Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:12850


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Full Text
fli\l\U ALIA. i\L.HLIAU O
1MUA A CAPITAL E LUGABES OffDE SAO SE PACA POBTE.
fot tres mezes adiantados................. 69000
l'or seis ditos dem .....'............. 129000
Tor um anno dem................. 24*000
Cada numero avulso................. 320
diUHIIfU 1 IML JLLU^U VL 1&1J.
PABA VEATBO E JFBA DA fPHOVI.YClA.
Por tres mezes adiantados. -.............,..'-.. 69T50
Por seis ditos dem.................... 139S00
Por. nove ditos dem.................. 209250
Por um anno dem. ,.."............... 279000
*
DE
PR0PRIEDADE DE MANOEL FICUEIROA DE FARIA & FILHOS.
>6 Sre. Gerardo Antonio Al ves & Filhos, no Para; Condal ves & Pinto, no Maranhao ; Joa Pereira d'Almeida, em Mamanguape ; Augusto Gomes da Silva, na tytfahjba ; Antonio Jos Gomes, na Villa d Penha; Belarmino dos Santos Bulcao, em Santo Anta ; Domingos Jos da Costa Braga, emPzaret;
Antonio Remira de Aguiar, era Goyanna; Francino Tavares da Costa, em Alagos; Alves & C, na Bahia ; e Leite, Cerquinho dC.no Rio de Janeiro.

*-
PARTE OFFICIAL
Gavera da provincia.
DK8MCHQ8 DA 1'ftKSOENCI* 1>K 27 UR KVMKIIta l)E
187.1.
Aul mi-) Ferreira de Alnwida.P.isse portara.
Candido Aleixo Cavalcanle de Miranda Nao
v:i I < o supplcante actualmente caixeiro, como
.vlara, nao procede a iengio allegada.
Francisco Mauricio de Abreu.Indeforido.
Jos Patricio de Mendonga. Informe o Sr. di-
rector do arsenal de guerra.
Joaquim Hugolino da Silva Fragoso. Euca-
unhe-sc
Jos Avelina da Silva Jacques. Como requer.
Manuel Pereira deSouzaCavalcaule.Entregue-
v\ mediante recibo.
Maiiocl Joaquim de Miran la Souzs.-Enci-
miiihn-se.
Visconde de Suassuna. Certifique.
Secretaria da presidencia de Pernambuco, 28
d feverero'de 187J.
0 porieiro,
Silcino Antonio Rodrigues
EXTERIOR.
f*iaiio*-Avre, 9 lo IV t.'iw le
1893.
A s'riucipal licia que se relaciona directamen-
te coinnosc) versa sobre a proposta que tez o con-
MM de hygene ao governo de fechar o porto
4>ara todas as procedencias do Brasil, e de unpor
nina quareutena de quinze das para lodos os na-
vios que ehegasseni le Montevideo.
0 motivo que deterininou o consellio a requeror
medida tao rigoro-a, deve ser o susto que di Hun-
dan) as noticias exageradas publicadas por certos
ornaos daqui, que faziam subir os bitos diarios
< febre amarelia nessa corte a cento e cincoenta
ca>os, com tendencia a augmentar.
Ein piauto quareutena proposta para os navios
procedentes de Montevideo nao inais que um
uioie encuberto para obrigar as autoridades orien-
taos a fechar tambein o seu porto para as poten-
cias do nosso imperio, e nein mesmo encuberto,
visto que a Tribuna no seu numero da tarde de
tumlera, disse claramente que a navegagao orien-
tal podia livrar-se da quareutena se nao adinittis-
a raiis nenhum navio, que viesse das nossas
costas.
Nao ha duvida que o governo aceitar a indica-
io do conselho, porque infelizmente todas as eou-
saa descabelladas acliam perfeito asollmenlo na
asa rosada, e assiin estamos com a perspectiva de
licar por boiu par de metes com as nossas cjnmiu-
ivages cortadas, o que dar prejuzos incalcula-
- sil ao coinmercio, sen que esta medida rigoro?a
f NinguMii culpara as autoridades locaes por to-
marea m adidas de preeaucj e imprera quaren-
teajs severamente observadas. Mas fechar total-
mente o porto pira as communicaroes com um
paix que, como o nosso, tem relacoes to importan-
lei com a repblica Argentina, um verdadeiro
acto de barbaria, que certamenle merecer a re-
ur >v ici j de todo o inundo.
lmquanto actos e acontecmentos que inere-
,,:-. aquella qualiticaea >, nao ha muilo que eslra-
ni'.ir aqu. Diariamente se produzein factos que
e.:i qualquer outra parle sublevariaui verdadeiros
urmentjs de reprovatjao, emquanio que aqu nein
parecen) offeHder moral.
A questio escandalosa doiuiz Dr. Agrelo, acen-
sado dos roubos mai- alrevidis e mais jnonstruo-
*s, pjrque coudemnam mi-eria orphos c viu-
r'*, ofluroee mil faces qae podem servir como ver-
dadeirOB espdhos da sociedade.
Na miaba ultima liz ver como este funecionario,
-ihro quera pesa tanta execrac.lo, depois de ter
oBsrecdo ao principio a reuuneia dos seus furos
iwiuo convencional e senador, veio, n'uma nota in-
slenle reclamar destas duas corpora.-es que to-
. m.isseni a sua defe/.a ; (piando vio, que apezar da
proteeela escandalosa de varios conveucionaes, a
ninveneio ia prnaoociar o Icvanlamento dos*eus
i, acto que encerrara urna verdadeira oondem-
ii i. Vi ; o Dr. Agrelo, ultima hora apresentoii a
'i renuncia, e a convenoao, em" lugar de seguir
j liseussao e pronunciar a sua sentenca. admutio
a renuncia e a conceden para maior satisfa.-o de
aiguns dos seus membros que se teriam visto em
*.,t'os se tivessem de volar publicamente pelo le-
vanlamente dos frus.
G senado adinitlio igualmente ?. renuncia em lu-
S r do acatar a moral publica, exc.luiudo do seu
*;d um funecionario condemnad por todos que
u i -o ligados a elle por algom interesse dilticil
d.^ confessar.
Mas isto anda nao na la. Os amigos do-juiz
i tusado de tantos roubos inventaram unta theoria
ipai de enelior de espanto a uualquer que ain.la
nao tiver perdido as mais simples nocoies^ de moral.
A liiiiltindo i|ue sejam cerias as aecusacoes que se
: .i inam contra o Dr. Agrelo. declarara que os
.;; furtos nunca loran furtos de (acto se nao
, x (/>' MO desde i|ue o juz concessiouario re-
p '..T a qiuntias que furlou. Crcio ime nao nu-
ta commentano semelhante theoria, que d
triste idea de urna sociedade To seio da qual seme-
Uiante aaswejo pode brotar.
Palizmeaie ah e a tasjNi para iiagellar to-
d )* os pharisens. e impedir, por sua arden'.e pro-
paganda, que a Tnbuoa e outros aclitos tor<;nm
i veo hora direilo. Comtudo nao tem podido
conseguir do supremo tribunal que exija di Banco
(i i provincia una infonnacao exacta sobro todos
, teposiloa levantados nos ultimas quatro anuos
i)vijuizes e escrivaes, medida que s m duvida
j. zuma teria descoberto una verdadeira cfila de
ladroas.
Nao se coinprebende a resistencia do supremo
. b mu, porque nao se pode considerar como pro-
d cente o recelo de espantar anticipadamente os
ladros c nao Ibes deixar tempo de repor pouco a
>M120 no banco ns dinlieiros levaniailos illegalimn-
:,, pelo menos este reci'o nao e compativel cora
i i nal que manda perseguir os ladioies, e sobre
os que pollqjam na adininistracSo da Justina.
Oulro escndalo se den no processo de impren-
% promovido pau vire-presidente darepublicie
11 Iul..lo fulura presidencia Dr. Aiolpho Alsino
contra o Dr. Bilbao redactor da Itcpuhl-ca.
i liz ver anteriormente que o Dr. Alsina aceu-
>v. a diaute do jury o artigo da Repblica, para re-
) .miar urna pequea ennedia, sin que por urna
hbil mise-en-scne contava augmentar um pouco
u sua popularidado, cousa muito procurada pot.
certa candidaturas.
lisia mise-en-scne consista n'uina barra bem
y tarnecida de amigos dedicados c anvgmenlados,
para applaudir frenticamente as plira es ardeotes
e hbilmente combinadas do aecusador Dr. Alsiua,
e liostilisar seni treguas tildo quanto pudisse diztir
a parte aceusada, o abafat todos os signaes de
.sympalhia dos amigos do Dr. Bilbao.
0 Dr. Alsiua fallou muito na sua honradez e ou-
Iraa qualidades que provavam eloijaentemenle o
d : ito que traba a qnalquer caniidatura, tuda
aeompanliado dos applausos obligados da barra.
4) Dr. Bilbao suslentou que ninguem podia exigir
rn inateriaes de aitoplei apreeiaeSes. Que
. liaba denuncia lo a loleranoia que o l>r. AJ*1-
iii, quandu govemador da proviooia, mostrara
p>ia com maos funecionarios, iigaado a estes. iVo-
t>. a apreciaclo, que os juizes de paz recompensa-
raat o governo,ganbaudo leieSes a seu p,lad;v.
Que tamais nio tinha feito outra cousa que
aeompnnhar a Nato na sna propaganda contra
a iinmoralidade ; que o artigo ousado da Repbli-
ca tinha apparecido Ires dias depois de outro da
Nncioit em que se agellavam os mos governa-
dores, inclusive o Dr. Alsina. Porque o Dr. Alsi-
na nao aecusou e-te artigo da Nacin i Porque^
nao se atreven a atacar um partido organisado, e
preferio nggredir um homom solado.
O Dr. Alsina respondeu que nao eurava do ad-
versario da Naciun, mas rjue assiin raesino era ou-
tros lempos tinha mndalo os seus padrinhos ao
redactor daqueHa folha. O que boje exigia era
que o Dr. Bilbao apresentasse as provas materiaes
da sua npreciac.ao.
J que querein a todo transe esta prova, ex-
elamon o Dr. Bilbao levanlando-se e tirando da
algibeia urna cartaaqui a lera.
Depois de ter feito reconhecer pelo Dr. Alsina
tirina il.r carta, o Dr. Bilbao entregou a cada ju-
rado una copia delta, e leu o segrale documento
que cabio como un raio sobre a cabeca doj Dr.
Alsina.
Azul, junlio ?C de 1867.
a Sr. Dr. Adolfo Alsina.Eslimado amig). -Es-
t em raen poder o seu favor era que rae recoin-
memla o ineu chaa para deputado cmara pro-
vincial, e me pedia qae a todo transe Irato de for-
mar mesa.
Esta caria vim a rebeber s oito da noule do
mesrao domingo, e como nao pude conseguir a
ormacao da mesa, aproveitei a sua iulcacao e
anchi registros cora a candidatura de Sumidad,
dando-Ilie trezentos e dezesses votos, tendo tido
islu lugar na minha casa com quatro amigos de
confianca, c se o fiz assiin foi no desejo de fazer o
me Vine, me indicava. Enrique Arwnburu'.
O Dr. Alsina depois da letura desta carta, enca-
rou por alguna momentos o Dr. Bilbao e depois
rebenlou a tormenta : cnamon miseravel, infame
e vendido aquelle que luna facilitado esta carta
ao Dr. Bilbao e arguio ;i este pelo acto de te-la
producido.
Crer agora alguem que o Dr. Bilbao fosse ab-
solvido da aecusaclo de calumniadar ? Pos enga-
na-se tao redondamente como nos todos nos enga-
amos aqu.
Tres dos cinco jurados o declararan! culpado e
o tribunal o condemnou ao mnimo da pena, em
una mulla de oO pesos.
Dous dos jurados, os Srs. Fernandez o Bln-
gurst absolvern) o Dr. Bilbao, por ter provado
plena nenie ludo quanto difia ao seu artigo, con-
demuando o Dr. Alsina as rustas.
AinJa que o tribunal dase assiin um triumplio
ao Dr. Alsina, o caso de lembrr que ha trum-
phos peoivs que derrotas.
Assiin, pelo menas, o deviam pensar os partida-
ros do Dr. Alsina. peron, ao sahir do recinto do
tribunal, voceravam : << Morra o Brtiinnurst, f-
rao ChUeuo (o Dr. Bilbao Chileno) com oque,
alni do seu despeito, provavam a nenhuma con-
sideracao que tem pela santidade de un tribunal
eo odio que alimentara contra os estrangeiros.
U que certa que a carta do juiz de paz Aram-
bur ha de fazer una singular figura nos nai-
pes presidenciaes qae o Dr. Alsina pretende bara-
Ihar.
O Sr. Billingurst, em consequencia do desacato
qne soffreu, dirigi a nota segrate ao governo da
provincia.
Bueuos-Ayres. 6 de fevereiro de 1873.Ao
Sr. ministro do itoverno da provincia Dr. Amanco
Alcona.Sr. ministro : Quando aceite o cargo
de jurado para o presente anno e tendo sido de-
signado pela lei, o liz na crencha de que exercendo
as fnaecdes Oeste posto o podia fazer cora plena
garanta de que as miabas decisoes, quaesquer qne
fossem, seram reputadas como dictadas pela minha
cunscienoia, nunca torcida at boje, era, nenhum
assumpto publico oem privado.
Cri mais, en i que jamis provocara contra
di i i ii a aniniadverso datpielles n^esmos que repre-
sentava, e cujos sacrosantos direitos defenda se-
gundo a Aaba conscieocia.
Desgrac, idamente tinha-me engaado, o os
factos vieram demonstrar-m'o, ouvindo-se honlem
DOOteao sabir do jury, depois de 9 1/2 horas de-j
un trabalho Incessanle, um grito de mjrra BU-
linijurst, sabido do um grupo que acatiava de ou-
vir 1er o meu riridicto em dssdencia com ires
de meus collegas.
Este facto, que neni me ntmidou nem me ar-
redou de apreeatar-me diante deste mesmo gru-
po, dizendo-lhes que alii eslava defronte delles
para que quatquer levasse a cabo a sua aineaca
de morle, (jiois sabia s e desarmado) causou-m;
profundo sentimento e decidio-me a apresentar ao
Sr. ministro a minha renuncia deste cargo, que
o nico que exen.o boje em minha patria e o
ultimo tambera que aceitare!.
- Os poucos anuos de vida que rae restara os
empregarei no simples exercicio dos meus direi-
tos de ridadao, que ninguem pode disputar-me, c
ao qual nunca renunciare!, nein m'o poderao ar-
rancar senao arrancando-me a vida Assim nao
poderei provocor urna demonstracSolio ruda con-
tra o meo humilde nome, que o nico que con-
serve! illeso at hoje, aos li annos que cont e cu-
ja pureza acaricio cora justo orgulbo.
.Nao creia Sr. ministro, era o Sr. governador,
nem 15o pouco n meus compatriotas, que aprsen-
lo esta renuncia por temor ; nao, senhor ; anda
conservo, apezar da minha avancada dade, suffl-
cenle vigor pbysco e moral para fazer morder o
p ao miserave assassino que cara a cara se atre-
vesse a atacai-nu-, e por "isto estou convencido
qoe o in ame que fes ouvir a voz com esse grito
de exterminio minha peana, nao se atrevera a
laze-lo de hornero para hornera, porque Ibe teria
tremido o pulso e faltado a coragem, pois s se
atreven a isto enco'oerto pelas sombras da noule,
e resguardado par esse grupo de qne formava
parte c de onde nao me foi possvol extrahi-lo,
para dar-ltie o que meraefa.
Era -virlude do exposto, supplco a V. S. la^-a
presente ao Sr.. governador a minha renuncia
com a qualidade de indeclinavel para que se sirva
de aceita-la. Mariano BeMngttrtt.
.Tramcrevi integralmente esta carta, ponuic
causa certa satisfaco ver como os bous cidadaos
se indignara dianle dos manejos dos exploradores
do povo.
Aoinesrao lempo ludu isto prova a exactido da
obrase de um escrjptor argentino : A repubbca
Argentina aclmente anda nao esta madura para
o tribunal do* jurados.
Montevideo, 13 de 1893.
Sao sempre solemnes os momentos que prece-
dem a mudanca do chefe supremo de um paiz,
quer por oleicao, nos erados ropublicanos, qner
porsuccessiio nos estados monarchcos.
Se por um lado, naquelles, o poder conferido
de curta duracao, e se renuva peridicamente,
dando lugar a que o erro de ose lhase corrija lo-
go, pbr outro lado a responsabilidade dos que con-
correm para a investidura deste poder maior,
pos que deriva do seu livre "arbitrio, do exercicio
da mai* nobr faeuldade de pensar de julgar,
para discernir qual d'ealre os concadaas merece
com juslica ser elevado ao capitolio.
Estamos agora em um destes solemnes momen-
tos netta r ttl lira, :ujes destinos pendom do vo-
to qne, dentro em pavees dias tem dj pronunciar
a sua reprosentacao nacional, que se acna reunida
para preenehar a trdua uimm que Iho asaignala
eonstttnieao.
do-se da verificacao d# poderes dos r*spectjvps
raembros, nicamente eleitos, e por ora as sesses
preparatorias, assistidas sempre por numeroso
concurso de povo, se tra passado na melhor or-
dem e respeito, apezar das calorosas questes sus-
citadas ; pos couiprehende-se bem quanto valor
deve ter cada voto que p le por si s fazer pender
a balan.-a para um outro candidato.
O priraero trabalno resolvido foi a approvacio
das eleices do departamento de Cauciones, sendo
recoubecidos deputados os Srs. Soto e Camello,
i'oinpleta a cmara dos representantes com a nl-
missao destes dous raembros, procedeu eleieS
de seu presidente titular, sendo escolbdo para
este cargo D. Alexandre Chucaro, que passou lo-
go a oceupar a respectiva cadeira.
Depois tratou-se das eleicSes de Taquaremb,
Colonia e Paysaudd, que apresentam algumas du-
vidas. que forain destruidas quanto as da Colonia,
ficando anda pendentes as dos departamentos es
Taquaremb e de Paysand que ulfereceinjindat
difliculdades.
O senado por seu lado tambera reuno-se em
sessoot preparatorias, e j reconheeeu os poderes
dos senadores por esta capital, e pelo departmos-
lo de Canelones, os Srs. Eilauri e D. Estaui lo
Camino. .
E' fra d duvida quera eltcao que ama-
nhit se tem de realsar neste corpo para presi-
dente, ser escolbdo o Dr. Ellauri, a quem in-
cumlie encarregar-.;e do poder execulivo, desde o
da 13 do corrate at o da 1 do margo, em que
na forma da consstituicao, deve a assembla geral
eleger o presidente definitivo da repblica, por
quatro annos.
Neste prinieira e impcrtantissma eteico, o
trtumnho dos conservadores e do Syglo, cujo
candidato, o Dr, Ellauri, val tomar as redeas da
adminislraco das raaos do Sr. Gomensoro.
Muito se tem trabalhado pora este resultado, com
que nao contavam os florestas puras, capitanea-
dos polo Sr. Buslamautes, e os Goinensorislas,
que se fiavatq na influencia olcial.
E" mais que provavel hoje, tambera, que igual
triurapho alcancem os conservadores na eleicao
do 1." de margo, elevando cad ira presidencial o
Dr. Jos Maria Muoz.
Esta eleicao eslava dependendo de um s vote
que se inclinava candidatura do Dr. Gomensoro,
mais que ultima hora comproraetteu-se pela de
seu adversario.
Pode succeder o mesino aindi, porm contase
com a firmeza dos que se acliam ligados ao Dr.
Muoz, pelo qual rompem laucas todos os dias
os Hamrez, e 1). Julio Herrera y Ubes, que in-
negavelinente teem grande tlenlo para a lula
jornalistica.
Os representantes blancos constituindo una mi-
nora insigfcante, todav a exercera na escollia do
presidente urna influencia decisiva, pois que coin
seus votos lizerara pender a baianea a favor do
Sr. Muoz, era quera pensara aehar raas garan-
tas poltica para a existencia de seu partido.
Muito se tem fallado em revolueao nestes da,
e o governo mo se descuida de tomar medidas de
cautela ; porm nao ha o menor receio de alte
rar-se a tranqlldade "publica, e a confianca -re-
nasce ; porque parece que os partidos querom
com effeito limitar-se ao combate no torruno
legal.
U Dr. D. Ernesto Velasco, que exercia o cargo
de ministro da fazenda pedio exoneracao, (pie Ibe
foi concedida, aecumulando o general Heb dio,
que j era ministro da guerra e raarnha e inte-
rino do governo, mais esta pasta, pois nestes lti-
mos momentos de adrainistr.-cao do Sr. Gomenso-
ro, ninguem se querena encarrear de.Ha. O ex-
ministro foi nomeado para raembro da junta de
crdito publico, importante corporacao que tem
prestado valiosos servicos repblica, salvando
seu crdito financeiro pela inlereza do proce-
d monto de seus raembros que inspirara muita
confianca.
No meio desta situacao poltica prenhe de p-'ri-
ges que atravesaraos, agradcvel observar que
os melhoramentos materiaes progriJjm de um
um modo notavel.
lia poucos dias naugurou-se no Sallo um tratn-
way da cidade, e aqui na capital a estrada de
forro a Paudo, sendo padrinlio o Hr. Julio Herrera,
que jpronunciou um bonito discurso na grande
reunao que assistio a esta Cesta do trabalho.
O valor dos terrenos contina em alta, assra
corao dos ttulos de divida publica, c ludo prog-
nstica a realisacao do gi-vudes negocios.
Tenta-se, cora xito, acabar cora o vetusto br'ra-
quedo de entrudo, substiluiudo-o pelo fo'.gazao
carnaval. Rcolheu-sc por subscrpQao qaanlias
avnltadas, com qife serio adornadas as ras Vinte
e Cinco do Maio, Colora, Sorandn, Iluzaingo,
Praga da Matriz e Dezoilo de Julbo, e as familias
se preparara para os festejos cora aniraago.
Terminarei cora urna triste noticia. No dia I."
do correntc cahio um tufo no Salto, na occasiao
em que um escaler do Lamego com 14 pracas, se
diriga para trra. Este escaler vrou e morre-
rara 11 infellzes inarinheiros que nelle iara, tendo
j sido recolnidos c sepultados os cadveres.
O digno c mmandanle da flotilha, o Sr. capi-
llo tenente Pzeudowski est inconsolavel com este
desastre.
As quarenlenas aqui continuara severas, e esto
elevadas a 16 dias. Nio rae admirarei de que era
breve se fechem os portos se a febre nao desap-
parecer ah. Exagera-se muito o flagello que
boje allige essa populadlo, e nossos proprius
compatriotas em suas correspondencias, e em
seus actos dae fundamento s iireflectiilas del ibe-
ragoes das autoridades sanitarias de Montevideo,
ipie tambera n.io teem animo de arrostrar a pro-
pina responsabilidade.
- 18 -
Verficoii-se o que lhc disse na minha ultima
carta. Foi hsntem eleito presidente Ao senado o
Sr. Dr. F.llauri, c n ota qualidade as^umio hontem
mesmo o poder execulivo, a pedido do Sr. Gomen-
soro, que mostrou-se apressado cm deixar a ca-
deira de espinhoj era que esteva sentado, tao co-
bicada por ambiciosos polticos que nao calculara
a tremenda responsabilidade que ha em governar
os povos, e tao temida por aquelles que nella se
sentara smente para curaprir um nobre dever,
para satisfazer a aspirado nacional.
Nessa. eleico os votos se dividiram igualmente
entre o Dr. Ellauri. e o senador Pinero, que votou
naquelle. Coriendo segundo escrutinio, e inss-
tindo este senhor no seu voto, subsisti o empate,
que ainda se verticou na 3.* votacao, recorren-
do-se ento sorte, a qual designou o distincto
cidadao que, era virtude desta, fica neste momen-
to presidindo os destinos da repblica at o dia I
de margo prximo. Quando foi proclamado este
resultado, a immensa concurrencia que encina as
galeras e a praga, prorompeu em um s -viva -ao
Dr. Ellauri, que efectivamente goza de merecida
popularidad-, e inspira bastante coniian'/a aos es-
raugeiros, que era qusi totalidade corapoem o
eommcrcio desta praca.
Contra o receio de alguns pessmistas que es-
peravam perturbacao da ordem, ou mesmo resis-
tencia por parte do Sr. Gomensoro para entregar
as redeas da admraistraco, ludo se pas*ou per-
feitamente som o menor abalo, c agora s se 'pan-
sa no resultado da eleicao definitiva de 1 de mar-
go, na qual as probabilidades sao ainda al este
momento a favor do candidato M'inoz. E' verda-
de que elle nao pode entrar lia c.i uara dos repre-
sentantes pelo departamento do Taquaremb. por
onde veio era dupljcata, porque esta'cmara an-
nnliou as elei.is, c mandou proceder a outras.
xito da sua candidatura prosideneia. se conti-
nuaren firmes os votos coin que se contara a seu
favor. Aqu que est o busillh, e nao ser par
admirar que assiin como alguns que lho negaram
o voto boje o dio, outros que com elle estavam,
passem-se ao adversario. Ha em jugo tantos in-
teressa, que nao nos sorprender quabpier evolu-
cao neste sentido. |
Hoje abrio-se a assembla geral, prenunciando
o Sr. Ellauri o seguinte discurso :
Honrados senadores e representamos.
No exercicio do poder execulivo pelo minis-
terio dh le, me cabe a honra de presidir a este
acto solemne, e de dirigir-vos a palavra.
Tendo recebido hontera as funecSes annexas
ao poder oxeculivo, nada nosso dizer-vos sobre o
estado da adrauistracao publica, que tem estado a
cargo de anterior presidento do senado o Sr. Go-
njetworo.
Sem embargo posso manifestar-vos. sim, que
a ordem publica est perfeitamenle assegurada, a
ordem publica sem a qual nio ha garantas possi-
veis, eqoe todos os meus esforgos se concentra-
ro hn garantir.
i A:-Vs coin|>ete completar a obra comegada
de conservar a ordem de que depende o engran-
decimento da afio, elevando presidencia da re-
publica o cidadao mais notave', que por seus ante-
cedente* e virtudes seja raas capaz de res|Kinder
a esteiobres projectos.
Cnmpre-rae tarabem o devor de declarar
abertal as sesgues da undcima legislatura.
Tivemos ha dias um caso de febre amarelia
na roa4o Cerrito. Corao no caso anterior, os ha-
liitantes da casa era que elle se deu foram postos
em qaarentena.
Felfnnente o tempo segne secco, e nao nos ins-
pira cuidado. Todava bora estar alerta, por-
que o germen do mal est incubado na cidade, e
pide desenvolver-so.

INTERIOR,
*
. Desde o iba 8 ; ;i Ha .nstaljadd, oceupan- Esta circumslancia, porm, nao iufluu muito 8(>
' RIO DE JVMIIK)
17 de IlllMIM dk 1873.
Himtein recebemos as nossas fitinas de Buenos-
Ayres pelo Pascal. A decantada bivasto de En-
tr-Rjos por Lpez Jordn reduzio-se correra de
alguns gauchos de Corriente que foram d -sar-
illa dos.
Na provincia de S. Juan nio se tendo querido
reunir os deputados para eleicio de novo governa-
dor, o eommandante das Jorgas convocou o povo
para eleger governador interino |>or maioria de
votos Mutullos directa, expontanea o pessoalmen-
te. A linha telegraphica traba chegado ultiraa-
mflM capital daquella provincia
O coronal Obligado, eommandante da fronfeira
do Nurte de Saita-F, cmseguira finalmente fazer
tratados de paz com os caciques de algumas tribus
do Chaco. A experiencia, comtudo, tem mostrado
quo pouco ha que fiar nestas pazes, que o gover-
no jqVutino compra costa de subsidios aos ia
dios.
A quarentea de 26 dias imposta em Montevideo
s procedencias do Rio de Janeiro, ainda nao offe-
recia seguranga bastante gente de Buenos-Ayres.
O governo proviucial aili, manido de ama repre-
leotantacao da junta de higiene, acabara de dir-
gir-se ao geral, pedindoo fecliameuto das portas da
repblica para todos os navios procedentes do
BraH, (|uarentena de 15 dias para os de Montevi-
deo.
A irapreasa aehava nacional a reclamaco, e
nao baja duvida que tersido satisfeiU.
A alfandega de Buenos-Ayres renden no mez de
Janeiro 1.119:818 pezos fortes.
- 18 -
Do Rio da Prata recebemos han tem folhas at 13
do crrente, pelo paquete franeez Sncgal, da li-
nha de Brdeos.
Em Corrientes foi assassinado o vice-governanor
da provincia, Wenceslao Cabral. De Enlre-Rios
tambera as noticias nao referem senio assastina-
tos, QB8 polticos, outros por motivos diversos.
Em varias cartas e ainda na ultima que breve-
mente publicaremot, nao o lazendo boje, por falla
de espago, o nosso correspondente d Buenos-Ayres
tem-se oceupado de um celebre procsso de pre-
varicacao contra o juiz Agrele, accu>ado de haver-
se apoderado de de|tositos pertem-ente orphaos
eviovas. Finalmente, e Jan do crine que pe-
dio contra elle ordem de prisao, que todava nao
pode executar-se por acbar-se doenle o reo.
A mareosa anotara qnasl uuanimemente re-
elamacM do omselho de hygene municipal por
que se fechssem os portos s procedencias do Bra-
sil. O governo geral hesitara anda* porquanto
tem elle umbem a sua junta de sad.\ e esta era
de parecer que, alera da quarentea de ISdias,
mximo periodo de inenbagao do germen de aual-
quer epidemia, todas as outras medidas seriam
uijiistitieaveis e attentalorias do diieito das nages
B da hnmandade. Entretanto, quando a opiniao
se aeha desvarada por um terror pnico, o a im-
prensa diaria, om vez de guiada, procura anda
exalta-la mais, inventando al para aso as mais
reconhucidas faMdades, como que nnsta cidade es-
tad moneado de peste mais de 00 pes oas por
dia : nao qualquer governo (pie tem energa bas-
tante para oppr-se torrente.
Cumpre nao esquecer que entra nulo, encapo-
tado cora o inedo da epidemia, n o diremos o in-
teresse mas o odio poltico, lmpondo pesada qua-
rentea s procedencias o Paraguay > de Monte-
video por causa das communieage? eom o Brasil,
procurava-se induziras autoridades, principalmen-
te do ultimo porto, a fechado aos OOSSOS navios.
A Tribuna de Buonos-Ayres al ja n-ouselhara
abertarnente esta medida vizinha capital para
continuar a communiear-se lvreinente com a ou-
tra margem do ro. Fechando-se-nos, porm, to-
dos os partos da foz do Prata, ainda que nao seja
seno at a do Paran, em que p licar a nossa
navegaban para Matto Grosso f E' assompto digno
de ser meditado.
No K-tado Oriental o Dr. Ernesto Veilazco re-
nunciou a pasta da fazenda, que foi commetiida
interinamente ao ministro da guerra e marraba,
que ja serviatambem interinaineule a do interior.
A* l devia o senado escolher o sen presidente, que
exerceria ento o poder execulivo, at ser entre-
gue no de marco ao novo presidente da repbli-
ca. Para aquelle cargo reputava-se quai certa a
eleicao do Dr. E. Mauri.
Por portaras de 15 do corrente foram Hornea-
dos para o arsenal de guerra da provincia de
Matto-Grosso, os seguintes empregadus :
OlHciaes adjuntos : o tenente do estado-autor
de segunda classe, Justiniano Gandido oh Cunha
Barbosa e o lente honorario do exercito, Anto-
nio Leite da Costa.
Amanuense do aluioxarifado, o ajferes houora-
rio, Antonio Raymundo Pereira do Lago.
Amanuense do escriptorio do ajudante, Francis-
co Antonio de Caminal Menezes e Vascuncellos..
Por portara da mesnia data foi nomeado para
servir como vogal nos conselhos de :;uerra. o al-
feres honorario, Agostinho Bibero de Barceltos.
19 -
A cmara dos depulad*> npprovou hontem em
1* disussSb o projecto que autorisa o governo a
dispensar por vinte annos do imposto da dcima
os novos edificios do palacio da praga do eommcr-
cio e suas dependencias, que projecta construir a
associaro Commercial do Rio de Janeiro.
o;cupou-s'e depois com a dj&cussa^ do paretjer
da 3' commlssao de inquerito, reconhecendo de-
putad) pelo 4 distncto da provincia de Minas-
Geraes o Sr. SaJathiel de Andrade Braga. Ora-
ran) os Srs. Ponido, Balbino da Cunha e Joao Mon-
des, ficando a discussao adiada pela hora.
Continuou em ultimo lugar a discussao do orca-
mento na parte relativa despeza do ministerio
da guerra. Oraram os Srs. Escragnolle Taunay,
llrusque e Cnrtloso Jnior, licaudo a discussao en-
cerrada.
Por portaras de 18 do eorrente foram Bornea-
dos :
Francisco Jos de Paula Fonceca, portero da
secretaria da intendencia da guerra, e Augusto
Eugenio da Silva Santiago porteiro do arsenal de
guerra da irte, ficando sera effeito a portara de
12 tambera do corrente, que nomeou este ultimo
para aquelle lugar.
- 20 -
A cmara dos deputados approvou hontera o
parecer da terceira cominissao de inquerito, reco-
nheceudo deputados pelo 7" districto da provincia
de Mane Cenes os Srs. Honorio Herinetto Car-
neiro Leo e l.uiz Carlos da Fonceca.
Approvou depois era 2' discussao o orcamento
na parte relativa despeza do muisteno ta guer-
ra, com a emenda substitutiva apresentada pela
c jinmisso.
Continuou era seguida a discussao do parecer
da terceira commisso de inquerilo reconhecendo
deputado pelo i- districto da provincia de Mnas-
Geraes o Sr. Salatbiel de Andrade Braga. Oraran)
os Srs. Belisario, liarlos Peixoto, Horta Barbosa,
Cruz Machado e Candido Murta, licando.a discus-
sao encerrada.
Occupou-se a cmara ejn ultimo lugar com a 2'
discussao do orcamento, ni part: relativa de-
pea* do ministerio da agricultura. Orou o Sr.
Eufrazio Correa, licando a discussao adiada pe-
la llora.
Foi offerecida a seguinte emenda substitutiva :
t O ministro e secretario de estad > dos negocios
da agricultura, coinmercio e obras publicas au-
lorisado a despender cora os objectos designados
eos M-guintes paragraphos a quau-
tia de
A saber :
1. Secretaria de estado
S 2." Sociedade Auxiliadora da
Industria Nacional
s i. Auxilio ao Dr. Marlins
S o.* Eventiia''
S B. Jardiin Botnico da Lagoa
de Rodrigo de Freitas
^ 7. Dito de Passeie Publico
S 8 o Corpo de bombeiros
i 9." ll!uinina>;o publica
10. Garanta de juros estra-
da de ferro
8 11- Estrada de ferro de D. Pe-
pro II
Si 12. Obras publicas
$ 13. Esgoto da cidade
i 14. Telegraphos
lo. Trras publicas colon-
saeao
S 16. Catecbesee civilisagiodos
fndios
17. Subvengos eompanhias
de navegagao a vapor
S 18. Correio geral
19, Masen nacional
t Paco da cmara dos deputados, em 19 de fe-
vereiro de ISTJ.Uiogo Yellto. Cunha Figueirei-
do Jnior. Pereira Franco. A. J. llenriques.
Joao .Vendes de Almeida. H. Graca. Souza
Leo.
i
17O;M0|OQ
6:000*000
80:000IX)0
10:000 OdO
20:0005003
2'):000000
tfl:OM0*000
88:000 000
576HHSI7M
1,473:1164800
4,0o0:000000
1,394:6784.140
875:2805000
1,160:0004000
2.000:0003009
200:0004000
3.436:0 04000
l,030:00il4OO0
27:1804000
Por cartas iraperiaes de 8 do corrente foram no-
meados :
Ordem da Hy. e Carlos Henriquc Eggert. copselhero interino e
presidente da directora do caminho de ferro da
Tluiriugia.
Cavalleiros: Pierre, chele de aarvigo agrcola e
das aguas do canal de Suez ; Poilpr, "chefe do do-
minio e das municipalidades; Bourquelot, chefe do
transito em Port-Said : Lemasson, engenheiro era
Port-Said ; Cbartrey, chefe do transito em Suez ;
Fleury. engenheiro do canal de Suez ; Asher, sub-
dito de S. M. o Imperador da Austria.
Foram naturalisados os subditos portoguezes
Antonio Freir Mergulho Bandeira. Alexandre Fer-
reira de Magalbaes Bastos, Antonio Francisco da
Silva, Manuel do Castro Moreira, Domingos Mar-
tins do Monte, Jos Pereira dos Res. Jos Curvel-
lo de Avila Rocha, e o subdito marroquinn l.eon
Tettam.
Por decreto n. 3,223 de lo do corrente foi crea-
da no porto de Mossor, nesta provincia, uma_me-
sa de rendas de segunda ordem, habilitada nao s
para os despachos dos gneros dimportacao des-
pachados |iara o consumo e navegados por'cabota-
gn, mas tambera para os de exportago dos de
produciaoe manufactura nacional, que i-e desti-
narem a qaaesqner |tortos de dentro ou de fra do
imperio.
0 s n vico na mesa de rendas, de que se trata,
ser feito por empregados da alfandega da capital
da provincia, a cuja liscalisagao fica sujeita a mes-
nia mesa, pefcebendo, os que nella forera servir,
uina gratlicaco addicional aos seus veninientos.
que ser arbitrada pelo presidente da provincia,
sobre proposta da thesouraria de fazenda.
- 21 -
A camai a dos deputados approvou hontem, era
prraeiro lugar, o parecer da 2* commisso de in-
querito sobre as eleicoes primarias das paro hias
do Rio-Bonito, Nossa Senlmra da Boa-Espcram/a, S.
Jos de Lconissa, Santo Antonio de Padua. Boin-
Jesus de Monte-Verde e Ponte Nova de S. Fidels,
pertencentes ao 2' disiricto eleitonil da provincia
do Rio de Janeiro.
Procedendo-se era seguida votacau do parecer
da referida commisso sobre as elei.es primarias
era duplcala dos collegios de Carinhanha, Chique-
Chique, Pilo-Arcado, Campo-l.argo e Villa da Bar-
ra do Rio Grande, pertencentes an 6* districto da
provincia da Baha, o Sr. Araujo Ges offereceu o
seguinte requermeuto, que foi appovado :
Requeiro que volte a coinraissoo parecer so-
bre a eleicao de diversos collegios do .'>' districto
da Bahia, afim de se poder apresentar emendas a
diversas concluses do mesmo parecer'.
Indo proceder-se VOta^io do parecer da 3"
commisso de inquerito reconhecenflo deputado
lo 4o districto da provincia de Miuas-Geraes o Sr.
alathiel de Andrade Braga, o Sr. Cruz Machado
requereu a retirada das emendas offerecidas pelo
mesmo senhor e outros; e pondo-se a votos o mes-
mo parecer, approvado at 5* conclusao e bem
assim a priraeira emenda do Sr. Penido, sendo re-
jeitadas e |irejudicadas todas as outras. A reque-
riuiento do Sr. Ferreira Vianna llcou adiada a vo-
tagao da 6" conclnso do parecer para rollar com-
misso afim de novamente proceder-se contagem
dos votos.
Approvou depois a cmara ero 1* discuaso, sera-
debate, o projecto que autorisa o governo para
conceder um anno de lieen:' com lodos os venci-
inenlos ao conego da cathedral do Maranhao e len-
te do seminario episcopal d mesma provincia,
Arias Thoorigo. Arres Sena, para tratar de sua
sade onde |he conv'ier.
O Sr. Cimpu de Medeiros pedia dispensa de fa,
tcrsticti para que o projecto entra i :\t-
mente cm 2" discussao ; u iccedendo i e &<
Sr. Araujo Ges, offereceu a gufcite. ^^ ''
O governo fica autorisado a prorogar por mai*
um anno a licenga concedida ao Dr. juz de direi-
to Joa,]uim Tiburcio Ferreira Gomes com todos o
seus venciinentos
Ninguem pediudo a palavra, e nio havendo nu-
mero legal para votar se, ficou esta discussao en-
cerrada.
Pelo mesmo motivo ficou encerrada a I* discus-
sao do projecto que autorisa o governo para man-
dar admitlir a exarae das materias do 1 anno da
faculdade de direilo do Recife o alumno ouvinte
Joio Gualberto Gomes de S, depois de mostrar-se
habilitado era inglez e philosophia ; Itera como o
parecer que autorisa o governo a contratar com o
Dr. Antonio Pereira Pinto a pnblica<-o dos traha-
Ihos legislativos desta cmara desde a assembla-
eonstituinte at ao anno de 1857.
Enlrou depois era 2' discussao o projecto deter-
minando que os assentos tomados na casa da sup-
plicacao de Lisboa at poca da independencia
teem torga de lei.em todo o imperio. Q Sr. Joo
Mendes, tendo feito algumas observaedes, reque-
ren, e a cmara approvou que o projecto fosse re-
mettido s commissdes de justi.a civil e criminal
e de conslitui.o e poderes.
Em ultimo lugar entrn era discussao o orga-
raento para o exercicio de 18721873, na parte re-
lativa despeza do ministerio da agricultura. Ora-
ran) os Srs. Diogo Vclho e ministro respectivo, fi-
cando a discussao adiada pela hora.
Foi a imprimir a seguinte redaecao :
As comraissoes de justira civil e de fazenda, a
quem foi presente o projecto n. 2.14 de 1870 coiu
as emendas approvadas em 2* discussao, afim de
que redigissem o mesmo projecto de accordo coin.
o vencido, satisfaxen) o preceito desta augusta c-
mara apre-entando o projecto redigido pela forma
seguinte, e julgam que o dito projecto vantajoso.
e eve lersnbmettido terceira discussao.
Pro)ecto.\ assembla geral resolvc :
Arl. 1 Dedodr-se-ha um diaem cadamcfdu
vcncimi-nto dos empregados pblicos que quizerem
contribuir para o monte-po de suas familias.
Art. 2o PaUeeendo o empregado, ou perdend.
o lugar por senten'.a. gozar) beneficio do monte-
po :
1" A viuva, eraquanlo permanecer no estado
de naves.
t' As filhas, v vendo honestamente.
S 3o Os filhos, einquanto menores.
S 4" As mais. na falta das viuvas, e filhas,
quando vivara era corapanhia do empregado ese-
jara por elle alimentadas.
o Art. 3* As filhas-e filhos gozarlo do monte-
po repartidainenle na falta das mita.
Art. i" A familia do empregado gozar:
jj 1" DA ordenado inteiro, so a contrbuigao
fr por mais de 30 annos.
2' De dous tercos do ordenado se a contr-
buigao fr por menos de 30 annos e por mais de
20.
a Art. B Na execiii.-.io da presente lei pernf-
lido ao empregado filtrar cora as quotas corres-
pondentes ao tempo de sua anligudade.
Arl. 6* O gaverno regulara o modo pratico de
dedud.-o (hts qutas da contribu.-an, e da habili-
taco da viuva, tilhu e filhos para pagamento da.
peuso que Ihes competir.
Sala das commisses, era 19 de fevereiro de
1873.-T. de Alencar Araripe.-J. P. Machado Por-
tel'la.Cantoso de Menezes.ruz Machado.Ba-
rdo de Man.
Do Rio da Prata recebemos hontera folhas al
1.1 do eorrente pelo paquete inglez Douro, da li-
nha de Southampton.
Relativamente repblica .Argentina nada refe-
ren) de interesse. A 14 o seriado do Estado Orien-
tal elegcu sen presidente o Dr. Ellauri.
Havendo 10 senadores presentes, tres vezes em-
pataran) aquelle e Pnbeiro reunindo cada um ein-
co votos o que faz presumir que cada candidato
votara naturalmente cm si mesmo.
Nao w obtendo assim resultado, recorreu-sea
sorte, que decidi a favor do Dr. Ellauri, a quem
Gomensoro entregou a 15 o poder executivo par*
exerce-lo al que no 1. de margo as duas cama-
ras reunidas Nejara o presidente effectvo da re-
pblica.
Dense em Montevideo segundo caso de febre
amarelia, e outra vez foram todos os,moradores da
casa em que elle occorreu relegados para o Cer-
rito neoinniuneaveis. e reconiecou a junta de sau-
de a publicar os seus boletins diarios, enume-
rando nao ter noticia de mais caso algum.
Era nenhum destes casos se pode dizer que a
molestia houvesse sido importada do Brasil.
Na Assunipcao o Dr. Carlos l.ozaga renunciou
as pastas de justiee e culto que estavam a seu
cargo.
O Sr. bario de Saquarenia acaba de doar pro-
vincia do Bio de Janeiro, una capella mandada
edificara expensas suas no lugar denominado Tn-
gui, em Mallo Grosso do termo de Saqnarema, ;
a presidencia aceitando a ollera, agradeceu em
nome da mesma provincia, mais este importante
servico prestado por aquelle cidadao, c levou ludo
ao conhecimento do governo imperial.
-22
A cmara dos deputados riegan hontera para
membros da mesa que tem de funccion.ir durante
o corrente mez os jnesmot senhores que compu-
zerain a do mez passado.
Approvou depois. em 2.* discussao, o projecto
que autorisa o governo para conceder um anno
de licenga, coiii todos os vencimenlos, ao conego
da cathedral do Maranhao e lente do seminario
episcopal da mesma provincia, Arias Theorigo Al-
ves Seria, para tratar de sua saude, eom una
emenda offerecida pelo Sr. Araujo Ges e outros,
autorisando o governo a prorogar por mais ura
anuo a licenga concedida ao Dr. juiz de direilo Joa-
qun) Tiburcio Ferreira Gomes, cora todos os
mus venciinentos.
Approvou em seguida, em urna s discussao, o
projecto que autorisa o governo para mandar ad-
mitlir a exarae das materias do 1 anno da facul-
dade de direilo do Recife o alumno ouvinte Joao
Gualberto Gomes de S. epato de mostrar se ha-
bilitado em inglez e philosophia.
Approvou mais o parecer da me?a sobre o con-
trato para a publicar** dos trabalhos legislativos
desta cmara desde assembla constitua e -at
o anno de 1837.
Occupou-se depois com a 2." dscvssio do pro-
jecto que autorisa o governo a dispensar por vin-
te annos do imposto da decima os edificios da
praga do Commercio desta capital que projecta
construir a Associacio Commeroial do Rio de Ja-
neiro, cora a seguinte emenda do Sr. Pinto Lima :
Igual favor se conceda empresa destinadas
realisar a abertura de urna ra em continuara"
da travessa de S. Franrisco de Paula e entreas
ruas.Sete de Setembro e da Carioca, para nio se-
rem sujeitos, durante 23 annos, os novos predios
que se construirem de um e outro lado da ra
dcima superior a nue actualmente paga pelos
predios coniprehendidos, na rea que elles oceu-
parera.
Pedmdb a palavra o gfdj, Araujo Ges e l de
Alencar, i^ P>;a discussao adiada pola hora.
^"'-'.ottou, em ultimo lugar, a 2.' discossao do
"amento P exercicio de 1872 a 1873, na
parte relativa despeza do ministerio da agricul-
tura,
- Oraram os 8rs. F. Bebsrlo, Texeira da Rocha.
i e Heleodoro Sii\%, ficando a discussao iguahueulc
adiada pela hora.
t>i a iumiiinii o seguinte narectr :

f
i
IIFRtVFI
f
"


\
icario c rcrnamouco saboao i ae Marco ae ibi.
-
* A .' commissao de Inquerilo, examinando ai
actas da dcicao primaria a que se proceden no .lia
18 de agostodo'auno prximo paesado, ira frcgie-
zia de Taubat, pprtencente ao 2. dis'riela el
da provincia do S. Broto, reconheceu .que a 3."
oliamada foi fe i fe ao nesm i da em que terminou
a 2.'. A'vista do que'' a mesma cnminissode
parecer que se ahnulie a cloicao da dita parochia
t mndese proceder, .afuma nova.
Sala das cuiniiiifaeVs. 21 do feven iro de I8f 3.
Manoel Jos" de ffytcira Meudrs- Camilla liar-
reto.IHympio ffsdtifii. Hollandu Caralcanli. -
Jns' Calmo*. -Carlm Peixot
Fo.julgado objeete de delibera ea o seguate
orejelo: .
A mmmtssao de niarinha e guerra, a quem
foi presente a pniposta do governo para fumro da
torca naval nafa o auno finaneciro le 1879 a
i 871 ; considerando conveniente as dlsposjcoes
nella cuntidas, julga, entretanto, devor addicouar
< mtras que tomhem considera neeessarias, taes
como *jam: restaliclecer para o anuo linaneciro
referido e com carcter |iermanentc as disposieoes
do art. 3." da lei n. 1,997 de 19 de agosto de 1871,
que sr referan ao tempo a que devein ser ohriga-
ilas a servir a* pravas ron litadas o que forem
procedentes da companhia de aprendizes, bein 80
ino as vantagons que devein pozar aquellas que
servirem alin detempo -marcarlo.
Julga, igualmente, a commissao que deve ser
o governo autorisado a reformar os rogulaniontos
dos aromaos de marinba, dos macliinista' da arma-
da e da respectiva ojela, alterando os vencimen-
tos dos meamos maebioistas e elevando os de un-
iros empregados c os sidos dos pilotos, mestres e
guardia*! da armada, a cxemplo do que foi ros l-
vido em retaceo a oulras rcparticOes.
Isto posto, a omiimissao oll'erece dttCUSSO o
Reglate projocto :
A assenibla geral decreta :
Art. 1. A forra naval activa para o anuo li-
nanceiro de 1873 a 1871 constar :
i.* dos olliciaes da armada e das demais clas-
h;s que for preciso embarcar nos navios de guer-
ra e transporte*, conforme suas lolac/ies, e dos as-
ta I or-majorta das esquadras o divisos nav.ies.
2." Km circuinstancias ordinarias de .1.000
pracas de nariohagem e de pret dos corpos de na-
rinlia embarcados, e de6\u0i) pracas em cireunis-
lanrias extraordinarias.
3. os corpos de imponaos marinheirus, das
'ompanhlas de aprendizes-inarinlioiros creadas por
Id e do halaldo naval, continuando a autorki
P i para eleva-los a seu estad) completo.
Ar:. 2.' Para precncher a forra decretada no
artigo antecedente, a geveroo autorisado a dar
graMicagoes aos voluntarios que se apresentarem
para u sendeo, a cintratar nacionaes c estranoei-
i mediante concessio de premios e a recrutar
na forma da lei.
Art. 3.' Fiea permanente a dispnsico cuntida
n art. 3." da lei n 1,997 de 19 de agosto de 1871.
Art. i.' K' o governo autorisado :
1." A reformar o rogulamcnto dos arsenaes de
manaba, podeodo elevar os vencimentos dos em-
MM de rafe dtf Smsll, dr. t,aa)Ua4e, ara*1facada a Gracioso Martinsde Azevedo, pal V na-'
330, quintal despabilado.
Noi.vse-nara esto genero boa procura, t*uflo-
se axl existencia que havia em deposito.
Na quin/'-na venderam-se ISA pipas do aguar-
clentebrai.il ira a pesos 58 es 138 galoes abordo.
t Vcn'derm-Se 1000 saceos de asstcar vjndos
co Rio de Janeiro a pesos 56 a arroba, despacha-
do, e a mercad fica sortidtjw
Montevideo, i de fevveiro.Para a mala do
Dnaro, anda se realisarajn nestes dous ltimos'
das, inais crea do lilrras 30.000 a 51 1/2 d.
0 mercado de expartac-o est calmo a capera
do noticias da Europa.
No ilu impiH-tacao vendeu-se o resto do car-
rr .'.amento de asstcar novo do Marina, de Per-
ii.iiibuco a procos jconbecidos, constando que
seguir parte par o Hosario e Buenos-Ayres.
t Na quinzeaa o movimento para esso genero
fe i inaior para os da nova safra de Peroambueo,
dovido a ipie os compradores do Rosario e Bue-
n is-Ayres teinerem que se fecbem os portos da
Reputdica Argentina, em vista da epidemia que
reina no Rio de Janeiro.
t A perspectiva do governo aprsenla sympto-
mas de anta baixa se continuaran a chcga'r car-
regamentos especialmente dos volos, cuja exis-
tencia ciu maos dos especuladores de 14,000 vo-
liuoes u 2.000 dosnovos, ficando sobre agua a
carga do Amalia, chegado de Pernambuco.
A rctallio venderam-so algiinias pipas de
agurdente do Brasil de #76 a #78 os 500 litros
ni tando-se ponca procura. Na quinzena pequeos
lotes de fumo em rollo, do Brasil, (oran) vendidos
para consumo cYeembarque, calculando-so cm
1.200 lulas a 10 arroba despachado as qualida-
de< superiores e de tf a *7 as inferiores.
Para sal nao ha pedidos para consumo e as
Bargas entradas na quinzena seguiram para Bue-
ncs-Ayrcs. .
RIO ORAN'DE DO SQL.
Recebemos folhas de-ta procedencia at 12 de
fevereiro.
Segundo diz o Rio-frtindeiise de Porto-Alegre,
0 soldada do corpo do polica Antonio Rodrijfues
da sUa. assassinara no dia 2 o saraento-ajudante
do iiii'smo corpo, Pedro Joao dos Santos Jnior.
Bis como se dea o fado :
Por occasio da revista da tarde e distribui-
rlo das patialbas, o referido soldado, tornando-se
insubordinado, o tenente-ajiidante mandou-o des-
armar e prender. No acto da prisao o sida lo
ferio moltalinente com duas Tacadas o sargento
ajiidante e levemente em nina das maos o alferes
Joaquim Felizardo da Trindade. O 2." sargento
Miguel Ferreira de Camargo Bueno escapou, por
milagro, a mi golpe que lhe furou a blusa.
Lc'-se no Jornal to Commercio de Pelotas :
Inforinam-nos que no Estado-Oriental, ha
poneos dias, fora assassinado o Sr. Jos Luiz Pe-
rara da Silva, natural desta cidade, lillio do indi-
toso linado Manduca Inglez. Este corajoso moco,
que, como iodos seus irnios, tem-se empenhado
decidida e valentomentc na captura dos malvados
assassinos iIq seu pai com alguns couipanbeiros

erosa lanulta. .>
i) MPiCtrvd delegado de polica, prooifiVa
qucritu policial e tomara as iiecessariaV
ddiicLis para afijjlara di dolinqueiite. '^j

e sao escravQs de JoaO Saii* da Al-1 ordam pMbli,pa hvpoUiese de que trato, possa
ser perturbada.
de
pregados das secretarias das nspivcoos dos mes- j procuravan no Estado-Oriental dous desses faci-
mos arsenaes, dos directores de olleinas c seos
.Muanles, dos desenlialores, dos pal roes moros dos
arsenaes. dos pro.'ssores de primeias ledras das
o mpanliias de aprendizes artfices, do lente de
i a tria, d is escravenles das directoras, do pa-
ira i mor das ofBcioas, contaato qu'i o augmento
n*.u esceda de 50 % do que aciualuiente venceni
es referidos fuiccionarios.
i.* A reformar p regtuainento do macbinistas
da arma la o da escola croada paraos mesiuOB, po-
deodo alterar o respectivo quadro, assim como as
tabellas das errallicacoes.
i.' A elevar os sidos dos pilotos, mestres e
f lardics, cumtanta qas nao exceda o augmento a
ni lis de uta terco di que actualmente perceb.en
Ari. 5." Fieam roviigad.is as digposieSes oin
contrario.
Pa^.-o da cmara dos denotados, 21 de feverei-
ro de 1873. -F. J. Carot Jnior. ~F. II. de Mclh
liy*i. A. d'Escratjnolle Taanatj.
A mortalidadi' d.. cidade do Rio de Janeiro na
Quiasma de i a 15 do corrente foi, segundo o bo-
letio organisado pelo Sr. conselhoiro Ur. Jos Pe-
reira Uago, presidente 'da junta eonlral de hy-
gieue publica, a seguinte :
Cemuuie war(.F>*bres intermitientes o re-
iniMeoles, 5i ; dita amarefla 582 ; varila, 53 ;
l.ympliattis (erysipelas). *i; bronchites e pnojinio-
liias, 16; lisica pulmonar, 81 : phlegmasias cero-
bro-espiabaas, 25 ; dysenterias, 6; diarroba, 3;
iiT-c; es do ligado, 10 ; congest.o pulmonar, 5 :
< H i cerebral e apoplexia, 16 ; lesocs orgnicas do
oracio, 29 ; convulsoes, 28 ; -rfortos de nascimen-
to, 18 ; homicidio. 1; desastro. \ ; o.Uras causas,
lili, total 1.086.
Nacionalidades: nacionaes 395, estrangeiros 676,
ignorada 15.
Ciaidicao : tvre 1,008, escrava 73, ignorada 5.
Sexo : masculino 837, fominino 2i9.
Id ule : at 7 anuos 183, do 7 a 25 ditos 373,
'.o -i i a 40 d.tos 31 i, de iO a 55 ditos 127, mais di.'
53 ditos 62. ignorada 27.
Isi.iUidiLe : domicilios 560. hospitaes militares
28, dii is civis 498
S ib e esta estatistica faz o Sr. presidente da jun-
ta ilo Ingione as segallos ob I) te quadro comparado ao da quinzena antc-
i resulta :
i." Que a mortalidade geral decrescou sensivel-
iienie; porqaaato, sondo uaquella representada
i i algarismo 1,238 nesta pela cifra 1,086, con-
M'uintementc menos 148 de que naquella ; quasi
JO diariamente.
2. Que a varila vai cm de-linacao sensivel,
lendo piuco de tres os fallecimenlos diar os
p-jr ella determinados.
''.' Que as febres remitientes o intermitientes pro-
i! izirain taulioiu menor nunioro de faociinontos,
(i.mJo-se na quiuzena anterior 86 e nesta 54.
'." Que a febre amarefla tambera fez menos
victimas; porquanto sua mortalidade foiieprescn-
lada ento pela cifra 627, e agora reduz-se a 582,
iiiseguintoineute lia 4o menos, ou tros diariamen-
i'. sondo o dia de inaior mortalidade o da 4 eiiKO
i ial a totalidade do suas victimas subi a 51.
Estes resultados um poaCO inais favoraveis, alera
<;js medidas hygicnicas postas era execuftio, pa-
seren dovidos s niudancas occorrias as
rondieftes metoorologicas e atiuospbericas, trazend
abaixa de temperatura no decurso deste periodo,
-. i Mnente de 10 em diaute, dondo-se alguns dias
. ;i|ieralura igual ^ dos mozos que se podem con-
-idorar trios nesta cidade, nao s era virtudc das
as vnacoes cntao dominantes, como da queda
cas c'iHivas.
Uantando-se o calor sempre cima do 80', mas
nauea excedenao do 89" at o dia 9, baixoa d'abi
por diante at 15, para :io voltar escala de 81-
seuao no dias 13 e 15.
Nc-'a ijiinzi'iia dera:n-?e tres dias de trovoadas.
iiiw i|uacs dous de poJiea inportancia do NO, e ti:n
ilido, dia 12, de .0 rijo com chuva e forte-'
gas elctricas.
Hume chuva em seis dias. 7, 8, 9, 10, II o l'i
o pluvio uct.-o,' para sua totalidad--
..... ; |' ij.ii.-f.. Xilll o. lo
Quicial de Justica, que sahira alim
licacoes para o jury nesta cidade.
oras. Encuntraram-se linalmonte, e no momento
de efleetnarem a prisao dos criminosos, ellos rc-
sislirain, travou-se una lula braco a braco, que
terminou com a marte dos referidos dous assas-
sinos o do infeliz Jos Luiz.
Noli-la- vindas ilo Algrete, dizem que atar-
menta qae liouve no dia 33 de dezembro, no 5.
disiricto d'aquellti termo lancou por trra a casa
de Joo Hasproo, Qcando debaixo das ruinas a rau-
Iher dosle.
(artas de S. Gabriel referan o seguinte :
Segundo consta, as ultimas endientes bao
dad i lugar a multes desastres. A diligencia de
Sint'Anna para o Taquaremb, cabio em nina
sanga ; por cssa occasio um boleeiro quebrou
nina poma e um ontro homem ficou forido. Pou-
co mais ou monos dou-so laclo idntico na diligen-
cia daqui fiara llago. Em S. Vicente morreu o
de fazer not-
Desapparecou
mu rapazinhu peio da diligencia de Pelotas para
esta cidade, que s::p;ioe-se tenha perecido afoga-
do ; e linalmonte, consta tercm-se afogado mais
dous individuos, cajos nomes se ignora, l para as
ponas do Vaeacahy.
Verificoa-se a noticia (escreveram ao Commer-
cial), de baverem perecido o Sr. Jos Varia Maciol.
saos duas lillias, um criado portuguez e um par-
do escravo, de leda a familia s licou com vida a
posa do Sr. Maciel.
Noticia o Diario de Pelotas, sob a cpigraphe
Moedeiro fu Lio :
O delegado de polica cm exereicio, Marcelli-
no Antonio dos Santos, recebeu ordem do Dr.
chefo de polica para prender o individuo Francis-
co Luiz Rbeiro, estabelecido neste lugar, com
nina Uiverna a ra do General Osorio, em frente
casa dos Sis. Daval e Estoves, visto que de Per-
nambuco rocebera o mesmo Sr. chefe do polica
denuncia que o mencionado taverneiro era passa
dor de inoeda falsa. Na npute de salibado foi
pois recolbido cada o Sr. Rbeiro. e all se acha
ato ipie depois de feitas :w averiguaooos necessa-
rias, chegue a antoridaile ao conheciinento da ver-
dade
Parece que com elfeito nao sao infundadas as
suspjitas, poique ao que nos informara, o Sr
Francisco Luiz Ribero era ha lempos um ho-
mem mili o impertinente no pagamento do suas
contas, procurando sempre obter os gneros por
preco diminuto, ao passo que agora proceda de
modo diverso, entrando em maiores transacroes e
demonstrando possur maiores recursos pecuniar
ros.
Em S.'J lilla carta de" llieriadu,
por D. Antonia" Rdsa'Soares.-a urna parda de nom
Candida, que em seguida fdra adniijtid -em nraa
4 I No dia 2H do itVba^Ho Mndo Tov,
termo ifci Campanha. J nbecido pi>r Jos Tome, maiara-eom mea facada
o assassua Maiheus de Soasa. O oriminoso
evadir-so.
X* terinadeS. Joo deja Itei.fra brbaramente
assassinado por dfu oscra\M>o faa-ndeirp Romu-
aldo Gomes de Muraos, "lfendo-se evadid! os dous
assassinos, o Dr. cliefode polica dcra'as hecessa-
rias providencias para a sua raptura, a* 4c ^acf
forain capturados o acbam-se reoolliidos cadeia
di: S. Joo de El Re, sendo um preso ftclp sub-
delegado do Rio do Peixe, e ontro pelo progrio pai
da victima, no lugar denominado Passa Vonipo.
No municipio de Marianna, Bernardo Augusto
da Cnnha, assassinara com ura tiro de pistola,
Josi'f Vcnnelho, no arraial da Sade, s nove c
meia horas da noite de 1 do corrente. Otario
de Miiuti, que noticia sse facto, diz nave/ Cimba,
exercido o dhvito de defeza.
Diz o Phurot de Juiz de Fora que, segundo
communiraco que rece'-ra, havia sido victima
de um malvado o Rvd. vigaro de S. Jos do Rio
Preto.
Falloceram na capital o tenente coronel Luiz
Jos de Oliveira e o capitao reformado do eerpode.
polica Dolpbino everiano dos Res.
s. PAULO.
Qiegaram-ns folhas desta procadenoia, cujas
datas alcancain a 16 do corrente.
Le-se no Correio Paulistano de lo:
a Acerca do desinoronamenlo que deu-se ante-
honlem na estrada de ferro da companhia Bautis-
ta, coininiini'am-nos o seguinte :
O trem do passageiros da cdmiianhia Paulista,
partido lioiitom 13 do corrente, de Campias, che-
gando a estaco de Capivary, s 8 horas da ma-
ulla mais ou menos, ah ftcou retido at depois do
meio dia, por ter-se dado um desmorouameuto
sobre a linba. que obstruindo-a, interreptou o
transito, sem todava impedir qun os passageiros,
coudiizidos'at o lugar do aconlecimento, pudes:
sem ser baldeados para outro trem que os loce-
besee di lado upposto.
A demora na resoluco do destino a dar aos
passageiros, foi devida a nao funcrionar o telegra-
fo do Capivay, sendo necossaiio ex|iedir os te-
iegrammas por propnos a pe, o que j fora causa
de nao se saber do impedimento da linba no devido
lempo para nao viran de Campia os freos de
passageiros e do carga, quejicaram estacionados
no Gapivarv
Saneado da ocenrrencia o chefe do irafego,
em Campias, responden pelo propino que voltasse
para Campias a locomotiva que couduzia o trem
embargado, e logo depois tiveram os passageiros
a deeiso que |wdiam voltar para Campias os que
quizessom e bem assim seguir para Jiindiahy,
p, i 1/2 kilmetros da linba, os que dcsejssseui
ebegar a S. Paulo. Foi o que aconteceu maior
parle dos passageiros, que chegaram a JundiaUy
as duas e meia limas da tarde, caminhando pe
mais de legua e meia, e vieran) a capital. A com-
panhia nao tinha locomotiva ein Jundiahy, nem
reijuistou da ingl-zi que conduzsso os passagei-
ros, ao que parece.
Durante o anuo de 1872, forain pela repartico
da polica apresentados presidencia : 96eecru-
las, 2 voluntarlas para o exercito, 10 ditos para
permanentes, 7 menores, 3 desertores do exercito
e 6 do corpo de permanentes.
No dia 14. pelas 5 horas da tarde, potico mais
ou menos, ca-iio mu raio no estabelecimeulo dos
b'inds na Luz. Apeznr de dirigir-se ao para raio
que alli existen o choque elctrico tirn a falla a
um (ranea que se aehava sentado porta do
mesmo estabelociinento.
Osrrs. coronel Francisco Ji. do Moura e Costa
e tonento Francisco Candido Vieira, de Taubat,
uiontarain em seus estobclecimentos agrcolas
machinas limito aperfeicoadas de beneficiar o
caf.
O Dr. Faleo Fi.'ho, de volla de sua viagem s
cidades do norte, partir para S. Luiz, afim le
angariar xssignaturas de accionistas para a estrada
de ferro do norte da provincia.
Com igual lim pretende ir Cacapava, SI Jos e
Parahybuna.
Le-se no tn ino de 16. sob a epigraphe Ef Ira-
da de Ferro lliiana :
Realisou-se no dia 13 do corrente, a passagein
da prmieira locomotiva jiela ponte do rio Xjct.
Foi um dia de verdadeiro jiblo para-os nanos
e com especialidade para o Sr. Joaquim Certain,
a cojo cargo foi confiada assa obra, a inais impor-
tante de toda a linba, o que apresentou a mais
exuberante pro va da solidez cora que foi cous
iriiida.
Desde cedo dirgraiu-se grupos ao Sal a

Per portaras de 21 do correle :.
Foram nomeados adjuntos do aisenal de goerra
da provincia do Para o major Rdriiio Augusto da
Gama o Costa e o capitao Carlos Sibiuo de Ma-
*, ambos honorarios do exercito.
DlflfilQ P NAvIBUCO
l'.i:CIFE, l.-DE MAW.XO DE 1873.
ct* d <;il I imperio.
Cliegou hontem pjla manda o vapor inglez Dou-
Iraieado datas: do Rio da P-ata 15. do Rio de
Janeiro 23, e da Baha 26 de fevereiro.
Alin do que damos sob as rubricas Exterior e
Interior, encontramos nos jomaos o qiu segu :
REPILICA DO PARAGUAY.
Tnaugiirou-ae em Assumpcao urna columna com-
memorativa do iuramento dconstituico poltica
d'aquella rcpnblica.
O volho senador Falcaa, comegou a publicar na
JVapgg Paraguaya, jornal rjue so publica na capi-
tal, urna preciosa eollcc;ao de documentos histo-
i sobre a vida poltica e social daquolle pai-.
O Paraguay tcm tido solcnta e cinco chefes,
entre governadores o presilentes, inclusiva o
actual.
D. Carlos laiizaga apresentou sua demssao do
cargo de ministro da justica e eiiltos. -
SnppSe-se me a renuncia ser acceita, visto
ue o ministro in 810 DA PRATA.
- Ei- as noticias commorciaes :
B'eho.Aurti, ib de fevmino, -Para a mala do
l-aquete irigfez Dnup realisaram-se transaccijos
era cambio aos segaMes 'algarismos :
< Londres 49 1/4 a 49 1/2 d
Frant-a S.f7 aRSOrs:
AniorpiagM a fi.f9ft3.J7 frs.
' io de Janeiro 30450 pnr onca de ouro.
* No mercado de mportaro vende/am-se iO
ltimamente comprou elle una i reta, e alm
disso possue, ao que consta, algum dinbeiro, que
diz haver obtido de seus ordenados como caixeiro
A autoridade policial tem em seu poder a
correspondencia trocada entre esse senhor o um
seu mano que est preso em Pernambuco, reco-
nhecido como rtoedeiro falso, a qual segundo nos
dizem denuncia ainda mais o Sr. Francisco Rlie-
ro. Possue mais em seu poder o Sr. delgalo de
polica e boje vai remetter para o j'uiz municipal,
algumas sedlas de 100J, 50, 20 c 10/ que po-
de encontrar cm casa do denunciado moedeiro
fa so no valor de quindenios e tantos mil ris, as
i paos jo,lgam ser falsas, se nao todas, ao menos
algumas. '
Haviam fallecido em Bag o portuguez Joo Pe-
reira Oliveira e D. Clara Nuues Paz ; no Jaguar
rao, D. Eulalia da Cunda Mena Barreta e o octo-
genario capitao Raphael de Sonsa Nelto ; em Pof
to-Alegre, o major Ricaido Peres de M?cedo, c
no Rio-Grande, o allemo Luiz Vogel, negociante.
A tommissiio alloma, ouoarregada de agenciar
donativos para os in.'elizes que foram vctimas da
inundaco do Bltico, j havia remettido para a
central em Hamburgu 9,0J0 marcos imperiaes e
anda aguardava outros donativos.
O capitao do patacho nacional Singular declarou
vorbalmente na repartico da Barra, que pouco
depois de sahir do ancoradouTo do Rio Grande, na
altura da Mangueira Volha, o marmhciro Antonio
Jos da Cuaba, quando desferrava o velaxo, cabio
da verga ao mar e pereceu afogado depois. A
equpagem.do navio declarou que amorte fura
realmente casual.
Diz o Onre de Junlio, foi lia do Jaguarao, que no
da 21 do passado, no Estado Oriental, departa-
menio do Cerro-Largo, lugar denominado Ponas
do Amarillo, o pardo Manoel Rodrigues tentou
acabar com a familia do honesto e laborioso bra-
sileiro, SerapbJm Podro da Silva.
L-se no Diario do Rio Grande o seguinte. com
referencia ao briguc (raneas JmntMmarde:
. O navio naufragado conserva-se inteiro, porm
j innito enterrado e clieio d'agua. A trifila;o,
aband.onou-o domingo e veio para esta cidade,
acompanhad i do respectivo cnsul Sr. Pedro Pas-
cal Lirou.
Nio obstante, deixou n capitao do navio duas
pessoas de confianca, ganhando 6|000 diarios, para
liscalisar e arrecadar qualquer abierto que venda
a praia.
Por parte da alfandega tambera o conservara,
no lugar do naufragio, dous guardas e urna forca,
sob a direccao do ajadante do guarda-mr o Sr.
Vamosy.
minas aaB>s>
Recebemos folhas da capital at 14 do corrento.
- No districto do Espirito Santo, termo de Mar de
Hespanba, AJexaadre Telles disparara um tiro so-
bre Jos Vicente Ferroira, que eando pouco ferido,
dera em seu aggressor diversas facadas.
Sendo ambos preso e pastos debaixe das vistas
de alguns guardas nacionaes e paisanos, foram es-
tos accommetdos noko por dous des'conheciilos,
ura d i:i quaes dosfecbM um tiro, queima roupa.
no paisano Joaquim da Silva Cintra, que fallecer
instantneamente, retirandorse logo os aggressores.
O subdelegado respectivo tomara logo conheci-
mentoda facto.etratavadedescobriF os criminosos.
Alexandre Talles e Jos Vieante Ferreira, foram
remettidos para a cadeia da Mar de Hespanba.
A fo ha que narra este faca-, o Diario de Minas,
noticia tainbem qu na manb de 28 de Janeiro
lindo, no bsirro do Mundo Novo, no districto da
cidade d,t Campanha, Jos Francisco Machado, co-
ndecido por Jw-Thora,. assassinara com urna
convite do Sr. Cerun, para assistirem a esta
teta do progresso. Ao meio dia, cerca de mil
pessoas esperavain anciosas o desojado momento,
tanto mais que, militas pela primeira vez iam ad-
mirar esse artefacto do engenho humano. Era
da mais agradavel perspectiva o ajuntamento do
poro, em variados grupos, e o bello sexo, que pal-
pitante, sob o caramanchao levantado junto,
ponte, osperava a todo o mntenlo- o signal para
por-se o trem em movimento A banda do msica
dirigida pelo Sr. tenente Feliciano Jnior, fazia-se
ouvir, execntando pecas de gosto, c em todos os
semblantes transparecla a alegra que ia no inti-
mo da alma.
A urna hora da-tarde a locomotiva Tiei, que
se aehava a esta distancia, deu signl de partida,
e debaixo de. msica, foguetes e frenticos burra-
bs. atravessa a ponte impellindo seis |carros do
atorro cheios de lastro. Iam na .machina o Sr.
presidente da directora, o Sr. Joaquim Certain,
hroe da festa, o Sr. Farias, empreteiro da supei-s ,
tructura e mais empreados De outro lado da'
ponte ardiam bateras. A' entrada da ponte levan-
lava-se um arco, e em (oda sua extensao grande
quanlidade de bandeiras flucluavam, como que
tambera andando o succogso daquela festa. O
trem pastea repetidas vezas a ponte, condiuindo o
ova, que por esse modo dava urna prova bem si-
gnilicatva da'confianza, que tinha na solidez e
perfeicao dessa obra gigantesca. Era urna das
passagens parou o trem em meio da ponte, eo Sr.
Dr. Jos Elias Pacheco Jordo, profera nm clo-
quete discurso, consistente a'uin voto de hume-
nagern e gratidao aos servigos prestados pelo Sr.
Certain.
Oulras 8audacoes igualmente euthusiasticas
segiiiram-se no caramanchao, pelos Srs. Dr. Joo
Tobas, Jos Nabor,f Pacheco Jordao e capitao Si-
ipieira de Queiroz.
A's 4 horas da tarde foi offerecido polo Sr.
i ertain ura laut i banquete, levantando brindes o
Sr. Certain compnnnia Ituna e directora os
Srs. Jos Innacencio do Amara! Campos, capitao
Queiroz Comes de Almeida, Jos Nabor, Conceicaa
Lobo, Jos Antonio de Souza, tenente Carlos'de
Andrade o Dr. Bittenourt, agradecendo o Sr Dr.
Jas Elias, por ultimo, as palavras lsongeiras diri-
gidas companhia e directora.
Assim terminou esta festa que deve ter sido
bem grata ao Sr. Certain como foi aos seus con-
vidados, n
Fora encontrado no rio Tamanduatehy o ca-
dver de Francisco Ropedrto da Silva Maraes, que
tinha desapparecido de casa baviaaias. Suppu-
nha-se que o pobre aio.o puzera termo a seus das,
desgostoso pela molestia que o affligia.
Jacob Clem. estando em sen sitio, no districto
de Santo Amaro. vendo apparecer nm veado na
terreno, muno-se logo de urna garrucha, iuas
quando ia descarrega-la leve a infelicidade de ea-
bir inorto ferido pela sua propria arma.
Ciramunicaram da Atibai;
Aeham-so nesta e vo ser remetlidas a ossa
eapital. para o competente exame, as visceras .Ja
infeliz Josopha, fallecida no bairro do Quyab, vil-
la de Nazareth.
Ha suspeitas de que ella foi victima de um
veneno pro nado por seu marido, que achase
preso. Do que ja lein-se colligido, o processo vai
ser de summa importancia, nao s por ser o crime
atroz, com i, lambem pelos accidentes verdadeira-l
mente notaveis da prisao do ndieiado e ibrraacao
de culpa que iniciou-se.
Acha va-so recolhrdo cadeia do Saracaba, Ben-
to de Carvalo Pinto, que estando pranuneiado na-
qnelle fermo como incurso no art. 808 do cdigo
cri u ni', vai sor"julgado na proxim sessao do
respeclivo jurv.
Segundo telegramma do r. juiz de direito do
Ubatuba, dirieido ae chefe de |liea* veriheou es-
te que nquelle individuo" o mesmo que tambem
se acha pronunciado na oleada da aknca, pro-
vincia do Rio de Janeiro, como criminoso lira fraudulenta.
No dia 19 do .cerrante apresentaram- ae eht-
fe de polica dous erioulos, qaedeessfarara ter as-
nadieto,
ni' ida:
Palloeerara na capital: o Dr. JoSo Baplista
padre Jo.1o l!apti-la de Oliveira.
KSI'IIUTO-SANTO. -
As ultimas noticias recebdas dess procedencia
alcanzara a 13 do corrente.
Pelo presidente foram marcados os d as 2 de
marca para eleic de um inembfo asaambla
gorarlogislativa para prpenchiment da vega dei-
xada pelo eonselheiro Jos- Fernandas da Obsta PeJ
reir Jnior, ltimamente nomeado ministro da
agricultura, e 23 do mesmo para eleicao de um
diputado provincial em substituicao do finado te-
neiite-coronol Cactano Ben'to de Jess Silvares.
No intuito de dar execiicSo a lei provincial n.
25 de 1869, relativa a demarcado das trras per-
tencentes a provincia, resolveu o presidente rece-
ber proposta para o emprcsli i a de......
300:000COO.
Fallecer na capital o negociante, coronel Ma-
noel do Ceuta Teixeira, qoe durante niuito lem-
po, exercera cargos de noreacao e de eleicao.
RIO DE JAXKIO.
Foi dirigido ao ministro da fazenda o seguinte
aviso :
t Rio de Janeiro, em 1.1 de fevereiro de 1873.
Illm. e Exm. Sr. -S. M. o Imperador, a quem foi
presente o requeriraento do juiz de diroto Fran-
cilisio Adalpho Perera Guimares, pedindo ser
pago do ordenado correspondente ao tempo decor-
riilo desde que deixou o exerijicio na comarca de
*. Borja, na provincia do Rio-Grande do Sul, al a
data em que assuino, dentro do prazo marcado, o
de chefo de polica da provincia doiEsprto-Santo.
bouve por bem. conformando-so por immediala
resoluco do primeiro do corrente uioz, com o pa-
recer da seeeao dos negocios da Jastie do toase
Iho de estado, decidir quo o magistrado nomeado
diere de polica contina a perceber o seu ordena-
do, durante o prazo fixado para assumir o exerei-
cio do novo cargo; e neste sentido se deve enten-
ler a disposicao final do art. 1" 5" da lei n. 2,033
de 20 de setembro de 1871.
Rogo, portauto, a V. Exc. se digne expedir as
necessarias ordiiis Ihesouraria de faz.'nda da di-
ta provincia do Espirito-Santo, afim de que seja
satisfeito o pagamento requerido.
Deus guarde a V. Exc. -Mmoel Antonio Ornar-
te de Azevedi. A S. Exc. o Sr. vsconde do Rio-
Branco.
Foi encarrogado o eonselheiro Andr Augus-
to de Paihia Fleury, de compilar as attrbucoes
actuaas dos chefes de polica c mais autoridades
policaes, tendo era vista as relacoes feitas pola no-
va reforma judciaria.
Foi dirigid > presidencia da provincia do
Ro de Janeiro pelo Dr. chefo de polica respecti-
vo o seguinte officio relativo ao levanlaniento de
escravos em Paqucquer :
Secretaria da provincia da Rio de Janeiro,
Nitheroy, 20 de fovfero de 1873.
Illm. e Exm. SrASegui no dia 7 do corrent
para o Porto Novo do Cimba e dalli para a fre-
guezia do Sumdouro do Piquequer, em razao do
telegramma que daquela freguezia recela e con-
I forme as nrdens de S. Exc. para syndicar dos fac-
tos que diziam respailo a una insurreiiao de es-
cravos que se dizia estar preparada ou j era co-
moco de exetuel-v por actos pronunciados o cons-
tantes de altentados de que tinham resultado va-
rias martes.
Chegando ao Sumidnuro s 11 horas da ma-
nila c apezar de apenas dalli distar una legua da
fazonda onde se aun unca va como o ponto de reu-
nio, puncas iuformacoes pude colher pelas quaes
licasse sulTicienteineuto orientado do objecto para
o qual tinha ido ao lugar, parecendo-mo alienas
do que oiiv, que os escravos de urna fazenda t-
nham-so re usado ao traialho.
Nio dis|mdo de toda forca que tiuha levado
comigo, porque ainda estavam algumas pracas em
viagem c oulras fatigadas por torera.andada toda
a noite a p e o resto da manh debaixo de sol
abrazador, c alin disso nio ven lo tanta urgencia
no easo que me obrlgasse a seguir inmediatamen-
te paja a dita fazenda, resor.-ei para o dia seguin-
te a minha da ao lugar.
Notei que algumas pesadas da fregtiazia se
mostravam recr-iosas do acontocimento, mas pare-
eeu-me desde logo que nao havia motivo para te-
mer um suecesso de consepjoncias inais serias.
Tinha observado quo os escravos quo encoutrei
oceupavam-se nos trabalhos ordinarios, e em al-
guns lugares prximos fazonda onda se acha-
vam os escravos do Francisco Luiz Pereira, era
at ignorado o acontecimento que dra lugar ida
do subdelegado acompanhado do pessoas para
chamar ordem os escravos que se mostravam in-
subordinados.
No di em que eu cheguei a freguezia houve
quem awuiioci.is-e que os escravos reunidos am
atacar os moradores do povoado.
Tudo isto parecouinc um pouco exagerado, e
por tal motivo nao me foi possivel dar muita im-
portancia noticia.
No dia 9 acompanhado do coronel cominan-
dante do corpo policial, da Airea de polica a de 1-
nhe que tinha chegado freguezia poucos mo-
mentos antes do miin, segui para a fazenda da
Boa-Vista.
Alli chegando apresentaram-se-me todos os es-
cravos que nao tinham tomado parte no conflicto
do dia 6. informando-mc que os que faltavan ti-
nham fgido para Vfag.
Depois de examinar toda a fazenda passei a
inquirir os escravos que se me tinham apresen-
tado.
k Explcaram o acontecimento pela seguinte
forma :
) boa
1. regular
1/ ordinaria
i. boa
t ordinaria
Que na occasio cm que se proceden ao in-
ventaro dos bens de seu fallecido senhor Francis-
co Luiz Pereira, fra-lhes asseverado que erara
livres, lendo apenas a obrigaco de trabalhar at
pagar as dividas do mesmo sea fallecido senhor;
e que depois dessa asseveracao, tendo-se apresen-
tado o suisso Jos Warol, declarando que ellcs
erem seus escravos, nao tinham a isso annuido
recusando-so enJo*o trabalho, porque vista das
declaracoes feitas pela jilstica, nao podiam reco-
nhecer em Warol o direito de os tornar es-
cravos.
ssinadn, havia cerca de un aano, o fekor da fa-
zenda de seu senlior, por causa des ntuitos rurtaon
queellp ihes infringa Cbamara-sc Amaucio Se-
As pessoas do lugar cntao informam-me que
Warol eslava em ajuste para a compra -da parte
da fazenda pertencoiite herdeira D. Luiza Perei-
ra da Bocha, e que para experimentar o animo
dos escravos fuera essa declaraeo.
Que de facto na occasio do inventario algu-
raa cousa no sentido do depoimento fora aos es-
cravos declarado, e
Que visto a recusa, houve quem o aconse-
Ihasse Warol, para este requerer ao juiz munici-
pal de Nova Friburgo e avaliadoros para irem de
navo fazonda da Boa Vista, afim de convencer
aos pretos da mesma fazonda que erara escravos.
Que Warol, em lugar de assim proceder, d-
rigio-se ao subdelegado, que reunindo varias pes-
soas no dia 6 do corrente das seis para s sete
horas da noite, fura fazenda, e sendo recebido
pelos escravos em massa, mais ou menos allana-
dos, aggredirani-nos ou foram aggredidos, o que
nao pode ser bem verificado.
E' para mim milito duvidoso quo os escravos
tivessem armas de fogo comsigo, certa quo os
que aeompanharam o subdelegado, que tiuham
armas de fogo das quaes usaram desde logo.
Travado o conflicto, retiraram-se abandonan-
do os cavallos e algumas armas aquelles que
tinham acompanhado o sudelegado, e os pretos
em numero de 29 seguiram na mesma noute para
Mag.
Ficaram os mais pertencentes fazenda, que
possue 137, e outros foram-se apresenlando du
rante os dias que me achei na freguezia, parecen-
do-me que algnns desses escravos tinham desde
logo sido recolhidos em casa de moradores da
amanea.
Falleeram no conflicto o administrador da
farenda Jos' Antonio Vital, um inspector de quar-
teiro que acompanhara o subdelegado, um escra
ve da Fazenda e houve tres pessoas feridas; em
todas proceden o subdelegado a corpo de delicio.
Demorci-me no lugar, at encontrar quem-se
dispiizesse a tomar conta da fazenda e dos escra-
vos por que o interessado principal, Jos* Warol, a
isso se recusara.
Logo que F ancisco Jos da Rocha, filho da
herdeira D. Luiza Pereira da Rocha, se me apre-
sentou declarando que estava prompta para re-
ceber a fazenda, para ella segu, o procedendo
a chamada geral dos escravos, dellcs fiz entrega-
do dito Rocha, convencendo aos prelog que eram
escravos e que nao havia fundamento no que
tinham mivid >, de apenas serem obrigados a tra-
balhar at pagar as dividas de seu fallecido
senhor.
* Ficaro disso certas lamentando apenas al-
gnns qne tivessem sido engaados sem vantagem
para os que tiveram tal idea.
Nao vi, portante, quo henvesse fundamento
paraNemer aquillo que 'com tanto susto era an-
onadado.
r Observe! o maior secego e a oceupacao nos
trabamos ordinarios por parto dos escravos as
(azoadas por onde passei e ortde estive.
< Sia vejo fundamento para que se receie que
vi
Parece-mu---mo de gran le inconveniente, d'
appai-ato de torca de que algumas autoridad
queWm rodear, inno nrincipalaiento em aqu
lugares, para mi lo fai-Jm-nte" pedo desta capital
Ser enviado qualquer auxilio no caso'de neces-
sidade.
Alm disso a "corpo poiieral nao dispoe de
jlanta forja que seja possitel dividt-m por toda a
provincia com grande prejuiso para o servi-
ico, porque se pof ventura a for^a publica for
necesaria n'um ponto dado, ser muilo inais dif-
ficilde prompto laucar mo dos meios que o casi
pedir.
E' por ora o que passo levar ao conheciinento
de V. Exc, reservando o mais para depois que
tiver concluido' os interrogatorios dos escravos
que se achara presos. Deus guarde a V. Exc
Illm. e Exm. Sr. Dr. Beato Luiz de Oliveira Lisboa,
presidente da provincia do Rio do Janeiro. O
chefe de polica. Luiz de Holtandn Cavalcanti (/<
Albvqiterqne. n
Eis as noticias coinmerciacs da ultima data :
O mercado de cambio estove boje pouco
activo, mas tehoii linne s tazas anteriores de
26 i/2 d. papel bancario, 2o' 3/4. 28 7/8 o 27 d.
particular.
Nada so fesem soberanos, de que ha vende-
dores a 91130 a diuboiro.
Neguciou-se um lote de .o21 analices goraes
de 6 0,0 a 1:960 a dinbeiro. Para pequeas
partidas destes ttulos, o morcado continua a mos-
trarse frouxo. Do apdeos do euiprostiino naci
nal do I8iw venderam-se poqaenoi lotes a 1:103i
a dinbeiro.
<< lloiilem n .ule negociou-se urna partida de
2,000 acv-oes do buco do Brasil a 2 il, pagamen-
to e traiislcidncia al ao dia 28 do corrente.
Nao constou hoje operacao alguna realisada
sobro esi-s tiulos; para os de outros estabeleci-
tnentos do mesmo genero vigoraran) os seguiut-s
presos: banco Industrial e Mercantil 57*, paga-
mento e entrega cm 30 de abril futuro e banco
Nacional i8 por ac.o a dinbeiro.
X igociarain-se tambem lotes regularos de
acedes da estrada do ferro da Leopoldina a 3 e
3oOO por aeca a dndeiro.
As vendas do caf ell'eetuadas boje foram pe-
queas. Desdo odia 2.*i do mea passado, vospera
da sabida do pa pete norle-amoricano Ontario, at
hoje venderam-se U9,80J saccas de calo.
Nos ltimos 28 dias regularam as entradas
do interior termo medio 9,100 saccas por da, li-
canao boje era ser cerca de 270,(J0i) saccas.
m Colamos por una arroba :
Lavado 9/ 0) a 102)0
Superior e fino 9200 a 9700
87IK) a ^900
8*100 a 8*:)tl
7i7(MI a 7*900
7*300 a 7oiKl
7(XK) a 7**K)
Realiaaram-se boje vendas regulares de assu-
car, e sabirampara consumo cerca de 6,000 ar-
rabaa de carne secca.
Apenas nus_ constou boje o trotamento de um
navio para o Casal a ordem viaAracaj, assucar,
a io s, e o O/U.
A alfandega renden de I a 22 de fevereiro
2,2i7:741*236.
Sabiram para Pernambuco a 16, o lugre al-
leuio Beetlwcen, o a 20 barca austraca Fa villa. ~
BAHA.
Lemas 00 Jornal :
A ooasa praca aeba-se sol a prestao de urna
criso, qije ameaca o commercio e todas-as indus-
trias.
n Nao ha ttulos, p ir molb->ros e mais garantidos,
que possam soireduziJusa dinbeiro, qualquer que
soja o premio a arbitrar-se.
o Nao ha transacooes cambaos, nao porque nao
baja quem as ipioira fazer ao cambio vigente, mais
parque nao ha meio de obter-se dinbeiro para a
compra de saques.
Tudo osla parausado. Os trapiches e deposi-
tas acham-se peijados de tolos os gneros, falta
de compradores; a existencia -do assucar da nova
safra, tal quo os trapiches j nao podem conti-
nuar a recebor, e as lanchas vullain para os enge-
nhos com os productos que traziam para o mer-
cado.
t Tudo sso resultado, sem duvida, de algara
jogo (pie o governo estoja fazenda para favorecer
algum pagamento do thesouro aa estrangeiro.
S assim se pode explicar a alta do cambio no
Bio de Janeiro, tondo-se feito j transaccoes ao
cambio de 27, regurgitando aquella praca de dinbei-
ro, e, nao obstante, mandar a governo recolhar
aa thesouro toda a arrecadaco feita as pro-
vincias.
Em tal erisc conviria, ae centrarlo, como re-
jietidas vezes so tem feito que o governo autori-
sasse as tbesourarias a negociar cambiaos; porque
d'esso nudo laucara na circulaco o numerario
que est recomido ou afferrolhada nos cofres p-
blicos, o que em virtnde das orden ultimas, todo
remettido para a corte.
Dessa remossa incoveniente e prejudicial re-
sulta anda outro mal, quo mais e muito aggrava
as precarias, diflieeis e delicadas cirenrastancias
da praca, e que o gaverno recolhe seu proprio
papel, promoveudo senao urna corrida, o traca (Br-
eado de todo outro papel, porque somonte as notas
do governo sao rote) idas as estacoes publicas.
Na noute de 21 as lejas masnicas desta capi-
tal reunrara-se alim de deliberar goal o procedi-
mento, que deviara ter ante a questo dos seus ir-
nios do norte cara o hispo de Parnambuce. Coin-
parecerara porto de 403 membros, e dcpo;s d'uma
prolongada discusso, em que tomaram parle va-
rios oradores, resolveram, entre oulras medidas, a
nemear urna coramisso para manifestar maco-
llara pornambucana completa adheso ;oseu pro-
ceder, e olferecer-lde todo o apoio .e auxilio por
parte da ma.onaria badiana.
Resolven-se igualmente que se representasse
aos altos poderes do estado acerca de certos pontos,
sendo Borneada para esse inri una commissao
cmaosla dos Srs. brigadoiro Francisco Vieira de
Faria Rocha. Drs. Arestides Cezar Espinla Zaina,
e Guilborme Pereira Rebollo.
A sessao torniinou s 10 horas da noite. pouco
mais ou menos.
Falloceram: Tiiomaz de Souza Magalbes,
sacio da casa c.nn.nercial de Marinho &C.; e o
Dr. Olegario Ferreira : 1.1 ara.
O cambio regulava: obre Londres 26 3/i a
27 d. por 1*000.
A alfandega rendeu de 1 a !.'i de fevereiro
802:776*686.
noticia do norte do iu|Mro.
Amanhcceu hontem em nosso portoo.vapor bra-
silciro Paran, trasendo datas: do Amazonas 11,
do Para 19. do Maranbo 22, do C.ear 24, do Rio
Grande 26. a da Parahyha 27 de fevereiro.
AMAZONAS.
No paqueti' a vapor Ycamiaba chegaram pre-
sas Manaes 16 pracas do exercito que haviam
desertado da fronteira de Tabatinga pa-a o Peni, e
que foram entregues iotas autoridades peruanas
requisico do respectivo commandanto brasileiro.
Consta que alem d"-'."sinfelzesexistem antros na
Repblica, que nao foram entregues por estarem
processados por crimes allperpctrados.
A freguezia de S. Paulo de Oiiveaearia foi
destruida por um incendio que reduzio cinzas 9
de suas babitacoes. A providencia foi Tinem pro-
tegeu a pavaacaa com urna chuva furte que apa-
geu a fogo qu ameacava devora-la.
Leso n'uma correspondencia de Vila-Bella
da Independencia para o Daixo Amazonas :
Na villa da Conceico. tormo de Maus foi pra-
ticado uit attentado altamente criminosa e que re-
vela o estado semi-selvagcm em que ainda vive
aquella gento.
Na noute do dia 20 do corrente, pelas dez horas,
foi disparado um bacamarte na janella do Hmi.
vigirio daquela villa, faiendo em pedac.es a um-
bral da part que d para o quarto de dormir
do mesmo vigaro, e indo bater tres pollegadas ci-
ma do punho da rede, em que se aehava elle dei-
lado.
Ignora"-sa (juera fosse o autor.
i Immediatamente o vigar o erabarcon se para
esta vHIa, onde presentemente se acha, alhn de re-
clamar das autoridades as providencias necessa-
rias. '
Conhe^o de perto o padre Joaquim Gemcs
Freir da Silva e nao sei qne motivo honvesse para
tamanha alfronia.
o O reverendo padre Joaquim tem urna vida ha de ser paulada pelos seus triuaphos.
E, tilo haver um paradeirrfa tantos desman-
dos, taremos di lamentar niai tardo alguma
di-sagr.davel n'aqoolla villa.
a Nao puleiniisrfalw'i-se tem r.Maco com o ;.l-
l 'oadopra'fcado a alegra s-lva,ein'que pela ma-
nba da dia 21 ostouiavAin ce soldados de 1* linba
que ah se acham destacados.
Sem motivo sabido anianbocoram ellos n'uma
l izarra infernal, sol laude grande numero de
tugeles e atirande garrafas de encontr as pa-
redes f!
lastando o vigario para baptizar ;i lilhos do
Sr. Laborda Izil, antes de rotirar-se. foi a igreja.
soffrendo em seu frajecto toda a casta do insultos
Acbavain-se no largo da Matriz os Srs. dele-
gado, subdelegado c dous suppleMl's do juiz mu-
nicipal, que apezar de seren instados polo alferes
Henrii(ue Jos Alfonso para cantercm a soldades-
ca, na se dignaram mover -
Talvez tomessem, noute, um liro de- baca-
oarte.
L-se no Diario do Amazonas :
Por urna carta escripia de Serpa em' 2o do
paseada* ti vemos noticia de que os gentos-do arto
Rio Mad-ra leem feito suas correras, e to Mira-
dos eslSe elles, que o reeeio lavra em todos os es-
pirtos desde que ltimamente assassinaram qua-
ti\. honicns e deixaram um outro em eminente pe-
rgo de vida.
t Nao nos diz a carta, qual a Iran que |ierpe-
Irou estes crimes, mas soja qual U)r, compro se il
eonheelmenlo do facto. para que > poderos com-
petentes tomem suas medidas no sentido de ga-
rantir a vida a fazonda de tintos infelizes, que-te
veem obrigados a intornar-se petos nvns sertoes
do Hade ira em procura das especiaras que ox-
iraheiu para occorrer aos seus comproiarssos mer-
can lis.
Conbecomos a deficiencia de forra armada na
provincia, que um serio embanco'para a auto-
rulado publica, mas tambem reronbecpmos a boa
yantado e a illustraco do Exm. Sr. Dr. Peixoto.
que em sua sabedora tomar as medidas que fo-
rem coinpaliveis com as nossas actuaos circams-
laneias medidas que, estamos certas, ho de
tranquilisar os espirites acabrulibados com a idea
de se rerem de momento a momento deheilaOi
pelos nconscicntes selvioolas, que nfelizuieiilf
erran por grande extensao do Rio Madeia.
Seguo para Moura um destacamento de tro-
pa do linba ao mando do espino Jno Ignacio v
Oliveira llavadero, que tora por misso defoucb-i
aquella puvoaeao de noves ataques de indios
A recebedoria provincial arrecadou no mez
de Janeiro 67:778277, sendo:
Para a provincia 33:977*768.
Para a companhia lluvial do Alto Amazona-
t*:900*W.
I'AR
Lemas no Diario du Qram-Par :
Antes do hontem (10) pola nina dora da tar-
do, deu-se um triste ai.....trinn-nto na fazenda
Sanio Antonia, propriedade de Sr. capitn Dvo-
nisio de Faria Maciol, situada no districto da Boa-
Vista.
t Um hoiuciu livro de uamo Bernardo, ao re
vi lio daquolle senhor, foi baldear de nina uorna
para mitra um pouco de garapa em estado de fer-
mentacfio ; mal linba eomecado o trabalho, quan-
do c.abo aspbyxladt pelo gal acido-carlionico. quo
n.itiirabn.Miio so desenvidve ncs>e liquido. quanU
se acha fermentado.
O portuguez Jeronyiuo, feitor da'fazenda, rendo acudir ao infeliz victima tambem do roea-
ino faK, e aos seus gritos de soccorro. acudi um
uiachinista, escravo, qne irabalbava na rasa vizi-
nha, e pode verificar, correntio todas as dornas,
que Jeronymn o Bernardo estavam abracados den-
tro ilr urna dolas, um sem vida e o outro ten
sentidos ; buscou a lira-Ios de dentro da dorna,
mas faltando-lho as torcas para isso, porga-O
gaz o a sulfocando lamben, abantlonoii os deu
infelizes e chainoii pelo senhor, que acudi ae lu-
gar da fatalidade. e pode-se ento 9MV muta dil-
Hculdade, tirar o portognea Jeronymo de d- nu-
da dorna, applicando--o-llio na occasio lodoi M
recursos, de que alli se dispunha. para salva-k)
sendo baldados lodos os esforeos. porque duas lia-
ras depois, estava elle sem vida. Bernaido su.v
cumbio inslaiilaneaiiienle.
Os cadveres dos dous infelizes, vieram n
meltdos para a Santa Casa do Misericordia, oade-
se fez o competente corpo de delicio, em presen-
ea do Sr. subdelegado do primeiro districto da ca-
pital, v
Foi recolbido cadeia desta capital, Ansohno
Jos Dias. casida era segunda nupcias com Can-
dida de tal, por ter assassinado esta, sendo tam-
bera aecusado de haver elle sido o autor da nor-
te de sua primeira mulher !
O crime deu-se no districto do Mosqtieiro, e o
respectivo subdelegado est proeedende s dili-
gencias iegaes para enviar a resultado ao juiz
competente. >
Xo ultimo vapor amaricano vindo dos EslaoVs-
Unidos, vciode passagein para isla cdado, mide
anda se aeba,0 Sr. capitao Guilhermo Rlack, rae
fe da commiss de limites por parte do Per, cn-
ire asm repblica e o Brasil. O Sr. capitao Gui-
lhermo Black deve seguir para Yquilos na madru-
gada de 18 do corrente, onde vai esperar nata ire*
membros da sua commissao, que aqu devem etu-
gar no prximo vapor do sul.
Cbneearan hontem (17) em Belm os funv-
raes de S. M. a Imperatr do Brasil, viuva de S.
M. I. o Sr. D. Pairo I.
Logo pelo araanheccr salvaran os navios da
guerra da estacin naval, que durante o^da aiira-
vain de dez em dez minutos. O Castalio coineeou
a salvar una hora da tarde. Qnasi todos os
navios surtos no porto tinham suas bandeiras en
funeral e no palacio do governo tem estado a meto
da basto o pavilho nacional. As roparti^oes pu-
blicas fecharan todas c bao de continuar fecha-
das estes tres dias. A tropa da guarnico mi
servico com as armas em funeral.
A alfandega rendeu de 1 a 18 de fevereu
178:793*630.
MA'iANAO.
A 20 de fevereiro escreve nosso correspowleiile
da capital :
Nao inicuamente estril de navidades a quin-
zena quo linda. A chapada do vapor Paran li-
dia H do corrente Iroiixe o desespero aos poneos
dtasidenles desta provincia, que em doce illus^
se aliiiienlavam com promessas irroalisaveis.
O desengao aterrou-os. e. hoje que nao lui
principios polticos, vivera alienas de recordnv<>s
e formara com os adeptos nina scita guisa V
antigos druidas.
J confessam que foram Iludidas e reoeuhe-
cera o mal que lizeram sahinda de um partido on-
de as ideas saa discutidas e a progresso i -um
principio; onde a bandoiara tem dogmas, o Ift-
louto e illustraco s elementos de asceucoos ett-
vadas, para assentar praca em um exercito em
que o principio nada, e a vonlade dos chvb -
est cima da propria le.
As noticias da corte foram pare nos a reaii-
saco de una verdade, de que no Brasil nun. ..
bouve um gabinete que se podesso apresentar ao-
representantes da nacjo, to fortalecido pela cons-
ciencia dos seus servidos ao paiz, |iela estima i
cominea do povo brasileiro, como o miaisterio aV
7 de mareo.
Os opposicionstas nada consegiicm- cora i
systema de mystilicaco ; gritara que o ministerio
est murto, que nao se acha na altura de sua
misso, entretanto que os ministros vo respen-
dendo opposico por meio de actos en que Irais
luz o mais lirme patriotismo, a vals docedida i
louvavel energa.
Ninguem pode contestar que o gabinete dt 7
de marco tem sabido moralisar o governo do pai-.,
e sera constranger por meio de reaccoes, lado
tem feito era pro de todos os ramos d servico
publico, no sentido de reformados, memorndo-
os, como lem sabido resolver as difllculdades, tor-
nando o Brasil respeitado no estrangoire, e ornan-
do cora solicitado para as provincias qne vrn-se
administradas por homeus de urna reputaco feita
e rcconliecida, caracteres c talentos superiores e
maiores de toda a excepeto, como o Exm. Sr.*r.
Silvno Elvido Carneiro da Cunta, digno presiden-
te desta provincia.
Convictos de que a sitnacSo ganha forca e
prestigio e (pie promelte tonga existonca. one
gabinete estimada e respeilada v-se rodeada 4.
sympatbias e pepularidde em todas as praviaeiai;.
aoreditamas'que com vanlage.a continuar a mp-
Slantar os seus adversarios, que mo podem aggre-
i-la sem remreos, porqne o seu processT-ahi
est eloquente nos seue actos; e a sua sesma^a

'
exemplar, e s um odio mesquinho faria praticar o
attentado que felizmente jara o mesmo vigario nao
foi fatal.
O juiz de direito interino da comarca, Dr. An-
drade Guimar?s, dirigi aa Exm. Sr. Dr. Peixote
um offlcio expando minuciosamente o oceornde e
podindo enrgicas providencias.
Ha muito qne .na. villa da Conceicao se esto
dando (actos, que deve attrahir a attencao do
Exm. Sr presidente da provincia.
a A persoga cao inaudita que fazem aosN pobres
guardas nacionaes tem feito emigrar mudos delles
para este districto.
Nao se reali-ou como esperavames no Psum.
a chagada do Exm. Sr. Dr. Silvina, mae aegaedo
cariado S. Exc, diz elle aqu estarna*apoi
que se espera a 28.
o A'eoicada S. Exc. temos no PubHmdor Jnre
hense de 16 do crrante um artigo qne transeaevi
ejeommenta um outro do Diario das Alegos, abo-
nando S. Exc. qnajida les elevadas, como admi-
nistrador e como eidadao. ,
Faltara a um dever, se de outro modo pro-
cedesse o articulista alagoano, enumoraode os re-
levantes servicos de S. Exe. ; que como admiois-
trador Ilustrado c provecto na aclencia admiois.

S

\
)
ttSt~Y


mm*mimmmmmmmmi*m^mimmm*m*^*iH
Dteri dePraambuco Sabba)lo 1 de Mar<]o de 1873.

V
trativa. souba eow lino- rostabalesap. as fuiaoea.
da provincia, .descnvol vendo tudas s foiibs pro-
ductivas, e provocando o progressJ da industria, .
*oiiiiaiicas empresas.
Um presidente que assim procede, sempre
digno da-censideracao publica, e a mprens* que
louva mus actos, nada mais faz do que rustabe
lecer o imperio da justira.
o Um tarto do algui'na importancia no circulo
social tciu despertadO'na populara.) desta capital
una .tal ou qual repugnancia. Queremos fallar
da oeu/.o da pena capital, a que foi eondem-
MEO roeseravo Reinviiido, porernii'3 de ho-
-dci*ij napo-soadeseusenhor Jdo Homo u di
fcoureiro -iqueira.
As-cirotimstaiieRS que acoiupanharam os!.;
crne atroz, cnclicu do horror a popularan, e urna
jpui<'o immeuiata o severa traduza o voto un-
nime'do tolos aquellos que coinmentavam o fatal
aeoateemenio.
o Hoje, poreiu, que o honor do momento desap-
pareceu com a marcha cadenciosa do lempo, que
tud) lindera, a puni.ru di victima, realisadi Com
o apparatfri e calino d* j usura, nao pode ser
um faca ndifferente ao conico unnano, e a na-
tsreza com i que su horrortsa desse espectculo
autorisado pola e.
Todava, se p ir um lado so observa e-te acto
uioiraiueiite opposto eivilisaeo do socolo, poi
outro a scena mais dolorosa clama por jusca, o
.a ilor do urna viuva o lidios na orphundade eomo
que.faz mover o braco do algoz que desearrega o
golpe sobre a cabera do assassiuo.
Nao somos sectarios da pona ultima e at con-
sidorames c no urna nodoa na rivilisa;ao dos pos
vos essa diepnaicte penal do nosso cdigo. Mas
"in punto o apcrfcicoamenti moral nao tiver al-
iugulo o termo de mu carreira e a edeaeo das
lasses nao tur um laclo genrico, a hediondez
do crime nao anda adiar um correctivo mais
prouipto do quo esse precito da le, que exempli-
Sea e castiga.
Foram sena dtivida estas raides que
rain no espirita do goverii", qiro negou
ilion! > a p.ticao Jo grapa 0111 quo aquello
Jiei! iva perdo de um Time quo alias foi
jiatihalo das mais horrives peripecias.
acliiH-
defi ri-
rto so-
aeop-
Nestas
ireumstaneias, trata-so do lovanlar o pa'ihulo.
0 qualquer destes dias teremos do presenciar um
MORtaawmtJ que ha uiuitos anuos nao seda
Hasta provincia.
a Como transico completa desle espectculo,
'a'.nlha-se eoai alineo as obra< do meonmeuto
di p iota ( malve Dias, cnjacollocaem tem ser-
vido de assumpt) para mais d um artigo edito-
rial dos nossos jornaes.
Querem uus que a estatua do grande poeta
soja bilocada do frente para o mar, e oiitros ao
contrario disto e com a (rento para nina linha de
pequeas casas, que ciiisiitucm o fundo itaquella
Jl|-.l;.l.
o Aoi!i.ii geral acompanhao voto despri-
moirus, e oremos que os precoitos da arte licaro
amia rigorosamciiio obsrvalos, como pinito bem
provou o engenhero civil Jos Gaune, que eseje-
i O bra a maloria.
u O estado sanitario desta provincia nao tem
nada da lisongeiee. Mais de urna epidemia val
grassando por iqui, entre as quaes sobresali a
beiiga a abiri-bori. A primera parece que se
vai tornnando endmica desta ridade, e a se-
gunda, que ia declinando mais ou raen s, tem ul-
mmeDte raoradeseUo a feito algumas victimas.
No numero destas temos a amantar o nosso
comprovinciano l)r. Joao Vianna de Mello, quo alii
aajsa capital dea ltimamente tantas proras de
sea brilhanto talento, distingdindo-se nao so pola
sua rara ntelligenria,. como peta esmerada edu-
<-ao'io de que era dolado.
Joven anda e bastante estudioso, o Dr. loa.
Vianna de Mello anteviaum brillianio futuro, que
Se descortinara a seus ollios. mfs que a inorlo
nao llic doixou attingir, induiodo o seu nonio no
catalogo dos lillios dilectos desta provincia, cuja
Jui da vida se tem apagado prematuramente.
Atacado lambes] desta lerrivel molestia, segu
para a Europa no prximo v por o chefe de sc-
elo 1 a thesouraria de fazenda desta provincia Loiz
Cirio* i'oreia de aslr omprogado inuilo dis-
tiucto pela soa illustraeao e longa pratioa do ser-
vi.-o naquolla inipor.aute repartigao,
As chovas tem cihido em abundancia c pa-
rece que este auno temos um rigoroso invern.
Se nao fura a natural piopriedade das nossas
ii mais mi menos declive, ellas iie.i-
n.im alguma< vezas intransilavois, pois a ulttuici-
palidade desta boa cadade parece eaprichar em
nao se miportar cora a Hmpesa e asseio das ras
e praoas. aL'iiinas das quaes assemelharse a nina
, i ra de tros annos.
( P>r "litro lado a conipanhia Ferro carris
tci.i estragado soffrivclracnte o calcanieiilo, seni
I le se iiieoinmode comas roclainacoos que todos
o dias app.iieee.in nos jornaes.
Esta empresa j vai regularisando os seus
ci vi.os, que alias poderiam ser mais bem Vitus,
se a actual aerante nao se oceupasse tanto s de
contratar e despedir cocheiros, como ltimamente
tei acontecido.
Ape/.ar da sua grande adividade, o Sr. Jos
v. i ira moco multo atarefado c nao pude eu-
mulativamentc exercer tantos cargos e commissdes
1 q te so acha incumbido, sem que alguna deHas
iqaein prejudieados, e parece-nos que a gerencia
da oooipanbia- Ferro carris, acha-se conipre-
lida noste luim-.Ti...
a Nada mais ha por esta provincia que merefta
..- i; aras Je nina noticia eheia de interessa.
,( O co.'umercio se resente da falta de anima-
as artes e a industria estn estacionarias,
o ra 'Ilioi'tiiienio Dttterial da nosaa torra urna
Misa einque ninguem falla senao para lamentar
' sel abandona
a RestaVooa appeUar para a nova admnislracao
h S, l'.xc o Sr. Dr. Silvia., cujo genio creador e
tino administrativo rnuito podem realisar em be-
neAeio desta bella urovincia.*
A alfandega rendeu de 1 a 21 de fevereiro
130:159|090.
i K.MIA.
Tinba entrad no exerciciu de secretario da
presidencia da provincia o Dr. Joao Zeferiuo Pues
de Lyra.
Falleeorain : na cap tal. o capiio Joao Quiu-
ao da Silva, einpregado da assemola provincial;
c om Caniude, o oSicail le polica Antonio Veris-
simo lia iroso.
Na Te ha grassava com intimsidade una febre
l> mo carcter.
As noticias do inferior da provincia sao ani-
madoras respeito do invern.
beatos aoC$grew.
Oa gneros de primeira-neeesiidade esto no
Mareado por procos fabulosos. Acarno verde wn
Oso vendo-so, a U09> o kilogranimo, com OSW a
M>. ucea 13!J)J, a farinna a70rs. por litro.
Essa caresta da cante na i provm soinente da es-
i i inver .osa que alravessanios actualni inte,
mi. tambera do monopolio dos senbores mar-
ehantes.
i lia dias corre o boato de ler o destacamento
que se acha no Ipii, se rcvoltado contra o re?pec-
coinmandante, o major Caldas ; dizendo-se
msnu que houvo desargas da parte da torca so-
ftr a casa do conmaiiilau!o. Nao sabemos a pro-
co lencia dessea boatos, noni qual o grao de ver
Jeque He; oncerram, todava o fado de ter
tegttldo pira alli uai novo dostaca'iimito c imman-
di lo pelo alfeivs l'inlieiro, injuz a cree que houve
q i alquer cousa !
t KscrevenMios d i Sobral om 20 do Janeiro :
c Funccionou o jury desta cdade, snoo Julga-
i 18 reos em II proeessos, apear do nao haver
A ni07.es que a |ui toso ligar V sess'io ju lciaria
Por ahi se poder ver em que caminho inar-
chamus nos e do que modo se vai para a aiiarchia,
com a stiuc,io aetaal.
< Palizmente nao tomo, mais purea soldados de
polica e do U.. sendo que elles oram os primei-
i a alterar a ordem poltica.
O sida 11 de polica, que assassinon a urna
menor de V a 5 mozos de iuade, em conse luoncia
ei protestou para novo jury.
Este crime um da | lelles,. que so cusa a
.eanoeber e o_seu aut ir c na* Erostrato, deva pos-
ar posteridado porque nos annaes do criuie, nao
se eonheco um outro de igual natureza.
t As decisi'H's do jury, eoKgoral forani'boas, co-
rno semine sueco le nesta cidade, ende ha numero
crescido de cidadioi aptos o-dominados de bong
.sentimonios, e, a a o ser aseira, peior seria o nos-
.vi estado, por isto que, como sabido, a impum-
dulf aoorocoa o rrfBe.
* -Durante os trabalhos do jhry, havia na cidade,
ade numero de advogados, que por aqu o
*aWava;n de passeio. i>
l'.lo i.nA.NK.
Da caiital, em 2B do fevereiro, escreve nosso
?Hawponduiiuj:
' J*" didtrieto Je Curraes Jiowo* deu-sn, ha |K>u-
Cs-flia3, um deij faetjs poaeo communs, e que
so. se se gpJicam pe!., e-t ,1., ,r> solvagoria, ou-
omoruteennenlo, daqnelles que os praticam.
. Antonio Gomes, cabra, de 18 annos de idade,
possuulo dos mais brutees e libidinosas appetitas,
toroou a um i | \ Mm.j do idie,
dexaiido-o no mais lastimuso estado.
O nosso codgo-frlminnl nao eOgftoO de tal
P^fc do crime; c assini, ffi'ariiWe todo impu-
ne tao damnado concupiscente, so o subdelegado
nao tomasse o prudente arbitrio de prende-lo com
destino ao reerulamonlo.
Nodiati de Janeiro sepnltou-sc no cemi-
terio da villa da Jardiin o cadver de Francisca
Mara de Jess, a qual, segundo diziam os con-
ductor*, havia fallecido de estupnr no sitio Lagts,
aa occasiao em que se banhaa em um poco, que
nlli existe.
Dias di.'pois cor.rou na villa o boato de que a
infeliz lora victima da perversidade de seus pas
de ereacao, Manoel Marinlio do Naseimonto Guan-
ta, sua raulher Esmeria Mara de Jt^us e a-mai
desta Josopha Mara do Sacramento.
E. com elfeito, procedendo o doutor delegado
do polieia s mais minuciosas averiguaooes, ebe-
gou ao conheciinento de que um brbaro assassi-
uato se havia praticado na pessoa da desdlosa
Francisca de Jess.
(Juestes de eiume levaram eafaa desalmadas
crealuras a platicar tilo nefando attentado, apiv-
veitando-se da occasiao em que a vctima de seos
odios se banliava naquelle pOf) onde a afoga-
ram.
t J se procedan ao competente inqu rito poli-
cial, resultando delle as mais inconcussas provas
do crime.
Ignora-ee, porra, se os seus autores torain ou
nao presos.
Houtem, as 7 horas da noute, Feliciana Maria
da Concoicao. Capitana de tal. iticardma e isa-
bel Pegado, mulhcrea de m vida, foram banhar-se
no buido, e-a'ii Iravaram una hita entfe s, resul-
tando sabir a primera com diversos golpea do na-
vaina sobre o peseoco.
t As criminosas foram presas cni tlagrante do-
lido, e a olfendida acha-se gravemente enferma
no hospital de caridode, onde se recolhera de or-
dem do doutor delegado de polica.
No dia 9 do corrento, no lugar denominado
S. Sebastian do distrido de Vera Croa. Firnuno
los Francisco assassmou a cacetadas a Josii An-
dr llarauna. pelo motivo de haver osle das autos
dado urna facada em seu pai, Jos -oteM da Silva.
o qual, segundo se diz, aelia-se em perigo do
vida.
(i O subdelegado do distrido proceden a corpo
de delito, bem como ao inquerito policial sabr o
fado, e remellen todas as pecas ao promotor pu-
blico da comarca, por intermedio do juz muuici-
pal do termo.
Nao consta que o criminoso tivesse sido preso,
a. pesar ce se dizer que aquella autoridade fra
activa na expedicao das nvcessarias diligencias.
Deseuvolven-se com intensidade urna febre
perniciosa nos tormos de S. Jos, Papary e Are/.;
c, em virtude da requisefio das respectivas auto-
ridades S. Exc. o Sr. vico-presidente da provincia
mandou imuiediatamenie examinar o estado sani-
tario daquellas paragens, fazendo seguir liara ellas
o medico da saude publica, Dr. Henrique IjeopolJo
Soaros da Cmara, que acaba de voltar de sua com-
inisso, dando conta dclla ao governo em seu re-
latoro de 12 desle inoz, do qual transcrevj os sc-
gnintes ireehoa :
De 120 130 aproximadamente o numero
dos deentes que existein naquellas localidades,
penco mais ou menos, distribuidos assim :
Em S. Jos 13 20 de ambos os sexos.
fita Papary 23 30.
Em Golandm 30 iO.
Em Arez 50 60.
Segundo infonn'ifoes quo pude obter das au-
toridades e pessoas mais consideradas, desde meia-
dos de novembro, quando comecou a desenvol-
ver-so a molestia, que agora tem attingido inaio-
res prOporedes, tem fallecido em Arez 8 i d-
entes, em Papary, S. los e Golandm \ 0, que
produz um total de 12 Di vidnias, entre as
quaes algunas pessoas importantes.
Gra.as a providencia nao a febre amarella
a molestia, que epidmicamente esta grassando na-
quelles pontos da provincia, senao febres paludo-
sas com os diversos typos, de que costuma'reves-
tir-so e que em alguns casos pernicesos vai arre-
batando ama ou nutra vida.
A siloacao topographica de Papary, S. Jos.
Golandm o principalmente de Arez. todas cerca-
das de innmeros pantanos e lagas, explica satis-
factoriamente o desenvolvinieiilo do nial endmico
em taes localidades, ua estacao, que ora atraves-
samos.
Sabe V. Exc. que os pantanos o lagas, qu se
enchem dnranta o invern, gradual o lntam hto
v.o seccaml9 com os ardores do sol do vern, de
tal sorlo que os detritos veget es putrefacto nel-
les existentes, assim descoheilos, lafleam no ar
athniospherico, os miasmas, ou el omentos produc-
tores das febres chamadas -paludosas.
Ja v V. Exc. que s a mudanca de estacan,
ou antes a entrada do invern dissipar as musas
do mal. ii
S. Exc. o Sr. rice-presidenta, compenetrado da
r-merim, acompanhada de fi
viio, relam
penetrando na casa
Pitaoga, pnrtio n
ra, e doit m abaixo urna [>al^|
felizmente, a p.iswa-atgnma.
o L-so no AskwtUe :
As chuvas que por varas partes do alto ser-
tao tem cahido dos fins do mez passado para c
denotam a aproximaeo de um copioso invern.
Por inuitos lugares a creadlo vai-se j apro-
veitando da nova passagem.
" Os signaes que diariamente se observam, in-
dicara a oantinnacao iias chovas.
No dial, do con ente havia
thesouraria provincial
A saber:
< Era dinheiro
Em letras na cofre
Ditos no contencioso
m Em p -der de respimsaveis .
tiitm de,
oras pa
ra-
!a*s dias tpie Ibes sao
Ha poderse recelier do-
de
186:(
59:dl7J"97
n'.Miaw
3t:4Ii69
aO:ill73S
186'.O0S0i4
Kendeu a alfandega no raez de Janeiro.....
20MW543I4:
Do 1. a 22 do correte 7:276j9d.
PAHAHYBA..
Nada or-correu digno de ni -n -o.
ASSEMBAL PROVUCIAL
! St>SAD PHEPARATORIA, EM 8 til-: FEVE-
REIHO Df>ffi73.
l'ajSjOE.MUA DOSR.Ua. (BRMA D' A11AI40.
Ao nii-io dia rounH-am-se no salo das ienooi* s
Srs. Joaquii Guedes Correia GondiU), Antonio da
Cunha e Figneireilo, Antonio Francisco GMTe^ia
de Araujo, Alipio Jos da Costa, Jnaqnim Pedre
Brrelo de Moli- Rogo, Ernesto Vieira de Mello,
Jos Francisco de Gees Gwalcate,i Jos Mara
Freir (ameiio, Miguel Jos de Almeda Pernati-
bnco, Cincinnto Alvos Cavalcante Caniboim, Ar-
concio Pereira da Silva, Joaquim Correia de Arau-
jo, Antonio Goii.alves Feneira, Francisco Gomes
Carente, Antonio Domingos Pinto Jnior, Adolpho
Lamenha Lias, Felippe de Figuciroa Faria.
Abre-se a sessio. L-SO e appi-ovada a acta
da anterior.
Olicia-se ao Exm. Sr. presidente da provincia
para designar dia e hora em que tem de lr o seu
relatorio.
torneo depoU lido o offlco do secretario do
governo, comrnunicand.) que S. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia tem designado o dia de ama-
nha, pela una hora da lar Je, para ter lugar a aber-
tura sotamos da presente sessio legislativa.
O Sr. presidente convida a todos os Srs. depulsa-
dos a comparecercm amanh, s 10 horas, alini de
eneorporados assslirem missa votiva do Drriao
Espirito Santo.
Encerra-so a sessiio.
idea de promover o bem material de sua provincia
mandou entregar coinmissu encarregada da
canalisacao do rio Cear-merim a quantia de
i.OOOOJ para a conlinuaco dos trabalhos
da referida eanalisaelo, os quaes ? aebavam pa-
rausados em virtude da deficiencia dos cofres p-
blicos.
O estado presento do thesouro provincial nao
o mais lisoiigero. certainente ; mas Exc. nao
hesitou em despender aquella pequonina |nantia
para assegurar provincia um reudunento prova-
vei de 30:000.
Queai tem conlieciineulo da ferlilidade prodi-
giosa do Valle de Cear-iiieriin.onde existein para
mais de W ongenhoa Je fabricar assucar, produ-
zindo em anuos regulares s ueste ramo de agri-
cultura cerca de 300 contos de res, e ao niesioo
lempo sabe que este producto esta a morco das
nchenles daqueUe rio, que anda o auno passado
devaslaram quasi completamente a safra de canna.
causando riqueza publica e particular daqueUe
municipio um pi\juizo incalculavel, nio pode dei-
xar de considerar seinelliante medida como muito
patritica e financeira.
Alera doste grande e vanlajoso inellioramento,
S. Exc. contratou cun o capilao Urbano Joaquim
Loyola Darata, pela mdica quantia de 3:39)5, a
conslrucco de 3 pontes sobre os ros Peluilm
e Caj l'iranga, visto como as que alli existein,
por seu estado d ruina, ainoacain imminenti pe-
rigo, dando lugar ajustas reclamae/es dos transe:
untes.
Nascido nesta Ierra, coiihecodor do suas mais
palpitantes neceasidades, animado sempre dos mais
luiros e elevados sentiinentos, S, Exc. sem me-
o '-i abo de seus dignos antecessore tem sabido
coresponder a expectativa de seus comprovincia-
nos, ora desenvolverido una poltica franca c ge-
nerosa eseoimada do palxdes o vinganoas, ora pro-
movendo quauto Ihe i>ossivel os meihoramentofl
reclamados.
Todos, porm, lamentara que, apar de tao
boa ventado, nao disponha S. Exc de vautajosos
meios para, anda inesmo no curto perodo de sua
admiuistracao, o uprehondor oolras ulnas de mais
subido alcance e de quo tanto carece a provincia.
.Ve dia s do mes passado evadio-se da sala
livro da cadeia do Ass o preso Caldino Jos
do Hara, que eslava respoiidendo a proc sso.por
crime de tentativa di; homicidio.
Dizera que o criminoso fra asylar-se no lu-
gac denominado t'iut para onde, stajundo com-
a, j se deprecou sua priso.
No dia 17 do corrento ultimarara se os tra-
balhos do conselho de guerra a que respondeu o
soldado da companMa de guarnico, Jos Bento
dos Santos, autor d > cruel assassmatn do menor
Jos, e de outros crime* puramente militares pra-
tcados no dia 17 de dezembrp do anuo prximo
passado, qiiui.li se achara de guarda a cadeia
desta capital.
0 conselh >, por maiorla lie votos, de i con-
tra 3, condomnou o reo, por ser menor de 21
annos, a pena de prisao perpetua com trabalho,
grao mximo do art. 191 do cdigo criminal, com-
bnalo com o art. 43 2." e artigo 02 dj raosrao
cdigo.
0 presidente do* OMseMm, major Joaquim
Guilliorin i de Souza Calda*, foi de opiniao que o
canselh i ni o psidia tomar eonhecimento do fado
da morte do dito maivor, por nao ser esse crime
puramente militar, como assim o entendern) os
wemuros da maioria^ e enlio declmaudo da ju-
risdkcio militar para a do foro civil, sustentou
o aeu parecer na loutrina da provi^ao de 20 do
outubro de 1814 e decisojs do gowrno imperial
em avisos de 3 do agosto do 1833, 14 do se-
tembro de 1833 e 27 de marco de 1807, e at
as proprias dolibora;5es fle'oonselho supremo
milar dejirstica de fdfigostb Je 1871.
eremos o que resolveui eia 2.'1 instancia
aquelle venerando tribunak
Por acto de W' foi xinw.aio a seu pedido-
do cargo de delefaflo d potfcra do Ass o capi-
tao Poncino Brrelo Fer/aira Souto, e Hornea-
do para Slibstitui-iu o cidadlo Joj.' Aulonio de
Olivcira Barros,
a No dia 14 cabio urna copiosa couva no Cea-
REVISTA DIARIA.
\sni-ihi>i -;a provincial. Ilontoin leve
lugar a 2.* sessao prepaiatoria da assembla, e
vorilifando-se haver ramoro sulllcicnte para ter
lugar a nsiallaco, nfllcioii-se ao Exm. presidente
da provincia, que inarcou a I hora da tarde de
boje para ir lr o seu relatorio.
Uinist< tk d: juslii';i. -I o expedido o
seguinte aviso presidencia da provincia de Per-
nambuco :
Rio do Janeiro em 15 de fevereiro do 1873.
lilil- e Exm >r.-Levoi preseucade Sua Magos-
tad* o Iinuerador o ollieio do inspector da thesou-
raria de fazenda dessa provincia, de 25 de raaio
do anuo prximo passado, so'> n 10, c inais papis
relativos a acto pelo qual, decidindo aduvida all
suscitada, ordenou que connuasso a ser paga ao
nfficial escrpturario do tribunal do coinmercio
Diiiamenco Augusto do Rogo Rangel. durante o
lempo de inlerrurapcao do seu oxercicio por mo-
tivo de molestia, a gratilicacao que Ihe fra con-
cedida em virtude do art..44 do regulamenlo n.
738 de 2o de novembro de 1850. E o inesmo au-
gusto_s;nlior, conformando-se por inuiiediaia re-
solucao do 1" do correnle mez com o parecer da
seceo dos negiM-ios da jnstioa do conseliio de os-
lado, houve por bem approvar aquella dqciso,
porquant) os vem-imeiitos dos eapregados das
secretarias dos tribunaes do commercio, embola
perceliidos a titulo de ordenado, sao gratificados,
a vista do ail. 4o do. citado egulanteiito ; e nao
existe razio para distinguir estas das outras grati-
fca'.'ej concedidas a taes oinpregados que cont i-
rem 10 ou 20 anuos de olfi-divos o bous servicos.
(I que V. Exc. fara constar ao referido ijispootor-'
Deus guarde a Y. Exc Jfanoet Antonio Dimite
ile seveao.
Soiihor. Mandou Vossa Macastade Imperas!
por aviso de 27 de novembro ulliuio reraetter
seceo de jusca do conselho d'estado o oficio do
inspector da ihesouraria de fazenda da provincia
de l'ernainhuco, de 23 de tuaio desta anno, e mais
papis juntos, para que a uiesina sec;o d pare-
cer sobre a duvida suscitada naquolla thesouraria
a respeito do abono da gratilicacao, que o art. 14
do regulamento de 2- de novemuro de 1850 con-
cede aos ejnpregados dos tribunaes do commercio
que contarem 10 anuos elfedivos de boas ser?
vicos.
A' osle respeito a informavo da secretara
a seguinte :
Parece-me que deve ser sustentada a delibe-
raco do inspector da thesouraria de fazenda de
Penfambuco, pola qual se nindou pagar, por
hiver sido approvada pelo presidente d provin-
cia, ao oflkial eKripturano da secretaria do tribu-
nal do coinmercio da mesma provincia, Dame-
rico Augusto do Rogo Rangel. a gratificado que
Ihe foi concedMa em virtude do art. 44 do raguas-
monte de 2o de novembro de 1830, por ter 10
annos de bons servieOs, e em remuneraco delles,
ombora estoja esse einpregado impedido, por do-
ente, do oxercicio do seu einprego.
E' necessanq nao confundir essa gratificacio
com as que se do pelo oxercicio do omprego :
aquella representaos serviros prest, dos por um
corto lapso do teman, aquilatados e roconhocidos
bous pe i autoridade superior ; eslas sao a remu-
nerado do trabalho actual, que perde queai o
nio tai para reverter em favr do quem o suhs-
titae.
A legislarlo citada relativa ao ministerio da
fazenda, paivce que tambera ao da marulia,
nao se refere a taes gratifieacoes, que bem compa-
radas foram com as que se dio aos professores
que tm exerdido o magisterio por um corto nu-
niroe do anuos. Estas nao so perdem ( regra es*
tabelecida), pela faita do exercicio.
ii So nao lora de rigorosa juslica o pagamento
determinado, aconsi'llia-lii-liia a equidade, om vista
dos exiguos ordnalos que pereebeni os enipro-
gados dos tribunaes do coiiuuorco. 4' seceo, 3
de novembro de 1872. 0 director Jos? da Cunlia
Baibusa. Concordo. Era 18 de novembro de 1872.
.1. Heurij.
a Os venciraentos dos empregados dos tribunaes
do coinaiercw, einbora a titulo do ordenado, sao
gratificaces (citado regulamento art. 45) ; e nao
ia razio para distinguir urnas de outras.
o Assim a scelo de jusca do conselho de es-
tado concorda com o parecer da secretaria.
ii Vossa Magostado Impc-ial mandar e que fr
mais acortado. Sala das conferencias da seceo de
iusti.a do oonsemo de estado, en 28 da Janeiro
de lHTX^-y*tcondf df Juijuurtf. -Jos TkmaM fhr
lnii'i de .i funjo. l'iscoide dr .Xiclhtroy.
(i Coino parece.Paco, 1" de fevereiro de 1873.
Com a rubrica do Siia Mageatsde o -Imperador
-Miiim-I entorna mstetU Azevedo.
K:>p^'li(-oe isi-acs. No mez de feve-
reiro arrecadaram as segninles repartcoes :
Alfand.'ga I.'43:089i80M
Capatoua ltl:768il|
Consulaff) provincial 1P4:72173
Recebedora de rendas geraes 53:24782
Hiiilifiri. Ds vapores inglez Dottroe !n a-
sileiro. Paran Irouxerain para :
Jos da Silva Loyo A Fillio iOI;Q00*W
Rallar, Oliveira & C. G.OilAOO!)
P. M. Maury 2li;923*6 W
Pereira Carneiro 4 C. 23:00l)Ut0
J. KrauseAC. 7:000*000
A. lyvernal *>C :k'W$M
Jos jlodnjues de Souza 2:20OD-0
Antonio Joao Furtado 1 :*73M40
Duuiingos Al ves Matheus. r.0dOH)l'O
Dliveira FiHios & C. BOOIOO
Koller A C. 330J0JQ
Joaquim Jift-dc Azevodo 2H69020
Jos Flix Garcez 80*000
Km transito, -i) vapor inglez Votuv treu
xe do sul do> impeli, cora destino a Europa,.Mi
pa9sageiros. "
PiiyarfUtriii d thRKuuraekk. ale fa>-
zpnda. Do conformidad.! com a nova tabella
mandada observar pelo Sr. inspectar -'da thesoura^
ria de fazenda, paaanwc lioje as se^uinJuai fb-
Ibas :
Presidoaciada provincia, facldade de ilireito,
arcad.
pois' do sexto dia mil.
O lia. le huje.E' osle o dia que rememo-
ra a esplendida tragedia do Cerro-Cor, que epilo-
gou em scenario de fogi> e fumo o sanguinolento
drama de una luta vlaiunente assassina, como
toda aquella que a sede (le ambico lyrannica des-
perla, c alimenta 'o odio ceg, estpido, injuslfi-
cavel dos pavos ignorantes.
Wseeraot tfagetiia,*p|i!nilida do corto o foi.
E foi tragedia pertfue. passides tres anuos, eomo
que anda, se lo v uogrejar l bem no fundo do
qaadm treniondo, esbatido de fran-ica que se eno-
rella estrellado dos cianies da polvo'ra, o cadver
ensangrentad i Htjlaiw Lpez; cadver enorme
alias poripie era jaV m |H)va intero. que elle
havia j ungido setTSTps,.e o qual, lombando no
abysnio o arraston comsigo. E foi esplendida,
porque, passados..tambtun tros annos, como que
nos aipiece anda o amor no animador da grande
aurora de paz, de liberdide.de glora,"um lira,
3ie refulgi alli irrompente dos peitos rasgados
o heres vingadores de um povo, cujo triunqiho
a '''s,0Wi raa'* applaudir, pelo immen o futuro
que siaav. espadas corraotes rasgaram ger;cao
siiccessofa dos vencido que polas manchas de
afftunta que sonberaoi lavar s fases da nalria.
E' com o espirito de das e^\m o de noje, qne
deve identiiear-se o espirito dos povos, .para quoin
ja nao ha sombras na seculo que torpem defeza a
luz das ideas que levantara.
Dias cora o do h ije, ilevem tr nina expressau
solemne oque bem- re dicta ni face do povo de
quem c-nustriH-Mi elle a honra o a gloria.
E' de snppi*ir, ijtie jior sna partid, a populaeo da
cidade do Recife, honre como de dever a recor-
dasao rinos.-? quo o di:i 1 de niar.o a ooinrae-
nnjrartta c ihnnna do lempo.
1' il->inriitu da ciliado. -K tambora
urna das chagas qao ro pe lera do vez era quando
nin cauterio, atimdo verse Ihe lia nissivel urna
cL atrisaeo a c.ilcameiiW da cidade do Recife.
Ei-lo ah. desmantelado a ra. alli excavado ; tojo
depressiiinado ; sem mais nivel conhocido. A can-
sa de seuielhauto pessiino oslad i do cal/amento J
lgnoramo-la, no intuito de nio chocarnios melin-
dros oxcossivanionlo delica los.
que sobretudo inipordoavel, o se nao obli-
gar aquelles, que inuila vez o arrancara |mr seu
particular interesse, repo-lo n) p unitivo es-
tado.
Tobase alguma attoncao cora isso.
4'>a*.s d Aurora.A parlir da ponte sobro
o canal de Riwkuelo, existe de ha muito osle caos
eoberto de enormes nillins de pedras grandes e de
lijlos, a ponto de araea.ar elle arrunar-se de
urna vez para soiiipre.
Tal aban Joo., pelas colisas publicas, as quaes
entretanto, por via de regia, eiiieudem Com.os n-
teresses geraos, tem j, pelo ponto de gravidade a
que chegou, o tfer que soja de seriamente con-
doinoavel; chega mosnio a ser degradante.
Kintiin, nao obstante reconhecermua a quasi in-
prolicuidade da iniprensa em quesles destas. sem-
pre dola nos continuaremos a servir, visto que
outro meio nio tamos para combater o abuso de
mis e a negligencia Je outras.
Veremos o qne se far a'respeito do caso ver-
tente.
I'risai. Pelo subdelegacia do S. Jos, fui
preso em flagraste, por criao de feruentos, Cle-
nieiitino Machado IVaeinf
Hurte., N lugar denominado Aijuaziulia, do
termo de Olimla, a menor abra da Concoi.ao, fi-
Iha de Mara Estoves da Concei.o, alli-mora-lora,
estando a tiiaragua de um pico, foi aecoiuraeltida
de um aceesso epileptieo, uiolestia de que sof-
fra, o. eahindonn 11050, suecumbio poraspbixa.
A autoridade local proceden iinaio lialainenle. de
conforinidade cora a le.
Peixrt eiu ruina.O ?r. fiscal do S. Jos,
aconipanhado do co.iipiteule niedico, fez lancar
ao mar una poivo dijsse genero que se achara
arruinado.
'Cotcria.A que se acha venda a 41.' a
beneficio da groja de Nossa Senlnra da Conoeioo
dos Militares que corre no dia 4 do corrento.
Casa u> deteneao.Mo.vimento do dia
27 de fevereiro de I87J! :
Exisliam ( presos ) 3o0, eutraram 13, saiiiram 6.
existein 357.
A saber : ,
Naconaos 23-1, mulhorcs lli, ostrangeiros 45
esclavos 54. oscravas II.Total 3o".
Alimentados aousta dos cofres pblicos 274.
Movunento da enfermara do dia 27 de fevereirc
de 187*.
Tverain baixa :
einaldo (ni 's da Silva, (indgesto).
aldino Apolinario Pereira, (foritugnto).
oo Carlos Jos do Soma, (feNrol.
Thimaz Alvos de (Hivera, (pleiirodina).
I'assa^eirox. Entrarain dos putos do
norte no vapor Paran :
Mr. Berma Jos de Miranda, e 1 criado, Deme-
trio Dezerra da Rocha Mnraes, Joao Jos de Oli-
veira, Dr. Antonio Gomes Pereira Jnior, Vicente
F. Almeda Jnior, Jos Rodrigues, de Carvallio,
Jos Mana Ferroira, Nestoro Maitins Ribeiro,
Francisco J. da Silva, Dr. Jos Jo quii Tavares
Beliort, Dr. Carlos Emulo Aiidrado Peixoto, Jos
Joaquim do Oliveira Filho, Rachol (eferava do Dr.
Belfori), Simplicio, Joaquim Jos Godinlio, Auna
Pereira da Silva e 1 menor, Joaquim Olyrapio de
Pava, Antonio Epitinin, Joao Cordeiro, Fran-
cisco Baptista Vieira. Maniirio RoubarJ, Justino
Jos Fi'inaiidcs c 1 escravo, Mara Francisca do
Rozario. Malhias Giiilhnrmc Franco, Jo .0 Martins
Francii, Dr. Custodio Domingos dos Santos Jnior,
Adolfo T.isso da Cosa Cirne, Juqnira Aulouio
Pereira Viiw.'re. Mainel Rabello d 0. Caborlo o
3 til los, Bernardo Noral.
Em transito:
Alteros Antonio Raphael Floquet, 2 praoas para
a armada, Ptlicarpo Seraphim dos Aojos, Dr. Ma
noel Jos Ribeiro di Cunha-, Joao Jos Fernn le-
hla Silva Sobrinho o 1 escravo. Dr. Joaquim Jos
da Silva Sobrinho e 1 escravo, Dr. Manoel Bernar-
liuio da Costa Rodrigues e I escravo, Dr. Trajano
Borgos de Abren Marque;. 3 escravos entregar,
tir. Gypriano de Si raza mitas, Mariano Gil Cas-
talio Braueo, Joaquim Jos de Oliveira Sobr nho,
Florencio Jos Fritas dos Res, Dr Alfredo C. de
Vasconeellos e Silva e sua senhora, Joao Jos Go-
dinlio, Felppe Thiago Borne. 37 escravos a en-
tregar, 15 aprendizt nianiiheros. i praca do ex-
erciDi, Guilliernie Siudarl, Carlos Gordon Studart,
Augusto Fulgencio P. da Molla o 2 escravus; Raj-
uiundo Emgdki Torres de Faria, Antonio Rodri-
gues da Silva, Francisco Jayme Torres, Pompilio
Veriato de Medeiros, Francisco Gurgl do Aniaral
Valonte, sua senhora c 1 filho, Thoin da Silva
Pereira e sua seubori, 14 escravos a entregar, 8
praoas do e\orcilo e armada, Jos de Medeiros. ti
recrulas, Dr. Salustino Goaias da Silveira e 3 es-
cravos, padre Theodolino Antonio Silveira Ramos,
Manoel Muniz Carneiro da Cunha. Elias Lessa,
reerulas, Dr. Salvador rices o sua fanilia. .
-Entrados dos porto6 do sul BU vapor traucez
Doitm :
Francisco Cezar de Andrajo, Jo > Coelho de F.
Henriques, Rufino de Abreu, Lniz A. Fuireira
l'Vanco.Joao B'.Castre RalieJJo Jnior. Manori Wrei-
ra, Ribeiro, Joao M. V. da Cunha, Felppe Pereira
N. do Araujo e um criado, Silvia Silveira Ra-
mos.
Soguera para a Europa no mesmo vapor:
Samuel Yaz de Carvalun, Jno Podro Rodrigues,
Jos Pereira Unte Bastos Agoslnho Martins Mon-
teiro, Alberto J. da Costa*-Manuel Jos da Silva Oli-
veira. Jos Ferriora Bailar, Antonia V. Feneira.
Fraiioiseo Joapiiui da Roe lia e sua mulber. Jos^
da Silva Alve.s. Jos da Q. Mara. Antonio P. de
Azevedo. Francisco Jos Ferroira G:maraes, Hen-
rique Pinto Alvos, Eduardo Jeaurenau 1, padre Aq-
loaio II. H>llanda C Chacn, Joaqriim de (1 Lima.
Joaniim Jos Leite, Josi I. Pacheco Dias Torres.
Jos Cidttiro, Joao M. Falcio, Josephna A. Ro-
drigues. Amelia P. Martins, P.Bollev, Adrin I*',
JiymcCarrigaPot'si'.o'lirane.J. de Mortin, Robort
II. Nevin,'Jobn- f
' Rela^ao.
JuilMpi'UllLNU-iH.
A nova jurisiirudMicia creada pela aerorJao da
tribunal da relaeo, que foi publicaJo'uo piaa
dt PernntnStna "d; ,22 do.coaente inrz, uo tcflii
fundanienlo jiuidico.
I Este accordo, ipac fui,asignado-pu- tres dos-
emhargadores, leudo voto da.qgseujiaiu o Ksm.
Sresiifeqt) da rolapao, 1 vsiabelebeu art. o'!M!
1 lei,.4)u 15 de outuom de l27, qiip fui revocado
pela fusppiifBo, prM'istjria, que- admitir; que a
coatffliacao se fizesse revcla.i^i* portes.
A sentenv* aRpoJIaiJa que foinonfiauiula pele
accordo a quo' nos' referimos u assim ;
uto 1! 1
_^H)V compon
resp> 'lR dHsVom munido de po-
deres espciie* e Minutados, loi de 15 de oulu-
nro de 1857 ari. 591) ; considerando i/ue a ron-
ciliarao de fallas resente-se desle defeito que "
torno milla e com ellalh actos poslemres, em
fuceda citada disponan, jalao sem effeifajodos
tsse actos do proce'sso, svbsistindo entretanto o
iHandado de manittenco a fotluu, ine foi conce-
dido independente deprecia conciliaeoo, como
por le permit ido.
Nesta causa funeeonei corno advogado do reo
contra quem foi expedido um mandado de uanu-
lentai era favor do autor ; e appellando desta
senicnca para o tribunal da relaeo, oi ella con-
urmadapoi' sem I andamentos -com o voto do
Exm. presidente da relaeo, sendo vencidos dons
desenibargadores, e vencedor o Sr. desembarga-
do r Doria.
PorUinto eonvm que urna vez por todas so fi-
(|ue saliendo so o art. 891 da le do 15 de outu-
bro de 1827 est ou nao em vigor.
as ininhas razoes c|f appellaoao. combatendo o
fundameiilo da sontonca appcllada, pareceu-ine
que linha provado que tal dsposico tinha cadu-
cado ; mas aconfirinaeo da sonien.a veio tirar-
me desta illuso causando-ine urna sorpreza, c ao
mesmo lempo un grande desposto, pr vero
modo por que se entendan] o se applicavm as
nossas lei, que um eseriptor notavel chama -as
ancoras da repblica.
O preceilo da ultima parle do art. 5'ji da lei
citada, diz assim :
Para a conciliaco nao se admittir procura-
dor. saleo por i m redime uto da parle, pro rudo tal.
ame a imnomiMiU de romparen-r pesoatwtente, t
lula uiitrotiiii n proeiiraihn nmnida d- foitiv
illnnitad'-a.
Qner seconralte a historia destas lois, quer
seus motivos e Jim, quer liiialmonte ao uso o ju-
risprudencia, ludo nos diz que esta le nio tora
raafi) do ser, que caduou era vista das novas
ilisposieois do lejs.
De feilo, os tribunaes o os eartorios Ostao dicos
de antee, cujas conciliacoes sao procedidas por
procuradores com poderes especiaos, sera qne os
autores tenhain provado no juiao concilkUorio
irnpodiniento pelo qual nao pudessein compare-
cer, e entretanto laos concHiacues siijulgadas
validas, e nem os advogados articulara tal iiulli-
dade.
Portanto se o art. 5!)l da lei cila l.i precisaste
de nterpretaeo, ah eslava o uso regularmente
coiistiluido formando jurisprudencia ; o uso, que
os jurisconsultos romanos diziam, quo erara o
inolhor interprete da le, c que Mcrliiu iliama ora-
culo respoiavol.
Se, pois, est estabelecida pir una serie de ares-
tos con taules o nvariaveis por longo espaco do
lempo que asparles poderio comparecer no juizo
conciliatorio por procurador com poderes espe-
ciaos para transigir, como nlerrotaper-se hofe
F/ seoipre um c.intoio.
Begfr,. 8 de fevereiro de 1873.
Gomes Patent.
Carnea venios.
Nos'abaixo assignados, membrus da socedade
Amor e Beneficencia dos lalhad .res de carnes.
verdes, declaramos que sfimos a comniisso na-
meada para dirigir a questio da mesma, e nio o
nosso presidente quo quera o querem torna-lo
respousavel ; portaoto saos abaixo assignadn
a quem se podem dirigir.-O presidente da "eom-
niissao, Joan Francisco Percjia.---Joao Benedicto
de Sant'Anna.---Manoel Antonio da Rocha.'
COMMERCIO.
PRAGA DO REGIPB 28 DE FEVfflsSIRO
DE 1873.
AS 3 1/2 HORAS DA TARDE.
'.'iiices ofidmem.
Assucar-Canal lifuH) por 15 kilos, houtem.
Algodo da Parahvba sorte I 'iVX) por 15
kilos posto a bordo a frele de i|i, d. e 5
0|0, lioiiloni.
Algodo -do Vlaceo s.rte l-'0) por-48 kilos
posto a bordo a froto de 3| d. c 5 Op.
hoje.
Algododo Ro Grande do Norte IdiOOpor 15
kil 111O, boje.
Couros salgados verdes lli rs. poi kdo, liontoiu.
(.'arabio sobre Londres a 90 djv. itj 3| d. e
27 d. por I i, liontoni.
Dito -sobro dilo a !) it|v. 27 d. p .r I SO JO, h .jo.
Cambnsobre Taris a !):) d|v. 351 rs. p >r jraaco,
hontein.
Leal Poto
e.T.'i inn.
Dnbonrcq
Presdoiite.
AT.FANDEGA
Rendimento lo dia 1 a 27. .
dora do dia 28. ^k, .
I,OIO:22VS05H
33:765*712
l:0i3:a89A8'K>
esta pratica geraluienle aceita para se annud.ir
um feito so pela razo de nao ter o autor provado
impedimento 110 juizo de paz f
Que jurisprudencia esta 1
Mas nao ha nocessdad? de interpreta'.-o ; o
art. 591 da lei citada est revogado mplicitamen-
te pela disposie.ao provisoria que admittio (pie a
eonciliacao so tizesse rovela ilas.partes.
Desta o-po.'ie do revogaco de-lois lomos mui-
tosexemplos ; citemos un.'
_Garanti.la a lberdade de conscioiicia pelo art.
179 i 5 da eoiistituir >, Bcou revogada a Ord,
do L. '!.'' til. 49 i.", que autorisava excep;o de
oxcominimho.
Pelo que, alm das penas aspiritoaes, a es-
conimnnlio n:io acarrla comsigo a privac/io dos
diroitos dos cidadaos brasikiros, porque onuio
nao podara haver tolerancia religiosa.
Tratando da reraga;o d'aquolla l. Orlando
diz na nota 'i5 do arl. 2ii do l\eg. 11. 737 de 28 de
novembro do 1850 o seguinte :
1 O art. 591 da lei de 15 do outubro de
1817 caducou desde que i disposiciio prooisoriu
art. i. admittio a cjicilae revena das
partes.
O senados Mondes de Almeda, ua sua impor-
tante obra Cdigo Philippino L. 1 pag. 366, com
mentando a le citada, repele a mesma cousa
O conselheiro Paula Baptsla no son compendio
de pratica do processo civil 8(i diz :
Na audiencia designada devora as partos
comparecer ou muulir procm adores com podeics
para transiipr.-
Pimenta Bueno-, boje marque/, de S. Vicente, em
seus aponiainentus sobre as formalidad do pro>
cesafl civil, nao exige a prova de impedimento do
autor no juizo conciliatorio, sob pena do nullda-
de, donde se conclu: que ba-la qne o autor con-
ceda poderes especiaos para transigir. Esto no-
tavel eseriptor, que foi tao minucioso em sua ci-
tada obra, nj osquecer.a cortamente o art. 591
da le de 27 de outubro. .se elle anda estivease
em vigor.
E assim pensara todos aquellos que entfe nos
teeni escripia sobre pratica do processo. sao ex-
cepeao do um s.
Mas se fnsse anda preciso aiguma cousa, se
anda se podesse por eai duvida que o S 1.' do
art. aV Ja citada lei eslava revogado, ahi esta o
aviso 11. 318 de 19 do jumo de 1865, que de-
cisivo.
Diz assim :
Em ollieio de 28 do marco de 1863 pedio
Vine, o seguinte esclareciraento :
l. Anda vinera a dispOSicaO do art. 591 da
lei de 15 de outubro de i27 ?
Sua Mage.-lade o Imperador, a quem foi pr-
senle o referido ollieio, cuormando-se cora 09
pareceres do conselliern consultor dos negocios
da jnsliea e da secQu de juslica do conselho de
estado, houve pjr iem, por sua imperial e in-
mediata rosoliico do 21 de junho ultimo, deci-
dir : I." que o art. 591 da lei de 15 de outu-
bro de 1827 caducou, desde (pie a disposirao prth
ns.riaadmiltio a coucilia.o revenadas' partes.
(Assignado)'-7o# Thomuz Monaco de Araujo.
Una opiniao tao aul r.sada, como a do II-
lustrado eonselneiro N'abucn, vale realmente ai-
guma cousa, sobreludo coiisderando-sc que elle
doeidia duvidas como governo, na qualidade de
ministro da justica.
Denot da lei (e 1827 o de 29 de novembro de
1832, chamada disposieao provisoria, que regula-
vam tanto no foro eommercal coma n^ civel,
veio o cdigo coiiuncrcial e cora olio o regula-
monto 11. 737 de 25 de novembro de 1850.
Neste regulamento se encentra a seguinte dis-
posii-o :
Arl. 26. Quemo juizo do domicilio do reo, quer
110 caso do arl. 2'i, podero autor chamar o reo
a conciba, o, o nella poderio eienparoeor as par-
les por procurador, com poderes especiaos para
transigir 110 juizo conei.liatorio.
Este regulamento anexar do ser expedido para
estabelecer a ordeni do juizo no processo coin-
meicial, todava umitas de suas dispusieres sao
applcadas ao civel.
A novissima le da reforma judiciaria mandou
observa-lo nasaccqcs summarias em todas as s.ias
lrt8,"assioi coran era ludo o quo diz respeito aos
prazqs concedidos s parles para allegavoes, inan-
daulo tambora applica na rela.-.io a dsposico
que obriga o desembargador relator a faier um
relatorio do feito.
J antes da lei de 1871 era o Reg. n. 737 ap-
pilcado no civel em militas de suas partes : exem-
po :
A Od. do L. 3 tit. 86. estabelecendo a gradaeo
dos.b'iis pcul una veis, nao iucluio as apnlicos da
divida publica e papis de crdito do gQverho ;
enlrelauto o regulanfnto citado 110 art. 152 iu-
cluio expressainente estes ttulos entre os movis
peuhoraveis, c esta dsposico applcada uas.
execuroes civei-.
Pazondo applicaio destes principios nao duvi-
(lo dizer i|ne o art. 26 do Reg n. 737 applicado
ao civel nao so porque conforme boa razio
e se barra.misa com o espirilo.de nossas lois mo-
dernas, como porque assim so tem entendido e
julgadsvsein discrepancia -lia muilos anuos.
Conseguintemente a falta de prova de imp issl-
bilidade de nao corana rcciuinto do autor no jui-.
zo de paz. nao motivo para annullar-se um pro-
1, com a ercumstaucia aggravaute de^ man-
dar-so subsistir um mandado oe manutencao, por
ter sido anterior a conciliario, dando-se "assim lu-
gar a soguute anomala : o autor a imidad- -ajiproveitaudo-se della.
Isto e -uiilimc I
Ein ouUjuartlRo teroide aualysar as coiiseipjeu-
cias funestas en accd-To a que nos referimos;
.una calamidade I !
De hoje era dlanto eslou aia lirme dispnsi;o de
iio tolerar mais silencioso, injustioas to clan -
rosas, vioiacao de leis lio oxpressas !/
V.' preciso"reagr ermtaa a prepotencia judicia-
nia, eeu o mais oIhh-uto advogado d> importante
foro desta cidade- nior recuarei, anda que soja
sacrificado.
Cada um curarse o scudovor como entanil.
- Eiiiyyaauij a, re*patal>iUdade legal fr letra
.xaorUjUD-uunaia oajinii publica fara a daviU
juslica.*
Dse -irrogara hoje 28 do fevereiro de 1873
Vapor inglez Chnjsjlite mercaderas para
alfandega.
Brjgue inglez tarn bacalho j. despachado
liara o trapiciic ConceiQao.
Ilrigue aiistriaco lim despacha a paia o caes do Apollo.
Patacho nortc-alloino lloi-isonttraercado|ia-
para alfandega.
Iiii|ti'it*:l. ------
VnnarMfttanai Paran', rindo dos portas de
norte, malignado a Henry Forster d: ('., mani-
fest a :
Albos 38 canastras a J. J. Concalve BeHro.
"bapeos 2 fardos a Ferroira AMatheus.
Salsa 35 rollos a Oliveira Azevodo, sona 32
amarrados a Joao Ramos.
frigae brasileiro Galc.o. rindo do Cear con-
signado a ti. II. Pinto tiitiintrues. m.ifestoa :
Ferro 300 barras.
Pitillo 1000 taboas a Cunha & Mana.
Vapor inglez Doiim, rindo dos portas dusu>
manifcMuu
Amostras 1 volunte J. S. G. Ribeiro, 1 aAmo-
rim i 1*., 1 a J. M. S. Ramos.
Fru'tas 3 caixas a J. S. I.ovn, 3 a Pereira Car-
neiro Ji C, t a I). Oliveira \ (... 2 a V. Oliveira
A C.
Patarho inglez IIast, anda de Terra or 1.
consig/rldo a Sannders trilitos }C., moni festn:
Parraba de trigo 3140 barricas aos consigna-
tarios.
DE-PACHS DE EXPORTACAO NO DU 27 !)/.
FEVEREIRO DE 1873
Paru os pilos io exterior
No vapor inglez Chrytoliti, para Liverpool,
carregaram : P. M. Maury llSsaeeas cora .i.12
l[l kilos de akoddo ; E. R. Rabello &C COO di-
tas com 32,376 ditos de dito.
No navio inglez Toront, para LivefppoL car-
rosaram*! E. R. Rabello i C. 300 sacas eom
21,600 kilos de algodo.
No navio aileino Le mor, para o CauaL c r-
regaram : Keller C. 600 saceos com 45.no
kilos do asracar mascavad l e 1,000 couros saL'i-
dos cora 12,00;) kilos.
No patacho ingles Grem, para llampton
Roods, earregou: Viuva Bastos 390 saceos com
18,750 kilos de assucar mis-avado.
No vapor inglet Honro, para Soulhainpluii.
carrog^ran : P. Rollos l saeco com 6> kilos de
caf ; para Lisboa. A. M. Moreira I caixa com 3
k los de doce ; M. M. de Abreu Piulo 1 barrica
com 18 aliicichis.
Ao patacho hespanh I Frasquito, para o Rio
da Prata, earregou : I.. J. S. Guimares 250 bar-
ricas com 25,252 1)2 kilos je assucar braneo.
No pitacho brasileiro ttom Jesns, para o Rio
da Prata, earregou : A. Bastos, W barricas com
16626 kilos de assucar braneo e 5i di'.as com
6,589 ditos de dilo maseavado.
No lirigue nacional 1%ereeinh 1, [.ara o Rj.
da Prala, carregaram : Amorim Irmios &C. 400(2
barricas cora 43,376 kilos de assucar brancoJL
Pfobiigiie allo'iio Hedwig, para New-Yora.
carregaram! AmorimIrmiosdc c. l.Ooo saceos
com 75,000 kilos de assucar mascavaib.
Na barca allomi /.":. pira \ew-York,car-
regarain: Amorim Irma is A C. 1,000 saceos
0111 78,000 kilos de assucar i.ia-cavado.
Na galera portngneta Firmez 1. para o Por-
to, carregaram : B. R. Rabello & C. 800 sacros
com 60,000 kilos de assucar maseavado.
->a barca porlugnezi .Me.rondre Herrulano:
para Lisboa, earregou : J. J. Ramos 103 saeco.-
eom 7,519 kilos de asaltear braneo. .ll ditos cora
2,263 dilos de dito maseavado e 2 lal s com li
ditos de gomina.
No vapor ingle/. Bogue, para Lisboa, earre-
gou : II. Livrainoutn 1 caixa com 59 kilos de
doce.
Para os portas do interior
Para o Cear, no vapor brasileiro Ipuj
carregaram : Carpilero Pililos A Sobrinlio D |2
barricas trom 600 Kilos de assucar braneo ; 0>s-
la A C. 40|2 ditas com 2.450 ditos de de dito refi-
nado ; M. A. Senna 10|J ditas cora 661 dilo '
dit-l braneo R. Oliveira \ C 2 caixas coin 2^M>
pares de tamaeos ; para Aracaty, Carpintcr
Filhos & Sobrinho 20|2 barricas com 1,200 kilo-
do assucar refinado : para Acarac, R. Piulo *
C. 10barriscla '-lio litros de agurdente ; para
Mossor, J. Pereira Irniao 6J2 barricas eom
360 kilos Je assucar braneo.
Para Santos, no navio alloman Albeiie, ear-
regou : A. Bastos 200 saceos eom 12,030 km*
de assucar maseavado, 900 dito- eom 54,000 ditos
do dilo braneo, e 350 barrquinhas com 30.156
dilos de dilo braneo.
Para Natal, na baicaca Flor do Jardi.a,
earregou: J. D. C. Lages 5 saceos era 367 12
kilos de assucar refinado.
Par.r Macelo, na barcaca Tres Irmas, carre-
garam: S. Junquora & C. 2 barricas eom 12s
kilos de assucar refinado.
ParaMamanguapo. na barca.a FlordoXor-
te, carregaram- Monteiro Jnior A. Fernando- I
caixa com 30 kilos de doce.
Para Mauangnape, na barcaca Ha de Ma-
ra, earregou : J. L. Radich 4|2 barricas com ISO
kilos de assucar brinco.
Para Macei, na barcaca Daas Irmas, car
regou : J. A. C. Sioueira 152 barricas cora 952
kilos de assucar rolinado.
CAPATAZ1A DA ALFANDEGA
ileudinieuto do da 1- 7. 13:I07*38>
dem do dia 2S...... aWSi
VOLUMKS SAIUDOS
No da 1 a 27......
l*rimea porta no dia 28 .
Segunda porta.....
lYrceira porta.....
trapiche CoiK-e-ieao .
I.l:738-i3l
31.30
\n
2
11 i
32,ii*
SERV1C0 MARliiMO
Alvarcnga.- deccarrega las no trapicho
da ifauleua no dial a 27. .
Ditas ditas no da 28. .' .
Navios atracados no trap. da- alfana,/1
nvarengas ........
Mo trapiche Conceioo .
87
2
1
90
o
ati

.. a.


Diario de PeuBmbuco -f Sabbado 1 de Marqo da 1873.

\
REDOMA DE RBMHa WTF.KNAS .6E-
RAES DE PBWAMBr.O
flnimcnto d* da i a i i;*W-1
UemioilS7., .' 1:108*830
31:R*S9
eadimeata Jo da
Wem da da 28.
CONSULADO WVINCAL
Ii0. ,
188:MAAtt
6:l373
!tMt:71il 703
MflVIMENTO DO PORTO
Navios mirados* da 38.
Ceara pelo Kio Grade do Norte 20 dias, sendo
do ujlmio porto brigue hraslloiro ta/91, de
295ameladas, capitao Antonio Goncal ves forre,
equipageni II, carga maeira-e.laslro ; a Fran-
cisco Hibeiro Pinto Gutioai aes.
Parteado norte-9 das, vapor brasileiro Paian,
dil50 toneladas, commaadante Pamplona, equi-
pagem 59, carga varios gneros.; a Henry Fors-
ter &.C.
3lio de Janeiro e Baha-I das, vaper inglez Don-
ro,-de 1225 toneladas, eommandimte Thawits,
equipagem 114, carga varios gneros; a Adam-
ara Howie & C.
Terra-Nova-30 dias, patacho inglez Mary, de 199
toneladas, capitao Jaseph MurpUy, equipagem
9, carga 31 iO barricas cora bacalko ; a Sawn-
ders Rwlhurs & C
Hamburge75 dias, harea ingleza Aleona de 279
toneladas, capiUo Mtnitguinery, equipagem 9,
carga varios gneros; Domiugos Alves Ma-
fljeus.
Navios sakidos no mesmo dia.
Marsella Brigue liespanhal Francisco, capitao
Jeronymo Ferrer, carga assucar.
Sonthampton e portos iatermedios Vapor inglez
Douro, commandaiite TUawaKs, carga a inesraa
que trouxe dos portos do sul.
carga assucar.
dem Escuna ingiera Srotia, capitao Rowden,
carga assucar.
EGITAES.
I .lili.I II. 10:1.
Pela inspectora da alfandega se faz publico,
repartico, se ha de arrematar, hvre de direito de
consumo,;! mercadera abaixo declarada.
Armazem n. 2.
Dezesete duzias de vassourat de piassava com
cabo, deieseis dilas de ditas sein cabo, quatro di-
tas de ditas de pal ha com cabo, avaliadadas p< r
428*213, que fazcm parte do nina caixa marca
J J A 4 C schi numero, vinda de Lisboa no va-
por inglez Chrygolile, entrado em 19 do corrente,
abandonada aos direitos por Jos Joaquim Alves.
Alfandega de Pernambuco. 28 de fevereiro de
1873.
O inspector,
F. A. de Carvallu) Reis.
Edital 11. 10|.
Pela Inspectora da alfandega se faz publico (pie
as II horas do da 3 de man;p vindouro, porta
esta reparlicao, se ha de arrematar livre de di-
reitos urna caixa marca V F n. 591, contendo 15
1|2 kilos de seda, 52 1|2 ditos de alpaca, 9 ditos
de panninhopara cobertura de chapeos de sol e
5 tos de armacao de ferro com a va na d*agua
salgada, avahada por !'23979, vinda de Bordeaux
no vapor francez Gambie, entrado em 21 do cor-
rente e abandonada aos direitos por V. V. Falque.
Alfandega de Pernambuco, 28 de fevereiro de
1873.- 0 inspector, Fabo A. de Carvalho Bes.
3difieU.oncuttiwaio,mbora#e consera mura-
i) por k; na cidade
a; Wf&KfiW
n Magilahsna, CaMHfi, Chacn, Casa Forte,
Poco dr. Panella, l.adeireiro, Montofro e Apir-
eos, que nao estiver murado ou cercado, cusr-
vam'k-se as cffiras 11 hom estado; 40 reis por
pr*io de tcinwo em toda a exlensao daciOaftede
R cef4uanllo-se os terrenos, que *verm cercas na-
tivas em Ixim 'stado de, coiisorvwfo ; 2i*H'iH,r
cada liaHcauecapim dentro da-tciade dulWue;
10000 porcada urna machina a vapor, lasque
existirem ou orcm montadas- na cidade fia Recie
para qualrmer mister ; e finalmente o impoo de
330CW e 20000 porcada boceteira e mscate que
vender dentro do municipio do Recie. -
Contadora da cmara municipal do Recife, 39
de fevereiro de 1873.
O contador,
Hypolito Cassiano de V. Albnquerque Maranh^o.
, Pela mesma contadoria Na cmara munici-
pal sao chamados aos donos de diverees estahelc-
mentos de porta aberta a virem pagar os impos-
tes alrazados que se acharem a deven, bem como
os domis impostes do excrcjcio proramo fin-'o de
1871 -1872.
Gintadoria da cmara municipal da Recfe, 17
de fevereiro de 1873.
O contador,
Hypolito Cassiano de V. Alhuquerfrie Maranhao.
AU.UL\l>3riU<4;AO DOS 1 OHREIOS*R PE1LNAM-
BUO 1DE MARCO DE 873
Muas pelos \a|iores Ipojum e Giqni
d companhia peritamhucana.
A correspondencia que tt.Mii de .ser expedida
lioje (I), pelos vapores cima mencionados para
08 portos do sul at o Aracajo, c para os do norte
at a (raiija, ser recehla pela waneira se-
guinte :
Mucos de jornaes, impressos de qualquer natu-
reza, cartas a registrar, at 2 horas da tarde,
cartas ordinarias at 3 horas, e estas at 3 I\i.
jagndo porte duplo.
O administrador interino,
Vicente Ferreira da Rurciuncnla.
AIMIINISTRACAO DOS CORKEIOS DE PERA'AM-
BUOO DE MARCO liE 1873.
Malas pele vapor Paran da companhia
i'iasileira.
A correspondencia que tem do ser expedida
hoje (I) pelo vapor cima mencionado para os
portos do sul, ser recebida pela maneira se-
guint^ :
Macos de jornaes, impressos de qualquer natu
reza cartas a registrar, at 2 horas da tarde,
cartas ordinarias at 3 horas, e estas at 3 1(2
pagando porte duple
As cartas e jornaes que se dirigirem ao Rio da
Prata, pagarlo previamente, aquellas a taxa de
300 re. por 15 gramnaas ou fraccAo de 15 gram
mas, e estes a tle 40 r?. por 40 grammas ou frac-
cao tle 40 grammas, na progresso estabelecida
as tabellasC e D -antiexa s instruccoes do 1*
de dezemhro de 1800.
O administrador interino
Vicente Ferreia da Porciuncula.
'Caga jado
os seniJ_
n. 57,
i:iDai 11. io*.
Pela inspectora da alfandega se faz publico que
nao se tendo efleetuado a venda da plvora, abai-
xo declarada, annunciada por editaes ns. 98 e 100
do crreme.mez, por falta de licitantes, se trans-
iere pela terceira vez a mesma venda para as 11
horas do dia 3 de marco vindonro, porta desta
reparlicao, onde os concurrentes eneontrarao
amostra.
Fortaleza do buraco
1200 barris rom plvora avariada, marca dia-
mante H n?. 1 a 1200, pesandoh'quhtorcal 13,700
kilos, avahados por 9:088200, vindo? de Glas-
gow no navio inglez Luz/tama, entrad) em 5 do
frrente e abandonados aos direitos pelo bao de
Bemlica.
Alfandega de Pernambnco, 28 de fevereiro de
18710 inspector, Faliio A. de Carvalho Reis.
RE(FE DRAIXAE COMPANY.
0 lllin. Sr. engenbelro liscal da companhia Re-
cife Drainage manila fazer publico, que tendo sido
ate esta data reparados, custa dessa empreza os
damnos causaJos nos apparelbos, quer por descui-
do dos moradores quer por negligencia : dora em
diante sero ditos reparos feilos de conformidade
com os artigos segti ntes do regulamento de 12 de
Janeiro de 1872.
Art. 13. Os proprietarios ou locatarios das casas
em que houverem apparelhos funecionando, par
ticiparao no escrptono da companhia, por escripto
datado, qualquer interrupgo no servlco (des mes-
mos apparelhos, mencionando a causa que la ella
deu lugar, se for dells conhecida.
Art. 14. Se dentro das vinte e quatro horas se-
guintes participacao de que trata o artigo ante-
edente, nao tiver a companhia mandado examinar
e concertar o apparelho, os proprietarios ou loca-
tarios o communicaio ao engenheiro Pscal, qne
prorldenci.ir pela forma do art. 15.
Art. 15 O engenheiro liscal, logo que receber a
communicaco de que trata o artigo antecedente
examinar ou far examinar p r engenheiro da
companhia a interrupcao do servico do apparelho
c a cansa desta.
|. Se pelo examc conheccr-se que a interrup-
cao provin de negligencia da companhia ou defei-
lo da obra, ser a mesma obrigada a repara-las
iedutamente, s >b pena de pagar a multa de
!0OtX) e perda das annnidadcs em qnanto durar
a interrnp.i) do apparelho.
1 2." Se, purm, a interrupcao provier de ne-
gligencia por paite do pioprietir'o ou locatario,
os reparos serao feitos por canta destes, sendo o
pagante; 1 ti) eirecliiado do mesmo modo que as an-
nuidade-. incHienda na iiiiilt de lOjOO) se tiver
havido pop 'sito na negligencia.
Repartii-o la- abras publica-. 27 le levereiro
de 1873.
O i'.'ivl iri''.
FtliciuHO /i Ji'ique ta Sili'ff.
THETRO
SANTO ANTONIO.
EMPREZA--VICENTE.
Salihado i. de murro.
Em attencao ser este o dia da abertura da
Assemhlu provincial
a orehestra, dirigida pelo maestro Colas, execu-
tar
O Iitiiiiio iiaritiial
Seguindo-se logo a segunda representacao da
comedia em 3 actos :
0
,T1
fazondo os principaes papis os artistas Manuela
Lucci, Joanna Januaria e Flavio W'andeck.
Terminar o espectculo com a comedia em 1
acto, de assumpto popular.
Os niiHOM Sus tilmas o os pe-
li'cirow livre*.
DistribuicSo.
Marianna, velha beata D. Joanna.
Eufrasia, sua lilha D. Olympia.
Loia, cunhada desta D. Emilia.
Jorge, irmao das almas Sr. Flavio.
Souza, dem idem Sr. Cmara.
Tiburcio, macn Sr. Vicente.
Felisherto, vadio Sr. Bernardino,
m irmao das almas Sr. Antonio.
Um cabo de polica Sr. Mximo.
Soldados de polica.
Principiar as 8 1[2 horas
OECLARMOES.
Consulado provincial.
Avisa-se por esta repartc5o, que no dia 20 do
torrente abre-se o praso para recepeo dos dife-
rentes impostos |)rovinciaes consignados na lei do
orcamento vigente de 1872-73 ; os quaes devem
ser satisfeito dentro de 30 dias sem dependencia
da multa de 6 Ojo, em que incorrerao os contri-
bnintes, que o deixarem de fazer nesse prazo
legal.
Censulado provincial, 11 Janeiro de 1873.
O administrador,
A. Carneiro Machado Ros.
O lllin. Sr. inspector da thesonraria provin-
cial, em cumplimento da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 12 de outubro do anno
prximo lindo, manda fazer publico que-no dia
6 de marco prximo vindouro, perante a junta
da azenda da mesma thesouraria se ha de arre-
mata'' a quem mais ler o sitia dos Remedios que
lili adjudicado a fazenda provincial, para paga-
mento da divida do ex-thesoureiro da repartirn
das obras publicas Jase Maro-Mino Alves da Fon-
ueea, servindo de base a esta arremataco a quan-
tia de 3:75040 0. porquanto Tai adjudicado.
E para constar se mandn publicar o presen-
te pel jornal.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
Jiambueo, 22 de fevereiro de 1873.
O offlcial-maior,
Miguel AiTonso Ferreira.
Domingo 2 de marco
Grande iiovidade!
Primeira representacao da importante comedia
de costumes chinezes :
O opio e o champagne
ornada de msica arranjada, pelo maestro Colas,
das melhores operas de
OTeiiilKick
e do enthusastico e deliranto
Canean
dansado por todas as figuras.
Distribu'.-ao.
Kangnni, negociante de cha ?r. Florndo.
Yang-li, sen caixeira Sr. Cmara.
Arthur, aspirante da mari-
nha rrtnceu Sr. Vicente.
Dog-dog, offleial inglez. Sr. Julio.
Ventreshisk, innlner de Kan-
giini D. Olympia.
Narca, sua sohrinha D. Fe'lsmna.
(".hinezes o chinezas, inarinheiros iVaneezes etc.
A acea em Pekn..
O scenario, ve'tu.-iio'e secessorios sao todos
novos
Principiar pea 3.-' reprc-entacrio da comedia
en .1 actos ;
0 tiaiiasina iiranco
na qual tomara parte os artistas, Manuela Lucci
Joanna Januaria e Flavio Wandek.
VlSOS MARTIMOS.
cwir
DAS
MESSiCERIES 14MTIMES.
At o dia 8 '4o corrente ui-z e-pera-so da Eu-
ropa o vapor lrancez Rio Grmme, o qual depois da
demora do'CASturae seguir pan fiuenos-Ayres,
tacando naiRahia, Rio de laaeire e Montevideo.
Para icondioSes, fretes fAssagem, trata-se na
agencia, >ma"do Commcrcw t S._________
o fundo al ra do Lniz fl Reg, *n que tem
u mesnto Sr. Lidsl
sma rua^M^^^uUnos de fren-
i at hWIb Reg, em que
HJKao Martus deV-irros.
tona tnwina ra,mu SOnjnlmos de frente,
"mulo ate a ra deLuiz do hego, m que tem
casa e Sr. PranciscoSomes Saraiva.
Um dito em Santo Amaro ilas Salinas, com 100
palmos de frente, i Campia, em que tem casa
o Sr. Ioai|iiiiu DarHisn daSiki;ira.
Um terrean no mcsntit lugar, cam 100 palmos de
reate (Jiagadu).
.ieKin-l'rirtt 9 4e marco
s 11 Iwras.
O agente Pinto, cnniprind o mandado do Illm.
Sr. Dr.joiz deitwetto privativo de orpbos, em
vrtuiedo que reqiiereu 'nventariantedos bens
deixados por faiecimemo do major Manoel do
Nascnoento da 6esta Montdro e sua mulher, le-
vara leUab s 11 hars do da cima dito, em
sen escriptorio i a do lom Jess n. 43. os pre-
dios e dominio directo dos terrenos cima desrrip-
tos, perleceirtes ao casal inventariado.
Os pretendeites podero examinar no dia 6 de
marco (vespora do eilo) os sobrados da ra da
Impcratriza. 18, e ra do Visconde de Albuquer-
que n. 138, as quaes estarn ao exame dos con-
curreutos das 11 s libaras da tarde.
Cumpankia aiiimfaii etoasilrira
fo paquetes a vajur.
At o dia 4 de marco esperado dos portos do
ul o 'vapor americano Merrimack, oommandante
W. Win, o qual depois da demora de-costurae se-
guir para New-York, tocando tm Para e S.
Thamaz. ^,.y
Para fretes e passagens. trata-se oeoiatentts
Hear.v Foaat^ & C, ra to coramercio
Pacific Scam ^av^aliiiiConpany
Rojal lail Steamcrs.
At o dia 4 de marco prximo, espara-se da
Europa o vapor desta companhia Cordillera, qne
seguir para os portos do Pacifico da sua escala,
tocando na Rabia, Rio de laneiro o Montevideo.
Para toda e qualquer infarmaca podem dirigir-
se aos agentes Wiisun Rowe & C.
N. R. Par qualquer censidera?aa que s^ja, nao
se pt'tde receher eartas nesta agencia.
14-RA DO COMMERC1014
LEH.0ES.
LEILO.
e
O agente Pinho BorjwTar leilo de urna casa
terrea com 2 salas, quartos, cacimba, quintal
grande, em chao proprio, sita na ra do Conde da
Roa Vista, n. 121 (outr'ara Camlnba Novo), no
seu escriptorio, ra do Rom Jesns n. 53, primeiro
andar, pelas 11 horas da manha.
Transferencia
DO
LEILAO
DE
20 barris com manteiga ingleea.
E na mesma occasiao cerca de iCO latas com
manteiga ingleza.
SEGU.NDA-FEIRA 3 DE MARI,.
O agente Pestaa tora leilo de 20 barris com
manteiga ingleza, e cerca de 400 latas com man
teiga ingleza, segunda-feira 3 de marco, no ar-
mazem do Annes, s H horas da manha.
!
DA
Armacao, fazendas e mais pertenc.-is da toja ra Primeiro de Marco n. 14, antiga ra (do
Crespa, e garante-sc a casa ao comprador, mas-
sa fallida de Manoel Jos Monteiro Torres'.
SEGUNDA-FEIRA 3 DE MARCO. ?
O agente Martins le ara novamente ledao, por
despaclio do Illm. Sr. Dr. juiz especial dcrcom-
mercio, a armac^u, fazendas e mais pertencas da
laja de /azendas da ra do Crespo n. 14, perten-
cente a raassa fallida de Manoel Josaj Monteiro
Torres.
O leilo ter lugar na mesma loja, s 11 horas
do dia cima.
avisos DVERSOS
O Sr. Olympio Fran-
cisco de Mello tem urna car-
ta nesta typographia.
CASA DA FORTUNA.
AOS 5:000*000.
BILHETES GARANTIDOS.
A' ru Primeiro de Margo (ontr'ora ra de
Crespo) n. 23 e casas do coslume.
O abaixo assignado tendo vendido nos seus fe-
Ilzes bilhetes tres quartos n. 1,984 com 80000#
e outras snrtes de 405000 e 20000 da lotera
que se acabou de extrahir (40.) convida aos
possuidores a viram receber na confirmidatle
do costume sem descont algura.
Acham-se venda os felizes bilhetes garantidos
da 7' parte das loteras a beneiieio *da igreja de
Nossa Senhora da Concei<;o dos Militares (41*),
3ue se extrahir na terca-feira 4 do mez vin-
onro. .
PREQQS.
Rilhete inteiro 6000
Meio bilhete 3^000
Quarto 1*506
em pongAo de 100&000 paiia cima.
Rilhete inteiro 5*500
* Meio bilhete 2*750
Quarto 1*375
___________ Manoel Martins Fiuza
Para pe'iuena fami-
lia precisa-se alug r 1
cozmheira e urna en-
gommadeira, peritas e
e de boa conducta. Paga-se bem, p eferindo-se
escravas. A tratar na ra do Encantamento n. 5,
primeiro andar, de 10 s 4 horas da tarde.
AMA
xias n. 54.
Precisa-se de urna ama para o
servico interno de una pequ na
familia : a ra do "Duque tle Ca-
Precisa-sc de um tiomcm para pucha-
dor de roda, e um menino para recebedor de
pape): n'esta typographia.
mPrccisa-se de urna ama para todo o
servico do casa de urna s pessoa : a
tratar na ra de S. Francisco n. 39.
Precisa se de urna ama para co-
zinhar e comprar, agradando paga-
se tem: na ra Relia n. 23, hoje
llha de Carvallu.______________
Precisa-se de urna ama que seja boa cosi-
nheira, prelerindo-se escrava, para casa estran-
geira : a tratar no largo do Corpo Santo n. 15,
1 andar._______________________________
boa cosi-
a Ira-
Precisa-se de una ama que se. a
nhtira para rasa de um moco estrangero :
tar naTarga do Uorpo Santo n. 13, Io andar.
AMA
Quem precisar de
coser c engommar, drija-se ao bec-
ca da Lima n. 4.
LEILAO
DE
movis, Ioik'ii e mslaes.
e obras de prata
.4 saber:
Um piano forte, 1 mobilia de Jacaranda, candiei-
ros gaz, jarras para flores, quadros e tapetes.
Urna cama para casados, 1 lavatorio, para duas
pessoas, 1 toilet.
Urna mesa de jantar, 1 guarda-lonca, 1 appara-
dor, 1 sof, 2 conco'os, 2 cadeiras de bracos,
Jl marqueza, 12 catleiras, I apparelho para cha,
1 dito para almona, copos, clices, garrafas e
compoteiras.
Um faqueiro de prata, 1 salva, 1 paliteiro, 12
facas e 12 garfos finos.
I'c-iM-a-IV'ii'ft 4 ile marco
Por interven;o do agente Pinto.
No primeiro andar do sobrado da ra da Impe
ratriz n. 80.
O leilo principiar s 101/2 horas em ponto.
Trecisa-se alugar urna ama para comprar
e cozinhar : na ra do Coronel Suassuna n. 1,
ant ga ra de Ho; tas.___________^______
precisa-se de urna ama, forra ou
escrava, que sirva para todo ser-
vico, em casa de pouca familia
na ra de S. Franciscs n. 54._______________
Precisa-se de um ama que
saiba engommar e lavar, para
casa de pouca familia : a Ira-
n ra do Bardo da Victoria a 44.
AMA
AMA
tar
4 "VT \ Precisa-se de urna ama para cozinbar,
-*-J*a-- paga-se bem agradanda : ra do Ger-
vazio Pirps n. 30.
Ama Precisa-se de urna que cozinhe e cn-
-Allll gomme bem para urna s pessoa : na
ra do Rangel n. 9, segundo andar.___________
Precisa se de urna ama, preferndo-se mu-
lher idosa, para casa de ni a senhora : na ra de
Hartas n. 78._____________________________
Precisa-se de urna ama para cozinhar e com-
prar para casa do urna s pessoa : a tratar no
pateo do Carmo n 7, 2* ndar.______________
\ mil Precisa-se de urna ama para cozinhar:
- Allit tratar na ra larga do Rosario n. 28,
segundo andar. _________
Precisa-se de urna para andar com
criancas; ra da Imperatriz n.
AMA
37, Io andar.
LEILO
DE
diversas fazendas, um cavallo, diversos obje-
ctos, dividas, eum terreno no lugar Pra-
lo Grande (engenho Capricho)
OUARTA-FEIRA 5 DE MARQO
Espolio do subdito portuguez Domingos An-
tonio Fernandes.
O agente Martins far leilo no-dia 5 de marco
prximo futuro, por autorisaeo do Illm. Sr. Do-
mingos Maria Goncalves encarrilado do consula-
do portuguez nesla provincia, de diversas fazen-
das, um excellente cavallo, diversos movis, divi-
das e ama parte de torra no lugar Pratox Grande
do engenho Capricho, do termo de Agua Preta,
lenteS aCCOmniOdaCOeS para omarca de Palmares ; sendo que as fazendas se
. achara avahadas em 154*350, movis e o cavallo
em 205*000, dividas na importancia de 213*000,
e o terreno em 1:000*000 ; todos estes objectos se
acham depositados em mo de Joaquim Jos de
Arolla.
O leilo ter lugar no dia cima, no armazem
da ra do Imperador n. 48, s 11 horas.
Lisboa e Porto.
A galera ^tiasahir em
poucos dias recebe cargaafre-
te mais barato do que outro
qualquer navio;tem excel-
passageirs. A tratar com
Tito LivioSoares:. ra do Vi-
gario n. 17, 1. andar. .
Ama para engonniiado
Precisa-se de urna e paga-se bem: no Caldei-
reiro, casa de Francisca Joaquim Ribeiro de Brito.
E' bom ler-se.
O abaixo assignado avisa aos seus devedores
desta praea, nue ten lia m a hom la de de vir ra
do \ iscande de Inhauma (nutr'ara Rangel) n. 48
armazem de molhadas, atim de ajustaron suas
contas at o dia 30 do corrente : do contrario
verao seus nomes por extenso neste Diario, e sero
chamados ao juizo competente.
Recie 1 de marco de 1873.
Boaveiitura Jos Coelho.
Precisa-se de um para copero e mais ser-
vicos de casa de familia, o qual seja de boa con-
ducta : na ra da Imperatriz n. 37, 1* andar.
Pede-sc as -Sr.
te em Pernaoibqco
de lauca da ron la
cia de -seu intnresse.
Irgencii.
Oaiim residen-
vir n* armaxera
rio n. 26, a neg-
ATTENCAO
8INIS0IIII.
Fneiram do engenho Rola, fregnezia da Esca-
dada engenho Lace, freguezia de Gameleira,
provincia de Pernambuco, ns escravos seguintes:
Em das de janeire de 186', o escravo Ansel-
mo, cabra da 40 annos de idade, penco mais ou
menos, altura regular, secco do corpo, rosto coin-
prido, desdentado, cabellos crapinhos pouca bar-
Em dias de fevereiro de 186a, a escrava Anto-
nia, catela, de idade 30 anuas, pauce mais au
Mfiiosf altifra reirular. cabellos de raboclo, de
bmn corpo, rosta redando. IcirSoa regulares, um
dedo de urna das leaos aleijada,' muita ladina ; j
esteve um anna acuitada na villa da Fscada, pas-
tando por farra.
Em da* deautubra de 1871, o esei\.vo Herme-
negildo, mulato, do idade 20 anuos, pouco mais
ou menos, altura regular, cabellos acaboetados,
rosto redando, sem barba, falta de um tiente na
Itonb*, Repuso do corpo, pomas e pt grossus,
com marcas de ferida em urna das pernas, mili-
to regrista, jugador de cartas ; j esteve no ar-
senal de marmita um auno como forro.
Em dias de abril de 1872, o escravo Jos, ca-
nudo, de 38 annos, penco mais ou menos al-
tura ragnhr, cabellos de rabada o estirados,
bastante barbado, olhos u n pouca aperlados,
corno regular, tem o braco esqnerdo cortada,
gasta da beber agurdente); natural da cilia-
do ce Sobral, na provincia Jo Cear.
Roga-se s autoridades e c.ipitaes de campo a
apprehensa de ditas escravos e lovarcm ra
da Livramento n. 33. em fa*a do Sr. Bruno
Alvaro Barbosa da Silva, ou na engenho Lago,
que serio recompensados com a qnantia aciina
llienciimaila por tud..s qualrn.
Aluffa-se
Obrado sito na na larga
tratar i:a ma do Viga rio
a terceira andar da
da Rosario n. i'i : a
u. 31. _______
Os abaixo assignados fazem sciente. ao ii-s-
peiiavel publico o ciin especiatidade ao culpo
ilo commercia, tpie desde' a dia 31 de Janeiro
ultimo, diasnlrcran auiigavelmentc a societl.de
que tinham na padaria da ra de Joo da Reg, a
qual gyrava nesla pr ca Si.b .. r.iZ0 de-Telxel-
ra 4 Irmao. fiando a cargo de Manoel Rodri-
gues Teixeira t- do o activo pas-jvo da dita Ur-
ma. .,
Recife, 27 de levereiro de 1^7-J.
Manoel Rodrigues Tcixtira.
________ Joo Rodrigues Teixeira. _____
Acha-se fgido o cabra Benedicto, com
idade de 17 annos, tem um &llio direito cga,
tem o dedo pellegar da mi direita torio, fugio
em 8 de dezembro do anno de 1872, o seu senhor
Joaquim Justino de Almeida : quem o pegar
leve-o na ra de Pedro Alfonso, antiga da Prata,
a Genuino Jos da Rosa, que ser recompensa-
do ; consta que anda vendendo finetas, e foi vis-
to em Agua-Fra de Beberibe.
ESTRADA DE FERRO
DO
Recife Caxang.
Do dia l. de mamo
prximo em diante, o
trem que partir do Recife
s 8 horas e -20 minutos
da manh, seguir pola
linha dos .Unidos, c o
que partir s ) horas e lo minutus, tambem
ta manha, seguir pela linia principal.
O trem du 2 horas e metu da lar le ir it
Casanga,lotJo voltar s 3horas e 25 Mi-
nutos, deven !o chegar lio Recife s i horas
e 12 minutos era \t -iluS boros e 68ini-
niUos, cimo presont^monte Phog.
Os (reas ate S. Jos, locara 1 era todas as
estacos intermeiliarios.
Escriptorio da cortipanhia, 2b c fovofciro
le 1873.
R.C.Batterbe,
Gerente.
Assocta<}o dos guarda
livros.
Tendo de haver domingo 2 de marca prximo
futuro, na sede desta sociedade, ra do Imperad r
n. 43, a 2a sessao ordinaria da assemhla geral,
no presente anno social, para, de conformidade
com o disposto no artigo 19 do captulo 3o dos
respectivos estatutos, se commemoar o 1 ani-
versario da mesma, e dar-sc posse seus novos
funecionaries ; de ordem do actual presidente sita
convidados todos os senhores socios de qualquer
classe que sejam, compareeerem no referido
dia. as 11 horas da manha.
Secretaria da assemblca geral da associaco
dos guarda-1 vros, 25 de fevereiro de 1873.
Frederico Ulysses de Albuqucrque
1* secretario.
Hospital portuguez de bene-
ficencia em Pernambuco
Nao se tendo reunido no domingo 23 do corren-
te mci numero legal de socios para era sessao de
assembla geral proceder-se a eeicao de tres mor-
domos *m substituirn aos que declinaram de
suas nomeaefies, e m seguida ser apreciado o
relatorio do ultimo anno, dando-se posse nova
junta administrativa, s.io pelo presente novamente
convidados para esse fin os socios elTectivos des-
te hospital a compareeerem na sala das sessocs
no domingo 2 de marco prximo, pelas 11 horas
da manha. A assembla geral ser constituida
com o numero de socios presente?.
Secretaria do hospital portuguez de Beneficen-
cia em Pernambuco, 26 de fevereiro de 1873
Luiz Duprat
Secretario.
Para o Pulo
eoutailoria da cmara municipal desta ci-
doititica aos donos de diversos estabeleci-
de porta aberta, que do I* de marco vin-
meca a cobra nca do imposto de 4000,
por lei, devenda, porm, ser apresentado
naveta 1 contadoria, o eonhecimento do imposto
geral sobre Industria e prolissio, alim de que pro-
em ter aim pago p dito imposto.
Tambem sio chamados a virem pagar o impos-
-*o de i|300 sobre qu.-.lquer estabelecimento que
prender espirito ; 6f 00 portada arroba ou vebi-
ulo de anatro rodas, emprgadoe no servico da
capital ; 10 reis por palmo do teareno dentro da
a gahra portugueza Firmeza, capitao Justino Ro-
drigues Cardoso, vai sahr com brevidade por ter
a maior parte de seu carregamento .prompto :
para carga e pas-ageiros, para os quaes tem ex-
cedentes commodos, trata-se com E. R. Rabe lo &
C, ra do Commercio n. 48.
tara o Rio Grande do Sul
Para o porto cima pretende seguir com muita
brevidade a escuna portugueza Ckrislina, tem
parte de seu carregamento, e para o reatante que
ihe falta, trata-se eom os seus consignatarios An-
tonio Lutt de Oliveira A'evedo 4 C. no seu es-
criptorio .4 na do Bom Jess n. 87, ontr'ora roa
da Cruz.
Para o Rio de Janeiro
.------, ^, pretende seguir para o porto cima o brigue por-
cidade do Recife e seus suburbios, quenjoestejaJtuguer. Damao, tem pane de seu carregamento
- LEILAO
DE
predios e terrenos
A SABER:
O sobrado da ra da Imperatriz n. 18.
m dito na roa do Viseondu de Albuquerquc n.
Ajo.
Urna casa terrea na mesma ra n. 142.
Urna parte de 4>000i no engenho Regala.
Um terreno (o slo) na roa do Visconde de Alba-
querque, em qne est edificada a casa n. ...
Um dito no alfnhamento dama da Aurora, com
100 palmos de frente, e tonda at ruadle Lufz
do Reg, em que est edificada urna casa do
Sr. N. I. Lidstone.
Um dito na mesma ra, com 100 palmos de frente,
Dellino de Azevodo Villarouca declara qne
negocio algum tem com a taverna da .primavera,
aonde chamado, por Dellino Villarouca, cora
urgencia ; por isso dt-ixa de' comparecer ao dito
lugar, e caso seja o negocio de seu interesse, di-
riia-se sua residencia, ruada Santa Ciuz n.
22, ou no escriptorio de Candido Alberto Sodr
da Motta & C, travessa da Madre de Dos n. 14.
Attencao
Antonio Alves de Oliveira Braga por incomnio-
dos de saude retira-se para Europa, por cuja ra-
zio vende o seu grande estabeicpimento de mo-
lhadas no Varadouro, em Olinda, sem llovida o
mais importante daquella localidade : quem qui-
zer, pois, um bom estabelecimento neste genero,
dirija-se ao mesmo, ou a Jos Joaquim Alves & C.
ra do Baro da Victoria. -, '"
Urna preta, a quem fra confiado um saquinho
de couro da Russia, cora a marca Amelia, per-
deu-o, vindo do sitio chamadoJardim Botni-
co,-em Olinda, para o Varadauro: continha
elle urna luneta de ouro com trancelim de cabel-
los, dous alllnetes prctos de ouro e onyx, um par
de argolas de onyx com brilhante, uns bentinhos
com trancelim de ouro, raneta de marfim com ca-
ivete, crochet, tesitura, escovas, pentc de tarta-
ruga, um crucifixo de madeira e um rosario de
oliveira, um livro em france sobre a fundaco
da ordem dos jesutas, alm de outios objectos :
quem quizer restitu-los, dirija-se ao dito sitio do
jardim botannico, ou casa da Condessa da Boa-
Vista, ra da Aurora, a entenderse eom o Dr.
Joao Augusto, pronicltendo-se generosa recom-
ensa.
Sitio para alugar.
Aluga-sc um sitio na Capunga roa das Pcr-
nambucanas 11. 23. Jendo boa rasa de vivenda,
cochcra, Mil ImI|.>.....1 fructferas e agua
potavcl: tratar tTIWk da Imperatriz n. 9, pri-
meiro andar.
,11(1(1!). '
Precisa-se de nina |ie-s,a livre ou escrava, para-
na [Milari 1 A ra da Rangef a. 9.
criado
Hypotheca-se nina escrava p.ra o servico
de qualquer casa: quem pretender dirjase a ra
da Cnncardia n. 46, que achara com quem tratar
Nao lia mus cabellos
ITUR JAPONEZi.!
S o tnica approvada pelas academias dfr
scienrias,. rcconbocida superior a toda que
ttn apparecido at hoje. Deposito princi-
pal ra da Cadeia do Recife, hoje Mr-
quez de Olinda, n. 51, 1. andar, e em
todas as boticas e casas de cabellew
rciro.
Comeilorias.
Feilor.
Para una casa al lema precisa-se de um bom
feitor que entenda bem de sitio e plantas : a tra-
tar na ra do Imperador n. 79, 2. andar.
Precisa-se de um criado
de Lambas Valentinas n. 44.
para o hotel na rna
Jardim mabile
O Julio que foi administrador dos dous restau-
rants da ra estreita do Rosario participa bella
rapa eada, qne se aeha presentemente adminis-
f-trando o snpra-dito jardim mabile, neto que espe-
ra que seja frequentado em vista de j saberem
quem ? 'dito administrador.
Com urgencia.
Precisa-se de nma eozinneira idosa para casa de
piuca familia ;. a tratar na roa da Aleara n. 40,
Criado.
* Precisa-se de um que seja fiel: no largo da
matriz de Santo Antonio n. 2, 1. andar, prefe-
re-se esfrav.
Costureira.
Precisa-se de ama senhora habilitada emeos
turas e bordados : a tratar na ra Nova n. 31,
toja.
Cozinheiro.
um
Aluga-se a primeiro andar do sobrado da roa
da Imperadar n. 38, pintada, ferrada e csteira-
da, muita proprio para alguma sociedade : quem
pretender dirija-se a mesma ra n. 75, loja, das
9 as 4 da tarde. =
Desappareceu um dedal de ouro com as
iniciaos J. R. P. V., foi furtado ; pede-se aos Srs.
ourives e a quem for offerecido, nue apprehen-
dara, gratilicaudo-se a quem descubrir onde ella
se achar, dirija-se ra do Imperador n. 83. 2.
andar._______________________________^*>
Popular fluminense
Augusto F. 'e Oliveira 4 C. fazem publico que
daixaram de ser agentes da companhia popular
fluminense.
Vinho Bordeaux.
de boa qualidade em guaralas; vndese no ar-
mazem de t unha k Manta, ra do Mrquez de
Olinda n. 23.
Ausentou-se no da 5 de Janeiro prximo
passado, o escravo Abel, pardo, cabellos crapi-
nhos, pernas uni* pouco cambita, tem 09. olhos
cen differenca um do ontro, ps um tanto fressos,
sendo seaco ao corpo. Quem o pegar leve-o a pra-
ea do Conde d'Eu n. 7,1* andar, quo ser grati-
ficado.
Cidra champagne.
"Em caixas de garrafas nteh-as e meias; vnde-
se no armazem de Cnnha 4 Manta, r.a do Mrquez
de01indan.il. _,_____
Urna escrava boa eigommadeira, lavadeira a
cozmheira, precisa de achar nma pessoa que Ihe
empreste a quantia de 800|, hypothecando as mu
servieos pelo tempo que eonvencionar : diri|M
i ra da Concordia n. 46.
Aloga-se nmaaasa no alto da Torre,
a tratar ra do Mrquez J guns commodos, multo fresca ; a
I do Ramos n. 10,
Precisa-se de um boro cozinheiro para casa de
familia no Monteiro
de Olinda n. 38.
i
Na ra Estreita do Rozario n. 3,t, 1." andar (casa
de familia),farnece-se comedarias para/ora com as-
seio e praraptio, e proco commado-.
Escravos -fgidos.
200^000.
Ausentaram-se daus esravos irmaos: senda nm
de ame Lotirenca, de idade de 26 a: 7 annos, es-
tatua regular, cheio do corpa, cor tiara, c.bellos
estirados, rosto redendo, c sera barba, levou cl^a
e camisa branca, e chapeo de feltro preto ; e o ou-
tro de BOOM Andr, da mesma estatua, mais meco
um pouca de que o nutro, tendo os mesmt.s sig-
naos do irmo. Firam comprados: Ixiurenco ao
Sr. Claudino de Albuipierque Mella, da omarca
dcPatos, provincia da Parah>ha, e Andr ao Sr.
Joaa Francisca Gomes de Arruda, da comarca do
Limoeiro ; tendo fgida aquelle na illa 26 do cor-
rente (Janeiro) e este baje 30 do mesmo; suppSe-se
que seguirn! a estrada da Limoeiro Sena do
Teixeira : roga-se todas as autoridades policiaes
e capitaes de campo yin: ns apprebendam e. oscon-
duzam ra do Apolla n. 30, armazein de assu-
car, que se gratificar cam a quantia cima.
tf criptorio coniniercinl. ile rom-
idiInmAom c foro 11 mo.
LCIZFEUPPELEI1T.
Ra do iro 165 1.
LISBOA.
Kxecuta por rommissao quaesquor ordens
das provincias de reino, illias e provincias
ultramarinas, bem como do Brasil e outros
paizes oslrangeiros.
Recebe consignaran gneros nacionaes,
coloniaes c do Brasil, para sorcm vendidos
no reino, ou lora delle.
Kxecuta ordens para compra c venda de
Fundos pblicos, nacionaes e estr.mgeiros.
Traa da cobranea.dos respectivos dividen-
dos.
l'romovem-se no mesmo escriptorios, in-
ventarios, liquilaroes, causas civeis, Crimes
e commerciaes, appellages e recurso de-rc-
vista,
Tem os melhoresadvogados na capital.
Trata-se da arrerailncao tic herainjas e ad-
ministraeo de bens no continente do reino.
Obtem-se documentos de qualquer dioce-
se, districto administrativo, concelho, ou fre-
guezia do reino, ilhas c provincias ultrama-
rinas.
Solicitam-se dispensas matrimoniaes e
quaesquer outros breves apostlicos conce-
didos em Roma ou pela nunciatura em Lis-
boa, anruillacao de ordens, c quaesquer ou-
tras dependencias dos tribunaas da Santa S.
N. B.As commisses sao reguladas pela
praxe desta prar;a.
Para os negocios de natureza especial,
como causas forenses, administrado debens,
etc., querendo-se, pode precetler accordo-
previo conforme a natureza to negocio.
Esta casa tem correspondencias serias em
todos os pontos do reino, em Inglaterra, na
frica portugueza, cm Maco (China) reino
de Sio,ilbas dos Acores e Cabo-Verde, e
acceita as propostas quo das provincias do
imperio do Brasil |he forem feitas por corres-
pondencia elfectiva ou eventual. .Na mo-
ilicidaile de sua commisses, na exactido -
de suas contas e no crdito longamente esta-
belecido faz consistir toda a garanta de bom
acolhimento.
Para referencias cm Lisboa, s casas ban-
carias do Sr. Fortunato Chamico Jnior, e
dos Srs. Fonsecas, Santos & Vianna.
Lisboa, 13 de novembro de 1872..
Otrerece-se um menino tle 12 a 13 annos de
idade para caixeira de loja de fa endas, miude'as
ou calcados : quem precisar dirija-se ra do
Mrquez do llerval n. lil. _______________
Precisa-se de un caixeiro de la 14 annos
de idade para taverna : na largo da Santa Cruz
n. Ifi^_________________________________:
Precisa-se de um caixeiro que tenha pratiea
de molhados, c que d informacoes de sua eon-
dncta : na ra da Concordia n. 98.___________
Ernesto 4 Leopoldo em liquidacao com a
loja de jaiasCoraco de aura n. 2 D roa do
Cabng, chamam aos seus devedores nesta pro-
vincia e fora de-Ha, para que venham quanto an-
tes pagar-lhts contas e letras, vencidas, pois que
do coitrario sero forrados asarero dos meiee
jadiejaes.
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'-.
. I II I lili I.
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Diario iloPemambuco fiabbado 1 de Marco de 4873. -
>
. SafK
praso e i
un Cunda [raos A C, a
Madra ile Deus n. .'i.
ALTA. MOVIDAHE
PIANOS E MSICAS
ANTONIO JFOSi HE AXEVEIIO
Ra do Bario da Victoria n, 11, armasem, e 12 1. andar, antiga ra Nova
aonle o publico em geral encontrahempre o maior e mais esplend lo sortimento deptauos de
Pianos, msicas 6 instrumentos de msicas para banda militar
e orchestra.
Acaba de abrir no primeiro andar do obrado n. IS confronte i
botica Maunr, ora grande saiao onde esto expoetos os magnficos
T Jal A. ^ "JS de armario! de PleyeL
----- de meia canda, do mesmo antor.
--------- de H. Henn.
--------- da Amede Thiboot.
Caico agente nesta cidade, dos celebres afamados
PIANOS DE RUCHER FRRES
re miados em diversas exposi.oss om la medalbas de onro e prata.
Sao os onicos pianos qne aqai vem da Europa, perfeitamente afina-
do?, fetos com elegan :ia e solidez.
Tambera receben grande ortiroento de msicas psra plano, piano e
canto e entre ellas as lindas composicjjes 4o ranilo sympatbico maes'.ro
r. s % vrivi
A SABER
Walsa.
Mazurka.
P*ra canto
Voc me qner
Olga
L Separacioni
A Luz elctrica, grande W'^.
Franco Brasileiro Poika.
Tomada da Valleta GMope.
Joaoinha Walsa.
A Libertadora Po'ka.
A Primeira espada W&l-a.
A Mnha Lyra W*l?a.
A Natalicia P,!ka
Stadiecte Po ka.
Ultimas pnbltea$5cs
Feitas as offlclnas de mnsicas
do annonciante.
Emilia, polka por Smotti.
Circaciana, chotcb, por Smoltt
Jardm do Campo das Pric*za,
qoadrilha, por J. Ponoe.
Chnva e Rosas, Walsa, por H. Al-
bertazzi.
D'aqni emCdiatte continuar a annunciar todas as publicares qne se forem frzendo as snas offlcinas de mnsieas.
lii'iilifiriii.
No ffi'a l de outubro, cmbarcou no vapor Ba-
ha, com destino a cidade de S. Salvador (pro-
vincia da Baha) o escravo Raymnndo. que foi
remettido por seu scnhor, Jos Fructuoso Das,
para criado de un seu filho de nome Cunegun-
des, estudante naquetta cidade.
jgEste escravo, que mulato de 18 anuos de
idade, foi entregue ao commandante do mencio-
nado vapor que segnio naquellc mez para os por-
tos do sul do imperio.
Entretanto, nao tendo o mesrao escravo chega-1
do a seu destino, e ignorando-se completamente
onde possa elle existir, gratiliea-sc a quem pos-1
sa dar do mesmo exactas informacScs no Recfe, (
aos Srs. Perdigo, Olivera t C, ou na cidade
do Ico ao mesmo Sr. Jos Fructuoso Dias.
FNDICAO DO BOWMAN
RUADO
N. 52
(Passando o chafariz)
MJrgencia
Precisa-se de urna ama de leite, que tc-
nha bom e abundante, para criar urna me-
nina recem-nasoida, quer soja forra, ou es-
crava; porno, sem filho, .paga-se bem :
nesta typographia a fallar no Ie andar com, _
o administrador, das 9 da manha s 8 horas | K0Q8.S OGIltcllC S
da noite, ou en Olinda no ORo do Ampa-
ro, casa grande com portao de madeira ao
lado pintado de verde.___________________
Anna Soares de Amorim Araujo convida aos
*eus prenles e mais pessoas de sua amzade, para
assistirem s missas que por alma de seu prezado
marido, Joao Antonio de Araujo, n anda celebrar
na igreja do Corpa Santo, a3 7 1/2 horas da ma-
nh de sabbado. !. de marco, confcssando-sc gra-
ta por este acto de religiao.
PEDEM AOS seabores de eng-nho e catros ?gricoltores, e empregadorea chiismo o favor de cnia visita a seu esubelecimento, para verera o novo eortimepto
compleh que ahitem; se.ido ludo superior eta qualidade e fortidSo; o que coca a ios
peccSo pessoal pdese verificar.
ESPECIAL ATTENgO AO NUMERO E LUGAR DE SUA FUNDIQAO
Van apa a a rftriaa d'acrn dos raais mojerao3 sy*tema la
Vd>pui09 O i uuaa u, agu-a manbos convenientes para-as diverjas
ctreomstancias dos senhores proprietarios e para descarriar algoso.
Moendas de canna tli'm.os lamanhos'as raelhores qae ,qai
para animaes, agaa e vapor.
Taixas de ferro fundido, batido e de cobre.
Alambiques 9 fundos de alambiques.
Xachinismos
Bombas
Dr. .loan Viaiina Pelo eterno repouso da
alma do seu amigo Dr. Joao
Vanna de Mello, fallecido
no Maranhao no dia 9 de
fevereiro, manda rezar urna
missa na matriz da Boa-
Vista no dia 4 do corronte
ai 7 horas da manh. L'm amigo.
Escravo fgido.
Ausentou-se no diaJM do corrente o escravo por
ii me Antonio, protQ, -erioulo, idade de 39 annos,
natural ila proviiK-ia do Cear, alto, tem um sig-
na! de queimadura no lirado dircito, quasi junto
aohotibro, pouca barba, sem dentes na frente,
tem a falla e andar descansad -, muito sellado
para a frente, usa de chapeo de couro e alperga-
tas, ps apalhetados, levon (!oinsgo ruupa de al-
j;oiao da Bahia e roupa lina e um par de sapatcs
ile tapete ; loi escravo do Sr. Jos Antonio de Fi-
gueiredo, e vendido por seu procurador aqu, Joao
Pedro de Mello; suppe-se ter do em companhia
do escravo Vitalino pertencente aos Srs. Jos
Francisco Martins & C; portanto pede-se s
autoxidade* policiaes e apitaes de campo a ap-
prehenso do mesrao, e coaduam ra do Apol-
lo .n. < O, armizem de Manoei Francisco Marques,
que se o generosamente recompensados.
Prectaa-se 6>\ oO, dando-se por juros.os ser-
vicos de urna eserava : quena quizer fazer este
negocio, ^iirijo.ae ra Augusta n, t\%.
Cwfrarii de S. Crispim e S.
rispiniaiiir.
De ordem do irno provedor desta confrara,
mvdo a todos- os irmaos da mesiua que se
acham no goso do art. 79 do nosso eoinpromis-
so, a comparecerm em nosso consistorio as "9
hora* da manh do di i 2 de marco prximo,
aiiin de, em mesa geral, decidir se a re*peito ila
c4rclar do nosso deoecsano.
CoMistorio no Carmo io Recfe, 26 de feve-
reiro .de 1873.
O-secretario,
Joao tliwitino Lopes.
para mandioca e algod3o,J Podendo todos
eparaeerrarmideira. tser movidos a mao
/por agaa, vapor,
do patente, garantidas........ ]oq animaes.
Todas as machinas ***! **"****:
Taz qualquer concert de macbiis,B0' "P" sumido.
"PrtrtUQ Ha Atrn temas oihores emais baratas existentes no raer-
rnammoT -loo Incumbe-se de mandar vir qnalqner macbinismo von-
^1*0UIinilUJJ.ilciS. ta(]e os cuentes, lembraodo-lhes a vantagem de fazerem
suas compras por intermedio de pessoa entendida, e qoe em qaalqaer necessidade pode
ibes prestar auxilio.
Arados americanos e ia!lromI"os "griMlM-
RA DO BRUM N. 52
PASSANDO O CHAFARIZ
$-****-$**$$
m
MEDICO-CIRl'RC.ICO *
do m
Dr. J. II. Curio C
OPERADOR E PARTEIRO
Ra do Mrquez de Olinda n. 25, pri- 9
mero andar. y$
Consulta das 7 horas s 10 da manhi. <
Chamados a qualquer hora.
Fugio do abaixo assignado, a 6 de Janeiro
do oorrent anno, um mulato de nome Miguel,
com o sigaaes seguirnos: idade 2i annos, cabel-
los pretos caxados, altura e qrpo regulares,
bucando, beei fallante, e julga-se estar nesta cida-
de : roga-se a pessoa que o apprehender lva-
lo a ra larga do Rosario n. \\, |. aadar, ou a
sen senhor em 6. Bcnto, provincia das Alagas,
que sera tem gratificado.
Francisco Ignacio de Paula Hadeiros.
Alugam-se familias / i.* e 1." andares da
oaia n. 32 ra Estreta do Rozario : na Ujesou-
/ara das loteras.
Precisa-se de um caixeiro com pratica de
taversa, dando fiador sua conducta : na ra do
Mrquez do Herva! n. 14 i.
COM PA.NHI A PER NA M B L CAN A
DE
HavesacA co(elra a vapor.
Tendo sido diminuto o numero de accionistas
me se apresentou hontem para o cumprimento
do art. 24 cap. 5." dos estatutos ; sio, em con-
formidade do dUposto n- art. 26, novamenl^
convidados os meamos Srs. a comparecer no pre-
dio da eompanhia 1 hora da tarde do da 4
de marco prximo futuro, devendo a aasembla
gera! icar constituida com o numero de accio-
inuitas que se acharem presentes.
Recife, 24 defevereiro de 1873.
Aluga-se um sobrado em Ponte de Uch com commodos para grande familia : quem pie-
tender dirja-ge ao caf Imperatriz.______ _
"Fogoes econmicos.
.Nova qualidade de fogSea para cozinbar, os
quaee eontm em si fornos para assados e caldelras
para agua, de diversos tamaitos, pelo que se ter-
nam recommendados pela sua boa qualidade e
economa ; aasim como os j ennhecldos fornos
franeezee, fogareiros para aquentar ferros com
murta brevidade, guarda comida e ferros para .'il-
faiate chapeleiros : tudo na ra do Bario da
"Victoria n. 39 (outr'ora ra Nova) loja de ferragen
de Soasa Guimaraes.
i
i
i
i
i
*
CAZA DA FORTUNA
RA i. DE MARf;0 OUTR'ORA DO CRESPO N. 23
Aos 20:0<)ll$000.
O .abaixo assignado tem sempre exposto venda
os felizes bilhetes do Rio de Janeiro, pagando
promptamente, como eostama, at o premio d
4:000*.
Preeos.
Inteiro ....*.:. 24000
Meio........12fl000
Quarto....... 6*000
Manoel Martin6 Fiuza.
PENHORES
Na travessa da ra
dasCruzes n. 2, pri-
meiro andar, d-se
dinheiro sobre pe-
nhores de ouro, pra-
ta e Jbrilhantes, seja
qual for a quantia.
Na mesma casa
compra-se os mes-
mos metaesepedras.
Escravo fgido
Fuyio no flia 23 do crreme, o escravo Vita-
lino, preto, croulo, idade 25 .annos, alto e cheio
do orno, quando dalla levanta o beico superior,
tem falta de um dente do lado de cima, anda al-
guma couza banzeiro, ps grossos, levou vestido
calca de riscadinho -o camisa de madapolao, este
escravo j fugio em outubro do anno prximo
pasudo e foi pegado na estrada de Page de
Flore.% foi' escravo de Antonia Francisca de Jess,
moradora eai Correntes, de onde lie natural,
e depois foi vendido ao capitn Tbomaz Thono-
rio de Albuguerque Villa-Nova, morador em Pa-
pacaca, cujo que elle era vaqueiro ; suppde-se que -foi acoin-
panhado por mu escravo pertencente :ao Sr. Ma-
noel Francisco Marques, ambem preto, crioulo
e morador para o mesmo lagar. Roga-ae todas
as autoridades poiciaes e eapitaes de campo, qne
o apprehendam e^ondnzam a roa do Brum n. 74,
armazem de Jos Francisco Martins 4 C, ,que se-
rio generosamente recompensados.
1001000
Fugio do engenho Pontal, em Serinhaem, poda
7 do prximo passado, o mulato Simao, com .os
signaes seguimves : estatura regular, corto seeco,
cor alaranjada, barba errada, cabellos carapi
nhos e falla deseancada : quem o pegar leve-o ao
seu senbor o teaente-coronel Vicente Mendes
Waaderley no dito engenbo, ou no Recife ao Sr.
Bernardinb de Sena Pontual, na ra da Madre de
Dos a. 36, que roceber a gratificcao de 100*.
Precisa-se de um eaixeiro e de um moleque,
ambos de 14 16 annos, na ra do RarSo do Tri-
uinphon.il: hotel Luzo Conquiatador.
WS
Julio Pires Ferreira, tendo no dia 18. do
corrente^wez dissdlvido, com Tbomaz de Carva-
lho Soares Bradao Sobnnho, a sociedade em com-
mandita que tinham no armizem de carne see-
ca, sita a ra de Pedro Alfonso a, 37, que gy-
j rava sob a firma Julio Pires Ferreira decla-
ra pelo presente ao corpo do commercio, e com
especaldade aos aeus credores, que elle Julio
i Pires Ferreira, contina- a ser o flnieo responsa-
, vel pelo activo e paeeivo do estabelecimento, fi-
eando o s ci eommanditario Thomaz de Carva-
| lho Soares llrando Sobrinho, exonerado de toda
a responsabilidade, a contar daquella data era
diante,
Recife, 26 de fevereiro de 1873.
Est fgido desde o dia 49 de janho do ar.no
de 1871 o escravo Luiz, mulato, alto, cabellos bom
crespos e principiando a bucar. Tem um peque-
no sijfnal de c< bellos no queixo ; e no braco di-
rpito a lettras --L. F. N. Sabe ler, trabalha de
pedreiro, envernisa e pinta.
Este escravo tem um irmo liberto, que traba-
Ihava (e pode ser que ainda trabalhe) de machi-
nista de vapor n'um engenho de Abreu de
Una.
Pede-se as autoridades policiaes e eapitaes de
campo que o prendara e facam-no conduzir ra
da matriz da Boa-Vista, casa n. 33, onde rece-
bero 15OJOO0.
Aluga-se
O sobrado de um andar e sotao, da rna de Lomas
Valentinas n. 27 : a tratar na ra Direita n. 84.
Para tozinhar.
Precisa-se alugar urna ama que saiba co-
zinhar o ordinario de urna casa de pequea
familia. Aceita-se forra ou captiva; mas
prefere-se desta ultima cndilo. Trata-so
na ra do Capibaribe n. 40.
-*-----------
Caixeiro
Precisa-se de um menino de IS a 14 annos,
com pratica de (averna ; na ra da Concordia
a 165.
Ra Direita n. 120.
Aluga-se i toja deste predio, propria para nm
bom estabelecimento con mercial, com iluas fren-
tes, e tem agua da eampaiinia de Reberibe. Tam-
bem se fat negocio em a armacao c gaz que exis-
te na mesma : a tratar na ra do Imperador nu-
mero 8J.
vs
I t
A
Edgard Gmbaro d lices de francez, tan-
to para fallar como escrover esta lin-
guaem pouco tempoe pormethodo mui-
to fcil: na ra da Aurora n. 41,2.* an-
dar.
ATTJNCAO
Predsa-se de urna senhor que queira ir em
companhia de urna familia para Portugal, pagan-
do-se a pa sagem e mais despezas, gratificar do-
se-lhc o sea trabalho : quem esliver nestas con-
diees dirija-se ra estreta do Rosario n 9.
O lllm. Sr. Dr. Francisco Hnto Pessoa, tem
urna carta na ra do Imperador n. 28, armazem
do Campos.
Aluga-se
A casa n. 7, Passagem da Magdalena.________
Pr*isa-se de urna cscrava para alugar se
para duas pessoas : na ra Direita n.^61.
Bom negocio.
Vende-se 25 accocs da companhia dos trilhos
urbanos do Recife a Olinda : nesta typographia se
dir.
-U'iJ
1!*W5^
GABINETE
Medico-cirurgico
RA DO iMPEHADOR N. 73 i* ANDAR
0 DR. NONES DA GOSTA
MEDICO OPERADOR E PARTEIRO.
ESPECIALIDADES.
Molestias e operarles de olbos.
Cura radical e instantnea dos
estmUmeiitos da uretra.
Consultas : Das 7 s 10 horas
da manos.
Chamados : A qnalqner hora.
Terceiro andar.
Aluga se o 3 andar do sobrado da roa do Pa-
dre Florano com 5 quartos, 2 salas, cozinlia e
cambroiie : a tratar na ra larga do Rosario nu-
mero 22._______________
MOMA
Est encouraqado !!!
Roga-se ao lllm. Sr. fgnacio Viera de Mello,
escrivio na cidade de Nazareth desta provincia, o
favor de vir ra Duque de Caxias n. 36, con-
cluir aquello negocio que S. S. se comprometteu a
realisar, pela terceira chamada deste jornal, em
fins de deiembro de 1871, e depois para Janeiro,
passou fevereiro e abril de 1872, e nada cumprio;
e por este motivo de novo chamado para dito
fim, pois S S. se deve lembrar que este negocio
de mais de oio annos, e quando o Sr. seu lilho se
achava nesta cida?.____________ ____________
150^000
Noengeabo Masfuass, freguezia da Escada, se
dar de gratincacao a quantia cima a quem ap-
prchender tres cavallos que naquello engenho
foram furtados na noute do dia 29 para 30 de no-
vembro prximo passado : o tem 9 annos,
castanho e castrad i, tem a orelha direita bastante
lascada, urna estrella na testa, e no quarto esquer-
do tem una cruz ; o Io rnco, com pinias ver-
melhas nos quartos, grande, gordo, ernt o pes-
cocp fino, e castrado, tem os quadris feridos da
cangalha, ferrado com a marcaI. R. do lado
direito, e tem a idade de 9 annos; o 3. rudado
sanhass claro, curto grosso, um pouco cambilo,
castrado, pequeo e est ferrado com a marca
Qno quarto direito : gratfica-se com 50000
per cada um em nresenca da pessoa, em cujo po-
der for encortraao qnalquer dos ditos cavallos.
Agua Preta
Manoel Xavier de S e Albuquerque, solicitador
provisionado, eacarrega-se de promover qualquer
cobranca amigavel ou judicial, e reside no povoa-
do dos Montes (Una).______
' Na fabrica de cerveja ra do Brum
e prccisa.de um homem para trabalhar em
urna carroca de ura ca vallo. Na mesma fa-
brica se compra Laranja da torra a 600
sro cento. i
Cozinhoira
Rrccisa-se de urna ozinbeira para urna casa
estra 1 andar.
Os abaixo ssignados, scientilicam ao pu-
blico e particularmente a respeitavel corpo do
commercio desta cidade, que dissolveram amiga-
velmeote a si ciedade que nesta praca gyrava sob
a firma ommercial de carvalho 4 Peixoto, a con-
iar deshoje ; licando todo o activo e passivo a
.cargo do socio Peixoto.
Reeife, J. de marco de 1873.
Manoel Ribeiro de Carvalho.
Joao Raptista dos Guimaraes Peixoto.
Hl Noy estabelecimento 2
M
A*
-
Ra dio CUtbn^M n. 11.
^ Ueste estabelecimento se encontrar *J
3 um bonito sortimento de jolas que se Jvendera por tal preco que animar ao f
comprador, atiento ao vantajoso systc- JT
ma, ganhar pouco para vender mui- &-
* to, que certameate til ao compra-
^ dor e ao vendedor.
$$ Tambem se compra ouro, prata e pe-
m dras preciosas, bem cerno se fabrica e J
3 foncerta toda e qualquer obra tendente Ej
c* mesma arte. S
de joias.
MS
Aluga-se o primero andar di sobrado da
ra Dfreit? v. 8, com commodos, eaiado e pintado
todo de novo : a tratar na loja do mesmo.
Avisa-se
a quem der noticia da escrava Guilhermina qua
foi do tenente-coronel Feliciano Joaquim dos Sa-
tos, e depois comprada ao Rarao de Nazareth,
representa ter 25 annos, tem falta de denles na
frente e as mos com cicatrizes de queimadura
de gaz, secca do corpo e muito regrista, que des-
appareceu da casa de sobrado n. 26, da na dos
Coelhos, que ser generosamente recompensado.
Precisa se de urna escrava, para duas pes-
soas : na ra Direita n. 61.
Engommadeira
Para casa de pequea familia precisase de urna
boa engommadeira de conducta, a quem se pagar
30*000 mensamente, em S. Jos do Manguinho,
antes da igreja, o primeiro sitio com gradini e
portao de ferro do lado direito._______
Para alugar
Urna excedente casa terrea com grande sotao,
com commodidade para duas familias, quintal e
viveiro, em Santo Amaro a 139 : a tratar na Es-
trada de Joao de Barros n. 26, depois de 4 horas
da tarde ou no Caes 22 de Novenbro n. 36.
c
Precisa-se de um caixeiro com alguma pra-
tica de molbades : i ra dai Urangeiras n. 16.

CASA IM) O'IliO
Aoa :OtJ> <.>;>
Bilhetes garantidos
Kna do Bardo ila Victoria (outr'ora .\ovo)
u. 6.V. e cana (lo cosamer
O abaixo assignado acaba de vender nos seus
muito felizes bilhetes a sortc de <*:0 (1,5 em Dnetc
iteiro de n. 279R,c quatm quartos de n. 681 Com
a sorlfl de I00S, alcni de outrs surtes menores
de 40/ e 20 da loieria que se acalmo de exir -
hi (!*; convida aos possuidifes a virem rece-
ber, que prompt mente serio pagos na forma do
costume.
O mesmo abaixo assignado convida ao respeita-
vel publico para vi- no seu estabelecimento com
pr r os muito felizes bilhetes, que nao deixar de
tirar qualquer | remio, como prova pelos iivsmos
annun ios.
Acham-se venda os muito feli'es bilhetes ga-
rantidos da 7* parte das Idli ras a beneficio da
igreja de N. S. da Conceic,ao dos Militares, que se
extrahir no dia 4 de marco prximo viudouro.
Preco *\
Inteiro 6*000
Veio 34000
Quarto jo003
De lOO-OOO paia iiih.
Inteiro S.'i()0
Meio 2 750
Quarto 1*375
Recife, 22 de fevereiro de 1873.
Joo Joaqwm da Costa lite.
A infillihiidade
o
< i uinirro Potftrflee
ti 15 te npus attiuifS
l'OR
Joaqnim Illas di Silva AzoVdo honMA.
OjiiiM-iiln i-i-!, i i r.'L-riitiincnto publicado :
vende->e na ra 11 inicuo de Maryo n. 2. livrara
Econmica.
_________Preco 2j000.
Cli preto c verde
Vende-sc no bazar victoria liA proto verde
de muito boa qualidade : na ra do Ba....i da
Victoria n. 2, foja de Amar.!!, Nabuco i <'..
Caxcii'o
Precisa-se de um, que tenlia pratica de (averna
e d fiador de sua conduta : na na E^treita do
Rozario n. iO.
O abaixo assignado declara ao respeitavel
corpo do commercio, qne comprou a taverna do
Jeronynio Acacio da Sem Cbuquacra, sita na
Iravcasa das Cruzes n. 6, livre e desembaracada ;
quem, pos, se julgar com direito, annunce. no
prazo de tres das.
Antonio Jos .da Silva Pereira.
COMPRAS.
Cobre, lato e
chumbo.
fompra-se no annazcm da bola amarella, tra-
vessa da rna do Imperador.
VENDAS.
Cambraias
Cambraia transparente a 3J a peca.
Dita dita lina soasa a 5 j.
Dita dd cures a 26U o eovado.
tita preta esalpicas blancos a 210 o eovado.
Dita para forro a 2 a pega.
Na ra do Crespo n. 20, na loja de Guilherme
C. da Cunha & C.
Botinas
para senlioras, a 6$000, na
loja do pavao.
Pereira da Silva & C. receberain pelo ultimo
vapor de Europa, um elegante sortimento de bo-
tinas pretas- e com delicados enfetes de cores,
proprias para senboras, garantindo-se seren das
mais nadernas que ha no mercado ; aasim como
a boa qualidade por terem sido remettidas por
um dos melhorcs fabricantes de Pars, c vendnv
so pelo barato preco de 6000 : n;i loja do Pa-
vao, ra da Imperatriz n. 60. .
Vende-se um cavallo ruco pedrez, grande,
excellente para cabriolet : para ver na cocheira
da rna da Roda, e a tratar na ra Direita n. 10,
Gamelleira.
Vendem-se quatro bos gordos, mansos, muito
novos e bons, assim como um carro novo bem
ferrado : a tratar no povoado da Gamelleira, com
Jos Hermino de S e Souza.
QIURfiM VER COMO ?
VENHAM
A Rosa
i 'kapos de sol cabo de marfini a
12W00.
An|iiulias a l^oOO.
CrAiiadine preta. a 800 rs. o eova-
do, ultimo gosto para casaquinlio e segunda
saia.
Cambraia transparente fina a
49 e 5!000 a pea, com 8 1/2 varas.
Chapeos para baptisailos ou
para meninas pequeas, cousa muito chi-
que a 49000.
Cambraia le cores, ricos gostos, a
440 rs. o eovado, e mais ordinaria a 280 o
eovado.
Rico u toa Ib a lo a 19800 a vara, e
muito fino, etem os mais lindos dese-
nhos.
Colitis para camas a 49500, sao
colxasque todos vendem a 79000.
Cassa liza fina, a 59000 a peca.
Tudo isto muito barato
porque a Rosa Branca so compra a dinhei-
ro e vende pelo mesmo systema. Manda-se
levar as casas.
\ii ra da Imperatriz n. Si].
Charutos de Havana
De diversas marcas, receberam pelo ulti-
mo vapor.
Bourgard 15 RUADO MRQUEZ DE OLINOA 15
Rival sem segundo.
Cheg ram agulhas para machinas, do fabricante
Crowcr A Baker. Duzia por 2000.
Vende-se
um excellente alambique todo de cobre, quasi
novo, e com duas serpentinas : a tratar no enge-
nho Massangana, do Capo.
VENDE-SE
ps de sapotis, abacates, larangeira" cravo, e
outroa mais ps de fructeiras : a tratar na Boa-
Vista, raa do Visconde de Goyanna n. 101, ou-
tr'ora Mondego.
Vende-se
Uma,mverna bem afregue ada, propria para
principiante : os pretendentes dirijam-se ra do
Visconde de Inhauma (outr'ora ra do Rangel} n
50 1 andar, que achajio com quem tratar.
Borracha I
Borracha!
Borracha!
A1 ra do Vigario Tenorio n. 7 Io andar compra-
se borracha. ,___________________
Vende-se e se faz todo negocio com o esta-
belecimento de molhados sito ra de Marcilio
Dias o, 99,

Vende-se a armaco na loja da ra de Marcilio
Das n. (S. alugand daces para qaalqaer estabelecimento, com en
canamente d'agua, cm dc: sito, banheiro e
quintal, tendo Uimba par levar agua ao sobrado,
que tambem se aluga, a qual propria para a
residencia de qneiu liver de se eslabeleecV na lo-
ja, sendo de um andar com sotao, com commo-
dos para familia ; pintad > do novo, com lutre
de gaz na sala, e bicos em toda a casa, e outras
bemfeUoris que com a vista melbor sevir: a
tratar na referida loja.
Libras sterliaas.
Vemlc-sc no armazem de fazemlas de Auau;to
F. de Olivcira i (!., .i r Mobilia.
Vende-se nina mobilia de Jacaranda em
perfeilo estado : a tratar na ra da Madre de
Deus n. 3, 1." andar.________________________
A Borboleta
Hu lo l.ivcaiuciiiCo n. A.
Vende aqoeimar botinas para homem, calcado
inglez, de sola gro-sa a 7.
Tem um piano forte paca vender barato Jo
raelher fabricante Blondel Vignes e um lustre dtj
!J bieos para gaz.
Vende-se um cainiolet inglez de duas rod.is
e com quatro igsentos, por preco rasoavel : para
ver na cocheira da ni i da Boda, e a tratar na
ra Direita n. 10.
Taverna
Vende-se a taverna da travessa da ra das Cru.-
zes n, 6, Com poneos fundos, propria (ara princi-
piante : a tratar na mema.__________^^
Voul
or

Expasiao (piai'csmal
K faz muito bem, deve me ler,
reler e decorar, porqne s assim c
que licar sabedor, saliendo aonde
> ipie se pikle com uavidade e
prazer limpar a guella, (j se sabe
com alguma pinga do Porto, rtj, madeira, cognac, chrarntroiue,
hesperidiiia e... tout le mond licorol)
achara vista ; (entende-se com o
suave elfcito dos suppramenciona-
dos ) apurar o olfacto, (ainda com
o dito das ditas ditas) e finalmente
adpiirir o paladar estragado, (sa-
boreando raras e excitantes victua-
Ihas) e note bem com pouco di-
nheiro (os preeos si) os mais resumidos que e
pode desojar) nado nao, porque o fiado faz a
gente ficar excessvamente nervosa (tanto o ven-
dedor como o comprador) em menos de quatro
semanas e meia, acabando quasi sempre no flirt
das cinco lor ficar o primeiro desconfiado e
phtgsico e o segundo confiado e hydropko I Por-
tante, j que se dignou lancar os seus olhos se-
ductores sobre mim (exposieao quaresmal) mui-
tt consentaneo que eu Uimbem os abra o
amago de meu corceo, isto vos indique o
gremio 'embtaute, deleitante, ene-
briante, refrigerante e eoruscni-
te, aonde V. S. e Exc. (charo
leitor ou leitora, qoe lde com
tanta avidez) pode ir com cer-
teza, certos de seren bem servi-
do recheiar a sua despensa de
tudo o que ha de melhore mais
. saboroso para passar a quares-
ma, (lempo de abstinencias) dan-
do assim cabal desmentido aos
hereges di qu sabe guardar
convenientemente os sagrados
T> preceitos da Santa Madre igreja.
Viudo ao armazem do
Campos
.V 28 9tiia lo Imperador .1, 8
.E' neste ocano do prazer onde se pode encon-
trar, alm do mais a seguinte : ovas de diversos
pcixes o debacalho, bacalbo grande e pequeo,
sardnhas francezas e portuguezas, peixo em la-
tas de todas as qualidades, (nove mil latas), ca-
maroes seceos e totlo o mais necessario para le-
var estas e mitras iguarias a ponto de satisfazer
ao mais rara c apurado paladar.
La
vai prova.
Bacalbo e peixe em lata
Far boa digesto ?
Faz sim senhor.
(ivas fritas bom petisco
Com arroz de carnario *
E' sim senhor..
O salmn e as sardinhas
No boa pelisquera ?
E' sim senhor. j,
l.ivrar de excmnnhflesl
Vinho do Porto e da Figueira
I.ivr.i sim senhor.
E tudp-reunidt banqueta quaresmal ?
Que poder ser comido sem a nnguem fazer malt
' sim senhor.
OBRAS
EM
Dr. Abilio Cesar Borges
Methodo de Alm para o en-
sillo piatico c fcil da lin-
eiia francoza. traduzido
o
pelo
Dp.'Aliili. Cesar Birgcs;
Temos a satisfae.li de annunciar venda i
nossa cisa mais um livro de -amnia utilidale
para o ensino da inoci.l.ide, quo acaba de ser,
com o titulo cima, publicado na curte pelo c< Hi-
tante o iucan-avel pioiiiiuiiadur d is meltaoramen-
tos da instru' .ao nacional, o Si commendador
Dr. Abilio Cesar Borges,
Apenas publicad, i. te ve ;.-ta n va obra talfacei-
la^o,.que em menos de ti n. zes csgotOtt-se, s
na corte, a primeira edicao : sendo o antor ohri-
gado a tirar immedalaiiieiite segunda, que, mo-
Ihorada e augmentada, acaba de sabir dos pre-
los da bpoarapbia LaammerL
Recommendaiuo-la, pois, ......i toda a confianza
lo publico desta provincia, o < siiecialmento aos
Srs. diiecl ires e directoras de c .'legios e profes-
s res de frailees.
A obra prendida de nm iuteressante prolog),
em que o autor demonstra as grandes vantagens
do methodo e exilica a inaneua i!,- o applicar.
1 bonito volnnle, 2 000,
Primeiro Livro de Le tura ."OO
Segundo lito dito, niv.'llas 1 500
dem dito dito, feria 000
Terceiro dito dito 2*3' 0
Grammatica portagueza 500
Dka franceza U00O
Discursos sobre educac.io 3000
Livrara franceza,



>;*'-



1 '>
- .....
6
Diario de Pernambuco Sabbado 1 de Mar -rsr
Fazendas era liquidadlo Ota M|
X. 60 Ra da Imperatriz N. 60
DE
PEREIRA DA SILVA & C.
Ten lo o proprietario (leste importante estabelec ment, grande vontade de liquidar
to las as lazan las que tem om sor, tem resovido vendo-las por precos muito mais baratos do
que se'ven lom em ou tra qualqucr parte, com o fim de apurar dmheiro, razao por que con-
vi la o resp itavel publico a vir sortir-se, nfio s do um avultado sortimento do fazendas op
t, como tambero de grande sortimento de fazendas finas e dos mais apurados gostos
F previne que,s vendo a dinheiro vista, por estar em liquidacio.
fHFWWWS OFFICINA DE ALFAIATE NA LOJA DO
COSI ,,i'ri! VSDKSKDA A 800 RS.OCOVADO Neste grande estabelecimento encontrar
O recebeu nm elegante sortimento o r-speitavel publico, orna bem montada om-
das% las granadinos pretas com listras cioa de alfiate, onde se manda execotar
deaedade or, tend entre Has comlistra qaalqoer pe?a de obra, taotrpara nomein,
roxa propria para luto, que vende pelo ba- como para meninos, com a maior pres-
ratiatmo prego d 800 ris ocovado ; assim tesa e perforo assim como para qaalqoer
como dita muitq fina com hstra encarnada, luto que de repente appareca, teodo na mes-
qae vende a 13000 ris o covado. Esta ma officioa om perito ofGcial destinado para
fazenda voio pelo paquete ciiegado ultima- farda doa Ilm. Srs. officiaes de goarda s-
mente da Europa, e liquida-se na laja do cional ou Iropt de lioha, sendo esta officina
Parto ruada Imperatriz n. 60. dirigida pelo babil artista Pedro Celestino
GVHBHS ASERTAS PARA VESTIDOS A Soares de Carvalho.
0*000 e 10^000 RS. ESPARTILHOS A 33000.
O Pavo recebeu um elegante sortimento 0 Pav3o tem om grande sortimento de
das mais linas cambraias brancas, aberlas e esparlilbos, tanto para sanhora como para
bordadas pa vestidos, que vende polo ba-
ratissime precos de 9?, e 103000 rs. o
corte, tendobastante fazenda.E'jiecbincha,
na bajado Pavo amada Impsralris n. 00.
LS1NHAS BORDADAS A 400 RS.
OCOVADO.
O Pavo recebeu um elegante sortimento
das mas lin las lasinhas transparentes com
florzmhas bordadas, tendo de todas as cores
inclusive rosa propina para viuva, e vende
I o baratissimo preco de '00 rs. o covado.
E' pecbiach i na luja do Pavo a ra da Im-
perlriz n. 00.
(llU'.VViHNKS A 6V0.RS. O COVADO.
O PavSo recebeu um elegante sortimento
ilas mais lindas granadinos pretas com listras
brancas c d '. cores, sendo muito boa quuli-
dade, e vende pelo baratissimo proco de 500
rs. o covado. E'pecliincliana loja do Pa-
vao a ruada Imperatriz n. 60.
eOBERTAS DE FSTO ACOI.XOADAS A
43000 RS.
O Pavao recebeu um grande sortimento
de cobertas grandes de fustao, acolxoadas,
guarnecidas com franja em volta, tendo bran-
case de todas as cores, e vende pelo baratissi-
mo preco de IB, rs. I" pechincba na loja
d Pavao a ra da Imperatriz n. 60.
CHAPEOS PARA SENHORA A 123000 RS.
O Pavao recebeu um elegante sortimento
bis mais modernos chapeos de palba, rica-
m into cu follados, para senfaora, com osseus
loetentos veos, e vende pelo baratissimo
m oil' 129000 rs. E' pechincba na loja
i Pavao a ruada Imperatriz n. G(h
LAS MODERNAS
o Pavao vendo um bonito sortimento de
iinbas listradas, sendo das mais modernas
que tem viudo o mercado, pelo baratissimo
50 de 560 o 600 rs. o covado. E'pe-
cha na loja do Pavao a ra da Impera-
tr n. OJ.
ALPACAS UVRADAS A 640 RS.
0 COVADO.
i ig iu para a loja do l'avao um elegante
- n inn mo las mais bonitas alpacas de cores
1 i\r las, sendo as edres mais modernas que
. .-. vin lo para vestidos, e vende-se pelo ba-
-suio proco d OVO rs. o covado. E'
. liiiu'ij ii loja do P.ivo a ruada fmpe-
ratriz n. 60.
4'orlc* ;!<* Mnibran, aJt?na -
vidaric, a 7-3000.
O Pavo recebeu polo ultimo vapor de
Europa cortos de cambraia branca com ba-
badinbos ricamente bordados, tendo fazenda'
- ilficiento para vestido de qualquer modelo,
estes vestidos sao os mais modernos que tem
viudo ao mercado, e pela sua excessira bara-
teza, tornam-se recqmmendaveis as senboras
d bom g i. Bazar do Pavao, ra da
Imperatriz n. 00.
LENCOS A 23400 A IH.'ZIA.
O Pavao tem urna grande porfo de lea-
mos brancos com barra.de cOr, muito bonitos
i boa qualidade, que vende por 23400 por
ter grande porcao,
Ditos todos brancos alninha los muito fi-
nos a 29800.
Ditos chinezes com barra do cor, muito fi-
nos a 39500. 1" grande pecbincha, na loja
io Pavo.
Komcirns a S-?OOI>.
O Pavo recebeu pelo ultimo vapor, um
iiado sortimento do romeiras pretas de fil
om salpicos, com lindos enfeites pretos o de
cor*, e vendo pelo barato proco de 33000
ca la um, por ter grande porcao.
Ditos tu los de seda ricamente enditados a
49000.
PARA 0 CARNAYAL.
O l'avao tem um grande sortimento de d-
minos di todas as (nulidades gostos, proprios
pira o carnaval, tendo tambe* de merino
escosssz muito interessaotes, que vende ou
aluga por pracos muito barat )s, por ter gran-
poivan.
LENfJO'ESDE BRAMANTE.
0 Patito vende Ience3 da bramante mui-
to grandes, sendo deum panno s, pe'o ba-
ratissimo preco de ^'OO cada om.
MADAPULOES.
Ppis de madapolSo francez maito fino
menina, qbe vende pelo ba'ato preco de
3/5000. Ditos moito finos a 4J0 X) e 50000,
sao dos mais moderos qae tem vindo ao
mercado.
CHITAS A 240 RS.
CHITAS A 240 RS.
. CHITAS A 240 RS.
O Pa*5o vende chitas francezas proprias
psra vestido, sendo muito boa lazenia, coto
padrSes claros e escuras, pela barato pfeco
de 240 rs. o covado, por ter um leve to-
que de mofo : pechincba.
LIQUIDACAO DE CALCYS DE CASEMIRA
O Pavao tem om grande sorumento de
calcas de casemira de todas as cores e qoa
lijadas, para todos o? precos, e desejwdo
muito lipiida-laa, resorveu vende-lat-por
nm preco muito em conti, para diminuir a]
grande porclo.
CASSAS FRANCEZAS.
0 Pavo vende bonitas cassas franoezas
com bonitos padres, e de muita phantas
pelo baratissimo preco de 240 e 380 rs. o
covado, sendo fazenda de muito mais dinhei-
ro, grande pechincha, na loja do Pavo.
BURNUS A 163000.
O Pavao receben pelo ultimo paquete da
Europa, bournus dos mais lindos gostos que
at boje sao conhecidos, e em relaco ex-
cessiva barateza, convidam-se as Exmas. Sras.
para as verem, para assim admirarem o que
lia de mais novidade^neste artigo*
CORTES DE CAMBRAIA A 63000.
0 Pavo vendo cortes do cambraia branca
com listas e Lavores da mesma cor, tendo fa-
zenda para um vestido, e vende pelo barato
preco de 63000, por ser grande pochincha.
Ditos muito finos eom babadinhos brancos
bordados a 89000.
Ditos ditos com listas de cores a 49000 e
53000. *
Ditos de cambraia branca com 20 metros
do babadinhosde coros a 09000. E' grande
pechincha na loja do PavSo.
BRAMANTES PARA LENQO'ES.
0 Pavao vende soperior bramante de al-
fodio tenh 6 palmos de largura qoe-'sA
percisa de 1 4/i vara para tira lenfol, me-
tro I 600 e a vara I0SOO.
Dito de linho puro superior mnito encor-
pldo com a mesma largura a vara 25400
Ditos fraucezes muito fiaos a 2|>500 e
}#000.
Pefa de Hamburgo e panno de linho com
20 e 30 varas, par todos os precos e
qualidade.
Pe>;as de hretanua de paro linho, tendo
30 jardas pelos precos mais barato que se
tem'vhto.
Pechincha de finissimo esgniio socelena
com 6 jardas 70COO.
Peca de finissimo celena com 30 jardas
a 3')"0, atoalbado adamascado com 8 pal-
mos de largara a vara 2/S0C0.
CAICAS DE CASEMIRA.
O Pavo tem um grande sortimento de
cal?a de casemira, assim como cortes' os
mais modernos qoe tem vindo nos ltimos
B^urins e em fazeuda das mais finas e mais
aovas ao mercado, e vende-se por barato
preco para apurar dinheiro assim como cat-
as de brim branco e de cores por pregos
mnito razoaveis para a;abar.
TNICAS PRETAS.
O PavSo receben om grande sortimento
das mais ricas tnicas de grs preto, rica-
mente enfeitadas, e vende por preco razoa-
vel.
VESTIDO? BRANCOS BORDADOS DE
3550000 AT 603000.
O Pavie recebeu um lindo sortimento
dos^nais ricos cortes de cambraia branca,
rbamente bordados, e com todos oSAenffd
j tes necesarias, e venda pelas precos de
35000 at 60,?000, ni tom vindo nada
maia rico nem mais moderno.
A loja da Aftnia BcaL
Caxi s n. BO, recefacm uar^wTWiliniBnto de
nitns e modernas obtimt* Aiimmh, sendo :
Brlnc s e crezca prltas, com donrados c podras.
Outros de iradrap rola queimada com bonitos
enfeites de delicadas Dores.
Qutros c lin > dourad^m p nge les de cores.
Outros encarnados a PboBit s moldes.
Rosetas de fino dourado com podras braacat,
Aderecos d* madreperola.
Ditos oourados cm eamapheo preto.
Ditos encarnadas.
Ditos imitando tolhaa-e (lrea naturae.
Ca 8letaa de madrlpe)la
Volus de srossos aljofares de cor s.
Outras de ditos prct s cormlonrados.
Pulceiras de tnrtafaga com dourado.
(luirs pretas.
Grampos preto e-de ore*.
BoBilai-abtoiiiuras de lino donrado, c ni pc-
jdrae, tot?' etc. para abertura do caiuius.
Hotes dmradfls e de outras paalidades, para
aberturas e eollariflbos.
Bonitos leqties.
A loja da Aguia Branca, ra do Ddquade
Caxia3 n, 50, recobea bomt s leqaes d perfetta
pbanlasia, pre o com dourado1, e onlros de apu-
rados gost-w ; assim-come- recebeu ou ros de ma-
deira que se- cojifhde com o sndalo, e tem el-
Fes lindos colorid* o- c ntro, o amda assim ven-
de estes pelo barato preco de 4000 cada um.
Vasos de A loja da rtgniaf" B-anav a ra do Duque de
Caxias n. 50, r cebeu bonitas gareafinlias deerys-
tal em bar com ramagens deliradas enil.pro-
prias para arranjos do toiletj ote,
Anneis e colares elctricos
A loja n. 50, reerbeu nova renessa do proveitosos an-
nels e colares elctricos, e continua a recebc-los
mensnlmente', pelo (juc sempre estar provida de
taes objectos.
Diademas dourados
Pede obter em pongo lempo com o o-o do noelbor dos licores>fnmada
HESPERIDINA
Faz^oito-annos qoe conhecido este precioso tnico, e difcil achar orna pesioa
qoe, tendo experimentado pessoalmenle, nao falle em seu favor, j como bom eatomaca
e apetisador, tomando em calix- della antes de jsntar, oo como faci'itador da digestid
t >mando-se depois.
ABASE
da HESPERIDINA a LARANJA AMARGA, nSo ba nm s habitante do BRASIL*(a tem
especial das larauja) qoe bao cooheca as propriedades medicinaes da donrada frocta,
ora bem, a
<
con 20 jar.I 3 a 5^0C e 65000.
O.t-s ai'Va 2i jardas muito soperior a
6#>'10 e 7500 '. '
Di.o in^ier. fazenda mnito fin3 3-5000,
63)00 e GJ30Q ale l'^OOO.
Di? > fraocetes o raglezes muito fiaos d
40j^rbs para dilTerentes oreos.
ALGODOZINHO.
O Pavo vende ptor preco raaito barato
pci d-3 al^oJuzioho americano muito
bia com 18 jardas 4000.
Diti com 'i jardas a 4500 e 5^000
at G^OJO.
Dito largo marca T muito encornado a
65000.
ALGOtUO ENFESTADO.
vio vende o verdadeiro e supprior
ilgedSozieho de duas largaras para encas,
eodo muito en-orpsdo 15)00 cada vara.
Dito tranc'ndo CORTES Dfi CHITAS A 2,540,) E 2S0.
O PjvflKvend cortes da ebrias trncelas
flaa^, com 10 co'vsdjs pelo Jiniauto precO
d WiCO cdi' corte.
Ditas cu n cv
280 cada corte.
CORTINADOS PARA GUIASE JANELLAS
A '5300, 80000 E 105000.
0 Pavo tem um grande sortimento de
cortinados para cama e' janellas, que ven-
de pelo barat > preco de 7&00; 85003 e
105000 O par, tendo at por I850DO," assim
c< noivos, e grande sortimento de tapetes tan-
to para 4cadeiras como para cimas, pianos,
portas, etc., todo vende por precos raioa-
veis
CAMBRAIAS.
O PavSo vende cortes de cambraia trans-
parente propria para vestidos a 25500 e
350)0.
Peca de dita muito fina com 10 ardas
tanto tapada como transparente a 45000,
55000 e 65000 at a mai3 tina qoe- veW
ao mrcalo.
CORTES DE PERCAUVCOM DUA|SAIAS
A 45000.
O Pav3o vende bonitos.cortea de piscaa
coja duas saias, sendo fazeada. de mirto
gosto a 45000, frecbichav
BAPTISTAS DE GRANDE frTJYrtrADB
O PavSo vartde nm grande sortimento!
das mais modarnis, baptistas xom lista de*
cor,'ptvpriapira vestido, com as corea mais'
povas que t^in viodo ao mercado sendo
m lito m-i-i largas do qae as chitas1 francezas,
do* pelo prw do!.e vanda pelo bsfatielioo preco de OOOrs.!
lea covado.
A loja d'aguia branca ra Duqne de C.nxia^ n.
80, recebeu wuvamente bonitos diademas domados
e enfeitados-compadras e aljofares, obras de gos-
tp e phantasia. Tambem recebeu novos grampos
pretos oa altlnetes'com ores para a cabeca.
Leqnes com bovjquets e ou-
tros chinezes.
A loja d'aguia branca ra Duque de Casias
n. 50, recebeu urna pequea quantidade daquelles
bonitos leques com bouqnets e outros chineaes.
Cold creme para refrescare
amaciar a pelle
' A loja d'aguia branca a na Duque de Caxias
n. 50, recebeu cold creme dos afamados fabrican-
tes Lubin, Legran e Condray.
Diademas e grampos de
ac.
A loja da afilia branca.- ra: do Doqse de-
Caxias n. 50, recebeu novamente bonitos diade-
mas e grampos de ac.
Bicoft de seda pretos com
fierres de cores.
A loja da aguia branca, rua do Duque de
Caxias recebeu, como novMade bonitos bicos de
seda pretos com llores de cores, sobresaliindo nel-
leo preto com encamado, e todos- mui'proprios
para barras e-ontros enfeites ^le vestidas de gra-
nadine, ou medina, e outras fazendas transpnren-
ii-s. Pela cominodidade dos pre;o9 esses bic>s tor-
nam-se' maisominodo.s c |H*la norhiadede gosto,
preferiris a qnaesijocr ontros enfehes:
Vos ou mantinhas pretas.
A loja da agir* branca, na do Duque de Ca-
xias n. 50, recebeu bonitos vos ou BKtntinhas
pretas de seda-com flore;,* e-outras a imitacaoide
crocli, e venV-as petos baratos presos de 3,
4* e 6000. A faznida-e hna e .cstt nn per'oilo
estado, palo que contina a ter pronipU extrac-
cao.
Diademas q aderecos de ma-
dreperola.
A loja da Aguia branca roa do Dnqne de
6^axias n. 30, recebeu urna pequen porcao de-
diademas e aderecos- de mdrepcrola, obras; de
apurado gosto.
Para o carnaval!
Para o carnaval!
Para o carnaval!
Velbutina de. todasas cores ; s na rua Duque
de Caxias n. 6J A,loja da esquina, de Bento da
Silva A. C.
Perfeita novidade.
Grampos com borbolctas, bezouros e gafa-
nhatos dourados c coloridos.
A loja da aguia branca, rua do Duque de
Caxias n. 50, recebeu novos grampos com bor-
boletas,-bewiuros-e gnfanhotos, o que de certo
perfeita< novidide. A quanijdade pepnena, e
por isso em breve se acabar.
Novas gollmhas ornadas com
pelucia ou arminho
A loja d'aguia branca rna Duque de Caxias
- 50, recebeu urna pequea quantidade de boni-
s e novas gollinhas, traballie de la e seda, en-
neitadas com armiubo, obras <---ias de muito gosto
o inteiramente novas.
Grampos, brincos e rozetas
dourados.
A loja da aguia. branca, rua do Duque de
Caxias n. 50,'recebsu niamente bonilos gram-
pos, brincos e rozetas dourados ; assim cont
novos diademas de ac, e como sempre conti-
na a vende-los por precos razoaveis.
Cbegaramao Bazar Universal da roa No-
va n. ti, om sortimetto de machinas para
costora, das melhores qnalidadesqne existe
na America, das quaes mnitas j s3o bem
conhecidas pelos aeus autores, como sejam;
Weller ciosas, Weed e Imperiaea e ootras mnitas
que eom a vista deverao agradar aos com-
pradores.
Estas machinas tem a vantagem de fazer
o trabalho que trinta costnreiras podom
faier diariamente e cozem com tanta -per-
feic3o como as mais perfeitas costnreiras.
Garante-.e a saa boa qoalidade e ensina-se
a trabalhar com perfeic3o em menos de orna
hora, e os presos sao tai commodos que
devem agradar aas-pretend^-ntes_________
em seo estado natnral tem om gosto ponco agradavel, e o mrito da Hesperidioa con-
siste em reter soas boas propriedades, e ao mesmo lempo apresenta-'.a como
EXQUISITO LICOE *
A HESPERIDINA como INDUSTRIA NACIONAL no tem nada qne invjar i$
melhores importaces enropas de cathegoria semelhante. Estas, qnando mnito, pode
ser gostosas, porm a Hesperidina a combinafo perfeita do
AGRADAVEL E SADAVEL
Para prova de que um artigo no qnal pde-se ter inteira conftanca, por aer poro
e innocente, basta dizer-se que oi plenamente approvada e autorizada pela
JUNTA DE HYGiENE
do Rio de Janeiro, permillindo sna livre elaborac/o no imperio; ootra
BOA PROVI
a acceitago geral que tem em todas as partes onde apresentada.- Em 1864 estabe-
lecen se a primeira fabrica em Buenos-Ayres ; em 18B9 a segond em Montevideo; e
no dia da chegada de S. M. O IMPERADOR inaognrou-se a fabrica qoe actualmente
irabalha na corte. Em Valparaizo e em loda a costa do Pacifico tem boa acceitacjfo,
tanto qne rara a casa qne considera completo seu aparador sem urna garrafa de
Na padaria alloma na rua ':\ Guia n.
54, tem para se vender o seguintu :
Eryilhas de tres diflreutesquali lados, fei-
jo branco grado, repolbo em barricas, lon-
tilhas, sevadinha (Pcrle), sag, ameixas,
ma^s e cerejas seccas; tambem tom para
vender duas bataneas grandes com ganchos
e bracos, alguns pesos, duas rodinhasdo me-
tal para carrinbo do ma\}, aun forma e um
forno para fazer hostias c brelas, e urna
bomba.
Lazinhas para vestido a 320
rs. o covado.
S na rua do Duque de Caxias n. (50 A, outr'o-
ra rua do Quimado, loja da esquina, de Bento
da Silva & C.___________________________
Milho, milho, millio.
Nos armazens de Tasso Iriuaos ; C.: rua do
Amorlni e caes de Apollo. _________
(hfgiipin |iisiifeto tules! !
ASnMWM! WM!
Lindos chapeos campestres, da ultima moda,
para sonhora, so na rua do Duque de Caxias n.
60 A, loja da esqu a. de Bento da Silva aVC.
Vende-se sitio da estrada da Craz de Almas;
3ue fica entre o do conTmettdador Tasso e o do
esembargad >r Doria, com casa de virer.da, d (Te-
rentes arvonedos, grande baixa de capim, etc.,
dando os fundos para a estrada eos trhos urba-
nos ao p da esticao _4a-- Joqaira : a tratar na
rua do AmoFim n. .'17.
Farinha de mandioca a 3^ o
sacco.
da Madre de Deas n. 7
a ella, em
fa rna
quanto nao se acaba.
Xarope d'agriao do Pa
Atttigoe conceituado. medicamento para
cura das modestias dds orgaos respiratorios,
como a phtysica, brortchltos, asthma, etc.,
appcado auula cora, ptimos resultados no
escorbuto;
Vende-se na priafmacla e 'drogara de.Bar-
tiwlonwu d C, rua Larga do Rosario n. 3i.
Vende-so
sentos, muit
na cocheira
mero 86.
------
m
o, de dous as^
do : para ven
o Hospicio nu-
\^eride4se
4ouS Httrw-vMell* bnst^nfe- trdim, fl|li' to
pasto, un' carat do oanens In-aucbs Waita
grandes: nosiQ^dd vlfiaca, yaargem-d? rio,
no lugar Ja Turre. -*Tr-
VENDE-SE
Vende-se um sitio com una casa terrea de
podra e cal, tendo 90 palmos de fundos, em
chaos propria : rna da Floresta n. 2, ein Olin-
da, para ver e tratar na mesma casa._________
Vende-se
- duas casas feilas d taipa c em lilao -es-
| lado, edificadas em chaos proprios, na es-
saaB trada do Casanga c mnito prximas a
povoa;ao. tendo o terreno tOO palmos de
predio fundo snffleiente para se edificar un bom
da ditae sitio, por ser o lugar um dos mais alies
Tasso. povoaco : a tratar com o commeudad<>r
SE(iRi:iM) KCOXUMIA t CELERIDADE.
Obtom-so com o uso
d.v
INJECgO SHOST
nica, hygienii a, radical einfaltivol na cu-
ra das gonorhoas, flores brancas e fluxos de
toda especio, recentes ou chronicas; e que
offerece como garanta desabitares resultados
a continuada applicacio que sempre com a
maior vantagem se tom feito della nos bos-
pitaes de Pars.
nico deposito para o Brasil, Bartholomeu
& C, rat Larga do Rosario n. 3i.
ilymk i,I)|ip
Para piano.
Por F. Libanio Colas.
Acaba de jiublicar-se e acha-se a venda este
linio galope com frontespieio especial e anlo-
go, enmposto ]ielo muito talentoso.e sttnpatMco
maestro Colas.
Preco 200i.
.V ma IWva n. II, arma em do Azevedo.
A
Araruta verdadeira
Admira -o prwo.
Vendc-se araruta sunjerior a 500 rs. o pacotc de
una libra, para aealiar. assim como vende se em
grandes poreyes por preco coiiiinuilo : na trav s-
sa da rua das Cruzes n. 1, e na rua do Vgario
Thenorio n. f>.
e
Quereni ver como
YKN1IAM
A ROSA KHGlt.
Cbapas-de sfd de cako de marlim a t*.
Auquinlias a ioOO.
i'.rauadine preta a 800 o covado ultimo gosto
para rasaquinlio e segunda saia.
Cambraia transparente lina.a ii e oJLa p'.-a
com 8 1/-varas.
Chaiwos paraibaptisados ou meninas pequeas
& cousa muito chique a 40.
Cambraias de exiros ricos jwwtos a 440 o covado
e mai ordnar asa Woo covado.
Hiro atoalbadna 1*800 a vara muito fino e
tem os mais lind -s (lsennos.
Colchas jiara camas a 4 *$00 sao calchas qne
todos vendem a 7,
Cassa-lixa lina a 3 5 a peca.
Tudo isto muito barato
porque: a Rosa Branca s compra a dinheiro e
vende pelo mesmo sysleni, manda-se lerar us
casas na rna da Imperatriz n. 56.
k Lmgna Fnmceza
l'O'.t
IfOaO rs.
Methodo--rpido q fcil de obscBT
lelo _
Dr. tltilo Owiis'
Lhrmia froncezo.
(iramniatira [torivgiKza
A, mais barata de todas as granimaticas c a do
lr. AUilii < -.i- Horres.
500" rs.
Lkfmmi'franeeza.
o francez
3tr scs.
O homem velho toma Hesperidioa para obler
VIGOR
O homem doente loma Hesperidioa pata obter
SADE
O homem dbil toma Hesperidina para obter
Nos bailes as doDzelias e os mocos tomam a Hesperidina para obter boa-cor t
animaco dorante os loncos gyros da
ansa,
BARROS JNIOR C, rna do Vigano Tenorio n. 7, 'odar, recebera esta
grande especifico, e vem!m-no nos depsitos seguintea :
Joaquim Ferreira Lobo, roa da Imperatriz.
/.-ferino Carneiro, rua do Commerio.
Marcelino Jos Goncalves da Fonte, rua da Cadeia n. 2.
Antonio Gomes Pires & C, rua da Cadera.
Antonio Gomes Pires d- C., ctes 22 de Novembro.
Gomes A Irmn hotel da Passagem.

=*a
BARTHOLOMEU et C"
Pharmaceuticos premiados em diversas expicoes
Novo tratamento da A$thma, tosse, convulsa, defluxo catarrhaes, e toda as molestia dos pulmos,
que tem feito importantes curas, e que boje o nico acceito pelos melhores Mdicos,
DEPOSITO GERAL, 34, rua Larga do Rosario, PERNAMBUCO.


l:z/.kiiT;E
Tinta Inalteravel
Para escrever
de P. MALRER C.
PEKXA.MBICO
Esta tinta reeommenda-se pela sua com-
posica e fluidez como a melhor e a mais
segura de todas as tintas at hoje conheci-
das. Nao ataca as pennas de ac, xi at
tres excellentes copias, mesmo muitosdias
depois de escrever, e preferivel a qual-
quer outras tintas particularmente para,
livros de commercio/ documentos etc de
que se careca longa conservacaS.

J
Vende-s na pharmaca de- W er & C, roa Nova n. 25.
Carleh-as oratorias com ajenio le palh'nha
!000t) cada uma no cae3 do Apollo, arma-
imb Tasn lrmo. A C.
TASSO IRMAOS&C.
Em sphs onnazeos rna do Amorim
n. 37 o caes do Apollo n. 47,
tem para vender por precos commodos :
Tijolos encarnados sextaves para ladrilho.
Canos de barro paraesgoto.
Cimento l'ortland.
Cimento Ilydraniicc.
Machinas ile descarocar algodao.
MadMims de |tadaria.
Potassa da Hussia em barril.
Hiospburos de cera.
Sag em garrafoes. '
Sevadinba em garrafoes.
Lenti has em garrafoes.
Bluim dii aJmaica.
Vinho do Porto vollio engarrafado.
Vinho do Porto superior, di o.
Tinlio de Hordeaux, dito.
Vinbo. do gclierry.
Yilio da Wadira.
Potes om.lingoa e dobradas inglezas.
I.ie.res 'finos sortiils.
Cognac, Gauller Frere?.
Latas de toucinho ingler.
Rarris eom renJho cin salmoura-
BICHAS DE HAHBDRGO
As mais recentes o melhores.
Venderntc na pliaiinacia e drogara de Bar-
tholoineu A C, rua barga dotase o Rn, 3.
Ce
rvea
eJ
A verdadeira corrija da avTea, marca baa-
deira, deMi|i.'r.,rqil(laile : vondem Taso-lr-
mios 4 C. e:n seu arm.izem ila rua de An.ogm
numero 37.___________________________^_
Fio do algndu da Babia e calile Lisba, re-
eentemente ciiegado: ba para vender no es-
criptorio de Joaijuim Jo Goncalves Beltrao 4 Fi-
lho, roa do Coramorcio n. 5.
1^
CTiarutos do Havana
Superiores
ao escriwjoro de Tasso Irmaos 4 C, rua do Amo-
rim n. 37. _______________ ____J^
MiHio do ^Limaiiguape
VcndlrM pnr preco commodo : na roa-da- Mn- rij
dre de Deus n. 5, primeiro andar,
(nm pais-de iamilia )
I.eue.ies de bramante a ?W0 um
lito" algodao 1.5100 a
Gnoertas cinta l'fOO urna
Ditas t crctone forradas a 'JW> um
Ditas a adamascada? forrada?-a 3*00'>.
34500 o 4j000"
CWcfias de- tostfio'hr-aiwosi*- da cores a 3H0tt
Wlas dV rroebct imncafc. wrnides a-SflO .
Coliertoros de algodao a f JO<)
Ditos de la escuro a MOO .....
S nw-raa db rjre*pOia0;l0jfdij.fioilUerme,(..
da.Cunft & (' _______ .
Tenderle a oa da ma do Hesaria da loa-
Vista 01 WwttL 3-qaiav*. *-saVaa, Oormhp.r :
a irattir nu dVisa>nJe do Abuqnrqi jam-
maw ttb
Vende* urna oscrau'ii; 17 aaji^il.da-
de, com prineipw'. de engomiuado e costura
- '(np^ratn* n. 4*, da^ 6,* Sf hcws.da,.W|-
nfie das 4 as 6* da tarde.
r
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-^- 1)^ ii u Mr'
Dkrio de Eernilmbnco Sabbado 1 de Mar^de 18-73.

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0 DE FEM
;. FABRICA DE MACHINAS
J rna o Bardo di Triuiuphi (ra (hriin) ns. 100a {<){
CARDOSO & 1RMA0
AVISAM aos Srs. de engeuhos e ao publico em geral, que tecra recebido da Europa
grande sort "miento de ferragens para engenbos e para lavoura, e quaesquer outros usos
,e misteres da industria agrcola, o que ludo vendem por procos razoaveis.
. J^OTlllS para aSSUCa* pintadas ejtfltnisadrf; de diversos tamanhos.
VlDOreS hr'son,aes e vcrticaes j bcra conhecidos nesta provincia c fflra dola, os
^* melhores que toem vindo a este mercado.
JlOenaaS completas de diversos tamanbos, obra muito forte e bem acabada.
JleaS niOenCiaS para assentarem grades de madeira.
lalXaS fie ierro (je ferro fundido c batido, de diversos tamanhos.
XVOdaS (l aglia fa diversos tamanhos.
KodaS dentadas Je diversos tamanhos equalidadi-s.
ConcCl'tOS concerlam C011* promptido qualquer obra ou machina, para o que teem
sua fabrica bem montada, com grande c bom pessoal.
EllCOmiTiendaS ^ail para o que se correspondem com urna respcitavel casa de Londres
e com um dos melhores engenheiros de Inglaterra incumbem-se de mandar assentar
fitas machinas, e se responsabilisam pelo bom trabalho das mesmas.
Rua do Barao do Triumpho ns. 101, 102 e 104
F N D I O A O DE C A R O O S"0 & IRMO
MITA ATTENCAfT
9
Stares Leite Irmaos, com loja de miudezas rua do Baro da Victoria n. 28 'ou-
tr'ora Nova) pedem muita attciieo para os procos abaixo especificados :
MIUDEZAS.
Abotoaduras para collcte a 200 e 320 rs. Duzia de metas para homem a 39, eS>
DE
t
dem idem para punhos a 320 rs.
Talhcres cabe de viado imitacao a 3*000
a duzia.
dem idem cabo branco 2 B a 55500 a du-
zia.
Gaixa do linha branca com 40 novellos a
600 rs.
dem idem de marca a 210 rs.
Mago de fita chineza a 15000.
Coques modernos a 353500.
Resma do papel pautado liso a 29800, 3-?,
35500, 49000 e 69000.
Caixa de papel amisade a 600 rs.
dem idem idem beira dourada a 800 rs.
Caixa de nvelopes forrados a 700 rs.
dem idem de cores a 500 rs.
g Caixa do pennas Perry a 800 rs.
dem dem a 400 rs.
Livros para notas a 320 e 400 rs.
Redes enfeitadas a l-?300.
Tranca de caracol branca, a 400 rs. o
rcago.
dem lisas a 200 rs. o mago.
Microscopios 'sem vistas) 49000.
Duzia de pegas de cordao imperial a
320 rs.
Indspensaveis de couro da Russia a
109000.
toqtMfl para senhoras a 29000, 49000 o
79000.
Vara de fita escoseza larga 'boje grande
novidade) a 49000.
Duzia de collarinhos bor.iados para ho-
mem a 8B>006.
dem idem lisas a 69000.
69000.
dem idem para senhoras a 49 e 79000.
Lamparillas gaz a 19000.
Grosa de botes de osso para caira* a
200 rs.
Grinaldas para casamento a 29 e 55000.
Duzia de baralhos francezes canto delira-
do a 39000.
dem.idem idem lisos a 29500.
Carrafa de tinta roxa extra-fina a 19000.
Pecas do fita do velludo de todas as coros
e larguras.
dem idem de grosdenaple, idem.
Sapatos do tranca, tapete, casemira e char-
lte.
Mascaras baratas.
Chapeos para senhoras a 89000.
PP.IUTMARIAS.
Carrafa de agua florida verdadeira a 1T200.
dem idem kauanga do Japo a 1200.
dem idem divina a 19200.
dem idem Magdalena (novidade) a 15500.
Frasco de oleo oriza e philocome a 19000.
dem idem antique a 400 rs.
Opiata muito boa c fresca a 19, 19500 c
29000.
Tnico oriental do Kem a 19000 o frasco.
Caixa de pos para dentes a 200 rs.
dem idem de pos chinez, o que ha de
mclhor, 500 rs. e 15000.
Maco de sabonetes nglezes a 600 rs.
Duzia de sabonetes de amendoa a 29500
e 35600. /
dem dem com flores a 19500.
com Salsaparrilha verdadera a
Duzia de cachimbos p de gallinha a > Frasco
25500. 135500.
Han idem de madeira com tampa a Agua de cologne, banha em frascos e
35000. 'muitas perfumaras de gosto e baratos.
QUINQUILHARIAS
Mascaras, brinquedos para crianzas, bollas de borracha, tambores, cobras de madei-
ra, etc., e muitos objectos que se tornara longo mencionar.
28 Rua do liaran da Victoria 28
Arados para lavrw a trra.
Carrinhos do mo-;
Camas de ferro.
Cofres de ferro.
Cestos d'arame para li
Foges de ferro,
fiables de ferro galvanisado.
Chapas de ferro galvanisado para cobrir casa
l'rcgos americanos.
Tachos de ferro estaiihado.
Machinas para descansar algodo.
Machinas de cortar fumo.
Cimento.
Salitre.
Balanzas, pesos e medidas.
EM CASA DE SHAW HAWKES t C.
RUA DO BOM JESS H. 4.
' f
A,
wM& WM 82B ^%S %&w ff/K $^m3t
A/5WI (fc/>oA ^\8 &$Ji *jtsx>* &^M (Sa^iK^R
Aderecos de bri-
Ihantes, esmeraldas
rabins e perolas,
voltasde perolas.
Obras de ouro e
P prata de todas as
qualidades.
JOIAS
N. 2 ARua do CabugN. 2 A
DE
BARROS I 1 II.IIO
Achando-se completamente reformado este ^stabelecimento, e
tendo os seus proprietrios feito urna importante acquisicAo de
joias as mais modernas vindas ao mercado, e de qualidades superio-
res, convidam ao respeitavel publico a fazer urna visita ao seu es-
tabelocimento, afim do apreciar e comprar urna joia de gosto por
prec/) razoavl.
Boa acquisiqo.
Yeude-sc urna casa na raa Imperial n. iO,
de pedra e cal, em cnixu, propria para stabe-
lecimento, tendo cozlnha Interna, com um bom
gutatal toilo murado*, oin cacimba'es&hidA m
"" a tratar aa asa Jh 8)6; na. mosnta
rua. '
Chitas e madapolao cora
pouca avaria.
Chitas de cores a *H) e 24 o covado, madapo-
filo largo fino a 3/500, 4fl, v>, 0 7j a 'Z na
ru do Crespo n. 20. ^
Vende-se, arrenda se ou permuta-se, pon
' trras que sirvam para plantar canua, urna padaria
sita no pateo da feira no povoado dos Mentes; a
I tratar com seu proprielario no'mcsmo povoado; e
para informaeSes, com es Srs. Roeba Lima A'Gur-
' maraes, rua do Bom Jesw^ootr'ora da Cruz) n.
16, ou com o Sr. ieomedes Mara Proire, no
Caes do Apollo, n'esta cidade.
Terreno na cidade.
Vende-se nn terreno na rua Imperial, -com
!!(' palmos de frente e 540 de funda, seto pro-
pino, atterrado, porto no fundo para descarga
de inateriaes : a tratar na'-ca=a contiaua n. 2J6.
ou na rua Nova, loja n. 7.
Efe

!%a hu liarte al^imn do corpo de que'mais
dopi-nhi a sua osboltc^w > que o cabello. Sojam as nossas
iciijt's ns mais iriviaos'C tenliamos um cabello bojifo, eis-
nos com um grande tianto cm nos ; pelo contrario, seja
o cabello ruco e spero, o eis que toda a nossa physiouomia,
por mais expressiva.quo seja por sis, esmorece e assume
um aspecto de velluce. >'ao debaldo que cm geral se pe
tanto cuidado em conserva/ o cabello com aquello brilho
c viro, que proprio do da gonte mo^a ; perquanto o
cabello aquella parte do corpo que mais fielmente demarca
os passos da dado. Kst visto que nao podemos deter a
marcha do tempo; mas com o auxilio da scioncia pode-
. mos bem prolongar por muitos aimbs- o nosso frescor o a
sade. Ora, de ha nruito tempo/ajudados por alguns chi-
nacos o mdicos illustrados, estavamos a perscrutar nos
reinos mineral e vegetal, as virtudes que fossem mais apro-
priadas para a conservaeo do cabello. Agora offerecemos
ao publico esta preparacao queja tcm merecido a approva-
;ao cordial e a gratidao de niilhares, que toem laucado
mo dola, lima experiencia j bem longa e geral tem dei-
Sado plenamente provado que algumas vezes esta prepara-
cao faz o cabello nascer de novo, Of"que sempre restaura-lhe
i a cor e impedo a sua queda prematura que o signal do
declinar dos annos. .Nao que ella soja urna tintura,
, como o sao quasi todos os remedios para o cabelloj tinturas
cheias de prata, extremamente perigosas, e que, cm vez
de restabelecerem-lhc a cor natural, manchara o cabello
ruc,o com um prcto azulado, que icadizendo a todo o mun-
do que urna tintura. E nao s isto : o oxido de prata,
urna vdz recolhido no corpo, mo para a sado, alm de
ser sujo e de exhalar um cheiro repugnante. I'odem baver
outras preparacoos que prctendam tor mais mrito do que
esta nossa; masdesuliamo&que baja alguma que, nclbor
do que esta, produza ludo quanto promette. Nao se dcs-
cobria aiuda remedio algum que em todos os casos izesse
vir de novo o cabello as caberas calvas, quando as glandes
< apillares j esto destruidas. Mas, se estas glandes nao ti-
\erem desapparecido de todo, o YlUOl far \ ir logo a
cabello. Isto mostra parenteinente que elle produz effcitos
nao s no proprio. cabello, mas tambem na sua raiz. Tam-
bem vc-se a sua ellicacia bom demonstrada, quando, com a
sua applicaco, o cabello fraco, doente e rebcntadic.0 re-
assumo o vi(,o, acopia c a forca da mocidado ; equaudo
deixa de cabir. Este ultimo resultado se couseguc s
vezes com bem poucas applicaces ; e com o uso continuado
dolas o cabello se reno va, e se estimula o seu crescimento.
Rciiovactto la cor lo bello.Com urna se-
mana ou duas de uso quotidiano do VIGOR, o cabello
ru;o, muito secco ou branco, toAar-sc-ha fresco e vieoso e
voltar sua cor primitiva. Isto o que acontece sempre,
com tanto que so use do remedio com regularidad e que
se sacuda a garrafa antes de se o empregar. Como j disse-
mos, o VIGOR nao urna tintura nem contm substancia
alguma injuriosa. Por isso que elle nao suja as m'os,
nem a cabeca, nem ainda a cambraia a mais fina. Com
o seu uso frequeute e ininterrumpido, o cabello fioa muito
prcto, quasi negro.
Dopois que elle tem readquirido a sua cor natural, deve-
se empregar o VIGOR mais ou. meuos urna vee por semana,
conforme cada um vir que precise para conservar-se
, aquella cor.
Mocos e mocas que encaneccm prematuramente e que j
estao cansados de usar do remedios quo rostituam-lbe a bel-
leza, bao do exultar de alegra-ao salierem do quepodem al-
canzar com o VIGOR.
yiN-HO
E REGONSTITUNTE
S
DO D_R DELOR
Preparado por H. BEZIER, Ph da Eschola de Parii.
O VIBHO DEPURATIVO DO BOUTO& DELOR 10 mesmo
l::mpo que purifica o singue d'um maneira cucigicu nal o altera e lke
con-,na a sua louicidade pi miliva.
Tal o resumo dos nuu:eiosos ultestados enderezados ao Doulor DKLOH
depois da experiencias feitas pelos principad Mdicos de Ptmta, da Italia,
da llussia, da Altciuanlia c du Blgica.
O Vmlio Depurativo do e DELOK c o ntico producto, que, nns
elimina do sangue. lodos os principios mrbidos qtn; o allet a, cuno
tambem Ihc conserva a sira forca e a sua cotistitnca primitiva.
E por isso que qs Mdicos ipretMriO -s de ajiplicar a BOM jucjiararao
Uierapeutica do Doutor UELOR.
O Viiilio Oepurativodo D' OGLOR deia lonje de -.i a> prparacnSs iiiiliilada<
depuralia, loes i|iie xaropes, rob, etseoeiat, e as qciaes em lugar de puiieaJ
osangiipuenfraquecein, e cojos BritWM antes iiorivos do que ta,
O Voiho depuiativo doO'nivl.OH empreado eui c'.ilorouira as tutofldM,
I Imgat antlqtu, UtctrtU, t'er'uliu ulcerosa, Tuiu.nes, Aiccsos, l'uslhcnuis,
]'.i u^ros, llerpet, S.ihugen, Impigtmi, Lepra, Tiii'.a, Sgpliilis [na mal venero)
e tolasas niolclias da pelle. E ii'n preservativo rcrlo contra as Fcbres ain.i-
rclla-lyrlio'idt. Tod:isaspessoasalllictasili'A'i/./i.i.'i.I'm, llydrocelc, Sarco- \
celt t ile todas as molestia provenientes da Lf*pk po lea euipi pgal-ocuui xito. !
PARA ttETALUO .' 14, rua de Lancry.
VENDA l'OR ATTACAUO i f, Loulecard St-Mariin. P<lS.
r. .ri lodan 1'linrniHrliiK t!u tlfu/.il.

Na pharmacia Mauror rua do Barao da Victoria ti. 25.
T
orna os caDei'ios macios
brlhantes
COSTURA DE HOWE
mus iw)\(is
SOARES LEITE, IRMAOS .
NICOS AGENTES
A'
Rua do Bardo da Victoria 11. 28
As mais simples, as mais baratas e as melhores do nundo!
>'a exposicao de Taris, em 1867, l'oi concedido a
Elias Howc Jnior, a medalha do uuro e a con lecora-
(io da Legiao de Honra, por serena as machinas mais per.
feitas do mundo.
A medalha de ouro, conferida a E. Howe Jnior, nos
Estados-Unidos por sor o inventor da machina de cos-
tura.
A medalha do ouro na exposicao do Londres acreditan
estas machinas.
Vigor
ahtuttkuites i to\iiri:.ss!
AYER
YKJOR
DO
CABELLO
Vene-'sc as principaes
bolicas.
3
1
o
<
ct>
O
ce
o
B
p-
o
1
O
Nao urna tintura, nem contm substancia alguma
perniiosa!!
Elled nova vida aos orgos vitaes de que depende o
crescimento do cabello, e lea o cabello crescer abundante o
vieoso, como o da juventude. Se o cabello est oomeoaodo
a cabir, algumas dses do VIGOR param esta queda. Se a
perda do cabello apenas paroial e o pericraneo 'ainda est
coberto de urna felpugem muito fina, est visto, a etkacia
do VIGOR se mostra mais dopressa do que qOando se ost
inteifamente calvo ; e a razo disto que as glandes ness-? '
caso nao esto entorpecidas, de ha tanto tempo, e, por cOnso-
guinte, meuos tempo levam a brotar de novo.
Para restabelecer-se oor nafr barbas, preciso esregar-
se muito bem noite com o' VIGOR, e depois, pasear um
panno ou lenco roda dellas,,para conservar-se a bumidde
ou o calor, at mauha seguinte, Estetratamento deve ser
. proseguido por muitos dias, pois a barba ieva> sempre- nwis
tempo a mudar de cor, do*queoeabello daabe.
H".ii.un.cHc de etfbelto. Muitas veies, mas
nao sempre, o VIGOR consegue farer iia*er cabello em ca-
becas calvas e at de pessoas j adjuntadas naidado. So a*
glandes se acham sofoento entorpecidas, elle as estimula do
funccionar e pode nascer novo cabello. Se ellas, ppftm,
se acham atrophiadas, estragadas ou, pdnes, etto,' estt'clo-
ro, nada pode fazer por ellas.
O cabello que renasce c printairameiite na beda podada
ao cabello que ainda existe na abogare poco-potteQ- >ai-
se estendeudo at o alto da cabga um cabeHo qWa;prinw-
po fino e sedoso, fia se devo escovar fortineat^ o. 0%
bello que est assim ComeijndO a rebntar pola cabe?.'!'
bom urna vez por outra passarlho urna esponja,. embebida,
n'agua moma e acalcar o pericrajieo todo com s pontos do*
dedos. Isto estimula a circuldco e obvia a dureza faropria
. da calva.
A 90U000
Cabe-nos o dever de annunciar que a companhia das machinas de Howe de Nota-
Yorit, estabeleceu nesta cidade rua do Barao da Victoria a. 28, um deposito e agencia
geral, para em l'ernambuco e mais provincias se venderem as afamadas machinas de oos^
tura de Howe. Estas machinas s#o justamente apreciadas pela perfeirao do seu trabalho,
emprogando urna agulha mais curta com a mesma qualidado de linha quo qualquer outra,
e pela introdcelo dos mais aperfeicoados apparclbos, estamos actualmente habilitad s a
olterecer ao exame publico as melhores machinas do mundo.
As vaniagens destas machinas silo as seguintes:
Primeira.0 publico sabe que ellas sao duradouras, para isto ptova ncontcstavd, a
circumstancia de nunca torem apparecido no mercado machinas do Howe cm segun-
da mo.
Segunda.Contm o material preciso para reparar qualquer dcsarranjo.
Terceira.Ha nellas menor frieco entre as diversas pecas, e menos rpido estrago
do que as outras.
Quarta.Formam o ponto como se fra feito mo.
Quinta.Permtte que se examine o trabalho de ambos os lios, o que so noconsj 1
as outras.
Sexta.Fazem ponte miudo em casemira, atravessando o fiu de um oulro lado,
e logo em seguida, sem modicar-se a tenso da linha, cozem at fazenda mais
fina.
Stima.0 compressr levantado com a maior facilidade, quando se tem de mudar
de agulha ao comecar nova costura.
Oitaya.Muitas companhias de machinas de costura, tm tido pocas de grandeza e
decadencia. Machinas outr'ora populares, sao hoje quasi desconhecidas, outras solfroram
mudanzas radicaes parapoderem substituir : entretanto a companhia das machinas de Huwe
adoptando a opinio de Elias Howe, mestre em artes mocbanicas, tem constantemente
augmentado o seu fabrico, e hoje nao attende a procura, posto que faca 600 maefa
por dia.
Cada machina acpmpanha livretos com instruccoes em poringuez.
4 90^000 A90S000
SOARES LEITE, IRMAOS
A"
Rua do Baro da Victoria n. 2 8.
DE
CAMBLO
Em capas, con? os dizeres em prtugik, e com os nome9/*o* geltes geraes no
Brasil"W. II. Cassefo tf C.
Agente dcstti proYncfti4-J, '. Doyle, rua do (WmlleYcfe n. 38,
hhei^awsmos
He^rilgln
if55B4SeJ3astop9l5
c.
COMO O0S purgativa!
T0MAL-ASAO!TaR-S
%
n-
Uktkrn
i ABwmr
COMO DOSE REFRESCANTE /J?
DPUfATlVA
Tijdlos francezes sextavad s
Do 4.-0 a 55?000
o luilhero.
Estes tijo'os, 'fabricados de barro vcrmelho con-
solidado, sao os melhores e os mais economice s
pela sua barateza. para ladrillar os pavimentos
, terreos das casas, porijuanlo,j>oueo mais costan-
do do que os feitos no paiz, sao, sem comparaej
ajguraa, superiores a estes pela limpeza de que
susceptiveis. Gustara, alm disto menos da
sao
* ^** """ "'^t3' 8AITDE
DEPOSITO GERAL
NA
Pharmacia e drogara
DE
BARTHOLOMEU & C.
34Rua larga do Rosario34
*9n.
decima parte dos de marmore, j reprovados, e
\ do9 de differentes mosaicos, os quaes nao Mo
'. certamente ao alcance de todas as fortunas, e s
sao empreados e proprios para as salas princ;-
paes. Alm da vantagem que ha no omprego
uestes tijolos para os pavimentos terrees e as^s
de campo, tem estes ainda a de screm os melho-
res e mais proprios para ladrilhar cozinhas nos
sobrados da cidade, atiento a sua solidez e pouoo
Seso, estando mais que provada a conveniencia
e serem assoalhadas as cozinhas todas de lijlo,
Venae-Se OU aiUga-Se c nao s apanejontaaoforfo, no que ateas
'companhias de seguros se deveriam intorssar.
o sobrado a. 8 da rua do Rio, na fregu-1 Venderase nos armazons de lan'nha' de Taaso Ir:
ra do Poco da Panelll^ com 3 salas, 6 maos & C, no caes do Apollo.________________
% 1 saleta, despensa, oozjnba,e quintal mu ----------------^rr~T~; <|
, cvHo predio acha-se concertado, caiado e V eUac-SC
do VYo : a tratar tfom o commehdadr 10 engeubo Bom-tom, silo legua a mola Iiuno da
' villa do Barreiros. onde o mSarque. ^RBHF
para nioagem das capnas, estando todas obras
I emfeom estado, pode sairejar i.t'OO flT
TJltinio gosto.
Cadeiras pretas douradas e marebeUdas de ma-; tendo muito b,* p***3 Para ^vradon
0>eperola : nos armazens de Tasso Irmao & C, escraVos, 8 bol toansos 6 vaccas, i q
no cae9'ao Apblio.
O baealbio da Noruega, m cus e meias
ditas : no caes da Aifaudeg d. I, arumem de
Tuso Irmas & G.
ros c mais acTestrlos tro meso nchfio*
lar com o sea pwptictario MMimlano da Rocha
Wanderlej, no (be dio engenlio. Nesta typogra-
jihia se dir a pessoa nesta pracA que poda dar
infurttacoes a respeitu dcste negocio.
Vende-se vmho superior do Porto e chalh-
tos da Balda ; na rua da Madre do Daos n.
i .'andar.







,>



f
8
Diario de Peruambuc Sabbado 1 de Marqo de 1873.

SSEBBLEA CER1L
SERADO.
SESS.\0 0E 10 Di. FEVERE1R0.-
Diac-usso do voto de grapas.
.(Continuarn).
Ri) o more nenhum in lisposicio pas*
soal; na,.) ha no pirti lo contralor quena !
mm doquo on.)1 iij presi lente Jo conselho,
mereca do ora lor; n n tambora < It-va lo
por paixo poltica, poiqu ni i_- .1 ni -n >s
(loqueo or.i loe ,l:s'.ivT subir ao p 1 ler o
pirulo liberal: s3Ros sao que os parti-
dos se organis; a ciilf nos, de maneira que
deixem de sor instrumentos do poder oxecu-
tvo.
(Ha urn aparte do Sr. Jobim,)
Tambem ja rio com melhores olhos o par-
tido conservador do que o liberal, quando
roceiou a anarehia: taas rio longo esses
temores iiifantis, e hoje o que teme a de-
masa la subscrveuca do paiz diante da
Omnipotencia do govorno. UomoiU de paz
e'de ordom, respeito lor do principio da au-
toridade, nao p le por sso mesmo deixar
do estar entre os que defcn lem os diroitos
do povo, nico moio Je manter as institui-
ges.
Porque razio ten lo srmpathias pessoaes
pelo nobre presidente Jo eonselbo porque
razio nao lesejanto qu seu partido assuma
o poder, pronuncia s- o orador contra o mi-
nisterio ? P >rque este cdlocou-se era mo
carainho, manifestando-so contra a eleico
directa, o siistenlauJo que tuJo s deve es-
perar da reforma d nossos costuraos polti-
cos. Desde que o ministerio assim se deca-.
rou, cuten leu o orador que doria fazer-lhe
a inais Jeei la oppostgio. Estfl pois, a .
consquencia da raaiifestacAo le la pelo g-,
romo contra a reforma de uosso systema ,
eloi toral.
O grande argamento de minios que a,
eleicfio directa inconstitucional. O nobre_
senador pela Baha ji pulvorisou es'.o argu-
mento, mostrando que s se recorre pobre,
da eonstituieo quando o povo exige que.
seus fliretos sejain respetados.
Km todo o caso, a autoridade que lia de
decidir se a eleico directa nconstituco-,
nal ou nao, o parlamento ; venliam as
po.-tas, oucam-se as razos pro o contra,
e se a maioria for em favor da idea de in-
couetitucionalidade, ento se recorrer ao
moio da reforma constitucional.
l>e nassagem observar que essa
:;iestao appareceu em Portugal, 1
MS
mesma
q l,o appareceu em l'ortugai, onde a
constituir-. paulada pela nossa e ouorga-
da pelo mosmo re; entretanto aeleico di-
recta fui all decretada sem reforma da cons-
: m ra.
Mas, como disse, seiiielha.nte objeceo foi
destruida pido nobre senador da Babia. Pos
i. portanto, a examinar as outras razones
dadas na cmara dos doputados polo nobre
presidente do conselho contra a eleico di-
recta.
4 primeira razio foi o recoio do deseo-
nbecido ; S. Exc. nio sabe o que vira e d'ahi
rem seu temor. Faz inais Justina ao nobre
presidente do conselho do que elle mes 110 ;
S. Tac. sabe o que a eleicdto directa nos
sime a toein aJoptado ; sabe que o
paiz modelo no systema monarchieo-eonsti-
tucional, a Inglaterra, tem a eleico directa,
e o que ella ahi Portanto nao deve o no-
bre presidente Jo conselho aterrar se com o
deseonbecido.
O que pode ser esse desconhecido entre
que quer o paiz iuteiro ? Quer me-
lhor systema de eleices do que a eonstitui-
eo nos den. A eonstituieo collocou a
grande maioria dos cidados brasileiros em
u:n estado de tutela ; nao lhes deu o Jireito
d escolber os deputados; entendeu que nao
sabiam fazor essa escolha, e impoz-lbes a tu-
tela Je rem sigrejas, como quem vai ao
escriptoro dos tabeUies dar procuraco aos
que por elles fossem escolber os representan-
te- da nago. Com esse systema de procu-
radores, a constituido exeluio o que ha de
melhor na nossa sociedade, o commercio, a
laroura, os propriotarios, os artistas inle-
pendenles, o concorreu para que o pequeo
corpo eleitoral se tornassu urna olygarchia,
sempre perigosa sob um govorno livre, mas
peior em um govorno omnipotente e sem
reio.
Em resultado o que vemos ? um corpo
eleitoral corrompido, composto quasi que
exclusivamente do creaturas dos potentados
i i localidades, e que o governo corrompe
por to os os meios, j com privilegios e cm-
prezas, j com postos na guarda nacional c
Bracas, c at com dinheiro.
Este o conhecido a quo se aferra o nobre
p m ente do conselho.
O deseonbecido a impossibilidaJe da
corrupcao, attenta a existencia de um corpo
eleitoral numerossimo. Pois possivel
que o nobre presidente tN conselho tenha
modo da massa doscidados indepemleiites,
quo maior interesse teem em que o Brasil
prospere? S. Exc. nao pensou bem na sua
proposicio.
seguramente ha na eleico directa um des-
eonbecido, um perigo; confessa-o franca-
mente, porque oque quer o triumpbo das
maiorias legitimas. Esse deseonbecido, esse
perigo o do que fallou liontcm o Sr. vis-
conde de Nitheroy. Queris a eleico direc-
ta com um censo elevado, o assim conduzis
ao voto universal, disse o nobre senador polo
1 do Janeiro.
l'ousou o orador que o partido conserva-
dor tivesse a corageiu de dizer sem rebuco:
quero a eleico directa, mas censitaria.
Era esse o papel que lhe caba : o partido
conservador nao corre atraz da popularida-
de ; sua rnisso defender as instituice,
mas ceder quando o paiz mostrar quo essa
sua vontade.
Pois bem : o orador nao conservador ;
mas repelle o voto universal quasi pelas mes-
mas razoes que repelle o actual systema de
eleices. O bom senso diz que nao deve vo-
tar quem nao tem aptido para isso ; votar
s porque hornera, absurdo. Entretanto
n}o entrar neSta questo pelo lado philoso-
phico ; ir pelo lado pratico.
O voto universal incompativel com o
sistema monarchico como est estabelecido
no paiz. as monarchias o poder mais
concentrado do que nos governos democra-
t.cos i. dar voto universal a quem nao tem
i,. leperfdencia diante do poder, crear ins-
trumentos para este. E' por isso que, libe-
ral como nao quer o voto universal, que
*6 cjmpativel com as democracias puras.
rergatnta-se ao industrial, ao commerciante,
ao artista indepenJente se quer ser equipa-
ndo com os capooiras, e verio o que res-
ponder.
,Es o conhecido. o o deseonbecido.
O nobre presidente do conselho deu anda
Outra razio ; mas essa s siguica ujiajou-
aa, e que os altos poderes do estado que-
braram o remo ; S. Exc. nao acha outro re-
medio seno- esperar tudo da reforma de
nossos costumes. O nobre ministro tem
com effeto razo de deplorar o estado dos
costumes polticos no paiz ; cahirara em urna
desmoralisac,o que maravilha aos que com-
parara os tempoe.
Era 1828, em 1830, em 1831 um deputa-
do julgava-so deshonrado se alguem dizia
que elle havia escripto cartas ou pedido vo-
tos ; considerava isso um insulto.
Em 1872, Ilustres desconhecidos soelei-
tos por provincias, on lo antes de suas can-
didaturas- nom se saba seus nomes I
E o nobre presi lente do conselho vera
dizer que, nunca houve tanta liberdade de
eleico.
Ain la ha quem se record da solemnidad?
e respoito com que em 1826, em 188 se fa-
ziam as eleices de deputados ; tinham algu-
ma cousa de santo, como os templos era
que taes actos eram praticados ; se os I10-
inens daquella poca resuscitassein o viessem
assistir s ultimas eleices que o orador pre-
suncin aqui na corte, as freguezias do S.
Jos, Sacramento, Glora. Espirito-Santo e
outras, diriam que boje nao ha eleico, mas
urna bacchaual. Mas tal .1 degenorago
dos costumes polticos, que o nobre presi-
dente do couclho, conhecendo tudo isto,
rem dizer que nunca houve cleicjo to
livre.
Ahi esto os documentos: naquella poca
a cmara dos doputa los fallava ao roi coma
maior sobraneeria. Em 1831 travava-se
conllicto entre a cmara e o rei, e o re era
doposto. parlamento tinha ento chegadq
plenilude de sua influencia c poder.
Em 1872 o quo vemos ? O parlamento
eleito unnimemente por um partido, com
abstenerlo dos liberaos. Esse parlamento es-
colhe um ministorio que, levado pela torren-
te das ideas liberaos, adopta a c.iianeipac,o
do elemento servil.
A cmara conserva lora nao quer reforma
precipitada, inclnase a que preceda urna
estatistica da eseravido ; eslava no seu di-
reto proeedendo assim, queria a cautela pro-
pria do partido conservador, c dizia aos mi-
nistros :Ys nao sois mais conservadores,
queris precipitar to considcravol reforma.
Mas a caara cedeu, porque sua maioria
Dio poda deixar de curvar-se opinio ge-
ral do paiz, e votou a emancipaco.
No auno segunte o que se .vio ? Muitos
daqunlles mesmosque havam acompanhado
0 ministerio doclararam-se contra elle, mos-
trando que nao tinha mais sua conanca ;
estavam incontestavelmente no seu dircito.
Entretanto, o que se passou ? U Sr. riscon-
de de Nitherpy roio hontem dize-lo, veo re-
velar que a cmara nao poda subsistir, por-
que sua maioria queria tomar vindicta pes-
soal contra os ministros que fizeram a eman-
cipaco.
Era 1831 a cmara fez o re ablicar. Em
18'2 vai o ministerio cora c diz :Dai-
nos a dissoluco, porque a cmara quer vin-
gar-se de nos. Mas nao por motivos pes-
soaes que urna cmara pode sor dissolvida ;
com factos destes que se pJe provar a exis-
tencia do poder pessoal entro nos.
I)eu-se a dissoluco, fez-se urna oleic,o,
vem o ministerio e diz -.Estamos no gover-
no porque nao devia dar-se-nos por substi-
tutos os que votaram contra a emancipaco.
E' assim que os proprios ministros denun-
ciara o poder pessoal. Pois a cora pode
declarar impossiveis os dissidentes? Os ra-
dicaes na > aspirara ao poder, os liberaos j
esto declarados impossiveis ; agora ficam
tambem impossiveis os dissidentes. Os mi-
nistros nao reflecten! que assim fazem da co-
ra urna enanca ; nao consderam que no
dia era que ella nio tiver dous partidos para
apoiar-se, fiea merc de um, perder mo-
tade de sua forca e de seu prestigio.
Quem assim frraa o vacuo em redor da
cora, compromette-a seriamente ; isso o
que faz quem chama revolucionarios os libe-
raes que se sentara no senado, e degenera-
dos os que representan] a porcao mais im-
portante do partido conservador, porque
inneg ivel que o que ha de melhor entre os
conservadores est com os dissidentes.
So acharam os liberaos impossiveis para o
governo, o agora como taes sao considerados
os dissidentes, com quem querem governar ?
Parece irapossivel que assim so conduzam as
cousas, e lamenta que um hornera como o
nobre prcsiJente do conselho, que nao tem
ambices desregradas, nom pretende fundar
predominio de familia, nao tenha seu espiri-
to desassorabra lo para considerar os ele-
mentos que o sustentara.
Com effeito, basta que duas ou tros in-
fluencias Je provincia lhe retiren) seu auxilio
e apoio, para que o ministerio caia. Em
taes conJices, pJo o ministerio fazor Jus-
tina a seus aJversarios, governar o paiz ?
Nao. As ambices do nobre presidente do
conselho deviam ser maiores, tinha diroito a
ellas ; se tivesse resignado o poder logo que
venceu a campanba da emanciparlo do ele-
mento servil, nao se vera agora na desgrana-
da situaco em que se acha.
Tronce estas cqnsideracoes para mostrar
a completa degene'raco de nossos costumes
polticos. Era 1831 a tmara fez abdicar
ura rei, e um rei que tinha grandes qualida-
des. Em 1872 um ministerio conseguo en-
chotar a cmara por causa de urna quosto
pessoal.
Donde vem este descalabro da moralida
de poltica ? Analyse-se a sociedade brasi-
lea c ver-se-ha onde est a corrupcao e a
degenerago. Frequontai, estudai os pro-
prietarios, os lavradores, c tereis medo da
, indignacao com que fallam de tudo e do to-
. dos. Couversai com os negociantes, com
excluso dos poucos trampolineiros que as-
pirara a contratos e eraprezas, e veris a
rnesma animadverso, lde at s classes
menos favorecidas, entrai em um tilbury, e
tereis vergonha da maneira por quo sao jul-
1 gados at os liberaos, porque nao distinguen!
entre os que se acham envolvidos na govor-
' nanea do paiz.
1 Onde est a corrupcao? Todos saben).
Temos um corpo eleitoral diminuto, quasi
I sempre o mesino, e de quem o-governo dis-
pe como bem entende. As cousas teem
chegado a tal ponto, que um conservador do
norte, conversando com o orador, dissfjlhe
que quas' nao havia mais necessidade de in-
verses, que os mesmos individuos serviam
em eleices tanto aos conservadoras como a
liberaos. E' esta a parte do paiz que est
corrompida e d o espectculo de nossas des-
granas polticas.
E todo o governo quo tem este apoio ofli1
cial pretende que est com o paiz. Em hon-
ra do criterio do nobre presidente do conse-
.lho, nio pode admittw que S. Exc. ignore,
ou desconbeca, o que todos sabem, e confes-
sam. Pode haver eleit,o livre as condi-
^es era que est o Brasil ? Se os liberaos
aubirem amanh ao poder, o que ser foito
das maiorias conservad
um nobre senadorcadaurnter sta voz-*?
ha de vir tambera urna cmara de desig-
nados.
Antes de partidarios, preciso que todos
se lombrem que sao brasileiros, e que isto
deve ter termo. Se a eleico directa, anda
nao basta, invente-se eonsa nova ; preciso
que o paiz tenha coriscioncia do que inter-
ven nos seus negocios, e de que a vontade
do re nao tudo, que na>) o re quem faz
tudo, mesmo sem querer.
Escolha-se urna corarassSo composta de
liberaos moderados, liberaesexagerados, con-
servadores dissidentes, conservadores minis-
terialistas; estude-se a questo, evenha um
projecto serio; isto o que promovera um
ministerio leal cora e ao paiz. Lembrera-
se que, no estado a que ebegamos, a questo
quasi que j nao entre o governo e os par-
tidos, va-se tornando questo entro o paiz
e a cora.
O Su. presidente lembra ao nobre sena-
dor que a cora nao pie ser objocto do dis-
cusso.
O Su. Svraiva pede a S. Exc. que nao te-
nha o menor receo de desmando do ora-
dor. Ninguem inais respeitador da cora
do que o'oraior. Mas prefere seu paiz o
rei, o nao sabe o quo cortejo desdo que se
trata do interesse do paiz.
O estado da questo -este. To lo o mun-
do sabe quo a cora nao fez alegislacao quo
pesa sobre a liberdade do voto ; mas nao
lia quem desconbeca que a cora o nico
poder que aproveita com a falta dessa liber-
dade. Desde que nao ha eleico livre, o
poder moderador torna-se o nico po ler do
esta lo, o tutor do paiz ; portanto, dar a li-
berdade eleitoral tirar do poder mederador
a responsabilida le de tudo que sobre elle
pesa o passa-la para o paiz.
Emquanto isso nao se fzer, toda a respon-
sabilidde do que se pratica vem a recahir
sobre o poder modera lor, que quem afi-
nal dirige o leme do estado. E' ueste sen-
tido quo diz que quem nao tiver a previden-
cia necessaria para ir adianto das aspirages
rtacionaes comprometi gravemente a co-
ra.
Se os nobres ministros entendem que bas-
tara imples retoques na nossa lei eleitoral,
deixam o paiz no deploravel estado em que
se acha, e portanto, attribuindo ao rei tudo
quanto se faz. O nico paradeiro de tan
grande mal est na reforma radical da olei-
caocom o fim de restituir ao parlamento tolb
osen brilboepoder.
Disse hontem o nobre senador pelo Rio
de Janeiro que os partidos applaudem e olo-
gio todos os oxcessos e desrespeitos i auto-
ridade : dir-se-hia que S. Exc, s conside-
ra ordeiros os homens que vivera com ello
ao redor do governo. Mas o paiz >quer
realmente a reforma radical das elei-
ces.
Na Inglaterra fez-se em 1832 a reforma
eleitoral. Nao havia naquelle paiz mode-
lo falta de liberdade do voto ; mas o par-
tido liberal queria demosratisar mais o
parlamento, e essa idea venceu cora o
apoio do paiz. Lord John llussell, aprecian-
do essa reforma, disse que ella restituir
s instituices da Inglaterra a forga e o
prestigio quo se iam extinguindo. Se as-
sim se procedeu na livre Inglaterra, que
muito que entre nos de-se mxima im^wr-
tancia reforma radical de nosso .viciado
systema eleitoral ? Ignora o nobre presi-
dente do conselho que se S. Exc. nio fosse
senador, e amanh cahisse, nao seria reeleito
deputado ? -y
O nobre senador pelo Rio de Janeiro s
enxerga revolucionarios. Tem razio S.
Exc. Revolucionarios sao todos os! que
procurara renovar a sociedade, destruir
seus mos hbitos ; o que os liberaes nao
poJom ser chamados demolidores, porque
nao aconselham, nem querem a resistencia
armada ; para o triumpho das boas ideas
basta-Ibes essa mesma imprensa que temos,
e o simulacro do parlamento que ainda exis-
te. Sao pois, revolucionarios, mas da or-
dem dos que querem dar ao povo o que
do povo.
Entretanto ha outros revolucionarios e da
peior especio; sao os que, dominados por
velbos prejuizos, resistem com pertinacia s
mais justas reformas a que o paiz aspira. O
nobre senador pelo Rio de Janeiro pertence
a essa classe de revolucionarios. Lamenta
que o leader do ministerio seja um revolu-
cionario desta especie, ao passo que o nobre
presidente do conselho nao ebega, nem pie
ebegar, at a exageraco d chamar revolu-
cionarios os liberaes, porque entendeu que
os republicanos tem o direito) e devem ter
a liberdade de, sem sahir do terrcna#gal,
procurar fazer catechese para suas'doutri-
nas. .
Ha republicanos maiores do que os que
escrevem essas folhas; sao os que preparara
asrevoluces.
Se os partidos monarchicos govemarem
bem, fizerem o povo livre, porque razoler
o paiz sympathias pela repblica ? Quere-
r mudar a forma de governo, s pelo pra-
zer de fazer urna mudanca? Nao, nin-
guem quer transformar tudo quanto temos,
quando ainda resta esperanca de melborar
nosso rgimen, ecrrqueo chefe do estado
tem o bom senso de desprezar os conselbos
dos que querem estabelecer antagonismo en-
tro a cora e o paiz.
Que cousa mais natural do que ha ver
quem enteniaque a forma republicana a
melhor? O que admirara era que em dez
mil lios de homens nao houvesse ningera
que opinasse pela repblica, que todos
pensassem que a monarchia era o melhor
systema do governo. O que a existencia
de um partido republicano demonstra
6 que a opinio comeca a pedir contas ao
governo, que a independencia renasce nos
espiritos, e que nao ha .mais poder que
possa resistir vontade do paiz; prova
que os monarchistas tem hoje no poder dc-
veres mais sagrados, que essas patotas
que desacreditam os governos devem aca-
bar, moralsando-se os partidos monarchi-
cos-e pondo termo a esses meios de qde to-
dos tm lancado mo.
Assim sao os" que se oppoem refor-
ma eleitoral directa que preparam a re-
publica: felizmente essa reforma estarna
vontade da afio, e nao a podero evi-
tar.
Como sabis que o paiz tem essa von-
tade? J o nobre presidente do conse-
lho fez esta pera|ota, e teria razo de fa-
ze-la se 9 orador acreditasse que a ac-
tual cmara dos deputados representa o
paiz. E S. Exc. mesmo, se na tribuna as-
sim se exprimio,|em particular ha de reco-
nhecer que o orador tem razio
recta. O Uieral a quer, e do seu
Bo*ae falla do partido re-
r nto pie ser chamado ao
p'ider, mas dere ser contado como opinio.
Ora, o partido republicano nao pode de-
iar de querer a eleiclo directa, que*aug-
menta muito numero de eleitores. Os
dissidentes j declararam que querem tam-
bera a eleico directa." O que resta pois ?
A fra<;c,o.do partido conservador quo fez a
caraaYa actual, islo resta a maioria Jo
governo, mas o que representa ella ? A
millesima parte do paiz que intervni na
eleifo.
Ainda assim nao ha cemmol la le a este
respeito, entre os que sustentara o gover-
no ; se nao, perguutem ao Sr. Bario de
Cotegipe, urna das maturos influencias
que o apoiam, se nao quer ;t eleico directa.
Junto do nobre presidente do conselho ainda
h i outra notahiliilade que sustenta tambem
a eleico directa. Os que- impugnara,
pois, esta reforma aeham-se no paiz em
urna minora quasi rnporceptived.
Mas v-se na necessidade do deixar a
parte poltica de seu dfecurso, porque adia-
se muito fatigado; nao quer,- porm, sa-
hir da tribuna sem dizer alguma cousa
a respeito da questo exterior.
Nao entrar no labyiintho da* notas
memorndum e actos diplomticas que
tornara quasinnitelligiveFa questlb, nem a
seguir em todos os seus desenvolvimientos :
nao contar o que se fezpa7a ciear o gover-
no provisorio no Paraguay,, os artificios eni-
pregados pelos diplomatas argentinos e bra-
sileiros para dssolvoreiu a alianca e trans-
formaron) o vencido em vencedor.
Mas fez-se a alliance.; o Paraguay foi
vencido; por fim desprezaraos o tratado
de alianca e todos os males vm de tormos
querido tratar o Paraguay como as meni-
nas de nossos olhos.
O tratado de alianca foi feito com muito
tino e sabedoria ; nello se estabclcccram
coiidiees para a guerra e par depois da
victoria assegurar a paz futura das naces
alliadas. Por nossa parte cumplimos fiel-
mente o tratado. Veio a paz. Appareceu
a opinio deque o Paraguay devia merecer
misericordia dos vencedores. Todos foram
concordes era que nao turnamos ido ao Pa-
raguay fazer conquistas; ora, porm, pre-
ciso nao esqueeer que estavam formados
Jous principios : 1., quo os alliados nao
podam exigir mais do quo eslava 110 tra-
tado de alianca ; 2., que dentro das ba-
|,ses desse tratado poderiam os alliados ce-
der ao Paraguay no que este mostrasse que
tinha razo. Nunca, porrn, se anteo leu
que nao estivossoraos era nosso plano
direito exigindo do Paraguay os limites tra-
bados no tratado de alianca.
O orador foi o ministro dos negocios cs-
trangiros .que approvou esse tratado;
nunca o entendeu de outra maneira ; nun-
ca lhe passou pelo espirito que o Brasil po-
desse obstar a que a repblica Argentina
exigisse o Chaco se entendesse quo era seu
direito.
Ora, teriam os negociadores esquecido
estabelecer o casus fvederii para a questo
de limites ? Nao. Ahi est o art. 17 do
tratado de alianca, que nao deixa duvida a
esse respeito.
Lendo esse artigo inostra o orador quo
elle estatuio claramente a aceito das na-
ces alliadas para caso do Paraguay
negar-so aos limites establecidos naquelle
tratado..
Assira se entendeu o tratado desdo o pri-
meiro dia do sua existencia ; essa ainter-
pretaeo genuina.
Depois disso fez-se alguma cousa nova.
Quando os dous alliados, Brasil o repblica
Argentina, toraarara-se de amores pelo Pa-
raguay, concordaram era ura principio sao
edejustica; declararam nos ajustes preli-
minares de paz que o Paraguay devia ser
ouvido na questo de limites; ninguem
mpugnou esta condescenca; mas po-
da semelhante audiencia invalidar a a-
lianca?
Tratando da audiencia duda no interesse
da alianca, diz o orador que a alianca
nao ficava invalidada : e correntio a ques-
to, o nobre ministro eucarregado da 110-
gociaco achou-se de accordo com o Sr.
Quintana em todos os principios do trata-
do, de alianca ; havendo, porm, quem
achasse que o Sr. Quintana tiiiha medo da
protecfo JemasiaJa Jo Brasil. E, ou por-
que a receiasse, ou porque quizesse acla-
rar ainJa mais toJas as negociacoes, exigi
do negociador quo rospondesse seguinte
pergunta : No casoem que o Paraguay re-
sista aos limites poJidos pela ConfeJeracao
Argentina, e dos quaes nao possa ella pres-
cindir, achais vos que se realiza o casus fce-
deris ? Nao tem duvida de que o nobre se-
nador pela Babia, incmbro da coramisso da
falla do tbrono, e em umapalavra, todo o
senado responde pela affirmativa, isto se
o Paraguay rosistir s pretencos da rep-
blica Argeiitinat tinbaraos de chegar ao catas
fiederisq nao querondo no emtanto isto dizer
que nao se dessem conselbos de amigos re-
publica Argentina, dizendo-lhe : Vos nao
lucris cousa alguma com a acqusicio do
Chaco.
Est certo de que se o governo do Bra-
sil fosse severo como elle orador acaba de
ser na iutollgencia do. tratado da alianca,
a Confederaco Argentina havia de at-
tender a vozes to autorsadas. Mas o Sr.
Quintana vio que, negadas a alianca e o ca-
sus faderis na questo inais importante, era
trabalho perdido.
Pois que I (exclama o orador), entrar em
uegociaco com o Paraguay, quando o
ministro argentino sabia que a repblica do
Paraguay podia resistir muito e nao que-
rer ceder nada, [porque contava com a pro-
teccao dos alliados! O que devia fezer
o Sr. Quintana? Continuar, era achar-se
dahi. a 40 das no mesmo estado em que se
achara depois da resposta do Sr. Baro de
Cotegipe.
Portanto, o conflicto argentino nasceu
porque o governo do Brasil negou urna
das obrigaces do tratado da alianca, negou
a applicacao do casus (cederis na questai de
lmites.
Dada esta circumstaucia notavel, de-
pois de madura reflexo, que o proprio mi-
nistro que havia dado ao Sr. Quintana urna
resposta, sentisse que ello tal vez tivesse cora-
mettido urna falta, esqueceudo-se de mais
das obrigages communs da alianca. Mas
o Ilustre negociador fez sentir immediata-
mente ao Sr. Quinlaua que nio nogava ab-
solutamente o direito que o Brazl tinha de
considerar nos meios de fazer cora que o
Paraguay acquiescesse confederado ar-
gentina, mas cnteadia que esta quosto de-
viria ser resol vida poMeriormente

Mas o paiz, quasi qu* era sua totalidad^ Do que, porem, quena saber o negocia-
quer a reforma eWloral com a oleifo di- dor argentino- era de uwa negociasao d-
pricipios, era Ja frttelligancia do tratado
de alliauca. l'ortantoeo conflicto, aasceu,
porque nao houve d, parte do negocia-
dor brasileiro ( e o dir com toda a fran-
queza) a vontaie de proteger o allado
contra o Paraguay.
Nio er que o nobre bario de Cotegipe
dss! co |>asso mportatesm autorisac|o
do ministerio; nao o reiponsabilisa por
Bite facto ; S. Exc. executou o ponsamento
do ministerio, e acredita inais ainda que o
Sr. bafro de Cotegipe era mais execulor
do pensanftnto, porqu v o nobre negocia-
dor inmediatamente procurar orre lar as cau-
sas do conflicto, ehegando a Bueniw-Ayres.
Ahi esto'as notas de Tejedor para mostrar
que, chegando a Buenos-Ayres, S. Exc.
dissera quo nao negar que o Brasil tives-
se de garantir a fiel oxecui;o do tratado do
alianca.
Desde quo o Sr. baro de Cotegipe dizia
ao ministro Tejedor que racouhncia no Brasil
a obrgacio de onfpregar os meios para que
o Paraguay se aproximasso da confederarn
argentina, receiiheceu, como reconhoee o
onalor, que pola V parte do art. 17 o im-
perio obligado, como allado, a chamar
o Paraguay razo, se elle nao qnaizer re-
conbecer os limites exigidos pela confede-
radlo. E o reconhecirneiito dessas garan-
tas, no tratado de attkuica, o roconheci-
inento das obrigages communs dos allialos,
qoe Jeviam obligar mesino os tratado es-
peciaos, foi eonfessado plenamente pelo no-
bre baro de Cotegipe. Nao sabe, pofiny
poraue o miiiwterio nao lerou avante o> ac-
cordo encelado cora Tejedor pelo nobre
baro do Cotegipe ; nem sabe o paiz quaes
asconvenieucas dessa ahstcneio do minis-
terio era nao acquioscer quilo que queria
o seu representante no estrangeiro.
O conflicto tomn [)ro[)orcoes graves, en-
c.orainendarara-se encouracados, fez-so gran-
des desposas cora armamento,, a mprensa
dos dois paizos tomaran! proporces hostis,
e depois de prodoudes todos esses niales, o
que foi quo vio o paiz ? Vio o> Sr. general
Mitre cuten ler-secom o ministerio, e conse-
guir o que Tejedor queria, OU antes o quo
so doveria ter concedido a Quintana.
O conflicto, portanto, 'breado-pelo nobre
baro de Cotegipe, proveio do urna aprecia-
cao inexacta Jo tratado Je alianca. S.
xc. cuten lia que o Brasil tinha a liberda-
de do nao dar a garanta do tratado* que nao
era chegado o casa /"<< leris, se o Paraguay
resislisso ao que queria. o governo argentino.
Depois do proseguir em cousideraces
anlogas, diz o orador que nao quer fazer
a menor injustica a os negociadores do trata-
do, porque entende que elles foram dema-
siadamente generosos cora o Paraguay, o
tito generosos quo comeyaram a dar inter-
protacosao trtalo de alianca a favor des-
sa repblica. Nao conlemna o conflicto,
consequencia dessa gencrosidade; mas ao
hornera de estado nao perinittido levar es-
se sontimonto, alias nobre, ao ponto de
provecar resultados gravissimos.
Quer quo se proteja o Paraguay, que so
nao trato a esse paiz cono urna necio- con-
quistada ; quer quo se chegue mesmo a
aconselhar confoderaco argentina que
abandone de urna vez esse Chaco, que nao
lhe serve para cousa alguma ; mas nao pode
approvar o procedimento do nobre negocia-
dor Jo tratado.
Depois Je novas consiJeracoes, aprecian-
Jo JetiJamente a uegociaco, o orador co-
cluc dizendo que, para elle, o governo bra-
sileiro foi o creador do conflicto, porque
nao era a verdadoira intorpretaco ao trata-
tado de alianca ; se a deu, questo
est terminada ; e se o art. 5" nao exprime
a verdadoira posicio, o conflictocontina.
0 SU. BARAO DE COTEGIPE diz que
poder a dispensar-se de defender os tratados
que, na qualida lo de agente do governo,
celebrou com a repblica do Paraguay,
porque a approracio que a ellos deu o go-
verno imperial seria snlliciente para a tran-
quilli la le de seu espirito.
Todava, como executor das instrueces e
ordens do governo, o praticasso um acto
todo de accordo com a sua conseienca, to-
mar pela parte que lhe compote toda a
responsabilida le que lhe possa caber nossa
parte.
0 honrado senador pela sua provincia,
dscutindo um assuinpto que abrangia gran-
de espaco do lempo, e tem passado por dif-
ferentes phases, o circumscreveu a um ni-
co ponto, alias importante. Quando, po
rm, se trata de avahar actos complexos,
posteriores uns a outros, quo mais ou me-
nos modificaran) aquellos a que o nobre se-
nador alludio, nao se pode tomar a ques-
to seno no seu todo ; e do modo por que
0 fez o nobre senador fcil censurar qual-
quer das negociarles, ou a poltica brasi-
leira no Rio da Prasa.
Nao deve ignorar o nobre senador, a
.quem tem a honra chk responder, quo o
Brasi I execu tou todas as clausulas do
tratado de alliauca, durante a guerra, com
urna fidelidade digna de todo o elogio
( muitos apoiados), fosando mesmo sacri-
ficios para manter Ilesa essa alliauca.
1 Apoiados). Jamis houve por parto do
Brasil a mnima quebra de lealdado.
. Finda a guerra ,0 governo brisileiro im-
mediatamente procurou restituir ao Para-
guay o governo que havia dosapparecido,
chegando os alliados a se acbarem em po-
sico de nao torera com quem tratar em
Assumpcao.
Depois de grandes difficuldades para o
restabeleeimento desse governo, as circums-
tancas variaram, e j nao tem o Brasil de
tratar com um inimigo que acabava de ser
vencido, mas cora um inimigo quo so haVia
constituido amigo.
0 orador faz o histrico da organisaco
dos governos provisorio e definitivo 110 Pa-
raguay.
Estabelecido o governo permanente, para
o qual so devia recorrer, o Sr. visconde do
Rio Branco foi enviado a Buenos-Ayres, e
ahi executou o accordo preliminar para o
tratado definitivo de paz, ficando reservadas
duas quostes para seren tratadas em As-
sumpcao pelos plenipotenciarios nomeados
para se entederem com o governo do Para-
guay.
As duas quostes foram a dos limites da
confederac argentina e a do protocollo an-
nexo ao tratado-de 1 de maio. 0 govorno
argentino, que havia sempre usado, da dis-
posico do protocollo annexo, emquanto
durou a guerra, finda ella declaroi quo
pare desse proiocollo nao era obrigatorio ;
o plenipotencia rio brasileiro maiitinlia a
integridade da allianrja era todas as partes.
Nao se dando por convencido o ministro
argentino, declarou que essa parte ficaria.
reservada para negociacoes posteriores
argentina. Mas porque surgi esta ques-
to ? Quiz o Brasil alguma rez por em
duvida no modo de interpretar- esse tratado,
foi a repblica argentina.
0 Brasil, que nao tinha vistas de conquis-
ta sobre- o Paraguay, que nao havia de m-
pr ao Paraguay aquillo que antes da guer-
ra nao tinha feito, nao leve duvida em ad-
mittir a interpretarn do seu allado.
0 orador prosegue, passando a responder
a todos os- tpicos do discurso do nobre se-
nador pela Babia, com referencia a seus
actos, na Co.nrais^o de que fra eucarrega-
do. E, se elle crror, nao recoubecendo
seu erro, o que quer que fique' provado
que procurou servir o seu paiz do nielhor
modo (apoiados geraes-), fazendo votospa- %
ra que a paz da repblica argentina sej>
permanente per secual secular um. ( Grar*-
de numero de sonadores vm cumprimentv
o orador,)
/ [Cmxtinuarse-ha.)
VaRIEDADE
Appareceu tambem a questo,se o
Brasil deveria ou nao sustentar o governo
CATASTUOPIU: NA INDIA INOLEZA.
Pelas folhas ingle/as consta que na fronteira
deSind um terremoto destruio todasca-
cas de Lehree, morrondo 500 pessoas debai-
xo das ruinas. Apenas de toda a pov^wco
escaparan) lpessone.
Tambem na presidencia de Madras, n'um
lugar chamado Blackto-wn, pegn fogo n'urft
pagode-, quando esta-vam celebrando urna
nata e pwr isso muida gente reunida : mor-
rerain 2<, o multas outras pesoas fioaran
contusas ou feridas gravententc.
OS i'.BANDES TEl.ESI'i*IOS.Com este-
titulo acharaos na iutnressaiHe publicaejio
hebdomadaria do Sr. Moiguo ura ijiteressan-
tissirao artigo.
Os exploradores Ja la est^ro, em bre-
ve a 128 kilmetros d'este- astro. Na dis-
tancia total, que nos separa do nosso satel-
lito :)S2:000 llometrosso gigantesco telescopio de reiacco ltima-
mente construido pelos iigleues.
O poder ampliador, avaha.lo-como de cos-
tivrac', do 3:000. A objectva,. um) lente
sem rival, niele diametral mente 035 milli-
raetros. O tubo-do telescopio de ac, cora
solidez stilltcjenAe para evilaijojllexo sobpeso
que supporta. lu lubo de zitico intercep-
ta as corren tes d'ar q.ucute, que poderiam
perturbar a direceo dos rait luminosos.
O instrumento est collocado sobre urna
base de Ora de altura, cora o apparelbo ne-
cessaro para dirigir para o-ponto do co,
que deve ser observado. O pso total de-
9:000 ktlograimnas.
O maior telescopio at hoje conhecido era
o do observatorio de Chicago (construido
peloSr. Alvan Clark), cuja lente tem o di-
metro do 47 centmetros. Seguera-se de-
pois, com as suas Lentes do 3lkJ> centmetros,
os telescopios dos observatorios de Cambrid-
ge (Massachussets, e de Posteara (Hussia).
Mas o instrumento cima descripto, sen-
do como gngatesco, nao hade conservar
por muito tompo a supremaca. Os Srs.
Clark h do Cambridge, empreheuderara aexe-
cu^o de urna lente do 69 centmetros para
o governo dos Estados Unidos, que ha de
custar 100 coutos de res. O telescopio,
em quo deve ser collocada, ter provavel-
mente o seu lugar em una nova cstago as-
tronmica, quaser estabelecida na Sierra
Nevada 2,700 metros cima do nivel do
mar, em localidade recommondavel pela
pureza da atmosphera, e porque sao all
mu raras as nuvens no co. Eundanv-se
grandes esperau^as n'esto instrumento, para
u progrosso Ja astronoma e physica.
E nao ainda esta a ultima palavra.
O Sr Molgno roeorda o sublimo e balda-
do esforco do Sr. Paro, quanJo emprehen-
deu a construeco de urna lente de 75 cen-
tmetros, e annuncia-nos quo tal vez algum
dia, e nao d'aqui a muito lempo, se ha de
realisar a construeco de ura telescopio gi-
gante, que nos mostrar a la 4 ou 5 kil-
metros. Saboremos ento se 0 nosso satel-
lite habitado, o muitas quostes graves da
sciencia soro do urna vez resolvdas.
EBi:iiEBlt:0 I.AIAGE. lm peridico
do Chile d os soguintos apoutamentos bio-
graphicos de Frederico Lafago, o assassino
do ultimo presiJeiite da Bolivia :
Os antecedentes de Lafago do motivos
para pensar que D'este trgico successo nao
interveo s a paixo poltica, l'rederco La-
fago sobriuio carnal da actual viuva do
presidente da Bolivia. E1 um hornera de
83 anuos, do figura sympathica, do encllen-
te trato social e do costumes morigerados.
Casado ha seis anuos com urna interessante
joven da Paz, distinguio-se sempre pelo
amor que tributa a sua esposa e a dous fi-
Ihos. I.afage foi commerciante na Paz du-,
rente os anuos de 1807 a 1869. N'essapc-
ca e por causa da sua adheso pessoa de
seu tio, o general Morales, fra perseguido
[tela aduinistraco Melgarejo. Quando fez
o movitnento revolucionario na Paz em 1870
I.afage acompanhou-o, e no dia 15 de Ja-
neiro de 1871 foi un dos seus ajudant'esde
campo no sangrento encontr que houve
entre as tropas de Morales e de Melgarejo.
Desde esse dia Lafage, elevado classe de
lente coronel, foi successivaraente ajudan-
te do general, seu secretario particular, seu
mais intimo confidente e seu comensal
diario.
Nunca se distingui Lafage por suas
ideas exaltadas ora por apaiionada inter-
veneo na causa publica. O seu interesse
na poltica, n'estes ltimos annos, era viz- -
vehnentc motivado mais por affeices de fa-
milia do que por afleeto s quostes polti-
cas. Por esta causa maior estranbeza cau-
sou ve-lo cousummar um fado que nao po-
de explicar-se seno por um fanatismo exag-
gerado, de que Lafage incapaz. No fundo
d'oslo drama talvoz exista algum intimo sen-
timen to de odio pessoal, que o lempo reve-
lar.
QUEUO ECONMICO -Um agranomo, ita-
liano diz o Jornal do Havre fabri a uu) quei-
jo econmico que se recommenda, segundo o
seu inventor, pela sua barateza e qualidafies
nutritivas. A receita, que toda a gente po-
de experimentar sem grande despeza, con-
siste no seguinte:
Cose-se urna porro de batatas, que se
reduzem a massa em seguida v ajuntam-se
depois 500 grammas de leite por cada frac-
co de 2 kilos e 580 grammas de batatas ;
deita-se o sal preciso e mistura-so bem.
Depois de tres ou quatro da* de repouso,
manpula-se de novo esta nrassa. No fim
de qoinze das tem-se um queijo cxcellente
para comer, o qual se conserva fresco col-
locando-o era sitio bem arejado. _
TYP DO DIARIO RA DUQUE DE-CAXUS
'
?



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I
L


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