Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:12933


This item is only available as the following downloads:


Full Text
*
* *lfc44a**t
r*mA capital licabm nk m fo ma #*,

r tret" irtif IMiaffo*. ,., .
, *
P> nm lM llfett ,
Cada nmrt aruiee ..- ,
> J .; i



-.-,
*
I 6000
mooo
PABA DXT.O | VOSA DA I
Psr trw mexw adiaatadee}.' r..T., m r.i w i,- .. ^Ogt?fWlftL.
Per ii lites Un 'i. .. ,. /.........,...........,. ...
9f BVTI lltM !SHi .. '. ., .'. ,., ,, .* ; tfft
1A JUV'XBkr
10 DE ABRIL
#.
i.
o:
3C
ABS&fcSUl-ea BIS NBBABBVWft U USiSUUFMftM 1 MODill mwiDQiftA DI i&lIUV 4 rcnni>2, tB13 &tlPlinA]Mftj),%
---------------------------------------------------------------- _____________I____aJ________ _.________.__________________i_^____.____________._______--------- '__________________
mei08 de transporte fluvial que lora encontradas,
e desmanchadas as que pelo seo estado inservive
s podiam prestarle o gasto das tomainas dos
Tapores.
No dia 34, lepdo a esquadrilha percorrido as 65
leguas Intermediarias entre a cidade de Assompgo
e a villa do Mar, sea encontrar a menor opposl-
cao, aehaa-se em frente daquella capital teodo sido
reeebldo em T acomb, tonta que Iba fica prxima,
coa tiros de pega partidos de urna fortaleza all
existeotp, e que parecan) ser de calibre 68. Eotao
responded a nos? esquadrilha com om bombardeio
pausado durante 2 botas,qoe eeisoo aoando, adan-
i tando-se a Hollina, pode ver as baateiras norte-
exercito, marques de Canas, commaodaote em ,mericin, fr,0cea e italiana, basteadas natoral
ohtifj f4e mocmjc 7ic#ac 5 ^iinmuar **n man im. >-.
PAR1E OFFIQAL
IINUTEIUIO Bi fiUERIU.
Decreto n. 4,(31 de 28 de atrro di 1868.
Crea ama meaiba le mrito para os que se das-
tinguirem por bravura em qoaiqaer aegio de
guerra. 5 <
Querendo dar ooia publica demonstrarlo do
qaanto aprecio o valor das pragas que fazem par-
te das torgas em op?rac5es contra o governo do
Paraguay, bel por bem enlorisar o marechal do
ebefe das mesaus torgas, a conceder, em mea im
-erial neme, cma medalha de mente, aos que dai-
i se mostrarem digna) pela sua bravura em qial-
qner acgo de goerra, refculando'-sa pelas instroc-
goes que com esta baliamv aigoadas per Joao
Lustosa da Caoba I'rana;u, de meo eoasetho,
ministro e secretario de estado dos negocias da
goerra, qoe assim o teoba entendido e faca
cotar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 28 de marco de
1868, 47 da iodepeodeoc'a e do imperio. -Com a
rubrica de S. M. o Imperador.Joo Lustosa da
Cunha Paranogu.
mente nos respectivos consolados. O fumo, qoe
sobria o palacio do dictador Lope?, tocado por va*
ras bombas de nossa esqoadnlba, algumas das
qoaes cabiram tambera no arsenal, indicava qfoe
aquelles doos edificios sollri m serios estragos.
Declara o capfio de mar e goerra Delpblm ter
visto apeoas os vapores loinaigos Paraouaye Rio
Iostrocc5es qoe acompanbam o decreto datado de
hoje.coocedendo ama medalha de mrito as pra-
cas qoe, perten&iudo as forjas em operacoes
contra o governo doParagoay, se dastinguirem
em qoaiqaer acgo de guerra.
Art. i.* A mea alba sera' conforme e desenbo
junto, de brome, e pendente ao peito esqoerdo por '
cma fita de doos dedos de largora e de tres lis-
tras igaaes, escarale a do centro, e verde as ex-
tremas.
Art. 2.* A medalha sera' (goal para todos os in-
divides galardoades, sera distioccao de postos.
Art. 3. A medalha sera' conferida pelo com
mandante em chelo das torcas em operacoes, lo-
go depols de qoalciaer feito de bravura e a seo
jQiro.
Art. 4.' O individuo agraciado com a medalha
de mrito tera' na Sia tantos passadores da prata
qaantas forem s vetes em que tiver sido galar-
doado com a mesma medalha ; em cada passador
bavera' inscripta a poca do feito meritorio.
Art. 5." Os nomes dos agraciados sera publica-
do- em ordem do da do exercito, com declaracSo
das vezes em qoe tiverem sido remunerados cora
a medalha.
Art. 6.a A medalha, fila e passadores serio for-
necidos pelo governo imperial.
Os agraciados lectber um Malo assignado
pelo com mandante em ebefe ds forras em ope-
racoes.
Palacio do Rio di Janeiro, em 28 de marro de
SS.Jjj Luslosa da Cunha Paranagu.
Commando em che-fe de todas as torcas brasilei-
ras, e interino dos exerritos ailiados em operacoes
contra o eoverno do Paraguay. Quariel general
em Tuyo Co, 2 de marco de 1868.
Illm. e Exm. Sr.~-Mals om feito glorioso de nos-
sas armas teobo a salisfaco de levar ao conheci-
mento do governo imperial; no ponto fortificado
de Luir-H-s tremola desde o dia 27 de fevereiro
fijdo a bandeira brasileira, toando por meio de
urna operacio exeeulada por ama torca de infanta-
ria e cavaliaria do nosso 1 corpo de ex-rcin, e
auxiliada pelo rio por tres encoaracados da esqua-
drilha da vanguarda ao mando do capita.) de mar
o goarra n-!';n Carlos de Cirvalho, secundo a
p.rte que mquella data me M dada pelo marechal [ J^TS MM de" ma'is
fle cPVteWHo i* o.r-.rt.u no^ro: ^Iga^,%?K9reMo ?oVa
Combiaado o assalto por este general com aqoM- :nmlo,f ^h,S,*, a n0,enrt,
te commandaute, oa manbia do referido dia s 10
horas descerara os encooracados a bombardear o
mencionado ponto, e, passaodo s 2 boras da tarde
a nossa navaliarla a ponte de Cairaboc, levando os
cavallos dextra, acbaado-se pouco depois fren'e
das trincbelras defandidas apenas por 200 borneas
pouco mais oo menos, qoe, descarregando as armas,
abandonaran! o forte onde qoasi sem resistencia
entroo toda a nossa forca de c2vallaria e infama-
ra, sem que o Inimigo podes-e ser perseguido oa
fuga pelos obstculos a vencer de Innmeros abati-
zes, bocas de lobo, extensos e profundos banhados.
Nao temos felizmente a lamentar a p -ida de
urna so vida, deixaodo o iaimlgo Ires mortos por
metraiha de bordo, e ferramenta de sapadores.
Foram as triocheiras arrazada?, os raoohos quei-
madose mutillsados os abalizas, tapaodo-se as bo-
cas do lobo.
Toda a nossa forca de es vallara e infantaria
partou-se cora dig'iidadc, assim se exprime em
sua parte o general da aegao, distioguiDdo se os
tenentes-coronais commanlantes Antonio Tiborcio
Ferrera de Sirtua e Vasco Antonio da Fontoora
Chaoaoeco, bem cemo o capitio do 1G" batalbo de
infantaria Aatouio Lopes Castello Braaco da Silva
Soorinbo.
Deu= gusrde a V. ExcIl!m. e Exm. Sr. corsi-
Ibeiro Joo Lustosn da Caoba Paranagn, m m-iro
e secretario da eslado dos negocios da guerra.
Mrquez de Caxias.
tt6' | Blanco, mas ambae-a pique; eoem assim ter adqoi
ride a certeza de estar a cidade fracamenta defen-
dida e ser fcil o seo ataqoe e oceopacao por um
desembarque de torcas em Santo Antonio, cerca de
tres leguas abaixo dalla.
A esqoadrilha voltou ao seu posto no Tayi, tendo
apenas recebido descargas de futilaria junto a' fox
do Teblqoary, por emboscadas paraguayas, qoe fu-
pirara aos primeiros tiros de metraiba feitos pelos
losos vapores.
Nada tem faltado ao foracimento da Ootilha,
pois queura comblo de 170 carretas esta'em cons-
tante actividade, enndozindo todas as monic5es do
Passu da Patria e Toyoty.
Devo tambem levar ao conhecimento de V. Etcl
qoe Laurelles, qoe o inlmigo tornara formidave
pelos fossos e moralbas deque o cercara, teodo sido
atacado por torcas nossas ao mando da marechal
Victorino, cabio em nosso poder, tendo vergonbo-
sament fagido seus defensores, por esperarem sem
duvida a mesma sorte qoe bavlam tldo os do forte
Estabelecimeuto. Laurelles boje om moolao de
ruina?.
Anda mals, oioimlgo havia levantado orna forti-
Ocacao que denominara Novo Estabeleclmento, jns-
Umeote em frente ao aotigo posto Timb, e dabi
bavia elle feto moito fogo contra os navios da es-
qaadrilha qoe passaram o Hamalta'; differentes
bombardeios nossos a a Innandacao acabarara com
esse ponto de apoio do ioimlgo, e a oossa esquadri-
lha bloqoa a foz do rio Teblqoary, evitando assim
a passagem ainda qoe boje difficillima de alguno
charqoe para o Homaita'.
A esqoadra encouragada jooton mais urna gloria
a's mollas que possoe, e que altamente a rocom-
manda a' ttratido do palx.
Na madrugada do dia 2 do correte mez foram
dous de seos vasos, o Lima Barros e o Cabral, as
saltados por orna forca toimlga composta de 1,200
bomens escolbi los d entre os mais fortes e corajo-
sos, pelo proprio dictador Loper, e que quasi n?,
armados de espadas e de granadas de mo, vieram
em canoas jusgidas as dua?, tendo na proa rama-
gens fixas para serem consideradas camalotes, sto
porcSes de terreno arrancadas pela innunda^ao e
levadas pela ccrrenlesa do rio.
Por Instantes oceuparam elles o convez dos don
vapores, mas tai fot o topeto e denodo de seas ce m
mandantes, ofJBciaes e tripolaco -s repellindo o ata-
que, tal a presteza com qoe o vicealmirante baro
de Iotnma faz sospender o vapor em que se acba-
va e os outros, tao grande a pericia com qae fe
executaram a* manobras que por elle foram orde-
nadas, qoe as aguas do rio Paraguay em breve se
"s de 400 cadveres
assattaotes oa mals
completa debandada, e pereceado muitosdelles as
agaas.
A nossa metraiba raetteu a pique" qnasi todas as
cacis que vieram cooduziodo os de?gracado3 sol-
dados do dictador Lpez, que, por assim dizer,
marchayam pessoidos do aaior fanatismo a om
soietdio certo.
No dia 3 entendeu o vice-almiraote barao de In-
hima, dever ordenar que dous vapores de madei-
ra da segunda grande diviso qoe, como V. Exc.
sabe, esta' em urut, viessem jantar-se aos en-
couracados. passaodo durante a noite o Curopaity.
Foram os vapores Mag e Bebertbe a quera conbe
to honrosa empreza, que execotaram com a maior
felicidade, recebtodo os tiros da fortaleza qae,
compre dizer, ja' nao a mesma de 15 de agosto
do mino prximo passado.
Um dos Gos que o almirante teve em vista foi
reforc' a esquadra encoorjada, eroquanto om
dos seas vasos repsrava avarias consideraveis que
recebera no combate. V. Exc. vera' todos esses
feitos esplendidos detalbadamenta narrados as par
tes q'ie o vice-almirante baro de I ibaraa remeta
nesia data ao Sr. ministro da m'.rinba.
Der.s guarde a V. ExcIllm. e Exm- Sr. conse
Iheiro Joo Lostosa da Caoba Paraoagoa', mioistro
e secretario de estado dos negocios da guerra.
Marauez de Caxias.
Commando em obela de todas as torcas brasilei-
raj e interino dos exercilos alliados em eperagoes
contra o governo do Paraguay. Quartel general em
Tayu-Ca, ti de margo de 1808.
Illm. e Exm. Sr.fioraegarei este meo offlcio
por cfl'recer conslderago de V. Exc. as razSes
que tive.-e as qoaes me fundei para, depois do as-
saito e destruigo do forte denominado E-tabel9-
cimento, no da 1!) do mez prximo passado, nao
o oceupar militar permanentemente. Se a diviso
destacada de no-*. esqoadra encooragada nao ti-
v ;;e levado a etTeito a passagem de Humaita, co-
mo aconteceu com boora sua e gloria para a m-
eso, ter se bi* toraido necessario qus o sitio em
qae tenbo jollocadoo iniroleose eslrellasse, Bcan-
do fechadas as comraonleacoes por esse ponto, o
que dos dispensara de termos no Tayi a torga qoe
l exista, visto .corno a nossa lioba diralnn'a d9
extenso. Mis dede qae a flotilba, Dassaodo o Ha
mait, foi undeat em frente do Tayi, occopar o
Eotibeleciment seria enfraqoeeer essa liaba, ti-
rando delta as torgas precisas para a occopagio,
quanto mais que nao bavia pelo masmo motivo ra-
zo da ser para til oceupago.
Era mioba ultima coramnolcago a V. Exc. dis-
so eu ter-ma eot?odido com o capllo de mar o
guerra DelGm Carlos da Camlbo, oo Tayi; dando
jne miohas ordeos e lostrncgSes para segnlr cora
(res vaporas at a Assampro ; agora compre-me
levar ao cooheclmeoto de V. Exc. o xito dessa
expedigo, e as ci -camstancias qoe o acompauha-
ram.
Com eeito, o referido capitio de mar e goerra
De'.fim levaifdo o eo'cooragados Baha, Barroso o
o monitor Rio-Grande, cojas guarnidas maodet re-
orgar eom 100 hmens de infantaria, seglo no
dia 20 do referido mez de fevereiro, e logo no da
21 ara poaco seloia da foz do rio Tablqaary, a do
lado do Chaco encontrn aquella ebefe os depositas
de qae o tuimigo abasteca o seo-exercito pelo Tim-
b e Humana, tendo mandado activar com as oos-
sas bambas o incendio o-lies aleado pelo mesma
iniraigo approx maco da esquadrilha.
Dea esta caga ao vapor aviso Ptrabbe qoe all
se acbava de vjgia, mas qae se p le escapar pela
velocid^de de sua marcha, apoderando-se a esqua-
drilha do patacho AngeUco qae aquella vapor re-
boeava e tevede ibaodonar, ao qnal a mandou
laqgar logo depois dse ter tirado as munigoes Ae
boca da qae se ai:bava carregado.
A esquadrilha ara tea trajelo foi destmindoo
telegrapho elctrico qae passava ||aj povoag^s
da margeno abandonada, teodo se laugado ao rio
tima pega de artllharla de calibre 24, montada em
carreta de campaoba com soas perteBgas, bem
assim ;dous- carros mnebegos qoe fortm encon-
trados em Villa-franca, tendo tido o raesmo de-tmo
algumas earretilbas achadas id diBereatas guar-
das oa postos.
ua (randa qoiotidade de gado encontrado |t
Villa Franca manden o capitio de mar a guerra
Delfim arrebanh.r 130 carnetros, qae fez destiM>atr
pelos raoebos dai equipageos dos vapores so seq 1
eomaorodo, te o rree>aldo todas sanw f*
Mestre, Angosto de Sooza Calmarte*.
Bordo do vapor Brasil, do porlo BMsiarlo, em 1
de margo de 1868.Baro d hihauma, ensarnan-
danle em ebefe.
Commando da diviso avaoead da esqoadra em
operagois contra o governo do Paraguay.-Bordo
do encooragado Brhia no Tayi, 20 de fevereiro de
1888.
Illm. e Exm. Sr.Com a noaior satisfagao qoe
pode ter om militar qoe se a.cb possoido do grato
sentimento do dever, cumpriodo o airavs de todos
os obstculos, vou participar a V. Ext. as clrcams-
taacias mais iclaveis da operaco sWallsada bontem
pela diviso avancada, cojos destinos V. Exc. faz a
bonra de confiar me. Has, em primeiro lugar, de-
vo felicitar a V. Exc. e i esqoadra brasilaira pela
protecpfio divina, que aindaniraa vez neafl gloriosa
joroaaja reveloo se fio grande em favor, da santa
causa qae sustentamos contra o nosso feroz inl-
migo I
Com effsito, acc canal estreito, tortuoso, obstrui-
do por fortes correntes atravessadas de ama i nu-
tra margera, prenhe de machinas infernaes e do-
minado por orna barrinca ericada de caoboes de
grosso calibre, pareciam conslitalr o Hqmalt em
om passo iovencivel pela acgo isolada da qoaiqaer
esqoadra.
Um disttncto ofSclal da marioha francesa, Mr.
Moocbez, eraittira al a opiaio de qae esta fortlfJ-
eago fechava bermeiicamente o rio Paraguay, e
moitcs orgaos imporiaotes da imprensa europea ba-
viam-se manifestado no mesroo sentido.
Desde o dia 13 de agosto do auno prximo pas-
sado a esqoadra encouragada tratava de des-
irair os obstaealos que aili eocootrra depois da
passagem da Coropaity; conseguto oeste empeobo
melter a pique as embarcares qoe sastentavam o
seio das pesadas aorreates. Todos os espirltos pa-
reciam preoccopaios na esqoadra, procurando um
meio de as romper, qoaod o as aguas do Paraguay
eomegaram a crescer e ao masmo lempo as do Pa-
ran. O nivel do Paragmy soblo como de oito
ps. Era orna changada haver agua bastante so
bre o seio das correles para os navios de menor
calado da esqoadra ; e V. Exc. parece ter sido ios-
pirado decidiodo se a aproveitar a opporloaidade
aioda qoe problemtica. S com os tres monito-
res ltimamente eoeorporados i esqoadra nao era
a operacao pratcavel, e foi aioda com o mais ele-
vado criterio que V. Exc. desigoou tres navios da
esquadra para serem os matelots dos pequeos mo-
nitores.
O Baha, o Tamandar e o Barroso foram os
navios sobre qoe recabio to lovejavel escolba, e
deao dir lo aqoi qae desde qae rae pox i testa
dalles encootrei em seas commaodaotes, offlciaes
e gaarolgo em geral a mais decidida boa venta-
da, e o mals ardente enthosiasmo pelo glorioso
destino qae se Ibes ac-nivj, ja nao se perserntava
se baverla agoa suGOcieote para os navios desig-
nados.
u empenno de todos era provar materialmente a
natoreza e loteosidade da resistencia, qoaiqaer
qae ella fosse, e qoe podesse se apreseniar ante
nos.
Na tarde de 18 cada monitor prornrava o cos-
tado de bombordo do seo matelot, afira de-*egul-
rem os se s navios de doos era doos, conforma V.
Exc. bavia disposto. A ordem de marcha era a
seguinte : o Barroso com o monitor Rio Grande
na testa da liaba, o Baha com o Alagis oo cen-
tro, e o Tiiman-tor com o Para na retaguarda.
A diviso achava-se fuodeada ao porto E Islario.
A' meia-ooite suspeodea e segulo a passar Hu-
mana, o qoe se dovia effictoar pooco-depois das 1
horas e antes de na-cer a la, mas o mo rc vareo
de-tJ navio Dito par s 3 1/1 boras. A'i 3 e 35 raiootos j todas as
bateras iolmigas coovergiam os seus fogos sobre
o Barroso e o Rio Grande. Pareca qaa aquellas
navios lam ser esnsgados pelos projectis.
A's 3 horas e SO minutos o Barroso langava ao
ar nm fogueta, slgnal de que traba transposto
vremente as correles. Ja o Baha e o Taman-
dar estavam debaixo do fogo das baterias; o fl.u-
hia, porm, goveroava tao mal com o seu lame de
combate e reboque do Alagos, que s a declso
firme em que eslavaraos fazia-ma avaogar.
Qooseguimos aoal transor as correntes e nes-
se momento, debaixo do troar dos emboes inimi-
gos e quaodo elavavam se vivas estrepitosos em
todos os navios, ama cootrariedade terrivel velo
de Carvalbo, capitio
danta da diviso.
da mar e goerra, eomman-
Bordo do monitor Alagas, at Tayi, 20 da feve-
reiro de 1868.
llim. Sr.Viva a nacao brasilaira I Viva S. M.
imperador I Viva a familia imperial! Viva 8.
Exc. o Sr. almirante baro de Inhama t Viva o
Illm. Sr. ebefe da diviso avaoead i da esqoadra.
O monitor Alagan, oo meo omraantdo e porten
eente a' diviso *ob as dignas ordeos de V. S., for-
(00 Homait, em pleno dia.
B' sob as impres5os da mais viv, alegra, do
mais santo orgalho, que voa dar coma a V* S. com
a precisa njinocosldade das occarrencias que se
deraa a atea bordo.
Aoj 10 minutos do da 19,' estaodo este monitor
torteaenle atracado >-o encouragulo Bahta, suspen-
den do porto Clisiario, e segaia aguas cima sob
prximo a' aresla superior e carregoa com toda *
tabica que a eobrfa.
Em ama das facas planas o projeelil racboa a
couraga no sentido vertical deide a aresta superior
al um tergo da chapa e estragan a tabiea corres-
pondente.
As chapas da tnrre estiro mais oo menos allaidas,
destocadas e radiadas, e o parafasos, os saltaram
e ootros quebrara as canecas ; o madeiramenlo
qae serve de colcii.io i coorac>da torre, bem como
as corvas de ferro qoe abraeam nos angolos a ca-
berla e oebapeamento.
O forte peo fixo oa sobreqnha, e ao redor do
qnal gyra a torre, ficot rachado na duas faces ca-
vadas na direcgo da qoiiba ; as raetaas sao muito
sllenles, verlicaes e acompaonam a base borison-
tal do peo.
No costado a EB foi atraveasad a primeira eba-
pa proaimo a' roda de proa, e o proyectil fleo an-
as ina^acties do pralico Samugo Oraeise, na pdpa eravt(lo ea ^^.^ Bi 9titnm 3gUDlU e
do Bmvuo. Al hora eocalboo e arrebeour.m^ Hrceir, c.,.pas ^J ^ VaCTavlsnYas por
os cataos de rtl-oqae. a's 2 boras desencalboo, pas- duas D4|as UmDem jiravessaram a tablea, aa-
soo-w oovos viradacas de reboque a coot.aooo a ^^ peo^eoovz no lugar em que este se me
sua derrota atracado a Baha. As 3 horaspassoa aquella.
jnnlar-se crise era que nos aehavaraos ; os cabos
vI3YISTI:BIO da mirimbia
NOTICIAS DA ESQUADRA.
Coaraando era chafe da torga naval do Brasil em
operagSes crnlra o governo do Paraguay.Bordo
do vapor Brasil, no porto Esiario, 1 de margo da
1868.
Illm. e Exm. Sr.Nis partas juntas por copia,
qae foram enviadas pelo capito de mar e guerra
Uelphira Carlos de Carvalho, commandante da di-
viso avaogada, encontrar V. Ex?., contraalo,
b rn a moito detalbadamente descripto, todo qaaoto
eu disse oo mea offlcio da 23 do mez passado so
bre a gloriosa passagem de llura ait por aquella
diviso.
Apresemo a V. Exc. orna relago das diversas
pragas recommeodadas oesta occasio por seos che-
fes e coramandantes, e bem assim a dos foridos,
afim de qaa posea o governo imperial tomar na eoo-
sideragao qoe Ihe aproaver seas reconbecidos ser-
vir.-,?.
Deas guarde a V. ExcIllm. e Exm. Sr. con-
salheiro Dr. Afonsa Celso de Assis Figueireio, mi-
ni-fo e secretarlo de estado dos negocios da ma-
rioha.Baro de lahaoma, comraaodaote em ebefe.
Rea0o das pracas recommeniadas pelos eomman-
danles dos navios da lerceira diviso da esqua-
mdra.
Pelo commandante do vapor Baha :
' Macbioista de lerceira classe, serviodo de pri
ef o, Floreoclo deAionida. iS9 "3
Palo coramaodaote do vapor lamandar :
Macbioista de primelra classe, Joo Madeira da
Pooseca.
Hacbinistas, Igoaeie Jos Pereira e Manoel Jos
Ferreira Bjptista.
Gaardio, servinio de mestre, Francisco Ferrei-
ra Mootelro.
Cabo de imperiaes marinhairos, Jos Polycarpo
de Sooza.
Imperiaes de primelra classe, Ismael Gomes e
Alexaodre Jos da Silva.
Dito d segonla dita, Joo 9a Luz.
Pelo commandante do vapor Barroso :
Primeiro macbioista, segundo tente graduado
Joaqom Janario da Silva.
Macbinistas, Jerooymo Daarte Rodrigues e Cy-
prlaoo de Agolar Gamioi.
Carpioteiro, Antooio Dias dos Santos.
Guardio, Manoel da Las.
Cabos de imperial marlnbnlroi, Raymando-No-
nato de Cf rvalho e Felippe de Santiago.
Pelo eomraandaote do monitor Para :
Mestre, Jos Alvos da Fonseca.
Imperiaes da ptimeira classa, Emvgdio Mamede
Vielra e Jos Francisco dos Santos.
Dito da lerceira dita, Zefertoo Jos dos Santos.
Pelo commandante da moottor Alagos :
Mestre, Manoel Joaqom de Santa Anna.
Primeiro raaebioista, Joio Fernandos Goocalves.
Segundo dito, Manoel Ferrar.
Cabo de imperiaes roariabelros, Anflr Gandido
Imperiaes de primeira classe, Loix Jos di Mt>-
raes e Claudio Apolmano. *
Pelo commandante do monitor Rio-Grandt:
Primeiro Maehinlst, Jobo Leddell.
Segando dito, oSo miebado Nuoes.
da reboqoe do Alagos acabavara de ser cortados
pelas balas ioimlgas, e este morntor de-goveroado
ia peU agoa abaixo seodo imposslvel busc^-lo.
Conscio, porm, da qae o seu bravo commandinte
podsria com a sua machina orientar se de modo a
eocorporar-se 4 e.-quadra de protaego, caso oo
podesse mais alcaugar me, segu avante sem elie.
Paucos minutos depois o Tamandar, vencando
Igualmente todos os obstculos, laogava o terceiro
loguale.
A's & boras e 50 minutos a diviso avangada,
excepto o Alagos, acbava-se cima de Hamait e
fra iio alcance dos seus eauhes.
O Alaqons, norra, Investa de novo o passo, e
aioda tendo soffndo om desarranjo na machina
retroceden segunda vez. para de novo investir a
soberba tortiBeago, como fez cum herosmo. Or-
denei ao Barroso que continuasse a s-guir a toda
a lorca aguas cima, e fosse destruindo o qaa en-
contrarse do ioimlgo, e me cooservei coa pouca
marcha, esperando a todo o momelo o Alagos,
sobre o quai seotla fazer o ioimuo fogo.
A's 6 boras j o Barroso forcava a batsria do
Timb, assestada margem do rio do lado do Cha-
co. A's 7 i/2 boras ebegaei a esta batana, onde
cootei 12 boceas de fogo de grosso calibre e onde
alguos navios soffreram aioda mais que em Ha
mait; forcei-a, e pouco cima della percebi qae
o Alagos a vinha tranpondo. Voltel aguas abii-
xo itira de protege lo, mas j' o eocootrei llvre de
perigo e da abordagem que o ioimjgo teve a loaea
prateogo de dar-lha com algumas candas.
Ao meio dia aebava-se toda a diviso qaa ma foi
confiada fuodeada no parto do Tayi, onde o 1.
corpo do exercito Imperial, sob o commando do
Exm. Sr. marechal de campo Victorino, recebeu-a
cora as mals eothusiasticas ovagSes I
Eslava, pols, realizado o sublime plano concebi-
do por V. Exc.; mas tres oavios acbavam-se ido-
Misados : o Tamandar, o Pa,r e o Alagos, os
quaes maodei eocalhar immediaiameale afim de
oo sossofararem.-
03 coramandantes qoe teoho a fortuna da ter
sob miohas ordeos excederam a todo o elogio qae
eu podesse fazer-lhes. Meaeionand> aqai os seos
nema?, recoramenda a V. Exe. e aprsenlo ao paiz
seis bravos dignos de toda a consideragao do go-
verno Imperial e da patria. Sao elles os Srs. ea-
pilo de fragata G-ollherma Jos Pereira dos San-
tos, commandante do Baha, oapites-lenaotes Au-
gusto Cesar Pires de Miranda, commandante ao
Tamandir, Artbur Silvelra da Molla, eomman
dante do Barroso, 1" tenentes Castodlo Jos de
Mello, commandante do Para, Aotoeio Joaquina,
commandante do Ro Grande, e Joaqom Antonio
Ct.Tdovil Maurity, commandante do Alagos; este
ultimo offlcial ante os desastres qaa Iba sobrevie-
pelo navio amirante. e ja' o inimigo falla vivo fo-
go de ariilbaria. fozilarh, (ogaetes e aceodia f>
gnetris. A's 3 boras e 25 minutos moolou a ponta
de paira do Homait, e ?nresaoioa-se s baleras
mimigas. a's 3 boras e 33 minuto.-, ao traospr as
grossas correntes, forana cortados os cabos de re-
boque pelas balas; o monitor desgoTerooo e virn
aguas abaixo, conseguindo orientar ee s alem da
primelra diviso da esqoadra.
Aproado de novo ao sea deslino, seguio al
montar pela segunda vez a pona de pedras, abal-
roando no trajelo o encooraca3o H'rval. Justa-
mente no ponto da convergencia dos tiros da grao-
de ba|eria, barbeta de pedras, com a casam^tada
de Londres, desgoveroou, virando agaas abaixo
al prvximo a' 1* diviso.
Pela terceira vez investa aproando ao Chaco e
desRoveroando como oo principia Dapots de moito
ditli ;ii'ii'.'D!; atontados os redomoiohos das ponas
de pedras a do Cu -so, mal foi marchaodo at as
cacis. A's 5 boras e 13 minutos eslava aproado
igreja de Humana, e pnropto a romper as mmeo-
sas barreiras de f:rro com a soa comitiva de tor-
pedos, qoe oesse lug gara a margem, quaodo repentinamente pararam
as machinas em conseqnencia de urna avarla. A
correnteza do rio apoderou-se do navio e o car-
regoa em 10 minutos quasi a encontrar a ponta de
pedras.
O loimigo, aproveitaclo o dia claro e a ioacgo
do monitor, fez esforcos extremos para meit lo a
pique euro sua grossa e poderosa ariilbaria. Feliz-
mente, porn, aavaria foirap daraente reparada, e
pela qearia vez invest e passei. Deixava, pela po-
pa, derrotadas as formdaves forilficagoes de Hu-
mana l E seus canbss, debalde, diriglam os Diu-
rnos tiro? I A's 6 horas e 30 miootos perdea-se de
vista a igreja. Cootinooo a navegago, sem avistar
navio,.algam pela proa e pela [Opa, bombardeando
as migeos niooigas cobertas de gado, rebaobado
por numero avuliado de geota de ca val aria.
A's horas e 2' minlos vio-sa pela proa do lado
$o Chipo nena barranca fortificada. Nova lula se
empenbou e mais de quarenta projectis de forte ca-
libre Vieram ainda despedagar-se de encontr a'
torre costado de^e encouragada. A resposla toi
prompta e vigorosa, empregando contra e ioimlgo
bombas e lmemelas; vendo, porem, elle qoe na-
da fazM com sua artilbaria, e que ja' me acbava
no travs de sua batera, exped) ama esquadrilha
de mais da vinte chalanas carregadas de gente, qae
laccoaimelUu este monitor pela pit e palos dous
tardos. AGaeira fanatismo; Icracora e desespero!
Apsar* da "penca marcha que Ifvava e da im
possibhdade di fuucci jnar a macnina a iouo u vi-
por, fo vsnl^isaments des'rogado e castigada es-
se bando de selvagens, consegohado melter a pique
seis chalanas, tres com ehoques do ariete e tres
com tiros de metraiha, e desbaratando os com vivo
e animado toga de fucilara e ariilbaria.
As outras chalanas passaram encostadas aos
'lados e tentaram debalde prgeota ooconvs, mas
,oi6 poderara sequer atracar. Desengaados e
disimados, deixaram cahir aguas abaixo atamarem
sus barranca, pfrsegailos por fogo mortfera e te
-naz d fazaria e metraiha. Essa horda da abor-
dadoras era pela maior parle composta de bomens
us e indios armados de langas, espadas, macha-
dos, envinas, arcos e Dichas.
As |0 horas a 15 raioo'.os montava a fortficagao
do Tib, appareceodo a vista pela proa o eocou
ragad Balda.
As 10 boras e 50 minutos montava Laureles
bombirdeaodo o e metraibando o convenieniemen
te; v)a-se pela proa as barrancas do Tayi, onde
ireradava a bandeira brasileira, e jante a ella3
estavam fuodeados es encouragados Barroso, la
mandar, Rio-Grande, Para e Baftia, com a insignia
de V.S.
Aomeiodia dava fuodo este mcnitor encostado
baraoca pela pii do Baha.
O eomprtaraenio desta guvarnigo foi digno da
causa que deiende. O mea bravo e intelligeote
immediatc, o?l>tenente Miguel Ribeiro Lisboa, por-
tou-sa com aquella digoilacia e calma de que mais
de araa vez tem dalo provas nesta goerra; duran-
te as passagens de Homait, Timb e Laureles
constrvou-se na torre dirgiodo a artilharia com
vantag^ra cacarlo; por occasio da abordagom
salioc no coovs cora urna espinguarda-revolver,
Na quarta chapa ama bala bateo na aresta, qae-
broa-a, segtno em ebeio pela tabica era toda a soa
espessnra e separfo-a, de sorta que a balas da se-
gunda e tereeira chapas, e da quarta estabeleceram
urna secgo tal na tabica qoe ficoa levantada, deseo-
cavlihada e destocada oa extenso de tres bracas.
Na primaira chapa da r do mesmo lado, orna
bala perfumo a cooraga prximo aresla soperior,
e airavessoa a madeira sanando pela joocgo da la
bica ao convi.
A BB foi a tabica atravessada em sele partes: a
conraga tem grande numero de mossas regulares, e
urna de 3 1/4 pollegadas, que rachoo a segunda
chapa de vaote para r em lo ia a sua espessnra.
Era geral tedas as chapas em que foram embre-
gados projectis de forte calibre ficaram allaidas, se
pira as ornas das outras, da l a 1 X pollegada, e
racbadas, algomas quebradas, e toco toradas e
atravessadas cima do lome d'agoa.
A esc itilha do fogo fot destruida com o seo com-
petente xadrez por ama bomba de morieiro que re-
beotoo em cima, e laocau para acoberta muitos es-
lilbagos que fariram a cinco pragas.
Os mastros que trazia os amarrados a BB foram
cortados, assim como os escalares, seodo om delles
reduzdo a pedaciohos de taboa, e oulro muito es-
tragado.
Q latro balas ricochetaraa o convi, que ficoa
lascado oesses logares.
A cbamio e o canudo do vapor foram atravessa-
das por moitos projectis e quasi destruidos. Depois
dos combates, o convi ficoa janeado de estilbagos
de madeira, de ferro, balas inteiras, pedagos de
caaraga e saceos de ara e carvo das triocheiras
revolvidos e despedagados.
Sao estes os estragos e avarias maissaiienles que
soffreu o moo'tor.
O oavio faz i '-. a 2 pollegadas d'agoa per hora,
e precisa de senos e promptos reparos, porm, se
as circomstaocias da guerra eiUirem, \. le eoirar
em fogo no estado em que se acba.
Congratulo-ree com V. S. pelo feliz xito da em-
preza tao dignamente confiada a V. S.
Deas guarda a V. S.Illm. Sr. Delpbim Carlos
de Carvalho, capito de mar e guerra, commaodao
te da diviso avaogada da esqoadra em operagoas
contra o governo do P.>pguay.Joaquina Antonio
Cordovil Maurity, 1 lente commindaote.
Relago dos offl aes e pragas do monitor Alagos,
tondas e contusos no dia 19 do correte, quaodo
assava as forliflcagSes de Humali e Timb,
. ttue toram corados por mim no' rn>'smd1fia. "
Io tenante comroandable J >aqolm Antonio Cardo
vil MaoTliy, coatuso por estimagos de madeira no
tercio medio de ambas as pernas.
2teoeote imuediato Miguel Ribeiro Lisboa,
cootso na regio lombar esquerda por urna ca-
vilha.
2o machoista MadobI Ferraz, ferimento leve de
duas pollegadas de extenso cima do mamillo dl-
reito.
Pratico Santiago Or3eise, fenmeato leve no alto
da cabega por esti'bago.
Guardio Martlobo da Meodonga, ferimento leve
na curva do brago esquerdo com cootaso dos leu-
dos da parte interna do ante brago.
Imper al raarlnheiro de 1" classe Marlnhu Fer
reir, ferimento leve na regio malar esqoerda de
oito lionas, de extenso, com existencia de eslilhago
e extrago do mesmo.
Dito de 3J classe Hygloo Bernardo do Nascimen-
to, ferimeoto leve no dedo medio do p esquerdo e
oo largo superior da perna esquerda.
Ciaudino Apolinaric, ferido por bala de fuzil na
curva do brago direito, com orificios de sahida e
entrada.
Carvoelro Balduino Jos Francisca, ferimento le-
ve por estilhago na pescogo.
Bordo do monitor Alagoas, 19 de fevereiro de
18t8.-Dr. Manoel Simes Daltro e Silva, 2* el
rurgio.
INTERIOR
I reir dos Santo?, feridos em combale, 500 rs. da-
ros.
Aos soldados: do 1* baialblo de iofanUna Bay-
mnado do Bio Preto Francisco das Cbaias; do 13*
dito Antooio da Silva Gaimaraes; do 2S corpo de
voluntarios da patria Jos Manoel Feroaodes; do
33* dito Manoel Antonio Correa da Silva do 43-
dito Joio Jos* da Bocha Pita ; do 45 dilo Afeati-
nbo da Trlndade e Joo Pereira de Jess; do sol-
dado reformado Manosl Gonealves MarinJvasios
feridos emeombate, 40Ors. diarios a cada nm.
Ao ex-pratico da barra do Rio Grande do Sol
Joo Fernandos, que sa aeba ceg e valetudinario,
depois de qoasi 30 annos de boos servicos. 6001
annoae?. *^
Por cartas imperiaes da mesma data, foram na-
turalizado? os sabditos poTtogaezes Francisco Jos
Correa Qaioteila e Caetaoo da Silva Dala.
A peeso concedida a D. Bita Mara de Mella
Tainhnnm o a T Mana AoBOlica Tarobori. ir-
maas do majar'em coronisrto Sebastlao Cnrysog-
no de Mello Tamborlm, morto as llnbas avaoga-
da de T.yi, de 8if mensaes e nao de 5'tt como
por engao se poblicoa.


Por decretos de 25 do correte mez foram apo-
sentados, por achartm se inhabilitados para o ser
vico :
O chafe da seceso da thessnraria da Babia, Fran-
cisco Jos Martins Peona.
O Io escriturario Antonio Francisco de Agoiar
Cardoso
O3* dito Baldroino de Abren Baha Contre-
ras.
O offlcial-maior da secretaria Manoel Botelho
Carneiro de Mattos Goerra.
Os doos primeiros haviam requerido aposenia-
Joria.
Por decretos de 27 toram :
Removido para o logar de 2* eseriptoraro da
Ihesoararia do Amazonas o 2a oscriplararlo da> the-
souraria de Peroambeeo, Chnsiovo Saniiago da
IMveira.
Demittido o 2 escriptorario da Ihesoararia de
Pernambnco, Uignel da Puritlcagao Gomes.
Por avisos de 28 toram demitlidos :
O 3* escriptoario da tbesoorarla de Pernamboco
Joaquim Jos de Olala Tavares, e o praticante da
mesma reparllgo Nicolia Rodrigues da Coona.
O 3* escriptarario da tbesooraria da Babia Ma-
noel Jos Candido.
Por decretos de 28 do correte :
Ful exonerado do logar de membre effaetivo do
cooselbo naval o Cheto de esqoadra Joo Mara.
Waodenkolk, sendo nomeado director da escola
de marraba, em sobstilaigo ao ebefe de diviso
Francisco Pereira Floto.
Por avisos da mesma dala :
Foi exonerado do logar de encarregado doi
tal general da marioha o chefe de esqoadra Joo
Mara Waodenkolk, seodo sobslHodo pelo Cheto de
esquadra baro do Amazonas.
Foi nomeado o chefe de diviso Francisco Perei-
ra Pinto commandante da diviso naval em Mon-
tevideo, em substilnigo do capito de mar egoer-
ra Tneotonio Raymaodo de Brito, qus pidi dis-
pensa por doente.
Por decreto de 28 do correte foi nomeado con-
selbeiro de guerra, membro do conselho supremo
militar, o marechal de campo Alexaodre Gimes
Argolo Ferro; e os conselheiros de goerra os to-
gaas do mesmo conseibo supremo, marechaes de
campo Antonio Nooes de Agoiar e Maooel Antonio
da Fooseca Costa.
torteo Borneados :
Okcapito Ernesto Lopes Rodrigue?, major aja-
daore de ordena do commanffn superior da guarda
oacional dos monicpios da Atalaia e Pilar, da pro-
vincia das Alagoas.
O lente coronel Antonio Seraphico de Sooza
Ferraz,coronel commandante superior da guarda
nacional do municipio de Tacarato', da provincia,
de Pernamboco.
O teoente Pedro Simeo da Silva Braga, capitaa
qoarlel-mestre do commando superior da guarda
oaciooal dos municipios de O.inda e Igoarassn' da
provincia de Pernambuco.
Jos Mauricio de Lima, capito secretario geral
do commaodo soperlor da guarda nacional do mu-
nicipio do Aracaty, da provincia do Ceari.
Foram reformados :
O capito qaartel-mestre do commando superior
da guarda nacional dos municipios deOlinda e lgoi-
rassu', na provincia de Proambnco, Francisco das
Chazas Salgoeiro, no mesmo posto.
Raymaodo Antones de Oliveira, secretario geral
do commaodo soperior'da guarda Daciooal domo-
nlcipio do Aracaty, da provincia do Ciar, no mes-
mo posto. *
Coocedeo-se as honras:
De major, ao capito do 1 batalbo da guarda
nacional da provincia do Cear, Jos Varonel J3e-.
zerra de Albuqaerque.
1.* de abril.
**



r


#>-

am, distiogaio-se por ama tnexcedivel auJacire
sangua-frio.
Mas o numero dos bravos oo se limita ao nu-
mero dos commandantes, estende-se tambem a
todos os offlciaes e pragas qne liveram a tortuca
dirig) a detoza e matou a dousinimigos; foi leve-
mente ferido as costas.
O estro Manoel Joaquina deSani'Anna.-bomem
veloo, cansado e chelo de molestias; portou-se
cora bravura, saonuefrio, e desenvclvea muia
activada enHodas os aembatas.
O gaardio Marlinha Mendooga, qoe se acbava
prest para responder a consetoo^ da guarra, foi
solt na vespara do ataque, e durante elle tornouse
denodado; depois da ferido saltan no convs para
dfoider a abordagem com urna espingarda, pelo
que o julgo merecedor de perdo.,
O 1 macbmista Joo Fernandas Gongilve3 foi
incansavel, e vio-se s, por ter sido ferido logo no
principio da aegao o 2o raaehiota, trabalhau 12
horas eonsecativas debaixo da temperatura de i#
ceoecrados, reparando p'ompta e dedteadaraente
a avaria da machina em urna das circumsiaocias
mals cuicas em que me vi, com toda a cala e
distincgo.
O 2 machioista Manoel Ferraz foi gravemente
ferido por uro eslilhago de bala, no comego^do com-
bate,? at ahj conduzio-se cora disHacgo."1
Tatos os Imperiaes raarinheiros^-destacados a
bordo, sao dignos de loovor e toroara-f e salientes
os segoates: cabo Andr Candido, chefe de pega,
que som- om s tiro de metraiha mellen dua cha-
laoas a pique ; imperial da 1' classe Luiz Jos de
Monis, que muito ajudou-me no governo do navio,
e qu armado de espingarda tez fogo mortfero
sobra
coo
toridf por
A Wlentia, deoodo e boas indicagoes do p
Santisgo Orseise sao dignos de attengo doiroveroo
Imperial; sen logar foi quasi sempre o convi, pela
irapossibilidade da se dirigir o navio pelas seiieiras
da eisamata de goveroo, qne estavam tapadas por
estilbicos de pa e ferro tei levemente ferido na
cabega e as costas.
As circomstaocias criticar em que me achet, o
mo goveroo do monitor, caosado pela irregalarida
de de trabalho das mchicas, pela ooUe a principio.
RIO JANEIRO.
27 de marco de 1SGS.
Hontam. as 5 I[2 boras da manha, embarcaran;
no arsenal de marraba para a golela imperial SS.
AA- a Sra. princeza D. Isabel e seu ausasto espo-
so, e sagu'.ram para Mau, onde chegaram s 7
boras. ,
Suas altezas tomarara alii o trem de ferro que
os devia condazlr Raiz da Serra com deslino a
Petropolis.
Conforme noticiamos, foram langados ao mar,
Bontem s 3 horas da tarde, dos estaleiros da ilhi
das Cobras, o novo monitor Ceara', om batelo,
orna barcaga e om caixo para ora sino mergu-
Ihador. .
Assistiram ao acto Saa Magestade o Iroperaor,
acorapanhado dos seos semaoano?, e os Srs. mi-
nistros da marioha e da jostiga e offlciaes gene-
raes da armada. .
As dimeoses, machioas e artilharia do {cara
sao em ludo semelhantas s dos monitores anterior-
mente construidos naquelles estaleiros, e que ja
se acham reunidos a nossa esquadra em opera-
Hntem mesmo foi experimentada a machina
do novo monitor, a qoal foocciooon satisfactoria-
mente.
28
S. M- o imperador, acompanhado dos seos sema-
hantem, as 8
visitou o
provisorio
de tomar parte em to gloriosa jornada. A todov redom,ionos p,|,s diflcoldads e ardls qae o
1(111- *^^ i. w- Aan kilno dhrfrl.
pols, considero mais qae digoos dos elogios e loa
vares qae moreceram dos seas respectivos com
mandantes as partes especiaos juntas, qoe teobo
a boora de traosraiitir a V. Exc. em original.
Nao deixarei de pedir a ait-ragao de V. Exc. so-
I bre as palavras do commandante do Barroso a res-
pello do pralico qae dirigi sea navio, o (.* len-
te Fernando Eicb-barnc Este offlcial, qoe V.
Ese. bem conhece, com effeito digno da grail-
cio do pait e do goveroo imperial, pela saa bra-
vura e pela dedlcago com qae ser/re ba longos
annos nossa marioha.
Dens gaarde a V. Etc.Illm. e Exo. Sr. con-
selbeiro baro de lohama, vica-almiraal, com-
.maoante m chefe da esqoadra em operaose
J contra o governo do Paraguay.ftelpbim Carlos
inimigo oppanha e pelo choque das>ala, obnga
ratn-ma as occasias de mais apuro a estabelecer
o mea posto no coavz junto aKesConlha da cober
foi assim qna nm esUlba?od'e madeira grande,
. _-____^- ,- -vm unid" 'tile nar
depoi
maco,
Ao" melo-dla regresson Sua Msgeeiade, o desem-
bsrcoa no arsenal de marioha.
30- '
Por decretos de 28 do correte :
Foi nomeado offlcial da ordem da Rosa Joaqnim
Francisco do Espirito Santo, em attengo aos ser-
vago prestados oa provincia de Pernambuco, em
relagao a goerra actual.
Foram concedidas a? segulotes peosdes:
A D. ABni Florlnda de Araujo Coimbra, viuva
do capito de fragata Justloo Jos de Macedo Coim
bra, 1 1524 aunuaes, sem preipizo do monte pi,
S. M. o Imperador, acompaobado dos seos sema
oarios, visitou bontem as officioas de machinas do
arsenal de marioha, o dique imperial, o encoora-
gado Santa Cathartna, em constroeco oa ilha das
Cooras, a serrarla a vapor, os avisos Henriques
Dias, Felippc Gamarao, Vidal de Negreiros e Fer-
nanda Kifii'ii, e o monitor Cear, qoe se acha
airaeado a cabrea, afim de receber a torre.
Foram aposentado?, por se acbarem inhabilita-
dos parao servigo :
Por decretos de 26 do correte mez :
O offlcial da secretaria da ihesoararia de Serg^-
pe, Jos Joaqnim Moreira.
O tbesoureiro la ihesoararia do Rio Grande do
Norte, Jos Alexandra Seabra de Mello.
Por decretos de 28 :
O offlcial da secretaria da tbesoararia do Ce-ar,
Antonio Fellcio de Vasconcellos.
O offlcial da secretaria da ihesoararia do Para,
Francisco Pereira Gomes.
0 3* escriptarario da mesma thesonrarta, Joao
de Dos Mangos.
O choto de secgo da ihesoararia do Piaany,
Joaqaim de Lima e Castro.
Os tres primeiros fanccionarlos reqnereram apo-
seotadoria.
Para bordo do transporte Jfapietirti embarca-
ram bontem da manhaa, no arsenal de mar ana,
276 pragas, qae vo incorporarse ao nosso exerci-
to era operacoes.
S. M. o Imperador, acompaobado dos seos se-
manarios e do Sr. minisiro da goerra, assisiio ao
embarque, e visitn depois o navio.
de abril.
Por decreto de 26 de margo foi reformado o 1
crorgio do corpo de saude da armada Dr. Anto-
nio Pancracio de Lima Vasconcellos, na confoxau-
dade do Io da lei n. 646 de 31 de Jolbo de 1852,
percebendo 14 vigessfmas qnintas partes do res-
pectivo sold.
Por ootro de 27, mandon^se addicionar ao lem-
po de servlgo do-1* leoeote reformado Aooibal Jo-
s Ramos, 8 meses e 2a dias qae estaion com
aproveilamento Da escola militar.
-

*'.

2 S "m to?"a9 SSaSl^ -' S
eslava a meo lado.
Junto faco ebegar ismaos de V. S. relagao dos
feridos. O material soffren extraordinariamente,
mais de 200 balas cbacaram o navio em todos os
notidoa e delxaram mossas pateotes aa cooraga ci-
ma e abaixo do Inme d'agoa e no madelrameuio.
Qaasitodss as depress&es da,,torre as fa-es planas
a oa curva de menor espessnra sao do t, J J4 J
iouegdas, nesta aKa ama bala perfaroa iebapa le do
Magalhes Coimbra, at a maioridade destes
Ao tenenta do 42 corpo de volnnurlorda patria
Jos Marta Marques de Carvarao, ferido em comba-
te, 429 mensaes
SlAo
veira,
Aos
Ibaria
Foi elevada a cathegoria de secgao de batalhlo,
com tres compaohlas, ea deslgnago de 10 o
servigo da reserva, a secgo de companbia flo
mesmo servico, organisada no maotelpio ao a.
Bernardo, da provincia do Ceara'.
Escrevem-nos de ItagoTby em dala de *6 dopat*
sado:
t Tem aqoi grassado nma epidemia, que tas
alanos symptomas meselados de cholera e de feo*
amaralia, e o qo os medico* do logar dd tsm a-
bido diaguoaitoar. Ja tem feito nanitas yiciimaa aa
IIFCUFI
aanaa*
Ji^_

f

WM





Maan#
Eenlidor Ajff
tro mottido 'gaos tunprefado d*sa ep'de^ia. ^eai-me at SO
M
-san
MUM
-4
i 01 HERAMBUCO
n
JjoI fe basar *
Qvapaaj (f ira
t fcTni a de w
N"* tnha isbegadi
.Ihiro'Ai guerra, qq.
A^ paliciM roais mo
.as rub'!:i3 ft.-|p 0$
n
est nwtto.qaproad*..
dos pases .ardentafc...
Sj>rle Coi-te favoravel ?
mmo- espeje de provisoea, ate!
vendamos aos explora lores

RspMH, o ta rosto! que all tinham stias tojas.
m
OOlJifi .<*
.*.
keo/te ftt o.f, aosm Cjftri iSJdile...
o corrent*.
eahaa por do
cas dTnti.
or externo soj
*





Ai-ha-a n-se m-aj vo|j3 pifa senilores por t
-nas-G;res, os Sra. :
0-jnsaihlro Sil eir IjSI:................. 1093
Dio Doiniciano.......................... Mi
DiloOttoni......,.......................... 768
B-soa de Uiamaotina ....................... 68i
Frmaco atada 14 eotlecios era 771 elabores.
Lcraas do Diario do Povj :
< Sb a dinero do Sr. teneute Campos,
M'.VMK-few4M doFd* ir. S'vwrt, qrte ba merer
wf*ii)Um-se cesta cd le laculcandi- be agt-oie d >
-Tjfftws de Laod-es, e pretendenda estabelectr urna
nova ojlia aqui coui o Ululo de Iiuw brasileiroJ
* *'Apfiseuioa carias de crdito cuj otbeuttcl^
fl|ct"'bj" coit&ftada, e madi.'ntu as qaies sae-
<-0B elle v-ms %o .nlia,, sendo victima des*a rau-
oe a casa Wngm & O, que eu causa a apparece
rom,; i$pc:tas canra St-.wirt, i|ua duia tcr o gene-
'\:irt Jas Estados Uuidu.
re Marcas fjevelle tambera orna das
-afcEnsas^.'flessa aTentnreiro, pur Isso.que ulliina-
.irtci i/es;eo-.se do? colegios oaJe laccioaava
pirs cuidar di grande erapreta typ gfapa c,a
r t>'tt.T,rraacl6 aradou rsfjffaj e jactaa se de
po'Jer 'Oabv da i.jlicia d.> Brasil.
A. pVi .i.Ji Mtifin um pubc-bouse da roa
-. ManaeJ.
O .;,!i.bii re^a&Va sobra" Loadros 18 1(2 a
18 3i <.
O} J.ACI61W.S c$ vendiams a I3J30
A .'.I'iR.icja r^od.u do i' a 3l d.'pas alo
J,tt'-7'':9:0 r?.
St liio para P:'rna5Dt/cco no da 28 do passa-
i\\i iUbj poi lusuea fcfrj'iHrfc.
C iapor itigl'et Seine da.vu parfir ao (iia
Aco.;U.
S. l'i:i.J.
CaadnaMl 2 fuuc<-.i>nar a ass'icb'a provin-
ftil.
C P.vl b;5.n dinceiaoo, Cjtsqiant gachas-
s* Bfiiar dos feas oomsoJus, aioda < estiva
ce IMo livre de parteo.
Fji'fcera) no i 21 o ftptt% h 'norwio do
pigrelM J i* l'e iro de S.uvza, c.i*-Ij d'i aldeameBio
ue wms de iNacbdCbf, e a -i o A atolo
i >--(: do Moraes Papo, pessoa {oralojenle cjoccilua
i? Qjqaella c.dade.
Km Sarocal.a'(alie era timbjm o majjr Joa-
ijuioi t. areiro de Aluieida.
j .Amparo escrovcm ao Caireto Paulistano
e.u dd lo do passai.i:
Rs dia II Od-correal* aw, c* fazooda de D.
Ja^t::a liwlikrqnirtrtl Ceiar, viava do iaado Jcid
!bj Alve-i Amara:, to logar dcaoiniaad-i Vargioru',
leo-e o seguiole WUu :
c ii^Dao o fi'Ur a*ooei G>Des de Olivaba a-
z.!.du na cig'.rro, os eKfVoa qoo trubaioavaro no
ffiSi ivaiii, iraca obre elle e o malaraui i tDia-
O?. 'i-ixaQ-ibe o roslo lado mullalo.
c ; a;-a.-siun.- pvaiitr-um-M. O delegado proce-
co lO'Cgoi'nentl =to auto de corpo de delicio.
Ml.WS CE8AKS.
!).. Fu) P-rdi escrevem em dala de 9 de Janeiro
M Dtirt iU 3i*os :
* -ft-ve pelas turas da manhai bouve aqoi um
;ran:o tremor de t-rr, ac-jmpan'aado de nao pe-
O3M0 e-troodo.
. A? casas pareriam prestes a desabar, ( a-;ans
ildvs mal segaros cnegram acahir.
BAII\.
Tov-ii no Prt5, biu vtagora de FilTioaih para
ii fctu de Janeiro, o apar brasileiro Venador.
__ O cambio regoiava : sibra Loaires 20 l| a
2!) 3i8 fl s.bre Pars 47 rs, stbre Porlagat 180
por canto.
Sabio para
GarqLduiO.
satisfao da tua feliz ebegada; ea te-
reitou S8 o v aba ms copos. AValpute
sua esposa aceraraante de Bapbad,-e este
corjaegeu assirn :
Deves recordar-te, Fiancuco, da ds-
oosqo de espiriio ta qae ea me acbava
qiMDda me acompanbaste- a M*dt do pa-
[aqneie. Oemortii-ine em 'Loodres alguns
da.*, pascando a raaior parte do teapo as-
tentado no mea quarto com a cacee entre
is ruaos a! ao dia em que part para Nova
York no vapor da carreira iraosallaaica.
Logo que Oi-barquei cali raieflifnte te-
te. S->breveio me nma especie de delirio
15o violento, que era preciso- as vetes
amarrarern-me sobre a cama. BntSo tocias
as minaas esperanc^s, todos os meos receros
tdoo que se passra oa ruinlia vida se o>e
revolva no cerebro em lorbilho como um*|Mtoha mai 04>s80 le'uodemortedissera-me:
Pcraamboco, do dia 3, o biite

colisa das toas ye^pf J3.
<**J8i3 a^faitopto partan ja oirr cSa
89jftki y Sioto-me fatigad}.]
^i03 safejr eai ponas palavrjj
oquelhe aconleceu,- disse Uucia soppiicai
do. ffc poda' r.-casar-aps tal satisfscSo.
S ja isiBi, vistoqne tantoo deseja, dis-
se Itarihael. Dar-lce-hai ora esboco das
rntobas agentaras. Miis tarde fallaremos
largamente: entSo coDtarei coasas admira-
veis..- Escotera,' p6is, meus amigos...
Perdo, queira esperar om instante,
inlerrompet] a Sr'a. W.ilput, levantmdo-se.
fetis Albos detrfi Mr' deitar se e solicitam
um beijodo Sr. Binks. ...
Ripbael apertoa o? moiti Tases contra o
coracSo.' Luciaolbava para elle cora orgn-
Ibosa satsfoQ3o, e o corac/ao bata-Ihe de
prazer ouvindo os elogios que tecia a belle-
za e ffabihdade de seus filhos.
Al I amio Raphae!, disse Walpot,
amos'esrtos-endo'as leis da hospitalida-
de.;. J;t ceiaste?
Sim, ba mai-i de emi bora.
Eotao Dio tomas algaaia coasa ?
" Nida.
Ao menos orna garrafa de vinho em
J?**W rM'mlB stjgahW por invenciva tris
D'oDde ih? AvregaMae de andar ambola
.Vamos, aatitfaz a aa so- lia de repooso. Um
Cnton* alga
JM to em qoe ami grande torta- qae tert j> vete-tfeduzr. Eoto sacricaram-te GdMiada-fae. Eai sagitado lagar, poaw- -
jsapiejadamente riqueza, fazendo-te des- vel que a taa riqaeza os tente a ponto de'te
, $M eabar-jgraeailo e qaasi levando-te ao ponto da mor- occoltarem om placo de viogar.ca. Nestfe
K ,rer de desesperagJo. Pois bam: soffreram caso, tornar-te-hias o objecto de eogaoos e
J^^HKmas grade decepr;5o: Dorneval rescindiu es^arneo.
m falda das montanbas Neradas, na o casamento projecUdo. I- Oh! nSo/oia posafrelissof excla-
madrogada sejuinte achava me em S. Frao- Ceas I exclamoa..BaphaeL' empallide- miu Raphael coa voz soffocada. Sem dori- a
ni imrdeihala em Soaora, ddpois no cando. E>la nao casoa com Alfredo Dor- da te deixaste apoderar de fatal illusio. Que convs qur eah
as e por fim as libas Sandwich. Ex- natal ? too foi ella que eu vi ? Fecidade Felicidade me n5o amasse. qaa sea pai se ir- soltado do fri
j-ava, comprava, venda a dava ao mea nao est casada ? I ritasse por cansa daaainha inesperada partida Finalmente no ti ial-
Amercio admiravelactiv.daie, Ganhamos Nao. ella nao casof^disse Walpot. I coiacidiodo com Qjjolpe de suas daigracas, fadado navio entrara Kro nenas lhe
enormes orneas. Entretanto o hollandez Que noticia! Estou alardido... siato lulo isso se comprebende bem; mas que ?aVam ^bortolre MrSheiros m esta
combinara umnfegocio que em um dia turvar-e-me a vista... lelto odeie. qae ne potaaillndir l^^
dos dava grande riqueza. Hjvia em 8. Frao- Raphael. meu amigo, como esta no-. les s5o tao incapazes de nutrir um sentmetto' V| tra?essia aue imais tent sido feit
cisco um smsso que desde o tempn da des- vidadlepertorbaI Ests a tremer.. .NIo de odio como de commetter orna m acc3o; \ Mais ionga4 posto que menos dolorosa fo
dea sana flancos, pstMIndo ama detonago
igual de na .iqgpfe; este pbenwneno fez
crescer de ponto o torfo'r da. siuiacao, pelo
terror que aos tiipolantes causn,
Alm dissp, pojr.difl^^a teaes, pere-
ceram cinco raanobeiros e m passagero,
qae varriam o
ai vergas ou em re-
'
eoberta das minas possuia um vasto terreno te sentes bom?
ta c-utra extremklade da cidade. Esse bo- j Ella to est casada... n3o esta casa-
mem, que era amigo do mau socio, qmzda I murmurou Baoks. A miaba desespe-
voltar a Europa e offerecen a venda do sea racSo, os meus soffrimentos, o odio vid),
terreno por Vinte e sete mil piastras, que ludo isto motivado por um eDgano da mi-
correspondem a djzeotos mil francos da nos- nha parte t Se eo bouvera sabido I.. Feli-
sa moeda. O negocio (icn logo concluido cidade nao estar casada, ob meu Deas!
e o bollanJez dividi immediatameote a pro- Walput e soa mulber, receiando que til
priedade em lotes e fg-ia vender em basta'arrebatamento produzisse algum resaltado
pablica como terreno para edificaces. O' fanesto ao seo amigo, aproximaran*-se d'etie,
producto qaasi ebegoa a um milbao. Que e tomaodo-lhe a maos tractaram de o tran-
masquerem que Ins diga ? E' verdadeque qullisar por maio de palavras consoladoras,
depois tivemos alguoscontratempos que di-'Elle por um in lante conservou-se iodiffTj-
minuiram um pouo o desenrolvimento da roate a essaa^provas de affabilidade, porm
nossa riqueza, todava no fim de tres annos quando Walp'at lbe fez sentir que Felicidade
tinba cada um de nos ua capital de seiscen-
tos mil francos;
EniSopossue esse capital? dissera o
estupefactos os dous ouvintes.
f Ac-ti.aliaente possuo muito mais, A
fertuna avoreceu-njo em pouctr tempo de
urna maneira t5o admiravel, que o qu* te
oho 'hoje saperkir a oitocato? mil fran-
cos ; porm a^ora oucam-me mais um ras-
lanie; devo izer-lbes a razo porque, leu-
do eu resolvido nao voltar a miaba patria,
me acho boje aqui O tempo chegou quasi-
a curar comptetamente a ferida do meo co-
raeao; elo meaos assim o soppa Peo-
s&va as vezes na- amarga decepcio que me
obrigra a deixar a-patria, mas nessa recor-
dari* j D ao contrario, sent prazer em recordar-me
Oos sonhos da moeidade; alimentando a
imagjoacao com agradaveis illuses. Quan-
do mah tard* me vi senbor de boos- bave-
res, pensei nemeu antigo-patrj Verboord.
-



P r estarn lchala' tn? as- nossas offlei-
aa, nio smos smanhSa o Diarto, a redotimo
p t> :.",* r. dQs pt!nas, cootedo as noticias a
p! e'a'rttteratnra. Ser;aDdi-frira sahir o f jlbeupi
i;02 devija sabir amanba. /
A i Exm. Sr. presidente desu provincia, em
1 do paesaao, determiuou o ministerio do imperio,
qu expec.a ordeapara qaa se pro:eda qaanta ao-
let, i.' eisijao de am sooior, para prerncbm^o-
lo a vaa deisada no sanada p^lo coaseleiro Aq-
Dcic Ce;ho de Sa' e Alboquerqu?.
Aq.'.i p)r ordem dsse ministerio recommeo
roendoa-se ao presidente de A!aioas qa, lendoo
'O'.'cit. ) de sageilar aa r.onb"cimento e resjla?ao
la a3serci!a (eral, a? qaesl59 qoe se derarn por
oecasiao d* eleipSo "da mefObrod da .isseroblea le
ti.;..i:va ps.'a provincia, ada para o l* de outabro
a i i;:'o da dita assemMa legilativr
Ai Soprcmo Tnbnnal de Ia;t c foram apre-
so radas, na da i9 do pagado, e submetlidas a
dicossao as listas das aotig'aidades da- magistra-
-- d iaiperio, revistas at o m do anna pas-
s.J;. *
A JJ3 desembargaars foi approvada, s?ra a
me -or altencio como a org^nisara a commiss:.
rer
A in jaitesde diriti voltoq a mesma eorarois-
ira que esu, segando o ribanal por grande
ria decidi, c.3 coular loio o tempo que te-i
rham ?tado sem comaro, nao f os jones de di-
reito exonerados dos cargo? de enefo de policia, co-
mo -.8 que o governo la nbeai nao ten^a dada co-
u-arca, depois de sappnuidas aquell-.s em que
olas se acrnvam eerceolo a judicatura.
I^fttera.A que se acba a vanda e
a 01a a beneficio da matriz do Buique, que
corre no dia 14.
Tassagairos do vapsr Gsord, vindo dos portos
di snl : *
Francisco MicJal de Oveira. Dr. Mimal E. do
R3;a Valeca, itajor ioo V. do Brito Galvo, te-
neote Jos Mara Marques de Carvalho, Domingos
ios Lile Guimair.3. Julio libas, 21 pravas e 1
Bullier, Sabato Fetisola, sua mulhor e 1 Blbo, lai i
Agripioo de. Figaeirc-rto, Francisca B'anco Laxnb,
noel dos Anjas Tngoeiro, Jos Trigoeiro Cas-
ifillo Braaco, Jos Do.tingus Pe-e ra, Aatonio Cus-
lodio Pr-rira, Antonio Fernaades dasilva, Jacin-
taa J.)*Nuae8 Lile Janiar, Antonio da Si!a Re
go.H'oriqe da Caoba Roirigues, Francisco de
Oveira Caelbo, Maaoel Jjaqulm Daarte Guim-
ros, Aotaoio Jejqnim da Faras, Jas Antooia de
Almeiia Guimares, Joao Baotisla da Racha Bsixa
Lia?, Manoel de Mallas Teixetra Lins, iMaooel da
Rj.-ba, J.aquim de Siqueira Caialcanti, Migael Ze
leriaa d Agoiar, JasGades Naguelra e seu fimo
Jos Guales Nozueira Jaolor, 1 escravo de Fran-
cisco Joo da Silva.
correnle vertiginosa... Tiraram-me muito
saugue e eu nSoqoefia comer absolutamen-
te nada. No meu delirio, quera deixar-
memorrer forne. O mal aggr&voti-se a
oo.ito, que chegaram a sappor qite no dia
Inmediato da manbSa deveria ser lanfado
ao mar. Havia a bordo um bollaodez velbo
que, sob urna appareDcii glacial, possuia
um crsc3o sensivel. Era o nico que se
compadecer de anua, e que noute e dia.se
achava a nimba caoeceira, cooioaieado a
doeftea que me anniquillava. Afina! aban-
donou me a febre, mas fiquei em tal estado
de abatimento, que a nossa ebegada a Nova-
York foi preciso 1-ivarero-nie-ero-bracos para
trra. O bo1lar>d.'z, que velara pela roinha
bagagera e dmlieiro com cousa proprla,
procurou-me um aposento em casa de gente
muito honesta e embarciu para ojMaxico,
onde a tantir fortuna, qua Ihe ora aiver-
sa ca sha patria. Ea conlinuava a soffrer,
principalmente da cabera. Durante todo o
dia e me:mo de noute cao peosava seso
na ferida que o corafo recebera. Deseja-
va morrer; a'vida era-uio ds um pe;o do-
loroso. as f ;r?atTse recobrara ai fleto lo, e ao fim do
erce ro seotla-me mais tarta do cjoe_ njjnca
fra. Eulo j no podin estar ocioso ? sen-
ta umi n'cessida le irrsistivel. de movi-
mento e actividade ; quera escapar ao des-
espero que me opprimia e me suffjcava co-
mo nm manto de chumbo. Seguramente
anda como rosto da roiuha loucura Uve a
resolucao de arriscar os nove mil francos
que me restavam em um so negocio. Sor-
rii-me a idea de me tomar pobre e Indar
Mea filho, 3i> esquejas nunca a genero-
sidade d3 tao fcss pessoas; paga-lhesa mi*
nha divida,.se te fr possivel. e se-les-reco-
abecido at- a minha morte. Estas- pala-
vras proferidas por minha me lanfaodo-me
a sua hengao,. sonvam sempre aos mea ou-
vidos;. comtudo eu nao-sabia o que fazer.
Os Verboords sao ricos. Que posso o fa-
zer em seo favor f
Os. V^rboosds,. inlerrompea Walpot,
eHao pebrs!
Pobaes repeli Banks. Queorodi-
zes-?
O cado simples. A casa Orlado de
Charleslon quebroa e arraetos na sea que-
di> a casa Vorboord. Porontra, o eafebai-
xou de preo sensivelmente, conservando-se
assim por longo tempo. Verboord flcou
completamente arruinado e ve dea tudo pa-
ra pagar aos credores-.. Como te eommove
esta novidade, Raphael t Pois confesso4e
que- a destaca de Verboord nao me im-
pressioBOD muito. Esta familia cansoste
um h rrivcl desgosto e eu cnsiderei a sua
ruina como um castigo... Socega, n5o te
mages.jor causa do sea desastre.a foliar
a verdaao, So sao meecedores disab.'
RaphsflJ n3n pnto atton^a 6o ultimas
palavras do sea amigo e continuou :.
Foi, pois, a voz de raioha maj que
me impellto para a Europa. Concodcu-me
IJaus riquezas para com ellas pagar nota di-
vida de reconhecimento.
Dizendo estas palavras, tornra-se pallido,
mas um agradavol sorriso se Ihe aotata no
rd:-to.
Enio dizom-me qaa" o Sr. Verboord
com a miseria. Nova-YoikuSomc agrada- est pobre? Onde se acba agora? Poerei
--y am
LITTER&TORA.
gfl COMMf.RGL4STE DE AXTCERPH.
POR
1%. coDsclenee.
VIH
(CcnlinuacJo.)
Pois dar-seia caso que ignore., meu
caro Sr. Banks, o qae ihe devercos ? re-
torquio a Sra. Walput. Foi. a caas,a de se
reatisar o meu casamento com aqelle que
o mea corado escolhera. Desde ento a
fortuna n3o cessoa do nos sorrir; a nossa
existencia uca verdadeiro paraizo... Veja
estas creancas, nossa esperanza e nosso
orgalho I S m a saa coadjuvaeao hoavera-
mos l?do desgracados l O mea fllho cha-
ma-so Rapbael; por esta forma a sua re--
cordacSo revive n'a^aillo que temo mais
taro I
' sPrdoai, meus bons amigos! balbu-
cicu Baoks com as lagrimas nos olhos. Eu
isso n3o escrvi para aqui. Perdoem-me
era a consecuencia da miaba desesperado,
sappuz que urna enisteacia rude e oppri-, especie de proposito de urna alma anda ao-
anida pelo3Jrabalhosteria dimiouido a mi- ferma... Onossopiipeipal comtnerciocon-
aha sensioidade, mas eDganei-me : as
va; a recordaca") do bom hollandez impel-
Ka-me para o sul. Ejopre^uei oitomil Tan-
eos em objetos de metal dourado : brincos,
annes, c^diias pequeas cruzes e outros
adornos de mulher. Cora esta provisSo par-J
ti para o Mxico na e-persnr;a de l encon-
trar o meu amigo. Em Vera-Croz tive a
tebre amarella c a morte anda urna vez me
estendeu os bracos. Escapei-lhe e dirigi-
rae com alguns compa^heiros de viagera pa-
ra o interior do pa'iz na ideia de seguir pe-
las montanas al a capital. Na jornada to-
mos acommettidos por salteadores. Uoa dos
meus companheiros f-ai assassinado e eu re-
cebi urna bala n-'utu braco.

Jsus l exclamoa Lucia.
Nao Uve ptrigo, proseguio Raphael.
Em algutnas semanas curou-se a ferida. Po-
zemos os salteadores em fuga depois de ama
lula encarnizada; mais tarde coatarei tudo
isso minuctosamenie. Cbegado ao Mxico,
n5o enconlrei o hollandez. Fiz bello nego-
cio com as min'has quincalherias; vend a!-
gumas a diabeiro, e ouiras tro^uei-as as
aldeias e herdades insulaias por cochonilha,
ail, baunilba e outras mercadorias da va-
lor. Desta forma oblive um lucro superior
cinco ou seis vezes ao prego da primitiva
compra. No Om de aiguns mezas achei-me
sensor de mais de cincuenta mil francos.
Parece incjivel 1 Fazia toda a especie de ne-
gocios, os mais ousados e peiors a primei-4 difireme. E que melhor applieacSo lh^ po-
ra vista. Quera provocar o infortuaio, mas
era omo.atn encantamente: todo o queem-
prehendia me dava consideraveis lucros 1
Adqueri a certeza de em poacos annos ac-
cumular no Mxico urna fortuna tonsidera-
vel; mas sabendo por algans viajantes que
o bollaodez se achava em S. Francisco da
California a commerciar, embarquei em Ac-
puloo e logo me achei em S. Francisco, on-
de euconlrei o bollaodez de boa saude...
Foi o primeiro momento de prazer quo tive
ainda hoje v-lo ?
r- N5o est completamente pobre.res-
pondeu Valput. Depois de pagos tods os
credores, ainda Ihe ficou alguma cousa/por-
que e!ie conserva a sua propriedad* em
Brasscaaet, onde vive sem fazer nada. Ma-
guera saba de que ele vive. Parece que
est doenle e soffreado urna grave enfymi-
dade de ervos,
Urna enfermidade nervosa.' piase
Ba:ks suspirando. Com effeito, os seos
ervos erara muito sensiveis..
Os Verboords sao orgullosos, retor-
qoio Walput.
Ah! tenho o pod^r de o curar f ejcla-
mou Raphae'. Amanha esquece a, soa
desgraca. Far-lhe hei resituir o que aser-
te Ihe roubou ; micha mi regosijar-te-ha
no co com isso t i ..
Como Pois sacrificars a toa fcftuna
por aquelles que te tornaram a vida to
amarga ?
E' esse o uDico-Sm da mioha vnda
Europa. Desejava estabelecerrelacOescom-
merciaes coa Verboord. Far-nos ha gran-
des remessas de toda a especie de nftrca-
doras, que venderamos na Californja jou
no Mxico por saa conta ou nossa. A rai-
nal inteacao era duplicar em pooco teapo a
fortuoa do Sr. Verboord. Pai mim alpos-
se do dinheiro causa compltameuif n-
deria dar do qae esta, enmprindo asslm a
ultima yontade de minha mai moribunda ?
Agora que urna grande catamidade Iba suc-
cedeu, devo necesariamente mudar a mi-
nha primeira resolocao... Oacam 0 qae
teaciono fazer. Vou propor ao mea amigo
patro urna sociedade debaixo da firmi Ver-
boord & C. em Antuerpia; estabetecerei
outra casa ea S. Francisco. Com oitocen-
toa mil francos, alguma experiencia dos ne-
gocios, numerosas relacoes e ifatigavel ac-
desdea minba sabida de Antuerpia, porque; tividade, deve chegar-se a um Domresl
at ento, fortuna ou dosgtaca, tddo me:Udo. Por esta forma reslituirei ai meu
era indifferente... O hollandez era om ao-1 bamfeitor nao somenle a soa fortuna, mas
tigo negociante que failira na Europa por tambera a sua posico no commecia. E'
fu rea de urna graude fatali iade; tentava de
aovo a fortuna e jira o seo capital elevar-
se acerba de quarenta mil francos. En
um bamem .muflo emprbeadedor e arroja-
do, mas a saa apparenie temeridade basea-
va-se em longa experiencia e clcalo exacto
das cooseqiieucbs. Constituimos nma so-
ciedade sob a firma Pieters e C, e talvez
porque o meu come assim se occultava com
9 do hollandez que hram frustrados os
vssos esforceS para saberdes de mim. Pe
este o remedio que deve enrar a sua moles-
tia nervosa. Oh! agora qae aprecio o va-
lor do dinheiro I
Walput meneou a cabera com cerlo ar
de almiracSo e descontentamente, e doran-
te alguns momentos conservaram-se
silenciosos.
De repente Raphael exclamou:
Ha, porm, urna cousa que se me
(rna incomprehensivel; como o Sr. D.r-
eval deixoa cabir na desgraca o meu pobre
la minha parte nlo queria estar em contac- patro... E Felicidae ?
.5.".miub?s retaC3es.da Bnropa, e por com effeitol respoodea Walpot com
se bouvera para com elle craelmeute e nao
o amara nunca, eulao, suspirando dsse-Ibe
com om* triste sorriso:
Ah I> meo boos araigos, lenbam com-
parxo do pobre Rapbaed t A ferida do
seu eoraco anda nao est cicarisada nem
o estar jraars-f.. E' verdade, Felicidad?
nao rae amou,^. Teoho suffieente venera-
q5o pelo primeiro amor para acceilar hoja
a realisaco d'es ventura que s o dinnei-
ro me podara dar. Esta eommoejo o
resltale* de illus6fes reoascentes, mas o
sonho esrl! desvanecido /
Vai amanha a-Brasschaer? pergontou
tucia com- besitafo. Que sosprez* para
Felcidade-P.. E ter'fbrca para'Ibe eccol-
ter a sua commocof
' Ccmprebendo-a, responden' Banks;
n3o techa reseio. Sou aomem, esefor pre-
ciso terei corageib para- sacrificar todas as
minbas profundas seosae^as ao senlimento
do- dever. Verei piiovavelmeote Pelicirlade
enV) seria generoso se na.posco em qoe
ell* boje se acba Ihe testemonhasso oulra
cotrsaqae nao fosse orespeito. Nao -a roi-
nha intenso offerecer a seu pai dinheiro de-
baixodeum pretexio dissimulado I Sm to-
do caso, restabeteceodo son pai pasoa^ao-
tiga posico, mc'borarei igualmente a sorte
d'ellai- A idea d que Deu* me permittia
fazer alguma coosa em favor 'aquella qoe
amer de todo o meu corar paya^mio
sufliciente recompensa.
Consentes qoe te d ua conseiha-fla
amigo? pergontou-WalpuL Cega-tah
generosidade. E'" provave!- que a uaca
recompensa que techas seis nma penosa
decepcao. Os Verboords sao orgulboaes e
direi raesmo maus.
Sopplico-te, Francisco,, que nc-con-
tinues-a aecusar injustamente quelle- que
foram- meus bemfeilo.-es! disse Raphae),
suspirando dolorosamente. Como isdes-
tructivel om senttmento esraizado no t.-o-
mem-l Na vespera da miaba-partida empre-
goei todos arjumentos para espirito a indisposteo que liabas contra os
Verbot*rds, mas todo foi baldado.. E's
pois, desarrazcado. O culpado fui en de
lado-,, porque me illudi. Felcidade cao me
amar, porque nao sabia que a miiiba es-
peranga ia alm da amisade. O Sr. Ver-
boord e sua esposa ignoravam os maus am-
bicioses desejos.
* Crs isso ? repcou ironicamente-Wal-
puL. Porque ento te ficaram odiando, a
ti que Ibes nao fizaste m:l algum ?
Odiarem-rae ? E' mpossival,. Fran-
cisco 1
Nunca pude perdoar Ihe o seu proce-
dimonto para comtigo. Nao obstante, por
iostig'Ces de Lucia, resolver prestar-Ibes
algum servigo de que carecessem, ajuda-los
mosmo at onde me fosse possivel. NSassa
intenco foaos ve-Ios a Brasschaet. Pois
receberara-nos mal o Bzaram-nos sentir que
desejavam qie l nao voliassemos : Ver-
boord sahiu momentos depois de alli che-
garraos, e nao o tornamos a ver nem para
nos despedimos d'elle.
Custa-me comprebeader, murmurou
Raphael, que assim se portasseni, elles que
erara ebeios de affabilidado para toda a
gente.
Pergunta a minha mulher, disse W'-
put; ella sempre ostem defendido, mas
desde'aotes de bontem, quefallou cura Fel-
cidade, mudou de ideas completamente.
Ento falln com Fel cidade antes de
horate ? exclamoa B.ioks.
E' verdado, respondeu Lucia. Eu es-
tou zangada e devo confessar qm ma im-
pressionou o seu proceder para commigo.
Exprimira-!he o desejo que tinca de ir com
meus filhos ve-la a Brasschaat e ella disse-
me claramente que aates queria qae eu l
nao fosse. Indigoou-me mais ainda o nao
me perguntar novas do Sr. Banks, sendo
aquella a primeira vez que desdo tres an-
nos nos encontravamos. Faliei-lbe dos es
forros que trabamos feito para saber dose^
nhor. Vieram-me as lagrimas aos o'.hos
pensando que tera morrido talvez, e lia,
ouvindo tudo com indifferenca, cortou re-
pentinamente a conversado e aiTastou-se de
mim, mormurando um cumprimenlo muito
secco.
Que .significar tudo isso ? bafbuciou
Rapbael. Envergonh.ir-se-h5o de ser vis-
tos ? Querero occaltar urna triste mise-
ria ?
Nao, replicn Walput. Elles nao se
p.odm dizer pobres, visto que possuem a
casa de campo e os terreos contiguos. Vuu
direr-te o que aqoillo sigaifica. Elles teeni
a conscieccia de que erara mal; e por
consequencia, como natural, odeiam a sua
victima e a nos tambem, porque somos
teas amigos verdaderos.
Pelo amor de Deus, m^n amigo, n3o
falles assim I.. Odiarem-me Porque ?
-J t'o-disse: a cooscieacia que os ac-
cusa. Verboord chamoa-te na minha pre-
v senca ingrato e disse-me que o bavias aban-
tOAf? donado por preveres qua a desgrca o fe-
rira.
Raphael, dando um suspiro, deixoo pen-
der a cabega sobre o peito.
Causa-te espanto, disse Walput, a
narragao de cousas to tristes ? Porm son
elles, que eram uns arijos, perderiam de
repente todos os dona do coragab ? Asse-
vero-le qoe debaixo d'esse aspecto todo ba
um tuysterio. Amaaha eu o saberei; ama-
oba, meu amigo, arrepender-te has de um
erro que mm origem na toa demasiada aflei-
go por mim.
Estimara que assim fosse. Sa eu me
engao, ento segae os impulsos do- teu
cora gao; mas at esse deseogano s pru-
dente. Evita o deag03to e a vergonha de
urna recusa ultrajante. Foste a victima do
seu ego.smo, nao o sejas do sea orgulho. .
A parseverarrea con qae Walput renovav
va as acensares contra os Verboords en-
trrsteceu coesideravehaente Raphael, o qoal
meneando a cabega- co despeito, levanlou-
se e disse
' Charo amigo, o que* teoho orrrtdo tem
me perturbado as-ideas.... Estou fatigado
e do se jo um pooco de repouso. Passa de
onze horas: permittam-me- qoe me retire.
A'manhSa de voHa de B?asscbaet. virei
aqui.
Em- que hospedara se alojou 7 per-
gantoo a Sra Walpot. |
Na hospedara de Fanto-Antonio.
Mas s alli eslsis at araaoha. Mfm-
dars pira aqui os objectos qa te perten*
cem efisars n'esta casa; nao "assim, Ra-
pbael?
Acceite reconbeeido o te*i amigare!
cor-vite, respondeu Bafiis. Desejs-lhes roa-
lo boa uoote^ agradeceodo do forado do eo-T
ragao a vossa> generosa e-sincera< amisade.-
Walpat e sua esposa apertaram-lhe a
mo do meto d todos os protestos de anoi
sade-, e acompaubaram-no.at porta.
Itsphael caoinbava Fapidameute. como
quera se apressa para chagar a.-am fim-.
Qaasi corra ao passar defronte da igreja-
uos Jesutas, mas loglos seus-passos sej
tornafam vagarosos e hesitantes. Dan an
suspiro e batea eom a nao na froarte.
Sea duvta lutava eom peosamentos^
que o persegoiam e damiaavacr^. porque-
de repBte p-Tfoa n'ua ngulo escuro da
ra e balbuciou:
Ainda nao casois-t Fel citado ainda
nao est casa-la t;. Ob "se em ;igom tem-
po olla teve por miro orna aaeico, tudo
o qse eu ousei> sonhar se poderia realisar
agoraf De repente se aae abrira um futu-
ro radiante t... Mas cao, nao; isto sao loa-
cas esperangast ISo vVpela segaada vezo
meu corage ser horrivelmente dilacera-
do fl, Felictdade odeia^me? B* impossi-
el; mas amor por mim nunea teve e eu
nao--quero obter a ventara a prego do dio-
heiFO... Todava ella livret Oh l moo
D*os, se eila- me bouvera amad l
Lastimaodo-se assim dolorosamente, atra-
vessou o mercado do leite.
Minutos depois dosappareci* pela pcrtal
da firlada.da hospedara.
:-. {ontinuar-acku.)
a da barca Neptune, fazeodo a mesma car-
reira, a qual ebegoa so mesmo da, tendo
pardo de Liverpool om mez antes.
O Neplifne foi terrivelmeate sacudido pe-
las onda i, tendo soffrido os embates de tres
tempocaes snccjssivos, ten 1o tido o poro
inundado pela agna, "e coyrendo por dez ve-
zes o perigo de ir a pique. Todevia saliio-
se desta campanba perdencto tao somente al-
gurnas enxareas
O capito deste navio detlarou qae, de-
pois de trate aonos qae navegara, nunca
vio veodavaes Ule violentos naAtlntico
Isto c relatado pelos capitas dos navios
que sahiram victoriosos, posto qoe mu al-
tea tados, da sua lacla com os furores do
ocano. Ms qaem- poder saber quantos
nao resistiram a to- temerosos embates, e
quantos desappareceram sem deixar apos
de si o meoor vestigio'l
9' Columbio endontrou no mar dous cae-
coa-abandonados. Erao-telvez tmulos flue-
tuantes.
__
a'CASAMEnro adiadosm ma4re dos
aneJures de Fontainebleau, em Fraoga, es-
tiva ltimamente para casar am bvrador
com una campooeza.
Chegou o dia das nupcias.
O Deus .BaccEae foi festejado em dbmasia
pelo noivo, e ua eerto viaio cbassellas-aea-
bou dO'O ea veranar.
'Firna-se-nie iinposswel' casar este bo-
mem no estado ea que se acba disse o
mire. ie-vos, e-voltae quasdo o noivo es-
tirar easeu juizo/"
Os noivos e os eoovi lados- apresentaram-
se de novo ao maire, quatro-dias depois.
Ora vamos a~sabtr perguotou o maire,
estaes boje melhor da cabega-?
O noivooe des-resposte. Balbuciou, o
quando menos se espereva^ entona com
grande exaltagb ca cangae-evidentemente
dictada petes tumos-do divmo licor.
Pota qoe 1 esclamon e aaire ce ap
indignado, que ea zombar de mim, tra-
yendo ainda.uma vaa a minba presenga um
dovo que nao pude suster-sa as pernas :
E vos,, senbora noiva, cao vos enverga-
ohaes oVtoS apreaentar aqai' diante da*
laboas da lei ao lado de um bornea, em-
briagado?
j i Sr. maire, respondeu a noiva,
muito estimara peder-vos apvesentar o meu
futuro marido sem piteira. Porm a coisa
mais liitficil do que peasaes; porque
quando os fumos do vinho lbe nao atordoam
a cabega, o ingrato cao quer aqui vir.
O jornal d'ond traoscrevemos esta anc-
dota acerescenta qae o maire nao consenta
em fazer leitura das palavras sacramentaos
da lei.
DEGLB1C01S.
THEATRO
DE
am sorrir singular.
teu amigo e julgo cumprir um dever, posto
me seja desagradavel. Vais amanhaa Bras-
Pols oSo sabes o qo!schaet e teoho receio de duas ccasas. Em
siiccedeu? Ao manos foi urna justa paa-f primeiro lugar provaval qoe os Verboods
cjio f O Sr. Verboord e sua esposa Wa^ te tra :tem com frieza e recusem com orga-
ram-te nutrir urna esperanga; Feliciddelibo o teu offarecimento. E'contra taes de-
sista em azer transportar as minas toda a, mostrava-se sensivel taa affeigab, e't^lgepgCes qae quero prevenir-t; a idea de
CS PClCO DE TOBO
JLGMNT0 DE- M SURDO&JaCqJMS Ca-
zarr, pekeiro, de 50 annos de idade,
completamente sardo, accusado de alten
ta io cooira o pudor, devia; ser julgado no
tribucal de L'Herault (Franga); mis nao
pie ser por faltar o interprete, que era a
pessoa que eslava mais acostumada a tratar
coro elle, e o aaico que so poderia fazer en-
tenier, pao sabendo o reo 1er Dem es-crever.
A can foi adiada. No nter-vallo de tres
mazes, quedecorreu de urna sesso a ou-^
tra, Mr. Juiien, director da escola normal
de Mon-pellier, conesbeu um projecto, qae
pareca impossivel da realisar,, era: eosinar
a 1er o aecusado.
Mr. olien obteve bom resultado, o na
audiencia de 19 de fvereir, Cazarte foi
julgado. sendo as pergantas escripias em
um quadro, e escrevende o reo as res sosias.
O jary deu o crimo por prnvado.com
circumstancias alleauantes, e o reo foi con-
deaanado a tres mezes de priso.
Um b:m f.xemplo. O tribunal civil de
Pars julgoa urna causa, qaa tieba excitado
em subido grao a curiosidade.publica. e da-
do assumpio a rautas convers gSes.
Mr. de Gouta it-Biron, tendo assiguajlo li-
vrangas ou bibetes ordem no valor de
3:0JJ francos (5*lOO000) a favor de ma-
demoiselle Keller, actriz muito conhecida,
intentou'uma acgo cotra ella, pedindo a
nuliidada das livraogas, por nao terem ori-
gem de urna obrigagao verdadeira, mas por
provirem de causas torpes
O tiibunal, fuajjdando-se em qae se pro-
vava que as Iivr4ng2>prm passadas uni-
caraatiie em "Pirrle de felagoes contrarias
aos bons costunes, annoloa as livrangas, e
condemnu mademoiseSe.Keller a restitu-
las, e a indemuisar Mr. Goatant-Biron de to-
das as quanas que elle tiver de desembol-
sar, por motivo daa ditas livrangas para'
cora terceiros possoidores.
Rigores do invern. O invern actual,
diz o jornal americano Contrief^es Etkts-
Unis, lera sido no ocano um dos mais rigo-
rosos de que os marin^eiros tm memoria.
Quasi todos os navios, acresela o
mencionado jornal, que diariamente che-
gam do ato mar, entram no port de Nova-
York com amias mais ou menos graves, e
poucos ha qae nao tenbam perdido nma
parte dassoas tripolages. Citremos dous
exemplos :
O barco a vapor Columbio ebegoa a pou-
cos das de Liverpool com 86 passageiros, e
depois de urna travess-a de 73 das. Nave-
gou por muitos dias em vista do porto sem
poder entrar.
Ao cabo de seis dias de viagem, fof?c-
'commetlido" par um temporal; o vento fu-
rioso arrebatoulhe todas as velas amas aps
Outras, os apparelbos tambera, inundando-
Ibe a primeira e a segunda coberla.
E-tava revestido de glo; o casco, a mas-
treago.^as enxarcias estvam ornadas de
stalactites, e qaasi que se tornara impossi-
vet" qualquermanobra.
jBDufante oulro temporal,, que em aegiida
o assaltoa, um meteoro semelhante a um
I
RAIUE
BULE MASCARADO
as das
Sabbado de alletaia e domingo b
paschi.a.
O granda salao de dansa qadocaprebende lorJs '
sala ecr.ua do thea'.ro, aclia-se slidamente cons-
truido, amaneando a mais eompieta segoranp.
A banda de msica do Ia batalbo de gnarda
nacional deste municipio, sob a direceo co sea
distinctomestre o Sr. Tbeotonio Jos de Soma,
tacara' novas e escolbidas quadrilbas, walsa;, po!-
cas.o sebotiseb, fioallsando baile cena o granda .
Galope infernal
Com toqaos de campas, sinos, estreidos, re-
bombos da trovo etc.
Comegara' as 8 hora-".
N. B. Se o vapor, c;oe se espera do sal a 13,
tronxer noticias favoraveis da gnerra, haverV es-
pictacolo em grande gala na seguna-feiri.

Sepnila-eira 13 de abril
Mr. Hermano tem a bonra de annnnclar ao res-
peiravel publico desta cidade qae elle dar' S60
penltimo espectculo de prestidigitaban, segn-
la-feira-13. do correte, com o aniilio de saa se.
nbora, sendo o programma inteiramesls novo.
primeira parte.
1. A ba!?a.
2.A cadeira elctrica.
3..vs velas maravbcsas.
4.aOs cordoes cbineies.
5.A ilba dan Canarias.
Iniervallo de 20 minutos.
SEGUNDA PARTE.
Por Madama Rosala Hermano.
{.-Grande cavatinade Roberto da Biaba-
da Meyerbeer. -
2.-La Giojagrande valsa, de -KiskteL
(S minu,os de iotervallo.
TERCEIRA PASTE.
1.*As tres bolas do dlabo.
2.*A caix inda mysteriosa.
3.O cootranandiaia.
4 A dupla vista.
N. B. Poe-sa proenrar bilhetea desde j do ho-
tel da Ejropa, das {1 as 5 boras da tarde, e bo
da do espectculo no escriptorlo do theauo.
lf ordem.....lili.00
2" dita"......150D0
3 H.,r .- SJJOOO
Ca detrs. .... 3^000
Plateas.....2000
Galeras.....i^f-OO
Cada caroarctelem direito a 6 entradas.
N. B. No caso de chegar o paquete teste dt,
Rea transferido para tere* kira.________<
AVTiQS JABiTIMOS
.......... ~-----------------------
l Vil iXIII *
DAS
y
IIFRiVFI
\
Me$sagerte$ Imprteles
Al odia 14 do torrente mea espera-se da.Su-
ropa vapor trance* timarre, o qaal depoi da
demora do cosame seguir' para Babia e Rio de
Janeiro.
Par conde?s, tratas e paisagens, trata-se na
frgaA TO^aTaH>i net DC,lal9^i\0A DAS. CRUZES H. 44

^


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ES3W1USBB_0QMNUU INGEST_TIME 2013-09-19T20:48:04Z PACKAGE AA00011611_12933
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES