Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:12506


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Full Text
anno xlvii. nmm 230
.
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JAB A CAPITAl E LUGABB5 OWDE JfAO SE ?A4 MHI.
Mfr Ttrw mu ao^ntd-?
Por seis ditos idem .
Por am auno idam..
Cada mmaero avulso
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sooo
14W00
ISO
DOMINGO 8 DE OUTUBRO D I87.
PAJU DIITM 4 rOIA DA P10VIICIA.
Por \nt mezei adiaoUdoi
Por aii dito* idem. .
Por nove ditos idem .
Por nm anuo idem .
W%9
SOlMto
ruano
DIARIO DE PEMAMBCO

Propriedade de Manoel Figueir de Faria & Filhos.
A Al
i .
& Sr*. Gerardo Antonio Alves d Filhos, no Para; Goncalve Pinto, no Maralo ; Joaquina Jos de Oitaira Filho, no Cear ; Antonio de Lemos Braga, no Arauty ; Jlo Mara JoJio Chave, no Ass ; Antonio Margues da Silva,
Pereira d'Almeida, em Mamangoape ;Fe!ippe Estrella & G, na Parahyba ; Antonio Jote Gomes, na Villa da Penha; Belarmino dos Santos Buido, em Santo Antio; Domingos Jos da Costa Braga,
em Nazareth ; Antonio Ferreira de Agaiar, em Gojanna; Francino Tavares da Costa, em Alagoas ; Dr. Jos Martin* Alves, na Bahia; e Leite, Serquinho C no Rio de Janeiro.
no Natai; Jos Jwtfr
PABTE^TICIAL
Ministerio da fazenda.
DECNETO N. 2035 DE 23 DE SETEMBRO DE
1871.
A Princesa Imperial Rgeme, em nome
do Imperador o Senhor Dom Pedrj II, ha
por bem sanccionar e mandar que se ese-
cute a segointe resoloco da assembla
geral:
Art. 1 A le n. W36 de 27 de selem-
bro de 1870 decretada pira o ex.ercicio de
18711872, continuar em vigor no I
eeowstre do de 1872 -1873, se entes d5o
for promulgada a bi de orfanwnlo respec-
tiva, com as segoioies alteraces:
I O governo autorizado a des-
pender desle j, palos mnios que faculta a
sobredita bi de orgamsnto, as sommas ne-
cessarias para execogid das seguintes bis
do anno passido :
N. 1707 da 9 de julho, garantindo juros
de S Vt ao capital addicional da estrada de
ferro de Pernambuco;
N. 1808 de 2 d-i agosto, subvencionando
a naveeaeo a vapor do rio Araguay ; *
N 1829 de setembro, congruente re-
partirn de estatist ca;
N. 1632 il.!1 9 desetembro qoe consigaou a
ere lito de mil contos de ris para o abas-
tecimento d'agua capital do imperio ;
N. 1837 de 27 da setembro, autorizando
o fabrico de moeda de nickel;
N. 1901 de 17 de outubro, que fuou
35:0000000 para as despezas cima demir
ca;5o do oatrimonio em ierras eslabelecido
a Sai AUe/.a Inperial a Sr. D. babel e
seu augusto esposo ;
N. 1903 de 17 de outubro, que fixm
35 :000000 para a despezas com a de-
marcac&o do patrimonio em trras eslabe-
lecido a Saa Alteza, a Sr. D. Leopoldina e
seu augusto esposo.
2.* C)ntinoa em vigor a autorisacao
do art. 12 da bi n. 1836 de 27 de setem-
bro de 1870, para convers3o da divida fln;-
tuanie, ficando, porm, tal autorizado li-
mitada, e quando seja indispensavel, a par
te relativa aos bilbetes do tbesouro bou ver sido resgatada em coasequeacia do
disposto da julho do correte auno.
3. As pircentageas de 34 e 25 por
cent, cobradas sobre os direitos de irapor-
tac3o, em virtu lo do art. Io Io da reso-
luto n, 1753 de 20 da outubro de 1869,
e decreto n, 4601 de 24 de setembro do
1870 ser5o reduzidas para o anno cjvil de
a pna
imeira b 28%. e a segunda a
disposiefies
as
1872,
21/o
Art. 2.' S5o revogadas
em contrario.
O viscoade do Rio B.-anco, conjalbeiro
de estado, senador do imperio, presideute
do conselho de ministros, ministro e secre-
tario de estado dos n-:goci >s da fazenda e
presidente do tribunal do tbesouro naci-
ual, assim o baba entendido e far;a execu-
tar.
Palacio do Rio de Janeiro, aos 23 de se-
tembro de'1871, 50 da independencia e
do imperio.Pmxceza impehial regente
Yisconde do Rio-Bramo.
viiuiscrlo da Justina.
LE N. 2040 1>E 23 DE SETBIIBRO SE 1871.
Daclarade coadigio livre os flbos de mulher es-
crava qae fnascerem desde a data dasla le, li-
bertos os escravos di nagio e oalros e providen-
cia sobre a criado e traiamento daquelles -
los menores e sobre a libertario annual de 63-
era vos.
A priocea imoerial r agente, em nona de sus
inigestiie o imperador o Sr. D. Pelro II, faz sa-
ber a tolos os subditoi di impario qae a assem
bla geral deeretou e ella sanecioaoa a lei se-
guate :
Alt, 1 Os filhos da mujhsr escrava, que nasce-
r.'m oo imperio desde a data desta lei, serio con-
siderados de coDdigao livre.
l Os ditos filtus menores ficario em poder e
90b a aatoridada das seobores de suas miis, os
quies terio obriga;ao de cria-los e trata-Ios at a
idade de 8 anno* completos.
Caegaado o filbo da escrava a esta idade, o se-
nbar da raai ter a opcio, oa de receber do esta-
do a adenwisacio de 600*000, oa de utllisar-3e
dos servidos do menor at a idade de 21 annos
completos.
No pnmeiro caso o goverao recebera o menor,
e the dar destino em conformidade da presente
lei.
A iodemauagao pecaniaria cima flxada sera
riga em ltalos de rendas com o juro aanuil de
0/0, os quaes se caasiderarao extiactos no flm
de 30 annos.
A deelaraco do senhor dever ser feita dentro
de 30 dias, a coatar daqaelle em que o menor
cliegar idale de 8 annos e, se a nao fuer enti>,
Mear entendido que opta pelo arbitrio de militar-
se dos servidos do mesmo menor.
8 V Qaa'iner des3es meaores poder remir-se
do otas de servir, mediante previa indemnisacio
pecuniaria, qae par s oa por outrera ofTereca ao
senhor de &aa m&i, procelendo-se a avaliacio dos
ervicas pelo lempo qae lhe restar a prehencher,
m nio boater accorao sobre o quantum da mes-
oa indemnisacio.
8 3' Cabe tambera aos senhores criar e tratar
os Albos qae as Ribas de euai escravas possam
ler quando aquellas- sttverem prestando servidos.
Tal obiifa^ao, porm, cessar logo qae Hadar a
prestado dos servidos das mus. Se eatas fallece-
rem dentro Jaquelle prazo, seas Albos polerio ser
postas a disposicio do goverao.
4* Se a malber escrava obliver liberdade, os
Ulhos menores de 8 annos, qae estejam em poder
dosenbor delta por virtude do 8 Ia, lhe serao en-
trgues, exotpto se preferir deixa-los, e o senhor
intuir a ficar com elles.
i 5* No caso de litmaco da mplher escrava,
seas filhos tfvres, menores de 12 annos, a acempa-
oharao, ficando o novo senhor da mesma escrava
subrogado nos direitos e obrigaces do aateceesor.
6* Cessa a presumi dos servicos dos Albos
das escravas antes do* prazo mareado no 1, se,
par seatenga do joizo criminal, reeonhecer-se qae
- os sMhorM das miis os maltratam, inflingindo-
Ibes castigos excessivos.
8 T O direito conferido os senhores no^l.l*
traastere-se nos casos de saccessio Becessariaple-
vendo o filho da escrava prestar servicos pes-
soa|a quem as partilhas- pertencer mesma es-
crava.
Art. 2 goverao peder entregar a aasocia-
063 por elle antorisadas os Qthas das escravas,
oasciSos desde a data desta le, qve sejam cedidos
ou abandonados pelos reabores dellas oa tirados
do poder destes ora virtude do art 1 g 8.
8 1* As ditas associaedas terai direito aos ser-
vidos gratuitos dos menores at a idale de 21 an
nos completse polerioalngaresses se.-vic.os,mas
serio ohrigadas :
Ia A criar e tratar os mesmos menores.
2* A constituir para cada am delles ora peculio,
consistente na quota que para este Am for reser-
vada nos respectivos estatatos.
3* A procurar-Ibes, Aodo o lempo de servico,
apropriado a collocaco.
2* As associagois de qae trata o paragrapho
antecedente serio snjeitas inspeegao dos ja'zes
de orphos, qnaato aos menores.
3* A disporicio deste artigo apphcavel s
casas de expostos, e s pessoas a quem os juizes
de orphos enoarregarem a educaco dos ditos
menores, na falta de assocac5as oa eslabelecimen-
tos 'creados para tal Ara
4* Pica salvo ao goveoo o direito de mandar
recolber os referidos menores aos estabelecimen-
tos pblicos, transferindo se neste caso para o es-
rado as obriga^das que o 1 impda s associa-
edes antorisadas.
Art. 3* Serio anoaalmente libertados em cada
provincia do imperio tantos escravos quantos cor-
responderera 'quota aaaualraeate dispooivel do
fondo destinado para a emancipado.
1 O fundo da emancipadlo comp5e se :
Sjl' Da taxa de escravos.
..j2 Dos irapostos geraes sobre transmissao de
propriedade dos escravos.
3 Do producto de seis loteras annaaes, iseatas
de imposto?, e da decima parte das qae forem
coocedidas#d'ora em diante para correrem na ca-
pital do imperio.
4" Das multas impostas em virtude de3ta lei.
5 Das qaotas que sejam marcadas no orna-
mento geral e nos provinctaes e mumeipaes.
6* De sabscripgSes, doacSas e legados com esse
destino.
2* As qaotas marcadas nos ornamentos pro-
viaciaes e muaicipaes, assim como assub:cripQoas,
doaQ5es e legados cora destioo local, seria appli-
ealas eraaocipagio as provincias, comarcas,
municipios e fregaezias designadas.
Art. 4* E' permi'.lido ao escravoi formagio de
um peculio '.ora o qae lhe provier de doagdas, le-
gados e herancas, e com o qu?, por consentmento
do senhor, obtiver do sen traballio e economas.
O goverao providenciar nos reglamenos sobre
a coltoeago e seguranga do mesmo pecuiio.
f Por morie do escravo, metade do sea pe-
culio pertencer ao conjugo sobrevivente, se o
feoaver, e a oalra melade se 4ransmitlir aos seus
berdeiros, na forma da lei civil.
Va (illa de herdeiros, o pecnlio ser adjudcalo
ao faodo de eihaacipagao de que trata o art. 3.
~ 2 O eieravo que, por meto de seu peculio,
obtiver meios para indemnisagio de seu valer,
tem direito a aifofria. Se a inaemnisagao nao for
flxada poraecordo, o.ser por arbitramento. as
vendas judicaes ou nos inventarios o prego da al-
forria ser o da avalugio.
3. E', outrosim, permittido ao escravo, em
favor da sua liberdade, contratar com tereeiTO a
prestagao de futuros servigos por tempo que nio
exceda de sete annos, mediante o conseatimento
do senhor e approvagie do Juiz de orphios.
4." O escravo que pertencer condominos, e
tor libertado por um destes, ter direito sua al-
loma, indemnisando os outros senhores da quota
dovalorque Ihes pertencer. Esta indemnisagio po-
der ser paga com servigos prestados por prazo
nio maior de seta annos, em "conforraidade do
paragrapho antecedente.
3 5." A alterna com a clausula de servidos du-
rante ceno terapj nao fl;ar anoallada pela falta
de complemenfc da mesma clausula, mas o lioerto
ser impedido cumpri la por raeio de trabalho
no3 eslabelecimentos pblicos ou por contractos
de servigos particulares.
6." As alforrias, quer gratuitas, qaer titulo
oneroso, serio isentas de quaesquer direitos, emo-
lumentos ou despezas.
7." Em qaalqaer caso de alienaglo ou trans-
missao de escravo3 prohibido, sob pena de nul-
1. Ja ie, separar os conjuges, e os flilias menores
de 12 annos, do pai ou mai.
g 8. Se a divisio de beps entre herdeiros eu
socios nio comportar a reuoiio de urna familia, e
aenhum delles preferir conserva-la sob o seu do-
minio, mediante reposigio da quota parte dos ou
tros inleressados, ser a mesma fimilia vendida e
o sea producto raleado.
Fica derogada a ord. liv. 4, tit. 63,
na
parle que revoga'as alforrias por iugratidio.
Art. 5.. Sarao sujeitas inspeegao dos juizes de
orpbjs as sociedades da emancipagao j orgaoi-
sadas e que de futuro se organisarear
g nico. As ditas sociedades terio prevlegio
sobre os servigos dos escravos qae libertarem,
para iodemnisago do prego d.i compra.
Art. C." Serio declarados liberto; :
Os escravos pertencentes nagio, dando"
goverao a oceupagio qus jalgar couve-
e, por fraude, as penas do art. 179 do cdigo
criminal.
g o.* Os parocbos serio obrigados ter iivros
especiaos para o registro dos nascimenlo e obit >s
d is filhos de escravas, nascidos desde a data desta
lei. Cada omistio sujeitar os paroeaos malta
de 100*000.
Art. 9. O goverao em seas regulameatos pode -
r;i irapr multas al 100* e penas de priso shu-
pl'i.- al nm mez.
Art. 10. Ficam revogadas as disposigSas em
contrario.
Manda porlanto todas as antoridades, qaem
o conhecimeato e execacia da referida lei perten-
cer, que a cumpram e fagam cumprir e guardar
tio iateiramente como nella se contera. O secre-
tario de estillo doi negocios da agricultura, com-
mercio e obras publicas a faca imprimir, publicar
e correr. Dada no palacio do Rio de Janeiro, aos
23 de setembro de 1871, 50' da Independencia e
do imperioPbinckza Impesual Regente.Theo-
doro Machado Freir Pereira da Silva
Carla de lei pela qual Vossa Magestade Imperial
manda, executar o decreto da assembla geral, qae
houve por bsm sanccionar, declarando de condi-
gao livre os Araos d mulher escrava qae nasce-
rem desde a data desta lei, libertas os escravos
da ni gao e ontros, e providenciando sobre a cria-
gao e tratameoto daquelles filos menores e s)bre
a libertadlo aanual de escravos, como nella se
declara.
Para Vossa Magestade Imperial >er. O con-
salbeiro Jos Agoslinbo Morelra Guimaraes a
fez:
Chancella ria-mr do Imperio.Francisco de
Paula de Negreiros Saydo Lobato. Transiton em
23 de setembro de 1871.Andr Augusto de Padua
Fleury -Publicado oa secretara de estado dos
negocios da agricultura, commercio e obras pu-
blicas em 28 de setembro de 1871.Jos Agosti-
nlio Moreira Guimaraes.
ajosto deiaea. dem a.
o Sr. conde d'Eu.
42 de sua alteaa
l.de
Mundes.Ilem em o
dem n. 44, idem.
alves Pereira.Idem era
870. dem idem.
Paula Moreira.Ilem. Iiem
11
em
41
21
Os escravos dad ,>s em usufructo corda.
Os escravos das ksrangas vagas.
Os escravos abandonados por seus se-
J I.'
Ihes o
niente.
J-
1 3.
g 4.
nheres.
Sa estes o abandonarem por invlidos, sarao
obrigados a alimntalos, salvo caso de penuria,
sendo os alimentos laxados pelo juiz de orphios.
g 5. Em geral os escravos librtalos em v.rtu
de desta lei ficam durante cinco annos sob a ios-
peegio do goverao. Elles sao obrigados a contrac-
tar seus servigos sob pena de serem constrang-
dos, se viverem vadios, trabalhar nos estabeleci-
mentos pblicos.
Cessar, porm, o cooslrangimento do trabalho
sempre qne o liberto exhibir contrato de servigo.
Art. 7 as causas em favor da liberdade :
| l. O processo ser snmmario.
2.' Haver appellagSes ex officio quando a
decisdes forem contrarias liberdade.
Art. 8. O goverao mandar proceder a matri-
cala especial de todos os escravos existentes no
irapario,-com declaragao do nome, sexo, estado,
aptidio para o trabalho e filiago de cada am, se
f.jr eonhecida.
'i.' O prazo em qae deve comegar e encer-
rar-so a matricula ser annunciado com a maior
antecedencia posslvel por meio de editaes repeti-
dos, nos qnaes ser insera a disposigio do para-
grapho segointe.
g 2* Os escravos que, por culpa oa omissao
aos interessados, nio forem dados matricula at
am anno depois do encerramento desta, serio por
esse facto considerados libertos.
g 3." Pela matricula de cada essravo pagara o
senhor por urna vex somente ou emolumento de
500 rs.f se o fixer dentro do prazo mareado, e
de M000 se exceder o dito prszo. O producto
deste emolumento ser destinado s despezas da
matricula e o excedente ao funde de emanci-
pagao.
5 4.* Serio tambera matriculados em livro dis-
tinelo os filhos da mulher escrava que por esta lei
fleam livres.
Ineorrerio os senhores omissos, por negligen
ca, na malta de 100*000 a 200X000, repetida
tantas vezes quantos forem os individuos omittidos,'
MI a tote rio da guerra.
Por decreto de 27 do crrante e nos ter-
mos do art. 3o da lein. l,843de6de outu-
bro do anno prximo passado foram consi-
derados graduados nos postos de comais-
sao em que se acham, contaudo aotiguidade
dessa graduacao desde a data da citada lei,
como o declara a imperial resoluto de 8
de abril do correte anno, lomada sobre
consulta do conseibo supremo militar, os
2M tenentes e alferes das armas de artilla-
ra, cavallaria e infamara abaixo mencio-
nados.
ARMA DE ARTILHAMA.
1* regiment a cavallo.
-i-' tenentes graduados:
Os 2' tenentes em commis-o:
Manoel Eleuterio Alves de Araojo.Com-
missionado em 21 de julbo de 1869. Ordem
do dia n. 24 de sua alteza o Sr. conde
d'Eu.
Aotonio Candido Rodrigues.dem
26 de dezembro de 1869. dem n.
dem.
Io batalho a p.
205 tenentes graduados:
O i 203 tenentes em commisso :
Antonio de Moraes Silva.dem em
de julbo da 1869. dem n. 28 idem.
Antonio J>s Barbosa de Araujo Pereira.
dem. dem idem.
Batalho de engenheiros.
2 > tenente graduado :
O 2o tenente em commisso :
Francisco Agostinho de Mello Souza e
Menszes.dem. dem idem.
ARMA DE CAVAU.UIl.V.
Ia regiment.
Alfares graduado :
O alferes em commisso:
Jo3) Segismundo Bonoso.dem em 4
de setembro de 1866. Idam n. 91 do ge-
neral conde de Porto-Alegre.
4a regiment, \
Alferes graduados:
Os alferes em commisso:
Manoel Marques Saraiva do Amaral.
dem em 22 de julho de 1869. dem n.
28 de sua alteza o Sr. conde d'Ea.
Anselmo de Maia Braga.dem em 6 de
fevereiro de 1868. Ilem n. 194 do general
duque de Caxias.
Sem designaco de corpo.
Alferes graduado:
O alferes em commisso:
Jjs Pedro de Oliveira G3lv3o.dem
em 26 de dezembro de 1869. dem addi-
cional de n. 41 de sua alteza o Sr. conde
d'Eu.
ARMA DE INFANTARU.
2* batalho.
Alferes graduados :
Os alferes de commisso :
Augusto Fortunato da Costa Campello.
Comraissiona Jo em 27 de setembro de 1867
Ordem do dia n. 132 do general duque de
Caxias.
Msxiano Jos Pereira da Silvl,dem em
13 de fevereiro de 1868. dem o. 193 idem.
Henrique Manoel da Silva.dem em 17
'de julbo de 1868. dem n. 233 idem.
Manoel Brasil de Oliveira. dem. dem,
idem.
5.* batalho.
Alferes graduados:
Os alferes em commisso :
Toago Forreira de Souza.dem em 6
de fevereiro de 1868. dem n. 19o idem.
Jos Augusto Gromwell.dem em 7 de
agosto de 1868. dem n. 241 idem.
8." batalho.
Alferes graduado:
O alferes em commissio:
Norberto Ildefonso Moniz.dem em 1.
de marco de 1870. dem n. 44 de sua al-
teza o Sr. conde d'Eu.
9." batalho.
Alferes graduados:
Os alferes em commissio:
Paulino Vieira de Mello e Silva.dem
em 29 de fevereiro de 1868. dem n. 190
do general duque de Caxias.
Vicente Alves de CarvMbo.dem em 7
de agosto de 1868. dem n. 241, Mam.
Manoer Luiz des Reis.dem em 18 de
JoS
marco
Aotore-
de feve
Francis
idem.
19.a batalho.
Alferes graduado:
O alferes em commissJo :
Jos Flig Bandira Jnior.I lem em 7
de junbo de 1866. Por acto da presiden-
cia d provincia de Matto Groseo, como
consta do officio n. 11,210 da reprtelo de
ajodante general dirigido commisso de
promo{5es.
21." batalho.
Alferes graduados:
O i al/eres em com i.isso :
Riymondo Fernandas Mooteiro Jnior.
Commisaienado em 6 de abril de 1865, por
acto da presidencia da provincia de Minas
Geraes, como consta do officio n. 11,210
da reparticio do ajndante general, dirigido
commissio de promoces. *
Jos da Costa Launa. dem em 2 de
maio de 1865, i lem, idem.
Rapbael Tobas de Souza Vasconcelos.
Idear, idem, idem.
Rodrigo- de Patria Xavier Felicissira >.
dem em 7 de abril de 1865. Ordem do
dia n 443 do ministerio da guerra.
Jjaqaiai 4a Cruz Freir. dem em 17
de novembro de 1866. dem n. 50 do
commandante das forjas expedicionarias ao
sul da provincia de Matto Groaso.
Juslioiaoo Cosario Angosto Moreira.
dem, idem, idem.
Simphronio dos Santos Ribas. Ilem,
idem, idem.
Joio Aotoaio da Costa Campos.dem,
idem, idem.
Joqum Xavier de Mattos Salles.I lem
em 11 d dezembro de 1866. Ilem n.
58 dem.
Amonio Eugenio Ramalho.dem em 6
de abril de 186S. Por acto da presidencia
da provincia de Matto Grossp publicado em
ordem do dia do commando das armas da
dita provincia n. 428 da mesma data.
Joo Caadido de Azevedo Bello.dem,
dem,'idem.
Manoel Avefino da Silva. dem,* dem,
idem.
Antonio Angosto Fernn les Adi.'Iiem
em 20 de julbo de 1858. dem n. 491 idem.
Jos Ignacio Ferreira Jonior. dem tm
7 de ootubro de 1868. dem n. 550 idem.
Manoel Pinto da Silva:dem em 28 de
setembro de 18S8. Ilem n. 542 idem.
Antonio Paes di Burros. dem, idem,
idem.
Alfredo Laurentino Marlins de Oliveira.
Ilem em 30 do seiembio de 1868. dem
o. 5i4 idem.
Pedro Pereira Nunes.Ilem em 1. de
outubro de 1868. I lem o. 545 idem,
Jos Antonio da Cunha.Ilem em
digo; e que pelo subdelsgado aquella villa fon
tambern pronunciado Orympio Manoel Gamillo,
como incurso as penas do an. 204 do referido
cdigo.
Segando commaakoa-me a delegado do Bonito,
em otfieio de 4 deste mez, fora all capturado mais
am dos criminosos qae na mantisa de 23 do pas-
sado evadiram-se di respectiva cadeia e dos quaes
tratei em mioha parte diaria sob n. 1339 de i des-
te mez.
A' ordem do subdelegado de S, Jos, loio Bem-
vennto d'Aquino e Jos Joaquina de Sani'Anoa,
por desordem.
A' ordem do da Boa-Vista, Benedicto escravo de
Antonio de Souza e Jos Ignacio de Oliveira por
disturbios; Antonia Mara da Conceigio por insul-
tos ; Sabino, escravo-de D. Thereza de Jess Aze-
vedo e Maria, escrava do desembargada JoiO An-
tonio de Araaj) Freitas Henriques, a requerimeoto
dos respectivos senhores.
A' ordem do da Varzea, Antonio Carneiro da
Cunha, por se echar pronunciado.
Deas guarde a V. Exclllm. e Exm- Sr. Dr.
Manoel do Nascimento Machado Portella, vice-
presidente da provincia.O chele de polica, Her-
mogenes Scrates Tavares de Vasconcellos.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO
25 Da SETEMBRO DE 1871.
D) Rio da Prata entran o vapor Salsete tambem
da liaba do Pacifico. Traz datas at 19 do corren
te, mas as noti'uas sio de pouo iateresse.
Dizia-se qae o ministro da torada oriental aia-
da ia apresentar s cmaras novo projeclo de re-
cursos. A respeite da guerra civil nada de posi-
tivo. Tornava a failar-se em esperangas de paz.
dando-se desta vez como mediador o Sr. Bario de
Colegpe.
Urna folba de Buenos Ayres noticia qne o Dr.
Quintana ia ser nomeado ministro plenipoten-
ciario da Repblica Argentina para, conjuntamen-
te com o do Brasil, tratar na Assumpgio di paz
definitiva com o Paraguay.
27 -
'. Por portaras de 13 do correte mez, se conce-
den lieeoga ao chele de esquadra bario da Lagu-
na para aceitar a ara cruz da ordem de Santo Es-
tanislao, com qoe toi agraciado por S. M. o impe-
rador de todas as Rassias, e para asar da rejpec
tlva insignia.
26
de dezembro de 1869. Ilem n. 41 de sna
alteza o Sr. conde d'Ea.
18a batalho.
Alferes graduado, o alferes em commis-
sio Hermogenes Eloy de Medeiros.dem
em 8 de julbo de 1863. dem n. 460 do
ministerio da guerra.
Batalho de engenheiros.
Alfares graduad, o alferes em commis
sao SebastiSo Antonio Rezeode Leal.Com
missionado em 29 de fevereiro de 1868.
Ordem do dia n. 196 do general duque de
Casias.
Companhia de guarnifo de Sergipe
Alferes graduado, o alferes em commis -
s3o Ljurengo da Cosa Moreira L:ma.
Ilem em 6 de Janeiro de 1870. dem n.
42 de Sua Alteza o Sr. conde d'Ei.
Por decretos da mesma data :
Foram transferidos para a 8* companhia
do 13 batalbio de infantaria, o major gra-
duado do 18" da mesma arma, Antonio
Cardoso Pereira de Mello, e para a 2a
companbia deste batalho, o capilo da-
quelle, Joaqoim Vieira de Agoiar.
Reverteram Ia classe do exercito o ma-
jor graduado aggregado arma de infantaria
Rapbael Fernandos da Lima, sendo classiQ-
cado na 4a companhia do 4o batalbSo de
infantaria e o tenente tambem aggregado
mesma arma, Epipbanio Manoel de Cam-
ino, visto terem sido jnlgados promptos
para o servigo do exercito as inspecc5es de
saude perqas pissaram, este nesta crt* e
aquel'e ni provincia do Rio Grande do
Sul. _______
RepartlcSe* da mllela
1* secgao.Secretaria da polica de Pernambu-
co 6 de outubro de 1871.
\i. 1364IHm. e Exm. Sr.Levo ao conheci-
meato de V. Exc. qoe, segando constadas part
cipagoes recebidas boje n'esta repartigio, (oram
hontem reeolhidos i casa de detengio os seguintes
iudvidoos:
A' ordem do subdelegado do Recife, Francisco
Gomes de Araojo, a mioba disposicio.'
A" ordem do de Santo Antonio, Eaphrasia es-
erava de Joaqaim Coelho Cintra, por andar fgida,
Joaquina, escrava de Auna PraneeHna da Cunha,
por disturbios; Rosa, africana livre e Senhorinha
Maria da Conceigio, por olTensas moral pu-
blA*ordemdo de S. Jos, Manoel Jes de Santa
Anna, Flix, eseravo de'DrLuiza Francisca de
Souza, por desordem. .
A erdem do dos Afogados, Manoel Marta de
Mello, por disturbios. .
Por offlcioi de hontem datados communicou-rae
o delegado do Cabo que pronunciara a Manoal Jo-
Moateiro e Adolpbo Manoel da Silva, como in-
caraos no afu 269 do cdigo criminal, a Laurino
de tal. Manoel lenriqae do Carmo, Manoel da Ro-
cha. Jos Bento Pinto, como Incorsos as penas do
citado artigo, c-Mininado com o 35 do awso-i co-
Por decreto de 13 do correare, foram concedidas
as honras de 2* pbarmaceulico 2 tenente da ar-
mada ao pharmacenlieo de commissio Antonio
Candido da Silva Pimentel, em remnneragio dos
servicos (eilos durante a guerra.
Refrmalos os imperitos marinheiros de 1* clas-
se Benedicto Corroa e Jos Manricio das Chagas,
com ama pensio igual metade do sold, nos ter
moa do art. 29 do decreto e regaiament o de 5
de junho de 1845. -
E por outro de 16, foi transferido para jf^fflassa
o 1 tenente Jos Antanio Correa de Mello.
Em 26 do corrente expedirn-se os seguintes
avisos.
Exonerando o chefe de esqaadra bario de Ao-
Sra, do lagar da encarregado do qaartel-ganeral
a marinha, sendo 1 .ravado pelo bem que exerceu
este lugar.
Nomeando para substituir o dito chefe de es
quadra o oficial de igual patate Francisco Cor-
deiro da Silva Torres e Alvira.
Nomeando o chefe de esqaadra bario da Passa-
gecu para coraraandar a divisio naval do 1 diside-
to.
Nomeando o capitio de fragata Silvno Jos de
Camino Rocha para coraraandar o encouragado
Bahia, e o cfflcial de igual patent; Rodrigo Anto-
nio de Lamare para commandar o encouragado
Cabral.
O Echo Bananalense
recte
ora data de 16 de cor-
ete, Jaotica o segninte :
< 0 Sr^Dmraendador Manoel de Aguiar Vallino
e a Exma. Sra. D. Maria J>aquina de Almeida li-
bertaran), aquelle 13 eseravos, esta 32.
< Todos os libertos eontinuam resi lindo as ta-
ren Jas doi mesmos, dos quaes nio qnizera.ij apar-
tarse, e sio all tratados generosamente, nie Ihes
faltando a necessaria alimentagao, vestuario raedi
co e botica, quando enfermos, bem como trras
paracujtivtrem.
Pos desta ordem honram 03 philantropos
que os praticam, e por %\ mesmos se recom-nen-
dara. a
Escrevem-nos de Valeoga em data da 23
d corrente :
i A Sra. D. Poncian Candida de S Jo3 confe-
rio hoje liberdade a sua cria Joio Menezes, pardo
de 12 annos de idade.
a A Sra. D. Antonia Luiza Noguera de Miranda
e Souza conferio tambem liberdade sua escrava
Carolina, de nago.
t As respectivas cartas de liberdade tirara re
gistradas no cartoro do Sr. Jos Francisco da
Araujo e Silva.
-28-
Por ecret) n. 4,789 de 12 do corrente foram
approvados os estatutos da soeiedade Beneficencia
Mineira.
Na mesma data declarou se ao presidente do
Rio de Janeiro, que deve levar ao conbecimenro
doRvm. bispo eapellio mbr a representagao dos
Alternaos residentes na cidade de Petropols, pedin-
do a nomeagao do padre Eramersans Hoper para
codjovar o respectivo paroeho, para que o mesmo
bispo a lome na considergio que merecer
Do Rio da Prata rec-beaos hontem pelo paque-
te francez Poitoa folhas at 21 do corrente.
As argentinas apenas referem factos de iateresse
local- .
No Estado Oriental a situago era semqre a
mesma. Para substituir os rejeilados apresentara
o governo as cmaras novo projacto de recursos
elevando a seis o emprestmo 'de qualro nilhues
j anteriormente, antorisado.
Constavaque o grosso das torgas blancas se
achavam juntas de Tacuaremb, para onde mar-
chava tambem o exercito do governo a offerecer-
Ihesbatalha. Andavam. porm, as tropas muito
descontentes par falla de pagamento, a guarda na-
cional recusava sabir a campo, e de diversos pon-
tos tinha sido preciso retirar as gnarnigSes por fn-
suffienles para resistir a qaalqner ataque dos in-
surgen es. .
Eserevem de Montevideo qae o Sr. Barao de Co-
tegipe recusar formalmente envolverse em qual-
qner tentativa de raconcilagio dos dons partidos
salvo se fosse instado pelo presidente Battle.
Sob a presidenia do Sr. bario de Man, reun-
ram-se hontem em assembla geral os accionistas
da companhia de Navegagio e Commercio do Ama-
zonas, representando por si ou seos procuradore
15,917 acg5es. O relator da commissio de exame
de cootas, o Sr. bario da Lagda. leu o respectivo
parecer, cojas onelus5es foram unnimemente
approvadas e sio as segaintes : .
1 Qae sio approvadas as eontas da adm
iragio da co
e iliroita8do1 "po4eres"pa"r'a negociar e wnaiar a
transferencia a ama companhja e3l"8'r d
todos os favores, direitos, acgdes e obngagdes
qae esta companhia possae com a missab dejos
desempenbar para com os governos geral e pro-
vlnciaes, de eonformidade com o decreto imperial
. 4735 de 7 de juoho de 1871.
3.* Que lodo quan'o for praticado pelo mesnv
Sr. bario de Man na transaccab qae lhe in-
cumbida, fica desde j approvado pela companhia.
e firme e valioso.no todo e em saas partes.
4.* Que n hypoihese, nao esperada, da ni
transferencia da companhia, os seas accionista:*
approvam desde j todo o deieovolvirnlntod)..
meios de servic/> da mesma, tendentes a saiisfazar
as exigencias do trafego, j superior capacidad
do material fluctuaate d* companhia.
5. Que assignada a transferencia, o Sr. baria
de Mau fica antorisado para por em liquidagao
esta companhia, e para fazer a liquidago por si
ou por seus delegados.
6.# Que esta assembla geral, apreciando devi-
damente os esorgos constantemente empregados
pela administragao da companbia a bem de .ees-
interesses, lhe d- um voto de agradscimeoto, bem
como aos empregados qae com tanto zelo a tem
coadjuado, com especialidade ao Sr. commenda-
dor Pimenta Bueno, gerente da companhia n
Para.
- 29 -
Por decreto de 6 do corrente foi nomeado o
bacharel Jos Marianno da Costa juiz municipal e-
de orphios do termo de Guimaraes, da- provincia
do Maranbao.
Por decretos de 27 foi recondnzido o bacharel
Agostinho da Silva Vianna no lugar de juiz muni-
cipal e de orphios do termo de S. Gabriel, J
provincia de S. Pedro do lio Grande do Sul.
Foi concedida a exoneragio que pedio o bachi
re Joaqaim Mara Crneiro Yillela do rogar d*
juiz municipal e de orphios dos termos reunido
do Natal e S. Gongalo, na provincia do Rio Gran-
de do Norte.
Foram nomeados : o bacharel Caroiioo de Lima
Santos juiz municipal e de orphios dos termos
reunidos de Vigosa e S. Jos de Porto Alegre, da
provincia da Bahia.
O bacharel Antonio Joaqaim de Souza Paraso,
juiz municipal e de orphios do termo de Onro-
Preto, da provincia de Minas Geraes, ficando sem
effeito o decreto de 3 de abril do corrente anno,
que o nomeon para goal cargo do termo da C"-
pella, na provincia de Sergipe.
O tenente-coronel Antonio Barroso de Sooio.
coronel commandante superior da guarda nacio-
nal dos municipios da Imperatriz e S. Francisco,
da provincia do Cear.
Joaqoim Barroso Braga tenente-coronel chefe
do estado-maior do mesmo commando superior. -
O alferes Francisco da Cuoba Freir Jnnior te-
nente-coronel commandante do 4." batalho de in-
famara da mesma provinsi.
Foi reformado no mesmo posto o coronel com-
mandante superior dos muncipi is da Imperatriz
e S. Francisco da provincia do Cear, B?nto,Anto-
nio Alves,
Foi perdoado ao reo Antonio Jos do Carmo o
resto da pena de 14 annos de prsao simples, im-
posta pelo jnry do termo da capital Ja provincia
do Cear, por crime de homicidio.
As folh?s que do Rio da Prata recebemos hon-
tem pelo vapor inglez Marina at 23 do corrente
ueGlrjm laclo referem de importancia poltica.
Naqaelie mesmo dia tinha seguido viagen para
Buenos-Ayres o Sr. bario de Cotegipe. A 22 fo-
ram execotados em Montevideo qnatro reos do
assa.ssinato do Dr. Feliciangelly. Da Tribuna irans-
crevemos ama descripgio desle lgubre acto.
O governo oriental tornou a chamar pro pos t.s
para o emprestmo de qualro milhSes, anterior-
mente autorisado. Era ditHeil pereeber era qu
podara fundarse o governo para esperar d'enta
vex melhor resultado do que o da primeira ten-
tativa.
A justiga dos homeos, diz a Trtbana de 23 1 >
corrente, enmpriose hontem com a execugio dos
qaatro conderanados.
Desde pela manhaa cedo que a praga principal
e suas avenidas, ra Dezoito de Julho e a prag
de Arlla estavara apianadas de concurrentes
para presenciaren) o fatal espectculo que sa Ibes
ia oflereeer.
Pelas 9 horas da manhaa s trapas sania n dos
seus quarteis, e, conforme se ordenara, os corpos
tomavam os lugares destinados na praga de Arto-
la, designada para a execugio, tendo se collocado
de aotemio qualro banquinhos no lagedo que
borda o lado do nordeste da referida praga, e con-
tra a qual se apoiavam a direita e a esquerda dr
quadrado formado por filas dobradas.
A's 11 e meia horas em ponto chegaram os pre-
sos ao sitio fatal, acorapanhados do capello de
polica D. Juliao da Hoz, do padre Laptis e do?
padres capachinhos encarregados de auxiliar a!
ao ultimo transe aquellos qaatro desgragados
abandonados pela justiga dos homens a suprema e
divina misericordia do Deus.
Barbolla, o mais velho de tolos, ia mais que
tranquillo, fazendoostentagio da sua coragem pira
a morte. A sua physionomia conservava a fres-
cura dos seus melhore3 lempos, e na verdade, a
sua serendado naqaelie momento contrastara
com a pequenez do seu espirito no momento de
ser preso pela autoridad? policial.
Corvalan demonstrava serenidade apparente,
todava descobra-se-lhe no semblante alguma
perturbagio, se que nio eram sigoaes de arre-
pendimento. Rocha eslava pensativo e taciturno
desde a vespera Boita, eo sea animo, consa ex-
traordinaria, reagio no momento de sentar-se a?
banquinho. Nelto, o mais mogo de todos, pois
apenas contava 22 annos, manifeslou se o mais
contrelo, campriado desde o amanhecer M seus
deveres de christao, entregando-se aos cuidados
paternaes do sacerdote que o auxiliou.
No transito para o lugar da execugio deu-w
ama s;ena verdadeiramente commovente.
Urna irmia de Rocha saho ao encontr do f-
nebre cortejo e pedio licenga para abragar pela
ultima vez a sea irmio, o qae lhe foi permittido.
declarando este que se senta com animo bastauv
para aquelle acto. Ao separarem-se. Rocha dea o
lengo saa irmia e dsse lhe : -Toma, vai en jo-
pado em lagrimas de arrependmento : perdoa-rre,
e dize que me perdera
Pelo caminho beberam os presos alguns copes
de vinho e fumaram alguns cigarros.
Pouco aotes da chegada dos sentenciados, o co-
ronel Pagla, commandante da forga, dea a voa
deHombro e apresentar armas-, rompendo ero
seguida a marcha pelo centro do mesmo quadrad",
com todas as bandas dos corpos escoltados, e pela
ordem da formacio em daas divisos, indo o aju-
dante Veras frente, o anal, collocaado-se i frenld
do centro de cada batallio, dea o bando da orde-
nanga pelo modo segninte :
Pela patria e pela le, pena de merte a quem
interceder pelos reos, i
A's 11 horas e 35 minutos em ponto entraram
os reos no quadrado, todos maniatados, mas ne-
nhnm vendado.
Barbetta e Corvelan omprimentaram os espec
tadores com affabilidade. Rocha e Nelto, aind*
qae igualmente tranquillos, taziam menos ostenta-
go. O eonderaoado Julio Prez fazia o papel de
e foi encarregado de amarrar os preso
PEaVt'a dTuimo Ma*. 1 rTanqninhosrTamnlm'faziam par
ieonfln wSr bario de Mau plenos tlva o escrivio do crime da.' seccao e vanos
raembros da commissio de caridade.
Collocados os reos, depois de largo espago, co*
n no lugar fatal, sendo Rocha o prtmelro da di-.
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Diari* dt j*crnanibmc* Domingo 8 d Outubro da 1871

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reita, Carvelan o segando, e successivamente Ne2
e Barbe, "qaatra p-totas do baiamio i roano,
cmaoslo cada aro de oito soldados e um cabo,
commandados pelo capillo Chaves e pelo lente
Zenardo, no momelo em que o sacerdote cbegava
s palavra; do credo, sen nntco Uko, a primeira
fila fez fugo, segoindo-ae logo a estas delooacSes
nm sUencid sepulcral e momentneo entre os mil ou mais espeeUdore- que sssistiara qoell lo-
cobre quadro, silencio inierrompido pelas detona-
res isoladas dos cbos, que davam o Uro tegraca
ato ouvido dos exeeutados algn d'elles unja
moribundos. ...
Por entre os coneurrentea djvisavam-se Tartos
chapelinhos adorna* de flores e de veos, qoe in-
dubilavelmente nio pertenesm ao sexo forte, les
temunha daquelle borrorow espectculo, mas al-
gumas excencSes do sexo fraco e seasivel, cajos
6enlimentos se podem apreciar pela sua mesroa
presenca oaqueila seeia de sangae, que, como
bem disse um nosso collega, ofrende os senttmen
lo ionaios da sttlber, e repugna totalmente a ci-
vilisario.
Brbaro e conlrisiador espectculo I Inexpli
cave! aberracao da nalureza humana l Remedio
neeessario tao funesto cojo o proprio mal.
Quantas reflexes nos nao cruzaran) pela mente
ao presenciar de um lugar elevado aquello lgu-
bre quadro dajuslica dos homens I Todava cao
podemos h acreditamos oeeessarios para levar ao animo do
povoe do goveroe a aecessidade de urna reforma
na applicaco das penas e no castigo dos crimes.
Iteuorram-se hontem noite os membros de to-
daa as lojas do Grande Oriente do Brasil, ra
do Lavradi, para accordarem nos meios de diri-
gir ama felicita,"So ao Sr. vizconde do Rio-Bran-
ca, presidente do ccnselho de mioistros, e grao
mostr daquelle Oriente, pelos esfurcos por S. Exc.
empregados para a priropta adoocao do project >
relativo reforma de estado servil.
Deliberon-se nomear urna commissao de onxe
membros que, ex nome de tolos os macaras da-
quelle Oriente, fosse felicitar o Sr. presidente do
eoneeiho.
Aeompaohada por grande numero de membros
da maconaria e preceJiJa de dtias bandas de m-
sica, a ecmrr.K-a.) dirigio-se a casa de S. Exc, e
teado all recebida, bem como lo las as pess a<
aoe aeompinhavam, o respe tivo orador leu a se-
guinle felicitado :
Sr. vlsconde. A sabia e patritica cmara
vitalicia do Brasil acaba de approvar a proposia
apreseniada pelo gabinete por V. Exc. presidido
para a inslincc,o do element servil entre r.<,
untco povo que conservava aindo hojeessa hedion-
da iastiinico, a qual, redusindoo homem i triste
eondlcao de objeclo, (>zia ao mesmo lempo coa,
que nos nao pudessemos apresentar diaole das
nacSes mais adiaoladas do globo como Slhos de
nm paiz civilizado, cujos corajes sao alias aque-
eiflos pea cbamma benfica das grandes ideas.
E ta'lista e prudente, nao quizestes que es-a
transformado se tzesse de chofre e completa, por
que a-sim seriam perturbados e mesmo i balado
grandes e importantes ioteresses sociaes e econo
micos.
Muilo, porm, conseguistes : por quanto, se
, nao f ,i pela raz extrpalo esse cancro que cort'
as eol; iIhs da nossa sociedade, applicastes-lhe
pelo menos urna meJicaco tao saluiar qoe, sem
abalo de seu estado 'geral, o ir progressivamente
modiflcando de forma a l-lo feito de todo desap-
parecer dentro de pouco lempo.
Como as racas doladas de foculdades supe-
riores, os grandes horneas nao sao collocados ci-
ma dos cutres e dos outros povos, se nao por que
tem roaiores deveres a preeoeher.
< Chegado.' elevada posicao que occupas, de-
vida exclusivamente vossa intelligeocia, illustra-
cao e merecimentos, nao podieis deixar de pugnar
pela mais santa das cansas, procurando levantar
o homem escravo dessp eslado de abjeccao a que
fra atiraio pelo abu-o da f rea, e no qual por
tanto lempo juera, privado de exercer os mais sa-
grados altribiiMs da razio, por meio dos quaes
qtuz Deus diferencar-nos de lodos os outros se-
res da creacao.
a E o flzestes: arrancando-o dessa cndilo
degradante que motvsva a nossa vergooha, podis
h i je traz-lo diante do mundo e da elvilisarao, di-
zsndo-lhe :
Essa conleranada institnicao j nio lei. Xes-
u trra o buriem j oasce boa ero. E v, os que
anda arra-taes as cadeias do prejuizo, l<-nde con-
fisca no futuro : a sabedona e generosidade do
pov, brasilero sio grandes como as vossas espe-
ra IC.1S. i
A luta em que vos empenha.-tes, Sr. vsconde,
foi renhi la e afadigosa ; mas escodado, corro Vos
acbaveis pela ehlamyde invencivel do direilo,
victoria nao poda :er duvidosa ; e ei la I ah est
torilbante, fecunda e risonba das mais justas e
famas esperancas.
Nao sao as paixo"e3 partidarias que nesle rro-
menlo follam em.nossos coracoes; nao : a lingua
gem que ouvis a da cooscieocia pronunciada por
..q lies qoe, ba omito com o exemplo e a pala
vra, alistararo-se soldados as paginas da civilisa-
:-.i > e do Evangelbo.
Veacestes urna grande batalha 1
> Com vossas roaos dernmates sobre as sagra-
di- pas do bapiismo as aguas regeneradas da li
tardado I
Fasles nm tribuno do direito, e com juslica a
historia ligar vosso nome a urna de suas mais
gloriosas paginas.
c A postendade, Sr. Tisconde; nem ;empre vem
depoia. O grande povo, o povo mafoaico que aqu
velee reunido, ama antecipagao do futuro.
c E por nos, seu fraco orgo, elle vem jubiloso
i- 'tillado nos destinos da nossa tetra, vos render
devida bemenagem. Esta homenagem orna sau-
da^io : aeeitai-a.
Ella diz apenas :
Sr. viscoode, ha veis merecido muito da pa-
tria, sois um benemrito da htimaoidade 1
< Rio, 28 de sel rubro de 1871.
< O Sr. viscoode do Rio Branco responden oes-
es termos, pouco mais ou nenos :
Meos senhores." Profondamente commovido
: !a honro-a maoifest. (lo que acabo de receber, eu
lesa significar-vos qne o factoque conmemoraos
com tanto enihusiasmo nao nem pode ser, obra
de um ib bomem, anda que este possusse mri-
tos qoe, sou o primeiro a reconbecer, me falle-
m, a mun, que ne?ie momento solemne me vejo
io distinguido, nao pelo que fiz on merejo, mas
pela realisa(lo de ma idea humanitaria, batojada
pelo povo b.-asileiro, de quem nao fui mais do que
um mero interprete.
E esse enlhusiasmo, tentara,4 justo quando
consideramos o triuapho pacifico e rell elido que
nossa civilisacij alcanzo, sem as latas e os perigos
qne reformas desla ordem Um prodnzido em on
iras naco .
i A idea triumnhante ti) esplendida que f z
elevar aos oibos de seos compatriotas ; e al de
estrangeiros amig N, a i te: e que tem consciincia
da infjriuridade do seu mere-imenlo, comparado
com o de taos o jiros vardas que ilusram o Bra-
sil, e que se lem distinguido as pugnas da causa
da liberdade.
< Por miha vez, eu, pois dirijo sinceras con-
gratuJa(08 a lodos os cialais prsenles, naci
naes e estrangeiros qne considero meus irma s,
pela bomogeaeidade dos semimenl, como ver da
ieiros mandos, emfim. Estas congratulr.coes vos
alo devidjs, porque todos vos tendea concorrido
eflcaxuiente, como orgao e agentes da opiniao pu-
bliea, para a realisacao do grande acontecimento
que o Brasil ioteiro saodar com sincera effu- >
fle jubilo.
Em comraemonclo do da 27 de setembro, em
^ae foi definitivamente volada a lei de emancipa-
cio de ventre, o Sr. Dr. Antonio luz Sayao coa-
cedeu earta ie liberdade sua escrava Ignacia e
a um (libo da mesma de nome Pedro, de 13 para
i aanos de idade. Perfazem estes o numero
de lfc escravos gratuilamenie libertados pelo mes-
mo senbor.
-30-
Pir portara de 27 de setembro declarouse de
neubom tffeito o deereto de 31 de Janeiro deste
anno qoe recobduzo o bacharel Jcs Alves da
Silva, no lugir de juiz municipal e de orphaos do
ermo da Imperalriz, na provincia das Alagoas
por nio ter entrado em exercicio ao praso legal.
Pela directora geral commanicou-se: Ao
snpremo tribunal di jur-tica, que por decreto de
20 do correte foi designada a comarea de Mag,
na provioeia do Rio de Janeiro, ao jniz de direito
Antonio Candido da Rocha.
Ao referido juiz di direilo, que loe foi detig-
naaa a comarca de Mag e marcado o 'prazo d> 3
mexes para assumiro respectiva eierociftTi
rie de Sqnza Aievedo, vigirio
meira da mesma provincia.
itt da
OIARIO DEPERNAMBUCO
RECIFE 8 DE OUTOBRO DE 1871.
BLtMEfTO SERVIL
Escrevemes debaixo da mais lisongeira trapres
slo.
Entre as noticias da corte veio-no a que alia*
j esperavamos da poblica(io da le que foi ult
mmente votada pelas cmaras legislativas do im-
perio, relativa ao elemento servil, cuto estado rs
guiado por ella de urna forma nabremente hu
manitina, altamente civililisaddra, e que diz asss
eloquentemente que o Brasil camin* e esfor(a-
se por adantar-se as vias do progreiso.
Remettila para o senado a proposta do governo,
dpois de approvada pela cmara dos tenh>res de
putados, viram os nossos leitores que alguna espi-
rites, que ornam a cmara alta, receberam-n'a de
lan^a em riste, nio, digamo-lo em bem da verda-
de, porque quizessem que persistisse o totatu quo
perniciossimo, mas porque Ibe faltavam algumas
medidas qus elles julgavam uteis, ou porqae essa
proposta nio Ihes salisfazia as vistas adian'.adissi-
mas em materia lio momentosa.
O debate foi longo e animado oa segunda dis-
cnssao do senado, e distinctos oradores tomaram
parte nolle, examinando artigo por artigo toda a
proposta, que felizmente passou para a tercelra
discussao tal romo foi da cmara temporaria, ten-
do em sea favor urna respeitavel macra, e os
significativos esforc, os nio s do ministerio, mas
lambem de vardes conspicuos que puzeram suas
luses, conseltios, e experiea:ia merc da causa
da civili acio.
Dous das depois de approvada em segunda en-
trn a proposta em terceira discussao e no da 27
de setembro foi votad nominalmente, obleado 33
votos a favor e apenas 4 contra I
Nessa occasilo os espectadoras que enebiam as
g.ilerias e tribunas do senado, pmio-se todos de
p, atiraram flores sobre os senadores o romperam
em estrepitosos vivas. Foi essa ama demonslra-
0o tao expootanea quio significativa da impor-
tancia *que ligava ao a-sumplo a populacio da
corte, da qual se chegou dizer que era escravo
crata I
Nobre protesto foi esse sjm duvila contra lio
eslranha quio inexacla accusa(io. Nio, feliz-
mente nao ha no Brasil escravocraUs; lodos
querem a emancpacao dos captivos; e se alguma
divergencia honve no apreciar-se essa uestao no
parlamento, sem duvida proveio isso antes de re-
cetas bem on mal fuadados pela ordem e segu-
ranza publica, do que de menos generosos e
ante-civilisadore3 principios.
Quem teve a ventura de nascer na America,
qnem tem a felicidade de beber as auras do con
tinento em que respiran Colombo, nao pode que-
rer senao liberdade, nio pode aspirar senio
sabir na escalla da perfeicio humana ate o trono
em que se assenta garbosa a arvore da liberdade,
cuja sombra nio podem, nio devam se sentar
captivos.
Finalmente e felizmente j podemos gritar ple-
nos pulmo'es que nao nascem mais captivos ni
Brasil I
Nio, no Brasil, desde 28 de setembro, dala da
sancclo da lei, nio nascem mais captivos; e o
mundo j uio nos pode alirar a face a vergoaba
do ventre escravo, o epitaelo de escravo ;ratas I
E agora, que tao importante reforma est feila ;
e agora, que lio nobre motivo de orgulho se nos
ITere;e ; nio muilo que do alto deste orgio da
opiniao proclamemos ao Brasil e ao mundo ia
teiro.emquanto a historia nao compre sea glorio.o
dever, que sio creores da< gretides da patria,
o immioente estadista viscoode de S. Vicente, que
no conselho de estado inicioua reforma; ess
tribuaal consultivo, qui a apoiou com seos votos;
o conslheiro Zicharia. que de la se oceupoo pela
vez primeira no dis;nrso da cor, em 1867; o
ministerio ftio Branco, de 7 de marco, qne teve o
patriotismo de apresentar nma proposti e de-
fende-la no parlamento ; e tiialnen:e e-te, a as-
ir i garal, fiel interprete dos sentimeotos da na-
ci, que teve o raro bom senso de apprcva-la, de
transforma-la em lei do paiz.
Sim, lei do paiz a proposla que por qoalro
longos mezes (ronxe agitados lodos os espritus
que se ocenpam das cousas, e se interesan pelo
futuro do Brasil. Foi sanccionada a lei 28, e a
29 de setembro era publicada na corte. Nos a
traacrevemos aqui para que maior publicidade
ella tenba ; para que corra por toda a parle, an-
uuncan'o lodos os povos qne nao pascera mais
captivos no Brasil, asegurando ao universo que
n'um praso, nao mono longo, estar extincta a
escravido, estar complelamenlelavada a noloa
que ao pavho auriverde legaram os nossos an-
tepassados.
H nra ao Brasil por tao stsignalado Irinmpio
cons'guido pela cvilisacio e palo progresso; honra
todos quaotos almejaram com sinceridude que
nio continuasse a ser urna sspiracio indefinida e
incerta do povo ibrasileiro essa reforma coro que
se ennobrecen a Princ;za Regente, pondo o seu
augusto nome no decreto qne a sancciunon.
Por portara de 19 do crrante foi demiltdo o
engendro Manoei Barata Gei do log.r de direc-
tor d colonia do RJo-Novo, provioeia do Espirito
Santo.
Por caria imperial de 27 do correnie mz foram
concedidas as honras de conego da cathedral da
oioceae de S. Paulo ao padre-mestre Jcs Victo-
Notlelas do snl do Imperto.
Hontem 3 horas da tarde fundeou no porto
o vapor Cruzeno do Sul, trazendo datas : do R>a
da Prata at 24, o do Rio Grande do Sal al 18 de
seiembro, do Rio de Janeiro at 1* e da Bahia at
5 do drrpnte.
Alm das noticias que publicamos sob as rubri-
cas Parte official e Interior, enconfamos nos jor-
naes mais as que se seguem.
REPIBLICAS DO PACIFICO.
No Chile a commissao das rela(oes exterio-
res da cmara dos depulados se dividir ii&joes-
tio do tratado de tregoa indefinito, aju-t.ido em
Washington, entre as repblicas alladas do Pa-
cfico e"o ministro hespanhol.
Uns epinavam pela approvagao do tratado, con
siderando que e!le legalisa a tr'goa de fado, e rae-
Ihora o act al estado de cousas, visto aae.go*
paizes alliados podem negociar com os neutros
sem os perigos a que at agora estovan) expostos.
Demais, se honver de continuar a guerra, corrM
parte que o fizer a obrigacio de avisar com mui-
lo tempo de anticipara) a parte contraria.
D.zem porm outros membros da commissio
que o faci de tregoa indi finida urna pa:: sem o
oome, sera as repara(5es pelo bombardero do Val-
paraizo, sem vaatageas de nenhum modo para as
repblicas alliadas, accrescendo a circnmlancia
de se nio garantir ao governo dos Estados Unidos
a execncio do tratado.
Ero, Valparaizo houve alguns tremores de
Ierra. Em Arequina (Per; e Taena (olivia) tam-
bera houve tremores, seud) os mais fortes em
\reqnioa, que as prmeiras noticias deratn como
destruida, mas que depois seafiancou ter soffrido
apenas alguma perla de vida e queda de casas.
Era Santiago ia erigir se urna esta.ua ao almi-
rante Cochrane.
No Per foi abafa lo, anda en one(, o
plano de nma revolncao.
Igual cousa aconteceu no Equador.
HINAS-CKBAES.
Temo- folhas da capital at 23 do-correnie :
Do registro do Parabybnna escrevem :
No dia 26 do corrate morreo afogade no Pa
rahvbuna o soldado do corpo policial de Minas,
iqai destacado, Joaquim Basilio Xavier, natural
da'Formiga. Eslava de folga e stira a oescar ;
atravessou pulando os cinco vaos dos pilares da
ponte, mas ao pnlar o sexto escorregou por orna
pe.dra e desappareeen; nio se Ibe pode, infeliz-
mente, prestar goccorro. *
L se no Conservador da Campaoha da Prin-
cesa em dala de 16 de setembro :
No da 2 pelas 3 horis da Urde evadiram-se
aviva forro, da cada da villa de Cabo Verde,
os importantes criminosos Manoei Vicente Mendes.
por antonomasia ptragaayo, e Jos Manoei da Sil-
va, ambos condemnados pelo jury daquella villa a
14 annos de pnsao. No aclp da evasao tr&varara
os dous fscinoras renhida lula com os guardas,
sabiod gravemente ferido com qoalro lacadas e
nra Uro o Dolicial Jos Pelo, que se acba em pe-
rigo de vida.
Fal ecra em Perdoes das Lavrw D. Antonia
Botelho, senhora muito popuiar e dislincta por sua
caridade.
O Contervador, da Campanha da l>ra*zi,
em data de 23 de setembro, refere o siguite,
que Ihe fora communlcado da fregneua ilo Dou
radinbo.
t F-i assassinado no dia 31 de agosto jirt-ximo.
passado o escrivio deca freguezia Aagus Fer-
reira de Araujo, por nra escravo de J s Pinto
Xavier, morador em S. Gonjalo da CaiDnaobj,
sendo o crirae coinaettido em occasilo que se a
prender o dito crimiasso. Apeiardos esforc-os em-
pregados pelo subdelgalo, teneule Jo>e Anma-
tba Moraes, o assassino conseguid evadir se.
BJO 4JRAKDE DO SOJt.
Recebemos folbas desla cidade -at 17 d se
lembro, as quaes pouco adiantam s al linas no-
ticias qne .publicamos.
Derla lee lugar o dia 17 a eolloc*c2o da po-
dra fund.-.mental da igreja que all vae ser erig
da sob a invocare de Nossa Senhora das Dores.
Do Jaguario conslava que no dia 10 tentaram
evadir:se signas presos da cada civil, arrumban-
do urna das JaaeHas da prisao, sendo o mu de
signlo, conforme eoofessarara, pasear-ss i nonte
para o Estalo Oriental. Fra encontrada em po-
der dos mesmos algomas limas e graade porc>
de facas.
Coninuavam a aflloir a asta ultima eilade.emi-
grados do EOadd vismho, em extremo grao de
[penuria.
Corriara boa'os de haver sido morto em cmba-
te o coronel .Manoei Cyprano de Moraes, ao lagar
denominado Trinta e Tre$, e completamente der-
rotado, npr .tarcas coloraiat, a divisao que com-
mandava.
L-MBD Jornal o Contntercjo de Pelotas :
< Tem (rallo de extraordinario, e maja de myi
terioso, o seguate tconteeknento occorrtdo no do-
miDgo panino no hotel da AHianca ?
Seriam 11 horas da noile, e schavam se al-
gnmas pessoas nesse esUbelecimento atreges
s distracoSes qne ah se encoarram, qnsado, com
natural espanto, ouvem exclamacoes de desespe
ro, gritos de agona, que partan do todo do pa-
teo. ^
Para l se dirigirn), a ver o que-e passava,
e acercndole a um poco que cooUnha 15 palmos
d'agaa, com tristeza e pezar adqufreat a certeza
de qoe um infeliz ah se debilia entre a esperan-
ca da salvacio e os horrores da morte.
c Atirar-lbe a propr nrrenle qoe {serve no
poco, qail o desgracada se agarrn prompta-
mente, suspondeU ee.m dtfflcaldade, ma? com w
nobre espirito de humanidade, foi trabaibo de mo-
mento e assax hoa-tso para as peassas que e exe
eotaram.
K Mal, porm, oJoomem restUide vida,fhega
beira do poco, em vez d profrir xprefaies le
agradec nenie e gratido, prororope a$ impreco-
ces contra os seos riathos salvadresj 'e in-
terrogado cerea do acontecido, amear eon urna
armo ao primeiro que se aproximasso.
Era) na veVdafle, singular e exiraordlnario
esse procedimento.
c Dn-.se-ha que aquelle homem, loneo coma
idea do tnieidio, desconbecta o grande beneficio
que Ihe flzeram, e revoliava-se contra os homen;
que Ihe lranstornaram os nefandos ialents I...
Mas, se elle tives;e firene lencio d con^um
mar o erime, nio pedera goccorro, nio gritara,
nem aceitara a tabpa de salracao que rae ati-
raram.
< 4 dr da merte deve ser lerrivel.
Mas, a tnde isso, quea era o homem ? per-
gunla o leitor.
t Ahi est o myslerio.
i Apenas tirado do por-), collocou ama roaou
que tiaha de maneira a en:obrir-lbe o rosto, e e<-
correndo agua das vestes, silencioso sahio tran
qullamedte pelo corredor do hotel.
< E aero um dos pnze homaos que o tiraran d<>
poco teve animo d'. acompasaa lo para reeonae
cer, porqae elle pareis estar armado e poda ten-
tar algum erime.
Nisto andaram com prulencia, e provaram
que os coracdss philaniropicos nio possaem ardor
para cousas bellicas.
Contado (alo isto, costoso ser de acreditar ;
porro a exa ;ta verdad, testemunhada por mui
las pessoas de considerado.
t De que maneira. com que fim, por qoe moti
vo cahio oa sealirou aquelle hornera no poce?
Estara embriagado ?on doulo? (Jaereria, vendo
se armiado on envergqnhado por qualquer eyen-
tualidade ou desgraca, que Ihe tortorasse a exis-
tencia, prococar no suicidio o balsamo ana seas
osflrmeatos ?
< Seria' ama paxan amorosa ?
Seria nm ladrio ?
Sera um coaquistador qoe por all procura-
va ir ler com a sua amada 1
" Tire oleitor os coralarios.
S. PAULO
Recebemos folbas da capital at 2i e de San-
ios at 23 de setembro.
Km Ompnas dera-se no dia 18 um desagra-
davel incdeule por occasilo de execntar-se um
mandado demauateacio do jaizo municipal do
termo relativamente a baos da snecessio do porta
gu i Francisco Jos Marting le Abren.
Referindo-se a este incideute, diz o Diario de S-
Paulo:
'Consla qoe o agente consular portogaez na-
quella cidade qaeixa se de ter sido maltratado aa
execuco do referido miniado e de ser um sen
filho preso oessa occasilo, ao passo que is autori
dades locaes arguem o mesmo agale coagular de
se haver opposlo, com f rea, execucio^do man
dado regnlarmenle concedido, senda ooijavado
por diversas pessoas, enlre as quaes o referido sea
li b i. >
bem do desenvolvimeoto de nossas estradas de
ferro, da recia aimlnislracio da juslica, e da ex
linelo gradual do elemento servil.
t Esta ultima reforma marear nma nova era
ao progresso moral e material do Brasil. E' em-
presa, que exige prudencia, perseverantes esfor-
eos e o concurso espontaneo de todos os brasilel
ras. Teoho f ero .que seremos bem snecedidos,-
ssm prejuizw da sgrieullara, nossa principal in-
dustria porqae este commetii ment a exprs-
sio da voniade nacional inspirada pelos mais
elevados precaltos da reliaflo e da politica.
? gov fara qaaoto' jhe eqmpre para a
O ebefe de policia da provincia segu:ra da capi-
tal para Campias afim de tomar conhecimenlo
de-tes faetos.
A Bazeia de Campia, noticiando a rhegada
aquella cidade no dia 16 da crreme, dos Srs. Drs.
Falclo Filbo, presidente da companhia Paulistn.
Viriato de Medeiro's, engenhere. era chefe, e Rufi-
no Gol vio, engenheiro fiscal, diz que a va frrea
da mesma companhia nada deixa a desejar qnanto
forma e sollidez, e qae esperava-se que em Ja-
oeiro prximo come?asse o trafego.
Falleeeram em Mogy-rairim o 2o libelliao
Francisco de Assis Pereira, e em Itapetininga o
Dr. Antonio Pioto da Silva Valle, jaiz de direilo da
respectiva comarca.
L-se na lia-isla Ccnmercial de 5antos :
t Depois de um adantade pleito entra o procu-
rador dos berdeiros do finado commendador Fer-
reira Nelto e o curador dos eacravos pertencentes
ao mesmo fiaado, os quaes, em visti da disposicao
testamentaria, re uereram soa liberdade finios, os
annos de servido a que erara obrigados pelo fsta
melo, conseguo o dito carador nm accerdo fiscal
pelo qual tica respeitada a inlencio do testador e
lvres os ditos escravos no 11 n de 4 annos, que
restara para o cumprimento da obrigacio. O nu-
mero desses escravos sebe a mis de 200. >
RIO DE JANEaO.
Encerrou-ee no da 30 de setembro a assem-
bla g ral.
Ao meio dia desse dia, adundo-se reunidos os
Srs. depulados e senadores no paco do senado, sao
nomeadas as segaintes deputaeoes:
Para receber S. A. Imperial Regenta do Impa-
rto :
Deputados, os Srs. Pereira Fontes, Pioto de
Campos, Araujo G )3, J oao Mondes, Araripe, Fiel
da Carvilho, Cruz Machado, Ferreira Lnge, Henri
qties, bario da Laguna, Alfonso de Camino e Fi-
gueiredo Rocha. \
Senadores, os Srs. vsconde de Camaragibe, Bor-
ros Barreto, Uchoa Cavalcanle, bario de S. Lou-
rengo, Vieira da Silva e bario do Rio-Grande.
Para receber a S. A. Real o Sr. conde d'Ku :
Deputados, os Srs. Paulino de Souza, Candido
da Rocha, Gomes da Silva e Godoy.
Senadores, os Srs. Cnnha Figuairedo e Feroan-
des Braga.
A' ama hora 4a tarde, annnnciando se a ehga
da de S. A. a Princeza Imperial Regante do Impe-
rio, vaia deputacao, a convite do Sr. presidente,
recebe la entrada do pago do senado, e entrando
S. Alteza no sali, recebida pelos Srs. presidente
e primeiros secretarios da cmara dos deputados e
no senado.
Lngo que S. A. Imperial Regente toma assenio
na cad-ira de espaldar collocada abaixo dos de-
gros do tbrooo, manda asstclarem-se os Srs. de-
pulidos e senadores e l a srguinte falla i
< Augustos e dignissimos Sn. representantes da
naci.E' com o maior jubila qne, pela primeira
vez, me dirijo a assembla garal.
Gracas Divina Providencia, posso assegu-
rar-vos que a tranquillidade publica nem le-
vemente foi perturbada, dorante o terapo qae
teoli o deserapahado o honroso encargo da re-
gencia do imperio.
a Cabe-me lambem a satisfagan de commnni-
car-vos que a preciosa saude de S. M. o impera-
dor nao havii sido alterada, e que a de S. M. a
impentriz melborava progressivamente.
Km sua wigem pela Europa meus muilo
amados e queridos pas lem receido demons-
trafSes de respeito e estima, qae eochem de con
tentamento mea oracao de brasilera e de lima.
i Notsas retacees internaciooaes continuani-a
ser de boa intelligeocia e atnisade. Espero que
se concluirlo satisfactoriamente os ajustes defini-
tivss de paz enlre os alliados e a repblica de Pa
raguay.
t O governo imperial foi convidado para no-
mear um dos arbitros que, ca virtude do (raudo
de 'Washington', tem de decidir as reclamares
pendentes entre a Gri Bretanha e os Estadas-
lojdos.da Am-'tica.
f Aceiiei aquelle convite erm o cordial desojo
de dar nm novo estemuono de nossa amisaiSa as
duas. altas parles contratantes, e de corresponder
coefiane* que ellas deposi'aiB ao governo a'e
BrasiL
< 'gradeceao as providentias com neo ailsn-
des.es s necesaades do lervieo publico, toa-
#ratnlo-me xomvosee pelas lele que decretaste* i
ruis promptt e perfeiu eechclo de tao impor-
tanies rerormas, dedicaniolaes a mais solicita
attencio.
. **^to* e dignissimos Jrs. represenUntes
Certa 4e vosso estrenuo pitriotismo, cont
com a aecio benfica qae vossas laxes e influencia
cootinnari**xercer no totervallo dos irabalhos
legislativo?, para que mais T fifme a paz do im-
peno e fructifiquen, os gr\ndes elementos de
prospenlade com que o Omnipotente dotou a
nossa patria.
< Est encerrada a sessio.
Terminado este acto, retirase S. A. imperial
com o mesmo ceremeoal com que fra recebida
e im mediatamente o Sr. presidente levanton a
sessao.
Foi exsnrado Jlo Capistrauo de Miranda
'lastro do cargo de terceiro vice presidente da
provincia de S. Pedro."
Forara nomeadas;
Presidente da provincia de Sergipe o commen
dador Joio Wiikans de Matas.
3* vice-presdanle da provincia de S Pedro do
Rio Grande do Sal Francisco O'.ympio de Garva
Iho.
Por portara de 26 de setembro coneeedeu-se
lioenga para resldrem na provincia da Babia, por
onde devem ser pagas de seus vencimentos de re-
forma e pensrjes, ao cabo de esqaadra Sabino Ro-
Jue de Jess, e ao soldado Prxedes Francisco da
onceiqio, ambos.reformados.!
Por portara da mesma data, teve licena
para casiltr na provincia do Rio Gran le do Norte,
o anspecada reformarlo Manoei Barbosa Dantas,
devendo ser pago de seas vencimentos de reformo
por aquella provincia.
Por portara de 28, teve llcenca para residir
na provincia da Baha, o sollado reformado Basi-
lio da Silva Banto, de-veudo receber os seus venci-
mentos de reforma pela tuesouraria de faxenda
daquella provincia,
Por portara de 29 fiado foi no mead > o ca
Sitio honorario, do pxercito, Enlides de Carvalbo
eis, para o" rogar de ajad*ote do director da co-
lonia militar de Gurupy, na provincia do Mira-
uhi).
Por portara da mesma data, foi nomeado o
seguudo tenenie reformado Joaqun Luiz Mauoel
de Jasas, para o lugar de eoearregada do daposi
to do artigos bellicos da provincia da Piauhy.
Lemos na Jomaf do Commercio :
< A ordem benedictina, que j em malo de 1866
libertara o ventre de todas as suas escravas, pre-
veninlo a recente lei de 28 do passado, agora qae
esta toroou aquella medida geral ?ara o Imperio,
adisnlouse anda na sen la do emaneipicrb al
forriando lodos es escravos que possue e se con-
tara por centenas. Para assegurar a sorta desles
libertos tencin! ordem distribuir por elles o eu
patrimonio rural, se para isso obtiver licenca d o
governo imperial, como de esperar.
> Reuniram-se hontem (30) s 2 horas da tarde
no sali da Bibliotheca Fluminense, 46 acclons
tas desta companhia, servlndo de presidente o Sr
bario das Tres Barras, eleilo por acclamacio para
dirigir os trabaltus da assembla geral.
> Depois de orarem os Srs. bario das Tres Bar-
ras e Djs. Castro Lopes e Pinto Janior sobre os
flns e vanugens da emprzoa Predial pissou-se a
eleicao dos directores e snpplentes.
i Foram eleiios: directores os Srs. Dr. Joio
Boptisla dos Santos com 171 votos, Antonio dos
Santos Franca com 170 e Joio Carlos de Oveira
Rosario com 166; snpplentes os Srs. Antonio Ro-
drigues Gaimaries 'com 169 votos, Aalonio Jos
Alves Coe'lio com 149 e Joio Gueles da Costa
com 144.
A aclrix Emilia Adelaide pedio, antes de em-
barcar para Lisboa", aoSr. r. J. A. Feroindes
Lima, que libertasae urna pardinha de 9 annos,
quasi branca, que Ibe pedir urna esmola para a
sua alforria. O r. Fernandas Lima sollicito cura-
prio o pedido e con-eguio que o seohor da criau-
eserptura no cartorio do escrivio H lario Ferrio,
qne cedeu era livor da libertada a esportula qae
pelo sec trabalho Ihe fra lofferlada.
Nao comento com dar a libajdade esta en-
anca, a Sra. Emilia Adelaide propoe-se o educa-la
e ampara-la.
Nio este cortamente o menor dos triumphos
oblidoa pela festejada actriz.
< Publicamos em seguida o relatorio da com-
missio de exame e contas do Banco do Brasil, que
tem de ser apresentado na ses-ao da assembla
geral, convocada para amanhia:
t Srs. accionistas.Esforcou-se a commissao de
exame e contas do Banco do Brasil, qoe nomeas -
les na vossa ultima sessio, em corresponder
vossa confianca pelo melhor modo que Ihe foi pos-
si vel. o
t Sendo sua missio particular conhecer a mar-
cha e resultados das operaedes do estabelecimen-
to, e os actos da sua administra ci dorante o
exercico de 1 de jolhode 1870 a 30 de junho de
1871, compre Ibe confessar desde j qne todos es
esclarecimentos Ibe foram dados pela adroiaistra
;io, todos os documentos e livros facultados, fran-
queados 03 cofres, e abenas todas as repartieres
do servico bancario.
c Pode assim eolher as informacoes necessarias
para apreseniar-vos o seo parecer no prazo fixado
pelos estatutos.
1. O fondo do Banco do Brasil, representa
do em 165,000 acedes emitidas, corresponde a
33,003:000*", sendo 140,617 1/1 acedas da caxa
matriz, e 24,382 1/2 das filiaes das provincias.
c A emisslo ainda circulante de suas olas im-
porta ero 36,480.000#, 24,931:450/1 da caxa ma
triz, e 11,548:550/1 das filiaes. Dave o banco ain-
di, em saldo de contas correntes simples e em
letras a premio, a quantia de 9,710:004/1278, alm
de varias pequeas sommas que ler > notade no
bataneo effecluado em 30 de junho de 1871, e an-
nexo ao relatorio da admlnistrar;ao._
Para fazer faee a esle debito, nio lem a com
misso o menor receio de declarar-vos que a si
tuacaodo banco offerece todas as garantas e se-
Surancas desejaveis, pesto que a crise commercial
e 1864, e as circumsiancas superveaienles do
mercado Ihe hoavessem acarretado prtjuizos, can-
sando liquidares onerosas de firmas particu a
res, las quaes aioda algumas se nio puleram de
todo concluir, e repartindo a sos carleira em
daas sectas diversas, commercial e hypolhe-
caris.
c Muito a-criadamente se tem al hoje marcha-
do aas liqnidacS's, pois que, tendo d'-sapparecido
o antigo fundo de reserva com os prejuizos men
donados a nova reserva, creada em 1867, ainda
actualmente dispSe da quantia de 8,293:80'o'037.
Ero letras do thesouro, e particulares com-
mereiaes, descontadas simplesmente, ou por meio
de cauQoes, somma o haver do Da ac...........
12,8i3:l7i4851. Em cootas correales com ga
rantia 10,036 616*947. Em ttulos em liquidadlo
16,511:390/1014. Em hypothecas possue o banco
16,993:533*386. Alm de outros haveres. se ac-
crescentarmos a quantia de25,725:194J300 em
apolices avalladas pelo seu casto no momento de
as receber, a importancia das diversas caixas ma
tris e filiase e bens de raz ; nenh orna duvila p
de restar no animo mais prevenido de que o esti-
belecimentQ offerece todas as condicoes de vitali-
dade, continuando como o faz em orna liqui laclo
regalar do passalo, e Ixanlo regras salutares
as suas novas operaeQes. E nem era possivel
marchar de oolra sorle : para o. que eslava feilo
cumpria toda a prulencia, reformando com amor-
tisacpas anonas, q que se Iba devia, para o qae
ora de novo se emprega, obrigando ao pagamento
no praso vencido, sem se parmitlir reformas.
2. A somma tolal das operares do banco,
no exercicio de 1870 a 1871, suhio a...........
195,189:051960, sendo por entradas na caixa-
96,385:9 i8*205, e por sabidas-98,803.-104*755.
Por este modo, e com vantagens seguras, tem
o eslabelecimento recomecado, por assim dizer, a
sua misiio de anxiliar o commercio e a industria
as sus legjiraas necessidades,
3.* O sysierea admiiiido dse recebar dnhei-
ro a premio em letras e era ooota correte, ara
reourso para os capitaes desempregados dos par-
ticulares, e como o thesonro publico, qne at ago-
ra atiranta qnasi todos, ojoroenra-suspender para
si, iraduziado a sua divida floctnanie dahi prove-
niente em divida consolidada quer no interior,
qaer no sstraniMiro, de esperar que as econo-
mas dos cidadaoa aJllaam para, o Banco do Bra-
sil, que depois de thesouro. o estabelecimeoto
!>us taereoe aaiaros garantas, eom o que se des-
enfatveca sais esta opwacio tao til a todos,
c Tea ignalmanie minio aprpveilado o estae-
lecimento eom as contas correntes garantida*, qae
deseavclvem as negociares, e favorecem empre
zas e proj e aos particulares.
4.' Em relaeio a repart;cao de hypothecas,
ioegavel que a lavonra particularmente tem nell.i
encontrado soccorros prestrnosos. Fixado por lei
do paiz o fundo qae Ibe compete, val o banco
praslaodo os maiores ser/icos a este principal ra-
mo da riqueza nacional, base do edificio pub'to,
a esperanca do futaro di impetie. Real.sram-
se desde o principio 283 bypolhecas, representan
o-22,568:014*2)9.
t Deltas tm sido j pagas, 48, na importancia
de 3.520:290*323, e das 133 re.tintes tem-se
amortizado a omina de 1,054:190*330. Estas hv
nothecas, propriamente rnraes e con&istiodo era
azeadas a escravos, estro filadas, oa provincia
do Rio de Janeiro, 138; Mi aas Geraes, 49, muai-
cipio neutro, 23 ; S. Paulo, 15, e Espirito Sao-
to, 8.
i Os ttulos em li quilacio da carleira bypothe-
cana, que em 30 de jucho de 1870 montavara em
11,857:659*689, achavam-se, em 30 de junho d<-
1871 reduzidoj a 8,614:093*110.
5.* E' a commissao de parecer qae tem mar-
chado louvayelmenta a adminslracio, quer no qae
diz respeito 1 caxa matriz, quer no que se refere
s caixas filiaes, das quaes apenas continua a func-
cionar vantajosamenle a de S. Paulo ; acharase
era liquidaclo as de Oure Preto e Peraambuco, e
extractas as do Para, Maranhao, Rio Grande do
Sul e Baha.
o Os livros do eslabelecimento. a escripturaoao
oelles empregada, demoostram methodo claro e
detalhado, e ama regulardade extrema.
o As coolas apreseotara se ao exame de ura
maneira fcil, e e'crupulosameote esclarecidas,
provando assim eaidado e zelo do3 empregados do
eslabelecimento.
< 7 A amortisacio das notas emitidas se tm
igualmente pralcado conforme a lei, e por isso se
acba muito relazida. No ultimo anno bancario
retiroa-se da cirealaeo a somma de 2,280:000*.
c Acham-se em execncio os estatutos ultima -
mente approvados pela assembla geral dos Srs.
accionistas e pelo governo imperial, molificando
os artigos. A administracio organison para sua
boa execuQio am regulamonto, pelo qual se tem o
eslabelecimento administrado. Sem duvida que
um e outro hio da comer defeltos, e carecer da
reformas. >
t Por ora, porm, cumpre esperar do tempo e
da experiencia lijos proficuas, para quo se pos
sara pr.ticar as precisas innovaedes com o ente
rio necessario e perfaito eonhecimento de snas
faltas, e por este motivo nio ou'k a commissio
propOraiola vossa sabed oria muda ticas que se
possara verfi:ar, approvaulo-se todava proviso-
riamente pela assembia geral dos Srs. accionistas
o regulamento interno.
i N5o se pl?, porm, leixar de reconhecer
que uo assumpto de hypjtha'as toma-se urgente
urna reforma qua depende dos Srs. asciooisfs, do
governo imperial e do orpo legislativo. E para
esta ponto toma s commissio a liberdade de cha-
mar a vossa alienlo e pedr-vos que approves na
presente sessio da assembla geral as proveen
cas necessarias, com que a alministraclo j vos
entreteve uo seu relatorio, e qae a commissao ora
vo3 aprsenla, redigidas pelo modo conveniente.
f Os estatutos estab lecera para as hypothecas
o praso mximo de 6 annos. (Art. 56.) O regala-
meato hypaihecario approvado pelo decreto de 21
de j'-'lho de 1867 estatne a araottisacio dos em-
prestmos lo mximo da 8 0,0, e o juro em geral
a de 9 0,0.
i Ora, sabido que nma tao crescila amortisa
cao, era lio curto praso, e nm lio excessvo juro,
sio prejudicialissimos lavoura, que vive do pro
duelo aoaao da propriedade.
i E posto que at aqui se alo teaham bem de
moostrado os incoaveaientes de semelhantes dis-
pisijoss, por motivos particulares, qae nio vem a
proposito mencionar, todava incontestavel que
ellai se naopoJerao brevemiinte execular, oque
ser nma calamidade para o banco, para os fazea-
deiros e para o paiz todo.
< O banco lucrar cora o abatlraento do juro, e
0 espacamento do praso, segurando m:lhor a sua
divida ; o lavrad r, mais animado, progredr cora
mais garbo na sua industria, e poltra mais folga
do lesembaracar-se dos onns que pesam sobre o
3eu trabalho, e o paiz ganhar com o estabelec
memo baacaro, naos a melhoria dabi resultan-
te, como a salvacio das fortunas dos agricultores.
Nesle sentido contra qne o praso do paga-
mento da divida seja espagado, e o juro diminuto
para as hypothecas. .
c Estatuido o juro le 6 0,0, e o pra;o de 12 an
nos, parece iniueslionavel, que nesse espaco de
tempo nio haver fazandeiro, zeloro e trabalhador,
que nio amortize lodo o capital e juros, que deva.
Traria esta providencia .nm grande desfalque
annao no3 lucros do banco." se por si s fosse de-
liberada. Mis como o paiz tao interessado na
salucao deste assumpto, como o proprio hinco eos
fizenderos, tanto mais qua uto a proposta do go-
verno sobre o elemento servil, apresentada na pre-
sente sessio do corpa legislativo, sa for convenida
era lei, d've trazer erabaracos aos lavradores, e
coarctar-lbes meios de trabalho, parece commis-
sio que compre reclamar dos altos poderes do
Estalo urnaraodifitaca) ai qaota da araortisacao
do papel emillido pelo banco e ainda circulante, e
ama prorogajo de 14 annos para sua duraran.
Compensar-se-ba assim am pouco o prejuizo que
deva resultar para o banco, da providencia que
diminuir os premios dos seus devederes hypothe-
earios, e acompanhar o espacamento dado para a
anortisaclo da; dividas dos agricultores.
a 10. Conclualo, portante, a commissio o seu
relatorio, tem a honra de propr vos.
t l. Qae approves as santas do exercicio bao-
cario de 1870 a 1871.
i 2.* Qie approves o regulamento interno or
gaaisado pela adroiaistracio.
i 3.' 1. Qoe seja autorizada a administra;! o
do Banco do Brasil a requerer dos altos poderes
do estado as providencias necessarias para se pro
rogar o prazo da dura gao do estabalecimento por
mais 14 annos, e parareduzr a am.Tiisaeao das
snas olas em circuladlo na conformidad; desta
prazo.
< 2 Que seja igualmente aotorisada a admi-
nistracio do Banco po Brasil a requerer ao gover-
no imperial, que se mod fique o arl. 56 dos estatu
1 s do eslabelecimento, qae lixi como mximo
praso para as hypothecas o espago de6anoos, send
elle elevado a 12, e bem assira ontras quaesquer
modifica-oes qui entender convenientes em benefi
co da lavonra e do banco, e que se refiram a dis
posic5;s dos mesrao3 estatutos.
Rio de Janeiro, 19 de sotemoTO de 1871.
Joo Manoei Pereira da Silva.Barao di Liga.
Diogo Ignacio lavares. Jos' Nanes Tei
xeira. >
Eis as noticias commeroiaes da nltma dala :
i O mrcalo do cambio sobre Londres ib i
da manha a 21 d. para o papel bsneario, 24 1/8
d para o particular; por v .da de nma hora da
tarde os bancos deixaram da sacar e o papel da
prag foi negociado a 24 e 23 f/8 d. Aes algaris-
mos mencionados eflactuaram se transaecSas re-
gulares. Sobre Franca Qzerara-se pequeas tran
saejoes a 395 rs. por franco.
t Negociou se um peqaaao lote de soberanos a
10*330 a dinheiro.
< As apolices geraes de 6 */ tiveram movimento
importante a 1:030/1 a dinheiro e s 1:010* para
lira de ouiubro. Um lote regular das do empres
timo nacional da 1858 obteve 1:135* para o mes-
mo praso. *
t No mercado de acedes tlvoram movimento re
guiar as do Banco do Brasil a 209*, 210* e 212*
a dinheiro, as do :omraercial a 22* de premio dito
e pequeo as do Rural a 206* dito.
(r As cantellas de acedes i. companhia das do-
cas de D Pedro II liveram tambara movimento re-
gular a 9* de descont a dinhairo.
A alfaadega renden de 1 a 30 de setembro
2,987:606*420.
Sabiram para Peraambuco : a 25, a barco
portugueza Motta Ribeiro; e a 30, o brigae por-
tugaez Ltdaior.
BAitlA.
* Foram nomeado promotores pblicos: da
capital, Dr. Araerco Jote dos Santos; do Rio S.
Francisco, o Dr. Joio Baptista Guiearles; de
Porlo Segura, o Dr. Jos Antonio Gurnaraes Net-
lo; e de liapicur, e Dr- Jos Marcelino de
Souzi.
Falleeeram: o promotor publico da capital,
Dr. Pedro da Ccsla e Abreu; o negociante Joio
Jos Jorge; e o proprietario Antonio Talles da
Suva Lobo.
Elevaram-se a 21:200*620 os donativos agen-
ciados pelo Exm metropolitano em favor do Santo
Padre. '
Do porto da B.hia achava-se a canhoaeira
do gnerra per nana vapor, S>iphia, commandada
pelo Sr. Benary, Foi ccnsirnida bo Havre, mon
ta 2 peca?, moida por machina da torca de 90
cavallos, e teve 141 toneladas.
Logo qne tomar carvao a manlimentos, segu
para Callao pele Rio de Janeiro.
O cambio sobsa Londres regalava 24 1/2 d.
por 1*.
Lemoino Jornal:
No da 27 de agosto passado Joio Marques de
Oliveira morador na villa do Morro do Chapeo, e
cojo estado normal a embriaguez, lendo-se hos-
pedado no logar das Daas Barras, dUlrietb do Ra-
chao de Utinga, era casa de Pedro Domieiano, eo-
lio ausente, e sido recebldo por am velno de no-
rae Manoei, conhecldo porVtlho padrena oc-
casiio em que esle Iho offertsva a osmila, que ti-
nba de eom o mesjw parlilhar o malvado, pedindo
ao velho a faca a pretexto da fazer nm cigarro,
ili'a cravou no estomago, dando ibe instantnea-
mente a morte.
i O cadver do infeliz ainda foi encontrado so-
bre os pratos e achoa se arrombada omaeaixs
onde tinba o velhe uns 30* a 50*.
O assassino oonseguio evadirse, tendo sido
visto ama legua arredado ainda coa a faca empa-
ahsda e tinta de sangae. >
ALAGOAS.
Lemos no Diario das Alagoas:
Os Srs capillo Jos Longuinho, cem-
mandante da compaobia xa de guautifi,
Dr. Pedro Jos Pereira. e capit3o Joio Pe.
dro Xavier ajadapte de ordeos, festejaram
aale-hontem a organisacio da mesma com-
panhia.
c Fizeram armar arcadas de ramos e pal-
mas em frente ao qoartel de infantaria, si-
mulando espacosas e symetricas alamedas,
sobre as quaes flnctoavam moitas bandefrVs,
e a noule exposeram orna bocita iliomina-
c5o que attrahio numeresa concnrrencla.
No edifkto do qaartjil e a convite dos
mesmos dlicises, comparecern diversos
cevalbeiros e algumas familias, e lambem o
Eiva. Sr. presidente da provincia.
Dancoa-se algumas quadrilbas.
< A banda militar exe-.olou varias pecas,
t Mais tarde as pessoas presentes seevi-
ram-sa de nm lunch que Ibes foi offerecido
n'um dos sao s do mesmo qoartel.
Ahi fizeram-se diversos brindes,
03 quaes sobresabio o que S Exc. (frigio
aos mesmos cffkiaes, agradecendo Ibes o
empenho que tomaram na dedicac3o e boa
voatade coa que correspooderam aos dese-
jos do govaroo, empregando esorcos para
a organisacJo breve e completa da compa-
nhia fxi de guarniciSo.
0 Sr. Ignacio de Barros deu maie valor
a esse brinde, recitando ; pos urna bonita
poezia sobre assumpto militar.
Feixaram-se os festejos com o brinde
de honra, feito pelo Extn. Sr. presidente
'1a prov ncia, que foi correspondido por
todos, tocando a msica o hymno nacional.
PERNAMBCO.
REVISTA. DTASU.
ESTRADA DE FERRO DO RECIFE AOCAXAN-
Ga\S, Exc. o Sr. vice presidente da provincia
dignon-se conceder que fosse iberio e entregue
ao trafego o proloogamenlo d'esla via-ferrea at a
ponte Sale de Setembro ; pelo que amanhaa. 9 do
correte, tera lugar essa abertura, principiando
chegar al all os trens da dita estrada de ferro,
os quaes serio desde essa data regalados pela ta-
bella qae vai publicada no lugar compete ole diste
Diario, onde ella tem sido inserida de .'de sexta
fe ira prxima pa-sa-la.
ASSOCIACO DOS GUARDA LIVROS.-A com-
missao eoearregada de crganisar o projecto dos
estatutos, funcciooa provisoriamente ledos os das
uleis das 6 s 9 horas da taree, na sala dos fon-
dos do escriptoro da companhia do Beberibe, tala
qae foi cedida gratuitamente pela direccao da se-
bredita companhia.
A primeira sessao (era Ingar amanhaa.
DINHEIRO.O vaKor Ipojuca Irouxe para os
Srs. :
F-r.-era A Maib. us 3:118*350
Parsnte Vianna & C. 3:000|000
Gomes de Mallos & Irmao 1:600*000
A. Pedro de Sooza Soares 516*000
1. Luiz Goncalves Ferreira t G. 5;0*000
Cnnha & Manta 324*000
1. Jos ('. nr.ilve.- li Itro 132*720
los Dodrigoes de Sonta. 100*000
TUEATRO DE SANTO ANTONIO.-Recomraen-
damos aos nossos leitores, e em geral a publico,
am espectculo que ter lugar u'este theatro, terca
feira 10 do correte, come se v do respectivo
a anuncio, publicado na seeco competente.
Esse espectculo em beneficio de cinco infe-
liies artistas hespanhaes, que, alm de mal suce-
didos em seus negocios, foram impedidos de se
transportaren) desta provincia da I) iba por ama
falla que elles tratam de provar que nao commet-
i rain. Elles sao lauto mais credores desse auxilio
iue sollicitam do nosso publico, alias sempre
promplo em ajudar aos que elle recorrer, qnan-
to se acham em criticas circum.-tancias.
Fazendo pois este appell* s tradijOas bospitalei-
ras e reconhecidamente bondosas do'povo pernam-
bucano, e-ses artistas contara com a prolecgo que
pedem, e esperam merece-la. Nos laxemos volos
para que ainda desta vez se firme msisa cren;ide
que Peraambuco estende sempre mato generosa
quem elle se soccorre.
VAPOR IPOJU'^A.-Chegoa sabbado da Granja e
escalas, trazendo datas : do Cear al 39 do passa-
do, do Rio Grande at 4, e da Parabyba al 6 do
correte.
O vapor inglez Augustine levoa do parlo da
Fortaleza para o de Liverpool, a 26 de setem-
bro: 224 saceos com borracho, 118 ditos com
assocar, 8i0 coaros salgados, e 2937 saccas com
lgodo.
Em Mara Pereira o capit5o Francisco d'Almei-
da Braga e sua mulher alforriaram gratuitamente
6 Sfi'scravos seus; e em S. Fraucisce, o Rvm. vi-
gario deu liberdalo exponuoeameate a 4 escravos
que pnssuia.
No Ro-Grande do Norte nada occorreu que
merec meogo.
Di capital da Parahyba nos escreve, em 6 do
correte nosso correspondente:
< Dapois da miaba ul.iraa mlssiva p u:o teaa
osMrri lo de imporlant, qae mereja ser lvalo ao
coohecimento de seas numerosos leitores.
c Ha tres dias fomos sorprendidos eom tao rigoso
invern, que nao m- permittio botar a cabeca'de
fra da :oncha; o intenso calor que fazia de ceno
lempo, como que p-esagiava este phenomeno da
natureza, qu) veio refrescar a athmosphara, dan-
do-nos aps das bellissimos.
t Considero aquella copiosa chava a tal, des-
pidila do invern no corrate anuo; e deceno qae
j nao fra de lempo, porqaanto saa continuarn
irazia graves prejuizos colheita da algo ao, qaese
ostenta abundante.
i A opiaio publica da provincia cada dia mais
je pronuncia em fovor de umi estrada de ferro
Campia-Grande, com ramaes para Gorabira e
Brejos, por ser crenca geral qae, desse iraporunte
melhoramento, resultarlo grandes vantagens para
nossa lavoura e commercio.
Eu acompaoho siaceramente os qae ssiro
peaso; porgue conheco a uberdade do slo qae
tem da ser percorrido pela mesma estrada e a p-o-
palacao crescda que nelle reside; e augura por
isto as maiores vantageos empreza qae levar a
effdito semelbanl obra.
t O Sr. William rtawllnson, superileneou dos
trlbos urbanos do Recife ao Caxang, que conheco
bem toda essa z na de terreno, appresentou ao
Exm. Sr. Dr. Jos Evaristo, vce-presidente da
provincia, urna proposta para a factura da mesma
estrada; as nameato l'oigaa polavel e illurciuacao a gaz carb-
nico desla capital.
Qianto proposta sobre a estrada, constarme
que se espera outra do Rio de Janeiro, e, affir-
ma-me o I-'ructuoso, que sinda ama terceira sur-
gir desta mesma capital; sobre os outros dous
melboramentos, porm, appareceu mais um en-
correte, e espera-se lambem queacoropsnjlia d*
S. Tbereza, de que gerente o digno Sr. Ioseo
Jos de Souza Campos, se fari representar licita-
cao. .
S. Exc. o Sr. viee-presidenle da provincia
ainda nada resol vea sobre assamptos laoimport Bj
tes: mas cutre serios desejos de dolar.sua provin-
cia natal com taes melhorameatos. Espejo, pw?,
que elle realisar alguma cansa no senllo rtHf;I-
do porm com preponenle que cfr;reca,gai7aBlW*
de ex'caur o contrato o nio eom effJlw,moov
qae o ^mbi::oD?m privilegios para pajas-las a
I

l
i
i
.
1


diario de Pernambueo Domingo 8 Je Oulubro d 1871.

tereeiros mediante fabulosos lacros, como j lem
succedido.
i Trau-se de agenciar aau subserlpcao, por
parte, desla proTiacii, para auxiliar a c oramisso
qio el e'ocrregada na clrte de oTrtar ao genio
brasiteMPedro Araerlea, o raaior piotor ijue
ja teve estopis, e celebre tambara por suas gh
rias scieDfljM e iliteraria, ama corda de oaro
como reeonhecimeato e deviia hoauaigera ao ieo.
talento esplendido.
t Kti enearregada dessa.,nobre mis.-o, o illas-
tre Dr. i a tum Moreira Lima, mu aigoo director
da inatruceo pub'i -a desta provincia, que, por
certo, obler de seus patricios ama prova do apre-
co que lhs merece o distincto artista e Iliterato, e
que teve por barco a cidade d'Areia, desta provin-
cia.
i O Bxn Sr. Dr. Jos Evaristo, preando soli-
cita ltenlo aiiruecio do povo, expedio s c-
maras muoicipaes ama circular, para que inli-
quem a admioistracao os meios que entenderem
convenientes, promover-se aeqaisico de predios
para o etibelecimento das escolas do ensino pri-
mario, a in de providenciar-se respei'o na pr-
xima reumio da assembla provincial.
c A idea parece aceitavel e digna da seria med-
lacao ; creio, portaoto, que ser acolhida pela >
municipalidades com merecido disvello, patentean
do assim o intsresje que ella* devem ter por to
momsntoso ramo do servico publico.
c No dia 27 Jo passado eoaugaroa-se, na pre-
senta de 3. Ex;., a companhia Je apreodizes ma-
rinbeiros, oreada Desta provnola pelo ministerio
da marinlw, esfureos do distincto conselbeiro
Diofo Voltio Caf aleante de Albuquerque, que nio
perde oecasiao de dotar sua provincia natal com o>
po33ives melboramentos.
A companbia foi installada, em um predio es-
pacoso, iti no Varad jaro, e para ella devidmen
te preparado.
Atada nao teve lagar a abertura da assembla
provincial, o? talla de numero suffliienie para
poder funceionar.
Exiilem j na trra once dgnssmos, e espe-
ra-se a cargada dealguns outros uestes piucos
das; sappoobo, pois, que at o dia 10 do correo-
le a illaslre corporacao peder encelar seas traba
(hos.
i O circo Olympieo, dirigido pelo anisa Anto
nio Carlas do Carmo, terminan na dia 27 do passa-
do seos oleressaotes traaalhos, e seguio no dia 1
do correle no vapor costeiro para os porlos do
norte.
< Os artillas deixaram esta capital, fazendo pu-
blica manifesuco de sea agradec melo, pelo mo-
to eom que (oram tratados e acolbid s pelos es-
pectadores, que assistiram aos Jivertimentos.
O oosso deflnhado commercio vai sahiodo do
marasmo em qne tem presistidc, com a approxi-
mac,ao da safra.
t A eatrada de aleodo para a repartico do
. peso publico foi de 2721 sacea*, durante o mez de
setembro pnx mo passado, que se vendern) aos
precos de 7/300, 7/1300 e 7/800 por arroba.
O Sr. Augusto Gomes, inspector escolhido pelo
corpo commercial, para a cla*sificaco das quali-
dalesoa serles daquelle imp rante artigo de ex
porta 50, vai desempenbando seus de veres com a
necesaria severdade e rectido.
t Os negociantes exportadores deisa praca,
que compraren coQhecimentos desta procedencia,
acompaohados de seas certificados, podern perma-
necer tranquillo? sobre o conlendo que elles deter-
miaareaa, nao k6 pela exaeco e escrpulo que
elle exhibe n'esse trabalhe, em relacao aos gene-
ros subm;*ttidos sea exame, como pelas garan-
tas 4ce ffrece no caso de quaesquer reclama-
edes dos mercados eslrangeiros.
Considero anniquillado para sempre o caduco
syatecna da venda de conbecimentos -em o mesor
documenta que os abone; elle deu lutrar a ques-
t5es interrainaveis, algamas das quaes exiBlem
penirates ha annos ; e a fraudes que desaeredi
taram por longo lempo este mercado, que actual-
mente empero ver rehabilitado entre seus irmos.
t No mez de setembro prximo pa?sada de?pa-
charira-se para Liverpool os seguintes navios :
Br-gue norueguene BergUot, manifestando
1,000 .accas de algodao cem 88,815 k-l^grammos;
-< Brijue austraco Diva S, manifestando 750
saccas dito, com 67,296 kilograromos; e
Brca iogleza Magnolia, com 1,750 saccas
dem, pesando 88,845 ki ogrammo.
Picam carga neste porto, para o mesma
destino, tres navios, embarcando afgodo.
c As repartieres publicas renderam no mez
passado o seguate :
t Anfddega 32:236/986
Consulado 11:885/904
Termino aqu esta, por estar a feehar-se a
mala.
CASA DE COMMISS'S.-Acha-se aberto a ra
do Imperador n. 48 ara novo arraazem que recebe
trastes para vender em leila ou em particular,
mediante ama medica caramisss, assira como com
pra trastes usados.
LOTERl V.A que se acha a venda a 210.* a
beneficio do hospital da ordera terceira do Carmo
do Rfcife, a qual corre no dia 11. -
PASSAOEIAOS O vapor Cruzeiro do Sul
troaxe dos portos do sal os seguintes:
Joo Tavares Cordeiro, Joaquim F. dos Santos
M na, P. Antonio Rima i, Antonio dt Costa Arau
jo Barros. Theitonio Torquato Brandao, Francisco
Fii'.iiiao Nascimeato Jatub, ioia Alves Carvalbo,
Aatoaij Joaquin Peixoto, Pedro Ignacio da Silva
Sirin. P*dro da Silva Biselo, tenenle connel
Am;'rico Nelto F. Moraes, Jos Marques dos San-
tos /.J Beato de Soaza, Antonio Bezerra Ma-
te Negro, Jotqaim da Costa AlraeiJa, Manoel Pioto
do Ariuj), Domingos R. Arauj Pereira, Antonio
Poix 'lo urea Liraa,Joo Lins V.CansanQao Si o ra-
bil, Jos Epiphanio d'Almeidae sua familia, Fran-
cisco Jas Oiiveira Mchalo, Francisco A. de La-
cerda, M^reollno G. Coutinho, D. Anatola Alba-
uerque S-ixis e J. da Cuaba Mairelles, majir
.; Cesarte da Franfa, Jos Amonio de Castro
Porti. D. Virgilian de Castro Porto, D.aria da
Cuneeiclo Birros, D Luir V. D. Buggen, Fran-
cisco Lopss, Francisco Ribeiro Viera Argolo, Aq-
raiia AnMii da Silva, Pedro Celestial da Silva
M,P.orinie4 Albos, Pedro Gimes d Costa,
Angalo da Silva Menezes, Joo Prim Campello,
Dr. Aug.un O. de lastro, senador Laiz Antonio
Vieira da Silva, Jos loaquira de Oiiveira, Anto-
nio Luiz Feraandes Guimaraes, fdinoel C, Cosme
da Silva, Ignacio da Cunta Saldanha,
PAS5.\GrJROS.-Vindos dos portis do sul no
vapor pojuta :
Joiqaira Perreira Leite, Jos Antonio Saraiva,
Fraacisco Otympio Sasmaranada Rochai Francis-
co Gingilves Lrahares e 3 escravos, Joaquira Fran-
cisco Loonel de Seuza Adelo Pereira Magalhaes,
Dr. Antonia Saboia de S Le o, A'itoao Teleraa-
co Urna Verde, Liberalino Feitosa Cavalcanie, Bal-
diino Mirinhode Carvalbo, Felsberto F. d'Oliveira,
Guilherme Delfoo, Antonio Rufino, Joo da Con-
cei(o Callado, Jacntho Leodoro, Jos Odoriso da
Costa Perreira e ura criado, Juvenal de Macedo
Cabral, Manoel Alves Perreira, Gallina A. dos San-
tos Lima, Antonio de Lacerda, Liu de Franca, D
Luiza Fausta de Medeiros, 9 filhos e ara criado,
Joo Phipelio, Antonio de Oiiveira Pinto, Dr. Sus
tavo Walbam, Manoel M. Dantas Cavalcante, Fran-
cisco M. Daaus Cavatcaote, Migasl Rouback, Ce-
sarlo Campello Correia Lima, Jos da Silva Pires
Farreira, Jas Goraes de Araujo Qaintella Jnior,
Roberto Scbsldears e 2 escravos a entregar.
GKMITERIO PUBLICO.Obituario di da 5 de
oulnbro.
Philoraena Mara dos Santos Barros, branca, Per
nunbuco, 23 aanos, soJtejra, Boa-Vista ; gan-
grena.
Antonia Jos de Siqueira, braaco, Pernambuco,
25 anal?, solteiro, Santo Antonio ; bexigas.
Joo, oseravo, preta. Peroambaco, 20 aanos,sol-
teiro, Boa Vista ; bexigas.
Joaqama da Bia-Hora, preta. Peroambaco, 90
annos, siltera, Graca ; dyarrha.
Mara, pard., Peroambaco, 2 aonc, Boa-Vista,
bexigae.
Manoel, escrivo, preto, frica, 62 moas, soltei-
ro, Bia-vista ; anemia.
Paulina, preta, Pernambuco, 22 aanos, solteira,
Graca ; hemorrbagia.
Urc.aU Mara das Virgeas, Pernambuco, 30 an
dos, casada, Recite ; coogasta pulminar.
6
Raymunda, escrava, preu, Peroambaco, 13 an
nos, solleira, Boa-Vista ; bexigas
Joaquira de Morae', branca, Babia^ 40 annos,
soteiro, Recfe ; phlyslca.
Manoel, preto, Peruarabaco, 4 mezes, Santo An-
W010 ; contltet.
Mari.no da Ponte, braoco, Porlagal, 28 aanos,
otitiro, Boa Vi ia, hospital Poriuguez ; hepatite.
ama Marta, nret, Pernambaco, 32 aanos,
oiteia. Boa-Vista, hospiul Pedro II; cancro ale
Jos, pardo, Pernambaco, 14 mezes, Santo An-
no ; beiigas.
Manad, pardo, Peroambuja, 6 mezes, S. Jos ;
convulBes.
iMUru, arda, Pernambaco, M mezes, S. Jos ;
CBROiMCA JDI ARIL
rRlBItAL DA ii 1:1. \<; i O.
SESSAO EM 7 DEOUTUBR1 DE 1871
RESIDENCIA DO BXM. SR. CONSELHBWO CAETASO
SANTIAGO.
Secretar* Dr. Virgilio Coelho.
As 10 horas da maoha, presentes os Srs. desera-
oargadores Gitirana, Loarwco Santiago, Alraeida
Albuquerque, Doria, Domingaes da Silva e Re-
gumra Costa, faltando cora cansa os Srs. desera-
bargadores Guerra, procarador da corda, Sooza
Leio e Freitas Henriqnes, abrio-se a sesslo.
Paasados os feitos derarn-se os jnlgamentos se-
quintes:
ACGRAVOS DB PETtQO.
Aggravante, Jo Antonio da Costa,; aggravado,
o jnito.-Jaizes os Srs. desembargadores Loureo-
(o Santiago, Almeida Albuquerque e Doria. Ne-
garan provimeoto.
Aggravante, Joo Martins Pontes ; aggravado, o
juizo.Juizes os Srs. desembargadores Almeila
Albaaaerque, Regueira Costa e Domjngaes da Sil-
va.Nao tornaran) conhecimento.
Aggravante, Ignacio Joo Cabral; aggravado, o
juizo.Juizes os Srs. desembargadores Doria, Re-
gueira Cosa e Almeida Albuquerque. egaram
provimeoto.
Aggravante, Antonio Mala de Brito ; aggravado,
o juizoJuizes os Srs. desembargadores Regueira
Cosa, Lourenco Santiago e Doria.Nao lomaram
conhecimento.
APPELLACAO CRIME.
Do jary de Tamboril. Appellsote, Vidal Ray
mundo da Costa Piohelro ; appellada, a jastica,
Annullaram o processo do recebimenlo do libello
em diante, aflm de ir o reo novo jury.
PASSAGENS.
Do Sr. desembargador Gitirana ao Sr. desembar-
ador Guerra :
Do juizo rr.unicipal do Bonito.Appellantes, loa-
juim Cavaleaote de Albuquerque e sua mulher ;
appellados, Manoel Pereira Gaimares e sua mu-
lher'.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago:
Do juizo dos feitos da fazenda. Appellante, a
fazenda ; appellado, o coronel Gaspar da Menezes
Vaslconcelos de Drumraend. Do jary de Mossor.
Appellaute, Manoel Joaqnim de O iveira ; appel-
lada, a juslica.
Do Sr. desembargador Lourenco Santiago, ao
5r. desembargafior Almeida Albuquerque:
Do jury de Itamb.Appellante, o juizo ; appel-
lados. Jos Correia dos Santis e outros. Di jury
lo Natal.Appellante, o juizo ; appellalo, Manoel
Rodrigues Lope?. Do jary do S mral.Appellao
te, Manoel Antonio Alves; appellada, a juliea. Du
juizo de ausentes de Recife. .Appellante, o juizo ,
appellado, Manee! Buarque de Gusmo,L;raa. Do
juizi municipal de Bananeiras.Appellantes, Lu z
e Felippe, por sea carador ; appellado, Virginio
Emilio Cavilcante.
Do Sr. desembargador Almeida Albuquerque ao
Sr. desembargador Doria :
Do juno municipal do Recife.Appellante, An-
tonio Francisco _Paes de Mello Barreto; appella-
do?, Leal & Irmos. Appellantes, o commendador
Jo. Pires Ferreira e ontros; appellados, Jos Joa-
quira Pereira de Mendonca e outro. Do jury do
S>bral Appellante, Loiz Francelmo deAbuquer-
que ; appellada, a justica. Do jury de S. Bento.
AppellaDte, o juizo ; appellados, Joaquira e Este-
vo, esenvos de Luiz Jos da Silva Burgos. Do
jury de Camaragibe. Appellantes, Francisco Ma
nano da Paixo e outros; appellada, a justica.
Do Sr. desembargador Doria ao Sr. desembar-
gador Domingues da Silva:
Do juizo rnuoicijal do Recife. Aopellan'e, a
Saula Casa de Misericordia ; appellalo, Jer Lucio
Lins. Appellantes, Dr. Joaqnim Antonio Carneiro
da Guaba Miranda e on'.ros; appellado, Dr. Ma-
noel de Barros Barreto. Apoellante, Roberto Ca-
nil e outros; appellado, Joo Carol. Do juizo mu-
nicipal da Iuip-r inz. Appellante, Luiz Correia
Lima ; appellado, Joo Machado de Je-us. Do jui-
zo municipal do Bonita. Appellante, Alexandre
Bezerra de Albuquerque Barros; appellado, Joa-
quira los do E-pirito Sanio.
D1 Sr. desembargador Domingues da Silva ao
Sr. desembargador Regueira Costa:
Do jury de S. Bernardo.Apptllaute, Francisco
Alves Carneiro ; appellada, a juslica. Do jury de
Aqniraz.Appellante, o juizo; appellado, Raymun-
do Francisco Ferreira. Do juizo municipal de Cira-
ores.Appellante, a cmara municipal; appella
dos, Pantaleo de Siqueira Cavalcante outro.
Do Sr. desembargador Regueira Costa ao Sr.
lesembargador Souza Leo:
AppellacSss civeis.Appellante, Joo Rodrigues
Lima; appellado, Casimiro le Asss Lima. Ap-
pe'lantes, Jcs Alves Bezerra e sua mulher; ap-
pellados, Francisco Alves de Souza e sua mulher.
Appellante, Francisco Luiz Carreiro ; appellado,
Manoel Tmxeira de Castre. Embargos remetiidos.
Do jaizo muaicipal do Recife.Embargantes, os
herdeiros de Sebaslio Antonio Paes Barreto; em-
bargado, o Vi-eon le de Suassnna.
DEL1GENCIA CRIME.
Ao Sr. desembargador promotor da jastica :
Di juizo dediieito do Recife.Appellante, Bea-
to Jos da Silva Magalhaes; appellado, o juizo
Assigaoa-se dia para julgamento dos seguintes
leitos :
Do jury de S. Jos das Mi'sSs. Appellante,
Jos Severino Landira ; appellada, a justica.
Do juizo municipal do Recife. -Appellante, Joo
Sil vario de Souza ; appellado, Joo Duarte Coelho.
Do juizo municipal da Fortaleza.Appellante, a
cmara municipal ; appellado?, D. Joanna Marceli-
na de Sampaio e outro.
DESTRIBUIQVO.
App"llacoos crimes :
Ao Sr. e;embargador Freitas Heanquas :
Recrreme, o juizo de direilo de S. Jos de Mi-
pib ; recorrido, Beilarmino Joaquira de Vascon-
celos.
Ao Sr. desembargador Gitiraaa :
Recorreute, o juizo de direilo da villa da Imde-
penlencia ; recorrido, Francelino Pereira de Uli
veira.
Ao Sr. desembargador Loureuco Santiago :
Re jrrente o juizo de direito da E?cada, recor-
rido, Jos Joaqnim Ferreira.
Ao Sr. desembargador Almeida Albuquerque:
Recorreute, o juizo de direito de S. Jos de Mi
pibii; recorrido, Jos Alves d Mello.
RECURSO DE FALLENCIA.
Ao Sr. desembargador Almeida Albuqaerque:
Recorrente, o juio especial do commercio ; re-
corride, Joo Francisco Borges Ferreira.
DIA DE APPARECER.
Ao Sr. desembargador Domingnes-da Suva :
Appellante, Mariano Francisco Belm Cavalcan
te ; appellalo, Lydio Purpurado dos Santos OH
veira.
APPELLAQBeS CRIMES.
Ao Sr. desembargador Freitas Heuriques:
Do jury da iroperatriz.Appellante, o prosio-
tor ; appellado, Vicente Ferreira Lopes.
Ao Sr. desembargador Gitiraaa :
Do jary de Mossor. -Appellante, Francisco Jo-
s do Nascimento ; appellado, o jaizo.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago :
Do jury de Caraar.Apeellante, Jos Felicia-
no Pereira Lima ; appellada, a juslica.
Ao Sr. desembargador Alraeida Albuquerqae:
Do jury do Buique. Appellante, Q iuiino Vale-
rio dos Santos ; appellada, a ju.-tlci.
APPELLAC0E3 CIVEIS.
Ao Sr. desembargador Almeida Albuquerqae:
Do jaizo municipal do Recife.Appellante, Pe-
dro de Araujo Beltrio ; appellado, bacharel Luiz
Rodrigues Villares.
Ao Sr. desembargador Doria :
Do jaizo municipal da Fortaleza. Appellante,
Getalio Francisco de Sampaio; appellada, Tbereza
Mara da Costa.
Ao Sr. desembargador Domingues da Silva :
Do jaizo muaicipal do Recife.Appellante, Ma-
noel Alves Vianna ; appellado, Flavio Ferreira.Ca-
lo.
Encerrou-se a sessa a meia hora depois de
meio dia.
Di Francisco de Paula Lima, submiutendo a re- ( F tratado pelos ncethodos acoaselhado', e en-
tro a que Mra de Constantino Rodrigues da sifladisn sega/das pelo medieo t antiga escola:
11 m *
Costa, para caixeira de sua taberna ra o Ven-
tora n. 1, fregaezi4aNoa Senhora da Graca,
Seja registrada.
De Fraocsco Barbosa da Iveira, no mesmo
sentido quanto de sea caixeiro Manoel Joaquira
da Coneecao.Sim.
De Manoel Pacheco da Silveira, i lem, sendo os
caixeiros de noroes Manoel Antonio a Rayranndo
Noaato de O,iveir.Deferido.
De Maooel Jos Pacheco da Silveira, dem, cha-
uando-se o caixeiro qua oomera Estevo Laurin-
lo Coelho da Silva.Como pede.
Da Domingos Nuos Berao, idera, sendo o cal-
teiro qoa noroera Francolino de Mello Albaqaer-
(|ue.Revalidado o sallo da oomeaco, porque a
fstarapima nao fai datada, mas sin collocada 10-
t're a data, Vete a petlQio.
De Mantel Osleroo Gavalcaati, apresentande a
ragisro a sna oomeaci da caixeiro de Antonio
Ferrara da Rocha.Revalidado o sello da peticao,
porque a estampilha nao si datada, vade a mes-
nia peticao.
De Domingos Jos Saboia e Silva, apresentando
tumbara a registro a nomeaco de caixeiro qne
dra a Jos Figuaira Saboia a Silva e Jos Alfredo
di Vasconcallos.-^a forma nequer.da.
De Julio Pires.Ferrerl, idm, sendo o caixeiro
nimeado Candido Alejandrino Borges U.bda.Na
ferraa pedida.
De Jos Machado de Souza Pimenttl, replicando
d<> despacho de 2 de crreme, duendo que quando
lirar da alfandega o.titnlo de caixeiro despachante,
ento pagai o devido sello.Diga a secretaria.
De Jos Rodrigues da 5i!va Rocha, oppoodo-se
concessao de rebabilitacao ao fallecido Antonio
Luiz Machado.Seja junto aos autos quando vie-
rem do poder do Sr. desembargador fiscal, a quem
se dar vista novamente.
Da Jos Marques da Silveira. oflerecendo a re-
gistro o disirato social da fiema daMoura, Silveira
4 CVista ao Sr. desembareador fiscal
De Diogo Augusto dos Res e Jesuino Anto-
nio do Nascimeato, offerecendo igualmente a re-
gistro o contrato de sua sociedade commexcial.
Vista ao Sr. desembargador .fiscal.
Dos raesmo para ser sanado o erro qua se deu
no livro Diario que izerara sellar e rubricar, de-
clarando-se que tem elle de servir a firma de Res
& Sa-ciment', e nao de Res, Nascimento & C
G1 no requerera
D* Francisco Gomes de Oiiveira, snbmettendo
registro o conhecimento da ellectivo pagamento
do imposlo de saa prcfisso de agente de leudes
do anno financeiro da 1S7I a 1872.Depois de
registrado o conhecimento, seja" devolvido ao sup -
piulado.
De Custodio Jos Vianna, declarando ter se dado
engao por parte da alf*ndega na eotaco que
Jf'ra ao patacho Maria Emilia, corao se v do
novo certificado de sua arqueaco, aura de que se
reforme a carta de registro que se Ihe expsdira.
Informe a secretaria.
Replica de Aiarasan Howiedc C, ciniestanio
a ioformaQo da secretaria qus opiaon pelo depa-
sito da quaotia de 10.003/ para poder fonecionar
nesa praca a comoanhia Xorih Bntsh and Mir-
eau.il Insurance. Vista ao Sr. desembargador
iLcul.
COM PARECER FISCAL.
OfDcio da junta dos corretore?, sibre o nao
cumpriraento da disposico di art. 4. 3. do de-
creto n. 233 pir parte des agentes das corapanhias
anonymas.0 tribunal resolveu que se procedesse
de ronformi lade como parecer fiscal '; senio ven-
c Je o Sr. deputado Candido Aljofarado.
Rsqueriraeuto de Maria de Paula Lopes e Luiz
de Paula L'-'pes, registro de sea cintrato social.-
Registre se, na forma do.decreto419i.
Rebabilitacao de Martoha de Oiiveira Borges.
Adiada.
SUMMARI1 EX-OFFICIO COiNTRA :
Deoclecio Ri eiro de Briio.Proceda-se na for-
ma do e.-lylo, remetiendo copia dos aris. de I1-. 7
do suramarialo, afim de responder no prazo legal.
Jos Luiz Guaiaco.- Proceda-se na forma do es-
tyio remeitendo-se copia dos art3. de fis.9aosum-
mariado, aflu de responder no prazo legal.
Pir mais nao haver a despachar, o Exm. Sr.
conelheiro presidente encerrou a sesso s 11
e rama horas do dia.
ESSO JUDICIAR1A, EM 8 DE OUIUBRO
DE 1871.
PaKIDBNCIA DO BXM. SR. C0N3ELHBU10 A. 1. PE
RETTI.
Secretario Julio Guimaraes.
Ao meio dia declarou se abena a sesso,
estando reunidos^ Srs. desembargadores Silva
Guimaraes e Reis e Silva e os Srs. deputados Mi-
randi Leal, Candido Alcoforado, Olinto Bivstos e
Alvaro, faltando com participaco o Sr. desembar-
gador Accoli.
Licia, foi approvada a acta da sesso anterior.
accordXos assignados.
Embargante Salvador de Siqueira Cavalcaot,
embargado Joaquim Salvador Pessoa de Siqueira
Cavalcaati ; embargante Maooel Doarte Rodrgaos
Pialo, embargados os caradores tiscaes da fallen-
cia do nntonio Jos Gomo?.
JDLGAMBNTOS.
Juizo especial do commercio : appellaute au-
tor Antonio Joaqnim Machado, appellado reo An-
tonio Fernandos Ramos de Oiiveira ; juiz;s os Srs.
Silva Guimaraes, Reis e Silva, Miranda Leal e Olinto
Bastos, Fui confirmada a senteaca appellada.
O Sr. Olinto Bastos naoapreseatoa o feto adia-
do a soa pedido na sesso de 28 do mez passado,
entre partes, appellante Salvador de Siqueira Ca-
valcao'.i, appellado Jjajuira Salvador Pessoa de
Siqueira Cavalcaoti.
Nao estando presente o Sr. desembargador Ae-
cioli, nao foram por isso propostos os feitos ada-
dos as sesees anteriores, entre partes, appellante
Jos Jo.iqui.n Gomes de Abreu, appellados a viava
e herdeiros de Jos Antonio de Barros Waodtrley ;
embargante Tnora Joaquim do Nascimento, em-
bargado Manoel Ribeiro Bastos; appellante Manoel
da Silva Ribeiro, aupellado Antonio Pinto de Mu-
raes Castra appellante Andr Barbosa Sures,
appellada D. Victoria Rufina de Azevdo ; appel-
lante Thcraaz Duarte de Aquino, appellado Joa-
quim da Cuoh Freir.
Encetroa se a sesso a meia hora da tarde.
sangras, purgantes, esfftgacoes de tintaras, etc.
Estado ac/Ua/.-Hamipiagia de-lada- direito, re-
traccao a airophia nos msenlas do braco-, ame-
bra?o. cox* e peraa. A man diraita em Hexe e
(obrada qus em ngulo reato, ni arlculacao- ra
dio-carpica, com ligeira enchaeji). Bieea retraW
da para o lado esqurdi; algnm conhecimento das
pessoas, esqoaeioento de algnmaa palavras qoasl
apBoweo, babaado-se pelo ngulo direito dos ia
bios. Incontinencia de urina. Nio pola marchar
nem terse por ora em pe, e-vive assenladi n'uma
cadaira da roda*. O 3r. baria orna e dorrae so-
ffnveliaenle. Do exame do paliaao a enraco na-
da eolhi do primero, e juljo-o en bom estado; do
segando achei ama pancada secea, qne fas crr
Da hyS[lroi,ni ^ veatriculi esqueriip.
A felfea medicina, ou ofBciaJ, esaatou tudq-
Xa, J'z,r' cmo ar. escofo ensinam ?
uaraia-Bardel, no seu tratada das doenQas dos
velhjs, ota..contra as sangriis. Esta pratico ten-
da dirigi tinta annos um asyla de velhos, e seo-
do secuno das velaas dontrioas, vota contra as
sangras..,. E 03 b'anhas do mar nunca es acon-
selhou, ajo/ios os reprovam.
1 adera o Sr. oaro de Jaragu reconquistar pe-
la homeopata a falla, maior dan na intelli-
genea como ha exeraplos; mais algara movmen-
to, e aguasal da inconUnencia. de ariaa? En
creio que sim.
Como meio de limpezi acanselhei desde j um
orinol de fiagem, feito de comproraetu a mandar de Lisboa.
E justo que o Sr. baria d'Aleautarilha, os ami-
gas dedicados.* fliha e genro do Sr. bario de Ja-
ragua, coavirjam era achar o pissifel, visio que o
jue s tem feito nio tem dada o resltalo deseja-
t-- ^2 doent8 "' recursos em Alcauurilba ?
Nio. Eacantrarse-io em Lisboa? Creto que
sim.
No acto desta exame appareoecam seu genro, o
Sr. Dr. Francisco Pinto Pessoa a na Exma. filna
D. Isabel, qoe vierara commigo de Lisboa.
O doenia teve ura certo aspelo, como que que-
na sabuf qail era a ratii de os nao ter visto 15
dias. ~ mm .
Aperuyamaito amia di Alba,que. constante-
mate Ih'a oeijava, a mostrava-se rauito alegre
com a presenta deste?.
Alcanlarilha 11 de jmeiro de UJ70. Antonio
Marta dos Santos Brithanle.AisisliO vice-con-
sul do Brasil, Dioyo Jos Gueireiro.
Nesie parecer que foi remettido ao cnsul geral
do Brasil, achava eu o doente em euadi de ser
transportado a Lisboa. A questio da entrega do
pai di ia e genro duroa desde o dia 8 de Janeiro
al ao da 18 de fevereiro em que o doente mor-
rea pela urna hora da tarde. O consulado e toda
a gente d locilidade eslava sciente que o deente
ia de Alcanlarilha a Ligia, e vinba deste lugar a
Alcania-iltu de carruagem e no mesmo dia ; que
o mar eslava chao e o lempo ameno; que por is-
so nio poda embarcar no porto de villa Nova de
Portimo, e que em 16 horas eslava em Lisboa.
Poriioto retardar a entrega do doente, allegan
do quj nio podia seguir viagem, e que esta Ihe
era nociva, implicava a reienco lo doente para
flns que so o Sr. bara de Alcanlarilha ple agora
falsamente allegar ; porque nao ple negarque
fez um termo, e um protesto allegando que o ba-
rio de Jaragu liaba morrido ab mleslato, e qne
por isso era sen berdeira.
A sabida e entrega do bario de Jaragu para
sua flllia e genro, tinha para estes o amor, visto
que havia j o testamento feito, e para o Sr. bario
de Alcanlarilha a recusa da entrega, provinha
que elle fizessa testamento e Lisboa, e o desher
dera II A vinda pois do bario de Jaragu cortava
a intensao perversa de sea irrao Sebaslio Jj:
rmm \ai, do commercio
iCTA DA SB8SAO ADMINISTRATIVA DE 8 DE
OUTUBRO DE 1871.
PRESIDENCIA DO BXM. SR. CONSELHEIRO ANSELMO
FRANCISCO PBRETTt.
s 10 horas do dia, estaodo reunidos os Srs.
deputados secretario Miraoda Leal, Olinto Bastos,
Candido Aleoforado e Alvaro, tallando com par-
ticipaco verbal o Sr. deputado sapplente S Lei-
tao, o Exm. Sr. conselbeiro presidente abri a
lessio.
Lida, foi approvada a acta da sesso de 1
EXPEDIENTE.
Jornal offlcial da n. 222 a 213.-Para o archivo.
Distribniram-se os seguintes livros commereiaes :
Diario de Ernesto & Leopoldo, Diario e Copiador
deElviroda Silva Caldas.Copiador de Maooel Al-
ves Ferreira & C, dito de Keller & C.
DESPACHO-.
Policio de Peinlo & C, subraettendo a registro
a nomeaco da seas caixeiros Francisco Furtado
de Oiiveira Cabral, Francisco Joaqnim Aataoes e
Antonio Targiao dos Santos.Registre se.
PUEILfCACOES A PEDIDQ.
REL1TORIO
MEDICO LEGAL, ACERCA DA DOENC.V E MORTE
DO BABO DE JARAGU, POR ANTONIO MARA
DOS SANT03 BRILIIANTS, MEDICO CIRUR-
GIO
(Continuaco.)
Exuu mlico clnico feito ao Sr. bario de Ja-
ragu em presenea do vicecnsul brasileiro, o Sr.
Diogo Jos Guerreiro, no dia 11 de Janeiro de 1870,
em casa co Sr. bi rio d'Alcantarilba, residente nes-
ta povoacio do Algarve. ,
Exame: o Sr. bario de Jaragu, de 69 annos de
ida le, casado, couslituico robusta, temperamento
sanguneo, teve um insulto de congeslio cerebral
em 2 de fsvereiro de 1869 do qual se tratou na pro-
vincia das Alagas (Brasil), filando sera soffrimen-
lo ou akijao algum.
Regressiu a Portugal, e cbegpn a 15 de jnnho
da mesmo anno, viuda residir era Alcanlarilha.
Era agosto estando a tomar banhos do mar nt
praia da Armsclo (por conselha medie* I (i) teta
ao undcimo banho. nm ataqae apopltico.
() Em T de agosto d 1869, com a data es-
crevia o Sr. baro d'AlcantarlIha ai3 Srs. n.
Miguel Felicio Bastos da Silva e Juse Anlonio do
Magalhaes Bastos o segainte :
t Meu tharo Sr. -Vou por esta communicar 1
V. S. que, desde 15 de junho tenho o prazer de
ter na minha companbia men mano bario de Ja-
ragu, e aii meninas que o acompaaliaram
a Elle cliegou aqai u'um estado de sade bas-
tante precrio e melindroso ; porra, aclualraente
considero o, assim como os facultativos em multo
melbores condiQoes, por isso qne j ctnsegnio
conciliar o somno, devido i applcaco do Bro-
mureio de potassio puro que Ihe foi aqu receita-
de Mendonca.
I sio est mais que pro vado.
A carta do bario de Alcaotarlha, datada ds 11
de 1870, dirigida a seu prima o Dr. Jacintho Paes
Moreira da Mendonc, irapresa no peridico A iW
cao de 16 de jaiba do mesmo anao, desmacara as
intenses torpes do irmio Cabim.
Pois a filba e genro, que sabiam da existencia
do testamento aberto, e queriara valer a seu pai e
sogro, podiara querer salvar o do.-me para elle
fazer o que j eslava feito ? E o Sr. baria de Al -
cantarilhi, na hypothese de nio estar feito o tes-
tamento, liana inleressa ora reler era casa seu
irrao; porque era herdeiro. Logo o Sr. baro
Insista na daiencio, temendo que se fizesse o
que j eslava feito.
A carta faz nojo, e por isso digna de ser lida
para se ver a indicacao do crime confessado pelo
praprio que igora se qaer absolver. Vejam leito-
resl Faz pasmar (auto cynismo.
(Jia doente nao corra pango na viagem osla
provatfssimo;' porque embarcando mal do Brasil
para Lisboa, chrgou aqui bem e melhor, logo da-
va-se bem com as viagens, tendo ti Jo antes da
partida,o primero insulto apopltico.
A entiega do pai a fiiha, que o linba acompa-
nhado do Brasil para aqui, era um acto de mora-
lidade, ao qual s resiste um irrao criminoso, que
teve eoragem para propinar este veneno moral de
sequestrar o pai da filba I Tem pois o Sr. bario
de Alcaotarlha, este orine s cosas. E oao es
diga que islo falso. Provaremos :
O Sr. Dr. Francisco Pinto Pes.-ii 1, provocando
ara dos a'ssisteates do baro de Jaragu, disse, 00
Jornaido Commercio de Lisboa, de 19 de marco
de 1870, o seguate :
Provocamos aprooidade desse facultativo para
que declare se nao teve a fraqueza,quando foi pe?
primeira vez vi-iiar o baro de Jaragu, o>a decla-
rar : que este se achava ao abandono ; que acn
selbara o bario da Alcanlarilha para nio separar
a S ha de seu pai, que perguntara a este e Ihe res-
ponder que quera vi'er em companb a -daquel-
la, e que o vira chorar, quando Ihe appareceram
a Qlha e neta do doloroso momento I
t E qiantas pessoas nia ouviram da propria
bocea da probo facultativo todas essas declara-
c5as T
c As insidiosas insinuacoes > oppoa o testemn-
nho do digno administrador do concelho de Silves,
para que este declare : se a neta de seu irmij
deixou, de caso pensado, a companhia do avd, e
se repelidas occasides Ibe disse : que a Qlha e a
neta podiam ir sua cas>, todas as vezes que
quizessem visitar o doente.
c Pois bem, declare esse Ilustrado e circums-
pecio magistrado se esta a verdade > e Picare-
mos confundidos.
Este assislenie, que desta vez teve eoragem pa-
ra dizer a verdade, veio ao reclamo da mprensa
e fez as seguintes considerares;
c Sr. redactor.No seu Jornal do Commercio
de 19 do corrate vera ara commuaicado do Sr.
Dr. Francisco Pinto Pessoa, em que se torna ne-
cessaria a seguidle declaracao :
t 1.* Q uodo foi vizitar e Sr. bario de Jara
go no na 10 de outubro de 1869, a pedido do
Sr. Hermenegildo Jos Chaves, seu facultativo as
sisfene, qne liona sabido para Lisboa, notei gran-
N'ouira carta datada de 9 de setembro de 1869.
dirigida ao mesmo Sr. Dr. Miguel T. B. da Silva,
contrariando o parecer dos mdicos t conspi-
cuos >, asssteotes do bario de Jangua cometa
assim :
( E' com o mais profunda senilmente que hoje
me vejo obligado a lanzar mi da penna para no-
ticiar a VV. sS. o lastimoso estado em que se acha
o baro de Jcragu...
, No da 31 de agosto, 12* banho do mar, foi o
bario do Jaragu ascomettido d'um ataqae apopl-
tico que o deixou privado da falla, e inieiramente
leso ds tolo o lado direito, e neste desgranado es-
tado se conserva desde entio 'at agora > (como l
est); e o que anda mais nos contrista, a elle o
alfl ga o nio poder -se (azur entender quando
quer dizer algama causa, ou expressar algum de
sajo (carao qne diz em outra parte que elle esta
va demente 1 Deseulpe o reparo).
Segunda a opioio dos facultativos que o tra-
tara (e nue deram ou nio derara o conseibo dos
banhos ??), esparara que elle sonante recupere a
falla, usando coratudo, ot-iramenls impossibilta-
do do raoviraento da perna e braga direito.
. VV. SS. avaharlo quanto este fatal acontec
ment nos ter magoado, a todos que aoleviamos
(com o uso dos banhos do mar I) nm completo
restabelecimento da sua antigai enfermidade,
do, o est completamente livre das snffocacdes as-' porque, diga-se a VERDADE, elle at entio havia
maticas (eemo l est) que tanto o atormeotavam,' conseguido melhoras coosideraveis, e eslava malte
e se nio tem conseguido readquirir. as forcas naa esperanzado aos banhos salinos e do vinho novo
pernas e mitos (vejam estes indicios...) isso de- (aqai o doente que indica a si os banhos, e j nc
vido, em ginde parte aos 68 janeiros, qae hoje' flgaram os mdicos ?); porm sua ra estrella
conta ; mas espero tambera melhora, logo que1 quiz o contrario, enao temos outreremelio senio
uze dos banhos salinos (do mar ?), e < demonstro' resign^r-mo-oos cora a sua sorte___>
qae os mdicos Ihe receilarara ; o o qae s pode I O Sr. baria de Alautvilha aeslas duas cartas
ler lugar n < Como sai que sio sempee agradaveis S- mar, e na segunda que o doente aatava muito es-
nbi > os accNscentamenlos e raslhorias dos seas perancao nos banhos salinoa a do vinho novo,
prenles, por isso rogo a V. S. o obsequio de Ihe' Quando falla a verdade T O resollado obtido pro-
comraonicar que, em 17 de jnnho deste anno, e! velo do osi dos banbos ou da ignorancia do eon-
Sr. D. Luiz liouve per bem agraciar-me coa o ti- seiba Eu creio qae (ai eoaseqaeacia de arabas
tulo de baria de Alcanlarilha, miaha trra natal as oonsas. E na cpiniio do Sr. bario de Alcatv
e de minha residencia, o que alada mais sub- tarima os medicas canspienoa asssteotes do ba-
da distiocciik I que eu nio merecia e nao que- rio de Jaragu derara um Ulnatrado conaalho ;
ra aceitar, i> que se aceitei fai por condescenden porque a materia de dona ou qaalro pesa mais do
cia para com o bario de Jaragu, ele, etc.....a que o espirito de ua, bao asjjn. t
de iesconlefliamento no seu genro o !5r Or. Fran-
cisco Piulo Pessoa, saa fi ha e neta, duendo me
que o illatre diente nio era fisto diariamente
pelo sea faculta tifo, e como nessa oceasiio me
pareosle indicado mais algama causa da qae se
estara fazendo,pedi urna conferencia, a que annni
ram os Srs. baro de Alcanlarilha e Dr. Francis-
co Pinto Pestes.
E" rerdade ter pergunlado ao Sr. bario
da Jaragu se qaeria ter era sua companhia a fi-
lba enela, e ter-rac respondido afDimalivamente ;
mas tambem verdade ter respondido o Sr. bario
d'Alcantarilba, qne se nio oppunha 1 isso, cora
Unto que o Sr. Dr. Francisco Pinto Pessoa Ihe
nio entrasse em casa, porque traba dalo motivos
para assim proceder.
3. Ef tambem certo, ter havido algamas la-
grimas, porqie a scena toroou-se bastante edifi-
cante I
Declaro finalmente oio responder mais co'u-
sa alguma, estranha ao tratameolo por mira acn
selhado ao Sr. bario de Jaragu, porque o medi-
co nada tem com as qaestoss de familia.
Alces, 21 de margo de 1870. Antonio Car-
valho Ribeiro Vianna.
c Jornal do Commercio de Lisboa, 30 de marco
de 1870. >
Mas a cegueira da heranea fez saltar o Sr. ba-
ria d'Alcantarilha por lo, las as consideraos 's de
honra, e nia davidoa pralicar c ma Hy jolito Be
carme. A este respailo le-se o segainte :
Tratada dos venenos on lexicologa applicada
medicina legal, physologia e a therapeutica ;
por Cb. Flandln. Pars, 1846. Este volme tem
VIII74i paginas ; o 2 volme impraaso em
1853 lem VIIISil paginas ; o 3o impresso na
mesmo anno tem 692 poglnas.
A paginas 275 diz o seguinte : ura crime
inaudito, o alternado comraettdo sobra Gu-tave
Fougoies prr Hyppolto Bocarm, seu cuohadi,
tem dado muita celebr dade, como veneno, a nm
dos principios immediatos da soleaea e nicotina. >
O conde estudou e fez elle em seis vezes a des-
coberta deste veneno, anda incgnito na scen-
cia, porm, M. Stas, descubra ao raesmo lempo a
< nicotina e o crime. O conde de Bocarm foi
guilhotinado. (Vide o rotatorio de M Stas, chimi
co belga)
Este rime foi corarae:tido para haver a nqae-
za do cunbalo. Era conde, e ara conde, sera di-
nheiro, que representar no mundo ?
As grandes alturas do fausto apparenle coodu-
zem aos grandes crimes sociaes, tanta na vida po-
ltica, soma na vida domestica.
OSr. bario d'Alcantarilha, separando a pai da
Qlha, genro e neta, propiaou-lbe, nio a nicotina,
mas o veneno moral da separacio; porque se
julgava herdeiro se o bario de Jaragu raorresse
sera testamento.
(ContiBuar-e-fta).
E^qo.
DOS
devotos qae hao de festejar a
Senhora da Conceiqao na
igreja da mta Cruz, no an-
de 1871.
por eleicio
no
Juizes
Os II ras. Srs. :
Majar Joo Baptista Paes Barreto.
Bario de Campo-Verde.
Juizes por devocio
Os III ras. Srs.:
Commendador Joio da Cunha Magalhias.
Jos Antonio Moreira Dias.
Juizas por eleicio
As Exmas. Sras. :
D. Mariana de Para Boteiho.
D. Margarida Rodrigues do Nascimento.
Juizas por devocio
As Bxmas. Sras. *
D. Mara Cardoso Vianna.
D. Mara Maihilde das Neves.
Escrivo por ele;o.
O Illm. Sr. Manoel Domingues da Silva Jnior.
Escrivio por devocio.
Manoel Antonio Cardoso.
Escriva por eleicio
A Exma. Sra. D. Balbina Carvalbo dos Samo?.
Escriva por devora 1.
A Exma. Sra. D. Maria Jos Gomes Lima.
Thesaareiro
O Rvra. padre Hercalaao Jos de Brito.
Mardomos e mordomas
Todos os devotos e devotas da mesma Senhora.
Procuradores
Os Illms Srs. :
Manoel da Silva Bastos.
Francisco Cavalcante de Andrade.
Recife 5 de outubro de 1871.
O vigario,
nmistocles Romao Perer* -js Santos.
N. 432 ENFERJIIDADE SEM NOME.-Milha-
res de pessoas padecera as quaes nao teera nenhu
ma molestia especifica. No entretanto seotsra-se
apaihicas, insensiveis e indfferemes, caraem sem
vontide, dormera sem o desojado descanco, e no
todo sentem-se raiseravelraente desvalidas sera cau-
sa plausivel. A causa apparenle de tudo isto pro-
vea de urna retardada digesto, do estado de semi,
trpido do ligado da inaclividade dos ioteslinos.
Adra de se restituirera os orgios inertes ura e-t.a
do de salutif.-ra, actividade, nao lem mais do que
lanc irera mi das pilulas assucaradas de Bristel.
O Dr. Benjamn Walis, de Boston, de epinio, que
nio ha nada que com ellas se pos-a comparar,
paraos casos onde lu falta de energa vitilno
estomaga, e suas dependencias a onde existe urna
di:bilidade geral e depressio apparenle sem cim
lado apre.-eahr urna distancia, forma de malestia
qaalqaer. < Todos os que padecem de prostraco
physlca accompanhada de abatimento do espirito
ach rio que as pilulas a-sucaraias de Bristol Ibes
servirio de i.umanso beneficio. Como se achem
mettidas dentro de frasquinbos de fldro ellas con-
servam-se perfeitas era todos os climas. Era t"dos
os casos aggravados ou provenientes de impurezas
do sangae, a salsaparrilna de Bristol, dever ser
usada eonjunetamente com as pilulas.
COMMERCIO.
i>HACA DO RECIFB 7 DE OUTUBRO
DE 1871.
A.S 3 1/2 nonas da tardi.
Gotacoes officiaes.
Algodio da Parahyb l sorte 651 rs. por kilo
posto a bordo a frele de ll|16 d. e 5 0|0, 3,1 e
5 0|0, 7|8 e 5 0,0 em navio de vela e 7|8 d. sem
capa no vapor.
Aplleos da divida publicade 6 0|0 ao par com
0 semestre prximo passado.
Cambio sobre Lonires 90 div 2i 3|i e 24 7[8
por U000.
Frele de algodio da Parahyba para Liverpool
1 d. e 5 OjO.
Fre e de alg idio daqui para Liverpool 7|8 e
5 0,0 vela,
dem dem demi d. e 5 0|0 vapor,
a. G. Stepple,
Presidenta.
P. J. Pinto,
Secretario.
ALFANDEGA
Readimento do dia 1 6 .
dem do dia 7.....
203:321*592
27:0321203
232:353i79
fioTiaaeato d alfadega.
Volamos entrados com fazendas
com gneros
Volumes sahidos com fazendas
1 com gneros
481
195
290
94
verpaof, earrpgjaram : Pereira Carneiro A & 48
saccas cora 7,3/8 kilos de aifodae.
No brlgoe^espauol Mario, para Barcello-
.3' eYfiTVli.rt,tr* Carneiro 4 C. Ulsacnaa
com 13,682 l|2;kilos de algodao
No Migue jwrtugae Bell fitiuirenu, para
L[*tboa',CMre8iSMn : s- a- Ral>,< C. iTpraii-
eboes de amarelio. '
Para os porlos-do interior.
Na barca ja Farad, para o Pa;a da Cmara-
gibe, carregoa : Beato de Freitas Guimaraes 1
barril com 96 litros de agurdenle..
Na barcaga Duas rmelas, para Mossor, car-
regarara : Braga Gomes A C. 2 barricas com 140
kilos de assncar j braneo, 4 ancoretas ceas 193
litros de aguardeple ; Fraga A Rocha para o K10
Grande do ute 4 barricas com 320 kilos de
assuear.
485
Deaearregam hoje 9 de outubro.
Lugar ingletGeril o[ the Petadvarios generes.
Brigue norte alleraioBtir^rmusfer Stuvedem.
Brigue poriuguez Bella Figueirensslagedo.
Brigue poriuguezTnwmphoiarios gneros.
Brigue ogieiCoila canos de ferro.
Brigue inglez Wereldburg farinba de trigo.
Paucbo americanoIzatabeado.
Lagar iogleSaral Suntho -vanos gneros.
Vapor ingwzGladiator--mercadoriaj.
Despachos de exporiach m dia 6 de
oiilubr&.
Para ot portos do exterior.
Na brigue inglez Mory, para. Livar
regaram : Saunders Brothers A C. 87 b
17,644 kiloa de algodio.
No brigue inglee CU o[ Kandy, par Liver
pon, earregmm : Mills Lxi'aan u 474 saeca
com 35,951 kilos de algodi.o. -
No pittcbu BotoKllemio Helios, para U-
Unidades.
. duzia
. kilog.
1
urn
.* kHog.
ABELLA nos pbkcoS dos gbnehos sdjiitos a dr
RK1TO DK .KXPOCBTAglO. SKMAKA DI 9 A 14 DS
OTL'BRO DE 1871.
Mercadorias:
Abanos .......
Algodao em caroeo .
dem em rama ou em la.
Garneiros vivos. 7 .
Porcos idem. .
.Arroz com casca. .
dem descascado ou pilado
.Assncar branco ....
dem mascavado. .
dem refinado.....
Gallinhas......
?apagaios ... .... >
Azeite de amendoim ou men-
dobm.........litro
dem de coco

.... kilog.
.
eformentadas:
.... litr.
Valores.
300
238
549
4 000
2J00O
68
177
180
120
436
11000
5*000
937
675
525
102
5*450
137
300
330
300
337
600
300
660
kilog. 476
204
476
442
959
35
17
258
168
442
436
763
4*360
4*000
1*438
566
640
370
350
10*000
1*133
784
2*180
48*000
24*000
12*000
16*000
12*000
136
681
92
272
3*000
320
1*090
centro
kilog,
duzia
Idera de mamona. .
Batatas alimenticias.
Baunilha ....
Bebidas espirituosas
Agurdente cachaca. ....
dem de canoa......
dem genebra......
dem restilada......
dem alcool........
dem cerveja......
dem vinagre.......
dem vii.iio de caj......
Bolacha fina, comprehendidos os
biscoitos........
dem ordinaria, propria para
embarque. ......'. >
Caf bom........
dem escolha ou restolho ... >
(dera torrado ou moide. ...
Cal branca........ >
dem preta........
Carne secca ( xarque ).*...
Garvio vegetal........
Cera amarella........
Idera de carnauba em bruto. >
dem idem em velas, ....
Cha.......... c
Cocos seceos.......cento
Colla.........kilog.
Couros de boi, seceos salgados.
dem idem espichados.....
Idera idem verdes.....
(dem de cabras curtidos um
dem de onca........
Doces em calda.....kilog.
Idem era gcla ou massa.
dem seceos....... >
Espanadores de peonas grndes duzia.
dem pequeos...... >
lem de palha .......
Esteiras de carnauba .... cento
Idem propria para forro ou estiva
do na vio........
Estopa nacional .'.....* kilog.
Farinha de aramia..... >
dem de mandioca..... >
Peijio de qualquer qualidade. .
Fumo charutos......
Idera garros .......
dem idem folha bom. .
Idee em folha, ordinario ou res-
tomlho ........
Idera em rolo e em latas bom .
dem, ordinario ou restolho. .
Rap
Gomma de mandioca, (polvilho).
[pecacuanba ( raz ).....
Angco (toros).......
Caibros....... um
Enxams ........ >
Frechaes........
Jacaranda (coaeoeiras) duzia
Lenha era achas......cento
(dem em toros......
Linhas e estelos......um
Loar s (pranches).....
Pao Brasil........kilog.
dem de jangada,.....um
Quiris ......duzia
Vinhatico costadinhe de 25 a 30
millimetros de grossura. .
(dem pranchSes de dous costa-
dos at 50 millimetros de gros-
sura .........
dem taboado de menos de 25
millimetros de grossura .
Taboado divorso......
Tatajuba........ kilog.
iTaves.........urna
Varas para pescar.....duzia
dem para aguilhadas ...
Idera para canoas.....urna
Cavernas de sucupira(em obra)
Bixos de cicupira para carro. par
M'elaep........kilog.
Mel de abelha.......
Milho.......... i
Ossos
Palha de carnauba ..... moihcs
Pechury........kifog.
Pedras de amolar >
dem de filtrar...... >
dem de rebollo j :
Pennas de ema. ...*.. >
Piassava.........molhos
Pontas ou chifres de novilho ou
vacca.........cento
Sabio.........kilog-
Sal. ... ,......
Salsaparrllha.......
Sapatos do couro branco par
Sebo ou graxa emrama kilog.
dem em velas. ......
Sola e vaqueta......
Tapioca......... .
Unhas de boi.......cento
Vassouras de carnauba duzia
dem de piassava..... >
dem de imb. -1 '. "5"
Alfandeg ae Pernambuco, 30 de setembro de
1871
O 1.* canferenteFlorencio Domingues da Silva.
O 1. coeferente Cicero B. de Mello.
Approvo. Alfandega, 7 de outubro de 1871.
Paes de Andrade.
Conforme.Joaquim Tertuliano de Mtdetros.
REGEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS-
GERAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia l a 6 *VSi*15
dem do dia 7...... 1.268*9b8
15:490*394
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1 a 6 V**?*?'*
dem do dia 7...... 3 346*468
7:953*981
613
681
545
2*180
170
1*703
60*080
360
1*500
5*000
95*000
3*000
12*000
6*000
ic;**^
103
5-000
6*000
um 16*000
duzia
20*000
144*000
96*000
33
6*000
2*40
6*000
1*000
3*500
16*000
35
320
68
II
l/OOO
817
31
18
34
4*796
160
2*800
348
10
2*043
800
340
476
1*200
204
380
768
1*200
car-
lardos oom
Liver
i saccas
MOVIMENTO DO PORTO.
Hatio entrado no da 7.
Rio de Janeiro e portos intermedios 6 das,
vapor nacional Cruzeiro do Sul, de 1HD
toneladas, commaodjnte A. J. Cardow,
eqoipagem 58, carga diferentes gneros;
Hanry Foster. ..
Granja e pertos intermedios. 8 das vapor
nacional Ipojuca, de 360 toneladas, com-
mandanie Moura, eqoipagem 30, carga
algodio e ootros gneros, Companhia
Pernambucana.
Araeatj 4 dias hiate nacional Nossa Se-
nhora dos Navegante*, de 8" toneladas,
capillo Joaquim Anloaiuik i.ucirud?,
eqoipagem 7, carga algodio e ootros g-
neros ; Bartolhomeu Loorenco.
Aracaty, 41 dias, blale nacional Flor fe
Rio Grande, de M toneladas, capillo Jos
Manoel da PafcSo, oqniptgem 5 cirg
algodio ; i Gomes de MattQft Irmios.
'
*

i
'
/
<^


Di&* l Femrjubuc 'Domingo ,fr de Outubro ,_g is;i
%

\




Mido, 10 das, patacho brazilero Vftof.
de 263 tonelada, capillo Manoal Jos
JVreira Caldia, pipare- 10, carga sal
e palea ; Joaqaim Jos Fernandes ir.
fos.
Macao, i dias, hiate nacin;', s, Joo Bap.
jum, dei 65 tooe^il( capUJo Joquim
Filippe d* Odra Quedes, equipagem 6,
, irg lal e ilgodSo ,* Gomes de Mattos
rmlos.
.Vario laaido no mismo da.
Barcelona, escuna hespanhola Prisca, cap
tio thomas Millet, carga algodao.
por vapor
Mossor", Ara-

EDITAES
O inspector a alfandega fai publico, que flca
transferido para sabbado li do correle o leilao
dos 89 kitogranmios, peso liquido, das obras de
vime constantes do e iiial de 29 do passado, as
qaaes nao oram hoje arrematadas por taita de
licitantes. ,_,
Alfandega de Peroambuco, 6 de outubro de 1871.
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
A cmara municipal desta ciaade, pelo pre-
sente convida aos pratendentes a arrematacao do
imposto de 60 rs. por cada p de coqneiro de
tirdueca*, exceptuando dex ps pira o uso do
proprietario, pela quaotia annual de 901*000, e
em assim os singuis de diversas canchas das
Rlbeiras das fregoezias de S. Joi e Boa-vista, a
omparecerem at o dia 11 do correte mnoidos
de flanea. ...
Pago da cmara municipal do Recite 5 de ou-
tutrode 1871.
Ignacio Joaquim de Sonta Lea?.
Pro presidente.
Lonrengo Bezerra Carneiro da Cnnha.
Secretario.
COMPAJtfflA PUNAMBCaNA
SaYgeo eoW
PaJrahyb, NaWl, Maco,
caty, Cear, Mandah, Aearac 6
Granja.
O vapor Pirapama, comman
danto Azevedo, seguir para
os por tos cima no dia la do
correte as 5 horas da tarde.
Recebe carga al o dia 13.
encommendas, passagens e di
nheiro a frete at as 2 horas da tarde do dia di
sahida : no escriptorio do Forte do Maltes n. 12-
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Navegando costeira por vapor,
Mamanguape.
O vapor Corurtpe, com
mandan Silva, seguir
para o porto cima ne
dia 12 do corrente as R
horas da urde.
Recebe carga, encom-
mendas, passageiros e dinheiro a frete at as S
horas da urde do dia de sua sahida : escriptoru
no Forte de Mattos n. IS.__________
I
DECLARACOES.
" O fiscal do Curato da S de Olinda, ai scen-
te aos Srs. propietarios dos respectivos predios,
que, no praso de 15 das contados da presente data
devero reparar os passeios de snas propriedades,
de eonformidade com as posturas municipaes em
vigor ; fieando sugeitos os infractores, as disposi-
coes do art. 73 de ditas posturas.
Curato da S, 7 de outubro de 1871.
O fiscal,
Joaquim Cetario da Rosa.
Por despacho q Illm Sr. Dr. juiz de or-
phos vai pra ;a por arrendamento de tn-s annos
o >itio denominado Tacaruna no dia 9 do corrente
pelo meio da, servindo de base para a arremata-
do o valor de 200*._______________________
SANTA GASA DA MISERICORDIA DO
REC1FE.
'Pela secretaria da santa casa de misericordia
do Recite se faz publico que o Illm. Sr. lhesiu:ei-
ro interino inajor Laurentino Jos de Miranda far
pagamento s amas do trimestre vencido de julbo
a setembro, no sallo da ca-a dos exposlos. pelas
8 hora- da manha do dia 16 do correte, deixau-
do de serem pagas aquellas que nao aprsenla-
rem as crianzas que Ihes foram confiadas.
Secretaria da santa casa de misericordia do Re-
cite 7 de ontubro de 1871.
O escrivo,
Pedro Rodrigues de Souza.
Administrado dos eorrclos de
Pernal I h-o 8 de ontubro de
181, .
Mala pelo rapar nacional Cruzeiro do Sul da com
panKia brasileiro.
A correspondencia que tem de ser expedida
boje (8) pelo transposte cima mencionado para es
portos do norte, ser recebida peia maneira se-
grale:
Macos de jornaes, impressos de qualquer natu-
reza e cartas a registrar at 1 hora da tarde,
cartas ordinarias at 2 horas e estas at 2 l|2
heras pagando porte duplo.
O administrador,
Alfonso do Reg Barros
THEATRO
SANTi ANTONIO
Ter<:a-feira 10 de outubro
Espectacuh extraordinario em benpficiodos ar-
llas hespanhoes Oniz, Mguel Das, Niy e Conde.
Estas artistas tendo sido obrigados, em conse-
cuencia d'um embargo (sem justa causa reque
rmenlo de Manoel Al vare.1) a desembarcarem de
bordo do vapor S. Jacintho, onde j se acbavam
com snas familias prestes aeguir para a provin-
cia da Babia, se viram por es e mesmo motivo for-
Cades a ticar em Ierra, sem ter pessoa alguma
rae ihes prestasse auxilio, sem meios para se
manieren] e sem roupa para veslirem, poim como
em toda parte ha bons e mos, encontrara m por
i: 4ous cavalbeiros que se condoendo do estado
m que ets se achavam he* abriram as portas
do >aas casas; os quaes sao os Srs. Teixeira, es-
ta beteeido com urna paiaria ra da Florentina,
onde aclualmenie se achara hospedados, e Anto-
nio Jos Daarte Coimbr, proprietario do ihealro,
este espectculo aflm de poderem aecudir as suas
neeessidac>?.
Por aso os beneficiados coiliando na bondade e
proteceio que o Ilustre publico peroambucano
sempre se dispensar a todos aquellos que verda
deiramente precisara, onsara esperar a sua valiosa
codjnvacio para fim to justo.
0 espectculo devidido em tres partes.
!. PARTE.
1.* Exercicios gymnasticos por alguns arii-tas
Dck>naes.
2. rea cmica por Floriano
Mtju yoy voc me mata
1 PARTE.
1.* Dato da zarzueila
CAMP AMME
cantado pelos Srs. Ortiz e Das.
2.a Exercicios gymnastics.
3.' PARTE.
1 rea de Fgaro da opera 6arbeiro de Se-
vilha.
Seguindo se pelo Sr. Flaviano a representado
da seena cmica
O malulo aparvalbado
E' este o devertimento que os beneficiados o(te-\
recem ao repeitavel publico.
O: beneficiados desds j agradecem a todos os
Srs. artistas, tanto nacionaes como estrangeiros,
a maneto graciosa pela qual se prestaram tra-
balhar, coadjuvando os nesta horrivel emergencia.
A's 8 1(2 horas.
AVISOS MARTIMOS.
J. H. Birns, capillo da barca ingleza Woodland,
entrada por arribada toreada ueste porto com ear-
regamento de taboado, e tendo sido eendemoada,
precisa fretar para o porto de Monte-Video e Bne-
nos-Ayres ura navio que carregue cerca de
309,000 p* de taboado em pranchdes : os pre-
tndanles dirijam-se a ra do Commereio n. 8,
1 andar_______________
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DI
Navegando costeira por vapor
. Macei, escalas, Penedo e Aracaj.
O vapor Giqui commanifaete
Gailherme, seguir para os por-
tos aeima no dia I ido corren t
as 5 horas da tarde. Recebe car
t ga at o dia 13, encommendas.
inheiro a frete at as 2 horas da
9scriptorto no Forte df
I
Seguir com a possivel brevidade o palh'bote
Emilia, capitie Pereira: ainda recebe carga a fre-
te : a tratar com S Leilo Irmaos roa da Ma-
dre de Dos n. 1.
f ERC-i-FEIPtA 10 DO CORftENTE.
No armaiun roa do Rom Jess n.<3 (ontr'ora
roa da Crmt), s 11 horas._______________
LEMO
DE
12 sjccos coc arrox avariado.
Tetca-feira 40 do correte.
O agente Pestaa, far leilo por eonta e risco
4e quem peitencer, de 12 ssccos eom arroz ava-
riado, terc,a-feira 10 do cetrente s 11 horas da
manha, no irmazem do Annes defronte da alfan
doga.
LEILO
DE
Doas tercas partes do sobrade sito ra
do Bemfica n. 42, na Magdalena, o qoal
podetn os pretenden tas 'examinar com
anticipado.
A 9 do corrate.
Por mandado do Illm. Sr. Dr. juiz especial do
commereio desta eidade, e requeriaento dos ad-
ministradores da massa fallida de Sebastio Jos
da Silva, o agenta Oliveira expor novamente
leilo as 2|3 p.rtes do excelleole -obrado supra-
ilito, o qual s< torna recommendavel quanto apra-
slvel pela sua boa construeco e amenidade da
localidade, e proprio para quem procnrfcarrabal-
de saudavel. tendo a vantagem da condoco dos
excellentes honds:
Quinta-feira
ao meio dia em ponto, no escriptorld do mesmo
agente ra kt B>m Jesns, 1* andar.
MOFVNA
Rofa^aoDIm.Sr.ign.cioY.tlr* de Mello,
arrtio na cidade ^Nanreth desta /provtada, "
(Mor de vjr a rrA Q i_perid0r a. ft concluii
aquello negoc^ Ti. Pl 'vTcei.* llamada deste jornal, em fin
de.dez __ro prozimo passailo, e depois para ja
aetrr^ ptssou a fevereiro e abril, e nada cumprio.
"por este motivo de novo chamado para ditc
flm ; pois V. S. se deve lembrar que este negocie
A M nato de oito annos, e quando o senhor mi
fiho se achava no es nesta cidade
coupamhltja
DAS
Messegeries maritimes.
At o dia 11 do corrente mez espera-se da Eu-
ropa o vapor francez Amazont, o qual depois da
demora do costume seguir para Buenos-Ayres,
tocando na Babia, RioJaoeiro e Montevideo.
Para condicSes, fretes e passagens, trata se na
agencia, ra do Commereio n. 9.
No dia 12 do corrente mez espera-se dos por-
tos do sul o vapor francez Gironde, commandante
Giost, o qual depois da demora do costume se-
guir para Brdeos, tocando em Dakar (Gore)
e Lisboa.
Para fretes e passagens, trata-se com os agen
tes Henry Foriter & C, ra do Commereio n. 9.
PARA O
PORTO-
Vai sahir com brevidade o patacho portnguei
Liberal, capito Guilherme Joaquim Leal, por ter
parte da carga engajada, para carga e passageiros,
paraos quies tem excellentes commodos, trata-se
com E. R. Rabello & C, a ra do Commereio n.
i8, ou com o capito.___________
RIO DE JANEIRO
Para o porto cima segu cora brevidade o bri-
gue nacional Damao, tem parte da carga engaja-
da, e para o resto que (he falta trata-se com os
con.-ignatarios Antonio Luiz de Oliveira Azevedo
& d, ra do Bom Jess n. f>7, l* andar.______
LEILOES.
VISOS DIVERSOS
Aos Srs. assigoantes deste
Diario, atraso depagamento da^ubs-
crip$o, vamos rogar quei-
ram mandar saptisfazel-a,
afim deno soffrereminter-
rupc&o na remessa do mes-
mo Diario.
%m
Precisa se de urna ama pa
ra comprar, cozlnhar e fszer
_ mais algum servico de nma
casa de ponca familia : na rna da Conceico n.
37, na Boa-Vista._______________________
Freguezia dj Santo Antonio
No dia 4 do corrente, o fiscal mandn earregar
ama vigsima, parte para lugar competente o
entulho que no Diario n. 201 a 204 reclamemos
que acba-se depositado na.frente do largo do Ca-
pira, como deitasse a maior parte perguntamos
se eafandou se e nao tira o resto, sendo assim ta-
remos mais seno oulras perguntas que Ihe desa
gradar.
O seu collega do ouvido.
AHENCAO
Aluga-se urna grande cocheira na rna da Uaio,
com dous quartos e sotad eom outros dous qaar-
tos, tendo janellas, tudo eaiado e pintado de no-
vo e mnito propria para taberna on outro estabe
ecimento : a tratar na ra da Aurora n. 36, 1
andar.
Para alugar-se
Um magnifico sitio na estrada da trave-sa da
Cruz das Almas, com excellente casa bem aca-
bada, com duas salas, seis quartos, grande co-
pia, cozinba separada com dispensa, saleta e
quarto. Boa coxeira e estribara eom mais dous
quartos e 1 sotao para criados. Magnifico quarto
para banho, latrinas, gallinheiro de pedra e cal
cercado de gradeamento de ferro. Fieando dito
sitio perlo das estaedes denominadas : Jaqneira e
a do Arraial: para ver e tratar no sitio do eom-
menador Tasso. _______________
*
q&%
DO
Brigue brasileiro Alberto, arribado este
porto com agua aberta, em viagem que
lazia pocedente de Bnenos-Ayres, com
destino no elos portos de Inglaterra,
para receber ordena.
A. 9 do corrente.
O agente Oliveira far leilo, por conti e risco
de quem perlencer, em um : iote, do casco do re-
ferido lindo e veleiro brigue brasileiro .l/5cr/o,.lota-
cao cerca de 20000 arrobas de carga,|comjtodo[seu
massame, veame, ancora?, amarras, lancha e bo-
te, tudo era melhor estado possivel, como pode
ser previamente verifcalo pelos pretendentes no
sitioCorda dos Passarinhos junto s barcacas
do Exrn. ba-o do Livraraento :
Segunda-feira
ao meio dia em ponto, no lugar da Associacao
Commercial desta pr;ga,
LEILO
DE
FAZENDAS
limpas e avariadas
.Hoje 9 do corrente.
A. C. de Abren far leilo por intervengo do
agente Pinto, de um esplendido sortimento de fa-
zendas inglezas : boje segunda-feira 9 do corren-
te em seu armazem ra do Mrquez de Olinda.
Comecar s 11 horas da manha em ponto, pelas
fazendas avariadas.
Marcolino Augusto da Suva Villar manda cele-
brar no convento de Santo Antonio do Recite no
dia 10 do corrente pelas 7 horas urna raissa re;a
da por alma da finada Mara Francisca do Espiri
Santo Agr me do seu presado amigo Manoel
Gonfalves Agr, convida aos seus prenles e ami-
gos do mesmo para assistirem nm acto de taa
j piedade qoe lliesser memamente reconhecido.
Aluga-sn duas casas terrea* tm Apjpucos: a
tratar na ra Sete de Seteabro n. 1 (antlga tra-
vesa dos Ferreiro-).
paasagfliros e
larde do dit da sahida
Mattos n. 12
COMPANHIA PERNAMBUCANA
*Te!a?'0 eo*i*i** por vapor.
l*orto de GaUinhaa, Rio Formoso e
Tamandar.
O vsjor ParoAyfta seguir pa-
ra o s porto* cima no dia 10 dv
corrente a mei cont.
Recebe carga, opcommenda
P passageiros e dinheiro a frete d.
!p*rio 4o Forte do Matlos n. 12.
LILAO
DE *
Superior mobilta
a 10 do torrele
O agente Oliveira far leilo, por ordera de um
negociante prestes retirar-se da provincia, de
completas mobilias de Jacaranda e de amarello
eom lampos de marmore para sala de visita, de
jantar e de gabinetes, tudo em perfeito estado e
de gostos os mais modernos, inclusive guarda-ves-
tidos, eommodas, cabides, lavatorios com espelho,
mezas compridas e redondas, marquezao de ama-
rello, tapetes diversos e capachos, venezianas,
crystaes como sejam eompoteras, garrafas, copos,
lanternas, galheteiro, loncu para differentes mvs-
teres, toalbas adamascadas e guardanapos de h-
nho para meza, ditas de labyrintho, fronhas de
renda e pannos de crochet, malla de viagem, ba-
laras para fructa, tab de Cedro, jarros para
agua, e alm d'estes artigos numerosos outros
atis e indispensaveis, addicionando brincos, volts
de ouro modernas, um lind adereco de mosaico
contendo alflnete, pulceira e brincos, e corrente de
ouro para relogio, etc.
Terca-feira
das 10 horas da manha em diante, casa na rna
do Vigaro n. 16, 9* andar.
O abaixo assignado faz publico a quem mte-
ressar possa, que tem justo e contratado com o
Sr. Francisco Perreira da Silva a compra de urna
casa de taipa com um terreno que tem 200 pal-
mos de frente e 300 de fui. do na estrada velha
d Agua fria psrlo da estacao deste nome. Se al-
guem pois se jnlgar com direito a oppr-se a refe-
rida venda queira faze-lo no praso de tres dias na
ra larga do Rosario n. 14. Recife 7 de outubro
de 1871.
^______ Lourenco Jos de Freitas.
Para a festa
Aluga-;e urna cazinha bem preparada perto da
estacao do Pamameiiim, contendo i sala, 2 quar-
tos e cosinha, (nao tem sala de jaotarj cem cacira
ba e bomba, de excellente agua, nbeiro corrente
com banbeiro e lugar para lavir-se roupa; cir-
culada de sombra por aivortdos ate o banho :
i tem contra a falta da sala de jamar, e alguma
menina nao precisar ir ao banho de coque, sapa-
linhos e espartimo : na mesma ettscao se indica-
r quem.
Costureira
Precisase de urna ama que saiba cortar e co-
ser bem, para casa de pequea familia : dirija-se
a ra do Cmmercio n. 40, 2* andar, ou deixe
carti nesta typographia com as iniciae3 O. P.
LEILO
Allfiirao
Officina marmoraa
10 TRAVESSA DA RA BELLA 10
Nao ba duvida por falta da modicidade do preco
no que sedeixa de mandar collocar as sepul-
turas de patentes e amigos nma lapida para con-
servar a memoria delles, pois a mencionada offl-
cina caprichi em desempenhar com gosto e per-
feicao qualquer trabalho relativo ao eslabeleci-
menlo, como sejam : laminas de marmore com as
competentes inscripepes, pelos resumidos prejos
de toa 20,1000, pedras para consolos, jardinei-
ras e toilettes ; pule-se e lastraje obras usada* e
tambera se fz todo e qualquer concert tanto em
marmore orno em crystal, louga e porcelana,
tudo por preces mii?.redazidos.
Mudan pa de consultorio me-
dico.
O Dr. Adrio Luiz Pereira da Silva devendo re
gressar brevemente do presidio de Fernando de
Noronha, midou o seu consultorio medico Ja roa
larga do Ronario o. SO, para a mesma ra n. 10,
Io andar, por cima da pharmacia do finado Pinto,
onde o seu collega e amigo o Dr. Malaqaias, con-
tina a dar consultas diariamente das 10 as 11
horas do da.
DE
PREDIOS
O agente Pontual, competentemente autirisado
vender em leilo 1 sobrado sito ao paleo do Pa-
raizo o. 18, 3 partes da casa em que morn o fi-
nado Jos Affonso Ferreira (em Apipncos) ceden-
do -se nessa venda orna parte da heranga dos mes-
me* proprietario*, 1 casa terrea sita travessa da
roa Jo Principe (amigamente denominada Clseo)
em sold prapno, am i salas, 2 quartos, cosinha
fra e cacim o um terrajo com 00 palmos de
frente fundo-, endo pegado esta um eaixio
com porta, rotu'. ,c-. Bando lio fomente o
rr-paruraento, e>taodv''o m.*U ntrrCmas cona'-
5s da de o. 10:
Aluga-se o 1* andar e os djus rmaseos da
casa da rna do Vigario n. 3, proprio* para eserip-
torio e deposito de fazaodas por ter grande* ac
commodac.5 s : a tratar com Manoel Alve* Goer-
ra, pai ou (libo. ________
Aluga-se urna escrava para todo o servico de
ca9a de familia : a tratar na ra da Gluna, a-
hindo da mi da Matriz, lado direito, 3* casa de-
pois da rna da Mangoeira. _____
5(>Jde gratificado.
Furtaran de 20 a 30 Jo prximo passado moa,
da casa, no Poco, do flnado Gibson, e em que mo-
rn o Sr. desembargada Rocha, nm paleto! de
panno ingle: enccrpaoV, um annel de ouro macigo
com iniciaef e urna moeda de preta dourada ; al-
guma pessp podendo dar oforraacao dirija-se
casa .'upradicta ou a ra do Bom Jesu* n. 10,
ontr'ora rus da Cruz.
CASAS
Aluga-se o primeiro, segundo andares e sobra-
sotad da casa n. 6, cita a rna do Livramento : i
tratar na loja do mesmo predio.
___A
ROM
DYVETOT
nica casa neste genero
! I-Rna Eslrcita do RosarioM
Compra e vende roupa feita
nova e velha, objectos de
cosinha e de mesa, e
tudo que perten-
Joaquim Jos Oonpal-
ves Beltro
Roa do Trapiche n, 5, i andar.
Sacca por todos os paquetes sobre o banco dt
tfraho, em Braga, e sobre os segnintes lugares n
?ortugal:
Lisboa.
Porto.
Valonea.
Guimares.
Coimbra.
Chaves.
Viseo.
Villa do Conde.
Arcos de Val de Ves.
Vianna do Castello.
Ponte do Lima.
Villa Real.
Villa-Nova de Famelico.
Lamego.
Lanos.
Covilha.
Vascal (Valpasso).
Mirandella.
Beja.
Baicellos.
Para alugar-se
Um ailio no Poco da Panella no porto do Paula
com excellente casa, cora duas sallas, quatro
quartos e cczinba : estribara, cocheira e quartos
para criados, e mais duas casas meias-agoas pa-
ra fmulos ou hospedes : tratar com o commen-
dador Tasso.
Na travessa da rna
Crozes n, % pri-
meiro andar, da-se di-
nheiro sobre penhores
de ooro, prata e brilhan-
es, seja qual for a pan-
lia. Na mesma casa com-
pram-se os mesraos me-
taes e pedras.
AOS 5:000*5000
iSsto venda os felizes bilhetes da loteria d<
uhia, na casa feliz do arco da Conceico, ioja d<
irives no Recife.
JO^TIll FOGO.
A companhia iDdemnisadora, estabeleciui
testa praca, toma seguros martimos sobrt
lavios e seas carregamentos e contra fogc
im edificios, m :rcadorias e mobilias: n
oa do Vigario n. 4, pavimento terreo.
Precisa-se de 500 a premio de don por cento
dando-se hypotheca de urna casa : quera preten-
der queira deixar carta nesta typograpbia dirigi-
da a J. E.
%a%\-
rna do Vigario n. 16.
Precisa se de urna ama pa-
ra o servico interno de urna
casa de familia : tratar na
Engenho e fedreiras
Arrenda-se um engenho distante de.-ta prara
cinco leguas, com bom sobrado de vivenda, casa
para lavradores, eapella e ptimas trra* de plan-
tardes, pedreir^s e fornos de queitmr cal. Esta
propriedade offerece grandes vantagens, as pes-
soas que se propozerem fazer era grande escala
fornecimento de eal a quaesquer obra : tratar
na rna da Soledade n. 78.
Feitos de linho
ALUGA-SE
orna casa en Bebejibe : a tratar cora J. I. M- Reg
rna do Cimmereio n. 34.
Sitio
Pre:i.ie de nm sitio para quatro e*trageiros
de [referencia perto d? estrada do* bonds : a dt-
figir y. sa roa da Cruz (B:rn Jesu) o. W.
ORDADOi
O novo estabelecimento de fazendas Anas ra
do Mrquez de Olinda n. 28 acaba de receber pe-
lo ultimo vapor o* mais lindos e modernos peitos
de linho bordados, qe se vendera por procos com-
modo3. A elles antes que se acabem.
VMmvel eoafrarla de Santa
Rita de Cassla.
De ordera do conseibo administrativo convido a
todo* 03 noasos irmos que tenham interesse em
tirar das antigs catacumbas existentes em nossa
igreja os restos mortaes qne all se acharo, a tira
los no praso de 30 das, aflm de serem concedidas
ditas catacumbas para jazigos perpetuos quclles
irmo* que as requererem.
Secretarla da veueravel confraria de Santa Rita
de Cassia 4 de outubro de 1871.
O secretarlo,
^_^^^^ Franelsco Lopes da Silva.
An lares para alagar
o_1,05a? e 3- andares do sobrado da ;ra-
vessa do orpo Santo n. 27, proprios para peque-
a ramilla, roujto frescos, excajlenw poslco e ro :
a tratar no armazem de fazendas do m9>.mo pre-
dio, das 9 as 4 horas da urde.
Aluga-se o 2 e 3* andares de ama eaaa'siu
na ra do Imperador n. t : a tratar na rna do
Bario da Victoria p. 22 (outr'ora rov." "
Engoinmadeira
Lava-se e engomma-se eom perfei^o : na
roa Augusta n. 83._______________________
Aos Srs. professores primarios
de ambos os sexos.
Achara se venda as livrarias dos Srs. padre
Ignacio e Nogueira, e Barbosa de Mello, exempla-
res do opsculo de moral religiosa, a preco de
640 rs. cada um. .
MA
Precisa-se de urna
ama para o servido
de casa de orna fami-
lia composta de duas
pessoas, exceptuando se o lavar e engom-
mar: nesta typographia se dir qnem.
GASA DA FORTUNA
RA 1 DE MABCO OTR'ORA 00
CRESPO N 3.
los 20:000^000.
O abaixo assignado tem sempre exposto ven-
ia os felizes bilhetes do Rio de Janeiro, pagando
Dromptamente, como eostuma, qualquer premio.
PRECOS.
Inteiro 21*000
Meio 12*009.
Quarto 6*000.
Manoel Martina Fiuza.
ADV0GAD0
Db. Joaquim Correa de Araujo
67Roa do Imperador67 aa
Alugs- e urna mulata moja : a tratar em
Jaboato passaudo a ponte terceira casa do lodo
esquerdo ou a ra do Imperador n. 12. cartorio.
Precisa-se fallar com o Sr. Jos Francisco
Xavier de Mello, que foi senhor do. engenho Com-
portas, a negocio de seu interesse : na ra do
Ringel n. 9, padaria.
Precisa-se de urna ama livre ou escrava pa-
ra o servico de urna casa de pouca familia : na
ra do Bario da Victoria, antiga ra Nova n. 46,
primeiro andar.'
Precisa-se de urna ama perfeita eogomma-
deira e eopeira : s tralar na rna de Joao Fernn-
des Vieira n. 31.
No principio da ra Imperial, casa terrea n.
4, existeknraa ama de boa conducta, que se offe-
rece par servico interno.
L'll'ANNIB
AJoga-.e o Io e 2 andares ruado Padre Floria-
no, piolado e prorapto de novo : tratar na ra do
Rosario o. 22.
Para urna familia de duas pessoas
precisa- se de urna ama que cozinhe e
engomme : a tratar no Urgo do Cor-
po Santo n. 4, 1 andar, das 10 horas
do da as 4 da tarde.
Ettgommadti! a.
Precisa-se de urna escrava engommadeira que
seja perita : na ra Velha n. 28, sobrado.
301000
Da-se esta quantia mensalmente pelo aluguel de
ara servtnte eseravo : no collegio da Conceca
Ama de leite.
Precisase de urna ama de leite, exige-se bom
leit e b; a- infcrmacSes : na ra da Concordia,
sobrado n. 10, Io andar.
Sustento restaurativo da
saude
PELl VERDADEIRA FARINHA
A, DuBarry d'Arabia
Os abaixo a^sslgnados fazera scieote a seus fre-
gaezes, que pelo vapor ioglez La-Plata receberarn
fegonda remes>a d'essa excellente farinha, cuje
aso muito se recommenda para as criancas, pes-
soas debis e convalesceotes, applicada com reco-
nhecila vantagem as conslpa^oes, diarrheas.
nausea do estomago, tosse, e-carro de sangue.
phthysic, etc. etc. Preferida ainda pelo agradavei
abor.Uniricoa outra qualquer.
Ama deleite
Precisa se alugar nma ama que tenha bom leite
e que seja sadia : a tratar na ra Duque de Ca-
xias (ontr'ora Cruzes) n. 2.
, A VA RA DO
Algod? americano de listras para rou-
pa de escravos a 240 o covado : na ra
dj Crespo n. 23.
s
' andar, pintado e preparado
de novo.
A pessoa que tihha alagado o 1 andar ra do
Padre Florlano por motivos que honveram deixou
de o ir oceupar, o que se previne q lellas pessoas
que pretendan] dito andar e que se Ihe dma es-
tar alugaJo, que se ainda o quizerem dirijam-se
ra larga do Rosario n. 22. _________.
Precisare de urna ama ou escrava para en
gommado, paga-se bem : na roa dos Pires n. 32.
Aluga-se nm moleque e urna escrava : tra-
ar na ra do Qneimado n. 2._____^_______
Aluga-se a casa terrea sita na travessa dos
Pires n. 7 constando de 2 salas, 6 quartos cosi-
nha fra e qpartos para escravos, banheiro com
agua do Prata e eneanamento de gaz, a tratar na
a dara junto.
Vebde-se on aluga-se um sitio no Ar-
[ raial logar denominado Coqneiros, tra-
[ vessa do Acule a. 2, com 305 palmos de
i frente e 2,000 pouco mais oa mepes de
fando?, tem casa scffrvel, cacimba nova
i e excedente (a prova doi mais rigorosos
estos everdes) com banhoderepuciio sai-
xa d'agua e banheiro simples e de choque
eneanamento d'agua para deairo de casa
e para a horta. urna grande parle do sitio
.plantado de diversas fructeiras das
qaaes, j algumas do producto. O dito
sitio torna-se recommendavel pela sua
posico e vista pitoreseo pela frescura e
salabridade do ar e "dista apenas oito ou
dez minntos da estacio da casa Amarella
orno a da Pona a'Agua: a tratar no mes
rao oa na ra .Nova n. 23.
8
ft
S
Uixeiro
No pateo da Ribei a n. 13, precisa-se de um
18 socos por'ugufz ora nratic*
IMPERIAL FABRICA DE CIGARROS *
DB
S. Joo de Nithbroht.
Um dos problemas qne mais tem preoeenpado
attenco dos legisladores e dos economistas mo-
lernos, particularmente na Inglaterra e na Fran-
ca, e acerca do qual, ainda em 1868, L. Wolowki
fez nm profundo e notavel discurso, o q'ie trata
de definir e regularisar, maniendo o equilibrio-
entre o interesse e a humanidade, o trabalho das
chancas as manufacturas.
Esta questao grave e melindrosa, comees a ser
entre nos do alguma importancia, e merece qoe a
examinemos com criterio, tanto mais que furiosa-
mente na substitoicso do elemento servil tera ella
de considerarse emeacissima para o futuro des-
snvolvijiento de nossas industrias.
Recordando eom o celebre economista de que
'aliamos o profondo pensamento do poeta ingles
que diz:fA crian? o pai do hornera pnrti-
Ihamos tare bem os sen? generosos sentimentos re-
lativamente essas frageis e delicadas creatnras,
que ainda na primeira inieiaeao da vida prestan)
ja to importantes serviros i soeiedade.
Qualquer que seja o ensino on o labor em que
exercitem as (oreas ainda debis dessas Iracas
existencias, deve presidir o maior escrpulo sua
direccao, a maior vigilancia e cuidado no empregu
a distribuidlo do lempo, porque do sen resaludo
depende a actividade e a energa das novas gera-
;ies, e d'estas as grandes conquistas do futnro e o
progressivo aperfeicoamento social.
os sculos anteriores as industrias oceupavara-
se mais com os productores. Ao scalo XIX com-
pete a gloria nio (5 de melborar o fabrico dos
productos, tornando-os mais perfeitos e mais ae-
eessiveis a todos pelo qoantidade e modicidade do
prego como a sorte a condicao, a existencia do
trabalhador, do homem.
Wolowki cita a este- respeilo as palavras de
Gladstone, qne, em nma reuniao de operarios in- .
glezes, (a lando-Ibes Unto em seas direito?, cerno
em seos deveres, disse: O nosso scalo o se-
clo do operario :> e aecrescenu qne esta phrase
nao sabio de bocea suspeita, pois Gladstone nao
penence ao numero daquelles que lisongeam em
vez de servir ao pevo.
O homem d'este modo encarado como bem
primordial da produeco do bem; e o notavel au-
tor que nos referimos eotende comnosco que a
liberdade que elle conquistou tira toda a sea forc.a
da energa da alma assocada saude do ctrpo,
da elevacao do espirito que proporciona o desen-
volviniento progressivo da habilidade pessoal.
Foi bascados n'esta allianca que os legisladores
inglezes comprehenderam que o instrumento acti-
ve, o operario, obedeca a outras e diversas neces-
idades que as que sao parlilha do instrumento
material.
Foi por este motivo que se marcaran) e regula-
mentaram as horas do trabalho as manufacturas,
a se attendeu sobretudo a que as chancas rece-
oossem a nm tempo o ensino da fabrica e o ensino
da escola.
Em 1862, diz ainda Wolowki; sanecioncu-se
0,1 Inglaterra a prole, a vigilancia penetrou no
sedo das vastas commnnas indostriaes, formadas
hoje em roda da machina de vapor, dessas vastas
ommuoas povoadas por mimares de operarios.
A le de 1802 flxou a idade em que as criancas
podiam entrar para as manufacturas e limtou a
daraejio do trabalho.
Pois bem. Este grave e humanitario problema-
que levon qaasi meio seculo a resolver, e preoc-
cupou a altencio de tantos bornees de esudos
eminentes, como foram Roberto Peel Lord Aslhey,
hoje Conde de Chaltsbuago, genro de Palmer9ton,
a muitos outros, assignaiando ama pagina honrosa
aa historia da eivilisaco moderna, acba-se reali-
fabrica de cigarros de S. Joao Nithercby, da qual
-o proprietarios os Srs. Sonta e Novaes.
J (vemos occasio o anno passado, de escre-
ver algumas liohas acerea deste importante MU-
belecimento, e hoje, depois de urna visita que ti
temos ao novo edilicio ampliaremos aquella nosso
trabalho.
A casa onde actualmente est estabelecda a.fa-
brica sem duvida um dos melhores predios da ca-
pital.
Alm das espaosas accommod;ir>) atanores
kvremente arejada como QOI?m > to num-ro*
agglomoracao de pessoas, o prediu i exteriormeo-
to de urna archltectun simples a elepaote, e flca
i peucas bragas do mar, onde com auxilio na
ponte os productos sao com facilidad ciiibii.'idc*
a conduzidos para os mercados.
Cerca de duzentos meninos ah recebem o tai-
ao manual, intelleclual religioso e moral.
A mais perfeita ordem, sem a severidadede ama
rude disciplina, mas ?ntes aconselnada pelos pre-
tiles praticos da antoridade, d am aspecto agra-
iavel a esta afanosa communa d pequeos ope-
rarios e esperanejoso ncleo de futuros e moraba-
dos cidados.
Em um vasto salao das 7 s 9 horas da tarde
depois do trabalho e do descanso aprendem os mo-
limos os primemos elementos da leitara da escrip-
ia e da conlabilidade. Diasemos primeiros ele-
mentos porque acreditamos que as nocoes rudi-
raentaes da escola n:-o sao outra cou>a mais qne o
instrumento com que mais tarde se deve concluir
3 aperfei$oar a educago. Nao custa saber 1er o
essencial e fazer uso discreto e aproveitavel
.tesse poderoso motor do nosso aperfeigoamecto
moral.
Depois do trabalho manual e do ensino da es-
cola depois mesmo de algumas horas consagradas
ao recreio era preciso amemsar com o esiudo de
alguns dos ramos das bellas-..res as tarefas in-
'antis.
Neste intuito foi creada urna aala de muzica di-
rigida p r hbil professor.
Com ponco tempo de exercicio e o ardor pro-
prio da moeidade j alguns dos alumnos tocam
com verdadeiro adiantamento os instrumentos qae
ascolheram, e pode dizer-se que a fabrica em
boje ama banda de msica sua disposigo, o que
itm de accrefCenlar urna agradavei prenda a
adoeago dos aprendizes, dispensa dias festivos do
?stabelecimenlo, o concurso dos msicos estra-
ohos.
Ora, o grande resaltado colhido por este duplo
iystema do ensino manoal e simultneamente in-
tellectual, que os productos da fabrica de S. Joao
de N Iherohy, redobrando de valor pela qualidade
a perfeigio augmentara tambera a tua procura no-
mercado 9 naturalmente os avultados interesse
jas productos.
Estabelecda assim cora os ouiros eslabeleciroen-
os do mesmo genero a lula da concurrencia, que,
oo dizer de ura notavel economista, nao outra
coasa mais que a raanifestagao pralica, a face
material da liberdade. claro est que as condicj*
do trabalho livre comecam ja ser assentadas, en-
tre nos em bases sensatas e de eonseqnencias pro-
Senas.
Ligamos nm alto aprego s tentativas e aos re-
sultados desta ordem.
O Brasil precisa empregar todos os seus esftr-
gos na propaganda industrial, nao; esqueceodo-
innca que a auantidade dos productos nada re-
presenta, s ella se nao tornar ao mesmo lempo;
recommendavel pela sua .qualidade, e que esta :
je obtem com auxilio efflcaz dos productores ha-
bis e iotelligent'os.
Acreditamos, pois, que os Srs. Souza e Novaes
orestam um importante servico ao paiz e temos1
lempre prazer em mencionar os estabelecimectos
lesta naiureza, nao s em referencia a esta fa bri-
sa, como a todas qoe estiverem fundadas on se
'undem d'aqaiem diante as mesmas circums-
tancias.
O nico deposito nesu cidade no escritorio
Je Domiagos Alves Matbeas, roa o Viga-
rio n. 21.
: A.Zaluar.
10 PUBLICO.
O abaixo assignado faz sciente ao rspeilavel pa*
bheo e especialmente ao corpo de commereio que
deixou de ser caixeiro da casa dos Srs. Tasso Ir-
mos & C. desde o dia 5 do corrente. Recife 23
de setembro de 1871.
Manoel de Mosquita Bastos.
caixeiro de 10 a
de l'tffea.
Na roa do Alecrim n. 20 precisa-se
de urna ama para todo o servigo do-
ama, familia composu de duas pjs-
*m mumumum-mm
ADVOGACU
BACHAREL
J. B* P. Corto Real
Ra do imperador a. 12.



D rio de Pernambuco -
mugo 8 dfc Oulubro de 1871.
%>i&
N ra do Pire;, sobrado
o. 23, precisa-se de urna ama
qne seja boa eozinbeira.
AII 4 NaTrua do Corredor do Bispo d. 5,
"l A prtcis- se de ama ama para o servico
do nma cata de t pesaoaa._________
Precisa se de urna ama que
eogcrame bem, e faga mais al-
gara servico, forra oo escrava :
na raa do Pires sobrado o. 18.
AMA
Preelsa-se de offlciaes de oarbeiro : no sa-
Ho de cabelleireiro da roa da Imperatriz a. 81
Companhia llianpa
legaros maritimos estabelecidfc
na Baha em 15 de Janeiro
de 1870.
CAPITAL..Ra. 5,000:000*000.
Tona seguro de mercaduras e dinbeiro a risc
martimo em navios de vella e vapores pan den-
tro fon do Imperio. Agencia roa do Com-
mercio n 8. escriptorio de Joaqaim Jos Gon-
carnt Beltrao.
Pode ser procurado a ven-
da de ago de Ti ieste % ver-
dadeira nrrca 1, 0 e 00 em
casa dos S s. Keller & C.: a
ruada Cruz N. 5
0 mig tilico e saodavel ehoeolato em p, em
peqntiaa lai., a 3*200 a libra; vende-se nos
sefuio es arraazens, roa do Imperador n. 40, e
roa Iurquez de Olinda n. 53.
Afinal chegoo nova remessa de leite con-
densado da Suissa, pelo vapor Cognac, e
desde j Seamos esperando pelos seus apre-
[.ciadores e entendedores deste artigo : vende
Keller & C aa roa da Cruz n. 55.
A Tlf A Preeisa-ee de ama ama para o serv-
n '" <* co de casa de pouca familia : a tratar
na rna da Cruz n 18, 3* andar._____________
Precisa-se de ama ama
para comprar e cosrabar :
tratar na roa da Alegra n. 5.
%m
Ptde-se
A nuera (ver acbado bontem am vale da qaan-
tia de 100* a favor de Manoel Jos Feroaodes
Barros, o favor de entregar na roa da Cadea n.
55. armazem, visto que de nada vale a ontra
qnalqaer pessoa. _____________________
JumeDtu8 he>panhoes
Acabam de chegar no brigae Bella Figueirense,
dous jamemos raaitos grandes e bonitos proprios
para tirar ra ;a : a tratar no escriptorio de E. R.
Rabello di C. raa do commercio n. 48.
AMA
Ouvldor.
Precisa-se de ama ama
para cozinhar e comprar,
na raa do Duque de Ca-
xias, outr'ora ra das
Cruzes, n. 22, 1 andar,
entrada pela travessa do
Ama de leite
Precisa-se de nma ama de leite, forra ou es-
crava, qne nao tenba filbo : tratar na roa Por-
mosa n. 21, casa da esquina que tem grdame de
ferro. *
CASA DA FORTUNA
Aos 5:0001
Bilhetes garantidos.
A roa Primeiro de Marco (outr'ora na di
Crespo) n. 23 e casas do costme.
O abaixo assignado, tendo vendido nos seas fe
uzee bilhetes am qaarto n. 196 com 800*000
am inleiro n. 2767 com 100**000, e outras sortes
de 40* e20* da lotera que se ac bou de extra-
bir (209'), convida aos possoidores a virem re-
eeber na conformidade do costme sem descont
algum.
Acham-se venda os bilhetes garantidos da
8.* parte das loteras, a beneficio do hospital da
Ordem Tercelra do Carino do Recife (210*), que
se exnbira quarta-feira II do crreme mez.
PRECOS.
Bilhete inteiro 6*000
Meio bilhete 3*000
Qaarto 1*500
Km porcao do 100*900 para cima.
Bilhete inteiro 5*500
Meio bilhete 2*750
Qaarto 1*375
-Manoel Martins Pian.
TRILHOS URBANOS
no
RECIFE A9 OMMDA
Por ordera da directora sSo convidados
os Srs. accionistas para, no prazo de 8 dias
a contar do dia 2 d'outubro prximo findo
eralisarem a ultima prestacSo de suasacgSes.,
da 2* emissao, na razao de 10 %
Para esse flm ser o Sr. thesooreiro en-
contrado no escriptorio da cornpaohia, das
11 boras da manha s 2 da tarde de todof
os dias otis.
Recite 28 de setembro de 1871.
Joo Joaquim Aloes.
Io secretario.
Aos Srs. accionistas avisa se que a seose d'a-s-
sembla geral era eontinuago de seus trabalbos
sobre a reforma do3 estatutos ser no dia 9 do
correte (segunda-feira) pelas 10 horas da ma-
nha, e no mesmo logar das anteriores.
Recife, 2 de outubro de 1871.
O ^secretario,
______________Luiz Lopes Castello Branco.
O Sr. Andr de S e Albuquerque rogado
avir entenderse erm Tasso Ir r.os em liquida-
co a negocio de mutuo interesse.
C:S para a lugar.
Alaga-se o 2 andar da ra da Cadeia n. i.
1 ;fl Cadella
Perdea-e urna cachorrinha d'agua muito inan-
ia e da branca, acode por Mina : a pessoa que
achoaa e qneira restituir a sea dono, dirjase a
roa di.3 Cruzes n. 42, que ser recompensado pelo
seu trabalbo.
%1^
Pre ci-a-e de ama ama pa
ra comprar e cozinhar, pre-
fere se escrava : a tratar na
raa do Marqaez de Oliada, sobrado n. 34, segn-
do andar.______' __________
Perdeu-se na sexta-feira 29 de setembro da
estadio da ra da Aurora raa dos Piras, no
tres, de 8 1|2 horas da ooite que sobia para (Mia-
da, um relogo de prata em ponto pequeo, deseo
seq dono, dirija se a Olinda, raa dos Qaatro Can-
tos toja de marcineria, que ser recompensado.
Catxeiro
No hotel da roa larga do Rosario n. 29 precisa-
se de um caixeiro, paga-se bem.
Vinho tinto e branco supe-
rior
de carcavellc-s tem para vender em caixat
tro, roa do Commercio n. 5.
Cadeirac
_ Novo sortimento de cadeiras francezas
veuda no armazem de Tasso Irmaos & C. ao
caes do Apollo.
Relogios de onro e
prata
d* melhores fabricantes ingieres, franceze e
ateos, vendem-se por pre;os maito rasoaveis, na
lo* de joias Esmeralda
_ RA DO CABUGA N. S.
~4 Ra do Apollo 4
^Joio do Reg Lima & Filbo tem para vender, 20
berro: a pessoa qne achoa e queira restituir a **0 meaos qae em oam inalquer parte, o e-
guinte :
Liogulcas das libas em latas.
Aleairao em tarris.
vinho do Porto fino em caixas.
Dito Rordeanx dito dito.
Relogros de pareoe e cima de mesa._________
Superiores cigarros do Rio
de Janeiro.
Domingos A Ivs Matheus, nico ageste aesta
*%%$ irA"at [I*!*** fcbrica imperial de cigarros, de &
1M1
p< uea familia
cu mero 29.
Precisa-se de ama ama que co-
ziohe e 'eogomme para casa de
a tratar na ra de Pedro Alfonso
Hospicio n. 46.
que saiba cozinhar bem, for-
ra ou captiva : na roa do
AMA
Precisa-se de tima ama
qae saiba eogommar e
ensaboar : ra do Impe-
rador n. 57, seguodo an-
dar, entrada pelo lado da
ponte.
Precisase de ama ama para casa de
hoaoem solleiro : ra da Praia n.
38.
Qaem pretender alugar doas pretos proprios
pira armazem de assucnr, pode dirigir-se a roa
da So leda de, sitio a. 33.
loao de Nitherohy, estabelecida no Rfo de Janeiro,
tem sempre um completo sortimento de todos os
cizarros, fumo picado e em latas. Tem igualmeou
M afamados cigarros Conde d'Eu, feitos com mag-
nifico papel de palba de milbo e famo superior
Pan goveroo de seas freguezes, qae tem estabele
eido depsitos flllaes, as casas aos Srs. Tnomai
Francisco de Salles Rosa e Manoel de Souza Cor-
4eiro Simdes Jnior, no bairro do Recife, e todo
quaoto for vendido em outras casas com a firma
de Souza Novaes & C. sio falsificados.
Grande liquidabas
LAAZ1NIJAS A 3 RS. O COVADO.
Maito liadas laaznhas propria j para a pra<;a a
320 rs. o covado, pechlncha : na loja de Goi-
Inerme Carneiro Ja Conh, roa do Crespo n. JO.
Pomada alpaka
E' maito cohecda esta pomada e muito
apreciada por sua finissima qualidade, i Nova
Esperanga qaem tem.
Jarros de porcellana
Um complelo sortimento de lindos Jarros
de porcellana (do afamado Bacar) existe na
Nova Esperanca, ra Doque de Gaxias
n. 63._________
OLEO PURO DE FIGADO DE BACALHAO
DA|
TERRA NOVA
DE
H. LACOMBE
Este- oleo que 15o boa acceita(jao lem merecido,
muito se recomraenda por ser o mais purificado
que at boje tem vindo, e anda pelo bora paladar,
superior a outro qnalqaer : vende-se no deposifb
especial de Bartbolomea & C. : ra Larga do Ro-
lara 34.
CA-
Ferro galvonisido
Proprio paia ccbir caas efc5es,
xtiraa, armaztns, ^lc.
2550 fo lias de d Arenles bmatti
grossuras, ch gadas nltimsrarnte e
na alfandega.
Eoglish Salvanized Iron, 2350 Como-
te d SbeeU.
Sympson fus. outr'ora ra ra Cruz.
VNDESE
SITIO
Forneiro
Precisa-se de um bom forneiro
rua estreita do Rosario o. 5.
na padaria da
A'uga-se am bom sitio com snnde casa de so-
brado, caiada e pin-.ada, com commodo3 para
grande familia, commodos para escravos, cochei-
ra, estribara, ca-a de t>anho e rauitas arvores, ca
Passagem da Magdalena : a tratar cora Domingos
Alves Matheus, a rna do Vigario n. 21.
Casa para alugar.
Na travessa da rna dos Pires n. 9, com 7 quar-
tos, seodoum uo quintal, tendo agua do chafarir,
banueiro e gaz, muito fresca, propria para fami-
lia : para ver a chave na padaria janto da mesm.-t.
. D se t quaniia de 600J sob hyputbeca : na
raa de Hortas n. 94. { ______
tival sem ^egundo
Raa Duque de Casias n. 91
Jos de Azvedo Maia e Silva, em sua lo
j ade miude?as continua a vender tud<
por baratos [ rec/>s que todos admira :
Libra de 13a para bordar a melhor
que ba. 6^000
Caixas com superiores grampos fran-
cezes a 160
Duzias de facas e garfos de um e
dous boiSes a 1,5000
Talberes pare meninos a 210 e 400
Libras delinha de novello, a melhor
possivel. 1^500
Duxia de lencos de casia com barra. !,JO0
Caixas de liebas com 30 no vellos a 500
Vara da franja brinca para toalbas 160
Duzias de me as cruas muito boas a 34500
Duzias t'.e meias finas para seoho-
ras a 4,5000
Duzias de facas e garfos. cravadas a 3)JOO0
Dazia de palitos seguraba a 120,
210, 320 e 6QC
Nanlbas muito fln?s, para fazer a
barba a i,$O0C
Caixas com peonas de ac com to-
qoe a 320
Caixas com pennas de Perry (azeo-
da fina a 800
Ditas de dita dito verdadeiras a 1(5200
Caixas com 20 cadernos papel ami-
zade a TOi-
Pecas de fitas para coz com 10
varas a 500
Pecas de tranca lisa de todas as
cores a 40
Duzias de liuba frooxa para bordar
a 400 e 500
Pares de sapatos de tranca a 14800
Dorias de baralbos muito finos a
20400 e 21800
Ditas de agu'has para machina a 2(5000
Libra de pregos francezes a 240
Resmas de papel almajo superior a 3(5600
Ditas de dito paulado o melhor a 43C00
Caixas com sabonetas fructa a 720 e -10000
Oarr.teis de linba A'exandre a (00
Gravatas de cores mnito fiaas a 5(i(
Ditas pretal ponas bordadas a 60(
Grosas de botoes de madrvperola
para camisa a 50.
Nove los de linha branca, 100 jardas 60
Duzia de cartes de linha branca e
preta e de cores a 120
Tbesouras muito finas para nobas
e costura a 500
Caixas redondas para botar rap a 10200
Caitas com pos para limpar deoles
fizenda fina a 200
Livro das missbea abreviadas a 10500
Copos grandes com superior banha 10500
Ma^os de pallas para dentea o
tnelbor que ba a 160
^ATTECaTT
Veode-se por barato pwco urna propriedade a
margem da camoda dos flemedios, faiendo-se
(oda vantagem ao comprador, recebendo-se part*
em dinbeiro e parta em letras ou objectos de
proropta venda ; coja propriedade contm nma
grande otara de pedra e cal qae lastra 16,000
lijlos de alvenaria grossa e forno qae comporta
38,000, com rnaie um forno e lastro para fazer se
telhas, ladrilhos, eaoos e lonea, com excellente
barro para qoalqoer obra, com doas ezeeJIentes
viveiros de petxe e eom casa de viven la para
fraude familia, toroa-se r^commendavel por pis-
ar porto a liona dos bonds'. as nessoas que pro-
PEDIDO
Roga se aos capiaes de Gimpo o favor de ap-
parecerom roa do Livrameoto n. 33, negocio
de sea iuleresse.
Ao publico
Rua do Imperador n. 24.
Ao publico sem duvida a qaem nos dirigimo,
pois, para isso fazemos inserir nesie jornal um an-
nuncio qae deve ser liio por todos inm muita at-
tene.ao.
Nao vimos cora phrases bombsticas, procurar
convencer o respeilavel publico que acabamos de
montar urna fabrica e loja de conieitaria, pstela-
ra e culinaria, sbente com o malicioso flm de
chamar attenco para o nosso estabeleciraerto ;
somos amigos do progresso material des'.a provin-
cia cccorreu-nos por isso, a ida de f?cilitar a
qaaiquer habitante delia, a rauoir-se com pres-
teza e quantia resumida, de qualquer objecto teo-
dente as tres artes cima referidas; estabelecen-
do para esse fim urna conftilaria a rua do Impe-
rador n. 21. sob a spguinle dnorain'aco
CO.NFEITARIA DO CAMPOS.
Ao commercio e ao pu-
blic.
Previno pelo prefente annuodo, para que nin-
guera desertle ou fa^a transac<;o aiguaia com as
seguintes lettras por mim aeuitat, provenientes
das partes que comprei no engeoho Cacb.eiriba,
as qaaes lettrss se achara -m mo das pessoas
abaixo mencionadas a Sber : em mo .io Sr. Pe-
dro de Helio e Silva duas Idiras, sendo cada urna
de 1:000^, a primeira ven^ivel era maio de 1872, e
a segunda vencivel em maio de 1873. Era mo.d j
Sr. Fran:isco Mauricio de Mello ama letira de
800* vencivel em maio le 1872. Em mo do Sr.
Manoel de Mello e Silva urna ledra de 8004, ven-
civel era maio Je 1872. Em mo d) 5r. Laaren
Uno Ferreira de Albuquerjue nma iettra de___
1:0000, vencivel em maio de 1872; vislo qae se
apresen'a um equivoco pelo qual deixo d as pa
gar, o qae farei logo que elle fr deslindado.
Engeoho Caehoeirinha, 27 de setembro de 1871
Jos Teixeira Lima.
PHAKMACIA
Especial hoiucopatblca
VIVA DO DR.
Sabino 0. L. Pinho.
43Rua doBarao da Victoria13
Para este aatigo estabelccirntcto cana
de chegar no ultimo paquete, da casa de
James Epps Sr fl, de Londres, um excel-
lente sortimento de carteiras e caixas de
todos o tamanhop, qur para glbulos,
aor pan tintura-; assim como medica-
mentos em tritura cao e em tintara, glbu-
los, etc.; o qae tado se vender por pre-
(os mui razoaveK
Thesouro bomeopalhico do Dr. Sabino
O. L. Pinho.
3* edicao.
Muito melborada e augmentada com nm
appendice.
At principios do mez prximo estarlo
venda os exemplares desia importante
obra.
;
m
m
m
m
s
m
s
i
s
los 5:000^000.
Bilhetes garantidos da pro-
vincia.
Rua do Bai'ao da
Victoria,
Outr'ora rua Nova n. 63 e casat
do costume.
O abaixo assignado acaba de vender entre 01
!os. maito felizes bilhetes a sorte de 5:0904000
am um bilhete inteiro de n. 2199, am qaarto de n.
196 com a sorte de 800J e em am qaarto de n.
2678 con a sorte de 100, alm de ouiras sortes
menores de 10*000 e 20*000 da lotera qae se
ac bou de extrahir (209), podendo seas possuido-
re! virem receber, que promptamente seo pagos.
O mesma abaixo assignado convida ao respei-
lavel publico para virem ao sen e3tabeleciment(
iomprar os felizes bilhetes garantidos, que n<
deixar de tirar qnalqaer premio eomo prova pelo^
cnesmos annuncios.
Acbara-se i venda os muito 'ellxes bilhetes ga
rantidos da 8" parle das loteras em beneficio do
hospital da ordem terceira do C: rmo, que ser
exiraoida ao dia quarta-feira II do correte mez
PRECOS.
- Inteiro 64000
raeios 3*000
Quartos 14500
De 1005000 para cima.
Isteiro 54500
Meios 14750
Quartos 14375
Joao Joaquim da Costa Leja.
Joaquim Jos Goncalves Beltrao tem pan
vender no sea escriptorio rua do Commercio n.
o, os gneros abaixo notados, qae vende mais ba-
rato do qae em oatra qnalqaer parte :
Azeitonas em tneoretas.
Amendoas em barricas.
Caf muido em massos de 1 libra.
Chapeos do Chile de boa qualidade.
Cognac marca martel frres.
-Baiadas.
Farinha de mandioca de Santa; Catharna, pc-
eos de 3 e 2 alqueires.
Dita da Bahia em saceos brincos.
Dita de dita em barricas, proprias para casas
particulares.
Fio de algodo da Bahia em ncvellos.
Fouces.
Maxados.
Noces.
Obras de palhetas.
Papel proprio para cigarros.
Dito azul pan botica.
Paulos para dentes.
Pregos sonidos.
Panno de algodo da fabrica de Todos os Santos
de Pedroso na Bahia.
Rolhas.
Rap popular da Baha.
Botim em fardos.
Retroz dos melhores fabricantes do Porto-
Tapioca do Maranhao.
Tabaco simonte da Babia.
Verniz copal.
Vinho do Porto engarrafado, caix de' 12 gar-
rafas.
Dito de-dito em barris, proprio para engarrafar.
Dito moscatel, verdadeiro de Setubal.
Dito Bordeaux em caixas de urna duzia.
Dito de caj em caixas de urna dazia.
A 2#500 rs.
TTENCftQ
Quera quizer comprar melado de urna casa oa
Passagem da Magdalena, antes da ponte grande,
com bastantes commodos, soiao, quintal morado
e um corredor que vai ter ao baoho : e urna ter-
ca parte de nma casa na rua dos Pescadores, di-
ririji-se rua irea n. 3, 3* andar.
} .Na ru > Direita o. 61, precisa-se fallar cora
o Sr. Sebasiio de Mello e Albuquerque a negocio
de seu inieresse.
COMPRAS.
Nesta tvpographia
sagrada por Pinbeiro.
compra-se urna historia
Comprare orna casa terrea bw, que tenha
commodos para f.im lia no bairro d< Boa-Vista; a
tratar na rua do Hospicio d. 13.
VrNDAS.
Gas econmico para os can-
diel ros de porcelana.
Acaba de chegar este j bem coohecido com-
bnstive', como o mais barato, prorapto e asseiado
de todos al luje coohecidoa, e se encontra vea
da no nico deposito, roa larga do Rosario na
mero 31.
Chegaram loja do Mercurio, rua da Imoeratrii
n. 86: -
Ricas franjas de eda preta, lavas de pellica
Jouvin, botinas de cores para senbora, ditas de
cordavo e bezerro para hornero, oleo extrato-
oriza, ricas filas largas para lago, ricas gravatas
de gurgoro de seda das mais modernas e lindas
cores, e am completo sortimento de galoes de seda
para guaroecer vestidos e oulros muitos objectof
de gosto.
Rua da Imparatrii o. 86, loja denomiDida
O MERCURIO
perlericeole
JOS BEflNAnDO DA MOTTA.
iNa rua das Cruzes d. 38 1*. andar, tem pan
vender os enjertos seguintes, em completo estado
de perfei2o, e cora pequeo aso, por ter sido de
urna pessra qua mudou de residencia e nao ne-
cessltar dos di:os objetes, podero ser vistos das
.10 horas da manhia s 3 da tarde, o vende-se por
moito barato pre^o.
1 lustre de 4 bicos com correntes e pendentes
todo de ebry.-tal, 3 candieiros de 2 bicos de metal,
3 ditos Ce 1 bico.de dito, 7 arandellas, talo para
o gaz carbnico, 17 globos pan os mesmos, 6 lan-
as par cortinas, 2 venezianas, 1 lampeao para
jardim, 06 jirdas de esteira, 1 relogio de parede,
UO pi de canos de chumbo proprio pan enca-
ar agua e com 1 tornein, 1 guarda roapa de
amarello, peijeno, e 1 carteira de di'o naraipja.
Tambem se vende um cavallo ajo marrim gordo e
bom.
Potii&sa da (iussia
m barris : oos armazens de Tasso lrmios &
Comraohin.
As preparicoes desta pbarmaeia conti-
nuam a ser feitas sob as vistas immedia-
tas do medico do consultorio, o Sr. Dr.
Jr-zuino A. dos Santos Mello.
Felipne Santiago de Almeida pirticipa ao
publico qu comprou a taberna n. 33 sita raa
das Croalas, na Capuoga, ao Sr. Joaquim Jo*a da
Fonseca, llvre e desembarazada de qualquer de-
bito concernenta raesma. CaDunaa 3 de ontu -No beaj conneeido e acreditado depesito de pa
brode 1871.
NOVA PUBLIC\CiiO
A Parabyba e o Atlas du Dr. Candido Mendes de
Almeida.
,OB3ERVAgOES*CRina4S.
u.nieren dirijam-sa a ditaproprada^e a entender- Ma lvrarias frao:va a ooirer*al.-roa do Ores-
fn o capitio Delflm Lias Cafa*ante Pessoa. Jpo p, 9. a Imperador n, i
Venae se um terreno aurrado e com urna
mei-agna, assim como lem um viveiro de peixe :
queni pretender dirija-se travessa de Santo A-
maro das Salinas, a fallar cora o Sr. Ang.lo.
Pao Ramonda
sito rua do daio da Victoria n. 55, para ais
commodidade dos seuhores passageirs da ma-
ehiruboroha acha se venia dito pao ; no me*o
depoaito encootrar-se-ha lempre cigarros de di-
veras qaalidades e charutos da (Jan'-a das sfgain-
tei marcas :.Bismarck. opera, trabucos, regala
britnica e imperiaes de Simas : no deposito da
roa do Br> a Victoria n, 55, de Bounoi & C.
.Va loja de Paulo almarSes.
Botinas de marroqmm de todas as cores para
senbora a 24500.
Ditas de dnraque preto enfetadas, para senho-
ra a 34000.
Chitas roXas com palma, cor fix, covaie a
Brm pardo trancado fino com pinta de mofo,
covado a 400 rs.
Casineta cor de cinza, duas larguras, idem idem
o covado 14.
Atoalhado de algodo, gosto moderno, metro
14600.
Brinsde Angola verdadeiro, metro 14<8o.
Casemlra chuva de ouro, propria para costume.
covado 24500.
A' RUA DA IMPERATRIZ N. 48
Janto a padiria franeeza.
Libras sterliaas.
Vende-se no armazem de fazendas de Angosto
F. de Oliveira A C, rua lo Commercio n. 42.
UVA
FERRAL
chegada hontem a 700 rs. a libra oa I46OO o kilo:
s no armazem do Campos raa do Imperador
namero 28.
A verdadein gomma do Acarac em saceos e
barricas, por menos preep do que em outra qnal-
qaer parte roa do Vigario o. 14, escriptorio de
Jos Lopes Davim.
Vndese o engenho Conceico da Baiheria,
na comarca de Camarajibe, provincia de Alagoas,
duas legoas distante da villa do Passo, porto de
embarque, e em altura que deve passar a projee-
tadae ja.co'ntrarada vi.vferrea de Macei a en-
contrar com a de Uoa ; mcente e correle conve-
nientemente preparado a todos os respeitos aj
melhor modo de facilitar o respectivo trabalho
com o maior aproveitamento ; moendo por nma
machina a vapor de for^a de tres e meio cavallo?
ioglezes do mais moderno systema e sobretodo te
ama admiravel simpricidade, possuindo os melho-
res efmais uberdosos terrenos possive para can
e qualquer lavoura, tendo nma legoa de fundo e
mais de rceia de frente, dando assim lugar a mais
doas engentos de soiTrivel tamanno para raoerem
com agua. Reunindo lleno de outras as vanta-
gens de tres portos de embarque e a proximidade
de mercados, como seiam a Villa do Passo, Porto
Calve, povoacSes de Tabominha e deCamaragibe.
Vende-se com a safra prestes a colher para mais
do 2,000 pes de assucar, oa com a que se est a
criar, qae nao deven ser inferior. Tambem se
vender alguna poneos escravos, boiada, assim
como iguns utencilios, movis de caa de viven-
da, etc., etc. Tambem se arrenda por alguns an
nos, e mesmo com alguns escravos, etc., podend>i-
se retirar a machina a vapor e deixar molinote
para ammaes, com tanto poira qae se compre &
safra existente : a tratar no referido engenho oo
nesta cidade com o Sr. lavares de Mello, p-aca do
Corpo Santo n. 17._________
Lembranga tempo
O proprietario do armazem de vveres rua do
Imperador n. 28, vem por meio deste annuncio
prevenir e avisar ao" respeitavel publico desta ci
dade, qne o seu armazem um dos que com mais
vantagem pode =atisfazer as suas bem entendidas
exigencias, pois para taj fim tem feito reunir ao
mencionado esiabelecimeoto o mais completo sor-
timento de acepipes, e para que os dignos leitores
deste annuncio_ nao tenham occasiao de massada
toma aresolucao de limitar se a lembrar somente
os gneros que elle tem como especial novidad, e
o siguite :
Lindas caixas com confeitos, proprias para pe-
queos presentes.
Chocolate cm p, este chocolate tem a vantagem
de poder-se fazer mesmo na mesa.
Leite condensado, a metmr marca conhteida,
este leite con vem principalmente aos colfegios, no-
tis e bospitacs, pela presteza com que se obte.ro
qualquer preparado delle.
Tmaras do Egypto, raramente vindo a este
mercado.
Licores finos: Chartreoze, Curacao, Anizete,
Crerae de rosa, etc., etc.
ALEM DISSO O CAMPOS
pode garantir que o sen armazem um centro de
bora e agradavel ao paladar, pois nelle se eneoo
trara sempre todo quanto pode neeessitar orna
despen-a, cozinba ou me.-a desde a mais-tem sur-
tida at a mais mediocre.
AGORA ANDA
annuncia tambera fei.o maiatinho em saceos e a
retaJho.
proprios para suspender barce-
nas e hiates, vende-se na ruada.
Cadeia n. 39.
Sitio venda ~
No Arraial roa da Harmona, vende-se va *
l'o, todo plantado, boa casa e baobo, que se tura*
recommendavel, j pela sua collocacao iopogn-
pbica e salubridade que gosa aqotlie .p.KMvec*
arraoaIJe, e j pela vnodicidade com que se (i>i
fazer tao ptima acqnisico. As pessoas qae
desojarem rodera derigir-se para inf^rmaeies a
rua do Livrament.). armarem do Ba.isa.
Para noivados.
Fitas especiaos e preparadas p?ra la^os de tinados de cama : receben a Nova Esperan^,
roa Duque de Caxias n. 63 : a ellas antes qae *s
acabern, pois vieram somente sei e >o Iin4issi-
mos.

Machinas para desea-
ropar algodo.
No escriptorio de Joaquim Gerardo de Bauoi
a rua do Vigario n. 16, 1 andar, veodem se raa-
chinas de 18 ?eiraa para descarocar algode
y
Vtnde-se ama -asa de pedra e cal, cm terre-
no de duze-nios palmos de frente .e trezentes
trila de fundo no lugar do Fundan, rna d- Oliod^
confronte ao silio dos crareiro?, lamiera se vena
terrenos n i rae-ma lufar.t ornase recomtnendavf
porficr pertoda eslacodo Fundo e junto ao re
Beberibe ; a tratar nos dias olis a rua estreita t
Rosario n. 41 hja, e domingos e dias aotificad-ja
no mosuio sitio Fundo cora Miguel Kerrefra Cw-
reiro.
i

Veade-so a casa terrea n. 131 ama do Vis-
conde de Goyanoa (outr'ora Mondego), as proxi-
midades da liaba dos bnnls : a tratar na rua do
Crespo n. 12, andar.
Vende se na antiga rua Direita, hoje Marci-
l'.o Dias n. 99, queijos muito fres'.aes do reino a
24 e 14500, farinha de milho de todas as qaalida-
des e roacas das ltimamente chegada*.
A I#500
Vende-se botinas para meninas pelo diminuto
prego de 14500 o par : venham roa da Impe-
ratriz n. 68, loja de raindezas junto a padaria.
Vende-se a casa n.
tar nesta typographia
4 da rua do Gaz : i Ira-
A 640 rs.
Vende-se sapatos de marroqiim.obra mnito boa
pelo preco de 640 rs. : venham a rua da Impera-
trla n. 68, loja de miudezas.
A 4#000
Vende-se espartilhos para meninas e senhoras
pelo dimionto prego de 44000 : venham nova
loja de miudezas da raa da Imperatriz n. 68 ; ve-
nriara a elles. antes qoe se acabem.
A 4S500
Vende se borzeguios para hornero, obra taxiada
e bem feta, pelo dimioato prego de 44500 : ve
nham rna da Imperatriz o. 68, loja de miudezas.
MODERNAS BAREGES COM LISTAS DE
SEDA FRANJA AO LADO.
Cbegou para o armazem do Pavio nm
elegante sortimenio das mais lindas bare-
ges e ISazinhas modernas, tendo ao lado
bonitas lisiras asselinadas con franjas pan
os enfeite?, as qaaes se vender mais barato
do que em outra qualquer parte, por ha ver
grande sortimento desta nova fazenda na
loja do PavSo raa da Imperatriz n. 60.
Madapoln barato a 5*500
Vtndem se pefas de madapo!5o maito su-
perior lee do 4 palmos de largura com 24
jardas cada peca pelo barato preco de 50500,
por ter om leve toque de mofo, seo3o se-
ria para muito mais dinbeiro. Dito francez
inissimo muito largo, por ter o mesmo de-
feito q. e larga logo que seja lavado a 7^000
a pe?a, grahle pechincha raa da Impe
ratriz n. 60, na loja do PavJto de Pereira da
Silva & C
NOVAS BAREGES A 400 RS. O COVADO.
O Pavo vende delicadissimas e modernas
bareges para vestidos, pelo barato preco
de 400 rs. o covado aa rua da Imperairiz
o. 60.
a m
iS-ST
-o a 3
pa a
Si
P
o
- a>
3?
o
o-"
h


Qnerem comprar ?
Guardapisa para vestidos ; preto ou branco ?
Papa-fina, larga ou estreita ?
Lencos de linho, bordados oa lisos ?
Bonitos leques, osso ou sndalo ?
A Nova esperanca qaem tem I 11
E novidad!
Acaba de chegar a Nova Eperanga rua Duque
de Caxias n. 63, bonecos e bnnecas, sendo de mol-
des inteiramente novos, vindo entre elles os en
gracados bonecos de borracha : para que se can-
gam? quando quizerem compras qualquer objecto
sendo bom, bonito on eneragado, lembrem-se logo
da Nova Esperanca rna Duque de Caxias n. 63.
E. A. Burle & C, cm seu arnazera a na.
da Cruz n. 48, vendem a pregos muito em euna
para acabar :
Ladrilhos de marmere. .
Tabeas e deftros de dito.
Mann commom.
Manni:e.
Fio de vela.
Cogoae linoem caixa e tarris de vidro.
Vinhos de Brdeos linos e ordinri9 cm urtM
t barris.
Laceres em caixs.
Fructas em conserva. f
Azeita doce em .: i:tt.
1J"
Ru^i do Biia.} la Victoria
.Antiga ria Ncf \\
A revalesciere du Bairy de
Londres
Toda a doenga cede a Revalesciere du Barry,
que d sade, energa, appetite, 'dgesio e des
canso. Ella cora as dispepsias, ga.-trites, humo-
res, acidez pituita, flato, enjps, vmitos depoi
da comida e gravidez, con tipagoes,t > astiuna
affecgfies pulmonares, bexiga, rlga' -erebro t
sangue ; 60,000 curas, incluiodo monas deas nr
Brasil.
A revalesciere cbocolatada du Barry
. em p,
Delicioso alimento para almogo e ceia, rauilc
nutritivo, fortificando os ervos do estomago sem
causar o menor pesa nem ddr de cabeca, aem ir
riuco.
nico deposito para o Brasil em Pernambaco
na pbarmaeia americana de Perrejra Maia & C.
raa do Duque de Caxias n. 57. (Todo cuidado
eom as falsifieagoes.)
A m.) al, Nabeco & C. cinvidam os seas aat-
ts e freguezes a virem ao Bazar Vinaria pir*
apreciar o apurado go-.to eom que sao feos di-
versos srtgos qu- re ,.itiii:arnen:e da Eu-
ropa, a saber :
Vestidos de bior.l com vcVi e grioa'dis p*.ra
casamentes.
Ditos de seda li Ditcs de ft' de seda ricamente bt-rddos a >-
res.
Ditcs de chita e do gat-a- tes necessarios.
Dit.s ilecaibraTa VTeteha liHfma.
(tamisas bordadas para senbora e homem.
Saiis e peniiadires bordadoc.
Mi as linas de algodo brancas e do cores psra
senhora.
S;.hidas de bailes e bournox de eaacat.u.
Dasquina< de seda preta.
Ricas fachas de labyriotho bordada.
Cclxas de seda, de las e seda, de algodo, f;-
tao e la pura.
Aw de mo.-ca de todjs as cores, atur-
da especial para abrir quadros, espellic t
retrat?, demasad.-.raeLle iraosp.rfrte tii.,4.
rada de forma a evitar completamente o
Celeiihos e puohos de papel.
Chaj eos de seda e de velludo para se;.. .;a
meninas.
Fitas magenieas de divernos graos.
Pe fumarias de diversos-fabricantes, leos, ;a-
nhas, extrclcs e pos de rrt.elc.t*.r.
Um completo sorliliento d-i carteiras c'e m.ir-
flm, trtaruga,. madreperfla e cooro da Rusta,,
indispeusaveib de seda, e de ccoro ta Rusia, Ub-
zouras e caivetes muito fk.es.
Um completo scrtiineoto de chapeos de sol a
seda, bengllas'de eanna, naiei, borra na e ma-
deira.
Charotos superiores, fiimo inglez para cachim-
bo, carteiras e bolgas Je seda p;ra o mesmo a
oulros muitos oijectos.
Um cooopleto soriiincn:o de e-pe hos dours.s
de diversos tamanhos, de S a 25.
Sibonete inglez era caixinhas a U.SOO a duzia.
Papel para impresso,
Vende-se por prego mnito barato, haveodo tres
tamanhos: na rua da Cruz o. 54, armazem a
Alves & C. ____________
Centeiito verdadeiro Portland.
.Vgnde feio Ignacio da t2o=ta, em barrica, por
barato prego: oo armaz-m da^scadi. ha da altaa-
dega n. 5.
M A' rua do Comraer:io n. 10, esenpto-
9 rio de Jo< Joaqnim da Costa Maia, en-
I contra-se para vender p.r commodos
SB procos :
Azulejos bespanhes.
vf\ Folhas de fero galvanizado para (elha-
| do de diversos tamanhos.
Ditas de dito dito lizas.
Bicas de ferro galvanizado.
Camieiras dito.
Portadas completas para cantina.
m Ladrilhis.
Espanadores
De palba o otiais bem ftilo que pcs.-ivel e
mais barato do que em oatra qnalqaer parle, na
praga da Independencia os. 35, 37 e 39.
VENDE-SE
doas mallos de sella, sendo um caslanho, de
frente aberta, bastante gorlo, andador de baixo a
meio ; e ontro mellado, de crinas branca, muito
bom haixeiro ; os preiendentes podem ve los na
rua de Riachaello casa de Viceote Ferreira da
Costa, das 6 as 8 bcras da raaabSa e das 3 as 6 da
tardo.
50 palmos !
Cano de chumbo estanbado para agaa ou gst
por 4*000.
CHAPMA.VS
i9-Rua do Imperador-S9.
i;
a fibra, em reqoena latinhas : 0 ct
do Campos roa do Irntrador n. 28.
VENDE-SE
doas :
sendo
cutro ejstauho,- peqaQo
mero 30.
" tos cavallo, andadores de b.ixo a
,:;i rodado apataoado, bastanta grande,-a
'
Cemento Toitland
arricas de 13 arrobas preco mais oorn-
que em oatra qualqm r parte, vende-
azens de Tasso Irmaos & C
Grande pechincha
Damasco de lo com ') paimos de larg^ira, facen-
da praiia para solch) de cama e cobertas <3
plano, ^elo baralissimo prego de I *5G0 o cavada,
alpacas] de cejes de padroes miados a 500 rs. e
covado, !as de coree meschdas e de lindos pa-
drees aj 310 e SO o -reva lo, cambraias de c. res a
180 e 510 ocovalo: oa loja dos arcos rua *
de Marto (amiga du Crespo) n. 20 A.
no caes do Ramos a-
I__Uw


1
Oiano de Pernaniimoo < Domiugo 8 de Ouiubro le 1871.
*
V
\
i


1 LABORATORIO HOMEOPATHICO !
H(


DE
FRANCISCO DE PAULA fARDOZO JL10R 4
41.Ra do Imperador41.
Fiancisco de Paula Cardoso JuDior & C\ animados pela condescnden- /
cia, que para com elles teve o Sr. Dr Jacintho Soares Rebello, que ha 26 annos *
exerce o systema homoopathico, gozando sempre de sabido conceito, a estabe-
) lecer nesta cidade amLABOR.VTORIJ HOMEOPATHICOde primeira ordem,
digno da conQanga e protecgo do iilastrado e respeitavel publico desta provin- (
cia e do norte do Brasil, para oque, n5o se poupando a despezas nem fadigas
) capazcs do superar (odas as diflkuldades, com que tiveram de loctar, trabalha-
E ram incessatemente desde marco ultimo, julgando ter conseguido o seu desi-
dertum, tem hoje a'satisfago de, annunciando a abertora de sua casa, afir-
mar aos amigos da bomeopathia, que se ju'gam completamente babilia 'os para
o peifeito desempenbo de todos os misteres do seu encargo. *
Os elementos do sea estabelecimento foram todos importados da afamada l
casa de James Epps "& \ de Londres, um dos primeiros e talvez o mais co-
nhecido e acredita !o estabelecimento deste genero; as preparares secundarias
(dynamUaces e diluiges) foram preparadas com o mais escrupuloso esmero (
seganlo as regras di scienc;a e sob a immediata direcao e inspegSo do mesmo
Sr. Dr. Rebello, cujo nome ligando-se desta sorte ao estabelecimento, a mais
|\ segura garanta que podem offerecer os seus proprietarios s pes-as, que os
' honrarem coma su confianca, de que no preparo dos medicamentos nlo se
pauparoesforcos para que sejam bem servidas, pois que a austeridade.com que
cumpre aquelies todos os seas deveres e sobretudo o respeilo, que consagra
) sua prrpria reputadlo, ltie nao permittiam sacrificar a vida de seas clientes
ao inttresse de terceiros.
Sem pretenderen! os proprietarios depreciar os productos dos outros
estaba'ecimentos deste genero, cr era todava podar afirmar que nenbum oatro
(
(
i
)
i)'
excede o'seu em superioridade, e para que nenhuma duvida baja a este respeilo, /
podero todas as pessas que quizerem fo oecer-se dos seos medicamentos vi-'
sitar e exauinar o estabelecimento, o do, a'rn de b ticas era globilos e tin'u-
ras de varias capacidades desde 12 at i O medicamentos por precos razoaveis,
encontraran todos os artigo; que tornam completo o sortimento da casas desta
or lem, taes como: excellentes chocolates, p5s dontifricios, encerado de rnica,
tintura do gnaco, etc um lindo vo'ume encadernado domedico do potoori-
ginal do Dr. Mure, tr :du'.ido pelo Dr. Silva, Pinto e revisto o augmentado em
3.a edicgSo pelo Dr. Antonio de C.sro Lopes.
Esta obra que contm mais de 500 paginas de- impresso e ama estampa
explicativa dos diversos org3os do c rpo humano um dos mais claros livros
destinados ao ensino pratico do tratamento de todas as enfermidades, pois indica,
n3o s os medicamentos apropriados para cada molestia, como a maneira de
app!i:ar o repetir as dses.
O prego (Telia de 40^000 para as pessas, que comprarem boticas
ne?te estabelaciiU'nt), e de 120)00 para as que comprarem smente o livro.
Contando pois, cora a valiosa protejo d s amigos da homeopathia, con-
claeiB M proprietarios o seu annuiuio, declarando que se acba adjacente ao seu
L\BOR\TORIO- o c nsnltorio do Sr. Dr. Jacintho Soares Rebello, e que se
ciicarregam de resaber e enviar ao mesmo Sr. Dr. a toda e qual raer hora os
cbaaado de sens clientes.
UMTBO DE 6DY0T
LICH CONCENTRADO E TITULADO
O Sfir Guyot chegou a tirar ao'alcatrSo a
sua acrimonia e o seu amargor insupporlaveis,
o que o loma mais soluvel. Aproveitando essa
feliz descoberta, elle prepara um licor con-
centrado de alcalrJo, o qual, sob um pequeo
Tolume, contem urna grande proporcao de
principios activos. .
O A.caii>o de Guyot (Goudron de
Guyol) possue por consequencia todas as van-
tagens da agua de alcalrio ordinaria, sem ter
os inconvenientes. Basta deitar d'elle urna
O Ale
colher de caf n'um copo d'agua para obter
logo um copo de excellente agua de alcatrio
sem gosto desagradavel. Cada qual pode
d'essa maneira preparar a sua agua de al-
calrio guando d'ella precisa, c que offerece
economa de lempo, facilidade da ransporte
e evita o manejo lao desagrada vi o alcalrSo.
O AleatrAo de IMkyAl sabttCM' com
vantagem muitas tisanas mais 011 menos
inertes, nos casos de defluww, hi encintes,
tosses, catarrhos.
ir* d Caoi empregado com o maior xito as molestia. scgi.inles :
EJ BDBIDA. i'ina colher de caf para um copo d'uyttu ou duut colheret 4*
sojiapara unta garafa :
BRONCH1TES
CATARRHO DE BEXIGA
OEFLUXOS
TOSSE PERNITAZ
IRRITACAO DE PEITO
TOSSE CONVULSA
E3 FQMENT&CG2S. Licor puro ou con umpouco d agum:
affecces da pelle
comichOes
molestias do couro cabet^jdo
E3 CtJECCOES. L'maparlede licorequalrod'aguaWntmA*tnf\rmu-f*Ul.)
FLUXOS ANTIGOS OU RECENTES
CATARRHO DA BEXIGA
O Alcatrio do Guyot foi experimentado com um verdadeiro xito nos
yrindpaes hospitaes de Franca, da Blgica e da Espanha. Foi reconhecido
que, para os tempos de calor, elle conslitue a bebida a mais hygienica, e so-
bretodo durante os tempos di epidemia. Urna intrueco accompanha cada vidro.
Veud;-se na pharmacia e drogara de P, Mau-
re? & comp., ra Barao da Victoria n, n
A' AGIM BRANCA
RA DUQUE DE CAXIAS N. 52
(Outr'ora Queimado n. 8.)
A Aguia Branca teodo j recebido parte de -a.is
antigs encuoimendas, em seguiraf-oto acaba ago-
ra mesmo de receber ontras, algumas das quaes
se toroavam essencialmente precisa?, e outrss se
hiera apreciadas p r seas gastos e qaalidades,
eonro sejam:
Meias do ib d'escocia, abertas para senhoras
e manin.s.
Ditas dem ecm listas tambem para senhoras
menina-.
Ditas dem omito bonitas ao gosto escocez.
Ditas idem dem brancas e com listas para me
Dinas.
Ditas dem idem para baptizados.
Ditas de algodao comprdas e com lU'.ras para
meninas.
Lavas pretas de seda, para senhora.
Ditas de torzal e de seda par meninas.
Bonitas camisiobas bordadas para senboras.
Fil de seda, braneo e preto com flores miuda?.
Dito de algodao, liso e com flores.
Tonqainhas bordadas para crianzas.
Lindos e modernos chaposinbes de fuslao para
ditas.
Pentes de tartaruga para desembarazar ou pen-
lear.
Ditos de dita travesos para meninas.
Ditos de borracha para ditas.
Ditos de tartaruga, pequeos, para segurar o
amarradilho aos cabellos de.senboras. i
Grande sortimento de enfeites de seda para ves-
tidos.
Fivellas de madreperola e de tartaruga para
pulceira e lago para o cabello.
Bonitas b Icinhas para menina.
NOVO SORTIMENTO DE ENCHOVAES PARA
BAPTISADOS
A agnia branca acaba de receber novo sorti-
mento de lindos e completos enchovaes para bap-
Usados, e bem assim separadamente camisinbas
para ditos lindos cbapeosinhos de setim branca
bordados, outros ditos com fondo de velludo, obra
de jnuito gosto, e que servem tambem para pas-
seio, sapatinho? de e'im para o mesmo Ora.
MODERNOS ENFEITES DE FLORES,
ornados com-tocos de seda, Atas de setim e 11 vel I a
de madreperola ao ultimo gosto, e proprios para
fcailes, casamento?, etc., etc. I
n.
FLORES E PREPAROS PARA ELLAS
A Aguia Branca receben lindos ramos de florai
finas, tanto para cabega como para chapos,
bem assim :
Papel verde liso e com listas para felfea*.
Do de cores para flure?.
Folbas de diversas qnali Ja Jes para rosas.
Ditas verdes e lustrosas, obra nc va e pela pr
meira vez viudas como amostra.
FraDja pretas e de diversas larguras para en
feitar vestidos,
COQUES DE TRANQAS E DE OUTROS
MOLDES.
A Agnia Branca acaba de receber ama peque-
a porgo dos bonitos e modernos coqaes gran-
des de tranca e outros moldes.
K0Y9 SORTIMENTO
DE
BOSECMS
A agnia bunca, a roa de Duque de Caxias n.
52, outr'ora do Queimado a. 8, acaba de receber
um novo e bello sortimento de bonecas de diver-
sas qualidades e tamanbos, sendo :
' Com rosto de seda, das que choram, e outrai
que fallara.
Com rosto, mos, e ps de porcelana, e prc-
prias para vestr-se.
Obras de porcelana
A aguia branca tem ootro sortimento de diver-
sas obras de porcelana, sendo :
Bonitos e ricos vaeos para pos de arroz.
Outros para joias.
Ouiros .para labooetes.
Outros para enfeites de mesa.
Pequeas e bonitas pas para agua beata.
Pequeos jarros para santuarios.
Outros maiores para metas.
Bonitos port relogtos.
Liadas cestinhas tambem de porcellana.
Eserivanias de dita.
E muitos outros objectos para enfeites de mesa,
VS k mal cabellos brancas
TiQUira japonen.
S e nnica approvada pelas aa academias d
ci8tcia, recoubecida superior a toda n tem ap-
.arecido at boje. Deposito principal i roa da
iadeia do Recite n. 51,1* andar, em toda* ai bo-
leas e casa de cabellelreiro.
IiOJA
Flor da Boa-Vista
DE
400
320
400
810
720

80OOG
80000
2*500
6.JO0O
60000
mm
DE
O proprietario deste bem conhecido es-
.abelecimeato contina sempre seguindo soa
intiga forma de primeiro barateiro da Boa-
Vista e para melbor prova admirem os
precos segairJtes:
Guitas escoras o claras eflres flxas
o covado 160 200 rs. *>. .
]ambraias de cores 240, 280 rs. e
Las para vestido 280, 320 rs. e
Creps escoce zas fazenda nova a..
Alpacas lavradas d'um s cor. .
Cambraia branca transparente pe*
Cas a 30500 e.....
Ditas dita victoria a 40000 e. .
Bramante com 10 palmos de lar-
gara, varas, a 20000 e. .
vladapolao superior pecas 50000 e
Ugodaoa40OOOe. ....
Bnm pardo trancado pecbincha
covado a. ,..*.*. 320
Dito dito liso muito fioo a. 320
Oatras muitas mais fazendas que vende-
r por precos barsssimos como sejini:
pannos pretos, ditos aznes, casemiras^jM-etas
9 de cOr, merinos, brins brancos o de co-
res, seda para colletes, camisas inglesas para
torneos, meias, chapeos de sol etc.
Oflicina d'ulfaiate
Os dgaos fregaezes encontrarSo nm gran-
de sortimento de roupas feitas desde o
mais inferior at ao mais superior que se
iche no mercado, assim como se manda fa-
zer toda e qualqaer obra d'encommenda
feitas a capricho, pois para este misier se
icba munido d'um perito mestre. Garante
sefazerem se menor 20% de que em outra
qualqaer parte pelo e motivo de o fregoez
i pagar o que compra e n3o o aspecto do
estabelecimento.
48 Ra 4a lu pera rlz48
JUNTO A PADARIA TRANCHA
ruso linios m
fem venda em seas armatens, -alara de oatros
irtigos de sea aegoao regalar, os seguintes, que
feadem por presos mais mdicos que em oo-
*ra qualqaer parte:
PORTAS de pinho almofadadas.
PORTEIRAS de ferro para coreas.
SALITRE ingles.
SSTEiRAS da India para cama e forrar salas.
CANOS de barro francs para esgoto.
GESSO superior em porcoes e a contento:
CEMENTO de todas as .qualidades.
MACHINAS de descaroc&r algodao.
LONAS e brinzes da Russia.
OLEADOS americanos para forro de carros.
P0GES americanos muito boas e econmicos.
VINHO de Bordeaux.
COGNAC superior de Gautier Freres.
FARELLO em saceos grandes a 3A5O0.
AGUA florida legitima.
BALANCAS decimaes.
CADEIRAS americanas.
RHUM da Jamaica.
AZULEJOS de Lisboa. ______________
Contra a tosse
PAST1LHAS PE1TORAES.
- de
Gomma simples cryjtalisada.
, Dita de angico c
Naff d'Arabia, "
Se ve de piobo martimo de Lagasse.
E ontras muitas que muito se recomendam pe-
las'saas excellentes qualidades.
Vende na
PHARMACIA E DROGARA
DE
Bartholomea & C.
34-RUA LARGA DO ROSARIA-34
Xarope sedativo
DE
Casca de laranjas amargas
COM
BROMURETO DE POTASSIUM
DE
LAROZE
Este novo preparado aprovado pela academia
imperial de medicina, muito se recommenda pela
toa accao tedativ* calmante, sobre o systema
aervoso, o bromureto de potassium, nao deiia de
iar os mais certos resaltados as diversas affec-
coes do organismo e principalmente as molestias
lo coraco, das vas digestivas da respiracio, das
Tas genito-arinarias, na epilepsia, as molestias
aervosas da prenhez, na insomnia das criancas
dorante o periodo da- denticao etc. etc.
Vende-se na pharmacia e drogara
Bartholoroeu & C.
31RA LAJIGA DOROSARIO-34
10Ra do Crespo10
Pecas de algodio com SO-jardas a kf, 4*300
5*0 *>.
Ditas de madapolio a i, 5i, o500, 6, e
6*500.
Ditas de dito infestado, francez superior a
10*0)0.
Chitasfraneezas.de todas as qualidades a 240,
80, 300, 310 e 369 o covado.
Cambraias de cores a 240 e 280 rs. o covado.
Dita lisa de cor a 320 rs. o covado.
Dras pretas para luto a 640 rs. a vara.
. Pecas de cambraia lisa transparente a 3*. 3*501
6 5*000.
Ditas ue dita tapada Victoria, a 4*, 4*500, 5*
e7.
' Ditas de dita transparente, suissa muito fina
eom 17 varas 14*.
BHas de dita bordada com 10 jardas a 7* e
0*800.
Organy braneo fino a 700 rs. a vara.
- Br.ihantina branca infestada a 440 e 500 rs. o
nM.
Breunha de lioho com 25 varas a 20*000 e
25*000.
Dita de dilo'iofeslada com 30 varas a 27*:
Bramante de linho com 10 palmos de largara a
2500 a vara.
Dito da algodao a 1*500 a vara.
Aloalhado de dito e de linho com 10 palmos de
largura a 1*500 e 3*.
Toalhas alcocboadas para rosto a 7* a duzia.
Ditas de linho do Porto felpadas a 10*000 a
dozia.
Guardanapos de linho a 3* e 4* a duzia.
Cobertas de chita a 2* e 2*500.
DiWs de chita adamascada forradas, 4*, 4*500
e 5*000.
Colchas de damasco de cOrts a 4* 6*.
Ditas de fusto alcocboadas a 5*.
Cobertas de II escuras a 2*.
Dias de algodao brancas a 1J400.
Colleirinbos de linho a 500 rs.
Chales da merino lisos pretos e de cores 2*000
e 3*000.
Ditas estampados de meia casemira a 2* e
2*500.
Damascos de cores a OiO rs.
Lencos brancos de cusa Unos, 2*, 2*500 e 3*
a duzia.
Ditos ditos e de cor abainhado largo a 3* e
3*500 a duzia.
DUoa ditos de cambraia de linho finos a 6* a
duzia.
Ditos dcesguiio de Eaho a 4*. 4/500,5* e 6*
a duzia.
Bnm Angola a 610, 800 e 1*000 o covado.
Brins de linho de cr<> a 50J rs. o covado.
Cortes de meia case::.:; a para caiga a 1*200 e
1*400.
Ditos de catemira para caiga a 3*500, 4*500
5*500.
Casemras de cores de Juas larguras, 2*, 2.550
e 3* o covado.
Ditas pretas, duas larguras a 2*300 o covado.
Pao fino preto e azul a' 2*, 2*500, 3*000
3*500.
Dito dito multo fino superior a 5*, 6* e 7*
covado.
- Lans e alpacas de cores para vestidos a 400
500, 600, 700, 800 e 1* o covado.
Toalhas com labyrinios para, bandejas e para
rosto a 84,10* e 15*.
Camisas de fl.-.nella branca, e de cures 2*,
2*500, 3*, 3/500 e 4*5X0.
Grosdenapples preto e de cores 2*, 3* e 4* o
covado.
Do-se amostras com penhor.
Vende-se tambem grande qnantidade de ronpa
feila e por medida por precos muito redozjdos.

Jos Antonio Pereira
tem para vender na sua (abrica da roa do Barao
da Victoria n. 4 (autiga raa Nova) charutos dos
mais acreditados fabricantes da Baha, como se-
m Imperiaes, Normas de Havana, Operas, Ama
dores, Londriaos e Leaes, de Simas. Imperiaes,
Exposico, Laneeires, Bigarrilbos, de Cardoso.
Mississipes, Espselo, Havanas, Flor de Suspiros,
Londres, Almirantes Brasileiros, Trabucos e Re
galia Imperial, de Joaquim Jos dos Res, e mais
qualidades de oatros fabricantes. Fumos Daniel
Baependy, Rio Nvo Minas,- Maranho, Para
Garanhuns, e cigarros dos mesmos fumos.
Cura rpida e radical dos
callos
pela pomada Galopeau
Essa pomada qne tao bons resaltados tem colbi-
du as pessas que dalla tem feito-uso acaba de
chegar para o sea deposito especial..
NA
-1 Pharmacia e drogara
DE
Bartholomea A C. raa larga do Rosario nu-
.. mero 34-
Bazar universal
RA DO BARQ DA VICTORIA (OUTR'O-
RA NOVA) N. 52.
Acaba de ebegar para este grande estabeleci-
mento um completo sortimento de machinas de
costura de todos os autores conhfcid.s, os quas
garantem por annos as ditas machinas, e se ven-
dem por presos lau razoaveis que a tedos agrada-
r, cajos presos sao os seguintes : 40*, 60*, 80*,
100*. 120*, 130*. 1405, 160*, 1803, 200*, 220*,
250* e 300*. Garau'.e-se acs compradores a boa
qualidade de trabalbo, e obriga-se a encinar tan-
tas vetes quantas sejam precisas para bem com-
prehender-sa. Vende-se tambem pegas e mais
pertences de sobresatentes para as mesnas machi-
nas. Previne-se desde j que se vai ao cha-
/nado para concert e ensino de machinas das que
forem compradas neste estabelecimento..
J. 0. 0. Doyle tem em seu
armazem para vender
OSEGUINTE :
COGNAK.HENNESS.
VIMHO XSREZ.
DITO DE LISBOA,
FILTRADEIRAS.
BITTER
A' roa do Commercio n. 38.
PiBl \IIIVA
Lindas grioaldas com flores e botoes de
laraogeiras com vivos e sem elles, vendem-
se na Nova Esperanza roa Duque de Caxias
o. 63.
Oleo para machinas
Vende se u Nova Esperanca roa Duqa
de Caxias n. 63.
Nao haver convul^es.
As enancas que usarem dos collares aoo-
dinos, qae se vendem na Nova Esperanza,
estaro isentos de cnvulsSes; pois s3o 08
verdadeiros recebidos 'directareote.
Manteiga a.800 rs.
Vende-se manteiga ingleza flor 800 rs.: no
Progresso do Pateo do Carino n. 9.
Aza de mosca.
E' ama fazenda especial para cobrir quadros,
espelhos, retractos, etc., demasiadamente transpa-
rente e preparada de forma a evitar completa-
mente o p.
Sabonetes inglezes em eaxnrias que se vende
por 1*500 a duzia.
Colarinhos e puohos de papel.
Vende-se no Bazar da Victoria ra Nova n. 2.
A FLOR DE OlIRO
E' este o distintivo de urna nova e tem montada
loja de joias, sita a ra larga do
Rosario n. 24 A,
Os proprietario deste elegante estabelecimento lendo em vista os eaforcos qu
flzeram para o collocarem as eoudlccdes de nma grande dentella, faltariara ao mais
rigoroso principio se nao vessem as collnmnas do jornal scientiflear ao respeitavel pu-
blico, qne no me.-mo estabelecimento encontrara sempre o mais completo sortimento
de jolas, como sejam : brincos os mal modernos, para adornarera as delicadas ore-
lbas do bello sexo, e qne se vendem a 8, 9 e 10* o par, ditas para meninas a 4, 5 e 6*,
ditas de coral, obra de apocado go: to a 3 e 4*, Voltinhas de coral com eruzes de ouro
a 5*, broches moderos de 3 a 13*, ditos com pedras e em soas devtdas eaixinhas a
10, 14, 16 e 20*, rosetas lisas, porm bem trabalbadas, de 2*500 a 9*, ditas com
pedras de 4 a 15*, escoletas a 4*. ditas com Inseripc5es a 5*5X0, anneis de diversos
gostos, e com bonitas pedras a 2, 3 e 4, ditas de perolas, esmeraldas e rubins a 6*,
ricas eruzes de esmeralda e rubim a 12-, 14 e 16*, ditas de ouro e coral eom vistas pbo-
tographcas a 3,4, 5, 6 e 7*, flgas de coral a 2*, cadeias para reloglos a 20*. dittu a
6*500 a oitava, guarmeoes com tres botoes para aberturas a 4*, ditos de pedrlnhu 3*500
o par, ditos para ponhos os mais moderaos a 7 e 8*; alm de um variadsimo sortkDM-
to de joias de aparado gosto que recebem por todos os vapores da Europa ; cono
sejam : brincos, braceletes, alfluetes, aderecos completos, eruzes, roletas, anneis de
brilbantes, esmeraldas, perolas e rubins. HedaibSes, veltas, trancelios, aoneis eom let-
tras e de diversos modelos, oculos e pencinez de ouro e prata doarada, reloglo de ou-
ro e prata de afamados fabricantes, salvas de prata de diversos tamaehos, rice palitel*
ros e faqueiros, colheres para cha e sopa, maracas para criancas, e ama inflntdade de
objectos qne seria enfadonho meneionar-se.
Os proprietarios da Flor de Ouro garantem vender mais barato qae em outra
qualquer parte, para qae.estara aberto o estabelecimento das 6 boras da macha aa 8 da
oate.
AO 65
RA DO DUQUE DE CAXIaS
(Outr'ora do Queimado)
Tendo-se resolvido d'ora avante vender-se neste estabelecimento todas as fazen-
das existentes no mesmo, por pregos qae todos admirarSo, acho de meo dever parlici-
pa-lo a todas as Exmas. familias em geral, afm de virem visitar este estabelecimentG
ou mandarem bascar amostras, garantindo-se-lbes om bom sortimento de fateodas de
algodao, 13a, linbo, e seda, emfim urna infinidade de artigos de meda mandando-se i
casas das Exmas, familias, por empregado da casa, toda e qualquer fazenda para verem
oa escolberem.
As pessas que vendem em menor escala podero bem sortirem-se neste estabe-
lecimento qne vender pelos mesmos precos qne em qualquer casa importadora, tende
a facilidade de comprar qnalqner porcto.
O 65 tem um completo sortimento de roupas bem acabadas o que vende por
precos muitissimo c( mmodos, mandando tambem fazer por medkla toda e qualqaer obra
que-os concurrentes desejarem para o que tem um dos mais habilitadsimo meetre
alfaiate, cortando por um sysiema inteiramente novo.
Os annuncios nesta praga esleto e por certo devem estar desacreditadissimos, poil
que ha casas que annunciam aquillo que nao teem, o que o 63 garante nunca dar-se em
sea estabelecimento, pois que s deseja bem servir ao publico em geral, para ganhar
g ande nomeada em todo o mundo.
O C5 acha desnecessario mencionar os pregos de soas fazendas pois que isso tor-
naria-se demasiado magante para os Ieitores, por ter de ser demasiado extenso sea an-
imr.ci', e mesmo para se tornar menos 'de-pendioso, pois que vendendo muito e moito
barat mister encartar soas despezas. A sinceridade dos tratos do 65 julgo qae j o
publico conhece demasiado, pois que sempre tem cumprido com aquillo que annuncia.
n5o verdade ?
E' INTIL, NAO SE CANCEM, COM O G5 NINGUEM PODE COMPETIR
RA DO DUQUE DE CAXIAS
"(Outr'ora do Queimado)
fu*r (*K.

56 ARa do Mrquez de Olinda56A
outr'ora ra da Cadeia.
LOJA DAS MACHINAS
Sendo este antigo estabelec.mento assaz conhecido como principal e recommen-
dado pelos grandes depsitos e bons sortimentos com qae sempre prima em ter dai
trelhoras, mais acreditadas e verdadeiras machinas americanas para alg-
da, desde 10 60 serras, e havendo em todos os tamanhos diversidades de syste-
mas e melboramentos para perfeito e rpido descaregamento; tornam se dignas de
serem vistas e apreciadas pelos Srs. agricultores; os qoaes, alm dist\ encontrarlo
tambem mais
Attenpo
Na agencia commercl de leilees a roa do Bom
Jssus o. 23 (outr'pra da Cruz).
Vende-se por preco muito barato ricos quadros
com moldara doarada e pintada a oleo o qae ha
de melbor n'este genero, magnficos movis ( no-
vos) cofres de ferro f Mepner), rame galvanisa-
do para cerca de jar Jins, chicotes para boleta de
carros e cabriolet, chapeos do Chile e oatras qua-
lidades para horneas e creancas e muitos outros
artigos que s vistos: quero qoiier fazer boas com-
pras dirija-se ao dito estabelecimento.
Para oratorios particulares e
capellas de engento.
Vndese om altar dourade, bem como os res-
pectivos casticaes e palmas tambem douradas,
igualmente vende-se doos ornamentos, duas alvas,
esletas, manguitos, saagninbos e todos os mais
pertences, sen o um dos ornamentos bordado a
ouro nao ; nesta typograpbia se dir qaem vende
JLOJJl
DO
GALLO VIGILANTE
. Una do Crespo n. 1
Acaba de chegir pelo ultimo vapor diversos ar
fgos de novidade, como sejam :
Lindas teuquinhas enditadas para baptisado ;
assim como cbapeosinhos.
Sapatinhes de seda e de merino.
Heias de seda e fio de Escocia de i a 12 annos
de idade.
Ricos leqaes de madreperola todos abortos, o
melbor que ha neste genero ; assim como ou-
tros de madreperola com seda, fazenda requissi-
ma; tambem receben grande sortimento de le-
qaes de dsso flngindo marfim sndalo e madeira,
tanto para senhora como para meninas.
Superiores ligas de seda para segurar meias.
Meias de borracha para quem sofre de inxacoes
ou erysipela.
Seda frooxa para bordar todas as cres.
Froco de seda para o mesmo fim.
Retroz preto e de cores em carritis.
Fitas para cartas de hachareis.
Qaadros para retratos.
Lavas de pellica, e de seda, branca pretas e de
lindas cores.
Superiores capellas para noivas..
Lindos alfioetes de madreperola para peitos de
enhoras.
gLindas abotuaduras para colletes.
La de todas as cores para birdar.
SSoperiores penesnez de ac.
Muito finas theeoaras para costara, uobas
para cortar cabellos.
Superiores pentes de tartaruga para arregagar
Tintara ingleza para. Ungir cabellos, a verda-
dera.
Grande sortimento de franjas pretas, largas e
tstreitai e liados padrdes.
Lindos babadinhos e ntremelos bordados, tapa-
dos e traosDareotes.
Aparados vapores looomoveis, de torga
de 3 4 cavallos, e pertences.
Machinas para lavar roopa.
Arados americanos para varzea e la-
deira.
Carros de m5o para atierros.
Tinas de madeira.
Raides de dita.
Ditos de ferro estanbado.
Ditos com vlvula para lavatorios.
Ditos de madeira para compras.
Apparelhos para jardins.
Guardas comidas.
Tampas para cobrir pratos.
Tarrachas para fazer parafusos de ferro.
Ditas dita ditos de madeira.
Treos para cozinha.
Ternos de bandeijas Anas.
Em fim muitos oatros artigos, qoe
examinados.
Correntes para arrastar madeira.
Cylindros americanos para padarias.
Pertences avulsos para machinas.
Salitre refinado.
Bren superior.
Moinbos de diversos fabricantes pan
milbo e caf.
Debulbadores para milbo.
Azeite de spermacete para machinas.
Gamas de ferro.
Bombas de Japy.
Ditas americanas.
Cofres de ferro patente.
Canos de ferro esmaltados.
Ditos de dito'estanbado.
Ditos de chumbo.
Ditos de borracha.
Folies para ferreiros.

s avista e neste estabelecimento poderSo ser

Yeato-se ama taber*a sita a raa de S. Joao
o. 19, proprU para principiante.
GRANDE NOVIDADE.
Besuscitou a grande liquidapao do arma-
zem e loja da ra do Duque de Ca-
sias n. 29.
Cambraias transparentes de 2500, 3, 34500 e 4 a pega. Ditas Victoria de 4,
40500 e U a peca. Dita de forro a 20200. Ditas de cores a 200, 2 iO e 280 rs. o cova-
do. Cbitas de cores claras e escarasa 240 e 280 rs. o covado. Ditas percalas finas a 320,
360 e 400 rs. Pegas de madapolo fiaos i 40, 40500, 50, 50500 e 60. Ditas dealgogo-
sinho, a 20500, 30, 30500, 40500 e 50. Ditas marca T, largo, a 50500 e 60 Lias com
listra de seda a 400 e 500 rs. o covado. Alpacas de seda finas, a 6jO e800 n. o cova-
do. Lindos cortes de casemira de cor a 50. Ditos de meia casemira a 20500. Ditos com
toques de mofo a 10. Ditos de brim pardo traogado e Uso a 10. Brim pardo trancado fi-
no a 280 rs. o covado. Gangas de cores, a 320,360, 400 e 500 rs. o covado. CbaJe de
merino liso de cor, a 20 e 20500. Ditos estampados a 40, 40500 e 90. Ditos pretos li-
sos a 20500. Ditos de casemira de cor a 205CO. Chapeos de fustao de cor con mola a
2:500. Ditos de merino preto a 30500 e 40. Ditos de castor a 30500 a 40. Ditos de ba-
ta a 10120. Lencos de cassa com barra de cor a 10 e 10200 a duzia. Cobertores de al-
godao a 10200 e 10400. Ditos adamascados a 20500. Setim braneo a 400 rs. o ce vado.
Alm do8UsfaBd8 tem multas oatras qoe seria imposssivel menciona-las.
L


Diario de Pemambaco Dominga 8 de Outubro de 1871.
'
i
t
-
DO
CYSNE
DK
U
FIGUEIREDO a LOPES.
BA DA IPERATRIZ \ U
Os proprietarios deste importante e sympathico estabeleciraento de fazendas Qn3s,
vem avisar ao respeitavel publico e particularmente a sua numerosa freguezia, que o
CYSNE acaba de sortir-se de todo qnanto ha de gosto e moderno em fazendas tanto
para bomens como para senhoras.
E' ocioso ci'.ar que os proprietarios da loja do CYSNE natnralmente providentes e
d'am espirito altamente -conciliador dos interesses albeios com os seos, teem sempre
seguido o magnifico systoma de offerecer venda fazendas de todas as qaalidades e pre-
tos relativos de forma que fcilmente podem fornecer artigos de sua casa accommodados
a todas as fortunas e meios.
E sobre todas as conveniencias e meios preferivel comprar no CYSNE em con-
seqneocia da sinceridade e barateza com qae negociam es seos proprietarios.
No loivavel ^mpenbo de justificar as soas operares convidam as Exmas. familias
i vtattar a sympthica loja do CYSflE chamando as attencSes do publico en geral para
seguintes especialidades e precos.
PARA NOIVAS.
Veos, capellas, sedas e popelinas Drancas
o de cores, g'.'llas. ponbos e camisas bor-
dadas, todo caprichosamente escomido e
para varios precos.
CRETONE BAPTISTE.
Fazenda lisa de orna so cor, de cores di-
versas, para vestidos e tambem propria para
sombras. .
CAMBRAIAS
Transparentes' de 8 1/2 varas desde
ItfSOO at 8)5 a peca. Victorias muito finas
de 40 at 80000.
CORTES BORDADOS
Fazenda branca de delicado bordado
baixos precos acompanhada do competente
Igurino.
LAS
Variadsimo e rico aortimento desde a
lia lisa barata de 4(5 at a de listras de seda
m.is cara que pelo prego qoe vendemos
por assim dizer de graca vista do gosto
e qualidade.
BAREJES
Lindos padroes aos precos de 360 e...
400 rs. o covado.
SAAS BORDADAS
As que o CYSNE vende s5o bellas e su-
periores.
LVAS
As melbores e mais procuradas lavas de
Jouvin, brancas e de cores sSo as que o
CYSNE expe a venda.
BALES
De crotones com baba do e bordado, di-
tos de arcos a 10500, pechincha sem rival
ao genero.
CHITAS.
Completo e grande sortimento de todos
as precos de padrees modernos e cores fi-
tas.
GROSDENAPLES
Finos de todos os pregos e larguras so
o CYSNE pode vender barato-
FLANELLAS
De cores e brancas de 500 rs. at 10300
o covado.
ALPVCAS
Lavradas de 500 rs. a 10OCO o covado,
especialidade do CYSNE que nao conta com-
petidor.
MADYPOLOES
Francez de 24 jardas de 80 at 100000,
inglez de 50 at 80000, e muito fino.
DAMASCO
Com 8 palmos de largura, dito estreito.
CORTINADOS
Para camas e janellas de todos os taa-
nnos, cambraia para o mesmo fim de 20
varas a 100 a peca.
ATOALHADO
Dd linbo adamascado, dito de algodo
muito finos, bramante entrancado e liso, e
barato s o CYSNE vende.
GUARDANAPOS
Grandes e pequeos.
SET1NS
Para todos os precos e diversos pa-
droes.
PARA NOIVAS
Camisas bordadas, peitos colarinho e
punbos lisos.
PARA LUTO.
Merinos, princezas, alpacas, cantao, bom-
basinas, chitas, cambraias etc., etc., por
precos que s o CYSNE vende.
PARA HOMENS E MEEINOS.
Brim pardo a 640, 840 rs., 10 6 10500
o metro, gangas de 400 e 440 rs. o cova-
do, e tambem temos o afamado brim de
angola.
CHAPEOS DE SOL
Para bomens e senhoras dos melbores
fabricantes da Europa.
FILOS
De seda, ditos de linbo, pretos e bran-
cos e mais baratos que em outras loja.
MEIAS
Para todos os tamanhos e qualidades.
CHALES
De merino lisos e estampados, pretos com
franja de seda, ditos com franja de laa es-
pecia lidade do CYSNE.
Desculpem os nossos freguezes termos siao tira pouco extenso na narracSo de al
gomas novidades pois com qaanto seja nosso interesse tambem o dos nossos fregue-
ses que querem e gostam a dar na moda.
Ra 'la Imperatriz n. 64. .
FlfiEIREDO & LOPES.
JOAQUIM
LOPES
MACHADO a C.
Travessa do Corpo-Santo n. 25
ARTIGOS AMERICANOS
tjte>.'-J*>ln.
Cylindros para padaria.
Carros de m3o para conduzir fazendas.
Machina; para descarocar algodo.
Polias de diversos tamanhos.
Canos de ferro galvanisados para enca-
namento d'agua.
OBJECTOS PARA CARRO
Oleado preto para guarda-ebuva de carro.
Dito de cores para forro de dito.
Chicotes para dito.
Pontas de langa.
Gafes de seda para o forro de dito, es-
treitos e largos.
Pregos de cabeca de marfim.
Escovas para dar graxa.
19 Ra Piimeiro de Marco 19
Tendo renovado completamente a loja do predio, em que teem o seu es-
tabelecimento,
19=-A ra Primeiro de Margo19
com aquello asseio e elegancia desejave', acham-se agora prvidos do mais
explendido sortimento de fazendas finas e modernas de
SEDA, LA, LINHO E ALGODO
todas do ultimo gosto, e continan a ter como sempre, diversos
ARTIGOS ESPEGIAES DE SUA CASA
Garantem, com toda
a sineridade, vender
por menos que qnal-
quer outro, porque
recebem tm direitura
a maior parte de sua a
fazendas.
19 RA l.
(Anliga
DE MARCO 19
lo Crespo).
umm
Chapas de ferro vn m casas etc.
Formas para assaoar ferro pintdo e gaalvanisadno
Arados Americanos piri lum ladera
Machinas a Vapor dfl forca de lm ^
LaCuinaS Trilhos de ferro ^^
Fogoes americanos
Camas de ferro ^ e peqoena8
Macacos de estiva
Cofres de ferro de Milneej8, oolro8.
Papel deombndho
Estes artigos vendem-se em
casa dos importadores.
Shaw, Hawkes & C,
n. 4 ra do bom jess.
(outr'ora rua.da Cruz )
g ^ w 89 S
Si 1II f f
*JIrt
& p-
i09 9 o
* *
p-
!
ja
CASA CAUVIN a iarinier, rarffia?u^^r i,B:d'
' tW Boulerard Sebastopol, S. PARS.
NOVAS ESPECIALIDADES A. MARNIER
Apreunttdu a Aeadomii de Sieieits e 10 hitituio te Pnnta.

III I COPA A Sob fornu de Pislilla, dtvedida e donead
I1U CU U AU momento isa loloccao PRIVCTTIVA I 00
MOLESTIAS CONTAGIOSAS
ira liser de
ATI VA m
WTOR-PHILTRO
OOILTHIO
BARTSOLOMEO & G
do volume de um relogio, servinda
de Philtro e Seringa non os
Gravea Inconvenientes de fragilidad*.
CQTrt Iftft Co" 'otn" e 0,lli de um Porte-Motd lontei*
CO I VJUO TOBO TRATANENTO.
Contra as affecrcis das pslpebras, preparado sob a mesnia forma.
POBfliAL
a D?positarios geral para o BRASIL
w-3>, ra larga do Rosario* PBRN"AitB |E*
/linea se vio um processo^mais perfeito e qne al-
ija de tal forma a satisfazer as exigencias mais
Veras da escriptara^io.
A sua cor lindissima e nao precisa de cnida-
o algom para se conserrar no tinteiro sempre
o a mesma cor, sem borra, crfisla, botr on sem
>dai atas maiellas inherentes todas as tintas
t agora conbecida?, anda mesmo dos melbores
atores estrangeiros.
Sobretodo, este estlmavel producto nio ataca ai
nnas de ac, antes pelo contrario, a penna
dquire nm esmalte dourado qae, sendo interes-
ante, assas proveitoso.
ta tinta, nao sendo especialmente para copiar
i eomtndo doas, tres, on mais copias nm n.e
pois de escripia ; preciso, porm, deixaf-lhe
t papel bem mol hado sem o enxngar com o mata-
orrao, porque nao ha o ruco de borrar. Para se
irar mais de urna copia, nao se agglomeram tan-
u folhas qaaous copias se querem tirar, mas
M-a com o original tirar urna tamas qnantas
ndiejam, sem qoe o original Oque prejadicado
las extragoes.
Occorre aqu dizer qne, para copiar importa
iiita intelligeacia e habiHdade, sem e qne a me-
or Untt nSo satisfaz, e o defeito recae sempre
obre a tinta, qne muitas vetes qnem menos
tipa ten.
i dupla qualidade desta tinta extremamente
preciare!, pois qae evita qae em qualqaer es-
rptorlo ha]a> mais do qne ama tinu para os dl-
rci misteres.
tuqualo sua dorabilidade, nio ha a OMr
ixaor duvida pois qoe esta tinta depois dee*-
cripta soffre o choque de cidos fortissimosL sem
se deeompdr; ora, se os cidos nao tem accao so-
bre ella, maite menos a accao dio tompo a pode
destruir; isto plausivel.
Nao s ao comroercio que este meu prodneto
yeio ser ntil; os profesmres dos collegios, Investi-
gando todos os meios para o adiantamento des
seas discpulos, tem approveitado esta tinta, qne
com razio a acharam apta para desenvolver o
SDsto os educandos, em conseqnencia da beleza
a cor a facilidade de correr na pequea pets sua
liquidez. Ha exemplos de enancas que bavia
muito lempo tincara urna repugnancia extrema
para a escripu, logo qne foi admiltida esta tinu
no coliegio, apodereu-ee deHae a enriosidade e o
goeto,eponco tempo depois osen adiantamento
era manttesto.
Esta tinta, i par de tantas vantagens, tem um
nnieo inconveniente, deteriora-se ao contacto de
outra qnalquer; cenvm pois te-la em tinteiro
sontos do menor vislumbre de ootra tlnU, e evi-
tar escrever com a penna suja de urna preparacao
diflereite e incompati\el; verifleando isto, nao ha
razio para se usar de tinu qoe nio seja a VIO-
LETA ECTRA-PInA de MoSTEIRO.
Diversas falsificacoes e semeihanoas tem appa-
reclde, cuja durabilWade duvidosa. Os Srs.
compradores podem evitar o engao dirigtndo-se
i casas elrcumapeeias,?; pedindo a tinu que a
f,1>rOt> ^ .e
1. C. Montetro.
BAZAR ACADMICO
13 RA DA IMPERATRIZ 13
DE
ULYSSES & IRMftO
Neste bem conhecido e acreditado estabelecimenlo, eoconjrarjo nossos amigos e fre-
gnezes cigarros de palha e de papel de diversos ttulos e d s melbores qaalidades de
fono. Charutos dos mais acreditados fabricantes da B hia e do Rio de Janeiro ; e bem
assim, ponteiras para charutos e cigarros, cachimbos de espnma.de porcejkna, de ma-
deira de diversa gHiidades, de lou^a e p de gallinbas muito flnos a ?(J600 a dozia, e
moitos ontros ai tt^-os qae d ixamos de mencionar.
Fibrica de cigarros.
Bem attesja a su; ericridade dos cigarros de nossa fabrea o grande consumo que
delles tem havido no int rior e as provincias do norte. Com presteza apromplamoa
qnalquer enccmmcnda, remettendo-a ao sea des'ino.
BAZAB ACADMICO
13RA DA 1MPERATRIZ-13
y* Ulysses & Irraao
LCA EVIDfiOS
NO
15 Ra da Imperatriz 15
DE
ULYSSES & MO
Tendo de ebegar um novo sortimento, e tendo de sjffrer ama reforma o systema
de negocio deste estabelecimenlo, seas proprietaros resolver.im expor em liqoidace,
grande qnantidade de pratos de louca, lijellas, apparelhos de louca para janlar e para
almogo, etc.
Grande quantidade de cooos de vidro fl-
nos para agua a 45200, i '. 11 e 4^800 a
duzia, clices de vidro finos para licor a
3000 a duzia, ditos de cor para vioho a
2)J500 a duzia, garrafas finas de vidro ba-
carat para vinho a 5,5500, 63, 6500, 7^
e 7^500 o par, bonitas corapolehasde vi-
dro a 64500, 7!500 e8500 o par, gran-
de evitado soriimentode jairc finos para
flores a 3, H, U, U, 70, 83, 9,5, i0,
m, m, m, iu w, m e is^ooo o
par, cbamins amerijanos'para candieiro a
OO e S&ftCO a dozia, escarradeiras de
vidro a 3,5500 o par, globos para candiei-
ros de 1,5500 a 2^000 cada um, lampari-
saa com vidro para cima de meza, parede
aependurar a !500. (700, 25 e 25200
eddauma, bonitas quariinhas hamburguezas
a 40500 e 55000 o par, lindos pateiros
ce porcelana branca de 1500 a 35 cada
dm, bonitas canecas de porcelana com frizo
a esmaltadas para caf a 65O0O a dozia,
escarradeiras e copo de crystal de cor para
eavatorio por 35000, pratinbos de vidr
lpara copo a 320, 400 e 500 rs. cada um*,
sextiuhas de vidro para passas, figos, etc.
etc. a 800 rs. cada urna, compoteiras de
vidro para doce secco a 25 e 25500 cada
urna, casiicaes de vidro s para vela a...
1520O, canecas de porcelana com tampa a
320 rs. cada ama, galbeitas de vidro para
missa a 800 rs. o par, candieiros de vidro
com globos a 55, 145 e 165uO0 cada um.
E outros artigos que deixamos de men-
cionar; e prevenimos a quem precisar com-
prar algum destes objectos qae approvei-
tem a occasio de omprar-los por menos
20 % em raz5o de termos de liquidal-os o
mais breve possivel. Roa da Imperatriz
n.15.
OLEADOS E CASEMIRAS PARA FORRO
DE CARROS.
Vende se oleado preto grosso a 25200
o covado. D to cor de cinza a 1500 e
cor de caf, verde e preto a 15400 o cova-
do, para acabar.
Panno fino azul escaro a 35700 o covado.
Flanella branca ingleza a 15400 o cova-
do. Dita muito fina azul com duas largo
ras a 25309 o covado.
Casemiras escaras e claras de duas lar-
guras a 25400, 25600, 25800 e 35000 o
covado, as quaes servem tambem para pa-
litot. No Emporio Commercial ra da Im-
peratriz n. 15.'
CHAPEOS DE PELLO PRETO A 95000.
O Emporio Commercial est vende ido
chapeos de pello preto para bomens a 95
Ditos de castor branco a 105. Ditos de
palha e feltro tanto parabomem como para
crianza. Roncts de couro da Riissia para
meninos a 15500 cada um. Cha pe! n s de
seda para baptisados de crianga a 25500,
35 e 35500. Ronitas toaqaiohas francezas
de 13a para crianga a 800 rs. cada urna.
Chapelioas enfeitadas para senhora a 55,
60 e 75000 cada urna. Chapeos de sold
seda tanto para bomem como para se-
nhora. Na roa da Imperatriz n. 15.
GR\NDE ARMAZEM DE VARIEDADES
EMPORIO COMMERCIAL RA DA IM-
PERATRIZ N. 15, DE ULYSSES & IR-
MlO.
Este novo e grande estabelecimento con-1
lina sempre firme em vender barato para j
vender muito, e em conseqnencia de nao
baver ainda ebegado algamas encommendas
qoe temos feito, e escasso corro se acba o
nosso mercado de artigos de gesto vende-
mos por mdicos precos os que se segu.
Superior panno preto PII a 65 o covado.
Dito dito Brasil a 55500.
Saperores casemiras escuras e claras
para palitots, calcas e collete.
Brias brancos de linbo de 153:0 a 25600
a vara.
Brim pardo a 300 e 560 rs. o covado.
Madapolao francez e inglez de 50100 a
150 a peca.
Grande sortimento de chitas.
Corte? com 17 ovados de cbaliz a 55000
a 40300.
Cobertores de la escossezes.
Colxas de a'godio branca e de cores de
35'JOOa 45900.
Sedi ha preta a 500 rs. o cov.do.
Dita branca a 6 O rs. o covado.
C rtes com 21 covados de sedinha de
listra por 255000.
Froohas de crivo a 600 rs.
Alpaca preta sarjada a 50 rs. o covado.
Ilem branca a 500 rs. o covdo.
Guardanapos de linbo para cha a 25600
e 30600 a duzia.
Ditos para jan ar a 70500 a djzia.
Cimisinbas bordadas pa-a senhora a...
2500e 30000.
Lindas cambraias Imperatriz corles de
10 jardas por 90 00.
Cortes de cambraia de salpico com 8
varas por 50500.
Tapetes grandes e pequeos.
Lencos de cassas para mangas a 10100
a duzia.
A'god3o branco e de lista.
Peitos de esgoiao *de linbo para carni-
za a 1:)
Punljos o par a 800
Collajrinhos finos a 500 e COO
Espartilhos bordados finos para senho-
ras a 5j5
Meias finas para hornera, senhora, e
enancas.
L3a fina para bordar libra a 60
Carrejis de linha Alexandre a 80
Dila em duzia a 920
Abotuadura para collete a 120, 200 300
500
Ditas para punbos a 300 e 10
Papel i de pezo, almaco e pequeo de
cores enj caixinha.
Lotinhas de banba a 80 rs. e em da*
zia a 9-0
Brincos pretos de burra:ba e a'.finete a
800
B toes' de daraque prtto para palitot
groza a 1)300
Grandejvariedade de boiQes para palitots
e collete que se vende barato,
Caixas com dez novellos grandes de li-
nha a 440
Ditas coin 50dit)S a 650
50 pega cord3o de vestido 600
Pega de fita para coz 440
Sabonetes transparantes fino3 duzia 600
Colleresjde metal fino para cha, dozia a
20000
Ditas para sopa a 40
Talharesi de faccas duitia 50, 60 7.5 80
e 90000
Temos 4e bandeas ovaes a 100
DIjS lizas a i 0
Sabonera finos e iguaes duzia a 15200,
10500 e 20
Caixas de botes de osso para caiga a
200
Sataes b"anco, duzia a 280
Tranga de 13a e branca de caracol duzia
a 560
Retroz preto e de cores, oitava 240
Carnizas de meia croa muito boas a 14
Sitinet de algodo de cores para rupa
de montara, e de crianca covado a 500
Merino preto trancado a covado a 30300
Leucos de linho em bonitas caixinbas do-
zia 50800
Lindas cambraias bordadas d 13a vara
15000
Golxas de pello de lontra com doas vis-
tas a 145000
Cretone matisado para coberta covado i
700
Grande sortimentos de perfumaras; un
bonito toylet de vinhatico com pedra mar-
more e vijro oval, am guarda ronpa de
amarello ; seis cadeiras de guarnicSo, 2 de
ditas de bracos e duas de bataneo, tudo
de Jacaranda massico, propro para um
gabinete e vendem-se por mdico preco
por ser resto. N3o ser mo vender no
EMPORIO COMMERCIAL
15 Ba da Imperatriz 15
Ulysses & Irmdo.
GRANDE
LIQUIDAJA
E" PECHINCHA. *, M/v
ChiU Usa gosto de prac* a *, 840, 280 e 380
Cobertores de lia escuras toulto grandes a S#.
Na loja de Guilberme Carneiro da Canoa : na
rna do Crespo n. JO.
Vende-se
a loja de looca da trra sita rna do Raneel n.
4 : qaem a pretender dirija-se i, mesma on a pra-
a da Independencia o, 33, qae acbari cam qne
traUr-
Vende-se ou aluga-ie duas casinbas na Ma-
trix da Varzea, sitas na roa do F'ogo, com seus
quintaes coirespondentes as mismas, que vai a
estrada de detra, tendo varios airoredos de frnc-
Jtos: quem pretender dirija se a roa oe no.^
' sbralo la esquina n. I, andar.

A
-.. V
I *


Diario de Per&ambtico.. Domingo 8 d Outubf d 1871

>
r


-
LpERATURA.
Os capuchina*.
8 4
t*CAPl FH. CAETANO.
(Continuago).
Ohfbem-dh aej pan sempre a santi re-
ligro citb-alici rraana.esposa unL-a edMnn
de-Jesus Ghris'.o! Pois apezar de t5o dirs
obst nadas guerras que la faz o prot.ct n-
tosmo ainda a f e o dogma do purgtoiio
se. conserva viva e forte entre estes povos!
Oh t bemditas sejira para sempre as almas
de vossos paia i Pois se o protestantismo
negando a devog.5 a de Mara S3ntissi.11 e
das almas espiritoalsa a materia e materia-
fea o espirito, sustentando a liberdade da
conscien;ia, obscurece, confunde e n ga to-
das as regioes; a relRSo cataolca, pe-
nbor e beran;a de vossos pas, dninNa o
espirito e modfica a materia ; c, nSo iran-
aiginlo com as ardentes paixos human s,
firme vos ".onserva na f de Deas e espo
raoeosos com o santo purgatorio e gloria
promettida aos verdadeioi penitentes. Po-
is, bista de lagrima-: atteade-rae. Bu
aestes tres das retiro-m "da fregoezia da
Laz, pois- necesi;o a mialn sanie. Povo,
tu te abenga a lingo j, os ollios e es cora
foes... Oa qoantas lagrimas dele <-
o povo cahram tussa occasilo 11... >
Que co.-agao pjder resistir urna justa
admiracao ao ler taes prodigios? quem lo
temerario deixar de prodigalisaT-lhe o me-
recido eoderesso de bem cabidos encomios ?
arece que o Eterno sempre estava prorap
10 para auxi.iar os esforgos do grande var3o
apostlico.
Nao temos porm apretinado todas os
ralevaales servidos prestados esta provin-
da pelo ncajsarel Fr Caetrao de Mes-ina,
porque uns se perderam em a nou.e dos
lempos e apenas tornaram grata para sem-
pc-> a lembranga d'aqiees. que receberara
s os banefi js e de oatros nos faltarais os
apoalamentos. M quautodito ficimaia
qae jufficiente para demonstrar aos presen
tes e attestar aos vindouros o importantis
sim>s auxilios cod que os missioniriosda
?enha tem entrado para a desenvolugSo mo-
ral di provinda de Peroambaco e tomar
eterna a gratido no corceo dos pernam-
bacanos para com o preclaro varia qoe em
i; J.v es momentos da v.da que eolre nos
oj sempre Ibes prodigalisju torrentes
ije:tfsncaveis dessas verdades eternas, que
constituem o f jo lo do calholicismo.
E Fr. Caetan) liaba verdadeira sympa-
taia. por Pernambuco... Oj seus servidos
sao outros tantos te.-lerounhos que de im-
proviso se levaotam para corroborar este
aosso assorto, que tambem elle por mais
de orna vez deixoa cahir de- seus labios.
Mas era preciso deixal a pira satisfaz ir o
preceto i obediencia.
t No dia 2J de Janeiro de 1860 deixou
esta c dade em demanda da capital da Babia
por convite do miasionario gera! dos rais-
afooarios capachinhos.que d"dlli de vera par
tir depois dessa conferencia para a Europa.
Depois de chegado ao seu destino e
' apoz os cumprimanlos e algum tempo de
desjango declarou-lhe o referido commissa-
rio que elle deveria substituil-o nocommis-
sri2do, o ao eatregar-lbe no dia 27 de Ja-
neiro o siote, que symboiisa a aulhoridaie
Mloo-lbe da seguate maneira: Nos exi-
gimos a vossa ida para o Rio de Janeiro pelo
bem geral di ordena; e depois de assam;r-
de3 0 cargo, que ora vos transmittim os po
dereis repartir a vossa residencia entre a
capital do imperio e Pernambuco. O bem
da ordem exige que vossa paternidad* siga
para o Ro : ide em nome de Deus.
Era dura a separaco, mas a.ima de ludo
estava o dever que o prendia ao doce jugo
da obediencia. '
Recife, 22 de agosto de 1871.
Joaquim Quemes da Silva c Mello,
FOLHETIM
.
i ILHi DO FOGO
fltO.U.Wl'l-:
ALEWXDRE DLHAS
(ContrauagSo do n. 229)
IV
A heraoca.
Era j alto da quaoda Euzebio Van-den-
Beck acordou.
O sol estava e3plendid), e os seus raios,
entrando pelas (restas des bambs, traga-
vam mil formas caprichosas.'
Mas o despertar de Euzebio foi bastaote
"agolar, porque o rapaz n5o sabia se esla-
va dormindo ou sohhando.
Perder o sentimento do que se passra
at do presente.
Meo Deas mea Dos! bradava o
pobre moco sem poder coordenar as ideas,
mas lambraodo-se nao obstante vagamente
do estado cadavrico de sua molber. Meu
Deas t Nao posso imaginar qne seja yer-
iade.
Euzebio, mea querido, disse ama
voz suave. Onde ests ?
Euzebio eadireitou-se, e n'ura polo ebe-
g00 ama de Ester.
Mas Ester n3o estava na cama. Euzebio
?io-a, viva e radiante, assentada n'um baa
eo. Mirava-se n'om pedazo de espelbo ;
sorria e compunha o cabello.
Euzebio dea um grito, precipitoa-se aos
bracos de Ester e cobrio-a de beijos.
Sim, sim, dizia-lbe elle, 8 tu, es tu.
Cfe I deixa-me encarar-te b9m, deixa-me
ieo4ir o calor que circula as tas veas.
Oh como o too corceo bate, o tea cora
$io qoe j n3o pulsava E os teas olbos,
que ea va fechados para sempre I Ob!
Fllame ; quero oavir a toa voz, quero
ni-la...
Mas qoe tens, Euzebio ? disse a rapa-
riga encarando n'elle com ternura. Ests
ceno qoe pertarbado, paludo. Olba para
o tea (ato, qae desordem. Faz?s me medo.
> Que soccedea, Santo Deas ?
Nada, Ester, n5o foi nada ; um sonho
lerrive, om pesadello qae me atormentou
agina, minba amiga, qae tejalgava mor-
F^ctildaile deriircKo do Kieelfe
PAHECEn SOBRE AS OBRAS DO OR BRAZ
KLOHENTINO HF.NBIQUES DE SOA.
A commissao nomjada por eata illostre
congregaco para, em virtude do avi?o de
I4denovembro deste anno, dar parecer
sobre o merecimento e utilidade para o en
sino desta faculdade, das obras poblica-
das pelo nosso fillecilo colieg o Ilustrado
D Braz Florenlioo Hmriques de So;za,
vem salisfazer e?ti hoarosa incumbencia,
nem p;rs:;adi la de que sea trabalho, sm
(I uvida incompleto, merecer a vossiindul-
gnca, alientos o pouco tempo deque dh-
Doa e outra? circum tancaa por'.vdn sabi-
dis. que inbib ram a ommiisSo de melbor
desemptilial-o.
Accresce anda que, sendo p)rtolos vos
conbecIJas e devdam nta apreciadas aspa-
blicat5j5 do nosso finado collega, julguu a
comm'355) dever exioair-se de longos desen-
vol^iojentos, que, lomando se lalve fasti-
di)S0>, na 1a eniretanto acresceataam ao
vo3-o muito competente juizo sobra a-im-
portancia e utilidade de ca la um? das obras,
fruelo do mais iadofeso estudo e ulevada
iotelligenciado dislinc-o professor, c:fj a me-
moria ser sempre lo saudosa esta
faculdade, como ao paiz e jurisprudencia
patria.
Mnitos, e da diversos gneros, foram os
escriptos do nosso sempre lembrado col-
\?-%i, alguns djs qiaes, sabe a commissSo,
ella os coaservav inditos, impossibilitado,
j por falla d> temp) necessario (coasagra
lo con tanto zlo ao migisterio) paral:-
mal-os, ji sem davda por carencia de re-
cursos pecuniarios para dal-os a lume.
Circumscripta. porm, a emittir o seu pa-
recer sobre as obra* publicadas, que pos-
sam offerecer utilidaie ao ensino dtuta fa-
culdade, a commissSo procurar apreciar as
segumlof, que a este mais directamente se
ref ;rem.
S5o ellas :
O casamento civil e o casamento religios)
(1859) 310 paginas.
Estudo sobre o recurso a'corda(i8i7j 162
paginw.
Do delicio e dodelinquente, .licoas de di-
reito criminil (1860) 15i paginas.
Da reincidencia, lifo de direUocriminal
(1858) 53 paginas.
Uoi responsaveisnoscriines de liberdade
de e.cptimir os pensamentos, lico3S de di-
reito criminal (1866) 159 pagiaas.
Do poder moderador, ensaio de direito
constituci mal, contando a aoalyse do tit.
5., cap. 1., da constituido poltica do Bra-
sil (1864) 597 paginas.
I.
Q casamento civil e o casamento religioso.
A proposta do goerno a presen tac a c-
mara dos deputados na sesso de 19 de ju-
iho de 1858 tendente a estabelecemo Bra-
sil o casamento ci>il e legilimal-o em tolos
os seus elfeitos, foi que motivoa o Ilustre
D.\ B az, espirito tSo conservad >r quanto
catholio, a escrever este muito ioteressan-
ie livro, n) quil a par de judicosa aialyse,
era forma de commentario sobre cada um
dos arligos di referida proposta, cuja doa-
trini o autor taxa de innovac.ao peiigosa,
ao 003-0 paiz, elle desenvolveos principios
geraes, e quesiojs preliminares acerca do
casamento.
Partindo da considerarlo de que a familia
o elemento da sociedade poltica, e que o
vnculo matrimonial o primero aonel des-
sa cida de rclacSes, que prende o bomem
social, senlo por conseguinte o casamento
em si mesmo uai acto civil, e religioso, o
Dr. Braz, como o titulo da sua obra o in-
dica, trata do casamento sob o duplica pon-
to de vista de contrato e de sacramento,
firmando do modo mais claro a compoten-
cia do Estado, e da igreja sobre o acto
mais grave c importante da vida do bo-
mem, e pelo q i al se consume a famii a, e
se fundara, o parpetuam os imperios.
A8sim que o illnslre doutor, demons
irando, de accordo com a doutrina da igre-
ja, a uni5o e iolivisibilidade do contrato, e
e do sacramento, diriva dabi a consequonev
lgica, e irrecusavel de ser o matrimonio
quanto sua forma, ou quanto ao vinculo
ta, e domnava-me essa idea por forma tal,
qoe quandome chamas-te nao ousava filar
os olnos na caon, onde te vira immovei e
gelada.
Que loucura I exolamou Ester bejan-
do seu marido. Que loucura I Nunca eu
Uve um s;nho mais agradavel. Voava
atravez dos espacos, e vi o throno do Se-
nbor rodeado deaojo3, e os aojos punbam-
me urna corda na testa e om ramalbete as
mos, nic de flores mundanas, mas de
flores celestes, cojo calix era de diamantes e
as folbas de esmeraldas. Havia na atmos-
pbera ara perfume suavissimo, e os canucos
qoe se oaviam embriagavam a alma. O a !
querido Euzeb.o Longe de padecer, nun-
ca xas julguei 13o feliz como no meu sonho
d'esta madrugada. E parece-me agora que
o sangae me circula palas veas com calor
novo e vida nova.
E Ester, descaojando a caberla no peito
do marido, acerescenlou :
E, vou confessar-te orna cousa, que
o5o sei explicar. Parece rae que te amo
boje de ootro modo, difireme da mane ra
porque te amava bonlem; sar de corto
por ter aspirado o ambiente puro e encin
tadord'esse paraizo em qae soobei. ti-
tea agora teu lado com mais prazer do
que quando linba no peito esse peso qae
me opprimia e suffocava.
Ester, Ester I murraurou Euzebio
com voz commovida, porque j qaasi ima-
gina va qae os acontecimentos da coate pas
sida tinbam sido um soaho. Ester, lom-
bras-te das circamstancias extraordinarias
e qaasi sobrenaturaes qae precederaia e
acompanbaram o tea sonbo ?
Nao. Ea dormi am somno de an-
jos ; nada tive qae ?e pareja com os teas
pesadellos, mas s am somao qae me fez
o maior bem.
Djcididamente, murmorou Euzebio
passando a mo pela testa, tado foi um
soah, e fiz bera mal em me preoecupar
tanto.
Deixa eniSo esse aspecto sembro qae
me nao agrada. Lembras te da proraessa
qae me fizeste ama eoote, quando pasieia-
vamos no lago e te autorisei a pedirs a
minba m3o ?
Sim, sim ; prometti-te que serias em
minba casa raiona absoluta.
Pois bem ; como rainha, te mnodo
qae recuperes a alegra, e para recomoen-
aar a toa submissio, reservo-te ama sor-
preza.
Qual ? Explica te : qaanlo disjeres
me causar vivo prazer.
Bom. En siato-me com torcas |)ara
qae constitue a sua essencia, da jariidi'c5o
exclusiva da igrej posto que, com rea
C5es ios direitos civis deva ser regulado
peloEsado.
A questJo dos impedimentos* matrim >
niaei tambem abi desenvolvida ec pro-
fesao pelo autor, que reivindica em oroi da
igreja a exacta doutrina sobre tal ponto,
to descoahecida pela proposta do governo,
a qae nos temos referido.
Finalmente, de toda obra, segundo mea
mo nos diz o autor a paginas 281, resaltan)
con ootras taotas concluso s irrer gaveis
as segoints proposig53S, ut .rizadas pelo
easioo constante da igreja romana, fallando
pelo orgSo de seus pontfices :
1.* Qae n5o ba casamento (para, os
christos) se n3o contrabido as formas
qua a igrej i estabeleceu para trnalo va-
lido.
2.* Que o cisamebto, ama vez contrani-
do, segundo as formas estabelecidas pela
igreja, nao ha polar sobre a Ierra, que pos
sa romper-lue o vinculo.
"'. 3/ Que no caso de om casamento, du-
vidoso, pertence igreja s julgar de sua
validada, ou invalidado, de sorte que ootro
qualquer juizo emanado de um pader diffe
rente e am jaizo incompetente.
4 Que am casamento, ao qual n5o se
oppoe impedimento algn cannico, bom,
valido, e por 'consecuencia indissolucel,
qualquer que seja o impedim'.n'o, que o
poder leigo indevidamente Iba opponha, sem
o consentimento, ou approvaco da igreja
universal, ou da seu ebefe Supremo, o pon-
tfice romano.
5.a Que pelo contrario deve se ter como
absolutamente ou.lo todo o casamento con-
trabido a despeito de um impedimento ca
nonico dirimente^ abusivamente abrogado
pelo suberano, e que todo o catholico deve
em ODtciencia considerar como aullo um
tal casamento, a: que seja validado por
urna dispensa legitima concedida pela igreja,
se que o impedimento, que o torna ut-
i, susce'ptivel de dispensa.
6.' Qae o poder poltico,s pode dispor
dos effeitos civis, q ae derivara do casamen-
to ; mas que para esse fim, elle deve par-
tir da validado ou invalidado do casamento,
como a igreja determina.
Ora, davendo estas proposites continuar
a servir de regras de conducta nao s aos
simples particulares mas tambem aos Es-
tados, oa go/eraos calholicos. como o do
Brazil, corte que um livro, que as torna
conbecidas, e desenvolve, como o do nos-
so collega, encerra grande mrito, e da
maior utilidade para o ensino das (acalda-
dos de direito, onde, quer no estado do di
reito publico ecclesiastico, quer no direito
civil patrio, ba occasia a de se tratar mais
de ama vez do casamento sob a dupla re-
laclo, em q ae devidamenle o considerou o
distinelo professor.
Estudo sobre o recurso cora.
Sempre altento a tu lo quanto concerne
religio e as verdaderos interesses do
paiz, e procurando com zelo servir a om e
outros, o nosso finado co lega, vendo oo
projecto de lei approvado pela cmara dos
depilados na sessao de 1888, pelo qual
era revogado o arl. 2. do decreto n. 1911
de 28 de marco de 1857, mais am ataque
formal 4 soberana, e independencia da
igreja, julgoa como catholico o cidadio, de-
ver protestar contra cumplicdada do si
Iencio, publicando esta excellente monognv
pbi i, a qual. parece cornaaissao poder di-
ze-!o sem offensa illastracio e criterio do
senado, muito contribuio para a rejeigao
daquelle projecto por parte desse respeila
ve I corpo, para coja sabed aria e consm-
mada prudencia, o autor na conclusao do
seu trabalho fez om respeitoso apello.
Nesta obra, escripia em estylo didatico,
de verdadeira sciencia o erudigo, o Dr
Braz nao se propoz somonte a discutir o
impertineato projecto de lei, e a- salvar a
disciplina ecclesiastica de um grande atten-
tado.
Se tal fra o seu intento, corto que a
menores proporgoes teria elle redazdo o
sea trabalho.
Dosejaatfo, porm, ser til particularmen-
te mocid.de estudiosa das nossas facuMa-
dS. e auxilia-la em seas o-forgos, 'o iacm-
savel professor fez om compbtu estado so
bre o recurso ora, iostiluigo esta nas-
cida do espirito de insaboriinago para
com o ebefe da igreja e os bispos, e t3o
profundamente ofensiva antoridads e dis-J
ciplioa da igreja, quanto subversiva das boas
relacSas, qoe davem entre si ra nter os
d >'.:s poderes.
Foi com a mira nes'.e resultado, to jus-
tamente applaudido por todos qua de perto
o conbeciara, e sabiam de suas rectas in
tengoes, que c dislincto esjriptor, antes de
descer a* analv^e do celebre provecto, occo
pou-se na 1.a e 2.a parte de sa obra da
origem, o deseavolvimanto da famasa inven-
gao do recurso cora, e dos seus -funda-
mentos, consideran loo, ou como remedio
ordinario, oa como extraordinario til qual
esforgam se por sostena lo os regalistas, e
lisongeiros ao poder temporal.
Qur sobre urna, qur soire outra qiali-
dale, elle do modo mus logi:o e coa vi j-
cente, m asir a iaadmissibilidade dessa abu-
siva e exorbitante inslituigao, e revela, om
a maior evidencia, quanto contraria aos
principios mais elementares, e mais geral-
mente recebidos da jurisprudencia humana.
Q jando, como observa o Dr. Braz, nao
faltara homens, que julgam bem merecer da
patria, excitando os criraes dos principes
contra as nrerogativas da igreja, ampliando
a autoridade daqueUes costa da dos pa-
lores desta, proclamando e estabelecendo a
supremaca e omm'potencia do poder tem-
poral sobre o espiritual;
Qu-ndo, dizemos por nossa v.z, a cor-
renta das ms doutrinas espalha por lo la
parla suas pastilentas aguas, e o ulira-rega-
lismo nos seus desvarios pretende tar cap
Uva a igrej i de Daus, sou< ministros, pos-
tergandi a soberan'a e os direios iramor-
laes daqaella, para fazer reatgar osfrageis
direitos da poltica ;
Quando, erafim, parece que se quar plan-
tar em n>ss> p iz a impiadade revolucio
naria, restrngindo senSo neganlo a cala
um dos poderes a sua competencia, e rbita
de aegao, um livro, como o Esludo sobre o
recurso cora, donde ressamam ao mes
mo tempo o amor e devogao santa igreja
ou religila, que professamos, por cuja de
fesa o autor acudi, o o maior respeilo aos
direitos do Estado, o qual nlo deve procu-
rar estender o seu dominio costa daqael-
la, um tal livro, affirmamos, corresponde
a urna necessidade do tempo, e sem du -ida
oceupa um lugar importante na lilteratura
jurdica.
O sea mrito por conseguate incootes-
tavel, como a utilidade que presta ao en-
sino do direito publico ecclesiastico, onde,
tratando se do poder jadiciario da igreja,
forcoso discutir o famoso recurso, qoe o
subjuga senao o aniquilla.
III
Do delicio, e dodelinquenle.Da reinciden-
cia.Dos responsaveis nos crimes de li
berdade de exprimir os pensamentos.
Taes foram os trabalbos scientificos do
illostre Dr. Braz em materia criminal, e por
elle publicados em diferentes datas.
N) primeiro e segando est comprehen-
dida a explicago ana'ytics dos qaalro pa-
ragraphos do arl. 2., do art. 3. e do 3o
do art. 16 do coJigo criminal, isto o
ampio e completo desenvolvimiento dos prin-
cipios tbeoricos o reguladores da constitu-.
Oto do crime conson mado ; a demonstra-
g2o da nacessida Je de ser expressamente
punida a tentativa do delicio, que sem a
disposijo do 2." do art. 2." fi:aria im-
pune a sustentaba da conveniencia de serem
especialmente incluidos na qaalificago geral
dos dolidos o abuso do poder, e a ameaga.
embora esses fados se achem como taes
considerados e ponidos por alguns rticos
do cdigo criminal; o esiudo das condigoas
exigidas pelo art. 3. do citado cdigo para
a existencia legal do verdadeiro delinqueote,
e finalmente a justifie-agSo da circumstancia
aggravante da reincidencia nos precisos ter-
mos, em qae a dacreloo o legisladar.
O terceiro d3qaelles opsculos compre
me levantar e at para gosar de algumas
distracgas^ e quero que me leves alomar
o sol, porque nao bastante o que entra
pelos bambs.
Eazebio olhoa roda de si e vio no ch5o
um objecto que refle;tia os raios solares ;
apaobon-o ; era o panhal malaio, qae o
Dr. Bazilio lbe tioha offerecido. O rapaz
estremeceo ao contemplado, palo depois
emeiraa da mesa e tornoa a assentar-se
na cama com aspecto sombro.
Ester podio a explicago de tal mudang-a,
e pergantou o qua, sigaificava aquelle pa-
nhal.
Euzebio, incapaz de guardar aquelle se-
gredo e lomeado as suas consequencias, re-
ferio Ester o qoe se passra.
Ester ouvio-o com o maior socego, sem
revblar nenham medo.
Pois bem, disse ella qu ndo o mari-
do acaLou da fallar ; nao vejo em ludo isso
cousa que inspire terror. Pelo contrario,
fico altamente recoohecida esse bom Dr.
nao tanto pela vi la qae me conservou,
como por ter creado om novo lago, qae es-
ireite as nossas existencias.
Mas, exclamou Eazeb o, sappftes qae
seja possivel ?
Eu nao sei, responden Ester, se oo
nio possivel ; consola-me, porm, saber
que o fim do nosso amor ser o da nossa
vida ; por isso applaodo o pensamento do
Dr. A primeara vez qae o vir, bei de abra-
ga-lo, para lbe dar os agradecimentos.
D'esse coidado estoa ea livre. A
cara d'elle ba de tirar-te o capricho.
Pois tao horrvel tem o aspecto ?
Nem Uoto, e todo elle parecer acei-
tavel ; mas, u'es'.a maneira de rir, qoe pa
rece ama recordagSo da Satanaz. Alm
d'isto, ha momentos em qoe os olbos lbe
b: ilbam como os de orna tora.
Em todo o caso, esse exterior n3o se
barmonisa com as suas obras, porqae ta e
ea lbe devenios a vida.
Pois sim, mas. ha ama cousa qae me
inquieta.
Qaal 1
O interesse qae mostra por ti.
E qae nos importara os motivos de
tal interesse, ss os effeitos sSo favoraveis 1
Repara mea pobre Eazebio, qae se nSo
fosse elle, n5o existiramos agora. Ta nio
queras viver sem mimr e essa prova de
carioho jamis a esquecere. A elle deve-
nios a ossa fecidade presente, e seja quem
fr, para nos foi om Deas.
De certo, mas preciso eslarmos
doudos para caidarmos qoe o servico qae
nos fez fosse por pora philantropia; eu creio
hende a eccurada aoa'ysif dos cloc pira-
grapbos, de qua se compa o art. 7. do
cdigo en mi jai. e a poltica, e scientifica
apre.i g5o do art. 8 3, ambos tendentes a
regalar a pungio dos dolidos da imprensa;
a comparago de seas disposiges com a le-
gislaglo de oatros paizes sobre igual as-
sunpto, e em ultimo logar algamai consi-
derages provocadoras a aitenga do la
girador para este importante ramo da jo
risprudencia criminal.
Posto que o nosso dstiiicio collega nessas
tres publicagoes nao houvesse creado prin-
cipios n avos, e tbeorias it agora deseo
nh c.das, m-smo porqie n3o enirou em
soas vistas fazer ura tratado da direito pe-
ual, o 15o somente a explicarlo jurdica e
philo nosso cdigo criminal, senlo o seu ialoito,
como elle nos disse, concorrer para a for-
mag3o de urna jurisprudencia nacional, to-
dava forgpso reConhecer que os seus
trabalho3 sao um precioso dora feito
sciencia, e um seguro guia para aquellos,
que os qnizarem tomar p r n irte.
A clareza. precUaa, e proficiencia que,
cora raSolarga, foram s bre. elles derram -
dis pelo Ilustrado autor, collocoo os na al-
tura de serem vistos por lodos, consultados
e apreciados pelo3 meslres, e deverem ser
com o maior proveito estudados,. e bem
comprehendidos pelos discpulos.
Os que tiverem feito do estudo das ;eis
penas, e de sua applcagii) um empenho-
sro, bao de fo gosamenle conaecer a quan-
tos perigos podera acbar-.se expostas a se-
guranga so:ial, e a innocencia, injustamente
aecusada, pelo fado de um erro, ou de
uraa falsa apreciarlo dos elementos e con-
ligoes constitutivas de qualquer delicio, ou
esle se considere consummado, ou era ten-
tativa.
Claudique o execlor da lei penal na
verdadeira apreciag5o daquelles elementos,
e condigoas, coraraetta o erro, anda o me-
nos intencional, e ter-se ha necessariamente
ou a socioda je despr. tegida, o offendida
pelaimpnnidade da um fado, cujo perigo
f ;i por ella assignalado- em euas leis prohi-
bitivas, ou a justig social arrependida, e ao
mesmo tempo amaldigoada pela injusta e
iniqua conderanaglo da innocencia.
No iaieresse da fiel telellgencia da lei, e
sobretodo no inteuto louvavel de auxiliar a
mocidade que se dedica ao estulo do di-
reito em nossas ficuldades, o illostre pro-
fessor as suas ligos sobre delicio e o de-
lnqueme, ja pelo d di envolv me uto dos
principios, e estudo das fontes das nossas
leis, e j pelo proficuo saccorro do3 exem-
pos, conseguio explicad por tal maneira as
tbeses envolvidas nos arts. 2o e 3o do cdi-
go criminal, que ser difficil ao qoe quizer
applica-las cora aoimn do acertar, nao dis-
tinguir o crime das engaadoras apparencias
da criminalidade, e confundir o innocente
com o verdadeiro culpado.
Assim, jurga a commissSo poder sem
erro asseveiar que relativamente nogo,
o formagao do delicio, e qaanlo existen-
cia legal do deliquente, e s condces es-
senciaes para sua responsablidade criminal,
a palavra o o pensamento do legislador bra-
sileiro foram fiel e magistralmente interpre-
tados pelo nosso eslimavel collega, t5o cedo
pela morle roubado cultura, o progresso
da scien;ia. .
E' porm na ligio sobre a reincidencia,
o segundo dos opsculos, que com particu-
laridade se traduz esse verdadeiro espirito
exegelico, do qual era tao felizmente dola-
do o illostre Dr. Braz, e que imprima aos
seus trabalbos sobre qoaesquer ramos da
no sa legislarlo o cunho de urna doutrina
nacional.
Entre os fados accessorios, que acompa-
nbando o delicio, emprestam lbe maior gra-
vidade, e contra ene reclamara da justiga
social um augmento de severidade na pena,
figura o da reincidencia, que o nosso legis-
lador, com todos 03 outros, collocou no
numero das circumstancias aggravantes,
conforme se v do art. 16 | 3o do cdigo
criminal.
Exigindoa lei penal de outros paizes para
a verifleac3o dessa circomstancia que o
qoe por baixo do bem que nos dea ba al-
guma ameaga secreta.
-- Mas, entretanto, vivemos, somos mo-
gos e amaran nos.
Da repente, encarando no marido bradou:
Temers acaso esquocer-me e princi-
pias a inquetar te pela tua vida ?
Oh I Ester I
Ester entrou a rir.
Quanto mim, cobouou, sei que o
teu corago s por mim pulsar.
E eu tambera assim o acredito, re-
darguio Exzeb:o, e ludo o que digo para
ver se posso explicar essa pbantasmagoria,
qoe me parece famosa para aterrar as crian
gas.
Perdo, exclaraoo Ester ; mas, enca-
rando o assumpto d'esse modo, nao sou da
loa opioio. NSo s exista alguma cousa
de sobrenatural ni apparigSo do Dr., mas
at a minba cura deita por ierra todos os
systemas da medicina e toda a lgica da
sciencia.
Agir, volvou Euzebio temeroso con-
tra vontade, na a vas acreditar como os do-
mis, que o Dr. Bazilio tem pacto com
Satanaz.
NSo tratemos de penetrar esse segre-
do, mea amigo, disse Ester com modo gra-
ve. Gontenlemo-nos, repito, com gosar
dos seus beneficios ; e j que elle duvida
de ti, provemos-loe qae doas entes podem
envelhecer pensando apaas em amar-so e
ser indiffrenles talo o qae se albeiar da
sua felicidade.
E a mocnha, como que para dar maior
torga aquella opiaiSo, mostrou toda a soa
garndice e temara, e tal ponto, qce aca*j
boa de dissipar as duvidas do marido.
Por fim levantoo se, e arrimada ao brago
de Eazebio, deu alguns passos pela casa e
encarara bou se para a porta.
Euzebio cbegou-lhe o banco de bamb).
Vamos, disse a rapariga, es'.ou na
convalescenga, e preciso que trates d
procurar trabalho, porque- a miaba doenca
obrigoo-te a deixar o emprego.
E' verdade, respondeu Eazebio Giban-
do tristemente para os babs, cajas roupas
estavam empeabadas oo vendidas.
Bem sei, acerescenlou Ester, bem sei:
todo vendeste por miaba causa ; a pros-
tragSo em qoe ea eslava era tal, qae nem
torgas tinha para me oppdr isso; em
somma, ea te pagarei com todo o carinbo da
mioha alma.
E abracoa o marido. Depois conliooon:
E porque nSo vais ter com o' Dr. Ba-
zilio para elle te arranjar algum commodo?
Disse qae so iateressa por mim, e ama vez
primeiro crime conmettido baja aido ante- .
nrmenle julgado, o legisl*lor brasileiro,
seguiodo um ootro carainbo, guardn o
mais completo silencio acerca dessa condi-
gSo cootentando-se com a de ser o segando
crime da mesma natareza do primeiro.
Tendo dado essa dispotigSo larga mar-
gem a opioibes desencontradas as escolas,
e at a julgamentos opposlos em nossos
tribunaes de jostica, o Ilustrado autor da
Reincidencia m istrou com a proflciencia e
rigor lgico, delle proprios, que a soppres-
s5o da claasolater sido o primeiro crime
julgadonSo foi um erro, e menos ama la-
cuna escapada perspicacia do legislador,
mas que leve este alias boas e valiosas ra-
z as para ser singular, prescindindo de
ama disposigSo qoe, ao menos entre nos,
mpossibilitaria ordinariamente a Y6rificac3o
dessa aggravante, a qae todos os legislado-
res attriboem lao sabida importancia.
E, na verdade, emqaanto a redaego do
3* do art. 16 do nosso cdigo criminal
for a que existe, niogoem, entende a com-
missSo, poder com vantagem contestar a
intelagencia, que lbe deo o distincto cora-
mendador, e arada menos corabater os soli-
dos arguaaentis. com que foi'sustentado o .
jurdico pensamento do legislador criminal
brasileiro,
Sa sao evidentes a importancia e a utili-
dbde dos dous primeiros esbocos (assim de-
nominados na lnguagem modesta do autor)
sobre alguns artigos do cdigo criminal,
urna e outra avullam no 3o, qoe, como
aquelle, foi igualmente dirigido pelo patrio-
tico poosamenlo de concorrer para o me-
Ibcramento da nossa mesquinha jurispru-
dencia criminal.
Por maior e mais just ncavel que possa
ser o nosso orgulho pela posse de um dos
ma's perfeitos coc'igos penaes conhecidos, a
vetdide exige e nos a confissSo de qoe,
em materia de delictos, oriundos da abuso
de liberda-le de exprimir os pensamentos,
nenham* legislago m*is falba, nio dize-
mos bem, nenhuma ta"o incompleta e de-
fectiva como a nossa.
Restricta somente s disposiges dos arts
7, 8o e 9o do cdigo criminal, pois que os
comprehendidos no cap. 8o da 4a parte do
mesmo cdigo apenas referem-se ao uso n-
deyido da imprensa, e nlo ao abaso de ex-
primir o pensamento, a nossa legislago en-
cerra naquelles tres artigos todo3 os dicta-
mes concernentes re8ignac3o dos respon-
saveis por essa especie de delicio.
Esses poneos art;gos, "sempre diversa-
mente interpretados pela torva herraeneotca
dos odios particulares o das paix5es polti-
cas, lem servido mais para objedo de dis-
patas no foro, e para ornarem a verdade
duvidosa, do que para assegnrareaa a poni-
gao da melles qae vem na liberdade de
exprimir os pensamentos antes om instru-
mento poderoso de vinganga, e um meio se*
guro de malfazer, do qae om precioso di-
reito, apanagio do cidado livre, e sempre
respeitado em ama sociedade livre.
No meio dessa peonara jurdica, seja-nos
permittida a expresso, e dessa ausencia de
regras e normas claras e positivas, vista
das quaes se podesse basear a legitima res-
ponsablidade dos comprehendidos nos cin-
co paragraphos do art. 7 do cdigo crimi-
nal, sahiram loz em 1866 as interessan-
tes ligbes do Dr. Braz, acerca dos responsa-
veis nos crimes de liberdade de exprimir
os pensamentos, as quaes foram pelo zeloso
professor consignados a verdadeira intelli-
cencia daquelles paragraphos, os principios
de justiga e utilidade em que se baseam as
suas differentes disposiges e par i ti tormen-
te os defaitos e (acunas que nessa parte do
nossa legislago penal devem ser remedia-
das e preenebidas. -
-
* v
/

.*
que nos deu a vida, ciertamente nao que
rer que nos mate a tome.
Euzebio, ao oavir aquellas palavras, en-
trou bruscamente era casa e foi assentar-se
na cama.
Ester vio-o cora a cabega entre a3 mSos
Que teos ? perguutou ella da'ndo-lhe
um beijo na testa.
Nao me falles d'osse bomem, respon
deu Eazebio empurrando sua molber. Nao
vs qae ja lbe de vemos demais ? Nos poa-
cos instantes que aqu estove dea-tea vida
e empsgonbou o ar que eu respirava. Sim,
confesso-l'o, desde esta manaaa que me
nao conhego mim mesmo. Eu devia estar
embriagado de fecidade ao ver-te salva, e
deveria esquecer os homens e o mando para
s pencar emti ; e, todava, o riso d'esse
bomem segue-me por todos os lados, e a
sua voz mistura-sa com a toa, com a tua
voz que me falla de amor, e enlSo, Ester,
enlao considero me desgragado ; apodera
se de mim a duvida o parece-me estar sob
o dominio de am poder superior; jolgo-
me escravo, escravo. A1) I Isto um sa
plick) horrvel que so prolonga cada vez
mais. Querida Ester, querida Ester, ac
bou-separa mim a fecidade!
Ester ia cagar daquelles medos, que
lbe pareciam cbimericos, quando lne pare-
cea qae faziam certo ruido na esleir da
porta.
Eolre, disse Euzebio, que ouvio o
mesmo ruido.
Levaniou-se a esleir e virara entrar om
bomem vestido de preto.
O Sr. Euzebio Van-den-Beck ? par-
gunloa o ;recem-chegado.
Soa ea, respondeu Eazebio levantan
do-se. Que me quer Sr.
E' o Sr. Euzobio Van-den-Beck, ca-
sado com a senhora Ester Menuis ?
Soa ea mesmo, e aqu est minba
mulber, Ester Menuis.
EntSo a senhora fi'ha de Gailberme
Monais, labellilo do Harlem, e de Joaona
Catharioa Mortier ?
Exacto disse Euzebio, assombrado
com tantos preliminares.
__E' enlSo ao Sr. Eazebio Van-den-Beck
e Sra. Ester Menuis que diz respeito a
dolorosa misso de qae estou encarregado.
Ah I senhor I exclamou Ester ; ex-
pliqese depressa.
Ha ama hora qae fai chamado, disse
o desconhecid), para inventariar os bens
do Sr. Jo9o Heorique Bazilio Mortier, co-
checillo nesta trra pelo Dr. Bazilio; por
consegrante, tomos logo cusa d'elle, e so-
bre o fogo adiamos um testamento, que
.
(Continuar se-ha.J
-
fica depositado no tabellionalo do Sr. Arnold
em Balavia. N'esse testamento iostitue o
Dr. Bazilio por berdeira universal de lodos
os bens sua sobrinha Ester Menuis, filha de
sua irmSa Calbarina Mortier e de Guilber-
me Menuis/
Gomo I gratou Euzebio, espantado.
Pois morrea o Dr, Bazilio ?
Sim, mea Sr. f volvea o agente da
lei com voz lgubre e ofli-.ial. O seu infe-
liz parete afogou-se esta manha, ao pas-
sar a baha, para se dirigir am navio qae
acabava de langar ferro.
Euzebio estava tSo aturdido, que nem
sequer perguntoa como succodera aquelle
caso.
Ora abi est, pooderoa Ester : era
meu lio, o todo fica explicado. D'ahi pro-
ceda o ioteresse que lbe ea iospirava.
E acboa-8e o cadver ? perganloa
Eazebio.
Achoa-se : est agora em sua casa;
all poder o senbor cumprr com os lti-
mos deveres qae lbe impe o parentesco.
Mas tem a certeza de que esteja mor-
to, bem morto ? i
O bomem olhoa para Euzebio como qae
assombrado, e acerescenlou :
Todos os mdicos de Batavja certifi-
caran) a soa morte, e nao tarda qae o Sr.
veja o cadver.
E' o qoe ea vou fazer quanto antes (
oradou Euzebio.
E, sem se demorar nem ao menos em
compr o falo, que estava no man completo
desalioho, correa para a roa, emquanto qae
Ester, cajo espirito nio qainhoava dos re-
cejos do marido, i a chorando a morte de
sea lio.
Sabia desde muito changa que elle satura
de Harlem na idade de vinte anuos, e a
primeira vez que tioha noticias positivas do
seo paradeiro, recebiaas por meio dos
beneficios e favores que acabava de resa-
ber.
O Sr. seu marido, disse o bomem da
jistiga, parece qae traba grande apego ao
defacto, e ea agradecerei a Sra. ae lbe lem-
brar qae fico s suas ordem para as for-
malidades qae reqaer a posee da heranga.
E comprimentou Ester, como os escri-
vies comprimeatam os berdeiros ricos.
(Continuarse-ka)
TYP. 00 DlAKIO-rfiU a DO DUQUE DI QAXIA*
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