Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:12283


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Full Text
AMO XLVI. NUMERO 279.
f,
*

m
-A
FkU i CAPITAL LUCA1ES OHDE IA0 V PAfiA fWttt.
*or tras eca*, adiantdos..........,......
fot seia lo iden.............
Por nm auno'dea>......?...,
Cada msooro avuteo .........*.........
*<
4000
SHT FEIRA 9 DE DEZEMBR0 OE 1870.
*..
"--*- '-I -Ti i-'--
PAIA DEITBO E POBA DA P10TDTCIA.
Por W mezes adulto* .........a...... W7W
' Por aeia ditos dem. ................4. 43JSOO
Por nove ditos dem *
Por um iodo idem ....

-
Ir
SOlCO
27#000
m,
* *
f---------
Propredade de Manoel Figuera de Faria & Filhos.
nr
r
Srs. Gfrirdo Antonio Alves & PiJboi, no Para ; Gonealvea Pinto, 00 Maraoso 5 Joaqun Jos de Otveira, no Ceari ; XW de Leaos Braga, no Araetty ; Jlo Mara Jalio Chavoi, no Amo ; Aniotf Marque* da Siha, no Natal;
Pereira d'Almeida, em Mamangaape; Antonio Alejandrino de Lima, na Parahyba ; Antonio Jos Gomes, na Vffla da Penba; Belannino dos Santos Blelo, em Santo Antlo; Domingos Jos da Costa Braga,
. em Nazareth ; Francisco lavares da Costa, em Alagoas; Dr. Jos Martina Arvetj na Babia ; e Jos Ribeiro Gasparinho no Rio de Janeiro.
PARTE OFFICIAL.
Wlmtsterfo dos negoc'os cstran-
geirvN.
Rio de JiDuiro, 23 de novembro de 4870.Illm.
e Fxna. Sr.Nossas relacss cora a repblica do
JVr vo lando um desenvolvimenu progressivo,
que cumpre Mimar e favore;>r no interesse da
imizaJe, uavegici) e eommercio com a jaelle Es-
tado.
Nesse-intuito este roioialerio tere tomado as pro-
videncias necesaarias para que o consulado bra-i-
lairo em Leroto, de> leguas acuna da nossa [mu-
teira de Tabalioga, facile all nos coramerciaes, ji protegendo-a*. j fazendo os con-
venientes avisos, ji instruind > os commerciantes
de ludo quanlo Ihes possa convir.
Kosse me^mo intuito pude, conseguir di direc-
tora da companhia do Amazonas, enguanto para
efla au aouyer ioconveoieute, que em vez de li-
mitar a mgera de seu* vapores de Minaos a Ta-
balinga, baja de prolonga la al Lireto, sere que
por isso perceba augmento algum de >ubveacao.
Posta assin a correspondencia commercial em
contacto peridico e fcil cora n mercado de Loreto
e com o sobredi lo consulado, haver moitas van-
ugen? reciproca* para o Alto Amazonas Peruano,
o para Maoos e pracas mercantes do Para.
Como porm para levar a effelto a medida seja
de ece'sidade que o ministerio a cargo de V.
Exc. se entenda com a 'eferida directora e por
ventora ibe conceda mais dous (O tres das para
a? viagens de que se trata, pr isso looho a honra
de dirigir me a V. Exc. peJinia-lhe que nesse
sentido providencie como r mai conveniente.
Aproveito a opportnnidade para renovar a V.
Ete. as seguranzas da minha alta estima e mais
distincia consd. relo. Viscond-j de S. Vicente.
A. S. Exc. o Sr. conselheiro Jerooyino Jos Tei-
xeira Jnior.
Rio de Janeiro, !i de novembro de 4870 Illm.
Bsoa, Sr.Temes um tratado de amizade, nave-
^cao e eommercio com a Bolivia, e tambem urna
empreza contratada com o Sr. coronel Church,
(ira a constraccio de una estrada lateral do
Madeira, que evite o< obstculos e perlgos das ca-
choeiras delle c do Mamor, que tanto diftkultam
o transito.
Uasultam d'ahi variadas previsdes j quanto a
diversos e valiosos interesses de breve futuro, que
se deve ir preparando, j quanto s conveniencias
da actnalidaJe, qae cumpre desde j ir facilitando
do bsm ser mutuo.
O eommercio de BoKvia depende multo do nosso
i-oneurso, e este nao s estreitv as relacoes dos
doas paizes, como c de utilidade reciproca, mas
dar aos mercadus brasileiros do Amazonas e do
Para ampias compeosacoes.
No intuito de ser bein informado das villas, que
aairaam o ministerio a cargo de V. Exc. a seme-
jante respeito, de dar os devidos esclarecimentos
legtco brasilera em Bolivia, e ao consulado em
Santa Cruz de la Sierra, permita V. Exc. que so-
licite as segreles informaijes, c offereca algunm
hnibrancas ou observares, que podem ser de
proveito.
i Que providencias esto dadas pelo ministerio
* :argo de V. Exc para o desembarque, deposito,
guarda das mercadoriis que sobem pelo Madeira
a'. o porto da Sanio Antonio, quando all chegam
o nao haja logo canoks proraptas para recebe-las,
e ir varar as cachoeiras ?
E' evidente que se precisa aili de um armazem
pira o abrigo e segnranca, tanto dessas mercado
ras, como das que descera das cachoeiras, at que
tenham seu ulterior destino, erabora se cobre al-
gatti tenuo armazenagem, fura raesmo melhor
dispensa.
2* Se ha alli algum destacamento permanente,
qae forca tem elle, e se esta provincial, como
melhor fra, ou de linha, que tenhi de mudar-se
de lempo em lempo ?
Es.se destacamento presuppoo um quartel que
i'ffereQa algama commodidade, e nao urna simples
cc-berta de palba, como por vezes so usa em se-
mentantes postos cora muito pn>juizo da saudc Aos
soldados. A esles bem se pudora facultar licenca
pira fazer plantacoe-, e mesmo casa vizinha ao
qaartal na hypothese de terem familia.
3* Se In perio algum aldeamcnto de indios, e
no caso afflrmativo se tem raissionario, e quem
o administrador '.'
Um aldeamealo naquella losalidade seria muito
til pelo servico, embora bem pago, que prestara
n carga e descarga das mercadorias e ao reforco
h tnpolaco das canoas que tiverem de subir
(.olas cachoeiras. A inielligentia do um missio-
nario. que poderia ser simultneamente o admi-
nistrador, nao s dara estabilidade ao aldeamento,
mas boa direccao ao mil servico dos indios.
4* Com algum auxilio do ministerio a cargo de
V. Exc. seria fcil collocar um outro destacamento
o ald no Sallo Theotonio,;em cujo transito as ca-
noas muito dependem de auxilio,
De um a outro destacamento pdfe abrir-so urna
picada, que pooco exceder de urna legua, e que
poria ambos em communicaco.
V. Exc. eonheee perfeilamente qne est reser
vado para o rio Madeira, Mamor e Guapor, para
nossas relaces commerciaes com a Bolivia pelo
heni, pelo Alio Mamor, Baures, Itcnamos e outros
afilaentes um imporianie futuro, assim como para
Matto-Grosso, Casalvasco, Lavrnhas e outros ter-
ritorios brasileiros.
Cumpre, pois, como j fica dito, que no inlercse
da amizade boliviana, do desenvolvimento e rique-
za mutua dos dous paizes, se lance mi desde ja
de providencias, que sao facis, que desde logo
serlo tecunlas, e que tero a cusas eucaminha-
das para mais ampias consequencias .logo que a
obredita estrada esteja coucluida.
Ha anda urna medida a meu ver pouco custosa,
e qae seria de immediada e gradde utilidade, que
o ministerio a cargo de V. Exc. poderia adoptar
d3 aceordo com o da mirinba.
Urna lancha a vapor, construida de ferro, ou
ac, que nao cale mais de qnatro palmos, cinta
pouco. Ella poderia ser transportada em pedamos
pelo rio Paraguay al a foz do Jaur, e d'alli em
canoas ate o lugar denominado Registro, d'ahi
rom facilidaie ha transito de carros para o rio
Guapor ; oeste seria armada e ahi construido de'
mais om lancho de 500 a 1,000 arrobas, que
seria per elle rebocado.
Desde enlo estara conseguida nma fcil nave-
cacao deade a caehoeira superior de Gnarajs at
Mallo-GroMO, e tambem, quando conviesse, para
Bolivia, pelo Itonamos, Banrea e outros ros. Se-
ria pequea despeza comparada aos sens Imme-
rtiatos e nteie multado*. "
V. Exc lera a bendade de attender ao que Oca
ponderada; e lnstruir-me do que conenha para
os fias convenientes.
Aproveilo a ooeaslao para reiterar a V. Exc.
as segurancas de minha alia estima e mui distinc-
a consideradlo. Vaumie d* S. Vicente. AS.
Exc o Sr. Jeronvmo Jos Teixeira Jnior.
Convind) aialhar quanto antes a continnacao
leste mal, auloriso a V. Exc, paraenearregar um
d 19 religiosos ebeervantes, que parliram nltima-
mente com destino a essa provincia, de fundar
ama mi sao reargem do rio Caldeiro, a qual de-
ver servir nio s de apoio aos indgenas que por
qualquer motivo manifestem a iolenca de retira-
ram-se dos logares, onde hibitam, mas tambem
pela sua sitotcao um pouco abaixo da fronleira de
Tabaiinga, no meio de grande numero de inos
Tacanas, j mansos, os eximir do? vpxmnes qne
porventora resaliere da proximidade da forca mi-
litar alli destacada. A' cerca das vantagens que
essa localidade offerece sobre qnalquer outra po-
der o Sr. Wilkeas de Mattos que bem a conhece,
prestar a V. Exc. as infor nacoes]circumstanciadas
ue Ibe forem precisas. No caso de parecer a V.
xe. insuficiente um s dos referidos religiosos
para conseguir-se o xito desejado, poder auxi-
lia! o com ouiro, que como aqulle requisitar do
respectivo superior, Fr. Samnel Mancim.
A nainreza do issurapto de summa gravidade,
portento cumpre que essi presidejeia se apresse
era dar todas as ordens necessaras execucan
imuiediata e completa desia determinaclo, recla-
mada pela maior urgencia do interesse publico.
Por altimo, reeommendo a V. Exc. que no es-
labelecimenio que tem de ser fundado oas proxi-
midades da caehoeira de Santo Antonio, segundo
j foj ordenado por este ministerio, faca estacionar
sem demora um destacamento 'le 80 pravas.
O resultado dever ser eommaniado a esta se-
cretaria de estado com a conveniente brevidade.
Deus guardo a V. ExcJeronymo Jos Teixeira
Jnior.r. presidente da provincia do Amazo-
nas.
guarda tirada do 9 batalhao de infamara, faca da fug sendo que paseo a oOeiar-lhe da novo,
as honras devidas na festa de Nossa Senhora do I para qne logo qae seja convocado o mesmo jury,
Amparo, qae tem de ser celebrada no dia 11 do os requisito em tlmpo/ para serem enlao remet-
Mlalsterlo da agrieiiltnra.
Rio de Janeiro em Vi de novembro de 1870.
Illm. e Exra. Sr.Ao eonhecimento deste ministe-
rio chegou qae indios da comare de Sohmoes,
neasa proviacia, tm immigrado para o territorio
peruviano por Ibes faltar um missionario jjue os
retina, douiraei e proteja, resultando de semeJhan-
te facto a despovoaco dos aldeamenlos de Santa
Cruz, Capacete e outros.
f-oTcrno da proTlnela.
KXPEDIBNTa DO Dl\ 5 DE DEZEHBR0 DK 1870.
Actos: ,
O presidente da provincia, aendendo ao que
requereu a so^iedade Libaral oio BeneOcente,
resolve de conformidade cora o o do art. 29 do
deereto n. 2711, de 19 de dezembro de 1860, Ho-
rnear a Aulonio Galulio Villas-Boas para o carg
de presidente da mesma sociedade.
O presidente da provincia, alteodendo ao qae
requereu Manoel Rodrigues do Nascimento, resol-
ve couceder-lhe permis&o para regressar ao pre-
sidio de Fernando, onde tem estabelecmeuto,
acomnanhado por sea ciixeiro, Joo Demetrio Al-
ves Lima, no primeiro vapor que para alli seguir,
levando corasigo os gneros constantes da relacio
junta, assignoda pelo olcial-maior servindo de
secretario da presidencia, nao podend, porm
ellectuar o desembarque dos mesmos gneros sem
que por parte do commandante do referido presi-
dio se proced? a exame, aflm de verificar se ha
agurdente ou utra qaalquer bebida espiri-
tuoso.
O presidente da provincia, attendendo ao que
requereu Heoriqno Jos Vieira da Silva, resolve
conceder perraissao para o offhial de justica, Jlo
da Costa Braga, ir o presidio de Fernando de No-
ronha em deligeocia do juizo do paz da freguezia
de S. Fre Pedro Goncalves contra Joaquim de
Maalhaes Coulo.
Offlcios :
Ao Exm. Sr. ministro da justica, participan-
do haver o juiz de direito da comarca do Rio-For-
moso, bacharel Marcos Correa da Cmara Tama
rinlo reassumindo, a 22 de novembro ultimo, o
exercicio das funeco do seu cargo, por ter finali-
sado a licenca de que gosava.
Communicon-se a ihesouraria de fazenda.
Ao general commandante das armas, decla-
rando ter resolvdo, em vista de sua informaco,
que v lente bonorario do exercito, Heliodoro
Avellno de Souza Monteirj, seja dispensado dj
commando do destacamento da fortaleza do
Bru.
Ao mesmo, recomrnendaudo a expedigao de
suas ordens, para que amanhaa as 9 horas do da
se apresentem na casa de deteno 30 pra?as e
um ofcial de I linha, afina de escoltar 22 senten-
ciados at o presidio do Feroaudo de Noronhi no
vapor que para alli segu.
Providenciou-se para que urna lancha esteja no
caes do Forte do Mattos, aura de transportar para
bordo do vapor a forca e sentenciados.
Ao iosoector da Ihesrararia de fazenda, in-
teirando-o de que o juiz municipal do termo do
Rio-Formoso, bacharel Jos Julia Regusira Piulo
de Souza passou a exercer, a 22 do novembro
ullimo, as funecoes do seu cargo, por ter reassu-
mido. as de juiz de direito o raagistrada effec-
livo.
Ao raesme, communicando que o juiz muni
cipal e de orphjs do termo do Cabo, bacharel
Joo Gonzaga Bacellar, por encomraodos phisk^
deixara a 3 do corren'.c o exercicio das unccSes
daquelle cargo.
Ao mesmo, declarando haver o juiz munici-
pal da 2* vara desta capital, bacharel Armioio Co-
riolano Tavares dos Santos entrado no dia 3 do
corrente ao goso da licenca que oblivera.
Ao mesmo, approvando a arremataco de 8
cavallo; iontilisados do deposito especial de ins-
trueco pela quantia de 308, e reconmendando
que sejam poslos ovamente em praca os dous,
qae delxaram de 3er arrematados.
Ao mesmo, mandando aiustar contas e passar
guia de soccorriraento ao aferes Silvestre Gomes
de Sant'Anna, que segu para a c6rte, a reune-se
ao 18 batalhao de infamara, no qual foi classifi-
cado.
Expedio-se portara para o transporte desse
offlcial, e communicou-se ao general commandan-
te das armas.
Por essa thesouraria mandou-se pagar :
A' Alexandro Amerco de Caldas Brando os
vencimentes, relativamente ao mez de outnbro ul-
timo, do offlcial e pracas da guarda nacional, des-
tacados na villa de Ingazeira.
Ao gerente da companhia IMrnainbucana a sub-
veocoo de 11:166x666, relativa ao mez de novem-
bro ullimo, com que o governo imperial auxilia
raensalmente a mesma companhia.
Ao inspector da thesoararia provincial,
mandando que pague com preferencia a quantia
de 110 i, que se est de ver a Manoel Joaquim
de Miranda e Souza de livros que formceu e en-
cadernacoes feilas para a secretaria da presi-
dencia.
Ao mesmo, para informar a respeito das fal-
las que em todo o mez de novembro ultimo, dea
o 1* escripturaro do consalado provincial, Anto
nio Joaqoim de Oliveira Badaem, visto nio cons-
tar do respectivo ponto o motivo dessas faltas ;
cumpiiodo que nos pontos das esiacoes a seu car-
go, se mencione sempre a causa das faltas, adre
de poder-se ajuizar do fundamento com que sao.
abonadas.
Ao mesmo, determinando que seja entregue
ao thesoureiro da repartico das obras publicas a
quantia de 12:3i0i000, para occorrer as despe-
as com as obras por administra cao "no corrente
mez.
Communicou-se ao chefe da referid* repar-
ticSo.
Ao mesmo, para que depois de verificada a
denudado do arrematante do acude de Bezarros,
Manoel "Bezerra dos Santos Jnior, mande pagr-
ihe a quantia de 4271000, que se Ihe est a de-
ver dos dez por cento descontados as prestaofSe
de seu contrato, como garantia daqaella obra, du-
rante o anno de responsabilidade, visto ter a as-
sembla legislativa provincial reconhecido essa di-
vida e votado a necessaria -qaota.
Ao commandante euperior da guarda nacio-
nal do municipio de Olinda, aflm de que nma
corrente, e aeorapanhe a procissao da mesma Se-
nhora.
Ao commandante do presidio de Fumando
de Noronha, transmittiodo para os flns convenien-
tes as guias dos sentenciados^ constantes das re-
lacds juntas, sob na. 4 e 2.
Ao chefe da repartico das obras publicas,
mandando orear a despeta a fuer-se com a aber-
tura de quartos destinados aos repetidores em
cada um dos tres dormitorios do gymnasio pro-
vincial ; preparacao de um lugar para reereio e
exercicios gymnaslcos, e caiaco e ojalara das pe-
(as do edificio que necessilarem esses benefi-
cio-.
Expediram-se as necessaras coramunicacoes.
Aq mesmo, approvando o orcameoio dos re-
paros precisos no eiifieio onde funceiona a Esco-
la .Normal, na importancia do 4:029600, e re-
eo'mmendando que nao exceda a esse orcamento a
execu^ao de taes reparos.
Portarlas :
Ao superintendente da estrada de ferro do
Rccife a S. Francisco, paia qae faca extensiva a
ferramenia e outros objectos de trabalbos, que
teem de ser transportados nos trens daquella es-
trada com desiino as obras-do primeiro Unco da
estrada de Una a Riacliozinno, a ordem da pre-
sidencia do < de selombro deste anno relativa-
mente ao transporte de madeiras e materiaes, ne-
cessarios as obras do segundo distrelo da repar-
tico das obras publicas.
C tmmuaicou-se ao respectivo chefe.
A' cmara muuicipal do Recife, declarando
que approva a arremataco do imposto de aferi-
roes de pesos e medidas do seu municipio.
A' cmara municipal de Petrolina, dizendo
que, em vista da doulrina dos avisos de 24 de no-
vembro e 5 de dezembro de 1846, 6 e 17 de feve-
reiro o 3 de abril de 4860, os eleitores e suplien-
tes que, em virlude de dviso ou desmembrarlo
de parochia ficareaa perlenceodo outra. nao de-
vore jer convocados para a organisaco da junta
de qualificacao que d'antes perlenciara, ou por
onde foram eleitos.
Ao gerente da companhia Pernambucana,
mandando por a disposicao do coronel Jos Angelo
de Moraes Reg, commandante nomeado para o
presidio de Fernando de Noronha, quatro passa-
gens de eslado no vapor que para alli segu, sen-
do urna r e tres proa.
Ao mesmo para dar passagem a proa no va-
por que segu para o presidio de Fernando de
Noronha a Francisca Felicia da Conceicao, mnlher
do sentenciado Luiz Antonio da Silva.
Despachos:
Antonio Ferreira de Agaiar. Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria de fazenda.
Alferes Aulonio de 11 ollanda Albuquerque Ma-
ranho.Passe patente.
Baoharel Antonio Francisco C. de Araujo.Pro-
ve que esl doente, como allega.
Antonio Feitosa do Mello. lodeferido vista
das informacSes.
tidas.
10 Joaquim Manoel Bezerra.Veio do presidio
de Fernando em -virlude de ordem da presidencia
para constituir aqui procurador, n deve regressar
agora para alli caso j esteja deMinbaracado ;
sendo que nsie sen'ido j se offlciou ao Dr. juiz
municipal da 4.' vara.
fl. Pedro S.wre e Otveira ou Taveira.Em
dala de 17 do novembro ullimo foi remedido ao
Dr. iaz municipal do termo do Oarienry para ser
julgado.
42.Antonio Ferreira do Nascimento. Reco-
mido no dia 44 de novembro ultimo, rindo do Bo-
nito onde est processado por differentes furtos
de* ca vatios.
Secretaria da polica de Pernambuco 3 de dezem-
bro de 1P70.
O secretario,
Edttardgde Barros Falco de Laceria.
Copia.N. 1557.Secco da secretaria da poli-
ca de. Pernambuco em 30 de novembro de 1870.
Illm. e Exm. Sr.Noticiando o peridico Libe-
ral de segunda- eira 28 do corrente mez, qne se
achava nesta cidade a ra das Cruzes n. 42, Bel
larmino Rozende de Barros, que se dizia ter sido
castigado com palraatoadas pelo subdelegado de S.
Beato, e que anda cooservavx em suas ralos os
vestigios desse ctsiigo, mandei iraraediat amento
vir a esta repartico o referido Bsllarmino, aflm
de proceder a competente vistoria em sua pessoa
e as deraais diligencias necessaras, o que nao le-
ve lugar nesse dia, por nao ser elle encontrado
ru das Cruzes n. 42, mas sim bontem, que foi elle
encontrado ere casa de urna sua lia no bairro da
Boa-vista, dizendo-se lio doente a ponto de nio
poder andar.
Pelo auto de vetoria que junto por copia ver
V. Exc. que Belhrmino nao apreseota vestigio al-
gara de ter sido castigado com palmaioadas e que
a doenca por elle allegada, nio passa de ama far-
ca para prodnzir eUeito.
A historia por elle contada no auto de pergun-
tas, que junto por copia, a mesma, de que trata
a correspondencia publicada no Liberal de 47 do
corrente, devo porm chamar a alinelo de V.
Exc., afina de dar o valor que merece urna tal de-
claradlo para o facto de que tendo chegado Bel-
larmino a esta cidado na lerca-feira passada com
o nico Um de queixar-se ao chefe de polica, nio
obsianie, conservou-se em sua casa, e s veio
esta repartico, quando chamado, e isto pelo ftil
pretexto de nio o trazer a esta repartico Amonio
Ferreira, que com elle veio de S. Bento, cora ins-
trucedes do lenenle-coronel Luiz Paulino de Hol-
landa Valenca. e que s depois da chegada desse
lente coronela esta cidade qne foi publicada
a noticia dada pelo Liberal de 28 deste mez.
O Liberal do boje publiga o a ato de corpo de
dolido que se fez na pessoa de Bellarmino em S.
Bento, aguardo porm esse respeito a resposia
do elegado respectivo, quero mandei informar
logo que foi publicado a primeira noticia sobre
Companhia Pernambacana. A" ibesourana de : esse acto no Liberal ne 45 do corrente, e o re
altado dessas deligeneias, levare! ao conheci-
mento.de V. Exc. como me compre.
Deus guarde a V. Exc. Illm. e Exm. Sr. con-
selheiro Dogo Velho Cavalcante de Albuquerque
fazenda com officio desta data.
Eduardo Claadino Correa Cabral. Informe o
Sr. engeaheiro chefe da repartico das obras pu-
blicas.
Henriqne Jos Vieira da Silva. Use dos meios presidente da provincia
legaes. CDerd de polica,
Teento HelioJoro Avelino de Souza Monteiro. Luiz Antonio Fernanies Pinlwro.
Deferido.
Henriqne Jos Vieira da Silva.Passe portara. Copias a que se reierc o officio supra :
Irmandade de Nossa Senhora da SoledadeIn- Auto de perguntas feitas a-Bollarmreo Rezenle
forme o Sr. inspector da thesouratia provincial. de Birros.Aos 29 das do mez de novembro do
Irmandade de Nossa Senhora do Rosario da vil-! anno do nascimento de Nosso Senhor Jess Chns-
la de Pao d'Alho.lodeferido. i to de 1870, nesta cidade do Recife de Pernambu-
Jos Calisto Soares.-Informe o Sr. Dr. chce de co, em a secretaria da polica, perante o Dr. chefe
pocia. de polica Luiz Antonio Fernandes Pnheire, co-
Joao Francisco de Moura Canha.Prejudicado. migo escrivao abaixo fui vindo, comparecen Bel-
Jos Francisco de Paula Vellez.-Informe o Sr. larmino Rozende de Barros, o juiz Ihe fez as se-
general commandante das armas. I huintes perguntas :
Commendador Jos Jacome Tasso. Informe o Perguniado qual o seu nomc, idade, eslado, pro-
Sr. inpector da thesocraria de fazenda. fl'sao, filacao, natnralidade, moradia e se sabia
Joo Moreira Duval. Infirme o Sr. inspector 1er e escrever!
da thesouraria de fazenda.
Maria de Sant'Anna.Informe com urgencia o
Sr. Dr. chefe do polica.
Manoel Raynero de Barros.Iaforine o Sr. ins-
pector da thesouraria provincial.
Manoel Bezerra dos Santos Jnior.A' thesou-
raria provincial com officio dista data.
Manoel Roberto de Carvalho Guimaraes.A' the-
souraria provincial com ofDcio desia data.
Manoel Joaquim do Miranda e Souza. A' the-
souraria provincial com officio desta data.
Copia n. 1593.Scelo 4." Se:reiara da po-
lica de Pernambuco em 3 de dezerabo de 1870.
Illm. e Exm. Sr. Com a inforraaclo junta,
acerca dos presos constantes da relacio qne
acompanhou ao officio de V. Exc. datado de 22 de
oove nbro ultimo, dou cumprimento ao que me
foi reeoramendado por V. Exc. em seu citado
officio.
Deus guarde V. Exc.
Illm. e Exm. sr. conselheiro Dogo Velho Caval-
;anti de Albuquerque, presidente da provincia.
O chefe de polica, Luiz Antonio Fernandes Pi-
nheiro.
Informarlo sobre os presos de que trata o officio
do Exm Sr. preesidente da provincia de 22 de
novembro de 1870.
4. Claudino Fragoso da Silva.-E' sentenciado
appeliado do termo de Pao d'Alho, sobre cuja ap-
pllacao se pedio providencia ao presidencia do
tribunal da relacio e nio obstante j se ter offl-
ciado tambem ao respectivo juiz municipal para o
requtsitar, aflm de ser novameote julgado, passo a
officiar-lhe de novo no mesmo sentido.
2.* Lauriano Antonio Bispo ou Floriano Artobis-
po.Acaba de ser requesilado pelo juiz municipal
do termo do Bonito, aflm de ser julgado perante o
juiz de direiro por crime de furto de cavallo, e vai
ser remettulo uestes dias.
3." Manoel Joaquim de Sant'Anna.Foi recolhi-
do a 7 de junho de 4869 a ordem do subdelegado
do Recife como escravo de Manoel Joaquim da
Silva Neves e a requerimento do raesmo. Por
mais do urna vez tem este preso requerido a esta
repartico, dizendo-se livre, mas tem sido sempre
indiferido, a vista dos documentos apresentados
p?lo.senhor, com os quaes se prova ser elle escra-
vo havido por heranfa.
4. Jlo Angelo de Mendonca.Est processado
pelo subdelegado da Boa Vista por crime de ferl-
reento.
5.* Honorio Jos de Souza.Foi posto em liber-
dade no dia 24 de novembro ultimo por ter An-
dado o lempo da sentenca.
6." Theodosio Cavalcanti de Lima.Preso a or-
dem do Illm. Sr. Dr. cnefe de polica por distur-
bios ; j foi sollo.
7. Florencio Vieira da Cruz.
8. Joao Flix da Cruz.
9.* Bernardo Correia dos Santos.
Vieram do presidido de Fernando de Noronha i
requisicoo do Dr. juiz municipal do termo de
Villa Bella, quem se offlciou por mais urna vez
dando-se Ihe parte da chegada d'elles, aflm de os
requisitar para serem julgados logo que fosse
convocado o jurv, visto nao estarem definitiva-
mente condemnados naquelle termo ; e como fos-
sere requisilaios pelo dito juiz, aflm de aprovettar
a escolta que para alli seguia, deixarara de ser re-
mettidos, em coneeqoencia de nio haver anda
convocarlo do jery e terem elles de se demorar
na respectiva w Re-pondeu chamar-so Bearmino Rosende de
Barros, de dezenove annosde idado, soltcjro, vive
de ser vaqueiro, lilho de Marcos de tal, natural
desla provincia, morador em S. Bonto, nio sabia
ler nem escrever.
Pergnotado se fe i preso na villa de S. Bento, a
ordem de qie auiondade, e porque facto 1
Bespondeu que nio foi preso na cadeia de S.
Bento, que era vaqueiro do seu padrinho o major
Joao da Porciuncula Valenra, e que leva va todos
es dias o gado para o logar ehamad > Grongonzo
e que hver mais de um raez em urna quinta-
feira indo elle interrogado, como de costume com
o gado para Grongonzo alli estando elle interroga-
Jo era casa de urna preta Anglica, Geraldo Bra-
sil Villela, foi chama lo para que consenlisse que
deixasse por urna noute um cavallo no cercado
onde elle prenda as vaccas do dito seu padrinho,
e na acrao era qae elle intorrogsdo abaixara-se
para apa'nhar um lelo de fogo, vio-se cercado por
diversas pessoas que eram o dito Geraldo, Bento
Jos Alves, Jos Bento de Oliveira e fulano Fran-
ca, que o araarraram e esbordoararo, e deram-lhe
bolos. ^ .
Perguntado se depois de assim amarrado foi
codduzido para a cadeia ?
Responden que depois de terera-lue dado o sol-
taran) no mesmo logar.
Perguntado qual a razio porque flzeram isto a
elle interrogado ?
Respondeu, que, porque estando as vaccas a be-
ber agua na cacimba e se escornando urna as ou-
tras, elle interrogado deu com urna vara em urna
vacca de Jos Bento de Oliveira, pelo que um
raoleque do mesmo dirigindo-se a elle disse Ihe
que hava de dar parte a seu senhor, e insnltan-
do a elle interrogado deu um soeco nos queixos
do moleque, e apparecendo um filtto de'Bento Jo-
s Alves de nome Joao, quiz dar-lhe com urna va-
ra, e elle Interrogado lomando a vara abotuou ao
dito Joao e encostou o cerca, auerendo-lhe pu-
xaP-um faca arrebaton-a da raao, arrebentande
uessa occasilo o cinturao, nioqnerenio elle inter-
rogad > dar em Joio por ser molino; no dia se-
guate em consequencia de queixas feitas pelo
moleque, Jos Bento de Oliveira, eecreveu ao pa-
drinho delle interrogado para caatiga-lo, e como
alo o fizesse, notile foram procurar elle interro-
gado e o esbordoaram como cima disse.
Perguntado se alguem assistio a briga, que elle
Uvera eom o moleque, e ao facto do esbordoa-
meoto ? ^|
Respondeu que s eslava prsenle Manoel Ha-
mos por occaslao da briga, nio havendo pessoa
alguroa mais do que as qne declaron quando foi es-
bordoado. :
Perguntado se nao queixou-se ao delegado de
policU T
Respondeu que sim, que o delegado fez o pro-
cesse, mas que o juiz municipal viudo de Cama-
ru aeabou eom o mesmo.
Perguntado core quem veio de S. Bento, e para
que flm veio esta cidade t
Respondeu que veie de S. Bento no domingo
passado, com nm portuguez de nome Joao Ferrei-
ra que vinha fuer sortimeoto, e elle interrogado
veio a conseibo do tenente-coronel I.uiz Paulino de
Holianda Valenca, para vir se queixar a polica, e
ebegando a esta cidade na terca-feira passada, fo-
ram pare casa do dono de urna venda ra das
Cruzes, nio sabendo o nome'do dono da venda,
retirando se dessa casa na sexta -reir, e toi ao
esorletorio de mn donior na mesmi rt para lo-
mar homepata uta, e no outro dia pela manbla,
foi para casa de sua raadrinha, onde anda boje
pela mauhaa foi procura-lo o mesoBo tenente-co-
ronel Luiz Paulino para dizer-lhe que visae a po-
li ca.
Pergnotado por que nao veio a polica, logo que
chegou a esta cida le.
Respondeu, que nao veio a polica logo qne che-
gou por que Joo Ferreira, que linha recebido as
ordens do teneiile-eoroael Luiz Paulino, nao o
trouxe, p>is qae elle eslava prompio.
Pergunlado se deraro s bolos e tambem bor-
doadas com pao ou corda ?
Responden, que smente o araarraram e deram
belos.
Perguntado quem foi que Ihe acon-elhoa para
dizer que eslava doente e nao poder andar?
Respondeu que ninguem.
E nessa occasilo sendo examinado pelos medi-
co* da polica, declarara qne o interrogado alo
soffria encornando que o prvasse de andar.
E por nada mais haver deu o juiz por Sudo este
auto que assigna o juiz, e rubrica, e pelo respn-
deme nio saber ler nem server, a sea rogj as-
signa Carlos Cruz da Purfieeelo.
Eu Antonio Carlos de Alenla, eserivao da po-
lica, o escrevi.Lnz Antonio FeraaBdes Pinhero
Carlos Cruz da Purificacao.
Fiz escrever subsescrevo e assigao a presento
copia, a qual foi tirada de ordem do Illm. Sr. Dr.
chefe de polica, e me reporto na forma do estyl,
em mea cartorio oa secretaria de polica aos 30
dias de novembro de 1870.
Est conforme com o original.O eserivlo da
policia, Antonio Carlos de Alraeda.
Copia.Aulo de delicio.Aos 29 dias do met
de novembro do anno do nascimento de Nosso Se-
nhor Jess Ghristo de 1870, nesia cidade do Reci-
fe de Pernarabaco em a secretaria da policia pe-
rante o Dr. chefe de policia, Luiz Antonio Fernan-
des Pinhero, comigo escrivao abaixo fui vindo,
compareceram os peritos notificados, os mdicos
da policia os Drs. AJrilo Luiz Pereira da Silva e
Jos Soriano de Souza, e as testemunhas abaixo
assignada que presente estavam, o juiz deferio aos
mesmos peritos o juramento dos Santos Evange-
lios, em um livro delles em que poz a sua mo
direita e encarrugou-lhes que bem e fielmente
procedessem a exame na pessoa de Belarmno Ro-
zende de Barros, e que respondessem aos quelites
segreles :
Primeiro, se ha o ferimento ou ofTeasa physica.
Segundo, se mortal.
Terceiro, qual o instrumento que oceasionoa.
Quarto, se liouve ou rosultou mol lacio ou des-
truecan de algum membro ou orglo.
Quinto, su pode haver ou resultar essa mutila-
gao, on destruiclo.
Sexto, se pode haver ou resultar olnbilitaclo
de membro ou orglo, sem que fliue elle destruido.
Stimo, se pode haver ou resultar alguma difor-
midade e qual ella seja.
Oitavo, se o mal resultante do ferimento ou of-
fensa physica produz grae encomrcodo de saude.
Novo, so inhabilita do servico por mai* de 30
dias, e finalmente qual o valor do damno cau
ado.
Em conse meoca passaram os ptxitos a fazer os
xames e lovestigacas ordenadas e as quo juiga-
ram necessarios, concluidos os quaes declararan)
o segninte :
Que passando a oxaminar a pessja de am' ho-
rnera de cr pardo, e qae di;se ter 19 annes de
idade, solleiro", nao observaran) o menor signal de
ferimento, e apenas notaram que as palmas das
ralos 3e achavam bastantes callosas e isto devido
sem duvida alguma a profisslo a que elle se en
trega de Irabalhar com excitada, e que por tanto
responden) a todos os quesitos cima, negativa-
mente perguntado aos mdicos, se encontra-se no
vestoriado vestigios algum de que fosse o mesmo
castigado por palraatoadas o se o mesmo soffria
encommodo que o privas-c de andar e sabir a
ra
Responderara que tambera negativamente, d sao
estas as declaracoes que tem a fazer debaixo do
juramento prestado.
E por nada mais haver a?sigoo e rubrica o juiz
com os peritos e testemunhas, comigo Antonio Car-
los do Almeida, escrivao da polica o escrevi.
Luiz Antonio Fernandes Pinhero.Dr. Adrao
Luiz Pereira da Silva.Dr. Jos S>rianode Souza.
Julo Agrpino da Cunha.Carlos Cruz da Pu-
rificado.Antonio Carlos de Alraeda.
A p'resente copia foi tirada de ordem do Illm.
Sr. Dr. chefe de policia, e rae reporto sera consa
que duvida faga, em meu cartorio na secretara da
polica ao, 3 de oovembro de 1870.
Esl conforme com o original.O escrivao da
policia, Antonio Carlos de Alraeda.
Repartico da polica.
2.* scelo.Secretaria da policia da provincia
de Pernambuco, 7 de dezembro de 4870.
N. 4608.Illm. e Exm. Sr.Levo ao eonhecj-
mento de V. Exc. que, segundo consta das partic-
pacoes recebidas hoje neita repartico, foram re-
colhidos casa de deleoeao os seguiutes indivi-
duos :
A' ordem do sublelegido de S. Jos, Jos An-
tones Nunes, por desorden) ; e Candida Mara do
Espirito Santo, por insultos e aracacas.
Deus guarde V. Exc.
Illm. e Exm. Sr. conselheiro Dogo Velho Caval-
canti de Albuquerque, dignissimo presidente da
provincia.O chefe de policia, Luiz Antonio Fer-
nanies Pnheire,
EXTERIOR.
novem
Buenos-Ayref. 1* le
bro de 1890.
A pbase nova em qae, coreo disse na minhai an-
leaior de 9 do corrente, tmha entrado a queslao
da guerra de Entre-Ros, nio -produzo nada de
V" commissSo pacificadora, depois de ter servido
de tbema dscuseo mais ou menos vehementes
nos jornaes
aes, depois do ter nehido uns de alegra,
jorque j viam a paz feita, outros de urna santa
ndignacao, porque jolgavam desairoso tratar com
Lpez Jordn nao ser as pontas das bayonetas;
depois de ter obrigado o Sr. presidente Sarmiento
a fazer as declaracoes sobre base3 de paz, que
iraoscrevi, naufragou no momento de sahir do
porto, porque Ihe foram negados os passaportes
pelo governo nacional.
Esta medida que ninguem so explica, vista
dos antecedentes, sorprenden todos de tal manei-
ra, que nem os mais ardentes admiradores do po-
der aeharam urna palavra para eommentar favora-
velmenie a esta resistencia tardi, quando poaco
antes todo dava a entender que o Sr. presidente
tambem va na intervencao da juntan solacio ni-
ca da staacao.
Ter" sobrevindo algama sensivel molhora no
iheatro da guerra de qne s o goferno lenha co-
nhecimenlo, e que Ihe d a certeza de acabar de-
pressa com o poder do rebelde? N'lo o creio;
porque as iniseripcdes so enfermidade ehronica
aqui, e os segredos do eslado } se disontem em
publico, anda antesNjae tenhara tido lempo de es-
queolar ao cabecas 'ministeriaes.
Demais, se o governo tivesso aehado tal raeio na
pona da espada dos seus valentes generaos, s
teria
baule.
dtefavoravel qae corre em.geral, d que > fs-
coMa acabar eom a> guerra, pare sao prejndirar
cerros e determinados-inieresses, optoio que tor-
na a-goerra de Entre -Roa anda ma* impopnln
do que j era. >
Por outro lado aa noticias que estao-ao alcanr-
ile lodos nada adiantam. Os exercitos da naci
persegurm o iniraigo; antera perto, lofam com a
eierna difftcnldado dos cavarloe magros, mas espe-
ran) baler o rebelde todo o-momento. Em qoan
to isto dura, os amigos de Lojez Jordn Um fatem
chegar alguoMs armas de que mais prensa ; os
roubos dos seas sellados seguem seu curse, e <
couros roabadse continnam a eiportar-se. Anda
exisiem partid de Lpez Jordn sobre a marpem
do Uruguay, qu, .corladas de exercito rebelde,
nem por isso deiaam de saqueia'', como se autori-
dade nacional fosse nm mytho.
H ratera correu aqu o boato que Lpez Jordn
tmha entrado na cidade do Paran. Nao ba nad:.
qdo torne esta noticia verosmil, vista da segoin-
te communieaclo datada da mesma eidade do dia
13 do corrente:
< Nesle momento recebo um proprio do general
Ceily enviado boje mesmo em S. Chiistobal.
< Honlere nio honre batalba decisiva porqu
Lpez Jordn nao quiz aiacar-nos, e eu nio a- fi?
porque elle pareca querer faz-lo todo o dia, e
nesle caso a vantagem da posicio nao era para
perder-se. Retirou-se para o norte, donde amea-
ca vir sobra mira; espero-o, e, nio o lizer. mn-
darei do campo offerecendo-lbe lugar a partida
Muito canhoneio houve de urna e oulr parte* e
pelo que se vio deve ter causado estragas. Os in-
sultos tambem se experimentaran) com os nossos
correniinos, deixaram sele morios e levaran) mni-
tos feridos. Nos tivemos pelo canhao e gnerrilhas
o major Agapilo Reinoso levemente ferido, onze
soldados mais e tres morios ; a sto se reduto to-
do o barulho de bontem.Francisco Borges, chefe
do Paran, s*
Pelo que se ve, a correspondencia offlcial est na
altura drs operacoes de guerra ; o mesmo desab-
ono, a mesma esterilidad?.
Mas ha documentos mais altisonantes, e de mais
interesse como caractersticos da poca e socieda-
de republicana ; tal uraa carta do ex-governador
da provincia de Buenos-A)'res, Dr. Adolpho Alsi-
na, que tronscrevo integralmente, porgue sei qne
ha de ser lida com mnilo interesse por um povo
que nunca titubeou quando se iralou de recom-
pensar o civismo brasileiro.
Esta carta foi provocada por nm artigo da Tri-
buna laudatorio da administracao transacta, para
rebaixar o actual govern>dor. Mas a Tribuna,
que sempre moslra que redigida por muchachos,
prrece que se esqueceu de alguna aetos meritorios
do ex-governador, e este, que sabe que aqui quera
nio reclama nao tem. exprime-se assim, dirigindo-
se ao redactor da Tribuna f
a Querido Luis.Se ten, como supponho, o
artigo que appareceu na Tribuna de bontem, so-
bre a administrarlo Alsina, recebe meu agradec-
ment. Quando* o homem tero a conciencia de
haver feito no poder ludo quanto Ihe foi possivel
para o bem de seus concidadlos e pelo progresso
do paiz, urna nica palavra jusliceira o atenta e
al o recompensa. Devo dizer-te, comiudo, que
considero infundada a suppsieo de qne o silencio
sobre os actos de minha administracao pona ser
resallado de um proposito ou de um system?.
_ t Longe de erer que se faz comigo urna exeep-
eao, pens que me applicam urna regra geral. O
que se passou com a minha administrarlo passoa
com todas as que a precedern), e passara tam-
bera com as que hlo de sueceder.
i Em Bueoos-Ayres, e em geral em todas as re-
publicas latinas, existe urna doenca que pode cha
rear-se endmica de seu slo de sea clima o
esquecmenlo rpido de tndo, seja hom ou mo, be-
nfico ou desastroso, qur proceda de um erro, .
qur de um delicio ; doenca que, na minha opi-
niao, preji)di raento social, qne o mal da mentira do Dr. Lpez,
o que o mal das meias verdades do general Mitre,
t Podes crer-me, Luiz, se vs e has d conti-
nuar a ver que, passadas as prmeiras impress5es,
tudo rola ao abysmo do esquecimento n'uma con-
fuslo desconsoladora, nao o atlrbuas m vonta-
de, nem. paixoes pequeas : nao quesllo dn
calculo, seno de temperamento, nio queslao de
proposito, senao de raca, nio qaestao de sysfe-
ma, senao de organismo. O que snecede no indivi-
duo, tambem pode sueceder as sociedade?, per-
der- je a facuidade da memoria.
t Os physiologistas explican) este phenomeno.
de diversa manei'ra, conforme sua escala. Plaiao
cria que o cerebro social tinha perdido as proprio-
dades da cera, outros sustentaran) que hava uro
relaxamento as fibras daquelle orgao; eu, pro-
fano, obrigado a dar tambem urna explicacao, bus-
cara e encontrara para o phenomeno causas pu-
ramente moraes.
c Como o demonstras no ten artigo, exaclo qu
a assembla constitninte sanecionou varios projee
los Importantes iniciados por um governo, e qne
tambem linbam sido condemnados ao esquecimen-
to pelas cmaras daquella poca ; carearas as
qaaes a doenca de que acabo de-fallar se tinha en-
raizado at o ponto de ".presentar todos os caracte-
rsticos de ebrenica.
f Alm dos projeclos que mencionas, lembra-rno
entre outros o caminho de ferro para Lobos, o q\w
uniformsou a subdivisio civil com a ecclesiastic.
e o que oro>nou a reforma da constituidlo, sem
coolar alguns completamente esquecldos, como a
organisaco do banco, a Iti da imprensa sobre a
base do jnrv, e a dvsao da provincia em seeccs
eleitoiaes, tomando por base a popnlacao e ascon-
dicoes topograpbieas da nossa campanha.
c Sobre a .reforma da con9tituicao posso diz*r
com orgulho que fui o primeiro gevernador de Bue-
nos-Ayres que a con9igoou em seu programma.
Depois de tomar posse do governo, em todos os
discursos e mensagens annuaes, insist sera des-
canso para que a assembla emprehendesse a re-
forma, conseguindo emfim que se occapasse com a
declaratoria previa de ncessidade. A reforma da
constitaicao hoje um facto (?) que vem provar
que, anda que tarde, fructiflcou a sement que
atrei em maio de 1866.
Seja como fr, o cerlo que em dous annos r
meio de governo, lalando com a forca de inercia
das cmaras, e administrando debaixo da pressao
de nma peca em qae tndo se resenta de puerra
nacional em qne a repblica eslava empenhada,
tive a fortuna de vincular m nome s obras e as
instituicoes qne, se nio sao imperecedouras, ha
de vi ver nm pouco mais que a pebre indvidnali
dade deste leu amigo agradecido. Adolfo Alsina*
O Sr. ex-governador, flagelando tambera a in-
gratidao do povo republicano, e enumerando seus
mritos pessoaes, tambem padece de um singular
esquecimento. Quando se refere a guerra najlo-.
nal era que a repblica esleve empenhada, esqne-
ceu de aggregar, que qualiflcou offlcialmente esta
guerra do iniqna, provavelraenle pata mostrar a
sna superiondade como cidadio que prestou ho-
menagem ao sangue argentino derramado nos cam-
pos de balalha contra o inimigo invasor.
O orgio do Sr. general Mitre e9forca-se ei um
longo artigo para refutar as asser$5es do Sr. Dr.
Alsioa. Ccmtado o general Mitre pesaoalraente,
melhor que ninguem, leve provas da ingralidao do
povo. Anda neste momento deve ler Ido oflere-
cido a S.'M. o Imperador um quadro commemora-
tivo de um grande acto popular, da ovaclo quo so
fez ao general Mitre quaodo baixou do-poder, qua-
dro que aqni nam encontrn umi corporacao, nem
.1 r
ia dado pressa do gritar o seu Eureka retum- nm particolar, que o rapedisse de sabir do pata,
ate, aind que toseit s para dastroir a opiniio I para ir parar a galena de um palacio imperial.

MB



Q &? 30 B.'ftW3V:T)liW*"d Pernamimeo -, Sexta eira 0 de Dezembro de 1Q70
3Hur iv .11 or
X
I
r-r-i "-t-i' vi'i .

Sur* ii'/e / Cinemato o sabia; e ere limar de
contar com a grildo dos seas coriddadios, con-
tara sM^ea arado.
SajMMBWai|ui urna gVanae mmtgracao. Pre-
paran) se, ailobtindo algumas medidas de reoeoc
ha muito lempo em pralica nos asvlos de mrmgra
cao no uto Rio Grao.de.
Eraquanto aqu trabalhara, n.- nos discutamos.
O goverop fe ora contracto com Concetcao & C.
para garantir pasaafero livre aolc* "que_qut-
tereni ir estabeledfie oaprovitea do Mallo-Ores-
so. De orna remota de 37 que sprovpUwam dessa
condcelo, 15 vtarm no esmo vapor, porque
alli nao encontrar queraos recebes, quem Ihes
dislnbusse terrjeos prifiapiros vveres nedessa-
nos em urna regiio que taato iollreu pala guerra,
acojas cidaJes ahila boje aera vollmrn todos
os habitante. ,
Nao basta o auxilio da viajero. E preciso que
o nosso gorerno avi-o o da propnela de Mailo-
Grosso, para que receba e distribu conveniente-
mente os immlgraoles que la chegarem, conceden
delire pelo menos os subsidios que tera os que vao
pura o Rio Grande, porque na mella a (alta de re-
corsos immw*to? inuito maior. E nao basta
anda islo. Aqu no Rio da Prata deve haver un
agente especial que promova, o mnvimento para
U .tto-Groiao. quo alt=uda 03 pedidos, que saia
distinguir entre osnomerre qae nos podem ser niel?,
ou que eSo passario de carga. Querer encarregai
deste trabalho os consulados seria um erro. Estas
repartieres lem bastante a que atlender ; nao po-
den) oceupar-se dos dlalbes apontade, e sua n-
ter veuei sunca fia eeaz. A nomeacao de um
ul agente, pouco onerosa para os cofres pub icos,
daa muitos beneficios, pirque por aqu nunca
(alta quem nao enconlrasse o que esperava e o va
bascar a nutra parte. Aioda agora anuunciam a
completa dissolucao da colonia Il'aty em Santa-F,
cijos moradores voltam para Inglaterra. Melbor
para tiles e para ni seria que fossea para Mallo-
Grosso. Ilediue bem S. Exc. o Sr. ministro da
agricultura nesre ligeiro apontamemo quo Ihe faco
cora completo cmUecimenlo de causa; e sabr o
qual voliarei, porque matara que merece toda a
alten cao.
Wo patttei
Alegre lJG
21 lo codfci
INTERIOR.
RIO DE 4AWEIRO
96 DB NOVEMBRO DK 1870.
Por deeretos de 16 do crreme reverten para a
primeira ahite do exercito, na conformidade da
imperial resoluto de 0 do correte, tomada sobre
consulta do coaselho supremo militar, o alfares ag-
gregado 4 arma de infamara Demetrio Raymundo
liara de Obveira.
Fot transferido para o 9.* batatn de tulaniaria
o 2. lente do 4 batalhio de arlilltaria a p
Justino Lopes Cardm, na conformidad da impe-
rial resolucao de 9 d'dsio mez, tomada sobre con-
sulla do conselho supremo militar, e das diaposi-
cSesdo art. 6.* da le o. 1 143 de 11 de setembro
de 1861, e art. o. da de n. 1,2-20 de 20 de jolho
de 1861.
Foi reformado, na eoaformidale da imperial re-
solocao de 9 d'este mez, lomada sobre consulta
do conselho supremo militar, e das disposiedes do
3 I.* do art. 9. da l.-i n. 648 de 18 de agosto de
1832, o alferes aggregado arma de infamara
Prudencio Tollos de Meoezes, visto soffrer molestia
incuravel que o loma ineap.iz de, continuar no
servico.
Por decreto de 17 do corrente foi nomeado Jos
i unos da Silva Miia para o lugar de secretario
da capitana do porto di provincia do Maranhao.
Por aviso da mesma data foi nomeado o chele
ie eeqaedra Francisco Corieiro Torres e Alvim'
eomniandante da dvisio naval di primero dis-
tricto.
Por decretos de 22 do corrente mez foram :
RcformaJo o 2." teuente da 2.'classe Henrique
Garlos Itibeiru Lisboa, no mesmo posto, e com um
terreo d respectivo soiJo, na conformidade das dis-
posifes vigentes.
Transferido para a 2' classe o Io lente Jos
asen da-Silva Coutiuho, nos termos do art. 7
da le n 120i de 18 de maio de 18G1.
Por decretos de 23 foram noroeados :
Membro effectivo Jo con-elho naval, o bacharel
Joaquim de Souza Res.
2. cirurg'fn di corpo i> sale da armada, o
D*. Antonio Rodrigues Ojado.
O resultado-dos examen de hontem na Faculdade
de Medicina foi o seguale :
! ann i pharmacemic.). Antonio Pin'o do Ama-
ral, Arliiur Frankim de Azambnji [fuves, lot
Frederico da Costa e Asarlas Ferreira de Mesquita.
approvados mplesmenle. ,
llruved.ia; repovaceo?.
3." ann. medico.Antonio de Mallo Moniz Maia
0 Man le de Aran]) da Cunba Alvarenga, appro-
vados plenamente. Silvestre Das Ferraz Jnior,
tfMrovad i simplesmente. Houve una reprovaeji).
4o un i.Loareoj) Barbosa Perena da Cunba
* Pcd'- Sanchos de Le.ujs, appftadas pk?na-
ueote ; Horacio Leal do Carvalho Res, .Mano;!
Luiz d' Moiira, f.uiz da Gunha Morefra e Guilhnr-
>e Auu-j Ikreir Gtdmaries, approvados sm-
ptaamaete.
Cliuici {<)' anno).en'.o Goncalvcs Cruz, Ma
I Pereira C.ibral Jnior, Osear Adolpho de Bu-
iodes Ribeir tfaaoel Pinto Ferreira Janior e Lu-
oiiuo Pereira Jos Pasos approvado3 plenamente.
3 anne |i!irmaceutico.Antonio Jos Colho
do lloara, Goilherme Malaqtas dos Sanio? e los
AUu.-ti de Az-jveJo Aires, approvados simples-
meato.
Huuva li s reprovjeoes.
Terminarain b) ntem o exames de naiaqo para
04 alumnos do 3" auno da Escola de Mariana, dan-
do o rcsult.do seguala
Approvados plenamente, grao 3, aspirantes Ame-
rita Lenidas Uarbosa de Oliveira, Doarte Huet
Baceilar Pinto uedes, Jlo de Andrade Lei'e,
Antonio Augusto Lacerda Jnior, Joao da-Cuaba
tUbeko Bspindola, Antonio Alves Cmara, Adul-
plu l'inb.'iro, Fredi rito Dia* de S, Ari-ldes Es-
pirldi-i de Seq Braga ; paisanos l'rauci.-co Ag.i-
iiti da V.-i.M, Minoel Venancio lampos da P.-i,
.Nicio Vifiaio Chaves Barcellos, Luiz Lemelle,
Garios los do Araujo Pinhero.
Approvdoi plenamente, grao 2, aspirantes Frau-
i'i- u Pinto Totres Nevos, paisano Sabino de Aze-
redo Coutinno.
Approvados simpl sii.i'iite, grao I, aspirantes
Joaquim dos Santos Magalhaes Jnior, Carlos V-
ditl de Oliveira Freitas, Uajtmundo de Mello Furia-
11 de Me .doOQa ; paisanos Candido Floriano da
tota Barreta, Perciliauo Olympio Noguera No-
ve, Leopoldo Bandtiira de Gouva.
A mocidade sempre travessa, neaj se Ihe pode
levar *so a mal ; mas preciso que a travessora
se na i iraduza por actos que imporlem offensa
as icis do decoro e grave prejoizo de teroero. In-
f"lizmeute hontem, m iramedaQes do antis,;
bospiul do Carino, na ruajlos Oarives, edificio
nada aciaalmeate se fazem os exam^s geraes de
1 r iiaratoros, alguas d'aquelles actos se pralica-
ram que ni) individuaremos, na esperanza de que
nai se repitaiii.
-Formou-se all grande ajuntamento de exudan-
tes das diversas aala<, e, inQuilos uns com os
mitro.-, pralicaram algn* desacatos, que, com ma-
V >a o dlzeuns, fura >tnver da autordade reprimir,
fi" muito amigo e tambem mailo verdadero o pro-
verbio que d.z : um esludanto um anjo, dou<
-ai dous diabos, o tres sao peiores que todos elles.
imagine-se, pois, o que nao farara reunidos mrds
de 400, enlre os |uaes bavara m'.iitos que j se
naopodiam contar entre aseriabas
(vampre, portant >, r-viur o ajuntamenio na ra'
A primeira medida parece-nos que devena ser
publicar diariarceu'e os noraes ou numeres d^s
"xaminandos que leem de ser chamados, e de
.isp^rar que os pas e directorer de collegios nfo
permiilam que vao ao crdicio dos exames os jo-
ven* |ue oad.i liveram que fzer lUessedio.
Na> basta isto, porm ; preciso evitar que
porta e nisimiiieduces do raesmo edificio se for
iiiem grujos que perturbem a ordem e o socego
puMio.
Nao podem, nao devem repetir-se scenas como
as de hontem, cm que tiveram da fcchar-se as
rasas de negocio, eniogueiu pa.-sava impuuemeute
pelas mas CrfeBoawisiaaas, lendo iido gravemena
ftidas varias pessoas. Cumpram os pas e osmes-
ties o su dever, idmoestando os fllhos eos disci-
pulos, com nos lambem rumprimos o nosso,pa-
..i o a esses mogos que reflietam as consequen-
rias de actos inconsiderados, que bem sabemos pro-
vir.on apenas de um momento de exallaco, que,
pas-ada esta, serio elics os primeirus a deplorar.
L.:mbrem se que a autordade tem por primoiro
iever manter a ardem nablica e fazer-se respeitar,
. nao ha consideracao que ella possa por cima
d'esta.
Por parte d'ella a condescendencia com os pri-
aeiros disturbios dara o mesmo triste resaltado
que nos anuos anteriores, em que a indeciso
mostrada ao principio trouxe poucq depois a ne,.
cessidade de medidas de rigor, que todos lama-
mos, mas em que o mais censuravel fei Vtoprevi-
denfcia com que s dexarar cher,,r' as cousas a
lal extremo.
. ^- U-.. .
. S. M. o Imperador a^ompauh.adp dos aes se-
manarios visitn bontem a e?eoia militar, onde as
sislio aoB examea' de preparatorios.
-----
lo palete iwpor tivemos folhes de Por
6, fctoGraafeft) e Snta Catbwtoa
No dia 4 a;sumira a presideucia da provnda o
Sr. conseibelro Pinto Lima.
O Commtrcial traascreve do Din i de Pthiu o
seguinte: ....
t Um crime revoltanie e di/ae da mais salera
ponigao foi praticado pel subdelegado du Baquii-
rio, o Sr. CaVvall e Abrew;Tia pessoa'de nfn rab-
dito porluguet, de quem nao nos souberao djzer
o come. >v J f J^
Julgavamo? que as atrocidades 4a lAaoiiibSu
estivessexn abolidas no sceulo XJX e que o syste
ma do tnrocho nao lizesse parle de nosso cdigo
penal; esse senbor subdelegado, porm, veio-oos
demonstrar o contrario e provar que no seu mu-
nicipio senhor de brato t cutello.
<( Um pobre subnito portuguez foi por ssa au-
toridado prso como autor de um delicio que all
se cornmelteu'; interrogado, negou o fado, mos-
trando sua innocencia ; nao comente a autordade
em prender um cidado sem culpa formada e sem
ser em flagrante, para obriga lo a eonfesssr-se
criminoso applicou Ihe o supplicio do arrocho na
eabeca at deixa-lo sem sentidos, Depois de bem
rnariyrisar sua victima, a autordade dou-lhe a'li-
berdade, julgando-a innoeenle.
< Levando o facto ao dominio publico, espera-
mos que as antordade.; superiores syndiquem da
veraeidade delle, fazendo pesar sobre o delitraeote
o castigo de seu crime.
Fallecer no Rio Grande.a 16 do corrente, o ne-
gociante Antonio da Silva Rasteiro.
O Diario noticia quo a 9 do correte foi assas i-
rnado, no lugar denominado Juncal, 4 tres legoas
do Jaguario, oBrasileiro Felicio Teixeira Miehado,
pelo Oriental Jos Z'iruaga, que evadlo-so para o
Estado Orienlal.
Em Santa enharina nada occorrera Je impor-
tante.
O resultado dos exames d hontem na facul-
dade de medeeina foi o s-gdinte :
A anno medico. Carlos Claudio da Silva, Ga-
Driel Antonio Pimenta, Jos Ignacio de Carvalho,
Lucio da Cunha Panvoliie e Menezes Antero (oa-
Calves Negreiros, approvados plenamente ; Jos
Augusto da Rocha Alrrfcila, approvado simples-
mente.
4o auno.Victorino Ricardo Barbosa Rorneu,
Urias Antonio da Silveira Sobrnho, Antonio Silve-
ro Gomes dos Res, Henrique Saherbronne, Nor-
Derto de Alvarenga Mafra, approvados plenamen-
te ; Manoel de Freitas Lemos Jnior, approvado
simplesmente.
Clnica (6o annn)Jo< Amonio Pereira da Silva,
Miltm da Fonseua Alencar. Francisco Claudio de
S Ferreira, Luiz Antonio Di-lnhim e Joao Pedro
Monleiro de Souza, approvados plenamente.
I* anno pharmaceutieo. Francisco Gomes dos
tfeh e Alberto Amenco dos Santos.approvados sim-
plesmente. *"
Honve quatro reprovagSes.
O alumno Antonio Piolo do Amaral, do 1 anno
pharmaceutico, foi approvado plenamente e nao
simplesmente, como por eng-no foi hontem men-
cionado na relacao.
O resoltado'dos exames da primeira cadeirado
4' anno (astronoma) da escola central, foi o se-
guidle :
Approvados eom dsiinecao, ero 10, Agostinho
Luiz da Gama Jnior, Manuel Pereira Heis. Mauoel
Pinl Torres Neves Jnior e Henrique Chiistino
da Silva Guerra, approvados plenamente cora o
grao 9; Antonio Gomes Barroso, Joaquina Silve-
ro de Castro Barbosa, Alfonso Carneiro de Olivei-
ra Soares, Henrijue Darreto Galvo, Bemjamm
Franklin de Albuquerque Lima e Marcos de Aze-
ve.Jo Souza com o grao 9o; Joao Cancio Ferreira
da Silva, Joao Teixeira Soares, Jos Francisco Mar-
tina Guimaraes Filh), Luiz Carlo3 Barbosa de Oli-
veira, Luiz Raphael Vicira Souto, e Jerooymo
Francisco Ribeiro, com o grao 7*; Henrique Ma-
ra Leone, Jos Feliciano de Noronha Frita1, Luiz
Cesar do Amaral Gama. Gaspar Rechsleiuer, Ma-
noel loaqnirn Teixeira Bastos Jnior, Pimo Soa-
res, Ohristnodo Valle, Miguel Paula Meyer e Joa-
qun! Rbero da Veiga, com o grao 6* ; Sebastiao
Ardino Fernandfs Chagas, los Goncalv s Pinto,
Osmill) de Lelles e Silva Jnior, Quntilain da
Silveira Lobato, Joao Paulo Dias Carneiro, Henri-
que Wilils da Silva, Alberto Augusto Isacson, Leo
poldo Jos da Silva e Joao Chrockatt de S Pereira
de Casiro. '
Approvado simplesmente coro o grao 4o, Joao
Paulo Ferreira Dias Jnior.
Os exames da 2" caJeira do ,'> anno (mineralo-
ga e geologa) deram o seguinle resultado :
Approvados plenamente com o grao 9o, Joaquim
fialdino Pimenlel, Jos America dos Santos, Luiz
ftetim Paes Leme, Antonio Placido Pcixoto de A-
marante, Luiz Armaud Ferreira deMattos e Emyg-
din Aiolph) Victorio da Costa, com o grao 8 ;
Francisco do Paula Bicalho, Rodrigo Ribeiro de
Oliveira e Silva, Alvaro Nunes Pereira c Arthur
Rodrigues Torres Alvm, eom o grao 7; Abel Fer
reir de Mallos, Callos Augu>to Osorio Bordlni,
Manoel Tavares de Aquiuo Juoior e Eduardo
Meadas Limiero ; e com o grao 6 : Frederico
Ferreira da Silva San.os, Prancisce Xavier Gomes,
Joao Thomaz Alves Noaueira, Antonio de Serpa
Pinto Jnior, Frmcisco de Paula Marques Baptists
de LeSo, Joao Caldera do Alvarenga Messeder,
Claudio Livio dos Reis, Carlos Augusto Carvalho
de AzambujacGjilherme Augusto de Souza Leite:
approvados simplesmeiwo com o Rr-. 5: Agosti-
nho da Silva Oliveira, Jo.; da Cunta Barbosa F-
iho, Jos Augusto dos Santos Matta e Joaquim Jos
de AluieiJa Pernambuco.
Em Montevideo todo ao mesmo estado; troca de
tiros entre sil ados e sitiantes. E-ies uUhnoVvea-
Ido que de modo oeohum podan) usp^dir que a
praca se abastecesse de viveras por mar, fasolve-
rim deixa-los passar tambem por trra.. obnoM
onr importo de quabtoj
Mal'tlbuilreceita se
migo.
Qgove:
cidafe m;
rauoJySe!
ni |>ut tana, wimw
,va na cida. Raziara
orar a sltnac^o do irri-
cot lltl
ir
tas
el nao
polica AH>elvir
rigor coam os suspeilbs.
lloutam, por-oecasilo do um jaatarde refozjo
jiela'dpda do Sr. brigadeirb Goaralves Pfces,
concajl-se carta de llberdade a escrava Cofiaa
a, pwffnceiiia ao espolio de B. Mara Jos tate-,
V qne sao herfleiros os qnatrb triti3o9, o me'sfno
Sr. brigadeiro, o Dr.Antonio Jos GoocaWes Fon-
teslBiiz GaacaiWXntea^f^).' ffilfi ftii|ii i
S. M. o imperador, acompanhado dos seus sema-
narios, visitn ahl-hotem o Lycu de Artes e
OfUcios, assstindo aos exames de alg
metria oos quaes exhibiram provas dos _
lamento (doua Jumuos, um earpimeiro a um raa-
ennista:
Sua mr.gestado percorrcaaa aulas om exercicio,
dmoraudo-se ein cada'um aellas a examWar
trabalh*s de diversos alumao, o retirandp-se s
9 ',j horas da nte, sallsfeito do estado em que
encontrn tao ntrl estabelecimento. -
Com o titulo tttrricel tnccem pnblfca o Nato-
naldeBaenos-Ayres a seguiote narraco feila
pelo capitfto da scana F/ftV Acnnri:
Estando amarrados barranca do arroi Li-
noso. oto on nove leguas asima da povoacao de
Goya, fbmos sorprendidos por orna partida de In-
dios, em nnmero de 60 a 70, com os rjuses rinham
muilos Correnlioo?, lodos armados, erara -urna
descarga sobre um dos meus. marinheiros que es
lava no convs do navio, malahdo'-o inslantanea^
mente, o acto cominuo snbiriflo a bordo,degollaran)
todos os marinheiros. Vendo que nos abordaran),
nao tire te'mpo senao de atlrar-mo agaa.salvan-
dome milagrosamente n'ura escolho, nao sem que
dlspirassem sobre mim muitos tiros de espingarda
para o meio do Paran.
Foram lamb m brbaramente esqnartejados
um pescador e sua raulher que andavam n'nma
canoa. Depois de saqueado o navio e inorta toda
a tripolacao, rasgaram as velas, levara* comsigo
as provsoes, e puzeram fogo ao barco, qoe em
poneos momentos licou reduzido a cinzas.
A autordade riue veio de Gaya tomar conhe-
cimenlo do occorrido nao encontrou senao ruinas
e as barrancas oito ou dez cadveres todos es-
qnartejados, sem que at agora se lenham podido
descubrir os autores deste attentado.
29
Por cartas Imperiacs de 23 do corrente:
Foram naturalisados os subditos portogoezes
Joao Gomes do Paiva, Amaro Pinto da Silva, loan
Rodrigues dos Santos, Antonio Lopes Branco, Ju-
lio Cesar Ramos, Theodoro Domingues Fangaino
e padre Ignacio Jos da Costa.
Por decretos da raesma data foram ongados :
Commendadores da ordem da P.oja o barao da
Vargenv-Alegre, do conformidade com o 3' do
art. 9 do decreto n. 2.833 de 7 de dezembro de
1861, o da ordem de Cbristo o Dr. Antonio Ja-
ntiario de Paria, lente cbathedratico da faculdade
de medicina da Baha, de conformidade com os 53
e 3* do art. 9' do mesmo decreto.
Lente da 2* cadeira do 3 anno da facoldade de
direito de S. Pan lo, o lente substituto di mesma
faculdade, Joao Theodoro Xavier.
0r/o Bordini Jos, A0.DJt ^ s,^,^
llMSlo de Souw Lene, Agostiobo c* Silva Olivei-
ra,luiz Betim Paes Leme, Manoel lfeigass Bap-
tjatt"e Francisca Xavier Gom.^giomidos sim-
JTesraente com o grao 3, Ff,aa B ,je pau|a fj.
calho, Abel Ferreira de Niauos, Thomaz Altea
Nogueir, Ioqoim losd de Almeida Pernambuco,
Jgio, CaJJjura de Alvina*, UtaMdei Miamlifc 1
qnino JanWTj^ da CunSf Bdrla
Filho.
npluifai
.. 1 *m 1 1 i l l V
diio e"olios a 98O0para o flm di ftnefro, varios
lotes de apolices geraes de 6 / Ge 96 a 87 Va */
a dinhriro, 100 ditas a 95 % ex-dlviJendo para 'o
dia 30 de jaueiro, iO ditas do emprestimo nacional
de 1868 a 4:010*, nm lote de ditas a 1:025*, 30f fecete" bt"m como nin nti
acQoes do Banco do Brasil a 180* a dinheirq e 8
ditas da companhia de illnminacao a gaz a 280*
cada ama.
Confil
m o corso S enganbaria civil oa bi-
Foi hontem sabmettiJo examo da 2' cadeira
do 3" anno da escola de marinha o alumno paisano
Leopoldo Bandeira de Gouveia, e foi aprfrovado
simplesmente com o grao 1.
Continuando os exames geraes de preparatorios,
repelirain-se honl-m infelizmente algumas scenas
desagradaveis, vista da* quaes est o governo
resolvdo a nao tolerar ajunlameiilos tumultuarios
'udanles as rua da cdade. Nao desejando
nos que algnm desies mocos soff<*a as corse^uen-
cias pos.-ives do qualquer repressao que se torne
necessaria, pedimos a todos^pae se portem com o
comedimento que se deve esperar do umo moci-
dade bem educada, e, expressamenle autorisados,
avisamos aos pas e directores de collegios que
expoem seas (ilbos e alumnos aos effeilos das me
di las qae a autordade acaba de tomar e est re-
soivida a por rigorosamente em pralica.
O Joruut do Cuinintrcio, de Porto-Alegre, noli
ca o seguate :
O alejado Miguel Firias, artista acrbata, que
aiuda ha poucos dias trabalbou om no-so theatro,
acaba de ser victima de novas desgranas na cidade
do Rio Pardo. No ultimo domingo liaba elle de
executar o Yo de Singara, fateoo-o ao impulso
de fogos de aniflcio. Nao obstante as su*s pres-
crpeoes, o fogueteiro dea ios fugeles coaducto-
res que o artista devia levar ligados aos brac-s
mais torca le que a que elle Ihe hava recommen-
dado. O resultado foi haver explosao com qm o
artista nao coutava, ticaodo-lhe uas carnes frag-
mentos dos envolucros, que Ihe fructuaram ambos
os bracos. Anda assim pode segurar-se na altu
ra em que se achava o Iraptzio al ser soccorrido
pelos espectadores, que o tiraram dalli era pergo
le vida. Ao Uvarem-no para casa, nova desgra-
5a esperava o infez Farias.
< Os larapios haviam arrumbado as portas e
roubado o pouco qae elle e sua familia possuiam
em dinbeiro e joias.
A hora em que escreve oos, diz o nosso o-
formante que provavel j haver fallecido o infe-
liz arjista.
Da villa da Coaceicao do Arroo commanicam
ao Commercial, do Rio Grande, o seguate :
Fallecen no dia 30 de uutuLro do corrente
anno tiesta villa Manuel Pereira Teixeira com
120 annos do Tlade. Casou dnas vezes e viuvou
das duas mulheres. o primero consorcio leve
set filios, de segundo tres. Viva de sua lavou-
ra,'e foi um cidaaao tempre honesto e honrado.
- 28 -
Entraram hontem do Rio da Prata os paquetes
inglez Bonita e francez Poiiou da linba de Mar-
selha, pelo qual recebemos folhas de 20 e cartas
de 21.
As noticias de Entre-lios sao as do cosame ;
entretanto pessoas ebegadasa Montevideo ultima
hora reteriam que sua sahida de Buenos-Ayres
entrava alli um vapor cora feridos, o corra o boa-
to de baverem soffrido um revez as tropas do go-
rerno.
Por decretos de 23 do crreme foram noraea-
dos para a guarda nacional d- cias :
Pernambuco.O alferes Coustantino Rodrigues
Lias de Albuquerque, tenente-coronel eomman-
danto do batalbo de infantera o. 31.
Foi desiguado o Io esqnadrao de cavallaria da
guarda nacional da provincia de Pernambuco pa-
ra ser i elle aggregado o major eommandante do
IO1 e quadrao da mesma guarda, Luiz Francisco
Barreto de Almeida.
Foram exonerados a sen pe iido :
O bacharel Henrique Joao Dodsworth, do lugar
de juiz municipal e de orpbaos do termo de S.
Miguel, na provincia de Santa Catharina.
O bacharel Thomaz Costa Ferreira Serrao, do
fe ofcial nifor d) tribuual do commerco da
provincia do Marauhac.
Por porlarias de 20 do corrente foi eoneelida
a transferencia que pediram dos respectivos lu-
gares o pedagogo do arsenal de guerra da cor e,
alferes reformado d) exercito Augusto Pereira
Rimalho. e o ajudante do mesmo arsenal, alfere;
tambem reformado Olympio Aorelio de Lima e
Cmara.
S hontem tos ehegou s maos urna carta es-
cri'ia de Buenos-Ayre> a ultima hora e viada pe-
lo Poitou, da qual exirabiraos o seguate :
t Acabamos de receber noticias importantes de
Eutre-Rioi. J se sabia aqu oficialmente que no
dia (2 foi o general Gelly y Obes atacado por L-
pez Jordn, com vantagens para este. A Prensa
de hontem refere-se a nova batalha no dia 14,
em que Gelly y Obes foi novamerile batido. Ig-
noram-se anda o promenores desse encontr.
Neste momento recebemos noticia da tomada de
Gualoguaycha por Lpez Jordn, fleando comple-
tamente destrocada a guarniclo desse ponto, que
era de 400 homen1- Um vapor do Estado que ah
se achava foi metido a pique. Eslas noticias de-
vem ser exactas porque foram dadas etn reserva
pelo capilao do porto.
t De Assumpeao ha datas at 13. A convengao
j hava approvado quasi todos os artigos do pro-
jeclo de constitucao. Dizia-se quo do dia 17 des
te teria lugar a eleicao do presidente effectivo. A
ele-icio de Rivarola pareca segura mas nlliraa
hora surgir urna nova etndidtura, a do Arara-
buril. >
0 resultado do exame de Lrai.m na Faculdade
de Medicina, lu o seguinle :
3.' anno pharmaceutico. Francisco Fernandes
Po.oa, approvado plenamente, Joaquim Ferreira
de Moura, approvado simplesmente.
Deixou de fazer acto um.
Ilouve duas reprovaeoes.
1." anno pbaj-raceutico.Jos Dillon de Andra-
de e Jeao Belmiro Leone, approvados plenamente;
Carlos Cyrllo de Castro, Henriques Carlos Feldba-
gem, Jos Moulnuo dos Santos e Fraucisco Jos
Nabuco de Araujo Freitas, approvados simples-
mente.
4. Anno.Jos Pereira da, Silva Nelto, Adol-
pho Martina de Oliveira, Manuel Arriaga Nune?,
Amonio da Cruz Loureiro Sarapaio, Carlos Ama
zonto Ferreira Penoa e Estevao Ribeiro Rezende,
approvados plenamente.
6 auno (linica). Antonio Jos Teixeira, Joao
Theodoro Alves da Rocha, Juao Luiz dos Sanios
Titira e Jos Ferreira de Seixas, approvados ple-
namente.
-30
Pelo vapor inglez Andes, entrado hontem, rece-
bemos folhas de Montevideo de 21 e 22 do cor-
rente,
Relativamente repblica Argentina apenas in-
sisten) no boato de baverem as tropas nacionaes
sofirido um revs em Entre-Ros e terem os rebel-
des entrado aviva forca em GualeguaycbQ, met-
iendo depois a pique com a anilharia de Ierra um
vaporzaho do governo. ,
No cerco de Montevideo nenhum ndenle nota-
vej se dera. O governo eslava fazendo numerosas
prisees, em virtude da descoberU de um deposito
de armas de que fallamos, e que se diz haver
constado de 150 rew*lvers,40 davinas Mini, -SO
pistolas, 24 espingardas Lefauchera e 34,000 car-
tucho!, embalados e que tudo foi apprehenflido.
0 exercito do carapacha s ordens do general
Soares eslava em Tres-Altles, posto estratgico,
uiz a IV auna, orgao de governo, para operar ao
norte, se os inimigos (qae sitiam a capital) qoi-
zerem atravessar o Rio Negro.
01 rae pitado dos exames de desenho do 6. anno
da Escola Central foi o seguinte:
Approvados plenamente com o grao 8 Jos Au-
gusto Devoto e Augusto de Andrade Souza ; com
o grao 7 Luiz Antonio de Oliveira, Joao Feliciano
Pedroso da Costa Ferreira e Lepo Gencalves Bastos
Nelto, e com o grao 6 Boavemura Caetaoo Rbeifo
Joaquim Duarle Marnho e Jos Joaquim de Pioho
Jnior.
Do & anno (deseobo):
Approvados plenamente com o grao 9, Antonio
Placida Peixoto de Amarante e Lui Arnaud Fer-
reira deMallos,; com o grao 7, Alvaro Nuces Pe-
reira, Alfonso P^res de Carvalho Albuquerque
Euiygdio Adolpho Victorio da Costa e Joaquim
Galdiuo Pmentel, e com o grao 6, Rodrigo Ribeiro
de Oliveira e Silva, Arthar Rodrigues Torres e
Alvim, Jos Americo dos Santos, Carlos Augusto
abaris em maihematicas, setnelas pbyaicas e na
knquira Duard Murinho, natural de
Mim wtfo; Luiz Augusto de Oliveira ; natural
do R HJaoeiro ; Lepo GoneaNes Bastos Nelto,
JoJo IWMpoo Pedroso da Costa Ferreira, nata-
raes do Rio Grande do Sul; Augusto de Andrade
Souza, natural de Peruambuco; Jos Augusto De-
voto, Tose Joaquim de Pinho Jnior, naturaes da
aliia ; e B (aventura Caetaoo Ribeiro, natural 4o
a. aq fiKiiriAr1
flontm^ba mesma Escola Central, foi conferido
o grao deuacharel formado em sciencias matbe-
matics"e physicas aos engenneros geog'raphos oa
|rs. fffim Galdiuo Pmentel, Emygdio Adolpho
victorio da Costa, Luiz Betim Paes Leme, Jos
Amerieo dos Santos e Eduardo Menes Limoeiro.
Io de dezembro
. Por deereto de aoie-bomem foi encarregado in-
terinamente do mristeVio dos negocios de agricul
tura, commercio e-obras pnbUeas o aonselbeiro
Joao Alfredo Correa de Oliveira, em quanto durar
o impedimento por molestia do respectivo ministro
o conselheiro Jeronymo Jos Teixeira Jnior.
Por cartas imperiaes de 30 do mez passado fo-
ram nomeados presidentes :
. Da provincia do Para, o bacharel' Joaqnim Pires
Machado Portella.
Da de Goyaz o bacharel Antero Clcaro de Assis.
Por decreto de 30 do novembro prximo odo
fot nomeado o Dr. Francisco de Asss Vieira Bueno
para o cargo de membro do conselho inspector e
l.ical da caixa econmica e monte do soccorro do
Rio de Janeiro.
Por decreto de 29 do passado foi demittido An-
tonio Jos du Amaral do lugar de agente do im
posto do gado em Bemflca. .
0. resultado dos exames finaes da aula primaria
do 2* anno da escola central foi o seguinte: ap-
provados plenamente, Carlos Luiz de Sanies Ju
nior.Jeronymo do Castro Abren Magalhies/Anlono
Jos de Mellle Souza, Fabio Hostilio de Morae-
Reg. Emilio Armand Heurque Schooor, Jos
Mara Mendes Goncalve?, Candido Goncalves Go-
mide, Heitor Sobral Pnto Cavalcanti de Albuquer-
que, Fraucisco Lopes dos Santos, Joao Goncalves
de Araujo, Jcio Sabino Damasceno, Francisco Jos
de Freitas, Francisco Thereslo Porto Netto, Godo
fredo Jos Furtado, Aario Leal de Carvalho Reis,
Francisco Bicudo Varella Lessa, Candido Ribeiro
de Sonza 'Mendonga, Alberto Macedo de Azara-
buja e Lucrecio Augusto Marques Ribeiro.
Approvados simplesmente, Guilherrne Candido
Xavier de Brito Jnnior, Alvaro Pamplona Nebar
da Fonseca, Ludgero Ernesto Las^ance Cunba,
Julio Tito Teixeira Mendes, Joaquim Jos da Silva
Nogueir, Jos de' Carvalho Almeida, Silvio de S
Valle, Luiz Affonso Braga e Francisco Pereira
Reis. Honve 5 reprovados.
Deixaram de fazer exames 26 alamnos.
Hontem i hora da tarde, teve lugar no sali
da pra^a do commerco a eleicao da junta dos
correctores que tem de servir na anuo de 1871.
Picoa composla dos Srs. Henrique Nathan, M, M
B)om, W. de Lara Tapper, Jos Lazary e Aotonio
Jos Alves.
DIARIO DE PERNAMBUCO
RECIPE, 9 DE DEZEMBRO DE 1870.
\oticias do sal do Imperio.
Chegou hontera pela machia, o vapor braslleire
Annos, traseodo datas: do Rio de Janeiro at 1,
da Baha at 4 e de Alagas at 7 do corrente.
?3Sob as rubricas Parte Official, Exterior e In-
terior encontrarlo os leitores por extenso o que
de mais in portante ha; alera do que apenas trazem
os jornaes o que segu.
MVTTO-GIIOSSO.
Alcancam a 30 de outubro as ultimas noti-
cias. A' 11 linba assumido asrdess d,i admins-
traco da provincia o conselheiro coronel Fran-
cisco Antonio Raposo.
FABAN.
No dia 19 da novtnibro chegira capital o
vice presidente da provincia, regre3sanda de urna
viagem ao litoral, afim de observar o estado das
obras da estrada da Graciosa, ramal do Morretes
e trabalho* da linba lelegraphica.
De Theresma essrevem ao Dezenove de De
zembro, de 9 de novembro, era data de 9 de outu-
bro :
Ha tres dias aqu chegou do mato o director
desta colonia trazendo em sua compaoha 10 in-
dios botocados, seado 7 homens e 3 mulheres, os
quaes at agora nao tm mostrado desejos de vol-
tar para o serto.
Pens que muito breve Isto licar transforma-
do em aldeamenlo, visto como o director trabalha
com empenho para trazer colonia esses pobres
entes, que em grande numero exislem Ivahy ci-
ma, o que nao acha difflcil por estar aberto o ca-
lumbo.
A mesraa folha refere o seguinte :
No dia 6 do mez passado, no quarlero do
Bio da Vargea, distrielo da Palmeira, naoccasiao
em que Manoel Jos Antunes, com seis corapanbei-
ros, c te iva naquelle quarleirao, casualmente dis-
parou a sua pistola, cuja bala, ferindo-o, o fez
fallecer urna hora depois.
< No dia 9 do passado^ no lugar "denominado
LageaJo, districto do Rio Negro, Benedicto dos
Passos de>fechou ura tiro de pistola sobro seu pa-
drasto Pedro da Cunha, que logo falleceu. O sub-
delegado de polica respectivo foi ao Idgar de de-
licio, e encostrando o cadver j enterrado, fez
exhumacio para conhecer da natureza do crime.
O assassino tii preso, nao obstante ter tentado
evadir-se." Foi instaurado o competente proces-
so.
Na manhaa de 28 do mez passado evadio-se
da cada da villa'de|S. Josjdos Pinhaes o criminoso
Manoel de Souza Nunes, que na vespera alli che
gira para ser julgado pelo jury respectivo. Foram
tmalas todas as providencias era ordem efei-
tuar se a sua priso. 1
O capito Leocadio Pereira da Costa conce-
der carta de lberdade sua escrava Maria, sem
ouus on condci alguma.
No dia 21 de novembro s 6 hora3 da mauha,
o presidente da provincia partir para Jundiahy,
devendo dalli seguir para Itii, afim de asistir
inauguracio dos trabalhos da estrada do ferro.
As plantas da 1* e 2' seccoes da mesma estrada
de ferro tinhain sido approvadas, assim cono o
orcamento de 2,197:000 para as despezas com a
construccao de toda a linba.
A directora da companhia Paulista convoca-
ra es accionistas para urna 5* chamada de capi-
taes na razio de 10 "(o do valor das acones subs-
criptas, o prazo marcado para a entrada era de
la de dezembro at 31 do mesmo mez.
RIO DB JANEIRO.
Pelo 3o dlstricto eleiloral da provincia do
Rio de Janeiro, foi reelelto deputado 4 assembla
geral o Ex. Sr. conselheiro Joaquim Jos Teixei-
ra Jnior.
. De Mago escreveram ao Diario do Rio.
Hoje 28 do novembro, pelas 3 horas da tardo
larinito banto. jl
Fallecer, victima de um desasir*, ao dem-
barcar de um hiato o eapito Joaqnim Francisco
da Costa.
RABIA
Apenas encontramos o seguate no Jornal da
Sania:
a Hontem (30 de novembroi.'is 11 horas da ma-
nbia houve uo engenbo Bauro a ceremonia da
inauguracio do novo matadonro e da linba frrea
central.
__ A primeira dedra do edificio foi assentada por
5, Exc. o sr. conselheiro presdeme da provincia,
pelo Sr. commeadador presidente da cmara mu-
nicpal^ e por diversas senhoras, segurando cada
urna d'e-sas pessoas em urna extremidade das
fitas por meio das qu?es loha ella de chegar ao
lugar qne Ihe era destinado na valla abena para
o allcecce. Depois todas as pes;oas presentes
presiarara o seu coaonrgo.
a Esla ceremonia fez-se em um ligeiro cara-
raadeho de /olhagem, coberto de bandeir&s.
A primeira pedra era de cimento, em forma
de carxinha, dentro da qual se depositaran) varias
moedas de diversos valores.
Em seguida procedeu-se a ceremonia do as-
seutaraento da primero irilbo para a linha frrea,
que deve passar em frente da mesma proprieda-
de.; foi feita com idntica solemnidade, e como a
primeira, aos sons de urna banda de msica.
< Testemuobaram o faci, alem do Sr. presiden-
te da provincia, presidente da cmara e algumas
senhoras, o Dr. ebefe de polica, o presidente da
assembla, o Sr. vereador coronel Maga rao, o di-
rector das obras publicas e alguns engenheiros da
provincia, os chefes das ootras empresas de tr-
Ibos, e alguns outros cidadaos ratmbros da assem-
bla geral e da provincia.
Apz a solemnidadeservio-se um copo d'agua,
qae terrainou quasi a i hora da tarde.
-1 EQectuou se no dia 2, depois da parada e
cortejo, a installacao da companhia de operarios
lvres denominada Unido e Industria, par* se en-
carregar do carreta dos volamos de mercadorias
uo commerco.
A's 2 horas, reuoidos defronle d'alfandega
mais de cem operarios, leudo sua frente o Sr.
Francisco Hygino Carneiro, ex-alferes de velauta-
riosZuavos Bahianos, e eucorporados da mesma
companhia, seguirm para a praca do palacio,
couduzindo dous carros de servico precedidos du
urna binla de msica, e acompasados de gran-
de mulldio, que com vivo enthusasrao applaado
a idea da liberlacio do trabalho at agora feto
por bracos escravos.
a Chegados praca entre vivas acclamacoes
snlii_ram a palacio e foram agradecer ao Exm. Sr.
bario de S, Lourenco a anima;o e o acolhimonto
que haviam anteriormente recebido.
S. Exc. que ji em 1830, com presidente
d'esta provincia, entregara o trafego dos saveiros
bracos lvres, dirigi aquello) operrarins saluta-
res conselhos, palavras de aaimrcao ao trabalho
honrado, nico que pode tornar o cidado lofle-
pendenie e livre promettendo-lhes toda a protecao
da parto do governo, que entretanto estuda os
meio de assegurar urna garanta recprocaquer
ao operarios, quer aos que Ibes confiaren) va-
lores.
t As palavras de S. Exc. foram recebidas com
frenticos applausos e enthusiasticos vivas.
a Seguio o prestigio at oj^rgo da Palma, com
a banda de msica do corpo policial, ahi em casa
do Sr. Jos Alvares do Amara!, que lera por mais
de urna vez dado provas de verdadeiro patriotis
mo, ibstallou-se a companhia Unio e Industria,
lavrando se urna acta que assignarara os associa-
do?, o concebida n'este3 termos:
Aos 2 da* do mez de dezembro de 1870, 13"
annversaro de S. M. o Imperador o Sr. D. Pedro
II, defensor perpetuo do Brasil, reunidos mullos
operarios livres, es quaes, querendo altestar sua
actvdade e amor ao trabalho em urna industria
at o presente entregue a bracos escravos, resol
verara organisar tima companhia de trabajado-
res lvres e encanegarem do trafego das merca-
dorias e volames despachados na aifandega para
o commerco, e cscolhendo o dia de hoje, ann-
versaro natalicio do melhcr dos raonarcha?, es-
tando na presidencia da provincia o Exm. Sr. Ba-
ra de S. Lourenco, que em ontras eras, lio va-
lioso apoio prestara aos seus rmSos saveiristas,
se comprometalo a fazer o referido servico com
toda a ponuiafilade, d;dicacao e fidelidade,- obri-
gando-se tmbern a manierem entre si a melbor
uniin, protegendo-se mutuamente como verdadei-
ros irmos.
t Elegeram urna direccio enmposta dos Sr?. co-
ronel Jos Lopes Pereira de Carvalho, major Jos
Goncalves Martins e Jos Alves do Amaral, para
os auxiliar no que estivesse a sen alcance, pelo
que tambem ass>gnam esta acta.
E para constar l?.vrou-se a presente acta.
(Seguem se as asignaturas)
O Sr Jos Alvares do Amaral, depois de as-
signada a acta dirigi aos operarios livres urna r-
pida mais eloqueule allocucao, c finalsou-a por
eslas pa larvas :
< Depende agora de vossa uniao, fraternidade
de sentimentos que engrandcelo c felicitan) os
povos, e de que muos de vs deram brilhante
documento na memoravel guerra do Paraguay, o
desenvolv Tiento e progresso desta nova iadustria
vossa, cuja nascimeulo f) saudado pelo sol es-
plendido do dia 2 de dezembro, aniversario na-
talicio de S. M. o Impera lojf.
Prommperam era emhusiaslhicos vivas ao
monarcha dos brasileiros, ac^becemerito Prn-
dente da provincia, que denominaran) verdadeiro
horoem do povo, e aos membros da direccao, que
responderam agradecendo.
Findo o acto voltou o prestito, na melhor or-
dem, precedido da banda de msica para o ponto
de sua partida.
Ahi, os membros da Companhia desigaaram
entre si o servico do dia seguinte, e voltaram as
7 horas para a casa do Sr. Jos Amaral, que es-
lava cora muito gosto decorado e illumiaada, ten-
do no sali principal a efigie de S. M. o Impe-
rador em elegante docel.
Na sala de jamar esta va ama mesa de frac-
tas, deces e vinhos, qae foi por elle offerfeida ao3
operarios livres.
Ahi houve muitos brindes, e cada um desses
fllhos de povo timbrava era mostrar o seu con-
teotamento e enthuSiasmo.
t Alguns saririslas concorreram tambem
administrativa para convidar a S. Exc. o Sr. pre-
sidentodaf provincia a vir asis* 4 sessao magna,
era assembla geral, do instituto areheologico,
1 i. Exc. o todos que o acompanhiram do p-
sete, b*m eomo um nmerocobgideravel de es-
pectadores, pessoas em swrotalroade qualifledas,
nio se fireram esperar, e tomando lugar o mesmo
a a direita do
toi lido por este
m discurso ver-
Sr.
Sr. p
lo e il
lelramen
-P|ndo
eeretario p
Dias Cabra.
Dr. Mariano Joaqui
manto dessas tres
luminosos, oanossos
mente apreciarle qaa'
d*ando nos agora o do Sr.
pedido nos conceden urna copie
1 Lido o ultimo discurso, e nio havendo mais
nada a tratar, o Exm. Sr. presdeme do instlalo
marcado o dia 19 de marco de 1871 para a futura
reuno, declarou em ferias o mesmo instituto e
levanlou a sesso. >
eiro lugar o Sr/
Joio|Fran cisco
lor do instituto
bre o mereci-
lontestavelmente
leitores derida-
sm publicados,
al, qae a nosso
fmifflijco.
REVISTA DIABIA.
MINISTERIO DA AGBICULTDRA.Em data de
21 de novembro Q,p|djo-' .tfrOTlff s pcasiden-
cias de PernmbnroVBinla a?7p>|lfl>rSf? que,
uuvindti os rjsuedivbs engenhiiros^iaeaeawas es-
trada= de Ierro e superintendentes, indiquem as
raodilicacoei 11112 cuujpre faier ao reiulamfa#i
approvado peto decreto n. I9S0 de 26 de bf de
1837, para a seguranca, poRoia e conservacio das
referidas estradas de ferro.
MINISTERIO DA MARINHA.-Em 26 e'no-
vembro foi expedido o seguinte aviso a contadoria
de marinha :
Sna Magostado o Imperador, eotrfcrmanflo'-se
com o parecer do conselbo^naval, expresso em
consulta n. 1686 de li do miz prximo pretrito,
ha por bem determinar que aos offlciaes do corpo
da armada, desempregados, qne servirem como
vegacs nos conselhos de guerra, e por todo lempo,
que se conservaren) em ul exerclefo, se abonera
as maiorias, de que trata a segunda obsemrao
da tabella de 24 de novembro de 1860, isto as
establecidas no decreto de 2 de abril de 1823 ,
fleando assim extensivas marinha as disposicots
este respeiio cernidas no aviso do miaisterio da
guerra de 2o de julho de 1860. 0 que communico
a V. S. para seu conhecimento e devida execaca.
VISITAS PRESIDENCIAES.-0 Exm. Sr. conse-
lheiro presidente da provincia visilou na krea-fei-
ra ultima o arsenal de marinha e o de guerra.
S. Exc. em ambos os esiabelecimelos demerou-
se suficientemente para fkar conbecepdo, avista
do que observou e das informaces que exigi,
nao s os edificios e constraccoes d'aqaelles esia-
belecimeutos, como tambera a sua direccio e os
serricos que correm por eonta d'esla.
SINDH.Este paquete francez a rapor s dera
sabir do Rio de Jaueiro para Bordos e escalas no
dia 7 do corrente s \ horas da tarde'; pelo que
s pode chegar a nosso porto no da 12.
DINHEIRO.O vapor brasileiro Annos trouxe
para os Sr<. :
Manoel (lardoso da Silva 2.O0OJ0OO
Antonio Gomes Nelto 1:6004000
Alfredo & C. 950*000
Jos Rodrigues de Souza 800*00(1
A. Hyvernal A C. 700*300
Jos da C. de Oliveira Figneiredo 500*0X1
Trouxe mais as seguimos quanrias :
Para o Para 200*000
Para o Cear 420*000
Para o Marnbio 4:180*000
Para o Para 3:800*000
S0CIRDADE LIBERAL NIAO BENEFICENTK-
Por portara da presidencia da provincia d>- 5
do corrente, foi nomeado o Sr. Antonio Getulio
Villas Bo3s residente d'esta sociedade.
CORREIO DE PERNAMBUCO.-Esta repartirn
arrecadou no mez de novembro u.limo 4.919*160
ris.
auxi-
desabou sobre estacitlale um temporal de vento
e ebuva de pedras de qu nio ha exemplo.
Todos os edificios soffreram avarias mais ou
menos consideravels. O commendador Manoel
Pinto de Carvalho perdeu um dos seus predios
ha pouco construido o qual ficou completamente
em ruina.
No canal de navegacao a 400 metros de dis-
tancia desta cidade vraram duas emuareaces.
a Os negocianles soffreram alguns prejuizos,
por qae os malores eltragos nos edificios foram
sobre os temados.
a Felizmente nio ha a lamentar desgraca al-
guma, porqae nem mesmo consta qae hoaresse
qualquer ligeira contasao.
Sio 7 da noaie e nao temos noticia dos estra-
gos produzdos as nossas lavouras que principiam
a meia legua distantes d'aqui; mas se avaliarmos
pelos estragos que sotTreram algans pomares, che-
gando a serem arrasados laraariaelros e mangael-
ras dentro da cidade e arredores, deremos crer
que fossa completa a repararel a pefda das la-
vouras to raaodioca e milho.
A afandega da corte arrecadou no mez de
novembro 2,507:313*000.
Eis es noticias commercaes da ultima data:
Etictuaram-se iransaccSes regulares em
cambio sobre Londres a 24 1 papel bancario e
particular.
Negociaram-se varios leles de soberanos a...
10*030 e 10*100 a dinheiro e prazo, um pequeo
festa de seus irmios, e fizeram protesto de
lial-os sempre que poderem.
O nosso harmonioso poeta o Sr. A. A. de
Mendonca iraprorisoa, depois de algumas pala-
vras de anima o industria inaugurada, um so-
neto, que foi emhusasticamPDt'.' applaudido.
As 10 horas da noute retiraram-se todos na
mesma boa ordem para suas casas.
A afandega rendeu no mez de novembro
578:398*330.
O arabio regnlava sobre Londres 21 1/2 d.
por-UOOO.
ALAGOAS.
Alm de um pequeo disturbio na cidade de
Macelo, nada mais occorreu durante a eleicao de
eleitores especiaes para senador, vencendo os
conserradores em todas as fregoezla*.
No dia 2 do corronte, log > depois do cortejo
foram entregues as cartas de luerdade a 7 crian-
Cas alforjadas por 3:500* custa dos cofres pro-
viociaes.
N'esse mesrao dia teve lugar a festa do Ins-
tituto Archeologico Alagoano, que assim descrip-
ta pelo Jornal das Alagoas :
< Nesse dia, depois do cortejo official, que teve
lugar no palacete d'assembla provincia), S. Ex:
o sr. presidente e quasi todos os funcionarios p-
blicos e autoridades civis e cuitares encaminha-
ram-se para o edificio do ryceu, e ahi S. Exc.
tende sido'recebido por ama coinmissio de algnns
membros do instituto fui inlroduzido para a sala
de espera, cora todos aquelles que compunham o
seu cortejo.
< Essa sala eslava com simplicidade e elegancia
decorada, fazendo parte de sua mobilia nm vasto
.armario envidragado, no qual conlnba-se o ncleo
de productos naturaes, industriosos e artsticos,
bem como raros e curiosos artefactos de proprle-
dado do instituto.
No*sallo central do Iycen estiva postada a ban-
da marcial da guarda nacional destacada, qae de-
pois de algumas execucBes apreciaveis, tacn o
h ymno nacional i chegada do S. Exc.
> Depois que o Exm. Sr. commendador Araujo
Jorge, presidente do instituto declarou aborta a
sesslj, e foi lida a acta da anterior, presentes
quasi todos 03 socios efifectvo3 ; residentes nesta
capital, pelo mesmo Exm. Sr. presidenta do ins-
tituto foi nomeada urna commisslo, composta de
tres membros que constituem com S. Exc. a meza
NAVIO ARRIBADO.Em viagem de Bahers
Island para Coik, cem carrrgamento do guano,
arribon anie-hontem ao nosso porto, aflm de fa-
zer enterrar dons tripulantes qae fafleceram de
escorbuto, e desembarcar tres que se acham bas-
tante d >entes dessa molestia, a galera americana
Ellen Goodspeed, de 1290 toneladas, perlencenie t
praca do Bath; no Maine (Estados Unidos).
LOTERA.A que se acha. venda a 174', a
beneficio da igreja de Nossa Senhora da Boavia-
g( m, a qnal corre no dia 13.
PASSAGEIROS.Vindos dos portos do sul no
vapor Arinos :
Major Carlos Magno da Silva e 1 filho men-or,
capitn Jos Antonio Ribeiro ds Freitas, tenente
Jos Melchiades Bezerra da Silva Cosa, sua senh-
ora, 2 fllhos e 2 escravos, tenente Minerrino TI)<-
m Rndrihues, dito Virginio Napoleio Ramos, ca-
pito Luiz Jos de Oliveira Deniz, alferes Lauriano
Jos Pimenta, dito Pedro Roque de Souza, dilo
Ju'tino Lope3 Cordeiro, dito Lydio Gomes Porto.
Euphrasio Lope- de Araujo. sua senhora e 1 es-
crava, Dr. Joaquim da Silva Gusmio, sua senhora,
2 llihos, 2 criados e 1 escrava, D. Franbisca Can-
dida da Silveira Cardoso e 1 escrava, Dr. Fran-
cisco Raphael de Mello Reg, sua senhora, 1 fllha
e 4 escravos, Flix Cypriano da Silva Teixeira J-
nior, Jo; Joaquim Alves, Faancisco Jos de M>-
raes, Joaquim do Espirito Santo, Joaqnim Augusto
Ferreira Jacobina, Fraocico Ces.ir Monleiro de
Moara, Jos de Souza Lopes, Victoriano Lniz
Franco, sua senhora o 3 fllhos, Amaro Barreto de
Albuquerque Maranh.o, Antonio Marinho de Car-
valho, Francisco'Dias de Arruda Falcao, Dr. An-
tonio JoW de Barros Sobrinho, J. F. T. Leltugnes,
Pedro Matreira, Joao Jos Godinho da Silveira.
Domingo- Moreira Dias Bastos. Joio da Silva Fana
Jnior, Alexandre Dias Guimaraes e 1 eserawo,
Jos Francisco Simas. M. M. Robilllard. suasenhj-
ra e 3 escravos, Manoel Goncalves Telles, P. Ba-
rotelman, sua senhora, 1 filha e 1 criada, Otto Ba-
rolelman, Augusto Beiner, Francisco Xavier da
Silva Marques, Manoel Pinto Dmaso, Antonio M)-
ria da Rosa, D. Lm'za Protera de Jesns, Jos Maria,
Jannario Francisco de Almeida, Domingos Ramos
Pereira, Antonio Luiz dos Sanios, Antonio Fran-
cisco Maia, Jorge Martins, Joaquim da Silva Tor-
res, Idalina, Alexadrfna da Costa, Jacimho Jos
Nones Leite e 1 escravo, Taciano da Silva Reg,
David Alves da Costa Leite, Claudino Falcao Dias
e 1 filho, Fernando GuarferI, Boavemura Jos da
Costa Azevedo, Robeato Francisco Nogucrra, 2
pracas da armada, 2 ex-pracas do exercito, 3 pre-
sos sentenciados, 1 escrava a entregar a Caetaoo
Arruda Cmara.
Seguem jara o norte ;
Frederico JrJSevin Hoobotl, sua senhora e 3 fi-
Ihos, conego Joaquim Caetaoo Pernandes Pioheiio.
Dr. Francisco de Serra Carneiro e 1 escravo, Jo:
Nones de Sonza Belfort, os Januaro Ferreira
Linhares, Joaquim Ant nio da Cruz, Manoel Mar-
lins Carneiro, Gabriel Ernesto Castagnieri, Arge-
miro Lopes da Cunta, Carlos Fernandes Vianna
Ribeiro, Clemenlmo Jos Lisboa e I escravo, Ru-
fino Luiz Tavares, Dr. Hyppolito Darrllle de Albu-
querque Mello e 1 escravo, Francisco Ferreira da
Costa T., Semen Suss, Jpio Podrigues Lina,
Johannes Pester Jncole, Joseph M. Bernes, Frede-
rico Ferreira da Silva Santos, capao Frederio
Augusto Gama Cosa, DaVid Sarrtf, Dr. Joaquim
Antonio da Costa Barros, 2 seravos a entregar,
1 cadete e 40 ex-pracas do exereito, t pragis da
rmala.
CEMITERIO PBLICO.-Obituario do dia-2 de
dezembro.
Florencio Jos de Almeida, pardo, Pernamboeo,
32 annos, vinvo, S. Jo ; phtysica pulmonar.
Francisca, parda, 10 annos, solteira^Santo An-
tonio ; phtysica.
Rita Candida de Azevedo, brane, PorNual, AO
annos, solteira, Recife ; febre amarelfa.
Antonio Muniz Pereira. braneo, Portugal, W
annos, casado Boa--vista ; eses do eora{Rb.
Manoel, para?, Pernambuco, 8. Jos ; ao nascer.
Isabel Mara da Exaltaclo, branca, Petnarabirco.
86 anno?, vluva, Capnnga; gastro fnterite.
3
Mara, branca, Pernambuco, 7 mezes, S. Jea :
con vulsoes.
Anna, branca, Pernanabaco, 1 mez, Recife ; be-
xigas.
Luita, branca, Pernambuco, 23 das, S. Jo-e .
convulsoes. ia.aw>
- 4 -
Albertina, branca, Pernaaibco, 2 anuA, Ca-
pnnga ; tosse convulsa.
Tbereza, parda, Pernambuca, 9 mnte, 9. Jos ;
hepalite.
Joj Ferreira Ramos, pardo, Pernambttco, Vi
annos, sneiro, Santo Antonio ; hepatfte enronic.
Anna Ther de Jess, parta, Pernamnaeo, 30
annos, soltura, Boa-vista ; pneumonite afnfla.
Joaquina Maria daConceicao, pardo, Pernam--'



H

-X.
"*"


/

5p=
Jftfctflc Bern^frift g-Jgftfrya 9 ftjflEBfr 4e 1870.
Jos
buco, 80 aanos, solteira, Boa-vista; dyarrhea
cbronica.
Miguel di Silv.i Ncvs/fretb/A'riea, 50 aanos,
selteiro, Sanio Antonio ; nypertrophu.
Antonia, asacan, u<4, Pernaoibuco, 90 annos,
solteira, SMa irjtap-b; peuraoaa.
Mara, afanaa, JPirsmsIbuco (orafridade), S.
nambuco, Saonos, soflera, Sanio Antonio ; cofl-
VUreOeS.
Pedro, pardo, I)aj*asslracc, 10 das, Santo An-
tonio ; espasmo
Fsanehea, eserava, arela, Peraambneo, 13 an-
nos, solteira, Santo Antonio ; tubrculos pulmo-
nares.
Laurentno Antonio Bezerra, branco, 60 annos,
viuvo, Boa-vista, apajrfeaJa liospital Pedro II.
Manoel Joaquim de Sania Auna, pardo, Per-
nambuc, 19 aBnos, solleiro, Boa-vista, teberealos
pulmonares; hospital Pedro II.
LaoaiUa Francisca de Souza, parda, Peraam-
buoo, II annos, solteira, Boa vista; ebre ma-
ligna.
Ulysane, brHKo, Pernanioeo, 4 meses, Boa-
vista ; aannlsdei.
Pernambuco, 2 raezes, S.
CafflBJosobra Londres. *0 d/rfj tff por JRW
il
*^AND
Rendimento do dia 1 a 6
dem do dia 7 .
nte,
Jnior.
117:253*838
34:598*547J
S81:S62*385
635
Florencio, araoco,
Jos; astro miente.
Samuel Hallida*,
nos, casado, neapciai
LEILAO.-Hojf effl
de movis, louca^a v
ciado para e segando andar
Imperatriz n. 86.
sjo, lernambuco, 35 an-
Afsj|ados ; raenengite.
fia o agente Pinto o leilao
conforme est nnnun-
do sobrado da roa da
PBLICACOES A PEDIDO.
Snkoret redactores.Nao posso deixar de vir
imprensa, anda urna vez, para declarar que
urna falsdade de mais, o que afflrma, no Diario
de boje, o Sr. Sabino Binicio S L. C. liranco, quan-
d), em eonlestacao a mira, diz que nao abaudo-
nou sea advogado, para lomar outro ai hoc, e
con a raisso de jogar insultos.
O novo advogado doSr. Sabino, eavergonhan-
do-se do papel que est representando, procura
assim declinar a autora dos artigos publicados,
para o Dr. Assis Rocha Janior, que tem sido o
patrono do snpposto senhor dos libertandos.
Sinto que este collega e amigo s>> ache actual-
Ttisnte na provincia, da Paratryba, d'onde nao po-
da, nem pode tomar pirre na polmica, provoca
da pelo advogado de gazeta do Sr. Sab no. Si
elle aqui estivesss, estou cario, dara um formal
desmentido a insinuadlo desleal e prfida do arti-
culista do Sr. Sabino.
Dando todo o crdito ao que me asseverou
aqoelle amigo antes de relirar-se desta provincia
posso assegurar que nem moralmeute elle co-
particlpante dos arligos qae tenh i respondido.
Foi, verdade, cohvidado pelo Sr. Sabino, mas nao
se quiz degradar ao pugiliato pela imprensa, nem
acceiton o mandato para diffamar, pelo que a t-
rela coube a patrono mais postante.
Aguardo em todo caso a discusso que se pro-
meti ; venha ella sob o nome de um advogado,
soja elle anal for, e adiar -ine-ha na estacada.
A publicares assigoadas pelo Sr. Sabino, nao
pretendo dar a mais leve resposta.
Nao devo concluir esta sem duas palavras al-
alo que faz o articulista luta que tive com o
Dr. Jos Bento ; enio, como hoj*, e como sempre
disse o hei de dizer : tenbo minha vida limpa, e
iiloguera poder argoir-me um acto que me de-
saire, sem que o convenca de infame calu lima-
dor. O publico sabe como terminou aquella po-
lmica, mesmo a respeito das pretencoes ltttera-
rias de man adversario, e saber do om que esta
lia oo ter.
Rjcile 7 de dezembro de 1870.
Alcaro Caminha Tavares da Silva.
Xorlmento da alfaadega.
Volnmes entrados com fazendas 87
< i com gneros 548
Volatnes sabidos com fazendas 82
com gneros 181
-----263
Descarregam boje 9 de daxamro.
Barca portupiezaS. Migueldiversos gneros.
Barea TranceraMxicoidem.
Patacho americano Johu Chrcstal farlnha de
trigo.
Patacho norte-aHasalo mmonie farinua d
trigo. Ka. MLfcwlV
Barca ioglezaDelpton diversos geasros.
Brigue inglez -Miserincarvo.
Brigue inglezPrwperancefarinha de talgo.
Barca ingleza Kahi-noor diversos gerJafM.
Barca inglezaDiligentediverses gonero.
Brigue hollandezWeldelwankfarel
Barca inglezaRosatUtnddiversos gneros.
Paiacho americanoAmerican Unan
Galera ingleza//f/iwfonecarvo.
1 nspecq&o do arsenal di
marinha
Faz-se publico que a commlsse de peritos exa
minando na forma determinada no regulaftente
annexo ao decreto n. 1324 de 5 de fevereiro de
1854, os cascos, machinas, ealdeiras, apparelbos,
mastreKoee, velaraes, amarras e ancoras dos va-
pores Moteque e Camaragibe da companhia Vigi-
lante de reboque, achou todos esses objectos em
oslado de-podaren as vapores continuar ao ser-
vico en que se empregam.
lnapecoao do arsenal de rxariaha de Pernambu-
vjo 5 de dezembro de 1870.
II.
O raspee
A. Barbeeaie
la.
Despachos de exportaco no ata 6 de
dezembro
Na barca rae
Dreadnaughf pjira o Ca-
nal carregaram : Keller & C, 137 saccas cara
i 1,424 kilos dealgodo.
Na barca ranceza Fgaro, para o Havre
carrcearain : E. A. Jurle & C, 118 saccas com
8,322 kilos de algodao. a
No lugar porluguezJulio, para Lisboa car-
regaram : Thomaz de Aquino Fonseca & C, 400
saceos com 30,000 kites de assucar mascavado.
No brigue /jrtuguez Unto, para o Pofto,
carregaram : Carvamo & Nogueira, 175 saecas
com 13,125 kilos de assucar branco e 25 ortos
com 1,875 kibs de dito mascavado.
RECEBEDOMA. DE RENDAS INTERNAS
GBRAES DE PERNAMBUCO
Rendimento do dia 1 a 6 *: 12:587/558
dem do dia 7 1:389*506
ilathesonfnaTf^rada dW^rowcsJ faz
publico que no dia 7 da correte roes, pelas 2 ho-
ras da tarde, iro praca para serem arrematados
parante a junta da mesom ihesonrara, por quem
maior lanco offerecer, (M^cavallos do deposito
especial da instruido : as pgjsOss a quem on-
vier deverao coaparecer m referida tbesooraria
no dia e hora cima ttdiados.
Secretaria da AeSourtta de fwenda de Per-
nambucc 3 de dezembro de 1870.
Servhrto de offldal-rnaior,
Manoel Jote Pinto.
aiHfl
ar^IrrefWa^ralWllnn
consignatario Joaquim Jos Goncalves
ruadoGoramercio n. 17.
13:977*064
Olinda
Devendo ter lngar no dia II a grande festa do
orago na igreia de N. S. do Amparo, assim como
em quasi todos os domingos desle e do segrate
mez fe tas em Olinda as qnaos sempre foram con-
corridas antes da via frrea, e hoje naturalmente
e-lo-hao mil vetes mais atienta a facilidade ex-
traordinaria da condcelo, o apmmodidade que a
liaba frrea offerece aos hamlantes da capital,
baldos como sabido de passeios e entretenimen-
tos nos das e horas de Jescanso, pede se ao su-
perintendente dos trilho urbanos do Recife a
Olinda que faca partir todas as horas que for
possivel o numero tambera maior possivel de wa-
goar.
Os Olindenses.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento da dia 1 a 6 23;214<8i*
dem do dia 7 2:289*720
27:504*563
MOVIMENTO DO PORTO.
Constando ao abaixo assignado, que a sua
mulher D. Francisca Senhorinha de Mendon-
;a Pinto, litlo de alimentos, pretende
alienar bens do casal, declara o abaixa as-
signado ao respeitavel publico, e previne as
competentes autoridades que a soa dita mu-
lher, a qoal desde 11 de maio de 1865
est na posse, administracSo, e goso dos
bens do casal, nicamente por tolerancia do
abaixo assignado, n5o pode por modo al-
gum alienar bens de especie alguma, atiento
o direito, que ao abaixo assignado compete
nao s como ebefe do casal, e seu adminis-
trador, senao tambem atientas as clausulas
da escriptora antenupcial, lavrada em 2 de
setembro de 1864 ; e qae, sahindo da tole-
rancia, em que individamente tem jazido e
fundado as decisSes dos tribnnaes, e leis
do paiz, usura de todos os recursos, e
meios legtimos para iazer valer o seu di-
reito contra qualquer alienac3o, que faca ou
pretenda fazer a sua mulher, e assumir a
competente administrado e posse dos bens
respectivos.
Recife, 30 de novembro de 1870.
Joaqun* da Silva Reg.
N. 352.AN'ACAHUITA PEITORAL DE KEMP.
Est fazendo pasmar todos os nossos mdicos
pela grande rapidez com que cura a tosse em to-
dos os seus periodos. A academia medica de
Berlim teve muita razo em consilerar o sueco
desta balsmica arvore um especifico absoluto pa-
ra as irritacoes e infiammacoos da garganta, ou
vasos brbnenios. Nenhum caso de rouquidao, as-
thma, eatnarro, dr da garganta ou bronehites,
pode resistir s suas propriedades contra irri-
tantes.
Bestitue e restabelece a voz, quando por affe-
cr5es da trachea on hrynx se chega a perder ou
debilitar ; faz parar a expaeioracao sangunea, e
impede a aggloraeracao de mneosidades aos tubos
da respiragao, que cunduz^m aos pulmoes. Inlei-
ramente mui differenie esses peitoraes eompos-
tos principalmente de frnctas acres e adstringen
tes, ect., finalmente na sna delicada e elaborada
composicao nao enira nenhum acido prustieo, nem
to pouco ingrediente algum de especie ou carc-
ter venenoso.
N. 440.-OBSERVARES PARA OS JUDICIO-
SOS.De todas os orgaos perlencentes ao corpo
humano.os pnlmdes sao os mais delicados a de
urna natureta summamente frgil. O menor ac-
cesso de tosse os irrita e Inflamma ; e quando pa-
ra logo nao se atalhe o mal prodnz no fio urna
completa ulceracio na sna substancia que os con-
sume inteiramente e aps de si acarreta a morte.
Estas terriveis eonsequenclas podem-se fcilmente
evitar em todos os easos, osando-se em tempo do
peMoral da anaeahnita de Kemp, xarope delicioso
preparado d) sueco balsmico de urna arvore cha-
mada anaeahnita, o qual alljvia e faz desaparecer
dentro em poucas horas, tosse a mais violenta e
inveterada.
Aeba-se perfeitaraeote livre e isempto da acido
prussico, eontido geratmente em todos os mais
peitoraes ou xaropes feltos de frustas acres; nem
lio pouco contm partlfiula alguma de antimonio
de que aquelles iguarawnte se acham impregna-
das.
O seu aso est-se tornando universal, e os m-
dicos os man eminentes Ihe concedem sna plena
approvncao como remedio seguro e efilcaz contra
as tosses, cathirrus,- bronchiw, astma, esquine*-
aas e dores de garganta.
Navios entrados no da 7.
Greenock37 dias, barca ingleza Silver Stream,
de 322 toneladas, capitao Wilson, equipagem 12,
carga carvo ; ordem.
Glasgow45 dias, barca ingleza Jessie, de 430 to-
neladas, capitao W. Clark, equipagem 12, carga
carvo ; a Adamson Howie & C.
Bakers Isiand (no Pacifico) 95 das, galera ame
ricana Ellen Goodspeed, de 1S91 toneladas, capi-
llo Prebel, eqnipagem 21, carga guano ; ao
mesmo capitao. Veio refrescar.
Navios sonidos no mesmo dia.
AracatyHlate brasiieiro Deus te guarde, capitao
Manoel G. da Costa, carga differentes gneros.
Babia Patacho inglez Eleonor Mtller, capitao
Baerd, carga varios genero?.
demPatacho americano Leonard Meyers, capitao
Heck. carga parte da que trouxe de New-York.
S. MatheusPatacho brasiieiro Fnus, capitao Sen-
dulfo Mximo Cancioe, carga varios gneros.
Observaco.
Suspenden do lamaro para a Parahyba a barca
porioguez.1 Sympathia, capitao Gnilherme Loiz
de Souza Lobo, com o mesmo lastro que trouxe da
Babia.
Navws entrados no da 8.
Portos do sul7 dias, vapor brasiieiro Annos, de
900 toneladas, eommandanle Joaquim de Panla
Guedes Aloforado, equipagem o3, carga dille-
renles gneros ; a A. L. de O. Azevado C-
Bahia7 dias, hiate portuguez Sania Cruz, de 121
toneladas, capitao Santos Henrique, equipagem
8, carga 8000 arrobas de Carne ; a J. J. G. Bel-
trio.
Goyanna6 horas, vapor brasiieiro Parahyba, de
104 toneladas, commandante Oliveira, equipa-
gem 14, em lastro ; Companhia Pernambu-
cana,
New-Castle42 dias, patacho inglez Romeo, de 220
toneladas, capitao William Munro, equipagem
8, carga carvo; Wilson i Hett.
JVat'io saAido no mesmo dia.
Liverpool Barca ingleza Cuba, capitao Potter,
carga algodo.
LisboaBrigue portuguez Soberano, capitao Joss
C. de Carvalho Sobrinho, carga assucar e eutro
gneros.
ParaBrigue portuguez Realidade, capitao Manoel
Viegas dos Sanios, carga assucar e|outros g-
neros.
Pela rbcebedona de .
se faz publico que neste mez de
a irmandades refigiolas, os banco, eorapanhias e
sociedades aBoaymas e quaesqer associacSes
pas, beneficetfles ou rehgiosas teetoa de pagar a
decima de mo marta, livre de malta, relativa ao
1* semestre do exereiofo crtente de 1870-71. a
que.jido o referido praso, ser paga coma mal-
ta de80|0.
laecebedoria de Perriantico de deiemtro de
1870.
O administrador,
Manoel Carneiro de Souza Lacer'da.
SANTA DASA DE MISERICORDIA DO
RECIFE
A Illma. junta administrativa da santa casa de
misericordia do Recife precisa contratar com quem
por menor pre^o quizer fazer o fornecimento de
23 camas de trro para o asylo de mendicidade,
e para isto recebe propostas em cartas fechadas e
devidamente selladas.na sala da suas sessoes pelas
3 horas da tarde do dia 9 do torrente.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 3 de dezembro de 1870.
O escrivao,
_______ Pedro Rodrigues de Souza,
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DI
arcgafSo costeara por vapor.
Mamangaape.
O vapor nacional Coruripe!
psra o pbfto 'cimaWOia 12
do crrente as seis horas da
tarde.
SolaSsn 12 fl'^P'*> *"*
"TbOMPAA PMW1NBUCAA
"avegacao co^ielra por vapor.
Goyanna.
O vapor Parahyba seguir para a
porto cima ao dia 16 do corrente as
9 horas da nlte. |
I #carga, encoramendas, passageiros e d-
-rete, escriptortQ no Forte do Mallos

da
vab i
no se
trt n.o
Mite P
rdllamilia
comecar
Pinta-amr leilao, por autorisa^o
qoe martou de resideseia, es mo-
lais obiectos cima descripKi, axntaite
o andar do sobrado da roa da'taipra-
eane se effewuat o leilao, deveido
10 horas em patito.

Ciegon ra Diroita a. 29 o desejado sortimea-
to de baldes de todas as qnalidades como selam
condeca?, horco?, rouperos, cestas, aoafatea de
todas as quabdades, que se vende mais'barato do
me em o^-irls^r parfs,r ... .
A pessoa qa trocoa unr chapeo preto, qoe-
rendo dasroanciar. a troca .pode dirigir-se ao car-
.torio <39r. tabiHiof oriycarrefrot"______*"
Precisa-su do- ajuas amas, unta para engom-
mar e outra aaaa coziobar': a traar ha ra do
Racgel, taberna n. 7, ou, na ra Imperial a. 101
defronta do vlveiro do>Mnaiz. ,
WMPANHIA PERNAMBUCANA
dar.
O vapor Parahyba seguir pa-
ra os portos cima no dia 10 do
corrente a mea noute.
Receba carga, encommondas,
passageiros e dinheiro a frete nc
do Forte do Mattos n. 12.
DE
ato catam gordo com andares debatxo
a raeio
Ssbbado 10 do corrente.
O ageata Pestaa far leilao fe ur cavalio gor-
do propriaBira passar a festa, ssbbado 10 do cor-
r;nte, as 11 horas da maohaa, no largo do Corpo
=___________________
LIMO
DE
DIVIDAS
iptorirr
Consulado provincial.
Na forma do art. 50 1 da le proviacial n.
963, avisa-se por esta reparticao, a quem nter es-
sar possa, que com o mez de dezembro prximo
abre-se o praso de 30 dias all marcados para o
pagamento voluntario dos imposlos da decima
urbana e de5 OO sobre a rend dos bens de raiz
de corporacoes de mo mora, relativos ao 1 se-
mestre do corrate anno flnanceiro de 1870-71
incorrendo os contribuinies que nao realisarem o
mesmo paRaraento no referido praso, ne commi-
nacao do 3 do citado artigo.
Consulado provincial 21 de nevemmbro de
1870.
Servindo de administrador.
A. Witruvo P. B. e Accioli de Vasconcelos
EGITAES.
COMMERCIO.
PRAGA DO RECIFE 10 DE DEZEMBRO
DE 1870.
18 3 {/l robas na tabm.
Cotaobea officiaes.
Asmcar mascavado purgadol* 500 por 15 kU
l'bcntem e boje).
0 Doutor Sebastio do Reg Barros de La-
cerda, juiz de direito e especial do com-
mercio n'esta cidade do Recife de Per-
nambuco por S. M. I. etc.
Faro saber aos que o presente edital vi-
rem, e delle noticia tiverem que no dia 9 de
dezembro do corrente anno se ha de arre-
matar por venda, a quem mais der em praca
publica deste juizo, depois da audiencia res-
pectiva mil pegas de chitas brancas, escu-
ras, encarnadas de listras de cores, pretas
e riscadinhos, com 23:035 metros a 6(5000
a pe^a, importam em 6:0005000, as quaes
vao a prafa por execuco de Jos Fernan-
do Gomes, contra Joao Evangelista de Si,
e Joo Antonio d'Amorim.
E na falta de lanzadores que cubra o
preco da avaliacjo ser a arrematarlo feita
pelo preco da adjudicado Com o abameuto
da lei.
E para que ebegue ao conhecimento de
todos, mandei passar o presente, que ser
publicado pela imprensa e affixado nos lu-
gares do costnme.
Dad) e passado nesta cidade do Recife
de Pernambuco, aos 29 de novembro de
4870.
Eo, Ernesto Machado Freir Pereira da
Silva, eecrivo o subscrevi.
Recife 29 de novembro de 1870.
Sebastio do lego Barros de hacer da.
Santa Casa de Misericordia do
Recife.
A Illma. junta administrativa da santa casa de
misericordia do Reife precisa contratar com
quem por menor preco quizer encarregar-se de
fernecer para o asylo de mendicidade os objecto*
seguintes :
100 camisas de algodlozinbo branco para ho-
mem.
100 cairas de aznlao.
50 chapeos de feltro para homem.
50 pares de sapatos para homem de ns. 40 a 44.
50 ditos de ditos para raulheres de ns. 34 a-38.
50 tigelas de zinco.
50 pratos de dito.
6 cubos de amarello com tampo.
Recebe para isto propostas em cartas fechadas e
devidamente selladas, na sala de suas sessoes.
pelas 3 horas da tarde do dia 9 do corrente.
Secretaria da Sania Casa de Misericordia do Re-
cife, 3 de dezembro de 1870.
O escrivao,
Pedro Rodrigues de Souza.
COMPAWHIA PERNAMBUCANA
DE
N8vega$do costeira por vapor,
Parahyba, Nata', Maco, Mossor, Ara-
caty, Cear, Mandah, Acarac e
Granja.
O vapor Ipojuca commandan-
te Moura, seguir para os por-
tos aema,^o dia 15 do corrente
as 5 horas da tarde. Recete car-
' ga at o dia 29, encommendas
passageiros eHinheiro a frete at as 2 horas da
tarde do dia da sahida : escriptortf no Porte do
Mallos a. 12.
COMPANHIA BRAS1LE1M
DE
Paquetes a vapor.
Dos portos do norte esperado
at o da 10 do corrente o vapor
Paran, commandante J. da Sil-
va Moraes, o quai depois da de-
mora do costnme seguir para os
portos do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
sarga que o vapor poder conduzir, a qual devert
ter embarcada no dia de suachegada. Encommen-
las e dinhea*o a frete at as 2 horas do dia da suj
iab.ida.
Nao se recebem como encommendas senao ob
lectos de pequeo valor eque nao excedam a duai
irrobas de peso ou 8 palmos cbicos de medicao
rudo que passar desles limites dever ser embar-
cado como carga.
Prevme-se aos senhores passageiros que sna;
passagens s se recebem na agencia, ra da Crui
a. 57 prmeiro indar, escriptorio do Antonio Lulz
le Oliveira Azevedo'A C.
De ordem do lllm. Sr. subdelegado da fre-
goeza de Nossa Senhora do Poco da Panella, faz
saber a quem possa interessar, que existe depo-
ziado para ser entregue a quem legtimamente
reclamar um certo nomero de pecas de roupa
branca e de cores, que foram encontradas no es-
polio da lavadeira Joaana, que morreu affogada
no Rio Capibaribe.
Monteiro, Io de dezembro de 1870.
O escrivao do subdelegado,
Francisco de Hollanda Chacn.
THEATRO
F.sculdade de Direito.
D ordem do Eira. Sr. visconde director a de
conformidad* com o aviso do ministerio do impe-
rio de 4 de novembro prximo lindo, faco publico
que eslo exposlos a venda os livroa truncados o
e tragados da livraria da extracta congregacao do
oratorio, que foram transferidos pelo governo para
a biWiolbeca desta acldade, os qnaes consistem
em obras de theologia, sermonarios latinos a hea-
panhoss e tratados msticos etc.
Os que pretenderen compra los podera remellar
ao Exm. Sr. visconde director, as suas propostas
em cartas fechadas at o dia 12 do correte em
que ser effeetnada a arremalaeao dos referidos
litros.
Secretaria da facaidade de direito do Recife, 6
de dezembro de 1870.
O secretario interino,
Manoel Antonio dos Passos e Silva Jnior.
DECLARACOES.
De ordem do lllm. 9r. eon;elhetro inspector
da thesonraria de fazenda desta provincia se faz
publico que no dia 17 do corrente mez, pelas 2
horae da Urde, ir a praca para ser arrematada
em basta publica peraate a jnnta da mosma the-
sonraria a quem mais der a casa terrea n. 11 sita,
na ra de 9. Sebastio da vrila de Iguarassd, ava-
llada em 200*9,
EMPREZACOIMBRA
Quinta-leira 8 de dezembro
AS 5 Ij2 HORAS DA TARDE
Grande e variado espectculo
PARA RIR
Dividido em quatro partes.
Ouvertura pela orchestra.-
Primeira parte.
Representar-se-ha a rauito linda opereta em um
acto,
LA NUITE BLANCHE.
Segunda parte.
Ronde du
BRESMENS.
desempenhado pelo caricato Mr. Carn.
MA era i
execntado por Mr. Raynaud.
LE LABAIREU
cantado por Mr. Maris.
AH I QUE J'AYME LES MUJTAIRES
exhibida por Mme. Valmonca.
Terceira parte.
A grande scena da declaraco na opera
LA GRAND DUCHESSE
Terminando com a quadrilha
CANCN I J
Quarta parte.
A linda canean a boire da opera
LA GRANDE DUCHESSE.
Os bilhetes acham-se a venda do escriptorio do
tbeatro.
Entrada-----1*000.
OUPlIIII
DAS
Messegeries ma item^.
At o dia 11 do corrente mez esperase da Eu-.
ropa o vapor francez Gironde o qual depois da
demora do costnme seguir para Buenos- Ayres,
tocando na Baha, Rio de Janeiro e Montevideo.
Para conducoes, frate e passagens, trata-se
na agencia, ra do Coromercio n. 9.
No dia 12 do corrento mez espera-se dos por-
tos do sul o vapor francez Sindh commandante
Giost, o qnal depois da demora do eos turne
seguir para Brdeos, tocando em Dakar (Gora) e
Lisboa.
Para condicSes, fretes e passagens, trata-se na
agencia, ra do Commercio n. 9. _______
Para Lisboa
O brigue portuguez Soberano, capitao Bogigan-
ga ; para carga e passageiros trata-se com E. R.
[tabello & C, ra do commercio n. 48, ou com o
capitao.
que fazem parte da massa fallida do Antonio Gon-
dolpb, na importancia de 873/620 ris
Sabbado 10 do corrente.
Por despacho -do lllm. Sr. Dr. juiz especial do
commercio, iro de novo leilao as dividas que
fazem parle da massa fallida de Antonio Gondoiph,
na importancia conforme a relaclo d 873*620
ris, as qnaes sero vendidas por fntervencao do
agente Pestaa, sabbado 10 do corrale, no largo
do Corpo Santo, junio ao ajmazem do Sr. Beltrao.
AVISOS DIVERSOS.
Na ra dos A$onguinhos
lar ao Sr. W. de Mello Lins.
n. 8, deseja-se fal
CASADA FORTUNA
Aos 5:000
Bilhetes garantidos.
A roa Primeiro de Margo (outr'ora ra di
Crespo) n. 23 e casas do costume.
O abaixo assignado, tendo vendido nos seus fe-
laes bilhetes dous meios de o. 1860 com 400*000
dous meios n. 980 cora 200J000, e outras sores
do 100* e 40* da lotera que se acabou de ex-
trahir (173*), convida aos possuidores a virem re-
cetor na conformidade do costume sem descont
[.algum.
Acham-se a venda os bilhetes garantidos da
5* parte da lotera, a beneficio da igreja de Nos-
sa Senhora da Ba-Viagem (174a), que seiextra-
hir terca-feira 13 do corrente mez.
PRECOS.
Bilhete inteiro 6*000
Meio bilhete 3*000
Quarto 1*500
Em porcao de 100*000 para cima.
Bilhete inteiro 5*400
Meio bilhete 2*700
Quarto 1*350
Manoel Martins Fiuza.
Urna sala
Aluga-se urna sala para escriptorio ou morada
de rapaz solfeiro, na ra do Duque de Carias n.
12, Io andar : a tratar no mesmo sobrado na sala
da frente. ,
" CONFEITARIA ~
Para Lisboa
Segu em poucos dias com a carga que tiver o
patacho portuguez Restaurnco 1: quem no mes-
mo quizer carregar ou ir de pas:agem, drlja-se
aos consignatarios Oliveira Filtras & C, largo do
Corpo Sanio n. 19, 1 andar,________________
Rio de Janeiro.
O patacho nacional Esfrega a sahir at o fim do
mez, anda recebe alguma carga : a tratar no es-
criptorio de Jos Mara Palraeira, largo do Corpo
Santo n. 4. Io andar
AVISOS MARTIMOS.
Risco martimo.
O capitao Isaac N. Ruapp da barca americana
Nannie T. Bell, de 342 63|t00 toneladas de reais-
tro p. m. o. m. precisa tomar a risco martimo so-
bre o casco do dito navio e sobre o frete para um
porto dos Estados-Unidos, a quantia de 20000*
p. m. o. m. para occorrer as despezas feitas com
concertos do dito navio em conaequancia de ava-
llas soffrldas na sna rescente viagem de New-
Torki!p-,esteport0-* Pr?POTlm artas fecha-
das dirigidas ao capltio, ho de ser entregue no
consulado dosJSstados-Unidos at meio dia dn 40
de dezembro de 1870.
Maranhao
A eseuna Georgiana segne breve por ter a
Para Lisboa
Sahe com a maior presteza o brigue portuguez
Lata 1, capitao Antonio Francisco Vieira : para o
res\p da carga e passageiros trasa-se com o mes-
mo capitao, ou com os consignatarios Thomaz de
Aquino Fonseca 4 C.Snccessores, a ra do Viga-
rio n. 19. -__________________
RA DO IMPERADOR N. 26.
O propretario deste estabelecimento avisa aos
seus numerosos e bons freguezes, que acaba de
preparar um grande sortimento des melhores g-
neros do mercado para rechear ae despensas da-
quelles qae tiverem bom paladar e disposico pa-
ra gastar os cobres, no tempo da festa do Natal.
Ahi encontrarlo ex alientes presentes de Hambre,
vinhos, licores e cognac de todos os fabricantes,
boa cerveja, marraelada portugueza, ameixas em
caixinhas, conservas francezas e portuguezas, do-
ces de todas as qualidades seceos e era calda-
Tambera encontrarn bolinhos para cb de todas
as qualidades, bolos francezes e inglezes, pc-de-l,
pudras, tortas, amendoas confeitadas, e quantidade
do outros objectos que seria enfadonho enumerar.
*K. J I
0>
Precisa-se de
14.
Fernando Stepple da Silva, Virginia Dnbourcq
da Silva, Luiz Amavcl Dubourcq e Antonio Dn-
bourcq (ausente), pungidos pela mais acerba dor
convidam sos seus parentes e amigos para hoje (9) ta0rio n
as 3 horas da urde, acompanharem os restos
morlaes de sua sempre chorada mi e, sogra D.
Mara Brgida da Silva Dnbourcq, que foi Dos
servido chamar sua santa gloria hornera, por 1
hora da tarde; sendo o corpo acompanbado da
igreja matriz de S. Fr. Pedro Goncalves ao cemi-
terio publico.
O abaixo assignado tem jauto e eontratadot
o Sr. Joaquim Antonio Pereira da Silva a saa ta-
berna sita ra de Dias Cardoso, oatr'ora roa o
Caldeirelro n. 94, Hvfe e deseastwracada
quer onns e de debito algara : qaem se"
com direilo mesma, appareea no prazo de
a"contar da data d'eate.
Recife, 5 de dezembro de 1870.
_______ Mttnel Qtonn da Silva Amarwt.
Precua-se de ama mulher idosa e da boa
conducta para criada de um bom'm sqlteir^
grado-se que saina engommar e tenba hab
para bem administrar o servido de ama c
ra do Imperador, armazem n 36.
~ GASA N 0
Rua do Bavo da
Victoria n. 88
( Outr'ora rua Nova. )
Bilhetes garantido* da pro-
vincia.
Esta feliz casa acaba de vender entra os sen>
muito fehzcs bilhetes a sorte de 5:000*000 em nrn
bilhete rateiro de n! 2469, outra de 900100 em
bilhete Inteiro de n. 31023, e tres quartos de n.
2o3b com a sorte de 100*. alera de outros ara-
mios menores; podendo os seus possuidores virwa
reeeber, que prompiamente sero pagos.
O abaixo assignado convida ao respeitavel fa-
buco para virem no seu estabelecimento comprar
os felizes bilhetes garantidos, que nao deixarlo da
lirar qualquer premio como prora pelos mesaana
ano uncios.
Acham-se venda os muito felizes bilhetes ga-
rantidos era beneficio da igreja da Boa-Viagem
que ser extrahida terca-feira 13 do corrale mea'.
jPRECOS.
Inteiro 6*000
Meio 3*000
Quarto i*500
De 1000000 para cima.
Inteiro 5*400
Meio 2*700
Quarto 1*350
Joao Joaquim da Costa Lelte.
Algum senhor sacerdote que queira por es-
paco de quatro ou cinco mezes desta data dizer
missa aos domingos e dias santos em um dos ar-
rabaldes mais perto desta cidade, dando-se con-
ducao, dirjase rua do Imperador n. 28, qae se
dir a pessoa cora qnera deve tratar.__________
Na casa n. 7 no largo do Hospital Pedro II
(nos Coelhos), precisase fallar com os seabores
capitaesde campo a negocios de seus interesses.
Engomma-se com loio o asseio e perfeieao
por prego commodo : na rua de Sauta Therexa
BOTICA.
Precsa-se de um caixeiro com alguma pratiea
de pharmacia : a tratrr na rua do Duque de Ca-
xias n. 57.______________
Piecisa-se de urna mulher idosa e de boa
conducta, nicamente para cozinhir em casa de
um hornera solteiro e fazer companhia a urna me-
nina de 6 annos : a tratar na raa da Peona, loja
numero 17.
Na rua do Rangel n. 6, precisa-se de um cai-
xeiro pralico de taberna. ,
Offerecc-se um moco brasiieiro com bastan"
le pratiea de casa de molhados, para administra-
dor ou caixeiro : fallar na rua Duque de Ca-
i xias n. 55, loja de raiudezas.
De conformidade com o disposto no art. 17
dos estatutos de 28 de jaaeiro de 1866, convoco.
aos Srs. herdeiros da mesma propriedado para a
reonio geral que deve ter lugar na segunda do-
minga do mez de Janeiro do anno vindonro de
1871 pelas dez horas da manhai, na casa do mi-
nha residencia.
Apipucos, 4 de djzemhro de 1870.
O administrador,
____________Joao Francisco do Reg Maeiel.
ILTTENCO
Hoje 9.
As casas em Fra de Portas pertencentes a Ber-
nardo Jos Rodrigues Pinheiro e sna mulher, t>
que esto penhoradas por Luiz Antonio Vieira, as
quaes esto annanciadas por venda, vao hoje 9 de
dezembro em ultima praca j com o abatimento da
lei as avaliacoes anleriores.
Presentes parafestas
Na livraria franceza existe um ortimento de
alguns objectos de gosto, proprios para proseates. '
Costuraras
costareiras: na rua estreila do
PORTO
Pretende seguir, com muita brevidade, a barca
portugueza Social, por ter a maior parte de seu
cirregamento engajado ; e para o pouco que lhe
falta, trata-se com o seu consignatario Joaquim
Jos Goncalves Beltrao, rna do Commercio.
BAHA.
O patacho americano Leonard Megers segu
para a Babia uestes dias ; recebe earga a fretes
muito commodos: a tratar cora Tasso Irmias &
Gompaaha
Para Lisboa
Sahe com a possivel brevidade logre parta-
guea Julio por ter a maior parte da carga compra-
da : para o resto e passageiros tratarse com os
consignatarios Tboraaz de Aquino Fonseca 4 C.
Snccessores, *!rna do Vigario n. 19, 1 andar.
nao de jaheiro
Para o referido porto pretende seguir com mui-
ta brevidade a barca brasileira Santa Marta por
ter a maior parte do carregamento engajado, e
para o resto qae lhe faha e escravos a frete, ira-
ta-se com o coasigaataro Joaqnim Jos Goncalves
Celtro a rua do Commercio n. 17.
LEILOES.
LEILAO
DE
movis ioug e vidros, a
saber :
Um piano com cadeira, 1 mobllia de Jacaranda
com 1 sof, 1 jardinelra, 2 canslos, i cadeiras
de bracos e 18 ditas de guamicao, 4 caadieiroa
* ^ *
O major Jos Pedro Velloso da Silveira Jnior
manda celebrar no dia 13 do corrente algum as
missas na matriz do povoado de Gamelletra por
alma de seu prezado sogro Antonio Jos Pinto fal-
lecido na provincia do Cear, e para este fim con-
vida aos seas amigos a aos do fallecido residentes
no mesmo povoado assistirem a esse acto de
religio e carldade, pelo que llies antecipa seu
eterno ieconheciment).
Manoel Fernandos de Souza Reg previne ao
respeitavel publico e com espocialidade ao corpo
do commercio, que nesta data deixou de ser cai-
xeiro dos Srs. Peixolo & Irmao; e pirtaato exo-
nerado de saa cobranca. Recife 7 de dezembro
de 1870.
Jnlio Isaac, encarregado por proenracao bas-
tante de N Danheisser da casa de penhores tra-
versa das Crnzes n. 2, avisa a qnem tlver joias
em seu poder, qae f ir leilao por interveneao do
agente Marlins? no dia 15 de Janeiro prximo. As
pessoas que desejarom gnardar por mais tempo
e pagar os premios que esto a dever at o dia do
leilao, diipois do qual nlo terao direito a recla-
mac5es.
Jos Joaquim Peixoto e seu irmao Leandro
Jos Joaqaim Peixoto fazem sciente ao respeitavel
publico o com especialidade ao corpo do commer-
cio, que na presente data dissolveram amigavel-
meuie a sociedade que tinhara no estabelecimento
de molhados sito aa travessa da Madre* de Dos n.
2, sob a firma social de Peixoto & Irmao, Bcando o
ex-socio los Joaquim Peixoto na pqsse exclusiva
de dito estabelecimeato com todo o activo e passt-
vo existente, e a seu cargo a liquidaco do mesmo
como nico responsavel, retirndose o ex-socio
Leandro Jos Joaquim Peixoto desonerado de toda
e qualqujr responsamlidade, Recife 7 de dezem-
bro de 170.
Jos Joaqaim Peixoto.
Leandro Jos Joaqaim Pelxolq;
Hypotbeca
Tai ser hypothecada a casa n. 25 da roa dos
Peseadorts, freguoza de S. Jos : quem tiver al
gima duvida que oppor a esse negocio, dirija-se
a ro da Cruz n. 17, no praso de tres dias.
Costureira.
Precisa-se de urna costureira que saiba trabalbar
em chapeos : na raa Direita n 13.___________
Na rua do Rangel n. 6, precisa-se de urna co-
sinheira para rapazes.
Precisase de una ama que lave e eagoni"
me, paga-se bem : aa raa de Horta n. 1
Aluga-se para passar a fesla urna casa pe
quena na Vanea, rua do Fogo : a fallar na ma de
lionas n. 2, 1 andar.
Na ca-a de banhos do Recife quer-se fallar
aos senhores:
Jos Coeiho Barbosa.
Jos Luiz (guarda do consulado).
Manoel Olympio da Silva.
Aluga-se
o 2* andar do sobrado n. 11 i rua do Vigario
a tratar no armazem da mesma casa.
Frederico Maya
CirurgiSo dentista.
Acha-se em seu consultorio para os trabamos
de sna arte nos dias uteis das 8 horas da manha
as 3 da tarde, e aquelles qae por suas oceupa-
c5es nao poderem comparecer nesses dias o acha
rao das 9 horas da manha as 9 da, tarde nos do-
mingos e dias santificados. Tambem continua a
prestar se a qualquer chamado, tanto na cidade
como para fra delta, sendo procurado em seu
consultorio a rua do Duque de Caxias, sobrado
amarello com entrada pela praca de Pedro II.
Joaquim Jos Goncal-
ves Beltrao
Rua dVTrapiche n, 17, i" andar.,
Sacca por todos os paquetes sobre o banco o
tfinho, em Braga, e aobre os seguintes lagares em
Portugal:
Lisboa.
Porto.
i VaJeaea.
Gulroaries.
Coimera.
Chaves.
Viseo.
Villa lo Canda.
Arcos de Val de Vea,
Vianna do Castelo.
Ponte do Lima.
Vina Real.
Villa-Nova de Famelicao.
Lamego.-
Laaos.
Covilhia.
Vascal (Valpasso),
Mirandeila.
Beja.
BJI^H


3>
Fotogriphia imperial.
E
calera de pixtltra
DE
J. Ferrara Vltto
Desde o 7 d> abril psa___ '
ovo estabeteciroenlo pW^ f*;*6 ""J
Obo n. 18, etq* ma do *Pjico si a ra ai
,__? !S -* lem sahid0 to D(*S1 offlciD
SLSS?^ hadado, .sendo recebidos po>
^5T j adirir--o pelo extraordinaro pro
.j que ltimamente tem tido a phou graphia


o por ootres com alegra, por verem a provine
dotada com una estaheleeimenlo digno d ella, e in-
TnteaUveimeate o primeiro que nesse genere
*ioje possue : tambero nao nos poupamos em couss
algn para monta-lo no p em qne se aeha, es-
perando que o publieo de Pernambaeo saber
apreciar nossos esforcos e recompensar nossos sa-
crificios.
Convidamos a todas aquellas pessoas, nacionao
e estrangeiras qne eostam das artes, on tiverem
oecessidade de traba Ihos de photograpbia a visi-
taran o Bosso estabelecimento, que estar sempre
aberto e soa disposicio todos os das desde as /
boras da mannaa al as 6 da urde.
Para os traballios de photographia possnimos di-
versas achinas dosmelhores autores trnceles,
inslezes e allroemes, como seiam : Lerebours el
Secretan, Hermagis, Tbomaz Ross, Voigtlander ei
onh e Wulf. IJItimamenie recebemos tres novas
machinasi sendo urna dellas propria para tomar
sobre o roesmo vldro 4 ou 8 imagens diversas e
(soladas, eoutra de 6 a 12 imagens diversas a
fualmente isoladas, de sorte que no caso de
grande concurrencia poderemos retratar sobre
orna nica chapa at 8pessoas diversas e isola-
das para cartoes de visita, e assim eni men.s de
um qoarto de hora despacharnos 8 differenies
pessoas que pecam cada urna, urna duna de cartoes
mais ou menos, com os seus retratos smenle, ou
em grupo com outras.
Encarregamos-nos exclusivamente da ireccac
e eilura dos trabalhos de pholographia dei-
tando pencia e ulentos do dislincto pintor
illemao, o Sr.
Jorge A. Roth
\)s trabalhos le pintura, a aquarela, a oleo, e a
pastel.
O Sr. Roth .cha-8e ligado a nossa empresi poi
urna esciiptura publica, e at o presente teinse
desvenado na execucao de seus trabalhos.
No nesso estabelecimerto acham-se exposlos ou-
iros trabalhos imponant< s do Sr. Roth, tanto em
miniaturas aquarella como oleo, relratos
>leo, quadros sacros e diversos outros trabalhos.
Tomamos encommendas de retratos oleo at o
umnho natural, assim como de quadros sacros
C, ornamentacio de igrejas ou capellas. Tam-
aceitamos encommendas de quadros histori-
Assegnramos que os precos dos diversos tra-
balhos na nossa casa sao mui rasoaveis.
CARTOES DE VISITA NAO COLORIDOS A lO00 A
DUZlA
ARTES DE VISITA COM O COLORDO AO NATU-
RAL A 16)9000 A DZIA
Retrates cm mintatura oleo ou aquarella de
4t6 20*000 cada um, indo convenientemente en-
jixilhado em moldura dourada e regulando e
rusto da pessoa retratada de 3 i pollegadas e
todo o quadro palmo e meio de tunanho.
Julgamos que bastarlo os precos cima para
darmos idea da baratesa dos trabalhos do nosso
stablecimo-rrto, quanto suaperfeicao cada um
venha julgar por seus proprios olhos.
As melhores horas para se tirarem retratos nc
oosso estabelecimento sao das 8 horas da mannaa
I da tarde; entretanto de urna hora s 5 da tarde
em casos e.-peciaes pde-se tambem retratar qual-
quer pessoa.
No3 dias de chuva, ou por lempo sombro po-
demos retratar, e asseguramos que esses dias sao
ts mais [agravis aos trabalhos de photographia
pela docura e persistencia da lnz, e per termos o
nosso terracto construido com taes proporcoes e
melhoramentos, que anda chovendo jorros ne:
ahum inconveniente ha para fazer-se bellos r-
jalos.
J. F'ireira villela
APOK
OVA AGOA
f ara Taucador
POR RXOAUD B O
niruwtrif
aaa vivieu*,
PARIZ
EsuAgoaextra-
hida das flore do
Piru J.ponlo,;
- ras suavidade e
Lnas proprieda-
dss beneficias,
excede os cos-
mticos raais oelebree; tendo sido a-
doptada por toda a sociedad elegante.
Deit-da no banhos.d'um perfome
delioioso. oonsolid as carne e fia de-____
saparecer as espinh, oomiohSe e as efflore-oen-
cias da pelle,
PBECO -J5Q0.
nico deposito no Bazar da Moda n. 50,
roa do Batfo da Victoria outr'ora Nova.
CHAPEOS
DA
Ra do Bario da Victoria, esquina da Camba, do Carmo, ,11. 23 (Antiga Ra JNova,
Temo honra deMrtiopar a nossos numeroso* freguBzes que com a ebegada de um dos socios da Europa, suprio-se a
casa com om completo sorti_Knto de chapeos de sol de todas as qualidades eomo tambem, de todos os matenaes para os mesmos
fabrico, como sejam armacoe. de todas as qualidades. sedas, mirins, alpacas e pannos, assim como de eP^ ^J^"?"
"ara caca, cbnmbeirose polvarinbos. p chapeos de sol terao abatimeato de 12, 18 e 25 por cento, comprando dinhe.ro.
SEGUROS
MARTIMOS
E
A companbia Indemnisadora, estabelecida
Desla praga, toma seguros martimos sobre
navios e seus carregamentos e contra fogo
em edificios, mercadorias e mobilias : na
ra do Vigario n. 4, pavimento terreo.

s


a

Precisa- se para o serv
pequea familia: na ra
do andar.
ico interno de casa de
do Vigario n. 5, segun-
Graiifica-se bem a quem tiver achado un
bomba pequea de pao, que foi perdida indo em
nra carro do Recife para a Capunga : qnero a ti-
ver pode levar ra doCommeiela o. 48, an-
dar, escriplorio de E. R. Rabetlo* C.
AMA
Precisa-se de urna ana para eugommar : na
ra dos Pires n. 64, venda.
Prevencao
O abaixo assignado previne a qnem Interesaar,
que a escrava Benedicta, pertencente ao Dr. Can-
dido Jos Casado Lima, Ihe est empenhada por
escriptura publica passaia em notas do tabelliao
Almeida ; assim como que pelo jnio municipal
da i' vara da capital se promove a davida execu-
cao. Nraguem, portento, poder legalraente fazer
transaccao algnma com a precitada escrava, pro-
testando-so proceder criminalmente contra quem
a occultar. Recife 58 de novembro de 1870.
Amaro Joaquim da Fomeca e Albuqoerque.
VICTORIANO I'ALHABES.
NIOFINA
Roga-se ao Illm. Sr. Ignacio V.eira de Mello,
crivao na cidade de Nazarelh desta provincia,
favor do vir a ra do Imperador n. 18 a concluir
aquello negocio quo V. S. se comprometteu reali-
sar, pela terceira chamada desle jornal, em nos
de deiembro prximo passado, e depois para Ja-
neiro, passou a Cevereiro e abril, e nala eumprio,
e por este motivo de novo chamado para dito
flm ; pois V. S. se deve lembrar que este negocio
de mais de oito annos, e quar-ao o senhor
fllho se aehava no estndo nesta cidade.
PRIMEIRO E ANTIGO CONSULTORIO
HOMEOPATHIOO
Dirigido pelo Dr.
SANTOS MELLO
Os habitantes do interior podem-no
consultar porescripo, no que serio sa-
tisfeitos com promptido.
Presta-se tambem a chamados para o
interior, a preco mdico.
Consultas, no consultorio das 10 horas
ao meio dia.
Chamados, a qualquer hora.
Aos pobres gratis.
43Ra do BarSo da Victoria43
(Antiga ra Nova).
Este antigo estabelecimento, acha-se hoje montado n'nma
escala de poder servir vantajosamente os seus freguezes, atien-
to o grande sortimento de joias d'onro, prata e brilhantes, que
sempre tem e recebem mensalmente das principaes fabricas da
Europa- cujos presos.sao em competiveis e as obras garantidas
de le.
iUOIVEIK Y HCATOTEi C..

mu
1NTERESSAME C0MPOSIC0 LITTERAR1A.
CONTETTOO :
A noite do exUsis.
O sorriso.
A noite do assombro.
A lagrima
A noule do delirio.
O mysterio.
Com nroa carta critica dirigida ao autor pe;e
Dr. T. B. Rigueira Costa.
1 volume brochado 2*000.
AS CENTELHA8
Poesas patriticas sobre a guerra do Paraguay.
. volume brochado 2*000
NA 0
LIVRARIA FRANCEZA
MANUEL & C

a saTs"faTo"d TrticJp7r1os"us numerosos freguezes, que em vista de ser-mes maisi commodo, tem
^^^TfTtSSi o nosso mercado : convida especialmente aos Srs compradores por atacado
dareS sendo possivel suas encommendas, Pois podero assim serem ma.s bem servidos, visto poderem escolber as ir-
macoes as tazendas que a demora da fabricaco bem dti ita,
zima
Precisa-se de urna ama livre de meia idade e
boa conduela, para casa de mui pouca familia :
na ra de Santa Thereza n 11._______________
~ Aluga-se no sitio Chacn urna casa com urna
sala, um quarto e cozinba, com a vanugem de ter
banho no rio Capibaribe dentro do mesmo sitio,
prximo a estacio da Casa Forte : a tratar no dito
sitio. _
Paga-se bem.
A urna ama que cosinhe e compre pira tres
t :sstias : a tratar na ra .Nova n. 10.____________
r;asBG de preparatorios, segun-
do o novo piogramma. para
tvaiit'v.
O proessor Torres Bandeira tem resolvido abrir,
para os mo?os que se preparara para a faculdade
de direito, alem dos cursos de philosophia, derhe-
tortea e potica, e de geoyraphia e historia, um
curso especial de lingua portugueza ; e cm rea-
cao s te-horas, a cujo ensino tambem se dedica,
igualmente se propoe dar licoe3 de lingua portu-
gueza, de lingna franceza de geog'aphia.
OL nda.
Aluga-se unaa casa grande na ra do Amparo :
a tratar na roa do Aiecrim n. 4._____________
"~ AVISO
A commisao encarregada da destribuiQo dos
donativos agenciados por algumas senhoras em
ti3neficio dos soldados de linha desta provincia,
toreados invlidos na guerra do Paraguay, ou
beneficio das familias daquellcs que falleceram ,
avian aos iiileressadcs, que tem resolvido p'roro-
S.ir por mais 40 diis o praso flxado para a mes-
ma destnliuicao no aviso de G de outubro prxi-
ma passado, o que lem sido publicado nos jornaes
lesta cidade.
priado.
Na ra do Duque de Caxias, outr'ora do Quei-
-mado, n. I'i, 1 andar, precisase de um criado
lorro ou captivo, desdado de 12 a 16 annos.
AMA
Precisase de urna ama livre ou escrava para
oozinbar : na fabrica a vapor de cigarros, ra
larga do Rosario n. 21.
Botica.
Precisa-se de um caixeiro com algnma pratica
" que conheca todas as ras desta cidade para ser
mcarregado da cobranza : ra da Imperalriz nu-
mero 77.
Precisa se do um criado para casa da pouca
familia : na ra Nova n. 30, primeiro andar.
Precisa-se do um menino para caixeiro: no
Pngreeso de Pateo do Carmo n. 9.
Ainda sta por se alagar o segunao anaar e
-otio do sobrado da ra de Santa Rita n. 2o : na
tratar na ra do Queimado n. 2. _
Precisa se de um servente que seja livre ou
scravo : nc> hotel francez, ra das Larangeiras
n. 10.______________-___________
Precisa-se de urna ama forra ou captiva para
/.inhar cm casa de familia : quem bem poder
.lesempenhar esta misso, querendo tratar, dirija-
*. ce ra do Duque de Caxias, loja n. 1.______^
AIJ
_RI
DYVETOT
4Rua Estreita do Rosario-14
Compra e vende roupa feita
nova e velha, objectos de
cosinha e de mesa, e ,
tado que prten-
ce ao uso do-
mestico.
0 salo ie pianos e de-
musicas
nudou-se da ra Nova n. 58, 1* andar, para a
;ua da
Imperalriz n. ii loja,
recommendando-se ao Illm. pu-
jnde contina
olico.
G. Wertheimer.
Precisa se de urna ama que lave e engorme
com perfeiclo : na ra de Barao di Victoria n. 61,
2" andar.
:000000
Estao venda os felizes bilhetes da lotera da
Bahia. na casa feliz do arco da Conceico, loja de
ourives no Recife.___________________^__
Xa praga da Independencia n. 33 se da di-
heiro sobre penhores de ouro, prata e pedrai
reciosas, seja qual for a quantia; e na mesms
asa se compra e vende objectos de ouro e prata
igualmente se faz toda e qualquer obra de en
wmmenda, e todo e qualquer concert lendent-
i mesma arte
Em c*sa de THEODORO CHHISTIAN
SEN, ra da Crnz u. i 8, encontram-se
effectivamentc todas as qoalidades de vinho
Bordeanx, Boorgogae e do Rbtno.,
CompanhiaAlianpa
DE
seguros martimos estabelecida
na Bahia em 15 de Janeiro
de 1870.
CAPITAL..Rs. 2,000 000*000.
Toma seguro de mercaderas o dinoeiro a risco
martimo em navios de vella e vapores para den-
tro e fra do Imperio. Agenci i ra do Com-
mercio n 17, escriplorio de Joaquim Jos Gon-
calves Beltrao.
Au belsexe
COLD CREAM OF ROSES.
Cetie Creme delicense, nniversellement rpan-
due en Angleterre, o les fatmies sent si renora-
mes par la beant et la iransparence de leur
leint, doit sa rputation aux lments balsamques
el onclueux qni la composent, ainsi qu' sa cons-
tante eflkacii pour adoueir la pean, la rendre
plus blanche, et contribuer ainsi la aanl et a la
beaut, qni, toujours, sont inseparables.
On' la recommaBde centre les irrilations de
I piderme, telles qne Boutons, phudes, Ta-
ches DE ROL'SSEUB, RoUGEURS DE LA FlUURE, el
conlre les taches Epatriques et les pflor_scen-
ces. Celle Crme convient sucialement aux fem-
mes encentes pour prevenir LE MASQUE, auqnel
alies sont sujeUes.On s'en sert encor pour em-
pcber la figure de se hler par le fruid ou la trop
grasde cbaleur.
Prx 1:800 reis
Sel dept au magasin Basar de la Mode50
Ru do Bario da Victoria. .
Agencia em Peraambuco
Do Dr. Ayer
Petoral de Cereja
Cura a phthysica e todas as molestias do peito
* Salsa parrllha
Cura ulceras e chagas antigs, impigens e dar-
TOS.
Tonlc
Conserva e limpa os cabellos.
i Plalas catbartleas.
Puramente vegetaes sem mercurio ; cura se-
sSes, purgao e pnrifleam todo o systema humano.
Vende-se eedivamente em casa de Samuel P.
Johnston & C ra da Senzalla Nova n. 42.
41 RVA DO BARIO DA VICTORIA 41
,*i%
Neste novo armazem tem um
variado sortimento de fazendas
francezaa, inglezas, allem3as e to-
das todas se vendem por precos
mdicos, aflm de acreditar a este
novo armazem.
Casemiras inglezas,
francezas, de todas as
qualidades, brins de
cores e brancos, colei-
riuhos modernos, cha-
peos de sol de seda,
linos.
DE
ARRIM IRM.10S.
RA
Barao da Vctor la
antiga ra
NOVA
N. 41.
Este estabelecimento acaba de soffrer urna reforma radical em ac<*io, artistas t^^^^^^SJ!^
mendas, finalmente em ludo afim de melbor servir os seus numerosos freguezes de.xa-se de annunc.ar todas as lazenaas, para
oo se tornar massante
Assim como tem nma grande
officina de alfaiate, montada com
todos os preparos que ba de melhor,
dirigida por habis artistas, que
pela sua promptidSo e perfeic5o
nada deixam a desojar.
Roupa de todos os
amanbos para bomens
menino..
Por todos os paque-
tes recebem-se as me-
lhores e mais moder-
nas casemiras qne ba
na Europa.
RA
D,.
Bario daj Vctor la
antiga rna
NOVA
N. 41.
Na Iravessa da rna
das Crazes n, 2, pri-
meiro andar, da-se di-
nhelro sobre penhores
de oaro, prata e brilhan-
tes, seja qnal for a quan-
tia. Na mesma casa com-
pram-se os mesmos me-
taes e
Aluga-se
o 3* andar 4o sobrado a. 8 da ra da Imperalriz:
a tratar com J i- (le M. Bego ra do Commerclo
n. 34-
Sobrado para alugar
0 1* e .* andar e sotao n. 6 da rna do
de Caxias : a tratar no Corar'n de Ouro.
Duque
Ama de leite.
Precisa-se de urna ama de leite sem fllhi : na
rna de Horias n. 80, sobrado.
Companhia phenix pernam-
bucana.
Os seDlores accionistas sao convidados a irem
trocar no escriplorio da companhia es recibos do
capital realisado, pelas acedes,
Pernambueo de deiembro de 1870.
Pila companbia phenix pernamimeaoa,
J. H. Trindade.
Luis Autonio Siqueira.
___.
F. F. Borges.
Ama
Paecisa-se de urna ama de leite : a tratar na
ra do Commercio n. 8, armazem. .
jerro
RA DA CRUZ tfs t
Chapas de ferro galvanisadas para telheiros, etc. ^
Tachas de ferro para assucar, etc.
Formas de ferro para assucar.
Arados americanos.
Carrinhos de mo.
Venezianas para janellas.
Machinas de descarocar algodao.
Machina de cortar fumo.
Mchica de cortar papel. <
Motores para dous cavallos.
Machina a vapor para mover machinas de algodao.
Balancas, prencas, cofres de ferro, fogoes de ferro, enxofre, [salrtre jhmalha de
muitos outros artigos.
OS AMERICANOS
CILYNDROS PARA PADARIAS
Tendo chegado ha poucos dias jcompleto sortimento dos melhores e mais
conhecidos cylindros americanos para padirias, roga-se s pessoas Jque -d'elles precisa-
rem de virem vel-os ao grande deposito do .. ,_
BASTOS
IiO.JA' DAS MACHI!
______1-AM
OUTR'ORA RA DA CADEIA
Em tempos modernos nenhum descubri-
mento operou maior revolugo no modo de
curar anteriormente em voga do que o
PE1T0W1 DE AS1ACAHHTA
TANTO NO TRATAMENTO DA
TOSSE, CROI'O,
ASTHMA, THISICA,
ROUQUmO, RESKBIAMIi.NTOS.
BRO.NCH1TES,
TOSSE CONVULSA,
DORES DE PEiTO,
EXPECTURACO DE SANGUE.
Gomo em loda a grande serie de enfermi-
dades da gafiganta, do peito e dos orgaos
da respiraoo, que tanto atormentam e fa-
zem soffrer a humanidade. A maneira an-
tiga de curar consista geralmente na app-
caclo de vesicatorios, sangrias.sarjar ou ap-
plicar exteriormente ungentos fortissimos
compostos de substancias vesicantes, alen-
de produzir empolhas; cujos differentes mo-
dos de curar, nao faziam seno enfraque-
cer e diminuir as forcas do pobre doente,
contribuindo por esta forma d'uma maneira
mais fcil e certa para a enfermidade a des-
truico inevitavel de sua victima I Quem tif-
jerente poisto o effei admiravel do
PETORAL DE ANACAHUITA !
VM E EZ DE IRRITAR, MORTIFICAR E CACZAR,
INAUDITOS SOFFRIMENTOS AO DOENTE,
CALMA, MODffICA E SUAVT/A A DOR.
ALLIVIA A IRRITACO
DESEMVOLVE 9 ENTENDIMENTO,
FORTIFICA O CORPO
e Taz cora que o systema
Desaloje d'uma maneira prompta e rapkia
at o- ultimo vestigio da enfermidade. Os
melhores votos em medicina da Europa (os
Lentes dos Collegios de Medicina de Berlim)
testiGcam serem exactase v erdadeiras estas
Ieacbes analgicas, ou al m dissoa experi-
encia de mimares de pessoas da America
Hespanhola, as quaes foram curadas com
este maravilhoso remedio, sao mais que
sufficientes para sustentarem a. opinio do
PEITOML-DE ANACAHUITA 1
Deve-se notar que este remedio se acha
inteiramente izento de venenos, tanto mine-
raes, como vegetaes, em quanto que porm,
alguns. d'estes ltimos, e particularmente
aqueles que sao dados sob a forma de Opio
e Acido Hydrocianico, formam a base da
maior parte dos Xaropes, com os quaes t3o
fcilmente se engaa a credulidade do pu-
blico, A Composicao de Anacahuita Peito-
a acha-se linda e curiosamente engarrafadas
m frascos da medida de cerca de meios
quartilho cada um, e como a dose que se to-
ma so d'uma colher pequea: basta ge-
ralmente a applicaclo d'um ou dous frascos-
para aeffectuacao de qualquer cura.
AMA
Precisa-se de urna para cosinha, em casa de
pouca familia : roa do Crespo u
Precisa-se de um 8,
taberna : ra dos Pires
.eiro com pralica
de
A F. queira concluir o negocio do piano
se nao qner ftsstr por maior dissabor.
Ama
Preeisalse de urna ama para cosinhar: i tra-
tar na roa da Alegra n. S.
AMA
Precisa-se de urna ama, prefertsdo-se escrava :
na ra da Cadeia do Recife n. .
A



____
/


Diaria de Pernambuco Sexta feira 9 de Dezembro de 1870.
NVJMDES
DO
TRIUMPHO
7 B.ua do Q,ueimado 7 '
M0RE1RA & BASTOS -
B' chegado a este novo esUbelecimento o mais bello sortimento de tazenaa
tnai, sendo sua especialidade enxovaes para noivado.
Vestidos de blond de^sda ricamente bordados.
Gorgurio da teda braneo para vestido. .
Colchas de Ditas de lia e seda, dem dem.
Ditas de crox, dem dem.
Cortinados ricamente bordados para cama e janellas.
Croj.s para cadeiras e sofs.
Vesdos de cambraia branca bordados.
Popelines de lindos gostos.
L5an de diversas qoalidades, lindos gostos e modernas.
Ricos bournus para passeio, com listras de setim.
Sahidas de baile o que ha de mais rico.
Cretones para vestidos com lindos desenhos.
Camilas bordadas e sem bordados para senhoras.
Camisas bordadas muito finas para bomens.
Ditas inglezas para homens e meninos.
Seroulas de linho, e um grande sortimento de roupas teitas e de fazendas qne
i enfadonbo mencionar.
Luvas frescas de Jouvn
Sortimento de tapetes para guarnicoes de salas, alcatifas para forro de sala, e o
erande sortimento das acreditadas e verdadeiras
Esteiras da India

18Eua da Cna13.
1
E FLORES.
FRUCTAS
ABACAXIS
SAPOTIS
UVAS
LABNJAS
MELES, ETC.
FLORES
BOUQETS
PARA W0IVA9
P\RAJARROS
AVULSAS
PLANTAS, ETC.
DE

JOS ALVES TENORIO & G.
RA ESTREITA DO ROSARIO N. 5
Jos Alves Tenorio, professor em homeopathia, tendo-se retirado do laboratorio
homeopalhico e consultorio de seu illostre e finado amigo o Dr. Sabino O. L. Pinho,
que por minios annos esliveram sob sua direceo, tem se restabelecido, soba firma
Jos Alves Tenorio A C, 1 ra eslreita do Rosario n 3, onde animado pela coofianca
com que honrar am-me os amigos da homeopathia Ihes clerece e ao respeitavel publico ^
nn completo sortimento de tedas as preparares homeopticas conhecidas, recebidas
das mais acreditadas casas de Londres e Pariz, e indignas, bora como tudo quanto diz
respeto a homeopathia e sua pralica, e-perando que contluem a hnralo com a mes-
ma cuuQanca. para o que nao se poupar esforcos.
,1v.'<'.
GLOBOS.
i botica de 12 medicamentos. 105100
I 2i 200O0
I 36 30*000
1 48 3S*000
1 00 wiooo
1 a 120 o "0*000
Prcgos das boticas
TINTURAS.
1 botica de ii medicamentos.
1 24
le 36 i
1 i8
1 fiO u
1 120
i3000
951000
iOlOOO
oO^OOO
60*000
110*000
Sao* otis essas boticas aos Srs. medico?, senhores de engenho, fasend iros, che-
fes de familias, capilaes de navio3, e em geral todo3 quantos quizerem dedicar se a
pratica da homeopathia. .
Medicamentos avulsos pelos precos das outras drogaras, bem cono chocolate de ~,,
Londres e do Maranhao para uso dos doentes em iratamento pelo syslema homeopalhico. j>\
U v
DOCES SECOS
CAJ'
UMXO
ABACAX1
LAftANJA
CIDRA, ETC.
Neste esUbelecimento encontrara o tregoez todos
os dias presuntos em fiambre, pasis, bons-bocctdos,
dftees de ovos, e de todas as ootras qualidades, sec-
eos e em caldas, pudins, e tudo quanto se possa de-
sfijar no corfortavel um excellente LUNCH; fortifi-
cando, aquecendo, e refrescando o estomago com os
memores Vnoos do Hbeno e,*tdeaux jaropes'de
todas as qaal/dades para cipl; sorwtes de todos
os fructos, com especialidade as ter^as-feiras, quin-
tas e sabbados o excedente sorvete de creme.
Tudo com muito asseio.
MO DE ORO
Nova leja de joias
RA DOiCABUGA' N.9 A.
DE
Manoel da Cunha Saldanha & C.
Acaba de abri-se este stabelecimento de joias, o qual tem grande sorti- g
ment de todas as joias de ultimo gosto, as qoaes vender o mais barato pos- v
ftivfl].
Todas as joias serio garantidas onro de lei, pois os seos donos tendo em
vista so adquirir fregoezia nao olvidaro, vender bom e por preces os mais
razoaveis possiveis. a ,
Convida-se o pubco a vir a este esUbelecimento, certo de qoe ficar
A' MO DE OUORRUA DO CABUC N. 9 A fe
Pade-se aos Sr*. assigniotes que tragam
os seos tjilhetes de assigoaiuras para apr-
senle sempre que'trisilarein ws irens
sem o que terao de pagar suas passagens,
igual pedido se faz aos Srs. que tem passe
do-governo e desde j apresso-nie em agra-
decer aos mesmos Srs.
Recife, 9 de dezembro de 1870.
O sunreintendeuta.
A de Abr> u Pwto
.Mijito,
Aluga-se a sala do I* andar propa para es-
eriptorio, na rus larga da frxar'u o. ii : a iralar
na loja do iresrro.
Todos
Moten ue.
Precisa so de um moleque para o servido de
casa : na rna do Baro da Victoria o. 26, ouir'or^
roa Nova.
Aluga-se a casa terrea, u. 66 ra nova de
Santa Rila : tratase na moma ra n. 5?.
COMPRAS.
LomJ muito maior vantagem compram-se
ouro, praia e pdras preciojas e u obras veihas: na
loja de joias do Coracao de Ouro o. 2 D, ra do
Cabug.
VENDAS.
ATTEINCAO
NOVIDADE.
O Costa, proprietario do armazein da Pedra
Maamore ra das Cruz(3 n. 42, offerece por di-
nheiro contado o que de n per ter recebido multos dos gneros descripto
pelo ultimo vapor.
Queljos flamengos do ultimo vapor a 2*800.
Biscoutos em caixinhaj de coulignracoes diver-
sas proprias para festaa as cr>ancas.
Velas slearinas a 640 r?. a libra.
- Chocolate de 13 a 1*800 a libra.
Especial manteiga iogleza e franceza.
Hortalicespara sopas denominadas Julienne, que
ubbtilue perfeitamente as mai? frescas ervas.
A verdadeira farinha americana vinda de conta
propria a 320 rs. o maco do nina libra.
Bolachinhas de todas as qnalidades e dos me-
Ihores fabricantes. -
Ervilhas fraucezas e portuguszas.
Vinho de todas as qualidades.
Especial e aromtico clao de familia a OO <
o kilo.
Molho inglez. .
Ameixas e narmeladas dos melhores fabncau'
les.
Caf de Moka.
AqafeMcs que quizerem btm salisfazer as
exigemias esloniacbicas*nSo tem mais que
fazer urna wziu ao sempre bem sonido
a^mazem de viveras do Campos da roa do
imperador n. 8, pois abi ge acbam em
Grande reunida m e/eolbido e variadiss-
mo forlimenio de cene ros preprios destes
lempos do Rega bofes.
fi Campo
LmUa-se a Cazer meoc%Q dos segoinles g-
neros que serto r cbidos com .
AGRADO.
a saber :
Presnnlos inglezes e d lamego.
Salames de Li n.
Conservas inglezas e francezas.
Qoeijos Londrino?, Fhmengos e Pratos.
Toucinho inglez para loncb. r
Cbimpanhe, superiores marcas.
Biscouti, bolax/nba e bolinbos em laUs.
Gbouricas, linguigas e salchichas em ditas,
uicores estomacaes, cuminio, curado e
aya-pana.
Bilter Peiynees e outras marcas. *_
Cognac maitell e outras ditas.
Charutos do Co>ta, por diversos precos.
Vinhos de diversas ^qualidades e precos.
Cerveja (Bass) ao to'rno a 320 rs. o copo.
Adobo a 200 rs a libra.
Lingoas seccas a 240 is
Concervas francezts com. tubaras.
PAR i A PEMTA
NA LOJA
ATTENCO
Na ra do Pilar n. 105 preparase po-delo,
pudins, pistis de nata, cangL-a, e outros praus
para sobremesa, assim como prepara se jantar
para casa de pouca familia, garante-se lodo o as-
seio e promptidao, e tambem se oftarece para lora
da cidade.______________________________
Precisa-f o ds urna ama para comprar, coz'r
uhar-e lavar para duas pessoas : a trutar na ra
Imperial n. 1^4.________"_________________________
O abaixo assignado declara que nao 6 deve-
.br a pessoa alguma, mas se alguem so julgar
seu credor por qualqucr titulo, declare no praso
de seis dias por esle jornal. Uecie 3 de dezembro
de 1870.
J s Carlos Manco dk Casia Re?.
PERDE-SE
da Prac,a da Boa vista at o Recife um mago de
papis : quem os achou querendo, pode levar a
ra da Aurora n. 54, que se agradecer e recom-
pensar^________________________________________
Ama de St
Precisa-se de urna urna de leile : na ra do
Queimado n. 30.
Jos Joaquim da Costa Maia, tem venda no seu armazem, sito no largo do
Pelourjnho n. 5, os objectos seguintes, e-qae vende por precos mais commodos do
que em outra qoalqoer parte :
Oleo de inbaca.
Couro de lustro.
Saceos de estopa.
Estopa em peca.
Vinho Bordeaos em caixas.
Feltro em peca para forrar embarcacSes.
Encerados.
Telhas de ferro galvanisado, de deferentes tamanhos, para cobnr casas.
Ferro liso gaWanisado para forrar embarcaces.
Pregos galvanisados.
Cantara de Lisboa.
Dita soleiras.
Dita marmore.
Taboas de marmore de differentes grossuras.
Ladrilhos de marmore de differentes cores e tamanhos.
Ditos de pedra de Ansam, pretos e brancos.
Tmulos de pedra fina de differentes tamanhos.
I'edras para lavatorios.
Taboas de looza.
Pias de louza para cosinha. ,__________^__________
Pauo Guin"iraes
branco Lluzas,
de
AMA
A' 500 rs.
Fl r da Boa-Vista,
DE
Paulo Guimares.
Camlsinhas bordadas para Mobora a 500 rs.
Gollinhas, idtm idem a 440 e 500 rs.
Mantas de vareja para seniora, proprias para ba-
Chitas'escuras e claras, o evado de 2S0 a 3C0 rs.
Mussulinas de cr. padroes oras, covado de 2w
a 440 r-\ J ,.nft
Las Amelia para vestido, o covado a 500 r=
Ditas, padroes miudinhos, o covad de 400 e 509 rs
Pecas de algodo, niadapolo, caiibraias branca*:
vende-sc mais barato Jo que em qualquer ou-
tra parte. ,
A' ra (laltnperatnz, n. 48,
junto pat.na franev xa.
Libras s te ilinas
Vende-se no escriptorio deJoaquii Rodrigues
Tavares de Mello, largo do Corpo Santo n. 17. 1*
andar. ~______
Palitots ii-- luiii)
3 4. o, e 61000.
Ditos de alpaca branca de 3, a 4.
Ditos de dita de rr, de 3 a 3#500.
Ca'.sas brancas de brim, de 2 a 8S.
Golletes brancos, de a 3*500.
Grande sorlimenio de calsasde casimi-
I ra preta c de cor, palots de casimira
de ludas as core?, obras, todas cortadas
por um perito rneslre.
Na meuM I' ja > naula ttet rbras
I por medida e por menos 20 per rento
Iquo em outro qi>:.li|uer i.-talielecinnDio,
pois para i-so achim-se manidea d'ui"
I perito mestre e offlciais.
A RA DA 1MPERATIUZ N. 48.
Junto a padaria fraoceza.'
- .
m
Precisa-se de urna ama livre, de meia idade
e boa conduca, para casa de muito pouca fami-
lia : na ra de Sania Thereza n. 11. _
niuniv,
Alugase a padarii allemaa em Sant t Amaro e
as condicoes no tavoraveis : a tratar ci'in seu do-
no na rna da Guia n. 56.__________________
Oaixeito braseiro
Offerece-9e um rapaz brasile'uo, de boa conduc-
ta, com pralica da taberna e com li a 1 j aunos,
tanto para o mallo como para a pra?a : a tratar
na ra da lloda n. 33. ou na fu* da Glorian. o7
__A' ra do Brum n. 92, precisa-se fallar com
os Srs. capitaes de campo, a negocio de sen inte-
resse. ___________

Precisa-se de urna preta escrava que saiba
coziouar e engommar, para servir em urna casa
de pequea familia : na ra dos Guararapes n.
88, em Fura de Porta?. _______
O abai}.o assignado faz sciente ao respeitavel
publico e com especialidade ao corpo do comrrer-
ci, que dissolveu a sociedade que linba com o
Sr. Manoel Ramos Correa, na taberna sita ra
do Santo Amaro n. 2, que gyrava sob a firma so-
cial de Ramos & Amorim. ficando o socio Ra-
mos obrigado pelo acli*> e passivo da extincta
rma, sahindo o socio Amorim pago e satbfeito de
seu capital e lucro.
Recife, 4 de novembro de 1870.
Manoel Gomes da Silva Amorim.

Samuel Haldiy.
D. Mara Emilia da Cunha Balliday, seu pai (au
seute) irmSos e cunhado?, agradecem cordialmen-
lo as pessoas que se dignaram assistir as exe
quias e acompanhar ao cemiterio publico 03 res-
tos mortaes do seu presado esposo, genro, cunha-
do e irmao, e convidara novamente aos seas p-
renles o amigos a assislirem mhsa do stimo
da que, pelo repouso do finado, mandara cele-
brar sabbado 10 do corrente pelas 7 horas da
manba na matriz do Corpo Santo, por esC acto
do caridade e religiao Pica rao reconhecidos.____
-""Wgririf-TT- m ^.,...iHirfeaW6aaHai
CONFEITAMA
DOS
ANANAZES
Ba da Cruz n. 16
Enconlra-se sempre : i AMENDOAS confeitadas: xaropes rfri-
B0L1NH0S para cha ; pao de lo ; bollo' gerantes ; vinho Bucellas, branco o Hoto,
inglez; pastis de difTerentes quaiid^des; proprio para mesa; vennootb ; absyntio .
doces de fructas, em calda e seceo, em cognac; vinhos finos, champagne.
barrilinhos em latas. ; ,, ,
CA1XINHAS com amendoas e pastilhas, j PAPIS para sortes,| ditos vendados
proprias para presentes; cha preto, miudo,' para cobrir bolos,
de superior qoalidade ; latas com pecegos:
a ijjooo. | PRESUNTOS e fiambres.
RECEBEM-SE encommendas de bandejas com bolinhos, com armaco de assu-
car e sem ella ; de p3o de lo e bolos enfeitados com disticos e sem elles; e de outros
muitos objectos proprios pata grandes jantares, bailes, etc., etc.
Carrinho americano
ftVende-e um cxcellenie carrinho ameriesno
novo, com as-enlos para du.i- e qnairo pessoas :
quem qoizer ve o e ex imioa-lt) dirija-se ao -aes
do Apollo, cocheira enfronte ao p-Jrto das ranoas,
e para tratar no largo do Corpo Santo n. 6, se
gundo andar.
Cavailos venda
Vende-se qua'ro eavallos proprios para canga-
Iha ou sella -.-para v da Cruz defronlo do rtnfam. ___________
I
O Razar d Muda fec bea novo sortimen-
to de faend;is no ultim posto para vesti-
dos, assim corro ch^peosinnos, casacos,
borns, coques, camisiobas, -te, ele
Continua sempre o s' de e afamado sor-
cimento de mkdeua e perfomarits verda,-
deiras, qne tudo se Vriide por baralissimo?
nrecos.
Uam-S'f amostras o m.nnda-se era casa das
Exmas. familias o guo ksey-iem, ra do
Baro da Victoria, ootr'ora Non.
rie lean s
Em casa de J. 0. C. D vi- rna do Commercio
n. 48 vendem-se excellemes cadeiras americanas
de differentes feitio, entre ellas tem algumas cm
parafuso proprias para escriptorio, tambera tem
pequeas para meninos.
Vende-se temeniH de ewnlm o ilfaee rorSo
novas : na ra da Guia n. 7, tatema.
S
O
SANTA CASA DA MISERICORDIA DO
RECIFE.
A junta adminislrativa da santa casa da mise-
ricordia do Recife, lendo de mandar celebrar na
igreja de Nossa Senbora do Paraizo urna miisa de
rquiem por alma de seu fallecido irmao o Barao
de Cruangy, convida a Exma. familia, prenles e
amigos do mesmo para assistirern a esse acto, qne
deve ter lugar no dia 10 do corrente pelas 8 horas
da manha.
Secretaria da santa casa de misericordia do Re-
cife 5 de dezembro de 1870.
O escrivao,
Pedro Rodrigues de Souza
ATTENJAO
Constando ao abaixo asignado que alguns her-
deiros de Francisco Joaqoim Pereira da Carvalho
procuran obter dineiro oflerecido como garanta
o sitie n. 2 do Hospicio, a pretexto de nao lerem
vendido todo sitio apressase em declarar qoe
seu sogro comprou todas as partes do referido
sitio aos tierdeiros, al a parte que tocou ao tes-
tamntelo, em paga da Tintena, podendo quem
interessar ir ver as es;ripturas no escriptorio n.
12 ra do Crespo, ou no referido sitio. Faz a
presente declararlo para ciencia de lodcs, e
para que ninguem se illuda.
Recife, 30 de novembro de 1870.
Lulz E. R. Vianna.
COMPANHIA
DOS
IBILHOS URBANOS
RECIFE A9 OlilMBA.
AVISO
'; Nos domingos e dias ancticados, part
rao de Olinda trens noite cmquanto houve
rem passageiros sufficienles embora j se
tenba esgotado o numero de viagens marca-
do as t-bellas.
Na vespera e dia de Natal parrao quer
do Recife quer de Olinda trens todas as
horas do dia e da noite desde o meio dia
de 24 al 10 horas da noite de 25 para 26
do corrente mez. Os trens expressos n3o
conduzir3o passageiros de 3a classe, mas
nao param em estaco alguma nem nterrom-
pero as viagens designadas as tabellas, e
no presente annoncio.
Declara-se mais que os relogios das es-
tacoe* sero regulados pc!o do observatorio
do arsenal de marinha, para o qoe est um
empregado especialmente encarrgadodesse
servico.
as e aces do Recife e Olinda trocamse
constantemente por moeda legal os bilbetes
qoe -por ventura houverem recebido os
passageiros por falta de cobre para troco.
Recife, 6 do dezembro de 1870.
O superintendente,
A. de Abreu Prto.
Gasa no Montero
Alaga-se por reata ama casa acabada e pintada
de novo, na estrada do Montero, oontendo duas
boas salas, qnatro qoartos, cosinha fra, grande
sitio cheio de arvoredos de fructo, parto do banho
e da estacao do Caldeireiro : a tratar na roesma
junto a errr qae mora o 8r. Dr. Rufino
Joaquim da Silva Costa faz ver ao publico que
tendo no dia 1 do correnta, dado om val de urna
arroba de bolacnas para o freguez a ir buscar na
padaria do pateo do Terco do Sr. Carvalho, acn-
teceu qu: o freguez perdeu dito Talle, e por isso
fica de nenham effeilo; ,e se faz o presente annon-
cio para prevenir duvidas.
Vende-se urna casa de pedra e cal em chao-
propiios e com boa* eommodi Jades : na rna de
S Miguel, aos Afolados por preco enmurado :
quem pretender dirja se ao pateo de Y S. da l ai
n. 15, que ihi achara enm quem tratar.__________
Veudemse dous eapelnos e urna mobilia de
commodo
Jacaranda oom pooro uso e por preco coran
a tratar na ra da Imperante n. 4. 3* andar.
Agora sim !
A Nova Esperanza, a ra Duque de Casias n
63 receban um lindo sortimento de laa para or.
dar, vindo as cores mais procuradas, branca, pre.
ta, escarate etc. ete. a 'Ha antes que se atabe |
Aos cigarrfciros.
A Nova Esperanza vende papel para cigarros
Mais) a 4 Vende-se urna cama nova de amarello pro
pria para noivos. na loja de marcineiro ra das
Laranpeiras n. 13.
SELLERO.
Vendem-se sellms com arreios e sem elles, e
ludo quanlo objectos petencentes a selkiros,
por menor preco que em mitra qualquer parte
para liquidar.
27-Rua da Cad.ia27.
F-o.in.'dores de palna o? mal L.m fefto. pos-i
\p na p'*c da Fir). pendencia n. 3)
"CAFETRGATlYO
A' FSCWIONEA
De B1N BmtV
I ai-macculco c isnico
A uiHidadn d"-' purgante ran s. (Tre demons-
tra ?.o alguma; a pre?ipfin arii qne -i
faiem os oedims c o aso alaria mais freipo-cie
feiic pelo publico sao provas irrefragaveis UWo
romo a qnantdade innumuravel desP genero, so
falta aperfeiiar cada etmais o modo de aonu-
nislradlo, re manerra que ceiservando a sua c-
rto tiles possam ser l inados tem repngnaritia
uem a-co e sobraudc B< m recelo nem perig...
Mulos puigaotes :>f. madoss devem este bom
Plito ao seu eff.iln intenso e exces-ivo. Dahr o
urigo porque irritocoea de estomago, inamma-
coes d'e entranha> sao in-vilavelmente o reUa-
d. do seu empr. go. Nada disso tem-se de recear
com o caf purgativo.
Todos cnnnecem pnr experiencia o aroma suj-
ve e o efleito ligeiramente tnico e excitanie-do
caf h He o melh r auxiliar dos purgantes do-?
quaes disfarca o fht iro o sabor e ajuda a accao
snllicitanio vagarosamente os moviraentos i eris-
alticisde intestino, e prevenindo o sen effeiU,
muito intenso shbre o eslnmago. Misturado com
escamonea, facilita as evacuac.Ce- cr,m promplidao
e em clicas, e torna se um purgante brando,
ceno, fcil a minar e preferivel a ludes os uutros
.alvo urna indicaao especial da qual o medico e
A^innocuidade do cafa purgativo permitte de
emprega-lo era todos es casos simples Desper-
laneio a alonia do intestino e activando a secre-
c) desle, destre a dureza de venir--, as vento- .
idades, as flatuosidades e exrila o appeiit*. Em-
nreaado mais a miudo, conveniente para eva-
cuar com vagar a hiUs e os humores viscosos e
e faz de?sa maoeira desapparecer a enxaqueca,
as dores de cabeqa e prev os ataques de sangae
as pessoas que a estes So nredi-postas.
MODO DE EMPREGO.
E' to simples emo fcil. O cat purgativo
deve ser tomado fri, puro ou misturado, com nm
pouco de leite fri assucarado. ou agua asauca-
n da O vidro inteiro a dos ordinaria para
urnadiiho; dua? colh-res de caf bastara para
as senhucas e para tula c qualquer pessoa que se
^^ra^SasdeSlOannosametadedo
vidro uiffleiroie ; de 1 a 8 annos, unja comer
de caf, e a'quana parle do vidro somente al.ai-
vo dejta idade centra a gesma.
F p'r isso d'uma administracSo mu.io mais
... i *. os biscouio?. chocolates ou bolo?
um fogao americano novo proprio para ". Je
grande familia: a tratar na ra do Apollo ra-
mero 88._________________,----------:-
Vende-se urna canoa de amarello cura JO
palmos do comprmanlo e 3 de lai g
eslado a tratar na ra
% andar.
da Senzala nova n. 15,
Cordo grosso
Cheaaram do Puno eordoes grossos de ouro de
lei, que se vendem tanto em varas como er> pe-
quenas vollas par.t rriangas, sendo eslas pelo ra-
soavel pre?o de 301000. _______^
"VFNIIE-SE
um.i canoa de amarello toda pregada a cubre, a
qual carrart 10 pessoa*: para v.r no p.Tio das
canoas, o a tratar n;i ra do Apollo n. 28-

_*

fcil 'do que a* biscouio?, chocolates
',UDase0immedatamenie depois leite MT
sucarado ou callo leve, e duas ou tres chavenas
de cha prtto ou de tilia.
nico depo^t" na pharmacia e drogara o*
Banholomeu & C. i roa Urga do Rosal.o o. 3.
oiHcio
Calcados.
1 i nJ o> b.z.-rm erurdav,. pnr sua cunta
SSSRiS Ihes propia s_ah,da re-
v oi ende lis pelu m.dieo oreroje 71 a par ,
, M6 qu^ em parle f^jwf*^ VeDde"
v ^ -Ra do Mrquez de Olmda-45.
.
w\
aan
-


V

Diario
dfe Pernambuco Sexta feira 9
e Dezembro
GRANDE)
BAZAR DO PAVAO
60-RUA DA IMPERATRIZ-60

DE
PERE1RA DA SILVA & C.
lip f
.nnraH Mpste imDorttote estabelecimeoto encontrar o respeitavel publico, oo grandee variado soTtiraento de fazendas do maisl
r.ii] .^ e prime,r* necessidade, qne se vendem mais baratas do qae oca oatra qoalquer pan*, visto qwee-tio-
1SI ',' adoptaraxn o systema rte s vemlerem DINHEIRO ; MM^ercm vender pelo cuse. mitaado-se apenas
nar. m. owoon) pescas que negociara em pequea esca'a -aesta loja e aromen pedto fazer os seas sortimeatos
.comprara as casas inglezas, (importadoras) e para maior commodidade das Exmas. fomllis se daro
lana-
r i
contraBleTregoeiiaTtiijue ella ral reeebendo,
(asta niais qnanto ajro*a*,$e o lempo em que
totk parecen) mais disposlos para saivisar as
fadigas passadas, islatjft, aproxima-se o lempo cha-
) a festa ; ella apressa%e em nwttetonar o que
reeebido ullimameole, poii oeow stbem, os
/. i'iA.bbjectos primara sempre em mttt superio-
daiiissim pois os apreciadores do boro diri-
jam se Nova Esperanza afTm' de comprarem o
,ua id** albor iue po mercado, como aeja :
afodemos adereco* de tartaruga e madjepertla.
Afuthas para bordar em lia.
Liadas caitas de coure da Russia proprias pa-
ra presentes, coofende tres frasco de crytal cmi
fino euracft*
B013 agalbas cantoras.
Um vwtadwkno sefliiBeoto de modernos enet-
tea-para venidos.
Esparlllhos de mullas dualidades.
feAtas e tapates- earMnpara oslar.
jostras de todas as fazeoilas, ou Ibes levara em suas rasas para escolherem.
TAPETES GROSDENAPLES PRETOS
Loegoa para o Bazar do Pavo o mais Chegoo p>ra o Bazar do Pavo um grao-
elegante sortiraent" de tapetes grandes, pa- de sortimento dos melbbres grosdenaples
ra auras, com 4 cadeiras. ditos mais peque- pretos qoe tm vindo ao mercado, que se
nos. para doas cadeiras, ditos para vendem de 44600 at 50000 o covado ;
pianos, amas, portas; etc. vende-se por sao todoa muito em ronta.
menos do que n outra- qualqoer parte. ESPARTILHO.
ROUPAS PARA 10MENS No Bazar do Pavo recebeo-se om elegao-
No accreditado Ba.ar do Pavio encootra- te aort ment dos mais modernos e melho-
r o respeitavel publico om grande sorti- res espartilbos, qne se vendem por preco
ment de rotipas para bomens tanto bran- mono em conta.
cas como de cores, a saber: PANNOS DE CROCH PARA CADEIRAS
Camisas coa peitos d'algodlo e de linbo,
para todos os procos e qaa'idades.
Cero las de linbo e algodo.
Meias cortas francesas e ioglezas.
Palitos sobrecasaeos de panno preto e
casemira.
Caiga* de'brim branco e de cores
Ditas de casemiras pretas e de cores, com
rolletes iguaes
De todas estas roupas ba para todoa os
precos e qoalidades, e tem de mais mais
um perito
ALFAIATE
Por quem se manda fazer com prestesa
e aceio qualqoer peca de obra a capricho
ou o to do freguez, tendo'n'este importan-
te estabalecimento todas as
panno fino, as melhores e mais moder-
nas casemiras, assim como os melhores brins,
qnr brancns, qnr de cor; e qnando qual-
qner obra nao ficar ioteiramente ao gosto
dos fregnezes flca por conta do estabeleci-
mento
FIRTwES DE COR E BRANCOS
Vendem-se bonitos fustes brancus e de
cores, .-roprios para vestidos e rcopas de
meninos, sendo de cores a 800 ris o cova-
do e brancos, a 400 e 640 ris, pe-
cnincba, no Bazar do Pavo roa da Impe-
ra irizn. 60
CHITAS BARATAS
a 200 ris.
a 200 reis.
a 200 reis.
Venlem-se chitas largas com mnitobons
pannos e cores fixas, pelo barati preco de
200 ris o covado ; cortes das mesmas com
ii) ovados a 20')0, pechincha, no Bazar
do Pav5o.
AS CASSAS DO PAVAO
Covado 200 ris.
a 200 reis.
a 200 ris,
Venden-se bonitas cassas de cores miu-
dinna pelo barato preco de 200 ris o co-
vado, no armazem do Pavo roa da Im-
peratriz n 60.
PANNOS PARA SA1AS A 1J000, O MITRO.
No Bazar do Pav5o vende-se bonita a-
Xfn.ia rira ca encorpada para saias, sendo
con baados e pregas de um lado, dando
a largura da fazenda o compri nento da
sai), a qial se ple fazer com 3 ou 3 1|2
metros e ven ie-se a 1)5, 15280 e 1(>6()0;
asiin como tambemno mesmo estabeleci-
me a se vende bonitas sai*s brancas bor-
da las, ten lo qualro pannos cada urna, titas
de laa do cores j promntas, urnas com
barras diff'rentes da mesma fazenda 4QU0,
e oolras com barras borda las^ 65 e 7iJ00i,
tjd isto moderno e barato.
CARNAUBA.
Vende-se caroaoba em saccoR, na roa da
tm-'erafiz n. 60 Bazar d Pa5o.
TARLATANA- LISTRADAS CORTE A 65500
Cbeg' u para o Bazar do ^a^So um bonito
8oriimento de tarlatanas listndis, sendo
verdes, cdr de rosa, lirio, ten do esta bo-
nita fa?enda muita phantasia. e liqnida-se
cada corte a 6,5500, pechincha ; na roa
da Im >>ralriz n. 60.
CASiQUINHOS DE6IRB A 404, IZfi,
W#,B*OpV
Chegaram para o Bazar do PavJa os
mais molemos casaquinhos ou ba-squioasde
gmpure com cintura, ricamente enfeitdos
cora lacos, e vendem se pelo barato preco
de I0, l*&, C6jjt, e 200, pecbincna,
ra da Ianpe atriz n. 60.
LENCOS DE MORIM A 35500 A DUZIA
Veudem-se du>ias de lenes finissimos,
braoc de morim, sendo fazenda mnito
encepada, a 30500 a duzia. Ditos de
ca-nbraias fim^im se venteo a 5i50l)0 e m-da-se a ^*5'J0 a
duzia por hav-.r moita porc8o, no Bi/.ar.do
Pava i a ra da ImpuraUiz n. 60.
CORTIN\DOS DO BAZAR Dfr PAVO A
85 105 m E 165
Chegoo urna grande rsmessa dos me-
lhores cortina ios noriadps, propnos para
camas e janellas, qoe se vendem pelo ba-
rato preco de 85, 105, 126, e 165, o par :
ra da (mperatris n. 60.
MADAPOLO ENFESTAOO PECA A
352O0
VeQdem-se pecas 1^ madapol5o francoz
enfestado, tendo 11 metros cada peca a
302 )<*: pechincha no Bazar do Pavo,
ra da Imperatnz n. 60.
DAM\SCoS PARA COLCHAS
No Bazar do P vi., vende-se damasco,
entestado com bonitos dezenhos. teodo 6 com delicadas
de l.rgur -, propiios para colchas, ja embad, t.
O Bazar do Pavo recebeu um grande
sortiuif nto dos metbores pannos de croch,
proprios para cadeiras de bataneo aofs,
pianos, tamboretes e at proprios para cu-
brir almofadas e pratos; vendeado-se por
menos do qoe em qaalqoer parte.
PARA LENQOES
No Bazar do Pavo vende-se soierior
bramante d'algodo com 10 palmos de lar-
gura a 15800 o metro, dito de linbo com a
mesma largara a 25800 cada metro, pannos
ds Ijnhodo portocom 3 1/2 palmos de largura
de 720 al 15 a vara, assim como um grande
sortimento de H-mburgo ou cregoellas de
odos os nmeros, preces ou qoalidades,
t qoe se vendem mais barato do qoe em oo-
qualidades de tra qnalqner part; aproveitem- '
ATOALHAOS
No Bazar do Pavio vende-se superior
atoalhado trancado, com 8 palmos de larga-
ra a 15600 o metro, dito de linbo adamas-
cado o melhor que tem vindo ao mercado a
35500 o metro ; tudo isto muito barato.
FAZENDAS PARA LUTO
No Bazar do Pavo vende-se constante-
mente o melhor sortimento de fazendas
pretas para luto, como sejam :
Lasinhas pretas lisas.
Cassas pretas de la.
Cassas pretas, francezas e inglezas, lisas
e com salpicos. N
Chitas pretas de todas as qoalidades.
Alpacas pretas lisas.
Ditas lavradas com branco.
Merinos, cantos, bombazinas. qne sd
vendem mais barit i do que em ootra qual-
quer parte.
CACHE-NEZ A 65000.
No Bazar do Javo vendem.se bonitos e
grandes cachi-nez de pura laa, pelo bara-
to preco de 65000 cada om
PEUICNCHA EM CAMBBAIAS VICTORIAS, A 50,
05, 75 850 0.
Vende-se om esplend lo sortimento de
flnissimas cambraias victorias, por precos
mais baratas do que em outra qualquer
parte, tendo cada peca 10 jardas a 55, 65,
65500 e 75000, flnissimas a 85500 ; todas
estas cambraias valem muito mais dinheiro
e liquidam-se por este preco em relaco a
urna grande compra qoe se fez no Bazar
do Pava.
BABADINHIS
No Bazar do Pavo vende-se om grande
sortimento dos mais finos babadinhos borda-
dos tapado? e transparentes, assim como
urna grande porco de entrnuios largos e
estreitos, que para acabar se vende mnito
em conta e mais barato do que em ontra
joalqtier parte.
SSIINSDE CORES E GROSDENAPLES.
No Bazar do Pavo vende-se om sortimen-
Lio completo dos melhores setins e grosde-1
aaples de todas as cores, qae se vetdem
nuit'.i em coma.
Calchas brancas 352 10, 35500 e 75000.
Para o Bazar do Pavo chegoo om grande
sortimunto das melhores colchas pretas,
sendo das melhores e aais encorpadas qoe
Um vindo 75000, ditas om pooco mais
baixa 35500 e ditas 3520o; tambem no
me*mo estabelecimento. se ven te om grande
sortimento de ertones e chitas proprias
para colchas que se vendem mnito em conta.
Sedas de quadrinhos a 152SO a cavado
Vende-se om elegante sortimento de sedas
de quadrinhos, com nd ssimas cores, para
vestidos e roupas de meninos, e vende-se
15280 cada covado; pechincha
Bazar '
PECHINCHAS
PAVO
fti da Ijperatriz 60,
Para vender epfewa
LINDAS JAPONEZAS PAHA VESTJtX A
A 500 RS.
Chegou um elegante sortimento de ISas-
inhas do Jarjo, com pao/des de seda e de
muito boa qnalidade, qoe se vendem a
500 rs. o covado. pechincha, no Bazar
do Pavao, roa da Imperairiz n. 60.
POUPEUNAS DO JAMO A 10600 0 COVADO.
Cbegou um elegante sortimento de lin-
dissimas poupelinas Japonezas, com os
mais delicados gostos, tendo mu'to lustro
e com listrinhas de seda, sendo esta nova
fazenda qnasi da largura da chita france-
za e vende-se pelo barato proco de 15600
cada covado, no Bazar alo Pao.
AS POUPEUNAS DO PAVAO A 25000, 0 COVADO.
Cheglb para o Bazar do Pavio um bo-
nito sortimento das mais modernas e ele-
gantes poDpelinas de linbo e seda, vendem pelo baratissimo prace da $0000
cada um covado, assim como ditas com
gostos escossezes a 20400, peebiucha no
Bazrr do Pavo.
SEDAS A 20000
Chegoo .om elegante sortimento de boni-
tas seda de listrinhas, com as cores mais no
vas qua tem vindo ao mercado e veudem-se
a 20000 o covado, na roa da Imperatriz
Bazar do Pavo.
t CRETONE FORTE A 20000 O METRO
S no Bazar do Pavo.
Chegou o verdadeiro cretone francez pro-
prio para lencoes tendo 10 pa'raos de lar-
gara, e moito encorpado, sendo preciso ape-
nas para cada leocol 14/4 oo 1 */ metros, alm
d'esta applicacao tambem esta larga e en-
corpada fazenda propria para toalhas, saias,
ceroolas, etc. e Iiqoda-se pelo barato pre-
go de 20000 cada metro.
CASEMIRAS A 20500 CADA COVADO
No Bazar do PavSo vende-se um grande
sortimento de bonitas casemirae de urna f
cor, seudo astil, lirio, mesclada, sendo de
duas largara?, proprias para calcas, patitos,
e roopas para menino, e vendem se pelo
barato preco de 20500 o covado, roa da
Imperatriz n. 60.
BONITAS LASINHAS A 500 RS. 0 COVADO,
Vende-se delicadas lasinbas com diffe-
rentes gosto pelo barato preco de 500 rs.
o covado, no Bazar do Pavio.
ALPACAS BRANCAS.
Vende-se um bonito sortimento de flnis-
simas alpacas brancas lavradas, imitaco
de seda, proprias para vestidos de baile oo
pasamentos no Bazar do Pavo.
ALPACAS LAVRADAS A 400, 860 E 640 RS.
Vende-se om grande sortimento de lin-
das alpacas lavradas de todas as cores para
vestidos e vendem-se a 400, 850 e 640
e at mil e tantos res o covado, no Bazar
do Pavo.
Torcal de seda para crochel, de'ponitas cores,
LmdiwmaJ bonscw vestida* e 4*pida
se agrada pereita mente ana
Delicados ramos dp flores
despidas coni qae
t as menino?.
d lranja eom 1 liJ
de vestido de
metre de consprimsnJo para regajo
noivas.
Bonitos vasos ora banha eom dsticos di appe-
lidos braslfclros'proprioa para pmuntes.
Modernos peales dourados para tenhoras.
Bons telescopios eom bonitos e interessantes car-
lees de vistas.
Finas sadeias da cabellos eaolaqu para relogios.
Finos sabonetas de areia para aniaeiaras niSos.
Boca metas de a liara harneas e senhoras.
Um grande sortimento de finas ihesonras e ca-
ivetes de {guitas qoaiiria e?.
Bonitas meias de cores para bomenS e senhoras.
fofliada alpaca.
Esta ponwda preparada com tutano de nr?o
pelo afamado fabricante Piesse & Lubine, e real-
mente mnito boa, e nm verdadeiro antidoto para
as caspas, e existe somente ra Duque de Caxias
n. 63, na Nova Esperanza.
JPerfamarias
As melhores, e do mais conbecido fabricante,
tanto francez como inglez, eslao ex postas venda
na ra Duque de Caxias n. 63, na Nova E>pe
ranfa.
E>irscto?, banha, oleo, sabonetes, agoas de co-
lonia, de laranja, florida e de lavande, etc., etc.,
ludo de superior qualidrde : vende-se na Nova
Esperanca ra Doque de Caxias n. 63.
CHEGARAMi
Poqob instantneos aperfeiqo-
ados por preqo muito commo-
do: na rnaNova n. 28, loja de
Antonio Pedro de Sonza Soares.
Bombas completas para ca-
cimba, por diminuto preco, na
mesma casa.
CEMENTO
O verdatleiro pnrtland. 86 se vende na ra da
Madre de Dos n. 22. armaeem de Joao Mrtins de
Barrea
no
pe. b dito, dito,
40100, assitn
do Pavio.
CHALES DE BENDA.
Chales 200 >.
Chales 2000.
Cbales 2000.
Veod '-se orna grande porco do cbales
oretus de renda oo croch, sendo pretos
con 4 pootas, fazenda que sempre se ven-
den 50000 e li juidi-se a 20000 cada om
pecbmebano B.zar do ^avo, a roa da'
imperatriz n. 60
LINDAS BAREGES A 320 R3. O COVADO
No Bazar do Pavn vende-se o mais bo-
nito sort ment de fioissimas bareges trans-
parentes cm as mais bonitas listas de cores
proprias para vestido, e hiu da-sea pataca
o- covado por estarmos moito prximos da
fe na ; ditas mesdadas, fa/enda moito lus-
trosa e com liadas c6rg a 400 ris o covado,
pernocha a ra lalmpuratrizn. 60.
LENCOS DE CASSA DUZA 30000
Vendem-se finissiaios lencos de cassa
cerca loras, de cores fixas
sendo pruprio para bomens
preco de 10280 cada covado, e senhoras pelo baratissimo preco de 30OCG
com 8 pal os mnito fino a a duzia, no Bazar do Pavo a roa da Impe-
como muito bonitas colchas ratriz n. 60.
de .tamaleo de 15 que se vende na loia do1
Pavio roa da Imnera-riz n 60
RETALHOS DE CHITAS ECASSAS PRE-
TAS.
No
rOACHAS A 70500
Bazar do Pavo fez se urna
BAREGES DE QUADRINHOS A 600 RS. O COVADO
Vende-se as mais lindas e moderdas la-
sinhas oo bareges de qoadriohos, proprios
para vestidos, tendo qoasi largora de chita
frsnceza. e liqoida-se a 640 rs. o covado,
no Bazar do Pavo.
MERINOS DE CORES P^RA VESTIDOS.
Vende-se bonitos merinos de orna ao
cor com cores moito proprios para vestido
e reupas para creancas por ser orna fazen-
da de pora la e moito leve, vende-se a 10
o covado, bo Bazar do Pavio.
6LAC8A 10000 PARA VESTIDOS.
Veade-se nm elegante sortimento desta
nova fazenda denominada glacs sendo urna
fazenda de la muito larga e om delica-
dissimas cores, tendo tanto brilbo como a
seda e vende-se pelo barato Brego de 10,
" covado, no Bazar do Pavo. f
CASEMIRAS A 70000
Vendem-se cortes le casemira inglesa de
cores para calcas sendo fazenda que vale
mnito mais dinheiro e liquida-se a 70000
o corte de calca, no Bazar do Pavo a roa
da Imperatriz n. 60.
GRANDE PECHINCHA EH CAMBRAIAS TRANSPA-
RENTES a 40, 50,60, 80, e 100000
Vende-se fioissimas cambraias soissaa, de
muita phantasia tendo 9 varas a 80500 e
100000. Ditas bispo com 10 jardas fazen-
da moito fina a 50, 60 e 70000. Ditas fl-
Dis8imas azuladinhas, que valem moito mais
dinheiro, a 80 e 100000: todas estas cam-
braias, em relaco a qualidade, pelos pre-
cos cima sao mala baratas do que em ou-
tra qualquer parte, no Bazr do Pavo.
CAMBRAIA ALLEMAA COM 8 PALMOS DE LAR-
GUltA A 1*600, 2* E 2*500.
Vende-se finiesiaa cambraia branca tran-
pa-ente com 8 palmos de largan, que faci-
lita tazer-se nm vestido apenas com 4
varas e liquida-ae a #600, J0 e 20500 a
vara, fazenda que vale moito mais dinheiro.
E pechincha no Bazar do Pavio.
CAMBRAIA TRANSPARENTE
Peca
MACHINAS PARA
COSTURA
Acabaa de ebegar ao GRANDE BAZAR
UNIVERSAL, rea Nova o. 22carneiro
vtannaom completo sortimento de ma-
chinas para costura, dos autores mais co-
nhecidos, as quaes esto em exposico no
mesmo Bazar, garantindos-e a sua toa qna-
lidade, e tambem ensina-se com perfeico
a todos os compradores. Estas machinas
sao guaes no seu trabalho ao de 30 costu-
reiras diariamente, e a sua perfeico tal
como da melhor costureira de Pars. Apre-
sentam-se trabalhos execntados pelas mes-
mas, qoe muito devem agradar aos preten-
dentes.
Qdando a AGUUr*BBRMQA^ mais *rfci*a ciaptllir ao respeavel pubBcot-
eral, e em particular a sua boa freguezia, da hlimnsiaade de objectos qoe ultima*
te tem reeebido, jostamenteiqoando ella menos o pode fazer e porque essa falta invo
ontana ella confia e pera na benevolencia de tedos ase ifc'a ajaaasiayaa issWirlo
continiiando.portanto^ a dirigirem-se a bem conhe^a fija oVA^A BANa roa d
Uoei!SSl0 n-8'^^Prochr5oal)Qjidaieia em iertiinento de STjperin*iade e
quaiidaues, MdieMade em precoa e o seo-nunca desmenttido AGUADO E SINIDADB
1* qoe acuna rica dito se canece qae o tetina de qoe AGUA BHCA pdi
dispr, empregiflo apezar de seas, castos no desempenho de lem servir aqnelles trae
honr?m procurando prover-se em dita loja do que necestam, entretanto sem ennumi.
rar os objectos qoe por sua natoreza sao mais conhecidos ali, ella resumidamente indi-
car aqaelles caja mpertaocia, elegncia e novjdade os tornam rtcbmmendaveii, cea
bem seja
Corpinhos de cambraia, primorosamente
enfeitados com fitas de setim e obras essas
caja nevidade de molde e perfeico de ador-
nos os tornam apreciados.
Fitas mnHargas de diversas cores e qoa-
lidades para cintos.
Leqoes oesse objecto moito se poderia
dizer qoerendo descrev'e-los minociosamente
por suas qualidades, coree e desenhos, tal
o grande e variado sortimento que acaba
de chegar, mas para nao massar o preten-4
dente se lhe apresentar o que poder de
melhor.
Entremeios em pecas de 12 tiras.
Guipare branco e preto de diversas qoa-
lidades e desenhos.
Ditos de algodo com flores e lisos.
Veos de seda para chapelinas e monta-
ra.
Meias de seda para noivas.
Ditas abortas de fio de Escossia.
Costames ou uniformes para meninos.
Enxovaes completos para baptisados..
Tooqoinhas de fil, sapatinhos bordados
e meis para ditos.
Camisinhas bordadas para ditos.
dita,
Capellas brancas para meninas.
Grande sortimento de flores finas.
Fil de seda preto.
PERFUMARA
Grande constante sortimento de
sempre melhor qualidade.
Lindos vasos com pos d arroz e pinsel
Caixinbae com ditos aromticos.
Bonitos e modernos pentes dourados pa-
ra circular o coque.
Bonitos brincos de plaqueo.
Adereces e brincos deaedrepero/
Caivetes finos para abrir latas.
Tbesouras para frisar babadinnoi.
Aspas para bailo.
Novos stereoscopos com 48 vistan a*
^uaes sao movidas por om macbinifa
ornas substitoem as ootras.
Vistas para stereoscopos.
Bonitas caixinhas devidro enfeitados co*
pedras.
Ditas de madeira envernisda com viapo
ras e com dminos,
Bollas de borracha para brinquedo d-
criancas.
Biversos objectos de porcelana, proprior
para enfeites de mesa e de lpinhas.
pimnii mmmmw>mmwm
m
m
m
t
%
be
B
3N.3AR|]AD0CAMIGAN.a
ACOSTIMIO A BlUS
J
co
Com este titulo acha-se aberto inteiramente transformado este antigo
estabelecimento de joias, onde os fregoezes e amigos encontraro tudo quanto
a moda e o bom gosto tem inventado na arte de ourivesaria, o Collar de Ouro
observar delicadeza no trato e senciridade e modcidade nos precos.
Espera que o respeitavel publico venha ver o que existe de melhor em
aderocos de brilhantos, esmeraldas, robins eperolas, meios adereeos, pul-
ceiras, brincos, alfinetes e anneis de todas as qualidades, prata de le faquei-
ros, colheres, palileiros salvas e outros muitos objectos que seria enfadonho
m mencionar.
Compra-se ouro, prata, brilhantes e pedras finas, pormaior preco do
qu em outra qualquer parte, troca-se e concerta-se todo e qualquer objecto
pertencente a esta arte.
mmmmmmmmmmmmi mmmmmmmmmmmwmi
A ARARA
f
GAL NOVA DI LISBOA
Vende Joaquina Jos Ramos :
a. 8, 1* andar
Cervej i brar^c e preta
DA
engarrafada por
Bloode Wolfe & C.^
especialmente para o Brasil
NICOS AGENTES EM PERNAMBUCO.
/. Jefenes C.
46.Rua do Commercio 46.
ATTENCAO
eDC9 Pereira Mends Guimares, participa a todos os seus devedore
tanto da praca como do mato, que estando 1 qnidando apas casas commerciaes. o qui
deve fazer at o llm do correte anno, por lsso roga a todos os seus devedores a vireo
saldar seos dbitos o mais breve possivel; ootro sim, declara aos seos devedores, qo*
os que nao estiverem na loja tem de pagar todos os seos dbitos, provande isto se ar*
o abatimento que for preciso para a liquidaco de suas dividas, para isto podero d;
rigir-se roa da Imperatriz n. 72, loja da Arara.
Ao resto das pechinchas
Vende-se cortes de castores para calcas. I bales de arcos a 10000.
!*?" rts de brDS de cores a Vende-se bales de 15 a 30 arcos
10500; cortes de gangas para calcas a 10, e 10500 cada um. Cortes de
cortes de
H*" AZULEJOS
AZULEJOS.
AZULEJOS
Ha para vender alguos tnilbeiros dos mais lin-
ios azulejos, vados por eneomraenda de alguem
JQs por circumslanela os dispensa. No armazem
te Tasso Irrao & C., praea do caes de Apollo
m> pe da ponte provisoria.____________________
Loa de algodao para velas de
embarcares.
Vende-se ;em casa de T. JeDenes & C.
46=Rua do Commercio46
a 40000
vende-se moito finas peces de cambraias
brancas tranaparentee, tendo8 |i2 varas ca-
grande da peca e eom nm vara de largara a 40
aura de timlblB alcocooadas, proprias pechincha, no Bazar do Pavo
- *No Bazir do
retaibos de cutas
mite no preco
A' ra da Imperatriz
pecnioena.- U vU
Bazar do Pavao *]^***i* n 60, esta' constantemente aberto
aas o aoras da mmnu as 9 da noute.
BREU
Veode-se a 1 00 a arroba em barril : no ar-
mazem da bola amarelta Dooitao da secretaria da
polica.
DAS
FONTES
Hauterive & Celestins
Vend-se mais barato do; que em ootra
qnalqoer parte no armazem di roa do Vi-
gario o. il.
casemiras preta para calcas
30500,40, 50e63000
Crts de chitas a 2:500.
Vende-se cortes de chita para vestipes
a ?05OO. Ditos de cassa para vestidos a
20&OO.
Pechincha a 40000.
Vende-se pecaste algodo a"40, 50, 60
8 70000.
Para liquidar a 30500.)
Pecas de madapolo com 12 jardas a
30500. Ditas de dito com 24 jardas a 50,
00, 60500, 70, 80 e 90000.
LIQUIDAgAO.
Pecas de algod siobo de listra proprio
para roopas de escravos com 42 jardas a
60500 e covado 160 rs. pora liquidar.
Chitas escaras para vestidos a 280, 320
e 360 rs. o covado.
Para acabar.
Veode-se pecas de cambraias victoria, fi-
nas a 60, 60500 e 70000.
r moito barato.
Colarinhos de papel a 240 rs. a duzia.
Cortinadas para janellas a 50000.
Vende-se cortinados para janellas a 50
o par. Brim pardo Ifso para calca de ser-
vico a 500 rs e metro.
Cortes de percales a 60000.
Vende-se cortes de percales d doas
saias de bonitas barras a 60000.
Cobertas de chita.
Vende-se a 10500, ditas fina? a 20500,
ditas encarnadas e adamascadas a 30500,
ditas forradas 50000.
Gangas para calcas a 280 o covado.
Brim de listra ao lado para calcas a 400
rs. o covado.
Lencos brancos a 20000 a dasia, para li-
quidar ; grande porco de mantas para
gratatas a 200 rs. cada ama para liquidar.
Cassas francezas a 280 rs.'
Vende-se cassas francezas para vestidos
a 289 e 320 rs. o covado. -
04gaQdy8 de cores para vestidos a 400
e 6tf*> covatio.
Alpacas de cores pira vestidos a 500 e
640 rs. o corado.
Latipbas para vestidos a 320, 400 e 5?0
rs. o covado.
M
cassas eir
papel a 20500 cada um, para liquidar.
Bramante de linho e algndo cem 10 pal-
mos, de largura o 10800 o metro.
Panno de linbo a 760.
Yjende-se bramante de 10 palmos de lar-
Dora proprio para lences a 20800 o metro.
Lencos de seda a 800 rs.
Vende-se orna porco de lencos de sedi
a 800 rs. cada om.
Cbales de cassa a 10000.
Veode-se ama granbe porcio de chale
de cassa a 10000 cada om, para liquidar.
Fust a 360 rs.
Vende-se fosio de cores para vestido
a 360 rs. o covado.
Algodo enfastado a 900 rs.
Vendj-se algodo enfestado para lencoei
e toalhas a 900 rs. o metro, dito transa-
do a 10200 o metro.
Chales de merii estampados a 20000.
Vndese cuales de merino estampado*
cm barras a 20, 20500 e 30 para acabar
Grande porcio da retamos.
Venderse grande porco de refalboi d
cassas e chitas a 240 ra. o corado.
A festa est na porta
Roopa feita encontraro
Por precinto razoavel
Todos se enronparo.
A SABER :
Lipidaoia de reipa felfa.
Vende-se palIRots de brinsinbo de Imhe
proprio para andar em asa a 10500 ; di-
tos de ganga a 20000 ; ditos de meia ca-
semira a 30000 ; ditos de alpaca de cor
;l05OOe 40000; ditos de panno fino
proto a 60, 80 e 100000 ; ditos de case-
miras de cores, a 60 e 80000 ; colletei
de cassi netas de cores, a 10500 5 ditos de
brins de qoadriohos a 10000; ditos ds ca-
semiras de cores, a 20500, 30 e 40000.
Calcas zoes para escravos a 500 rs.; ditas
de algodosinho de listra a 800 rs. ; ditas
e brim parlo a 10600, 20e 20500 ; di-
tas de dito branco de linho a 30500 e 40 ;
dita de casemiras de cores a 50, 65, 70
e 80000 ; camisas de chiu a 10000; di-
tas de algodSosinh'), proprias para o ser-
vico por ser fazenda forte, a 10280; dttai
de aosooa a 10900 rs. Para Upada r
O propietario da loja denomnalo Arara, declara ao respeitavel publico e aos'
seos fregaeses qae est condoindo sos liq jidaco, por Uso quem quizar manir-as de
boas fcizendw por pooco dinheiro tenba a bondade de dlrigir-se ra da Impemni D,
72, desde as 6 horas dataaoha as 0 di noote.
1


Diaria de Periambuco
otuiai
feir* 9 de ezembro
i
[l
Venham, fregueses,
mrair-se naa Doquo de Gaxias (anttoa-
meale.roa jai Ouzes), sobrado das per]
W de artilijeria o. 0.
NW Piwtt e!abelecimento enconiriiroot ama.
wgl ?oa fresca.e sabaras osMoelbereaob-
Jeeras de cirro, pois ?e seh3 prvido de todo o
jor hnent1 como jejsm : rraannhas dos melhores
fabricantes dcsta provincia, jarra?, morinsoei
resfrladore^ b'lh;^, garrafas pilidas e torneadas
tade do rnefhor barro o gotu ; as?lm come larra*
potes, quaninha?, Milus, jarro e vasos para ib-'
re<, Iouca wjrada de todas as qualidades,e ieu.
ndacfctMlni as cl?asxrtsfamilra<.
Id
Knw^A^ [>iatu} almWadas.
r.HanPQ0/",' SaCio rand* a 35500.
ra\ns h k8 tad,16 pr* ran,i torh"' *>'
.V^gS? de tarro trance* para elgoio.
rFMf?vTAPerrjr.en? barricas e as arrobag-
? de todai as (Iu-''dades baixo
n frfw ^ de Je$caroc' algodo.
t av li rfa"de-.!M!om P*M da SQcca.
^r n e Dnnr3e8 Bussa.
baIapP5 amrIeaM pYra forro de carros.
vivn/'ner'?OS "iait0 hos e econmicos.
viNHO re Bordeaux era ciixas.
SSP.^C suPeri,,r e GautierFreres.
MLHO de Femando a 3 o saeco
AGUA florida."
BARRIS de carne salgada de pon e de vacca
LOJA DA AURORA
uLarga do Rosario n. 38.
DB
Manoel Jos Lopes $ Irmdo.
Estao resolvaos a vender barato todas as mfu-
deras existentes em sen eMabeleeimento, a saber :
Um lindo sortimento de riquissiaas flus escosse
zas de sarja ou de setira de todas as larguras, do
que tem amostras e se encarregam de mandar
levar em qualquer parle.
Epartlfnos de linho, fazenda boa 4J500
Capachos compridos a 7U0 rs. a $00
Dilos redondos a gOO
Pec,as do fl'a de 15a de ce.res a 500
Ditas de seda preta eom posponms mni-
toboaa U000
I jalas com pos de arroz i 000
Caixas com 100 envebpes quadrados
proprias para cart5:s a -600
Caixas com 100 ditos de porcelana a IJOOO
Boloes de so brancos para caica, glufa,a 80
Dilos de dito prctos, glosa, a 100
Caixas com debeles a 40
Ditas com colclieies pretos a 100
Carlas com alfnetes a gO
Pecas do faibadi: ho bordado a 100
Caixas com agulhas franeexas a 240
Pentes volteados para menina a 3J0
Espelhosde coluna de Jacaranda a 2*000
Betoes de [moho pr.ra menina a JOO
Babados do Porto, largo, vara a 200 rs. e 280
Vormas para escripu a 200
Macos de palitos decentes a 120
Asslmcomo recebemos pelo vapor vindo do Rio
de Janeiro o rap Paulo Cordeiro amarelioiio: na
ra larga Ai Rosario o. 38.
Suporta* th 53, ra Dirtita, 3 p rta* 'n. 63, ahiiya
hja do Braga"'
a presentar umi
era i
J?1?'*0 a?snad0- d^ deste antigo eslabeleclMento. tendo em vista ai
SSftESTnt!ZTl' ,rdmi e ??S tem "SolvTdo^'mandKscYr
mafs con^c^s rfhTfl Lv^lb0re8 ^-^ e **a eslabelw n10 ^ fabricles
?'vlm &r.?Jldl M W!pe!Tel fublico easeU3 nomerosos fregnezes,
enTi niMta,, tr,e^3 de.?8 farencia, a,n^ cncontrarao por men 10 0,0 do que
iriSE- 2' nmsrrtimenio completo de machinas para descarocar algodao,
&^tb^!nS^n^-?W^iC-'ii,at niotores paVa animae,
loS S e de nra unP,nr inaf de ,Od03 1 tamaDl'08f da fabrica do Japi, espingardas de
dedlvem n.lluEi ? '"gleas, como franceas, (ou^a de porcelaw, facas e garfos
hftibT ti ,' Pretos, bandejas chinelas, salitre, breu, barbante, enxore, papel e
nS wmL ?r s^tagS,ba P8'8 feUe,ftiro : assra como eeoniraria eonstanie-
menie grande4wri;aoNde fbgo do ar, e recebe? encommena da foaos de t-u aln dn m
os, toja de Lenidas Tito Loureiro, antiga foja do Braga.
Ba da Imperatriz n. 2
-f J*1^ novo e umptuoo eslabefefimnio da faen!as acabale chfpardi

PRECIOSA DESCOBERTA
A,amo ? IN-f ^SC 1 Ne aPrese; ta ao publico, depois, porm, de uin severo
exame e de reiteradas experiencias, tendo a cerlezS de que posse um7^ suDeSorwSS
or i'b'ntd^^rEharr?668, qM 3! Me'temWecS r/coE dat
te odas as csnaVe^re.r L h q"e ProduzDOS be.. tirando immed.a.amen-
n^^^^^ e^SISL e
oseabel^osr^rK^
. Deposito
smente em casa do autor, Andr Dtfcnacabeleire.ro de Paris.
Ilua Io de Mar^ (antiga Crepo) n 7 A 1' andar
NOTICIA
M M fflJHR
Fspenadore. a 1 : ra do Crespo n. 25 A,
Veio operar^ urna completa revclutjao no artigo"
Tinta para escrever.
apn simada i<]?, mencionaremos c m espiclali lade :
Re s corte", de wsli ios para casamente', ebegado? no ol-'imn varar
tos ditos de dilos de seda deienhos inteirareenie nevos.
"'os dtos de dius Jo la c m barn., fazenda init-iramente nova.
vesijdos de caabraia para baptissdo. .
'caSJielrI!.d i-d "t8',$l'W T1* modarnos' VJ'5* orliaeot; da caabr^ias, e
ca.sas ae cores, lirios e modernos desennow
Sedas lisa?, lavndae, r.retas e de com.
Cretona para vestidos, moderno* g atos.
r f,rde C're' '^r0088'"6' d38<'rer,3r a -Tariedade de g^siot,. p^droes
unras nnf.s, c'aras. escuras,pretas, indencrijiivel o miadisstmr. sortiment^
to-.idaS!CS t0 St:s b -riadas para senhrras, grande quan.idade ce gostos.
.an.ismhas bordadas para senheras muito moemas, grande variedade
trrtrcTJieos o 1W1 fo-dadas em todas'a lar^nra?.
J^amiBas para bomem. bordadas, lisas, e collerinhos, completo sprtimento
Lencos de caobraia bordados, lisos do barras.
os tos. d6 Vft""0d0' Pa"'3' me,D'f;:"ro' 1,,e Ra demas moderno e lindissiracs
k Cortina;os bi rdsdos, e ricas coldias de seda, e de croebet.
Bareges de pbaniasi, fazenda propria rara baile.
Tari; tanas de cores com palmas lindissimos gos'os. i
llurnm de c rts para senhoras.
Grvalas \ ara bomem, grande sOKimen'.o em feitio> e cores.
Bretanha?, esgniSo e bramants de todas as largura?.
L tzinbas do moiernos padree* e iodos gosto*
Metim da InJia fazeuda inteiramtnte no.i para vesti-losede lindo effeito.
rin^lmc-ereaLe este estabele imento mdoqne de melhore mais moderno se cde
encontrar em fazenda, como em perfumaras Uar, das quaes tem um comp!eto sor-
AOSOAVALHEICOS
offerece uairrei.ie a vanlagem deeucouta em oeste estaDtkcimeuto :
Pannos finos, pretos-e de cores.
'asemiras pretas ioas, e riws gorgorees para coilele.
Dita* ue co:es, de quadros, lisos e de lisir s, cotxplelo sprtimento.
Biias braocos de Iiulo da todas as qu?.lidades.
Ditos de corfs, lisos e trancados, gran e sorlimento.
Um babil artfcta para cortar e dirigir qialqcer obra, que s se eutrega a cootpnto
do tresnes.
Uoia mdica igualaent ccopa.ia ns trab dbos do PAVILI10 DA 4UR0RA di-
rige os que lne aaa coricernenies^afTomptaodo a capricho qualquer TOILET, garntin-
dc-se a mais cmplela perfeic3o nos seus trabilbos.
Em resumo concluimos *
Por chamar attenco do respeitavel publico para o nosso eiabelecimento, que alm
t? /pL!u qoe se pode dcSParern fazeudas e perfujnnrias tem o mais COMPLFTO SOR-
iiufcNlODE RUPA FE1TA, para bomens o wemim. Mandara -se as fazendas em
casa das Ezmas. familias, e dtn-se amostras.
Um completo sorlimento de esteiras da India, por menos preco que em outra aual-
quer parle. ^ H
Aberta das 6 hora^ da nianhaa s 9 horas da noute.
3a
4a
A11
novas inusi as para piano.
.. Danse des negres do maestro Cazalbore.
[ Mirgarida, linda sclwttisch.
Urna folia a Roma, qnadrilha.
LUNDS
Dansas paraguayas.
Habanera.
Los negros.
Nuites de Loque.
Palomina paraguaya.
Tambem recebeu as seguintes :
A opera Guaran/, c os inelbtres pedacos
da mesir.a para piano e piano e canto."
Quadrbas
Wa'sas
E polkas
Qoadrilbas:
Risetle.
Sstao.
Jardim das Fadas.
Heroica.
Capenga, Careca & C.
Homeiis do mar.
Juventude Commercial.
Rocambole.
Ponle do Diabo.
Tenenle do Diabo.
Imperial marinheiro.
A sultana como linda.
Independencia das senboras.
O Club X.
Kegresso do conde d'Ea.
Caminho de ferro.
Guarany.
Walaas:
Sonho da virgem.
Volnvel.
Dansa d'amor.
Ultimas walsas de um doido.
Anjo da nrnia noite.
Carnavalesca.
Guarany.
Polkas :
Cabrio.
Gorgeio do sabia.
Bulifosa.
Capenga nao forma.
Ouerida por todos.
A rival.
Por todos querida.
ZsTrz.
Palomita paraguaya.
Bi.mark.
Moreninha.
Surpreza.
Chora pitanga.
Gloria.
Guarany.
A venda no armazem da pianos e mnsi
oasdoAzosedo, roa Nwa b. tt, boje ra
do Barao daVictoria.
LVn,doen.,,!? TU,ns diT,d PubMca twal:
ra do Duque de Caxi, loja de minteM n.
na
55.
U ttlfiU
t-%*i i22?0,,to de Henry gratar
IfVSK^menoaproco doV %$.
4
120
50C
60
l00o
Nunca se vio um processo mais perfeito e que aitinja de tal forma a satis'azer ^
exigencias mais severas da eseriploraco. as
i;m0;,nAflSUa Cr lind88ma e d3 Precsa de cuidado algum para se conservar no
tinteiro sempre com a mesma cor, sem borra, cresta, bolr ou sem todas essas maad
i3.? LSSS?8 a t0das a3 tinlas at^ 88ra corhecidas, ainda mesmo dos melhores autores
,, fobrel^<>. es!e estimad producto n5o ata.a as pennas de ac, antes nelo con
trano, igannai adqu.ro om esmalie dourado que, sendo intoreaaaaie.'assspStoso'
Esta tinta nao sendo especialmente para copiar, d romtudo duas trfl n., mt?"
copias um m depois de escripia 6 preciso, po?m deixarTe o pape bmZS,
^T2,r -0ia aM*"o. Prqt.e nSo ha o rico de berfar Pa?a se? ra
ma de ama copia, n5o se agglomeram t.rtas folbas quantas copias se amrlm uZ
mas vae-se com o original tirando urna orna tantas guantas m dieian^ sem nnj
original fique prejudicado pelas extractes. uesejam, sem que o
nnno .^it7e W diz.er qe, para copiar importa mnila inlelligcncia e habilidad? o que a melhor unta n3o salirfaz, e o defeito recae sempre sobre a tinta mE m,2
vezes quem menos culpa tem. ^ a' que muitas
mm.LHLq-aid8did.es,a.,,lla remamente apredavel, poui que evitann*
em qnalquer eseriptono haja mais do que urna tinta para os diversos misteW Q
nnn-a Ejnqoanto sua durabilfdade, nlo ba a oPf6r5 menor S, po s qu "esU Unta
depois deesenpta soffre o choque de cidos lorsimos, sem se decoDoA ? ora
rZSSi acca80bre e,la> moi,mm a acc3d0 ,fmP ^SSLS^
N3o s ao comirercio que este meu producto veio ser til- os nrnfPnrD. aAa
collegms mvesbgando todos os meios para o* aditamento i"2 ?c&mS
aproveitado esta tola, que cem railo aaehanm apta para desenvolvlotoL n?8
educandos em consequencia da belleza da cor cfacllidade de correr nn/nSgn
l.quidez. Ha exemplos de enancas que Uvia muiloJtmpo tirara u^ reDuearri
exVema para a tinto; logo que foindmiljida esta tinta no collegio, apoderen dSS
a curio.dade e o gpsto, e pouco lempo depois o seu aditamento era manifes o
, a'. p8rr taDlas "wn^". em uminice inconveniente, deteriora a
Rival sem segundo,
Rl'A DUQUEE CAXI\s IV. 40
(Antiga roa do Queimado)
Contina a vender ludo muito bom e
multo barato a saber:
Libras de arcia preta muito boo. .
Tesouras tinas para unbas e costu-
ra a......., .
Papis de agulhas francezas a ba-
lao a.........
Caixas com seis saboneles do fruta
Libras de.lia para bordar de todas
es cores a.......
Carrito de linba Alexandre a. .
Frascos com azeite para machinas
Gravatas de corestrauito finas a b
Grozas de botoesmadepeisla fi-
nissimos a.......
Novel lo de linba de 400 jardas a.
Caixas com 100 envelopes muito
superiores a......
Pentes volteados para meninas a.
Tinten os com tinta preta a80is. o
Pecas de fila elstica muito fina a
Lata com superior banba a 100 e.
Frascos de oleo Philocomo muito
fino a.......'. .
Frascos de macaca perola a. .
Frascos de extracto muito bonitos a
Duzia de saboneles muito finos a.
Saboneles ingleses a 600 rs. e. .
Frasco com agua de colonia Pi ver a
Dito de oleo babaza a. .
Caixas de lamparioas a. .
Saboneles a forma menino muito
superiores a.......
Lartilbas da doutrina fazenda nova a
Libras de linha sortidas de todos os
nmeros a. ...... .
Capachos muito bonitos e grandes a
Carriteis de retroz prfto, com 2
-* oitavas a........
Agulheiros de osso enfeitados a, .
Libra de linha franceza superior
qualidade a.......2420
Caixas de palito do gaz a. 00
Eival sem segundo
RIL\ DO DUQUE DE GAXIAS N. 49
Eslou disposto a continuar a vender toda.'
as miudezas poios baratissimos procos abai
xo declarados, garanlindo ludo bom e pro-
cos admirados.
Ouzias de palitos seguranca a....
Duzia de palitos seguranza caixa
grande a...................
Frascos com <-lecbaboza muito fino.
Pacote* com pis de arroz o me.-
lhor que ha a...............
N'avalbas muilo linas para fazer
8>000 barba a....................
100 Gaxa do linha bran do gaz a..
500 Vara de franjas de h'dho para toa-
120
320
320
320
1000
500
500 Ibas
160
500
60
600
240
100
200
200
500
500
720
10200
500
500
40
240
400
(800
700
640
240
ATTENCAO
Vende se urna canoa de carregar 1,200 a 1,300
tijjlos : a tratar na ra Direita n. 101,
"", A2IT0
Veodemso boaefuins para crianca?, obra boa
pelo diminuto prego de 25"O0 : venbam loja de
miudezas darua da Cadeiaji. SO.

Observa^.
a. e, ^rsa^fal,iflca^e8 e settlbantas tem.apparecidi, cuja durabilidadi A aia
A. Q. Monteiro.
Caixas com pennas d'aco de l-'erry
superiores ...............
Lencos do cassa brancos e pinta-
dosa....................
Caias com 20 quadernos de papel
pautado .......
Caixas com 50 novellos de linha
do gaz a....., .
Duzias de meias croas superior
qualidade a.......3jJ(C0(
Pegad de btbadinhos com 10 va-
ras a.........
Pecas de tiras bordadascom 12
metros cada p.ca a I5500 e.
Pegas de fitas para eos de qnal-
quer largura com 10 varas a.
Estovas para unbas fazenda fina a
Ditas para denles a 240, 320,
400 rs. e.....
Pegas de tranga lisas, brancas e
de cores a.......
Duzia de linba frAxa para borda-
dos a 400 rs. e.....
Pares de meias croas para \a.'
nos diversos tamanhos a. .
Duzias de meias brancas muito
finas para senhora a. .
Pares de sapatos de tranga do
orlo........
Paros de sapatos de tapete a. .
Duzias de baralhos para vultarete
Sylabarios portuguezes a. .
Cartoes com colxetes i carreras a
Abotoadui as para collete diversas
qualidades.......
Caixas com penna de ago muito
boa de 320 a. .
Caixas com superiores obreias a.
Duzia de agulfaa para machina a.
Libras de pregos francezes todos
os tamanhos a......
Pacote de papel com 20 quader-
nos ...........
Resma de papel pautado superior
Resma do papel liso muito supe-
rior a...........
800
100
70(
400
5(X
20000
5O0
500
500
40
500
320
450f>
2,5000
1,5500
350(M'
400
20
400
50t
40
2,5000
' 240
400
40000
Raa do Crespo a.
Os propnetahos desie tea eonheoio oeiabet*-
cimentk ln. dos muito8 objectoa que liuham ej.
Sostos a apreciacao do respeitavel nublieo, mari-
aram vir e aeabam de receber pelo ultrmo vapor
da Europa u completo e variado sorlimento
finas e mui delicadas espedalidadea, as quaes e>-
tao reselvidos a vender, como de 9ea costuma.
Sor precos muito barniinhos e commodos para ton
os, eom tanto que o Gallo...
Muito superiores mVas de pellica, pretas, brac
cas e de mui lindas coros.
Mui boas e bouitaa gollinlias e puchos para s-
nliora, neste genero o ojie lia de mais moderno,
Superiores pentes de tartarnpa para coques.
Lindos e riqnissimos enfltes para cabegas da*
Exilias, senhoras.
Superiores tranca prlaa e de corea com vidr-
ios e em elles; esta fazda .o que poJe havtr
de roelhor e mai pohliol
Superiores e bonitos' leques >le"madreperola.
marfim, sanilalo e ota, setdo aquolles branco
com lindo deaenhos, e e:tis prelob.
Muito superiores meias fio de E?cossia para se-
nboras, as quaes soffijii se vcuderam per 30,1000
a duiia, entretanto que lis' as vendemos por 20.
aim destas, teios tambem grande' tortimenlo d
outras qualidades, eulro: as ques algumaa maiic
finas.
Boas bengalas de superior cauna da India
casto de marllm cum lindas e encantadas figu-
ras do raesmo, oeste genero o que ds melhor i
pode desejar ; alm fl""tivg).iinv-r" tamben, grane
Juantidado deouirasqiTaliSades, como sejain,au
eir, baleia, osso, borradla, etc. etc. etc.
Finos, bonitos e airosos ehicotiulios de cadeia
de outras qualidades.
Lindas e superior ftgaa do stda e borract
para segurar a meias.
Boas meia de seda para sf ahora e para mem
as de 1 a 12 annos de iilr.de.
Navalhas cabo do marllm e tartaruga para faae:
barba ; sao limito boas, e de mais a mais sao gt
rantidas pelo fabricante, e nos por uussa vez tan.-
bem asseguramss sjta qualidade e delicadea.
Lindas e bellas capel las para noiva.
Superiores agnlbas para machina e para crox
Linha muito boa de peso, frouxa, para enche;
ULyrintho.
Bona baralhos de cartas para vultarete, assin
como os tentospara o mesmo um.
Grande e vanado sortimenii). das iDeihoresper
fumarias e dos melliojres e mais conheciios per
fumistas.
COLARES DE B.OE.
Elctricos maguetlcos contra a9 convulsSes,
fa/litam a dentiao das innocentes criancas. So-
mos desde muito recebedores destos prodigiosd
collares, e coniinuimos a recebe-ios por loaos o
vapores, afim de qu8 nunca tallera no mercadt.
como ja tem acontecido, assim po'is poderio aquel-
les que ddles precisarem, vir ao deposito do galle
vigilante, aonde sempre encontraro destes ver*-
deiros collares, e os quaes attendendo-se ac flu.
para que sao applicados, se Tendero com um mu.
diminuto lucro.
Rogamos, pois, avista dos cbjectes que deixamM
declarados, aos nossos freguezes e ainit;os a viren
comprar por presos muo rawaveis aloja-do gai
vigilante, ra *:o Cnupo n. /.
ATTENCAO
Chocelalc nacional.
Duas medalhas de prata e urna menco ho-
noriflea.
AviUa IrmdofC,
anua nova de Santa Rita n. 4.
Existem poucos alimentos simples e subsian-
ciaes tomo o chocolate, eatimulando suavemente
os nerves, di ao eorpo o mais puro elemento de
nutricio, e ao meaino Mnpo fortifica os orgios di-
gestivos. Todos os mdicos sao unnimes .re- ,Wm*" emcacissimo contra as dOres rhenma
commeodar este aUmenio como o mais Dronrtn a ''-l18 al bo'8 mai? coabeco pelos seus mar
nmi!va!Z? 1 viUmsoa multados.
substancial para as pessoas
debilitada,.
de complexa rrac e
Vende-se
*
Primeira qualidade \fi kil. 800 rs.
Homeopatha lj2 kil. 1Q00
He5paBtiol'l|J MI. 800 rs.
Vaonille l|l kil. UOft
At roeia arrrta.r-*|aaiMtiettajeO|0
Me arroba para cima SM) OjO ^
Gaf muido a' vapor
araaMci atm naistora a 100 w. e kU., en maior
qtwatif4d4(M akatimeato de i i 0,0.
lanabom ha pacotes de IrS M. mpacada em
ApoMces.
.Namam de Santa Rita .-4a81, tml
A.\a,i^r'v^'se ipo]lttl d provincia a jaro
e *8 ni ; a tntur eoat Jos Ignacio AtjJI
FARINHA
de trigo a 5^000 a aarrica : no armazem Ba-
liza, ra do Ltvramenlo o. 38.
Roh- nte-rheiiuif-tioo.
XAROPE DE AGRIAO. um dos medicamen-
tos qne pm efllcacia as enfermidades, tosse e
angua ptA kocca, bronchites, dores e fraqueza
no (*?, eacrakuto e molestias de igado, que me-
lhor tem aprevado.
TINTURA DE MARAPAMA.- A celebre raa
de inarapmma, coja energa e efllcacia. as para-
lysias, ntorpeciraenio, etc. ele. muito te recom-
metda.
Todos mses preparados se encontram Ba pbar-
macia e drogara de Bartholoioeu 4 C, nico da-
psito na-rea larga do Rosario n. 34.
(altados francezes
Grande sorlimento de calcados francezes para
horneas, senhora o criancas, botinas de setim u
dura;ue braneo, dita? de con, sapaUohoa borda
dos de setiJi branco.ditos de duraqDe'de cores para
9enhcra,pelt> preco mais commodo de que era ou-
tra qualquor parte : na loja de calcado da bota d*
ouro ra da Cruz n. Jl, sobrado amarello
3 cordeiro prevdenc
Ra do Hueinando n. 1ti>.
Novo e variado (optimate de pcrfumsri
linas, e oulros objeclos.
Alm do completo sor,'iB.eiiio de-par,
marias, deque effectivamontr es- -.- oro vir
loja do Cordeiro Prc-videiUe. i >. o
receber um outro sortiment' q so le.-!,
aotavel pela variedade de obieciw,
iade, qualidades eo(;imofiwi*-s : m
eos; assim, pois, o C.--rdeirojiri lthk pse-
e espera continuar a tuereji .k>
do respeitavel publico en. .; de s;
boa freguezia em partctdar,- rr-.'
lando elle de sua bem c< >
d barateza. Em dita o/a eDi-rr
apreciadores do bom:
Agua divina de E. Coudray.
Dita verdadeira de Murray Lamrn;'
Dita de Cologne ingleza, americana, fr.-:
ceza, todas dos melhores e maisacredi-:
fabricantes.
Dita de flor de larangeiraa.
Dita dos Alpes, e vilete pan toiict.
Elixir odontalgico para cunservacio c
isseio da bocea.
Cosmetiques de superior qualidade e ca.
ros agradaveis.
Copos e latas, maiores e menores, co
pomada fina para cabello.
Frascos com dita japoaeza, tracRparep.'-
i outras qualidades.
Finos extractos ingieaes, americanos
francezes em frascos simples e enfeiiados
Essencia imperial do fino e agradavel c.ht
ro de violeta.
Outras concentradas e de cheiroa igua.
mente finas e agradaveis.
Oleo philoc.ome verdadeiro.
Extracto d'oleo de superior qualidad*
om escolhidos cheiroa, em irascos de di
'entes tamanhos.
Jabonetes em barras, maiores e menor
para mos.
Ditos transparentes, redondos e em Sgc
ras de meninos.
Ditos maito finos em caixinha para barb
Caixinhas com bonitos sabonetes imiian
fructas.
Ditas de madeira inve misada conten do i
as perfumaras, muito proprias para pr
lentes.
Ditas de papello igualmente-boniias, tz
bem de perfumaras finas.
Bonitos vasos de metal coloridos, e
moldes novos e elegantes, com p de arro
e boneca.
Opiata ingleza e tranceta para dentei.
Pos de eatnphora e ontras differaati
qualidades tambem para dentea.
Tnico oriental de Kemp.
Anda tnaU cequfia.
Um outro sortimento "de coques de n-,
vos e bonitos moldes com filets de vidriilt;
s alguns d'elles ornados de flores e fita.
"^M estao todos expoatos i apreciaclo de cpe.
oa pretenda comprar.
GOLLINHAS E PUNHOS BORDADOS
Obras de muito gosto e perfeic.So.
VlTelIaa e fila* para cintos.
Bello e variado sortimento de taes obj.
tos, ficando a boa escolha ao gosto do ees
orador.
IPibwbw wmmstmm
Joaqmm Rodrigues la-
vares de Mello,
TEM PARA VENDER
em en escriptorio, praca o Corpo Santo
n. 17 :
Fumo em folija
de i* e 2* qualidade, e vende om ou mais
fardos a vontaoe dos compradores. '
Cal de Lisboa
aluna chegada.
PotassadaRussia,
Farlnha de snandJnea.
Vinho Bordeaux.
do t qualidade. Tidp da vende mais
b trato do que em ootra qnalqner parte
88arw*jw^^
Vinho Xerez
de primeira qualidade, em caixas ; vende-se am
caaadeT.JelreriC.
/


^BBmM
BHM
Ini
8
Diario
----*t~r.-
de Peraambuco Sexta eira 9 de I>ezembro de 1870
^-_

-_
~

7
i
APICULTURA.
Molestia da nina t> asnear.
-- PARECERES DA COMMISSAO ESPECIAL.
Ao criterio lo instituto fui submettida a
segainte questto proposti pilo Sr. DrJo?
de Saldanha da Gama:
Quaes as causas do depreciaojento di)
vegetalcanna de. assucar (Sacchaium) em
algons terreno; do Brasil 1 A"especia pode
degenerar pelo acto de, nao vingarem intii-
tos individuos effl uru terreno, on le ouu'ora
a cultura fra brilhante ?0 fabri;o do as
socar no Brasil, a is imperfeta pelo que
se vio na exposiciouniversal, poiler a'g-.im
diatfomp'-tir com o grao de perficjh lo
producto da iloa Mauricia ?
O instituto nomeoo ama commisslo com-
posta los Srs. visconde de Barbacen e
rs. Pedro Dias Gordiluo Paes Leme e Mi-
guel Antonio da Silva p raestodarm aquella
quesllo e darem sobre ella parecer. Os
pareceres s5o os seguintes:
Parecer do Exm. Sr. visconde de Barbi-
cana.
SdDhores.Tendo metecido o favor df
ser escolbido para dar no parear sobre
urna qnestao respeto da cultura da canna
e o fabrico do as$ucr, apresenlada pelo
Sr. D#. Saldaulia da Gama, por circumsUn-
as alheias da ainha vontade, nlo se ftnai-
ram os raeu< olleps da commisslo para
dar o parecer; c como tenba-se passado
omito lempo, parece me conveniente dizer
alguma cousa sobre a materia, para suscitar
a discussao, e esclarecer se a quesllo.
No meu fraco entender, a canna de asn-
ear denominada cayennasoffreu urna epi-
demia em varias partes do globo, da mesma
maneira que o trigo, a b tata, a vinhi, o
leijao, I ail, etc., pois que os agricultores
dessa planta queixam-se do mesmo mal na
ilba da Rouniao, Maoricia Java, Martinica,
Gaadelnpe, etc. Perscrutar qual a cansa da
epidemia materia suramameote diflicil: os
conhecimemos em physiologia vegetal n3
esto adiantados que nos pjssam foroecer
liados seguros para descobii- a ; apenas por
analoga aplicaremos a experiencia agrioola
do longa data.
Os vegetaes exticos podem se aclimatar,
mas resentem se sempre da falla de certas
circumstaccias, que deram logar ao seu ras-
ciraento em outro p >nto do globo, onde o
clima o o solo eram mais propicios. Parece
que a mesma planto, culliv.da em grande
escala dentro de ara limitado espaco, su-
jeita a ser aff-ctada de molestias, como
acontece cora os animaes.
Citarei o exemplo do que den-se entra
nos cora a cultura do ail; quando a plan-
tarlo era de pequea dimenso, e separada
de outras por vegetaes de especies 'versa*,
prosperava a planta ; mas em um gran le
.ampo cheio do ail, appareca a molestia,
e em 2i horas Gcava perdida a colbeila.
Na fazenia da Posse, o finado conselbeiro
Jos Clemente Pereira ensaiou por tres an
nos consecut1-os somprejuizo total a cultu-
ra do ail, cora grande numero de bracos,
e abandonou-a no fim desse lempo, verili
cando o fado por mim menctanado. Essa
molestia fez cessar a cuitara do ail, que
era muito rondse, sendo aquelle o u.im
ensaio. Quasi todas as epidemias desea-
volvom-se com grande forra r.o seu comeco
c por meios quasi imperceptiveis, como a
ferrngera no trigo, o bicho na batata, o
oidiara na rinda, a do feijo e ail.
Miz mente para o trigo descobrio-se o
sulfato de cobre me destre o germen dessa
molestia.
A repello da btala nao parece esiar
;i certeza resolvido o problema, ainda
que assim \> nse 6. Ville.
Na vinlia oenxfre lem produzido bom
resultado.
No feij'.o o uso da cal, em certa poca da
comeita, indica-s com< preservativo. O
anit, ignoro 5 ha algum raeio pratico de
destruir o seu mal.
A canna r.yenna foi inlroduzida no Bra-
sil, vinda da ocalidade qoe seu nome indi
ca ; porm, n5o era indgena, tinha si to
transplantada do Pacifico. Por muitos an-
nos produzio excellentes sfras, mas ultima
mente desenvolveu-se a epidemia, que fez
abandonar a sua cultura. Felizmente, po-
rm, nessa poca introduzio se a canna roxa,
que nao sendo de lo grandes dimensoes.
comtudo, pela abundancia do numero de ai -
rebentaces, compete com a outra.
Na provincia do Rio de Janeiro teria ees-
sado a prodcelo do assocar e agurdente,
como desappaieceu a do ail, se a nova e -
pecie nao fosse cultivada. n-conbecido,
como axioma, que a planta cultivada no
mesmo tetremv por minios annos, eitrahe
os saes precisos pata a sua alimentadlo,-e
torna o terreno estril, quando nao ha o
cuidado de fornecer os raesmos saes como
aconteceu na Pensylvania, onde a cultura
constante do tabaco na metras Ierra ioutil
sou-a para essa planta. ,
Pensam algn qoe a molestia da canoa
devida deleito no ?olo, oa falla de saes
necessarius: discord da opinio desses,
porque a cayenni e a rxa, plantadas pro-
miscuamente no mesmo terreno, em diver-
sas localidades desia pr vincia, a primeira
apresentava lg<) a molestia, quando a se-
gunda cresa-, e desenvolva pefeiumenie,
como ve asseguraram varias pessoas "dis
minhas relac s, porexperieucia propria, os
Srs. baij de Praquara, bario de S. Gon-
calo, cunmendador Antonio Jjaq -im Soarea
Bibeiro, coronel Paneraa.
O Sr. b rao do Rio de Contas. senhor de
engen.o na Babia, quaudo appareceu ^mo-
lestia naquella provincia, mandn derrubar
mato virgen, escolhe a canna e raandou
pautar, sendo m) o resultado. pMs que a
molestia fui a mesma. Com os fados ci-
ma mencionados, pareceme que a molestia
devida planta, e nJo ao solo." Admiti
a p ,ssibili la le de curarse o malk cora) j
tem acontecido com -ontros vegetaes ; o
muito estimara que se realisasse o desco-
brimeniu do antidoto.
as colonias inglezas, francezas e hollan -
dezas tem-se querido corar o mal, mas noto
que todos precurain novas especies de can-
oas, mandando buscar nova Celedonia,
onde sh julga que indgena, e lem-se les-
coberlo novas ou desconhecidas especies. A
cultura da canna, em geral seguiJa no Bra
sil, nao se demora muito em qualquer pou-
lo, mesmo as provincias da Bahia, Sergipe,
Alagdaa e Pernambncj, onde o clima, e o
terreno sao mais apr priados do que o da
provincia do Rio de Jineiro, e as socas se
vproduzem por alguos annos; comtudo,
em todos esses lugares a regra derrubar
a capoeira, queimir o piantar; depois de
pouco tempo a trra serve para pasto, ou
paia criar nova capoeira.
Dest'arte, nao provavel qoe a canna
possa exbiurir os saes a pon'.o de n3o po-
der pro.iiizir a planta. O rmpregrdos ins-
iruuientos aratoiios era desconhecido, e com
a enxada era ene o modo mais coaveniente
de fazer prduxir a trra. Finalmente, vai-
se introduzinil) o o0 da instrumentos para
revolver a larra, ed'ahi nascer a vantagern
de cultivar por muitos annos o mesmo ter-
reno ; e nesle caso ser necessario variar a
cultura de diversos vegetaes e restituir
ierra os saes que s3o absorvidos pelos di-
versos vegetaes, sob pena de esterilisar o
capital da prodcelo.
Na rainha humilde opinio, o melhor ama-
nho da ierra, a drenagetn. o uso de adobos
apropriados, poder3o contribuir para a di-
miauicao da molestia mas nao considero
como meio effieaz. No litoral da provincia
do Ri-t de Janeiro, onde domina a formac)
do granito ou gneis, a falta de cal sensi-
efe porisso sea um adobo conveniente, e
anda melhor o do phosphato de cal; mas
ireio que es'e ultimo seja demasiado caro
para a maior parle dos fazendeiros. Resu-
mindo a mi'iha opiniSo, direi que por ora
nao conhecida a cansa da molestia, mas
que o mais perfeilo amanho da trra pede-
r minorar o mal. Que convm mandar
buscar novas especies, porque a canna rxa
que actualmente a base da prodcelo, co
meca a moslrar deg^neracao, tornando-se
listrada. O assocar de Mauricia bom,
mas nao pareceme haver a menor difcul-
dade de prodnzir semelhanle, urna vez que
se app'iqucm os mesmos meios. It boa
cultura facilita a limpeza do caldo com r-
pida evaporarlo, o ponto conveniente, de
eerto obteremos bom assucar. Nao entra-
rei na discosslo da melhor maneira de fa-
bricar o assucar, porque nesto momento
apreseutara^e diversos melhodos, qoe ne-
cessilan) de alguma experiencia para de-
mons rar qual deve merecer a prefe-
rencia. <>
l'arecer d Sr.. )r. redro Das -Gordilho
Paes Leme.
O illustrado relator do parecer, depois
de indiciosas consideraces, concine que a
influencia do terreno rilo se faz sentir, e
aprsenla fados observados por cavaloeiros
dignos de todo o respeito e consideradlo,
que corroboran) esta asserclo.
I", rece me tambera que tanto S. Etc.,
como a maioria de n ssos seribores de en-
genho, attribuem a causa do mal influen-
cias idnticas s que produziram as moles-
tias do trigo, da vmha, etc.
Peco permisso S. Exc. para combater
d-MMumpio. e pr.>
suas ideas a respeito
cararei demonstrar j coBtdbservacSes-pro-
prias. quer con a opinio abalisada de il-
lastres chioicos s pbysiologtsUs, que a
cauta nica das molestias, qnt proveen de
um vicio de constituirlo, leem sua origem
na pobreza do terreno, no p^icesso Imper-
feta) de cultura, na m escolha das se-
mentes.
Na molestia da capna parece estar averi-
guado que o verme, que a aestre, effeito
e nlo causa; mas que attribuir essa ao-
sencia de propriedades que caracterisavam
a canna cayenna quando foi impo tada, e
que a col ocavam ao abrigo dessa enfermi-
dade ?
Creio poder-se affirmar que a falla de
cuidado na escolha da sement, a m pre-
parado das trras, a ausencia completa de
estrumes, e plantacoes successivas no mes-
mo terreno, s5o cansas poderossimas de
degeneraclo, e deviam redozir o precioso
vegetal ao estado abastardado "'em que o
vemos, por fortuna nossa, apenas em certas
localidades.
Para sustentar esta opiniSo, direi que na
propria provincia do Rio de Janeiro encon
Iram-se cannas to bellas e lio ricas era as-
car como as de outr'ora. Sua produccio,
tanto em ci'do, como em riqueza saecbari*
na, nlo pode soffrer comparacSo com a can-
na roxa; muito superior.
As colheitas variara de 80 00 kilo-
grammas por hedare, marcando a sei*a Q,
10 e II graos no aremetro Baum, isto;
de 45 20 por cento em assocar. Este
fado, que d-se~a 40 leguas desta corte, em
terrenos de alluvilo, urna verdadsira an-
litbese, do que se v e se diz, as provin-
cias e municipios, onde a canna culti-
vada.
Nessa localidade j grassou a molestia, e
ainda apparecera alguraas touceiras doentes,
raas seu numero decresce de urna maneira
lio sensivel, qae n'uma p'anlaclo de cera
mil ps, ser difficil contar se urna centena
de touceiras affectada? !
Este resultado, que tem sido oblido re-
movendo-se as cansas que concorrem para
a degeneraclo, e que acabei dd mencionar,
nlo mostrara evidentemente que a molestia
das cannas provm de nossa incuria ? As-
sim pensa o Sr. Dr. Ladislao Nato. Em
suas bellas investigarles, publicadas no
Diario Oficial, S. S. expe com o saber e
proliciencia que o destinguem, a causa da
molestia dos cannaviaes, e eu sinto o maior
prazer em acompanhar a opinilo do nosso
alentoso naturalista, cuja illustraclo ad-
miro.
J ti ve occasio de citar a,-opinilo res-
peitavel de Payen, que encontrou falla mui-
lo sensivel de acido phosphorico e potassa
as cannas affectadas.
G. Ville attribue a molestia das batatas
falta de potassa, e o Dr. Z 'eller de Monich
fez experiencias que-mostram de um modo
evidente a necessidade do emprego de to-
dos os mineraes necessarios sua nu-
tricio.
Laws e Gilbert, na Inglaterra, puderaro
cultivar nabos durante nove annos', no mes-
mo terreno, com o auxilio do phosphato
acido de cal, quando sabemos que esse ve-
getal soffre alteraclo quando volta ao mes-
mo terreno, repetidas vezes. Essa altera
cao consiste em tornar-se raiz fibrosa, fina
e alongada.
De Resseguier, estudando ama molestia
do trigo conhecida com o nome de enyar-
rat, e que manifestoa-se em 1851 as mar-
geos do Loire, affirma que o pbenomeno
apresenta-se frequentemente quando ao tri-
go succede o trigo, e que nunca se raani-
festa quando o trigo succede ama colbeita
de favas e outras leguminosas. Diz mais,
que se pode evitar o mal, at ceno ponto,
estrumando-se abundantemente os ter-
renos.
O sabio bario de Liebig, o verdadeiro
fundador da escola mineral, s admitte a
falta de nulricSo como verdadeira origem
de todas as molestias que acommettem os
vegetaes, e na sua monumental obra Leis
naturaes de agricultura encontra so em
cada pagina provas irrecusaveis desta
theoria.
opinilo geral, em nosso paiz, qae a
importaclo de novas sementes a medida
mais fcil e capaz da salvar sua lavoura, e
envidam-se todos os esforcos nesse sentido.
Desculpem me a franqueza: pratica, muito
rotineira, que deve ser abandonada pelas
associaces agrcolas, que servem de exem-
plo aos agricultores pouco illostrados. Sei
que a mudanca de sementes tem sido re-
commendada por agrnomos distinctos, mas
em casos excepciooaes. O Ilustre Mathieo
FOLHEIIM
POIl
Xavier de Montpin.
P.-lHTK TERCKIRA.
A CONDENA DE RAIION
(Conlinuac3o do n. 276)
XXIV
I'na a inarljr
Orto dia, tres ou quairo mezes antes
do segundo casamento do conde de Rahon,
tendo o director do hospital dos don ios
jantado excellentemente, refrescando-saj*
com um certo vinho d Borgonha, que
era muito do seu agrado, sentio se de bom
humor, elembrou-e d'aquella douda re-
commendada pe senbor marquez de Gran
cey, nobre de Poitou, e que pagava seis
cenias annuaes de penso.
Era ama mulher bem bonita I Fa-
mosa Qoer-me parecer que terei certo
gosto em a ver I
E assim dizeodo, pegou o director no
cbapo e na bengalla, chamou um dos
nardas e dirigise para o pateo da segn-
a divisio, assobi >ndo urna alegre cantiga.
O guarda abri a porta, e o director,
cuja pendencia nunca se desmentio, nem
por sombra entr Enlo qu qoerem f Tinba razio. As
doadas nlo sabem o qoe
graca de Jacobina Huber
cente.
O enfermeiro Macloo, com o seu laiego
de seto cordas oa ralo e a vara deaco n-
ciotura, passeiava-se de c para l, p-|o
meio das infelizes, quera ora s gesio seu
fazia estremecer, por acompaanar ou seguir
quasi sempre urna boa tosa.
Macloo, gritou o governador, venba
c, desejo fallar-lbe.
de Dombasle cultivou trigo, na celebre fa-
senda de Aoville, durante 20 annos, empre-
gando ti mesraas sementes, nao admiltia
a necessidade da permuta entre os lavra-
dores.
Na Iuglatecra existe boje urna variedade
de trigo, qae reprodu7 se por miihrs,
quando encontra a aliraentaclo necessaria
para sea desenvolvimento.
A estas observ3c5es compre addcionar
fictos modernos, e convm mencionar de
preferencia o que se lem obtido da beter-
raba, cultivada especialmente para ser tra-
tada as fabricas de assucar.
Knaaer, de Grobers, criou ama varieda-
de conhecida por beterraba imperial, e qu
contera 17 por cento de assucar. Estas se-
mentes venleram-so principio raza) de
800 fr. os ICO kilograramas, mas hoje
apenas alcancam 200 fr.
Louis Vlmorin foi mis longe ; conseguio
por meio de seleccio obter urna oatra va-
riedade contendo 24%, e cajo rendimento
eleva-se a 50.000 kil'graramas por bedare.
Facam os nosso lavradores seus viveiros,
tratados com "todo o'esmero, e o resultado
ser to satisfactorio como este.
Quanto i seganda parte fabrico de as-
sucar igual-ao da Maoricia, concordo pie
mente com a opinilo do distincto relator.
Sala das sessSes, 26 de abril de 1870.
PedrflL D. G. Paes Lene.
Parecer do Sr. Dr. Miguel Antonio da Silva.
Parecer sobre a segainte qaesllo, pro-
posta ao Imperial Instituto Fluminense de
Agricultura, pelo Sr. Dr. Jos de Saldanha
da Gama.
Quaes as cansas do depreciamento do
vegetal canna de assocar (Saccharnm) em
alguns terrenos do Brasil ? A especie pode
degenerar pelo faci de nlo vingarem mui-
tos individuos em um terreno onde ootr'ora
a cultura fora brilhante ? O fabrico do as-
sucar no Brasil, alias imperfeito, pelo qoe
se to na ExposicSo Universal, poder algum
dia competir com o grao do perfeiclo do
producto da ilba Mauricia ?
Nomeado pelo Exm. Sr. presi lente, para
fazer parte da commisslo que estudasse e
formulasse um parecer sobre a questj ci-
ma ind'cada, tive de aceitar to honrosa
tarefa, intimamente convencido de qulo su-
perior ella sminhas forgis, s era home
nagera ao respeity qae tributo to Ilustro
corporaclo. Menos competente que os meus
nobres collegas de cimmisslo, que ao oro-
fundo saber das materias agronmicas, jun-
tara larga experiencia, amostrada pelo exor-
cice da lavoura, que professam como fa-
zendeiros, em.lirei tmidamente o meu jui
zo, quando mais nlo seja s para ser corri-
gido.
A quesllo proposta como bem me pa-
rece, complexa ; comprehende tres questes
distinctas. S) estas, as segaintes:
I.-Quaes as causas do depreciamenlo da
canna de assucar em alguns terrenos do
Brasil ?
2.a A especie pode degenerar pelo fado
de nlo vingarem mnitos individuos em um
terreno onde, outr'ora, a cultura do mesmo
vegetal fra brilhante ?
3. O fabrico do assucar no Brasil, alias
imperfeito pelo qae se vio na ExposicSo ni
versal (em 1867, Pars), poder algum dia
competir com o grao de"perfeic5o do pro-
ducto da ilba Maoricia ?
Tratarei de reduzir o numero destas
questes, eliminando desde j a 3a, a que
vou responder.
Nlo preciso grande esforco para dar
ama resposta a esta questl. Sem a mi
nima contestaco, nem duvida, o fabrico do
assucar, em nosso paiz, ha de nlo so attin-
gir ao grao de perfeiclo que attingio na
ilha Mauricia, como poder mesmo exce-
del-o, desde qoe se empregar apparelbos e
procesaos anlogos aos que sao adoptados
e asados naquella colonia ; e exceder, cor-
tamente, com o emprego de meios de fa-
bricarlo maisaperfeicoadjs que os daquella
ilba.
Nem s em relaQo ao fabrico de assu-
car ; o mesmo se pdeasseverar em relaco
qualquer outro producto manufacturado.
A condiclo de localidade topographica ou
geographica, e a que se envolve na idea com-
plexa de clima nadrinfluera sobre essa ca-
tegora de productos, coja excellencia s
depende, e exclusivamente, das machinas e
dos processos. Digo mais, se fra possivel
transportar para Saturno ou para Jpiter um
engenho 4e assucar com o macbinismo e
processos, taes como sao na ilha Maoricia,
os habitantes (se de fado la os ba) desses
mandos teriam assucar to alvo e crysialli-
no como o melhor da Mauricia.
En argumento na bypothese, certamente
provavel, de qoe os nosios fazendeiros pre
sentes e os futuros seguem e seguirlo ( dej
dssejar qoe accelerem ora pouco mais os
seus passos) a lei do progresso reflectido.
que se sujeila a sociedade humana em todas
as suas multiplicadas relaces, e nlo sejam
julgados, por ifla falsa hypotbese, como re-
fractarios aos progressos de qoo 6 sascepii-
vel, e o ser por longo tempo ainda, a in-
dustria fabril do assocar, j nlo digo, em
nosso paiz, na ilha Mauricia mesmo.
Passarei agora aoexame da qoestlo capi-
tal : Quaes as causas do depreciamento
da canna de assucar em alguns terrenos do
Brasil?
Bem gravo esta quesllo, como todas
3S que se referem pesquza das causas
que motivara, o estremecimento de urna cer-
ta industria, de qualqoer genero que seja ;
nella vai, do envoltacom o interesse priva-
do dos individuos que a exercem, afortuna
e o interesse pblicos, para o qae todos
concorrem, os horneas e as industrias, com
o seu contingente, como os elementos inte-
grantes em ura composto. No caso prsen
te a investigarlo das causas qne hlo fh-
gellado e continaam a flagellar a lavonra d
canna de assucar, urna das mais ricas fontes
de nossa prodcelo agrcola, devia preoc-
cupar seriamente eos espiritos, fazendo re-
flectir, pela exienso que o mal ia tomando,
o qnanto poderia ainda augmentar, allingin-
do proporces assustadoras; cumpria, em
summa, presentindo, quando nloconhecendo
ars origens provaveis deste tremendo flagel
lo, oppor-lhe diques sua marcha, quando
nlo decepal-o pela raz. Debellare malnm,
era a instante e geral preoecupaelo do se-
nhor de engenbo.
A' soluclo do um problema do 13o eleva-
do alcance para o futuro da industria agr-
cola nao poda mostrar-se estranho nem in-
differente o Imperial Instituto Fluminense
de Agricultura, sempre zeloso e solicito np
attendor aos reclamos da lavoura : foi sob
esta dolorosa impressoqu-. o Instituto man-
dn o Sr. A. Krauss, chiruico ao servico
do Jardira Botnico, provincia da Babia,
cora a incumbencia de visitar os cannaviaes
atacados do mal, e de reconhecer pelo es
ludo as proprias localidades a nalureza e
as condices sob que se manifestara. O
relatorio deste chimico foi presente ao Ins-
tituto e publicado no 4o numero da Revista
Agrcola, pags. 22 ; nesle importante tra-
balho ve-se descripto com a maior clareza
o mal e seus effeitos sobre as cannas cayen-
na e imperial ou fita oas comarcas de Na-
zareth, Cachoeira e Santo Amaro da provin-
cia da Bahia. A pintura do mal, segundo
esta peca, forma um quadro de cores som-
bras, como oattestam a?-6eguintespalavras,
fazem, e a des-
estava anda re
Reconhecendo o enfermeiro o elevado
personsgem qne o charaava, acudi presu-
roso, i raodo l'go o barrete de pell de
zebra, que .he lapava a enorme cabeca.
s> ordens do senhor director, mur
murou elle, fazendo um compriraento gro-
tesco.
Que tai vai a sua diviso, Maclou ?
perguntou o funecionario.
s rail maravillas, senhor director ;
gracas o raen latego de sete cordas e ao
raodo que tenho de me servir d'elle, essas
paiifas parecem mais mansas que borre-
gos.
Es'oo satisfeito do seu zelo e intelli-
gencia, Maclou, e prometto-lbe urna grati-
ficarlo.
Alrevo-me a dizer que a mereco ; mas
agradece-la-bei como se nlo a merecesse.
O senhor director tem alguma coosa que
me ordenar ?
Tenho, desejo ver.urna douda que se
chama Simoa Raymando.
Maclou cocou na cabeca cora ar confuso.
Simoa Raymundo... repetio elle duas
ou tres vezes. Senhor director, essa don-
da nlo est c.
E' impossivel.
Ouso affirmar ao senbor director que
nlo conheco nenhuma douda com esse
nome.
Ora vamos l, refresque a memoria :
a douda de quem rae fallo moca aiada,
alta, paluda e muito gentil ; enlrou no hos-
pital poneos dias depois do assassinio de
Jocobin* Huber, e foi apresentada por um
fidalgo. O guarda Pintachoo 6 qae havia
de eniregv-lb'a.
J sei... j sei... murmuroa Ma-
clou com vislvel pertnrbaclo. Tinha-me
esquecido o nome ; a do >da c est.
Iuteresso-me deveras por essa des-
granada, qae o seu nobre protector me re-
"inraendon maite especialmente. Tra-
ga-m'a c.
E' que... balbuciou Maclou.
E depois ?..
E' que est n'um calaboaco, senhor.
Desde quando ?
Nlo sei com certeza ; mas parece-
me que desde o dia em que chegou.
Entlo qae fez ella ?
Ora I cousas enormes, espantosas.
Quiz fazer escndalo e arraejar urna rebel-
liio... Nlo havia maneira de a conter.
Admira-me isso, porque o senhor
marquez de Grancey tinha-me affiancado
que a pobre douda era a mansido personi-
ficada.
-Sim, oque imaginam sempre, por
que as doudas slo urna bypocritas, e fin-
gem-se amas moscas mortas. Mas em c
chegando, juntam-se* com as outras, e agora
o veris : nunca mais se pode esperar
d'ellas cousa boa.
Mas em summa, por muito violenta
qoe a sua loucura fosse, nlo ~ffsse motivo
bastante para a enterrar viva dorante seis
oa oito mezes n'am calabouco.
Oral ficoa l mais contente do qae o
peixe n'agua, e como en sou condescen-
der, deixei-a ficar, fiz-lhe a vontade. Pode
acreditar, senbor director, palavra de hon-
ra, vimuitas vezes qae prefera os cala-
boccos ao pateo.
Vamos l ao calaboncoke. verei eu
mesmo se andou bem ou mal. v
A contraredade de Maclou era visivel ;
todava, como nao poda desobedecer, diri-
gise sem replicar palavra para a porta
que j sabemos, abri-a,- acceodeu alan-
terna, eprincipiou a descera escada, segui-
do pelo director.
O aspecto dos calaboocos era exactamen-
te o mesmo que no 'da em que pela pri-
meira vez introduzmos o leilor na escara
galera para onde deitavam as grades.
Tanto de dia como de noute resoavam
debaixo d'aquellas sombras abobadas o
mais furiosos alaridos, as blaspbemias mais
borriveis, os lamentos mais aflligidores,
rugidos de fras, homricas gargalbadM,
ainda mais espantosas talvex que as mal-
diges e os gritos.
Puf f como Uto feto I disse o di-
textualmente copiadas; nos
visiiei a lavonra da canna est em circuios
tancias tristissimas; fazendeiros ha que se
acham reduzidos urna decadencia inespe-
rada, e que este estado de cousas aggravar
muito se o governo nlo tomar medidas enr-
gicas e promptas. E mais adianto, accres-
centa : nlo ha tempo a perder, enai se
deve recuar adianto da despeza, ainda quan-
do avultada, para salvar a fonte a mais im-
portante de riqueza de urna provincia to
interessante, evitar a miseria de numerosos
lavradores quo viviara oa abastanga, o im-
pedir que o mal se estenda ainda mais e
accommetta outras provincias.
A' este relatorio apresentou oSr. Krauss,
posteriormente, um supplemento, publicado
no 2o o. da Revista Agrcola, pags 31, on-
de veom mencionadas as analyses chimicas
por elle feitas de diversas especies de tr-
ras, como das cinzas da canna cayenna, no
estado normal ou perfeilo e no estado que
chega no ultimo periodo da enfermidade.
O governo imperial, pelo ministerio da
agricultura, em 1867, sob a admnistrac5j
do Sr. conselbeiro Manoel Pinto de Souxa
Dantas, incumbi de igual estudo ao meu
Ilustrado collega, o Sr. commendador Dr
Jlo Martins da Silva Coutinho, e a presi-
dencia da provincia di Bahia, sobo governo
do Sr. conselbeiro J. Anto F. Lelo, iniciara
trabamos da mesma nalureza, incumbidos e
conscienciesamente feitos por meu distincto
amigo, o Sr. Dr. Dionisio Goncalves Martins,
duplamente antorisado pira o bom desem-
penho de urna tal coramisso, j porseus
estudos especiaes, j por sua profnslo de
lavrador d canna de assucar. Este cava -
Iheiro, por aquillo que eu conheco da his-
toria do mal que assolou e infelizmente
ainda assola ao nossos cannaviaes, foi o pri-
mero que, senhor de todos os accidentes
do flagello, apontou as suas verdadeiras cau-
sas, e indicou ao mesmo tempo os meios
mais proficuos e mais promptos de o debel
lar completamente. Para nlo estender este
pareeer, que i vai longo, nlo relatara ai
Vistas do Sr. Dr. Dionisio Martins; porm,
em bimenagem verdade campre-me lem-
brar que sao ellas o resultado da moderna
theoria aceita em agronoma, a nica que os
espiritos serlos podem aceitar, e qoe 6 a
condemoacao vehemente ao systeraa de es-
poliarlo (Raubsgstem), usada na cahura da
trra, na justa expresslo de Justos de
Liebig).
Em resumo, a minha humilde opinilo.
nesta materia, que a principal causa da
degradarlo orgnica da canna de assocar (o
depreciamento, na phrase de autor da pro-
posta) tem por origem a caltora defeituosa,
que de costme se segu, entendendo-se por
tal a p^eparaclo imperfeita do terreno ; a
conservarlo ou aatos o apego tenaz ao fatal
systema de exigir e tirar do slo todo qnan-
to elle pode dar, at exhauril-o; e por fim,
a replantarlo snecessiva, e de ha longa data
feita, da canna por nm raeio que se pode.
em rigor, denominar antinatural, qual
d.jsprezar as sementes para empregar, como
meb mais breve de multiplicar o vegetal,
os ntrenos.
Qae imperfeita, em geral, a prepararlo
do terreno.-nas nossas lavonras, nlo carece
larga demooslraglo aquilln que todos nos
presenciamos. Diz-se que ba j algum pro-
gresso, neste ponto essencial; qae o arado
j vai gubstitaindo a enxada colonial: ver-
dade, alguns lavradores o empregam ; po-
rm, de muitos desses, qne forraam os
ron' nantes in gurgite vasto do poeta latino,
tenho ouvido queixas contra o inslrnmento
querido de Tnptolemo, oa melbor contra
os pouco3 resaltados obtidos com elle em
rebelo aos da velha enxada. E essas quei-
xas sao fundadas; mais valia a enxada, ali-
nda pelo braro do misero africano, sob o
cruel azorrague do feiior do que a ligeira
arranhadura sobre a crosta endurecida do
slo pela reina do arado. O arado mal em-
pregado, como geralmente o nao pode
prodnzir res litados coraparaveis, senio in-
feriores mesmo, aos da enxada.
E' fado bem conhecldo tamben) a segura-
te pratica, usada em a nossa lavoura, o con-
siderar a trra inexgotavel, e forca-U ao
cultivo seguidamente, sem a sujeitar, ao
menos, rotacao ou alternaco de culturas
especiaes e ad hoc escolladas. Despoja-se
(verdader* expoliarlo f) o terreno de seus
principios mineraes e orgnicos pela culti-
varlo prolongada da mesma planta, e quan-
do os productos comeram a falharjoua mos-
trarem-se ruins, faz-se novo rocado e coi-
vara, e assim se prosegue sem nenbuma
lugares qu variante. O machado e o tirio de fogo fo-
reclor com os seus botes : nunca me pa-
receutlo lagubre.
.Maclou parou dianle de um dos nichos
que j connecemos, e disse :
Ah lem a douda, e o senhor director
bem pode ver que est de todo socegada.
Effectivamente, a supposta Simoa Ray-
mundo estava to socegada, que todos di-
riam nlo haver all ninguera no calabouro.
O director pegou na lanterna, chegou a
aos vares da grade, e dorante algons se-
gundos exploroa com a vista todos os re-
camos d'aquella horrivel cafua.
Est brincando*, Maclou ? Iradou
afinal o administrador com modo colrico.
Aqui nlo est ninguem I Enganou-se de
certo no calabouro.
Affianro o senbor director que est
all a douda.
Depois de segando e mais detido exame,
conseguio o funecionario destinguir sobre
um monto de palha podre urna forma
humana em estado de completa immobili-
dade. Terse-hia dito que era om acervo
de farrapos em Cima do mais infecto mu-
ladar.
Duas ou tres vezes o director pronun-
ciou o nome de Simoa Raymundo, sem ob-
ter resposta alguma : a infortunada mulber
quem elle se diriga nio fez o mais levr
movimento, nao deu o mais pequeo signa!
de vida.
Parece que "est morta I bradou elle.
* Qoal historia I nao senhor, volveu
Maclou. As doudas tem sete folegos como
os gatos. Aquillo nao responde por ma-
licia.
V busca-la e traga-m'a c.
Nio era melhor deixa-la estar onde
est ?
Obedeca.
Como quzer, senhor director.
Maclou encaminnou-se pela extremidade
da galera para o corredor anguloso 400
passava por traz dos calaboucos.
Pouco depois abno-se a porta do de Si-
moi, appareceu o enfermeiro, e> com a voz
atrotdora gritou
Vamos, douda, levantar ?
A mesma immobilidade, o mesmo si-
lencio.
Macloo, furioso, levaotou o latego das
pontinhas de chumbo, que cortavam e des-
pedaravam as carnes, e ia para o deixar
cahir. Conteve-o, porm o director com
estas palavras :
Nlo disse que lhe batesse, mas que
m'a trouxesse.
Maclou, no exercicio das suas brutaes
lunecoes tinha tomado o costume de exer-
cer um despotismo ilimitado ; de modo
que lhe pareceu bastante duro ter de baixar
a cabera ante urna autoridade superior.
Suffocando, pois, entre dentes urna blas-
phomia, levantoudo chao a forma humana
enrolla em repugnantes farrapos, carre-
gou-a s costas como teria feito um ca-
dver, entrou no corredor e reappareceu na
galera.
Aqu a tem, disse, e o senbor direc-
tor bem pode ver que est boa como as
cousas boas.
A desgrarada qae havia sido condessa de
Rahon estava ainda viva, ou para melbor
dizer, nlo tinba ainda morrido.
O seu corpo era materialmente um es-
queleto.
Pareca racapas dse ter em p,e muito
menos de dar om "passo ; mas conservava
os olbos abortos, e pulsava lhe o corarlo,
ainda que dbilmente. Era s o'isto que
se destinguia de ora cadver.
J dissemos que apezar de nlo ser dos
mais sensiveis, o director do hospital tam-
bem nlo liaba premeditada crueldtde nem
mos sentimentos.
S a incuria e o egosmo o impelliam a
deixar todo abandonado e a cuidar s de
si proprio.
Todava, n'aquella occasio, quem sabe
1S0 pela primeira vez na vida, sentio orna
profunda comraiseraco, e fez-loe affluir o
sangue s arterias o logo da mais generosa
indignarlo.
Seilbor Maclou, gritou elle, aqui pa
ga-se-lhe para ser bom enfermeiro enlo
ram o laboro civilisador dos colonisadores
do Brasil, e nos, como bons filhos, conser-
vamos com profunda venerarlo esse triste
legado !
Estrume, cousa que se le nos livros e
que nlo passa de theoria bonita; tal ,
mutatis mulantis, o pensamento, as pala-
vras, e as obraste muito lavrador, qae eu
conlieci e conheco anda, e cojos nomos nlo
declino aqui por nlo querer offender o me-
lindre de outros, que igual direito lem de
seren tambem mencionados.
Quanto causa principal da degenerarlo
ou melbor da degradarlo orgnica da canna
de assucar, como disse e creio, a re-
plantarlo por estaca. Para por em melbor
relevo este meu cooceito, carero estabele-
cer alguns principios elementares de pbysio-
logia geral, e particularmente da vegetal.
A noca.) de especie, tanto em botnica
como em zoologa, exige o conjundo de
certo e determinado numero de qaalidades
nos diversos individuos, cuja collecco cons-
titue e define o que se denomini a especie.
Esta, segundo as leis iramutaveis da crea-
rlo, raultiplica-se indefinidamen'por raeios
determinados e fixos, e sob os quaes a
serie dos individuos, on a proK*# se filiara
uns aos oulros atravez do tempo. maniendo
integralmente seus attributos que 3I0 os
caracteres proprios ou especficos. Na
planta, o meio natural de propagarlo a
sement. Esta, que pode ser considerada
o ovo vegetal, por assim dizer, o breve
resumo das qualidados que caraderisam a
especie, qualidados ins:ulpidas pela nalu-
reza no erabryo : a reducrlo forma e
ao estado mais simples da planta, e, tam-
bem, poder-se-ha dizer, talvez, a conden-
sarlo das qualidades peculiares da especie
era urna synlhese admiravel!
(Continuar-se-ha).
verdugo. Corametteu oraa-gravissima falta,
direi quasi um crime, e torno-o responsa-
vel pela vida d'esta infeliz. Rigue Deus
por ella, porque se morrer, despero-o.
Ma?, senhor director... tartamudeou
Maclou, cujo semblante empallideceu, por
que elle apreciava mais que tudo no mundo
um oflicio que lhe permillia o dar livre
curso aos seus instinctos de immanda bru-
talidade. Eu juro-lhe...
Calle-se e venha comgo, disse o fune-
cionario cora voz breve, principiando a subir
a escada.
Maclou, quem o abalo e o medo faziara
vacillar sobre os enormes ps e curtas per-
nas, foi andando atraz do director, levando
a condessa, e dizendo por entre dentes:
' Ah maldita douda I Se eusoubes-
se isto lioha-a afogado. Depois de mora
e enterrada na vala commum, ninguem vi-
ra reclama-la.
Se o aspecto da supposta Simoa, tinha
assustado o director na escuridao da gale-
ra subterrnea e ao vaciliante ciarlo da
lanterna, peior foi ainda quando a luz do
dia baten na cara da desgrarada, obrigan-
do-a a fechar os olhos, por nlo poder stp-
portar a claridade.
Nlo tentaremos descrever aquelle sem-
blante, para nlo affligir dolorosamente os
nossos leitores com um qaadro. coja rea-
lidade demasiado lgubre. Basta dizer
qae o director nlo pode conter um gesto
de compaxo e de colera ao mesmo tempo,
deitando Maclou um olbar qoe nlo pro-
phetisava nada bom para o terrivel enfer-
meiro. .
- Isto assim val mal, dizia Maclou entre
si meio consternado. Qaando cada qual
compre os seus deveres melbor que nin-
guem, tratam-no em. recompensa como se
trata um co.
V chamar o mdico de servico, disse
o director ao guarda que o tinba acompa-
nhado ; diga-lbe qoe estou aqui espera
delle, e qae venha sem perda de tempo.
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TYP. DO DIARIO ^-aA O J DUQUB OS GURS
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