Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:12803


This item is only available as the following downloads:


Full Text
i

ARMO XLIX. MMERO 3

----------
PAIIA A CAPITAL E LUGARES ~0!f DE NAO $E PACA POBTE.
Por tros mezes adiantados .
Por sois ditos dem '. .
Por um anuo dem
Cada numero avulso
6&000 .
" 139800
29000
320
SABRADO A DE JANEIRO DE 1873.
PARA DE.VIH O E I'BA DA PROVINCIA.
Por tres mozes adiantados...............
- Por seis ditos idom. .
Por- nove ditos dem .
Por* um auno idem. .





6*750
139500
2W>250
279000

l'
I
I


I
PR0PRIEDADE DE MAN0EL FIGUEIR0A DE FARIA & FILH0S.
Os &s. Gerardo Antonio Aires Fhos, no Para; Gorjeares d Pinto, no Maranhio Jqaquim Jos de Oliveira<$ Filho, no Cer; A*$?ir>.4e Lemos Braga, no Aracaty ; Joao Maria Julio Chaves, no Ass; Antonio Marques da Silva, no Natal; Jos Justino
Pereira d'Almeida, era Mamanguape ; Augusto Gomos da Silva, na Parahyba ; 4ntonio Jos Gomes, na Villa da Penha; Belarmino dos Santos Bulco, em Santo Anto ; Domingos Jos da Costa Braga, em Nazareth;
- Antonio Ferreira de Aguiar.em Goyanna; Francino Tarares da Cta, em Alagdas^Alves & C, na Baha ; e Leite, Cerquinho C. no Bio;'de Janeiro.
=
PARTE OmCIAL,
I.overa iln provincia.
r.\!'!D!KtE DO I\ M DE DEZSMrm DE 1872.
Actos :
O presidate da provincia, i vista d > ofDcio
iJii Ur. chore de polica n. '>G5 de 23 di) frrenle,
resolve exonerar Francisco Mauricio d:i Molla lii-
ber.i do cargo de 2.' siijp!cs>te do delegado do
termo do Boiu Jardini, visto tef sido nomeadn sup-
p rate do juiz municipal.
O presidente da provincia, de conformdade
com a proposta do Dr. eht fe de polieia u. 2Df* de
1 t-\ do corrente, resobre noinear Francisco da M >t-
tu Kibeiro, para exercer o cargo de 2.' suppiente
do delegado do termo do D un Jardini. Lommn
nicou-se ao tir. chefe de poha.
U presidente da provincia, resolve designa)'
o raoito da 8.* companlua do bar.alhao n. yde
infamara da guarda nacional do municipio da Es-
cada, Jos Pereira de Ar.iujo. para exercer as
nui'coe.- de major do dito batalltao. Communi-
cou-se ao eommandante superior de Santo Antao.
O presidente da provincia, attendendo ao que
; i lereo Hilario Urbano da Silva, e vista do ijne
jni rion o juii de direito da comarca de Sanio
Antao, quanto a nao ter (ido commuBieacao ofi-
cial da c nilirmacao pelo governo imperial da no
meaeao do dito lilario para a serventa vitalicia
d i. .!i"osde eserivao do jan e execuc.Vs do
termo da Esc:ula, resol ve. em vista do aviso i:. 313
de l de outubro de 1871. c mceder prorogarao de
praso para o suppiicante poder tirar o seu "titulo
existente ni reeebedoria das rendas desta pro-
M.ra.
;) presidenta da provincia, resolve, a beta do
servico publico, demittir a Ildefonso Lucio Moatei-
ro 11 Franca do lugar de poMeiro do hospital mi-
litar, e ordena que ueste sentido se oxperam as
eonv "lenles couimunicac.oe-. Fizeram-se .. n-
cessarias eommunieaedes.
0 Befos :
Ao coronel eommandante das armas. Ten-
d > id nn dia 2i do Brrenle visitar o deposito de
recrujas, notei alli falta de aseio. principalmente
na sala on qoaito onde facen) elles sua assistea-
cia ; [wlo que reronaiuendo a V. S. que providen-
cie no sentido de seren quanto antes removidos
para otitro lugar, que possa servir de lati-ina, of
Larris de materias focaes que s- conservara na
referida sala ou quarto, com perigo da hygieiie do
estabelecimento.
Oatro siiu, observei na mesnia occasiao que o
respectivo eommandante acbava-se apaisano; o
q i.; i o de ve sor perinittido por s;r contrario
disciplina militar, que nao tolera abusos desta
Ao niesmo. Na visita que no dia 2i do
corrente ti/, ao hospital militar, nao eneoutiei- ..
respectiva sontiueHa no seu posto, e sement a
arma que eslava encostada guarita ; e consti-
tuuido este facto nina infraecao disciplina mili-
.. confio que V. S. providenciar em orden a
>.i i.' -lia se nao reprodnza.
Outro sim, notei poaco ou nenhum asseio no
prodito estabelecimento; e confio igualmente que
u.n i taha, alias remediavel, eessar mediante :>. ir
Udas providencias que V. S: Ai l)r. emfe de p .liria, declarando que p r
falla de torea policial desponiveL deixa de ser sa-
tiseif i a reqiiisie.o do delegado deGoyanna, quan-
i. ao destacamento do district i de Goyannina.
Ao inspector da thesouraria de fazenda, re-
in :; ndo vinte e cinco exeniplares do regulamen-
.i g'tal ipprovado pelo decreto n. 5133 de t:> de
u e loro ultimo, expedida pelo ministerio da
agricultura, commaroioe obras publicas, para a
i; i<;I > \Lt le n. diO de 2S di seleiii'oio do aa-
na-paseado, aiim de que os distribua pelas collec-
i i e empregados encairegados do cumpri-
meuto da referida lei.
Ao inspector da thesouraria provincial, re-
i'omuiendando que. em vista do udeferimento da
ueti(ao de Bellarnuno do Kego Barros, e Angelo
bap'ista do Nascunento, providencie para prose-
guir nos seus ulteriores tennis a oxecucao que
contri elles niove ess th-.-soiirarii. relativamente
a cobranca do imposto de io /4 sobre trapiches
alfaudttgadoa.
Ao m.'smo, recoinmeadanlo que, ouvndo o
Dr. procurador Bacal, emita parecer sobre a can-
- acia da creaeao dos lugares de cobrador das
< uas provin'ciaes, autorisada pela lei n. %',
d.' 2 i de jumo de 1870, art. i s, !. ; e, no caso
de j dg.ir neeessaria, frmale um regulamento so-
bre 08 direitos e deveres desses nov is agentes do
fisco.
Ao mesmo, mandando restituir a Joaquin
At'i uiasio Guedes dos Santos, alumno da escola
naruial, a 2.* proeU6ao de sua matricula na Im-
portancia de 12*296, que pagou no consulado
provinejal; por ter elle perdido o anuo lectivo.
Ao eommandante superior do Recite, reeora-
meudaudoque expeca ordem, em observancia ao
aviso do ministerio da jastica de 6 do corrente,
para que, se acaso pertelcer guarda nacional
sub seu commando, Domingos Freuerlco da Rneha
Mello. Qlho de Francisco Antonio de Mello, seja el-
le dispensado de todo o servico. O.flciou-se nes- janeiro de 18'd
te sentido aos deinais commandantes superiores
d.i jirovincia.
Ao Ur. juiz de direito da l.J vara civel, re-
commendanno que envi presidencia o resultado
celebrado com o coramendador Antonio Gomes
v .. quanto empreza Recife Drainage
Ao Dr. inpector da saude publica, declarando
ein resposta ao seu otllcio de -> de novembro ul-
ti iio que, euiora procedendo sua reclamaeao re-
lativa s providencias sobre as visitas dos nas'ios,
importa a adopeau de medida proposta a revoga-
<;.i.j do regulamento de 23 de Janeiro de 1861, que
<* da competencia do. governo imperial, cuja
apreciarao nestadata se submette.
Ai juil municipal de S. Bento, mandando
que informe se em vista do edital desse jtiizo de
+) d novembro do auno pastado appareceu al-
j-iiui prelendente serventa vitalicia dos ofleios
de justiQa a que allude o mesmo eaital; devendo,
n > ea*o negativo, por de novo em concurren aa.
-* Ai engenlieiro eoearregado das obras mili-
tare-, recomneadando que sem parda detempo eein
vis-1 dos papis que se remette, os quaes sera i de-
volv ios, droeeda ao orcimeftto e descripcao de
-un armazem para servir de doposito de toda a
palv.ira importada nesta capital convindo que te-
nba em atlencao os pareceres da comniisso, que
por ordem da presidencia examinou a proposta do
Mr. Symfronio Cesar Goutinho, para a eaeeuc)
dessa obra, e as altera^ocs pela niesma commissao
jiroposta.
Ao eommandante do corpo de polica, decla-
rando que a forca que tem de apresent r-se ao
salid legado de Timbaba deve ser tirada do des-
tacamento de Itamb.
Ao administrador do coasulade-provincial,
recommendando que, depois de entender,-se com
< engenheire das obras gera. s Antonio Vicente
do Nascimento Feitosa Fho, e de declarar este
quaes os predios que devem ser desapcopriados
liara o edificio destinado. adniinistrcao dos cor-
Portarias : '
A' cmara munieiial di cidade de Olimla,
eoiM.nunicando que, segundi aviso do ministerio
do imperio de t do corrente, foram approvadas
pela cmara dos Srs. deputados "para a 13. legis-
latura as pleicoes primaras dus paroclas de S.
Salvador, S. Pedro Martyr, Nossa Senhora dos
l'raieres de Maranguape, Santos Cosme e Damiao,.
Itamb, S. Vicente e Saut'Anna do J.*rdini, perten-
tvntes ao 2.' disiricto desta provincia ; dejwndendo
ojulganimto das que tiveram lugar emoutras pa-
eoobias do recebimenlo das respectivas actas. -
Iguaes as cain iras de Goyaasa, Iguarass, Limoei-
ro, Xaaareth e Itamb.
A"d" Caruar, ommunicando que, segundo
o aviso daquella data, forana apprbvados pela re-
ferida cantara cleicoes primarias das panchlaa de
i: iruar, Raposa, Alttnho, Quipap, Bonito, GPavati,
Papaeaea, Buiquee Agas Helias, e as secundarias,
' is coUegios de Caruar, Bom Conselho e Buique,
di 1.' distrieto e'.eit;r.i! da provincia ; declaradas
trallas as eleiroes primarias e secundarias da pa-
roehia e collegio d; S. liento, o nao tendo sido re-
solvidas a eleieio secundariai do collegio do Bonito
e as primartati das parorhias de Bezerros, e Gara-
nh us por (alta das respectivas actas. Iguaes s
cmaras de Bonito, S. Bento. Buique e Panellas.
Aos agentes di e moanhia de navegado
brasileira, mandando transportar para a curte'no
van ir que se espera do norte, por cunta do minis-
terio da marmita, o espolio d'* una praca do bata-
lbao naval, que o aspee! ir da remertivo arsenal
de marinha. tem de ivmetter para o quartel da
qnelle batalh >. Coniraunicou-se ao inspector do
arsenal de marinha.
i)es:'\:hos da phks;ds.v;u de 2 ie ja.nkiho de
1873.
Affonso Ernesto daSeixas.Deferido com
officio desta data ao provedor da Santa Casa
de Risericordia.
Antonio Jos de Al:n"i la Catan'uo.-Junte
0 pottciouarii o documento a que se refere.
Boiwnio Rosa de Lima Leal.i'asse por-
tara, na forma .-querida.
Bichare'. Christovao Xavier Lopes.Ke-
mntiloaoSr. Dr. chefe de polica, para
1 a '.-r ao suppiicante a justica a que tver di-
reito.
Clara da Costa Moaezos. Remettido ao
Sr. Dr. director gera! interino da instruogo
publica, para attender a sappliejute.
Dr. Francisco Ja:i:-.t!io. Pereira da Motta.
Como requer, sendo este aprosentado ao
Sr. gerente da eimoanhia Perna:nbucana,
para o;!i:;s convbnentes.
FrancelaCarolina da Cunha .Mchalo.
Deferido coa officio ao provedor da Santa
Cas: de Misericordia.
Brillare! Gasparsde Vasconcellos Menezes
de Druramoitd.l'rejulieado
Irmandade do Santissimo Sacramento da
freguezia do Pqo] da Panella.ludeferido,
em vista da iii!oi-na';o da thesouraria pro-
vincial, i '
[rmanJadc do Senh ir Bo:n Jess Jos Pas-
sos.Deferido ceta ofliejo desta data, dirigi-
do thesouraria provincial.
Jos Luiz de Mello.Sim, com recibo, e
nao ha vendo inconveniente.
Joao Gomes da Silva.Corno requer.
Joao Accioli i.iiii Wanderl y.Remettido
ao Sr. Dr. director geral interino da instruc-
c i publica, para attender ao suppiicante.
Joao Pedro da Silva.Devendo terminar
a o liiii do corrente; mez a licen>; concedida
ao proprietorio da oadeira a que allude, iu-
dehro oquo requero suppiicante.
Jos Carlos da Costa.rrRemettido ao Sr.
Dr. director geral interino da instruccao pu-
blica, para attender ao suppiicante.
Leovigilda Mara da Silva Cordeiro.Fas-
58 portara conceden lo dous r.; ?zos de licen-
ca com ordenado.
Capitao Manoel de Carvalho Paes de An-
drade Gouvim.Sejaaidido a um dos cor-
pos do liaba.
Dr. Manoel Clemetino Carneo da Cu-
aba.Conceda-se.
Martiniano de Azevedo Carvalho Siqueira
Varejo.Encaminhe-se.
Tenente Manoel Cameiro Machado Freir.
Forneca-se.
O mesmo.dem.
. Alteres Numeriano Jos de Barros.Passe
portara, conceden lo iO das de liceiiga com
voucimentos.
Secretaria da presidencia de Pernambuco, 3 de
O porteiro,
Sihino A. Rodrigues.
OuiHiiaaiiil la* nruias.
O Illiu. Sr. coronel coaimmdante.das armas n-
terin), em enmprimento ordem da presidencia
contida em officio-de 2d, com referencia ao aviso
do ministerio da guerra de 4, tudo do mez de de-
kembro prximo ando, manda declarar pelo pre-|
sent, anm de que Chegue ao conheciniento do sol-
dado do li batalbao de infamara Joaquim Jos
Vieira, que para ser tomado em consideracao o
requerimento que fez ao governo imperial, impe-
trando o perdi do crirae de deserc,ao que coni-
metteu, neeessario que se aprsente no comman-
do das armas que o mandar addir a um dos cor-
pos de linha aqu existentes, certo de que nao se
apresentando, se providenciar no sentido de ser
capturado e julgado peio dito crime.
Secretaria do commando das. armas de Pernam-
buco.'em 2 de Janeiro de 1873.
Francisca Camello Pessa de Lacerdi.
Tenente-comnel secretario.
DIARIO DE PERNAMBUCO
Retroaperto poltico do auno
de 1899.
embora dsse azo i esperanzas desmedidas e
desejos difflceLs dere5lisar.
O epilogo do drama, que se eslava re;>re. do desde o Qm da guerra franco-prussiana, nao
tinlia ainda tocado o lempo de sua reali-aclo, e
bem feliz era a Franca porque assim estfvasse
acontecendo, urna vez que essa epilogo podia ser
talvez o mtu para o desencadeiamento das pai
xes partidarias, difficeis porventura de canter,
quando os partidos sao extremados e raucoroso?,*f
como acontece ni Franca, ondi o verbo das revo- i
luches est sempre prestes arromper dos labios '
resequidos da multidao.
Assembl^a e governo, at o principio de 1872,
tinham cumprlo com enarfia e dedicacao a mis-
so que Ibes eslava confia la, e ambis tinham 6em
merecido da ratra, pelo muit i que fizeram, em
prol da regeneracao, em bem do rttabelecimento
do edificio da Franja, atrozmente abalado pelos
funestos acontecimentos de 1870 e 1871.
N ssa obra, ambas manifestaram extrema dedi-
cacao e elevad* amor pairio nos esfor^s qu; fi-
zeram para chamar a Franca vida, antes de le-
va-la a prosperidade e grandeza. Ambos tinham
concluido a prmeira parte da gigantesca obra di
reorganisaco do paiz, estancando o sanjue que
corra das feridas da guerra estrato|jCvil ;
restabel;cenlo a paz, embira ota o^R65ncTO de
um desmembramento ; des5fl(handJ*as faccoes
qu arruinavam o paiz ; e flnalinente pona) a I Dljiamloi
l- ranea de pe sobre tam s ilo, que fira to cruel- mamb*
mente abalad) por terriveis tempestades, e atravez
d mimares de daros obsticnlos.
Tinham, pois, bem merecido da patria ambas os
ramos do poder publico, e cortamente aos seus
mutuos esforcos devia o paiz ter podido conser-
var o paci de Bordame, e com elfe o ad iruteci
ment das paixoes polticas, vernntorrivelqao sa-
be roer situacoy quind i nao as. [iresid um cons-
tante desgjg de faze-la viver, um constante anhelo
pelo hensMblico de preferencia ao interesse par-
tidario. ^1^^
De tres ordS cipalm.mtd er.tm as difficul
d ides cr.n qil-fW A o anno de 1872 -a 1 iimis-
traViis.e^onoTii^^Pi^eira e polticas. Di to-
das ellas, em suas vanadas ramificacoj, am-
bravam mais os 3-piritos as inherentes s finan as
e forma da governo ; e se naquellas, *s ib o as-
pecto de mutuas con'es-5;s, eachergiva-se iisd-
bilidade de axordo, nestas era est ;npo38vel pe-
lo facto mn.m'1 dos partidos em si, cijis ideas e
principios ne.ihuma transare lo admitam.
EITectivamente, na aisem'ila nacional, tinham
assentj -republicanos e m inarchista*, tynas gj
r3c? dos partidos polticos ; mas ambos ellos pe
snbdividiam em matzes diversamente-coloridos, e
p ir isso mesmo irreconciiveis em fice das causas
que defend un.
Os republicanos dividiaru-se em moleradat
radicaes, e os mrnarchistas, em orleaaistas, legiti
mi-tas e bonapartistas. Tolos elles, porm, se
sentiam repellir uus aos outros. e nenhum quera
sacrificar a sua autoaomia, posto que todos vives-
seni em tregoas temporarias, segundo o pacto de
Bordeaos, para p tfi < ;>'%itiny.r P' a
----------------------------r-------
Eramissas forcas oceultas que por vezas de-
motrarflros propsitos da assembla, e obrigivam-
na fazer vista grossa s ideas do Sr. Tliiers, dan-
do em resultado urna falsa stuaco, eaibora mo-
mentnea, pao s para o presidente da repblica,
mas tarifiem para o gabinete e para a propria as-
sen^taJiu"" no raro se c.oHoriv.i em pjsiraj
iuipotetnTpnra seguir as praticas do rgimen par-
lanwnt*?*
-Vessaiposjo collocou-s.' ella effectivament
quando,.^pscutindo as medidas de fazenda pro-
posta femgovern) e aceitas pela commissao res-
pantiva, rigou por assim djzer essa conruis-
sia abandonar essas propostas, deixando-as entre-
gues aounicos e;foreps do governo,e ao seu pro-
prio valor feto <, s" urgencias flnanceras do the-
souro dae ella* tinham de occorrer, contribuin-
dojiara ffiqorar o desequilibrio dos ornamentos,
ba.ii segura de quaesquer operables que" se ten-
tasse fa^er c i:n o li n de apressir a evacuago do
territorio linda oc cunado por forca di tratado de
FranrMrT
Foi iK*ssa pasgao, que] um facto, simples na
par
j-eios ns-sta cidade, informe quaes os proprietarios
dos mesmos, e quanto pagaui estes de aluguel.
Aos directores da companhia do eberibe,
recommendando que providenciem de molo a ser
alixitecida de agua freguezia de. Afogados, que,
segundo consta, reseute-se dessa falta, despertan-
do justo clamor da parte da popula :o <
RECIFE, 1.
DE JANEIRO PE
t-a.\NC>.
1873.
Foi anda de bem amargas provajSes p ra a
Franca o anno< que nontem terminou sua carrei-
ra, deixando abenas as portas para o que hoie
sumo dos bumbraes da eternidade prometiendo
mil venturas aos povos, cuja vida unn constan-
te aspirar1) pelo progresso e pela liberdade.^
Ao comecar o anno de 1872 era a situajao da
Franca a mesma, sem tirar nem pr, que Ihe de-
ram os uIiros acontecimentos de 1871 ; e no seu
seio atinham se todos almejar-lbe prsperos^ven-
tos que levassem a nao de sua reorganisacao ao
porto seguro do definido e estavel, porto que to-
dos se aligurasse o provisorio como um benfico
ni-.o de uianter a paz e a concordia entre todos,
garras da desofdm e da desgraca, lib?rtanlo-o
do jugo Inimigo e das mos da banca-rota.
- Posto que sempre em reciprocas observ ic.ies, o
Sr. Thiers e o seu governo de um lado e d) ou-
tro a assembla, viviam elles em cordhes rela-
i-oes ; a nem por oatra forma sera possivel reor-
anisar a Franca, ante s diffieilimas circumstan-
cias aue a cercavam com um circulo esnugador.
Tudo entao caminhon bem at- o momento dt
reanfjo da assembli depois das ferian dos fin.* de
1871. Loo qivj terminaram essas ferias, e que
os elehos di dacSo voltiram a tomir assenti no
eongiesode Versailles, oatra foi a attitud di
assembla em face do governo, e desde entao co-
mecou reinar urna espejj! de inquieta i, de
desassocego e de duvla. pilo futuro poltico do
paiz ; inquietadlo e duvida, prOveeadas pelas alti-
tudes reciprocas dos diversos grupis da assem-
bla, j ent) augiiirntadi p-los mvos deputados
eleitos as elec>;scomple neniares de Janeiro em
varios departamento*.
A situar) achou-se, pois, sbitamente anima-
da, e desde logo tornou-se neeessario desanuavia-
a, mantendoo pacto de Uordeaux, por m;io do
sacriiicia mutdo das ideas partidarias no altar da
patria, nica e prinupal interessada ni es'u'u qm,
pelo menos alea evscuac.'o dos departamentos,
ainda oceupados pelo exerc'it i invasor.
Entretanto a guerra surdi dis partidos ia pro-
seguid, e, cada momento, pretendiam elles
despertar as qaestoes agitadoras e dissolventes,
me ameaeavam derrubar n*um dia toda a obra
construida com perseverante paciencia em longos
mezes de trabalhos e angustias, sen que podesse
entre elles apparecer a imigem do paiz, anda tin-
ta pelo sangue derramado, e reclamando sacrifi-
cios sobre sacrificios para o fin de ser levada ao
apogeo da gloria essa obra meritoria que, em ul-
tima analyse, todos queriam e desejavam pos-
suir.
Bem considerado, oque pretendiam os partidos,
nao era um definitivo qualquer que. satislhesse o
paiz ; o que elles queriam era. seu proprio,
egostico e tyrannico predominio, embora custa
de novas catastrophes, embora pelo preeo de maio-
res dissabores e angustias.
Foi por isso que, em vez de fiear na assembla,
o Sr. Gambetta, foi para o sul da Franca agitar os
seus psrtidarios e fazer preclama^oes democrti-
cas, radas de sentido, embora cheias de pala-
vroes, e assim incitar o radicalismo, com os seus
programlas revolucionarios, entorpecer a mar-
cha pacifica dos acontecimentos, que se tinha em
vista encaminhar, no sentido da libertarlo do ter
ritorio do jugo allemao.
Contra a espectativa, porm, nao foi nos depar-
tamentos que soffreram a invaso, que provaram
o calx amargoso da guerra, que o partido radical
obteve triumphar as eleigoes de Janeiro e man-
dou novos adeptos engrossar as suas tileiras di
assembla. No norte e no centro da Franca, in-
clusivamente Paris, triumpharam os candidatos
moderados. Foi, porm, no sul, em Marselha, em
Toulon, que o radicalismo venceu a lula eleitoral,
entregando-se Marselha essas manifestac,oes re-
volucionarias de pr-erencia cuidar em reme-
diar o mal que se Ihe ia antolhando no desvia-
mento que della faziam as communica;5e3 da Eu-
ropa com a India, desvio que certamente ha de
vir retlectir sobre a sua importancia commer
cial e at industrial.
Este estado, porm, nao era o estado geral do
paiz, e pe j contrario fazia excepcao aos anhelos
da quasi unanixidade dos povos que quera e
quer a paz, que carece e quer garantas de segu-
rancia por meio da tregoa patritica entre as opi-
nides contrarias que se dgladiam no paiz.
Para conseguir esse desidertum niuguem .po-
da reunir, niuguem reuna nem rene na Franca
os predicados do Sr. Thiers ; por isso todos
se esforcavam por captar-lhe as boas gracas e a
permanencia no governo, embora s vezes vissein
contrariados pt*r elle os seus mais caros interes-
ses.
.No lugar que elle se elevou por seus talentos
e virtudes, e onde se conservava por sua supe-
rioridade e innmeros e constantes servcos, sig-
nifica va o Sr. Tiers toda a situacao, resuma toda
a aspirai o do paiz ; e, pois, tinha o direito de di-
rigir a assembla, de inspira-la, por assim dizer,
anm de que, marchando de commmn accordo, po-
dessem ambos concluir a obra comecada, salvan-
apaareacnt mas realmente"de algum alcance, pas-
saao extfif-muros di academia frauceza, repercu-
tio-se na assembla e:u dolorosos son*. Heferi-
mo; ofabto di escoIVia de alguns novos acadmi-
cos, entre os quaes se contava o Sr. Littr, contra
cuja exanerando-se voluntariamente de
academia.
Esse acj) do. Sr. Dupamloup, criticad > por mu-
tas pessoas que nao reOectem sobre os acontec-
raehtos, foi certamente um acto de conscincia e
de homMtUade de um hisp, que, leudo combatido
as deliberara secretas da academia, urna candi-
datura qiejtilgiva eoaipromte.lora para o ins-
tituto, e uU tendo conseguido mpedi-ia retirou-
se do greiio que naj pide convencer, per nao
querer partilhar da responsabilidade moral de se-
melhante acto.
>'a i'solucio do Sr. upauloup nao houve n-
te:iao hostil ao nome nem intelligenca do Sr.
Littr ; houve, porm, reprovac clara ao proce-
dime.ito da aCde:na, deferindo unn tlio grande
honra, as eireu.nstaneias criticas da Franca,
um vre pensador, um porta-estandarte das
ideas philosophico-miterialistas e do socialismo
atlieu, que"neanvi as verdades 'cessarias, por
mero espirito de liberalismo phantastco.
A resolajo do Sr. Dupamloup ai.'ir-iu'se.pois,
muitos1 Ojprilo; como imprevista, pelo facto de
continuar o digno prelado a fazer parte do corpa
legislativo, oade tinha tambem assea'.o o Sr. Littr.
Masque mal houve e.n .ser ella i uprerista, seo
iinprevst) qominava por Mi a parte ? !
Na alliadca ih Sr. Thiers e da asseaima to-
dos co:ifiaV.i-n, nao obstante as tergivorsacoes
do3 partidLextrem>s, sempre em busca de solu-
gdes vloj'ain. Entretanto, o improvisto fez-se
sentir, despeito das medidas tomadas para o evi-
tar, e apparjceu justamente nis humliraes das
po tas que foram fecliadis para evitar-lhe a n-
trala- ..^
Trreg-IW!j(i ^jj.itJAii* a fu' a.i> iir.ftr-'
das de fazenda, e o Sr. Thiers desenvolver os
seus planos iluauceiros, e preconisara o imposte
sobre u materias primas, pronunciando-so contra
una propista que tinhi por fim aliar a discus-
syi dessame lid* at que fosse ouvlda ama com-
mssa?) acerca di sua necessidad", en falta de
outros meios para equilibrar o rcamento.
as ideas di assembi i, contrarias esse im-
posto, n) pide o Sr. Thiers abrir brecha, nao
obstante a sua consnnvnada pericia e o poder d i
sua palavra ; e, pois, a proposito de adiamanto foi
approvada por urna maioria de 10 votos.
Nii tend lograd* convencer, e julgando-se
desamorado pelo voto contrario da assembla, o
Sr. Thiers aprasentou-lhe a sua domisso de pre-
sidente di repblica e bem assim a de todas os
seus ministros, e isto quando poneos das faziam
que tinha sida approvada a convenci addiciona!
a > trata li de Francfort, e restabelecidas as relacoes
diplomticas com a Alleminba, pela apresen'acao
das cre.lenciaes dos embaixaderes da Franca em
Berlim, e da Ailemanha em Versailles.
Foi tal e to grande a rudeza e a agudez do
golp?, que durante 2i horas esteva a Franca em
completo estado le a batimento e estupefaeco, se:n
saber onde se achava, nem como se tirara do ca-
bos, que esse imprevisto acontecimento abrir
diante Je si.
Felizmente, por n, a crse, a terrificante crse,
foi curta, posto que por demais viva, visto com a
assembla apressoa-se em cicatrsar a frula que
lizera no presidente da repblica, ienovando-lhe
os testemunhos de sua conlianca, apiwllandi para
o seu patriotismo e desprendendo o voto do dia
anterior de toda a hostldade poltica, que elle nao
signilicava nem podia significar.
O voto da assembla em honra e homenagem ao
Sr. Thiers, foi dado pela quasi unanimidade dos
deputados, recusando-se apenas 6 acompanhar
os seus collegas em to solemne manifestar).
Depois do voto, a mesa da assembla, acompa-
nhadi por cerca de 1)0 deputados, foi residen-
cia do Sr. Thiers, e este distincto honiem de esta-
do, no qual tem os olhos filos toda a Europa, con-
sentio em retirar o seu pedido de demisso junta-
mente com o do ministerio, e assim se conrbiio a
crise imprevista, regosijando-se toda a Europa
com este aconlecimento, e demonstrandi-o por
meio do seu corpo diplomtico residente em Ver-
sailles, o qual fot todo cumprimentar o Sr. Thiers,
em cuja permanencia na presidencia da repblica
todos vaui. a suprema garanta da ordem e da
restauraco da Franca.
Assim, pois, flearam eramente hirmonisndas
as cousas, permanecendo o Sr. Thiers no poder, e
proseguindo a assembla na sua iiolitca contraria
ao imposto sobre as materias primas, contra o
qual se pronunciavam muitos outros commerriaes
e industriaes, cujas resistencias eram assaz conhe
cdas.
Terminou a crise, mas nao sa extingui seni dei-
xar bem patente o-segredo da situacao, isto sem
avivar o sentimento de incerteza das censas, pon-
do descoberto as fragilidades e as anomalas de
um rgimen, cuja natur'eza e condieoes todos evi-
tavara indagar e perto, mas que, apezar dos pe-
zares, representava para o pai'. urna idea de re-
orginisaco e de libertap,ao territorial.
Alem disso a erise leve um outro resultado,
que foi definir as pon'coes da assembla o do go-
verno, pondo em evidencia a necessida le indecli-
navel das luz e da experiencia do presidente da
repblica, cujo patriotismo nunca desmentido est
sempre prompto elevar-se at o sacrificio, urna
vez que isto reclame o interesse do paiz, cima
do qual sabe elle qae nada existe, e abaixo do
qual sempre elle soube collocar a sua idade e as
suas enfermidades.
Es.e interesse palpitante, immenso, grandioso
era porm multas vezes desconhecido pelos par-
tidos polticos. Todos disentan) a reorganisacao
do paiz, a repblica definitiva, a monarchi e o
manifest do duque de Cbambord; mas em ultima
analyse todos esqueciam at certo ponto a obra
pratica da regeneracao franceza, que ficava assim
suspensa ou pele menos nao se desenvolva com
aquella sequencla e nitidez que confundem todas
as dissdencias, que sabem 'arratar todos os espi-
rito toda as ventad*.
Muitas vezes detiaham-se todos em face dos
mais siraplas-probUsmas, das mais lacis e neces-
sarias resoiucoes para gastar o Jijmpo em con-
flictos iautis, para gyrar em torno das questoes
Toda a questlb da poltica francezi .resumia-se
ento em duas causas colies'o e deciso i:i go-
venii), f.iriiiic.lo de urna maioria compacta na
assembla; a.-sa difcaldade, porm, s poJia ser
vencida depois de orlado o n'i girdio do ragUusn
definitivo ila Franca, segundo pensaran c se ex-
prmain OS polticos de todos os crilis.
Como, poiii!, cortar esse n, nmgueni o podia
diz'r ao certa. Republicanos, monarchistas l-
beraes, monarchistas absdutos, bonapartistas e
radicaes, tilos queriam velo cortad) em sea
proveito; m .s nenhum apresentiva idea clara e
concisa sobre o assumpto.
A' muitos pareceu que o manifest do duque di
Chainbord podia auxiliar a res'ilver a questo no
sentid monaivluco; mas csses mesmos nao se
lembravam de que, apezar de inuitj nobres e
dignos, os m.inifestos reies tinliamo grave incon-
veniente de quererem transo lar a Franca una
poca anterior l'S'j, isto a um tempo .interin-
as que Ihe davam as ideas modernas. Fui o qu:
aconteceu pir parte de alguns deputados da
assembla, que respondern! ao manifest com
lima epstola, cania de lirysmo, na qual se propu-
uha Franca que se desuientisse si propria, que
apagasse os traeos la sua historia, ante pro-
messa que se Ihe fazla de gozar as douirinis
anteriores 173'J !
Ao invt dos que assim pensavam, outros que-
riam que se proelamasse definitivaniente a rep-
blica, e dcste numero era o Sr. Ernesto Picard,
que tinha cutio vallado de Bruxeilus, trazendo
um plano que concertara as horas vagas das
l.des diplomticas, piano que elle sobmett-a todava
as mais sabias deliberaco'-s. (Jeria-se ento pro-
clamar a repblica com a seaovacio parcial di
assembla, can duas cmaras e urna presidencia lliem se procuroa por a mo na abafa das relaroe-
inais ou menos prolongada estertores, querendo chamar telladas discussoe^
diante do projecto Lefranc sobra a imprensa, q:e
o Sr. Pouger-Quertier. ministro das finanzas jub
a propositoretirar-se di gabinete, creando
mais una crise e augmentando o numero da. a.Ji
cuidados com queja lutavao Sr. Thiers.
Essa retirada leve por causa i.m.-ient<: o proeeai i
instaurado contra o antigo prefeito do Euro, n>
lempo do imperio, por causa do desvo de algn-
fundos da repartico que elle administrava. O
Sr. l'ougr-Quertier foi chmaloeoiiotestemunha.
e, esquecendo-se algum tanto do que era ministr
da faz m la, fez depoimeirios e r )ve)ai*dM um pon : i
inquietantes acerca de proeessos a'dniinistrativi.
na) multo regulares nem legaes. Elle chegoi
mesmo .i revelar um certo dissentiiient cornos
senf collegas proposito desse DToeeMO.
O que certo, porm, qu- o aecusado fu
absolyido.e que, insistindoo Sr. Quertier ras MUH
doutrinas perante assembla. e nao nato auoii-
d> por ella nem peio Sr. Thiers, dea a ana de-
misso, e f -i. assim apparecer i crise. Me foi re-
solvida temporariamente, incumbindo-se o Sr.
Gaulard interinamente da pasta da fazenda. .
A esse tempo, e como questes que mais oa
menos se ligaiu, oceupou-se a as-embia com mu
pfojetsto de lei relativo inUn\'icon'il, appr>-
vando-o depois de acalorados debates, sem s>
leuibrar d.i que, querendo estragar em malditi
sociedad. com o peso de urna lei. ia dar-lhe o re-
l vv da perseguieio. e pop consequencia torna-la
recommendavel, embora seja ella um attentadi
nennanente, urna ameaca c instante sociedad
franceza, na sua onidade moral e na sua indepen-
dencia naci mal.
Nao foi essa. porm, nes-' momento auni'i
|i -lio irritante levantada na assembla. Tim-
temente por superar as boas tendencias aati-revo
luciouarias e eooservadoras.
do completamente o paiz dos restos de anarebia,
que, como forcas oceultas trabalhavara incessan-. sera nHas tocar, para calcular todas as possiveis
eveninalidades, sem exceptuar aquellas que mais
erara temidas.
prolongad
Por qua! ur das formas a Franca sahiria do
provisorio, e entrara no definitivo; mis de que
duracao seria esse definitivo, ninguem cogltava,
nem mesmo os republicanos, que se nao queriam
convencer de que o melhor meio de acetara r a
repblica era deixa-la aereditar-se por sua sabe
doria, pelas garantas ofTere "idas ao p iz, e sobre
tudo pelo (solamente de qualquer solidarielade
com o radicalismo, que o seu nuir inimigo, que
una ameaca constante para a repblica.
O futuro da Franca eslava dependente di modo
ortico de resolver as suas qiistdes mais vitaes.
'ara isso o principal era liaver decisao no governo
e maioria m assembla. O Sr. Thiers, por seu
lado, esforcava-se par collocar o governo na sua
devida, altura; mas elle nao poda fazer tudo, e
pois era farcoso que o ministerio tivesse tambem
a sua parte assim coi; > tinha sua responsabilidade
ni obra da a lmiiiistracae publica, cada ve mais
trabalhosa e dTtcil.
S)b esti ponto de vista o Sr. Thiers tere pas
man um sntrave na retirada do Sr. Casimiro
Perier, do sea lunislerio, visto como o Sr. Perier
era um forte auxiliar da gabinete.
O Sr. Perier levou at o mais extrema escrupu
.lo o seu respaila P'.'las recias do parlamentarismo,
'310 COI.1U t*<--ji-3<, ju fc'l'Cla'J <.... w^.o^.,.*v<*
ca d ter a sseoibia regeitade a mocao que
propuulii a sua volta a Parts, a favor di qaal ell
se manifestara.
O vat-j da ca.-.nra nada tina i de hostil ao Sr.
Perier ; nao obstante isto, porm, elle juigou dever
persistir na sua resolueaa, e sabio do gabinete,
sendo substituido na pasta do interior peio minis-
tril do cominercio o Sr. Vctor Lefranc que leve
par sub.titulo um membro da assembla, o Sr.
de Goulard, o qual tinha sido nomeado ministro
ila Franca na Italia, e que por essa razia ficou
dispensado da]uella inissio.
Essa modiiicaco ministerial, porm, em nada
alterou a poltica do governo, e pois nio signi-
ticou nenhum movlmento as ideas nem to
pouco nenhuma incongruencia na situacao.
Entretanto, depois da crse em que esleve a
presidencia, tois os partidos encentra vara pre-
textos para se alaraiarein, para eacreverem e iu-
blicarem mauifestos, carias e contra-cartas poli-
tieas, e para fazerem viagens Antuerpia e visitas
ao Conde de Lbambord, sem que de tudo isso
resultasse algum bem ao paiz, algum esclarec
meato s tuacao ou pelo menos alguna mani-
festado clara do pensamento da afio.
No meie de todas estas mysteriosai combina
goes, dous fictos, porm, se producirn) que foram
caractersticas -a adhesio da extrema direita,
parecendo assim completar a fusio dos elementos
realistas, e a viagem do conde de Chambn!
Antuerpia, multo cneio de festas e comentarios,
mas sem que por essa razio aeeelerasse o mo-i-
ramto fusionista, que, pelo contraro, pareceu
antes retardado por semeihante acontecimemlo.
De facto, os monarciiistas fizeram muito arruido
e gastaram muitas palavraa, mas nada eonsegui-
ram, e acharani-secolloeados em peiores condieoes
que d'antes. Em vez de tomarcui as suas medi-
das, fazerem a fusio, e de camiiium accordo apre-
sentiremo seu progranima, aos prncipes, foram
primeiro consultar o conde de Cbanibard e d'ahi
a desiUuso e consequenteniente a situacao em que
licaram, visto como o conde de Cbambord after-
rado aos seus principios, e na > > mais possivel
Franca supportar outra inouirchia que nao seja
constitucional e liberal, isto una inouarchia com
governo do paiz pelo paiz.
Assim, pois, os estorbos monarchicos s tiveram
como resultado a demonstrajao palpavel de que,
ao menos n'aquella occasiao era inadmissivel a
mmarcliia na Franca, da mesma forma que acon-
tecer com os republicanos e com a repblica, se
par ventura estes tentassem definir a situagao em
seu proveito. Dahi consequenteuiente iiasceu a
necessdade de prolongar a duracao do pacto de
Bordeaux, isto o provisorio em materia de go-
verno o indefinido em objecto de rgimen poltico.
Emquanto isto se diva nos partidos, esqueciam-
se todos do mais urgente, isto da lberlagio do
paiz; e por isso mesmo recordaram-lh'o os jor-
naes de Berlim, lembrando-lhes a c mveniencia de
p igar a divida de guerra de preferencia cuidar
de tixar a forma de governo.
EtTectvamente era essa a raaor urgencia, por-
que o golpe, que liberlasse a Franca do li estran-
gero, libertaria ao niesmo tempo o paiz das preten-
coes dos radicaes e dos bonapartistas, sempre dispos-
tos conspirar contra tudo, com lano que coins-
sem as aguas turvas o predominio das suas ideas.
Para isso era esseucal manter o pacto de Bor-
deaux, visto coma de modo nenhum impeda ello
as reformas administrativas lnanceras, e destas
duas ordens de medidas careca muito o paiz.
Como reforma administrativa tratou a assem-
bla da reorganisacao da magistratura, da recoiis-
tituico do conselho de estado, e oceupou-se tam-
bem da lei sobre a imprensa, autorisando, por in-
cidente, a accao judicial contra os jornaes culpa-
dos de injurias commissao de indultos.
Entretauto-nianifestou-se no paiz grande incre-
mento pelas subscripedes patriticas com o fin de
obter os necessarios tres mil milhoes de francos
para a evacuagaa dos departamentos oceupados
pelos prussianos. tratando-se na cmara do mes-
mo assumpto pelo aventamento de varios syslemas
para chegar ao mesmo resultado, e lembrando os
capitalistas varias combiagoes flnanceras para o
mesmo fim.
J ento a assembla, tinha votado a lei para a
denunoiacao dos tratados de eommercio, c os ho-
risontes da poltica externa se tinham esclarecido,
do lado do ul, pela noraeagao do Sr. Fournier
para ministro da Franca junto ao governo de Vctor
Emmanuel.
Foi n'esse cmenos e quando na assembla tudo
era confaso, ante o estado dos nimos partidarios,
|i;
as celebres peticocs dos bisos francens, aeerra
de urna intervencao da Franearem favor do IsnM i
Padre, petiroes adiadas desde 1871 por laopportu-
as, romo as considerara o govenn.
E >:Tectivamente era Inoppartnna es-a discusso,
ao estado em quo se achava e se ac'uta Franca .
e por isso a assembla continuo.i i adia-la sni
prazo, nao obstante declararam aqneMea qu-
apoiam as pci.v-s dos Mapos que nao terlaau-
v.im urna iiitervencao armada, mis simpiesmente
urna intervenga) diplomtica junto das pjtent.a.
europas.
Ninguem, porm, reslectia ent que a Europa,
deidea guerra f-ir.;-o-pnissiana, se tinha .imbuid i
em face los aconletmeatos, e que por essa mat
s! tinha collocado em posicie de *'r forrada i
fazer ouvdos dejm Tcador s snggestdes da Franca
E o que era a Europa na uuestao de Roma f A
Kussia, a Austria, a tjespanha e a Inglaterra.
E por ventura podia e doria a Franca contar
com a Rissia e a Austria depois das suas deeb
racJes de nao se tater -ssarem n-s n lia f Podia ella eontar com 11 iar.ua, que pedio
um rei ca>a le Sai) iva Pflia ella con'ar com
a Inglaterra, ainda rece, isa di America, da Rus-
siie da All-'.aanha J
tij i.l.l, jTlf* T:"|'i negocios italianos, armada o:: liploiiiatieanMMle,
e par tanto bem ajtuzada andona assembliadaul-
do R dlscussao das petiroes 1>; bi-pos, e Uni.i
melhor avisada andn, luanto sobre ella tinniuu
as vistas fitas o Sr. de Bismirk e a cmara dos
senboresde Berlim. onde a efTvescencia catfcottca
de Versailles dera az-i i grafl i innklos, de qu.-
s.- soube aprovear o cbascelier d i lutpario alle-
mao.
Bem avisa-I i, o is. a::d i; ..... ....-lea id VT-
sailles. e tbi-luesalular w:i mod ido obrar, por
qu-. uites das ferias que pr^eeta .'aulla tomar.!"'
lempo de discutir o orcaineatj de Isi, votaan
todos os seus artigo-;..'iiilo.ua sem examiaar atten-
tam-ntoa situacao financeira do paiz, e limitui-
lo-s equilibrar os orcamentos por meio d" <-
aedientes, por meio de m eiiiprstiin > i divida
Quemante ou outros recursos extraordinarios.
Tendo adiado todas t questes, mai- ou menos
graves, taes como as politieuse lnaiiceias. e mes-
mo a reorganisacao do exercito. a assembla en-
eerrou os seus trabalhos 30 de marco, adi.ml
a reabertura da sesslo para d'ahi a tres femaaaa
Entretanto o governo doSr. Thiers denuncou os
tratados de eommercio com a Inglaterra e a Bl-
gica, aguardando opportunidade para praticar d >
mesmo mod cara as demais naooes ligadas
Franca por esse poderose laoo.
Apioveilando-st' das ferias paiianienures o Sr.
Gambetta, a pretexto de visitar os seus eietore .
foi continuar a sua obra republicana, pregando, na
sua costumeira purase, o radicalismo puro, vas: i
de ideas serias, como vatio o seu carcter dos
bons seiitiinenlos que dislingueni aos patriota.-.
Longe de curar do bem da patria o Sr.Gambetu
curara d> sen interesse nicamente,'o nem a.
menos Ibes serviam de incentivo para bellos eo-
inettiinentos as d iresdaAlsacia.arraucada Fran-
ca violentamente, e nessa occasiao terrivelment.-
aggravadas pela merpretacio que d >ra o Sr. d<
Bismark clausula do tratado de Francfort, se-
gundo a qual tinham os alsacianos o direito de
optar por urna nacionalidade.
De teito, o Sr. de Bismarlt interpretando o di-
reito seu modo, pretenden, e chegou executar
a sua interpretarlo, que urna vez escolhida p.ir
patria pelos alsacianos a Franca, eram elles obri-
gados a deixar o territorio da Allemauia transfe-
rindo seu domicilio para a Franca !
Foi isto una aggravacio da pena ; era o remado
da forca que continan ; era a manifestacio
exhuberante do poder di aphorismo de Bisnurk
/(/ [orce prime le droit!
Contra isso nada podia a Franca, acabrunliadi
como viva, nem to pouco o Sr. Tliiers, a raen o
que nao fosse protestando por meios indirectos,
que nio podiain ser outros seno a libortacao do
territorio e a reorganisacao do paiz. De anibas estas
necessdades, cudiva porm, d Sr. Thiers, e de
certo nao Ihe serviam ue embaraeo ao arduo tra -
li ilhar neese sentido os repelidos saraos que deu
em Paris durante as ferias parlamentares,^.iui>
para indenusar a vardadeira capital da Franc
dos prejuizos da permanencia do governo em Ver-
sailles.
Por esse tempo abrirn) e pouco depois encer-
raran) os seus trabalhos os conselbos departa-
mentaes sem nenhuin grave incidente, ein quaut >
que a coniiuissao [lermanente da assembla pnose-
guio nos seus, e celebrou urna sessao na qual o
Sr. Tliiers declarou que as relacoes da Franca coui
a Hespanha e a ludia nao podiam ser melbores e
disse que os armamentos da Russia no Mar Negro
eram a Consequencia da denuncia do tratado de
1836, com a. qual a Franca nada tinha, pois na
tomou parte na conferencia de Londres de 1870.
Essas declara coes eram evidentemente um coro-
lario da poltica da Franca, que podia rosunr-s'
nestas palavras : utoderaeao cxemplar e tranauii-
bdadeRrme. Cora essa poltica a Franca poda o
pode tudo conseguir, e for ella cortamente que dea
azo serera sempre desmentidos os mil boatos
creados' e espalhados pela imprensa monos sensata
e pouco escrupulosa, e segundo os quaes eslava a.
Franca constantemente sol a ameaca da Ailema-
nha e dos seus tratados amistosos, celebrados mus
ou menos no'intuito de previnir qualquer even-
tualidade, proveniente do modo como eram conclui-
dos os negocios da Franca sob o ponto de vista mi-
litar e econmico, serrindo at de baso para de-
monstrar a existencia de um ultimtum alleimo,
o facto da adamento da lei militar, quando tod*
sabiara que o que levara o Sr. Thiers a pedir esta
adamento foi o adiar-se elle bastante uidisposto
para tratar de assumpto to miliairoso e que re-
quera toda a sua attenco.
,

T
*


*
Diario de Pernambuco Robado 1 de Janeiro de 1873.
.- -
T" >f
***
K
Eifectivamente nada d*s dftva. *"> A**:
manha tinha o dircilo de intervir. assim as ne-
gocios internos da Branca, o ojrjfcr menps de
adwrti-ta, menos-que teosa as q.tcstocs Mi
ijue os dous paitos se, toeavam necssaria e dlo-
i-osamente. '
A Franca asigeoii ma i>;tz que. cita resucito
sempre, at as suas mais miis disposicoes, sem
-casar todava do ser Itvre no modo d<; pensar
seu respeito. Urna parte do sen territorio eslava
K-cupado como reuoor da tademnisacie que 'lia
taha a pagar e a Juteressada e pagar a Alle-
nianha, que pie seu lado ulia tambera pressa de
recebe-ta. -8*1 e*te ponto ~-m vista o tratad i de
Francfort permilta nugociaeSs*. e foranwwns sem
Juvida que -riiH*taraiii a vnda a Pars do conde
Uie aUribuio-a iinpTcnsa maliciosa. "
Eulretaam elunio*c uovamenta a assembla no
dia 22 de abrir, o no fcn seto piTisegtriram os do-
natos sobre O varios atenuantes sujcitos a sua
asredano. ,,,,.. i
A' proposito das carroas do Se. Nanihella. B d i
teresa assistido hw seu banquete dous. wtire$,
bm drenado abri um tacmrrentpnte Habato, que
leve por eoitsequcucia chamar a terreno algunias
odiosidades, que todava foram apasujuadas sem
qnebra da harmona entre o governo c a manira
accidental, cni que elle sempre se apoiava-quando
se tratara de nieiid.-.s de iiitaresse publico.
Rompeu-se, pumo, esse" accordo, rasa harmona
m tocante questao do eensetko de estado. Que-
riaio mis que se adiasse a quesiao,. visto nao se
saber anda qual seria a (tirilla do gbverno, eonto
se o preparo dos bous projectos de lei dBvesst! es-
tar adstrirto a for.ua, ao .rgimen do governo ;
(luerain outros, poitn, que se tratsso da organi-
zar io Ras conselho de estado, visto 600)0 era in-
conveniente ter ludo provisorio, o Bttia-se sentir
a necessidade do um centro que elahorasse epre-
uarasse os projectos de leL
Vencern* os ltimos, depois de acalorad) e
longo deliate, onde nem sempre predoinnioii a a
raza i; mis ah appareeeu n ova dnvida, p.us qu-1
diwdio-ae a o iniao da camaia. HVCTtendo-se com-
pleiaiueute os papis, pois que aquelles que natii-
i.dineute devam, pela lgica das rasas, altribnir
ao governo a iiumearao dos consellieiros, opina-
rain por que toasen ellcs elcitos pela assconioa,
luaiiill-staudo-se as outrasem sentido eontrarto.
A iuversao foi roni|ileta, e osegrcttO dessa in-
venan uo Coi di lieil de adiar, porque, polo Orto
d-idireita da caiuua eslava elle no recelo que
esto nade que lossem feiUis alganuis ilomeacoes
ittu llie uao agra4aMeo, ao passo que, pelo lado
C4 esquerda eslava elle na esperailca UUetMham
os repoblcauos de ver eseolhidos argans i! is seas
adeptos.
Cuiuo quer que seja, o que fado e, que a a>-
sefflba decid- uo sentkb da direita, e assun ciia-
mea si una dis prerogativas nataraes d i p KKr
.\ecntivo inir ella creado e mantido a tanto Oto,
qae esta decisa. praco aiuizada, irn>u algnm
unto o [ii-edeu'.e da repablica, que todava acal-
mouseeai lace da pjssilulidade de um vvna-
nwato, por oceasfi > da :t dscussao em (pie o
urojecto Donvaar modilicado.
.Vuuia das sessoes ennpie se discuti essa qaes-
lii o genera) Chaucy pronuiidoii um nottvel dls-
enrsu poltiee, inaiuTestando-soem prolda repu-
i.ci c nis.?rvadora. a titulo de ensaio, e demoos-
trando as suas vautagens uo estado eui pie se
adiava a Franca. .
E*w discurso auon profinda imprcssao e nae-
reeea as honras da inesina publica apreciacao,
a ie das antes, leca prestada a mu nao menos in-
lave'l e por venniramaisinteiessante d'isrursn, pro-
ferido lelo Sr. Audilfiet Pasqnier, acerca dos
. ta! s feit.is para os foineciiumtos da guerra
v,jn a Alleaiauha. c em nome da respectiva oom-
missio de inqueio, de que era elle o relactor.
Batretanto o Sr. Tiiiers proaeguia em suas con-
fiencias com o Sr. de Ainim, ministro da Alie-
maulia, e sfUndo todas as appaieiicias discuta
riuu-o-franco./, ed pagaaMHltO dos tres mil mmocs
de indemnisacao anda devklas peta Franca.
Eiiiiiiianto ssiiu curava o Sr. TMeisdoa nago-
,-js vitaos do pa, nao se eaiuociadcUes aas-
semidea, e entrava resoluta, decidida o ternu-
ra ':ite na dscussao da reorganisacao do oxefMt i,
ns bases de cujo projecto estav.un de acCOKloa
. ..aimissao respetiva da cmara e o guvemo, ma-
me no tocante ao servic oBrigatprlo o ao lempo
de durara o ffesse serviro, que otw o pomo<&
,rdia, e foram anda os pontos mais discut-tos,
caio proposito se iheram ouvir vanos o ats-
iindos oradores, entre os qians o duque do_An-
uale,- que sausier a espedativa de todos, nao se
m "Hferclf tie "ffln ''rfffitf Wt^l!mSSK
anda.
Todos os partidos deram iroguafl a poltica, todos
sacrilicaram suas qaeixas e preteaees ante o gran-
de uteresse da re;>iL'anisaco militar; e por sso o
profeeto, chamado de recrulsmenlo, foi discutido
cOiB 1.1-illiautiiuo. poeto qnfl as voms com urna eerla
doce de acrimonia. Todo marchou com urna cal-
ma relativa, digna da cmara e do paiz, at ccrio
iiijuiento, at ser ehegado o instante de votar-se o
artiga cetatrvo ao tempo de duraco do servico, a
cajo respeito divergiam as opiuioes.
.S'csse momento surgi o imprevisto, amcacando
i] -iruir a obra ta> parientemente elaborada. O Sr.
Hiiers subi tribuna: fallou, como costuma.
preaiiendo todas as atfeneSes mas foi-se anunan-
d i gradatvamente, at ipie concluiudo, estabeleccu
a queslio de gabinete, a questao de vida 011 mofle
para o govero. declarando que se retirara do po-
der se a assembla Ihc BOgasse os Sanes cstatui-
I ib no projecto elaborado pela commissao, c a cajo
. tv*r pleitea va a niesma commissao sendo ajadada
n seas esforcos por distinctos caracteres da as-
Hiibla.
A causa dos o anuos eslava ganlia de antc-mao,
-(-.i carencia da ameaea do presidente da repu-
i iira. lisia, entretanto, fez-se sentir, e foi tanto mais
violenta a sonsacan pie produz quando n ingneni
; rsperavae p.r tanto todos ella assomlirou.
A lei foi, pois, votada, tal como a propozera a
.Muiuiisso, tal como a queiia o Si-. Tiiiers, desap-
pareeendo assim a erise, mas nao o assombro pe-
ral que ella prodazio, c qaeahtda mais foi prolon-
gado pela remessa que, de tros ralicaes e un bo-
uaparusta azaran a cmara alguns d"partaineutos,
ade fonun eitas eleieies irompiemealares, as
qaaes os partidos conservadores es jureram-sc de
trabalhar com energa paradbstar MsepreoeBte
fanBSto,onnu^fanate que se pjdia fazer a assem-
bla, nao obstante tereni os efoitos dos departa-
m:-iitosdo norte, doSomme o do Yam, declarado.
afl intuito deobter os snflrafios, que os levarain
cmara, que apoiariain o J&vnrno do Sr. Thicrs.
Foram estas eleicCes, nao obstante e sen carc-
ter especioso, mais do que o voto da assembla,
motivado apparenteinenle pola afnesca do Sr.
Thiers, que determinaram q inovimento que se
nUegaram os ceiros e a direiti da caaaaca, in-
lo esta n'iiuia especie sidente da repblica, no intuito d explic;ir-se e
definir-se a siluacao.
O pretexto foi a declaraeHO do Sr. Tiiiers e o
voto" da assembla sobre a Fei militar; mas a di-
reta sabia milito bem que a dedanu-io nao se di-
riga ella, purm sim esquerda; e pois a sua
a'.tilude prorelo das eleieoes, cujo resultado, se-
snindo se disse, tnha coiuo causa as condescen-
dfnoas do giverno para eom a democracia avan-
cada, a fraqaeta dos minislres'e a connivencia de
certas funecionarios, restos do governn de i de se-
leinbro.
Entretanti o que Hiera e fasia o govcniu ? Res-
ppitava a libirdade eleitoral. Exigir que proee-
festaeoes radttaM e boiia;artistas por meio das
/!eic."es, era nada menos que querer dar forra
atervencao na eleieo, era restabelecer as camli-
i\. lluras, nlciacs.
A" esta InlerfereHRia opp nha-se o Sr. Thiers e
explicai;es pedidas, e a direita da assembla Tol-
ln '4a''casa do presuleote da repiddica sem nada
conseguir, e decidida ollocar-se ni posieao
liostil ao governo.
O-que quera a direita era que oSr. Tfeicrs fosse
mais iuciiiiado as ideas niouajvhieas, e em certa
rma Ibe acilitasse o gaaho de causa ; e, como o
Sr. Thiers nao estove disposto condescender
com isso, moveu-llie esa lacca de guerra, na
i-speranra de resolve-lo pronunciarse n'esse
sentido, abandonando as tiuas ideas de repblica
conservadora, prefundainente conservadoras? com
as rutes La elle se manteado cima das ;
partidarias, e de forma n anter na devida altura
v nome e os interesses da Franca.
Se o Sr. Thiers tivesse nnuldo aos desejos da
lireila, por esse mesmo fac!otpr-e-hi;i niillifloado
ais olhos do paiz e da-Enropa, preeisaninte no
momento em que elle mais careca de um e da
ojtra ; no momento em que negociava a li-
bertaiao do territorio da Franca, no instante em
que acabava de assignar mu "tratado por flm fazer evacnar n.a dous departamen-
tos, e quando elle tinha de eEivolyer-se em una
vasta operacao de rredit- renoi fine tinha
de levantar'um emprestim) de 3,000 mlhoes; e-
Irifs Ae Mda asoa nl*rdadee dotods a?awf|
brinado.
S*4. ho devia.0 Sr. TJtiei cpnaascatnl' ceta
a dir-i!a e o centro direit i da aunara, p' li.i isto lalal a"i pait. Foi preltfiivel a hosldiddc.
que soffreii na cmara, pbrqde essa nies'ma 1 lida.le.-servio-lhe par*|iyar os-uos-secretos e
depois pblicos, qno Ihc desferiram s radicaes e
boiuuailistas, quando. cspalliaram uns boatos 4a
consnracao no'seatio uonarehic^ boatiis lao in-
verosim 'is quao inverosimeis eram s aspirai.-oe*
dos- extreaios da nmara, quo iavensiwc:. foram
os boato* que n davam conspiraade de accordo
com a esqoerda rontra a direa e centra os cen-
tros. .
De huios artes Iwatos. tlllms da renovacao c do
'xahamente las paix-s itartidarias, lascea w
mi csl ir geral da asssinlda; mas o governo ajo
selnqnidou ent\n isto, e deixou qc esses boatos
IhsseiH seu raminho sin desmenti-los, pelo nnico
faci de qti>* nao careciaiu ser desmentidas seine-
Ihantes fbulas, que o b'jmseasorectisavjkpres-
tar crdito. s-
o Mio esur da assembla tnrnou-se evidente c
claro pelas mltiplas dsntulgencTas havidas no
aefl seio, pela energa o acrimonia dos debates, e
tiualiurnte pela hostilidade aberla e declarada pela
direita ao Sr. Tiiiers.
Entretanto rudo isto serenou alguin tanto, ante
s dons gratules aconlecinientos que tinha prepa-
rado n governo, e cnj resultado sera a libertacn
da Franca. Fot omrineirn a apresentacao que a
assembla fez o ministro dos negocios estrangelrus
flo tratado celebrado com a AUemanha, regalando
4is condic'H's pratcas da lbertacao da Fiauc^ e
otataindo a evacuncao do territorio, mediante o
pagamento gradual iia indemnisacao devida. Foi
o segundo acontecimeato a aprcsentoeio que fez,
puncas dias depois, o ministro da fazenda, de um
projecto de lei autorisando um emprestan i de Ires
e nielo mil iuIIum-s de francos, para o lian de as-
segtirar ao governo os ovios de executar a con-
venga i libertadora.
Estes dous fados, bem expressiVos por si mea-
iii.i. e comentados com simplicidade pelos dous
ministros, rcsuinimiii-dl'ectivamente todo o/pcasa-
inouto do governo, toda a StUacao, que desde esse
momento aprosenlon-se melhor dounlda aos olhos
de todos no tocante lbertacao daFranca.
tratado que regulan a lidertacao esUtuio que
a
con wrtpmia rderi;ie, aMuiram waia*i Hda a parte, e ca'.irira* ni litas vette 9 vator-da c>* voUrem pela forma de governo ivtabelijcida volntanos de Cuba i-m\\';.\ as refirmas do lu lo
^^ ------- :: si Mina de Ibes retiraren* sen mnudado. llieo.
nrain 9 Tator _
snmtnareanwida. ^-. "4. W" ,1''lll,,s retiraren seu mandado.
Todos-sentoni-^aralnrnb- eo insaHcnv.pniVfitjaal .^Tsjfjsrreveuiosem seguida-0 RBPstacoineuil)
proclama que hit na Fran -a. n-wsa Frano -4ikW as asignatums dos elwtores dos Vusges, e
es erguendo de urna desastrosa queda,. (fSCM Wa aos seus deputaios realistas :
essa naeo, que as vetes lamentada, de ordna- Os tleiloret aos Sr$. da flirt*//, Mauna .\n-
ro admirada, c sempre estimada, um poder vita! bry e-Bufff, depntaios auemblm nwonal.
iicdmlio,
\MW hulo^ea.^'
ce
as feridas san-
Itifk i *al<*-
MaaaaHV p*
los
nento
formida1
repblica. e nao pai .wseguir a po-
'poltica pfcnhe de lemjiestadcs e
(^osass eiegeu-fi.s para
iafl das vossas ronssoes de
., de 29 detiovedro >m^iii >. que
rribar o Br. fhiai^'olaeeu-vos em
ni nal coai as vossas prtnossas e as
efeitore^ vosgienses, tariiicasta* ,.:
intcressa4a patria, a Usa pan, a 1.
a obra da sua nberlaeao, a chimera
de urna restaura^*) impossivel dora em diante
wt J nlo *presei*a*s por conseguate os
iuent()f()lilca#drij Vfmsos eletorosf-
. A* falta de sanecao legal, a honra bnpoc-vqs o
"dver oa de confoniiar-vos sem demora ao espiri-
tendia
contradi
aspraco
os mais
sua lber
evacua'-a 1 progressiva do territorio seria feila a
medida que o fosse sendo o pagamento das diver-
sas irn-oes da indeaiuisaca-J. Assim doas nUBOS
depois da ratilcaeao do tratado o d 1 pagamento
do priiiiciro m -io 'milhar, os allemaes deixariam
os dous departamentos do Marne e do Alto-Marne.
Depois ilo pagamento do segundo milhar, clles dei-
xaiiam as Ardennes e os Vosges. E linalnienle
uecuparian os tres ltimos dopartamentos do Me-
se. Meaillie-et-Moselle e ell'ort at 0 li.11. sendo o
venclmsnto do prazo dilatado de 2 de marco de 71
para 2 de marco de 73.
Em apparencia houve um auno mais de oceupa-
eao : Das na realidade assim u30 foi, porque ao
nvern 1 francoz foi derxadd o dreito de libertar-
se p >r antecipaeai. per meio de pagamentos par-
caos de 10) millioes, at que, nao restando sena..
1 niilhai' a pagar, passa elle trocar as garantas
terriloriaes por garantas tinanceir.is contento.
Em lodo o caso estipaba-se que os deparlamen-
lus evacuados licassem neutrasados sob o jionto
de vista militar, nao podondo a Franca construir
ndles nenhuma fortillcaca, neai os anomaes as
p isices em que aeampassem. jirincipahiiente em
It-lirl.
Tuda isto foi bom, fui saudavel para a Franca;
o qae nao foi porm, e o que milito eustou aos
- 1- ii.v'.wi.uLires. foi oqtto se csjatojo rclatva-
monto ao exordio allemao de oceupacan, o qual,
se declaroit na > seria diminuido, e ontinuariaa
ser de ."0:00 liomens at o linal pagamento, d
sort que a occu|Kicao, em sua retirada, ir cair
enn todo o seu peso sobre 0$ rostes do territorio
retido cuno penfaor.
Sem da vida foi sso doloroso ; mas a allennnha
recuson iodo e qnalquer outr arranjo que li-
v.-sse por liiii diiiiiuair o sen exorcito de oceupa-
cao : e, pois. foi preciso ceder. Tildo isto compre-
ien leu a assembla. que, despeilo das torgivcr-
sacos (!: alguns de seus membros, ratilcou o
tratado de Versallles, e anda bem que assim o fez,
pirque em ultima analyse, facilitn ao governo um
mi de accclcrar a evacuacio, embora tenha de
pozar sobre mu as fmcas "estrangeiras retiradas
progressivamento dos outros departamentos.
Foi por isso que 0 Sr. Heninsat, resumindo a s-
tnacao, disse que a libortacao territorial era ape-
nas tima questao finaneeira ; e que tudo dependa
d < podef do crdito da Franca, da ba ordem das
mS&MlMIK *r%M n'^i'b\ie ni-ogne, como
rdat ir da commissao parlamentar de (mangas, e
isto anda se incumbi de demonstrar, explicndo-
se p>r algarismos, o digno ministro da fazenda.
quaud 1 apreseritou o projecto de emprestimo dos
tres o iodo mimaras, para o lim j indicado da
evacuante territorial da Franca polo exorcito alle-
mao.
A aatorisaeo dada ao governo ueste projecto
era ampia, com tanto que o eniprestiino se veriis-|
casse em ttulos de 6 por rento. Ndla se eonv
preliendia nina autorisaeo para negociar com o
banco de Franca ou com nutras sociedades de cr-
dito a antecipacao de diversas sommas do empres-
timo rom o fin de accelerar os pagamentos Al-
leinanha.
Discutido ao mesmo tempo que a assembla se
ocrupava com a questao linancera. sob o ponto de
vista dos impostes e do equilibrio dos oreamentns-,
este projecto merecen as honras de um luminoso
debat", e, se nao exciten a colera calculada da d-
reila. fui isso devido nao so ao apoio geral que elle
merecen, mas tambern ao fado de ter a direita to-
daalberdadeparahostlisaro governo nos debates
sobre os impostas, onde ('(lectivamente podia ser
chcalo o melindre do Sr. Thiers, mxime no te-
cante ao imposto sobre as materias primas, pHo
qual continuara O* presidente da repblica insis-
tir eom a pertinacia que distingue as profundas
convceoes.
Toda' a cmara estava de accordo em votar os
meios necesarios ao equilibrio h orenmsntaBj
toda ella reeonhecia a dura necessidaite de recor-
rer de novo terrivel guella do imposte para cu-
brir o dficit anda existente de mais de S09 mi-
Ihdes. Nesse ponto nao havia divergencia, nein
mesmo por parle da direita, que. desde milito tem-
po, estava vencida o convencida dessa necessidade.
O ponto de divergencia, o ponto delicado da ques-
tao era precisamente a qualidade dos tovas iris-
postes decretar.
Variavaui infinitamente os modos de encarar a
questao, que oceupou por mais de qninze das a
attenro da assenms, e. esse mesmo facto den
azo s mais encuntradas peripecias, que transfor-
maran! a dscussao n'uui ver.ladeiro urania, e niio
raras vezes n'nm imbroglio ebeio de sorprezas.
Pronunciaram-se rnmensos discursos; apresen-
larani-se militas emendas e propostas addcimiaes
ao projecto elaborado |>ela comniissfM) parlamen-
tar : tratett-se de poUNca sem nenhuma restrceo;
e. no lim de contas, WBJiu SU regeitado quasi todas
as emendas, c mesmo milites arligos do projosto,
acliou-se a assembla bracos com o imposto so-
bre as materias primas, sempro malvisto por ella,
que (kaalu a uta urtuiia e
Ihe ser bendteo, D'alii *mii
todas as visfesttudes, 4ss|M'ii
e de t.tdasasde+'iaiaa, ella 1
eontrariit. vai rottasceuo pon
pi-omias cuas como ahe.ii
Em 1871 olla te ve carencia
dito : e pqdjo a os eajtaes i
cus p* emprcslinio. -flnnve
lendade da parle d is capilar*
a sua coslanca, visto -como
quantia dupla" ita pedida. Foi
laurou consolador balsamo na?
groiitac ;i-e entrotanto 'nada Rii
pcaia narravHha que-tasteaim
uccasiao do novo emprestimo aherto ao publico.
ETrectvameute a op'eraco nuancilr, qHc", Itffi-
las nauguradav-inrBouse l-uqjsJnOTp8BUBi- p ^-vossoaaan4;it> adliciusJo completamente ao
mado, exeed.ulHese^a.iaAcnaMtoHas* J |of>J-iw rerlni*ranifdo n-.ssn illustre presidente
pectativas, e encheu de assuiubroao jubilo.a^todos
os eoracifes que' pulsam pela Franca, na qual veem
urna garanta para o otpiilibrio europeul urna
promessa eonstaote di; lberdade para todos os
10 vos. .
A Franca careca e pedio 3 ','j milharcs de
francos. Os rapitaes, o sen crdito, oflnreceu-lhe
10 miniares, isto quasi 12 vezes a sowma P'-
dida !
- S os capitaes nacionaes olfereceram-llie J4 mi-
niares!'O restante olfercreu-lhe OJistrangeiro, qae,
anda depois de encorrala a subsOTpeao, accoijrw
de todos os pontos em procura da Tranca.
Tinha havidu,. jio curtu lanso Je tonos, um
completo revramentu de npiniaoem favor da tran-
ca. Dous annos jntes, quando todos abandonavam
em moio da hita cruel que supportop, se fila tves-i
se tenalo qualquereunuestinio,ter-sc-hia expi.ste,
a um dezar esmagador, que, em 183S, transfonnuu-
sen'uma es|ilendULi victoria para o seu prditu, tal
era a coiifianca que uella depositava o dmlieiro,
qu cortamente nio vive de illusocs.
A operario, a 1 preco p u-ipic foi tentada, ollere-
eea sem davala ptimo eusejo aos capitaes para
um b un emprego; nu. ccrumente, q'iaesiuicrque
foM-em as vanlagens que a espcculacao oHereccsse
o duheiro nao a preci|>itaiia com tal afn sobre
una oporacao duvid isa, se nao houvesse algunia
outra razio' mu- poderesa c mais profunda, que
dese ao phenomeno propon-oes maiores iiue um
siiuiil'S acontecimento linaiicero.
K na verdade, o emprestimo te.ve outii* caracto-
risticu. o qiul foi resumir e mostrar uniiun g tac-
to, sib a mais positiva forma, a ronuanca.rcnas-
eente dos povos na fortunada Franca, na f que
ella tinha em si, nos progrossos realizados depois
da dupla hecatombe da gu;rr..estraugeira e da
guerra civil, e na sua solvabilidade, no,sen futuro,
na sua Ixia vontade, ena sua sabedorao circuuis-
pecon.
E"lTectivainnte o curto passadu da Franca, 1-
rantia o seu futuro, c ne-le repousava a conanca
escudada naquelle. mia vez que quem soubcra tri-
uniphar da imprevidencia dosgovernos que deram
azo a iavaso, das paixoes da anarenia que moli-
varama gu na civil,dos violentoc incapazesque
proruraraiii esgotar os recursos do paiz, 1a trium-
la.-mdo de todas as auibi^ier que aspira vam dispar
lelle sem o consultarem, era manltesto que dav
arrhas de sua capacidide moral e poltica, e tinha
bastante forea para vencer os ltimos obstaenjos e
tirar a luz do cabos em que viviant os partidos,
sempre dispostos a provocar tenqiestad(!s e a
crear urna especie d<< agitacao artlcial ^ estril,
no rote de um paiz tranquillo, calmo, resiga
e. era ultima anal y C, fcil de dirigir.
O governo va as cousas taes como ellas eram, e
fazia sua poltica pratirameute, dando Franca
paz, sem a qual ella nada poderla, a seguranca in-
lei na, de .me .lia tinha necessidade, e lima aduii-
uisiracao suave e recular, I4I como pedia o Iwm
soaso o aconsdliava a razo.
uu de renunciardes esse mesmo mandato, que vos
retira a opiniao publica.
Por consogrante os eleitores aliaixo assgnados
convidam-vos a escolher iRiniediatainenlc entre
urna e outra cousa.
Crcdc, Srs. deputados, nos sentimentos patri-
ticas (los signatarios.
0 Sr. Tiiiers devia comecar no dia 18 a discutir
com a conunisio as refon'uas constitucionae*.
O'Sr. ltatbic, o fogoso relator da commissao Ker-
drel, [lulilicou no Coiiseroateur di Gen una carta
em que .pretende jus'car-se d.>s erros da mo-
cidade, como elle chama s suas antigs opinoes
republicanas e socialistas -evocando o elebre dte
d Burle : Aquelle que aos 20 anuos nao re-
publicano d lugar a que duvidem da generosidade
da sua alma ; mas o que, depois de 30 janos, per-
nevera, da lugar a que duvidem da redidao do
s.-a espirite.
O Sr. C Pricr, que nnmeadu pelo Sr. Batbie
na carta a que nos referimos, respondan que o
abuso que este ultimo faz da eleicao de Burke,
equivale a chamar doidos ou tolos a todos os ho-
njes que, passT dos os .10 anuos, se conservam fiis
repblica ou adlierem a ella em vil lude dss dc-
tam&s da sua raso e do seu patriotismo ; linii-
t.-aie a registrrosle i 11 zo. ComopeSsoaliiiente nio
me posso sentir oflendtdo, alislenho-me de protes-
tar contra Uq- *
O Sr. Thiei-s nomcou urna commissao com-
pnsta de pessoas do corpo diplomtico para exa-
minar a questao diplomtica enlrc a Inglaterra e
Portugal subniettida arbitragem do. presideule da
a. O presidente da eommusao e
nao se salie anda (piem sao os ou-
porm sempre defendido pelo Sr. Thiers com aque
la ehxpicncia com que sabe elle exprimir-se quan-
do a sua argumentara tilha do estudo c o re-
sultado de urna eonviceo inabalavel.
J enlio tinha a assembla votado o projecto do
amprestimo, c o Sr. Tiiiers, seguindo os planos0
concertados de antc-mo, ia dispondo os nimos _
as cousas por forma que a grande -operacao fi"
kaoeoira fosse levada effeito com verdadero bri"
UM para os crditos do seu paiz.
Por essa razo elle se empenhava lartto na ds
Mpvao das medidas complementares do oreamen-
lo, p dicaban o seu imposte predilecto, certa eotno esla-
va de (pie, ettberio o dficit, torpar-se-hia fcil a
operaeao, urna vez que j os capitaes, tanto naefe
nae, como cstrangeiros, comecavam dirigir-s1
para o euiprestimo, antes mesmo de se adiar este
aberto e em busca do favor publico.
Para -atraria-lo, porm, os liomens dn direita
nao Ihe poopavam ardis de guerra, e, julgando as-
sim favorecer a causa da nionarcma, que niio fa
ziam seno cmpromotter, creavam embaraeos de
toda a ordem, aos quaes todava resista o Sr,
Tliiors eom a soa tenuz sagai;idade e noble totol-
ligen to! polticos, argumentos econmicos e tlnahceiros
argumentos llnanceiros e econmicos, e sem ja-
mis ceder a pakna aos seus desaffectos, cuja per-
tinacia iuconseijucrHe- enegoii a> pontodo provocar
{amados na assemala 011 pdo menos sessbns tem-
pestuosas como afnda iSativora'lagar no am
que ia cornvidn.
Por fim de contas triumpbou o governo e o Sr.
Tiiiers, votando a assembla o Imposte sobre as
materias primas, e favorecendo- assim a operacao
1I0 levaulameiiii do emprestimo pelo restbeleci-
niento provavel do equilibrio aosretrnentos.
BBeotyamiHe o governo, apena ro bem en-
eaajiiliados os preliminares que desejava para a
ftmoa operacao. annunciou a aberrara das *ubs-
(phava sempre e despeilo dos partidos, e emb ira
a ma vontade da direita da cmara. Por isso elle
triampliou auda una vez das (jrits, movidas jui-
la poltica, entre os operarios das minas do Nor-
te e do Passo de Calais. Por sso tiualiuenle, ello
conseguir urna offerta de 40 mtaires, quaiido s
pedia 30 l/i por cinpre timo, angafiando asslnf
todas as sympathias, que ceriamente o bao pr- -
curaran! so as sua- tendencias fossem revolucio-
narias e facciosas, como so apraz.im em dizer os
iiai-ti.los mtuiarcliico.t contrara los eiu -uas asiii-
iacoes, nao ..Tistaiiie as dedararoes picraW Qo
Sr. Thiers, no sentido conservador e utoderdo.
Essa demonstrac^o de svmpalhia foi tamanha e
to descommunal que, apelar da sua arrogancia,
os niinigos do governo do Sr. Tiuers.ficaram des-
noitea.los, arrependeno-se oSr. de Bismark de
nao ter exigido maior indeinnisadio do que a que
leve a Franca de pagar depois da guerra fatdica,
em que lauto baqueou.
O ministro da fazenda, o Sr. Goulard,^ dando
conta assembla do resoltada d operacao, ex-
pressou-se com verdadeira cloquencia, sendo mili-
tas e repetidas vezes applaudido com enthusias-
mo.
O ?r. de Goulard principiou recordando que a
Franca principiara, havia dezoito mates, a sua
reorganisacao com o encargo de pagar aos alie-
mies cinco* mil milhocs, condicio durissima que
assusteu a muites c entristecen a todos. Todava
cinco metas depois, e apezar dos coiitratempos que
ninguem de caito esquereu, conM^cou a obra da
restaurarlo da patria pelo primare emprestimo.
acolhido com favor excepcional e guasi inespera-
do, graoas ao lioracm que preside aos destinos da
Franca e ao ministro corajoso c hbil que diriga
ento os negocios da fazenda. O emprestimo de
2,000 milhoes oblcve subscripcoes duas vezes su-
periores essa quantia muilo considerayel e na
maior parte nacionaes. Causn admiracio Eu-
ropa e jiorventura aos proprios francezes.
Foi tao feliz como a iniciativa a cotilinnacao. A
stuacio linanceira inelhorou progre sivamentc.
Dissiparam-sc as dimeuldades monetarias, e em
menos de um auno estava preparado e apto o ter-
reno para a nova operario mais importante qae a
primeira.
Depois diste, fez o Sr. Gonlard um apanhado
das cifras do emprestimo c expenden bellas con-
sideracocs sobre a sua eloqnentc signiflcacao, con-
cluiiido com es seguimos paragraphos, dignos_ de
ineditacio :
E' novo quanto se passa boje. O crdito pu-
blico obinlece urna lei nova que se nos revela em
certas occasioes. e que as actuaos circuinstancias
inanfestaram. V-se que podemos ser menos des-
confiados, menos ilquidos e menos ingralos para
com o admiiivel phenomeno a que estamos as-
tindo.
Nao nos onsoberlieraraos com este acontec-
nieutoque excedwu milito s nossas esperanras.
pLuinauecamos niodc.-tos como requer anossa dig-
nidade, e"cont neccssariO para o nosso bem ;
(applausos geraes), mas nao dcixemos de tirar des-
te tacto algumas cnclu-oes consoladoras. Temos
direto de afnrmar com prazer a vitalidade da
nanas, o alto lugar que oceupa entre as nacoes
o conceito que merece a sna solvabilidade e a
confianca que inspira ao mundo intclro. Temos
dreito ae notar com legitimo orgulbo o que vale
a palavra do' no^so paiz quando se dirige, aos ca-
pitaes que bucam a seguranca da boa f e da
loaldade no cumprimeiito dos seus encargos. (Ap-
provaeio geral).
Urna nai.'io que tem conflanca em si, pode
contar com o futuro, aceitar como expiacao mo-
mentnea as suas desgracas passalas, e proclamar
que nao e naci decadeteje perdida. (Multo bem,
muito bem.;
Depois de ter sciencia dDlcal desse resoltado, e
depois de ter concluida a votacao das medidas fl-
naucciras reclamadas pelo equilibrio dos or$a-
montos,.encerrou a assembla os seus traballms,
adiando-os para 11 de novembru, rom o fim de
descancar das suas fa digas e dar tempo ao gover-
no de preparar novos projectos de lei, e novos
meios pretor** de fazer progredir a obra da re-
eoiistruccao da Franca.
>".".-, ( Contina.)
Portugal
repblica francezji
o Sr. Bandn ; "T'
tros membros.
1)ixam1iu:a.
t) miistro da instru-cao publica e dos cultos, o
S-. Hall apresentou a cmara um projecto de lei
ampliando e aperfeicoando a lei existente desde o
principio des'te secuta, sobre a instruccao obriga-
loria c gratuita. ...
Segundo o novo projecto as creancas sarao obn-
gadis a (remontar as escolas at aos l> anuos.
Para os alumnos de idade superior que qmzerem
completar a sua instruccao,' eslabelecer-se-hao es-
colas especules. .
As multas impostas at agora aos pois, que sub-
traheui os lhos obrigacao do ensino^Bfao aug-
mentadas, n producto di-ii'ibiiilijj^Fpai> po-
bres que tverom mosalo inaijWpela instruc-
cao dos lilhus. M 9
^ar
0 prncipe de Bismark pdir^ cxoncreeao do
cargo de presidente do conselho de ministros, con-
servando p irm a pasta dos estrangeiras e a pre-
sidencia da diancejlaria.
O governo prussiano mandou umouicioa to-
das as folhas allemaes, couvid indo-se a observa-
rom a mais stricUi neuali.huie quando discutirem
. .1 poltica interna da Franca.
Por isso elle triuuK Diz a. Gazeta diT.m:, que o conde de Sahns,
c N':i s-s.-.'Ml'i t-lagrc^S o. inlaiviv) dos negO'
ciojf^'straagoinjs resy iRdeii varias perguntas
(pie Ihe serain alguns deputad 18 em sessoes an-
tariores sobre' uia-tratadij^le*,oinmerc.o entre
Hes|ianha c Portugal, elogiando tor esso motivo a
J-artvidade e aeTte de D. Fernando de los Rtns.
representairte do governo hesiianhol em Por-
tugal. >
O Sr. Roque Barcia fcz Un eloquente discur-
so no senado para eomliater o rgimen absoluto e
thcccraticj, mostrando .pie desde li at |ieider
a Hespanba as suas colonias na America, vferam
para a sua patria 216 milhoes de reales, com os
quaes se BjMsriam earregar li;,H78 carros a ra-
zio de 100 arrobas d'ouro por cada um, acornaron-
tando que apesar de lio abundaiiles tontos, liespa-
nlia nio era mais que urna naco de frades e inen-
dijos, carecendi* deciutautais, caaaes e outros ele-
dnstola e eommercin.
Entraram 601) carlistas pela fiouteira franec-
zae um com armas e municoos, e indica um jor-
nal de Madrid os cheles Vease 1, l'garte, Dorre-
garay, Qorasa, Valderpina y Zizarrogu, destinados
a iMJieui-se frente di rebellio carlista as pro-
vincias vascongadas e Navarra. A niesma folha
annuuciao levantannmto de novas guerrillas le-
deraes era Badajoz s ordeus de l), Antonio Ginorj
Jiilek.
t A columna Salazar alcanca em Circhadillo
a faccao Verger, caiisaudo-lh; varios inortos e
tomando lite nove priskmeiros, apia bandeira, ar-
mas e iiuinicoes.
1 Na provincia de Cadix andara quadrilhas de
bandidos reclainando quantias iinportants, sob
peni de inceiidiarem projiriedades c arvoredos.
A guerlha republicana leva- toda em Reus,
unio-se a outra callista (! ) percorrenao ambas a
provincia de Tarragona.
Os guerrillas carlistas que divagara juilas pro-
ximidades da linha leirea de Saragoca a Bascte-
ua, entre Segus e Tai rasa, intentaram druiro
elevado viaducto de Javana. A diree.eo ornnoo
que os combosos circulen 1 so at Tarrasa, e os de
Sai'ogoca at onde seja p-js.-.ivel, e que se nio re-
cebara mercaduras para os ponte intransittveis.
t O total dos carlistas armados na provincia de
Castalia nio passou de 400 a 800 liomens.
Se nao se euviarem refoic ,s de proinpto e se
deixar de se emprehender nina perseguico b.an
orgauisada, a guerra civil se arroigan no Muez-
traggo e cuslara depois maito angne i>. militas
lagrimas.
A columna do eomnandante i'anua atacan as
faceoes reunidas de Cncala que se loman intrin-
chelrado em Mas de Terraio, tazendo-llios mitos
feridos e prsoneiros e dispersando-as.
c Impii-cial julga impossivel retardar por
mais lempo a reorganisacao do gabinete. Julga
qae Gaset, Buiz Gomes e Crdoba delxaraO o ini-
nstario-; Echegaray passaria do ministerio das
obras publicas ao .11 fazenda : Honero (irn en-
trara para o d'ultramar. Llano Peral para as
obras publicas o Pieltain ou Gaaiiade paca a guer-
ra. Diz que o Sr. Fernando de los Ros embaja-
dor em Lisboa tinha recsalo a pasta por motivos
pessoaes. A minora republicana decidi apoiar
o voto do conanca se o governo lizesse declara-
bles a favor da bolico inmediata da escrava-
tura.
PORTUGAL.
Nada occorreu dign 1 de mencao.
n.iiia civil de '871. sabsisrnm as porce ag-n 18 e it /u. filadas |ieta res'hici> legislativa n.
>.> de i de .-'teuiluit do ana pasaito. art. I*
1 :. Oviscide di Mo Brinco, r.aiselheirj d-
stado, sead de fchpoti >. ptosabatte do omwIIi.
de ministros, ministro e secretario de estonio do-
negocios da fazenda e presidente do tribunal do
thesopro nacional asMn o tenha entendido e luco
executar. Palacio do Bfde Janeiro em 18 de se-
tembrode 18T1 51* da mde|Kjndancia < do impe-
rio. C mi a rubrica de v M. 0 Imperador. I >
enntlfi do Rio frmen. I
SMM'il:irlt' Kr-ncnoona* lindcn*r.
Amanha d-ve realisr-se a rnnaia< des la "-a. -
dado, no cinsistori'i da igrej..'J.*J Milagres.
Vaawrcs esncrwils.VN*\ a 6 do c. 1 -
rente, ofraiicez Mii't":, de Bastiros. !.slH.a Go-
ra. em viagera |ra o Rio dafrala e escalas:
de 8 a '.), 0 iirasiteiTu Hnnr. d'*!Wo d'- Janeiro .-..__
escalas, para o Para e escalas e de 9 a H, o
francez lio Giitnde, do Ufe da Prala e .--.-alas, pa-
ra B rd'.s por Gorra e Lislioa.
.\avlo perdido. 6 hiato brasilem>_if(i.i-
Hwne, sertenaante i nrnsa pi.iea. s .ilildn ante-
hoiitem c un um cartegaiuent 1 de as>aear sarao
luirlo d Santos, vrou-se tanitein is 7 horas da ma-
ulla, duas niillia- aosul da |uaia das Candeia,cii
consequenria dn mo tanqni que fazia. sendo a In-
polacio salva por una barraca m^ passava, Ires
horas depois do siuistro, durante as quaes ella -
conse voii vibre o casco dri hiaa*.
O navio era novo e achava-se preparado r.ii
seguran v. motivo ppteqtiai nio eslava seguro. A
^S. \ liaalmente,quaado'inaisoreeisva (losen sangue|(Tifies pira'o empres(nDd,' e jmmediatameHt ef
.^J- ____ '------- ------------------UM------i 11 -
RECIPE, 4 DE JANEIRO DE 183.
\oti Hontem s 4 horas da tarde funde u na lama-
nao o vapor injte Gastendi, trazendo datas de,Lis-
boa at 10 de deaembro.
DasfBMtase cartas recetadas colaemos o que
segde: c
Continua o inovimento da opiniao em toda a
Erancaalavor darepuWioadoBr. Tbters. Aleta
das innmeras representacocs dos eonsaibosniu-
Sicipaes, e de dreersas coTporacCes e dos cidadfos
ministro allemao no.Rio de Janeiro, esta designado
para substituir na pasta >l.s negocios estrangeiros
o actual ministro o Sr. Selchow. qae pedio asna
demissao, assim como o general Roon, a de muua-
tro da guerra. .
AfQanca-sc que estas .denussoes serao aceitas.
A noticia desta madanoa ministerial causn gran-
de, sensacao. .... ,
Sendo os ministros demissionanos iiitinianienie
Jtaados pelas suas opinioes polticas ao partido con-
vervador, a suareliradatioGentila a sigmficacao libe-
ral, (pieleve a reemue iormura>. (...v-.e *Mni*
ce da crse molh'iula, pela lei sobre a reorganisa-
cao dos circuios.
\LSTE0-UIXGR1.\.
Cornecou as suas sessoes.
A cmara dos deputados austracos abstveram-
se de comparecer os representantes das provincias
do Tvrol e do Voraslberg.
0 governo austraco apresentou alguns projac
tos de lei de interosse secundario, e prometteu a
apresentacaa d- outros, nio fallando no proiecte
de reforma eleitoral quo a questao mais palpitan-
teda actualidade.
Na aessao do dia 10. da diela dabaixa Hungra, os
vintc e dous conselheiros que havam volado ape-
ticio em que se instara pela revogacao das_elei-
coas por grupos, persistiram na sua resolucao de
se retirarem em massa.
O burgo-mestre que havia votado no reishrath
contra a petica 1 s pode justificar o seu comporta-
mente per motivos ae opportimidade.
O corpo eleitoral tem de ser chamado a decidir
entre o burgo-mestre, e a inaioria Hberal t
nicinalidade. ,
A grande propriedade esta demasiadamente fa-
vorecida pela actual lei sobre as eleieoes. E' de
BNT que quando a reforma eleitoral estiver na er-
dera do dia no parlamento, a questao das eleres
por grupos ha de ser levantada e vivamente dis
cu tula.
1TALI v.
Cliegou a Roma na tarde do dia }l, o re Vc-
tor Manuel.
Assevera-se que sio sera fundamento os boatos
relativos ao proposito manifestado pelo Papa de
sabir de Roma, mal o parlamento italiano approve
o projecto de lei supprmindo as corporagoes re-
ligiosas da cidade eterna.
Diz a Gazeta de Colonia que o vaticano consi-
deren o projecto de lei sobre as eorporaefas reli-
giosas como urna pilbagem ; c que trabalha junto
dos ministros estrangeiros'para conseguir deltas
que apresentem este negocio sob este ponto di
vjsta aos seus respectivos governos.
Dz-se (pie o |iapa lancar a excommunhao
maior sobre todo o governo italiano, c protestar
flepois junu das potencias estrangeiras no mesmo
dia, em que ter votada a le.
GRECIA.
Foi dssolvida a cmara dos deputados da Gre-
cia, e convocada outra para o dia 14 de fevereiro
prximo.
Veremos se actualmente se re?olve a questao
das minas de Laurimn, que por mais de urna vez
tem estado para provocar um rompimente de re
lacoes entre a Italia, Franca por um lado e a Gre-
cia pelo outro.
O Sr. DeligeorgK presidente do conselho de mi-
nistro, fez proposites conciliadoras aos represen-
tantes da Franga c da Italia ; parece que desoja
entrar em um accordo com os interesados.
11KSPASHA
Nofso correspondente de Lisboa remettem-nos o
seguinte acerca do reino de Hespanba :
Anda a imprensa madrilenso discuta os por-
menores dos nlotins que ltimamente rebenta-
ram naquella eabital. Assegura-ss que o plano
foi concebido por 50 ou tiO bandidos dos que vi-
vero tranquillamente em Madrid ao abrigo dos di-
reilos individuaes, e que esperavam sahisseai i
ra alguns federados mais exaltados para os ajuda-
rem a dstrahir a tropa e amiliciaem certas e de-
terminados pontos, para ver se podiam, entretan-
to, invadir o banco de Hespanba e algumas casas
de grandes capitalistas.
Bsperava-se com aneiodade o resultado do
processo que se estava instaurando. Eram perta
Se 100 os individuos presos em flagrante.
- Declarou o ministro da fazenda no oonjjresso,
qneo emprestimo de rail milboes etteoliwsi tendo-
se annunciado o pagamento do juro da divida,
duas tercas panes em effoctivo o ama terca parte
em pupe com 13 cntimos do tramos, o priinei-
ro emprestimo que se faa^m-eoadigdos fiteta
vorave*.
Tem ido engrostar a guefrabas -carlistas para
cima de viute mil maorebos sitnoadoe.
No quanel da cavallaria de Cordova apresen
tou-se um individoo 00 unHofmo daate de ravallaria, o aeonipanhado de outros su
genos, intentando natevar a forca e infantaria e
de cavallara da guanta- e*il all aquariellada.
Foram recObidos a tiro*; carando erido o primei-
0 intitulado eommandanfe rbama-se Blola e
^IntieiaN Por va de Lisboa recebemos as segrate* 11
ticias :
ESTADOS-UKIOOS.
< Diz una coirespondeiicia de New-York (|ue
principe de Bismark escrevcil ao ministio da
AUemanha em Washington para o, informar di
celias medidas restrictivas que pen.-a en adoptar
contra a eorrenle da emigracao alienta para os
Estados-Unidos. Estas medidas foram projectadas
e seriara tomadas nicamente, seguido a oMniai
do correspondente, para canter na patria toreas
que se prev poder ser Docssario emprogar con-
tra a Franca, era
moto.
yirgl f'ii segara jh.r 17: tO na companhia flicnu
Vcrnuuibuc na.
TrtiiiNrervueia de tentm.A de >. Gon-
calo de Amarantlio. que se raneta na ign-ja -f.
llora Fin, na cidaita de Olinda, foi trair-fcfida, |K-
los respectivo* eucarregados, de 3 pai'a 19 do pir-
rante. _
Pagailoiia dn tltesurri de tu-
etute.Pagam-se boje as seguiutes Moas : ar-
senal de guerra, ree.-bedoria. tribunal do eom-
ipercio, olliciaes c orabas refornuidos, eusprega-
dos de visita de >a de e instituto vaccinieo.
Vin rerrem de Olinda. Em nsasequ n-
ra da testa que tara losar em Olinda em desag-
gravo de Nos-a Senbora, na matriz de S. I'cdn
Novo, consta-nos que esta companhia tarnacera
conduccao aos diletantes- qae quzeivni apr'-cir.i
a msica marcial oue tem de tocar na tarde d-
se dia para maior- ni iihantismo do acto, no raso
de ser concorrido, como de es|>erar.
nterin.A que se ada a venda e a .'.*.* .1
beneficio da igreja da Santa Cruz, a qaal 6 1
boje.
fa*; de deteneo.Movmiento di din
i de Janeiro de 187:1 :
Existiam (presos) 387, euiraram 8. saluram 9,
existem 'Wti.
A lanar : ,.,
Nacionaes 277. muflieres 12. estrangiaro< i.l.
eaeravos i", escravas 7.Total :WC.
Alimentados a cusa dos cofres publico- :fc!
Movinieulo da eiifermaria do da t de jan.o*
de 1873.
Ti verana barro -;
Joaquini Novo, febre.
Luiz Jos,' Martins. febre.
Tiverain alta :
Manoel Jes des Aojos.
BinUiano los da Penan.
sTalsimiltll al tle IVwaaaumsasjSB osss 31 le
;l'x*iiibi'o le ISSt.
ACTIVO.
Accionistas..................
Letras descontadas............
Letras a reeeber..............
LUraS caucionadas...........
Valores depositados.
um futuro inais ou menos re-
pedmdo adisoluc|oaassenadoa notoaal, Mm-.r.
se presentado-bastjttos manWestacbes aosdapu- forft expulso do exereito.
lados' reaJistasfioribTWeates ttsaraalisatoi omj AJflrmam os ntimsteriaes qae o governo nao
que 03 seus eleitores estranhando o ateWforSueq rem ceuJiecimento do letagramma de qae fallaran)
REVISTA DIARIA
lastran imlli-as.Em data de :il de
dezeiubro Coi expedida pela presidencia da provin-
cia a seguinte portara:
f O presidente da provincia, considerando que
nao sao suHicientes os eselareciuientos obtidos
para o lira de determinar a necessidade OU conve-
niencia de ser posta em execucJo a lei [irovncial
n. 710 de i) de maio de 1807, de Coiifonnldade cora
o disposte no arl. i(> da lei n. 963 di; o de julho
de 1870 na parte relativa a ereaco de bataneas
publicas e estabeleciuiente de peso obrigatorio do
algodao que cnicorre ao mercado desta capital, e.
atteiidcmiu s consideracoes cuntidas na represen-
tacao que a Associacao" Coinmercial Bencticente
dirigi esta presidencia era data de Hl de outu-
bro ultimo, resolve declarar sem elfeito a portara
de 2i do dito mez expedida pelo seu antecessor,
pondo em execucao a citada le, at que, obteiido
dallos e esclareciuientos mais completos, possa
com perfeilo conheeiincnto de causa decidir o que
mais acertado tapona fazer, com relaeSo tao
melindroso assuuipto, que se prendera os mais
serios e importantes interesses. quer da agricultu-
ra e quer do commcrcio. Heuriqae Pereira de
Lucena.
Coinarea de Pao l'AIho.Por porta-
ra da presidencia da provincia, de O de dezeiu-
bro, foi designado o juiz substituto barbare] Fran-
cisco Gomes Pinto de Campos para substituir o
juiz de direito da Ia vara civel, e o juiz substituto
bacharel Cincinato Al ves Cavalcante (iunboiin
para o da i'vara, arabos da comarca de Pao
d'Alho.
Corpo de p>!ieia.Por portara da pre-
sidencia da provincia, de '& de dezombro, foi exo-
nerado, seu pedido, de teen da 1* compa-
nhia do corpo de polica Fdicissimo de Azevedi
Mello.
t'i-.niM.lor publico.Por portara da pre
sidencia da provincia, de :U de dezenibro, foi no-
ineado o bacharel Jos Maria de Albaquerque La-
cerda promotor publico da cmarca de Olinda.
lvspau<;aineuto. -Jao Francisco Wan-
derley, hospedado era casa de Manad de tal, mora-
dor 110 dislricto do Per.es, foi espancado em trras
do engenho Jaigadinha, districlo da Varzea, na
noitedcSl do inez ultimo ; a auteridade tomn
conheciuieuto do facto e pesquiza em busca do cri-
minoso, que conseguio evadir-se.
Itnrte casual. Pelas 8 horas da inanha
do 1 do corrente, estando a brincar Joo Manoel
Pereira com Antonio de Azevedo Jnior, no quin-
tal da taverna de Constantino Hodrigucs Mendos,
sita ru;i sisa Guararapes desta cidade, aeonteceu
que o primero disparasse solare o segundo unu
pistola. Antonio de Azevedo suecumbio em pou-
cos momentos e seu camai ada e a-sassino eva-
dio-se. A autoridade tota minediatanicnte scien-
cia do facto.
Homicidios.Em io do mes ultimo, pelas
4 horas da madrugada, na povoacao de S. Bene-
dicto, dislricto de fanellas, Nicacio de tal, travan-
do-se de razoes com ebaslio de tal, chegaram a
una lula terrivel, em que se esfaquiaram, resul-
tando d ah a morte instantnea de Sebastian c a
de Nicacio, que procurando fugir apezar de ferido,
foi depois encontrado niorto, pouco distante do lu-
gar do coullicto.
Tiro. -No lug r denominado Poco do Boi, 3*
districto do termo de tanto Anlao, Joao everino,
por causa de questos sobre limites de ierras, rc-
cebeu um tiro.
EMiua8;ainenta.Um trem da Via frrea
do Hecifr a i. Francisco esmagou a pe na do ca-
borio Luiz Antonio Lucas, a quem a embriaguez
arrestara para-eima dos Irilhos da Imha a-altura
dos Montes do tormo de Agua Prela, em 30 de de-
zeinbro nltimo.
I-clar:cas aCTcssaria, Espiridio
Barbosa da Silva, implicado no processo de sedu-
las falsas, foi preso reqiiisicao do Pr. promotor
publico do termo de Sorinhaem, e por ordem do
juiz municipal;!' supplentc do mesmo termo Lr
Antonio Venancio Cavalcanti de Albuquerque
dmvtus.a noite de 2 do corrente e du-
rante quasi todo o dia de hontem rahiram churas
bohre as tidades demerite e Dunda e seus ;.rra-
baldes. O tempo consorvou-se quasi senwre es-
curo c hmido.
Airandegu- O Sr. -inspector dsta repjrti-
co uos en\iou. a seguinte osota do decreto u
086 de 18 de setombro ultimo :
t Attendendo a que o termo medio de rambio
nos ltimos doze mozos, foi de 4 :i/8 dinheiros
sierlinos |x>r tJt, fcei por bem Udermiuar, para
execnco da ultima parte do art. Io S 1* 4o decreto1
u. I750de 20 deoutuorodc !859.^ne- no prximo
Despezas de installacao..
Despesa' geraes........
Movis................
Estampilhas............
Diversas contas......v..
Caixa.................
I'.VSSIVO.
ipita!....................
Loiuas conrales.............
Letras por dinheiro a jures...
Canosas....................
Depsitos da directora.......
Diversas coiitas.............
Dusconlos...................
i.W)0:00l*H'
!iil:!i:WH
103:67649*4)
iv.:(io"n
:;i :i,7iv.%
(:Ull340
5:17H4270
i:3H*l)
.K-iih'H)
336:tMlloa
81:9i*l7fl
S. E. O.
6..':Sl87^
6,000:000*01"
:c.:oooohj
i:.'ti5*atM
l9:4SUS9tf
i*:lHW**)0
S07.9i4('ii
tdlSMW
ti,.'l:8o9>i7
O guarda livros,
F. i. Pereira Pinto.
L.Ni.USH BANK. OF 1UO- DK JA.Nt.IMi'
'LIMITKD
Ssjpnl do Maneo 0111 50:000
aegos de e 20 cada urna 1,000:CJI)
Capital realisa.lo...... 300:000
Fundo de reserva...... |-2 5
BALANOO DA CAIKA FILIAL EM PEHNAMBt 1 "
"EM 31 DF. EZEMBBODK IH73.
ACTIVO.
Letras descontadas..........".. LBlolli'.-ijO
Einprestunos e contas caucionadas i3:3iii970
Letras reeeber........,...... Ha :00637
Garantas c valores depositados.. ltM:l!5**J0
Mobilia, etc. do banco... ..... 14:6I9210
FJtversas comas-............... 438:Wl4'.'-'i''
Caixa........................ 62:i:52942iii
Bs. 3,M:MNl0ll
asana.
Contas conentes sim-
ples.............. 67i:o3i4-l80
De|iosto prazo fixo
com aviso e por le-
tras ............. 1,376:092*160
Ttulos em caucan e deposito.....
Diversas contas................
2.m; 6264640
itil:H5t30
oX";:7S7i00
Rs. 3,09\:.,294KO
S. E. k O.
Pernarabnco, 3 de Janeiro de 1872.
F. t. lUu.rlmm. manager.
L. Heiulerson, accountant
"UBL1CAC0ES 4 PEDIDO.
O IX vui. ftir. cuiiiiueududa* Hess
ri|iic Pereira de laeeiia e a
opiiowicito.
E' com pesar que vemos a hita, que a opposi-
cao abre com o governo.
Quando urna opposi^ao comiicnctra-se de su-
il.-veres, de sua elevada missio, um bem, um
principio de vida para os governos ; a >enliiidla
avai.cada das liberdades publicas, a advogada
dos iuteresses da sociedade permite esse juiz pode-
roso, o governo ; mas quando esse partido nao se
inspira nesses principios saos e vitaos, e procura
s sustentar urna lua systematica, nio um nial
paca o governo, mas para s proprio, desacreditan-
do-so ante a verdade, quo transuu cm todos os
actos bascados na justica e no dever. Nao intr
piraado-se em boatos mal fundadados ; nao en-
venenando os actos mais bem pensados e reflecti-
dos que podera dar ganhe de causa j uao ouvin-
do protestos, uem coiitostaedes que bao de trazer a
dscussao a seucaininhu de versada e de di-
reita.
E' o que se d eom S. Exc. o Sr. eonimendatl.t
llenrique Pereira.
A oppotaeae esqiuKando-se. tarnes propositai-
immte, censura a roctkiaO de S. jx. no sou pro-
ceder.
Aopposcao colloca o governo sempre no di-
lomma assaz expressivo de Shakpsas*, no Hamiel,
oser-ou nao ser, to beor net to Sr /,..
Se o governo procura o em estar do paiz, inda-
ga e pSe em execucao os meios que devem traaer
a oBtabilidade, seguranca o boa marcha da sdsai-
nistracao, soffrejeensuras por enrgico, desptico e
insinuador o atemalevoto; sedAsuado nao ruin
pendo ou por nao querer, ou por ignorar, frouso,
inepto, incapaz de oceupar o lugar. H
Expliqueui entao osnossos adversarios o que
querem, conciliem edifam como as nade goveraar
com tao exigentes volitados
aeeasem S. Exc por enrgico, nnuvaccusacao
honrosa.
Jnlguem S. Exc. manos reflctalo por proceder
cora justica e dever do cargo s por oeohccimaoto
ao exaine do contrate da Compaaai Dramafe,

'1

mm


*w
a
M
Mur dePemambuGO Sabbado Lde Jfmemrde l$7
32E
pirque apopulaeao iiteira, opinar eojtfra essa
irarcao ftettatiea di eepotolo, q* eonstkno
smimta-opunat nteressada Jo un partrto docahi-
dj ijuo dt'ja lAiuuraUsar o govemo con o ira-
i aorta! e alindo desojo de rhcgar ao poder.
Aerusa o Litoral ao Exra. Sr. commondador
presidente, por &o.astar ni altura do cargo, por
ua iulelliguneia, so revelada nu mallo e oni autos,
que ccrtamento nao provara un bom juriscousul-
Iii o menos Um mediocre administrador eta.
Mas casas palavras injustas o que deveriaw sor
muito reservadas pela opposicao sineiite para os
casos nrovatos, tem tito e lera) eom i esa -rain os,
uiiu resista digna a cavalhenKi, de quein nao
talla, us oxenla.
&. Use. tem provado qa esta inailo cima do
juiz. tilma!, que dolle faamcom > 1101 persegui-
dor, com a tira noaiern vin^ativo, a quem se que-
ra proporcionar occasiij de tirar desforras do af-
fronlas infamantes que I lie quizeram imprimir,
taires liados no proverbio que dz-*orfo velho nao
anua. Pois bem, S. ISxc. osquoeeu-se do que llie
flzerain c hoja como administrador distinelo C jus-
tifeiro, nunn intelKgencia mui bem desenvolvida e
< m a (jiaivle virtude da aceito propria, da Jm-fc de
V mtido, da independencia do obrar, obliga a ca-
larem-so as insinuare a, e so a esgrimirem a in-
grata e cufadonha poltica administrativa,
TmI>s si')-m que S. E*r. nao nenlium Fox
. nem Sheridau, ncm eHe quer dar-so como tal, mas
tambera todas s;ibem que muitos d -a nossns illas-
fres antagonistas que sem seren Fox ou Sheridau,
inda menos de qtulquer i niel I i gene i a mediocre
governaram nao s a provincia de Pernambuco,
mas anda o mesmo partido.
Pzcanos un appelio i n obre e Ilustrada opposi-
eao, mostre-sa cordata, discuta com sinecridade,
ii rremine o individuo dos artos censure eanilyse
a osles. Cen este proceder tem cumplido um de-
ver de honra, de polticos e de propugnadores do
bem publico.
II
O Kxm. Sr. presidente tem mostrado a intnireza
de seu carcter, e a volitado de fazer o bem sua
provincia, que inuito se rcgozija de ver a sua aeti-
vidade eni favor do lieni estar publico da segrate
maneira:
A sua primeira providencia a seguranza pu-
btica.
Os roubos, os ataques pro|wodade, repetem-se
a lodo o momento e occasiao, a nusadia dos exe-
catares desses atilintados ahoga a desprezar a luz
d i di a, e a desfacatez o tornam atrevidos.
S. Kxc, cuno consta do expediente, chama a at-
eueai) do I)r. chefe de polica pedindo-lhe que lem-
bre-Hio as medidas que julgar necessarias, c ote
jusulniudoas rondas permanentes de polica, assiin
e un faxendo que duas [iracas, d! eavallaria au-
xilien! o servid das rundas em cada freguozia.
Tuda tez que se trata de garantir a vida o pro-
jiriedade, S. Exc. promplo em disp'r dos meios a
son alcance, nao s mandando piquetes ou forra
d? polica, como at de liulia para o policiamento
i seguranza.
As prisoesdos criminosos tornam-se oprimeiri)
elemento de seguranca das diversas localidades, S.
Exc. onvindo os recfainos ji reeouliecendo-os do
perto. trata de expedir destacamentos permanenles
c volantes.
A eompanhia Drainage acastellada em seu con-
trato tod.i oneroso provincia, torna-se digna da
atteneo di S. Exc. pula inineira por que pede o
.dio'ieiro Bubtieo, e esiudando o contrato reconbe-
.-, i aspadons. procede a exame e encarrega disto
SU) uiz criminal para averiguar e obrar como for
dejustiei. Vio aecusa nmu condemua ninguem,
ulira com diseeruimento u iiidei.;ndencia, 0 torna-
se digno de louvor.
.o servido irregular da coinpa.ahia do gaz, que
- taz subir o consumo exee.ssivamente, qHor por
I'.'sar q:i' tudo o que ingle/, da maior boa f
<-:n contratos com ogovorno !....) c S. Exc. chama
a attoncao do engenbeiro llscal para investigar da
\,-rdaili: C das clamorosas reclamacoes publicas Je
parlicnlares, e com ist o que faz S. Exc. senao
obrar com independencia, com vontade de bem ser-
viro sen alto cargo, satisl'azemlo as necessidades
publicas ?
A oompanhia degaz tem tomado urna aba exeos-
tiva em i-apilaes "na ra&io directa do BXOOBSIVO
iMii-irii) que os registros (adredo preparados)
'i i'i" e as m ais simples casas e at as que se
ac'aam fechadas e sem mirad ir; apresenlaiu um
c insumo de MMOJJ -is1)')) mais, e a esta im
peri ><-i e jost m>li 11 o que sfl poler dizer senao
HU S. Bxc. lembra a eompanhia aquilk) que ella
p .r sua propriadignidale devana acatar o seu bom
Cf li'. I'raude ou nao. a nao se realisar a medi-
da que 9. Etc. niciou, o interesse articular con-
tinuara a ser de.sprez.ido. extorquiudose, inglesa,
,p que uio se deve.
; u nao digno d lonvor S. Ex--, procurar ou
m que se respaile o diretto de cada mu c os seus
atoFcssej '
S. Ese visita linda, v o miscran lo e coutris-
t idOT estado a que k acham n-duzidos entes infe-
iizes q w perderam a razao, reconbece como
t ibis quo o lugar onde so clausuram, esses entes
dwnis d" toda a coimiseracao e piedade longe
de ser nin bem e ani niv pea sua inipropriivlul'
bvgieniea, divisao ele departamentos, tratamen-
11 ote. ote, e iiuiiiJi llmente, com o plano ja for-
juil., visita ocoav.alo di Car.m, enOlinda o
aeuand) mai propr9 exped ord.mi thesouraria
d fjenla para proceder a sequestro corno be.n
hmii >no o abandonado.
>>. Bkc. leva alm do dezejo a forja de vontade,
roconkaeeu a necessidade o langa maodoineio qns
i, l.' atisfaaer essa iiecessid;ule, vai abrir luta
-1 ai mna smelade pnlerosa, eom umi ordeni re-
ligiosa q-u procurar fazer valer o seu dircito
presrript').
Gonfess 'in os horneas o i deseijam o b-'iii atan**
infeliz dos alienados, au se torna s foreste
sel >. digno dos uiaiores louvores o considera^ao ?
0 gov.-rno tem piojectado a transferencia do
C.HTP8 para o centro populoso e coinniercal do
K.'ife, ex pedo avisos acerca da casa o darealisa-
Ciida compra, mas ;;. Exc, examinando, conside-
ra ouTj local miito melliar, que-lembrado palo
governo imperial, si s!i em todos os effeitos a or-
Sem da desapropiiacji), e leva ao conheciniento
dogoverno que com nutras vantagens e com o
aformoseamento da cid ide, se padera adquirir ter-
reno para ni s o c ..rreo como para es lacao te-
Jejraphca ; e rcalisaudo'iuu dos peusamentos do
acijo podar fazer a iransmissao de bens de
mai mora por aponeos: e ei-lo em via d; levar
aa lim o su pvnsnieBto.
O one mais se pxle daseiar da aelividade de um
j):- -idente que ha um mez no governo tem reali-
adQ mais do que muitos em todo o seu tempo de
a l;ninstra';ao ?
G asylo de mendi.-idade eslava ha muilo em
pr ijectoj no cntretant) o Exm. Sr. desembargador
Fana Unios que inuito desejou assentar a podra
Ventral do aditicio, nao o cbegou a fazer e ?. Exc.
i. Sr. coinaiendadir Mearique Pereira de I ueena,
v al) que o Natal, dia tio magestoso, e considerar
d .. com o dia dos pobres, era o mais proprio, de-
t'M'iina que se colloeasse a pedra, e de lacto o fez.
Oatros fados llusr.im S. Exc. e nos procura-
:. nos rebater as accusieoes vagas q_u pairam no
ar, soprad.is pelo espirito de oppasicao com clles,
coma verdade.
assisteale, neiMiintou por ordem de quein era
cllafeita. -.
O Sr. Castellao respondeu-Ihe que por ordem de
h medico, que fora chamado para ver a doeote
O Dr. Aivarcnga extranhando tal procediuiento
tete que nao era eostume na Eurojia faaer-se islo ;
mas tm lelizmenle elle tinha de retirar-se, porque
se lieass.) nao podia continuar a prestar seu* cui-
dados familia 4o Sr. Castellao.
Em seguida pediu, que Ihe inandassem vir o
Irasco do remedio, que elle tinha levado para a
senhora ; e tendo-se-lhe trazido uao s este, mas
nutro com o rejiiedio da mcjua, djsse me inan-
dassem despejar e lavar o primeiro que elle queria
levado ; e vendo que o remedio do segundo eslava
a| erado, recommondou que 0.. svasiasseni, porque
a doent nio devia mais usar dcHe.
Feito isto pedio papel, e laucou. sua copla, de
80*000 por i visitas.
Vendo o Sr. Castellao a eonta, disse ao Dr. Ai-
varcnga que tinha no eueelope, qne enlao lhe
apresentou, a quantia,.que tcncionava offererer-
Ihe, porque nao podia pagar generosamente, ]ior
sor umeinpregadi, que nao dispunha de recursos,,
o ter numerosa familia.
Em vista de urna tal confwsao, disse o Dr. At-
vareoga ao Sr. Castellao, que nao deesa causa al-
guina, que lhe nao fazia differenca nao receber
sua offerta ; e que at podja inesini serv-o
eom algum dinhero, sendo elle pobre e tendo
pessoas de sua familia doentes.
Mas. lisiando o Sr. Castellao para que elle re-
cebesse o eiuelfope, abro-o, guardou o dmlieirp e
passou recibo; e depois des|iedio-se do mosmo
Sr. e de sua familia, ollereando-lhes seu prestinio
em Lisboa para onde se rtirava, duendo .anda
a'esta occasiao propria senhora, que se nao po-
dia dispar la quantia que lhe liavia dado, que
elle a deixava liear.
Para quo o publico julgue de todas as circuius-
taneas que occorreram nesta occasiao, devo dizer
quero ft-osco que o Dr. Al va renga pedio, fora le-
vado por olle para tratamenlo da erysipcna da
senhora, com un remedio de. que elle usa no tra-
tameutd d.sle mal. o ipio sendo por emquanto um
egred), elle (enciona da-lo lu da publicidade
em una momoria que tem do escrever, qnando
fados bstanles comproveni sua efficacia. Este
remedio nao era mais preciso : e o nutro frasco
que elle mandn despejar, ticou cun o rotulo para
ser repetid o. se o pnzessem fazer.
Retiro-se, pois, o !)r. Alvarengacomsua eoiys-
cencia tranquilla, julgando ter platicado umaclo,
que-o reeommendava estima e cousideracao do
Sr. Castellao o de sua familia.
Quando o Dr. Alvarenga teve scioncia de que
o offcreemi.mlo tinha sid tomodo por um insulto,
mostrou-.-e adinirado com urna tal interpretaran,
iiarrou-me o fado com os pormonores que tenho
exposto, e a mais alglein coui quem to.ve aqui os-
Ireilas relaees, dizendo-me que s se conceba um
tal lacio, admittindo-se queapobresa as venes
anda va de mans dadas com o orgulho.
Eis o facto como elle se deu ; o publico que o
qualifique.
O Dr. Alvarenga gosa na Europ dos crditos
de um medico i Ilustrado, e cujo nome una aa-
toriJade na sciencia, mormente em as molestias
do coracao. em que elle um celebre especialista,
vpio visitar o Brasil sea puiz natal, sem vistas de
augmentar o renomo do que gosa, porque mesnio
aqui elle era j muito considerado pelos seus bel-
los escriptos. e nem pensou em granjear fortuna,
porque exarca caraos impnrtantes.emtisboa, e tem
all batante clnica, e tanto que nesta cidade so se
resolveu a annunciar que dava consultas muitos
das depois di sua chegada. e isto a pedido meu
que queria satisfazer aos desejps de mudas pes-
soas, que rominign se empenhavam para nbter del-
le ama audiencia, e nao quiz de modo algum en-
rarregar algueiu de cobrauca de quantias, que lhe
liearam devendo pessoas que all tratou, aceitando
sempre. que nao lhe exigiam cont, qualquer
quantia sem a menor contestarn.
Contestando b faci attribuido ao Dr. Alvaren-
ga, defend) um amigo que foi fendo pelas costas o
por aggressor que nao se. avveu a levantar a vi-
seira Ve pago ao mesmo tempo um tributo a ver-
dade.
Terminando devo declarar pie por drcuuistan-
cia alguma voltare mais imprensa a tratar deste
asanmpto.
Heeife i d1 Janeiro de 187:1.
Jooilt Siten Rumos.
rtiZ/ifJnomlnil dtu ptsw rn'-t obra d>t mniriz Je A'o-wa .Sfoltom ia Lon:
ceicfodeXazareth, a qut.se refere a pubJtcafpa
tuprn.
O IUms, Srs.:
Antonio Vfrehte da Costo W*
Major Aflonso do HoUauda de AUiuquer-
que Maranho *D
Joao da Corta Pereira *{
Jes Javarai Possa de.Araujo gi
Jo'io da Costa Ribeiro Souza *M
Manoel Cornolio do Lim C,apipol!o
Dr. Caetano Agripinano de Farias Castro 20}
Tenento-corone,! Joo C^valcaute Mauricio
\VaodfirUy ^
Capitaolgnacio Xavier Carucjro de Albu- ^
,ue
.nhio
Manoo'llarrosodoMoraes .
Dr. Jos Ignacio de Andj.de
Luiz Ignacio de Albuauerqu Mar
Francisco Xavier-de. Mpraes Ht-
Luiz Francisco de Mojaos
Padre Zeferino (le Ornflla? Cmara
Major J.-aquini de Albuiui rwie Marauliao
Joo Francisco Cavabjimttd^Vasc^ncellos
Jos Gomes da Cunb'Btfa
.Chrislo.vao de Hollanda Bexerra Cavalcante
Lourenco Bezerra Cavalcante
Jos Antonio de Andrade Guerra
Antonio Jos Lopes de Albuquerqm
Francisco de Souza Barcellos
Jos Hygina Gongalves Guerra
Dr. Joaquim Francisco de Mello :aval-
Jos Bellannino de Vascoflcellos
Manoel de Barros Araujo
Ignacio Pacheco de Albuqiierque Marannao
Francisco de Agostinho Barros
Antonio Gomes de Araujo Vascnncello.s
Jos Amonio de Amida
Francisco Pereira de Moraes
Dr. Jos Jeronymo Pacheco de Albuquer-
que Maranbao
Christovo Solano da Silva layares
Gervasio Pmtasio Rodrigues da Silva
Dr. Joaquim Eduardo Pina
Major Francisco de Paula Barrete Cou-
tmlio
Tcnente-coronel Antonio Aureliano Lopes
Couiinbp
Jpaqmm Rues Machado Coutinho
Domingos Jos da (Vista Braga
Jo o de Andrade Lima (cidade)
lanoel Vicente Vieira
Capito Francklin Alves de Souza Paiva
Dr. Maneel Barata de Oliveira Mello
Jos Luiz Caroeiro d Albuauerqu
JJdutrdo Bessine do Almeida
Dr. Jo i o Baptista do AniaraJ e Mello
Dr. Jos Elysio da Cunha Moraes Pinheiro
Jos Joaquim de SautAnna
Jos Pedro de Oliveira Mello
Manoel Jos de Oliveira Mello
Dr: Jos Maria Cardpso
Antonio Gomes de. Muura Coutinho
Simao Barbosa da-Sil va
Reynaldo Gomes da Cunha PBdrosa
Severino Gomes de Aranjti
Dr. Antonio Joaquim Btwquede Xazar.th
Um assignante quo nao foi laueado o seu
nome
Manoel Jos-de Souza Nevos
Jlo Antonio Pacheco
Orlando Meqnilino de Almeida
P dr Carnean Lius do Albuipierque
Francisco Basilio Cameiro da Cunha Mi-
randa
Luiz Ignacio de Azevedo
Patricio Jos T 1I4 Vawronrellnn.
Jeronymo Jos* Ffir\'ii .1.
Joao Francisco Orphan.
Joaquim Caetano da Silva.
Bernardo Jos da Motfu.
Domingos Antonio da Silva Bnlz.
Mr. Paulo Guelphe.
Padre Ant .nio Martins de Carvalhi) Azevedo.
ilditon uarte.
Napoleo Duarte.
Jase Joaquim Alves.
Iahii-hco Pereira M aides Guimar*'.'.
JoseLtiiz Alv(-s tU',;-Mollo.
Domingos Teixeira Bastos.
Pedro Martineau.
Joo Travall.
Joo Baiitista Xoguwa.
Mordomas.
As Exmas. Sras. : t
D. Rita Mana 'ixas.
D. Ama Marcionilla d" Souza Reg.
D. Maria Carolina de M.igalhaes Sive.
D. Ma Florencia de Souz* Porto.
I). Aana de Jezus Ferretea Guimaries.
D- Maria da Coaceic 1 Azevedo.
D. Bellnira Marcionlh do Reg Freir.
Procuradores.
Os libas. Srs. .
Joao-Franeiseo Panales Porto.
Joao Firmino do H.Toredo Freir.
Joaquim Ferreva Lobo.
Jos Vctor da Silva Pimefltel.
Paulo Fernandes de Midi Guiniares.
Ignacio Barroso de Mello.
Antonio Cesurio MornSr IU:is.
Thesourero. Severino Lyra.
Recile 1 de.Janeiro de Hfr*.
O vigario, Ttnistocli's Rome Pereira dos Santo*.
10*
lOi
m
lOi
10*
101
tftf
S
10i
104
1.04
10*
m
10i
lOf
10
ll
10 i
104
104
104
m
Si
54
54
54
54
54
6904
No patorf*
Ri
b\.................................................._
cellona, carregou : P. M. Maury 236 sacras com
17,0 7 kilos de algodo.
X i patacho liespanhol Soberano, para Bar-
celona, c irregou : P. M. Maun I7 saetas com
l'J." J!) kilos de algoJao.
' No navio francez Assumption, para Harsei
lhe. carregaram : Kellor 4 C. 5)00 saceos com
375,000 kilos do assucar mascavado.
Na lirlgue portnguoz Florimbt, para Lisboa,
e rrcgarasj : T. A. Fonseca & C. Successores 70
saceos rom -U.Oi kilos de assucar liranco.
Xa barca poitugueza Amelia, para o Porte,
carregou : J. J. de Azeyedo li saceos com 1,030
kilos de assucar branco, 1 barril com 96 litros de
agurdenla c 16 sacros con 1,100 kilos de assu-
car mascavado.
Xa barca portuguesa Andada, para o Porto,
carregaram : E/R. Rabcllo 4 '. l.OtW saceos com
7.'i,0.0 kilos de assucar mascavado eJDO ditos com
1.1,000 ditos de dito branco.
Xo brigue ingles L'iwjtiy, para Poitland,
carregaram : H. Forsfer 73,000 kilos de assucar mascavado.
X) brigue norueguense Sask ninmerin, |ra
Haniplou Hoods, carregaraiii : 11. Forster 4C.
1,800 saceos com 133,000 kilos de assucar mas
cavado.
Para os portn to interior
Para o nio Grande do Sul, no |ia acho bra-
silero emfica, carregou : M. J. Molla 50 saceos
c 111 3,730 kilos de wsucar mascavado c 200 ditos
com 13.000 ditos de dito branco.
Para o Ro Grande do Sul, na barca brasi-
lera Pomhha, carregou : i. Bruno 00 saceos
com i.300 kilos de assucar brano.
*"-
- No paladn "iw i A i X-ir-e, paraofz0|nbro pr^icuassado, conawa diirianw.*
i, da 1 ma, amiAu ... n (fin c m> ., IP yJg & sua lm.Ul, ^u
-.ricas com W.UTknos de a#urar branco. Alfandega de Pernaml .
- Xa 'ha rea hespanbola LonceprMii, para Bar- {g-j-j
jh'iTindo de inspectorV ,
Pivten topes Rodrigues.
jaMMERCIO.
BANCO COMMBRCIAL
DE
PERNAMliUCO
Desconta ldtras de cambio, de terra e
qiiaesquor ttulos pblicos.
Recobediiiheiro em cuita corrodo simples,
em conta corrntri com juros por let-
tras.
Encarrega-se por comniissao de qualquer
operacao bancaria.
0 expediento principiar as 9 horas da
manila e lindar s 4 da tarde.
Ra do Vigario n. it primeiro ap-
dar.
Capital.
Tundo
SgUN ^Bll'd-fog)
CMPAMIIA
NORTHERN.
, .' 20,000:000p()00
de reserva.. 8,000:0000000
Agentes,
Milis Latltain C.
RA DA CRUZ N. 38.
E' com isto que se levantam aecusacoes ?..
Pois essas aecusacoes s poderao tra^er um bene-
ficio, c e que o Exm. Sr. presidente, procurando
pautar os seus actos polos principios dejnstica.
cara muito dos interesses vitaos da proriheia, es-
qicendc-e.de questiunculas e de de3gostos de
quem se aeha prejulieado com o seu proceder.
Aceusem, porque ser com a discuss'O que o
publico entrar no eonlrrimento dos negocios ad-
aiuistrativos o na mineira porque slo geridos fa-
zen lo justiea a que n tiver, ja qne a oppos.caj
quer fazer sobresahir os actos que constHuem o
cumprmento dedevi res denm bom administrador.
Continu S. Exc. no caminho escabroso que tri-
iliou, UT-.i de sotlrer muitos dissabores, mas resta-
Jae a vonscieneia do ter cumprido o sea dever, c
*' ota nina recompensa para quem aatepoe isto as
cimsidoracites; e s exigencias dooceasees e pos-
s ia, certode quo o nubhco que tanto tem louvado
saas meneos e aetos. continuara, a recqnbece-lo
tfoibo e nao como o quurcm fazer.
Ki'-cife. 6 de dozembro de l&$.'
Vaznretlv, 3t le dczciubro de
Removido dcsta comarca para a de Macei as
Ala'goas. coma consta dos jomaos, 0 havendo diri-
gido aos meas patricios a amigos a cana abaixo
transcripta, que foi respondida por alguns com as
quantias que se l na relaco com esta publicada;
cumpre-me o rigoroso dever de prestar cuntas do
destino"dido referidas quantias, e agradocer-lnes
as atlencoes com que acolberam aquello meu con-
vite ; -
Va relacao nominal c emita infra inserida, hca-
rao todos scientes da receita e impesa das obras
enceladas e que meu pesar nao concilio.
AnnUmiei os dinheiros recebidos de preferencia
construccao da torre da matriz, porque, tendo
obtido do Emii. Sr. bario de Nazareth a ollera de
um sino para Xossa Excelsa Padroeira, sino que
iteza de ii 28 arrobas, e que se acha prompte na
fundico do Sr. Villaca -rua do Rrum da cidade
do Re'cfe, nao havia las torres apenas contecadas
campanario, que o rerebesse.
Essa miiiha resoluco foi approvada por t'idos.
e nasa a mesma Excelsa Padroeira., que nao fique
ella por muito lempo no olvido !
Nazareth carece de melhoramentos urgentes, como
o concert di casa da cmara, o asseio c reparo
das ras, um mercado, assougue, e sobre tudo
agoa potavel; delles' tratava eu coui esforco, es-
perando consoui-los I I Nao ^rrefecam os ineus
patricios na boa vontade, que me manifestavam a
respeito e farao em breve da nossa trra natal
una importante <>. bella cidade 11
Baja quem quein e soja perseverante no querer,
que ludo levar enante, por que os nazarenos sao
boas e desejaai o henil I..
Aproveitando o ensejo e tendo de me retirar
da comarca, taco nunhas despedidas aos nazarenos
e Ibes declaro que, se.no curto espaco de 6 para 7
mases deininlia judicatura entre elles commetli
alguma falta, foram puras c s guiadas pela justi-
ea minhas intencSes.
Aceitcm os ineus sinceros vutos de gratidao e
estima, c conten eom um nazareno amante da lo-
calidad ', que o vio nascer, e com um amigo que
muito os aprecia.
Antonio Jonqnim Buarqne de nazareth.
Illm. Sr.-Nazareth, de 1872Amigo do pro-
gressi e amante em extremo desta terra onde Uve
a ventura de nascer, e para onde a Divina Provi-
dencia permittio, qne viesse na qualdade de pri-
meira a'aloridade,muito me contrista v-la no es-
tado de atrazo, em que se acha.
E com eiT'ilo, qnal o nazareno, verdadeiro pa-
triota, que nao se constrislarao ver a cidade, seu
berro ou centro de seu nascimento, tao abandona-
da, com tio ma edifleacio, suas ras desaliuhadas
e tortuosas, chelas de buracos e lamas, suas pra-
cas ou pateos irregularissimos, e careced.ira de
qualquer melhoramento?
Quando todos marchara pelas vas do pmgresso,
e outras localidades de menor importancia procu-
rara com esforc os meios de se elevar, ser pos-
sivcl, quo nos ( permitta-sc-me a immodestia )
Jabonosos, honrados, ""amigos da instruccao e da
liberdade, fiquemos no mais censuravel indifferen-
tismo, mxime tendo a certeza de que amanha to-
car a nosso amado Nazareth a alavanca da civi-
lsacao, a estrada de ferro que enecta seus traba-
Ihos na capital f
Nao e mil vezes nao.
Os uaizes raais adiantados, meu caro amigo, so
tem cnegado ao grao de illustrjjab, que todos sa-
bem, porque o individuo, a paroelua, o municipio
caminham adiante dos poderes pblicos nos seus
negocios lcaos, e-apenas estes lhes animama ini-
ciativa
Coma das despezas feitas com os 6901000 tons
tantes daqaella relaco.
Dous mil lijlos comprados ao Dr.
Jos Maria C'arduso
ous mil ditos comprados pelo ad-
ministrador Pantaleau.
ous mil ditos coiiuiradoi a Jos Pe-
reira Maciel
Gincoenta cargas de cal compradas
m Govanna por Francisco Gomes da
Araujo VasconcelloJ
Frete de dita 30 cargas de. nal. ajus-
tadas pelo mesmo Francisco Gomes a
23500 cada Ulna
Feriada primeira semana de traba-
lito na torre e pateo da matriz a termi-
nar 110 dia li de dezembro -
Feria da segunda semana de dito tra-
balho a terminar uo da 20 de aJe-
zeinbro
impressao da carta de convite para
concurs da obra pelos Nazarenos o
portadores para sua distribuicao
50*300
50*000
50JD00
i 000
US 000
751820
16GG0
Para Pa Caiuaragilie, na arcaca S. Luiz,
carregou : J. F. L
jeonel de Siqueira 1 vlume com
kilos de .assucar refinado.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNA?
RAES E PERNAMBUCO
GE-
Rendimen|o do dia 1
dem do "da 3 .
C<.NSFLADO
Rendimento do dia 2 .
dem de dia, 3 .
2 0'i3->8C)0
2:i76238
4-.220J0H
I'HOVIXCIAI.
KDfTAI, N. Sft
Pela inspectora da altaadoga se faz publico,
qne se ha do arrematar, livre* da lrcitog da con-
sumo, porta desta repartida, onde te encen-
trar amostra, as II horas di dia 7 d) eorreut
as mercalori.is abaixo declaradas amiunctada-
para consumo' por edflar n. B9 do mez passa-
do. e quo de xa rain de ser despachadas denlr<
do prazo marcado.
Fortaleza do Buraco.
Marca F diamante, 1000 harris cun polvoi'.
viudos uo palaclm ingles Ktt'ro, entrado em %i
de uVzenibro de 1871 e consignados ordem.
dem P NAO, 500 ditos idam, viudos uo bri-
gue norte-alleinao rfH, entrado em de abril
de 1870. eonsigindi s o'dem.
Alfandega de Pe uambuco, 2 da jaovir A
1873. .
Servindo de inspector.
Pedro Lupjs Rodrigues.

CECLARACOES.
11:054*7 0
8:177pU8i
19:230^871
17*580
80000
Receita
Despeza
Av'SH'to da receita e despeza.
690*000 ^
080*000
Resto favor da matriz, entregu
ao procurador geral Ignacio Pacheco
de Albuquerque Marannao
Nazareth, 31 de dezembro de 1872.
Antonio Joaquim Bttirque de Nazareth.
10*000
A narraeab inepcia de um fado puiicado no
Diaria de 31 do passado, sem assignjirve depois
da ijartida do Dr, Costa .Vlvarenga, na. qual este
meu paraular amigo e djstiucto collfg *)L4nxi'-
valbadi eoi epitiel >s grosseiros, improperios de
pssoas que so presa .11, mi feria a vir ijjupraiua.
narrar a; colisas ejini ellas se deram .co^. o /""i
d babilar o publico pa/a que poss qriar um
juiso td respeitb
Tratava o Dr. Alvarenga da esposa do Sr. Cas-.
t#Ho; qaando tevu do recoitar urna fillu acpm-
mettida do angina.
Rjepcudo sua visita esa$ duentes, confiadas
ambas a seus cuidado:-, noiou que se eslava fazen-
ilo applieacao da anguesugas na garganta da me-
ajaa e nio sanio esi prescripcTio sua, que t o
1,1.1: irlo
Dos d*voto.*t ipir bo de IVil'jr
o .Seulaor l.iii Je/u-, lo llozu
l'iii <|iic se venera sin i^ii-ja
inaJii/ da li>a-1 jslu desta ci-
dade eiia o unuo de S^-I.
Juiz por eleicao.
0 Illm. Sr. Jos Lopes Alheiro.
Juiza por eiec.io.
A E\in. Sra. D. lliUoiuena de Carvalho Lyra.
Juiz por deveco.
Illm. Sr. Manoel d'liveira.Junior.
Juiza por devocao.
A Exma. Sra, D. Ortencia Ranillir.
Juizes protectores.
Os Illms. Srs.;
Exm. Frci Vital, bspo de Olinda.
O Rvd. vigario Themistocles Roma) Pereira dos
Santos.-
Padre Manoel de Sant'Anna.
Padre Manoel Moreira da Gama.
Fre Joaqun do Espirito-Santo.
Dr. Prxedes Gomes de Souza Pitanga.
Dr. Alexandre do Souza Pereira do Carma.
Dr." Pedro de Athaydo Lobo Moscoso,
Dr. Pedro Autran de Albuquerque.
Corbniano de Aquino Fonceca.
Dr. Luiz da Silva Ferreira.
Teuenle-coronel Decio de Aquino Fonceca.
Teuente-coronel Antonio Carneiro Machado Rios.
Jos1 Antonio Morera Das.
Juizas protectoras.
As Exmas. Sras, :
Baroneza da Soledade.
Baroneza do Campo Verde.
Baroneza do Bonifica.
Baroneza do Livrameutov
Baroneza do Naxarelit.
I). Maria Felicia Pereira da Silva, esposa do Illm,
Sr. Flix Pereira da Silva.
D. Fjr-iuda Perpetua do Reg Molla, esposa do
Illm. Sr. Miguel Jos da Motta.
D. Idalinu, esposa do Illm. Sr. Joao Pereira Mu-
- buho.
. Adelaide Candida Vira de Amorim, esposa do
Illm. Sr. Maiioal do Nascimento Cesar Burla-
maque.
D. Clementiua ftrrriilr, esposa do Illm. Sr. Au-
gusto Octavano de Souza.
Escrive por aleicao.
O Illm. Sr. lleleoderio d'Aquino Fpuceca.
Escriv por eleicao.
A Ekm. Sra. D. Atexaudrlna Eutalia Pereira d
Brito.
Escrivaes por davocio.
. OslIUns. Srs. :
Luis Alvauoes Figueiredo.
Joo Forreira dos Santos.
Antonio Goncatves Costa.
Jos Gomes da Fonceca.
Segura coiilra-fogtt
THE I.IViaUWH & I.OMION* GIOB
INSURANCE COMY
Agentes
SALNDERS BROTIIEIW & C.
11Qevp Santo11
GOMRVNHI.V
Pheiux Periianibucana
Tuina riscos inaritiinos em mcn.i'lorias,
frotes, (linlieo a risvu a finalmente quer natitreza, ora vapiis, navios i vela ou
barcaca?, nreiniosuiuito mdicos.
' ILLA DOCUMMERCION. 84.
RUfi' DO RELIFK 3 DE JAXEIR
01-; 1873.
AS 3 l/2llo:iVS D.V TAIIH.
Cofu^Ses ollieiaes.
Assucar -bruto bin 2000 |iot lo kilos, bonteni.
sstH'ar- Canal 1*000 por 15 kilos, boje.
Igodaii-da- Parahjba i' sorle 10*300 por 15
kilos posto a bordo a frete de 3[4 d. e o
O'iO, bontein.
'Algodo-de Macei 1's uio 10*100 por II kilos
posto a liordo a frete de 7i8 d. c 5 0|0,
noiem. -
Algod o d- Goyanna 1 so:tc 9300por lo kilos
Canil lio--sobre Londres a 90 d(v. 26 ci5 1[ld.
por 15000, boje.
Dito -sobre dito a 90 d[v. 26 d. por ti, do banco,
hontem.
Cambio sobre Paris a 90 dv. 360 rs. o franco, do
banco, boje.
Dnbourcq
ivio presidente.
A. f*.s I.emos
Pelo secretario.
M8VIMENT0 00 PORTO
^_______________
Navioe entrados no dia 3.
Uio lo Janeiro3'i das, brigue nglez toa-
ste, de 203 toneladas, cftpitaO David Jones,
equipagejp 10, em lastro; a Johnston
Pater & C.
Trieste89 das, barca ngleza Mujestut, de
-2V0 toneladas, capitao J. Kvans, oquipa-
getn 10, carga 4,8M liarricas com fari-
nlia Je trigo ; a Johnston Patera C.
Liverpool por Lisboa19 dias, sendo do
ultimo porto 13, vapor ingle/. Oamtwlt,
.le 727 toneladas, i-oiiniiaiidaiib: rargur
son, e^uipogern -28, cargafazendtteouteoi
geiiermil a Snundurs Brothers C,
.Yifio sabido no meemo dia.
Nevv-'YorkLugre ingW. Sttetl /""', ca-
pitn Rowdon, Philip carga assucar.
EClTAfcS.
Alfaxdega
Rejidinieuto do dia i
dem do dia 3 v
62:691263o
43:419*712
106:111*397
Descarreganrtioie 4 da Janeiro de 1873
Barca ingle/pnfliM Templarnieucadorias para
aHandga.
Biigueiualezifosu/'-'-iniM-cadorias para alfan-
dega.
Lugar 'vnj0&Aapasia taboado j despa liado
para o caes do Brum.
Barca uoruev'uenseG/f/f/m-taboado ja despa-
cliado para o caes do Brum.
Barca ingleza O/ii a -bacallio j despachado
para o trapiche 1 ortceico.
Brigue uslez-Gj/wify-farinhj de trigo para o
* trapiche Conceicao, para despachar.
CAPATAZIA DaIlFAXDEGA
Rendimento do dia 2 VPAEi
dem do dia 3...... 5J4*5
1:2 3221
VOLUMES SAHIDOS
Xo dia i ...
Prueira porta no dia 3 .
Segunda porta.....
Tereeira porta '. v
Trapiche Conceiea i .
SERVH MARJTlMi
Alvarengas descarreiadas no trapieh
da alfandega dn dia"2-'
Ditas ditas nu dia 3
Navios atracados im trap. da alfandega
Urarengas........
No trapiche Conceicao.....
1,37o
129
80
211
1.275
3,303
Dr Manoel Thertuliaiio TSwmai Henriques. juiz
de dimito da 2' vara i-ivel desta cidade do Reci-
te de Pernambuco. por Sua Magostado linjienai
e Omsliliiciimal, etc. _
Faco saber que Afitomp Jos da Silva me tez a
peiicao do tbeor segrate :
Illm. Sr. Dr. juiz de dircito da 2' vara. Antonio
Jos da Silva, morador nesta cidade, I01 preso oni
Santo Anto no d a 27 do mal prximo passad,
onde csieve quatro dias, ihegando nesta cidade, e
sendo levado presenca do Dr. chefe de fobcia.
foi sollo Mase mesmo da, por nao se llie ter en-
contrado crintmaiidade alguma; mas o mosmo
Dr. chefe luamkm o suppiicante a prnsenoa da \.
oinpanliado de um offleto e um einpregado da
lana, mandando entregar a V. S. un baba -
lima carteira conteudo eui dnibeiro de Uiver>as
especies H'ii'.OO. 1 relogio de prata com passador
de plaque!, e roiqia.
U1 .implicante una vez que se acha sollo, nao
pesando sobre elle suspaiu alguma de furto, e nao
endo os objeclos reclamados por jiessoa alguma,
Mis que a ninguem pdrteneem senao ao Mipphcan-
le requer aV.S. se digno mandar fa/.er entregado
tudo, como de justiea. -K recbera herc. te la-
va sllado.-ltecire, 5 de outubro de 1872.-Anto-
nio Jos da Silva. .
E mais se nao contralla era dita petieno, na qual
dei o despacho segrate :
Distribuida.-Depois de anteados oseditaes, 1
o suppiicante juslilicar o que ajkgJ^Kn ^
-Recite, o de outubro de 1872.-T.ioinaz Henn-
Distribnieao.a Motta.-Maciel Monteiro
E mais sl> nao continha em dito despacho aqu
copiado, i! vc-se dos autos que o Dr. chefe de i>o-
iicia reraetteu este juizo com um ollicio que
acompanhou relacao do tbeor seguuite :
Recao dosobjeitos adiados em poder de Antonio
' Jos da Silva, preso como desertor :
22 bonds dos trilhos urbanos 1 moeda nova
depra-.a novaWf de 1*000-1 moeda dr miro
Merlina de 10*000-8 notas .sdalas), sendo 1 de
OOOO, 3 de 10*000 a ido o*000 2 botoes de
ouro para abertura j estragados 2 es anipiiUas
do seno adhesivo, sendo 1 de aOOO e 1 de 800 i>.
-1 rakglo de prata sem pontoiro e estragado cora
lima chave e um p;issador de plaque! 1 annelao
j velho. estragado 1 bah de llandres conteudo
una camisa de madama, una camisa de ftanella,
duas ceroulas, 1 coleta de casimira nova, dous
pares de botinas, um velho e um aovo-2 dupdM
novos, semlo um de niassa e um de paiuio-0 car-
ta* dirieidas, urna a Feliciano Lu/. Antonio Apeli-
llarte, una a Auna Patricia d;. Conceicao, una a
Mara Bernarda da Conceicao, urna a lavara, nina
a Candida Maria da Coiu-ecu, una a IsabelMaria
da Concia-o 1 carteira volita de 1narrofju.n1 i
toallia dealgodosinbo.jausaaa-i pahtot de.cu-
simira, ja usado-1 colcha de casmuraja ato.
Delegacia de polica do termo de santo Aulao.
cidade da Victoria, 27 de setembro de 18/2.
Delegacia de policia de Santo Antao.-Francisco
Correa de Queiroz Barros.
E mais se nao contralla em dita relacaoaqu.co-
rnada a qual acoinpahou um ollicio do Dr. chefe
lie polica, em que declara que o dito Antonio Jos
da Silva nao desertor do corpo de polica.
E para constar e cbgar ao conhecimeiilo di
todos mandei pausar o presente edital com o prazo
de 30 dias, atent que, quem se uilgar com i-
i-eito aodinbeiro e objectos constanles da relaiaii
cima, se aprsente habilitado ueste jmz.o para lhe
ser entregue, depois de preenchldas as ronnalida-
des da le, sera publicado pela imprensa e aftl-
xado no lugar do costurae.
Dado e passado nesta cidade do Recife, aos 12
de outubro de 1872.
Manoel Thertuliano Tltomat Hwaues.
Vice-coiisulado de Italia em
Pernaml meo
Tendo-se ausentado liajierle de sts 111'jes. n
hieiior italiano Miguel SjnelJi, de idade I' 12
anuos, da casa do inno d annunriadn -*iufli.
|iede-se todos os qu tivrreiB noticia" mi iMibe-
reniaoude se acha o sobr.-til > menor, -e sirvam.
pedido dos parales e Irm 0 do ih'o m -aor. d.-
coiiiiuunica-lo ao vice-coivsulado de Italia uesli
cid ule : consta ler ido para o sid, visto ler em-
barcado na estarn das 1 in.-o Ponas. Pernambu-
co 30 de dezembro de 1872.
Pelo vre-coiisul
Jos >aporli.
< hanceller.
Pela the-oiiratia provincial se faz publico,
qne foi Iraa-ferida paran dia 9 de Janeiro pn.xim
vindouro, a arremataran ib.....-icio da illiiuiinacjo
publica da cidade de Go anua, por lempo de um
anuo e a razao de 287 ruis diarios por cada lam-
pean.
Secretari da thesouraria provincial de Peinani-
buco, 27 de dezembro de If72,
o ofirial maior,
Wfuel Affimso Ferreint._____
- Acamara municipal d-sta cidade. pito pre-
senta convida aos Srs. nrarchanles de ean vac-
cuin da fregnezia do Poco da Panella, a mandareai
matar do dia !." dejan-iio pf>hM vind..uro, a
rezes para o consumo d;i popobvto, nnnatadou-
ro daquella fre^uezia do Poco du Panella.
Paco da cmara municipal to R*vife, 10 de de-
zembro de 1872.
Be' h*t ila Ceeta,
pro-prc^dente.
bnnenro Bezerra Orteme da Cunta,
secretario.'
O II m. -r. inspector da thesouraria provi.i-
cial manda fa-er publico qj do di l do corra-
te nio'. ca dimite p.igam-se na iik-s'.m Ihesoora-
ria os ordenados tos em iregados n-ovinciaes ve i-
cidos no 111.". de ib: eni'ii'o do anao prximo pi-
sado.
Secretaria da thesouraria proviuial to Per-
nambuco 2 de Janeiro de IH73
O onVial-u ai r
Mi-.'ii.-l Aihonsja Kireira.
SANTA; (ASA DA MISERI MOMA W)_ REi F1
Pela secretara to Santa Casi to Mh:,rlcordi 1
se i.a sciente a quem inleressar que a Illm. S:
thesoureiro, no sabio da rasa dos exportas no di 1
13 to corrente pelas 9 horas da maaaaa fara \><
.'menlo do triineslre vencido to nufnlirn al
zeinbrii lindo s amas que m apresnMarem con
dii/.indo os expostos que Ibes foram cunli:nlos.
Sma Casa da Misericordia to Heeife", 2 to Ja-
neiro to 1873.
O escrivo,
Pedro Rodrigues .te Suiza.
Josjj Faustino do linios.
Jj.si.- Thpmaz da Silva.
D>'' Alves lama.'
Escrivas por devorao.
As E*vnas. Sras.:
, E' tempo pois de comecarmq* a fa'" alguma
cousa em beneficio da trra, que nos deu a la, e
assim rogo o seu auxilio para o melhoramento que,
pretendo levar a effeito.
E' elle nivellar, calcar e arborisar a praca que
demora em frente groja matriz de nossa Ex-
celsa Pajroeira NOSSA SENHQRA UA COXCEI- .
CAO, coreando a mesma mateiz de um muro D, Lydia dt? Souza Larvajho.
lateral, que lhe de absoluta hecessldade.. D. Gonslaucia Perjieiua do Rogo.
A obra dasuender de .quatro a seis contos dad Mordamos.
Jis, que, divididos entre nyjapr aiwtas do doz Dsliims. bra.:
mil re ana, nao nosW diHerenca as Major tirmino J*a tofljvwa
naneas. 1^; Bodrigiws \ianna.
Esperanto que o meu amigo apoie o meu intea- r
te, e aceeite o conyile, aguardo sua resposta at o
flm do corrente mek. .
E sou. como serapre, seu amigo e patricio obri-
gadissuo. -Antonio Joaquim Buarqne de msa-
reih.
Carlos Jqs
Paulo m -v*
A'iplinario Luiz de Carvalho.
Apff>uin Farreira Porto.
Duarlo Antonio de Miranda.
Carlos Bittfrp
Joo Busoo.
"ED1TAL N. 6C.
Importueilo.
Janeiro 3 de 1873.
Barca ingleza yAGKSTi, vinda de Trieste, con-
signada a Johnston Valer & C, mantfestou :
Parinna de trigo 2,800 barricas aos consignata
rios.
DESPACHOS DE EXPORTA AONO DU 2 DE
JANEIRO DE 187.)
Paro 01 portas ao exterior
3io vapor inglez Gladiator, para Liverpool,
carregaram : P. Carneiro io,7t3 Kilos de algodo.
Na baraa mgle.a ilojomomfe, para Liverpool,
carregou : A. Bastes 1,300 saceos com 10,300
kilos de assucar mascavado.
No navio hespanhol'ttitfio Vigilante, para-o
Rki da Prata, carregou : A. Bastos 439 barrijas
com 51.857 kilos du assucar branco.
Ne patacho allemao FUus, para o Rio da
Prata, carregaram : P. Carneiro A <'. 320 barri-
cas com M$i3 kilos da assucar branco, SO ditas
cora 9 4l ditos de dito mascaWto e 100 pipas
com 48,W0 litros de aguardante.
. Pela inspectoriaia" "alfandega se intima, de con-
foru.dade cora os arta. 300 3- e 302 do regu-
lamento de 19 d seteiubro de 1860, aos dones ou
consignatarios da plvora abaixo- nwncionatoajde-
nositada nos armazens desta alfa*lega, site* na
fortaleza do Buraco, para despacharen! a mesma
uolvora no prazo de 10 dias, a contar da dala
de'te,ob pena de, lindo elle, ser vendida por
sua conta, sem que lhes fique eonipctimio allogar
contra es effeitos desta venda.
C l A C, 400 barris, vmdos de Londres nn pa-
tacho inglez EcUptc, entrado em 20 de dezembro
de 1872 e consignados a A. C Morera Dias.
dem S quadrado, 250 ditos, dem dem, con-
^i^nados Saunders Brothers C.
' ideni F D B 72, 800 dito?, em dem dem.
dem O diamante. 300 dito dem dem, consig-
nados a A. F, de Oliveira.
dem J diamant, 380 dhos dem dem e con-
sirtlldos 1 ordam, .
Alfandega de Pomambuco, 2 de janeiro de
1873,
Servindo de inspector,
Pedro Lopes Rodrigues
CDRKEIO GERAL
Relaco dos objeclos registrados existentes 111 a I-
iiiiistracao dos correios desta ridad-, para a-
p.-ssiias abaixo iiiencioiailas.
Anua Carolina C. de Mello. Antea Augusto i
Abren. Amaro Joaquim da F. e Albuquerque. An-
tonio Joaquim to Barros obrinho. Anteno Mar-
tins da Silva, leiiiviinl.i Moiilinho. Cel.-o de ?iBri-
to, Pelio l.iiigi.. Felicimo K. Lias dos Pfcaacre-
F. Jos Ganli km Guimaraes, P. Tlieophiln da P
cha lie/.'ira. Giovauni r.alnchio. Ganrato VWra
0 ello, Isabel Maria da Coiireico. Jovina Vam
da l'.onccieo. Jesuiio M. Malbeiro fe, J. Siuel-
ley.Joaqufui Antonia IMres, Joaquim C. da vilve,-
r Carvalho, Joaquim Jos. dos S. Araujo. J 1-
Fernandes Ferreira. Jos.'- Joa'quim da Cimba. J:
Francisco doCanno, Jo>r- Firmo XavW, Inw* il~
Pasaos Queiroz. Joo Alvaro de Miranda. V. C.
Branco, Joo los Rodrigue. Joan Martins !'
Silva CuutinjM), Jalo 'auto Monleiro ib- Aadrad
Luiz Aprigio de Oliveira, S. Luiz de Franca to V
Manuel Anlunes Correa, Manoel Cenante Gorma.
Manuel Joaquim Taes. Manoel P.doa Santos, Peto 1
I). Ferreira. Policarpo I). Ramos. Tiimiaz Cwlh
Estima, T. Jos*!- da M*lva Lobo. Thonnz Antonio M.
Monteiro.
Correio de Pernambuco. Io de janato to 1871
Oencarrcgato do registro.
Amaro G.to >\ani"s.
S.ntu U vSa it M^erito.'ii.:.
d< ReciK
A lilcia. juata adnnai;:raiia ce.-'a SaDti Can
aui risada pelo Exm. Sr. pieri.ter.t- J. previne
^ra aati to 3 ftf> corren e, d- ronUrmidaie Cini
o que 0.sp5e 9.* do an. 52 de romprnniisso ?"
qne se rege, pt-rmutv por pattaat d.i drito ti-
b ca, a fazend de crear gao', qu piriaaca <
utaielnriTatniai to rtrntairt seo rtft, toai-
minadaCarnab", 21 Uid As pretiwiwadfl t
vn-% do Flores, een'rDde algum ^d vafean '
vallar em cumsro de 32. It-eeU) por m > ir -
po.-las aa sai dd fuaj s?iVs P'.as 4 b :-- -
Urde do dia tOde jaoeiru r.nf$9t .
S-creuri* di Sant Caa d M.-nicor:.. :
KaCif, 30 de setembro de 187*.
O 6?ervi:,
Pedro Ridrisn* de S*ota
Santa Gasa de Misericordi t
do i:ocie.
A Iilm. jual adtuiaiirriiv* da Sir.ti '
com aulorisaco do pr^sidraie em 1 tile: -, ro
fecho de 31 de oumbro lindo, e d* ajatorraiaa l
eam o disposte no 9. do uxift 52 di seu eot
promisso, permuta p->r apoljrsa d* divida gerai *
seguiotas predios perleoceutes ao legado de J).
.jaira da Silva Lopes.
A metade do obrado da 3 aojares 0. I. ;>
largo da Assemble?.
A terca parla do oblato 0. 1 da 2 od ro 11
bee:o do Abren.
O sobrado de dous andares n. 69 da rea da
Guia.
A C3a terrea 0. 9i ia ru S. J rgo.
0 sobrsdo de um aodar o. 20 di u.esiM ma.
Outro dito meiaiioa, na lUSMUl ru.
A casa tarrea o. 72 da ra da S le Jad".
A casa terrea n. !6 da roa dos Acougetnb .s.
A casa terrea n. W da ru 1 G irape>.
A cas* tarre meis-agus n. <1 do becco to T-i-
xeira, ou iravesa da Fuooscao.
O terrano da casa do laTfi da Cieca P n' .
A casa terrean. 3 do larga 4a Cimpioa.
O lerreno da easa d esquina da roa da A> -
suipcao.
Os prtteodaaies poderao aprafeataras sua ;
aislas ern carias fchalas com o da>ido selli n-
ala W da ianphTJ vimhnro nst ecreuris, oc n
serao dados indos Vl ncrefserios frlr*an aai>.
Secretaria dt Santa Lisa de Uiseric.rdu i>
Iteclfe, 25 de dovenrbre de 1S7*
O erivo,
Pe4rn Rodrignei daSinz-'.
3
KalUteJi
or'a da al
Pala inspectora aa" alfandega se faz publico,
,ue, nao se tendo concluido a venda das merca-
lorias postas a.lellto por eital n. W to 30 de de-
THEATRO
NO
JCEUtS.
Um SW0S55C.
WVEKTMEMO PASTOWL
^


i uTi
^*w


fifcrf de Pniafflbc febbftdo i Je .Janeiro de 1873.
A DIHECCO DE
arlino V. ItaWftS
OKFI.MTIVAMKNTi:
Tres hHiuos csprctaculosv
as bi\s
l.5i:a DE JAMHO.
/ Subir seona o luido e aplaudido diama-sa-
cro pastoril em 5 actos :
OS DOUS ANJOS
0 \asriiiiiiilo do Messias.
O director grato ao respeitavel publico, pelo
ru-olhimento e animacao que sempre foram dis-
(icnsadoss proporciona' nimia estas tres nontis
de divertimento, esperando da parte de seus con-
currentes boa ordeni e nioderacao ein suas ma-
nifestariVs.
As pessoas que quir.erem bilhetes, po j dirigir-se ra Helia n. 41, e no dia dos espec-
tculo, no escriptorio do theatro.
Principiar s 8 horas.
Para Lisboa
0 brigue poituguez Suphira pretende sabir coni
toda a prcssa, para o que ten a inaior parte% de
Ma carga tratada : i ara o resto jvissageirqs
traia-c coni os consignatarios f> dcAquino Fon-
teca C. Suecessores. n do Vigario n. 19,
i* andar.
COMPANHIA
- DE
liavcgacS brwslleii-a.
Da dia 9 ein diante
esperado dos por-
tos do norte o.vapor
Para, commadante
o capito tcnente Pe-
dro Hypolito Duarte,
o qual depois da demora do cosluie seguir para
os do sul.
Enconinendas de pequeo valor, peso, medida
o taiuhain dfnbeiro, rcebem-se at 1 hora datar-
de do dia da sahid do vapor.
Para fretes e passacens, trata-sr na agencia,
ra do Commercio n. 8. |
LEILOES.
SANTO ANTONIO,
mu n i.n.n ni:s
BAILES DE MASCARAS
E SEM ELLAS
ii)vii4:
Rabilado 4 doiiiiii^o 5 do
corroalo.
Para saptisfazcr aos pedidos de varios amadores
da folia dan-ante, o cspacoso salo do theatro
Santo Antonio abrir suas portas nos dias cima
indicados, para receber a nata da rapazeada e
as bellas damas.
llliiitiinaoao a piorno !
llrisa dirigida irlo macslro
ii:i\oto.
Dccorncito explendida
E ludo mais que* for possivel inventar para ale*
ra e satisfago dos concurrentes.
Precos do costume.
Damas gratis.
VISOS MARTIMOS
iucx
Pretende seguir com pceos das de de-
mora, a barca portugaeza Clemenlina, por
ter quasi a sua carga completa, e para a
ptica que Ibe filia, tratase i.a roa do
Commercio d. o, escrib to de Jjaqoira
J '? Goncalves Bellro.
DE
2 mallas com roupa de uso.
romedortfs
i
N*a rol -treiti di Ro*rto s^udo n\ 3$, can
fl> t.milu, Cbbtinua-M to"icr conud* \an
tora, pjrp->g'S comn-gdo* e cun proroplidio ;
algum tob "t 'o.-.iJQ'b que tor paia tora da
cidade e qo'tvr que 'h tornees ao *ut eaixeiro,
ach\r* O* diu ca bom rnUa.enut. +
Alog^-m o t* andar e tuiau uu tutiiadu u.
25 da tai de Sant Hita, estando lie m boro es
t'do : tratar na roa Duque lOOOOO
Fogio do eogenho Pootal, ero Sernbaeai, do
dia 7 le net prximo paa-ado,o mulato Simio,
com os rigoaes tiguinles : Minara regalar,
eorpo secco, cor alaranjada, barba terral, ca
bellos carapiohos e falla devaneada. Quem <
pegar leve o ao fea seohor o teoeute-eorouel Vi-
cente Meodts WaodtrUy, 00 dito engeobo, ou u-
Recife ao Sr.Brroardioo de Sena P. ntual, na roa d>
Madre de Deus a. 36, qae receberi a gratifieacc
de loo*
O agente Pinto levar leilao, por autorisacao
do gerente do consulado de Franca, 2 mallas com
roupa e outros objectos, pertencentcs ao espolio da
tinada Thereza Lefelne dito Lea ; o leilao ser
eflectuado s 10 horas do dia cima dito, no es-
eriptoiio do referido agente, ra do Bom Jess
n. 43. _________________
LEILAO
DE
20 iluzias de carnizas francezas avariadas.
tUBRADO 4 110 CBRENTE
s 10 lr2 horas cm ponto.
O agente Pinto levar leilao, por autorisacao
do gerente do consulado de Franca, e por eonta e
risco de quem pertenec', urna cixa marca D J A
Cn. 178.1, com SO iluzias de camisas avariadas
bordo do vapor inglez Rio Gratule ; o leilao se-
r elTectuado as 10 1|2 horas do dia cima dito, no
escriptorio do referido agente, ra do Bom Jess
n. 43.
LEILAO
DE
Fazendas avariadas
SABBADO 4 DO CBRENTE
Por intervencao do agento Pinto.
Kua do Bom Jess n. 43.
A barca pottdWW Adncia, de I'0M o ra
uerior maroh 1, vi s?hii {Oto bfvaaie, recet?
carga a fret c irm''-j e paj-gei*os: ral-se
com E. R. Rst-cllo cv <", ra dD (jcmmercio n. W.
Br o ?m-Q'fnd do M.
Spgut- o b%0< u-.'-i .Bal Amelia, tem parle df
rea earieganento togsjdo, para o resio que
Ibe taita, trata-se ?'V. ce s,-us conjignatarios An-
tonio Luiz de Oliera Areveio es ^-, no sea es-
criptorio S r;a da Or n. 57__________________
COMPANHIA
iii-
\avt'sit;o EiraNlcii-a.
Dos portos do sul
e perado at o dia 8
do corrente o vapor
''"(/". o qual depoig
il 1 demora do c stu-
. ="*-;': '.. -11 i'scjjiiii para os de
norte.
Eneommomlas de pequeo valor, peso, medida
i: lambem dinheiro, recne-se at 1 hora da tarde
do dia da sabida do vapor.
Para fretes e pa* ig ins, irata-se na agencia, ra
id Commercio n. 8.
l.tOIHANHiA
DAS
Hes*^;orioM su iirifiiicN.
Al o dia 8 do corrente mez e-pera-seda Eu-
ropa o vapor l'ranccz Mendoza, o (jual depois da
demora do costume seguir para Buenoe-A] res,
loeando na Babia, Rio de Janeiro e Montevideo.
Para condicoes. fretes e passagens, trata-fe na
agencia, ra to Commercio n i>.
Nd dia 9 do mrenlo mez (spera-se dos portos
do sol a vapor francs Rio Grande, commadan-
te Giost. o qual depoi^ da demora do costme se-
guir para Brdeos, tocando m Dakar (Gore) c
Lisboa.
Para condiees, frates e pas?agens, trala-se na
agencia, ra do commercio 0. 9.
Para o Rio de Janeiro.
O brigue nacional Isabel pretende seguir-para
o porto cima oeste dez dias : para o resto da
carga, que Ibe falta irata-se Can os seus consig-
nalarids Antonio Luiz deOlivtira Azevedo & C.,no
sen esariptorio ra do Bom Jess n. o", outi'ora
roa da Cruz.
Para o RioGnmdedo Sul
Pode ainda reetb-r algnma carga frete o pa
tacho nacional Btmfica : tintar rna do Viga-
rio o. t, primeiro andar, escriptorio de Bailar, Oii
veira & C.
Fara o Tara
sane at 28 do enrrente o patacho porlnguez Mi
chaelence, tem tres partes da earga engajada ;
uara o resto da carga qns Iba filia trata se coa
Ferreira de Almeida &'l ra da Madre de Deo
n. 36.
BAHA
Vai sahir coro poaeos das de demora a polaca
italiana Sara, podendo reeber algoma carga, por
isso, quam desejar carregar pode eoleoder-se com
o consigoatarlo Joaqoim Jos Goocalves Beltrao,
ra do Comr^ercio d. 5
PARA LISBOA
Segu com toda a. brevidado o lugar portRuez
Julio, tero grande pane de sua carga engajada, e
para o resto e passage-iros, tr.iia-.~e com (.s con-
signatarios Thomaz de Aqaim Fon-e a & G Su:
cessores, ra do Vigario n. 19.
VENDA
DE
todas as machinas portencen-
tes serrarja a vapor e fa-
brica de chocolate sita
ra da Praia de Santa Rita
s. 49 e51.
Terca-fcira 9 do corrente.
O agente Martin, autorisado ik'Io Sr. Jos Igna-
cio d"Avila, liquidante da tirina Avila & Irmaos,
vender em leilao todas as machinas pertencentes
serraria a vapor o fabrica de chocolate, sita s
ra de-Santa Futa dcsta cidade ns. 49c 51, e de
propriedade da dita firma, sendo 2 machinas a va-
por com suas competentes caldeiras, transmisin
de movimentos. serras, lamines de depsitos, e ou-
tras ilitTcrentes machinas para aplainar, tornear,
lazer moldaras, e bem assun machinas de fazer
chocolate, preparar e limpar cacao, laminar a
massa, seus pertenecs e utensis, e lorani arbitra-
das por peritos em 2S:67R#000.
( anniinriaule previno (pie os objectos referen-
les a serrara a vapor, Berao vendidos englobada-
mente, bem assim farao uin lote separado as
machinas d>> fazer chocolate, salvo se bou ver of-
ferta geral para lulas as machinas, tunas e nutras.
O leilao tera lugar as 11 horas do dia, ra da
Praia de Sania Rila 11. 'i9.
Precisa se da trabajadores na fabrica de
sabio 0(1 Afogado: traur B< rr.esrna, o
travesea d> Madre de Den* n. 10 armazem.
Galiinele hiHu^iez de Leitura cm
Pcrnainlincx
(Diroctoria.) ^
Devendo proceder-se inventario geral na bi-
bliotheca do abincte, avisase aos Srs. socios que
tica suspenso o expediente desde o dia 1. a lo de
Janeiro prximo.
Outro an, ron-'se aos Srs. so ios o obsequio
de recoflier aq Gabinete os livros pertencentcs
mesmo que tiverm em seu poder, aflm deniais
fcilmente se proceder ao citado inventario. #
Secretaria da directora do Gabinete Portugtiez
de Leitura ein Pernambuco, 28 de dezembro de
1872.
V. Ferreira Chaves Jnior,
1." secretario.
Aviso.

Botica Popular
Precisa de om oficial cero bastante -praiica de
Pharmacia, e capaz. Da *e 1,000* de ordenado an-
ooal.
O Dr. Sarment Fi-
lho, cirurgiao do hos-
pital Pedro II, ae vol-
ta de sua viagem a Eu-
ropa, contina no exer-
cicio de sua profsso,
na casa de sua residen-
cia a' ra do Impera-
dor n. 29.
0
m
m
m
m

CONSTANDO DE
llariapolftcw,- algotlOcM. vassas.
cliitaN. eMiopas* c Sit-ins.
OiuiitaTfcira 8 do Janeiro no 1873
s ll horas en ponto.
Pop intervencao do asente Pinlio
Umps
NA 1UA 1)0 BOM JESS N. 53
Vender-se-liao em continuacaotambem algumas
fazendas limpas para fechaiento de facturas, o
outros artigos, onde o agente espera os seus fre-
guezes.
DE
'O caiutM taiarca E> A II eo j
talas ile IO libra eai!n una
com boinxinhna le soda. -,
QUAHTA-FEIRA 7 DO CORHENTE.
0 agente Pestaa far leilao por conta e risco de
quem pertencer, de 20 caixas com 800 latas com
Lolaxinhas de soda, vindas de New-York no navio
John H. Kemeckay, entrado neste porto em 13 de
dezemliro prximo passado, e serao vendidas em
um ou mais lotos, no dia cima terca-feira 7 do
corrente, s 11 horas da manba, no armazem do
Aunes defronte da alfandega.
LELAO
DE
oi8 barricas com farinha de trigo ame-
ricana,
(liini-lii-reini N lio corrente.
O agente Pestaa far leilao por conta c risco
de quem pertencer, e. em presenca do Illm. Sr.
cnsul dos Estados-Unidos, de 548 Dnicas com fa-
rinha de trigo americana em mo estado, vindas
de 8. Thomaz, no navio inglez Florence, entrado
neste porto em ) de dezembro prximo passado,
as quaes serio vendidas em um ou mais lotes.
Quarta-feira 8 do corrente, s 11 horas da ma-
nila, no armazem alfandegado do baro do Livir-
nento, no f aes do Appollo.
SOS DVE8S0S
Coinpanliia Allian^a
seguros martimos e terrestres
estabelecida na Bahia em 15
de Janeiro de 1870.
CAPITAL..Ra. 4,000:0004000
Tomas seguro de mercadorias e dinbeiro
1 risco nsariiimo em navio de veMa e vapo-
res para dentro e fra do imperio, assim
05C contra fogo sobre predios, gneros e
tiendas.
Agente J.aqoim Jos Goocalves Delira^,
roa do Commercio n. 5, l." sedar.
"WSlWIRAS"
Na Chapellerie des Dames ra do Barso da Vic
loria n. 16, preciaa-se de co>lurtiras.____________
O professor de latim da freguezia de S.
Jos desta cidade, abaixo assiguado, faz scicnte
ao publico, que se acha aberta a matricula de
sua aula, e que os trabalhos lectivos da mesma
comecaro no da 8 do corrente mez, cooolhe
foi determinado pela directoria geral da instruc-
cao publica : quem os quizer matricular dirja-
se ao sobrado n. 5, no largo da Ribeira da refe-
rida freguezia.
Manoel Francisco Coelho.
Manoel Jos Muniz das Neves, tendo comprado
ao Sr. Manoel Marques de Oliveira, de accordo
com os credores, o estabelerhnonio de lou^a, ra
do Imperador n. 57 (denominado Prato de Ouro),
avisa aos Srs. devedores firma de Manoel
Marques de Oliveira,, que nesta data autorisou
por procuracao bastante ao Sr. Claudino do Reg
Lima, para promover a cobranca de todos os de-
vedores ao mesmo estabeleciinento.
Recite 31 de dezembro de 1872.
O abaixo assiguado scientifica ao publico e ao
Ilustrado corpo romniercial que, desde o dia 24
Sempre bem.
AVISO.
nado si-ieiitifica
comniercial qu .
do corrente, deixoq de ser cai^eiro de sua taverna 3 jr jr onCri pt#le qmni%, ^mirt eMef
sita a ra Imperial n. 42. o 8r. Manoel Julio da1, ,, |0 conrfrneute c.r^ii.ria. piMrla>
Sdva, tteundo o mesmo exonerado de toda e r eoVrv>ria e cullnari, fir.iu btm cot.be-
Ooi qoant ji e'fja hem no omio io rea-
|ie;tavfl publico defta t'At qie tiegofre se
qualqucr ansaccao sob a firma do abaixo ftalg
nado,
Recite, 30 de dezembro de 1872.
_____________Elizio Alves do Silva' Figueira.
cida (Ccbfcitaria do Caiop< ;) :
Serpre bom que mu troprletarios f^im
lerabrar aos seus nnmi roaos amigos e tregafzes,
qua esta lo til, jt--j vantajoso eMabelecimento,
se acba como nunca prvido do* mais d* licoso
acepipes, proprio para os regabiles lio eommon
<^^-^ nesses lempos qne se aproxima ; pr<. metiendo
Cramer Frey & C. teem mudado seu armazem oao ponparcm esfor?>8 para bem servir a todos
de teendas do n. 20 da ra do Bom Jess para o'qne os bonrarem cora nas eniommenda, tendo-
11. oda mesilla ra.
Aluga-se
a eala e alcova do 3a andar, e parte do
obrado o 70 ra Du iue de Caxiaj :
aa leja. _
solio do
a tratar
Fiambres
I Salames
O abaixo assiguado participa ao publico e ?*?*
especialmente ao comniercio desta |>raca que con- p -xe.
Ensillo de priineira letras, msica,
piaa, IVaiiiTz e a Tllalo.
Propoe-se una senhora devidamente habilitada
perantc a directoria da instrueco publica, a ensi-
nar as materias supra com todo o esmero, espe-
rando a profieuidade de seus esforcos da expe-
riencia que tem do cnsino. Esta senhora de ori-
gem franceza, por isso falla bem csse idioma ; e
j teve alguns annos collegio em Macei. Ensina
piano como poucos ensinam, leccionando as prin-
cipiantes todos os,dias, e tem o piano preparado
com um excellent guid-mains, para perfeita posi^
{3o de mos das discipulas. Os presos sao mu
razoaveis, attendendo s ms circumstancias do
temno. Dirigir-se-ho ao n. 3 da ra do Cama-
rao. Na mesma casa precisa-se de urna ama para
lavar e engommar para duas pessoas. Tambem
se precisa de urna senhora solteira ou viuva, ca-
paz, que saiba bem coser, bordar, fazer flores, etc.
para encarregar-se do ensino desta materia s
meninas.
Aluga-se a casa terrea na travessa das Bar-
reiras, na Boa-Vista n. ib" : tratar na ra do
Crespo, luja do Passo junto ao Arco de Santo An-
tonio.
ADVOCADO
23. rmCUCO SS FALA y
2AL2S.
RA DUQUE DE tLVXIAS N. 37.
-f
m
Alug;-se
O sobrado de um andar, sito ra do Mrquez
de Herval u.
mero 51.
11 : tratar na roa da Aurora nu
&.OS 5:000OOO
iio venda os fer.'s bilhetes da lotera di
lana, na casate.'it do arco da Conceicao. iota d
urives no Beeife.
tiniia na mesma casa e genero de negocio da ex-
trncta firuia de Soares Primos, sol) sua tirina indi-
vidual. Recife, 2 de Janeiro de 1873.
Tito Uvio Soares.
Prrtfisa-se de una iiiulher portugueza ou
nacional, branca, que entenda'de costuras para fa-
zer companhia a una nienina de menor idade e
dirigiros arranjos da iiicsnta em casa de um bo-
rupiu solteiro, paga-se bem sendo niulher em
qneni se possa confiar, que de" abonador de sua
conducta : quem estiver ueste caso pode indicar
sua residencia ra do lamnente n. fi, loja. pa-
ra ser procurada.
la $m^&mm&&
f)rogaria homcopathicatt
11 -lina do Imperador-11 0
Os proprietarios deste bem eonhecido o Q
montado estabelecimento, olTerecem con- w
tinuainente aos amigos da homeopathia ><
Wt um completo sortimento de caileiras de i0
^ glbulos e tinturas de 12 a 120 medica-
JS*. mentes, chocolate de Eppcs, encerado de Sx
yS rnica e a excellent obra do r. Mures ^
gjMedico do Povoj em J edieco, tu- vS
W los c fjascos vazios, finalmente "tudo o ?K
f$ que concernente ao svstema homcopa- 1%
w tbico. X
W Os medicameitos principaes sao leva-'**
XX dos desde a Ia atoa 30 dyninanusacao e $S
^ garantc-se o bom preparo de todos/
" Adjacente ao mesmo contina a ter ^
& consultorio um acreditado medico lio-
gv meopatha, dando consultas do meio dia C
>< al as 2 horas, e aceitando chamados a XX
<^ qualquer hora. ^
0^^0 0000^ $^080
AVO
Os abaxos assignados, encarregados da
testa de S. Goncalo de Ainaranthc, erecta na
igrojado Sr. do Boiulim em Olinda, azem
sciente aos devotos que a testa do mesmo san-
to foi transferida do dia 5 para 19 do cor-
rente.
Olinda, 3 de Janeiro de 1873.
Jo(]uimfJuiilino Gonfalv s.
Julio (Joelho do Rosario.
Miguel Archanjo du Silva raya.
Tranquilliiio S. CasteUo-Branco,
I'recisa-se de urna ama para comprar e co-
2inhar para casa de homem solteiro : na ra Di-
reita n. 8.
ll
Precisa-sede urna ama para coiinhar
em casa de homem solteiro: a tratar
na ra Direita n. 21.
andar.
Precisa-se de urna ama para com-
prar e cosinhar para casa de peque;
na familia, preferindo-se escrava :
ra estreita do Rosario n. 32, 2."
Sobrado.
Aluga-se o sobrado n. 9 da ra da Aurora a
tratar na ra da Imperatriz n. 8, loja.

INST TUTO
GRAFIO
HEOLDG
El
0 E CEO-
Vende-so o patacho bra'ilelro Elvira, o qual se
acba em bom estado, e preparado com todos os
seus pertences para navegai : os prctendentes
podem dirigir-se bordo do mesmo navio para
ye-lo, no aneoradouro da Carnesecca, aonde eir
en 1 descarga ; e a tratar com os consignatarios
Amorim Innios 4 C.
Para Lisboa
a barca portugueza Venus vai sahir breve, recebe
fju-gaafretecommodo.: trata-se com E. R. Ra-
iielo A C, ruu do Commercio 11.48.
Para o Rio de Janeiro
o lugre portugue: Almedina, de? i" classe, capl-
Irata-se com E. R. Rabello 4 C, ra do Commer
toa 48.
llavera sesso ordinaria quinta-feira, 9 de
janeiro pro\imo, pelas 11 horas da ma-
nila.
0R0EM DO DIA.
Pareceres e mais trabalhos de commis-
soes;
Palestra litteraria.
Secretaria do Instituto, 30 de dezembro de
1872.
J. Soares d'Azevedo,
Secretario perpetuo.
Methado Castiho
SeJondino Jos d\Fara Sm5e, prtfessor pir-
licnlar de insiraccao lamentar pel melbodo Cas-
tilbo, avisa ao respeilaVel publtore com especia-
lidade aos pais de seus alumnos, que no dia 7 de
Janeiro e-t abena sua siria, na rna da Penba o.
25, i andar, aoade reeebe pendonistas por pre-
cos comraodos : o mesmo profesor' promelte omi-
to se esmerar no adiaotamento'de reus alumno?.
'l'nliella Ion honorarios do lir.
Jotto lliiniz Cordeiro lala;
la. com 'srr1 torio de advo-
cada, c de negocios ndiiiini-
t rula os 110 Rio de Janeiro.
Appellacao civcl, ou commercial 170000
Apellacao criine. 905000
Dia de apparecer 70^000
Recurso cime 30000
Revista OfOOO
Recurso no conselho de estado 80S0IJ0
de qualificacao de votantes 254000
no thesouro 30000
de revisao de jurados OOOO
Queixa .")000
Habeas-corpus OlOOO
Provisao de advogado oOOO
Provisao de solicitador 35000
Matricula de negociante 1202Q00
Licenja a qualquer empregado 20000
Matricula de juiz de direito, juiz mu-
nicipal, ou promotor. 2*i3000
Requerer qualquer emprego 20000
permuta de emprego 20000
reforma de oflicial, ou apo-
sentaba de empregado 305000
.Tirar ttulos de empregados nomeados 2O300O
1 t, de aposentados 30JIO0
diplomas de baroes, ou de qual-
quer titular 305000
t de condccoracao, ou de
medalha 205000
patente de oflicial da guarda na-
cional, do exercito ou da
marinha 205000
de reformado do exerci-
to ou da marinha 305000
. titulo de delegado e de subdele-
gado IO5OOO
Requerer entrega de documentos, que
estao juntos a requerimentos IO50OO
, trras de voluntarios 205000
> perdi de reo condemnado,
ou commutacao de pena 30*000
-pensao 20*000
condecorado 20*000
I.cenca para botica 35*000
Nomeato de agrimensor :10<000
Xaturaiisaeao de estrangeiro 40*000
Fazer contrato de seguro de vida 20*000
Provisao de vigario encommendado 25*000
Dispensa para casamento (na secreta-
ria ecclesiastica) 20*000
Dispensa para casamento (na nuncia-'
tura) 30*000
Proposta com poucos quisitos (at tres) 8*000
Requerer qualquer certidao. 10*000
Qualquer intormaeo 5*000
Ra los Andradas n. 4S.
gommar: i
dar.
Preci-ase de orna ama pa-
ra ca-a de familia de daas
W-. pessoas para cotinhar e en-
tratar na 1 ua Direita b. 28, 2 an-
k^
iri\ > No 3.* anclar esia typegra
WN ,M^v^x pul* aida se precisa de dua
'*fv V^J "V "T', urna pra cozioh?r e
outta pan engomm. a ma* 6 Precisa-se d- uuu ama que sat-
lTMrm bem er.zriisr (firra on e-crava.)
pa(ra-se bfm : 1 mi Nova, loj n. 11.
\ltl1 Precisa-se de urna ama para casa de
. VItul homem solteiro : na ra do Conde da
Doa-Vista n. 87, armazem de mediados.
a "ir i Precisa-se de Mina ama muito boa co
, Yji\. nneira para casa de homem solteiro :
tratar a ra do l.ivramento n. 6.
CASA DA FORTUNA
A01 5:0001
Bilhetes garantidos.
i' rna Primeiro de Mstrco (oatr'ora ra dt
Crespo) n. 23 e casas ao costme.
O abaixo assiguado, tendo vendido nos sea; fe-
bzes bilhetai um ioteiro n. 721 com 100*, om
mteiro n. 1449 com 100*, e (uiras orles de 40*
o 20* da loietia que te acaben de exirah r. (33a)
e sao convidados es pessuidore a virem receber,
na cooformidade do costme, sem descont al-
um.
Acbam-se venda t felizes bilhetes garaoudos
u 7' parte das loteras a beneficio da igreja da
Santa Cruz do Recite (3i*), (ue se tmir em
i do mez e anno viudouro.
PRECOS.
Bllhete inteiro ?*00C
Meio bilhete 3*000
Quarto 1*600
Em perco de 400*000 para cima.
BUMte Inteiro 5*800
mo bilhete l*7W
Quartr 1*378
Mancal Martins Fiuza.
Precisa-se de tuna ama para eozinhar e en-
gommar para una s pessoa : na ra do Rangel
n. 9, segundo andar. ___________
Vni'i Precisa-se, de urna ama para cozi-
-illltt nnnr na rua d0 Bariio da Victoria n.
22. 011 rua da Aurora n. 67.
AMA
e 20.
Precisa-se de una para com-
prar e cozmhar liara casa de
liomens solteiros : tratar na
praca da Independencia us. 18
Precisa-se de una ama qu
saiba eozinhar : tratar na
rua do Baro da Victoria n.
44, antiga rua Nova, loja.
AMA
GBIifiT2
Medico-ctrurgico
RUA DO IMPERADOR N. 73,1 ANDAR
0 DR. NNES DA GOSTA
MEDICO OPERADOR E PARTEIRO.
ESPECIALIDADES.'
Molestias e operacoes de olhos.
Cara radical e instantnea dos
estreitamentos da uretra.
Consullas: Das 7 s 10 horas
da matib.
' Ctiamados : A qualquer hora.
Aviso.
Ernesto t Leopoldo, estabelecidos com loja de
joias por grosso e a retalho, rua do,Cabug n.
2 D, scientificam ao corpo do Commercio e ao
publico em geral, que nada devem nesta praca,
nem fra della nao s a urina, como distincta-
mente qualquer dos associados em particular.
Recife, 2 de Janeiro de 1872.
Ernesto Jos Feppe Santiago.
Leopoldo Jos Pelippe Santiago,
COMPANHIA
-DOS
I TRILHOS URBANOS
DO
Recife Olinda e Beheribe.
Dando noticia o Diario de
Vernambuco em sua Revista
de hontem, que no docringo
5 do corrente ter lugar
urna corrida de boi bravo,
no pateo do Carmo em Olin-
da, esta companhia expedir,
alm dos trens indicados na tabella em vigor, os
extraordinarios que a affluencia-dos senhores pas-
sageiros exigir, e de que puder dispor.
Na segunda-feira o do corrente tambem alm
dos treus da tabella, haver du Recife Olinda, e
de Olinda *o Iteeife, trens as 10 1)2 horas da
noute.
Escriptorio da companhia, 4 de Janeiro do
1873.
Pelo gerente interino.
Madoel Gouveia,
hefe do trafego.
para Isio nao io
Urna grande reunido
DE
Psssaa Pjnlba
Docei Gelas
Queijos Fruda*
Amendoas Chocolates
Licorrs Praiioas
Bolacbchas Viohos Erviibas*
Leites Cosaques As-acare
Cmo
de a; ora cm dlaufe a confesarla
to Campos
tendo om sen recinto urna bim montada fabrica
de c neiuria, pa(elana, conervaria e ealiaaria,
est reunindo a PEDIDO grande quantidada de
animazinhos que a convite especial e depo s de
bem assados devem fiztr as delicias da vida per-
nainbucana, e para que pelos teas comes nao
1 percam da lembraoca es aman'-es dos regabofts,
vai em cnnsoanie :
Patos, per', gal nbas e ganaos
' Capotes, marrecos e gordos eiides.
Vitelas, caraeiros, cabritos e pombos
Saborosas cvalas e os taes canardes
Asib como
Bolos inglezes, pndins e tortas
Da Itussia e Uilo coberias trias
I >remes, gelados, de carre os pastis
Frescas empadas em todos os dias.
E depois
Ricos presentes de ettas
O Campos aora tem
Na ?na CONFEITaRIA
Qjem Ibe competir ? uioguens I
; E" bom qae todos cr ncorram
P'ra qoelle ej'abeli'cimfnio
De caxinhas ricas, Quem ha?.
! Qua tenba malor ortiraf oto
Olbem todos vejam bem ;
I Aqnilo qne o Campos quer,
E, que ludes p'ra a li corram,
Nao escape ora f se quer
P*ra aoU's e depois da missa
Da tal nento de cual
Quatro pastis e um copito-
A niogaem por certo faz mal.
CONFEITARIA DO CAMPOS
rna do Imperador n. 2i.
Roga-sc s autoridades policiaes desta pro-
vincia que appreheiu'am e leveni a sua senhora o
mulato Jovino, boleeiro, (pie nao anda fgido, mas
sim com a- maior insolencia como forro pelas mas
desta cidade, trabalhando para si. dizendo que tem
familia para nao ser vendido a ninguem. pois que
senhor nenhum suportara tal procedimento de
11111 captivo: esse escravo pertence legtimamente a
D. Isabel [guacia de Gusmo Villela, como he-
ranca paterna, seu escravo como consta em va-
rios cartorios, levem-o ao corredor do Rispo n. 73.
AO CfflUIERCIO.
Francisco Texeira Mendes, c Jos Mara de
Carvalho fazem sciente ao respeitavel corpo do
comniercio e a quem interessar possa, que em 'II
de dezembro do anno lindo da 1872 dissokeram
a sociedade que tinham 11a laja de fazendas rua
da Imperatriz 11. 10, e que gyrava sob a firma
social de Mentios & Carvallni, Picando daquella
data em diante rcsponsavel pelo activo < passivo
o ex-socio Francisco Teixcira Mendes, retirando-
ge Jos Maria de Carvalho, pago e satisfeito de
toda e qualrpter quantia que por direito Ibe per-
tenceu na extiucta sociedade de Mendes & Car-
valho.
Recife, o de Janeiro de 187.1.
Francisco Texeira Mendes.
Jos Maria de Camino.
Empieza do gaz
Respeitosatnenlo informo aos senhores
consumidores do gaz desta empreza, que
as cohtas entregues, dovem ser pagas men-
sa!mente aos nossos cobradores, e na au-
sencia desle podem se dirigir roa do Im-
perador d. 31 on fabrica do gaz, em S.
Jf s, todos esdiaso-teis, desde as 10 horas
da mania al as i horas da (arde.
Previno aos mesmos senhores, sem x-
cepejo, que n5o continuarei a fornecer gaz.
a aquello qne nao pagar soas contas de
consumo de conformidad? com este aviso,
Fabrica do gaz, 3 de dezembro de 1872.
0 engenheiro e gerente.
Tbomas Ntwbigging.
socapo de beneficios mutuos
Para crea?o de capUacs e rendas, e acitorsil 1 pelo go-
Ter no imperial
POR .DECRETO N. 5022 E 2i DE JULHO DE 1872.
Capital de responfabWdade administrativa
1,000:000^000
CONVERSAD DOS CAPITAES DOS SOCIOS EM APOLICES D DIVIDA PU-
BLICA NACIONAL.
TABELLAS
iO(W)CO PAGOS ANNALMENTE DEVEM
Seto perda de capital
PRODUZIR :
Com perda de capital
9931000
.1:11 a000
8'44200
2:402500
o6:637700

No flm de
* 8 annos 680*300"
10 annes 2:372000
13 anos 6:58?iOO
20 annos I7:0o8500
25 anno3 45:1281K00
Urna irupoicao nica de l:C00COQ deve proJuzir :
No fim de 5 annos 2:131*000
de 10 annos 3 819*310
de 15 annos 6:839*000
de 20 annos 12:985*000
de 25 annos 23:255*000
O objeclo desta associacio indiur todas as classes da sociedade, tanto o pebres
como es ricos, a pensaren) no po.rvir e a garantirem, por meio da economa, a fortuna do
Albos, o pao da velhice e a tranquilidad^ do espirito.
A riqueza oos povos, islo a riqueza particular e a riqueza publica, tem o sen fun-
darneoto mais solido e a ?ua fonte mais fecunda na imples economa.
A economa a provisao do fuinro. O que hoja nos sobra qnas setapre nos talla
amanb.
Sendo Popular destinada principalmente para cnidar do futuro das classes minos
abastadas da soc edade, a administragao, de conformidade com seus estatatos, declara que
recebe subscriptores por quantias mnimas at 10*000 e sem iimite para maiores qnantias.
Os subscriptores da Popular nao esiao snjeitos a onns algnm de exames mdicos e atiesta*
dos de vida: seos capitaes accnmulados e accrescidos vsntijcsamente pas-aretc, em caso
seus berdiiros naluraes.
As subscnpgoes da Popular Fluminense pedem sef feitas de tres modos dslinctos,
conforme o desejo do socio, a saber :
C0MB1NACES.
1" Pagamento das prestacoes aunuaes on semestraes (desde 10*000 at a maior
quantia cada ums) podendo liquidar e retirar capital e lucres em qualquer poca depois
aos primeires 5 annos; sem perda do capital em nenbcun caso.
2a Igual ao anterior, porm, com perda do capital e jnros no caso de deixar de pa-
gar alguraa das prestacoes marcadas na apolice.
3' Pagamento de orna s qnaniia (nunca menos de 100*000) e de ama s vex e sem
perda era nenhum caso nem do capital nem dos Ineros.
A I' combinacao offerece ao socio a vantagem de nnoca perder o capital qae tiver
entregado;
A 2" arnscao capital, porm, o socio que pagar puntualmente as prestacoes, infe-
rir mais lucros que os que pertencem l* ; t
A 3' corobmacao oflereje grandes vanlagens ar>3 capitalistas, pois sem correr
nhum risco pode se garantir que se hao de auferir, pelo mane, uro juro de 12 0/0 ao ouo.
PJe-'se obter qualquer ontra iuformsc.ao no escriptorio dos senles da issoeiic,o
nesta pr.ivincia, Augusto F. de Oliveira A-C, rua do Commercio n. 42.

de morie, a

Adereces de liri
lliantes, esmeraldas
rubins e perolas,
voltasde pefolas.
Obras de ouroe
prato de todas as
finalidades.
A SAPHIRA
LOJA DE JOIAS
N. 2 ARua do CabugN. 2 A
Acbando-se completamont^reformado oste estabelecimento, e
toado os seus proprietarios foo urna importante acquisico de
joias as mais modernas vindas ao mercaao, e de quididades superio-
res, convidam ao respeitavel publico a fazer una visita ao seu es-
tabelecimento, afim de apreciar e comprar urna joia de gosto por
proco razbavel.
r
j
,
i
V

4. li-
lil 11 mi
mm


*T
?.
>
M
>

s
Dia-io de Peimiubueo Sabbado 4 de Janeiro.de 1873.
s
I
tmw
PIANOS E MSICAS
ANTOXIO JOS! E AZBVEDO
Ra doBaro da Victoria b, 11, armasen), e 12 1. anlar, antiga ra Nova
aonie o publico em geral encontr, 'sempre o maior e mais expandido sortimcnto deptauos de
Pianos, msicas e instrumentos da msicas para banda militar
e orehestra.
i
i
Eqiav9 fgido
15W00r.de gr.tficacfto
Aiafcuod-ffl rte*e o dia 13 de maio Je IK7?, i
>rrfc4 nuiLu A;frtdo,tle tnuU e taaloi uu,
crilo, e bastate ladino ; este preto perfeito en.
tiosrr,tarara alta, aaafro, olhoi grande*, ja
etton no togenho do Sr. Luid de Calar, em S
Lntreocp da Malla, onde conla ler parale*, foi
wcraro dos Sr*. Adriano Cauro, e do Sr. Jos
loaqolni Goncalves Bato, negociantes desia ta-
ta ; de todos eaiea Stnhoras fot ecxinheiro, lem
Mdo valo por pe>sas que o coohteero, dizeolo que
t forro, siui tein podido e-capir de fer preso.
Pede.** a toda* a* autoridades e capules d.
campo que o pegando leve-o a roa do Duque de
Caxias D. 91, loja de Miudms do Rival sem Se-
gundo que recebera a grat.tlca) cima deca
rada.
MOFINA
Est eucour^cado
Roga-se ao Itlro. Sr. fguaeio Yieira de Hallo, et-
:rivio oa eidade de Nazaretb deata provincia, c
favor de vir i ra Duque de Caxias d. 36 a con-
cluir aquel le negocio que S. S. se compre metleo a
realisar, pela terceira chamada deste joma;, em
Sns de darembro prozimo pastado, e depois para
Janeiro, passou i fevereiro e abril, e nada c,um
prio ; e por este motivo de novo chamado para
Jilo fin, pois S. S. se deve lembr; r que este ce
gocio de mais de oito annos, e qoando o echo;
sea filho se achava nesta rila le.
Acaba de abrir no primelro andar do sobrado o. l confronte
botica Maurer, uno grande sa io onde esto expostos os magnficos
PlJaXOS
de armario, de PleyeL
de meia canda, do mesmo autor.
de H. Henri.
de Amede Thibout.
nico agente nesia eidade, dos celebres afamados
PIANOS DE MJCHER FR^RES
Tambera recebe
canto e entre ella* as
Voc rae qner
Olga Maioika.
La Separacioui P*ra cauto
A Lu elctrica, grande Wa!.a.
Fmiuo Rrasiiciro Polka.
Tornada de ValMa G'lope.
J;.aninha Wiba.
A Liberl ilora. Polka.
A Primeira espada Wala.
A Mmha Lvra Walsa.
A Natalicia P' 'ka
Siudiecle Po ka.
n grande sottimeoto de msicas p:ra piano, piano e
lindas composc.5e! do muito sympathieo maestro
F. 11TMI
A SABER :
Walsa.
Ultimas publicares
remiados em diversas exposi;oss om 14 medalbas de ouro e pra'a.
Sao os onicos pianos que aqai vem da Europa, perfeitamente afina
dos, fetos com elegancia e solidez.
D'aqui emBdiaote continuar a arnnnciar todas as publicares que se forera friendo as suas officinas de msicas
m
Peitas as calcinas de msicas
do nnuncianle.
Emiiia, polka por I. Smoltz.
Circaciana, .'cfiotcb, por Smoltt,
Jardim do Campo das Prieezas,
quadrilha, por J. Popne.
Chava He Rosas, Walsa, por H. Al-
bertazti.
lt i ij.i\<.i\r
Precisa-sc de nma ama livre ou escrava : na
ra do Rom Jess n. 21, segundo andar.________
Precisa se de ara oa Jos offleiaes de bar-
beiro: na praQa do onde d'Ea n 7 A.
.50*000.
No engenho M..ua^.-ti, fr-guexia da Escada, it
dar de gratifcacao a qu-niia cima a qu-m ap
prchendec tres cavalij* que naqueile engeohi
(orara fuados oa noute d j dia 29 para 30 de no-
veoibro prximo pastado : o i* Um 9 anco*, e
eastanbo e castrado, tem a orelha direita bastante
lascada, ama estrella na testa, e no quarto esqner
do tem urna cruz ; o 2* ruco, com pintas ver-
melbas nos qoartos, e grande, gordo, como pes-
eoco fino, castrado, tem os qaadris feridos da
eaogalba, ferrado com a marcaI. R.-do lado
direito, e tem a idade de 9 annos ; o 3* rudado
sanbasnl claro, curto e g'ossj, ora ponco cambito.
c castrado, pequeo, e est ferrado com a marca
Ono quarto direito : gratiflca-se com 50J000
por cada ora em presenca da pessoa, em enjopo
der f r encontrado qualquer dos ditos, favallos.
---- i -----i i
Aluguel
Na roa Duque de Caxias n. 35 a'ugam-se ca-
deiras para (estas, bailes, ou qualquer divertiiuen-
to, por barata prego.
Precisa-se de am meoiao de 12 ou ti anno
de. idade para caxeiro : na padaria da ra do
P.acgel c. 9. ________
Escrava* fgida
Ausenteu-se da casa de sen senhor, no da II
de dezembro, a escrava Manuela, negr, de idade
de 4 annos, levou vestido de chita escura e cha
le cor de cinza. com riscas. Tem urna orelba ra-
chada pelo que nio pode pendurar brincos, falta
de denles na frente e ps grosso?, com sigtfaes
de cravos as ponas dos dedos. Foi comprada a
algn* mezes ao Sr. Franeiso Jos Gomes, de?la
'idade : quera a captorar queira leva-la a roa
da Cadeia n. 6, oa na CapungJ, ru da Ventura
n. 10. que se gratificar.
feas compradores o bem conhecido e acre litado rap
REA PUETA, que reparem nos botes e merios botes,
pois que os ha de rap de butra fabrica e aokiq diver-
so, e com papel'da mesma cor, cujo dosenho se pode
confundir com o d'aquelles.
Os apreciadores que qdzerem do verdaeiro REA
PSETA, evem para uo serem engaados ver que
os botes tragam o noma de MEUEON & 0., e a desig-
napao de
K*3
k-3

Joaqun! Jos Gongalvcs Itellrio avisa ao
fCommercio que tejn admittido nesta data para 90-
eio de sua casa commercial a seu filho Joaquim
Jos-' Goncalves Bcltrao Jnior, por isso as trans-
acooes serio feitas sob a razao de Joa Goncalves Beltrao 4 Filho.
Urna pessoa de amizade do Dr. Manoel Izidrn
de Miranda, tendo de mandar celebrar urna missa
de raquUnn, sabbado 1 do correte s 7 horas da
inanlia na igreja de S. Jos do Manguiubo, convi-
da aos prenlos c amigo3 do finado, para assisti-
rem a este acto de caridade.
Francisco Gomes ( asteuao, stia
mullier Thereza Francisca de No-
vaes Castellao e seus lilhos" agra-
decen do fundo d'aluia lodos os
sous amigos e s mais pessoas que
caridosamente se dignaram de
compartilhar as afflfcgdes e duras
proVas que acabara de passar. por occast io da fa-
tal e: ferrnidade e fallecimonto de sua extremada
lilha e inna Maria Juventina de Novaes Castellao,
em sullragio da qual ferao de ser rosadas algu-
nii< inissas'na greja de S. Francisco, no iba de
ado, 4 do corrente, s 7 horas da manha.
Tm
Pe.'naiubuo S.'rett laiL-
Todo r*cebtdj tritio lj govtioo de nio c^r
rnaisbilhetes em troco de passagens oos carro?
(lesta cmpaohia, previno ao ra-oeilavel pul I co
que, do I* de jaoeiro era imte .v> dar em
troco,-nem se vender mais biranes*. Ontro sim,
t companhia nao p'deodo arranj-r moeda de ni
ckle ou brooze tulUc.enle para troco*, roga aes
Sr?. passagiiros dte munirera com dnheiromiu-
do para facilitar a*hraoga dos conducure-.
Os bilheles da coappanhia qne aclalmeni es
lo em circnl.-^o, r i rt-ctl i los n u carros tm
psiiAiaeuio ie passagen-, e irc too Englisn Bark ofni) de Jan sin, e no escii.D
no desia cffij-a-ji h ai que aja n?ga'.ado o ul-
time bheie. '3*
I Recifi, 26 de dczemLro de 1872.
Pelo gertote Bernardo Wbiimann.
lhnrE:dfonh.
'i .--------<
Aos 5:000UOO.
itnht Tela.
Ra do Baro da
Victoria,
Outr'orarua Nova n. G3 caira
do costume,.
O abaixo a&signado acaba de \tnder nos sea'
nuito felizes b:lhetes a sorte de 'rfOOOOO ea
dou ranos den. 8, a sorte de NOOJ era .|ijatro
qoartos de n. 23(.*9, e a orle de 3O0J em bunett
inteiri de n 1779, alera de qu'.ras sories meno
res de lOOOOe zOOO da lotera que se acaboi
de extrahir (33*) ; e convida aos po*suidres i
virem receber, que prowptaraenie serio pago?.
0 mesmo abaixo asignado convida ao respeita-
vel publico para vir ao seu estabeleeimenlo Coa-
orar os muilo felizes bilheles, que nao deixaro d<
tirar quaiquer premio, como pfcva com es raes
nos anouncios.
Achararse a venda ra muito felizes biihetes ga
.'adidos da 7a parte das loteras a oenefiflto ra
igreja da Santa Cruz do Rec fe. que ser 'rahia
no da i do mez vindonro.
PRESOS.
Inteiro 6*000
Me es 3 000
Qnartos 1500
De C05000 para cim.
inteiro b'jSOO
sitios 2t.70u
Ouarios U375
Recite 2i de dazemhro de 1872.
J. J. da Costa f,eite.
Precisa-sc arrendar um engenho, da estagio
de Rtbeirao at o Cabo, e que nao exceda de
una legua d distrneia da estaco, tendo boro ter-
nao, cinbora moa oorn animaos. Pagar-se-ha o
an fiidaueulo adianUido, e mesmo so comprar
a safra nova tambera a dinheiro vista : na rita
da Iniperatfiz n. 2, tefreiro andar.
BoiTiiclia jiara limiJS. .*, .
Aiiiollinr c niaris liira*a : vcmq-*<< ni.'.^irX]a
do IUis;i! i i ii. :;t. \
si:TT111; i u economa k cki.iiiTITTk.
Obleth-sc com o uso
IKJECC01 SROST
- nica, ii\L'i''iiir.i,rrlic;i! e infaivol acu-
radasgoDorhoas, flores brancas efluxstle
toil.i tispqeif, i'.cciii s mi di rnicas; cquo
Olltorooc como garaniailfsa!-lutn-s tvsiill;ni<
I continumln nuplicacdo qiw sempre n. i i
niaiur vaatagiin se i<"u fela dlla nos Ij
ptMes iln Paris.
Diiicodeposito paran Brasil, larlholofluri
C,., rita Larvado Rosario u. Si.
ATTKMAO:
Venderse urna
RangH -. tratar
cxcelleitte Uverna sita i roa
na na da Cono rdia n. .
!>
Vene-se
A luja de calcadm da POOLde M.tn-ilio Dia a.
68, muito afroguezada e eora p< um- fond pro-
pria para |irificipiantc.
Novos c escolliidos appare-
lhos
a gaz.
A compagina do gaz dosta cidado, tora a honra
de aiinunciar ipie receben iilliiiiaiiiente un eseo-
lliido sortiinento de lustres, lampeos para corro;
duros, pendentes,arrandetas e ontrds apparelhos
gaz, de vidro c ohrjtsal, de varios o noves modelos
e desenhos ; coiii estes apparelhos a companhia
est prompta a supnrir aos (reguozes. As amos-
tras para se reren) estao no escriptorio da coiupa-
nliia ra do Imperador n. 31.
sabia 11
AVISO
MEURON ft C.
GRANDE LIQUIDACAO DE CHAPEOS
Para acabar at o im do mez
RA DO MRQUEZ DE OLISDA
OTR'ORA
Cadeia do Recifc n. 53
Tendo o novo proprietario de mudar os artigos deste estabeleeimenlo, desojando li-
de apurar dinheiro i liquidar \ isla, pelo que convida aos I Uns. Sr. cheles de familia
a virem sortirem-si' jm.is u occasiael o'pportuna, e encontrando um completo sortimcnto
de chapeos. ,.
Chapos de palha de Italia para-fienhoras e meninas, com onleites e sem elles.
Chapeos de velludo com enfiMto^Gorros de velludo com enfeites. Chapeos de palha
de dillerontes rpialidades, eufeitados, para senhoras e meninas. Chapos de palha de Ita-
lia, licitados, para montaria decampo. Chapos de palha para hoiucus e meninos, de
diiTerentes qualidades. ChapdPtte feltro para hornero. Chapeos de massa pretos e de
cores, para horneas. Chapeos de la para hornera e meaio. Chapeos altos de pella de seda
para homem. ",. ,.
Boncts de dilerenU-s qualidades, tanto de seda, como de palha de Italia, panno, case-
mira e alpaca, tanto [.ara liuinomcoqao para menino.
Corros de seda, velludo, la, tanto para homem como para menino.
E muitos outro.-. artigos que so com a vista poderao ser examinados, aliauQa-sc que
nao engeita-se dinheiro.______________________. _______________
Ao commercio. Ausentou-se.
Nos abaixo assignados declaramos que dissolve- O escravo Pedro, de 15
O delegado do G.\ Ori.-. /n/o do Bra-
sil, convida a todos os seus car. iam.*. para"
urna reunio domingo 5 do corfente as 11
horas da manha, no 2. andar do sobrado
n. 31 ra de Marcilio Dias 'outr'ora Di-
reita.)
Caixeiro.
Aula particular de primeiras
lettras para o sexo 'emi-
uiuo.
AnnaTherca Simoes scienlilica ros senhores
pais do suas aluinnas e ao respeitavel publico,
que se achara aborta sua au'a particular de in-
truccao primaria, no dia 7 do correte me a
(pial'funccionava na ra travessa dos Expostos n.
t, 2o andar, e boje funccionai na mesma roa
n. 18, Io andar, aonde nielhor podor accommo-
dar maior numero de alun nas, lauto internas
como externas e meo pensionistas : podendo as-
segurar aos senhores pais de familia qae Ihe con-
larem suas lillias.todo o esmero no adianlaaieol i
das mesinas, tan!) nasmaterias qae constituem
a sobredita iustrucco, como tainbeiii em msi-
ca vocal, e no que for conserneute s habilidades
de airalba.
ItTTEMO
flalas assflcaraas de Brlsol.
JAO CONTKM NKM CAI.OMF.I.A.NOS Ni.M Nf^iOCM
OTBO M1KCRAL.
A grande necessidade e falta de um ca-
hartico ou de urna medicina purgativa, i
nuito que tem si:! sentida, t3nto pelo po-
'o, como mesmo por meio da facnld
medica; e por isso, infinito o gosto e
prazor que, sentimos, em podermo! com
'oda a confianza eseguridade, recommondar
is punas vegetaet asswutran* ;omo utna excellente medicina purgativa, a
pial encerra cm si todas a- partos e mais
togredienles essenciaes, tornando-sa en na
perfeito, seguro e. agradavei- cathartico de
amiba. Este remedio nao com
iessas drogas ordinariamente asadas na
omposirao dessas Diihrias, q ;c por al
venclcm, mas aim, sao preparadas rom as
bws finas e superiores qaatidad
madidnaes, bervas e plantas, depois de se
aaver clmicamente extrahido e separado,
M principios activos, on aquellas partes
rae contem o verdadeiro vdor medicmal,
daquellas porrees fibrosas inertes e a;.'res-
'.cs inteiramente destituidas da menor vii I .-
le. Knirc esses agentes activos ou
lenles especficos, pt demos nomear i ;-
lopligtiin, a qual segundo a experi. i [a
mra demonstrado, possoe a n poder o mais
taravilhoso possivel sobre as regios do
ligado, assim como sobre todai/aa secre-
tes biliosas. Isto de combinacio com o
leptandrin, c mais alguns extractos \ | -
;.aes e droga i mente vi liosa < isti-
',uem e formam nma pilula lor-
aando-se por isso muHissimo superi i. <\
pialquer urna nutra medicina da m
jatureza, que jamis fora apresenlad i i
publico. 'As pihua venases assucir
le Hristolj achar-se-liio semprc um re -
lio prompto, seguro c ominen' m
caz, para a cura de molestias, taes c
sejam as seguintes.
ou indi-
Francisco Goncalves Bastos e S.
Joaqnim ie Sou:a Lima.
Pfeciaa-ae de ama ptwsoa para Uitt o er-
vico de fachina : na p dara d ra do nangel
n. 9.
ladoro Bastos A C. fazem sciente ao com-
mercio que tem feito urna nova sociedade a co-
mear do 1. de jancir j de 1873., sob a firma de
Moreira Halliday j (l, continuando aquella, des-
sa data em diante, em iquidacao.
Recife, 31 de dezeuitro de 1872.
aaes e aos Srs. capites de campo de o
prenderem e leva-lo cas#>de seu senhor na
ra dalmperntriz n. i 1. andar, ou na
ra da Madre de Deus n. 5'1. an|ar.
Antonio Vasco de Alfronz (^ibral faz sciente
ao respeitavel corno do commercio que admilti
para socio de seu estabelecimento de molbados,
sito ra de Pedro Affonso n. 9, o Sr. Jos Perei-
ra de Camino, cuia firma gyrar Algonez A Car-
valh>, a conur 3o de Janeiro de 1873 em
diante. Recife 8 de Janeiro de 1873.
PENHORES
Na travessa da ra
dasCruzes n. 2, pri-
meiro andar, d-se
dinheiro sobre pe-
nhores de ouro, pra-
ta e brilhantes, seja
qual fr a quantia.
Na mesma casa
compra-se os mes-
mos metaesepedras.
Primeiras ledras.
Maria Ba'rtholeza da Conceicao, eordialmenle
agradece aos Srs. que lhe fizeram a honra de lhe
conliarem suas meninas para as instruir no quan-
to necessario s primeiras lettraj}. Sua aula
estar aborta no dia 7 de Janeiro ; ra da, ma-
triz da Boa-Vista n. 16.
Precisa-se de um caixeiro dos ltimos chegados,
com alguma pratica de taverna : na ra do (k>n-
de da Boa-Vista n. 119, Camiulio-Novo._________
A Sra. D. J.
Nao me dir Vmc, como que o Sr. P. nao
quiz que Vine, fosse passar o dia na casa de sua
comadre no dia do baplisado, por ella nao ser ca-
sada, e ser de nio comportamento, e para o con-
seguir foi necessario regar-lne os ps de lagria as,
e agora Vmc. est com todo o seu estado na casa
della em B B B ?
Sra. D. J., a sua chronica bem sabida do pu-
blico ; e outra, que Bao fosse a senhora nae iria
para semelhante casa ; eu ha'Muito que sabia
que a senhora servia de on:e Sra. A, sua co-
madre, e o que eu nao sabia que a senhora ti
vesse perdido a vergonha tao descaradamente, e
tambem o velho P, pois eu nao estou para estas
despeas fabolosasr julgo nielhor que tcohatn mais
verniz nos fucinhos.
Um Beberibence.__________
Declara^o
No dia 15 do corrente se far leilao de todos os
penhores vencidos, que estao a dever juros, sem
attender a reclarnacoes de quaesquer natureza
que sejam, salvo a permittida reforma de fempo :
na travessa da roa das Cruzas n. 2, Io andar.
Os abaixo assignados fa'em-sciente ao respeita-
vel publico em eral qaeaesta dala compraram
ao Sr. Marcos de Almtida Un a sua cocheira
sita ra do Imperador n. 27. c m carro-, 10
ce Vellos, e mais pertences, livre e desembarazada
de qualquer onna; por isso se alguem se jnlgar
com direito poder reclamar no prsodc tres duts,
acontar de boje. Beci e i de Janeiro de 1873.
Calmil lrm.-'o.-.______
Os abaixo assignados la em sciente ao res-
peitavel publico e com especialidad^ ao- corpo d i
commercio, que dissolveram ainigaveliuenie a sj-
ciedade que gyrava nesta praca sobra a firma de
Parbos d ilva, sahindo o socio Jffs Antonio
Barbosa pago e satisfeito de seu capitil e lucro,
e iicandu cargo Jo socio Belarrnfno Lonrnco
da Silva todo o activo e passivo da referida tirina.
Hecife 31 de dezemjiro de 1872.
Jos Antonio Barbosa.
Belarmino Lourenco da Silva.
Dspepsia,
gesto,
iAstringencia, ou..
prisSo do ventre
habitual,
\zia do estomago
flatulencia,
Pcrda do apetite,
Edtomago sujo,
Primeiras ledras.
Jos de Bittencourt Amarante, agradece eor-
dialmenle a todos os senhores que lhe deran a
honra de lhe confiarem seus meninos, para os
instruir as primeiras lauras; seus esforcos sao
foram completos, mas nao foram totalmente per-
didos. Aqui nao ha decuriSes, quem suppre esta
falla sao educandas snas que para isso estao ha-
bilitadas. Sua escola estar aberta do dia 7 em
liante, ra da Matriz da Boa vista n. 16.
Os abaixo'assignados partieipam ao publico
e especialmente- ao .commeYelO:deata praca que
Antn o Pereira de Olivcira Maia tem para
vender em seu estabelecimento suporiores taroan-
cos para homem e senhora, chnelos e sapatos do
tranca chegados pelo ultimo navio : na ra da
Semala nova n. 1.________________________
Ao amante dos sinos.
Longe de minha voutade
O querer incomrooda-lo,
Tem inteira liberdade
Para gustar do badalo.
Se porm aqui nao ha
Nenhum que possa sen-ir,
De Vallongo ou do Para,
ia depressa mande vir.
Encommende quanto antes
Um sino de bom badalo,
Um d'aquelles retumbantes
Que lhe d tanto regalo.
Pode depois repica-Io
De manha, mesmo em jejum
E sccahir o badalo
u lhe posso emprestar um.
Caraminhola.
.'oisi iiiuia urgencia.
Precisa-sc de urna ama idosa que tenlia bons
costiuues para andar cora una menina de 10 me-
zes, c tambem de um criado de 12 a 11 anuos,
forro ou escravo;: a tratar na Passagem da Mag-
dalena, botequim do lenlo n.7.
RA f DF MARCO OUTH'ORA DO
CRESPO N 23.
Uniea que paga as sortea
los 20:000*000.
0 abaixo assigeido tem sempre exposto t
la o eliies Ulbotes do Rio de Janeiro, paganm
romptamente, como costuma, qualquer premio.
PRECOS.
Inteiro 2i*00
yeio IJ009.
Quar 13:6*000-
i Manoel Martius Fiuza-_______
- Precisa-so de um caixeiro no pateo do Terca
n. 63.
ilydropesia dos
broa ou do orpo.
jes do ''
Ictericia,
Hemerrodias,
Mau balita, e Irregu-
laridades do sexo
femenino,
Dores de cabee-
Em todas as molestia! que derivarn ;
sua origem da massa' do sangue: a salsa
oarrilha de Bristol esse melbor i
os purificadores deve ser tomado i
'ament com as piulas, pois que estas
mas medicinas, tendo sido expreasam
preparadas para obrarem de liannunia um."
;om a outra, quando lielmcite assim se faz,
a5o nos resta a menor fluvida em dizer
que no maior numero dos mos, odemos'
iffianrar nao s um granda alivio, como
tambem urna cura prompU' e radical, isto
esta bem visto, quando o doente nao se
iche n'um estado muito alm dos recursos
lumanos.
" AC0R0ADE0R0,
. roa la Iui|M*i*ati*iz Q
i. 3. j
Acaba de recelier de conla propria. "^
pelo ultimo vapor da Europa,om com- /
pelo sorlimeiito de ohjeetoa de pra'a ^
os mais lindos que tem vinde a estemer- ^m
eade. lendo os senuntm : adereces d >^
Bla-gi-anna, obra de apurado, gusto, yol- |X\
las, brincos, roletas, salvas, relogios. ^
^ palMleiros,co1lieres ote. etc.. pelos pro- fl
J cae mais resumidos possiveis. Assim >^
@(Miia um eomplete soitimento do obr.i-.gO
de uro : anneis de brilliantes. rozla-. ^
aderecos etc. e tambem sem brilhantes. Jfl
m
em 31 de dezembro prximo passado dissolveram
a sociedade commercial que. tinham sob a firma
de Soares Primos, e que na mesma dataentrou ella
cm liquidacao. Recife, 2 de Janeiro de 1873.
Julio Soares da Silva.
Tito Livio Soares.
/ CASA DA FORTUNA
Ra Ia de Marco
(Oulr'ora do Crespo) n. t3
O abaixo assignado tendo vendido nos seus fe
lizes bretes da lotera do Rio ji. 436* a sorte de
4:000# em quatro quartos de n. 2403 ; convida os
possuidores a virem receber, quajjpromptaBcnte
serao pagos, como do costume. ^t*
Manoel Martina Fiuzal
Attenc&o
Corodra-se una ecrava de 33 a 50 annos, que
aiba ooiiohar : na tbeaouraria das lottrt-s, ra
! de Marco o. 6. ^______
VINDAS.
CARNAVAL!
Borracha nara limas.
Borracha!!!
Para limas, vende-so ra pharmacia Torres i
ra de Marcilio .Dias n. 135, antiro paleo de
Terco.
Vende-se borracha de primeira .qualldade para
limas de cheiro, nos seguintes lugares : na pnar-
macia Central ra do Imnerador n. 3, na mes-
ma ra n. 22 c no pate da matriz dfl 8 tonio n. 4, por peco razoavcl.
X
Camisas de phanlasia.
A loja da Turqueza recebeu nm lindo.sorti-
niento de camisas de phantisia, proprias para
bailes e p
9, antiga ra
ra do Bao da Victoria n.
iva.
Ven do-se um cabriole! inglez, de duas ro-
das com quatro aiisentos e um excellente cavallo
para o mesmo : ^ ver na cocheira da ra da Ro-
da e a tratar na r\ia Direita n. 10.
1UIM D\D
Ainda nao se acha prompta, mas brevem.n'
saldr luz esta obra orgauisada por um pa1
inteiramente novo, o que a toma muito mars in-
teressante do que at hoje tem sahido.
Como introdiiceao foi-lhe ajumado um re.-uuiv
da historia do Brasil, desde a descoberta ate a
independencia e outro da hisioria de Pernarobus
desdo o principio at a cxpulsao das hollandezes
Scgue-se a isto urna exposio do estado aciuai,
da provincia, e um esboco histrico da eidade
do Recife, dosde a sua fundacio ate a epoena
actnaL
Eata parte do alnianak, s |r si, uceupa ma-
do 100 paginas, sendo este accrescimo de traba-
lbo a causa de najo fe adiar, lie anida con-
cluid'.
>ia meltaorament". u
Sem oniargo do tao gran. -nos do i00!)
custo da obra como nos mais *i~
em hrochura e 3000 encadeiTiada. .-*
VENDERSE
o sitio existente na travessa do Remedio, fregue-
zia dos A togados n. 21 ; hojo becco da travessa
do Remedio n. 18, em chaos proprios : quem o
pretender entenda-se com o seu nroprietario,. na
ma de S. Francisco desta eidade ao Recitf, como
quem vai para a ra Bella n. iO.
HfnKl 1
(
V
7r* *.



T-


/
i
y
G
Diario de Pernambuco Sabbado 4 de Janeiro de 1873.
Para icabar at o flm do anuo
Na roa da Imperatriz n. 60
DO PAVO
PEREIRA DA SILVA a C-
Tendo os proprietarios desle grande estabelecimento, um avoltado .sortimento de
tiendas em ser, e deje auio liqaida-ia-, at o fira do eorrente anno, tem resolvido veo-
rie-ias por presos maito commodos, com.nfin de apurar dinheiro, a vista do que
convidara os llm. Srs. ciiefes de famila a virem sorti-re, n3o s de fazendas de primei-
ra nessecidade, como de fazeadas de laxo e gosto, das quaes encontrado om sortimelo
das mais novas do mercado, cnegadas pelos ltimos vapores da Europa.
FAZENDAS DE LE FAZENDAS DE GOSTOS
CORTES DE "ASSAS A 25500 E 3/>:00.
O Pvio vende cortes de cassas de cores
com padree* muito bonitos pelo barato
prego de 25300 e 35O0O.
CORTES DE CHITAS A 23400 E 25880.
O Pavo vende cortes de rhitas francezas
Coas, com 10 covados pelo dininuio preco
e 25i.O c*da corte.
, Libras stprlias.
Vaada-se no armaiaui de (asentas de AuUt
9. BAREJES DE SEDA A I OJO E 15400 O
COVADO
O Pavio receben pelo ultimo vapor
francez, um grande sortimento dos mais
lindos barejes de seda, sendo em cores
e pos tos o melbor que tem violo ao mercado,
esta nova fazenda muito propria para
! vestidos para bailes ou casamentas, tendo
Ditas com 12 covados pelo prego de
-5880 cada corte.
PECAS DE CHITAS A 7**00.
O Pava o vende pecas de cbiUs finas, Un-1
t.ssimos padres, tendo 30 covados cada;
pega, pelo b-rato prtco de 75O0 cada
"ma mui.o barato.
LENCO'ES DE BRAMANTE.
O Pavao vende lences de bramante mui-
11 grandes, seudo deum panno s, pelo ba-
ratissimo preco de 50O cada om..
CHAILES BARATOS A 10000 E 20000.
O Pa>ao vende chailes de tarlatana grao-
des pelo barato prego de 150oO e 25 008.
Ditos de lia estampados imilagao de
mer 250.0.
Ditos de quidros modernos, mni'.o en-
cajados .i 35000 e 4^000 ; assim como
grande sortimtnl dos mais finos chailes
crepon e merino que se veodem por precos
caito em cont-.
MADAPOLES.
Peg.s de m:djpolao francez moito uno
com 20 jardas a 5530C e 550O0.
Ditos cito 24 jardas muito soperior a
630O o im \
Di>o DQiez fazenda moito fiua 55000,
65000 e 65500 at l'HJKHJO.
Ditos fiancezes e ii)^iezjs muito fiaos de
40 jardas liara diTeren'Hs nrecos.
ALGOOZINHO.
O Pava") vende por prego muito barato
pegas do algodSoxinhn americano moito
Lea com 18 ardas a tj5Q( .
Dito com 24 jard s a 45500 e 55000
al 65*00.
Dito largo marca T moilO eucorpado
65000.
ALGODO enfestado.
O PavJo vende verdadeiro e superior
ISozinho de dnas larguras para lenges,
ifcLdo muito enoorpado a 15 00 cada vara.
Dito trancado da roes a a largara 15*80.
CHITAS LARGAS.
O Patli vcode -."sus exacellentes chitas
' accezas cia a e escuras com muito bom
\- ao i 40 rs. cada covado.
Diia muito fina iSO, 320 e 3(30 r.<.
Percalies fiaissirojs miudiobos a 360 e
400 rs. cada covado.
CAMBRAIAS.
O PdV ve; le cortes di cambraia trans-
parente propria para vestidos a 25500 e
350 0.
Pe{a de dita muilo fina com 10 jardas
tanto la. ada como trar.spareate a 'ifrM,
S500 e C$000 at a ma;s lina que vero.
ao mrcalo.
BRAMANTES PARA LENQj'ES.
O Pava" p vende superior bramante de al-
godio ten 1) (5 palmos de largura que s
percisa de i /* vara para um lengol, me-
tro 10600 e. a vara 14800.
Dito de linbo puro superior muito encor
pado cem 3 mesmi ardura a vara 25100
Ditos franceses muii 1 finos a 250 e
3000.
Pega de Hamburgo e panno de liobo com
20 e 30 varas, pan lodos os pregos e
qoalidade.
Pega de bretaoba do paro licho, tendo
30 jardas pelos pregos mais barato que se
tem fisto.
Pechincha^e fiuissimo esguio sacelena
com 6 jardas 75 CO.
Pega de finissimo celena com 30 jardas
a 3J5aO, atoaibado adamascado com 8 pal-
Dos de l-rgura a vara 25 CO.
IAAZINHaS de furta cores. -
O Pavu ende um elegante sortimento
le llazhhasde furta cores que brilhJo qua-
1 seda ten lo de tod>s as c6res, e ven-
le 3tl) rs. o covado.
CALCAS DE CA3EMIRA.
O Pavao tem um gran ie sortimento de
caiga da case.mira, am como cortes os
iLai= modernos que tem viudo nos ltimos
irin e em fazenda das mais finas e mai-
novas ao msrcaoi e vende se por barato
preco para rar dinheiro assim como cal-
as de '"' 1 inaoco e do cores por pregos
Mltn ra/.'jsveis para acabar.
CORTES DE PERCALIA COM DAS SAIAS
A 45000.
O PavSo vende bonitos corles de precalia
rom duas saias, sendo fazenda de muito
g03toa 45000, pecbincba.
TNICAS PRETAS.
20 P.^o receben om grande sortimento
tas mais ricas tnicas de grs preto, rica
mente enfeitadas, e venda por preco razoa-
vel.
VESTIDOs BRANC03 BORDADOS DE
3550000 ATE605000.
O Pav5o recaben um lindo sortimento
os mais ricos cortes de cambraia branca,
ricamente borlados, e com lodos os enfei
tes necessarios, e vende pelos precos de
355000 al 605000, n5o tem vindo nada
ma? rico ero mais moderno.
CORTINADOS PARA CAMAS E JANELLAS
A 75500, 85000 E 105001).
O PavS tem um granie sortimento da
cortinados pan cama e janellas, que ven-
de oelo barali prego de ?53O0; 8500J e
105000 o par, tendo at i>or 185000, assim
como colchas de damasco para, camas de
noivjs, e grande sortimento de tapetes tan-
to para 4cadenas como para camas, pianos,
portas, etc., todo vende por pregos razoa-
tels{
Quem duvid >r venha ver
Deeedidaseuto a Magnolia roa Dat| Kiun. 45, convencer mm seas amigos befo*
tes, de Ma especisHdtde em eorrespondeeMs, M
parte mais elegante d > mundo ; agora asesa o
ulumo Tj,or ebegado da Europa troaxe ama par-
le de mu encommiodai para o lempo de testa,
constando do seguale:
Para o bailo sexo
LtodUaimos brincos, alnales, crnxes, pulseiras
eacoUlas de tartaruga bordadas a oaro, asim
como bonitos crampos com parolas e ontras po-
dras pa a cabeca : a Magnolia solicita do bello
sexo, que prima saapre no chiq le e na moda, qo
venha ver e.......
Laxo e bom gosto
Pan uriqaecer e sformosear orna sala vieram
lindos jarros e jardmeiras de porcelana moito fina
da bonios modellas inteiramente novos, com
lindos deseobos e darados ; assim como urna es-
pecialidade em pannos de cbrccbet pira sof e
cadeira*.
dnal?
eotre esta fazenda delicados padres bran-
cos proprio para vestidos de noiva.
MODERNSIMAS POPELINAS
Popelinas a 15500 e 25000 o covado.
O Pavo receben om elegante sortimento
das mais modernas e lindas popelinas de
13 e seda, e linbo e seda qoe veodem a
15500 e 25000 o covado, tendo padres
letrados miudo e graudos que parecem
propriameate seda, assim como das mesmas
tmibem tem brancas proprias para vestidos
da noiva.
TAFETAES ASSETINADOS A 15200 O
COVADO
O Pavo recebeu um grande sortimento
dos mais bonitos tafetaes assetioados, sendo
nma n muito modernas para vestidos e vende pelo
o-.ratissimo prego de 15200 cada covado,
estas las recomendam se s pessoa de
gosto por seren excesstvamente barata.
NOVAS SEDAS A 25500
O Pavo vende bonita e moderna seda
de urna s cor, tendo c*e todas as cores, com.
delicado lavrores miodinbose vende a 25500
o covado para vender barato.
CORTES DE SEDA A 455000 J 505000
O l'jvi.) vende b mitos cortes de seda,
fazenda de moito gostj, tendo 18 covados
carta ccr'.e f vende por 455000
Di; s oe 23 covados a 505000
S3o muito baratas em relago superior
qoalidade d'estes cortes.
BARTISTAS DE GRANDE NOVIDADE
O Pavo vende um grande sortimento
asmis modernas, baptistas com lista de
cor, pr.prias pira vestido, com as cores mais
novas que tm vindo ao mercado sendo
moito mais largas do qae as chitas francezas,
e vende pelo baratissim prego de 500 rs.
cada c ivado.
OFFICINA DE ALFAIATE NA LOJA DO
PAVAO.
Nesta grande estabelecimento encontrar
o r.spjitave! publico, nma bem montada ofi-
cina de alfaiate, onde se manda pxecutar
qijalquer pega de obra, tanto para bomem,
como para meoinos, com a maior pres-
tesa e perfeigSo assim como para qaalqner
lulo que de repente apparega, tendo na mes-
roa o.'licios om perito offjcial destinado para
farda dosillo. Srs. ol'ticiaes de guarda ns
cional ou tropa de linba, sendo esta oficina
dirigida pelo hbil artista Pedro Celestino
Soares de Carvaibo.
NOVOS VESTIDOS A 45000.
O Pavo recebeu um elegante sortimen-
to de novos vestidos de cambraia branca
com boaitos bordados de cor, e vende plo
barato prego de 45 cada um : muito ba-
rato.
ESPARTILHOS A 35000.
O Pavo tem um grande, sortimento de
espartiihos, tanto para senhora como para
menina, qbe vende pelo barato prego de
3500O. Ditos muito finos a 45030 e 55000,
sao dos mais moderos qae tem \ indo ao
mercado.
CHITAS A 240 RS.
CHITAS A 240 RS.
CHITAS A 240 RS.
O Pavo vende cbitas francezas proprias
psrs vestido, sendo muito boa fazenda, com
padres claros e escoro, pelo barato preco
de 210 rs. o covado, por ter um leve to-
que de mofo: pecbincba.
CORTES DE VESTIDOS MODERNOS A
95000.
O Pavo receben um elegante sortimento
dos mais lindos eortes de cambraia com ba
badinaos brancos e eofeiies de cor, tendo 5
pannos com 2 1/2 metros de fazenda para
'.ir. o, e 20 metros de babadinbos para en-
faites, e vende pelo barato prego de 95000,
pecbincba.
SAIAS A 250CO.
SAIAS A 25000.
O Pavo vende saias brancas de orna s
peca com fazenda equivalente a 4 pannos,
com bonitas pregas em volta, a 25000 e
25500.
Ditas com pregas e bordados a 35000,
pecbincba.
LIQUIDACiO DE CALCAS DE CASEMIRA
O Pavo tem nm grande sortimento de
caigas de casemira de todas as cores e qna
lidades, para todos os pregos, e desejando
muito liquida-las, resolveu vende-las por
om prego muito em cont i, para diminuir a
grande porgo.
CORTES DE FUSTO PARA VESTIDOS A
34000.
O Pavo vende cortes de fosio branco,
tendo 12 covados para vestidos a 35000,
pechincha.
GORTES DE VESTIDO DE CAMBRAIA A
64000.
O Pavo vende bonitos cortes de cambraia
branca transparente, com bonitas vistas e
lavores, proprios para vestido, leo do 8 va-
ras cada corte, pelo barato prego de 65000,
pecbincba.
LENQOS BORDADOS.
O Pavo vende fimssimos longos borda-
dos para mo, sendo de fioissima cambraia
de- liobo ricamente bordados, fazenda
qoe sempre se venden a 4500C e 55O00-*
liquida-se por se ter feito ama grande
compra 15600 9 25000 a dasia.
; O moco cbiqm e da moda qae nao apreciara
ama linda goarnlco de marfim, madreperola, oaro
e plaque!, coasa lindissima e de molde especial e
nanea vindo aqai; maito bons chapeos d sol com
cabo de mirOon e bengalas a imilacao de unicornio
com caba de madreperola, por ceno nenhum dei
zara de vir i loj da Magnolia ras Duqae de
Caxias n. 45, eseolber qualquer destes objeclos :
Dio caro I
Para asnoivas
flRiqaissimos veos de btond, eapellas de eera, ta-
ques de madreperola e metas de seda, talo espe-
cial novidade e a melbor fazenda qae tem vindo a
sita mercado.
Perfumaras
Neste artigo nao precisa dar expliac5es, basta
dizer-se rs fabricantesJibu Gosaeill. Condray,
Labia, Rimel e Legrand; estas perfumaras desta
vez vieram em vasos da modellos novos, e que
pela sua elegancia se tornim proprios para nm
lindo prsenle.
Trancas e franjas de seda
branca.
Desta vez o sortimento veio magnifico, fazenda
moito boa, modellos novts e d todas as largaras.
Bonecas de borracha
Destas booecas veio pequea porra) e de diver-
sos lmannos.
MACHINAS
DE
COSTURA
Chegaram ao Razar Universal da roa No-
va n. 22, om sortimento da machioas para
coslora, das melbores qualidades que existe
na America, das quaes moitas j slo bem
conbecidas pelos seus autores, como sejam;
WeHer Wilson, Grover A Uoka, Silen-
ciosas, Weed e Imperiaes e outras niuitaj
qoe com a vista deverio agradar aos com-
pradores.
Estas machinas tem a vantagem da f?zer
o trabalbo que trinla costureiras podem
fazer diariamente e cozem com tanta per-
feigo como as mais peffeitas costureiras.
Garante-sea saa boa qaa'idadea e:isini-se
a trabalbar com perfeigo em menos de urna
"hora, e os prepos sao t?i commodos qne
devam agradar aos pretndeme*
r
Pede obter em pouco lempo com o oso do melbor dos licoresa aflamada
HESPERIDINA
Faz'odo annos qne conbecido este precioso tnico, e difficil adiar orna pessoa
qoe, tendo experimentado pessoalmenle, d3o falle em seu favor, j como bom estomacal
e apetisador, tomando nm calix defla antes de jantar, 00 como facilitador da digestao
t>mando-se depois.
ABASE
da HESPERIDINA a LARANJA AMARGA, nio ba nm s habitada da BRASIL (aterra
especial das laranjas) qoe Lo coobe^a as propriedades medicinaos da donrada froda.
ora bem, a
LAEAIJA AMA1A
em seo estado natural tem nm gosto pouco agradavel, e o mrito da Hesperidina con-
siste em reter suas boas propriedades, e ao mesmo lempo apresenta-la como
EXQUISITO LICOR
A HESPERIDINA como INDUSTRIA NACIONAL nio tem nada qoe invjar as
melhores importac5es europeas de cathegoria semeibant. Estas, qoando moito, podem
ser gostosas, porm a Hesperidina a combinacao perfeita do
AGRADAVEL SADAVEL
Para prova de qua nm artigo no qoal pde-se ter inteira confianza, por ser poro
e innocente, basta dizer-se que foi plenamente approvada e autorizada pela
JUNTA DE HYGIENE
do Rio d Janeiro, permitlindo sua livre elaboracao no imperio; ootra
BOA PROVA
a acceitagao geral que tem em todas as partes onde apresenlada. Em 1844 estabe-
lecen'se a primeira fabrica em Ruecos-Ayres; em 1869 a segooda em Montevideo ; e
no dia da ebegada de S. M. O IMPERADOR inaogoroo-se a fabrica qoe actoalmenia
trabalba na corle. Em Valparaizo e em toda a costa do Pacifico tem boa acceilacio,
tanto que rara a casa qae considera completo sea aparador sem orna garrafa de
Diademas
Lindos -9 de modellos
novos, veio coosa moito
MADRES1LVA
Praga da Independencia ns,
38 e 40.
4-caba de receber aro completo sorti-
aaento de obj:cios de louga, vidro e por-
celana, com' boaitos detenaos dourados, sen
do ricos jarros de todas as qualidadrs e ta-
manhos, garrafas com copos, vasos para pos
le arroz, garraSubas e casticaes de porcela
aa com pingantes de crystal, todos estes
objectos proprios para t lleij, s ni Madre-
silva
ALBUN3
Rico sortimento de albuns com capa de
madreperola, marfim, bfalo, e cbagrint de
iodos os Unannos, de 50 a 200 retratos
;om murica e semilla, por presos modra-
los, S na Madreselva.
CAIXINHAS
Bonitas caixinbas com preparos para cos-
tara, de novo systema, sendo com lampas
le eryslal, fazenda de muito gosto para pre-
tentes e presos razoaveis, na Madresilva.
LAQOS
Completo sortimento de lacinhos oa^ra-
ratinbas para senboras, sendo lacos gara
oescofo e cabellos, s oa Madresilva.
PANNOS
Lindo sortimento de pannos da crochet
jara cadeiras. sendo de diversos tamanhos
i largoras, s na Madresilva.
PARA NOIVAS
Tem a Madresilva blood de seda, branco,
jomraoiageBs e de 4 larguras, veos, capel-
las eespaciaes s'ps de flores para guarn-
ces de vestidos, i qoes de madreperola,
aaarfim, sendo tod'S abertesecom. s la
reoresenUndo duas vistas, assim como de
mtras mui tas qualidades, branco* da cores
i prelos, fazenda nova.
CHAPEOS
Rico sortimento de chapeos para senbo-
ras, sendo de palta da Italia e velludo, as-
iim como ditos pastorinhas para senboras,
meninas, sendo fazenda inteiramente nova
aa Madresilva.
NOVIDADE
Bonito sortimento de meios aderecos de
plaqoet verdadeiro, voltas de bfalo com
croz, assim como liodo sorlimenio de brin-
cos e cruzss, proprios para into, tudo de
maito gosto.
FACAS
A Madresilva acaba de receber facas com
anos de ra.rfim, para mesa esobre mesa,
e espeeialidade da Madresilva.
RETRATOS
Completo sortimento da quadros ou pas-
tapatDS para retratos de todos os tamanbos
a qualidades, assim como qnadros com bo-
litas pbotograpbias, s oa Madresilva.
OBRAS DE MARFIM
Lindas carteiras para n tas, carteiras para
bonds, caixinbas para pbosphoros, faca para
cortar papel, canelas para escrever, mara-
cas.para craancas, siaetesjpara abrir firmas,
tgalbeiros, e dedaes para senboras e meni-
nas, s se pode encontrar estes artigos na
Madresilva.
LUYAS
A Madresilva acaba de receber pelo ul-
timo vapor a sua especial encommenda de
lavas de Jouuj, para Lmeos e senboras,
brancas, prelasede cores.
CAIXINHAS
Ricas caixinbas com perfomarias proprias
para presente, assim como bonitos vszoa
com pos de arroz e outros de pbantasia,
i na Madresilva.
Lehmaim Frres e!itlem
libras sterlinas : a' ra do
Crespn, 16, primeira andar,
RIVAL SEM SEGODO
Chegaram agulbas para D;acbinas, do fa-
bricaste Grover & B II RIVAL I
Ra do Mrquez de Onda
n, SO A.
Teas para vender os seguate* objecto auin.
roeocioaados, pelos pregos mais rusumidos, come
sejam : Coque* modernos a 2000. peg* de o-'
tremeio* bordado^ de diversas larguras a 500 rs.
dalias d-i co'larinhos d* linho a 4J5O0, ditos mais
tinos a 5*000, lccco* para aigibeira a 200 rs. boa
fazenda, linhas de earritel de 200 jardas a 60 rs.
la para bordar a 5*000 l>bra, leones a imiucac
de sndalo a t3C0, lamparinas a 600 rs. a duzi,
caixas eom papel araiisde a 600 rs. ditas com di
to superior a 700 r?., envelopes a 400 rs. o cen-
ia, bolinas nacionaes para h:mem a 4*500, fosos
para enancas a 1*500, agalhas francezas a 40 rs
o papel, sabonetes da aicatrio a 500 rs. a?ua fl>
rida verdadeira a I*2'i0 a garrafa, dita inferior
1*000, frascos com saud.ilo a *000, ditos coa
oleo philocome 800 e 1*000, ditos com dito ba-
bosa a 320 rs. ditos com agua de eclogne a 240
a 400 rs. pegas de galo* branco para eEfeites de
vestidos de crianga. a 400 e 500 rs., massos com
12 pegas de tranga branca a 240 rs, ditos com
litas de cores a 320 e 400 rs, duzias de phispho
ro segnraaga a 240 rs. e a groa a tflOO, e ou-
iros muitos artigos, que para nao tornarmono?
enfadonhos deixamos de niencionar, os quaes vin-
dsm-.w baratn* para acabar.
(5 E buje o aia sublime
Em que a natura exprima '.
Gran lea, am:r e prazer,
Raio esta .- porque,
Dominado de Al*|ria,
Eu di.-eio -freRuezia
AS BOAS FEiTAS.
E para que sejam stas
Sumtitaosas e expUndidas,
Deve havfr boas mereoda.t
De acepipes delicada,
Vinhi fiaos engirrafados,
Como o Campos tem
Em seu repleto amana :
Alem de outros manjares
De exquisitos pala lares ;
Pirtaoto, pele aos amantes
Os virem j, quanto aulas,
Comprarem esta outrafasta;
Pelo vjue sa uajaibita
Grato a tolos que c veahic,
Desejando q'ie estes tecbam
Urna das mais sublimada;,
Felioissimas daj eottaias
NO ANXO NOVO
Lzihas para vestidos a 320
res o covado
So na roa do Duque de Caxias n. 00 A, oair'oi
roa doQueimado, loia da esquina, de Bento
Silva & C.
Armara.
Vende-se urna bonita arma^ao de amarello, toda
envidracadii. propria para quatquer ramo de ne-
gocio, garantudo-so a Inia em que est collocada
por um mdico aluguel, ta ao principio da na
da hipecatniz : tratar aa praca da Iadependeo-
yci* n. 14 c 16._____________________
Bichas <4e Haminiigo
Ven.demt 42* o amo, iujio aarnio : aa
roa da Cruza. 2, 1' aadir, sello 4a cbeile*
reiro.
Zfl
n
RA DO IMPERADOR
O bomem velho toma Hesperidioa para obter
VIGOR
O homem tente toma Hesperidioa para obter
SAUDE
O bomem dbil toma Hesperidioa para obter
Nos bailes as doozeas e os mogos tomam a Hesperidina para obter boa cor e
aaimagao dorante oa loncos gyros da *
BARROS JNIOR & C, roa do Vigario Tenorio n. 7, i andar, reoeberaaa eeta
grande especifleo, e vendem-no nos depsitos seguintes:
^Hotel de l'Uaivers, roa do Commercio.
Zrferino Carne'ro, ra do Commercio.
Marcelino Jo Gongalves da Fonle, roa da Cadea n. i.
Amonio Gomes Pires & C, roa da Cadeia.
Antonio Gomes Pires d C., caes 22 de Novembro.
Gomes d IrriiSn bniel Passagem.
NV1DAES E PECHINCHA S
EM
FAZENDAS FINAS E ROUPAS FEITAS
NA OFFICINA
LOJA DO PAPAGAIO
Tendo
por
inesire Mr. Charles Laurenl
A
RA DA IMPERATRIZ N. 40
Mendas & Carvalbo scientitlcaru ao respeitavel publico, qoe acabam de receber ..a
completo sortimento.de fazendas fims de todas as qaalidades, tanto de 13a come de i'
nho, seda e algodSo, o que ha de mais modernoe do melbor gosto, e porlanto convi
dam as Exmas. familias amigas da ectnomia do mestica, a virem oumaodarem oa l/tit
00 PAPAGAIO, e vero qae compram fazendas bonilaa e baratas por menos prego jaiais compraro.
COMO SEJAM :
Granadinas de seda de urna s cor, lar- Chitas francezas de todas as qo!:di<1*rs
gas a 15600. de 320 rs, at os cretones de 560 rs. o *
Poopelinas sarjadas de furia cor boalar- vado,
gara, a 1<500 ocovado. Cortes de cas-a braceos bordados con
Alpaco de cores com listras de seda para!babados de seda de cor, e branco, e ojir*>
enfeite. a 800 rs. o covado. bordados com listras.
Laazinbas de cores, em grande qoantida-- PARA LUTO.
de, de 320 a 500 rs. o covado,
Cschenez francezes para senboras e me-
ninas, a 30000.
Cretones francezes para cobertas, cor fisa,
a 800 rs. o covado.
Alpacas lisas e lavradas, de cores moder-
nas, de 590 a 800 rs. o covado.
C he i tas de fustac de 13 e de cairas
qualidades, brancas e de cores.
Poopenas de seda, de flor e de quadro
a l;58COo covado.
Pecas de cambraia bordada para cortinado
com 25 varas.
Ditas de cambraia adamascada eom 20 va-,
ras, a 125000.
Saias bordadas moito Snas de 4 e 5 pi-
nos. '
Rales de chita e de cambraia a 25000.
Nansouks e baptistas com listras para en-
eitar.
Diversas qcaiidade3 de asinb8 e alpa-
cas em retalhos, para todos 03 precos.
Bramantes de linho para lenges, de 25200
at 45000.
Dito de algido muito largo a 15800 a
vara.
AlgodSo largo para lencces, a. 15000 a
vara.
Atoalbado adamascado de liobo e algo-
dao.
a pairara da'W de Mwllli das, sotigaroa i-
rella n. 09 : a tratar na mesma.
Catlaira* or^ionas oto atsntb de jjaluiatia
10*000 cada tuna : ao caes do Apollo, arma-
iem de Tasao traaos C
Espartilbos.de liobo Saos, de 35000 para
cima.
LSazinbas largas com listras de seda, a
800 rs. o covado.
Madapoles inglezes e francezes de 55000
at 125000.
Algod3osinbo de todas as marcas, diver
sos pregos.
Bireges com lislra de seda, a 500 rs. o
covado.
Caasjs francesas de coras fisas e Utas,
om barras, os padres mais boaitos que se
teem visto.
FORNECEM-SE AS AMOSTRAS A QUEM AS EXHlBItt E
FREGUEZAS DA CASA.
Veos de fil de seda pretos a 85000.
Merinos para vestidos, bombazina, ca.
to, alpacas, r3a:inhas, crep, cassaa a co.
tas, tudo em quantidade, e para divertu
pregos.
Grosr!enaples pretos, de 15600, IfO
2500 at 55000.
Seda preta com listras aesetinadaa par.
vestidos.
Cba|i os de sol da seda para minicaa, >
450 O, e flirados.
Ditos para homem de 1050CO a'.05>"->
i Ditos de alpacas de cor e preto, para d-
versos precos.
Tapetes avelludados desde os mais po-
qtitniis at os maiores.
Damasco carmezim para colchas, o m*
Ibor.
Pannos de croch para cadeiras e so-
pis.
Cambraias victorias de todos os aera-
ros.
Ditas transparentes inglezas e soissas, coa
a largura de tarlatana.
Fil de linbo e de seda, branco e preu.
liso, de salpicoe de Aires.
Camisas bordadas para senhora, de di
versos pregos.
Meias para senboras, das mais inferior*!
at as mais saperiores qoe teem appar*
cido.
PARA HOMENS E MENINOS.
Neste estabelecimento se montn om.
officina, e qoalqaer bomem qne qnizer vea
tir com gosto, acbar nraita variedade es
camisas de cores, pannes finos e casem ras
o melbor que ba no mercado, rapa feiu
em qnantiiiade, assim com camisas frao
cezas e inglezas, lisas a bordadas, cerooia
de 1 nbo e de algodSo, meias, coSlariobos eo
grande quantidade, gravatas de todos o
(sitios, camisas de mala, am acroma eocoe
tra de todo que p ecisar para veaAir cas
gusto e elegancia.
* OS FiaMNOS AS
ATTENCAO
Caf de boa quahdaJe ebegao altimamente do
Rio de Janeiro, a retalbo oa por atacado : vnde-
se ra di) Commercio q. 3, 2* andar, por cima
.do London Brasiliaa Bank, entrada pela roa do
Torres.
Sngar Wafers.
(YaiiiJSa)
A melhor boiaehinha at hoje conlietidn. huK>
para eh. como para dietas : vende-se na aiaVi-
taria do Campos, roa do Imparador .*.
/

I Mij _
ifds i
:i

4
r
-
i


/
wm
j
Diario de Pemambueo Sabfoado 4 de Janeiro de 1873.
____X
1 PlUSf mLECT 1
A' joa do ftAofa *. I A, eaha -aVreetlier rico*
iivros lie mi* a eim eapas de mudrepnrola, mar-
t.m, tartaruga e velado.
Bic>ta\ot de madrepero a, marnm tartaruga
madeira.
Aibuus com capas de m;dreperola, oaarflm, As
so, eludo e aMleira, lodos elles de muito bom
gusto e Barato preco.
Obras de plaqu
Um bello soriimtoto de correles para relogios,
aderecos para senbora*, r eos diademar de ma
dreperola e lloarados, medlbas. erntes ele ele.
de tao boa qna'idsde qoe nao (az dilTert-nra das
de o aro de Ui : na loja da Predilecta, ra do
Oibuga D. 1 A.
Para nivas
1 cas eapellas de florea de laracgeiras, rico
voiywpartithos (a doqnei;.) de todas as qaada-
o-, bordados e lisos, amito lindos.
Ligas de seda branca e de cotes.
M-us de seda brancas, cor d carne e pretas.
Leqoes de madreperola, marQm, sso, a imita-
(ao des'es, sandaio e nns aullo modernos do fci-
!j de borboletis de 6so e seda muito bonitos e
nlt:ma moda : na ra do Cabng n. 1 A, na Pre-
dilecta.
Coques
Os mais modernos e botlos acaba de receber
a Predilecta, bem como liados enfeltes para o
mesmw.
Para luto
Aiereeos, vokas, raedabops, eruies ele. etc.
de madeira, como de borracha, obra bem aca-
tada.
Correnioes para rtlogio.
Micos leqnes de tbano, por preco eommodo :
roa lo Cabng n. 1 A, na Predilecta.
Collares, aunis e pulceiras elctricas, preser-
va ;>.vj contra os espasmos : vende-se na loja da
Predilecta, a rna do Cabnga n, i A.
Bonecas
>e cora, borracha, mas?a, madeira e Iones,
mailo bonilas, e nma immet .idade de objectos pa-
ra entreteoimenlo (fas eriancas, nao esquecendo
a? apreciavels botas de borracha : todos estes ar-
tgos vendem se por barato preco, ma do Ca-
t uc:> o. 1 A, ia Predilecta.
Furt-rekigios e pon bo'iquets, boleas muito
lindas, tanto para homem ionio para senhoras e
Mnioas, ricos estojos para vijretn rom os prepa-
ros mais necessarkJ [.ara liomem e senhora :
ma do Cabng n. < A, leja da PredileeU.
A Predilecta, ra do Cabng n. i A, tem a
honra de cMerecer as Exmas. senhoras, um bello
sortimento de goliionas, punhos e grvalas de
cambrala, muito tinas, lago* de seda para pHto,
tilos para eabeca, grsvatinhas de seda, tudo da
ultima moda de Pars e indispentaveis para o
tempo de festa, que se aprrxma.
Camisas de lioho bordadas, lisas e de algodo
(ara he. tem e meninos, as melhores que teem
vinde a este mercado, pochos e collariohos de
jioho de divir.-i formal s que se vende barato :
na loja da predilecta, a ra do Cabng n. 1 A.
Na Predilecta
Eoootrar-se-ha grmpos os mais modernos,
qner em gostos como em qoalidades.
Ricos vestuarios para nnptisados, de cambraia
bordados, as suas competentes caixas.
Fitas
De grosdenaple, tafeta, setim e veiudo de todas
as larguras e diversas cures, o que ha de bom no
mercado s encontraro aa Predilecta, ra do
Cabog n. i A.
Bicos
Da blondo e de algodo, das melhores qaalida
les e dos mais modernos desenhos, acbaro urna
nella e?eolha delles e de diversas larguras : na
toja da Predilecta, rna do Cabng n. I A.
Luvas de Jouvin
As verdadeiras Invas de Jouvin para homens e
-.choras, garaote-se a qnalidade, ditas de pellica
vstema Jouvin, por barato preco : na ra do
Saboga d. 1 A, na Predilecta.
Flores
' Veste artigo a Predilecta aprsenla um bello e
rico sortimento que satisfar aos caprichos das se-
oras mais dilc'eis de se cooieoiar.
Chapees para senhoras, meninas
e meninos
A Predilecta, a roa do Cabng n. I A, recebe
or todos os paquetes um tionito sortimento de
chapos de nalha de Italia, velludo e tecido, das
ultimas modas de Paris t vende per baratsimo
preco, a nao encontrar competidor.
Ca\inhas para costura
O que ha de mais rico e bonito, com letreiros
tas lampa* e com msica, apropriadas para pre-
sentes, encentram se na Predilecta, ra do Ca-
tega d. 1 A.
A Predilecta
desejando bem servir ao respeitavel publico, de
qaem tem recebido lisongeiro aeolhimeato, vem
boje oflereeer um completo sortimento de perfu-
marlas dos mais acreditados fabricantes, e a preeos
muito commodos, ltenlo as qualidades das perfu-
marlas.
Lindas e;ixnhas com fioas perfumaras, prc>
prias para presents de festa. Estas caixinbas lem
as lampes os dsticos mais engracados: s encon-
trarlo dallas na loja da Predilecta ra do Ca-
bng o. 1 A.
Na Predilecta
enconlra-se os melhores exlraelos em /icos vi iros.
Oleo muito lino de Oriza, higiennico, Coadra y e
G snel.
Agua de Colcgna simples a ambriada.
Tnico imperial e oriental.
Lindos jabonetes.
A predilecta tem
rico9 vasos e Qoos crystaes com pos de arroi
oraneo e cor de rosa, cojas propiedades fo j
bem aprecala, nao s por refrescar a cnti-
como conservar a raaeiez d'ella, este um artigo
indispeosavel ao tnilet das senhoras, especialmento
ca estacan calmosa, que atravessamos. Delica-
das caixinbas coro t de ooro e de prata, uro ric;
sortimento de jarros de diversos taraanhos e lio
dos desenhos a preeos que convida Compra-Ios
para ornato das salas : na loja da PredileeU n
i A.
a verdadeira cerveja da Batiera, marca bao
ira-, de superior qualidade : vendem Tasso Ir
" POTASSA
da Russia, nova e de boa qnalidade. tem hatrts
inteiro e tneios : vendem Pereira da Cuoha Ir-
roaos, roa do Mrquez de Olinda n. II, escri-
torio.
C0KST1P.C*0
hutlltl
F!'1Jl
Mil
IIEMUTrSHOS
lunilla
I- '':.!
^ 55 B* Sebastopol^
le.
PURGATIVA!

Ifl-
Ukltnr
IKUHUt "^ I '""f.*5 SAUDE
DEPOSITO GERAL
NA
Pharmacia e drogara
DE
BARTHOLOMEU & C.
34Rna larga do Rosario34
CISEGOU
O bacalho da Noruega, em caixas e-metas
ditas : no caes da Alfaodega n. I, armazem de
Tasso TrmSfts A C.
A AMIA- BRANCA
Ra Duque de
A Agnia Branca sempee
liiii
Caxms
n. 50.
Teita a vender o b.;m,
e nunca esqueeila de bem servir a sua constante
fregiieria, tem continuado a mandar vlr (bjeclos
de sua encomtnenda, e agora roesmo acaba de
receber um bello sortimeoto de especiaes perfu-
maras de l.ub'P, cola a perioridade eta ao co-
nhecimento dos amadores dj bom.
Ella receben mais :
Frascos grandes e menores com superior agua
de Lo'onla.
fiero dem cena agua de Labio para toilets.
lencas, el-, ele.
Itero dem com superiores extractos, cujos fi-
nos e agradaveis odores sofscolhidos a gosto.
dem entn leite virginal para sartas.
Idern com lee de rosas branras .tambem para
sardas, pannos, marcas de espinhas, etc.
dem com extracto de quioquina para conser-
va(o das geogivas.
dem cora pomada philocome.
Vasos de porcellana com extracto de pomada.
nutro? com eoid creme para .toactar e refres-
car a pelle.
Cosmetique, pastilh s fumantes, etc. etc.
E bem assira mni'as outras perfumaras dos
bem conbecidos fabricantes Piver e Coadray.
Fiores finas.
A agoia branca, a ra do Duqoe de Caxias, re-
ceben mui finas flores era ramos e rosas para ea-
beca.
teias brancas listradas para
senhoras
A aguia branca, rna do Daque de Caxias n.
50, receben por amosira urna pequea quantida-
de de roeias brancas com listras tambera braneas,
goslo inteiramente novo e boa farenda.
Cutileri f ancesa.
A .guia branca, a ra do Dsque de Caxias n.
50, receben novo sortimento de finas tesonras de
ago polido, sendo para uohas, e costura, e estas
de diversos tamanhos at uro palmo. A polidei
de ises obras faz bem conhecer a sua supenori-
dade.
Cartas finas para voltarete.
Na aguta Branca, a yia do Duqoe de Caxias n.
50, encontraro os prer&'ndentes tinas cartas fran-
cezas com beiras donradas, e outras a preeos
mais baratos.
Brlnquedos
de borracha para crianc,as
A Agnia Branca, rna Duqne de Caxias n. 50,
reeebea um bello sonimento de binqudos de
borracha para criancas.
Bonitas
gelinhas e punhos bordados
A Agula Branca, ra Duque de Caxias n. 50,
recebeu bonitas g, lidias e punhos boidados para
senhoras.
Novos ceques com teeidos
de seda
A aguia branca, ra do Duque de Caxias
n. 50, receben urna pequea por cao de coques
de tecido de seda, os quaes pela novtdae e boni-
tos moldes, provavelmente se acabao lpge, por
isso, a elles Exmas. apreciadoras da bom.
sjioKii Bicorv
Excellente toacinho tnglez em latas de qaalro
libras a 900 rs. a liwr : no armazem de Tasso
Irmios & C, ra do Araorim n. 37.
Kerosene
de primeira qnalidade, marca Deves, vendem
Pereira da Cunha Irmos. ma do Mrquez de
Olinda n. 21, andar.
CHEGADOS PURA Jl FESTA
PIUCOS
MAIS BARVTO POSSIVEL
pitreos
MAIS BARATO POSSIVEL
N. 7- Ra do Barao da Victoria o*r'ora ra NovaN. 7
Calva*!* francez, perfumarla*, pa aos, epelho, fuinquilha-
rlas de phaatazla, atablllaa de vlme e brinque-do.
Esle eniabelectmento est reetbeodo nao por tidos os vapores como pelos nsvios de vela
que esto chegaodo da Europa todas as io*s eneoramendas para o grande e expleodido sortimento da
fasta, e eflorece ao pob-lco ttn geral, por preeos mais barato possvel os artlgos segnlntes :
Calpado francez
Botinas de luxo e phantazia, brancas, pretas e de
diflerentes cores, tanto para senhoras, cerno pa-
ra meninas.
Sapatiohos com salto no rigor da moda, brincos
e de cores para senhoras.
Bolinas de Mebs, de Suser e de Polak, para ha-
rneo*
Saaio de eordavSo Milier para homens.
Botinas para raeoino de qualquer lamanho.
Botas e metas botas de montana o melh?r poss-
vel para homens.
Perneiras e meias-perneiras tanto para homons
como para meninos.
Sapatfs de Su-er, para homens e meninos.
Spatos de verniz com salto para homens.
Abotinados de mnitas qnalidades e prteps para
meninos e meninas.
6apa'5es de verniz com sola de pao prnprios para
sitios, jardins e banhos, sortimento para heos
e senhoras.
Sapatos de tapete, casemira, charlot avelludado,
de traeca portuguez e francez.
Perfumaras
Finos extractos, banhas, leos, opiata e pos den-
Iriticie, agua de Mor de laranja, goa de toilet-
te, divina,.florida, lavando, tos de arroz, sabo-
netas, i* -meneos, mullos arugos delicados ero
perfumara para prsenles enm frascos de ex-
tractos, ca'Xinba. sorlidas e garrafas de diflereu-
les tamaitos o'agua ecologne.tudo de primeira
qnalidade dos bem conbecidos fabricantes Piver
e Coudray.
Pa aos
Mnilo hon< pianos fortes de pimpantes modelos es
mais nota veis e bem conheiiii* fabricantes
Alphonse Blondel, Henry Her. PKyet W. IIT A
C. s Brard.
Mobilias de vimes
Cbegou urna grande f.iura com amostras de ca-
deiras de balaoco, de braco, de guaroic5es, so*
fas, jardiceiras, mesas, conversaderas e coslu-
reiras, tudo i-lo muito bom pvr serera fortes e
leves, e os mais proprios movis para saletas e
gabinetes de recreios.
Qninquilharias
.%rtlgos de ditfcredtea gostos e
phaatazla.
Espelhos dourads para salas e gabinetes.
Leqnes para senhoras e para meninas.
Luvas de Jouvin de fio da Escocia e de camnrea.
Caixinbas de costura ornada com msica.
Albuns e quadrinhos para retratos.
Caixinhas com vidro de augmentar retratos.
Diversas obras de onro bom de le garantido.
Correntes de plaqu muito bonitas para relogio*.
Brincos a iraitacao e buloes de punhos de piaqn
Bolsinhas e cofres de seda, de velludo e de couri-
nho da cores.
Noves objeciosde phantazia para cima de mesa e
toilette.
Pineenez de cures, de prata dourado, de a;o e de
tartaruga.
Oculos de ;o fino e de todas as gradnacoe.
\^
, Bengallas de Inxo, cana, com eastde* de marflm
Bengalas d.versas em .grande scrlimeoto para b0'
mens O Beninds.
Cbieotinbos de baleia e de muitat qualidades di
versas.
Esporas Ponteiras de espuma para charutos e cigarro*.
Penies de tartaruga para desembarazar yaiax
barba.
Ditos de marfiso muilo fios para limpar caneca.
Escovas para roupa, cabello, unhas para denles
Carteirinhas de madreperola para dinbeiro.
Meias paia hemens e para meninos.
Grvalas brancas e de seda prela para homens e
meninos.
Campanhias de mo Jogos da glrria, de dama, de bagatellas, de domin
e cutros inuiios diflereoies joguilbos allemes e
francezes.
Malas,-bolsas e saceos de viagem de mar e caml-
rhos de ferro.
Mainadeiru de vidro de dar leite mu fcil as
criancas.
Argolinhas do marfim para ascriangas morderem,
bom para os dente.
Bercos de vimes para- embalancar crianfas.
Ceslinhas de vintes para braco de meninas.
Carrinhos de quatro rodas para passeios de crian-
cas.
Venizianas transparentes para penas e janellas.
Reverberos trinsparentes para candieiros de gaz.
E-tereoseopos e ensraoramas com escribidas vista.
Laoieroas mgicas com ricas vi-ta de ccres em
vidro..
Vidtos avulsos para eosmoramas.
Giebos de papeh de cires para illnminar;5es da
festa.
Baldes aereostaticos de papel de seda mui fcil de
sobir.
Encerados bonitos para conservar as mesas de
jamar.
Marbiois de varios systemas para caf.
E.-f aoadores de pal- a e de pencas.
Te-ourinhas e caivetes tino.
Tapetes com Tidrilhos para mangas e lanternas.
Ttnteiros de louca branca, modelo benito bom.
Tiras de molduras acuradas e pretas para quadros.
Qnadrcs j prompies com paysagens e phantazia.
Estampas avolsis de santos, paysagens e phanta-
zia".
Objectos de mgicas para diverlttcentos em fa
milias.
Realejos pequeos deveios com lindas pecas.
Realejos harmnicos oq accordions de tolos os la
maohc-s, e ooiras mullos artigos de quiuquilha-
nas dfflceis de mencicnar-se.
Para lapinhas
Ca xinbas com presepios completos com todas as
pecas, e para augmentar as lapinhas ha um sem
nnmerode figorinha, easinhas, jarains e^ani-
roaea surtidos.
Brinquedos para me-
ninos
A roaror variedade qoe se pele desejar de todos
os brinquedos fabricados eSo differentes partes
da Europa para entrelenimento das crianzas.
Ainda um pouco de attenqao
O dono deste eslabelecimento vende sempre t>s barato nao porque recebe *
seas artigo., como pelos abatimentos e concessoea que oWem dos fabricanile icom*iom no, em
attenco as grandes e repetidas eneoramendas, assira poi animado pede a 'M^egOTMa, amigos co-
nhecidos e ao publio era geral, coadjuva5o, viodo comprar escolheodo a vontade o que precisar.
]0 AltlHAKEI 0 VAPOR FRAMCEZ
t. 7-Rua do Bara5 da Vitwria outr'ora ra Nova-N, 7
BAZAR NACIONAL
Ba da Imperatriz n. 72
de Lourenco Pereira MendeeGuimares
Declara ao recpeiuvel publico que, teodo concluido o consirto que fez em sea ei-
tabelecimenlo da roa da Imperatriz d. 72, declara que o sortio de novas azeodas pro-
proprias para a festa do natal, os preces s3o os mais baratos possiveis a saber :
LASINHAS A* 120 RS. CORTES DE BRIM A' 15500.
Vende-se laasinhas para vestidos a 120 Vende se cortes da brim para calca a
00, 360, 400 e 5O0 rs. o covado. 10500 e 250( 0.
OLINDENSE A 800 RS. MADAPOLAO A' 30COO.
Vende-se nma nova fazenda de seda e Vndese pecas de madapolo a 3)5000,
Unbo, por nome olindense, propria para 4($50(, 55000, tiJCOOe 8^000.
640 l 800 vestidos, a 800 rs. o covado. chapeos ge palma a 2000.
ALPAGAS DE CORES A 440 RS Veide-se chapeos de palba, de fe!tro 6
Vende-se alpacas de corea, lisas e lavra- de castor, para homens e meninos, a 2,
das, para vestidos de senhora, 440, 500, 2#50O, U e 4*000.
nome
o co-
e seda
senho-
ra. "o covado.
BAPTISTaS A 500 RS.
Vende-se urna Bova fazenla por
baptistas, para vestidos, a 500 rs.
vado.
SOTANAS A 6i0 RS.
Vende-se orna nova fazenda de 13
por nome setanas, para vestidos de
ras e meninas, a 610 rs. o covado.
PHANTASIA A 800 RS.
Vende-se urna nova fazenda lisa, por neme
pbantasia, para vestidos, a 800 o covado.
FnstSo braneo a 3SO rs.
Vende-se fnsiSo brisco e de cores, para
vestidos, de senbora, a :!.'> e 400 rs. o
vado.
CHITAS FRANCEZ AS A J40 US.
Vende-se chitas francezas escuras e cla-
ras, a 240. 280, 320 e 300 rs. o covado.
BRAMANTE A 10600.
Vende-se bramante com (0 palmos de
largora, proprio para lencoes,
e 20200 o metro.
Grosdenapies preto a
Vende-se grosdenaple preto a
20500, 30500 e 50000 o covado.
PANNO PRETO A loOO.
Vende-;e panno preto para calcas e pa
ALGODO A' 40000,
Vende-se pecas de algodSo americano,
40OO(, 50000 e 60000.
BOTINAS PARA SENHORAS A 50000.
Vende-se bolinas para senhora, a 50000
e 50500.
C4MBRAIAS A 30000-
Vinde-se pecas de calibris* lisas pan
vestidos, a 30OOO 40000 e 50(00.
CAMISAS UHANCAS A 2*000.
Vende se camisas braceas a 203CO e 2J.
Ditas de linho a 30, 305(0, 400 a
55000.
Palitots de panno preto a 50000, 70000
co*'e 80000. Palitots de casemira de cores, a
140, 50000 e 80OCO.
SAPATOS DE TRANQA A 106GO.
Vende-se sapatos de irania e tapete, para
i hornees e senboras, a i0?OO, U8(0 c _J.
Sapatos de casimira pretos a 20OO, 30 a
305( 0.
CHALES A'8C0RS.
Yeole se chales de 13a cem quadros e ii-
, 000 iraa, 1800 ra. 10000, ditos de nerin
' estampados, a 20000, 305CO, 40 e 50000.
E outras multas lazendas que se venda
sem reserva de preco. na loja do barateiro
(0600,
litots, a 10500, 20500,
50000 o covado.
30(00, 10000 e
Bazar Nacional.Roa
72.
da Imperatriz n.

Samuel Power Johns-
ton & C.
|Rua do Apollo n. 38 e 40
Fazem scienu aos seas fregnexes qne teem
mudado o sea deposito de machinas a va-
por, moendas e laxas da mnilo acreditada
fabrica de LowMoor para rna do Apollo n.
38 e 40, onde coniinuara a ler o mesmo sor-
timento do cosame.
Facetn seiente tambem qne teem feito nm
arranjo com a fundicao (eral, pelo que po-
dem offereeer-se para assentar qualquer
machinUmo e mesmo garant lo.
Os proprielaries da lunJco (eral faiem
scientes aos seohorts de engenbo e mais
pessoas, qne teem estabelecido ama landi-
co de ferro e brouie a rna do Brum, jan- ,
to a estacio dos bonds, onde aprcnlaro 'f
qualquer obra de encommenda cera [erfei- |
cao e prornpiidao.
Os me.-mos rogam as pessoas qae inel-
ram niilisar se de sens servicos de deixa-
rem as encommendas em casa dos Sr?. Sa-
muel Pwer Johnston A C a rna do Apol-
lo n. 38 e 40, onde acbario pe tada com quem possarr tntender-st
Apparelho para fabricar assucar, do systema.
WESTON CENTREFUGAL
Unieos agentes em Pernambuco a fandicio geral.
Para tratar em sea escriplorio a rna do Apollo n. 38 e 40.
im
OB JE,CTO% .
N. 28 Roa do bario da Victoria N. 28.
Antonio Pedro de S .uza Soares, receben um lindo e variad sorUmento de objectos
jomo sejam : lindas caixinbas de madeiras com extractse sabrnetes. bolsas, indeopesa-
veis decouro da Rassia.para seDboras, potes e calongas com banba dos melhores perfu-
mistas e muitos objectos abaixo deelarades, os quaes vende por preces resumidos.
ATTENGAO
Vende-se um excellente cofre com segre-
do, obra feila na trra com moila seguran-
za : a tratar na tbesouraria das loteras,
ra Io de .Marco n. 6.
la
Vende-fe bataneas decimos lano peqaedas
como gandes : na rna do Imperador n. 29.
Nao ha mais cabellos
branoos.
Tinturara japoneza.
S e nica approvada pelas academias de
sciencias, reconbecida superior a toda que
tem apparecido at boje. Deposito prin-
cipal ra da Gadeia do Hecie, boje Mar-
qoezde Olinda n. 51,1. andar, e em to-
das as boticas e casas de cabelleireiro.
.,::vt-'':H'?. .
W Novo estabelecimento \
M dejoias.
Rita do < alni^,*' **
;** Ncstc cstabelcelniento se encontrar-^
_^j ain bonito sortimefllo de joias qae ee ^
*> vendem por tal pr cd que aniar ao
jB comprador, atiento ao vaiuajoso syste- 21
^ ma, ganhar pouco para vender mui- <*-
-=t to, que 6 certamentc til ao compra-

Galheteiras doeradas com extracto.
Dozia de talherts c-.bo de viado (a
mitsro) a
dem idem cabo de osso B com
toque a
dem idem idem 2 B finos a
Livros para notas a 320 e
Abotoaduraa para cllete, grande
variedade a
Lamparinas a gaz a
Caixa de linba com iO novellos a
Groza de boles de osso para cal-
ca a
Dozia de ditos para enfeilar vesti-
dos a
Resma de papel pautado e lizo a
30000 i 1000, e
Gaixa de papel amizade mnilo
bom a
Ilem idem beiradourada a
dem de envellopes lios de Por-
celana a
dem idem a 400 e
Duziaa de baralbos francezes canto
donrado a
dem idem lisos a
108GO
vindo
9
-3
certamentc
dor e a-) vendedor.
Tambem se compra ouro, prata e pu-
lirs preciosa!1', bem como se fabrica e
2 eoncerta toda e qualquer obra tendente
-^ mesma arto.
BICHAS DE HAMBURGO
As mais recentes e nielliores.
Vendem-sena phannaeta e drogara de Bar-
tholomeq & C, ra larga dosario o Rn. 34.
Ultimo gosto
Cadeiras pretas donradas e marebetadas d-' ma-
dreperola : nos armateM de Taaw Irmio C,
notaos do Apollo.
Tijolos francezes sexlavados
De 1 r-4MMl a rr>- o niilliciro.
Estes tijo'os, fabricados de barro vermelhd eon-
soliilado, sao os melhores e os mais econmicos
peL sua baraieza para ladrbar os pavimentos
terreos das casas, porquanto,jx>uco mais custan-
do do que os feitos no paiz, sao, sem coutparaQao
alguma, superiores a estes pela limpeza de que
sao suseeptiveis. Custam, alm disto menos da
decima parle dos de marmore, j roprovados, e
dos de differentes mosaicos, os quaes nao estao
certamente ao alcance de todas as fortunas, c so
sao empreados e proprios para as salas princi
paes. Alm da vantagem que ha no emprego
deslee tijolos para os pavimentos terreos e casas
de camp, tem estes ainda a de serem os mloo-
ree e mais proprios para ladrilliar eozinhas nos
sobrados da cidade, atiento a sua solidez e pouco
lipeso, estando mais que provada a conveniencia
de serem assoalhadas as eozinhas todas de tijolo,
e nao s a parte junta ao fogag> no que at as
companbias de seguros se deveriam mUiressar.
Vf'dem-se nos armazens de farinha de Tasso Ir:
miios A C., no caes do Apollo.________________
Lencos a'Stuart.
A VERDADE tenl o que ha de melhor em len-
cos de labyrintho e reconimenda-os a iniem tem
dinheiro e gosto para fazr um lindo presente de
estas: ra do Duque de Caxias n. 97.
NOVIDADES.
Redes enfeitadas para Senbora a
Brincos com pedras o que tem
le mais gosto.
Bonecase animaes com corda.
Meios aderecos pretoa com cama-
eu a 06iO
Luvas de pellica moito fresca a 20500
dem idem com toque a AVO
Dozia de pegas de trancas de ca-
racol a 0400
dem idem lizta a 0200
Microscopios (sem vista) a 20000
Duzia de pentes de borracha para
alizar com costa a 20400
30000 Mimosos leqoes de osso para se-
nhora a 7<5
40000 dem idem de sndalo comlinte-
50500 joolaa t MOCO
0100 dem idem a imitacSo a 0000
Garrafas de tinta Txa moitoba a 10000
0200; Potes, de drta tngleza (preta) a 160
10000 100e
0500! Sapatosde traeca tapete, casemira e
i charlte.
0200 Botinas para senhoras o pa'a oflOO
PERFUMARAS.
200' Mafos de sabonetas inglezes muito
boM a 0600
40500 Dozia de sabonetes de amenda a 20500
dem idem de corado e flores a 10500
0600 Pacote com pos de arroz moito
0iOO'fino a 400 e #*00
Garrafa de agua florida verdadei-
0800 ra a 200
0500 dem idem kanaDga a 10200
Frasco com oleo oritoa 10000
3560(i Caixa'eora pi para denles a 0300
20500 Opiata moitoba a 10GOO 1500, e 20000
Agoa* de Cologoe moito fina fraco
de 500 a 20000
Tnico oriental de Kem a 10000
Variado softrmento de vasos com banha.
Caixinhas com extractos a 20,30 e W
Frasco com extraeto oriza muito
finoa 1-5300
Mem itm a 840 480 e 0500
CIO,
jdo o
QINQILHARIAS.
Tarobotea para enancas, bailas de borra -
coa, be ecas de mas a e loufa, candieiros
a gaz, bonecas de porcelana, quadros de
paisagen8, cidades e machinas decostora de
uwe.
Farinha de milho
Vende-se farinha de milbo moida a vapor, dia-
riamen'e, pelos pr.egos srgnintes: grosaa para
migunii a 0 rs., dita parn rat, pintas e passa-
rinhos a ICOrs., para nangiea e pao de provenca
a 120 rs., e paracases a 140 rs., em-anota
mais barata : na rna do Cotovello n. 15. <
JAKttOS
wm Iricaa e dobrada de
cada no : ao armtiem
roa 4o Amorim n. 37.
vicca iogleza a
de Tasso Irmaos
a a,
Pereira da Cuaba Ir mo?, a ra Mrquez de
Olinda n. 21, vendem o segainle :
Vaqueta? para carro e botas de vlagem.
Marroquios.
Corda v8es.
Oleados pura forro de carro.
Polassa da Rnaia.
Vinbe do Parlo, fino, em caixas.
Craafime mosaicos
Acha-se 4 venda na ra do Imperador n. 99 nm
grande soriimeato de oamateus moiaicos, tanto
simple como encasloadoi, de diversas gostos,
bem como nma linda colleccio de objectos de bel-
las artes.
Veode-se muito bons terreos em Belem, em
Beberibe e na Torre, todos perto da estacio do
eatnioho de ferro e do baoho: a traur'com oSr,
.Joto Paito, na rna-eatrert da Bosatto n. 13.
XaTope d'agriao doP^r
Autgo.o confieituado medicamento para
cura-das molestias -dos orgaos respiratorios,^
\ como a phtysic*, Dronchites, a*thina, ate-,,
! (\pplicado anula -com ptimos resultados no
'escorbuto. _
Vende-se na pbamacia o drogara de Bar-.
ioloraeu & C ra Larga do Rosario n. 34.
Vende-se a taverna da Soledade, junto ao
palacio do bispo, tm poneos fundos, propria pa-
ja um principiante : quem pretendeidirija-se
ra Imperial n. 167, taverna.
RA DO BRUM N. 52
(Passando o chafaiiz)
Os proprietarios desta fundiqao recommendam-se aos*S:5
agricultores pela bea qualidade das obras que durante mais de
30 anuos, a casa lhes" tem fornecido.
Poss,uem sempreum avultado deposito de machinismo e im-
plementos em toda a variedade de tamanho, proprios para todos
os mysteres da agricultura e preparo do assucar e algodo; entre
os quaes algumas novidadesnesta* provincia, merecendo ser vistas.
Vendem a prazo ou a dinheiro com descont, a vontade
do comprador.
PaTv+ftlIa Avisam ao publico qoe diversas encommendas dirigidas a esta
vdubclia* casa, tem sido desviadas: pelo qoe, rogam a exigencia da coa-
la impressa, para prova da procedencia do que se 11 es fornece.
Oulro ira, qoe por abi andam especuladores (algunsmpregados em tbras econcer-
los, etc.,) a inculcar eneoramendas e compras de mach nismo: acautelara aoaSra. de en-
genbo coetra os taes, lembrando-lhes, peosem se sera interessa aquella industria: e
quem paga as peitas recebidas pelos ditos incubadores.
COMMISSOES
Fazem encommenda a vont de do pedinte, mediante, urna
commisso, de qualqner machinismo ou obra, dando ao compra
dor a vantagem obtida por sua habilitaqo e costume no negor:
tanto em respeito ao prec,o como a qualidade, assim como toJ
auxilio em montar e trabalhar com o machinismo vindo.
HERDEtSOS BOWMAN
por Albert B. Ghewy, Eugenheiro.
IIA DO IIIM JL 52
PASfSA.\HO O CHAFARIK
NOVIDADE
Aos senhores fumantes.
Completo sortemento de noves rgos para fumantefr, alf uns raros oeste mercado
Ponteiras de espomas verdadelr para charetos e cigarros, de muito bonita formas
e divanes prejoa.
Pontelra cn mbar, cereja e espnma, para cbroro e etftrros.
Ponteiras de mbar para enaruios e elgerros, de difieren tamacnM, gosiose
preeos.
Oaebimbos de espuma verdadetr, d dlfferenle forma e diversos pre?.
Cachimbos de massa imitaeao de espuma, de diversos lamanho e presos.
Caehtmbos d* madeira de dlrTsreote forma, qnalidade e preces, o meinor que se
pede desejar eerte genero.
Una grande variedade de bolea para famo, de diversas quelidades.
Fomo para achlmbo a cigtrros, sendo :
Novo eaporal (imit5io do famo franeei).
Bet Blrt Serge ( Olho de Passaro) imltaco do fomo ingwt.
Pler de Brasil e oatra qualidades. ------~
Em lomo vende se por meta de do prec do qne tem do estrdngeiro, e nao Ine e
'Os preces do fumo tem abaumento de 5 a 20 por eento, conforme a quantidade qae
*BD5Slttrh>avapor de dgarro, roa larga do Rosario n. H, amiga ro do Qaartel de
Polica.
I



___

r*
.'
^v.*
,



Diario de Pernambuco Sabbado 4 de Janeiro de 1873.
y
/
/ S CotlSga civil.
/ A incessantomobfutftitlo dos interesses que
- / agitara a sociedade, determina a multiplici-
dad!! de textos tiporativos. A activida le
social, rasgando^; novos horizontes, eren
rclafues fcmbott novas, cstendft-aS, d6en-
vTve-as, lransfor;:t,i-as e multiplica-as, gen-
til] lo tu los os das a roYospoiiJenl" iulvsm-
d. le de regular por outros tantos actos le-
gislativos os devore* e direitos que dahi ir-
rompera. Onde a ata soial circulalivro-
raenl des nbaraca a e vigorosa e o traba-
li; toma as varia laj formas de que o rskuvo
humano capaz, nao4)0 lea legislando nian-
ter-se estacionaria ; de sua natureza acom-
panhar o movmento progresaivo da socie-
dade, mol lar-so s novas exigencias, consa-
grar novos direitos c obtigaces, presidir, ein
summa, a todas as grandes ovoluros e trans-
forra i/ios de que o g.'iiio nacional suscep-
tiva.
Dahi vein a natural prepccupaeo das so-
ciedades bem organisa dasdeclassificar, com-
pendiar e codificar, em todos os ramos do
direito, o grande numero de textos espars >s
no corpo da legislarlo, le.lu/.iu lo-os, quanto
possivel, frmula.-, simplissimas, svnthcti-
1.'.-. dcsenvolvcndo-as pela natural filiaran
das ideas, verdadeiras abstraccoes escripias
em que cada um direito e obrigarfio corre-
lativa teaham de encontrar clara, distincta,
definida, inconfundivel, a sua regra e a sua
norma, como a melhor das seguranras ao
desen vol vimento de todas as relares o de
todos os interesses.
Nem as co liftca^das tem o nico mrito
de reunir em corpo disposires aqui e alli
consagradas pela experiencia, difficieis de se-
ren colligidas, descouhecidas ao' maior nu-
mero de cidados, > mais dasvezes escon-
didas o ignoradas, como em ja/.igos.' s ac-
eessiveis aos entendidos. Estes longos tra-
balhos de eompilac/io, sobre dispensaren!
massa dos cidados desprveitoso emprego
<' ti upo, e facilitarem u estudo e o ronron-
t das leis,trazan) a gran lissima vantagom de
tirar a lirapo as imperfeires eas lacinias da
I slaeo, de despertar a attenro dos cor-
pos legislativos para os pontos equvocos, de
imprimir as decises dos tribuaos urna bem
1.-.'. di la uniformidade, que ba de cada
urna a regra Invariavel las retacos sociaos,
a I 'i viva e applicada de libertar a jurispru-
den a ilo labor ingrato de eomplieadissimos
I essos de exploraea > que, nao raro, a
daspi nidcn das elevadas regidas da philoso-
phia do direito.
A simplificarlo da legislarn, asseguran-
do aos cidados o pleno couhecimento dos
seus direitos o devores, trazendo-os informa-
d s do que podem o lo que devem, e conse-
quentemente da medida de sua rosponsabili-
dade em todos os actos e movimentos da
vida social, arma-sde urna nova e preciosa
ddade, qual a couscieucia de seus di-
reitos, e do valor, exlonsSo e melida das
obrigares que adquire, aliena, modifica ou
desenvolve. O hornera tanto melhor,
quanto maisseconhece, quanto mais seaper-
cebo das excellencias de siia natureza do vi-
gor de suas {acuidades, do alcance de suas
volidos, >lo valor de seo trabalho, dos meios
que a le poo sua disposico para defender,
acautelar e resguardar os seus direitos.
Quanto mais os conhece, mais o cldado
ama as instituices que llie permttem o li-
vi ixercicio das sua.-- uaturaes facilidades, o*
ento que as procura aperfeicoar e desen-
volver.
Dir-se-hia que as codilicaces, transfor-
m in lo os elementos do direito, harmonizan-
do- os, e assim tornando certas e invariaveis
as uornas da accao individual despertara e
SUggerem activiilade social novos interesses.
Os cdigos de Napoleao, adverte um esorip-
tor, coiucidiram admiravelmente com o d is-
envolvimento das materias cammereiaes; des-
de entao surgiram assumptos quasi novos a
solicitar a acc&o da lei. As companhias com-
m reaos ntultiplicaram as suas formas de
Organisacao ; as de seguro revestiram-se de
n;! i-ombinares, representando, em urna
proveitosa flexibilidad'1 11* operagdes, os va-
1 iadissiraos interesses que acautelara ; o no_
FOLHKTLM
k \m\u\ da mmn
PELO
VISCONDE PONSON D3 TSRRAIL.
I'RIMEIRV PARTE
'f.ontinu;H;ao do n. %.
O eastell* A* otirailores negror
i
Havh un; auno, dia por lia, que a se-
nhora baroneza de Nossac tinha sido sepul-
tada pelos cuidados de seu marido DO parque
do sen castello de Leonnais.
Encontramos o bar&o a lgumas centenas
de leguas lo tmulo de sua raulher, ista ,
a bordo do navio ahniranto da frota fian-
ce/ 1 pie cruza diante de Dublin, sobasor-
dens uo conde de la Motte.
O rei Estanislao da Polonia, alliado de
S. M. Luiz XV, eslava bloqueado pelos rus-
SOSna sua ultima praca forte de Dantzikc.
Km Varsovia o Sr. de Lacy, comman-
dante superior dos exercitos do Czar, tinha
feito proclamar o principe Augusto, rei da
Polonia e grao-duque da Lithuania.
Dantzick nao poda resistir por inuito
tempo assim bloqueada e a to.nala de
Dantzick era a cabeca do Estanislao que
cabina sob o machado.
Tres homens estavam em conselho a bor-
do do navio almirante : o conde de la Motte
almirante em chefe ; o ha rao de Nossac,
coronel de cavallaria do exercito de trra e
commandando um corpo de infantaria em-
barcado, c o conde Brehan de Pelo, fidal-
gobreto, embaixador francez em Cope-
nhague.
Sonhoresdizia o aliirante temos
cinco navios cffectivo de sete a oito mil homens apenas.
Os russos estao acampados em numero de
trinta mil sob os muros de Dantzick ; esto
bem entrincheirados ; o forte Weshulmund
abrio-lhes as suas portas; as suas bateras
dominam as duas margens do Vstula, o
deseml)arque intil; nao ha nada que fa-
zer, nao podemos soccorrer Dantzick.
Senhorresponden o conde de Pelo
com fra dignidadeha em Dantzick um re i
cuja vida est amea$ada, um rei, cua cabe-
ra pode cahir debaixo do machado como a
de Carlos I, rei de Inglaterra. Pense...
Bem o sei, senhor, mas que lhe posso
fazer ?
Pense tamkem disse, pela sua, vez
vimento da Bolsa tomou um verdadeiro vo,
consoaritoao espirito eempreza, que a re
gra certa e inaltoi avel 4o direito escripto ani-
inava aos "mais atrevidos commutlimentos.
Aideia de urna commissao permanente da
codifieaco que, anuo por auno, fundiSse nos
cdigos as leis novas coma obriga;aode pu-
blicar, a espatos do 5 ou 10 annos,. e liron-
dos co ligosi.assim reeitos, 'poj nota a im-
portancia e 'o valor deque sao credores oa
trabalhos de una tal najureza.
Estas reflexoes intluiram sem duvida no
(spirito do Ilustro ministro que dirige os
negocios da justrija, determinan lo-o a celeJ
brar o contrato, que so conhece, para a
organisacao de um projecto de cdigo civil
brasileiro. Era desde muite urna aspiraco
11 icoiul, urna ucessidade granderiisnle sen-
ti la pojo paiz, reclamada pelos tribunaes,
polas congregaron scientilicas, pelos juris-
consultos, pelos espiritos pticos, a codili-
caeo das leis que regem no imperio as rea
roes de natureza civil. direito incerlo
como se nao existir. O resultado das, for-
mulas obscuris lo direito, desharmanisa las,
nao poneos vazes inconcihavois, a apathia,
ei inercia, o espirito estacionario, desfal-
locido, sceptieo, a reprimir o vo generoso
de urna sociovlalo nov que ensata as suas
fireas, etem a liante de si um largo e-des-
assoinbralo futuro.
o -i la li) dore ter conscioncia do que ,
o do que vile o direito : simplificar as fr-
mulas, iv l'i/.i-l i-* a precoitos definidos, in-
variaveis, distinstos, de maneira que o ci-
da lao apren la em mu o ligo de leis a ex-
tensao uto devores agutriar pira com ter-
c 'iros, e ao mesa)) tempo a importancia e a
me i \i dos direitos que lhe convin, 0111 tal
modo que a suaresponsabilidade por cada ac-
to se lhe afigure tal qual e com todos os seus
conscctariosjuridicos, importa nada menos
que abrir espago activida le social, rosti-
tuir-lhe deliberarlo e energa, que ella sa-
ber aproveitar no d.'senvolvimento das for-
ras que residem no fundo de toda a socle-
dade.
Honra ao Ilustrado e intelligentissimo mi-
nistro da justi;i, o Sr. conselhiro Manoe
Antonio Duarte de Azeveio !
No momento em que a sociedade brasler-
r.i pOe-se resoluta a caminho de todas as
prosperidades, e o espirito da emproze de
explorarao acorda a activi lade social, nao
permittiudo a neuhum capital, a nenhuma
economa, que fique impunemente inactivo,
estendendo consecuentemente, e multipli-
cando as rel;i';es sociaos do todo genero ;
110 momento em que todo o paiz, repousado
sombra tranquihsadora de efficacissimas
garantas seu crdito no interior como no exterior,
vendo crescor dia a dia a sua receita, e com
ella a riqueza publica o a riqueza particular,
- inte-se ein estalo de realisar tolos os gran-
des melborameutos reclamados pelo espirito
publico, e, grecas a um governo patritico,
inette hombros intrpidos realisaco de
gran les reformas, que devem importar um
verdadeiro prgresso as. instituices ; sen-
tio o honrado ministro que era chegado o
tempo de autorisar a grande obra da codi-
l'\a;ao das eis patrias, que disponlo os
elementos do futuro cdigo civil, assegurar
aoci lilao brasileiro um systcma harmni-
co de lois, que revestir o direito e o de-
ver das formulas claras e precisas que con-
viim a um paiz livre.
A naci conhece, por honrosissimos pre-
cd.mt-s, o nomo do eminente jurisconsulto
a quena i'oi oommottido o ingente trabalho
do projecto do coligo civil brasileiro.- O
Sr. conselhero Jos Thorfaz Nabuco de Arau-
jo 0 espirito superior, versalissimo na
jurisprudencia, que o paiz acclamou, como
o genio predestinado realisarao de tao ele-
vado designio. E o gabinete de 7 de mareo,
qu? honra o talento e a aptido provada,
onde quer que estejam ou te revelem, o ini-
ciador da grande e generosa poltica que
n> desaproveita nenhum merecimento, o
gabinete patritico que ama o paiz antes de
tu lo, e nao' confunde as questes polticas
com as questes sociaos, escolhendo para
esta importante missao, a mais propria para
a ftxar o pedestal de urna gloria verdadera-
mente nacional, o Ilustre e provecto juris-
j consulto, o~ estadista eminente, o chefe ro
conhecido proclamado do partido liberal
do impijrlo, firmou thoontestavol direito.-o
ser acclamado governo da sociedade, o nao
governo de um partido.
Pairam sobre a poltica do nosso tempo
graves problemas, que nao sao de nenhu-
ma escola, porque so de todas e a to-
das tocam. Problemas sociaes, ees sao um
ver la leiro campo neutro, em que todos os
p diticos honestos e amigos do paiz .devem
untrar de mk&s dadas, esquecjgos os moti-
de diviso, radiantes da confianca, de
fe no futuro, de amor ao genio nacional.
Os qne combatan Disraeti, dizam-se
orgulhosos de o possuir. Nos qtie com-
batemos as doutrinas polticas do Ilustre
chefe liberal, que as combatemos, resolutos,
convencidos, confiantes, prezamos reconhe-
cer que o facto de sua cscolha para a tao
importante missao de lanrar as bases do codi-
to 1 .vil brasileiro deve inspirar ao paiz a mais
grata esp ranea de possuir em prazo curto
una sabia compilado das leis civis que o
reg'm.
( Nafo. )
VARIEDADE
o baro de Nossac que a Europa ifteira
tem os olhos em nos, e que, se amanh,
Dantzick fr tomada, se amanh se reunir
um conselho militar de oliciaes russos, que
julgue e condemne o rei Estanislao, seno
dia seguinte, o rei Estanislao pousar a ca-
bera sobre o cepo e mover com os clhos
voltados para nos, levanlar-see- haem toda
a Euroj>a um brado de reprovar-o contra
nos. e air se-ha :
Havia, a urna legua de Dantzick, urna
esjuadra franceza, um exercito do rei Luiz
XV, amigo do rei Estanislao. Essa esqua-
dra, esse exercito, conservaram-se especta-
dores pacficos, e viram cahir a cabera d'um
soberano, sem que um s dos seus canhes
fizesse fogo, sem que um nico dos seus
mosquetes expedisse urna bala I
Senhoresdisse o conde de la Motte,
com altivezfallam com muita nobreza e|
dtgniJale. Mas, o rei, nosso senhor, in-
vest o-me com ocommando supremo.
Por este titulo, devo-lhe severas contas
dos seus soldados. Tentar atacar Dantzick,
conduzi-los a urna morte certa, sem espe-
ranra mesmo de sermos bem succedidos.
Opponho-me ao desembarque.
Senhordisse o conde de Peloha
um antigo proverbio, um proverbio cava
lheiresco, que tem muita voga em Franca e
sobretodo na Bretanha. Eu sou breto,
permitta-me que o cite: Faz que lleves,
aconlega o que acontecer I Pois bem, eu,
conde Brhan de Pelo, intimo-o para que
vele pela salvaro d'um rei, alliado da Fran-
ra Antes de ser estadista, fui soldado, e
assumo antecipadamente sobre mira toda
a responsabilidade da arriscada expedido
que lhe proponho. Est contente ?
N'esse caso, senhor respondeu o al-
mirante podemos desembarcar. Estou
prompto a fazer-me matar junto a si.
Depois de mim, conde disse altiva-
mente o conde de Pelo o primeiro fidalgo
que morrer pelo rei Estanislao serei eu.
E eudisse o baro de Nossacjuro-
lhes, senhores, que, aiuda que tenha de
passar s, sobre o corpo d'um exercito rus-
so, chegarei ao p de sua magestade polaca;
collocar-mc-hei sua direita, e se o nao
salvar, e se o nao arrancar ao algoz, ao
menos nao cahir um nico cabello da sua
cabera em quanto a ranha esVer sobre
raeus hombros I
O conde de Pelo estendeu-lhe a mi, i
di9se-lhe : -
Baro, o melhor fiJalgj que conho-
rto, e prova-me mais urna vez, que, em ,
Alio* e baixo.M.
1
Acaba o Sr. conselhoiro Pereira da Silva
de mimosear-nos com um novo volume qu)
na litteratura brasleira nao desdir corta-
mente do nomo que lhe tem grangeado ou-
tras producres de maior tomo.
O novo livro um romance. Intitula-se
AspasQ; urna Aspasia que nao grega, o
que encontrou o SOU Pericles na margem
licita do Tejo.
E'u'iia historia simples, muito simples;
comrnum, muito commum. Assim o con-
tou, pelo menos, ao nobre escriptor o seu
amigo Alberto, que alias nenhuma culpa
tem, porque fui o Sr. consejheiro que o au-
dou procurando por toda a Europa, at que
o encontrou em Madrid, encostado grade
do lago do Bom-ltetiro, e nao o largou mais,
at nett-lo entre a espala e a parede,
com > quem lhe dizia : Ou contas, ou
morros...
Alberto, nao pdenlo esconder.do amigo
a historia da pailidez e das rugas da face,
vingoii-se como homem de espirito. Omittio
talvez muitos tactos interessantes e curiosos
dos seus ron nticos amores, passbu em claro
as estrepites mais sentidas do seu poema, e
fot tapando as lacunas da sua autobiogra-
phia amorosa descrevendo-lhe quanto pode
Lisboa e os seus moinhos de vento, o Escu-
rial, a Suissa, o Coliseu, aples, Florenca,
Roma o tiiiia do Viajante inteiro, sem
exceptuar a Cascata de Paulo Alfonso, Nova
Friburgo, o Corcovado, Petropolis e o Juiz
de Pora.
Estas ultimas descripres sao' feitas positi-
vamente de auti va, porque Aspasia nunca
atravessou o Equador (pelo menos nao se
confessa isso no livro), e por consequenciao
amante nao teve razio de virpor ahi abaixo.
A' proposito de descripres :
Alberto, pintando apaixonadamente a tris-
teza negra que se. apoderara, em Lisboa, da
formosa Aspasia, diz : Nem o edificio da
Batalha, que recorda as dissipares luxuosas
e fanticas de D. Joo V, nem Cintra, etc.,
etc.. lhe aguravam a curiosidade.
. Quando em 1385 I). Joo I prometteu er-
guer o mosteiro da Batalha, anda os bisavs
de D. Joo V nao tiuham nascido. Eviden-
temente fui um lapso de que s a paixo foi
culpada.
Mafra que elle queria dizer, se que 9
nao escreveu de proposito, porque o prfido
levou a vinganra at o ponto de recitar ao
amigo urna quantidade enorme de versos de
sua lavra, onde, entre outros endecasla-
bos, se l o seguinte :-
Vnde socegar-me a alma afflcta.
E este :
De dogmas e cultos complicados.
E anda estes:
Cm que galas o co, o rifar e a trra
Alegravam meus olhos, etc., etc.
Deseulpe-me o nobre escriptor, mas nao
haveria um pouco de abuso de coofianca pu-
a cortezia e a bravura, o espirito e a nobre-
za andam sempre a par 1
Vo ut)mar as medidas necessarias para
o desembarquedisse -o senhor de la Motte.
Commania-lo-hei disse o conde de
Pelo.
E eu accrescentou Nossac bater-
me-hei como simples fidalgo ; vou resignar
os meus poderes de general as mos d'um
dos meus coronis.
Porque, baro ?
Porque desejo chegar at ao p do
rei, e nao quero couduzir-lhe o raeu corpo
de exercito.
Queloucura cavalheiresca Imurmu-
rou o almirante.
As loucuras do genero d'estarespon-
deu o senhor de Pelovalem a sciencia e a
diplomacia.
II
O ataque e o desembarque tiveram lugar
no mesmo dia. O senhor de Pelo e o se-'
nhor de Nossac passaram com duzentos ho-
mens atravz de dez mil russos, echegaram
at s portas de Dantzick. Mas ah, o se-
nhor de Pelo cahio, atravessado pelas balas,
os seus companheiros foram prisioueiros ou
mortos, s um homem abri caminho* atra-
^ s das linhas inimigas, e fo cahir ensan-
grentado, coberto de lodo, com a farda em
andrajos e crivada de balas, que, pela maior
parte, o tinham poopado, junto s trinchei-
ras dos sitiados.
Era o baro de Nossac. O conde de Pelo
e elle tinham cumprido a sua p'alavra ; um
estava morto, o outro tinha chegado at ao
rei Estanislao.
III
Nao est na nossa mente relatar circums-
tanciadamente essa milagrosa evaso do rei
Estanislao, que n'essa poca assombrou a
Europa inteira pelo atrevimento com qua foi
concebida e executada.
Limitar-nos-hemos a urna rpida ana-
lyse.
Os habitantes de Dantzick nao tinham op-
posto ao exercito russo urna resistencia tao
energiu seno porque a presenta do seu rei
os entobsiasmava e estimula va.
Queriam sepultar-se sobas ruinas da sua
cidade, mas com a condirip de hue re' ^
morreria com olles.
Oreo rei sabia que, era quanto estivesso
em Dantzick, a cidade nio se repderia e que
se nao queria que ella fosse bombardeada
fe esfomeada por mais temp-), lhe era preciso
deixar Dantzick.
Nunca faga alguma turna parecido ^mais
impossivel.
)
blicaudo estes versos, quando o proprio au-
tor os qulifica de trikonhos, ropassados de
i)' I incolia, arceos cltroU muito puridade que nao valiam a
'Ift-M'de ter publicados ? Ou seria una des-
forra tomada pelo paciente amigo, que levou
a crueldade ponto de conservar 110 cabo do
seu hroe solecismos como o seguinte : /'/
b ltante nal me causasteis etc., solecismos
que elle talvez nao tivesse commettido, se
previsse que o seu confidente, o seu intimo,
man lana um bullo dia para a impronta a
sua dos^retenciosa narrara> ?
As paginas em que Alberto explica a fata-
lidade da sua paixo sao realmente bellas, o
para mim as mais formosas do livro.
Suspcrto-o, porm, de ter carregado bas-
tante os dizeres de Aspasia, que me parece
un pouco acadmica. A-formosa cantora
falla como um livro, a peior especie de fallar
que eu quero que oui.am orelhas femeninas.
Mulher que assim me apparecesse to
pergnostca, mandara-a... fazer folltetins.
Tambem que esperava Alberto de urna
paira leira to espivitada de una mulher
que fazia estro cust;t do seu primeiro
amor e da cegueira do ultim) amanto ?
Eu logo de principio vi que d'alli nao sa-
bia cousa boa.
O retrato de Aspasia feito com muito
mimo e muito esmero : os tragos sao finse
delicados, e teem o merecimento de se alfas-
lar bastante da convenci geral.V-se que
a piillo existi.
Ouanto, porm, a fazer fallar urna mu-
Ui.'r, quasi UQjUflicil-como euteud-la.
E' a faisca de Prometteu. Gusta a animara
estatua. Ellas teem uns dizeres to insig-
nificantes, to seus, to cheios de sentido e
to impenetraveis, que os mais pintados ahi
teem perdido o seu latini, e Alborto perdeu
a alegra, a sale e a vida.
O livro termina com a transcripto de l-
gumas cartas do chorado escriptor Robello
da Silva, que de Lisboa do para o Kio de
Janeiro as derradeiras noticias do infeliz Al-
berto.
Ve-se pelo estvlo dessas cartas que o autor
das Lagrimas e thesouros j estava muito
docahido e atacado da doenra mortal que
to breve o roubou patria. A elegancia
da pitras?, o torneado da idea, o mimo do
conceito, tudo isso, que to nolavel e queri-
do o fazia entre os escriptores de primeira
plana, fallece ahi completamente.
Quem sabe se o proprio Rebollo da Silva,
aquello coraro to impressionavel e to en-
thusiasta do bello, se tinha tambem apaixo-
11a lo por Aspasia, que, segundo parece,
exercia urna influencia estirilisadora em tudo
que a cercava, e principalmente em quantos
a araavam ?
Soja como quer que fr, mas anda assim
protesto em nome do autor da MocidaJe de
l). Joao V, e em nome do autor da Histo-
ria da Fuwlaco do Imperio, contra unas
certas liberdades quo o editor da Aspasia
tomou na impresso daquellas cartas.
Kebello da Silva nunca poda esc re ver:
Alberto caminha pasaos apressados ;
aconsel!iando-o i investir-se de coragem ;
nao remette noticias d ninguem, etc.,
etc.
Nada : esta idea de por um acento na pro-
posirao a quanlo no contracrio do artigo
femenino, nao do Kebello da Silva.
O seu seu dono. Essa Invengo nao
lhe pertonce, e se nao, ver os originaos...
De um modo ou do outro, o ultimo livro
do Sr. conselhoiro Pereira da Silva nada
per le com isso. Ha ahi muito colorido,
muito sentimento, um talento descriptivo
muito notavel, e limitas paginas sentidas e
apaixonadainente escripias. As obras pre-
cedentes do autor, quasi todas de maior
monta, pensadas, maduras e sobre assump-
tos em que a imaginario entra por pouco,
nao nos autorisavam a esperar tanto.
.No romance falta, verdade, o encanto
da immoralidade, o que boje um deleito,
mas sobra-lhe o perfume de um amor idea-
lisado, mais proprio para ser tributado a
Suzana que Aspasia.
Confosso quo li c >m sincero prazer as se-
guintes palavras, que vem quasi do fin do
volume :
Cumpre aos brasiieiros guardar imma-
Os russos bloqueavam Dantzick ; Dantzick
pela sua parte julgaria do seu amor proprio
nao deixar partir o seu rei.
O rei tinha, p >r consequencia, de se livrar
tanto dos seus amigos como dos seus inimi-
gos.
Tres homens, tres homens s, sem cum-
plios, sem auxiliares, sem outro soccorro
alm da sua audacia e das suas espadas, re-
solveram com tudo salvar o rei e consegui-
ram-o.
Esses tres homens eram o marquez de
Monti, embaixador do Franca em Dantzick,
o general Steinflich e o baro de Nossac:
O marquez arranjou para o rei um trajo
aldeo e urnas botas velhas d'um oflicial da
guamicao, botas que elle nao ousou pedir
e que mandou roubar pelo criado do ollt-
cial.
O general Steinflich preparou urna barca,
que era noute escura e propicia para esse
acontecimento se achou amarrada sob a mu-
ralha que costeia o Vstula.
O rei acorapanhado pelogenaral e pelo
baro, disfareados ambos como elle, chegou
muralha e apresentou-se a urna porta que
da va para urna escada, cuja baso mergu-
lhava no rio. t
A essa porta estava do guarda um oflicial
sueco. '
Quam ?perguntou elle ao rei.
O rei hesitou durante um minuto, de-
pois preferio conliar-se lealdade do ofli-
cial e disse-lhe:
Sou o rei da Polonia.
N&o posso deixar passar vossa mages-
taderespondeu >o oflicialsam quetenho
sido reconhecido pelo major da prara.
Isso era impossivel. O major ter-se-hia
opposto fuga do rei.
Senhordisse ento o baro de Nossac,
ao oflicial fidalgo ?
Sim, senhor.
Est bem convencido de que so Dantzick
fr tomada, o rei ser decapitado ?
Sim, senhor respondeu o oflicial
mas mor reremos cora elle.
Senhorcontinuou o baroconheci
na rainha extrema mocidade um fidalgo es-
cossez quasi centenario, que trazia eterna-
mente urna mascara do velludo preto sobre
o rosto e um crep no brego. Sabe por-
que ?
r Naorespondeu o oflicial.
Porque tinha sido o primeiro eseossez
que desertou da causa do rei Carlos I, o por
3ue os longos annos que tinham decorrido
epois nio tinham ponido fazer-lhe esquecer
a sustraigo nem abfax os seus remorsos.
culadas e florontos as passadas tradires de
seus maiores, e conservar pura o bolla a lin-
giia de Camoes o de Antonio Vieira.
' Eu tambem j assim pensei, mas boje vou
fugiudo como posso daquella opinio. !
Quando se escreve em urna lingua fallada
por cincoenta ou oitcnta inilhes de indivi-
duos, bem natural o desojo de estudar o
de agradar, alias estimulado por mais ampia
recompensa, um nome gerabnento conheci-
do con knivor, una paga proporcionada ao
trabalho.
Lu que auto do mundo nao d cotilleado
Dickcns? Qual a praia onde nao tem des-
embarcado um exeniplar de Octavio Feuillet''
ISao fez o assombroso Hocambole a volta
do' globo ?
A nossa boa lingua, por mais amor que
lhe (enhnaos, qunsi totalmente desconhe-
ci la nos paizes estrangeiros, oque nao acon-
tece de certo por culpa della. Quando
muito, algum erudito allemo a compara ao
provonral c ao velachio, e ah se finam seus
chos.
Em unta bem rcenle encyclopedia ame-
ricana, bastante voliimosa, procurei inutil-
mente um artigo dedicado a Abneida tiar-
rett I
Ora, como nos entendemos o nosso pouco
de Vanee.:, o resultado que os lvros frau-
cezes veem aiuda fazer-atos urna c mcurreu-
cia formidavel, quo mais empeiora a condi-
cao de quem escreve na lingua de Camoes e
Ant mi Vieira.
Quem sabe se do p iuccj que ella paga aos
seus cultores, que vem o desamor com
que todos a vamos maltratando ?
Mas deixem >-nos de cousas tristes. Um
dia vira em que este grande continente se
c ibrir de una populacho nuinerosissima, e
onlqa iustrucco ser univorsalmender-
rainada. Tenhamos esperanza que esse
gran le pavo de ento fallar o nosso idioma,
ou algurn que com elle se pareen, como o
rom no como grego antigo.
Se ento nao appareccrem obras primas,
decididamente a culpa nao ser da lingua.
Se;i do clima talvez.
N i.pieiia- 'erras iili- sopram os ventos gelados, e caite chuva e
nev durante oi' mezes do auno, que hade
fazer um pobre habitante de taes regios,
seno estudareescreverquando nao bebe?
As vezos vem-me mente a idea maligna
de quo os allomaos sao sabios e grandes ho-
mens forra. Com isto os apeio das taan-
cas eol que ellos se alteiam.
Silvio Pellico talvez nao tivesse escripto a
Francesca de Rimiiii, so nao tivesse sido
preso. O livro deile mais conhecido Le mi
prigioni com certeza nunca tea existido.
Quem hovera, porm, entre nos que te-
nha forras para tirar os olhos desto co,
sempre to puro e azul, e to pittoresca-
mente accidentado por nuvens douradas ao
por do sol, e to-opu!entamente recamado
de estrellas brilhantOS durante a noite, para
ir curvares' no gabinete escandecido pelo
calor tropical a decifrar cartapacios, a com-
parar grammaticas, a doscobrir raizos na ar-
vore genealgica da lingua ?
Acho eu que por isto que todos nos da-
mos em philosophos.-
Preferimos estudar directamente no gran-
de livro da natureza.
Custa s VOZOS a soletrar sem interprete,
verdade. Mas, emlim, a brisa respirou-se
pura, os palmos encheram-se de bom ar, e
se se produzio urna obra prima de menos,
gozou-se talvez a vida melhor, com a vanta-
gem do nao dar pasto crticos, gente to
ruim de contentar, como incafaz de crear
cousa que tenha gofio.
Nos, de mais a mais, temos anda a facili-
dde de encontrar aqui no Uto de Janeiro
ptimo clima todo o anno, o quanlo c por
baixo aporta demasiado o calor, fugimos
para Petropolis, onde, pelo menos, encon-
tramos noites frescas e trra despreoceupada
le cotaedes da prara, do pleitos intrincados,
de emprezas mercantis, de eleires e polti-
ca... que o mais que se pode dizer ueste
tempo.
J pura l val muita jente feliz, e a emi-
gra;o nio diminuir de corto. Esto alu-
jadas todas as casas, e tomados todos os
LITTERATURA.
aposentos nos botis.
Que ha de commum entro mim e elle?
perguntou o oflicial.
Isto : que so fr a causa primitiva
da morte do seu soberano, e se dentro em
tros dias a cabeca do rei Estanislao lhe fr
separada do .corpo, poler dizer comsigo :
Fui eu que matei o tneu rei por obstinar')
e pola iiinha passiva obediencia a urna dis-
ciplina que nao de ve existir quando vida
d'utna testa eoroada est em perigo.
O official reflertio durante um minuto ;
depofs pon loa mo sobre o cora; o, respon-
deu abrindo caminho:
O rei pode passar I
O rei desceu, seguido polos seus dous
companheiros, achou a barca govenia'la
por um znapan, especie de soldado bohe-
mio e mercenario, muito frequente na Alle-
manha, n'essa poca ; sentou se n'ella, e
cortou ejlo mesmo a marra com o sou pu-
nbal.
Em quanto ao official sueco, na manh
seguinte e quando a barca real estava j lon-
ge, foi ter com o major da prara, contou-
lhe o que so tinha passado, e disse-lhe :
Agora, senhor, como no justo que
dous oliciaes faltem simultneamente ao seu
dever, queira reunir um conselho de guerra
e mndar-me fuzilr boje mesmo.
Tem razio--respondeu o major, esten-
dendo-lhe a mi um digno fidalgo I
Naodisse o oflicial sou um traidor,
mas salvei o rei. Morro contente.
Procurem-se boje taes homens I encon-
trar-se-ho ? .
IV
O rei entrou nos pantanos, no meio dos
quaes corre o Vistula, antes do se unir ao
mar.
Conservou-se oceulto um dia inteiro na
cabana d'um camponez e s se poza caminho
na noute seguinte.
Emlim, depois de dez noutes semelhantes,
de dez noutes de perigos continuos, passan-
do atreves dos entrincheiramentos dos rus-
sos e dos imperiaes, dormndo mal, comen-
do apenas e sempre escoltado por Steinflich
e pelo baro, conseguio chegar s margens
do Nogat.
Ahi, Steiuflich deixou o rei, mas o baro
quiz acompanha-lo ainda.
O rei atravessou o Nogat com elle; de-
pois, ebegado outra margem, entrou n'uma
aideia chamada Bialagora, dhde comprou
um carro e um cavallo.
3Dous dias depois, o rei Estanislao fez a
sua entrada* em Marijenmeder. Estava fora
de perigo e longe do machado dos russos.
Ento o baro despedio-se d'elle.
Adeus, seahor.
DA LITTERATIKA NA DEMOCRACIA
Ser a litteratura urna forra poltica ? O
espirito democrtico ser ininigo della ? O
que devem fazer os homens de lettras para
que o povo tome por ella inleress.1 Eis as
porguntas a que vamos responder sob un
ponto de vista essencalmente poltico. Estas
quistos sao importantes ; nteressam, como
a litteratura, de que tratam, a propria exis-
tencia de una naro.
O que com effeito a litteratura de um
povof E' a expresso de sua vida intima,
de sua propria alma; sob a forma mais ele-
vada, mais selecta, a arte. O que seriam o>
feitos, a ac(;o, as glorias de um povo, sem
a litteratura que os lixa por meio da lngm-
gem no livro, e que transmitte-lhcs a narra-
,ao s gerai;es longiquas como um exemplo
a s.guirem? Nem nos respondam que o es-
pirito litterarioexige urna escolbo de palavra
quede boamenteo vulgo dispensara, porqu
retrucaremos que o povo que le, ainda me-
nos que os eruditos, pode dispensar a clare-
za, e que clareza, segundo a opinio do>
nossos mais abalisados escriptores, o pri-
meiro predicado litterario : de forma q 1
este primeiro predicado litterario, a clareza,
, antes de tudo popular.
- Homero, cujas rapsodias cantavatn-se 1 1
antguidade, as procos publicas, como se
cantam boje uas ras os motivos de opera,
era accessivel a todas as intelligeucias ; a Bi-
blia e o Evangelbo sao lvros maravilhosa-
mente escriptOS ; nossas caneos de costunie,
DOSSaS epopiMS, Indo quanto a 00SM litt.'ra-
tura possue de maior vem elle, l'm povo sem litteratura um po\
sem voz, o longe do ser o espirito democrti-
co contrario ao espirito litterario, tem del!
necessidade, e, ainda mais, elevo-o, amplia-o,
torna-o sublime.
Qual pois o motivo do erro que faz com
que alguns homens polticos digam que a
forma litteraria um luxo intil em urna de-
mocracia, e que deve sersupprimida t Fura
bem fcil depara-lo na propria inqiortancii
delles para darem s suas ideas democrticas
una forma verdaderamente litteraria, isto ,
to duradoura o at mais duradoura que a
lingua do sua naro. O motivo mais gra-
ve e nao lhes pessoa!.' Cumpre eonfes-
sa-lo, o motivo nasee dos proprios homens
de lettras que se isolam do povo, querem for-
mar aqui e alli cenculos egostas, estreit >^
circuios em que ha admiraros forradas para
com um livro s vezes bonito, porm muita
ve/ desigual, em que mais sobresahe a phan-
tasia do espirito do qu1 a natureza, a vida, 0
amor, a idea til humanidade e os interes-
ses da multido. Esses egostas encantado-
res tni-se conservado asaltados do povo;
diz-se delles : sao homens de lettras, e eis que
hoje quer-se concluir desse isolamento a se-
pa rar.o necossaria da repblica e da littera-
tura. Os homens de lottras nio se impor-
taram com o povo ; o povo est em vospera-.
de se nao importar com os homens de lottras.
Todos tem a perder com este estado de cou-
sas.
Emquanto os verdaleiros jitteratos, dentre
os melhores, esquocem o povo, nao s p>i
gosto, mas um tanto assustados sem duvida
com os perigos que sob urna monarchia liga-
vam-se fuuccio de pensador e escriptor.
outros homens em sou logar dirigirn) a pa-
lavra ao povo, e houve, para contar a confu-
so nesta materia, o jornalismo fcil, a phra-
se nao escripia, mas fallada pressa ; para
logo, era vez da lingua pura, clara e varonil,
o povoouvio fallar una como que algaravia
sui generis, semeada de reticencias e interjoi-
Qescomo urna arenga de sobremesa, sem
dea como sal-ido, mas em compensara 1
lardeada de calemburgos e de gracejse qui-
vocos.
(Continua r-se-ha).
Ento deixa-me ?
Volto para o mea posto, senhor.
Ah Idisse o rei com um triste sorri-
soj nao tenho reino e sou o mais pobre
dos polacos. Nao tenho para lhe offerecer
dignidades nem fortuna, para o conservar
junto a mim, edexo-o partir.
Senhordisse com altivez o baro
se eu fosse polaco, chamo a Dous j>or tes-
temunha, em como o quereiia seguir at ao
ia do mundo, ainda que nos faltasse, a um
e outro, abrigo e pao. Mas pertenc/) ao rei
de Franco., e, escollando-o, nao fiz mis d 1
que servi-lo a elle.
O rei estendeu-lhe a mo. Nossac do-
brou o joelho e beijou-a.
Depois inclinou-se c foi preparar-se para
a partida.
A' hospedara onde elle eslava alojado
acabava de chegar um znapan, coberto de
p c que pareca ter feito urna longa jornada,
que pedio para fallar ao baro.
O baro estava ainda vestido como trajo
de eamponez, mas o znapan foi direito a
elle e disse-lhe:
Meu general, venh da parte do gene-
ral Steinflich.
Para que ? perguntou o baro cstre-
mecendo.
Para o ovisar de que ha urna embos-
cada na outra margem do Nogat.
Para quem f
Para si, meu general. Os russos pro-
metteram fazer-lhe pagar cara a fuga do rei
Estanislao.
De sorte que devo licar aqui ?
Sim, meu general, a nio ser que...
O que ? interrogou Nossac.
A nao ser que tenha em mim a confian-
ra precisa para se arriscar, em minba com-
panhia, pelo interior das trras ou das flo-
restas. Conhero caminhos onde era russos
era imperiaes passaram jamis, e promet-
to-lhe que antes de qunze dias, estar as
fronteiras da'Prussia, d'onde poder embar-
car.
Prefiro issodisse o baro. #
E largando o seu disfarec, vestio o seu tra-
jo habitual, comprou um cavallo, e disse
depois ao znapan -.
Partiremos amanh, antes de nascer o
dia, se assim o quizeres.
O znapan inclindu-se. ereprimto umdia-
boUcosorrso, que lhe assomava aos labios,
murmurando comsigo :
O castello dos caradores negros longe
ainda... Mas, l bagaremos 1
(Continuar-se-haJ
TYP. DO DIARIO RA DUQUE DJS CAUAS*
o
HEBlIfl)

V

~>


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EBMWXKCVK_3NDRH1 INGEST_TIME 2013-09-16T20:26:30Z PACKAGE AA00011611_12803
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES