Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:12853


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Full Text


**
AMO XLIX. NUMERO So

I *

,
pama a Capital e ligabes o.\de k lo se paga pohte.
l|or tres mezes adiantados ".......... 63000
Por sais ditos ideui.................. 13jp000
Por um anno dem.................. 245000
Cada numero avulso.................. ag
i %
ODARTA FEIRA S DE MARCO DE 1873
PARA VESTBO E FBA DA PROY2SCIA.
Por tres mezes adiantads. ..............
Por seis ditos dem.................. .
Bor nove ditos ideo............... .
Por um anno idem............*......
X*
279000
PROPRIEDADE DE MANOEL FICUEIR0A DE FARI & FILH0S.
Os Srs. Gerardo Antonio Alves Filhos.no Para; Gonralves & Pinto, no Maranhio; Joaquim Jos de OliveiraFilho, no Cear; Antonio dL^nos Braga, no Aracaty ; Joao Mara Julio Chaves, no Ass; Antonio Marques da Silva, n
Pereira d'Almeida, em Mamanguape ; Augusto Gomes da Silva, na Parahyba ; Antonio Jos Gomes, na Villa da Penha; Jjjftarminu dos Santos Bulco, em Santo Anto ; Domingos Jos da Costa Braga, emJfazareth;
Antonio Ferreira de Aguiar, em Goyanna ; Francino Tavares da Costa, em Alagas; Alvai^C., na Baha ; e Leite, Cerquinho C. no Rio de Janeiro.

PARTE OFFICIAL.
tanto de-
provincia,
goyerxo m piunrxciA.
Falla com que o Exm. Sr. commendador Henrique
Pereira de Lueena abri a sessao da assembla pro-
vincial, no 1. de marco de 1873.
;<".0T1.NIA<;.\0';
\o obstante os esforcos empregados para .vitar a reprodticoo dos crimes, que
iw- contra o nosso altada de civhsaeo, a seguranca individual e de propriedade, nesta i
MfcUimeotC, nao i: tal, como fura para desojar.
O digno I)r. chefe de polica, em seu relatarlo aprevena varias nasa, atunes deilas ou
quasi todas, so remediaveis coui o correr dos lempos, e que umito tem concurrido pira isso : so-
brosahindo entre entras as seguintes:
A m educarlo e ignorancia dos habitantes do interior; o nao estaren alguns crimes su-
jeitos ao procediinento oficial da Justina, e nao queiercm, ou nio puderein os cidadaos. a maior
parta das veta*, dar queixa, nein depor en juizo ; a insuficiencia das penas establecidas para a
puni'.o de cortos dolidos, como por exemplo, as do art. IS do cdigo criminal, que nao guar-
dan! a deviila propurmo com os ell'eitos resultantes dos attentados contrajo pudor, originando-se
d'ahi o appllo para os meios violentos e extremos, para os recursos oxtra-legaes ; a impuuidade
dos criminosos devida, em grande parte, proteccao escandalosa dein lluencias malfica; a negl-
Mfa e tibieza dos que tem a seu carao a represso e puni.ao dos deudos; a falta de seguranca
das aadas e de loas vas de coiiiinnnicaoo ; a insuficiencia da forca publica ; afrequente au-
sencia dos juizes letlrados de seus termos e comarcas; o mo syst'ema de policia adoptada no
ais com a dillciencia de meios preventivos; a morganisaeo do tribunal dojurv, em geral
nopreenehe os finsdc sua instituirn, e finalmente o modo fatal porque fieou circumscripta-
a roduzida a aeco da polica com a novissinu reforma judiciaria. de que tem {ampio conheci-
mento todos os que attenlam contra a seguranza indiviJual e de propriedade.
Se a estas causas juntarnns a inveterado habito da* bebidas alcoolieas. o uso frequente de
armas prohibidas e principalmente a falta absoluta de cnsino religioso, nico capaz de conduzir o
hornero aos seus altos destinos, e de regenera-lo, devenios ter por certo e desenganarmo-nos de
viina ve/, por todas que, e |uaulo este estado de cousas nao for melhorando gradualmente, to
redo nao veremos decreseer a fnebre estatistica que tennis ante os olhos, e que lauto deploramos.
Ql'ADRO COMPARATIVO POS CRIMES COMMETT1BOS fO QUINQUENIO DE 186^ A 1872.
CBIMBS.
Resistencia....................... >.
estupro.....................-. ..
Tirada ou fuga de presos............
Tentativa de estupro................
Tentativa de fuga de presos..........
Rapto...........................
Arrombaincnto de radas........___
Calumnia e injuria..................
Desobediencia....................
nuio..............................
Falsidade........................
Ranea rota, estelionato, ele..........
Tentativa de insurreiro.............
Tentativa de estelionato..............
Honii f di >.........................
Daraao,....................... .....
Tentatrro de homicidio...............
Ri ubo .................._..........
Aborto.............................
Toulativa de roubo.................
Fefimentos e (.fiViisas piysieas, graves.
Quebra fraudulenta...............
' riinestos e offensas physicas leves...
Urnas defezas......................
Araeacas............................
Moeda falsa.......................
Ki trada em casa alheia..............
WTeusas reUgio..................
AN2OS A QUE P8RTBMCEM.
1868
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de policia remetfidos
as diligencias citas
Tendo o Dr. ehefe de policia tido denuncia de ha ver qnem buscara introduzir notas fal-
,e. na cireuiacao. ja nesta rulado, ja em liimelleira, do termo de Serinliaem. providenciou de
modo a averiguar o crime e capturar os delinqueiites.
Ell'ectivaineiite, havendo-se em taes diligencia^ com sum.no zelo, actividad'-, tino e cir-
nmipecco, logrn appreheudcr em poder ile Sebastiao Accioly Santiago Hamos quatro nota- Cal
=as, pelo que loi o mesmo preso, e bem assim Speridiao Barbosa da Silva : igaa'mente o for.un
uesta capital Antonio Rodrigues Pinto, em cujo poder se actiou urna das ditas notas, e uin ]ior-
tugoez Ribeiro, estabelecido com casa de molhados na largo do Carino.
Em virtade de requisico do chefe de policia da provincia da Parahyba, foi tambem aqu
i Olegario Saraiva de Carvalbo Neiva, como introductor de notas falsas all; sendo que das
av iriguapdes feitas, parece que esse individuo interessado e co-ro no crime, pelo quai tem de
'-MMuler Santiago Ramos e outros.
Ao juiz de direito da comarca do Rio Formoso foram jielo Dr. chefe
os inqueritos e diligencias feitos, erecommendo;i-se-lhe que proseguisse
para oaior descobrimento da verdade e dos criminosos.
A administracau da justica sera sempre um assumpto que merecer a maior attenco, par*
quanlo sendo a garanta d >S direitos do cidadao, d'ea dependem a ordem e a tranquilidade pu-
olica.
Contra os magistrados nao receU queixa alguma fundamentada, o que para elles una
recouinieiulacao.
Do quadro junto veris qual a div sfio judiciaria da provincia, a qual leve a seguate al-
tera cao.
Foram creadas as comarcas de Iguarass ( especial), Barreiros, Cimbres, Bom i'.onselho.
Vila Bella e Ouricury, e d'entre estas so nao foi anda installada a de Barreiros.
Foi creado foro civil nos termos seguintes : Bom Jardim, Aguas Bellas e Triuinpho, e teve
;.>.'. lettrado especial o de S. Bento.
No pessoal houveram as seguintes alteracoes depois que me achn na adniinisiracSo.
A 3 de Janeiro prximo pasaado designeil na forma da lei, o depntado Joaquim* Olvntho
para servir de secretario no tribunal do commercio, sendo a 4 do dito mez eleitos dejiu-
tidos para o quailrieanio de 1873 a 1876 os negociantes Alvaro Augusto de Almeida e Antonio
Ifnano de Uedeiroe llego.
Tendo o primaira fallecido antes de tomar posse, foi eleito a 15. para o substituir, o nego-
uile Joaquim Lopes Machado.
0 derroto de i de dezeinbro ultimo, removeu, seu pedido, da comarca de Macelo, na
:.iO'incia das Alagoas para a de Nazaretli, nesta provincia, o juiz de direito Joao Paulo Monteiro
de Andrade, indo tiesta para aquella o juiz de direito Antonio Joaquim Buarque de Nazaretli.
Por decreto de 27 de novembro ultimo loram Horneados os hachareis Alfredo Atiesto Vaz
le Oliveira, e Pergentno Saraiva de Arauj.i Galvao. para os cargos de juiz muninpal e de or-
phaos, o |. do termo de Goyanna, e o 2. do de Nazaretli.
Nao tendo os supplentes do juiz municipal de Agua Preta, tirado titulo e prestado jocamen-
te no praso da lei, nomeei para os lagares de 2." c 3." os cidadaos hachare! Alexndre de Fi-
neiredo Reise Silva e Haenando S.:rgio dos Santos ; isto a 24 de novembro ultimo.
Fu as seguintes notneaedes para os cargos de promotor publico as comarcas seguintea :
Tacaratii. Bacharel Joaquim Xavier de Luna Miranda Couto, a 18 de dezeinbro
ottin o.
olinda Bacharel Jos Maria de Albuquerque Lacerda, 31 do dito mez.
Ouricury. Bacharel Feliciano Eusebio Uias dos Prazeres, a 2 de Janeiro prximo passado.
iguarass. Francisco de Paula Cavalcanti Lacerda de Almeida, a 25 de Janeiro ultimo.
Villa Bella. Bacharel Fiel Vieira de Torre- Grangeiro, a 31 tambem do mesmo mez.
Declarando-ae saspeRo o promotor publico do Rio Formoso, bacharel Sebastiao Cordeiro
...ti:.p Cintra pira poder funccionar no processo crime por introduccao de moeda talsa que est
instaurado em Serinhaem a diversos indiciados, julgnei conveniente removelo. por acto de 12 do
tnet prximo passado, para a comarca do Bonito, sendo substituido pelo desta comarca, bacha-
rel Joo da (kista Ribeiro Machado.
Por actos de 16 de Janeiro, e 18 do mez lindo, conced a exoneracao que pediram os ba-
r-liareis, Aquilino Gomes Porto, Joaquim Cordeiro Coelho Cintra o Luiz de Renezes Vasconcellos
de Drummond, das lugares de adjuntos dos promotores das comarcas de Santo Antao, c Rio For-
moso, o 1.' nd termo de Escada, o 2. no de Rio Formoso e o 3." no de Serinhiem,
Tenho concedido as seguintes licencas a juizes c promotores : 2 mezes ao juiz de direito
da comarca do Bom Gonselho, bacharel Joao Vieira de Araujo, a 4 de dezembro e 5 de Janeiro
allimos ; 30 dias ao de Villa Helia, bacharel Francisco Luiz Correia de Andrade, a 20 de dezem-
iiro prximo pausado ; 1 mez ao provedor de capellas e residuos do termo desta capital. Manoel
Clcinciitino Carneiroda Cunha, a 2 de Janeiro prximo passado ; 30 dias ao juiz substituto do
juiz dos feitos da fazenda, bacharel Manoel de Barros Wanderley, a 3 de fevereiro prximo lindo ;
30 dias ao juiz municipal, Jos Elysio de Camino Couto, a 7 de dezembro, prorogada por nafa
JO dias a 28 de Janeiro ultimo; 2 mezes ao de Cimbres, bacharel Francisco Domingues Ribeiro
Vianna, a 12 de dezembro ultimo ; 1 mez ao de Goyanna. bacharel Alfredo Ernesto Vae de Oli-
eir, a 28 de dezembro ; 1 mez ao de Nazareth, bacharel Pergentino Saraiva de Araujo Galvo,
a 22 de Janeiro ultimo ; 30 dias ao promotor da comarca de l.imoeiro. baehaH Augusto Coelho
dt Moracs, a 29 d- novembro ultimo; 2 matea aa dado Brejo, bacharol CasaiaO Bernaidiuo
dos Res e Silva, a 7 de dezembro ultimo : 2 mezes ao da de Goyanna, bacharel Honorio Fiel
'at ''.urado, a 16 de dezembro ultimo ; 30 dias ao da de Palmares, l.acliarei Rtaeato Vieira
de Mcilo, a 17 de Janeiro prximo passado ; 1 mez a<

Todas essas licencas tiveram por motiva molestia dos i
Com relar.io aos olHcios de justiea deu-se o seguinte :
Por decreto de 18 de dezembro ultimo mandou o gover
tincta chancellara Jovino Epianio da Cunha, servisse couiulati^
os dentis escrivaes de appellacoes do tribunal da relaeao.
Por acto de 27 de novembro ultimo, nomeei Tltomaz Ferr
soriamente servir o offlcio de escrivao do cvel do tenno desta
Designei para servir de offlcial do registro de hypotheca
Bencio de S Lyra, na comarca da Boa Vista, a 18 de d^ze,
buquerque Mello, na de Cimbres, a 11 de Janeiro ; Luiz Fra
Iguarass, a 18 de fevereiro.
Igualmente para o trahalbo do registro dos fimos de miL
66 e 72^do decreto n. 513>, de 13 de novembro ultimo, o escrrnj
Conced as seguintes licencas a serventuanos de ofllcios
Luiz da Costa Porto Carreiro, a 19 de dezembro, e 3 mezes a 7
chefe de polica, Antonio Carlos de Almeida. Este serventuario ped'io e obteve por acto de 17 de
fevereiro exoneracao de dito cargo.
QUADRO DA ORGANISACO JUDICIARIA DA PROVINCIA.
nos,
erial que o escrivao da ex-
ite e por distribui^o com
(Maciel Pinheiro para provi-
.
\ seguintes tabelliaes : Felippe
; Eluardo Antunes de Al-
Bandeira de Mello, na de
esrrava, nos termos do art.
[de orphaos Hyppolito Silva,
tjustii.a ; 2 mezes ao tabelliao
Janeiro findo ao escrivao do
OBSKRVAgoKS
E' especial.

Teve foro civl por acto de 4 de setembro de 1872.

Teve fiiro civil iwr acto de 13 de agoao de 1872.
COMARCAS TERMOS
Recife........... Capital..........
Olinda.......... Olinda...........
Iguarass....... Iguarass........
Pao d'Alho..... Pao d'Alho.......
Goyanna......... Goyanna.........
Itamb.......... Itamb..........
Nazaretli........ Nazaretli........
Cabo............(^............
VJpojuca.........
Rio Formoso.....(*"
\Seriiibaem......
Santo Antao.....(%Mo. Antao.....
\ Escada..........
Palmares........Agua Preta......
Barreiros........Barreiros........
Limoeiro........t?fe......
\Bom Jardim.....
Bonito.......... Bonito..........
Caruar.........C^ruuar,.........
\S. Bento........
Brejo............Hrejo...........
Cimbres......... Cimbres.........
Garanhuns....... Garanhuns......
Buique..........Buique.........
Bomconsclho....^^^;;;
n...........(ing^ra:::::::;
VilhBelh Ailla-Bella........
.......\.Triumphu....... Teve foro civil por acto de 3 de setembro de 1872.
Tacarat........./Tacaram........
\rluresta .......
Ouricucy........(S? .'*'".'"
Boa-Vista........BOa-Vsta........
Cabrob........(Qg*?..........
\Salgueuo.......
Contina como chefe de policia, prestando ons serv>.-os causa pablica, o Dr. Luiz Cor-
rea de Queiroz Barros, magistrado honrado, iihisttado e circunspecto.
As autoridades, suas subalternas, cumprein tambem, em geral, o seu dever.
Nao conheco urna classe de funecionarios mais digna de louvor e de gralidao nacional.
Qucm sabe o como se acha constituida a policia entre nos; os mil embaracos som que ella hi-
ta, sendo d'entre todos o menor-a falta de forca publica, nao pode deixar de pensar do mes-
mo modo.
A' bem do servieo e conveniencia publica, por actos de 4 de dezembro ultimo creei o
djstricto de subdelegada de Tara, no termo de Buique, e o de Nassa Senhora das Dores do Po-
cio, no de Cimbres; e pelo de ti do referido mez o de Preguica, no de Agua Preta.
For actn irerl? de evcrclro ftndo fot dividid eusous o districto de 3ubdeleg.icia da fregu-
deS. Jos, tendo o novo a denominaco de segundo ; todos por proposta do Dr. chefe de policia.
Por igual proposta foi suppriinido par acto de 29 de novembro ultimo, o districto de sub-
delegado do Jupy, do termo de S. Bento.
CASA DE DETENCAO DA CIDADE DO RECIFE. '
Esse estabelecimento, a principal prisao da provincia, pela sua bella perspectiva, exool-
lente posicao, seguranca que offerece boas accommodacoes e condicoes hygienicas, o nico
apropriado ao Gm a que se destina.
O servieo interno do estabelecimento feito com regularidale ; o que se deve nao s *
disposii.oes do regulatncnlo de 16 de agost > de 1856, mas tambem ao zelo do respectivo admi-
nistrador.
Existem apenas no termo da capital mais duas casas de prisao ; urna na freguezia de
Jaboatao, e outra na de S. I.oureneo, 2o e 3" districtos de deiegacia desta cidade. Essas casas,
que sao de propriedade particular, e pelas quaes pagam os cofres provinciaes um aluguel, sar-
vem de prisao provisoria aos que tem de ser remedidos para a casa do detenco, assim como de
quartel aos respectivos destacamentos.
0I.IXDA.Tendo desabado a cadeia dessa cidade, sao hoje recolhidos os presos ao aljnbe
para lal lim cedido pelo Exm. diocesano, e que se acha bastante deteriorado, e nao tem a devida
seguranca ncm accommodacoes.
Correia Gondim, a 1 de fevereiro prximo lindo.
ao da de Itamb, bacharel Joaqnro Guedes
paes ; e de propriedade particular os de Itamb, Escada, Ipoiuca. Rio Formoso. Barreiros, Agua
Preta, S. Bento, Aguas-Bellas. Bom Conselho, Villa-Bella, huazeira e Ex.
A respeno de cada um desses predios, apresentando o digno chee de policia considerarles
desfavoraveis acerca do estado de seguran/a dos meamos, capacidade pan aecominodacio dos
presos e respectiva salubridade, deixa bem a conhecer que, em sua totalidade. necessitan eases
edilicios mais ou menos de. melhoramentos.
Acha-se em construci.ao o edificio da cadeia de Paje de Flores, destinada a prisao dos
criminosos daquella comarca e das do alto sertao. A necessidade de haver uaquellas longiuquas
paragens una cadeia que offerecesse boas garantas de seguranca e saiubridude. para evitar o
penoso trahalbo de recolher-se capital os criminosas d'alli, deterininou esea construccao, que
est sendo feita por meio de arrematacao, sob a tiscalisacao das obras publicas.
Declara mais que a alimenta^-ao e tratamento dado aos presos donas localidades sao um
verdadeiro contraste com o que se passa na casa de deten ao desta capital, onde os detentos, alm
de receberem boa alimentarao, sao convenientemente tratados s expena> dos cofres provinciaes.
durante suas enfermidades.
Hila ?^V*%\
GUARDA NACIONAL.
Nao soffreu alteracao a organisacao da guarda nacional nesta provincia.
Por terem apenas alguns commandantes superiores fornecdo os mappas da lona, exigidos
pelo art. 1." $ 6. do decreto n. 1,354 de 6 de abril de 1854. deixo de apresenliir o respec-
tivo quadro.
Folgo nesta occasiao de render briosa guarda nacional desta provincia justos louvores por
sua subordinaeao, disciplina e boa vontade, com que se tem prestado ao Mrvien pnica, qur em
diligencias, qur em destacamentos.
A forca da mesma guarda nacional actualmente destacada a seguiute :
LOCALIDADES FOBg.V
Officiaes 1 1 1 i 1 btftriom Piaras Total
Olinda.............................................. Iguarass............................................ 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 i 1 i 1 10 9 8 6 15 10 7 6 10 10 10 14 8 20 20 20 15 10 10 8 18 12 10 9 6
16
Serinhaem........................................... Montes.............................................. Barreiros............................................ Agua Preta....................................,...... 10 8 6 11 11
Pao d'Alho.......................................... Santo Antao...............,.......................... 11 15 9 22 22 22
16
H
11
Ingazeira............................................ Petrolina............................................ 9 19
Anda couunandante deste presidio militar o tenente-coronel Antonio de Campos Mello.
Durante a minha administracao nenhtuna alteracao soflreu a tranquillidade publ.ca alli, e
apraz-me declarar que seu estado sanitario o mais satisfactorio possiveL
O numero de sentenciados existentes ata o 1-* de setembro do anno pascado era de 1,321,
sendo 193 militares e ,28 de justica. Destes 23 perteneem ao seso femininu.
Esse excessvo numero de sentenciados, que tende a ser augmentado com as continuadas
remessas que fazem as diversas provincias d criouBoeos, para alli cuniprirein as suas sentenca-N,
entretanto guardada por una diminuta forra c ternos inferiores.
Nao foi atv agora attendida pelo goveruo unperial a roolana..ai) de met.- antecessor* no
sentido de estacionar as ajjias daquella ilha. um vaso de gU'-rr ^ : .u. fvreceitoa o ar. %t, u
rcguliuiento que rejje o mesmo presid'.-.
A adopcao desta medida liara a ampia vantagem de frustrar a evasao dos seten>'iados 9
auxiliar a pequea guainicao do presidio no caso de qualquer |M-rturbai.ao da ordem publica.
Alm dos 1,321 sentenciados, habitan) naquelle presidio 468 particulares entre empregado?,
mulheres dos mesmos sentenciados, creancas e escravos, o que faz subir a sua populaco a
1,789 almas.
Existem alli duas escolas de nstruefao primaria, seudo urna para o sexo mascolino e outra
para o (enlamo, aquella regida pelo padre italiano Joao Baptisu Racberte, que exerce cummula-
tivamente o lugar de capellao, e esta por D. Maria Candida Theodora Alves. No periodo do anno
passado foram essas aulas frequenladas, a priuieira por 12 alumnos e a segunda por 8ulumnas,
apresentando, tanto uns como outras, algum aproveitamento.
O estado de sua lavoura no mesmo anno foi lisongeiro, e a sna colheita abundante.
(Continvm-se-ha).
EXPEDIENTE DO DA 20 DC lEVEItEIRODE 1873.
1.' setro.
Actos :
O presidente da provincia, attendendo ao
que requereu Bernardiiio da Costa Campos, resol-
ve conceder-lhe licenca para embarcar com desti-
no ao presidio de Fernando de Noronha, no vapor
que para alli val seguir, os gneros constantes da
inclusa relaeao, assignada pelo secretario interino
da presidencia, nao podendo, porm, desembar-
car taes gneros naquelle presidio, sera que por
parte do respectivo coinuiandante seja previamen-
te verificado se entre elles ha agurdente ou qual-
quer outra bebida espirituosa.
Ortlcios :
Ao general co mandante das armas.-Man-
de V. Exc. por em liberdade o recruta Jos Vicen-
te Ferreira, visto ter provado isenco legal.
Ao inspector do arsenal de marinha. Por
parte do director do arsenal de guerra ser man-
dado apresentar a V. S. o menor Ildefonso Feli-
ciano Jnior, afirn de que o mande alistar na com-
panhia de aprendizes marinheiros.
Ao director do arsenal de guerra.-A' vista
do exposto em seu ollicio de 18 do crrante sob n.
359, com referencia ao menor Ildefonso Feliciano
Jnior, autoriso Vine, a mandar une seja elle des-
ligado da companhia de aprendizes desse arsenal,
e apresenta-lo ao inspector do arsenal de marinha,
afiui dealista-lo na respectiva companhia de apren-
dizes mariuheiros, conforme determino nesta
data.
2.' secro.
Portara :
O presidente da provincia, attendendo a pro-
posta do Dr. chefe de policia, em ollicio n. 363
de 18 do corrente, resolve nomear o cidadao Fran-
cisco Ferreira Goncalves Carneiro. para o cargo
de subdelegado da freguezia de Taquaretinga. que
se acha vago.
Ofllcios:
Ao Ur. chefe dep.dicia.Annuindo ao que
solieitou o commandaute superior interino do mu-
nicipio de Santo Anto, em ollicio de 16 do cr-
reme, recoinmendo a V. S. a expedico de suas
ordeus no sentido de ser recolhido ao hespital Pe-
dro II o guarda Jacnitho Soares de Almeida, atim
de extrahir-se Ihe a hala que conserva em si. pro-
veniente de un tiro que recebra n'aquella cidade,
como praca destacada.
Ao mesmo.Em resnosta ao oficio deV. S. de
17 do corrente, remetiendo de um outro copia do
delegado de Seriuhem, no (nal pede tubos de pus
vaccinieo, e que esta presidencia marque nina
gratificacao para Jos Ayrcs de Mello Velloso, eu-
earregar-s-da vaecinacao, tenlio a dizer-lbeqne
nesta data ficam dadas as convenientes ordens,
para seren remedidos a V. S. os referidos tubos, I
quanto porm a gratilicaco, nio duvido arbitra-
la, en Vista dos resultados ohtidos e atteslados pe-
las autoridades competentes, declarando se os no-
mes de todos quantos foreni manados.
Ao mesmo.Acensando a recepcao do olli-
cio de V. S. n. 361 de 18 do corrente. a que a-
companhou copia do outro do subdelegado de Be-
ln!, tenho a dizer-lhe em reapoata, que presente-
mente nao pode ser satisfeita a requisicj daquel-
le subdelegado, quanto a ser augmentado o nu-
mero de pracas alli destacadas.
Ao commandaute superior de Serinhaem.
Devolvo a V. S. a proposta que veio annexa ao
seu ollicio de 10 do crrente, alim de que se de-
clare na casa dos motivos das vaga.- quando tive-
ram passagein para o servieo da reserva os offl-
ciaes nella mencionados.
Ao coiiiuiandaute superior de Santo Anto.
Determino a V. S. que dispense o offlcial que se
acha eommandando o destacamento da guarda na-
cional da cidade de Santo Anto, passaudo a ser
cominandado dito destacamento por um sargento.
Ao juiz de direito da comarca de Caruar.
Transmiti a V. S. copia do otlicio. que a 23 de
abril de 1871, foi Idrigido ao promotor publico
dessa comarca, com relaeao a Luiz Paulino de
llollanda Valonea, ex-supplente do juiz municipal
de S. Bento, por um dos meus antecessores, para
que delle tenlia conheciuieuto, e proceda como
for de direito.
Ao commandaute do eorpo de policia.Pode
Vino, engajar no eorpo sob seu commando, sendo
idneo, 0 paisano Joao Bento de Vasconcellos. que
segundo o seu ollicio n. 115 de 18 do corrate,
foi em inspeccio de sade julgado apto para o
servieo.
3.' xecclo.
Officios :
Ao inspector da thesouraria de azenda.
Commonico a V. S., que, segundo participou-me
0 juiz de direito da comarca do Rio-Formoso, em
ollicio de 13 do corrente, nessa data nomeou elle
o bacharel Gaspar de Menezes Vasconcellos de
Drummond, para servir de promotor ai huc no
processo que se tem de instaurar contra os indi-
ciados no crime de introduccao de sedulas falsas
naquclla comarca.
Ao mesmo. Respondendo ao offlcio de V.
S. de 17 do corrente, sob n. 79,. acerca da dillicul-
dade que se eneontra no provimento da collectoria
de Ouricury. tenho a dizer, que nao satisfaz o al-
vtre lembrado em dito offlcio, de ser aquella col-
lectoria incumbida ao col factor de Tacarat', visto
como a distancia que se mede desse termo a qual-
quer ponto das comarcas, da Boa Vista, Cabrob.
Exu', Granito, etc., consideravel. Una vez que
essa difticuldade est na prestacao da Banca, parece
que esta poda ser dispensada, autorisaudj-se a
tomada de cuntas semanalmente perante o juiz de
direito, se este quizesse a isto prestar-se, at que
0 governo imperial, a quem vou submeUer o as-
sumpto vertente, rosaba o que melher entender
em sua sahedona.
Ao mesmo.Transmuto a V. S. para os fins
convenientes as inclusas contas documentadas da
receita e despeza do hospital militar, relativas ao
mez de Janeiro ultimo, e bem assim. o parecer por
duplcala da junta que exaininou-as, de couformi-
dade com o aviso do ministerio da guerra de 29 de
dezeinbro de 1861.
Ao mesmo.Communico a V. S. para os de-
vidos fins, que por ollicio de 21 do mez prximo
passado, declarou o juiz de direito bacharel Jos
Antonio Correa da Silva aceitar o cargo de chefe
de polica da provincia do Rio Grande do Norte,
para o qual foi nomeado por decreto de 4 de no-
vembro ultimo.
Ao inspector da thesouraria provincial.Re-
mello a V. S para os lins convenientes, copia do
acto desla data, pelo qual resolv rescindir o con-
trato celebrado com Frau'cisco Carneiro Ro Irigues
CampeUo relativamente aos reparos da estrada de
Muriheca, entre a bomba de Guararapes e a ponte
do engenho Novo, mandando que sejam elles con-
tratados com o major Jos Thomaz Pires Machado
Portella, mediante as condicoes indicadas na peti-
co inclusa.
1 4.- s-'*-'"
Oficios ;
. Ao presidente da cmara municipal da villa
de PetrolinaInteirado pelo seu ollicio de 10 V
Janeiro ultimo, de terem os vereadores do actual
quatriennio assumido o exercicio de sous cargws.
tenho a recommendar-lhe que insta He a nova villa
jda Boa Vista, dando posse aos vereadores eleitos
na eli-ici) procedida a 7 de setembro do anno lin-
do, remetiendo se a copia da acta da installaco.
- Ao eonego rogador do gynmasio provincial
Attendendo ao que requereu o Dr. Joo Maria Se-
I ve, tutor do alumno desse estabelecimento. de no-
mo Joo, tillio de Mathilde Maria de Jess, autori-
so V. Rvm. a entregar ao supplicanD> o respectivo
menor, alim de ser apresenlado no juizo de or-
phos, onde se tem de providenciar seu respeito.
Ao juiz de paz presidenta e mais membros da
junta de qualilicaco da freguezia de S. Jos de
Agua-Preta Em resposta ao officio de 29 de Ja-
neiro ultimo, em que a junta de qualilicaco da fre-
guezia de S Jos, de Agua-Teta communica haver
naquella data encerrado seus trabalhos, cbeme de-
clarar que, tendo-se reunido essa junta antes de
constar ofic'aunente a approvaco da cleicao de
eletures da mesma freguezia, contra o disposto no
aviso de 14 de novembro do anno findo, remettido
por copia ao respectivo juiz de paz mais votado,
millos sao os referidos trabalhos e por issocumpre
aguardar a approvaco da alludda eleicao e de-
signaran de outro dia para a nova reunio da men-
cionada junta.
_Ao juiz de paz presidente da junta de qual-
ficaco da freguezia de N. S. do O' do Allinho.
Accuso recabido o ollicio de Vmc, de 25 de Janei-
ro ultimo, cobrindo a copia authentca da qualili-
caco do presente anno, e em resposta recominen-
do-lhe qu4 opportunainente faca clu-gar ao conhe-
ciuieuto desta provincia, o resultado da segunda
reunio da mesma junta.
Ao commissario vaccionador provincial.-Re-
meta Vmc. com a possivel brevidade, tubos o>
pus vaccinieo ao delegado de policia de Serinhaem,
por intermedio do Dr. chefe de policia.
Portara :
A' cmara municipal da villa de Serinhaem.
- Em resposta ao offlcio da cmara municipal da
villa de Serinhaem, de 14 do corrente. tenho a di-
zer que nao comparecendo os juizes de pez da fre-
guezia de Gamelleira para prestar juramento e e-
trar em exercicio dos seus cargos, devem ser cha-
mados os inmediatos em votos que so'os seus
supplentes. nos termos do art. J05 da lei de 19 de
agosto de 1846, na falta, poi4fe). destes poderao
funecionar os do districto mais vizinho, como
presereve o art. 4 das nstrucees de 28 de junho
de 1849.
5.* seccao.
Acto :
i) presidente da provincia, attendendo ao que
requereu Francisco Carneiro Rodrigues CampeUo.
arrematante dos reparos da estrada do Mnribeca
entre a bomba dos Guararapes e a ponte do enge-
nho Novo, e tendo em vista a iiiforinac.to do ins-
pector da thesouraria provincial, de 18 do correu-
te, sob n. 67. resoiveu que seja rescindido o con-
trato com o mesmo celebrado, pagando elle previa-
mente as multas em que incorreu e que se refe-
re, o mesmo inspector. Resolve outrosim, que essa
obra soja contratada com o major Jos Thomaz Pi-
re.- Machado Portella, mediante as condicoes offe-
reciilas em sua proposta.
OfflciOB :
Ao director geral interino de estatistica, na
corte.Devolvo a V. S., conforme solieitou em of-
licios de 12 e I i de agosto do anno lindo, sob ns.
712 e720, os quadros que a estes acompanharain
para o lim de seren preenchidos com os naneados
individuos que fos.seui eleitos vereadores dos di-
versos municipios di-sta provincia.
Ao mesmo. Remeti I V. S., conforme soli-
eitou em oficio de 10 de agosto do anno passado.
os qualros que a este aeouipanharain para o Um
de seren preenchidos com os nomes dos individuos
que que fosseni eleitos eletures da diversas pa-
rochias desta provincia.
Ao engenheiro chefe da repartico das obras
publicas.Remeti a Vmc, para os lins convenien-
tes, copia do acto desta data, pelo qual resolv res-
cindir o contrato celebrado com Francisco CtfW-
ro Rodrigues CampeUo, relativamente aos reparos
da estrada de Muriheca, entre a bomba dos Guara-
rapes e a ponte do /engenho Novo; mandando que
sejam ellos contratados com a major Jas Tliomaz
Pires Machado Portella. mediante as condicoes in-
dicadas em sua proposta.
Ao engenheiro fiscal da estrada de ferro do
Recife a S. Francisco.Nesta data remeti aoEmi.
S ministro da agricultura, coinuiercio e obras pu-
blicas, copia do ollicio que]Vine, dirigio-ine em
16 do corrente, e chamo a attencao do mesmo
Exm. Sr. para o seu final relativamente i remes-
sas dos balancos e mais documentos da liquidacao
das contas dessa estrada de ferro para a legarlo
imperial em Londres.
Ao mesmo.Teve o conveniente desuno e
rotatorio que acomoanhou o offlcio de Vmc, de
boje datado.
EXPEDIENTE DO SECRETARIO.
/.' secreto.
Offlcio :
Ao general eommandante das armas.Com-
munico a V. Exc para seu conhecimento e devi-
dos lins, que S. Exc. o Sr. presidente da provincia,
por despacho desta data concedeu 15 das de pra-
zo para provar isenco legal, ao recruta Joo
Evangelista de Carvalbo.
2.a secru.
Ofllcios :
\o Dr. chefe de polica.De ordem do Exm.
Sr. presidente da provincia^transmitto a V. S.
os ttulos juntos de noineacoes do subdelegado da
freguezia de Taquaretinga e delegado do termo de
Bonito, de confonnidade com os seus oficios ns.
358 e 363, de 17 e 18 do corrente.
Ao mesmo. O Exm. Sr. presidente da pro-
vincia manda declarar a V. S. que ficam expedi-
das as convenientes ordens no sentido de ser re-
forjada com mais 4 pracas a patrulha que ron-
da a freguezia da Boa-Vista, de meia noute em
diante.
Ao mesmo.-S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia manda declarar a V. S., em resposta aos
seus offlaios de 28 de dezembro do anno prximo
passado e 17 do. corrente, sob ns. 2,089 e 353, que
a thesouraria provincial tem ordem para pagar ao
capitao Jos Firmo Pereira do Lago a quana da
lOliO ', constante do 1* de taes offieios.
Ao commandaute superior da Boa-Vista. S.
Exc. o Sr. presidente da provincia manda decla-
rar a V. S. em resposta ao seu offlcio de 17 de Ja-
neiro ultimo, que a thesouraria de fazenda tem or-
dem para pagar os veucimentos constantes do ci-
tado officio.
Ao bacharel Jos Antonio Correia da Silva.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda aceu-
sar o roeebiinento do officio de 21 de Janeiro ulti-
mo, em que V. s. nao jso participa ter completado
a 19 a licenca de tres mezes, que Ihe fdra concedi-






II I -------- ......-------------------
'

2
lH i ft^iA6 Pernambuoo' Quajia feira 5 de Mawjo de 1873.

..

ii, para tratar da sua. sande, mas
aceitar o -: d clii-fe de poli "
ii) Xorte.paratbflrn'.tn
Ao ba*arf Jos aria da Rocha Carvalho.
O Exm. Sr. presidenta da provincia manda ac-
usar o twebimontn do pfrio do. V.. S. de 2.7 do
mez prximo passado, "Vanicipando ter nessa data
ssumio o exerrieio do cargo do juiz municipal
dos termos reunidos dsvTacnatii e floresta, para
sis quaes foi nomeado por decreto de 20 de uovem-
bro prximo pagado
Ao baeharel Jos Joaquim de Lima Miranda
lastro.O Exm Sr. presidente da provincia man-
da aecusaro recebineoto do offlcio de V. S., e 7
do ruez prximo iiaando, em que partecipa ter
nessa data assumido o exereicio do carga de pro-
motor publico da comarca de Tacarat.
OIBcio :
Ao gerente da companhia pcrnambnrana. -
O Exm. Sr. presidente da provincia manda decla-
rar a V. S. pie os vapores dessa comparada, Ipo-
juca e Giqai. poden seguir para os portes do
norte e sul at Gran a e Aracaj, no dw X do
corrente, as 5 horas da tardo, como solicita em of-
licio datado de 18.
Commicsitl wnpcrlor.
CARTEL DO COMMAMlO Sl'PElUOR DA Gl.VRDA
NACIONAL ttO MUNICIPIO 1)0 RIXUK, 3 DE
HAfcCOBE 187:1.
Ordr.m do din i. "I.
Para os deridos lins manda o lllm. Sr. coronel
eommandante superior scientificar aos cornos sob
seo comisando que, por portara de l'i do mez
udo, o Exm. Sr. cominead dor presidente da
provincia privou do posto de alteres da 2" coin-
panhia do Io batalhao de infantera, para o qual
fura nomeado pela de 18 de outubro de 1871, a
Pedro da SRva Lemos Guimaraes, de conformidade
ruin o dis|iosto no art 65 % 1" da lei n. 602 de
19 de setembro de i85t.
Que no da 1J do corrente renuncien o resto
da (faenen que lora concedida pelo enmmando
superior, e assuinio o coiemando interino do 1
batalhao de infantaria o rispectivo Sr niajor Cae
1ano Cyriaro da Costa Moreira.
. Arlia-s- do servico dorante este uiez o Sr. ina-
jor ajelante de nrdeus Jos Gomes Leal.
Roiolpho Joo Barata df Almeida,
coronel cliefc interino do estado-maior.
EXTERIOR.
Kd'spauUa.
JltSrOSTADO PARLAMENTO NAC.lO.Wt, A MBM-
MGen d) re Amadeo [.
Sonhor:As cortes soberanas da naci hespa-
nlula ouviramcoin religiosa respeito a cloquenlo
III asagem de f. Si.. e;n cujas -nv.iicirosa* pala-
vras de rectida i, de honradez, de loaldade, viram
1UM nova prova dos elevados dotes de intelligen-
ia e .le carcter que engrandecen a V. M, e do
ardeate 'ainor a uta sua segn la patria, a qual,
generosa e vaiente, ciosa da sua dignidade at a
ii retii e da sua independencia ale ao herosmo,
hj pode esquecer, lian, nunca, que V. M. foi o
c.tixfa di estado, personificarlo da Ma soberana,
a jiacira autoridade nos limites das suas teis e
nio pode deseonheeer qne honrando e eogran-
. 'cando a V. M. s.: honra e se engrandece a si
propria.
Senhor: As cortes IceiB sido fiis ao mandato
i]\\c reeeberan dos sens eleitores c defensores da
legalidade que acharaut cstabeJeeida pola vontade
da nacao eda< cortes constituimos.
Em todos os sens actos, era todas as suas reso-
Inr-de*, as cortes e inservaram-se dentro dos liini*
i s das suas prerngativas e rospeitaram a vontade
V. M. e os ditvitos que pe!) Dosso pacto eons-
tneional conipeiiam a V. M. Proclamando isto
uiiiit > alto e eom a mai .r clareza, para que nunca
recaa sobre o sen nomo a responsabilidade deste
conflicto, que aereil'iinoa rom dor, porera que re-
solveremos eom#n r.ia.ascortes declaram ana-
BMumente que *. M. foi lied. lidelis-mo observa-
dr dos respeilos Jov:dos s cmaras, liel fidelis-
rimo observador dos juramentos prestados na oc-
'.i-iiwem que V. M. aceitoD das maos do povo a
. tria de Bespanha, mrito glorioso, gloriosissimo
ii'-su poca de am^iedes e de dictaduras, em que
.* golpea de estado e as prerogativas da autori-
dada absoluta fasciuam os mais humildes, nao ce-
der s suas leotaeoes as inaceessiveis alturas do
throno aonde r.hegam e ondefican, s algaas pon-
eos privilegiado' da tdb'a.
Pode V. *. affoitmiBte dizer no silencio do sen
retiro, noseio da sua lormosa patria, que se alga-
n:.i eonsa de huma.io fosse capai de obstar ao curso
.; 'iiavel dos aciutecimentos, V. M. eom a sua
' icacao c.institucional, eom o seu respeito ao di-
ren consti'.uid), he teria sido obstaeolo completa
e absoutaraente, As curtes, compenetrada^ de tai
verdade, teriam feito,seos tivessem aoflrecer, o
m liores sacrificios para conseguir que Vr. M. de-
sisiisse da sua resolncao e retirasse a sua renun-
cia.
l'orem o eonhecimento que teem do carcter
lirme de V. M.. a justica iue fazem ao seu espi-
rito rellectido e persevoranca d sseus propsitos,
empadem as cortes de rogar a V. vi. que reenn-
-: lew a sua resolnoao e doeidem-nas a notificar-
llie que assumiram o poder supremo e a soberana
da naci, para prover, en circumstancias to cri-
ticas e com a rapidez aeooselhada pela grividade
do perigo eo supremo da sitnacao, salvaco da
deiu icraeia, que a base da nossa potttiea, da ii-
berdade, que a alma do n >ss > dimito, da naci,
nema inunortal e marinhoBa mai, pela qual
-1 .:u is t idos reunidos a sacrificar sera esforeo,
nao seasnossas ambicies individnaos, senao tara-
ban o HOSSO nume c a nossa existencia.
Em circumstancias mais difficeis se encontraran)
osase pais no principio deste socolo e souberam
vncelas, inspiraudo-se nestas ideas e nestes sent
mentes.
Desamparada a Hespauha dos scus reis, invadida
ior hostes estraugeiras. ameacada por aquello ge-
nks Dlnstre que pareca ter em si o segredo da des
iiiii'.-ao e da guerra, roiozidasas edrtes a ter as-
-j'nto em urna ilha sitia Ja. onde pareca que se
acabava o solo nacional, nao smente salvaram a
.itria e escreveram a epopa da independencia.
orno tambem crearam sobre as ruinas dispersas
das sociedades antigs a nova suciedad?.
Estas cortes saben) que a nacao hespanhola Dio
: generone esperara nao degenerar ellas tambem
as austeras virtudes patrias que distinguiram os
tundadores da iiberdade em Hcspanha. Quandi
es perigos estiver. m conjurados, qnando os obst-
culos estiverem vencidos, quando sainos das dif-
liculdades que traz corasigo toda a poca de tran-
sicao e de crise, o povo b.espanhol, se em seu no-
bre solo permanecer, V. M. lia de dar-Ihe todas as
proras de respeito, de lealdade, de considera cao,
porque V. M. o merece, porque o merece sua vir-
osissima esposa, porque o merecem seus inno-
centes lhos. Nao poder ofT-Te-er no porvir urna
oroa a V. M.; porem olTerecer-lhe-ha outra digm
tade, a diguidade de cidado no seio de povo in-
dependente e livre.
Palacio das cines, 11 de fevereiro de 1873.
a iBricla'-namos, teJo
ifliar?%Grsendo prpeiso de liat>Va"v
im es, j dis>e *ac n'eftii sitaaeo pn-CRo
to mais dqne viin discurso,"* vomC er-vos
qne levemos raedttar prolundanx*te sobre os de-'
vores que nos .imBde a sitnacio deveres grandes, deveres que se resorvera n!um
se: no de salvar a repblica, para o que temos
um rneio indispcnsavel do salvacao : o de prestar^
iodo o nsso apoio a es-e governo, one tero toda |
a nossa confianza eqne a autoridade maior qua>
amis tenha podido ueejupar esso baneo, porqnn
a recebeu d9 voto d'aeuellcs que tambem a obt.
verain do suffragio universal. (ApiJausos).
E como ao dar a nossa confianea a esse gover-
no ihe impuzemos grandes obrigaijies, como para
enmprir cssas obrigaoSes precisa de unja grande
autoridade, e como ha de descancar essa auto-
ridade n'uma grande coufianca e em grande
apuio, 6 preciso, senhores representanti-s da naeso
hespanhola, que cont sempre cora todo o noso
apoio e confianea.
En entendo. senhores, que asstai como a pri-
meira necessidade das raonarcbias nestes teiniws
a Iiberdade, do mesrao modo a orden a ir-
racira necessidade das repblicas. Trata-se de
estabeleeer, de arraigar urna forma nova o des-
eouhecida de governo em Hespanha ; nao feche-
mos os olhos perante as suas dilllculdades, que
desonhecer as dilliculdades nao o modo de as
vencer; antes, pelo contrario, detendo-nos pe-
ante ellas, consideremos qHe preciso que fa-
eamos saber, nao smente pelas nossas palavras,
mas lamben pelos nonos actos, que a repbli-
ca nao a desorden, nao o tumulto, nao
a imixo, nao a ruina dos intensaos; que
a repblica pode e deve ser a ordem, a Iiber-
dade, a cor.fianca, a paz publica, a proteceo se-
gura dispensada por um governo liberal, mis
rte a todos, absolutamente a todos os interesses
da nacao hespanhola; porque singular privile-
gio d e-ta forma de governo que nao tenha no seu
seio germen de divisao, senao que todas as opi-
nies caibam ueste grande molde, no qual vamos
dar nova forma vida da socedade hespanhola.
(Applausos).
Pela minha parte, senhores, eu nao saberei di-
ter-vos a gralidao que siuto; como nao bei de
acertar a expressa-la, deixo ijue a advinheis pela
grandeza da dstinecao e da honra que me dis-
pensastes. Peco-vos a todos, pois que todos me
Uestes a honra*de m'a dispensar,. o vosso voto, o
vosso concurso, porque esta urna assembla so-
berana, o as assemblas soberanas, mesmo por
serein um grande poder, podem ser ura grande
perigo para si proprias, e born, afim de que ins
piremos confianea e respeito, que principiemos
per nos respeitarmos a nos proprios e une nio
entendamos que o u-o excessivo do poder o
signa I revelador da forca.
Maior a dilliculdad que tenho, maior a ne-
cessidade que siuto do vesso patritico concurso,
que ile todas as veras solicito o que espero obter,
quando record que por estas grandes e necessa-
rias e salutares novidades que introdu/.iiiios na
nossa vida poltica, refundindo n'um os dous cor-
pos e constituindo-nos n'uma assembla soberana,
ha i de occorrer difflculdades reglamentares;
d'ellas, senhores representantes da nacao, hei de
occiiparme eom ou'ros membros da mesa c eom
o governo da repblica; e eu darei conta dellas
assembla, afira de que adopto as resolacoos ne-
eessariae para a sua marcha regular e ordenada
.s discussoes e na solucao dos negocios publ eos.
Agora trabalhai pela patria, trabalhai eom se-
renidade, eom calma, eom f, eom a confianea
d'aquelle- qne quizeram tomar a seu caigo urna
grande responsablide, que tem urna grande au-
toridade. que tm una grande (brea, que ser
obedecida de todos, sob a condieo de ijue se uso
lela para bem de todos, para a conscrvaco e
.'iiarda do dreito de lodo-, e singularmente par
a salvaeai da patria.
Se acaso as dticuldades augmentaran e os
perigos crescercm, e as nuvens que talvez princi-
iiam a divisar-se no noaso horisonte se oalharom
se condensarem e ameaearem descarregar sobre
i repblica craa tormenta, ah I entao, senhores
representantes da na.ao. haremos de investir este
governo de todos aquellos poderes que necesitar
para salvar a patria, para salvar a repblica.
XHSCURSO DO SR. C. MARTOS AO TOMAR POfiSE
DA CADEir.A DE PRESIDENTE DA ASSEMBLA
NACIONAL.
Senhores representantes da naci hespanhola :
A siliiacau em que nos achamos pede de mim
ii'estes momentos mais um acto do que ura lis
torso ; e anda qne tao superior razio nio o de
mandaste, assim nio imporia. [ior desgrava, o es-
lado de saude em que me encontr, commovido
ouio/ stou, por tantos abales bavidos nesias qua-
reuta e oito horas, em que a naco e nos todos
temos vivido tantos annos, pouco disposto pelo
poder d'estas cornmofoes a dirigir-vos a palavra,
e mais quando estou physicameDte quebrantado
p>r tantos materia* trabalhos.
Por outro lado, senhor-s representantes da na-
ci hespan'ol', eu nao podia nunca, mesmo dado
que nao fosse tao extraordinaria a sitnacio,
mesmo suppondo que nio fosse tal como e oes-
lado do mcu espirito, e que a minha saude
fosse outra, nao poderia eu acertar a dar ex-
pressio aos sentimentos do meu corarlo para
ni sta assembla que me elevon a tao alta
diguidade que eu nao teria nunca sonhado eom
dignidado qual eu nao ereio que ja
PFJIAMBCO.
SSEIBAL PROVINCIAL
SESSO ORDINARIA EM I DE MARCO DE 1873.
PRI.SIDF.NCIA DO Sil. DB. AGI'IAR.
Deixa de haver sessio por falta de numero le-
gal de Srs. deputados.
A ordem do dia para hoje a incsma ante-
rior.
Mi>s viziiihits.PeacMos quefarame
aber ao Sr. subdelegado doMCurato da S cm
QiMida, que..pnir^dlnais iacnniuodo vizinhao-
i;a > ur'cmiiiseaiu de certos moradores d*1oj de
uu pedio sho a na do Amparo, os qsaes levara
dia e uoHte eia algnzaira intoleravel.
Itua ft Forte. -Queira o Sr. fiscal de S.
Jos*- lanzar olhos raisericordiosn para a roa do
'orte, onde a mmimdicia jlalraie es muradores
'alli esK) seJBfo forjaos a emigrar.
lo l'oroaos
attonF
mmto preciso
ao anema-
ua de S. Pr.
orte do Mattos
para deposito do
egueaia.
tdla
nais coirespondara os raerecimentos de nenhum
bomem e menos esses escassoe meus.
Bem sei que nao quizestes galardoa los agora,
porque eu nao recebo esia alta honra como dis.
jnecio, nem como recomp nsa dos mens escassos
e pobres serviooe; de outro modo eu nao teria
wdido recebe-la, por me contemplar indigno
della; considero-a, e recebo-a, e aceito-a como um
posto de honra e de perigo ; de perigc, se elle so-
brevieun para a Heepanha; de perigo, se elle so-
ireMiesse para a iiberdade; de perigo, se elle po-
<)twa acontecer para a repblica, em favor da qual,
jwfeqiiapolo voto livre da nos consciencia,
REVISTA DIARIA
\Kscnibl6a provincial. Deixou hon-
tem de haver sessio por falia de numero legal de
Srs. deputados.
A ordem do dia para boje a mesma da ante-
rior.
Vilininistraeao dos (trrelos.Pela
directora geral dos correios do imperio, em porta-
ras de 17 de fevereiro :
Koran) exonerados, seus pedidos, de agentes
do crrelo: Feliciano Paulino do Amara!, da villa
ilo Ingazeira ; Augusto i'ereira da Cimba, da villa
de Oarieury ; e Antonio Cavalcaule de Albuquer-
pie, da povoaco de Altinho.
Foi creada urna agencia de correio na estacao
d Agua-i'reta, da via frrea do Recfe ao Sao
Frauscisco.
Forain nomeados agentes do correio : em Agua-
cela, Francisco Honorio Becerra do Amaral; no
Ailinho, Manuel Thomuz do Canto ; em Ingazeira,
Jeronymo Ferreira Coolbo ; e em Ouricury, Se-
cundino Jos Barbosa.
Fregue/.ia le H. Fre Pedro Gon-
calves. -Dove reunir-se no demingo (i de abril
4 junta de qualilicaeao dessa freguezia.
Fre^ruezia da Itoa-Vista. Reunio-se
no domingo (i do corrente) a junta de qualilica-
eao dessa freguezia, loando a mesa assim organi-
sada: presidente, tepente-coronel Antonio Carnei-
ro Machado Ros; secretarios, Mannel do Nasci-
raenio da Silva Bastos, e Herculano Silveira Bes-
soni: escrutadores, Joo Leopoldino do Reg e Je-
ronymo I'ereira Mariz.
Carnes verdes.Como explicacio nfor-
macao que honlem publicamos de haver sido ex
posta venda a carne de um i oi que fra mordido
por cao damnado, cabe-nos declarar que motivou
esse boato assustador, ao ponto de no-lo remelte-
rem como informacio preventiva, o ter apparecido
ante-hontem pela manlia, eom grande antecipa^io
da hora em que costume chegar a carne ao mer-
cado, a de um boi, que por caneado e afrontado
fon inmediatamente morto ordem de seu dono
o (pial deste modo quiz evitar o prejuizo que re-
sultara da morte natural do animal, cujo estado
de afJronta<;jiote magreza nio deixava esperar outra
cousa.
Se. porem, nao estava a carne daquelle boi con-
taminada do virus malfico, nem por isso a julga
remos no caso de poder ser expostaa venda, visto
cuino nio pode julgar-se si a carne de um ani-
mal morto as condicoes era que aquellese acha-
va.
A questo das carnes verdes vai-se complican-
do entre nos.
Carnes podres.Ja nao ha o que esperar:
ant-hontera foram mandados deitar ao rio pelo in
cansavel fiscal de S. Jos 58 kilos de earnes ver-
des apodrecidas, e honlem mais lii kilos.
CompanhiaPernainbneana.Reuniram-
se hontem em assembla geral os accionistas desta
campanilla, e depois de lidos, foram approvados
o relalorio concernente ao auno prximo lindo e e
parecer da comraisso de cuntas.
De conformidade eom os estatutos, procedeu-se
a eleicio do novo director em substituic&o ao Sr.
Bario da Soledade, e foram eleilos o Sr.. Adamson
Howie A C. director, e o Sr. Joao Alfredo Thom,
supplente.
Coucurset. Pela presidencia da provincia
foi adiado para o dia 12 do corrente o concurso
para provimento da 2' cadeira de geograpliia e
histeria do gymnasio provincial.
Pasjractoria da thesouraria de fa-
zenda. Pagam-se hoje as seguate.* folhas :
culto publico, empregades do recenseainento, guar-
da nasional, aJfandega e aposentados.
Priso. Acha-se preso na villa do Cabo o
individuo de norae Caliste que assassmou o len-
te Manoel Cardoso Vargas em Nossa -enhnra do
O' de Ipojuca, conforme noticiamos ha poucos
as.
Armas defezas. Pela subdelegacia de S.
Fr. Pedro Goncalves foram appsehendidas 48 ar-
mas defezas, que tiverara o conveniente destino.
TJieatro.Subir hoje scena o multo co-
nbecido .ama Graca de Deus. E' de esperar
que seja bem succedido, desempenhado p urna
omproza tao caprichosa nv enmprimento de seVis
deveres, como a actual.
Forte do SI:
,qe acamara mmucipal 8f ei:
tuile dp iimpeza < aceio. da fi
Pedro CbiiMWs. fl f W"g"
o lugar Jeiios con y
lixe apanhado cni toda.
Veremos se contina,
IuiinorsilidaiJe. PeIen?nos a seguinte
pubfica'in:
Os moradores da roa estmtt do Rosario pe-
dem-nns (|ue chaineinos a atlencio de quem com-
petir para urna (ilha de Jcrusalra, juntamente
coni um vagalmudii, moradores na musma ra,
qiie todas as noules principiam a quebrar tudo
ipianto tem em casa, a ponto deficarem mis eom
iucouimodo da vizinbanca
Buitiue.-Com data de 17 de fevereiro escre-
vem-iios de Ii ique :
d estado melindroso desta comarca reclama
seria atten/ao da parto do governo, e muito rigor
das autoridades d'aqui.
No dia 6 do corrente, foi brbaramente assas-
sinailo e roubado o infeliz Jos Manoel, em cuja
ocrasiao foi tambem ferdo Antonio Barbosa Ca-
valcaule, fallecendo este tres dia depois.
O squito de criminosos, de que chefe o
scolerado Manoel Xico, amea.a de morte, aim de
ouiras pessoas, ao r. juiz de direito inierino. ao
delegado, o encansavel tenente Pires, e ao tnajor
Yaz, tendo mandado este ultimo, por ameaca,
una baila; finalmente nao ha quem se atreva a
dar um passo fra da villa, pois esto tao audazes,
que coocertaram um plano de assalta-em a villa
para roubarein ha alguns negociantes. Se o Exm.
Sr. presidente da provincia, de quem muito con-
fiamos, nao tomar severas contas aos Manos Xi-
cos, muito (eremos que lamentar. Quando digo
Manos Xicos, refiro-iiia nao smente aos crimi-
nosos, como tambem seus protectores, mais pe-
ngosos que os proprios criminosos.
Da parte do Dr. Gusmio, major Vaz e tenen-
te Pires, ha muito boa vontade ; porem falta-lhes
forra, pois eom lo pracas nao possivel guardar
una tapera que serve de cadeia e fazer diligen-
cias.
Deus n amercic desta infeliz comarca.
Lotera. A que se acha venda a 42' a
beneficio da matriz do Granito, que corre no
dia 12.
I.eiloi-Hoje eflectua o agente Martins, s
11 horas do di, o leilio de um terreno no lugar
Praio-Grande, um cavallo, dividas e diversos ob-
jectos exislentes em Una; no armazem da ra do
Imperador n. 48.
Casa de detenco.Movimento do dia
3 de marco de 1873 :
Existan) (presos ) 3">8, entraran) 8, sahiram 12,
existem 334.
A saber :
Racionaos 230, mulberes 18, estrangeiros 41:
esclavos 54, escravas II.Total 354.
Aliini'iitados acusta dos cofres pblicos 276.
Movimento da enfermara Jo da 3 de nrco
de 1873:
Tiveram baixa:
Manoel dos Santos Jnior, anemia.
Joo Jos dos Santos, oduuo.
Romano Jos Xogueira, indigestao.
Severino Francisco Ribciro, gastrite.
Dniniugos Garca Pires, urticaria.
Tiveram alta :
Benedicto, escravo do Dr. Jnvencio.
IVajano, escravo do capitn Francisco Pequeo.
Ceinitcrio publico. Obituario do dia 1
do corrente :
Leonor, branca, Pernambueo, 4 raezes, Rec-
fe ; entorile.
Padre Jos Gregorio da Silva Carvalho, pardo,
(Vara, 70 annos, Santo Antonio ; lesao orgnica
do coraeao.
Anna Mara do Espirito Santo, branca, Pernam-
bueo, 8.) annos, viuva, Afogados ; ataque apo -
plctico.
Paula, parda, Pernambueo, 5 annos, Boa-Vista ;
vermes.
Maria Bernardina de Gouva, branca, Pernam-
bueo, casada, S. Jos ; cachexia.
Joaquina Fortunata de Jess, branca, Pernam-
bueo, 41 anuos, solleira, Santo Antonio ; mielite
chroHca.
Joao, branco, Peanambuco, 9 dias, Boa-Vista
espasmo.
Antonio Francisco Barbosa, ca'wflo, Pernam-
bueo, 24 annos, selteiro, Boa-Vita, asylo; phty-
sica.
Jos Antonio de Sooza, pardo, Pernambueo, 30
anuos, ca-ado, S. Jos ; tutano espontaneo.
Antonio, pardo, Pernambueo, 42 dias, Santo An-
tonio ; eorivulsoes.
Francisco, pardo, Pernambueo, 2 anuos, S. Jos ;
tosse.
Maria Joaquina da Conecicio, parda, Parahyba,
2o annos, solleira, Hoa-Visla ; bexigas.
Antonio Anacite Castro, branco, Portugal, 19
anuos, soltcro, Boa-Vista, hospital Pedro 11; fe-
bre amarella.
Luiz Francisco da Paz, pardo, Pernambueo, 6J
annos, solteira, Recfe ; nllammacao do ligado.
- 2 -
Jos, pardo, Pernambueo, lo dias, Boa-Vista ;
ttano.
Auna Perpetua do Carmo Nuncs, branca, Pa-
rahyba, 26 annos, Iteira, S. Jos ; phtysica pul-
monar.
Anna Joaquina, preta, Pernambueo, 110 annos,
solteira, Boa-Vista ; erysipela.
Manoel do >ouza d"Avila, branco, Portugal, 26
anuos, Boa-Vista; brouchite.
Joaquim Domingues I'ereira Maia, branco, Por-
tugal, 24 annos, solteiro, Boa-Vista ; febre ama-
relia.
Francisco de Paula, pardo, Pernambueo, 58 an-
nos, solteiro, Boa-Vista ; marasmo.
lio o Abrcu, Adriano da
. .ilveaJifcueira, asso-
cjados sob a razio Abran Rocha ^ C.
solicitando o registro de sen coulraio social.-Re-
gistr-se. na forma de decreto n. 4,39i.
De F. Rocha, Cumiada & Sobriuhos, firma so-
cial estabcleeida na cdade da Fortaleza eom casa
de negocio de grosso trato, impetrando a matri*
cula de dita firma, em apoio do que oaerecem
Bonsidoracio do tribunal um documento, -i'omo
pedem, depois de declarada a idade dos membros
da firma F. Rocha, Cunhada 4 Bobriobos, afim d;
cumprirse o que determina o art. 5* l." do c-
digo commercial.
SUMMABIOS F.X-0FTICI0 :
Processo instaurado contra o agente de leiloes
4esta praca Francisco Antonio Puntual Jnior,
por ter-se (miado sua ficen.-a em l de marco do
*nno prximo passado, e nao ter requerido nova.
Adiado.
dem dito contra o mesmo agente Pontual J-
nior, por tdr o Dr. Jlanoel do Figueira Faria se
exonerado da lianca que prtstra e seren decor-
ridos tres mezes sem que se tenha reforcado a
mesma flanea.
conselneiro
dia.
LOXDON A BRASILIAN BANK LIMIITED
Capital do Banco 15,000aeces
i 100.................. 13,333:3335330
Accd- emittidas 13,000...... 11^55:5551530
Capital pago 45por aceio... 5,200:OOOSU90
balancu da caixa fiual km pkrnam'uco km 28 dr
kf.VbUF.ic.o de 1873.
Activo.
Letras descontadas.........
Crditos diversos, outros ban-
cos e caixas lilaes.......
Caixa:
Era raoeda corrente.........
Rs.
Passtvo.
Capitel fornecido pela caixa
matriz...................
Deposites:
Em conta cor-
rente...... 458:668jfi60
epositosfixos
e por aviso. 727:9085820
Crditos diversos, outros ban-
cos e caixas filiaes........
Letras a pagar.........
Rs
Lima MaJaraca, .ipncMado Manoel Joaguim Duar- Ete< drabriol de Car val
te. Ctnnrmada a sentenca. Rocha I'ereira o J
APPKI.LACORS r.RIMF.S.
Do Cabo. Appellaule Manael Cultsimo dos San-
tos, appel'ad-'i a justica.A novo jury.
li'Aieia. Aripellante a cmara municipal, ap-
pellade Manoel Valentim Barbosa de Andrade.
Anuullou-se o julgamento.
Do Bonito.Appellante o promotor, appellado
Jo.,u Cvpriano Bezerra de afelio.Mi:dou-se viste
ao reo.
Do Natal.Appellanteo jtaizo do orphaos. ap-
pellado Joao Antonio Niqiomuceno. Improce-
dente.
PASSAOSpB.
Do Sr. dnsHpargador Loqrenoo Ssntiago ao Sr.
desembargnWr Almeida Albuquenwe :,
Do jurynt Apodi. -Appellante o promotor, ap-
pellada Joaquina Maria d Conceicio.
He Iguarass.Civel.Appellante t. Anna Joa-
quina Teixeira da Motta Cavalcanti, appellado
Francisco Joaquim Cavalcanti Galvio.
Do Sr. desembargado!-Almeida AUmquerque ao
Sr. desembargador Doria:
Do jury de Xazareth.- Appellante o juizo, ap-
pellado Manoel Joaquim dos Santos.
Da Imperalriz. Appellante o juizo, appellado
Bento Corren da Silva.
Da Telha.Appellantes Benedicto Thcnpliilo de
Moura e outros, appellada a justica
Do Sr. desembargador Doria ao Sr. desembar-
gador Domingues Silva :
APPH.LAQAO C.H1MK.
Do juizo de dirain do Recfe.Appellante Jos
do Freitas Barbosa, ap|iellado Joo Veirada Silva.
Ao Sr. desembargador Regueira Costa :
Do juizo municipal do Pilar. -Appellantes Jos
Joaquim de Araujo Pinheiro, appellados Jos Joa-
quim de Araujo e outros.
Do r. desembargador Domingues Silva ao Sr.
desembargador Regueira Costa :
Do juizo municipal da Imperatriz.Appellante
Marcolino Barbosa do Miranda, appellado Manoel
Pedro de Oliveira.
Do Inga.Appellante Francisco Marques de
Macedo, appellado Francolino Carneiro Cabral de
Vasconcellos.
Do jury do Bonito.- -Appellante o juizo, appel-
lados Severino Goncalves dos Santos e outro.
Do Sr. desembargador Regueira Costa ao Sr.
desembargador Lourenco Santiago.
APPELLACO CIVEL
Appellante Jas Rodrigues Lima, appellado Cas-
simiro do Assis Brito.
Do Sr. desembargador Souza Leio ao Sr. des-
embargador Neiva;
Ar-PEi.LAcEs raros.
Appellante Joio Antonio Iudes, appellado Jos
Baptista dos Anjos ; appellante o prolo Domingos,
appellado Manoel Joaquim Rodrigues de Souza.
Ao Sr. desembargador Gitirana :
Ai'i'ia.LACoKsr.iVMS.
Appellante Elisa Galvio f.arapelia, appellado
Antonio Cesarlo Moreira Dias ; appellante Rosa
Maria da Coiice;io, appellada D. Maria das Ne-
vos de Miranda Oliveira.
Do Sr. desembargador Xeiva ao Sr. desembar-
gador Araujo Jorge :
Do jury do Grato.Appellante o juizo, appel-
lado Jos Joaquim GaKio.
De S. Joio.Appellante o juizo, appellado Mar-
cos Antonio Bezerra.
APPELUC-AO CIVEL.
Do Recite.Appellante Mathias Lopes da Costa
Maia, appellado Antonio Cassimirodo Gouveia.
Ao Sr. desembargador Gitirana :
De Alagoas,Appellante Jos de Oliveira Lima,
appellado Joio Ferreira de Carvalho.
Do Sr. desembargador Araujo Jorge ao Sr. des-
embargador Giti' ana:
Do jury de Flores.Appellante o juizo, appella-
do Manuel Jos Monleiro.
Da Imperatriz.Appellante o juizo, appellado
Manoel Joaquim de Souza.
Do Buique. -Appellante Joao Marques da Cos-
ta, appellado o juizo.
I.ILIOFNCIACRIUE.
Ao Sr. desembargador promotor da justica :
Appellante Marcolino Machado da Caoba, ap-
pellado o juizo ; appellante Joio de Goes Xoguei-
ra, appellada a justica ; appellaMes Baymundo
Veira Jales e outro, appelhda a justica.
APPELLACO CIVEL.
Ao Dr. curador geral:
Appellante Candida Cavalcanti de Albuquer-
que Portara, appellado Manoel Jos da Casta.
Assignou-se dia para julgamento das appella-
i-oes civeis :
APPELLACOKS CIVRIS.
D'Agua Prela.-Appellante Pedro Goncalves da
Rocha, appelladas 1). Francisca Feliciana Lopes
Bastos e suas lillias.
Do Seriuliiem.Appellante Jos Francisco Ac-
cioli Lius, appellado Feliciano Jos Ribeiro.
De Olinda.Appellante o conego Manoel Tho-
mat de Oliveira, appellado o juizo de capellas ;
appellante Francisco de Paula Monteiro, appella-
do Lourenco Ferreira Borges.
De Canguarelama.Appellante Candido Martins
de Castro, appellado Jos Campello de Albuquer-
que Galvao.
Do Cabo.Appellante Jos Tliomaz de Aguiar
Jnior, appellado Jos Presbytero da Especiacao.
Da Imporatriz.Appellante o coronel Fefippe
da Gunha Lima Mataraca, nppelladn Manoel Joa-
quim Duarte.
APPELLACOKS CR1MES.
Da Granja.Appellante Joaquim Mauricio de
Araujo, appellada a justica.
Da Fortaleza.Appellante Clemente Paulo da
Silva, appellada a justica.
Encerrou-se a sesso urna hora e um quarlo
Nada mais havendo a despachar, o Exm. Sr.
presidente encerrou a sessio ao nicio
1,829:190*720
531:6295410
243:4985130
2,614:3185260
888:888589(1
1,186:5775480
302:0915130
46:71'. 1^760
2.624:3185260
S. E. A O.
Pernamtraco, 4 do marco de 1873.
'. //. Btlton, A:c ut.
PUBUMCOES h PEDIDO.
KKOIWA Jl&tMmift.
Tltlllt \AI, Ii KI0LA4JiO.
SESSO DE 4 DE MARCO DE 1873.
RES1DKNCIA DO KXJI. SR. CSELHKIRO CAJSTAN0
SANTIAGO.
Secretario r. Virgilio Coelko.
As 10 horas da manhi, presentes os Srs. des-
embargadores Lourenco Santiago, Almeida Albu-
(juerque, Motta, procurador da corda, Doria, Do-
mingues Silva, Regueira Costa, Souza Leo, Neiva
e Aranio Jorge faltando eom causa o Sr. desem-
bargador Gitirana, abrio-se a sessa>.
JULGAMNTOS.
Aggravo de peticao.
Aggravante Frei Luiz Paim. iuizes os Srs. des-
embargadores Souza Leio, Almeida Albuquerque,
Araujo Jorge.Negaran) provimento.
Aggravante Bento Augusto da Silva. Juizes os
Srs. desembargadores Regueira Costa, Araujo Jor-
ge e Domingues Silva. Negou-se provimento.
RECURSOS CKIMSS.
Recurrente Emiliano Jos da Penha, reeorrido
e juizo de direito do Recite. Juizes os Srs. des-
embargadores Lourenco Santiago, Almeida Albu-
querque, Regueira Coste e Domingues Silva.
Negaram provimento.
Recrrante Francisco Jos Loqreiro, recorrido
c juizo do Recife. Juizes os Srs. .desembargado-
res Xeiva, Doria, Almeida Albuquerque e Souza
Leio.Deram provimento.
Recrrante o juizo de direito de Alagoas, recor-
rida Antonia Maria da Conceicao. Juizes os Srs.
desembargadores Araujo Jorge, Domingues Silva,
Almeida Albuquerque e Lourenco Santiago.Im-
procedente.
CARTA TESTEMUNHAVEL.
Aggravante Manoel por seu curador, aggravado
Manoel Fernandes Vieira. Juizes os Srs. desem-
bargadores Almeida Albuquerque, Lourencj ^San-
tiago e Araujo Jorge. Picou adiado.
APPELLAQ&RS CIVEIS.
De Mamanguape.Appellante Manoel da Costa
Lima, appellado Gabriel Archanjo. Rodrigues de
Mello. Desprezaram os embargos.
Do Recife Appellaqte Joio Antonio Games
Guimaraes, appellado Antonio da Cunha Soares
Guimaraes,Reformada spntenc*
^AppellanteGaldino dos Santos"N'uue
ra, appellado Manoel de Azevedo Andrade
p rezados os embargos.
Do Brejo d'Arefa. Appellantes herdeiros de
Manoel Gomes da Cqnha Lima, appellado Mantel
Francisco Alves Gama,Roceberam os embargos.
Da Imperatriz -Appellante Manoel Ferreira dos
Santos Netto, appellado Zefcrin Lopes de Barros,
- DevolveH-se ao juiz de dreito atteoto o valor da
eansa.
De Canguaretama. Appellante Candido Martins
de Castro, appellado Jos Campello de Alboquer-
que Galvao. Nio tomaram conhocimento.
Da Imperatriz.-Appellante Felippe da Cunha
Tribunnl do coinmercio.
ACTA DA SESSAO ADMLXISTRATIVA DE 27 DE
FEVEREIRO DE 1873.
PRESIDENCIA DO EXm. SR. COJiSELHElRO ANSELMO F.
PERETTJ.
A's 10 horas da manhi, reunidos os Srs. depu-
tados secretario Olinto Bastos, Candido Alcotora-
do c Lopes Machado, faltando eom participacao
o Sr. deputado Reg Medeiros, o Exm.Sr. conse-
lheiro presidente declarou aborta a sessio.
Foi, depois de lida, approvaJu, a acta da sessio
de 24.
EXCEDIENTE.
Officio do Sr. deputado Antonio Ignacio do Reg
Medeiros, participando que por motivo de moles-
tia nao poderia comparecer s sessue* do tribu-
nal, e tanto mais que ten) de fazer una viagem
para tora da provincia, nio desejara que por sua
falta soTressem os trabalhos do mesmo tribunal,
a quera pedia providencias para sua substituido
durante o seu impedimento.O tribunal resolveu
que fosse convidado o Sr. supplente S Leitio,
afim de funecionar em lugar do Sr. Reg Me-
deiros.
Jornal ofSci.il de ns. 27 a 39.-Para o archivo.
Distribuiram-se os seguintes livros :
Diario de Souza Basto Je C, dito da agencia de
seguros Fidelidade, e copiador da mesma agencia.
Assignou-se a carta de rehabilila.-ao commercial
passada a favor de Manoel Gomes da Cruz.
DESPACHOS.
Requerimentos:
De Augusto Sangremau, residente e estabele-
cido eom escriptorio de commissoes na cdade de
Penedo, provincia de Alagoas, declarando que,
tendo requerido sua mateicula ao tribunal do coin-
mercio da Baha, foi o seu requerimento indeferi-
do, por nio ser o suppiicante residente dentro do
districto de sua relacio, e por isso vem requer-lo
ao meretissimo tribunal, offerecendo como base
de sua pretendo um documento. -Vista ao Sr.
desembargador fiscal.
De Antonio Correa Maia, porteiro da secreta-
ria deste tribunal, pedindo certidao da consulta,
feita pelo mesmo meretissimo tribunal ao governo
imperial, para ser abonada ao suppiicante a gra-
tifieaeio que por lei Ihe compete, visto ter com-
pletado 20 annos de servioo,. e bem assim a data
do offlcio que acompanhou dita consulta. -Como
requer.
INFOKMACOES DA SECRETARIA.
Sobre a preteneio de Jos Fernandes Lima e
Martinno Lopes dos Reis, membros da firma Lima
A Res, era enmprimento do despacho de 24 do
presente mez.Proceda-se eom os snpplicantes,
conforme se praticou a respeito dos comraer-
ciantes indicados na informacio junta.
Sobre a peticio de Thomaz Antonio Guimaraes,
o qual pedo, o recolbimento da carta de registro
do bule, nacional de sua propriedade 8> Joao Boy-
tisfa, por ter de mudar do armacio.Vista ao Sr.
desembargador fiscal.
Dita em cumprimento do despacho do tribunal
de 10 do corrente, exarado na peticao adiada oa
sesso de 24, do corretor Henrique Guilherrae Step-
ple Nao tem lugar, vista da informacio da
8ecretar.
dem dita tambem em cumprimento do despa-
cho do tribunal de 6 do corrate, proferido em re-
querimento de Francisco Jos Silveira, corretor
geral, adiada nVsesso passada.-Nio tem lugar,
a vista da informacio da secretaria.
COU O PABECBR FISC AL.
Requerimentos :
i 'onipaulia Elfcil'r n>ng;c
Nao tendo recebido al hoje resposla carta pie
dirig no dia 20 de fevereiro ao lllm. Sr. Dr. Jos.'
Tiburcio Pereira de Magalhies, como fiscal desta
coinpanliia, julgo de meu, dever publicar a dita
carta e correspondencia a que ella se refere.
Recife, 4 de marco de 1873.
Unir'] Imw,
Gerente.
Escriptorio da companhia Recife DrainagPer-
nambueo, 20 de fevereiro de 1873.
lllm. Sr.Tendo sido publicadado no Diario de
Pernambueo, dous ollicios de S. Exc. 0 presidente
da provincia, em resposta aos que dirig a V. S
cora datas de 1 e 7 do corrente, tenho a honra
de-solicitar que sejam tambem publicadas as car-
tas, a que se referem os oilicios de S. Exc, e bem
assim a minha carta dirigida a V. S. em 15 do
corrente, e a portara de S. Exc. datada de 23 do
mez lindo, afim de que o publico fique bem scienje
de todo o occorrido, para nio formar conclusfio
errnea sobre o assnmpto.
Deus guarde a V. S. lllm. Sr. Dr. Jos Tiburcio
Pereira de Magalhies, dignissimo director das
obras publicas e fiscal desta companhia.
Pernambueo.Reparticio das obras publicas, em
3n de Janeiro de 1873.
lllm. Sr.-Inrluso rcmclto a V. S. por copia o
offlcio de S. Exc. o Sr. presidente da provincia,
coinmunicando a resoiacio que tomara em resul-
tado dos exames a que se proceder sobre o termo
do contrato de innovacao eom V. S. celebrado,
afim de verificar vicios e dbitos existentes no
mesmo termo do contrato.
De conformidade eom o final do citado offlcio,
espero que V. S. se entenda comigo, afim de de-
clarar o seu acconlo.
Dous guarde a V. S.lllm. Sr. gerente da Recife
rainage.AssignadoO emrenbeiro chefe,
.los Tiburcio Pereira de Miujalhes.
Seccio 5.'Palacio da presidencia de Pernambu-
eo, cm 23 de Janeiro de 1873.
O presidente da provincia, attendendo a que pelo
auto de examc procedido no juizo de direito do 2."
districto criminal desta capital, em o livro de con-
tratos da secretaria da presidencia se verilicou no
(po foi celebrado eom o connneiidador Antonio
Gomes Netto, como cessionario de Carlos Luiz
Cambronne, para aceio e Iimpeza da cidade;
1. Que segundo o juizo dos respectivos peritos,
existem diversas raspaduras;
2." Que entre as palavras procos estipulados
qne se l a II. 141 v.: ba um espaco raspado, in-
dicando, ter sido escripto neste espaco a palavra
J-;
3." Que o resto da raba que conten as palavras
de sete centos e cincoenla o palmoest escrip-
to eom caradores maiores que o geral das mais
liabas, parecendo por sso nio ter sido escripto
aquelle pre;o na mesma occasiio, em que se es-
eieveuo contrato ;
4." Finalmente que as quantias de dinbeiro,
achando-se constantemente escripias no contrato
por extenso, e repetidas em algarismos, so alli se
achara escripias somonte em algarismos eom a
alteraeaoja apontada, o que tudo poe em duvida
a authencidacle de semelhaute original;
E considerando que tratando a clausula onze do
referido contrato de um praoo j estipulado, em
uenliuma das entras quer antecedentes, quer sub-
sequenes, menciona-so esse proco, o que doria
bem ver que licou dependente de accordo das
partes contratantes, como melhor se deprehende
do relatorio do Exm. Sr. conselheiro Joao Lustosa
da Cunha Paranagu, presidente de entio:
Considerando ainda achar-se evidentemente pro-
vada a alteracio do referido precio; |>orqiianto
dizendo os peritos que, se as palavrasa razio de
setecentos e cinco8nta reis o palmoque se leem
no indicado livro a fl. cima citada, tivenem sido
escriptas, como foram os mais dizeres do contrato,
o espaco em que ellas esto laucadas de certo nio
chegana para as uesnus;
E considerando mais que, do depoimento exhi-
bido n'aquelle juizo pelo Dr. Manoel Buarque de
Macedo, se verifica que, sendo elle consultado na
celebracao do dito contrato pelo conselheiro Para-
nagu, depois de una ou duas conferencias, em
que foram debatidas as respectivas clausulas, pro-
poz o mesmo Dr. ein esboco para a celebracao
deste contrato, no qual fez raeiico de ura preeo j
estipulado;
E considerando tambem que, pelo depoimento
da segunda testemuoha Dr. Manoel de Figueira
Faria, nada se deprenhede quanto certeza d'a-
quelle preco, declarando ao contrario nio allirmar
nem contestar que fosse o proco supra indicado o
Justamente estipulado;.
Considerando finalmente que admittido posteri-
ormente o accordo de preco, como naturalmente
devria ter havido, nao seria alli incluido, e sim
em alguma das clausulas antecedentes, como cla-
ramente se v dos termos em que ella conce-
bida, nem tambem o de setecentos e cincoenla
ris de que reza o contrato iunovado porquanto
importando semelbautc preco um lucro para o
cessionario de trezentos contos de reis pouco mais
Souco menos, essa circumstancia nio teria sem
uvid escapado a um administrador intelligente e
zeloso como era o de que se trata;
E lieando por outro lado provado segundo as
informacoes ministradas pelas repartieres compe-
tentes, que nao forarp enviadas co*ias do mencio-
nado contrato a thesouraria provincial, reparti-
cio das obras publicas, e assembla legislativa
provincial, e sim as duas primeiras um exempiar
ja impresso do mesmo contrato, e bem assim qoe
sobre seniclhaute preco nao consta que fossem
ouvidos os chefes das repartinos competentes,
nem mesmo pessoas habilitadas ; resolve ordenar
que o eagenheiro chefe da reparticio das obras
publicas, na quahdade de iiscal da companhia Re-
cite rainage, enteudoado-se particularmente cora
o respectivo gerente, intime-Ihe que quanto antes,
drija-se a esta presidencia, afim de chegaram a
um accordo quanto ao pieco em questio, sob pena
de ver proceaer-se nos termos da lei. Manrique
Pereira de Lucerna.
Conforme. O secretario, Felici-ino Rodrigues
da Silva.
Escriptorio da compahhia RMfe rainage -Per-
naiiibiico, 1" de levereu.. de 1K73.
lllm. Sr.Tendo receido das ukios de V. S. urna
copia di i oflicid diriRidd a V. S. por S. Exc o S/.
presidente da provincia, em que informa que em
conseqoenca de se lia ver deseoborto falsificaeo no
art. 11 do contrato eom o commendador Netto, on-
de seestipulava (fpreco doencan.ment d'agua que
passasse por propriedade particular, V. s. fizosse
intimar ao gerente da companhia Recife Drainage
para se dirigir o mais bren possivel presidencia,
afim de chegar a um aceordo sobre o preco em.
questio, sob pena de ver proceder-se nos termos
da lei:
Tenho a honra de observar a V. p. o seguiiite :
E' eom grande intoresse que asfim sei otucial-
niente do estado de desorganisaciocn que se ach
a secretaria do governo, que so|a possivel haver
urna falsilicacao nos livros qne aW sao guardados
pouco dias depois de se terem assignado contra-
to-, e que o empregado da reparticio competen,
apreseiitassc dentro de poucos dias urna copia do-
ran contrato falsificado, certificando ser ella urna
copia vcrdadeia, que seja gunlmen'e porirvel
ter sido este falso contrato publicado ofilcialniciHe
as garcas publicas, impresso e distribuido a di-
versas repartieses publicas, discutido e approvado
pela assembla provincial, e depois de se ter trans-
ferido a urna companhia estrangeira eom a sanc-
eo imperial, de se ter depois tornado objecto de
graves discussoes eom presidentes successivos. de
ter sido ratificado pela publica'.ao de dous regula-
mentos disondOS e de haver si lo j rumprido pon
pagamento leito por ordem do presidente da pro-
vicia. de una parte das mininas estipuladas, fi-
nalmente que seja possivel passarein-sc sete annos
sem que lal falsificai-o fosse descoberta. Que tu-
do isto seja possivel nao s me cnche de sorpre-
za e pasmo, mas justifica cabalmente o seio de S.
Exc. o presidente em jierscrutar cora o maior ri-
gor, e tomar tan providencia de maneira a insti-
tuir o mais minucioso e rigoroso iiquenl, e cjo
tomar taes medidas ipie nio falhe o encontr M
criminosos o casliga-los para que se torne npoe-
gjvel pan o futuro a reproduccSo de taes criraes,
por parte de tmpregados do governo.
Os termos d> offlcio de S. Exc. tcr-mohia:i) di -
xado em duvida quanto sua signiuVacao, a n.io
ter sido a explicacio verbal, qne S. Exc. Ihes don
na entrevista eom que me boiiion no dia 24 il>
corrente, e cm que melhor explicon as suas vis-
tas, e as conclusoes a que tinlu ebegado :
1." Que tendo sido o contrato falsificado, tinhaS
Exc. o |)oder di annulla-lo.
2.* Que sendo o preco do eneanamento d'agua.
exeosstvo, como se estipulava no contrato, S. Exc.
ehamava a companhia para reduzi-l-.
3." Que nao obtendo S Exc. essa reduccao, pro-
cedera judicialmente para annullar qualquer parte
do contrato, e susjienderia o pagamento devido A
companbia em marco prximo.
i." Que se a eunpanliia nio ennsontisse er.i la-
zer a reduccao no preoo do eiicjiamento d agua,
S. Exc. nao toiiiuiia em consdera.-io as wnW
apreseutadas pon coinpanhia para serem rosol-
vidas.
A proposcao pois que S. Exc. claramente chm
toda a aiil iridade faz, a seguinte :
Que um contrato feito eom o governo e rertifi*
eado pelo mesmo govern) estar exacto, o qual foi
vendido cora a sauccio imperial a urna conipanr.ia.
esaangeira. que tem tasto urna grande soturna d
dinbeiro, pode ser annullado por um procuesso le
sal, depois' do alguns annos dessa venda, se. se
descobrir (|uc o contrato original sob a guarda p
vigilancia do governo, tinba sido falsificado logo
depois de se ter assignado, e alguns antes da com-
panhia existir.
Os altos conhecimeritos que S. Exc. tem da le,
e a sua eminente posicao como juiz de direito, dio
ainda mais peso a qualquer opniio ou derisao
que possa exprimir, e sendo assinj, eu na qualida-
de de representante desta companhia e como in-
teressado em ontras companhias inglezas que tem
contratos In asilciros, estou cheio de cuidado e alar-
ma ao ver o principio que S. Exc. desenvolve, e
que quer dizer nem mais nem menos d> que a
conlisca'.-io possivel da propriedade de diversas
companiias que tem empregado o seu dinbeiro em
emprea brasileras.
Os interesses envolvidos sao de tanta magnitud
c de tao grande importancia, que tenlio resolvido
seguir para o Rio;de Janeiro, afim de obter do
rorpo legislativo una lei confirmando a yalidade
de todos os contratos que possam haver sido feibw
eom o governo geral ou provincial, e qne tenham
sillo subsequentemente vendidos companhias cs-
irangeiras, nao obstante quaesquer fraudes que
tenham sido feilas de connivencia cora os entre-
gados do governo.
Ainda mais, tendo S. Exc. declarado que con-
sidera excessiva a contrihuieio do eneanamento
d'agua de 300:000*000 para con) a companhia
que gastou 1,SOO:OHO000 para o supprnneoto
d'agua, e por consequencia nao tomara em con-
Meracio as rcpresentaples dos vexames que esta
empreza tem soffrido, se ella nio consentisse em
juntar ao grande prejuizo que j tem, o da reuc-
cao de semclhante somma, nao tenho outro recur-
so senao impetrar de S. M. o Imperador a repara-
cao que S. Exc. me nega.
Aproveitarei a occasiio para obter do Sr. eoB-
selheiro Paranagu, um esdarecimenlo do sentido
qne originalmente so deu aquellas clausulas do
contrato sobre as quaes se tem suscitado duvidas-
Pelas raices que acabo de ex por, declino res-
peitosamente entreter quaesquer negociacSe* que
tenham por fim a reduccao da quanlia estipulada
no contrato, e que tem de ser paga companhia.
Deus guarde a V. S. lllm. :>r. Dr. Jos Tibur-
cio Pereira de Magalhies, digno director das obras
publicas c fiscal desta coinpanhia.
Pernambueo. Reparticio das obras publicas,
em 7 de fevereiro de 1873.
lllm. Sr. S. Exc. o Sr. presidente da provin-
cia manda scientificar a Vv. Ss. que aguarda a de-
claracao do Exm. Sr. conselheiro Paranagu, que
se Ihe prometiera apresentar, tirando Vv. Ss. eer-
tosde que, se essa derlara<;ao ha lano tempo pre-
raettida pelo commendador Antonio Gomes Netto.
e at hoje ainda nao exhibida, Ihes for favoravel,
lera i erdido a razio de ser a questio que m
relativa.
Deus guarde a Vv. Ss. Illms. Srs. gerentes' da
companhia Recile Drainage. (Assignado) O
engenlieiro chele. Jos Tiburcio Pereira de Muga-
lltties.
Escriptorio da companhia Reeife Drainage.
Pernambueo, 7 de fevereiro de 1873.
lllm Sr. Tenho a honra de aecusar a reoep*
ci do offlcio de V. S. eom data de hoje, infor-
mando-me que S. Exc. o presidente aguarda a
declaracao do Exm. Sr. conselheiro Paranagu,
que se Ihe prometiera, lieando cerios que se es
declaracao la tanto tempo promettida pelo com-
mendador Antonio Gomes Xetto, e at boje ainda
nao exhibida, Ihos for favoravel, lera perd)do a
razio de ser a questo que llie relativa.
Em resposta tenho a dizer que a mim como ge-
rente de urna coinpanhia que nio existi senao de-
pois de tres annos da allegada falsificaeo do
contrato : a resposta de S. Exc. o conselheiro
Paranagu -me nteirainente indiiTerepte.
O que me enche de cuidado o saber que a lei
do Brasil, como foi claramente enunciada por S.
Exc. o presidente tal que um contrato que se
possa provar ter sido falsificado durante a giu*da
do governo, tal contrato pode ser annullado sete
annos depois |K>r mu processo legal, nao obstanw
ter sido vendido cora a sanecio imperial, a urna
companhia estrangeira. -
E como eu ache que tal lei nao so destroe o
crdito do Brasil em Londres, como tambem os
interesses de varias companhias eom que estou
ligado, estou lomando as medidas precisas para
levar ante S. M. o Imperador urna peticao assigna-
da em Londres por todas as companhias inglezas.
de maneira que a lei seja revogada ptir um de-
creto da assembla geral legislativa.
Ainda mais, bono S. Exc. o presidente me in-
formou que nio fazia o pagamento da canalisae
d'agua em maree, e que nio tomara em consinv-
racio as queixas que a companhia levou ao snt
eonhecimento, senao dcbaixo de certas condiQes,
julgo de meu dever seguir para o Rio de Janeiro
no vapor do dia 15 deste mez. para o fim que n-
puz em meu offlcio do 1.* do corrente.
Deus guarde a V- S. lllm. Sr. Dr. Jos--
burcio Pereira de Magalhaes, digno director das
obras publicas e fiscal da companhia Recife Da
nage.
Pernamblieo. Reparcio das obras puhbna,
em 13 de fevereiro de 1873.
lllm. Sr. Incluso remeti a V. S copnjn
officio que me dirigi S. Exc. o Sr. pmideMtida
provincia em resposta ao que V. S. me-dirigi on
7 do crrante, o qual transmitti per copia e*
mesmo Exm. Sr. presidente.
Deus guarde a V. S. lllm, Sr. gerente sbv
empreza Recife Drainage. (Asignada) Oen-
genheiro chefe, Jos Tiburctj Pereira e Jtoyu-
Ikes.
i
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1




"

I
/
Diario de PerttarofeuC Qaarta femrSr de Martfo da lfiTB.
3
Sec;ao 5."P|:*cio da presidencia de Pernam-
buco, em I?do feverero d 187;!. Faca Vine,
sentir ao gerente da euinpanhia Recite Drainage,
que elle mesmo em olneio do i do correte asse-
gurou-Ihe, que se comprometa a exhibir nina
deelararao ferrnal do consehelro Paranagu, em
como o preeo da eanalisacao justamente o que se
le" no contrato, por accordo anterior feito entre
ai partes contratantes.
Outro sim, declaro-lite para que faca constar ao
raesmo gerente, que o governo do Brasil, anda nao
Tu acojinado por empieza alguma nacional ou es-
trangeira, de faltar aos seus compromissos e f
ao contratos, que tem celebrado, e que neiiluim
averno nu individuo fui anda acensado, ou cen-
surado ao menos, por ter reclamado por iim direi-
lo usurpado, ou ameacado de se-lo pela fraude.
Assim lie n-spidhln o oficio do mesmo geren.
te, de 7 do eorrente, por copia, annexo ao de Vine,
atado de hontem, sob n. 55.
Dcus guarde a Vmc. -Henrique Percira de Lu-
ce -Sr. eiigimheiro cliefeda reparticao das obras
publicas.
'(informe. secretorio. Feliciano Rodiiunes
4i Mira.
Escriptorio da companhia Recife Drainage. Pernam-
buco, 15 de fevereiro de 1873.
Illm. Sr. Tenho a lumia de acensar a reeep-
cao do Difiri le V. S., indurado urna copia do o-
cio de S. Esc. o Sr. presidente, datado em 12 do
eorrente, e pela lait irado son ontedn, evidente
que as nimbas cartas de 1 a 7 de eorrente nao-
fui explcito ato. mostrar o sentido que Ibes pre-
tenda dar, e o qnal o seguinte :
Que na portar, datada em i3 do passado, e
ver&aitHente n.i entrevista de 4 do mesmo, S. Exr.
o Sr. presidente declaren que em consequencia do
contrato ter sido falsificado immedatamoiite de-
pois de ter sido assignado (e tres annos antes da
existencia desta roropaoMa) S. Exc. tinha o poder
de aunullar por um processo legal.
Ainda mais que se a eumpanhia nao prescinds-
si: voluntariamente da poss- de eertos beneficios
concedidos pelo contrato, S. Exr. exerceria esse
urtiter, e nao so annullana parte do contrato, como
tamben] suspendera o pagamento devido eoni-
panbia em marco prximo, e n.o tomara em con-
siJeraro a< queixas da coinpanhia dos inuilos ve-
, a mcs que c-t solTrendo.
Saliendo i|ue iinpossivel une S. Exc. tinha
mystilirado a Ici coiu o lim de intimidar a com-
parara, e sendo igualmente impossivel que S. Exc,
con juiz de dircito, nao eslivesss ao facto da le :
a toreado i convir ana a le do Brasil permiti
que un contrato seja tratado da niauera porque
S. Exc. o amea;a, e como esta lu seja obviamen-
te injusta o opposta sleis de todos ospaizes civi-
lisade<, nomosmo ponto, smente |k>r um descuido,
p/hle ella existir uo Brasil e o facto Ue ser ella le-
vada ao ronieckuento do governo geral, assegu-
rar a sua reforma,
Tendo a comparara que en represento gasto
Puts mil e ijuraheatos coutos de res no empenho
de ctunprir Belmente as okrigvues do contrato
e introituzir ne.-ta eidade um grande melhorameu-
tu a ictal e sanitari i, e ver diarimente a sua pro-
priedade mutlisada o;i destruida pela ignorancia
ou malicia do novo, nao sem razao que pode ao
averno a proleccao e auxilio e o liel cunipjrimen-
t di termos di .intrato.
sto, porlm, sendo-me negado, so tenho um re-
curso que o mea dever me uopoe, este appeJlar
para ngovmo imperial.
E' claro qne as importantes questues de que se
teta, de maneira alguma podem ser influenciadas
pela explicara) do Sr. conselbeiro Paranagu. e
em concluso tenho a dizer que em parte alguma
me comprometti a exhibir urna declaroslo for-
mal do conselbeiro Paranagna, em como proco
da eanalisa a justamente o que se Id no con-
trato por accordo anterior feito entre as liarles
roo tratantes trato e omito explcito para deixar
duvida alguma sobre aquello pimo. Ao qne eu
me refer foi sobre as duvidas suscitadas de tem-
,i i a tempe por V. S. e ootros quanto ao sentido
do certas clausulas do contrato.
Ueus guarde a V, S. Illm. Sr. llr. Jus Tibor-
cio-Porcira de Magalhes, digno director das obras
publicas e scal desta companhia.
(ilsar, e em contenas de subfl-
vai o lllho do pobre gauhar
podo, estranho a todo quanto
e ignorando tudo quanto o
AoExin. Sr. Bispo
..iistem na niatri' de Nazareth quatro ir-
nianaades : a do SS. Sacramento, a de .Nossa Se-
ndera a Conceico, a de Nossa Sennora das
Odres e finalmente a do grande c milagroso Santo
-'iMi'io de l.c\c;l:i.
Das duas prlmeir s, Exm. Sr., fazem parte tres
macea.' ...
Desde que, Exm. Sr.. vos affirmastes que a mi-
;.naria una s. iia perniciosa, malfica, e, como
tal oxer.mmuiigada, nos, que, como bous catholi-
!>> romanee n como submissas ovelnas, s pensa-
ii > o que tos qeereis que pensemos, so fawmos
o que vos permitts, d'vejamo* ardeptementd1 que
- ini intimadas as il;i- irmandailes para lanca-
:; i do sen seio homens, que a nossa igreja con
- isa, COM toda a razan, mis bereges perigosw,
y >rquc sao intensos h,cousas grandes e sublimes,
orno O santo purgatorio, | a infallibilidado do papa.
tneoeracia, e professam doutrinas monstruosas.
"i- contera ideas absurdas como a igualdade e
i.Mti.Tiiidade humana sem attender rebgi.io de
cada um, o ontras que laes .'... l.ivrai-nos dos nia-
e/ies, Exm, Sr., nao demoris tao salutar resolo-
izaretb.. I." de marro de 18";.
Uta ikolico iiifallibilisln.
O methoil Al>il.
INSTaCCXo I'IUMAI'.IA.
\ iiis'.rueeSo primaria para os povos o >ue
litcerre para um edill:
.i-.vle que a sociedade humana apparece eoOS-
ida nos lempos histricos, deparamos iniuie-
imeote eran o traballio ento o ineessante dos
legisladores avassalaudo o espirito dos governados
p Beto de una instruc;o que llie era ini-
sta.
O' pracesH mu :"inpre foi o mesmo, porque
o nem semine o lim era idntico.
,-ie pre lominava no paz a casia sacenlutal. as
prtttes reliiiosas, as nedicoes, as respostas das
- bvHias e dos au;:urrs. entregavam o destino da
,-.!? i;i i aos cuidados e desvelos dos interpretes
leo-es.
Se, porai, a naio bavia sido e ucada na pra-
i is guerras e das conquistas, conviaha cons-
la mdilarmente e crear homens robustos que
le#M-in-a inellior nos horrores dos combates.
? ter na subservienria as massas popufares em-
Jtel-,1 fossein preteridos os deveres que a todo o
m rumore observar para cimsijo inesnio.
rio segundo lratava-se de desenvolver o corpn
raudo-o exclusivamente e procurando at
iminar do c iraeao todo* os- seatimeiitos de bene-
iria que boje sao o ineihor apauagio dos po-
'ivlisados.
Entretanto esses factos pn vaina toda a luz nina
id.> qne anda nao penetrou nos clculos dos
*j> estadistas o legisladores, .* quaes alias pre-
"a poltica a tidos os outros inceir.ivos da
aetividade intolleclual. Essa veMade que desde
i mais rem ita antiguidade reeenMwen-Be que a
necio um meio iln governo, e que apode-
:1mlo-se delle o poder puUico, faoil lhe sr.'a m-
i :",ir ideas falsas ou verdadnitas, salutar. ou
iern/ciosas, confirme forera as lehdencias dos
eulam c un a prosperidido e a sorte das
11 _' e.
\ nossa indolencia de tantos auno?, a, falta de
iviso de nossos inelboies estadistas qae lia JO
- lo'leriam, seguindo o exeinido da ":assia,
v preparado o'-caminho para a geracin presente,
ir iin-nos a ignorancia das cjhsfe desvalidas.
> tercia b a descrenya de todos os eidadea.
i" terreno est preparado para luios os commet-
icntes aedaciosos, at luirque a audacia feliz.
o temos pontos d resistencia para oppormo-
" a qualquer iavasao. pr jvenha ella da intolo-
-i ii religiosa ou das inwnrftos sociaes.
em miMi" e por causa de ramios inleresses
yfiae ameacados que voltamos aos mesmo thema
nuilas v'/.es tintado levemente, mas que ciiin-
repetir at ac alar o esiirilo publico ador-
/fierido.
.. tentativas remttsadas at agora nao oltranas-
s>. os aeanhadw Ihmtes da instru 11 elementar.
-i. eham uns nos apenas instrumente pal
> ou-i vio da instrucrio. Esta, porem, o que deve
-, f
i disseaios nosta niesnia foi ha,: deve ser o
i de elementos que pro^arem ni menino
il > f ituro, co.iseio do suas obrigacies e
i.- de seus direitos.
asegnir este lim cumpre estudar a na-
tnrea ijeitar cuftlv. do ospiriU) a roffcs
uydesUhs ao s-s nativa deenvolvieiento.
.oim> se nos mistra o menina desik a primeira
j I ule J Aetifo-e curioso, eainosserf escolas con-
v srtemokl eiN estatua esem o mininio escrpulo
iioaredamo-l ni alphabetp.
fot de bem materiitltM) na leitura 'de H-
- i o ntf'nor at'rartiv i, nos ejercicios de
i arithmetiea sem applicaijo, na eserip^ta de
que se nao sabe
leras grammatii
a vida por qi
aprenden na
circumda.
Nio pode ser isto o que a nossa constituic.au
garanti aos brasileims. A instruceio publica,
nartindo daquelles elementos, deve conter mais
luz, e luz tao clara e tao intensa que d para illu-
mimr a vida inteira.
Recordemos o que nestas mesmas columnas nao
ha muito deixamos consignado :
a Todo o individuo de nossa especie de=de os
primoiros das da puericia eomera'a tomar conhe-
cimento de tudo quanto o cerca, porque todos os
objectos presentes a seus olhos ou aos seus dedos,
gravara no espirito, embora infantil, certas in>
pressoes que mais tarde silo bases para campara-
coes ejuizos.
Duste modo, sera o saber, comer a criaaca
a adquirir ideas mais ou meuos extensas, sobre oe
otijectos quo pertencem aos tres reinos- da natu-
reza miii'i.i I. vegetal e anna! ; sobre.uma gran-
de parte das propriedades dos corpos : formula,
r ,lmif. /'so : a respailo dos agentes^da naturea:
;, luz, calrico; e alem do mais, dos corpos ce-
lesta o sal, a lita e as estrellas.
Eis, portante, o menino cora alguns conheci -
meatos de histohix natubal, de imusica e de cm-
iiica e at de astronoma.
Algum tempo depos e olhando nicamente
ao redor de si, repara que toda a ierra nao tora
a mesma cor e o mesmo presumo, e que nao per-
teuce ao memio senhorio ; aqu estao as priraei-
ras ideas de gkologia g geogbapiiia.
Aqui est o menino, portante, iniciado desde
a mais tenra dade nos primeiros rudimentos de
tiras as scihxcias; porquanto oque nos cha-
inainos tciettciat, diz um Ilustrado professor, nmla
mais do que urna eolleeoao sy.stematca do obse-
vaeoes feitas nos objectos do mundo exterior, ou
em nos niesinos.
Em que dse. porem. terio de ser liberalisados
taes e tantos conhecimentes
Em quantidade, respondemos ah*, sufflcente
para que a infancia nao ignore os principara pho-
noinonos da natureza, evite os prejuizos inevita-
veis das educacoes insubsistentes, regule a vida
ordinaria do lumiera na sociedade e o torne pai la-
borioso e cidadio patriota.
Foi seguin lo aquelle caniiubo que os pensado-
res em nutras regidos poderam tixar o qnadro das
disciplinas indspensaveis instruecao primaria.
Quando os onjectos se nos apresentam, rellexio-
narara elles, observamos : Io. o seu numero ; esta
a origera da aiithiwtica ; 2, as formas desses
objectos, uns redondos, outros quadrados ou trian-
gulares, e d'aqui partirlo para o estud i da geo-
metra, do deseaho linear e por extensio da es-
cripta.
Depois "temos a cor "dos objectos, a belleza de
uns, a sonoridade c o nioviinento de outros ; de-
pois o seu nomo e qnalidades, e derivaran! dabi a
necessdade do c Mas o hornera est seinpre em contacto com os
tres reinos da natureza, vive em at;n ispliera trans-
parente e com os olhos pereorre espaeos incom-
mensuraveis e descobre mundos que o impressio-
nan ; nocessiia de ter ideas de setnelas physi-
COt, natiiraes e m'ithnnitirus.
N5. tudo ainda. o henea precisa de fortificar
o corpo, c na alma sent movimoatos alfectivos de
admiraeao pelo que v creado, e pelas ac.-oes no-
bres de seus .mullanles ; eis as escolas os fun-
damentos do ensiiio da lymnnsticu. da rrtigiao e
da moral.
Tudo isto, porem, deve ser regulado de modo
que seja tao smente una mtroducc'0 vida
ordinaria,, deixando as investigacoes profundas de
cada, am desses discpulos ao ensino seeandario.
O erro das administracOes pr ivem de io consi-
derar que o menino um ser mltiplo, que tem
necessdade de diversas naturias, que finalmente
preciso educar e instruir.
Coniquanto louvemos com o maior jubilo todo o
empenho qu-. se est empregan lo para melborar
o ensino entre nos, principalmente na corte do
imperio, todava a nao serem esforcos de par-
ticulares, esses mesmos rarissiraos, nao vemos
dirigida a altenco dos praflBsionaes e dos pod ares
pblicos para es a face de problema social.
Por ora s se trata da leitura, escripia e pri-
melras operacoes de aritlinietira.
Nessas drc'umstancas. permiltam-nos que con-
cillamos comas seaoJates liabas escripias pelo
humilde signatario deste artigo noivlalorio que
apresentou ora 1871, como direetor da escola nor-
mal da provincia do Rio de Janeiro :
Ainda quando por largo espacode lempo nao
ensinemos aos olhos do povo mais do que 1er, es-
crever o contar, cumpre formular em nossa coiis-
ciencia esta pergunta :
Porque razio exigimos o aprendizadoides
sas' tres materias de est'udj f
Nao pode ser para que lmente s conbeca o
alphabeto c juntem-se palavras. E' sim para
deseMenhar a proraessa constitucional, para
instruir os brasileiros, ( para desvejnoar o espi-
rito da enanca, desenvolver spas aptidoes, torna-la
capaz de rel1ex,;o de IJI raod i jue, aimla quando
nao cur.se outra escola, p w ".' a dadevhril
conheeer os deveres qno h m im obrigado a
cumprir, em relaco a ti e Creador, aos
seus seineltiantes ana patria.
a A verdadera misso. pois, do ensino popu-
Eiamezei dquiriram esta seiva i\p conbtamn-
tos sem se caucaren) nos Ovros, sem decurarem
regras, sem constraugment, sem castigo, sem dis-
sabor, nem enfado.
Guvirao, penwberio, aprendero insensivelmen-
mente. Dessas liedes ser indelevel a irapressao :
sua propria- intehigencia daborwu-as e as guarda-
ra como propriedada sua.
Para conquistaren) tudo isso, como ho de con-
quistar muito mais, a escola nao foi campo de bar
talha assignalado por dores, gritos, golpes e con-
fusoes. Ollereceu-lhes, porem, Drados deleitosos,
esmaltados de Bores,cortados pelas veas.crystalinas
dos ribeiros, amanisados pela sombra deliciosa das
mangueiras. Se os meninos nu> aprendein sem
trabalho, seos exercirios stvoutfas tantas occasi-
oespara fecfear-se-lfiro espirite* seo ineniraoin-
cidente motivo para ama lieio moral feita sem
apparem-ia. o Sr. Dr. AbiHo nao d repouse a si,
nem rcpousan o profesores seos auxiliares exe-
cutores Je seu systema.
Sao elles o lvro donde emana todo ensiiw ; san
ellesique- estudi da e noite par afwpmr
eomoreliijnefuj doicada abiuiiii.as snas deatriius;
sao elles que procurara a opportunidade para dis-
tribui-las fructuosamente.
Nao facM avahar acertadamente a extensao
das ladinas desses homens, dorRos, corteses e >l-
cados no desempenho de sua honrosa tarefa. Est
ahi a medida de seu distincto raereciniento.a prova
de sua capacidade especial.
Contemplar a legiao infantil que se apinha em
roda dos raestres n^is horas de estudo e exereteio
escolar, engotphada as expllcac3es, promiita as
respostas, alegre e deserabaracada nos moviraente;
v-la gyrar em horas de recreo, nos Jardlns, rui-
dosos, taltitante e risonba ou exercitar-se nos tra-
pezios do gynraasio ; basta para reconhecer-se que
aquellas gentis enancas trausbordam a utelli-
geucia, a robustez physica e oontentamente da al-
ma.
Collegio que alcanza taes resultados, em to bre-
ve tempo, que torna o estudo era delicia, que alar-
ga a esphera intellectual, raelbora o eoracao, de-
seavolve e fortifica as faculdades phys;cas, tem di-
reito considerado publica e almeijar o titulo de
collegio normal.
Esta qual li-aco lhe do lodos que repetidas ve-
zes liverain ensejo para admirar as maravilhas da
sciencia, do zelo do Sr. Dr. Abilo Cezar Borges,
exhibidas solemnimente as pravas com que en-
cerrou-se o auno lectivo.
Tributando os louvores devidos ao Ilustre sa-
cerdote da educarao nacional, fazemo< votos para
iiue o seu systema propagando--se pela superficie
do imperio, generalse os seus benficos effeilr,
e promova a raais saudavol, a mais fecunda da-'
reformas sociaes.
16 de feverero de 6X
J. P.
f Ext. da Instrucr/io Publica).
Dito-sobre dito 80 |v. S7 d. pv 13000, deje.
LealSevo
. Pelo presidente.
Jeonw Pntchet
Mo secretario.
Giu,es da Silva Sonro, cquipaget 15, |Loepoldo dea Santos Weire. Marte A. Viera
rm m ALPAXDEA
Rendimento do Oi a 1 a 3
dem do da 4 .
, 110:5-134017
**, 64:i72*:J67
174:80oi38i
Discarregam hejo 5 de marco de 1873
Patacho allemo Catharina mercadorias pitra
alftuMtegfc
Lugar allem.io ^^red-rmercadorias para alfan-
ega
Barca maleza Abeone mercadorias para al-
mndega.
Patacho allemo-JojsoiU n!icadorlas para al-
twide|a.
Barca ingleza -Etupresa mercadorias para al-
laiidoga. '
Escuna i gle'a-.Vc%mercadorias para al-
fandega.
Brigue inglez-ariy bacalho j despachado
para o irapiciie Conceicio.
Patacho mglezSefcir/o -bacalho j despacliado
para o trapiche Conceico.
Patacl uigiw nsa%el bacalho j despachado
para o trapiche Conceicrio.
Patacho ingle* Mmnic &-ac-bacalho j des-
pachado para o traair.t Concei.-o.
Patacho italiano Marfherita vares gneros
P ira o trapiche Conceico, para despa-
char,
larca ranceza -itya ferros para o trapiche
Conceico, para despachar.
Patacho portugu zParto varws gneros para o
trapicae Conceicio, piu"a despachar.
Patacho nacional -Bom lesas -couros para depo-
sito no trapiche Cunha.
Nnoiot rito fados por descarga.
Vapor iogle Chr^oltte, de Liverpool.
Patacho nacional Bou Jesas -de Montevideo.
Hiate nacional -S. limo Haptistae Maco.
Ifcirca nacional -S. Jo*1do Rio de Janeiro.
Patacho inglez flowem, de Trioste.
carga viulio o outros genero; a Amorfa
Irmo C.
navios sahillos no mesmo da.
Liverpool Vapor inglez CKrysotte, com-
manJante WalaQa, carga algodao e outros
gneros.
BarbadoosBrigue inglez Mary, capito J.
fjMurphy, em lastro de pedia.
mi htt.
d
Cunha, Manuel i. de Medeirs Correia. Meodes *.
CarTOlho. MawwC. deAr.ujo Maciel, Ur. Ma
noel Caldas Barrete, Dr. Manuel Joaquim da Stl-
veira. Manoel Raposo Pimentel, Br. Kayiatmdo H.
da Silva, Scveriano Ferreira de Sonza, Theodom
Al ve Pacheco.
Correio de Pernambuco, de marco de 9STS.
11 encarregado do registro
A.G. da Silva Raaos.
lar lazer subir o nivel nteuoctua! das popula-
fes e melborar os individuos: i io consegni-
remos, anda ningnem o alcaneou rom aquellos
tres nicos elementos de in>!r;:crao.
ALAVBAKT i.l Z.
Bate modo de pausar justifica p ac ilhimento qne
damos ao artiga seguinte. antl luarao do numero
anterior.
OOLLSCl r-'v'.:..'
II.
Estas consideraciiesforaiii inspiradas pelaobser*
vacio dos fados no collegio Abilio.
Sen director, o Sr. Abilio Cesar Borges, execu-
lando o systema a que. e:.i tarso periodo, tem de-
dicado exclusivamente .\ activunde do seu espirito,
mostrou no correr do auno ultimo como tem com-
prelienddo quanto mejiidrosa a sua mssao de
educailor. e que meio- emprega afim de desempe-
nhar se para com o paiz servuido aos seus inelbo-
ies mteresses.
Misso de educador, dize-uos. O >eti prograuma
nio se imita instrucrio ai muito alem, abrange
a educarn. Knsinando as tettras desvanece os mus
hbitos, inocula e desertvolvc os costiinies puros,
as ineiinaees lor.vaveis. os sentimentos nobres.
Cultivando o espirito, d*re!a-*w pelo coraeSo.
Quando o Sr. Dr. Abilio. ao Impulso de peder
vocaco que j desde a juventude inanifestava.
fuudu um instituto para instruecao na capital da
sua provincia, a Baha, tricara previamente um
plano, firmado nos principios .ais saos da theoria
e da pratlea, mas apropriado a meUtodo e systema
de t id o ponto seus, originados no estudo e na
obervacn propria.
Den-'lhes a prova de mttitoa annos de experien-
cia, nelhoroii-os e aiip;.'i;oou-us pola meditara,
e pelos factos por elle presenciados om alguns pai-
zes da Europa conlirmaniin o acto de suas ideas.
O collegio Abilio, portante, nao improviso do
espirito de iiiiiovaro se nao o rasultiulo de estudfis
prolongados, a expfessio de systema consagrado
pelas provancas de consumada e\ieriencia.
Assim autorisado, tem tttrelto a conlianca de to-
dos. O sen passado 6 rianca para o presente e
para o futuro.
Xi plano de educarn do Sr. Dr. Abilio estao
execulados o* princnpins.que mencionamos no
primeiro artigo nosso.
Inspira aos meninos amorao estudo ; familiari-
s -os gradualmente com todo.- os conhecimentos ;
ensna-lhes a applici.u das UMbrias pelas Jifits
dn* cansas ; desenvolve-lhes' cm as faculdades
iutellectuaes a apitido pliysira.
uia incansavel, acoaipania-os passo a passo
no estadio que Ibes delilineou, com a vigilancia,
com a solicitude, com o cariaba de mestre nio so-
mente, de amigo de pai tambera.
Ser porrenlnra necessario dzcr que era insti-
tnto, assim organisado e dirigido, sao absolutamen-
te cjuderanadus os castigos corparaiS, os instru-
mentos de torturas qne a ad-i olera a pedagoga
na Inglaterra e nos iistados-llnido* ?
E' esta urna das bases da reforma delineada e
pralicada pelo Sr. Dr. Abilio. Os seus esforcos no
espaco de inuitos afinos rH^n denonstrado o erfo
des*a mxima barbara, alias consig'iida pelo rode-
ar dos seculos, que a \eltra rom sanyniN enlrm
Para reprossao de hites, para confrmaeo
observancia das bi>a* regras. mi tv-* sao os meies
adoptado, ialinitanieni raait e lMes, que corri-
gen sem dar, que concnrr'em tamben) para a sna
grande feiinra. Sao i estmalos moraes, Onpor-
tuna, e snavemente applicadas.
Kspaua-se o Observador oavir.do e vendo tn^s
teenmah maitos des quaes anda nio pesiante do*
riiiliinentos da escripta e daeitura Com sembran-
te risonho coin a inaenuidade de nos vales
anuos. dj,eorre.n e;n historia sagrada e do Brasil.
em grammatica pela analyse, em cosmograph, cm
geograpbia, em systema me'neo, en desenho linear
em anoloniia, omdireilo publico brasileiro, em his-
toria natural, e era aritbmetica.
ministro imperio e a Ins-
triifHMls publica.
O movmento interessaute e muito generoso,
que estamos presenciando quanto a> que diz res-
peito educarao intellectual e moral da nossa mo-
cidade, assume, cada dia, mais larga expansao e
consistencia, pelas sabias medidas, que se achan
j em dia de adi miada realisacao.
A imprensa de todos os pontos do imperio se^
associa lambern, por sua vez, aos nobres intuitos
claramente manifestados pela alta administraran,
para dotar o ensino publico de espaeosos e elegan-
tes edilicios, onde se ha de ministrar, era breve
tempo, o pao do espirito railhares de pobres in-
nocentes, os quaes, pela deficiencia de apropna-
das escolas e de Ilustrados professores, jazem en-
tre nos em quas completa ignorancia.
Com effeito, o importantssimo problema do en-
sino primario da moeidade brasilcira, e cuja de-
monstra, ao trtense de realuar entre nos, nao as-
senta n.as sol) a acanhada base das qualro ope-
raedes da coatabilidade, incluindo a simples es-
crptracAo e leitura.
projecto preconcebido pelo patritico ministro
do imperio visa mais largos borisontes, se nos j;
dado julgar pelos grandiosos traballos em elabora-
cao, e por outros j em effectividade, os quaes nos
estao aununeiando resultados mu ampios c elllca-
zes e com e les os mais propicios destinos para o
futuro do Brasil.
Felizmente para nos o sentimento publico adia-
se qaasi que combinado o accorde sobre a iinpivs-
cindivel necessidade Je alargar-se, tanto quanto
f ir possivel, a esphera da educacao popular e esta
generosa aspiraco cada vea mais exigente, j
por si mesma un elemento auxiliador para o cxilo
da grandiosa empresa do futuro.
Os innravilhosos resultados, que tem eolhUa e
mais e mais vio colhendo os nossos Vizinhps da
America do Norte pela diffusao das huras em seus
variadas ramos ; e os verdadeiros pniligios, com
que a douta Alleraanba lera sorprebendido o mun-
do, pelo trabalho perseverante da edocaeie de
seus iilhos, todos esses prodigios, implantarn a
convieco no animo dos brasileiros de que a con-
quista do nossii futuro deve eomecar de preforen-
ca pela lluslraco dos nomos eoridados.
O ensino theoricopouco podar aprovetar, ver-
dude, se nio for aC'impanbado de meios aoropna-
dos para a sua pratica realisarSa
E" urgente e indisnensavel acommodar, ou an-
tes aprupriar o estudo das materias s ncessida-
les peculiares das diversas provincias, de confor-
midad!; rom a produrco de ehdh urna dolas.
E' esse o intuito generoso e patritico, que, se-
gundo c instante, oecupa as attencoes e cuidados
do nobre ministro do imperio.
Effec:ivameotenenhnra assnmpte mais inoraen-
IJ;r) e digno dos dsvelros de um governo, que vai
marehaado pela gloriosa senda do dever e da jus-
tiea.
Grande la-tima tem sido para nos. que os pode-
res pblicos do Estado nao se h.ram dedica o, de
bem lunga dala esse importantssimo ramo da
vida social.
Estuda-se nis escolas de direlo e de medicina
do imperio as materias, que Ihes dizem resuelto :
mas cumpre eoafessar, que o estudo das sciencias
naturaes, os quaes tao poderosamente coheorram
para O de-envolvimento da fortuna publica, ten)
sido c mpletamente descarada como um assampto
intil e quasi disprezivel !
i lyceu de artes e efflcias do Rio de Janeiro as-
teria ainda boje jateado em veruonfioaa abandon<.
se o conselbeiro loo Alfredo nao lhe liouvesse im-
primido o grandioso impulso, de que era mere-
cedor.
Essa importante esc ib de trali.dho pratico sus-
cita actualmente a .preciarlo dos estrangoiro* il-
lustres. que all vio admirar os grandes estmulos
do genio nacional de nossa moeidade.
E' dall. que estao surgindo. como por encanto
mestres notaveis de arcbteirtura e de desenlio, de
cuja falta vergonhosa tanto se reseMia o nosso
paiz.
Esse admira ve I estabelecimento com rffcia
considerado pelas pessoas competentes como o
mais particularmente til do imperio.
Gforia ao ministre pernam! tirano, que tao sa-
biamente promove a prosperidade da nessa patria.
Grande a nossa f rm seu sincero patriotismo,
pelo qual vamos colhendo os mais felizes e profi-
cuos resultados.
O nosso talentoso comprovinciano e eloqnente
orador Dr. Loopoldino l^obo, fazendo da tribuna
paatementar a datada jnstiga ao uohtn carncter e
elevados sentimentos do conselbeiro loio Alfredo,
proferio as segnintes palavri-
... s Acamara tem em memoria o modo desat-
tencioso com que o nobro deputado jnlgou bem
dever referir-se ao intelligentissimo Sr! ministro
dn imperio, romo se o distincto joven, a quera S:
EXc. encontrou invaravelmente a seu lado nos
bancos de honra dos primeiros estudos, o espinto
severo e organisador, pie todos conhecemos (imi-
tes apuiados ) o iiomem que se tetmou na impren-
sa, na tribuna judiciaria, na tribuna dos comicios
populares f muitos a pojados ) despenden lo g.-aa-
de sorama d actividadh e de applandido talento
servico dos mais imporiantes direite< da ordem
poltica ( muito bem \ o parlamentar que ini-cn
deixou desorenpada a tribuna tuda- as vezes, que
a ella o appellid* O dever, nao fo'se dos mais hay
beis e coHapetentea para as honrosas lulas da pa-
lavra orada. >
l'na nova poca feouuda de grandes ,"!>nmetti-
mentos. vera j surgndo, pacas a l'rovil.ncin,
para a nosa amala patria.

lHip>i>i-ta*ii
Patacho porluguec Faiito, rindo de Lisboa, con-
signado a Amorim rmao &C.,manifesou:
Azulejos 17 caixotes a Bcltrao Oliveira Je C. Ar-
cos 101) rodas a J. 3. Reg Braga, 100 a A. Guedes
Valente. Agua medicinal 1 cana a Alves Barbo-
ta, 1 a Ferreira Maia 4 C. Alfazema 2 fardos a
Caors, 1 a II. S. Fara, 1 a M. A. Barboza. Alpiste
10 barricas a A. Annes Jacome.
Batatas o >/2 ca xas a i. J. Azevedo. Brochas 2
caixas a Ferreira Maia & C Bago sabugueiro 5
barricas a Thoraaz de Aquino Fonseca A Suces-
sores.
Ceblas 50/! a J. J. Azevedo. Cal 100 barris a
Oliveira A Fi%>, "iO a Cimba A Irmo, 10 a J. M.
Amaral. Cera branca I caixa a M. S. Paria. Cama
l caixole a Bartholomeu A C.
Drogas 10 caixas a Fiuza Oliveira. \ a J. S. Ra-
mos, I a M. A. Barboza. I a Caors, 1 a M. S. Faria,
I a Maturino Barrozo.
Farello H4 saceos a J. J. C rvalho Moraes, 500
a Rosa & Irmaos. 2IH) a S Leitao A Irmos, 150
a J. S. Amaral. Feijiio 50 saceos, a Antonio Jos
Dantas, 4J a J. J. Azevedo, 12i a Antonio A. Jaco-
me Figos i fardos a J. J. Azevedo. Fios 1 fardo
a Caors. il a M. A. Barboza,
Garrafas vazias caixas a Bartholomeu A C.
Granima I fardo a M A. Barboza.
Impressos 1 caixa a Ilartholouieii A C.
Milho 400 saceos a Roza A Irmo. Musanla 1
fardo a M. Faria A C.
Passas 23 fardos a J. J. Aze-'edo. Pcneiras :i
fardos a Maturino Barrozo. Pipas 1 caixa a M. A.
Barboza. P 'ixe 13 barris a G mcalves Beltrao A
Filbo. Pedras de cantara i voluntes a J. C. Reg,
3 eapiteis, 2 liunibreras a Silva Barroca.
Sndalo 1 caixa a M. Barrozo de Mello. Semeas
1 fardo a M. S. Faria i |
Vinbo 4 barris de 5* a Baribolomeii A C, 47 pi-
pas, 20 barris de >, 10 ditos de 10- a J. J. Gonealvos
Beltrao \ Filbo, II pipas, 5 barris de o" aos con-
signatarios, 2i pipas, 13 barris a Rodrigues Mira-
des. .2 pipas, 10 barris de 5" a Costa Amorim, 22
pipas, 1i Barris de 5" a S. Bastos A C, I barril a
Caors, 4 barris a J. A. Molla Gumares. Vinagre
5 pipas, 25 barris a J. J. Goncalves Beltrao A K'
llio. Vidras l caixa a Caors, | a Ferreira Maia ,x
C. Valerianas I caixa a Caors.
DEiPACH S UE EXPOBTAOAO NO BI\ 3 P.2
MAliCI) UE 1873 '
Para os im-tos da exterior
No vapor inglez Chrg'solite. para Londres,
earregaraiu : J. L. Manhado ,Artl 2 barricas com
lili kilos deassucar branca : para Liverpool, a J.
Braga B ditas com 231 diios de caf.
.No patacho hespanh I Prttputa, para o Rio
da l'rata, caiivgou : L. J. S. Guimares 300 bar-
ricas com 38,1(6 kilos de assucar bronce e 20J
ditas coin 21.947 ditos do dito mascavado.
Na barca brtsileira S. ifos, para o Rio da
l'rata. carregeu : A. Bastos 315 oarricas com
36,170 kilos de assuear branco e 240 ditas com
30,361 ditos de dito mascavado.
No briuue naci:-!! Tlirreznihu, para o Rio
da l'rata. earregarai!) : Amorim Irmos A C. 110
barrie.is rom 2,50.'! 1;2 kilos de assuear roas-
cavadoe 240 ditas cen 23.31'J l[2 ditos de dito
branco.
.Na bare,. portilgata Alexandre HerctUam,
para Lisboa, carregaram : Amorim Irmos A C.
50 couros seceos rom 33 kil is.
Na galera poftuguea Firmeza, para o Por-
te, carregaram : E. It. Babello A C. 1.0()'> sacros
com 75.HH) kilos de asscca mascavado e 500
couros salgados com (ili'i kilos.
Na barca portuguesa Luzitawa, para S. Mi-
guel, carreeou : .1. a. Leal 2G garrames com UO
litros de agurdente.
Para os patios do interior
l'.ua e !', r, no navio portiguez Ar>'beUa,
carregarMn : Barros Jnior C. 50|t barricas
com 3.WJ lu kilos le assnfiar branco ; A. O.
Leite 200 barriquinlias com 15,802 dos de dito.
Sumaca hespanhnla, A:i'oniefa. para San-
tos, carregaram : P. M. Manry ios pipas com
"l,H\ti litros (le agurdente e 25 barris com 2.40o
ditos de dita ; J. B. More:ra 5.0B0-cocos (fructa).
Para o Rio Gran le do Sul. no patacho bra-
sileiro Prhi'-ijte. carregaram : A. A. Sodr l 00'
r (fracti) : J. H. ''erreir 40 barricas com
14,3(13 kilos de .assuear naneo.
Para Rie Granas de Sul, no patacho bra-
silero i', t'tthnrinn. earregon : A. Bastos 1.0!X)
sacci s con) 7r>.(t*M: kd: de assuear branca.
Para Villa da rMiba, na bareaca Mistin
Gidude. eii.egaraia : i. T. Conleiro CI bar-
rica c un ti5 kilos e a-QUr&r branco.
Para Alano*1*, na hamaca Viniem do Porta,
ir : I. G B. S. Amorim 1 barrica COm 5S
kilos deassucar renuado,
OIHm. Sr. inspector da thesourara pro-
vincial manda fazer publico que no dia 13 do
eorrente, piante a junta de fazenda da mesma
thesourara se hade arrematar a quera por menos
fizer, o fornocimento de alimentarlo e diota aos
presos pobres da casa de detenco, no trimestre
de abril a jnnho prximo vindouro, servindo de
base arreinataco os precos das tabellas abaixu
transcriptos.
Alinoro e jantar
Domingo
Segunda-feira MO
Terca-eira 380
Quarta-feira 3M)
Un i nta-feira 986
Sexta-feira 380
Sabbado 340
Dietas
N. 1 380
N. 2 400
N. 3 640
N. 4 400
N. 5 40
Ser tambera fornecida ceias aos dito3 presos
na mesma proporciio do a I moco e na importan-
cia de 120 r is.
Secretaria da thesourara provincial de Per-
nambuco, de mareo de 1873.
O oiucial-maior
M. A, Ferreira.
Ililital n. IOS.
Pela inspectora da alfandega se faz publico,
que as 11 lloras do dia 3 de marco, porta desta
reparticao, se ha de arrematar, livre de direito de
consumo, a mercadera abaixo declarada.
Armazein n. i.
ISezesete duzias de vassouras de piassava com
cabo, dezeseis ditas de ditas sem cabo, quatro di-
tas de ditas de palba com cabo, avaliadadas por
428213, que fazera parte do una caixa marca
J J A A C. sem numero, rinda de Lisboa nu va-
por inglez Clinjsolite. entrado em 10 do eorrente,
abandonada aos direitos por Jos Jnaquim Alves.
Alfandega de Pernambuco, 28 de feverero de
1873.
O inspector,
F. A. de Carrallio Res.
Uditul n. OI.
Pela inspectora da alfandega se faz publico que
as 11 horas do da 3 de narco vindouro, porta
desta reparti.o, se ha de arrematar lvre de di-
reitos una caixa marca V F n. 504, contend) 15
i|2 kilos de seda, 52 lr2 ditos de alpaca, !) ditos
de pauuinbo para cobertura de chapeos de sol e
4o ditos de armaran de ferro com avana d'agua
salgada, avahada por *2.!t7!), vinda deBordeaux
no vapor fraucez- Gumhie, entrado em 21 do cor-
rente e abandonada aos direitos por V. V. Falque.
Alfandega de Pernambuco, 28 de fevereiro de
1873. O inspector, Fabio A. de Carvalho liis.
CAPATAZ!A DA ALFANDEGA
Kendimento do dia I
dem do di.it .
S
3 -
VQLUMS SAHIOS
No dia 1 i 3
Primeira imrta no dia 4 .
Segunda porta .
Tenvira porta .
Fpepiahe GonceK-ao
- v
\
873423
^.888
liOSSASSl
10.040
143
97
378
120
10,778
SEUViGO MARTIMO
arengas descarragadas no trapi.:b'
da aifadega no da t a 3 .
rutas ditas no dia 4......
W,i > atracados no trap. da alfandega
Alv?f''agas.......,
No trapiche Cancuico.....
IMital u. IO'.
Pela inspectora da alfandega se faz publico que
nao se lindo eflectnado a venda da plvora, abai-
xo declarada, anuuaciadi por editaos ns. 98 e l"0
do eorrente mez, por falla de licitantes, se trans-
fer" pela temara vez a mesma venda para as H
hora* do dia 3 de inar.o vindouro, porte desta
reparticao, onde os concurrentes encontrarlo
amostra.
Fortaleza do buraco
1200 barris com plvora avadada, marca dia-
mante II ns. 1 a 1200, pesando liquido real 13,700
kilos, avahados por 9:0882(H), viudos de Glas-
gow no navio inglez Lvzitama. entrad era 5 do
rllente e abandonados,aos direitos pelo bario de
tonifica.
"milega de Pernambuco, 28 de fevereiro de
I8'< --O inspector, Pablo A. de Carvalho Reis.
fti
<.
unmit
O Dr. Quintino Jos de Miranda, juiz de di-
relo da primeira vara do civel, faz saber pelo
presente, que no dia 5 do eorrente mez, linda a
audiencia do referido dia. a qual ter lugar na
saladas audiencia-, pela- li horas da manila.
lera de ir em praca para ser arrematado por
quem mais der melado do sobrado de um andar
e solo, seta n. 131. site a roa de .l/areilio Das,
ootr'ora roa Dfreita, com 29 i|2 palmos de br-
eara, dentro, 75 ditos e i pollegadas de fund,
de fra a lora, eoui 2 salas. 2 quartos, em cada
una, e na da frente mais um qnarto pequeo,
soto co cozinlia, um qnarto e mais d us vaos
no (ciliado : em o andar terreo, nina sala na
frente rom duas portas para a rila, outra sala da
parte de detrs, com dous quartos, sendo um cm
cada sala, quintad murado, com 133 palmos de
fundo, tendo de largura no principio do quintal
at o canto do muro da casa do lado do sul 19
1|2 palmos de largura, e desse canto do muro
ao fundo 72 palmos e 6 pollegadas de largura,
em cbi s pmprios : no quintal tem algnn- ar-
voredos de frtteto, com cacimba meiera ; toda
a casa acha-.-e em nao estado, avallada dita me-
tade por quatro eolitos de reis : penhorada dita
raetade da casa a Joaquim Valeriano de Olivei-
ra Lima, Bernardina Rosa de Oliveira Lima e
Mara mbelina de Oliveira Lima, por execueie
de Joo Cirneiro Machado Ros.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumpi'iiie::to da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 12 de oumbro do anno
prximo lindo, manda lazer publini que no dia
o de iiiano prximo vindouro. befante a junta
da fazenda da inesina thesourara se hade arre-
mata a quera mais der o sitio dos Remedios que
foi adjudicado a fazenda provincial, para paga-
mento' da divida do extiiesoiireiro da repartirn
das obras publicas Jos Marcellinu Alves da Fon-
cera, servindo de base a esta arreniataco a quan-
tia de 3:750i'( 0. porquanto foi adjudicado.
E para enastar se mandou publicar e presen-
te pelo jornal.
Secretaria da thetooraria provincial de Per-
nambuco. 22 de fevereiro de 1873.
O oflleial-maior,
________________Miguel Adonso Ferreira.
Pela thesourara provincial se faz pulilico
/jue do dia 3 do eorrente em diante se pagara nes-
ta reparticao os vencimentos dos empreados pro-
vinciaes relativos ao mez de fevereiro ultimo.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco. 1" de ;nar;o de 1873.
O ol/lcial-maior.
Miguel Alfonso Ferreira.
Pela thesouraria provincial se faz publico,
que foi transferida para o dia 13 do cor;'',
arremataran do impasto de 60 rs. por litro de
agurdente consummiiia na coniarc de Nazere'.h.
oreada em 21)n annuaes.
Secretaria da thesouraria provincial de Pera
buco. de narco de 1871.
O officia! maior.
MifMet Alj'ins Venena.
\ll
\
K
<>
17
^Rdt'cao d,o,i opjsctos registrad
^|nu admlnistu^'o dos correi
fB
PIUCA BOHEC 4 DS MARGO
DE iv;.;
\s 3 l^n >ias o.\ TARdh.
Cotnr/slt'si Bcaes.
I Algodao da Pa&rhba r" sorte ffiPO por 15'
kilos posto a bordo a tete de 1;2 d. e
OO, lioirtem.
Cambio sobre Londres a 9&> dtv. i;
por 1*% hontein.
RBCEFtEOOHfA DE iKNDAS TETINAS
RAES h.i :'E11N.UIUI*C0
RendimfiiV) do dia t i r5:)V'$22R
dem d .Ha I ...... 3:I3I'89
HV.;b73447
CfJNn, \P0 PROVINCIAL
rTenftoerrn do dia 1 a i 13:;Hlf5W
frh-m d,. dia 4...... l:3JfiS*7
Acha-se entregue subdelcgacia de Munbe-
ca un burrinho que foi temado a um ladrio :
quera for seu dono QDtnpareca na mesma subde-
lcgacia.
Correio jeral
It -52*5830
T?
>.......JT-'
k-
Xavb ntfddbno din 1.
ado
eios desta >ro-
> utiHii, petra a pewoaa abahoo decla-
radas :
A. Carr-ill. Andr CassisV) Perea, Angelo
Ja Fonseca I tainos. Auna Isabel da Silva. Dr. An-
tonio Buarquc dt Gusioan, Dr. Antonio C. A.
Lins, Antonio D. dos Santos e Silva, Antonio Jos
C. Reis. Catharina M. djsl'raz.-re-. Delminda Tlie-
reza da SllW, Domingos Das. V. e Melle. Eratu
Antonio de -uza, Felippe 1'. abaco de Arauje,
Dr. Fiel V. Ierres Srangeiro. Francisco Antonio
de Pene e Costa, Francisco e P: Rosa, Francis b
Ribeiro.de P. e Argollo, F. T. da Rocha Hezerra,
Gaspar F. de Albuquerque. .1. Jos Alves da Sil
va, Isabel M. da Conceico. Julio Alvares T. de
"Macedo. Ignaeio Nery di Suva Lopes, Dr. Ja-
qujni A. i urneh*u di CUiu. Mimada, Joaquim
lu de Azevedo, Joaquin Munjues da Silva, J se
Amauciu d>Otitero, Jote Elias de Moura,
K'eriei*' da Bouza, Jos Joaquim da Cnnlia, Jos
,i'pcs i\ on, Dr. Jos-Manuel de Barros WL. Jos
THEATRO
SANTO ANTONIO.
EMPREZA-VICENT.
Hftje
1.* represciitaco por este co rpanhia, do mag-
nifico e seinpre bem aceito drama em 5 actos :
A graqa de Deus
ornado de msica instrumentada c ensalada petr
maestro Colas.
Distrihnirao.
O comniendador de'Boisfleun' Sr. Cmara.
Artluir de Svry
Loustolot
Pedrinho
O cura
Laioque
Jacquot
Saint-Jean
Um criado
Mara
Magdalena
Chonchn
A marqueza de Sivrv
A Sra. d'Elbe
Sr. Emiliano.
Sr. Plavo.
Sr. Vieente.
Sr. !'! Sr. i'hil.d Mw.
Sr. M neze-
5r. Maxim >.
Sr. Anlo.oo
D. Mutlela.
n. J. .nina.
1) Olimpia.
D. FelsiniJ.
I). Emilia.
I). Cecilia.
Fanchette
Fdalgos. canipenezes, criados etc.
O vestuario completamente novo e a car-
cter.
Terminar o espectculo com a comedia po-
pular, frenticamente applaudida na 1* repre-
sentic.o :
O* irjuitott las uliitux e o* |i*-
tlroipoM liare**.
l'ersonageiis.
Hariana, vlha beata I). Joanna.
Eufra-ia. sua lidia D. OUinpi.i.
Luiza, cunbada desta I). Emilia.
Jorge, iruiao das almas Sr. Flavio.
Soasa, dito Sr. Caar.
Tibnrcio, macn Sr. Vicente.
F. lisberto, vado Sr. Bernardinu.
in cabo de'.pocia Sr. Maxinni.
Cm irmo das almas Sr. HtaHM.
Soldados de polica.
Principiar as 8 l|2 horas
AVISOS MARTIMOS
(OMi'nini
DE
VAVECAjAO BIIISILKIRA.
norte.
Dos portos do sul
esperado at o di*
8 do eorrente o vapor
Pun, o qual depois
3 da demora do r siu-
nie segnii para os d'
Par.-, frotes e passagens, brata-se na agencia, rui
lo Coramercio n. 8.
S.i
hrla
sra n
x galera portuguesa Ftrmts, capitn Justino Ro-
drigues Cardse, vai sabir com hmridade por ter
a maior parte de seu cu:.qunenlo proinpto ;
para carga c pas-r.geiros, para os iptaes tem e\-
cellentescommodos, trata- e eum B. lt. Raboto A
C, ra do Conimercio u. 18.
Para o Rio Gru i de do Sul
Para o porto cima pretende seguir com umita
brevidade a escuna pun', va i'.hristina, tem
parte de seuoaiTegamento. epara n restante que
lhe falta, trata-se com os i onsignatenH An-
tonio Luil de Oliveira A evedo A C. no seu es"-
criptoro ra do Bom Jes ts u. 57. outr'ora ra
da Cruz.
COdIPANHIA l'EUNA.UBiaXA
DE
\n\i'aco eomtckm a -\ .ipor.
FERNANDO DE muiii.MIA.
o vapor Cruripe, emn-
mandantc -ilv.n. seguir uara
c porto aefnTa no dia lo ..'.
crrante, ao meio dia.
Recebo carga at o da !>,
encommendas. passagens. c
dnheini a frete ateas 10 horas da maulla d.i
da da sabida: esoriptorio no Forte do attos
n. 12._____________________________________
Rio de Janeiro.
Para o indicado porto vai desearregar o brign
nacional Galgo, podendo engajar a (rete o resto
da carga une ainda lhe talla : tratar com Fraa-
eiseo Kibeiro Pinto Guii:.i;,".e-, iu:i do B
do Trrutnphn n. W.
Lisboa e Porto.
A galera Asia a sahil em
poneos dias recebe-earg^ a fe-
te mais barato do que oatro
qualquer navio :em exeel-
lentes aceonimodaeoes para
passagetros. A tratar cora
Tito Li vio Son res: na do Vi-
gario n. II. 1. andar.
Para o Rio de Janeiro
pretende seguir para o i rt i cima o brigue r
tugues Denudo, tem parte de seu eajrregam
ado : para o resto que liie falla Ir !a-se m
os seus consignatarios Antonio l.uiz-de 01 i
Azevedo A C. no seu esrrintvrio roa do
Jess n. -i7, outr'ora da Cruz.
HfflP.WInA
DAS
ESSntEFJES MARTI5IK-.
Ateo dia 8 da coavente mta e-viv.-se a I
ropa o vapor franca Rio Grande, o qua! dftpni? ite
demora do ceetume seguir para Buenos-A}
tocando ai Baten, Ko Ue Janeiro e &Iontevideo.
Para condiedes, Lotes t passanens, trata-se un
agencia, ra do Cqnuacrco n. '.'.
Maranho o Para
senne empneos dias o pararho pertngu -**-
c'uae.r-.u,' parn carga trata-se com P*nreir ti"
Alineada 4 C.. roa d Madrde Dos '
oteaem.
______i ______,__________I--------'
ar-
LEIIM
r
O
DE
diversas fazendas, umcavallo, diversos o
ctos, dividas, e um terreno no luaar Pra-
q (rondo onjeabo Canricbo,
Q\RtA-FElU\ 5 DE MARCO
Hoje

k8 ^ tisboa-37 das, lalacto ftoiwm Tari*,\\% A^^.\Tto\w ^n^ Con^ Escolio do subdito portuguez Do^lhgot An-
.1 de 223 .toledasy capito'X.^; Cario*!uk- ., Luijo.,E. de Sou Mello, Luiz KellerJ, tonio remandes.

i HIMM




Diario de Pernambuco Qnarta feira 5 de Mar-50 de 1878.
O agente Martina far leilao no dia 5 de marco
prximo futuro, por autorisa<;ao do Illm. Sr. Do-
mingos Mara Gtmcalves encarregado do consula-
do portuguez nesla provincia, de diversas meti-
das, um exeellente cavallo, diversos movis^ divi-
das e urna parte de trra no lugar Prato Grande
do engenho Capricho, do termo de Agua Preta,
comarca de Palmares ; sendo que as fazendas se
acbam avalladas en 154*350, movis e o cavallo
w 25000, dividas ua importancia e 2I3<)00,
o terreno em 1:000*000; todos estes objectos se
ackam depositados em nw de Joaquim Jos de
Arolla.
0 leilio ter lindar o dia cima, no armazem
da ra do Imperador a. 48, as II horas.
LEILAO
DE
moTcis, louca, vidros, crystaes, machinas
para costura de selleiro w sapateiro, 1
serafina e 1 piano de armona.
HOJE
\'% 11 horas.
O agente Pestaa far leUo, por conta e xo
de quem pertencer, de 1 nobia de junco, 1 dita
eom tamposde pedra, 2 ditas de amarello, camas
Iiara c-sal, marquezoes, marquem, sofs, cane-
os, mesas redondas, cadeiras de balando, comuio-
das, cabides, mesa para jartar, lavatorios de mog-
no com pedra e de Jacaranda, 1 toilet de mogno
com .pedra, guardas-loucas, carteiras, quadros,
candieiros gaz, espedios, camas de ferro, apara-
dores, .guarda roupa, eoulros muitos objectos que
ficaro patentes no acto do leilio, quarta-feiraS
do corrale mez, no armazem ra do Vigario
11, sd horas do dia anana dito.
LEILO
200 apares de botinas para homens e 100
pares de sapaos para senhoras.
^uinla-friru do corrate
s 10 tgS&ortt em ponto.
O agente Pinto levar. leilao, por coffla e risco
QtiWW perteneer, urna caixa marca P P n. 85,
avariada, a bordo 8o vajwr inglez Crysolite, na
sua ultima viagem- este porto ; o leilao sera ef-
eetuado s 10 if2oras do dia cima dito, em
*au escriptorio, rna do Bom Jess n. 43.______
.. i ..;.. __> mmmJ8 | da Groz), onde os Sis,, ffclen4rtes podem haver
volta para gabinete?, commotlBS, wafun;acDe9 ew_ias.
sqfas, marquezdes, cadeiras so -
tidas, berq s para crianqas, 1
santuario, l balarvca decimal,
mesas para escriptorio, cartei-
ras, cadeiras de balanc/v de li-
me, l forte piano francez de 3
cordas e 7 [8, relogioa de parede,
mesaealgibeira, espelhos doa-
rados de diversos tamanhos,
cyst&es, objectosde ouro e pra-
ta, quadros com molduras dou-
radas, e outros milite* artigos de
uso domestico. Quinta-feira
6 de marco, s 11 horas da ma-
nha, no grande armazem da
FEIRA SEMANAL-,a ra
do Imperador n. 16._________
AVISOS DVUSOS
-- 0 Sr. Olympio Fran-
cisco de Mello tem urna car-
ta nesta typographia.
DIKHEIRO A JUROS
Quem pretender dar 1:000| sobre hypolheca
em easa s na Estrada Nova, pouco distante da ul-
tima estadio dos bonds, na Magdalena, dirija-se
ao dito lugar, a tratar com a vinva do Pimenta.
Ha para alugar na na da Concordia n. 46
urna escravaque engomma e corintia perfeita-
mente. ____
LEILAO
Francisco Jos Cardo-
so, artista alfaiate, transferio
sua officina da ra do Barao
da Victoria n. 46 para a ra
do Mrquez deOlindan. 34,
primeiro andar.
Cozinheira.
Precisa-se de urna para casa estrangeira ; a
tratar ra do Commercio o. 38, primeiro andar.
DO
ra
Leilao
sobrado de doas andares n. 32, sito i
do Imperador
Ncvt a-feira 7 de marco
ao mcio dia
Por ntervencao do agente Pinto, em seu es-
criptorio, ra do Bom Jess n. 43.__________
LEILAO
Oiferece-se pan criado du homem solteiro
ou de pituca familia um pardo do boa conducta :
na ra do Mrquez do Herval u. 116.________
DE
eom
Mitigada
fazendas inglezas
avaria Tagua
CONSTANDO DE
_adapoles, fllgodoes, chitas, 4>rins eou-
tras fazendas.
Quinta-feira < do corrate
AS 11 HORAS EM PONTO.
0 agente Pinto levar a leilao, por ordem de di-
versos, c por conta e risco de quem pertencer,
diferentes fazendas inglezas, avaria las a bordo do
vapor Gassetuli-e outros. as quaes fazendas serao
vendidas em seu escriptorio, ra do Bom Jess n.
43, no da e hora supra. ____________
DE
chapeos e Imadas t'rancezas com avaria de
agua doce.
QUINTA-FEIRA 6 DO CORRENTE.
s 10 lp2 horas em ponto.
O agente Pinto levar a leilao, por conta e risco
de quem pertencer, diferentes fazendas como se-
jam: algodoes, chitas, brins, cambraias, meias.
lencos c chapeos com avaria d'agua doce, as 10
i]2 horas do dia cima dito.
Em seu escriptorio, ra do Bom Jess n. 43.
Principiar s 10 1)2 horas.
LEILAO
DE
do Poco da Panella.
Qiiiita-IVra H do corrate
O agente Martina far leilao, reque rmenlo de
Manoel Duarte Rodrigues Pinto, e por mandado
do Illm. Sr. Dr. juiz especial do commercio, de 2
asas novas sitas ra da Poeira, freguezia do
Toco da Panella, as quaes anda nao Jeni numera-
oao, pertencentcs ao referido Duarte.
O leilao lera lugar no armazem
perador n. 48. s 11 horas do dia.
3
da ra do Im-
loja de calcado
ra de Mareilio Dias n. 98 outr'ora ra
Direita.)
Quinta-feira 6 do (jrrente
AS 11 HORAS DAMAMIA
O agente Pinho Borges competentemente auto-
jrisado, ven lera em leilao a referida loja, a qual
-se acha sortiila de calcados nacionaes e estrangei-
jros, duzias de marroqaina, ditas de bezerro, sola e
todas as pertencas e mais aviamentos necessarios
para o fabrico de calcados ; propria para qual-
quer principiante, par se adiar em boa posico e
toem afreguezada.
Para qualquer informarao os Srs. pretendentes
pedem se dirigir ao escriptorio do referido agente
:i ra do Bom Jess n. S3, primeiro andar.
O leo ser effectuado na supradita loja.
LEILAO
De urna caixa marca SS contramarca KCn.
220 com merino avariado.
l*tint:i-lVi:i t deinarcoasll horas
agente Pinto levar a leilao por autorisacao
-A gerente do consulado de Vranca, em preseca
de seu cbanceller e por conta e risco de quein
pertencer, a caixa cima mencionada, avariada
ordo do vapor inglez Student, na sua ultima via-
jera a este porto ; as 11 horas do dia cima dito
no escriptorio do referido agente ra do Bom Je-
ss n. 43.
Em continuacao
vender-se-lu chapeos do chile.
DE
20 canastras com cerca de 1,000 resteas de
alhos milito novos.
Ouinta-feira 6 do corrente.
O agente Pestaa far leilao, por conta e risco
de quem perteacer, de cerca de 1,000 resteas de
alhos milito novos, desembarcados hontem, e se-
o vendidos s 11 horas da manhade quinta-fei
xa do corrate, na porta do armazem do Annes
LEILAO
DE
BONS MOVIS: mobilias
completa?, sendo urna de jaca-
randa, um* iranreza de volta,
urna de amarello (todas ellas
com tampos de pedra marmore)
bonitos guardas-loujcs, mesas
elstica?, aparadores He mogno
- riohatiep (tendo 2 tampes
de pedra marmore), diversos
las-roup?, guarda-vestido,
(tendo um espellfij, tious lindos
toiletea eom epelho, sendo um
le mogno oulro de jcara',
camas francezas de Jacaranda e
da propriedade nova que se acha edificada
ra da Lembran^a do Gomes {Sant0
Amaro) que tinha de servir para Asylo
das Convertidas, com todas suas perten-
ras e tal qual se acha e de conformidade
com o annuncio abaixo transcripto.
SEXTA-FEIRA 7 DO CORRENTE
Ao meio dia.
Por intervcnQo do agente Pinto.
Ba do Bom-Jesus n. 43.
Mousenhor Francisco Muniz Tavares, reconhe-
endo que pela sua idade j asss avancada, nao
morar na cidade e sobretudo nio sendo o pastor,
a quem especialmente compete por preceito divi-
no andar em busca assidua das ovelhas tresma-
Ihadas e carrega-las sobre seus hombros, nao po-
da administrar por si mesmo o asylo, que s
com o auxiio divino edificou e preparou ; e nao
tendo por fortuna encontrado quem possuido do
espirito de caridade evanglica e zlo apostlico
quizes.se assumir este piedoso encargo, resolveu
por em leilio este edificio com tudo quanto nelle
se contm, e o producto da venda depositar im-
utediatamedte em um tos bancos desta cidade,
para depois de sua morte ser repartido em dotes
por aquellas orphas desvalidas que elle indicar
em seu codicilo.
Compaetiia
Santa Thereza
Sao de novo convidados os Srs. accio-
nistas, para reunirem-se em assembla geral,
ne dia 13 do corrent ao meio dia, no 1.
andar do predio n. 13 ra do Vigario.
De conformidade com o art. 16 dos estatu-
tos, a reunio ter lugar com qualquer nu-
mero de accionistas que comparecerem, e
ser lido o relatorio e balanco do anno pas-
sado.
Recife, 3 de fevereiro de 1873.
0 gerente,
Justino J. de S. Campos.
AVISO.
Paredes Porto k C. avisam a todos os seus fre-
guezes a virem satisfazer seus dbitos at ao tiin do
corrente, do contrario obriga-os a faze-lo judi-
cialmentc e botar seus nomos por axtenco._____
200$ de gratificado.
Ausentou-se desde o anno de 1871, em o mez
de setembro o cabra de nome Beaedicto, de 18
annos pouco mais ou menos, bastante ladino,
estatura alta, clieio do corpo, ps largos, cabellos
carapinhos e um pouco afogueado pelas fontes,
tem o beieo de cima um pouco levantado ; es-
padaudo e tem as costas marcas de chicote,
quando fugio foi ter no engenho Riqueza do co-
ronel Joo Flix, e all tem mai e irmaos. Pede-
se a todas as autoridades e capiUes de campo
que o pegando leve-o ao engenho Firmeza da
freguezia da Escada, que receber a gratifica-
cao cima declarada._____________________
Precisa-se de urna ama para comprar e co-
zinhar : na ra estreita do Rosario n. 10, segun-
do andar.______________________________
Precisa-se alugar urna preta escrara para
o servico de urna casa de familia : a tratar Ja
ra da Moeda n. 19, armazem._____________
Aluga-se
o terceiro andar do sobrado fito na na larga
do Rosario n. 44 : a tratar na ra do Vigario
n. 31._________________________________.
Acha-se fgido o cabra Benedicto, com
ldade de 17 annos, tem um 6lho direito cgo,
tem o dedo pollegar da mao direita torio, fugio
em 8 de dezembro do anno de 1872, o seu senhor
Joaquim Justino de Almeida : quem o negar
leve-o na ra de Pedro -Affonso, antiga da Praia.
a Genuino Jos da Rosa, que ser recompensa-
do ; consta que anda vendendo fructas, e foi vis-
to em Agua-Fria de Beberibe._____________
Urna preta, a quem fora confiado um saquinho
de couro da Russia, com a marca Ainelin, per-
den-o, vindo do sitio chamadoJardim Botni-
co,em Olinda, para o Varadauro: continna
elle urna luneta de ouro com trancelim de cabel-
los, dous alnetes prctos de ouro e onyx, um par
de argolas de onyx com hrilhante, uns bentinhos
com trancelim de ouro, caeta de marlim cqni ca-
ivete, crochet, tesoura, escovas, pente de tarta-
ruga, um crucilixo de madeira e um rosario de
oliveira. um livro em francez sol-re a fundacAo
da ordem dos jesutas, alm de outios objectos :
quem quizer restitui-los, dirija-se ao dito sitio do_
jardim botannico, ou casa da Condessa da Boa-'
Vista, ra da Aurora, a entender-se com o Dr.
Joao Augusto, promettendo-se generosa recom
ensa.
Sitio para alugar.
Aluga-se um sitio na Capunga rna das Per-
naiubucanas n. 33, tendo boa casa de vivenda.
cocheira, estribarla, arvores fructferas e agaa
potavel: tratar na ra da Imperairiz n. 9, pri-
meiro andar. ______
Precisa-se de urna pe-s a livre ou crata, para
criado : na ptdarto da ua do Rangel n. 9.
Hypotheca-se urna cscrava para o servico
de qualquer casa: quem pretender dirija-se a ra
da Concordia n. 46, que achara com quem tratar
Engoinmadeira
Para casa de peqHena familia precisarse de urna
boa engommadeira de conducta, quem se pagara
30*000 mensalmente, em S. Jos do Manginnho,
antes da igreja, o primeiro sitio com gradim e
porto de ferro do lado direito.
Precisa-se de um caixeiro com ortica
taverna : a tratar na ra da Aurora n. 33.
de
Casa.
Cii/.iiiiii'ii'o.
Precisa-se de um bom cozinheiro para casa de
familia no Monteiro : a tratar ra do Mrquez
de Olinda n. 35.
E' bom ler-se.
Aluga-se o piimeiro andar do sobrado da roa
do Imperador n. 38, pintado, forrado e esteira-
do, muito proprio para alguma soeiedade : quem
pretender dirija-se a mema ra n. 75, loja, das
9 as 4 da tarde.
LEILAO
DE
predios e terrenos
n.
A SABER :
O sobrado da ra da Imperatriz n. 18.
Um dito na ra do Viscondu de Albuquerque
138.
Urna casa terrea na mesma ra n. 142.
l'ma parte de 4:000$ no engenho Regala.
Um terreno (o slo) na ra do Visconde de Albu-
querque, em que est edificada a casa n. ...
Um dito no alinhamento da ra da Aurora, com
100 palmos de frente, e fundo at ra d* uiz
do Bego, em que est edificada umaljwa oo
Sr. N. I. I.idstone. #
Um dito na mesma rna, com 200 palmos dbfrente,
o fundo at rna de Luiz do Bego, em qufctem
casa o mesmo Sr. Lidstone.
Um dito na mesma ra, com 200 palmos de fren-
le, o fundo at ra de Luiz do Reg, em que
Mu casa o Sr. Joo Martins de Barros.
Um dito na mesma ra, com 50 palmos de frente,
o fundo at roa de Luiz do hego, em que tem
casa o Sr. Francieo Gomes Saraiva.
Um dito em Santo Amaro das Salinas, com 100
palmos de frente, ra Campia, em que tem casa
o Sr. Joaquim Barbosa da Silveira.
Um terreno no mesmo lugar, com 100 palmos de
frente (alagado).
Mcxla-leira 1 le marco
s
11 horas.
O agente Pinto, cumprindo o mandado do Illm.
Sr. Dr.juiz de direito privativo de orphos. em
virtude do que requereu o inventariante dos bens
deixados por falleeimento do major Manoel do
Xascimentn da Kosta Monteiro e sua mulher, le-
var leilao s 11 horas do dia cima dito, em
seu escriptorio ra do Bom Jess n. 43, os pre-
dios e dominio directo dos terrenos cima descrip-
tos, pertencentcs ao casal inventariado.
Os pretendentes podero examinar no dia 6 de
marco (vespera do leilio) os sobrados da ra da
Imperatriz n. 18, e ra do Visconde de Albuquer-
que n. 138, os quaes estaro ao exame dos con-
correntos das II s 3 horas da tarde.
LEILO
DE
MOVIS
prata, Iou<;a, vidros, 1 cofre e 1 annel com
grande brilhante.
Sexta-feira 1 do corrate
Sendo : 1 mobilia de Jacaranda a Luiz XV, com
12 cadeiras de guarnicao, 2 ditas de brac-os, 2 de
balanco, 1 sof e 2 cocolos com pedra, 1 excel-
lente piano de Jacaranda, 1 guarda-vestidos de
amarello, e 1 rica toilete de Jacaranda.
Urna mobilia de faia com 12 cadeiras de guar-
nicao. 2 ditas de bracos, 2 ronclos com pedra e 1
sof, 1 meia commoda de amarello com santuario,
1 excedente cama de Jacaranda, 1 quartinheira, I
cabide, I cofre francez, 1 sof de amarello, 2 ca-
deiras de balanco de amarello, 12 cadeiras de
faia e aparadores.
Um annel com grande brilhante, 1 faqueiro, 6
salvas de prata de diversos tamanhos, 1 apparelho
de louca para jantar, 1 dito para almoco, clices,
copos, garrafas para vinho, compoteiras, jarros,
capachos, tapetes e outros muitos objectos.
No sobrado n. 9 da ra do Mrquez do
Herval, antiga ra do Sol.
O agente Martins far leilao por conta de urna
familia que se retira desta provincia, de todos os
movis, prata, tonca, cofre annel de brilhante e
mais objectos cima deseriptos, que sero vendi-
dos ao martelio.
Principiando s II horas do dia cima.______
LEILAO
DE
urna casa terrea (em chaos proprios) n. 292,
ra Imperial.
Sexa-feira 9 lo corrate.
Por intrvenco do agente Pinto.
Em seu escriptorio, ra do Bom Jesos n. 4.':}.
Engenho Monte d'Ouro
SABBADO 15 DO CORRENTE
as 19 horas esa ponto
Por mandado do Illm. Sr. Dr. juiz d direito es-
guardas-roup, guarda-vestido, pedal do commer:io desta dad requerimento
dos administradores da massa fallida de Siqueira
k Per-eir, o agente Pinho Borges far lelio do
engenho denominado Monte de Ouro, sito no ter-
mo de Ipojuca d'esta provincia, o qual foi pen
rado por exeeucao dos ditos administradores
vi uva e aerdeiros do Dr. Ignacio Nery -ft Pw
ea, adjudicados indicada massa. F
j Ao meto dia em ponto, no escriptorio
amarello, o Jas e cadeiras de Ja, agente rua do Bom Je$u b.m i0-
Massa fallida de Martins &
Leopoldo
Os administradores pagam o 1* dividendo de
30 |, no seu escriptorio ra do Bom Jess
n. 49.___________
Tendo-se dado muitos casos de amanhece-
rem arrombadas as cazinhas em que se guardam
as ferramentas da companhia Recife Drainage, as
quaes se acbam collocadas em diversas ras dos
quatro bairros desta cidade, levando os larapios
ferrammentas e o cano de chumbo quo all en-
contram, o gerente roga aos Srs. que costumam
comprar taes artigos que quanlo os mesmos
Ihes forem offerecidos, queiram approhende-los e
Farticipar no escriptorio da companhia ra do
mperador n. 26 ; outro sim previne que proce-
der com todo o rigor da lei contra aquelles que
comprarem objectos roubados companhia
O abixo assignado avisa ao respeitavel pu-
blico que Manoel Antonio ie Medeiros deixou de
ser seu caixeiro desde o dia Io de marco.
Jos Mana Gonqalves Vieira Guimaraes.
Casa.
Aluga-se a casa, nova em folha, com muitos
commodos para grande familia, tem quintal mu-
rado, banheiro, gallinheiro separado, cozinha
grande e quarto para engommado ; o sitio tam-
bem murado, com arvorodos de fructos : na So-
ledade, conhecido por Caminho Xovo n. loo, per-
to da estaro dos trilbos de ferro.
OlTerece-se urna senhora para cozer toda e
qualquer costura de machina em casa de familia :
quem pretender dirija-se ra da Praia de Santa
Rita n. 30, primeiro andar.__________________
Urgencia
Precisa-se de urna ama de leite, que te-
nhabom e abundante, para criar urna me-
nina recem-nascida, quer seja forra, ou cs-
crava; porm, sem ilho, paga-se bem :
nesta typographia a fallar no le andar com
o administrador, das 9 da manh s 8 horas
da noite, ou em Olinda no Oito do Ampa-
ro, casa grande com porto de madeira ao
lado pintado de verde. ______^^^^
Joaquina Fortunata
de Jesns.
O abaixo assignado avisa aos seus devedores
desta praca, que tenham a bondade de vir ra
do \ iseonde de Inhauma (outr'ora Rangel) n.'18
armazem de molliados, aliin de ajustarem suas
contas at o dia 30 do corrente : do contrario
verao seus noines por extenso neste Diario, e serao
chamados ao juizo competente.
Recife 1 de marco de 1873.
Boareiitunt Jos Coelho.
Vinho Bordeaux.
de baa qnalidaib' em nuartolas; vende-se no ar-
mazem de Cunlia & Manta, ra do Mrquez de
Olinda n. 23._____________________________
Cidra champagne.
Em caixas de garrafas inteiras e meias; vende-
se no armazem de Cunta & Manta, rea do Mrquez
de Olinda n. 23_______________________ _
Precisa-se de una ama para o
servico interno de una pequ na
familia : a rna do Duque de Ca-
AMA
xias n. 54.
Ciliado
Precisa-se de um para copeiro e mais ser-
vicos de casa de familia, o qual seja de boa con-
du'cta : na ra da Imperatriz n. 37, andar.
Arrenda-se um grande sitio no Jacar, es-
trada de Agua-Fria, com boa casa do pedra e cal,
muitas (rncteiras e baixa pan rapim : a tratar
na ra do Capibaribe n. 34, com Ignacio Barnizo.
Furtaram
do engenho Gtqu't, freguezia da Escadai no dia
1 de marco, tres cavallos, sendo um alaso com
urna estrella na testa, pequeo, e tem a cauda e
as dinas aparadas, e inteiro ; outro rodado
quasi russo, castrado ; ambos magras, e sem an-
dares ; o terceiro mellado gemado, tem tres
ls brancos, urna estrella na testa, e tem as ini-
ciaos l-MI.no quarto, as quaes estao alguma cou-
sa a|.yradas, porm vem-se bem ; muito bom
andador de passo a meio franco, muito novo
inui.ro, e teim dous redemoinhos no pescoco, um
de calillado, e'tvtbem gordo. Paga-se cem rail
ris a quem der noticias de ditos cavallos, e os
trouxer ao mesmo 1!ngenho5 -
Precisa-se de um niolequc de 14 a 16 annos:
na ra do Harn do Triumpho n. 41, hotel Luso
Conquistado. _________
(M DA FORTUNA.
AOS 5:000#000.
BILIIETES GARANTIDOS.
A' ra Primeiro de Margo (outr'ora ra do
Crespo) n. 23 e casas do costume.
0 abaixo assignado tendo vendido nos seus fe-
llzes bilhetes tres quartos n. 2l8l com 5:000J,
um inteiro n. 740 com 8005000, um inteiro n.
1111 com 300J e outras sortes de 40*000 e 20*
da lotera que se acabou de extrahir (41.*) con-
vida aos possuidores a viram receber na con-
formidade do costume sem descont algum.
Acham-se venda os felizes bilhetes garantidos
da 2' parte das loteras a beneficio da matriz de
Granito (42*), que se extrahir na terca-feira 12
do corrente mez.
PRECOS.
Bilhete inteiro 6*000
Meio bilhete 3*000
Quarto 1*508
EM P0RQA.0 DE 100?000 PARA CIMA.
Bilhete inteiro o*500
Meio bilhete 2*750
Quarto 1*375
Manoel Martins Fiuza
Melquades Manoel dos
Santos Lima e seus irmaos,
muito agradecem s pes-
soas que se dignaram a-
companhar os restos mor-
taes de sua muito prezada
irma Joaquina Fortunata de Jess ; assim como
convidam aos eus prenles e amigos para assisti-
rem s missas do stimo dia, que terao lugar na
sexta-feira 7 do corrente, das 7 s 8 horas da
manha, no convento de S. Francisco, por cujo fa-
vor este j se confessam summamente gratos
se
A casa n. 7, Passagem da Magdalena.
.>!._ Offereee-se una mulher capaz, para fiuer
companhia a una familia e prest-se a costuras :
quem precisar, dirija-se Boa-Vista, rna do
Corredor do Bispo n. 9.____________________
Escravo fgido,
No Ca 25 de fevereiro, [fugio o escravo Luiz,
crioulo, natural de Pcnedo, com os signaes se-
guintes : cor preta, alto, secco, rosto oval e pe-
queo, cabeca pequea e redonda, feicoes miu-
das, barbado', com os denles completos, tendo em
um dente da frente urna mancha amarella, em
um dos bracos conserva urna cicatriz : quem o ap-
prehender leve ra do Mrquez de Olinda loja
de fazendas n. 22. que ser reco npensado._____
Precisa-se de urna escrava para alugar se
para duas pessoas : na ra Direita n.61.
GABIIETfi I
Yleclico-cirurgico
RA DO IMPERADOR N. 73, ANDAR
0 DR. NUNES DA GOSTA
MEDICO OPERADOR E PARTEIRO.
ESPECIALIDADES.
Molestias e operarles de olbos.
Cora radical e instantnea dos
estreitamentos da uretra.
Consullas: Das 7 s 10 horas
da manha.
Chamados : A qnalqoer hora.
Terceiro andar.
A|nga-se o 3 andar do sobrado da ra do Pa-
dre Floriano com 5 quartos, 2 salas, cozinha e
cambrone : a tratar na ra larga do Rosario nu-
mero 22.
MOMA
Est encouracado!
!!
0 Dr. Joao Jos Pinto Jnior pode ser pro
curado das 9 s 10 1[2 horas da manha, e de
meia hora depois de meio dia at urna hora da
tarde na directora da instruccao publica paia ne-
gocios relat vos a essa repartir* ; e para ou-
tros quaesquer negocios no seu escriptorio ra
do Imperador n. 45, i* andar, de urna s tres
horas da tarde; e dessa hora em diante ahi ou
em casa de sua residencia, na povoa;o do Mon-
teiro, freguezia do Poco da Panella__________
O Sr. Manaet da Costa Araujo Barros, tem
urna carta a ra do Commercio n. 5.
ATTENCO
Acha-se fgida desde o dia d de Janeiro do cor-
rente anno a escrava de nome Catnarina, de 22
annos de idade, pouco mais on menos, cor fula,
estatura regular, mostfa estar grvida, sem acha-
ques, nariz afilado/e nao feia. Eslava na cida-
de de Nazareth, tinde se achava sua senhora Ro-
sinda Francisca de Hollanda, quando fugio, dei-
xando urna .cria de mais de 2 annos, de nome
Paulo. S;ibe-se que dita escrava se acha oceulta
na mesma cidade de Nazareth, e des e j se pro-
testa contra quem quer que a tenha oceultado :
ped-e-se, pois, a toda e qualquer pessoa que tiver
noticia de dita escrava a apprehender, que a
presente na villa do Limoeiro sua referida se-
nhora Rosinda Francisca de Hollanda, on na ci-
dade do Recife ao negocame Viriato Centeio Lo-
pes, esquina da rna larga do Rosario n. 37, qne
ser generosamente recompensado.__________
Esccavo fgido
Fugio no dia 27 de fevereiro do corrente anno
o mojeque Goncalo, de cor; fula, idade 10 para II
annos, bastante esperto, e tem o peito um pouco
puchado para fora, levou vestido calca de brim
fiard.o j bastante velha e suja, camisa de madapo-
to no mesmo estado, nao levou chapeo; esta mo-
leqUe foi do Sr. Antonio Delgado Borba, morador
em /Tracunhem, comarca de N zaretb, d'onde j
fugio ha dias, e foi pegado em Ctuangy, costuma
diwr que livre para assim melbor iludir os al-
morreves, em companhia de quem foi visto pa-sar
itado na garupa de nm cavallo, em S. Louren-
t da Matta, no esme dia cima referido: roga se
a todas as autoridades polica s e capitaes de cam-
po o apprehendam e levem ra larga do Rosario n
37, armazem de molhados de Veriato Centeio Lo-
pes, ou a Antonio Delgado Borba, na povoac&o de
Tracmnhaom, que serlo generosamente recompen-
aadoa. '
Roga-se ao Illm. Sr. Ignacio Vieira de Mello,
escrivao na cidade de Nazareth desta provincia, o
favor de vir ra Duque de Caxias n. 36, con-
cluir aquelle negocio que S. S. se comprometteu a
realisar, pela terceira chamada deste jornal, em
8ns de dezembro de 187.1, e depois para Janeiro,
passou fevereiro e abril de 1872, e nada cumprio;
e por este motivo de novo chamado para dito
Sm, pois S. S. se deve lembrar que este negocio
de mais de oito annos, e quando o Sr. seu filho se
achava nesta cidade.
Agua Preta
Manoel Xavier de S e Albuquerque, solicitador
provisionado, encarrega-se de promover qualquer
cobranca amigavel ou judicial, e reside no povoa-
do dos Montes (Una)._____,________________
Na fabrica de cerveja ra do Brum
se precisa de um hornera para trabalhar em
urna carrosa Je um cavallo. Na mesma fa-
brica se compra I.aranja da trra a 600
sro cento. i
Cnzintieira
Precisa-se de urna eozinheira para urna casa
estrangeira : a tratar na rna do Commercio n. 38,
1* andar.
de joias.
Ra do Cabuga n. 19.
*t Neste estabelecimento se encontrar *?T
^ um bonito sortimento de joias qne se jg
s^> vendem por tal preco que animar ao fjfr
2| comprador, attento ao vantajoso syste- gj
-g ma, ganhar pouco para vender mui- <&&
** to, que certamente til ao compra- **
2i dor e ao vendedor. J3
j^ Tambem se compra ouro, prata e pe- .-
9 dras preciosas, bem como se fabrica e j*8/
2 concerta toda e qualquer obra tendente ^
^.j mesma arte. S
Aluga-se o primeiro andar di sobrado da
rna Direitr n. 8, com commodos, caiado e pintado
todo de novo : a tratar na loja do mesmo. ____
Avisase
a quem der noticia da escrava Guilhermina que
foi do tenente-coronel Feliciano Joaquim dos Sa-
tos, e aepois comprada ao Bario de Nazareth,
representa ter 25 annos, tem falta de denles na
frente e as mos com cicatrizes de quemadura
de gaz, secca do corno e muito regrista, que des-
appareceu da casa de sobrado n. 26, da ra dos
Coelhos, que ser generosamente recompensada
Aviso
Os Srs. Meuron A C, fabricantes de rap,
na ra do Visconde deGoianna n. 157, preci-
sara de algumas mulheres para trabalhar na
sua fabrica : a quemeonvier, pode dirigir-se
a mesma fabrica para tratar._____________
Cozinheira.
Precisa-se alagar nma negra que saiba coii-
nhar : a tratar no hotel de Apipueos.
Precisa-se de um tiomeiri para pucha-
ilor de roda, e um menino para recebedor de-
papel : n'esta typographia.
AMA;;
Precisase de urna ama para todo v
servir/ de casa de urna s pessoa : a-
atar na rna de -. Francisco n. 39.
Precisa se de nma ama para 60-
zinliar c comprar, agradando paga-
se tem: na ra Bella n. 23, hojo
liba do Camino.
lt-Li..
l precisa-se de urna ama, forra ou
1 M 1 escrava, que sirva para todo ser-
fJL L i_ vico, em casa de pouca familia
na ra de S. Franciscs n. 54.
l'recisa-se
saiba engomma
X*.lTJir>*. casa de pouca familia
tar na ra do Bario da Victoria n 44.
AMA
de um ama que
ar e lavar, para
a tra-
\rnl Precisa-se de urna que cozinhe e en-
.Allldi gomnie bem para urna s pes*oa : na
ra do Rangel n. 9, segundo andar.___________
T7Z77 ^Precisa-se de nina ama para cozinha/
segundo andar.
AMA
37, Io andar.
Preci
tratar na ra larga do Rosario n. 22,
Precisa-se de urna para andar com
enancas ; a ra da Imperatriz n.
Os abaixo assignados, exportadores de algo-
do, convidam aos inleressados neste ramo de ne-
gocio para se reunirem em um dos sales da As-
sociacao Commercial Beneflcente, no dia 6 do cor-
rente s 2 horas da tarde, para trataren) rde esta-
blecer inaior regularidade na classilicacao do at-
godao.
Becife, 3 de marco de 1873.
Rabo Schmmettau i C.
Keller & C.
Gromm Neesen & C.
Mills Latham & C!
Amorim Irmo >x C.
Adamson Howie & C.
Simpson & C
T. Jelerics 4 C.
Pedro M. Maury.
Pereira Carneiro A C._______
Precisa-so de urna escrava para se alu-
gar para duas pessoas, paga-se bem, na ra
Direita n. 61.__________________________
Precisa-se
alugar una escrava para servico de cara e ven-
der na ra : no Caminho-Novo ra do Conde da
Boa-Vista n. S4.
.Vina com urgencia
Precisa-sede ata ama para lavare engommar:
rna do Baro da Victoria n. 28 outr'ora Nova.
Rocha, Lima i Guimaraes, curadores Oseaos
da massa fallida do finado pharmaceiitico Igna-
cio Pessoa da Silva, convidam aos credores da
mesma massa, para que dentro de tres dias te-
nham a bondade de Ihes apresentar os seus ttulos
de divida afim de se poder feichar o respectivo
balanco.
Recife, 4 de marco de 1873.
O procurador judicial,
Antonio Carlos Pereira de Rurgos P. de Len
Atlenco.
Na roa estreita do Rosario n. 3o, sobrado de
um andar, avisa-se aos Srs. armadores, que tem
a vendr-se porcao de palmas, rosas e festoes de
papel e de panno, para a quaresma e para os
sepulchros, e para os freguezes de fra da cidade,
tem sipo de llores para saias de anjos, capel las e
diademas para os mesmos ; faz com presteza toda
e qualquer cncommenda para fora, grozas de
folhas de rosas de todos os tamanhos e festoes,
tudo por preco muito commodo, ramos de llores
de cera, de papel e de jKinno._______________
100$
Fugio no dia 23 do corrente o escravo Vitalino,
preto, crioulo, idade 25 annos, alto e cheio do cor-
po, quando falla le 'anta o beieo superior, tem
falla de um deute do lado de cima, anda alguma
cousa bameiro, ps grossos, levou vestido caiga
de riscadinho o camisa de madapolo ; este es-
era toja fugio em ouhibro do anuo prximo pas-
sado, e foi preso na estrada de Paje de Flores ;
foi escravo de Antonia Francisca de Jess, mora-
dora em Correntes e depois foi vendido ao capi-
tn Tbomaz Thenorio de Albuquerque Villanova,
morador em Papacaca, o qual tem urna fazenda
em Buique, de que elle era vaqueire ; suppoe-se
que f. i acompanhado por um escravo pertencenle
ao Sr. Manoel Francisco Marques, tambem preto,
crioulo, e natural da provincia do Cear : roga-se
todas as autoridades policiaes e capitaes de cam-
6o que o apprehendam e condu am-no a ra do
rnm n. 74, armazem de Jos Francisco Martins
k C, que se Ihe dar a gratiticacao cima.
Cozinheira.
Precisa-se alugar urna cozinheira, forra 6u
escrava, paga-sq bem : a ra Nova, loja n. 11.
Aluga-se o 1.' andar da casa do largo da
Matriz de Santo Antonio, onde se acha a photo-
graphia allema, par o primeiro de julho prximo:
a entender se cen o proprielario.__________
__Precisa-se de um caixeiro que tenha pratica
de taverna e d fiador de sua conducta : a tra-
tar ra do coronel Suassuna n. 296, de idade
de 15 a 20 annos.
Feitor.
Na ra do Imperador n. 75, loja, precisa-se
de nm bom feitor e que entenda de plantacao,
prefenndo-se solteiro.
Ao commercio.
Os abaixo assignados, socios da extincta soeie-
dade que gyrava sob a firma-Silva A Ferrei-
ra- na taverna da ra do Leo 'oroado n. ?,
avisam ao respeitavel corno do commercio que
nesta data dissolveram amigavelmente a soeieda-
de que gyrava sobe aquella firma, Jicando todo o
activo e passivo ao cargo do socio Maximiano
pas
Jos Ferreira
seu capital e
retirndose o socio Silva pago
lucros.
Domingos G. da Silva.
Maximiano Jos Ferreira.
de
1
ga-se bem
Preeisa-SO de una ama cozinheira
para cozinbar e fazer os mais ser-
vicos de urna casa de duas pessoas,
quer-se pessoa muito asseiada, pa-
na ra do Imperador n. 75, 2 andar.
AM\
Precisa-se de urna ama para casa
de rapazes solteiros : na rm larga do
Rosario n. 32
Ama
enguiiiiiriHlo
Precisa-se de nina ama para casa de
pouca familia : na na de Mareilio Dias.
antiga ra Direita n. 43, Io andar____________
Ama para
Precisa-se de urna e paga-se bem: no Calilei-
reiro, casa de Francisco Joaquim Bibeiro de Brilo.
Engommadeira
Precisa-se de uina ama para engommar, paga-
se bem : na ra do Nr.gueira n. 39, sobrado.
Vtenlo.
O Sr. Jos Francisco de Paula Cavalcante, se-
nhor do engenho da Palha. imi <'io\anua, tenha a
bondade appareoer ra da Imperatriz n. 20, a
negocio-de seu particular inlrre.-se.___________
Caixeiro.
Precisa-se de um caixeiro com pratica de mo-
lhados, com a idade de 14 a 16 annos; a tratar
na ra dos Guararapes n. 10._______________
Aluga-se nm sitio com casa para grande fa-
milia, quarto- para pretos, coxeira, curral para
vaccas, com tres cacimbas de pedra e cal, de
agua de beber, baixa de capim e com muitos ar-
voredos de frueto : na Torre ao p de Libanio
Candido Ribeiro : a tratar na ra da Concordia
n. 32.
20#000.
Frecisa-se alugar urna escrava que engomme
perfeitamente liein, e faca o mais servico interno
de una casa de pequea familia, composta de
duas pessoas, e de urna outra que cozinhe com
perfeicao : no largo do Paraizo n. 28, Io a 2* an-
dares.*
Aluga-se o sobradinho do largo da Penha
n. 12 : a fallar na ra das cinco tontas n. 31.
Attenco,
Ha urgente necessidade te urna pessoa que en-
tenda de estabelecimento de molhados, o qual es-
la enllocado em urna das principaes ras desta
cidade, mas que tenha algum capital para entrar
de soeiedade, isto em consequencia de seu proprio-
tario ter um outro estabelecimento onde precisa
ser mais permanente : quem se achar nestas con-
diccoes dirija-se ra do Imperador n. 8.
= Na ra do Fogo n. 26, precisa-se alugar urna
preta para vender taboleirn._________________
= Aluga-se a casa n. 15, em Sanio Amaro das
Salinas, com frente para a estrada de Olinda, toda
estucada e com 3 quartos, 2 salas, cozinha e quin-
tal murado, os bonds passam na porta : a tratar
na casa contigua n. 19. ^^___
Precisa-se de um criado para o servico de
casa de pouca familia, preferindo-se escravo : a
tratar ra da Cruz, armazem n. 20.
COMPRAS.
Cobre, lato e
chumbo.
Compra-se no armazem da bola amarella, tra-
vesa da ra do Imperador.
- Compra-se moedas de 20 francos
Nova n. 23, loja
na ra
VNDAS.
Bom negocio.
Vende-se 25 acefles da companhia dos
urbanos do Recife a Olinda
dir.
trilhos
esta typographia se
Vende-se o deposito de ctiaroto da r_ Vi-
dal de Negreiros, antjo pateo do Terco, intitulad
Havana : a tratar na ra" larga di Rosarte b. 30.
Pedra marmore.
Da nielhor quaMdade o para lodo genero de
obra, retalhase por oreos commodos : ra
da Madre de Deus n. 9.
I MI 1


mmmmmmm


Diario de Pernambuco Quart feim 5 de Marco de 1873.
FUNDigAO DE FERRO E
FAERICA DE MACHINAS
\ roa do Bario d Trimupho (ma Brini) ns. IOS a \M
CARDOSO ' AVISAM aos Srs. de engenhos e ao publico em geral, que teem recebido da Europa
grande sortnento de ferragens para engenhos e para lavoura, e quaesquer outros usos
e misteresda industria agrcola, o quetudo vendem por prccos razoaveis.
t OrmaS para aSSUCar pintadas e galvanisadas, de diversos tamanhos.
V^PQfgg ftorisontses e verticaes j bem conhecidos nesta provincia e fra della, os
" raelhores que teem vindo a este mercado.
MOenaaS completas de diversos tamanhos, obra rauito forte e bem acabada.
MeiaS moendaS para assentarem grades de madeira.
aixas Qe ierro de ferro fundido e batido, de diversos tamanhos.
Rodas d'agUa de diversos tamanhos.
ICOdaS dentadas de diversos tamanhos e qualidades.-
ConcertOS concertam coi*1 promptido qualquer obra ou machina, para o que teem
sua fabrica bem montada, com grande e bom pessoal.
EnCOTTimendl; Mandam vir por encommenda da Europa, qualquor rsachinismo,
Wi"1"^11^'0 para Q que ^ correspondem com urna respeitavel casa de Londres
e com um dos melhores engenheiros de Inglaterra ; incumbem-se de mandar assentar
ditas machinas, e se responsabilisam pelo bom trabalho das mesmas.
Ra do Baro do Triumpho ns. 101, 102 e 104
FUND CAO DE CARDOSO & IRMO________
MITA ATTENCAO.
Soares Leite & Irmos, com loja de miudezas ra do Baro da Victoria n. 28 (ou-
tr'ora Nova) pedem muiU attencAo para os presos abaixo especificados :
MIUDEZAS.
Duzia de meias para homem a 39, e'55?
6JJJ000.
RAPE REA FINA
DA
IMPERIAL FABRICA
DE
MORE1RA & C.
NA
BAHA
Abotoaduras para collete a 200 e 320 rs.
dem dem para punhos a 320 rs.
Talheres cabe de viado ( imitag&o a 3J000
a duzia.
dem idem cabo branco 2 B a 53J500 a du-
zia.
Caixa de linha branca com 40 novellos a
500 rs.
dem idem de marca a 2i0 rs.
Mago de fita chineza a 135000.
Coques modernos a 335500.
Resma de papel pautado liso a 23*800, 335,
3*5500, 435000 e 635000.
Caixa de papel amisade a 600 rs.
dem idem idem beira dourada a 800 rs.
Caixa de envelopes forrados a 700 rs.
dem idem de cores a 500 rs.
Caixa de pennas Perry a 800 rs.
dem idem a 400 rs.
Livros para notas a 320 e 400 rs.
Redes enfeitadas a 135300.
Tranca de caracol branca, a 400 rs. o
mago.
dem lisas a 200 rs. o maro.
Microscopios (sem vistas) a 235000.
Duzia de pegas de cordo imperial a
320 rs.
Indispensaveis de couro da Russia a
1035000.
Leques para senhoras a 235000, 435000 e
735000.
Vara de fita escoseza 'larga (hoje grande
novidade) a 435000.
Duzia de collarinhos bor Jados para ho-
mem a 835000.
dem idem lisas a 635000.
Duzia de cachimbos p de gallinha a
235500.
dem idem de madeira com tampa a
335600.
dem idem para senhoras a 435 e 735000.
Lamparinas gaz a 135000.*
Grosa de botOes de osso para caiga a
200 rs.
Grinaldas para casamento a 235 e 535000.
Duzia de baralhos francezes canto doura-
do a 335600.
dem idem dem lisos a 235500.
Garrafa de tinta roxa extra-fina a 135000.
Pegas de fita de velludo de todas as cores
e larguras.
dem idem de grosdenaple, idem.
Sapatos de tranga, tapete, casemira e char-
lte.
Mascaras baratas.
Chapeos para senhoras a 835000.
PERFUMARAS.
Garrafa de agua florida verdadeira a 13200.
dem idem kananga do Japo a l200.
dem idem divina a 135200.
dem idem Magdalena (novidade) a 135500.
Frasco de oleo oriza e philocome a 135000.
dem idem antique a 400 rs.
Opiata muito boa e fresca a 135, 135500 e
235000.
Tnico oriental de Kem a 135000 o frasco.
Caixa de pos para dentes a 200 rs.
dem idem de pos chinez, o que ha de
melhor, 500 rs. e 135000.
Mago de sabonetes inglezes a 600 rs..
Duzia de sabonetes de amendoa a 235500
e 335600.
dem idem com flores a 135500.
Frasco com Salsaparrilha verdadeira a
335500.
Agua de cologne, banha em frascos a
muitas perfumaras de gosto e baratos.
QUINQUILHARIAS
Mascaras, brinquedos para criangas, bollas de borracha, tambores, cobras de madei-
ra, etc., e muitos objectos que se tornara longo mencionar.
28 lina do Baro da Villora 28
Arados para lavrar a trra.
Carrinhos de mo.
Camas de ferro.
Cofres de ferro.
Cestos d'arame para fi
Fogoes de ferro.
Baldes de ferro galvanisado.
Chapas de ferro galvanisado para cobrir casa
Pregos americanos.
Tachos de ferro estanhado.
Machinas para descarogar algodao.
Machinas de cortar fumo.
Omento.
Salitre.
Balangas, pesos e medidas.
EM CASA DE SHAW HAWKES t C.
RA DO BOM JESS N. 4.
derecos de bri-
llantes, esmeraldas
rubins e perolas,
voltasde perolas.
Obras de ouroe
prata de todas as
qualidades.
SAPHIRA
NOVA LOJA DE JOIAS
N. 2 ARa do CabugN. 2 A
DE
II % UROS d I 11 IIO
Achando-se completamente reformado este estabelecimento, e
teado os seus propnetarios feito urna importante acquisgo de
joias as mais modernas vindas ao mercado, e de qualidades superio-
res, convidam ao respeitavel publico a fazer urna visita ao seu es-
tabelecimento, afim de apreciar e comprar urna joia de gosto por
prego razoavel.
Boa acquisicao.
Vende-se ama casa na roa Imperial n. tf>,
de pedra e cal, em caixio, propria para estabe-
leetmento, tendo cozialu interna, com mn bom
Quintal todo murado, com cacimba e sabida no
randi : a tratar na usa n. 236. na mesma
nu.
CEtas e madapolao cora
pouca avaria.
Chitas de eres 200 e 240 o covado, madapo-
fto targo Ano a 3*800, 4*, 5* e 7 a peca : na
rn a Crespo n. 20.
Vende-se, arrenda se on permuta-se, pe*
trras que sirvam para plantar canoa, urna padaria
sita no pateo da feira no povoado dos Mentes; a
tratar com seu proprietario no mesmo povoado; e
para informaces, com os Srs. Rocha Lima 4 Gui-
maraes, ra do Bom Jess (ontr'ora da Cruz) n.
1(5, on cora o Sr. icomedes Mara Freir, no
Caes do Apollo, n'esta cidade._______________
Terreno na cidade.
Vende-se um terreno na ra Imperial, cem
HH palmos de frente e 540 de fondo, solo pro-
pro, atterrado, porto no fondo para descarga
de materia** : a tratar na casa contigua n. 236,
oo na ra Nova, loja n. 7.
Moreira & C. solicitam a attengo do publico da provincia de Pernam-
buco para o rapAra Finaproducto de fabrica pertencente a filhos
do paiz, e cuja qualidade est conhecida perfeitamente igual do verda-
deiroAra Pretacomo o fabrica a casa primitiva na Bahia, tendo alm
disso a vantagem de ser viajado.
No intuito de tornar conheceido devidamnteapreciado o rap- Ara
Finaos annnunciantes acabam de autorisar seu agente em Pernambuco,
a acceitar, mo grado, os obstculos e direitos de introdcelo, a luta da
concurrencia, acompanhando-a nos abatimentos de prego at onde for
sso compativel com suas for cas.
Os annunciantes esperam encontrar na nobre populagao de Per-
nambuco, o apoio quetm jus a activdado e os esforgos que ellesteem
empregado para, por assm dizer, nacionalsarem um ramo de industria
que at hoje s ao estrangeiro tem aproveitado.
O deposito em Pernambuco no escrfptorio do Sr. Domingos Al-
ves Matheus, ra do Vigario n. 21. As vendas sao feitas em libras
ou meias libras, vontade do comprador.
Prego 19000 a libra, com descont de 18 /0 em porgo de 10 libras
para cima.
Bahia,21 de fevereiro de 1873.
Moreira & C.
ALCATRAO DI GOTOT
LICOR concentrado c titulado
0 Sr Guyot chegou a tirar ao alcatrSo a
sua acrimonia e o seu amargor insupportaveis,
o que o torna mais soluvel. Aproveitando essa
feliz descoberta, elle prepara um licor con-
centrado de alcatifo, o qual, sob ura pequeo
volume, contem urna grande proporjo de
principios activos.
0 Alcatrao de Cayot (Goudron de
Guyol) possue por consequencia todas as van-
tagens da agua de alcatrSo ordinaria, semter
os inconvenientes. Basta deitar d'elle urna
colher de caf n'umcopo d'agaa para obter
logo um cepo de excellente agua de alcatrSo
sem gosto desagradvel. Cada qual pode
d'essa maneira preparar a sua agua de al-
catrSo quando della precisa, o queoflerece
economa de tempo, facilidade de transporte
e evita o manejo to desagrdate! do alcairio.
0 Alcatrao a*> Cbyaf substilue com
vantagem muitas tisanas mais ou menos
inertes, nos casos de defluxos, bronctites,
tosses, catarrhos.
0 Alcatrao it, Guyot empregado com o maior xito as molestias seguinte:
EM BEBIDA. Urna colher de caf para um copo d'agua ou do coicret de
sopa para urna garafa :
BRONCHITES
CATARRHO DE BEXIGA
DEFLUXOS
TOSSE PERNITAZ
IRRITACO DE PEITO
TOSSE CONVULSA
Effl FOMENTACOES. Ucr puro ou com umpouco (Tagua:
affeccOes da pelle
comichOes
molestias do couro cabelludo
*i
i)
EM INJECCOES. UmaparUdt licorqvatna"agua(.BeriiMifcwii *
FLUXOft AHTIG08 OU RECENTES
CATARRHO DA BEXIGA
0 Aleatrfto de Gayo* fox experimentado com um verdadeiro xito no
principaes hospitaes de Franca, da Blgica e da Espanha. Foi reeonhecido
que, para os tempos de calor, elle conslitue a bebida a mais hygiemca, e to-
bretudo durante os tempos de epidemia. Urna intrueco aecompanhaeada vidro.
Deposito gerl em mm, I FREE, I, rae Jaeofc
Pbu.aiu.ico, P. Manrer et O. fw**"-*"1*1!?. **
VERDADEIRAS
PILULAS de BLANCARD
COM I02URET0 DE FERRO INILTERAVEl
APPROVADAS PELA ACADEMIA DE MEDICINA DE PARS, ETC.
Posauindo as propriedades do iodo e do fem, ellas convem especialmente as ArrEC-
55es rscRorc losas, a Tsica no principio, a (raqueta de temperamento e tambera nos casos
de Falta de cor, amenorrhea, em que Becessario reacir sobre o sargue seja para lhe
restituir a sna riqueza e abundancia nonnaes, ou para provocar e regular o sen curso peri-
dico.
/. B. O todartto de ferro Impuro oo alterado um medicamento Infle!,
Irritante. Como proTa de paren e autbenttdade da erelr*
Plala* ac Blaera, dere-te exigir couo ello dle rala rrae-^
Uva e BOlta Inaa, aqui reproduida, qae tt acha na parte Inferior
de um ratato vera*. Deve-ie desconfiar da* falsIflca^Se.
rncaaa o eaa taaaa aa ahartaaeiaa Pharmaeeulico, TU* BonaparU, W, rara.
Na pharmacia Maurer ra do Baro da Victoria n. 25.
mfm \
DE '
COSTURA DE IIOWE
SOARES LEIE, IRMOS
Ra do Barrio da Vieloria n. 28
As mais simples, as mais baratas e as melhores do mundo!
Na exposico de Paris, em 1867, foi concedido a
Elias Howe Jnior, a mc.lalha de ouro e a condecora-
rlo da 'Legio de Honra, por serem ns macliinas mais per.
feitas do mundo.
A medalha de ouro, conferida a E. Howe Jnior, nos
Estados-Unidos por ser o inventor da machina de cos-
tura.
A medalha de ouro na exposWto le Londres acrediam
estas machinas.
A 908000
Cabe-nos o dever de annunciar que a companhia das machinas de Howe de Nova-
York, estabeleceu nesta cidade ra do Baro da Victoria n. 28, um deposito e agencia
geral, para em Pernambuco e mais provincias se vonderem as afamadas machinas de cos-
tura de Howe. Estas machinas sao justamente apreciadas pela perfeiclo de seu trabalho,
empregando urna agulha mais curta corn a mesma qualidade de linha que qualquer outra,
e pela introduego dos mais aperfeir-oados apparelhos, estamos actualmente habilitados a
offerecer ao exame publico as melhores machinas do mundo.
As vantagens destas machinas sao as segm'ntes:
Primeira.O publico sabe que ellas sao duradouras, para isto prova incoutestavel, a
circumstancia de nunca terem apparecido no mercado machinas de Howe em secun-
da mo.
Segunda.Contem o material preciso para reparar qualquer desarranjo.
Terceira.Ha nellas menor frieco entre as diversas pesas, o menos rpido estrago
do que as outras.
Quarta.Formam o ponto como se fora feito mo.
Quinta.Permitte que se examine o trabalho de ambos os fios, o que se nao consegu
as outras. .
Sexta.Fazem ponto miudo em casemira, atravessando o fio de um outro lauo,
e logo em seguida, sem modificar-sc a tenso da linha, cozcm a tazenda rnais
' Stima.0 compressr levantado com a maior facilidade, quando se tem de mudar
> de agulha ao comecar nova costura.
Oitava.-Muitas companhias de machinas de costura, tm tido pocas le grandeza e
I decadencia. Machinas outr'ora populares, sao hoje quasi desconhecidas, outras soilreram
! mudanzas radicaes parapoderem substituir : entretanto a companhia das machinas de Ho*e
J adoptando a opinio de Elias Howe, mestre em artes mechanicas, tem constantemente
i augmentado o seu fabrico, e hoje nao attende a procura, posto que laoa 000 machinas
| por dia.
Cada machina acompanha livretos com instrueces em portuguez.
A 9^>000 A 90^000
SOARES LEITE, IRMOS
A'
Ra do Baro da Victoria n. 28.
Lindos vestidos a 5$ o corte
Superiores cortes de cassa de cor, de organdy e de percalia com barra e de daos
saias, acompanhados dos competentes figurines a 6* cada corte. >endem na roa Pri-
meva de Marco (antiga do Crespo) n. 13, loja das columnas de Antonio Correa de \ as-
cellos.
Tij De 45-rOOO a 55-MsO
o milheiro.
Estes tijolos, fabricados de barro vcrmelho con-1
solidado, sao os melhores e os mais econmicos
pela sua baratera para ladrilhar os pavimentos
terreos das casas, porquanto, pouco mais eustan-
do do que os feitos no paiz, sao, sem comparacao
alguma, superiores a estes pela limpeza de que
sao susceptiveis. Custam. alm disto menos da
decima parte dos de marmore, j reprovados, e
dos de diTerentes mosaicos, os quaes nao estao
certamente ao alcance de todas as fortunas, e s
sao empregados e proprios para as salas princi-
paes. Alm da vantagem que ha no emprego
destes tijolos para os pavimentos terreos e casas
de campo, tem estes ainda a de serem os melho-
res e mais proprios para ladrilhar cozinhas nos
sobrados da cidade, attento a sua solidez e pouco
peso, estando mais que provada a conveniencia
de serem assoalhadas as cozinhas toda* de tijolo,
e nao s a parte junta ao fogao, no que at as
companhias de seguros se deveriam interessar.
Vendem-se nos armazens de tarinha de Tasso Ir:
maos & C, no caes do Apollo.________________
Charutos de Havana
De diversas marcas, receboram pelo ulti-
mo vapor.
Bourgard & C.
iyMMMIIIiliU5
Vende-se
aiIEl'MUISMOS
lanilla
i(ij.
^^^~ *" --%.'P* 6AUDB
DEPOSITO GERAL
NA
Pharmacia e drogara
M
BAKTHOLOMEU & T.
34Ra larga do Rosario34
Vende-se ou aluga-se
o sobrado n. 5 da ra do Rio, na freg.e-
>iadoPcoda Panella, com 3 salas, 6
quartos, 1 saleta, despensa, cozinha e quintal mn
rado. cujo predio acha-se concertado, caiado e
pintado de novo : a tratar com o commendador
Tasso.
Iffifil!
um excellente alambique todo de cobre, quas
novo, e com duas serpentinas : a tratar no enge-
nho Massangana, do tabo.
O bacalhio da Noruega, em caixas e tnt'.ss
(lilas : no caes da Alfaodega n. I, armazem M
Ta?o Irmos & C_____________^____
i Vende-se cal nova de Lisboa pelo meaos
pre?o do que em outra parte : na ra de Peoro
Alfonso n. .'i.
01,
Salsaparrilha de Ayer
Extracto composto.
Para purificar o sangue e livrar do veneno
de escrfulas, syphilesem todos os seus diTe-
rentes e numerosos ramos.
Remedio de Ayer
Para sc*Ocs.
Contra as febres intermitientes, febres re-
mitientes, beliosas e toda e qualquer mo-
lestia que tem sua origem no desarranjo
da bilis.
Pilulas catharticas
de Ayer.
O purgante perfeito ; pde-se empregar
por todo o eleito de um calhartico ; ou jun-
tamente com os outros remedios de Ayer.
Peitoral de cereja
de Ayer.
Para molestias do peito, pulmes o gar-
ganta, taes comodefluxo ou tosse, croup,
asthma, diphteria, bronchites, phtysica, etc.,
a a .^rin\ t.ntn na escolha (e mesmo cultivacao) das drogas deque sao feitas, como na sua decoccio; eternos
tado ao povo.
Vendem-se em todas as principaes pharmacias de Pernam-
buco e do imperio.
PRESOS
Peitoral de cereja.......
Salsaparrilha de Ayer...
Remedio para sextos...-
3JJOOO cada vidro.
Pilulas de Ayer..............1 cada vidro.
' b.__Os remedios de J. C. Ayer M. D. (doutor em medicina) vem acompanhados
com rtulos e envoltorios em portugkz, com todas as instruectes e direc$oes necessarias e
como proteceo contra as fraudes trazem imprensados em bronze as cobertas de cada vidro
os noroes dos nicos agentes geraes no imperio do Brasil
W. B. *2ao*el8 C.
AGENTES DOS SRS. J. C AYER Agente desU provinciaJ. .'' Boyle, ra do Commercio n. 38.




Diario de Perhambuco Quarta feira 5 de Marc de 1873.

Fazendas m liquidaco
Mi
N. 60 Ra da Imperatriz N.
PERKIRA DA SILVA & C.
Tendo o prnprietario doste importante estabelecimento, grande vontade de liquidar
todas is fazendas que tem em ser, tem resolvido vende-las por presos muito mais baratos do
qu*se vendem em oa tra qualquer parte, com o fim de apurar dinheiro, razo por que con
t4% rospoitavel publico a vir sortir-se, nao s de um avultado sortimento de fazendas 9p
como tambem de grande sortimento de fazendas finas e dos mais apurados gostos.
Ejpvine que.s vende a dinheiro vista, por estar em-liquidado.
GREMDI\FS OFFICINA DE ALFAIATE NA LOJA PO
COH LISTRAS DE SEDA A 800 RS.O COVADO | Neste grande estabelecimento encontrar
O Pavo recebeu um elegante sortimento o raspeitavel publico, orna bem montada offi-
das mais lindas grenadinos pretas com listras cia de alfaiate, onde se manda executar
de seda de cor, tendo entre ellas com listra qualquer peca de obra, tinto para homeu,
roxapropria para luto, que vende pelo ha-'como para meninos, com a maior pres-
ratissimo preco do 800 ris o covado ; assim tesa e perfeic3o assim como para qoalqoer
como dita muito fina com hstra encarnada, lato que de repente appare^a, teodo oa mes-
que vende a 13000 ris o covado. Esta ma officina om perito official destinado para
fazenda veio pelo paquete chegado ultima- farda dos Ilm. Srs. officiaes de goarda a-
mante da Europa, e liquida-se na loja do cional oa tropa de lioha, sendo esta officina
Parlo roa da Imperatriz n. 60. dirigida pelo hbil artista Pedro Celestino
CAMBttAIS ASERTAS PARA VESTIDOS A Soares de Carvalho.
)?000 e iO&OO RS. ESPARTILH05 A 3(5000.
O Pavo reccbou um elegante sortimento | O Pav3o tem um grande sortimento de
das mais linas cambalas brancas, abertas e espartilhos, tanto para ssnhora como para
bordadas para vestidos, que vende pelo ha- menina, qbe vende pelo barato preco de
r.i'issimo preeos de 9?, c 10y>i)0l) rs. o
corte, tendo bastante fazenda.E'jiechincha,
tu loja do Pavo a ra da Imperatris n. 60.
LSINHAS BORDADAS A 400 US.
O COVADO.
O Pavao recebeu um elegante sortimento
das mis lindas lsinhas transparentes com
florzinlias bordadas, tendo de todas as cores
inclusive rova propria para viuva, e vende
pelo baratissimo preco de 400 rs. o covado.
K* pechincha na loja do Parto a ra da Im-
peratriz n. G0.
GRENADINES A G40 RS. O COVADO.
O Pavo recebeu um elegante sortimento
das mais lindas granadinos pretas* com listras
brancas e ile cores, sendo muito boa quali-
dadje, e rende pelo baratissimo preco de 560
rs. o corado. E' pecliiuclia na loja do Pa-
vao a ruada Imperatriz n. 00.
C6BERTAS DE FUSTO ACOI.XOADAS A
4*000 RS.
O Pavao receben um grande sortimento
de cobertas grandes de fusto, acolxoadas,
guarnecidas com franjacm volta, tendo bran-
case de todas as cores, e vende pelo baratissi-
mo proco de i4, rs. K' pecliincha na loja
do Pavao a ra da Imperatriz n. 60.
CHAPEOS PARA SEBiHQRA A 123000 RS.
O Pavao recebeu um elegante sortimento
dos mais modernos chapeos de pama, rica-
mente enfeitados, para seohora, com osseus
oraoeteotes veos, e vende pelo baratissimo
p: od" L2&006 rs. E' pecliincha na loja
i Pavao a ruada Imperatriz n. 00.
LAS MODERNAS
0 Paro vend' um bonito sortimento de
lsinbas listradas, sendo das mais modernas
tem rindo ao mercado, pelo baratissimo
'A de 309 o 600 rs. o corado. Y.' pe-
liana loja do Pava > a roa da Impera-
triz ti. !)''.
ALPACAS LA VIUDAS A 640 US.
O COVADO.
!g tu para a loja do Pavao um elegante
> ito das mais bonitas alpacas de cores
.i. las, -"iido ,is cores mais modernas que
t \ rin lo para vestidos, e rende-se p lo ba-
ttissi io ireco de 646 rs. o covado. E'
lincha aflojado Pavo a rita da linpe-
ntriz n. 60.
Cortea Iveanabraia, iltimaBa-
vidavde, a 9?009.
0 PavO receben pelo ultimo vapor de
i :: >pa cortes de cambraia branca comb-
is ricamente bordados, tendo fazenda
- ..i:1 travestido de qualquer modelo,
viwdos sao os mais modernos que tem
rindo ao meneado, e pela suaexcessiva baca-
ii-serecoiiimi-ndaveis as senhoras
'!)o:n gosto. Bazar lo Pavao, ruada
Imperatria n. 60.
LENCOS A 23400 A DCZIA.
O Pava. tem urna graudo porcao de tan-
gos broncos com barra do cor, muito bonitos
e boa quali lado, que vende por 2-3400 por
\ : atande porcao,
Ditos to los bramos aliainbados muito fi-
noa a 23300.
Ditos chinezes com barra de cor, muito fi-
i)33500. E' grande pecbincka, na loja
. i aro.
I Jiit'ij-as a 33000.
O P.r. io reeebeu pelo ultimo vapor, um
io sortimento de romeiras pretas de fil
n salmeos, com lindos enfeites pretos ede
'.":, e vende pelo barato preco de 33000
ca a om, por ter grande porro.
Ditos i" los de seda ricamente enfeitados a
PARA 0 CARSAVAL.
3>r>aiiiisw<*
O Pa. o tem ;iri grande sortimento de tl-
minsde i lasas qualidades gostos, proprios
10 carnaval, ton io tambem de merino
isez milito interossantos, que vende ou
al iga ,-... precos rduitobarat is, por ter gran-
de porro.
LENCO'ES DE BRvMAltTE.
O Pa*ad rende knces de nrainan'.e mai-
t: arM4>M, Mnrto denmyauoo s, pelo ba-
n ao preco de k5';00 cada om.
MA6APDLES.
PCW de madaoo'J'i l.anrez muito fian
i ttU \r Is a :;3*<)0 e 0,9000.
\-
m-jKo sim-iriur a
5 r. i i't
7.500 '.
i >>*i.j7. UinnAi mito fiaai 'j-SOOO,
tt>n' a U5500 at \JWijO.
33000. Ditos muito finos a 45030 e 50000,
sio dos mais moderos que tem vindo ao
mercado.
CHITAS A 240 RS.
CHITAS A 240 RS.
CHITAS A 240 RS.
0 Pa*3o vende chitas francezas proprias
psra vestido, sendo muito boa lazenia, com
padres claros e escaros, pelo barato preco
de 240 rs. o covado, por ter um lere to-
que de mofo : pecbincba.
LIQUIDAg.AO DE CALCAS DE CASEMIRA
O Pavao tem nm grande sortimento de
calcas de casemira de todas as cores e qoa
lidadis, para lodos os precos, e desejaodo
amito li mida-las, resolreu vende-las por
um preco muito em conta, para diminuir a
grande porcSo.
CASSAS FRANCEZAS.
O Pavo vende bonitas cassas francezas
com bonitos padres, e de muita phantasia
pelo baratissimo preco de 240 e 280 rs.
covado, sendo fazenda de muito mais dinhei-
ro, grande pochincha, na loja do Pavao.
BOURNS A 163000.
0 Pavo recebeu pelo ultimo paquete da
Europa, hournus dos mais lindos gostos que
at boje sao conhecidos, e em relaco ex-
cessivaharateza, convidam-se as Exmas. Sras.
para as verem, para assim admiraran o que
ha de mais novidade neste artigo.
CORTES DE CAMBRAIA A 63000.
O Pavo vende cortes de cambraia branca
com listas e lavores da mesma cor, tendo fa-
zenda para um vestido, e vende pelo barato
preco de 63000, por sor grande pechincha.
Ditos muito finos com babadinhos brancos
bordados a 83000.
Ditos ditos com listas de cores a 43000 e
53000.
Ditos de cambraia branca com 20 metros
de babadinhos de cores a 9-3000. E'grande
pechincha na loja do Pavo.
BRAMANTES PARA LENCO'ES.
O Pavo vende Superior bramante de al-
l ilao tendo 6 palmos de largura que so
percisa re 1 J/i vara para um lencol, me-
tro 14600 e a vara 10300.
Dito de inbo puro superior muito encor
pado com 1 mesma largura a vara 25400
Ditos francezes muito finos a 20500 e
30000.
Peca 4e HambL,rgo e panoo de linbo coa;
0 e 30 varas, para todos os presos e
qnalidade.
Pecas de bretanba de pnro lioho, tend-
30 jardas pelos precos mais bar2-to qae se
'.em vi-to.
Pechincha de finissimo esguiao sncelena
com 6 jerdas 70CGO.
Peca de finissimo calea com 30 jardas
a 305'X), atoalhado adamascado com 8 pal-
mos de largara a vara 20OCO.
CALCAS Ol CASEMIRA.
O Pavao tem nm grande sortimento de
calca de casemira, as.ira como cortes o
mais modornos que tem vindo nos oljimos
Sonras e em fazenda das mais linas e mais
novas ao mercado, e vndese por barato
preco para aperar drahei.-o assim como cal
as da brici hraneo e de cores per precos
auno raauaveis p3,-a a^bar.
TNICAS PRETAS.
0 Parlo receben om grande sortimento
das mais ricas tnicas de grs preto, rica-
mente enfeitadas, e venda pjr preco razoa-
vel.
VESTIDOS BRANCOS BORDADOS DE
3550000 AT 600000.
0 Pavo receben nm lindo sortimento
dos mais ricos cortes de cambraia branca.
ricamente bordados, e com todos us. enfei
tes necessarios, e vende pelos tremas d^
350000 at (500000, nao tem vinio nada
mais rico neai mais moderno.
Obras de phanlasu.
A loja da Apuia Branca^ ra do Duque de
Caxi s n. ."il. receben uib bello sortimento de bo-
nitas modernas obras < phantasia, sendo :
Brinc s e cruzes pretas com doorados e pedras-
Outros de <> adrep rola queimada com bonitos
(nfeites de delicadas flores.
Outros i'e lin > dourado cra p nge les de cores.
Ootrot encarnados e e boait s moldes.
Rosetas de fino dourado con pedrae brancas,
Aderecos. da madocperola.
Ditos dourados com camapheo preto.
Ditos encarnados.
Ditos imitando folhas e lores natunes.
Ca soletas de madreperola;
Voltas de ^rossos aljofares de cor s.
Outras de ditos prct s com dourados.
Pniceiras de tartaruga com dourado.
Outras pretas.
Grampos pretos e de cores.
Bonitas abotsaduras de Qoo dourado, c. ape-
aras, coral vtc. para abertura de camisas.
Botoes dourados e de outras qualidades, par*
aberturas e collarinhos.
Bonitos leques.
A loja di Aguia Branca, ra do Duque de
Caxias n, 30, recobeu boott s leques d* per/ea
phantasia. pro o com dourados e outros de apu-
rados gostos; assn como receben oa ros de ma-'
deira aue se confunde com o sndalo, e tem el-
las lindos coloridos u > c ntro, e anda assim ven-
de estes pelo barato preco de 4f000 cada um.
Vasos de erystal para toillet.
A loja da Aguia B anca, a ma do fraque de
Caxias n. 30, r ceben bonitas garrafinhas de erys-
tal em par com ramajeos domadas e mu pro-
prias para arranjos de toilet, ote,
Anneis e colares elctricos
A lo;a l'aguia branca roa Duque de Caxias
a. 50, rect-beu aova reinessa dos proveitosus an-r
Beia e colares elctricos, e contina a recebe-los
measalmenle, pelo que sempre estara provida de
taes objectos. ,
Diademas dourados
A loja d'aguia branca ra Duque de Taxias n.
5, recebeu iiovamentc bonitos diademas dourados
e enfeitados com pedras e aljofares, obras de ges-
to e phantasia. Tambem recebeu novos grampos
pretos ou alflnetes com flores para a cabeca.
Leques com bouquets e ou-
tros chinezes.
A loja d'aguia branca na Duque de Caxias
n. 50, receben moa pequea qu.a,ntidade damielles
bonitos, leqiuw eom bwiruets e ofe ehmeM.
Gold creme para refrescar e
am^oiar a peile
A loja d'aguia bftnea a iua.Pwpe de Caxias
>. M. recebeu rold crein>'-dos af;uiwdos fahricari-
tos I.ubin, Legrara e Condray
Diademas e grampos de
A loja da ajuia brani-i. ra do Duque de
Caxias ii. 30. recebeu noramento bonitos diade-
mas e grampo* de $90,
Bioos de seda pretos com
flores de cores.
A loja da aguja branca, ra do Dnque de
Caxias recebeu, romo novidade bonitos bieos de
seda pretos eom dores de cores, sobresabindo nel
le.- o preto com encamado, e todos mu i proprios
para barras e outros enfeites de vestidos de gra-
Hfldine, ou medfna, e outras fazendas transparen-
|#s. Pela coniinodidaJe dos pre.os esses bicos tor-
oani-so niai mnmodo, e fela novidade de g06to,
pfeferiveis a quaesqner outros enfeites.
Aeos ou mantinhaspretas.
A loja da aguia branca, ra daDnque de Ca-
sias n. 50, recebeu bonitos veos 'ou mantinhas
pretas de seda eom flore?, e outras a milano de
croch, e vende-as pelos baratos prejos ile 3,
i,i e 6000. A fazenda boa e est em pereito
estado, pelo que contina a ter prompta extrac-
Diademas e aderecos de ma-
dreperola.
A leja da Aguia branca ra do Duque
di-
de
rola, obras de
D't is f'-ricezM' a. inl-: s mono Saos i. rt: paradifferentej oreos.
ALGODAOZiNHO.
O PivS w,i.de ii"r prieto mnrto baratn
?
'()) n.'u'Odi7..ulo americano meit-
b-jca com 18 jarda-, a 1000'
- \..ra i jard-s a 46300 e 50000
i "'';' ] -.: :a I cioito encornado 1
ALGODO rNFlvSTAD").
B ende verdadeiro e supprior
. >o ''i .iai laripiras para leo' .
i'to eo-'orpadii 10 no cada var?.

.
CORTINADOS PARA CAMAS E JANELLAS
A 'SSOO, 85000 E IO0OOi).
0 Pavio tem um graode snimento de
corticados para cama e janellas, que ven-
de celo barat > preco de "0300; 80OO-) e
100000 o par, tendo al por I80OOO, assim
C! mo eolebas de damasco para camas de
noiv.is, e grande sortimento de t^paM-; tan-
to para 4 c Jeiras como para cimas, pianos,
portas, etc., todo vende por preces razoa-
els. 1
CAMBRAIAS.
O Pavjo vende cones de cambraia trans-
parente propria para vestidos a 20500 e
300-0.
Peca de dita omito fina com 16 jardas
unto taoada corso transparente a 40UIK),
50000 e 650O0 at a mais una qae vem
jo merca lo,
QOUXESDE PERCALIV COM DUASSAIAS
A 40000.
O Pavao vende bonitos cortes de precalia
com doas sa-as, geoda fazenda oe tnu.t)
gosma ;3000, enchincha.
BAPTISTAS DE GRANDE NOVIDADE
laxias n. 50, recebeu uuja pequea porcao
pademas e aderecos de maurcpe
apurado gusto.
rara o carnaval!
Para o carnaval!
Para o carnaval!
Velbutina de todas a? Cl">res ; so na na Duque
l- Casias n. A. loja da esquina. dcBenlo da
va 4c C
Perfeita novidade.
Grampos com bopbolotas, boiouros a gafa-
nhotos dourados e coloridos.
A loja da aguia braua, rea do Duqm' do
Caxias n. 30, receben novos grampos om bor-
bolatas, beton e gafanhotos, o que de certo :
perfefta Rovid-de. A nuanlidade pepuena, e
por isso em breve se acabar.
Novas gollinhas ornadas com
pelucia u arminlio
A loja d'aguia branca ra Ouuue de Caxias
- 50, recebeu ufiapeipieBa 'qnantidade de boni-
s aoovas golljnbas, traballto de la e seda, en-
neitadas com arminho, obras estas de muito gosto
e ineiran ente novas.
Grampos, brincos e rozetas
dourados.
A loja ih agia branca, ra do Duque dj
Caxias n. .*>(). recebeu novr.mi'iite bonitos grani-
llos, brincos e rote tas donjmdog ; assim tUM
novos diademas de aro, e '-orno pre conti-
nra a vende-tos por precos razoavi'is.
MACHINAS
DB
COSTURA
Cbegaram ao Bazar Universal da roa No-
va b. um sortimento de machinas para
costora, das melhores qualidades que existe
na America, das quaes moitas j sao bem
conbecidas pelos seas autores, como sejam;
Weller d Wtlson, Grover A Doka, Silen-
ciosas, Weed e Imperiaea e outras muitas
qoe com a visto devero agradar aos com-
pradores.
Estas machinas tem a vanta<;em de fa/.er
o trabalho que trinta eostmwas podem
fazer diariamente e cozem com tanta per-
feic5o como as mais permitas cosiureiras.
Garante-sea sua boa qoaiidadee ensim-se
a trabalbar com perfeico em menos de urna
iiora, e os precos slo v5o comm-jdos qoe
devam agradar aos pretndante* __________
. Na nadara alloma na ra 11 Guia n.
54, tem para se vender o segninta :
Kyvilhasde tresdillerentesqua lades, foi-
jiobratico graudo, rcpolhoem barricas, len-
tiihas, sevadinha (Perle), sag, nmesjas,
ma^s e corejas seccas; tambem tem para
vender duas bataneas grandes com ganchos
e bracos, alguns pesos, duas rodiuhasdo me-
tal para carrinho de mo, urna forma e um
focno para fazer hostias e obreias, e urna
bomba^__________^_______________^
Milho, milho, milho.
Nos armazens de Tasso Irmos & C.: ra do
Ainorim e caes de Apollo.
VENDE-SE
Vende-se um sitio com una casa torrea de
pedra e cal, tendo 90 paluios de fundos, em
chaos proprio : rita da Floresta n. 2, em Olin-
da, para ver e tratar na mesma casa.________
SEGREDO ECONOMA E CEI.ERIDADE.
Obtem-se com o uso
DA
INJECQO shost
nica, hygieuica, radical einfallivol na cu-
ra das gonrheas, flores brancas e fluxos de
toda especie, recentes ou chronicas; e que
offerece como garanta de salutares resultados
a continuada applicacao que sempre com a
maior vantagem se tem felfa) della nos hos-
pitaes de Faris.
Bnico deposito para o Brasil, Bartholomeu
& C, ruaLarxa Rosario n. 34.
wmm \ n
Por
Acaba' de
limk pl
Pam piano.
F. Libonio Col/is.
pnbliear-se e aelia-e a venda esto
iinki plepa com fronts|)ieio especial e anlo-
go, composto pelo muito talentuso e sinipatlm-o
maestro Colas.
PlBC SOtU).
A' rua Nova 11. II. anua am do Azevedo.
A lingiia Fnnr-eza
pon
l^OOU i>.
Methedo rpido o fcil ie easinar o frajierz
>elo
|>r. \l*2io ('(> Livrar/c fnim i'-.".
(irammnlica porlii;meia
A mais haratt de Indas as grammaucas a do
>!. liaio C'ewar orgcw.
500 1-.
Lkrvcia francem.
Vende-se o sitio da estrada da Cruz de Almas,
que (lea entre o do commendador Tasso e o do
desembargador Doria, com casa de viver.da. d ffe-
rentes arvoredos, grande haixa de capim. etc.,
dando os fundos para a estrada dos trilitos urba-
nos ao p da estadio da' Jaqueir* : a tratar na
rua do Amorhn u. 37.
Farinlia de mandioca a 31 o
sacco.
Na rua da Madre de Dos
quanlo nao se araba.
n. 7 : a ella, em
)
"*,4n d- ibes** t^rjrqra A I4i80,j O P.nio venda ma graula sortimeno
iv CHITAS ,\ -iy.-.) E so. Uiwm modernas, b.iptistas om hbtade
'.' cortas d-i .-r:;is [YjncezajijtHi proprias paravastido, cmn as ooitetnis
) co*ado* pelo diaiaote pre^o novas que tatn viodo ao mereatH aendJ
mnito nais largaa d que as chitas francezas,
peio prec-> da je vende pelo biratisaimo pre^o de 500rs.
cada covado.
i c >rW.
I covjdus
corte.
Xarope d'agriao do Para -
Antigoe conceituado medicamento para
cura das molestias dos orgos respiratorios,
como a phtysica, bronchites, asthma, etc.,
applcado anda com ptimos resultados no
escorbuto.
Vende-se- na pharmacia e drogara de Bar-
iholomeu A (,., rua Larga do Rosario n. 3i>
CABRIOLE!.
Vende-se um cabriolet americano, de doas as-
ientos, muito leve e e-* bom estado : para ver
na coclieira dj Sr. Cerino. rua do Hospicio nu-
mero 8.
Rival seii segunda.
Cheg-ram agulhas para machinas, do fabiieante
Crower & Baker. Duziaj^or 2IK)H.
Portas e janelas
Cahtilhas de mn-arola, k> rartrfit. em bn:
tado, veatlese porjiveij* mmmodu *w rua do
Mrquez de Olinda n. 7.
Mobilm.
Vende-se urna mabilia
C" ito estado : a tratar na
n. *, 4. andar.
do jacar:nda em
ma da Madre
ihem m m ?
YKS5AM
4 Rosa Braara.
<'hnpco.^ de ai r<-> de maifim a
l-2-TH>O.
An|Unha a 19500.
Ixraaadiiie jirola a it,0 rs o cova-
do, ultimo gosto para casaquinho e segunda
saia.
Cambraia tran^iarcnlf lina a
i^e 5^000 a poca, coM 8 '. 2 varas.
Chapeo* |iai*a l*ailmiiIus ou
para meninas pequeas, cousa muito chi-
qua a 4-"H)00.
Cambraia de rarex. : ICOS gostM, a
Vil) rs. ocovailo, i-riiii- ordinaria a 280 o
invado.
Ren atoalhado a 1?800 a vara,
muito fino, etem os mais lindos deso-
nhos.
4 oJmin para euitaaM a 49500, sao
eoKasqoe todbsvend^in s T"X)00.
CasMa liza fina, a 3tfM)0 a peca".
Thdo isto v muito barato
ponjue a Rosa Branca s compra adinhtri-
:o t vende polo nesmo svslema. Manda-te,
erar as casas.
Libras sterlinas.
VeihNse no armazem de fazendas de AugusJ
F. de Dliveira & ('.., raa do Commercio n. 4-'.
| UlItlUH) '"V Vil Vil I
Pode obter em pooco lempo eom o oso do ttelbor do lcorat acamada
HESPER1DINA
Faz^oito ancos qoe 6 conbecido este precioso tnico, e difficil acbar orna peuoa
qae, tendo experimentado peisoalmnte, nao falle em san favor, j coso bom estomaca
e apetisador, tomando em cliz della antes de jantar, ot cono facilitador da digestao
tornaado-se depois.
A BASE
da HESPERIDINA a LARANJA AMARGA, nio ha cm s habtate da BRASIL (a tetra
especial das laranjas) qoe t.ac conbeca as propiedades medicinaes da doorada frneta.
ora bem, a \
laranja am
em sea estado natoral tem am gosto pooco agradavel, e o mrito da HesperidiBa oap-
siste em reter soas boas propriedades, e ao mesmo lempo ipresenta-la como
EXQUISITO UCOR
A HESPERIDINA como INDUSTRIA NACIONAL nSo tem nada qoe mvepr l
melhores importac5es enropas de cathegoria semelhante. Estas, qoando moho, podtm
ser gostosas, porm a Hesperidina combinaco perfeita do
p AGRADAVEL E SAODAVEL
Para prova de qoe om artigo no qoal pde-se lar Dteiracoafianca, por aer pnro
e innocente, basta dizer-se que foi plenamente approvada e antorisada pala
JIT DE HYGIEHE
do Rio de Janeiro, permiltindo sna livre elaborado no imperio ; ontra
BOA PROVA
e a acceitacao geral que tem em todas as parles onde aoresentada. Em 4864 estabe-
leceo se a primeira fabrica em Boenos-Ayres; em 18ti a segunda em Montevideo;
no dia da ebegada de S. M. O IMPERADOR inaoguroo-se a fabrica qoe actualmente
trabalha n corte. Em Vaparaizo e em toda a costa do Pacifico lem boa aeceilacao.
tanto que rara a casa que considera completo sen aparador seta ama garrafa de
HESPERIDINA
0 homem velho toma Hesperidina para obter
VIGOR
0 homem doenie toma Hesperidina para obter
SAUDE
0 homem dbil toma Hesperidina para obter

perid;na para obter boa. cor t
Nos bailes as donzellas e os mocos tomam
^nimaco dorante os ioucos gyros da
BARROS JNIOR 4 C, roa do Vigano Tenorio o. 7, t andar, racebaram esta
grande especifico, e venoam-no nos depsitos segnintes :
Joaquim l'erreira Lobo, roa da Imperatriz.
Zefermo Caroeiro, rua do Commercio.
Marcelino Jos Goncalves da Fonle, roa da Cadeta a. 2.
Antonio Gomes Pires & C, na da Cadeia.
Antonio Gomes Pires & C cae? 2 de Novembro.
Gomes d- Irman hotel da Passagem.



Novo tratamento da Asthma, tosse, convulsa, defiuxo catarrhaes, e todas as molestias dos tiUmocs
que tem feito importantes curas, e que hoje o nico acceito pelos melhores Mdicos.
DEPOSITO GERAL, 34, rua Larga do Rosario, PERNAMBOCO.
Tinta Inalteravel
Para escrever
de P. NAIKER i C.
PHIt.XAMIU'tO
Esta tinta recommenda-se pela ?ua com-
poBica e fluidez como a melkor e a mais
segura, de todas as tintas at hoje conheci-
das. Nao ataca as pennas de ac, d at
tres excellentes copias, mesmo m'uitosdias
depois de escrever, e prel'erivel a qual-
quer outras tintas particularmente para
livros de commercio, documentos etc de
que se careca loncra conservaca.
.
J
Vende-se na pbarnjacia de arer C., roa Nova n. 25.
Orteiru oratoria" rrnn wnio h palbicha
SOjOO-i ead ama no caes A> Apollo. ^rn;a-
irtrn cIh TA>*n1rmo A C.
TASSO IRMOS 4 C
Em seas armazens ru.i do Amorte
n. 37 e caes do Apollo n. 47.
tem para vender por preces eomroodos :
Tifelos encarnados seMavos para ladriUm.
Canos de barro para esgotn.
Ciiupiito Portland.
Cimento Hydraulitv.
Machinas de deyearc^ar algndao.
Machinas de padaria.
I'cit.-issa da Russia era barril.
fliosphoros de era,
Sktga em garrafoe.
Sevadinha em garrafoe.
Leatiinas em itrraoes.
Hhiirn da aJmaira.
Vjnlio da Porto velho engarrafada
Vmho do Porto superior, di o.
Violni de Bordame, dito.
Vklho de Seherry.
Vinho da Vaduira.
Pvitcs cora liirjrr.is c Sobrada? iegiezas.
Licores finos sorlidns.
Cftgnnir Goilbier Frpres.
Latas do toncinho inglei.
Itarris rom repeiho cm saAKoura
BICHAS DE HAMEORGO
As mais recentes e rnclborffe.
Veiulem-se na ph.irmacia e drogara do R ir-
tliidoinou de C, rua Larga dosario o Rn. 3*.
Cerveja
A verJadi-ra corveja da Uaviera, marca baa-
' deira. di-stijM?or imalidAle : vendera Tasso Irr
toaos A C. ea> s*u armazem da rua d; Amcra
nutucr;:;:._________________________ _______.
Fio de algodap da Bahiw e cal de Lisboa, re-
rentemente rhegado : la para vender no e-
rrjptorio de Joaimim Jo Gonealves lieitrao t^i-
Itio. riw di- '-onimercio n. 5. _
Kcono^iia
( aos pas de familia )
f
Aviso s familias.
Xa rua do Livratnento n. 2, vende-se algod3o
trancado de duas largura?, com pouco defeito a
de|5rs. avara, fazenda que "sempre custou 155S0
la vara.
ATTEIM.
Charutos de Havana
Superiores
no escritorio de Tasso Irruios i C, rua do Amo-! rua Piroja n. tt)
rim n '!7 \ -----------------~" :
Leneops de liranwte a t'Vft um
i Dito" ii ahrodA) i I410W *
'libertas i chita ltW0uina
i er.-tone forradas a .'.WO urna
Dr! -i> k ( adama -cadas forradas a 3|000,
I .'lOOciHlO
, Colchas de fustao braceos e de roresa 3'>00
Hitas de irolw bi'a*,Fa'*l*skP*W0
d \er{< i idao .i Titfl)
nis o> K esrums a I50M>
< S na- rtin do Cn'spo n. 2o. l-.ja de f>ailnermeC.
i da Conim & C.__________
j Vciide-x iiin cabrii'ft ngle* de dnaawifcs
, e om qualrn assento, por ; -'eo rasoavcl
' ver na rocheira da rua da Koda, e a

rim n. 37.
Ta^-erna
Milho do Mamanguape vendeau
Vende-*e por preco commodo : na rua da Ma-; es n, C, cjm pouces fin tiaci.
dre de Deus n. o, pfimeiro andar. piante : a tratar na mesma. -



Diario de Pernambuco
i
ALTA MOAIDADE
PIANOS E MSICAS
ANTONIO JTOE BE AZEVEDO
Ra do Bar&o da Victoria n, 11, armasem, e 12 1. andar, antiga ra Nova
xmMMam
aonie o publico em geral encontrahempre o rtiaior e mais esplendido sortimento depiauos de
Pianos, msicas e instrumentos de msicas para banda militar
e orchestra.
Acaba de abrir do primeiro andar do sobrado n. 12 confronte
ootica Mturer, utn grande galio oode eslao expotos os magnficos
"J &.1^1F5J de artnar:o. de Pleyel.
-------- de meia canda, do mesmo antor.
MERON &C
AVISitl!
Tambem receben grande sortiroeu'.o de mu'ieas pm piano, piano e
canto e entre ellas as lindas composices do mnito sympatbico maestro
F. S i VT1\I
A SABER :
i Voe me qner Wals.
de H. Henri.
de Anieit- Tbibnut.
nico agente nesta. cidade, dos celebres afamados
PIANOS DE AUCHER FOES
remudo* em diversas exposi;09s om 14 medalhas de onro e prata.
Sao os (mico* pisos que aqni vem da Europa, perfeitamente afina-
do, felos core -legan :ia e solin.
Olga Mazurka.
La Separacioni Para canto.
A Luz elctrica, grande Waisa.
Franco Brasileiro Polka.
Tomada de Vllela GMope.
J.ianinha Walsa.
A Libertadora Polka.
A Primeira espada Walra.
A Mintia Lyra Walsa.
A Natalicia Polka
Stodiente Po'ka.
Ultimas publcales
Peitas as offiemax de msicas
do snnunciante.
Emilia, polka por I. Siiollt.
rcaeiana, ^hoich, por Smeltt.
Jardim d) Campo das Priesa?,
quadrilha, por J. P.'pf".
Bfcvtt Je Kosas, Waisa, por II. Al-
bemzzi.
rap
botes,
ai
K33
D'aqni emjdiante continuara a annunciar todas as publicares que se forem friendo as suas oficinas de msicas.
Nao ha mais cabellos
(trancos.
TINTURARA japoneza. .
Sc nicaapprovada pelas academias de
setarias, reconhecida superior a toda que
tem apparecido at hoje. Deposito princi-
pal ra da Cadeia do Recie, hoje Mr-
quez de Olinda, n. 51, 1. andar, e em
todas as boticas e casas de cabellei-
reiro.
Fogoes econmicos.
Nova quaiidade de fogoes para cozinhar, os
yaaes contm em si fornos para assados e caldeiras
para agua, de diversos tamaitos, pelo que se tor-
nara recommendados pela sua boa quaiidade e
conomia; assim como os j conliecidos fornos
fiancczes, fogareiros para aquentar ferros com
umita brevidade, guarda comida e ferros para al*
faiate e chapelciros : tndo na ma do Barao da
Victoria n. .19 (outr'ora ra Nova) loja de ferragen
le Souza e Guimaraes.
FUNDICAO DO BOWMAN
RA DO BRU1H N. 52
(Passando o chafariz)
aos compradores do bem conhecido e acreditado
REA PSETA, que reparem nos botes e meios
pois que os ha de rap de outra fabrica e nome diver-
so, e com papel da mesma cor, cujo desenlio se poda
confundir com o d'aquelles.
Os apreciadores que qmzsrem do verdadeiro ARE A
FE.ETA, evem para nao serem engaados ver qua
os botes trag-am o nome de MERON & C, e
napo de REA PRETA.
desig-
MEURON a C.
Vende-se
Borracha!
Borracha!
PEDEM AOS senhores de engenho e ontros agricoliores, em pregado res de m
choismo o favor de orna visita a seu estabelecimento, para verem o novo sortimeDto
complet) que ah tem; seado todo superior em quaiidade e tortidSo; o que com a ins
peccao pessoal pode-se verificar.
ESPECIAL ATTENCOAO NUMERO E LUGAR DE SUA FUNDICO : urna casa terrea nova, com grande soto, muito
TT J J do mais inn crnn* h^km e pm ta- bom travejamento para sobrado, na freguezia de
V anOreS 6 rOdaS U9a@>Qa 7 ??Y *yslemas e.em ; S. Jos, em muito boa localidade para estabeleci- A' rna do Vigario Tenorio n. 7 1" andar compra
i apuea O XUUao U agua maQhos convenientes para as diversas ment; quej m acha capada 'com uiverna, se borracha.
circumstancias dos senbores propietarios e para descansar algodo. ra deS. Joao, esquina para o gazometro : a ira- "
TVToPTlda*; f?A Patilla t':lo,los ostamanbos, as melbores qoe aqai tar no lai^o dos Coelhos. com Antonio Carneiro
Borracha!
Bot
mas
para senhoras, a 6#000,na
loja do pavo.
IV-rcira da Silva A C. rentaran pelo ultimo
vapor de Europa, uiu elegante sortimento de bo-
linas
existem.
para animaes, agua e vapor.
Rodas dentadas
Taixas de ferro fundido, batido e de cobre.
Alambiques e fundos de alambiques.
Machinismos
Bombas
da Cuuha.'
Cha preto e verde
VENDE-SE
a armacao e paos da venda e armazera de sal
| ra Vidal de Xegreiros n. 137, outr'ora Imperial,
' com comraodos para familia, garante-se a casa:
e tratar na mesma rua n. 131.
para mandioca e algodo,|
e para serrar madeira.
Pudendo todos
ser movidos a mao
por agua, vapor,
de patale, garantidas........ | ou anitnaes.
Todas as machinas e pecas de qQe se C8luma precisar*
de macbinismo, a prego
Ultimo gosto.
Cadeiras pretas douradas e marchetadas d ma-
dreperola : nos armazens de Tasso Irmao 4 C,
I no caes do Apollo.
Yenda de terreno.
t^tSSttSSi^m^,VBx aualauer concert demachiSDD0' aPreco mmmU*\* *** r"^5!5:.^?lS
mais madernas que ha no mercado ; assim como ttA 4Uttl4UTI tUUUCI ^ da Beber.be, muito nerto dos tr.lhos, rua do Car-
a boa quaiidade por terem sido remettidas por T?^-.-.,.-, A* fAWWM tem as melaores e mais baratas existentes no mer-eunda.com 380 palmos de ftvnte t 4/0 de fun-
uro dos nielhures fabricantes de Paris, e venden- OrmaS U.Q 1QTTO cado do, com duag frentes e esquina para a rua do
e nelo liarato urpcn At> fiiOOO m Ini-i dn p-i. ; L. Bom Lonslbo: a tratar no largo da >anta Lruz
4nD^i55rei?. l'Z 0J Pa Encommendas lQsuDQ,be"s?-d! nH,ndi; ST: mach'nTr von'n-4-a qua"lu _ | -iiUJmmc^aiJi tade d0S clientes, lembrando-!bes a vantagem de fazerem _____________________
Istias compras por intermedio de pessoa entendida, e que em qaalquer necessidade pode Vende-Se
Novidde.
A Predilecta, rua do Cabugi n. 1 A, acaba
de re.'cbcr pelo ultimo paquete ebegado da Eu-
ropa, um bello sortimenln de corpinhos de cam-
I raia bordados para senhoras e meninas, golli-
nhas e punbos tambem bordados e de pnantazia,
vaias bordadas, dilas com ntremelos para senho-
ras, bonitas calcinitas de diversos tampadilhos
para meninas, ricas fachas de tuquim de cor,
tue tudo vende por barato proco.
llies prestar auxilio.
Arados americanes
e instrumentos agrcolas.
RUA DO BRUM N. 52
PASSANDO O CHAFARIZ
Urna taverna bem afregucada, propria para
principiante : os pretendeiites dirijam-se rua do
Vi-conde de Inbauma (outr'ora rua do Rangel) n
30 1* andar, que achajao com quem tratar.
VE1ME
pes de sapotis, abacates, larangeiral cravo, e
outros mais ps de fructeiras : a tratar na Boa-
Vista, rua do Visconde de Goyanna n. 101, ou-
tr'ora Mondego.
Vende-se no bazar victoria cha preto e verde
de muito boa quaiidade : na rua do Barao da
Victoria n. 2, foja de Amaral, Nabuco k C.
A Borboleta
IKua lo Livramento 11. 5.
Vende a qneimar botinas para bomem, calcado
inglez, de sola grossa a 7*.
Tem um piano forte para vender barato do
melher fabricante Blondel Vignes e um lustre de
3 bicos para gaz.
Vende-se um cavallo ruco pedrez, grande,
excellente para cabriolet : para ver na cocheira
da rua da Boda, c a tratar na rua Direita n. 10,
Salsa-parrilha
Salsa^parrilha
Salsa-parrilha
nova, em bom estado, e de excellente quaiidade :
veude-se rua do-Vigario n. 16, escriptorio.
Vende-se vinho superior do Porto e charu-
tos da Baha : na rua da Madre de Deus n. S
i.* andar.
Cambraias
Cambraia transparente a 3jS a pe?a.
Dita dita lina suissa a 5.
Dita de cores a 260 o covado.
Dita preta e salpicos brancos a 210 o covado.
Dita para forro a 2J a pega.
Na rua do Crespo n. 20, na loja de Gulhcrme
C. da Cunta & C.
CASA DO OURO
.los* 5:OOOrOOO
Bilhetes garantidos
Uua do Bardo da Victoria (outr'ora Nova)
n. 63. e casa do eos turne.
O abaixo assignado acaba de vender nos seus
muito felizes bilhetes a sorte de lO'i* em qnatrn
quartos de n. 2630, alem de outns sortes meno-
res de 40 e 2U da lotera que se acabou de ex-
tr hi (41'j; convida aos possuidores a viren re-
ceber, que prompl.mente serao pagos na forma
do costume.
O mesmo abaixo assignado convida ao ivspeita-
vel publico para vi no seu estabelecimento com-
pr r os muito felizes bhetes, qae nao deixar de
tirar qualquer gremio, como prova pelos mesmos
annun ios.
Acham-se venda os muito felues bilhetes ga-
rantidos da 2- parte das ki ras a beneficio da
igreja matriz de Granito, que se extrahir no dia
12 do eorreate mez.
Precos
Inteiro 6*000
. Heio 3*000
Quarto 3003
De 100j?000 para ma.
Inteiro 3300
Meio 25730
Quarto 1*375
Recie, 4 de uarc) de 1873.
Joao Joaquim da Costa Leite.
Engenho.
Vende-se ou arrenda-se o engenho Estrena
d'Alva, no termo de Agua-Preta. d'aira e t-
peiro, e est montado, distante da estadio d'Agua-
Preta duas legoas : quem o pretender dirija-se ao
mesmo engenho a tratar com o seu proprietario.
Vende-se um balco com podra marmure :
a tratar na rua das Flores u. 23.
41
a
c
7.
DOS PREMIOS DA I PARTE DAS LOTERAS CONCEDIDAS POR LE PROVINCIAL N. 330 A BENEFICIO DA IGREJA DA CONCEICO DOS MILITARES, EXTRAHIDA EM 4 DE MARCO DE 1873.




S. PB.EMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PERMS NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. INS. PREMS. NS PREMS.
3 6 105 6 348 60 525 60 740 SOO 971 60 1143 6 1316 60 1525 60 1726 1O0 1888 60. 2088 60 2311 60 2455 60 2664 60 2854 61
0 68 50 36 42 60 76 52 26 36 36 ie0 1914 92 22 57 ! 71 58
9 70 51 43 52 81 53 ^_ 34 45 i0 44 60 17 2100 23 60 - 76 59 _
10 78 53 44 53 90 57 _ 35 48 60 30 22 8 24 67 80 - 62
36 79 50 45 68 91 60 _^ 39 56 52 24 9 27 69 87 - 63
42 80 . 58 54 70 1004 62 __ 59 58 53 20 15 29 75 88 88 2
44 83 62 60 71 0 08 ^_ 60 62 61 28 18 41 86 O0 93 89
5i 86 66 66 77 16 79 _ 64 64 40 63 35 29 51 88 60 94 98
53 93 69 93 81 >- 23 83 __ 78 65 60 66 _ 37 31 52 91 O 95 2900 _
59 95 lO 97 89 1O0 27 85 79 71 69 _ 38 34 57 2503 1O0 97 1 _
03 - 98 70 98 800 60 38 92 81 73 75 40 35 59 18 60 2700 5
06 212 77 602 ?4 45 93 93 3P 78 48 47 62 22 17 , 8
08 14 78 3 8 51 98 1405 78 81 53 49 68 24 19 12
69 19 79 8 lOj 13 02 1200 0 88 83 59 69 69 36 31 13
79 22 80 06 18 00 14 64 10 9 94 88 __ 74 73 1O0 70 _ 38 37 1O0 21
87 ' 32 84 60 19 17 CG 13 10 1603 i 97 83 75 60 77 51 44 60 24 -
93 48 98 20 O 19 67 14 11 12 98 84 81 :000 86 __ 56 47 27 -
96 50 413 29 63> 21 71 17 27 10 1802 90 85 O0 89 60 -48. 28 -
97 50 10 1 30 1O0 23 75 35 32 __ 24 tm 9 i 91 ^^ 91 60 91 ... 65 51 39
99 57 20 35 65? 35 83 36 36 _ 34 6$ 10 1O0 95 92 94 mm 67 56 42 -j
105 61 21 44 36 84 40 4O0 37 , 38 , 12 60 2000 98 2402 ._ 79 57 45
7 67 28 47 40 93 43 60 43 55 15 3 +* 2204 6 _ 84 59 50 *m
10 HW 75 35 51 42 96 44 45- 56 1O0 19 8 al : 5 10 __ 98 65 52 60
.13 63 77 42 52 56 1102 46 49 59 60 20 0 16 6 11 ... 2600 _ 71 _ 58
17 84- 45 1W 58 61 3 54 51 ,68 I 30 60 48 _______ 12 13 _ 2 __ 73 _ 59
1\ 85 52 6* 61 69 8 55 54 i 69 1 3* 19 _ 13 16 _ 5 __ 80 70 -~
26 97 -"" 55 69 79 10 57 59 i 72 190 38 < 25 17 __- 20 6 _ 83 72
27 * 99 56 70 80 11 3OO0 69 65 83 0 52 l 27 18 21 11 __ 97 73
30 300 65 i 71 84 1O0 12 60 71 66 -T- : 88 '4 : 54 ' 31 20 24 _ 26 2800 74
31 ZO& 9 69 79 40> 89 m 16 78 70 i 90 57 | 48 _ 22 28 im 37 ... 3 ' 77
3A U 1* 81 i 93 m 1 to 18 79 73 i 99 . 66 * 49 > 32 M 31 38 9 79
35 Jfc 17 88 60 709 913 24 83 82 38 ! 18 500 14 15 20J 26 85 83 1 6 70 54 50 ^ 41 _ 46 60 13 - 82 *
t? 19 10 L 15 16 60 29 93 84 --- 13 75 71 1OO0 56 42 ^J 48 15 87
23 15 ^24 22 33 98 87 I * 76 , 73 60 67 46 __ 49 _ 16 _]
52 29 21 27 25 34 1308 88 17 80 74 87 * ^^m 52 _ 50 1OO0 19 __ 90
56 ' 34 23 33 28 36 13 9;i 24. 83 88 54 54 60 35 ... 96
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*






*
Diario de Pernambueo Quarta feira 5 de Martjo de 1873.
A GER&L
NADO.
SESS.\0 DE 10 DE FEVEREIRO.
Discussao do voto de gragas.
(Continuado).
O SR. FIGUEMA DE .MF.I.LO entende
que de seu dever tomar a palavra, anda
mesmo depois dos brilliant's discursos que
tea Sido pronunciados iva discussao da res-
posta falla do tlirono ; e comegar por de-
clarar ao senado que nao pude dentar de
oppor-so opinio daqueiles que entendem
que a eleigo directa a pauaca que vem
acabar com todos os abusjs, coin todos os
males, e realisar os melhoramentos inoraos
o roateriaes do paiz.
Apezar do eloquente discurso do Sr. Vis-
conde de Inhomerim, que falln sobre esta
questo, diz o orador que nao ticou prova-
do que a eleicao directa ser uui hein para
o Brasil. E os nobres senadores ainda se
ho de lembrar de que, logo depois que te
ve lugar a abdicado do ox-iinperador e fun-
dador do Imperio, se levantara a panacea
de que se podia evitar os grandes males da
centralisago por meto da fe lorago, e que
a vitaliciedad do senado era o motivo
apregoado que evitava os Brasileiros do gozo
dos melhoramentos do paiz.
Estas ideas, porm, nao tendo sido atteu-
didas pela cmara dos deputados, pelo que
respeitava contralisago, o {orara na parte
quedizia respeito vitalieieade do senado.
Vindo para o sonado un projecto uesse sen-
tido, nao foi admiltido, porque o senado
tevo a coragein de resistir a essa opinio que
se levantava poderosa no paiz, e que "tam-
bm tinlia por si o apoio de ua das cama-
ras legislativas.
O senado salvar a sua dignidade, sal-
vando as iustituigcs do paiz.
Ilouvo una outra panacea : a idea dos
circuios a respeito da qual se fez ouvir um
dos vultos que mais honrou o senado, o Sr.
Paula e Sonza,quedizia que o governo re
presentativo do Bras 1 nao podia melhorar
em quanto a eleicao dos circuios nao fosse
estabelecida. 0 poder legislativo conser-
vou-se, porm, no estado em que est, e as
eleices se lizeram com os mesmos abusos
anteriores. A outra idea que appareceu
no paiz foi a revogago da le de 3 de de-
zembro de 1841.
Adinira-se o orador do que tem ouvido
propalar ,se contra o poder moderador, che-
gando-soat a orgauisar uu) partido com a
idea de debellar esse poder, quando nao ha
um representante da nago que nao compre-
benda a excelloncia desse poder, que o
regulador de todos os outros poderes cons-
titueiooass.
Admira-so que so tenlia entendido que a
eleigo directa deve ser adniittida como a
ultima palavra que a poltica e o patriotismo
podein exprimir.
Mas, de onde nasceu esta nova idea?
Quando nasceu? Desde que se proclamou
o processo eleitoral pela constituigo, a idea
la eleigo directa, embora apresentada por
liguas pliilosophos do paiz, nunca foi ad-
mittida ; durante todo esse tempo de quasi
meio secuto nao se apresemou um s pro-
jecto que eonsagrasse a iaa de eleicao di
recta, entendendo-se sempre que essa re-
forma nao podia ser intentada sem que pri-
meramente fosse reformada a constituirlo.
Em 18t>8 o partido denominado progres-
i, mas j partido liberal, admittio a
eleigo directa em seu progrmala. Mas
quando a admittio ? Depois que esse pro-
grammafoi lido pelo Sr. senador Silveira
da Motta, e quando a cmara foi dissolvida
pelo poder que nasceu a 10' de juilio
Ainda no anuo antocedente oSr. conse-
Iheiro Zacaras, ento presidente do conse-
lho de ministros, sustenta va a idea de que
a adopeo da eleicao directa nao poda ter
lugar sem previa reforma da constituid*.
Por consequencia (perguuta anda o orador)
qual o motivo porque se estabeleceu no ani-
mo dos Srs. liberaos a idea de que a eleicao
directa era boa ? Sem duvida, como meii
de guerra feita ao governo, e conseguiute-
mente foi urna idea de despeito. Atirou-se
aos ventos da publicidade esta idea, para ver
se ella consegua encarlar-se em um pro-
gramma que tivesse de ser adoptado em lem-
po opportuuo. Km Cree, pois, (lestes fac-
tos nao se pode ailmittir um tal presente de
gregos.
Tratando-se Ue apreciar a questo, o pn-
caeiro ponto que se deve examinar saber
se a eleicao directa conforme ou nao com
a constituigo. O orador entende que nao,
e pede Uceos ao senado para desenvolver
seu argumento, apezar de j o terem feito
.,, itajosameate os Srs. Visconde do llio-
Branco e .Marque/ de S. Vicente.
O orador faz minucioso exame dos pre-
ceitos constitucionaes com applicago ao
processo eleitoral, estabeleceudo o parallclo
entre a eleicao de dous graos e a eleicao
directa, fazendo sobresahir os benficos re-
sultados daquella, que estende a garanta
do dircit de eleger seus representantes
totalidado dos cidados brasileiros, e de-
monstrando a restrici.ao desta, que limita a
um numero assaz circunscripto os que tem
de exercer o mais alto e nobre direito que
a magna lei fundamental conferc indistincta-
mente a todos os que estiverem no gozo
dessa faculdade.
Quanto a tal ou qual dependencia do elei-
torado, entende o orador que ha de existir
sempre : e quanto influencia que o gover-
no deve exercer sobre a eleicao, tambem
entende que imprescindivel, desde que
essa inlluencia fr indirecta. Para justificar
essa sua intelligencia, pede liceuga ao sena-
do aim de externar urna opinio que seus
adversarios nao podem recusar, o a do Sr.
Antonio Carlos, um dos homens mais auto-
risados e distinctos do paiz.
Alm da leitura que o orador faz dessa
opinio, le tambem as do Conde de Cavour
e de um dos ministros da Blgica emiitida a
8 dejulho de 1848.
A inlluencia que os principios constitucio-
naes e a poltica do governo reprovam i a
influencia directa, a presso sobre aconscien-
cia dos eleitores, mas nunca a influencia
indirecta que resulta das mamfestages pela
iraprensa dos principios que o governo tem
de por em pratica ; essa influencia natural e
benfica nao pode ser negada ao governo,
que deve exerce-la com coragem e activi-
dade.
Passa a tratar da circular que subscreveu
e distribuio na provincia do Rio Grande do
Sul, na qual o orador doclarava o facto de
ter sido dissolvida a cmara dos deputados;
tornando-se essa declarado tanto mais ne-
cesaria, quanto nao ignorado que o par-
ledo conservador se tiuha dividido naquella
provincia ; diviso que nao tinha sido ope-
rada pelo orador,masporoutrosindividuos,
por aquelles mesmos que fizeram a diviso
do partido em 1860 ; pordiomens que col-
locaram seus interesses particulares cima
dos interesses de partido.
Nao procede o argumento de ter sido a
eleicao directa adoptada na Inglaterra, na
Franca, na Prussia, em rauitos outros paizes
da Europa o da Amrica, porque cada um
desses paizes adopta a lei mais conforme a
seus usos e costumes.
Cita urna correspondencia de Buenos-Ay-
res, publicada no Jornal do Commercio de
14 de Janeiro, que descreve o modo porque
so fez a eleicao directa na capital, exercendo-
te a mais vil e a mais baixa das corrupges.
Menciona a Pensylvania, onde se deu urna
duplicata ediz que ir agora a Pormgal...
O Su. Zacaras : ISo cheguea Coim-
bra. (Hilaridade.)
O Su. Ficueira de Mello entende que se
deve resistir a toda essa grita que se levanta
agora como echo da que se manifestara em
I8t8 como arma de guerra. Que preciso
resistir a esta onda que parece querer asso-
berbar a to los, pudendo o senado por essa
resistencia vira merecer muito da patria. E
o senado, quo j tem mostrado, ser um dos
baluartes da constituiro do Imperio, nao
deve eximir-se i'-sta occasio do resistir ao
imn dessa opinio que nao est radicada
no Brasil.
Ha de o orador, e aquelles que com elle
sabem o que ha de falso na panacea da
eleicao directa, resistir sem tregua.
teem certa marcha, segundo os costumes rado que levantava tantas desconfianzas entre
que a impdem. No Brasil, paiz noro, o nos ? ~
systema eleitoral que lhe adaptaram foi o da Sustonia-sW|ue nao se quera o protecto-
eleigo de dous graos, e nao v que se da- rado ; mas encara-so o outro aspecto da
monstrasse ainda que essa reforma premedi- questo ; so a repblica Argentina quizesse
tada possa remover os males.que se apon- usar de represalias contra o.Paraguay, oque
adopeo faria o Brasil ? Nada. Ento de que servia
tam. Era segundo lugar querem a
da eleicao directa sem que se tenha declara-
do qual a porgo da raassa de cidados que
tem de ser redada do direito de votar.
Observa ainda que com a experiencia dos
quo toen viajado pelo interior, cm o novo
senso que se quer levantar, nao haver mes-
ano a quem fazer eleitor.
semelhante tratado ? nao prestara seuo
para comprometter o pobre Paraguay.
Quiz se separar a questao de limites da
questao do tratado definitivo de paz ; mas
quem foi quem prendou urna outra ?
Leia-se o protocolo de 9 de setembro de
1870 e ver-se-ha que os plenipotenciarios
Tem visto creado de villas adoptadas pe- accordaram em que o tratado definitivo de
las grandes distancias e mesmo pelo cresc- paz devia prender-so ao tratado de limites,
ment da populacho, om que o governo luta Portento nao se podia repellir a pretongo do
com difficuldades para achar pessoal quo ministro argentino. Nossa generosidado, a
constita nina cmara em condiges de func- deferencia que deviamos aos nossos alliados,
cionar. Nestas condiges quem serio os obrigavam-nos a nao fazer tratado algum
eleitores ? De centenas e centenas de luga- com o Paraguay sem que elles tambem o ti-
res, quantos nao ficaro privados dessa luz zessem.
que vira penetrar no systema representativo? Por mais que estude esta questo nao p-
E assim, a eleigo directa tender a levar o de saber qual era o prestimo desses tratados
paiz obscuridade, e at a retrogradar. Dir- separados. Supponha-se que elles oto eram
se-hia umatal modiicacoaimagem daquel feitos. Nao se retiravam nossas forcas;
la poltica de Tarquinio, fazendo cortar as ellas, porm, ainda l ticam. Continuavam
grandes papoulas, licando urna grande parte os ajustes preliminares de paz de 20 de ju-
da massa geral dos cidados reduzida con- nho ; o que tinha isso, se nossas forcas eram
diefio de parias, quaido a tendencia do se-' conservadas ?
culo levantar as cabegas, em vez de curva-1 Anda mais ; os tratados de navegagu
las, para o verdadeiro nivel da igualdade po-, nao podiam ser feitos em separado. Quer a
litica per inte a lei do merecimentu. Nao se(repblica Argentina consiga levar seus limi-
corrigem os abusos da eleicao actual, o que tes at Bahia-Nogra, quer s os consiga f
E se, persuadido como est o governo, de o orador sent profundamente ; mas forga Uhar no rio Vermelho, ella sempre ribeiri-
que a adopeo da eleicao directa contra a
cnisiituico do Estado, todava se se dsse a
desgrasa de v-la votada, o orador diria ao
govemo que aconselhasse cora para nao
sanecionar semelhante lei.
Podia prolongar mais este debate, mas
est fatigado, o quer continuar por mais
Om pouco atim de responder ao Sr. senador
Pompeu a respeito dos negocios oleitoraos na
provincia do Cear.
Depois de algumas palavras a esse respei-
to, passa a tratar de sua administrado da
provincia do Rio-Grande do Sul, que presi-
dio, conforme os dictamos de sua conscien-
cia e os principios conservadores.
Ahi o partido liberal, que tinha por seu
orgfio a Reforma, nunca achou seno um
acto bom pralicado pelo orador, tudo o mais
era mo e contrario constituico esleis.
Esquecera-se, porm, deludo para promo-
ver os melhoramentos materiaes "da pro-
vincia.
Fez tudo para a introdcelo de 40,000
colonos, sem onus dos cofres provinciaos
quo nao coraportavara essa despeza, e foi
esse o nico acto quo ancontrou apoio dos
redactores desse jornal, eumdelles o Sr.
Silveira Martina, chegra a declarar que o
orador tinha conseguido fazer de urna lei m
urna boa lei. Mas de tudo se esqueceram,
com urna ingratido sem nomo.
Foi ainda, por solicitado sua, que o go-
verno imperial mandou construir um quar-
tcl grandioso ; e ainda foi por sua indica-
go que o governo concedeu 30:000? para
melhoramento do porto no litoral da laga
dos Patos. Organisou a guarda nacional,
le modo a achar-se preparada para o caso
de una guerra com os vizinhos, medida que
lhe valeu urna carta do governo, qualifican-
do de inspirago esse feito. Entretanto os
homens da Reforma, que vera fazer aecu-
sacoes na cmara dos deputados, tiveram a
impudencia de incitar os cidados a faze
rom urna representaco. porque diziam que
essa orgauisai;o da guarda nacional tinha
por tiin conquistar as eleices.
Essa representaco foi feita por meio de
discursos pblicos, nos quaes se insultavam
as autoridades, ao oador e a S. M. o Im-
perador. Assentaram em traze-la a palacio,
mas o orador, que tinha mais que fazer,
nao devia recebe-la cara a cara, noproprio
palacio da presidencia: mandou que a en-
tregassem ao secretario, trataudo-a assim
com o mais solemne desprezo.
Sobis qual foi o resultado ? exclama o
orador. O resultado foi nunca mais falla-
rom em meu nomo, de to envergonhados
que ficaram.
Continuando na narracao destes e outros
tactos occorridos no periodo de sua admi-
nistradlo provincial, o orador cita o Diario
de Pelotas c o Artista, queotrataram com
a raaior benevolencia e cortezia, e f de
homem lo honra declara que jamis houve
intervenco de alguem para as redaeges
desses jornaes, cuja lnguagein e apreciago
de seus actos eram espontneos.
As exploses da Reforma nao eram seno
o odio particular votado ao presidente da
provincia, porque tinha a consciencia de
seus actos de imparcialidade e era delegado
fiel do governo imperial; e estando seus
redactores como procuradores do partido
liberal, nao achavain no presidente da pro-
vincia a subserviencia para attender a
seus reclamos.
Achava sem execugao todas as leis, ex-
cepeo de duas, e Ibes deu andamento, fa-
zendo com toda a felicidade a do corpo de
polica.
Cbegaram a classificar a sua administra-
gao de destempero (risadas), e quem nao re-
parar na acccpgo do termo ha de attribui-lo
a synonimo de loucura; mas foi porque a
administrago destemperra a panella que
elles arranjaram para levar ao cabo seus
fins.
(0 orador prosegue em mais algumas con-
sideragoes).
O Su. Presidente:Eu acho que o no-
bre senador nao deve continuar.
O Sr. Zacaras : Est abusando da
mesa.
O Sr. Figueiri de Mello diz que poze-
ram-lhe maiores defeitos do quo Mafoma poz
no toucinho.
O Sr. Zacaras :Ora... toucinho...
0 Sr. F. Octaviano '.E' para os tem-
peros. (Risadas).
0 Sr. Figueira de Mello conclue dizendo
que, apezar dos insultos de que fra victima
de alguns desaffectos, consagra os mais pu-
ros sentimentos de estima provincia do Rio-
Grande do Sul, pela qual far tudo aquillo
que estiver a seu alcance. (Muito bem).
0 Sr. Presidente :Tem a palavra o Sr.
Jaguaribo.
O SR. JAGLAR1BE, depois de algumas
consideragoes relativas ao nobre senador pelo
Cear (o Sr. Pompeu), e passando questo
da eleigo directa, nao hesita em declarar
que nao julga possivel alterago alguma no
systema eleitoral sem a reforma constitucio-
nal. E apressa-se a fazer esta declaraco
porque lhe parece que ha um certo interesse
em propalar-se que a opinio publica quer
esta forma eleitoral como a melhor. No en-
tanto que, abstrahindo-se mesmo da coasti-
tuigo, ella sobremodo inconveniente,
vista do estado em que se acha o Brasil.
Primeramente observa que todos os paizes
confessar que ainda mesmo assim, to cheia
de vicios e torpezas, a eleigo de dous graos
tem concorndo para a civilisaco do im-
perio.
O homem obscuro, ignorado no seio de
sua pobreza e esquecido as matas, desde
que tem do vir s cidades sentir o attrito da
communho paroebial para exercer o seu di-
reito de votar, vai pelo contacto participando
da civilisaco e emancipando-se da ignoran-
cia de seus foros politicos; abolido o syste-
ma actual, retirado ao olvido, despojado
desse direito de associar-se na manifestago
da soberana do voto, ter-se-ha ou nao re-
duzido ao obscurantismo ? Incontestavel-
mento.
Nao se compare a Inglaterra com o Brasil,
que ha 300 anuos, ainda no meio de suas
revoluges de reformas, progredia mais que
o Brasil actualmente ; e essas mesinas revo-
luges demonstravam que aquello paiz senta
urna certa vivacidade, um certo anhelo e
avidez, que nao podiam deixar de ser a .ma-
nifestago do progresso que j possuia.
Nao se refere o orador s cidades do Bra-
sil, j to civilisadas como as da Europa na
pratica das scencias, da litteratura, das ar-
tes, da industria e do commercio; a diffe-
renga apenas no numero dos cultores :
mas, passando desses emporios do progresso
aos centros longinquos, das capitaes ao inte-
rior, o contraste doloroso.
Concluep orador estas cousiderac,des, di-
zendo que, desde que a reforma projectada
pelo governo (nao se refere a esse man do
cO;, acautelar os vicios o as fraudes, sobre-
tudo contra os que fazem o papel de phos-
phoro (e o orador nao sabe quaes. as ideas
do governo a respeito;, castigando severa-
mente os fraudulentos, o systema eleitoral
assim corrigido em seus abusos satisfar a
espectativa publica, supprir urna necessida-
de palpitante, sem que a constituigo do im-
perio seja violentada.
O orador passa a considerar um a um to-
dos os tpicos do discurso do nobre senador
pelo Cear (o Sr. Pompeu) relativamente aos
excessos commettidos na eleigo dessa pro-
vincia, ficando a discussao adiada pela hora
j muito adiantada.
O SR. NABUCO dividir em duas partes
seu discurso : tratar em primeiro lugar das
relages exteriores ; passar depois poltica
interna.
Sobre a poltica externa pouco tem que di-
zer, porque applaude o accordo de 19 de no-
verabro, que resolveu amigavelmente a pen-
dencia com a repblica Argentina, que nos
tomou de graves apprehenses- de urna
guerra.
Applaude esse accordo porque considera a
reparac&o de erros de nossa diplomacia. A
verdadeira dignidade da nago est na jusli-
ga ; a justica a forga moral que justifica as
guerras. ssim, causou estranheza que e
nobre sonador por S. Paulo (o Sr. marquez
de S. Vicente) condemnasse a iraprensa libe-
ral do Brasil, porque mostrou-se favoravel
causa da repblica Argentina.
O paiz tem o direito de inquerir a causa
de urna guerra que est a rebentar, e at
soar o primeiro tiro do canho todo o cida-
do pode esclarecer o povo, como melhor
lhe parecer ; declarada a guerra, ninguem
deve mais inquerir a causa della ; mas s
saber com quem combate para salvar seu
paiz.
E o nobre senador foi tanto mais injusto,
quando a imprensa liberal, depois da nota de
27 de abril pronunciou-se com ardor contra
a maueira por que o Brasil era tratado.
Assignala como um erro de nossa diplo-
macia os tratados que celebramos separados.
Entende que em caso nenhum o podamos
fazer ; para tratar separadamente com o Pa-
raguay, faltava-nos competencia e legitmi-
dade;" e, pois, nao entra nos motivos alle-
gados pelo Ilustre negociador desses trata
dos ern defeza do seu procedimento.
Nao podamos tratar em separado. A
guerra foi feita pela allianga ; a paz nao po-
da deixar de ser feita tambem pela allianga.
Nao somente o direito internacional que
assim o quer, o direito civil. Na causa
commum ninguem pode fazer nada que obri-
gue os companheiros, sem accordo destes.
Isto est tambem no direito convencional,
e, para reconhece-lo, basta 1er o art. 6.' do
tratado da allianga.
Poder-se-hia dizer que esta,djpjK)sigo es-
teva prejudicada pelo tempo dfecotrido. Esto
argumento prova de mais. Nao havia ne-
cessdade de tratado definitivo de paz; abi
eslava o tratado preliminar de 20 de junho e
o accordo de 2 de junho.
0 tratado definitivo nf o podia deixar de
ser feito entre os alliados, como foi feito o
tratado preliminar.
0 tratado de allianga contm disposiges
communs e disposiges peculiares.
0 que diz o art. 9.* desse tratado ? (L).
Pois bem ; deu-se o desaccordo e o Brasil
entendeu que podia fazer tratados s por si;
o que importava o mesmo que entender que
s por si podia garantir a independencia e a
integridade do Paraguay, earregando com
todas as consequencias que d'ahi resultas-
sem.
Entretanto o protectorado era o casus fa-
deris da allianga, era desafiar as suspeitas
de todas as repblicas da America contra o
Brasifj*Que outra cousa podia significar a
exclu5ttOdo8.alliados se nio' esse prqftecto-
nha ao menos at esto ponto.
Como ento exclui-la de intervengo em
seinelhantes tratados ?
Feitos os tratados separados, o que se ga-
nl>ou ? O risco de quebra de urna allianga
que nos custou a estabelecer, o de urna
guerra ruinosa para todos.
Ainda outro erro nos a distando urna
guerra ; elle foi denunciado pelo Sr. bario
de Cotegipe, no seu discurso ultimo ; ahi
mostruu S. Exc. que nos iamos empeiiliaudo
em BOM guerra temerariamente, quando po-
dia-se desde logo ter evitado esse perigo,
usando do meio que po Um foi adoptado.
de urna organisacojudiciaria qued garan-
tas e inspire coiftianca.
Fez-se a reforma judcara. Entretanto
a magistratura contina sejm vccac,o sem
noviciado, sem garantas, misturada na po-
ltica.
O supremo tribunal de justica ficou com
a mesma organisago defeituosa.
As retacos osto restrictas s provincias
onde ellas j existan quando se fez a inde-
pendencia ; de maneira que tolos os cida-
dos DOgozara da justica collectiva que a
constituico garante a todos.
A justica de paz foi declarada suspeita.
O jury contina a ser o que as relages
querem que elle seja.
Se a reforma nao deu garanta s liber-
lades individuaos pelo que diz respeito
administrago da justiga, tornou-se um ca-
bos, um labyrntho, em que ninguem se en-
tende ; nem juizes, nem advogados, nem
partes.
Nao entra na demonslraro destes propo-
siges, porque a liscusso do voto de gra-
cas lera um carcter synthetico.
Apenas far este observacO um dos
principios liberaos da reforma era que a po-
lica nao pronunciava mais. Sim, nao
pronuncia : porm ella quem procede ao
inquorito, sem as garandas de outr'ora, fei-
to de surpreza; as testemuuhas estramalham-
se nao apparecem mais ; 6 nesse inquorito
queojui/. se basa para decretara pronun-
cia. A polica, pois, contina a pronun-
ciar.
Ainda falla o orador nos processos- de
alleucia, com juizes designados pelo pre-
sidente do tribunal, o privando-so o fallido
lo juizo de seu domicilio.
Apona um outro facto caracterstico ; e
>' que o nobre ex-ministro da justica legiti-
mou o ertiprego das conkis, dos ferros e
Davam-se alusos desse gene-
ilas algemas.
Leudo alguns trechos ciesse discurso, mos-
tra qif o governo podia ter prevenido a no-
te de 27 de abril o todas as paixes suscept-
veis de trazer a guerra, para urna questo
de amor proprio.
Nem se pode dizertudo est acabado
com o aecordo de 19 de novembro. O pro-
prio Sr. baro de Cotegipe no seu discurso
declaren que por muito tempo as relages
entre os dous paizes nao sero restablecidas
no mesmo p em que estavam.
Em sua-opinio, portante, o governo est
na obrigag-o de dar algumas explicaces a
este respeito. Deixando, porm, este as-
sumpto para occasiao mais propria de deseo*
volviinentv vai tratar de poltica interna.
Deplora o estado do paiz, que caminha
para o deseonhecido. Nao ser o orador
quem veuha cora reticencias tornar mais
densas as trovas desta cerraco : defin-las
com franqueza, apontar onde est.o-mal e di-
zer qual o remedio que lhe couvm. um
dever do representante da nago.
Em mais de um discurso tem levantado
brados em favor do systema representativo e
nao cessar de o fazer em quanto tiver voz
no parlamento.
Esta situagocaractcrisa-sepola indifferen-
ga do nosso povo, que bem p6da> ver quan-
tos golpes leva a constituigo.
Nao isto devdo a urna causa, mas a um
complexo de causas ; nao tratar das moraes
e s das polilicas, que sao as inmediatas e
mais eficientes.
O mal conhecido e profundamente harai-
Iha o paiz peranto elle mesmo e parante o es-
trangero ; palpavel, todos o sen tem, go-
vernantes e governados, grecos e trvanos,
a cora o o povo. Isto j tem sido dito na
tribuna, com toda a deciso, o orador nao
ser menos franco e leal.
Esse mal en de que nosso paiz, constitui-
do sob osjstema representativo ha meio se-
cute, com a legislaeio actual, ainda nao tem
representaco legitima.
E'um mal que arreda o parlamento) das
questes sociaes e administrativas, (ue alias
preoecupam os outros parlamentos do mun-
do. Porque ? porque ha urna causa que
domina tudo; porque temos um parlamen-
to ficticio que nao representa o paiz, que lhe
imposto. 0 que importa ter urna consti-
tuigo papel? tanto faz t-la como nao, se
nao passa de papel. Temos g-nerno repre-
sentativo Dfl forma ; na substancia nao.
Qual a razio porque sendo este mal sen-
tido por todos, determinando necessidade de
reformas, nao tem sido remediado ? Qual
a razo porque, consignada essa necessidade
no discurso da cora, aceita por todos, a
reforma ainda indefinidamente f Nao se pod
dar razo satisfactoria. E' um erro fatal, e
que sempre se pensa que sempre tempo,
que a improvidencia espera os gritos sedicio-
sos que impe as reformas e nao as attende.
Nao queremos imitar a prudencia da Ingla-
terra, mas a imprevidencia da Frauga. A
Inglaterra conjura do longe as revoluges
por meio de reformas. A Franga espera o fa-
talj tardequando nada mais possi-
vel sal vai1.
As consequencias do adiamento de re-
formas reclamadas geralmente ahi es-
to.
Urna mocidade esperangosa, descontente,
desanimada, passou o Bubicon, organisou o
partido republicano que ainda nao existia
entre nos. Hoje que estranham sua pro-
pria obra : a existencia deste partido, embo-
ra seja de opinio e nao de aego.
0 que se deve fazer ? Fechar-lhes a boc-
ea ? Era commodo, mas oerigoso. 0 que
cumpre conformar a monarchia no Brasil
com as condiges das socidades modernas.
Garantida a liberdade politica, o partido re-
publicano desapparecer.
Nao teme a repblica: o que teme um
volco peior que o Vesuvio : esse volco o
abuso que existe no centro da sociedade,
abuso que pode envolver emeinzas as rep-
blicas pelos desmandos da anarchia, e as
monarchias pelos eicessos do poder pes-
soal.
Ha cousa peior do que reformas adiadas
e negadas, sao as reformas Iludidas. De
longa data que se reclama a reforma do recru-
tamento e a reforma da guarda nacional:
nao trata, por ora, destas porque esto em
gestago.
Mas a reforma judiciaria ? Esta foi com-
pletamente Iludida. A este respeito recor-
dar as ultimas palavras que disse na 3.1 dis-
cusso do respectivo projecto. (L.)
Com effeito,. encontram-se bonitos prin-
cipios liberaes na reforma judiciaria ; mas a
questo do povo nao de principios, da
realidade delles. Melhor constituigo do
que a nossa constituico papel nenhum povo
tem; e de que nos vale isto? A questo *
ro, e venlade; mas nao eram autorisados
pea lei ; a reforma exige que os conducto-
res de presos justifiquen) o emprego do '.aes
meios, quando elles forera absolutamente
mprescindiveis, mas peraute quem essa
juscacao ? perante a polica O resulta-
do que os conductores esto agora autori-
sados a empregar senielhntes meios.
llaviam queixas de demora por parte do
alguns juizes em darem seus despachos ;
mas inultos os davara com brevidade. A
reforma maceou um prazo verdade ; mas
que prazo ? GO dias. De sorte que hoje
as cousas estn em peior estado.
Foi, portante, Iludida a refo:na judicia-
ria, e o orador vai agora tratar da reforma
eleitoral.
A reforma eleitoral est Iludida pelo non
possumuf- do Sr. preeidente do conselho,
que repelle in lunine a eleigo directa, por
ser inconstitucional.
Disse o orador que o tal non possamus
Iluda completamente a reforma, eleitoral
porque nao ha quem nao eutenda boje re-
forma eleitoral seno como idea associada
eleicao directa (apoiados) ; porque o
mal nao est, na forma, est na materia, e
qualquer que seja a reforma, ha de ser
sempre Iludida.
Pode o nobre presidente do conselho rea-
lisar sua reforma relativamente s minoras,
que ella ha de ficar Iludida pelo bico de
peana, como ficaram todas ; ha de distri-
buir todos os districtos pelas minoras e
materias, poique nao haver reforma pos-
sivel se nao fr tragada urna liaba sanitaria
bem distincta. que separe os cidados vo-
tantes daqueiles que os impedem do direito
de votar; que durante a eleigo para lber-
dado daqueiles, possam ser exercida contra
estesas providencias de ordem publica que a
civilisaco e a sociedade exigem. Nio ha-
ver reforma possivel, se os capoeiras na
ci-la-le e os capangas no interior nao fo-
rera considerados perturbadores daordem,
c perseguidos em qualquer tempo e lugar,
pois que a impunidade os far continuar a
ser em qualquer tempo e lugar 06 cgos
instrumentos da corrupgo.
Dissera o nobre presidente do conselho,
que a eleigo directa contraria consti-
tuico ; mas, j em 1871 dissera o orador,
quo era una fatalidade, quando se trata da
reivindicago dos direitos do povo, trazer a
constituico como nm obstculo, como um
abysmo : entretanto que ti.das as dilliculda-
iles constitucionaes desapparecem, quando
se trata, do esbulbo do direito publico.
( Apoiados).
Dizia Montalembert, allodrado & reforma
eleitoral da Franga : Collacais a consti-
tuigo entre o povo e a sua salvago, como
um abysmo, como urna barreira reforma
eleitoral ; pois bem, se quizesseis procu-
rar um meio para tornar a constituico odio-
sa aos ollios do povo, nao acharieis outro
meio melhor. (Apoiados.) Porque nao
ha lei, por mais sagrada, que merega adhe-
so, desde que ella vier levantar um esco-
Iho entre a sociedade e essa lei.
Porgunta o orador se a eleigo directa
contraria constituico ? Mas porque ?
0 nobre senador pela provincia de S. Paulo
jurou que contraria ; pois bem, o ora-
dor e seus amigos juram que nao ; do sor-
te que o maior argumento que tem visto
nesta questo o juramento desse Ilustre
senador, e do Sr. presidente do conselho.
0 Sr. Visconde do Rio Branco (presi-
dente do conselho:Resta agora V. Exc.
provar.
0 Slu, Nablco (com forga) :O que
resta provar que tanto vale o vosso jura-
mento como o nosso. (Apoiados.)
0 Sr. F. Octaviano :E nesta prova o
proprio ex-ministro Paran, que est con-
forme com sua opinio.
0 Sr. Nabuco l o artigo constitucional
que diz que as eleiges para senadores sero
feitas pela mesma maneira que as dos depu-
tados, e perguuta ao nobre presidente do
conselho quem lhe deu o direito para con-
siderar como um abuso da constituigo a
lei para a qual elle concorreu como ministro?
(Apoiados.) Nao ver S- Em. que por
esse modo vai por om duvida a legitimidade
da cmara dos deputados ? (Apoiados.)
O Sr. Visconde do Rio Branco (pre-
sidente do conselho) Sustento que nao
houve a violago flagrante que hoje se pre-
tende.
(Cruzam-se diversos apartes.)
0 Sn. Nabuco diz que urna outra lei de-
clarara que as pragas de pret nao podiam
votar., mas que o nobre presidente do con-
selho dissera que ahi nao se tratou de justi-
ficar se as pragas de pret tinham ou nao os
requisitos da constituigo. E se o nobre
presidente do conselho, que nao podia ex-
cluir seno o que a lei exclue, nem in-
cluir o que a tei incle, quiz fazeij^o
que lhe convinha ; porque nao podem
hoje o orador e aquelles que o acompanham
fazer o que a necessidade publica tenazmen-
te reclama?
O Sr,.'Fernasde* da Clnha : Fagam,
natos por om modo legitimo, digno e, ele-
vado altura do parlamento.
O Sft. Nabuco diz que o nobre sonador
por S. Paulo nao quer que seus collegas
era opposico citein nesta questo as leis e
os precedentes do parlamento brasileiro,
quando elle quem invoca os precedentes
da Inglaterra e de Portugal.
0 Sr. Zacaras :0 Sr. Jobira tem rai-
va de Coimbra. ( Hilaridade.)
O Sr. Nabuco diz que, por uro testemu-
nho authentico, que a lei eleitoral portu-
guesa foi proposta, discutida e votada antes
de se pensar no acto addiciooal; sueeedendo,
pcima, nao estar promulgada antes de vota-
do o acto addicionai, sendo a reforma inclui-
da nesse acto.
Depois de novas consideragoes coro que o
arador compara os dois systernas eleitoraes,
optando pelo da eleigo directa, fazendb so-
bresahir a inditlerenga dosque votara indirec-
tamente, diz que a materia desses votantes,
se vai igreja, ou arrestada pela polieia,
ou impellida pelos partidos. As parouhias
ficaro desertas, e embora digam os susten-
tadores, do actual systema eleitoral, que el-
las ficam -epletas, os votantes nao se que-
xam do direito que presuppoe sua incapa-
cidade.
0 Su. Fernandbs da Cunha :Os partidos-
sao indifiierentes?
0 Su. Nabuco diz que a indifferenga do
exercicio do direito de votar o que se ob-
serva na eleigo primaria, a olhos vistes,
porque o resultado remoto, e ninguem se
importa, safando que o eleitor em vez de
ir votar naqueile que elle prefere, votar,
naquelle quclhe apraz.
Somante o eleitor que tem retacos com
o deputado, Otoquant que o pobre homem
do povo passa desup< oebido e ignorado.
OSr.F. Occaviano:Os votantes apenas
servem de testa de ferro.
0 Sr. Fern-asdes da Cunha :Ento ve-
nba a universalidade.
OSr. Nabuco:Diz que o nobre presi-
dente do conselho ameacara com o desco-
hhecido da eleigo directa, dizendo que
preciso a reforma da constituigo.
Temis o deseonhecido da eleigo directa,
(exclama o orador; e nao temis o deseonhe-
cido de urna constitualo, que a consequen-
cia inmediata de vesso temor I
O Sr. F. Octaviano :E o chefedo par-
tido conservador quem pede urna onsti-
tuiute I
OSr Nabuco :-Se vos entendis que a
eleigo directa convm ao paiz, que a recla-
ma, mas depende da reforma da constituigo,
ento porque, tendo maioria na cmara dos
deputados, nao a propondes, e rindes Iludir
ao povo com urna etoigo que elle nao acei-
ta ? Vos argumentis como o faziam no
tempo da revolugo franceza, quando all
se dzia Nao queremos a reforma elei-
toral, a eleigo directa porque ella forma
estes eleitores permanentes : a cmara- dis-
solvida podo voltar,. e o que a cora- nao
quer. Pois precisamente por isto que eu a
quero. (Muito apoiados.)
O Sr. Zacaras -.Para que' a consulta
seja urna verdade e nao urna peta.
0 Sr. Nabuco diz que quer que o corpo
eleitoral faga naturalmente voltar c-
mara a opinio publica dissolvida. (Apoia-
dos.,
O Sr. Zacaras :Una bella imagem do
Sr. Inhomorim : o ministerio est dansando
no ar risadas, ; dansam e se remendara,
saliera uns e entram outros.
O Sr. Nabuco diz que o nobre p-esidente
do conselho apresentara contra a eleigo di-
recta argumentos que lhe parecem impro-
cedentes. S. Exc, como o uobre seuador
pola provincia de S. Paulo, apresentaram
tactos que depoem tanto contra a eleigo
directa, como a febre amarella depecontra
a eleigo indirecta : disseramque aeleiiodi-
rectaera una panacea, quaudoninguem ainda
disse isso,. mas sim que a eleigo directa
era muitas vezes preferivel ao estado actual
de cousas, o isso o que se tem dito no se-
nado.
Que o nobre senador j>ela provincia de- S.
Paulo, assim como os nobres senadores pela
provincia do Cear tambera disseram que a
Franga lucra a eleicao directa, seguindo-se
a agitago que em 1848 trouxera a queda
do throno. Todos, porm, sabem que a
agitago da Franga nao era por causa da
eleigo directa, mas em consequencia da lei
do censo to elevado, que s na grande
propriedade havara eleitores.
(J Sh. Sakaiva :Apoiado. As classes
mais Ilustradas nao votavam, mas to s-
mente os ricos.
O Sr. Nabuco admira-se de que o no-
bre presidente do conselho e os nobres sena-
dores que o acompanham se nostrem to
infeusos contra o suffragio universal, quan-
do o Brasil tem mais do que o suffragio uni-
versal, porque onde elle existe, existen:
condiges, e o que nio condigo neste
paiz sao esses phosphoros escollados, esses
votantes que se eucarregain de encher as
urnas, contando a victoria dos quo sobeui
e apedreiando o sol no occaso.
O orador cita a opinio de Sir James e
Polignac, que aualysaudo o suffragio uni-
versal, o elassifieam como meio de manter a
preponderancia de familia, a influencia da
localidade; e este suffragio universal o Bra-
sil tambera tem, e por esse meio que tem
sido confirmadas todas as dissoluges,
(Apoiados.)
O Sr. Octaviano :0 mais bonito sem-
pre o que est de cima.
OSr. Saraiva :O melhor sempre o
que ha de vir.
OSr. Nabuco diz que, seja, porm, como
fr e suppoudo mesmo que pela eleigo di-
recta nao votam tantos quantos deveriam
votar, a verdade que os que sao chamados '
a votam votar ; e pelo systema que temos
praticado os quotem o direito de votar nao
votam, porque u sao recrutados e assen-
tam praga, ou sao araeagados com a ca-
da.
Quizera o orador que o nobre presiden-
te do conselho lhe explicasse o sentido das
palavrascostumes politicos. Os costu-
mes politicos o abuso dessa influencia de
que ninguem abusa mais do que o proprio
governo, que quer elevar cathegoria de
costumes politicos a fraude, a corrup$4o e
quantos vicios deturpam os nossos cos-
tumes. A fraude e corrupgo, que sao
toleradas no actual systema eleitoral, e'de-
viam ser punidas pela nossa legislago, nao
podem ser respeitadas como costume poli-
tico.
{ContinvQr-se-hj.)
TYP DO DIARIO RA DUQUE DE.CAXUS
t

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