu fui-
lao de batatas e chotiricos.
Depois deste valente arrojo oratorio, a que a ga-
lera nao pedia ser indl'erente, perguntou o Sr.
Silveira Martins com a sua costumada cmpliase
pelo resultado do inquerito sobre os acontecimen-
tos de fevereiro, quaes criminosos tinham sido su-
jeitadas a processo, (|ue puuigo tinliam merecido
i$ domaos alli praticados.
Como se o erlrae de damno, de natureza parti-
cular, podesse motivar a acci) olllciai da justica
publica, salvo na hypoth'ese de prisio em ilagra
le I Como se, resultando de um inquerito indicio;
mais ou menos vehemente? contra os autores de
um crime particular e ailiancavel, fosse licito au-
toridade mstaurar-lhes processo sem alten?o
natureza do delicto I
O Sr. Prado Pimentel, que advogado, far jus-
jifa tbeoria d-> Sr. Silveira Martins.
Continua o orador:
Mas hojf, como os faetos teem consequencias
ataes e a autoridade foi quera solfreu a accao dos
principios subversivos, mostra-se o governo zeloso
e nao manda applicar as mesmas regras : manda
fazer inqueritos, processar e lalvez tarabem encar-
cerar I
Este pequeo trecho era digno de ser transcrip-
to. Os que i'unhecem as noticias transmitidas a
Macei por telegrammas exp-didos de Pernambu-
eo, sabem que udnhuma autoridade foj desrespei-
lada pelo povo. Nao sendo imposeivel que algum
outro attentado seja de lamentar, o quo apenas se
sabe que o ata iue foi dirigido a propriedade
partisular.
Por mais que a autoridade seja interessada em
manter a ordem publica, e com ella todos os Ji-
reitos, ninguem dir que os faetos occorridos em
Pernambueo, embora mais graves, nao sejam de
natureza idntica aos da ra- do Ouvidor. Em um
como em outro caso foi atacada a propriedade ;
corametteuse um crime de damno. E' o que se
sabe.
Mas o Sr. Silveira Martins diz em seu tom ha
banal: Poi a autoridade quem so/freu a accao
dos principios subversivos.
E' at curioso que nao conhecend o governo
seno o que todos conhecem, e muito pouco
liara que se forme um juizo seguro sobre os de-
ploraveis acentecimentos, tenha dito o Sr. Silveira
Martins que o gocerno mostra-se zeloso, monda fa-
zer inqueritos, processar e taloez encarara*:
De que providencias colheu o Sr. Silveira Mar-
tins esta convicio ? Como pode constar S. Exc.
que o governo tenha mandado processar e encar-
cerar T
Por ontro lado, si os faetos tiverem as conse-
quencias fataes que S. Exc prev, deve a autori-
dade cruzar os bracos f
D'ahi passa o Sr. Silveira Martins a recordar
que, tendo apre>entado ao parlamento urna repre-
sentaco firmada por 7,000 cidados, era de pre-
ver que, nenhuma medida lendo sido decretada
para impedir o reprimir os abusos da autoridade
episcopal, surgisse a necessidade fatal da violencia
para castigar a violencia Nos paizesjivres, acares-
-cenia S-'Bxc, nao pode governar quem nao
prev.
Em prova disto-veio ao caso o desabamento do
orro'de'6. Bnto. E como ura morro desabou, e
um grupo de povo praticou em Pernambueo ex-
cessQs lamenta veis, o governo nao prev I
Sabo-se a historia da represontacao de que o Sr.
Silveira Martins nao cessa de acclamar-se o por,
tador. O que nplla se pedia ? Repsm da tiolen-
ri.i feita s roafrarias o iruiandades, e prdvidon-
ias contra s invasao JuKuitica.
Como e a que titulo su interaim o Tovern i nt-
Iro o diocesano o as contrarias, antes que estes
institutos religiosos usassem do recurso legal ? O
que resolvera ura governo sensato sobre a sup-
posta invasao esuilica ? Dovaria baiir simples
paires, desterrados ou encarcera-los,como a gran-
des criminosos ?
Alm de que a reprosenlacao questionada foi
suliniettida ao poder legislativo. Era de boa poli-
tica que o poder executvo o antecipasse as me-
didas geraesauo a situaban das cousas era Per-
nambueo podesse motivar ?
Quereria o Sr. Silveira Martins que o governo,
por um decreto, por urna portara, por um aviso,
mandasse reexportar para Roma os padres jesu-
tas, declarasse sem efleilo os interdictos toncados
a< ir,inandades c contrarias, tornasse do nenlium
effeito a excommunbao toncada maznara ou
desautorasse de seu ministerio o bispo de Olmda ?
Sem advertir na procedencia tiestas refloxoes
que nenlium hoipemde bom sen^o ter em pouca
valia, o Sr. Silveira Martins disse sentenciosa-
mente :
Ministro nao quer dizer homem que traja far-
da; ninguem tem o diroito de oceupar um lugar
que nao merece, e o ministro deve ser primeiro
servidor d i patria. Essas posieKes devera ser oc-
capadas por homens de previdencia, que posara
prestar servidos ao paiz e que nao ante-ponhaui
suas pessnas ao trabalho e dedicacSo causa pu-
blica, que delles devora esperar os seus conc.da-'
daos.
Quando grosseiramento baaaes, algum grande atumtado
fosse annunciadj que attentasse a desidia dos mi-
nistros da cora e os expozesse a justas severida-
des, o Sr. Silveira Martins ciilinuou por estas pa-
lavras :
< O governo tem demorado muito a solucao da
questao do Pernambueo, e a caman, que tambera
6 urna instJlaicao nacional, que est sujeita, como
todoa as cidados, como todas as oorporaoVM,
apreciarn c censura do paiz, illudio tambera a
questao, deseendoat a pralicar oque se faz as
assemblas provinciaes
O Sr. Silveira Martins envolve na mejfua cen-
sura governo e a cmara, aquello por lernemora-
do a deciso, esta porque mandou ouvir o bispo
diocesano. Balii conclue ?. Exc. que a um como
a outra cabe a responsabilidade dos acontecimeu-
tos de Pernambueo.
Quereria o Sr. Silveira Martins que deciso de
tamanho alcance fosse tomada de afogadilho, sem
previa consulta do consellio de estado, sem o exa-
me e estudo necessarios a tao grave solacio ?
Questao de facto como esta li'pio aos entendi-
dos ajuizar do valor dos a questao.
Nem mais procedente a que s dirigiu cma-
ra. Tenilo de conhecer de actos do bispo dioce-
sano, de una autoridade superior da groja, cum-
pria ao parlamento informar-se plenamente do es-
tad) da questao, uvir a autoridade suspeitada do
ter invadido a jurisdic;ao civil, conhecer por 0 i-
cumento irnvnsavel, que ordem de RMfes jurdi-
cas determinara os actos jurisdiccionaeS do poder
ecclesiastico.
Que providencia pedia caber ao poder legisla-
tivo ? Decretar a suspensa o do interdicto, decla-
rar nenrmma a excommunbao da macoaaria, le-
gislar sobre a suspenso do bispo ?
E o que fez o -r. Silveira Martins a quem cou-
be a honra de offerecer cmara a representarn?
Que medida indieou em sua oraeio prcambular ?
Porque naooffereceu algn projecio de !ei?
Os 7,009 cidalaos, be n contados, que S. Exc.
injumbiram desub:neter apreciacn do poder
legislativo a follada representadlo, tulla o direito
de esperar de seu Ilustro mandatario que, timan-
do a frente do nmimmto e dirigindo-o, indicaste
a medida reclamada pelas circumstane'uv. Nao
eseolherara a S. ExcAwnra ura simples portador
para fazer chegar mesa da cmara o grosso in-
f lio de "; iiilames. D.> outro modo teram des-
tinado a S. Exc. um papel que nao quadra ao seu
mericimeoto.
Nem o eseolherara os 7,0'J) por amor da attitu-
de poltica que 8. Exc. mantera peranta o governo
Entrj os que subsereveram a reareaentaCM leem-
se nomes sem cor poltica, de cidados do todas as
classes, de todas as profissoes, conscr.adores, li-
bertes republicanos.
Dest is observaeoea resulta que ao Sr. Silveira
Martins por mais de urna razo corra o dever de
fazer acorapanhar a representacao de ura projecto
de le, ou resolucio legislativa, que pozesso co-
bro aos males denunciados.
Mas S. Exc. nao somonte nao o fez, como deflois
de a apr.'senlar, perdeu ainteiramente de vista, dei-
xou-a entre os cutapadidi archivo, e entre si e
os seus 7,000 constituint'Ipoz a di-tancia que vai
da corte a Pelotas. E emqaantn 7.O0U homens
confiantes na palavra e no genio do corajoso de-
fen sor de todas as possives liberdades, viam cer-
cad--s os templos, feridas de interdiccao as cera-
munidales religiosas, embaracada a administraco
dos Sacramentos, S. Exc. dansava e recebia fes-
tiies de triumpho.
Continuemos, portn, anossa conscenciosa ana-
lyse dj discurso do Sr. Silveira Martins.
Estranhou o orador que o governo esperasse o
recurso para proferir una deciso. Si at u ma-
gistrado tem o nobie offkia de proteger o direito
individual, quando este de algum modo se casa
com o interesse publico, como que o governo
espera ser provocado ao tratar se de questao que
inteiessa ordem, segu ranea e paz pu-
blica ?
Decorre desta original theoria que, todas as ve-
zes que urna questao interressar ordem e paz
publica, deve o governo intervir para resolve-la.
Si, por exemplo, a applieacao de urna le ou a
execucode um decreto judicial por fenrem a in-
teresaos de um grande numero, poderem ameacar
a ordem publica, cabe ao governo, segundo a dou-
trina do Sr. Silveira Martins, nao acautelar a segu-
ranza publica por- meios preventivos, mas revogar
desde logo a lei ou declarar de nenhura effeito o
decreto judicial.
Na bypotliese vertente, o que claramente se in-
fere das palavras do Sr. Silveira viartins, que o
governo devera desde logo, e apenas conhecidos
o pronunciameuto e a resistencia das communida-
des religiosas de i ernambuco, decretar a nullida-
de do interdicto, o nenhnm effeito da excommu-
nbao fulminada contra a maconaria, a reintegra-
cao dos membros expulsos das confrarias e toda
urna serie de actos de tal natureza.
Porm, eis que o Sr. Silveira Martins lembra-se
de dizer o que faria se fosse governo, isto se
< mj. sse farda e audasse por aui piatido de verde
e amarello.
O que faria o Sr. ministro de... qualquer pasta?
Sim : o que faria elle 1
Eis aqui, nem mais nem menos, a providencia
do Sr. Silveira Martins, de un homem uue nao
aceitara urna farda para pompear : kllwuspen-
drpia o bispo I
Queram sabe-lo, estes ministros que nao sao
ministros ; pois eis ah una providencia cora que
ludo licana em seu lugar; excepto o bispo sus-
penso.
Querem ser governo e nao sabem que um bispo
pode ser suspenso porque tonca um interdicto !
E' que os ministros, diz neste trecho o Sr. Sil-
veira Martins, sao raeros oficiaes maiores das se-
cretarias, nao sao o governo do paiz, sao instru-
mentos de um ooder maior I
llora observar que o Sr. Silveira Mattins, an-
tes de elevarse tal energa, declarara terminan-
temente ao subalterno que cessasse as suas exor-
bitancias de invesdo do poder temporal, com o
que nao despendera tempo e era o subalterno
seria admitalo a explicar-se.
Ora, preciso ter paciencia ora o Sr. Silveira
Martins.... Elle censura o governo por ter exporta
do ou por ter suggerido o emprego do recurso
prestahelecido na le; mas se fora o poder, decla-
rara antes de ludo ao chele da diocese que ces-
sasse M suas exhorbitanciis de mu alo.
O que em tudo isto vai transluzindo urna ver-
dadera exhorbitancia de um razao.
Acredita o Sr. Silveira Martins que o governo
nao ter esgotado lodos os meios de prevenir e
acauteliar, nao j as exhorb Inicias, mas toda ten-
tativa de invasao da jurisdic-.-o civil ?
Quanto suspenso do prelado diocesano, ad-
raittindo que ao poder executvo caiba esta attn-
buicao e que devesse ser exercida senao no caso
de um extremo pongo da sociedade, esgotados to-
dos os meios e recursos legaes, em que viria este
acto mamfeatamente atentatorio da independencia
da igreja moditfoar o-eslado- da questao*? rfcariam
tulhidos pelo facto da suspenso os etfeitos do in-
terdicto? Por esta jiggresaao brutal contra um
chefe da igreja, ficaria remediada aexcommunho?
Em todo caso sera preciso que, interpoatps os
recursos, seguissem os tramites da lei que-aio de
sua natureza tao lentos como previdentes.
Em que, pois, aproveitara a suspenso ?
Se se tratasse de um magist-ado que pe/erro
bu m intelligencia das leis, as trucbase p sua
applieacao, o que se dira de um governoque o
suspenoesse sem forma nem figura de processo,
sem audiencia ?
n que se dira de um governo que, por amor
di direitn offendiito pela errada interjiretacio do
texto legal, pr.um qualuwr excesso de tari*-
diciio, decreasse dictatirialmento a nullidae do
julgainentn J
Podem os bispos ter errado ; o interdicto com
que foram fnlminadas as confrarias pode ser ex-
horbitante de suas altribuicoes; mas devem elles
ser poitos fora das regras communs de direito,
para que nao lenbam lioerdade de interpretar os
textos ?
V o Sr. ilveira Martins que, anda quando de-
vessem os bispos ser considerados meros empre-
gados pblicos, seria urna violencia sem noine, um
attentado que nenhuma energa do lingnagem qna-
linearla devidainente, negar-se-lhes a liberdade de
applicar as censuras e as penas de que sao natu-
raes jaizes.
Insistir o Sr. Prado Pimentel em dizer que um
tal discurso defini a attitude do partido liberal na
questao relig osa ?
Nao se escreve em nome de um partido sem a
mais profunda relexo.
Proseguiremos.
( Nagua J,
Ec
ASSEMBLA PROVINCIAL
SESSO ORDINARIA EM 7 DE M,VlO.
PHKSIDENnlA DO SR. FRBBRIRA DI AOL'IAH.
Ao meio dia feita a chamada, acham-se presen-
tes os segantes Srs deputados : a. Correa de
Araujo, Ralis e Silva, J. Correa de Araujo, La-
cerda, Firmino do Novaos, Mello Reg, Oliveira
Andrade, Figueiroa, Almeida Pernambueo, Ga-
mero, ^ ieira do Mello, Ges Cavalcante, Gom.al-
ves Ferreira, Vioira de Araujo, Tito Barros, Agniar,
01 \ rapio Marques, l'olentino, vamede, Gomes P-
rente, Lamenha, Barros Wanderley, Cunha Fi-
gueiredo, Pinto Jnior, OlverajFonceca, e Amaral.
brese a sesso, sendo lda e approvada a acta
da anterior.
0 Sa. 1 SKCBEr.vnto d canta do seguate
KXl'EDIENTE \
lOIHcios :
Do secretario do gowrno da provincia, reraet
tendo um projecto de pxturas da cmara muuici-
1 do Rccife, e copia das informa-oes prestadas
a mesma cmara reparticao das obras pu-
licas. A" commis>o de posturas.
Dos alumnos meslres da escola normal, repre-
sentando contra a praxe estabelecida que os manda
submelter a concurso, aliui de podajreiu ser pr-
vidos nos lugares de prefessores. A' comraisso
de instruceo pusuca.
De Joaquin Pedro do Reg Cavalcante, offere-
cendo-se pira tazer a obra da barreira mandada
estabelecer pela le n. 473, na estrada do norte
junto ao ro Timb.-A' comraisso de obras pu-
blicas.
Da irmandade de Nossa-Senhora das Djres da
povoaco de Capueiras, pedindo a approvacio de
seu compromisso.A' cummisso do negocios cc-
elusiasticos.
De Jos dos Passos Quinte.ro, offerecendo-se
para contratar o fornecmento de bao e bolacha
aos habitantes do Recite, mediante um privilegio
por 0 anuos, oflforocendo por isso 600:000*000
ao asylo de alienados.A' comraisso de peticBes.
Be Manoel Goncalves Guimares, offerecendo-
se para contratar o foriiecimeMo de victualhas
aos haliilantes do Recite, mediante um (irevlegio
de 30 annos offerecendo para isso 400:000000. -
A' comraisso de peticoes.
De Francisco de Paula Araujo, e Jos de Ges
Merelles, pedindo um previlegio por ;W annos
para estabelecerem uesta cidade um arinazem
norm a de lanadas de todas as qualidades, onde
os seus habitantes*se possain deltas prover por
barato preci). A* comraisso de peticoes.
Dos moradores da Capuaga, pedindo a creacao
de duas cadeiras de iustrueco primaria, sendo
ums para cada sexo.-A' commisso de instrueco
publica.
ORDEM DO DIA.
3' discusse do projecto n. 56 de-te anno, so-
bre crdito-; suppiementares le do oreamento
vigente E" approvado.
I1 discusso do projecton. ."o des'.e anno, man-
dando jubilar com todos os vencimenlos ao pro-
fessor da i' eadeira de latim do gymnasio pro-
vincial E' approvado.
Entram era discusslo as emendas offerecidas
em i' ao projecto n. 3 deste auno. sao appro-
vadas.
Continua a discusso adiada do projecto n.
dosie anno, que reduz o imposto sobre casas
de compra e venda de escravos. E', rejeiladu.
2" discusso do projecto n. i8 dest anno, que
crea nma nova fre^nezia annxa a municipio
de Panellas, sob a invocaco da augusta Concei-
{ao. E' approvado.
Vcrilicaudo-s nio haver numero, o Sr. presi-
dente designa a ordem do da o: levanta a sesso.
REVISTA DIARIA.
Gymnasio provincial. Por portara da
presidencia da provincia, de 19 do correte, foi
exonerado o bachure! Benjamn Scares de Azeve-
do de repetidor do gymnasio provincial, por pro-
posta do r. regedor interino.
Collcctorias provinciaes.Por porta-
ra da presidencia da proviucia, de 9 do corren-
te, foram nomeados cubradores das collectorias :
da Escada, Silvestre Rodrigues Pereira, e de San-
to Anto, Joao Carolino Goes.
Autoridades policaes.Por portaras
da presidencia da provincia, de 9 do crrante, fo-
ram nomeados : 1 supplente do subdelegado do
1 districto do termo do Bonito, Adelino Rodrigues
da Silva; subdelegado do districto de Cabelleira,
d termo do Bonito, Manoel Thoraaz de Aquino ;
2" e 3o supplentes do delegado do termo do Boni-
to, Jos Honorato Chaves e Otilio Prismo Lins de
Albuquerque.
Asylo de alienados.Damos em seguida
o offlcio dirigido pela comraisso nomcada pela
presidencia da provincia para agenciar donativos
para o novo edificio do asylo de alienados:
N. 62.Associaeo comraercial beneficente
de Pernambueo, en 6 dejunho de 1873.Adirec-
r desta associaeo, era s.-.tisfacoao pedido que
Exc. Ihe dirigi era i de Janeiro do corrente
anno, e no desejo de concorrer para que se leve
effeito o asylo de alienados, recommendado por V.
Exc, tem a honra de incluir um documento ao
deposito no Eoglish Bank of Rio de Janeiro, i
disposico de V. Exc. pela qnanlia de 10:7101.000
obtida por subscripeo no bairro do Recife, pela
commisso desta associaclo. Foraui por esta di-
receo Horneadas nutras commissoes, para tal fim
e se algum resultado apresentarem, opportuna-
mente er levado ao eonhecimento de V. Exc.
E' certo que esta direceo raelhormrnle se pres-
ura a satlsfazer os bons desejos de V. Exc. a
nio ser a actual situacao negativa ao comraercio
da nossa pra^a e a crise porque elle actualmente
est passando.
Deus guarde a V. Exc.-lllm. e Exro. Sr. Dr.
Henrque Pereira de Lucena, presidente da pro-
vincia. -Jos do Silva boyo, presidente.-Lmz
Duprat, secretario..
Companhia do Beberibe.Reunio-se
non lera a a companhia em numero de 39, representando 2,223
acedes, e procedeu eleicao da directora que de-
ve funecionar no biennio d 1873 a 1875, a qual
licou assim organisada :
Director. Joao Ignacio de Medeiros Reg,
Vice-dito. Dr. Manoel do Nascimento Machado
Portella.
Secretorio.Luiz Manoel Rodrigues Valeoca.
Caixa.Corbiniano de Aquino Fonceca.
Adjunctos. Joaquim Olintho Bastos, Antonia
Augusto dos .-antos Porto. Antonio Rodrigues Pin-
to, Domingos Antunes \ iliaca, Dr. Jos Eustaquio
Ferreira Jacobina.
I ommissn de contas.Coramendador.Luiz Gon-
calves da ilva, Jos Antonio Pinto, Jos Joaquim
Moreira.
Entrara ni em exereicio. Tendo-se
encerrado os trabalhos da aeserabla provincia,
assumira in hontem os exereicos : de juizes subs-
titutos na comarca di Recife, os Srs. Drs. Jo6 Ni-
colao Tolentino de Carvalbo e Jos Manoel de Bar-
ros Wanderley; de chee de secgo da thesoura-
ra.provincial, o Sr.,Dr..Jos-.Mana Freir Gamei-
ro ; de delegado .^e.poiicia do districto.donRe-,
cife, o Sr. Dr. Antonio Gocaives ferreira ; e de
director da escoto normal o Sr. Dr. Alvaro cba
Cavalcante.
Dinheiro.-O vapor Forana levau de nossa
praenpara:
Parahyba &'
Cenr
Marannio 1:
-Gana *
O vapor brasileiro CruttindoMi leveu de
oessa praca para :
Babia 15:000/030
Rio de Janeiro r.l9:8:M 57^0
Sendi desta quantia illfeO0O5i>Ol) para o the-
aauro nacional.
Cospus Christi.-Chamamos'a attencio de
nos-os leitores para una publicarn que na seccao
competento faz a irmandade do Sautissimo Sacra-
mento da fregueza de Santo Antonio, acerca da
feslvidade religiosa que cumpria fazer no dia de
amanh, um dos mais jpelfceraveis nos fastos da
igreja catnoliea, apo Sociedade benefhsente dos typo
Si-nplios. Amanh s 10 horas do dia reu-
nir soba esta sociedade, na casa de suas scssdesjt-
ra tratar da discusso dos respectivos estatutos
Congrcsso Iliterario.-Amanh; 12 do
crtente, reunir se-ha esta sociedade s horas e
no lugar do eostume. Ordem do dia.-I." parte
continuaco da discusso da theso apresentada
pelo Sr. M. Rosa, sobre a instrueco olirigatoria;
2.' parte, desenvolvimento e discusso da segra-
te the-e, apresentada pelo Sr. Joaquim Chaves :-
Deve-se ubolir o celibato clerical f
Theatro de Santo Antonio. Hoje
noite lera lugar o espectculo concedido pelo gre-
mio dramtico sociedadeLosobrasileira.
Subiro scena o drama Lucia Dedicr, em tres
actos, a comedia em um acto Bolea e Cachimbo, e
urna scena cmica desempeuhada pelo Sr. Penante
quo, a isso obsequiosamente se prestou.
Os bons crditos de que gota a sociedade be-
neficiada auguram um ptimo resultado a csse
espectculo,
Cmara dos deputados. Damos bo-
je, em nossa 8' pagina, comero publicado do
importante discurso do Sr. deputado conselheiro
Jos do Alenear, pronunciado na cmara dos de-
putados era justiticacao do seu projecto sobre a
questao relig osa. Recommcndanio lo aos nossos
leitores.
Cmara municipal do Rccilc. No
lugar competente vai publicada a acta da sexta
sesso ordinaria dessa corporaco, celebrada no
dia 28 do p isado, na qual vera transcripto por
extenso o parecer da comraisso do cemiieiio pu-
blico do Hec fe acerca da exigencia de S. Exc.
Rvm. o Sr. bispo diocesano de serem benzidas as
catacumbas em que tiverem de se realisar enter-
ramentos. Chamamos para elle a atiene! dos
leitores.
Feriincnto.-Na noite do 1." do corrente
Francisco Jos da Souza ferio levemente a Fels-
raino Ramos ile Oliveira, no districto policial de
Urtgas, do termo do Oui icury.
Outro. No districto policial de Serra Branca
daquelle mesmo termo, Izidero Simej ferio gra-
vemente a Alexandrina Mara de Jess uo dia i do
corrente.
.Has ouro. Em 30 do mez prximo lindo,
Manoel Das de Oliveira foi gravemente ferido por
um tal-Chiquito, na villa do Cabo. Nao foi
preso o offeiisor, nem se Ihe sabe do nome pro-
prro.
Conflicto Na prafa lo Conde d"Eu, pela-
lt horas da inanh do dia 8 do corrente, deuse
ura conflicto entre Joaquim Giellio Nelto e Sebas-
tio Rodrigues, do qual resultou este ficar com
um dedo da mao drreita quebrado?
.Helo de preservar das bexigas.
Acabamos de receber a seguinte conmiunieaeao,
que recommendamos aos leitores pelas uas im-
portancia e vantagens :
< Ha oitenta e seis annos que a Gazeta Mercan-
til de Hambnrjo publicou um artigo interessante
sobre o meio le extinguir as bexigas e de preser-
var as criancas de semelhante peste.
t E' interessante o que refere o dstincto me-
dico Mareas Meyer, na sua viagem Polonia. El-
le diz qu>-, naquelle paiz, encontrando um jadea
bastante id oso e medico de prollsso, por nome
Meyer Posen, tido por liomim de muita prohidade
e saber, e-te em conversa sobre as bexigas Ihe dis-
sera que : < Lendo ainda 111050 no Prpluta Ese-
quid cap. 16 v. 4* quando nata es in die ortus
tai non ett praec'sns umbelicos titas, et aqu non
es Iota a salutem mee sale s lita. (O ten urabgo
nao foi espriraido etc.), entrou a pensar que o pro-
pheta arguia assim os Gerosalenitas de abomina-
?o por nao observnrem esta pratica, e concluir
que Mojase devera te-la proscripto e.a alguina
parte.
J pezar de toda a sua diligencia, accroseentou
elle, que nada lin a encontrado ; em vista do que
suppoz que seria preccito do Indicio ; e que co-
mo todos os preeeitos deste legielador erara funda-
dos esi alguma cousa pbysica, como por exemplo
a prohibic) da carne de poreo pela propenso
que os israelitas tinham para a lepra, que a refe-
rida carne promove ; suspeitou tambera haver al-
guma cousa pbysica que o movesse mencionada
pratica para com s recemnascidos
Nada, porem, pode descubrir, at que atraves-
sando a Dalinacia Venezana, soube que os lilhos
dos judeus naquelle paiz, nunca tinham bexigas,
apezar de communicarem com os dos christaos
atai;ados dellas.
Depois de exactas diligencias alcan-.-on que os
judeus iiaipjella provincia costumavara tratar os
tilos apenas nasciara, peh esiylo mencionado ; e
portanto concluio ele ser csse o motivo que indu
zio Moyss a prescrevelo ; porque as bexigas ti
nhain sido por elle reputadas como urna especie
de materia variolosa, que reside na superficie da
pelle e no cordo utubelical da cnanja, que o traz
no seio materno, at que, pcnetrando-lhe os poros,
cora o tempo rebenta.
Se esta materia, portanto, antes de se inlrodu-
zir no corpo, se esfrega com sal e lmpa, entao
forcoso que nao rebente.
< Disse mais que havia aconselhado aos seus
freguezes que, espiemessem o umbigo aos meni-
nos apenas nascidos, e Ihe esfregassem a pelle com
bastante sal raoido, exceptuando somonte os olhos
e depois os lavassem.
Por urna experiencia de quarenta annos, po-
de observar que os meninos assim tratados nunca
tiverara bexigas.
Marcus Meyer, depois desta referencia diz:
que o mesmo le confirmou a experiencia por
espaco de dezeeis annos ; o que ensinando este
remedio um ministro eclesistico na Jutlandia,
Ihe dissera a mulher que assim o acreditava, por
quanto, tendo todos os seus lilhos bexigas, urna
peqnena, apezar de dormir ao p delles, nunca as
tivera ; porque, tendo ella o eostume de lavar os
lilhos, apenas nascidjs, em agua moma mistura-
da com manteiga derretida, na occasio em que a
dUa pequea Ihe nasce- a, nao tinha em casa se-
nao manteiga salgada e muito salgada, da qual as-
sim mesmo se servio ; e por esta causa suppunha
que a pequea nao havia tido bexigas. >
Este remedio tanto mais digno de usar-se
quanto elle por nenlium principio pode ser no-
civo.
Agora vai fallar o nosso dstincto crurgio
parteiro, de saudosa memoria, Joaquim Jeronymo
Serpa, director do amigo jardiiu botnico de
Olinda.
Em urna sua importante publ cacao, diz elle :
Nesta cidade de Olinda, desde o mez de novem-
bro de 1814, at este presente mez de setembro
de 1827 j monta trezentas enancas recemnas-
cidas, o numero das era que tenho posto em pra-
tica a esfregacao do sal muido.
Destas, s dezeseis foram atacadas de bexigas,
porem benignas, e morreram quatro ou cinco
dellas, segundo pude observar ; por se complica-
rem com a dentcao trabalhosa.
Nestes raesmos annos grassou a bexiga malig-
na ; o menino Amando, que tambera foi esfrega-
do com sal, dorma com meninos que entao esta-
vam de bexigas. e nao foi apestado dellas.
Tenho tambem observado que as eriancas,
que tem passado sor esta prova, mais cedo lhes
cae o umbigo e nao sao tao frequentemenle ataca-
das de espasmo, sendo esta urna molestia endmi-
ca neste paiz ; muito principalmente quando ha
ferida era alguma parte do corpo, como succede
na separaco ou corte do cordo ambelical.
Todos sabera 'que o sal comraum suspende a
fermentacao e impede a putrefaeco das substan-
cias animaes e vegetaes ; e julga-se que elle tem
o mesmo effeito sobre 03 alimentos comidos no
estomago.
Cora effeito, o sal um poderosissimo agente
da natureza e que muito bem pode causar na pel-
le ama modficao vantajosa.
Alguraas vezes pode succeder que o sal nao
faca o devido beneficio sobre o corpo dos recem-
nascidos, porque alguns delles vem cobertos o
untados de una grande porco de substancia so-
bada ; e que necessariaraente deve embaracar o
contacto do sal sobre a pelle, e por isso a partei-
ra esfregar o corpo da enanca por mais tompo,
-e demorara por mais aiguns instantes a sua la-
-vagera. >
-- Direi agora o que, sobre o eraprego date
meio, se pa-sou comigo.
Aconselhado por aquelle dstincto facultativo,
com quera nutr amiga veis relafdes, z executar
a esfregacao do sal em nove fimos que tive, com
o cuidadojde mandar espreraer osnmiigos, antes
da salgaco deesas criancas.
Devo, em abono, da verdade, declarar que,
j naoturei.nesse uso as vantagens preconisadas;
porquanio apenas tres tiveram bexigas de peste,!
sendo ellas de um carcter o mais benigno que
poda ser. %
Nenhuma do*S3S criancas soltar dn espasmo! t,,.,, j,nixn
umb.os'":::1::1;:: iom; *?&. Uar *"** ^, w-
umbigos leenaram sem a menor corrupc.io e ca-
hiran em brava te.npo, nao tendo essas criancas
incoioiiiodo algam.
Se estos resultado! foram s devidos ao era
prego deste meio, nao o aftlrmo, mas cm todo o
caso eu o applicarci todas as criancas que me
pertencerem. J
Dando publicidade a estas linlias, talvez que
algum ser vico preste ao publico, p js que tenho
encontrado muitas pessoas o at alguns medico*
que ignorara semelhante pratica.
t E' para desojar que se vulgarise a sua n ti-
cia para inelhor termos a certeza de sua Muida-
de e vantagens. Recife, 8 de junho do 1873.
Salvador llenrique de Albuquerque.
Illustracao Hespanhola America-
na.Acaba de chegar o n. 19 deste IsMnetsasie
jornal de Madrid, contendo : retrato de I). Luiz
Orbe, a priso do general Topete e diversas vistas
do matadonro de Madrid ; e artigos importantes
sobre a exposicao de Vienna d'Austria, sobre a
guerra civil hespanhola, sobro Veril e dous ro-
mances.
.11 creado de Londres.- Lerrns na cor-
respondencia de Londres para o Jornal do Com-
mercio do Rio de Janeiro :
c O deposito de assucar no Reino Unido ac-
tualmente de 128,000 toneladas contra 91,001 de
igual data em 1872, e que a estas equivalen!, to
baixo o s*eu valoi.
Em relaco s cargas de assucar de Pernam-
bueo e outros portos do Brasil, pedem-me que tor-
ne a chamar a altencao para as queixas constan-
tes e cada vez inaioies deste mercado a taires*
peito.
O peso falsificado do assucar de Pernambueo
_t."io escandaloso, que desafia qualquer explica-
co razoaveL
* Aqm se altribue* a fraude aos rmaseos ou
aos capites dos navios. Nao ha exemplo de se-
melhantes irregularidades em lao grande escala.
Saceos dessa procedencia com a marca de cinco
arrobas tem se provado que sao excessivamente
pequeos para esse couledo.
O carregamento ere atizas da Rabia tambem
frequenleraeute d&honesto, sendo a mereadoi ia
interior de peior (pialilade que a da superficie.
A consequencia disto que os refinadores no
acto ila compra c-xigem certificado de que a su-
perficie condiz com o fundo da caixa, tolerando
se differenca de 6 %.
Tudo 'o que excedo a esta tnx, descon-
tado.
No entanto lia mercadores que Dio se inquie-
tara com estas diflerenoas, e consorvam na Rabia
seus fundos escrupulosamente exactos. Sao, po-
rm, qua> geracs as queixas.
O negociante que solicita esta minlia interven-
cao diz que os commisarios de assucar da Babia
devem prestar a maior atten^o ao assuuipto,
a porque se tacs abusos nao se cohiben, os assorn-
res do Brasil j desacreditados, t)rnar-se-b.io de
venda imposeivel, excepto por presos ruinosos.
Chegain tarabem a esta lado queixas princi-
palmente da Rabia sobre a nova pratica do gover-
no imperial concentrar no Rio de Janeiro as re-
mesis de fundos para Londres, attrahindo assim
para essa praca todo o diuheiro dos portos do
norte.
Por esta medida, diz urna carta di Rabia,
est o nosso mercad > quasi exhausti) de numei a-
rio ; dahi vie.ram Oinbaraeos e por lira produzio-se
una crise linanceira. Os bancos recusara fome-
cer moeda, a nao ser com ura descont ruinoso e
sobre garanta solida; e as firmas part miares
oblin sem dlculdade ti "/o para o papel de 1*
classe.
Exposicao canina. A cxpfsico canina
devia abrr-se 110 dia 2 de niaio no jardim de ac-
climaeao de Pars e comprehenderia 1,200 caes de
tedas as especies, comprchendendo 14. matilbas
francezas ou inglezas.
Os premios que nio de distribuir-pe compoem
urna somata de 2.*i.000 franco-. O organisador
desta expo-|o o Sr. Geoffroy Saint-Ililaire, di-
rector do jardim de aeeliniaco.
I 111a licao aos repulilicanos.-John
Bright um dos mais celebres radicaos ingleze*.
A sua voz tem sido sempre ouvida cora grande
entliusiasmo e applauso cin diversos meetmgs, c
os seus escriptos sao lidos com avidez. Os par-
tidarios da republ ca cm Inglaterra contaram sem-
pre com loba Briglit come ura dos seus homens
mais eminentes.
Tendo o partido republicano resolvido celebrar
em Rirmingham urna conferencia dos delegados
das suas associacoes em Inglaterra sob a presiden-
cia de J. A. Cooper, alim de accordarem na defi-
nitiva orgairisapo do partido repubiieauo, convi-
daran! Juhn Bri^lit para assistir.
John Brigjrl nao pode comparecer, mas escre-
veu a seguiiite notavel carta :
Meus amiges.Agrade;o-vos ..- convite, qw
me dirigistes para assisiir conferencia, que in-
tentaes celebrar, bem que nao possa concorrer a
ella. Pedis-me urna palavra de cororoamento, que
me fora diffieil dar-vo*.
Alcanzar a potse do melb ir f ystema de go-
verno emprchendiincnto digno de todos os nos-
sos esfoTOOS ; mas pode ser avisada poltica o tra-
balhar antes no aperfeigoamento do governo que
possuimos, do que aspirar a grandes mudancas,
que necessariamente implica m riseps enormes.
E' mais fcil de certo derrubar qualquer mo-
narehia do que fazer fructificar o que se poner em
seu lugar. Persuado-mc que o preeo, que nos
haveria de custar tal mndanca, sobre excedera
muito o seu valor. Nossos pefs padeceram perto
de um secuto por causa da destruicao da monar-
cha, que foi o resultado da loucara e dos crimes
do monarcha.
A Fran;a tem spffrido ha quasi cen annos
muitas calamidades e humilhacocs depois da que-
da do antigo governo e da impossibilidade de fun-
dar o governo estavel para Ihe succeder. A Hes-
panha esta lutando com iguaes difficuldades ; nos
observamos com interesse e anciedade a experien-
cia, a que ella se sujeitou.
Ha quarenta annos que temos visto operar-se
urna serie de melhoramentos as nossas leis, e na
nossa administraco, igual ou talvez superior a tu-
do quanto se tem feito em qualquer outra nacan.
Isto me faz esperar e confiar em que nos podemos
estabelecer um governo sufflcientemente bom pa-
ra conquistar o apoio do respeito e da sympathia
de tudo o que ha de fttelligentc no paiz, sem que
nos aventuremos a perturb^coes, que a meu jui-
zo, sao nseparaves da destruicao de urna munar-
chia antiga.
a Nao posso, pois. associar-me ao fim, que a
palavra de ordem da vossa associaeo. Frefiro
procurar realisar melhorauentos uteis no caminho
das reformas polticas por um processo, que com
ser menos ambicioso, se mealgura mais prudente,
e menos arriscado, Pelo que conhecemos do passa-
do podemos confiar e esperar no porvr.-JoA
Bright.
A coroaco dos res da Sueci*.
Os jornaes estrangeiros publicam extensos porme-
nores acerca das Netas que tiveram lugar em Sto-
cholmo por occasio da coroaco dos r*is da Sue-
cia. No templo via-se o que ha de mais notavel
na corte e os tr.qos das seuhoras eram expen
didos.
A ceremonia teve um carcter profundamente
religioso, sendo o arcebispo, assistido de diversos
bispos, quem ungi o re e a rainha e coljsfeoa o
diadema as suas frontes com o mesmo enromo-
Tiveram alta
i Pereira da Casia,
Patricio Jo- 1-Vriiati.lcs.
Hospital Pedro II. o movineMo destt
tabelocimento, de S ao dis*l de junho e> 17J.
foi o seguinte : rxistiam 341, entraran 51 sang-
rara til, falleceram lO.exisicm a23,s<-udu. ti?, ho-
mens e l0 aonaran.
Advertencia.
Foram visitadas as enfermaras nestso das ^ 1
i/i, 8, 8 1/2, 8, 9, 8 1/3, 8, pdo Dr. Mira,
por ausencia do Dr. Ramo* ; i* 12 1/1, I, I 1/2,
lelo Dr. Sarniento ; s 8 1/2, 8,8 1/1 9, 8 l|2. ,
peloDr. Malaquias ; as 8 1,2,8 I 1 l/i, 8 IV
9, 9, [m.Io Dr. Vianna.
Fallecido*.
Pedro Pereira da Silva ; scirroso do ligado.
Manoel Antonio da Silva ; varilas ronflurnle--
Lnn francisco de l.jra ; h\|) anoel llalduino ; valilas confluente-.
Francisco Xavier do- SMtOS : diarrhea.
Uisme Jos de Torres landeir ; phlvsira enV
monar.
Manoel Feliciano da Rix-ha ; hepatite ajnJa.
Jorge Tagba : febre anurelta.
Sabino Francisco llegis; rabercolos pulmoo-ir'-
Francisi-a Varia Joaquina ; -\phit. s.
Passaselros.^V.ndos de Xamanguai- :
vapir Cmrmrift:
rrederieo de Ahneida e Allmquerqn^. SaWaeYr
Athanasio, Francisco A. C. Maciel, Maiioci F r-
nezes, Bazilio M. S. de Andrade, Antoni 1 F Li-
lins, Carlea Layl, Custodio R S Ma a. I I
M. Janior.Antoniu J. s P mies, 2 lunas, e I n
do, Joaquim Francisco de Alera, Epaininantd -
llom.rio de llrilo.
Ceinitcrio publico. Obituario Jr< di. 9
le Junho :
Francisco Joaquim de Moura, branca, Pwrtnpl,
13 anuos, sdteiro, ltoa-\ isla ; anazarca.
Antonio, eseravo, pardo. 'einamlium. M> an-
nos, Roa-Vista ; lislulas oininanas.
Francisca Mara J-aquina, preta, Pernaml-
2i annos, solleira, Uoa-Vi-ia, hospiLd l'^lr-. ti
syphiles.
niara Theodora da PesHean, branca. Pernain-
boeo. 7< annos, vi:iva, S. J : diarrhra.
Sabino Francisco Repis. par.ln. Pcniainbaf, M
anuos, stdteiro, lia-Vista, rtubcrru'os pjln.- Ba-
res.
Maria, parda, Pernambueo, I anno, San! A"'.
nio ; entorile.
9
DanianaEliziaria da Cmceicn, nrpta, Per..
buco, :i2 anuos, solleira, Santo Antonio ; n< -i .
de peito.
Manoel I/iurenco da Triudade. cohocto. ignntn-
se a lialui'.didade, 00 annos, casado. Sai I
nio ; espasmo.
Felicia JJerpetua de Sant'Anaa Ferreirr.. IVBJSJBB,
Pernambueo, 81) annos, viuva, Boa-\(atJ frasjne-
za senil.
Domingos, csrravo, prelo, 22 inezes, S .-
dentieao.
Mariano, pardo, Pernambuc, 3 anno*, le
hydropesia.
Joao Francisco da Costa, BOfin, Rio lirandr *
Norte, :ii aniii.s. solicin, lloa-Vis, bospiti! -
I' ; tuborcutos pulmn;.res
Henrque, reeenma^cid 1, brando, Pernamesjen,
Roa-Vista ; as sneer.
Benedicto Geratante, branro, He nos. casado, lon-ViaU ; febre am.irclla.
Maria, parda, Pernambueo, 10 dia. San* \i 1
nio -espasmo
Pulcberio, pardo, Parahyba, 6 moie*. Boa-V -:. .
bepatitc.
Auna Zeferina Jovina (!- llast s, brni-.. 1
nambuco, 22 annos, solleira, Boa-Vista tul>erei
los pulmonares.
Maria, parda, Pernambueo, lt das, Rfof
convnls('<.
Levino Themistocle* da Ccncei-.i*0- parJ".
nambuco, 10 airaos, Hdtoiro, Santo Antoni.
orgnica.
1. _
l'HROMU JlUITIARIl.
S Etlltl MI. Il ltl.l.%< lO
SESSO DK 10 DE JIMIO Dti iK
PBBS19K.NCIA 00 IXM. SB. C-IXSBLIlklBo CAITash.
aaanjnan.
Sicrctario lir. Virgilio Coelkc.
As 10 horas da manh, prsenles os Sr >'*~
euibargadores Loureneu Santiago, {Almeida A4-;t
querque, Doria, Domingues Silva, procurador ra
c.ira, Regoeira Costa, Araujo Jorge, e Ne.-.
aborta a ses-o.
BJHSjsjn
Recursos crimes,
Recorrente o juizo de direii." de Mossoru, re-
corrido Jos Pereira de Souza. Juizes o Sr 0\-
embargadores Doria, Araujo Jorge. Lourcn^oSa-
liago e Regueira Costa.- Improcedenle.
Ketorrente o juizo de direit i de Liinoer-.. re-
corrido Jos Luiz de Sal'Amia. Juizet os h*
desembargadores Doria, Ahonda Albaqoarsjne,
Neiva e Regueira (iisla. Improcedenle
Recurrente o juizo de direito de Mnn:.,(i..f
recorrido Jos Pereira Ja Silva Sejiul'
os Srs. desembargadores Regueira Costa. Ntvi.
Lourenco Santiago e Araujo Jorge. Improw-
dente.
Recorrente o juizo de direito de Penedo, recor-
rido Firmino Jos de Son/a. Juizes o- >r-, itr*
embarcadores Kegucira Costa, Araujo Jorge, Ito
ra e Lourenco Santiago. Improcedente
Recorrente o juizo de direito de Cimbra, re-
corridos Jos Pereira da Silva Arara t ontn-
Juizes os Srs. desembargadores Regoeira l'.u.
Neiva, Almeida Albuquerque e Doria.Impr
dente.
Aggraves de petirao
Aggravante I. Maria Ricarda d
Juizes os Srs. desembargad ore Loar
go, Doria e Almeida Al'uquerque. -
vimento.
Aggravante Jos Mortins Grauja. Jaizes o-
dcscmbaTgadores Almeida Albuquerqm. V
Jorge e Lou rento Santiago. Nao loanarasn coatn -
cimento.
Aggravante Eduviges por seu curador. Jnif-
os Srs. desembargadores Doria, Doaiagne* *V.
e Lourenco SantiagoNegaram provineato
Aggravante Januario, por seu curador. Ju.x*
os Srs. desembargadores Araujo .Jorge, >vji e-
Doria. Negaram provinienlo.
Aggravante D. Tberaca de Siqoeira CavaicaMi
Juies os Srs desembargadores Neiva, Regoeira
Costa e Doria. Nao tomaram conberimeWo.
Aggravante D. Thereza Carneiro Lins de Mi-
randa. Juizes os Srs. desetnbargadores Regee.r.i
Costa, Araujo Jorge e Almeida Albuqoerqof
Nao tomaram conhecimento.
Aggravo de instrumento
Aggravante D. Leonor Mana de 01 inda,
vado o juizo municipal da Granja.f
vimento.
Aggravante Jos de Moura VasroocWlo. ag
gravado o juizo de direito de Pao d Albo. Imh
os Srs. desembargadores Doria. Aojo Jorgn e
Neiva. Deu-se provimento.
Carta testemunharel.
Aggravante Luiz Freir de Andrade. Joan* on
Srs. desembargadores Domngues Silva, Regoeira
Costa e Araujo Jorge. Deu-se provimento.
Appeltocao nvel.
Do juizo municipal de Campia. As
cerpus.
paciente
nial pralicado desde 1140. O psalmo que princi-
pia Senbor, mostrai-me o rerdadei o caminhW loo RaptisU de Parias Leite, appelhdos
foi cantado admiraveImente. Toda a dieta da Sw> cente de Mello e oalros.Atleoderai
cia prestou era seguida o juramento de fidelidade
ao re, nao obstante o republicanianjr principiar
j a assomar naquellas naques do norte. Ao diri-
girse o cortejo da cathedral para o palacio, as
acolamacSes do povo confundiam-se pom o troar
da anilharia e com os sons das musieajt^aMire-
sentavam a Austria o principe de *MIfch a
Russia, o general Sieven a Italia, ftnovta a
Allemanha, Rluniental e a Franca, varraul.
Hospital portugus.-O moviraento das
enfermaras na semana de Fa Td#mao, foi o se-
guinte : Existiam 59, entraram ai saturara cu-
rados 28, fallecern) 5, ficara existindo 50. O
mordomo da semana actual o Sr. Daniel Tava-
res Coiho.
Lotera. A que se acha venda a 54*. a
beneficio da matriz do Cibo, a qual corre, no
dia 14.
l.eilao.Conforme est annunciado deve ter
lugar sexla-feira a oonclusio do leilio do arma-
zem da ra do Imperador n 45, sendo que os
procos pprque tero sido vendidos os obieslos alli
existentes, muito animar os pretendentes por
serem 50 por cealo menos que em outro qualquer.
Casa de deteneao. Moviroento do da
9 de junho de 1873 :
Existiam presos 355, entraram 5, sahiram 10,
existem 350.
A saber :
Nacionaes 231, mulneres 12, estrangeiros Vi,
escravos- 53. escravas 13.Total 350.
Alimentados a costa dos cofres pblicos 377.
Movimento da eofermaria do dia 9 de junho
de 1873.
Inri
I AKep
Rodrgnee,
gos de dectoracao.
Habeas
Concederam soltura ao
dos Santo*.
Igual concessao ao paciente Manoel
eseravo de D. Mara Patn.
MSSAr.ff.3S.
Do Sr. desembargador Almeida
Sr. desembargador Doria :
Aafeliaeftes civeis.
Uo Ic.-AppeUante Jos Pedro Arras da Mw.
appellado o curador do eseravo Msossi
Do Ac*rac. Appeilaou Jos Uesnao da Sdva.
appellada a africana Flornda e seos nanos.
DeQnguaretama.-Appeiaote Jas Cananc.
de Albuquerque Galvo,
da Fonceca e outro.
Banfeargos
De S. Joaft-Bsabargintea
e outro*, embargado padre
Santos Barbosa e ootrea.
Ipsillinii
Da Tema.-ApoeHaate
outros, anpeMads a jastica
De Nasant1i.-AppnlianMe
va, a|fMMainM ajnele
Ferreira da flra
PaeMien,
hoJM Villar m
va, appeUadaa
Do Sr. deserobaraanor Doria na 8r
dor Daongoee Suva :


gador
Do iWcife.-Appeian*e
des, appsHaio fin Jett
Vicente Joaquim Per
Caetano de Medetrae.


r
.*
'i y l>Miw*iwwnwpfM
*
ii 'ip
Diario de Prnambuco Quwta. feira II de Junlio de 1873.



:
r.
appel
da
De Macelo. -Appellante a parda Mara,
lado Flix Pereira di Souza.
Dia de apparecer.
Ua Imperatriz,Appellado Joaquim Alves
Suva, appellantejraticisco Carlos de Araujo.
Do Recife. -Amellado Antonio Caetano del-
/eira, appellante Joaquim Geraldo de Bastos.
Ao Sr, desembargador Alineida Albuquerque :
Oo Recre. -'Appellante Francisco Antonio Alves
Matearenhas, appellado Joo Athanazio Botelho ;
appellante Rufino, por sea curador, appellado Fe-
listnina Cliristalina da Silva.
Ao Sr. deseinbargadorRegucira O.'sta :
AppeUacb critne.
De S. JiUo.Appelljuto o juizo, appellado Iz.
doro Ferreir da Costa
Do Sr. dcsernbargador Domingues Silva ao Sr.
desembargador Regair Costa :
Appellacoes civeis.
o Recife. Appellante Felippe Mena Calado da
ronceca, appellado Alan mi Jos Martn das Ne-
v ; appellante Josephina Maria das Dores, por
eu curador, appellado Antonio Jiaquim Fernau-
des da Silva.
Mvuutui'gador Araujo Jorge:
a.-Apoeljanie Jo-jo Jos de Oliveira, ap-
p.JpOQUiUi JqlHV.'reir da Cunha. '
tfpBilc.-Appelluites.Fiaueisco Aiitoo'o Poa-
res^njfos, aup--!lad.> Vicente Ferreira Padilha
^.desimibargador Almeida Albuquerque :
jpoito Calvo. Appellante Jos de'Oliveira
una* appellado Joo Ferreira de Carvalho e
uutiej.
Jfc descmbargador Regueira Costa ao Sr.
il<'sejjjb*rgador Araujo Jorge:
j Appellaojjo crime.
Dfl^Reeife. -Appellautus Antonio Feitoza de
A outros, appellada a ju.-tca.
Appeljacdes civeis.
Annellajite Domingos Gomes, da Frota, appella-
do Felippe Gomes da Frota ; appellante Jos Ja-
cotne Tasso, appellado Manoel Alves Barbosa ;
appellante Francisco de Barros e Silva, appellado
Jos Ribeiro Ribas ; appellante o curador da par-
da Ignez, appellado Manoel de Mello.
Ao Sr. desembargador Loureneo Santiago :
Appellante Joao Antonio Gomes, appellado Ma-
noel Alves Pereira.
Ao Sr. desembargador A. Albuquerque :
Appellante Jos Hygino de Miranda, appellada
a fazenda nacional.
lo Sr. desembargador Araujo Jorge ao Sr. des-
eiubargador Neiva :
Appellacoes civeis.
De- Mamanguape.Appellanle Raymundo Fran-
cisco da Costa Tavares, appellado Trajano Lopes
da Costa.
Appellacoes crimes.
Do Ipd.Appellante o juizo, appellados Bernar
do Ferreira de Oliveira e outros. *
Di Cartiar -Appellante Josepba Maria da
Conceicao, appellada a justica.
De S. Joao.Appellante o juizo, appellado Joao
Sabino de Oliveira.
Oo Sr. desembargador Neiva ao Sr. desembar-
p-idor Loureneo Santiago:
Appellacoes crimes.
De Palmeira.Appellante Manoel Luiz Sergio
dos Santos, appellada a justica.
Ue Aquiraz. Appellante o juizo, appellado
Franklin Jos de Sant'Anna.
Appellacao civel.
Da Imperatriz.Apellante Felippe da Cunha
Lima Mataraca. appellado Manoel Joaquim Duar-
te Guimies.
Diligencia crime.
Ao Sr. desembargador promotor da justica.
Appellante Jos de Souza Castro, appellada a jus-
tica ; appellante o juizo, appellado Joo Goncal
ves Vianna ; appellantcs Jos Ricardo Domado e
outros, appellada a justica ; appellante Joao Uap-
tista do Nascimanto, appellada Maria Ernestina de
Castre ; appellante Francisco Luiz (oncalves Fer-
reira, appellado Pedro de Alcntara do Nascimento;
appellante Manoel Antonio da Silva, appellada
massa fallida de Manoel Jos Lopes $ Irmiio -
Juizes os Sis. deputados Candido Alcoforado o S
Leitao.-Maudou-so descer os autos, afim de ser
pelos peritos complelado o exaroe de follias.
da ASSIGNAD.
Appellante Gertrudes Qermana dos Passos, ap-
peltalo Manoel Ednyiges da Silva.-Sendo por
i- a\- Sr ^"splhoiro presidente designado o
ata ce hoje e sorteados os Srs. deputados supplen-
les 1 ereira Casca,, e Sa Leitao, adiou-se o jura-
mento a pedido da um dos ditos scnjwres.
Appellante embargante Joaquim Garaldo de
Bastos, appellado embargado Joaquim Eneas Ca-
valcanli de Albuquerque.Feito o sortoio do Sr.
deputado Candidp Alcoforado em substitnicjh do
ImadoSr. deputado Alvaro, nao pode ser julgadp,
em conscqueneia de ter um dos Sis. juizes sor-
teados pedido adiamenlo.
FEIToS QUK FICARAM S0BI1E A MES\.
Appellante embargado Domingos Pinto de Fre-
tas, appellado embargante Antonio Ferreira Bra-
ga ; appellantes appellados viuva e herdeiros de
Manoel Goncalves da Silva, appellante embargante
Jacob Cab, hojo seus herdeiros, ajpellada em-
bargada. D. Oellina TeJIes de Menezdf aanelMnte
a baroneza de Jaragu, appellada D. Armirina
Fre.es dejle^dinca.r\'ao.foram julgados em ra-
zaodo nao ecwiipar.ciuicnto do Sr. deseiiTSajyadar
AcciolLjuizcerto era'todos esies,feitos. "
AGGR.VVOS.
Juizo especial do commercio: agravante filias
Emiliano Ramos, aggravados viuva e' heideiros de
Franciico Santiago Raaos ; aggravante francisco
Bruno. Jaeoine Bezerra, aggravdos os irecjptes
da comnanha Phenix Pernamoucana. Nao jjve-
ram provimeuto.
Enccrrou-se, a sessao 1 hora e 1 quarto da
tarde. '- "
justica ; appellante o promotor, appellada Maria
Lopes Pereira.
Assignou-se dia para julgamento jlos feitos
sQfointes .-
Appella.oes crimes.
Do Recife.Appellante Gemeuiano Infante Lu-
rjiael, appellado Manoel Martins Comes.
m De Caruaru", Appellante Antonio Jos Correa,
appellada a justica.
Da Imperatriz. Apuellante Marcelino Barbosa
de Miranda, appellado Manoel Pedro dOliveira.
Da Fortaleza. Appellante Jos Dias da Silva
llocha. appellada a justica.
Da Telha. Appellante Joaquim Veira de Silva,
appellada a Justina,
j"Je i'atlos. Appellante o juizo, appellado Joa-
HUim Ignacio dos Santos.
De Buique.-Appellante o juizo, appellado Jos
Goncalves de Almeida.
Da Assembla.Appellante o juizo e Jos Anto
nio da Costa, appellados Joaquim da Costa Bezer-
ra e outros.
_ Do Aracatv. Appellante Francisco Correa da
Silva, appelada a justica.
De Ara.Appellante Candido Rodrigues Bezerra,
appellada a justica.
'Appcllacao civel.
Da Granja.Appellante Francisco Severiano de
Moraes Correa, appellado Jos Antonio dos San-
ios Oliveira.
DISTRIBligoES.
Recursos (ripies,
Ao Sr. desembargador Loureneo Santiago :
Recrreme o juiz de direito do Natal, recorrido
Antonio Velloso de Almeida. Recurrente o juizo
de direito da Escada, recorrido Francisco Xavier
do Mego Barros.
Ao Sr. desembargador Almeida Albuquerque :
Becorrenteo juizo de direito d'Agua Preta, re-
corrido Henrique Ferreira Barbosa.
Ao Sr. desembargador Doria :
Recrreme o juizo de direito de Atalaia, recorr-
rido Francisco Honorato do Valle.
Ao Sr. desembargador llegueira Cos.
Recurrente o juizo de direito da Portal
rido Thomaz da Silva Castro.
Ao Sr. desembargador Araujo Jorge
Recorrenle o juito de direito de Nazaretb, recor-
rido Cbristovao Velloso Cavalcante de Aibuquer-
que. Hecorrente o juizo de direito do Sobral, recor-
rido Antonio Alves Ferreira.
Ao Sr. desembargador Neiva
Hecorrente o juizo de direito do Limoeiro, recor-
rido Vicente Ferreira de Brito e outros. Recor
rente o juizo de direito de Nazaretb, recorrido Ma
uoel Pinto de Sant'Auna.
ao Sr. desembargador Regueira Costa :
Carta testeaiinilia
st*:
.alera,
recor-
ve! dojuizodelguarassu.-Ag-, ^''. fCWd !ue
gravante Jos Francisco Carneiro da Cunha, agir. iei eu tSlilst,ca e t1 ^,a rasao acousalha que 5
' proceda a saer
vado o juizo.
Appellacoes crimes.
Ao Sr. desembargador Araujo Jorge :
De Baturit. -Appellante Vicente Ferreira da
Silva, appellada a justica,
Ao Sr. desembargador Neiva :
Da Pombal Appellante o juizo, appaliado Pe-
^ro Bezerra de Britto.
AoSr. De-embargador Loureneo Santiago :
Da Escada.Appellanle o juizo, appellado Ma-
noel Ramos da Silva.
Ao Sr. ABidn'jargador Almeida Albuquerque :
De Nazaretb.Appellante Vicente Josefa Cos-
ta, appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Doria
Do Natal.Appellante o promotor, appellado Pe-
d-) Marques de Barros.
Appellacao civel.
Ao Sr desembargador Domingues Silva :
Da Atalaia. -AppellanteEelippe da Cunha Lima
ocha, appellado Jos Antonio d'Almeida Guim-
raes
Encerrou-se a sssao a 1 ij2 hora.
TribAnal do commerrio.
SESSAO JUDICIARIA EM 9 DE JUNHO
DE 1873.
f-aESIDK.NCIA DO EXM. SR. CONSELHEIRO ANSELMO
FBANCISCO PEBETTI.
Secretario interino, o o/Jicial Torres.
Ao meio dia e 10 minutos, presentes os Srs. des-
ciubargadores Silva Guimares, Res e Silva e Do-
fia, e os Srs. deputados olinto Basios, Candido
Alcoforado e os Srs. supplentes S Leitao e Perei-
desembargador Aefcloli, S. Exc. o Sr. conselheiro
presidente abri a sessao.
Lida, foi approvada a aela da sessao anterior.
despachos :
O escrivao Albuquerque registrou o ultimo pro-
testo de lottra a 3 do mez crrente, sob o n
2,850 ; e o escrivao Aires de Brito a 7 do dito
raez, sob o n. 2,739.
ACCORDO SUBMETTIDO ASSICXATU8A.
Appellante embargante Bonifacio Adedalo Fon-
CaaUi, appellados embargados Singlehurst Ne-
paen 4 C.
JULOAMSIfTO
Rejater o Sr. desembargador Srtw Guimares.
Revisor o Sr. desembargador Res eSilva Ap-
pellante embargante Bernardino Jos da Silva
appellados embargados os curadores flseaes d
(.DURA )It-NK'rPAL.
6." SESSAO ORDINARIA AOS 28 DE MAIO
DE 1873.
PRESIDENCIA DO SR. RKCO F. ALBL'QUEHfHlE
Presentes os Srs. Gameiro, Loyo Jnior, Reres,
Dr. Pitanga, Angelo HenriqfTes, c l)r. Lobo.Mos-
coso, abrio-se a sessao, e foi lida e approfada a
acta da autecedente.
Leu-se o seguinte
EXPEDIENTE :
Um ofllcio do Exin, presidente da provincia, de-
clarando a esta cmara que approva a compra do
barracao situado no largo do Corpo Santo, contra-
tada com o procurador do visconde de Suassuna. -
luteirada.
Outro do inesmo. remetiendo copia das informa-
cees dj commandaute das armas e do da fortaleza
do Brum, acerca da represeutacao fcita par esta
cmara. -A' commisso de polica.
Outro do mesmu, dizendo que, em vista da in-
formaco do inspector da thesouraria de fazenda
parecer do Dr. procurador liscal e dos feitos inte
rio, e da vistoria procedida no terreno alagado,
situado no Manguinho, nao elle devoluto nem
de marinha, e sim de propriedade de D. Joaquina
Francisca do Reg e outros, em vista do titulo do
propriedade exnibido.Inteirada.
Una represeutacao da sociedade Amor benefi-
cencia dos talliadires de carnes verdes, coin des-
pacho do Exm. presidente da provincia, mandando
informar.Que se informe.
Um olflcio do juz de direito do 6.0 districto cri-
minal desta comarca, pedindo abem do servico pu-
blico informaedes acerca do recebimento do livro
das actas das eleicods procedidas na freguezia dos
Afogados a 7 de setembro do annu passado.Que
o secretario interino informe.
Outro do captao do porto Jonquim Jos da Sil-
va, communicando a esta cmara haver entrado
em exereicio de seu cargo.Inteirada e que so ac-
cuse.
Outro do procurador, dando os e-clarecimentos
pelidos acerca da quautia uaeessaria para conti-
nuatau das despeas eventuaes dos cemiterios.
Que de novo se ofllcie ao Exm. presidente da pro-
vincia.
Outro do mesmo, trazendo ao conhecimento des-
ta cmara haver fallecido Jos do Reg Pacheco,
lador de Lydio Alerano Bandeira de Mello, arre-
matante dos alugueis da casa n. ii da Praga da
Independencia, e em seu lugar olTerece o mesmo
arrematante Jos Moreira da SilvaQue se acceite
pagando elle o que deve.
Un parecer do advogad>, acerca da represeu-
tacao do administrador do cemiterio da freguezia
de Jaboatao.A' commisso respetiva.
Foi approvado o seguinte parecer da commisso
do cemiterio desta cidade, acerca da representa-
cao do Exm. hispo diocesano, votndo.contra a 2.'
parte do mesmo parecer os Srs. vefeadares Li.yo
Jnior, e Neves, que considerara *apellao nica-
mente sujeito cmara municipal:
o A commisso do cemiterio publico desta ci-
dade, quera forara presentes o ofllcio do Exm.
bispo diocesano, e outras delle originados, em que
considera polluto o dito cemiterio, ordena ao ca-
pello deile que benza cada urna das sepulturas de
per si, antes de a ellas serem entregues os carpos
sein vida das liis que inorrem abra.ados com a
religio que professamos, tendo examinado atten-
tamente os ditos ollicios vem cumprir com o dever
que Ihe impoe o seu cargo, canscia da sua pa-
tente falta de habilitaco em materia to melin-
drosa.
Pensa a commisso que," observando cumpli-
damente o que est determinado em diversos arii-
gos da conslitui.o do arcbispado; que n.lo estio
revogados pela legislaco civil, nao bazeada em
le a exigencia ou ordem dada por S. Exc. ao ca-
pcllao do cemiterio, o que procurar demonstrar.
Osartigos 87 o 8o'J daquella constitiii.u
marcaiu us casos em que se deve negar a sepul-
tura ecclesiastiea, e nao consta a esta cmara que
tenlia sido sepultado no cemiterio publico cadver
algom de individuo que estivesse fura do gremio
da igreja catholica, e tanto isto verdade que o
cadver do general Abreu e Lima, que olguem
pensou que falleceu impenitente, apesar que teste-
munhas insuspeitas declarara que o mesmo gene-
ral em seus ltimos momentos abracara-se com a
imagem do crucilcado, foi sepultado entre os pro-
testantes, quando no 2.' do mesmo art. 857 se
acha determiuado que se nao negu sepultura
ecclesiastiea aos blasphemos que murrerem com
manifestos signaes de contrieco e arrependi-
mento.
a Nao sendo, certo ur tanto, que se tenham dado
as hypotheses establecidas no ttulo LXVIl da
constituido do arcbispado para se ser forcado a
considerar violado o cemiterio publico, parece que
nao ha necessidade de se fazer a bencao especial
de cada sepultura que tenha de receber algum
corpo actualmente, e se real a volaco manda a
tado art. 837 da eonstitu';o da arcbispado: e esta
cmara, para nao se dar segunda occasi de se pe-
dir jazigo a estranhas para o corpo inanimado de
algum do seus muni^ipes, como aconteceu cora os
restos mortaes.do general Abreu e Lima, insttulo
um cemiterio profane para nelle seren sopultados
os restos mortaes daqpellat que nao pertencem
igreia catholica, ou a quem os snus ministro^ por
qualquer circumstancla, negara sepultura eccle-
siastiea.
A commisso nao pode deixar do lembrar que,
send) o cemlte-io publico ura estabeleciment
desta cmara, r regido por um regulament que
constitue a sua le, nao permeldo a nioguem
dar ordens a qu.il |uer de seus empregados, e
quando alguma autoridade civil, militar ou eccle-
siastica,enlondesse que se faria necessaria qualquer
providencia relativa a interesses do servico publi-
co, mandava a boa harniouia que deve ae naver
indispensavelnienie entre os diversos poderes e
essa condescendencia admittida por todos os prin-
cipios soiaes, que se procurassem os meios es".a-
belecidos na lui para seren ellas pedidas e ejecu-
tadas : e jamis seria adinissive que qualquer
autoridade desse ordens terminantes a emprega-
dos que esto sob diversa jurisdieco, coma essas
que S. Exc. Rvma. transmittio directamente ao
capeHio do cemiterio, que collocaram-no na triste
colisao ou de desobedecer a S. Exc. para nao fal-
lar com os doveres que lem para com a cmara
municipal que Ihe da ura honarario, ou de cum-
prir as ordens de sua Exc. sem dar satisfacao
aquella; e em qualquer dos casos, quebrantado
pilos annos, e alm disso cgo, tena tal vez e?
mendigar o pao da caridade publica pelas portas
dos IHs, ou inesmo dos inflis, que se condoes-
sera da miseria de um ministro da religio catho-
lica, cr.ndemnado fomente por se na querer cum-
prir urna forraalidade proscripta na lei.
< A ccinraisso nao se julga hiblitaila a entrar
na magna questao da superioridade do poder cc-
clesiaslco sobre o civil, que parece actualmente
querer-se dar como certa e iufallivel: pensa pu-
rera, que emquanto nio for revugada a legislaco
vigente, nao pode o'poder ecclesiastico absorver o
civil, era este aniquilar as fuoccoes divinas que
coinpetem aquello: eassim crda ura deve cir-
cumscrover-se na rbita de suas attribuicoes e
harmonisarein-se mutuamente, afim de se evitar a
anarc ia social, fontc inexgolavel dperigos e ma-
les.
A' vista do que fica exposto, e que sera sufcien-
lemente suppri Jo pela sabedoria desta Ilustrada c-
mara, julga a commijso que se deve informar ao
Exm. Sr. presidente da provincia que, so S. Exc
Rvma. tem nafas para suppr queo cemiterio
publico desta cidade se acha violado, a ningueni,
se nao S. Exc. Rvma. mesmo, compete proceder
desenviolaco pelos meios determinados na >ns-
tituieo du arcebispadu, scientilicada esta cmara
do dia e hura que S.xc. Rvma. designar para
cumprir a sua santa misso : e em segundo lugai
que, sendo o capello do cemiterio um empregado
sujeito a estacamara, nao pude receber ordens
tendentes ao wrvioo do mesmo sem ser por inter-
medio d'ella, pois de oulra forma se nao poderla
manter a ordera e respeito to neces-arios ao
bom andamento tio servico publico, pelo qual se
interessa vivamente esta corporaco, que alias lem
conscieniia de seus sentimentos orthodaxos e de
profundo respeito religio catholica apostlica
romana; e de outro modo seria abrir mo das
regalas e prerogativas de que gosa pela consti-
tuido poltica do imperio, e autorisar a qualquer
oulra autoridade a dar ordens as repartieo6s
a seu cargo.e intrometter-se as funecoesque esto
proscriptas a cada um de seus empregados, o que
na realidade seria ialoleravel por acariciar a con-
fuso c indisciplina.
E' esta a opinio da commisso que conhe-
cendo a sua falta de habilita-oes para tratar da
materia, espera a competente desciflpa.
Paco da cmara municipal, em 28 de mao de
1873. Dr. Lobo Hoscoso. >
A mesma cmara resolved em sessao de hoje
conceder um terreno gratuito no cemiterio publi-
co desla cidade para nelle ser con>truido ura ja-
Sigo, rlim de servir de deposito aos restos mortaes
do fallecido Vital de Oliveira.Que se dsse scien-
cia ao administrador du cemiterio.
Despacharam-se as petices : de Alfredu Rodri-
gues de Sonsa, rcenlo Alfredo Pires Burgos,
liarthulumeu Francisco de Souza, Beltro Oliveira
& C, Carlota Herraelinda Cavalcante de Albu-
queniue, Frederico de Castro Carvalho, Francoli-
no de_ Mello Cabra!, Francisco Goncalves Lima,
Francisco Jos de Carvalho, Francisco Bazilio de
Aranda, Kloriana Maria da Conceicao, Gaspar
Antonio Vlelra Guimraes, Joaquim Jos Ferreira
da Rocha Jnior, Joaquim Baptista Nogneira, Jos
Braz da Silva, Joo Vicente Ferreira. Jos Mendes
da >ilva, Joo Francisco de Carvalho, hachare!
Jos Maximiano Alve.- Cavalcante, Joaquim Anto-
nio Pereira, Jos Lucio Lins, Joaquim Barbosa de
Oliveira, Jos Francisco do Reg, Joaquim Fran-
cisco Collares, Luiz Pereira Goncalves da Cunha,
Lui de Franea Cordeiro, Loureneo Ribeiro da
Cunha Oliveira, Marques & C. e Martiniano Fran-
cisco Ribeiro, e levantou-se a sessaa.
Eu, Augusto Genuino de Fgueirdo, oDicial-
maior servindo de secretario, a escrevi.
Manoel Joaquim do Jlafo c A Ibuquerque, pro-
presideute. Jos Maria Freir Gameiro. Jos Pe-
dro das Neves.-Thendoro Marhido Freir Pereira
da Sitia. -Joao da Caima Soares Guimraes. -Dr.
Prxedes Gomes de S usa Pitanga.Jeronymo de
Souza Leao.Jts da Silva Loyo Jnior.Dr. Pe-
dro de Athayde Lobo Moscoso.
coslume, por nao poder infelizmente tora r parto
no grande banquete dos liis eatholico;,' era vir-
tude do interdicto sobre ella I aneado pelo Exm.
bispo da diocese de Olinda, I). Fre Vital Mara
Goncalves de Oliveira.
Consistorio da innandade do Santsimo Sacra-
mento da matriz de Santo Antonio, 11 dejnnbu de
lujo.
O escrivao,
Jos Ruflm Clim'jco ii Silva.
Anitcahuita pcitoral le kcuip. -
luna simples tosso pode chegar a ser mortal sena
se alamar a tempo; porm, evitar-se ha completa-
mente o pengo fazendo-se o usa imraediato da-
Anac.anui.ta P''oral de Kerap -a qual mediante a
sua benfica influencia faz ceder rpidamente a
irritacao dos pulmfa* e grganla, e rostabelece
sua accao vigorosa, regular e saudavel. Os
dizem que a astlupa iucuravel muito
nam.
Essa fortilieante conipusicio vegetal subjuga essa
altlictiva molestia, anda iesm quando debaixo
das termas as mais obstinadas o aggravautes. As
anginas nunca tenninaro em bronchites-a tosse
em phtysica -nem a rouqiido em asthma. se des-
do logo em seus principios forera atalhados cora
este balsamo vegetal suavizador e sedativo ; seus
benficos eiTeitos sio promptamonte execuUdos as
enfcrmidades das pulras, dos vasos bronchios e
da pleura
que
se enga-
COMMERCIO.
regsram : J. A. S. Araujo W barricas rn 4,091
kilos de assucar blanco; M. J. Alves 200 barri-
qulnhas com 73,033 ditos de dito.
Para o Rio Grande do Sul, na patacho por-
iaJf}lcz Vir9>aia, carregaram : J. S. Loyo & Filho
100 saceos cora 7.3oO kilos de assucar branco e
100 barricas com 11,490 ditos de dito maseavado.
Para Mossor. na barcaca Tres limaos, car-
regaram : I. C. Duarte Ribeiro pipas e 10 bar-
ra com 6,720 litros de agurdente ; B. Gomes &
C. 3 barra com 21 ditos de dito, 8 harneas com
580 kilo* de assucar branco, e 1 caixa com
ditos de doce.
Para Maco, na barca ja FZir do Jardim.
carregaram : A. J. P. da Cunha 1 barrica com 38
kilos de assucar refinado e 2 barr* co i 163 li-
tros de -gurdente. Para o Natal, B. Oliveira & C.
14 barricas com 1,190 kilos de assucar refinado
lni|H>rtu4/ilu>.
.Montevideo, sumaca hespanhola Joanita, con-
signada a Balthar, Obveira A C, manifestou :
Couros 20, xarque 121,143 killos; aos consig-
natarios.
.APATAZIA DA ALFANEGA
Rendimento do dia 2 a 9
dem do dia 10 .
3:2991219
666i 100
5:963*619
SO-
Banco Commercial de Per-
nambuco.
O bancosacca portlos os paquetes
re aspr,cas de Lisboa o Porto.
Segura conlra-f>gii
COMPANMA
Capital.
Fundo
INORTHERN.
. 20,000:000aa00
de reserva. 8,000:000^000
Agentes,.
Mills Lalham & C.
RA DA CRUZ N. 38.
VOLUMES SABIDOS
No dia 2a 9......
Pruneira porta no dia 10. .
Segunda porta .
Terceira porta .....
Trapiche Conceicao .
SERVICO MARTIMO
Alvarengas descarregadas no trapiche
da al tandero no dia 9 .
Ditas ditas no dia 10. .
Navios alracados no trap. da alfandega
Alvarengas........
No trapiche Conceicao.....
10,104
109
81
312
2,731
13,637
panra do Paraguay ni qoaade to
i-ioiial designado, c chaaia trazendo a sua escusa original, para M
ao mismo governo, qne a exigi par t/m
nistero da guerra de 9 cmak
poder ser deferida sua piiletin,
Secretara do confinando das anatas 4a
buco, 10 de j ii uno de 1873.
Francisco C Pess<* >
_____^ Tenent-coronel serrwtario._____
Santa Casa de Misencordia
do Recife.
A junta administrativa dr-da Santa Caa, tm
dous terrenos que possue no lugar 4o
dos, boje Duirte 0>eiho, sob as. StWk
iqnelle 390 palmos e este .109 de freaM e asi
de fundos ati- a baixa mar
Secretaria da Santa Casa do Miseneordia
Recife, 7 de abr de 187J.
O cscriric,
Pedro RodiVue* > Smsa.

'H
IN
20
SEGMIOS
CONTRA-F0G0
Ra do Conimercio n.
tueiro andar.
Agente,
3S.
pri-
VC. G. FE.N'NELLY.
seguros
GOMPANHIA ALLIANCA
martimos e terres-
tres estabelecida na Baha
em 15 de Janeiro em 1870.
CAPITAL 4,0e0:000j?000.
Toma seguro de mercadorias e dinbeiro a
risco maritimo em navio de vela e vapores
para dentro e fra do imperio, assim como
predios, gneros e fa-
fogo
sobre
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rondas.
Agente : Joaquim Jos Goncalves Beltro,
ra do Commercio n. 5, Io andar.
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rBE ,I.IVKRPOOL & I.ONDOS& GLOB
INSURANCE COMPANY
Agentes
SAL'NDKRS BROTUI-RS& C.
IA.Corpo Santo11
9
CACOES k FE0IOO.
LlSO-BltASlLEIliA.
rimor
proceda sagraco do campo em que jazem os
restos mortaes d to grande numero de liis que
nao deveni ficar privados dos privilegios e isen-
coes que como taes Ibes coinpetem, e esto deter-
minados nos sagrados conones.
O titulo LXVIII da supracitada constituido
dispoc o seguinte : 1281. Para se desenviolar a
igreja preciso saber primeiro se consagrada por
bispo, se somente benta: porque se for consagrada
necessario que seja pelo proprio qispo, ou por
outro que teulia sua commisso, e nio pode ser
desenviulada por simples sacerdote, pelo qual a
igrefcque for somente benta pode ser desenvio-
ladijnr asperso d'agua benta com os ritos e ce-
moniaes de que uza a igreja. E para se desen-
ar a igreja polluta, por se haver nella enter-
o algum infiel, pagao ou excommungado, se
deve pnmeiro desenterrar o corpo se .se poder
apartar dtflfti: e reconciliado a igreja violada,
Oca tambem uesenvolada o ao^ro contiguo.
Sao estas* mesmas doutnnas que se achain
consagradas na obra de direito ecclesiastiea do
bispo jp %> de Janeiro D. Manoel do Monte,
HSJBIWfe parece rasoavel que, havendn dis-
posipk%latslativas especiaes pelas quaesse de-
vem preenener as formalidades nescessarias para
se tornar o cemiteriq^consa^rado, nao sejam ellas
esquecidas pam4e pnr por pratica um processo
que a penas hanze as sepulturas que se abrem de
novo e deixam se ficar poli utos os lugares em que
antes forains epullados innmeros fiis, que se per-
suadiram que seus corpos estavam destinados a go-
zar do santo jazigo que Ihes de va ser concedido
pela qualidade de calmbeos!
Sendo o cemiterj publico consagrado pelo
fallecido bispo D. Joo da Purificaco Marques
Perdigo, de saudosa memoria pelas suas sublimes
virtudes, nao pode por forca do 1281 da consti-
tuicao do arcbispado, ser desenviolado senao por
bispo ou por commisso sua; e nao se precnche
essa formalidad. proscripta na lei benzendo-se
parcialmente as sepulturas novas, porque dessa
forma continua polluto o resto do cemiterio, e por
consegunte sepultados como pagaos ou excom-
mungados ou inflis aquellas que morreram abra-
cados com a cruz, e por conseguate eom direito
sepultura ecclesiastiea, o quo certamerrta nio se
deve esperar de quera quer distribuir justica recta
e cumprir os deveres de consciepeia.
Nao se pode contestar a S. Exc. Rvma. o di-
reito que tem de negar sepultura ecclesiastiea
quelles que nao tem direito a ella por estarera no
caso de alguma das hypoteses determinadas noci-
Hoje lera lugar o beneficio offerecido a esta as-
sociaco pelo dastincto consocio effectivo Theophilo
Alves da Silva e ostros socios scenicos da socie-
dade : Gremio Dramtico.
Qnem conhecer os fins utilitarios e grandiosos
a que se propoe esta associaco ; quera souber
do pessoal escolhido ainda que diminuto que ella
conta presentemente, nao se negar a concorrer
por qualquer modo para o progresso e engrande-
cimento de urna associaco, cujos fins sao nobres
e santos.
. A caridade, que no dizer de Labolaye, a pri-
meira de todas as virtudes, que exerce urna in-
fluencia extraordinaria na adinmisiraco do corpo
social, que acabou com os principios barbaros dos
romanos e de cutros povos da antguidade, que
reforma os eotumes, as lagislacocs, que ensina ao
homem respeitar os direilos de seus semelhantes
e obriga-o a proteger aos traeos, a soccorrer aos
necessitados com o pao quolidiano, a quebrar os
grilhoes do pobre captivo, a mantera dignidade
humana-, a bandeira que arvoru a Luso-Bra-
silcira.
Levar o pao ao irmo que tem fume, eslender a
mo bcmfazeja sem olhar a quera deu a esmola,
velar pelos direilos do fraco, do opprimido, dar
pousada ao orpho, mitigar as lagrimas das
infelizes vuvas, sao os deveres a que se compro-
metteu esta associaco, e que tem dado pro vas do
seu cumprimento, nao sendo, como pensara os ini-
mgos do socialismo, os incrdulos e nlilTerentes,
urna pura chimera, nao : para demonstrar a ver-
dade basta perguntar-se aos socios enfermos se a
directora desta associaco abandona-os um s
memento' em seu leito de dr, perguntar-se aos
prenles dos socios fallecidos se tem ella ou nao
cumprido cpra o dever religioso e fraternal, e s
assim que se pode chegar convieco que exis-
tem associacoes que tm em vista a realisaco de
seus fins.
Sendo, nois bellos e risonhos os auspicios da
Luso-Brisileira, que muito precisa de meios fiara
consecuco de seus vastos fins, de presumir que
o especraculo seja bastante concorrldo, nao pre
cisando appellar para os-sentimentos philantropi-
cos do povo pernambucano, que nao tem coraco
to cerrado para negar o obuo da caridade.
Quanto a nos, que livemos por berco a ditosa
trra de Henrique Dias, que somos sectarios das
bellas ideas, nao recusaremos os nossos auxilios,
e esperamos mesmo qne o respeitavel publico con-
correr ao espectculo de hoje, pois que contri-
bue para urna obra divina e humana.
Os hhetes se acham expostos venda no thea-
tro de Santo Antonio.
IM Pernambucano.
AugustoF. dOliveira kC.
, A casa commercial e bancaria de Augusto
I*. d'Olivepa & C.a., ra dy Commercio n.
i 2, encafre'ga-se de execugao de ordens para
nibarque de productos, c de todos os mais
negocios ale commisso, qur commerciaes,
qur bancarios.
Desconta lettras, e toma dinheiros a pre-
mio, compra cambiaos, e saca vista, c a
prazo, vontade do tomador, sobre as se-
guintes pracas estrngeiras e nacionaes:
Londres.Sobre o unin bank of
lo.ndon' (de responsabilidade Ilimitada) e
varias firmas de 1 .a classe.
Paris.^Sobre os Srs. maucard an-
0K & C.aP. GIL, e A. BLACQUE VIGNAL C
C.a BANQUEIROS.
llaiukurgo.Sobre os Srs. joao sciiu
BACK & FILHOS.
Lisboa.Sobre os Srs. fonsews, san-
tos VIANNA, e SF.BASTIAO JOS D'ABREU.
Porlo.^Sobre o banco ini.Ao do por-
to, eo Sr. JOAQUIM PINTO DA FONSECA.
Par.^Sobre o banco commercial do
para, eos Srs. francisco gaudencio da cos-
ta & FILHOS.
Maraulito.Sobre o Sr. jos ferrei-
ra da silva jnior.
Car.Sobre os Srs. j. s. de vascon-
cellos SONS.
Baha.Sobremos Srs. marinhos &c.'.
Kio de Janeiro.Sobre o banco in-
dustrial E MERCANTIL DO RIO DE JANEIRO, e
O BANCO NACIONAL.
PKACA DO RECIFE 10 DE JU.VHO
DE 1873.
AS 3 1/2 HORAS DA TARDE.
. Cotacdcs ofQciaes.
AssucarCana! 14500 por 13 kilos.
Algodo da Paralaba sorte 9*700 por 15
kilos posto a bor frete de 1|2 d. e a 0|0.
Cambio sobre Londres a 90 div. 23 5|8 .1. or
1*0.10.
Descont de letras 10 OO ao anno, hontem.
i/UDourcq
Presidente.
L.eal Seve
Secretario.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE
RAES DE PERNAMBCO
Bendimento d.i da 2 a 9 13:0C-"i989
dem do dia 10...... 2:313*953
13:979**51
CONSULADO PROVINCIAL
Kendirnento do dia 2 a 9
dera do dia 10. .
23:217*696
7:108765
32:31659
Vajadein-se os objectos seguot.-s, na ra dos
Coelhos n. 20 :
3 cavallcs para sella.
2 ditos para carga.
1 dito para carroca.
3 boas vaccas turmas dando leitc, assim como
diversas ditas da trra.
4 carros da alfandeqa.
4 bois bons p ra o mesmo
1 carroca com armos para cavallo.
Para ver e tratar na mesma otea.
Precisa-se de urna ama para casa de um
homem s dteiro, te.n pouca familia, que seja bem
conservada, para se Ihe entregar a administrar.)
da casa : na ra do Baro do Triumpho n. 60
MOViMENTO 00 PfiTo
Navio entrado no dia 9. |
Mamanguape-li horas, vapor brasileiro Cu,u-
ripe, de 222 toneladas, commandante Jos II.
da Silva, equipagem 17, carga algode e milho ;
companhia pernambucana.
Navios entrados no dia 10.
Payssandu'-40 dias, brigue allemao Nicoliiw. de
2- 0 toneladas, capito Lindinann, equipagem 0,
carga 3,9i)0 quintaos de carne ; a Balthar ul
veira 4 C.
Rio Grande d) Sul16 dias, escuna hollandeza
Remt Nadar, do 131 toneladas, capitn II. H.
Pap, equipagem 6, carga 10.350 arrobas de
carne; a Suva Casco.
Buenos-Ayrcs ii dias, barca franceza Vetle Ber-
nard, de 271 toneladas, capito Gleine, equi-
pagem 11, carga miliio e farello ; ordem.
Melburne=G3 dias, galera ingleza- Angelsea, de
1,018 toneladas, capito Brett, equipagem iO,
carga la ; ao mesmo capito. Veio refrescar
e segu para Londres.
Navios saludos no mesmo dia.
Portos do sulVapor brasileiro Cruzeiro di Sul
commandante I lente Guilhernic Waddigton;
carga difirales genero*.
Antilhas-Lugre inglez K.lmia, capito Dav ; em
lastro.
Antilhas-Escuna ingleza Ifdry Uzzie, capito R.
warld; em lastro.
S. Thomaz Brigue allemao Alby, capito J. F.
Toopp ; era lastro,
Qaaw'inieip.
Fundearara no lamaro una barea franceza
outra ingleza. Mas,* nao tiveram communicaco
cora a trra.
Pela thesonraru pnivinrial w bi
que foiaiii transferidas para odia II d.i
as arrematadles dos impustos provin ues,
ve o do dizimo, na< conurcat abaixo i
Tacarat, por aaifi 2:317J
Flores, idem j-|
Villa Bella, dem 3^
Cabru, idem h
Boa Vista, idem
Ouricur\, idem
Outm mo crrente inez I uvera ses,.tn alr^nlin*ris 4a
junta de fazenda para que ai possam liaMn .-
preiendentes i estas arri-matacun.
Seurelara da thesouiiria pruvin .! i !' ,
buco, 3 de junho de IR73.
O offlrul-ni
Jf. A. Fri
Pela Ihcsoarara provincial i.iz |*lihr.r
o transferida para o da II do rurrniie a
matacn do furni-iiuirntu e utencis pn-cMis rm-
ermaria da casa de detcnco por knapn de aan
anno, a contar do 1* de julho pmxuii >
Secretaria da ih.mirara provincial de I
buco, 6 de junho de 1873.
O urBcial-mamr.
M. A. Fermra
INI
DITAES,
Rendimento
dem do dia
ALFANDEGA
do dia 2 a 9 247:531*123
10......39:272*717
286:8035812
Matriz de Santo Antonio.
Para que nao passe desapercebido entre nos o
Srande e sempre memoravel dia de Ccrpus Cristi,
ia em que a santa igreja catholica, apostlica, ro-
mana commemora a mais excelsa maravilha da Di-
vina Grasa,a Eucharistia, sacrosanto penbor da in-
comprehensivel bondade do nosso amante Re-
demptor, a irmandade do Santlssmo Sacramento
da matriz de Santo Antonio conservar amanba
a sua igreja decorada com seus mais ricos- para-
mentos e exposta por todo o dia devoco dos
fiis que quizerem lucrar a indulgencia pienana
concedida por bulla apostlica do sautssirao pa-
dre Lean XII, privativamente a esta: irmandade.
Deixa, porm, de taier a esta. e a prooiasio do
Descarregara hoje H de junho de 1873
larca ingleza -Fustlier mercadorias para alfan-
dega e carvo j despachado para o caes
do Apollo.
irigue portuguez Soberanovinho para deposito
no trapiche Machado.
PJacho inglez Gtoria donnentes j despa-
chados para o trapiche Conceicao, para
conferir.
Barca ingleza Gazlle machinsmo j despa-
chado para e caes do Apollo.
DESPACHOS DE EXPOllTACAO NO DI A 9 DE
MAIO DE 1873.
a Para os portos do exterior
No navio inglez Gizelle, para o Canal, car-
regaram : J.Pater* C. 1,000 saceos eom 7a,0uO
kilos de assucar maseavado.
Na sumaca hespanhola Sol, para o Rio. da
Prata, carregaram : J- S. Loyo 4 Filho 202 bar-
ricas com 26,112 kilos de assuear branco.
Para os portos do interior.
Para o Maranho, no vapor brasileiro Para-
n, carrregoh : T. Christiansen 25 barricas eom
1,921 kilos de assucar branco.
Para Acarac, no vapor nacional Pirapama,
carregaram : Fernndes 4 Irmo i pina eom 480
litros de agurdente.
Para o Para, no brigue brasileiroi Raio, car-
O Iilm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial manda fazer publico, que em cumprimento da
ordem do Exm. Sr. presidente da provincia de 26
do corrente, vai novamente praca no dia II de
junho prximo vindouro, para ser arrematado a
quem mais der, o sitio dos Remedios, servindo de
base aquantia de 3:730* porque foi adjudicado
fa enda provincial.
E para constar se mandou publicar o presente
pelo jornal.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 27 de mao de 1873.
O offlcial maior
_____________________M. A. Ferreira.
Pela thesouraria provincial se faz publico
que foram transferidas para o dia 11 de junho
prximo vindouro as seguintes arrematacoes.
Fornecmento da alimentaco e dietas aos pre-
sos pobres da casa de delenco por tempo de 3
mezes a contar do 1." de julho prximo vindouro.
ImpressSes dos trabalhos das reparti'.oes pro-
vinciaes ( menos secretaria do governo) por
lempo de 1 anno, a contar do l. de julho pro-
yimo vindouro.
Secretaria da thesouraria provinci.l de Pernam-
buco, 30 de maio de 1873.
O ofDcial-maior,
_______________Miguel Alfonso Ferreira.
O llhn. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial faz publico que foram transferidas para
odia 11 de junho prximo vindouro as arrema-
tacoes dos seguintes pedagios:
Preco animal.
Magdalena 7:361*200
Giqui 6:298*600
Ponte dos Carvalhcs 803*000
Tacaruna 803*000
Bujary S53#'>80
Jaboatao 4:954*400
Caxang 4:273*i00
Manguinho e Capunga 2:653*20)
S. Joo 2:f>'4*750
Morenos 1:665*100
Molocolomb 1:631*100
Tapacar 1:490*500
Todas estas arrematacoes sero por espaeo de
3 annos a contar do !. de julho de 1873.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
narabuco, 30 de maio de 1873.
O oIBcial-maior,
M. AITonso Ferreira.
SANTA CASA DE MlSKRICOHIlA
RECIPE.
Eornecimonto 2H:000-"> .-mimaos
A junta administrativa da santa ra-a 4a aasr
ricordia do Recife preri-a contratar o I m.-cirm-n
to dos gneros abano declarados, ijue l^tn 4e en
sumir iodos os estabeleciuirnlos piu i *on cargo
no trimestre de julho s^i-mbro d >
auno. Recebe proponas na P'las 3 h"ra> da tarde do dia 13 do correa*-.
Alitria. kilogramino.
Agurdente, litro.
Azcile doce, idem.
Arroz do Marahnao, idem.
Raralho. kilogrammo
Banha de porco, dem.
Batatas, idem.
Cha hysson, idem.
Caf em grao. idem.
i'arne secca, dem.
Ceblas, cento.
Farinha de mandioca da Ierra, btn.
Feijo mulatinho, idem.
Farello, sacca.
Fumo do Itin, kilogramiivi.
Gaz. lata.
Milho. sacco.
Manteiga franceza, kilogrammo
Potassa, idem. .
Rap, idem.
Sabio. dem.
Sal. litro.
Tapioca, kilogrammo.
Tourinho, idem.
Velas de carnauba, idem.
Vinagre, litro.
VWm tinto de Lisboa dem.
Vinho branca, idem.
Vela- -Imiim is. kilograilllll"
TANTA CVS A lA MISERICOIA HO"
REUFE.
Fornecimento de 3"> > i'
A junta administrativa il cordia do Recife precisa c niruta: a li-iK-ciuient-
tt po, bolacha e assucar que buvcr <] i-kh
mir os estabelecimenios pi a .-ii no tri-
mestre de julliu a selembro d-i r n tile aa<
Recebe prop islas na sala da* ua i-- .<-. pela
horas da tarde do dia 13 4a i
Foraeciirenirt de 30'OOBf par anno
A junta administrativa da santa rasa 4a aa*--
ricordia do Recife precisa contratar o to da carne verde que hoiiver la r >o imtr i -
estabelecimentos a sen cargo no Irlln de jnlliv
a setembro du correte auno. It.-n-l propusia-
na sala das sitas sesses, | elas 3 han* da larde 4
dia 13 do corrente.
Secretaria da santa casa da misericordia do Re-
cife, 6 de junho de 1873.
O escriviii
_________ Pe lio Ridni-irt de Souza.
THEATRQ
SANTO ANTONIO-
Seriedad? purlicular
tai Dramtico.
Recita offerecida pi I
ciedade a Sociedade Ilenelirente
La
deata tu-
tu l!ia-ili-.ri
Quarta-feira 11 de junho.
Depois que a orchestra 'egida pala maestro Ol-
las tocar urna de suas smplionias, suliir a ce-
na o drama em 3 actos :
m:cn mdei
Finalisar o espectculo rom urna liada coni-
dia.
A bolsa c o cachi iibft.
Os bilhetes para este ep-clacul > ii pasaJ
pela directora da Sociedade Luso-Brasein.
I'ma commisso da nieiiia soriede agradeeari
em um dos intervalln a .
dignarem concorrer co:n seu ob.lo para o t!
no da caridad'.-.
Principiar as 8 Ir horas.
THEATRO
SANTO ANTONIO,
EMPREZA
BEOUBACOES
Consulado provinciai.
Do primeiro de junho vindouro coraeca correr
0 prazo para pagamento do semestre do anno
linanceiro de 187S a 1873, dos impostos da dci-
ma urbana, 6i) rs. por litro de aguardeute, e 5
O/o sobre a renda dos bens de rail pertencentes
as coroeraoes de mo morta, ncorrendo na mul-
ta de 6 O/o, os coiitribuintes que dentro do mes-
mo prazo nao satisfizerem as respectivas quotas.
, Corisulado provincial, 27 de malo de 1873.
O administrador.
1 A. Carneiro Machado Rios.
Saliaiid.) H.
S8 HORAS EM POXTi
Lindo e variado espectculo cmico e Utico
MMIUDE !
Primeira representaco neste iheairo 4a i
lente e sempre applaudida e desojada opera i
ca em I acto, de costurnea pmtugue :
COMMA.NDO DAS ARMAS
A ex-praca do exercite Clanndo Jos Soares
que requeren ao governo imperial o pagamento da
gratcacao de. 300*000 por ter machado para ai
Q
POESA DE J. M. DA Sil.VA LEAL.
Msica do maestro Angelo Frondeoi.
Personageos.
Felippe de Souza, janota Sr.
Caetano de Castro, propie-
tario
Manoel do moioho, saloio
Jos do Casal, dito
!>. Emilia de Castro
Joaninba, saloia
Maria, diu
1.a saloia
* diu
3. diu
A aorao passa-ae
Pe$as oe mus
NI. Coro de saloios e solos.
*.l DaatadeFelpaaa
l


'
*-
Diario de Pernambuco Quarta feira 11 de Junho'de 1873.
*i. X Duelo de Manoel e Caetano.
a. i. Canro da saloia, aria de Caetano e co-
ro*.
N. 5. Slo de Manoel e coro de saloios.
S. 6. Concertante final.
A msica foi ensalada pelo maestro

Seguir-se-ha
actos
muito chistosa comedia cm 3
PARA
Para o referido porto pretende seguir com pon-
ca demora o patacho portugus Olinda, por ter
a maior parte da carga engajada, para o resto
que he Taita tratase com os consignatarios Joa
quim Jos Goncalves Bellrao 4 Filho : ra do
Commereio n. ;>.
UOUVELLA EX CCA3
ou
ssksjio m cusas p:i::: no
Original do actor portuguez
Jos Carlos dos Santos
sendo dese^ipenhado pelo artista Flavio o gracioso
papel de Antonio Martins.
Terminar o espectculo com o espirituoso epi-
sodio chinez em I acto :
0 opio c o champagne.
Msica de Ofemback.
Persona gens.
Kangur, negociante de cha Sr. Florinde.
Yang-ti, seu caixeiro Sr. Cmara.
Arthnr, aspirante francez Sr. Vicente.
Dog-dog, offlcial inglez Sr. Julio.
Nasca, sobrinha de Kanguru D. Manuela.
Ventrekisca, mulher do dito D Olympia.
Chins, chinezas e mannheiros francezes.
A stena em Pekin.
O
Rio Grande do Sul
satura em puucos dia* o lugar nacional Mo Brin-
co, : para alguma carea a frete; tratase na ra
do Vigario n 7, i* andar. .
No armazem da ra do Impe-
rador n. 45.
POR LIQUIDAQO
ao correr do martello.
Sexta-feira IS Je Junho
Has (0 horas ao meio dia continuar o agente
Pinto o leilao dos ohjectos existente* no arniazcni
da ra do Imperador n. 45
Taca saojos precos ajos certamente convidar*) a
concurrencia ao mesmo leilao.
Pernambuco Street Railway
Moradores dos Aforados, e nns immediaco"es
desta linha, amantes do theatro, pedcm ao mui
digno gerente daquella- empreza, para expedir
um bond expresso as noutes em que houver es-
pectculo. Muitas pessoas tlesles lugares deixam
de ir anatheatro, em razao dessa inconveniencia
(de volta), mesmo, entende que havendo como ha
na linha da Passagem, aquelles tem o direito de
gozar das mcsinas regalas, roormente resultando
d'ahi, sempre lucro para essa empreza. Esperain
ser attendido*. _____
AVISOS DVERSOS
TMTRO
Para o Rio Grande do Sul
pretende seguir com muita brevidade e patacho
nacional Hara Eindin, tem parte de seu carre-
ga-nento engajado, e para o resto que lhe raua,
tratse com o seu consignatario Antonio Lujzae
Olivoira Azevedo, no seu escriptorio, ra do Bom
Jess n. 57.______________t_________________
Vende-se
o veleiro patacho pertuguez hice de 185 tonela-
das, demandando depois de carregado 10 ps de
agua, forrado de metal e classificado o/6 Al-I,
com duas andainas de panno e bastantes sobre-
salientes, prompto a navegar para qualquer par-
te : quem pois, o pretender, pode mandar exa-
minado no ancoradouro da descarga da carne
secca, e para tratar com os seus consignatarios
Joaquim Jos Goncalves Reltro k Filho,
do Commereio n. 5, aone se acha
ESYU3CA.
3.a RECITA
k VENANTE
DE ASSIGNATURA
Quinta-fera 12 do corrente.
Representar se-ha o grande, apparatoso e ap
plaudido drama do distincto escriptor o Sr. Dr.
Carneiro Villela:
a roa
inventario.
Ao publico
A abaixo assignada declara pelo presente que
desta data em diante nao ser responsavel nem
seus bens sujeitos a dbitos de seu marido Fran-
cisco de Salles Alves Correia, visto que o mesmo
acha-se ein estado que o mpossibilita para qual-
quer transaccao, segundo so fazer asneiras como
publico e notorio, a maneira por que continua-
damente tem sido Iludido, e principalmente por
um vil e infame que trbalha para deseraca-lo,
anda nao saiisfeito com o que tem rou bailo, com
as snas transacede, illudindo a boa ( daquelle
homem, e ltimamente acaba de rompromelte-lo
na importancia de 0:0004, e desta forma ir mais
adiante, se nao houver um peradelrn ; pelo que
protesta ser considerada nulla qualquer transac-
cao firmada pe i mesmo, e so ter inteiro vigor
quando for ouvida e inteirada a abaixo assignada,
ou e seu genro Elizio Alves da Silva Figueira.
Recife. 11 de junho de 1873.
Anna Joaquina da Silva.
FAMDAS PARA ACBAR
LEILOES.
LEILAO
DE
bons movis
j(
E
As 8 horas em ponto.
AVISOS MARTIMO!
Rio Grande do Sul
Para o referido porto pretende seguir com pou-
ca demora o lindo e veleiro lugar portuguez Jos
Esterao, de I* classe, por ter a maior parte da
carga engajada, e para o resto que Ihe falta trata-
se com os consignatarios Joaquim Jos Goncalves
Beltrao 4 Filho, ra do Commereio n. o._______
COMPANHIA PERNAMRCA
DE
Jiavegacao costeira a vapor.
MAMANGUAPE.
O vapor Coruripe, com-
mandante Silva, seguir para
o porto cima no dia 12 do
corrente, as 5 horas da tarde.
Recebe carga, encommen-
das, passagens, e dinheiro a
frete at as 2 horas da urde do dia da sabida:
oscriptorio no Forte do Matto? n. 12.________
COMPANUIA PERNAMBICANA
DE
lavegacito costeira a vapor.
PORTO DE GAUNIIA, RIO FORMOSO E TAMXNDAR
O vapor Pivahyba, com-
mandante Pedro Nolasco,
seguir para os portes
nheiro
n. 11
a frete
cima no dia 15 do cor-
rente, as 9 horas da nou-
te. Recebe carga, encom-
mendas, passageiros e di-
cscrjptorio no Forte do Mattos
COMPANHIA PEKNAMBLCA2
DE
avegaco costeira a vapor.
MACEI, ESCALAS, PENEDO E ARACAJU'.
O vapor Giqui, com-
mandante J. Martins,
seguir para os por-
tus cima no dia li
do corrente, as 5
horas da tarde.
Recebe carga at o dia 12, cncommendas at
o dia 13, dinheiro a frete e passagens at as 2 ho-
ras da tarde do dia da sahida : escriptorio no Forte
do Mattos n. 12.____________________________
COMPANUIA PERNAMBUCANA
DE
!Vavegactto costeira a va por.
PARAHYBA, NATAL, MACO, MOSSORO', ARACx
TY, CEARA, ACARACU'E GRANJA.
O vapor Pirapama,
commandante Felippe,
seguir para es por-
tes cima no dia 14
do corrente, as 5 ho
ras da tarde.
Recebe carga at o dia 13, eneommendas at
o dia 13, passagens e dinheiro a frete at as 2 ho-
ras da tarde do dia da sahida : escriptorio no
Forte do Mattos n. 12.
COMPANUIA PERNAMBUCANA
DE
Invhanlo costeira a vapor.
GOYANNA.
O vapor Parahyba,
commandante Pedro,
seguir para o porto
cima no dia 12 do
corrente, s 9 horas
da noute.
Recebe carga, eneommendas, passageiros c di-
nheiro a frete no escriptorio no Forte do Mattos
n. 13. ____________________^
Para o Porto
Sretende sahir muito breve a gilera portugueza
'ova Fama II por ter grande parte do seu car-
regamento prompto. Recebe a carga que lhe fal-
ta a prtcos mdicos, e tambem passageiros, para
os quaes tem ptimas acesnimodacoes : trata-se
com Tito Livio Soares, ra dj Vigrio n. 17.
HOJE
NA
FEIRA SEMAUAL.
16Ra do Imperador16
Mublias compUtas de jaca
randa com tampos de pedra
mar more, bonitos guardas lou-
qa, cartf iras pira escriptorio, I
burra (prova de fogo), relogios
de paredf, l mobilia de ama
relio com tamuo de pedra, lin-
dos aparadores, commodas de
meguo com tampos de pedra
marmore, l piano de 3 corda?,
lantt-rnas, candelabros, camas
francezas *le Jacaranda e ama-
relio, guarda roupa, guarda ves-
tidos, 1 mesa elstica, de 6ta-
boas, objeclos de ouro e prata,
louqa, crystaes, espelhos, espre-
guiqadeiras, cadeiras para es-
criptorio e piano, berqos para
cnanqas, transparentes para
portas, tapetes, relogios dealgi-
beira, l grande carteirahmoe-
patica de tinturar e innmeros
objectos do uso domestico.
JNa mesma occasiao se ven-
der urna casadetaipa edifica-
da na Levada do Monteiro, a
qual rende \4-$ mensaes.
Quarta feira 11 do corrente
NA
FEIRA SEMANAL
I6=rua do Imperador n.16
Armazem.
LEILAO
DE
FAZENDAS
LIMPAS E AVARIADAS
Sexta-feira 13 do corrente
sll horas.
O agente Finho Rorges vender em leilao por
conta e risco de quem pertencer, chales de cores,
madapoloes, las de cores, luvas de algodo, pecas
de tranca de caracol, fusto branco, proprio para
vestido, duzias de sapatos para senhoras, borze-
guins para homens, linhas de carritel, guarnicoes
para camisas e muitos outros artigos que estaro
patentes no dia do leilao, no armazem n. 38 do
largo do Corpo Santo.
CASA DA F0RT11A.
AOS 5:000|:000.
BILHETES GARANTIDOS.
i' ra Primeiro de Marco (outr'ora ra a\
Crespo) n. 23 e casas do costume.
O abaixo assignado tendo.vendido nos seus fe-
lfees bilhetes, dous meios n. 299 com :t00j, um
meio n. 547 rom irojOOO, e outras sortes de
104000 e 20^000 da lotera que se acabou de ex-
trahir (53.'), convida aos possuidores a virsm re-
ceber na conformidade do costnme sem descont
algum.
Acham-se a venda os felizes bilhetes garantidos
da 1' parte das loteras a beneficio da matriz do
Cabo (54*) que se extrahir no sabbado 14 do cor-
rente mez.
PREQOS.
Rilhete inteiro 6*000
Meio bilhete 3*000
Quarto U500
EM PORQAO DE 1009000 PARA CIMA.
Rilhete inteiro 5*500
Meio bilhete 2*750
Quarto 1*375
Manoel Martins Fiuza
Ao commereio.
Manoel Lopes Ferrera de Andradi1, declara ai
respeitawl crpo eiMumareial qne tem t-uiitratado
a compra la Uverua pertooceuUi uu Sr. Mauel
Gomes de Faria, sita ra dos Guararapes n. 61,
livre e desembaracada, e quem se julgar com di-
reito a dita tavejna queira comparecer no prazo
de ti es das.
Recife, 10 de junho de 1873.
Joaquim Ferreira Loureiro
Jos" Cartei Ferreira, Joao Ferreira Loureiro,
Lenidas Tito Loureiro, Eufrozina Francisca Fer-
reira, Anna Candida Loureiro, Argemira Fran-
cisca Loureiro, Mara da Fontoura Wanderley
Loureiro e Leobino Raptista Loureiro, fllhos,
genros e non, convidam aos seus amigos e pa-
rantes para assistirem os ltimos suffragios que
pela alma de seu pai e sogro Joaquim Ferreira
Loureiro, mandam celebrar na Ordem Terceira do
Carmo, no dia 11 do corrente pelas 8 horas da
manha, aos quaes desde j agradecem_________
D. .1* auna Rosa S, Silva.
^ layme E. Gomes da ^lva
e sua familia agradecem do
fundo d'alma a todas as pes-
soas que se dignaram arom-
panhar os reslos mortaes
de sua presada mi D. Joan-
na Rosa S. Silva, ao cemiterio publico, rogando de
novo a todas estas pesoas, e igualmente a seus
amigos, para assistirem as missas que mandam
retar na matriz da Roa-Vista no d]a 13 do cor-
rerte pelas 7 e m*ea horas da manl, 7." do pas-
samemto da mesma finada.
Na
ra do Crespo n.
LOJA DE
Guilherme Carneiro da Cunha dt 6/
20.
| ?Ce. f>hrmaecoUco,,
r. de CaMlcUoae, P*,
m
PEPSINA
M
HOGG
1 Pllulas alimentosas de Hogg com PP*ina addul*, proprhi
eutricaa dyupepticw, etc., e nos cwoe de d1?est*o dlffic ou impoTeL
8fcPUnlue Hogg com pepsina unida ao ferro reduzldo peto
hydro^wMO
ira molestias chronicas e as doencas qne das mesmas reanlto (escorrimentoa, flnxoa-braaea*
nienstruacoes dlfficeis) e para Testabelecer as saudes debiUdas. j-,
Pilulas de Hogg com pepsina proto-ioduro frreo lnaltora^al, paia mijm
S:. ir*SL.* ohkiticas. para a tilica, a cachea chlorotica e para aa aftWa*
escrofolosaa, Irmnaaticas e syphHiticas, para
atnicas geraes do corpo.
Em, frascos- triangulares de 100 et 60 mlull
Deposito em Pernambuco, A. REGORD,
lilulas precos indicados sobre ee I
e as principaes pharmaciaa.

Vende-se a casa de sota da travessa da
Romba n. 8, com 5 quartes, 4 salas, cozinha fra
e quintal com cacimba, com 3 portas de frente
om baixo e 3 janellas em cima, e por preco com-
modo : na ra Duque de Caxias (amigamente das
Cruzes) n. 2o se dir quem vende.___________
Ao commereio
Theotonio Lopes Pereira faz publico que dissol-
veu amigavelmente a sociedade que tinha eom
Jos Francisco Gomes, na taverna sita ra do
Gervasio Pires n. 49, a qual gyrava sob a razao
sccial de Pereira i Gomes ; retirando-se o mesmo
pago de seu capital e lucros, e ticando o estahete-
cimento com tudo que lhe relativa a cargo ex-
clusivo do annunciante. Recife, 31 de maio de
1873.
.** WV-
D. Joanna Rosa lo ucriiniciilo
e Silva.
Manoel Rruno dos Santos Gouveia,
Candida Augusta da Silva Gouveia,
Balbina Fiel Gomes da Silva, genro,
filhos e mais prenles da tinada D.
Joanna Rosa do Sacramento e Silva
agradecem cordialmente s pessoas
que se dignaram assislir aos lti-
mos suffragios prestados mesma, e de novo ro-
gam s mes mas, para que se dignem assistir s
missas que se teem de rezar na igreja matriz da
Boa-Vista no dia t3 do corrente pelis 6 1)2 horas
da manha, stimo dia do seu fallecimente.
0 capitao Manoel Anselmo Pe-
reira Guimaraes, sua mulher D.
Delmira Amalia da Silva Guima-
e suas filhas, cordialmente agrade-
cem a todas as pessoas que lhe fi-
zeratn o caridoso obzequio Je as-
sistir os ltimos suffragios feitos a
sua sogra, mi e av D. Joanna Rosa do S. Silva,
e acompanhar seus restos mortaes ao cemiterio
publico : de novo convidam a todos os seus p-
renles e as mesmas pessoas, para que se dignem
ouvir urna mssa que mandam rezar por al-
ma da linada, na sexta-feira |3 do corrente, sti-
mo d>a do seu fallecimente, pelas 7 horas da ma-
nha, na matriz da Boa-Vista. ___
tRHaflRKXBSBESB
Attencao
Engomma-se com pcrfeic/ir) roupa para
biiim-iii, ra do Forte n. 9.____________
Por ultima vez
Pedem os abaixo assignados a todos es seus
devedores de cuntas antigs, o especial obsequio
de as viran satisfazer no improrogavcl prazo de
15 dias, certos i!e que, lindo este prazo, usarao
dos meios judiciacs para seu embolso. Ra do
Mrquez de Olinda n. 40, loja de
Frederico Pinte 4 C.
Recite, 6 de junho de 1873.____________
Sobrado alugar.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da ra
Imperial n. 126, com muitos bons commodos :
tratar na ra do Imperador n. 83, primeiro andar
admira a mira!..
Ausentnu-fe de rasa de sua senhora, no 4is
6 de maio, o nilate Matheus, e tela o sitnaae*
seguintes : alto, ps e mos grandes, er lafiav
ja, bons sate*, fa la mana e um pnofo naa,
barba um ponen hranr, nMhe reps re-
presenta ter 4 anuos : \wfa se quem o apffe-
hender de leva-lo na di Hospicio a. M, no-
ser graliticailo. __________^__^_______
Os abaixo assignado* jaa scienle ao r rp
i do commereio que diss-lv rain amipavrtmHste a
sociedade que tinbam nos ot-ilHeriinmina taver-
na e padaria, sitos ra do Viscnnde de G<>yanna
n. 97, que gyrava com a lirma orial de B,rnar-
do Rodrigues t\ C..; licando cargo socio An-
tonio Goncolves todo o activo e patsivo. e vcw
Bernardo Fcrnamles, pago e satiscito de sen ca-
pital e lucro : quem se julgar credor aptci*
sua conta no piazo de tres dias. Recife 7 de jn-
nlio ile 1X71. A rog-i .1- Bernardo Fcrnand>
1 4 lili
Antonio Goncalves.
3
Novo livro para S. Joo
AMALTHEA!!!
Ou sua prcdicScs como
Subilla de Cumas
i
Respondendo a diversas indagares dos mor-
taes, livro de sortes fr. porZ. iN. da Silva Freir
seguido de- 0 casamento que deu em droga, co-
media. 1 vol. ntidamente impresso em Lisboa.
i$m!
Limara franceza.
nga-se
urna cscrava propria para comprar e cozinhar :
na ra do Principe n. 34. ____________
SIM ADMIRA A MIRA DOS PROPRIF.TARIOS DA
CON'EITAIUA DO CAMPOS.
Prevendo a concurrencia de eneommendas de
bolos e sortes que lhe hSo da fazer os habitantes
desta cidade, e seus suburbio*, esio prevenidos
de cem mil sortes, Ilustradas e chistosas, e pre-
tendem tazer reunir em sua bem montada fa-
brica.
Vinte mil ovos!!...
Efe
Caixeiro
Precisase de um caixeiro com bastante prati-
ca de taverna e d fiador de sua conducta : na
ra do Duque de Ccxias n. 20.________________
A' Gompanhia Recite Drai-
nage.
Desde a presente data ficar de nenhum effei-
tu o contrato que ti/, com a dita companhia para
a remoQo do lixo do estabelecimento sito ra
do Baro da Victoria n. I.
Domingos Jos Ferreira.
N01TES
0E
Sanio Antonio, S. Joo eS.
Pedro.
Livros de sortes.
O Advinhador i i, Amalthea U, Cartas Fatdi-
cas l, Carteira de Castro Urso II, Cartoes de
amor 1#, Cartoes Sybillinos II, Cgana 1, Dados
da fortuna I #600, Esphinge 2#\ Fado 1<280, Jogo
da Conversaco 3i, Jogo de disparates amatorios
2*. Livros do destino 1*. Mademoirelle Lenor-
fraand 1#, Mgico apparente 2#o0t, Mate Horas
aborrecidas 2<, Novo rculo de amor l, Mgico
Fluminense 4,5, Orculo das mo?as U280, Orcu-
lo de Delphos 14, Pacotilha Potica id. Revelares
do Cigano l. Roda do destino 2f, Segredos do
ceiticeiro Buchique 1, sortes avulsas, dados e
artas.
Livraria franceza
- Precisa-se fallar ao Sr. Joo Gualberto da
Silva, a negocio de seu interesse : na ra do
Rangel n A
(oumiiA
DE |
NAVEGACAO BAHIAM
Para Macei, Penedo, Aracaj
e llaliiu.
E* esperado dos portos do sul at o dia 13 ou
44o vapor Gastao de Orleans, oqual segu para
o portos cima.
wecebe carga, passageiros e dinheiro a frete a
tratar com os seus agentes Antonio uiz de OIi-
velra Azevedo 4 C., ra do Bom Jess n. 57.
Para
O brigue Rato recebe a frete o resto da carga
que falla engajar para o referido porto : a tratar
com eus consknatarios Amorim Irmos & C.
asignatarios Amonm Im
Bahia.
movis, louca ecryslaes
A saber:
Um piano forte de Redmer, i mobilia de mogno,
contendo 18 cadeiras de gnarnicao, 4 ditas de
bra;os, i sof, 1 jardineira e 2 concollos com tam-
pos de pedra, 2 apparaderes de mogno, i carteira
para escriptorio, 1 relogio de parede, i bidet, 1
lavatorio de mogno, espelhos dourados, cadeiras
avulsas, estantes para msica, mesas para jantar,
ditas de ferro, cadeiras para escriptorio, espre-
guicadeiras, camas para criancas, pares de lan-
ternas, jarros, candieiros a gaz, 1 apparelho para
almoc, i dito para jantar e outros muitos artigos
de uso domestico.
SEXTA-FEIRA 13 DO CORRENTE
s 11 horas
No armazem da praca do Commereio n. 48.
Por Interveaco do agente Plano
Borges
armado, gneros e mais perten$as da ta-
verna da prara do Conde d'Eu, n. 32,
massa fallida de Jos Narciso da Silva
& C.
Sexta-feira 13 do corrente.
0 agente Martins far leilao por mandado do
lllm. Sr. Dr. juiz especial do commereio, em um
ou mais lotes, da arma;o, gneros e mais perten-
cas da taverna cima, pertencente massa fallida
de Narciso Jos da Silva k C
A's II horas do dia cima na mesma taverna.
Leil
ao
A escuna nacional Georgiana tem j parte de
sea arregameato prompto e segu em poneos
dias para a Bahia : a tratar eom Tasso Irmaos
DE
candieiros a gaz, globos, pertengas para
candieiros, chafarizes, figuras, lavatorios,
tomadores de caf, muitos e variados
objectos existentes
SEGUROS
MARTIMOS
CONTRA''O FOGO.
A companhia Indemnisadora, estabelecida
nesta prac,a, toma seguros martimos^ sobre
navios e seus carregamentos e contra fogo
em edificios, mercadorins e mobilias: na
ra do Vigario n. 4, pavimento terreo.
para bolos.
Os proprietarios da CONFEITAHIA DO CAMPOS
nao querem com Isso fazer urna crise orara, nao,
somente para que nao deixem de ser satisfeit-s
todos os seus numerosos fregueses e principal-
mente aquelles que j o anno pausado as horas
mais apenadas, recorrerlo ao vantajoso esUibeleci-
nipnto de confeitaria sito a rna do Imperador n. 24,
sob a donominaeao de
Confeitaria do Campos.
Caixeiro.
Precisa-se de um caixeiro de dado de li a 18
annos, com pratica do inolhados, para a villa da
Escada: a tratar no paleo do Terco n. 2-1, em
casa dos Srs. Siinao dos Santos A C. _____
Constantino.
Pede-se a e-te sonhor que vi-io no ultimo vp costeiro do nort<-. para indicar onde est hoB4s
do, ou apparecr a .Nova E*|>eranca a roa Daque
de Caxias n. <>3.____________________________
Casa para estal)elccimcnto.
Traspassa-se a chave da kja sita rna a ls-
paraSra n. :12, enm urna excellente armario 4
amarcllo, tinla cnvidraa la a propria para qnai-
qtier estabelecimento : a tratar na mesma teja
ADVOCADO
O baeharel Jos* Cilti-
rana encarrpa-se de qaaesqner
serviros relativo* a sua pr
na comarca do Ronito e arnart :
pide ser procurado na villa do Bo-
ma Direita "
Ierreno.
Aluga*e> nina casa em Santo Amaro das
Salinas, na estrada de Olinda n. 15, torna-sc re-
commendavel porque passa a linha dos bonds : a
tratar no n. 19, tayern. :
Vende-se um magnifico terreno situado no
no lugar Chaon ao lado direito do r". lofar
iue nao chegam as ch.i-s, om 9ti nalmx r
rente e 400 de fundo e alicerces para ama ca*a
! com iO paimos de frente : tem bondosos arvore-
queiram t.r dos e mullas fructeiras: a trater unu *i lar-
SOCIEDADE BENEF
DA
HOSEM
GENTE DOSTYPG-
De ordem desta sociedade sao convidados todos
os socios comparecerem sua sesso que ter
lugar na quinta feira, t2 do corrente, pelas 10
horas da manha, na casa ra vellia de Santa
Rita n. lo, afim de tomarem parte na discusso
dos respectivos estatutos, como Ihes cumpre.
Secretaria da sociedade beneficente dos typo-
graphos em Pernambuco, 10 de junho de 1873.
O I. secretario,
Belmiro Ferreira da F. Cadaval.
Tendo no da ti do corrente mez saludo e
sua casa, em S. Lourenco da Malta, a parda clara,
de nome Henrinueta, trazendo comsigo sua filhi-
nha de nome IJIon, idade pouco mais de H me-
zes, a titulo de vir visitar sua irm do nome lia-
ra da Conceico, e que se acha aqui no Recife em
casa de urna familia moradora ra Relia, e como
at agora nao se tenha noticia certa do lugar onde
ella se ache, roga-se a pessoa que souber, o favor
declarar ou ensina lhe a ra Relia, casa da Sra. D.
A nha, que mui'o se agradecer. A mesma mu-
lher livre e casada, c o marido participa a elh
que sua mai acha-se qnasi louca, por causa de
sua sahida, e sem que ella soubesse, nem mesmo
do marido.________________________________
Francisco Manoel Marinho Falco pede a
pessoa a quem for offereclda urna nota promisoria
de quatro contos oito ceios e tantos mil ris, ven-
cida em Janeiro ou marco de 180^, assignada por
elle em favor de M. Barbalho de Gusnio Ucha,
que nao faca negocio algum com a mesma nota
promissoria.visto como achando-se j paga em qua-
si sua totalidade, pois resta 500*, por isso a pes
soa que a negociar ter de receber somente esta
quantia. _________. _________________
Annel
Cs senhorea abaixo declarados ,
a bondade de apparecer cu mandarem ra do quez de Olinda n. 10.
Imperador n. 28, a negocio de suas conveniencias:
Manoel Silvino de Barros Falco.
Francisco Manoel de Alnicida.
Francisco Jos Carneiro.
Dr. Francisco Pinto Pessoa.
Jos Pereira Lentos.________
Aluga-se um moleque ; a
Duque de Caxias, loja n. 44.
tratar n reato
Urna oessoa de conducta aliancada tendo de
ir Villa da Penha, Laga Nova e Caicar cobrar
algumas dividas, oerece-se as pessoas que nesses
lugares tiverem algumas contas ou letras a co-
brar, que o cncontrarao no bazar universal ;i ra
Nova n. 21
Dase de gratificacao a quantia de 10* a quem
tiver aerado e entregar ao seu dono um leque de
madreperola, que foi perdido no sabbado ultimo,
em urna das ras da Princcza Isabel, Aurora e
Formosa : quem o achnu, querendo restitui-lo,
leve-o ra da Princeza Isabel n. 8, ou no arma-
zem do Sr. Pires junto ao arco de Santo Antonio.
O abanto assignado, tendo de seguir para
Europa no primeiro paquete, por motivo de mo-
lestia de sua senhora, deixa encarregado de seus
negocioi particulares ao ir. Manoel Jos Carnei-
ro, socio da firma commercial Carneiro k Noguei-
ra. Quanto aos negocios que dizem respeito a
sua protissao de solicitador, deixa encarregado ao
seu amigo e companheiro o Sr. Francelino Augus
te de Uollanda Chacn, e seu ajudante Antonio
Machado Dias, que podero ser procurados na ra
do Imperador n. 45, escriptorio do Sr. Dr. Olim
po Marques da Silva e na sata das audiencias. O
abaixo assignado desde j pedo desculpa aos seus
amigos e clientes que por ventara deixou de se
despedir, faltando por este meio com o seu dever
de visita-Ios, pela presteza da viagem, e offerece o
seu prestimo na cidade de Lisboa, onde pretende
lixar sua residencia provisoria.
_______ Joo Caetano de Abreu.
Arrenda-se, ou vndese o engenho Trombe-
ta, sito margem do rio Una, do lado opposto da
estacao do mesmo nome, tem meia legua qua
drada de terreno frtil e de mattas, e tao perto
da estacao, que paga-se por cada carga 100 rs.
Vende-se tambem cinco escravos, 30 animaes de
roda e 12 bols mansos, e a safra criada. Quem o
pretender, diriia-se ao proprietario Joaquim Jus-
tino de Almeida, no mesmo engenho.___________
= Aluga-se urna casa nova, na Capunga, nos
Quatro antes : a tratar cora Joo Jos da Cunha
Lages, rna do Vigario n. 33, 1. andar.________
= Perdeu-se na noite de quatr > para cinco do
corrente, um trancelim de ouro com 5 oitavas e
meia, assim como om pencinez de ouro, por isso
roga-se o obsequio, a pessoa que qoiier restituir
ditos objeetos, diriia-se i na do Imperador n. 14,
que sera gratificado, e se o tiver comprado rece-
b__i a importancia e a'em disso ser gratificado.
Precisa-se de ama preta escrava para todo
o servico : quem tiver e quizer alagar dirja-se
roa Velha de Santa Rita n. 1 :*
A pessoa que achou um annel no Campo das
Princesas, junto ao trilho dos bonds em frente a
rna da Florentina, queira ter a bondade de vir
entrega-lo ra da Imperalrizn. 53, 2 andar,
que ser gratificado. Avisa-se outro sim, aos se-
nhores ourives e donos de casas de penhores, que
nao facam transaccao alguma com o dito annel,
que era de brilhante.__________________ '
Offerece-se um homem para feitor de
engenho cora as necessarias habilitaces, e
afianra sua conducta, para informaces no
pateo do Carmo n. 9, e para tratar, rlb en-
genho Caixoeira Liza em Gamelleira.
Estimo fgido.
Auzentou-se do poder dos abanto tmfmai o
seu escravo de nome Joaquim. rr preta r r O
nacao. Traja milito !m|*>. anda calrado r n*a >
rabeas compridos. qnercudo f.ner mi ia raMteira
Sebe cozintar, oceupa^io a que se dedicava
Quando falla se rtnhece ser negro africano
Rogase a apprelienc.ao de dito escravr., ruja
captura se gratificar bcm._
Recife, 9 de iunliu de iH'.'l
Jos.1 da Silva Uyo A FHHo.
150^000
No engenho Massuass, freguezia da Evada, e
dar de gratificacao a quantia acuna a que as-
prehender tres cavados que naqnelle MM
foram furtados na noute do dia 29 para 30 o> bjs-
vemliro preximo pausado : o tem 9 annos, i
castanho c castrado, tem a orrlha direiu bastaav
aseada, urna estn-lta na testa, e no qnarto esqwr-
do tem urna cruz ; o 2.* < ruco, rom pinta* m-
Gratifica-se nem a quom deseobrn- tres pran- me|has n((8 ,,, grande, g.**v r o sw-
choes de amarello, marca J F M, furtados da ser- f ..^..j,, ., (- raria a v por do caes do Cap.banbc sendo duus ^W fl.rra m a __-_. [ g. 4 M
furtados em inaioe um na noite passada. djrjt0i e ^ a iJa(,c dc 9 aDnos. 0 3. ^^
= Scbastio Marques do Nascimento tendo em- sanhassd claro, curto grosso, um puco ramMm.
barcado para Lisboa c- nao poJendo despedir se castrad, peipieno, e esta ferrado coa a marra
das pessoas que tanto se prestaran durante a sua O no quarto direito : gratifica se rom 30*000
molestia, pede desculpa dest falta involuntaria, e por cada um em presenca da pes*?*. fj0 *
olerece o seu diminuto prastimo.____________^
Caixeiro
Precisa-se de um caixeiro com pratica dc taver-
na de 14 a 16 annos de idade : a tratar na Cam-
b do Carmo n. 2.__________________________
Cozi nheiro.
Paga-se bem por um, para urna pequea cozinha
de rapaz folteiro : a tratar a ra Larga do Rozano
n. 34 bo.tica.
Gratificac,ao
der for encontrado qnalqner dos ditos ravalw.
Salsaparrilha de Ayer
pasa rnuncAR o
Om mal rmm mtm -
nlimt* 1 Sil tltofw*niSiiil
AVISO.
Hoje 3 de junho de 1873 fugio deste engenho
Calif rnia, em Serinhem, o escravo Gregorio,
com os signaes seguintes : crioulo, com pouco
mais de 20 annos de idade, mediana estatura, cor
preta, secco do corpo, testa saliente, olhos vivos,
com falla de denles na frente, ps regulares e os
dedos iguaes, tem urna marca de queimadurana
barriga, e varias marcas de castigo que tem sof-
frido, unto as costas como as nadegas, por ser
muito fujae, costuma mudar de nome e inculcar-
se forro, muito"fallante, cantador e cachimbeiro,
e tem as duas orelhas furadas: roga-se as Illmas.
autoridades policiaes ou senhores capitaes de cam-
po que o hajam de encontrar, o facam capturar e
remetter a este engenho, ou na praca, ra de
Pedro Alfonso ao Sr. Joo Florentino Cavalcante
Jnior, que alem de lhes pagar o seu trabalho
lhes ser obrigadissimo o proprietario Joio Flo-
rentino Cavalcante de Albuquerme.____________
Agencia de empreados
Amas de leite, engommadeiras, cozinheiras, cai-
xeiros, copeiros, criados, etc. etc ha sempre de
boas conductas e afianzadas; podendo os senho-
res pretendentes fazerem os seas pedidos por es-
eripto, no caes Capibanbe n- 12, e travessa da
matriz de Santo Antonio n. 6.
Aviso.
Offerece-se um homem para administrar um
engenho, ou sob e qualquer contrato entrando
com seus servicos e mais tres servas d* servico
de campo, afflanca sua conducta, para infoBkjoes
no pateo do Carmo n. 9, e para tratar no engenho
Caxoeira Lisa, em Gamelleira._________________
O Exm. Sr. desembargador Guerra tem urna
carta ra do Raro da Victoria n. 69.________
Terrenos e. casa na cidade
ilha de S. Migue},
Se faz todo negoc'o e permuta-se por bredios
nesta cidade : quem os pretender dirja-se ra
Direita n. 99, taverna. ^
Mamamguepe, vapor nacional Caruripe, consig-
nado a companhia perambuean, nianifestou :
Algodo 130 saccas a Rabe Shrhmeltau 4 C. e
110 a P. Moutinho.
Milho 200 saceos, a J. Ramos Machado.
Atteneo
Os Srs. que esto devendo alugueis de car-
ros na cocheira do Pinto na ra de Santo
Amaro n. 1, tenham a bondade de virem sal-
dar seus dbitos quanto antes, afim de nao
serem chamados por seu proprio nome.
A.0 commereio.
Na ra da Cruz n. i 3, 3.* andar, aluga-se urna
grande sala e um quarto muito proprio para es-
escriptorio.
forman, i na eaSb j aa* aaaa
a liii.fi.Iaaaa,j.....
aa carota, aae, aaaa* ala m aaav
M|il'ntoiaiS|aan
tem (ido tm radical e Um garaaBaata .
todo* os ponto do Imperio, qat a paMeai
informado das nu virtudn e do modo da I
O veneno ewrofnkMO e nm doa i
da raca humana. Ora, ^nhor*a-a aecal
do nouo organitmo e deixa-o frac* a I
fate. Ora, patntela a infecrao da aN i
e entao, em momento opportnan, larra raf
ma de anas hediondas formas, j aa cada j aaa
ritaes. Neite ultimo i
nos pulme, ao Sgado, i
ifesta em ernproaa, tuatoraa, ata.
A inimigo tam pierigoaa a taai aarMa aaaea
frnarida, e preranu-o 1 aaaaara aarikar aaa^i
Assim. antea de apparecerera aa aiafrias i
o usa da IAL!tArABMUI.*A MM ATi
resultados funestos.
Aa pessoa qua aoflram da
foni, Dmrtrt,
Vlrmt. t sensibilidad
dorno oato; Dptptmutm oa
JTalaattau fa CararM *
rmlftm a de Tarta oaUaa
: nerroao, acaario aararo alrio
i SILBA DE ATEM.
I AVrMNa
aea nio, porto que teja
tempo para subjugar
I A ImumtJm, 9
na e em geral aa molaabja Aa
das nkariormaata
vigoratiTO.
O MhK-nmtin
Caixeiro
Precisa-se om de 12 a 14 annos, que tenha pra-
tica de taverna e que seja portuguez: a tratar
na ra das Calcadas n. 1 i
mulac&e* de materia ezl
DMaSa, de maamo fjaai
de man reaidao aa
J. C Ayer Ca,


w^^^m
W
Diario de Pemambuoo Quarta feira 11 de Junho de 1873.
FOGO ARTIFICIAL PARA SLOES
PARA OS FESTFJOS DE
S. ANTONIO, S. MO S. PEDRO
NO
ARMAZEM DO VAPOR FRANGEZ
7 RA DO BARIO DA VICTORIA 7
* (OITR ORA RA AOVA )
Chegaram grandes facturas destes lindos e apreciados foguinhos artiflciaes japonc-
zes, francezes e allemes, de ristas muito bonitas, e especialmente fabricados para senho-
ras e meninos podefem soltar sem medo algum de serem offendidos, e a precos baratos,
n8o s a retalho, como em caixinhas sortidas. Alm destes foguinhos ha muitas pistolas,
craveiros e rodinhas, fabricados por um dos mais, afamados artistas desta cidade, e tam-
bem tem grande portjo de traques chinezes, que se vendem era cartas e em caixinhas in-
teiras.
BALOES AEREOSTATICOS
Pequeos baldes de 8 a O palmos, de papel de cores bonitos o facis de
solta-los das janellas e varandas.
Estas novas e interessantes sortes, alm da leitura agradavel, contem dentro
diversos objectos de divertimentos que fazem augmentar mais a alegra entre as fami-
lias, as noites de Santo Antonio, S. Joo e S. Pedro.
GLOBOS PARA IIAUMINACES
Globos de papel de cores para as illuminac,6es destes festejos, e que muito
realcam nos pateos e nos jardins.
PAPEL PARA ENFEITaR BOLOS
Estes papis rendados para enfeitar bolos sao muito baratos e principalmente
vendidos em duzias.
Botinas dos melhores fabricantes para homens, senhoras, meninos e meninas.
Quinquilharias de fantasa,
I IVt* PERFUMARAS
E
Carvalho.
Brinquedos para meninos
I'recisa-se de una ama que saiba coMiihar :
a tratar ra do Hospicio n. 16._________^
\rnn Quem precisar de urna perfeita costu-
1 Vllict reira ue loda e qua|quer obra pelo figu-
rim, tendente a senhora : dirija-se ra do Brum
n. 104, Io andar,
Todos estes artigos vendem-se baratos por screm recebidos em direitura e
pelos abatimento? obtidos dos fabricantes em attenc,o s grandes e repetidas encora-
mendas.
ATTENCO
o
Tambem recebe e vende muito ein conta excellentes pianos, tanto do fabri-
cante Blondel, como de H. Hers e de Pleyel; assim como mobilias de fai e de
vimos, e cadeiras avulsas de braco e de balando.
7 armazem do vapor francez 7
0 6AIITE11I
DO
BAZAR NACIONAL
Ra da Imperatriz n. 72 *
DE
Ltmrcnco Pereira Hiendes Guimares
Declara a seus freguezes que tem resol vido vender o mais barato que for possivel, a
saber:
CHITAS A 160 E200RS.O COVADO.
Vende-sc chitas francezas largas com to-
que de avaria, a 160 e 200 o covado. Di-
tas limpas a 240, 280 e 320 rs. o covado.
CASSAS FRANCEZAS A 320 RS.
Vende-se cassas francezas a 320 e 360 rs.
o covado.
LSINHAS A 200 RS.
Vendo-se lsinhas de? cores para vestidos,
a 200, 3G0, 400 e 500 rs. o covado.
ALPACAS A 400 RS.
Vende-se alpacas para vestidos a 400, 500,
640 e 800 rs. o covado.
COBERTAS DE CHITAS A 1J600.
Vende-se cobertas de chitas de cores, a
1JJ600 e 25OOO. Ditas de pello a 15)400.
Colxas de cores a 1JJ200, 2#500 e 43J500.
CHALES DE LA A 800 RS.
Vende-se chales de l de quadros a 800
rs. e 19000.
Ditos de merino a 39, 39, 49 e 59000.
, CAMBRAIA BRANCA A 39000.
Vende-se pegas de cambraia branca trans-
parentes e tapada, a 39, 39500, 49, 49500,
59 e 69000.
SAIAS BRANCAS A 29000.
Vende*-se saias brancas e de cores, para
senhoras, a 29000 e 29500.
BONETS A 500 RS:
Vende-se bonets pretos de seda para ho-
mens, a 500 rs. Chapeos de palha, pello o
massa, a 29, 29500, 9000 e 49000.
MADAPOLO A 39000.
Vende-se pegas de madapolo entestado a
39000. Ditos inglezes para os pregos de
49, 49500, 59, 69000 e 79000.
ALGODO A 39500.
Vende-se pegas de algodo, a 39500, 49,
e 59000.
BRAMANTE A 19600.
Vende-se bramante com 10 palmos de
largura para lengol, a 19600, 29 e 29500 o
metro.
GRANDE LIQIDACO DE SABONETAS 280 RS.
Vende-se urna grande porgad de sabone-
tes inglezes, a 200 rs. Ditos francezes cjm
heiro a 320 e 500 rs. .
Agua.decolonia,a200, 320 e 500rs. o
frasco para liquidar, e outros extractos
muito barato.
Engenho
Arrala >! mi vende se parte 'W don* eiigennos
il'S na tegw/ig 'I" l|iv|uo. -eiul'i mu ninvidn
|.or anima** e outru iimviilu a agua, bem lana*,
de ptimos terrenos, e com propon/oes para atro-
jar de tros a quiltro mil paos, distando do porto
de embari|UO apenas urna legoa, e da estrada de
ferro tres legoas : quem pretender dirija se ra
do Apodo n. >3, 2* andar, que achara non quem
tratar.________________________________
Publicacao jurdica
Apontatnentos sobre a condico dos escra-
vos e libertos no Brasil,
contendo as principaes questdes relativas essa
especie, com as decisdes proferidas a respeito pe-
los Irib naes superiores e do poder ejecutivo,
bem como toda a legistacao patria, antiga e mo-
dernissima acerca de cada urna dellas ; pelo Dr.
Antonio de Vasconcellos Meneres de Drummond,
lente cathedratico da I." cadeira do 4.* anno (direi-
to civil) da faculdade do Recife e ad-vogado oeste
foro. Assigna se livraria franceza e livraria do
Sr. Nogueira, no arco de Santo Antonio.
Cozinheiro
Precisa-se d ? um bom cozinheiro para um bom
hotel: a tratar na ra do Imperador n. 51, arma-
zem unio e commercio.
100
E-t ausente desde o dia 3 de abril do torrente
anno o escravo Miguel, com os signaes seguintes :
cabra, cabellos carapinhos, rosto liso, sem barba,
altura e corpo regulares, ps e maos bem feitos,
falla muito descansada, est descorado, tem marca
de um talho na palma da mo direita, foi das Ala-
goas, j o possuo ha quatro annos, fez urna fgida
ha um anno e foi preso em Raixa-Verde : quem o
pegar leve ao sen senhor Antonio Carneiro Rodri-
gues Campello, no engenho Canzanza, que ter a
quantia cima.__________________________
AMA Precisa-se de urna para cozinhar e fa-
lvL/A. KT mas algum servico de casa de fa-
milia, no Corredor do Bispo n. o._______
Ama de leite.
Precisa-se de urna ama de leite que nao tenlu
filho : na ra do Mar juez de Olinda n. 40, pri-
meiro andar.
Precisa se de urna ama para casa de fami-
ia de duas pessoas : na ra do Calinga n. 1, loja.
m Precisa-se de urna ama que saiba
cozinhar e engommar, para casa de
familia : a tratar na praca do Corpo
Santo n. 17,3o andar. ____
\ mi Prccisa-se de urna ama para comprar
A-iiit e cozinhar para casa de familia : na ra
do Passeio, lja n. 58._____________^_____
Pre<*isa-se de urna ama pa-
ra cozinhar e comprar : na
ra Bella n. 23, hoje Ilha do
AMA
AMA
Precisa-se de urna ama que
saiba bem cozinhar : ra do
Baro da Victoria n. 28.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca
familia : pagase betn : largo de S. Jos n. 51.
Precisa-se de urna ama livre ou ascrava
para servir a urna pessoa : a tratar na ra do
Bom Jess (antiga da Cruz) n. 32, 2* andar.
(Merece urna ama para engommar e conzi-
rihnr para casa de pouca familia, perfeita em seu
trabalho, afianca-se a conducta ; a tratar na ra
da Concordia n. 36.
URGENCIA., .
Ama de leite.
.Precisa-se de urna ama deleite, quer seja
forra ou captiva, porm sem filho, e que te-
nha bom e abundante leite, paga-se bem : a
tratar no 3." andar desta typograpbia.
Terrenos baratos de 3# a 63
nos Aflictos, e 3$ no Sal-
gadinho.
Antonio .los.' H>> IrL'ui-s Me Soo/a vi'iil""-
terreiins ii seu sillos de turras proprias, au>
palmos, !ia a nova ra quafi em frente x
igrfja dos A f Untos ; e d<> Salgadinho com
a frente para a istrada du ferro d*
Olinda e oitao para nutra estrada ao lado do
inesmo sitio ; a tralar com o Sr. Tristio
Francisco Torres, na thesouraria das lote-
ras.
Est fgida a escrava de nome Bernarda, de
idade 25 annos, pouco mais ou meos, levou saia
de ganga e camisa de algodo tem marca de fujo
na na perna direita, e tem os olhos grandes e abo-
toadoa : roga-se as autoridades policiaes e capi-
taes de campo o obsequio de pega-la e le va-la
seu senhor, no Caminno Novo n. 110, sitio, ou na
ra da Cacimba n. I, que sero generosamente
recompensados.
CASA DO OURO
la* ft:0009000
Bilhetes garantidos
fua do Baro da Victoria (outr'ora Nova)
n. 63, e casa do costume.
O abaixo assignado acaba de vender nos seus
muito felizes bilhetes a sorte de ;!:(;00OO em
bilhete inleiro de n. 1403, a sorte de 100*600 em
quatro quartos de n. 49, alem de outm sortes
menores de 40*000 e 20*000 da lotera que se
acabou de extrahi (53'j; e convida aos possuido-
res a virem receber, que promptamente sero
pagos na forma do costume.
o mesmo abaixo assignado convida ao respeita-
vet publico para vi' ao seu estabelecimento com-
prar os muito felizes bilhetes,que nao deixaro de
tirar qualquer \ rumio, como prova pelos mesmos
annun ios.
Acham-se venda os muito felizes bilhetes ga-
rantidos da I parte da lotera a benecio da igreia
matriz do Cabo, que se extrahir no dia 14 do
corrente mez.
Precos
Inteiro 6*000
Heio 3*000
Quarto i*5O0
De 1009000 para cima.
Inteiro 5*500
Meio 2*750
Quarto 1*375
Recife, 6 de junho de 1873.
Joan Joaqtum da Costa Leite.
Escrave fgido
50#000 de gratificago.
Ausentou-se do engenho Victoria, no termo de
Barreiros, o mulato semi-branco, iaturniano, de
20 annos de idade, baixo, gordo e meio corcunda,
cabellos amarellos e crespos, rosto largo, olhos
castanhos, nariz regular, tem um signal nos pei-
tos proveniente de urna espinha, pernas e ps
grossos e mal feitos: quem o pegar ou delle der
noticia leve ao seu senhor Dacio Perreira da Silva
Mello no referido engenho, ou na praca do Corpo
Santo n. 7, 1 andar, que ser recompensado ge-
nerosamente.
Fugio lioje do corrente,,do sitio do
Sr. Jos Antonio Pinto, em Ponto de l'cha,
um cao do Rio da Prata, branco com ma-
lhas cor de caf com leite; pede-se a quem
o tiver. encontrado o favor de levar ou
mandar levar no referido sitio, que ser
recompensado. ____________^^
I3
1 a.
53
- o oe
b2? a. S.
ES.5c|
5
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, 1 'Jl o
J y ^ /.
-.IftJf
18 S
2
-i
Precisase de urna ama para comprar e co-
zinhar : na ra do Coronol Suassuna n 1.
Preclsa-se de urna ama que
saiba cozinhar e comprar para
casa de homem solteiro : na ra
de Pedro Alfonso n. 13 e 13, antiga ra da Praia.
AMA
CORTES DE RRIM DE CORES A 19500.
Vende-se cortes de brim de cores para
caiga, a 19500 e 22000.
BOTINAS A 39000.
Vende-se botinas para senhoras, a 39000 e
39500, a ellas antes que se acabem.
ROLPA FE1TA NACIONAL.
Vende-se camisas brancas, a 19600, 29,
29500, 39000 e 49000.
Caigas de casemiras de cores, a 59, 69 e
79000.
Coletes de casemira, a 29, 29500, 39 e
4|000.
Palitts de casemira, a 49, 69 e 89000.
Seroulas a 10 e 19600.
BRIM DE CORES A 440 RS.
Vende-'se brim de todas as cores a 440
rs. o evado.
LENCOS BRANCOS A 29000 A DUZIA.
Vende-sc a duzia de lencos brancos, a
29000. Ditos com barras de cores a 39000.
Ditos de linho a 59000.
TOALHAS A 800 RS.
Vande-se toalhas para rosto, a 800 rs. e
19000.
CHIVATAS DE SEDA PRETA A 500 RS.
Vende-se gravatas do seda preta, a 500
rs. cada urna.
CHITAS PARA COBERTA A 280 RS.
Vende-se chita para coberta, a 280 e 320
rs. o covado.
BONETS PARA MENINOS A 19500..
Voud-se bonetes para meninos, a 19500.
ESPARTILHOS PARA SENHORA A 39500.
Vende se espartilhos para senhora, a
39500.
PENTES A 320 RS.
Vende-se pentes de alisar, a 240, 320 e
400 rs.
POS DE ARROZ A 240 RS.
Vende-se pos de arroz em caixa, a 240
rs., para liquidar.
ESPELHOS A240RS.
Vende-se espelhos de diversos tamanhos,
a240 e 320 rs.
TESOURAS A 320 RS.
Vende-se tesouras de diversos tamanhos,
a 320 e 500 rs., para liquidar, e outros
muitos artigos que se vende barato para li-
quidaco de facturas.
MOMA
Est encouracado!!!
Roga-se ao lllm. Sr. Ignacio Vieira de Mello,
escrivao na cidade de Nazareth desta provincia, o
favor de vir ra Duque de Caxias n. 36, con-
cluir aquelle negocio que S. S. se comprometteu a
realisar, pela terceira chamada deste jornal, em
fins de dezembro de 1871, e denois para Janeiro,
passou fevereiro e abril de 1872, e nada cumprio;
e por este motivo de novo chamado para dito
tim, pois S. S. se deve lembrar que este negocio
de mis de oito annos, e quando o Sr. seu nlho se
achava nesta eidade.
i GABINETE
Vledico-cirurgico
RA DO IMPERADOR N. 73, ANDARJ(
0 DR. NONES DA GOSTA
MEDICO OPERADOR E PARTEIRO.
ESPECIALIDADES.
Molestias e operares de o'hos.
Cora radical e instantnea dos
esireitamento da uretra
Consultas: Das 7 s 10 horas
da matih.
Chamados: A qualqner hora.
Dentista de Pars
19 RA NOVA 19
FREDERICO GAUTIER, agraderendo ao respei
tavel publico em geral e em particular aos seus
amigos e numerosos clientes, os favores e a confi-
anza que lhe dispensaram durante os quinze annos
de sua residencia nesta linda cidade, tem a honra de
lhe participar que cedeu o seu gabinetef.de cirurgio
dentista-ao seu sobrinho e discpulo J^ M. Leroux
o qual cchando-se haraais de dez annos na sua
companhia, est de sobejo habilitado para merecer
toda a sua confianc-a e executar os trabalhos os
mais difflceis e delicados da profisssao
0 mesmo aproveita a occasiao para pedir s
pessoas que lhe sao devedoras o especial favor
de manaa-ls pagar quanto antes, pois retira-
se muito breve para Paris, aonde se achara sem-
pre prompto para o que puder prestar.
Aluga-se por 5# a casa n. 6 na roa do li-1 Precisase de 1:000/ a juros, dando-se por
ma, em Santo Amaro, estando ji concertada de hypotbeca um predio Irvre e desembaracado sito
ovo : a tratar na nu da Restauracio n 64, ou-, netta cidade : quem quizer dar dita quantia, diri-
ir'ora Guia.
Precisa-se it um konem para botar sentido
a un alio : a tratar na roa do CoroaeiSuassuna
n. L
ja-se a esta typographia a
trador.
fallar com o adminis
Aluga-se barato, urnas meias aguas, novas
na travessa das Barreiras (becco do Aquino):
tratar na roa do CotveHo n. SS.
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Avisa-se
a quem der noticia da escrava Guilhermina que
foi do tenente-coronel Feliciano Joaquim dos San-
tos, e aepois comprada ao Baro de Nazareth,
representa ter 25 annos, tem falta de dentes Ba
frente e as maos com cicatrizes de'quemadura
de gaz, secca do corpo e muito regrista, que des-
appareceu da casa de sobrado n. 26, da ra dos
Coelhos, que ser generosamente recompensado.
H^ /QK. *&*. /C. yW J&" s^f, ^P "S* ^S^ rl*. ir- /^^ ^^
i
m
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m
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COMPRAS.
*? Compra-se algumas casas terreas ou N*ra
los nesta Waite : a tralar ua loja da ra Duque
de flixins n. H.
Aleirtaj.
N.i na de Thnm 'le Sonza, (ubndn n, in. ou-
tr'ora iia Lingneta. rmnfra-w nma f-rrava de 2*>
a M Mtnm ile iilaile, que sailia fu inti.tr B mar ; o igualmente pedese aos seuliorcs corre-
tores que tlverem algiima com as condicoes ci-
ma especifi aitas.-quciram dii igir-se a mesma rua
e casa j mencionada.
VENDAS.
No escriptorio da rua do Commercio
n. 32, de Joo Jos do Carvalho Moraes,
vende-se o segujnte :
Caf do Rio de Janeiro.
Cimento de Portland.
Palhinha preparada.
Cera em velas.
Oleo de liuhara.
Como de lustre.
Bezcrros.
Chumbo de munic.o.
Gom roa-laca, superior qualidade.
Cadeiras hamburguezas.
Ditas de bataneo.
Ditas para crianzas.
Sortes de amendoas
Para os divertimentos de Santo Antonio, S. Joo
e S. Pedro, pelo baratissimo preco de U o cento,
na rua do Hospicio n. 61, taverna. Na mesma
casa recebe-se encommendas de diversas qnali-
dades._________________________________
VENDE-SE
urna caja terrea, bem construida, com duas ja-
nellas d,frente, entrada pelo oitao, quintal pe
queno e cacimba, em terreno proprio, na rua das
Nymphas, com a frente para o nascente, e esta
rendendo I60<)0 mensaes.
Urna dita pequea na estrada de Joao de fiar-
ros, sendo o terreno em que est situada, 33 pal-
mos de frente e 160 de fundo ; tem a frente para
o poente, no mesmo terreno existem dous ps de
coqueiros que dio frudos, e est rendendo K>.
Um terreno proprio eroprio para edificar-se ;
com a frente para o sul. silo na rua do Principe.
Tem 148 palmos de frente, a mesma extenso na
exlroma do lado opposto, lO palmus de cmni r-
menlo, extremando pelo lado do nascente cum
a nova rua do cemiterio.
Os pretendentes podem dirigrr-se rua da 5o-
ledade n. 5i, onde receberao qnaesquer explica-
coes, e convencionarao sobre o preijo, das 6 is 8
horas da man ha.
Vende-se urna taverna, na rua Imperial,
urna das melhores e mais bonitas na freguezia de
S. Jos e muito afreguezada para a trra e matto,
o motivo da venda se dir ao comprador c trata-
se na mesma rua n. 94.
Fogos.
Lindissimos fogos de vista proprios para meni-
nos queimarem dentro de cosa, e que foi Jeito na
China. Vende-se a retalho da menor quantidade,
a vontade do comprador, e a preco baratissimo ;
no largo daalfandega n. 7, e aos domingos na rua
da Madre de Dos n. 36, no 3" andar.
Os mesmos fogos, as mesmas condiroes, ven-
de-se tambeui na rua do Imperador, casa de Ber-
nardo da Silva C. Campos, e na rua do Mrquez
de Olinda, casa de Braga Gomes & C._________
Noites divertidas !
Vistas furtacores!!
Effeitos maravilhosos!!!
Qualidades superiores!
Precos resumidos! I!
Fogos fogos! fogos!!!
Immcnso e variadsimo sorti-
mento de fogos inoffensivos s
criancas, dos mas afamados fabri-
cantes do Rio de Janeiro, China e
Allemanha.
Pistolas com 2, 3, 4, 6, 8, tO e
12 tiros. Rodinhas n 20, 40 e80.
Gyrasoes com bombas. Coras
de rci, jasmins, traques jezuiicos,
fontes de fogo e espigas.
I Iqfa da America receben
lindos It.-iirn- u< de la e ea e rtwt par ttm-
modo prec).
Espartilhos duquera.
'I 'fla-ln- ;i ivTM^fr >< >\r ^-i a-
l.sl /. Iil l> i.....j| im-Imi d.- ii Ih|j p4-
lii.iiT- eMi-rite .;ue < ,*.
A 6|000 a peca
le uniilap \i fraafr mu a rua do Cabula n. 40.
Palnnezas <:i <\is;:c<;fs ie
pretos 1 dSOOO.
ultimo gesto e rieamente iViadra oe
vendem por 6"(KK), i na rua la Iwpirtu
56, loja da Rosa Branca._______ ______
l
\
\ot issm li\r para a*
Ir Nauta % 11 Ionio. H. J<
e N. SVdro.
Acaba de ser pnliliradn o livro arima, o qoal
conten una luida roiJwcit Je bonitas, wnarf
sanies e clii>U)as *oru, e iirnaliin-nle urna ml-
leccao de rerialivii*. -niipiK'.oa por gran les I
Jamados pNlM 4mM poca.
Creinos que e leninu'iitus para as reuni'ie fanuliare 4a* Uw fec-
tejadas e aprwiaveis nout'-s cima ditas.
Acha-se a venda a U ca ao |t do ara de Santo Antonio em miras
Joaquim F. des Sanios '' imbra t' vende cm seu rscriptur. a nu do Matam 4m
Olinda n. -i I." ar.dar :
Caf do Rio
1'.ha om lata* de 1 libra
Fumo 11 ni l.it.is
Fariuha >\o iiiainliura
Vinho de Thomar, em lerimns*
Oraqilos dephiros,
Sol este litiuo a-ahnin 4*- *er impre-a< cit-
eoenla |kTgunta < ii"pita< para nln,|. n 111 .
de reuiiies famili iie.i lias ineiles le Santo Aalo-
1110, S. Joan e > l'edro.
Rssas |KTguutas r respotfa* inteiramfpfp aova,
sao interessantes e iliverti la, si-m que i4ka4aa
conveniencias ou PajTK .. de Ut < rirdinle. $
serem pmpriamente o que entre M e rnaaaa
sortes, iralain de de-veii.br in\sierM e .-efrelM,
ntimos peiisamenlo* e foturos m -- .*. Se-
pru adeqnadas as res|vostas expressarin marta
vezes aquillo que nao -e atrevera a di;er a nao
ser em hrinr, serviudn o olhar 011 n nxMtn 4e zer de dir-llies forra neeessaria para aquelles a
quem sao dirigdos!
Cada liaralliinlio roM li-iO" e arha--e i vea-
da na livraria RiMnoni' a ao p4 I arco 4e SaaPi
Antonio e nutras._________________________
TASSO IRMOS&a
Em seus armazens rua do Am nrr.
n. 37 e caes do Armllo p. K~,
tem para vender por presos rommodo :
Tijolus encarnados sextavo para ladrilho.
Canos de harro para esgoto.
(amento Portland.
Cimento Ihdraulicc.
Machinas de deeamrar i\ K*.
Machinas de nadaria.
Potass.i da Russia em barril.
I'hosphoros de cera.
Sag em garrafes
Sevadinha em parraff>*.
Lenti has em garraoes.
Rhnm da aJiualca.
Vinho do Porto \elho engarrafado.
Vinho do Porto superior, di o.
Vinho de Knrdeanx, dito.
Vinho de Scherry.
Vinho da Vadeira.
Potes com liiigua e dohradas ingleza.
Licores tatos Mrtiaw.
Cognac Gaulhier Frere.
Latas de toucinho inglez.
Itarris com repeino em .ilnvinr*
0
i
1
#
AVISO
O abaixo assignado avisa aos seus devedores
que venham pagar seus dbitos at o fim do cor-
rente, do contrario passario pelo dissabor de ve-
rem seus nomes e quantias por este Diario.
Recife, 6 de junho de 1873.
Antonio Gomes de Mendonc.
4o commercio.
Os abaixo assignados tendo contrafado a com-
pra da armaclo da loja de louca, sita rua Di-
reita n. 75, pertencento ao Sr. Jos Pires de Car-
valho, vem pelo presente avisar a todo aquelte que
se julgar credor, queira apresentar-se como tal,
dentro do prazo de tres das, a contar desta data,
ficando os abaixo assignados sem responsabilidade
alguma, Recife, 6 de junho de 1873.
. __________Mello A Macedo.
- Precisa-se de um menino para caixeiro : na.
rua do Coronel Suaasuna, casa n. i.
MEDICO-CIRtlRGlCO
DO
Dr. J. M. Curio
Rua do Mrquez de Olinda n. 25, pri-
meiro andar.
Consulta das 9 horas as i 1 da manha.
Chamados a qualquer hora.
JSHI-00 00O0
Esta s de jesuta I
O Sr. J. C. A. de F. nio quer ainda altender
aos reclamos da pobre viuva que exige os alu-
queis e ehaves de sua casa, montando j os alu-
gueis at 30 de abril a 32OJ00O ; o que sobre
tudo se torna revoltante o inquilino ter a casa
fechada ha mais de seis mezes, e nem chaves e
nem alugueis.
COi\s]LTrT
I oca CHUMO
Dr. Mallos Guerra.
Especialidades : molestias das mu-
lheres, das criancas, molestias venreas
fe syphiliticas.
Consultas das 8 s 10 horas da ma-
nha.
f^ Chamados qualquer hora do dia e
,jjy da nOute.
*n# Gratis aos pobres.
a Rua da Imperatriz n. 36, primeiro,
59' andar.
@
m
m
CRIADO
Precisa-se de um para tratar de um cavallo e
mais algum servico, na rua da Cadeia do Recife
a 50.
E8TABELEC1MENTO THERMAL. -
Aanutaicloi FARO, m, iobutam Ummunu.
STACAO 008 BAHHOS.
Noeslabelemirtlo de Vithy, m dos m$lho-
rtt da BurOfia, tch*r-M-l* Bankot e Embroca-
cteidetodaa torttper* tur* du doencat do
rtUM, do l|M, da kMlf*, reta,
(UtkHIl *, MSMrefVM nlctiNM,
H pelTM mi am%mma, ate.
Cb* eu,rarall Maioati II di limmioi
Ttr0itn>OMl.-MMH>rryw.
hlkM Mtati.a*l* tmi Stubon*.
" a&rni&ru^Smuh k car
"hmf
aiMaa. 1
De Santo Antonio os foguinhos,
De S. Joo os fognetinhos ;
Quem nao gustar de apreciar,
Os gostozinhos gostinhns
Destas noitinhas quentinhas ?
Mnguem, por certo ninguein.
Pois que ellas vio alm :
S. Pedro e conlinacao
E Sant'Anna concluso !
Milho branco de superior qua-
qualidade para cangicas ; preco
commodo. *
Rua do Imperador
r*
GRANDE DVIDADE
Santo Antonio, S. Joao e S.
Pedro.
PROFECAS ILLUSTRADAS
Cellecc^es de novas sortes infalliveis, contendo
cada collecio 6i cartas, onde se acham estampa-
das caricaturas engranadas e espirituosas sortes
destinadas aos divertimentos das noites de Santo
Antonio. S. Joao e S. Pedro. A cada colleccao
acompanham urna tabella e urna explicacAo para
o jogo. Acham-sc venda pelo diminuto preco
de 2 as seguintes casas : livrarias franceza,
universal, econmica, industrial o acadmica ; rua
Nova ns. 20, 39 e 63 ; rua do Imperador n. 71 ;
rua do Crespo n. 23 ; arco da Coneeicao n. 2, e
caes 22 de Novembro, armazem do Pires._______
Arados para lavrar aterra.
Camas de ferro.
Cofres de ferro, prova de fogo.
Fogoes americanos.
Pregos americanos.
Balancas e pesos.
Chapas de ferro galvanisado para cobrir casas.
Taxos de ferro estn liado.
Machinas para descarocax algodo. ,
Machinas de cortar fumo.
Machinas a vapor, forca de i i|2 c i cavallos.
Em casa de Shaw Hawkes 4 C, rua do Bom.
Jess n. 4.
Vende-se um lindo casal de pavoes inuitu
no vos e por preco commodo : na rua da Impera-
triz n. 54, loja. ____________^^__
Attenqao
Vende-se um quadro da sagrada familia, que
foi feito para urna capella, obra do artista Dornel-
las, com U palmos de altura e 9 de largura : na
rua d%Concordia n. 99.____________________
Vende-se urna taverna sita na Ilha do Mon-
teiro, bem afreguezada e com poucos fundos :
quem pretender dirija-sc mesma.
Cola da Baha
de superior qualidade : vende-se Ba rua do Com
mercion. 52,2* andar.
Fogo barato.
N. 51Hua da Imperatriz51.
Armazem de louca de barro.
Existe urna grande porcao de pistolas boas' e
baratas, garantindo-se a qualidade dellas, por pre-
cos menores do que em outra qualquer parte, on-
de existe tambem urna grande porcao de alguida-
res francezes, bacas, panellas, ppenos e outroa
muitos artigos por preco ranilo em conta, visto
estar se liquidando aflm de se acabar.________
Repolho a 400 rs. a libra : roa da Guia
O..M. #
As nicas verdadeiras
bichas hamburguezas que vem a esle mer4^
se vendem na rua do Mrquez de (Hoda a. I, !.*
andar
SHERRY KINA
(VINHO DC yl l>ol HA IIVtWFM o
PREPARXIM) r.OM OS MF.I.IIORES VISPOS Pf. MI -
PANDA I>V MR*A
CALVMRACA.G. C, DESEVILHJi
fornkckihjR oa si mxostam a rm
'ISfAMU.
THOHMERET GLIS
Puarmarratica
EX-tNTKRNO nos iinspiTirsor. PIS
O SHKRRY-KINA t ovinhodcOuiqu
que hoje prcorem a makm parte do nMaV-
cos de hospitaes. dos lontM da faculdade e
dos menihros da aradfnil det nvdiciM.
Tem esta preferencia a sua explicarlo piale
que ofcrece todas as (.aramias que daatM't
se procuram nos productos desse geaeroerr.
que mutas vkzi|lAES.\-.rificap as (jtalipa-
des tao KssiaeftB wei no vinho, qi-fr
no QriNofiN.r^pjPKs de ambos, ao u-
c.ros da ESPKf.n.ACxo (Ver Guia da* Aguas
Mineraes. Do Dr. COSTATI JAMES,
7.* edicao.
INIOO DEPOSITO
PIIARMACI VE DROGARA

BARTHOLOME A C.
Rua Larga do Rosario n. 34.
INanlia mais esbeltos
brancos.
TINTURARA japoneza. .
Se nicaapprevada pelas acad'spiai de
sciencias, roconhecida superior a toda aat
tero apparecido at hoje. Deposito princi-
pal rua da Cadeia do Reciw, hoje Mar-
quea*de Olinda, n. 51, 1.* andar,
todas as boticas e- casas de
retro.
Pechncha
Calcado barato
Boneguins de oeierro e.esrdavie, pan
homem a
Ditos pretos faspiados, para sawera a
Ditos de du raque preto e de cores a
Ditos de meninos e meninas a
Bonzinhos de couro, de eafiar, para
menino a
Sapatos de tranca para hoateai e se-
nhora a
Ditos de tapete para homem e seseen a
Ve de se* na grac,a da lelifieiBa a. A, Na.
de Porto Basfa.____________^______
Muita attenc&o.
No prof resso do pateo de GRm a. t, veaii
se manteiga flor prearia pan heke ai Seate
Antonio, pelos preco* afuia : iajteu a _
600,8u0, U e 1*100, a tnacaa i Me 7
rs.a libn g peeaaeaa aa>aa^eaia.
Vende se urna roeitt eacnn anta, i
anuos Mate, perita
te casa: aaruada"
enn pseta. aan
ztrsbr




Diario de Pcrnambuco Qarta feira II de Juiho de 1873.
Triumpho da
Bl
#*ss^
Era tem pos'modernos nenhum descubri-
mento ope uromaior revoluco no modo de
corar anteriormente em voga do que o
II
Sangue.
TANTO NO TIUTAMEN'TO
u
Tosse, Grupo,
Asthma, Thisica,
Rouquido, Resfriamentos.
Bronchites,
Tosse Convulsa,
Dores de Peito,
Expecturaco de
Como em toda a grande serie de enfermi-
iados da Garganta, do Peito e dos
Or^iioH la rcspirnoan. que tanto
atormentan} e fazem sodrer a humanidade.
A raaneira antiga de curar consista geral-
mente a applicaco de vesicatorios, san-
gras sarjar ou applicar exteriormente un-
gentos tbrtissimos compostos ce substan-
cias vesicantes, afim de produzir empolhas ;
eujos diferentes modos de curar, nao faziam
seno enfraquecer o diminuir as forjas do
pobre doente, contribuindo por esta forma
d"u:na mancira mais fcil o certa para a en-
fennidade a destruirlo inivitavel de sua
Tictima Qoam dilTerente pois o effeito
admiravel do
rSITOSAL DE LUmiUl
Em vez de irritar, mortilicar e cauzar inau-
ditos solriinentos ao doente,
Calma, modifica e suavisa a dor,
Alliviaa irritat;o,
Desenvolve o entendimento.
Fortifica o corpo
e faz com que o svstema
desaloje d'uma maneira prompta e rpida
ate o ultimo vestigio da eofermidade. Os
melneres votos em medicina da Europa, (os
tetes dos collegios de medicina de Berlim)
testilicam serem .exactas c verdadeiras estas
jrelacoi'S analgicas, e alm disso a expe-
ripn'-'-i de milliares de pessoas da America
Bespanhola, as quaes foram curadas com
este mara\illioso remedio, sao mais que suffi-
eiccles para sustentarem a opinio do
PEITORAL de ANACAHUITAI
Dovo-si notar que este remedio se acha
Bl 'ramente isento de venenos, tanto mine-
raes, como vegetaes, eniquanto que alguns
destes ltimos, e particularmente aquelles
aoe bIi dados sob a forma de opio, e aci-
do hjdrocianico, I'ormaui a basedamaior
pacte dos Xaropes, coa* os quaes tao fa-
lmente se engaa a crcdulMade do pu-
biic A composicao de anacalmita peito-
ral acha-se liada e curiosamente engarrafada
n frai o da medida de cerca de meio
quartiiho cada uno, e como adose que se
toma s d'uma colbor pequea, basta
ute applicaeo d'um ou dous fras-
cos para i effectuaco de qualquer cura.
Acha-se a venda cm todas as b iticas.
B. Frosters iv (1., agentes.
Livros venda|
Aos Srs. -acadmicos
Vende sft as seguintes obras de direito, historia
e litteratura, por commodos precos:
Pardessus:Droil Commercial.
Villiaun: Revolution fraocaise.
Louiz Blanc:Histoire de dix anns.
Vattel :Droit des gens.
Ventura :Le Pouvoir public.
Porters : Cours de droit natnreL
Kluber :-Droit des gens.
Ilogron: Code de eommerce.
Kesta typographia acbaro essas obras para se-
rem vendidas.___________________________
SEGREDO ECONOMA E CELERIDADE.
Obtem-se com o uso
DA
IHJECCO SH0ST
nica, hygienica, radical e infailival na cu-
ra das gonorheas, flores brancas e fluios de
toda especie, recentes ou chronicas; e que
offerece como garanta desalmares resultados
a continuada applicaeo que sempre com a
maior vantagem se tem feto della nos hos-
pitaes de Pars.
nico deposito para o Brasil, Bartholomeu
& C, ra Larga do Rosario n. 34.________
Xarope d'agriao do Para
Antigo e conceituado medicamento para
cura das molestias dos orgos respiratorios,
como a phtysica, bronchites, asthma, etc.,
applicado ainda com ptimos resultados no
escorbuto.
Vende-se na pharmacia e drogaria de Rar-
tbolomeu & C, ra Larga do Rosario n. 34.
E' baratissimo
Basquinas e casaquinhos de seda ricamente en-
feitados e em mnito bom estado, para sonhoras e
meninas a 7 #000.
Pechinchas.
Chapelinas e chapeos de palha, velludo e seda
para sentioras e meninas, por precos baratissimos
de 2, 3S, e 4.
Ainda pechincha.
Bal5es em perfeito estado para senhoras e me-
ninas a UuOO.
Para acabar.
Riquissiraos cintos com lacos e sem elle e de
gostos muito chiques a 400 c5'0 rs.
Entremeios e babadinhos a 400 e SOOj-s. a peca.
Saias de la para senhora, 11.
Estas pechinchas s se eneontram na loja do
Passo, ra .* de Marco n. 7 A, antiga do Crespo.
GRANDES NOVIMBJS
Em fazendas de gosto
LOJA E
N. 60
ARMAZEM DO
Ra da Imperatriz N.
PAVO
60. ,
DE
PEREIRA DA SILVA 4.GIMARAES
Os propnetarios deste importante estabelecimento, panicipam a. respeitavel publico
desta cidade o aos seus numerosos freguezes que acabam de receber pelos ltimos vapo-
res de Europa, ura grande sortimento das mais lindas e mais modernas fazendas de gosto
e muita phantasia para vestidos de senhoras e meninos, assim como tambem um grande
sortimento das nielhores fazendas de lei, que se vendein por presos muto em couta, s
com o fim de apurar dinheiro.
As pessoas que negociam em pequea escala, neste estabelecimento podero fazer
os seus sortimentos, porque se lhes vender palos precos que compram as casas estran-
geiras ; de todas as fazendas se de amostras, deixando penhor, ou mandam-se levar em
casa das Exmas. familias pelos caxeiros.
Este estabelecimento est constantemente aberto das 6 horas da manha s 9 da noute.
(RAMDHES
Para aboaoonservacao
Rival sem segundo.
Cheg-ram agulhas para machinas, do fabricante
Crower 4 Baker. Duzia por 2 000.
BICHAS DE HAMBURGO
As mais recentes e melbores.
Vendem-se na pharmacia e drogaria de Bar-
tholomeu & C, ra Larga dosario o Rn. 34.
Moraes & Irmo
Em seu escriptorio ra da Madre Deus
n. 5, i. andar, tem para vender por preco
commodo :
Vinho do Porto superior engarrafado.
Cerveja Bass.
Cha verde miudinho de superior quli-
dade.
pi
Na na da Imperatriz n. 6,
loja ne tonca de Sebastifio Marques do Nasci-
mento, vende-se em porcSes grandes ou a reta-
Iho todo tonca existente na mesma, por presos
muito diminutos por ter o m^smo proprietario
de fazer urna viagem a Europa a tratar de sua
sade; portanto, todos os freguezes que precisar
de se sortir destes artigos, apresentem-se quanto
antes.
A 15500, 15200, 800 e 640 rs.
O Pavo recebeu um brilhante sortimento
das mais lindas granadines preta com deli-
cadas listrasde cores e pretas, que vende pelo
barato preco de 10500 o ovado. Ditas to-
das de edres com listras miudinhas em urna
s cor a 155200 e 15000 o covado. Ditas
RURN0USAi6f00.
O Pavo recebeu pelo ultimo vapor de
Europa, burnoos dos mais lindos gostos
que at boje sao conhecidos e em relaco
sua excessiva barateza, convidam-se as
Exmas. Sras. para verem o que ha de mais
novidade neste artigo.
BRAMANTES PARA LENCOES.
O Pavo vende superior bramante de al-
godo, tendo 10 palmos de largura, que s
lencol a
pretas com listras de seda roas a 600 rs. Di-
tas pretas com listras brancas, azues e ver- precisa de 1 1/4* vara para um
des a 640 rs. o covado. Assim como boni- H&600 o metro ou 15800 a vara,
tas barejes de seda para vestidos com as Dito do linho fino superior o muito en-
mais lindas cores a 15000. E' pechincha, corpado, com a mesma largura a 25)400 a
na loja do Pavo. vara.
POUPELINAS A155600 E 25000 O COVADO. | Ditos francezes muito
d*>
56 aRa do Mrquez de Olinda 5fc a
(outr'ora ra da Cadela)
LOJA DE MACHINAS
Sendo este antigo estabelecimento assaz conhecidp como principal n>
dado pelos grandes depsitos e bons sortimentos com que sempre prima era I
melhores, mais acreditadas e verdadeiras machina americanas para
dito, desde 10 60 serras, e havendo em todos os taraanhos diversidades de yHe-
mas e mclhoramentos para perfeito e rpido descarocamento ; tornam-se dignas de
serem vistas e apreciadas pelos Srs. agricultores; os quaes, alm disto, encontrara
tambem mais :
Apurados vapores locomoveis, de forra
de 2'/a e 3 Va cavallos com todos pertencas
precisos para trabalharem 4 machinas para 1
algodo, ou para outro qualquer mister.
HE
VGSSO CABELLO
VSAl 1)0
S^f*
Valdivino da plvora, no seu armazsm de sal
ra imperial n. 207, faz sciente ao respeitavel pu-
blico desta cidade, que so acha satisfactoriamente
prevenido de todo o fogo quo mister para os
festejos de Santo Antonio, S. Joao e S. Pedro
assim como um cxcullente sortimento de fogo do
ar, bomba real e pistolas de quatro a seis balas,
ditas de duas e tres balas, unido a urna bella
eolleccjio de outros foguinhos para brinquedos de
vriancas que costumam divertir-se com as mara-
cilhosas rodinhas de salas.
.0 Pavo recebeu um elegante sortimento
das mais lindas poupehnas de seda com os
mais lindos desenhos e mais bonitas cores,
que vende a 15J600 e 25JOOO.
SEDAS DE CORES A 2&S00 RS.
O Pavo recebeu um bonito sortimento
das mais lindas sedinhas de urna s cor com
delicados desenbos miudinhos, que vende a
255500 o c .vado. Ditas com listrinhas, mui-
to boa fazenda a 25J000. E' pechincha, na
na loja do Pavo.
CAMBRAIS ABERTAS A 95> E 10JJO00
0 Pavo recebeu um elegante sortimento
das mais finas cambraias brancas abertas,
bordadas para vestido, que vende pelo barato
preco de 95? e 105J000 o corte, tendo fazenda
bastante para vestid1). E' pechincha, na loja
do Pavo ra da Imperatriz n. 60.
LAZINHAS BORBADASA 400 RS.
O COVADO.
0 Pavo recebeu um elegante sortimento
das mais lindas lzinhas transparentes com
florinhas, bordadas, tendo de todas as cores
inclusivel rocha propria para viuva, e ven-
de pelo baratissimo prego de 400 rs. o co-
vado. E* pechincha, na loja do Pavo ra
da Imperatriz n. 60.
LAS MODERNAS.
0 Pavo vende um bonito sortimento de
lzinhas listradas sendo das mais modernas
que tem vindo ao mercado, pelo baratissimo
prego de 560 e 600 o rs. o covado. E' pe-
chincha, na loja do Pavo ra d Impe-
ratriz n. 60.
ALPACAS LAVRADAS A 640RS. O COVADO.
Chegou para a loja do Pavo um elegante
sortimento das mais lindas alpacas lavradas
de cores sendo as cores mais moderna que
tem vindo para vestidos, e vende-se pelo ba-
ratissimo prego de 640 rs. o covado. E'
pechincha, na loja doPavao.
CASSAS FRANCEZAS A 600 E640RS. O
METRO.
0 Pavo recebeu um magnifico sortimen-
to das mais lindas cassas fran ezas^de cor,
cornos mais bonitos desenh s miados e
grados, tendo padres escuros e outros que
servem para luto, e vende a 600 e 640 rs.
o metro ou 360 c 400 rs. o covado.
LZINHAS MODERNAS COM LISTRA DE
SEDA A 640 rs. e 15J2O0.
O Pavo'recebeu um elegante sortimento
Machinas para lavar roupa.
Arados americanos para varzea e
ladei-
ra.
um preventivo seguro e certo contra
a calvice.
Elle d e restaura forja e sanidade pelle da
cabega. ^a^
Ce de prompto faz ceAf* rju; !a prnma-
tuia dos cabellos.
Eli-; d grande riqueza de lustre aos ca-
bellos.
EUc- doma e' faz preservar os cabellos, em
qualquer forma ou posico que se dese-
je, n'um estado formoso, liso e macio.
Lle faz crescei os cabellos bastos e compri-
dos.
Ble conserva a pelle c o casco da cabega
lmpo c livre de toda a especie de caspa.
2c previne os cal>ellos de se tornarem bran-
cos.
EDe conserva a cabega n'um estado de fres-
cura refrigerante e agtadavel.
file nao demasiadamente oleoso, gordu-
re-pti ou pegadigo.
EBe u>io deixa o menor ebeiro desagrada-
vel.
Ule o melhor artigo para os cabellos das
cnaw-as."
file o melhor e o mais aprasivel artigo
para a boa conservagao c arranjo dos ca-
bellos das senhoras.
Elle o nico artigo proprio para o pontea-
do dos cabellos e barbas dos senhoret.
KEHBDM TOLCADOR DE SKNHUrtt SE
PODE CONSIDERAR COMO C0M-?
PLETOSEMO
TNICO ORIENTAL
o q; a f Vfa, limpa, fortifica e aformosea
O CABELLO.
Acha-se venda nos estabelecimentos de
fl. Forster C., agentes. E em todas as
frincipaes lojas de perfumarlas e boticas.
Hesperidina
Verdadeiro bter hesperidina, superior e acre-
ditado : venda no armazera de Tasso Irmao d
C, ra do Amorim n. 37.
-------------* '-------------------'
Cassas avariadas a 240 rs.
o covado.
O Pavao vende flnissimas cassas francezas do
cores com os mais delicados padrees, por terem
um pequeo toque de avaria de agua doce, pele
barato preco do doza vintens o covado. E pechin-
cha : na loja do Pavo, ra da Imperatriz n.
0.
Bandeij
as
Amaral, ."\abucu i C. vendem bandeijas de me
tal envernisadas, e de verdadeiro charao. de todos
os tamaitos, para c, copos, bolos, etc., etc., e
um completo sortiment) de Ualaios, cabazes, etc.,
de vime, e rotim para flores, costuras, pito, etc.,
etc. : no bazar victoria, ra do Barao da Victoria
numero 2.
J chegaram os maravilhusas fogos artifi-
ciaos da China, para serem soltos nos saloes e jar-
dins: caixinhas com variado sor.timento e a pre-
cos desde 20 at 50$ cada caixa : no armazem
. 1 do caes da alfandega.__________________

Taveraa.
Vndese a da ra dfefta n. 72, tem poucos
fundos, e bem afrcgqada : a tratar na mes-
ma.
Lzinhas escocezas a 280
rs. o covado.
Ra do Crespo n.' 20.
Lizjphas escocezas, padroes inteiramente no-
Toe, pelo dtmiaoto prejo de 280 rs. o colado,
aceWncba e dio-se amostras na loja de Guiher-
e C. da Cunha & C.
Vende-se
ma escrava preta,' excellente cozinlieir*
ietra, sabendo tambem engommar, cotti urna
4b 9 annos de idade. tambem preta, vinda re
tntale do Maranho : quem pretender compra
as, ija-se ra da Imperatriz o. 36.
-i
Fogo de* salao e artificial.
Em caixas sortidas, chegadas nltimamentelde
Hamburgo : vende-se i ra do Mrquez dj Olin-
da n, 21, 1." andar.. _________________
Merino preto a 800 rs. o co-
vado.
Merino preto a 800 rs. o covado, propato para
vestido serve para luto, por ser som .lustro,na loja
das 6 portas em frente do Livramento.
ntremelos, tiras e bicos a
5)0 rs. a peca.
Vtmlc-mipntremeios, tiras e bicos bordados a
retroz, propnos para efeitar vestidos, e roupl-
nhas de crinca, pelo baratsimo pre?o de 500 rs.
a pega na loja das 6 portas em frente do Livra-
mento, dio-se fteas a mostra com penhor. ____
Grande pechincha.
Popelina de seda al|o
covado
muito bonitos e muito boa fezenda
defeito algum; nao jnlguem que por
fazenda ordinaria : quem qnlzer po-
andar buscar as amlht, manando penhor:
na roa dalmperatm o. 56, loja daosa Branca.
de las com listras de seda assetinada, sendo
as mais modernas que tem viudo ao merca-
do e com as mais delicada&cres, e vende
pelos baratos Dregos de 640 rs o 15Q00.
Assim como owas muito bonitas com listras
sem ser de sedSrq-ue vende a 500,6i0 e 800
rs., todas estas I3s sao modernsimas. E'
pechincha, na loja do Pavo.
Chita* a 'i IO. SO, 3*Oe 3SO rs.
O Pavo recebeu um grande sortimento de
chitas de cores fixas, que vende pelos bara-
tos precos de 240 e 280 rs. o covado. Ditas
escuras fazenda muito superior, com novos
padroes a 320 e 360 rs. o^ovado.
Ditas muito finas padroes claros em teci-
dos de percales, com barra de cor ao lado e
sem ella a 360 e 400 rs.
Ditas pretas com tecido de crctone, fazen-
da muito superior a 310 e 400 rs. o co-
vado.
Ditas de cores, miudinhas, proprias para
roupa de qriangas a 360 rs. o covado. E'
pechincha, na loja do Pavo.
Itaplistas a 500 rs. o covado.
0 Pavo recebeu um elegante sortimento
das mais modernas baptistas de cores com
padres miudinhos e grados sendo proprios
para vestidos e roupa de crianza, pelo bara-
tissimo preco de 500 rs. o covado, affiancan-
do ser grande pechincha !
Cortes de eambrala. ultima no-
vidade, a 3~000.
O Pavo recebeu pelo ultimo vapor de
Europa, cortes de cambraia branca com ba-
badinhos ricamente bordados, tendo fazenda
sufliciente para vestido de qualquer modelo,
estes vestidos sao os mais modernos que tem
vindo ao mercado, e pela sua excessiva ba-
rateza tornam-se recommendaveis s senho-
ras de bom gosto.
Ditos com babados de cor, tendo 20 me-
tros de babad >fl a 9JM)00. E* grande pe-
chincha, no Bazar do Pavo ra da Impe-
ratriz n. 60.
CORTES DE CAMBUAI^ BORDADOS.
0 Pavo recebeu os mais ricos cortes de
cambraia branca bordados para vestido, que
veide pelo barato preco do20e 30J5000.
CORTES DE CAMBRAIA BRANCA.
O Pavo recebeu um lindo corte de cam-
braia branca com listras assetinadass que
vende pelo batato pr;o de 6f000.
Ditos com listras da odres, tendo 8 varas a
4#e 5&000. E' pechincha.
ESPARTILHOS.
O Pivio reoebeu um grande sortimento
de*partilhos tanto para senhOra como para
menina, que Tende palo barato prefo de
3oe.
Ditos muito finos a 43 e 5JMKH). o dfls
mais raoderaes que tem Tindo ao mar-
cade.
finos a 2-5500 e
3^000.
Pecas de Hamburgo e panno de linho, ten-
do c im 20 e 30 varas para todos os precos
e qualidades.
Ditas de bretanha de puro linho, tendo 30
jardas, pelos precos mais baratos qua se tem
visto.
Pechinchas de finissimo esguia j ou silzia
com 6 jardas a 75000.
Pegas de finissima silezia com 0 ardas
a 355000.
Atoalbado adamascado com 8 palmos de
largura a 25000 a vara.
Calcas de caseinira.
O Pavo tem um grande sortimento de
caigas de casoro>ra, assim como cortes os
mais modernos que tem vindo nos ltimos
figurinos e cm fazenda, dos mais finos e
mais novos que tem vindo ao morcado, e
vande-se por barato preco para apurar di-
nheiro, assim como caigas de brim branco e
do cores, por pregos muito razoaveis.
LENCOS ABAINBADOS A 15800 E 25000.
0 Pavo vende duzias e lencos brancos
abainhados, sendo fazenda muito boa, pelo
barato prego de 25000 a dozia.
Ditos tambem abainbados, com beira de
cor a 15800.
Ditos grandes, tazenda muito fina, sendo
todos brancos a 35000,
Dito de cambraia branca, sendo em pega
a 35600.
MEIAS CRUAS A 45 E 55000 A DUZIA.
O Pavo vende duzias de meias cruas, in-
glezas pelo barato prego de 45000 e 55000.
Assim como ditas muito Anas e muito en-
corpadosa 65000-, 75000,85000 e 105000,
e um grande sortimento de meias inglczas e
francezas, para senboras, que se vende por
prego muito commodo.
MADAPOLO FRAN'CEZ a 65000 E 75000.
O Pavo vende pegas de rnadapolao fran-
cez, que sempre-sc vende* por muito mais
dinheiro e liquida-se pelo bapatissimo prego
65000 e 75000,. por ter feito urna grand
compra. E' pechincha.
AlgodOoziuko a t-OOO.
0 Pavo vende pegas de algodozinho,
muito boa fazenda, pelo barato prego de
45 e 55000.
Dito largo muito encorpado, proprio par
toalhas e lengces a 65000 e 75000.
CAMBRAIAS.
O Pavo vende cortes de cambraia trans-
parente propsia para vestidos a 25500
35000.
Pegas de dita muito fina, com 10 jarda,
tapada como transparente a45, 55 e_65000s
ate a mais Cia que vem ao mercado.
PANNOS DE CROCHET PARA CADEIRAS.
0 Pavo tem um grande sortimento de
pannos de crochet proprios para cadeira de
balango, para ditas de guarnigo e para so
f, que se vendem muito em conta.
COLXAS DE CROCHET A 65 E 85000.
0 Pavo vende colxas de crochet proprias
para cama de casal, peto baratissimo prego
de 65 e 85000.
Ditas de fusto acolxoadas, sendo de co-
res e brancas, pelo barato prego de 46000.
E grande sortimento de ditas de damasco,
cretona e de hita, que vende por pregos
muito razoaveis.
CORTES DE PERCALLES COM DEAS SAIAS
Carros de mo para atierros.
Tinas de madeiras.
Baldes de dita.
Ditos de ferro estanhado.
Ditos com vlvula para lavatorios.
Ditos de madeira para compras.
Apparelhos para jardins.
Guards-comidas.
Tampas para cobrir pratos.
Tarrachas para fazer parafuzos de ferro.
Dita dita ditos de madeiras.
Trqps para cozinha.
Tomos de bandeijas finas.
Corren ti-s para arrastar madeira.
i'.ylindros americanos para padarias.
Pertengas avulsos para machinas.
Salitre refinado.
Breu superior.
Moinhos de diversos fabricantes para n.i-
lho e caf.
Debulhadores para millw.
Azaite de spermacete para machinas.
Camas de ferro.
Bombas de Japy.
Ditas americanas.
Cofres de ferro patente.
Cannos de ferro esmaltados.
Ditos de dito estanhado.
Ditos de chumbo.
Ditos de borracha.
Folies para ferreiros.
Emfim muitos outros artigos, que so avista e neste estabelecimento poderlo 5
examinados.
| UIHJIILf 1'UIiyili
Pode obter em ponco lempo com o uso do melhor dos licoreia iframadi
HESPERIDINA
Faz'oilo aniios qae conhecido este precioso tnico, e diftcil acabar una perno*
que, tendo experimentado pessoalmente, njo falle em sen favor, j como bons aatoBau
a apetisador, tomando osa calix della antea da jamar, oo como facilitador da diftadi
Somando-ae depois.
ABASE
da HESPERIDINA a LARANJA AMARGA, nSo ba om habitante do BRASIL (a urr.
especial' das !aranjas) qne n5o conhega as propriedades medicinaea da doorada frocta
ora bem. a
a 45000.
O Pavo vende bonitos cortes de percalles
com duas saias, sendo fazenda de muito gos-
to a 45000. E' pqchincha na loja do Pa-
vo ra da Imperatriz n. 60.
BOTINAS TARA SENHORA, A 55000.
Na loja do Pavo ra da Imperatriz n. 60.
Pereira da Silva & Guimares receberam
pelo ultimo vapor de Europa um elegante
sortimento de botinas pretas e com delicados
enfeites docr,.proprias para senhora, garan-
tindo-se serem das mais modernas que ha
no mercado, assim como a boa qualidade,
por terem sido remettidas por um dosrac
lhores fabricantes de Paris, e vende-se pelo
barato prego de 65, na loja do Pavo.
SAIAS BORDADAS A 55, 6,5 e 85000.
O Pavo vende saias ricamente bordadas
de 4 pannos cada urna, pelos baratissimos
pregos de 55, 65 e 85000.
Ditas de um panno s e com muita rodas
guarnecida de pregas, pelos baratos prego,
de 25000 e 25500.
Ditas com guarnigo de pregas e borda-
dos a 35500.
Algodfto enfiestado a 1-ttOO a
vara.
0 Pavo vende algodo americano enfes-
tado e muito encorpado, proprio para toa-
lha e lenges, pelo barato prego de 15000 a
vara.
Dito francez sendo trangado e muito en-
corpado, pelo baratissimo prego de 15280 o
metro.
Casemiras a 5 e J500.
O Pavo vende crtes de casamira france-
za, sendo fazenda muito superior que sem-
pre se vondeu por mais dinheiro, e liqui-
dam-se a 75000 o crte.|
Ditos a 65000.
em seo estado natcral tem nm gosto ponco agradavel, e o mrito d Hesperidina con-
siste em reter soas boas propriedades, e ao mesmo lempo apresenU-la como
EXQUISITO LICOR
A HESPERIDINA como INDUSTRIA NACIONAL d3o lam nada qae in*eur a*
melbores hnportac5es enropas de catbegoria semeUiante. Estas, qoaado omito, po-tta
89r costosas, porm a Hesperidina a combinado perfeita do
GRDAVEL e sadavel
P3ra prova de qne om arlgo do qnal pade-se ter inteira conlaeca, por ser por
e innocente, basta dizer-se que o plenaniiiie pprovada e auUrisaa pela
JUNT DE HYGIENE
do Rio de Janeiro, permitlimio sna livre elaborajSo no imperio; octfa
BOA PEUIVA
a acceitago geral que tem em tudas as partes onde apresentada. Em 4864 eaut*-
lacen se a primeira fabrica em Buenos-Ayres ; em 18G'J a segunda em Montevideo ?
no dia da ccegada de S. M. O EMPERADOR inaogurou-se a fahn:a qne actcalBDeou
trabalba na corte. Em Valpa/aizo e em toda a costa do Pacifico tsm boa aecaiUcio
tanto qoe rara a casa qne considera completo sen aparador sem oaa garrafa de
BESPEBI
O homem velho toma Hesperidina para obter
VIGOR
O homem doente toma Hesperidina para obter
SAUDE
O homem dbil toma Hesperidina para obter
Ncs bailes as donzellas e os mogos tomam a Hesperidina para ooier bot c*t
animago dorante os loncos gyros da
RARROS JNIOR 4 C, roa do Vigano Tenorio n. 7, andar, receberam
grande especifico, e venuem-no nos depsitos segninte?:
' Joaquina Ferreira Lobo, ra da Imperatriz.
Zeferino Carneiro, ra do Commercio.
Marcelino Jos Gongalves da Fonte, roa da Cadea n. i.
Antonio Gomes Pires & C, ra da Cadeia.
Amonio Gomes Pires d C, caes 22 de Novembro.
Gomes 4 Irmao hotel da Passagem.
CKMTBIJPUIhO
Acaba de ser experimentado no engenho Fragozo o apparelho para spromptar o
mear pelo sy-tema Centrifugo.
0 PROGESSO
E' mnito simples.
Tira-le^a meladpra das tazas de coser, bolea-se dentro de qnalqoer '
joalnar.
Logo que esteja coalhado passa-se para o apparelho em partidas da 3 l/x
de cada vez.
Sead > assim ebeio e posto em movimento, denla da 5 minutos estar
prompto e em estado de ser logo remellido para ser tendido.
0 resultado
Foi fazer-se de 4 1/2 pJes de assecar 21 arrobas de somenos I.' sor te.
axtrahido pelo apparelho tendo sido em nada prejodicado pelo procesao qoe i
hindo mel d'engenho e nSo mel de furo, prestou-se a ser novimeate cosido,
apparelho assocar de qualidade e ponco inferior ao do I.* processo, dando
mesmo as formas 15o bom resultado como se fosse passado logo das laxas para aoa-
ua8, aproveitando-se assim mais metade do mel do que com o antigo syslami.
Sendo lio evidente as vantagens produxidis por sememaute apparefta. po-
ier ser verifleado pelos proprios senboras d'ingeoho, esperan os
ipparelho, depois do risco qoe correrma com semelbinle experieocii,
ecr;3o dos illostrados senhopes d'engenho.;
a pro-


1
MH

,


1
.*
Diario de Pernainbuco Quarta feira 11 de Junho de 1873.
---------:-------1:_________________i..
J
DOBOWMAN
F: RA DO BRffl N. 52
(Passando o chafariz)
PEDEM AOS sentares de engento e ontros sgricohores, e era pregad j res de m
Cinismo o favor de orna visita a sen estabelecimento, para verem o novo sortimento
completa que abi tem; sendo todo soperior em qaalidade e fortidSo; o que com a ns
oeecjo pess )ai pode-se verificar. 4
ESPECIAL ATTENCAO AO NUMERO E LUGAR DE SA FND1CAO
V3.I1W6S 6 rCfaS A9MffflfL d0S mais moernos 'ysttnaa eem ta
^16 uc* mannos convenientes para as diversas
feas dos senbores propietarios e para descarogar algodo.
fllOBIld&S (0 Celina de.todS os lmannos, asjneloores que aqai
co
T
<
EA
DOlt
SOARES LEI1E, IRMOS
NICOS AGENTES
existera.
para animaes, agna e vapor.
Rodas gentadas
Taixas de ferro fundido, batido e de cobre.
Alambiques e fundos de alambiques.
Uachinismos
Bombas
para mandioca e algod8o,i Podjjndol todos
e para serrar madeira. f ser movidos a mo
(por agna, vapor,
de patente, garantidas........ |oo animaes.
Todas as machinas e pe?as de qoe 8e coslDma precisar-
Faz qualquer concert de machiismo'a pre? moi resumido.
FormaS d6 fdrrO tem as mel,10re8 e mais b****** existentes no mer-
C 310 .*
Enf?OTnmATlfl.R Incumbe-se de mandar vir qualquer macbnimo von-
uvviuuiouuaoi la(je do8 C|enleSi lembrando-lbes a vaniagem de fazerem
mas compras por intermedio Vpessoa entendida, e qoe em qualquer necessidade pode
-bes prestar aoxio.
Arados americanos e iDlrDmento9 agrico:as-
RA DO BRUM N. .52
Ra do Barilo da Victoria ti. 28
As mais simples, as mais baratas e as melhores do mundo!
Na exposico de Pars, em 1867, fo concedido a
Elias Howe Jnior, a medalha de ouro e a condecora-
cao da Legio de Honra, por serem as machinas mais per.
feitas do mundo.
A medalha de ouro, conferida a E. Howe Jnior, nos
Estados-Unidos por ser o inventor
tura.
da machina de cos-
A medalha de ouro na eiposico de Londres acreditam
estas machinas.
A 90S000
COM0 SAO LINDOS!!!
Os leques todos de madreperou. brancas e de
cores e que trazem o disticoU.NIO em letlras
tambem de madreperola em alto relevo, tor-
nando se por islo apropriados para noivas, a NO-
VA ESPERANCA ra uqne de Casias n. 63
(amiga do Qucimado) 6 quera os lera.
Sao de tartaruga
Os brincos, broches, meios aderccos, emzes,
coraeoes e eassoletas, que esli oxpostas boa
escolha das Exmaa. (amantes do chique) vende-se
na Nova Esperanza, ra Duque de Caxias
n. 63.
Aos
MIUDEZAS.
Soares Leite & Irmos, pedem as Exmas familias desta cidade, para virem sortir-se
de um completo sortimento de miudezas eiferfuraarias, por precos baratissimts, a
Caixa de linha branca muito boa com 40
oovellos, a 500 rs.
dem idem de marca, a 200 rs.
Ma$o de fita chineza, a 900 rs.
Duzia de pojas de cordao imperial, a
80 rs.
dem em carritel de lnha branca, a 320
rs.
dem idem carriel 200 jardas, a 13000.
Lamparinas gaz, dando urna luz muito
fioa, a 1JJ000.
Abotoaduras para collete; (sao baratas), a
00 rs.
Duzia de pegas de trancas caracol branca,
400 rs.
Mem idem lisas, a 200 rs.
Fita de velludo de todas as cores e largu-
ras.
dem idem de sarja idem idem.
Talheres cabe de viado (imita^o) a3$000
duzia.
Duzia de baralhos francezes canto doura-
dem idembera lisa, a 25500.
Grinaldas para casamento, a 25? e 59000.
Garrafa de tinta roa extra-fina, a 1$000.
Caixa de botes de osso para caiga, a
200 rs.
Coques modernos, a 33500.
Maco de trsnca lisa de cores, a 240 rs.
Espelhos-toucadores, a 23000.
Resma de papel pautado <; liso, a 29600,
W800, 33)500, 43000 e 63)000.
Caixa de papel amisade, a G00 rs.
dem idem idem beiradourada, a 800 rs.
Caixa de envelopes forrados, a 700 rs.
Luvas de pellica com pequeo toque, a
500 rs. e 1*000.
Caixa de pennas Perry, a 800 rs.
dem idem, a 400 rs.
Caixa de envelopes trajados de preto, a
500 rs.
Leques para senhoras, a 25)000 e 45000
dem idem de osso, a 6300Q e 85000.
Indispensaveis de couro de Russia, i
105000.
livrosyara nots, a 320.
Redes nfeitadas, a 15300.
Duzia de collarinhos bordados para ho-
rnera, a 85000.
dem idem lisos, a 65000.
PERFUMARAS.
Garrafa de agua florida verdadeira a 15300
dem kananga do Japo, a 1^200.
dem divina, a 15000 e 15200.
dem idem Magdalena (novidade) a 15500.
Frasco com tnico oriental a 15000.
dem de oleo Oriza verdadeiro, a 15000.
dem idem antique muito b >m, a 400 rs.
Opiata muito boa, a 15, 15500 e 25000
o frasco.
Caixa de pos para dentes, a 200 rs.
dem idem de pos chinez, muito bom, a
500 rs. e 15000.
Mago de sabonetes inglezes muito supe-
riores, a 600 rs.
Duzia de sabonetes de amendoa, a 25500
e 35600.
dem de sabonetes de anjinho transparen-
tes, a 25200.
dem de sabonetes com flores, a 15500.
Lindas e elegantes caixinhas com perfu-
mes do autor E. Cudriy e Gell Frres, pro-
prias para presentes.
Sabonetes Glycerino transparentes, 15
Chapeos para senhoras e meninas.
BOLLAS DE BORRACHA
Grande sortimento de bollas de borracha e calungas por baratissimo prego,
os objectos qu se tornara longo mencionar.
28 Ra do Baro da Victoria 28
e mu-
LIQUIDACO PARA ACABAR.
DE
ROPAS FEITAS E FAZENDAS
DO
Cabe-nos o dever de annunciar que a companhia das machinas de Howe de Nova-
York, estabeleceu tiesta cidade ra do Bariio da Victoria n. 28, um deposito e agencia
geral, para em Pernambuco e mais provincias se venderem as afamadas machinas de cos-
tura de Howe. Estas machinas sao justamente apreciadas pela perfeigo de seu trabalho,
empregando urna agulha mais curta com a mesma qualidade de liihaque qualquer outra',
e pela introduego dos mais aperfeigoados apparelhos, estamos actualmente habilitados a
offerecer ao exarne publico as melhores machinas do mundo.
As vantagens destas machinas sao as seguintes:
Primeira.O publico sabe que ellas sao duradouras, para isto prova incontestavel, a
circumsta'ncia de nunca terem apparecido no mercado machinas d Howe em segun-
da mo.
Segunda.Contera o material preciso para reparar qualquer desarranjo. "
Terceira.Ha nellas menor friego entre as diversas pegas, e menos rpido estrago
do qie as outras.
Quarta.Formam o ponto como se fra feto mo.
Quinta.Permute que se examine o trabalho de ambos os fios, o que se nao consegu -
as outras.
Sexta.Fazem ponto miudo em casemira, atravessando o fio de um outro lado,
e logo em seguida, sem modilicar-se a tensao da linha, cozem a fazenda mais
fina.
Stima.O compressr levantado com a maior facilidade, quando se tem de mudar
de agulha ao comegar nova costura.
Oitaya.Muitas companhias de machinas de costura, tem tido pocas de grandeza e
decadencia. Machinas outr'ora populares, sao hoje quasi desconhecidas, outras soffreram
mudangas radicaes para poderem substituir : entretanto a companhia das machinas de Howe
adoptando a opinio de Elias Howe, mestre em artes mechanicas, tem constantemente
augmentado o seu fabrico, e hoje nao atiende a procura, posto que faga 600 machinas
por dia.
meninos
A Nova Esperanca ra Duque de Caxias n.
63, acaba de receber um lindo sortimento de no-
necas de mullas qualidades, vindo entre ellas as
engrasadas bonecas de borracha, assim tambem
urna pequea quantidade de bonecas pretas que
se tornara apreciabas pela sua novidade.
bem til
A Nova Esperanca a ra Duque de Caxias n.
63, iccebeu verdadeiro cimento inflo/, prepara
gao para concertar porcelana bem til.
Vestido perdido
Muitas vezes um vestido torna-se inteiramente
feio, somente por estar mal enfetado : a ora Es-
peran'. na i uque de Caxias n. 63, remove
este mal; porque e galoes e franjas de todas as cores, onde pode es-
colher-se vontade sobresahlndo entre estas as
modernas franjas masajeas, que pela sua varieda-
de de cores, tica bem em quasi todas as fazendas.
A ella antes que se acabem.
Bolas de borracha
Vendem-se de todos os tamaitos ra Duque
de Caxias n. 63, na Nova Esperanca.
Cabellos breos s tem quem
quer
A Nova Esperanca ra Duque de Caxias n.
63,.acaba de receber a verdadeira tintura la Da-
nous para tingir os cabellos, o que se consegue
(empreando a) com milita facilidade. c por este
motivo, cabellos brancos < tem quem quer.
Estdo na moda
Os eintnrfies de couro, prnprios para senhoras,
qne receben a Nova Esperanca a ra Duque de
Caxias n. 63, estio, sim, Bandera, estaona ajada !
Se queris ter ou preparar um ramalhete de
cheirosos cravos brancos para o voaao casamento,
on para outro llm apropriado, 6 nniwtwfai ir
Nova Esperanca ra Duque de Caxias n. 63,
que all encontrareis os meltiorcs pars buiquels
que se pode desojar.
Talobgarqa
A NOVA ESPERANQA rna Duque de Caxias
n. 63, vende talagarga para bordar sj de todas as
grossuras
Vasos de.crystal para toilkt
T Ag uia B aura, a ru *' "najia
Caxias n. 50, r ceben boailas prnlate do'om-
tal em par com ramaywx aaaralw aaai pa-
prias para arranjos de loild, ole,
Anneise colares electrioos
A loa d'apuia Manca roa Doone 4a
ii jO, iw beu nova raaaeau u pmt
neit e colar elctrico, o cootnn a i
mensa Imente, pelo que sem pro aaMaV
tacs objectos.
Diademas dour?w,n
A loja d'aguia branca ra Duque de Caria a.
50, recebcu novainente Imnitos diad. ..~o rt *r
e enfeitadi'S comjiedra< e aljofares, obras e fm-
toe uhanUsia. rnnibeni rercu.u t>..\'~ *rmp*
pretos ou allinetes com flores para a ateca.
Leques cora bouquets e ou-
ros chinezes.
A loja d'aguia branca rna Danne a>
o. 90, recebeu una pequea quantidad
bonitos leques com bouquets e ourros c
Cold crerae para refrescare
amaciar a pe le
A Predilecta,
Cada machina acompanha livretos com instrueges em portuguez.
A 90^000 A 90^000
SOARES LEITE, IRMOS
A"
* do Baro da Victoria n. 28.
BAZAR DA EUA DIMITA
HOE
DAS N. Si
i
Este estabelecimento sempre solicito em offerecer a Concurrencia do respeitvel pu-
blico um completo sortimento de miudezas, calgado francez, chapeos e quraquiIharias a
pregos os mais razoaveis possiveis, para o que recebe quasi todos os seus artigos de pro-
pria encommenda da Europa e America, vem MNmHWlSiS dealguns artigos por cujos
pregos bem se pode avahar os pregos de outros nitaft que se tornara enfadonho pu-
blicar.
Baro da Victoria
1ANTIGA RA NOVA.
n.
24
Aderecos de bri-
lhantes, esmeraldas
rubras e perolas,
voltasde perolas.
Obras de ouro e
prata de todas, as
qualidades.
SAPIIRA
DE J0IAS
CabugN. 2 A
N0YA LOJA
U. 2 ARiift do
DE
BARBOI a FILHO
Achndo^se oontoleterhente reformado este estabelecimento, e
tendo os seus proarietarioe feto urna importante acquisigSo de
jois as mais moderna viadas ao mercado, e de qualidades superio-
res, convidam ao respeitvel publico a fazer urna visita ao seu es-
tabelecimento, afim de apreciar e comprar urna joia de gosto por
prego razoavel.
MIUDEZAS.
L para bordar, da melhor qualidade, 1
libra por 5J500.
Agulhas francezas, fundo dourado, a cai-
xinba com 4 papis a 60 rs., 2i" .
Voltas de fita de vel'u ami lindos co-
racoes fragindo m;....cporola, a 500 rs.
Voltas para opescogo, fmgindo camafeu,
companhadas com 1 par de brincos seme-
lhante," tudo por 29500.
Linha branca de 200 jardas em carriteis,
prpria para costura de machina, a 800 rs.
a duzia.
Dito de dita de Alexandre, nuraerago a
gosto do freguez, a i r5100 a duzia.
Diademas dourados de 13J500 a 35000.
Ditos de tartaruga com flores.a 2JJ000.
Ditos com borboletas a 155500.
Brincos encarnados 1 par por 500 rs.
Ditos de plaqut de 500 rs. a 2JW00.
Ditos dourados, duzia de pares, a 19500
e 29000.
Voltas de aljofares com brincos, a 29500.
Ditas de ditos com corages a 19000.
Ditas de ditos de cbntas com eassoletas, a
800 rs.
Rosetas de plaqut a 19 e 19500 ojjar.
Grvatas de seda para senhoras de 9200
a 29000.
Parures com 2 lagos para cabega e peito
a 39 e 49O00.
ntremelos e babadinhos bordados de 360
rs. a 29400 a pega.
Gales de seda brancos e de cores, de
19500 a 29500 a pega.
Ditos de algodo c seda, de 19 a 19400
a pega.
Ditos de algodo, a 100 e 500 rs. a pega.
Trancinhas de cores, a 100 e 500 rs. a
pega.
Leques de raarfim a 39 e 89000.
Ditos de sndalo a 49500.
Ditos de madeira imitando, a 29000.
Ditos de papelles a 19800.
Coques para senhora, a 39, 39800 e 4$>.
Aderegos fingindo coral, compondo-se de
alfinete e brincos por 29000.
Dito dito pretos por 29500.
Ditos de plaqut, compondo-se de alfinete
e brinco, sendo de muito gosto^ por 5000.
MIUDEZAS.
Brincos dito de dito por 29500.
Botoes de setim pretos e de ores, a 800
rs. e 19000 a duzia.t *
Franjas brancas 'de seda de todas as lar-
guras, a 19000 e 19400 o metro.
Ditas de cores prtas a 800 rs. e 19000 o
metro.
Cales pretos de eda, de muito gosto de
800 rs. a 19000 o metro.
CALCADO FRANCEZ.
Botinas pretas gaspeads, para senhora, a
49500 o par:
Ditas ditas de duraque, gaspeads, canno
alto, a 59000.
Ditas pretas enfoitadas, ultima moda, a
69000.
Ditas dita de coras, canno alto, enfeitadas,
a 59500, *
Ditas para meninos, pretas e de cores, a
39 e 49000.
Completo sortimento de clgad de casi-
mira, Charrt, tapete e tranga, mais barato
10 % do que em outra quatquer parte.
CHAPEOS.
Ricos chapeos de palha ti'Italia, para se-
nhora, a 119000.
Ditos ditos palha eiscora, da ultima moda,
a 169000.
Completo sortimento de cbapeosinb para
meninas e senhoras, de 29800 a 59000.
Chapeos de sol d seda, inglees, cabo de
marfrma 16*000.
Ditos dito de rherin, cabo de ftetal mui-
to bonito a 59500.
Ditos dito de seda para senhora, cabo de
mder, a 69000.
'Ditas'dto i& de marfhn a WOOO.
DIVERSOS ARTIGOS.
Grarradifle para vestido, faifehda da ulti-
ma tioda, 'ctm Hstfas de th, a 680 o co-
Vfl.
Wrids (Ifectcht para ceden-as, a T9800
e *W60 cada tfrh.
Bftos para sof, a 39 e 49000.
toaibas dMnho para rosto, a 19300 cada
ama.
s de agbdSo rflcoxdos, a 640 rs.
.jas de crocW| para tama de csl, a
-: :.;!-
-se
a casa tem n. 2, na .
roa que fica por etraj da igreja : a
armazem da ra do Imperador n. 48.
oacao de Apipaeos.n
tratar n
VENDE-
I
A casa n. 27 da ra da ConceicSo na 6oa-Vista.
:e se est reedificando, fpfera as Berfleros de:
o Henriqnes da Sitva, ele NJOOpoV aBtro : a
iratar no escriptorio de Manoel Alves Perelra 4 64
oa rau do Yigaxio a 3,1* andar.
Farfolla de milho.
Vend-se arinhi fle niiinO hlbfda a V^or, da-
riaienl*, pelos'breos Sguiotes : gVosa para
httftn*i ri a 100r, vara atgi,e pao de provenga
a ISO rs., e para cuscsa (40rs, em arrosa
njais barato : na rta do eotovflo 45.
A PredilocU, roa do Cabugi n. 1 A, acaba
de rebeber pelo ultimo paquete chegado da Eu-
ropa, um bello sortimento de corpinhos de cam-
braia bordados para senhoras e meninas, golli-
nhas e punhos tambem bordados e de phantazia,
saias bordadas, ditas com ntremelos para senho
ras, bonitas, calcinhas de diversos tapadinhos
e transparentes para meninas, que tndo vende
per barato proco.
Vead^saum sotrado.
ar na roa da Imper atriz
amaboan
8, loja.
no empenho de'bem servir aos seus freguezes e
ao publico em geral tem prucurado prover-se do
|ue ha de melhor e da ultima moda nos mrca-
os de Europa para expo-lu aqui venda, cer-
tas de que os seus artigos serio bem apreciados
pelos amantes do bom e barato ; passa a ennu
merar alguns d'eatre elles, como sejam :
ALlil'AS, os mais ricos que tem \inde a este
mercado, com capas de madreperola,
tartaruga, inarfiin, velludo c chagrn.
.\DEREQOS pretos e voltas proprias para luto ;
assim como, um bonito sortimento de
ditos de plaqu, obra fina c muito bem
^ acabada.
BOTOES para punhos, o que so pode desojar de
melhor em plaqu,, tartaruga, madre-
perola, marlim e osso.
BOLEAS de velludo, seda, palha e chagrn,
ha de mais moderno e 1 ndas.
BICOS de seda e de algodo, lauto branco como
preto, de variados deseuhos
CASSOLBTAS pretas de metal c de madrepe-
rola.
CAIXINHAS para costura, muito ricas e de di-
versos lorm tos, com msica e sem
ella.
COQUES a imitacio, o que pode haver de mais
bonito e bom gosto.
DEADEMAS, neste genero a Predilecta apr-
sente um grande e lindo sortimento
capaz do satisfazer os caprichos de
qualquer senhora por mala exigente
que seja.
POP.T-BOUQUET de madreperoh, marfim e sso,
e este um objecto indispensavel s se-
nhoras do bom tom, afim do aspirar
o aroma das flores sem o inconvenien-
te de nodoarein as luvas, ou mancha-
ren! as delicadas mos.
PENTES de tartaruga, de inarfim e de bfalo, pa-
ra alisar os cabellos e tirar bichos.
PERFUMARAS. E' sabido do publico que a Pre-
dilecta sempre conserva um importan-
te sortimento de perfumaras de fino
odor dos mais afamados fabricantes,
Lubin, Piver, sociedade hygienica, Cou-
dray, Gosnes o Rimel, que incum-
bido da escolha dos aromas mais bem
aceitos pela sociedade elegante da
Europa, e por tanto, acham-se Da
. possibilidada de bem servir aos aman
tes dos perfumes.
A PREDILECTA deixa de enumerar urna im-
mensidade de artigos, afim de nao mas
sar aos leitores e se pede a benevo-
lencia do respeitvel publico em di-
rigir-se ra do cabug n. 1 A, pa-
ra convencer-se aonde pode comprar
o que bom e barato, assim como:
FACHAS ricas e modernas de tuquim e gurgurao
sela
IME.NSVETTOS. Ricos vestimentas para menina,
por baratissimo preto.
FLORES. A Predilecta prima em conservar um
bello sortimento de flores ao alcance
de qualquer bolea anda que nao es-
teja bem replecta de dinheiro.
FITAS. E ja bem sabido do publico que s na
Predilecta que podem encontrar um
grande sortimento de filas de setim,
tafet, velludo, Unho e de algodo, por
commodo prego.
GRAMPOS de tartaruga, imitacio destes, pre-
tos ee cores, o que se pode desejar
de mais moderno e bonito.
GRVATAS de seda e de cambraia para senhora,
lagos e golinhas do bonitas cores, tam-
bem tem um bom sortimento de gra
vatas e regatas para homem.
JARROS de porcelana e de vidro_ multo bonitos
para ornatos de sala.
Mei s de seda, de la e de algodio, pa-
ra senhora, meninas e homem.
LEQUES. Rieos leques de madreperola, tartaruga,
marfim e de sso, os mais modernos e
por barato prego.
LUVAS de pellica, d seda e de algodo, para
homem e senhora.
LIVROS para missa, a Predilecta aprsente es-
colha do resgajtevel publico um bello
sortimento deaSs livros com capas de
4 madreperola, tartaruga, marflm, sso,
velludo e chagrn, por precos mu
razoaveis.
Novidade.
A loja d'aguia branca a roa Tinque de
n. 50, recatea cold eroaM i<* afamados faMeaav
tes Lubin, Legrara c Condray.
Diademas e grampofi de
aeo.
A loja da aguia branca, a ra Y
Caxias n. 50, recebeu novrnoste banafj
mas e gra i |*is de ac.
Bicos de seda pretos com
flores de cores.
A loja da aguia bnnc, m it<> l'cjn aV
Caxias recebeu, como avniada b jar Urja t
seda pretos com flores o> rres vi v^-Maide *-
les o preto com encarnado, c i. .|, < mili pnpriat
para barras e outros enf.-ii.s de v, -ii.|o> de fra-
uadine, ou medina. e ouras iaaaai 'ran^parot-
tes. Pela comniodidado do- pn biew tJt-
nam-se mai oinn.odi.s c neta novjdwfc degottk,
preferiveis a qualquer oulri^ enf iie.
Veos ou mantinlias proas.
A loja da apiiia branca, i rsa >' i iue J- Ca-
xias n. ot), recebeu bonitos veos ou nu.iUskac
preas de seda coa* flores, o nutras a iaiilvi.a
croch, e vende as pelos baratos precos de 2,
it e GOOO. A fazenda lx>a >
safado, pelo qoe contina a ter |.r. injta exlrar-
Pcrfeita novida Grampos com borboletas, U-> e aaaft-
nhotus ilourados c cubr'
A loja da aguia branca, ra do D; que a
Caxias n. 50. recelieu novos grampos c> -n !?-
bolelas, bezouros e gafai.hotos, o ,u (ic reru
perfeila novid d>>. A quantidade pepoona, e
por bao em breve s- acabar!
Novas gollinhas ornlas cora
pelucia ou armiiiho
A loja d'aguia branca i roa Iiiiijiie d- ~.\\m
39. receben nina pequea quantidade i>
s e novas gollinhas. trabalho la Mea li. ea-
neitadas com arniinho, obras estes >l m
8 inteiramente novas.
Grampos, brincos e rozetas
dourados.
A loja da aguia branca, a ma la Dupa de
Caxias n. ;>(, ncebru novarorate b<*iios graai-
pos. brincos e rozlas dourados ; aH roaM
novos diademas de a^o, e como s-mpre coo.-
na a vende-1o^ p ir presos raz>
Caixinhas com pos dmircui
e prateados, para cabello?.
Vende-se na loja da Apuia Branca roa do Di
que de (axias n. JW.
Luvas de pellica pretas e de
outras coros.
A loja da Aguia lranca. a ni.. lUqu-* ladh
xias n. 50, reciten novo snrtimer.S lava* da
pellica, pretas o de oulra cores.
Joaquim Jos Groncalvt-s
Beltnio & FilLos
Teem para veader no sen osrriptnno a roa 4*
Conwncrrio n. 5. o srpi'ime :
AGURDENTE de raj : raixa de it (.amata.
de laran a. idem idem.
ARCOS de nao para liarnl.
CAL de Lisba, recenlciarnte ehepada.
CHAPEOS de sol. para hornera e leonera, cato
de marlim e sso.
FEIXES de ferro, para pona.
FIO de algodo da Baha, da fabrica do minv.i-
mendador Pedrero
LIXHA de roriz.
OBRAS de palneta.
PAXXO de algodo da Baha, da Mu. a do - mendador Pedrean.
RETROZ di' tojas as q:iahda-to. da* Tal rie de
Peres e Eduardo Militao.
ROLHAS proprias para botira.
SALSAPARHILHA do Para.
vELAS de cera de todaa os tamanho.
VIXHO engarrafado do Porta, raixa de II gar
rafas.
dito Mosratel do Douro, id-m dem
dito Setubal, caixas de I e 2 dnria-
o da Italia engarrafado, caixas de < fj-
rafas, ^
de CollaHaflbpfor, em anrnre1a<
de rajiv |k U pr afas.
ras aatint
> d Rro.
Malvasia
rafas.
Carcavellos, idem idem.
cairas rom 15 nt-
Jila
Sanio Antonio. S.
c S. Pedro.
Amaral, Xabuco C. venden serles pora a-
vertimentD e festejos das noules de Santo V
S. Joao e S. Pedro, svstema Tourbeh w
belet etc. Sao as mais engranadas qne ten
ao mercado e proprias para salao: a caixas de confettos bombora e naJV* de aapat
proprios para illdminaces ciaapntfin, le. as.:
na ra do Bario da lie loria i, lazar Vicaria
Insignias maconiras.
Amaral, Naburo & C. avisan aes seos
queestao suppridos de fitas macai 6-
graos para os que quizerem assistii ->
te que costuma-so a fazer a S. "
das respataveis lujas maowicai no du S t
"^ 1________________________________________________________________
]
Rafe
1
Prnceza !
Rocha!
Massa batida*
Vende-se masa batida de I' quaidade para
ogos artrafefes a O rs. a libra, dte de plvora
avinada a 800 rs. : no armazem de Sal da roa
mperial n. 107, de Valdivino da palvora.______I
Fogo,fogo
e omeihor de todos os fogoa 6 se ebtem com
a limalha de ac, da ferrro, de lineo, de cobre
de agulha, que se vende por menos na -
maeia e drogara de Bartholomeu &
roa larga do Rosari^.

O rap prnceza fabricado or Jaa
da Rocha no Rio de Janeiro ka para
deposito a roa do Vigaro n. 7, I.* indi
VENDE-SE
um moieaue de 17 annos de W-^,
copeiro, robusta : quera nneiaVr 00
rija-se roa da Tmperatriz H, prn
A' vender por ca ?:
viagem,
Una exceilcnte piano da
selot, em perteito estadio.
Baratissimo IWr**
A trataran raado


ras
*^p
8
Diario de Pernambuco Quarta feira 11 de Junho de 1873.
ASSEMBLEa SERM,

CMARA DOS DEPUTADOS.
Discurso proferido pe Sr. Dr.
Gusniao Lnbn, na sessilo de 19
de maio de flStS.
(Concluso)
0 Sr. Gismao Loco :Sem rennva r adc-
monstra'go, observajci que o l'ar pilde ar-
recadar urna larga recoit, cuja progresso
inspira agradavel sorprcza, que conscguio
elevar o nivel da instrucgo, e tem una po-
pulado presumida do 350,000 almas, em-
quanto a provincia da Parahvba tem apenas
300,00(almas, em condigos muito oulras
de prsperidade econmica. (lleclamages
do Sr. Carneiro da Cunha). '
Entretanto, o l'ar representado por 3,
e a Parahvba por 5 deputados; o que d
para o Para a proporgo de 1 dcputado. para
96,666 habitantes e para a Parahyba a de 1
para 5',000.
A desproporgo resalta ao espirito, ainda
ao daquclles quo se quizessem oter regra
in varia vel da populacao. Eis urna provin-
cia que nao tem seguramente attingido a um
grao de nota vel desenvolvimento, habitada
por 300,000 almas, a ser representada no
parlamento por cinco deputados, emquanto
outra cuja prosperidado econdigoes do futu-
ro sao ve dadeiramente excepeionaes, povoa-
da por 350,000 habitantes, az-se apenas re-
presentar por tro; deputados. (Apoiados).
Se ha alguma provincia, que nao tenha
direito de reclamar augmento de sua repre-
sautago, fundando-se om desproporgoes pro-
venientes de apreciarles estatistiras, certa-
mente a Parahyba.
O Sr. Carneiro da Cumia :Kao apoia-
do. Est tomando urna base falsa. Tenho
documentos para provar o contrario.
(Ha outros apartes).
O Sr. Presidente : Attengo 1
O Sr. CiIsmao Lobo : Se os documentos,
a que o nobre deputado se refere, sao p-
blicos, pego-lhe que no-Ios indique. El les
viriam fazer-nos revelages quo me seriara
muito caras.
O Sr. CftUZ Machado :A Parahvba pre-
tende ter populacao maior do que o Para ?
Neg redondamente.
0 Sr. Gismao Lobo : Eis o que diz o no-
bre deputado, que inquesonavelmentc au-
toridade na materia. O nobre deputado
pela Parahvba applla para o honrailo Io se-
cretario ; deixe-me quo appelle por minha
vez para o nobre deputado por Minas.
0 Sr. Carnelo da Cumia: 0 directro
da estatistica affirmou que tem 400,000 al-
mas, fundando-so ern dados que tem em seu
poder.
OSr. GusmAo Lobo:Em um ponto dou
plena razao ao met Ilustre amigo ; quan-
do insiste na deficiencia das estimativas de
que podemos dispr. Mas, se os dados sao
defectivos com relacao Parahyba, devem
s-lo com igual fundamento em relago ao
Para : assim como o nobre deputado julga-
se autorisado a allirmar que a populacao da
Parahyba deve ser estimada em cifra muito
raais elevada, os que conhecem o Para sao
unnimes em lhe attribuir grande augmento
de populacao. Temos, portento, dados in-
completos sobre urna e outra, como sobre
todas as provincias.
mesmo nao se d com a populacao es-
colar ; esta consta de documentos ofliciaes.
0 Sr. Carneiro da Cumia : Muitos
mocos da Parahyba vo educar-se em Per-
nambuco por causa da faculdade de direito.
0 Sr. GusmAo Lobo :Nao contesto o
fado ; mas nao se pretender que a popula-
cao escolar da Parahyba, a qudele receber
a instrueco primaria, se derive por tal mo-
do para Pernambuco...
(Ha diversos apartes).
O Sr. Presidente : Attengo I
O Sr. Gusmao Lobo : Sr. presidente, eu
vou concluir.
Nao de augmento de deputago que as
provincias precisara. Necessitam ellas an-
tes de tudo, de verem attendidas as suas
grandes necessidades, ampliados e desenvol-
vidos os seus recursos (apoiados) ; necessi-
tam instantemente de urna revisto de impos-
tos que Ihes permita alargar as suas rendas,
e coui ellas os servicos que esto a seu car-
go ; mais que tudo Ibes preciso urna bem
entendida e corajosa descentralisago (apoia-
dos) ; bracos uteis, estradas, pontes, esco-
las, escolas em grande copia, eis ahi o de
que precisam as provincias do norte, as pro-
vincias do sul, todas ellas. (Muito bem).
Pp'um paiz em que a liberdade da tribuna,
. a liberdade de reunio e a liberdade de im-
prensa, sao esplendidas verdades, em que a
publicidade se levanta todos os das com o
sol que nasce, nenhum interesse, diz xnmS\
ou menos um Ilustre publicista, deixar ce-
do ou tarde de obter audiencia e justiga.'
(Apoiados).
Vozes :Muito bem, muito bem.
Discurro pronunciado pelo Sr.
Dr. J. de AI curar, na sessao
de 188 de maio.
0 SR. J. DE ALENCAR :-Accedendo ao
convitequeme foifeito porparteda maioria,
venho apresentar um projecto, precedendo-o
de breves considerares que lhe servirlo an-
tes de proemio, do que de motivo justifica-
tivo.
Li hontem no orgo confidencial do mi-
nisterio urna censura irrogada opposigo
conservadora desta casa, por nao ha ver to-
mado parte no debate que se tem agitado a
respeito da questo religiosa, questo em
verdade summamente grave.
Se a censura t'eita pelo orgo da imprensa,
que tanta importancia tem pelafjpsigo que
oceupa, se limitasse a designar "conectiva-
mente a oppoajeao conservadora, M&o me
julgaria nella incluido; porque, senhores,
embora eu tenha notado que de proposito se
me pretende annullar, confundindo-me com
a dissidencia conservadora manifestida no
parlamento, entendo que a minha posigo
poltica nao depende do estrabismo ministe-
rial ou do olhar vesgo da maioria que o
apoia ; mas somente da franqueza com que
me enuncio nesta casa, ou na imprensa, e
no modo por que me manifest em todos os
actos pblicos.
Tenho por diversas vezes definido a posi-
go que tomei na poltica do paiz. Sou con-
servador, e se me querem considerar disi-
dente, tanto o sou enf relago aos governis-
tas, como em relago fraego poltica por
esse nome conhecida no paiz.
Mas, senhores, a provocago rae foi feita
directamente. Fui chamado... dira que fui
a pedido tribuna, se este requinte de estylo
affectado nao fosse attribuido a um cavalhei-
ro que deve ter na roprensa o mesmo estylo
elegante e araesma eloquencia que tem mos-
cado na tribuna, onde tantas vezes j od-
uiirei.
Estranhou-se-me com effeito que nao me
tivesse pronunciado na questo religiosa ; e
por essa occasio langaram-me alguns re-
moques a proposito de um discurso meu que
foi supprimido por esta casa, e de que V.
Exc, Sr. presidente, tal vez j tenha noticia.
Nao muito curial que da tribuna se res-
pondam s censuras da imprensa; mas come
taes anomalas sao proprias do tempo, e
alm disso eu persisto em considerar aquello
meu discurso como pronunciado, e forman-
do pSrte dos annaes, V. Exc. ha de permit-
tir-me que eu faga a tal respeito algumas
breves observages.
0 Sr. Presidente :V. Exc. deve limitar
as suas observages ao projecto para o qual
pedio urgencia, isto ao projecto que tem
de apresentar. V. Exc. mesmo acaba de
reconhecer que nao seria regular responder
da tribuna a artigos de gazetas.
Sr. J. de Alencar :Nao conhecendo
V. Exc. ainda a materia do meu projecto,
nao podo saber se estou ou nao dentro do
assumpto. Masemlim, para satisfazer a V.
Exc, fare urna simples c.msiderago.
Disse um poeta latino Hnbent sua futa
libelli.
Aquelle meu discurso nasceu mal fadado :
temime sido abalada a palavra aqui na
tribuna, ainda foi depois abafada na im-
prensa. Alguns jornaes, a pretexto de o
transcrever, deram urna edigo truncada e
apoerypha. Creio que houve nisso malig-
nidade ; mas uesso caso havoria mais chiste
e graga, usar por exemplo da seguinte epi-
graphe : Discurso que os Srs. taehygra-
phos tomariam se o Sr. Alencar o pronun-
ciasse.
Mas, era verdade, a materia do meu pro-
jecto nada tem com este incidente; e eu nao
tocara nelle se nao fosse a provocago que
se me dirigi.
Ileconhcgo que devia ha mais tempo tomar
parte na grande questo religiosa que comega
a agitar profundamente o paiz. (Apoiados).
E se nao o liz foi porque ella tem vindo
tela da discusso nesta casa em limites muito
estreitos e acanhados, corno sao requerimen-
tos. Na occasio mais azada, mais propria
para ser tratada com certa amplitude, na dis-
cusso do voto de gragas, nao me foi dado
usar da palavra. '
Podena recorrer ao meio que agora em-
prego, mas receiaffc%io sor bem acolhido,
alm de que, nenhum representante da na-
go, que nao esteja intimamente identifica-
do com o governo, pode nutrir a esperanza
de fazer vingar urna idea sua. Apresentan-
do as minhas, eu por este fado lango sobre
ellas urna especie de suspeita...
Lm Sr. Deputado :Se a idea for boa,
aceitaremos.
0 Sr. J. de Alencar :Se nao fosse esta
considerago, embora convencido de que
nao venho trazerluz, nem o menor subsidio
para a solugo de to importante questo,
mas por desencargo de consciencia, me teria
j pronunciado.
A questo religiosa, senhores, nao esta
luta que se tem travado entre o jesuitismo e
a magonaria, duas reliquias dopassado.dous
espectros quo resurg rain e esto a combater
com grande assombro da civilisago mo-
derna.
Nta, senhores. nao sto seno um inci-
dente da questo; a face pela qual ella lti-
mamente se manifestou.
Longe de mim a intengo de desrespeitar
nenhuma destas duas instituiges, e nao
creio que a solugo da questo religiosa ga-
nhe alguma cousa em desentorrar do passa-
do os abusos, os erros, e at os crimes que
qualquer dellas possa ter commettido.
Respeito a magonaria, essa instituigo, que
l'iido eomegado.do urna pequea sociedade
de operarios, unidos para a protecgo com-
mum, elevou-se mais tarde a urna grande
confraternidade. Ahi, no seculo XVIII, se
refugiaram os primeiros assomos da inde-
pendencia ; ah se preparou a grande revo-
lugo social.
Foi ahi, no seio da magonaria, que pri-
meiro se nivelaram os nobres com os ple-
beus, preludiando assim a democracia mo-
derna.
Nos brasileiros devenios ser sobre tudo
reconhecidos a essa instituigo. Foi a ma-
gonaria nossa primeira escola da liberdade ;
as lejas derramadas por todo o Brasil se
fomentarais os primeiros movimentos de in-
dependencia das colonias portuguezas.
Quem nao sabe a historia do apostolado,
onde o duque de Braganga jurou a inde-
pendencia do Brasil, muito antes de procla-
ma-la nos campos do Ypiranga ?
Respeito as tradiges da magonaria, aca-
to-a como urna instituigo de caridade, que
presta, muitos servicos ao paiz, mas incon-
lestavel que essa associago tornou-se aa-
d roica ; e que seus symbolos incorfem
na pecha de puerildade, como diz um
grande jurisconsulto, Daloz. (Apoiados e
apartes.)
Com o andar dos tempos, com o correr da
civlisago....
0 Su. Pereira dos Santos :Na forma,
no fundo nao.
OSr. J. de Alencar :,.. comopro-
gresso do espirito humano, a associago re-
conheceua necessidade de dar outra sign-
ficago aos primitivos emblemas. Oraalhete
passou a significar o poder, a esquadria a
igualdade, ocompasso a justiga, o avental o
trabalho e assim o mais.
Nao haver, porm, outras invocages
muito mais dignas dos fins desta associago?
Nao encontrar ella na sociedade moderna,
emblemas mais eloquentes ? Sem duvida.
0 emblema do trabalho nao hoje o mar-
tello, mace, donde provm o nome de ma-
gonaria ; mas o componidor, onde as ideas
tomam azas para devassar as distancias e
percorrer o universo.
Nao sou magon.nem espero que miohas
pala vras possanier forga para se ffcerem
ouvir por tan |nderosa associaflo, mas en-
tendo que en* podia sem alterar a sua nobre
instituigo encontrar emblemas mais confor-
mes ao espirito do progresso, deixando re-
pousar os velhos signos raaoons, como reli-
quias do passado ; como os vestigios de urna
antiga e caduca instituigo, que perdeu hoje
em dia a sua razo de ser.
Passando do rpido esbogo histirico, que
acabo de fazer, questo pratica, pergun-
tarei: As sociedades magonicas sao socie-
dades publicas ou sociedades secretas ? Ha
muitos magons nesta casa, que me poderiam
dar umf resposta, para nao argumentar sobre
conjeduras.
OSr. Alencar Araripe :Esto defini-
das no cdigo criminal.
OSr. J. i>e Alencar :Sao sociedades
secretas que n j devem existir em un paiz
constitucional, onde o cid.ajJAo vive no pleno
dominio da puolicidade.#"
OSr. Alencar Araripe : -Esto dentro
do codigocriminal^
OSr. J. de Alencar: -O cdigo criminal
nos arts. 282 e 284 com effeito trata das
sociedades secretas e declara que sao per-
mitidas com licenga da autondade, que as
pode dispersar logo que ameacem a ordem
publica. Quera 1er cora attengo os citados
artigos do cdigo ver que estas sociedades
nao podem subsistir, sem que a autoridade
tenha os meios necessariospara fiscalisarseus
trabalhos, sera que teha plena conviego
de que sombra do segredo nao se trama
contra a seguranga publica, e contra as leis
do estado. Quaesso os meios que habilitara
a autoridade para a Gscalisago das socieda-
des secretas, e o conhecimento do que se
passa em edificios com denominago de tem-
plo, dentro do qual se pratico mysterios,
que alias todo o mundo conhece?
Dos meios pelos quas a autoridade exer-
ce a vigilancia sobre as sociedades secretas,
o primeiro o direito de penetrar, todas as
vezes que julgar necessario, no edificioe
assistir s deliberagoes. E' esta urna das
condigos de existencia das sociedades secre-
tas Tem a magonaria reconhecido este
direito 1 Nao. A outra condigo que a au-
toridade tenha pleno conhecimento dos actos
que podem ser objedo de deliberago nessas
sociedades; por outra, que a autoridade
tenha approvado os estatutos, a lei interna e
econmica, porque se regem as associagoes.
Est na lei de 22 de agosto de 1860, art.
2.", que nenhuma associago de qualquer
naturuza pode existir, sem que seus estatu-
tos sejam approvados, e sua existencia por-
mittida.
Su. Kunapio Deir :E'a-'lei mais
cent ral isa 11 ora qw ha.
O Sr. J. de Alencar :Em virtude desta
lei, em virtude da intelligencia que devem
ter os artigos do cdigo criminal, a mago-
naria, tal como tem existido, nao pode con-
tinuar. E' necessario que perca de todo o
carcter de sociedad#aecreta; que abra o seu
templo pftblicidade ; que acabe cora os
seus mysterios anachronicos e funecioue pe-
rante a opinio.
Ha alm disto outra considerago, que
deve pesar muito no animo do legislador.
Permittindo-se a existencia de sociedades
secretas, entendem 06 publicistas que se taes
sociedades forem numerosas, escaparo por
forga vigilancia publica. E' em verdade
perigoso o fado da existencia de urna socie-
dade, como a magonaria, com um centro
soberano nesta corte, ramificada por todas
as provincias, e conservando o direito de
reunir em segredo grades assemblas.
Quera nos assegura que essa vasta asso
ciago nao pode se tornar de repente instru-
mento poderoso nasquestes polticas, como
se tem tornado contra osexcessos dos bispos
Quem pode garantir que fortalecida por
tos, o Paraguay nio foi outra cousa,senau o Finalmente, senhores, veio aggravar efquetem a matara racional, sio
embrio da primeira sociedade america- muito essa.especie de reaego operada na. manifestago do m |
na; a primeira batalha que se renhio igreja brasileira a tendencia que de corlo pratica de suas aegon.
entre as colonias djfcpvo mundo e o despo- tempo a esta parte se manifestou, de esco-
tisrao europeu, fofjadre Lourengo Balda lherom-se os prelados, os pastores do reba-
quera a pelejou era 1759 nos campos de S. nho brasileiro, nao entre aquelles sacerdotes
Miguel. que viviam em mais contacto com o nosso
Eis o que o Paraguay ante a historia, povo, mais embuidos dosseus costumes e da
gwpaphiead'aqiit'llopovo o entregaste iner- les que se tintura repassado do espinto da
me a^lespotismo de um Francia Nao, se- curia romana. (Apo'ados, muito bem e
IiIiiihL OS jesutas llo san OS ivsponsaveis apaites.;
pur ou degenerarao de sua obra. Muito Paulo IV, senhores, um dos maioros es-
antes disso foram expulsos ; nteu po ler foi tadistas que sentou-se na cadeira apo-tolica,
abatido. disse ao Concilio de Trento: Couvm que
Em toflB os ados, em toq|Pos fastos, em o sacerdote seja solado da familia e da pa-
todaias fnstituigos sociaes por forga se ha tria, para que perteuga exclusivamente a
de encontrar o cunho da fraqueza humana ; Roma.
a par cora O bem, o mal; fazendu contras- Esto principio centralisador sobre que as-
te ao impulso nobre para aperfeigo, o aba- sonta o edificio da theocracia romana, em
tmenlo, o vicio e o crime. Nao defeudo vez de inspirar a nomeago dos ltimos bis-
o jesuitismo dos fados provados que a his- pos, devia ao contrario ter servido de salu-
toria lhe imputa, nao, senhores; concedo tar advertencia. Os ltimos nomeados eram
que o jesuitismo fosse regicida, que o jesui- com effeito sacerdotes solados da patria, al-
tisrr.o levassso o seu espirito de dominago guns at afastadus del la des le a infancia ; e
a tal ponto que regbate as misses os ac- quo em verdade, pertenciam exclusivamente
tos da gerago a toque do sinta. Mas, se- corte do Roma. At, segundo me infor-
nhores, ser o jesuitismo a nica das insti- maram, foi nomcado um padre estrangeiro,
tuiges humanas que se degradou a esse que embora natural do Brasil, havia perdido
ponto? A liberdade nao degeneren na a sua nacionalidade.
communa? Nao levo o seu reinado do ter- Eis, senhores, em rpidos tragos a hislo-
ror ? Nao foi regicida na Inglaterra e em ra da questo religiosa em nosso paiz,
Franca ? (Apoiados e muitos apartes ; o questo quo devia reunir se com a luta qe
Sr. presidente reclama a attengo.) jsetravou entre aigrej e a magonaria.
Portanto, senhores, nao tornemos asios-. Se nao fosse esta lula, se a intolerancia
tituigvs rosponsaveis pelos erros dos lio-,dos bfepos nao h'iuvesse Macado urna asso-
inons ; respetamos as ideas pelos grandes ciago to poderosa, tal vez continuasse in-
servigos que ellas prestaran! e que atiesta a, cubad a causa do mal e a exploso vina
historia da humanidade.
Referi-me ha pouco ao ridiculo que tantas
vezes j tem sido lembrado nesta casa.de
quorerem os padrees das missoos regular os
actos da gerago a toque de silleta.
E os communistas, que en> nome ta li-
berdade aboliram o casamento, solapando
assim a base da familia ? (Apoiadose apar-
tes.) Onde o maior ridiculo, a DMiS funes-
ta aberrago *
Ouaesquer que sejam os erros. qp.ie os je-
sutas commettessem especialmente no novo
mundo, preciso recordarmo-nosqueo Pa-
raguay pelo menos na America do Sul, a
nica nacionalidade formada na mxima
parte pela primitiva raga american, pelos
uidegenas desto sio. E a quem seiWo
esie fado? Aosjjesuitas, que podero-salvarfa
da barbaria dos aventureires esse destroc
de urna raga destruida era todo o continente
americano. All, como no Brasil, pugna-
rara sempre pela liiberdade dos indioo>e lu-
tarara tenazmente contra a escravido da
raga indgena. (Apoiados e apartes^)
Senhores, a demacrada, a verdadeirae
suas tradiges, nao venha a ser em pouco legitima democraciai me parece que- um
tempo urna alavanca forraidavel manejada tanto ingrata para cera a companhia de Je-
eontra a igreja do estado? Isus. A companhia da Jess, apoderando-
OSr. Eufrasio Correa :Ella tem sido|se como ha pouco disse, de urna das qjuaire
o alvo do jesuitismo. (jeidadelas que dominam o espirito publico,
O Sr. Pinto de Campos.-.Pobres jesui-
tas......
O Sr. J. de Alencar :Concluindo sobre
este ponto, reitero o pensamento quo j e-
n uneiei : e que nem de leve pretendo offen-
der a instituigo da magonaria, a qual eu
considero gloriosa no seu passado e til no
presente.
O Sr. Eufrasio Correa, sApoiado,
O Sr. J. de Alencar -Quiz exprimir
minha opinio, e manifestar o meu desejo
de que esta associago, que tantos benefi-
cios tera prestado ao paiz, que tantos pode
ainda prestar lhe, deixe os mysterios emque
se envolve, que se torne urna associago li-
cita, urna associago de soccorros-mutuos,
sob qualquer denominago que julgue raais
conveniente.
Tendo rendido a devida justiga a um dos
campeos da luta, deque somos todos es-
pectadores, nao posso deixar de proceder
pela mesma forma acerca do outro campeo.
A companhia de Jess, nome que se tor-
nou odioso por uraa injnstiga da posteri-
dade... (apoiados eno apoiados) urna das
mais gloriosas instituiges.que tem existido
(apoiados e nao apoiados.1, a que a humani-
dade deve nao s mais servigos, como mais
admirago. (Apoiados, nao apoiados e
apartes.)
Quando a voz poderosa de Luthero langou
contra a igreja romana o grito da reforma,
fado attestado pela b/storia, areligioca-
tholica soffreu considerayelmente; todos os
historiadores attestam que houve nessa occa-
sio um periodo de declinio para a igreja ro-
mana.
Qual foi o formidavel adversario que se
levantou contra Luthero, que sustentou a
luta cora a reforma e rehabilitou a igreja
romana? Foi Santo Ignacio de Loyola, se-
nhores, foi o fundador da companhia de
Jess: foi o cavalleiro andante que setrans-
formou em paladino da igreja. Essa justiga
nao sao nicamente dPcatholicos que lhe
rendem. Ira protestante, escriptor de muito
criterio e vasta illustrago, oSr. Macaulay,
diz a respeito da companhia: Os annaes
da Eurcpa, durante muitas geragoes repetem
a cada pagina a vehemencia, a habilidade, a
disciplina, a indomavel coragem, aabnega-
go, o esquecimentodos mais caros interes-
ses, a dedicago absoluta e perseverante da
companhia de Jess... Foiaessas virtu-
des queo instituto deveu a sua grandeza,
foi com ellas que fundou o edificio do seu
poder.
L'mavoz:Ninguem contesta isso.
O Sr. J. de Alencar :E conclue o Sr.
Macaulay : A substancia do espirito ca-
tholico se concentrou na ordem de Jess, e a
historia da ordem de Jess a historia da
grande reaegao catholica. Um dos pericn
dos mais gloriosos da igreja romana. (Apa-o
dos e apartes.)
Senhores, urna instituigo que apenas or-
ganisada toraou de assalto as quatro cida-
delas que dominam o espirito publico : o
pulpito, a imprensa, o confessionario, e a
escola, oSr. Macaulay diz : e a academia
sem duvida urna instituigo providencial,
qual estava destinada a grande obra da
rehabilitago do catholicisrao.
Quera nao sabe que os jesutas rotearam
os dosertos da Asia e America, que foi aps
elles, e nao antes delkj, que os aventurei-
ros penetraram no interior do paiz ?
Levados pelo seu zelo ardente, pelo en-
tusiasmo apostlico, foram os sublimes
missionarios s brenhas e regidos inhspitas
onde nio puderam chegar a cobiga e a am-
biglo do poder. (Apoiados e apartes.)
Senhores, eu ouvi urna voz cloquete em
um dos dias passados dizer aqui neste recin-
to que o Paraguay era a obra prima do je-
suitismo, querendo significar assim que p
embrutecimente daquella raga provinha das
misses. Senhores, o Paraguay, para o his-
toriador que bem estudar os fastos da Ame-
rica, de animo imparcial e sem preconcei-
da escola, e diffundiudo a instrueco pelas
Huassas, foi quem preparou o grande movi-
isento reaccionario d seculo XVIII.
O Sr. Silveira Mitins:Foi Lteo.
(Ha outros apartes.)
O Sr. J. de Alencar : Creio ter rendido
a de vida justiga ao outeo dos dous carapees
d luta que se ada travada em nosso paiz,
dando proras do espirito de imparcialidade
cora que pretendo tratar a uuestc* reli-
giosa.
Senhores. a questo.religiosa em uosso
paiz nao data de hoje, vera de annos a esta
parte. Os primeiros prdromos apparece-
ra quando alguns bt&pos se julgaram in-
vestidos do direito de prever beneficios ec-
clesiasticosfo que sen duvida um* tm-
poralidadef Tomou depois um carcter mais
potico quando se oppuzeram creago das
parochias, pretendenda que nao tinham as
assemblas provinciaes o direito de decretar
por si essa diviso territorial. Nessa occa-
sio, o governo, longe de cohibir o espirito
de invaso que se anuunciava, expedio um
aviso declarando que os bispos deviam ser
consultados em relacao creago dse paro-
chias. Eis ahi o governo recoiiheceiido ou
antes concedendo urna temporalidade as at-
tbuiges episcopaes.
(Ha diversos apartes.)
O Sr. Presidente :Pego aos nebres de-
putados que deixem continuar o orador.
OSr. J. de Alentar :Interrompo-me
porque, ha vendo algum rumor, e sendo fra-
ea a minha voz, nao posso ser ouvido.
OSr. Presidente :Pego aos obres de-
putados que prestem attengo ao ora-
dor.
0 Sr. Cruz Machado :E merece nao s
attengo como apoio. (Apoiados.)
O Sr. J. de Alencar :Mais tarde, ma-
nifestou-se ainda esta invaso, e de urna ma-
neira mais significativa em relago ques-
to de residencia.
OSr. Pereira dos Santos :Mas sempre
questo do poder temporal sobre o espiri-
tual.
O Sr. J. de Alencar :Os bispos enten-
dern! que podiara sahir nao s das suai
dioceses como do imperio, sem licenga do
poder executivo. #
0 nobre ministro da guerra, que hoje pa-
rece antes ministro de paz, quiz sanecionar
este abuso com um acto legislativo, propon-
do nesta casa em 1869 que se concedesse
ajuda de custo aquelles bispos que se diri-
giram ae ultimo concilio, sem previa li-
cenga.
Nao passou este projecto, por opposigo
que lhe fez o ministro do imperio, do gabi-
nete de 16 de julho a que tambem perten-
ci; mas se eu fflra o ministro do imperio,
nao smente a lei rio teria passado, caso a
maioria me honrasse com a sua confianga,
como os bispos nao teriam sahido das suas
dioceses sem licenga, sob pena de abandono
do lugar. (Apoiados.)
0 Sr. Silveira Martins :O nobre de-
putado est em contradigo com as suas theo-
rias,
O Sr. J. de Alencar Fallei sobo ponto
de vista da historia ; i agora que estou ex-
tanle, e muito mais violenta.
I m.v Voz:Pelas pretendes exageradas
dos bispos.
O Sr. J. de Alencar :Reata occasio
nao posso deixar do fazer un reparo res-
peito da posigo quo toraou o nobre presi-
dente do couselho.
Desde que urna questo to grave como
a questo religiosa comega va a agitar o paiz
e tomava por pretexto a existencia de urna
associago condemnada pela igreja, S. Exc.
s oodia continuar na posigo elevada que
oceupa frente da adrainistrago deixando
o malhete do gro-mestre da irdeni mago-
nica do Brasil,- o contrario era coostitiir-
seS. Exc. ao mesmo tempo juiz parte.
0 Sr. Alentar Araripe:Nao-apoiado;
uta nao entre a magonaria *a igreja,
entre alguna bispos do imperio e a liber-
dade da igreja.
0 Sr.- Eunawo Deir :0 podur civil
nunca podia deoetar cousa nenhiana por-
que estava-^empre interessado.
O Sr. J. de AlencaiJ:Nao erapossivel
que S. Exc. ddiberasse aom animo ealrao e
desprevenido em. urna questo que ioteres-
sava. tanto associago poderosa do que
o supremo chefe, e da qual recebeu recen-
temente as mais gongeiras manifestages.
Nao, senhores^ se bem perscrutarmos os
fados, talvez quo urna das causas, se nao a
principal, da pr)csa6tinago na decisn dest-
questo tenha viudo desta accumulago que
se deu na pessoa do nobre presidente do
conselho, de poder executivo e de poder
magonico
O Sr. Silveira Mattins :Os carlistas
nesta parte nao apoiam o nobre deputado,
esto silenciosos. (Risadas.^
O Sr.. Pinto de Campos :Quem sao os
carlistas? (risadas) falta va-nos raais esta no
vidad'. (Continuara as risadas)
O Sr.. J.. de Ai.encar :Senhores, nos
terracfrera que se acha a questo religiosa,
3ual o meio de b*iar aos males que a to-
os se- antolhara, embora em sentido, con-
trario? Oual o correctivo para as iuvases
que na opinio de uns se tem dado da parte
da igseja, e para a licenga que na opinio
de outros se maifesta d? parte dos reaccio-
narios?.
O Sr. Pereira dos Santos :Apoiado,
preciso haver um paradeiro.
OSa_ J. de Alencar: -E* precouisado, e
parece que j se tornou canon de um grande
partido poltico, o principio da separaco
do estado e da igreja. Creio que este prin-
cipio est hoje considerado em nosso paiz
como essencial da erenea liberal, e nina das
bases da democracia moderna.
Bem longe, senhores, de considerar a
unio do estado com a 'igreja um casameu-
to hybrtdo...(Apoiados..
O'Sr. Silveira Martins:-Nao sendo
liberal, nao ha uevidade nessa opinio.
O Sr. J. de Alesccar :Nao sou liberal
de nome, verdade, mas na doutrina prezu
me de ser de um liberalismo rauito adian-
tado. (Apoiados.,
O Sr. Eunamo Deir:O Sr. conselhei-
ro Zacarias tambem nao considera um ca-
samento hybrido. (Apoitdos e outros apar-
tes.)
O Sr. J. de Alencar:O Abre depu-
tado que se senta ao meu lado recorda :ne
com o seu aparte urna observagao que liz
em urna das sesses passadas.
Quando o orador a queem parte respon-
do procurou defender o Sr. conselheiro Za-
carias, talento, sem duvida, de primeira or-
dem, estadista muito eminente, da contradi-
gao em que se achava entre a sua crenga reli-
giosa e sua doutrina liberal, invocou o
nome de Pascal... *
O Sr. Silveira Martins :Caliii
fragilidade.
O Sr. J. de Alencar : Cahio-lhe da
memoria naquelle momento o nome de Pas-
cal como exemplo das aberrages de espiri-
tos, alias muito elevados. Se nao fosse de
momento que esse nome occoreu, certa-
mente que a reflexo mostrara que nao era
o exemplo bem applicado.
Nao s Pascal foi um dos mais distinctos
adversarios do jesuitismo em suas Cartas
Provinciaes, que sao um monumento
(apoiados), como alm disso nao estranha-
vel que um hornera applicado* s sciencias
exactas depositasse, e naquelle tempo, intei-
ra f nos dogmas; Pascal era, eminente na
geometra e as sciencias exatas.
O Sr. Silveira Martins : E na theole-
primindo as minhas convieges a respeito gia, como o provam as Cartas Provinciaes.
da questo religiosa, tal como se desenha era Comfudio todos os casuistas da ordem.
nosso paiz; isto acerca das relages da O Sr. Pinto de Campos : Ento V. Exc
igreja com o estado. Creio que nao ha con- nao leu o que se escreveu contra este es-
tradigo alguma. e ella se apurar
(Apoiado.
afinal.
cripto ?
O Sr.' J. de Alencar :' Se Pascal, po-
0 Sr. Pereira dos Santos :Vamos ou- rem, tivesse sustentado os principios quefo-
vir o orador, que vai muito bem.
O Sr. J. de Alencar :Desejava que o
nobre ministro da guerra, que to silencioso
ram muitos depois proclamados pela revo-
lugo franceza.os direitosdo hornera, duvi-
do que Pascal commetesse a aberrago de
tem conservado nesta questo, ainda mais j defender as theorias que sao sustentadas
se silencioso do que a dissidencia na opinio,'pelo Sr. Zacarias em pleno seculo XIX.
do orgo ministerial, aproveitasse este ensejo A coutradigo flagrante deste emineute
para oecupar-se dos negocios ecclesiasticos estadista est era que nao se manifesta em
de que tanto se raostrou outr'ora zeloso, e pontos divergentes, emsciencias de natureza
acudisse em defeza dos bispos. Mas S. Exc. diversa, mas sobre o mesmo ponto contro-
emmudeccu na tribuna a respeito desta vertido. O Sr. Zacarias liboral e ultra-
questo. 'moutano; isto respejtao grande direito
do-se para a religio, o
direito da individualidad bmhmm,
ceia ; nao lhe permute qne se txeffi, e
suhjuga f.
O Sr. Silveira Martins : Eudcaadio
Sr. Zacarias, e o nobre deputado trata e
accusa-lo.
O Sr. J. de Alencar Ma, senborrt,
diziaeu.a unio do staJo com a igreja*
longe de ser um casamento hybrido, Mi
consorcio to legitimo como (para near
evpressj que erapn'gou nesta casan
deputado pi-Ui I^o tiran ledo
stwio que forma a umdade '
sorcio do espirito com a
com o corpo, (apoiados.^
actosocid ou i.; so nao i
elementos...
OSr. Presiio.mi tVinilta o
deputado que lhe advirta qut- sao
os tres primeiros quartos de hura que o l
i neii lo permiti para a aprsente-ai de pro-
jectose iudicages. e que ns justificagao do>
projectos nao se |m'i le exctnler mt-ia hora, sa
forma da disimsico rogimental. Entrt*taiit> >
o nobre d.-puta-ii) j <-\cedeii esae tempo.
O Sr. J. de Alencar : A sinmli' agao do
que acaba de observar V. Eic.r que en
devo sentar-rae.
O Sr. Presdeme : O rcgiiaeBla ^
quem o m la : M liinio-me simpli!rniaatr
a cumpri-lo.
OSr. J. m: Ai.encar: Nes* eaw,
co"io eu i-uteiidoqui- ola augusta BMra.
tendo-uMs coucaliJo urj(woia, n*a 4aV
querer qiP- fii|p truncado meu diac*rs>, e
|cejudicada su> cmicfM>o. requeiro coto-
lM.'o do totopo.
[Conxiiltthla a rimara e termine pt*
oni'tor co 'limte ale terminar oeu dii+r$u,
decide a /firmalira mente.
O Sr. pREstoors,: Pode o uobn-ie-
pul.-Mlo conliuiiar.
O- Sr. J. de Aienor: S-nbor"-,
principio da separago do estado e da igreja.
ao q>jal cham.irei o atheismo nacional
O Sr. Pinto m. <-varos : Apoiado. E
a venladeira phrase.
O Su. J. ih. Au.N4.va. ...foi procla-
mado por IlenjaiiMii Cutk4ant, edepots lar
gamente dusenvolvulo por Viimet. O dou>-
publicistas divergiram porem, ii'um pool*
ao passo q.ue o prin>-in-eitei ha que O asta-
do devo -subvencionar o> ministros le todo-
os cultos opinava a seguod> que aos 6m
incurabia tal encargo-, |wwcao este qe *-
t adoptado nos Esta.loa-i'nidos.
O principio de Benjamn Constaot, que
elle exeinpiicou com algiwnas palavras -
taveis ; qua a religito como a estrada
geral, que deve ser cowrrvada pel< poder.
ticaudo a cada ura a libenlade de aadar
pelosatalliosv nao se cooforroa com a digni-
dado da religio.
O Sr. Pinto de CAJWOa-r Apoiados.
OSr. J. de Aleo**:- Emendo que
urna igreja que tem plena|fcrna sua doutri-
na nao pode- recelar aaWib oflkial de ua>
estado que nao a adopta> deve viver de su,
proprias forgasv da varidade e esmolas de
seus fiis.
OSr. Silveira Maaw: Apeadlo.
Agora ninguem deu apoiado.
O Sr. Jost he Vi-enca*.-. Asn dtsfc fi-
caria extraordinariamente sotxwarrefadn
estado, se fos*e obrigado a. subvencionar to-
da e qualquer rt-liiaoqoefuic tro do seu territorio.
Ouanlo ao principio de Vinm-t, que est
hoje em pratia iios Estados-iruda*, eu Um
bem nfio o possn-aceitar. JAroe teabo de-
clarado aqui coutr* o neaso systeroa emo
luinenlario, ptiis ado reyttguaitte que usa
magistrado receba a moeda de cobre ou de
nikel, que llie d a parW, pela justiga dis-
tribuida em nome da lei.
Com maioria de raao nao concordo que
sejam os fiis que ilin'Ctameiite snateotea o
ministros do culto. E' preciso que omini
terio espiritual nao s*j tun oflicio, mas aai
sacerdocio suiiU-iiUdo e manutenido pea es-
tado.
Entendo que isso muito mais obre e
mais conforme ao santo e elevado carcter
do sacerdote d urna religio.
Creio mesmo que uraa das melnorea re-
formas que se poderam fazer na da
ecclesiastica, seria devretar que as fu
sacer lotaes nao poiles^em ser eiercida se-
no por curas das almas, tornando se muiu>
mais numerosas as parachias e ai cir-
cumcriptas> atim de poderem os soccorros
espirituaes chegar a todo com a devidj
presteza.
Ouatro olijeccoes se formulara contra a
unio do estado cosa a igreja.
A primeira que a maioria catholica, a
grande maioria catholica do nosso paiz, au
tem o direito de applicar o imposto pago
pelo protestant \ ou pelos judeus, pelos sec-
tarios de outras religies, sustenlagAo do
culto estado, importando isto urna violen-
cia consciencia.
Semelhante argumento prova desaa;
aquelles que se deixao impresaionar por ebV
repellem o principio da maioria, que a
a base fundamental do governo do atado.
(Apoiados.)
O direito com que a maioria catholica ap-
plica inanutengao da igreja oflkial o iaa-
|K>sto do judeu ou do protestante, e o n*
mo direito com que a maioria apphVa o im-
posto do republicano sustentagao das fale>
monarchicas, o imposto dos absolutista* i
conservago disto que elles chamara tranv
bolhos constitucionaes.
Acaso se violenta a consciencia
cidados fazendo convergir o tracto da
economas a um um diametr.
to s suas convieges ?
Un Sr. Depctado i Este
irrespondivel.
A segunda objeegao qne a
estado torna apathica e inerte a
cial, de raaueira que pronxrfc a
pria decadencia, emquante que,
vendo relujiao do esUdo, todas as sastra sr-
balham por desenvolver-so, tora
emulacao.rafira de adquirirea
muro de proselytos e raaior
opinio.
MsOafenhores, ha un
ruerno. Porque urna n-lifio
reusjnb' do estado, nao
se tora frouxa e tibia, uu>
fie da W. quaaio eeaa lei
pois depende de vootade da raaaora.
do essa maioria pode no da esa qaaa .
convertida, apea-la da posteo 4 ifraja ot5
cial.
[venctnnn^r,,ee"^n
-1 I
PYP O lAoJO- fcA
y


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