Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:12861


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Full Text
mgf
m
AMO XLIX. NUMERO 61
X
/
PARA A CAPITAL E Ll'GABES OXHE SAO SE PACA POBTE.
or tres mezes adiantado ......**......4f 69000
for seis ditos idein..........*. Por um anno dem.................. S4$000
Cada numero avulso.............V.. .... 320*
SEXTA FEIRA 14 DE MARCO DE 1873.
-------"----------------------------------'--------------'--------------------------^ 2*
PABA 1IEXTRO E FBA DA PBOVIXfl*.
Por tres mezes adiantados. < ...........
Por seis ditos dem..................". ,
Por nove ditos idem........,..........
Por um anno idem........."..........
6#7W
1*500
20JC250
27^000
';
DE PEMAM
PROPRIEDADE DE MAN0EL FICEIROA DE FAR1A & FILH0S.
Os Srs. Gerardo Antonio Alves& Filhos, no Para; Goncal ves & Pinto, no Maranho ; Joaquim Jos de OliveiraFilho, no Cear; Antonio de Lemos Braga, no Aracaty ; Joo Mara Julio Chaves, no Ass; Antonio Marques da Silva, no Natal j Jos Justino
Pereira d'Almeida, em Mamanguape ; Augusto Gomes da Silva, na Parahyba ; Antonio Jos Gomes, na Villa da Penha; Belarmino dos Santos Bulco, em Santo Anto ; Domingos Jos da Costa Braga, 'em Nazareth;
Antonio Ferreira de Aguiar, em Gojanna; Francino Tavares da Costa, em Alagos; Alves & C, na Babia ; e Leite, Cerquinho & C. no Rio de Janeiro.

PARTE OFFICIAL
(.OYVUM) DA. PROVINCIAL.
Falla com que o Exm. Sr. commendador Henrique
Pereira de Luceua abri a sessao da assemblea pro-
vincial, no L de margo de 1873.
(c.o.n n.MjA(;.\o)
Este poderoso elemento le progresso uj se tem desenvolvido na provincia, como era do
*s(*rar, era ronsequeneia dos erres conunettidos em sen esiabeleeimento.
Todos vos eoabeoeis a historia da eoinpanhia ingleza, e por Uso dispenso-me de referi-la
.nesta oecasiao. O uto trabado de sua pruneira seeco, e a somma fabulosa me representa hoje
.essa estrada, nimio tem concn ido para que al agora a iniciativa particular nao se desenvolves-
t-e em relacio ao meiBoranenlo dos transportes.
Be melhor fra consultado o interesse publico na o; ganisac/io do projecto, se com tanta
largada nao se honvesse dispendido o dinheiro da ronipanlna, o melhoramento ter-se-hia desde
logo acreditado como boa lonte da renda, provindo-llic d'abi a confianca publica, base segura de
novas empiezas.
Mas, infelizmente, assim nao acometen, e 1) anuos de completa esterilidade tem decorrido
i.'pi ig ila conclusao da estrada ingle, sem i|oe se orgauisasse ainda non companbia para ex-
plorar as buhas do centro e do norte, cuja ferlilidade e importancia sao geralinente recoultecidas.
Sendo o Estado o primeiro inleressado ao estabelecimento das fias frreas parece natural
que o mellioranieiito saja iniciado pelos poderes pblicos, que dispon de recursos para CO-
Aheeer de sua op urtunidade, principalmente no estado de indeeisao em que nos acharaos, to
prejudicial aos mteresses da lavoura.
Geralntente o particular que se aprsenla solicitando favores para construir vas frreas,
nao ollerece dados seguros sobre o rusto da obra, nein relativamente a importancia mercantil da
empreza. As compaulua* cessionarias sao que mandara fazer os esludo.*, eonheeendose a ren-
da so depois de aberta a buba ao trafago. D'abi a necessidade da garanta por parte do governo
para que se congreguen) os capitaes.
A assemUa tiesta provincia concedeu garanta companbia ingleza, tendo recusado esse *
favor a diversos eiupre/anos, q.e ltimamente propozerain a construccao de estradas de ferro
a de Limoeiro leve 4 % de garanta, mas isto nao se realisoa no contrato
En'.eiidein alguns que a assemblea nao tem consultado os atareases da provincia, deix
auxiliar largamente as empiezas desta orden, e apreseotan como exemplo a provincia
do, que garante actualmente 7 /. sobre o capital nacario a 1*) leguas de estradas.
xan-
de
do de ati
S. Paul
N.w acoiupanlio porcia esta opima.., entendendo que mais prudentemente tem pensado a
.a.*emblearecusando favores pecuniarios sen una base segura para avaliar dos sacrilicios futu-
ros, e se elles sai proporoionaes aos beneficios resultantes.
Sabeiii todos que avultado o inoviniento das Imitas do centro e do norte, e tambem que o
terreno nao ollerece grandes dillicnldades construccao.
Isto porta ufo basta para determinsr-se o custa da obra, tem os lucros das empreza*.
Me parece que o meio mais seguro de realisar-se w ntelhoramento, garantindo-se os cofres
pblicos e ao mesmo te upo o interesse do capitalista, seria autorisardes a adininistracad a man-
dar executar os estudos completos das duas liabas em questao, porque assim podamos conhecer
o tfOJn real da obra, os lucro- .pie devem aulerir os caiiitaes empregados e os benelicios resul-
tantes do melboramento.
A' vista .lestes elementos, detei niinavam-se com seguranca os favores que convenha ceder
s empiezas, consultado o cofre e o interesse publico.
De outro modo a coiteesso da garanta de juros .' equivalente a compra de um bilhete de
lotera.
Bem avisada tem andado, pois. a assemblea, negando esse favor, na ausencia de esludos
jreeam confianca, e loaban a re*pnosabUidade ntUcial.
do Centro. Nos termos da le de 6 de maio de 188 contratou um dos
que mere
Estrada
ut.mi antecessores rom o bacharel Rento Jos da Costa a construccao do primeiro lanco desta
buba, da capital a cidade da Victoria na externad de 53 kil. 820 metros.
Infelizmente o emprezario nao pode organisar a companbia, apezar de ter-se prorogado
nartindo deat
Flores.
~. prorogado
por diversas reza* o respectivo praso.
A le n. lOo'., do 4 de junho de 1872 autorsou a constructo de urna estrada de ferro, que
apital, ou de qualquer pont i das estradas existentes, v terminar em Paje de
O bacbarel Bent>Jo< da GoHa apresentou-me urna proposta para CA.nsrrtiir esta linha,
considerando-a como prolongamento da estrada da Victoria, abrindo mao Jo favor concedido pe-
la lei de 6 de marco de 1868, isto do auxilio de 201) contos por moa s vez, com a cndilo de
tbe ser dada a garanta de juros de 7 % para o capital necessario construreio de toda a linha.
Por este motivo nao defer esta prelen.o e.submetlo-a a vosso es:larecdo juizo, para deli-
berardes o que )t mais acertado.
E* iniuha opiniao que, s depoisde onstruido o primeiro lan>;oda estrada deve ser resolvido
seu prolongamento.
E' est i justamente a parte mais populosa e productora da lnha, sendo tambem a que ote-
rece maiores dillicnldades aos transportes na poca das chufas. De Carnar em dianteo terre-
no presta-se mais creac- quo cultura; a zona por isso menos povonda e productora, e os
camnhos prestain-se melbor viaeo em conseqaencia da natureza arenosa do terreno.
Assim pois, de urgente necessidade a construcca) do primeiro langoda estrada, podendo
ger addado o seu prolongamento por eniquattto, sem que d'abi resulte grave prejnizo.
A lei de i de junln de 1872 emedeu apenas a zona de 3 kilmetros para um e outro
lado da estrada. Com este insignificante privilegio nao ser possivel organsar-se urna empreza
seria, ainda mesmo no caso de ser toda a lnha to productora como o primeiro lanc,o, sem quo
a provincia garanta om juro rasoavel a seus capitaes.
Sou de parecer quc_a concesso da zona de o leguas, como teve a estrada de' *. Francisco,
deve ser redunda, mas nao ao limite de 3 kilmetros, que para urna estraaade carta extensao
oquivale a ausencia de privilegio.
Esta materia dere ser regulada tendo-se em atencio a posico relativa dos diversos centros
itroductore- da provincia, para que aao se comproniettam os interesaos futuros da lavoura com
as actuacs eonressoes.
Trato de organisar um trabalhn sobre este assumpto, para vos ser presente com toda a
brevidade
Quandose concedam garantas dejuros, convm tomar todas as cautellas para que o in-
teresse geral da provincia nao seja prejudicado em beneficio de urna parte da populacao, oudas
cempanhias.
A este respeito, de alta conveniencia a adopcao da idea reaNsada pela assemblea de S.
Piulo de conceder s companhias a faculdade de elevar suas tarifas at que o lucro liquido das
ei iprezas chegue a 7 /..
A garanta nestas circumstancias lica liuitada ao tempo da construccao, e resguarda-se o
interesse geral, porque em grande parte, so coutribuem para o melhoramento, os que d'elle se
aproveitam.
EsTK.Mtx do NonTK. A lei n. 856 de 5 de junbo de 1888 autorsou a presidencia a con-
tr itar urna via frrea desta capital villa do Limoeiro, passando por S. Lourcnco o Pao d'Alho,
tendo um ramal para a fregnaua de Goit, e outro para a cidade de Nazareth.
Duas propostas forain apresentada; a 1J aceitando todas as condicoes da le, e a 2" ds-
jv-nsando cerlos favores e obrgando-se a faz'-r algumas concessoe. Um de meus antecessores
[olgoa aeflKado preferir esta ultima e foi lavradoo contrato com o proponente Barao da Soledade.
Posteriormente, o emprezaro solictou inodilicacoes importantes, que foram concedidas pela as-
gembWa. mas apezar distj, ainda nao pode organisar a companhia.
Nfn ni parece milito regular, que tendo-se aberto concurrencia para organisacao de
una empreza sob certas e determinadas eondicoes, reduzam se as obrigac^es, ou augmentem-sc
os favores depois de lavrado o contrato.
Beato modo llude-se a concurrencia e embaraca-se a realisacao do melhoramento, cuja
demora muito prejudica a provincia.
A obriga.o da construccao de ramaes em una lnha de pequea extensao, como c a do
Ijaioeiro, nao pode deixar de prejudiear o interesse da companhia. Como sabido, os ramaes
acarretam grandes despezas sem darem lucros proporcionaes; sao onus pesados, que sempre
do em resultado baixar a renda das estradas, como a experiencia tem provado. A producejio
do* centros visinbos da linha ha de procura la naturalmente por sua propria conveniencia ; e
assim torntil se dis;iriisaveis os ramaes, como meio de augmentar os lucros da empreza. Na
Inglaterra as companhias que emprehnderam a construccao de ramaes de suas lmhas, viran
todas baixar o lucro liquido de !) e I0, 5 %; e isto aconleceu em um paz extremamente po-
voado e onde o rend ment das estradas vem quasi todo das passagens.
Se eliminardes a condicao da conslrucr.so de ramaes da estrada do Limoeiro, estou certo
i;i e coiicorrereiselllcazmeiile'para quemis cedo vejamos realsado esto grande melhoramento.
que nao 80 nteressa umi parte milito importante da provina'a, como tambem-far convergir para
nrsa praca todos os productos do centro da Parahyba. .
o caso do Bario da Soledade nao conseguir organisar a companhia, dentro do praio
que Ibe foi ltimamente concedido ; peeo-vos que auloriseis a presidencia a mandar proceder os
astados ii'M-Kssarios at'un do avaliar-se axaetaneate o eusto da obra e da renda dos capitaes, re-
Ivendo depois sob estas bases os favores .pie pjdern ser concedidos pela provincia. para que
nao se demore por mais tempo os Uenelicios resultantes das duas estradas de ferro do centro e
,do norte seria conveniente autorisardes tambem a presidencia a contrata-las sob cerlas condi-
o es, entre asqaaes, entendo que sem prejuzo, se podein incluir as seguintes :
1.aZona previlegiada de vinte kilmetros para um e outro lado da estrada durante
O annos.
2.' Faculdade de elevarem as companhias as suas tarifas at que possam auferir 7 % de
tuero liquido.
3.a-Garanta de 7 % durante a coaslTOeeao das duas estradas, nao podendo exceder do
itiaximo de 3 annos.
h.'Cessao gratuita des estudos.
5.'Bitola de 1,-fO -entre a face interna dostriios; declives nunca maiores de 0,"015, e
raios de curvatura superiores a 100 metros.
A importancia dos estudos das duas linhas nao piide exceder de 280:i'00*000 que juntos
i ''".vio em que deve importar a garanta durante a construccao das estradas prefaz a sonl-
ma de pouco menos de mil contos.
Esta despeza em menos do 5 annos reverter aos cofres pblicos com juros accmnnlados,
leudo estimulado fortemente a produccao as zonas mais feriis da provincia, reduzindo as
d. spezas da lavoura, facilitando o commercio e promOvcndo o bem estar e a riqueza da po-
pulacao.
E ?e apezar de taes favores, nao se organisarem companliiai que tornera a si a constru'V
cie de tio importantes arterias, jnlgo ainda de vantagem que taes melhoramentos sejam realisa-
dos por conta da provincia, fazendo-se para este fim as operacoes de crdito que forem ne-
cc-sarias.
A estrada de Paje .trt Ploren utibsar as foryas de tuais de 300 mil habitantes que AftriaV
niente ipiMi se aerdem por falta e> transporte seguro, fcil e barato; a producan do algodo que
, depois da do asaucar, a itais importante da provincia epara a qnal e presta perreitameuto
bem o terreno, se desenvolver extraordinariamente com a c.onstsucco desta estrada.
oiiiprHietideis fcilmente a necessidade que tein>s de augmentar os gneros de euporta-
c;l.. para evitannos as perturba. iVs resultantes da osrill%*;o dos presos no mercado, qnando
ueste s ras prejudica a clliuita de certos e determinados generes, favorece a de outros, haveudo por-
tanto, mais ou menos equilibrio na produccao.
A estrada do Liniieiro alm da zona assucareira, vai tambem estimular a produccao do
algodu e tabaco em asaa provincia e no centro da Parabvba, utilisanlo urna populacao maior
de 300 mil habilautes.
Se esta estrada nao fr J construida contimuro os prejuizos de nessa propria lavoura, e
paraera aossa mercado toda a produccao do centro da Parahyba, se nessa provincia se realisar
antes, a eonstfliecao de sua projectada estrada de ferro.
Por todos estes motivos, entendo que nao deve ser addiada a construccao das estradas do
centro e do noi te, ltenlos os grandes beneficios que vio produzir, desenvolvendo fortemente a
riqueza publica e particular.
ESTRADA DE FERRO DO RECIFE A S. FRANCISCO.
O estado desta empreza comiiletamente satisfactorio.
Dejtois que o govenu imperial concedeu a garanta de juros ao capttal excedente de...
485:6:0*000, a companhia tem um futuro mais prospero e segure, que encentra solida base no
constante accrescimo da renda da estrada.
Durante o anno de 1872 e neste* doiis ltimos mezes, a conservacilo da via permanente
desta estrada de ferro fez-se regularmente.
De suas obras d'arle apenas a ponte de ferro de Mocotolomlw -, que foi sempre conside-
rada urna m construcca, abateu ; acha-se, porm, reparada devidamente. Todas as mais pontes
de ferro es tan em perfeito estado, e foram pintadas.
E' sensivel a auzencia de um commoiio edificio para a estacio central nesta cidade. O
que em Cinco Ponas preenche este Jim, causa pela sua eslreitesa grandes prejuizos ao servi-
co da estrada, e perianto, ao commercio e a lavoura.
Considerando o governo dependente de melhoramento do porto a questo relativa ao pro-
longamento da estrada para o centro coinmercial da cidade, a nova estacio central ainda nao
Podo ser construida.
As dentis estacaes eslo em encllente estado, tendo sido pintadas quasi todas. Faz-se
entretanto, de mistor, conforme informa o engenheiro fiscal, construir novos armazens em Una,
Ribeiro e Freclteiras.
Foram substituidos por outros de al venara os armazens de madeira da esU'.Tio da
Escada. t
Dentro os nielhoramentos que convm activar o trafego das estaedes intermedias, me pa-
rece de vantagem construir una linha de carris entre a estacio da Ria-Viagcm o o povoado
do mesmo nonie, para onde afflue crescdo numero de pessoas desta cidade em procura dos ba-
nbos salgados.
Parece que a administracao dessa estrada de furo, sendo auxilala pelo governo, nao so
recusar coustruir esse novo e commodo meio de transporte.
Com o intuito igualmente louvavel de desenvolver o trafego, a companhia, de accordo com
o governo, annunciou que conceda passagens gratuitas por dez anuos, s pessoas que construis-
sun casas de um certo valor a margen da pruneira seccao da estrada.
O niovimento dos trens s sotTreu interrupees por forca de accidentes imprevistos. Infe-
lizmente alguns destes foram fataes, sendo julgaJos inevitaveis e provocados por alguns inflizes
que em estado de embriaguez, se achavam sobre os trilhos em lugares de rampas ou curvas, e
por imprudentes, que estando sobre a linha, nao pederam fugir a temp > das locomotivas, que,
por seu impulso natural nao pararam leni|>o de evitado*
No decurso do anno de 1872 essa estrada rendeu 934:3174610, qaanna que excedeudo...
213:6291468, a renda do anno anterior.
Este resultado animador, e revela o impulso que cada da recebe o trafego.
Circularam dentro do mesmo perodo 230,224 passageires de dilferentes classes, alm de
S,.w') militares e 178 empregados civis.
Os trens transportaran 73,H'9,88 kilozrammos de mercadorias e 48,739 volumes de ba-
gagem com 919,083 klogrammos de peso, alm de crecido numero de animaes.
A despeza correspondente de costeio foi de 449:798*026, tendo sido de 4S7r%60S60, em
1871. Resulta que a relacio entre a receita e a despeza foi apenas de 48,14 %> menos 15,30 %
da do anno precedente.
Otelegrapho funeconou sem interrup.io. Para providenciar mais promptamente nos
casos de accidentes, o engenheiro fiscal Dr. Mawel Buarque de Macelo, a enjo zelo se deve em
grande parte a regularidade do servico, exigi a collocacao da anparelhos teiegraphieos em maior
numero das eitacoes Iniermedias.
Possue esta estrada de ferro II locomotivas, qaa py aircularea acerca de 14 annos nao
tarda exigirem substituicao.
Estn encommendadas duas outras, e a compaaMa jMf a ainda indispenaveis mai? duas.
O numero de carros e wagoes o skbl,in|_
de 2.
de 3.* 10 *
Bagagem 4
Wagoes diversos 191
Alm destes eslo em viagem, entrarao brevemente para o servico da estrada 4
carros de 3.J classe, 4 ditos de freos, 4 wagoes para gado, e 4 ditos para carga.
A conservacao de todo o trein rodanto fez-se cuidadosamente.
Da liqnidaco das contas de garantas de juros resultou o seguinte:
SEMESTRE DE JANEIRO A JUNHO.
Receita.................... 525:108*910
Despeza.................. 231:655*631
Saldo.......... 293:453*279
Sendo a garanta de 481:257*778 a somma devida companhia foi de 187:804*499. Desta
coube ao governo geral 164:981*627, e a esta provincia 22:822*872.
SEMESTRE DE JliLHO A DE7.EMBRO.
Receita...............____ 409:238*730
Despeza................... 218:142*395
Saldo.......... 191:096*335
Garanti................... 481:257*778
Soiniiia devida............. 290:161*443
Governo geral.............. 238:093*730
Provincia.................. 52.i*7*7i3
Ftcaram assim liquiladas e encerradas as contas do anno de 1872.
Em outro lugar deste relatorio encontrareis o qrantum da divida provincial proveniente da
garanta de 2 O/U audicionaes pagos companhia dessa estrada de ferro.
ESTRADA DE FERRO DO RECIFE A CAXANGA".
Contra todas as previsoes a situacao dessa empresa precaria. Construida a linha at
o povoado de Apipucos, e com um dispendio poucc considerare!, a companhia auferia vanlagens
e pareca ter um grande futuro.
Estcndendo os seus carris at Caxang, por um terreno difficU, e construindo o ramal dos
AfQictos, augmentou desproporcionadamente o seu capital sem vantagem correspondente. E' a
esta causa, ao menos, que os interessados na empreza attribuem o seu mo estado.
Desta situacao resulta que a estrada de ferro do Recife a Caxang, cessou ha mais de um
anno de distribuir dividendos aos accionistas, e em alguns mezes nao arrecada urna renda suQl-
ciente para o seu costeio.
0 movimento consideravel desta estrada faz-me acreditar que este resultado devalo em
parte a um vicio qualquer de adminstrar;ao; e nao estou longe de suppor, que a companhia tem
sido defraudada em suas receitas, como geralmente denuncia o publico.
Da m situacao financeira da empreza, tem resultado sensivel demora na conclusao das
obras da estrada, a que est obligada boje a companhia por accordos escriptos e assignados entre
o seu gerente e o engenheiro fiscal por parte do governo.
As obras desta estrada offerecem a necessara seguranca. A via permamente esta regu-
larmente conservada; mas ainda est cima do leilo da estrada de rodagem mais de quatro pol-
iegadas, nica elevacao que permute o contrato da empreza.
Pelo accordo celebrado em 21 de dezembr. de 1871, a companhia flcou obrigada a levan-
tar dentro de seis mezes o leilo da estrada publica, para colloca-la ao nivel dos seus carris. Mais
tarde lembrou-se de reclamar e protestar contra este encargo, no que foi attendida em parte, por
um dos meus antecessores, que nao s prorogou aquelle praso por mais qualorze meses, como
dispensou parte do trabalho.
Ainda a companhia insiste no seu protesto que nenhum fundamento tem.
Tambem expiraran) em dezembro ultimo, os prasos marcados para a conclusao das oliras
da parte da estrada entre Apipucos e Caxang,e do ramal dos Alelos, sem que taes obras
fossem acabadas, e nem mesmo tivesse a companhia pedi lo nova prorogacao.
Assiste ao governo da provincia, o direto de mandar concluir taes obras, cobrando da
empreza o seu custo; mas hoje que o seu estado financeiro to pouco prospero, ser diflkil
coagi-la a embolsar os cofres pblicos de qualquer dispendio que d'alli proviesse.
Entretanto procuro resolver esta questio da maneira mais compactivel aos interesse do
publico, e sem compromatter ainda mais o futuro da empreza.
As obras darte desta estrada de ferro, poucoofTerecem de notavel.
A ponte de ferro sobre o Capibarbe nesta cidade a mais importante; depois das exi-
gencias fetas pelo engenheiro fiscal para sua seguranca, reeebeu a ponte alguns melhoramentos,
que garanten) o transito dos trens.
A companhia est obrigada igualmente a substituir esta ponte por outra de melbor
construccao. .
Construiu-se a estacau final do Caxang, que tem vastas proporjoes para o servico da
estrada.
Esto por edificar quasi todas as estaedes intermedias, na linha principal e no ramal; tra-
balho a que est obrigada a companhia.
Possue a empreza seis locomotivas, das quaes cinco, apenas prestara servico regular
nos trens.
Tem em trafego vinte e um carros de primeira classe e oito de segunda.
As machinas circulam constantemente, d'onde resulta terem froquentes desarranjos, que
felizmente nao teem compromettido a seguranca publica.
A sua conservacao apenas a indispensavel.
Os carros sao actualmente mais asseiados do que oulr'ora. Como notavel, ressente-se
do seu uso frequente.
Quasi todos nao teem a fortaleza desojada, os seus eixos sao em geral demasiadamente
finos.
E' a esta circunstancia que se deve mais d um accidento, proveniente da ruptura dos eixos.
Eslo encommendadas mais duas locomotivas de maior forca e oito carros.
Esta estrada rendeu no anno prximo lindo 248:415*860, tendo despendido 233:671*405:
o que d um resultado pouco lisongeiro.
Sollicitou a companhia permissio para supprimir os bilbetcs de assignaturas.
Sendo estes facultativos, em virtude dos regulamentos, nio poda esta presidencia recusar-se
ao pedido feto.
Nao obstante, a companhia addiou a execuc0 d medida, recejando la I vez ser com esta
mais prejudicada.
O moviinento do. trens. bz-se cora sensivel -*rr.gularidale em mnitos dias, nao obstante as
incensante* rerlamacoes do engenheiro fiscal e as multa* por este imposUs. E' de crer que,
depoii da chegada do novo trem rodante, 83te roal tenha de nun rar.
Quasi todas essas irregularidades provierara de pequeos desarranjos as machinas) e*
accidentes, que em geral nao tronxeram outros resultados alera da demora dos trens.
Hoje estiio definidas todas as obrigaces da empreza e logo que esta melhore o sen estada.
fra de duvda que esta presidencia est munida de todos os meios para bem regular o serric
desta-estrada de ferro.
Linha frrea do Krcife Ounda i REMEniBE.O estado geral das obras dessa estradi
de ferro, nada tem de satisfactorio; mal construida desde seu come.-o, mal dirigida technica e
administrativamente e mal consrvala, a via frrea de Olinda tem vivido al hoje, entre as mil
difficuldades que se lite autolham, por um verdadero milagro.
Em virtude da lei u. 1060 de 10 de junho do anno pa*sado, que autorsou a presidencia
a rever os artgos 13 e 14 do contrato celebrado com a empreza, em 22 de julho de 1868, mediante
as clausulas constantes dos s 5 I.* e 2. do art. L* e nico da citada lei, baxou o meu digan
antecessor o regulamento de 11 de ou'.ubro ultimo, o nomeou engenheiro fiscal da companhia o
bacharel Felippe de Figueiia Paria, que muito se tem esforcado por bem cuinprir os deveres
de seu cargo.
Via permanente.Era mo o estado da via permanente, mxime no tocante snper
structura.
Em inuitos pontos, quer na lnha principal, quer no ramal de Beberibe, encontravam-se-
trilbos machucados e fendidos, crescdo numero de dorineutes (stea(iers) podres e at faltas de ca-
vilhas as chapas de connexo (fescb-p'ates).
Raro era alm disso o ponto da linha, onde os dormentes estivessera assenles e coberto-
pelo lastro, tio necessario, tao til a todos os respeilos para conservacao do material fixo e ro-
dante.
Esse estado de cousas, porm, vai hoje melhorando, em vista das reiteradas reclamae^
do referido engenheiro fiscal evo, com ludo, dizer em abono da verdade que a empreza esfer-
ca-se para cumprir os seus deveres, e se mais nao faz por nao 1 he ser possivel, sem compro-
metter desastradamente o seu fulure.
Obras darte. Consistan essas obras na ponte dos Arromhados; nos pontilhes de ma-
deira no largo do Hospicio, em Deliu, no Varadoitro, e na estrada nova de Beberibe ; em agu-
mas bombas abertas e fechadas, de alvenaria, situadas em varios pontos da linha.
Todas essas obras foram mal construidas e exigen promptos reparos.
Estacoks. Dezesete pontos de parada tem essa via frrea, tanto na liona principal. Cu
ino no ramal, iiicluiudo-se Desee numero os laminan as cidades do Recife e Olinda e povoado
de Beberibe.
Eutre as estaedes intermedias sobresaliera as do povoado de Duarte Coelho e Campo Gran-
de, por seren de alvenaria, cuberas de laminas de Ierro galvanisadas,
Thafeco. (kmsiste o trafego dessa estrada no transporte de passageiros, sendo insufi-
ciente o de mercadorias. pela pequea distancia enlre os extremos da linha e do ramal
Entretanto a verba carga parece ir augincntan.il de dia para dia com o transport'
de materiaes de construccao e por for.;a do deaenvolvinento que vai tendo a edificaco nos terre-
nos atravessados pela linha.
MoviMK.vro dos THE.NS. E' quasi sempre irregular o movimento dos trens.
Diversas causas concorrem para isso, sobroaindo entre ellas os accidentes conb'nuale*
desencai't'ilbamenlos, e descuido dos couductores e machinistas.
Pelo horario actual dos trens fazem estes nos dias uteis 14 viagens redondas para Otiad
e 15 nos dias santificados ; e no ramal de Beberibe 12 nos dias uteis e 13 nos santificados, eatre
a Encrusilhada (lugar do enironeamento) e o povoado daquelle nome.
Rkckita k despeza. A receita da estrula no anno prximo lindo montou a I85:060t620
sendo a despeza no'mesino periodo de 131:788i2d, o queda um saldo para o balanco de re*
53:272*2IK).
A relacao entre a despeza e a receita foi, pois, de 71,21 por cento, o que nada temd.-
satisfactorio tomado em absoluto.
Attendeudo-se, porm, a que na despeza figurara verbas que de modo algum poden ser
consideradas como despozas ordinarias de conservacao e exploraco, por sso que importam ellas
augmento do capital; e sao de natureza diversa, essa proporeao decrescer e eonseguintemente
balanco se apresentar mais provavol.
' A receita foi assim dividida por mezes :
Janeiro....
Fevereiro..
Mareo.....
Abril. ...
Maio....
Junho.....
Julho.....
Agosto....
BUffR-.;
Novembro.
Dezembro.
21:113*300
17:330*920
14:7125900
18:888*800
13:034*230
11:954*875
11. -a') i ,-'ft'
10:990*860
12:361*110
l'.O. o>.).'
7; 749*995
27:.4I680

Tot3l.................. 185:060*620
A dupeza dividida por mezes foi a seguinte
5fcJ
Janeiro....
Fevereiro.,
Mareo.....
Abril.....
Maio.....
Junbo.....
Julho.....
Agosto
Setcmbro..
Outubro...
Novembro.
Dezembro.
14:797*115
10:222*985
8:732*763
!: 299*999
9:939* 78
8:612*921
10:833*3't8
8:397*377
12:588*136
8:708*459
9:827*542
13:7j7*394
M
ci-
Total................. 131:788*420
Okucina. Possue a companhia nos abarrncamenos da ra da Aurora um simulacro
de offlcina, onde faz os mais urgentes reparos de seu material, recorrendo muitas vezes as fdn-
diedes da cidade, e s offleinas da via frrea do Recife a Caxaug, .piando os concertos assu-
mein mais proporcoos. ,-.. j k
Trata a companhia de augmentar as suas oflkmas c prove-las, nao so no intuito de ben.
aproveitar a habilidade c estreos do operario que as dirige, mas tambera com o fin de memor
econoraisar a sua renda. ... ,. _
Trkss rodantks. -E' muito diminuto e pobre o material rodante, de que dipoe a empreza.
Eis o quadro d'esse material :
Carros de I.* classe......... 20
Carros de 2." classe......... 14
. Wagons de carga............ 2
Locomotivas.. .............. 6
Alm destes tem mais a companhia dous carros de 1.' classe ainda desarmados, e urna,
encommenda feita de quatro de 2." classe. _
A falta de trem rodante muitas vezes tem dado lugar a senos embarazos a administraca.
da empreza. ... ...
Em geral o trem rodante existente nao e mao. A* locomotivas sao bem construidas e se
achara era bom estado de conservacao. ....
Entre os carros do transporte de passageiros ha alguns bastante estragados c desaceadoa ,
outro* porm, e destes a maioria, esto om boas condieoes e funecionam regularmente.
Tfxegraphos. Nao quiz ainda a companla coraprehender as innmeras vanlagens que
traz ao servico das estradas de ferro o maravilhoso invento da telegraphia elctrica.
E' incrivel que, sem esse poderoso auxiliar, tenha podido ser feito sera maior somma de
accidentes todo o trafego da linha. .
Era virtude do art. 49 do regulamento liscal e a compaulua obrigada a eonstrucese ae
uma linha telegraphica, que espero licar prorapta no prazo alli estipulado.
\cciDKNTis Alm do occorrido no dia 22 de aneiro ultimo, proveniente do choque ov
uma machina com um trem de passageiros, e de que resultou ficar ferido o machmista de uma
das locomotivas, e contuso o respectivo foguista, pequeos foram os accidentes havidos nessa es-
irada, como tudo se deprehende do bem elaborado relatorio que sobre o estado da companma
me dirigi o mesmo engenheiro fiscal. -^
LlNHAS FRREAS DE UNA A JACUIP K DE AGUA PBETA AO BEBED0UR0. Por aCtOS de II *
novembro ultimo contratou o meu digno antecessor cora o Dr. Manoel de Figueira Fana
construceo da linha frrea de Una a Jacuipe, terminando em frente villla de I^eopot-^
dina ; e'com Joao Cardoso de Araujo e Wiliain James Liudsey a de Agn. Prato "t-!,uro.
autorisadas pelas leis prn;,incaes ns. 1,032 c 1,036, de 13 de abril do anno prximo ^assado.
Carris de ferp;, da cidade de r. -vanna. 0contratante da linha de carris de ferro da
cidade de Goyann e seus suburbios, Andr de AbrU Porto, nao tem al esta data dado exe-
eue.o ao sen contrato.
CarOis de ferro a BOA vi\.i:m. -Por depender de vossa approvauo o contrato celebrad
coni Justiuo Jos de Souza Campos, emprezario de uma pequea linha de carris de ferro para
o servico de transporte da estcao da Boa Viagem, na estrada de ferro de S. Francisco atea
povoaco d'aquelle nome, ten deixado o mesmo empresario de dar comeco as respectiva.
Obras, e esta presidencia de applicar-lhe as multas, a que elle se sujeitou em seu contrato, ea
no desse principio a ellas no praso estipulado. .
LlNHAS FRREAS PARA LIMOEIRO, JABOATAO E CIDADE DA VICTORIA. Por acto de 14 de
Janeiro ultimo conced ao Baro da Soledade, emprezario da estrada de ferro do Limoeiro, proro-
gacao do praso por mais seis mezes para o comeco das respectivas obras.
Nao expirou ainda a prorogacao por um anno, que foi concedida ao Dr. Bento Jos aa
Costa para o comeco das obras da ostrada do ferro de Jaboatao cidade da Victoria, de qu
emprezario. .
Creio que, sem garanta de juros a essas emprezas, difflcil sera a tncorporac?o de algu-
ma companhia dentro ou fra do imperio.
As vanlagens que nos podem trazer essas duas linhas frreas sao hoje tao reconhecidx-
iiue me parece medida altamente linanceira a concesso de garanta de juros a essas, e outras
emprezas que tenham de estabelecer-se," no sentido de mais facilitar o transporte dos productos
agrcolas.
Carris de ferro para a torre, estrada nova, caxang e varzea. 0 bacharel Bento
Jos da Costa e o major Jos Antonio de Brito Bastos, desejando dotar a provincia con mal
um melhoramento, propdem-se a contratar, uma linha de carris de ferro puchados por anima."
ou por outro qualquer moor de nova invenco a partir desta cidade para a Torre, Estrada
Nova, Caxang e Varzea.
Achando-se prxima a vossa reuniao, nada quiz resolver a respeito.
Devo, porm, dzer-vos que julgo acceitavel a proposta, uma vw que ella nao traz oaa.
algum para os cofres pblicos, e se obrigam os contratantes pela seguranca publica e t**
passageiros, e mais condiedes que o governo julgar conveniente estipular.
PnOLONOAMENTO DA ESTRADA DR FBBRO DO KSCIFE AO S. FRANCISCO. 0 gOVniO imperad
procura habilitar-se para contratar ou construir o prolongamento desta estrada de ierro deeda a-
actiial estacad terminal d t;na a| o rio S. Francisco.



Biario de Pernambuco Sexta feira 14 de Mawjo de 1873.

este fim raanlou proceder aos estados preparatorios ^or urna eommissle -que- 4ee
e"gflN J-o Gamas do Val e Joseph Wirth. ____^..^
Jurante os 'cus traballros preliminares eom grandes difflcirtdacles.
Para
confiada ao
quer por falta dc apenas estudou iMompletaracnle.cerca de 53 kilmetros durare quasj dpUs.annos >|war .do
um con^ideravel^ *W^ior ,veu dar por extct a commissao por vjs fe ministerio da
agricultura de 13 de agosto do auno passado, e raandou recolhcr os instrumentos e mais
lraba1'Temi essa presideucia imineado a esse tompo o Dr. Manool Buarque de Macedo para
vmlirar de cerlos ctos attribuidos commissao. e tomar conhecimenlos dos estados fcitos. o
temio doutor (.mofeuTque s depois de ceneluidos certas trabalhos de gabinete se desso por
it-rminadi a rommlwap. Assim se procefeu, sendo posteriormente encarregados o director das
obras publicas e |Dr. Huarque de Macedo di reeebimento dos citad >s trabalhos e instru-
mentos que foram racolhklo\ reparticao das obras publicas.
I'referindo o mvcnm proseguir em taes estudos por empreitada particular, eontratoo-os,
por decreto a. 3||J| de 8 de outubro ultimo, com o engenheiro Joao Martins da Silva
Coutinho. \
O empresario aqm ehegou em Ims de novembro do anno passado, trasendo em sua com-
panlna nove engenheiros de reconhecido mrito, cinco dos quaes muito se haviam distinguido na
estrada de Ierro de Pedro H. Aim deste pessoal contratou aqui mais dous engenheiros c quatro
conductores.
Depois de completos os preparativos, foram inaugurados os estudos no da M de
il*zUibro.
O emprezario, que tambem engenheiro em chefe, dispoz o servido com toda a regulan-
dade, achando-se actualmente concluidos os trabalhos de campo na extensao de 90 kilmetros
segundo me participou.
E' de crer que dentro de um anno, ou menos, possam taes estudos estar concluidos, e o
govecno imperial na posse de todos os dados para celebrar um vantajoso contrato para a
construccao das obras do prolongamenlo de urna das inais importantes estradas de ferro do
imperio.
Em fins de dezembro seguio desta capital o mesmo engenheiro para fazer o exame geral
da regio at o rio s. Francisco, tendo regressado em fins de Janeiro.
Segundo as informa-oes que me prostou, a ludia percorre trrenos fertihssimo, apropria-
do cultura da caima c lgodao, c tambem a do caf tabaco e outros gneros importante.
PV planato de Garanhuns em diante prestase o solo geralmeiite a crcacao mas achani-se
grandes zonas agrcolas, desaproveitadas ainda, por falta de transporte.
Atravessaudo o rio raneniaestende-se a linha pela raia do scrlo e das serias que
vio terminar no S. Francisco ate o porto de Jatob,
O clima de Garanhuns'segn lo o testemunho do engenheiro em chefe, Dr. Contrallo, u
um ios melhoies do norte do Brasil, por ser too fresco como S. Paulo, po c salubre. ,
A villa acha-se a 8C>0 metros sobre o nivel fe mar, sendo a altura media do planatto de
7.V) metros; seus picos mais elevados alcaneam 1,000 metros.
Como no sul, pode di viver, pois, coninodainente em Garanhuns os emigrantes europeas,
que devenios tratar do estabelecer cun o fun principalmente de melnorarmos a industria
creadora, tao atrazada entre nos, e da qual. entretanto pode a provincia auferir lucros
rimsideraveis.
A fabrieaco da manteiga e a do queijo s por si darn avallado reudiracnto aos enu-
am bem em Garanhuns,
resultantes da dille-
rcQCA do eliina, nem de alimentaban.
Chamo a vossa atlencao para este ponto que digno do maior apreco.
erantes, principalmente passando ali a estrada de Itrio de S. Francisco.
trigo, o cenleio e outros aereaos do ufio dia da Europa produzcas
e assim os emigrantes nao tem que experimentar grandes inconvenientes
despachos da rREsir>ENm de 12 DEMUtco de por entenderein ser contra a constiliiicao. A conr
1873. I miss.io fe [M'tieoes.
Abaixo assignados, membros dasoeiedade amor! Oatra de Joaqun) Menfenea da silva, propne-
6 h-iwliceneia. A assembl legislativa provincial.! tario da casa que serve de cafen na villa de 8.
e illustrissima cmara municipal, han de. sein dn-1 Benlo, pedindo o pagamento de 40J000.-A com-
vida, providenciar opportuuamente em ordem misso do ornamento provincial.
porem termo as justas qoeixas dos supplicantes,
iinnpre,jK)is, que aguarden! taes providencias.
Antn o francisco Marques. Ao Exin. Sr. bri-
gadero commandante M armas interino para at-
tender o supplicante como a;liar de direito.
\ntonio Sebastin de Mello llego.-Informe o Sr.
inspuWW da thesouraria provincial.
Bibiana Bosa de Morars Carvalho.-Ficam expe-
didas as convenientes ordens no sentido que requer
a supplicante.
Padre Francisco Scabra de Andrade Lima.
Junte a procurarn.
Kraticisca Mana da Coiieeieo. -Concedo o prazo
te uito das.
Francisco Caruciro Rodrigues Campehe. -Infor-
me o Sr. engenheiro chefe da reparticao das obras
publicas.
Francisca Mara da Gonccito. -Seja posto em
'liU-naIC,
Jos Tcente Ferreira llamos.-Deferido com
officiq desta data, dirigido Santa Casa de Miseri-
cordia do Recite.
Jos Vieira fe Mello.Indei'erido.
Jos Domi.igucs de Gusmao.sim, sem venc-
I.H'IltoS.
Tenante coronel Jos Soares fe Mello Avelina.
InfornJe o Sr. engenheiro chefe d.t reparticao das
< bras publicas.
MaitoSl Juveneiode Saboia. Informe o Sr. com-
maudantc superior da guarda nacional do munici-
pio fe Becife.
Marcelino Rodrigues Percha. Nao bavenfe fa-
ga, nao pode ser attendido o supplicante.
Thomaz de Carvalho Soares Brando Sobrinho.
Deferido com oUieio desta data, dirigido tlie-
v'iii aria prov ncial.
Secretaria da presidencia de Pernambuco, 13
porteiro,
Silcino A. Rodrigues.
Rcpui'tictlo li lolicia.
2.' seccao. Secretaria da polica de Pernambuco,
l.'l de marco fe I873.
N. .*i.'t!i. Illm. e Eira. Sr. Levo ao conheri-
t: ii ni i V. Ese. que, segund i consta das partici-
l'a._-res recebidas boje nesta reparticao, foi apenas
hontem rrecolhife casa fedeteucao ordem do
subdelegafe do V districto fe S. Jos, Benedicto,
africano livre, por desordem.
O delegado io termo de Santo Antao, por oJTi-
cio de 26 fe feverero ultimo, cominunieou-ine
nue, segando Ihe participara o subdelegado districto daqaeUo termo, que chegando ao seu co-
iihecimento que no lugar Peripcri se aehavam
iiomisiados diversos ladeos de cavalhM e crimino-
sos, entre os quaes um de inorte a no termo de
Pao d'Alho, para all se dirigir aeompanhado de
lorca, e pondo em creo varias casas sita sno men-
cionado lugarPeriperi nao encontrara taes rri-
uiinosos, por estarem em nutras casas prximas,
das quaes se evadiram por nao terem sido cer
Oatra de Ernesto Augusto fe Ahneida, pedindo
um privilegio por cincuenta annos. alim de collo-
car trilbos para carros puchados por anmaos da
Passagem da Magdalena fregnezia da Varzea.
A' eonimissao de obras publicas.
Saojnlgados ohjeetodo deliberaeao o mandado
imprimir tres projectos : um assignado pelo Sr
Lamenha Lins, translerinfe para a freguezia do
Bonito a parte do terreno do engenho que actual-
mente pertence-a dos Montes e os outros *mir
la coniniisso de obras publicas, um approvando
0 acto da iiresidencia que prorogotio contrato ce-
lebrado com o bar.io do Uvramento para o cala-
mento desta cidade e o outro deferindo a pelicao
de Andr de Abreu Porto, autorisando o presiden-
te da provincia a contratar com este ou com qnem
melbores vantagens offererer o esta'eli-eimento de
trlhos de ferro as mas, onde nao nssaren os
actuaos da companha Punnmbuco Street IVnlicny.
Um parecer da referida eommisso indefermdo
a petifSo de Manoel Bastos de Abren e Lima, que
pede um privilegio para constenir trapiches sobre
agua, para a exportarlo de productos agrcolas da
provincia, o qual foi approvado, e bem assim um
requernento dn Sr. Camboim, ppdlndo tnt se. so-
licite fe Exm. bisjxi diocesano a informacao que
sobre o projecto n. V do anno passado foi pedida
por esta as-enibla.
Entrando na ordem do dia, c ntinuou a segun-
da disciissao do projecto que regula a Cobranza
de llenuras, legados e doaces. sendo rejeitadn o
ai t. e prejudieafe o 2*, assim como o substitu-
tivo fe Sr. Vieira de Araujo, e prejudieada a
emenda.
Entrando em 3" disciissao o projecto n. 0 de
I87i, sobre bibliulheca publica, depois de apoiada
e ser posta em disciissao urna emenda do Sr. Fi-
gaejrua, verilicando-so nao haver numero para
otar, levanta-se a sessao, designando-se paraor-
ilo! a.. ,',,. ftantnoaco da antecedente, 2" dis-
inti dos |irojelH Yfs. .... .,. y\ e y, dg 1x73
103 de 1871 e 3" do de n. /5 de 1870, 3'J fie 7i,
10, 47, 86 o 87 do anno passado.
Confui-srt.-Concluio-se hontem o concurso
para provimenlo vitalicio da segunda cadeira de
geographia e de historia moderna d>> gymnaso
piovincial, vaga pelo fallecimento do Dr. Antonio
Bangel de T rres Bandeira.
A' esse respeito nos communicam o se-
guinte :
Os candidatos, depois de havercm escriptoo
ponto de geographia f.hysica, passaram prova
oral.
A sala eslava completamente cheia de espec-
tadores.
O candidato Sr hachare! Joao Perera Lagos
Jnior arguio em astronoma transcedente, sobre
systemas; aprofundando a materia e mostrando
elevados conheeimentos na analyse das leis de
Keppler, etc.
0 candidato bacharcl Joao Pereira Lagos re-
velou grande talento e muito estado, merecen as
4*oefc, etc.) americanas e inglezas, as quaes preen-
cliem, cerlo, os fins uesejados, mus apresentam
oinconveuionte de serem escripias em idioma ai-
da, nii muito vuJg.1rk.1do entre nos, aloui di< exi-
girejii axonrerfaii,fe medidas e : -sos ingleze* pa-
ra os do systeiua mtrico, j adoptado e seguido
no patz.
A Codernetu de Camno, portanto, veio liber-
tar-nos da ik'peudeiicia das notas manuscriptas,
coiligidas por eada en^-nlieiro para seu uso exclu-
sivo e das carteira sstraageiras que se resentem
daquelles iconveotentes.
t Divido-se o livre do Sr. Dr. Passos em duas
partes: na prim '-.i trata dos trabalhos prelimi-
nares ou de expturacio; da>Qos a deseripcao diis
instrumentos (bussolus, niveis, theodolito, tranxit
ou theodolito americano, e outros) usado as di-
versas operaejles de aliuhamento, nivelamento,
etc., acompanhando-a una .explcacao sobre o mo-
do de manejar e rectificar esses instrumentos;
segue-se um capitulo sobre o tracado das curvas,
e a solucao dos dilferciUe problemas que se po-
dem aprosenlar segund<> a namreza do lerreno;
outro sobre a cctnslrucfio das .plantas, je perlis;
outro finalmente, sobre os clculos relativos aos
moviuientos de Ierras ; sendo, comtudo, para sen-
tir que o autor nao tonha tratado, neste ou em ou-'
tro capitulo, do modo de comecar e terminar as
exea vacos e aterres, da dcmai cacao dos taludes,
dos cortes, e mais alguns trabaihes executados
freqnentemente pelos engenheiros de estradas de
ferro.
t A segunda parte comprehende urna cnlleccao
completa de formulas e tabellas ; militas destas
ultimas nrganisadas pelo autor, quando emprega-
do nos trabalbos de exploracao e construec.io da
estrada de ferro D. Pedro II, e portanto saneciona-
das pela pratica.
O Sr. Dr. Passos prestou, pois, com a pnbli-
eacao do seu trabalho, um relevante servico en-
genharia brasileira; servico que muito convida
que fosse imitado em todos os outros ramos dessa
sriencia, que to directamente contribnc para o
progresso do paiz. Ahi estio as nossas madeiras
demandando urna tabella de pesos especficos c
resistencias, que as torne conheeidas e pro ve sua
superioridade para as Vx)nstruce,o.)s, sobre as ma-
deiras europeas.
Terminando, fazeir.os sobre a Caderneta de
CumH) nina ohscrvaco; refere-se ella ao modo
porque foi encaderna'da a obra. Parece, com ef-
teito, que se em vez de dar-lhc a forma de libreto
ou caderneta, o autor tivesse preferido de ear-
t ira, com bolsa, papel para notas, lapis, etc.,
semelhanca das de llenek, Schnnk, Molesworth e
outros, ter-se-lia attingido es mesinos fins com
maior cnuimodidade paran engenheiro. >
V:i|ini'IS:iiitiis.Chegou hoiiteiu da Babia,
por Macei, este vapor da companha brasileira,
atim de trazer um carregamouto de algodo.
Dos jornaes de Macei, que recebemos, extra
hirnos o seguinte :
Acha-se preso e rece Iludo cadeia do Penedo
o famigerado Joaipiim Lopes Freir, irmao do sal-
teador Joao Querino e um dos do valhacouto da
Mataba !
No dia 15 do correte o alferes Floriano, com-
mandante da forra em diligencia msta comarca
( Penedo ) coadjuvado por inspectores de quartei-
n'ies e pessoa* do povo do districto do Salom e
Porto Real, acompanh.-wlo de am olficial de justica
com rouipetente mandado do subdelegado, de po-
lica, poz-sc no encalco do referido Lopes e de mais
dous *us eompaiiheiro: de facanhas.
Neste mesmo lia fez o alferes Floriano um
cerco, que foi malogrado, e s depois fe'quatro
das de fadigas (no dia 19) pode com a urca que
o aeompanhava, em numero superior a 50 pessoa*,
cercar a Lopes, no nlio Olh 1 d agua do mtio. Lo-
pe-, venido-se cercado, e intimado para entregar-se
prisao, poz em uso um ca vinote e urna laea de
ponta cop que se adun'a armado, e reagio obsti
lindamente contra a forra resultando desta resis-
tencia, sahirein levemen e ferios no peito um sol-
dado, e o mesmo Lopes no quadril na perna es
querda, Qcanfe Lopes preso, e apprehendidos dous
cavalkis, que se aehavam em poder do mesmo ;
assim eenw as anuas j referidas, 31 000 em di-
nhoiro, t sella, 1 carona, 1 par de bota*, t anneis
e um botan de ouro ; estes tres ltimos enjertos
foram logo entrefues verdadeira dona, c os do-
mis autoridade policial.
O Sr. alferes Floriano tem sabido muito'bem
comprehender a missao de que se acia enear-
regado, e na verdade corrospondiJo a conlian-
ea que nelle depositain o governo da pretrincia e
o Dr. chefe de polica : merece por tanto sinceros
encomios. Continu o r. alferes Floriano, como
at agora, na ardua tarefa de acabar com o couto
da Marab, que receber por sem duvida touvo-
res deseos superiores,eos agradeciinentbede todo
o pov< docta comarca, e fe dar
radas, sendo que um dos referidos individuos, fu- sympathias das pessas presentes.
.'indo, precipitadamente atravez de bayonetas da
.-.-ilta,, iicou ferido levemente, e foi capturado e
conduzido presenea do respectivo juz munici-
pal que fez corpo de delicto : e finalmente que
pelo inquerito que a tal respeito se proceder,
verificara-se que semclhante ferimento nao fra
causado por negligencia nem premeditacao dos
soldados da escolta.
1 delegado do termo do Rom Conselho, por ofD-
eios de 5, t e 7 do corrento, partieipou-me que
no da 3, no lugar denominadoTaquary, daquelle
ti 11:10, Pedro Antonio da Silva, estnprou brbara-
mente, a gueda, de 8 anuos de idaJe ; que fez o
..uipetente corpo de delicio na pessa da offen-
(iiila, a ipial acha-se em estado de nao poder con-
rvar-st em pe e que proceder ao respectivo
o pierito e naqnelln lata o remetiera ao Dr. juz
uunicpal do termo, para os devidos fins.
Qn, no dia 6 do correte fizera remessa ao
juio Goaipetente doinqnerilo que proceder con-
tra i'.leuientino Rodrigues Barbosa, por crime de
furto de c.ivallo.
Finalmente que, no lugar Laga da Farinha,
daquelle termo, Francisca Mara da Conreicao e
urna sia lilha de nome Antonia, indo derrabar
m\ pan onde existia um cortigo (le abelhas, acon-
: que este cabase inesperadamente, esma-
ganfe o crneo e qnehrandia perna direjta da
iienconada francisca Maria da Conceicao, qne
fallecen instantneamente, ipic acerca de seme-
ihante facto procedra a corpo de delicto e de-
ntis diligencias recommemiadas por lei.
O subdelegado de Belem rccolhea ;i esta repar-
ticao duas lacas, um estoque, urna granadeira e
urna bayoneta, apprejiendldas no districto de na
juii-diceao.
O Dr. delegado da capital, por oicio desta
data communicou-me que, segundo Ihe participara
n subJelegado de Belem, lera remettido ao Dr.
juiz de direito. do 4 districto crimina!, o inque-
rito policial que proceden acerca do esmagamenlo
do cripulo Joaqun) Miguel Purciuneiua, por um
dos trns da estrada de ferro do Recife a linda,
de que, tratei em minha parte diaria sob n. 471.
de o do eorrente.
I"iis guarde a V. Exc.Illm. e Exm. Sr. com-
mendarlor Renrique Pereira de Lucena, dignissi-
mo presidente desta provincia.O chefe de polica,
::: Concia de (Jueiroz Barros.
;JEMAMBCft
REVISTA DIARIA.
t-somuw-a provincial. Funccionou
b'jntem tom vinte e seis senhores deputados.
Depois de approvada a acta da sessao anterior,
S IJ aWMlario leu o seguinte expediente:
Uiua feticSo de Manoel Mara Cesar de Mello,
aiHJ;*i ola normal, pedindo para ser ad-
niittidrt rame de materias do terceiro anno, vis-
to ter dado, pnr motivos jusiificados, quarent fal-
tas A romrnissao de nstruccSo publica
Otrtra *? Francisco de Paula Carrteiro Ucra e
Arcbtas Wnfelpho da Silva Mafra, representando
contra p tpico do relatorio eom oftc o Exm Sr
i-resifenfe-da provinria abri esta assembl, no
qual polron>ssao de um privilegio do sertigo
...,10 ..
iiWtuanoem favor da Santa Casa de MisericordiS, ros basileiros Wt$u (pocket-book* field-
Por sua vez arguio o Sr. baeliarel Manoel Pe-
reira de Moraes Pinheiro, em historia, limilando-
j se fados historeos e suas dalas, esgotando a
' sua arguc.io antes da hora marcada.
I O Sr. bacharel Moraes Pinheiro conhecido
I nesta cidade; entretanto a opinio publica n^o
. trepidoit em pronunci r-se pelo priineiro dos can-
1 didatos.
Os pntos da prova eseripta foram pouco mais
ou menos os seguintcs :
(leographia phisica, origem e systema das mon-
tanlias. declive pronorcao e altura em rclacAo as
suas planicies e platos, divisao das cordillieras,etc.:
geographia poltica ; limites da Europa central
occidental, governos, re gioes e productos; his-
toria, estado da Europa antes da revolucSo de
'789, principa'mcntc em Franca, at a restaura-
ran dos Bourbons.
Caderneta de Campo. Sob este titulo
publicou em Londres o Sr. Dr. Francisco Pereira
Passos, distinelo engenheiro hrasileiro, um peque-
o e elegante livro, de reconhecida utilidade para
os praticos que dirigem ou exeeutam trabalhos de
exploracao e marcacao de linhas frreas, e bem
assim para todos quantos se oceupam com traba
Ihoi de levantamento de plantas, nivelamentos e
outras semelhantes operaxbes proprias de enge-
nheiros, agrimensor e conauctores de obras de es-
tradas, livro eminentemente pratico, e por isso
mesmo credor da estima dos entendidos em mate-
rias de tal naturAa.
Agradecendo ao seu autor a remessa que se
dignou fazer-nos de um volunte de sua obra, que
se aeha exposta venda na livraria franceza, a
ra Primeiro de Marro, recommendamo-la aos in-
teresaados, a qnem tambem ofrecemos as .seguin-
tcs linhas, que trans^revemos do Diario Oficial do
hio de Janeiro, linhas que exprimem um iuizo, de
que e merecedora a obra, e que parlilhamos por
ser a expressao fiel da verdade.
A engenharia brasileira acaba de ser dotada
com um livnnho cuja falta tem sido at lio e bas-
tante sensivel aos que se dedicara ao estufe, ex-
ploracao e construccao dos caminhos de ferro
Referuno-nos Caderneta de Campo, escripia pelo
Sr. Dr. Francisco Pereira Passos e ntidamente
nnpressa em Londres, onde esse nosso hbil enge-
nheiro acha-se em coinmissao da estrada de ferro
de D. Pedro II.
Quem conhe;er a natuteza dos trabalhos ipie
deveni ser executados antes e durante a construc-
cio de nmavia frrea; quem tiver experimenta-
do quanto sao enfadonhos os clculos que, a eada
passo, tem o engenheiro de clfectnar no campo, e
a facildade com que em eperacoes tao repetidas
escapam erros, sempre prejudiciaes economa e
presteza dos servigus, apreciar devidamente a ne:
cessidaile de urna colleceao de tabellas e formulas
que acilitem e diminuam o trabalho.
Fm materia de estradas de ferro, esta neees-
sidade torna-se sobretodo notavel no tracado -das
curvas, porque a aatureza e accidentes do terreno
d.io Jugar a numerosos e va iados problemas, cu-
jas solticScs s cnsta de muita pratica nodein
ser retidas na memoria, e acarretam caleums tri-
gonomtricos que, sem o auxilio de nina eaderne-
ta como a que o Sr. Dr. Passos fez publiear, por
dentis embaracariam e tororiara penosa a mlssio
do engNthciro.
A ver^cidade do que deixamos dito confir-
mada pelo uso f-onstantc que fazem os engenhei-
tlco de aljelhas que nelle havia, no IngarLag(*ia
da Farinhado termo do Bom Onselho, aconte-
ceu caliir aquelle inesperadamente, esmagando o
crneo e quebrando a perna dreita da infeliz
Francisca varia da Qinceico, que iastantauea-
lunite morreu.
Armas defezas. Pela subdelegara de
Belm foram apprehcijdidas 5, que tiveram o de-
vi.lo desuno.
Deelaracwo neeessaria. N.e a com-
panha-Recife Orainageque est proeedendo
iininerso de canos Jna parte novamente calcada
da ra de Pedro Alonse, mas sim a de illumina-
eao a gaz.
Illnstraeao H.-spunliolu e .Vmeri-
cana. Becebepms pelo vapor francez Rio Gran-
aV os ns. 6 e 7 deste importante e agradavel jor-
nal.
0 h. t traz urna revista geral, do ir. Cadena ;
El verodero, por Juan Garca ; Poesas do Cam-
poaiuor, Soriano e Arellano y Pesquera ; La no-
vela de un Joven rico, por Carlos Frontaura ; Lo
escrito de las mujeres, por Manuel Valcrcel ; El
parto de los mares, de Jos Femaudes Bremon; e
ainda varios artigos interessantes.acompanhados de
magnificas gravuras entre as quaes figurara o re-
trato de Bulwer Lyttrn ; El Pordiosero, typo tole-
dano, por V. Becq'ner ; A apresentacilo offlcial do
infante D. Luiz Amadeu ; A entrada do cstreito de
Magalhaes; A vista do templo romano na entrada
da ponte de Alcntara, em Cacres; o castello de
D. Rimo do Cutruclio, em Pontevedra ; A vista
do parque central em Nova-York, etc. etc.
Os principacs artigos do n. 7 sao as biographias
de alguns dos membros do novo ministerio hespa-
ohol, e do Sr. Marios, presidente da assembl; a
sessao da academia hespanhola, a que assistio o
imperador do Brasil; los Metoalis, por D. Adolpho
Mentaberry ; Miacum, por D. Antonio de Trucha,
etc.
As gravuras sao os rebats dos ministros ac
tuaes em Hespanha, de Figueras, presidente do
poder executivo, e Marios, presidente da assem-
bl ; o exterior do cougresso na tarde de 10 do
eorrente, e proclamaco da repblica na assem-
bl ; a sabida de D. Amadeu e D. Maria Victoria,
do Paco ; o retrato de S. M. a Impcratriz viuva d
Brasil, e a couduccao do cadver para S. Vicente,
etc. etc.
Lotera. -A" que se acha venda a 43' a
beneficio da matriz de Serinhaem, a qual corre
no dia 20.
I.eilao. -Hojc, ao meio da, na sala da Asso-
ciavo Commercial, serio vendidas as apolics da
divida publica e ac^oes da companha de Beberi-
be, pertenecntes ao espolio do finado Antonio Joa-
quim de Souza Riheiro.
Tambem boje effecta o agente Martins, s
11 horas do dia, um leilae de movis e alguns
alectos de prata : na ra da Soledade n. tt.
Casa de detcncao. Movimento do dia
12 de marco de 1873 ;
Exisliam (presos) 343, entrou I, sahiram o,
existem 339.
A saber :
Nacionaes 226, mulleres 14, estrangeiros 40.
eseravos 51, escravas 6.Total 339.
Alimentados acusta dos cofres pblicos 207.
Movimento da enfermara do da 12 de mareo
de 1873:
Tiveram alia :
Jos Ferreira da Silva.
Manoel Martins da Silva.
Jos Alves d'Almeida.
Thomaz Alves d'Oliveira.
Silvestre Francisco Lourenco do Monte
Francisco de Souza Vantia e Silva.
Manoel Jos d'Oliveira.
Passaeiros.-Vindo3 de Macei pelo va-
por hrasileiro Dantas :
Major Antonio da Silva Gusmao, sua familia
i eseravos, Justino Florentino de AgUiar, Julio Al-
ves Teixeira de Macedo, Valerio Jo- dos Santos
Jos Maria Goncalves Pereira, sua familia e 0 es-
eravos, Manoel Bastos dos Santos, Honorio Joao
Teixeira,- Jos Maria Garca, Bento Berello, Gui-
Ihermina Ignacia dos Santos, Fredericj Mure Wil-
liam llaghs, A. Osani, llabid Hatar.
Sabido na barca brasileira S. Jos para o
Rio da Prata :
Manoel Joaquina Miranda Seve.
o Exm. Sr. presidente da provincia autorisou
acamara miiuicipal desta cidade a incumbir ao
secretario da raesma cmara das funcedes de bi-
bliothecario, mediante urna gratillcrcao que se Ihe
arbitrar por esse trabalho: va ser a dita bibhotbe-
ca eslabelecida em una das salas do pavimento
terreo do palacete da cmara, em que mora por
arrendameuto o Sr. Dr. Prospero, que gratuita-
mente cedeu-a para esse lim.
Anniwrsurio.Na segunda-feira, 17 do
eorrente, 1.* anniversario da sagraran do nosso
venerando pastor o Exm. e Rvm. Sr.' D. Fre Vi-
tal, baver missa cantada na cathedral de Olinda,
as 9 horas da nianha, com assistencia de S. Exc.
Rvm.
Como de direito, deve o clero secular e regular
assistir essa solemnidade, e dar na missa ilesse
dia a collecta : Deus omnium fidelium Pastor et
Reelo famulum futan Vttalem, quem Tastorem
Ecclesim Otindensis etc.
Declaraco.Na lista dos accionistas da
companhaSanta Thercza, publicada hontem,
deixon de ser contemplado o nome do Sr. Joao Her-
menegildo Borges Diniz, que accionista de 50
accoes, o que ora tica sabido.
Companhia Santa Therexa.-Reun-
ram-sc hontem, hora marcada, os Srs. accionis-
tas desta companhia, em assembl geni, repre-
sentando 1,313 acodes.
Occupou a cadeira da presidencia o Sr. commen-
dador Jos Jeronymo Mouteiro, e a de secretario
o Sr. Dr. Symphronio Cesar Coutinho.
Foram pprovados unnimemente o relatorio,
balance e parecer da commissao de exame de
contas.
Entre outras deliberacocs tomadas pela assem
Idea geral no seutido de facilitar o supprimento
d'agua e gaz aos habitantes de Olinda, nota-se a
approvaeao unnime da proposta apresentada pelo
gerente, o Sr. Justino Campos, nao s para a con-
cesso de meias penas d'agua, como tambem para
serem facultadas as canalisaces para gaz e agua,
mediante aluuuel pago mensarmente.
Resolveu igualmente a assembl geral conce-
der plenos poderes directora para deliberar
acerca do pagamento do debito contrahido para a
terminacho das obras, pela forma mais convenien-
te, a nao ser ooerada a companhia com o paga-
mento de premios altos, caso baja demora na
emissao dos 50:000* de acco j autorisada, e
concedida pelo governo imperial
Levantou-se a sessao s 2 horas da tarde.
Haja euidado.E' mislor haver cuidado
na roino casas para a roa, alim de nao offender algum
transente sorprendido com o encontr 'Inespera-
do de taes objectos, como ha poucos das aconte-
cen urna pessoa que, ao passar pela ra Duque
de Caxias, esleve em risco de perder os oaos as
ponas de unas varas de ferro que cram levadas
do interior de urna Terrajara para o carro que as
dovia conduzir. Cuidado.
I todos aromticos.Nao agradara ao
publico os que costuma dar nos transentes corta
casa do largo do Capim, como nos foi hon-
tem communicado por urna das victimas de
taes banhos.
Parece-nos que o Sr. fiscal de Santo Antonio,
querendo, poder mudar o curso de tal catarata
fedorenta, e s procurar saber donde ella se des-
penha, o que Ihe nao ser difflcil.
S fleou m.Chegando ao conhecimento
do subdelegado do 2. districto do termo de Santo
Antoque.no lugar Piripcrl; de sua jurisdieco,
estavam homlsiados algunS ladrees de ravallos e
ootros criminosos, entre os quaes um de morte no
termo de Pao d'Alho, para all se botou aeompa-
nhado de fsrea, mas com tamaita infellcidade,
qne os nao encontrn no ponto denunciado ;
pois j haviam elles modado de abrigo pira um
outro ponto, donde lhes foi fcil a evas, com
excepcao de um que, tarde ctridand > em si, pre-
tenden de balde romper por entre as bayonetas da
forea, visto como foi Sempre capturado j leve-
mente ferido.
Rstupro. No lugar denominado -Taquary
do terma do Bom Conselho, Pedro Antonio da
Silva estuprou brbaramente a "urna menor de 8
annos de idade, de nome gueda. v
E esse monstruoso reo nao foi preso Ah, re-
forma judiciaria I... Reforma jodiciaria !...
Morte casual. Francisca Maria da Concei-
'iiBCACOES j PEDIDO.
Pereira de l.ueena ante aw-
seiulila proviueinl.
Como pernambucano, como filho amante
miraiior uesia ;> .,,.. ..o.. iuioi..i
ail-
I 1 1 I .. V lo lili.11 O 1 1 1 ni
se inscreveu na historia, levantamos um brafe de
anMi:w;a 1 e de louvor ; com esse orgulho nobre
e distineto, que nasee no eoracio e cimentado
por um passado de gloriosas recordacoes. que le-
vantamos esse brado que dever acliar eco em lo
dos os oonefet pernambucanos
Esse despertar doce efagueiro que nos arranca
a um somno de morbidez e entorpecimento peri-
foso, trazido pelo relatorio do Exm. Sr. Dr. 11
. de Lucena.
E* como un pernambucano distineto e nobre
que o Exm. Sr. Dr. Lucena se moslra.
Nao foram as mentirosas conteinporisagoes de
urna poltica mesqainha e degenerada, nao foram
as questiunculas polticas de, conveniencias que
prfl.lomin.iram no animo de S. Exc.
Devendo o berco esta Ierra lo fadada pela na-
tureza, elle quer com o seu esforcj faze-la chegar
s aspira^es nobres, que h.lo de um dia servir de
inveja a muitos paizes.
Pernambuco |>ela~ sua posirao est desuado
a ser a prineira provincia do imperio.
Grande pela sua populacao e extensao terri-
torial, importante pela riqueza natural e posicio
topographica, respetavel pelo valor, nunca des-
mentido de seus lilho?, attractfva pela amendade
do seu clima, nao foi, acreditemos, por obra do
acaso, mas antes por disposicoes da Providencia,
qne esta joia da corda brasileira ficou assim en-
gastada entre as provincias, como o ponto do
apoio do norte, e o do equilibrio do sul esta
provincia tao bellamente descripta por S. Exc.
que tem estado adormecida pela inercia de todos,
pela falta de um impulso que a lance no caminho
do aperfeicoamento, resentida da falta de una boa
administraeo, quasi todas ephemeras e de festa,
assim como por outro lado carcomida por entra-
nhados e reprovados vicios polticos, que tao can
cerosamente a tem alfectadj.
Ao passo qne a cenlralisadora corte, esse tonel
eterno das Daables, absorve a pujanza das pro
vincias e lebrlha ostentando urna grandeza eo
lossal a cusa dellss, estas se debatem em duras
necessidades, estragando as debis forjas que Ihe
restara era questoes, que s fazem abrir um fundo
abysmo ; que mais tarde trar o duro desenlace
fe urna decadencia, prolongada por urna tremenda
crise finaneeira.
Esse estado que geral, s achou nma forra
mais vigorosa em S Paulo, nessa provincia das
grandes ideas, das grandes emprezas e d) verda-
ielro "patriotismo, c no Cear, que tende aprosi-
mar-se daquella.
Quando nos vivemos ngloriamcnte, uina espe-
ranza parece querer pascar nos coudas dedica-
dos o verdadeirarnente pernambucanos.
A' assembl provincial, a veladora dos nteres
ses e das necessidades immediatas das provincias,
aquella que reserva em si' o principio de vida que
pode innocular no estado da provincia, pela sua
diguidade c confiaiica dos seos comuittentes, a ella
dizemos, apreseutou-so o Exm. Sr. Dr. H. P. de
Lucena, .lembrando-Ihe as alias fun:r/>es que
exercem e os benficos resultados cora que pode
dotar esta trra tao ingratamente tratada por seus
proprios filhos.
A assembl provincial cumpre respeitar o man-
dato que tem, cumprindo fielmente o fun para que
Ihe foi confiado.
A' ella cumpre corresponder as elevadas vistas
de S. Exc, auxiliando-o grandiosamente em suas
medidas e iniciando todas as que Ihe competi-
rem.
Em S. Exc. o Sr Dr. Lucena, encontrar um au-
xiliar extremo, que sempre ser adiado, como
guarda avancada em frente do progresso, execu-
taado pressuroso os que delle dependercm, coope-
rando para o engradecimento da provincia e do
'paiz como elle proprio o diz.
A nenhuma outra ambicao tem procurado,
nem ha de procurar realisar, sean todo o bem
possivel a provincia a que deve o berco ; se dar-
Se-ha por pago de todas as fadigas no cumprimen-
to da ardua e, espinnosa tarefa de qus se acha in-
cumbido, se merecer o Ilustrado apoio da mesma
assembl, ella corre immedito dever de levan-
tar 39 grandes qucstOes de vida e de prosperidade
para esta grandiosa provincia.
A assembl provincial foi a nica doaco que
recebemos da corte, o nico triumpho descentra-
lisador que se aleancou, pois- bem, quando ella
Jucfncerra em si os grandes predicados que po-
em habilitar tira povo a ser feliz;, della deve-se
cao e ama sua Slha fe nome Antonia, Infe-der-1 esperar i maior somma de beneficios possivel, lo
rubar um po para se aproveitarem de um-cor- J bem auspiciada por um zcloso e dedicado adminis-
trador qac quer fe&tr fe sua admin-iracan re-
cordaces salutares e de bera geral, e que tanto
\< ferio concorrer pata animacao de ootros que
he suocedam.
Cumplir a afsorabla o seu imperioso dever
E o que desejamos e almejamos.
Sera bom qtie os dignos deputados, ensurdeci-
dos ou esquecidos de todas as pretenroes, se revis-
tara de urna cotta de malha e tenazes, eortem pela
raiz as pretenroes intoresseiras e polticas, deixcm
de annexar e desannexar freguezias para fortale-
cer ou enfraquer potentados eleitoraes, deixera de
crear cadenas em duas esquinas confrontes para
aquinhoar professores protegidos, cortera na lei do
orcamento com a verdadeira e genuina virtudc
catonica, todos os retalhos que Ihe quizerem pen-
durar, etc. etc.
A assembl provincial que tao gloriosas recor-
dacoes deixou nesla provincia pelos seus antigos
membros e que de certo tempo a esta parle tem
decahido asombrosamente pela proteceo larga
que se concede s pretenefiea mais dcsarrazoadas,
pode subir muito no conceto publico ; pdo^fazer
esquecer a iugloria vida uue tem lulo com urna
completa regencra.ao, pode dotar a provincia de-
grandes melhoramentos, engranderendo assim sua
trra que agradecida leinbrar os nomes dos seus
representantes que a flzeram levantar desse aba-
timeuto vergonhoso e criminoso.
Se a maiora dos presidentes que tem tdo esto
malfadada provincia, tem sido indolentes por na-
lureza e por conveniencias polticas, aceite-se o
nobre e dedicado esforco do actual presidente, que
tj trabalhador e zelosi) se lera mostrado nos ne-
gocios, e preste-so es-e auxilio antes que cheguc
o prximo verlo, poca na qual, em regra, reuo-
vara-se os presidentes, como sensata e provada-
meute diz o filustre escriptor lavares Rastos.
Prestera-lhe o valioso apoio os dignos deputados
e depois ver-se-ha a quem se deve elogiar ou ac-
cunar.
Cumpra cada um o seu dever.
9 de mar^o de 1873,
Mocin.
A Provincia narco.
Einliin a Ilustrada opposicao cansada de espe-
rar pelo longo espaco de 3 mezes, por inelhora-
inenlos e reformas, viacoes, etc., etc., por parte do
Exm. Sr. Dr. II. P. de Lucena, dignou-se era seu
consciencioso directorio -lavrar a sua Matonea
poltica.
Emhora S. Exc. nao haja revelado plano dead-
rainlstracao, melhoramento serio e ellicaz na or-
dem moral econmica ou material; emhora ludo o
que S. Exc ha feite constitua um mixto de levian-
dades, imprudencias, falta de tino administrativo, se
bera que temperado por alguns ( raros I ) rasgos
de energa e inpraldade, que mais ridcutos tor-
nara os seus actos !... romo diz a nobre opposi-
cao, comtudo Utma da sua ha a opinio pu-
blica.
Nao ha duvida que esta sua opinio, se alguioa
propriedade tem, do ira aut studio, de querer
desconsiderar ; entretanto um argumento ad
personaiu.
Acredite a nobre opposicao da Provincia, que
os seus proprios correligionarios, como eonfessam
era toda a parle, esto muito longo de partilliareiu
de suas convicees negativas, como por sua pro-
pria honra julsamos.
Estude a illustrada opposicao o relatorio de S.
Exc. com ira aut stadio ou sein elle, proteste ein
nome das fementidas liberdades publicas contra
os actos de S. Exc, porque acuna de ludo est o
dever c a conscieucia.
A linguagein da opposicao que t.io nobre e im-
parcial se quer mostrar, derabe muito do posto
pie quer assumir.
Ha sempre o interniinavel pretexto do bem pu-
blico em tudas as accusares !
Ha bem pouco estudava a opposicao a Btoaoio
finaneeira, ante a construccao do asylo de n-endi-
cidade, esse cabo dan torninUs para os cofres .
hoje a opposicao aecusa S. Exc. por falta de ini-
ciativa econmica e material I
E' o ser e nao ser de Sckapearc no Ilamlet.
A opposicao acensar eternamente o governo
por fazer quando elle o izer e por nao fazer
quando nao o lizer.
O bem publico capa com que se cobre o espi-
rito systematico de opposicao, mas nao considera
que para os que sao circumstantes peior que a
cana de Diogenes.
Nos nos encontraremos no mesmo caiiinho, es-
tude a opposicao o relatorio de S. Exc c conside-
ra luz de sua esclarecida razio, mesmo em pa-
rallelo com os snudosos precedentes do Progresso,
porque nos tambera por nossa vez o Liemos.
12 de marco.
Phocion.
O expediente principiar s 9 horas *h
manila e lindar s i da tarde.
Ra do .Vigario n. 1, primero
ckir.
aD-
Capital
Fundo
Seguro conlra-oga
COMPANHIA
INORTHERN.
.... 20,000:0003K>00
de" reserva. 8,000:0003000
Agentes,
Mills I.atham & C.
RA DA CRUZ N. 38.
SEGUROS
MARTIMOS
CONTRA E0 FOGO.
A companhia Iiulcmnisadora.estabelecida
nesta prafA, toma seguros martimos sobre
e contra fogo
navios e seus carregamentos
em edificios, mercaduras e mubili.is .
ra do Vigario n. 4, pavimento terreo.
na
Bem publico.
PARA S. EXC. O SR. I'llKSIltENTE DA I'ROVIS-
CIA V. A ILLUSTRADA ASSEMBL TROVIN-
C1AL VERKM K l'ROVIDF.NC.IARKM.
Era j lempo, porque o povo soffria muito. E
soiTria resignado, porque esperara no carcter
justiceiro de S. Exc o Sr. presidente da provincia
e na illustrada asgembla provincial que, com-
posta de 1110505 intctligentes e laboriosos, nao se-
riara indiflerentes aos brados pungentes, de urna
populacao inteira.
E demais, se o castigo do ep, militas vezes pa-
rece aos olhos do hornera, que se faz esperar,
porque Deus, em sua omnipotente sabedoria, en-
tende az-lo demorar, alim de ver se chega ao
peccador a hora sublime do arrependimento, como
bem nos ensna a parbola da figueira.
Mas tudo foi baldado aos phariseus do monopo-
lio das carnes verdes, que pelos factos, j se torna-
ram invulneraves ao arrependimento, e levados
pela sede de uina ambieao desmedida, nao conde-
ce: mais as peripecias dos crimes em que seengol-
pharam, c famillarisados com o estorcer das rezes
victimas, tornarara-te indiuereutes ao martyrio da
humandade, deixando smente que a alma se ex-
panda ao satnico sentimento de urna ganancia
llagelladura.
A hora fatal tambem havia de rnegar para os
monopolistas das carnes verdes ; e tanto assim.
que a voutade misericordiosa de Deus, j se fez re-
velar por intermedio da ilustrada assembl pro-
vincia!. E a populacao ser salva, nos o espe-
ramos.
E baldada a ostentacao do vosso dmheiro, ad-
quirido sob tantas maldi.oes. Nada vos valer
Boje, nem a vossa filauda poltica, porque a elei-
cao directa ahi vera, e'csses caslellos ameacadores
ho de cahir, pela raesma forma que a arvore mor-
tfera de vossa assocacao.
Exms. Srs. deputados da assembl provincial,
os habitantes desta cidade esperara de vossa sabe-
doria e patriotismo um paradeiro a tantas trope-
las pratcadas pelos monopolistas das carnes ver-
des.
Recife 13 demarco de 1873.
Urna Victima.
COMPANHIA ALLIANCA
seguros martimos e terres-
tres estabelecida na Baha
em 15 de Janeiro em 187 0.
CAPITAL 4,0O0:000?OOO.
Toma seguro de mercadorias e dinheiro a
risco martimo em navio de vola e vapore-s
para dentro e fra do imperio, assim coin
contra fogo sobre predios, gneros e b-
zendas.
Agente : Joaquim Jos Goiicalves Beltrio,
ra do Commercio n. 5, Io andar.
Seguro coHlra-fogo
THE LIVERPOOL & LOXD09& GLOB
INSURANCE COMPANY
SAUNDER8 BROTHERS C.
11Corpo Santo11
PIUCA DO RECIFE 12 DE MARCO
DE 1873.
AS 3 1/2 HORAS DA TARDE."
' iliir"M-s oili-n-..
Assuearmascavado purgado 25200 por 1-i kilo*
hontem.
asnear bruto superior 20o0 por 15 kilos, hon-
tem.
Assuearbruto bom I 923 por 13 Icos. hontwn
Algodo da l'arahyba I* sorte 10-MHJO por lo
kilos posto a bordo a frito de I"- d
e 3 0i0.
Cambiosobre Londres a 90 d|v. 27 d., 27 7|8 d.
e 27 l{\ d. por l. honlem.
Dito sobre dito a 90 it|v. 27 1|8 d. pr 1*000,
hoje.
Cambio sobro o Rio de Janeiro 8 d|\. ao par
i/ubourcq
Presidente.
Leal Seve
tecretano.
Dia II
Assuearmascavado purgado 2200 por lo kilos
hontem.
Assuearbruto superior U por 13 kilos, honlem.
Assuear-brulo lmn 1*600 por 13 kilos, hontem.
Assuear bruto regular 1880 por lo kilos,
hontem.
Assuear-Canal IJCOO por 13 kilos, honlem.
AlgtHlo=^ Algodo de 1" sorte 95200 por 13 kilos
Cambio obro Londres ;i 90 d,v. 2f> 7|8 d. por
I *, co banco, hontem.
Dito robre dito a 90 d|v. 27 l|8 d. por 1*.
Cambiosobre o Me de Janeiro 8 djv. ao per.
IJuliourq
Pelo presidente.
Leal Seve
Pelo secretario.
CiVfMEBCm
COMPANHIA
Phenix Pemambucana
Toma riscos martimos em mercadorias.
fretes, dinheiro a risco e finalmente de qual-
quer natureza, em vapores, navios vela ou
barcadas, premios muito mdicos.
RA DO COMMERCIO N. 34.
SEGUROS
CONTRA-FOGO
IMPERIAL.
Ra meiro andar.
Agente,
W. 6. FENNELLY.
BANCO COMMERCIAL
DE
PERNAMBUCO
Desconta lettras de cambio, de te rra
quaosquer ttulos pblicos.
Recebe dinheiro em conta eorrente simples,
em conta eorrente com juros e por tet-
tras.
ALFANDEGA
Rendimenlo do dia I a 12. .
dem do dia 13......
.;.S7:827IH
;I3:539*49
621:30653.-
Descarregam hoje li de marco de 1873
Vapnr inglezOftro/imercadorias para aifan-
dega.
Escuna iogleaA>i/;6o<;mercadorias para al-
fainlega.
Patacho inglez Princessmercadorias para al-
fandega.
Patacho allemao Cecilia farello j de.sparhatk)
para o trapiche Guerra.
Lugar allemo Alfred ferros j despachados
para o trapiche Conceicao, para conferir.
Barca ingleza Abeone ferros ja despachados
para o trapiche Conceicao, para conferir
Vapor nac.malDantasgneros nacionaes para
o trapiche da companh a pernanibucana.
I. gar inglezAun Wheaton farinha de trigo j
despachada para o caes do Apollo.
Iiiiuortaca*
Baha e escalas vapor nactonu
dantas, ron-signado aJ. .n*. Gonpii^s Pe-
reira, maiiifestou:
Algodo 2,219 saccas ordem.
Panno de algodo 30 fardos ao consigna-
tario. 11 ordem.
DE3PA.IICS DE EXI'OTACAO NO DI.; 13 DE
MARCO DE 1873
Para os portos do exterior
No brigue sueco l.izette, para Bltico, ar-
regaram : G. Neesen & C. 2til saccas com 21,990
kilos de algodo.
.Na barca sueca Jon Sjodin, para o Canal,
earregnram : R. Schmmcttau 4 C. 58 saccas eom
4,263 1|2 kilos de algodo.
No navo inglez Maru. para o Canal, carre-
garam : S. Brothers & C. &W saceos com 43,600
ki.os de assuear mascavado.
Na barca ingleza Perseverance, para Liver-
pool, carregaram : J. I'ater & C 10 saccas com
666 kilos de algodo.
Na barca franceza Fgaro, para o Havre, ear-
regou : E. ubeux 1,300 couros -verdes eom
i7,300 kilos.
No navio francez Albertne, para o Rio 4a
Prata, carregaram : A. F. Oliveira A C. 273 bar-
ricas com 30,663 kilos de assuear branco.
No brigue nacional Olinda, para o Rio 4a
Prata, carregou : H. B. Oliveira Jnior 50 bar-
ricas com 3,b28 l|2 kilos de assuear branco.
Na galera portuguea Firmeza, para o Har-
to, carregaram : E. R. Rabello & C. 49 saccas
cora 3,6i2 kilos do algodo.
Na barca portugueza Alegra, para Lisboa,
ca regarara : E. H. Rabollo A C. 444 couros sal-
gados com 5,328 kilos.
Para os portos do interior
Para Santos, na barca hespanhola Autonu
ta, carregou : P. M. Maury 10 pipas e 23 bar is
com 7,050 litros de agurdente.
Para o Rio Grande do Sul, na escuna alte-
rna Horisont, carregaram : a monm Irmaos & C
130 barricas com 14,702 l|2 kilos de assuear mas-
cavado e 230 ditas com 19,023 ditos de iti
branco.
Para o Rio Grande do Sul, no patachebra-
sileiro Principe, carregou : T. A. Barros 3< O bar-
ricas e 100 ditas com 36,126 l|2 kilos de a9MK*t
braneo c maeavado.
Para Uruguayanna, no patacho german>'
Noncir*, carregaram : Carvalho A Nognetrsr*)
barricas com 48,t01 kilos de assuear branco.
Para e Cear, no vaoor nacional Pirapama,
carregaram : Barros Jnior & C. 20|3 barrir-
tora i,061 1|2 105 kilos de assuear branco ,"M-
S. Faria 16 latas com oleo de reme.
Para Maco, no hiate hrasileiro Adelina do*
Enearrega-sepor commissao dequa.quer fiOT^* '-rrt
operaco bancarta. I Para Maco, na barcada Dous Ami^s, car-



i


WW"^"1**
Biarfa dse PenttoWdfc Bx& fera H de Mrc$ 1873.



.<=rr.
rcgaram J.CB. Poqtes 8*flipa* c 3 barris com
l,2i8 litros do agurdeme ; Faria i Filhos 3 bar-
ris oom 288 kilos de niel ; para Messoro, 1- C,-D.
Ribeiro 8 pipas com 3,840 litros de agurdente ;
pra o Natal, Feruandes 900 kilos de assucar branco.
Para Piraugy, na hamaca Unido do Norte,
carregaram: A. Oliveira C. 2 barricas com 180
kilos de assuca branco.
CAPATAZIA DAALFANDEA _
KonJimento do da 1 a 12. 7:oi8207
ld8io do dia 13...... 5355448
8:033*653
VOLUMES SABIDOS
No dia la 12......
Hrwoeira porta no dia 13. .
Segunda porU.....
Iterceira porta.....
Trapiche Conceieao .
envigo MARTIMO
Alvarengas dcscarregadas no trapiche
da alfandega no dia I a 12. .
Ditas ditas no dia 13......
Navios atracados no trap. da alfandega
Alvarengas ........
N> trapiche Conceic).....
27,423
338
66
UKS
12,630
10,922
69
4
1
7i
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE
RAES DE l'ERNAMBCO
Rudimento do dia 1 a I. '. Jfc3Mi8M
dem do dia 13...... 1:718*239
30:311*063
CONSULADO PROVINCIAL
PATRIMONIO B03 ORPHOS.
Rtia da Senzala-veiha.
Casa terrea n. 16...... 209*000
Os pretendentes deverio apresenlar no acto da
arrematacao as suas (ancas, ou corana reccrem
acompanhados dos respectivos liadores, devendo
pagar alem da renda, o premio da quantia eci-
que for seguro o predio que contiver estab djop
ment cominorcia, assim como o servico da lim-
peza e presos dos apparelhos.
Secretaria da santa casa da misericordia do Re-
cife, 1 de fevereiro de 1873.
O escrivao
Pedro Rodrigue* de Souza.
RendfmeMa do dia 1 a 12.
Han d> dia 1 !. .
.-5.2723316
6.8283694
62:1013010
MOVIMENTO 00 PORTO
Navios entrados no dia 3.
W.icei-1 dia, vapor hrasileiro Danto*, de 671
i .ii-l i.'.a -. iMimnandaole Anselmo Peres, equipa-
gem 24. carga algodio e outros gneros;
orden i.
Rio de Janeiro-16 dias, barca ingiera Cuba, de
320 tonelada, capito James Potter, equipagem
9. en lastro : orden.
Montevideo-30 .lias, patacho allemo Tlietis, de
|.') toneladas, capitn R. Engelken, cquipagem
(i. carga farinha de trigo ein saceos; a Cam-
ino i Nogueira.
it:o Grande do Sul 28 dias, brigue altanan Ge-
Si'iUl, de 236 toneladas, capitio II Rater, equi-
pa yem 7. em lastro ; ordem.
Rio de Janeiro -16 dias, galera portuguesa -tuda-
Ca, de 905 toneladas, capitio Jos Antonio dos
Santos, equipagem 18. em lastro ; a Thomaz de
A. Fonceca C Suceossores.
Navios suhidosno mesmo din.
Rio da Prata Barca brasilein S. Jos, capitn
Francisco Dias .la Costa, carga assucar.
Liverpool-Bacca franceza Grenville, capito Ma-
7.in. carga algodo.
EBITMS,
a e atad >ria da cmara municipal denla ci-
dade scientilica aoa douos de diversos estabelcri-
mentos de porta aberta, que do l* demarco vin-
douro comeen a cobranza do imposto de 40t>n,
cacado por lei, devendo, porin, ser apresentado
na mesan contadoria, o eonhecimento do imposto
feral sobre industria e prolisso, aflm de que pro-
vera ter assim pago o dito imposto.
ftmbem sao chamados a vireni pagar o impos-
to de 23300 sobre qualqtier estabelecimento que
vender espirito ; 65' 00 por cada ramea ou veh-
culo de qnatro rodas, empregados no servico da
capital ; 100 ris por palmo de terreno dentro da
cidaile ilo Reeife e seua suburbios, quena-i esteja
edificado OU cultivado, embora se conserve mura-
do ; 20000 por cada casa V sobrado na cidade
d I Recife, que conservar varandas ou sacadas de
madeira ; 60 ris por palmo de terreno nos povoa-
dos de Magdalena, Capunga, Chacn, Casa Forte,
Poco da Panella, Caldeireiro, Monteiro e Apipu-
Cos, pie nao esiiver muiado ou cercado, conser-
vndole u cercas em bom estado ; 40 ris por
palmo de terreno em toda a extensao da cidade do
Horife a Apipnos, que nao estiver murado, cx-
ianlo-se os temmn, que tiverem cercas na-
tivas em bom estad de couservaco ; 20*000 por
rada baixade capan dentro da cidade do Recife ;
10*000 por cada urna machina a vapor, das que
.vistirem ou forein montadas na cidade do Recife
para qualqoer mister : e Analmente o imposto de
31000 e 203000 |ior cada boceteira e mscate que
vendes dentro do municipio do Recife.
Contadoria da cmara municipal do Recife, 27
de feTereiro de 1873.
O contador,
; i v loiit. Cassiano de V. Albuquerque Maranhio.
Pela mesina contadoria da cmara muniri-
pal sao chamados ao dones de diversos estabcle-
meotM de porta aberta a virem pagar os impos-
to, atrazados que se acharem a dever, bem como
o> aniis imposto do exntelo prximo n 187' 1872.
Contadoria da cmara municipal do Recite, 27
de fevereiro de W73.
O contador,
HypolitoCasaiano de V. Albuquerque Maranh.ao
Santa Casa de Misericordia
do Recife.
FORNECIMENTO DE 28:000*006 ANNUaES:
A junta administrativa da Santa Casa de- Miie-
ricordia do Recite preeisa contratar o fomeri-
iento dos gneros ahaixo declarados, que tira de
consummir todos os estabeJecimentos pios seu
cargo, no trimestre de abril a junho do crtente
anno. Recebe propostas na sala de suas sessSes
pelas 3 horas da tarde do dia 13 do corrente.
Aletria, kilogrammo.
Agurdenle, litro.
Aceite doce, idem.
Arroz de Maranhao, idem.
Bacalho, kilogrammo.
Banlia de porco, idem.
Batatas, idem-
Cha Hysson. idem.
Cal ein grao, idem.
Carne secra. idem.
Cebla, eenlo.
Farinha de mandioca da trra, litro.
Feijao inulatinho, idem.
Farello, sacca.
Fumo do Rio, kilogrammo.
Gil; lata.
IO, sacca.
Manteiga franceza, kilogrammo.
Potassa, idem.
Raii, idem.
Sabao, idem.
Sal, litro.
Tapioca, kilogrammo.
Toncinho, idem.
Velas de carnauba, idem.
Vinagre, litro.
Viuho tinto de Lisboa, idem.
Vinho branco, idem.
COMl'ANHIA PFHNAMBliCAM
DR
!%nvijsuco coteirn n vapor.
PARAHYBA, NATAL, MACO, MOSSORO', ARACA-
TY, CEAR, MANDAll', ACARACU* E GRANJA.
O vapor PPtmama,
coitmraadanto Aieve-
ilb-,sefniir para os par-
tos cima ba dia 15
do correle, 5 no
ras da tarde.
Recebe carga alio din 13 enoommendas at o
dia 14, passagens e dinheiro a fete al as 2 hora*
da tarde do da da sabida,: escriptorio no Forte do
Mallos n. 11
Velai sterinas, kilogrammo.
Secretaria da Santa Cwa
Recife, 6 de mare de 1873.
da Misericordia do
0 escrivao,
Pedro Rodrigues de Souza.
INSPEGCAQ DO ARSENAL DE
* MARI.NHA.
Faz-se publico que a eommissiio de periu exa-
minando na forma determinada no regnlamento
annexo ao decreto n. MI de 5 de fevereiro de
18.*i4, os cascos, machinas, c Ideiras, a.iparellios,
mastreaeoes, velames, amarras e ancoras dos va-
pores yfandahn' e Pirnpama da companhia Per-
nambucana de navegaco costeira, achou todos
esses objectos em estado de poderem os vapores
continuar no serrieo em que se empregam.
Inspecco do arsenal de marinha de Pernamhu-
co, 11 demarco de 1873.
Francisco Romano Stepple da Silva
Inspector.
Pela thesouraria provincial se tax publico
que foram transferidas |ara o dia 27 do corrente
as seguintes arrematacoes :
Fornecimcnto de alimentu;ao e dietas aos presos
polnes da casa de deteu>ao no trimestre de abril
a junho.
Ssaenta ivis por litro de agurdente consumi-
da na comarca de Nazareth, cuja renda oreada
em 2903900 por anno.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 13 de marco de 1873.
O olncial-maior,
M. A. Fwnvira.
Pela thesouraria provincial se faz publico
que foi transferida para o dia 20 do corrente
mez a arrematacao do sitio dos Remedios, adjudi-
cado i fazenda rovincial pela quantia de 3:3733.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
oambuco, 13 de marco de 1873.
O offlclal-maior,
3/. .1. Fcrretra.
Cowpatthia iuhwhm e fomle'm
At o dia la ik>.correnUr esperado de New-
Vurk, por S. Tlioma e Para, o vapor americano
South America, o qual depois da ueuiura do eos-
turne, seguir para os |K>rto& do sul.
Para fretes e passagens trata-se com os agen,
tes Henn* Forster & C, ra do coaimereio n. 8
cbttPANHA- PERrAMBCAflA
DB
\a o y: y lo costeira vapor.
MAAiA.Nta'AI'E.
S.^iie para o porto cima
un dos vapores dncompanhin
Pemambucana no dia 17 do
corrate, as 5 horas'da tarde.
Recebe carga, cncomnwn-
das, passageiros e dinheir a
frete at as 2 horas da tarde feriptorio no Forte de Mattos o. 12.____________
VAPOR DANTAS
A sahir con brovi-
dade para Baha pelos
portos de Maci, Pe-
nedo, Aracaju', Estan-
cia. Recebe carga, pas-
sageiros por cnta do
fretador Jos Mara Goncalves Pereira, para os hi-
dicados portos : a tratar com o commandante a
bordo nu com Francisco Goncalves- Torres : na
ra do Mrquez de Olinda n. 1. ^^^^^
Mi
83 apolicesda divida publica.
'le uih cunta ele res cada ama.)
1 dita de seisseiitos mil reis.
il5 ditas da oomp.-mliia.de Bcberibe.
I Na sala Ja Assocagao Coratrierc4.l Bene-
ficeule.
Hoje
14tdo corrente.
aomeiodia
0 agente-Pinto lewr novamente a leilao, hoje,
{"ao-meiu dia, na uafa de entrada-da astoeiacan com-
merdal, as-apeliees e aceocs cima mencionadas.
]x>rtenceutes ao esfwlfe de tlii.tdtr Afifonio Joaquim
de Sonza Riboico, d eonfonnidade com aiaestna
aatorisacao para-a vemte amnwif iada para hontem.
THE
SANTO ANTONIO,
EmprezaVicente.
Snhbadi) 15 de inarfo de 1873.
'i.' repreMoataeilo
CIGANA DE PARS
s 8 1|2 horas.
THATRO
Pacifit1 Sleam fcivigalinn Compaq
Royal M Mners.
At 0 dia I do corrente mez espera-se da Eu-
ropa o vapor desta companhia Cusco.
Recebe passageiros, dinheiro a frete. etc., para
o sul e pollos de Pac lie da suaesoala.
O primeiro vapor1 para a Europa ser o CU*-
ftoriizo, que dever cliegar aqu at 23 de abril
prximo, e dabi em diante ten para a Europa uui
va|K>r da companhia todas as qninzenas.
Para toda e qualqoer informaca pudciii dirigir-
se aos agentes Wrfeon Rowe A L._____________
roMiriAiiii
DE
wim$ mUshu.
Oo dia 15 em diante
esperado dos portos do
norte o vajHir (uur,
commandante Teixeira. o
qual depois da. demora do
coslume seguir para os
do sul.
Para fretes e passagens, trata-se na agencia,
ra do Commercio n. 8.
[0, i spelho oral com moldara e fritos douraV*
de vidro
I ara O KO W?Wlu dO-bll). \i'm'h'seFftiist'pm de mangas
Para o porto cima proteo le seguir cora muita' n 2,bollas de cores,
brevidade a escuna pdrtugneM Christina, tero
parte de seo carregamonto, e para o restante aue
he falta, trata-se com os seus consignatarios An-
tonio I.uiz de Oliveira A'evedo Si C. no s0 es-
criptorio roa do Boro. Jess n. 57, outr'ora ra
da Cruz.
Urna commoda de moeno, 1 toilette de Jacaran-
da, 1 cama franceza de Jacaranda, 6 cad iras de
jacarando. 1 lavatorio com ofpellio, 1 matquetao
de amarello, 1 marqueza de oto, eadeira* e can-
di eiros.
I;ma excellenle secretaria- de amarello, 1 guar-
da vestido, 1 rommoda de marello, 1 apparelbo
do electro pate, 1 salva de prata, louca de jaolar,
dita para almoco e outros objectos de uso de urna
familia.
Na.ra da Solodade u. 66.
J agente Martins tan leilta, por atnoriacao. de
urna familiaique se retira; pan* a Europa, d> to-
des os movis lonca. prata r mais objeitos aciaia,
es qoacs serlo vendaos pelo tfiaior prego'; prin-
cipia s If hora do dia.
BEGtLNBAiFEIRA' 17DE MAIMIO.
sll horas.
Por maulado do Illm. Sf. Br. joiz do commer-
cio, o agente-Rnho Borne le^-ar a leilao as fa-
zendas peitencentes a Lsluvao Candido datSiKa,
constando de chita, cainbraia, alpaca preta, 15'de
cores, bros, rasl-res, chapeos altos para homens,
casimiras ew eorte^ C mais al gnus retaliitis de di-
versas fazeda<; em sen escriptorio ra do
Bom Jess a 33, primeiro andar. _______
DE
50 barra com alcatro.
SEGU3DA-FEIRA 1T DO COKRKNTE.
Ao mei dia em ponto.
O agente Pesia; far k-flfio, por conta e risco
de quem pertencer, de 5u Ixarrix oom alcatrito, os
quaes se-aettMii. padrotes anxame na porta da
guarda-mora da alfandega, e serio vendidos sem
reserva, no dia-segnola-Jeira- f7 do corrente, ao
meio dia; na porta do Aunes defronte da alfande-
ga. Adverte-se aos Srs. compradores que se de-
vem informar primeiro do estado dos barris.
LEILAO
>E
30 arrobas de tigos em eaisas de 8 e 4 li-
bras.
SEGtNDA-FEIRA 17 DE MARCO.
0 agente Pestaua far leilao, por conta e risco
de quem pertencer, de 30 arrolws de fijr-js, os
quaes sern v.'udidos em 1 ou mais lotes, no dia
segunda-feira 17 do corrente, s II horas da ma-
ulla, no aruiazeiu do Aiuies, defronle d'alfodega.
O Dr. Delphino Augusto Cavalcante de Albu-
mterque, juiz de direito e do emumercio do termo
deOoda, por Son Hagestnde Imperial e Cons-
titucional, a quem Deas guarde etc.
Pato saber a todas os habitantes desta cidade e
enmarca, e quem interesse tiver, que a requeri-
raento de Carlos Alves Basboza, tcm de ser arre-
matados por leilao quem mais dr, no dia 14 do
ntrente, s li horas da unnh, os gneros e ar-
macij da venda sita na do Amparo, desta ci-
dade pertotieeutes; ao aw-stado Clemente Antonio
da Silva Araujo, para pagamento do que se aeha a
dever ao supplicante, pelo que foram arestado?, e
llura que ehegue ao eonhecimento de todos, man-
do costume e publicado pela imprensa. Dado e
asilo tiesta calado de Olinda, aos II de mareo
de 1673. Eu Joaquim Hermillo Candido das Cha-
g&s eseriva. do civel e onunerco o subscrevo e
nssigno por estar conforme. Eslava urna eslaiu-
pilha de duzent.s ris inutilisada na forma da lei.
Olinda, H de mareo de 1873. Delphino Augusto
Cavbante de Albuquerque. Ao sello 300 ris.
Valha sem sello ex-caosa. Delphino Augusto Ca-
valcante de Albuquerque.
0 Illm. Sr. inspector da thesoonria provincial,
!m- cumprinifliito da ordem Jo Exm. Sr. presi-
dente da provincia, manda (azor publico que no
da 20 do corrente. parante a junta desta thesou-
rari* serao vendidos ein hasta publica e a quem
mais der. 130 oranchoes tirados do lastro da ponte
de S Joo, e l depositados, servindo de base para
l liBttaaja o p.eeo de 36*000. a duzia dos ditos
prancboes.
E paw constar se raandou publicar o presente
palo jornal. .
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
io, 13 de marco de 187:1".
O ofllcial maior,
M! A. Fin-eim.
Sabbado 15 do corrente.
Representar-sa-ha o sentimental drama em 4
actos, ornado de msica da composicao do maes-
tro oronha :
FA1ILI4 MOREL
Este drama extFahido do romance Os Mis-
terios de Parle.
Terminar o espectculo com a applaudidi co-
meda ein 1 acto :
Quem casa qner casa.
Principiar as 8 1)2 hora
Domingo 16 do corrente
V* 6 mi-as la tarde.
Reprcsentar-se-ha o conhecdo drama era 4 ac-
1
Lisboa e Porto.
A galera Asia a sabir em
poucos dias recebe carga a fre-
te mais barato do que outro
qaalquer navio ;tem excel-
lentes accommodacoes para
passageiros. A tratar com
TitoLivioSoares: ra do Y i-
gario n. Ir7, Laudar.
DE
14\5, ijlO-c 4 duzins (e garrafas de vinho
tinto, para fechar cuntas.
Se$iin 0 agente Pestaa far leilao, por conta e risco
de quem pertencer, da barris com vinho tinto
cima mencionados, e serao vendidos em 1 ou
mais Iota*, no dia segunda-feira 17 do corrente s
11 horas da inanha, uo ariiiazeui do Anuos, de-
fronle da .ilfin.l.-u-a.____________________
coTnfwtt'ras, garrafai, co|hh, clices, porta-garra-
hs, b.-oiilcj,-;-*, cobertas de ara ne, objed&s. A*
electro-piale, bancos para jardim, vaso para fi-
res, eseadas de abnr, mesa e taboa de engom-
mar, mesas e irem ac cozinha, e outros objectos
de easa de familia.
^iiinM-.ia %1 do eorrenttf
No primeiro fular do sobrado da ra Irnpe-
ralril n, 42
Jos Henrique Trindade, tendo de fazer urna
viagem ao Ro de Jaeiro, levar a leilao por in-
tervencao do agente Pinto, os movis o mais objec-
tos existente em casa de saa residencia, priawi-
ro andar do sobrado da ruu da Imperatriz n. 12,
onde se elfectuar o leilao no da 27 do correnta
O leilao principiar s 10 Vi horas em ponto.
m m Lia m
DO
Engenlio Monte d'Ouro
SABBADO 22 DO CBRENTE
s 'i horas em ponto
Por mandado do Illm. Sr. Dr. juiz de direito es-
pecial do commercio desta cidad-*, requerimento
dos administradores da massa fallida de Siijueira
4 l'areira, o agente Pnho Borges far leilao do
engenho denominado Monte de Ouro, sito no ter-
mo de Ipojuca desta provincia, o iraal foi peoho-
rado por execuro dos ditos administradores a
viuva e herderos do Dr. Ignacio Nery da Fonce-
ca, adjudicados indicada massa.
Ao meio dia em ponto, no escriptorio do referi-
do agente ra do Bom Jess n. 53 (outr'ora na
da Cruz), onde os Srs. pretendentes podem ha ver
as infcrmacoes necessarias.
avisos DVFRSOS
C4SA DA FOliTIM.
AOS 5:00G#000.
BILIIETES GARANTIDOS.
A' ra Primsiro de Margo (outr'ora ra do
Crespo) ?i. 23 e casas do costume.
O ahaixo assignado tendo vendido nos seus fe-
lizes bilhetes. m Metro n. 2V7 com SOOlfKX),
e outras sortes de 40j000 e 2OJGO0 da lotera
que se acabou de'exlrahir (42.), convida aos
possuidores a virain receber na eonf jrmidade do
costume sem descont algum.
Acham-se venda os felzes bilhetes garantidos
da 4a parte das loteras a lienefieo da matriz de
Serinhaem (43"), que se eirtrahir na quinta-feira,
20 do corrente mez.
PRECOS.
Bilhete inteiro 0*000
Meio bilhete 3J000
Quarto l30t
EM POBCiO D 1003000 PAKA CIMA.
Bilhete nteiro 55500
Meio bilhete 2*730
Quarto 1*375
Mamel Martnt Fiuzr-
Allwicaii.
Pcde-sc s autoridades policaes e eapiUea de
campo que apprehendam a escrava Quntiliana,
iiuc se acha fgida desde principios de fevereiro
do corrente anno. Signaes : alta, fula, tem os de
dos dos ps um pouco abertos ou separados um
do outro, anda sempre- calcada e de chales, inff-
tula-se torra, apparece sempre no barro do Reci-
fe e clgumas vetea na estaco da ra da Aurora,
embarcando para Oiinda. Quem apprchende-la, le-
ve-a ou para a casa de detteiKao, ou ao seu se-
uhor Thomaz Jos Susinao, nos Qualro Cantos,
em Olinda.
COHIPANHIA
DOS
THILHOS URBANOS
io
Recife Olinda e Beberbe.
f^i
' c'i
Devcndo ter lugar n*
domigo, lfl do corrente,
urna corrida de boi no
pateo do Carmo, em
Olinda, esta compenhia
expedir os trens extraor-
narios que a concurrencia exigir e de que?
a mesma compnnliia pudor dispr,- alcm dos
irens orJinariosidicados na tabella ein vi-
gor.
Escriptorio da companhia, 12 (fe margo
de 1873.
O gerente interino,
Lawrentino Jos de Miranda
0 Sr. Ofympio Fran-
cisco de Mello tem urna car-
ta nesta tjpographia. ____
CASA DO 0U10
Aos 5:0007000
Bilhetes garantidos
Una do Bardo da Victoria (outr'ora !\'ovaJ
n. 03, e rasa do cosame.
O abaixo assignado acaba de vender nos seus
moito lelizes bilhetes a sorle de 5:000* em quatm
quartos de n. 91, a sorte de K 0* em bilhete in-
teiro de n. 1737 e q atro quartSs de n. IM6 com
a sorte de 1003, alem de outr s sortes meno-
res de 'iO* e 20* da lotera que se acabou de ex-
trahi (4S"j; convida aos possuidores a virem re-
ceber, que prompt mente serao pagos na forma
do costume.
O mesmo abajxo assignado convida ao res|>eita-
vel puldico pai vi no seu estabehvimento com-
pr r os nwo felzes bilhetes, que nao deixar de
tirar qiiabnjer remio, como prora pelos mesmos
ammn ios.
Acham-se venda os muito feliies bilhetes ga-
rantidos da 4" parte das lob ra a benelicio da
igreja matria de Serinhaem, que se extrahir n>
dia 20 do corrente mez.
Procos"
Inteiro 6*000
Meio 3*(XH)
Qnarto *5003
De lOOrOOO piirn mu.
Inteiro 5*500
Meio 2*750
Quarto 1*373
Recife 12 de marco de 1873.
Joo Jonimm da Costa lAite.
LEILAO
Para
o
b.'lAAC
Vai sahir muito breve o brigue Portuguez tri-
umpho. Recebe carga c passageiros, a tratar com
Tito Lirio Soares ; ra do Vigario n. 17._______
COMPANHIA l'KttNAMBt-A.NA
DB
\avc^arao costis* vapor.
MACEI, ESCALAS, PESEDO E ARACAJ'.
0 vapor Mnduh,
commandante Julio,
seguir para os por-
tos cima no oa 15
do corrente, s 5
horas da tarde.
Recebe carga at 6 dia 13, eneommeHdas at o
dia 14, passagens e dinheiro a frete at as 2 hora*,
da tarde do da da sahida : escriptorio no Forte
do Maltos n. 12. ["
DE
fazendas inglezas
Parte de dillerentes volnmes avariados a
bordo do vapor inglez Qastndi, na sua
ulitna viagem a este porto.
tkri;a-fkira 18 docohiventk
s 10 1)2 lloras et ponto.
Por ntervencao e no escriptorio do agente Pin-
to, rmidoBomJesu^m^^_______________^_
LEILAO
DE
mn variado sortfmento de mercadorias, miudezas
e mais artigos ahaixo declarados, existentes no
armazem da ra do Imperador n. 45, por liqui-
dacAo e sem reserva de precos, e em lotes a
vontade des compradores.
A SABER :
m escolhdo sortimento de lustres e arandel-
las (para gaz), de vidro, porcelana e brooze, can-
deeiros para kerosene, mangaste vidro, camas de
ferro e chumbo, chalarizes, lavatorios, barmetros,
thermometros, machinas de costura, sobre salentes
e agulhas, campanhias para portas, transparentes,
enfeites tara salas, estantes para chapeos, esta-
tuas e mallos outros artigos de gosto, que estaro
patentes ao exame dos concurrentes no da
QUARTA-FEIKflO 1)0 CRRENTE
0 agente Piolo, autorisadojplelos liqukJatarius
da casa de W. 11. Chapman, levar a leilao a ar-
iHacu e mercaderas existentes no arraazem da
ruando-Imperador n. 43, em lotes a vontade dos
compradores.
Em continuado
Transferir-se-ha o arrendaniento do referide ar-
mazem (telo lempo que lalta (3 annos e 5 mezes)
a quem otlerecer maior vantagem.
O leilao principiar s 10 horas do dia cima.
HONRA E GLORIA.
0 papel da 29 ser desempenhado pelo artista
o Sr. Thomaz Espiuca.
0 scenario lodo novo e o drama montado
rigorosamente capricho.
Terminar o espectculo com a comedia em 1
acto :
6 ilialio ato da por la
criado sera feito pelo artista Pe
SANTA CASA BA MISERICORDIA DO
RECIFE.
A Hlma. junan administrativa da- saeta casa da
misericordia do Recife, manda fazer publico que
na sala de suas sessoesjno dia Vi de marco cor-
rente, pela 3 horas da tSrde, tenv de ser arrema*-
tadas a quem mais v.mtagens ollerecer, pelo tem-
po deum a tres annos, as rendas dos predios ara
segnida declarados.
BSTAOBLECIME^TO- DE CAHIDADE
Ra do Amorim.
asa terrea a. 26. ..... 121*000
Ra da finia.
IdemmM'. ..... ...
Ra do. Pharoi]
dem nt8-......... .
Gaa terrea n. 2i >
Roa do Amorim.
WmmsW.........
Rea d SP' Jarae.
akrado o. 30 -.....
O papel do
liante.
E' esperado do Rio de Janeiro a todo o
momento o brigue portuguez Ligeiro III
que depois com possivel brevidade seguir
para o Para por ter a maior parte da carga
prompta, e para que lne falta, que recebe a
frete commodo : trata-se com os consignata-
rios Jriaquira Jos Gonr.ilves Beltrao & Fi-
llio, ra do Commercio n. 5.
Rio de Janeiro.
Para o indicado porto vai descarregar o brigue
nacional Galgo, podendo engajar frete o resto
da carga que ainda Ihe falta : tratar com Fran:
cisco llilieu-o Pinto uimaries, roa do BaraO
o Trioiopho n. 90) ....
Leilao
Antonio Martios ampaobao tendo de se re-
tirar para Europa a tratar de sua saude.deixa por
seos baetantes procuradores : em I* lugar sen
socio o Sr. Antonio Goncalves Guimaraes, em2-
o Sr. Manoel da Costa C.ordeiro Lima e em 3' o
Sr. Joaquim Jos Gomes. Recife 8 de mareo d.'
1873._____________________________________
Na sua da Madre uY- Dos n, 3, precisase de
um criado e criada para lodo o servico.________
=. Precisa-se de um eaixeiro de 12 a 13 annos
de idade, com prattea de taverna, e que d fiador
de sua conducta : em Sanio Amaro, travesea do
Costa n. 4. __________.
Caixeiro.
PENHORES
Xa travessa da ra
das Cruzca n. 2, pri-
meiro andar, d-se
dinheiro sobre pe-
nhores de ouro, pra-
ta e brilhantes, seja
qual for a quantia.
Xa mesma casa
compra-se os mes-
mos metaesepedras.
Confraria de S. Crisphn e
S. Cmpim'ano
De ordem do irmao provedor sao novamente
convidados os irnios desta confraria a compa-
recerem em nosso coosistorio s 9 horas da ma-
nh de 10 do corrente, afun de em mesa geral
decidlr-se a respeito da circular do Exm. dio-
cesano, visto nao se ter decidido a 2 do correte
por nao |ter comparecido numero legal para
esse fon convocado.
Consistorio no Cario i do Recife, 12 de iiiar;o
de 1873.
O secretario,
Joao Quinlino Lopes.
Precisa-se de um coiu pr.itica de moloados para
um estabeleeimanlo desta ordem, que d fiador
sua conducta : a tratar na na Duque de La-
ta o. 22, I" andar._______
Precisa-se de una connheira para duas pes-
soas, de una criada para airuma.o de sala-,
(piarlos e rouparia, e d*tun criado para coiipei-
i-o e mais servicos de casa : na ra de S. Fran-
cisco o. 72. ______.
Aluga-se
o terceiro andar do sobrailo sin na ra larga
doTIRosario n. 44 : a tratar na ra do N igan i
n 31_________________ ________._______
. Aluga-se o \.> andar da casa do'largo I.
Matriz de Santo Antonio, onde se acha a pboto-
graphia allema, pan o primeiro de )nlho a entender se com o proprietario.____________
wosooo
de gratificac,o!
PngiD oo dia 23 de maio do anno passado, da
freguezia de Alagoa de Baixo, donde natural.
o escravo Danuao, conhecido por Matheus, cabra,
ida le de 32 annos, bem feito, muilo coru-z, o hos
pipenos, |>ouca barba; presume-se aodar para
as bandas da cidade de Goyanna, negociando com
miudezas.
Este escravo, bom cozinheiro e bem conhecido
porque foi eerreto e la aio de vigario Bacalho
Oueni o appreheiider e leva-lo em Santo Amaro
das Salinas, ra de Lnfe do Rege n. 23, ou na
mencionada freguezia. seu respectivo vigario,
receber a cpianlia cima declarada.
Aluga-se
o sobrad) de um andar com bastantes oommod'is
em muito boa ra, acha-se pintado o calado de
novo, pagando o pretndeme as despezas : a tra-
tar no Forte do Mattos n. 7, armazem de abjo-
do. ____________^_
cS^ de ferro forrada-d feltro e bem fre-ca, com
8 quartos, inclusive o do soto, construida pe-
lo celebre enganheiro Sr. Eaw Woot, e situado
eoi terreoo foreiro, com 100 palmos de frente c
400do fundo, e-lugar Mfi sau-lavel, periodo
rio e ionto da estaoao de Sant'Ama.
OliARTA-FEIRA -2Q DO GORRENTBfl
\o ih.-o ilia.
No armazem dama do Imperador n. 45.
Por ntervencao lo agente Pinto.
Os pretendentes poderlo examiuar a planta
existente no armazem cima dito, entendendo-se
com o >r. W. H. Chapman, ou com o agent en-
carregado da venda. -
Contina-se a ofTerecer 1/30O00 por caila
Apolice da divida publica geral oem despezas pa-
ra o vendedor : na ra do Commercio n. 42.
Sociedad Bencficente Luso-
Brasileira.
Pela segunda vez o Sr. presidente convida aos
Srs. Socios a reunirem-se em -essao de assem-
bla geral, domingo 16 do corrente s II horas
da manh, tendo-se de" tratar de negocios que
affecta aos inleresses da sociedade, de esperar
o cemparecimento de todos. .
Secretaria da Sociedade Benelioente Luso-Bra-
sileira, 14 de marco de 1873.
O 1." secretario.
Bajo de Souza Mira.
VISOS MARTIMOS.
COMPANWA PERNAMBCANA
UE
luverjpirtlo foixtcia a vopor.
KIO rORMOSO E TXsrAXDAJI
O'vapoT'PirnAi/bo,
seguir para os pon-
tos cima no dia 15
du crrenle, as 9 ho-
ras-d,nute.
ReeetNr carga, en-
commeotas, paasaadros-edinheiro aifrete no es-
jriptori* n W)rt d Matas o. lt;
2000t>0
18J*O0O
98*000
Segncemponcos'dtes o patacho porrttgpcz M>-
30SOWt*otencr ; para- carga trata-se com F%reira de
lAlmeid-ariC*, nuda Madted Dos n: 3 ar
WeOO mazem.
Paia- o Para.
Porto por Lisboa
a barca portugtreza Alegra, cspito Crvalfio,- vai
ahlr com brevidade, recebe carea e passageiros,
para os quaes tem b'ons commodos : t^ata-sc con)
E. R. Rbello A C, ru.i d* eoramercie' ir. 4*
LEILOES.
GRANDE. E VARABO
DE
Dfcb
Ioh^o viivo -
. A saber : 1 mobilde Jacaranda com .12 ca;
deiras da guarniej, 2 'ditas d bra^of, 2 'ditas, d)
balando,' 1'sof,2Jconcotos emesadeMeto" 6sa-
excellnte. movis, b'oa lbu^a e fiuos crys-
tac.
, A xtther :
U piamt forte de III-nidelik Wign<, 1 estante
para msicas, 1 cadeia' \mi o mesmo, 1 mobBia
Hfl(inasiea)djaoarand:ii I meja des)fi" (|uadrbs,
jarros liara flresi % tcystaif2-afi>M)MkJ bronce,-4 oaatfaea emjgs,
.3 tantas o*ptMadoey tapen,- eoarradeiras e-es-
ieir*"farre Uma,toyiote de>jaefaud^ i -lavatorio- ct.in podra.
1 mesa de-jofi*> 1-meaa redenda de-charieid^ca-
nw- com eol*'de lola, 2,fardas*ioupn 2
guardas-vestido! i espelho- e.2cana* deferRu
i Um eeemtaHft.de mogno,--estante, divew'h-
yrosfl-mappa, l-giObo geograpbico,' 1 machina
4e.T8tra..(perfeila) 1-mesa, cern-je xadrtz,
Itabone peiraa Cifige de gamioK.-cahiies,- *Ve-
Ira Tnasa.-talkMflHnP,Ca< -aparador
sof2A-a-
pattfch,
Jos da BHvj Oilveira avisa as n>spcitavel fwr-
pi do eonimercio qlie em 31 de dezembro pr-
ximo passado, dissoh'eu amigavelmento a socie-
dade em que fazia parte como socio de Indostri 1
ata caixeiro Jos Ferreira Braga, a mal gyrava
na cidade de Goyanna, sob a razo de Jo.-e i.i
Silva Oliveira A C.
Recife, 13 lo mareo de 1*73________
Aviso.
Aritonio Jos da Coala declara ao respeilavel pu-
blico que deixou de ser criado da casa do Sr. Jo-
s Antonio Pinto, (lede o dia 10 do corrente mez.
Recife, 13 demarco de 1873.
lo publico.
07/ opr;
de cera,
Do abaixo assignado
Contina a andar fgida a escraya Severina.des-
de o anno de 1868 ; qualquer senhor capito de
campo, apprehendedor de escravos fgidos, ou
mesmo algum senhor particular, pode |iegar a
escrava Severina, apprehrrdendo tudo que com
ella achar ou tiver depositado em ajean lugar
que resida, com toda a cafttetfa e prevneiiik So li
eloieote mejentregar receber a quantia de 2txi;
tambem pe-;o a qualquer autoridad3 civil ou po-
licial a capturada mesma, naO admittinda ne-
ohoia evasiva, 00 estrategia que se Ihe apreseo-
tar, seja qual for. Os sigoaes da escrava sao os
segrales : crioula bem preta, pode ter 30 ainius
pouco maz ou menis, estatura regular, ollms
brancos, naris chato e curto, heleos grossos, deo-
tes alvos e Jioiados, de ambos oueixnes. tem sig-
nal feito com agulha no braco, e bistanto ladina,
faz renda, labyrintho coze e engomma ; j teu
andado fgida e pe nome mudado.
Villa do jardi r, 27 de fevereir* de. 1873.
Manoel Alves de-Farias.
^^#^
|! Manoel EnedinD Re**
go Valonea.
EEDJCa
4 a 111 bou lo Canaao
\. 1.
Precisa-se urna escrava de boa Conducta (me
sirva para veo ler na ra : a tratar na doi
Guararapesn. 81.
Declaro ter sido eu o autor do ennurnniead ,
publicado no Diario de Penambuc* de domingo 2
do corrente, no qual pedia atten^o do muito dig-
no capito do porto o Illm. Sr. tenente-coronel 1) -
ci de Aqnino Fonceca, para a carga que lew 1
o vapor Curwipe para Fernando de Noruaha,
e aproveite o ensejo para agradecer ao Exm.
Sr. cominendador presidente da provinciae o mui-
to digno capito do porto, pelas providencias q
deram em nao sabir o mesmo vapor para aquel
la llia, evitando a morte s pcssoM que ne.le
iam.
Reeife, 12 de mareo de 1873.
Jos Antonio Aibujoerque Pedros.i.

A quem interessar.
Fortunata Fortes, moradora no segundo andar
do sobrado ni !, silo rea do Cabuga, avwa
uue conna com a sua aula para o sexo feme-
nino onde ensioa, alm das pnmeiras lettras n-
elusive a grammatica portugueza, o francez, m-
sica para piano o a dansar, pon tem para 1-
mostree o'1" habilitados; enana todas as qua-
lidades de bordados e tambem a fazer llores ; pro-
melKlodo o desvello e delicadeza para com as me
nia*. Recebe, tambem pensionistas e meias di
ug, e o seu prjo o mais favoravel que se pode
encontrar.
Pede-se attencao.
So segando andar do sobrado da ra do Ca-
buga, em casa de familia, fomece-se comida para
fra, com asseio e pruoptido.____________._
Baixa de capim.
Aluia-sc ou veude-se urna graodn haia do
capim,.ao-peda estacao Parnameirim : a tratar
Iha rua'do Imperador n. 7, V aodar.



I
1



Diario de Pernambuco Sexta feira 14 de Mar^o REMEDIOS
DO
DR. JX AYER
Salsaparrillia de Ayer
(Extracto composto)
Para cura da
ESCRFULA
E todas as molestias provenientes della
As empapes
e todas as molestias da pelle; taes como :.
Erysipela, pstulas, borbu-
lhas, tumores, ulceras
cancerosas, chagas
W DA PELLE.
SYPHILIS
em todas as suas formas.
Ulceraco do fgado, dos rins-
e do estomago.
Hydropisia, indigestoes,
e em summa todos os males que tcm su*,
origem na
Impureza do sangiie.
4 SALSAPARRILHA DE AYER
um alternativo para a
BENOVACO DO SAEUE
ti para dar nova forra e tom ao corpo j de-
bilitado pela doenca.
A salsaparrilha do Dr. Ayer
um excellente renovador
das forcas j debilitadas pela molestia.
D VIGOR
aos orgos enfraquecidos,
ESTIMULA
o systema nervoso
EXPELLE
do organismo os mos humores que provo-
cara as molestias.
nao re-
QliantaS e quantas doenc,as na
sultam do
SANGUE
VICIADO OH llfflRO?!
ateste tempo de calor, especialmente, de
grande necessidade conservar o sangue
Puro e limpo,
e para alcancar esse fim nao conbecemos ab-
solutamente remedio melhor do que o
Extracto composlo
DE
SALSAPARRILHA
DO
11. AYER
I OdaS as numerosas molestias que ci-
ma vao notadas, sao apenas inicios de urna'
s arvore, (symptomas diferentes da mesma
doenca), a impureza deste fluido vital o
SANGUE:
arranca! a arvore pelas raizes c l morrem
qs fructostambem dizemosarrancai a ar-
vore da impureza do sangue e l morrem os
seus numerosos fructos.
AYER
(Note-sa de AyerAyerAyer).
O GRANDE
PIJRIFICADORDOSANGIE;
A celebridade de que hoje goza a Salsa-
parrilha como remedio depurativo, alternan-
te e tnico, devida aos resultados summa-
mente satisfactorios que tem acompanhado
este
EXTRACTO COMPOSTO
DO
DR. AYER:
l'edimos ao publico cm geral que tome
ESPECIAL ATTENglO
que o nico, legitimo e verdadeiro da Salsa-
parrilha o de Ayer [note-se de Ayer)
Preparado por
DR, J. C. AYER k C.
N. B.
Cada frasco traz o seu competente envol-
torio coro todas as direc^es necessarias, em
portuguez, e na capa vem em
LETTRAS DOLRADAS
o nome do remedio, etc., e as firmas do3
nicos agentes no Brasil
W. R. assels C.
(AGENTES DO DR. AYER).
Agente desta provincia
J. O'C. Doyk
Ra do Commercio.
Ama para fnjjoraniad
Precisa-se de urna e paga-se bem: no Calde'
rero, casa de Francisco Joquin Ribciro de Brito.
AMA
n. i7.
Precisa-se de una ama pa-
ra casa de ponca familia :
tratar na ra do N gueira
i Para pequea fami-
lia precisa-se alugar
una eorinheira e una
MDHMBadeiHi, peritas
e de boas conduela, paga-se bem, preferindo-se
escravas : a tratar na ra do Encantamento n. 5,
i* andar, das 10 s 4 no as da tarde.
\ TYlfl< N ra da Cruz, hoje Bora Jess, n.
-nmiO'O 9, 2- andar, se precisa de urna ama
para cozinhar e nutra para engommar.
AMA;
Precisase de urna ama de
meia idade, para cozinhar e fa
.zer o mis servir de urna casa
de powa familia ; na ra da
Cadeia Nova, on Detengo n. 15.
Ama
Mercantil.
Precisa-se de urna ama para cozinhar:
a ra da Cadeia n. 53, armazem Uniio
Ama de leite
Precisa-se de urna ama, que tenha bom leite,
prefe-se livre : a tratar na ra Nova de Santa Rita
n. 13.
AMA
Precisa-se de urna ama para
casa de pouca familia : ra do
Imperador n. 47.
Precisa-se de urna ai a para
casa de homens solteiros, para
_ comprar e cozinhar: a ra do
Duque de Caxias n. 75, toja._________
Amo Precisa-se de urna ama para indar
-vina mm nma menna (je tres mezes : a tra-
tar na ra da Imperatriz n. 17, 2" andar.
Precisa-se de urna ama escrava ou forra
para casa de familia : a tratar na travessa do
Corpo Santo n. 25.
Na ra do Hospicio i. 16 preci-
sa-se de urna ama qus saiba en-
fA gommar e lavar, paga-se bem agra-
* dando.
AMA
AMA
Precisi-se
cozinhar
67.
na
de una
ra da
ama para
Aurora n.
H Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar
e engommar : na ra do Duque e Caxias n. 22,
1.' andar________________________^^^
D-se cinco contos de reis a juros, em predio,
na na dcHortas n. 02.
Dase seiscentos mil reis, em penhor de urna
escrava na ra de Hurlas n. 112.
*
0
0
*
*
&
m
*

0

8
MEDICO-CIRURGICO
DO
Dr. J. M. Curio
OPERADOR E PARTEIRO
Ra do Mrquez de Olinda n. 2o, pri-
metro andar.
Consulta das 7 horas s 10 da manh.
Chamados a qualquer hora. w
Furtaram da fabrica de cerveja da ra do
Sebo n. 35, hoje de madrugada, um ravallo com
os signaos seguintes : inteiro, rxo, com poucas
pintas de pedrez, bailo, grosso, peito de pomba,
cascos redondos, crina cortada no lugar da roilei-
ra e com o ferro E. na perna direita : gratifica-
se bem a quem o pprehender e conduzir mes-
ma fabrica.
Aluga-se
um sobrado em Ponte de Ucha, com commodos
para grande familia, tendo gaz, agua, e todo for-
rado a papel : quem pretender dirijase ao caf
imperatriz.
Escada.
O Sr. Jos Alfonso de Azevedo Campos, com
botica na villa da Esc .da, queira vir ou mandar
ra do Imperador n. 28 a negocio de seu inte
resse.
(asaem Olinda
Aluga-se una casa terrea e soto com commo-
dos para familia, a ra de S. Bento n. 18 : a tra-
tar no Recife, ra do Bom Jess n. 16, Io andar,
das 8 i oras da manh s 4 da tarde.
Fugio do engenho Acude Grande, em Naza-
reth, o escravo Rufino, preto fulo, altura regular,
ps curtos e largos, barrigudo, com urna cicatriz
na face entre o nariz e o canto da bocea, sem bar-
ba, de 26 annos de idade, tem sido visto no Ca-
xang e Varzea : quem o pegar leve-o ao referido
engenho, ou ra do Apolla n. 28, que ser ge-
nerosamente recompensado.
Aluga-se
Precisa-se alugar urna casa terrea, no bairro
da Boa-vista, e as ras onde passa os bonds, ou
perto, com tanto que tenha os commodos seguin-
tes ; 2 salas, 4 quartos, corredor independente,
cozinha fra e quintal murado : quem tiver para
alugar, dirija-se ao escriptorio deste Diario que
achara com quem tratar. omr
300#000
AmenUnuB.se desde o dia 30 de Janeiro do
crreme anno dous escravos irmos, sendo um de
nome Lourenco, de idade de 26 a 27 annos, esta-
tura regular, cheio do corpo. cor clara, cabello
estirado, roslo redondo e sem barba ; e o outro
de nome Andr, da mesma estatura, mais franzi-
no do corpo e mai novo, com os mesmos signaes
do irmo. sendo comprado Lourenco ao Sr. Clau-
dino de Albuquerque Mello, da comarca de Patos,
provincia da Parahyba, e Andr ao Sr. Joao Fran-
cisco Gomes de Arruda, da comarca do Limoeiro.
Suppe-se que seguiram a estrada do Limoeiro, a
Serra do Teixeira ou comarca de Patos ; roga-se
a todas as autoridades policiaes e capites de cam-
po que os apprebendam e levem-os a ra do Apol-
lo n. 30, armazn) de assucar, que se gratificar
com a qu: nt a cima.
100S
Fugio no dia 23 do crreme o escravo Vitalino,
preto, crioulo, idade 25 annos, alto e cheio do cor-
po, quando falla le'anta o beico superior, tem
falta de um deute do lado de cima, anda alguma
cousa banzeiro, ps grossos, levou vestido calca
de riscadinho o camisa de madapolo ; este es-
cra'oj fugio em outubro d anno prximo pas-
sado, e foi preso na estrada de Pajeil de Florea ;
foi escravo de Antonia Francisca de Jess, mora-
dora em Correntes, e depois foi vendido ao capi-
tto Thomaz Thenorio de Albuquerque Villanova,
morador em Papacaca, o qual tem urna fazenda
em Buique, de que elle era vaqueiro ; snppoe-se
que f i acompanhado por um escravo pertencente
ao Sr. Manoel Francisco Marques, tambem preto,
crioulo, e natural da provincia do Gear : roga-se
todas as autoridades policiaes e capites de cam-
o que o apprebendam e oondu am-no a ra do
Jrum n. 74, armazem de Jos Francisco Martins
k C, que se lr Francisco Josfc Cardo-
so, artista alfaiatc^transferio
sua officina -da ma do Barao
da Victoria n. 46 para a ra
do Mrquez de Olinda n. 34,
primeiro andar.
150#000
No engenho Massuass, freguezia da Escada, se
dar de gratificacao a quantia cima a quem ap-
prehender tres cavalkis que naquelie engenho
foram furtadoe na noute do dia 29 para 30 de no-
vembro prximo passado : o tem 9 annos,
eastanho e castrad i, tem a orelha direita bastante
lascada, urna estrella na testa, e noquarto esqoer-
do tem urna cruz ; o 1* ruco, com pintas ver-
melhas nos quartos, grande, gordo, com o ps-
ele) fino, castrado, tem os quadris feriaos da
eangalha, ferrado com a marcaI. R. do lado
direito, e tem a idade de 9 annos; o 3.* rudado
sanhass claro, curto grosso, um pouco eambito,
castrado, pequeo, e est ferrado com a marca
-Ono quarto direito : gratiflea-se com 50#000
por cada um e.n presenca da peseoa, em cujo po-
der for encontrado qnalquer aos ditos cannos.
Aluga-se
A casa h. 7, Passagem da Magdalena.
Sitio para alugar.
Aluga-se um sitio na Capunga ra das Per-
nambucanas n. 23, tendo boa casa de vi venda,
cocheira, estribarla, arvores fructferas e agua
potavel: tratar na ra da Imperatriz n. 9, pri-
meiro andar.
Sociedade Luzo Brasileira.
Aproxima-se o dia em que deve ter lugar a
eleicao dos membros da nova directora, (que na
prmeira dominga do mez de abril prximo futuro)
que tem de funecionar durante o anno de 1873 a
1874 ; e para que essa eleicao seja a mais livre e
satisfactoria possivel, que devem concorrer todos
os socios; o Sr. presidente nao s advirte aos
mesmos, que por ventura se achem em atrazo,
como mesmo a todos os Srs. candidatos approvados,
que se apresentem antes desse dia para cumprir
os seus deveres; podendo os ltimos, em toda o
caso se inscreverem s quintas-reirs na sede da
mesma sociedade, ra do Imperador, ou no dia
que for annunciada qualquer sesso.
O Sr. presidente, fazendo justiea a todos, pelo
desejo que teem de que a sociedade anda cresca
mais de nome e considerarlo de que j goza, eusa
esperar, que, para essa eleicao roncorram todos,
contribuindo assim para o bem commum.
Outro sim, avisa que domingo, s I horas,
h-aver sessio da asscmbla geral, a tratar-se de
diversos negocios urgentes.
Secretaria da sociedade Beneficente, cm 6 de
marco de 1H73.
I. secretario,
___________ Bento de Souza Myra. .____
20^000.
Frecisa-se alugar una escrava que engomme
perfeitvmente bem, e faca o mais servieo interno
de una casa de pequea familia, cotnposta de
duas pessoas, e de urna outra que cozinhe cora
perfeico : no largo do Paraizo n. 28, Io e 2* an-
dares.
Aviso.
Rogase aos devedores no hotel oriente, que
tm sido remfrsos aos seus pagamentos at lim
do anno de 1872, venham pagar suas contas para
nao verem declinados seus BOOMS e compromis-
sos, etc. etc.
Os abaixo assignados declaram ao respeita-
vel corpo do commercio qne dissolveram a socie-
dade sobre a firma commercial de Andrade A Pe-
droso, que tinham no hotel sito ra D. Maria
Cesar, ticando o activo e passivo a cargo do socio
Vicente Jos Lopes Pedroso, sahindo o socio Joa-
quim da Costa Andrade Livre e desembarazado
de qualquer onus, Recife 11 de marco de 1873.
Andrade & Pedroso.
You 1er
E\|wsiilo i|iinrsiiiiil
E faz muito bem, deve me 1er,
reler e decorar, porque s assim e
que ficar sabedor, sabendo aonde
que se pode com suavidade e
prazer limpar a guella, (j se sabe
com alguma pinga do Porto, cher-
ry, mndeira, cognac, ehrautrouse,
liesperidina e... lout le mond licorol)
achara vista ; (entende-se com o
suave efleito dos suppramenciona-
dos ) apurar o olfacto, (ainda com
o dito das ditas ditas) e finalmente
adjuirir o paladar estragado, (sa-
boreando raras e excitantes victua-
llias) e note bem com pouco di-
nheiro (os precos sao os mais resumidos que
pode desejar) fiado nao, porque o fiado faz
gente (car excessivamentc nervosa (tanto o ven-
dedor como o comprador) em menos de quatro
semanas e meia, acabando quasi sempre no fim
das cinco ior ficar o primeiro desconfiado
phlysico e o segundo confiado e hydropico Por-
tante, j que se dignou lancar os seus olhos se
ductores sobre mim (oxposicao quaresmal) mui-
t> consentaneo que eu tambem 'os abra
amago de meu coraran, isto vos indique
gremio rmbriante, deleitante, ene-
briante, refrigerante e coruscan-
te, aonde V. S. e Exc. (charo
leitor ou leitora, que lde com
tanta avidez) pode ir com cer-
teza, certos de serem bem servi-
do recheiar a sua despensa de
tudo o que ha de melhor e mais
saboroso para passar a quares-
ma, (tempo de abstinencias) dan-
do assim cabal desmentido aos
hereges da que sabe guardar
convenientemente os sagrados
preceitos da Santa Madre igreja.
Viudo ao armazem do
Campos
V i H Ra do Imperador V 'iS
E' neste ocano do prazer onde se pode encon
trar, alm do mais o seguinte : ovas de diversos
peixes e de bacalho, bacallao grande e pequeo,
sardinhas francezas e portuguezas, peixe em la-
tas de todas as qualidades, (nove mil latas), ca-
maroes seceos e todo o mais necessario para le-
var estas e outras iguarias a ponto de satisfazer
ao mais rara e apurado paladar.
La
vai prova.
Bacalho e peixe em latas
Far boa digestao ?
Faz sim senhor.
Ovas fritas bom petisco
Com arroz de camaro ?
E' sim senhor.
0 salmn e as sardinhas
Nao boa petisqueira t
E' sim senhor.
Livrar de excomunhoes
Vnho do Porto e da Figueira
Livra sim senhor.
E tudo reunido banquete quaresmal ?
Que poder ser comido sem a ninguem fazer mal?
E' sim nhor.
- Na travessa do Queimado ns. 1 e 3- preci-
sa-ee de um caixeiro que tenha bastante Branca
de molhadoe.
Escravo fgido
lOSOOO de graliOca^ao.
Ausentou-se desde o dia 13 de mato de 1872,
o preto de nome Alfredo, de trnta e tantos annns,
crilo, e bastante ladino; este preto perfeito
cozinheiro, estatura alta, magro, olhos grandes,
j esteve no engenho do Sr. Lulti de Caiar, em
S. Lourenco da Matta, onde consta ter prente*,
foi escravo dos Srs. Adriano 4 Castro, e do Sr,
Jos Joaquim Goncaives Bastos, negociantes desta
praca; de todos estes Srs. foi cozinheiro, tem sido
visto por pessoas que o conhecem, dizendo que
esta forro, assim tem podido escapar de ser preso.
Pede-se todas as autoridades e capites
de. campo que o pegando leve-o a ra do Duque
de Caxias n. 91, loja de miudezas do Rival sem
Segundo, que receber a gratificacao cima de-
clarada.
urgen na
Precisa-sede urna ama de leite, que te-
nha bom e abundante, para criar urna me-
nina recem-nascida, quer seja forra, ou es-
crava ; porm, sem fillio, paga-so bem :
nesta typographia a fallar no Io andar com
o administrador, das 9 da manha ,is 8 horas
'la noite, ou em Olinda no Oito do Ampa-
ro, casa grande com portao de madeira do
lado pintado ile verde.
Med ico-cirurgico
RA DO IMPERADOR N. 73, ANDAR
8 DR. NNES DA GOST
MEDICO OPERADORE PARTEIRO.
ESPECIA LI'UOFS.
Molestias e optri-Qes de. olhos.
Gura radical e iusUnt^nea dos
estreitamenl'jB da uretr.
Consultas : Das 7 s tu Loras
da raantiS.
Chamados : a qualquer hora.
Engenho
Arrenda-sc o engenho Estrella, jnnto cidade
do Rio Formoso. E' de animaes e com propor-
coes para 1.S0O pacs : os pretendentes podem di-
rigir-se ra Duque de Caxias n. 58, 1 andar,
quealli te rao informadles._______________
258000
Quante se paga p .r urna cozinheira ou n>zinhei-
to para tuna casa da \ piMiMMS, pri^feriinki-se es-
ciavo : a tratar no Corredor do Rispo n. 59.
Nazareth
O Sr. coronel Jos Francisco I^pes Lima quei-
ra ter a Itondade de vir ou mandar ra do Im-
perador h. 28, a negocio de seu particular inte-
resse.
Na travessa do Duque de Caxias ns. 1 e 3
achara o r. speitavel publico constantemente gran-
de sortimento de dore de goiaha fino.
de joias.
\- '
MOFINA
Est encouraeado !! !
Roga-se ao Illm. Sr. Ignacio Vieira de Mello,
escrvao na cidade de Nazareth desta provincia, o
favor de vir ra Duque de Caxias n. 36, con-
cluir aquelle negocio que S. S. se comprometteu i
realisar, pela terceira chamada deste jornal, em
fina de dezembro de 1871, e depois para Janeiro,
passou fevereiro e abril de 1872, e nada cumprio:
e por este motivo de novo chamado para dito
fim, pois S. S. se deve lembrar que este negocio
de mais de oito annos, e miando o Sr. seu ulho se
achava nesta cidade.
Novo estabelecimento
m
m
Ra do Calinga n. 19.
3j Neste estabelecimento se encontrar Jti!
^ um bonito sortimento de joias que se 4*-
^| vendem por tal preco que animar ao j
jH comprador, atteuto ao vantajoso syste- S
fma, ganhar pouco para vender mu- J.
to, que certamente til ao compra- gfr
dor e ao vendedor.
^ Tambem se compra ouro, prata e pe- S*-
g dras preciosas, bem omio se fabrica c *
^ concerta toda e qualquer obra tendente ^
?y mesma arte. S
Vvisa-se
a quem der noticia da escrava Guilhermina que
foi do tenente-coronel Feliciano Joaquina dos Sa -
tos, e depois comprada ao Baro de Nazareth,
representa ter 25 annos, tem falta de lenles na
frente e as mos com cicatrizes de queimadura
de gaz, secca do corno e muito regrista, que des-
appareceu da casa de sobrado n. 26, da na dos
Colhos, que ser generosamente recompensado.
(ralilififilo.
. No dia 21 de outubro, embarcou no vapor Ba-
ha, com destino a cidade de S. Salvador (pro-
vincia da Bahia) o escravo Raymundo. que foi
remettido por seu senhor, Jos" Fructuoso Das,
para criado de um seu flho de nome Cunegun-
des, estudantc naquella cidade.
QEste escravo, que mulato de 18 anuos de
idade, foi entregue ao commandante do mencio-
nado vapor que seguio naquelie mez para os po--
tos do sul do imperio.
Eutretanto, nao tendo o mesmo escravo chtga-
do a seu destino, e ignora ndo-se completamente
onde possa elle existir, gratifica-se a quem pos-
Mi dar do mesmo exactas informacoes no Recilc,
aos Srs. Perdigan, Oliveira k C, ou na cidade
do Ico ao mesmo Sr. Jos Fructuoso Dias.
/ AD70&C0 \
AYRESGAMA. o
RA DO DUQUE DE CAXIAS
N. 9.
Aluga-se um siticfcom casa para grande fa-
milia, quartos para pretos, coxcira, curral para
vaccas, com tres cacimbas de pedra e cal, de
agua de beber, baixa de capim e com muitos ar-
voredos de fructo : na Torre ao p de Libanio
Candido Ribeiro : a tratar na ra da Concordia
n. 32.
Ao commercio.
Guilhennino Rodrigues Monte Lima faz sciente
ao cojpo do commercio, que coniprou livre c des-
embaracada de qualquer onus, a loja n. t B, sita
ra do Cabug, pertencente viuva de Joo Joa-
quim de Souza Abren Lima & Filho.
Recife, II de marco de 1873.
Na ra do Crespo n. 7, loja do Gallo Vigi-
lante, precisa-se de urna ama para cozinhar : pre-
fere-se escrava.
n. i da ra da
de ge-
. ARRENDA-SE o armazem
Madre de Deus, proprio para recolhimento
eros de estiva, por estar em localidade commer-
cial : a tratar na secretaria da Santa Casa de
Misericordia.
Cozinheiro.
Precisa-se de um cozinhein muito bom
tar na ra da Cruz, n 48.
a tta-
Fugio no dia 4 de fevereiro prximo passado,
o preto crioulo de nome Lourenco, de idade trinta
e cinco annos, baixo, magro, olhos grandes, sem
barba, pernas arquiadas, andar vagaroso ; quem o
apprehender e levar ra da Uniao n. 41, ou in-
dicar onde se acha o referido escravo, ser grati-
ficado.
Fo
ra os
callos.
O nico remedio contra os callos o em-
plastro americano e que sobre todos tem
obtido os melhores resultados, alm de alie-
nar as dores cura-os radicalmente.
nico deposito na Pharmacia America-
na, ra Duque de Caxias n. 57.
Precisase
De um moleqne ou qualquer outra pessoa que
sujeite-se a vender pao na raa : tratar na Pa-
daria da ra Direita n. 26.
Cozinheiro
Precisa-se de um co nhairo que seja de boa
conducta : na ra da Imperatriz n. 37, 1 andar.
AKorMrtIo Portuguesa do Be-
neficencia dos emprepaduf no
commercio e industria era
Pernambuco.
Pela quarta vez, e ordem do Sr. vicepresidente
convido aos senhores associados, a dignarem-se
comparecer nesta secretaria ra da Imperatriz
no dia 16 do corrente, pelas 6 e meia horas da
manh, atim de constituida a assembla geral, se
tratar de negocios importantes, e de interesses
para esta associaclo. Espero senhores associados,
me dispensante convdalos mais urna outra ve?,
obstando assim as despezas que sobrecarregam es-
ta associacao. E' aberta a sesso urna hora depois
da marcada.
Recife, t3 de marco de 1873.
S. Jos Ferreira Guimaries,
Secretario.
50$
Contina ausente da casa do abaixo assignado,
esde 15 de novembro de 1872. a preta Mana, de
35 a 40 annos, natural da Bahia, tendo os signaes
seguintes : baixa, magra, cor fula, andar faceire,
falla baixo, cara comprida, nariz afdado, bocea
regular, dentes perfeitos, faltando-lhe um de nm
dos lados de cima, e malfeita de mos e ps, ten-
do o p e a perna esquerda mais grossa do que
a direita, usa de trunfa na cabera, levou de casa
urna outra de tarlatana verde, rosetas de ouro,
saia de cambraia, com listras de cor e chale novo
de merino estampado com assento azul, foi com
prada ao 8r. Zumba Chaves por intermedio do
corretor Santos, tendo sido antes escrava de urna
preta da Costa. Pede-se a todas as autoridades
policiaes e capites de camp, ou a qualquer pes-
soa que a apprehender, levar ra da Aurora n.
169, que ser.io recompensados com a .planta ci-
ma. Outro sim declara que desde j protesta de-
haver os servicos da mesma escrava, da pessea
que a liver oceulta.
Joan Athana=io Rutelhn.
hesembargador /ntonio Raptista (lituana
I). Anua Joaquina da ('ostaGilira-
na e seus filhos mandan) resal no
dia 15 do corrente, -las 7 horas
da manh, na matriz da Boa-visto.
algumas missas por alma de seu fi-
nado espov e pai o desembargador
(>tirana, e para esse acto de pie-
dade e religiao, convidan) aos amigos do mesmo
tinado.
Furto
Previnc-se a tedas as pessoas a quem forem
offerecidos dous anneis de brilhantes grandes,
que foram hulados hoje da loja do inuseu de
joias ra do Cabug n. 4, o favor de apprehen-
de-los, que i lem de se Ihes ficar i brigado, sera
recompensado.
Casa Nobiliaria.
Alaga-8* o primeiro andar do sobrado n. 48 da
ra das Trincheiras, quasi defronte da entrada
liara ra estreita do Rosario, contendo duas
salas, seis quartos, um pequeo alegrte, quin-
tal, cacimba e casa para banho com mobilia ne-
cessana : tratar na mesma casa, com o solicita-
dor Burgos Punce de Len.
.Na fabrica de cerveja ra do Brum,
se precisa de um hornem para trabalbar em
urna carraca, de um cavalo. Na mesma fa-
brica se compra laranja da torra a 600
rs. o cont.
Nao lia mais cabellos
broncos.
IIKTIMU MEZA.
S e nica approvada pelas academias de
sciencias, reconhecida superior a toda que
tem apparecido aje boje. Deposito princi-
pal ra da Cadeia lo Recife, boje Mr-
quez de Olinda, n. 51, i. andar, e em
todas as boticas c casas de cabellei-
reiro.
Eseravos fgidos.
200,5000.
Ausentaram-se dous esravos irmaos: sendo um
de nome Lourenco, de idade de 26 a 17 annos, es
tata regular, cheio do corpo, cor clara, cabello
estirados, rosto redendo, e sem barba, levou calca
e camisa branca, e chapeo de feltro preto ; e o ou-
tro de nome Andr, da mesma estatua, mais moco
um pouco do que o outro, tendo os mesmos sig-
naes do irmo. Foram comprados: Lourenco ao
Sr. Claudino de Albuquerque Mello, da comarca
dePatos, provincia da Parahyba, e Andr ao Sr.
Joao Francisco Gomes de Arruda, da comarca do
Limoeiro ; tendo fgido aquelle no dia 26 do cor-
rente (Janeiro) e este hoje 110 do mesmo; suppoo-se
qne seguirn) a estrada do Limoeiro Serra do
Teixeira : roga-se todas as autoridades policiaes
e capites de campo que os apprebendam e os con-
duzam ra do Apollo n. 30, armazem de assu-
car, que se gratificar com a quantia cima.
A popular fluminense
issociiicao de beneficios mu-
tuas.
Previne-se aos senhores socios desta associacio,
cm seguida declarados, que podem vir procurar
no escriptorio de Silva k Cascao, ra do Mar-
quaz de Olinda n. 60 ; as apolices dos contratos
que effectuaram, e que foram remettidas do Rio
de Janeiro |>elo actual agente inspector geral da-
quella associaoo nesta provincia, Jos Castellao
Jnior. Eis os nomes dos socios a que se refere
este annuncio :
Dr. Antonio de Souza Leo.
Dr. Felippe de Souza Leo Sobrinho.
Baro de Campo Alegre.
Joviniano Manta.
Dr. Luiz Felippe de Souza Leo.
Miguel Ferreira Pinto. ,
Commendador Antonio dos ?antos Pont nal.
Coronel Andr Dias de Araujo.
Alferes Americo de Siqueira Brito.
Tenente Antonio Luiz de Mello Marques.
Joo da Cruz Macedo.
Manoel Heraclito de Albuquerque.__________
Manoel da Costa Teixeira retira-se para Eu-
ropa a tratar de sua saude, e deixa por seus pro-
curadores: em lugar o Sr. Jos Luiz Alves Vi-
lella, em 2 Antonio da Costa Teixeira e em 3
Jos de Souza Braz.
Na villa da Escada
vende-se por 1:6'04 duas moradas de casas na
melhores ras, rendem mensalmente 34* : para
informaco, na mesma villa com o Sr. Joo I'aes
do Nascimente. e no Recife, no largo do Terco
n. 23, com Simo dos Santos.
Precisa-se de nm menino, de It a 14 annos de
idade, forro ou captivo, para criado de nma casa
de pequea familia, com tanto que saiba fazer
jompras c emenda de servieo de copeiro. A tra-
lar na ra do'Capibaribe n. 40.
CAZA DA FORTUNA
RA 1.* DE MARQO OTR'ORA DO CRESPO K. 43
Aos 20:000$000.
O abaixo assignado tem sempre exposte i venda
os felizes bilhetes do Rio de Janeiro, pagando
Eromptamente, como costuma, at o premio de
:000*.
Precos.
inteiro.......24*000
Meio........12*000
Quarto....... 6*000
Manoel Martins Fiuza.
AUS 5:000*000.
Esto i venda os felizes bilhetes da lotera da Ba-
hia, na casa feliz do arco da Conceicao, loja de
ourives, no Recife.
'


<


Diario dePernambuco Sexta feira 14 de Marco de 1873.
V
I
I
.

MMJVM. MOVIDADG
PIANOS E MSICAS
ASTTOmO JONfiS HE AZEVEDO
Ra do Baro da Victoria n. 11, armasem, e 12 1. aniar, antiga rua Nova
aortrig o publico em geral encontr, Isempre o maior e mais esplendido sortimento depwuos de
Pianos, msicas e instrumentos de msicas para banda militar
e orchestra.
Acaba de abrir no primeiro andar do sobrado n. 12 confronte
botica Miurer, am grande sali onde esli exportes os magnficos
da armario, de Pleyel.
de meia canda, do mesmo autor.
de H. Henri.
da Amede Tbibout.
Coico agente resta eidade, dos celebres afamados
PIANOS DE AUCHER FRSRES
ramudos em diversas expo3;5ss om 14 medalhas de ouro e prata.
Sao os odios pianos qne aqu vem da Europa, perfeitamente afina-
doe, fallos eom elegan :ia e solidez.
Timbera receben grande sortimento de msicas psra piano, piano e
canto e entre ella as lindas composicSes do multo sympaibieo maestro
A SABER :
Voc me quer Walsa.
Olga Mazurca.
La Separacioni P.ra cauto.
A Lux elctrica, grande Walsa.
Frnco Brasileiro Polka.
Tomada de Valista G >!ope.
Joaninha Walsa.
A Libertadora I' >.
A Primeira espada Wai-a.
A Minha Lyra Walsa.
A Natalicia Polka
Studiente Po ka.
I lllinas pnblleavc
Feilas as oficinas de msicas
do annnnoiante.
Emilia, polka por I. Smolti.
Circaciaoa, ehotcb, por Smoltt.
Jardim do Campo das Pricezas
quadrilba, por J. Poooe.
Chava de Koaas, Walsa, por H.Al
bertaui.
D'aqui emBdiane continuar a annnneiar todas as publicares que se forem friendo as snas offlcinss de mosicas.______________
Botinas
FUNDICAO DO BOWMAN
RUADO BRUM N. 52
(Passando o chafariz)
PEDEM AOS senbores de engenho e ontros agricultores, e empre gado res de m
chioismo o favor de orna visita a seu esta-belecitaenlo, para verem o iiovo sortimeDto
compietj que abi tem; seado todo superior em qualidade e fortidao; o rjue com a ios
pec^ao pessoal pode-se verificar. *
ESPECIAL ATTENQOAO NUMERO E LUGAR DE SA FUNDIQO
Vannrpsi A rnriflq d9AP-na dosLmais mj* systemas em ta
opuics w J. UUtto u agua manhos convenientes para as diveras
:ircumstancias dos senhores proprietarios e para descarofar algo-iao.
Moendas de canna S 9 umaDh0S'as raelbores qoe aqoi
Eodas dentadas w"-w**"vr-
Taixas de ferro fundido, batido e de cobre.
Alambiques e fundos de alambiques.
Machinismos
Bombas
para mandioca e algodo, j Podendo todos
e para ferrar madeira. fser movidos a mSo
/por agua, vapor,
de patente, garantidas........ |ou animaos.
Todas as machinas e peca8 de qae seC08,Dma preci9,r-
Faz qualquer concert de machLismo' aPret0 -"*
Formas de ferro lceaT melhores e mai9 bmlas ***** D0 mer'
VnAnmmanrlao Iacumbe-se de mandar vir qualquer madiioismo von-
jIU/ JlllIIltIl'lclS. la(je doS clientes, lembrando-lbes a vantagem de fazerem
suas compras por intermedio de pessoa entendida, e que em qualquer necessidade pode
Ibes prestar auxilio.
Arados americanos e 'mUamm',8rico!as
RUA DO BRUM N. 52
O CHAFARIZ
para senhoras, a 6$000, na
loja do pavao.
Pereira da Silva & C. receben m pelo ultimo
vapor de Europa, um elegante sortimento de bo-
tinas pretas e com delicados enfeites de cores,
proprias para senhoras, garantindo-se serem das
mais nademas que ha no mercado ; assim como
a boa qualidade por terem sido remettidas por
um dos melhores fabricantes de Paris, e vendem-
se pelo barato preco de 64000 : n loja do Pa-
vao, rua da Imperatriz n. 60.
Novidade.
A Predilecta, rua do Cabug n. 1 A, acaba
de reeeber pelo ultimo paquete chegado da Eu-
ropa, um bello sortimento de corpinhos de cam-
braia bordados para senhoras e meninas, golli-
nhas e punhos tambem bordados e de phantazia,
saias bordadas, ditas com entremeios para senho-
ras, bonitas calcinitas de diversos tampadilhos
para meninas, ricas fachas de tuquim de cor,
que tudo vende por barato prego._____________
Yende-se
urna eserava, excellente cozinheira e lavadeira,
acostumada a qualquer servico domestico, com
urna filha de 10 anoos de idade: urna outra tam-
bem muito boa cozinheira e lavadeira, todas pre-
tas, vindas do Maranho. Quem prt tender com-
prar dirija-se rua da Imperatrii n. 47._____
= Vende-se urna balanca de Romo, nova com
o competente temo de kilogrammas : a tratar na
rua da Companhia Pernambue.ina, armazem nu-
mero 6.
Na rua Duque de Caxias
n. 71
Vende-se as seguintes obras de direito:
Lobo. Execucoes por sentenca.
Acedes summarias.
J/enezes.Pratica dos tombos.
Juizos divisorios.
Caetano Gomes.Manual pratiej.
Pereira e Souza.-Linhas civis.
Mello. Opera.
Pardessus.Traite des Servitudes.
Troplong.De la vente.
Des Seciets.
Vanguerve.Pratica judicial.
Caetano Soares. Repertorio juridico._______
Na rua de Santa Thereza n. 48, vende-se
uvas rOxas, de boa qualidade.

CAUTELA!
MEURON&C.
% V S A. m
aos compradores do bem conhecido e acreditado rap
REA PRETA, que reparem nos botes e meios botes,
pois qu os ha de rap de outra fabrica e nome diver-
so, e com papel da mesma cor, cojo desenho se pode
confundir com o d'aquelles.
Os apreciadores que quizerem do verdadeiro REA
PSETA, devem para nao serem engaados ver que
os botes tragam o nome de MEURON & C, e a desig-
napo de REA FRUTA.
."- r
MEURON ft C.
AO ARMAZEM
|BO
HUA DO BARAO DA VICTORIA
N. 7Outr'ora NovaN. 7
PIANOS.
Acabam de chegar muito bons pianos fortes e de
elegantes modelos, dos mais nota veis e bem co-
ndecidos fabricautes; como sejam : Alphonse
Blondel, Henry Hers e Plejrel Wolff A C. : no
vapor francez, rua do Barao da Victoria, ju-
tr'ora Nova n. 7.
Calcado francez.
Botinas de luxo e phantazia, brancas pretas e de
differentes cores, tanto para senhoras, como pa-
ra meninas.
Sapatinhos com salto no rigor da moda, brancos
e de cores para senhoras.
Botinas de Melis, de Suser e de- Polak, para ho-
mens.
Sapatos de cordavao Mili spara homens.
Botinas para menino de qualquer tamanho.
Perneiras e meias-perneiras tanto para homens
como para meninos.
Sapatoes de Suser para homens e meninos.
Sapatos de verniz com salto para homens.
Abotinados de militas quaiidades e precos para
meninos e meninas.
Sapatoes de verniz com sola de pao proprios para
sitios, jardins e banhos, sortimento para homens
e senhoras.
Sapatos de tapete, ca-emira, charlot avelludado,
de tranca portuguez e francez.
No armazem do vapor francez, rua do Barao da
Victoria, outr'ora Nova n. 7.
Perfumaras.
Finos extracto?, banhas, leos, opiata e pos den-
. trifice, agua de 11 r de laranja, agua de toile-
te, divina, florida, lavande, pos de arroz, sabo-
netes, cosmtica, muitos artigos delicados em
perfumara para presentes com frascos de ex-
tractos, caixinhas sortidas e garrafas de diffe-
rentes tamaitos d"agua de cologne, tudo de pri-
meira qualidade dos bem conhecidos fabrican-
tes Piver e Coudray,
No armazem do vapor francez, rua do Barao da
Victoria, outr'ora Nova n. 7.
Para viagens.
Muito boas malas e bolsas para viagens de o -
de caminhos de ferro.
Botas de montara.
Novo sortimento de botas Napoleao e a Guilher-
me, perneiras e meias perneiras para homens,
e meias perneiras para meninos.
No armazem do vapor france, rua de Baro
da Victoria outr'ora Nova n. 7.
Mobilias de vimes.
Cadairas de balanco, de braco, de guarnieres, so-
fs, jardinciras, mesas, coa versado iras c costu-
reiras, tudo isto muito bom por serem fortes e
leves, e os mais proprios movis para saletas e
gabinetes de recreios.
No armazem do vapor francez, rua do Barao da
Victoria, outr'ora Nova n. 7.
Quinquilharias. *
Artigos de differentes gostos e
Jihantazias.
os para salas e gabinetes.
Leques para senhoras e para meninas.
Luvas de Joavin, de (lo da Escocia e de camurca.
Caixinhas de costura ornadas com msica
Albuns e quadrinhos para retratos.
Caixinhas com vidro de augmentar retratos.
Diversas obras de ouro bom de lei garantido.
Correntes de plaqu muito bonitas para relogios.
Brincos }imitarao e botoes de punhos de plaqu.
Borsinhas e cofres de seda, de velludo e de couri-
nho de cores.
Novos objectos de phantazia para cima de mesa
ejioilette,
Pinceoez de cures, de -prata dourado, de ac
tartaruga.
Oculos de ac fina, e de todas as graduacoes.
Bengalas de luxo, canna, com castoes de marfim
Bengalas diversas em grande sortimento para ho-
mens o meninos.
Chieotinhos de baleia e de muitas qualidades di-
versas.
Esporas de tarracha para saltos de botas.
Ponteiras de espuma para charutos e cigarros.
Pentcs de tartaruga para desembarazar e para
barba.
Ditos de marfim muito finos, para limpar cabera.
Escovas para roupa, cabello, unhas e para den-
tes.
Carteirinhas de madreperola para dinheiro.
Meias para homens e para meninos,
Gravatas brancas e de seda preta para homens e
meninos,
Campanillas de mola para chamar criados,
Jopas da gloria, de dama, de bagatellas, do domi-
n e outros muitos differentes joguiuhos alie-
mies e francezes.
Malas, bolsas e saceos de viagem de mar e enmi
nhos de ferro,
Mamadeiras de vidro de dar leite mui fcil as
enancas. ,
Argolinhas de marfim para as criancas morderem,
bom para os denles.
Berros de vimes par embalancar crianzas.
Cestinhas de vimes para braco de meninas.
Carrinhos de quatro rodas para passeio de crian-
cas.
Venezianas transparentes para portas e janellas.
Reverberos transparentes para cundieiros de gaz.
Esterescopos e cosmoramas com escolliidas vis-
tas.
Lanternas mgicas com ricas vistas de cores em
vidros.
Vidros avulsos para cosmoramas.
Globos de papel de cores para illuminacoes de
fes tas.
Baldes areostaticos de papel de seda mui fcil
de subir.
Encerados bonitos para conservar as mezas de
jantar.
Machinas de varios systemas para caf.
Espanadorcs de palba e de pennas.
i'esourinhas e caivetes'finos.
Tapetes com vid ri I nos para mangas e lanternas.-
Tinteiros de louca branca, modelo bonito e bom.
Tiras de molduras domadas e pretas para qua
dros.
Quadros j promptos com paysagens e phantazia
Estampas avulsas de santos, paysagens e phanta
zias.
Objectos de mgicas para divertmentos em fa-
milias.
Realejos pequeos de veios com lindas poras.
Realejos harmnicos ou accordions de todos os
tamanhos, e outros muitos artigos de quinqi
I lia ras difficeis de mencionar-se.
No armazem do vapor francez, roa do Baro
Victoria, outr'ora Nova n. 7.
Brinquedos para meninos.
A maior variedade que se pode desejar de todo?
os brinquedos fabricados em differentes parte*
da Europa para entretenimento das criancas
tudo a precos mais resumidos que possivel :
no armazem do vapor francez, rua do Barao
da Victoria, outr'ora raa Nova n. 7.
PARA PIANOS
Pannos proprios de cobrir pianos.
Cadeiras de parafuso e forro estu-
fado.
No armazem do Vapor Francez rua do-
Bario da Victoria (outr'ora Nova) n. 7.
Cestinhas para costura.
Grande sortimento de bonitos modelos
chegados ao armazem do Vapor Francez,
rua do Baro da Victoria (outr'ora No-
ta) n. 7.
Santa iiereza
Emissoes de accoes.
A companhia est autorizada a emittir HOU
accoes de 30*000 cada orna. As pessoas quede
sejarem toma-las todem entenderse com os di-
rectores Srs. Barao da Soledade, Joaquim Rodri-
gues Tavares de Mello e Francisco Gor.cahvs
Netto ou com o abaixo assignado, que dar qual-
quer informacao.
Recife, lu de Janeiro de 1873.
O gerente,
Justino J. da S. Campos.
100#000
B Fugio do engenho Pont I, emSerinhiiem, nodia
7 do prximo passado, o mulato Simo, com os
signaes seguintes : estatura regular, cor, o seceo,
cor alaranjada, barba serrada, cabellos carapi-
nhos e falla descansada: quem o pegar leve-o ao
seu senbor o tenente-coronel Vicente Mondes
Wanderley no dito engenho, ou no Recife ao Sr.
Bernardino de Sena Pontual, na rua da Madre de
Dos n. 36, que recebera a gratiiccao de 100*.
Para cozinhar.
Precisa-se alugar urna ama que sniba co-
zinhar o ordinario de urna casa de pequea
familia. Aceita-se forra ou captiva; mas
prefere-se desta ultima condigo. Trata-se
na rua do Capibaribe n. 40.
*.#
Advogado. |
0 bacharel Jos Alves Lima Jnior, rffe
promotor publico e advogado na co- V2T
marca de S Jos de Mipiht, na pro- jq>
vincia do Bio Grande do Norte, encar- 25
rega-se de <|u,ili|uer cobranca, tanto A
aiuig vel como judicialmente, nao s jp
na dita comarca, como nos termos vi-
zinhos. Quem quizer ut'lisar-se dos
yj^ seus servicos dinja-se a piara do f on-
>B?' de d'Eu ns. 4 e 8 : tratar com o Sr.
jefe Jos Alves Lima.


COMPRAS.
Cobre, lato e
. chumbo.
Compra-se no armazem da bola amarella, tra-
vessa da rua du [mperador. ______
Oimpra-se moedas de 20 francos : na rua
Nova n. 23, loja._________________________
Compra-se pennas de ama : na rua da tioe"
da n. 19, 2o andar.
Compra-se nina inobilia de Jacaranda em se-
gunda mito, na rua de Hortas n. 112.
Compra-se
Diarios velhos para embrulhos : no patoo do
Ter-.o n. 68.
VINDAS.
Vende-se por 900 um bom eseravo ;em
vicios n3in achaques, proprio para qualquer cer-
vino, entende bem de masseira : na rua das 'Tru-
zes n. 39, hotel.__________________________
Cha preto e verde
Vende-seN no bazar victoria cha preto e verde
de muito boa qualidade : na rua do Baro da
Victoria n. 2, loja de Ama ral, Na buco & C.
Chegou
nova remessa de hesperedina: no armazem d
Tasso Irnios & C. : rua do Amoiim n. 37.
Bom negocio.
fri'lli-f i"S aviitf da ;-<.i.ianha dos Irilbos
iiilian s Ju Itorifea u iii.U : lutla typigraHlUaso
dir.
-"Y.-iidt-s.;JiW JMMMp umli^.
. : a
de Pedio Alfuyj. 01.
~E' BARATT"
Para acabar.
Cambraias lisas de todas as cores a J40 ris o
covado.
Ditas pretas com salpicos. propria para lato,
a 200 rea o covado.
Lentos le mgufio a ifi a Amia,
Ditos de easaa branca abaiuhados a ii a dazia
Alpaca preta mcsrlada de braceo, propria para
luto, a W) ris o eovado.
Merino furia coros proprio para vestido e rompa
para meninos, a 410 ris o covado.
Meias linas para meninos a 4* a duzia.
Na rua do Crespo n. 20, loj i da Guilherme C.
da Cnnlia & C.__________________________
Aos Srs. maqons.
Ama ral, Nabnco A <'. vondeni insignias maro-
nicas de diversos graos.
raiga*** & mpwm wm
8 Lionne & Horisonte 0.
9 Tendo de sabir com umita brevidade U
ftt estes dons navios, e COOW lenliain trazido JQC
\? d> rargas nrJcm, os consignatarios 5
W Keller Cpedrm aos recihedores de flr,
Aj. vir ao sen esi'riptorio meaekmar sena f
Domes, afini de poderem reeeber os fre- 5
tes. ^
E' pechincha
Chapeos pretos para llantera de I200 a 7'X0,
s o Viaiina, rua larga do Boaario.
Fariiiia ilc mandioca.
Vende-se farinha cnsacadade superior qualidade
eaprec/i eomniudo: a tralar-se no escriptorio
de Silva & Cascao, ruado Marmezdo Olinda
n. 60._________________
. BARATO
O \ ianna i rua do Rosario
n. 22.
l caniteis de linba branca
3 grvalas
1 par de botes du plaqnet
Raines para senhoras a
Borzepuias para senhoras a
Focos para seuhora a
Borzeguina de rordavao com botoes ao
ao lado, e bezerro, para homem de
12*000 a
Cobertores
i'jO
IjSOuO
1*000
4*000
O'JO
8*000
UO'-K/
Liqiiilaclo
Na rua da Imperatriz n. 60,
loja.
Deseja-se fallar eom o Sr. Antonio Joaquim de
Figaeiredo.
Akyae I.* andar do sobrado n. 47 da rua
da Imperaam, qnem o pretender encontrar as
chaves a ioja do mesmo sobrado, e se entender
eom aeu (mprietario i rua do Hospicio n. 33,
Por 600* e por urgente necessidade, vende-se
um eseravo preto de 40 anoos, robusto, outro
por 750* tambem preto de 40 annos, bonita gura
na rua de Hortas n. 96, na mesina casa ha diver-
sos escravos para vender-se.______________
Panno de al"odao da Baha
da fabrica Todos os San-
tos.
Teem para vender no escriptorio Joaquim Jos
Goncalves Beltro & Filho, rua do comaercio
n. 5.
Fil de seda
A I-~(MM> o covado
na loja da Rosa Branca : na rua da Impera-
triz n. 56.
Vende-se
Um sitio e duas casas
A casa terrea n. 42, sita rua do Visconde de
Goyanna (antiga rua do Cotovello); a casa n. 42
sita mesma rua, com grande sitio, murado e
porto de ferro na frente, e urna parte da casa n.
10, sita rua di Camb&i do ('armo; a tratar
rua do Livramcnto n. 6, loja.
Fazendas baratas
NA
Laja da America
Brilhantina branca com flores assetinadas a
400 rs.
Atoalhado de duas larguras e com lindos de-
senhosa i*o00.
Panno alvo trancado de duas larguras para loa-
Una de mesa a 1*200.
Chales de merino com listras de seda a o* um
Meias muito finas para sanhora, de 12* a 8* a
duzia.
Colchas grandes cora barras de cores de 7*080
5*000.
Ditas ditas adamascadas a 4*500 urna.
Caitas Anas de 400 300 rs. o covado
Chapeos de seda com c bo de canna a 8* um.
E outra? mnitas fazendas, todas por precos m-
dicos : na i na do Cabng n. 10.
Boa pechincha.
Vende-se um excellente sitio em Beberibe de
baixo, junto a estaco do Fundao, murado na
frente, com pomo de Trro, com urna bonita casa
nova de pedra e cal, tendo 4 martes, 2 sala*, so-
to e cozinha fra, tendo 350 palmos de frente e
4,800 de fundo, sendo de mata, com urna excel-
lente cacimba com agua de beber : quem prcteu
der dirija-se rua de Pedro Alfonso, antiga rua
da rraia n. 37, que achara com quera tratar.
Vende-se um carro de 4 rodas em bom
lado e dous cavallos : na rua da Paz n. 15.
es-
Vende-se a taverna sita rua do Rangel n.
8, sendo armaejio, pertences e os gneros que
o pretenden te quizer : a tratar na mesma, ou na
mesma rna n. 45.
VENDE-SE
tde laranjas de u.nibigo, da china, fmcta-p,
aS de umbigo, da Pe/sia, abacates, limo do-
ce, figueiras e outras fructeiras : no caminho No-
to, travessa do Padre Inglez, casa amarella n. 7.
Na mesma presisa-se de alugar urna eserava que
sirva para engommar e lavar._____ ^^^^^
Vende-se a taverna sita rua do Vigario n.
2, em frente, a entender-se na travessa da Madre
de Dos n. 11.
Vende-se a easa terrea da rua do A-ago
n. 6, era a qual ten estabelecimonto de seceos e
molhados o Sr Mignel Antonio Coeltao de Almei-
da. Nest- typographia te indicar que vende.
Ha para vender na quintal do sobrado
rua dos Coelhos n. 20, tres vaccas que tivera*
peucos das criaa.
de fazendas sem a varia.
O Vianna, rua larga du Rosario n. 22, vai li-
quidar as fazendas que arrematen, por isso apro-
veitem :
Maiapolo fino de 9| a 6i-
Dito lino de 7* a o*.
Dito fino du 6* a 4*.
Chitas claras de 440 a 280 rs.
Dita escura de 4^0 a 200
Cobertores de 2 a l ^.
Cainbraias linos de 610 a ->0 rs.
Camisas finas para senliora. de a 4*.
Cortes de easemira a 3*.
Baloes de .*> 5 a I *.
Penas de aigodin largo a 5*000.
Ditas dito a 4.
riin transado fino a I *.
Dito muito largo a |.
Riseadinho muito bonito de 440 a 280 rs.
Chapeos de copa alta, da mola de 12* v I.
Dito para meninos a t *50'.
Basquinas de 10* a 3*.
E mais algumas fazendas que vende por meta-
de do preco para liquidar, ennin sejam :
' CALCADO FRAMCEZ.
Borzeguins de liezerro para homem, de 12* a
8*000.
Ditos de cordavao com botoes ao ladov de 14*
a 9*000.
Borzenuins de cano alto, para senliora, de
7* a 4*500.
Dito de dilo baixo de 6* a 4*.
Focos ou sapatos abotinados, pretos, para >e-
nliora, de 4* a 2i.
Macos dr peales de alisar, de 2 al*.
Botoes para punlios, muito bonitos, de I* a 140.
Dudas de canileis de linha branca a 400.
Milho de Mamanguape
Vende-se por preco ommoilo : na rua da Ma-
dre de Deus u. 5, primeiro andar.____________
"APKMLECT.4
Eocootrar-se-ha um bello sortimento de lavas
de pellica muito frescas, para meninas, chegadas
pelo ultimo vapor que vejo da Europa : rua do
Cabng n. 1 A.
Vende-se dous engenhos perto do Recife, am-
bos d'agna, e montados : a tratar eom o Sr. Ber-
nardino de Miranda Albtiquerque no engenho Pi-
tanguein, em S. I.oiiivnco._________________
Cassas de cor a 200 rcis o
covado
na rua da Imperatriz n. 56. nova loja da Re -a
Branca.______________________________
Grande
DEPOSITO DE FUMO
No armazem de Candido Alberto Sodr da Mot-
ta C, travessa da Madre de Deus n. 14, ha a
venda fumo em latas inteiras e meias latas, des
melhores fabricantes do Rio de Janeiro, Teixeira
Pinto A Portilla. Antonio Martins de Siqueira _
C, Lisaur Schimidt A C. e Torres A Araujo ;
assim como em rolos, de outros muitos fabricantes
acreditados.
Cassas avadadas a 240 rs.
o covado.
O Pavo vende finissinias cassas francezas de
cores com os mais delicados ptdrcs, por terem
um pequeo toque de avaria de agua doce, pele
barato preso do doze vintn o covado. pechin-
cha : na loja do Pavo, rua da Imperatriz n.
60.____________________________________
Botinas de merino.
CA.NNO ALTO PARA SENHORAS
A' -4MM ris.
urna pequea porco, cheguem de pressa.
Focos para meninos.
A' l-.0 e *.-fMK
Ba_e_ precos, para acabar.
Na loja da Rosa Branca, rua da Imperatni
n. 56._________
Depsitos para agua
Pequeos e excellentcs tanques de ferro galva-
nisado, para 4, 6 e 8 baldes a'agua, ha para ven-
der por precos rasoaveis : a tratar na rua do
Imperador n. 45.
Attenco.
Vende-se a loja de calcado sita rua de Mar-
cilio Dias n. !'8, propria para principiante : os
pretendentes dirijam-so rua do Bom Jess n. 21,
loja, que achara oaa quem tratar_________
Araruta verdadeira
Continua a vender-se na travessa da rua das
Cruzes n. 4, e rua do Vigario n. 26, pelo preco de
8o0 rs. a libra, em pacote.


S-
I I I II
6
Diario de Pernambuco Sexta feira 14 de Mar^o de 1873.



Fazendas em liquidaco
NA
N. 60 Ruadalmperatriz N. 60
* DE
PEREIRA DA SILVA & Cl
Tendo o proprictario doste importante estabelecimento, grande vontade de liquidar
to que se vendem em outra qualquer parte, com o fim de apurar dinheiro, razo por que con-
vida o respoitavol publico a vir sortir-se, nio s de um avultado sortimento de fazendas 9p
le, como tambem de grande sortimento de fazendas finas e dos ma apurados gastos.
F. provino que^s vende a dinheiro vista, por estar em liquidado.
OFFICINA DE ALFAIATE NA LOJA DO
PAVAO-
GREJADHES
COa LISTRAS DE SEDA A 800 RS.0 COVADO
O Pavao recebeu um elegante sortimento
Nesto grande estabeleeiraeoio encoolrar
o rospeitavel publico, orna bera mootada offi-
dasmais lindas grenadines pretas com listras 'cia de alfaiate, onde se manda executar
de seda do cor, tendo entro ellas com listra' gnalqner peca de obra, tanto pira horneo),
rox>., :i para luto, que vendo pelo ba-jcomo para meninos, com a maior pres-
ntssr ; .;o de 800 ris o covado ; assim tesa e perfec3o assim como para qoalquar
como dita muito fina com hstra encarnada, loto que de repente appareca, tendo Da mes^
que vendo a 1?000 ris o covado. Esta ma officina om perito official destinado para
fazenda voio pelo paquete chegado ultima- farda dos Ilm. Srs. bfficiaes de gOiPtt'ni*
monto da Europa, e liquida-se na loja do cional ou tropa de liaba, setdo esta officina
Pavo A ra da Imperatriz Q. 60. I dirigida pelo babil artista Pedro Cflestino
CAMBRA I* ABERTAS PARA VESTIDOS A Soares de Carvalho.
95000 e 105000 RS. ESPARTILHOS A 3iJ000.
O Pavao. recebeu um elegante sortimento' O PavSo lem om grande softimento de
das mais linas cambraias brancas, abertas o espartilhos, tanto para senhora como para
bordadas para vestidos, que vonde pelo ba- menina* qbe vende pelo barato preco de
Obras de plianlasia.
no de
e bo-
'
ratissimo procos do 95, e 105000 rs. o
corte, tendo bastante fazenda.E'.pechincha,
na loja do Pavo a ra da Imporatris n. 00.
LSINHAS BORDADAS A 400 RS.
O COVADO.
O Pavo recebeu um elegante sortimento
das mas lindas lasinhas transparentes com
florzirjhas bordadas, tendo de todas as cores
inclusive roxa propria para viuva, e vende
pelo baratissimo preco de 400 rs. o covado.
I'.' pechincha na loja do Pavo a ra da Im-
peratriz n. G0.
GRENADINES A CO RS. O COVADO.
O Pavo recebeu um elegante sortimento
das'mais lindas grenadines protas com listras
brancas o de coros, seido muito boa quali-
dado, o vende pelo baratissimo prego de 5G0
rs. o covado. E' pecliinclia na loja do Pa-
vo a ruada Imperatriz n. 60.
GOBERTAS DE FSTAO ACOLXOADAS A
irooo rs.
O Pavao recebeu um grande sortimento
de cobertas grandes de fusto, acolxoadas,
guarnecidas com franja em volta, tendo bran-
ease do todas as cores, o vende pelo baratissi-
mo proco de 4S, rs. E' pechincha na loja
do Pavo a ra da Imperatriz n. 00.
CHAPEOS PARA SENHORA A 125000 RS.
O Pavao receben um elegante sortimento
dos mais moderaos chapaos de palha, rica-
mento enfeitados, para senbora, com osseus
eomwtentes vos, e vende pelo baratissimo
prende l-2?000 rs. E' pechincha na loja
i-. Pavo a ruada Imperatriz n. 60.
LAS MODERNAS
O Pavo vende nm bonito sortimento de
- i-i nas, sendo das mais modernas
'in rindo ao mareado, polo baratissimo
i de 500 e 600 rs. o covado. E'pe-
ligro loja do Pavo a ra da Impera-
- n. 60.
\! ;'\asiWiUDvs agio rs.
O COVADO.
C jou para a loja do Pavio um elegante
ilo das mais bonitas alpacas da cores
' las, s ndo as coros mais modernas que
ti i.i i para vostidos, e vondo-se pelo ba-
ntissimo preco do 640 rs. o covado. E'
i icha na loja do Pavio a ruada Impe-
ra iz n. 00.
< triea lie c.-tibrnA, ultima no-
vi.Ia.le. n 95000.
0 Pavo recebeu pelo ultimo vapor de
Eur pa cortes de cambraia branca com ba-
badinbos ricamente bordados, tendo fazenda
bu Bi iente'para vestido de qualquer modelo,
estes vestidos sao os mais moderada que tem
rind i rea lo, o pela sita excessivabara-
t tornani-screcominendaveis as seiihorns
debomgosto. Bazar do Pavo, ruada
Imperatriz n. 00.
LENf.08 A 2400A D17IV.
O Pavo tem nina grande porco de lcn-
j branc 15 eom barra do cor, muito bonitos
e boa quali lade, que vende por 25400 por
t? grande porco,
Ditos tolos brancos abainhados muito fi-
DOS a 25300.
Ditos cbinezes com barra de cor, muito fi-
n">s a 35300. E' grande pocbincka, na loja
do Pavo.
Wkmmn&im n3?000.
0 Pava o recebeu pelo ultimo vapor, um
lia 11 sorti a mti de romearas pretas de fil
< >alpicos, com liniosenfeites pretos ede
cAres, e vende pelo barato preco de 35000
cada i !. por ter grande porco.
.Ditos to los do seda ricamente enfeitados a
45000.
PARA O CARNAVAL.
O Pavo tem um grande sortimento de d-
isde to las as quali.lados gostos, proprios
[; i o carnaval, ton lo tambem de merino
. ->. muito interessantes, que vende ou
.-1 por procos muito baratas, por ter gran-
d prelo.
LEN'CO'ESDE BR IMANTE.
O Pavo vende lences de bramante mui-
to grados, sendo de ara panno s, pelo ba-
i- -jiuio preco de $00 cada om.
.MADAPOLOES.
.fl&psj de midapolao francez mnito fino
Ha 20 jardas a o&SOO e 65000.
D t.s cona M jardas rauito superior a
6,5300 e 7500.
Di'o inglez frzonda muito finia 3,5000,
6J00 e m0 at WdOOO.
Ditos fraocejes a inglez^s muito fiaos de
40 jardas para'difieren tes precos.
ALG0D0ZINH0.
O Pavj vende pnr prego muir/o barato
pegas de .Dro lozinho anoertcano maito
bom com !8 jardas 45000.
Dito com 24 jard-s a 46300 e 55000
at 6000.
Dito largo merca T amito encornado a
6J00O.
ALG0D0 ENFE5TAD0.
O Pavo vende o verdadairo'" e superior
algod3ozirho de daas larguras para lences
ieado mnito entorpado Ij G0 cada varal
Dito trancado drraes.m laripara->ivJ280i
CORTES E CHITAS A*^iODE 28880;
O PavSo vend cortes de -hitas Trancezas
leas, com 10 covadbs pefo diainuto preco
de 2#ttO oda corte.
Dios cota 12 covado* *pe!o preco da
44380 cada corte.
33000. Ditos mnito finos a 45000 e 55000,
sao dos mais modernos qna tem vi ndo lo
mercado.
CHITAS A 2i0 RS.
CHITAS A 2i0 RS.
CHITAS A 240 RS.
O Pavio vende chitas franeezas preprias
psra vestido, sendo mnito boa (aienda, con
padrees claros e oscuros, pelo barato 'preto
de 210 rs. o covado, por ter um leva to-
que de mofo: pechincha.
LIQUIDACAO DE CALCXS DE CASEMIRA
O Pavo tem om grande sortimento de
calcas de casemira de todas as cores e qoa
lidades, para todos os pregas, e desejsndo
muito liqoida-las, resolveu vende-las por
nm prego maito em coota, para diminuir a
grande porco.
CASSAS FRANCEZAS.
O Pavo vende bonitas cassas franeezas
com bonitos padres, e de muita phantasia
pelo baratissimo prego de 240 e 280 rs. o
covado, sendo fazenda de muito mais dinhei-1
ro, grande pechincha, na loja do Pavo.
BOURNUS A 16#000.
0 Pavo recebeu pelo ultimo paquete da'
Europa, bournus dos mais lindos gostos que
at boje sao conbecidos, e em relago ex-
cessiva barateza, convidam-se as Exmas. Sras.
para as verem, para assim admirarem o que
ha de mais novidade neste artigo.
CORTES DE CAMBRAIA A 6#000.
O Pavo vende cortes de cambraia branca
com listas e lavores da mesma cor, tendo a-
zenda para um vestido, e vende pelo barato
prego de G5000, por sor grande pechincha.
Ditos muito finos com babadinhos brancos
bordados a 8J&000.
Ditos ditos com listas de cores a 435000 e
53>000.
Ditos de cambraia branca com 20 metros
de babadinhosde cores a 9?M)00. E'grande
pechincha na loja do Pavo.
BRAMANTES PARA LENgO'ES.
O Pavo vende sopericr bramante de al-
irodlo tend) 6 palmos de largara que s'
percisa de 1 ','\ vara para um lengol, me-
tro 4(51600 e a vara 4 0800.
Dito de linho pnro superior muito encor-
pado com a mesma largura a vara 2400.
Ditos francezes maito finos a 23500 e
33000.
Pega de Hamborgo e panno de linho com
O e 30 varas, para todos os pregos e
qualidade.
Pegas de breaoha de pero linho, tendo
30 jardas pelos pregos mais barato que se
tem visto.
Pechincha de Snissimo esgnio sncelena
com fi jardas 730CO.
Pega de finissimo celena com 30 jardas
A loja da A(ruia Branca, roa do Dur
Caxi s n. 50, receben un bello sortimento i
nitase nnidernos obeaA u> phnntosi.i, sendo :
Brinc s e cruzes preiM, com dourados e pedras.
Outroa de adrep rola quemiaia com bonitos
enfeites de delicadas flores.
Ostros de lia > dourado cera p nge tes de cores.
Ontros encarnados e de bonit s moldes.
Wmt de ffhe-dourado-cortf-pedras' brancas,
AderecM *i madrepferbia.
itoi donrados-comtawapheo pteto.
' Ditos encarnados.
Ditos mitaado rdlaUS e ffcres nalftraes.
Ca soJti-de madfeperTa
Voltas' de grftssos aljofares de cor s.
OfltMS O ditos pret s com donndos.
Ptiiceirss dft- tirtataga coffl donrado.
Outrai pretas.
(ftatrmw-^retos e de edrts.
Dftnltts afOirtdnraS' ilw'flrln donrado, c m pe-
dras, coral etc. para atterturb de Tamisa*.
Botes ttoMUdere de'oraB'qi*lidadcs, para
aberturas e wllarinhos.
Bonitos loques.
A loja da Aguia Branca, ral' it DuVrue fle
Caxliw'n, 50," recotJetr'bonir s leqnes d-perfeka
phantasia, preo cora dnradrt*, e outros d apu-
rados' frSis1-, 'a deira que se confunde com o sndalo, e tem el-
los lindos colorfdtts'm c'nttov e anda agitar veto-
de este* peW BitrAMTirPjo d jODOcada um.
Vasos de crystalpara toiuct.
Ato d!t Agfif'ff nW, a Ha M arflts de
Caxias- n.W,'r ceKU'twftitas ^arrfrnnhas deerys-
tal em par cflrttTamjwcng ddaradas e mol pre-
prias para arraajos de toilet, ctC,
Annois o colares elctricos
A loja d'aeuia branca ra Duque de Caxias
n fdV.mrOTTrnva remessa dos prttvettosos aa-
neis colaros tlectrnios, e continua a recbe-Ios
mensJtlmerneV pelo que sempre estar provida de
taes objectos.
Dtademas doarados
f
I,
A loja d*iruta Branca ra Duque de faxias n.
50, 'receben nowmertte bonitordiaaema's doarados
e eafeitadts comjiedra e aljofares, obras de gob-
to e phantasia. Tambera receben novos grampos
traes u'aHmetes txn flwes para catteca.
Leques com bouquets ou-
tros chriiozesi
A lujar d"Xg(tia branca rifa DUrrae de Caxias
n. 50, recebeu urna peimerra qoantid-ad* dnqueltes
bonitos leqaes,eom**!qoBts e ontros cbinezes.
CJoki creme para refrescar e
amaciar a pello >
A loja d'aguia branca a ra Duque de Caxias
n. 50, recebeu cold creme dos afamados fabricaii-
tesr.ubta.'Legrame Condray.
Diademas e grampos de
a^o;
A loja da aguia branca, ra do Duque de
Caxias n. 50, receben novamente bonitos diade-
mas e graipos de ajo.
Bicos do seda pretos com
flore3 de cores.
MACHINAS
DE-
COSTURA
Cbegaram ao Bazar Universal da roa No-
va n. 22, om sorlimento de machinas para
costura, das melhores qualidades que existe
na America, das quaes mnitas j sao bem
eonhecidas peloi seo autoras, como sejam;
Weller 4 Wilson, Grover 4 Boka, Silen-
ciosas, Weed e Imperiaes e outras moitas
que com a vista dever5o agradar aos com-
pradores.
Eatas machinas tem a vantagem de fazer
o trabalho qrw trinta costureiras podem
-fazer diariamente e cozem com tanta per-
feigfo como as mais perfeitas costnreiras.
Garaate-aa a saa boa qaalidade e ensina-se
trabalhar cora pefeig3o em ubnos de orna
hora, e os pregos sd ta i commodos qne
devem agradar; aos pftendewtes________
Na padaria alloma na ra da Guia n.
SV.'tem'parn se vender o safjaiJBtn :
Ervilliasde tres dilTfcrentij.sqU;,.li'l,ides, fei-
jobranco grado, repolKown barricas, len-
tilbas, sevadinha (Perte), sag, ameixas,
magas e cereja* seccas; tambem tem para
vender dua9 Galangas grandes com ganchos
e bragos, alguns pesos, duas rodinbasde me-
tal para arrnho de mo, urna forma e um
forno para fazer hostias o obreias, e urna
bomba.
A loja da .ngnia branca, ra do Dique de
Caxias recebe)], eflmo novidade bdnitos bicos A
seda pretos com flores de cOres, sobresahindo nel-
lei opreto com encarnado, e todo mu proprios
para barras e outros enfeites de vestidos de gra-
nadme, ou medina, o outras fazendas transparen-
tes. Pela comtuodidade dos pre-;os esses bicos tor-
nam-se mais >mmodo,s e pela novidade de gosto,
preferiveis a quacquer outros enfeites.
Veos ou mantinhas pretas.
A loja da aguia branca, ra do Duque de Ca
xias-n. 50, recebeu bonitos veos ou mantinlm
pretas de seda com flores, e outras a imitacao de
croch, c vende-as pelos baratos procos d 'M.
e 6fOO0. A fazenda boa e est em per'cito
estado, pelo que conUsa a ter pcompta extrac
gao.
Diademas e aderemos de ma-
dreperola.
A leja da Aguia branca ra do Duquo de
Caxias n. 60, recebeu urna pequea poreao de
diademas c uderecus de madrivperola, obra' de
apurado posto.
JPerfeita novidade.
Grampos com borboletas, beaouros e gafa-
nhotos dourados e coloridos.
A loja da aguia branca, ra do Dique de
Caxias n. 50, receben novos grampos com bor-
boletas, bezouros e gafanhotos, o que de certo
perfeita novid.de. A quantjdade pepuena, e
por isso em breve se acabar.
Novas ffollihhasornidascom
i 33ryX), atoalhado adamascado com 8 pal-
mos de largura a vara 2#of 0.
CSLgAS DB CASEMIRA.
0 PavSo tem nm grande sortimento de
alga de casimira, astim como cortes os
mais modernos qne tem vindo nos ltimos
i.MTi'ns e em fazenda das mais finas e mais
aovas ao mercado, e vndese por barato
prego para aporar dinheiro assim como cal-
as de brim braoeo e de cores por pregos
mnito razoave3 para alabar.
TNICAS PRETAS.
O Pavio recebeu om grande sorlimento
das mais ricas tnicas de grs preto, rica
mente enfeitadas, e vende por prego razoa-
vel.
VESTIDOS BRANCOS BORDADOS' DE
3550000 AT 60000.
O Pavio recebeu um lindo sortimento
dos mais ricos cortes de cambraia branca,
ricamente bordados, e com todos os enfi
tes necessarios, e vende pelos pregos de
35^000 at 600000, n5o tem vtndo nada
mais rico nem mais moderno.
CORTINADOS PARA CAMAS E JANELLAS
A /05OO, 80000 E lOOOO.
O Pavio tem om graode sortimento de
cortinados para cama e janellas, qne vea-
de pelo barat) prego de 70500; 80000. e
100000 o par, tendo al por 180000, assim
como colchas de damasco para camas do
noivos, e graode sortimento de tapies tan-
to para 4cadiras como para camas, pianos,
portas, etc., tndo vende por pregos razoa-
vels.
CAMBRAIAS.
O Pavio vende cortes de cambraia trans-
parente propria para vestido* a 20300 e
ot,
Pega de dita mnito fina com 10 jardas
tanto taada como transparente a 40000
50000 e 6060 at a mais fina que ven
io mercado.
CORTES DE PERCALIA COM DUAS SAIAS
A 40000.
0 Pavio vende booilos cortes de precaria
co doas sitias, sendo fazenda d malta '
gosto a 40000, jpecblocha.
B.APtISTAS DE GRANDE NOVIDADE
O Pavio venda nm grande sortimemo
das mais modernas, bautistas com lisia de
cor, preprias pira venido,, cora as cores mais
novas que tem vindo ao mercado* seoo
muito ail largwdo -q/ie as chitas francezw, \.
a venda pato baratsimo prego de 300 rs
cada covado.
pelucia ou arminko
A loja d'aguia branca ra Duque de Caxias
- 50, recebeu una pequea quantidade de buai-
s e novas gollinhas, trabalho de la e seda, en-
neitadas com armiidio, obras estas de muito gosto
e inteiramente noA*as.
Grampos, brincos e rozetas
dourados.
A loja da aguia branca, ra do Duque de
Caxias" n. 30, recebeu novamente bonitos gram-
pos, brincos e rozetas dourados ; assim como
novos diademas de ajpi e como sempre conti-
na a vendo-Ios por pregos razoaveis.
A Predilecto,
Vndff-se o sitio-da estrada da Cruz de Almas,
jue fica entre o do commendador Tttssoe o do
desembargador Doria, com casa de virendn, d ffe-
rentes arvoredos, grande baixa de capim, etc.,
dando os fundos para a estrada dos trHhos urba-
nos ao p da estadio da Jaqueira : a tratar n
ra do Amorim n. 37;
Farinha de mandioca a 3$ o
saceo.
Na ra da \fadre de Dos
quanto. nu se acaba..
n. 7 ; aella, em
Xarope d'agrio doPr
Antigo e conceitnado medicamento para
cura das molestias dos orgos respiratorios,
como a phtystca, bronebites,. asthma, etc.,
appcado anda ootn ptimos resultados nu
escorbuto.
Vende-se na pharmacia e drogara de Bar-
tholomeu & C, ra Largardo Rosario n. 34.
_ wr
Vende-se um cakriotet americano, de doas as-
sentos, muito lere con bom wttri> : para ver
na cochelra do S; Cerino, -ran do Httspido na-
mero 86.
Rival sen soumlo.
Chog-rain agulhas p.ira machinas, do fabiieaite
Crower lt Baker. Duzia or 2i000.
Mobiii.
Veade.se n innuiiia d jacarind em
perfeitt estad6 : a tratar na ruada Madre db
eej m ."> U* aniar:
ltyao^ gosto*
no empenho de bem servir aos seus freguezes e
ao publico em geral tem procurado prover-se do
(jue ba de melhor e da ultima moda nos merca-
dos de Europa para expo-lo aqui venda, cor-
tos de que os seus arligos seo bem apreciados
pelos amantes do bom e barato ; passa a ennu
merar alguns d'enrre clles, como sejam :
ALBtT.VS, os mais ricos que tem vindo a este
mercado, cun capas de madreperola,
tartaruga, inarlim, velludo e chagrn.
ADERECOS pretos e voltas proprias para luto ;
assim cerno, ura bon.to sortimento de
ditos de plaque, obra lina e muito bem
acabada.
BOTOES para punho?, o que se pida desojar de
melhor em plaqu* tartaruga, madre-
porola, inarliime Oara.
BOLCAS de vedado, si-da, pallia e chagrn, o que
lia de mais moderno e 1 odas.
BICOS de seda, e de algodao, tanto branco como
[treto, de variados desenhos
CASSOI.KTAS pretas de metal e de madrepe-
rola.
^CAIXINHAS para costura, .muito ricas e de di-
versos furm tos, com msica e sen
ella.
COQUES a imitado, o que pode ha ver de mais
bonito' e bom gosto.
DEADEMAS,- neste genero a Predilecta apr-
senla nm grande e lindo sortimento
capaz de satislazer os caprichos de
qualquer senuora por mais exigente
que sju.
PORT-BOL'Ql'ET de madreperoln, marlim e sso,
este um objecto indispensavel as se-
nhoras do bom tom, aliin do aspirar
o irona das flores sem o inconvenien-
te de nodo.uem as lavas, ou mancha-
rein as delicadas mana.
I'ENTES de tartaruga, de marlim e de bfalo, pa-
ra alisar os cabellos e tirar bichos.
PERFUMARAS. E' sabido do pattieo que a Pre-
dilecta sempre conserva um importan-
te awttoeato de perfumaras de lino
odor dos mais- afamados fabricantes,
Lubin, Piver, sociudade hygenica, Cou-
dray, Gomes e Raphael, ipie in-
cumbido da esculla dos aromas mais
bem aceitos pela sociedade elegante
da Europa, e por tanto, acham-se na
possibilidada de bem servir aus aman-
tes dus perfumes.
A PREDILECTA deixa de enumerar una im-
mensidade de arligos, alim de nao mas-
sar aus leitores e se pede a benevo-
lencia dj respetan! publico em di-
rigr-se na do i abug n. 1 A, pa-
ra cuuwacer-se aonde |ni.|e comprar
o que bom e barato, assim como:
FACHAS ricas e modernas de.'tu de quiu cor, o
que ha de mais bello neste genero.
VESTIMEN H >S. Ricos vostimentos para meninos,
por baratissimo preco.
FLORES. A Predilecta prima em conservar um
bello sortimento de llores ao alcance
de qualquer bola anda que nao es-
teja bem repcela ile dinheiro.
j bem sabido do publico que s na
: Predilecta que podem encontrar um
grande sortimento de lilas de selini,
tafei, velludo, linho e de algodao, por
commudo preco.
GRAMPOS de tartaruga, imita cao destes, pre-
tos e t'e cores, o que se pinle dt-sejar
de mais moderno e bonito.
GRAVATAS de seda o de cambraia para senhora,
lagos e golinhas de bonitas cores, tam-
bem tem um bom sortimento de gr-
valas e regalas para hoinem.
JARROS de porcelana e de vidro muito bonitos
para ornatos de sala.
Mei s de seda, de la e do algodio, pa-
ra senhora, meninas e hornera.
LEQtiES. Ricos Jeques de madreperola, tartaruga,
marlim e de osso, os mais modernos e
por Intrato prego.
LUVAS de pellica, do seda e de algodao, para
hon em e seobora.
LIVROS para missa, a Predilecta apresenta es-
colha de respeilavel publico um bello
soitlmentu destes Ikros com capas de
madreperola, tartaruga, marfini, oso,
velludo e chagrin, per precos mui
j-azoaveis.
Pede obter en ponco teoopo aom o oso do melhor dos licoresa affjmada
HESPERIDINA
FazJoiio annos qne conbecido este precioso tnico, a difficil acbar orna pasaos
qna, tndo experimentada pesaoalmenle, n3o falle em seo favor, i como bom eatomaca
e apetisador, tomando am cliz delia antea de jantar, od codo facilitador da digestir
tomando-se depoii.
AMSE
da HESPERIDINA a LARANJA AMARGA, nao ba nm s habitante do BRASlL (a trra
especial das laranjaa) que nao cMbeea aa propiedades medicinaes da dourada frocta,
ora-bem, a
LARANJA AMEA
em seo estado natura! tem om gosto ponco agradave', e o mrito da Hesperidina con-
siste em reter anas boas propriedades, e ao mesmo lempo apresenta-la como
EXQUISITO EKJK
Ar HESPERIDINA como INMJSTfflA NACIONAL t* teffltnada que rvjar i
melbores importaces europeas de catbegoria semelbante. Estas, qoando mnito, podem
ser gostosas, porm a Hesperidina a combinado perfeita do
AGRADAVEL E SiDDim
Para prova de qne om artigo no qnal pde-se tsr iatoira conOaaca, por aarporo
e innocente, basta dizer-se que foi plenamente approvada e autorizada pela
JUNTA DE HYGIENE
do Rio de Janeiro, permittindo sua livre elaborac3o no imperto; outra
O A PKil VI
a acceitaro geral qne tem em todas ae parles oste a apremiad*. Ea I8t4 estaba-
leceu-se a primeira fabrica em Buenos-Ayres; em 1869 a segunda em Montas ideo;
no dia da ebegada de S. M. O IMPERADOR inaogorou-se a fabrica qoe Mtoalmente
trabalba na corte. Em Valparaizo a em toda a costa do Parifico tem boa acceitato.
tanto que rara a casa que considera completo san aparador sem orna, garrafa de
Fltf
O bomem velho toma Hesperidina para obter
VIGOR
0 bomem doentc toma Hesperidina para obter
SAUDE
O homem dbil toma Hesperidina para obter
Nos bailes as donzellas e os mocos tomam a- Hesperidina para obter boa cor
?nimaco doranle os loucos gyros da
BARROS JNIOR C, roa do Vigano Tenorio n. 7, i' andar, receberam esta
grande especifico, e venom-no nos depsitos seguintea :
Joaquirn Ferreira Lobo, roa da Imperatriz.
Zeferino Carneiro, ra do Commercio.
Marcelino Jos Gongalves da Fonle, rna da Cadeta a. 5.
Antonio Gomes Pires A C., rna da Cadeia.
AntonirrOomes Pires Gomes cV IrmSo hotel da Passagem.


Samuel Power Jolins-
ton & 0.

ua
Fawm jciente aos seos tregete^ qo teeni
mudado o sen dfpotMa de friachuu a va-
por, iiiot-nda.i e xai da muito aerr-diuda
fabriea 3e LowMnor para ra do Apollo n.
5Sjj) 38 e SO, onde e iMinmm a ter o mesmo >ur-
i^/T} tiDietrto J-i cojtnme.
S^v!) Par.em scianin umben cjue teem feuo am
jm. arranji c 'qu( deoj ofti-rtcer ?* para assentar gualquer
!..-f-J macbim-mo matmo iraranti lo.
a

' proprKtarius da fundico geral faiem
scittoiA.i aoi >rtihore.t de -ng. nho e mais ,..
pagana, o,ne teem eslabelecido urna lundi- -
c;iii le fr-rro 8 brome a na do Broto, jon-
a eonds, on3e ayrnilarao 'iS^
qualquer obra de eacommenda com perfei- j?^;
(ao e pr >n.,i'-.ili i. (g",
Os Uie-nhH r. .i) a* patanal qnn qoei- k*.
rain utilizar ,-e de rmu sarvifos df deixa- aj-'
rem a< aaeumTumRlfei era casa dos Srs. 3a- s?"
mubl P.wr-r Jhu*Ujn c I*, a ra do Apol-
lo n. 38 e 40, onda achara pe.soa uabili-
iait- imiii i|iihiii o^.-ai eniMdir-aa.
Appareltto para (aii.-icar socar, do "ysi-iiu.
WKSI'U.\ r.KNTHKFnr.AI, f"^
L'nic.--* atena* en Parnamburo a (aitaicj-rai.
Para tratar em .-ru escrrpionn-i.rnaufi Apolla o. 3f s i.
''^, /-^KC^.rm^-nii m<**9\^\ w. '.vt-.-V^A^^'-^ ^

FITAS.
Caderas pretas donradas e marchetadas de '
drepopoia '. iww- anflaxsrw; o^- Tusmi Inno A L.,
tJAyllP- ., J .
Libnisr -alerlinas.
Vondc-eo no arinaann d. fowndas.iie Auausto
r. dc-fJUvplfa & C, ra do CommeraiA-avMs-
V^IT^S^'
,o eslabelecimenl da. roa da l.ivr.imiU).n. W a
'tratar no niesiuoj.da 10 2 iik lio.
SEGHEDO ECONOMA E CELERIDADE.
Obtem-se com o uso
na
INJECQAO SHOST
Unios, hygtenica, radical e infallivo! na cu-
ra ds gonorheasv flores brancas e tluxos de
toda espocie, recentes ou chroincas; oque
flferece como garanta de salutares resultados
a aniiuada applica^o que sempre com a
mair vantagem se tem feito della nos hos-
pitaes de Pars. .
Utcn deposito para o Brasil, Bartholomeu
fiy, ra Larga do Rosario n. 34.________
^m
Cadeira- oratorias cera aseoio da palMDhi
!0000 cada uma no caes do Apollo, arma-
lem Je Tas.'o Irmoj A C.
TASSOIRMOS & G.
Em seus armazens ra do Amorim
n. 37 e caes do Apollo n. 47,
tem para vender por precios commodos : |
Tjulos encarnados sextavos para ladrilho.
Canos de barro para esgoto.
Cimento Portland.
Cimento Hydraulicc.
Machinas de descaroear algodao.
Machinas de padara.
l'otassa da Russia em barril.
I'hosphoros de cera.
Sag em garrafSes.
Sevadinha cm garrafoes.
Lcnli has em garrafoes.
Hhuin da aJmaca.
Vnho do Porto velho engarrafado.
Vinho do Porto superior, di o.
Viiiliu de Bordeaux, dito.
Vinho de Scherry.
Vinho da Madeira.
Potes eom linguas e dobradas inglezas.
Licores finos sorlidos.
Cognac Gaulher Freres.
Litas de toucinho inglez.
Harria com repclho em salmoura.
Yende-se
um terreno no becco do Es; inheiro prximo a
estrada do ferro de 01 inda, coui 170 palmos de
frente e 130 de fundo : tratar na praga da In-
dependencia n. 39.
Ce]
rveja
A verdadeira cerveja da Iaviera, marra ban-
deira, de superior qaalidade : vendem Taaso Ir-
maos & C. ein sen armazein da ra do Ansoriin
numero 37.
Fio de algodao da Baha e cal de LUbua, re-
cernemente chegado : ha para vender no es-
criplorio de Joaquirn Jo Goncalves Beltrio di Fi-
ltro, rna do ftommorcio n. 6.
VENDE-SE
a c*?a tema o. *i roa-' HJ Segraro,
ontr'ora pateo- d* "
rio da VictUla
nntr'or.n pateo di. Ttmo a Btar aa rna"*\ Qa
Charutos de Ha vana
Superiores
no escriptorio. de Tasso irmaos Se C, ra do Amo-
rim n. 37._________________________
Economa
( aos pais de familia )
Lences de bramante a fjnfl um
Dito a algodao 1*400
Cobertas a chita 1*800 uma
Ditas cretone forradas a 33300 uma
Ditas adamascadas forradus a 3*000,
33O0e4O0O
Colchas de fustao brancos e de cores a 30X00
Ditas de crochet branca?, grandes a 5|0OO
Cobertores de algodao a 1*200
itus do 1.1 oscuros a OOO
S'i na ra do Crespo n. 20) loja de GoilhermeJC
da Cunha & C.
BICHAS DE HAMBORGO
As mais recentes e melhores.
Vendem-se na pharmacia e drogara de flar-
tholomeu C, ra Larga dosario o Rn. 3.
VENDE-SE
Vende-se um sitio com uma casa terrea d*
pedra e cal, tendo 90 palmos de fundos, ?m
chaos proprio : ra da Floresta n i, om Olin-
da, para ver e tratar na mesma casa.
Taverna
Vende-se a taverna da travessa da ma das Cr i
ns n, 6, com poneos fundos, propria i ara prhici
piante : a tratar na mesma._________ r
Aos reverendissimos cod-
gos e padres.
Amaral, Xabuco & C. vendem meiaa daedVx
e laia pretas, cor de cannm e rxas, velas di
metal para sapatos : no Bazar Victoria n. 2; ra
do Barao da Victoria n. i
AiTEMCAO
Vende se a terija parte de uma grande e iwa
casa, bein acabada, terrea, sita na ra Augusta n.
92, hoje Coronel Suassuna n. 872 : quem. qui'er
comprar dirija-se ra do Senbor Bou Jeaui*.
20, 2> andar,. entpnense; ma a nasso*. ojtaao
acha utorsada a oleetnar a wiaJa. >.dverta-se
*> cotnpraop-que as outras duas- nar'^s- paTtea-
eem ao Sr. Themoteo Pinto Loal, ^essoa muito
capaz. ___
Vnde-se vinho sunrrloT dv Pote o chani-
na ru* h%. STadr. db Daua
'toa da Baha
Bapaaftr.
n $
De plaqu.
Amaral Nabuco i C, vendem guarnir5e-eom-
pletas, para senhor*, c^ntendo 1 par de pulcei
ras, 1 par de brinco?, t arnete, 1 diadema o
1 flor para o cabello, tndo de tartaruga e de co-
ral, meios aderecos, medalhas e brinco* do pla-
qu : na ra do Barao la Victoria n. 2.
Armatjo
Vende-so uma arma cao do aioarello, eoBdrai^-
da, na ma do Bario da.VIcaoria n. 51 :. a ttataj
na mesma. _______ _
Amaralr Kibueo & 01
veibdeni:,
Grvalas e fechus com anninho, paav saaho-
mrolern sertimento de meles de algoa e de
fio de Escocia, brancas e de cores par aaahora,
meninas, homens e meninos.
Chapeos de sol de seda para senhora^aVJella)
gosto inteiramente novo.
Ditos (bengalla) cabo de metal, e henead a
agulha, a Luiz XV.
Chapelinas de gorgurao de seda de carava ea
feites de cabeca, de crep, para luto arMare*'.
Boattcaa da \m+9#*iHumir**m-
jtmmAos e quadaitse,:-,! roa. dr-Barla da-Vm-
tertl. a. 2, Baaar ~
. i
/.




T
Diario de Peraafnfouco Sexta feira 14 de Margo de 1873.

r

DE FERIO E BRONZE
FABRICA DE MACHINAS
A' m i Bario 4.> TriMpl (ra diRrinj m. Mfta-UM
CARDOSO 4 IRMAO
AVISAM aos Srs. de engenhos e ao publico em geral, que teem recebido da Europa
grattde sortunento de ferragens para engenhs e para lavoura, e quaesquer outros usos
e mister*sda industria agrcola, o que ludo vendem por presos razoaveis.
T Olmas para aSSUCar pialadas e galvanisadas, de diversos tamanhos.
YaDOrOS horisontaes jf verticaes j bem conhecidos nesta provincia e fra della, os
P melhores que teem viudo a este mercado.
MOeiKtaS completas de diversos tamanhos, obramuito forte e bem acabada.
VleaS mOeiKiaS para assentarem grades de madeira.
laixas Qe ieirO de ferro fundido e batido, de diversos tamanhos.
Rodas d agua lOaS dentadas de diversos tamanhos e qualidades.
CoiieertOS concerlam com promptido qualquer ebra ou machina, para o que teem
sua fabrica bem montada, com grande e bom pessoal.
EllCOmmeildaS Man para o que se correspondem com urna respeitavel casa de Londres
e com um dos melhores engenheiros de Inglaterra ; incumbem-se de mandar assentar
ditas machinas, e se responsabilisam pelo bom trabalho das mesinas.
Ra do Barao do Triumpho ns. 101, 102 e 104
FUND CAO DE CARDOSO & IRMAO
MITA ATTENCAO.
9
Soares Leite & Irmos, com loja de miudezas ra do Baro da Victoria n. 28 (ou-
tr'ora Nova) pe;lem muita attengo para os precos abaixo especificados :
MIUDEZAS.
Abotoaduras para coltete a SO e 320 ts.
dem idem para punhos a 320 rs.
Talheres cabe de viado ( imitado a 3?000
adazia.
dem idem cabo branco 2 B a 5$300 a du-
zia.
Caixa de linh branca com 40 novellos a
1500 rs.
dem idem de marca a 240 rs.
Mago de fita chineza a lvOOO.
Coques modernos a 3J500.
Resma de papel pautado liso a 2$800, 3$,
3JJ500, 4?K)00 e 6-5000.
Caixa de papel amisade a 600 rs.
dem idem idem boira dourada a 800 rs.
Caixa de envelopes forrados a 700 rs.
dem idem de cores a 500 rs.
Caixa de pennas Perry a 800 rs.
dem idem a 400 rs.
Livros para notas a 320 e 400 rs.
Redes enfeitadas a 13*300.
Tranca de caracol branca, a 400 rs. o
maco.
dem lisas a 200 rs. o maco.-'
Microscopios (sem vistas) a 5RW00.
Duzia de pegas de cordSo imperial a
320 rs.
Indispensaveis de couro da Russia a
103*000.
Leques para senhoras a &9900, 45*000 e
75000.
Vara d fita escoseza alarga (hoje
novidade) a 45000.
Duzia de collarinhos bor Jados para ho-
mem a 8JXI00.
dem idem lisas a 6-9000.
Puzia de cachimbos p de gallinha a
2^500.
dem idem de madeira com tampa a
33>600.
Duzia de meias para homem a 39-, c^55
69000.
dem idem para senhoras a 49 e 79000.
Lamparinas gaz a 19000.
Grosa de botes de osso para caiga a
200 rs.
Grinaldas para casamento a 29 e 59000.
Duzia de baralhos francezes canto doura-
do a 39600.
dem idem idem lisos a 29500.
Carrafa de tinta roxa extra-fina a 19000.
Pegas de fita de velludo de todas as cores
e larguras.
dem idem de grosdenaple, idem.
Sapatos de traiiga, tapete, casemira e char-
lte.
Mascaras baratas.
Chapeos para senhoras a 89000.
PERFUMARAS.
Garrafa de agua florida verdadeira a 19200.
dem idem kananga do Japao a lfiJ-200.
dem idem divina a 19200.
dem idem Magdalena (novidade) a 19500.
Frasco de oleo oriza e philocome a 19000.
dem idem antique a 400 rs.
Opiata muito boa e fresca a 19, 19500 e
29000.
Tnico oriental de Kem a 19000 o frasco.
Caixa de pos para dentes a 200 rs.
dem idem de pos chinez, o que ha de
grande 'melhor, 500 rs. e 19000.
Mago de sabonetes inglczes a 600 rs.
Duzia de sabonetes de- amendoa a 29500
e 39600.
dem idem com flores a 19500.
"Frasco com Salsaparrilha verdadeira a
39500.
Agua de cologne, banha em frascos e
muitas perfumaras de gosto e baratos.
QINQUILHARIAS
Mascaras, brinquedos para criancas, bollas de borracha, tambores, cobras de madei-
ra, etc., e muitos objectos que se tornara longo mencionar.
28 Iii do liara o da Victoria 28
Arados para lavrar a trra.
Caffrinhos de mo.
Camas de ferro.
Cofres de ferro.
Cestos d'aramc para fi
Fogde de ferro.
Baldes de ferro galvanisado.
Chapas de ferro galvanisado para cobrir casa
Pregos americanos.
Tachos de ferro estanhado.
Machinas para descarogar algodo.
Machinas de cortar fumo.
Omento.
Salitre.
Balangas, pesos e medidas.
EM CASA DE SHAW HAWKES & C.
RA DO BOM JESS N. 4.
r i M9*\ w?*sa wm &P$A JTTC' '&Mli KP3?
*i#-j Aderecos de I>ri-1 j. Obras de onro e
25*3 toantes, esmeraldas 1 ^^ |j prata de todas as
ISAPHIRA
M NOVA LQJA DE JOIAS
$g N. 2 ARa do CabugN. 2 A
DE JOIAS
2 ARa do CabugN. 2 A
DE
BARBOS <&
FILHO
Achando-se completamente reformado este estabelecimento, e
tendo os seus proprietarios feito' urna importante acquisicao de
joias as mais modernas vindas ao mercado, e de qualidades superio-
res, convidara ao respeitavel publico a fazer urna visita ao seu es-
tabelecimento, afim de apreciar e comprar urna joia de gosto por
prego razoavel.
Esmralo"
a
Acaba de chegar a este estabelecimento um importante sortimento de joias de
ouro, do melhor gosto e qualidade que tem vindo neste genero, como cassoletas de
nix com lettras de diamantes e pinturas finas, aderecos e meios aderegos com pedras fi
as, etc., etc.
Relogios de ouro, de differentes gostos c qualidades, para homens e senhoras, desde o
prego de 409000 at 3009000, sendo estes ltimos de machinismo mais aperfeigoado pos-
sivel e guarnecidos com diamantes.
Ditos de prata de 169000 c 409000.
RA DO CABUG N.
MOREIRA RUARTE tfc C.
GRANDE LIQUIDACAO NO BAMTEIRO
DO
BAZAR NACIONAL
Ra da Imperatriz n. 72
di:
LeurencoPereira MendesGuimaraes
CASEMIRA PRETA A 29500 O CORTE.
Vende-so cortes de casemira preta para cal-
cas de homem a 29500, 49500, 59 e 69000.
PANNO PRETO UNO A 29500.
Vende-se panno enfiestado proprio para
caigas e palitts a 29500, 39, 49 e 59000 o a 19200 c 19400.
COLXAS DE FUSTO A 295t)0.
Vende-sc colxas de fusto, de cores, a
29500 cada urna.
COBERTORES DE PELLOS A 19200.
Vende-se cobertores de pellos e papados
covado.
ALPACA PRETA A 500 RS.
Vende-se alpaca preta fina a 500 e 640 rs.
o covado.
CORTES DE BRIM A 19500.
Vende-se cortes de brim para caigas de
homem a 19500 e 29000.
CHITAS BARATAS A 210 RS.
Vende-se chitas francezas largas, para
vestido a 240, 280, 320 e MO rs. o covado.
.CHITAS PARA COBERTA A 280 RS.
Vende-se cinta finas para cobertas a 280
rs. o covado.
MUSSELINA DE CORES A 400 RS.
Vende-se musselma linas, de cores para
vestidos a 400 rs. o covado.
FSTAO BRANCO A 320 RS.
Vende-se fusto branco para vestidos a
320 rs. o covado.
CASSAS FRANCEZAS FINAS A 360 RS.
Vende-se cassas de cores muito finas a 360
e 400 rs. o covado.
CAMBRAIA BAPTISTA A 400 RS.
Vende-se cambraia baptista para vestidos
de senhora a 400 rs. o covado.
A LOJA BOM PASTOR
RECEBEU
Apparelhos de raesa de C. Christofle de Pars, fabricante de
plaqu o mais acreditado na Europa, tanto na qualidade como
na riqueza dos seus modelos.
Faqueiros em caixa, colheres em duzia, aparelhos de cha,
bandejas de todo tamanho, galheiteiros, serpentinas, castigaes,
saleiras, farinheiros,otc., etc.
Recebeu tambem
Grande sotiinento de quadros muitos ricos, com as estam-
pas, as mais bellas vindas nesta praga.
Recebe encommenda para o Porto, Lyon e Pars.
Eabrka teaatatep ara grqas, m^m
tS
COSTURA
MIS IWIIVIIK
SOABES LEIE, RMAOS
NICOS AGENTES
A'
Itua ilo Barsfeo da 11. '28
As mais simples, as mais baratas e as melhores do mundo!
SAIAS BRANCAS A 29000.
Vende-sc saias brancas e de cores a 29000
29500.
TOALHAS A 800 RS.
Vende-sc toalhas felpudas proprias para
rosto a 800 rs. cada urna.
BOLSAS PARA VIACENS A 39000.
A'endc-se bolsas para viagens a 39, 39500
e 49000.
LENCOS BRINCOS A 29000 A DUZIA.
Ventle-se loncos brancos a 29000 a du-
zia.
C.ROSDENAPLES PRETO A 19800
Vende-se grosdenaples preto para vestidos,
a 19800, 29, 29500, 39, 49000 c 59000 o
covado.
MADAPOliO FINO A 4*000.
Vende-sc pecas de madapolo, a 49000,
49500, 59, 09, "9000 e 89000.
ALdOO A 49000.
Vende-se peyas de algodo bom a Ij,
4*500, 5*. e C9000.
ALGODO ENFESTADO A 000 RS.
Vende-se algodo enfestado a 900 M, o
metro.
HA
DE
MOREIRA
NA
BAHA
A,
& C.
Moreira & C. solicitam a attenco do publico da provincia de Pernam-
buco para o rapAra Fina-producto de fabrica portoncente a filhos
do paiz, e cuja qualidade est conhecida perfeitamente igual do verda-
deiroAra Pretacomo o fabrica a casa primitiva na Baliia, tendo alm
disso a vantagem de ser viajado.
No intuito de tornar conheceido devidamente apreciado o rap Ar,a
Finaos annnunciantes acabara de autorisar seu agente em Pernambuco,
a acceitar, mo grado, os obstculos e direitos de iiUroducco.a luta da
concurrencia, acompanhando-a nos abatimentos de prero at onde for
isso compativel com suas forras.
Os annunciantes esperara encontrar na nobre populaco de Per-
nambuco, o apoio que tm jus a actividade e os esfoiros que ellesteem
empregado para, por assim dizer, nacional isa rem ura ramo de industria
que at hoje s ao estrangeiro tem aproveitado.
O deposito em Pernambuco no escriptoro do Sr. Domingos Al-
ves Matheus, ra do Vigario n. 21. As vendas sao feitas em libias
ou meias libras, vontade do comprador.
Preco 19000 a libra, com descont de 18 /0 em porco de 10 libras
para cima.
Na expsito de Pars, em 1867, foi concedido a
Elias loara Jnior, a medalha de ouro e a condecora-
cao da Legio-de Honra, por serem as machinas mais per.
feitas do mundo.
A medalha de ouro, conferida a E. Hotre Jnior, nos
Estados-Unidos por ser o inventor da machina de cos-
tura.
A medalha de ouro na expsito de Londres acreditamj
estas machinas.
A 908000
C:ibo-nos o dever de annunciar que a companhia das machinas de Howe de Nova-
York, estabeleceu nesta cidade ra do Baro ida Victoria n. 28, um deposito e agencia
geral, para em Pernambuco e mais provincias se venderem .as afamadas machinas de cos-
tura de Howe. Estas machinas sao justamente apreciadas pela perfeigo de seu trabalho,
empregando urna agulha mais curta corn a mesma qualida e pela introducto dos mais aperfeicoados apparelhos, estamos actualmente habilitados a
offerecer ao exame publico as melhores machinas do mundo.
As vantagens destas machinas sao as seguinies:
Primeira.O publico sabe que ellas sao duradouras, para isto prova incontestavel, a.
circumstancia de nunca terem apparecido no mercado machinas di Howe em segun-
da mo.
Segunda.Contem o material preciso para reparar qualquer desarranjo.
Terccira.Ha nellas menor fric^o entre as diversas pecas, e menos rpido estrago
do que as outras.
Quarta.Formam o ponto como se ira feito mo.
Quinta.Permittc que se examine o trabalho de ambos os fios, o que se nao consegu
as outras.
Sexta.Fazem ponte miudo em casemira, atravessando o fio de um orrtro lado,
e logo em seguida, sem modificar-se a tensao da linha, cozem a fazenda mais
fina.
Stima.O compressr levantado com maioracilidade, quando se tem de mudar
de agulha ao comegar nova costura.
Oitava. Muitas companhias de machinas de costura, tm tide pocas de grandeza e
decadencia. Machinas outr'ora populares, sao hoje quas deseonhecidas, outras soffreram
mudanzas radicaes parapoderem substituir : entretanto a eempanma das machinas de Howe
adoptando a opinio de Elias Howe, mestre em artes -mechamcas, tm constantemente
augmentado osen fabrico, e hoje nio attende a procera, posto que fa^a 00 machinas
por dia.
Cada machina acompanha livretos com instrncoftes em portuguez.
Babia, 21 de fevereiro de 1873.
Moreira & C.

^SStoiSc nC-u .vii&ioZ -^ -' ^S-5
tfesiasfc

H
UZEO DE JOIAS
N. 4 Ra do Cabug N. 4
JOSEPH KRAUSE ,^^j.^^-g^^^c^^\rr^TT^ tasa
DE
GOMES DE MATTOS, IRMAOS
Neste importante estabelecimento, o primeiro nesse genero, contina a
vender variad sortimento de joias, sendo de brilhantes, esmeraldas, perolas
e rubins, com grande reducto de pregos, porque recebemos directamente
da Europa, por todos os paquetes, lindissimo sortimento do que ha de me-
lhor em ouro e pedrarias le valor.
Os proprietarios do MUSEU DE JOIAS, sero constantes sempre que tro-
vero occasio de verem suas palavras confirmadas pela voz geral, de que o
MUSEU DE JOIAS vende seus artigos a precos mui limitados.
Alm do variado sortimento de joias de alto e pequeo valor, acha-so
expsito obras de prata,-de todas as qualidades, relogios lindissimos e do
acreditados autores, para homens e senhoras. Ditos de prata para todos os
precos. Cadeias e trancelius de todos os gostos, e tudo o mais que l.'.r de
manufactura d'ouro ou prata.
Sflo avisados os senhores de engenhos, fazendoiros e lavradores, que to-
das as joias saludas do MUZEU DE JOIAS sao garantidas.
mk de mi
Aeba de chc?ar pelo navio lean Baptista,
nova retneysa do Apua de Viehy, das fontes,
Glande Grille, Hauterive, Celestin9, Hopital, Mes-
dames e Chateldon, em casa de Tisset Frres,
ra do Commercio n. 9.
Cassas avariadas
Muito Anas e Dadroea nteiramente novos com
um pequeo toque que mal se percebe, a 240 rs.
o covado, choguem de fitssa. a pechincha na loja
Rosa Branca, ra da Icaperalriz n. 56.
Vende-se, arrenda se ou permuta-se, po.1"'
trras que sirvam para plantar canna, urna padari
sita no pateo da feira no povoado dos Montes; a
tratar com seu proprletario no mesmo povoado; e
parajnformacSes, com os Srs. Rocha Lima & Gui-
maraes, ra do Bom Jess (outr'ora da Cruz) n.
16, ou com o Sr. Nioomedes Maria Freir, no
Caes do Apollo, n'esta cidade.
Pedra marmore.
F
Da melhor qualidade
obra, retalha-se" por presos "commodos":
Madre de Deus n "
A 90^000 A
SOARES LEITE, IMOS
lijlos francezes sextavados
De 45SOOO n 5r00
o mlkciro.
Estes tijolos, fabricados de barro vermelho con-
solidado, sao os melhores e os mais econmicos
peta sua barateza para ladrilhar os pavimentos
terreos das casas, porquanto, pouco mais custan-
do do que os feitos no paiz, sao, sem comparacao
alguma, superiores a estes pela limpeza de que
sao snsceptiveis. Custam, alm disto menos da
decima parte dos de marmore, j reprovados,_e
dos de differentes mosaicos, os qoaes nao estao
certamente ao alcance de todas as fortunas, e s
sao empregados e proprios para as salas princi-
paes. Alm da vantagem que ha no emprego
destes tijolos para os pavimentos terreos e casas
de campo, tem estes anda a de serem os melho-
res e mais proprios para ladrilhar cozinhas nos
sobrados da cidade, attento a sua solidez e pouco'
CONST!?ACAO
ItuqnKI
fiffa
lili
lilu

^- 5w8u
^r/JPl//iMVS ' 55 B4 Sebasto^
IMATISMOS
lcmlfin
Ir pj'i'.*
iiau

&
Rtia do Barao da Victoria n. 28.
__^.
Lindos vestidos a
Superiores cortes de cassa de cor, de organdy ed*percaha oom barra e de daos
sares, acompanhados dos competentes figurinos a g cada erte. Vendem na ra ln-
eror raeiro de Mor^o antif^-do Crespo) n. 13, loja das columnas de Antonio Correa de Vas-
|cellos. j-,_^
tfj
tn-
livlmr
l fturrur
DCPUfA)
^PMENDi
sobrados da cidade, attento a sua solmei e pouco -n ,n !.,_
peso, estando mais que provada a conveniencia o*lilla ln|n
de serem assoalhadas as cozinhas todas de \ijolo, .------------,---------
DEPOSITO GERAL
Pharmacia e drenarla
DE
BARTHOLOME & r.
do ilopano4
enaos aparte junta ao fogo, no que at as
companhias de seguros se deveriam mteressar.
Vendem-se nos armazens de tarinha de Tasso Ir:
maos & <".., no caes do Apollo.
Charutos de llavana
Do diversas marcas, receberam pelo ulti-
mo vapor.
Bourgard & C.
15 RA DO MRQUEZ
Vende-se ou aluga-se
o sobrado n. 6 da ra do Rio, na fregu-
lia do Poco da Panella, com 3 salas, 6
auartos 1 saleta, despensa, cozinba e quintal mu
rado 'cjo predio acha-se concertado, catado e
pintado de novo : a tratar com o commendad' r
Tasso.
Vende-se
um ex callante alambique iodo de
novo, e com duas serpentinas :
nho Massangana, do cabo.
CHfcOli
0 bc*lh>o da Noruega, em wixu e me:s
ditas : no caes da A'Taudeg n. 4, rmMm
Tasso Irmies & C
obre, quas
a tratar no enge-
S
- Vende-se cal nova de Lisboa pelo menos
reco do que em ouira parte i na raa de Pedro
ffonso n. 5.


8

Diario, de Pernambuco Sexta feira 14 de Margo de 1873.
ASSEM3LEA GER4L
CMARA DOS DEPUTADOS.
DISCURSO 1)0 SU. 1)1. ANIS10 SALATIUEL CAR-
NEIR0 DA CUMIA, POR OCCASIAO DA DIS-
CUSSAO DO VOTO DE GRACAS, EM 3 DE
FEVEREIRO.
(Concluso)
V-so, portanlo, que o acto da dissolugao
ta cmara oio foi um attoutado contra a
coastoigo, co no teem pretendido susten-
tar os nobres deputados.
So nio i'osse >la.la a dissolugao da cmara,
.qual seria a solacio da crise-? A retirada do
gabinete c a chamada da disidencia para
orgaoisa/ o ministerio.
Mas perguntarei : a Ilustra dissidencia
que acabava de ser vencida nessa gran le
questao lo estajo servil...
O Su. Duque-Estrada Tbixeira : No
era questao poltica, era social.
OS*. C.Aii.NKiivodv Cumia : -... que de-
penda anda de regulamontos complemen-
tares, seria a :n;iis competente para execu-
tac urna lei, da qual s via ruinas e destro-
zos, incendios e insurreig.-s por toJa a
parle ?
Nao seria de esperar de sua coherencia
poltica que no da segrate ao einquo assu-
misse ao poder, viesse nesta cmara propor
a revogago de uma lei, que reputara to
funesta ao ulereases, nacionaes ?
Mas uesta momentosa questao possivel
reeuar-se um pao sem eomprometterem-
se os irais grvese serios interesses dopaiz?
Alm disto os nobres deputa los di dis-
sidencia, por occasiao daquella mogo de
desconfiaoga, declararam que urna questao
de dignid a le c de pundonor os separavado
gabinete e dos amigos que o apoiavam.
Ora, se a Alustre dissidencia subisse ao
poder e organisasse ministerio, nao era tam-
ben) de suppor que a mesma questao de
digmdade e i>undonor separasse della os
amigos que acompaiihava-m o gabinete ?
Os nobres deputados fallam todos os das
-i sua maoria de 187-2. K" preciso que a
cmara e o paiz saibam que maiora era
essa. Votaram pela mogio 59 deputados e
contra %9, doixaudo de contar-se o voto de
Y. Kxc. que apoiava c apota actualmente o
gabinete.
Temos, pois, que a cmara estava scin-
d: la pelo meio, ha vendo de parte a parle
50 deputados.
Se a Ilustre dissidencia organisasse gabi-
nete, para a qual entraran) 3 ou i dos seus
membros, Gcara no da ieguintoem minoria
e impossibilitado de continuar uo poder.
O Su. Duque Estrada Teixkira : Da"
um aparte.
O Su. f.vuM-.iuo da Cumia : O nobre
d mutado nao deve ignorar que os chefes e
a"> summidados do partido conservador apoia-
ram o gabinete ereprovavam o procedimen-
to da dissidencia, declarando que nao acei-
taran! o poder, pois uma nova dissidencia se
poderia levantar nesla cmara por questes
meramente pessoaes e Ibes intimar que se re
tirassem do poder, porque um tinha uma
m catadura, outro era urna carranca,
aquello uma carreta, como se disse nesta
casa.
Sr. presidente, nao posso deisar de in-
vestigar uma nutra solugo, tanto mais
quanto o nobre deputado peo 2 districto
da provincia do Rio de Janeiro saudou a
asseneo do partfflo liberal como um astro
brilhante que assoma no nosso horizonte
poltico.
Sinto nao poder associar-me de corago a
essa saudaco, porque desojo todas as pros-
peridades polticas aos nobres deputailos
representantes desse partido. Mas como po-
ltico devo antes de tudo fazer justiga a osse
partido regular, e acreditar que elle nao
quereria o poder genio com a condigo de
poder realisar as suas reformas o promover
o bem do paiz.
Perguntarei ao nobre deputaa, que di-
rigi essa saudaco cmara, qtns a ouvio,
e aos nobres deput'dos, quein foi ella
dirigidao partido liberal ost actualmente
as coudieoes do assumir o poder ?
Sr. presidente, nesta questao averbo-me
de suspeito por ser adversario poltico, e vou
pedir subsidios opiniio multo autorisada
de um liberal dislincto polos seus talentos e
ilkistrago, 0 Sr. l)r. lavares Bastos.
Quando se dava na cmara essa crise, o
Sr. Dr. Tarares Bastos publicara este folhc-
to 'mostrando,, intitulado a Siluacdo e o
partido liberal. Sao urna pubhcago
apocrypha, est assellada com o seu nome.
Nolla o Sr. Dr. lavares Bastos denuncia ao
paiz que o partido liberal est profundamen-
te desorganisado, e pede que o Club da Re-
forma convoque o centro liberal para assen-
tarom as bases do sua roorganisago.
Demonstra esta these dizendo que urna
parte do partido liberal foi absorvda pelo
partido republicano, e a outra parte se acba
disidida em duas grandes secges, uma a
dos liberaes conservadores o outra a dos
liboraes radicaos ; que ellas divergem em
pontos muito capitaes. Aquella quer ni-
camente reformas que tornem o voto livre e
o trabalho livre, e esta, alm de outras re-
formas, quer a temporariedale do senado,
eleito pelas assemblas provinciaes, a no-
meago, remogo e suspensfio dos magis-
trados pola acgo combinada dos tribunaes
superiores e das assemblas provinciaes, a
Horneado dos presidentes de provincia pelas
suas assemblas, finalmente o estado de fe-
derago das provincias.
Pergunto aos nobres deputados, repre-
sentantes do partido liberal nesta cmara,
aceitan) por ventura osse prograimna ?
O Su. Barao de MauA De certo que
nao.
O Su. Carneiro da Cumia : V, por
tanto, a cmara a verdade da these do Sr.
Dr. Tarares Bastos, da profunda desorgani-
sago do partido liberal, o qual at hoje nao
conta que se tivesse reunido para assentar
as bases do sua reorganisago.
A prova disto temo-la nesta cariara, em
que o partido liberal, sendo allis servido
por to distinctos parlamentares e talentos
de primeira ordem, armados do machado
da demolido para deitarem abaixo o gabi-
nete actual e a situarlo, at hoje ainda nao
nos disse pelo orgo dos seus legtimos re-
presentantes, qual a sua bandeira, as suas
idase reformas, que pretende realizar no
paiz, nico caminho regular, pelo qual se
pode chegar conquista do poder no nosso
systema representativo.
O Sa. Bru$QUE : Esto conhecidos de
todos.
O Sr. Carneiro da Cumia : Segundo
a opinio muito competente do Sr. Dr. Ta-
rares Bastos, os liberaes conservadores que-
rem urnas reformas e os liberaos radicaos
outras.
O Sr. Brusque : O e. presidente do
conselho tato bem diz que ha conservado-
res liberaes e nao sei o que mas.
Sr. Carneiro da Cumia : V, por
tanto, a cmara que o acto da.dissoluc.ao,
nao s cm face dos proccitos constitucionaes,
como das circumstancias em que se acha-
vam os partidos, foi a medida mais logea,
razoavel e constitucional que se poda dar
crise ento suscitada.1 (Muitosapoiados.)
Sr. presidente, por causa do acto da disso-
lugao se tem feito nesta cmara'alluses
inaisou menos directas ao poder pessoal.
Entro hgeiramente nesta discussao, com
bastante acauhainento ; porque j ougo re-
soar nos meus ouvidosa denomiuagao do
ulicos do rei.
Vozes : Nao tonha receio.
O Su. Carneiro da Cumia : Senhores,
em um paiz onde ha uma imprensa livre,
nao digo bem, librrima, na qual se discu-
te diariamente a pessoa do imperante c so
atacan) as instituiges jralas, em um paiz
onde lia urna tribuna to livre como esta,
cm que alguns nobres deputados, saltando
por cima dos dogmas constitucionaes, tra-
zem para as nossas discusses a cora, ueste
paiz nao lia c uem podoin haver ulicos do
ro ; porque atrav/. desse partido sem forrea
e importancia a venia le hara de abrir pas-
sagem at chegar aos degros do tbrouo.
O que ha, e sio mais perigosos, sao os
ulicos das turbas ; porque estes desvairn)
a opiniio publica e lisougeiam as paixes do
poro troco dessas auras o favores popula-
res. (Muitos apoiados.)-
Sr. presidente, a nossa constituido sabia-
mente collocou a corda era urna regiio inac-
cessivel, inviolavel o sagrada, pondo abaixo
della o poder ministerial, responsavel por
lodos os seus actos.
Por esta forma quiz altamente significar o
nosso legislador constituinte que a cora
nao deve ser arrestada para a arena das
nossas lulas quotidianas, exposta aos golpes
dos partidos e nem contra ella excitar-so o
odio o animadverso publica.
Os que assim praticam, ncorrem na jus-
ta censura de um notavel oscriptor, Helio,
do Rgimen Constituriotml, as palavras :
Tira-se tudo ao principe, de quem se
habituara a dizor mal ; nada resiste a acgo
continua da maledicencia, e do sarcasmo, e
nao ha magostado humana que se nao es-
vaera nos ultrajes. Os que se do o triste
prazer de ataca-la, nao tem consciencia de
todo o mal que fazem ; se o tivessem, se-
riara raui criminosos. Quando a injuria
tora abatido o chefe do Estado at o seu al-
cance, nao resta inais que abandona-lo a si
mesmo ; elle precipita-se com o seu propro
peso, e uma vez desprendido do cimo, nao
se detem mais em sua queda. Rola at o
fundo do abysmo. lTm re a quem se ul-
traja, 'urn re que se immola.
Sr. presidente, conservador, como me te-
nho definido, nao posso deixar de profligar
essa escola, que parece querer-se introdu-
zir no paiz, trazen lo constantemente a pessoa
do imperante e a cora para as nossas ds-
cusscs.
Os nobres deputados, que assim procedem
osquecem-se inteiramonte daquella velha
mxima ingleza : The kiny can do no
wrony O re nao pode fazer o mal Se
isto uma mxima na Inglaterra, ntrenos
mais do que uma mxima, uma verdade,
uma roalidade. (Muitos apoiados.)
Sr. presidente, em rirtude da dissoluclo
da cmara teve de se proceder a uma elei-
<;o goral em todo o imperio. Alguns no-
bres deputados tem aecusado o gabinete de
intervencao indebita no procosso eleitoral.
Kilos se tem attido a essas declamaces, er-
mas de factos, mas incisivas de qualiticati
vos, que deviara sor eliminados da lingua-
gem fallada no parlamento.
Diante dessas ceusacoes vagas, o nobre
ministro do imperio, com a nobreza e leal-
dade do seu carcter, subioimmediatamen-
te tribuna e podio factos que denuncias-
sem essa supposta intervengo indebita, e
at hoje ainda um s nao foi declinado.
'Muitos apoiados.)
Sr. presidente, nesta materia deeleices,
eu nao quero ser mais liberal do que os pro-
prios liberaes. Recordo-me que nesta c-
mara um dos chefes do partido liberal, en-
to ministro do imperio, sustento a dou-r
trinaque o governo tinha o direito dein-
tervir na eleicao como opinio. Se dessa
intervencao de que se queixam alguns no-
bres deputados, nao me fago cargo de de-
fender o gabinete, porque al certo ponto
aceito essa doutrina liberal.
Mas o fado eloquentc de serem represen-
tadas nesta cmara todas as opinies polti-
cas do paiz, nrova exuberantemente que o
governo nao interveio indebilamente na elei-
cao, restituio-lhe a lberdado e ordem indis-
pensaveis para que ellas se manifestassem
livremenle, elegendo ao parlamento seus
legtimos representantes. 'Muitosapoiados.)
Sr. presidente, o nobre deputado pelo 21
districto da provincia do Rio do Janeiro
denunciou-nos a existencia do partido repu-
blicano, organisado no paiz, servido por
orgaos o talentos de primeira forga, laucan-
do isto em culpa ao ministerio actual.
Senbores, desde a nossa independencia,
e antes mesmo della, sempre existi no paiz
o partido republicano, que com algumas in-
tormttencias teve os seus orgaos c fez a sua
propaganda.
O dosonvolvimento dessa idea, como pare-
ce lobrigar o nobre deputado, nao pode ser
laucado em eonta do actual gabinete, antes
daquellos que discutem constantemente a
cora, a tornara odiosa e fazera allusoes of-
fnsras ao poder pessoal, ao qual attribuem
exclusivamente reformas que, se bem recla-
madas pelas aspiraees e futuro do paiz, of-
fendera no presente a interesses pessoaes.
(Muitos apoiados.)
Declaro ao nobro deputado que nao nu-
tro receio algum dessa propaganda republi-
cana, porque acredito que a grande maiora
dos Brasiloros nao querer por certo trocar
a prosperidade do rgimen, sob o qual fe-
lizmente vivemos, por essas tao decantadas
vantagens das repblicas antigs e moder-
nas, cuja existencia, no pensar de um nota-
vel escriptor, se arrasta presa dos males do
uma anarchia tornada chronica, em que
guerras civis, sem cessar renascentes, pesam
sobre o trabalho e o privam de todo o des-
envolvimento, em que os poderes pblicos
sao o juguete das funeges que mao ar-
mada disputam o exercicio ; em que as pre-
sidencias se transformam em dictaduras, de
que se apoderam alternativamente os chefes
incapazes de as conservar; em nenhum
parte a ordem, o respeto das leis e as ga-
rantas da liberdade, por toda a parte a
forfia aoservco das ambiges e dos desejos
insaciaveis. (Muitos apoiados)
Mas, Sr.-presidente, se o nobre deputado
entende que ha um perigo nessa propaganda
republicana, paradero signal de alarma seguranza. O qu fizemos nesse tratado?
ao governo, e aconselhar nielhor caminho, Compromettemo-nos a concorrer com muito
porque nao tomou tambera para si essecon- mas forga do que os nossos alliados reuni-
selho? Porque o nobre deputado, que dos; a dar dinheiro, e a admittir igualdade
um talento superior, tio aff.ito s lides da na repartigo dos despojos,
imprensa, tendo sua dsposigo um jornal O que pois, que nao podamos confes-
de grande formato e circulago, nooppoe sar diante do mundo nteiro, aporque que-
essa propaganda republicana a erange- reriaraos tamanho segrodo T O Brasil nao
sagao dos verdadeiros dogmas da nossa cons- queria seno desaggravo de sua honra ata-
tituieao? JE cada pelo Paraguay o a diliinitago de suas
Nao deveriamos esperar que o nobre de- fronteras, j em parte reconhecidas pelo Pa-
puta lo, se [inspirando no seu patriotismo, raguay. Podia diz-lo altoe boinsora.
viesse declarar tenbo queixas do actual O segredo, pois, s podia interessar re-
gabiuete, mas diante desse perigo depoitho publica Argentina, por causa de interesses
no altar da p,itria os raeus resentiinontos seus, que naquella poca nao erara coufes-
pessoaos, o uidos vamos cooperar contra saves. E prcslamo-uos a isso!
essa propaganda -que ameaga as nossas bellas Qual ora a pretengo nconfessavel da re-
instituiges t Pelo contrario, sempre que o publica Argentina ? Eram os novos limites
nobre deputado sobe a esta tribuna coma que ella queria arrancar ao Paraguay, como
sua phrase terca e eloquente cava mais fun- nosso auxilio, quando buhamos garantido a
do o vallo da dissidencia. ntegridade do territorio dessa repblica.
J lempo, senhores, de abrir-se mo Foi para satisfazer a essas vistas da repu-
dessas querellas e recriminagoas pessoaes. blica Argentina, que o Brasil figurou no Rio
Ellas s toin servido para afundar cada vez da Prata como um naufrago que para sai-
nis a nossa dissidencia e consumir as nos- var-se, agarra-se at a um ferro cm brasa,
sas torgas. Lancemos antes as nossas vistas Era, pois, bem que o Brasil fosse punido por
para os interesses reacs e permanentes doste lo grate erro, como o de ter promettido
paiz, que pela mo da Providencia est col-repblica Argentina limites a que ella nao ti-
locadocom ura ponto de ntercesso entre nha o menor direito.
as du is civilisages, que caminham e se| O negociador argentino, aproveitan lo-se
avauejin. Preparerao-Io, pois, para rece-, da inexperiencia do nosso plenipotenciario,
be-las. conseguio aquello tratado, tomando para seu
Eis, senhores, um campo immenso que paiz o que elle nunca baria podido arrancar
se. abre aos vossos taleutos, vossa actvida- do Paraguay, que desde mais de 60 anuos
de e ao vosso patriotismo ; em torno do qual estava na posse incontestavel do Chaco, e
se deven grupar todos os amigos do paiz,
e principalmente todos os bons conservado-
res ; porgue nunca de mais o grande nu-
mero de conservadores para bem scrvireiu
patria e causa da dynastia nacional,
que est to intimamente ligada com a or-
dem e a paz, a felicidade e o engraudect-
mento doste imperio.
Vozes : Muito bem, muite bem.
(0 orador felicitado pelo ministerio e
por muitos Srs. deputados.)
SENADO.
DISCUSSAO DO VOTO DE GRACAS.
O SR. CANDIDO MENDES tomando par-
te nesta discussao julga cumprir ura dever,
menos era relago ao assumpto de que se
trata, do que posigo que toraou no sena-
do. Em 1871 pronunciou-se a favor da po-
ltica do ministerio de 7 de margo; hoje
vem declarar-se em opposigo a essa poltica.
Deve, portanto, explicar esta nova posigo
que assumio ; gusta das posiges claras e de-
finidas.
Pronunciando-so contra o ministerio, de-
ve dizer que se nao lisongeiro, tambera
nao ser Anstarcho : far todo o esforgo por
ser justo.
Anda tem uma razo para assim proce-
der ; nenhuma paixo nconfessavel se an-
nha em seu corago ; suas ambiges polti-
cas esto satisfeitas ; portanto, se alguma
paixao o pode animar s adobera pu-
blico.
as considerages que vai apresentar, tem
de combater a poltica externa e a poltica in-
terna do actual gabinete; ecomegar por
aquella. Antes, porm, dir que d seu vo-
to primeira emenda offerecda pelo mera-
bro da commisso que est em minoria; e
assim procede nao por ser smplesmente de
censura ; mas por parecer-lhe que, das res-
postas fonnulauas, a que mais se confor-
ma, mais se ajusta com a falla do tbrouo,
como mostra, comparando os respectivos pe-
riodos da falla e do rete de gragas com as
emendas.
Posta, porm, de lado esta questao, va
tratar primeramente da poltica externa em
relago ao ltio da Prata. A este respeto nao
concorda nem cora o projecto do voto de
gragas, nem com a emenda do nobre sena-
dor pela Baha; isto nao de opinio que
oaccordo de 19 denovembro resolvesse fe-
lizmente a dosintelligencia que deu-se com o
governo da repblica Argentina ; entende
que esse acto diplomtico nao foi nem satis-
factorio, nem honroso ; foi uma expago
de antigos e novos erros de nossa poltica, e
por que as cousas deviara chegar a esse ter-
mo por infortunio do nosso paiz, e que nosso
governo nao foi nem prudente, nem previ-
dente ; podia o Brasil sahir melhor do que
sabio desta questao, se o ministerio olhasse
com mais discrigo e atilamento para assump-
to de tanta magnitude.
Disse que este resultado era a expago de
velbos o novos erros.
Os velbos erros estavam no comego da
guerra do Paraguay. Entende que a guerra
feta ao Estado Oriental foi imprudente e in-
justa. 0 partido que ento estava frente
dos negocios sem duvida mais culpado do
que se foz, do que o que estava em opposi-
go ; cabia-lhe, por isso mesmo que gover-
nava, ser mais prudente e nao langar o paiz
em uma guerra, que sem duvida nos deu
gloria ; mas que nem por isso dexou de ser
ura grande erro. Para termos gloria e mos-
trar o valor de nossas armas, nao precisava-
raos ir gastar 500 mil contos de ris; ah
estava nosso passado.
Nao quer agora examinar quem foi o au-
tor dessa guerra. Ficar isto para occasiao
mais apropriada. Mas o prmero erro de
nossa poltica externa foi essa guorra impru-
dente.
0 segundo foi a guerra com o Paraguay :
ella podia ter sido evitada so tvessemos um
governo prudente e enrgico.
Ouve a cada passo exaltar-se o grande
merecimento do tratado da trplice allianga e
o muito que conseguimos cora elle.
0 erro da guerra do Paraguay levou-nos
a ir solicitar essa allianga, em que o Brasil
iicou de peior partido; nao quer dizer que
ella nao podesse ser til, mas a maneira por
que foi realisada tornou-se damnosa.
0 ministerio havia demittido o plenipo-
tenciario que fez a convengo de 20 de feve-
rero. Porque ? por nao ter, no entender
do governo, comprehenddo bem os interes-
ses do Brasil. Foi entio nomeado um ple-
nipotenciario de criterio e inteira confianga
do gabinete, para corrigir os erros do que^
havia sido exonerado ; um interprete genui*
no dos seus sentimentos, para reparar o desar
do convenio de 21 de foverero.
E certo que foi escolhido um dos cidad&os
mais notaveis de paiz. Quando elle chegou
ao Rio da Prata, j l tinha havido o quer
que fosse a respeto de uma allianga. Em
todo o caso, de admirar a rapidez com que
tudo se concluio. Recolhido a 21 ou 22 de
abril, o novo plenipotenciario assignou o tra-
tado da trplice allianga no 1 de mao.
Para que tudo fosse notavel, nao bou ve
protocollos e o tratado foi secreto. 0 que
no se pode descobrir o motivo desse se-
greJo, pelo que nos diz respeto.
Porque razo haramos de oceultar a al-
lianga ? A guerra do Brasil era um desem-
penho Je sua honra, a sustentarlo de sua
tasseraos peta vergouha
do dar seinelbantes
pass
limites repblica Argentina.
Se tivesse ido para o Rio da Prata um ple-
nipotenciario brasiloiro com mais conheci-
ineuto das cousas e dos horaens d'alli, nao
passariamos pelo desgosto de fazer soraelban-
to presente a ura alliado que s entrara para
a allianga cora 5,000 horaens, ura navio e
coraraando do exercito alliado.
Aula assim, seo tratado nao ficassese-
creto, se des le logo se tivesse tornado publi-
co, as cousas poderiam nao ter levado o ca-
minho que levaram. Tudo, pois, conspirou
contra o Brasil.
Hoje a repblica Argentina nao falla se-
no nos diroitos da victoria, dessa victoria
gaulia pelos brasilcros.
Havia uecessdado de designar o general
do exercito alliado. O partido que estava
no poder tinha frente do nosso exercito uma
espada dislincta e gloriosa ; mas havia outra
no paiz que essas qualidades reuna condi-
ges que lho davam preferencia ; uma era
que a fortuna nunca lhe havia silo infiel;
outra que possuia a experiencia da guerra
naquellas localidades. Entretanto, esse ge-
neral nao foi ento procurado.
Quando, pois, se derla suppr que nosso
plenipotenciario deivasse o com mando do
exercito brasiloiro ao general mais sympatbi-
co ao gabinete de ento, viraos que elle cou-
cordou ora que o coraraando geral do exer-
cito fosse dado ao general que nao tinha sol-
dados. Foi um resultado esse que ninguem
quz acreditar, quando a noticia chegou ao
Brasil.
Se se dsso o coraraando do exercito allia-
do ao general argentino, allegando-se que a
guerra i.i ser feita uo territorio daquella re-
publica, ainda se coinprehenderia ; entre-
tanto dHU-se uma razo odiosa, por ser
offeusva de nossos generaos ; era um ban-
quete politico, o nosso diplmala fez um
brindo ao general argentino, comprmentau-
do-o por ter sido reconhecdo general em
chefe, como o mais experiente e proprio
para aquella misso.
Qua*s foram as cousoquencias do facto de
ser esse general designado para o coraraan-
do do exercito alliado ?
Quando os paraguayos vieram at L'ru-
guayana, tivemos o desgosto de ver um aviso
lavrado pelo ministro da guerra do Brasil,
em 3 de junho de 1805, declarando-so que,
apezar da guerra estar no nosso territorio, o
coraraando era chefe nao deixava de ser do
Ilustre general Mitre, porque, na qualidade
de presidente da repblica Argentina, nao
poda ficar subordinado aos generaes brasi-
leos : como se o tratado nao Uvera, apezar
disso, salvado esse caso I como se, pelo tra-
tado, o coraraando em chefe nao devesse
pertencer a um general brasileiro no nosso
territorio, e a um general oriental no territo-
rio do Estado Oriental.
Ora, porque razo supportavamos tudo
isto, e contrahimos todos esses eoipanhos \
Porque pretendia-se que nao podamos pas
sar ao Paraguay sera perraiso da repblica
Argentina. Se nosso governo conbecesse
melhor o territorio do imperio, nao precisa-
varnos mendigar semelhanto allianga por tal
principio ; buharnos caminho pela provincia
do Paran, que nos conduzia ao coragao do
Paraguay, lvrando-nos do Estero-Bellaco e
das forlilicages de Humayt e outras.
0 partido que sustento o tratado de al-
lianga faz grande cabedal desse servigo. Mas
temos porventura tratado de allianga ? Nao ;
apenas temos mystificago. S em 1871 foi
que soubemos que os protocollos annexos ao
tratado de allianga nao foram approvados
pelo congresso argentino. Como possive"
crer-se que em 1865 houvesse esqueciinento
de enviar ao congresso com o tratado de al-
lianga os respectivos protocollos ? O que se
dira do Brasil se tvessemos praticado seme-
lhante escndalo ? A allianga portanto nao
exista, sem'que a culpa fosse do Brasil, que
sempre foi fiel a ella.
Se ao menos o governo argentino logo em
1868 tivesse cominunicado ao nosso governo
que o congresso nao reconheca como lei da
repblica os protocollos, porque nao tinha
tido conheciinento delles, ainda sso poderia
ter alguma explicago; mas nao, guardou-
sesegredo, eso em 1871, depois da victoria
final, se nos veio dizer semelhante cousa.
Succumbio Lpez ; o etercito brasileiro
tomou conta do Paraguay ; qbal a razo por
quo desde logo nao se deu a saber ao gover-
no brasiloiro aquella exigencia do congresso
argentino ?
Tratando-se dos preliminares de paz, o di-
plomata argentino foi todo benvolo para
cora o Paraguay, e foi ento que disse, reve-
lando o mysterio at ah guardado : quanto
ao art. i' do protocollo, nao podemos fazer
obra por elle, porque o congresso, nao o
tendo approvado, chamou a si essa questao ;
a respeto dos lmites, depois veremos.
O que caba ao governo do Brasil era to-
mar desde logo suas cautelas, prevenir-se.
Um governo que falta sua palavra, como
faltou o governo argentino, nao tinha o di-
reito de querer obrigar nossa palavra.
. Mas nao se attendeu a cousa alguma, de
sorte que ainda o nosso ultimo plenipoten-
ciario que foi ao Paraguay, mostrou que nao
estiva preparado para tratar. O governo
nao merece desculpa : tendo sua frente o
nobro presidente do conselho, que sabia de
tenciario; mas assirn nao fez, e deixou-o,
por falta do instrueges. em estado de nio
desempenhar, como nao desempenhou, a
rnisso que lho foi confiada. Tinha elle
muita illustrago e muito patriotismo, como
o que negociou o tratado de allianga;
mas estava no raesrao caso deste ; nao ti-
nha e\priencia nem conheciinento dos ho-
mens o das cousas do Rio da Prata.
Quando se descubri que o protocollo
nao estava reconhecdo pelo congresso, o
nosso plenipotenciario devia ter desde logo
declarado rotas as iegociages. Nao se pro-
ce leu assim, c as cousas foram caininhaiido,
at que de repente surgi a nota de 27 de
abril em que fomos to maltratados da parte
de ura alliado que to pouco leal tinha sido
comnosco : a falta de f chegou a ponto de
exigr-se de nos o reconhscimento o cuis-
pri'iiento de uma obrigago de que elle j
se havia desligado I
Ora, se o nosso governo, apezar do tudo
isso, liga tanta importancia allianga,
por que deixou chegar as cousas a esse pon-
to ? Por que razio nao se prestou ha mas
tempo a arranjar as cousas como forain
afranjadas de, os daquella nota'.' Era
melhor chegar logo a isso, e nao se apre-
sentar afina!accordando no quo j havia ter-
minantemente reprovado, e correndo risco
de uma nova guerra.
Mas que um erro Iras outro. Este ul-
timo erro ora consequeucia dos erros velbos
e novos.
E por ventura com esse accordo de 19 de
uovembro citamos livres do risco de urna
juerra ? Deus o permita ; j que todos
esses passos esto dados, evtem ellos ao rae-
nos esse flagello. Mas a repblica Argen-
tina ha de fazer concesses ao Paraguay f
.Nao se crea nisso, leia-se a m ,'nsagem do Sr.
Sarmiento, ao congresso argentino, em ju-
lbo de 1871 : ah se declara sem rebugo que
o governo argentino nao far a menor cuu-
cesso, no sentido d desapossar-se do Cha-
co : quo mais fcil lhe ser desistir das in-
demnisages pelas despezas da guerra, do
que ceder um palmo daquclle territo-
rio.
E' a espada na garganta do Paraguay, nao
o Paraguay Lpez, mas o Paraguay alliado ;
o Paraguay quo desde 1821 tem a palavra
do Brasil, que o nao creou porque o Para-
guay fez-se por si, mas por muito teinpo
lhe garanti a ntegridade do seu territorio.
0 Brasil comprometteu-se a nao negociar
separadamente com o inimigo cominora e
o inimigo commnm era I.opez e nao o Pa-
raguay alliado, sendo uma burla tudo o mais
que se diz.
do Brasil est acostumado a
porque somos uma monarchia ; o
O governo
ceder,
como somos uma monarchia os estadistas
brasileiros fazem toda a qualidade de con-
cesses a seus rizuhos lmitrophes, com o
receio pueril de que elles julguem que o
Brasil pretenda influir era seus negocios,
cm sua autonoma.
A honra do Brasil nao foi por consequen-
cia attendida, porque o que o governo ar-
gentino diz na sua mensagem lera applica-
go ao art. 5.
Paseando o orador a tratar da poltica in-
terna, diz que, na parto relativa despeza
publica tambera presta o seu voto emen-
da, porque a falla do throno nao se pronun-
ciara com clareza, quando disse que houve
excesso de renda sobre a despeza.
Na parte que diz respeito a emigrago,
ha uma expresso debragos livres cora
que tambera o orador nao concorda, porque
o Brasil precisa de homens e nao de senos,
ainda que sejam livres, e essa expresso
mal cabida ora um documento de to eleva-
da transcendencia.
Nao adopta a denominagoRepblica
Argentina quando esse estado Confede-
rago Argentina. A palavrarepblica
abrange militas formas de governo, econ-
federagodesigna smente uma.
Quanto reforma eleitoral, nao pode
concordar cora a emenda, coraquanto ella
tenha sido sustentada por hablissimos ora-
dores. O discurso da cora, fallando em
reforma eleitoral, nao indicou, nao prefero
esto ou aquello systema, e conseguintemente
a resposta devia ser indeterminada.
Nao dir que a eleico directa uma pa-
nacea, mas tambem nao concorda com os
seus sustentadores que soja um remedio he-
roico ; e j que este assumpto est na tela
da dscnsso, ladduzir sua humilde opi-
nio.
Quanto ao dizer-se que a eleigo directa
uma aspirago nacional, nao a v o orador
assim manifestada. V pessoas muito no-
taveis dizer que o paiz padece, e que o re-
medio nico para sua grave molestia esse.
Bem sabe que um jornal a grande bocea
de muitos, mas d'ahi a ser a bocea da na-
go, a distancia muito grande.
O remedio realmente a eleigo di-
recta f Bem : discuta-se a eleigo di-
recta.
A eleigo directa dar ao paiz urna eleigo
genuina escoimada de vicios, e uma cmara
independente ? Vejamos se assim pela
discussao dessa reforma.
A eleigo directa offende ou nao offende
alguns artigos da consttuigo do imperio?
Discutamos, porque, se ainda no primeiro
caso ella com effeito o remedio eflicaz,
votar para que se consulte o paiz, afim de
que elle manda uma constituinte ; antes dis-
so, ou tudo o que nao fr isso, um ab-
surbo.
0 nobre senador pela provincia do Rio
Grande do Norte, fazendo sobresahir o pre-
dominio dessa reforma, citara paizes a va-
ler ; e um outro Ilustre collega dissera qire
o pobre Brasil s tinha a seu favor a peque-
a Noruega.
A questao, porm, de eleigo directa e
suffragio universal to antiga, que a anti-
ga Roma e a Grecia j se tinham oceupado
della, e Aristteles dizia, que era o meio de
combinar, as duas qualidades, os dous ele-
mentos, o do numero e o da capacidade, e
na opinio do orador,.o numero tudo.
Depois de uma larga apreciago histrica,
diz o orador, que o pensamento de Aristte-
les realisou-se em Franga, quando se fez a
revolugo, e foi adoptado nossa constitu-
gao, porque o Brasil nao era uma monarchia
aristocrtica, mas sim democrtica, e foi
contemplado o numero, porque o numero
era a nago, e ha de conter por forga a ca-
pacidade que a eleigo directa quer exclusi-
vamente, fazendo assim de urna monarchia
democrtica uma monarchia aristocrtica.
(Apoiados o nao apoiados.)
Admira-se de que os nobres senadores
pelo Rio Grande do Norte e Babia, excluin-
do pela eleigo directa aos desherdados da
fortuna do direito de votar que lhes confere
uma consttuigo democrtica, ainda ve-
tudo, devia ter prevenido o nosso pleDipo-Jnham dizer no senado, que os pobres, es-

bulhados desse direito, ficam muito sats-
feitos I
0 orador trata dos Estados-Unidos, onde
o senado eleito pelo systema indirecto ;
vai Europa aos povos protestantes, mesrao
aos calvinistas, llollanda, AUemanba,
onde est hoje nos galaros o Sr. Biscaark,
o perseguidor da igreja, e analysando o sys-
tema eleitoral dessas paizes, l diversas opi-
nies de notaveis escriptores que optara
pela eleigo directa.
A constituigo do Brasil tomou urna base
democrtica, porque nem havia razo para
que este paiz fosse aristocrtico.
E se o systema adoptado na consttuigo
que foi outorgada pelo fundador do imperio
consagra a eleigo ds dous graos que ga-
rante os direitos do povo pobre e infeliz sob
o systema de uma monarchia liberal, onde
o governo do povo pelo povo, extranha o
orador que baja quem sustente a eleigo di-
recta, que presuppoe sempre o senso ele-
vado, que obsta o governo da nago pela
nago.
Su. Silveira Lobo :Aqu o povo
governado pela polica.
O Sr. Candido Mendes diz que a eleigo
directa traria o governo dos homens pode-
rosos e ricos ; o Brasil seria governado como
a Franga dos Bourbons, como a Franga de
Luix Felippe, onde parava o senso. Bem
sabe o orador que nao foi essa a origem
principal da queda desse governo, mas
sim a adversdade que nspirava esse syste-
ma de corrupgo legendaria.
O Sr. Fkrnandes da Cumia :-E at
parlamentar.
OSr. Camdido Mendes depois de nossas
considerages contra a eleigo directa, diz
que a razo porque se grita tanto, porque
o partido liberal nao quer que se consulte o
paiz, quer que se faga desde j a eleigo di-
recta, porque sabe, que, convocada uma
constituinte, nao haver um s votante que
queira suicidar-se.
(Diversas reclamages
E' este o segredo de resistencia reforma
constitucional, porque nao a consttuigo
que facilita o meio de ser a reformada, que
pode cmbaraga-los.
Nao aceita a emenda ao 13 periodo da
falla do throno, seno ora parte, porque
entende que se deve fazer a aflirmago excellencia das nstituiges constitucionaes
adoptadas, isto da monarchia, porque
o partido republicano, que nunca se conso-
lidou uo Brasil, vai hoje adquirndo forga.
essa forga que lho tera dado os dous parti-
dos monarchicos, era rirtude da questao do
poder pessoal.
Entende o orador que o partido republi-
cano j tem um grande estabelocimento jor-
nalistico na capital. Convm dizer ao paiz
que as instituiges mouarchicas sao boas.
Ainda quanto eleigo directa, quando
ella tenha de passar, nao aconselhava ao seu
partido o encargo de realisa-la, mas deixar
aSprebenda ao partido que a dispua para
que se nao contine a dizer que os conser-
vadores esto lhe tomando a bandeira.
O Sr. Cansansao de Suman' :Ougam.
Ougam.
0 Sr. Camdido Menes e consultava aos
conservadores, que nao aceitassera esse pre-
sente de gregos. A hora vai adiantada, e o
orador, por fatigado, nao alcanga o ultimo
tpico do seu discurso. A poltica reli-
giosa do governo um negocio de tanto
alcance, quo precisa de mais folego, e tem-
po de que o orador dspe, Tratar della
opportunameute, terminando aqu o seu dis-
curso. (Muitos apoiados).
O Sr. LeitAo da Cumia hesitou em to-
mar parte neste debate, por estar convencido
da inutilidade das observages quo vai offe-
recer ao senado. Com effeito, em um pai/
regido polo systema representativo, e onde
parece ser crenga geral que os ministerio-
sobem e caliera sem o concurso e a despei-
to do parlamento, os ministros podem ser
indifferentes s censuras dos representantes
da nago. Assim, e quando o indifferentis-
rao do povo tera tocado o maor auge, cora-
prehende-se o desanimo do orador. Entre-
tanto, attendendo s graves circumstancias
em que considera o paiz, nao quer deixas
de consignar suas opinies.
Coraegar justificando o voto que tem d
dar a favor de duas das emendas que apre-
sentou o nobre senador pela Bahia.
A primeira dellas relativa ao estado sa-
nitario. A falla do throno refere-se a mo-
lestias que nao sao de grande ntensdade.
A emenda do-nobre senador affirma que al-
gumas das molestias tem apparecido com
grande inteusidade, alludindo varila e
febre amarolla. 0 nobre presidente do conse-
lho, impugnando essa emenda, negou que a
febre amarella tivesse ento tomado 0 ca-
rcter de epidemia ; confessou, porm, que
a varila estava neste caso. Para justificar
a emenda do nobre senador pela Bahia
quanto basta.
Mais ainda assim carece de fundamento a
uegago do nobre presidente do conselho.
Durante todo o anuo passado reinou forte
a epidemia na provincia do Para, tomando
sobretudo maior inteusidade para o fim do
auno, justamente quando foi escripia a falla
do throno.
E o ministerio nao pode cbamar-se
ignorancia deste facto, porquanto as circums-
tancias tornaram-se no Para to criticas,
que o presidente da provincia vio-se obriga-
do a abrir mais de um crdito extraordinario
para acudir ao mal quelavrava, e de tudo
deu parte ao governo, pedindo a approva-
go desses crditos.
J v o senado, que o orador nao podia
deixar de votar por esta etojjada: passa,
pois, 2a, que entende con a questao da
eleigo directa.
Nao tentar reproduzir os argumentes que
to brilhantemente tem sido apresentados a
favor da eleigo directa : dir apenas que
votar por ella, convencido do que se tai
para o desconhecido, como disse o nobre
presidente do conselho, ao menos evita as-
sim qconhecido, que de tel maneira mau
que, se se fizer outra eleigo pelo systema
actual, nao s receia pela tranquillidade pu-
blica, como er que se pora em risco as
instituiges.
Felizmente a eleigo directa tem tomado
uma corrente to impectuosa na raz, que
nao est as raaos do governo impedirjjlie
ella vonha ser uma realidade.
Nao er que esta reforma suja urna pana-
cea que venlia dar remedio a todos os males
com que lutamos, nem ninquera ainda it
se semelhante cousa. Nao panacea fit
sso nio quer dizer que o> defensores da
dea desistiam della, ou abandonem.

I
(CorUinuarse-lM J

TYP. DU DIARIO RU4. WUUE DE CAJAa


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