Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:12234


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Full Text
11
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JHHQ ILV1. NUMERO 230.
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PAEA A CAPITAL E LUGABES ONDE IAO SE PAGA PORTE.
Por tres mex arliafrtados................. 64000
Por seis diios i$ax................... 425000
Por una auno i(Um.....,............... 24^)000
Cada numero avalu................... 320
A
fmfi\it%
TERCA FEIRA II DE OUTlBRO DE 1870.
PABA DEHTBO E FOKA DA PBOTOfCIA.
Mr trw mates adauttik*..............
Por seis ditos dem.................
Por nove ditos dem.......'. .......
Por um anuo idem......." .....
6#7M
3JB00
201860
271000
Propriedade de Manoel Figueirda de Faria & Filhos.
ao AcarapnBS:
06 Srs." Gerardo Antonio Alves 4 Filhos, no Para ; Gon Pereira d'Almeida, em Mamanguape; Antonio Alexandrino de Lima, na Parahyba ; Antonio Jos (Jones, a Villa da Penha; Belarmino dos Santos BuIc5o, em Santo Ant3o; Domingos Jos da Costa Braga,
em Nazareth ; Francisco Tavares da Costa, em Alagoas ; Dr. Jos Martins ANfs, na Babia ; e Jo Ribeiro Gasparinho no Rio de Janeiro.
- V' -------
DIARIO DE PERWAMBUCO
REClFE.lt DE OTL'BRO DE 1870.,
Noticias da Europa
Amanheeeu hontem em nos.-o porto o vapor
i'rancez Amazone, trszeiido rla'as : de Hamburgo
0, de Londres 21, de Pars 23, e de Lisboa 57 do
pausado.
Approxima-se a hora da grande catastrophe que
o assedio de Pars.
A Europa e o mundo vio presencear um es
uectaculo, nico na historiaama cidade de___
1,800,000 almas defendendo-se do assalio de___
600,000 soldado*, que nao recuam anle meio al-
gum para esmagarem o seu inimigo.
Nesta hora solemnissiroa, nao pode hnver nq
mundo sean syrapathi.i pela Francaum povo
Iue defendn seas lares contra o pstrangeiro um
povo que diz heroico e impassivel : nao cederei
um palmo do mea territorio, wm urna pedia tas
minhas fortalezas cahire esmagado 10b as tUf
as das ridade?, ma's cingxre a cor da de gloria gue
a historia confere aos pavos, que intrpidos sa
nvm defender a trra de setti paes, a trra da pa
tria .'
A guerra resUva acabada com a derrota do
exercito francez, e o apnsiouainento do impera-
dor ; leva-la, a!m, nao qnererentrarnasnegocia-
coesde urna paz honrosa, um crime.que a Euro-
pa nao pode consentir, e. se o consentir, o rei da
Prussia o autcrata d.i Europa, que se deve
preparar para receber as leis do seu milho de
soldados.
Assusta pensar na immensa catastrophe do as-
salto de Pars, e em todos os actos desesperados
de que capaz um povo attrihulado, mesmo que
a queiram ruuder s pelo bombardeamento e pela
ttm.
Veja a Europa impassivel o attentado e li-
oarannullada ; lera de curvar a cabeja as vou-
tades do rei Guilherme e do conde de Bistr.ark,
at que cbegue a hora da Justina.
Poi maltograda a misso do Sr. 3 hiera a
Londres, que consista em pedir aos neuiraes que
lermassem urna a I ha oca para ubngar os allemes
a sabir do territorio francez.
O representante dos Estados-Undosem Ber-
Im pedio instrueces ao sea goveroo, sobre os
pastos que deveria dar em vista dos acontec-
raeotos. O governo americano em conselho deci-
di que nao devia reunir-se em acjo commum
com as outras potencias da Europa, mas que o
embaixador em Berln devia fazer todos os esfor-
para mpedir a Prussia a continuar a guerra.
O mais que as potencias neutraes conseguirn)
loi que o conde de Bismark consenlisse em ter
urna conferencia com.u Sr. Julio Favre, chelo do
governo provisorio da Franja.
As daas partes beligerantes nao concordaram
eui um arroslicio durante as conferencias, por
isso que o governo do rei Guilherme exiga como
garanta da suspendi 9e hostilidades a entrega
immediata de todas as foriilicacoes da Alsacia e
U-rena. islo Strasburga, Metz, Thionville Sois-
sens, Tours e a entrega do monte Valeriano, for-
tilicajo que domina acerca de Pars.
Postas as condieoes oestes termos nao era pos-
sivti a Franca aceita-las sem se ver reduzida s
mais insignificantes condicoes.
Pela conferencia com o conde de Bismark re-
conheceu o Sr. Julio Favre, que a Prussia preten-
de reduzir a Franca s condicoes de potencia de
segunda ordem, exigindo a Alsacia e Lorena, a
oceupajo das fortalezas frar.cezas mais impor-
tantes pelo exercito prussiano; entrada do exer-
cito prussiano em Paris, alm de urna forte in-
demnisajo pecuniaria, e cm navios da esquadra
franceza.
O governo francez escolheu a guerra a todo o
transe disposto a nao ceder ntm um palmo do seu
territorio, nem una pedra de suas furlalezas.
A circular que o Sr. Julio Favre dirigi aos
representantes da Franca junto as diferentes po-
tencias da Europa pe era relevo a sgnificajo do
decreto que apruxioia as eleicoes para as corles
i\ ustituules.
A resolnjao de renvocar o mais cedo possivel
i-sembla, diz esse documento, resume toda a nos-
sa pulitica. Acceitando o encargo perigoso que
us impunba a queda do governo imperial, tivemos
um s pensamento : Defender o nosso territorio,
salvar a no>sa honra, o entregar naco o poder
que d'ella emana, c que ella spode exercor. Que-
ramos que este grande facto se cumprisse sem
iiaii-icao, mas a prineira uecessidade era fazer
trente ao inimigo. Nao temos a pretensao de pedir
desinteresse Prussia. Temos em conla os senti-
niealM que n'ella fez nancer a grandeza das perdas
experimentadas, e a exaltacao natural da victoria.
Estes sentimetites explicara a viulencia da Prussia
que estamos longe de confundir com as inspira-
joes dos horaens de estado. Etes hf sitarao em
continuar urna guerra impa em que j sucumDt-
r&m mais de 2'i0:tKm homens. Ssria continual-a
lerminaBU impora Franja condicoes inacceitaveis.
iH'joCta-se que o governo nao tei'n poderes recula-
re? para representar a Uacao. Lealmente o reco-
noecemo?. Por too que appellamoc immediata-
mente para urna assembla livremente eleita. Nao
nos attribnimos outro privilogio que nao seja o de
car ao nos.-o paiz o cora^o e o sangue. e entregar-
mo-ona ao seu soberano julgamento. Nao pois
a nossa auctordade de um da que pede a cessa-
<;ao da guerra; pede-a a Franca levantando-se
i .ii.iurtai diante da Prussia. a Franja desembara-
:.u do imperio, livre, generosa, prestes a imrao-
lar-se pelo direito e pela hbeMade, rejeilando toda
a poltica, de conquista e toda a prpagaBda de
violencia, nao tendo outra ambicio que nao seja,
-finura de si propria, desenvolver suas forjas roo-
raes e maleriaes, trabalhar fraternalmente com
seus visinhos no progresso e na civilisajao, pede-a,
mas prefere mil vezes a desgraca deshonra. Em
vo buscara escapar hoje re'sponsabilidade tre-
menda em que incorreraro, allegando faisamonte
que obedeceram aos votos do paiz aquelfes que
desencadearam o terrivel flagello. Esta calumnia
pode causar illnsoes as potencias estranhas, mas
entre nos nao ha nmguem que a nao rapilla, como
obra da mais revoltante ma l. As eleicoes de
1S59 tiveram por palavra de ordem=paz e lber*
dide.O proprio plebiscito reapropnou esse pro-
ran ma. E' vrdade qae a maioria do corpo le-
gislativo applandio as declara"joes belicosas de
i .cammont, mas algumas semanas antes linha ac-
c.amado umbem as deciaracoes pacificas d'Olivier.
A maioria romanada do poder pessoal, julgava-se
olrlgada a seguil-o dcilmente. Dava Ihe o voto
da conflanca. Mas nao ha um homem sincero na
Europa qu pewa afflrraar que a Franja livremen.
te onsnhada livesse feito guerra a Prussia. Nao
crocino d'isto qae nao somos responsave'. So
mos. Erramos e expiamos cruelmente o havermos
tolerado um foverno que nos perda. Agora re-
cinheccmoi a obriaajao de reparar na justa pro-
porcSo o mil qne et feito. Mas se a potencia
i i|t;al estnos tao gravemente comproraetu-
e iirea'ece das nossas desgrajas, para aos
emos resistencia desasperada, e 11-
ndido que a najio regular-
p la asembla eleita livremen-
'.uncia quer dwtruir. Posta assim
i :ual cumprir o sen dever. A tor-
visco, roas tem regressos im-
\ nossa resolacio ha de suseital-os.
uropa commeca a ctmmover-e. Volum-nos
mpiUiia*. As fTmpatmt dos diftereotes go-
verw OTra-D e;<;onsla-nos. Ellas seo viva-
m*dte s.mibrtisados p*l nossa nobre aWi|de. Pa-
ris no meio de tantas causas temiveis, da hecita- receu capitular, so os prnssianos deixassem sabir
joes tao graves, isla cheia de conliaoja e prompta
para os exiremos-sacrilicios. A najao armada des-
ce arena sem olhar para traz, tendo diante dos
olhos este nico devtr: a defeza do sen lar a da
-ua iodepeodencia. Pojo-lbe, senhor, que expo-
i'ha e desenvolva estas verdades a representante
do goveroo, junio do qual est acreditado. Elle
Ihe aquilatara a importancia e far assim justa
idea dc.s disposio3es em que estamos.
O cerco de Pars acba-se hoja completo, os prns-
sianos oceupavam Versailles, Melun, e ontros pon-
tos as imtnediajoes de Pars.
No da 19 o re da Prussia fez um reconheci-
mento dos fortes do norte, e telegrapbou a rai*
nha que os francezes lioham silo derrotado em
Sceaux.
O corpo de Vinoy foi repellido pelos prussianos.
perdendo seto pejas e dous mil prisiooeiros.
O principe real telegrapbou de Versailles qne a
t! Paris eslava cercado desde Vorsailles at Vin-
cennes e que havia sido lomada urna obra exterior
com sete pecas.
Os prussian s incendaram duas aldeas prximo
de Mants cuja cidade bomnardeiram.
NO dia J3 houve encontros entre as tropas
iraocezas e pmssianas entre Pontoise e Isle Adam;
os resultados por em quanto sao descouhecidos.
O governo provisorio est em Tours. Trata-se
de formar o exercito do Loire composto de gnar
das movis, e dos corpos escapados de Sedan.
Despachos recebidos de Paris por um balao,
dizem que os habitantes estao muilo determina-
dos a Da'erem-se. Paris est prompto para fazer
urna resistencia heroica, e pode raanter-se du-
rante todo o iuverno.
As condijoes impostas pela Prussia causaran)
ama excessva excitajo ; em respesta a tao in-
solentes pretenjoes, a" Franja deve bater-se at
linal.
Os exercitos allemes que se'acham em Franja
consistem em 21 corpos do exercito em numero
de 630 mil homens; mas tres corpos do exercito
esto em armas na Allemanhs.
As eleijoes foram adiadas em consecuencia
da resolujao em que se est de continuar a
guerra a todo 6 transe.
O govern provisorio proclama de Tours :A'
Franja :
Antes de Pars ser iaveslido quiz Juho Favre
ver Bismark para coHhWer quaes eram as dis-
c posijoes do inimigo. Eis aqu pois a declara-
jo do inimigo : A Prussia quer continuar a
guerra para reduzir a Franja ao estado de po-
tencia do segunda oWem. A Prussia qner a
t Alsacia e a Lorena at Metz pelo direito de con-
quista. A Prussia pira consentir no armsticio
t onsa pedir a rendirlo de Stra-burgo e Poul e
monte Valeriano.
0 Jornal Oficial de Pars de ;20 e 22, chegado
a Tours no dia 23 pelo balao, contera um despa-
cho de Gambetla declarando qae Lucrel llzera,
na manhaa de 19, um reeonbecmeuto ofensivo
frente de Vill)ju>f. Depots de ara conflicto as
tropas tiveram de retirar dianle de forjas consi-
deraveis d> inimigo.
Houve um encontr terrivel em Chatilk, ede-
pois no ferie Vaoves. A guarda raove.l condu-
zio-se bem A ordem do dia de Trocha mostra
que a artilharia cusou ao inimigo grandes per-
das, mas censura o 1 de zuavos, o qual, precipi-
tando-se n'um movimento de retirada fez compro-
metter o combate enjo resultado seria con-ide-
ravel.
Teve lugar oatro encontr lgeiro em frente de
Vanves, com os atiradores Inniigos.
As tropas receberam ordens de se concenta-
rem definitivamente em Paris.
O inimigo oceupa Bongival, Rueil.e Nanterre, e
parece dirigir-se para Sceaux, e estabelecer tam-
bem obras entre (^ourneueve e Bourget.
Thiers ceixou Vienna para ir para S. Peters-
burgo, dizem que para attrahir o auxilio da Russia
em troca de concessoes no Oriente.
Bust disse i Thiers que a Aostna sympathisa
muito com a Franca, mas por emquanto nao pode
intervir.
Falizmente o general Mae-Mahon conseguio
resistir ao grave ferimento que soffreu na bata-
Iha de Sedan. Entrou em prolongada convales-
cenja. Est no castello de Fleurns-snr Blois, na
Blgica, prximo da fronteira franceza.
Diz o jornal L'Organe de Namur que a intentjao
do general Mac-Mahon era 'marchar sobre Paris,
depois de ter reorganizado o sen exercito, e qne
foi por ordam do general Paliko e da commissao
de defesa que empreheodeu a marcha que veio a
ser tao desastrosa ao exercito francez.
Loga que o sfu estado de saude Ihe permita
nao deixar o gpneral Mac-Mahon de publicar os
documentos authenticos pelos quaes provar une
Ihe nc cabe a responsabilidade do desastre de
Sedan.
Os treneraes Pell e Carr de Callamare, de
Wimpflen, Daran, Deiaizer, e Benon que em Se-
dan haviam votado contra a capitnlaco, recusa-
rain-se a acceita-la e vo presos para urna praja
forte.
Chfgou a Paris o general Michel com 70 ho-
mens de regiment de lanceiros, que poderam es-
capar ao desastre de Sedan. O general Michel
foi quera cominandou a famosa carga dos { cou-
raceiros na batalha de Freschwiller.
O 3o regiment de zuavos nao quiz capitular
em Sedan, e negou-se a depr as armas. No-mo-
mento supremo, cerrou as filas muilo rareadas na
aejao ; a corneta toucou a avanjar, e, com urna
furia irreslstivel, o regiment precipilou*se sobre
as massas pmssianas, as quaes abri una cla-
reira, e abri caminho, deixando ap* si nm ras-
tro de sangue.
Foram 300 os que poderam transpor a muralha
humana dos prnssianos,
No di 11 os prussianos intimaram a rendija
de Soissons. O governador respondeu qae antes
fazia voar a praja. Os haoilantes approvaram a
resposta do governador. Qualro uhlanos que ap-
pareceram nos arredores foram recebidos a tiro.
No dia 10 houve novo bombardeamento em
Toul que durou 9 horas. A cidade soffreu muito
e a guamijo conduzio-se admiravelmeote.
Os prussianos e a sua artilheria conservavam-
se as mesmas posijfies.
Toul foi novamenie aucada no da 19, sendo o
ataque repellido, sendo desmonstados algn?
eanhoes.
Finalmente no dia 23 renden-se Toul, com as
mesmas condijfles que Sedan; ftcanm em poder
dos prussianos 2300 prisioneros e 197 pejas e
1 bandeira.
Um despacho do general rich, do heroico de-
fensor de Strasburgo, datado de 9 de setembro,
diz qu a cidade tem soffrido muilo, pois que o
bambarde .ment san treguas, e o fogo de arti-
lharia borrivel, mas que elle se manteria at o
extremo.
A delegajo snisa tem licenca para entrar
era Strasburgo e d'aih levaMnalheres e criangas.
Todos os das a general L'rieh deixa, durante
meia hora, abertas as portas da cidade, e permitte
a sabida da praja todas as mulheres e crianj-.f
qae se apresen';oo.
No di i 20 as guardas da laodWphr ar;
saram os fossts e tomaram a luneiii oa ravelim.
Ha j urna grande brecha abert* |I|1S
da praja de Strasnun;.. reta,
praticavel
Os prussianos tomaram pos! obras
exteriores 'e-stabeleceram d*as balera
a guamijao com as armas, sob a condijSo de nao
guerrear contra a Atlemanha durante tres mezes.
No dia 23 tentaram romper a linfaa prussiana ;
houve grande canbooeio durante 4 horas ; a lucta
estendea-se at dnas leguas; os francazea foram
repellidos para dentro da cidadtu.
0 corpo do exereitc badensc qrio havia entrado
em Franca por Mulhoose havia sido completa-
mente batido pelas forjas da localidade, e obrlga-
do a retirar para a Allemanha. No dia 2t havia
completa tranquillidade, continuando com as ope-
rajfles lo sorteamento, e organisajao das forjas
Iraocezas. As autoridades tem conflanja era qne
se os badenses tornarem a invadir o territorio
francez, eocomraro a populajao armada e prepa-
rada para nma rigorosa resistencia.
Dizem de Carhruhe qae os allemes vio era-
prehender a occapijio do snl da Franja cora 63
mil homens, que marchara sobre Mulhonse, Belford
e Lyon.
O Times publica a segrate correspondencia
de Berln :
t Tendo sido collocada no giverno prussiano
da Alsacia uraa parto da Lorena, este goveroo
comprehende agora todos os districtos, cuja ce-
dencia serprovavelmente reclamada pelo gabinete
de Berln pela concluso da paz.
A fronteira occidental do territorio de qne se
trata principia na fronteira do Luxembnrgo, e
corre paralelamente ao Moselle n'araa distancia
de dez milbas da margem occidental d'esse rio.
Atravessa o Moselle em Gerny a meio caminho de
Metz e de Pont--Mousson ; depois corre parale-
lamente com o Moselle e o Meurthe a dez milhas
da sua margem occidental at o monte Donon.
Ao suduste a fronteira de qae se trata con-
fundere com a linha entre os deparlamentos do
Alto Rh'enoe do Raixo-Rheno. O territorio recla-
mado pela Prussia eomprehenderia, pois, alm de
toda a Alsacia, Sarrebnrgo, Sarreguemines, Metz,
Thionvilie, Chateau Saln.
Foram demolidos todos os edificios em ama
zona de cem metros alm das ferlilicagdes de Paris.
No dia 10 comejou a inundajo dos f issos da eir-
eumvallajao.
Foram retirados todos os nMrumentos astro-
nmicos do observatorio de Pars e postos a bom
recato.
As prncipaes actriaes do theatro francez
ofereceram-se para serem enfermeiras dos feridos,
(azendo-se urna ambulancia no foyer do proprio
theatro francez.
Foram fechados todos os theatros, dando-se or-
dem aos directores para removerem todos oS pa-
nos, bastidores, mobilia eio., que possa alimentar
qnalqaer incendio, 'que eobreveoha era caso de
bombardeamento. .......
O governo publico. am decreto mandando
incendiar lodo os bosques as approximajoes do
inimigo, e cortar s arveros do bosque de Bolo-
oha e quaesquer outros na zona da defeza das
fortificajoes. .......
O povo que foi reqaiwtado para esse servijo,
acudi pressu rosa mente.
O decreto termina esm esta proclaraaco :
Francezes IA' vossa #aciencia, a vossa reso-
lucao, bao de oppOr ao inimigo obsuculos, cajo
poder nem sequer suspeita. Dai-lhe a formidavel
sorpreza de urna capital immensa, que elle julga
enervada pela paz, e que em face das desgrajas
da patria, se ergue toda para o combate.General
Trochu.t
Est garantido o abastecimento das aguas
em Pars, anda que os prussianos cortera as aguas
do Sena. Tem 78 muhcVs de litros d'agua que
se julga quantidadj sulBcients para a populajao.
O general Trochu ordenou que 70,000 ho-
mens facam o servico diario das muralhas de
Paris. Ha um exercito organsadoe completa-
mente armado ue 300 mil homens.
Os representantes da Inglaterra, da Hespa-
nha, da Austria e da Hollanda, dirigiram ao Sr.
Julio Favre cartas muito cordiaes, aonunciando
Ihe que se conservaran) em Paris at novas or-
dens.
Estao minadas todas as pontes as proximi-
dades de Paris, para saltarem logo que se appro-
xirae o inimigo.
A ponle de Greil 12 leguas de Paris.
As povoajoes em redor de Pars estao com-
pletamente abandonadas; os habitantes reculhem-
se Paris com os seus pequeos baveres.
A esquadra franceza levantou o bloqueo dos
portos do Bltico, e tem chegado diferentes pon-
tos da Franca pan a sua guarnijo poder con-
correr para a defesa da patria.
has.
rr- piz-se ijoe o general lmine era Metz ofe
A princeza Mathilde, prima do imperador Napo-
len, ao passar a fronteira franceza, soffreu um
embargo as tata bagagens, sendo-lhe apprehen-
didos valores superiores oO inundes de francos.
Foi apprehendda na fronteira a volumosa
correspondencia da familia imperial com muitos
personagens estrangeros. Esta correspondencia
pertence historia poltica dos ltimos annos.
O ministro do interior nomeou urna commissao
para reunir, classificar e preparar a publicajo
desses curiosos documentos.
O priqcipe de Joinville, e os duques de Au-
male e de Ciunr-s chegaram Paris no dia 5 de
setembro, iodo inmediatamente casa do Sr. Ja-
lie Favre p:ira oferecerem os seus servijos ao go-
verno da defesa nacional, mas o Sr. Julio Favre
instou para que sahissera de Franja, afim de que
a sua pre.-enja, as actaaes circunstancias, nao
fosse pretexto para divergencias internas.
ITAUV
Diz o Standart de Vianna que em conseqnencia
de um ajuste entre o governo italiano e o governo
prussiano, comejou no dia 12 de setembro a oceu-
pajo de Roma pelas tropas pmssianas. A Italia
garante a segtiranja pessoal do papa, dos cardeaes
e do clero. As demais potencias resolvern) nao
intervir.
No dia 12 entraran) as tropas italianas em Vi-
terbo sem resistencia, oceupando esta provincia e
a cidade de Cometi sem se disparar um tiro.
O general Cadorna proclamou aos Romanos
que nao levava a guerra, mas a paz e a ordem ;
que deixar as cidades livres para se administra-
ren a ai proprias, e que continuar inviolavel a
independencia do santo padre.
0 general Bixo oceupou Montefiascone, retiran-
do-se as tropas pontificias sem resistencia.
Terracina e outras localidades sublevaran)-se
favor dos Italianos.
Despachos de Floreo ja e de Roma de 20
nonte annunciam que as tropas italianas emraram
em Roma, depois de quatro horas de combate.
As tropas pontificias, por ordem do papa, cessa-
ram o fogo.arvorando a bandeira branca.
O santo padre foi convidado deixar ocen-
pnr a cidade Benina pelas tropas italianas, con-
servando o monte Palatino.
Urna guarda de tropas italianas foi posta ao ser-
vijo de sua santidade.
Publicamos em seguida a nota qae o Sr. <|e
Beust dirigi ao representante austraco em Ro-
ma :
t Vienna, 30 de jnlho de jnlho de 1870.Ao
Sr. de Palomba, em Ruma.Os ltimos decretos
Xlo concilio, proclamando o dogma da iofallbilida-
de papal, nao podiam deixar de causar ao gover-
lio imperial e real nm profundo sentimento de
rrofunda e legitima preoccnpsjo. Effectivamen-
i resumem, prestando Ibes urna consagrajo so
iemne, principios caja applicajao ha de necessa-
riamente alterar as bases tobre qae, at aqui, se
tem firmado as relajoes da igreja com o estado.
c Armada cora nma nova autoridade que o re-
> de certa omnipotencia, o soberano pontfice
tujp-se juiz supremo em materias e pontos de
moral, quandu esUs materias recebem ao
o lempo detlnijoes qne as e-tndem alm do
lio reservado, indubilavel mente, competen-
. greja.
Jm augmento tao consideravel do poder de
que depositario o chefe da igreja, obriga os go-
vern s desenvolver mais vigilancia e energa
uar nanter intactos os seus proprios direitos em
freal dos que querem revindcar sob o escudo
deli poder novo.
K>i despacho que dirig era 1 de juiho de
186Kao Sr. conde de Traultmandorff esforcei-me
em precisar, tao claramente quanto me foi possi-
vel, i limifes qne devera trajar-se aejao do es-
tado e acjo da igreja. Fazia eu notar entao
que.i governo imperial e real uo poda,, em ne-
nhuoi caso, separar-se dos principios consignados
neate documento ; e que traduzidos as institu-
jfes i nblicas do paiz nhara chegado ser o pro-
prpi o fundamento da sua conslilujo.
< i defeza (Testes principios e dos direitos que
para i estado d'elles derivara toma va aos olhos do
govet o toda a importancia de um devor de pr-
mein ordem.
) seu cumprimento nao linharaos trepidado
ante a necessidade de inlroduzir na legislacao dis-
posijAs em discordancia cora certas estipulajoes
da coocordata de 1833. Com o fim de evitar um
cundido penoso com a santa s, solicitamos com
ositetk'ia que consenlisse na revogacao completa
de urajacto, cujas partes essencias haviam, mais
tarde, de encontru"-se era desaccordo com as exi-
gencias da situajo creada na raonarchia au-trn-
hngara. Perante a negativa do santo padre, de
acceder au no*sos rogos, vimo-oos ebrigados
estalelecer de faci as inodificajous que recia;
mava a vinda de uraa nova ordem de cousas
Allemanha.
< Por outro lado tinhamos mantido a validade
da concordata, apesar dos ataques, bastante fun-
damentados, de qne era objecto, e apesar da con-
sideranto de que esse acto, desprovido da sanejo
legal exigida pela conslituijio hngara, nao poda
j considerar-se carao tendo forja de le neste
reino.
t Pedimos, sem embargo, ao santo padre que
tivesse em conta as condijoes e-senciaes da vida
das sociedades modernas, os deveres importes ao
monarcha relativamente este ponto e indicamos-
Ihe quo urgente era nao provocar conflictos sen-
liveis, persistindo era collocar debaxo -da inter-
venjao da igreja o exercicio de direilos inherentes
ao estado.
Tal era a nossa attitude. ha um anoo. Ap-
pellraos para a sabedoria da curte romana, uo
sem experimentar alguns temores, vende que se
approximava um momento decisivo, no qual a
greja ia manifestar as suas tendencias cora res-
ipeilo sociedade e aos estados modernos.
A reumao do concilio ecumnico e o resulta-
do das suas deliberajes. deviara, efectivamente,
dar ao mando em espectativa um testemunho
claro do espirito, que anima a igreja. Poda rea-
lisar-se urna grande obra de conciliajao e de paz.
Poda, tambem, abrir-se um abysmo insaperavel
entre as doutrinis promulgadas pela igrej i e as
que professa nos nossos das a maioria iraraensa
das sociedades civis. Os governos, possuidos de
respeito peia liberdade do concilio, abstiveram-se
unanimente de toda a presso e at de toda a in-
tervenjao, anda que as materias subinctlidas ao
exame dos prelados devessera, era raais de um
ponto, tocar era interesses que nao eram de ca-
rcter exclusivamente religioso. O governo im-
perial e real, pronunejou-se bem alto a favor desta
atliude de absienjo. Desejava sinceramente nao
abandonar o papel de simples espectador.
c Nao se pode, porm, desconhecer que as in
lluencias predominantes no seio do concilio preci-
pitavam este n'um caminho contrario s esperan-
jas de todos os que tinham desejado uraa patn-
cajo dos espiritos.
Apear dos esforjos de urna raimra rep?i-
lavel, a raaora dos padres do concilio, animada
pela attitude decidida do santo padre, tenda cada
vez mais para as decis5es extremas. Prevendo
as consequencias inevitaves das tendencias que
iam arrasta-lo, o governo imperial e real sahio
d sua reserva. O mea despacho de 10 de feve-
reiro ultimo encarregava o embaixador de S. M. I.
e R. de chamar a attenjao da corte de Roma para
as pergosas consequencias que arraslaria eomsi-
go a applicajao das doutrinas que o concilio pre-
meditava declarar leis da igreja. Dissemos, por
essa occasio t que nao poderiaroos retroceder
ante o cumprimento de um dever imperioso, tal
como o de assegurar s leis do estado o respailo
que Ibes dvido por cada cidadi), som nonhu-
ra excepjo e em toda a circumstaneia.
t A mais de ara governo se Ihe alBgurou como
a nos a natureza das teddencias que se manifesta-
vam em Roma.
c As repr?sentajoes accumularam-se e a voz
da Austria resoou urna vet mais em apoio das ob-
servajoes consignadas no memorndum francez
remettido sua santidade pelo raarquez de Bau-
nevilie.
t Foram tao inuteis estas advertencias como a
persistente opposicao da miona. Nem a corte de
Roma, nem a maioria do concilio se detiveram na
empreza em qae estavam empenhado3; e a ulti
ma aeesao publica do concilio deu ama solemne
sanejo ao dogma, que por assim dizer, a essen-
cia das doutrinas com que sua santidade quer
assegurar o sea triampho.
. O governo imperial e real vto-se assim enllo-
cado perante aro facto de immensa transcenden-
cia, que examnou nicamente, debaxo do ponto
de vina das suas consequencias, com relajoes aos
interesses do estado pelos quaes tem obrigajao de
velar.
t Efectivamante, nao pode entrar no nosso pen-
samento expor juizo algum sobre um dogma re
ligioso, a respeito do qual nos nao compete pro
nuociar a nossa opiniao.
Tivemos cuidado desta vez assim cono das
precedentes, em manter-nos alhaios a toda inge-
rencia indevida em qnestds puramente dogma-
ticas.
i Devo anda insistir neste ponto, e declarar
urna vez mais qae nos nao podemos preocupar
com as decisdes do concilio seno tanto quanto a
sua applicajao s relajoes da igreja com o estado
inleressa a este ultimo.
t O resultado de semelhante exame nao poda
ser duvidoso.
< Como disse no principio do presente despacho,
as doutrinas promulgadas pelo concilio, collocam
as relajdes do estado com a igreja sobre uraa
base completamente nova, visto esta concentrar
na pessoa do papa lodos os poderes qae pretende
exercor.
i Urna mudanja tao radical transtorna todas as
condjSes que at aqni preiidiram ao nivelamenio
das reljoes entre o estado e a igreja.
E' e>u ultima a que toma a iniciativa n'um
acto de tao .grande transcedencia ; e ao obrar as-
sim, cwiioca-se u'ura terreno onJn nos nao deixa
que segui-la, declarando quo as cooveiicoes
tho sob o imnerlb das crcnmstaaclas
totalmente radil nao pidera couiiderur-ae
ja como validas.
c A c locordata de 1863 est por conseguate
feri li Je roo imperial e real
coosi 1 .i- id i.
t O coiiseiiio de mi ii tr is tomou j urna reao-
Injioaesl he eu encarre 'uhpr,
de dar eonhecimento official d'ella ao governo pon-
tificio.
Nao se pode, sera ioquietajao, raanter rela-
joes cora um poder que a si mesmo se constitue
poder sem limite algum.
( E' certo que a infallbilidade pon'.ificia s de-
ve estender-sa s materias de f e de moral; po-
rom tambem evidente que quem nao pode en-
gaarse revndica para s o direito de julgar so-
bre o que est incluido na moral e na f e que
por consecuencia, assignala por si os limites da
sua competencia.
< A eneyelica pontificia de 8 de setembro de
I86i e o Syllabus que Ihe est annexo demonstran)
bstanle al onde poda, segundo a santa s, estn-
der o seu dominio esta competencia, anda antes
da proclamacao da iofallibilidade.
_t Em presen ja de um poder de lal ordem, para
nao lecorrer a ineios novos, o estado deve ao me-
nos recuperar toda a soa liberdade de acjo para
repellir usurpajoes que esto iinminentes.
< O governo hngaro, fundando-se n'nm ami-
go privilegio, disp5e-se a usar o placetum regium.
a Tendo se negado na Hungra, como ja o fez
notar, todo o valor legal concordata, nao pre-
ciso pronunciar a sua abojo f. rmal n'um paiz
onde nao foi admittida como lei do estado.
Nao acontece o mesmo nos pizes onde pre-
ciso retirar a patente imperial de 3 de novembro
de 1833 q ue Ihe deu forja de lei.
t Esta medida, a que vae proceder-se inmedia-
tamente, pareceu nsuflkiente sera recorrer ao
placelum regium, que estara por outro lado em
contradicco cora o principio liberal das leis fun-
daraentaes da Austria, e que poria obstculos
liberdade qne estas leis assegaram em particular
ae exercicio do culto catholico.
< O governo imperial e. real limita-se, pois, a
adquirir a sua plena liberdade de acjo, cora o
lira de preparar-se contra toda a ingerencia even-
tual do poder eclesistico, ta! como fi;a consti-
tuida pelos decretos do ultimo concilio.
A mudanja que se efectuou oa pessoa de
ura dos contraanles assim como as condicoes
que de lado a lado existiam quandu se ultimou a
eonc rdata, d ao governo o direito de que usa
ao considerar este acto como annullado.
Por exemplo : os direitos e as prorogatias
de igreja calholica que o artigo 1 promette pro-
teger, adquirem um sentido novo, urna extenso
no todo diferente desde o momento em que a in-
fallbilidade pontificia foi declarada.
< As douirina- e a disciplina da igreja de que
(rata o artigo 31 entrara agora era caminhos com-
pleta .nenie novos.
O juramento do hispo austraco que segnndo
a formula estabelocida no artigo 20. promette
Qdelidade ao imperador, perde a sua sgoificajo
real, se nao deve ter outro valor seno aquelle
que ihe reconheja papa.
i Poderia multiplicar estes exemplos era abono
da mi nha asserjao : ique a convencao de 18 de
agosto de 1853 est annullado de facto e de direi-
to pelos decretos do ultimo concilio.
loforme-se exactamente >\oma da situaco, lal
como na realidade ella se aprsenla.
Nos, nao fazemos mais do que legalisar nm
estado de cousas, cralo independenteraente da
nossa vootade.
< Nao o governo imperial e real quera toma
arbitrariamente a iniciativa de uraa annullajo.
Obedece tao fomente a nma necessidade em
que o collocam as decisdes da igreja.
t Tal o ponto de vita sob o qual o governo
imperial e real considorou a situajo e entendeu
dever dictar as suas resolujoes.
Informai disto o governo pontificio, e trans-
mitti-lhes as explicacoes que possam cmtribuir
para aclarar o verdadeiro sentido de nossas de-
terrainajoes.
Asseguro-lhe, ao mesmo lempo, que nada >^s-
t mais longe do nosso animo do que dar o signal
de novos conflictos entre os poderes ecclesiasticos
e civil.
Se este recapera a sua liberdade nao e segu-
ramente para fazsr delia um uso hostil ao interes-
ses da religio.
i Defendendo os seus direitos, continuar a
respeitar os direitos e a liberdade dos outros ; s
deseja-em Um, vi ver em paz com a igreja a qnem
respeita e cuja alta misso reconhece. Recebi,
etc.Beust.
INGLATERUA.
A india ingleza d syraptomas de rebellio
emelhante de 1837 : um regiment em Allalia-
bad insurreccionou-se, fazendo caua commum
cora os povos que devera conter era ordem.
As noticias da China vio esclarecendo a na-
tureza do attendendo de Tienisin contra os estran
geiro. As noticias offlciaes nglezas raostram que
o insulto fui todos os estrangoiros As oto ca-
pellas protestantes, americanas e inglezas. foram
destruidas tambem. Os protestantes de Shanghai
e missionanos americanos assigaarara uraa men-
sagem de pezames aos padres jesutas; e em
Kongkong tudo quanto era estraogeiro assistio aos
funeraes das vctimas, que se fizeram cora a maior
pompa.
Quando o padre Rayraundo, jesuta, acabou a
orajo fnebre, a enorme multido de lo las as
crenjas, que o escatara, eslava, sem excepjo,
sufTocada em lagrimas.
A Inglaterra tencioaa associar-se Franja para
dsr urna severa lijao ao celeste imperio.
O embaixador francez em Londres, o marqaez
de Lavalette, pedio a sua demisso, e foi para a
Escoca ; julga-se que ser substituido por Louis
Blanc.
Chegou no dia 6 a Dover no paquete conde
de Flandies o principe imperial francez, acontpa-
nhado pelo capito do mar e guerra Dupern, qne
foi commaodante do Taureau. e pelos offleiaes
Lanr e Ferry ; sahio depois de Dover para Has-
tings pelo eaminho de ferro.
E' esperada em H isiings toda a familia impe-
rial, pois com o seguiraento que tem tomado as
cousas polticas, o rei Guilherme nao pode ter inte-
resse em conservar tao dispendioso prsionero. e
pode aproveitar a concesso da sua palavra, de
que se aproveilarara outros ofllciaes do exercito
francez.
Parece que se trata de comprar para o impera-
dor a propriedade de Brasted-Park era Kent, per-
lo de Sevenosks, a poucas milhas das oascentes
de Turnbridge, que devem ser favoraveis para de-
bellar a doenja de que elle soffre.
Esto era Londres o principe de Joinville, e
os duques de Nemours e de Charles.
Acha-se tambem em Inglaterra o general Can-
robert.
Em Londres tem havido algumas desorlens
entre os partidarios da Franja e o da Prus.-a,
que se exaltam defendendo cala um a sua opi-
niio.
A democracia ingleza quer demonstrar, em um
grande meeting, que se vae celebrar em ilyde
Porte, as snas svmpathias pela Franja.
Na Irlanda ba grande enthnsiasmo pelos fran-
cezes. Domina alli o clero catbolico quo
contra a invaso alleraaa em Franja.
O governo porm conserva-se insensvel ; p,
raando muitos esperavam a-" valioso conselho,
onde se tomssse urna resolnjo decisiva, veem-sp
os mais importantes merabros do gvrr;
gosar do repouso dorante a eslajo calmosa as
suas prepriedades.
Em quanto a Europa contempla a mais pavo
rosa guerra deste sesalo, trabalha-se acliva.mi ate
em Inglaterra aos preparativos da exposijao uni-
versal de 1871, receuendo quotidianamente a com-
misso da exposijao, cartas de diferentes indus-
triaes, pedindo lugares para exporera 03 productos
de diferentes industrias e artes cora qae se pm-
poem a concorrer aquelle certamen.
As ultimas noticias da Irlanda dio avaa*
importancia ao terrorismo feoano. O*
deseohnram em Cork, e embargaaam,
qaaniidade de armas e mnaijdes, qneeatav
cultas em casa de alguns regostantes. Ua. .
foi preso, e outro. consegeio pr-se em fofa.
ALLSMATHA.
A Prussia tenciona, pedir a Austria expbea-
c5es relativas aos seus armamentos.
- Tres capilaes da Allemanha do Sal pede a
sua jncea confederacao do norte.
O conselho da cidade de Munich petieioaa para
que o rei da Ha viera se junto confederara 4o
norte.
Em Stuttgard houve nm grande meeling de pes-
soas inufluentes, pedindo a reonio immedtau
com a Allemanha do norte. Anlogas demoastra-
j6es houve em Carlsruhe e em Mognneia.
Dizem de Berln que a Prnssia tencioaa esta-
belecer nm parlamento cmaoslo de me man* de-
luda a Allemanha para o bem commum.
ana,
O capito general das Vas-oncada* e Navarra,
partcipou ao ministro da guerra qne nao occorria
novaade no sen districlo, accrescentando qae os
trbunaes continuavara com actividade os proces-
sos instaurados aos insurgentes apprehendidM, e
3ue em Galdacam se trabara appresentado ao ia-
ulto 116 individuos com 105 armas enra saeen
de manicoes.
O ministro da guerra expedo aquelle cap ti >
general a seguinte ordem que vem publicada aa
Gazeta :
Exm. Sr.A.insorreijio carlista, preparada e
orgaoisida as provincias do distrelo militar 4
commando de V. Exc. foi completamente sufloeada
em poaco mais de ama semana.
Este rpido, quanto sa'.isfactore resoltado, Im
devido aclividade, inlelligencia e energa de T.
Exc. e das demais autoridades militares, eir, e
judiciaes, bizarra das tropas, carabineiros, goar-
da civil, voluntarios da liberdade, e migitelUtet de
Guiposcoa, e a attitnde sen-ata e pacifica da gran-
de maioria dos liabitautes d'essas proviocias.
Altamente salisfeilo S A. o regente do reao.
do brilbaate comportamecto de todos, foi servidk
resolver que em seu nome se agradeca a V. Exc
e aos qae tao efflcazmente contribuirn) para este
importante e breve resaludo.
< De ordem de S. A. assim o digo a V. Exr.
pava conhecimento e efleilos convenientes. Dea-
guarde Sr. Prim.
Foi chamado a Madnd o Sr. Olozaga qae era
embaixador do governo hespanhol em Pars par ter
excedido as suas instrnejdes recoobeceedo a re-
pblica fraaeeza. Parece, porm, que as infonaa-
jdes dadas por este estadista satisfizeram o gowr
no hespanhol, porqnanto o sen encarregadb hav
nicamente reconhecido o governo provisorio de
defeza nacional; continan) outros a dixer qne
para o governo hespanhol dar ama satisajao ao
rei Gnilherme, dar a demisso ao Sr. Olozaga.
na ser substituido ou pelo Sr. Sagasta. qne pre-
fere nao deixar a sua pasta, oa pelo Sr. Gabriel
Rodrigues, que foi presidente das caries.
O gabinete hespanhol tem estado em eriat, em
conseqaencia do am conflicto com a cmara laaai-
cipal, em conseqnencia de urna medida ab*orda_f
desptica do Sr. Ri vero Abrigando esta corporajb
a demittir-se.
Fallase tamben) muito em nma rombiiaeao
poltica pre posta pelo conde de Bismark ao go-
verno hespanhol;formijao de um grande irape
riocom a annexajo de Portugal, e da Argelia,
sendo o general Prim vi:erei de Argel: a duque
de Saldanha vce rei em Portugal; governando aa
Hespanha propriamente dita o principe de Hchen-
zcllerne.
PORTUGAL
Nosso zeloso e Ilustrado correspondente -
creve em 26 do passado o seguinte :
t Na mioha de 13 parlicipava-lbe em comple-
mento correspondencia, que fdra aceito a demis-
so do marquez d'Avila e B domia, ficando iatori-
namente com as pasta da fazenda, e dos neg rio
estrangeiros o Sr. Carlos liento da Silva, e eom
a da justija, tambem interinamente, o bispado de
Vizen.
Ficou, pois, desde ento o novo gab-.nef
(aquelle que substituio na dictadura dos cem dia*
de 29 d'agosto) composto apenas de tres ministros,
a saber : marquez de S, bispo de Vizen e Cortos
Bento da Silva, qae foi o trumvirato aa* presidio
as eleijes genes. Estas fizeram-se cm socego.
sem enthcsiasino, e quasi sem ** dispalada*
pela opposijio, na maior parte dos crculos, a IS
do correnle. E' um trine syraptoma est; que da
serios cuida los aos que amara de veras a torra da
patria. Cada vez se manifesta menos ardor pele
suffragio. Em muit.-.s assemblas nem se chafan
a fazer escrutinio por falta de quera .consumare
as repectivas mesas !
t Ora, o ministro aguardava o resallad > da or-
na para se completar. J quando I lie escrevi a
rainha ultima se agitava na imprensa de todas m
'tres e vantagem ou desvantagem de nma eeci-
laco dos partidos, em nome da salvacao pnluica,
sendo esta fuso, conciliajao representada por
um gabinete em qae entrassem elemento de
todas as parcialidades. Afflrmava-se ser esta a.
opiniao pessoal do/Chele do estado, dictada pe-
las conveniencias publicas, e qae a ella adhe-
ran) o marqaez de Si e o Sr. Crrfca Bento, eston-
do mais renitente o prelado viziense, mas qtw por
fira too ponderosos motivos se apresenum cm >|ae
o proprio bispo se resolvera a aceitar a conriba-
jao, se os seus amigos mais dedicados e os valar*
partidarios mais salanles do centro liberal ref. -
mista nao se oppozessem eom todas aa forra* a
projectado arco-iris poltico.
< Tem se passado a quinzena em conventkof*'.
ora em casa do Rvl. bispo, ora as salas do Sr.
Joaquim Antonio de Agoiar, presideoto da facen
ou gruppo regenerador. As felhas de Usada *
provincias pelos seus correspondentes na, capital
tem contado miudamente essas leotativas d> ap-
proxiraajao, era quanto na cidade sefazem e>rrt
a todas as horas os mais desencoutrados boatts *>
recomposicSes ministeriaes, j no sentido da eon-
ciliajao, j no sentido do exclusivismo dos deno-
minados reformistas.
t O Jornal do Conmurcio e o Diario Popular
tem estado na brexa advogando com pertinaz te-
nacidade qae inconveniente jamar conser adores
e avanjados, elementos veibos e elementos novas
para fazer governo, mas governo de accao, tal
como cenvm as aperladas eirearasianeia* finao-
ceiras em que se encuntra a adraiaistraeao dn
paiz; outros jornaes tem balalbado eom igaal
constancia pela conciliajao, appellando para *
mais nobres setitiraentos e patriotismo de todos es
homens pblicos afina d.) esqnecerem na hora so-
lemne amigas divergencias e dissensoes, e iacri-
ficarem as mutuas incompatibilidades nos altare*
da patria, que de um momento para o nutro podv
T-se araeacada de complica jos externas de
maior gravidtle.
Contina portanto a crise at a bota ei ase
Ihes escrevo. e crelo qce nao se rasolva aatas da
sahid do pa inete.
-obro reoniram-se aa
I: Sr. Joaqoira Antonio de Aguiar .h srs. sa
ieS.bisp.1 de Vizen, Carlos It; it, dase*
..Ale Br.un.-ainp e Fustes frreir
fui prolongada, naasaaaa
ticou o cdido. dev*i lo aiml, haver satra rsaara..
, [. i s que luoitos mmr-
cian '* aa cidaite taaaa.^jsai
Lisboa) assinaram autes denontem um i

-*?


81
U i asm
O 30 II HIJI A3RI de^Pemambftcb Ter<$ feira 11 de Outubro de 1870
4higJdo ao centro do partido
faca *-
vic-presidJOj|po) mesmo centro.
"-8fiU?9 a a Londres, por Madrid, o marechal Saldanha,
orno Ihe disse aa minha de II. Ah -secando va
rus noticias dadas pelo jornaes,. o marechal
leve conferencia eom Oloiagas (que o gover-
no pnvworio de He-panna, mandara dtgressarjte
Paris onde exercia uiScjbs da embateadorje
cota o general Pnm. Goabeceu all (*) que ara
impraticavel ir atra venar a Prance e maulo me-
nos seguir at PariV*onien en Lisos* que o
duque de Saldanhi votara aqu para de c abar-
car n'aui dos paquetet semanaes e ir para logia
Ierra.
Pareca reforcar mais esit absurdo boato o fer
ogoTerno chamado o marqnet de Angoja (conde
de Peniche) ao histeria dos negocios eetrtngerro
para Ihe intimar que partisse para Broxetlas. E"
claro que nio tora exacto haver o Sr. de Peniche
pedido a sua demissio de plenipotenciario na Bl-
gica.
, Parece raesmo que algumas precaucSes mili-
tares se tomaram, mas o certo que, o duque di?
Saldanha paro de S. Sebasto para Brdeos don-
de ir ps ra Londres.
t Este terrores pticos sao, creio eu, pessimo
symptoraa. E* preciso que a credulidade publica
nao esteja merr dos uovelleiros.
< Contina a .'allar-se do armamento e estado
de defeza nacional; mas falla se pauco e faz se
atada menos. E-tes das notieiaram as folhas do
governo que se tinham mandado comprar 30 mil
espingardas Blgica ou Inglaterra. Has as taes
30 mil espingardas sao um raitho qoe todos os go-
vernos invocan de quando em quando para en-
trotar a expectativa publica. A dictadura do du
2ue de Saldanha tamben prometteu 30 mil armas
e systeraa anerfeieoado as* patrios da commis-
sao 1* As dezembro de 1S40 que foram l pedir-lhe
que trausse da defeza do paiz. Taes 30 mil ar-
mas nunoa vieram.
Ja agora tuda isto vai parecendn da fbula, e
entretanto a crear raizes a funesta idea de que
isto nao tem defeza possivel, e que se conforme
cada un com asente qoe estiver preparada a Por-
tugal III....................................
Pastemos adianto.
< A repblica fraoceza foi reconhecida pelo re-
presentante do governo portuguez em Paris. Af-
firma-se que o marqnei d'Avila que ainda eotio
era mini-tro dos negocios estrangoiros dera eese
passo sera ouvir os seus collegas.
< Os jurnaes de Pars publicaran) a seguinte
carta dirigida pelo vtscoode de Lencastre, nossi)
encarregado de negocios ao Sr. Julio Fabre partl-
cipando-lhe o reconheeimento omcial da repblica
francesa pelo governo de Portugal:
Sr. ministro. O governo de S. M. F. que me
apressei a informar da eomraunicacio que V. Exc.
fez a honra de dtrigir-me a 5 do eorrente, relati
varaente a constilnieo do governo. da defeza na
cionaL e nomeacao de V. Exc. para as fancedes
de ministro dos negocios eslrangeiros, ordeoou-rae
que entrasse immediatamente em relacoes offlciaes
com V. Exc. e Ihe expozesse os de*ejos que nutre
de raanter com o governo da defeza nacional as
boas relacoes que felizmente existem entre Portu-
gal e a Franja.
Feliz e lisongeado por ser eu o intermediario
entre o mea governo e o boroem Ilustre actual-
mente encarregado da direccio dos negocios ex-
ternos da Franca, empregarei no desempenho desta
raisso todos os e-Circos tendentes a manter e con-
solidar as melhores relacoes entre os dous go-
vernos. v
Rogo a V. Exc. que aceite a expressao de alta
considerara) e profundo respeito com que, Sr. mi-
nistro, lenho a honra de ser, de V. Ex., muito
humilde e obediente servo. O encarregado de ne-
gocios de Portugal. encastre.
< Ha nesse documento urna precaucao oratorio
que ja o representante de Hespanha liaba empre-
gado, e cliamar-se repblica o governo da
defeza nacional.
As eleicoes, como cima disse fizeram-se ecm
tranquiliidade, excepcao da Povoa de Lanhosn
,+ ra que houve conflicto.
< Dos 107 circuios do reino 61 contam os minis-
leriaes serem favoraveis ao gabinete. Estes cal-
culos sao disputados e contestados a ponte de di-
zerera os adversarios do centro reformista que o
governo nao ter maioria na cmara, o que me
parece inexacto. O caso nao esta em ter maio-
ria ; est era sabe-la conservar. Mas em quanto
a cri.-e seoo resolve tudo isto inopportuno, pois,
o que coovm saber quera far governo.
Eis o resultado final das eleicoes de depu
lados:
a Circulo n. 1, Vianna do Casteilo, Sebastiao Lo
pes Calheiros de Menezes; 3, Ponte de Lima, Sou
za Menezes; 6. Braga, visconde de Montarial; 7,
Villa-Verde, Alves Matheus; 8, Barcenos, Pae<
Viljas-Bvas; 9, E*posende e Villa-Nova de Fama
lico, H > ingues de Carvalho; 10, Povoa de La-
nhoso, visconde de O.ivaes; 11, Fafe, visconde de
Moreira do re; 12, idera, Rodrigues de Carva-
lho; 13, Porto (bairro oriental), Faria Guimares;
li, idera (bairro accidental). Francisco Pialo Bes-
sa; 15, Amarante, Noguera Soares; 16, PenaGel,
Adrin Machado; 17, Lou-ada, Mendonca Cir-
lez; 18, Paredes, Joo Captista Ferrio de Carvalho
Mrtens; 19, Santo Thirso, Dr. Faria ; 20, Gondo-
mar Veiga Beirao; 21, Villa-Nova de Gaia, Anto-
nio Cabral; 22, Chaves, Antonio Jos Antunes
Guerreiro Jnior; 23, Villa-Real, conde do Villa-
Real ; 21, Reg >a, Mello e Faro; 23, Alij, Lopes
de Mello; 26, Valle-Passos, Julio Carvallar; 27,
Braganca, Veiga Barreira; 29, Mirandella, Alves
Martins; 30, Moncorvo, Fsteves Falo; 3I.Avei-
ro, Dias Ferreira ; 32, Anadia, Jos Luciano; 34,
Feira, Dr. Andrade; 3o, Arouca, Carlos Bento;
36, Oliveira de Azemeis, Anselmo Braamcamp; 37,
Penacova, Jos de Sande Mexia; 39, Coimbra, Al-
berto Carlos; 40, Soure \driano Branij; 41.
Canunbede, Barjona de Freitas; 42, Figneira,
Ulrieh; 44, Lamego, visconde' de Valmor; 47,
Mangual le, Francisco de Albuquerqae ; 48, Car-
regal, Francisco Colho do Amsral; 49, Tondella,
Francisco Mendes; 50, S. Pedro do Sul, Bandeira
Colho de Mello; 51, Vizeu, Luiz de Campos; 52
Guarda, Telles de Vasconcellos; 54, Pinhel, Jo<
Tiborio; .*3, Trancse, Osorio e Vaseoncellos; 56,
Cea, Rainlia; 39. Cavilhaa, Viegas; 61, Alcobaca,
empatada; 62, Leiria, bario deSilgueiro; 63,
P.i.rabal, Teixeira ; 6i, Figueir dos Viuhos, Ei;a e
Cista; 63, Lisboa, Jos Elias Garca; 66, dem,
IVreira de Miranda; 67, idem, Sarava de Carva-
lho ; 68, idera, Latino Colho; 69, Olivaes, Villa-
ca; 70, Cintra, Francisco Coeta; 71, Belm, Pe-
dro Franco; 72, Torres-Vedras, Jos Pedro Anto
nioNogaeira; 73, Aliada, Eduardo Tavares ; 75,
Torres-Novas, Antonio Rodrigues Sarapayo; 76,
Thomar, visconde de Villa-Nova da Rainha; 77,
branles, Santos Silva; 78, Santarm, Barros Go-
mes ; 79, Chamussa, Maxianno de Carvalho; 80
Portalegre, Antonio Poquito; 81, El ves. Alcnta-
ra ; 82. Aviz, D. Miguel Coutinho; 83, Evora, Pi-
nheiro B>rges; 84, Extremos, Falco da Fonse-
ca; 85, Redondo, J >s Mara dos Santos; 86, Beja,
Dr. Gnsujo; 87, Monra, Anuosto de Faria; 88,
Mertol, Jacintho da Palma ; 89, Taviri, bario do
Zzere; 90, Faro, Lobo d'Avila; 91, Silves, Bar-
ros e Cunha; 9, Lagos, Jusarte.
Pelos crculos de Vianna do Ca-tello venceram
as eleicoes tres candidatos da opposicao, a saber,
o Sr. Rucha Paris, Rodrigues de Freitas, e Cor-
tez. O primeiro, por Melgaco (circulo n. 2), o se-
Rundo, por Valenca (circulo n. 4), Ocles Arcos
(circulo n. 5), sahio eleito o Sr. Jos Teixeira de
Queiroz; por Macedo de Cavalleiros (n. 28) o Sr
Jos Mesquta da Motla; por Arganil (n. 38 o Sr.
Waneller; por Castro d'Ayres (o. 43) o Sr. Soares
deMoraos; pela Pesqueira (n. 43) o Sr. Silveira
da Molla ; pelo Sabugal (n. 53) o Sr. Luiz Pimen
M; por Cisiello-Branco (n! 57) o Sr. Jayme Mu-
nz; pelo Fandao (n. 60) o Sr. Medroso; por Selu-
Inl (u. 7i) o Sr. Afrqbas; palo circulo 33, Estare-
ja fot eleito oSr Manoel Pires, abbade de Vallega;
pelo circulo o. 46, Mohienta da 8eira, o Sr. Joa-
qun! Augusto da Silva; pelo circulo n. 58, Certau,
o desernbargaJor Antonio de Vaseoncellos Pereira
Coutinho.
Pela India vieram eleitos o Sr. Teixeira de
Vascamell s e D. Luiz da Cmara Leme, ex-mi
nistro da niariiiha.
Para a presidencia da cmara electiva falla-se
com cerU Insistencia nos nomes dos Srs. Antonio
l';quilo S''ixas de Andrade ex-ministro, e Antonio
de Vasroacellos Pereira Coutinho juiz da rela^i
de Lsb a.
Foi Momeado presidente da cmara dos pares
o du u de Lml.
a A Guela do Povo, folha do grnpo histrico,
faz a seguinte contagem dos depalalm eleitos: no
eoatioeate, pelo partido refirrista 47; diverso-
grupo.- poln os 43; pelas ilhas adjacentes, di ,r
- >s gruiios i'ol ticos 8; deputados ja eleitos pelo
ultramar pettencentes a diversos grupos 7 ma
eleicio .luplicaua e outra empatada, total 107. Re
toluo: P^^do reforraisu 47; outros partido-
58.
" ^ercmo Qie sai deste ovo.
No da 24 zeram-se as exjqnias annuaes
peto eterno reponso do Sr. D. Pedro IV na s,
onde serao d'ora avante, e nao em S. Vicente de
do partido nbraisttJari,a tr-.j#d,iM|i OMdJlk AisisJ* iel-rei D.
'???;. Fot _wte entregu* ao Cuiz e seu irmiq, o pal de el- re o corpo dipl orna-
co, titulares, dep1tU9Ses.de lodos o 4or da
guaroicao.
c Xte veteranos i* liberdade foram depr urna
eoroa de perpetuas no monumento erigido do R6-
oio memoria do- re-soldado, dopoi de uvnom
em S. Vicente urna oissa por sua alma.
. Uqjn celebrpuri_j|ft,ijgnjnas Jgrejas paro.
chtaea oe LuM o priaem aaniversarto da morra
do cardeal patriarcha D. Manuel Boato Rodri-
gues.
< Cootin a goranar ,0 patriaretiado o bino
eleito do Porto, Dr. Afeerico Perteira ios
Santos.
< Foi ordenado o nagresso Lisba da commis-'
sao me em Inglaterra se aebava emarregada das
coastrocedes de barcos a vapor para Zarabe-
zia.
A companhla Pacific Steam Xaviyation Com
pnny acaba de contratar com o governo inglez o
transporte duas vezes por mez das malas d Li-
verpool (pasando por Bordonx, Lisboa, Rl d-s
Janeiro e Montevideo) para Valparaizo e de Val-
paralio (com escala per Montevideo Rio de Janei-
ro, S. Vicecte, Lisboa e Bordeaux) para Liver-
pool. Os paquetes partirio de Liverpool nos dias
13 o 29 de cada tan, e d Valparaizo nos das-14'
e 30. Os paquetes deixarSo e rceberao malas em
Lisboa.
< Era varias igrejas de Lisboa tem-se uestes
ltimos di 9 feilo preces publicas por Ma saati-
dade pie IX e necessidades da santa igreja
1 Segundo nm tetegramraa, consta que alguns
grupos de italianos atacaram a casa do conde de
Thomar nosso representante em Roma par'ln-
do-ltie parto da mobilia e arrancando- Ihe as armas
pontificias que estavam enllocadas ao lado das
nossas. O Ilustre diplmala portuguez e os mi-
nistros das outras na?5es junto da corte de Roma,
reunirm-se inmediatamente alim de pedir provi-
dencias ao governo italiano.
Foi declarado suspeito de febre amarella pela
junta consultiva do sadde publiei, o poni de
Gibraltar.
< Telegrammas de Villa-Real de Santo Antonio
chegados antes de hontem Lisboas asseverara
que nenhum caso de febre amarella houve em
Ayasnonte, e smente na Caulanha.
< De Barcelona tem fugide mais de 60,000
pessoas fbre amarella.
No Algarve, sobre reqnisleio do governador
civil estabelecen-se um cordao sanitario.
Alguns navios de guerra vio cruzar no rio
Guadiana para impedir eommunicacSes.
A' $3 do eorrente foi recebido no paco d'Aju-
da, o Sr. D. Elisardo Viado, represeutante das re-
publicas do Salvador e do Nicaragua.
Varaos ter urna nova carreira de vapores in-
glezes para o Rio de Janeiro, Montevideo e Bue-
nos-Ayres. Os barcos saem de Glasgow, porto
anda nao explorado e tocara em Lisboa na ida e
volta. O primeiro vapor que deve tocar neste
porto a 22 ou 23 de oatubro prximo o Astarle,
qae, segundo se diz tem exeellentes aceoramoda-
goes para passageiros fornecendo mesrao aos de
3' classe cama, roupa e utencilios de mesa. A
casa Melicott & C. de Lisboa tomn conta da agen-
cia era Portugal.
Ha dias procedeuse no ministerio dos negocios
extrangeiros ao concurso para provas escripias e
oraes para os lugares de cnsul de 1* classe. Es-
tao vagos os da Bahia e Siio. Entre os concurren-
tes figuram o Sr. Jayme Batalha Reis, e outros ca-
valhciros de merecida reputacao, taes como os Srs.
Manoel Saldadha da Gama, Jos Mara d'Era Quei
roz, Fernando Frederico Bartholoraeu, Antonio da
Cunha Sexase Alfredo Baldnino de Sertbra, O
concurso era tambem para os logares de segundos
offlciaes da direccao dos consalados e dos negocios
oommereiaes.
O vapor QHanza da carreira d'Africa quebroa
o veio do hlice a 13 do mez passado. O vapor
Sindh da carreira do Brazil trouxe os passageiros
daquelle barco que ficou em Gore. Os passegei-
ros assignaram urna manifesla^io de reconhe:i-
mento ao digno commandante o Sr. H*nrique
Franco Gomes ou pelo zelo empregado para preve-
nir os funestissimos resultados que poderiam pro-
vr do desastre. A agencia em Lisboa receben a
copia do manifest da carga.
No Porto houve ha poneos dias serio conflicto
entre o governador civil Perdigio e o presidente da
cmara municipal o Sr. Pinto Bessa, por causa de
urna questao de adrainislracio municipal concer
nenies canalisacao d'aguss para o sitio da Foz.
Houve altercacio entre os dous, passarara a vias
de faeto e violencias. O governador civil raandou
o Sr. Bessa para as cadeias da RelacSo entro qua-
tro agentes da polica. A cmara municipal to-
mn conectivamente a offeisa e telegraphou para
Lisboa ao ministro do Reino ( bispo de Vizau). Nu-
meroso concurso de povo, mais de duas mil pessoas
oceupavam a praca de D. Pedro. O ministro man-
dn ao governador civil a exoneracao que elle lo-
go pediu e mandn cbaraal-o a Lisboa.
< O presidente da cmara municipal (que di-
putado elaiio ) anda se conservava preso hontem.
O governo nae o pode mandar soltar pois houve
corpo de delicio e o caso est affecto aos tribu-
naes.
Imaginera o sobresalto que este acontecimento
causara na segunda cidade do reino. Os munici-
pes julgaram-se desacatados pela priraeira anctori-
dade administrativa e quinara que a cmara so
conservasse em sessao permanente em quanto do
governo central nao fjsse a re-posta telegr-
fica.
No Diario do Governo de hoje veio publicado
o decreto reorganizando o seminario de S. Jos do
Macan. Os (ios principaes deste estabeledmento
sao instruir e formar sacerdotes, principalmente
chns, para o servico dis igrejas e missao da dio-
cese, e hospedar e sustentar os niissionarios por
forem para as mis-5es ou dellas forraarem, que
ordem ou autorisacao do governo, e servir de ly-
cea era que receban) instrnecao secundaria os in-
dividuos que nao se destinaren) ao estado eccle-
siastico.
c Este estabelecimento, viveiro de missionarios
das nossas missoes da China as tres dioceses de
Macau, Peking e Nankng, foi at abolicio da
companhia de Jess no' seculo passado, dirigido
por ella.
t Conllou-o ento o governo de accordo com
o prelado, congregarlo da missao, e apezar da
extnecao desta, Hcarain os padres que della res-
lavara em Macan dirigindo o seminario, endo o
ultimo delles o venerando J aquim Jos Leile, ha
poneos annos fallecido. Este collegio foi de gran
de proveito igreja e ao estado, e all se formou o
clero chim .que anda temos em Macau e que pro-
dzio homens destn ;tos, como o synologo padre
Goncalves, cujos escriptos sao justamente celebres
em Portugal e no estrangeiro. Successiva e com-
pleta decadencia se tem notado no seminario des-
de a morte do padre Leite.
Aquelle estabelecimento ha 13 annos que nao
produzia ura s ordenando, estando apenas redu-
zido a collegio de edncaco e orphenilado.
O decreto estabelece dous annos: um prepa
ratorio que constitue conjunclamente curso de
lyceu, e o superior de sciencas ecclesiasticas que
comprehende em curso triennal o ensno aa histo-
ria sagrada e ecclesiastica, da theologia funda-
mental ou logares theologicos, da dogmatlea espe-
cial, da theologia moral e sacramental o de direi-
to cannico ecclesiastico portuguez eom os anne-
xjs de I i liturgia e ceremonia" e do Canto chao.
No eurso preparatorio sao incluidos os estudos
da hngu china mandarim e dialecto do Cant 10, e
dos principios de medicina domestica e de hvgiene
publica e particular, por serenrconhecimentos ne-
cessanos ambos, e indispensavel o primeiro ao
misionario na China.
< Na
X
mesma folha oCBcial se estabelece urna
commssao presidida pelo prelado diocesano, sen-
do vogaes um conego da S, o reitor do semina-
rio e empregado de fazenda nomeado pelo gover-
nador da colonia, aura 'e administrar os bens das
misados portuguezas na China.
Cascaos e Figueira es lio che s do banhistas
Em (ascaes esta quasl toda a corte, pirque sua
raagestade a rainha foi este anno tomar bauhos
para aquellas praias.
c Habita na fortaleza, parle da qual se accom-
modou liara servir de aprazivel vivenda elegan
te (i 1 ha de Vctor Einmauel.
El rei vai aos domingos ou quando o deixara
mais livre os cuidados polticos, paisar l o dia.
Aili ti ve occasiio de o ver houtem. Paro s
7 de Belem no seu e maristas. Trajava paisana. Chegou um punco
depon do vapor Luzituno em que, fui.
< Pelas 11 horas da in.,uuaa voltou para o
mar nunia gaiga com seu irmip o Sr. 1) Autislo
e dous aju.lautes de campo; levaram, espingardas
r enlretiveram-se na formosa baha do Casoaes a
atirar s gaivotas. A's 6 da tarde faz r junto do Luzitano e assistio ao eadurque. qos
passageiros que vollarara para Lisboa.
A rainha com as suas damas as^vjWjna.
mura'has da fortaleza ; ceios de peseta* p
ihor sociedade povoavam a praia e o& roenedos.
Hje houve la um concert dada por Altan, ceje
bre solista de cornetim do conservatorio de Pars.
Na Fif ueira, cono disse, esli oh hoteu a
transbordar da sybanW 0 Laso, pequonhu
risonba aldeis, que um dia ser villa e talves ci-
dade ata faj*|s do Bossaco, esli, a gosar da (res-
c*ra e;a)pcanio de tao encantada vsinhapca, oogo
a da. iincjm|iaravel raatta, mnitas pessoat. m
1r11a,'pofmij|ae a capital e o iovernj coBcornaJ
taKa adoserao geral d'esses apraziveis refugioi
de tedio, poeirada e semsaboria que Lisboa sabe
accuuiuiar np mtia, como pouc** cidadas das que
eu conbeco.
\ Ahi e,t Coimbra, o%de tambem estive agora
alguns das, one apezar d* deseru, anda assim
muito risonha eom todas oMoodego, o assuavissimaf ocordacies que pa-
rtee andar embafcaraada essa atraespliera de po-
ticos amorM. >
Ainda em 27 ao raraa dia oscreve ello :
Nada aioda di poaWvo sobra a resoiuoio da
criae.
O Jornal de Commercio sustenta no seu anl-
0 principal de, hoje, que o bispo de Vizeu nao
ansige. Qoe se cuseilie 0 fosiona qaeu quizar,
mas qoe o nobre prelado nao se presta a fater
governo multic.or em quem quer que seja.
O Diario Popular, que tambero orgao pol-
tico do centro reformista, diz que Imje on ama-
nhia Ocara completo o actual ministerio, por esta-
rem quasi concluidas as eguciacoBs relativas i
constiiuicSo do gabinete, e mu prximas de ter-
mo seguro, honroso e proficuo uara o paz Pare-
ce-lhe qoe nio s ser possivel formar nm miis
rio na altura das difliceis circumstancia- do pas,
mas tambem que chegaremos afinal i organlsaco
e classittcacao dos partidos liberaes em dons ni-
cos gruposprogressistas e conservadores, que
se revezem no poder em nome dos principios con-
trarios, mas concorrendo todos para o bem publi-
co, acabando assim a vagabnndagem poltica, a
guerra de facedes e interesses, substituid >s pelo
agrassamento dos homens pblicos sob bandeiras
diversas e pela lucU de principios.
E' ptima esta perspectiva.
< A Hevotucao (orgao dos regeneradores) da
qae o gabinete trabalha por se o mpletar e nao o
tem podido conseguir. Que tem sollicilado confe-
rencias do partido histrico, que as tem requerido
do partido regenerador que tem promovido a reu-
niio das duas parcialidades cora elle, que tora
procurado ministros entre os correligionarios das
duas fracedes e anda nio pode cKegar a um re-
soltado final. >
O Diario ie Noticias que nio est filiado nes
partidos polticos, escreve que hontem noita
nao eslava anda resolvida a crise. Que de dia
houvera conferencia em casa do Sr. A Brancamp,
que assistrara os Srs. bispo de Vizen, roar |uez
de Sa da Bandeira e Carlos Bento da Silva, e pa-
rece que resolvern) all excluir das pastas os
merabros do partido regenerador, havendo tenden-
cias para urna fasio dos doas partidos histrico e
reformista, entrando nesse caso o Sr. Brancamp
para a pasta dos eslrangeiros e obras publicas, o
Sr. Sarava de Carvalho para a ju tica, e Picando o
Sr. Carlos Bento com a pasta da fazenda. Para a
marinha ura cavalheiro do partido histrico.
Este, como os outros punco adianta. Boatos e
s boatos. Entretanto as diffleuldades externas
a crescerem, a crise europea a levantar-se em on-
das de inesperado e successos que pdem de ama
hora para a outra fazer snbmergir a independen-
cia de Portugal, a desrenca e apathia interna a
gangrenarem a Abra social, e os nossos homens
pblicos em pour parlen, em visitas, em pragnati-
cas sedicas de priraazias polticas, de vicios de
crigem, de incompatibilidades serodias II!
Abstead )-me de mais reflex5cs por falta de
lempo, e porque seriara prolxas e escasadas.
1 Parece que estamos em 1579. A forma on -
tra, mas a d ^cadencia moral tem a sua analoga I
Pois que qoer dizer oito dias depois de urna eleico
geral andarera os grapas partidarios s cortezias e
em passo de rainurte da corte a inquerirem per-
gaminbos de phantasiadas popularidades e sonha-
das inconveniencias para saberem se piem non-
grassar-se, quando urge que alguem geverne em
nom? do principio de nacionalidade.
Que entendem estes senhores por affastaraen-
tos? Sao as es olas econmicas ou os credos po-
ltico? que os separan) ? Nada disto.
< Na familia liberal ha s ama escola. Essa
muralha da China qoe elles vem dianle de si, sio
os doestos re procos da sna imprensa, sio as phra-
ses d'seomraedilas cora que se aggridem as vezes
em pleno parlamento, sao os odios pequeoinos, si>
as antipathas pessoaes inveteradas, sio as calura-
niasitas com que as opposicdes minam o poder,
sera se lembrarem de que na da segainte vira a
retalhacio, a revindicta, a incombatibilidade de
bnm servir gatria cora ouiros nomes, qae nao
sejaoi os inscriptas no acanhado rol de cada gru-
po ou fraegio liberal I 11 E, entretanto, as horas
a voarem, a invasio dos successos a alagar a Eu-
ropa, os mais imprevistos acontecraentos a trans-
tornarera todas as fronteiras da antgi ordem de
cousa?.
Hoje a noticia de que a Hespanha augmenta
o ejftcuvo do seu exorcito em 15 ou 20:000 ho-
mens e se arma at aos doentes ; amanbia a
imprensa daquelle paiz a afirmar que o n:ivo can-
didato, o principe Frederico Carlos, nio ir reinar
em Hespaobi senio depois da annexacao de Portu
gal e da concessio do Gibraltar por Inglaterra.
1 Ha poneos dias, era a possibilidade de arre-
dondar a Hespanha com Portugal e Argelia, flean-
do rei do novo imperio occidental o principe Leo-
poldo de H ihnzollern, sendo Prim o seu lugar-
teuente em Argelia, o duque de Saldanha em Por-
tugal.
Era presenca de todo este raaralhar de arabi-
ces, onde se ra<(;a em projectadas anoexaces a
carta du velho mundo, os nossos estadistas s me-
suras, a amuar-se a dcsarauar-se, e a imprensa a
contar as conferencias, a a enumerar os impedi-
mentos que at agora tem encontrado de fazer
governo que goveroe para ao menos sustentar
com digni l*de o nleresse de todos, a causa da
patria, embora nio reformen) por ora cousa al-
guma, netn subraettam mais o povo portuguez
com innovares que pedem tranquiliidade no ani-
mo, e o borisonte europea mais limpo de nuvens
negras.
No Porto ainda ha certa agitacao por causa
do conflicto entre o governador civil Perdigio e o
presidente da cmara municipal Pinto | Bessa.
Este aioda est na coieia. No Commercio do
Pono de hontem (26) vera circurastaociadas noti-
cias.
Vai reaparecer o Popular da tarde, folha
saldaohista.
P. S. Para a mala do Gladiator se houver al-
gumanot;ia mais importante, continuarei.
Niufragaram 2o do eorrente, as 8 1/2 horas
da noite ao entraren) na barra de Lisboa, sem pi-
lotos, a galera portugueza Lisbonense e o brgue
sneco Cari Pella: A galera vinha de Cardiff com
carvao, e o brgue vnha de Meaberg (Finlandia)
cora alcatrio. Salvaram-se as iripolaces.
5a ajaaqs de idade.
Castro Santos.
PROCLAMAS. Foram lidos no domingo 9 na
matrli da fregnezu de Santo Antonio os proclamas
i.* denunciacio.
"Francisco de Paula Pires Ranos, com Claudina'
Mareionilla de Alcntara.
Q bMtaawi Paulo da Amorta Salgado mm
Amalia Augusta Nery Ferreira.
rtrmino Jos de Araujo, com Amelia SanhorniM
da Costa.
2.a denundacio.
0 bacbarel Francisco do Reg Baptista eom
Mara Magdalena do Carmo Nudos.
Augusto Pacheco de Paria, com Neomeeia Lan-
ne Marinko.
Feliciano Duarte daPaixid, eom Justina de
Jess Bonn.
Amaro Gomes Carneiro Beltrao, com Anna Rosa
Biteocourl Lins.
Arthur Cavalcante Biteneoorl Lacerda. eom
Amella Theotonia da Cruz.
Antonio Jos Alves de Figoeiredo, com Julia
Idalina de Carvalho.
Victorian Antonio de Paula, com Claudina Ma-
ra da Conceicio.
Joaquim Alves, com Laarindi Delina de Lima.
Augusto Marques do Naseimeoto, com Mara
Aiexandrina Carneiro da Silva.
3.' denunciacio.
Germano Barbosa da Silva, eom Joanna Euge-
nia de Senna Pessoa.
Valentim Herculano da Rocha, eom Mana Edu-
virgem d'Anuuociacao.
Adolpno Cavalcante de Oliveira Maciel, cora
Seundina Francisca do Maclo.
Francisco Octavio Ramos, com Antonia de Cas-
tro Accioli.
Joio Francisco Reges, com Joaquina Martioiana
Pereira Azevedo.
ELLES LA' SE ENTENDEM,Sabbado ultimo
um subdito de S. M. Britnica falleceu quasi re-
pentinamente na estacad das Cinco Ponas, s 4
horas da tarde, Cnama-se elle Tbomaz Sharps,
era um amigo capilio de navio, que, por causa
de ura naufragio, foi desanthorado desse posto.
Achava-fe matriculado entre os empregados da
companhia de esgoto da cidade, e n'aquelle mes-
mo dia tinha entrado em exercicio.
Dado o accidente, o Sr. vice-consul da Inglater-
ra leve d'elle sciencia por intermedio do Sr.
Bionnt, engenhoiro da companhia Recife Draina-
ge, e, apesar dos pesares, foi-se para o raatto dei-
xando o cadver do sea patricio abaadonado na
igreja dos Martyrios para onde tinha sido levado I
A polica maodou sepultar o curpo no domingo,
e o Sr. vice-consul ficou lomando fresco na sna
casa de campo.
Isto nio nada recommendavel para o seu
vice-consul. Quando nada revela falla de huraa-
nidade.
EPIGRAMMAEntre os muitos que os France-
zes se entretm fazer ao imperio, ha o segainte,
aos dous Napolaees, o to e o sobrinho :
Dana leur gloire impriale
L'oncle et le neveu soat gaax,
L'aa a pris les capitales,
L'autre prend les capilaux.
Tradcelo ao correr da penna:
Sao na gloria imperial *
O to e o sobrinho iguaes:
Um as eaplaes tomava
O outro toma os capitaes.
PARS.Seguodo o censo de 1866, Paris, caja
superficie abrange 7:800 hidares, e cajo perme-
tro 34 kilmetros tinha 1.825:274 habitantes e
90:000 casas.
Agora os arredores:
N'uraa zona de ama legua fra dos lmites de
Pars, encontram-se 40 povoaedes qae se podem
considerar bairros da grande cidade, t entre as
quaes mencionaremos
Louvamoi eaae acto do^lirtlindia'l/S 1/8, eabeea de negrv tA er-
namby 1/2, Ceari 2/1 a 2/2.
LOTERA.A que se acha vende a 164"
a beneficio da aova igreja de Santo Amaro d*
Serinbaem, a qual corre hoje.
LEILES.H,je e/Tecta .0 agente Pinto o iei-
lao de dividas, assim como o da casa da ra do
Torres n. 14, eonjbrme est anonnciado.,
Amanhia (12>.deve Mr ligar o MlaoMHIbo
veis no priojerro radar.do sobrado da ra Diraita
n. 93
PASSAGEIROSVindos da Europa no vapor
inglez Amatme : >
Giovani Polito, Francisco Casella, Antonio Ca-
sella, Guiseppe, Stefaoo, aggio Potito, Mara M.
Marsiglia, Andrea Salti, Gioseppe Fellsiola, Dooe-
nico Chaix, Jacpues Ouori, Innocencio Alvares,
Pieetro A. Julio, Josepbina Dondigne, Louisa Rogi,
Vctonna Viala, Francisco X. Carneiro da Cunha,
Joanna Colho da Silva, Firmino Pereira da Cu-
nha, Joid Vleira de Mello e Silva eeua mulher,
Clement* da Araujo Lima, Bento F. dos Prazeres,
Joio D. da Fonseca Amaral, Bernardo F. Jun-
queira, Manoel Jos de Carvalho, Antonio Soares
ea Silva; Manoel B. Ribeiro e i fllha, Antonio Jos
A. Borges, Antonio Goncalves de Azevedo, Domin-
gos F. da S Iva. Joaquim F. da Silva, Pedro R. de
Oliveira, Jos T. Pinhelro. Antonio G. Pires, Joa-
uim A. A. Ferreira, Antonio C. de Vaseoncellos,
ntonlo Jos R. da Costa, Jos R.'de S. Cruz, Joio
J, de Medeiros, Manoel de S. lavares, Augusto
Tophen, Antonio S. de los Reis. Manoel P. Parada,
Antonio J. M. 8. Ribeiro, Miguel Arrilage, Domin-
gos Migrea, M. Zaro.
Segnem para o sal :
Dr. Lniz Felippe de Souza Leio e 1 criado,
Bdnrin Frey, Torquato Doarte de Souza, George
Jacob, Brunnsikiwisler, Raudo Colho da Silva,
bario de Cruangy, sua senhora e 1 criado, Ma-
noel Ignacio de Oliveira Jnior, Zeferino Moreira
dos Sant Andrade, Antonio Cosario, Francisco
Bgano, Firmino Antonio de Souza, Aqnilaoo Jos
da Costa Casteilo Branco, Constantino Tarry, Ma-
noel das Dores Pacheco, Francisco de Mattos Pa-
checo Trajano Angosto de Carvalbo.
Vindos de Mamangnape no vapor brasileiro
Cururtpe:
Francisco Herculano Barbalho Jnior, Emygdio
Herculano Barbalho. Jesuino Cabral Pereira Fa-
gundes, Targino Correa da Costa, Jos Marques
Nunes Belfort, Manoel Marcolino S. de Castro,
Ctementino Moreira Temporal, Antonio R. de Oli-
veira Ramos Thsorgla, J. Justino Pereira de Al-
meida, Jos Pereira Peixolo, Vicente Frizolla, Jos
Mainname, Nicolao Bertncio, Francisco Gnida, Pe-
dro Guida, Joaqnim Dornellas Cmara, Jos C
Fiuza Lima, Jos Caetano Fiuza Lima Jnior.
3 ditas mascaras ; a A. Roberto k FifcM.
3 ditas modas; a Aoiona Gonealwa *
vedo.
1 dkas ditas: a H. Leger.
2 ditas vinho; a Mamei Marfwa ie
17 ditas ameixaa j, Jt*> d Wv Parta Ir-
mo.
3 ditas mareas; a irmia Viallard.
> brdala; a rala JoaMtaa Ptoftan.
1 dU chapos; a J. J da Ciato Mala C
50 barris manteiga; a rsit res.
i dito vinho e 1 caixa ift de Viejy; a Meo-
rondtC.
1 ditas licor, 1 barril vinho: a E. Tarpto.
12 ditos dito; a Cuate Manta.
8 ditos dito; a A. Gairter.
ECELEDOK1A DE RKNDAS INTM5AS EI-
RAES DE PDLNAMBOCO.
toodimento > a 1 a 8 tt:tJMMt
dm dodia 10........ 5J
i
CONSULADO PROVINCAL
ftendimento do dia I
dem do dia 10.
a 8
!*383J
2:371
H:73MM%
PERNAMBCO.
REVISTA DIARIA.
O EXM. SR. DESEMBARGADOR ASSIS ROCHA.
Em casa de sua residencia, em Apipueos, foi
bontem pela manhi S. Exc. o Sr. vce-presidente
atacado por ama congestio pulmonar, que o pros-
loa sobre o leito.
Felizmente a cruel enfermidade nio leve carc-
ter violento, de sorte que s 6 horas da tarde j
se achava S. Exm um pouco melbor.
Fazemos sinceros votos pelo restabelecimento
completo de S. Exc.J
JURI DO RECIFE-Entrou hontem em julga-
meuto Joaqun) Bezerra de Sant'Anna, pronuncia-
do no artigo 192 do cdigo criminal por haver a-
sas-inado em Fernando de Noronba nm sea eom
panheiro era 1861. O reo foi absolvido, appellan-
do o Dr. juiz de direito da deeisio.
PROFESSOR PUBLICO.-O da 5- cadeira da
rreguezia de Santo Antonio desta cidade, Joio Lan-
delmo Dornel as Cmara, tem sua aula aberta pro-
visoriamente a ra do Buque de Caxias, amiga do
Queimado, o. 8, 3 andar, onde rcebe a matriea-
la os alumnos qae o fufem procurar.
.JK0-"^ "ercici0 cadeirado povoa-
do de Gaanelleira eotrou hootea o Sr AAdnho
AstolphoLmsd'All^aerque P
rlVr^l^^' br,,0*> *" Pa-
rara para o sul do impetro 400 oasMffMnrT d,w
47 para Montevideo e 279 para Buenos-Ayres.
DINHEIRO.-Os vap^es Coruripe UanM
tronxeram para os Srs : ^ n."
Andrade k Rege i-nnmnm
tees** !S
Thomaz Tbimes Slmn
Albino, Amorim k C.
Boltrio, Otiveira C. Sttf MO
AUWUUA.-OSr.Joaqai Maaal castro
S; nio, empregado do consultorio e plumaria bo-
meonathicas da roa da Bario do Victoria, acaba
de alforriar gratuitamente sua escrava Mari de
Hab.
Saint-Denis..... 26:117
Neuilly......... 17:545
Courbevoie..... 9:864
Pulaux......... :42* .
Clichy......... 13:666
Bonlogne....... 17:313
Saiot-Cloud..... 52:108
Sevres......... 8:754
Cuarentn...... 6:490
Auteuil........ 5:024
Sceaax......... 10:199
Vineennes...... 14:573
Montreail. ..... 9:236
Pantin......... 8:563
Aubervilliera___ 9:240
As 40 povoacoes encerrara prximamente 900
mil habitantes.
RASGO NOBILISSIMO.As seoboras francezas
tra dado o exeraplo da mais acrisolada dedicacao
cansa da patria, nio iotroraettendo-se no que
nio da competencia de mulneres, como mnitas
fazem, mas cuidando cora affeUuoso carinho dos
feridos, dispon lo geoeresamente das suas joias, fi-
nalmente de tudo o que procede da sublimidade
do seu coracaa.
Na Libert l se o segainte, firmado pelo viscon-
de de Latorieres:
Ha poneos dias aproseotou-se urna senhora
de idade no escriptorto da sociedade de soccorros
para os feridos.
Esta senhora vetia um trage simples de li pre-
ta, e levava na raao ura saoco de viagern.
Venho, disse, trazer o meu donativo para
os nossos feridos.
Qual a quantia qae desoja subserever f
pergunton o thesoareiro da sociedade.
A senhora, sem responder urna palavra, urou
do sacco de viagem um pacote de bilbetes do
banco.
Aqu tem 10:000 francos, senhor, disse ella ;
tenha a bondade de os contar.
E em seguida, brando outro pacote, aeerescen
lou:
Tenha a bondade de contar este.
Queira ter o ncommodo de contar mais,
disse, depois de ter tirado terceiro e qaarto pa-
cotes.
Depois eotragou grande porcao de ouro. Aquel-
le pequeo sacco de viagem pareca submettido
influencia de algum encanto. Ao todo chegou
aquella senhora a entregar 116:000 francos.
G vendo que a olhavam cora respettoso assom
bro :
Os meas doas netos estio no exerci to,
disse em voz baixa e trmula. Quando se d o
que se ama, nae muito que se d o que se pos-
lie.
AGUIA Esta escuna portuguez, sabida de Lis-
boa a 16 do passado para o nosso porto, traz a
seguinte carga : 10 pipas vinagre, 112 ditas e 40
barris vinho, 30 ditos azeite, 75 ditos toucinho,
300 saceos farello, 100 eaixas batatas, 20 ditas
c inservas, 10 ditas cha, 150 ditas cebollas.
GLADIATOR.Para este vaner inglez, que era
esperado em Lisboa de 27 a 29 do passado, para
Pernambuco, j estavam despachados os segrales
gneros : 4 eaixas rap, 4 ditas figos, 3 ditas fruc-
tas, 1 dita tecidos de linbo, 2 ditas calcado, 123
ditas, 228 raeias e 372 quartos passas, 2 voluraes
drogas, 5 barris vinho, 40 ditos azeite.
NAVIOS A' CARGAEm Lisboa Julio e Laia I
para Pernambaco, Ligeiro para o Para; no Porl 1
Socio*, Setxas /, e Judilh para Peroarabuuco,
Aielaide para o Para.
AUGU8TINE.-gt8 vapor, da linha de Liver-
pool, era esperado em Lisboa de 2 a 4 do correte,
em viagem para o Para, Maranhio e Cear.
NAVIOS CHEGADOS.- >e Llsbda-a 14 Ifora-
nhense (vapor) do Cear, a 15 Camella do Mar-
nho ; ao PortoNova Sorte a 24 do Para.
NAVIOS SAHIDOS.-De Lisboa-a 16 Aouia
para Pernambaco, e a 19 La Plata (vapor) para o
Para. Maranhio e Cear.
NOTICIAS COMMERCIAES.As de Londres, da
ultima data, dio baixa de i/8 nos precos do algo-
do, e dizera 6er regular o mercado de assuear.
Os precos de generas do Brasil sio os se-
grales :
AlQedode Peraambuco machina Firsts 9 1/2.
Seconds 8 3/4.
Roda 10 i/2
Da Parahyba, Firsu 9 1/89 1/4.
Seconds 8 1/4.
De Macei, Firu roda 9 3/8.
Ma. bina 9 3/8.
Do Maranhio, machiua Firts 9 5/8.
Sec md- 9.
Roda iO 1/2.
Do rio Gran te, machina Firts 9 18
9 1/4.
Secontis 8 1/4,
Roda 10.
Do Cear 9 i/2.
Vaneo da 21/ a 26/, e m ascavado de
PUBLICACOES A PEDIDO.
Jos Harta de Albuquerqae Li-
ma ao Sr. Alexaudrlno Mar-
tos Correa Barros.
Nio me sobra lempo, e nao tenho habito de sus-
tentar polmicas pelos jornaes.
A' antoridade competente dei contas de minha
conducta na qnalidade de subdelegado, da injusta
arguicio que me fez, e parece-me telo feito de
modo a satisfazer aquella antoridade e aos ho-
mens honestos e desapaixonados.
O Sr. Alfxandnno, julgo-o suspeito eerca do
drama que foi representado, e mesrao quando o
nio seja, seria ainda assim, para mim, sem valor
algum o sen conceilo.
Emqaanto, pois, o Sr. Alexandrino nio destruir
os documentos qne foram ofOcialmente publicados
em minha defeza, o publico, em attencio ao qual
escrevo estas lnhas, rae dispensar de voltar ao
prelo.
Engenho Ucha, 11 de ontnbro de 1870.
Jos Mara de Albuqueique Lima.
COMMERCIO.
PRA^A DO RECIFB 10 DE OUTUBRO
DE 1870.
AS 3 1/2 HORAS DA TARDB.
Cambio sobre Londres 90 d/v 22 1[4 por I*,
(sabbado depois de 3 horas).
xoncallo Jos Alfonso,
Presidente.
Mesquta Jnior.
Secretario.
ENGLISH BANK
O Rio de Janeiro Limited
Descorita lettras da pra?a taxa a con-
-encionar.
Recebe dinbero em conta eorrente hi;
I raso flxo.
Saca vista on a praso sobre as cidadet
jrlr.eipaes da Enropa. tem correspondente
a Bahia, Buenos-Ayres, Montevideo, New
) New-Orleans, e emitte caitas de crdito
jara os mesmos lagares.
RA DO COMMERCIO N. 36-
ALFANDEGA.
teidimentododia la 8 203:0074045
dem do dia 10...... 34:036*869
MOVIMENTO DO POtTOi
Navio sonido no ita i.
BahiaPaucbo brasileiro Mackkn, eaptio Pra-
cisco Balbino de Freitas, carga farinna de trifo
e outros gneros.
Navios entrados no da 10,
Bordeaux e portos iaternedioe 15 Cae,
francez Amazom, de 1907 fondadas. 1
dan te Jorat, equipagem 131, carga
mercadorias ; Tsset frere.
Terra-Nova33 dias, brigue inglez lae, de 137
tooeladas, capitio Reil Me. D .wjall, |oi,
12, carga 3456 barricas eom baeaiko; ,
ton Palor & C.
New-York34 dias, esenna dinamarqoeza
de 117 t opiladas, cap tao Fyhver, m0m
carga 1120 barricas eom farinha de lrif* es-
tros gneros; Pbipps Brothers k C
Navios sonidos no mamo din.
ParaBare* prrtogueza Lusitana, eapito AMe-
nie Domingos Julio Gaia, carga plvora 1
geoeros.
Rio da Prata e portos intermediosVapor I
Amazon, comnraniante Joret, carga
que trouxe da Europa.
Obsrvacao
Fundeou no lamario um lugar fraocez,
nao tevecommanicaeio eom a trra.
EDITAES.
Amaut
W a 20/.
Caeo do Para 45/ a 53/.
Conro* seceos salgados de 7/ a 9 i/J, r verdes
de 4 1/4 a 5 3/4.
Borracho fina 3/1 a 3/J, mediana 2/10 a 3/1,
237:043^914
MOVIMENTO DA ALFANDEGA
'olamos entrados cora fazendas
dem idem eom gneros
'olomes sahidos eom f azendas
dem idem com gneros
84
491
-----375
83
65
-----148
Descarreram hoje 11 de outubro
Brigue inglez Waller J. Commimdiversos g-
neros.
Barca ingleza Patriol idem.
Barca inglezaRoderich DA11ferro.
Barca iqgiezaSea Quemdem.
Barca portuguezaLuzitanoplvora.
Brigue inglezDorabaealho.
Brigue inglezPortiadem.
Lugre inglezEmblynfarinha de trigo.
Despachos de exportaco no\dia 10 de
outubro
Na barca ingleza Barbadoes, para o Canal
carregaram : Keller k C, 108 saecas com 7,340
Kilos de algodio.
No brigue inglez Wild Rose, para o Canal
carregaram : Rahe Schmraettau A C, 232 saecas
eom 14,243 kilos de algadio.
No brigue portuguez iYitimpAo, para o Porto
carregaram : Oliveira Filhos k ('.., 51 coaros sec-
eos com 357 kilos.
Importaco.
Vapor francez ahazone, cmdd de Brdeos e
Lisboa, mantfettou:
125 eaixas cognac, 1 dita saguesugas, 12 ditas
licor; a ordem.
3 ditas calcado e movis; a L. A. Siqueira.
3 ditas chapeos; a Monteiro Gregorio & C
60 ditas queijos; a Manoel Fernandos da Costa
k C
lo ditas ditos ; a Joio Fernandos Lopes.
18 ditas ditos ; a Simpson, Durier k C.
6 ditas ditos ; a Jos Joaqnim Alves.
55 ditas ditos; a Carvalho, Zeoba k C.
15 ditas ditos; a Souza, Bastos & C.
35 ditas ditos; a Jos Correa Braga k C
17 ditas ditos ; a Barbosa k C.
33 ditas ditos; a Corga Irraios.
33 ditas ditos ; a Joio Martins de Barros.
12 ditas ditos ; a Silva k Joaquim Felippe.
12 ditas ditos; a Croa, Neves A C
23 ditas ditos ; a Joio Ignacio da Costa.
16 ditas ditos; a Joaqnim Jos Goncalves Bel-
trao.
17 ditas fructas; a Manoel de Souza Tavares.
43 ditas ditas; a Antonio G 'raes Pires.
7 ditas ditas; a Oliveira Filhos k C.
1 dita obras de prata ; a Lehraann frres.
1 dita H'vros; a Lailbaear k C
1 dita ditos ; a Joio Walfivdo de Medeiros.
19 ditas licor e conservas de peixe; a Tinoco k
Vilella.
2 ditas papel; a A. Henrique Rodrigues.
i dita diio; a Lacio da Silva Antunes.
2 ditas dito ; a Tasso Irmo & C.
1 dita dito, 80 ditas sardinhas; a J. Gerardo de
Bastos.
6 ditas modas; a A. Correa de Vaseoncellos.
4 dihs ditas e calcado ; a Vaz k Loal.
1 dita jseovas; a P Maurer k E.
1 dita muremos; a Ferreira Mala : C.
1 barril drogas; a F Gautbier.
1 dito cognac; a H. Leideo k C
3 eaixas sedas e modas; a Carlos Pinto de Le-
mos k C
JUISO DOS FEIT05 DA FAZENDA NACIONAL
O Dr. Abilio Jos Tavares da Silva, oficial da ar-
dera da Rosa e juiz privativo dos fetios da Moa-
da nacional por S. M. o Sr. D. Pedro II, etc.
Paco saber todos qae este viren qoe no dfe
13 de outubro futuro, un sala das anuencia, pata
11 horas da manhi* parante este joizo se veade-
rio em praca os bens segua* : poohorados ana
hordeiros de Jnlo P-rer Mallos, ex eettectar
da villa do Cabo, e de sea fiador para atagaanai
da fazenda nacional : o engenho Boa Desame, no
termo de Agua-Preta, sendo avahados a* beatda-
rias do raesmo, consistindo em orna enea de eage-
nho e porgar sobre pilare, 200 palmo de em-
prmenlo e 42 de largura, toado ao lado aa le-
Iheiro que serve de picadeiro eom 17 psate d
largura, asseotaraenlo com 5 rojos, esaata, reda
d'agua, moeada de ferro, cora formas, casa da vi-
venda, senzalla, casa de familia, todo da takpa e
em mo estado, eom 102 palmos de frentes e
4 casas em mo estado em 8:0004000; e as lar-
ras do mesmo engenho comprehendeada a sagar
denonsiaado Roncador, eom ama legna da I
e igual exteocio de fundo poueo mais on 1
em 12:0004000; urna easa terrea na
Cabo de taipa eom 65 palmos de frente e 1
fundo, 7 jaoellas na frente e 2 portas, 1
centro, 7 quartos, eosinba, qauUal eom 1-101
de exteocio, e nm terreno de vola to ao sal
ma easa eom 18 palmos de frente, sendo
terreno foreire, avallada em StfOOjOM, a a 1
genlio Solidado avallada em 18:0004000.
B para que enegue aa coabeeimento da 1
maoilei passar o presente qoe ser pnbNrado pala
imprensa e afiliado no lagar do cosame.
Dado e passado nesta cidade do Recife ana 32
de setembro de 1870.
E en Luiz Francisco Brrelo de Almeida, eem
vio sabscrevo.
Abilio Jos Titmres a Sttra.
0 Dr. Manoel Antonio dos Passos e Silv. Janear,
juiz municipal e de orphios, 1* soppiente aa
exercicio do termo de Onda, por S. M. L a C.
o Sr. D. Pedro II, i quem Dxts guante,etc.
Faco saber aos que o presente edil; I viren, <
delle noticia tiverem, que dentro de 30 atas recebe
este jui propostas em cartas fechadas para a ar-
reraatacao por venda, quem mais oeWeenr, do
escravo Manoel, com 5 annos de idade poneo ata
ou menos, de cor cabra, avahado por 2fl0f06t, o
qual tem de ser arrematado i reqoerimente da
inventariante dos bens do finado lenle Jos Joa-
quim Lopes de Almeida, para pagamento dos ere-
dores deste; sendo que ser dita arremasacAd ef-
fectuada de conformidade eom o que deterntina e
art 1* do decret n. 1,695 de 15 de iuuaai e>
1869.
E para que ebegue ao ennheeitnento de \eo*.
mandei passar o presente, qoe ser aflxsdo na lo-
gar do costume, e publicado pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade de Otinda, ana ff
de setembro de 1870.
Eu Joaquim He.-raillo Candido das Chapa, es-
erivao dos orphios interino, o sobserevi.
Manoel Antonio dios Passos e Silva
Ao sello 300 rs. Valia sem sello ex 1
Passos Jnior.
Estava ama estampilha de 200 rs. ionjiona
na forma da Iei.
Olinda, 10 de setembro de 1870.O eertvio ie
orphios interino, Joaqnim Uermillo Candada das
Chagas._________________
Julio dos feltdta a lazeada
aeloaal.
O Dr. Albino Jos Tavares, oflieial da im-
perial ordem da Rosa e juiz pri-ativo dos
feitos da fazenda naciona, ele,
Faco saber qae em vista da execncio qoe
a farenda nacional encaminha contra o aor-
deiros de Juao Pereira Mattoso, ex-coUec-
tor do Cabo, fez-so penhora em onas
cravos de nome Monica e Secundiito,
dos a prmeira em 1:0004 e o segando ea
1:400, em conseqaencia do qoe t em face
do decreto n. 1695 de 15 de setembro de
1869, sio convidados pelo prsenle qaaw-
quer licitantes para apresentarem seas pro-
postas dentro do praso de 30 dias, a contar
da data deste, achaodo-se 01 mesmos eacra-
vos para serem examinados aa villa do
Cabo, a primeira em poder de Francisca
Gamillo de Paula Pacheco, e o aegtnoo eat
poder de Pedro Vctor Bolitreati.
E para qae ebegoe a noiicia de todos
mandei passar o presente qoe ser* pabiio-
do pela imprensa e affixado ao logar 00
costume
Dado e passado nesta cidade do I
aos 23 de setembro de 18/'>.
Ea Lu'z Francisco Berreto di
escrivo o subscrevi.
AbiHo Jote Toaovoro^aiy.
Perante' a candara monieiBa.
estar ainda em praca nos dias
renb para ser arre Hilad) por
qo lJerecer o tnposto de 110 '
farinha e legumes rendid* nos dfj
eos desta ciJade na importancia ne
Os pretendeotes a tal arrmalaci>
nos dia indicados no paco or"
da suas flaneas na forma da hi
Papo da, cmara maoielpal do
tubro de 1870. __
Ignacio Joaqnim da Sou Lola,
Pro pfodaV Jte.
Loareopo Beserrs Carneiro da
Serreurio
Poraatea camas monieitol dsssa
estar em praca ana das 11 iUO
ser arroaulado por qoaaa
obra dos coneertos de qae aernaiU a hotel
tribunal do jury, oreados na qoaatia da I
.
oseo-


I
1/


ftj*n>; d PtMimjMico -^..ye^/lBinL ll^.Q^ispro.id^Mfp
aquellas quepj-etodrt>m.ajniajacao, habilitem-
se na forma ti
P* da ^g Wiicjpihidifteeifc, 8 de oa
Ifaaejo Jowwja de S*un Leio.
Pr-presldante
Lourenco Bezam Ciroeiroda Cunha.
Secretario.
:r

DEpURACOEL
4UIZO MUNICIPAL DA 1' VARA.
No di li do orrente vai praca de venda a
cas* terrea sita na travs de S. Jos d. 13 em
chaos proprios, por exeeucio de Josepha Mara da
Conceicao contra Anselmo de Sonta Teixeira e soa
malher, avahada por 1:1004.
Vai praca de runda no da 13 do corrente,
depois da audiencia do Dr. jais de orphao?, ubi
terreno foreirtxem Sanie Amaro fronteiro casa
de taide do ir. Ramos, con 62 palmo* de trente,
pa.quaMi.i de 7O0#. O mesmo terreno em ama
asa de taipa e tijelo, compreheadida no
irpopre^n.
fi Da ordein da tbesonraria de fazenda desla provincia se faz
publico qoe nao tendo comparecido licitantes '
arremaiacio das casas, barracio, forno de olaria
e mais objectos da exlincta Colonia Militar de Pl-
menteira, flca a mesma arreraatecio transferida
para o da 23 do corrente, as 2 horas da tarde.
Secretaria da tbasouraria de faienda de Per-
nambuco 10 de outubro de 1870.
Servindo de oIBciai maior,
Manuel Jos Plato.
COMPAIHIA PEBNAMBUGANA
Porto otShli, Btolfflb e^man-
dar.
O vapor PonUnM Ncai par os
portes- aenna lo a 20 meia noite.
carga, encommendas, passageiros e di-
nhiro a treta no escriptorio do Porte do Mattos
fl. i*.
COMPANHU PERNAMBGANA
DE
NavegppQ costea po* vapor,
Goyahna.
O vapor Pttrakyba seguir pa-
ra d porto cima no da 16 do
corrente as 9 horas 4a noute.
Recebe, carga encommendas
passageicos e dinhiro a frete no
escriptorio do Forte do Mattos n. 12.
Rousseau, Eogeio Soe, Garret,., Alexandre
HerculM4 Cateo, Abran; e a \ e Pinto de
Campos, padroTieira. BaB4f.> e rnuitos outros
Por Intervenga do agente Ponina!.
D
movis, lon^a
e vidros
.
Qnaru-feira 12 do corrente.
O agente Pinto, autorisado por nma familia que
mudou de residencia, levar i leilo, s 10 horas
do dia cima dito, os movis e mais objectos
abaixo descriptos, existentes no prlmeiro andar do
Sobrado da roa Direa n. 93, a saber :
Um piano forte, 1 mobilia de Jacaranda a Loiz
XV, 2 candleifs a gaz, quadros. 1 espelho oval,
jarros para Odres, eastices e mangas, 1 cama de
Jacaranda, 1 barco, i lavatorio, 1 guarda-vestidos,
tapetes, 1 mena elstica, 1 goa/da-louca, 1 relo-
gio, bandejas, .cadeiras, louca, vidros, bolsas de
viajero e muitos outros objectos.
O leilio principiar s 10 horas.__________
THEATRO
SANTO AMONIO.
Companhiafranceza
Quarla-feira 12 de oulubro.
Recita extraordinaria
Toma parte a insigne actriz
Mma. de Val-monea
Grande e variado espectculo,
Dividido em tres partes. '
PRIMEIRA PARTE.
Representarse-ha a linda opereta cmica em
um acto
LA NIT BLANCHE.
Jetn Gustin......... Mr. Maris.
Hercule............ Mr. Carn.
Panchetle.......... Mlle. Brescia.
A accao passa-se em Pars.
SEGUNDA PARTE.
Anda a pedido de maltas pessoas, Mr. Carn,
cantara a sua sempre e muito applaudida caneo-
neta
LA MANDOLINE A DODO
Mlle. Mariette cantar a nova caoconeta
Faut avaler ja
Mlle. Brescia. desempeohar a linda canconeta
LES SABOTS DE LA MARQUIZE.
Mme. de Val monea, cantera pela primeira vez
a muito linda aria
A Flor dos Alpes.
1ERCEIRA PARTE.
Repetir-so-ha (visto o erande furor que eausoo)
a grande seena da dclaracao na opera
LA GRANDE DUCHESSE
Personagens Actores
La gramie dchense----- Mme Val-raonca.
Fritz.................. Mr. Miris.
Termina esta scena com um grande e lindo
Canean !
Os bilhetes acham-se a venda no escriptorio do
Iheatro das 9 da manhaa em diante.
Principiar s"8 horas.
Companhia americana
. r de paquetes a vapor.
At o da 19 do corrate esperado New-Tork,
por S. Thomaz e Para o vapor americana Sorih
America, o qnal depois ds demora do costme se-
guir para os porios do sul.
Para frotes e passagens trata-se com os agen-
tes Henrr Porster & C, ra do Commercio n. 8.
Frete sobre dinhiro X % para qualquer por-
to da escara do imperio, sendo qnantias maiores
de 10:0004000.
Tendo aberto segaro em Londres sobre libra*
esterlinas 100,000 por qualquer vapor da linha, a
companhia segura qualquer remessa de dinhiro a
1/6 */ para qualquer porto da escala do imperio.
O valor deve ser declarado em libras esterlinas
e o premio pagavel na mesma moeda no sen eqni
valen te.
IEIIAO
AMA m
InK-*"^"iWWd aa primada
indj^njtn-w n. 28 Prefrre-se P..,T;.va.
fi d cSrlnM" ""nado o. 2, *s a noriT* dia
h. J "* roubra de casemira preta poacp usada e ama dUft e al-
paca cinzenta com ebrum de seda estaada,
^Mpooeobiitja nova se apparaser-al-
Trll,Jao offer*do ditas calcas, qoeiram
ne trider 8 dirigi'-9e rua d0 O**** =- *>
que serao recompenados.
INT1RESSANTE CdNWl.in LITTKRARI.A.
CONTEN0O-
A noite do xtasis.
O sorriso;
A noite deassombro. i
' A lagrima
A noute do dehrio.
O mysteno.
Com uml caita critica dirigida ao autor pek
Dr. T. B. Rlgdteira Costa.
1 volame brochado 24000.
AP OENTELMAS
Poesas patriticas sobre a guerra do Paraguay.
1 volme brochado 4000
AttenC&O 1 LIVRAMA FRANCEZA
a ara autor fl116 ** fof5 inP,ez Pel novo W- n!___ *. ~~i~
ttJZ\CMiQhar eom carvSo de cotiue- ^- Jotamm JOs Gonoal-
mo autor se responsrtHisa por qualquer falu.que www1 ****** wv ""VW
A luga se
nma casa terrea, sita ha Capnnga,.oom sotao, co-
cueira, e um pequeo quintal : a tratar na roa
do Vigano n. 31.
^^r?cioa^e de ama am forra a escrava : na
rua da Roda n. 26.
ata os pretendenles : a traur na roa > tav
|or n. t8, dw 10 horas a 3 da tarea.
Alnga-se urna peqOena caa para pesca fta-
aaflia, o lugar do Mangoioho, podeado rilan dw
gnar tlabanhos de cboqae e de ora aprasiWI lar-
rene plantado e bem cercado: a traur no um*
lujar casa n. Vi.___________________________
de 50 jaeazes om toucinbo
Quarta-feira 1S do corrente.
0 agente Pestaa far leilla por coate e risco de
quera perteacer, e pelo maior proco offerecido, de
50 Jacars com touelnho, desemcarcado'a semana
passada, e serio vendidos em um ou mais lotes
vontade, qaarta feira li do corrente, s 11 horas
da manhaa, no trapiche Bario do Livrameuto, no
forte do Mattos
BAHA.
Para o referido porto pretende seguir em pou-
cos dias o patacho nacional Calado, por ter a
maior parte de sen earregamento engajado, e para
o resto que Ihe falta trata-se com o consignatario
Joaqnim Jos Goncalves Beltrao rua do Com-
mercio n. 17.
COMPANHLA PERNAMBUCANA
DB
Vavega^o costelra por vapor
Mamangoape.
O vapor nacional Coruripe,
commandante Silva, seguir
para Mamanguape no dia 12
do corrente as 5 horas da
tarde.
Recebe carga, encommen-
das, passageiros e dinhiro a frete at as 2 ho-
ras da tarde do dia da saluda, no escriptorio da
companhia, Porte do Mattos n. 12.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Navegacdo costerrapor vapor
Macei, escalas, Penedo e Aracaj.
^?iy O vapor Giqui, commandante
^44 .Macelo, seguir para os porto-; aei-
''aBaTMB na no dia 15 do corrente as 5 horas
da tarde.
Recebe carga passageiros e encara Tiendas, at
o pa 14 as 2 horas da tarde do dia da sahida no
escrintorio do Porte do Maifts n. 12. -
diversos
para
DE
relogios, ferramentas
relojoeiros, diversas
mesas, cadeiras e utencilios
para sorvete.
O agenta Martin* far leilo, por ordem do Illm.
Sr. cnsul de Portugal, dos objectos cima, per-
tencentes ao espolio do sbito portugus Joaquim
Barbosa Cupertino, estabelacido com leja de reio-
joaria e casa de sorvete rua Nova (hoje Bario da
Victoria) n. 67, onde lera lugar o referido leilo.
Qaarta feira 12 do corrente.
s 11 horas do dia.
At a hora do leilo se entregar a sens donos
algnns relogios que existem a titulo de concert, fl-
cando seos donos snjeitos a nao poderem mais re-
elama-los, devendo-se dirigir ao depositario o Sr.
Joao Luiz Vianna. roa larga do Rosario n. 22.
LE1LAO
DE
44 bairis com manteiga ingleza
Quinta-feira 13 do correle.
O agente Pestaa far leilo por conta e risco
de quem pr rtencer, de 44 barns com manteiga in-
gleza sahidos hontem da alfandega, os qnaes sero
vendidos em nm on mais lotes, quinta-feira 13 do
corrente, s 11 horas da manhaa, no armazem do
Anues, defronte da alfandega.
Sobrado
aai
*a^
e solio e o^egaad1 flos
luga s os armaaens dos
ogr
aa Crnz a 23*
iro trs m-
mbm. Ttntmm
anaw,
Trabalhador para padar.
Para o Rio Grande do Norte precisa-so daaa
Irabaloftor dos ltimos chegados das Ilhas. amia
mesroosetn pratica : a tratar com Tasco irain*
t, roa 4 Araorim n. 31.___________
AMA
Precisa-se de nma ama para eozinbar : a
aa praca da Independencia ns. 37-39.
naja no trabalho: qualquer pessoa que quitar,
Ka.Pr<>CUrar Da rM Direita n- S9> a 1"3"
J^-??C3a"5e alu8*r UDBa Prela escrava para o
sarvico domestico de nma casa de pouca familia
a tratar no pateo do Terco n. 12.
n "* wabllx" asignado declara aos credores da
nrma*aia Espirito Santo, que estando penden-
ikii1?'dlJ Exm- presidente do meretissimo
iUm eommereio o despacho, pele qoal o
llrm. br. Dr. jaiz especial do commercio julgou
OUla a concordata qae Ihe foi concedida, acha-se
por este motivo imp ssbilitado de pagar as letras
da segnada prestaco da mesma concordata, que
estio a veneer. Aguardo, porm, a decisao supe-
rior para fazer dito pagamento.
Recife 10 de outubro de 1870.
_____ Antonio Jos da Silva Maia.
' asa fiara Alaga-se o andar do sobrado n 6 na rna do
Duque de Caxias : a tratar no Coraco de Ouro
rna do Cabug. _________
O propnetario do hotel inacoes, na rua do
Cordoniz n. 10, convida aquellas pessoas que qni-
zerem contratar no mesmo hotel a 354000 rs.
mensaes, tendo tres pratos no almooo. e no iantar
com doce e fructas : a pessoa qne qnizer, dirila-
se ao me-mo hotel.
Doc^s, frucras e flores
Rua da Cruz n. 13
todos os das, das 11 horas era diante,
tercas-fei ras, quartas e sabbados de
Sorvete
tendo as
reme.
A'tenco.
Na cocheira n. 1 da rua de Santo Amaro, no
bairro de Santo Antonio n. 1, vende-se um cabrio
let de duas rodas, coberto, com os competentes
arreios, tudo em muito bom eMado, pelo preco
por que se vende ; uimai-vos, compradores.
.. .-........ .
Maranhao
AVISOS MARTIMOS.
ARACaJU
Para o referido porto segne oestes quatro dias
o patacho braaileiro Novo Gosto, e por isso quem
quizer aproveiter embarcar carga a frete commo-
do pode enlen.ler-.-e cem o consignatario Joaquim
Jcs O'Mcalves Beltrao, rua d Commercio nu-
mero 17.
Cea u'e A-acary
A escuna Georgiana segu em poneos dias, tem
a maior parte do sen earregamento prompto : a
tratar com Tasso Irmaos & C.
COMP
DAS
Mes-ng res imperial \s.
No dii 12 11 corrente mez espera-se dos por-
tes do
Full Text
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