Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:12223


This item is only available as the following downloads:


Full Text
mo XLVI. NUMERO 219
f
'


\

PA1A A CAPITAL E LUGARES OIDE IA0 SE PACA PORTE.
f or tres mezes aditntados........" RA(Vi
seis ditos idea......... ...... 4$
or nm auno tfem.................... a
ada omero valso........ ......... 320
QHMW FEfRI 28 K SETE1TOR0 DE 1870
_____ ,
POA BCmO E PORA DA PROVIHCIA.
Por tres mezes adiantades.................
Por seis ditos idum....................
Por nove ditos idem...................
Por am anno idem ... ......
6#7SO
201280
27^080
Propriedade de Manoel figrueta de Faria & Filhos
Os
MAO AGENTES:
Srs. ertrdo Antonio Alves d- Filhos, no Para ; GonCalves d- Pinto, no Maraoso ;' Joaqoim Jos de Oliveira, no Cear ; Antn de Lemos Braga, no Arwaty ; Jo*) liara Jnlio Chaves, no Asan ; Antonio Marques da Suya, no
Pereira d'Almeida, em Mamanguape; Antonio Alejandrino de Lima, na Parabyba ; Antonio Jos Gomes, na jTilla da Penha; Belarmino dos Santos Buido, em Santo Ant2o; Domingos Jos da Costa Braga,
._______________________. m Nazareth ; Francisco Tavares da Costa, em Alagoas; Dr. Jos Martins Alves, na Baha ; e Jos Ribeiro Gasparinho no Rio de Janeiro.
Natal; Jos Justino
0UR10 DE PEBHAMBCO
RECIFE. 18 DE SETEMBRO DE 1870.
Isap^rtaates noticia da guerra.
Arhanoeceu hontem no lamarao o vapor iuglez
La Plata, trazeodo datas : de Hambugo 5, Pars
7, Londres 8 e Lisboa 13 do crrante.
Os prussianos atacmn o exercito de Mac-Mahon
entre Monimedu i Mezires, e depois da* batalhas
le 30 eSt dt agosto e 1 e 2 de setemlno, os fran-
cezes sao obrigados capitular em Sedan. Preso
o imperador internado na Allemanha. Morto
Falg, Canrobert, Leba-uf t Mac-Mahon.
O carpo legislativo vola a deposiqo do impera-
dor ; o poto proelama a repblica franceza. Cons-
'itue-te um goaerno de defeza naciona'. que dissol-
re a cmara e o senada.
S&o invadidas as Tnlherias, a imp-atriz sahe
para Blgica. No houve effuso de sangue. Os
prussianos marchan sobre Paris. EstSo em Me-
tan n 4 leguas
A repblica franceza reconhecida pelos Esta-
desunidos, Suissu, Italia e Hespanha.
As potencial neutra qaerem prevenir mais ef-
fiitdo de sangue, propSem um armsticio para se
li'alar das condicoes de paz.
O governo francez nao qmer ceder um palmo de
terrino, est prompto defenderle em Paris.
0 governo italiano propSe a S. Santidade que
deixe entrar em Roma as tropas italianas e Ihe
entregue o dominio temporal das estados da igreja,
que tUe Ihe garunte sita residencia em Roma e li-
lerdaie de acrao para exercer suas funcedes espi-
rituaer.. Vctor Emanuel d ordem s tropas
italianas para mvadirem e oceuparem Roma. Ha
um pequeo combate em Monlefiascone.
Socego em Hespanha. Manifestarles repu-
idiomas pacificas.
Vhriat noticias da Inglaterra, Austria, Su usa,
Turqua e Dinamarca.
Minuciosa carta do nosso correspondente de Lis-
lm.
posigoes que exigiam pela sua longitu.de, marchas
penosas; os soldados ti verana apenas no dia 3t
urna destriboico de bolaxa.
No da Io de setembro estovara os franceres re-
dimidos a 90 mil homens cansados, com fome e
somno ; os allemes eram 240 mil homens, tropas
frescas.
0 exercito francez estendia as suas linhas desde
.Nouvicn at Lachapelle por Dnnchery, Saint-Man-
ges. Sedan Bazeilles, Donry, la Moucelle e Glvon-
ne. Tinha na sua frente em Remilly o 4o corpo de
exercito allemo commandado pelo principe de
Saxe, a esquerda o exartito do rei, estabeleci Jo
em Franeheval, uapoiado peia cavallaria da prin-
cipe Albrechet, e a direita os eerpos bavaros, e
wartemburguezes. Empenbon-se a lucia as 4
horas da raanba, pela accio entre o principe de
Saxe, .e o centro esqoerdo ao exercito francez em
Doury, e, em quanto o fogo se prolongava em quasi
toda a linha, a cavallaria do principe Albrechet e
urna parle do exercito do rei, marcharam rpida-
mente pela floresta de S. Cecile, ganharam Villers,
Lernay e Lachapelle atacando as alturas de Givon-
ne. O exercito francez encerrado em um circulo
de ferro.
I
A precipitada marcha dos acontecimentos, ues-
te.' uitiraos dias, encheu de assombro a Europa I
A capitulacao do exercito de Mac Maltn, de-
pus das memora veis batalhas de 30 de agosto 2
de Miembro, a prisio do Imperador, a proclama-
do da repblica franceza, sao factos de lal ordem
e suecederam-se com lal rapidez, que anda boje
custa a acreditar, que nao tend passado nm
raez, que o exercito francez rompen as hostilida-
des, penetrando na Allemanha e ganbando a bata-
lla de Sarrebrurk, de que tamo se ufanaran, se
vejan hoje -totalmente perdidos.
Procurarei fazer um resumo dos acontecimen-
tos, de muitos dos quaes anda nao temos porme-
nores :
Tendo os francezes retirado de Metz sobre Ver-
dun c sobre Chaln*, achando-se o quartel general
francez em Chalons, e aminhando os prussianos
."obre a linha de Pars flanqueando Metz, urna par-
te do exercito francez sob o commando de Bazai-
ne, proenrou por urna marcha forcada fazer asna
juoccao com o exercito de Mac-Mahon.
As fjrfis prussianas carregaram, porm, e de-
ram-.'e as memoraveis batalhas de Gravelotte, qae
[eve por consequencia dividir o exercito em mar-
cha, deteodo Bazaine na sua retiaada e cercando-o
no< arredores de Metz.
Deyem os nossos leitores estar lombrados que o
governo francez, continuando no seu deploravel
sys'.eroa de occulUr a verdade D3cao, afflanQou
urbt el orbe, que tinha ganho urna grande batalha,
que os francezes haviam licado senhores da posi-
cio, e que a e.tecuco dos planos estratgicos do
general Bazaine eslava segura.
ASlrma-se que, tiestas conjuncturas, houve or-
deas desenconiradas, que o imperador, conservan
do-w entre os exercito sera commando de espe-
cie alfcuma, quiz apresentar a furoa planos a Mac-
Mahon, e que obrigou i imperairiz impo los ao
tr.iniitro d guerra, general conde de Paliko, e
qae fui preciso este opporse terminantemente e
com arneras, para que os liraperadores desistis-
->'('. dos seus plaous, e o general Mac-Mahon se-
oi.-&e as ordena que tinha, e desenvolviste os
plauos. Entretanto, estas lulas de autoridade
lieram perder 48 horas, tempo sufflciente para ira-
pedir a junecao dos dousexercilos.
Effeelivamenle o exercito francez sahe de Cha-
loas para Reims, Mezires e Montmeily, para espe-
rar um esforco de Kazaine que, sauindo de Metz
por Elain eLonguyon, nzesse a junegao em Mopt-
medy.
'Os prussianos, porm, assim que os francezes
lizeram esta marcha para o norte, largaram o ca-
toinbo de Pars e avnogaram sobre o exercito de
Mac Mahou.de xand) cercado em Melz o exercito de
Bazaine e vieram'-cercar o gros o do exercito impe-
rial entre Mezires MontmeJy, a a fronteira neu-
tral da Blgica.
E' este o campo de batalha dos dias 30 de agos-
to a 1 de setembro.
" iba 9 de agosto o general Pailly comman-
ii inte do 5* corpo de exercito, eslava acampado
na> alturas de Beatimont, encarregado de defen-
der a pissap.era do valle de Noturt; no dia 30 em
vez de se conservar as posiges que Ibe haviam
si lo propino valla, jnlg indo-se em perfeita seguranza
mandou fazer alto. Horas depois o 12 corpo sa-
xooio- qae- ha vi socapado as alturas, escondendo-
- mvs bo-ques, abra um vivissimo fogo contra o
acampamento francez. Algans regimentos tioham
pingardas desarmadas, outros ensarilbadas;
a cavallaria e a am I baria tintura os cavados des-
.arpeados; ninguem estava apeneido.
A desorden! fol ao pnnaipio immensa, mas com
oromptido todos corrern s armas, e os saxo-
i3S foram desalojados das pasi^oes que oceupa-
vam ; repeliidos, porm, os francezes pola chega-
da de tres coros allemes; iam snecumbir Cor-
i.-i r.uuerica.'.quando Mac-Mahon chegou em seu
oixilio e retiabeleceii a situacao depois de um
combate longo e sangrento qae so a nonte ac-
bou.
Np se sentiodo era estado de arrostir contra a
onda s.rnpre crescente da exercito do principe de
. '-aja superioridade nnraerica era grande,
Mac Hahon dea rdem de/retirar sobr o Meuse
" esperar o inimigo tm Varne entre Mouzon e Ca
rgaaa.
No dia 31 recomer a lula s 5 horas da ma-
nlia, e durante todo o daos allemes procuraram
.i'senJiorear-so de CariKun e envolver a la es-
l'aerda do exercito francez, de modo que se col-
locaisera entre elle e aCBeigjca. Esta foi a mais dis-
iu.tada das tres jornadas.
0 terreno era defendido palmo e palmo. Bat-
tiam-se todos com um encarnicamepto e urna he-
r Jicidade incrivel. Os francezes resistiram at as
i bo^as, aquellas grandes masea que se reno va-
vam ocessantemenie, sob o desfalque das raetra-
Ihadoras.
arnilicina foi tal, qne o Meuse, verraelho de
ijgue eslava atalliado de cadveres.
ote os franceses virara-se obrigados a effec-
toar na inovmwMQ di retirada obre Sedan, pa-
ga evolupaj do inimigo
' rancbeval. Esta
vara qae o dia
anexar das suas
^s^s^HI' aos esfor-
eaasados e
____________ anda nao
Daraatt al nparam os francezes em
mandoa entregar a sua espada ao
O rei da Prussia oxgie
A formidavel artllheria collocada as eminencias
que domioam a aldea de Givonne, cruzava o fogo
com a amiheria do principe de Saxe.
Um bosque onde buscara lomar poslcdes um
regiment de linha, desappareceu completa-
mente.
O exercito francez, debatia-se intilmente no
meio desta chava de metralha, que incendiara as
aideas de Doury, Bazeilles e Mocelle; a ala es-
qnerda estendeu-se para a fronteira belga.
Durante a nonte de 1 para 2 de setembro foi
hornvel e quasi inexplicavel o espectculo do
campo.
A cavallaria prussiana bata os bosques da fron
teira, mattando quem enconlrava e procurando
arrastar os fugitivos para o territorio Delga.
s bosques de S. Cecile foram no da t theatro
de escaramuzas soladas e sangrentas. Viam-se
de espago a espaco sahir bandos de soldados fran-
cezes de todas as armas, e peloldes de uhlar.os.
Na lucia foram morios os tres generaos (rance-
mS u*'^' LBDoeuf e Canrobert. O genera!
Mac-Mahon ferido no combate de Sedan conser-
vou-se a frente do exercito todo o dia; nao po-
dendo resistir mais, eniregou o commando ao ge-
neral Wimpfen, e cabio do cavallo devorado pela
rebre; sendo internado na Blgica morreu 4!)
horas depois.
O imperador
rei da Prus->ia.
que se constituisse pri-
sionero, e que o parlamentario fosso o governador
da praca de Sedan.
general Wimpfen assignou a capitulacao do
exercito sem condigSes. Napoleo foi de carroa-
gem para o quartel general do rei da Prussia,
teve ama pequea entrevista com o rei Guilherme,
que Ibe flxoo a sua residencia em Hssse Cassel.
O principe imperial interuou-se na Blgica, e
dingio-se para Ostende, onde embarcoa para
Dover, (Inglaterra).
Molike e Bismark redigiram as condicoes de paz
em que exigein urna enorme inderanisao de
guerra, e o reconhecimento da unidade allema ;
e assegura-se que exigem tambem como corapea-
sago leiritorial a Alsacia e urna parle do Lo-
rena.
Es a proclamatjo que o general De Wimpfen
dirigi ao exercito era Sedan :
i Soldados.Hontom combatosles contra torgas
c muito superiores. Desde o romper do dia at a
noute resististes ao inimigo com o maior valor,
e queimastes o vosso ultimo cartucho.
Extenuados por esta lueta nao podestes cor-
responder aoappello que vos dingiram os vossos
generaos e os vossos offlciaes para lentardes to-
mar o camiobo de Montmdv, e fazer junego
a com o raarechal Bazaine.
Apenas dous rail poderam reuuir-se para ten-
lar um supremo esforco. Tiveram de parar na
i aldeia de Balun e regressar a Sedan onde o vosso
general com magoa, reconheceu que nao hava
municoes de guerra, nem vveres.
iN'o se poda pensar na defeza da prac.t qae a
sua siluacao nao Ibe consenie qualquer resisten-
ca coulra a numrosa e poderosa artilheria do
UBperio.
Enviado honlem ao quartel general prussiano
com plenos poderes do imperador nao pude, ao
principio resignar-me a aceitar as conicoes que
< me eram imposta,
t S esta manha ameacado de um bombardea-
o meuto ao qual nao poderiamos re>ponder, me
resolv tenar novas deligencias e alcancni
t condicoes, pelas quies vos sao poupadas, tanto
t quanio possivel, as offensivas formalidades, a
que os usos da guerra obrigam em circumstan-
cas idnticas.
ir S vos resto, pois, offlciaes e soldados, aceitar
com resignaco as couseqaencias de necessida-
des contra as quaes am exercito nao pode luctar
falla de vveres e lilla de munigoes para
< combaten
Tenho ao menos a consolacao de evitar urna
arnilicina intil e de conservar patria solda-
dos, que ainda no futuro, podera prestar-lbe
< brilhantes servigos.
O general commandante em chefe.
'De Wimpfen.
Falla de manigoes e vveres como na fronteira,
como em toda a parte.
0 governo do imperador lera de prestar a Deus
grandes coalas de tantas desgragas I......
Vejamos agora o echo desies tristes aconteei-
mentos em Paris e no resto da Franca :
Ainda no dia 3 de setembro o governo francez
anoanciava ao povo de Paris as victorias dos frau-
cezes, quando j os telegramraas da Blgica narra-
vam a lermiuacao de tao negro drama.
No dia 3 ao abrir-se a sesso do corpo legislati-
vo, o general Paliko disse que tendo de revelar a
verdade em todas as suas circumstaocias, devia
dar cont dos grandes acontecimentos que se ha-
viara realisado : que o general Bazaine, depois de
urna vigorosa sonida, fra obrigado a recoar para
Metz, nao se realisando por consequencia a june-
cao com Mac-|Mabon; e que as noticias que tinha
da batalba entre Mezires e Sedan, Ihe da vam a
certeza de que, pelo menos por algum lempo, era
impossivel a junego os dous exercitos; termi-
nou f.izeaJo um appello a todas as torgas vivas da
naco.
Julio Favre disse que a deelaragao do ministro
era daquellas que s deVem provocar da parle de
lodos os membros da cmara urna nica refle-
xao:a resolueao de um estrena anio no sen-
tido da defeza nacional al morle; que a sita-
gao suprema, e que seriara culpados se nao
dissessem a verdade completa nagao, e Ihe nio
llzessem ver as causas dos desastres soffridos, e as
suas coosequencias.
O exercito francez tem sido heroico em todas
as circnrasuncias em que se tem encontrado dian-
te do inimigo. Sabis quaes prodigios de val< r
fez o marechal Bazaine tentando romper o circulo
Has torgas quadruplas que o rodeavam. Sem cal-
cular o numero, atravez de todos os obstculos,
eomprenendeu paaa; tentn apresentar a sua cabega, (vivos
applausos). v v
Por ontro lado um offlcial general nao me-
nos yalenle (Mac-Mahon) se apresentava para o
auxiliar nessa erapreza. Fot mailogrado. Nio Ihe
faltou o valor, altoa-lhe a liberdade do comman-
mando. Nlnguera dnvlda de que ihe pudiram tor-
gas para pruteger o imperador, (ntidoj recasou-
as, e o conselho do ministro tirou-as enio das
que eram destinadas defensa de Paris. E' istu
o que se sabe e tal estado de coa-as oo deve con
tinuar. E' Dreciso sabermos como estarnos com o
governo :O imperador communiea com os seas
ministros T D-lhes ordens 1 .
O ministro da guerra :t Nao. Julio Fa-
vre : t Entao o governo deixou de existir de fac-
i ; s vos e ao paiz que deveis pedir os re-
cursos d'onde a salvagao possa vir.
O presidente o Sr. Schneider proteston contra
as palavras do orador, e dise que devia protestar
contra tudo o qne degeneraste em um enfraqae-
cimenta para o paiz..
Julio Favre disse qae bascava a torga moral-
que est no paiz soberano, libertado, qae s deva
contar comsigo mesmo, com os seos representan'
tes, e nao com os qae o perderam. A Franga,
Paris, ambas amaegadas, e unidos na resistencia
pela mais estreila solidariedade estao decididas
a depor as armas s quando o inimigo j estiver
expulso. O paiz sabe que helle s, que resi-
de a sna salvagao. i
_ O que preciso que para evitar a confa-
sao, todo os partidos se deffagam ante um nome
militar que tome a defensa da nago. Rsse nome
sabido, estremecido pela nagao, e deve ser
preferido a todos os demais. Diante delle devem
sumir se lodos os phantasmas de governo. E' este
o remedio, digo-o face da nagao : a nagao que
me oiga fruido e agitacao).
O ministro da guerra disse que nao ha nome
que possa salvar a nagao, ha o governo cons-
tituido ; historiando depois o que e ministerio ha-
va feilo no curto periodo da sua existencia, disse
que o ministerio nada faria sem se haver combi-
nado.....
Julio Favre : Com quem ?
O ministerio da guerra disse que j havia res-
pondido claramente pergunta do Sr. Favre so-
bre se o marechal Mac Mabon commandava effec-
tivamente ese nao eslava sob as orduas de quem
qoer que fosso.....
Julio Favre :Elle que conservou u general
Failly no seu commando *
O ministro da guerra :A esta hora provavel
que j nao exisla esse de qaem pronunciaes o
nome!
O ministro da guerra terminou as snas explica-
coes dizendo que o general Wimpffen estava em
Oran ; qne fra chamado ; aecudira promptamen-
te; estivera s um dia em Paris, e que partir
para o seu poslo, ej escrevera de Mezires di-
zendo que hava assutnido o seu commando.
A noute de 3 chegam a Paris as noticias do
desastre de Sedan, o governo convoca o corpo le-
gislativo para urna sesso m?ia oste.
O governo faz afflxar a segainte proclamago:
Francezes: Urna grande desgrana ferio a pa-
tria. Depois de tres das de latas heroica? sus-
tentadas pelo exercito do marechal Mac-Mahon
contra 300:000 inimigos, foram feilos prisioneros
10:000 homens, e o general Wimpffen qu tinha
tomado o commando do exercito, sob-titnindo
Mae-Mahon que fra gravemente ferido, assignou
a capitulagao. Este cruel revez nao abala a noss^l
coragem. _
Paris est hoje em estado de defeza. Orga-
nisaram se no paiz torgas militares. Antes de
poneos dias achar-se-ha un novo exercito sob as
muralhas de Pars. as margeos do Loire est
femando ijuiro exercito. O vosso patriotismo^ a
vossa uniao, e a vossa energa salvarlo a Franga.
O imperador foi feto prisioneiro na lula. O go-
verno de accordo com os poderes pblicos toma
todas as medidas que comporta a gravldade dos
acontecimento. Assignada por todo i os minis-
tros.
Na sessio da noule que foi publica o Sr. Ju-
lio Favre apresentou-se a seguinte prtposta de
le:
t Art t Luiz Napoleo Bonaparte e a sua dy-
nastia sao depostos de todos os poderes que Ihes
cooferio a constituirlo.
Art. 2. O corpo legislativo nomear urna
commissao de.....membros, a qual ser inves-
tid^ de todos os poderes do governo, e ter por
expressa missao resistir at o ultimo extremo
invasao e e.xpHir o inimigo do territorio francez.
Art 3. O general trocha continuara as
suas funecoes de governador geral da cidade de
Paris.
t Assigoados.J. Frave, Cremieax, Barthelemy
St. Hilaire, Duneau, Garnier Pags, Lorien!, Ga-
geur, Stenackers, Ma?nin, Djrien, Ordinaire, E.
Arago, Jales Simn, E. Pelletan, Wilsen, E. Pi-
can!, Gambetta, Gijot, .Mint-P^yroux. J.ichard,
Lecesne, Rainpon!, Girault, Mariea, Jules Ferrv,
L. Fonal e Bethmon.
Julio Favre nao pedio a voiagao immediata da
sna proposta mas que se reervasse para a sesso
de domingo 4 pelo meio dia. As-ioi se resolven.
Neste intervallo a iraperatriz reuni o conselho
privado e conselho de ministros, para se tomarem
as providencias qne os acontecimentos pediam e
para salvaguardaren! os direitos da corda.
No domingo 4, abrise a sesso depbis do meio
da porque grande parte dos deputados se hevia
dirigido imperatriz expondo'-lhe que em vista
dos seus limitados poderes, e da gravidade das
circumstancias abdicasse a regencia.
Aberta a sssao a esquerda protesta contra a
reiiaiao de tropa de linha as immediaces do pa-
lacio das cortes.
O general Paliko declara qne todas as tropas
de Paris estavatn sob as orden* do general Tro-
cha, o que traoqullisa os inierpellanles.
O ministro da guerra conde d-. Paliko propo>
que se nomeie nina commissao de deteza nacional
qae assignar os decretos do ministros.
Tliiers propoe que o corpo legislativo eleja ama
commissao de defeza nacional, e governo, e logo
que seja possivel se convoque ama constitninte
Julio Favre e Gambetta opp5em-se a qae estas
propostas sejatn examinadas antes da sua pro-
posta sobre a deposigo do imperador.
A cmara declarou todas tres urgentes, e resol-
ven que fossem a urna commissao, para dar in-
mediatamente o seu paref er.
Neste ii.omento multa* pM03* qne haviam en-
trado no vestibah do Pcelo 'do corpo legislativo,
gritavam: A deposito f Vim o exercito f*
As tropas ouviam silencroas estes brados que
erara repetidos por algans-do* guardas naciooaes,
all de piquete.
A's 3 e niea da tarde a mnltido qae se agglo-
merava na praca da Concordia, rompe pela pon-
te. A gritara tanta, que mal oodem distinguir-
se os gritos^ acempanhados nela Marselheza,
A mnltido invade as tribunas. v"-se tremafsr
a banVira tricolor. Apenas uos 10 ou ii depu-
tados vollam sala ; os ootros negam-se a deli-
berar em tamanha agitagao.
Gambetta Intima ao ppvo o socego. Restahele-
cido este entrun varios diputados na sala.
Tendo o presidente o Sr. Schmeider arengado
ao povo, hoave applausos, e nova agitagao.
A sesso novamente Interrompida.
Gambetta reapparecendo na tribuna diz que
preciso que o socego s festabelega para os oepn-
lados podarem votar a propota d deposigo.
As tres kioras a sala invadida repentinamente
pela mulHo, os deputados levantam-se querem-
se oppora invasao, mas os seus esforgos sao inu-
jeis e a.sala tumultuariamente invadida aos gri-
tos dfi viva a repblica I
O presidente declaren fechada a sesse as tres
horas. Taes foram momentos do cor-
no legislativo, que votara a guerra.
Era quanto se passao estas 9ceaas no corp
gislativo, a raaltido cresce no caes e
Concordia; a polica desarmada e as espada e
barreUaaa Ungadas ao rio.
Apaas1 rebentaram as manifestagSes repu-
blicanas, nm grupo de populares correu a Sania
Pelagia nra -oltarem Boch-fort, Arthur da Fon-
vielle e outros presos politico?, quasi todos por
abuso de liberdade de imprensa, orfetlsas ao impe-
rador etc.
Quando a direita da cmara sabia da sala
invadid, e a palavra repblica sabia de todas as
boceas, a mnltinao arromboa a grande gra.de que
fecha o palacio das Tnilherias, do lado da prega
da Concordia, c que eslava guardados pelos zua-
vos.
O povo bavia quebrado todas as agulas que
guarneciara a gradara, sem opposigo.
A frente da columna nvasora foi occapada pela
guarda movel e pela guarda nacional.
Passado o tanque grande avistaram-se ao longe
o< uniformes do cagadores da guarda, reunidos
no jarcio reservado.
Luii.Ravenez, guarda movel, Victorien Sardn,
dramaturgo, e outro individuo, dirigiram-se como
parlamentarios ao general Mellinet, que estava no
terrago do jardim reservado.
A repblica est proclamada. Venho em
nome do povo e da guarda-na:ional pedir-vos a
entrada no palacio que propriedade nossa. Com-
prometlemo-nos a faze-lo' respeitar completa-
mente.
O general Mellinet sobio a urna cadeira e
disse :
Senhores : eu s desejo mandar sahir to-
das as miabas tropas cora a condigo de que o
posto ser guardado immediatamenie pela guarda
nacional, que aqui est deservico. Declaro-Ibes
mais que se for molestado um so soldado, eu sou
general, e fare o raen dever.
Abaixo o imperador > gritn a tnrba.
O general Mellinet indicoa qu o pavilho impe-
rial acaoava de ser arreado.
A guarda nacional e a guarda movel enllleira-
rara-se sob o perystilo que vai das Tuilherias ao
Carrouiel, deixaram desfilar a multido qne solta-
va hurrahs f mas que se abstinha de fazer o mi-
nimo damno.
Alera disto pozeram se guardas nacionaes para
preseverar o povo das suas proprias velledades
estraciivas.
O palacio estava completamente abandonado.
Havfa s nm sujeito qae se dizia secretario dd ge-
neral Lepic, que eotregou as chaves dos quartos
reservados.
A imperatriz havia sahido as 2 horas polo cami-
nho de ferro para a Blgica. Nos ltimos mo-
mentos vjo-se qnasi completamente abandonada
at mesmo dajuelles a qaem tinha feilo maiores
favores.
As damas sao mais fiis: A princezi Oothild
conserva-so ao lado da imperatriz at o ultimo
instante.
Lesseps, o conde da Nava de Tajo, Pietri e mais
algumas p'essoas, conservaram-se na Ihoradope-
ngo.
O erabaixador de Hespanha e o de Inglaterra of-
ferecem toda a sua prfltBccao.
O povo nao gritava contra a imperatriz, e s os
mais furiofos quando viram o pavilho imperial,
pediam qna s.ihisse de Paris.
A imperatriz, resorvida a comprir o sen dever
at o fim, queria ir a assembla legislativa ; mas
os ministros dissnadera-a disso. Buffet nao con-
segne da imperatriz que assigno abdicagao algama
de poderes, obteodo s que os ponha em maos da
assembla, salvando a dynastia como unida a
Franga.
Quando o corpo legislativo foi invadido, e os jar-
dins das Tuilherias sao tambem invadidos pela
multido, mandou a imperatriz por a carroagera, e
em companhia de duas damas, e do prefeito da po
Mcia Pietri dingio-se digna e serena para a esta-
gao do norte para tomar o caminho da Bl-
gica.
A princeza Clothild parti ao mesmo tempo
para a Snissa aconipanhada por um general, que
de Florenga Ihe mandara Victor Manoel; ens fi-
lhos stavam j na Snissa. O principe Napoleo
tem-se sempre conservado na Italia !
Em quapto estes acontejimentos tinham lugar
i iHiniraoise n'oma das salas do corpo legislativo
na depilados que nao haviam sahido com o presi-
dente, para ah continuaren a discusso voieuta-
mento intsrrompido pela multido.
O assumpto era a constiiuigio do novo governo.
Um depulado do centro esqoerdo declarou que a
cmara nao tinha mandato para resolver acerca
da forma do governo e que o sen stricto dever,
nao querendo usurpar a soberana nacional, era
escolher no seio da cmara nm omite de defeza
para manter a ordem.
Estas palavras foram bem accelas mas tendo-se
noticiado que muitos deputados da esquerda esta-
vam reunidos no Intel de Ville, onde estovara or-
ganisandoum governo provisorio, a cmara en-
carregou urna commissao composta dos deputados
Giwv, Liebre Pactolis, e Garnir Pags para se
eaiendereni coraos seus collegas do hotel de Ville
e ciMubinarem entre si os meios de chegarem a
um accordo, e de obrarera era comranm !
Eram seis horas.
Os delegados do corpo legislativo foram recebidoa

da
Julio Favre dirigio-se depois ao corpo legislati-
vo para commaoicar a resposta do governo pro-
visorio constituido no hotel de Ville : acradeceu
aos deputados a cooperaglo que Ihe offereciam
mas decJaWU-lhes queessa cooperagao nao poda
dar resfalados algans. Em cons?qaeneia desta
decisao foi dec'arado dissolvido o corpo legislativo.
Os depntados pdr Paris, excepcu doWr. Fhiers,
Acarara constiluidos em governo
No dia 4 noutinha pubHcou-'se a seguate cir-
cular :J
Aos seas preeitos, sub-prefeilos generaes, go-
vernador da Argelia e a todas as esugdes telegra-
phica de Franca.
, Repblica franceza -.Ministerio do interior :
, __a deposfgao foi pronunciada no corpo legis-
c lativo ; repblica foi proclamada na casa da
cmara, e um governo de defeza nacional, cotn-
c posto da onze membros lodos deputados por
o Pars, toi constituido e ratificado pela: accama-
t gao popular. Os nomes >o : Manoel Arago,
Crmieux, Julio Favre, Ferry, Gambetta, Garnier
Pags, Glais Bizoin, Pelletao, Picard, Rochefen,
c e Juies Siiion. O general Frochu ao mesmo
i tempo roantidn nos seus poderes de governador
de Pars, e noraeado ministro da guerra em subs-
a titiigo do general Paliko. e os sens coHega?
o coafexiramihe a presidencia. Fazei afflxar ira-
i nvidiatamcate, e, sendo uecessario proclamar
t pot pregoeiroR pblicos a presente deelaragao,
felo governo de defeza nacional. O ministro
do interior, Len Gambetta.*
_0 jornal offlcial da repblica franceza diz
num proejaraago .
i O P*o aoteripon-se cmara, qne hesitava
em sil ca a patria em perigo. Pidi a repblica,
e collbcon os ssus representantes, nao no poder
mas |ao perigo. A repblica veneeu a tnvasao era
1792. A repblica est proclamada. A revolugo
est (et'.a em nome do direito de salvagao publica.
Cithos : vigial pela cidade, que vos est. non-
Hada. Amanjiaa Jsereis com o exercito os venga-
dores da patria I.
9 ministerio fieon assim composto :
hipo Favre, estrangeiros ; Len'Gambetta, in-
terior ;,Frochu, gaerra e presidencia; Dorien,
obras poblica?;. Sagntt, agriealtora ; Fourrichoii,
rnannha; Crmieux, jasiiga; Picard, flnangas ;
Jules Simn, insiruego publica e cultos.
lira decreto dissolve o corpo legislativo, e
manda dissolver o senado.
|A fabrlcago, o comraercio e a venda de ar-
mas sao absolutamente livres.
Estevo Arago, nomeao rnaire de Paris;
Floquet e Brissons, seus adjunctos ; Sltenackers,
director dos telegraphos ; Laurier, director geral
do pessoal e gabinete do ministerio do interior.
Foi decretada urna amnista completa por
todos os crimes e delictos poltico-.
Pozeram-se sellos na sala das sesses daca
mar.
A repblica foi proclamada em Lyon. Bor-
deaux, Genoble, e em quasi todas as grandes cida-
des.
0 jornal offlcial publica a proclamago do go-
verno provisorio ao exercilo, em que diz :
< Abolindo a dynastia, responsavel por todas as
dessragas, a Franga curapre um grande acto de
justiga e p5e em pratica ao mesmo tempo o nico
meio do salvagao. A nagao precisava de s con-
fiar m si, de contar com duas cousas :a re-
solagSo, que invencvel, e o vosso herosmo, que
nao Bem igual.
t Po somos o governo de um partido, mas o
governo da defeza nacional. S lemos um fim,
ama rootade:a salvagao da patria pelo exercito,
e pela nago.
A circular de Gambeta, diz :
A nossa nova repblica nao um governo
que comporte discussoes intestinas, e querellas
vas :-i- o governo de detesa nacional, repblica
de combate sem treguas contra os invasores,
Todos os luneconanos pblicos foram desli-
gados do sea juramento poltico que foi abolido.
Foram substituidos muitos prefeitos.
Poi abolido o sello dos jornaes e ouiras publi-
cagea.
Todo o allerao, manido de actorisagao espe-
cial pude sahir dos departamentos do Sena.e Sena
e Oisa em 24 horas son pena de ficar sujeito s
leis militares.
O, general conde de Paliko foi nomeado
commandante do exercito de Lyon.
4 repablica franceza foi reconhecida pelos
Estados-Unidos da America, pela Suissa, pela
Italia n pela Hespanba.
Mr. | Washburn, ministro dos Estados Unidos
em Franga foi o primero aue reconheceu o go-
verno provisorio, dirigindo-lbe ama carta em que
declara ter recebido a misso de reconhecer o
govero francez, transmittindo-Ihe as felicitagSes
do goyerno edo povo dos Estados Unidos, diz:
< Soabemos com entbusiasmo da proclamago
da repblica qae foi instituida sem se derramar
urna nica gotta de sangue, associando-nos do
coragjo syrapathicamente ao grande movimento
que {oigamos dever ser fecundo em resultados fe-
lizes para o povo francez e para toda a tramara-
dade.
A carta deMr. Washburn lembra a amisade tra-
dicional dos Estados Unidos, e conclue felicitndo-
se pela escolha de Julio Favre para ministro dos
estrangeiros.
A circular de Julio Favre s potencias estran-
geiras um documento importante escripto em lin-
guagem viril e enrgica, declara que a Franga
nao ceder urna pollegada de territorio.
Es j a circular na sua integra, pois merece
ler-se :
Explicam-se to claramente pela lgica inexo-
ravel ;dos factos os ltimos acontecimentos de
Paris que intil insistir mais detidamente acer-
ca da sua signilicagao e dos seus resultados.
Dsixando-.se levar por um impulso irresistvcl
contidii durante largo espago, o povo de Paris obe-
deceu a una necessidade superior a da propria
conservago, nao querendo morrer com o poder
criminoso que ia conduzindo a Franga para a sua
ruina.
Nao se pronuncioa a destitago de Napoleo
III e da sua dynastia ; o qae se fez foi condemna-
lo em nonio do direito, da justiga e da salvagao da
pana; e tao justificada em todas as consclencias
eslava esta sentenga, havia muito tempo, qne nem
um urjico dos defensores mais ardentes do poder
cnido se levantnu para o sustentar. Afandio-se
elle pijoprio sob o peso do seas erros, no meio das
acclanliages de um povo mmenso, sera se derra-
mar ama gola de sangue, sera que pessoa alguma
tosse privada d liberdade; ecaso nico na his-
toriaos cidados a quem o povo conferia o peri-
goso epcargo de combater e de vencer, nao pen-
sam, um momento sequer, nos adversarios que
anda na vespera os aineagavam com as penas mi
litares, recusaodo-lhes a honra de qualquer provi-
dencia; repressiva, que pozesse mais a descoberto a
sua eegueira e impotencia.
Njao foi perturbada a ordem : a nossa con-
fianga na discripgao e no patriotismo da guarda
nacional e do p vo inteiro permittem-nos afflrmar
que nao continuar a vergouha e o perigo de um
goverpo traidor todos os seus deveres; todos
comprjehendera que o pnmeiro acto da soberana
nacional o dirigirse cada um pela sua propria
vontade e procurar torca no acatameoto do direito.
Alera (disso, o tempo caminha; o inimigo est s
nossas portas; apenas devemos ter um pegamen-
to uojeo : repeli-lo para tora do nosso torritorio,
re da Prussia quer proseguir n'uma luto impa
que, pelo menos, Ihe ha de ser to (atol cono a
nos. Quer dar ao seculo XIX o espectaeoW d>
duas nages qoe se d.'spedacara ama a oMra e
que, esquecdas da humanidade, da rarito e da
sciencis, amontoam ruinas, eadaverss e cintas. Se-
e am repto o cootralnr tal responsabilidade pe-
ranta o mundo e peraute a historia, aceitara-lo.
Nao cederemos urna pollegada do nosso ter-
ritorio era urna pedra das nossas fortalezas Se-
ria guerra de exterminio um pacto vergonhoso.
Em quaesquer circumstancias s negociaremos
urna paz duradoura, pelo nosso interesse e pelo da
Europa e esperamos que, despida de qualqoer
preoecupago dynastica, a questo ser posta de?-
te modo as mos da diplomacia.
Nao desanimaramos ainda que nos vissemos
abandonados. Temo um exercito resoluto, forta-
lezas bem aprovisionadas, o recinto bem detendido
e principalmente os peilos de 30,000 combalenles
decididos a defenderse al ultima.
Quando o povo deposita coras aos pes da
estatua de Strasburgo, nao obedece nicamente a
ura sentimento de-admirarlo e de enthustasmo;
yao robustecer o sea patriotismo e tornarse dignos
dos seus innos da Alsacia, pretendendo morrer,
como ellas, defendendo primero as trinchen***,
depois as mu/alnas e por fim as barricadas. Paris
pode sustentar so tres mezes e ba de vencer. Se
suecumbisse, a Franca, corrondo ao sen chama-
mento, vinga-la-hia destruindo os aggressores.
Eis, Sr. ministro, o que a Europa deve saber.
Nao acceitmos o poder com difirante proposito,
nem o conservaremos se nao virmos a povoaco
de Paris e a Franga mteira decididas a acceitar as
nossas resolugoes. COmpendia-las-he em orna
nica phrase : diante de Deus que nos ouve e da
posteridad qae nos lm de julgar, declaramos que
a nossa aspirago a paz, mas se continuar a
guerra funesto que condemnamos, cumpriremos
o nosso dever al o fim. Tenho a mais intima
conrianca em que ha de triumphar a nossa cansa,
que a do direito e da justiga.
i Eocarrego o Sr. ministro, de explicar neste
sentido a situago do governo junio do qual estaos
acreditado e ao qual deixareis copia deste docu-
mento.
Paris, 7 de setembro de 1870 Favre
na sala do hotel de Ville, e all expozeram a sua e tai obrigcao que aceitamos reeolutamente,
miasio nao a haviaroos imposto Franga, que nao tena
hoje dfe a suppcrtar se a nossa voz fosso ou-
vda.
Defendemos, enrgicamente, risco da nossa
proprila popataridade, a politica da paz e perseve-
ramos! uell cada vez mais profundamente conven-
cios.
i Oelacera-se-nos o coragao vista de tamanh i
carnillcina, em que desapparece a prosperidade
de dujis nagOes, que com um tanto mais de sensa-
tez e liberdade ampia, teriam evitado estas catas-
trophfl.
Nao temos palavras qae possam traduzir a
admirago pelo nosso herwco exercito, sacrificado
pela ii]icapacidade do commando superior, e maior
ainda as derrotas do que as brilhantes victorias
porque sabedor dos erros que o panham em risco,
correu valerosamente morte inevitavel, reivin-
dineando a honra do governo, que era tambera a
da nago.
<|aiz separa-los o poder imperial, masenla-
ga-os o dever e o infortunio em uniio fraternal,
sellada pelo patriotismo e pela liberdade. Torna-
nos invenciveis esta allianca.
Dispostos ludo, afrontaremos com serenida-
do a situago qae atravesarnos. Difino esta sita-
gao em poncas palavras e submetlo a apreciago
do raeu paiz e da Europa inteira.
Copdemnamos a guerra, e protestando do nos-
so acata-menta pelos direitos dos povos, pedmos aue
sedeixasse a Alleraanha livre para decidir dos
seas destinos; queramos qae a liberdade tosse
simullanearaeute o aosse bem commum e o nosso
coraroum bem estar.
Estamos convencidos de que as nossas torgas
moraes asseguravam a paz para sempre; mas co-
mo sanego reclamamos uma arma para cada ci-
dadp.
>sse caso teriamos sido invenciveis no nosso
terrilurio.
O governo imperial leria separado os seus in-
teresaes dos do paiz que eondemnou esto poli-
tica. 4
Nos reivindicamos as aspiragOes do paiz, con-
fiando em que a Franca, ensiuada pela experiencia
conseguir realiza-las.
sna parte o rei da Prassia declarou que
fazia guerra nao Frange mas a dynastia imperial:
caWo a dynastia ; a Franga ergueu-se livre e o
A carta em que o Sr. Olozaga ministro de Hes-
panha em Franga, communicava ao ministro dos
negocios estrangeiros, o reconhecimenlo do gover-
no provisorio pela Hespanha, responden Julio Fa-
vre : c A esto hora to cruel para a Franca bri-
i Iha com a maior evidencia uma politica qo#
< confundir no mesmo lago lodos os povos ver
i dadeiramente innos, nao esperando para en-
contrar os seus ttulos de familias seno que as-
sorae a liberdade. *
Victor Hugo chegou Varis e foi recebido
com as maiores demonslragdes de enihusiasino.
Eis o discurso que elle pronuncioa:
Cidados,
Tinha dito : no dia em que vier a rep-
blica virei tambem. Eis-me aqui. (Acclamagoes.)
Dous grandes motivos rae chamara. O pri-
mero a repblica ; o segundo o perigo. (Movi-
mento.)
t Venho aqui cumprir com o meu dever.
Qual meu dever I
t E" o vosso, o de todos. Defender Par',
guardar Paris.
Salvar Paris mais que salvar !a Franga.
salvar o mundo.
Paris o centro mesmo da humanidade. Pa-
ris a cidade sagrada. Quem ataca Paris, ataca
em massa todo o genero humano. (Aeclamagdev)
< Paris a capital da civilisago, que nao nem
um reino era um imperio, mas sim o genero hn-
mano todo inteiro no seu passado e no seu porvir.
. E sabis porque Paris a cidade da cvilisa-
go ? E' porque a cidade da Bevolngo. (Ap-
plausos prolongados.)
t Qoe urna cidade como esta, que uma capital,
que um foco de luz, que um centro como este de
todas as iotelligencias, de lodos os coraede* e de
todas as almas; que um cerebro rumo este, do
pensamenio universal, pode ser violado, destroca-
do e tomado d'assalto, por qaem ? Por ama in-
vasao selvagem ; isto nao pode ser ; sto nao suc-
ceder, jamis, jamis, jamis (gritos prolongados.)
Nao I jamis! jamis I jamis!
Cidados,
Paris triumphar, porque representa a idea e
porqne representa o instincio popular.
t O instincto popular est sempre acorde com o
ideal da civilisago.
t Pars triumphar, porm com uma condiga",
que vos, eu, lodos que aqui estamos, nao sejamos
mais do que nma s alma, qae nao sejamos mais
do que um s soldado e um s cidado. Um t
cidado para amar Paris, um s soldado para de-
fender Paris.
Com esta condigo ; por um lado a repnWica.
unida por nutro poyo unnime, Paris truinpbar.
Em quanto a miui, agradego vossas acclama-
goes, porm traslado-as todas a esto grande angus-
tia, que remove r-da? as entranhas ; a patria em
perigo.
< Nao vos pego mais do que uma cousa : i
unio. Cora a unio venceris.
< Quebraes todos os odios, quebrae todos os.
ressenliraentos, perraanecei unidos, seris invenci-
veis.
c Agrupemo-nos todos em redor da repblica.
em frente da invasao e sejamos irmos.
t Venceremos. ^
Pela fraternidade se salva a liberdade. (il-
clamaeoes; mmenso jbilo ; viva Victor Hopo ?
viva a repblica I) >
Ha tanto tempo desviados dos campos de bata-
lha, volveremos a elles, nao- para enfeixannos w
pormenores desta horrenda lula, porque enehe-
riara volumes, como de- cadveres estocheio,*
esses campos, mas para vermoscomo Gcerme e
Bismark com as promessas que lizeram quaodo
invadiam o territorio francez, promessas que nin-
guem Ihes exigia, e porisso se torna vara mais im-
portantes.
Dlzendo-se o rei da Prassia provocado
guerra por Napoleo, e que pisava o solo francez
nicamente para abater o orgulho do imperador, e
combater os exercitos que se Ihe oppunham, nao
fazenao guerra aos cidados e Franga ; era dn
natural consequencia depois de abatido o impera-
dor, depois de prisioneiro, depois da capitalag'm
do exercito francez, depois do seu rival ter sido
profundamente burailbado, e espulsa da Franga a.
sua dvnastia, era natural, digo, que o generoso re
Gailherme, ^ue nao vmha conquistar a Frang,
prppozesse essa mesma Franga que havia dep>.-
to a dynastia de Napoleo, eque j antes Ihe ha-
via tirado lodo o commando, propozesse uma p..a
honrosa e aceitavel.
A Allemanha, porm, nao pode prescindir \
Alsacia e da Lorena, que j Ihe nertencerara na
oitavo seculo, e onde se falla allerao !
Os exercitos allemes, j que esto em tao bom
terreno, nao ho de parar a meio caminho.
A repblica franceza uma terrivel visinba para
a Ilustrada Allemanha.
Os operarios francezes convidam os i.
allemes a auxilia-los a formar a repblica
Estados Unidos da Europa.
Oexillo de Napoleo, e a sua deposigo, ensioa
Allemanha o destine qae desejaria a Guilherme
e casa de Hohenzollern.
O rei da Prussia qoer considerar o sen imperial
prisioneiro como senhor dos destinos da Franga, o
povoc'est de la char canon I '
-i- Os exemtos prussianos marcham sobre Paria-
h't
T~
V2.VZ. v
".'..vy ''
',.,;.-. i
* i. !-!.^.gv;
l.



Diaria iHjl Vemambtico Quartajeira 28 de Setembro de 1870
mt tres camnhos differeutes:l Reas-Esperaay-
Saleau Tuierrv, o val I ne ;2. Laoo,
Seissons', i'aolotw valle 0
Mentereau e Melua c Valle do sena.
Pelas fronters ira ve: !eno novas tor-
cas : as avamjada-3 prusiana eham-se em Moni-
airail, Fert Gaacaar, Chateau-Tierry, a 95 kil-
metros de Par; Vlleneaye la grande e Compieg-
ae a 75 kilmetros de Paris.
O aoverno francez nao quer enttar em trans-
aegdas; coma co.n os "*! !* d* ***;
ianeral Vinav conserva un W rail homens o
SStode Lvon do con.ri.ando de Palikao ten 100
BToSX, era Pana ha 30 mi nemens, e 50 mil
Tas reservas, en ">"*' os "i"*"108 aue M-
Oo formando, os earabtaairos ruraes, as guarda?-
nacamos e as guardas m ^^
Plem-se junur immedatamenlo em Paris 300
mil horneas, onde ha muniges e maQtmenlos para
dousmezes.
Alcin disso anda nao capitulou nenpuma das
praca fortes.
Sirasburgo tem resistido heroicamente ; na tres
semanas que sotlre um vivissimo bombardeameu
to, tendo-^e incendiado dfflarentes bairros. Satn-
ra'in tres mil mulheres e creangis dos seus maros
pera nao soflYerem mais os horrores da guerra.
A guarnida.) tem eita surtidas brilhantes.
Verdun anda resiste creada pelo inimtgo.
Metz continua cercada. O geueral Baiaine tem
"feito esforcos sobrehumanos para romper o exer-
ito sitiante, e tem causado aos prussiauos grandes
perdas, mas as noticias que d'elle se reeebem sao
por va ile Berim, para oed" os generaes prussia-
noi tem' exaltado a coragem e a nerotcidade fran-
ceza.
O exercito do rao Juque de Mecklemburgo
sitia Lkou; fez ni t mtimago no go-erno Tiiere
min para capitular, dando-lite o pratt de dez horas,
passadas as quaes seria a cidade bombardeada.
O general Theremia enlregou cidadella para
salvar a cidade, mas quando os prussiauos baviam
tomado a cidadella. houve casMtmento urna ex
ploso ne paiol das plvora-, arrasando a cidadella
e envoivead* as suas ruinas o estado miior prus-
siano e algunas centenas de soldados.
O general Th^reraio Bcon gravemente fendo.
Toul contina resi-tiado ; a sua guarnlcao tem
feiio diUerentes sortijas com vantagem.
Pars parece um grande acampamento ; os
guardas movis di* provincias sao abeletados as
casas particuhres ; o general Trocliu tem a maior
contanga no espirito das tropas e da popalacao,
bwn como as FortiAescSe*.
As ultimas noticias dzem que a Austria, a Ita-
lia e a Hespanha se dirigiram ao governo prussia-
oo, 4a commu.u uceardo para tenlarem encami
nha-lo a propor a paz ; mas o sub-gecrelario de
stado o Sr. de Tliile. dedinou a responsabilidade
de urna rapaste, declarando que s o rei da Prus
sia poda resolver.
As mesmas potencias dirigiram-se tainbem
Prussia, pedindo-lhe que sepozesse testa da liga
dos neutros, e lamas* a iniciativa da mediaco.
A Inglaterra tambera fez urna tentativa directa
junto ao rei da Prussia.
Os Estados unidos convidaram os prussiauos a
cessar a guerra.
O tomas >n k-uto do Timer, em Berln, diz
me a commissao da defeza de Paris intimou o rei
Guilherme para sabir inmediatamente de-Franga.
Na bolsa de Londres a opiniao que-a Al lema-
aba provavelmeato exigir a cedencia da Alsacia
e da Lorena, e que estas, sendo aaaexadas, sero
postas debaixa do governo central allemo.
Dizera de Londres a II que seestiu disculu-
doas condiges de pai; a Franca pagar 40 mj-
Ibdes de libras sterlinas, e entregar a esquadra.
Diz se que Bisraark nao aconselba a aanexaco,
masque requer a destrugo das fortalezas. 0 rei
Guilherme anda reconhece Napoleo como chee
da Franca e concorda uuo se faga um estado neu-
tro da Alsacia e da Lorena.
Diz-se que o imperador d'Austria instou com
o rei da Prussia para fazer a paz, duendo que a
Frang est disposia a tratar d urna paz hourosa.
epuis de frequentes couferenoias do corpo di-
plomtico ttmageiro, a Russia propoe um arms-
ticio. A Italia e a Austria estao promptas a co-
operar com a Russia.
O governo b+lga resolveu reconocer a re-
poblica omo em 18i8.
_ O gaulis diz que,a Inglaterra pedio armsti-
ci Prussia em noue < a- potencias neutraes.
Ultimas noticias.\ folna otticial publica um
decreto convocando os circuios eleitoraes para o
dia 1G de setembro para elegeren: a assembla
eleitoral constituate ai eleigSes devem-se veri-
ficar por meio de escrutinio, e por meio de lis-
tas na confonnidade da le de 13 de margo de
1819. A assembla deve-s-c compor de 750 repre-
sentantes.
A assembla constituinte ha Je se reunir no dia
! de ootubro.
Os principes de Oleaos sahiram de Franca,
pedido de Julio Favre.
Segundo as noticias offlciaes de Berln na
eapitulacao de Sedan os Prusianos tomarai 87
mil prsiooeiros, 480 pegas, 70 metra! fiadoras, 10
mil cavados e grande quantidade de material de
guerra.
O governo de Paris transfera todos os tri-
bnnaes para Tour-. Julio Favre, vice-presidente
do governo, nao querendo abandonar Paris, ser
nomeado entro ministro dos estrangeiros que i
para Ti. ir> com o corpo diplomtico.
Mr. Thiers parti em misso secreta para
Londres, Vienna e S. Petersburgo.
Dtz-se que Bazaine causou perdas conside-
raveis ao inimigo n'uma sortija que fez em Pont-
-liousson.
Napoleo com os generaes Donai e Lebam
ebegaram a Wilhelinbole em Hesse Casse, resi-
dencia que foi destinada ao ex-imperador.
Algnns offlciaes fraucezes e entre ellas o general
WimpfTen que aesignou a capitnlagad de Sedan
vio prisioaeiros para a Allemanha.
Os exercitos prussiauos coatinuam avaagando
sobre Paris No dia 10 estavara em Layny, e em
elun i leguas de Paris. Os habitantes e as
autoridades de Clave, como do-outros pontos, re-
tiram-*e.
Toulon votan 1,300:000 francos para arma-
mento.
Em Lyon e no Havre prepara-se enrgica
defeza.
O exercito prussiano tenteu o assalto de
Thonl sendo repeldo cora perda de dez mil ho-
mens.
Verdem intimada para render-se, declareu
qua resistira at a ultima extremidade.
Homedy repellio um forte ataque, a ci-
dade sotTreu muito, e a sub-prefeitura arden.
O general Trocha deu ordem para se iucen-
diarein os bosques approximacao do iningo.
SOMA.
Era de esperar 5 que est actualmente aconte-
cando. Retirado o ejercito francez de Roma, di-
zimadas as legioes eslraageiras pelas deserces de
fraucezes e aileroes, que correm a combater na
sua patria, eabido o imperio, que raantiiha a con-
vencao de setembro, a Italia nao pode resistir
esta oppartuna occasio de se completar.
Em seguida publicamos un despaeho do gaver-
as deFlorenga a o sea agente em Roma ; um
documento impomntissimo, pois moslra o pro-
gramma de Ita.ia em mtabio Roma
Florenga, agosta, de 4870.
Sr. eommeodadar.-O governo do rei acolbeu,
orno sutorio, com viva satisaeao, as informa-
coas verbaes e integramente particulares do Sr.
Nardi, na sua prxima vinda a Florenga.
Sem dar a taes informagos o carcter de urna
iniciativa da corte de Boma, V. Exc. poder
vir se dallas como ponto de partida para expr a
S. Eminencia o modo porque o governo do re en-
tende dar questao da unidade territorial di nago,
urna solucao lio argenta como inevitavel.
Iteeommeido a V Exe. que elimine do princi-
pio a Ora qualquer controversia ou discusso no
terreno do dimito.
Se o govern. do rei, era attengao f da
raaioria do povo italiano e aos principios de lber
dade religiosa, qu sempre proelamou, pslo mi-
lnar modo ao sen alcance e procurou fazer sosten-
ter, asta dispost a aoolher todas as modiQeagdes,
que importem na seguranca e independencia da
santa s e do chee supremo da relig2o eatholica,
aategurando-lhe todas, as garantas e prerogativas
indispensaveis, para cumpriraento da sua mi Zritual, com tudo nao reconhece outro direito
a do direito nacional plena e absoluta inte-
gridade do territorio na nagio.
Este direito, repetidamente proclamado pela
representago nacional, admittido pela convengo,
de setembro de 1864, que excluindo toda a nter-
venci estraugeira qoiz fazer da questao do poder
temporal, om ote interna a lia
a*", es! afirmado sempre pelo governo
do ral, ainda raesrao as infructuosas tentativa*
de eonciliagio eom a santa j, so agora se vai ef
feetuar e decretar de facte.
Tomando em n lo as congdes, e
ainda mais, as tralicSes e costumes da curia ro
mana, o governo do rei nao pode esperar, nem
auerera exigir am assentiraento, nem mesmo uma
humana a os np.iores prodi-
teqqWteieia" da parte U saatas, para a res t)a conseiencia
solugad de meto, que vai dar-s aua, gms da histeria.
V. Exc. tara Gonneeer Ck vossos nimigos, qne cooperaram
jo vivissimo e sincero do governo do rei, princ bra da civilisacao uojv
mente no interesse da autoridade e diguida de quant
igreja e da paz das conscitncras, que- pr- recordar se de qu
destruir toda a apparencia de rigor a^do violenetti grSMte geaios
Se prevalecerem em Roma, com granrto pesar
nosso, ontros sentimeatus, o governo do r i e V.
Exc. poderao daa mais formal a s-jleume certeza
de que nunca, em qualquer contingencia, tomare-
mos outra norma de produegin para com a santa
igreja, seno a dos mais altos sentimentos de re-
verencia e inalteravel respeho para com o chee
augusto da regiao e para com a igreja.
Expostos estes principios, V. Exc, atttndendo
formal e directa representago do governo do
rei a corte de Roma e s potencias cathoheas, far
a S. Eminencia as seguintes decJaragdes :
O governo de sua raagesiade o rei de Italia,
era cumprimento da vontade da nagao, dos votos
do parlamento, e do direito nacional, deliberan
que se proceda annexagao ao territorio do reiao,
d'aquella parte que at hoje tem estado sob o do-
minio da governo pontificio. Para tal efluiti), as
regias tropas oceuparo o dito territorio.
< O governo e a administragao do territorio oc
cupada, passarad inmediatamente ao poder da
antordado militar e civil, delegadas pelo governo
do rei.
t At que o parlamento nacional providencie.
nada se innovar das formas da-adm.mistrago ci
vil a judiciaria actual ente era vigor, salve nos
casos em que as exigencias do servigo e da segu-
ranza publica o reclamem.
A oceupacao da cidade de Roma ter lugar
conjuntamente com as outras partes do territorio
s para o eTTetto do simples acto.de posse, levan-
tndole a bandeira nacional no castello de Sant
Angelo. CumpriJo este acto,, as regias tropas
abandonarlo iraraediatamente a cidade, delxando
all apenas uma companhla de infantari.i de guar-
da bandeira e a forga dos re;:es carabiueiros
sufflciente para mantor a ordem e a segufabga
publica.
Desde o momento do ingresso das regas-tro-
pas, a forga armada existente no territorio roma-
no, entender-seha livre. Uma commissao mixta
cuidar de auxiliar os estrangeirjs que queiram
voltar a sna patria. Os indgenas sero recompo?
tos em nova organisacao militar.
O governo do rei, de accordo com as poten-
cias caiholicas, definitivamente prvido para cons-
tituir santa se os rendimentos indispensaveis
alta posicao do chefe da igreja e la sua corte e ao
servco do culto, dar raesma santa s o repre-
sentativo dos rendirneotos cobrados no territorio
annexo.
O governo do rei garante, emface deModa
as potencias e de todo o pova cuholico, a inviola-
bilidade da pesso e absoluta liberdade de su;.
santidade. da sua corte e do todas as pessoas
inesma adiidas, dos membros do clero, asslra co-
mo o livre e pleno ex?rei rio do noder ccclesiastico
t Toda a determinacao ulterior com referencia
s relacoes da santa s, com o governo do estado,
as condiges da cidade de Roma, como capital do
reino de Italia, e residencia do chefe da rcligi\
cntholica, o livre exercicio da antoridade espiri
tual, formarlo objecto Je especiaes negociagSes
as quaes V. Exc. pode desde j assegurar que o
governo do rei empregar o espirito de generosi
dade, moderagao e equidade, como corresponde a
to grandes e vitaes interesses. O profundo sen-
tmenlo religioso do paiz ; a tranquiliidade de
conseiencia, e mais que tudo, os principios de
franca liberdade, que formam as nosas institni-
edes, obrigam o mesmo governo do rei a um de-
ver severissmo e de que nao pode prescinlir.
Queira V. Exc. informar-nos immediaiamente
do acolhunento feito a esta nossa communicago.
A gazeta offlcial de Fforenca de 11 do cor-
rente annuncia que o rei de Italia, conformando
se con a preposta do conselho de ministros ordo
bou que as tropas reaes entrem as provincias
remaaas.
O governo italiano deu ordem para que as tro-
pas oceupem o territorio romano forga, caso nao
receba resposta favoravel ao seu ultimato ao Santo
Padre propondo-Ihe a entrega pacifica do poder
tem^oral.garantindo- fhe esle a liberdade do poder
espiritual, e a residencia na cidade eterna.
Telegrammas particulares noticiam que as
tropas italianas prosegniam na sua marcha para
os estados pontificios, devendo a estas horas te-
rem entrado em Roma, ende a9 Torgas papalinas
opporlam uma pequea resistencia para se la-
vrar um protesto aerante as nag5es da Europa,
pela violencia praticada pelas torgas militares de
um paiz, que estava, por um accordo internada
nal, oDrigado a respeitar e a fazer re.-peitar o ter-
ritorio da igreja.
Foi n'um conselho de ministros que se cele
brou em Fforenca no dia 3 que ae tratou da ques-
lo romana, e d'o armamento para se sustentar i
neutralidade, afim da Italia poder tomar uma par
te as oegociagdes de intervengao para fe conse-
guir a paz.
Organisa-se actualmente um novo exercKo de
observacao coraposto de uns cem mil homeus s
ordens do principe Humberto, ou do general de
la Mrmara cojo quartel-general se estabeler em
Floreoca.
Os tres corpos destinados s formar este exer-
cito sera o t" eommandado pelo general Cadona,
o 2o pelo general Pianetli, com residencia em Ve-
rona, e o 3 pelo general Petili Rozeto de >8aglia-
no, com residencia em Alexandria.
Dm telegramraa de Gevita-Vechia de 12
diz que esta cidade est era estado de sitio, pre
parndose para a defeza.; que os italianos tenta-
ram penetrar em Roma, mas os pontificios corta-
ran, o cannl.s de ferro.
Os italianos atacaran Montefiascone.
HKSPANHA.
Houve no dia 8 em Madrid ama jmponente
manifesUcao republicana. Nao houve discurso?.
Limilarani-se a condutrr processionalniente gran-
de numero de pendes significativos. Tomaram
parte ntlle dore mil pessoas. Houve completo
socego.
E' destituida de fundamento a noticia da pro
elainaco da repblica em Madrid e outras-cida
des notaveis.
O general Prim loma medidas rigorosas para
preveoiralgura movimento oeste sentido.
Reunase no da 6 a commissao permanente
das curtes constituales, mas oio pode funecio
nar por falta de numero.
O Sr. Sagosta declarou que o governo nao ti
nha agora candidato algura ao turono de Hespa-
ntia, mas que quando mesmo o tivesse e fosse na
sua opiniad o mais accetavel, oeste momen;o, e
em quanto ;e noo acclare a situacao da Europa a
nao appresentaria s cortes.
Em relagao as partidas carlistas a gazeta de
Madrid diz que se podem considerar comple-
tamente dissoiviJas as partidas facciosas que se
furmarara as provincias Vascongadas, onde ac-
tualmente se encontram algumas dispersas que
continuara a aprtsentar se; que no mesmo- caso
s3 aeha a provincia de Logroo ; que o alcaide
de Sevilha participara que n'aquellb districla ge
bavia levantado uma guerrilha carlista, e que a
frente della iam os curas de Zamear Barlangar
de Raa, Santa Cruz e Hoza.
O directorio republicano da Hespanha feli-
cilou aos seus irmaas em Paris da segunto for-
ma :
t Cidadds. A reivndicagad la repblica pro-
clamada pelo povo francez, apoz tantos annos de
soffrimento, inunda de felisidade a estas horas to-
dos os eoracSes liberaos de um a outro extremo
da Peninsufa. Nem a tristissin heranga que re-
cebis, nem os perigos que arrosties, nem a r-
pida mareha do invasor sobre Pars podem dis-
suadir a nossa f na victoria do direito e na sal-
va gao da Franga.
c Ainda vas restam as vossas grandes cidades,
que sabarid defender-se cora o sen antigo heros-
mo ; ainda vos resta am povo que, resolvido a
morrer, ser nvencivel; ainda vos resta esse ad
miravel espirito republicano, que os res cem ve-
zas julgarara apagar.o que cem vezas renasreu der-
retendoos seus sceptros; ainda vos resta uma tor-
ga que nenhnm exercito dama, que nenbum po-
d;r subjnga a vossadea. Ospovosque tinham des-
viado as suas sympathias da Pranga, quando receia-
vam que as victorias fossem victorias dos seus ty-
rannos, restitaea na< Franga e sua causa, e es-
tad dispostos i impedir com um poderoso e una
nirae, protesto, que renasgam as barbaras idades
da conquista, s que se crcele o territorio fran-
ozeste patrimonio comraum da liberdade uni-
versal.
c Nao desanimis. A nagao franceza purificou-
se na desgraga e remiu as : uas antigs culpas
com o seu recente martyrio. Hoja que nenhma
nodo mancha a sua cpnsciencia ; hoie que a
i da juslica e do direito, tornar a er a na-
gio da vict.ns, e salvar, como era 1793, a sua
gloriosa independencia. Assim o esperamos do novo
valorvosso direito, das sympathfas que vos coasa-
5f a toda a Europa, da virtude que. a liberdade lem
6 antigo herosmo da vossa raga, que nd pode
morrer seo que norram os mais vivos respieodo-
honraram era sor "cidados da
repblica franceza, e sentiram renascer an"
ampos da bataiba aquella amiga Jxateuidjdeen-
*IW os povos qne em ra hora ferio i
espada das Bouapartesmaldita por altes e por
Notenbtesduvda. O mundo sabe que a ap-
parlgd da repblica franceza a liberdade da
Cunscen 'a humana, o estabeleuiraento definitivc
do direito, o desaruiamento universal, asubstitai-
po da guerra-p' I < trabalho d > eesarisdso pela li-
berdade, do privili-gio pela ju^tica, de insensata!
rivalidades antigs pela frsternidade, da conquista
pelareflerngad ; e os p5vos aprssar-se-hao a ras
rasgar os amigos tratados Ja diplomacia monar-
chica para suiisotii-las pOr oramos pactos; sobre
es qnaes se ediflcaro os Estados finidos da En-
livre, estabelecendo se uma nobre eraulaco
eiur'efes eos Estados-Unidos da livre America
as Iotas pacificas da intclligencia.
Espejamos com fandado motivo que a noss
Jespaqha seja ua dos prtmeiros pavas-a abracar
iJeal peto exercicio de sua legitima sobera-
na. Assim o esperamos, porque nao. foi ea vio
1 e a Hespanha quebrou o jugo d;i sua intoleran-
cia, religiosa ; derrocou o seu v Iba thmno, pro-
elamou todos os drei os naturae3, admiltio vida
publica a sua antes proscripta democracia, entrn
na leeiao Jas n goes revolucionarias e collocou
aciiH^d lodos es poderes o -uflragio universal,
que obedecendo suaorgem, e as leis funda-
i.iantaes da sna existencia, hi i fundar uma re-
publica federal, que nloprmitta chamar-nos, ho-
je na d, sgraga' e amanhaa na victoria, povos ir-
inus, dispostos a sustentar-se mutaaraente, pa-
ra nunea tornar a perder os seas direitos e a sua
soberania.
Sade e fraternldade. Madrid, 6 de setembro
de 1870.fos Mara Orense.-Francisco Pi e Hur-
gal.Estanislao Figaeras.Emilio Castellar.Vi-
cente rgellcs Barbera.
Enviada esta manifestagd aos repnblicanns
trancazos, os diarios que seguera os principios p>-
Uticos que o "directorio da Madrid representa,
apressiram-3e a redigirera em coraraum urna fe-
licitago, que a estas horas ja deve ter ebegado ao
seu ueslino, e concebida no3 seguintes termos :
t Republicanos francezes : Dfa ruinas do im-
perio, que bumilhava a vossa nago, brotou a re-
publica, que ha de engrandece-la e sublima-la.
Recebei as nossas uceras felictages, v3 que em
muilas occasioes tendes ouvido o echo das nossas
cordeaessympathias.
A vossa causa a nossa, como a de todos
os peitos generosos em que palpita a sentimentoda
libjrdada, em que se enraiza o inextinguivelamor
da democracia, que o reinado da jastiea a a en-
carnago do direito. Quanto maiores sao os peri-
gos que vos rodciam, funesta heranga do poder
cnido, tinto maior ser a gloria em conjnra-los,
ouvnJo ao mesmo teuipo os conselhos da pruden-
cia e o i sagrados impulsos da energa e do valor.
A independencia" da patria ameagaJa renova-
r em vos a recordago immortal das picas fa-
ganbas dos vos*os antepassados, cujo heroismet a
historia cscroveo em paginas immorredouras.
t Cahe para nunca mais levantar-se o podero
dos res : os povos sao iramortaes, porque o sen
poder nvencivel, quando a dignidade os inspira,
o direito os ampara, a justiga os eleva e o astro
refulgente da liDerdade os gala.
< tnauguraes uma nova era nos annaes da re-
pblica, nunca bamilhada. Agora, como na daJa
meraoravel de 1792, ser vosso o triurapho, nao n
duvidei;, porque a victoria coroi sempre o gran-
dioso esfirgo de um povo que peleja pelos sacro-
santos foros da liberdade e da patria.
Sade a frateruidade. Madrid, 7 de setembro
de 1870. .
INGLATERRA.
0 governo inglez tem preada a maior a en cao
s obras de defeza do uorto de Coik. Os fortes de
Caraden e Carlisle que dominam a entrada p r
Qaeenstows teera sido preparados de pianeifa qu
possam oftarecer resistencia. Em volta de cada um
delles tera-se feito obr?s que j apfesentam um
fosso deqatreuta ps.
A opiniao publiea era Inglaterra, depois de
tongas discnssSes mostra-se convencida da utili-
dadee importancia militar da organisagao dosco-
funarios.
A grande qnestio da orgatiisago railitir da
Inglaterra agita-se agora e julga se que se aiop-
t.uem teda a IruzUterra a base da organisagao
que huje vigora t aas Ibas de Jersey e Guern
sey ; este systema dara um exercito flxo daqua-
renta mil homens, com pequeo sacrificio da na-
go e forneceria a todo o raometo.para casos ex-
traordinarios, quatro mifbdes de soldados uteis e
proaanlee.
Va-se proceder definitivamente ao estado
techoico das communicacdss do Nicaragua e Te-
huautep-'!, para a pa^sagem do canal quo deve
unir os dous ocanos Pacifico e Atlntico.
Os Estados-Unidos baviam votado irinta mil dol-
ais para este trabalho provisorio, e de esperar
que se acabe obra to importante.
Pareca mais fcil abrir a communicago pela
ponte mais estreita do isthmo de Panam, mas rc-
conheceu-se ser a mais difilcil pela altura e nstu-
reza das mantanhs. Cbgou a haver o projecto
de coastanir um grandioso tnel por onde deviam
passar os navios de maior lotaco ; pensou-se de-
pois em fazer a passagem no golpho de Darien
pelo Atrato, projecto que ainda e-t em discus-
so.; resta agora ver se ser mais vantajoso esta
beleoer a passagem pelo lago Nicaragua, ou pelo
ra S. Joo ao istbmo Tehmantepec no Mxico.
Diz-se que arainba Victoria contina doen
te e por sso toreada a estar no campo.
- Diz-se qae os correspondentes da Times em
Paris vo ser dalli mandados abir.
AUSTRIA.
0 partido que-abteve raaioria as ultimas eei-
caes que tiverarn lugar na Bohemia, formoloupor
intsrvengSo do seu chefe, o Sr. Rieger, propostas
de ajuste eom o partido allerao.
Este oonieou alguns representantes para que
estabolegam com os tchequios as bases de um ac-
cordo sobre as questdes de direito publico que di-
videra o povo bohemio.
Julga-se provavel que em vista deste aecordo os
teheqaios e osfeadaes se decidam a tonar as-
sento no Reiscbrath, o que. segundo parece, dar
ama respeitevel naioria a favor dos federalistas.
Coniinaam etb Pulda as sessdes da assembla
dos bispos germnicos. Contam-se entre elles os
meiropohtanos de Munich e Cetonia, e os diocesa-
nos de Ratisbonne, Eicbstatt, Ermeland, Maguncia
e. Munster, e o vigario capitular Frrboargo em
Bfisgow.
Julga-se que a deciao que sabir d'aquella reu-
ni de prelados eatholcos ser contraria s ulti
mas deterroinaeoes tomadas pelo concilio ecume-
meo do Vaticano.
Os lentes allcmes de tocologa eatholica reu-
nidos em Nuremberg, dirigiram uma petigo aos
bispos allemes, pedindo-lhes que convoquen um
concilio ecumnico tora da Italia para rever os ca
nones do concilio de Vaticano que sao por elle?
laxados de illegaes.
NAKARCA.
O governo dbsamarquez convocan a dieta
para o dia 3 de outubro.
SUISSA.
O governo federal suisso dirigi urat circu-
lar aos governos cantonaes para os prevenir de
qua influencias externas tendan a compromet/^ a
ucuralidade salsea, Racommendapurconsequenca
qua estejam em guarda, a convida os peridicos.
TURQUA.
A Porta Ottomaoa pedia para Vienna "Aus-
tria cem metralhadaras.
O actual ministro da guerra tencwna collocar-
se a frente do exercito, do Danubio, sendo aesse
caso substituido no ministerio por Mehemed Rus
cbi Pacha.
POBTUCAL.
Em 13 do crrante escreve nosso zeloso cor-
respondente de Lisboa :
Pelo Amazo de Liverpool que sabio 30
(tres das depois Jo Gironde de Bordeara), lhes es-
crev e ereio t-los informado da inopinada queda
da dictadura.
i O re cbamou a marechal Saldanha no dia 29
ao pago d'Ajnda, e fez lavrar os decretos de demis-
so pelo Sr. Jos Das Farreira. A situacao ficou
substituida, como lhes disse ento, pelo marquez
de S da Bandeira, presidente do conseibo de mi-
nistro, guerra e marinha interino; marquez d'Avila
e Bolaraa, fazeoda. estrangeiros e justiga interino ;
bispo de Vizeu ( D. Antonio Alves Martin) reino
einstruegaopublca interino ; o Sr. Carlos Beato
da Silva, ohras publicas.
i Os decretos dispedindo os ministros da dicta;
dura foram todos com a formula do estylo que
oii-um muit a ou coattnto. No, qua exone
o marechal dizia-se que lando ella da er eacarre-
gado de nma misso diplomtica, era exaaerado
etc., etc.; de modo que n'este decreto nao se lia a
formula attenenio ao ftle me npretentou... >
Effectivamente o marechal nao referendou a de-
missio dos seus collegas e sustentou perfeitamente
que a damisso Ihe tora dada contra sua vontde
por um modo inexperado.
t A sua imprensa enamoa ao acto enrgico de
29 de agosto embiscada e golpe de estado ; cubria
de' improperios os partidarios do bispo de Vizeu e
marquez de S, que presidiam ao centro reformis-
ta (ou da jauawo ), publlcou verdadeiras catibna-
rias centra a pessoa do rei, e meamo da rainha,
aineacando pela inconstitucionaliJade do acto; ba-
rafustou e esbravejou com a mais desenfreada des*1
compostura, no que Ihe nao tnha fleado atraz a
imprensa dos partidos regenerador, bistorieo e re-
forraista. Se hera me lembn, alguns speclmens
lhes tenho mandado do estylo virulento do nosso
jornalismo poltico para fazerem idea da obceca-
gao a que as paixoes partidarias arrastam borneas,
alias, amigo* do bem estar do paiz.
c A ordem nao foi alterada at hoje, apezar de
ter estado Lisboa todos os das e todas as ooitas
em continuado sobresalte pelos' boatos qu: tem
corrido sobre os pfno< dos chamados penichliros,'
ou gente do partido de accao, cujo orgo na ira-
prensa o periodo diario ezenove de Maio.
Devo eeresceotar que nao obstante as mani-
festacoes da mais exagerada impaciencia que de-
rain e dad aiada os jornaes | saldanhistas centra
jueii influio.no animo d'el-re para o determinar
a deraittir o gabinete, ha muito quem acredite que
a queda sbita de ministerio dictatorial, cinco das
antes das eleicoos (que deviam realisar-se 4 de
setembro ) fui combinada entre o preprio mare-
chal Saldanha e el-rei; assim como nao falla quem
pense que o golpe de estado de 19 de maio, tora
Outra Cmbfnagao do duque de Saldanha cora o
chefe Jo "estado, o que mais veram corroborar
certas rvelages que se colhem de urna caria de
um dos ajud.intes de campo do rei para os jor-
naes, alludindo s orden que elle recebera para
transmitlir torga militar, afim de que nao lizes-
sem togo sobre o marechal e a tropa que elle trou-
xesse comsigo.
Logo o marechal, com tropa, era esperado na
Ajuda e tinham-se prerenido as cousas para que
sa evitasse a effuso de saogne. Erafim mais lar-
de se sabero estes promenores. Exonerado o ma-
rechal voltoa logo para Cintra.
> Crea lambem haver-lhes feito algomas consi-
derares na minha de 30 de agosto, sobre as coin-
cidencias que tinham precedido o aolpe de estado
da 29. Estava em Cintra o duque de Saldanha, e
em Alcabidche, no mesmo conselho, o marquez
de Angoja (conde de Peniche ) exonerado do mi-
nisterio das obras publicas e noraeado para chefe
da legacao portuxueza em Bruxella-.
Espalharam-se nao sei que rumores sobre um
-upposta ou premeditado rapto dos prncipes D.
Carlos e D. Alfonso ; despedera-se cerreras a toda
a brida, e os principesinbos sojtrazidos precipita-
damente de Cintra para o pago d'Ajuda. ludo isto
mais veio confirmar no povo a idea de que o ma-
rechal Saldanha de accordo com o marquez de
Angoja nao erara estranhos, idea da se coagir o
Sr. D. Luiz I a uma abdicago, accIaraanJo-se o
Sr. D. Carlos seu primognito, ficando o marechal
regente do reino durante a menoridade I Foi em
seguida que ( segundo se diz e creio ter-lh'o re-
pelido ) sua raagestade a rainha a Sr." D. Mara
Pa, esposa d'el-re, determinou o soberano a des-
pedir o ministerio, usando de toda a influencia e
Sredi,mino que tem no animo um tanto vacillante
e seu marido.
Fosse ou nao fosse verdade, a conspiragao foi
acreditada por rauilos, a imprensa adversa a dic
tadura fallu'u n'ella, e os jornaes saldanhistas irri-
tados, attribuirara loucura ou perversidad^
(sie) de uma senhora collocada no mais alto dr, es -
cala social a inexperada demisso do gabinete !
c Para raudos, porm, a historia do rapto foi
uma fbula forjada para motivar a q eda da dicta-
dura, li tudo isto pruva que ha uma extrema fal-
te de confianca da parte a parte.
N o poJ ser tudo comedia ; se o foi a sor-
preza de Saldauha sendo exonerado, nao o tenta-
tiva d rapto dos reaes meninos; se^to uma his-
toria a premediiago da regencia, ento o duque de
Saldanha devia ter cado das nuvens quando o so
berano o charaava Ajuda para o demtlir a elle
e a situacao por elle inaugurada na emboscada de
19 de maio. C: media tudo e comedia sempre
que nao pode ser. Comedia a 19 de maio e come-
dia a 29 de agosto, accordo com o rei para demit-
ur o duque de Loul, e accordo com o rei para
mandar passear o duque de Saldanha al Londres,
sao dous fados que difflcilmente sabero conciliar
os pilotos mais praticos destes baxos aparcellados
da nossa poltica interna.
t O povo chama a tudo isto intrigas da aman-
illa, pdr que realmente a caraarilha aqui um po-
der do estado e a camarlha dividida no seio da
corte era duas facgoe3 poderosas e rivaes pode ope-
rar d'ests peripecias singulares a que o paiz se
contenta de assistir como espectador, fijando quasi
sempre em jejnm no que loca a deslindar os ver-
dadeiros motivos dos acontecimentos.
i No paco ha partidarios dedicadissiraos do du-
que de Saldanha, e ha os ulicos dedicados a el-
rei. E' p ssivel que um dia se possam conhecer
todos estes manejos, mas talvez ento seja tarde
para o paiz tirar todo o pr veto e ligo de tal co-
nhejimehto.
a No principio deste mez ( setembro ) entrn a
poltica interna em novo periodo epistolar. Os nos-
sos leitores hd de recordar-se das cartas qne em
dezembro de 1869 se trocarm entre o marechal
Saldanha, o ministro Mandes Leal e outros perso-
nagens, com grande escndalo e admirago do
paiz.
t Em consequencii, pois, dos boatos sobre o
rapto dos prncipes e mil outros rumores que
acompanbaram a demisso do gabinete Saldanha,
escreveu este de Cintra ( para onde voltou o du-
que logo depois de exonerado) a seguinta carta ao
seu amigo e sqbrinho marquez de Valladas:
t Cintra, 30 de agosto de 1870. Meu querido
marquez de Vallada. Recebi a la carta e nao
demoro a resposta.
A intima couvicgo, a certeza de que a conti-
nuago do ministerio Loul, Lobo d'Avila e afeu-
des Leal, traria em poucos das uma revolugo,
cajas consecuencias serias fataes; revolugo da
qual por omitas vezes tnha fallado el-rei, sendo
a ultima no dia 18 de maio, asse.urando sua
magestade, que uma mudanca qualquer de minis-
tros seria uma vlvula de salvaco; e nao leudo
as rainhas rogativas sido attendidas, me decid a
fazer o movimento que teve lugar na madrugada
do dia 19, no qual tu tost um dos meus corajosos
compaoheiros. Conseguida a mudanca do minis-
terio na noule do mesmo da, tve a honra de ir di-
zer el-rei, que, lendo onze vezes recasado o ser
presidente do conselho, o que j liaba tido lugar
no seu reinado, eu continuava a nao ter o menor
desejo de ser ministro, e -que depunha as mos
de sua magestade a autorisaco que na manha
daquelle dia me havia dado. El-rei nao annuio, e
eu fiquei presidente do conselho.
c Hontem, cinco dias antes da eleigo dos depu-
tados, um telegramraa de el-rei rae charaou ao
paco
Achei ali es marquezes de S e de Avila, Car
los Beato e Dias Farreira. O Sr. D. Luiz fez-me
conhecer a resolucao era que estava de mudar im-
mediatamente da ministros.
c Fz sua magestade todas as ponderagoos,
que o mea dever, como conselheiro d'estado, co-
mo sea mordomo-mr e como seu verdadeiro ami
go, me impunba.Disse Ihe :
< Que a aacao em S das ia pronunciar a sua
sentenga entre o ministerio e os sens adversarios ;
que estes, conscios de que a sentenga nacional
Ibes sera terrivel, procuraram por todos os meios
evitar que as ele$ees livessem lagar; e que a
prova mais evidente era terem os ex-ministros
Braaacamp, Lobo d'Avla e Joo Cbrisostomo, re-
lirado as suas candidaturas.
< Que em todo o reino, assim como na capi-
tal, havia o mais completo socego, a que eu poda
assegurar sua magestade, pela minha honra,
que nao seria alterado ; que por tudo que Ihe po-
da ser caro Ihe pedia qua nao fosse, por nm acto
do poder moderador, fazer calar a voz da nago
cinco dias antes do d a aprazado para ella pronun-
ciar a sua sentenga, a que, se a sua resolueo era
definitiva, que ao meuos esperasse para o dia 5,
pois que a eieico devia ler logar no da 4.
t Baldadas farara todas as minlias instancias.
El-rei, eom sua benevolencia por todos re
cunbeckia, me assegurau qae estava ptenmiente
convencido da minba constante fidelidade sna
peaso e dynastia, e qae eu nao devia duvidar da
sua anizade.
< PerguBtou-me enlo sua magestade se au ac-
ceiuria ama misso diplomtica, respond que a
minha acceitago dependa de dua- eoasas:
1.' Qae sua magestade e os novas ministros
rpe baviam de dar a sna palavra de boura de que
nao bavaria reaego poltica, e que el-rei e os mi
njsires tomavam debaxo de sua especial protec-
co. os meus arabos, e muito especialmente os I
rae traba m acn robado a Ajud? do da 19 zesse
que n'AvHR, que no eonselho d'estade ten se
^ssssi^bsssssi^bssssssssssssssss^bHbssssi^^bsIB^^B
c
amigo
marquez de
conselho o son verdadeiro
S.
t Tanto el-rei, come os marquezef-de S e de
Avila, me asseguraram que nao baveria reaego
poltica, e qae os meus amigos achiriam nlles to-
da a proiecgo necessaria.
Pedi que Qzeaeem atteneo ao modo por qm
fosse redigila a minba demisso, porque protesta-
va contra o modo usado, attenditido ao que mere-
preseatou, etc.; porque nao s nao peal a minba
demisso, mas flz quanto poda para aviar qae a
demisso tivesse logar antes das eleiras, a antes
da reanio das cortes.
Eis-aqui teas, para teu conbecimento e dos
nossos amigos, tudo o que sa passau no meraora-
vel dia de hontem (29 de agosto), cinco dias antes
da eleigo de deputados.
t Acredita na sinceridade com que sou teu ami-
go vardadeircv Saldanha.
i Como de suppr, esta carta deu lugar
muito commentarios, p is cada qual a iraduzia
segundo o prisma das suas paixoes.
Seria este documento ainda mais uma dessss
cousas ensaladas, com que se vai entretendo a ex-
pectativa publica ?...... Dicti-la hia a mais lir
me boa fe?........
a Fallara o marechal serio, quando contou
ao marquez de Vallada esse particular, e ao pu-
blico era goral as condigoes que dictou ( elle mes-
rao as suas condicSes) ao chefe do estado, que es-
lava no aso plenissrao da sua prerogativa, como
um general que sahe da praga com armas e baga-
gens, assignando uma capilnlago? Pois aqaillo
admitte-se assim no rgimen constitucional, estan-
do a cabeg d'um homem publico em perfeito es-
tado de samdade f___Pois os individuos, que na
madrugada de 19 de maio ajudaram o marechal a
escalar o poder, coagindo o re a investi-lo de lodo
o mando (se que foi realmente exigido ) mere-
cem privilegi' s, protecgo especialissima e excep-
go qjae os colloque cima de todas as considera-
ges de conveniencia publica f
t Erafim, o que se diz qua el-rei 29 de agos-
to, para se ver livre do marechal, ou para socegar
o anico apprehensivo da rainha que instava e in-1
sistia com vehemencia pela demisso daquelle mi-
nisterio, proraeUeu mesmo qae nao se mudara o
da aprasado para as eleicoes; mas os quatro mi-
nistros reunidos em conselho iccordaram em a-
diar o acto eleitoral para 18 deste mea, contra o
voto p opiniao expressa do marques d'Avila e Bo-
laraa, o qual ficoa desde logo amuado, rerando-se
i p para casa, e dizenda qae l se arraajassem
como eutendessem, que elle nao quera ser juiz
com taes mordomos I
Correu logo que o marquez d'Avila se despe-
dir,elle, o unieo ministre de todos quatro, o
qual poda ter mo as trovoadas de lelras da di-
vida fluctaante externa, que estavam por das a
desabar I Andavam todss desconfiados e cabisbai-
xte os partidarios do centro reformista, sem saber
como obteriara, nao direi j a reforma completa
da nossa administragao publica, mas a reforma
da3 malditas letras, das qnaes vencase urna j
para 7 de tetembro, no valor do cera mil libras ou
cousit qne o valha I
Erafim, o marques d'Avila, cedendo s roga-
tivas ficou, mas, oizendo sempre que tratassem de
procurar-lhe sueeessor.
Os saldanhistas pelos sens orgos na impren
sa insarrecciam a lealdade e sisudez do marquez
d'Avila e davam a entender que nao havia a me-
nor incompatibilidade poltica entre elle a ama no
va situago saldanhista. Chegou-se mesma a fal-
lar na recondaeco do doque de Saldanha eom o
marquez d'Avila. Nada disso, porm, se realisou.
0> cuidados dos partidarios do governo em-
pregaram-se lodos ero ver como Saldanha sahiria
de Lisboa. O conde de Peniehe (marquez d'Ar-
geja1) esse pedio a demisso de ministro plenipo-
tenciario de Portugal na Blgica.
Dizia-se que tamben o duque a pedira de
nosso embaixador em Landres. E como nao par-
tssa hem pedisse a exonerago e se conservasse
em Cintra, que se havia de fazer em Lisboa seo
repejtir qne n marechal consr.irava? Venha njn
dar este receto o espectculo de toda; as precau
coes, militares epoliciaes, ainda as mais exagera
das,que o governo tem tomado todas as noutes,
e a insistencia nao menos impertinente d'alguns
jornaes em asseverarem que rauitos dos peni-
cheiros tinbam fardamenlos para se di9farcarem
em soldados e entraren) nos quarleis da guarni-
r) de noite, ou para responderem polos i soldados
hora de rec >lber, em quanto os verdadelros sol
dadqs iam aos clubs inspirar-se e receber in9trnc-
gdes secretas, ou para as cavernas^ cun aquelle
disfalrce irem aluciando a tropa da capital para o
projectado movimento.
t Mas que movimento ?.. At a derrota e apri-
sionamiento de Napoleo, o fallado movimento sg-
niclm abdicago, regencia e contiuuago da for-
ma monarebica.
Depois que em Paris, Lea i, Bordeus e eutros
cidajles de Franga se proelamou a repblica, o so-
nhaqo movimento traduzia-se era repblica, unita-
ria aa federativa, conforme o venlo que soprasse
de Haspanba I
t Ser tudo isto fbula; tambera ? Nao sei por
que nao conspiro, e se conspirarse nao vinha para
aqui dize-lo. A polica ereio que nao est mais
adiautada. O goveroe, esse 6 que persiste em to-
mar precaugdes sobre precaugdes, e o commando
da guarda municipal foi confiado ao baro de
Zeze|re aquem realmente se davam ptimos servi-
cas, talvez mesno que toda a tranquilidade real
ou abparente que Lisboa tem gosado.
lApesar de amigo intimo do duque de Saldanha
e afijegoara do conde de Peniehe dea uma boa
ligo aos pentcheiros que apedwjavara as janelias
do centro reformista em plena meladura, como em
tempo lhes conlei, a tal a severida.le de sea pos-
to, a disciplina qae sabe manter na guarda man
cip.ii, e a confianga qae inspira aos habitantes da'
capital e sobre tudo ao commercio, que em nome-
nagam a sua lealdade o segando gabina.) S-Vi-
zeu pedio-lhe |fcira conservar aquella importante
ci'misso, nao ohstante mudar todo o pessoa I ad-
irahvo na capital e em todos os ontros dis-
de reino.
O priraeiro governador civil nomeado para
Lisbta em 29 ou 30 de agosto foi, como lhes disse,
o marquez de Sabugos ; mas tal chiadeira fez a
mmi
trict
'f eiacaa licava an-
da a> de qnem ose o ministro dos nego-
cias eamofi
i El-rei disse-me :
a 0 ministro des negocio estrangeiros o mar-
mpraosa, recordando o papel qae o marquez fizera
na cmara dos pares dorante a primeira adminis-
tragao S Vizeu, que o marquez toraou o partido
de se exonerar, sendo ba pouco3 dias nomeado
para aquelle posto administrativo o Sr. Lniz de
Carvalbo Dann e Lorena (da casa dos condes da
Reduha), sobrinho do marechal, mas seu adversa-
ria poltico.
< Depois do primeiro acto do novo gabinete, que
fot o adiamanto da eleigo feral para 18 da cor-
rente! e subsequentes alteragoes no pessoal de go-
veroadores civis e administradores de conselho*
(vista qae o governo seja elle qual fr, nao qner
prescindir de intervir as eleicoes para deputa-
dos), seguio-se o dizer-se que todas as leis d dic-
tadura seriara abolidas por grosso e meddo.
Ora isto serio corrigir uma dictadora com nu-
tra dictadura ; nma illegilidade con outra illega-
lidade mais inopportana. Felizmente houve o bom
censo de nao levar pratioa tal absnrdo.
Nomeou este gabinete nma commissao de 12
membros para rever todas as medidas decretadas
nos cem dia: i e fazer sen relatorio sabr quaes
conviria, logo qae se abrisse o parlamento, alterar,
revogar ou subetituir no todo ou em parte D'esta
commissao presidenta o Sr. Latino Colho ; se-
cretario o Sr. Alberto Osorio de Vrsconeellos ; sao
vogaes os Srs. Jose-Dionysio de Mello e Faro, Pe:
reir de Miranda, Mariano Cyrillo de Carvalho
(redactor do Diario Popular), Saraiva de Carva-
lho, Mondonga Cortes, baro de Zezere, Domingos
Pinheiro Borges, Jos Elias Garcia, Veiga Beiro
e Hanrique de Barros Gomes.
Este apostolado j comeeou a fanecionar, e nao
Ihe faltara qae fazer, pois que vai bem pouco tem-
po d'aqui reuno das cortes.
Para nao alongar este demasiadamente, dir-
Ihe-bei que no dia 10 demanba, pelo caminho
de ferro, seguo aflnal, para Madrid, con destino
Londres, o d qae de Saldanha. Algnns aniges
pessoaes e as senhora de sua familia foram acom-
panbar a estago a velho marechal.
No dia 5 el-rei havia chamado o marechal ao
pago para Ihe mostrar orna carta sutographa de S.
M. a rainha Victoria, em que manifestava o agr
do com que pelo seu governo tora reeebida a no-
meago do duque de Saldanha pa.a plenipotencia
rio poituguez na corle de Londres. Os novelleiros,
aproyeiando a cirsuinstancia de nao ter o duque
100 "P^ e "car em Cintra poi se achar racom
moaado, flteim correr que se tratava de fmpor a
immediata partida ao marechal, e no caso de re-
cusa, do o mandar para a ilha Tfrceifa, outros
a"'a" ?ue Para a Torre de S. Juhfc da Barra.
ftmodusi*retmi..
nem o guve rno to falto de julio que po-
ao aesse pe, nem o marechal se de-
f t.a r n Ul "* rtoeira d'aquenas. 0 mais cer
ti) qll0 fosse r oraance.
n.,l.^.Co0-as*s'1Bvaram Pr outro modo. O mar
quezd&Sa, 0 hispo de Visen e outros figuros
(como diz p poyo) foram visur 0 marecaal a pre-
----------------------n i s
texto do seo problemtico incoremodo. No dia 8,
a pretexto de ser di de pequea gala pelo nome
de S. M. a rainha, houve um jantar de ceremonia
no paco da Ajuda a que assi.-tiram o duque de
Saldanha, o duque de Loal, o censelaeiro de es-
tado Joaqun Antooie'de Agutar, o marquez de
Avila e Bolama, o Sr. Fontes Pereira de Mello, o
bispo da Vizeu,. p Sx. Carlo*Jl4BH d- Silva etc.
etc, isssd, uma arMta mtmnam poltica desti-
nada a approximar aquellas diversos antagonismos
e elenentosliv jeate-i. tlrn le .se conseguir,
guardadas as apparencia, Una ceailiago de par-
tidos u prbsenga das actaaes circunstancias, qae
na verdade sao inuilo graves.
< Vctor Hugo, como vario ah pelo qua,a ira-
prensa franceza canta e os sens correspedentes
nao onitu rara, foi reeebida en Paris com delirante
euthusiasmo. A repblica nao quer tratar da paz
e prepara-se para a resistencia de Paris. Roma
esta sobra um volcao... Em Madrid tem havido
raanifesiagdes republicanas de H mil pessoas e
mais, e esperase de am dia para a outro, apezar
dos estorgos de Prim era sopear as expaosdes de-
mocrticas d partido de egao, seja proclamada
a repblica, unitaria on federal.
Quanto Portugal...... O Jornal do Com-
mercio, auxiliar do gabinete, aeooselha a nao re-
sistir torrente poltica, dizendo que indifierente
a frmalo governo, quando os homens sao bons,
e que a repblica nao a anarchia.
c Por outra parte, ha quero- affirrae que os ma-
nejos dos chamados penicheiros eram multo mais
serios do que se quera dar a entender ; que ha
em todos os bairros de Lisboa genle armada, pa-
ga e prompta para a primeira occasio. Qht uio
e a gente das ruagis tmente. Gamo combinar e
conciliar lodos e.-tes elementos?
Prim, e a regencia de Hespanha, rewrvnu
inauditos estorgos para que o Sr. D. Fernando, pai
de el-rei D. Luiz i, sa resoivesse a aceitar a corda
de Hespanha. Parece que nao foi destituida de
fundsmento a vinda do preprio Prim incgnito a
Lisboa para conferenciar cora o duqas de Si-
dtoha.
< Creio termes dito na minha ultima que este
boato era repelido pelos jornaes da Lisboa e qne
se afUrraava ter tido tugar esta conferencia na e -
trada da Cintra. Ha poucos dias, pessoa do pago,
e affeigoada ao marechal Saldanha me disse que
era verdade e qne a entrevista fora no palacio de
QHuz. Que se nao tratava de uaio ibrica,
nem da absorpgo da Portugal, nem de qualquer
accordo tendente a attenlar contra a independencia
do paiz Mas, de fazer o ivas ofTerlas e ataagMar
tedas as garantas ao Sr. D. Fernando para aceiur
o sceptro hespanhol, assegurando-se-lha, alm da
lista civil que S. t. mesmo designasse. un. capital
consideravel para Ihe garantir uma renda equiva-
lente ao quo actualmente recebe do orcamenlo
portuguez, para a eventualidade muito possivel de
ter um dia de sahir de Hespanha e passar vida-
privada, visto que aceita a corda de Hespanha, ou
perdida depois de aceita, nao teria mais qae espe-
rar de Portugal seno a alfeieaa e sympathias de
um povo de quem se tem sabido fazer estimar per
sua illustrago e animo bondoso.
< Parece que S. M. novamente regeitou, sendo,
ao contrario do que so devia esperar, a maior ep-
posigo que annuisse, a profunda repugnancia
que sua esposa, a condessa de Eddla tem contra
essas propostas.
Ora, estes rumores vagos derara que fallar
imprensa portuguesa e paraca mesmo t,ue algu-
mas cousas menos agrada veis e conezes, e talvez
mesmo offeasivas, se escreveram n'uma ou n"outra
fuilia peridica em desabono de geueral Prim. O
governo de Hespanha expedio uma note extra-
nbando tal soltara e inconveniencia de ragua-
ge m.
Ora, o govern > de um paiz em qne mantida
absoluta liberdade de impren"* nio pode ser res-
ponsavel para con o< estranhos por aqoillo mes-1
rao que seu respeit.i val tolerando. Ons diziam
que a nota vinha em termos assaz pelidos e ami-
gveis; ontros affirmavam que a nota diplona-
tca era muito spera e revelava grande agasta-
meatn.
t A i mprensa quotidrana fes jogo cem essa
sensaboria porque os partidarios ferrenhos nao
duvidam lirar ura olno si para Varar os ddns ao
rival. AfBrmava se lambem que o embaixador de
Hespanha era Lisboa, D. Fernaodo de los Ros, ti-
vera aquella bomba granada na earteira, emquan-
to o duque de Saldanha estava no poder, e que
depois a soltara. Saja como for, ha quatro dias
que se nao falla em semelhante desaguisado. An-
tes as'lm. /
V-se porm, de tudo que lhes tenho trans-
mittido que o go>erno provisorio de Hespanha,
cangado de procurar ura rei, e em presenga dos
successos gravissiraos da lula tranco -alloman qne
proraette ou ameaea prokmgar-se, menos pregan-
do quaesquer intervencdes que em nome da civi-
lisago e da hnmanldade possam presentar as
potencias neutraes, addioueutra vez a questao da
candidatura, mas nao qaer de modo algum a re-
pblica. Que o partido democrtico bespnhol
faz esfonjos inanditos para aceropanhar o movi-
mento republicano francez, que almPyrineus
agora urna questao de independencia nacional e
salvaco publica depois das humilhaces a que a
Franga toi arrastada por um imperio qpe a del-
xou abater e homilhar o despeito do valbr prover-
bial do soldado francez.
c A poscjo de Portugal portento cada v
mais melindrosa. A forma poltica qae em Franca
boje o lbaro da Ibdependencia nacional, pode
acaso, em Portngal ser a sepultara da nwa.
Bem fazem os chefrs das nossas facedes partida-
rias, se forcejara por dar de mo emnora transito-
riamente, as ambiges pessoaes, e se formam tre-
goas conciliadoras, para oppor aos perigos de tora
e as emergencias da erisb europea que estamos
atravessando um rgimen de tranquiliidade inter-
na que nos deixe preparar para quaesquer vicisi-
tudes.
c E v-se pelas mais rescenles medidas do ac-
tual gabinete portuguez, que este o pensamento
3ue est comecaodo acuilar com seria actividade na
efeza dos portos de Lisboa, Porto e Jetubal ; na
restaarsco das lionas de Lisboa, e vai propor ao
parlamente ura projecto de reorganisaeo millitar
da popalacao, por forma qne nenham homem va-
lido deixe de fazer parte do exercito, qner na pri-
meira linha, qaer na reserva.
< Felizmente nao tomos envolvidos na Inta, mas
cumpre qae estejamos preparados para defender
os nossos are'. A guerra civil nasta recasio su-
prema era perda da antinomia e a raerte da in-
dependencia.
< O marquez de S da Bandeira um dos vo-
gaes honorarios da commissao central Primeiro
de Dezembro de 1640. Tem pugnado sempre na
imprensa em vanas memorias de grande mrito
sobre a defensa do paiz e no parlamento como
par do reino peras fortficagoes do reino. Est ao
poder; estad ao seu lado muitos dos sens, eolle-
gas naquella patritica guarda avancada da inde-
pendencia portugueza, e para una questao naeie-
naiissima como esta estar eom elle todo o paiz
emb ra se fagara grandes sacrificios e o parlamen-
to naja de recorrer ao imposto em grande escala
para occorrer as despezas do material de guerra
de que precisamos.
Pojf-crpaw.O Diario Popular de IS reget-
ta todas as ideas da fuso ou eolliga<,o de pana-
dos na eoroposieo do governo, pois eada partido
tem ideas suas proprias que nao pede modificar
ou regeilar ;que os partidos conservadores o
histrico e regenerador) podem (ondir-sa em aoa
s pois a sua bandeira e a mesma,e s difieran em
pormenores e nos seus chefes ; mas qae o partido
progressisla oa reformador, (bispo de Vizeu) nao
pode estabelecer ligacoes com os conservadores,
pois seria abdicar das suas ideas.
i Qae os partidos se podem unir em estoroos
communs para derribar ama situacao contraria s
snas ideas, mas que paseada em cnse, coavm qua
o escolhdo forme governo eom gente sua e da
mesmo pensar.
t A' este artigo da toma, orgo do partido Sa-
Vizeu, contrapde-s* o artigo de fondo da Rttwlu-
cao de Setembro de domingo :
< A esperanga de nm gabinete de ceucillaco
dett alent ao paiz, e este salut effeito manif<*-
tou-se no melhoraroento do noeso crdito e na su-
bida dos nossos fundos.
i A especia ti va era fundada porque proceda
da cnnUanca nos homens que tinham cooperada
para a modanca da sltuaJo, e dos esforzeos do
paiz e da cora que impunham aos grupos e acei-
tagio desle programma, qae nao poda ser rejeila-
do pelo3 caracteres que maij, de una vez' se ten
acbado ligados nos mesmos intuitos, e que se
separado mais por divergencias de occasio do que
por ncompatibilidade de principio?.
< Nao se realisararn as esperafieas da tutc3,
era os louvaves desejos do momreba. O re
tado sente-se no mercado
proclama e pratiea o etcli
ges convenientes, rep tytr
ram ao poder, e combate o dogma da toleralRtt e
da conciliago.
. Nao o censramos per sso, 'registrani
fado, porque queremos delimitar os campos de-
clinar responsabilidade*. Faiemos votos, porque o
,(
1
' i
I


'Diario dfe Peraambaco Quara fcira
28
Seleriibro de


ie admiramos a] sacia e I
do tetado toser-1 ra os aljaj^H
f
da
xcli
Brmeu di
apara hoja p
Sa, Par*" ole rancia dos
t"dl itzado contra a
sua propna douiriaa.
* Aceitamos a sltnaco que dos Atoran. Pal-
ou-se o peasamento oa mndanca, e predomina
a minora sobre a oatoria do paiz. PresHIe a in-
tolerancia ao aato eleitoral contra a opittio da pre-
sidencia do.nraalhl que nio preside, e qua tea o
rimado de honra, mas ojo de JarisdjfBb. Nao
mesmo um grupo que gere os negocios pbli-
cos, mas a parte menos nobre e mats ntoleraite
detse grupo.
g poueo se perderla, oa talvex nada, se d'ahi
naoaue governo. Mas nao apparece teoao dascon-
tontament.
i No sdiofophiMie hora jgtneo es elementos
Boseharaihbfci^M.aadilBUras sao offleiaes,
TSLST****? *** ^ntma a vantagem d
fttroade naa a d> accordo, mas somente peri-
to d* conflicto e o xomph de desaoralisSo.
. t toternem so, mas governem. IGojMostm
-Me saaam da saa tarpoteacia inda procurar indi-
viduos a outro partidos como quem quer apro-
veitar as capaoidaaes dalle oa datrwaento do seo
fremio. Nem todos se julgaa honrados oom ss
fragas de gente collectcia que nao quer nada com
o* partidos talvez porque desortou aellas.
O accordo nao se pode in por. Daada que urna
parte nao o aceita, dever da outra nao instar, t
*t aao o pedemos j apostatar. Jaleando o ex-
cJu,ii# u arreaul, emendando que a pro.
el ana cao done a hlsifcaco do tensa asatto que
f rodia>a fotnacio 4* gabinete d ag**>, da ia- ...
teocao m soberano e das manrfeStacdes do pas, seas ttulos de
fazemos votos aara que o gabinete que nascar des-
ta alsiflcaco saja relima saa marcha, reenndo na
sua Iniciativa, enrgico as soas resolucSes, e que
nao faca soflrer ao nosso crdito as sevicias pirque
o fez pastar na sua ultima gerencia.
Recordamos para prevenir e nao para ac-
cusar.
< A pasta fol interinamente confiada ,ao Sr.
Carlos Bento da Silva. O gabinete est p'ois re-
dando ao tnumviratomarqaez de Shispo de
Visea e Carlos Bento.
Falla te era rouios eavalheiros para entrarera
as vagas que ha no actual gabinete mas nada
por ora ha qne mereja conflanca.
O marquez d'Avila e Bolama eonseguiu een-
lurar a siiuaoto terrivel, em que a dictadora ha-
va deixadd os corres pblicos as vasperas i ven-
cwaeuto de letras importamissimas, coasegarado
suppnraeutos preo rasoavel, e reformando al-
gumas das letra
' Prepara-se ludo para a lucta eleitoral que
deve ter lugar no domingo.
ia>;e que o governo portuguez dera satis-
fac iras explleacoas ao governo hespaoboL sobre
a qnestio das iiatsibet datarte da imprensa por-
tagueza contra o goveroo hespanhol, e sobre as
tao falladas conferencias do general Prim, oa de
agente sao, com o duque da Saldnha.
Falleceu o conde de Balraont, genro do duque
de Loul. H
Falleceu em Elvas, de ama anasarca, o gene-
ral de artilharia Jos Mara Baldy; tinha 69
annos e era muito estimado.
O ministerio nao se recompSe antes da reuniao
das cmaras.
S. M. a raioha parti para Cascaos, onde vai
azer uso dos baulns. El-rei acompanhou saa es-
peza e volta boje.
Comecou a ^ublicar-se um novo jornal. A
luz do povo; declara-si daffensor da repblica. O
estylo semelhante ao do Popular da tarde e 19
de maio, de que j Ihe teoho dado alguraas
amostras.
Correu hontera que se perder no cabo Finis-
terra a nao ingleza Capiter com 600 horneas.
Vai ser nomeada urna commisso para estu-
dar os trabalhos de rortificaco da cidade do Porto
Foram agraciado : cora a commendade Cbristo
o Sr. baro de Santa Croz, a Manoel da Cunha
Guimaraes Ferreira, proprietano em Pernambuco;
e com o titulo de baro de Mittozinhos, o Sr. cora-
mendador Antonio Ferreira da Silva Maia, loglsta
de fazendas ra do Queimado na cidade do Re-
cite.
a Chegarara : Lisboa a 1 o brigue Santo
Amiro do Maranfio, e a 9 o patacho Nova Sorle
do Para ; ao Portoa 28 de agosto a barca Luiza
de Pernambuco.
Sahiram : de Lisboaa 31 o biate Uniao para
o Maranbo, a 2 o vapor Ambro-e para o Para, a
3 a barca Ugeirapxn o Para, a 4 o patacho Prin-
cipio para Pernambuco, e a 9 barca Saphyra para
o Cear
Acham-so carga : em Lisboalugre Julio e
escuna Aguia "para Pernambuco, brigue Ligciro
para o Para.
O patacho Principio, sahido para Pernambuco
levou a seguinte carga : 66 pipas o 40 barris vinlio,
293 ditos touciaho, 83 ditos ateite, 63 ditos carnes
salgadas, 300 ditos c.l, 100 ditos| 21 pipas vina-
gre, 33 volame3 obras de virme, 30 caixas conser-
vas, 330 ditas batatas 100 ditas ceblas, 730
saceos farello, 23 meios sal.
O brigue Relmpago, a sahir para Pernambu-
co tem a seu bordo ?a .seguinte carga : 28 pipa?,
67 barris e 4 caixas vinho, 130 ditas ceblas, 200
ditas batatas, 2 ditas conservas, tis ditas aulej >-,
500 barris cal, 32 ditos peixe, 51 ditos azaite, 32
dito3 toucinho, 203 ditos, 43 pipas e 4 meias vi-
nagre, 48 ancoretas azeitonas, 42 pedras de can-
tarla, 54 volumes drogas, 76 pegas de cabo, 70
barricas cevada, 900 saceos farello.
Os ltimos telegrammas recebldos sao os se-
guinte* :
Londres, 10, s 6 horas d tarde.Os princi-
pes de Orleans, qne tinham vindo a Paris, sahiram
de Franca a pedido de Favre.
Segundo as noticias offlciaes de Berln, na ca-
pitulacao de Sedan, os prussianos tomaram.....
87.000 prisioneiros, 480 pecas. 70 metralhado-
ras, 10.000 cavallos a grande quaatidade de ma-
terial-de guerra.
Cinco corpos prussianos marchara sobre Paris,
dos quaes dous anda nao tomaram parte na guer-
ra ; mais dous corpos receberara ordem de se
bes reunir, e devera aeharse no da 14 as
suas posicSes respectivas, a 10 leguas de Pars.
Londres, 10. s 10 horas da manhaa.O
0 correspondente do Times em Berlim diz que a
coramisso de defcza de Paris intiraou o reiGui-
1 herma para sahir immediatamente de FranQa,
Na bolsa de Londres a opinio que a Ale-
raanha provavelmente ha de exigir a cedencia da
Alsa;ia e Lorena, eqne estas sendo annexadas
serao postas debaixo do governo central alerao.
Dizem de Paris ao Times que pessoas melhor
informadas esperam que as negociacoes hao de
consegair a paz. A Russia emprega tmbem os
seas esforgos.
Um decreto offlacial eonvoca os collegio3 elei-
toraes para eleger a assembla constituinte para
16 de oulubro, ssndo composta de 730 membros.
Vctor Hugo appella para o sentimenlo fraternal
da Ailenianha, a diz que o barbarismo de um
ataque sobre Paris nao precisa eommentarios.
O Fgaro advoca forteiBnte a paz, e aceres-
centa que a carnificina tem sido bastante e que a
Franca repudiou o autor da guerra. Se a Prussla
quizar iuderaaisicjD de dinheiro ser ouvida, mas
na i pode concordar cora a conqaista das duas
provincia, visto que nenhum poder europeu
ser, indiffarente vendo ameagado o equilibrio da
Europa.
< A.coramisso de defasa de Paris intimon o
re da Prassia a sabir da Franca.
9

O govem"p
aa Vi C0QV00a M sssurjsrcon9,ilaia,e 1!Slm-
O exercito allemio dividido em tres nades
corpos, continuava a avancar sobre Baris. ,
Hontem urde circuou o boato de qut-
gabiaete de Washington se mostwtra inottaada
auxiliar a Franca contra a Prassia, ara consoli-
dar a repblica.
Este boato carece todava de coanmacao.
Strasburgo ainda resiste. Bazaine est dea
tro com lM,0rj3 hwien3.
Os prussianosawanciaram hontem o bom-
bardearaento de Laon para o dia 10 de raanhia se
a cidade se nao raadesse.
t Madrid 11.Os Estados-Unidos convidaram
os prussianos cassar a guerra.
Paris 11.A fottia offlcial autorisa a prortfai- ci.
cao ou d.lacao das obrigacSes commerciaet" por
raais um mez. Declara livres as proflssfleslleim
pressor e livreiro. Troehu ordena que se^uei-
me os bogues logo que o inlmlgo se aprotee.
Mercier, ministro em Madrid, foi demettido. Udrii1
carta da Olozaga informa Favre de que a Hespa-
aba reeonhece a rtpublita.
A1^*Ba de Favre rejpoiltndo a Olozaga diz :
Xesta hora tao cruel para a Frauda brflha evi -
fleatameale a sapiencia de ama poltica que prea-
ena no mesmo elo todos os povos verdadeira-
inente irmios, oio esvarando para onconlrarem os
as ttulos da ramiarteni) o ftgaal da iibardada.
. v O general rrancez Therein, que commandava
uten antregou a cidadalla ao da 9 para salvar a
uftlade. O paio saitoa ao meto dia cura urna par
te ila cidadalla, daudo sepultura ao esjado maior
dos prussianos, a a alguna, ceatos de soldados
prussianos e guardas movis. C>rre o boato
d3 qae Bazaine foz incursao sbita por entre as
tropas prussiaaas, causando-lhes pardas conside-
raveis.
t Londres 12, s 10 horas da mauha.0 govor-
no de Paris transferio os tnbunaes superiores de
justica para Tours.
Diz-se que o imperador da Austria, inslou
com o re da Prussia para faaer a paz, dizendo
que a Franca est disposta a tratar da urna paz
honrosa. Depois de frequeates eoaferencias do
corpo diplomtico estrangairo, a Ratsia propiJe ar-
misticio. A Italia e a Austria astao dispostas co-
operar cora a Russia.
03 prussianos apoderaranr-se das muniedas
que iam para Strasburgo. Oee mil prussianos
aproximam-se de Montmirail eJSezane. O minis-
terio belga decidi reconhecer a repblica como
Em cumprimenlo de am pedido da rei, 8h-
zarae mandoa am offlcial a Sedan ; esperase (fa-
se renda, tendo noticia da capitularlo de Mac-
O gabinete italiano est prorapto para iuva-
air o territorio do papa, se o ultimtum propoto
e que so Ihe deixa o poder ecclsiastico, (or re-
jeitado.
Londres, 11, s 4 hora3 da tarde.-O governo
provisorio est resolvido a defender Paris.
Grande indignacao era Franca eontra a Ingla-
terra por nao querer invadir para se par flm
guerra. X
Estao se discutiodo as coudicSas da paz ; a
rranga pagar 40 milh5es de libras e entregar a
esquadra Parece que a Franja consentir.
Dizse que Bismark nao aconselha a annexa-
iao da Alsacia e Lorena, mas sim a destruico
las fortalezas.
Diz-se que o rei Guilherme ainda reeonhece
Napoleao como chefe da Franca, e concorda em
que se raga um estado neutro da Alsacia a da
Lorena.
Ssgundo se afflrma muito provavel que as
tropas italianas oceupem Roma ; o papa vai para
Gastel-gandolfo.
Londres, 12, s 5 horas da tarde.Thiers sae
para Londres esta noute.
OGaulois diz que a Inglaterra mandara urna
nota a Prussia pedindo armisticio em nome das
potencias neutraes.
ISsperase que os prussianos entrena esta nou-
te em Malura.
Dizem offloialmente de Florenca, qne o rei de
Italia deu ordem s tropas reaes de entrarera em
Huma. >
a Paris, 12.Os exarcitos prussianos continuam
avaucando sobre Paris ; pa-saram em Trebais e
Montmirail, a hontem e*lavara em Lagoy e em
Meluai, a quatro leguas de Pariz. Os habitantes
e as autoridadesde Claye, como de outros pontos,
retiram-se. O telegrapho foi cortado em Meaux :
loulon votou 1,500:000 francos para armamentos,
hm Lazon e no Havre ptepara-se energicadefeza.
. Mr- 'le Favre, vice-pnesideote do governo
de defeza nacional, nao quer deixar Pars, e para
isso sera nomeado outro ministro dos negocios es-
trangeiros, que deve partir cora o corpo diplom-
tico para Tours.
Mr. Thiers parte hoje em misso secreta para
Londres, s. petrsburgo e Vieuna d'Austria.
O exercito prussi rao tentou o assalto de Thoul;
loi repellido com perda de 10:000 homens fora.de
combate, segundo se diz. Verdura, intimada jara
render-se, declarou que resista at a ultiua/ex -
treraidade. Montmdy repelliu' um forte ajftue
a cidade soffreu muito, a a sub-perfoitura Sfleu.
A ultima hora a partida para Tours fofad-
diada. -
Cavila Vecchia, 12.Esta cidade foi decla-
rada em estado de sitio, a prepara-se para a de-
feza.
t Os tbanos pretenderam entrar em Roma, e
os pontificios cortaram o caminan de ferro que
conduz a Roma. Os italianos atacaram Montefias-
cone.
Toul repelliu os prussianos, que perderara dez
mil borneas.
sarfosMaroiin, Divina Pastora, Rjsano, Japara-
taba, Pacataba, VillaJtora, Propn e liba do Ouro.
As qaantias reeMlMiri a bolsa da carida-
de elevam-se a4^^^Vrs.
Poi fspici]UiAavHh.onrahro prximo o pra
marcado (ira a .ropostas para a
vegacan *o liptrunbt, rada de Uabaiana, e lP
hiniinaeao gas da cap .
No Porto da Fola foi capturado o amigerado o
criminoso de am-te Anaelo JaseMartins, pronnn-
iado detfa.iMl Igaalmente foram capturados:
era Santa Lusa, lose Ferreira qae assasinou sua
mulher em julho pastado; Theodora Vieira e Ma-l
thilde Mar|a, pronunciadas ao art. 201| do cdigo
criminal.
Fallecer^ : am fianta Luwa, o Dr. Jos Joa-
qaim BitiencourtCatasans ; e tw Lagarto, o major
Jaso de SouzaTITiefra.
Nada eccotreu am Maoei, que mefeea neo-
STRUCCAO PUCA.-Por daaberacao-a
dencia de 27 doonrrente, foi removdo_o pro
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
c VctorHago dirigio-sa Allaraanha, eappel-
laado para os seitimantos fratarnaes daquelle po-
vo, diz qae o barbarismo de am ataque cootra a
capital da Fraaca nao carecera de comraenta-
rios.
< A' voz do grande poeta juata-se a da ama
parte da impreasa franceza, qae' te inclina para a
pat.
Pelas noticias de hontem, flgarava-se a todos
qie a Russia nao eotraria em combinaedes pacifi-
cas ; h jja, pelo contrario, v se que, ao passo qne
o govarao do imperio moscovita parece empregar
a3forobTam sentido de por termo guerra, duas
[rapdes potencias, a Gra Bretaaha e a Austria,
0 iofluencia sena decisiva em tao serio assanp-
to. cooservara-se em cautelosa reserva, do que
pode mferir-sa oa que uio confljm na sua influ-
encia, ou que nao julgam ainda chegado o rao-
nento de proceder com a eoergia que a grvida-
de das circumstancias estva exigindo.
Urna gazeta paritanse diz que j basta de
noa, e qne te a guerra se faxia por
a de am homarn,> Pranja repudion esse ho-
f^S^^J nMl?u fol Ia6 OBoverno
nTTXriPPSSP* fo,to'*K?*o em dnhei-
ciMnmrZ importantes provn-
olo ter indiHaren-
j. n rae detse rao-
^..j^^H rfls contina a
a ao far a paz
cu' ^aww reata ca das provincias da Al-
TRASLADAC-AO. Amaohaa s 7 horas da ma-
nhaa, s^rao trasladados os ossos do conselheiro
Maciel Moatelro, baro de Itamarac, da bordo do
navio em que vieram de Portugal at o caes Vinte
e Dous de Novembro em escaleres, e d'ahi pela
irraandade do S. S. da Boa vista, at a respectiva
matriz onde de/em flear depositados. As pessoas
quizerem ir bordo acharao escaleres no arsenal
de marraba, e as que quizerem acompaohar as
cinzas do veneraodo cidado at a referida matriz,
deverao reaair-se ao caes cima dito e hora in-
dicada.
A fortaleza do Brura na hora do desembarque
d'esses rastos moraos dar urna salva.
E' justo que em sigaal de apreso memoria de
cidado tio prestante a Ilustrado, um grande con-
curso de povo v prestar homenagem aquellas ve-
nerandas crasas n'essa occasio solemne.
COLLEGIO DES. JOS-As raestras e alum-
nas d'esie colleglo, dirigido pelas dignas irraos
de Santa Dirothea, celebraran! nq.domingo ultimo
a resta do Patrocinio de S, las, na capella de S.
Francisco Xavier, com todo o esplendor e raagni
lude, agradando em geral a simplicidade e reco-
lhimenlo tanto das preceptoras como das discipu-
las, e mas ainda a mestria com que um coro de
cerca de 50 meninas exeeutou todas, os cnticos
sagrados, acorapanhados de msica inteiramente
religiosa.
A tarde foram as alumaas e mestras processio-
nalmente do sea collegio capella de S. Fraucisco
Xsvier, trajaado aquellas coodidas vestes, e iodo
as mais jovegs das aiumnas vestidas de anjos com
baodeiras syainalioas. A' nouie o Te-Deum foi
concorrido oftrordinariaraente,tahindo todos con-
vencidos da superioridade desse colleglo.
CAPTURAS.Pela delegaeia do termo do Sal-
ueiro foram presos, e recolhid93 respectiva ca-
eia, Florencio Alves de Carvalho, ladrlo de ca-
vallos, e Damasio Antonio da Rocha, criminoso de
morte no termo de Floresta.
FERIMENTOS LEVE3.-No domingo 93 do cor-
rente, das 5 para 6 horas da tarde, Jos Felippe
dos Santos a o seu discpulo Joaquim Faustino de
Azavedo fizeram sete frimentos leves em Antonio
Joaquim de Santa Auna, por ter este deilado por-
50 de cisco no quintal da casa em que morava
aquelle, na cidade de OI inda.
DINHEIRO.O vaporJaguaribe trouxe paraos
Srt:
Martinho de Freitat Vieira de Mello 2:300*000
Lebman Mret 1:000*009
Amorim Irmaos & C. 1:000*000
Joaquim Jos Goosalves Beltro 750*000
Baitrio, Oliveira 4 C. 336*770
Pedro Aotonio d'Ollveira Rlbeiro Jnior 220*000
Francisco da Silva Madureira Freir 200*000
Joo da. Silva Faria & Irmo 200*000
Manoel B. Alvares Ferreira 150*000
Joao Theopbilo de Marcillac 100*000
iaradeira do povoalo de Garaelleira pan. a 5a
"cadeira da Iregaezia de Santo Aotonio desUrtMa-
de, creada pela lei proviucial o. 943 de 6de julho
do correte anno.
ROA DO GENERAL VICTORINO. -Remettem-
aos o seguinte :
< A comissao enearregada depramovor os fes-
tejos da ra do General Victorino, pede encareci-
damente aos senbores que inorara fra da cidade
o oNeqnio de nio transitaran com sens venieulos
por aquella ra durante os festejos e emquanlo
enea nao se reaiaarem, viato nao haveroutroneio
de impedir alguna estrago nos arestos para taes
festejos occasiooados por algum vehculo porven-
tara mal dirigido. E' rjm pedido justo, e qne a
cjmmisso espera ser attendido. >
NOTICIAS DE NAPOLEAO E SUA FAMILIA.-
0 rei da Prussia designou para residencia de Na-
poleao, o rico e faustoso palacio de Wilhelmshohe.
prximo de Cassel (Kassel).
Napoleo chegau all na manhaa do dia 6, com
100 pessoas da sna comitiva.
O principe imperial achava-se em Ostende onde
se Ihe foi juntar sua mi. Consta qne amboj par-
tirn para justo de Napoleo.
Diz um lalagramma de Berlim, que Napoleo,
sata muito abatido, mas que na sua entrevista
oom o ni da Prussia, se comportara cheio de dg-1
nidade.
Napoleo para fazer o caminho mais curto foi
pir 13>ilon, Ltege e VeTvieres para a residencia de
Wilhelmshohe. A sua passagem pelt Blgica foi
coas lieen$a do respectivo rei.
Apriocezi Clotilde parti no dia 5 de manhaa
de Paris para Suse a jnntr-se com o principe
Napoleo, e d'alli segairam ambos directamente
para Praugins, onde vo residir.
Ha em Prangins um bom casfllo, em lempo
oceupado por ura principe francez, que alli-se re-
fugiou. Foi Jos Bonaparte, o ex re de aples
e de Hespnha, em 1814, qaando nao soube
conter os exerctos alliados que entraram em
Paris.
Esta mafin!8ea vivenda de certo a escolhida
pelo principe Napoleo. Fi-a entre as duas na-
qfas a qne o ligam as intimas afeicoss-ra Fran-
ca e a Italia.
GRANDE NAUFRAGIO.-Os jornaes hespanhes
de 10 do corrente noticiam o naufragio da fragata
ingleza Cap'ain, na noute de 6 para 7 na altara
da Corunha.
Parece que o navio virn, sem haver man tem-
po, pereceado toda a tripolaco coraposta de 509
pessoas, com excepeo de 18, qne puderam sal-
varle.
Trouxe esta triste noticia Corunha a fragata
ingleza Bristol.
A Copian foi fabricada no anno passado e ti-
nha custado 9,000 contos de ris; continha todos
os melhoramentos mais modernos introduzidos na
architectura e armamento naval; a sna latacao
era de 4,000 toneladas.
Tinha urna grossa artilharia no interior das suas
torres gyratorias, blindadas cora laminas de forro
de 10 polegadas de grossura.
Os projeclis dos que disparavara eram de 272
kilograramas, as pecas de 500 quintae* de peso, e
carregavam-se com 30kilograraraas de plvora.
Parece que a Captain era urna admiravel ma-
china naval de guerra, mas que como navio nao
tinha sufflcienta e3tabilidade.
Segundo lemo* na poca, o almirante Ipenser
disse que a Captain era ura bom navio para lu-
tar com as ondas, porque anda que a agua fcil
mente antrava na cob8rta, por ter a borda pouco
elevada, a guarnco todava nao corra perigo
porque se abrigava n urna especie de coberta que
havia entre as torres.
EM TRANSITO. vapor inglez La Plata trou-
xe da Europa, com destino ao mi do imperio, 213
passageiro.
GNEROS DE ESTIVA.O La Plata trouxe os
Abel Vaz
--------
hn FerreiM, b
wSS rh 8Mto AntODi0; taber*a-
J^Wa, parda, Pernambuco, 1 anno, Recite j
l Umb.?,M *1!'' b"nca,Pernamb-
Mnnos, tolteira, Boa-vista : cancro no tero.
Santiago Son Cavelcanli, parda, Per-
4&SS&* Boa-vi9ia-dy,rrhea;
nos. S^'SCd Gorae<; bnaco< p<"agal, 64 an-,
Ripdr n.,aV,Sta' ,aberCQl0S PwW f
mTtZ^0 V,mTi> Pernambuco, }
ManV-'
Cambio sabr
Dito m^M
de Janeiro15 d|v. ao par.
JnlAflNso,
Me;
Sbcrlaiio.
Hoje 28 do con
ciado
t:n '_(- .
MI H f i im(i!'\ CO i
ALFANDEGA.
uaaxmentodoai a 26. T
.aera do ola 27. ,. i i .
da n
irado a 3^
744:548*80
27:453*271
771:001*067
MOVIMENTO DA ALFANDEGA
BTr,vTLF-alciscol.pre?0'' frica, 40 annot. M
dro il UU' te*no-lr">tico ; hospital f?
iafii*!?^0 8CraV0' Vfmo' Africa' 45 M008. A-
o, Boa vista ; nteritt.
acia de 27 dOitente, foi remov* o.pro- Maria Ludovina Prri7, a, rK n il
pudlico Joao Lndelino DornelUi flaatV* *, 22 annos solteiM SLdlF,Unha',Pefnamta^.
lira donovoaio de Gamellelra DaraTaS, rntn., S' soUeira' -'a ; atuxica loco^'
I raotosa.
sol%? "galena, parda, Pernambuco, 22 annos
soiteira, Santo Antonio ; pneumooia,
n,lilb9ni?* **"- da^o^Meao, parda, Per-
nambuco, W annos, vluva, g. Jos ;,phthisca pul-
Margariaa Haria da Virgen?, parda, Pernarabu'-
cao, 80 anuos, soltira, Saalo Aatoaw ; inflama-
Joaquim Jos Soares. pardo, Pernambuco 30
os, oasado, Santo .ntonio; pafaWsia. (Casa
oe detepeo).
Caadlda, branca, Baratmbuco, 7 meces, Janto
AMoalo; coqiwln^e.
Sacnndino Tranquilino Gomes de Oliveira, bran-
co, Pernambuco, 33 annos, casado, lee fe; hepa-
tite chronico.
26
Pedro, branco,6 mezes, Sauto Antonio: convul-
ses.
Jos, pardo, Pernambuco, 7 das, Sauto Antonio;
thetano.
Thareza Mara da Conceico, preta, frica, 70
anos, soiteira, BoavisU ; desinleria. Asylo de
Uendicidade.
Severa, escrava, parda, Pernambuco, 3 annos,
Lapunga ; gastro inlerii.
Luiz, escravo, preta Pernambuco, 33 annos, sol-
teiro, Boavista; tubrculos pulmonares.
Antonia, escrava, preta, frica, 80 annos, soi-
teira, Boavista; paraJysia.
Podro Jos da Silva, branco, Portugal, 54 annos,
Casado, Canunga; repentinamente.
Manoel, branco, Pernambuco, 6 tnexes. Boavista;
coiivolsdas.
i olamos tntrados cera fazendas
lian dem com generot
olumotsahidos com fazeaaat
dem dem com generot
417
684
-----11(M
119
426
-----545
DescarregauB hoje 28 de setembro
Hiato ia&ezCharles Tempsondi verses gneros.
Patacho ioglezEmilyidem.
Brigue iaftez-^dafete-idem.
|rigue intfto-Diligenledem.
Brigue Inglez-Taitr & Gommn-,idem.
BHgue portnguezBella Figueire*se-\tem.
riaai oorteallemo-^/oan Jul*a$Kiitm.
Cacao iBhlez-Jtti/bacalno.
wmmwA. m rendas untjjunas'ge-
RAJB DE PERNAMBDCO.
endimonto do dia 1 a 26. 41:332*156
dn.dodla27........ 1:419*323
42:741*679
(X)NOTLAJK) PROV1NCI""
ueaaimeotff dn da la 26. 93911*160
1dera do dia 27. ... 8:591*457
102:502*617
MOVIMENTO DO PORTO.
PUBLICACOES A PEDIDO.
Declaracao.
No cemmunicado sob a epigraphe=Collabora-
caopublicado no Diario de hoja acerca do enve-
nenamanto dos irmaos sas, l se o seguinte pe-
riodo :a A scena dos frascos teve ahi (engenho
Guararapes) tambera lugar. Tudo, pois, quanto
Eduardo repeli na secretaria da polica relati-
varaenie ao envenenaraento, fra ensaiado e re-
presentado em Guararapes ma de urna vez;
e, se nao mente a fama publica, teve isto lugar
diante dos Srs. conselheiro Silveira de Soaza, Dr.
Arminio Ta vares e Nabnco... >
Cumprindo-me, bem da verdade, contestar
essa/ama publica do collaborador na parte que se
refere a mim, declaro que nanea, pm dia algrjm
de rainha vida, estiva no engenho Guararapes.
Por isto, avalie o publico que conceito merece
essa fama pubkca, a que recorre o collaborador
do Diario para provar que o interrogatorio de
Eduardo fra extorquido pormeio de torturas.
Recife, 27 de setembro de 1870.
Arminio C.Tavares dos Santos.
Pernambuco, 28 setembre
1870.
seguintes volumes para nossa praca : 10 caixas
avas a Oliveira Filaos &. C, 50 ditas fructas a J.
Correa Braga & C, 4 ditas ditas a Carvalho & No-
gueira. 40 ditas queijos a Thoraaz de Aqnin) F. &
C, 53 ditas a Carvalho Zenha 4 C, 18 a Cunha &
Mama, 36 a F. A. Msnteiro Jnior, 15 a J. J. G in-
calvas Beltro, 15 a J. F. Lop >s 15 a Souza Bas-
tos & C, 72 a ordem, 23 a Joo I. da Costa, 3 a J.
M. Palmeira, 17 a Gregorio Monteiro & C, 35 a J.
C Braga 4 C,33a Corga Irmaos, 12 a Cruz No-
gueira 4 C, 12 a Sirva 4 J. Felippe, 33 a i. Mar-
tras de Barros, 17 a Barbosa 4 C, 60 a M. F. da
Costa 4 C, 6 a J. J. Alves.
HOSPITAL PEDRO II.O movlmento desse es-
tabalecimento de 19 23 de setembro de 1870,
de 2*b doentes existentes, entraram 34, sahiram
24, falleceram 9, existem 247, sendo 133 homens,
e 94 mulheres.
Advertencia.
.^am Y;?i,ada8 as enfermaras nestes dias as
6 1/2, 6 1/2 8,6 1/2, 6 1/2, 6 1/2; pelo Dr.
Ramos; as 10, 11, 12, 11, H l/i, 12, pelo Dr.
Sarment. F
Fallecidos.
Jos Raymundo de Carvalho ; tubrculos pulmo-
nares.
Luiz ; apoplexia.
Jo-quim Rodrigues; en'.erite chroniea.
Antonia Maria Cavalcante ; bexigas.
Manoel Francisco ; ttano traumtico.
Francisco Antonio de Oliveira ; anemia.
Joo Francisco Gomes ; tubrculos pulmonares.
Gregorio ; enterite.
Germana Mara da Conceico ; tubrculos pulmo-
nares.
LEILAO.Conforme est annnunciado deve ter
lugar amanha o leilo do sobrado da ra do Tor-
res n. 14,,a fallida de Guimaraes 4 Silva, sendo que o leilo
deve ter lugar as 11 horas, no escriptorio do agen-
te Pinto, ra da Cruz n. 38. 6
LOTERA.. A que se acha venda a 162*
a beneficio da igreja de Nossa Senhora da Con-
cijao dos Militares do Recife, que se extrahir
sexla-feira 30 do corrente mez.
PASSAGEIROS.O vapor Jaguaribe, proceden-
te do tul trouxe os seguintes :
Dr. Miguel Doria e 1 escravo, D. Maria das Do-
res. Dr. Joao de Almeida Lopes, sua senhora e 2
escravos., Norberto Joe da Silva, D. Ignez Bezerra
de Figueiredo, Francisco Jos da Silva Boa-Vita
Joaqnim Cardoso Das, Joaquim de Souza Silva
Cunha, Carlos Meyer. Silverio Jos Teixeira Se-
bastio Jos Arantes, Jos Dias da Costa, Antonio
J'olicarpo da Silva, Manoel Alves de Souza Leite,
Francisco Candido Prxedes Nogueira. Joo Fer-
nandes da Costa, Antonio Teixtira de Mello, Apa-
ricio Jos Moreira da Cunha, Jeo Eugenio Silveira
Lacerda, Antonio Jos de Azevedo, Salvador Leite
Vidagal, sua senhora.[sogra e 4 cunhados, Fabricio
Gomes Pedrosa e 1 criado, Manoel Joaquim Souza
Leo, Cyrillo Gomes Figueiredo, Antonia Augusto
de Nascimento, Dr. Jaciulho Jaragu, Manoel Ce-
sar Bezerra, Adelmo Claudio Duarta, JosPinheiro
da "ilva, Fernando Francisco Maia, Antonio Tava-
res Vianna Callo, capillo Jos Anselmo Valeijo,
Antonio Maria de Castro Delgado, D. Luiza J Rl-
beiro Fortes e 1 filtio menor, Braz Vieira da Silva,
Jos Portella, Marioel Vidal, Antonio Belisario Pe-
reir, Jos Brrelo Paes de Mello, Jos Francisco
Corroa Marques, Joo Jos dos Passos Pedro
Ignacio da Silva Santos, Manoel Esteves 'Alves e
2 pracas
Vindos da Europa, uo vapor ioglez Xa
Plita :
Jonn Hermn Henry Hoirn, Richard Hamilton
Cooolly, sua senhora, ftlho e criada, Williara Olio,
Joseph Maiheus, Wiliiam Dnffreu, Juno Me Hair,
Dr. Torquato Augusto P reir Reg, Antonio da
Silva Ferreira a 2 filhos, Joaquim Monteiro de
Oliveira Guimaraes e sua senhora, Joaquim
Si
veira, sua seuhora e 1 fllho, Alexandrina"
ra e 2 filhos, Candido Jos Gancalves i
Ferreira, Lzaro Moreira de,Souza, Jos Alotuo
Mes cljers corapatriotes.Vous connaissez les
nouvelles que naus a apporles le courrier d'hier I
Notre dvouement doit s'accroitre dans ia mesure
des donleurs et des dangers de la patrie nous ne
pouvons contribuer qu'avec da l'argent au'soula-
gement des raisres ocecasioanes par l'invasion
de notre pays, prodguons le. Pars fortifi ne se
rendra pas, soyez en surs, et la lutle n'est pas fl-
oie.
Montrer notre admirable arme, aux ctoyens
quf, de toutes parts, viendronl mourir sous Ie3
murs de Paris, ou chasser l'tranger, que nous
sommes avec eux et de tout notre cceur, c'est les
encourager, c'est produire un effet moral sup-
rieur tate aide matrielle I la r.olonie franr;aise
du Para vienl de m'envoyer 1:745*000, celle du
Cear 1:000*000.
La deuxi.ne liste de la sonscriplion de ce con-
sulats'lve 1:244*000; ajoutons encor ees
chilTres.
Je m'inscris personnellement p-our 2005000 que
chacun de vous dans la mesure de ce qu'il peal,
se joigne moi ?
II ne saurait y avoir n.irmi nous d'opinion poli-
tique.
E.upire, royaume, rpublique, que uoas im-
porte '. nous ne connaissons, nous ne voulons con-
naitre que la France envahie, la Franca qu'il faut
d'elivrer.-la France pour laquelle ses enrants l'-
tranger sant prtits touts les sacrifices!
Apportez moi ce que vous voudrez, si peu que
vous voudrez, mais apportez moi toas quelqnc
cbose et, au nom de la France, dont jr sus sur
d'tre l'interprte, je vou3 remerc ra et vous be-
nir.ii tous I
Votre tres affectionn corapatriote
Oimin Laporl.
Nonios entrados no dia 37.
Sawlhampton e portos intermedios13 dias, vapor
inglez La Plata, de 1757 toneladas, comman-
dante A. Hole, equipagera 130, carga fazndas
e outros gneros; a Adarason Howie 4 C
Aracaty12 dias, hiate braaleiro Novo Inveueivel
de 4o toneladas, capillo Vicente Ferreira da
i Costa, equipagera 6, carga algodo e outro3 g-
neros; a Jos Lopes David.
Aracaty18 dias, biate brasilero Maria Amelia
de 55 toneladas, capito Francisco T. de Assis'
equipagera 5 carga algodao e outros gneros"
a Antpnio Alberto de Souza Aguiar.
Trieste72 dias, patacho norte allema Anna He-
lena, ia 129 toneladas, capito Mohick, equipa-
gera 7, carga 1300 barricas com arinba de tri-
go, a Johnston Pater4C
Liverpool4o dias, barca inglen Patriot, de 265
toneladas, capiiao G. Jones, equipagera 10, car-
ga differentes gneros; a Sawnders Brothers
4 L.
Aracaj e portos intermedios 22 horas, vapor
brasilero Jaguaribe, de 459 toneladas, commsn-
dante Guilherme da Cost, equipagem 30, carga
differentes gneros; a Companhla Pernarabu-
cana.
Navios sahid-ts no mesmo dio.
Aracatyhiate brasilero Sobralense, capito An-
tomo Gomes Pereira, carga differentes gene-
iros.
R Formoso e portos intermediosVapor brasi-
lero Tacantim, commandante J. M. F. Franco,
carga differentes gneros.
Rip da Prata e portos intermedios Vapor inglez
La Plata, commandante Hole, carga forte da que
Irouxe da Europa.
BajhiaPatacho inglez River Qneen, capito W.
C, Cottam, carga forte de qne trouxe de N9\v-
York.
EDITAES.
f- Perante a cmara municipal desta cidade es-
tar em praca no3 dias 24, 26,27 e 28 dacorren-
le para ser arrematado por quem maior preco
offerecer o imposto de 60 rs. por cada p de co-
qusiro que j d fructo, exceptuados dez ps para
o uso do proprietario pela quantia annual de
348*500.
A arremataco ser feita por tres annos; aqnel-
les, que pretenderen! concorrer a ella, devem ha-
bilitar-so na forma da lei.
Paco da cmara municipal do Recife 21 de se-
tembro de 1870.
Ignacio Joaquim de Souza Leo,
Pro-presidente.
Lourenco Bezerra Carneiro da Cnnha,
Secretario.
THEATRO
SANTO ANTONIO.
Companhiafranceza
Oarta-feira 28 de seleartrt.
3.* RECITA DE ASSI0NATURA.
Subir Mena a muito linda e applaudtda apa
reu em um acto
0 Tio Braz
LE flOINEUX.
Na tal n artiaut Hn Maris, MUe. Bresta
Mr. Raynand .tanto se desungulraoi.
SEGUNDA PARTE.
CMiiOetaneaite a*va
!. Conconeta
Est-ce un pech
exibida por MUe Tbyerri.
bVAmMPM
PERDUE.
desempeohado por Mr. Raynand.
3. Romance
Hatte-l !
daataapenhado por MUe. Choiberi.
4. Gancao cmica
C'est pas maurais
desempenhada pelo distrete e mailo atnlaatuao
caricato Mr. Carn. WMn
TERCEIRA PARTE.
O matulo admirado, dos feitos do
Chico DiaJbo
as margena do Aquidaban
ou
Amorte de Lpez
representado pelo actor pernamboeano Flaviaao
Loelho, o qaal tem sido bastante feliz em repro-
duzr em scena este trabalbo digno do sea autor
QUARTA PARTE. ,
Repres.eutar-se-ha muito linda opereta cmica
em nm acto escripta por Mr. Jales Moinaux. ma-
sica do maestro Offambach
LES DEUX AVEUGLES.
Personagens. Actores.
Patboo....... Mr.Mariz.
Gir?ffler....... Mr. Carn.
Este espectculo digno do povo Pernambn-
oano.
Os bilhetes acham-se a venda no escriptorio do
theatro das 9 da raanha era diante.
Presos
Camarote de !. ordem.............
2.' ordem desde n. 1 at 10........
Os nmeros 11,12,13 e 14.........
Cadeiras.........................
Principiar s 8 horas."
,-. B- 0i bilhetes passados pelo actor Flaviano
Uolho, teem entrada neste espectculo annun-
ciado.
10*008
12*000
16*000
2*000
AVISOS MARTIMOS.
Ao publico
Lendo no Diario de Pernamlmco de 23 do cor-
rente urna publieacao feita era resposta de outra
do Sr Dr. Pedro Gaudiano de Ralis e Silva, sou
forcado a responde-la era partes, visto como o Sr
Antoaio dos Santos Vital, n'ella lembrou-se de
mim, para Iludir o publico, e desviar de si a es-
camotagem, deque ihe arge o Sr. Dr. Ralis.
A carta que o Sr. Vital dirigi ao Sr. Dr. Ratis,
veiopor intermedio do Sr. Espiridio Barbosa da
Silva, e foi entregue, sem vicio algum ao mesmo
Sr. doutor, e aberta felizmente na presenca de
muitas pessoas distinclas..
Diga enjbora o Sr. Vital, nao ser essa a saa
carta; diga ter perdido o tal rbcibo obiginal, e
ter publica forma, diga em flm o que quizer por-
que perante os tnbunaes competentes ser de;co-<
berta a ponta da nu-iada, e garantidos os direitos
aos orphos qne pretende prejudicar.
Gaffli'lieira 26 de setembro de 1870.
Manoel Ferreira da Silva Vtanna.
AO PBLICO
Em resnnsti an nnhlicAior di exame, que vera
cima no i>i le sobie o-escravo FraOelini, Ulareccuios a leita-
ra da seguale certido :
Feliciano Pereira de Lvra, cavalheiro da ordem de
Chritto e da imparial ordem da Rosa, vigario
da vara na feguezia da Varsea, e parocho col-
lado na imperial matriz de Nossa Senhora do
Rosario da mesan freguezia, por S. M. o Impe-
rador etc.
Certifico qiu reveudo !os lvros de baptisados
desta freguezia ,eoj o de n. 3, fls. 60 verso, achei o
a-sento que rae foi psdido, o qual do theor, ma-
neira e forma seguinte :
Francolino, crioulo,.cora 4 annos, Gibo natural
de Sophia, escravos do capito Franci=ci Xavier,
Carneiro Lies,,foi por mim solemnemente baptisa-
do na capblla. do engenho Brura, aos 27 de setem-
bro de 1853, sendo padrrahos Francisco de Paula
de Andrade, e Joanna Baptista de AnJrada, de que
flz este assento qne assigoei.
M vigario
,________Feliciano Pereira de Lfra.
~ A cmara municipal da cidade d^ Olihda
faz gciente aos seas rauaicipes, que convndo ser
substituido o actual systema de pesos e medidas
pelo mtrico fraoeez, segundo ordens do governo,
tem marcado o praso de tres mezes, contados do
1 de outubro prximo vindouro para se por em
pratica dito systema mtrico; pelo que todos es
negociantes e3tabelecidos neste municipio 9e de-
vario prevenir dos competentes pesos e medidas
conforme a natureza de seu negocio, dentro do
prso marcado para din flm.
Paco da amara municipal de Olnda 22 de se-
temuro de 1870.
Manoel Antonio dos Passes e Silva,
Pro-presidente.
Marcolno Dias de Araujo.
Secretario.
BEGLARACOES.
Companhia americana e brasile-
ra de paquetes a vapor:
At o dia Io de outubro esperado dos por-
tos do sul.o vapor americano Soufn Amanea, o qual
depois da demora do costme seguir para New-
York, tocando no Para e S. Thomaz.
Para fretes e passagens irata-se com os agen-
tes Henry Forster & C, ra do Commercio n. 8.
Frete sobre dinheiro y % para qualquer per-
to da escala do imperio, sendo quaatias maiores
i de 10:000*000.
Tendo aberto seguro em Londres sobre libras
esterlinas 100,000 por qualquer vapor da linha, a
companhia segura qualquer remessa de dioueiro a
1/6 % para qualquer porto da escala do imperio.
O valor deve ser declarado em libras esterlinas
e o premio pagavel na mesma moeda nu seu eoui-
valente.
Kio de Janeiro
Para o porto cima segu cora brevldade o bri-
gue naeiooal Isabel, tem parte do sen carregamen-
to engajado : para o resto que Ihe falta trata-sa
com os consignatarios Antonio Lntz de Oliveira
Azeyedo A C, ra da Cruz n. 57, Io andar.
Consolado provincial.
P^lo consulado provincial avsa-se aos difieren
tes qontribuintes da renda provincial no anno An-
do da 1869-70, que cora o presente mez se encer-
ra o recebimento por esta reparticao das respec-
tivas; quotas, passaodo dahi por diante a ser o
mesmo effectaado judicilmeuto.
Consulado provincia! Io de setembro de 1870.
O administrador,
____ Antonio Carneiro Machado Rios.
De ordem da Ulna. Sr. director das obras pu-
blicas se laz publico que do Io de outubro prxi-
mo viudouro ser vedado o traosite a vehculos e
animaes, pelo passadico da Passagem da Magda-
lena;
Secretaria das obras publicas 26 de setembro de
1870.
O secretario,
Feliciano Rodrigues da Silva.
COMPANHIA PEKNAMBUCANA
DI
Vavegaco costeira por vap#r.
Macei essalas e Peoedo.
O vapor Mandahu commandaaie
Julio seguir para os porics aciau
_ no da 30 do corrate as 5 oras
da tarde.
Racebe carga at o dia 29, eucommeodas, pas-
sageros e dinheiro a frete at as 2 horas da tar-
de de sua sahida, no escriptorio do Forte do
Mattos n. 12.
PARA.
COMMERCIO.
P.UCA DO RECIFE 17 DE SETEMBRO
DE 1870.
[., .. ** 3 i/f. BOU DA TAUI
Algortad 1- sorte711 rs. por kil.
Cambio sobre Londrea 10 d/r 10 1(4 por 1*000
(hontem). *
Arrematapo.
A pra^a dos predios annunciados para hoja flea
transferida para o dia 30 do corrente, cujos pre-
dios sao r
Un sobrado de um andar co'ra soto e sobre so-
lo na ra do Brura n. 18. com 29 palmos de
frenta e 130 de fundo, paredes dobradas, avalla-
do em 10:000*000.
Dqas meiaguas nos fundos do sobrado cima,
com 15 palmos de frente e 45 de fundo, avahadas
em 800*000 cada urna.
Dous caixoes sende um de n. 23 e outro de o.
25 na mesma rna do Brum, cootendo duas meias
aguas dentro de cada um del les com 40 palmos^
de frente e 200 da fundo, avahados cada um em
1:000*000.
Urna raeiagua na ra dos Guararapes, de n. 24,
cora 25 palmos de frente e 20 de funde avahada
em 200*000.
Culos bens foram penhorados a Bernardo Jos
Rodrigues Praeiro e sua mulher, por exeeoco
que laes move Luiz Antonio Vieira, hoje. sua le-
gitima herdeira D. Joaquina Benedicta Vieira da
Silva.Escrivao, Santos-
Segu para o Para no dia 1- de outubro com a
carga que poder obter a fretes muito commedos o
hiate americano Charles Thomson, chegado hontem
ae New-York ; a tratar com Tasra Irmoa & C.
COMPANHIA PERNAMBCANA
DE
Xavegafo costeira por rap+r.
Porto de Calimbas, Rio Formoso e
Tamaodar.
O vapor Parahyba seguir
para os portos cima no dia
30 do corrente meia noite.
Recebe carga, encommen-
das, passageiros e dinheiro a
frete no escriptorio do Forte
do Matus n. 11
PARA'
Preiende seguir para o referido porto em poocoe
dias o palnabote Rosiia por ter a maior parte da
carga, e para a pouca que Ihe falta, trata-se com o
consignatario Joaquim Jos Goocalves Beltro,
ra do Commercio a. 17.
LEILOES.
Recife Drainage,Uomp uy
Limited.
O gerente desta companhia de novo avisa aos
Srs. proprjeurios e inqudinos das casas onde se
teem txecutado trabamos, qae qualquer recla-
maca juta que teaham a faaer, para ser imine-
diatameote attencida deve ser dirigida ao senp-
torio ;da empresa ra de S. Joo.
Kecife Drainage (Jompany
Limited.
O gerente desta companhia convida aos Srs.
propnetarios e inqutliuos dos predios das fregue-
zias de Santo Antnuw e S. Jos comparecerem
do de outubro em diante das 10 at 4 da tar-
de no escriptorio da empreza ra de S. Joo, ou
no armizem 105 na nracela da Concordia para
escolnerem a classe doi apparelhos qne desejam
ara toas casas ou moradias.
um caixo de casa roa do Gaz, e um ter-
reuo com lO palmos de frente e 130
de fundo, sito travessa da ra.da Con-
cordia.
O agente Pontual, competentemente antorisad,
vender em leilo nm caixo de casa i ra do
Saz, em respaldo para subir empeaoas, com canos
j collocados as trentes, com 35 palmos de fren-
te e 81 de fundo, quintal ja morado, com 19 pal]
mos de fundo, cozinha com 8 palmos de largura e
19 de fundo, rallando somante a robera, estaado
tanto o caixo da oasa como da cozinha,emlwc-
dos; 20 a 30 alqueires de cal preta, S milhawos
de tijollos da alvenaria, 3 travos grandes, ponfo
de ara, 4 portas de amarello, 2 janallas, 2 eaixi-
Ihos com bandeira, 9 forra o 3contra-vergas,tato
feito de amarello, 1 terreno sito 'travest da
Concordia com 120 palmos de frente e 130 de loa-
do, tendo as frentes muradas e meaco dos otaat
das casas que estao edificadas aos lados, atado
Unto este como o da casa em respaldo foretna
HOJE
no armazem da roa do Imperador u. 16. s ll
horas.
MUTILADO


<
I
I -
le
i
ir
K" ,*-
Diario de Pernambuce Quarta ieira 28 de Setembro de 1870
sobrado de quadro andarle
sotao dama do Torres n, 14
edificado em chaos propios
Qnmta-ferra 29 do corrente
O geme Prpto levar i leilao, precdiila a com-
petente autorisaco, a casa de esquina la r,ua lo
Torrea, qual toraa-se reeommendavel pta sua
boa construccao, e por ser edificad. ern-rua de
coamercto. Q leilao sCeTeetuar as 11 huras do
lia cima dito, no escriptorio do referido ageruo.
lir
DE
chapeos e mais diversas mer-
cadorias
QtMota-feira 29 do corrente
Jos Mara Palmeira. tendo de largar o primei-
ro andar da casa do Sr. Joaquim los da Costa
Maia, (az leilao por iotervencjio de agente Jos Ma-
na Pestaa dos artigos abaixo mencionados exis-
tentes no referido primeiro andar, no dia 28 do
corrente, s 11 horas da manhaa, no largo do
Corno Santo, por cima do relojeeiro, a saber :
Chapns Manilha.
Ditos da Chile.
Ditos de palha de Palmeira.
Ditos de f el tro.
Fio de vella.
Brinzoes.
Cha em carcas grandes.
Quadros de untos, em pequeaoj tamanhos.
Bocetos para doce,
Piaao de nm dos melhores fabricantes.
Papel de coros.
Conserva ingleza em fraseos penenos.
LEILAO
DE
jQuinta-feira 29 do corrento
s 11 horas da manhaa.
O agente Pinto levar novamente leilao, poi
despacho do film. Sr. Dr. jail especial da commer-
cio, as dividas activas damassa fallida de Goiraa-
resA Silva, constantes do mandado existente no
escriptorio do referido agente, roa da Crui n. 38,
onde se efectuar o leilao s 11 horas do da ci-
ma dito.
ATTENCA0
Hotel Flor da Boa-vista
Raa da Matriz da Boa-Vista n. 8.
Neste hotel encontrar o respeitavel publico eom
asseio epromptido, nao -a referi diaria, por
menor pre$o-qcm em outra qualquer parte, corno
tambem foraece-se coraedorias maodaade-se levar
s casa9 das pessoas a tempo e hura convenientes.
Nos domingo e das santos havera roo de vacci
excellenle outras iguarias.
*S>
s
s
ADVOCADOS.
Elseo Martins.
Antonio Siqoeira.
E*eripiorio rna eslreila do 'Rosario
numero 4.
O hachare! E. Martins uropoe-se a ex-
ercer a proQsso de procurador de causa,
| e pode ser procurado no sea escriptorio
lEi das 9 s 3 horas da-tarde.
ommmm-mmxm-
ATTENCAO
m
"De sbbado 31 do corrente em diante h
todos os sabbades nm mnibus para Nazareth,
devendo partir do Recife as 3 horas da madrugada,
e voltando as segundas-feiras as 3 horas da tarde,
eonduz o numero de 10 pesseas: a tratar na rna
de Pedro Affoneo (antiga ra da Praia n. 41). An-
da contina ir pa. a a Victoria o mesmo mnibus,
porm em lugar de ser 2Cf ida e volta 16 : a
tratar com o sen proprietarie Jos Pinto Tavares
Jnior.
Ollerecfi-se um moyo brasileiro qne sabe
tiem ler, eserever e coatar para caixelro de algum
engenho perto ou mesmo aislante desta praca, do
que tem bastante pratica, e mesmo para ensinar
primeiras letras : quem de sea presumo se qui
zer utilisar, annuncie por este Diario para ser
procurado._________________________________
Preeisa-se de um caixeiro para taberna : na
praca da Boa-vista n. 32.________________^
PEDIDO
s
XT5
A' ro* do Jardn a, t precU-ie fallar co ne
seguintes senhores :
Jallo Adolpho Ribas (acadmico).
Queriaw Candidt de Vacencel!os.
Joaquim Cavalcan de Albnqnerqae Meo Fdbc-
(Pombal). _
lezuino Augusto dos Santos Fragoso.
VJrissirao Correia de Lyr (Cruangi ou Vicencia
Jos Hermino Ponina I (engenho Preferenea).
Fernando Barau da Silva (engenho Morojo).
Antonio Gomes Cordelro de Mello.
Eduardo de Paula Sautos.
Francisco da Silva Porto.
Thora Joaquim do R aro Barros. ___
MOFINA
Este antigo estabelecimento, acha-se hoje montado n'uma
escala de poder servir vantajosamente os seas freguezes, atten-
to o gran le sortimento de joias d'onro, prata e brilhantes, que
sempre tem e recebem mensalmente das principaes fabricas da
Europa- cujos presos sao em competiveis e as obras garantidas
de le.
JMOBEIRA UARTE C.
Ama
DE
PREDIOS
O agente Pontual, competentemente autorisado,
vender em leilao os predios seguintes :
Urna casa terrea em solo proprio sita ra de
llortas n. "9.
Urna dita idem idera idem sita ra de Aguas
Verdes n. 91.
Duas meias aguas (por detraz da rus Nova) pri-
meiro becco da Camboa do Carmo ns. i e 6.
Metade de um sobrado de um andar e sotao,
solo proprio, ra de Hortas n. 110.
Um sobrado de um andar sito roa do Caldsi-
reiro (entrada a mesma do sobrado da rna de
Hortas n. 140
Sexta-feira 30
no arraazera n. 16 ra do Imperador, s 11
horas.
AVISOS DIVERSOS.
Haver sesso ordinaria qutnta-feira 29 do
corrente pelas II horas da manhaa.
ORDEM DO DIA
Pareceres e mais trabalhos de com-
ninioYirr
Secretaria do Instituto, 26 de setembro
de 1870.
Jos Soares d'Xievedo,
Secretario perpetuo.
AMA
Preeisa-se de urna ama forra ou escrava que
saiba ngommar e fazer o servico interno de urna
casa de familia : a tratar no Corredor do Bispo
no 23, eu na ra da Cideia do Recife, armazem
.n. I. ______________
Precisa-se de um hornero que saiba
!er e eserever para deslribuidor deste Dia-
rio, preere-se aqaelle que j foi praca do
exercito. __________________
^TCElAO
_
Todas as pessoas que =e jnlgam cora direito a
relogios, ou objectos que se achavam em poder
do fallecido subdito portuguez Joaqnim Barbosa
Cupertino, com loja na ra Nova 67, devem re-
clama-los ao abaixo assignado na ra larga do
liosario constituido depositario pelo consolado de
Portugal, no prazo de 8 das, contar da data
deste, e irado o dito prazo. nao sendo reclamados
serio entregues ao referido consulado, para se-
ren vendidos em leilao publico por conta de qnem
jpertencer. Recife, 26 de setembro de .1870.
Jeo Luiz Vianna.
Na ra do Vigario n. 5, 2' andar, precisa-se de
urna ama livre ou escrava para cozmhar, em eujo
desempenho se quer asseio e perfeicao.
Attenpo
Francisco de Mattos Pacheco tem justo e contra-
tado comprar ao Sr. Bento Jos Domiognes a ta-
berna sita na Casa-Forje, livre e desembarazada :
se alguem se jnlgar com direito a qnalqaer recia-
maeao, entenda-se com o annunciante no mesmo
lugar, contiguo mesma taberna, no praso de tres
das, ou annuncie por este Diario para ser procu-
rado.
MANUEL dC.
Tem a satisfacao de participar aos seas numerosos freguezes, que em vista de ser-Ibes mais commodo, tem
estabelecido orna nova fabrica de chapeos de sol, na ra da Cadeia do Recife n. 0, boje roa do Mrquez de Olinda,
onde acharSo os pretendetes, muito avallado sortimento de chapeos de sol de tdos os precos, quahdades e por pre-
eos mas commodos do que comporta o nosso mercado : convidara especialmefa aos Srs. compradores por atacado \
Jtttengdo.
Precisa-se de orna sala e um quarto para um
rapaz lolteiro : quem tiver e qnizer alngar dirja-
se a esta typographia que achara com quem tratar.
Na ra da Saudade n. 33 precisa-se de um
criado ou criada livre ou escravo, que saiba cozi-
nhar, e que se preste ao servico tanto interno co-
mo externo de urna casa, paga-se bem.
A sociedad" Beneflcente Conciliacao convida a
todos os seus socios, viuva, parentes e amigos pa-
ra assistirem a missa qne mandam celebrar por
alma de seu prestimoso socio Pedro Barral da
Costa Soares, no dia 29 d < corrente, as 7 horas da
manhaa, na igreja do Espirito Santo do Collegio.
O secretario,
Antonio da Costa Reg Lima.
Sociedade Liberal Unio Be-
neficente
De ordera do Illm. Sr. vice presidente sao con-
vidados todos os senhores socios reunlrem-se em
assembla geral extraordinaria no dia 29 do cor-
rente mez, as 6 1|2 n ras da tarde, na casa da
sociedade, para tratar-se de negocios urgentes ten-
dentes mesma sociedade.
Secretaria da sociedade Liberal Uniao Benefl-
cente em 27 de setembro de 1870.
Innocencia Xavier Vianna Sobrinho,
1 secretario.
Gabinete Portuguez
de Leitura.
A direccao do Gabinete Portugusz de Leifura
precisando proceder a um balance em sua bibuo-
I lieca, pede aos seus associados se digoem at o dia
13 deoutnbro, fazer recolher os livros que tive-
rem em seu poder.
Secretaria do Gabinete Portuguez de Leitura em
Peroambuco aos 27 de setembro de 1870.
Antonio de Albaquerque Mello,
Io secretario.
Os indios do Jagua-
ribe,
(Publicagao nacional)
Acaba ne sahir das ofOeinas do Jornal do Re-
cife o Io volme desta historia do seculo VJ, se-
gundo o intitula sea autor o Sr. Dr. Franklin
Tayora.
a secundo dicao, e acha-se consideravelmen-
te crrela e augmentada. A leitura prodos ule-
rease.
Prestando-se o assnmpto a vastos desenvolvi-
mentos consta todava a obra de 4 volames, que
para mais facilidade para o comprador, serio pu-
blicados com intervallos razoaveis.
O 1 vnlume esta exposto venda na encader-
oacao parisiense de Paula Monteiro, roa do Im-
perador n. 71, a razo de 2*000 xs., onde as pes-
soas, que e dignaram assignar para a obra, po-
dem mandar buscar sea livro.________________
Aluga-s; urna boa casa no Poco da Panella,
ra do Quiabo, quintal murado, dous portoes,
com sotao, estribara, quartos para pretos e ou-
tras muitas commodidades : os pretendemos diri-
jam-se rna Augusta n. 33.
O abaixo assignado com sua offieina de unrives
na roa da Penba por mais de dous annos. tendo
sranho a srmpathia do re=peitavel pnblico, j com
sea trato de negocio e commodidade do j>reeo de
suas obras, e cumplimento de palavra, ofrereee de
nove o ou presumo na roa de Santo Amaro, fre-
jmezia de Santo Antonio, n. 16, para onde mudou
-ana offieina. e prompto sempre estar como dantos.
Ontro sim, roga a seus freguezes remicos que Ihe
devem, a vir saldarem suas contas amigavelmente
n praso de S dias da publicaco deste, do contra-
rio ser chamado juizo, ou por ontra, publicado
seus noraes e as quantias por este jornal.
Recife 26 de setembro de 1870.
Francisco fl. S. Moreira.
Ama
Precisa-se de ama ama escrava ou forra para
comprar e cozinhar em casa de ponca familia : na
roa Nova n. 24, loja.
AMA
AH
A' raa do Livramento n. 6 precisa-se de ama
ama, perita cozinheira, para casa de hotnen sol-
ieiro.
darem, sendo possivel suas encommendas, pois podero assim serem mais bem servidos, visto poderem escolher as ar-
ig3 macoes aa Uzeadas que a demora da fabriraco 6 bem diminuta, ___________^___________________________
NA ANTIGA E BEM CONHECIDA FABRICA
CHAPEOS DE SOL
DA
o,
'i' ''

Eua do Baro da Victoria, esquina da Camba do Carmo.
(Antiga Ra Nova)
Ha sempre um grande sortimento de chapeos de sol de seda, merino, alpaca, bretanba de linho branco e par-
do e de algodo ps todos os lmannos e" feitios, aim da immesa porcSo de seda, mermo, algodlo e brtm,
armaces de todas as qualidades para sasfazer qualquer encommenda. A modicidade de seus precos
que escusa de mencionar.
>>>r.-'.^j, %S^w^
to conhecida
SI
m
CJ.TCPI0:

K
'k*-fi
H
PRECIOSA IIESCOBERTA
CURAS MARU1LIIOS1S
NIGODELSUG
Roga-se ao Ilhn. Sr. Ignacio T.eir* de Mello, ee-
crivo na cidade de Natareth desta provincia, o-
favor de vir a rna do Imperador n. 18 a ronclair
aquello negocio qne V. S. se eomprometteu reali-
sar, pela terceira chamada deate jornal, em fias
de dezembro prximo passado, e depois para Ja-
neiro, passou a fevereiro e abril, e nala cumprio,
e por esto motivo de novo chamado para dito
nm ; pois V. S. se deve lembrar qne este negocio
de mais de oito annos, e qnando o senhor sao
fimo se achva no estudo nesta cidade.
D. w. wmm
EKGENHEIRO
Com fundiqo.
A RA DO BRUM N. 52%
Passando o chafariz
Machinas vapor systema memorado.
Rodas d'agoa.
Formas de ferro para purgar assucar.
Moendas de canna.
Taitas de ferro batido e fundido.
Rodas dentadas para moer com agoa, va-
por e animaes.
E ootros objectos proprios d'agricoliura.
Tudo por preco muito reduzido.______
MJltOI
DTVETOT
RA ESTREITA DO ROSARIO N. 14.
Urna qualidade de commercio faluva nesta popu-
losa, cidade nm estabelecimenta em qne se compre
e venda toda a qualidade de roupas feitas novas
e velhas, um basar que se denomina era Parjs
Bric e Brac E' este o estabelecimento que se
abriu raa estreita do Rosario n. IV Assim,
todas as pessoas que (|uizerem vender, ou com-
prar roupas novas ou velhas e todos os mais
objectos do servico domestico, inclusive trera de
cosinha, podero dirijir-se ao indicado estabeleci-
mento para contratar, e offerece-se para ir em
casa dos pretendentes para effectuar as compras
e vendas.
* ftl$0$ ft$*8ft g
O bacharel Joaquim Goncalves 0
Lima tem escriptorio de advogado ifiL
A roa do Imperador n. 35. w
m*
Witft
Precisa-se de urna ama para casa de ponca
familia : na ra Direita n. 38.
Precisa-se de um homem portuguez para
vender leite e tratar de quatro vaccas : quem es-
tiver habilitado dirija-fe Passagem da Magdalena
n. i, que se dir quem .
'sr^xftst
&i&
Nec plus ultra
Tirando immediatameote todas as caspas e coceiras dos cabellos.
Deposito
jmente em casa do autor, Andr Delui cabelleireiro de Paria.
Ra 1" de \Iarqo (antiga Crepo) n. 7 A Io andar
CASA DA FORTUNA
Aos 5:000$
Bilhetes garantidos.
A ra Primeiro de Marco (outr'ora ra de
Crespo) n. 23 e casas do costume.
O abaixo assignado, tendo vendido alm ae oa-
tras sones, um meio n. 3339 com 5:000 da lo-
tera que se acabou de extrahir a beneficio da .
Santa Casa de Misericordia do Recife (161*) con-
vida aos possuidores virem recebr na confor-
midade de costme sem descont algum
Acham-se a venda os felizes bilhetes garan
tidos da ) parte da lotera, beneficio da igreja'
de Nossa SeDhora da Conceiqao dos Militares do
Recife (16a*), que se extrahira sexta-feira 30 do
corrente.
PRECOS.
Blhete inteiro 6*000
Meio bilhete 3*000
Quarto 1*300
Em poreao de 100*000 para cima.
Bilhete inteiro 5*400
Meio bilhete 2*700
Qoarto 1*390
Manoel Martins Fiaza.
Precisa-se de
gO, Io andar.
AMA
urna ama : na ra de Hortas n
ItHETOlilCA
CURSO DE FERIAS
POR
Francisco de Horja e llvei.ra.
HonorarioOOOO.
Do Io de outubro ao ultimo de fevereiro.
_____43Ra dos Prazeres42_________
Ama deleite.
Precisa-se de urna ama de leite : na ra do Ca-
bug n. 9.
Precisa-se de urna ama para engommar : na
rna da Cruz n. '7, i" andar ____________
Aluga-se urna escrava para o servico interno
de casa ; e tambem aluga-se um andar da casa
n. 13 da ruado Amorim : a tratar na ra do Ira-
perador n. 50.___________^^________________
AVISO AOS FUMANTES.
Cacbimbos e ponteiras de espuma verda-
deira.
O mais completo sortimento, e muitas qualida-
des novas que anda nao vieram a este mercado:
NA LIVRARIA FRANCEZA
ADV
A.
O DR. JOAQUIM CORREA DE ARAUJO
tem o sea escriptorio ra do Imperador
u. 67, onde pode ser procurado das 9 ho-
ras da manhaa s 3 da urde.
Quem qnizer pagar 30*000 mensalmente pelo
alugoel de urna ama bastante entendida em cozi-
nba, engommado, costara e mais servicos domes-
ticos, dirija-se ra da Aurora n. 88, andar.
Domingos Jos Ferreira, sea tilbo e ninas agra-
deeem cordialmente a todas as pessoas que assis-
tiram as exequias e arornpanlwam ao cemiteno
publico os restos mortaes de sna mni presada ti-
fha e irmaa, Senhorinha Theodora Ferreira e de
novq^^^^^^^^^^^^^^^Krjuio
tirera as
pelo i
Carme
j fleam gra!
de tej
' serem celebradas:
t alma, no dia 28 do
a Ordein 3* do
. aridade e
O capitn Manoel Joaquim Machado, .'Joaquim
Vital Machado, Francolino do Reg Machado, An-
tonio Joaquim Machado, Francisco Gomes de Car-
valho, D. Umbelina do Reg Machado, D. Gliceria
Aguida Machado, irmaos e sobrlnhos, mandam
celebrar um memento e missas no da 29 do cor-
aente mez, na igreja do Carmo. pelas 7 horas da
manhaa, por alma de sen irmao e tio Albino do
Reg Machado, por ser o trigsimo dia de sea pas-
smente, convida a todos os seas parentes e ami-
gos assjstirera a ease acte religioso memoria
do fallecido; por cuja proras de amizade se con
fessarfio mais gratos e retoecidos.___________
Uaixeiro.
Precisase de um caixeiro que tenha pratica de
taberna, porm qne nao tenha mais de 14 annos
de idade, para a ilha de Fernando: tratar na
ra das Crozes n. 33, 2 andar.
Ba do Barao da
Victoria n. 63
(Outr'ora ra Nova. )
O abaixo assignado vendeu da lotera n. 161
em beneficio da Santa Casa da Misericordia, ex-
trahida no dia 24 do corrente, os seguintes pre-
mios : um meio bilhete n. 3339 com a sorte de
3:000*, um meio n. 1001 eom a de 400*, on-
tro meio n. 3381 com a de 100* e nm quarto n.
99 com a de 100* alem de ootros premios menores;
podendo os possuidores vir recebar, qne promp-
tamento sero pagos.
E' a terceira vez que esta casa to nova vende
o premio da sorte grande.
Tem exposto venda os felizes bilhetes da lo-
tera n. 162 em beneficio da igreja de N. S. da
Conceicao dos Militares, coja extraeec de ver ter
lagar em 30 deste mee.
PREQOS.
Inteiro 6*000
Meio 3*000
Quarto 1*300
De 100)5000 para cima.
Inteiro 5*400
Meio 2*700
Quarto 1*350
Joo Joaquim da Costa Leite.
_-----------------------------------------__________
A quem interesar
Quem precisar de urna pessoa habilitada em
escripturacao mercantil por partidas dobradas,
deixa carta fechada com as iniciaos E. S. rna da
Matriz da Boa-vista n. 34.
COMPANHIA
DOS
\ TRILHOS URBANOS
DO
JflECIFE A9 OliI.\DA.
Por ordera da directora s3o convidados
os Srs. accionistas que se inscreveram para
a nova emisso. realisarem at o dia 30
do corrente a V prestarlo na razao de 10
i 7; devendo ficar sem ffeito as inscrip-
ces coja Ia prestarlo nao fr realisada no
prazo sopradito, as quaes serao distribui-
das pelos subscriptores que anda nao sao
accionistas, os quaes deverSo realisar a Ia
prestacSo das accDes subscriptas dentro do
praso de cinco dias contados do Io de ou-
tubro vindonro.
Para esse fim ser encontrado "o Sr. tue-
soureiro da companbia no respectivo es-
criptorio das 10 boras da manba as 2 da
tarde.
Recife, 21de setembro de 1870.
Joo Joaqnim Alves,
Io secretario.
Precisa-se de nma ama forra ou captiva
servico interno e externo de urna casa de
familia : na ra Velha n. 66.
para o
pouca
AVISO
No porto em frente do sobrado do Sr. Valonea
ao norte da fabrica do gaz existe urna canoa e ca-
noeiro que se emprega a atravesar da freguezia
de S. Jos a da Boa-vista, e desta para aquella,
as pessoas que, nao querendo dar a granda volta,
queiram della se aproveitar : paga 160 rs. per
pessoa ; todos os dias das 9 horas em diante.
*mm mmmmmmmmmm
8g PRIMEMO E ANTIGO CONSULTORIO M
HOMEOPATHttO
Diiigldo pelo Dr. B
SANTOS MELLO
#0s habitantes do interior podera-no fl
consultar por escripto, no que sero sa- gg
tisfeitos com promptido.
Presta-se tambem a chamados para o g
interior, a preco mdico.
Consullas, no consultorio das 10 horas S
ao meio dia. SI
Chamados, a qualquer hora.
Aos pobres gratis.
43Ra do Raro da Victoria-
(Antiga ra Nova).
i
AMA
Precisase de urna ama forra ou escrava, que
seja cozinheira : na roa larga do Rosario n. 22,
2o andar.
Ama de leite,
Precisa-se de urna ama de leite, paga-se bem
na ra Augusta n. 2, 2o andar.
Na rna do Apollo n. 24, i
um coziobeiro.
Oozinheiro
andar, precisa-se de
luga-se um sitio eom boa casa de vivenda
e grande quantidade de arvoredos de fructo, en-
tre os quaes boas laranjas de umbigo, sapotis,
goiaba;. etc., no largo do chafariz da Passagem da
Magdalena : a tratar cora o seu proprietario no
sobrado da esquina que volta para os Remedios
n. 29.
Offerece-se um homem para caixeiro de en-, j
genbo, do que tem bstame pratica : a tratar na
rna do Padre Floriano n. 18.
Aluga-se ou vende-se urna
cidade de OJinda, na bieca de S. Pedro n. 4 : a
tratar na mesma casa.
Aluga-se o 1 andar do sobrado n. 1 da raa
Imperial: a tratar po anda
Ama de leite.
Precisa-se de
de bo
danci;
urna a ijsila
a Aurora ~
BRAZILIAN STEET
Railway Company (Limited)
Attenpo
Teudo apparecdo ltimamente bilbetes
falsos recomoeoda-se aos Srs. negociantes
e mais pessoas que os costumam receber
como dinheiro que na'.o os acceitem mais se
Dio as estacos, para vitar pardas e pre-
venir assim a falsifieacjo, cojos autores a
companhia procura fazer pu^ir pelos meios
legaes.
Escriptorio da compaobia, 22 de setembro
de 1870.
Wliam RawlinsoH.
Gerente.
TUJANCA.
a Braga faz sciente a seas
m^ i sua fabrica de calcad
de duaa ama? Ca en8mmem e co- tinta na loja do sobrado r>. 21 do largo do Corpo
1tl estrangeira9 : na
Offerece-se urna ama de leite : quem preei
cata terrea na J aar dirija-se ao pateo do Hospital, sobrado n. 8, 1
asdar, das 7 s 8 horas da manhaa.
"'Ha ra Direita n. 29, 2 andar, aluga-se urna
negrinba de 13 annos para servir em casa e andar
com criancw, e mais nma outra para servico de
casa, de 18 am.">s.
ADVOCACIA.
0 advogado Dr. Joo Tbom contina
era seu escriptorio rna do Queimado n.
31, Io andar, efltrada pela praca do Pedro
II. Em caso9 urgentes pode ser procura-
do em sua residencia no Chacn ou Casa
Porte.
AVISO
O abaixo assignado tendo mandado urna carta
para sen mano Mignel Flix de Carvalho, no Ga-
mella de Barra Grande, e junto acompanhava urna
letra da qnantia de 2004 aceito no da 11 de agos
to do corrente anno pelo Sr. Antonio Carlos de
Albnquerque, de Porto Calvo, provincia de Ala-
goas, e dita letra vencida ne dia 11 do corrente ; e
tendo acontecido perder-se a earta e a dita letra,
previne em lempo que ninguem a descont, e o
Sr. Antonio Carlos so a pague ao abaixo assignado
on a sea mano Miguel Flix de Carvalho, pois a
letra nao tem traspasse. Recife 24 de setembro
de 1870.
Francisco Flix Goncalves.
Aluga-se
ATTENCA
Retalha-se, vontade dos compradores, alguns
lotes de terrenos, que restara, do sitio Aguasinba,
em Beberibe, por precos rasoaveis. A posico
topographica do terreno muito o recoramenda. so-
bre tudo por ficar prximo da estacao projectada
da via terrea. Os pretendentes podero dirigir-
se inforraar-se do tenente S Peixoto, no mes-
mo lugar, e para qualquer negocio ra do
Crespo n. 12, 1 andar.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva que
saiba engommar e cosinhar: em Olinda, por ri-
ma da padaria do Varadoaro ; pagase bem e
tratase na mesma, ou a ra do Vigario n. 16 Io
andar.
SITIO.
Aluga-se o excedente sitio na estrada que vai
do Monteiro ao Arraial, denominado Ladeira des
Mudos, o qual tem casa com 6 quartos, 2 salas
com copiar, cocheira, quartos para criados, agu.a
de beber, mu tos arvoredos de truc tos a tratar
no mecmo.
" Precisa-se de urna ama para cozinhar e eom
prar : na ra da Cadeia do Recife n. 51, 1* andar
Offerece-se nma ama portuguez* p
nbar e engommar : a tratar no Forte di
n. 24.
ara coz-
o Mattos
Ama de leite.
de leite :
Precisa-se de ama ama
Guararapes n. 2.
na raa dos
;noi negr de 20 annos, proprio para todo servico:
3 ra estreita do liosario n. 43, loja.
AMA.
:e urna ama que engomnv
^ffere
i Santo, para o andar do me ado, onde l Mco, indifferente que seja naciouai
[ pode ser procurado a quale a lratar na" m* -NoM M9 2*
Precisa-se de ama ama para cozinhar em
casa de homem solteiro : a tratar na raa Imperial
n. 47, taberna.
Alagase urna escrava com oito dita de pari-
da com muito e bom leite : a tratar na roa de
Aguas-verdes n. 90.
A verdadeira farinha peitoral de
S. Bento.
Esta farinha usada eom vantajosos resalta-
dos nos padecimentos dos orgos do paito,
como sthma ou puchamento de catbarros,
inflamacio de bote, plenrizes e na pthysica ;
commendando-se com ignal proveito as pessoas
convalecemos.
nico deposito naphirmacia e drogara.
DE
Bartiiolomeu
34Ra larga do Rouno-
Formas de ferro
para purgar
ro 4.
assucar
*<



Diario de Peraambuoo Quarta feira 28 de Setembro de 1870.
5
y;
i
AO ARMAZEM
DO
VAPOR FRANCEZ
1.7-MWM.H, 1
Este eonhecido esiabelecimento aeha-se constantemente bera sonido, era virtu.de das
facturas que recebe por todos os vapores e navios francezes, dos artigos abaixo menciona-
dos, precos oe mais resumidos que possive!.
CALCADO FR1ICEK
Botinas para enboras c meninas.
Bolinas pretas, brancas e de muitas outras core?, sortidas e bonitas, do ultimo gos-
to da moda, e precos mais baratas do que em ontras partes.
Botinas para horneas e meninos.
Botinas de bizerro, eordavao, lustro e pellica, das melhores fabricas e escelhidas.
Botas e perneiras rnsslanas.
Botas e perneiras para mantaria, das melhores qualidades, de couro da Bussia, lus-
tro e bizerro.
Sapatos de borracha para horneas e senhoras
Tendo chegado grande porcao de sapatos de borracha vende-se pelo custo afira Jde
desempatar o dinheiro nelles empregado, sao- baratsimos.
Sapatos de lastro para horneas.
Sapatos de entrada baixa de couro de lustro com salto, de muito boa qualidade.
Abotinados para meninos e meniuas
Sapatos abotinados de diferentes modelos, de muito boas qualidades e fortes, tanto
para meninos como para meninas, muito baratos.
Sapatos de tpete.
Sapatos de tapete aveludado, de casemira, de charlte e de tranca francezes e por-
tuguezes para hornen?. para senhoras e para meninos.
PERFUMARAS J
Excellentes extractos, banhas, leos, agua de cologne, florida, divina, lavande, den-
triflee, de toilette, sabenetes, tintara para cabellos, pomada angroise para bigodes, pos de
arroz etc., tudo isto deprimeira qnalidade, dos afamados fabricantes, Condray, Piver e Lnbin.
Quinquilharas
Luvas de pellica do eonhecido fabricante Jouvin, esperaos para quartos e ga-
binetes, toncadorer de diversos tamanhos, leques para senhoras e para uieuinas, abridores
de luvas, brincos, pulceiras, boues, correntw e chaves de relegios e trancelins, tuda de
onro de lei, correntes e brincos de plaqu, a imitaco e de mais gosto do que as de ouro,
caixinhas de costura ncament goaraecidas e ornadas com lindas pessas de msica, albuns
e caixilhos dourados para retratos, caixinhas com vidro de augmento para distinetamente
ver-se a perfeicao dos retratos, objectos de phantasia para toilettes, bolsinhas e cestinhas
de seda, de velludo e de vimes para braco de meninas e senhoras, ditas para costaras, pe-
queos registros muito finos e delicados, bouquets de Acres de porcelana, jarros proprios
para gabinetes e santuarios, quadros promptos para collocar-se vistas, molduras donradas
para quadros, estampas finas de paysagens, cidades, figuras e de santos, vidros para eos-
morama, maias, saceos e bolsas de viagens, esporas, chicotes, bengala?, oculos, lunetas qu
pensinez de prata dourados, grvalas pretas e de cores, abotoaduras de collete e de punhos,
carteirinhas para notas, tbesounnbas e caivetes finos, pentes, escovas, ponteiras de espuma
para charutos e para cigarros, Jozos de domin, rodetes, bagatelas e outros differents, ve-
nezianas modernas muilo conveniente para portas e janellas, cosmorama?, lanternas mgi-
cas, esteriocopos com interessantes vistas de figuras e das mais bonitas ras, boulevards,
pracas e passeios de Pars, photographias e caixinhas mgicas, reverberos para candieiros,
tapetes de vidrilho e de laa de cores para ps de lanternas, realejos grandes e pequeo?, %
harmnicos, acordions de todos os tamanhos, bersos de vimes para enancas, sapatinhos e
toucas de laa, carrinhos de 3 e 4 rodas muito elegantes para conduiir enancas passeio ; e
outras muitas quinquilharas de phantasia, francezas e allemaes, presos muito em conta.
(3Qiiia@(D3!9(DS ipaaa (assiiisvas
Para este artigo nao ha espaco nem tempo para a massante leitura da infinidade de
gneros de brinquedps fabricados em diversos paizes da Europa.
ATTENC40
O dono deste esiabelecimento pede ao publico em geral que continu a visita-lo
verificando as qualidades e os precos baratos de ditos objectos por serem vindos, em di-
reilura e de conta propria.
DAVID % MWM
EN
Com fundieo
RA DO BRUJA 52
Passando o chafariz.
Chama a ltenlo dos Srs. de engenho para seus acreditados macbinismos t
;om especialidade para seus vapores que ainda urna vez tem melhorado.
Os vapores fornecidos por elle e j fuaccionando lhe ho de fazer melbor apre-
ciacio do qae qaalquer dito proprio.
Deseja tambera mencionar que tem feito urna reducto em seus precos; e que
tem prompto toda a especie de machinismo e outros objectos para a agricultura.
PHARMACIA
lo Imperador n.
Xarope de lactucario d'Aubwgier, e de
thery decio d'Abbadie recommeodados,
(como calmantes para os casos, em qae se
aSo pode osar de opio e de seos prepara-
dos, e mui convenientes para as criancas
nos espasmos e convulses.
_ V per
eL,
oearregado de receber suas conta
^de todos os seus devedores, ao so-
^Sr. DonlaKMttM Mii
procarador de ledos os seus negoc-
ien amigo o Sr. Dr. Francisco de Paula
I
I
:
PHARJAAGA~CNTRAL BA DO IMPERA-
DOR N. 38.
Preparados d'akatrio em capsulas, licor,
e xarope ferruginoso.
KTTB
Boa.
Pillas de Vallet.
Pillas de Blancard.
Pillas de Bland.
Xarope furrogiaoso de Blancard.
Confeites de lactato de ferro.
Pilulas de carbonato de ferro, laclado de
ferro, iodareto de ferro com magoezia.
Ferro de Quevenne.
Assucar ferruginoso.
PHARMACIA CENTRAL RA DO IMPERA-
DOR N. 38.
Vinbo e xarope de pepsina e Jdiarthare,
excedente tnico para auxiliar as digestoes
difllceis nos casos de debilidade do esto-
mago.
PHARMAC^CENTRAL RA DO IMPERA-
DOR N. 38.
Agna hemosthalica de Lecbelle, mai re-
commendada em qualquer caso de hemor-
rbagia, e principalmente na thysica pulmo-
nar, e as hemorrhagias uterinas.
PHARMACIA "DENTRAL RA DO IMPERA-
DOR N. 38.
Xarope de rabane iodado excellent6 coms
binado do iodo com o sueco de planta-
anti-scorbuticas.
Este xarope empregado com grande
soccorro contra as molestias da pello, os
engorgitamentos escrofulosos, o rachitismo-
cacbloroso.
O vinho iodado de joly, e oleo iodado de
PersQnne, sao recommendados para os mes-
mos casos, e eucontram-se nesta pbarma-
cia.
PHARMACIA CENTRAL RA DO LMPERA-
DOR N. 38.
Variado sortimento de chocolate de ban-
nilha, salepo-araruta, ferro, e de sade, da
acreditada officina de Menir.
Sabonetes d'alcatro, d'acido phenico, en-
xofre e camphora recommendados para as
molestias de peiio como sarna, panos, em-
pingeos etc., sendo o ultimo de moita ulili-
dade para o uzo do toilette, por preservar
a pelle de ser manchada das maculas, que
costumam accomettel-a.
PHARMACIA CENTRAL RA DO IMPERA-
DOR N. 38.
Os melhores vermfugos para criancas,
Pastilbas de sanctonina.
Ditas de Kemp.
Oleo vernifngo.
Tudo de melbor qualidade.
pharSac ctr.\l"r do impera-
dor N. 38
Variadissimo sortimento de fundas de
excellentequadade.
FARMACIA ClimUL
Ra do Imperador u. 38.
Lamploughs Pyretic Saline.
A preparation of well known utelity to the En-
glish Faculty, as a cooling and refreshing beverage
in all cases of fever. The frequent use'ocNs sa-
line preserves foreigners from many disees to
which they are leable before becoming acclma-
tii-ed. May be obtained at lhe Pharmacea Central,
jua do Imperador n. 38.
PHARMACIA CENTRAL BA
N. 38.
Pastilhas de balsamo de tol e de seiva
de pinho martimo, para as affecces chro-
nicas dos pulmes.
Pastilbas de therydocio e lonro cerejo
para as tosses agudas, e de carcter nervo-
so, e para os vmitos dorante o periodo da
gravidez, e qualquer affeccao nervosa.
Pastilbas de bypcphospheto de cal mui
uteis na thysica pulmonar.
Pastilhas de angico naf, e de Regnault,
de hortela, pimenta, e de Viccley. de pe-
cacuanba e de Rermes.
MflUHB9M~*HRE
AMA.
Preeisa-se de urna ama : na raa de Horts n.
o. I* aodar^____________. ________
Trabalbador para padaria.
P*ra o Rio Grande do Norte precisa-se de ura
trabalbador dos ltimos chafados da* Ilhas, ainda
mesroo sem pratiea : a tratar com Tasao Irmaos
U ra do Amorim n. 31.
OLINDA.
Aluga-se urna casa terrea na ra de Malhias
rerreira : a tratar na ra do Livraraenlo n. 30.
Declara-se que o annuncio publicado no Diario
dePernambuco destes quairo dias passados, pe-
dindo a insigna que faltn, da ra qae nao tem
cadeia.no se entende coro o Sr. D. I. A.
O amigo das cadeiras.
ATTENCAO
Os abaixo assignados fazem sciente a todas as
pessoag qne tem dado obras encadernar em sua
leja e officina do largo do Collegio, que tenhatn a
bendatfe de vir procurar ditas obras e pagar as
respectivas endaderuac/ies, visto qae algumas j
tem decorrido mais de 6 anuos, sem qne seos da-
nos as tenham reclamado ; pelo que, passados 30
dias da data deste, serio vendidas para pagamento
das despetas da encadernacao, todas aquellas
que nesse praso nao forem procuradas u pagas.
Recife Si de setembro de 1870.
Guimares & Oliveira
Em liquidaran
Precisa-se de um servente que seja forro ou
captivo para todo o seavico : no hotel francez, roa
das Larangeiras n. 10. ._______'
Cosinheiro.
Precisa-se de ura cozinheiro : na roa da Floren-
tina n 20, fabrica de cervja.
Esc ava
Precisa-se alagar urna escrava : na ra Bella
numero 16.
Manoel Joaquira Gomes precisa fallar com o
Sr. Pedro de Mello Botelho.
Precisa-sede urna ama livre ou escrava para
o servico de urna casa de pouca familia ; na ra
da Soledade n. 66.
Precisa-se de um moleque de 12 ou 14 an-
nos para fazer compras e mais algum servico de
casa de familia : na ra do Hospicio n. 38.
Reasa-se de um caixeiro que tenha Pastan-
te pratiea de taberna e d fiador de sua conducta!:
na raa do Rangel n. 8 confronte o becco do trem.
Precisa-se de ama ama para coziohar e en-
gommar em casa de hornera solteiro : no pateo da
ribeira n. 3, taberna.
PEDIDO
Boubaram do 1 andar do sobrado n. 52 ea raa
do Queiraado. um relogio de ouro n. 4313, orison-
tal, machina descoberia, lavrado, e ama corrale
taracem de ouro, simples : previne-se aos senho-
res ourives e relojoeiios, en a quem for estes ob
jectos offerecidos, qae os apprehendam e levem
oja de seis portas em frente do Livramento, qae
ser bem recompensado.
Na raa do General Victorino o. 54 se dir
quera tem um pardo para alugar, comprador,
cNuafeeiro,- eotade do sorvico de copeiro.
ALUGA-SE
DMA casa terrea sita na Capunga, com sotao, co-
uheira, e um pequeo quintal : a tratar na ra do
Vigario n. 31.
Club do Monteiro
Assigna-se para o Club do Monteiro por seis
mezes, a principiar em ontubro at 31 demarco
prximo futuro sob as segrales condicoes :
Os senhores assignantes do anno prximo passa-
do sao dispensados das farmalid.ides da approva-
cao, ficando sujeitos a deliberado da directora os
que se propozerem este anno.
Haver duas partidas, sendo urna na abertura
e outra no encerramento, reunio familiares aos
sabbados, bavendo nicamente conviles para che-
fes de familia.
Precos da asignatura.
Seis raezes 30*000.
Tres mezes 30*000.
Ura mez 10*000.
Os senhores que dssejanm assignar terao a bon-
dade de se drigirem ao emprezario, abaixo assig-
nado, no Club Peraambueano, ats o fim do cor-
rente mez; e dessa data em diante ra da Auro-
ra n. 68, das 10 as 3 horas da tarde.
P. J. Layme.
PHARMACIA CENTR\L RA DO IMPERA-
DOR N. 38.
Cha purgativo de Chambard, excellente
laxativo, e refigerante, que se pode usar
repetidas vez?s sem irritar os intestinos.
XAROPE HYPNOTICO DE CHLORAL.
, O chloral um agente therapeutico recen-
temente experimentado, mas cujos benefi-
cios v5o sendo largamente aproveitados pe-
los praticos em quasi todas as affeccSes ner-
vosas, calmante e somnfero poderoso, tile
sempre empregado cora vantagem nos
casos de dores nervosas intensas, e as de
insomnta, em que elle produz um somno
calmo e profondo.
Elle recirmraendado as clicas, na cho-
rea, no ttano, nos partos laboriosos, na
clampria, as quemaduras extensas, nos
accessos agudos de gotta, na asthraa, na
tosse convulsa, e em moitos outros casos,
DOSE.Duas a oito colberes de sopa
por da, conforme o effeito que o medico
quer obter.
Encontra-se na Pharmacia CENTRAL ra
do Imperador n. 38.
VINHO DD QU1NINNO DE LARARRAQUE
Poderoso tnico hoje tao aconselbado nos
gozos de debilidade geral, e mui usado
como antifebril.
Soeiedade Emancipadora.
Sao convidados todos os socios da ssciedade
Emancipadora para se reonirem em asscmblea
gi ral no dia 1 do outubro, as 6 horas da larde,
nos sales do Clob Pernambucauo, aflm de ouvi-
rem o relatorio dos trabalbos durante o auno u-
nanceiro ndo, eieger nova direccao, e resolver
todas as questSes que forera propostas como de-
termina o artigo 28 dos estatutos.
Recife 22 de setembro de 1870.
O 1* secretario,
Gervasio Campello.
1 MUDANCA I
^ 0 escriptorio do Dr. Joaquina Jos de %k
Campos da Costa de Medeiros e i\lbu Q
~. qu erque est ra estreita do Rosario ?
& rio n. 24. W.
Alugam-se duas casas por festa ou por anno
na Varzea, lugar Ambol, com sitio e commodos
para grande familia: a tratar com o reverendo
padre Dmaso, eu aa ra do Crespo n. 7.
COMPRAS.
0 muzeo de joias
Na roa do Cabng n. 4 compra-se onro, prata
i pedras preciosas por precos inais vantajosos de
ipe em ontra qnalqner parte.
COM
42j
toma pelo pi ;Derdad
Os amigos e
rtram e continuam a faze-lo o
so de sua fregui irem visitar o seu
esiabelecimento,'certo de quiero deix*e
como do tratamento e limpeza que a tod*?
despensa
GNEROS DE IMPORTACAO
Uvas verdadeira Feral
. Araeixas secas.
Pr-as.
Maclas.
Vinho do Porto de diversas qualidades
entre ellas a especial qnalidadegloria do
Brasildito em pipas e barris, que re-
commendavel para mesa por ser o verda-
dero vinho de pasto, dito verde da me-
hor qualidade possivel-
Qoeijos flamengos empellicados e pratoo
melbor que tm vindo a este mercado.
Ervilhas novas em conserva
Chocolate de especial qualidade.
Bolachinbas de especial quahdadede to-
das as marcas conhecidas.
Manteiga ingleza e franceza de Ia sor te.
GNEROS DO PAIZ
Doce de goiaba em latas
Quijos de Minas muito frescos e de boa
qualidade.
DO DISTINGO
porpo patritico de lanceiros
O BAZAR DA MODA tem recebido ultima-
mente um grande e especial sortimento de
todos os objectos proprios para este fim
como sejam:
PARA SENHORAS
Gazes florentinas de lindas cores, o co-
vaido 2)J000, e outras muitas fazendas pro-
prias, e de bom gosto.
As mais ricas sahidas de .baile a 40$ e
4^0000-
Os A bellos e elegantes bourntis de
grande aovidadea 160000.
Mantas de lia e seda era ponto de ma-
lh, e muitos adornos da moda, de 6$ a
1-10000.
Delicadsimos sintos de fil com lindos
enjfeites de bellissima phantasia a 80000.
iGolliohas e ponhos de grande varie-
dade.
Corpinhos de eambraia, enfeitados de C0
a 150000.
Luvas de pellica muito fresca, grande sor-
timento, e muitos outros artigos proprio
aojfim, tanto em fazendas como em miode-
zaS e perfumaras.
PARACAVALHEIROS
Gravatas brancas, no que ha de melbor,
com laco e para dar la^o.
Camisas de linbo jmuilo finas, simplemen-
te bordadas de muito gosta 70500,
follarinhos bordados e lizos.
uvas fresquissimas e grande sortimento,
) se vende o mais commodo possi-
Jos de Souza Soares & C.
i
Aj ra do Duque de Caxias n 21
I (AHTIGA SA DO QBEIMADO)
Becebeu seguinte :
E-pelhos grandes dourados, moldes bonitos.
Carteiras, charutsiras e portcigarros de muitas
quialidades.
Bonitas pastas para papei?, simples e matisadas
ftoas caixas vasias para costura com sua eempe
tente chave.
Delicadas caetas de marflm cora o boeal de
praU-
Modernos pentes de tartaruga, sobresahindo en-
trel elles os mimosos telegraphistas.
Commodos toucadores com dnas gavetas e borr
espelho.
ort bouquet, o que de melhor tem appare- :
cido.
l'ort relogios de muitas qualidades.
Itons talheres para criancas.
Vostuarios, cbapozinhos, toucas, sapatos e meias
pa a baptisados.
'"oalhase froohas de labyrinlho.
Chapeos echapelraasparsenhora, moldes novo
c bonitos. -
Chapozinhos gorros e bonets para meninos
meninas.
0ntra as convulses ras
criancas
Veade-se os verdadeiros collares na Nova Espe-
ranca, ra do Duque de Casias n. 21.
PARA TINGIR CABELLOS
pa -a pretos ou cast3nhos, receben a Nova Espe-
raba a verdadeira tinta ingleza.
para Acabar com as sardas
on pannos, tem a Nova Esperanca o verdadeir
leile de rosas brancas.
AGUA DE FLOR DE LARANJA.
Vende-se na Nova Esperanca, ra do Duque dt
Casias n. 21.
PAPEL PARA ENFEITARSE BOLOS
recebeu-o9 muito lindos a Nova Esperanca, rna
do Duque de Caxbs n. 21.
PARA AMACIAU E A FORMSE AR A PELLE
tem a Nova Esperanca es sabonetes de pos de
arroz.
HUSICi.
Sahiram luz
As ras em contraanqa.
Linda quadrilha para piano por Colas nlho,
Flor da Boa-vista, valsa: a venda no grande ar-
raazem de pianos e e msicas de Azeveio, raa
Nova n. 11, hoje rna do BarSo da Victoria,
N. B. Rogase aos Srs. assignaotes de minda-
rem buscar as pecas de suas assignaiura?.
Ultimas publicarles da imprensa nacional
de msica.
N. i. Piano. Annetta, polka brilhante, jjor I.
Sraoiiz, saooo.
N. 2. Piano. Minerva, polka brilhante, por Colas
Filho, U.
N. 3. Piano. Chico Diabo, polka brilhante, or
w, 300.
N. 4. Piano. Urna lagrima, 'Jazurka, por Ma-
UleeB. Zuccbi. lo*.
5. 5. Piano. Morle de Lopes, polka marcial, por
",.
N. 6. Piano, La Grande Duchcss, polka por La-
cien LamBert, lf>.
N. 7, Piano. Carmen, Anita, La Playera, 3 pol-
kas dos cavalliohos, i.
N. 8. Piano. Le Souvenir, valse de saln, po
E. Casalbore, i*.
N. 9. Piano. Santinha, Maroca, 2 valsas dos ca-
vallinbos, 1J000.
N. 10^ Pianr. Cbant D'Oiseaux, polka, por E.
Casalbora, {f.
N. H. Piano. A flr da Roa-vista, valsa, por
Jos Coelho da S. A., 14.
N. 12. Lagrimas d'Anrora, Mazurka, por. J. J.
P., 1*.
N. 13. A estrada de ferro, quadrilha, por Hen-
rique Alberlazzi, 1.
N. 14. Canto. Santa Lucia, barcarola napoli-
tana, por Giranaro Arnaud, Ifi.
N. 13. Cario. Marta Aria, para M. S. M' aqqari
tutl' amor, de Flotow.
N. 16. As roas em contradanca, quadrilha, por
Colas Filho, {$.
Rival sem segundo,
RA Dl/CtriSK VAI.l* .V 49
(Aniigarua do QoeimaoJ
Contina a vender tudo maito bom e
muito barato a saber :
Libras de arela preta muito boo. 120
Tesouras finas para nnhas e costu-
ra a....... 5C0
Papis de aglhas francezas a ba-
lo a......... 60
Caixas com seis sabonetes de fruta 4 #000
Libras de 15a para bordnr de todas
as cores a....... 60000
Carriteis de linha Alexandre a. 100
Frascos com azeile pra machinas 500
Gravatas de cores muito finas a 500
Grozas de boles raadepersla fi-
nissimos a....... 500
Novello de linha de 400 jardas n. 60
Caixas com 100 cnvelopes mito
superiores a ..... 6C0
Pentes volteados para meninas a. 240
Tinteiros com tinta preta a 80 rs. e 100
Pecas de fita elstica muito fina a 200
Lata com superior banha a 100 e. 200
Frascos de oleo Philocomo muito
fino a......... 500
Frascos de macaca perola a. 240
Frascos de extracto muito b-nitos a 500
Duzia de sabonetes muito tinosa. 7_.
Sabonetes ingiezes a 600 rs. e. 1(3200
Frasco com agua de colonia Piver a 500
Dito de oleo baboza a. .... 800
Caixas de lamparinas a. -. 40
Sabonetes a turma menino muito
superiores a.
240
400
Lom iirailo raaior vantagem compram-se
onro, prata e pedras preciosas en obras venias: na
Ioja de joias do Coracao de Ouro n. 2 D, raa do
Cabug.
VENDAS.
Farinha de Mag
Ra da Praia, travessa do Carioca n. 2, vende-
se superior farinha de mandioca em saceos gran-
des, a prego de 6*000 e 6200 para acabar.
Fog&o de patente.
Vende-se em casa dos importadores Shaw
Hawkes & C, ra da Crnz n. 4.
". *
II et C*. < Ptrnambuco: JOS UEI.l.U, em Porto A'$rtA
.KUr.EIItA ct C*, em iaranhao.
Vm..... '..... MTI----------------------------------
, Para cozmhar em urna casa de fa-
Imilia de daas*pessoas : a tratar no
lillilUrgo do.Corpo Santo n. 4, Io andar
Ama de iei
Precisa-se 9e ama ama deleite: na ni
Apollo n. 25, andar.
Vende-so
a preets mdicos vinho do Porto, superior qual
dade. em caixas engarrafado, e barris de quartos
e de decimos: no escriptorio Soares Primos,
ra do Vigario n. 9.
Calcados estrangeiros
Grande s rlimento de calcados de todas as qua-
lidades para bomens, senboTas, meninos e meninas
pelo preco mais razoavel do que era outra qual-
quer parle : na Ioja de calcados da sobrado ama-
relio da ra da Cruz n. 21.
Para a festa do general.
800 duzias
de foguetes do ar por meno lo que em
qualquer parle, garante -?e a qualidade : na raa
Direitan. 53.
Cal nova de Lisboa
A 50000 o barril.
Ja roa do Brum n. 80.
Sal do Ass
A bordo do palhabote Garibaldi, ancorad-) era
frente ao Caes do Ramos : a tratar com Tasso Ir-
maos & C, ra do Amorim n. 3".
L-artillias da dootrioa fazenda nova a
Libr.is de linha sorlidas de todos os
nmeros a.......I 5800
Capachos muito bonitos e prnndes a 700
Carriteis de retro pretos '-in 2
oitavas ;;........ 640
Agaiheiros de osso enfeitados a, 240
Libra de linha franceza superior
qualidade a.......2400
Caixas de palito do gae a. 0
Joaquin Rodrigues Xa- ^
ares de Mello, S
TEM PARA VENDER
em seu escriptorio, praca do Corpo Santo W
Fnmo em folha 0
de i* e 2' qualidade, e vende ura ou mais X
fardos a voniade dos compradores.
Cal de Li-boa
! ultima chegada.
: Potassa da Rusta,
Farinha de mandioca.
Vinho Bordeaux.
! de 1* qualidade. Tndo de vende mais
Fazendas linas para j|
|;K acabar 8
A' rna do (Trespc n. 2a
Loja de Manoe'l Dias Xavier
BASQUINAS de gorgurao e grosdonaple
superior enfeitdas, ultim gosto a ioj.
CORTES de gaze bordados brancos e de
cores, lindos padroes, a 7, o corte.
SEDAS de cores miudinhas a l o co- .
vado.
. CHALES de fil arrendados pretos a i]L
cada um!
CORTES de laa, lindos padree?, a 3 o
corle.
ESGUIAO pardo de duas larguras muito
fino alio eovado.
CAMRRAIAS adamascadas para cortina-
dos com 20 varas a 10*500 a peca.
MADAPOLAO superior a 5, 3#500, 6|
e 6*500 a pera.
ALGODOZ1NHO superior com 20 jar-
das a 3* a peca I
CAMBRAIAS novas miudinhas e de lis-
tras a 280 o eovado.
CHITAS- .tizadas e miudinhas
a 200, 340 e 280
ALGODO alvo ira: Tgu-
ras ; a vara.
25.
E-SI
Potassa nova da Rassia a 200 rs. a libra.
Cal de Lisboa.
Cera em velas.
Dita em grumo.
Viuho do Porto superior engarrafado.
Dito de dito bom dem.
Dito muscatel de diversas marcas idem.
Dito linio Palmella superior idem.
Dito dito Vermoeira idem.
Dito dito lavradio idem.
Dito branco Carcavellos idem.
Dito dito Bucellos idem.
Caldeiras de ferro fundido para engenhos.
No escriptorio de Oliveira Filbos & C ao largo
do Corpo Santo u. 19.
Mmta attenpo
O Campos da rna do Imperador n. 28 acaba
da receber em sen armazem, urna partida de se-
ment de horlalica que passa a mencionar as
qualidades e precos.
A saber :
De salsa, a 60 res a oitav.
re coentro, idem..
De repoluo, idem.
De ervilhas brancas, a 600 res a libra,
De ditas tortas ronxas, a 800 res a libra.
De bracolas, a 60 reis a oilava.
m.
vilha papo de rola, a 400 a libra.
De dito am
>a-cara, idem.
. a 400 rs a li'
De espnaifres, a 60 rs. a oitav a.


6
Diario de Peinambuco Quarta feira 28 de Setcmfro de
1870.
f
le
I
I
GRANDE
HUA DA IMPEMTRIZ-60
DE
PEREIRA DA SILVA &
.pondo gosSl^rrX^rtoo'Ve "SgSSffi 7 "* ^f*-****. do aa,
ra sooiol desu Arma, adoptara o mtm?d 6 Ji i^Si""1* *" V m """""i1"* t*<*' '' qoe os oo-
. ,* o de^o ; pos.0. 52* r^S^, ^KSST^^SffSaS:
commodidade das Ex mas. tamllas se dar)
fir^T0? Jrec\ amostras da todas as fazendas, on Ibes levam emsnas casas para escoherSm.
^?SAHECSEfMIRAS A i900i' C0RTES DE LAA ESCOCEZES A 6^)00
rlJ? doi,7u ,M6 miM grnde V6D(,e 8e b00'108 de 13a escocesas,
compra em nm leilao, das mais finas vindo cada om em sea papel pelo barato
fftamS'Dft8 fe t1myind a M- Pr^de 61000 cada om^wlCrdTp!!
te mercado, tendo cores claras e escaras, *so.
Si8 C01?-iadr5e.? .8r0S* ?ropri08 para ORGANDYS BRANCO E DE COR
SSJ'10!01885, Vende;86 4,00 N0 Bazar d0 Pav5 vend" os ais
ocovado, o qoe em ontra qaalquer parte bonitos e maito fios orgaodys com listas
por menos de60; egrande largas e miudas 15000 a vara, ditas lisas,
fazenda de mnita phantasia 800 rs. a vara,
n5o se vende
vantagem.
BRINS DE UNHO DE COR A 1*200
No Bazar di Pav3o, fez-se orna grande
compra de paros brins de linho, maito en-
corpados, proprios para caifas, palitos, col-
letes e roapas para meninos, por serem de
padroes miadinhes ; garaote-se qae n3o ha
barrel'a que lhe tire a cor, e vende-se a
1*200 o metro desta exeellente fazenda.
MADAPOLO FINO A 6*400 A PEQA.
No Bazar do PavSo vendem-se pecas de
maadapolao fino de maito boa quahdade,
tendo 22 metros oa 20 varas cada peca,
pelo barato preco de 6*000, por se terem
comprado om poaco enxovalbadas; pe-
cbiocha.
CHITAS ADAMASCADAS A 240 RS. O
COVADO
O Bazar do Pavao vende maito boas chi-
tas inglezas incarnadas adamaradas, pro-
prias para cobertas e cortinas, sendo fazen-
da qae emqaalqaer loja se vende a 320 rs.
e liqaida-se a 240 rs. o covado; s o Pa-
vao.
TOALHAS A 7*500
No Bazar do PavSo fez-se ama grande
compra de toslbas alcochoadas, proprias
para rosto, bastante encorpadas e grandes,
que sempre se venderam a \12*000, e li-
quidam-se a 7500 a duzia;ou a 640 rs.
cada urna, boa pechiocba.
CHAPEOS PARA MENINOS A 2*000
[JaO Pavao vende umi grande porc^o dos
inais bonitos chaposihos de palha da Ita-
lia proprios para menioos de todas as Ida-
des, sen lo chapis qae valem 5*000 e ven-
dem-se a 25000 cada nm, muito barato.
CHITAS E RISCADINHOS MIUDINHOS
200 RS.
O PavSo vende chitas ou riscadinhos miu-
dinhos cor de rosa e rxinbos, proprios
para vestidos e roupas de cranlas a 200
rs. o covado. S3o moho baratos.
LASINHAS COM PALMAS E SEDA
Chegou para o Pavao o mais bello sorti
ment das mais brilbantes lasinhas claras
com booitas palminbas, de seda; ten Jo lar-
gura de chita franceza e vende-se a 1*000
o covado grande pechincba.
ALPACAS MATISADAS A 640 RS. 0 COVADO.
Vendetn-se as mais moderna; e bonitas
alpacas matsadas com palmiobas, maito
proprias para vestidos de seohora e di me-
ninas pelo barado preco de 640 rs. o cova-
do ; sao maito em conta.
PARA NOIVADOS CORTINADOS, COLCHAS.
Chegeu para o Bazar do PovSo um gran-
de sortimento dos mais bonitos cortinados
bordados, proprios para camas e janellas,
qae se yendem de 10*tXX), at 20* 300 o
par, assim como o melhor damasco cem 8
palmo* de largara a imitacSo de damasco
de seda, proprias para colchas, e propria-
mente colchas de damasco, send os melho-
res e mais bonitas que tem viodo ao mer-
cado.
SEDAS DE LISTRAS.
No Bazar do PavSo vende-se ama granie
qnanti lade das mais elegantes sedas com
listrinbas, tendo de todas as cores e al
farta-cr ; fazenda qae ninguem veode por
menos de 2*400, e liquida-se a 2*000 cada
covado; sao maito baratas.
SETINS DE CORES E GROSDENAPLES.
No Bazar do Pav3o vande-se um sortimen-
to completo dos melaores setios e grosde-
napies de todas as cores, qae se vendem
muito em conta.
POPEUNAS DE LA A 400 RS. O CO-
VADO
No Bazar do Pavao vende-se um elegan.
te sortimento das mais bonitas poupelinas
de la com lista* miadinnas, sendo todas
qoasi de orna s cor, 400 rs. o covado ;
ditesd cores, finissimos padre, inteira-
mente novos 800 rs. vara: peihincba.
GROSDENAPLES PRETOS
Chegou para o Bazar do Pav3o nm gran-
de sortimento dos melbores grosdeniples
pretos que t^m vindo ao mercado, que se
veadem de 1*600 at 5*000 o covado ;
83o todoa muito em conta.
CAMBRAIAS TRANPARNTES
No Bazar do Pavio vende-se um grande
sortimento das melhores cambraias braocas
transparentes, tem de 3*500 at 10*000
peca, ditas suissas finissimas cpm 8 pal-
mos de largura a 2*000, 2*5#e 3*000
vara, ditas victorias e tapadas da mais infe-
rior at amis fina qoe vem ao mercado;
tudo isto se vende moitn em conta.
MANrELLETES DE FIL
N) Bazv do PavSo vende-se modernissi-
mos mantelletes ou basqoioas de fil preto,
:om laco, pelo barato precode 10*000 ca-
da um, barato.
PANNOS PARA SAIAS A 1*000, 1*280 E
1*600 O METRO
No Bazar do Pavao vende-se bonita fazen-
da branca encorpada para saias, sendo com
babados e pregas de um lado; dando a lar-
gara da fazenda o comprimeoto d3 sata, a
quai se pode fazer com 3 nn 3 lr2 metros,
e oende-se 1*000 e 10280 e 1600; assim
como tamben no mesmo esUbellecImeoto
se vende bonitas saias brancas bordadas ten-
do 4 palmos cada urna, ditas de 13a de
core* j promptas urnas com barras diffe-
rentes, da mesma fazenda 4*fH)0 e outras
com barras bordadas 6*003 e 7*000,
todo isto moderno e barato.
ALGODO ENFESTADO PARA LENCES.
No Bazar do Pav3o vend-se o melhor al-
godSoiinho americano eofestado para len-
ces, tendo liso e entran?ado por preco
muito barato.
ESPARTILHO.
No Bazar do Pav3o recebeo-se am elegan-
te sortimento dos mais modernos e melho-
res espirtilhos, que se vendem por preco
moiio em conta.
PANNOS DE CROCH PARA CADEIRAS
O Bazar do Pav3o recebeu um grande
sortimento dos melbores pannos de croch,
proprios para cadeiras de balanco sofs,
pianos, tamboretes e at proprios para cu-
brir almofidas e pratos; vendendo-se por
menos do qae em qaalquer parte.
Lasinhas tranrparnles a 500 rs. o ovado
O ?av3o rscebaa um bonito sortimento
das mais elegantes lasinhas transparentes
proprias para vestidos, qae veode a 500 rs.
o covado; moito barato.
PARA LENC0E3
No Bazar do PavSo veod3-se saoerior
bramante d'algod3o com 10 palmos de lar-
gura a 1*800 o metro, dito de linho cora a
mesma largara a 2*800 cada metro, pannos
ds linbodo portocom 3 1/2 palmos de largura
de 70at 1* a vara, assim como umg ande
sortimento de Himborgo ou creguellas de
todos os nmeros, precos o qualidaies,
que se vendem mais barato do que em ou-
tra qmlqner parta; aproveitem-
CAMISAS rE EUN*X|B ft 3*500.
No Biar.o' Patio vehde*e -um bonito
sorti meato eom todos os tamanhw ds me-
lhores camisas, de flaoella de ,18a, enm
mangas, tanto proprias para homeos' como
para senhoras e vende-se a 3*060 cada
urna, e qoem comprar de meia dnzia para
cima ter om abatimento, S5o de muita
utilidade. Djt.
Granos pecKueha ora camisa iaglans a 445300
No Bazar pra em leiiSo, de finissimas camisas iogle-
zas com peitos e puohos de linno, sendo
com collariohos e de todos os nmeros a
40000 cada ama, ditas sem collariohos,
porm fazeoda flnjssima a 4*500; gran-
de pechincha.
CAMISAS BARATAS a 2*800,3*000 e 2*600
No Bazar do PavSo vende-se urna gran-
de porcjto de casemiras mscladas, muito
encorpadas a 2*800, ditas finissimas com
msela de seda a 3*200, ditas modernas
de quadros, fazenda de muito gosto a
3*600 o covado; aproveitem.
TAPETES
Chegou para o Bazar do PavSo o mais
alegante sortiment de tapetes grandes, pa-
ra safas, com 4 cadeiras, ditos mais peque-
os, para duas cadeiras, ditos para
pianos, camas, portas; et. venda-se por
menos do que em outra quaheer parte.
COLCHAS BRANCAS A 3*200,3*500 E 7*
Para o Bazar do Pav3o chegou om gran-
de sortimento das melhores colchas de fus-
to, s ndo das melhores e mais e corpadas
qae tem vindo, a 7*00 \ ditas am poaco
mais abaixc a 3*500, e ditas a 3*000;
tambem no mesmo estabelecimento se ven-
de um grande sortiment > da crotones e chi-
t 8, proprias para colchas, que se vendem
muit em conta
gorguhOesoupoupelinasde SEDA
A 2*000 CADA COVADO.
Cheg u para o Bazar do PavS) om ele-
gante sortimento das verdadeiraspoupelinas
de linho e seda, com os mais modernos
gostos, que se vendem a 2*000 cada covado,
o qae em outra q ;alquer parte n3o se van-
de por menos de 2*500, previne-se que nao
sao algodSo e seda, como ha muitos; mas
sim paro linho e seda; sao muito baratas.
A Nova Esperanza
SUW Dn| las11
BBCBil3>s seas
anuncios reguezes e a
todo*'Megera* ft"grande lortimente eso-
petwriaade de eos objectos nS com vis-
tas de alrair attencao de urna grande fre-
guezia, e sim para scientificar (a interese de todos)
a qoalidade de seus objectos os qnaes sao
sempre de apurado gosto e perfeicSo; tor-
naodo-se quasi iBdispensavrf para aqualles
apreciadores (do bom) freqaenlarem a No-
va Esperanca, pois qrteella capricha em re-
ceber constantemente, o qne ha de memor
relativamente a sua reparticSo: o que se po-
der verificar quaodo em qaalquer reuniao
de pessoas (amantes do xiqoe ) v-se om
bonito enfeite em um bonito vestido, nm
aroma agradavel escapar d'nm alvo lenco,
,um moderno e linde laco, nm dilicado ra-
mo de finas flores, ele, etc, todos olbam-se
reciprocamente e drzem com sigo (e as ve-
zes uns aos outros) este? sao objectos
comprados a NOVA-ESPERANCA: realmen-
te 1111 procurar deserever m annuncios os
artigos que contem dita loja, seria trabalho
insano e nunca o fariamos com aquella
graca e perfeicSo com que sSa altes fabrica-
dos, assim pois aNOVA-ESPERANCA con-
tenta-se em convidar a todos geralmente,
viaitarem-na paia entSo ficaram intei-
rados do qae ha eiposto na mesma loja.
*t Ra Dnqne de Caxlas1
0 VEVDE-SE1
10> om ptimo terreno murado, pe-

o baratissimo.
GRiNDE PECHINCHA EM LAASNHA
A 640 RS.
N) B'zar do PavSo fez-se urna grande
compra de 13asinba para vestidos, sendo de
muito boa qaalidade, amas com' listas e ou-
tras coa mselas, e muitos largas, que com
P'-ucos covados se faz vest io e liquida-se
440 rs. fazenda qoe sempre se venden a 1*.
ALPACAS PARA VESTIDOS FURTA
CORES A360RS.
Vende se am benito sortimento das mais
brilbantes alpacas escaras farta cores,
sendo muito encorpadas e tendo am brilho
como seda, liquidase pe3 barato preco de
3W rs. o covado por se ter feito urna gran-
de compra.
POUPELTNAS A 400 RS.
No Bazar do PavSo vende-se um elegante
sortoneoto das mais lindas poopelinas de
13a com os gostos miudinhos sendo qnasi
urna ? cor e con muito brilbo, pichin-
cha b 40fK rs. para acabar.
CH TAS A 2* RS. O CORTE.
N > Bazar do PavSo vende-se cortes de
chita miudinhas, sendo rocha e cor de rosa
tendo 10 covados cada corte a 2-$ vende-s
a reta'ho a 200 rs. o covado, pechincha
CASSAS A 200 RS.
No Bazar do PavSo liqaida-se urna por-
cSo de cassas francezas miadas e graudas,
cores finas, que se vendem pelo baratiss m
preco de 200 rs. o covado para acabir.
ATOALHADOS
No Bazar do PavSo vende-se snperior
toalhad-) trancado, com 8 palmos de larga-
ra a 1*600 o metro, dito de linho adamas-
co o melhor que tem vindo ao mercados
3*500 o metro ; tudo isto muito barato.
Baloes reguladores a 4*030 4*'i0!) e 55009
Cbegaram ao Bazar do Pava) o mais bem
fetos balo,* reguladores, sendo de fusta*
a 4*000, ditos de musseliaa a 4*500. di-
tos de lSisioha de todas as cores a 5*000,
todos el les sSo muito baratos.
ROUPAS PARA HOMENS
No accreditado Bajar do Pav3o encontra-
r o respeitavel publico um grande sorti-
mento de roupas para homens tanto bran-
cas como de cores, a saber :
Camisas con; peitos d'algodao e de linho,
para todos os precos e qaa'idades.
Ceroalas de linho e algod3o.
Meias cartas francezas e Dglezas.
Palitos sobrecasacos de panno preto e
casemira.
Calcas de brim branco e de cores
Ditas de casemiras pretas e de cores, com
colletes iguaes
De todas estas roapas ha para todos os
oreos e qualidade's, e tem de mais mais
um perito
ALFAIATE
Por quem se manda fazer com prestesa
e aceio quaiqaer peci de obra a capricho
ou gosto do freguez, tendo n'este importan-
te estabelecimento todas as qualidides de
oanno fino, as melhores e mais moder-
nas casemiras, assim como os melhores brins,
qur brancos, qur de cor; e quando qual-
quer obra n3o ficar iuteiramete ao gosto
dos fregnezes fica por conta do estabeleci-
mento.
CHALES DE MERINO
Chegon para o Bazar do PavSo nm elegan-
te sotiimento de chales de merino de cores
muito bons com padrSes maito decantes
para qnalqner ama senbora asar, ditos de
crpon com listas de seda o mais fino e
moderno qae tem viodo ao mercado, e ven-
de-se por proco maito em conta.
BABAD1NH3S
dras, soleiras, vergas, cepos, etc.,
1 para edificacSo de urnas quatro
casas.
A vinva do finado Henriqne Jorga ten-
do j-eeebido em partilha pelo jaizo de or-
phaos beos para o integral pagamento
das dividas restantes de aaa casal, vende
o exeellente terreno foreiro, mnrado, na
traressa da Concordia entre o sobrado do
Dr. Beltro e a carreir de casas -terreas
do lado do sul, comprehendendo na venda
as meiacoes dos doos oildes, entre os
qnaes est situado o terreno : e bem as-
sim nma porc^o de peoras de varios ta-
manhos e qualidades, proprias para edifi-
cacoes : o que ludo pode ser visto e exa-
mioado petos pretndanles no lagar indi-
cado, qaalquer hora, nos das uteis :
a tratar na rus do Queimado, on Duque
pm de Caxias n 28, i andar, das 10 horas
5 da manba s 2 da tarde.
Cal de Lisboa.
Vende-se cal de Lisboa, a ultima ehegada ao
mercado, por preco rasoavel : no armazem de
Manoel Teixeira Bastos, ra do Commercio n. 13.
GR4NDE NOVIMDE
Qaando a AGUIA BRRNCA, mais precisa scientificar ao rtspeitavel nobleo ens
geral, e em particular a sua boa freguezia, da immensidade de objectos que nltidk\men-
te tem recebido, jostamentefquando ella menos o pode fazer e porque essa faU invo-
luntaria ella confia e espera na benevolencia de todos que lh'a attenderSo rrjfSrio
continuando portento a dirigirem-se a bem conhecida leja da AGUIA BRANCA na de
Queimado n. 8, onde sempre acharSo abundancia em sortimento de superioridad* em
qualidades, modicidade em precos e o seo nunca desmenttido AGRADO E S1NCERIDADE.
Do que cima fica dito se conhece que tempo de que a AGUIA BRANCA pode
dispdr, empregado apezar de seus custos no desempenbo de bem servir a aquellos qee i
honram procurando prover-se em dita loja do que necessitam, entretanto sem eHune*
rar os objectos que por ana natureza sao mais conbecidos ali, ella resumidamente indi-
car aquellas cuja importancia, elegancia e novidade os tornara recommendweis, come
bem seja :
Corpinhos de cambraia, primorosamente
enfeitedoe eom fitas de setm e obras essas
cuja novidade de molde e perfeicSo de ador-
nos os tornan apreciados.
Fitas mni largas de diversas cores e qua-
lidades para cintos.
Leques oesse objecto muito se poderia
dizer querendo descreve-los minuciosamente
or suas qualidades, coree e desenos, tal
o grande e variado sortimento que acaba
de chegar, mas para nSo massar o preten-
dente* se lhe apresentari o que poder de
melhor.
Entremeios em pecas de 12 tiras.
Guipure branco e preto de diversas qua-
lidades e desenbos.
Ditos de algodSo com flores e lisos.
Veos de seda para chapelinas e monta-
na.
Meias de seda para noivas.
Dites abortas de fio de Escossia.
Costumes ou uniformes para meninos.
Enxovaes completos para baptisados.
Touquinhas de fil, sapatinhos bordados
e meis para ditos.
Camisinhas bordadas para ditos.
Capellas brancas para meninas.
Grandes sortimento de floras fin.
Fil de seda, preto.
PERFUMARA
Grande e constante sortimento da dita,
sempre melhor quajidade.
Lindos vasos com p de arroz e pmsei
Caixinhas com ditos aromticos.
Bonitos e modernos pentes dooradoi
para circular o coque.
Bonitos brincos de plaquee.
Aderecos e brincos de maareperolr.
Caivetes finos para abrir latas.
Thesourae para frisar babadinhos.
Aspas para balSo.
Novos stereoscopos com 48 vistes, ai
qnaes sSo movidas por nm machinisme
urnas substituem as outras.
Vistas para stereoscopos.
Bonitas caixinhas devidro enfeitados com
pedrae.
Ditas de raadeira envernisada com rispo-
ras e com dminos,
Bollas de borracha para brinquedo d
criancas.
Diversos objectos de porcelana, proprios
pjra enfeites de mesa e de lapinhas.
Farinha de mandioca.
Vende-se superior fariuha de mandioca, vinda
do serio do Geara, em saccas de 2 i\i e 3 al-
queires cada sacca, porpre^o mdico : ra do
Vigario n. 14. escriptorio de Jos Lopes Davim.
Bichas hamburgnezas
Neste novo deposito recebe-se por todos os pa-
quetes translanticos bichas de qaalidade superior
e vendem se emeaixa oo porcao mais pequea,
e mais barato do que em ontra qaalquer parte :
ua roa da Cadea do Recite n. 81, { andar.
Armapo.
Vende-se urna armacao de araarello cora dous
balcoes: na raa do Baro da Victoria n. 2, (ou-
tr'ora ra Nova).
Farinha de milho
Chegou ltimamente nova farinha de milho em
saceos, cujos presos sao modieos, como os de ou-
tr'ora: a tratar com os consignatarios Amorim
Irmaos & C, ra da Cruz n. 3.
PARA OS BANDOS
DE
OLINDA
Lindos costumes de lia enfeitados pro-
prios para banhos, chegados pelo ultimo va-
por, vendem-se na loja do Barateiro a ra
da Imperatriz n. 32, pelo baratissimo preco
de 154000!!!
s 0 COLLAR m OD i
fN.3ARIJAD0CAIIlIGAN.af
1 AG0ST1MIKOS \
Com este titulo acha-se aberto e inteiramente transformado este antigo
estabelecimento de joias, onde os freguezes e amigos encontrarSo tudo quanto
a moda e o bom gosto tem inventado na arte de ourivesaria, o Collar de Ouro
observar delicadeza no trato e senciridade e modecidade nos precos.
Espera que o respeitavel publico venha ver o que existe de melhor em
aderocos de brilbantes, esmeraldas, robins e perolas, meios aderecos, pul-
ceiras, brincos, alfinetes e anneis de todas as qualidades, prata de lei faquei-
ros, colheres, palileiros salvas e outros muitos objectos que seria enfadonho
m mencionar.
Compra-se ouro, prata, brilbantes e pedras finas, pormaior preco do
que em ouira qaalquer parte, troca-se e concerta-se todo e qualquer obiecto
pertencente a esta arte.
amanniMi a^rasnMMuasMmwal
EIAIII iiiuiicir
Lonrenpo F. Mendes Guimares
RUADA IMPERATRIZ N. 72
r K fi1- eso,vld& sea proprietario liquidar todas as fazendas existentes as loja
uarioaldi e Arara, envida ao respeitavel publico, amaste da economa, vistorem a
loja da raa da Imperatriz n. 72, pois s deseja apurar o dinheiro.
Arara vende madapolSo enfestado a 30500, Para liaidar vende bramante de li-
60500, 7^000, 80000, 90000, e 100000. linho poro a 20800, esta fazenda
Vende-se cortes de casemiras de
para calcas a 40000, 50003.
Para Ijquidaco vende-se algodo de lis-
tras proprio para calcas, camisas e saias
para escravos a 160 rs, o covado.
*TTENQ0
Vende-se a armacao e pertences da tabeFna do
largo do Terco n. 11,
quer principiante
da mesma.
muito propria para qual
tratar no sobrado" por cima
Pannj preto muito barato a 30600
O Bazar d) PavSo recebeu urna grande
porcSo de pecas de panno preto fino, com-
pradas em leiiSo, qua S9mpre se venida a
50000 o covado e pode liquidar a 30300,
por ser ama exeellente compra,
BAREGES A360RS.
No Biiar do PavSo vande-se um bonito
swtimdoto dos mus lindos ba-eges lista-
dos para vestidos, qae valem muito mais
dinheiro e iiquidt-se a 300 rs, o cova-
do, ditos muito mais fiaos com listes a 400
rs, estes bareges sempre se venderam a
640 e 800 rs., grande pechincha.
GURGUROA640RS.
No Bazar do PavSo vende-se am bonito
sortimento dos melhores gurgures de 13a
para vestijos sendo omi linda fazenda,
muito leve, meia transparente e muito lar-
ga com furia cores e liqaida-se a 640 n.
o covado por se ter foito grande pechincha
na cumpn.
COBERTAS A 30
Vende-se cooeit.s de chita encarnada
adamascada a 30 cada nma, pechincia.
CORTES INDIANOS A 4550.
No Bazar do PavSo vende-se bonitoscor-
f JQ aos com duas 8aia* Peto bara-
t=aprecode405K)cadak pe-
No Bazar do PavSo vende-se nm grande
sortimento dos mais fios babadinhos borda-
dos tapados e transparentes, assim como
urna graddeporcSo de entrennios largos e
estreitos, que para acabar se vende mnito
em conta e mais barato do qne em ontra
qaalqaer parte.
FAZENOAS PARA LUTO
No Bazar do PavSo vende-se constante-
mente o melbor sortimento de fazendas
pretas para luto, como sejam :
Lasinhas pretas lisas.
Cassas pretas de laa.
Cassas pretas, francezas e inglezas, lisas
e com salpico?.
Chitas pretas de todas as qualidades.
Alpacas pretas lisas.
Ditis vradas com branco.
Marinos, canto-s, bombaznas, qae sa
vendem mais barat. do que em outra aual-
qaer parte. H
CHITAS PRETAS A 200 RS.0 COVADO
No Bazu- do PavSo vende-se chitas pre-
tas iotlezas com salpicos 200 rs. ocovado,
ditas todas pretas, por estarem um poaco
fassas, 12) o covado;. pechincha.
0< proonetarios' d este importante esta-
bellecimento rogam ao respeitavel publico e
particularmente s Exmas. familias o favor
ie se darem sempre ao trabilho do lerem
os seas annancios, pelt razaode muitos
d'elles serem mudad s amiudadas vezes.
CACHE-NEZ A 6,5000.
No Bazar do "avSo vendem.se bonitos e
grandes cacbi-nez de pura 15a, pelo bara-
to preco de 60000 caaa nm.
Chapelinas e chapeos
para seqboras, loja da Turqueza acaba, de re-
ceber exeellente sortimento.
Basquinas
muito novas" e de bom grs de aples : na loja
da Turaueza.
Cintos
variado sortimento : na lo-
de veludo e de seda,
ja da Turqueza.
Camisas bordadas
variado sortimento : na loja da Turqueza ra do
Sarao da Victoria n. 9, (antiga raa Nova).
Punhos e gollas
de velado para senhora : na loja da Turqueza.
PORCOS
Farinha de trigo um pouco avariada para por-
cos, bois, galinhas, etc., etc, a Si a barrica eom
o arrobas, assim como tambem serve para pada-
na por nao estar muito estragada : na raa do Li-
vramento n. 36, armazem Baliza.
CHUMBO VELH0.
Vende-se chumbo velho : no armazem da bola
marella no oitaa da secretaria de potca.
_ pro-
cores pna para lences e toalhas por ter 10 pal-
mos largura.
Vende-se cortinados para cama francaza
a l)5i00 o cortinado para liquidar.
Arara vende cortes de chitas para ver
a raa da Imperatriz vendo-se chailes de dos a 20300,20800 e 30200 o corte nara
estampados e de barra a 20000,' liquidar.
Vendeose cortes de cassa a 20500 o
corte s na liquidarlo a da imperatriz.
Vende-se cortinados para janellas a 60
a peca para liquidar.
ECONOMA
Vende-se duzias de collariohos de pa-
pel a 240 rs. para acabar.
Arara vende lasinhas transparentes para
vestidos a 500 rs. o covado.
LiquidacSo, vende-se parapeito liso a
20200, 20500, 30. 30500, 40, e 50, pro-
prio para calsas e palitos por ser boa fa-
zenda e barato.
Arara vende cortes de brim para cal-
sas de homem 10500.
Vende-se cortes de p?calas de duas -saias
para senhoras pelo barato preco de a 60.
cadaum.
Grande liquidado de roapa faite.
Vende-se palitos de alparca e de cores
a 20.
Vende-se ditos de ganga para homem
a 20.
Vende-se ditos de brim de algodo bran-
cos a 20.
Vende-se ditos de meia casemira a 20.
Vende-se coletos de brim de cores a 10-
Vende-se ditos de meia casemira a 205rjO
Vende-se calcas de algodSo azul a 500 rs.
Vende se dita de algodo de listras a 800rs
Vende-se ditas de brim pardo 20,1J600
e 20500.
Vende-se calcas de casemira d) core
a 6080.
20500 e 30-100.
Arara vende cortes de casemira preta
para calca a 30500, 40000. 50 00, 60000,
70000, e 80000.
Para liquidafSo vende-se brim pardo liso
bom a 500 rs, o metro, dito transado a
720, 900, e 10000 o metro.
, Para a cabar vende-se duzias de lencos
brancos de cassa a 20000, e 30GOO, ditos
le linho a 50000, 60JOO.
Na raa da Imperatriz vende-se cobertores
fle algodSo a 101OJ e corbertas de chita a
10500..
Para liquidacSo vende-se cortes de casto-
res para calcas de homem a 500 rs.
i A Arara vende chitas largas para vestido
a 240, 280, 320, e 360, rs. o covado.
O barateiro vende percalas Anas para'
vestido a 440, rs, o covado.
Em Uquidaco vende-se alpacas para ves-
tidos de Sras. a 500, rs, o covado.
A Arara vende laazinhas para vestidos de
sras. a 320, 400 e 500, rs, o covado.
O Guimares vende mnrsulina de efir
para vestido de Sras. a 440 rs. o covado,
dita branca a 500 rs.
O Mentes v3ode fusto decores par-
vestidos de senhoras a 360, o covado.
O Lourenco vende cassas unas para ves-
tidos 240, 360, 400 e 440 rs. o covado.
Arara vende alpacas de lista para vesti-
dos de senhoras a 500 rs. o ovado, ditas
lisas a 500 e 640 rs. ocovado, ditas matisa-
das a 640 rs.
Vende-se um boi e urna earoca de M
toen! coutatr6--rdiS de- 80^recalente. todo mui-
de Ferreiro.
quatro ro
lODreceiente,
no caes de Ramos, junto r tenda
Farinha da terfa
muito superior, depositada em barricas, no arma-
zem do Sr. Angelo Baptista do Nascimeuto, ao pi-
do caes dos vapores no forte do Mattos: vende-se
aos Iqueires, a tratar com Bernardo Jos de
Aranjo no armazem do Sr. Annes defronte da al-
faedega.
L 10UOO
0 Bazar do Pavo sitj a ra da IrmtraAriz n fin #> nn *. *. i
das 6 horas dSt as 9 3rt
Milho.
Vende-se em saceos grandes, de superior quali-
dade e muiio nove, por menos preco que em outra
l*,!^ : a Vigario n i, escrip-
torio de Jos Lopes G. K
Carnero sertao
cb*al0h,aTira- *Tta Pr Pre >avel
n3em Cunta Irmaos 4 raa ^a Madre de
Dos n. o<.
Os melhnres espanadores de palha : na raa do
Crespn. o, loja da esquina.
GAZ GAZ GAZ
-------
Chegou ao antigo deposito de Henry Foratar *
, ra do Imperador, um carregamento do fai
de primeira qualidade; o qnal se vende em partida
a retalho por menos preco do qne ero ouirMii!?
juer parte.
Vende:se uma bmita urna de amareUo
deposito de ossos: na sacftrisiia'^matri^dTfJOT*
po Santo.
secretaria d ferro
Vende-se e est visU em casa dos importado-
res Shaw flawkes & C, raa da Crux^. 4.
J- Vende-se a casa terrea n. ti, sita era Olinda,
J^L0 lirg5 d0 An,Paro, com excellentes com-
mados e grande quintal, solo proprio : a tratar ne
ecife. roa da Cadeia n. 40.
tWAMM"
Poqos instantneos aperfeiqo-
adoa por prego muito commo-
dO : na ma Nova n. 28 loia dp "^T engniar VOO cabecas de gado, sendo essa
1 1* 1 tt J terreno uma nba rica de pastageos e qae dispen-
AntOniO redro de Souza Soares cerca, muito boas trras para canna compostas
nnmi "| somente de barro-massap. multo productivo de
nOlDas Completas para C.',-Iroca,feijao, milhoe arroz, cora grande porcao de
cimba, por diminuto preco, naJo
o engenfto Camoeim na freguezU de Taquara da
provincia da Parahyba. o qnal offereee as segaii-
tes vantagens: exeellente porto de embarque,
atrai do engpnhn; grande terreno onde se pode
mesma casa.
Atten^ao
Vande-se uma canoa j veha de carregar tijo-
lw : a tratar na raa Dirola n. 101.
tres qnartos de legoa, e cinco legoas da cidade de
Soyanna : quero pret nder comprar este engenho,
dirija-se ra do Vigario a. 14, oa ao proprio
engenho.
CANTARA DE LISBOA.
Soleiras, hotnbreiras e capiteis : i tratar no
armazem da travessa do Corpo Sauto n. K.


Diario de Pecnamluico Quarta feira 28 de Setembro de 1870.

I H
I
1

A
x=
X"7 tf. f,i,
3C
v '.':""
=r=
guizade (Fiinean
Recebeu-
se mais
Ura comptelo e variado sortimento de papis
pintados e ioivados de dilTerentes qualittades e os-
Suisitos desenhos, pretorios para forro e guarnicao
e salas, gabinetes, escriptrirlos etc. Na remessa
desse artefacto tem h.ivido o maior gosto e capri-
cho da partH do nosso correspondente de Par-.
Com nma raodiea eommtoio sobre o costo da
fabrica vendemos este panel, pois desejamos ter
effectivamentft um deposito dc-sa especiadade.
No armarera de Candido Alberto Sodr da Mona &
C, traversa da Madre do Deus n. 14.
Fumo e papel
Completo sortimento de fnmo, tanto para cigap
ros como para charutos vindo do Hio de Janeiro,
Bahia g Rio Grande do Sal. Papel de seda, linho
e algodo, de difforontes qualidades, prrprio* pra
o fabrico de agarro. Vndese constantemente
oo armazern de Caolido Alberto Sodr da Molla
A C. : travessa da Madre de Deus n. 14.
Esp
ecialidades.
Contmnama achira a venda na ra Bireita
botica* tu-89, os mui ronhocidos e acreditados re-
medio fl*3 veame, e nutro* diversos medicamen-
tos feitos era Pars, tem crino os zampes de co-
deina de Iterth, de rbano ioJado, de iodareto de
ferro de Blancard t as pilotas do mesmo, peitoral
de cereja, pos de Roa, depurativo de Chable,
digital de Labelliiny, pilulas <>u confeitos de bis-
rau'.ho de Cbevrier, e muros medicamentos coja
profleienjia quando empregaJo3 as doencas das
vias respiratorias, as florea rheumalicas, na
amarrtlioao, na falta completa ou irregularidade
de menstruo, as diarrhas, d-ieuca-* do coracao
e do estomago, tem sido e iueontestavel, em
vista dos benelicos resultados das experimentales
oa uso que diversas pessoas delles teem feito, as-
irn como das pilulas denominadas bravinas in-
comparareis em sna efficacia nos aeommettimen-
tos febria oa sezoes ; exiliado tambem ua mesma
casa, alm de sufHcient quaniidade de drogas,
um nlo pequeo sortimcnlo de tintas, oleo de li-
nhaca e pincis, qae se veudem por menus do que
em piltra parte.________________________
Antes que se acabem.
Medalhas de prata mae : Gr: 30 : vende se na
na larga do Rosario n. :li
tmms
NORMA
RA MOTA ^. 48
Pechincha sem igual.
Ga3aeoi do gorgurao de sexta pretos, ricamente
enfeitados e ns ir ais modernos que tem vindo ao
mercado, a 233, saias hrancn bordadas a 45, >1ils
de cores a 6 ; popelinas de todas as cores a
U300 o covado ; j-edinltas de qnadros a I 200
ris o covado: cortes de dina brancos, borda-
dos, prnprios para baile, a 8 ; gorgurao de
ia e seda a 12600 e 13800 ris o covado ; las
de bonitos gostos a 560 ris o covado ; popelinas,
ricos padroes escossezes a WiOO ris o covado ;
cortes de vestido de cambraia com barra a 53
cadaum; sahidas de baile, bornous de varios pistos,
leques de sndalo, vestidos de blond e muitas oo-
tras oouas que se deixam de mencionar por se
tornar enfadonho.
Attenpa)
Vendn-se urna casa nova em um dos melhores
pontos da Casa Forte com frente para a estrada
de Sant'Anna e a nova estrada do Chacn, tem
proporcdes para um bom sotao, tem cacimba com
agua de bebor muito boa, e deve a mesma casa
servir para estabeleciment, fu-se- todo o negocio:
a tratar com o Hypoliio na referida casa.
Ninguem contesta
Que o Campos da ra do Imperador, n. 28, po-
de liem servir aos amantes do bom, pis que o seu
armazern se acha bem prvido dos melhores e mais
bera escoihidos gneros alimenticios.
O Campos llt.iita ce a mencionar o segninto :
Presuntos inglezes e portugaezes
Biscoitos, bvkichinhas e bolinhos.
Conservas inglezas e francezas.
Salchichas e salchichoes com tubaras.
Diversas conservas alimenticias.
Salmn e lagostas em latas.
Licor estoraachico e digestivo aya-pana.
Toncioho inglez para lunch.
Ervilhas francezas e portuguezas.
Camardes secaos do Maranhao.
Doces Unos, rajados e em caldas, de goiaba.
ele, etc.
Champanha dos melhores fabricantes.
VinhOsmaduro do Porto, ditos da Figueira,
verde e palhelo, pelos ltimos vapores
francez e brasiltiro.
Queijoi de Minas, de pralo o amengos.
Uvas de Alicante- -sao um torrao a'assncar.
O Campos garante a supenoridade dos gneros
cima descriptos
K quena luvillar venhs Ter.
Pechincha
Saias de lia com barra de cor a 3J, baldes de
arcos a rf800, algodozraho com 4 palmos de lar-
gura a Si a peca com 20 jardas, chitas proprias
para casa a-2i0 rs. o covado, Iaa escura a 240 rs.
c covado : na raa do Linamento n 10.
TIJULLOS.
CA*DII**WJ* SOBR* DA MOltA & C.
com tari pafrie/'arawaem'de genero de estiva
traveasa daiMadr 'U> Den, n. IV, tem para veo
o seguTnt emMrn ptimamente pre[a
era Paris : ^
EBftbllAB (PtM* pfl>.
FBU9vlwf//iitiro^* r-fe).
Dio M oa.\o {Idcn fltigeoiUls).
EfARGos (Atperg s).
Miscellanea dk LnuiiE5'(.Wacloin lequmti).
SsifbURA.s (Camttts).
fo*\rm..(TmaHt).
Couvt w Bruxellas (CAiims de BruxtUei).
Alcachofda1 (Fonih tforlichants).
EspwafrS (Epmnrthf
Cogsbllos (Chtmpignong).
(Cpet).
Pastsis com tbupfas (Pals trvffi).
SEM"TnuFFAS ( sans trufftV.
Atm com azeitb (Ton a l'hnilt).
TnoFPAs simplbs (Trvffct im naturel).
Sardinha su tomatrs (Snrdtne etc.)
Galantina com truffas {Gr.lantins aiec trufee).
Frasco {Poulel).
POMBO COM ERVILHAS {PQCOn attt fU).
Gallinholas (Btustwtn).
Perdiz i:oi azbito,\as [Perdix atec olives).
assaa ( i rot'te).
Andorjkha (AlLwlte).
Codorniz {Gailte).
Lamprea (Lelmpmc).
Picabo (Andouillet/es I.)
Salxicha (SatKistono I.)
Carsb guizade (Fiineanieau O.)
OB ZAR
Jos de Souza Soares & C.
RIJA DO' BADA DA TITDIA*
(OUTH'UHANOVA)
Apreseoia-sa metam rphozeado no que pode ha ver de mais bello e .igrailavel em fa-
ienda9 fiaas para Seoboras ai tigos de alta moda etu Paris tanto para senhoras como
para homens e meninos.
Miuaezas afamadas, perumariae especi .e*. variedade do lindos ohjectos para me-
ainds e brinqoedus para crianzas.
GANDE SOUTLMENTO
Continuamente rcct&do por todos os piquetes vindo da Europa aonde teem ha-
dis correspondente?.
Vndese muo emcon'.a e maada-se pnr em pregad >s do estabeleciment faeendas
im casa dis Exms. familias am demelnor cscolberem o que desejarein.
7 Ra do Queimado 7
E' chegado a este noto estabeleciraento o mais bello sortimento de lazendas
na;, sendo sua especiadade enx^vaes para noivado.
Vestidos de blond de,seda ricamente bordados.
Gorgurao de seda branco para vestido.
Colchas de seda pura, para cama com ricos desenhos.
Ditas de 15a e seda, id^m idem.
Ditas de crox, idem idem.
Cortinados ricanrnte bordados para camae janeas.
Croxs pira cadeiras e sofs.
Vestidos de cambraia branca bordados.
Popelines de lindos gostos.
Las de diversas qoalidsdes, lindos postos e modernss.
Ricos b urnus para passeio, com iistras de setim.
Sahidas de baile o que ha de mais rico.
Cretones para vestidos com lindos desenhos.
Carnizas bordadas e sem bordados para senhoras.
Camisas bordadas muito finas para homens.
D tas inglezas para homens e meninos.
Seroulas de "linho, e um grande sortimento de roupas feitas e de fazendas que
< enfadonho mencionar.
Luvas frescas de Jouviii
Sortimento de tapetes para gnarnicesde salas, alcatifas para forro de sala, e o
,'rande sortimento das acreditadas e verdadeiras
loja do tmsm
DE FAZENDAS E hOPAS FEITAS
Ra da Iinperatriz n. 40, esquina i\o becco dos Ferreiros.
Di
Esteiras da India
CASA CAUVIN VSSm
-------------------------------------------------------- -
Pharmaceutieo privilegiado
succesKor
lloulevard Sebastopol, 55 PABIS.
NOVAS ESPECIALIDADES A. MARINIER
Aprcscnlidas t Actdemia de Scicncijs e ao luslituto de Franja,
I A) ICrrfl Sob J lorma ^ P"*1** deveilida e dotcada para
IIV ur.Ul'Ku faser dr momento ana soliiri;a
Prerentiva a carira das MOLESTIAS C0STAII0SA8.
IPfJECTOR-PfllLTEO
do volume i'e uin reloaio, s.:r\iiido de
I'IIILTRO e SERIM'.A sem os
j.-atei lactivaiieitn de fragllidad.
ESTOJOS
Com i forma, e de volunte de um Porl-\loed
COTBMDO TODO IRXTAMESTO.
COLLYBIO Contra as affeccois das palpebras,
preparado sob a mesma forma.
BARTHQLOMEO & C
Depositarios geral para e BRASIL, e PORTUGAL
34, ra larga do Rosario. PERNAMBUGO.
3 portas n. 53, ra Direita, 3 p Has n. 53, antiya
toja d) Braga
O abaixo assigaado, dono deste antigo e^tabelpcimento, tendo era visu apresenur um
completo sortimento de (errageos, miadezas e eotileria, tem resolvido mandar bascar em
diversos pernos da Europa os melhores objectos de sea estabelecknento dos fabrtcMtes
mais conbecidos; pelo que convida ao respeitave! publico e a seus numerosos freguezes,
virera se servir dos objecto* de ua carencia, aude encunn-aro por menos 10 00 do que
em outra (ualquer parte, um sortimento completo de machinas para descarocar algodo,
do bem coohecido fabricante Cottorr Gin 4 C, ditas para costara, motores para animaes,
ditos para fogo, moinhos pira caf de todos os lmannos, da fabrica do Japi, espingardas de
dous canos e de um, tanto inglezas como franeews, ouca de porcelana, facas e garfos
de diversas qualidades e preces, bandejas chinezas, salitre, breu, barbante, enxofre, papel e
limalna de ferro, acp, e agnlha para fogueteiro ; asslm como encontrarlo constante-
mente grande poroso de fogo do ar, e recebe-se ncommonda de fogos de vista, alern de um
cera numero de objectos, que se tornara enfadonho numera-los : veobam ra irella n.
53, loja de Lenidas Tilo Loureiro, antiga loja do Braga.
Vende-se ama porco do alvensria groca de
marca regalar e bom barro : contrata-se a por-
cio que quizerem. unto destes, como tapamento,
telhs e'l.driBw ; para velos e tratar roa Im-
perial n. 130. casa enm portio de farro ao lado.
Vende-se urna armaoao propria para taber-
na oa oalra quaiqaer labelecimento, na raa Di-
reita dos Algalos o. 50:_ a traur na raa de S.
Migael qy mema povpaca", casa n. 31. _______
ps de rozefras de varias qaalidadt-s, assim come
de sapotis, abacale, rigueYa, laraoja cravo e pi-
nheira, por priiji raiuavel : a tratar na Boa-vista,
roa do Visconde da oyauna, outr'ora Mondego,
nnaiero 5i.
M IUIIB i ,
ti ii) na 1.1,
rame de ferro-galvanisado em rede para cercas, gaiolas, gallioheiroe etc
Chapas de ferro galvanisado para cobrir casas.
Tachos de ferro estanhado para engenhos.
Cofres de ferro de Milner e outros autores.
Chombo em cano.
Dito em leneol.
Dito em barras.
Dito em enxadas.
Estanto em barra e verguiaha.l
Folha de Flandres.
Arados americanos para ladeira e]varzi?a.
Carrinhos de mo.
Venezianas para janellac.
Machinas de descarucar algodao'def faci.
Ditas de serra.
Ditas para cortar fumo.
Ditas a vapor de forca de 3 '.eavailos s motares para 2 cavallos, para mover aQ
..chinas de algodo.
Cadeiras de ferro.
Camas de ferro.
Prensas para copiar cartas.
Balanras para pesar.
Oleo de linhaca em latas de ferr".
Trilhos de ferro para ensenho?))
Bombas americana.
Macacos de estivar.
Bataneas e pesos decales e oalras.
Pogdes de patente.
Enxofre.
SaHtre.
Estopa larga e de boa qualidaoV.
Picaretas para caminhos de ferro.
Um erande sortimento de ferrare s e'catilrit.
IIIUI^IV IUI ILilHL ISlUill/UUl
O proprielario deste novo estabelecimento coatmnnica ao respeitavel publico
desi3 cidadey e especialmente s Esmss. famt^tts qu est liquidando por preces bara-
tissimos as antigs (agendas que existiam ne'te estabeleciraento, alm das que abaixo
vo relaeronidas, ciqos grecos merecem toda a attf ncio do respeitavel publico que n3o
deixar de com pequea quantia refazer-se do qnalfluer qnalidade de fazendas qae pre-
cise. Previne-s tambera .que a tnesma loja tem kilo soriiraento de fazendas moder-
nas, e continua a sortir-se das do ma:s apurado e ejscolbido gosto, que vender mais
barato qaftqnalqeer outra loja.
Algad3osinbo com 18 jardas a 2,J800 a
peca.
MadipolSo enfeilado com. 12 jardas a 33
e 3(5500 a peca.
Dito de 24 jardas a 530GO para cima.
Aloalbadns de linho, e, de algodo irn-
Codos, e adamascad-. poV precus commo-
dos.
Chitas escoras e c'aras de 2i0 is. o co-
vado para cima.
Grava
Cambraias do cores miudinba3
ocovado.
Ditas Kais Boas a 360 rs. o metro.
Biioes de raussnlina a k$ e 53000
Guardanapos de linho a 33500 a du-
zia.
Bramante de linho a 23500 e 3;>0O0 com
10 palmo?.
Dito de algodo a 16800 o metri.
Metas para senhoras de 4000 a duzia
para cima.
Ditas para homens de^ 33000 a duzia
para cima.
Ditas para meninos e meninas de todos
os tanianhos.
C< Ichas de fusto branco de 33200 para f*,oS'"
cima.
Ditas de cor de 33000 para cima.
Toalhas de rosto de 300 rs. para cima.
Cobertores de 13a finos, a 83 e 103000.
Ditos encarnados a 43500.
Ditos de algodo a 13500.
Cimbra;a tapada muito larga com pre-
gas e bordado, propria para sa>as de senho-
ras prego barato.
Lazinbas Irences trancadas, com I i st ras
largas proprias para saias de baixo, fazenda
inteiramente nova a 590 rs. o covado,
Cambraias brancas transparentes e tapa-
das de todas as qualidades e precos.
Ditos estampados de 43500 para cima.
Cumijiinhas de cambraia branca transpa-
rente, tardadas com enfeites brancos e de
cores a 33000.
Brilhannas brancas de 500 rs. ocovado,
Ditas de cures a 500 rs, o covado.
Lencos de cambraia de linho, e de es-
guio af o mais fino.
Lencos ilii.t zes a 33500 a duzia.
Ditos braucos de algodo a 23500, mui
a 240 rs. 110 linos
Fil iranoo e preto, liso e de salpico.
Cortes de cambraia, brancacora salpico de
flor.
Ditos; (lelliso a53C0O
T^rlajtanas brancas, e de core1!.
Peitos de inho bordados e lisos de es-
guio.
Camisas bordadas finissimas, proprias
para nojivos e-nva competente gravati.
Punhbs de linho para homem a 13 o
par.
Ci/larnbos de linho lisos e bordados.
tas pretase de cores, tanto em se-
tim con o em seda, ha de todos os gostos e
ROUPA FE1TA E POR MEDIDA NA LOJA
DO PAPAGAIO.
Sor'imento -e roupas feitas de todas as
qualidades, e feitios, para pregos commo-
dos, e nem comprar porco para negociar
ter un abatimeuto razoavel, grande sorti-
mrqto qe casen iras de cores com quadtos
e listras. casemras pretas, e pannos pretos,
azucse|cor de caf, brins brancos, pretos
de cores e pardos, e manda-se fazer
qualquejr obra a vontade dos freguezes,
quer para homens ou meninos, e po'r me-
, nos pre(;o que qualquer oatra officiDa, e
I para issoa LOJA DO PAPAGAIO acha-serau-
Lazinhas tapadas e transparentes de j nida de om bom mestre alfaiate para bem
mnitas diversidades de cores de 320 rs.
o covado para cima.
Alpacas lisas e de furta cores a 500 rs.
o covado.
Cortes de percala de 2 saias a 43000.
Ditos de organdy de dito dito a 83000.
Cortes de 13a da Escocia a 63000.
Ditas em peca a 500 rs. o covado.
Chales de merino lisos a 23500.
desempenhar qualquer obra da sua arte,
ncahintjlo a responsabiidade sobre o pro-
pietario da loja.
Dam-se as amostras de todas as fazend
a quemas exibir, ou mandara-se levar
loscaixeiros.
A loja do Papagaio acha-se aberta d
horas da manha s 9 horas da noute.*
Francisco Teixeira Mendes.
LA TlLLCj Vil rjitlil RA DO DUQUE DE CAXIAS N. 49
20Ru.i da Itnperatriz20
varlh & Lessa.
Acaba de chtgar a esta nossa nova lija de fa-
zendas finas um v&riad* sortimento de fazendas de
la e seda,. como sejam : granadines do ultimo
gosto, popelinas de urna s cor, alpacas, e laazi-
nhas de corea, o qae ha de mais moderno, todo
por baratissimos prego?, brilhantinas de cores, te-
cidos das indix, fazenda nova a imitacao de per-
alia.balSesde dina flngmdo saia de cor com lin-
das bf.rras, fustoes proprios para vestido e roupas
de meninos ; agora grandes e admiraveis pechin-
*has, saias I,raneas com liados Irisados a 34, ri-
cos cerpinhos bordados muito finos a 54, baioe!
moderno de arc<.'S a 24, ricas colchas para cama
alcoehoadas, sendo brancas e de cores, a 5|, 64 f
74, cambraia victoria fina a 54, ditas transparen-
tes a 54, 64 e 74,chitas finissimas eseur.is e clara
a 280, 300, 330 e 360 o covado, cassas de cores a
140, lencos brancos de cassa a 24500, ditos ch
oezes a 34500 a duzia, matapolo fino a 64 e
54500, e muitj superior a 74, 74600 e 84, algo-
laozinho largo propri para lences a 64, panno
le algodo braneo trancada proprio para toalhas
ie mesa a 14600 a vara, mamante para lences a
24000 e 34500, o que ha de melhor, esguiao fl-
aissimo a 24200 e 24500 a vara. Mandamos as
casas das Exmas. familias para melhor poderem
escoloer. Tambem temos completo sojtimento de
perfuroarias dos primeiros fabricantes francezes e
inglezes; as pessoas qae se dignarem vir a esta
;oja terao occa95o de reconheeer a realidade do
ine annunciamos para nos justificar.__________
Cigarros da imperial
fabrica de S. Joao
de Nictheroy.
nico deposito em Pernarabuco caes Ja alfan^
lega velha n. 2, 1* anda._____________________
Farinha de mandioca
Vende-se farinba de mandioca, nova, de Santa
Cathann, chegada no patacho portugus llista,
tandeado defronte do trapiche do Sr. Bario do L-
vramento : a tratar no escriptorio de Joaquisi
Jos Goncalves Beltrao, roa do Commercion. 17,
on a bordo do referido navio,
CASA CAUVIN *-JfiHK
Vende-se
Na roa dos Quartois n. t ama arraacao propria
para qaatqef MtaMlMineato, podendo o com-
prador tirar on ficar aa mesma bia onde est :
qoem ^aiter- p4e trauma na roa Nova n. 4.
Vende e peonas dt ema, cera do carnauba,
farinha e feijio em saceos: na ros da Madre de
Dmi 6,1* andar.
Pbrm*oeuUco privilegiado
noesuor ,
gtwtttpoi. es. pars.
NOVAS ESPECIALIDADES A. MARINIER
Aprewatate AudeaU da ScieiciwftM histiu de Fruta.
II irnftin Sob ti form de HlHlt, dereditla *um\x wt fasr de
I Na tb w AU moo.QU) <>*..<* mviiiif c ooti va m
MOLESTIAS COMTAOIOSAS
nUIITDA do v0,nHie um r*gi Brvido
"fQlLlUy dePHiLTtoe Skunaa temos
rve inoorrveoiente de fragiUwde.
Coa a'formi. e do roame de aa Porte-HoedrMwnrdo
ESTOJOS TOM TMTAaoTrO.
COLLYRIO Contra as affecoiB da, palpabw, pfepacwlo.Mi-a.ifleinM, fnnma
ntlliPIIAT AMTA 0 T Depositarios geral para o BRASIL PORTOtfAL
dAII ULUflltU & U 34, roa larga do R(Mrio. PXR1SAMBVOO.'
Parlaba de mandioca do Hara-
nho c dn Babia
Vende-se no escriptorio de Joaqaim Gerardo de
Basto 4 roa do Viga no Tenorio n. 16,1* andar,
excedente farinha de mandioca viada do Mara-
nbao a da Babia, em saceos grandes, muito fina,
alvae torrada : t s pretendenter podem examna-
la oes trapiches da Gompanhia Peraambucana
Danta e Pontee ^^^^^
IiOafA
GALLO TOLANTE
Ra do Crespo o. 3
Os propnetarios desle estabele-
cimente, alm dos muitos objectos que tinham ex-
postos a apreciacao do respeitavel publico, man-
daram vir e acabara de receber pelo ultimo vapor
da Europa um completo e vanado sortimento de
finas e mui delicadas especialidades, as quaes es-
to resolvidos a vender, como de seu costume,
por precos muito baratinhos e coramodos para to-
dos, com tanto que o Gallo....
Muito superiores luvas de pellica, pretas, bran-
cas e de mui lindas cores.
Mui boas e bonitas gollinhas e punhos para se-
nhora, neste genero o qae ha de mais moterno.
Superiores pentes de tartaruga para coques.
Lindos e riquissimos enfeites para cabecas das
Exmas. senhoras.
Superiores trancas pretas e de cores com vidri-
Ihos e sem ellos; esta faienda o que pode haver
de melhor e mais bonito.
Superiores e bonitos leques de madreperoia,
raarfim, sndalo e osso, sendo aquelles brancos
com lindos desechos, e estes pretos.
Muito superiores meias fio de Ecossia para se-
nhoras, as quaes sempre se venderam por 304000
a duzia, entretanto qae nos as vendemos por 204,
alm destas, temos tambem grande sortimento de
outras qualidades, entre as quaes algum&s muito
finas.
Boas bengalas de superior canna da India e
casto de marfim com lir. intadoras figu-
ras do mesuio, neste genero o que de melhor so
pode desejar ; alm destas temos tambem grande
quantidade e outras qualidades, como sejam, ma-
deira, baleia, osso, borracha, etc. etc. etc.
Finos, bonitos e airosos chi'otinhos de cadeia e
de outras qualidads.
lindas e superiores ligas de seda e borracha
para segurar as meias.
Boas meias de seda para senhora e para meni-
nas de 1 a 12 annos de id.
Navalhas cabo de marlim e tartaruga para faier
barba; sao muito boas, e de mais a mais sao ga-
rantidas pelo fabricante, e nos por nossa vei tam-
bem assegnramNS sua qualidade e delicadeza.
Lindas e bellas eapellfts para noiva.
Superiores agulhas para machina e para crox.
Linha muito boa de peso, frouxa, para encher
labyrintho.
Bons baralhos de cartas para vollarete,*assim
como os tentos para o mesmo fim.
Grande e variado sortimento das melhores per-
fumarias e dos melhores e mais conhecidos per-
fumistas.
COLARES DE ROER.
Elctricos magnticos contra s convalsoes, e
facilitam a denticao das innocentes enancas. So-
mos desde muito recebedores destes prodigiosos
collares, e cotitinuamoj a recebe-Ios por todos os
vapor'- .ie nunca faltein no mercado,
temo j: !-i 1, :.-.ci lo, assirapois poderaoaqnel-
:t'!D, vir ao deposito do galle
vigil... re icontrarao destes verda-
Mufi es attendendo-se ao fim
para ({i'.'.. .-. te renderio com um mui
diminu.) !.
Rt nois, avista ijsibjectos que deixamos
declara < e amigos a rirem
comprar fw uin .: .-, veis loja do gallo
vigilar, te. n. 7
Dvidentt
uma casa tarrea, na ra de S. Jorge (Pilar)
em Fra de Portas n. 60, com duas salas,
dous quartos, a sinha fra, sotao com dous
quartos, e quiotal; tratar oa mesma ra
.. 2o i andar._________________________
__Vende-se ama rotla de amareilo em bom
tido : na caaba do Carmo n. 16._______
__VenaVnvse partos de um sobrado da ra d
Hortas; a psssoa que pretender comprar dirija- s
a, raa Imperial b. 18. ________
Atteaclo
Vtsde-se a armaoSo e pertences da taberna o.
11 do- largo do Terco, muito propria para qualquer
prineipiante ; a tratar no sobrado por cima da
mesma._______________________________
Madapolao f-ancez com 20
va; as,
proprio para saias e camisas de senhora, pelo ba-
ratissimo pro?o de 64500 a pega, garaale-se ser
fazeala de luf em qualquer parte. Tambem ha
grande porcao de chitas francezas escaras e cla-
ras prto Dunca visto preo de SO rs. o corado :
isto s na loja das seis portas em frente do Livra-
meoto.
RA DO DUQUE DE CAXIAS N. 49
Esto disposto a continuar a vender toda
as miudezas pelos baratissimos precos abai-
xo declarados, garantindo ludo bom e pre-
cos admirados.
Dnzias de palitos seguranca a 120
Duzia de palitos seguranca caixa
grande a................... 320
Frascos1 com oleobaboza muito fino. 320
Pacote* cjm' p.s de arroz o me-
lhor me ha a............... 320
Xavalbas muito Trjas para fazer
barlak a.................... 1,5000
Gaixi de linha brant do gaz a.. 500
Vara d^i franjas de lidho para toa-
lhas ...................... 160
Caixas ;om peonas d'aco de Perry
snpeiiores................. SOO
Lencos da cassa brancos e, pinta-
dosa ..................... 100
Caixas com 20 quadernos de papel
pautado ....... 700
Caixas com 50 novellos de linha
do gkz a....., 400
Duzias de meias cruas superior
qualidade a. /^~~-. 3,5600
Pecas de bibad)nbos com 10 va-
rasal ./..... 500
Pecas de tiras ^prdadascom 12
metros cada peca a 1|}500 e. 2j)000
Pegas de fitas para cs de qual-
quer largura com 10 varas a. 500
Escovas para unbas fazenda fina a 500
Ditas para dentes a 240, 320,
400 rs. e....., 500
Pecas de tranca lisas, brancas e
da cores a;...... 40
Duzia de linba frxa para borda-
' dos a 400 rs. e..... 500
Pares de meias cruas para me
nos diversos tamanbos a. 320
Duzias de meias brancas muito
finas parasenhora a. 4^500
Pares de sapatos de tranca do
Porto;........2,5000
Pares de sapatos de tapete a. IjJSOO
Duzias de baralhos para vultarete 3,5000
Sylabarios portuguezes a. 400
Cartesi com colxetes 2 carreras a 20
\botoaduras para collete diversas
qualidades....... 400
Caixas com penna de ac muito
boa de 320 a...... 50C
Caixas cora superiores obreias a. 40
Duzia e agulha para mactiina a. 2,5000
Libras de pregos francezes todos
os tamanhos a...... 240
Pacota de papel com 20 quader-
nos ........... 400
Re:ma de papel pautado superior 4,5000
Resma de papel liso muito supe-
rior a .......... 3,5600
Ra do Vigario n. 11
Vinho Bordeanx, de C. Margaox e I. O. Medoc.
Ervilhas francezas em manteiga.
Papel para cigarros Duc
Phosphoros de seguranca.
Agdas de Vechy.
Hut fine.
Celestine.
Mercurio doee, caixas de meia libra.
Pjpel de peso, grande sortimento.
Na roa do Vigario, armazern n. H.
Panno de algodo.
Vendase superior ptnno d'alao da Baha : no
escriptorio de Antonio Luiz d'Onveira Azevado &
C nu da Gnu n. 57,1* andar.
j oorejrd
Roa do Novo e variado eciiimenio de perfuman*
finas, e outros objec'os.
Alm do completo sortimento de perft
marias, de que effeclivamente. Mtl provid.
loja do Cordeiro Previdente. ella acaba rt
receber um outro sortimento que se U)
aotavel pelavariedade deobjeclob, laperi
dade, qualidades ecomrnodi eos; assim,pois,oCordeiroPrevidente peu
e espera continuar a merecer a aprecian*
do respeitavel publico em gerai e
boa freguezia em partieKlar, ;T.o so
tando elle de sua bem eonhecidatsai:-
a barateza. Em dita loii
apreciadores do bom:
Agua divina de E. Coudra;.
Dita verdadeira de Murray & Lamman..
Dita de Cologne ingleza, americana, frai
ceza, todas dos melhores e mais acreditado
fabricantes.
Dita de flor de larangeiraa.
Dita dos Alpes, e vilete para ioilet.
Elixir odontalgico para conservaco a.
isseio da bocea.
Cosmetiques de superior qualidado e ch*
ros agradaveis.
Copos e latas, maiores e menores, co
pomada fina para cabello.
Frascos com dita japoneza, transparon^
e outras qualidades.
Finos extractos inglezes, americano
francezes em frascos simples e enfeitados.
Essencia imperial do fino eagradavel ch&
ro de violeta.
Outras concentradas e de cheiros igrut-
mente finas e agradaveis.
Oleo philocome verdadeiro.
Extracto d'oleo de superior qualidao
com escomidos cheiros, em frascos de dte
rentes tamanhos.
Sabonetas em barras, maiores e menor
para mios.
Ditos transparentes, redondos e em fif
ras de meninos.
Ditos muito finos em caixinba para barbv
Caixinhas com bonitos sabonetas imitan
fructas.
Ditas de madeira invernisada contendo ?
as perfumarias, muito proprias para pr
lentes.
Ditas de papelo igualmente bonitas, Ua
bem de perfumaras finas.
Boratos vasos de metal coloridos, a A
moldes novos e elegantes, com p de ano
a boneca.
Opiata ingleza e frtnceiapara dentes.
Pos de camphora e outras differeit-
qualidades tambem para dentes.
Tnico oriental de Kemp.
Alada mal roque.
Um outro sortimento de coques de na
vos e bonitos moldes com filets de vidrhi-
e algons d'elles ornados de flores e flta
esto todos expostos i apreciaco de que?
oa pretenda comprar.
GOLLINHAS E PUNHOS BORDADOS
Obras de muito gosto e perfeico.
FfTellas e fita para eintoa.
Bello e variado sortimento de taes ob}t
tos, ficando a boa escoma ao gosto do coat
prador.
Cabellos

Vendem-se cabellos de todas as cores, qnahraer
comprimento, qualidade sneerior, em caixa ou
porcao mais pequea : na ra da Cadeia do Re-
cito d. 51, 1* andar.
CAL NOVA 1 HA
Vende Joaqaim Jos*.Ramos : na roa da Croa
n. 8, andar.
yudos c rtes de percate a l*890' r.: rua-
do Crespo n. 15, loja da esgoma.
CEMENTO, _
O verdaAdro porlland. So se vende na. ro da
dre de Dos A armaiem de Joao Mafuns 4
'Jadre
Barros


Diario de Pernambuco Quarta feira 28 de Seembra de 1870

AfiMGBLTOEA.
CULTURA DAS BATATAS INGLEZ VS.
(Conclusip.)
Lavra se com o arado ordinario o terre-
no designad para o batatal, eonvtndo que
as lavrassejaai fettas profundamente alm
de bem afofar a ierra; depois de prepara
/do a campo pelo modo indicada, a!
om o ando snlcos distantes 4 p'lmn* uos
,de ootros. par? servirem de linfps do plan-
tado. No fundo de cada um destes juicos
e em distancia de 2 1/2 3 palmas oais
das ontras introdtnem-se as batatas-plantas
(os fragmentos destes tubrculos, contcmto
3 ou gums ou lhos), cobertos ligeiramen-
te com um pouco de tirra misturada enm
serralura de madeira.
Espera-se depois que asjplantas tenh .m um
palmo de altura para fazer passar sobre os
regos ou soleos de plantado um arado roa-
neiro easss leve afina de cobri-los de trra
e amontoa la ao mesrao tempo em torno
dos ps de cada batateira.
Cerca de duas semanas mais tarde torna-
se a passar o arado, dirigindo-o do uutro
ado dos regos, d maneira a fazer ehegar
a Ierra aos ps das batateras desie lado.
Poressas operares ficam as plantas bem
libertas de trra fofa, e as proc5es ater-
radla de cada batateira intumescente e
transformam-se em tubrculos, crescendo
por esta forma a podoccSo nao s em nu-
mero como no volume das batatas.
A experiencia deraonstrou que 2 horaen<
auxiliados por 1 ou San'maes podem fazer
por da de 10,000 a 12,000 metros -le re
gos ; para plantar de b tatas essa extenso
s5o precisos 5 homens em um dia d* .r>-
baiho. e para cheg^r trra aos ps das oan-
tas, de cada lado dos regos, bastam 2 ho-
mens com um arado em meio dia de ser-
neo ; on 1 dia de trabalho para effectuar
tiuas vezes essa operagao.
Para a colheita das batatas, isto para a
operario da arrancada destes tubrculos,
tendo em vista a extens3o de terreno cima
figurada, bastar o emprego de 2 homens
auxiliados por por nm arado especial pu-
chados por 2 best.-.s.
O dito terreno exigir para o mximo de
plantario de 18 2o quintaes de batatas,
e as condicoes que foram mencionada a
produccio.se elevar de 180 240 qointa
es, isto un resoltado nunca inferior ao
decuplo.
T
doftt* fortifteicOes fot tornar itnposaivel paral mais immediataa sio : ao forte Snt-Diois,
em I nha recia Iti-KOO r
VARIEDADE
futuro a turnada de. Pars como teve lu-
gar em Ib I i e IS15 Tal foi pelo menos
o pretexto offlcial. Dorante o reinado de
NapoleSo III, teve Inflar om engrandeci-
mento das fortifleacoes, em consequencia
das reformas interiores.JIevadas a cabo com
nm pao regular e concebido pelo perfei-
to Ilaussmann. Porque ainda quando se
suppunha q\ie as reformas boje completas
de Hjussmann nao tiverampor objecto prin-
cipal senSo o embellezamento e salobrida-
Je" da cidade, basta dirigir urna vista para
as argos e diritas ras eespacosas pracas,
situada* em pontos edirecces estratgicas,
assim como para os grandes e fortes quar-
teia, para nos convencermos de que todas
utas reformas tem tambem urna importan-
cii poltica.
Tratemos acora de fazer urna descro-
cao das obras de fortifleacoes propria-
mente ditas.
O amuralbaraento de Pars consiste em
um muro reentnnte com seu caminho mi-
litar, fosso e esplanada.
Oi tenia e cinco basti5es e outras obras
salientes defendem a zona immediata e o
fosso, cuja largura de 35 ps e est em
communicac5o com o Sena por meio de
canses. O caminho militar que mantera
as comraonicaces do lado do dentro est
ladrillado. Immediata o paralella a elle,
corre a linha de cintura que une entre si
as oito estares do? caminos de ferro qoe
afiluem a-Paris. Namuralba ha 66 portas,
em todis as quaes ha olBcinas de arrecada-
cao da alfandega ou de direilos de consumo.
Separados da moralha e at urna dis-
tancia de 2 milhas.enconlram-se 18 fortes
destacados, sera coraprebender o de Vin-
cennes, os quaes estio en parte unidos en
tre si com trincheiras e reductos, e para
raelhor os avahar, coovm dividil-os em tres
partes:
1.a Limb3 do "orleSem dovida e
ponto principal de toda as fortificaees ex-
teriores Saint-Dinis, ao- norte de Mont-
martre. Este arrabalde por si s est ro-
m ; ao forte de
^^^^^^^^H> se que
system de forficagoe de Paris apresenU
aqaiuma grande solucio de continuidade.
A est se referia sem dovida o ministro da
guerra na sua informado imperitr, com
dita de 8 do correte, guando ania"' qoe
a junta de defeza de Pars tinha feito cons-
tar a existencia de urna importan issima
lacuna as fortificaees de Paris, e que eo-
mecariam immediatamente os trabajos
para a creado de certas obras, cojos pro-
jectos estavam j preparados de antemio
Os jornaes Le Soir e ConstitutiooneU li-
veram a indiserico de dizer que a impor-
tantissima lacuna de que falla va o ministro,
se encontra no .alie do baixo Sena: que
nescessjrio levantar grandes obras entre
Mont-Valerien e o Coteaox de Meudon, que
dominara os valles da Sevres e ViMe de
Avray, e que o ponto, mais conveniente
Montretoot, immediato estado de Sa nt-
Cloud.
Concluimos a discripdo das fortiflea-
coes e vamos agora somonte dar noticia
das suas dimenses. A distancia maior a
que separa Mont-Valerien do forte de Nb-
gent coindindo com o parbolo de latitode
e tem 27:000 paseos. Na direccio do me-
ridiano, a maior distancia de 20:000 pas-
sos entre Sainl-Diois e o forte de Bicetre,
O permetro que resoltara uniodo entre sr
par linhas rectas os pontos mais exierio- em frente de Santa Pelagia. O director da
res, seria de 70:000'pasaos, ou 42 horas ;>prisio recusoose a abnr a porta, que-foi
e O minutos de canwDbo. toreada cem machados bars de ferro.
cordam Incessantemente aos AHemiea a de-
vattacio do Palatinado; a catbedral de
Strasburgo, destruida pelos projectrs da ar-
tilharia prusaiana, a igreja de S. Tboraai de-
molida e a bibliotbeca incendiada, dirtte cla-
ramente aos seclos viodouros o que eram
os Prossranos em 1870. O Sr. de Bismark
teri todas as celebridades ; at a de Luvois.
E em preaenca destes horrores, ainda
fallamos do nosso progresso, da nossa Ilus-
trado, da nossa philosopbia e da nossa re-
ligiio IQue bumibacSo para os que vive-
mos no seculo XIX E o que ordena estes
horrores nm rei que se jolga ebristio, om
velho qoe talvez brevemente ir dar contas
a Deus dos seu actos I Nao tem familia ?
Nao tem am r aos seus filbos para desta
forma ordenar a norte de todo um poto in-
defezo ? Julga ponreotnra que alma inno-
cente de urna crianea n5o igual, perante
Dfeus, i de om priaeipe coberto de saogue ?
Nao se iembra que e approxim o dia em
qw estas mulberes e estas enancas assassi-
nadas se levantarSo em presenca do Jutz
Supremo para pedir justica eamaidicoaros
seus verdogos?
PARS.-Sobre a soltara dos presos po~
uticos que estavam em Santa Pelagia, entre
os qoaes se achava Roeheort, dizem de Pa-
ris a om jornal de Madrid o seguate r
c Pelas 4 horas da tarde de terca-feira
om bando de 500 cidados apresentou-se
fResta-aos advertir, qoe todos- os fortes
exteriores esto DastioDados, e-que alm
d'isso os de Noisy, lbsoy e Nogent esli
prvidos de bornaveqoe. As suas escar-
pas e contra-escarpas si i3o altes- como
as da mural! principal" da cidade. Por
todas as partes ha camiahos cobertos sos-
tentados por nsoros e paioes prova de
bombas. Cada forte tem (rommunicado te
legrapbica com- Paris e com os demais
fortes.
A jolgar peto que dehaetos dito- nao
deado de tres grandes fortes. A' esqoerda pode caber a menor duvida. de que Paris
CABRAS DE CACHEMIRA E DE ANGORA
ALPACA E SEUS CONGENERES.
(Conclasio.)
\ clmatacio e creado das cachemiras no
Prala, com o augmento talvez do vello, nao
apresentaria differenga alguma, porque all
se dio as condicoes exigidas ; mas compa-
rando esses animaes com os de Angora, nao
Se pd i vacillar na escolha destes ltimos ;
oor quanto o vello das cachemiras precisam
ser submettidos a certa-* combinafoes de
fabrico peculiares ao modo de ser das ca
bras com o moliair angora d-seo contra-
rio ; e com quanto at boje, pela escassez
da sua prodaed0 nio se tenha esUndido o
seu consumo ao ponto a que ter necesa-
riamente de atlingir em um futuro nao re-
moto, visto que de tacto nio ha outro pro-
ducto, excepto a seda, que tome os matizes
e melhor os conserve do que essa 15a, como
demonstraremos em lugar opportuno.
Entretanto nos oceuparemos ainda com
a cabra thibet, afino de torna-la mais coohe-
cida.
AS FORTIFICARES DE P.VRIS. r
Um jornal francez publica o seguinte- tn-
teressante artigo sobre as fortificagoes de
Paris:
Entre a confluencia do Marne edoOise,
com o navegavel Sena, cujas aguas tem aqui
80 ps de elevado sobre o nivel do mar, no
meio de urna planicie da antiga ilha de
Franca na qual se levantam de um lado do
rio s collinas de Montmartre (394 ps).
Belleville(3H), Menilmontaut e Cbaronoe,
circumsesevendo a sua margem, e do ontro
as mais distantes de Mont-Valrin (495),
Saint-Cloud (306), Sevres, Meudon e Issy,
est situada Paris, dividida em duas partes
desigoaes por um arco do Sena, que corre
de oriente a occidente, com urna largura de
200 a 300 ps. A parte do norte a ma:or;
21 pontes mantem as comraunicacSes
entre ambas. A forma de Paris ple com-
parar-se de urna oval ura tanto deprimida
pelo lado direiio. A sua longitude mxima
de seis miihas.
Paris, segundo o recenseamento de
18fi6, contava 1,8*5:274 habitantes e urnas
90:000 casas': portanto, Paris mais po-
pulosa do que us reinos da D namarc e
Wurtemberg. A sua superficie de 7:800
hectrea, ou cinco oiilhas quadradas e lan-
;.: a sua circumferencia de 34 kilme-
tros, o que d sete horas de caminho.
t Se lanfarmos um olhar sobre os arre-
dores immediatos de Paris, nio vemos ou-
tra coosa ^enio urna prolongado nio ioter-
rompida de arrabales. Em orna zona de urna
legua, fra dos limites do districto de Pa-
ris, propriamente dito, encontram-se nada
menos do que 40 povoaces, entre as quaes
as segointes : Saint- 3inis com 26:117 ha-
bitantes, celebre pelo seu convento de be-
nedictinosNeuilly com 17:545Courb-
veoie com 9:862Puteaox com 9:428Cli-
cby com 13:666Boulogne com 17:342
Saint Clood com 52:108Sevres com 6:754
Arcueil com 5;024Sceam com 10:199
Cbarenton com 6:190Vincennes com
14:573Montreuil com 9:235 Pantin com
8:563 Aubervilliers com 8:240etc. Tudo
isto forma urna cifra addicional de mais de
900:000 habitantes.
f Se agora aos affastarmos legua e
meia a duas leguas do circulo de Paris, en-
contraremos Versalhes, com 44;021 habi-
tantes ; Saint-German, com 17:476 ; Ar-
e avancando na direccio do' caminho de
erro de Eoghien e Mootmartre, at mais
alm do lugar onde o canat de Saiot-Dinis
desagua no Sena, est o forte da Briol : ao
norie, do outro lado de riacho, ftosiltaa-la-
Oouble eora do norte e ao sudeste o forte
de leste. Estas tres obras esli em eom-
municad por meio de orna nuraiha e
fu-.si, e tudo se torna ainda aaais forte por
meio de urna innundado fcilmente pra-
li;avel e cobesta pelo reducto Steiaas,
de sorto que Saint-Dinis pode consi-
derar-so como urna fortaleza de per si
s. A 4:400 passos sudoeste do for-
te de ste, e portanto mais protimo de
Pars, en ontra-se igualmente na planicie- o
forte de Aubervilliers. Entre amoe* corre
o caminho de ferro de Sossod e o- ca*al
de Saint-ioia A trra accomulada sa
margeos inste canal forma uaw especie de-
para peit, fortalecido com tres reductos.
Mais alm atada, a 4:200 passos de distan-
cia, ao outro lado do canal do Urna,: e
caminho de ferro de Strasburgo, pori a
certa altura, est o forte de Romaiuviile o-
qual dista smente da marcha principal de
Paris 1:860 passos,
D'aqut desee, costa abaixo at ocawl1
do lircq, >ma serie de trincheiras, eawjnao-
to que pelo outro lado defenlem a pass*-
gem dos reductos. C>olinuaodoed".rec-
cHu ste e sul, sempre pela vrteme exte-
rior da colina, paralelamente a va frrea
de Mulbouse, encontram-se suecessivam-eote
os fortes de Neis (3:500 ps), Riosny
(3^200; o Nogent (3:800). Aqni coocloe a
eminencia que eomecou em Believle. a
Ojual decuiKi rpidamente at o Mame. En-
tre os fortes mencionados- encontram-se
mais a curtos intervallos e na mesaaa direc-
cio os redu-tos de Noisy, Monireuil, Bois-
sie,\! o Funtenaf.
c O Marne que aqu te 100 passos de
largura, forma perto do islhmo de Saint-
SlaoXi ende, ha urna poote, e do caminho
de ferro de Vincennes a Yarenoe, urna con-
sideravel defesa natural anda mais reforca-
da por urna trincheira de 2:800 passos de
exiensio, consistente em. parapeito e fosso
e flanqueada as duas extremidades pelos
reductos Taisanderio e Gravelle. Todas as
fort (toafoes at aqui descriptas encerrara
em forma de meio circulo o forte cistello
de Vincennes, no qual se encontra o princi-
pal arsenal de Pars, o cujo campo de Mar-
te, destinado aos exercitos de artilheria e
manobras, se estende pelo sul at as mar-
gens do Marne.
t Do outro lado deste rio, no ngulo for-
mando pela confluencia do M*rne e do Se-
na, perto de Alfort e a direita do caminho de
ferro de Lyon, encontra se o forte Cbaren-
ton, onde con le a nossa primeira linha
de tortificages. Este forte tanto mais
formi'tavel, quanto o espaco que compre-
hendo se assemelha a um campo entrin-
chdirado, onde po lem fcilmente acampar
20:000 homens..
2.a linha do sul.Esta comeca sobre
a marcena esquerda do Sena, em frente do
lorie de Charenton, a urna distaocia de
4:000 passos, com o ferte de Ibri, colloca-
dd em urna pequea altura. Tirando d'aqui
tima I i rj b a em direcd0 de 'este a oeste,
encoatraai-se successivaraente a intervailos
de 3:000 ps, pouco mais "bu menos, os
fortes de Bicelre, Montrouge, Vauves e I -
sy. O uitimo acha-se a 50 (>s do Sena,
3ue aqui penetra de novo no recinto da ci-
ade. Entre os mesmos fortes correln os
caminbos de ferro de Limours, Sceaux e
Versalhes (estrada esquerda). Os tres ai-
timos, desde que se ioventou a nova arti-
lheria, encontram-se dominados pelas col-
linas de Bagneus e Meudon.
< 3." A linha occidental, formada .pelo
Sena em direccio norte e nordeste, pa-
sando por Mendon, Sevres, Saint-Cloud,
Boulogne, Suresne, Puteaus, Courbevoie
(quinis). Neuilly, Asnieres, Clichy e Saint-
Queu, situados direita e esquerda do
mesrao rio ; forte pela sua propria na-
tureza. Entre o Seoa e a cidade est o
famoso bosque de Boulogne ; cinco pontes
unem n'este espaco as duas raargns do
Seua, e na estado de Asnieres, na margem
genteuil, com 8:176-etc., e sem exagera
do pode dizer-se qoe a totalidade do tern- esquerda, se reunera os caminbos de ferro
tono, dentro de am raio de seis leguas,
est inteiramente coberta cm populosas ci-
dades e villas, casas de campo, herdades,
hortas, jardins, etc. Namerosos caminhos
d ferro e estrada, crozando-se em todas
as direcces e confluiodounscom os outros,
vio mostrando o caminho para o curaca >
da Franca.
Paris tem sido fortificada desde 1841,
e principalmente nesse anuo e nos imme-
diatos, sob o reinado de Luiz Felippe e por
conselho de sea ministro Thiers. O fim
de Dieppe, Saint-Germain e Versalhes (li
nha direita) para atravessar juntos o rio
sobre um largo viaducto. Um s forte, po-
rm, o maior e melhor de todos, o do
Moat Saint-Valerien collocado em urna al-
tura de 415 ps sobre a superficie do Sena,
e que tem soberbas vistas sobre Pazis, do-
mina todo o territorio. Um caminho ladri-
Ibado une o Mont-Valerien por meio da
ponte de Saresne com o bosque de Bo-
lognes.
< As distancias entre esta fortoleza e as
a-maior e tambe orna das- ais fortes-pr-
fas militares do mundo.
O1 assedio de- Paris requer am exercit
raandiio e diremae para exemph), que un
skoples liaba ele soldados eollocados hom-
bro con hombro paralellame-ite s fovtifi-
caces e a Uro do peca das mesmas, nio
contara menos de 96:000 lemeos Por ou-
tro lado ha a observar que o assedie* de-
Pari ama cousa tie grande- qoe se pode
considerar ainda como um problema per
resolver, se urna populado de- tious mi-
Ihoes de almas encerradas, de modo que
niopecebam proviss, podepia- resistir i-
fome- durante um mea. Nem tio pouco se
deve esquecer o carcter revoltoso do pavo-
de Paris e a sua impaciencia ovelieidadeda
que tambem o soldado participv
A F&USSIA EM t70.Sobv- este tinto
acabado publicar o jornalisia fraueez Educir*
do Laboulaye o seguinte artigo (fue traeos-
zimos da poca de Madrid :
Nestes ltimos 40 anuos a guerra tinc-
se suavisado muito,. e a consigoaeo de ma
novo direito publico deu ampio campo-
justica e bumaaktide. EsU principio,
geralmeme acceite, baseava-se em que a
guerra s se fazia entre os exercitos betli*
gerantes; deviam respeitar-se por un> e-
oulro lado os habitantes inoCfenshos, as rau-
Iheres e as mancas* No creo de Anvers,
o ataque e defez* prolongara-se nica-
mente para isolar a cidade; no de Roma, o
exeretto francez escolbea urna posieio des-
vanlajosissima cora- o nico fim.de poujar
os monumentos da-cidade eterna ; as expe-
dices da Crimea e Italia fizeram-se sem
impr contribuicoes- nem violencias ; todo
se fez segundo as leis da honra*.como se se
tratasse de um dullo ; foi por este motivo
que, terminada a-guerra, os irnawgos pode-
ram apertar-se as raaos.
Eslava reservado i Prossia o resoscilar
as praticas selvagens de outros tempos.
O assassinato dos guardas movis de Vi-
chy ; a obrigacio imposta aos filbos da Al-
sacia de trabalharem as trincheiras em
frente de Strasburgo, e, n'uma palavnas o
bombardeamento da cidade, sao fados tio
odiosos, que excilam a indigna^io universal
e que os pows ci*ili>ados brevemente ana-
themaiisario.Cgos com o seu primeiro
triumpho, anciosos cada dia por um. amtt-
nha glorioso qoe possa escapar-Ibes, os
Prussianos semeiam ao redor de si a. deso-
lado e a morte: colheroa vinganca-Nao
est, de crto, longe o dia em que por urna
cruel experiencia, se convencam de que a
sua maior falta militar e poltica fot este in-
sulto humanidade.
Os diarios allemles aanunciam-nos que o
venerando bispo de Strasburgo se dirigi ao
campo prussiano para- protestar contra o
bombardeameDto da capital, por julga-lo
contrario s praxes da guerra. Pedio que
se deixassem sabir da cidade as mulheres e
as crianfas. O general prussiano de Wer-
der, respondeu :
Sei perfeitamente que nao tomacei
Strasburgo atacando as soas muralhas ; com-
pete, pois, aos seus habitantes obrgat o
general a capitorar.
Respondendo assim, o general Werder e
os que llie deram taes ordens, esquecem
que as ideas da justica e humanidade tem
feito algum progresso no mundo ba mio
seculo.
Exceptuando a Prussia, quem sustentar
que possa fazer-se morrer ama populado
inoffensiva com o Inico fim de obrigar a
render-se urna cidadella ?
< costume, diz o jurisconsulto allemio
Rluntschli, qoe o sitiador annuncie a sua in
tenco de bombardear a praca, aftm de qae
os cldados aio combatentes especialmen-
te as mulheres e as criangas, possam pr-se
a salvo. este o dlireilo moderno das
gentes, sio estas as leis da humanidade qae
lodos os povos observam, exceptuando os
discpulos de Hegel, e os piedosos e raysti-
cps cidadios de Berlina. Para ellos, ainda
estamos na poca das degolacoes de que
nos d noticia o Antigo Testamento ; nio
poderam, todava, lr o Evaogelho e fazer-
se christSos. 0 seu corado nio Ihes diz
que esta detestavel crueldade alm disso
intil. Persuadem-se, porventura, que um
general francez se deixar intimidar e os-
quecer os seos deveres ?Nio.Nio fa-
zera senio accrescentar ao nome prussiano
um estigma de horror que nunca se apa-
gar.
Succedem-se as geraces e o esquecimen-
to cobre os tmulos dos vencedores e ven-
cidos ; os fados, porm, fleam, e a sua
eloquente linguagem ebegar s geraces
futuras.
As ruinas do castalio de Heidelberg re-
da entrada interior, nao qperendo o guai*da
abrir a porta por suas propria naos, entre-
gou as chaves ao cidado, que se apresa-
ran a recebe-las e a fazer uso aellas imme-
diatamente.
" Passanao sala dos presos polticos, e
chegados secretaria, o cidado Pfootell pe-
dio o livro do-registro, no- qoal' estavamv
apontados os segantes:
Adolpho Garoo, delicio de inprensa;
Jos Pie rae!, dem, idem>; .Vctor Henry
Rocbefort-Lucajv por pancadas e fermentos
voluntarios; J. Bapita Clement. offensas
dirigida ao imperador e a saaamia ; Joo
Mari Vermorel, dem, idea* e iostigaeos
para a perpetrado de um crime; Affonso
Ollivier Pain, por paWicar senf Iwbiliucio
um peridico poltico; Joio> J*s Barberet,
delido-de impresn Carlos Dicosta, dem,
dem ; Frederico Alberto Goullr por pu-
blicar un peridico poltico ; ArUior de
FonveHer por delieto de imprens.
t Oeserivio da'prrjo aoauio a todas as
iodicacee que Ibe-fixerara, e-pozem liber-
tado os-coedemefide por gritos- subver-
sivos.
Oa prisioneros ftwam depois- em ear-
roagem a-easa da? caara. Pele oamiolM)
foi augmentando obaedo dos cidadios que
se diriga. Santa Pelagia, veodo-se eotre
elles os redactor*-da Marstik$za. >
-.-conde de Chambord dirigi ao
conde Flavigny segante carta, datada de
23 de agosto-:
t Coodemnadon desterro a nio poder
combater pela mi|ha patria^ admiro, mais
qae ningaen os prodigios do-valo do. nosso
heroico exereito, e-qiaero ao menos- auxiliar
qiuanto de- mim depende os sessos-soldados
feridos, cuoaprindo o mais santo dus jve-
res. Of'6rec/>-llw3-cono as^lo o oasteHo de
Cbambord qoe a Kfatca me deo.em lempos
mais felices, e cajo nome techo a. satislado
de usar Gomo lembranca do meu paiz.
knrique?..
O departamentos franceaes- ate- aoje
invadidos pelos exercitos prussianos,. quer
totalmente quer em parte, sio-os orto se-
guintes :
558,000 balitantes.
Baixo-Rheno.
Alto-Rheno-----
Moselta..
Meurtbe......
Mease..........
Vosgoes.......
Alto-Marne-----
Marte........
530,000
452,000
323,080
301,000
418,000
259,000
390,000
Mr. Clement Thomas, oommandante
da guarda nacional parisiense, en 1848,
acaba de dirigi ao general Trecho a segua-
te carta :
General.Appellastes para todos os
homens que comprehendem que a indepen-
dencia da patria o pnmeiro dos bens, e
a sua defeza o primeiro dos deveres.
Depois de vinte anaos de exilio, venho
corresponder ao vossoappeHo, Vnscrevendo-
rae as fileir^s dessa milicia parisiense,
desse povo armado, que em lempos diffl-
ceis, live a honra de commandar.
Acceitei, general, a expressio de mi nha
oerfeita considerado.6m^nt Thomas
Hotel do Louvre, Paris 24 de agosto de
1870.
digna de lr-se a seguinte carta
de um voluntario de alta gerarchia que ser-
ve no exercito francez :
Agosto 17.Estou muito cansado, rai-
nha querida mi, mas contino sem novida-
de. Escrevo-vos sobre urna pequea mesa,
onde acabo de comer, pela primeira vez,
desde hornera s 9 horas da manhia.
t Nio sei onde esto es Prussianos, po-
rm aminha companbia acampou a-um ki-
lmetro d'aqui.
Hontem sustentamos urna grande bata-
Iba ao redor deitres aldeas, Viooville, Bon-
zpnville e Gravelotle. Mataram-nos e feri-
ram-nos muita gente, mas en nio recebi nem
sequer urna arranbadura. Deu-se urna car-
ga de 2,000 couraceiros e drages prussia
nos, que chegaram a galope at s nossas
linhas. Naquelle momento o nosso chefe
de brigada, o principe Morat, gritou: t A
galope! e os nossos regimentos de dra
ges lancaram-se a galope, formando um
semi-circolo.
Nao voltou para o sea campo nenhum
dos nossos inimgos. Eu mitei quatro com
o men rewolver e fiz prisioneiro um official
prussiano, porm o quarto qae matei por
poaco me corta a cabeca; a pistola salvou-
me. Veris o corte que fez a espada da
quelle prussiano quando fr abracr-vos em
Paris.
t Receio todava que tarde muilo. Que
batalha, minba mii, que horrivel carnifi-
cina I
t Comecou s 9 horas da manhia, e s
8 horas da noite anda durava. As balas e
as granadas rebeDtavim e pissavam ao
nosso lado, matando homens e cavados.
Affirmo-vos que tenbo tido felicidade, por-
que at s tres da tarde earregamos o ini-
migo. EsUvamos na primeira fileira para
receber as bombas. Dizem qoe os Prussia-
nos eram mais de 200,000.
t Voltamos para Metz; nio sei cr qae
vamos fazer.
i Todas as carruigens do principe Murat
e todas as nossas bagagens cahiram era po-
der do inimjgo, de modo que dorm esta
noite ao retento. N5o ser provavehuente
a ultima vez, mas todo poderia soffrer-se
O a Franca Ocasse vencedora.
EXERCITO PRUSSIANO.Eecrevem d*
Berlim com data de 22 de agosto ao jornal
inglez Times :
Conbecemos finalmente a cifra das per-
das que temos soffrido. Esta cifra realisa
e confirma os tristes presagios qoe se li -
nham manifestado por occasiio da partida
das nossa tropas. N5o contando senao os
officiaes, e detendo-oos nos resoltados de
a^uns primeiros combates, confrange-se-nos
o eoracio.
Por exemplo. um regiment prussiano
compe-se de 3,000 borneas e de W offi-
ciae; de 69 officiaes pertencentes ao re-
giment 74' baameriaoo, 30 Acaran feri-
dos ou morios na batafba de Wrssem-
bargo,
O regiment 77 perdte*, na mesma
batalha, 25 officiaes ; o 39", S; o 82 hes-
sense i&; o 95. IOoSS", II; o 88,
9; o 80% 8; e assim os oupos remen-
los qae entaram no combate de Wissem-
burgo.
A ba^Mia da Woerth caasou-immensas
perdas ao wercito prussiano, iromquanto
este fazia frente, durante cinco mortferas
horas, aos Francezes eollocados as emi-
nencias, e que nio foram desalojados seno
quando os Wartemburgaezes e os Bavaros
osiatacaram ue flanco. Ah o regiment
50 teve, morios e feridos, 3^ de seus offi-
ciaes; 0 59, 231; o 7o. 25; o 47, 29 ; o
46; 33; o 57, 30 ; o ff-, 28; o 37, 25.
Em- verdade nao- posso dizer todas as per-
da havidas as elevadas Weiras da gerar-
cliia- militar.
Mas o golpe nais terriwel soffrido at
hoje foi em Spickeren quando das assola-
Ces produzidas pela artilharia, metralbado-
ras-e* ohassepot, tres assalto se verificafam
e foram repellidos bayoneta. Segundo
inormaces particolares, mos correctas e
precisas, um borne sobre doze foi posto
fra de-combate.
r Varias comoanhias perdern a metsde
do seu effectivo. En Panges ou Courcel-
les, o W regiment eoota 32 offlciaes e 8M
solidados- morios oo feridos; prxima-
mente om terco do regiment. Na batalha
Mars-la-Tour, ou- Vionville, as perdas
dos Pruss+anos foram mais consrderaveis do
qae as dos Francezes.
\ Ahi o sangue corra como cabe e corre
a chuva. Ahi cahirara mortalmente feridos
o conde Westarp. o conde Wesdelen, o ba-
rio-Kleist, Henrique VBprincipe de Reuss,
o bao Grimm, o bario Witzleben, e um
consideravel numero de membros-da fami-
lia; allema. >
\-- Os diarios de Francfort puhcam o
seguinte estrado de urna carta dirigida pelo
doqpe Ernesto de Saxe Coburgo, depois do
cujmbate de Woerth, a sua esposa:
A. roda de nos o espectculo da devas-
tacio horrivel. Por todos os lados aldeias
e granjas- incendiadas ; no meio de montes
de; morios e de feridos o nosso exercito
vidorioso fea repercutir nos ares os seu
gritos e ctemores ; por um lado agitam-se
as bandeiras e por outro a msica- militar
exeauta o hymno nacional.
Os-sobreviveaies abracamse. Nos se
gimos a nossa marcha triumpbante no
meio de milhares de prisioneiros francezes.
Nio- posso explicar com que sentimento de
alegra, misturado de pesar, tornei a ver o
mea-regiment cruelmente dizim se pode prestar soccorro a todos os feridos.
Falta tudo... at agua.
Que trabalhos n'estes tres ltimos dias I
Duas batalhas em 72 horas! Pea minha
parte estivo 13 horas avavallo sem-ter po-
dido apagar a sede con orna gota de agua
od de vioho, sem ter um pedaco de po
pana matar a fome.
aljamas coiheres de sopa. Estamos de tal
m^do aperlados, queosomno impossivel.
Receio bem qoe a estes maus dias succedam
oatros. Dos nos proteja !
O GENERAL WIMPFFEN. .Ao abindi-
nar o general Failly o commindo do quinto
eorpo, vai substitui-l um dos melhores ge-
neraes de divisio do exercito francez de
frica. este o general de Wimpffen, o
glorioso vencedor de Oaed Guir e de Ain-
Chair.
O- general de Wirapffen alto e de for-
mas hercleas ; conta 60 annos e fez lem-
br(tr muito, tanto no moral como no pbysi-
coi o illustre marechal Bugeaud. Como
chefe, cujo nome popular nos exercitos, o
general de Wirapffeo nio s ura militar
de grande mentoy roas tambem um bom or-
ganisador e um colonisador de grande tacto,
como sio concordes em reconhece-lo todos
os colonos da Argelia.
Sabido aos 20 annos do collegio de Saint-
Cyjr, o joven de Wimpffeo comecou a car-
reir, que to brlhantemente tem occopado,
na rude escbola da guerra de frica. Em
oceasies distinctas o seu nome figurou na
ordena do dia do exercito; foi condecorado,
obteve as graduacoes de tenante e de ca
pito, e, finalmente, a de offiiial superior,
ero abril de 1847.
Esteve frente do batalhio de atiradores
indgenas de Argel e de Tittery, onde en-
trn como capito em 1841, na formaco
d'iiste corpo.
O C'-mmandante de Wimpffen alcaneou
dos indigeoas, que tioha sob as suas ordens,
o que nunca se tinha acreditado; e por
asjiim dizer, o seu nome ficou como enfeu-
dado ao d'estes bravos batalhes to heroi-
cos e leaes; e quando em 1854 o marechal
del Saint- Arnaud julgou til tomar atirado
re^ argelinos para o seu exerciio expedicio-
oario, encarregou a Wimpffen, que acaba va
de| ser nomeado coronel de om regiment
del infamara, de Ihe organisar uro regimen-
t recrutado as tres provincias.
0 coronel curoprio esta missio com urna
tal promptido, que em poucos dias pode
reunirse o regiment divisio Bosquet.
De Wimpffen c mmandava na quahdade de
coronel estes bravos em Alma e em luker-
maDn, e como general de brigada no assalto
da Torre de Malakoff. 0 regiment perdeu
bIH varios dos seus officiaes.
Depois da guerra da Crimea rai-lhe con-
fiado o commando d* orna das brigadas da
divisio de granadeiros da guarda imperial.
Todos sabem que esta divisio se cobri
de gloria era Magenta : all morrea Cler,
um dos seus brigadeiros; o outro, que era
de Wimpffen foi ferido, ainda que levemente
na cabeca.
Nomeado, no dia seguinte ao da victoria,
general de divisio, foi-lhe confiada a impor
tanie missio de commaodar am corpo de
desembarque no Adritico. Porm a paz,
precedida do armisticio de Villa Franca, im-
pedio a sua* expedicao. Por essa occasiio
obteve licenca- para regressar frica, onde
tinha passado qdasi toda a sna vida militar
ddsde qae sabio do collegio. D'esta vez
confiaram Ihe ogoveroo da provincia de
Argel, onde prestoa immeosos servico, tor-
naado-se credor db reconbeemeoto dos co-
lonos e dos indignis;
Enviado ba um auno provincia de Oran,
levou a bom termo- e com rara intelligeo-
cia, haver tres mezes, ama expediclo ao
Sul.
ACONTECIMENTOS- DE' PARfS. Dame
em seguida urna minuciosa deseripcio do
ltimos acontecimentos de Paris, dados por
um correspondente desse cidade :
Desde quarta-feira uRima (31 de agosto
data da minba nltim carta de agosto, re-
nava em Paris a mais viva inquietacio. O
ministro da? guerra, conde de Pabkao, nio
da va noticia dos nossos exercitos e dizia-se
que naturalmente este silencio nio signifi-
cava nada de bom.
Sabbado de setembro dirigi-me i c-
mara, porque desde a vespera alguno boa-
tos faziam prever qoe sonriamos- am desas-
tre no departamento das Ardennes. Mal o
presidente Scboeider abri a sessio. o con-
de de Palikao subi tribuna e pronuocioa
as seguintes palavras :
Promeiti, senbores, dizer a>verdade ;
vou dizer o que sei.
Nao teoho notioas offiflaes-; todava,
segundo documento qoe teem verdadeira
autoridade, posso deelarar que e mareehal
Bazarae fez urna soriida muito enrgica e
vigorosa de Met, A accio dorou eotre
oito e nove horas, e, segundo a declarado
do proprio rei da Prussia, o exercko-francez
bateu-se coro a maior bravura.
O'marechal. porm.'teve qoe retirar-
se para Metz e nio pode por isso levar a
effeilo o seo plano, que consista em-operar
a junceS fie seu exercilo com o do mare-
chal Nac-Mahon. Nio se deve portanto
desesperar, porque pode tentar-se ainda
urna outra vez a realisacio d'este plano.
< Por ostro lado, as batalhas e combates-
que se feriram entre Mezieres e Sedan de-
raro lugar a alternawa de vantagens e de
revezes ; o exercito prussiano foi em-parte
repellido para o Mosa, mas o mareehal Mac-
Mahon teve pela sua vez de reeoar ante
torcas consideraveis para as fortalezas de
Mezieres e de Sedan ;muitos destaeamentos
francezes e prussianos-entrarara no territo-
rio belga e foram ah desarmados.
< D'esta-frma, nao-se-pode poremquan-
to effectuar a junecao. dos dous exercitos
francezes.
Estas ultimas notieias relativas ao ma-
rechal Mae-Manon nio teem o carador de
autbenticidade das priraeiras, e carece de
confirmaco a de ter o general Mae-Mahon
recebido uaa ferimento.
Ai esta noticia era infelizmente ver-
dadeira, e, poocas horas depois, Ka se ero
todas as esquinas de Paris a proclamacio
do conselho de ministros ao povo francez,
que j publicamos.
A leitura d'estas fataes noticias fez ar-
rancar em lodos os logares pblicos os gri-
tos de : Abaixo o imperio Vivaa rep-
blica t >
Os grupos, j muito numerosos nos
boulevard duraote a tarde, tornaram-se
considera veis a comear das oito-horas.
Uro gropo compoeto de muitoe milhares
de pessoas atravessoo a prac> da Nova
Opera e dirigio-se para o Louvre pela roa
da Paz. Sabia-se qae o antig > ministerio
de estado servia agora de residencia do-go-
vernador geral de Pars.
Aos gritos de viva Trocho mistararam-
se est'outros: Armas! A deposito t'*
Instantes depois appareceu o general
ais manifestantes:.
Noticias! A- deposicio f"
Senbores, nio tenho outras noticias
seno ae que j sabis.
A deposicao.
Quanto ao que exigs- de mim. nio
tenho nenbuma autoridade para e faaer.
A' cmara que pertence decidir dos des-
tinos do paiz; pelo que me toca, s. tenho
a defender Paria, e fal-o-hei at morte.
=Viva Trocbu! A' cmara!
Sim! sim I cmara !
Algumas vezes fizeraro ouwir este
grito : Viva, a repblica Toda a mal-
lidio respondeu: Viva a Franca! A
cmara I >
E dirigiram-se todos para o caes.
Entretanto outros grupos mais oo me-
nos consideraveis atravessavam o^boolevard
em sentido diverso-
As 9 horas um d'elles dirigi-se ao Loa-
vre e como recebe do general Trocha res-
posta idntica. Oj?rupo dirige-se depois
igualmente para o corpo legislativo.
Pouco antes das 10 boras um terceiro
grupo desee na direccio da Magdalena.
Consta aproximadamente de duas mil pes-
soas. Caminha silencioso.
i Ondes ides ? perguntam-lhe de to-
dos os lados.
- Onde o de ver nos chama, respon-
dern! tina toce- os que iam na frente.
As dez horas, mais de 10:000 pessoas
estanceiam roda do corpo legislativo.
Espalha-se o boato de que os ministros es-
to em conseibo, que a imperatriz resignou
seu* poderes, e que tinha sido offerecida
a presidencia da commissio de defesa aoSr.
Tbier<.
Gambetta, que eitava no palacio Boar-
bon, vero fallar turba, e exortaa a nio
perturbar a ordem.
Muitas vozes:viva Gambetta I
NSo, senhoresl viva a Franca !
c, Viva a repblica I
Viva a Franca, digo en, senhores.
As circumstancias sio diflices. A cmara
deve deliberar livremente. Peco-vos que
vo3 retiris. Vamos celebrar urna sessio
extraordinaria.
A multidSo retiron-se e bem depressa
o passeio da cmara foi occopado por uo-
meroso' ageatesda polica'. Fharam apenas
na praca algumas centenas de pessoas.
Dorante este tempo subia o boolevard
outro grupo, ao qual se junlaram quasi to-
das as pessoas que estavam nos cafs.
Perto do Gymnasio a multidio foi car-
regada por urna for?a de agentes da polica,
que ebegando a facer aso das armas dis-
persou os manifestantes. D'esta refrega
resultaram mutos ferimentos.
f A meia noute defronte da administra-
Ci do bairro Drouot muitas centenas de
pessoas escutavam em massa a leitura da
proclamac3a dos ministros,
(Cottinmr-se-lM.)
*)
,
,
TYP. IX) DIAH10-HUA o j DUQUE DECAX1AS


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EAS0NL6PR_BG67LW INGEST_TIME 2013-09-14T00:31:49Z PACKAGE AA00011611_12223
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES