Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:12693


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Full Text

AUNO XLVi. NUMERO 168

i
>A1A A CAPITAI I lGAAIS OIDE I0 SI PACA MITI.
Per tres mezes adiaotados
rVir s%i ditos idem .
Pcrndanrio idem.. .
Cads mnmero avnlao .



i *
wooo
2.JOOO
MdXWO
o
IRTA FElfU 25 DE JLHO DE
FAfcl IDIM I NA DA nOTDOA.
Por tres mezi idiandoi
Por Mil dito* idem. .
Por nove ditos idem .
Por um anuo idem .

i


t
647SG
13*500
204MSO
27*000
Propriedade de Manoel Fi
MAMBUCO.
de Fara & Filhog.
Of Sn. Gerardo Antonio Alvos & Filhoi, no Para ; 6on$aivei 4 Pinto, no Mamlo ; Joaquim Jote de Oveira a Filho, no Ceari ; 4Ado de Lemof Brifa, no Aracatj ; Joio Maria Jnlio Chaves, no Amo ; Antonio Marqoei da Suva, oo Natal; Jad Jtuti&o
Pereira d'Almeida, em Mamangoape; Angosto Gomes da Silva, na Parahyba ; Antonio Jos Gomes, na Villa, m Penha : Belarmino dos Santos Baldo, em Santo Antio; Domingos Jos da Costa Braga,
em Nazajreth; Antonio Ferrara de Agotar, em Goyanna; Franno Tavares da Costa, em Ahfoas; Alves & C, na Babia; e Leite, Cerqninho 4 C. no Rio de Janeiro.
*^^^ *" '" -.. ....... ..._.---------------- i ^^sm _____________________________ *
PARTE ornciAL.
N
Ciorerno da provincia.
DCSPACHOS H\ PBKSIDFXCIA D<> DI* 3 DE JOUO.
Elisiario Gomes do Melloafrale o Sr.
iaapctor da tbsour.ma provincial.
Tenecte Francisco de Seqoeira Cavalcan-
li.Informe o Sr. coroDel cororaandante
das armas.
Padre Franciso Virissimo Baadelra.Ia-
fjrme o Sr.- LspeMor da besouraria pro-
vincial
Vigario Floriano de Queirs Coulinho.
Deferido com oflhij desta dita a tliesoura-
ra provincial.
Bacbarel r'elippe de Figueira Faria.
Hemetlido a > Sr. inspector da tbesouraria
provincial, para mandar pagar ao srjppli -
cante.
Alfares Jos lt lymundo Ferreira de Arau-
jo Sjldaoba.Coaceda se a guia que pede
o supp cante.
TeaeBte coronel J S jares de Mello
Avetioo.luforme o Sr. director das obras
publicas.
Joio Baptsta da Silva.Informe o Sr.
inspector do arsenal de minaba.
CoroBel Jjo do Higo Narros Falc5o.
Foroeca-se.
O mesmo.1 ien.
Marcolioo Augusto da Silva Villar.De-
fsritlo com c ili io desta data a tbesouraria
profi acial.
Capitao Manod Josj de Cirvjlbo. Entre-
gae-se mediaite recito e uo havendo in-
conveniente.
Alteres Tbeolindo Angosto do liego.
Requeir pelos caoaes competentes.
Tisset Frres.Sito, pagos os direttos
nacin aes.
Secretaria da presidencia de Pernambuco
-2't de ulbo da 1372.
O porteiro.
__________ Silcino A. Rodrigues.
menor.
lito e Janeiro.
K3TBA0AS DE FEI1II0.
(i Brasil ejta actzulmonca na ph.-e, em .qae
CuTi verdade pederan \m -lhe, corro oulfura
0.i.a Frang um grands economista : animai a
induaria do* transportes, e taren garantido o in-
cremento de voissas riquezas e a aba-langa de vos-
toa poyos.
EITectvaroent ao impulso qae nestes nhiiu >s
anaos tem reeebido a navegado e ai erradas de
ferro e da rodagem, devemos em boa parte o pro
gressivo augmento das rendas publicas, o allivo
easivel da laara e o bina-estar- de numerlas
ciasses. do paiz.
E' um /acto eloiuehte qne na> difflcl apon-
lar em cada uno dos ngulos do Imperio at onda
djreg aram essas primaras maltas das nossas futu-
ras roles de eotnmuucago.
Sobretodo t&> patentes e maravilhosos os re-
saludos qne se multiplicara as grandes provin-
cias.
Os primelros ensatas de construyo da cami-
nhos de forro que as proviocias de Pernambuco,
Babia, Rio de Iia.'iro n S. Paulo pareciam provo-
car desanimo, nio tardaram a onveneer-nos de
que os sacriicios feitos eucontram abondante com
pensa^ao.
Sam nos determos em enumerar os etTeitos da
ravolucao que se operou a nossa vista na corte e
provincia do Rio de Janeiro con a constriKcao da
estrada de ferro da D. PeJro II bastarla citar o
mmenso desenvolvimento das provincias de Per-
nambuco e S. Paulo, em tua m.xima parle provo-
cado pelo incentivo das duas estradas de ferro
all construidas
Urna, ao passoqne expellia do seu solo em cala
anuo cre.eido numero de bracos escravos, multi-
plicara a cultora da canna e o valor do assucar :
en o efMto da fatilidade dos traa
vava o preco do producto.
Em outra mais sansivel fo a tran-f.rm ra,.
Em S. Paulo a causa quasr inicial da recenta
prosperidade da lavoura a estrada de ferro da
Sanios a Jundiaby, que foi em procura dos rieo
terrenos de serra cima, nicos qua se prestam
cultura. Sem aquella importante linba de traos
portes a ierra do Mar seria um constante obstcu-
lo ao deseovolvimenlo da provincia.
Construida a estrada da Santos a provincia nao
se deteve em laucar novas linbas em variadas di
re:c5es, quer em prolon{;amento do tronco prin-
cipal de Jundiaby, quer servindo-lhe de ramaes.
O que ser a provincia da S. Paulo em poucos
annot, depois di construidas projectadas estradas
de ferro, s poier prev lo quem tiver estudado
o percorrido a provincia.
Alen dasomna consiJeravel de beneficios que
traro i lavoura e imoiigracao, sobre tudo s li-
nbas de Jundiaby ao Rio Claro em demanda do
Mogy-gua-s e um da de Mallo Grosso, e a de
Cachieira e D. Pedro II, urna nova tonte de ri-
queza se abrir para a provincia : a explorac/io
de saas jazidas metallurgicas, tal vez sem rivae?.
O elTeito que se opera em S. Paulo nao se far
esperar no resto do imperio, onde possa ler azo,
como all, a iniciativa particular.
Entretanto casos ha em que nao ple essa ni
ciativa camiobar desajudada dos auxilios dd es
lado.
As extensas linbas do interior do paiz; aquel
las sobre todas que, a par de soas procuradas van-
tagens industries e mertantins,' preudem-se a a-
(eresses polticos, e qua serviro para apertar os
tacos da oniao brasileira, essas qae l a de alra-
veasar regiSes, embora ubrrimas, mas pouco
povoadas, reclamam e tm juz assUtencia do go-
bern.
Anda sob novo ponto de vista esta verdade se
fortifica em nosso espirito. O estado possde vasta
extsnso de trras desaproveitadas, que em sua
mxima parte se eucontram margem dos gran
des rioa do interior, ou soladas das vas de com-
muaicacao exisleotas. Uiilisar essas terra, dis-
tribui-las com o immigrante, eu nellas plantar
umacolonisaca: nacional, i de ba poltica e de
vantajosos resultados para a riqueza publica.
En porque nos parecem acertadas as censes-
sies que te flzeram eirpreza do caminbo de fer-
ro do Madeira a Mamor, e que provavelmente se
faro as das estrada: de Curiliba a Matto-Grosso,
e as que devem l'gar as bacas de S. Francisco e
Totantins.
Os beneQcioi que essa< tres emprezas, quando
realizadas, trario ao B.-tsil, ea primeira deltas
umbem repblica d i Bolivia, para quem
de suprema Importancia, sao incalcalaveis e pa-
tentes.
Quauto aos encargos do estado, pederamos di-
ze-los insignifl antes, em rehe to s vantagens pu-
t.Icw. m
A estrada do Madeira' obteve por sonata de to-
dos os favores reaes a concessao de lerrai das-
aprovitadas, e cuj> valir mais tarie entrar cen
tuplicad i para o tbesouro brasileiro, sob nova
lruaa. As demais emprezas podar), mais que
isto, alcancar favores pecuniarios de garantas da
juros ou subveocois kilomtricas, que Ihes servi-
r) de estimulo ao seu desenvolvimento ; anda
assim es sea auxilios nao se dro exagerados, qoan
do vemos a grande repblica Norte-Americana,
para engrandecer o seu slo derramar largas snb
vencOes de trras e de dinheira na construccao
da gigantesca estrada de ferro do Pacifico.
De q'ie Importancia nma das duas grandes
estradas do imperio, hoja projectadas, e qual possa
ser o coacurso do estado, seria fcil prever pelas
informacoes e dados conhecidd?.
Referuoo-nos futura liuha de ommunicacSe
que deve ligar a estrada di ferro de O. Pedro II
as bacas navegaveis do S. Francls-o e Tocautins,
projecw que parece ser recebido com syjipatb+a a
aniaugao pela imprensa brasileira e pelos capita-
listas estraageires.
Tudo fiz crer que se possa alcanzar essa pro-
digioso resultado com duas estradas de ferro de
um desenvolv manto total de cento e vinte e oito
leguas.
A primeira de-tas duas estradas conhecda de
todos que se t n oceupado d < proloagamento da
actual e. parle esludada. E' a que procura o ubrrimo val-
le do rio Paraopeba, e serve tahibem ao populoso
valle do rio P ir, onde rica a cult jra do al-
godo.
As pequeas diflkuldades desta primeira linha
comecaram as cabeceiras do Paraopeba, e nao
comprehendem extenso superior a doze leguas.
Constru la a estrada com a bitola que decrelou
o governo, seu custo nao exeeder tal vez de.....
75:0004* per mima em una extdnso de noventa e
seis leguas.
Alcaocada a parte navegavel do rio S. Francis-
co, pde-se dizer resalvido o problema daseom-
municacois projectaJas, tal o auxilio que dabi
em diante iresta-pos a navegacio dos nossos ros
do interior.
Efectivamente do rio S. Frajeisco, junto villa
da Barra, est o Rio Grande, que possue urna li-
vre navegar) conhecda de 75 leguas. Poucas
destas preciso percorrer ata o B jaeiro, onde
entra o Rio Preto. Deste pasta-se no ro Sapao,
que tambem de franca navegacio at o ponto
oede actual nenie se presume necessario construir
qma estrada de ferro de trala e duas leguas pa-
ra alcancar o rio do Somno, que vai ter ao To-
cautins.
Eu a que se reduz o grande problema da nno
dai bacas navegaveis dos nos S. Francisco e To-
eaoUo.
U*m ao atnos se podar allegar que os ierra-
nos airavanaMM aacoMttados sao esteris e des-
povoados : inf)rmacoes compiuaiui. a que ie
encontram nos archivos do astado, provam o caa-
irtrio. ^
O complemeeto deaae projeeto *as rotsta- fl\ falto de tmftm*nt^4i ana it mu tftaitfa
vel do Parnahyba a li- f. e essas cnnsequedclii era* tfoTogleu o pea
;ao ligar a baca navegav
ahas do S. Francisco e do Tocantin:. o que se
eilt ia com urna pequea estrada de ferro desde
Santa Pbilomeni, no Parnahyba, at a parte na-
vegavel do rio Sapo, cerca de trinta leguas.
Com este pequeo melhoramento baneficia-se a
zona mais ra da provincia do Piauhy, e onde
est <:n.'scida parte de suas propriedai-s ; e com-
pleta-se a unao das bacas navegaveis dos tres
grandes ros S. Francisco, Tocantins e Parna-
hyba.
Os 63tudos que recaniemente decretou o gover-
ao imperial melbor convencer) da verdade e im-
portancia do que aqu escrevemos
Esses estudos tracam-aos o verdadeiro caminbo
a seguir, porque nao nos enpenharenos no des-
conhecido.
Acreditamos que seus resultados determinarlo
ogoverno a construir asprojactadas estradas,que
to pequeos sacrificies devem-nos custar, gragas
ao excellente presente da navegaco dos ros com
que dotou-nos a natureza.
Qae taes emprezas ten futuro, einspirara coa-
flanea os compromiss^s que tomou o governo, te-
mos disso prova no concurso que Ibes presta o e
trangairo, que nao se deteve em empenhar seas
capitaese sua activldade ; que sero em poucos
annos urna realidade, tambem estamos convenc
dos, porque sua frente vemos urna poderosa
companhia, e cidadao', brasileiros e estrangeiros,
que devem ter por alvo a satisfagan de um era-
penbo, que a par do beneficio real de que gozar
o paiz, trar nao pequea gloria aos seus promo-
tores.
da argumenlacio, qnaaSffriela xoderaeo e dijii-
da'ie, de qua nunca descaW
Fallava-iue lempo para refazer o trabalho sem
perder a opportunidade de sua publicaco. Alguma
cousa restar que podar ser proveitosa ao jura-
mento Anal do processo que se discute ao audito-
rio das naedes. ,
E' mistsr que se tenba esquecide, ou nao sa-t
nha tido presente o protocollo da confereacia de 3
da novembroprimeira que celebraram os pleni-
potenciarios da al I anca em Assumpcopara af-
Bimar-se que a reviso dos protocollos de Bae-
nos-Ayres fora pedida por mimsem razao nem
objecto.
Ahi l se : < o objido desta confarneia rever
os arligos do projeeto da paz dafinitiva com a re-
publica do Paraguaypara malvar qualqiur a*-
vid, incorrectas on omistao, qua porveatura
pode3eitj ler os protocollos lavrados em Baenos-
Ayres.
Os meus Ilustrados collagas neuhuma duvida
opoozeram mioha propoata, nao por deferencia,
mas por pare"t?r-lhe: prudente e ra/. ;avel.
O pleniptenciari) Argentino nao foi o qae manos
usou do seu dirito de rever e emendar; o traba-
lao ebegoa a seu termo sem divergencias, fazendo
se apenas pequeas correccSes, como se pds ver
do texto comparado do projeeto de Buaaos-Ayres
eom o de Assumpco. Quando niasm) Ihe hou-
vessemos iniroduxids aotaveis altaraco, usara-
mos de um direito igaal ao que possuiam o pie-
nijotenciarios de Buenos-Ayres ; oossas in-lru-
i; "i- eram ampias.
B* verdadeque depois de Anda a revisa) pr-o
puz: 1.* qae fosse inserida no tratado d linitivo
a claasula do protocollo annexo ao da allanca,
pela qual inhiba se ao Paraguay conservar e le-
vantar novas foriilieaross margem dos ros; 2
que os adiados reservavam-se o direito da conser-
var parte de seus exarciios no Paraguay para ga-
ranta da execocaodos ajustas celebrados e tnanu-
tenc.au da boa ordem. v.
A iaiargio da clautula'd) protoollo annexo ao
tratado do I.* da maio no projeeto da paz definitivo
fiera adiada, por accordo commuin das ainados,
para as negociabas d'Assumpgio : ella nio poda
ter cabimento sena no Instrumento camnum,
porque ara urna obrigago commum.
O plenipotenciario argentino impagnou-a, nao
por extempornea, mas porque na sua opiniao a
clausula nao era obrigatoria para o seu governo.
A's mintus maderadas refiadas e s do plenipo
teociario oriental pppoz sempre o meu collega o
nonpossumus.
TjI era a tenacidad a de sua convegao, q-ie na
conferencia de 4 de novembro dciarontjue"in-
sistia em repllir a nser;o do artigo em qnesto
por ni inesperadas e contrarias qae fssem i
seus desfjat as consequencias a que o plenipoten-
ciario brasileiro se julgou no caso de alluir na
conferencia anterior.
As eonsejuenciai a que eu alladira eram ai ra-
ultaotes do rooapiaMnto da tratado da aiaoea
4 negocia (dea com o Paraguay
e a nota do governo argentino
de 8 de abril.
CARTA AO KXM. SR. CONSBLHEIRO MAN 1.1. FRANCISCO
CORREA M1NISTR) E SECRETARIO DE ESTAD3 DOS
NR00C10S ESTRANHEIROS.
ti lua 25 de junho de 1872.lilm. e Exm. Sr.
conselheiro Manoel Francisco Correa.
*
Acibo de lr no Appeniic Memoria qae o Sr.
Dr. D. Carlos Tejedor apresenioa ao eongresso ar-
gentino a nota que em data de 27 de abril S, Exc
dirigir ao governo imperial.
Sem fazer-me cargo de analysac a forma e o
fundo desse singular documento, nem es juizos e
apreciares inexactas que neile abundara, porque
sso me nao compete, enttndo ser de meu dever
recliucar algans erros de fado, que o Sr. Dr. Te-
jedor eommette, em duvida involuntariamente,
auando em varios periodos da sobredita nota refe-
re-ie actos por mim praticados, como ministro
qae fui as repblicas do Prala.
J as couversacoes que Uve em Buenos-Ayres
26 e 28 do fevereiro com o ministro das retaco as
exteriores, S. Exc dava importancia capital a revi-
soproposta por mimdos protocollos das con-
ferencias celebradas* naquelia edatte, em as quaes
os plenipotenciarios all >dos redigiram e approva-
ram o projeeto de tratado de paz definitivo, que
dav/a ser apresentado ao governo paraguayo.
A' despeito da minbas explicaresvolta S. Exe.
ao mesmo ponto, a a pag. 43 do Appendice expri-
ma-re nos seguales termos:
f Observando o nigociador argentino, que na
reviso dos protocollos de Bueoos-Ayres pedida
sem razao nem ob,eclepelo plenipotenciario bra-
sileiro, e que prestoa-se aquelle por mira defe-
rencia, ba-via sido posta em duvida primeiro pelo
ministro oriental, e depois pelo brasileiro, a solida-
riedada da allianca em principio, reclamou conlta
esta interpretacao, que en em seu conceito cn-
culcadora da allianca ; e nao podendo persuadir a
seas adversarios, dos quaes um nenhum inleresse
tinha as quesloes de limites, a o outro mostraca
pressa de assegarar os seus, vio se toreado a reti-
rar-se, seguindo sua propria inspirado ai w-
truccoes receidas.
A diplomacia seria ama perfeita inutilidade, se
todas as qaestdas fo-sem assim debatidas. Salta
dos olhos o inconveniente de semelhin e systema,
que mais urna novidade da chancellara argen-
tina. Bardo de Cotegipe.
Foi mea primeiro intento nao distribuir a pre
sent cart sem previa autmsago do go?erno.-
Rssolvi depois nSo solicita-la para assamir inteira
a responsabilidade que d'ab me proveoha.
Alguns periodos teria eu sappnmldo por matis,
se antes hoavesje tido conheeinenio da nota de
|O ie jaah) que prima ua:o pala forja a (acide?
vistas, qua anda agora o Sr. Dr. Tejedor diz (a
pag. 56 do Appendic), que o governo argentino
de nenhum modo kaveria eslranhado que o Brasi-
leiro tivesse declarado caduco por este motivo o tra-
tado do i.* de maio.
Si as intencoes e desejos do Goverat) do
Brasil fossem subtrahir-se aos deveres que con-
tratara coro a Allianca, nenhum ensejo mais fa-
v ravel encontrara ; ancana sobre o Argentino
a pecha de infidente, nvertendo assim contra a
repblica as aecusagdas de que est sendo victima.
Em vez de adoptar essa linha de proceder, adiei
a diseusso e decisio d'esta difflculdadena es
peranga de descobrirmos um meio qna'quer, que
evitasse o re-oliado que nenhum da nos desejava.
Declare comtudo que s abrira mo da clau-
sulasi outras esupulacSes do tratado da allianca,
para facildadeda nego?iaco, fossem submettidas
diseusso de conrvNiVncfa.
Eu mantnba assim em principio a ialegridade
do tratado do 1 de maio.
O 2* artigo proposto, saber, a permanencia
de forcas ailiadas (nao do Brasil smenle) no
Paraguay, tambem foi retirado, e o projecte nen
redigido e approvado na conferencia de 6 de no-
vena aro, salvas insignificantes alterares, tal qual
(ora adoptado em Bueoos-Ayres.
Como, pois, a reviso dos protocollos e a tenta-
tiva que flz de inserir no projeeto do tratado duas
novas disposicS.'s, pode prejudicar a negociaco ?

No penar do ministro das relaedes exteriores
da Repblica Argentina, a infeliz idea da reviso
dos immutaveis protocollos de Bueoos-Ayres foi
um noto artefacto grego, que "troox escondidos
em seu bojo todos os males, que perturbaran) a
constante harmona dos alliados.
Foi ento, afflrma o Sr. Dr. Tejedor, qae os mi-
nistros, Brasileiro e Oriental, pozeram em duvida
a solidariedade da allianca, interpretacao centra a
qual reclamou o Argentino, e o (oreara a retirar-
se seguindo sua propria inspiracao e us ins-
truccoes recebidas.
Anda urna vez equivocou-se S. Exc. invertendo
as datas em qae es factos occorreram ; o qae tem
importancia capital.
Nos protocollos das conferencias de 3, 4 e 6 de
novembronicas em que occopamo-nos da re-
viso dos de Buenos-A y res e que correm impres-
sosnao ha vestigio de que semelhante questo
fosse aventada; e nao o foi n realidade ; apenas
em conversado e de passagem o plenipotenciario
argentino perguotou-nos eomo entendamos a
clausula de accordo preliminar da paz, que con-
celia ao Paraguayo direito de discutir e propor
modificaces ao tratado do de maio.
Com a franqueza, qua era do nosso dever obser-
var, respondemos que da insercao de samellunte
clausula deprehendia se, qae os alliados (arian
concessSas de territorio ao Paraguay; accrescen-
lando o ministro oriental que assim o entender o
presidente paraguayo, disposto a renunciar o po -
der, se a dita clausula fasse omittida : e qae por
lano contassemos com serias e talvez invencivets
difflculdades, se nos cngissemos execaco rigo-
rosa das estipulabas do tratado.
Nao suscitou-se portanto a questo do a'-.anse
das obrigaeds communs, em relacao a limites ou
solidariedade da alfianca.
O longo espac.) de tempodecorrido de 6 30
de novembroda em que foi ella levantada f .ir-
realmente, demonstraque ootros foram os moti-
vos do adiameoto das negoeiacdes.
O Sr. Dr. Tejedor nao ple igaora-lo?.
Nomeados os plenipotenciario! paraguayospara
entenderem-8e eom os da allianca, tanto sobre li-
mites, como sobre a paz definitiva, pediu-nos o ar-
gentinoque deocrassemos a abertura das neg-
ciaces em^uaoto reeebia de Buenos-Ayros sua
correspondencia e novas instrucede?.
Parecer estranho que o plenipotenciario argen-
tino nacessitasse da novasiusiruc(5es quem sou-
ber, como en, qae elle as possuia ampias.
Por deferencia ao nosso Ilustrado coilega ac-
quiescemoi a seus desej os, e dexamos de acensar
a reeepcao da not*\em qae o governo paraguayo
commuicava nos anomeaco de seas plenipoten-
ciarios e convidan nos a encelarnos as conferen-
cias.
Toraando-se iaexplicavel e at cor!) ponto effan-
sivo nosso silencio, insistimos, eu e o meu collega
oriental, para que dessemos ao governo paraguayo
urna respDsta. iota que dilatorta-isse.
P.\ra 83se Qn reo'.mo nej a da 18 de ojvem-
bro, e daaBs de convirraos nos termos da ama
respoatad tona por deferencia anda ao nosso
colleja, i larou o pieaipotenciario onantalque
seu estad la salle nao llu permittia mais longa
permanei a em Assumjga, equa estando assea-
tadasaal les d) tratado defiailivonoico queio
teresjava repblica oriental, regressana em
tacna* pj firma-lo, coaoj praticara com o ac-
cordo ara linar de paz.
Foi etu qua o plenipoteociario argentino, ne-
ganlo a | idade, levmtou a quesii da sodarie-
Jade dos liados a respailo de limites: discut-
me-la cor cordura e franqueza, qae sempre rei
noa entre o<, e o Sr. Dr. Qiiatana nao poda dei-
xar de a urdar, em que os actos anteriores da
allianca p ociara dar nos razio ; masque o seu
governo t tbiara de pensameoto e eslava uo seu
direito vo ndo a uxecuc/i do tratado, desde que
sa permi se ao Paraguav a apresentace e dis-
eusso de eus tiiulos.
Confess qoa nao dei a Importancia merecida a
essa conv lari >, tola confl leaci l, e i he perea-
bi o aleat i, quaai o n >sso honrado collega, de
". tridos das, cenvidon-nos a nma conferencia
formal pa discut la e resolve-la.
O prou lio de 30 de novembro expSa as ra-
z5as de o a e outra parte, e a sua leitura con
vanea qu a negociaco podara prosegair sem o
menor io veniente, com a reserva apenas do d;
reito que pleoipjtenciari) argentiao psasava as-
sistir-Iha- >ara exigir o qae exigai prieta ga-
ranta i i Imites indcalos no tratado de al-
I auca.
Tanto -.tota -que o propno Sr. JDr. Tejedor
digoou-sei'.JIzjr-a qaeem faca das minhas deca
racSas tioaes, n> citado protosollo de 30 d no-
vembro, epe nao d avilara proseguir na negocia-
gao.
Cora eSJaito essas declaracoes sao formaes e em
lodo o poeto conciliatorias.
A i i as reproduzo :
i.* Q id eia nenhum lempo deix>a o governo
brasileiro; de reconhecer e susteqtar o tratado do
t de maiv de 186S eoaio obrigatario para os al-
liades eos todas as suas estipularles.
2 Q ie n) nemf >i jamis, sua menguo en
volver se na questo dos limites argentino*, tenio
para prestir-le todo o apilo oompalivel com o
mesmo tratad j, e ideas j expolias na presente con-
fe reacia
3.* Qja nao recusa ie a examioar ea lempo
tjpportnM.i em commum com os dem-us altiadts,
os meios adequadia a superar a suppasta reluc-
tancia do Paraguay, de accordo eom a letra e es-
pirito do art. 17 do tratado de allianca.
Sa o pleaipoleociarid argentino rasolveu sem
embargo quebrar a oagociaco e reiirar-se de As-
sumpco -legoindo sua propria inspiracao, -
me licito hesitar em crer| que boavesse seguido ai
instruecSe recebidas, embora o Sr. Dr. Tejedor
procure cea eslaaffirojativa eobrrr generosa-
mente a responsabilidade do agente de -eaa go-
verno.
cSb wte jaizo offenio a S. Exc. e ao mea
fiiusawpowi, iwco-lbeei desculpi: na qaesto,
que ameaca a tranquilizada de dous povos, tem
bastante gravidade, para que eu deva recuar an-
te qualquer susceptlbilidade particular.
Acredito que taes instrnccSes nio exstiam ; 1*
pela impossibilidade material, de que ellas podes-
em ser expedidas; 2*por urna coaisso indirec-
ta do propno ministro das relaedes exteriores.
Hivia impossibilidade material, porque, suscita-
da a questo uo da 18, faltava tempe para que em
(1 das tivesse o governo argaotiao coche cimen-
to d'ella e expedase as convenientes instruc-
53as.
A coofisso indirecta do Sr. Dr. Tejedor, deduzo
a eu das suas expresadas quando asseverou-me
que nao approvara nem nprovara o procslimen
(o do Sr. Dr. Quintana.
Tenbo anda para a&sra pensar urna razo pe-
remptoria. Ei-la:
Reunidos os 3 plenipotenciarios no dia 4 de de-
zamhro para eoncertarem na redacco do proto-
collo da conferencia de 30 de novembro, eu e o
Sr. Dr. A. Rodriguej, prevalecenda-aos da intimi-
dade com que nos luurava o Sr. Dr. 'Oamlana,
insistimos com S. Exc, para que abriste as neg-
ciagoas sem prejuizo de suas opiniSesponda-
rando-lhe os graves inconvenientesque provi-
rim de urna negociaco separada. S. Exe., com-
movdo, respoadeu-nos, que com peztr nao podia
assentir a nossos desejos, e to profunda era a
sua conviego, que, se o seu governo divergiese do
seu modo de ver neste ponto, retirar e-hia d'As-
sumpco, e advogaria no senado o rompimento da
allianca.
Parece-ne, pois, evidente, que responsabilida-
de do governo argentino urna responsabilidade
postbuma tomada para as necessiddes da causa
que advoga.
O trecho a qae respondo contm anda, em ora-
gao acdente, ama irooica aecusaco contra mim,
to infundada qoanto as suas congneres. Diz ah
o Sr. Dr. Tejedor que eu mosirava pressa era as-
segurar os limites do Brasil.
Son constrangido a alloogar esta carta mais do
que desejo e talves convie;se ; mas V. Exc, Sr.
conselheiro, coroprehende, que grave aecnsago
ple encerrar-se em urna palavra, em urna phra-
se : com a defeza nao succade o mesmo.
O restabelecimento da verdade inlispensavel
sobretodo, quando nelle envolve-se o bom concei-
to de nma nago.
Nuoea dei mostras de ter pressa em assegurar
os limites,do Brasil, alm de outras, pela razio
bem simples, de que o Paraguay no-Ios nao con -
testa va. Se mostrei presta foi per concluir to de-
morada negoeiagopara bem da ailiangt e da in-
feliz repblica do Paraguay, que tanto neeessta-
va e neeessta de ver de urna vez para sempre
xada a sua sorte.
Se em duas occasidss fallei em Iniciar a nego-
eiago da lmites eom o Paraguay, foi porque es
tava assantado e era nosso direito faze-lo separa-
damente, e desse mesmo direito nao liz uzi, seno
quanlo o plenipotenciario argentino retiroo-se
d'Assumpgo, deaconhacenlo-o perante o govero)
paraguayo, a quem intimava que nao tratasse
eom os adiadossam que fosse opportunamente
convidado pelo governo argentino.
Aeceitar essa posigosena nao s degradar-ras,
eomo at fazer pouco cabadal da independencia
e soberana do meu paiz. A tal sacrificio prefera
eu todos o males de ama guerra e o da propria
vida.
i
Da-ma na fundo d'alraa, Sr. conselheiro, que
se me atribu precipilago ou leviandade em ne-
gocie de tamaoha transcendencia, pondo assim
em risco as boas relagoes de dous povos visinhos.
Se toda a minna volumosa correspondencia
eom o governo imperial nao me justfleasse de to
injusta arguico, eu appellara para o testemuobo
insuspeito do Sr. Dr. D. Ad. Rodrigues, digao ple-
nipotenciario da repblica oriental do Uruguay-,
espirito recto, cheio de Ilustragao, enrgico eom
moderag), conciliador e Iraparcial, a quem me
grato tastemunhar aqu a eonsideragio, respeito e
amisade qne soube inspirar-me pelas suas rara*
qualldades: e'la dira se laltou-ne paciencia e
resignagao n'esse trabalboso periodo decorrido da
3 de novembro a 15 de dezerai.ro de 1871. A his-
toria ompleta de mioha missoeu a farei,
quando a razo calma tomar o logar das paixdss
exaltadasque boje campean, provocadas por
urna icopreoja desenfreada, e dir* mesmo, insen-
sata.
Qiaodo fui honrado pelo governo imperial com
a misso repblica dj Parag estrauha; as difB:udades que tea de encontrar,
tanto por parte da repblica Argentina, como da
do Paraguay.
Miaistro das n9gocio3 estraogeros, da fevereiro
de 1869 juibo de 1871 -Jurada a ausencia do
Sr. visconle dj Rio BraacaeQ hsvia estudado a
marcha das negociagos, as tendencias e intaresses
diversos que se debatan na ouest) paraguaya,
questo complexa de independencia de um estado
americano, de restaurago de sua almioiitragao,
da suas novas retacois polticas, econmicas, e da
seguranga exterior com os estados visinhos.
Provi a bypotbese da nao pdennos chagar um
accordo honrosocom animo de nao poupar es-
forcos para que elle se realisassa. Por estes prin-
cipio pautei lodo o meu procedimeto.
Apenas aporle BueMs-Ayres abri-me franca-
mele coa aSr. Dr. Tejedor; propui Ihe que
nos pozessemog de acerdo sobre ludo que qeves-
seraos exigir do Paraguay, de sorte que nao apre-
sentassemos aii divergencias, qaa enfraquecessam
a Torga moral da alliaoga; cheguei at a propor-
he meios de coerego coolra o Paraguay, quaulo
este nao quizesse assentir s nossas propostas.
Eu refera-me s duas quesloes que flearam
adiadas para as oegociaedas d'Assuapgo imi-
tes e furtifleaga;.S Exc. eviton lemorecotrar
em mais intimas explicages, e tive da recolbar-me
reserva exigida pela tumba peaigo.
Parecen-me eomtado, qae o governo argentino
dspuuha-ee a fazer eooces:uas ao Paraguay, mas
que quera fjelas espontaneas sem a menor
sombra de influencia dos oulros alliados,
A falta de coaliinga que eu enxerguei, talvez
injustamente, n'este procedimento, impunba-me
raaior reserva e prudente camella para u) erir
a susceptibilidade do nosso Alliado, que por de-
mais sansivel e suspicaz.
En Assumpeaocampria-mi observar o mesmo
procediauQto ; mas a intimdale em que ali viv
eom o meu Ilustre collega o Sr. Dr. Quintana
autorisou-me a quebrar o meu proposito e a ser
mais expansivo.
(Jra dos meus maiores temores era, que o go-
verno paraguayo, nao querendo ou nao podendo
affroolar o espinio de patriotismo do povo, exal-
tado at p fanatismo, abandonarse o poder, dei-
xando a naci acepbalaentregue aos alliados.
Este temor, nao sem fun la nenio, fazia eom que
eu affrontasse o outro de parecer esposar a causa
do veneido contra a allianga.
Na duvida que o espectculo da miseria de
ara povo heroico, con quem a providencia fui pro-
diga em dons naiuraes, e a edueaco mesquioha,
fosse parte para qus ea abatasse o rancor da Iota,
e Iba dedicasse profunda tympalhia. Nao me
defendo d'esse seniimenio ; mas afflrmo qne elle
nao lave influencia no qaa losiouei, como mere-
cenlo nossa approvagio e fficaz eooperago.
O que vou d>zer o resumo da mais de urna
conversago que tive eom o mea sobre coilega
argentino.
Fiz-la sentir i eompromtsso ( aifia>sai)
que a alliaoga havia contratado com o Paraguay
perante o mundo, pelo accordo preliminar de pat,
exprasso dos memorndum do Sr. Varella, ex-
ministro das relagoes exteriores, e do Sr. viseon-
de do Rio Branco ; a vanlagem que a repblica
Argen'.ina tirarla de s limitar-se eom o Paraguay
peloa res, e nio com este, com o Brasil e com a
Bolivia; a suppresso da qnesto do Chaco eom a
a Bolivia, que teria de dirimil-a com o Paraguay
snenie, e oa qual nossos conselhos e esforcos
podan influir para evitar ura rompimento; a paz
gloriosa que fara a repblica eom a acquisigo ou
reivindieagio do vasto territorio de Misses e
parte da margara direita do Rio Paraguay. Nio
indique a raa que me paresia conveniente, aguar-
dando o effeito de mioha iasinuaoo.
Mais de una vez avente! as mesmas ideas, e sem-
pre o mea collega, on retrahia-se, oa apenas dei-
xava escapar, que o sea governo era generoso com
o Paraguay.
Quando oal tomou elle a resolugo de reti-
rar-se de Assumpgo, fui mais explcito; a crea-
do que a gravidade das cireumstancias exiga me-
nos escrpulo da miaba parte, franca e positiva-
mente Ihe declare qne, se o governo Argentino con
tentava se oora as misses, e a linha do Pilco mayo,
o Brasil reeoaria tambem a sua fronteirapara co-
brir a coneesso, e ea nio s deixara de celebrar
tratados eom o Paragaay, como at faria em tudo
causa commum eom o nosso alliado, desappare-
cendo assim a divergencia que nos separava.
E' este pensamento qne acha se envolvido as
expresses de que usei na conferencia de 30 de
novembro, de que d noticia o protocollo n. 4 : <0
governo do Brasil, dizia au, est disposto a aeom-
panhar sea digao alliado em quaesquer concessoes
justas ou equitativas, qae julgar dever fazer re
publica do Paraguay, maniendo assim a constante
harmona com qae ambos sempre procederem.
As conversagoes, qae ea tinha tido com algans
bornees polticos de Baenos-Ayres, fazlam-me
abrigar a esperanga, de qae este meio conciliatorio
sena acceito. Nem os interesses, nem a digoidade
da repblica eram de leve offeodidcs, e folgo de
ver confirmado este mea jalio pelo Sr. general D.
B. Mitre, o mais exaltado impugnador dos tratados
que celebrei, no seguinte trecho do discurso que
proferio no senado Argentino e vem transcripto
no n. de 16 de maio do jornalNacin; A ban-
deira argentina foi arvorada as margens do Ptl-
comay) e domina em todo o altoParansem
que o Paraguay nos conteste nossos limites por
estelado. A onica questo pendente a do terri-
torio do Chaco, que, de esperar, seja convenien-
temente regalada, desde que ella nao urna anua-
ci I nona seguranza, nem compromette nosso de-
coro, como naci independente a soberana.
O Sr. Dr. Quintana nio repellio estas idas_;
porm mostraoiy) receio de que o Paraguay as nao
asceitasse por nao estar de boa f e manter pre-
tengoes exageradas, deixoa as eahr ; e ea eallei-
me pesaroso.
A algans parecer isto proposito firme de rom-
per a allianga. O 8, Dr. Quintana passa entre nos
e no Rio da Prala, como iniraigo della e adversa-
rio implaeavel do Brasil. Pede, porm, a verda-
de qne eu declare que nunca Iba percebi same-
Ibantei tendencias ; seu espirito Ilustrado repelle
essa tnsiilidade systematiea. Talvez algumas de
suaa opioioes anteriores em relago alliangae ama
certa preoccapagao de sua culminante poslgo po-
ltica, eomo hornera de partido, Ihe nao deixasse
toda a fiberdade de aego. Sua nomeago ao con-
trario afflgurou-se roe de bom agouro pelas suaa
recoohecidas sympathias em favor do Paragaay.
Serian saas instmegdes, oa o receio de ser ag-
gredido por nao tirar todas as coosequencias do
tratado de allianga, qae esterisaram seus boos
desejos,?
Nao o censuro ; s lastimo que nao se prevale-
ce-se de sua inquestionavel importancia para
affroolar essa passageira impopularidade, e por
termo urna questo, que ameag grandes calas-
trophespelo modo por qae vai sendo discutida e
tratadi.
.
Iovertam-se as posiges ; oosarei perguotar a*
Sr. Tejedor qual lena sido o procedimento do Btt-
nistro Argeuuno 1 Tratar separadamente ata do-
vida, e tratar sen offender direitos e io'^efeasej do
alliado, que retirou-ia do campo.
- Ful o que pratiquei.
A allianga par* un foi ura Uo providencial;
para entras transforma-se eir., 0m myo 0 ido0
em q nio i licito locar : paca outro t, ftqiawnie
urna especie de Uvro syb+hm. qne s- pode ser
interpretado pelos grandes sacerdotes qne o com-
pozeram. En breve, uo andar em qae val, creara
uma escola de glosadores mais numerosa qae a
, dos expositores ds direito romano ou canonic'.
i Como quer qne seja, nao i, nao poder Da ser
, uma cadeia de (oreado que preoJa unta aaci
aos apncboeou vistas futuras de outra fonwm-
cia da propria soberana, dado mesmo une as dts-
posiges do tratado do 1 Je maio fossem o clara
e evideotei nos seus artsf 8eseguinie, costo o sao
1 do 1 ao 7.
A situarlo, que nos quer npeliir o gover)
1 Argentino, por demais singular.
! Fizamos a paz, nao con o iniraigo armado, nw
cora um governo reeonhacido amigop^r mecer
commum dos- alliados ; era levemente ofrendemos
i seus inleresaes : reconhecemos subsistentes os de-
: veres da allianca, e estn* dispestos a prestar a
garanta estipulada, logo qua o governo Argentino
: trate con o Paraguay entretanto levantara contra
noso qae os Fraoeezss denominaran querelle aV
i Allimnni ; olfendem nossos tHios, ameaeam nos-
sas instituiges, e previnemse para nmaaggres-
I sao armada t
Com que Am pertnrba-se nossa tranqnilidade ;
ioterrompe-se nosso progresso pacifico, e obrlga-
se-nos a transformar em instrumentos de guerrt
o ferrode qne oecessitamos para lavrar a trra
e animar as industrias *
Veacedori oa vencida, teria a repblica a poseo
invejavei gloria de tallar ou vr tallados campos,
mean liadas cidades ; expostas furia da soldades-
ca criangas e molheres aoffeasivas ; o saagn
derramado era jorros ; tudo porque e para qne T
Para lasfafo de vallados offandidas....
O sangue e o suor dos povos raerecem to pou-
co d'aquellas que fazem praga de seniimeoioe hu-
muntaro"s ?.... Nao sar) prefenveis as g'oriasi
alcangadas nos campos da intelligencia e do tra-
balho 1
Se despeito de nossa molerago e looganiai-
dade nos virmos cmstrangidos a repllir pela torca
offensas nossa soberana e dgndadeni) per-
deramos da menora a reeordago que ora se no
desparta das glorias de Ituzaingo, j qae o sanan
brasileiro derramado em Caseros pela libertacao
do nosso alliado, e nos campos do Paragaay, ni
basta para lavar a mancha de uma batalba perdi-
da ou de xito duvdoso.

Revele-me W.Exc. Sr. onselbeiro, se lavad-:
pelo contagio dai paixes, ia-me deixando dominar
pela do patriotismo ferido, e distanciando-me dos
pontos qae mepropu tratar ; s vetes proromoem
chammas de uma ierra gelada...
Volto exposicio dos fictos.
Havia eu declarado e feilo consignar no proto-
collo de 30 ie novembro, que tratara separadamen-
te com o governo Paraguay.); ailava esta resoto-
rio oficialmente no conuecimelo do governo
argentino ; eontra ella nao reclamou, seno a 15
de fevereiro, protestando desde logo eontra os tra-
tados, cujas dispoatgoas deseoahecta, levado, fa-
{o-lhe esta Jostifa, palas ciucfie da impreosa
que o discuta vlolentameme e de ootiva.
Hoja em faee dos textos anihenticos me mais
d (licl comprehender e desculpar o modo porque
sao ellas encarados na nota de 27 de abril, ebegan-
do a bypsrbole ao extremo de considerar tnilafpe
a transformago, favoravel que operou-ie na opi-
niao dos Paraguayosba pouco nossos raneorosos
iniraigoipara reconbecerem sem opposlgio nosso
limites.
E' que o Sr. Dr. T-jelor esquecea-se de qae o
Brasil, na phrase do Sr. general M'tre, apenas exi-
ga ama simples reclificacai d fronletras em
territorios incultos, dsenos, e oode nao possoem
os dous estados uma uniea povoago em contacto;
qoando ao inverso a repblica Argentina adquir*
a importante provinciadas Misses, e 686 mi-
mas da extenso na margem occidental do rio Pa-
raguay.
Nao meu proposito apreciar o ttulos respec-
tivos da uma e outra parte : direi snentequ*
maior milagre teria que o Paraguay aecetassr.
sem soltar um gemido si quer, a extraordinaria,
perda que offria.
E' posivel compararse um alomo com *m
mundo T
Ah acbaria o Sr. Dr. Tejedor a axplicago do
phenomeno, que o sorprebeode, de nio tar encon-
trado diflleulJales no Paraguay a potencia acen-
sada por tod'is as repblicas liespanhohs de inva-
soes de territorio.
E se livasta mais profundamente estudado nos-
sas questdss de limites, nio afflrmariaque nao
tmos conseguido aplana-las at hije, ou se as ba-
vemos aplanado em alguma parte, tem tidotn-
blevando os odios das repblicas in'.eressadis l

Por miaba vez eu inquirira de S. Exc.: por
que extranho phenomeno lera o Brazil consegu' >
aplanar essas difflculdades sen o emprego de Lr-
ga material, nao com alguma das Repblicas vi-
sinhas, mas com Bolivia. Per, Venezuella, Estado
Oriental,restando apaas Ejuador, Nova Grana-
da, e o noiso Alliado, para que essas questoes le-
gadas pelas|Metropoles, fiquem de lodo o para
sempre ajustadas?
Pela exposigo e diseusso de nosso direito, pela
nossa paeonte moderago, e por concestei gene-
rosamente feitas.
Com o nosso Alliado celebramos em 14 de Ja-
neiro de 1857 um tratado de lmitesapprovado
pelo Congresso, e cujas ratifkagoes nao foram tro-
cadas para punirse nosde nao termos queri
pronunciar-nos contra a provincia de Buenos-Ay-
res em lula com o general Urquisa.
Dorme ese tratado as pastas do governo Ar-
gentino quera labe se para sublevar odiosa
A exposigo dos nossos trtalos de limites e os-
tros con as repblicas vsinhas levar-me-hi loa-
ge ; todos sao documentos do nosso proceder trau-
co e moderado lodos coatera os principios tna.
eivlisadores e de progresso as relago eom sea
visinhos.
A historia dir um da, qu) em algnm foi o
Brazilquem fez respetar os direilot da bumani-
dade, coodemnar os cooseos, e outras penas bar-
baras, aconse bando e obleodo esquecimento d.
erros polticos elevados pela Intolerancia eatbe-
goria da graves e mperdeaveis crimes.

Em contraposigo ao procedimeto do Brazil.
ao seu espirito ambicioso e invas$rfaz o Sr. Dr.
Tejedor garbo da lonjanimidade da repblica Ar-
gentina, que s para evitar questoes ha tupportodo
com frequencia iilaceracSes de seu territorio t
usurpacies evidentes.
(Continuarse h).
OIARIO DE PERNAMBUCO
RECIFE, 2o DE JULHO DE 1872.
Sotlelsus da Europa.
Chegon honlem ao meio dia ao nosso porto o va-
por agtez Gdidmor, da linha de Liverpool, tra-
leodo datas de Lisboa at S do correte.
BSPANHA.
As cortes foram dissolvidas, sendo convoca-
das as novas para i'-' de outubro.
O partido republicano ver^|8l?j0 |rabatha activ-
meota para derrab; astil,
9 lovim^oviita diminue de importanciaS*
da para da. .
Acerca deste paiz lenv no Torno* wrrnm
mu co de Lu j, de 5:
^^M
^^v^tnai
W^e^/^mJ^tt^USWttm


Diario dt Peraambno* ~ Quinta feira 25 d Julho -----T-

Abert BOTsraimte em rTispana o periodo
eleitoral, [diera ji es peridicos alguns conwnen-
larios sobre o xito das futuras eleiefas, sobre i
aturada que uella; tomar o govefho, e sobre
aquella em qne ni: te eolkicar so oFparttdos de'
opposicio.
c Nao faMara na imprensu hespanhola diarios
que eern graottssima lmportaecia missia das
futaras cortes qnsr pela ndole das questdas qne
hlo de resolver, qusr pelo eideo das cirenrasian-
cias en que tiSo de constituir se, quer pelos acn-
teciroentos em qae bao de v Nos nio dsixamos de conhecer a gravidade
qae aprsenla a siiuacao di vasta visioha, e os
acontecnoeotas, jet previstos acara, que podennj
surgir no fatnro. Os hespaundss esto n'ora pe-
riodo constituido, qae tem talvez set tanto ou
cuanto de consumite.
Sneoodem-se os aeonteeiraentos con ama ra-
pidez vertiginosa, t wato" pe oecorrer que uro
parlamento fiqae constituido de noote para a ma-
nhaa ero autoridad uniea e suprema, como qae
da miobia para a nauta Oque dissolvido,
Por isso todos os partidos hespanues se con-
servara em espeotativa, por i-so todos estadam e-
damenie a t(rtadfi em que nio de enllocar se, e
davdara e helara; eomo quero teme cmpreme!
ler o futuro e arriscar o triumpho.
Desde o partido republicano at ao carlista,
desde os sagastioos e uoionislas al aos affnnsinos,
totoe se preoecupara com a qaesia de todos prooaram collocar-se no terreno que mais
tirme e ceasistenle acharo.
O partido republicano, segan lo a Discusin,
urgi dessa faceao, e-t sera davida deciduo a
tomar parle as eltiicds*. Aiguus intransigentes,
inai poucos, opinam o contrario, mas asuaopi-
ao parece que ter.i de ser despresada pelo par-
tido, eomo impotente as aciones cirearastaneias.
Nio estuda, puis, o partido repnblicano bespa-
nhol a que?lo de se ha de ir ou nao s urnas, fe
oio o modo corao^sr recebido o'ellas. Mais cla-
ro anda : o qne o partido republicano deseja sa -
btr 6 o grao de liberdade de suffragio que o g >-
verao conceder, a opposicio que faraos candi-
datos que nao forero radicae.
E' ds crer qce esss partido nao jeja agora
victima de tantas -Ilegalidades como foi coro Sa-
gatta no poder; mas, ainda assim, pode fazer se-
ma erta guerra, e em mo seulido, o que seria
tanto mais injusto quanto que o partido republi-
cano se eollocou a'iima aiiilude perfeitaroenie le-
gal, na altilude mars benvola que poderia to-
mar, dados os saus principios e as suas aspira-
coa?.
Os carlistas, pela sna parte, qiasi decididos a
nao tomarera parte na coolenda, para o que por
outre lado estso irooossibilitados por motivos qae
nao necesario manifestar, besitam entre conser-
varen-.>e de bracos cru'ados vendo so tbrooo D
Anadeo, a quero niio puderam derrubar cora as
armas, ou a coneurrerem com o seu apoio oara
a oopoaicao republicana, presiando-lhe os seos
votos.
Miitos carli-tas se teero daseoganado; vero
ja impasivel a victoria da sua eausa, e esiao dis-
pastos a receber o bapiismo das novas ideas: ou-
tros eoniiouam tonales aa sna obceca jio.
Os sagastiocsj proclamam a absten;!:, teme-
rosos de expor era publico a vergraaa da sua in-
signifljencia, e os unionistas deseja.n ir s urnas
confiados ero que, auesar de nao conseguirn tra
zer maioria, e-sim apenas insignificante minora
nao ser obstculo para ebegar aos seus lias.
Ejtre tantas htsilajoas e tendencias est a
monarchia hespanhoia asintala, e o partido ra-
dical contioua no ministerio de bracos cruzados,
eomo se nada livasse que fazer, ou como te s
eom a sna .-bida ao poder livesse resolv Jo todas
as questees.
E' esta a siloagao dos partidos em Ilespa-
ntia: ealmaria precursora de prximas tempes-
tades.
Coalinaam ss apresenlajoas e dissolujo;s de
guerrilbas carlistas as provincias Vascongadas e
Navarra, aoode deve dar se por ierro nata a in-
snrreicao, nao obstante o fac.o de haver sahid i
oatra vez a camp) o general ero chel) do exercilo,
faeto que os diarios carlistas explorara a seu
modo.
O fado culminan-> de todas as noticias, que
vemos as folbas ebrgadas h >je, a entrada em
(leus, por sorpreza, do cabera Francs, que a es-
tas horas deve ter pago com avili osea hbil
roovimento e_o seu temerario arrojo. Esie Fran-
< era capito de eogenbeiros, e o seu ra-gj me-
rece referirse.
Oepois de chamir n'oulra direccao a attencao
i.* columnas do exercilo, effectuou urna rpida
'ontramarcha, e apnleranlo-ia de ara comboyo
de passageiros qae ia para Reu*, fsl os apeiar. e
;nueu-se elle coo o seus 6G3 lioraens nos wa-
goas.
i Parando o orabeyo ni eslacao, apeod-se, e
f a'rou na ciJide, onde nos primeirot instantes de
pauiCD se facbou o pwo era saas casas, e se bar-
ricadou o regiment de earallarii de Biilen no
oearteL
a Passado o primiiro insianta rfe assorobro e
anxiliado o reaimento pelo povo, principiou a I uta
nae ful bastaote sangrenta e qae duroa algaraas
horas.
< Grande foi o herosmo de parte a parte ; ao
enneipio morreu muita gente, e o trinnpho che-
(oa a estar duvidoso para a tropa ; mas por (i n,
u'um golpe derradeirj, rsppflliram os soldados a
tnerrilha. fa:endo graode numero de prisionei-
ros.
O ebefe Francs Qcou morte, resultado dos
graves ferlmentos qne reeeDen. Qaautas intelli-
:::ncias eiarissimas e quantoi ccrac eifor;ados
, < rverlero e extraviara era llespanha as paixdes
polticas 1
As noticias de Aulaluzia, Estremadara Cts-
lelia a Nova, carecen; de imporiancia.
nanga.
Rst assfgnala > conveofSo entre a Franja
-AtmanHi,'" f i ji comrouni:ada asserobla
Estabelece o trtalo que sero pagis 509 milhSes
ero t de fevereiro de 1873, 1:000 em 1 de marco
le 1874, e os ltimos 1:000 ero 1 de man; j de
1873, mas a Franja polerantecipar o pagamento.
A eva:uaco das tropas alleroas comer 15
das depois do primairo pagamento, a dos ouiro-
doas comee* '' di h depois do segando pagameo-
i >, e a evacuac'o total depois s pagamento dos
'oMimos dous milhoi-s, dando, todava, a Franja pe-
nhor em dmbeiro que substlaa o peanor lerri-
lariaL
Aioda do mesmo jornal copiamos o seguate:
Um corrsspondente franecz da Inifpendencia
Bdgi julga ter iofirmacoas eircuro^tanciadas a
respeilo do tratado, qae acaba de se assignar ea-
tre Mr. Remusal, por parte da Franja, e o conde
l'Arnim, por parte da Allemauha.
Recorreremos, p)is, a este resumo, emquanto
nio temos oulras raformac5es a re.-peito do texto
do tratado.
Sendo o primeiro artigo, meio milhar deve
ser pago dous raezes depois da troca das ratifica-
0ts. O segando me o milhar deve ser pago ao
i de fevereiro de 1873 ; um milhar no i 'de
mareo de 187i, e fioalmeote o ultimo milbar no 1
de marco de 1875.
Como se v, o pagamen:o { assim prolongado
t marco de 1875, e a Prussia d mais um anno
oara receber a di vid;. Dava entender se que a
FraoQ tero a (acldale > anticipar os pagamen
tn', e poder anlecipar a entrega parcial de cem
roundes pelo menos.
Os artigos seguales tratara da forma dos pa
gamentos e maneira da evacu cao.
< A evacoaco do Vame e Haute Mame da ve
ter lugar qnioze das depois do pagamento do pri-
meiro meio milhar. A evacuacio dos oatros dous
departamentos ter lagar quioze dias depois do
segando m Ihar. A evaiuajo dos dous ltimos,
tula cono do distncio de Belfort, tera-lugar
luiocs dias depois do pagameato do ultimo mi-
ih"-, comprebendsndo o juro.
> Depois do pagamento de dous militares, a
Franca poler dar garantas fioaoceiras, que se
rio garantidas pelas garantas territorlaes, se
assim convier.
O juro de o % deuar de se pagar propor-
Cao que se vjriBcareai o pagamentos.
O art. 6* da convenci foi mnito discutido;
refere-se s despezas de manatencio do exrci'.o
de oceupacio. Secundo este artigo as iespez is
pagas ao exercilo alhmao sero redolidas pro-*
percioaalmete sua partida.
Estes termos pareaera aos jornaes rancezes
uito amigo!-', mas dirtro, que o goverao as saas
torviscas eom o conde d'Arnim, proeuroa obler
Igama coasa de mais positivo.
Pa/ece que pelo test > d) tratado o governo
llemio tem e direito de eoassrvar nos ltimos
deparlamentos qae continuar oceupando as forjas
que existem nos departamentos occapidos na
actaadade; padeoio isiro conservar at ao paga-
mento do ultimo milbar 60:000 3orneas em Fran-
ca. Todava o correspondente aeereseenta ]ue,
segando as suas ultimas informacSs, o embafxa-
dor allemo dfixafa antever qae o sea governo
diminuira provavelmonto o e.terclrolde oecopa-
50.
Of departimento u:eeMiaaente vae caidoi
serio neutralisados, at qne o territorio franees
Franca r te fim TateV rtrra Se fortilicacao,
aero ter all nao as guirnic/)as neeeasarias a
conserva {lo da ordem publica. S> a Franca oae
saihlier pela sua parte este ooaoromisso, o go-
verno allemao reserva-se o iireitj ds reocenpar
os departamentos radicados.
i Segando o art. 9*, qae o ullimo do tratado,
as racliflcacfies serio trocadas oo praso de 8 das.
Sao estes os pontos principaes que aeabam de te
estibelccer no conveli onclnido entre os dons
paizss que ainda ha pones se aebavam com os
seus exereitos no campo da batalba.
Attnhue-se a Mr. Casimir Partero projecto 4>
conslitair um novo grupo parlamentar, formado
de membros do centro direito e do centro esquer-
de. Segundo o Sieele que se publica em Parla,
qualquer que seja a sorte, que teoha este proje-
cto, nio deve elle considerarse coa espirito hos-
til au giverno da repnblic*.
Diz-seaae Mr. Casimir Pener, n'uma conver-
sa cao que tivera recentemente cpm os membros
da esqaerda, afflrmra d maneira mais positiva
a sua coffversao s ideas republicanas, declarando
'ormalmeaUique, aa sna optae, a repblica era
de fuiare o uuieo goverao possivel de Franca,
a:crescentando entio aquelle hornea de estado
qne todos os bons eidadios, e os verdadeiros con-
sarrad_ires Ihe devanara prestar o sea concurso.
< Nao parece intil, segando os ltimos inci-
dentes polticos que se deram n'aquelle pas, eo-
nhecer a opinio do ex-ministro do interior. Asiiro
se v que elle nao 'raudn de sentimenlos, desda
que se ligia ao governo republicaao, e nataral-
mente por esta circurastan:ia, quemis de urna
ver, nos ltimos dias, se tem fallado em Perier
para tomar parte no gabinete.
(i O marecbal Bazaine j passon pelo seu pri-
meiro interrogatorio a respeito dos fictos relati-
vos s operac/HS militares que elle dirigi. O ge*
neral da Hiriere, presi lente do conselho, ha de
a nda iuterroga-lo por rais alguroas sessdes, de-
pois das qnaes se deve passar s declaraeSes das
testerounhas tanto eivis como militares.
Esta ultima phase do procasso ser certameote
a roau demorada, por isro que ha um crescido
numero da testemanhas qae deve depOr, e as
questdes qae ha a esclarecer sio muito comple-
xas.
, c D'cididamante, Tbiers poz ao servio da re-
publica, nao s os seus grandes dotes de estadis-
tas, seno alero, a'islo, ama abnegaci' extrordioa-
ria. Toda a gente concorda em que Tiilers nm
los prmeiros homens polticos da Europa mas
a sua repulacao de fazen lista nio est lio bem
assente.: como pohtco tem.nm golpe de vista se-
guro e perfeito conhecimeoto dos lempos e das
muan;,!- que se operara as najo/s ; como eco*
namista poe singular obslinaco em sustentar
ideas atrazsdas esyslema que a experiencia tem
mrcalo com sello de reprovacao.
Pois, ten Jo em conta este carcter proprio de
Thiers, nao podemos de xar de admirar a sna abne
gajo, qaando em bem da repblica sacnfi'.a as
saas mais arreigadas conviejo 's econmicas. E' o
que tera succedido ltimamente.
A assembldi de Versaills, depois de consa-
grar tres seeiSn dscussao geral das leis de im-
pasMs, a lixar os principios sobre os quaes devem
fundarse esses inopostos e determinar a ordem
do da e o andamento qae deviara seguir os deba-
te* ulteriores, entrn no dia 87 na disenssio pra-
lica e concretada do agsnmplo.
f Apresentava-se primeiro o imposto de 2 por
10'J sobre os crditos hypothecarios. Defendeu-o o
Sr. Pags Duporl, propooJo qne se augmentaba a
3 por 100, e foi combatido pelos que crem qne a
propriedade territorial est ji muiio sobrecarrega-
Ja de contriboicoes, e nio devero exigir-se Ihe no-
vos sicrifleios. Os defeosore? do projeito faada-
vara-se principalmente em qae as necesidades do
thesouro -ao to urgentes que preciso appellar
para todas as forjas vivas do, paiz ;'os seus contra-
dilores expuzerara argumentos de maito'peso, di
zendo que o iropo-lo recair sobre o devedr e nio
sobre o credor, como intencao da lei, ana vez
que se irati de irapor a riqueza (nobiliaria'em nraa
das suas manifistacSes, os erapreslimos.
E>ta coasiderajo faz elTalto na cmara, e
apraseotaram-se ires emendas encaminhadas a evl-
Hr que o credor faca pagar ao deveior o novo im-
posto. A comraissio adoptoo ests principio, cas-
tigando con urna multa de rail fraa:os, os empres
tadores sob-e bypotheca que tentera iliudir etar-
regar sobra os seas devedores a contribu cao que
Ins perience. Finalmente foraro approvados os
prmeiros artigas por nraa escassa maioria de ii
votos, ( 329 contra 302, e a maioria necessaria para
a adopcio da lu'era de 314.
< O presidente da repblica, coro quanto nao
houvesse interviaJo no dbate, claramente tinha
dito as palestras privadas qne regeiiava "o pro
jecto da comm'sso no seu priEcpio e nos seus
promenore?. E era natural : o principio da lei,
repelimol-o, conslst9 em considerar como materia
imponivel toda a riqueza mobiliaria, atacando o
rendimenio ; os promenores apraseaiara a" diQciii
dades que deixaraos indicadas. Toiers espern, seno
duvida que o projecto seria regeitado, e vendo
que succedia o contrario, nio pode conier-se, e
levantou se para perguntar caraira se cansile-
rava sufflciente a maioria de II votos para a alop-
jio de urna lei.
Isto produziu granle turau to. Os depatados
do ceatro e extrema direila, desejosos de se vinga-
rcra de Tniers pelo chasno que Ibes pregn com a
coMoUiaco da reputolica, fingiram lomar a sua
pergunta como uro ataque aos foros do parlamen-
to, e poseram-se a gritar : a lei esta votada I a
le est vota ja I Tbiers, irritado por apella voso
ria, insista, e j se previa um conflicto, quando o
presidenta jJrevy teve a babilidade de encontrar
ura. meio regulamentar para que o Sr. Taiers pu-
dasse usar da palavra.
Nao se djscutiu, disse, uotalidade do projecto;
o senhor presidente da repblica lera amanba o
uso da palavra.
< Com isto terminou a sessao, e os deputados da
direila reuraram-sa esfregando as raaos com a
e-peranya de que no da seguate fallara Thier-
contra o projecto, e approvando-o, ellas leriam o
prazer de derrotar o presidente da repblica.
< Cbegou a se-sa de 28. O conde de Jauberl
record ou qae o presidente da repblica devia cura-
prir certas formalidades para usar da palavra na
assembli. Levauton-se ento Thiers para dlzer
com o seu sorriso mais aprasivel e benvolo que
nao tenciooava iolervir na dscussao. Julgue-se
qual seria o assombro e o despeito dos que espe-
ravam derrotal-o. O debate continaon sera inci-
dentes, a lei foi approvada, e mais nada.
< Agora, para corapreh-niar o alcance desta
votacao, convem recordar o proverbio francez :
ce n'sl que le premier pat qui com*.Urna vez alop
talo o principio de qae devem irapor-se todos os
rendimentos, passaram os projectos d contribu-
Co sobre os valors mobiliarios, sobre os
ordenados e emolumentas professionaes, e sobre
a cifra das trasaccoes mercanli", e quando te
abara sido approvadas todas estas leis, Acara
estabelecido o imposto geral sobre o rtndimenlo
(rerenuf ) e nao ser preciso o imposto sobre as
materias primas.
< Tbiers, qae tanto se tem opposto sempre a es-
te resultado, sacrifica as suas coaviejoes pessoaes
em prova de que esta bem decidido a fazer todos
os isforcos possiveis para consolidar a repblica.
ALLEMANHA.
Est encerrado o parlamento aileraao. Antes do
encerramenlo voUram-seas leis contra os jesutas,
nma convenci com Luxamburgo, r. a lei que de-
clara obngatorio o casamento civil.
INGLAT^RBA.
O tribunal arbitral de Geoebra proferia a sua
deeiso na qnesto anglo-americana. Decid u re-
geitar as reclamacoes Indirectas. Espera se que
as daas potencias consordem, e que terminar por-
tanto esta questao qua amedrontavi o mundo ; por
que seria um conflicto, de gigantes.
A esse respeito lemos mais no jornal sapra :
< As negoeiajoes relativas ao Atibuna, paraee
tocarem o sen termo, e ler um desfecbo mnito sa-
lisfalorio para a Inglaterra. Das declaracdes de
lo.-J Granville na caraarardos lord?, e de rar. Gla
di't-on, na amara dos comrauas, resalta qae a
America consenta em retirar as snas exigencias
de iademnisacdes indirectas, Lord Granville ma-
nifesloa a esperanea de que as relacdes amlgaveis
dos dous paizas sabiriam fortalecidas d'aquellas ne-
gociantes.
c Na cmara dos Lerds disse lord Granville, que
os arbitros tinbam declarado, a 19 de junh \ qae
depois de ura seno; exame de todas as rasoas qne,
a Amrica bavia apreseatado eom o proposito de
sustentar os pedidos das iademnisayoas indirectas
tinbam ebegado Ind vidual e conectivamente a con-
elusao de que segundo os principios das leis gera-
es, applicaveis a seaielhaates canos os pedidos por
iademaisagdesindirectas nio censtiluiam ama broa
base para conceder indemnisacSes, e qae deviara
ter inteiraanente excluidas no exame do tribunal,
anda me-me no caso de qae nio exstisse nenba-
ma divergencia de opioioes a respeito da sua com-
petencia.
< Aecrescenton lord Granville qne o tribunal
liaba dado a toa deeisio, qne Ameriea bavia
entio feito conbecer ao tribatal que ano asistira
mais nos seas pedido*. qae en tura ser p<"los de
parte. Esta de slaracio do ministro dos asgoeiea
eitraagetros foi rouito applaullda pelo< aembrot
da caaar.
t Mr. Gradtsione na cmara dos eommuas ii-
onneioa qae os arbitros adiaram provavelante
por algum tempo os seas trabadlos, para delibe-
r.rem a respeito das memorias dos dois g aver-
os.
< Respoodeiio a mr. Disraeli, mr. Gladstooe
declarou qae a Amrica nio tera direito de fotoro
da renovar as reclamacOe* pelos prejaizis indirec
tos, segundo a base do tratado de Washington
Considero* aqnelle tratado como pondo termo a
qpalqoer tentativa de renovaclo d'aqaellas exi-
gencias.
Raspeadendo tambero a mr. Munz, mr. Cla-
dsione aonuaciou que lodos os oatros pontos de
que se ocenpa tratado de Washington seguirn
a su ratreha regatar, eomo se a. noestio dos pre-
juizos lodrectos nnoca tivesse sido suscitada.
f Annuncioa igualmente mr.Gladstone naquella
occasiio, acerca das emendas introduzidas pelos
lords no bil do escrutinio secreto, qae se propde
bem contra sua voaiade, aeceitar aignmat mas ha
ou tras rao importantes qne elle as nio pode admit-
tir aioda raesrao quando o (resaltado fosan sacrifi-
car o bil completamente.
t Depois disto publicaram oa jornaes inglezes
um telegraama de Washington no qual se decla-
ra <;ue no ministerio dos negocios eslraageiroa
americano se tinbam retenido noticias em qae se
indica va que o tribunal de Geaattr* decidir a fa-
vor da Ara trica n> que loca as reclaraarjoss pelos
prejoizos directos; sabsndo-se qae o arbitro bra-
silero e-oatrosio favoraveis aqte.la reclama-
c5es.
i Se efectivamente for este o resultado, Ingla-
terra ter de pagar a America nma importante
qaantia, segendo a conta aprsenlas pelo gover-
no dos Estados Unidos.
c A cmara dos lords de Inglaterra volm a ter-
ceira leitura do bil relativo ao escrutinio secreto
oas tleicdes de depatados, qne inmediatamente
passon para a cmara dos eommuns. Mas j dis-
semos que esta lei sabe dos lords profundamente
alterada, 8cando (acuIlativo o votar publica oa se-
cretamente, cousa qje nao adroitlir a maioria li-
beral dos comrouns, eom quanlo esta questao nio
abale a opinio na Inglaterra.
< Ea eompensacio, toda a imprensa ingleza se
oceupa do grande discurso-programla qae Dis-
raeli pronancioa no banquete da Uaiio nacional
das associaedes conservadoras e conttitocionaes
no palacio de Cryial.
Acuelle orador, no meio de grandes applaa-
133, caracteritou as diffareojas que separaran
conservadores e libaraes, dizendo qae a poltica
dos primsiros tem um carcter eaencialmsnle in-
gle?, tendente a conservar as insUtoicdes o sea
caobo nacional e especial da Inglaterra, emquan-
lo a d(>s wighs, inspirada pelas i leas e exetaplo
dos povos estrangeiros, tendera a pagar nestas
instituiyo >< o qae as separa dos oatros povos.
< Como este grito em favor da onservacio das
institaicdes inglezas contra as estrangeiras e a
suimituiyo das questdes sociaes pelas questdes
polticas ser o gnu nai eleigoas prximas, das
quaes os coaservalores esperara o podar, nma vez
decidida > questao do Alabama, os dianos litoeraes
respoadem que sem as reformas econmicas qae
o sen partido realisifu e sem a sati-faco legitima
dada ao-- eleraenios populares, a rrvolnjio teria
entrado na Inglaterra, nao exiitindo boje, varridas
pelo suffragio universal a cmara hereditaria, a
igreja anglicaaa, jautamente eom o perigo de ama
revolocao social na Gria-Bretanha
> Parce-nos todava qae hi grande distancia
entre a politisa de*ir Roberto Poel e a que assis-
te da bracos cruzados a todas as revoluedas de-
mocrticas.
Tehg-amnis
Era Lisboa fvram recebidos os seguales desde
a sahida do Senegal at a do Gladeator :
Londres 27 as 8 horas e 15 minutos da noile
hGladstone e Granville declarara que os arjjitros
haviara decidido qae as reclamayoas indirectas
sao incompativeis coro o direito dos povos como
baze da compsnsaco. Si pois excluidas da con-
sideracio do tribunal. >
Madrid, 7, as 11 horas aa noite.Nio exac-
to que Catbaiioeau (eoba entrado em Haspauba.
ivo tremor da ierra em Carel, provincia de Va-
lencia, faaendo estragos Materiaes. Cune o boato
de que Peralta ser nomeado capito general de
Porto Ric. Assegura se qae o decreto da disso-
lucio ds cortes apparecera amaohaa.
i Midrid, 28 as 4 h iras e 40 minutos da tarde.
A G'izeta nablieon boje o decreto Ja dissolucio
do coa a AltemMha. quasi- unnime na ana
adopcio. Tbiers pronnncioa nm discurso em fa-
vor da (aposto sobre as materias primas. Repe-
lio : A Italia com a qual estamos queremos
estar ea boas relacdes oio nos suscitar dificul-
ta de. Murmurios da direila. Thiers replicou :
Nio foi a qae flz aquella grande potencia ; na
faeto qne necesario respeitar sa aa qaer a paz.
A discussio continuar raanhaa.
PORTUGAL
Ea 5 esreve nosso correspondente de Lisboa :
< Continuara estes vapores da Liverpool, com
aa cena irregulandade, da qae talvex nao sao
alisa os culpados, nem os consignatarios, mas o
proprie oorraio. O Gladiator entrn boje o Tejo
depois do meio da, e nio sabindo hoja era de es-
perar qae a aala s araanbia de manhii fosse
fachada. Nio succede porm assim, o resulta*
do faltar-me o serio com qaa conta va para dar-
Ibes mais abundancia de noticias.
< Nesia ordem de trabamos qaa lalha comple-
tamente o valha preceito do
< Esto buoit et placebis.
< O lei tor qnar que o correspondente seja alon-
bante e minucioso. Tem razio, mas qaaalo nio
ha, el-rei o perde, e a respeito de tempo j disse
o qae me acontecen.
c Entremos pois era materia qae sio horas :
A viagera da familia real s provincias do
norte do reino o assnmpto obrigado de toda a
imprensa jornahstica. A partida ro a 23 de ja-
nho. Adianto Ibes dare, seoao toda, pelo menos
grande parte da narrativa da descripclo da jor-
nada.
i Ora is folbas da opposicao concordara todas
em afirmar que o Sr. Puntas e seus collegas no
ministerio esli fazendojogo eom a pessoa do re,
e com a respeilosa lymaalhia qae o povo portu-
gaez professa pelos seus soberanos, e sobretodo
com o eothasiasmo qae tal visita proiuzina em
povos nio habituados a ver o raonareha todos o
dias, como nos snecede aqu aos que vivemos na
capital.
< Realmente (em hsvido entbusiasmo real pelo
soberano, isso verdade, e nio est de todo ave-
riguado se em Braga oa em Villa do Conde se
soltaran! entre as acrlamacdes expan.-ivas d>s po-
pulares, algons vivas a D. Miguel II, algans gritos
de < ab%ixo as fintas. Mas dirio part que, ou
porque desejou o Sr. Fooles mostrar-se como rei
e colhr-r ama parte dessaa acclamajoes ? Dizem
os da opposicio (e realmente assim parece ser
que sendo o actual systema tributarlo, sobre tud
pelo qae respeita ao imposto de consamo, asss
oneroso para os contribuales, se qaiz affasur Ihes
a attencao com as pompas e prestigio de ama vi-
sita do ehefe to estado a de sua familia as mais
humildes alleias.
t Ss fot esta a idea, nio mal lembrada / Ea
das cortes, fixaala as eleicoes para 24 de agosto.
As corles abnrij ero lo de serenbro.
Pri, 18". O projecto do tratado eott a'fltla
manha chegou boje de Berlim. A assignatara es-
t prxima. Em seguida commaoicar-se-ba a as-
sembla.
Roma, 27. A 9pinione desmente o acc'do
feito entre a Allemanha, Austria e Iwlia, concer-
aeaie ao successor do papa.
a Midnd, 29 as 7 horas d larde.A Gazeta de
U idrid publica h)je o Jecreto de dissolnco das
cOries actuaos e convoca as novas cortes para 15
de selembro prximo. Foi lio favoravel o effeito
causado por esta disposiyo que prodazio sabida
nos fundos pab.icos. A!ra disso algumas casas
respeitaveis offareceram ao governo todos os fun-
dos necessano), em cond:joes to vanlajosas como
at boja anda nao lnham sido propostas. O go-
veruo j tinha seguro o pagamento do coapon ex-
terno e tem igualmente os meios necessenos para
o coupon interno. A assembla approvou por
327 votas contra 261, o imposto sobre os crditos
bypoibecarios. Desseylligny propoz, de aecrdo
cora o governo, nm projecto de imposlos de 3 por
cenio sobre os valores movis.
Genebra, 2S.- O tribunal de arbitragem, re
solvendo definitivamente, regeitou as reclamajdes
odirectas e o pedido da Inglaterra para ser adiada
a ar&itrag-sm. A deeisao fui aceita pela Inglater-
ra e pela America. A prxima sessao ser em IB
de juibo.
i Ptris, 29 as 11 boras e 33 minutos da noite.
A assembla apprevou os artigos primeiro e se-
guoo, irapondo 3 por ceato sobre os valores mo-
vis. Fui approvado o artigo terceiro taxaado os
valores estrangeiros. Qaartier propoa uro para-
grapbo addcional tendente a comprehender os
fuodos dos estados estrangeiros nos valores atrae
geiros iributados. Fui regeitado. Foi approvada
a general dade do projecto. A assembla appro
vju o artigo primeiro estabelecendo o direito de 2
por ceolo sobre os crditos hypothecarios e o arti-
go segundo determinando as eicepjoes. Fieon
adiada a discussio. Desmeole-se qaa Tniers s
propoaba fallar contra. Foi assignsdo bontem
noile o tratado entre a Franca e a Allemanha por
Araim e Remasii. Foram aeeit03 os pontos pro
postos por Thiers. Os oatros tiveram algumas
modifleajoas. O tratado considerado geralmenta
favoravel. Ser communicado na segunda feira a
assembla.
Londres, 28 Granville confirma qae os ar-
bitros deciJirara rageilar as reclaroajoes indire:-
tas e que portan; o a America as retirar. Giads-
tone deelaron claramente qae a Ameriea nio ter
direito de as renovar faniamentando-se no trata-
do de Washington.
t Madrid, i de julho s 12 boras e 33 mnalos
da manbi.
< A esquadra ingleza esperada na taua feira
e,ra Cdiz. A circular eleitoral do goverao ba de
apparecer na segunda ou terca feira. Um bala-
iaao de artilberia de volnatarios da lber dade for-
ueceu boje a guarda do palacio real A reuma)
de boje da associacao hlspano-portugaeza foi pon-
co numerosa. O Sr. Romero Ortiz foi nomeado
presidente. O Imparcial annuncia que doze pe-
Cas de artiiaeria foram compradas em Antuerpia
pelos carlistas, e embarcadas em um navio com
destino para Portugal. >
< Madrid, 3 de julho, is 8 horas e 30 minutos
da manbi. Pari, 1.O tratado com a Allema-
oba, hoje cotamanicado assembla, dispoe qne
500 milbes sarao pagos doas aiezes depois da ra-
tifieacao, 500 do l'de fevereiro de 1873, 1:000 no
! de marco de 1874, e oa ollimos 1:000 oo de
rairjo de 1873; podendo todava a Franja ante-
eipar o pagamento.
' A evacaajio de doas departamentos eomeea-
ra qainie das depois do pagamento dos prmeiros
500 milhdes. A evacuacao de oatro3 doas come-
jar quioze dias depois do pagamento dos segn
dos 500 mitades. A evaeusyio total effectuar-se
ha depois do pagamente dos 2-.000 milbSes.
< A Franca dar garantas (inanceiras, que su-
lastiiniro as garantas terriioriaes.
Paris, 3 de julho, is 3 oras e 15 minutos da iantar, atando presentes el-rei, a ranha, o infao
tarde.-Nova York, 3. O vapor Janir desembar- la D. Angosto o toda a comitiva. Assistram o
coa era Cubi 56 uibaslairos coa o carregamento. Wspo, general da divisio, governador civil, prai-
Assegura se, qae o navio foi queiraado, a car
ga apprehendida, o ehefe mono a melada da ex-
pedicio fasilada on prisioneira.
i Annaoei'a-ss o appareeimento prximo 4e Co-
ba de um corsario cubano, eom quatro pecu. >
4 Pars 3 de jarho s '9 hars e 33 Bnalo da
salte.
i A eommisslo eBcarregada do exame do irata-
iretanto, logo a principiar pelos povos da Golegan
que vieram esperar o eomboyo real ao eatrooca-
raento, comejaram as representaj5as dos contri
bales, eom grande numero de assiguataras, a
ser entregues a S. M.
i O Diario do Governo, sendo exactissiroo na
publicaco dos lelegracamas e boletas da jornada
da familia real.occuita oa sapprime esta parle me-
nos Itsongeira e menos festiva das representajoe-
populares. Mas algurais Ibe tea sido entregues
coro 1800 assigaaturas, coro graode contrariedad-1
do Sr. Foates. A ordem publica raaatem-se,
verdade; mas ser dnradouro este estado, se ac
so o rei nio attender a grande maioria dos peti
cionarios provincianos que Ihe pede no a convoca-
Cao extraordinaria das corles, nao por causa do
assnmpto tributario, como por va do qae sa est
passando na lidia portugoezs, onde as depreda-
res qaotidtanas dos saltea dore', armados em qaa
drilha importantes vai pondo em risco a proprie-
dade, a vida, e mesmo talaeza inlegridade do nos
so territorio ?
< Em Torres Novas hoave ha dias um molim,
eom o pretexto de imposlos ; ioterveio a forja pu-
blica e tudo entrn em orlem. Todava na pri
meiro conflicto hoave algons ferimentos.
c Em Torres Novas houve ha dias um molim,
com o pretexto de imposlos; ioterveio a torca
publica e tudo entrn em ordem. Todava no
primeiro confl-cio hoave algans ferimentos.
Em algumas cidades e villas, e agora s rae
lambro de Leiria, mas f>ram mai', o cororaer-
ciantes fecbarara as portas das ojas e fizeram
prele, para se minifestarem pacificamente con-
tra o imposto de consumo.
< De tudo isio vejo que, apezar de terem sabi-
do os nossos fanlos n )S mercados estrangeiros, e
os consolidados internos, a jai, era consequencia
da operajao de eredito entabalada para se extin-
guir por urna va a divida flictaante, o governo
est gasto, e ter brevemeote de ceder o lugar a
Juera possa, com elementos serios de mais e ta-
ludad, substitu lo. Serio os reformistas f Se-
rio os hi-torieos T
< Anda cedo para prognost;a-lo. O qna
porm ama oecessidade, qae a v_.Ua de sua di-
gressio mumphal pelas provincias do norte, e
mais triuroo-ial epopular, porque o proprio rei vai
inaugurar o comeco dos tiabalhos para o caminho
de ferro do Minbo, e depois assstir em Coimbra
s popularissimas festas da rainha (Santa Isabel),
apezar de lodas essas ovajoas em qae lera tido ao
seu lado o Sr. Fooles urna ncssidade (dira)
ae o rei fiQi convocaras curies antas de Janei-
ro. Alias, ter, on teremos lodos, de passar pela
calamidade de ver cabir o gabinete por meios I-
legaes ou subversivos o que de lodos os impostes
sempre o mais caro I
< Effeetuou se eomo cima disse, a viagem de
suas raagestades el-rei ea rainha e sais altezas o
Sr. infante D. Augusto, e os principas, s provin-
cias-do norte.
i O comboio realjnrlio no dia 25 de junbo pe-
las 8 boras da mannaa. A' gare foi todo o miois
terio, autoridades civis e militares e mais pessoas
qae compem a corte.
O comboio gastn no sea transito 9 hora,
pois chegou s 5 horas e meia da urde, o qae
corresponde a 57 kilmetros por hora. Os reaes
viajantes receberam era lodas as estajoes as pro-
vas mais significativas do quanto o povo porlu
guaz ama o sea rei.
< O comboio ebegoa i cidade de Coimbra s 2
boras e 33 minutos da tarde. E lavara na gare
ai principaes autoridades] civis e militares e ec
clesiasiicas, o corpo decente da nniversidade e va-
ras asociajoas.
< Suas raagestades no poueo tempo qae o com-
boio se demorou, dirigiram-se aos principaes ca-
valbeiros. A guarda de honra era feita por urna
forte forja de infanlaria n. 14. Sua magestade
prometten qne na sna volta para a capital se ba-
via demorar na eidate, com o Qm especial de as-
istir s celebradas fastas da rainha Santa Isabel.
Estas feslas foram adiadas por lio imperioso mo-
tivo.
Pelas o.horas e 27 minutos da>larde ebegavara
s Devezas.o qne foi aonaaciado par orna salva de
ti tires dada na fortaleza da Serra do Pilar. A
sala da recepjo eslava oecupada na sua mxima
parle por faneeiooarios pnblicos. Eslava ador
nada com elegancia e al riqueza. A guarda qae
all eslava postada compnnba se de polica civil, e
fra da gare formavam os imponentes esqoadres
de eavallaria 6 e guarda municipal. No largo es-
vara postadas cinco oarruageos da casa real, li-
radas oada ama por doas parelbas, figurando na
frente aqoella em qae enlraram el-rei, a rainha e
os prioeipes.
Minutos depois de el-rei se aehar no largo
das Devezas, poz-se em marcha o prestito segura-
do a ordem eostumada em laes occasi5es. Che-
gados a ponte pensil (6 e 20' da tarde) salvoa no-
varaenle com 21 Uros a fortaleza da Serra do Pi-
lar, ao qae correspondern! fortes saivas de lo-
geles e raorteiros, rompendo ama banda de mu-
sica o hyrano de D. Luiz.
El-rei vesta farda ds generalissimo, a o S r.
infante D. Augnsto de general. Os dous minis
tros que acompanbamsaas raagestades, oSr. Fn-
ica e Cardoso Avelino ; assim como tola a comiti-
va, iam fardados. Desde a rna das Flora ala S.
Bento deram-se vivas i Jliberdade e a el-rei, e
foram-lbe laucados mnilos pombos e flores. Che
gados os reaes viajantes igreja da Lapa, foram
reeebidos pela mesa debaixo do pallio, e pelo pre
lado-qae Ihes dea a belja/a cruz; em seguida
foi eotoado o TtDeum pelo Dr. D. Amenco.' Ter-
minada a ceremonia, dirigia-se a familia real ao
pac3, a violo janella foi saadada pelo povo. Os
corpos da gaarmcao, inelmive a guarda munici-
pal, qae dade a chegada se aebavam postados
em alas dade a ponte at ao meie da roa das
Flores, marchararo para o paco em columnas de
divisoes, e desfilaran) at ao flm da ra do Rosa-
rlo.
Pelas 9 horas da nonle desse dia foi servido o
t as provincias do norte, almojando ara Villa do
Conde.
" N> dia 26, pelas daas horas da tarde, boa ve
recepcio solemne' no pac da Turre da Marca.
Ni sala da recepto achava se o Sr. D. Luiz ves-
tido de generalissimo, teodo direila sna angosta
esposa e filhoi, a o Sr. infanta D. Augusto, e es-
qaerda, i distancia, os Sr. presidente do conselho
e ministro das obras publicas, devidamente nnifor-
misados. Comparecer!ra muias damas-e a prin-
cipaes autoridades do Porto ; assim como toda a
offirialidade da gaarnicio, a por ultimo algans ca-
vaibeiros sem carcter offleial, como es Srs. conde
de Camodaos, marqnez de Saldanba, ele. De tarde
houve tourada qual os reaes viajantes assist-
ram, assim como os ministros e aalorldades. O
jamar ueste dia teve lugar as 8 horas, e leve
carcter particular. Durante esta tocoa urna
banda militar. A' noile foram ao iheatro de S.
loo.
Nd dia 28, s 4 horas da madrugada, sahiram
de Peno, el-rei D. Luiz e o Sr. Infante D. An-
gosto, dirigndo-se para a Villa da Conde, onle
ebegaram as 7 horas e 45 mnalos. El-rei teve
urna completa ovajo por lodos os pontos onde
bavia ama fregaesia, ama aldeia, ara casal. Em
Villa do Coade e Povoa de Varziro foi urna com-
pleta fasta. Ambas as povoacd.s eslavara visto
sissimas, mas especialmente a dtimera pela sua
baila disposicio. O conveulo ebeio de biodeira?.
0 terreiro ao largo da feira lateralmente coberlo
de damasco e baodairas. El rei visitn o esta-
leiro, alguns edificios, a igreja onde orn, e depois
foi aimojar casa ds Dr. Figueiredo Parias, onde
fot servido ura esplendido almoco, a ue assisli-
rara, alera da comitiva real, o presdeme da cma-
ra, administrador do conselho, prior da fregoezia,
etc. Na Povoa de Var.ira a alegra nao fui menos,
e commovia os vivas entbusiastieos de 3 ou 4 mil
horaeus do mar. O governador civil de Braga, e-
mus auUridaies, assim como as de Bircellos, lo-
rara esperar os reaes viajantes ao sitio denominado
Neeessidades, acompanhanlo S. M. e Alteza al
agella villa. El rei chegou a Bircellos s 12 e
tres qoarlus, sen lo resebido na casa do elab-Bar-
eellense por todas as autoridades. As 2 l|2 horas
da (arde parta para Viaona do Castello, iodo a
cmara deste conselho e todas as auteridades do
districto esperar S. M. a daas leguas .da cidade.
El-rei foi recebido na casa do club Recreativo Vi-
anense. A' noite iliaminaram-se quasi todas as
casas. No da 29 El-rei dea auliencia 1 hora
da tarde, e receben as pessoasvque qalierain cum-
priraenta-lo e daas comroissdes, urna do corpo
eomroercat e outra dos quarenta maiores contri
bointes, para representarem contra os novos im-
posto s.
Pelo Douro (a 13 do corrate) proseguirei nes:a
roseaba da j imada. O lempo urge e preciso de
passar a ouiros assuroplos.
c Coraejaram no dia 21 do msz prximo fiado
as obra para a cdirtcajio d'um novo ibeairo em
Ai fama (Lisboa). E-ie novo edificio da arte dra-
mtica establecido na arruiaado palacio do
conde de Reseode. Alem d'uraa bella sala de es
pectacalos, projaclou-se sali de baile a para con-
canos salo de passeios, e ootras dependencias
tendeles aformoser um tal eliticio. E' a 129
casa de espectculos existentes era Lisboa.
Eis a nova convenjao postal entre Portugal e a
Allemanha :
< Ero vrude las disposicos estabelecidas nos
dente da cmara e ofieiaes da' guarda de honra.
Durante a nonle hoave illuminacao oficial e a
Bator nano dos eliflcios particulares asiavam illa-
minados.
Saas aagestada e altezas visitaran) no dia
27 a alfandega, a bolsa e o hospital militar. Fo
ram calorosamente ricloriados na bolsa. El-rei e
or. infante partiram no da 28 para a sua v:'sl-
__
artigos adJidonaes conven jao postal de 1854,
esiabeleceu-se que o porte das carias expedidas
da Portagal para a Allemanha. qae at aqu era
de 140 ris, fosse redonda a 8) r s por cada 10
gramroas. As cartas retranqueadas Iso expedidas
eobraodo-se dos destinatarios ura porte na ra:io
de 5 gros era 120 ris por cada 10 gramroas. As
cartis de franqua insuficiente licam sujeitas ao
pagamento do porte de cartas nio franqueadas,
abatido o valor dos sellos que liverem afixados.
Os jornaes, inprossos e amostras originarias, ds
Portugal cora destino para a Allemanha devem ser
sempre franqueadas na rasao de 20 ris por cada
40 grammas. Fui lambem reduzido o porte das
correspondencias para os diversos paitas a que a
Allemanha serve de intermedio. Estas novas dis-
posijors comacera desda j a vigorar. *.
Parece le o Sr. ministro do Brasil ntsta er
s recebra urna ola diplo aatca do gaverno por
tuguez, na qual se lazem os maiores elogios ofi-
cialidad! da corveta brasilera Niclneroy e sio no-
tadas os ser vi jos prestados por alguns ofieiaes e
marinbeiros, oo graode incendio da ra dos Ca-
pelislas. -
Chegou no dia 24 do mez fiado s 5 horas da
manhaa a rainha vuva da Saecia. Esta seobora,
como j uve occasiio de dzer nesta coaresponlen-
cia, irmia de Sua Magestade a Imperalriz vuva.
Esperaram-na na estajao principal da caminho
de ferro do norte, el-re D. Lnlt, os Srs. ministros
dos estrangeiros, d-> reino, cnsul da Saecia e
muilas outra> pessoas qae costaraam comparecer
a estes actos. A augusta viajante foi hospedar-se
ao hotel de Braganja. A sua cornil.va compe se
de um camarista, duas damas, um medico, daas
criadas e tres criadas. Saa Magestade tem sido
visitada pelo corpo diplomtico e por mais pessoas
de elevada posicao. Tarase mostrado muito agra-
dad) de Lisboa, que se nao farla de admirar. Rali
quasi sempre no palacio da lcaperatriz s jaaellas
verdes.
t Foi no dia 27 ao templo de S.Vicente de For*
fazer ora cao oa casa dos jazigos dos res porta-
guezes. 'Foi racebida pelo Sr. patriareba e seas
fmulos, pelo respectivo prior e oaros eeclesiasii-
eos. A rainha oavio missa oa tribuna do lado da
epi-tola. Foi resada edita pelo congo Paes de Mi
randa, capelln da imperalriz viuva. Fiada a ce
remonta, tu S. M visitar o palheon real, acompa-
nhada do Sr. pairiareha I Abi oroa jauto do la-
mulo da princeza Amelia, sna sobrinb-i, deportan-
do orna corda de perpetuas. Fez o mesmo no t-
mulo de seu irmio o principe Augusto de Leacb-
lemberg, primeiro esposo da senliora D. Maria II.
Foram resados dous responsos peto Sr. patriar-
ca.
Jaeomttissio encarregada de estudar a qnes-
lao do lazareto dea am bello resultado. Consta
que o Sr.. ministro do reino atienden-ao pedido
feiio pela referida commissao, oficiando ao seu
collega da marinha para Ihe pedir que com a maior
urgencia proceda cen-truejao de um pequeo
vapor qae sirva para transportar os passageiros
que enlrarem e sabirera da lazareto. O vapor deve
ler eapacidade para recebar dazentos passa-
geiros.
Foi remeliido ao ministerio do reino o relato-
rio do governador civil acerca da grande incendio
da ra dos Capelstas na noite de I de junbo
Neste relatono se allnbae o desenvolvimenlo do
ioeendio falla d'agua, o qae tornon por bastante
tempo improficuos lodos os soecorros, e so arge
a companbia das aguas de nio alimentar com a
agua necessaria as boceas de incendio, obstando
assim a qae ellas po-sasl' servir para o Qm a qae
sio destinadas.
t. Parece qae oeste sentido represenlou o mi-
nisterio do reino ao das obras publicas, pediado
providencias.
Parte para o Brasil no paquete de 19, eom um
talento precoce, e qae apezar disso tem j ealbido
am grande numero de elogios por loda a part-
onde se tem apresentado. Retiro me actriz Pal-
mira Manas. Eslt interessaole menina fu n> sab-
bado em companbia de sen pa aa paco da Ajuda,
aflm d pedir a el-rei a sna protecjo antes da
sua partida. Teve a honra de ser a presentada a
Sua Magestade, o qnal com a bondade qae o ea
raeterisa eo amor qne sempre dispensa aos artis-
tas receban a pequenioa aelriz.com a maior alfa
biiidade fazendo-lbe vana peirguntas e dispen-
ando-lbe elogios. Esta menina lera 10 annos de
idade.
Est a brochar a recopilajo dos exoerptqs
mais bola veis e fondamentaes dos antas de jusli-
ilcajo do Sr. Tbomaz Maria Bessoo\ baje vis;oi
de deBessone, relativos is imputaees qae Ihe fo-
ram feitas em tempo pela direecio do baneo de
Portugal.
J est impresso o livro da Viagem do Jmpe
rtdor do Brasil em Portugal, impresso em Coim-
bra e composto por notabilidades luteranas da
mesma cidade, a maior parte pertencendo Un
versidade. A irapressio ntida e forma da gros-
so volme. Conim minuciosa descripcao de toda
a viagera do Sr. D. Pedro II pelas ierras portu-
guesas, e lio cireomstaociada vem na parte rela-
tiva s visitas de Saa Magestade Imperial aos esta-
belecimentos seientiBcos, qae ara gosto l-la e
loavar, lio cuidadoso foi qaem eolligio todas as
informaedes para aspirar mais interesas o sen
(rabalho. Nada eseapoa i investigaco dos au-
tores. E* por isso reeommendavei a sna obra
qne tem mais vantagem de deixar registrado am
(acto tio imprtame para o nosso paiz.E" para
esperar que em breve seja esgotada aedicioein
Portagal e no Brasil.
Foram nomeadas duas commssdes no minis-
terio da marinha : ama para propor as bases da
reorganlsaco do corpo de marinbeiros militares,
oatra para simplificar a cantabilidade d ma-
rinha.
t A pritneira compesta doa Sra. visconde de
Soare Franco, presidente, contra-almirante Gan-
ja:v! Cirdczo, eapltio de mar e gaerra Bepiisia
de Andrade, primeiro anate Perelra Sampain, e
egaado teoente Santo* Oialz, aakwtario. A se-
gunda eorapde-se dos Sr. Aolrade Pinto supe-
rintendente do arsenal de marinha, e dos chelea de
reparlicio na diraceii geral da ministerio, Lobo
de Bulhde- e Marx de Son.
O Sr. mioistro da marioha, aeompanbado ao
director geral o Sr. viscone da Praia Grande, e
do conselheiroo Sr. Andrade Pinto, foi abordo doa
seguioles navios:BarAo/oiai Das, Min4elto,
Martinho de Mello, D. loS V t taren. O nm de
tal visiu na realidade de bastante iuieresse.
" Foi para se informar passoalmeote a respeilo da
adianumeato das obras dos qae esli em fabrico,
do estado de promptidio dos que se achara *rma'
qos e no caso de poderem sfgnir viagera. A bar-
ca jtfartiaao de Helio, de que commandante o Sr.
eapiio lente, Fnneisso Teixeira da Silva, vae
i metter earvio mineral, para ser iransporudo a
Loanda, e forneeel-o ali aoa navios que azeora
eslacao naval.
\ respeito da emigrado para Nova Orlean de
qae teobo traetalo o'este lugar vae ser publicada
no Diario do Governo, (folha oficial) a informacid
do consol de Ntw Yorlc ; aeerea das trales coo-
dicoes dos emigrantes contratados. Serio tirados
expropiares pane para sarem enviados aos pa*
recbos.
c Parece qne o Sr. Meodes Leal ser substituido
na embaixada te Madrid. Falla-se qae o sustituto
o Sr. Corvo, actual mioistro dos estrangeiros.
Projecu-se ampliar a base do arco triom-
phal da praca do coramercio__O plaoo eoosisie
ao segrate : parle do vio d'um dos arcos das
arcadas lateraes ser cedido nova ccnsiraejo,
levantando ama columna deeadalado, e collocao-
do entre os aerases e aquellas dois grandes roe-
dalhd-. N'um ser iaseripta a data do eomeco
da reedifieijio da cidade de Lisboa e o nome de
raoaarcha remante, na outre a dala de 1873, e o
narae do raonareha aetual. A inscri|ijio qne se
colloear na base do grnpo qne remata o eireo o
segeiote: No primeiro degrau a palavra Probttas,
no segando, Magnanimitas, no terceiro, Sapientia,t
era seguida Gloria virtutm et ingeniuinj*wi donat. Fazem-se todas as diligencias e*ra qae a
obra esteja concluida no dia 31 ds catabre, da
dos aonos d'elrei D. Lniz.
Nio posso deixar de dar alguns apontamen-
los curiosos sobre nma das melbores pecas ,que
e-te paiz possne. Quero fallar da livraria da
Ajuda. Existem ali manuseriptos e livr s precio-
sos que nio va'orao menos de 80:000f000.
Nio bastara de ceno' oilo oa dez anaos de assi-
do trabalho para quatro borneas a classiflearem
e a i Or em ordem. O Sr. Alexandre Hrcalaoo
qaiz ama vez completar ana obra de 15 volumes
e ao lira de maitos das de trabalbo apenas con-
segua obter dez Ha manuseriptos que dio muita
uz sobre a admioistrajao do marquez de Pambal.
Cratimii a fallar-se e com bastante cuidado
na gaerra dos Dembos. Entretanto nio sa v
lomar as devidas providencias n'ara caso que de-
manda a maior seriedade. Ou pelo modo de dispor
a3 tropas, ou por falla completa de recotsoa. o '
que eerto nao terem sonido effeito algum totas
as expedijdjs qae tem partido da eapilal da pro-
vincia.
t Contioui a fallar se na coovocacao tas cortes
extrairdioarias para resolver nao s aqoelie caso,
como dos negicios da lodia, e sobre as leis ifi-
butaria. O qne se loma preciso a argente
ama commissao de ioquerito para recaabecer se
sao ou nio verdadeira* todas as ioforaacdes
prestadas pelas autoridades. Daste modo, ha veo-
do uroa conflanca absoluta, cao podera fataar a
verdade t O qne se v que os assuraptos da
India e da frica succedem-se cada vea coa
mais feia ra'.
Contina no seu neansavel trabalbo a com-
missao encarregada de eScolher o local proprio
para a consirucjAo do novo hospital civiL Entra
dilferentes meaes, como j techo noticiado, cesto
Ingar, examiaados os terrenos pertencaaies aos
herdairos do par do reino, Jos- Maria Eu-
genio de Aimeida, no sitio de Entre-Muros, a
quinta do H imulo na Boa Morte, e nm casal per-
lncente ao Sr. marquez de Sabugosa ao alto de
Sanio Amaro, prximo da tapada real na Ajoda.
Parece haver urna decidida opcio por es:e
ullimo local. -
t No Diario do Governo o. 140 de 2fi do proxi
mo dndo mez de junho, vem publicada ama cir-
cular para se colligir os esclarecimeotos neces-
sarios para o receosaamento dos tobdlos brasi-
leiros. Aos gobernadores civis doa diversos dis-
Irictos devem, pois, os subditos brasileros apo-
sentar os seus liiulos de nacionalidade para o re-
ferido fino.
Valflcoa-se' no dia i.' do eorrenle n'oma
das salas do re-pectvo ministerio a lieitacio par
ser adjudicada a construecio da ponte sobre o r o-
Silves e avenidas, oa estrada da Villa Nova de
Portimio Villa Real de Santo'Antonio O orja-
mento, como j em outro logar data correspon-
iencia noticiei, de 80:000000. NiJ foi apre-
sentada proposta alguma. A delegaeio da alfan-
dega de Lisbda no c.immho de ferro do norte e
leste leve de reiidimenio oo anuo econmico fiado
a qaantia de 125:5121787.
Foi ja enviado ao governo o projecto da liga-
cao da avenida da ponte do Douro, passando pelo
seminario da cidade do Porto, e a directriz do
projeclo.do caminho de ferro do Porto para Braga-
eVranoa o Castello.
< Receben ordem para marchar para a cidade
de Setobal no dia 3 o batalhao de cacadores n. I.
Este baialhao o que foi era expedicio lodia na
ultima insubordinajo que a!i teve lugar. >
PERSAMBUCO.
3EVISTA DIABLA.
MINISTERIO DA MARI.MI V.-Por avieos de 6
do correte, foram norneados o cepilio-tentnie
Bernardino Jos de Q ei'oz para coramandar a
canhoneira Henrique Dias, e o Io tenenle Eliezer
Coutinbo Tavares para comraaodir o vapor Bra-
connot.
MINISTERIO DA JUSTICSA.-Em 13 do correle,
foi indefende o requerimeuto em que Antonio Se-
veriano de Mello Falcio, escrivio de erphios do
termo de Peiqueira era Peroamboeo, pedia sa*
contemplado na de.-tribucau dos faitos civeis.
MINISTERIO DA AGRICULTURA-Em do
correte cfllcieu-se presidencia da provincia
de Peruambaeo, davolvendo o requerimento em
qae a soeiedade Auxiliadora da Immigracm Na-
cional e Estraogsira pede ao govarno aatorisacad
para funecionar e a approvajo dos rmpativos
estatutos, aflm de que satisfaca as exigencias de
decreto n. 2711 de 19 de dezembro de 1860, e
para que fique sciente que o governo imperial
nio se coropromette a realisar os favores de que
trata o 6* do art. 2, e 1* do ari. 6* e oatros,
sobre os qaaes resolver em tempo opportuoo.
CARTA GERAL DO IMPERIO.-Lemoa no rela-
lorio do ministerio da agricnliara, apresentado
assembla geral no correle anno :
< Tem progretido os trabalhas a cargo da com-
missao da carta geral do imperio, ainda qae os
resultados obtidos na sejam quanto se desejam.
a Diversas difliculdades, provenientes em parid
de deficiencia de pessaal, e em parle dos atados
a qae ainda se esl procedendo em algumas pro-
vincias, tm demorado a sua concibsio. Estas
ansas aetuaro por mais algara tempo; mas,
sendo argente a aecessidade de urna caria, visto
estar esgolada a edicao da que bavia, parecea
conveniente, para provocar o exame e a critica
sobre o qae est feito, publicar eomo esboco os
trabalhos al agora realisados, reduzidos meta-
te da escala adoptada, o que ser pouco despen-
dilo.
i O es aojo, lendo as dimensdes de !, 30 so-
bre 1,-20 e na escala de 1:1855110, ser aufflci-
eotememe minuciosa para dar idea maito aproxi-
mada do imperta. Sua primelra folha dave alar
impressa ao mez prximo fatnro.
a Alero deste servico, a eommissao ten se oc-
cupado na organacao de cartas especiaos das pro-
vincias.Do complemealo e reclifieacao das folhas da
caria geral na vencajo dos pontos e posijOes
para organisar-se o respectivo diccionario.
< Presta alm disto pareceres, inurmacdes, co-
pias da plantas e docameatos, exigidos pelo mi-
nisterio.
< Estio am va de execujio as partes relativas
s provincias de Pernambuco, Alagoas, Parabyba,
Rio Graada do Norte, S. Paulo, Santa Camarina e
Paran, na eseala da 1:742 014.
c Conlinuarse-ba do mesmo modo com relajio
s mais provincias, de maaeira qae al o anno de
1884 oa 1885 possuir o imperio nma carta qae
jatlsfaja compleamsnte todas aa exigencias da
adminisirajao, execuuda segando o systeraa adop-
tado pelo Dr. Abbadia na sua csrla da Eihiopia.
c Esiudos para este fim conlinaam as provin-
cias de S. Paule, Minas Geraes, Babia, Sergiae,
Parahyba e Rio Grande do Norte noa limites to
Paohy. *
Parecer, tal vez, excessivo o praso menciona- -
lo ; mas ass'm nio entender quem reflactfr qae
/. w
I

i
1
MUTILADO


iara d Psrnamkua Quinta
uta eifi
2$ de Julho de 1872
I

a carta da Frao? lio ple ser concluida em me-
nos da 59 ann, oocasionando a despeas de.....
83,600:0004, oao obstante is facilidades que an-
xiliaram o desemiieoho de semelbante larefa, co
me, por exemr lo, a rea do territorio francs jjui-
tone vetes menor que a do Brasil, a rapfwz e
commodidade das eommanieacSea, as habilitares
numero de engmtteiros qae cooperaran, para
ana fallo ra-
< Como tos foi declarado no relatorio do anno
prximo pascado, pasin a ser feito pela corarais-
lio da carta perl o ser vico da triadgulaco do
municipio neuiro.
Alero dos trat albos qus at entio se estavam
effeetuando, aecreiee urna ranla completa da tri-
angulaelo com dei-rraiuacao dos limites do mes-
mo monic eio.
< To adiant ida j esta, qae, ao cabo de poneos
mezes, Acara teroiioada : ser am mel seguro
para oblar se a do eadastro 4o manicipio, e ser-
vir de lypo a igaaes traba boa as localidades do
imperio, onde aa torras l-n adquirido maior va-
lor, eorn vaotagem par seas poisaidores e ae-
areicimq s renda? do estado.
BARCACA SANTA ISABEL. Baviam-noi o se-
grate :
i Esta embarcado que Vmcs. nolieiaram em
seu numero de 22 do correte, (oi com effeiio, ar-
rutada e sjalva pt los matr culados da capitana
oaquell esiaco, conforme recommendara o Sr.
capito do porto, i-olicito sempre no oamprimenio
de teas levares. O propriatirio da barcada unen
te Jos Uatbias, saiitfeito pelos bns servidos, qae
Jbe roram as^oo prestados, gratifleou honestamente
os 18 matriculados que a salvaran).
QUBSTAO PLA'PNA.-Sob a eubrica Interior
amos boje cometo publicarlo da carta do Exm.
Sr. Baro de Cotef pe ao Exm. Sr. miaistro de es
trangeiros do itrs I, cooselbairo Manoel Francisco
Correa, acerca da qaesto argentina. Para ella
chamamos a alinelo dos ltiitores.
INSTITUTO HISTRICO E PHILOSOPHICO.-
Reune-se h>je esta socieJade s 10 horas da na-
hit. A ordem do da discnsslo de iheses de
philosophia.
THESOURARIA PROVINCIAL. Foi transferida
para 8 de agosto prximo a arrematadlo da obra
dos reparos da cada de Agaa-Preta, oreados em
968*000
UlMA.NDADK ACADMICA DO BOU CO.NSE-
LHO.-Hojeas 11 horas da. manha deve haver
reunio da mesa adraibi?tratva desta irmandade,
para a qual s convidados todos os irmos m-
zanos a compareeerem no consistorio do convento
de S. Francisco.
FERNANDO DE NORONHA.Volt JO hontem
d>ste presidio o vj.por da companhia pernambu-
cana. Nada occorreu all qae mereja menco, O
mal triste asaolata o gado existente. >
EMBAUQUE, -jeguiu hootem para a provincia
4o Amazonas, onde vae asumir o exercicio de'
commandant-t das armas, o Exm. Sr. coronel J>o
do Reg Barro- Falco. S. Exc. foi acompanhado
At a tordo do vapor Cear por grande numero de
amigos e de companheiro.-i 'armas, qua assim
mostraram o grao de apreso em qae elle lido.
FUNERAL Teve borneo lugar, na igreja do
convento dos religiosos Carmelitas desta cidade, o
funeral e missas com memento solemne que man
daram celebrar o tenante coronal commandante
do oorpo de polica e a ojO validada respsciiva
pelo alfares do mean o Antonio Heoriqaes de Mi-
* randa, assassinado no da 17 do corrente na cida-
de de Camaru, onda seachiva destacad).
Informam-nos q l pela decent uigelea lo ornatos, como pela
concurrencia de toda a oifleialidade presente, e
como de paatieulares, que loavaram a forma por
que aquella digna corporagio compreheuie e tra-
duz por factos to evidentes os deveres da frater
nidade que tanto distingue e exalta a coramuobo
cariada.
ESCNDALO.Pedem-nos a seguate publica-
?io:
No da 21 do corrente a noute, na ra de
Taom de Souza, da freguezia de S. Fre Pedro
loncalves, foi espaocado um portugus flho de
Cabo Verde, por ordem da um individuo que se
diz inspector de quuteiro daquella fregosla, e
que nao conhecendo ao monos os devores inhe-
rentes ao cargo qie oceupa, cansentio ou foi o
instrumento-passivo de tal atlentado. Chamamos
i alinelo do Sr. Dr. chefe de polica o do Sr.
consol de Portugal para este (acto digno de seria
represlo.
LOTERA.A qae se acba venda a 13-,
beneficio da nova igreja de Nossa Seohora da Pa-
cha, a qaal corre no dia 27.
CASA DE DSTENCAO.Movlmenio do diaJ23
' dejulho de 1872 :
Existiam (presas) 331, entraram 3, sahiram 8,
exlitem 329.
A saber : naeionaes 22, raulberes 19, estran-
geiros 39, escravos 46, escravas 3, total 328.
Aliraeutados usta dos cofres pblicos 279.
Movimento da enfermara no da 21 de jalho de
1872 : .
Tiveram baixa:
Gailherme Esch, diarrhi.
JaroBjmo, escravo de Antonio Francisco, oden-
thalgia.
Manoel, escravo de Roqae Ferreira da Costa, fe-
bre
Tiveram alta :
Manoel Jerooymo da Silva.
L. Barbosa de Jess.
PASSAGEIROS.Vindos da ilha de Fernando
- oo vapor Mundah :
O alferes Oetiviano. Alfredo Gomes Padil
Augusto Pacheco Qaeiroga, Uinjamm Franklin
Moraes, sua renbora, 1 sargento, 1 cabo, 13 pracas
da pret, 8 sentencalo?, i mulhores a fllhos me-
nores.
CEoIlTEIO PUBLICO.-Obituirio do dia 23 de
jalho de 1872.
Maria, branca, Pernambuco, 8 anuos, Graja ;
bexigas. ,
Mana Leandra Tavare de O.iveira, brenca,
Pernambuco, t\ anuos, solteira, S ; tubrculos
pulmonares.
Joo, pardo, Pernambuco, 5 anaos, S. Jos ;
ptJtV3IC10
vides;quando no sillo Cacimbas do dinicto de
S. Jos da Piranhas se achsm quasi sempra a em
easa de Antonio Alves do Pigueirlo, 3* jaiz mu-
nicipal snpplenta de Cajaseiras a do subdelegado
daquella distrieto, o san irraio Manoel Joo de
Miranda, os criminosos Heoriqua de tal, Jos Can-
dida a loio Bata, pronunciados em erime da
morte no Pianc, a os da ferimento grave no mes-
rao termo Gamillo e Tuomaz de tal, sarvindo da
guarda-eosua ao mesmo jais e subdelegado;
quando o crime se acha dessoberts na individua-
lidade do proprio Dr. promotor publico da comar-
ca Francisco Jos de Soasa, (um dos instrumento
dos dons jnies) qae, a pretexto de emprestirao,
pedio a Joo Ferreira Pinlo de Mendonga 200* a
um barro para dar ama promocio favoravelmea-
la ao me*mo Joo Ferreira em uro-processo qae
contra elle e antro (oi Instaurado pelo esptncaraen-
to de Targino Borges Pacota, quando subdelegado
de Cajazeiras, o que fez aquelle promotor por ama
caria que dirigi a Joo Ferreira em resposia da
outra que este Ihe escrevea, disendo qae se acba-
va processado e quera saber se devia oa nao
contar com ama promovi favoraval, "ao qae res-
pondeu-lhe o mesmo promotor qae sino, eomtan-
to que Ibe emprestasse daquella occaslio 200*000
e lhe vepdesse Balo um barro, e oalros tactos,
como fosse ter elle mandado se offorecer a um juiz
municipal snpplente de Cajazeiras para desistir de
ama appellaco qae acaba va d; fazer e contra um
reo a quem supponho que o mesmo juiz protega,
sob a eondico de se comprometter o jaiz de des-
pronunciar em grao de recurso a tres criminosos
de ferimento graves a pronunciados naquelle ter-
mo, a negando-se a isto o juiz, vase aquella pro-
motor (hoja nomeado juis municipal de Pombal)
oa contingencia de desistir da mesma appellaco,
cuja pelielo j estava despachada pelo Dr. jaiz de
direilo Jos Paulino, a entregue ao escrivo do
jury para lavrar o respectivo termo ; quando, fl-
otlmente, no termo de Cajazeiras chama-se para o
poder liberaos, qae sejara instrumento de com-
prasso contra mira, em Souta aquellas juizas fa-
zem excluir da qualiQeaco de volante os conser-
vadores, que nao os acompanham no sea proposi-
to de esmagar-me, e das exigencias que vem do
Dr. Paulo, sao dous servidores, en amco eem a
popuiago quasi inleira da miaba freguezia estou
sob o acoate densos jaizes e mrmente do de di-
reno, qae alada hontem dera escripia por sea pro-
prio panho ao Sr. Franklin do Reg Rangel a c
pia de ama earta, qae este devia escrever a. que
escrevea ao Sr. Dr. Feiisardo, aftm de ser elle
accedo pelo partido progressista, para o qaal nao
foi, por o ter recusad) o Sr. Dr. Joo Leite, lem-
brado ainda das facanhas vislentas daqaelle es-
pirito ransor.so e oiiento na" ierra de seu nas-
cer I
Foi ama sorpreza at para elle mesmo a nomea-
gao do Dr. Jos Paulino pira juiz de direito da
Sonza, onde frentico partidario; chefe do ramo de
urna familia, que firmara seas avoeagos o direito
exclusivo de mandar, e sistemtico na violencia
como meio de triumpho, nao poda dar um passo
que nio radense a parcialidade na justigs, mr-
mente (ende sua canda um juiz muaicipal qae,
teodo as precisas condigdes de independencia,
elle miseravelmente se ha curvado.
E assim foi, porquanto logo no cemeco do cargo
de juiz jentregou me para dar a Joaquim Pires de
Souza Cabralmorador em Souza a copia de. ama
denuncia qae Pirasquera dar, e que deu pe
rama elle masmo juis contra Joaqaim Galdiao
Teixeira, morador em Cajazeiras, por crime de pe-
calato, e esta copia escripia por aquella juiz inda
hj) deve estar em poder de Pires; e por este
proceder foi elle o denunciante e o jaiz.
Hivia elle antes da uoraaaco de juiz afirmado
como advogado de Joo Ferreira Tinto de Mon-
donga, 2* juiz municipal entio em Cajazeiras, que
nullo- por incompetencia era um procasso, que
por ocoasio do espaneamento do subdelegado Tar-
gino Borges Paeote fura aborto contra Antonio
Ferreira Lima Sicupra, am Qlho e am genro.
O crime fra commettido no termo das Lavras
da provincia do Ce ira e os indiciados erara residen
tes no lugar do-crime ; mas o odio contra Joo
Ferreira por parto do offsndito fez com qae este
per sua malber se queixasse a aatoridade crimi-
nal sob pretexto de ser o offendido aqai residen-
te, e de tambera s-lo o mesmo "Joo Ferreira a
quem se dea por cmplice.
Contra este cahida a pronuncia, f oram aqaelles
nella inclaides. Rocorreram ao advogalo, que
hava dito que o processo era nu'.io al a mira
mesmo, elle que como tal estava prorrpto para
oficiar naqnelle recurstr, agora juiz sustentou-a
tirmado na connexo qae a lei nao estabeleceu, e
que neoo, a3smo podia ser apadrinhado pelo-^vlso
do governonos casos em que se coastitaio legis-
lador respeito.
Havia aiada o mesmo jaiz antes da nomeagao
interposto recurso por parte de Jos Pedro de Fi-
gueireda, que se achava proouncucho em tentativa
de raorte em Joaqaim Nanes Pereira.
No mesmo procasso e na mesma pronuncia es-
tava este como autor da morte de ManoeJ Ray-
raundo, que cora Jos Pedro emboscado, com elle
.iggredira e feriraJoaquimNuoes, que defendendo-
se malou a Maaoel Riymando. Mas Jos Pedro
era do neito do advogado e pagara-lbe ; e o ad-
vogado dominava o juiz qua ia conhecer do re-
curso a reforma da pronuncia ; pois era de ante-
mo sabida, e nao se demorn, fleando Jos Pedro
despronunciado.
Seguio-se a mudanca do advogado para juiz
indo este presidir o jury em Cajazeiras, onde Na-
nes devia ser julgado, mostrou-se escrupuloso em
ier juiz no processo em que elle linha offliiado
como patrono de um los reos, e Nunes vollou
para a priso por filia de qaem presidisse o tri-
bunal.
No anuo prximo passado abri elle de novo o
jury, e enlo o escrpulo tanda desapparecido, foi
Joaquim-Nones submettido a julganento, a o Jury
tendo reconhecjdo jusliBcavel o crime do misero,
a quem o juiz ns manlou sentar-se e que esteva
da p desde s 11 horas da manhaa at alta noile,
sob pretexto de haver o mesma jaiz reconbecido
a exutansia da circumstincia aueoaante, fot leva-
do pelo juiz a conferir de novo, e dando se o mes-
mo resultado, seno estou engaado, voltoa segan
earaprJ't?* o ever, snffaear a eonscieoeu, a en-
sardeoari Jte as vosas, que sa levailam oiitra
o verdato, mqaaato rastar-llte a eapariog de
peder dasUedr comm'fo a qoantos M atreverem
appr-se a seas atrnaadoa.
Saoo pois, por JV da jaica, a majos por
humanidadedline-saoiactoal tnaidenta da pro-
vincia, que nao lem Mrvfo lahoraaa a pagar, da
lancar saas vistas sobra s comarca de Soaza, on
de doas jaizes, que doviam rostrioglr-M a o*
gio fiel 4a lei, sio doas lemento, qae os vulam
e aatorissom o escndalos, qae da dia pata ma am
se commelteo, por quanto, se com nova lei ja
diciaria crescea a jorisdicejia do Jais, tamben
erescea com esta o perigo da vio|aeo dos direitos
da cidado, mormaote parante o prWlegw da fo
ro, privilagio qae vn ntwioroi 4> p,rovioeias
torna Irrisorio a responsabilidade, porqae o Traco
nao lem e:bo, e o qae nio i causa na distancia qus
tem de vencer para ser oavido.
Assim me exprimndp, peco a leitor qae se di-
gne de nao dar oavtdoe a aalqaer defeza dos ditos
juizes, ama ves toe sa alo funda ella am seeisao
da jnixo competente, qna com aadieoeia minha me
condemne por calamniador, assim como peco que
acredite, qae nio recorr i Impreoss do meu par-
tido na cidade da Parabyba capital de minha pro-
vincia, porqae aquellos juizis, que lem podido con-
seguir qae Bento Crrela seja all encarregalo de
luerava commisso na secretarla do governo, no-
meando urna peasi, para no Interesse delle o
substituir no enslno de prlmeiras leltru em Son-
zi, com maioria de razio podiam trancar-me s
portas da imprensa conservadora.
S. Jos de Piranhas, 2i de jalho de 1872
Jote Piret Ferreira.
Os abaixo assigdos, commaaaanie e ontciaes
do eorpo de polica, faltariam a am imperioso e
sgrala dever, se por ventura nao vlessem do alto
da impreasa dirigir am voto de eterna gratidii-
a todos os bens habitantes da eidade de Camaru
pelas relevantes a espontneos servicos prestados
ao desditoso atieres Antonio Henriqae de Miranda,
nos uliimos, dolorosos a atribulados momentos da
sua existencia naqaella cidade.
Cidade do Recife, 21 da jalho de 1872.
Francisco Caraeiro Machado Rios Jnior.
Joo Francisco da Cunha.
I.uiz Felippe Gmleanie de Albuquerqas.
Gamillo Augusto Ferreira da Silva.
Femando Pacifico de Agaiar Montarroyos.
Miguel da Foncbca Soaras a Silva.
Antonio Gracindo de Gasmo Lobo.
Alvaro Conrado Ferreira de Agaiar.
Flavio Jas doa Saatos e Silva.
Francisco da Siquaira Cavalsaati.
Manoel Aprigioda Moraes.
Joo .Pires Ferreira.
Antonio Francisco Coriaira de Mallo.
Miguel Nones da Frailas.
Jos Seraldo de Lima.
Samuel da S Monte Negro.
Fraacisco Pereira do Lago.
Maaoel Canudo de Albuquerqae, .
Francisco Inaoo da Maura Gondin.
ultimo porto 18, vapor iogloz Gladiator,
de 459 IMladai, comraaadmla Williaos,
eqaipaftoa 25, carga, fazaadai oulros
gaaefo ; a JobottoD Pater G.
Natioi iakiu n mesm di*.
Portos do norte--Vapor brasileiro toar,
conamandaDle Eosiaquio Praoeieeo Ro-
drigues, carga assacar a ootros generoa.
Rio da PrataBrigoa iogloz Mary, Catha-
rim, capiao Grtap, carga anacar.
EDITAES.
PU iospecioria da alfaodega so faz po-
publico qua, nio aa teodo affeetnado por
faRa de concurrencia a arrwMiaclo de 50
barricas de sal refinado, descarregadas em
30 de jolbo da 1870 do patacho norte-alle-
aaio Atla tico, a 4 saceos de la encontra-
das fluctoatjdo sobre o mar pelo mestre da
barcaca Lindo Paquete, expolias a lei 15o
pelos editaos de 20 e 21 de jonho ultimo,
se iraofere a referida arreraatacSo, nos ter-
mos do art. 310 do regulameoto de 19 de
saiembro de 1860.para ai ti horas do da-
S6 do crrante.
Aifandega de Pernambuco 23 de jalho de
1872.
Servindo da inspector,
Pedro Lopes Rodrigue.
B para que chaina ao eonbeelmento de todos
mandei faser o presante edita! -qae ser afiliado
nos Jugares do costme publicados pelos or-
naos.
Dado a pasudo esta cidade do Reeife de Per-
nambuco, aoa i das do ex do/albo do 1171.
Ka, Ernesto Machado Freir Pereira da Silva,
escrivo sobscrevi.
Sebastio do Reg Barres de Licerda.
DECLARACOES.
O abaixo aasigaado, atada sido nomeade por
poruria do Sr. administrador para faser-o iaaca-
monto da dcima urbana a mais impostos das tre-
guezias de S. Fr'. Pedro Googalves e Santo Antonio
para o exerclcio de 1872 a 1873, dar principio aos
referidos langa mantos no dia J2, pelo qa fas sa-
ber aos.inquilinos dos prodios para qae ioabam
eos recibos o arreadameoies a mo, alim da por
ellos se fazer o' laogamento, e nao se attendendo
aos qua pareeerera dolosos oa lesivos a f asead a,
flxando-se neste caso o prego provavel do arreo-
demento qae poderla render em relago a eapaei-
dade e localidade delles am alagael pagos por
outros semelhantes.
Ia seceo do consolado provincial 22 de julho
de 1872.
O laneador,
Joo Pedro de Jasns da Malta.
Secretaria da nstrocgo publica de Pernambu-
co, 16 de jolbo da 197!.
O secretario,
Anreliano A. P. de Carvalho.
THEATRO
COMMERCIO.
PRAGA DO BKG1FB 2. DE JULHO
DE 172.
iS 3 1/2 H050.S DA TARD.
Gotao5e8 oictaes.
Assacarmascavado purgado 2^800 por 13 kilos,
hontem.
Algodol* sorte 749 rs. por kilo.
Apoliceda divida publica 6 0d) ao par.
Cambio sobre Londres a VO d|v. 24 1[2 d. por
11, hontem.
Ditosobre dito a 90 d|V. 24 1|2 d., 24 5|8 d. e 24
3(4 d. por 1.
Descont-de letras 8 OO ao anno, hontem.
.J. Pinto,
Presidenta.
Duboureq,
Secretario.
A.LFANOEGA
Aandi maulo do da 1 a 23. .
dem do'da 24. -
828:114*887
21:3151278
849:430* 163
Dascarregam buje 24 da julho da 1871'
Barca portuguezaAraM/avarios gneros.
Escuna nglezaBoyal Arch idem idem.
Brigua portaguezUnido idem.
Birca ingleza Cedrn idem.
Polaca hespanhola= Vercelda vioho.
Escuna norueguenseilathde arinba de trigo.
Patacho uaciooalJaboatSo mercadorias sobre
agua.
Vapor iaglezGfadiaforvarios gneros"
Barca inglezaWai)*W=>taboado.
Barca fra acezaCo/i'/n{/varioi gneros.
Vapor nacloualCear idem.
2" oeecao.Secretarla da presidencia de Per-
aarabaco em 20 dejulho da 1872.
Por esta secretaria se fas publico de conformi-
dade com o dupo-to no decreto n. 4668, de 5 de
aneiro de 1871, o edilal abaixo transcripto do
jais municipal a de orphos do termo do Rio For-
mse, pondo em concurso a nrveatia vitalicia dos
offleos de orbaos a mais aanexos daquelle termo,
deveodo os preieoleotes apresentar os seas re-
qaerimentos instruidos na frnn da lei, no praso
marcado pelo dito edital.
Adolpho Lamenha Los,
seerHario interino.
O Uaeote Tbomaz Liar da Barros Wanderlay, juis
municipal e de orpbaos, 1 supplenle em exer-
cicio deste termo da cidade do Rio Formoso, da
provincia da Pernambaco, por Saa Magestade o
Imperador. Que Deue guarde, etc.
Pago publioc-qae se achando vagos os oficios de
escrivo da orpbaos, ausentes, capellas e residuos
deste termo, por morte do servantaario vitalicio
Jos Gomes Coimbra, que os txercia em virtude
da earta do conelho do governo de.-ta provincia
de 4 de agosto de 1934. autorizada pelo arl. 18 da
lei 4a 14 de juaho de 1831, tenho em cumprimen-
to di lei, posto em con:urso semelhantes officios
sor espago da 60 dias a coatar da data deste, pe
lo que os concurrentes sao convidados a compa-
recer, habilitados na forma do decreto n. 817e
30 de afoato de 1831 e mais lis em vigor.
E para qne nao se allegue ignorancia se man-
deu passar o presente, que sera afflxado nos laga-
res mais pblicos desta termo a -publicado pala
i aprensa.
Cidade do Rio Formoso 11 dejulho da 1872.
Eu Joo BaptisU da Rocba Biixa Lias, escrivo
de orphios interino, que o escrevi.
Tbomaz Lins de Barros IVanderley.
O Dr. Francisco de Assis de Oliveira Maciel,
Juiz de direito privativo de orpbaos ao
termo do Recife, por S. M. o Imperador,
a qaem Deus guarde, el;.
Paco saber aos que o presente edital vi-
rem que nos termos do art. 1." do decreto
n. 1695 de 15 de setembro de'1869, den-
tro do praso de 30 dias, contados da pu-
blicado deste, receber este juizo propoj-
tas por cartas fechadas, para a arrematacSo
por venda da escrava Felicia, crioula, de
vinte e oito amos de idade, sadia, avallada
por em cont e duz^ntos mil res ; a qaal
escrava va: ser vendida para pagamento de
credores, a requerimento de Jos Paulo Bo
talho, inventananta. dos bens deixados pelo
finado Domingos Francisco Alves Ferreira,
ese acha em poder do mesmo inventarame.
E parS constar rmndei passar o presenta
que ser publicado pela imprensa, e afflxa-
do no lugar do costume.
Dado e passado nesta cidade do Recife
de Pernambuco, aos 19 de junho e 1872.
E eu Hyppolito da Silva, escriv5o o sob
screvi.
Francisco de Assis Olioeira Maciel.
O abaixo assigoado, conferente do consulado
Srovincial, tendo sido nomeado por- portara do
r. administrador para proceder ao laogamento da
decima nrbana e impo'dos decretidos pela lei
do orgamento vigente da fregueiia de 8. Jos do
Reeife. avisa aos seas proprietarios dos predio*
urbanos e donos de estabelecimenlos, que tenhm
promptos os seus recibos e mais documentos ao
qae diz respailo, aQm de qae possa preceder com
regnlaridade seas irabalbos, dando principio no
dia 24 do crranle. Mesa do consulado 20 de ju-
Iho-de 1872.
Servindo de tangador,
Joo Baptista do Reg.
Recila ejlraordinaria -
HOJE
Quinta-feira k jilho
_ EM BENEFICIO DE
PROGRAMMA
Pas de fomd sana feu.
Comedia em I acto representada per Mr. Har-
biin, Mme, Faoeo e a beneficiada ;
Guerra aos Nones
Muito aaplaudida comedia em 1 acto,rpreaeoia-
di pelos artistas da empreu Vicant; & BaJa, ea
obzequio beneficiada :
Les Troubadouis
Extravagancia ornada- de msica e culada por Mme. Poppe a Mr. Ildrbi:.
As 8 1|2
Depois do espeotacalo haver H.am para Api-
pacos.
Pela ibesouraria provincial sefaz publico
qae foi transferida para o dia 8 de ago lo preximo
vinduro a arrematago da obra dos reparos da
cadeia de Agua prela, orgada em 9681.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 24 da julho de 1872.
O oficial maior,
'______Miguel Alfonso Ferreira._____
. O abaixo assignado, langader do consulado
provincial, avisa aos senhores proprietarios de pre-
dios urbanos e donos de estabelecimenlos das fra-.
guezias doa Afogados, Pogo da Panalla e secgoos
daVarzea e Jaboato, .que tendo sido nomeado
por portarla do Sr. administrador par proceder
aos differentes langamentos dos imprslos decreta-
dos pela lei do orgamento vigenH, pelo qae peda
aos mesmos senhores que tenham promptos os
seus recibos e mais documentos inherentes ao que
dis respeito, aQm de qae possa proceder eorn re-
gularidade e sem vexame das parte.1, dando prin-
cipio aos seas trabalbos pela freguezia dos Afo-
gados. *
Masa do consalado provincial 22 de julho de
1872.
O laogador,
hidoro Tbeodulo de Manos Ferreira.
O abaixs assignado, langador de consulado
provincial, faz scienie aos locatarios dos predios
urbanos das freguezias da Boa-vista e N. S. da
8ra?s, que no dia 23 do corrente mez dar prin
cipio aos laogameotos da dea na e mais impostos
para o anno vigente de 1872 a 1873, e que no
acto do langaraeuto devem apresenlar os seus re-
cibes e contratos de arreodamentos dos referidos
predios, vista dos quaes tem de ser lixada a
qaota dos ditos imposto*. E para qae ebegae ao
conheeiroenlo de todos fas o presente.
Consulado provincial 20 de julho de 1872.
O langador,
Joaqaim de Gusmio Coelho.
CAPATAZ!A DA ALFANDEGA
Taiiuiiho natural
NA
Ba do Comniercio n, 17
Primeiro andar.
Todos os dias olis das 4 horas da tarda as 1Q
da nonte, e em dias santificados, das 10 horaa dj
manha s 10 da noute.
Entrada geral 1^000
A' noute dorante a exposigo o eximio pianista
o Sr. Julio Poppe tocar diversas pecas de sea
repertorio.
' AVISOS MARTIMOS.
Rendimento do dia 1 a 23.
dem do dia 24 ....
iaooe, pardo, Pernambuco. 1 anno, Boa-Vista J da vez sala dts conferencias eaQ nal foi engaa-
U'irrhM dauma das circurajtancias justilcaiivas, e o reo,
yCosme Jja.iaim .da Silva, branco. Pernambuco, que cou ^^? J^l^^^n^J^.
33 adoos, soieiro, Boa-V.sta ; .ofaegio P-u- -, voioaseruHiraamen.e^^^^
Jos Pareira da Leones e Silva, branso, Ala- quem recorrea
g-jis, 22 ann-os, cailitar, Boi-Vista"^ menmgite.
10:567^798
4891024
11:036*812
SAUIDAS DE MERCADORIAS.
Volumas sabidos com fazenda
dem idem cem gneros diverses 432
Somraa 565
j j-, braaco, Pernambaco, 6 anuos, *rato An-
tanio ; febea renitente.
Rjpbael, branco, Pernambaco, 9 mezes, Santo
Aotouio ; deates.
Manoel Coelho de Brito, branco, Peroimbuca,
40 annos, casado, Boa-Vuta ; areaia
Antonio de M iraes Mesquita Pimentel, branso,
Pernombuco, 47 aunos, casado, S. Jos ; eonges
to cerebral.
Florencia, escrava, preta, frica, aO anuos, sol-
teira, Recife ; desynteria.
Luis Milibeu, preto, frica, 80 annos, casado,
Racife ; congesto cerebral.
PUBCACOES A PEDIDO.
Declaraco
Se n8o fosse fugir, como deve todo o bo
mem de bem, de eotrar em polemca pela,
imprensa respondera declarac3o feita pelo
Sr. Dr. Joaqjim,de Ajumo Foosecano Dia-
rio de hoje: e conteotb-me to smente em
admirar a coragem deste Sr., com o qae me
dou por completameote saiisfeito.
incito 24 de jalho de 1872.
Alfredo Mjirtins de Barros.
Os Urs. los Paulino de Figuel
redo e Hanoel da Fonceca Xa-
vier de %aJraile.
E quando ciminosos em bandos, quaes Joo
Barbosa, Valerio, ora tal Maranho sentenciado
em Pajeii de Flores, e protegido pelo delegado ca-
pito Tibartino Gomes de Sa e Alboquerqae; e
am lal Jos, cotsheeido por Jos de AnioBio Gago,
aoinbavam-se em Sonsa na raesma easa em que
morava Beato Cerr, e o eseoltavam ; quando os
assaasinos do mbdelegado o inspector da Catn-
Kueira aoinliaai-se no stia de Francisco lavares
Banevidea, 1* j'iis municipal supplenle da Souza,
reeotnraeodadoii pelo D-. Paulo, a para all por
alte atirados; quaado Z*co, assaslno de Joao ri-
^aeira est no sitio Cooceico dislaate da eidade
do Antonio Sarment Bsaavidea; quando pronun-
ciado por crine da tentativa de morte emCsja-
seirss, depois de ter estado dons anuos ees casi do
mesmo eap to Ttburtioo, vagm por mais de anno
as ras daqu<>ll* etdado, Tnsto do Reg Birros,
para onde o bcitou aquelle capillo sob sna dirocta
protecQo, e 4 foi preso depois qae ea estado
da embriague; lasnltou aquella subalagado Bau-
Foi depois desta julgaraento qae sa dea no iary
da cidade de Souza, presidido pelo mesmo juiz,
um fado notavel Era Jos Olyrapio Maria da Sei-
xas Borges, um dos 12 jurados que tinham de jal-
gar um roo, cuja defesa sa tandava aa loucura.
Nao bavam comparecido algumas das teslemu-
ahas do suramirio, e o juiz, cqniulUndo ao jury,
se pola conbacer da causa sem estas teslemu-
nha*. 11 disseram qua sirae#os O'ympio respoo
dsu que nao ; o juiz que era desafTecto deste, por
ser irmo da victima da Beoto Corroa, re>pondau,
que o vol delle nao inflaia, e dopois de descer da
altura do lugar era que a lei o collocou, submellen
o i) a julgamento, e nesla nao volou Jos Olyra-
pio, assigaando apenas com declarago do succe
dido. ao mesmo tribunal foi o processo per ap-
pellaco. '
Como no julgamento de Joaqaim Mues naqaei-
le larabam por occasilo do resumo dos debates, o
iuiz, que fcil em esqueca-los, deu razfos da
sua casa, e raz5e3 mais de acensadle do que da
unparcialidade, qua a mesma lei fez sentar-se pa-
ra ju'gar.
E' dessa forma qne tal bosnem lera estreado a
magistratura, o que foi chamado era urna ierra em
qae aind com a melhor intenco elle nao poda
ser neutro, e d'ahi vem, que ao passo qae o |uiz
municipal supplenle Xavier corra com o processo
so sob o braco para o meio da sala, quando a tes-
temanha declarava que eu nao tinha empregado
a menor torca para se me entregar o^cavalio, vo-
ciferando eaio, que sea compadre Jo; Paulino
lhe recommendara qne nao deixasse que isl con>a
se escrevesse. Antonio Alves de Figueitlo, que
tes processar seu av, e negou ura tacto para abri-
go de sea pai, Antonio Alves, que j nomeado juiz
municipal supplenta, nao havia ainda prestado ju-
ramento, e seu irmo Manoal Joo de Miranda,
enanca de 17 a 18 acnos, que o substituir no car-
go de subdelegado, e que tambem eslava por ser
juramentado, se atirassera a prender Ignacio Bar-
bosa, morador em Siaia Fe, com o flm de o arre-
darem de comparecer em urna conciliasao, em que
ara autor, em que o roo era delles protegido; los
que consaguiram, porque depois de ferirem a Bar-
bosa em easa do escrivo de paz Jos Vicente, que
a dor de lar na sala seu p->i morlo, o viu espargi-
do do sangue da victima era lata Com ot aoni-
baes, pola asa vadir-s, licaado deserto o juazo
cono lia ionio.
E como nao fariam ludo, instrumentos odiados
par lodos, qua os cercara, msiruraintos aoa pro-
clamara ler carta franca para procederem, como
Ibes aproavar T
Ene juiz. que sabe, qae Antonio Alves oi t>m
'mais, qua lij adeptos aa fregueiia da S. Jos de
Prfaehas, e que declara a eHe a p*r toda paste,
que-, e nli deixa da 9er liberal, este juiz cgo
para nio Ur o que vai por aquella tragosla.
Despachos de egportago no dia 23 i*
julho de 1872.
Para os portos do exterior.
Na barca franceza Fgaro, para o Havre,
carregaram ; L9lman Freres 2 ancoras com 100
litros de agurdente ; E. A. Burle & C. 335 saccas
com 26,456 kilos de algodo.
-- No patacho portugus OUnia, para o Porto,
carregaram : M. Gregorio & G. 100 saocas com
7,521 kilos de algodo Carvalho & Nogueira 931
barricas com 38,179 ditos de assucar branco.
No navio ioglez Satenella, para Liverpool,
carregaram : Adamson H. i C. 206 saccas com
18,362 kilos de algodo.
No brigue nacional Olinli, para o Rio da
Prata, carregaram: Balthar Oliveira & C. 100
barricas com 11,980 kilos 4e assucar branco.
No lugar norueguense Alegra, para o Ria
da Prata, carregaram : P. Carneiro 4 C 350 bar-
ricas cora 38,179 Jtlos de assacar branco. -
No patacho porluguez Kand-r, para Lisboa,
carregaram : E. R. Rabello A C 325 conros sec-
eos salgados com 3,900 kilos; J. J. Ramos 200
ditos com 2.400 ditos.
Na barca baspanbola A, V., para o Ro da
Prata, carregaram: Amorlm Irmaos & C. 330
barricas com 43,078 kilos de assucar mascavado.
- No brigoa porluguez Triumpho, para o Por-
to, carregaram : Soares Primos 200 saceos coa)
15,000 kilos de assacar mascavado.
ara os portos do interior.
No navio argentino David, para Uruguayan-
na, ctrregaram : Carvalho & Nogueira 50 pipas
com 24,000 litros de agurdenle cachaca.
No brigue brasileiro Isabel, para o Rio da
Janeiro, carregaram : Carvalho & Nogueira 500
saceos com 37,500 kilos de assucar. branco.
No patacho hespanhol Alfreio. para o Rio da
Prata, carregoa: James Silva 876 barrieas com
73,478 kilos do assacar mascavado.
<*- No patacho nacional Argot, para o Rio Gran-
de do Su1, carregaram : Amorim lrmos fc C. 2
barricas com 490 litros de cachaca.
Na barcaca Riachuelo, para Maco, carre-
garam : Cunha d C. I pipas com 960 litros da
cachaca.
= O IHm. Sr. inspector oa thesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. vice-
presidente da provincia de 27 de maio ultimo,
manda faser publico que no dia 5 de setembro
prximo vindoiiro, pirante a junta da fasenda
desta thesouraria, se levar preglo, para ser
arrematada por quem por menos fizar, a obra de
5* lauco da estrada de Munbeca, oreada em
19:250$, e sob as clausulas especiaos abaixo de
claradas:
As pessoas qae se propezerera a essa arremata-
co comparegam na sala das sessSes da referida
junta, no dia cima mencionado, pelo mel dia, e
competentemsnta habilitadas.
E para constar se mandou publicar o presente
pelo jornal.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 6 de junho de 1872.
O offlcial maior
Miguel Alfonso Ferreira.
Clausulas eepeeiaes.
As obras do laBco da estrada da ramiflca-
co de Muribeca serlo executadas de conformida-
de com a respectiva planta e ornamento no valor
de 19:250.
21 O arrematante dar cometo as was no pra-
so de am mes e as coocluir no de oito, ambos
conlados da dala do contrato.
S* A importancia do contrato ser paga em qua-
tro prestares izuaes, corresponden lo cada urna
a 4* parte da obra total.
4* Era ludo mais qna nao vai especificado as
presentes clausulas se observar o regulameoto da
reparlico das obras publicas. Conforme
Miguel Alfonso Ferreira.
Pela thesouraria provincial se faz publico que
oram transferidas para o dia 25 do crreme 3
arrematares dos impostos provineiaes (menos o
dizimo de gada vaecuno) que se achara as comar-
cas seituintes :
' Boa vista por um anno 732*000
Cabrobidem 73S000
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 12 de julho de 1872.
O official-maior,
Miguel Alfonso Ferreira.
SANTA GASA DA MISERICORDIA DO
RECIFE.
Pelo presente sao convidados, de ordem da
[lima, junta admimslrativa, os parentes dos meno-
res constantes da relaco que se segu, para qua
em vista do disposto no artigo 45 do regulamento
do eollegio dos orphaos, os venham lirar do mes-
mo collegio onde nao poden por mais lempo con-
tinuar.
Antonio de Mondonga Albuquerqae Maranbao,
fllho do nado Jerooymo Salgado de Albuquerqae
Maralo.
Manoel do Nascimento, fllho de Jo Francisco
do Nascimento, fallecido no hospital Pedro II.
Luiz Vicente da Fonseca Coutinho, fllho de Gai-
lherme Florisberlo da Fonseea Coutinho.
Antonio Dalphino da Silva Tavares, Albo de
Francisca Maria de Moraes.
Pedro Affooso Claudino Leite, aflibado do Dr.
Manoel de Siquaira Cavalcaole.
Manoel de Souta Machado, fllho do voluntario
Rayraundo de Soaza Machado.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recife 20 de jalho de 1S72,
O escrivo,
Pedro Rodrigues de S^nza
COMPAMIIA PEUNAMBUCANA
M
Navegando costara por vapor
Macei, escalas, Penedo. e Aracaj.
O vapor iland'ik, commanaUn-
tt Julio, seguir para os por-
tos cima no dia 31 do corrala
as 5 horas da tarde. Recebe car
' ga at o dia 30, encommendaj
oassageiros e dinheiro a frele at as 2 oras
da tarde do dia da sahida : ascriptario no Forw
'.o Mattos n. 12.
N. B. -Adver;e-se aos Srs. earregadores qae
eoser permittido embarcar carpa alguma para
os referidos portos, sem que no acto de ser lirado
no escriptorio da mesma companhia o competen-
te bilhete de embarque, sejarn entregues os res-
pectivos conbecinaenios devidamente sellados.
COMPANHIA PEHNAMBUCAM
lavegaco coste!ra por Tapo.
Parahyba, Natal, Maco, Mossor, Ara-
ttty, Cear, Mandahu', Acarac e Granja.
O vapor Ipnjuca, comman-
dante Moura, seguir para
os portos cima no da 31 de
corrente as 5 horas datarde.
Recebe carga at o dia 30,
encono meadas, passageiros e di-
a frete al as 2 horas da tarde do dia da
no escriptorio do Forte do Mattos n. 12.
N. B.Adverte-se aos Srs. carregadores que
nio ser permittido embarcar carga algnma para
os referidas pertos, sem que no acto de ser lirado
no escriptorio da mesma companhia o competen-
te bilbete de embarque, sejam entregues 03 res-
pectivos conhecimenlos devidamente sellado?.
oheiro
sahida
RECEBDORIA DE RENDAS INTERNAS
GEftAES DE PERNAMBUCO.
. 44:886*433
, 1.-814*203
Condimento do dia 1 a 23.
dem do dis 24
46:7004639
CONSULADO PROVINCIAL,
lendiraento do dia 1 a 23.
(den! do dia 24. .
126:7334230
3 5434321
O lilra. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em rimprimeni da ordem do Exm. Sr. vice-
presidente da provincia de 27 de maio ullimo,
mpda fazer publico que no dia 5 de setembro
prximo vindouro, perante a junta da fazenda da
mesma thesouraria, se levar preglo, para ser
arrematada por quem por menos flzer, a obra do
4* laaco da estrada de Muribeca, oreada em
14:1904, e sob as clausulas espeeiaes abaixo de-
claradas :
As pessoas qae se propezerem a essa arrema
laclo coaoparecam na sala das sesadas da referida
jauta, no dia aoma mencionado, pelo meio dia, a
competeniemente habilitadas.
E para constar se maadoa publicar o presente
pelo jornal, ja _
Saereurta da thesouraria provincial de Per-
Oambaco 6 de junho de 1872.
O offlcial maior,
Miguel Alfonso Ferreira.
Clausulas especiaos.
1" As obras do 4o laoco da estrada de Muribeca
oaimpoiUncia de 14:1904, serao execatadas de
conformidade com o orcamanto e plaa apprsvar
da pelo presidente da provincia.
2' O arrematante dar principio as obras no
praso de um mas e as concluir no de oitoniezes.
3* Os pagamentos sero effeetuados em quatro
preetaeS* s igaaes, correspondendo cada ama
4" parte la obra executada.
4 taio mau qua alo vaf especificado se-
guir-seba o qae dispie o regulamealo de 31 de
julho de 1866.
Conforme
M. A. Ferreira.
Pela thesouraria provincial se faz publico
que foi transferida para o dia 25 do corrente a
arrematsclo da obra do rebaixamenlo da ladeara
do Timb, oreada em 9:9004.
Secretaria da thesouraria provincial e Per-
nambuco. 19 de juolio de 1871.
O official-maior,
Miguel Alfonso Ferreira.
SANTA CASA DA MlERlOOKUtA 00 KElF
A film, junta administrativa da Santa Casa de
Misericordia do Riicife, manda fazer publico que
na sala de saas sessoes, ao dia 25 do mez de
julho pelas 3 horas da tarde, tem de ser arrema-
tados a quem raiis vaolagens offerecer, pelo
lempo de am a tres annos, as rendas dos predios
am seguida declarados.
BSTABELECIMENTOS DE CARfDADE.
Travessa de S, Pedro.
Sobrado de 2 andares n. 2.....6044000
Ra do Farol.
Casa terrea n. 72. ....... 1814000
Ra da Soledade.
Casa terrea n. 72....... 964000
Roa de S. Jorge.
Sobrado n. 20.........2i040u0
Roa larga do Rosarlo.
Torceiro andar, n. 24 A.....2444000
Loia do mesmo n. 1. B......5204000
PATRIMONIO DOS ORPHAOS.
Fraa da Cacimba.
Casa terrea p. 2. ,....... 1564000
Ra do Encantamento,
Sobrado de 2 andares u. 9 ... 1:00011000
Ra do Rosario da Boa Vista.
Casa terrea n. 58........3014000
Ra de S. Jorge.
deam n. 99..........3504090
dem n. 100........ 20o4O00
Os p/etendentes devero aprwentar no acto d
orremataco as ms flaneas, oa compareeerem
acompanhados don respectivos fiadores.
Secretaria da S inta Casa de Misericordia do Ra
tife, lo de julho de 1872. n
O escrivo,
Pedro Rodrtguet de Souza
COMPANHIA
DE
Navegado Brasileira
Dos portos do norte esperadr.-
at o dia 26 do corrente o vapor
Baha, commandante Felippe,
o qual depois da demora do cos-
tume seguir para os portos do
Para carga e passageiros trau-se na agencia.
Encommendas de peqaeno valor, peso, medida e
tambem dinheiro, recebem se at 1 hora da tard*
do dia de sua sahida : na agencia, roa do Com-
mercio n. 8. _
As encommendas viudas por e3le vapor serao
entregaos at o dia da sabida do mesmo ao es-
criptorio da companhia, e depois deste termo se-
ro recolbidas no trapiche Dantas.
Para condicSes, fretes e passagens trata-se na
agencia, ra Commercio n. 8.______________
Para o Forto
Vai sabir com brevidade o brigue portaguez
Triumpho, recebe carga a fretes commodos o uoc-
bem passageiros, para os quaes offerece nauit
boa accommodaco : a tratar com Soares Primos
ra do Vigario n. 17.______________
Para o Rio de Janeiro
segu com brevidade o veleiro patacho nacional
Veloz; recebe alguma carga : a tratar e.m tvr
nandes & Irmo, na travsssa da Madre de Deo
o. 13. ^^___
Para o Rio de Janeiro
Pretende seguir com mufta brevidade o brigue
nacional Isabel, tem doas tercos de sen carrega:
ment prompto, para o resta qua lhe falta traa-
se com os seos consignatarios Antonio Luis ao
Oliveira Azevedo & C. ra da B,m Jezns d. 5/
PAIV
' 130.29*4551
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no da 24.
liba de Feroaudo60 oras, vapor brasilei
ro Mandahu, de 222 toneladas, comman-,
danta Pereira Marinao, equipase 15
carga algoua gneros e lastro; a compa-
nhia Pernambocana.
Liverpool por Lisboa24 dias, swwo do l da
O DrTSebjslio do Reg Barros de Lacerda, iuiz
de dialo especial do ommereio desta cidade
do Re.;ife de Pernambaco, por S. M. Imperial
qae Deas gaarde, etc. jk .
Fse>iaioer pelo presante qae no da 25 de jumo
do corrente anno a ha de arrematar por venda
em prata publica deste juixo, depois da aadieo-
eia reacsciiva, ama casa larrea eiu ra das
Agnas-Vrdes n. toado dase portas aa frente,
daas salas,um aarto, coxiaha lora quiatal morid
avaliada por doas conloa de reta, a qaal oaaa per
tenee a Fratases Antonia das Cjiagas e vai a
praca por feoocie pa a KM move Ignacio
Francisco da Silva, a aa taita de licitantes qua
enbram pteeo da aaHs*io ser a arrenaiac|o
"peto pfocS da adiadincio cacao ahaumeato
Para o indicado porto pretende sabir com pou-
ea demora a barca portogueza Armmda p>r ter
dous tercos de seu carregamento prompto e para
o quo lhe falta, que recebe a frete commodo, ra-
ta-se com o consignatario Joaquina Jas Goofatve-
Beltro, roa do Commefcio n. 5.
Faco constar a quem convier que o.Ilim. [Sr.
Dr. director geral interino tem designado o da 8
de agoste prximo viadouro, pelas 11 horas da
manba para ter lugar no palacete roa da Pe-
dro Aoaso, onde funeciona a Encola Normal, o
concurse s cadiilros -vagas de instruccao prima-
ria para o sexo inascalino abaixo declaradas, bem
como qoa o exjme de verificaco de eapacidade
anounclado parii o dia 22 do corrente, flea adia-
do para quando tor novamente designado.
^jO alumnos meslres habilitados pela Escota
Wormal que qoiserem oppor-se s ditas cadeiras,
devero nserevar-se nesto ecreria na forma
das ioatruegoee de 11 de junho de 1859, ate o di
7 do mesmo nae& ,m.^m
As cadpim sio as seguimos iMidadM -
Soyanoha, CiJBUtauga. SiB*Jub'jLV,|e!'
AngehcaTBengalas, M^J^^A SNB|'
nedicto, Pao-Ferro. Poco Fondo, Cimbres, N. b
das Dores, Alagoa da Bailo, Garntanos Palmei
ra ktw-mutiotta, Baique, Pedra.Bre-
k,' Mm, KBaoooda, FloraaU 1' ca-
dmVFSf^lJon*. Alago** de logase.ra,,
l los dTlogaaaira, Varas,Cabrob,Sagaalrq,
ieopoloiaa, Oariawy. Secra-ianca, GraoUa a
Ei.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DI
Mavegaf5o costeira pr ?apo.
Mamanguape.
O vaper Goruripe, com
mandante Santos, seguir
para o porto cima n>.
dia 27 do corrente s 5
1 horas da tarde.
Recebo carga, oncom-
jageiros e dinheiro a treta at as
Krofa'a tardVoo dia de saa sahida : escriptor..
lo forte do Mattos n. 12.______________
Para o Porto
O patacho portugus Oliiutd, capijo Moraes
a sahir at o flm do correle mes, toma aioJ *
alguma carga : tratar com' os consignatarwa
Moni ro, Gregorio & C, a roo do Boa Jeaas au
mero 56. ^___________
Para o Rio Grandevo
Sal
ga : trau-sa eomoe seo* eonaiaii*^ Au
Luis de Oliveira Azevedo, roa do Bom fvs
mero 57.

smaBjsjSjsoBOooooooooooioooveoam
I MMT1LRH


feiam
Porto por Lisboa
Paraos dllen** prtos pretende sabir com a
poeJtel breudad* a barca portugueza Cera, na-
vio de i" d isa, por tor a maior parle de tea c*r-
rogamento eagajado, n para o qae loe (alta, que
recabe a finito eommodo e passegefros, para oa
{pees itim acetados commodos, trata-se com o
coneatnatario Joaqaia los Goncalvos Beitrio i
roa Id Com nercio n. 80.
LEILOES.
LEILAQ
DE
\ {Abo de urinario, i grandes espelhm con mol
dura 8e Jacaranda, mob lias de Jacaranda .
amarello, I machina de costara, ama porcao
ile cortinados para jenellas, nma pernio de glo
1>oi pare gaz, meta elstica, 1 secretaria para
dvrgado, gnardafoopa, guarde-looca, jarros
para florea, eandieiros a gai, figuras para cima
de mesa, qnadros de differeotes Teitios e costos,
1 eUgeres, onrqtieus, 1 estante para litros,
toucadon s, privada, cabides, cadeiras avulsas,
i machina pare lavar roopa, xommodas, lonca
para almoce.relogioe notos de onro patente in-
Slez e de pra*a (para (eehar ama factura), re-
ornas d< vicro.reogioj de parede novos e usa-
dos, bancas para junio de cama, camas france-
za, enelianas, camai' de (erro, e outros ami-
tos objecios qae estario patentes aos Srs. com-
pradores
HOJR
A*S H HORAS EM PONTO
Ao amtlgo armazem de leiles.
na do Imperador a i o
O agente Pestaa Tara leilo por conta de di-
versos, uo correr do martello, dos cbjectos cima
acionados: no armazem da ra do Imperador
16.
A
I
Precisa-se alugar am sbradmho de om
andar, porem que tenha solio, oa om V
andar na mesma condicjfo, com tanto qae
seja no bairro de Santo Antonio, e as se-
gointes roaa: Croies, paleo do Carino, pa-
teo da Penha, largo do Paraso, rna Direita,
oa em ontra qoalqoer roa, com tanto qae
tenba de tres qaartos para cima. O pre-
tenderte nio duvtdar faier algutn concert
ligeiro, pintara e caiacie no caso de preci-
sar e sendo qoe o aloguel convenba.
Qaem U*er e qnizer alagar, deixe carta
fechada aesia typograpbia com as iniciaes
F. G., com a declarac3o da roa, numero e
aloguel, bem romo os commodos qoe ti-
rar.
LEILAO
Dous consones, 2 marqoezas e nma cama
de ferro, massa fallida de Manoel Jos
Lopes -. Irmio.
SEXTA-FEIRA 26 DOCORRENTE
' O agente Martina far leilao, por mandado do
Illa. Sr. Dr. jaiz especial do cemmercio, dos mo-
ris cima, pertencentea a massa fallida de Ma-
noel Jos Lepes & Irmao.
No armazom da rna do Imperador n. 48, s 11
horas do dia.
LEILAO
Diversos
DA
movis, louca, quadros e algnos
livros
Espolio de Epilanio
" O agente Martins /ara leilo, a reqnerimento do
r. curador geral dos ausentes, e por despacho
do Ulna. Sr. Dr. ais de orpbios e ausentes, de di
versas mesas, quadros, livros, bahtis, ronpas e
cutres objectosfpertenceates ao espolio de Epifaqio,
escravo.
SEXTAFEIRA 26 DOCORRENTE.
No armazem da ra dolmperadar n.48, as II
horas do dia.
GASA A FORTUNA
Aos 5:0001
Bilhetes garantidos.
1 n Primero de Marco (outr'ora ni de
Crespo) n. 23 e casas do costme.
O abaixo assignado, tendo vendido nos sena fa
Itiaa bilhetes qoatro quartos n. 66i com 5:0004,
dons meios n. 1290 com 800*, dons selos n. 2083
com 300*5000 e outras sortea da 404000 204000
da lotera vida aos posuidores a virem reeeber na confor-
midadedo costnmesem descont a Igum.
Acham-a a venda oa bilhetaa garantidos da
44' parta das loteras a beneficio da nova igreja
de Nossa Senhora da Penba (13a), qae se extra
oir no sabbado 27 do correte mes.
PREgOS.
BilneU inteiro 6*000
Meio bilhete 3*000
Quarto 1*500
Em porcao de 100*000 para cima.
Bilhete inteiro 5*800
Meio bilhete 2*780
Quarto 1*378
Manoel Martina Finta.
DA
L0.IA DE IIIBMS
A ra da Imperatriz n. 54
Sexta-feira 2 Ce agosto
A'S 11 HORAS
O agenio Oliveira far leilao por intervencao de
sea preposto Pinbo Borges, reqnerimento do in-
venlarianle, o por despacho do Illm. Sr. Dr.juiz
de orpbios o aasentes, da loja de miadezas e
todos os seus accessorirs perteneentes ao espolie
do finado Manoel Rodrigues de Almeida, sita
rna da Imperatriz o. 51.
Os Srs. pretendentes p dem examinar anteci-
padamente a relacio das fazendas, armacio e mais
artigas existentes no dito estabelecimento, e para
este lim dirijim-se ao escriptorii do referido agen-
te, sito ra do Bom Jess n. 53, 1* andar, onde
se darlo as informales necessarias.
O leilo ser efectuado na dita loja, no dia e
hora a:ima rr en;iooados.
LEILlT
DO
Brigiic nacional Santo Amaro
Malliad o 99 do corrate.
A'S 12 HORAS EM PONTO.
' O agente Oliveira, autorisado pelo competente
dono far leilo, por interveocao de seu preposto
Pinho Borges, do brigue Sanio Amaro, ancorado
oeste porto, e consbllndo em velas grandes e pe
quenas, joantes, traquetea de lona, 2 mastros
com todos os suas pertenjas, masiaros, vergas,
moitdes, 1 relegio da bitacula, 1 globo para a raes-
ma, 2 slgnaes 1 sino de brome, 1 escaler, 4 re-
mos de faia, 2 de pinbo, 1 canoa, 1 caldeira, 1
fogo com ciixa, 1 mesa de cmaras, bomba,
guinchos, estopa, ferragens e mais utensilios de
bordo, os qaaes por nao aebarse presentes para
xame dos Sr?. preteodentes deixou-se de effe-
ctuar o leilo, o qual ser impreterivelmeote ef-
feetoado no dia cima declarado no armazem do
Sr. Francisco Botelho de Andrade, sito praca de
Pedro I n. 6, (outr'ora tua do Bruna oa largo
do Cbafariz).
Praqa da Independencia
ns. 38-40
Neste novo e elegante estabelecimento encontra-
rlo sempre um bonito sortimento de miadezas,
perfumarlas finas, artigos de moda lato, lado
por precos mufto razoaveis, e mais barato do qae
em outra qualquer parte, a saber:
Camisinbas, pachos e golinhas bordadas em
cambraia e ricamente enfeitadas, fazenda ioteira-
mente novidade.
Rico soriimenio de fitas com franjas para cintos.
Gravatinhas oa lacinhos cbinezas para senboras,
fazenda ioteiramente nova.
Bonito sortimento de brincos, capellas, cruzes,
boies para pnnhos, ludo de poreellana da China,
fazenda da novidade, e so se encontra na Madri-
silya.
Rico sortimento de leqaes de todas as qoalida-
des, tamanhos e precos.
Rico sortimento de coques de caballo, que se
pode encontrar de melhor e bom goslo, por pre-
cos razoaveis.
Lindos eqcbovaes para baptisado.
Touqulnbas e sapatinbos de selim e merino.
Meias de seda fio de Escocia para meninos.
Espartilbos de todas as qualidades para senbora.
Completo sortimento de agnlbas para crochet.
Fil de seda com coaitas ramagens para noiva,
fazenda muito nova neste genero: s na Madri-
silva.
Ricas flores artificiaos para eabeca e chapeo.
Bonitos quadros para gabinetes com lindos de-
seBhos.
Completo sortimento de mantas e grvalas pre-
tas, setim branco e cambraia de linho.
Abotuaduras para collete, cornalina, crystal,
etc., ele.
Lindo sortimento de guarnieres para camisas.
Lindos botoes de madreperola e outras qualida-
des para punhos, novidade.
Rico sortimento de franjas, galSes, trancas de
seda e de algodo para enfeite de vestidos.
Completo sortimento de fitas de todas as quali-
dades e larguras.
Bonito sortimento de fitas de velludo de todas as
cores.
Perfumaras de todas as qualidades, e outros
rouitos obiectos, qae a vista se pode comprar.
Nao pode existir cabellos braocos em qaanio
houver na Madnsilva tintura de Mella Cbromo,
qne linge de preto, castanho e pardo.
LEILAO
Be
Um excellente predio- de 2 andares e so-
tio no principio da roa do Pilar n. 23.
QUINTA-FEIRA 8 DE AGOSTO
A's i i horas da manbaa.
O agente Oliveira, por intermedio de sea pre-
posto Picho Btfges, vender em leilo o predio
cima mencionado, o qual se acna bem situado,
podendo servir para om estabelecimento de mo-
lhados por ter um e pacoso pavimento terreo e
pela poice em qae se acha.
Os Srs. preteodentes tef io todas as inforsacSes
precisas no escriptorio do referido agente, sito
rna do Bem Jeitos o. 53, 1* andar.
LEUAO
DE
FAZENDAS
Qaarta-feira 14 de agosto.
A'S 11 ii HORAS EM PONTO.
O agente Oliveira por intermedio de sea prepos-
to Pitho Borgei, e por aandado do Illm. Sr. Dr.
joiz do commeicio, far leilo de diversas fazen-
das, perteneentes a massa fallida de Estevo Can-
dido da Silva; cobsistindo em chitas, ma iapolo,
calbralas, chales, castores.bstas, aigodSe>zlnhos,
lencos, bal3<:s, cobertores, chapeos para homeos
e mailos outros artigos que estao patentes na
occaso do leilo.
Em sea escriplorie i rita do Bom Jess n. 53,
i* andar.
ATTENCAO
No dia 8 de julho de 1872 ausenton-se o escra-
vo Joaquim, idade 28 nnos, cabra, cabellos cara-
pinba, alto, magro, tero olhos pequeos, amas
manchas no rosto, qae parece pannos pretos, jul-
ga-se ter ido para Caruar por ter sido de l e ter
la pareles, e tambero deseonfla-se estar aqni ou
na cidade e arrabaldes trabalhando de servente em
a'guma obra ; roga se s antoridades e capites
de campo a apprelien-o do mesmo escravo e le-
va-lo ao eogenho Larangeiras, fregaezia de Una,
oa ao Sr. Jos de Sooza Barrelros, na rna da Cotn-
panbia Peroambucsna n. 2, qae ser generosa-
mente recompensado.
SEGUNDO LIVRO
DK
PELO DB.
Abllio Cesar Borges .
Kdlco de Pars 1S9
2*000.
Livrarta franceza,
Gabinete portuguez
de leitura.
De ordem do Illm. Sr. presidente do eonselbo
deliberativo convido aos sennores socios effectivos
deste gabinete reunirem-se em assembla geral,
na sala das respectivas sessdes, domingo 28 do
crreme, as 10 hora: da manba, para dar execu
gio ao nico do art. 48 dos estatuto?.
Secretaria do conseibo deliberativo do Gabinete
Portuguez de Leitura 24 de julho de 1872.
Antonio Angosto dos Santos Porto,
! secretario.
Precisa-se de um caixelro brasileiro que te-
nha pratica de taverna : a tratar na roa Imperial
numero 31.
Deseocaminba-se hontem (23 ) um preto
qae conduzia para a estaca de Apipncos om
saeco contendo cerca de 10 caiaa de feljle, al
gana pares de tamancos e mais dous embrulbos:
quem delle der noticia oa apprebende-lo ser re-
compensado rna do ttangel n. 10.
Precisa-se alugar orna preta qne seja en-
gommadeira e qnitandeira, agradando tambera se
compra : na roa de Santo Amaro n. 2, taverna.
Cffarece-se ama mulber de idade para casa
de hemem solteiro ou de pouca familia : a tratar
na rna da Penba n. 15.
ni
Uomarca
O hachar el Flix de Figueira, promo-
tor publico da comarca- le Pajead de
Flores, advoga nos ttrmos de Flores, In-
gazeira, Villa Bella e Municipio do Tri-
nmpho. Enearrega-se da cjbranca ami-
gavel ou judicial as qualqaar debito, por
commoda porcentagem : qaem de seas
prestimos se quizer utilisar, pode dirigir-
se directamente. ao;annunciaote,on enten-
derse com os Drs. Manoel de PigueiiOa
Paria e Felippe de Figueira Paria, na
roa Duque de Caxias n. 44, escriptorio
do Diario d Penumtmco.
DE MARCO OCTMr.i
CRESPO N
Uaila qae pasr^ as sortee
los 20;000000.
O al aixo aasignado mn sempre exposto aven
UosIslizesbilhefLi do Rio de Jane&o, pagandt
yomptamente^ como costuma, qualquer premio.
PRECOS.
Inteiro 24*000
Meio 12*009.
Quarto t M*000-
Manoal Martina Finia.
nico dopeaUo em Pernambuco dos charu-
tos G. Schnorhnscb da Babia, no escriptorio de
Cunha & Manta : vende se de todas as mareas,
por precos establecidos, e en porcao de 5,000
para cima se dar descont : na roa do Mrquez
de Olinda n. 10.
Escravo fgido
Auzentou-se desde 13 de maio prximo passa-
do o preto Alfredo, de trinta e tantos annos, es
Utura, alto e magro, olhos grandes e tem un
geito no andar, perfeito cozinheiro e foi escravo
do Srs. Adriano A Castro, e ultim: mente do Sr.
Jos* Joaquim Goncalves Bastos, costuma andar
pela Capnnga e Poco da Panella, e consta qne j
foi visto na cidade de Olinda ; estes sao os pon-
tos aonde elle tem andado : qaem o pegar tra-
ga-o a roa Duque da Caxias n. 91, leja do Rival
sem Segundo, qoe ser bem gratificado,
HOMEOPA
DO
Dr. Santos Mello
43Roa do BarSo da Victoria43
Residencia mesma roa n. 7, 2a an-
dar.
Vaceina todas as quintas-feiras e do-
8~ mingos.
Gratis aos pobres.
mmmmm-mmm
Loja
Traspassa-se o arrendamento da loja da roa do
Baro da Victoria n. 15 : tratar na mesma.
Cosinheira
Precisaba de nma molber forra oa eserava qne
seja boa cozianeira e engommadeira para casa de
familia : a tratar na rna Duque de Caxias n. 93,
loja.
Imperial fabrica
DE
Rap areia fina da Baha
DE
Moretra & C.
O abaixo assignado, nico agente dessa
fabrica, avisa ao publico qae tem aberlo
o deposito de dito rap no seo escripto-
rio roa do Vigario n. 21, ende os fre-
goezes encontrarlo sempre a qoantidade
2? qne precisaren).
Wt Recite, 29 de abril de 1872.
q. Domingos Alves Matheos.
**** 0 8 *******
Criada,
Precisa se alugar urna carava, para eozlnhar
e comprar : na ra do Vigario n. 10, paga-se
bom.
O abaixp assignado faz publico em geral que
d'ora em diante deixa de assignar-se por Jos An-
tonio de Carvalho Jnior e sim por Jos Antonio
da Costa Carvarbo.
Joaquim Jos Oonpal-
ves Beltrao
Ra do Commercio n. 5, Io andar.
Sacca por todos oa paqoeles sobre o
banco do Minbo, km Braga, e sobre os se-
gnintes logares de Portugal.
Amarante.
Arcos de Val de Vez.
BarceHos.
Beja.
Chaves.
Goimbra.
GovilhS.
Faro.
Gnarda.
Goimaraes.
Lamego. '
Lisboa.
Mirandella.
Mongao.
Ponte de Lima.
Porto.
Tavira.
Valpassos.
Vi a n na do Castello.
Villa de Conde.
Villa Nova de Famalico.
Villa Nova de PortimJo.
Villa Real.
Vtzen.
Valenca.
Figaeira.
PenaSel.
Regoa._______________________
Ao commercio
Os abaixo assignados deelaram ao publico e es-
pecialmente ao corpo do commercio qae nesta
data compraram ao Sr. Joaquim Goncalves de
Azevedo Maia, o sea deposito de pi e bolacha,
sito no largo da Penba n. 8, Hvre e desembara-
zado de qualquer debito qae possa apparecer
at esta data.
Recife, de julho de 1872.
Joaquim da Silva Salgueiral & C.
Fugio no fim do mez de novembro do anno de
1869. do eogenho Goit, sito na comarca de Na-
zareo), a ezerava Thereza, de 30 annos de idade
poaeo mais oa menos, com os signaes segalntes :
cor n.ulata bem clara, baixa e grossa do cor-
po, rosto redondo, olhos castaohos e grandes, na-
riz ua Unto chato, bocea grande, dentes grandes
e cangallos, cabellos meios loaros e eaxeados
para s ponas, bracos e pernas grossas, ps car-
tos grossos, com algaas ekatrizes de relho
as cestas.
Igu lmente est fgido desde o df 26 de feve-
reiro lo correte anno o escravo orioulo de no
me > rostinho, de 40 annos de idade pneo mais
en menos, e os signaes segniotes : cor bem pre-
ta, alo e grosso do corpo. rosto redondo e car-
nudo, olhos pretos e grandes, naris chato, boc-
ea grande, beicos grossos, representando dons
beicos do lado de cima, com falta de dentes na
frente., cabeca eomprida e calva de diante para
traz, principiando a pintar Unto no cabello como
oa baiba, pernas Anas, ps tortos apalhetados,
com nma cicatriz em um dos regeitos dos ps,
Este escravo foi comprado a Pedro Garda,
morador no serto do Sabogy, e ji fez urna sabi-
da com deslino ae serto e foi preso em Bom
Jardn i da comarca do Limoeiro.
Roga-se a todas as autoridades policiaes, oo
mesmo pessoas particulares, que os prender e con-
duzir io referido engenho Goit, a serem entre-
gues i sea senhor o major Christovio de Hol-
landa Cavalcante de Albuqoerque, ser por cada
am gi alineado com 200*000 rs.
Aluga-se
o 3* andar da casa da rna do Amorim o. 39, com
commodos para pequea familia ; a tratar no ar-
mazem do mesmo._________________________
Compauhia de Seguros l'henix
Pernambucana.
Sao convidados os senhores accionistas a virem
recebe r o segaado dividendo na razio de 24* por
accao. Pernambuco 8 de julho de 1872.
Os directores,
Luiz Duprat.
J. H. Trindade.
Luiz A. Siqueira.
h rm da praca do Conde
d'Eu.
Pre isa-se de alguns ps de jasmim-laranjinba,
preferindo-se es qae ji estiverem grondes. Se
algum.i pessoa que os possair quizer da-os ou
vende los ter a bondade de avisar ao Dr. Mos-
coso que os mandar, buscar onde se acharem.
Espera-se que quem quer que os tenha e possa
dispor delles por ama forma oo outra nio se re
cusar de concorrer para o bem publico.______
Os credores da massa fallida de Fernando
Stepplti da Silva sio convidados a apresenurem
com a maior brevidade po&sivel em casa dos admi-
nistradores da diu massa i rna da Companbla Per-
nambueana n. 14 os seus litlos, aSm de pjo:e-
der-se a classiOcacao de crditos. Recife 10 de ju-
lho de 1872.
Os administradores,
Joaquim Das dos Santos & C.
Ao commercio
Os a jaixo assignados scientilicam ao respeitavel
corno do commercio que cempraram ao Sr. Mar-
eos de Almeida Lima o esubelecimento de mo-
Ibados sito no pateo do Terco n. 11, Hvre e de
sembaracado de qoalqner debito : qaem se julgar
eom direito ao mesmo queira nestes tres dias en-
tenderle com o Sr. Marcos de Almeida Lima. Re-
cife 4 de julho de 1873.
Minervino Francisco Lobo.
Francisco Ignacio Lobo.
Medalhas milagrosas.
A COROA BRIlHNATE, loja de joias na
esquina da rna do Gabog n. 11, receben
um sortimento de medalhas milagrosas e das
Dores, de onro e prata donrada, e junta-
mente cassoletas para meninas, de bom gos-
to, a 3^000 e para senboras 85000, assim
como tambero nm completo sortimento
de ocolos e pince-nezs de ac e tartaroga fi
nos. todo por precos mdicos. A loja es-
tar aberta noite at.8 horas.
. Inglez e francez
Urna pessoa competentemente habilitada offe-
rece-se a ensinar a fallar e escrever inglez e ran
cez em casas particulares, e pode ser procurado
00 pateo de S. Pedro n. 17.
(> Da-se anda 400* sob penhor em alguma es-
crava : oa roa de Hortas o. 94.
Na Praca da Independencia n. 33 se compra
onro, praU e pedras preciosas, e Umbem se vende
obras de igual especie._____________________
Aos senhores de eogenho
Urna pessoa competentemente habilitada offere-
cese para administrar qualquer engenho, propon-
do-se a leccionar msica vocal e instrumental :
qaem de seu prestimo te qaizer utilisar annnncie
para ser procurado.
Off.-rece-se am rapaz eom pratica de fazen-
das e miadezas, para caixeiro de qoalqaer esta-
belecimento : qaem precisar deixe carta fechada
nesta typograpbia com as iniciaes S. M. L.
CASA DO DURO
Esta feliz c?sa acaba de vender nos seos mui-
to felices bilhetes, dous meios de n. 2894 com a
sorte de 10:000*000 da lotera n. 409.
Atten$Lo
Desappareceu no da 22 do correte da ra de
Pedro Alfonso u. 49, 2 andar, a eserava mulata
de nome Umbelina, alu, secca do corno, cabellos
carapinha aberto estrada, anda calcada, julga-se
ter sido seduzida pelo sea amigo Alfredo de tal,
pardo, qae ha pouco lempo leve baixa do corpo de
i Iicia ; suppde-se que onde andar o mesmo Al-
redo anda a diu mulata : pede se, portanto, s
autoridades policiaes a apprebensio da mesma e
leva-la roa cima mencionada, que ser recom-
pensado com a qoantia de 80*.
= Precisa-se de om caixeiro para balco e
ama ama para comprar e cozinhar : na ra do
Coronel Suassnna n. 1.
Precisa-se ee ama criada
geira, para cozer e engommar :
co Commercio n. 38.
para casa estran-
S tratar na roa
rrecisa-se
de am monino de 12 a 14 annos para ca'xeiro de
loja : na rna Nova n. 4 se dir qoem precisa.
MISOS DIVERSOS
Lava-so e engomma se perfeltamente para
cmeta f na mu da Gloria n. 84.
Ao commercio
Os abaixo assignados fazem slienta ao raspeita
vel corpo do commercio que no dia 3 do crran-
te dissolveram amigavelmente a sociedade qne ti-
nbam no estabelecimento de taverna sito a roa do
Motoeolomb n. 24, qne gvrava nesta praca sob
a Arma de Araojo A Mais, fleando lodo activo
passive a cargo do socio Jos da Silva Aranjo, e
retirndose o socio David da Silva Maia, pago e
satisfeito de sea capital e lucros.
Afosados. 18 de luiho de 1871
Jos da Silva Araujo.
David da Silva Mala.
Se o Sr. da ra da Madre de Deas a. 14 tem
algom negocio eom o abaixo assignado queira
procora-l* na roa do Imperador n. 26, primeiro
andar.
Antonio Alfonso Moreira.
Sociedade ino Bemficente
Martima
-De ordem do director sao convidados iodos os
socios a comparecer em assembl geral, sexta-fei
ra 26 do correte s 7 horas da noute para tra-
tar- sa de negocios tendentes a mesma sociedade.
Secrtttria da Sociedade Uniao Beneflcente Ma-
rtima em Pernambuco, 24 de julho da 1872.
O seereurio,
Antonio Lopes Teixeira da CosU.
Na ra do Vigario Thenorio n. 17 precisa-se
fallar com o Sr. Joaqnim Goncalves Carnelro a
negocio de seu interesie.
StOOOSOOO
D-se a premio de am e meio por cento sobre
hypoibeca em predio de maior valor e nesta cida-
de a quantia de 3:000*000 : qoem precisar deixe
carta nesu typograpbia com as iniciaes J. B.
USA DO 0
Aos 5:000^000.
Bllhetca garantido* da pre-
Tlncla.
Rna do Baro da
Victoria,
Outr'ora ra Nova n. 63 e casen
do costume.
O abai:.o assignado acaba de vender'nos seas
muito fel.zes bilhetes a sorte de 100* em qaalro
qaartos de n. 1339,e am bilhete inteiro de n. 1468
eom a sorte de 100*, alem de outras sortee meno-
res de 40* e 20* da lotera que se acabou de ex
trabir (12'), e convida aos poesuidores a virem
reeeber, qoe promptamente serio pagos.
O mesmo abaixo assignado eonvida ao respeiu-
vel publie) para ir ao sea esiabelecimento com-
prar os miito felizes bilhetes, que naddeixari de
tirar quai iner premio, como prova com es mea-
mos annu icios.
Acha-se i venda rs muito felizes bilhetes ga-
rantidos da 14* parte das loteras a beneficio da
igreja de N. S. da Penba, que ser extrahida no
dia sexta-feira 26 do correte mez.
PRECOS.
Inteiro 6*000
Meios 3*000
Qaartos 1*000
De 1001000 pan cima.
Inteiro 5*500
Meaos 2*780
Qaartos 1*375
Joo JoaqnJm da CosU Leits,
Precisa-se de ama ama para coslobar e on-
tra para engoiimar : na roa do Corredar do Bis-
pon.lt. ____________
Precisa-se de orna ama qoe sei-
ba perfeitamente cozinhar : a tra-
tar na rna da Hospicio n. 50.
AMA
Precisa-ue ae urna ama para pequea fami-
lia : na rna do Hortas n. 94.
Ama de leite
Precisa-se ce orna ama de leite para orna fami-
lia franceza : na ra do Imperador n. 79, tercoi-
ro andar.
AMA
andar.
Precisa-se de nma litre ou
na travesa de S. Pedro n. 4
oaerava :
primeiro
Na roa do Alecnm n. ;20 precisase
de nma ama para todo o servlco de urna
familia de dnas pessoas.__________________
Precisa se de urca ama para cozi-
nhar : na rna Imperial n. 199.
AMA
AMA
Ama de leite
Precisa-se da orna ama qne tenha bom leite ; na
rna Duque de Caxias, (Qoeimado) n. 89.
Precisa-se de nma
rna Direita n. 10.
ama para cosiobar, na
AMA
milia.
Na ra do Imperador n. 49 2* andar
precisase de orna ama que saiba co-
silbar e engommar, casa de ponca fa-
AMA
Prccisa-se de ama ama perteita cos
nbeira, paga-se bom ordenado, para ca-
sa de homem iolteiro: na rua.do Livramente n. 6,
loja._______________________
Precisa sede urna ama,
para casa de rapas sol-
teiro : a tratar roa de
Pedro Alfonso numero
quarenta, antiga roa da
Praia.
AMA
Precisa-se de nma ama para servico de casa,
preferiodose < scrava rna^do Bom Jess, outr'ora
rna da Cruz n. 58.____________"-_____________
Precisa se de urna ama qoe saina
cozinhar e ensaboar : na roa da Glo*
B. 184.
50*000
Na praca da Independencia o, 33 fe d de gra-
liflcacao a qoem apresentar eserava Manan-
oa,r ta, da idade ma< de 30 ann>, bastante la-
dini, com hita le en'es, entura baixa, tem sido
por doas vezes encontrada c:m um bilainbo na
ra da Aorora em directio da vla-terrea.on eolio
emSantb Amaro; em todoeaso parees dMdeva
estar por aquellas imcredi i .oes, esU auserts det-
ep 6 de fevtreiro. ________
Lina
is, bigodoi
Tintura da
Para liogir os cabellos, bart
restitui-lhes a cor natural, em
2 minutos
Entre todos os preparados ehimlees destinados
colorisacao do cabello, devs a Tintura da Chi-
ta, por sua snperioridade, oceupar om dos mais
distinetos lugares. Ella di ao cabello a c6r qu*
se deseja, sem o damnificar, mais antes o conser-
va fortifica.
Deposito na pbarmacia americana de Fer
reir Maia & C roa Dnqoe de Caxias n. 57
AMA s.
MAA
Preeisa-se de nma ama
qua saiba comprar e co-
zinhar com perfeieio :
na roa da Aorora o. 5,
2a andar.
^^^
Precisa-se de urna para
comprar e cozinhar para ca-
_ sa de ponca familia : a tra-
Ur a roa da Imperatriz n. 10.________________
Pre-.isa-se de nma ama para comprar e e-o
zinhar para casa de ponca familia : na rua^da
Imperatriz n. 65, primeiro andar.
GRANDE
DE
IPIANOS
Ra Nova d. 14, sobrado
ANTONIO JOS' DE AZEVEDO
partecipa aos amigos e ao respeitavel publico que
acaba de abrir nm grande deposito de pianos e
offleina para concert?, na roa e numero cima,
onde sempre encontrarlo pianos a venda dos se-
guintes fabricantes :
fErard.
Henrique Weris,
iPleyel Wolff & C.
Blondel.
Amede Thibanli.
AFINADOR.
Na mosma cfflcina encontrario nm perito affl-
nador prompto a aecudir a todos os chamados.
4004000.
D-se a qnantia cima a quem apprehender os
escravos Manoel Ricardo e Fiel, que fugiram no
dia 14 de maio deste anno : o 1* da provincia
do Cear, e veio para esU pequeo, cabra ataio-
cado, cabel'os cacheados, ps pequeos, baixo,
bom corpo, bocea lascada, com pouca barba un
qaeixo, e poacc bigode, representa ter 30 annos,
ladino, e gosU de andar limpo ; suppSe-se ter le-
vado em sua companbia urna mulher de nome
Rachei, alva, com cabellos cortados. Fiel, cabra
claro, idade de 27 annos, altura e corpo regula-
res, cabellos earapinhos, andar vagaroso e espi-
gado, tem falta de nma nnba em um dos dedos
grandes dos ps, um buraquinho no nariz encos-
tado as venus, proveniente de nm conce de ca-
vallo, pouca barba; levoa em sua companbia urna
mulber de nome Pelismlna, de cor alw, com bom
caballo. Da-se metade da RratiBcacao cima a
quem levar qualquer um destes escravos as en-
genho Macaoass, freguezia da Eseada, cu no Re-
cife, roa do Cabug n. 18, casa de Manoel Jos
Forreira Cruz.
e eoromnm, todos os dias as 2 l|2 hora* da tarde
sahir da forno, podendo o fregnezes compra-lo
a inda qnente, sendo fei o de farinba especial; as-
sim como o pi chines : na roa do Gervasio Pires
o. 45, nova padsria americana.___________^__
ATTENCAO
Tres escravos fgidos
Desaprareeeram no dia 23 de novembro de 1871,
do dogenho Dons Bracos de Cima, na fragoezia da "
Eseada, os escravos egnintes :
Flix, erionlo, de 50 anaoa pouco mais oa me-
nos, altura regular, ebeio do corpo, bem feito de
ps e pernas, rosto redondo e um pooco carrancu-
do, falla poaeo, tem todos os dentes da frente,
alguns dos qoaes sio limados, osa de sui-sas, tem
cabellos braocos celias e na cabeca ; foi escravo
de Joaqoim Raphael da. Cruz, de Pajt de Florea,
d' onde veui para ser vendido oa cidade do Recife.
E' a segunda vez que desapparece este estravo do
poder do abaixo assignado, sendo qoe da primei-
ra foi preso em S. Jos da Ingazeira, pelo qae se
snppde ter ido para o mesmo logar.
Joio, qoe reprsenla ter 32 anoos, moito alto,
seceo do corpo, bracos e pernas finas, rosto eom-
prida, com mateas de bexigas, olhos pequeos e
vivos, nariz om pouco chato, falla bem e om
pooco gago, toca viola e gaita, e dia u r sido es-
erava de um padre, j fallecido, e ser natural da
villa da S. Joio ou S. Thom oo serto de Cariri.
Antonio, finalmente, de altura e rosto regola-
res, cor (ola, com 22 annos, bem feito de corpo.
ps e pernas, olhos amortecidos, nariz bem feito.
falla mansa, tem falu de dentes na frente, esta
agora bocando, diz ter sido escravo de Lnis Pe-
drosa, morador no rio Piranbas e vendido para o
sertio de Piane. Foi tmbeos escravo de Cypria-
no Bezerra Leite, por coja prccaraeio o venden'
o Sr. Marcellino Francisco Alves da Silva, so
Recife.
Roga-se s antoridades policiaes e capites de
campo a captnra dos escravos 'cima podendo
ser elles entregues ao abaixo assignado, no en-
genho aelma, oo oo Recife, roas da Madre de dos
o. 36,1.* andar, e do Qoeimado n. 47, onde ser
generosamente gratificado qoem quer que appre-
benda os escravos referidos.
ilanoil Rodrigues da Silva Cantara.
Aluga-se nma casa com 3 quartos, cozinba
(ora e om pequeo sitio na Casa Forte : a tratar
na roa Velha n. 84.
Na travessa da rna
das Crazes n, 2, pri-
meiro andar, da-se di-
nhelro sobre penhores
de onro, prata e brilhan-
les, seja qual for a qnan-
tia. Ha mesma casa com-
pram-se os mesnos me-
taes e pedras.
Maria Anguila Lins Baha e seos
Olhos convidara aos prenles e ami-
gos de seu finado e sempre chora-
do man Jo e pai o Dr. Jos Antonio
Babia da Caoba para assistirem a
urna missa qne por saa alma man-
dara celebrar na matriz da Boa-
vista as 7 1|2 h ras da manha de 26 do corren-
te, 2 aoniversario do sea passameoto; pelo qua
desde j seconfessam eternamente gratos
Joas da Mona Boteiho, e sens ir-
maos agradecen) cordealmente a
todas as pessoas qne dispensaram
o favor de assistir ao enterro de
saa chara e mu presada nana
Anna Francolina Botelho ; e pedem
as mesmas pessoas, seos prenles
e amigos o caridoso obzequie de assistirem a mis-
sa do stimo dia que dever ter lugar na igreja
da Ordem Terceira do Carmo, sabbado 27 do cor-
rete pplas 6 horas da manha.
Alnga-seT um soto na ra do Rangel o. 54 :
tratar nal rna da Praia n. 31; prefere-se urna
pequea familia.
Attenpao
les^Srs.
Pede-se aes Srs. AureUano Aogasto de Souza
Serrano e Antonio Alfonso Moreira, o obzeqow
de virem ra da Madre de Deus n. 14, eumprir
o que nio ignorara.
(MEIRO
Precisa-se de um de 12 a 14 annos eom
ca ou sem ella : na roa do Rangel n. 77.
prajt-
I.
0 Sr. Melquades Antones de Almeida
queira vir esta typograpbia concluir o pa-
gamento do aluguel da casa em qno mora
em Olinda.
Abilio Viegas Martins Guimares, faz publi-
co e com especialidado ao corpo do commercio,
que comprou ao Sr. Francisco Paoline Lopes de
Almeida, a taverna da roa de S, Goncalo n. 27,
livre e desembaracada de Iqualqaer ona*. Se
algaem se julgar 'com direito alguma reclama-
cao dirija-se mesma taverna no praso de 3 dias.
Fugiram do engenho Cacboeirioba, freguezia
da Eseada, os escravos Rufino e Ignez, na noite de
12 para 13 do eorrente, os quaes. teem os signaes
seguintes : Rufino, edr fula, estatura regular,
corpolenio, ps mal feitos, falu de dentes na fren-
te do lado de cima, 25 a 28 annos de idade, olhos
regolares, nariz chato, cabellos earapinhos, levoa
roapa de bnm; Ignez, mulata clara, rosto largo,
olbos salientes, alta, secca, ps grandes, cabellos
earapinhos, nariz chato. Estes escravos sao ca-
sados e perteoeem ao abaixo assignado, que gra-
tificar ganerosamente a qaem os apprehender e
levar ao referido engenho.
Maooel Cavalcante de Albnqnerqae.
Agencia de leudes.
Ra do Imperador n. 16
O nove dono deste importante estabelecimento
(o mais amigo oesta proviocia) scientifica ao res-
peitavel corpo do commercio e ao publico em ge-
ral, que recebe consUntemente para ser vendido
em leilao publico ou particularmente todas as qua- arga'do"crspo".
lidades de objectos, gneros, mercadorias, fazen h
das, miodezas, trastes novos e asados, pianos, Ion
ca, qoinqailharias e todos os perieaces do aso de
mestico de qualquer casa
A botica popular n. 77, da roa da Imperatriz
para a mesma roa n. 69 e 71, continuara a func-
cionar, com qoanto anda n3o esteja prompta.
Bouquet das Damas
Qs propriet arios deste estabelecimento fasesa
scieote ao respeitavel publico que tem reeebido
por todos o paquates da Europa om bello sorti-
mento de mercadorias proprias deste mercado e
por barato prego.
Perfiim arias.
Um grande sortimento de perfumaras Boas dos
fabricantes Rimel, Glenel, Lubin, Coodray, Piver a
sociedade bygienica, qne se vende por precos
commodos; i ra 1* d Marco n. 14, antiga do
Crespo, no Bouquet das Damas.
Obras de cabellos.
As Exmas. Sras. encontrarlo no esubelecimen-
to i roa 1* de Marco n. 14, intitulado Bouquet das
Damas, om perfeito sortimento de obras de ca-
bellos vordadeiros, como seja, coqoes de tranca,
ditoa de cachos, trancas, bicos, cacbe-paine e to-
petes, tudo da ultima moda, segundo os figurines
recebidos de Pars, e se vende por menos do qae
em outra qualquer parte ; tambero se aloga pelos'
seguintes precos :
Aluguel de om coqae .
Dito de am par de trancas 24.
Dito de nm topete 1 j.
Perneado de coque a if.
Peoteado de senhora em saa residencia 34 e no
estabelecimento a 24; para enjo fim tem os an-
nunciantes nma sala preparada para as senhorae.
Corte de cabellos e barba,
O Bouquet das Damas continua no mister de
cortar cabello a fazer barba, para cojo fim tem
boos artistas: roa 1* de Marco n, U, 1* andar,
Sitio.
Aluga-se am excellente sitio, na ladeira dos
Modos (Arraiai) com commodos para grande fa-
milia, ioodo moitos arroredos de fructas, cochei-
ra e banho, defronte do moro da maebambomba :
para traur rna do Crespo n. 16. f andar.
Precisa-se de nma muiber para vender, oa
roa, quer seja forra, oa eserava, paga-se bem :
ra da Imperatriz o. 16, loja.
AO 56:660
? Na roa de S. Jsrge o. 56, precisa-se fallar con
o Sr. Antero Angosto Peixoto de Aiencar, qoe
empregado de reparticio poblica, negocio qne
alie nio deve ignorar e sanio vier publicar sa-ha
o negocio mais a miudo.
AUeicfe
Precisa-se de am csixairo qae tenha pratica da
taverna, d 18 a 20 annos: na roa da Concor-
dia a, 167.
11
MOTILADO
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I
25 de Julho d 872
FABRICA DE MACHINAS
A* Riia do Bario do Triumpho (ra do BrumJ ns.
100 a 104.
CARD0S0 ft IRMAO
VISM aos Sm. de eogenhoa e jo publico em geral, que teem re.oebido da Europa,
grande sortitoento do ferragens para engenhos e para lavoura, e qtuasquer outros ozoa
e m8ter6s di industria agrcola, o que todo \eodem por precos razoaveis.
Formas para assncar S?"' 8,"aDMd" *"~ ""
Vlinnri horizontaes e vertieses ji bem conhecidos tiesta provincia e lora della,
V npUiUo os melhores qae teem tindo a este mercado.
LO6IIC181S completas de diversos tamaahos, obra moita forte e bem acabada.
EIL61&& M06UQftS pjrj a8Sentar em grades de madeira.
Taixas de ferro
liOUaS (1 Agua de diversos tamanhos.
ICOaS entadaS e diversos tamanhos e qualidades.
f!nnr-iif na Concertara com promptid3o qaalquer obra oa machina, para o qoe
VUU'^gi t ieem 8ua fabrica bem montada com grande e bom pessoal.
PnAfttrimonrlQfl Maodam vir por encommenda da Europa, qaalquer ma-
xju OUII.lIIltlUct chinismo, para o qoe se correspondem com urna respeita-
ve de mandar assentar ditas machinas, e se responsabilisam pelo bom trabalho das mesmas.
RUA 00 BARO 00 TRIUMPHO NS. 101,102 E 104
FUNJHCAO DE CARDOSO 4 1RMO ^^^_
de ferro fundido e balido de diversos tamaohos.
II

RUA DO RRUM N. 52

(testa
(Passando o chafariz)
.Nesie estabeleciment fundado ha cerca de Irinta an-
vende-se todo o machinismo preciso para a AGRICULTURA
provincia e para o FABRICO DO ASSUCAR e preparado do
IGODiO; entre outrasmachinas de vapormoendas decanna
|>ara vapor, agua ou anima* s,rodas d'agua,rodas dentadas,
=agilhdes e chumaceiras, tachas para engentaos, = crivos e
boceas de fornalha,=*moinhos para mandiocacannos de ferro,
=terneiras de ferro e bromee,ogSes,bombas para cacimba,
ditas de repucho-=guindastesguichosalambiques,pren*
sas hydraulicas,=ditas de parafuso,ferragens para carros, na-
vfes e obras publicas, columnas e travs,serras e serranas,
diversos utencilios, preparos e motores para desearoqar algodao.
Tendo sido engaado diversas pessoas, em procura d'esta
fundido, recommenJa-se aquellas que nao conhecem hem a
praqa ohservem para se, e para seus mandatarios que a
FUNDICAO 00 B0WMAN -
est entre o chafariz e a fortaleza, perto a cooheira dos bonds,
que os edificios estao d ambos os lados da rna e pintados de
verde nos andares inferiores.
Vende-se a prazo ou a dinheiro com
descont.
ARMAZEM
DO
Rua do Bario da Victoria
N. 7_Outr'ora rua NovaJf. 7
i Sempre novos sortimentos
Calcado francez
Botinas novas para senhoras e menina?.
Botina para horneo, bao beierro, pellica, cor-
davo, vaqueta e panno, dnraqua com blqQeira de
verniz, pelliea eom biqueira ptll ca com ilbs a com boides, tanto doa fabri-
cantes Suzer como de Polak.
Bous mf ana, meias bola, perneiru e meias
perneiras para montara.
Saptos de vaqueta de verniz com sola de ma-
deira, proprios para os sitios, jardins e banhos,
tanto para seno ora como para hornern.
Sipatos de borracha para hornern, seuhora e
menino.
Botinas e abotinados de umitas qnalidades e
precos para meninas e meninos.
Sapatos de verniz, cha'lat, caseraira, nete
avelludados a de tranca, francezes a portogoezes.
Perfumaras
Finas extractos, banhas, cosmticos, oleo, opia-
tas a pos dentritkio, agua da flores de laranja,
agua de Colegne, divina, fi rida, lavande, a de
toilette, tintura para barba a cabello, pos de arroz
jabonetes a muitoa arligos delicados, como iras
uninos de extractos, ludo de "primeira qualida-
de dos bem c-rabecidos fabricantes, Piver e Con-
dray.
. Quinquilharias
Finos artigo de Paria, da diferentes gostos a
phantasia, como sejam os segaintes:
Leqaes para seobora a meninas.
Lavas de pelliea a de fio de Esjocia.
Espelhos diir- rentes, para sala a gabinete.
Vidros avalaos para espalos.
Giixinhas de costara ornada com msica.
Albuus a quadriohos para retratos.
Diversas obras de ooro da lei.
Correntes de plaqu para relogio?.
Bolsinhas a cofres de sed a de velludo.
Diversos objectosde phantasia para toilette.
Pineenez, oculos a beogallas de Inxo.
Chicotes e beogallas de baleia, canna e junco.
Ponteiras de espuma para charutos e cigarros.
Escovas para cabellos, ronpa, deotes a unbas.
Pentea de marfim muito Buo, para caspas.
Ditos difireme* para cabello e barba.
Cartelras para notas e para dinheiro.
Mala, bolsas a saceos de vihgem.
Gaiolas de rame para passarinhos.
Veneiiatas transparentes para janellas.
Abats-joars transparentes para candiciros.
Memadeiras de dar leite mu fcil as crianzas.
Tiras de moldaras douradas para quadros.
Ricos quadros ji prona pos para paisageos.
Estampas de santos, eidades a pbantasias.
Esleroescopos e eosmoramas com ricas vistas.
Objeclos de mgicas para entretenimento.
Machinas de dilTerentes .yslemas para caf.
Berros de vime para embalar enanca?.
Cestinbas para meninas da escola.
Jogos, de dama, domin, bagatellas e da gloria.
Campainbas de molas para chamar criados.
Realejos, accordions, vidros avulsos para cosmo
ramas e outros maitos artigas de quinquilharias
difflceis de mencionar.
Brinquedos
Para enancas.
O maior sortimento qoe se pode desojar de
toda sorle de brinquedos fabricados em diversas
partes da Europa para entreteniraeato dos me-
ninos.
l Power Johns-
ton & C.
[Rua do Apollo n. 38 e 40
Fazem scienle aos seus fregueies que teem
mudado o seo deposito de machina a va-
por, moendas a uxaa da muito acreditada
fabrica de LowMoor para roa do Apollo n.
38 a 40, onde continuara a lar e mesmo sor-
limento do costme.
Fazem seienie umbem que teem feito um
arranjo com a fondico geral, pelo que po-
dem offereeer-M para amatar qaalquer
machinismo e mesmo garant lo.
Os proprieuris da foudii.-o g^ral fajera
scientes aos senhores de enf entro a mata fj
possoas, que teem esubtiecido urna funii-
can de ferro e brouze a rua do Brum, jau-
to a e qaalquer obra de encommenda com puei-
co e promptido.
Os mestnos rogara as pessoas qae qaei-
raro otillsar se de seo servic,os de deixa-
rem as eneommendas em casa dos Srs. Sa-
muel Piwer Johnston dt C a rua do Apol-
Ao publico
i a I ira ra a
.Uuiuei
3rtaa'eci(fe coro .:asa d nv'tawd.s no P.i-
IrodoTatn II, avi7am''ifl respeilavel
pobiieo que se acharo tiem :i:Jus cim
xce'.leutes gneioi, e que oa^Vndem por
recos muito commo.!: e p. i c tisfgmn e
peitem aos sea ao,ig $ u2o t da prac,
ijonoo do mato, que tspehmenteej.
lo o. 38 e 40, onde acbarao pessoa habili-
uda com quem possam entenderse.
Apparelho para fabricar Manear, do systema.
yP V WESTON CENTHEFUGAL '
nicos agentes em Pernambuco a fundic.au geral.
Para traur em sea escriptorio a roa do Apollo n. 38 9 40.

FAWBAS BARATISSIMAS
NA
Loja do Papagaio
A' RUA DA IMPERATRIZ N. 40
Os proprietarios deate bem conhecido eslabelecimeoto scientifleam ao respeiUvel p,n
bHco qoe acabara de receber nm concpleto sortimento do qoe ba de mais moderno, em
ISairabas, alpaca?, curtes de seda e popelinas, ludo do melhor gosto. ass imcomo:
espartilho?, vesloarios para ro.enin.os de 13a enfeilados, veos de fil de seda brancos e
pretos, e mais.
Lovas de pellica branca.
Camisas bordadas para senhora.
Setins d todas as cores.
Sedas pretas listradas.
Crotones para vestidos.
Damascos largos carmesim.
Camisas francezas e inglezas, lisas e bor-
dadas.
Cambraias brancas victorias para todos
os precos.
Bramantes de Itabo e de algodao para
lences.
Madapoloea ingleses e francezes de todos
os precos e largaras.
Fasendas pretas de todas as quadades
como sejam : Crep, cassas, merinos, bom-
bazinas, canto, princetas,alpacas echilas.
Lavas branca de fio de Escossia.
Popelina branca lavrada.
Grosdeuaplea pretos fiqos,. .
Baptistas muito modernas.
Crotones para coberlas, cor fiza.
Baetas e flanellas de cores.
Barejes cem lislras de seda para enfeile
de vestidos.
Cambraias brancas transparentes de todas
as qoalidades e largaras.
Atoalbados de Imbo >lgodo brancos e
de cores.
Saceos de> viagem avellodados.
Tapetes avelludados de toijs os tama-
nhos.
Fil de seda branco e preto, liso e de
salpico.
Fil de linbo branco e preto.
No dia 4 de .goto do snno pt>sado ausentuu-
sa do eocenbo Cau.aragib o e.-cravo Vicenta, da
ida-Je 40 aonos, cabra, de aliura regul>r, tein
todos os deutts, e sao limados, tem cicatrizes 4a
ferida iue teve as peros?, e :em manchas bran-
cas nos ps e as raaos, bem ladino que eosiuma
inyolver-ie era presepio?, joiga-sa que enteja en
Montes de-Una ou em Gt-yanna por ter la pren-
les : rega se as autoridades ou a -quem o appre-
hender leva-la ao Hecife ao Sr. lo* de Sou*
Rarreiro-, na la da C.mpaohia Pernarabucana
o. 1, qoe sfrio genero-,iite recniop'>'Wdo-'.
m
Pre N0T4S
Troca-e notas do banco do Brasil a de suas
flliaes na rua do Bario da Victoria n. 63, aotiga
rna Nova, loja da Joao Joaqaim da GostaLeite
Acha-sa aberta desde o 1* do crreme a
aula noeturna da villa da Escada.
AOS 5:000^000
Estao veuda os felizas bilhetes da lotera da
Sania, na casa feliz do arco da Conceico, loja ds
larivas no Recife.
=Presisa-se alagar dous moloques para servico
de hotel na roa das Langeiras n. 29.
Em virtude de novas ordens dos fabricantes,
vndese ludo a prejos baratisslmo : no arma-.
ie;n de vapor francez, rua do Bario da Victoria,
outr'ora rua Nova d. 7.
fastilbas de Mannita
As pastilba8 de Mannita s5o por certo a
medicina racional dos meninos, aos qaaes
se administram com excedente resaltado
para os males -de garganta, coqueluche e
falta de apetite. Para elles nSo ba porgan-
te mais suave e qae tornera com mais pra-
zer. Estas pastilbas previasm tambem as
convulses que resultam dos accidentes da
dentirao, e tem nma acro muito poderosa
como o vernn fugo.
Deposito Pharmacia Americana, de Fer-
reira Maia 4 C, roa Duque de Caxias n. 57.
Pelo que fica especificado se v, que o esUbelecimento est bem sortido, de outrat
multas (azendas, qae deixamos de mencionar, para o5o nos tornarmos enadonhos.
NSo declaramos procos, mas n5o deixamos sabir fregoez algum por servir.
Oficina de alfaiate.
Dirigida por Mr. Charles Laurent hbil mestre alfaiate. Grande sortimeDto de
pannos pretos, azues, casemiras pretas e de cores, cortes de collete de gorgoro, e um
completo sortimento de roupas feitas de todas as qualidades.
Os precos s3o menores do que em qaalquer outra officioa. Na
LQJA DO PAPAGAIO A' RUA DA IMPERATRIZ N. tO DE MENDES Se CARVALI1Q
CASA DE PIANO
VCTOR PREMIE
6 Rna do Duque de Caxias 6
Recommenda o sea estabelecimento ao Ilustrado publico desia cidade e arrabaldes,
onde acham sempre o melhor qae [se podem desojar em bons pianos. Approveitou a
loDga pratica e experiencia que teve neate pi?, neste imporlaote ramo da indostna,
durante sua residencia de perto de trinta annos, para maodar conslror umaqualidade
de pianos, proprio para este clima, es qaaes se distinguere oa sua construccao solida,
na soa voz forte e agradavel e na sua eleganaii exterior, como interior. OrTereco tambem
pianos de diversos, e dos melhores autores/ como sejam : Herz, Pleyel, etc.
Garante-sea boa qualidade de todos o fanos qoe se vende ne?ta casa.
MISO AOS SRS. CONCERTADORES DE
pi \.xm
Na roa do Duqae de Caxias n. 6, casa de pianos, ba sempre um grande frumen-
to das melhores qualidades de'materiaes para concertar pianos, como sejam: castor, ca-
rnerea, marfim, cordas, madeira, folha de faia e erable para cepos ele.______________
Enzenho Soledade
Bate engenfio S situado na ribeira de Gitiluba,
rmarger do rio Camaiigibe, de grande extensa.)
em terrenos os melhores que se [dern desejir
para a cultura de canoas; na cora agua a tim
proporr5es para se levantar nuis dous engenh s
i'gua guamecidos com ricas-aauas. EsU pro-
priedae vende te m arrendi se, a tambem i e
terrenos para levantar outros eo:enh1)s pelo tempci
que se convenciooar : a traUT cora seu proprie-
uri ao largo do Corpo Santo n. 17, primein
andar.
Dr. R. Vi maa
i^. Medico opera lor a parteiro, recen-
%it) tmente chegado da Europa, onde da-
dicou->e a cirurgia, partos a especial,
mente as mtenos o oper^oai de vias
gento oiinnunas, tem o teu consulto-
rio i rua do Vigario o. I, secundo' an-
dar, Mide d eonsnltas do l|i dia as S
?^ hora.-, gratis aos pebres.
fe P'ie aer procurado a qaalquer hora
w do dia oa da acate.
g. Rua do Vigaria n. I. S' andar.
Rafias 00.
Na rua do Rangel d. 13 precia-se da araba-
eior de a?ucar. que sji bom.______________
__ Precia-se de um trabajador de refloafi),
na villa io Cabo : qiaai qni^r dir ja se a mesm.

COMPRAS.
cojim-sE
raoedas de onro e prata na lajl da, rna do Mr-
quez de Qlinda n. 58._________ '
Quem precisar de nm cosiuheiro, para cesa par-
ticular, oa me-mo para algum navi.o diraja-se ao
rua das Larangeiras n. 30.
Coiipra-e
urna f'ajrtv que saiba vender na rua : no sitia
do Cionieodador Tasso. n Cruz de Alnas.
O-mpra-se
jornaes n ."i a arrobi: na rua laiga do Rosarlo,
n. ti, fabrica de cigarros ________
Compra se a foltn denominada .1 Cnreti da
n. 26 ao ultimo numero : qnrh a liver dir ja-so
pracada Ind -pendencia n.^. 7 e 9.____________
Comprare
Urna casa tmea, sita nos bairros de Boa-vista,
Santo, Antonio ou S. Jo.- ; na ca;a n. 21 da roa do
Rosario da Boa-vista se dir quem aqner eo prar.
Compra-se una necrinha de 10 a U anuo-'.
e ama preta que aiba b:n cozit.bar : na rua Jo
Bom Jeto* n. 5?. _____.
Estrada do Lucca
Aluga-se um sitia a casa com 3 salas, 7 quar-
tos, cozinha fra/ cocheira, estribara e cacimba;
o sitio proprio, por ser bastante grande, para
criacao : quem pretender dirija-se rua do Viga-
rio Thenorio n. 31, f andar. ._______________
Terrenos a' venda

CAUTELA!
MEURON&C.
itVIAH
Escravo fgido1
Ausentou-se no di 8 do crrante mez do enge-
nho Fragoso, termo de Oliod, o mulato Manael,
idade de 20 a 22 annos, principiando a barbar,
estatura regular, bem feito do coreo a mans pe-
queas, cabello crespo, levando vesfdo caoji.-a t
algodao de iistra e por baixo d'?sta camisola 1e
lia gressa, do Porta, caira de brim pardo velha e
chapeo de ManiJia veloo; e alem desta roupa le-
Na estrada dos Afflieto!, sTlio n. 22, que foi al- j vou cobertor de laoiaa branco a oira roapas
timaraente sobdividido por ssu propritario, ven- que pode ter mudado-; cansland'.qae logle se
de-se lotes de trra a vonlade dos compradores,; ausentoo, procurou trabalha na estrada de ferro
a oreco razoavel, a bem assim duas casas as'de Olinda, dizend) ser forro a do sertao. Ene
mesmas trras. A' visu de sua sitoacao ^^^^^^.^^^^^.^1^1^
terrenos offerecem proporcoes rruito vantajosasIdalli remanido pelo Sr. Banifaiio Pereira da Cos-
ta Qaeiroz ao Sr. Antonio Alberto de Soma A-
1 guiar, que X> veoieu a sea actual senhar Antonio
GoncMves da Silva, e ure-ame-sa que anda por
! esta cida8e oa arrabaldes : que:n o pegar queira
' leva lo ao dito engenho, ou a rua da Imperador
' n. 2 Jos Dias da Silva, que se gratificar.
aos compradores do bem conhecido e acreditado rap
REA PRETA, que reparem nos botes e meios botes,
pois que os ha de rap de outra fabrica e nome diver-
so, e com papel da mesma cor, cujo desenho se pode
confundir com o d'aquelles.
Os apreciadores que quizerem do verdadeiro REA
PRETA, devem para nao serem engaados ver que
os botes trgam o nome de MEURON & C, f a desig-
nado de REA PRETA. -
MEURON ft C.
para quem quizer edificar boas casas de campo ;
a localidade convida os concurrentes, pois na fren-
te do dito sitio ha a eslai-ao da estrada de ferro
do Casanga, que offerece fcil e barata conduc-
co para materiaes, a para passageiros a 100 a 200
I*, em a 2* classe. Arrabalde aprasivel a salu-
bre onde a urna igreja quasi defronte do dito
sitio, qoe offerece vantagens iucontestaveis para
boas casas de vivenda. Os pretendentes podem
entender-se cora Tristo Francisco Torres nos do -
mingos a santificados no referido sitio, a nos dias
qteis na rna do Imperador, armaren) n. 48.
MOFINA
Sic, sio..., nao ouve?
Roga-se ao Illm. Sr. Ignaeio Vieira de Mello, es-
crivio na cidade de Nazareth desU provincia, o
favor de vir rua Duque de Caxias n. 36 con-
cluir aquella negocio que S. S. se eomprcmetteua
realisar, pela terceira chamada deste jornal, em
Aos de dezembro prximo pas9ado, e depois para
Janeiro, passou fevereiro a abril, a nada cura-
prlo ; a por este motivo de novo chamado para
dito fim, pois S. S. se deve lembnr que este ne-
gocio de mais de oito annos, a qnando o sanhor
seu filho se achava nesta cidade.
Pede-se ao mano digao Sr subdelegado de
S. Jos de lancw suas vistas para os plaidas que
se rene as vendas do pateo d) Terco, cujo plan-
to nao ; prejudicial aos donos das diUs casas
como pode originar barulhos que tragara conse-
qnencias fanestas.
CKIlllO
Precisa-se de nm bom criado para casa de ho-
rneo solteiro, paga se bem : na rua do Mrquez
de 01 inda n. 20.____________________________
Deseja-se arrumar urna menina branca de
oito annos em casa de alguma senbora de bons
costumes para aprender costaras, a J sabeodo 1er
e escrever; paga-se bem sendo casa que agrade e
que nao techa mais de duas a tres pessoas de
maior idade : as pretendentes podem indicar sua
residencia roa de S. Francisco n. 30 para serem
procuradas.
Desde o dia 6 de Janeiro do anuo passado
ae aasentoa-se da casa de sea senhor na roa da
Cruz, a eserava Thomazia, crioula, cora 26 a 28
annos de idade, baixa, eorpolenU, cabera chata,
beicos gressos, mos bem feitas, com as juntas
dos dedos calejadas, peitos grandes, ama marca
redonda em nm dos bracos, pos meio chatas;
desconfia se andar por estes arrabaldes acontada
por um Porhagaez, ja tem sido encontrada em Ca-
sanga e Jaqaeira : roga-se s autoridades ou a
qnem a apprebender leva-la rna da Cruz n. 23,
ou rua de Hartas n. i a, que serio bem recom-
pensados._______
Servente e ajudante (fe co-
Acaba de ebegar a esta capital e Sr. Anto-
nio Peraira, dreclor de urna c:mpanbia equestre,
fondada nesta cidade, j bem conbecido do nosso
publico, que tendo ido Europa para conmur
artistas demerito, aflm da aqui crear um circo em
que podesse mostrar quanto sublime essa arte.
Tem o prazer de annunciar ao respeitavel publico
que seus esforcos a sacricios foram eoroados com
feliz xito, pois que conseguio contratar artistas
de mais fama, qna trabalbavara com applaesos nos
circos de Pars, Londres, Hambargo, Berliro, Vien-
na, Constantinopla, etc. etc como se ja os Srs. Ce-
lesteq, primeiro Clom, do circo de Berlina, Ando-
yas, artista do circo de Vienna, Madona, Andoyas,
Madama Pereira. at hoja conbecida por primeira
artista de gymoastica aerica, nos primairos circos
de Europa, e entre estes o seo irmao e socio Albano
Pereira, muito conhecido pelo seu|geuero de traba-
Ihe, os quaes estara aqui impreterivelmeole no
dia 9 do vindouro para poderem dar principio ao
seos trabalbos no da 16 do mesmo. Despio de
pretencioso e ebeio de esperanca, confia que o
hospitalero pavo peroembucano saber apreciar
devidamente os seus extorcas e sacrificios, aura de
poder offereeer um divertimenta digno Jo mesmo.
Msica
CtBpra-M pistSe?, bsixo, clarineta e um flau-
tira com algum uso : quem nver a quizer vender
barato dirjanse a rua Dlreita, na loja da Cadeia
de Ouro qud se dir quem compra.
Vr:NDAS.
Veode-se um-piano de armario j usado,
Dorm em bovn estado, e moito barato,
proprio para quem quizer apprender, qtera
prelendel-o dirija-se a Onda rua do Am-
paro n. 17 sobrado. ________^____
Pan.
Vende-se um pian n'ivo : a tratar no Corredor
do Bi'po n. i'i, porto, depais de 3 1|2 horas da
tarde._____________________________________
Vender a pa-lir-a da rua Direita dos Ato-
gados n 27, assim coma a casa cade est estable-
cida a niesraa, a qual tem barUataa cammol-js
para familia ; vende se msi3 ire= oscravos traba-
Ibadorcs na mesma : os pretndeme* podem diri-
gir- e ao mesmoHtatabelecimtLto. que acbaraa
com qnem tratar._______________________^___
Vcode-se'urna uaooa qu9 p>ga 2 000 lijlos
de alveaaria prossa : na rua Imperial n. 245.
Cimento IVtlftnd
Vende se na armazem da rua de Domingos Jos
Martins n. 136, (antiga rua da Seozalla) e twessa
da Madre de Beos n. lo.
Quem nao comprar
0 qae valle I2S000 por S$S00?
Meias inglezas muite encorpadas para senhors
a 3:5300 a duzia, ou 300 rs. o par. Na loja das 6
portas em frente do Livrairento.____________^_
Terrenos no Caxang
Vende-se terrenos na Caxangi, no povoado, eom
a frente para a estrada nova, moito proprio* para
edificarlo por serem altos, e a ebeia nao os cobr- :
quem pretender dirija-se ao memo lagar a en-
tender se cora o Sr. e>cri>aa Salgueiro, que dar
as inf-'rmacjes necessarias. ___________
CAVALLO
50^000
zinha
Precisa-se no hotel da AUiaDQa, rua estrella
do Rosario n. 10, de nm servente deligeote e de
nm ajudante de cozinha habilitado.
Caixeiro
Preeisa-aa da um menino para caixeiro, de 12
a 14 annos, eom pratica de laverna no pateo da
Santa Croa n. S.
Anda fagido desde e dia 16 de marro do cor
rente anno, o escravo de nome Silvestre com os
signaos segaintes: baixo, ponea barba, falla des-
cansado, tem de menos nm dedo da mo direita,
tem sido encontrado as estradas e povoaedes ,
com nm bahvj pequeo de folha vendendo rciude-
zas e ltimamente foi visto trabalbando de ser-
vente de pedreiro a padaria, por serem trabalaos
mais occqIIs; representa quarenta annos de ida-
de. Qaem o levar ao Sr. Pedro Jorga da Silva
Ramos, recebar a gratificacio cima.
Escravo fgido
Ausentou-se desde o da ti do correte o preto
creoulo de nome Rodolpho, idade 26 anno, ponco
mais oa menos, estatura regnlar, olhos vd*gos e
tem omgeito no andar; bi escravo de Luiz de
Oliveira Lima, babil, sabe lare c turna intitular
se como forro, tem andado pela Sjledade, Cisco, a
caminhos de Olinda ; quem o pegar traga-o na
rna Direita n. 16, que ser recompensado.
Atuga-se a casa da liba de Berafica na Pas-
sagem da Magdalena, eom 7 quartos, quintal
murado, banbo na porta, logar muito saudavel e
apreciavel, tendo a vanugem do transporte em
bonds, a eommodo alluguel: i tratar do 1* an-
dar n. 17, a roa estreita do Rosario.
Vende-se um cavalo, melado, bom andador baixo a meio e esquipa alguma ecusa, bonita fi-
gura e bastante novo; para ver na eoxeira do
Pinto, rua do Apollo, e a tratar na rua do Cadeia
o. 50 A.
ATTENCAO
Vende se dous cavallo?, sendo nm de raca pa-
ra ingleza, cor prau, a o ootro castanbo rata de
Cabo da Boa Esperan?, por precos razoaveis; na
rua da Rota, eoxeira, para ver a traur.________
Vende-se o huitl Mabille rua da Floren-
tina n. 12: qu-m pretender dirija-se rua do
Crespo n. 16, andar. ^._____________
illli]
Chitas "escuras a variadas a 5*500 e 6*000 a
pe^a : oa rua do Crespo n. 20, oj de Goilherme
C. 4a Conha & C.
Epeiras da India
Para forro da sala, brancas a da xadrez, em pe-
ca< da 40 jardas : veudem Pereira da Cunba Ir-
mao, rua do Mrquez de Olinda n. 21. ____

^^kVi^HBalHHklHBHHHB^BHHHiBIHiMBiBHBBHBH^HBBHBHi

i
A quem precisar
Vende-se duaa vaeeas muito bonltis e mnito
beas de leite, ambas paridas da novo a viudas
ltimamente de S. Benlo ; assim como ama boa
burra para carro ou para sella, maasa e da bo-
nita eflr: s pessoas que precisar dirijam-so a rua
da Crox n. 54, que eacontrio cena quem tratar.


i
i^aa^^^aB
aiiaiaiaBavai^HHBBHiavaviaw


Uu.ua d Parnamoao*
QuiU leira 25 vU Jultio
-TAS NVIDADES
GRANDES PICHINCHAS
NA LOJA DO PAVO
ra da Imperatriz n. 60
Na
PEREIRA DA SILVA fr C-
Para as Testas do mez de junbo
Preira da Silva & C. tendo recebido oa grande sortimento da fazeodas de lia
seda e algo 13o, com os padrSes mais bovos que tem vindo ao mercado, teem resolvid
liquidal-as, por presos moito baratos cono o onico fim de agradar aos seas oamerosos
reguezes e apurar diobeiro, de todas as faxendas se da"o amostras deixaode Denhor od
rnaadam se levar em casa das Exmas. familias. '
LASINHAS
O Pavo tanda delicadas alsacianas de to-
das as cores con moito lastro e d*licada3
ltra* mtaselos a seda, proprias para os
enfeites e baba liatns a 10500 covado.
Ditas listradas a seda, sendo as mais de-
licadas qae tem vindo ao marcado a 10300
o covado.
Delicadas laYmhas com muito brilbo e
1 istrinhas de sada a 1(5000 o covado.
Ditas com listras de seda larg.t e mailo
encorpadas, com delicadas cores a 800 rs.
O covado.
Ditas i lito delicadas com listrinhas de
seda a 560 f.
Ditas sendo bastante largas com listra os
lado, para os enfeites e com cores moito
delicadas a 500 rs. o covado.
Ditas da .i-t-as miadiohas com hs da
seda, que lhe d mailo brilbo, tendo de to-
das as cores a 500 rs.
GarcurSj de 15a, de ama f cor, tendo
azend.% mailo moderna a 400 rs.
Lasin'ias lisas da ama so cor, tendo de
todas as cores a 400 rs. o covado.-
Alpacas lisas de todas as coros a 500 rs.
o covado.'
Lasiohas de cores com delicados qaadri-
nhos da seda teado de todas as cores e sen
do moito modernas a 800 rs. o covado.
Gargaroas asues de 15a, com delicadas
listrinhas brancas lavradas sendo o que ba
de rosis novo id mercado a 640 rs.
. Delicadas alpacas de seda com delicados
padres e muito brilbo, de gosto inglez
a 800 rs.
Delicadas Lidiabas da urna s cor, sendo
de todas as cres.como sejsm : verde e asul,
roso lirio, cor de canna, cor de rosa, bran-
cas com listras da mesma cor a 800 rs. e
1,5000.
Grande sortimento de fazendas de todas
as cores, e diferentes qualidade3 a 320 o
covado e 400 rs.
Baregos de lia trasparente tendo do to-
das as cores a 200 rs.
P6UPELINAS
O Pavao vende as mais delicadas psupeli-,
as de vardadeiro linbo e seda, sendo com
os padres li.3tra.doi, e os ans delicados que
'.em vindo ao mercado, bavendo de todas
as cores a 20000 o covado.
Ditas com dillerente} padres, para aca-
bar, a 10(500.
Sedinbas de listras com delicadas cores,
teado al rtis para la o a 15300.
NOVAS SEOAS A 24500
O Pavo receben una nova remessa das
mais lindas,sedas para vestidos com s mais
lindas cores e mais delicados desenbos
mludinhos, em urna s cor, garaatinJo-se
que seda pura e qne seria fazenda para
mais da 3u00, a nao se ler feito urna gran-
de compra e liquida-si a 25500 o covado.
GROS PRETO
O Pato vende serapre grosdenaple pre-
to para vestidos sendo sonvcl a 10600 o
covado.
Dito bom cora ourea branca a 25000,
Dito muito encornados e mnito largo a
2#MX) e 30CCO.
Di'.o em tecido de gurguio sendo fa-
sendi muito incorpada a 3000 e 45000.
Seda preta lavrada mnito encorpada a
2)5000.
BRAMANTES PARA LENQOES
O Pavo vende superior bramante de al-
godo tendo 6 palmos de largara, que s pre-
cis? de 1,1/4 vara para IdGOO on vara 1,5800.
Dito de linho poro superior, muito er.cor-
pado ccm a me. ma largara a vara 25400.
Ditos fran:ezes muito Anos a 20500 e
3.5000.
Pecas de Harnburgo e panno de linbo
com 20 e 30 varis e para todos os preces
e quadades.
Pe?i de bretanha de puro linho, tendo
30 jardas, pelos pregos mais baratos que
se tem visto.
Peciubas de finissimo esgaio ou celesia
com 6 jardas a 70000.
Pegas de fioissma silesia, tendo 30 jar-
das a 355000.
Atoalbado adamascado com 8 palmos de
largura, a vara a 2,5000.
Dito da liobo soperior, a mesma largura,
a 35200.
Dito trancado sen ser adamascado, mas
muito encorpardo a 10600.
Guardanapos lauto grandes como peque-
nos a 3,$00 a duzia. r
ALCIODAOSINHO.
O Pavo venda pegas de algodosinho
americano com 16 jardas pelo barato prego
da 350CO.
Dito muito melhor com 18 jardas 45000
Dito americano muito encorpardo com
20 jardas a 50000, 50500 e 60000.
Dita largo marca T, sendo o mais fino
. que tem vindo ao mercado proprio para
lences a jarda a 280 e 320 rs.
D to enfestado para lengoes sendo mailo
eocorpado e com 8 palmos de largura, a
Vara a 10000.
Dito com a ma ma largara, sendo tranca-
do e muito eicorpado a 10280.
CASSAS fran:ezas
O PavSo vende nissim is cassa^ france-
sas, com as mais delicadas cores, sendo
listradas e de floras, faiteada cbegada-pelo
nltlmo vaoor a 400 rs. o covado.
Ditas fi-aneezas finissimas padras mia-
dos a 400 rs. o covado.
Ditos de differantes gostos a 320 o
covado.
CiMBR'JAS BRANCAS
O Pava vendo combraias verjjadeiras
coa 8/2 varas cada pega, sendo fazenda
vale muito miis dinheiro a 40000.
Ditas muito Moas a 50000 e 60000.
Mus com 10 i aras eooo a 70000.
PANNOS FINOS.
O Pavlo tem ara grande sortimenlo dos
malbores pannos fiaos que tem viudo a
este mercado, sendo preto do mais fino at
ao mais baixo, assim como ditos azaes,
verdes e cor de caf, proprios para palitos
e fardas, que se vendem mais barato do
que em outra qualqaer parte, por ter gran-
de porgao.
SAIAS.
O Pav5o vende um grande sortimeoto
de saias brancas muo beta bordadas, ten-
do 4 pannos cada urna pelo barato nreco
de 40500. F
Ditos ricamente bordadas com 4 pannos
cada urna a 60000.
Ditas j feitas com folbos Bacheados
sendo muito fiaos a 30500.
Ditas da mesma porm mais abaixo a
2#CO0.
Ditas tambem j promptas sendo de 15a-
sinha da cores com barras enfeitadas a 30000
e 40000.
E5PARTILH0S.
O Pavo vende os mais modernos espar-
tilhos de todos os tamanbos sendo os
mais modernos qae tem vindo ao mercado
a 40000 e 50000.
CASAQINH05.
O Pavlo vende modernissimos cacqoi-
ohos de seda preta, maito bem enfeitados
a 10000 e 20000.
Dito de crocb brancos a 60000.
Ditos por terem algum defeito a 30000.
Ditos de fil muito Sao a 120000.
BORNU'S.
O Pavo receben um grande sortimento
dos mais rices borns, tendo brancos e de
cores que vende a 160000.
MEIAS PARA HOMEM.
O Pava* lem am grande sortimeoto de
mcias croas para bomem qae vende em
dusia a 40000, 50000, 0000 at 100000.
Ditas para meninos de lodos os tamanhos
de 30JOO at 60OO.
Dias para senboras sendo francezas e
icglezas, tendo tambem maito encorpadas e
bastante largas de 50000 at 120000.
Ditas para meninas de todos os tamaahos.
TAPETES.
O Pavo vende tapetes grandes para sof
proprios para 4 cadeiras a 250000.
Ditos maito bonitos avelludados para
duas cadeiras a 100000.
Dilos para o mesmo fim, ou para ao p
a cama a 70000 e 80000.
Ditos pequeos para janellas a 40500.
Assim como grande soTtimento de pan
nos de cro:b proprios para encost de
sof, de cadeiras de bragos, ou de bataneo,
ou de guarnigao tudo por pregos muito ba-
ratos para acabar.
CAMISAS.
O Pavo acaba de reseber grande sorti-
mento de camisas ioglezas com peito de li-
nbo para todos*os pregos e tamanhos, que
vende como pacbincba por ter grande por-
gao.
Ditas com pcitos de algodo das mais
baratas at as melbores que veam ao mer-
cado.
Ditas francezas de chitas miudinhas com
os mais delicados gastos.
Ditas de meia de algodo e de la.
LENQOS.
O Pavo vende finos lengos de cambraia
branca abainhados, em dnzia a 20OO.
Ditos finissimos tambem abainnados a
30OOO.
Ditos com delicadas barrinhas de cores,
garantiodo se serem fixos a 20000.
Ditos finissimos de esmbraia branca, tan-
to proprios para homem coa o para senho-
ra, sendo fazenda que sempre so venden a
60000 e liquida-se a 45000.
LENCOS BORDADOS
Iflll W W aWttttaV
KELLEB & C.|
Ra do Bom Jess u. 55 -
Vendem
Ferro gavalnisado em foihas para te
Ifatt.
Leite condnsalo.
. Cognac fcfariiaean.
Viobo a> Bordeo* em eaixM :
Tommard 1
Votmar l
Haot Falerna
PtaNlac
Vibo 4o Rteno :
Seterlacbberger
Kiwteaheimer Borg
Hoebkeimer Berg
Mareo Crumer aaslose
Kaaeaibaler Berg
Steioberger abinet. .
Libras sterliaas.
Vende-se no arnuxem e faxendas de Aogosla
t. de Olireira i C, roa lo Goramerclo n. 4?.
i
Qaando parece qne nao ha maii aovidade a
descobrir, nem objectoe de mais phantasia, alm
dos qae tem apparecido al agora, eis qoe a Nora
EsperaDca recebe es mais elegantes e mais mo-
dernas, de forma qne indispensavel aos apre-
ciadores do bom apparecerem eonsumemente ni
dito estabeleeimente aflm de asarem o qne ha de
mais chiqai no mando das modas agora- mesmo
a Nova EsperaDca receben os em tio grande
quanlidade qne mesmo nao sabe por onde come-
car; pelo ultimo vavar ehegado da Europa aca-
ba receber os aegaintes, anda nao vistos oeste
mercado, como sejatn :
Meios aderecos de tartarnga.
Polseiras e ermes de Urtaroga.
Lindissimos piocenei com arcos de madreperola e
mar flm.
Delicadas bengalas de unicornio, (a iroitacao)
Bonitas guarnieres de seda para senhoras.
Lindos chapeas de palba escara (novida le).
Esees artigos nao se ple farer nma idea del-
les sem qae sejam vistos por uso a Nova Espe-
ranca ,a ma Oaqne de Caziti n. 63, apresase
em convidar a todos geratmenle, e com especiali
daae so bello sexo para vir aprecia-los.
Queris fazer um presente ?
Queris preparar am vestido t "
Queris ter am bom cheiro em vosso toacador I
Queris um liado leqae de qualqaer qualidade t
Queris um fiao olej tnico oa baaba para vosso
abollo ?
Nao indaguis nem procuris em outra parte, por-
que correris o risco dejvos cansardes e nao en-
contrarte*; dirig vos logo a Nova Esperanc, ma
Duque de Caxias n. 61, onde terete a certeza de
achardes e por proco rasoarel.
Nova remessa
Aquellas engranados pedes qne danam [\xa
quarto de hora mais ou menos, mostrando d.ver-
ses caracteres, a Nova Esperanza receben ultima-
mee te.______________
Nao se arrependam
E' certo qae qnalqaer pessoa, quando compra
am fraseo da extracto, .banba, oa oleo, um enfeite,
am lenco, nma Ota oa ontro qaaiquer objecto ,
desaja que seja bom e da moda; pora, qoasi
sempre temos o desprazer de ver essas pes.-oas,
desgostosas e arrependida?, e porqae ? por nao se
dirigirem a nova loja da Magnolia, ma Duque de
Caxias n. 45, que quem Ibes ple sopprir de
bons extracto?, de um lindo enfeite, flualmente,
daqaillo que hoaver de melhor e de mais elegan-
cia no mondo das modas.
Sofifrera' quem quizer
Qaaotas pessoas vsmos soffrer d nervoso, e
com eperiaiidade as mos t 01 anneis etefrieos
de Royer, cara infallivel para semelbante maf,
e porqae se nao faz mo delles ? (alvez essas pes-
soas ignorem o seu efTeito, e que a Magnolia, ra
Duque de Caxias n. 43, receben desses collares,
e deseja que, cada umi dessas pessoas comprem
o sen, aflm de ver-se livre de nm mal qae na
realidade to iocommodo.
MACHINAS
COSTURA
Chegaram ao Bazar Universal da roa No-
va n. ti, om sortimento de machinas para
costura, das melbores qualMades que existe
na America, das quaes maitas j sio bem
conbecidas pelos seos autores, como sejam;
Welfer & Wilson, Grover Bojea, Silen-
ciosas, Weed e loaperiaes e ooTras multas
que com a vista devero agradar aos com-
pradores.
Estas machinas tem a Srantagem de fazer
o trabalbo que trinta costureiras podem
fazer diariamente e cozem com tanta per-
fec5o como as mais pereitas costureiras.
Garante-s a sua boa qnadade e ensina-se
a trabalbar com perfeicSo em menos de orna
hora, e os pregos sao tao cotnmodos que
devem aladar aos pretPidpnig,
Farinha de man iioca
Superior e muito propria para mesa, em barr
ricas de farinha de trigo ; a li0!) rs. a,barrica
nos armazens de Ta^so Irmaos & c
Vende-se sapatos de tapete pHo barato preco de
11 : venbam ao llival do Recite o. 50 A, loja de
miudeza.
Padaria
Veade-se a padaria da Casa Forte, pertencente
a Gabriel O. Campo : pira ver na mesma, e para
tratar com Tasso Irmios C.
Em casa de Tisaet freres, na ra do Com-
mercio n. 9 ba para vender :
Agua de Viehy das fontes Haubeiwe, Celestina,
Grande Grillo, Hospital e Mesdame?, em eaixas
de 50 garrafas.
Agua de Chateldon, excellenle agua de meza,
em eaixas d- 50 Rarnfas.
Agua de Vals das fontes Presiense, Magdaline,
Desire, Santo Jean, Rigolelte e Donimlqne, em
eaixas de l garrafas.
Ccgnac das marcas : Blancby frres & C.
Royer Guiilet & C.
Marivl frres de Velros.
0 AZAR NACIONAL
LIGHIH
Loureuco Pereira Mendes OuimarUefl
Participa ao respsiUrel publico, seus amigos efreguezes qoe, lendo-se dado do da
28 do mez prximo passado o incendio na loja de miudezas junto a sua, fot obrigado
a mudar todas as sgas fazendas para a mesma roa da Imperatriz n. 77, aondeoi a bo-
tica Popular do Sr. C. Cat5o A C e tendo de entregar esta casa no Sm do mez son obri-
gado a fazer orna grande liquidarlo de todas as soas fazendas qoe se lijoidam sem re-
serva de preco. Boa da Imperatriz n. 77.
Nao ha mais duvida
Qaem tem mellnres e mais modernos artigos
de moda e ptnntasia a Magnolia ma Duqae de
Caxias n. 45 ; pois qae acaba de receber, aim
de outros muitos objectos que se torna eofado-
nho mencionar, os seguales : meios aderecos de
madreperola, brancos e de cures, meios ditos imi-
tando coral, agulbeiroe de madreperola e marflm,
cruzjs de dito e dito, btalos com prepares para
costara, cintos modernos (oovidade) chapeos de
palha de cores para senhora, bengalas de uni-
cornio (iraara ) Com dabo de madreperola, nea
camisas bordadas para senhora e para bomem e
aderecos de marflm.
o fia mais cabellos bran-
cas.
Tintura Japonesa.
S e nica appravada pela academia de scien-
cia, reconhecida superior a toda qae tem appare-
eido al hoje. Depofito principal roa da Cadeia
do Recife boje Mrquez de Olinda n. 51, 1* an-
dar e em todas as boticas e casas de cabellci-
reiro.
Verdiideiras bixas ham-
burguezas
Uorco deposito em IJernarobuco
Cadeia n. 53, primeir andar.
n. 53 ma da
Na Magnolia
E' geralmente a resposta que se d, quando al-
gnem perguota, onde encontrarei um lindo sorti-
mento de leques ? nma rica caixioha com msi-
ca para costara ? um lindo albura ? nm objecto
de gosto para fazer um presente ? onde pederei
achar um completo soi tmenlo de obfactos de mo-
da e por pregos commodos ? sempre a res-
posta, na nova lojt da Magnolia, ra Duque de
Caxias o. 45.
I
0
Claro, purificado e trausparente, em barricas
grandes de 10 e II arrobas, o melbor qoe se pode
desejar para o fabrico do sabio : nos armazens de
Tasso Irmaos & C, caes do Apollo.
NOVIDADE.
Vende-se fusilo branco pira vestidos da
senhora e roupa de meninas a 300 rs. o
covado.
cassafb\n:ez\a'20ors.
Vende-se cassas francezas para vestidos
de senioras e meninas 240 e 320 rs. o co-
vado.
LASINHAS PARA VESTIDOS A' iO RS.
Vende-se laasiobas para vestidos a 420,
240, 400, e 500 rs. o covado.
CORTES DE CASSAS A' 24400.
Vende-se cortes de cassa de cores 20000
para liquidar.
CHITAS FINAS A' 340 RS.
Vende-se editas francezas Anas escuras
e claras a 280 e 30 rs.'o covado.
CAMBR.UA TRANSP .RENTE A' 30000 A
PECA.
Vende-se pecan de cambraia trasparente
finas a 30000, 30500, 40000 e 50000.
Pecas de cambraia Victorta a 30500,
10000, 43503 e-50000.
ALPACAS DE CORES A 440 RS.
Vende-se alpacas de cores para vestidos
a 410, 500e6i0 rs. o covado.
TIRAS E ENTREMEIOS CORDADOS
2JOCO,
Vende-se entremeios e tiras bordadas
para enfeitar vestidos brancos a 20000 e
20300, 30000 e 40000.
SAIAS BRANCAS A' 20000.
Vende-se saias brancas e de cores para
senhora a 20000 e 3000;
CHALES A' 10000.
Vende se chales de 13a a 10000, ditos de
merino estampados a 20000, 30, 403 50.
LENCOS BRANCOS A I05CO
I05OO a dusia, ditos de linho a 20500 e
40000 para liquidar.
CORTES DE BRIM A' 10500. para
Vende se scortes de brim de cor
calca de homem a 10500, cortes de ganga
a 10OCO, brim de cor a 320 e 400 n. o
covado.
ATOALHADO A' 10000.
Vende-se atoalbado para toalhas a 10000
o metro.
Bramante de 10 palmos de largara a
10800 e 20500 o metro.
MADAPOLO A' 30300.
Vndese pegas de madapolSo a 30000,
40000, 405O, 50000 e 60000.
COBERTAS DE CHITAS A' 20000."
Vende-se cobertas de chita a 20000
cada urna,
ALGODO A' 30000, >
Vende-se pecas de algodSosinhb a 3030
40000 e 5JO00 a peca.
ROUPA FEITA.
Vende-se camisas brancas 20000, 20500
30000.
Seronlas a 10000, 10500 e 20000.
Palites de panno prelo a 50000, 70000
e 1000(0.
Palites de alpaca preto e de cores a
20500, 30000 e 305CO.
PERFUMARAS PARA LIQUIDAR.
Venle-se nm frasco com pumada fraoefi-
za a 200, 320 e 500 rs.
Vende-se om sabonte fino a 200 e 320.
Vende-se um frasco d'agna de cologoe a
2W e32)fs.
E outros muitos extractos finos qoe
vende sem reserva de preco, do Basar Na
:.
f *
Vende-se lencos brancos com barra a cioaal, na ra da Imperatriz n. 72.
ARMAZEN!
DO
CAMPOS
Ra do Imperador n. 28.
urna rica cadeirioha de p3-seio com todosTsens
pertences : ver e tratar na ra do Duque de
Caxias n. 64 loja.
A 24000
O Pavo vende finissimos lencos borda-
dos para mo sendo de finissimas cambr de linho ricamente bordado?, sendo fazen-
da que sempre se venden a 40000 e 50000
e liqoidam-se por se ter feito orna grande
compra a 10000 e 20000.
CHAPEOS DE SOL.
O Pavo vende chapeos de sol de pura
seda com barras tendo de todas as cores e
sendo com cabos de canna e mnito leves,
fabricados no-Porto, sendo fazeoda que
vale 140000 e liqnida-se por ter nma gran-
de porco a 100000.
Ditos com delicados cabos de marfim a
160000.
Ditos pequeos proprios para senhoras
e meniaos a 80000.
Ditus de alpaca com armacao de chapeo
de sol de seda a 40000 e 40500.
PUNHOS E COLLARINHOS.
O P.vo tem grande sortimento de pu-
ohos e collarinhos de linho e algodo, pro-
prios para horneas qne vende por preco
moito barato.
CASINETAS ENFEITADAS.
O Pavo vende cortes de casinetas en-
festadas de algoia de qoadros, para cal-
Cas pelo barato preco de 10000 o corte.
A mesma fazenda em covado tendo duas
largaras que tambem serve para roupa e
vestidos de escravos a 610 rs.
BRINS.
O Pavo^em grande sortimento dos ver-
daderos brins de angolla, proprios para
calcas, colietese palitos a 10000 o covado.
Dito muito bunito imitagao a 800 rs. o
covado.
Brins brancos de liobo dos melhores fabri-
cantes quo tem viodo a este mercado, de
10000 a vara at 40000.
Bris de cores pira todos os procos e
qualidadee.
Ditos pardos de 640 rs. a vara at 10500.
Dito pardo liso muito eacorpado, para
roupa deescra^a a 400 a Tari,
Cuidado.
_0s collares Royer, ao privativos das convnl-
soes ms triancas e garanta do feliz desenvolv-
ment deltas, porm, misler que sejam verda-
deros e novos : mnitas vezes, vemos pessoas com-
pr.iretn e neohum resultado obter, porque ? por-
que nao teem o cuidado de procuraren) dos ver-
dadeiros, assim a Magnolia ma Duque de Ca-
xias n. 45, que.recebeu desses collares e olfe-
rece aos pais de fimilia garanlindo-lbes o real
deseovolvimento de seu elTeito.
O Rival do Recife Teetbeu grande orlimen'.o
d coqnes os mais bonitos e modernos que tem
vindo ao mercado, os quaes vende a 2000 por
ter grande quanlidade; venham a ra do Mrquez
de Olinda, aotiga da Cadeia n. 50.
Fi: mbres.
Prezuntos.
Salame?.
Chourica?.
Conservas.
Sardiohas.
Amendoas.
Chocolate.
Aramia.
rozes. Licores
Batatas. 4fe 4Bk Doces.
Arroz. al ti Gelas.
Paios. J V Baoha.
Caf. # A Rap.
Figos. ZjO Gaz.
Cb. maVF Feijao.
A 1*5500
(HrMO
O verdadeiro Porlland :
ra da Madre de Deus n.
Joo Martins de Barros.
s se vende na
2. armazem de
Mli MU TODOS
Todos devera cortar daqoi este annnnclo e tn-
ze-lo na carteira on livro de lembranca, como con-
sa de grande ntilidade,
porque ;elle
indica onde con) certeza se pode encontrar ou eo-
eommendar um bom presente que de improviso se
queira mandar a qualiner pssoa,
ASSIM COMO
indica elle onde se poder encontrar nm fiambre
bem preparado, urna empada, nm gatheaox de la
reine, nm maug th, um pudtng, nm bolo fino, nm
pao-de l e nma inflnidade de bolos e pastis di-
versos, proprios para lanche, aobre-mesas e mo-
rondas.
ALEM DISSO
in lica mais onde se encontrar sempre : fractas
do tempo tanto nacionaes como estrangeiras, d:es
seceos e em calda nacionaes e esirangeiros, licofes
e vinho? finos, conservas alimenticias e excitantes,
bolaxinhas e bolinbos para cha e outros muitos
objectos que ge tornara por demais enfadonho a
sua ileira discripcao
E FINALMENTE
para que se possa fazer nm jujzo aproximado
SO' INDO PESSOALMEfrTE
a confeitaria do Campos
Roa de Imperador n. Ji.
Tome-se bem a centella de que, a frente deste
estabelecimento se acba colloeado nm lampeao que
se con*rva aceso nonte, at as dez hor|e.
Desappareg i o nervoso
Os bimens que foflYem de nervoso as maos.es-
cialmente quaodo e.-crevem inteiramaote (.^ju-
dicial ; mas, quereodo ver-se livre desse mal, ve-
nham a Nova Eperao$a e comprem um aooel
elctrico que o mal desapparecer; assim tambsm
a senhora qu3 sofiYer de igual mal comprar
urna polseira elctrica e rJcar perfeiamenie boa
boa ; todo isso s se encentra na Nova Esperanca
ra Djque de Caxias n 63.
A 4^500 rs.
Vende-se sacos de muito bom milho : nos ar-
mazens ma do Amorim e caes do Apollo, de
jssoa limaos & C.
Alerta!
Chicotes e rebenques
Acaba de ebegar do Rio Grande do Su!, mu
lindos chicotes e rebenques de transa e appare-
Ibados de prata, qne se vendem baratos para
acabar: bo Rival do Recife. ma do Mrquez-de
Olinda n. 50 A.
Manteiga ingleza e france
ceza, aves em conservas,
cerveja de todas as marcas,
qneijos do sertao, prato, fla-
mengos, snis9o e londrinc,
leite condensado, ara rata
em latas fructas em calda,
charutos dos melbores fa-
bricantes, massas para so-
pa, azeile doce, cebollas,
albos, toucinho e urna inli-
dade de gneros e acepipes deleitaveis e por pro-
cos asss commodos, que s se visitando diaria-
mente o armazem do Campos, que se ple crer
de que s elle o nni:o que est habilitado
a fernecer, vontale dos amantes da gastrono-
ma, puros e saboreaos gneros alimenticios I I
E' muito commodo i
JJJ55J O Campes, nico que-
^^__j procura desvelladamente
agradar aos seus fregu-
u^^*1" zes e amigos, conside-
ran io que muitos delles
Njgj ( 0 o publico em geral;
*25^ dcixam de vir
'!' armazem por mcrarem
^^^. mais looge, presla-se a
mandar levar gratis qnal-
i i. quer genero comprado
>Pj em seu armazem, quer
i ^i dentro da cidade quer
nos seus suburbios, poir
SO ^^^ um moleque aptol...
*h Finalmente
Venle-se leques muito delicados e bonitos pe-
lo diminuto preco de U300 : venba ae Rival do
Recife n. 50 A.________
ATTENCAO
Cimento Porlland, barricas de 240 libras.
Salsa parnlha muito nova.
Sola em meios.
Cerveja branca em botijas e meas bitijas.
Vinho champagne superior.
Cognac Marieil. t/m
Genebra Od Tem, frascos grandes. ^^~
E'tes artigos se vendtm por precqiNnnito ra-
zoaveis na ra do Vigario n. 16,* esriptorio de
Joaqun) Gerardo de Bastos. *
Armaqao*
Vende-se nma armacao qne fui de loja de fa-
zendas, propria para qoalqner esiabelecimenio :
a tratar na ra de Pedro Alfonso n. 6.
Cartas finas.
A Agnia Branca ma Duque de Caxias n. 80,
receben novamenle mui baas cartas francezas
coa) os cantos donrados,/e todas donradts,
esi vendendo baratamente

ir
i
as
A quem precisar
Vande-se duas vaccas muito bba;l?s e mnito
boas de leite, ambas paridas de novo e yhs
ltimamente do S. Bento ; assim como nma boa
burra para carro ou para sella, mansa e de bo-
nita cor : as pessoas qne precisarem dirija-se a
ma da,Cruz n. 5i, que encootra com quet) tratar
Corrupio
AON. 9
Kerosene
De prmieira qoalidade, mjrcaDevDec ?n-
dem Partir da Cuaba Iraaos, ma do Marque
de Olinda a. 11. H
Esponja
No progresso do pateo do Carmo vende-se man-
teiga inglezi tl.r a 800 rs. a libra ; ; s-i:n como
tem am bom sertimenlo para qnalqaer chefe -de
familia vir fazer sua dispensa, que encontrar
precos mais commodos do que e u qualqaer ou'ra
parte : portanto pede-se atlescao do respeitavel
publico. m
Lehman.il Frres vendem
libras slerlirTas : a' ra do
Crespo n, 16, primeira andar,
pede aos adeptos io pra-
zer da vida, de virem ao
seu armazem aflu de
examinaren) o completo
sortimento que se acb
disposicao .do
Ha a
Respeitavel publico !!
lamancos do Po to
Vende-se (amneos do Porto para bemens, se
uhoras-e rapases, 'fazenda especial para a ebuva:
oa ma da Seonila Nova n. I.
Finas estoaja para tottetle, e proprias para la-
var Mereit, veade-se oo Bszr Vteioria. roa fova v
n.1. U
POTASSA
Da Rassia, nova, em barris inteiros e meios:
ea Pereira da Cunba Irmaos. roa do M*r-
a.MeOlindan.li.
FUNDAS
DE
BORRACHA
Rainha das fundas!!
Bsia nova invencao de fondas a mais perfelta
de todos os systemas cenhecidos at hoj, nao ten-
do mola, nao enferruam, nem quebrara, pres-
lam-se a teos os moviiaeatos do corpa, precioso
para viagens a cavallo. nico deposito na pbar-
macia americana, de Ferreira Mala & C, ma Du-
que de Caxias a. .17. i
Vende-se nm muito cantador, proprio
para presente, oa embarque : Desta typo-
grapbia, das 9 da manhSa em diante.
M DE S
Amaral, Nabuco & C. vendem aza de motea de
ao seu todas as cores, fazenda especial para cobrir es-
"" pelhos, quadros, imagen., ele. etc. a U o eovado :
no Bazar Victoria, ra do Bario da Victoria n. S,
aoliga rna Nova.
Bazar Victoria
Amaral, Nabuco & C. vendem trancas, galdes e
franjas de diversas larguras, lantijonlas, moscas,
borboletas, passaros, etc etc., de diversos forma-
tos, indo d nrado verdadeiro, aderecos, brincos,
correles para re gio e volias de plaqnet fino
para senhora S meninas, de apurado gosto : la
ra do Baro da Victoria n i, antiga ra Nova.
coqueiros pequeos no sitio do
: onem pretender compra-Ios dirija-se
| estrada de Joao de Barros.
Vande-se a tavrna da ra do Coroasl Snas-
suna n. 12^ o motivo por que-se vende se dir ao
comprador : a tratar na mesma.
VENDE-SE"
dons terrenos, nm ao oeste da ra Imperial e divi-
dido em tres ras, do norte ao sul, tendo cada
ama ma 402 palmos de eomprimento, todo Her-
rado e com algumas arvores de frncto ; e miro
terreno aa iraveasa do Brito, jnnto juellt e Uta-
beta aterrado e proprio para editlcar-se : a tratar
oa roa Coronel Soassnna (oulr'ora de Hortu) no-
mero 86.
o Campos nai querendo
dar massada sem dis-1 Vende-se
trahir e deleitar a todos J Cafund
\
Veade-se dous sobradinhos de um aadar, am
chaos proprios, obra mnito nova, sendo bem coas-
truida, no raelhir lugar da Casa Forte, tasto para
moradia como para negocio, os quaes rendaos 701
mensaes, e o preco convida aos compradores :
quem pretender dirija-se so mesmo logar a faltar
eem Bento Jos Domingnes.

Aa ma io Aleonen n. 20 vende-se dons ea
(vsiioefordMatas andadores.
Atiendo
Vaade-te o hotel Lntano tito aa pateo
Teroo i. 27; a tralax ao mm piiaa. U.
di
-
^MilTIlftDO^
Ps
. ,. -~+-


Biftri* dt> Frnambc9 Quinta eira 2 d Julho d 1872
I
,4'
II
r
i,
AO 65
RA DO DUQUE DE CAXIAS
(Outr'ora do Queimado)
Este estabelecimento acaba de receber om importante sortimento de diversas (a-
tendu propriaa para vestidos, sendo poupelmas de seda, sedas, laas, percales, ditas coa
barra* proprias pan babados, lindas cambraias crox, e em fina urna infinidade d'arti-
fot de moda, todo proprio para a festa, o que todo vender por precos inteiramentt
raioaveia, em conseqnencia de estaaos prestes ao fim do anno, e o 65 nao qaer te?
grajrde trabalho eom o sea balanco, preferindo tomar dinbeiro, a fazendas, convida-a
portanto ao respeitvel publico a virem sortir-se na loja do 65 aonde comprarlo por prf
eos que oio obterlo em ontro qaalqoer esUbelecimento; em fim ver para crer
RA DO DOE DE CAXIAS
(Outr'ora do Queimado)
lffJ500
16300
40
200
500
200
240
80
600
700
10000
1,5500
Rival fenr^gimco
Ra Duque de Camas n. 91, loja de
mindezas d Jos d>s Azevedo Maia e Silva,
conbecido por Jos Bigodinho, contina a
vender tudo qae tem por menos do qoe
rif outra qaalquer loja, a saber:
Correntes pretas de borraxa
para senhora a
Garrafas de agua Florida yerda-
deira a
Caixas cem obreias de massa a
Frascos com macaca perola a
t Pacotes com poz de arroz ra-
teada fina
Pares de boioe? de osso
para panbo a
Sabonetes de bolla maito fino
a 160 e
Cartas de alfineies de latao
fazenda boa a rs.
Carriteis de retro z preto com
2 oitavas a
Capacbo de palba rauito boni-
ta a 600 rs. e
. Frasco com oleo Philocome a
500 rs. e
' Pares- de sapatos de tranca
ai. menino a
Pessas de tiras bordadas a
500, 600, 800 rs. e
Frascos com agua de Colonha
maito boa a rs.
Gravatas pretas e de cores a rs
Pessas de trancas modernas
de todas as cores e todo o
prejo
e Libra de areia preta maito
boa a
N&vellos de linba coa 400
ardas a rs.
Livros da misslo abreviada a
Silabarios porlugnezes a rs.
Cartas com 100 contas im-
presas a
Caixas com 30 novellos de li-
nba gaz branca a rs.
Gaitinhas para meniaos a 40,
60 rs. e
Caixas coa 12 frascos de
ebeiros a
Caixas com 6 sabonetes ami-
to fiaos a rs.
Pentes para segurar cabello
de menina a 200 rs. e
Chapeos brancos para bapti-
ados a 25500 e
Copinhos com superior banha
200 rs. e
Frascos com oleo para cabel-
o fazenda fina a rs.
Frascos com oleo Baboza a
500 rs. e
Frascos e garranchas de agua
de Colonha a
Frascos com verdadeiro azeite
para machinas a rs.
Redes com cotilas para segu-
rar cabello a rs.
Latas com banca de Piver a
200 rs. e
Garrafas com agua Celeste
maito fina a
k MA
i
50
i
flooo
500
410
160'
60
10500
500
10500
r
500
80
10500
800
320
40000
320
320
10500
Ra de Duqre de Caxias n.
Recebeo:
Liadas caixiohas com os necessarios para mar-
ear reapa, sendo abcedano e nnmeraco, frascos
eom iluta preta e encarnada, pioceis etc. etc. o
que de certo novidade em tal genero.
Novos coques grande com bonitos desenbos
Tindo entre elles alguna enfeitados com Otas e flo-
res ; assim como bonitos crespos.
Aderecos encarnados de madreperola.
Cruzes pretas com enfeites dourados e ontras
brancas de cbristal.
Smaocome
Tnica especial contra a calvlce
Com nm bello sortimento de perfumara qne a
Aguia Branca acaba de receber veio tambem u
apreciadoSmaoconecu jo (roveitoso efTeito
j bem conbecido por quantos o tem usado e ser
anda mais por aquelles que necessitam de sua
utilidada. O continuado uso do Smaocome d o
boro resaltado de impedir a queda dos cabellos,
faie los renaseer e conservara eu brilho natural
alen de que ;eu odor mais agradavel que dVli-
tro qualquer tnico continua a ser vendido cal oja
:da Aguia Branca.
Leite de rosas brancas
Excelleate para acabar com as sardas, pannos e
espiabas no rosto.
Vende-se a 11 o fra-eo, na leja da Aguia Branca
ra Duque de Caxias a. SO.
JOIAS
ESMERALDA
Acaba de chegar a este estabelecimento um importante abrmenlo de joias de
ouro, do melbor gosto e qoalidaJe que tem vindo neste genero, como cassoletas de
nix com lettras de diamantes e pinturas finas, aderecos e meios aderecos com podras
finas, etc. etc.
Ra do Cabug' d. 5.
Moreira Duarte & C.
Bonitas caixas com perfuman*"*
proprias para presentes
Veodem-se na loja d'Aguia Braaca raa Dr
de Caxias n. 50.
.Modernas e lindas casaquinh
para senhoras
A aguia braaca raa Duque de Caxias n. 30
recebeu uma pequea quantidade de lindas casa-
quinhas de 15a braaca primorosamente eofeitadas'
com setim de cores, obras essas to modernas
quao liadas. A prova dessa verdade est no apre-
co que Ibes estao daodo as Exmas. apreciadoras
do bom.
A Aguia Branca
NA
Rna Duque de Caxias n. 50
receben booilas bjlsiobas com necessarios para
crochet.
Agulheiros de osso com agulhai e cabo para
ditos.
Papel verde liso e listrado para folbas de rosas
Dito de cores para flores.
Dito floo verde e pardo para cobrir os talos das
rosas.
Dito de cobre de cores para flores, sombra, etc.
Lindas nonecas enfeitdas, e ontras com rosto,
u>ao3 e ps de porcelana.
Modernos adereces de madreperola.
Ditos de filagrana dourada com camapheos.
Ditos pretos, gosto inleiramente novo.
Cruzes de madreperola.
Delicadas carteiras eom capas de marfim.
Ditas pequeas proprias para lembranca.
AGUA DENTRIFIGE
DO
DR. P1ERRE.
a Aguia Branca ra do Duque de Caxias n.
50, receben essa apreci&vel agua dentriflee do Dr.
500 Pierre> cu'a soperionde bastante conhecida.
Colares Royer
cintra as convulqdes e a favor
da cientiqo.
A Aguia Branca ra Duque de Caxias n. 30,
1 SoOO, recebe por todos os vapores francezes certa quao
400
320
^^r^ ^^^ ,^>" >j?' ;~y *^y *^^ WT
Adamson Howie 8
t
Vendem:
Cerveja Bass, em barris pequeos.
Superior cognac, em barril.
Vmho Xere, dem.
Charutos de Htvaoa.
No sea armaiem, raa do Commercio
n.W.

mB&

a?%*
Cimento.
O verdadeiro Portland ingle; se vende na
na do Amorim n. 39, e mais barato qae em ou-
7 qualquer parte.
tidade desses apreciavejs colares Royer, e por isso
est sempre provida dos raesraos. Ja bem co-
nhecida a ntilidade desses colares Royer, e me.-nio
a oecessidade que ba das chancas os trazerem ao
peseoco para assim esiarem privadas das convnl-
Ses, e cootarem com fcil deotigaj. Esses cola-
res Royer que se vendem na loja d'Aguia Branca,
ra Duque de Caxias n. 50, bem merecidamen-
te se Ihes chamaraSal va vida dasrriaricss.
Cerveja de Noruega.
Verdadeira e superior : venda nos armazens
de Tasso Irruios & C.
Arroz de casca
Superior em saceos mnito grindes: nss rma-
teos de Tasso Irmios Camisas bordadas para
nlior.
se-

Amaral, Nabuco 4 C. vendem ricas camisas
bordadas para senhora, ditas para enancas de 1 a
10 amos de idade, ditas para bomem tambem
bordadas e litas : no Bazar Victoria n. 8, roa do
Baro da Victoria d. 3.
Xarope Hydrocotyla Azia-
tica
A bydroeotyla aziatica orna planta que
se acba muito a miado em Mauricio, Borbao,
Singarope, Bombaim, Madras, e ontras pro-
vincias das Indias Orientaes onde desde
moitos aonos est umpregada eom a maior
efficacia contra as diversas molestias de
pelle, taes como o lidien, o eczema, o aene,
9 prurido, o pemptego, a lepra vulgar, a
elephantiasie, as lcjracdes serofttlozas ou
s/philitk-i, assim como (otra todas as
doeocas cochecidas debaixo do nome gene:
rico dartros. Experiencias numerosas feitas
pelos mdicos dos tospitaes de Pars, sobre-
todo no hospital do Sm. Luizr destinado es-
pecialmente ao tratamento dos doentes deste
genero de molestias, provarao a efficacia
dessa planta nos es sos signa lados cima.
Deposito Pharmacia Americana deFerrei.
a Mala & C, roa Doqne de Caxias o. 57-
Libras esterlinas
Venden Pereira da Ganha Irmios, raa do
Mariaez le O'ina c 21.
A verdadeira cerveja da Baviera, marea ban-
deira, de superior qoalidade : vendem Tasso Ir-
mos 4 C em seo armaiem da ra do Amorim
n.j7._________________________________
Meias de laa
para horneas e senhoras
A Aguia Branca ra Duque de Caxias o. 60,
recebeo mu finas meias de la para borneas e
senhoras, e como sempre vende-as pof preco coa-
modo.
Libras sterllnas
Vende-se no armazem de II. Landgreo, raa do
Commercio o. 4.
Fabrica de pianos de J, Rhi-
gas,,successorde J.
Vignes
Julio Dhibant, na ausencia do Sr. Jos Rbigas,
acba-se enearregado da saa oficina de pianos, sita
raa do Imperador o. 35, ende o encontrarao
sempre prompto para concertos e anacoes de
planos. Acha-se na mesma casa, no i* andar, a
venda, grande qnantidsde de msicas de planos de
bons autores, e de virios precos.
Vapor usado.
Veode-se um vapor da (urca de quatro cavallos,
de ptima eoostruccao, e em mui'o bom aso, pro
prio para engenbo de assucar ou qaalquer ontro
mister : a tratar no armazem n. 23 da travessa
da Corpo Santo.
Luvas de camu sa
A Aguia Braoea rna Duque de Caxias 0. 50,
receben lavas brancas de camursa mu fina, pro-
prias para militares e mesmo para montara.
Vende se ama mobilia toda de Jacaranda :
a raa Nova o. 23, loja".
ARMAZEM DOS LEES
Ba Duque de Caxias n. 29.
Os proprietarios deste bem montado esUbelecimento scientificam ao
respeitavel publico dtsta provincia qae se acham com um variado e completo sorti-
mento de movis, tanto nacionaes como estraogeiros, sendo estes escolhidos por om dos
osios que se acha actualmente na Eoropa. O mesmo tem contractado com os melhores
fabricantes daquellecontinente as remessas das mais ricas mobilias feitas atli.
Na oflicina tem os mais habis artistas deste genero, e por isso pedem qae ve-
nham visitar o estabelecimento, aonde encontrarao a realidaie do que acabara de expr'
ue se pode examinar; ricas e completas mobilias de Jacaranda, mogno, faia, carvalho, a-
marello, etc, ricas e elegantes camas deja caranda, pao setim, amarello, etc., etc., goarda
vestido de amarello, guarda louca de nogueira e de amarel o com tampo de pedra, apa-
radores de d to dita, peti toilettes especialmente para fazer a barba, toilettes de jaca-
randa, amarello, pedra, secreta-ia-, da jacaraud e mogoocustureiras qe mogno, san-
tuarios, thears para bordar, bercos, lavatorios com espelbo, de pedra marmore e seos
pertences, cadeiras privadas, bids; etc., etc., e muitos ontros artigos qae deixamos de
mencionar por se,tunar enfadonho
MACHINAS ^
v DE
1 t
DE
MANFACTRING COMPANY
Grande reduepao de pirepos !!!
! 90,5000. 90|000. 90^000
AVISO ESPECIAL
A alta roptaco obtida pelas machinas fabricadas pelo
SIMR .HlF.itTl'BHG GIH
tem levado diversas pessoas a fabricar imtiacoes qae ellas vendem qoasi sempre sob
pretexto de serena ellas fabricadas pelo syslema Sioger.
!
SNENHUMA MACHINA SIX- if^J^V^. ?M Emi
cer i" LEcariM.t SE//? v|I ll facci;^
NAO LEVA ESTA MARCA FIXA
\<| BRACO DA MACHINA.
TODOS OS DETALHLK
HARc.%.
MARCA DA COMPANHIA
A companbia, desejaodo proteger seus amigos e freguezes contra as imitages, tem
adoptado a marca cima representada.
Previne-se ao poblico de nao comprar machinas qae nao fevem a marca da
companhia.
W- H. OMPIIM
NICO AGENTE
N. 45 Ra do Imperador N. 45
a cata da raa doi Goararapea n. 11
o commeadador Tasto.
a trataifcom
Calcado barato
Borrefnins de bezern psra bomem a 74000 :
vndese na pra?a di Indepen leuda n. Z$r\o]i de
Pono Baste?
Bom negocio
Vende-te on a boa casa terrea em cbaos pro-
prio?, eom 5 quinos, 2 alai, cozinha externa, on
grande qalnfal plantadlo e morado, lita na Capan-
gi, roa dat Creonlaa-n. 6 vende-ie tambe* par-
le de ama caira cata terrea, aita roa da Vuto-
i L i ra n. 2 : a trataf *ta roa 1 de Mar^o n. 7 A, i*
Moeda de ouro *i!L_______' L ,__,
NaroadoAaollon.lOvende-ta^asiterli.u. ^ ^TAV^ ^JSSS
Vende-se-mantelga lgleMtMn. a libra por ser o preco mallo eoomoV1. tratar n na
ou a UtOO o kilo : na roa de Pedro Affonso o. t, do Viwcade ds Goyat a. .Hf, ootr'ora Moo-
jatf oa :ua a Prata. <-t
MUITA ATTENAO
GRANDE REDUCSfiO EM PREQOS
Antonio Pedro de Souza SoareSj com loja de miudezas na
ra do Baro da Victoria n. 28,
PEDE AS EXMAS. FAMILIAS MITA ATIENQO PARA OS PREQOS ABA1X0
ESPECIFICADOS, A SABER:
Sapatos de tapete para bomens e
senhora a......
Duzia de talheres 1B mnito bons a
dem idem 2 botos (com peqneno
toque) a.......
dem idem cabo de viado a imita-
c3o a.....,
dem idem cabo branco cravados a
Duzia de pecas de trancas de cara-
col brancas a rs. .
dem idem lisas a rs.....
Grosa de botoes de osso pretos
e brancos a rs. ..... .
Daziaa de pecas de cordSo impe-
rial a rs........
Caixa de linha de marca a rs. .
Caixas de msica de tocar por m>
nivella para crianzas a. .
dem de pecas de fita de linho chi-
neza a .......
Carteiras para notas a rs. 320 e
Meios aderecos pretos com cama-
feo (broie e brinca) a .
Grande sortimento de espelbos,
moldurado, donrafJ.o e torea-
dores de 25500 a .... .
Resma de papel pantado e liso a
30000, 3*500, 40000 e .
Caixa de papel an.izade muito
superior a rs......
dem idem beira donrada a rs.
dem idem de qaadrinbos a rs. .
Caixas de envelopes de porcela-
na a rs....... .
dem idem a rs. 400 e .
dem de peonas a rs. 400, 500 e .
Abotoadoras para collete, grande
variedade ars......
dem douradas para pnnbos a rs.
Duzia de baralhos francezes a. .
dem idem idem canto donrado a
Lamparinas a gaz a .
Completo sortimento de fitas de
sarja, de todas as largnras, co-
res e precos. .
15280
505OC
40300
30000
30000
400
200
200
320
280
50000
dem idem de velludo encarnada,
pretas e ditas com beira bran-
ca .........
Coques de trancas modernos a 40000
Miscro:opios a......20000
Mimosos leques de osso para se-
nhora a.......90OC-:
dem idem de sndalo com lan-
tejoulas a.......50006
dem idem a imitac3o a 20200
Transparentes com paisagens para
janellasa.......110OCO
Bico de seda preto e branco peca
de 20500 a......70000
Fita de setim Maco escosseza lar-
ga, vara a......30000
Collarinhos bordados para homem
dazia a.......80000
dem idem lisos a.....' 70COO
800
10000
160

10000! Caixa de linha do gaz a rs. .
400, Garrafa de tinta roxa extra fina a
! Potes de dita ingleza a rs. 100 e
10000
30500
40500
700
800
640
Ferros para frizar, differentes pre-
tos. ,.....
PERFUMARAS
Garrafa do agna florida verda-
deira, a.......
dem idem kananga do Japao a .
Frasco de oleo philocome verdadei-
ro a ........
| dem idem antique a rs. 400 e
| Risas com extracto a .
'Frasco com extracto de 10000a
800 Macos de sabonetes inglezes muito
5001 bons a rs. <......
10000 Dazia de sabonetes de anjinho a
\ Idem idem de coraco a .
200 Pacotes com pos de arroz mui-
5001 to fino a rs. 300, 400 e .
20600 Caixas com dito mnito fino ka-
306001 nanga a........
10200 Frascos com agua de Cologne a rs.
500, 10000 e.....
Garrafas com dita o que ha de me-
I lbor a 30000 e .....
10300
10300
10000
500
10800
40000
600
21000
105CO
500
10500
10500
40000
-
,s
ri
QUINQUILHARIAS
E ama infinidade de objeclos qae se tornarialongo mencionar.
N. 28 Rna do BarSo da Victoria N.
28
AQO e ferro em vergninba.
ARADOS e grades para lavrar a trra.
BOMBAS americanas.
CAMAS para meninos, solteiros e casados.
CARR1NHOS de mo.
CHUMBO em cano, lenco!, barra e munc3o.
COBRE em lengoes e armellas.
COPRES de M.lner e ontros.
COUROS preparados.
CIMENTO de Portland.
CHAPAS para cobrir casas.
ELECTRO-PLATE em obras finas.
ENXOFRE, limalba e salitre para fogaeteiros.
ESPINGARDAS, re^olvers e pistolas.
ESTANIIO, em verguinha e barras.
FOLHAS DE FLANDRES, grjndes e pequeas.
FOGES americanos e inglezes.
u FORMAS para porgar assucar.
s* FELTRO para caldeiras.
^^ MACHINAS a vapor.
DITAS de lavar roopa e picar carne.
DITAS de cortar fumo, estivar algodSo (macacos.)
DITAS de descarocar algodao mao e a vapor.
LEOS, azeites, sabio e trinca!.
PAPEL de diversas qualidades.
PEZOS francezes de todos os tamanhos.
PROBAS para copiar cartas.
TACHOS estanhados.
ZINCO em folhas lisas e forradas.

i e
Fazendas baratas
LENCOS l( Uoho ooa eom barra de cor, ibiinhiio largo a H a datia.
POPELINA* a lHOe o eovado.
8EDINHAS a 1*300 eowd.
GAMISAS Bordadaa a 60*000 a doaa.
VESTIDOS da pbaotttla a 1*000.
A' loja da larqaexa, roa Nwa n. 9.
iriRftiTMffiTlT'ni H ~i ~i-----T

i


wunuuio
P


VABIEDADE

CU8AE PORTO RICO.
( REVISTA Dfc SANTIkGO).
(Coodorio)
Um desses grop s, omeoor quaoto i di-
mensao das sais ilhas, mas o maior qnaolo
ao numero deas, cornaca na ilba da Trio-
dada, compelame as Aotilbaa inglezis,
francesas e dnamarqu*z3s que, formando
um semai-crculo, ligam era um abraca ira
ternal a Venezoela, cabera do con'inenle
meridional, com Porto Reo, Hiiti, S. Do-
mingos, Jimiica e Cubi, corado de lodo
aquelle continente.
No piulo onie acabara as pequeas cu-
mecam as (rancies Antilhas. Sio ellas qua-
iro. de diffirente* dimensas e situadas
veri palmele de leste a oeste, do stbmo
americano.
A mU orieot ti a de Porto-Rico como a
bao designado os vidos bespaobes ; Bo-
rigop'n, como Ibo rhamavam os indigaoase
ui, cnoulos, nos comprazemos em cbamar-
ibe. A mais occideotal dj'as' Cuba ; en-
tre naja e outra existe a victoriosa H vti
S. Domiagos; em frente desta, ao su1, J'j-
inaica.
Aos yes de ludas ejsas Ibas se espraia o
mar difano que as sustenta; e cima del-
as se t sempro o so' febricitante dos tro
pi;os; a vegettcao miis bella e soroptuosa
as a t.rna; o cia mais puro, miis lira, i o,
miis aspirado, como que as cubif a; puri-
ficadas em si uinia pelo ar mais embalsama-
do e pela brisa que com miis eaibusiasrno
oa deleite poderiam jamis os pulmes as-
pinr.
Sao rainbas dallas, Cubi e Porto-Rico,
faraizs da nainrtza, nao deveria a Hespa-
nha como raai ingrata, ter consent lo era
que ellas fossem convertid is em nm in-
ferno.
Tom-no, porm. convalido de factu. Cu-
ta e Porto-Rico sao escravas; 0 emqnaoto
^s duas ilbas mais bem situadas, mais bam
pov.atlas e mais instruidas, estiverera ni
.poder da Hespanlia, estarlo e^cravisadas ; e
emqoanto o5o f -rem senbiras da si mes-
mas, sero sempra ora paraizo inhibi-
tavel.
At 10 de ootubro da 1868, Cuba era
baila, rica e poderosa para os bespaobes:
os cubanos erara eslrangeiros em sua pa-
tria. Desde aquella data, dia que inicia
urna nova era para America, Coba se tornou
pobre ; ella, porm, digna, herona, mar-
tjrr, e j podem os cubanos viver nellj, ou
p >r eu'a morrerem alegres.
Nao comtudo dado aos habitantes de
Porto-Rico ogozarem da felicidale infinita
da pisaram o soo nativo exclamando Pa-
tria miobd I e ple ella s ser habitada
por seus tyrannos. H ibitera-na, pois, elles,
emboia t Taoto d'abi como de Coba teri
ell-s que sabir uta dia!
E' para assim os arrojiremque tem sur-
gido as garacoa* actuaes dessas ilhas. A
nao ser para um semelbanta fim, a o5o ser
a probabilidade de o vermes realisado, para
que servira o termos vindo ao mundo?
Cl*B\.
Cuba a mais occidental das Anuidas, ao
mesmo lempo a maior e a mais rica. Tem
ella, segundo Humboldt, 3,616 leguas ma-
rtimas quadradas de superficie, 700 de
costa, mais de SOO de comprimento, e 15
em sua maior largara. Seo elegantissirao
contorno, em que se destacara as formas
ampia", d iatada?, expansivas da um conti-
tente em cojas sinoo3idades se reconbece
insiinctivamente o futuro commercul da-
qaella grande Ihi; em cojas numerosas,
espacosas e magnifiets enseadas e bihias
(ipe, Havaoa, Mariel, Cicifuegos, Guan-
tanarn ) bam pedera o famoso geo-
grapbo pbilosoph 1 Ritler confirmar as suas
tbeorias do paralellismo do progresso com
as costs qae forera abundantes em entra-
das e sabidas; sea elogantissimo c ntorno
digao de ter promovido a admirara > poti-
ca do seu descobridor: A mais formosa
das trras que jamis olhos viram
Fra o genio do bem que a bafejra ; foi,
porm, o do mal que a povo?ra';J6ra a ab-
negaco .cientfica que a descobrira, con-
qaistou-a, porm, o interesse avaro. Se,
porm, na vida humana existe urna fatali-
dade perfeitamente determnala, ella a
do bem ; e os hepanbjs que teem sido
causa de todas as desgranas em Cuba, quer
procedam do erro ou quer sejam til los da
paixao desenfreada ou engendrados por urna
vontade mal dirigida, nem por isso teem
podido triumphar no verdadeiro mal que
eria condemuado Cuba ao horror eterno de
t
FOLHETIM
LICO AO.MESTRE
ROMANCE
POR
A. A. TEIXEIRA DE VASCONCELLOS
VIII
(Continuac/lo do n. I67.)|
Antes c para casa. O que nSo se
ter dito tas Paredes a respeito d'essa
aventara ? E' lio meliodroso o crdito de
urna senhora, principalmente qoando vive
toffl bomem que a defenda t Sempre foi
orna bstoia da brocal Agora Laiz de
Mattos fia responsavel pelo qae padecer a
fama de D. Francisca. E' doudo varrido I
Pois olha qae se nao fosse ea f a
tioba pedido em casamento. E' a mana
d'elle. -
Diza antes qae era a sua obrigaco
depois de tamanbo escaodalo. Nem sei por
que razSo obstaste a t5o honrado designio,
a nao ser por esse leu genio de zombetear
de todo e de todos. Entretanto, mea Do-
mingos, em casos de honra...
O' Laiz, alo lervas com pooco lame.
Caso de honra para mim era d2o contribuir
para casar um cavaheiro, embora leriano e
adoodado, com ama molher viada Deas sa-
be d'oode, porque 110 fim de todo D. Fran-
cisca D. Francisca que nos nunca vimos
senao agora, viuva do moito nobre sargen-
to-mr Ayres de Qaeiroz qae ninguem co-
obecea, e senhora da quinta do Aido por
compra nSo sei da qaem. Tado islo
toaito boiu para 1 gente saber como lbe ha
de chamar, e onde lbe pode fazer visitas,
mas para casamento n3o me parece bs-
tanla.
Ma olhi qae foi ma primo Gjpar
er hespaohola : nao Un lidu o poder de
fazer cotmdra-los cono filhos hupank-s.
Crozram-se com as indias e sabiram co
baos; com as negras, e sempre cubanos;
com as mulatas, e anda cubanos; com as
estraogeras, cobanos sabiram; com taespa-
nholai, dessas mesmas oasceram cubaaos.
Edacaram-nos no amor Haspanba e no
odio i Cuba; e cobaoos foram 00 sao amor
a C-iba opprimda, bem como oo seu odio
acerbo contra a Hespanha oppressora
Irabotiram oelfea todo o fioatisrao do
Deas das Hespanbas, do ret bespanhol, da
grandeza hespanbnla; e foram elles sempre
cubanos em seo fanatismo, contra os fana-
tismos dos he?panbes. Maodaram-os
Hespajiba para qae se esquecessem de Ca-
na ; porm. ellas re'gressarm C iba, mal-
dizendo a Hespanha. Ao estalar a revola-
c5o, todos os jovens cabanos que puderam
deixaram a Hespanha, onda ha/iam passado
tola a sua vida activa, para virem comba-
ter contra a HaspaDha em Coba, oode ape-
nas baviam vivido a vi Ja inconsciente de
sua juventude.
N recente atroedade dos hespaohes
quaodo, ainJa ba poaoo, sacrificaram oito
tnaocebos a sea infame odio, o mais cubaoo
d'eotre esses mancebos,islo o quemis
heroico fui parante a morteera filhn de
um hespanbo!. S3o repuls5;s ioveociveis
da natureza ; c a sacrosanta aboraioaflo da
justiga; a civim'indignacSo do bem NSo
existira focidade, nSo existira justifa, d5o
existira nituraza, sa 0 filho qualquer de
uini pat/ia escarnacida porespago de sca-
los, era vez da se mostrar digno filbo dalla,
se pnzesse do lado do pai casual que fra
a origem do infortouio dessa mesma saa
patria.
E' assim que, no empeobo des3sperado
d.s hespanbo.- por obngar seus filbos a
seiem bespaobes; na obstioagSo desses
frh's em remirem, sendo caanos, a colpa
'Ja baverem nascido de beipanhas, se for
mou am povo de cubanos, brancos, negros,
mulatos e maslicos, que se elevou cifra
de 1,600,000 almas. NSo entrara neste
uumero os 100,000 hespanbes qaa no mo-
mento da revolufao exisliam na ilba, por
isso que os quero excluir do computo, as-
bira como Coba os exclua da sua vida.
Esse milhSo e meio de cobanos eram
conservados seb a oppresso daquelles
i00,000 bespanbas que representavam a
(Iaspanlia era Cuba.
Mandizabal, om liberal hespanbol que
merecen ama estatua, dase um dia, seodo
ministro da fazenda: c E' e9Cusado illodir-
rao-nos: Cuba e Porto-Rico nS) represen-
tara para a Hespanha outra causa mais que
nSo seja qaesto de dioheiro.
Seixas Lozano, ootro ministro (esse, po-
rm, ainda nao raereceu estatoa) disse em
pleno congrepso que as Antilbas eram os
corlaos da He3paoha; os empregados da
H spanba respendiam, para se jostificarem
de qualquer fraude qne nunca tinbam ido
tomar os ares das AuUlbas, e, ao pa3so
que o governo hespanbol favorecer a es-
cravatura, difficultava o commarcio, onarava
os contribuinles da ilba, e Iratava de em-
brute:er aos cubanos para conservar intac-
tos os cinco milhes de pesos que Cuba lhe
renda todos os annos, e era por aso qae
qaalqaer oespaoool qae sff diriga ilba
(qoer ella fosse empregado, agricultor, io-
dunrial, juiz oa soldado) sa jalgava com
direito, e eslava por costme autorisado a
enriquecer-se por qualquer forma que fosse,
cora taoto que neobum dalles fosse licito ;
os negreiros, por isso mesmo qae eram os
hospanhes que dispauuam de maiores ri-
quezas, ,eram precisamente os que maior
daino causavam Cuba.
Era considerado hespanbol de nenhura
valor, e por isso votado pelos outros ao
ostracismo, todo aquella que, irabalhiodo
com honra, se punha em cootacto intimo
com os cobaoos e grangeava a affeifS) des-
tes, pagando na mesma moeda as provas de
estima que lbe eram prodigalisadas pelos
filbos do paiz. Dasses hespanbes se vi-
ram alguns exemplos durante a tyraonia da
colonia, e appareceram dignos imitadores
aa revoloco da independencia. NSo s3o,
porm, elles em crescido nomero ; sem-
pre limitado o numero daquelles que se
tornam salientes.
To rica era a
ilba, como desprezada era
a pesoa qae nSo quera enriqaecer-se, em-
bora pira isso fosse necessario sacrificar a
sua dgniJade e a sua consciencia I A ri-
queza de Cuba proverbial perante os co-
nbecimentos do mundo inteiro ; era, porm,
ella ao mesmo teaapo urna maldicSo. Como
sac:edeu ao Per 00 tempo em que era co-
lonia continental, Cuba era a filba querida
do despotismo bespanhol. Tado estiva di-
que a recommendoa. EntSo om desembar-
alor do Porto, e mea parate, atrever-se-
bia a introdczir em miaba casa pessoa sos
peita de mo proceder ? A toa maita ma-
licia arrasta te a supjosicas injustas.
Escuta, homem. Tu conheces Gaspar
Coelbo?
Nanea o vi, mas conhesi moito sea
pai, que morrea dasembargador do Porto.
E' mau primo co-irmSo, porm oascea e
vivaa oa corle, e s ba poucos anaos veio
para o Porto, onde ea nSo fui desde que
l pissei vindo de Lisboa.
Pois conhecoo eu. E' manceboe
estoavado. Di se-lbe pouco dos preceitos
a qae os toaos obedecemos. Para mim
as recommen Jagas d'e'.le precisam pelo
menos de duas testemuahas abonatorias.
Ora essa I clamou Laiz com sincero
espanto.
N'isto ebegava o creado qae fra ao Aido
e trazia a nova de qae as saahoras tinbam
partido repentinamente para GuimarSes, e
qae na quinta bavia nicamente os ca-
seiros.
E como explicas ta agora esta fgida,
disse Loiz Coelbo para o alfares da Silva ?
Explica-se bem. Tiveram receio do
escndalo e fugiram. Se oio livesse ha-
vid i combiaafo entre D. Francisca e Laiz
de Mattos, e se ella nao temasse qae por
este saccesso viessem a descobrir-se outros,
nao desapparecia sem se despedir das pes-
soas aja tSo amigavelmente a acolberam.
Veta como e vi) coafirmasdo as miabas
saspeitas.
Entilo qae maodoa dizer a D. Fran-
cisca ? acudi a mulber de Laiz Coelbo ia
terrompendo a conversado om a irmSa.
Vem oo nao vem ?
Podemos jantar que nSo vem, res-
pondeu-lha o marid. D. Francisca parti
para GaimarSefl.
E a Thereza ?
Foi com ella.
E parti sem dos dizer Bada?
colado para a fazer produzir a maior soraon
de riqueza, porm com 0 menor freo da
llberda'de possivel.
Al ai dos rendimentos adaaneros a ou-
I tras varias contriboicSas, cujo producto ex-
traordinario nSo poaso neste momento des
crever, am decreto de fevereiro de 1867
augmenioo. em cerca da 16,000,003 da pe-
sos o rendimento dos impostos em toda a
ilha. A hi-toria desse decreto bastar por
si para demonstrar i evidencia como
que as riquezas espontaneas da um paiz fe
convertem muitas vezes em maldigo contra
elle mesmo.
Exista eolio no poder um ministro do
ulira-mar, Canovis del Castillo, decidido a
lga ara tyraonia social, poltica e econ-
mica das Aotilbas, e apparentando ceder a
mstaocii dos inslanos, convocoa ama junta
composta de naturaes das mesmas Ao'tHhas
que deveriam, sob a presidencia do mini*-
iro, dirigir-so a Madrid, e deliberar sobre
Uversos pontos determinados de um inter-
ro?lorio qoe teria de Ibes ser submattido
pelo mesmo ministro.
Havendo cabido o mioisterio O'Dwnelis-
ti, soccedeo-lbe oatro Narvaezista de qoe
Ainxaodre Castro fizera parle como mtois-
tro de ultra-mar. Hivendo j siioconvo
cidos 01 commissarios de Coba e da Porto-
Itico, o3o pode o novo ministro deixar ('_
enmprir o decreto de tal convocagSo ; e
pir issosa apresentaram emMidrid, ajoel-
les individuos depois da innmeras peripe -
cus qae provavira a ma f da parte do go-
verno bespaobol.
Foi, pois, o interrogatorio, a que j alta-
dimos, submeltido aos commissionalos.
Declararan) estes, quaoto a parte poliiica
pela necessi Jade de am governo autonmi-
co ; oo qae dizia respeito parte social,
pela oecessidde de se abolir a escravido ;
quaoto parte econmica, pela liberdade do
coramercio e da iodustria, e oalro3im pela
sobstitoicSo de todas" as inoameras cootri-
buices directas ou iodireclas das ribas, por
urna s cootribaifSo dire;la sobre a renda
liquida.
Preten iendo o governo hespanbol aug-
menta o prodacto das contrbaices insola-
res, appareotoa ceder s exigencias dos
coramissiooados, e deixaodo intactis aseon-
tribuii.-es a uaneiras e algamas outras mais
pesadas, supprimiu algamas das man s pro
ductivas, sabstitaiodo-a3 por nm imposto
directo de 10% sobre a renda liquida
Q er dizer: augraeotoo as cootriboices
em cerca de 16,000,0-30 de pesos ; e. para
se esquivar respoosabihdade da reforma
oppressora, fez crer que acceda aos dese-
jos <1os commissionados.
Vexada, engaada, escarnecida corrom-
pida, Cobi ainda assim a* dorma. Cen
vezes se sentia opprimtda, e oatras taotas
ioteotava levantarse contra seos oopresso-
ras. Dasde Jos da Luz, esse educador so-
crtico da juveBtade cubana, al Betteo
coort, o orago perpetoo da revolaclo ; des-
de Heredia, o propbeta dos escravos bran-
cos, at Placido, o martyr dos escravos ne-
gros ; desde Agero at Estrampes; desde
Lpez o venezuelano, at Pinto, o bespa-
nhol ; nenhom espirito elevado prodazir
Cuba, que, consagraudo-ss a propaganda
era fivor da scieocia, da poesa oa das ar-
tes, como coodocente emancipado da
desventurada ilba, nao fosse mais tarde oa
mais cedo, victima do desterro- on do sap-
plicio.
No armo de 1833 dea se urna iosurrei-
cSo ; em 1848 urna conspiraclo- geral; em
1851 daas expedidas de libertadores: em
1854 orna conspirarlo formidavel; Agaero,
Placido, Estrampes, Narciso Lopes, Pioto,
sSo as persooifica;5es immortaes desse mar-
i.vrologio sacrosanto. Discpulos de taes
mestres se tm mostrado todos os Coba-
nos, brancos, negros, creaocas, jovens, mais,
esposas, irmaa, oa filhas. A mulber cuba-
na, beje herona oos campos da revoloco,
martyr resignada no isolameoto trstonho da
emigraco, tem sempre sido o espirito vital
da redempcSo de Coba.
Talvez qae o nao saibam as suas irmSas
da Amrica do Sal qoando, com 12o glacial
indifferenga, encarara o martyrio de Coba ;
e sabando qae existem cabanos, nao pensara
talvoz no que ellas estilo de lacto empenba-
das assim como suas m3is o praticaram por
occasiSida revoloco da independencia ame-
ricana do sol.
Qoando eu, depois de ama experiencia
de tres anaos consagrados em Hespanha,1
tanto ro norte como no sal da America, a J
bascar, sem eocontral-os, amigos decididos
em favor da causa das Aotilbas, considero
tranqaillameote em mea espirito as aposta-
sias condemna las pelo3 revolucionarios hes
panhees na qaesto de Coba; o deeampa-
disse Domingos de Sampaio. Chegam,
pousam as arvores, descara acs campos,
comem das searas, e qoando Ibes parece,
batem as azas, levantam o vo, e desappa-
recem. Nioguem sabe ao certo d'oode
vieram nem para oode partirn. Para ellas
todo o mundo seo.
Como qaem o3o tem vergonha, repli-
co j a malber da Laiz Coelho. A calp
de qaem receber com intimidado pessoas
quasi desconhecidas.
E oa qae tanto desejava conhecer i
celebre viuva 1 exclamou D. Josepba.
Pois d'esta vez s indo a Guimares
oo talvez mais longo. Deas sabe onde pa-
raram aquellas avesinhas respooleu sor-
rindo o alfares da Silva. As viuvas sao aves
dos sertes d'Africa. Voam maito. E aa
tootioegras nlo Ibes ficam a daver nada.
Qae a Procidencia as leve por oode nlo
caasem damno.
Tambem o mano est sempre a brin-
car, retorquio a dona da casa levantndo-
se e segaindo com a irmaa para a sala de
jantar.
Quera talvez qae me aQigisse por
terem fgido da gaiola do Aido aquellos
dous innocentes passarinhos ? murmarou
Domingos de Sampaio para Loiz Coelbo ao
dirigir-se com elle aps as duas senhoras.
I)iiiemos jaatar em paz as do familias
da igreja e di Silva, e demos conta ao lei-
tordoqoe se passoa do Aid) depoio da
desastrada queda de Laiz de Mattos.
Na noate segaiote abrio-se a peqaena
porta do pomar e entrn por ella Domin -
gos de Sampaio, a cala obediencia as reve-
lares de Gaspar Coelbo tinbam suimatti-
do iQteiramoDte D. Francisca e a mulata.
Com ambas fra combinada a scena do mi-
rante e o logro de qae resolten a queda de
Luiz de Mattos, mas nem o alfares nem as
daas aventareiras imagioaram qaa pudesse
haver perigo para o fidalgo de Pacos de
Ferreira. Contava com a abnndancia dos
ramos e da folbagem para obstar a socceaso
SSo* assim estas 3ves d'arr'bagSo, 'miii grave, e e'peravm qoe Laiz de Mallos
ro em que os seas mestres do norte ten
doixado qaelia ilha tSo nobre ; a inlifferen-
ci com que para ella.olbam os seos rmeos
sal-imericanos, espntame a impopolari-
dide da jastiga deste mundo ; e qoando com
mais imparcialidale examino o que serva
de incentivo conducta dos republicano)
hespanooos, trato do norte como do sal da
America, e quantomiis descalpo aos lti-
mos e miis me cerapaleco da cagueira dos
primeiroi, mais me condo da incompatibi-
idada qoa 03 erros do egosmo es'.abelace 1
enire a jostra de aaii causa em umi par-
te, e o triurap'io da mesma causa em ou-
tra.
Caneada j de soffrer e preparados todos
os ele lientos moraes de saa revolucSo, Coba
sa levantoo, fioalmeota, cootra a tyraooia
Je II paoba ; jmiis, nem mesmo oos pro-
prios das da indepenlancia sol-amercaoa,
se havia pedido ii armas a sanccSo de om
direito mais legitimo a o reconbecimeoto de
ama justica mais patente.
Cuba se la yanta va para sa motrar na al-
tara da sua dignidide e fjzia-o ,em ama
dos principios iavo;ados pelo? revoluciona-
rios hespanaoas, dos de direito cooslitucio
nal implantados palos araericaoos do norte,
que os americano! do sul tinbam professa-
do na generosa lata da sui inde^eodeuiia
e na constitoifao da soa autonoma.
Os repablicams baspanhoes me diziam :
entre Coba e nos esta o nosso pafriuiu-
aio Castellar que, durante a n i.-sa mi-
gracSoemParis.mil vez me prometiera
achar-sa a nsso lado, qde ebegoa at a>
pooto de aceitar a base da om discurso em
que para o decidir, considere a revolac3>
de Cuba, como Isocrates e o mesmo Cas-
tellar apreciara os faitos humaoos, a modo
le orna tbese qoe a arte di paiavra desea-
vulva, Castellar faz mais do ajue os seus
companheiros de republicanismo; paraco-
boaesiar sua igoooil conducta, furjou orna
tneoria mais indigna arada : d- clarou que
a revolucSo de Juba era am obstculo ao
iriurapbo da repoWica em Haspaobe.
Os repubhcaoos oorte-amerii-,4nos snbor-
dioaram aos interesaos internos de partido
o dever que Ihes era imposto pela revolu-
cSo de Cuba,
Os republicanos sol americanos paseeram
do enlhusiasmo de seus pnmeiros d?as i;
das de continua duvi.la.
Tem sido por tal forma enorme o esun-
dal da ford desenvolvid pela Hespanha
cootra Coba que, at mesmo para o mus
habitoado a vencer a II jspanhi, david >so
se Coba poder triumphar emsua indepen-
dencia.
A Hespanha, mais poderosa do qne ja-
mis o foi depois da Felippe II, fazendo e
fcrf-is como jmaie fizera para domin
revolucSo de saasoloniascnotioentaas, lan-
do a seu favor o obsequioso silencio de to-
dos os governos civ.lisados que assim lbe
tem deixado impuoemente praticar atroci-
dades, coja bstorii ba- de farir a alma das
geraces futuras, contra todos aquellos que
se tm mostrado capaza* de pratical-as
como Hespanha, e contra todos os capizes
da consent las como o mando ialeiro ; a
Hespanha poderosa, irresponsavel, impune,
nao tem podido dominar Cuba desampara-
da, qoa i qua ioerme, sem outros defenso-
res mais do que seas frhos, sem outros au-
xiliares espontneos mais do qae algaos ou-
tros de Porto Rico, qae bera depressa le-
rSo que fazer falta nos acampamentos da
sua patria, e alguns filbos de S Domingos,
di Venezuela, e da Nova-Granada qaa ain-
da conservara o caito sagrado pala patria
americana,
Apeaar, porm, da duvida por parte de
uns e do egosmo por parte de outros, Cuba
ba de poder vencer. D- sde o primairo
grito de inlependencia em Yara at este
momento, tem a Hespanha mtndado para
Cuba 03,000 sodados disciplinados; ti-
oba ella 100,030 voluntarios baspanhoes na
ilba; tem nma esquadra de alto bordo e
orna esquadrilba de 30 cauhoneiras, cujo
conjuncto constitae ama das esquadras
mais poderosas que a Ilespaah tem tido ;
lera gasto milboes, desacreditado aguos
dos seas generaos mais celebres, inotlisa-
do no ministeria do ultramar algaos dos
borneas politices de mais esparaacas oo
pa^z, tem tornado a sua diplomacia fallaz,
descoDceiluado ao seu governo por brba-
ro, e nSo tem podido conseguir que rendam
as armas os 30,000 eubauos que se ar
maram lentamente, com armas imperfectas,
apezar da vigilancia da costa, apezar da
quasi compliciiiale do governo norte-ama-
ncano com o hespanbol e apez>r do aban-
dono em aae os governos latioo-america-
nos i o deixado Coba.
Para mim, que creio na iodepeulencia
acredite na vardade da ma-
ibema; nplea opposigSo de
am podar MavHRa a orna impo-
potencia poderosa, basta.
Bem sei qoe j l vio para sempre os
tristes derradeiros das do anio de 1859,
em qae, oSo ea (crete irapassivel) mas
sim quasi todos os empregados cabanos e
de porto Rico cliegirara a descrer em No-
va-York, do xito da revolucSo.
Enlendo qoe, quanio urna revolucSo co-
lonial passa do periodo de frenes ao de
resoluciinquebrantivel, nao ba forca nem
poder qie possa alcaudr Inumpho sobre
-Ha Coubeco que Cubi sa acba cbagada a
essa siiuaco; que existe uraa verdadeira
C iba com sua populacSo, instituigas, acti-
vidade e vida proprias, tudo isto dentro
da Cuba alternada pelos bespaobes e nao
me faco cargo do iriurapbo da revollo
qae para mira tSo segaro como torra
lbe indispensaval o sea movimento.
Q lisera, e nada mais, qoe o povos sol-
americanos tivassem raelb ir raamoria e se
racordassera do qaa oulr'ora passaram,
para que compe'iendara cabalmente 0 que
est lazenlo Cuba, e disso'nSoduvidem.
Eu nSo preteodo que se auxilie a Cuba
ou a Porto-Ricoeotendo que toda a idea gran-
diosa triarapoa taoto mais soldanosme
quanio a independencia cora qaa lula par
tal triumpho ; e faco votos para que ella
assim comodo a triumphar eu Cuba, como
igualmente ba da vira iriauoplnr em Porto
Rico.
Quaado eu liver faliado desti ultima ifbi
tilva: qoe ma decida a fazer a historia da
revolucSo Cubaoa ; do q-re ella verda-
deramente, para o que" della se pansa, vai
um abysroo de erro de apreciacSo Q lan-
do nao f.- movido por oatro mi'.ivoi, fal-
larei ao menos pelo amor de prestar bo-
uienagera verdade.
Assim, pois, abslrabindo de todo e qnl-
querioteresse, embora sej 1 apeaas age
uerosidade que me irapoe o patriotismo,
sero tileii a bem da vardade os escriplos
que coa agro a aaieaisar a justicar na IU-
vista e Santiago.
Eugenh Marta fastos.
LITTERATIRA.
rNSTRUC(;vo publica.
SEGUNDO
RASIiURO
Paris, 16
escorregaado at ao chao sa levantara logo
retirando-sa envargoabado para nao voltar
mais a contemplar as noutes do loar a fa-
mosa viuva.
Acontecen porm diversamente como o
Icitor j sabe, e se Luiz Coelbo ludo goo-
rava por ser bomam pooco habilitado 3
sabir de casa, as Paredes aodava o caso em
todas as conversarles e contado com grande
descrdito da viuva. Domingos da Sampaio
qae ao principio meditara nicamente corar
Lu'z de Mittos da paixSo aspirada por
D. Francisca, e reservar para si com esma
rado disfarce lio elegante creatara, teve de
aconselbar-lbe que desamparando a qainta
do Aido fosse vivar em qaalqaer oatro si-
tio onde nao chegasse a not ca da aventura
nocturna.
D. Francisca ac:eitou com apparente re-
sgnacSo o consalbo o promattea partir den-
tro em tres das para GuimarSOs, oode ficaria
at qae Domingos de Sampaio podesso dis-
por lbe, segando promedia, babitacio mais
prxima em algama quinta a carta distancia
da casa da 5 Iva, mas nSo lbe e-capou na-
ohum dos ialailos do malicioso alferes.
Vio logo qae o principal empenho d'e'.le
era afasta la de casar com Laiz de Millos,
e como I ha conyiesse mais sor fidalg em
Pacos de Ferreira, e adquirir posicSo social
elevada qae vi ver condemoada aos amores
illegitimas e pooco lucrativos do Domingos
de Sampaio, reso'.vea oppor sagacidade
dalle a astucia do mulber, quasi sempre su
perior as mais esludadas combinacoes do
bomem. Urna carta amorossima de Laiz
de Jlattos, dictada pela paixao com tornara
qae a fobre exagerara, veiocooSrmar a sua
determinaeSo.
Preparoa-se para a viagam, e parti d >
Aido ainda de noote, mas em vez de seguir
por Freiamonie e Lastosa para GaimarSes
foi amanhecer porta da Loiz de Mattos
em Pacos de Farreira. Receberam os cria
dos aquellas daas senhoras, e dando Ibes
conta da enformidade do amo accrescenta-
ram qoe Iba iam dar parte. Ifo o coosen
OfFlCIO DO MIMjTRO
. KM fRANCA.
^gagSo imperial do Brasil,
naio de 187.
addiiamento carta que ti ve a boma
pigir a V. Esc. em U do mez prozi-
assado, reraettendo a primeira parte
ra trabalbo sobre a iu>trncco publica
tu Franca (Consideraces geraes e, insiruc
<;5o primara >. apresso-ma era transmittir
a V. Exc, aqoi aaoexi, a terceira e nltima
parte deste trabalbo (Instrocjo superior i-
Na caixa que por este paquete francez
ser eipedida secretaria de estado dos
negocios eslraogairos vSo incluidas as leis
e rcgiilameotoa concernente instruccSo
publica em Frand, assim carao algamas
obras importantes ( ns. 1 a 9>), relativas ao
mesmo assump'.o e constantes da relacSo
annexa ao trabalho que teubo a honra de
submetier alta apreciaejk) doV. Exc.
S-ou com a maior estima e respetosa con*
sideracSo -lilm. e Exra Sr. conselbeiro Ma-
noel Francisco Correiade V. Etc., etc.
Bardo de tajaba.
,i.NsrauCi:o scpkroiu
A iustrucco superior divi^-se em tros
partes:
1.a Inspectora geral e
asademica.
a.* Ficoldades e escolas
ordena:
FacuiJades da theolog'a.
Faculdades de direito.
FacuiJades de medicini.
Facullades de sciencias.
FacuiJades de letras.
Escolas supario es de pl/arraacia.
Escolas preparatorias.
Escola normal superior.
Eacola pratka de estados superiores.
3." E>ub:lo amentos scienlilicos e Ilite-
rarios :
Instituto de Franca.
Academia de medicina.
Colegio do Franca.
Maseu de historia natural.
Estabelecimeotos astronmicos.
Escola espacial de linguas orientaos mo-
dernas.
Escola depaleograpbia (cole des charles).
Escola franceza de Alhenas.
Cursos pblicos livres.
administracSo
de differentes

tio D. Francisca e ordenon, como se j
fossem criados seas os d'aqoella casa, qaa
nSo accordassam Loiz de Mittos nem dis
sassam ao cirurgiSo, se por acaso chegasse,
ou a qualquer outra visita, que ellas esta-
vara all. Os criados obedecern entea-
deodo qae de certo era esperada pelo fi-
dalgo aque.la extraordinaria visita.
Loiz de Mallos accordou s sale horas da
maohSa om grandes melhoras, e soube
logo da chegada das duas senhoras. Como
Iba dissessem qae urna d'ellas era mulata,
alvorocoa-3e com asaspeita de que estivasse
al i D. Francisca o quiz levantar-so para Ibes
ir fallar. NSo Ib'o consontio porm a fra-
quaza e teve da Ibes mandar dizer que s
no seo qaarto as poleria recabar.
Socegac, Sr. Laiz de Mattos, disse
D. Francisca entrando ao qaarto o diriga
do-so para o leito onde jizia o fidalgo da
Pacos de Ferreira. Vajo-me obrigada a
sabir do Aido por causa do desastre qae
lhe acontecen. Perd a mioha reputadlo,
e porque eslou innocente nSo posso sup-
portar as marmoraces o calumnias qae por
l vogam contra mim. Von para GoimarSes,
mas nao qatz deixar estes sitios sem me
despedir de qaem por miaba causa arrise>a
a vida. Venho dizer lbe adaas.
E proforiado estas palavras levou o lenco
aos olhos como se os liamedecera o pranto
da saudade.
- Beijo-lbe as m3os, exclamoo Laiz de Mat-
tos tomando-lb'as ambas e beijando-as com
affectooso eothasiasmo. Veio dar-ms sao-
da e vida. Mas nao v para GuimarSes.
Volte para o Aido, e as calumnias e mur-
muracas acabarlo em breve. Qier asso-
ciar a saa existencia miaba ? Casaremos
d'aqai a qainze das a o mando nae fallar
mais. '
Desculpe, meu charo Laiz, a miaba
fraquezi de malber, porm ea q3j me
atrevo a voltar ao Aido. Em GaimarSes o
espero. Tenho confianja no sea amor e pode
te-la igual em mim. Siato qae nenbum
oatro bomem poleria fizer-me feliz. Adeos
V
I
inspectora oeral e administrado
ACADEMICi.
Depois das notas sobre a insIraccSo se-
cundaria e primaria parece conveoieote es-
crever aqui, em segaimento do qaadro con-
sagrado i iostrocc3o publica em Franca,
algamas linbas relativas nos fonecionarios
Ja mais alia gerarchia aniversitaria, a.urna
exposico das sttriboices confiadas axis re-
presentantes immediatos da aotoridade cen-
tral as differentes ordens de estabelecimeo-
tos. Assim se completar o total das informa-
'.'-'s, ai qua-'s apresentariam orna sensivel
lacuoa se se omittiss) a indica;3o da ma-
oeira porqie se movem as differeates partes,
como ellas se ligara entre si, e qual a vi-
gilancia e a aeco qoe comptem aos inspec-
tores geraes, aos reitores e aos inspectores
da academia, co locados sob as ordens dessa
aotoridade.
INSPECTORES gzraes.
O rgimen actual foi determinad por da-
creto de ) de marco de I85.
Os lospectores geraes sao uomeados e de-
raittdos pelo chefe do Estado, com previa
proposia domiostro da ioslrsccSo pobKea:
Oit inspectores geraes da kntruccSo pu-
blica : 3 para as letras, 3 para as sciencias,
t para o direito, 1 para a medicina, sob a
autoridade do ministro, achai-se encarrev
gados da iospeceSo das facuidades c dos es-
tabeleeiraentos scieniificos' e fitterarios de-
pendeutes do mioisterio da instruccSo pu-
blica. Elles podem ser encarregados de _
missoes extraordimrias nos lyceo3 e estaba- *
lecimeutos particulares de instruccSo oecua-
daria.
Oito inspectores geraes de iostroccio se-
cuodarii esto encarregados da iospecc
dos lyceus, dos collegios commaoaas o dos
eslabeleciraentos de instruccSo secundaria
livres. *
Q litro inspectores geraes de iostruc&So
primaria achara se encarregados das me-
mao attribuicas pelo que respaila este
para da iastrucgSo.
Ovio inspectores fazem porte do conse-
bo de instruccSo publica. Os inspectores
que nao esto designados para lomarem
parte nesse con-elbo podem para isso ser
chamados pelo ministro, quando se trata de
quesides especiaes.
Os inspectores geraes tao escollados d'eo-
tre os membros do institoto, rehores, ios- \
pectores da academia, professoros atas f*-'.
enldades, provisores e censores do I7?*yta; "
e dos priocipaes collegies, os ebefe dVeV
tabelecimeotos secundarios livres, professo-
res das chapas Superiores, institutos das
faculdades & os inspectores das esc alas- pri-
marias.
Elles formara o conselLo interior e-pri-
vado do ministro e para isso consiiinem-se
em commssas correspondentes s tres
grandes divises da instrucg5o publica>.
Estas commissoas reooem-se regalarmeote
todas as seraaoas, d3o seos- pareceres mo-
tivados administrado sobre as possoas e
as coasas, e sao ellas qae orgaoiiam oa
projectos de regulamenlo o concertam a
decises importantes.
Os inspectores geraes d instruccSo su-
perior podem ser designados para jozes-
oos concursos para substitutos das faculda-
des ; proceder iostallacao dbs reitores,
podem presidir aos exames uas faculdades e
oas escolas, e fazer parte da commisslo en
carregada da revisao dos negocios relativos
s revogacoas dos professores titulares.
Os vencimeoloi dos inspectores geraes
coosistem em um ordenado fizo* o em nma
indemnisac3o para as despezas-de viegens
e mudanras de lagar.
Os ordenadlas fros sao os seguioles ;
inspectores geraes da instrocc3o
superior frs. 12,000
instruccSo se-
condara 10.0GO
* > primaria 8,000
AJininistrofo acadmica.
A Franca est dividida em 18- academias.
Os funccionario3 da administracSo acad-
mica sao os segua tes :
O reitor;
Os inspectores da academia ;
Os inspectores da instruccio primaria ;
O secretario da academia, que para au
xiha lo tem ;
Os escriplurarioj da academia.
Os reitores sSo moteados pelo chafe do
Estado, e devem ser doulorados. Sjas ai-
tribuicoes abracara :
A direccSo e fiscalisacSo dos estabeleci-"
meatos pblicos de iastraccSo secundaria e
superior;
A fiscilisaco da iostroccao secundaria
particular.
(ConUnuar-se-h.)

t*'
at breve, mea querido amigo, concluio D.
Francisca levantaodo-3e para sabir.
Nao me desampare assim, bradoa
Laiz de Mulos esforcaodo-se para seDtar-se
ua cama. Se o3o quer ir para o Aido, fique
n'esta casa qoe j sua. Vira minha ta
Mithilde da Noroaua fazer lhe companbia.
Vive perto d'aqui, e o filho d'ella preparar
todos os papis necessarios para o casa-
mento. Si me doixa, mata-mo. Fique,
fiqae n'esta casa.
E o mondo, Luiz, murmarou a viuva
apartando a mo do enfermo.
Que importa o mundo ? exclamou o
mancebo cingindo com os bracos o airoso
corpo de D. Francisca. Nao j minha
mulber pela escolha do sea coracSo e pela
saa propna vontade. O mando somos os
ambos.
N'esta delicada coojunctara entrn a mu-
lata e hterrompeu as amorosas iastancias
de Laiz de Mattos. Vinha dizer qoe para
chegar com dia a Gaimares, segando afli>
mavam 03 criados, era necessario partir
sem demora.
A Sra. D. Francisca fica n'esta casa
e a Sra. D. Tberoza igualmente, respondeu
com energa o fidalgo de Pacos de Ferreira.
O dia mais feliz da minhi vida este em
qae D. Francisca acceitoq a miaba m3o e
me dea a saa. Est em caa de nm ca-
valbeiro dequem s recaber esta senhora
os testemunhos.de respeito que !he s3o da-
vidos, at qoe as beacSos da igreja consa-
grara a nossa oniSo. Esta osa j saa, e
D. Francisca antes do fim d'esie mea ser
mulber de Laiz de Mallos de Noronha.
Fidalga aeco, Sr. Laiz de Millos,
responden a mulata abracando Dr. Fraocis-
ci e dando a mo ao ooivo da liada viu-
vioha.
iConiinuar-te-ha).
IP-00 DIARIO RA DO DUQUE DE CAXIaS
mmiiuio


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