Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:12171


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Full Text
i
IERO 191
QUINTA FEMA 25 DE AGOSTO OE 1870
C^HTi
LGABES ONDE K0 SI FAGA POITE.
f ,
.
rV
l' f
I

PABA DEmO E F01A BA PBVHCIA.
Por un anno idem.......... ......* iTj^l
Cadi momero avolso........ .......... ***
JZO
DIARIO DE
Por tres mezes adiantados
Por seis ditos idem. .
Por nove ditos dem .
Por. am anno idem ,
7(5
13JSOO
20*25fr
7I001.
Propredade de Manoel Fignera de Faria & Filhos.
AO ACEXTEM:
,Os Srs. Gerardo Antonio Alves 4 Filhos, no Para ; Gonces 4 Pin|o, no Maralo ; Joaqnim Jo* de Oliveira, no Cear ; Antonio de LWBraga, no Aracaty ; Joa> Maria Joo Chaves, no A* ; Antonio Mar^s da Silva, NaUl; tes M
Pereira d'Alme.da, em Mamanguape; Antonio Alejandrino de Lima, na Parabyba ; Antonio Jos Gomeg, na V|!a da Penha; Belarmino dos Santos Bote, em Santo Anta*; Domingos Jos da Corta Braga,
_________________________________ em Naiareth ; Francisco Tavares da Costa, em Alagoas; Dr. Jos Martins Alves, na Babia; e Jos Ribeiro Gasparinho no Ri de Janeiro.
PARTE OmCIAL.
Covcrno da provincia.
BE'ACHOS DA PRESIDENCIA DA PROVINCIA DO DA 18
t?. AfiOSTO DE 1870.
tojgfl&Jacynt i flurfi?. -Informe com hjevida-
-. O Wanpect-ir dn thesouraria de fazenda sobre
o augmento d>- crdito. *
O mesmocima.Informe o Sr. engenheiro fls-
ca! das obra- geraes.
Cimillo de Lelli- da Foneeca.Conceda-se com
veneiiaentos n-is termos 170 178 do decreto n.
2588 de 30 de abril de 1860.
Fielden Brothers. A' thesouraria provincial
com offlcio desta data.
Os mesmos cima. -. A' thesouraria provincial
com o offlcio desta data.
Joaquim Manoel da Costa.Jauto ao requer-
meato anterior informe o Sr. iuspector da thesou-
raria provincial.
- 19 -
Corapanhia P^vnambucana.Infirme o Sr. ins-
pector da thesouraria de fazenda.
A mesma.Informe ao Sr. inspector da thesou-
raria provincial.
A roesma.Ao Sr. inspector da thesouraria pro
viocial cora offlcio desta data.
Candida Rosa da Silva Lyra.Passe portara
torneando a supplic.mte para'reger interina e gra-
tuitamente a eadeira de que se trata.
los Joo de Amorim. Informe o Sr. inspector
da thesouraria provincial.
Bicharel Manoel Antonio dos Passos e Silva J-
nior.Ao Sr. inspector da thesouraria de fazenda
com offL-ii) desta data.
Tbereza Emilia de Souza Gomes. Como re-
fruer.
- 20 -
Antonio Augusto de Sonza Navarro. Nao tem
lugar o que reqier vista da informaeo.
Antonio Beato FnR .11 est prvido pela for-
ma determinada n;i lei o lugar que reiner.
Amelia de Saata Rosa D-w.
Aquilino Jos dGuimares Ferreira. Informe
o_Sr. conselheiro director geral interino di inUruc-
ca publica, declarando o lempo que o supplicante
tem de exercicio, e o em qu tem estado fri delle.
Alexandre Antonio de Amida. Infame o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
idre Avelino Cesar.Informe o Sr. cons,elbe-
ro director geral interino da rastrucgo publica,
ouvindo o rezedor do Gymnasb.
Bacharel Antonio Maria de Faria Neves.Infor-
me o Sr. inspector di thesouraria provincial.
Antonio Cardoso de Queirt F.wceea. Informe
o Sr. inspector da thesouraria provincial.
Benedicto Jos Thomaz. Tendo o snpplicante
sido posto em liberdade. nao ha qne deferir.
Corapanhia Drainage Recife.Informe o Sr. en-
genheiro cbefe da repanicao das obras publicas.
Dinaraerco Augusto d Reg Rangel.Informe
o Sr. Dr. juiz dos feitos da fazenda.
Eneas Targioo Accioly. Nao tem lugar o que
reqier.
Francisco Cecilio da Costa.Nao ha que defe-
rir, visto que o suppticanie ja se acha era liber-
dade.
Dr. Felippe Nery Collago. -D-se.
Jos Francisco de Paula Vellez. Visut a infor-
mago, in'deferido ; pndendo o supplicante reque-
rer ao governo Imperial.
Joao Carnelro M rateiro da Silva Santos.Infor-
me o Sr. inspector da thesouraria provincial.
Jos Gomes Cirneiro.Dirija se ao Sr. tenente
coronel commandante do corpo de polica.
Joao Dioclecio da Silva Paula.Dirija-se the-
souraria provincial
Feliciano Marques Vianna. Informa o Sr. en-
genheiro chefd da repanicao das obras publicas.
Francisco Affonso de Oliveira. Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
Horacio Walfrcdo Peregrino da Silva.Inerme
o Sr. inspector da thesouraria provincial.
rabel Maria Brandao. Ao Sr. deserabargador
proyedor da Santa Casa de Misericordia para at-
tehder supplicante, se assim julgar de jnslica.
Jes Pinto de Miranda. Conceda-se um mez
cora ordenado, e dons sera elle.
Manoel Eloy Mendes. Informe o Sr. inspector
da thesouraria provincial.
Miria Cleobolina de Mello Ottoni. Informe o
Sr comelheiro director geral ipterioo da instruc-
pie publira.
Manoel Coelho casado Fontes.Junto este ao re-
querimenti anterior, em qne foi lancado o despa-
cho de 23 de marco, informe o Sr." inspector da
thesouraria de fazenda.
penhuma ingerencia na candidatura e que por
liaq se recusa a prohib la ; que, porm, o pai do
principe Leopoldo a retirou de motu proprio. O
governo francez est muito embaracado. A opiniao,
publica est excitada. O que ba de mais satisfac-
torio, que em todo o caso, a Hespanha est fura
da qnestao. A contenda, s a houver, est res-
nela Franga e Prassia.
> Lord Lyoos exprime a sua sorpreza e o seu
pezar pela Frang nao se dar por satisfei c*m a
renuncia do principe. Recorda Graraont que o
linha autorisado elle Lyons a dizer ao sea go-
verno, que se o prncipe retiraste a landidatura,
eslava a queslao termnala; ama mudanga de de-
terwinagao poria em grave embarago a Inglaterra.
A guerra agora mudara de signiflcacao ; a Euro-
pa diria que a Franga a faz sem cansa. A Allema-
nha collocarse-hia do lado da Prussia, assim como
a opiniao do mundo. Gramoot limita-se a dzer que
urna deciso ser tomada ao cooselh) de ministros
do dia s"guinle.
Lord Granville, era resposta, exprime o seu
pezar, porque a renuncia nao losse aceita como
urna solugao. e nega que o governo inglez adrait-
tisse, como implica a linguagera de Graraont no
corpo legislativo, que as exigencias da Franga fos-
sera legitimas.
O duque de Gramont declara lord Lyoos
que a governo fraocez exige do rei da Prnssia
que prohiba ao priucipe de Hoheozollern o recon-
siderar da sua resolugao. Se o flzer, est conjura-
do o perigo da guerra.
Granville faz esta proposta ao rei da Prussia
que responde cora urna recusa. O sentimento pa-
blico da Allemanha, nao Ihe perrailtiria aceitar a
proposta.
Um despacho muito inters sanie aqnelle em
que o ministro da Inglaterra em Btrlin, lord
Ljflus, conta a entrevista que teve com Bismark ;
dalado de 13 dejulho. Bismark dizque a ex-
trema moderacao do rei da Prussia em pre-enga
do tom ameacador da Franga e a recepcao cortez
que fez a Benedettl em Ems depois da lioguagem
que empregou a respeito da Prussia, produziram
oesta urna indignagao geral. Accrescenta que foi
trcelo publica na Blgica, onde se ve fl)-
rescerem, ao lado dos estabelecimentos p-
blicos, collegios e universidades livres, so-
bre as quaes todavja tem o goveroo a ins-
pecc3o. Tal anda o rgimen que a
Franca tracta_d* aciimir. recoohecendo
assim a sua supremaca. Tal finalmente
o rgimen que a nossa sabia constituicSo
duixa entrever n js doutrinas qua estabele-
ce nos | 4., 3. e 33." do art. 79,
EXTERIOR.
(jjueslo franco prussiana.
N parlamento inglez foi distribuido um Ltcro
azul contendo os li despachos trocados entre o
governo de Saint James e os seus ministros no es-
trangeiro durante os vinte das que precedern) as
deelaracoes de guerra.
Do Comnercio do Porto transcrevemos o artigo
seguinte acarea d'esse vro :
O embaixador de Inglaterra em Paris, lord
Lyons, apressa-e a enviar a lord Granville um
resumo da primera declaragao feiti pelo duqne
de Gtamont na tribuna do corpo legislativo, e ac-
crescenta que o duque pedio os bons offlcios da
Inglaterra. Pela sai parte o Sr. de Lavalette, em
Loodres, pede a lord Granville que convide e prin-
cipe de Hoheozollern a retirar a sua candidatura.
o A' 7 de jalho, lord Lyons refere lima conver-
sa qae teve com o encarregado de negocios da
Prnssia, o qual considera a declaragao do duque
de Gramont como precipitada, e dii-se convencido,
que nem o rei da Prussia oem Bismark liveram
coonecimenlo da can Jidaiura em queslao. Accres-
centa que nao sabe como o rei se ba de haver
para (orear o principe renuncia.
V-se que desde o principio os embaixadores
as dffereotes cortes ticararo lo sorprendidos
c )0> a exploso desta candidatura, como a geoera-
lidade do publico.
< Lord Lyoos escreve a 8 de jullm o resallado
di sua entrevista cora Gramont. Este diz que ain
da nao teve resposta da Prussia e]qne este silencio
oo permilte ao governo francez dillerir por mais
terapo os preparativos militares. Urna renuncia
voluntaria da parte do principe Leopoldo, segundo
Gramont, seria um raeio de acabar o conflicto, e
por isse pede ao governo inglez que empregue para
3so toda a sua influencia.
< No dia seguinte lord Lyoo<, dando conselhos
de moderaga), responde Ihe o ministro dosestran-
do imperador qae em todo este negocio, o
too nao faz senao seguir a nagio, em lugar
dirigir, que a opiniao publica nao Ihe per-
fazer meos. No meio de ara profundo so-
faz rebentar esta mina que linba
preparado secreUmenia. O rei da Prussia disse
fioedetli qae effeclivamenie tinha dado o sea con-
senllroento ao principe Leopoldo e qae Ihe seria
difficil j o retira-lo. Comtudo o rei presia-se a
conferenciar com o prineipe e depois dar urna
resposta definitiva. Gramont, retira a sua candidatura, esi todo aca-
bado ; mas se persiste, a Franca declara immedia-
tamente a guerra Prussia.
c Narragio de' outra entrevista no dia 12 :
Gramoot da a lord Lyoos qae o rei da Prussia
nao foi cortez nem sasfatorio; que nao teve
informado pelo embaixador em Paris.obarao Wer-
ih"r, que a solugao da questSo hespanhola nao
bastara ao governo francez, e que oulras exigen-
cias seriam feitas. Se assim fr, accrescentou,
claro que a questao hespanhola nao senao um
pretexto, e qae o fim real da Franga procurar
a desforra de Sadowa. O governo prussiano nao
procura a guerra, roa? nao pode deixar antecipar-
se Franga nos armamentos. Ora, evidente que
a Franga faz preparativo?, e se contina, ac-
crescenton Bismark, pedir-lhe-hemos explicagSes.
t Lord Lyons escreve a 14 de julho, que chegou
a crer na paz, mas que ne.-sa manha a silaago
mudon de aspecto Trata-se da publcacao no dia-
rio ofOcial de Berlin da oota annunciando qae o
rei da Prussia mandara dizer ao ministro da Fran-
ca que o oo r -ceberia. Esta concia mudon com-
pletamente as di8posigoes do governo francez, e
lord Lyons refere a crescenle irritagao do publico,
e sobretudo do exercilo fraocez. Termioa duendo
que nao resta nenhuoia esperanga de paz.
Depois da declaragao de guerra, Graraont
agradece a lord Lyons os esforgos da Inglaterra a
favor da paz, que todava foram matis. A Prus-
sia insabou a Franga annunciando ao publico que
o rei Guilherme insultou o embaixador Benedetti.
E' claro que quiz bumilhar a, Franga.
i Gramont espera qne a Franga conservar as
sympaihias da InglatVra." Lord Lyons responde
que a Inglaterra fez ludo o que pode pela paz ;
i mas nao pode negar que o governo inglez nao
tem rasSes para flear desapootado.
Fioalmente oulre despacho interessante o
do ministro da Inglaterra em Vienna. U conde de
Beust diz lord Bioomfleld que se a Franga conta
com as sympaihias da Allemanha do Sul pela sua
causa, commette um grande erro.
DIARIO DE PERNAMBUCO
RECIFE 24 DE AGOSTO DE 1870.
I
rojelo de unlversldade.
Eolre as reformas mais palpitantes, por
que clama a opiniao publica, sem duvi-
da a que melfeores fructos trar socieda-
de brasileira a da instruefao publica, quer
ella se chame primaria, quer secundaria
ou superior.
Seria injuslifa clamorosa negar qae les-
tes ullitnos annos muito tem feito o governo
do paiz, q talquer que tenha sido sua cor po-
lit'ca, emprldo derramamento da instruc-
fo. Mas anda assim, Torga confesar que
no se fez tudo quantoa principd fonte da
boa moral dos povos reclamara e anda
reclama para a ins'rucc5o do povo brasi-
leiro.
Ou fosse descuido ou meditado desig-
nio, o que custa-nos crer, o fado existe,
e boje, mais que nunca, reclama a instruc-
c3o publica jgrandes reformas, que com-
pre aos poderes pblicos iniciarem e leva-
rem ao ca'o em beneficio do paiz.
Em semelhante materia pensamos como os
legisladores belgas de 1830, que preconisa-
ramna sua constituido aliberdade completa
de ensino, garantindo entretanto socieda-
de urna instrucc^o dos tres graos mantida
e sustentada peiotbesouro publico.
0 cong'resso belga assim estatuido deu
prova cabal de nm raro bom senso, mar-
chando de accordo com Adam S:n tu e
Sluart Mil, Da opiniao de que ha casos em
que os poderes pblicos n8o podem dei-
xar de in'iervir na direcc5o dos negocios
que affectam to de perto os interesses da
sociedade, como o caso da instruccSo das
classes.
As nacSes para substituirem, para pro-
grediram principalmente, diz E. de La-
veleye, tem necessidade de que a instruc-
CSo, em seus differentes graos, seja derra-
mada por todas as classes da sociedade.
Ora, est demonstrado pela experiencia que
na Europa, at agora, os particu'ares nao
tem o conjunto de vistas e esforgos oeces-
sarios para conservar, desenvolver e com-
municar um povo inteiro a somma de co-
nhecimentos que Ihe indispensave'.
de simples intuicao concluir d'ahi que
opinio do Ilustrado escriptor qae, par
da instrecSo livre, convm qae os gover-
nos mantenham estabelecimentos, onde a
sociedade possa prover-se dos conhecimen-
tos de que tenha mystei, regulando elles
assim o' modo de da-la e tendo a suprema
iospecejo.
Tal desde 1830 o rgimen da ios-
onde s5o garantidos: a livre communicaejo
dos pensamentos, a instruc?3o primaria
graluida, e a iostrucQSo secundaria e su-
perior.
NSo somos apologistas da instruyo li-
yre. tal como se aprega por ahi, sem a
interferencia do governo; para n3 essa li-
berdade que tem os seus limites na pro-
pria constituido, consiste na consiliar;5 > do
direito que teem os cidadaos para fundarem
escolas e ensinarem todos os ramos dos
conbecimentos uteis, com o deverque cor-
re ao estado de tambem funda-las, mme-
las e desenvolve-ta, procurando assim der-
ramar a instrucoo as classes e conser-
vando-a ao nivel dos aperfeifoamentos que
Ihe v3o sendo introduzidos.
E assim pensando com o legislador bra-
sileiro, como eremos que foi esse o seu
pensamento, sem deixar iniciativa indi-
vidual o cuidado de so ella fundar e man-
ter escolas e universidades; jalgamos
evitar os males que traria s wiedade o
librrimo exercicio do direilo de instruir os
semelhantes, se por ventura elle n3o fosse
regulado pelo dever que tem o estado de
mante-lo igualmente.
Se a iniciativa hdividual fosse deixado
um tal cuidado, acontecera que s os par-
tidos polticos levariam effeito a fundado
de escolas e universidades, wnde cada qual
faria ensinar, por professores adrede pre-
parados e tiradus do seo proprio seto, dous
trinas accommodadas s suas ideas, com o
intuito de preponderaren) na opiniSo publica;
e portentosa sciencia, lornando-se especu-
lativa, perdera seo carcter de imparcia-
lidade, e a mocidade, dividida em dois cam
pos irreconciliaveis de doutrinas, se lauca-
ra nos horrores da guerra civil, surdameote
preparada pela guerra das proprias dou-
trinas.
Um tal re^imem, se d3o conven aos pit-
zes cultos da Europa, muito menos conv!-
ria ao Brasil, onde licito al dovidar da
iniciativa dos partidos na fundado de es-
colas e universidades, e na sua manutenejo
como instituices livres e particulares.
Eis a raz3o por que indispensavel que
seja o estado qnem d o melhor exemplo,
cumprindo assim as disposicSes j citadas
da nossa constituip3o.
O fim supremo, nico da instrocc5o'deve
ser o progresso da sciencia eo devolvimeolo
de suas verdades. Tahi nasce a oecetsidade
de serem os cargos do professrirato oceu-
pados por homens que primem pelos conhe-
cimentos que vSo ensinar, e n3o por homens
que se fa^am notar por suas opinoes polti-
cas.
Se ao governo corre o dever de respei-
tar no professor a liberdade do cidad3o, ao
professor c rre tambem o dever de satisfa-
zer as exigencias d'um ensino estabelecido
para todos e retribuido por todos na pro-
porc3o dos impostos.
A liberdade do ensino, alm de ser um
dever, um beneficio, 'considerada como
a entendemos, isto afferida pelo governo,
que para isso deve manter escolas, collegios
academias ou faculdades e universidades,
de modo a satisfazer as exigencias da so-
ciedade.
Demais, se como pensamos, o estado
tem o dever de promover a instrucoo. em-
bora seja isto contrario doutrina do cele-
bre Dechamps, incontestavelmente tem elle
o direito de regular o ensino nos seus es-
tabelecimentos, c anda mais tem o direito
de eiigir pfovas de capacidade dos indivi-
duos qae se apresentarem com diplomas
de escolas particulares, para que estes pos-
sam exercer livrementa suas profissoes.
Nisto nao vemos que baja entrare diffu
sao das luzes pelas classes, visto Como essa
medida s tem por fim evitar males, que
algumas profissoes podem derramar na so-
ciedade, taes como os medidos, os advoga-
dos, e os engenheiros.
Admittida a nstrucco publica, como ga-
rante a constituido, corre pois aos pode-
res pblicos o dever de legislaren), e fun-
darem, manterem e desenvolveren! estabe-
cimentos'apropriados ao derramamento des-
sa instr ccao em todos os seus graos, de
forma que todos os cidadSos possam beber
nelles as luzes accommodadas sua intelli-
gencia e aptdo.
D'ahi portanto nasoe: Io a necessidade
das escolas publicas primarias e de urna
escola normal onde se habiiitem os profes-
sores pblicos; 2* a necessidade de esco-
las secundarias taes como os lyceus de bel-
las-letras e artes; 3o finalmente a necessi-
dade de academias ou faculdades isoladas
de sciencias, ou de universidades que reu-
nam em si todas essas faculdades sob o
mesmo regimem, como se estabelece no
proj ;cto apresentad) cmara temporaria,
na sesso de 6 do correte, pelo Sr. minis-
tro do imperio, e do qual nos oceupare-
mo3 n'outro artigo.
gao da presidencia da provincia, de 22 de corra-
le, ji Borneado o Sr. Br. Miguel Jos de Almeida
I ernamboco ajodante do procurador fiscal da loe-
!oarar.ia Wvncral ; vago pela esoneracao cenee
dida, a sea'pedid., ao Sr. Dr. Olvapiu Marques
da Silva. '
AUTORIWDt POLICIAL.Por detiberagao da
presidencia, de 20 do correte, foi nomeado t. snp-
plenie do delegado do termo do Cabo, o Sr. Luiz
Francisco de Paula Cavalcanie.
NOVE.tA DA PEVHA.-Hoje oefa manhaa ser
basteada o estandarte de Nossa Senhora da Penha,
padroeira do convento dos missionarios eapnchi-
nhos, comeganJo tarde as respectivas novenas.
GUARDA NACIONAL.Tendo chegado da corte
o 9." balallo do infantaria de linha, oi pela pre-
sidencia da provincia mandado desaquartellar o
a ac^f*3* de inf.nlaria da guarda nacional.no
da 26 dooorrente, passando o servigo da guarni-
gao da prae i a ser feito por aquello batalho.
COMPAXHIA FRANCEZ A.-Estron aote-hoo-
tem, no Iheatro de Santo ntonio do Sr. Duarte
Loimbra, a corapanhia franceza dos boaffes pari-
sienses.
A compiohia corap5e-se dos seiraintes artistas :
mademoiselle< Thierrv, Chneberl e Breseia, e dos
Srs. Itaynaud, tenor, Carn, cmico caricato, e Ma-
ris baritood.
C >rao se v essa companhis bem pequea, mas
agrada, pos|o que seus artistas nao sejam nenbu-
mas, agaias.
Os homens sao melhores artistas que as mulhe-
res, e o Sr. Carn um excedente cmico e cari-
cato -r entretanto a Sra. Breseia tem talento e dos-
empenhou cooi consciencia o seuoapel de Jeanoet-
te na opera cmica Les noces de Jeannelle.
Como voz, nenhum desses artistas se faz notar,
entreunto cono ha igualdade de torgas entre elles
o seu coojuwto as operas e operetias agradavel.
As cangosMas e romaoces da 1* parte do espec-
tculo foram exeeulados um pouco custosamente,
gracn ao piuco cuidado da orchesira, qae oSo
obstante meree indulgeocia paresia vez, que foi
a primeira.
A musioa da oprela, que formn a 2' parte,
nao 6 feia, raas am tanto massante. A opereta
foi bem execitatU, quer pelo Sr. Maris, qner pela
Sra. Breseia, despeito das falhas da orchesira.
A'3." parle compiiz-se: da aria da opera Gron-
ian de Galatke, cantada soffrivelmente pela Sra.
Choeberl j do chisio>o duelo cmico Les deux
chanteun sans places, pelos, Srs. Baynaud e Ca-
rn, o qml fui perfeitamente deseropenhado; e das
cangonetas Pus ca e Pas de ca, esta cantada com
muita gnga ipelo Sr. Carn, e aquella pela Sra.
Thierrv, sera o sal que Ihe proprio.
Todos os artistas foram applaudidoe, especial-
mente o Sr. Carn, que merecen as ooqras do bis
na caogoneta cmica La mandoline dorio.
A orchesira nao esleve nada agradavel, e fura
para desojar mas cuidado da parte do seu regen-
te. Urna boa orchesira dirige os artistas, ama or-
diestra tibia e vacilante airapalha o* cantores. Os
artisieaflem dnvida agradarlo mais oo 2" espect-
culo, qae tem lugar hoje, visto como a escolha dos
trechos musicaes t da operetta parece-nos mais fe-
liz e provavelraente a orchestra estar mais cor-
recta.
Em todo caso os esforgos do Sr. Coimbra sao
credores de animago, e o nosso publico nao Ihe
negar por certo urna justa recompensa seus
continuos desvellos por agradar-lhe. *
LOJA DAS COLUMNAS.Acaba de chegar da
Europ, pelo ultimo vapor, um rico sortimenlo de
sedas para vestidos, em pegas e era corles, com-
pleta novidade tanto na quahdade como nos gos-
tos, sendo alguns proprio* para as festas pela vin
da de SS. AA. II. Tambem vieram alguns roa-
pdes de cambraia Victoria, com lindos bordados e
rufos, adeqoados < Sras. que tomam banhos sal-
gados, pela commodidade d9 poneos aprestos pre
cisarem.
determinada far fogo por muite lempo segujda
mente, mas sim por intervallos, e em periodos de
10 a 20 mmaios, e o mais meia hora, pois qae a
massa qne necessilasse de continuar por mais lem-
po o seu fogo, seria destrocada pela cavaMaria ou
pelas melralhadoras. Este calculo obrRanos a de
tatbar para todo e exercilo em Itoha, qualqoer que
seja a duragao mxima da balalha, nm lempo de
Caetano AWes Cavaleaole e outro.Relaier o Sr.
deserabargador Lourenc Saniiag, sortea* -
Srs. desemhargadores Gitirana, Almeida AIIh
querque e Domiogoes da Silva.ImoroeeoVu
to. Brfcorrente, o juizo; reecorrido. Pedro Vwnr
de Souza.Relator o Sr. aeserobarador Mt a
srrteados os Srs. desembargados f&goeira Ci-
ta, Loarengo Santiago e Domiogues d Silva.Un

s^&^rjasiira'^w^.is^TJ^JS^
somma de 288- milhes de cartuchos de espingar-
da queimados, que tem nm valor de 7,200 cootos
de res fortes.
Nao queremos- soppr que apezar do fabuloso
numero ae canhoes qae entrarlo em linba, jb-
guein mais de 50O; que reoreseolam 42t,000 des-
cargas, as quaes importara em 2,500 eoote de ris
fortes
Supponhamos qne de ambos os lados nS'i jo-
gam mais do que 100 metral ha doras, qae repre-
sentan) cada ama am gasto de 10 eontos por Mera,
o que d am gasto de 1,000 coutos de ris fortes.
Nao presumimos que naja mais do que ora
destroc de 10,000' eavailos, que representa um
valor pe 1,000 eontos; a despea de transporte de
tropas representa nm total de 750 eontos de ris.
Falta calcular a despeza dos servicos especiaos
dacarap^nha, que sbem a 2,500 conloa. Sem-
inando todas estas partidas temes:
7,200 conlos.
2
i
1
730
2,500
14,950 eontos da ri fortes gastos em tres
horas, 3em qae aos tenbam lembrado por um mo-
mento o sangue vertido, porque perguniamos :
quem capaz de saber o que vale ama gola de
sango* ?
o 14,950-contos em tres horas I E' vsrdade que
em Nossa Senhora de Paris se cmara um Te-
Deum. e nos invlidos se dar ama salva de 101 ti-
ros da pega, porm 100.000' bomens flearao sem
vida as margeos do Bheno.
A Franca ter alrgalo as suas fronleiras, ou
a Prussia aanexado aJgum novo estado, ao passo
que os povos choraro a sua perdida liberdade.
VERDADEIRA ABNEGACO.Letoos no Pro-
pagada, de Lille (Franga) :'
Entre os alistamenios voluntarios effectaados
hoje oesta cidade merece mencao o seguinte :
Urna senhora eslrangeira, de maneiras dis-
tinctas, apresentou-se na repartieao dos alista-
mento3 acompaohada de um mancebo de 18 a 20
annos.
Sou, disse ella, a eondessa Polioska, de
ongem polaca ; habitava a algom terapo com mea
nlho, que me acompanha a parte da Polonia an-
nexada Prussia. Meu filho recebeu ordem de pe-
gar em armas. Eis-aqai o sea desojo : nao que-
rendo servir a Prussia, conseguimos fagir para a
Franga. Mea fliho deseja, pois, alistar-se as fl--
leiras dos francezea para fwer a guerra contra os
prussianos, inimigos do nosso paiz. Quanto a mim
pego hcenga de seguir o seu regiment para cui-
dar dos feridos. >
LOTERA.A oue se acha a venda a 157'
beneficio da Santa Casa de Misericordia, a qual
corre bojo pelo novo plano, otate Diario publi-
cado.
de Mamanguape no
CLUB POPULAR.-Boje haver sesso, s 7 ho-
ras da ooute. Ordem do diaRevista dejornaes
doDr. Nobre; leitura dos Evaogelhos com ligei-
ras ohservjcoes pelo acadmico Misael Amaral.
A entrada franca, e ba lugar reservado para
senhoras.
PEBJAMBUCO.
REVISTA DIAEIA.
THESOURARIA PROYINCIAt. Por deUDWa
THESOUREIRO DAS LOTERIAS.-Acha-se no
excercicio deste lugar o Sr. Jos Rodrigues de
Souza, por ter ido ao Para com lieenca de dous
mezes o respectivo thesoureiro.
NONO BATALHO DE INFANTARIA. Fez
hontem tarde, no campo das Princezas, exercicio
em ordem de marcha, sob as ordeps do sea com-
mandante o Sr. coronel Barros Falco, agradando
em geral o aceio e disciplina, bem como a agilida-
de e promptiilo as manobras.
PARTHENON PERNAMBUCANO.-Haver hoje
as 4 horas da tarde sesso ordinaria d'esta socie-
dade.
ESTADO MAIOR DE NAPOLEAO.-S. M. o im-
perador dos francezes levou 24 pessoas formando
o sea estado maior, as quaes sao :
Os generaes de Reville. de la Moskowa, Castel-
nau, Vaubert, Genlis, Reille, Pajol. Canu, ajuman-
tes de campo de S. M.
O general Courson de Villeaeuve, ajudanie ge-
oeral.
Os capitaes Nepp, Heodecoart, Dreiggse, Mor-
courl, Treceson, ofllciaes s ordens.
O viscoude Lepe, aposentador do palacio.
O coronel Tascher de la Pagerie, aposentador-
ror.
O conde Daviliiers de Saint-Jean de Angely, pri-'
meiro cavalleiric/,),
Raimbaux, Suarez de Aulan e de Massa, ca-
valleiflgos.
Os mdicos Cannau, Corvisare Larrey!
Pietry, secretario particular.
Viscoode Daru, correio particular.
RECEPCAO DO SR. CONDE D'EU.O Sr. Dr.
inspector da saude do porto foi nomeado para
fazer parle da commso que lera de ir bordo
saber se SS. AA. os Sra. conde e eondessa d'Bu
querem desembarcar.
JOVEN AMERICA.teve reunir-se hoje*'8
horas e meia da tarde, na roa do Imperador n.
81 primeiro andar, esta sociedade raanamissora.
EVASO E CAPTURA DE PRESOS.-Na ma
drugada de 19 do correte, os ladroes de ca vallo
Geraldo Joaquim dos Santos e Balbino Beojamim
de Mello praticaram un arrorabamento na caleia
da cidade do Rio Formoso e poseram-se em fuga,
sendo capturados pouco depois pela polica local.
RA ESTREITA DO ROSARIO.Pedem nos que
chamemos a atleogo de qoera compete para o
mo comportameolo de um jovem filho de Miner-
va, residente nesta roa em um sobrado. Assim
fazeodo, esperamos que cessem os abusos por elle
pratlcados.
O CUSTO DA PRIMEIRA BATALH\.-Um ca-
rioso entreteve se, segundo diz a Correspondencia
Universal, em fazer o seguinte calculo provavel do
custo da primeira batalha entre francezes e alio-
mies, sappooo que tal batalha seja em linha :
c Em vista da agglomBragio e marcha das tro-
pas dos dous belligeranles, devemos snppr que
na primeira baialha tomario parle 330,000 ho-
mens de ambos os lados. Fazendo am calculo pru-
dente dos que oeeta massa eoorrae davem estre
mar-se para cavallaria, artilbaria e sefvicos mili-
tares, ficam-noe 300,000 infantes perfeitamente
bem armados, que nao obstante poderera disparar
Soatorze tires pop minuto, nao calcularemos mais
o qae razo-de oito tiros.
Deve ter-se- em conta que nunca orna forca
PASSAGEIROS.- Vihdos
vapor Cururipe :
Manoel Lopes da Paciencia, Clorinda Florida de
Barros, Jos da Silva Lcureiro Jnior, Pedro Pe-
reir Lemos e 1 menor, Luiz daS. Loureiro, Del-
phina Balbina da S Loureiro. Qoileria da Silva
Cmara e 1 criada, Antonio H. de Almeida, Jos
Gomes Vilar e urna escrava, Jos Bollo Fraga, M
Marcolioo, capillo Avelino F. de Oliveira, Vita-
liano M., Jos Ferreira Frazao, tenenie Jos Feli-
ciano Machado, tenenie Ricardo Newtran e 5 es-
cravos, Manoel Costa Lima, Antonio Francisco de
Oliveira, Dr. Campello, e Joaquim Ramos.
Vindo.s de Fernanda de Noronha no vapor
Giqut :
Capito Ignacio P. dos Santos, Helena Mara da
Fonceca, 1 (Ma e 1 criada, Guilhermina Tavares
da Silva, Evaristo Vieira Lins e sua familia, alte-
res Francisco P. Celestino e sua familia, alferes
Augusto P. Cezar e sna familia, alferes Antonio de
A. Paes Brrelo, Franco Xavier de Pai a, Maria
apbemia, Antonio M. do Nascimento, Francisco A.
do Reg e t filho, Joao J. de Sanl'Anna, Joaquira
R. Maia de Oliveira, 41 pragaa de pret, e 14 sen-
tenciados
CEMITE.1IO PUBLICO.-Obituario do dia 20 de
agosto.
Constanga Maria da Concegao, parda, Pernambu-
co, 28 anuos, casada, Boavsta; ttano.
Joanna, parda, Pernambuco, 80 annos, solteira,
Boavista, hospital Pedro II; apoplexia.
Ura prvulo eocootrado pela polica, pardo, Per-
nambuco, 20 dias,-Sanio Antonio : morte natu-
ral.
Viceocia Mara de Jess, parda, Pernambuco, 70
annos, solteira. Boavista ; dyarrhea.
Luiz Muniz Bezerra, pardo, Pernambuco, 50 annos,
solleiro, Boavista; congeslao cerebral.
Joanna Baptisu de Paula, parda, Pernambuco, 22
annos, casada. S Jos: parto.
Maria, branra, Pernambuco, 13 horas, Santo An-
tonio; asphyxia por enfillraglo cerebral.
Pauloa Mai ia da Conceicao, parda, Pernambuco,
26 annos, solteira, Recite; phtbysica pulmonar.
Eduviges, escrava, preta, frica, 50 annos, soltei-
ra, Boavista ; ente.r.-colite.
Dia 21
Mara Joaquina de Jess, branca, Pernambuco, 28
anuos, solteira, S.Jos; eclampesia.
Affonso Alexandrino, pardo, Pernambuco, 22 an-
nos, solleiro, Boavista ; caxexia paludosa.
Laurino, pardo, Pernambuco, 3 annos. Recito;
espasmo.
Benedicto, pretn, frica, 70 annos, solleiro, Boa-
vista, hospital Pedro II entorile chrooico.
Manoel Joaquira de Sant'Anna. pardo, Pernambu-
co, 70 annos, solteiro. Boavista, hospital Pedro
II; tubrculos pilmonares.
Adriano Ferreira da Silva, pardo, Pernambuco, 39
annos, solleiro, Boavista, hospital Pedro II; tu-
brculos pulmonares.
Francisco Antonio do Naseimento, pardo, Pernam-
buco, 30 annos, solteiro, Boavista ; tubrculos
pulmonares.
Pierre Jales Grosjean, branco, Franga, 30 annos,
solleiro, Santo Antonio ; hepalile.
niRONICA JUDICIARM.
TRIBl'XAL DA RJBJLACAO.
8ESSO EM 23 DE AGOSTO DE 1870
PRKStDBHClA DO KXM. R. C0JSBLHE1B0 CAJSTAXO
SANTIAGO.
/ SecretariorDr. Virgilio Colho.
As 10 horas da manha, presentes os Srs. desem-
Dargadores Gitirana, Lourenco Santiago, Almeida
Albuquerque, Motta, Doria, Domingues da Silva e
Regueira Costa, fallando com causa os Srs. desem-
bargadores Guerra procurador da corda, e Souza
Leao, abrio-se a sesso.
Passados os feitos, deram-se os segura tes julga-
aienlos:
Recursos cbimks.Recorrento, Joao Segismundo
Liberal; recorrido tenenle-coronel Adberbal Tito
de Castro Silva.Relator o Sr. dsembargador Gi
tirana, sorteados os Srs deserabargadores Doria,
Domingues da Silva e Almeida Albuquerque.De-
ram provimento. Recrreme, o juizo; recorridos,
anciana Maria da Conceisao.Relator o-Sr. denein
bargador DOmingaes da Silva, sortead.K as Srs
desembargadoros Doria, Amtefda Alboqwirqye t-
Motta.Improcedente. Reeorrenie, o juizo: re
corrido, Loarengo Bezerra Alves da Silva. -Rela-
tor o Sr. deserabargador Motta, so teados os Srs
desembargadores Domingues da Silva, Gitirana t-
Dora.Improcedente. Reeorreae, o jaia; re-
corrido, Antonio Themistocls 8eonetle.Relat r
o Sr. deserabargador Almeida Aiboquerqw, sor-
teados os Srs. desembargadores Doria, Meta e
Lourenco Santiago.improcedente. Recurrente.
o juizo; recorrido, PauRo Antonio de Mello.Re-
ttlor o Sr. dsembargador Doria, sorteados o* Srs
desembargadores Djmmgues d Silva, Aliarida
Albuquerque e Loureneo Saotiafo. Improce-
Hajieas corpus.Nio toma rara eonhecimanio
do que requeren Joaquim Jos da Suva.
AppKixAgoBs ciVBiSjAppellante, Pedro Pereira
de Oliveira Cabral; appellsdo, Migue) Cabra de
LyraConfirmada a sonlenga. Appeiianies.Silva
oj Jos de Carvalho e outros; appeHada, D. Ba-
che! de Saraza Lima Carvalho,- CoaSnaada a seo-
teoca.
AppKLLAf ao crimeAppelantes, o juizo e Maaoei
Anglico da Silva; appellados, o jniwe Manoel Fe
lippe de Souza.Annullaram o proeesao.
DfitrecNCiA crime.Ao Sr. dsembargador pro-
motor da jusliga : appellante, Francisco Borges
Barbosa; appellado, Joo Araaha de Vasconcel-
os. Appellante, o juizo;. appellado, Manoel da-
Motta Pimentel. Appellante, Pedro Dias da Cuo-
ta ; appellado, Benio Diogo Maria de Goova
PASSACKNS.
Do Sr. desembarigador Gitirana ao Sr. dsembar-
gador Loareneo Santiago. Appeibeao crime:
appellante, o juizo; apellado, Ignacio Teixeira
Meudes.
De Sr. dsembargador Lourenco Santiago, ao
Sr. dsembargador Almeida Albuquerque. Ap-
pellagoes civeis : appellante. Jos Francisco Xa-
vier Cruvello; appellado, Joao Francisco Xavier
de Azevedo. Appellante, Antonio Moreira dus
Res; appellada, Feliciana Maria Olympia. Appel-
lante, Alexandre Wag r; appellado, Jo- Igoarn
de Mndenca. Appellaote, Manoel Nicolao Reguei-
ra Pinto de Souza; appellado, Emilio Pereira de
Araujn.
Do Sr. deserabargador Almeida Albuquerque ac
Sr. dsembargador Motta. Appellacdes civeis: ap
Sellante, Jos Luiz Ferreira da Costo; appellada,
l Mara da Conceicao Chaves. Appellante, Joiu
Ba| lista da Silva; appellado, Antonio Ricardo de
Mendooga.
Do Sr. dsembargador Doria ae Sr. dsembar-
gador Domingues da Silva.Appetlaeoes crimes.:
appellante. Domingos Mximo de Triadade appel-
lada, a jusliga. Appellanle, o juizo; appellada.
M ra, escrava.
Do Sr. deserabargador Domingues da Silva ao
ISr. deseraeargador Regueira Costa. Appellagao
civel: appellante, Trajano Americo de Caldas
Brandao; appellados, Jos de Souza Barbosa e
outro. Appellagao crime : appellante, Bento Alves
da Silva; appellada, a jualiga.
Do Sr. deserabargador Regueira Costa ao Sr.
deserabargador Souza Leo.Appellagao crime:
appellanle, o juizo; appellado, Manoel Donato da
Souza.
Dkligencia civel.Ao Sr. carador geral: ap-
pellante, Manoel Henriques Pimeatel; appellado,
Thomaz de Aqurao Camello.
Ao Sr. deserabargador procurador da corda: ap-
pellanle, Thomaz Bandeira de Farias; appellado,
o juizo.
Assignou-se dia para julgaroento dos seguales
feitos:
APTCLLAgoES civeis.Appellante, Jos Francis-
co de Barro; Reg; appellado, Francisco Manoel
de Siqueira. Appellanle, a fazenda; appellados.
Joaquira Lopes de Almeida e oulras Appellaote,
a Santa Casa da Misericordia; appellados, os
herdeiros de Jos da Cunha Teixeira. Appellante,
Pedro Fernandos da Siha; appellado, Francisco
Jos de Toires. Appellante, Manoel Gomes da
Cunha Lima; appellado, Bento Correa Lima.
Appellacao crime.Appellaate, o juizo; apel-
lado, Antonio Paulino dos Santos.
A' urna hora e tres quartos da tarae encerrou-se
a sesso.
IRIIII V\l, DO CONNEKCSO
kGTA DA SESSO ADMINISTRATIVA DE 22 DE;
AGOSTO DE 1870.
residencia do exm. sr. dsembargador ansblmo -
francisco pbrbtti.
As 10 horas da manha, reunidos os Srs. depu-
lados Rosa, Basto, Miranda Leal e baro de Cron-
gy, foi por S. Exc. o Sr. presidente a berta a ses-
so.
Lida approvada a acta da sesso de 18.
mm
OCQcio do presidente e secretario da junta dos
eorretores, firmado de 20do correte api*seni-n
do o bolelim commercial da semana prxima (inda.
Ao archivo.
Aos Srs. depotados fnrara distribuidos os se-
grales iivros :Copiador de Scbafleilin & V..
Diario de F. Steppleda Silva, Copiador de Anto-
nio Correa de Vasconcelos, dito de Antonio V
lentim da Silva Bar oca.
,<-Vi>to o lvro da correspondencia oficial acheu-
se em dia e escripturado at n. 109.
MSPACHOS
Reqoerimeotos:
De Cacles Roberto Tott e Javaacio de Sooaa.
Lias, offerecendo a registro o seu oooirai > sociai
feito por escripto particular.Visto ao Sr. dsem-
bargador fiscal.
De Gomes, Silva k C subn> tiendo a registre
as nomeagoes de seus calxeiros Joo Carlos (teta
e Manoel Antonio Duarte.Como requerero.
De Diogo Jos da Silva, commereiante matricu-
lado e residente na capital do Cear, submeliendi
tambem registro a nomeaeao de sea caixeiro Jo-
s Joaqaim Bezerra.Registre-s.
De Samuel P. J'ohnston & C, igualmento sul>-
raetlendo registro as nomeagoes de seus cauri -
ros Antonio Hermino de Senna e Thomaz de Aqu-
no Ferreira.Registre-se.
De Manoel da Cunha Brandad, pedindo que t*>
Irte registre a nomeagao de sea caixeiro Fraueisri
Monteiro Borges, daodo-se baixa oo registro da *
seu ex-calxero Jos Beieira de Meoezes.Como
reqner.
De Joao do Reg Lima, pediodo qae se Ihe cer-
tifique se os seus caiteiros Joo do hego Lima J-
nior e Joo Martins Nogueira do Sanios eslao ou
nao inscriptos neste tribunal.Certifique se.
De Jos Joaquim Gongalves de Barros & C.
mesmo sentido quanto ao sea caixeiro Joaqun
Orestes de Moura Gondiro.D-ae.
De Moreira & Irmad, apreseniando registro a
nomeaeao de seo caixeiro Celestino Alves Mnniz
Registre-se.
De Castello Branco A Moreira, no mesmo senti-
do quanto a Joo Martins Pereira.Regstrese.
De Cietano da Costa Moreira, pedindo que se
Ihe d por certidio se Pereira Viaaaa & C sao
I


i
Diah de l'fenaiabttcd Quinta feira 25 d Agosto de 1870.

'J*** '
- *
i
eemmereianies matriculados taeste ibaM.Cr-| partnJuiaMa: ist pda finr certo a correspon-
iMqnc
Do Pereira
Viautr* & C, submeitendn i regis-
tro a nomeacao dr v.i caixeiro Caetaao. da Costa
Horeira*-Inuilfeada a estampilha na forma da
lei, volts. ...
De Alfredo Hflrique Garca, pedindo que se
iba certifique se oa nao commerciaote matncu-
Jado.-D6-se. ,. ,
De Antoto de Moura Raltn, pedrado por cefti-
dio os nomes, ida Jas e naturalidades de seus al-
xeiros. Como requer. '
De Joaauim Alvaro arcia, pediodo qae se Jbe
certifique se 6 ou Bao eomaercianie matneulaao.
__n-i6,
co*irowAgie dosb. dismbaroador fiscal.
De F. F. Mergos, gerente da Companhia Per-
trambucan par se expedir caria de registro para
o vapor Mossor4.Presumo n juramentopasscse
Gtffa
De Joaqunc Pinto Magalhes o Antonio Mendes
de Sauta Mathado, contrato de sociedade. Regis-
tre- se.
Oo Gregorio Jos Garcia e Antonio Jos Rodri-
fun, distrito soMal.Registre-se.
Nida mais haveno-se submeitido despacho.
o xm. Sr. presdette encerrou a sessao pelas ti
toras e tneia do da.
Se das averiguaQdea a qae aindt se procede
serrado, e do exame glico-legal resaltar
provas da existencia de um crirae (or ora ape-
nas exstem conjecturs) a espada da lei ir c
obre os verdadeiros culpados, seja qual for a sua
hierarchia social.
Ao concluir faremosuma declaracao uuicamen
te era homeaageai a verdad*, e qae concorda-
inos com o corre .pondenve liberal oo jnio qae
emittio, de que nao parti 4o Baro de Gaarara-
pes a idea de ter sido envenenado os seus finados
irrnaos, e nem rao ponco que tivese elle insinaa-
do ao escravo Eduardo as declarabas que fez \
em seti primero nterrosatorio.
Ainda continuamos a acreditar que ueste ne-j
goeio aquelle Baro tom estado de boa fe, porque,
os feos antecedentes a isto nos autorisarani.
Q uando a luz se fixer no cania, e:n que por_ tira
jat a questo do supposto envenenamento, a ver-
dad resplandecer, e entad veremos de que lado
est a justica e a razio.
aaen uestacida-
-l'l-ad^^H
irriga rfMI
radar ueste termo no destricto de Fagunies, onde
reside a familia e pa rentes.
Vivando de publico, apezir da pracessado, des-
de o amo de 1860, so Coi presa em o <*4^^^H
opo, e reeolhido a cadeia des ^^T
de para onde veio remettido polo delega'
lieia dolbp. "'
Havia eu marcado a l* sessao #
ry desle ierrnaj|Sa.-o da 21 ti
nifldo-se o tribunal, foi-me apwser,
so de Bello Lino proparal pata, *er jbmetti
julgamento. .
No da que Re havia wd designa lo, fui eondu-
sido ao tribnnal, pnde, per melb do seu advogj-
do o Sr. Dr. Triodade refieren^ transferencia do
seu julgameato para oatra sessao, allegando para
isso, que tendo testeta*nas a apreseotar para sua
defeza nao as tntja pedido traxer.
Nao consent na trsnerencia pedida pelo motivo
allegado, pois tiz verane achando-se presoha tem-
os se devia ter preparado cora as suas testemu-
nhas provas. Unte mas q je lora ootflioado com
bastante antece*eeia, para responder naqnella
sena coneidadios nao se acobarda envolver-se
em trantacees torpes e crimino jas.
Itabo ineomdo no desagrado de altaos amigos
lio n'esie lugar;
itmine as i que estio cx-
tes os fopecion,. pfBfieo, que nao proco-
tranzigir com as suas obrga$Bes ; tenbo mi *
oosiencia tranquilla, o qoanto me basta ; a
MHBeo, porra, tenbo feiW nertagiitcdej, e ^uem
Wt* oortdo pie queixkr-se poblicamente, eu
o authonso.
Quem for criminoso nesta comarca, trtenlo di-
nheiro, nio aera salvo por forea do deiegado de
SESSO
PUBL1CAG0ES A PEDIDO.
JUDIOAB1A EM 22 DE AGOSTO DE
1870.
HHSIDK3CLV DO COL SB. DBSEMBABO&OOR A. F. PB-
RKTTI.
Secretario, Julio GuinmrSes.
Ao meio dia declarou-se aberta a sesso estan-
do reunidos os Srs. de raeS Beis e Silva e Accioli. e os Srs. diputados
Rosa, Basto, Miranda Leal e bario de Cruangy.
Lida, foi pprovada a acta da sessao doterior.
O escriva Albuquerque registrou o ultimo pro-
testo da letra a 17 do presente mez sob o n. 2089,
o o e labMBrros.
Juizo especial do comraerefo : appellsnte exe-
quente Maiernns Lenz, appellado embargante 3
o ommendad'T Antonio Gomes Netto, execatado
Carlos Lniz Cambrune jaizes o Srs. Silva"Gui-
mares, Res e Silva, hara de Crnangy e Resa.
Foi conlirmada a seatenca appellada.
Jtrizo especial do coromercio : embrgame ap-
peHante autor Animo los Diurte Braga, embar-
gad.* appellado rea o curador fiscal da masxa falli-
da du Thomaz de Figaetrdo ; hiize9 os Srs. Silva
Gaimaraes, Acneti, Bisto e Miranda Leal.Fo-
ram dosprezados os embargos.
falta especial do commercio": embargantes exe-
cutados os hertk'iros de Antonio Norberle deSpu-
za Lealdade, embargado exeqnente Poiicarpo Jos
Layne ; juizes os Srs."Silva animarles. Bels e Sil-
va, Rosa e Basto.Nao foram receidos es em-
bargos iofringeotes do-julgado deste"tribunal, sen-
do vol vencido o Sr. Rosa.
Juzo especial do commercio : embargantes ap-
pellantes reos os administradores da massa fallida
de Antonio aria OV.onnel ier ey, embargados ap-
peilados autores Jo- Victorino de Rezende 4 C;
juizes 09 Sts. Silva Gnimares, Reis e Silva, Mi-
ran-1a Leal e Basto.Foram desprezados os em-
bargos.
Juizo manicipal do ommercie da cidade da
Areia, provincia da Parahyba: embargaite ap-
ellante reo los Maria Bezerra Gavalcaote, em-
bargado appellado autor Vicente Ferreira de Ve-
ras ; jii(z?s os Srs. Reis e Silva, .fecioli, Miranda
. Leal e Basto.Poram dcsprcziidos os embargos.
Juizo Mnicipa e du commercio de Macei : ap
pellante feo Jos de Oiiveira Lima, appellado au-
tor Juaquim le -Souz* Ferreira ; juizes os Srs.
Reis e Sirva, Accioli, baro de Cruangy e Miranda
Leal.Foi cetilinn ida a Malenca appellada.
Juizo spocial pellante autor fre Francisco de S. Boaventura,
embargado appellado "rea Manoel Ribeiro Bastos,
cesionario da ma*sa fallida de Antonio Pereira de
Carvaiho Gnimares; juizes os Srs. Reis e Silva,
Accioli, Miranda Leal e Rosa.Voram despreza-
dos os embargos.
AppcHanie Joaquim Antonio Pereira, appellado
Viceute Jo de Brito ; appellante D. Gerlrudes
Anglica Jiaquina, appellado o bacharel Joaquim
Fraiici-ci de Miranda ; embargantes R. A. Burle
A C, embargados Oveira, Fiibos & C.; appel-
lante Hkaeel l'ereira Magalhes, appellado D. Juan
Bu-son; appellanl^ Man el Cirvalho de Moura,
apellada Yai!f.el.Ribeiro Bastes,Adiados a pedi-
do dos Srs. dep mados.
paMmnml
Di Sr. desembargador Silva Guimares ao Sr.
di'-'jmharjiJidor Aooioli, juiz eerto : appellantcs os
administradores da massa fallida de Amorini, F.
Santos l C, appellado Domingos Francisco Ra-
mailio.
Do Sr. desembargador Reis o Silva ao Sr. de-
sembargMbir Asciori : appellante Andr Barbosa
Soares. appellada O. Candida Maria dus Prazeres;
appeJlanle Joaquim Francisco do Espirito Santo,
appdlado Nathan Danhnsser.
AGGRAVOS.
Juizo especial do commrcio : aggravante Anto-
nio Luiz dos San os, aggravado Francisco Manoel
Ctrneiro da Cunfca.O Exm. Sr. presidente negou
provi ment.
Juizo muuicipal e do coromercio da cidade da
Parahyba : iggravante D. Clementina Francelina
da Conceico *Borge agjrravado Primo Pacheco
Bornes. O Exm. Sr. presidente negou provimento.
ncerrou-se a sessao urna hora da tarde.
CfJMMUNICADOS.
COI.L 1 ORA V-AO.
Ainda o cor- espondente da "le
forma na corte, e o snposto
cctvenenameuto dos lroios
s.
Ninsuera pode ser juiz em causa propria, axio-
ma d direito.
O correspondente fiara a Reforma est nelle
comprebenMido, em face das considerac5es e nar-
rativas que f.'Z em sua raissiva de 30 de julbo
Saafado. Mencionou tactos e exibio documento
ine sWnote estavam no dominio da polica e da
familia S'Aibuquerque; alm disto raanifestou-se
summamente prevenido contra a polica, e deixou
entrever odio ao cidado que considera inimig
d'aqtiella familia.
Nestas circumstaacias o seu juizo sobre o pro-
cedimento do Dr. Pinheiro, chefe de paiicia na me-
lindrosa queslao, qufr ante elle se ventila, mais
qne i-uspeito: injusto em todo o rigor da pa-
la vra.
O It. Pinheiro ha precedido como deve proce-
der um jiz qus tem conscianoia de sua alta mis-
so na sociedade. Nao dve ter agradado ao cor-
respondente, na o duvidamos, porque para agra-
dar-liie deveria ter incontinente mandado recolber
Ci'iso o coronel Gaspar Jcha, e Ihe instaurado
un processo, embora sem base juriiiea ; mas a
geate sensata, que nao- v as cousas pelo prisma
da pievenco, aplaudo a maueira impareial com
que elle se ha portado.
JLs coincidencias citadas, os. fclos narrados
-pelo correspondente tm sido debidamente averi-
fuidi- e pesad is maduramente pelo Dr. chefe de
polica, sendo ajudada aesse trabalho, com prazer
o confessamos, pelo hbil a circujnspecto advoga-
do da familia S, a. cQnselheiro SiJvaira de Souea,
para cujo juizo nao-duvidamos appellar.
Al huir o resultado das pes juizas polieiaee nao
peza ainda na bal anca da justica para' levar o
juiz a proceder como deseja o eorrespoDdente l-
-beral, que talvez va alm dos cometaos de sen
judicioso advqgado, qae pareeemao ter sido de-
vidamente eaciliado nesie oegocij.
O Sr. conselheiro SilVera da Souza declarou ao
comecar em as investigaooes polieiaes qae to-
mara a iniciativa Oeste negocio, e qae em lempo
opportuno apreseotaria a pettcao de queixa phr
^arte da familia dos finados Sas : satretanto que
ainda nenbom prooedimenlo requercu contra a
victima do odio do cjrrespondeate da hefema.
ar-se-ha o caso de ser o advi?gado da familia
S, oumpiiee da apreeoada negiigeneia da poli-
ca ?
Acceita o correaaondenle esta eooseqoencia
Cerumente que nao.
Para que pois o correspondente' da Ueforna
adianU juizos teratrarios, que vo al a pessas
que nao desojara* ferir 1
Consulte ou antes acceiteos prudentes consolaos
do seu praveatoadvogado, a Bao procire(* bem
queem va o) por era duvida o bam lirondo conce-
to de magi-iraJofnteigro e josliceiro de ue gosa
o actual ehao do polica (testa provincia, o Dr
Luiz Anwmo Ferododes Pinhei!
Ouca o seu advog&do a respeito do proeediman-
Igreja le Wossa Neanora da So-
letarte da oa-vista.
o meio do indiferentismo que desgracadament
vae lavrando eutre nos por tudo que diz'respeiio
a religio, apareccm ainda dedicagoes que nao tre-
pMatn diante dos maiores sacrificios comlaoio que
nao dexem viogar o despreso de uos, a pottca re-
lgilo oiurvs, e o abondonc de muitos._
Cuma prova do qoqacabamos do dizer, deve-
nios apontar a igreja de Nossa Senhora da Soleda-
de da Ba-visia ora en concertos q por sna
grandeza importam quasi em urna reedificacao.
Altendendo-se aos muitos ouus que pesara sobre
as corpuracSes de mi mora, o do p&uco x>u ne-
uhuiii auxilio que Ihes prafta o governe, o espirito
eleva-se sorprehendido me o rpido augmento
que vae tendo as obras daquelle templo O apu-
rado gosto que presidio o plano da obra a perfeita
oxec?o que vae lie tendo, e a constancia da
actaal mesa regedora nos meios de concluil-a sao
i iR'ti vos sobi'jameite valiosos para que venhamos
ao prio indicar ao publico religioso o que acaba-
mos de dizer, e, 9em querermos pedir, Ismbrar o
quanto merece ser auxiliada aquella obra.
Nao raceiamos ser conlestades e ipor isso pedi-
oms a quem quiaer por si examinar que v a igre-
ja da Soledade o note all o-estado das ohra.
Nao arrefe{a o espirito de religSo e con-:orram
ledos para a concluso de to importante obra.
, O arptCUidor.
sessao.
Entiio o mesmfl aivogado requeren para com-
parecerem as testemunlias da f jrma ao da culpa
afim de serem opportunaraente inquiridas sobre o
faci, mandando fazer a chamada deisas testemu-
shas, verifiquei que nenhuma tiavia comparecido.
fotuta pude nos limi'^, ^ baaesto deleitar ao es-
pirito, visitamos boyiteqi 0 toeatro de Santo Anto
nio, cujat ports ,on,ra bertas pelo seu proprie
lario ou empre^arii ao publico com a
ama pequea companhia de buffet. Depols do (Jes-
apparecimcitto d Santo I abe^ parecia-aos impos-
sivel qne. n'es.-es dez annos.vesseroos alguma cau-
la quu o podesse substituir, uando por toda a
[parte, nesu cidada se aaaaaawu o tbeataiaaa-de
Sa;iln Antonio, nd abstalMpmojralgum coaiie-
cimento de ten p0iprietaiio- pessa entendiHa nt materia; esperavamos encon-
trar o que ha constautemeota as pequea* vlas
polica, e advogado Dr. Trindade por queatoss de e em algn* arrebaldes das cidade?, algum arre
gabinete; pode flear certo todo e quaiqaar, a o medo do theatro, onde o e*peotador habituado aos
proprio cerrespondente. theatros regulares se iniii|p6e logo ao transpr as
Se o Sr. Dr. Trindade tem tido algumas deei-^ portas do edificio, esta contactara, qne nog parece
soes rcinbas favoraveis seus constituintes ; tam- rasoaarel nao sabio a realidade, porque o contrario
bem o Sr. advogado Asiumpcao Santiago as tem se nos mostrou. por ora modo torprebendeddr.
tido, e na i menos: anda ha poucos das aqu 0 theatro de Santo Antonio nao snbstituo o San-
veio com urna queslao de haoeas-corpus, e eu a ta Isabel na materia prima de sna conslrnccao,
decid favoravelmenle contra a propria inforraacio! na grandeza do scenario, no numero de suas ga-
do Sr. Dr. Trindade, a qnem raandei onvtr como lerias e tambem n'acustica; mas tudo quanto nelle
delegado, qae tiuha ordenado a prisao do pa-
ciente.
Ha pe lera urna differenca era tudo isso; o
Sr. Dr. Trindade resigoa-se, e recebo em paz as
rainhas decisdes que ihe sito contrarias: o Sr.
Assurcpei, ao coutrario entende, que a verda-
e nem todas baviam sido citadas por nao e ach- de s cabe a seus constituiates, e nao perdda ao
rera no termo, em vista do ano insisti o aavogado- juiz a ousadia de pensar, decidir em modo di-
Muita atteoeo.
Pelo prestente declaro a meu rmao Manotl Igna
ci de Siqueira Cavalcaitta e a seu gonro Jas Lins
Jnior, assislentes no engengo Manhbso da pro-
vincia das Alagoas, e bem ajsim aoirmlo Salva-
dor de Siijueira Cavalcante aqui residente, que
logo que desle noticia tiverem, se enteniam com-
migo na casa de minha residencia, ou indiquem o
lugar oade nos devenios entender afim d por ter-
mo aos ietigios que to mal devidammie comraiao
sustentam ee foro. Bem devem saber que o de-
vedor em regra sempre obrigado a pagar, cujas
vantagns esto muito a queta das do credor, que
nunca fenece.
Quaodo antes das decisoes do tribunal por mul-
tas vetes o< convide pafa abrir mos deqoestoes,
podiam drter, ainda que assim nao fosse, que eu
assim proceda recetando perder, mas hoje que eirt
honra desse mesmn tribuns! o imperio da le se
tem to clara e soberanamente manifestado con-
demnando-os, nao poden dizer que com rceio
de oasa algnma, que por mais esta vez os convi-
do para urna composico amgavH, ao contrario
nada n,e arreceio tendo a meu favor a razio e os
bons juizes ; a sua interposicao de recurso' deu
vista para o supremo tribunal de justica no caso
vrteme, segando me parece, nao mais do que
o despert oa o desabafo.mal entendido; e disres-
peiDiso ao tribunal >ela forma porque se recorre.
Em summa errtendam-me como bem Ihes ap-
prouver, mas fiquem cortos que s os acompauha-
rei porque nao hei de suicieai -me, dando-lhes qui
tagao do que me devem. *
este mesmo sentido e nesta data dirijo-rae ao
Sr. Salvador dos Santos Monteiro Cavalcante para,
como pai qne nosso, vir ajudar-me a vence-los
da sua desrazo.
Reoie, 21 de agosto de 1870.
loaqnim S. Pet6a de Siqueira Cavalcante.
Parahyba do norte.
O juiz de direito da comarca de Campia, ao cor-
respondente do Dispertaior no Inga.
Chegoo-me hontem as mos o n. 699 do Oes-
pertaior, onde li urna correspondencia dirigida da
villa do Inga com a data do Io de junho prximo
(indo, na qual seu conbecidd autor faz prfidas al
lusoe* ao meu carcter de magistrado, e a minha
honra, e escreveu alm de muitas das snas face
cas costamadas o seguale :em jue poca des
gracada estarros nos ? Como se defender o Sr.
Dr. Joo da Matta de ter combinado em tan revol
unte falcairna ? Se o Sr. Dr. Joo d Matta est
innocente, deve eonvencar- se do que ha muilo s
diz, qne U03 ajustes de advogado com o Dr. Trin-
dade entra a reputaco do juiz de direito Dr. Joao
da Matta, que desta vez est seriamente compro-
metiida...
S om ooto despresivel, e urna alma corrom-
pida seria capaz de laucar em pnbjieo contra um
magistrado, que sabe presar sua IfSnra, diffao a-
oes, e insultos laes, bascados em falsidades e
aleivosias.
Desde os primeiros lempos de minha estada ties-
ta comarca, na qualidade de juiz de direito que
tenho conhecido, que alguem na villa do Inga,
despertado por nao poder dirigir-me com suas in-
sinnacoes, procura todos os meios, mesmo o mais
repugnantes ae hornera de bro, como v-se nessa
correspondencia, descoBceiluar-me n) publico, in-
ventando ou adulterndoos factos que se do nes-
ta eomafea para vingar-se de magistrado, que no
camprimento de seus deveras nao precisa ser
guiado, e saciar sua estulta vaidade e desmesura-
da ambicio.
Tranquillo sempre em minha conseiencia, espe-
perei que us meus actos fizissem desvanecer es-
ns fumaijas de audaciosa presumpyo e que a re-
flexo tronxesse a placidez do espirito nect-ssaria
para aquilatar a justiga com que procedem os ho-
mens de nobreza de carcter.
Foi, porm, debald essa minha esperanca, por-
qae a1 ignorancia vaidosa sempre petulante, e
as almas vis s se desenvolvea as paixfies
ruin.-.
Nesse proposito a meu respeito se tem osado
da todas as intrigas, e as correspondencias do In-
ga para o Detpertador se tem amindado para
tnelbormente se poder extravasar as negras fezes
geradas as entranhas do sen autor.
Pois bem, ja o deelarei, estou disposto a sempre
defeoder-me das arguiedes malignas, qne- em
publico me forem feitas, e nao deixar sem contes-
laoo, que se adolterem os factos para se formu-
larem accasaoes contra quera as nio merece, e
costuma proceder com dignidad?, e nobreza, que
alguem nao pos-ue.
Provoco e instigo solemnemente ao autor bem
conhecido dessas correspondencias, que declare, e
aprsenle ao publico ae prova", que tem de qne
eu 80U compartecipante nos ajastes do advocado
do mesmo Dr. Trmdde, e nao s isso ; antorjso a
quem qoer que fr para provar, s por qualquer
modo lomo parte as qaestes a favor dos enasll-
lunies daiuelle Dr.| ou de nalque'r oatro advo
gado desta comarca, e se aba qaalqaer decisau
por amisade, contemplacao,- odio ou vinganca a
este ou aquelle advogado, a est ou aquello indi-
viduo.
Meu presado irino o Dr. Lindolpho, tyzndo
justica a meu aracter, formulou cabal resposta
ao tal correspondente calumniador, como li cheto
Ide satisfacao no Pilicador n. *274 de 1S deste
mez, que'por mn amigo da capital me foi remet-
tido elle por sua parte tambem j fez igual pro-
voeaao, e declarou que o correspondente estova
com os bracas livros, que desmacarasso o juiz de
quem snspeita prevancaco; sustento a sua pro-
postcao, prove isto; u Ihe prdo.
Sou muilo reconheerdo ao meu presado irmo
por essa maUife!>faeo ; elle beta me chece des-
de crianea, e lera estudado oa meas acto; sabe
quanto de deniri d'aima ao homem que se' pre
sa, alluses prfidas desse quilate ; em sua vida
lera sido victima de provoeaeOes insullnosas, e
com es eas asios terd tesiuacarado a protervia
idos seus aggressores, os qoaes sempre recuam
onhadidea.
Era qaanio o correspondente do Inga, probara
as provas inconcusas da mifflia prevancaco e da
de Bello Lino pela (raniferenaia do julgamento
por nao comparecerm ao menos algnmas dessas
testomunbas.
Ouvmdo ao Dr. prometor publico nao fez oppo-
sicao ao reqnerido pelo que foi por mim con-
cedida a transferencia yoltaodg o reo para a pri-
s.
Ora pergunto, prooedendo assim nao obrei'dc
cimformidade com a tei f
Nao isso o que deiermloam o cod. do proces-
so e o reg. de 31 de Janeiro de I82 t
Sao bem claras soos disposijes e o corerspon-
denle as lera iido mais de urna vez.
Em que soffria a ju-lica publica com a transfe-
rencia do julgameato de Bello Lino ? A demora
do sen Julgaraeuto s a elle poda prejudicar,
mas era elle proprio quem a pedia no nierosse
de sua defesa. Poda ser preterido Se acaso, a
dspeit de ludo, o fkesse jalgar nao seria um
acto arbitrario?
E o.tribunal snperiorda relacio para qnem elle
appellaria, caso fosse condemnado, teria'de annul-
tar o julgameato, como sempre tem feito em casos
idenqcos por falta da comparecimento das teste-
munhas d'aecusacSe, e exstem muitos julgados
nes# senlido, corm o correspondente poder ler.
snqnifer, uas revistos jurdicas de 1868, e annos
anteriores.
Terminados os trabalhes do jury desle termo,
eonvojuei a 1* s^sco do termo do ln para o
dia !) de maio.
Todos sabem neste lugar dos ecomraodos, que
em minha satiJe tenho soffrido, e logo ao entrar]
do anno estive bastantemente doente, e de entao
em dianie a minha sade nao tem silo boa ; o
mesmo correspondente sabe disso, e est bem in-
firmado pelo que lem ooservado quanlo no Inga
me acho nos trabdhos do jury.
Convocando o jury do termo do liga, estova
disposto allLachar rrie ; o meu estado de sade,
porm, nio me permetlia oceupar-me em serv?
prolongado ; nao podia mesmo montar a cavallo
e fazer viagem, pelo qne com algn? das de an-
tecedencia euiendi-me com o juiz municipal deste
termo o Sr. Dr. Irino, e ped Ihe para em meu
lugar ir presidir os trabalhos do jury no Inga,
passando-lho eu o exercicio de juiz de direito ;
falleilhepor das vezes, o Sr. Dr. Irin*1) decla-
rou-me que desejava ser dispensado disso, e que
umbem nao poderia ir, porque eslava oceupado
em servieos urgentes, e tinha de achar-^e mr
esse tempo na povoaco de Pocinhos, onde tinha
o qae fazer.
O Sr. Dr. Irino aqui est e pode declarar ao
correspondente se o conviie para ir presidir em
maio os trabalhos do Jury no loga; nao tenho
mysterio nos meus actos.
Nao podendo ir ao loga o Sr. Dr. Irinoe adan-
do-me no estado quedisse; foi que resalv; adiar a
reunan do jury daquelle lerao para o dia 23 do
mesmo mez a ver se mo achava em estado de po-
der montar a cavallo e emprehender a"viagem, ou
eaiio j devendo eOar desembaracado dos serv-
eos, que liaba'o Dr. Irino, o de volta a esta cida-
d, poderla ir em meu lagar. Eis a razio do adia-
mento do jury, nada teve o nem lodia ter com o
julgamento d prescripeo do criitunoso Bello Li-
no, da qual na i sabia e nem p>idiria advinhar.
Eu nao osperava pela c egada- do 5r. Dr. Feli-
ciano Hardman para contar c >m elle para o jury e
s delle soube poucos das ames, e estimei moile
sua chegada, posso asseverar a currespondente,
nao s por ver no termo o seu respectivo juiz le-
trado, como porque era meu lugar, e como meu
substituto poda presidir o jury com a mesma
garanta justira e ao servico publico. E' na
moco ilhukrade e na altura de bem desempenhar
as funeedes do seu cargo ; faijo delle bom con-
caito.
No dia 22 vespera do dia marcado para a aber-
tura do jary, j se acnando em exercicio de juiz
municipal o Sr. Dr. Hardman, ,ofi;ie-llie passan-
do-lhe nesse dia o exercicio de juiz de direito o
encarregando Ibe de presidir o jury por nao poder
eu ir pess jal mente por motivo de molestia e cora-
muniquei-lhe que l se acbaria o Dr. promotor
publico.
0 que tom, pois, esses meus actos cora a
advogacia do Sr. Dr. Trindade a favor de Bello
Lino?
0 Sr. Dr. Trindade veio apresentar pnate o
juiz municipal a prescripcio a favor desse crimi-
noso, deu suas provas o juiz municipal nao as
achou procedentes e regeitou a prescripeo ; rec-
corren para o juiz de direito, no segaimento des-
se recursi, nio me achava em exercicio, e foi o
mesmo recurso julgado pelo Sr. Dr. Hardman
com a mesma plenitude de direito qne eu, porque
eslava no exercicki d* cargo.
Oade a preyaricacao do juiz de direito ?
Se eu nutrisse o seotimente que pretende em-
prestar-me o correspondente, e de que s elle se-
ra capaz, de favorecer a esse criminoso pela
parte recebida nos ajustes dj advogado o Sr. Dr.
Trindade, ebtio com maior razio guardara para
por mim proferir a decio, e bem sabe o corres
pondente, se nao ceg, que o juiz dispoe de al-
vitre para avahar as provas dos autos, e dar a
conveniente interpretaco s leis, seguindo os ar-
restos dos tnUqnaes superiores, que variam mes-
mo era questSos de igual nataresa, confirme o
modo de entender dos juizes era face da eomp-
caco das nossas leis, anda mais complica-
das pelas interpretaedes dos avisos.
Posso afliaocar-lbe qoe nenhama conversarlo
teve comraigo o Sri Dr. Trindade sobre a materia
dessa prescripeo, e Taco jastici ao sea carcter
em suas rlacdes para commigo tem procedido
cora honradez e eavalbeirismo.
Nao o julgo capaz de impr qualquer decso ,<
seu preme o Sr. Dr. Hardman, e muito menos
mim, contra a justica de quera quer que for.
Se o Dr. Hardmanjulgou em recurso provada a
prescripeo do criminoso Bello Lino foi porque se
gundo sua mtelligencia, assim aebon dos autos, e
elle ter de responder ao correspondente conve-
nientemente visto que sua honra aeha-se do mes-
mo modo atassalhaa pelos denles da maledicencia.
Nunca sonbe, e era quero saber porque preco
foi feito o ajaste da-defeza de Bello Lino, mas
isae oertamente o que a mofina o correspondente
por ver ugir-ihe, talvez, essa oecasiio de enri-
earl
O correspondente nao cnsente, que possa ser
eu amigo do Sr. Dr. Trindade, porque esta elle
saspeito de advogar perante mira, que confesse
dever-lh finezas.
J o dsse, e uafculadamente repito, tenho ami-
sade a se inen ctllega, trata-me com eoftsidexa-
eao, e minha famrfta, devo-lhe essa atteocao e
fineza, fri,0-me do mesm modo, porm nem
elle, ou qnaltjjuer oatro, ser' capaz de desviarme
do aumprmttte ds: ateUs dVeres, como magis-
trado s ve}'drantad#niim a lei, poaso ter er'
rao, e estba srtgtKo ao erro, mas aceito a res-
ponsabilide, e replllo as indignidades dos salw-
baacos.
Podera examinar as miabas decisoes, mais de
209'astas lebry despaebado desdi qoe assumr o
exercicio ae jiuz de direito; da lados tenho anta
baWeolar, amagaba mesa nao if-te auto algort
bafir despacho, Aledas do prometa expediente.
Tenbo aborto lempre o ttibaaal do jary em am-
{boe os termos, e teabp o prazer de declarar; qne
os ana joigadoi at hoje, qjoe por apptltacaa tem
subido*) (ribni>d*BetaTio,.tMg sido coalirma-
verso de suas argunientocoes; e togo pelo corres
pondeale do loga vai se julgando mal da probida
de, e honradez do magistrado e alu!terando-se os
factrs.
Al oa asscmWa provincial j fui aecusado
pelo Sr. Assnmpco Santiago, na sessao do anno
passado por haver eu aceitado um recurso de
existe bello e harmnico, j quanlo ordem que
presidio sua construeco interna, j quanto
pintura qne o adorna, e ja' qnanto a' com-
raodidade do ar qae se respira: lera um pan-
no de bocea soberbo pela allegoria que encerra,
da ama das grandes praeas da amiga Roma, e
coraquanto as tintos nelle empregadas nao sejam
finas, seu autor primou revelando apurado gosto
e sabido conhecimento d'optica, na cimbinaco
das cores que guarnecer as partes lateraes do re-
cinto do theatro com as empregadas no panno.
Aos lados do. grande arco notam-se dous lindis-
simos fstes tambem allegoricos, onde se agrupam
entre rosas e grinaldas diversos instrumentos da
msica ; Apollo oceupa o vrtice do arco com a_
graga para o poder moderador com suspen-j sua lyra, ha em tudo isto um accordo de impres-
das.,
Mbri cerr^icao oaate tanto em o mez daagosio
do *an passadK.npablirpet diversoei provimanto!',
|pafftiqoe Kobo nos afasias, de adv-jgado; da 8rJ a despaciM, e 9mmitNlAlk; cenata do provi
Aa que ns qutlaodo supposto enviraSaueataba ftiOlriiadadei voa expor awpebco toda a verlas
> cJaefa de oolico, e de- la bocea ouviri,
brete-da eu.
O Dr Pinheiro o3q sacrificar t justica aos in-
teresses do partido poltico cajas ideas professa,
e'oeui a constituir instrumento de vingancas
de dofamo, que servio de tehma, para as inveotH
vat do raesix eorrespooeate.
fleitafawno Pereira Leite, eanbecido por Detta
Lwo, aeftando-se processado por ^rime de rnorte,
e pronunciado no art 193 do cod. crim. era mo-
nento gertal por mim apresadla* oa do en-,
o r ramenta m. carreteo: 1 reensiti .todos esa es pa-
pis aogoverno, e neoham dos meas desaacbos
aterocaraa oeosora.
O magistrado que assim estada, e irabalba para
cumprir.03 seas deveres, e aerecer o coaceito dos
sio da execu?io da pena em crione do que a
lei concede livrar se solt at a ultima aeci-
sao! 1
Entretanto, que nesses casos tenho sempre
assim decidido para com os outros que nio se
qneixaram, e essa a doutrina seguida sra todosi
os jnisos a resariade taes crimes por ser essal
a dwposicad do cod. do processo crina com qaenjj
est de accordo o decreto de 9 de marco de 1817,
de 14 de ootobro de 18oi e 23 de marco de
1860.
O Sr Panto Travatso de Arroda servio de sup-
plente de juiz municipal do Inga no quatrienniu
fiado, e esteva muitas vezes em exercicio; oSri
Asstimpcaoadvogava perante elle, era
sor, segundo me declarou por vezes ; nanea ej
jnlgou por isso smpeito enera o era por lei; d
Sr. Paulo, Travasso dea mnilas decisdes a favor
de constitu ules do Sr. Assurapcao ; e mais, en
um processo de tentativa de raerte instaurado pelo
delegado de polica contra Um seu prenle e so-
brlnhodojnajor Manoel da Costa Travassos, com
a-promocao do promottor, e pronuncia d* dele-
gado, em menos de 24 horas foi despachado, e
despronunciado pelo Sr. Paulo Travasso, e nio
houve quera o arguisse de prevaricador, ou de
qualquer procedimento menos digno, entretena
que o correspondente s enehorga maldades no
uiz de direito do Campiaa/e uas aetuaes autori-
dades do Inga.
Nio dirijo insinuaeao alguma contra o carcter
do Sr. Panlo Travasso, porque elle nao eslava;
inhibido de ser assesaoriado pelo advogado Sr
Asumpca Santiago, e nem este de advogar
perante elle, e decidir a quera 1 do sea pa-
rate ; mas apreseuto estes factos, alm de
muitos outros, sobre os qaaes nada se tem
publicado, e >obre que nenhuma censura mi-
nha, eomo autoridade superior, recebeu, pan
provar ao publico o carcter do corresponden-
te para qnem, entio, tudo corra regular; ina;
actualmente, nesta pocha desgranada, todo va
mal; os juiessao corruptos, prevaricadores, porf
que nao precisara de aecegsores 11
Julgo ter respondido por minha parle ao cor-
re-pmrdentfe '6 trado a publico, e ao governo a falsidade e a fal-
ta de criterio das arguicods qne me foram dirigi-
das; e sempre assim farei .todas as vezes, que
qualquer saltimnanco me dirigir calumnias, e in
jurias; -sston corto que todos os homens sensatos
me farao jnstic;.a.
Antes porm de terminar repito a /provocaco,
que fez no comeeo, ao correspondente do Inga para,
que aprsente as provas da parle que tenho nos
ajustes do Sr. Dr. Trindade em suas quesioes, e <
pubfieo atirar-lhe-ha o estigma qne'raerece, se i
nao lizer.
Nunca proenrei o lugar de juiz de direito dasts
comarca ; nao fa<;o queslao de ser nell conser
vador ha muil dinsejo mesmo retirar-me, e j es
crevi ao Exm. ministro da agricultura com quem
tenh' rela?oes de amisade fazendo-lhe sentir o mea
desejo; e espero que S. Exc, lembrando se do sed
antigo collega de estudos far-me ha algum favor
a esse respeito.
Como ra ustrado-apenas vivo do meu ordenad 1,
e nao me invergonrro de ciwifessar, que por mui-
tas privacoes tenho passado, o minha familia nesta
crse de secca, e caresta de gneros, as cuitas,
dos mfin despachos,-don-as aos meus eserrves,
nad 1 reeebo.
Acho-rae na idado de 'tO annos, tenho ocdup-
do algins lugares de importaotia, vivo pobre.
Nao tenho lux > na minha casa, a iruha fimlia
vive sem ostentaji. duas lilhinhas qe tenho po
falla de meios nao as posso mandar educar fora
em algum collogio, o qae sim dentro d'aima;
porque seria o nico d'.e que Ihes poderia dei-
xar,urna educaco mais aparada para sabe-
rem viver na sociedade.
Po-so sacudir a minha toga de juir, dalla nad
cahir lama.
Esses, porem, que cara todo o descaro nio tre-
pidam em lamear-se ; esses sim, sem possurem
cousa alguma, educara fllhos, ostentara Ittxo, andaai
cora as carteiras rocheiadas, e douradas. e seni
iraporterem se com o verrirs da face diafurdam
se em todas as emprezas, e desesperados pela
Sacra [ames auri acc immeltera a todos de querr
desconfiara servir-lhes de embarazo s suas ga
naneias.
Campia-Grande 28 de julho de IH70.
Joao da Matta Correia Lima.
Vistos estes autos du jastificaco de presenpejx
-Na testeraunhas offerecidas pelo justificante nad
s adqnire prova plena, qoe este residisse sera a
menor interrupcao neste termo ; ainda mais se
atteadendo'ao depoimentoda pnmeira, que dissa
ter o justificante, quanlo preso, sido remettido
pata villa do loga, o que indaz a'crer, que nesse
termo fotpreso. Pelo' que d'accordo com a pri
meira parte do parecer do Dr. promotor publico,
e em coosideracao a legislacao respectiva, cdigo
do processo criminal art. 06, lei de 3 de dezem-
bro de 1841, art. 33 ; regularaeoto n. 120 de 31
de Janeiro de IB12, art. 273; avisos n. 116 de 27
de juaao da 1855, e o de n. 271 de 19 de junho
da 1870; hei por improcedente esta jiisbncacao
por nao haver prescripci > no crime, pelo xjual a
aecusado o justificante. 0 escrivo U^ as ne
oessariae intanaedes; pagris as costas. Campia-
Grande 19 de maio de 4870. Irino Cecihano
Pereira Joffely.Est conforme.O escrivo, Da>
miao Jos Rodrigues.
Vistos estes autos etc. Dou provimento ao re|
curso oterpusto pelo excepienta Bellarmino Pe*
reir Leite, da sentenea do Dr. juiz municipal do
Germo de Campia-Grande contra a prescripeo
allgala pelo recrreme do crime de homicidio
praticado no mez de dezembro de 1859 no lagar
Faguodes na pqssoa de Antonio Simplicio de Cari
?albo ; porque o mesmo recrreme pro voa cora
as tstomunbas de folhas folhas, que residi ser
interrupgo no districto da culpa d'esde o crime
e sua urinuncia at a- sua prisao, que se erTecuifVu
era Janeiro do crrente anno, nao sahiado nem
eiesmo momenianeameote, e ao contrario trans-
lava aelle e communicava de publico ; e que
basta para a prescripeo, que allega em vista das
dispusieses de le citadas peto jafzo a qu, sem
nuiargo de ler sido prisao .eflWtaada antes de
expirar oiprazo de dea anaos da pronuncia, por-
que segundo o direito a prwo emtaes circotnsi-
lancias nao iaterrompe a presjjripcjo. Nao pode
proceder a- inducao de ser o recrreme preso era
oatro termo, peto la -. de-haver sida remettida
para o de, Garaprna-Grande-pelo delegado d'este da
do toga, porque assavenam contestes todas a tes-
teraannas, que o mesmo recrreme rezidio interr
rompidamiente no-dslricto da-culpa at sua -pristo
e nio asseieranvqae: esta se-efifoftmtse em oalr
lermo ; e nem a jualisa publica ,de mido aifun
o provau como Ib^cumariaiuma vea que issolU6
teo'ntasse ; pelo qae e mais que dos autos- codsL
mando se'-pOBba peVpetao stte-cio a aBca-iici
f**.80' r'nta;Be4lfraimo Pereira Lette.-a
Ihe d baixa de culpa, risque-s 0 eeu nDa'do ft*
dos culpados, e se Ihe pagse o respectivo alvar de
Est cot
drig'uet.
sionar o espectador, que pela primeira vez visita o
.Sanio Antonio e que necessaramente o far.reco-
ohecer que est em um theatro.
A curiosidade e o desejo de distraeco leva-
ratn commigo ao Santo Antonio a nata social; e
outra consa nao era de esperar ; theatro de um
ex-emprezario do Santa Isabel, companhia fran-
ceza de buffet etc. etc. o resaltado nio poda ser
diverso. Em Pernambco a alta r-ociedade aprecia
muito as sete notas magics, e quem nio aprecia
por gosto, aprecia por imitaca razio sem duvida
porque houve endiente redonda, como se diz i
nos bastidores.
Nao podendo resistir o onda, preciso dizer,
1 acompanhanos a moda e hoje gostemos dos buf-
fes.
Duas palavras sobre a companhia qoe hoje mi-
lita no Sanio Antonio.
O adjectivo pequeo algumas vezes emprega-
do para depreciar: nos, porm, nio temos esta
intensao, applaudlmos os esforjos do empiz^rio
do Samo Antonio, e fazemos voto para que cumpra
a promessa inserta em seu anauncio edictorinl que
fez ao publiio de em breve tempo fazer-nos ouvir
urna companhia regular, se f'r lyrica raelbqrare-
mos de cambio, o pessoai da companhia pe-
queo, defeito que notamos porque somos rigo-
rosos e.no procuramos consultar os recursos do
pmprezario, mas em abono da verdade n'elle se
enc.mtram alguns artistas do mrito.
Assim dizendo nao fazemos favor:Mr. Maris e
Mme. Brescia; que trabalbaram na opera cmica
Les noces de Jeannette -Mrs. BaynatM e Carn,
qae cantaram o duelo comicq -Les deux cJian-
teurs sans place-r-Hime. Choiberl, que canlou a
aria da opera cmica Petit Poucet, foram felizes
em saas estras e revelarara conhecimento d'arte.
primando Mrs. Maris, Carn e Mme. Brescia. Pe-
dimos ao emprezaro do Santo Antonio, que dis-
pense nos sempre que (ir possvel das cansonelas,
apreciamos mudo, muito e muito a denominada
Pos racantada por Mlle. Mariette, mas faca-nos
este lavor se Ihe nao for penoso.
A boa ordem e regolaridade qua presidiram o
espectculo recommendam o.paifeaempo.
24 de agosto do 1870.
Penafie!.
O Sr. a. p.
Clarreo de Hell
Kego.
E' admirave!, u nao sorpreliendente, vor-se
forttore querer desprestigiar-se um membro pre
pondrame do partido conservador o Sr. J. P. li.
de Mello liego i ltimamente acabamos de ler
alguns arligcs inseridos no Dinr de Pernambco;
d'elles se v qoe o illiba' carcter o Sr. Mello
Reg tem sido vouVna ddi mais vis e grossaros
duestos .atesta a surte do homem poltico que
temsdopre permanecido fiel as ideas do sea par-
tido II
Mas, o qne mais os sorprehende de tai dos-
rommuna pro:edimento, de termos plena'ton-
vicQo que esses inimigo gratuitos, n\o ha muito,
recebiara do Sr. Mello Reg favores asss impor
tantes.....favores quic fossem a causa de gal-
garem elevadas posices na sociedade ; entretanto
cabe-nos aqu cilarraos a mxima :On n'aime
la trahison, qui pour abhoire- le traiteur.
Nao deixamos de instantamenle louvarraos a
fleugraa de tamiento eaieetido que. soube guardar as discus-
sdas que to brlhantnaeate sustent >u com relacio
a sua demissao < director do Asylo de Mendici-
dade, exuilou-nos d prazer taes dscurcoes por
que vimos qae seus inimigos foram oomplelaraente
rechassados, e obrigado3 a nao proferirem, cm
contrario, urna spalavra !
Muito confiamos no Sr. Mello P.3go e em alguns
amigos mais que sabero levar os nogocios polti-
cos desta comarca com aquella prnioncia e'tno
que as circunstancia* exigen), afim 04 que possa-
mos gosar, se nio de todo, ao menos de algum re-
poaso... pois presentemente temos hitado nao s
com desenfreiada opposcad qne se alsnnha de
liberal, como tambem com os transidas de 16 de
julho 1... E note-se que esses ultimo* sio os
mais perigosos, por que gosando ('invidamente )
do pomposo ttulo decanservadares tera Ma-
queado a boa f do goveroo, e desta sorie alean
?ado alguns favores 1
As 'noineacoes de officiaes da guarda na ional,
altimamenle feitas para aqm. a prova iaconcussa
do que acabarr os de11 referir. J que tocamos as
nomeacoes desses otli:iaos, obriga-nos a dizer mais
alguma oousa. Os mimigos do Sr. NMIo Reg,
mos oomraunioados a que anima nos referimos, cul-
para -n'o (segundo nos parece) qne elle tora o au
tor do coromunicado que a 9 do lindo mez partir
desta provinci a para o Jornal'do Commercio da
corte ; ignoramos completamente qoe o Sr. Mello
Reg fosse o senantori mas certo que as asser
eoes que fez o eomraunlcapia com relacoo ao3 oU-
ciaes nomeados para ohafalhao n. 2f> do Bonito
ama verdaJe tal, que, por mais-que facam esses
trnsfugas em suas lamentaroes nunca podero
destru-h radicalmente...
Que,Manoel .Thomaz de Villa-Nova, Feiix (sea
irmo) e-Mande! Marques foram expedidos da po-
ltica por infames e como taes demtrdos dos car-
gos poicaes, que entaj ocenpavam, polo honrado
Sr. Dr. Portella, a bem do publico servico, o que
nao offerece menor duvida!
Querem saber a causa que origiaou assim pro-
ceder o Sr. Dr. Portella ? recrranla secretaria da
polica e l acharad dalos robustas-para temarem
a de caberte da-*-qaadramra du'oircato II
Nao qaeiram esse-, naoeotttmtiros palacianos
inferirem deste nosso modo de tallar algnma cen-
sara admnistracio do Exm. Sr. Assis Rocha t
Se assim socceder desde j protestamos contra
seinelhaole inversio.por iwo.mesmo qoe somos
os primeiros a recoobecerd pleno direito, que tem
a presidencia em deliberar sabro os, negocios su-
jeitos a sa irnmedrata inpecelo : Oque isto bem
saliente.
Bonito, 16 de agosto de. 1370.
lint UMigo.vtrdddeiro.
daver do ir Hie victima de ve-
neficio, por himieas confiadas
aperilos co Atoex-
hibido aos -m o carpo t de-
noto.
E aasiro, nem unv tvatariitaaipaa> wpaaia a
aarrativas, informaeftespessoaes,eoajeetorasra-
li? ""** t>" rrg afanf do facta, a
'da $*b$tamcic.
ja, nao rt axtraabfc adaver psl forma
quPilea dita, e cern aa precisas cautela!, eoao
tambera sendo sua: acc* toxica obre o organismo
comparada coa-ojt sympiomas obaarvado* dorante
a vida e corn as laes mrbidas encontradas no.
cadver.
Mas as altera^es mrbidas a harmona com.
os sympiomas nao bastam para constituir a prova
do envenenamento, porqnanto ellas podera ser d
resultado de molestias que osientam symptemas
semelhantes : preciso eot todo caso a presenca.
verificada do veneno, sua extraeco e exbibieao.
Como, pois, poder-se-ha affirraar qneaouve en-
venenamento, sem que por meio da autopsia se te-
nham encontrado no cadver essas atteracOes mr-
bidas e por meio de analyses chimieas >e teaka de-
monstrado a existencia da-substancia venenosa >
Eno basta que se tenha encontrado-no cada-
ver semelhante substancia, essendalmente ne-
cessario qae se prove que ella foi dada durante a
pido e honre temo para ser absorvida e operar tna
acedo toxica sobre o organismo.
Porquanto ura inleresse srdido, urna vinganca,
urna especulaco at, podem determinar o ewpM-
go de substancia venenosa, qne entretanto nao
foi a canea da morte,eom o (ira de, sonda afinal
encontrada, dar lugar a snspeita o perseaiic/ies
E como qua, nao se tendo feito h exame cada-
vrico logo depuis da morte, e tendo-se apenas fei-
to a sxhamaeao do cadver j passados '50 das
depos della e quando a putrefaccao cadavrica,
que lio rpida em nosso clima, eslava muito-
adiantada; como que, nio se tendo roeamoi pro-
cedida vercaclo das lesdes morbiJas quaofe-
recia oa poda offerecer o cadver, ha quem ous<
aftlrmar que a morte foi determinada por envene-
namento, e nio foi resultado da molestia t
Se al pode succeder que tendo-se propinado
veneno a ura individuo que necessaramente liniu
de raoner em conseqoeocia da molaslia dequt
solida, a morte delle seja antes e resultado deesa
molestia do que efleto do veneno,como poda#-se-
ha affirraar que a morte foi produzida por envero--
namehto em um caso como o de que se trate.
quando certo que nem foram terifisadat as ef-
teragDet nortadas nem exiahida a subttancm ve-
nenosa?
A impericia do medico, o erro do boticaria n*
manipulagio dos remedios, podem tambara produ-
zir o envenenamento: e com que direito, antes de
verificado, pea exbi.icio e exarae das receitas e
dos remedios, que nem urna nem eutra consa se
dea,com que direito se pode de aate-mao atri-
buir a outra pessoa o envenenamente ?
A um dosjrmos S e Albuquerque, aaa v-
peras da mnrie senao poncas horas antes della,
o Dr. Estevao prescrevea e fez toma/, segundo-
consta, o licor de Isnard, qne ama preparatt
arsenical.
Esse recipe nao pJe ter dado lugar a um en-
venena siento ?
A queslio mutissmo grave : nio caso de
ahracar-se conjecturas e phantasear hypolneses ;
e antes da prora matettal do envenenamento (qoe
s pode ser a exibicao da substancia toxica en-
contrada no cadver), todo juizo leviano e lu
til, se nio calumnioso.
Denois que o cisura ac repertum pozer ra de
duvidas a ejistencia do veneno no cadver, -nao.
ten lo sido a sub-tencia venenosa dolosamente m-
trodazida, na occasiao da exhumado e ezaae
cadavrico, e tende-ve verificado previamente a.
pureza do alcool e das paredes dos vasos em
que se deae as viscereras jcolhidas, s enlao <"
licito dizer que houve envenenamento ; s enteo
se poder aftnbui-lo a alguem, e esse Mguem
pode ser o medico que que erroo, o. boticario
que se enganou, o enfermeiro que applicon er-
rneamente a dose ( por exemplo, appheaDdo a
uso interno medicamento de uto externo, o que
mu fcil de succeder e lera succedido muitas vi -
zes, pode ter sido, nraa terceira pessoa, de qaein
alias, pjese nana ler suspeitado, pJe ser om
herdeiro que lem pressa em ver rcalsada a
successio ; eoifim, ura grande numero d hypo-
Iheses desta ordem pode ter occasionado o enve-
nenamento.
Em todj ciso. porim, a primtira cousa alde-
terminar, e a nica que poe em evidencia o en-
venenamanto a extraeco da substancia loxwa.
de dentro do cadver pelos meios que a sciencu
prosorave.
Essa prova. wnca conceniente, no sentir dos
mdicos legistas, nao pode ser substituida por dis-
cusses sobre incerteza e erro de diagnostit*.
nem tio pouco por deducoes fundadas em iafw-
macoes, por mais verdicas que possam ser, quan-
to mais sendo procedentes d origem snspeita '
Discussoes oestes condicoes e com tees dados
para mostrar a realidade do envenenamento,toan-
do falta a primeira e principal prova desle, 008
ociosas e futas da ignorancia, ou sio calculad.--
no intuito de procurar desvairar a opinio publica
e Iludir a perspicacia do juiz; e muita vez na in-
tenco de por a salvo o verdadeire criminoso.
Aos que por ignorancia ou ra f, nio duvidam
afflrmar qae houve envenenamento a toxicologu
autorisa a fazer-se este pergunta : 1 Qae do
veneno 1
At que mostrem a substancia venenosa extra-
bida do cadver na forma por que a sciencia o,
exige, aquela aflirmacao sem criterio merece tan-
t > peso como as declaraco s varia* e contradicto-
rias do escravo qne escapou as loriaras em que
o pazeram para que se denunciasse mandatario
do inimigo de seus senhores, supplicio lio br-
baro e atroz, que j sao passados quasi dns mezes
dapois qua elle teve lugar, e ainda hoje a pobre
victima aprsente em seu corpo vestigios do quan-
to padeceu para Ihe arraoearem urna delacio to
miseravel. vestirios esses que, no exarae a que lti-
mamente so procedeu na pessoa do preto Eduardo.
foram encontrados pelos mdicos, e declarado!
serem o resultado de castigo immoderado.
Continuaremos.
Bacila- 2i de agosto de 1876.
E AL-
^B tnnqni-i Hardman
^?*rtv0, -fmiBo Jos Ro;
Theatro e Satrto Antonio.
Amantes das novidades e apreciadores de tudo
Qaestao do da.
O SOTMSTO ENVKTCKASrElrTff I0S RMEOS S
BUQVEBQUE.
Na qoestio cere* itf ptaotawaab envaieBa-
raenlo dos Srs. Joo d Sa a- Yieteriaoo de S, os
incidentes sao variados e sen desparata torna qoa-
si mrpossivel eocdeial-os dvtdamonte.
G esaooordo entre os >laa e a poNicacOBS
sobre' Mes faitev quer. aqu qderma erlanos
.mate responder posilivamoi 4 algum desses es-
prtalos, nos oecnparemds de algnmas proposi?oes
neBes ventada, p***f*i.uae artigo prosegur-
[qos Ba-ana>*edo* ttetos<-ane'w.pr>adem a etse
enredo.
A afirmativa da rl/dade ,dd envenenamento
dos irrnaos S Aroaqoprtte (n-'qdal, s pode
prooeer da m Miase) patxlo-pdliliea oa igno-
rancia doslaotoafc ne Wvrkllaer as seaowtes
CoowderacSe-.
Para garanta e segqrap'ta- da innocencia para
que a verdade e a jtstie* ifcy sejam enncdlcidas
a sciencia e a lagtsiaeaa --'dos* |>omi |il los tem es-
^tttjpacidd metras,! cojaiabaTvaaria' radispeasa*
veinoscasos someikatitetJVtelras^e qne nosoc-
capamos.
E' mxima de toxieJlogjjr. que pos cfsos de en-
venenamento nao ha ca* arawoarpo de adicto
embora po-sa haver carpo de delicio sem crime, e
o veneno, to smetUe o veneno, extranido do ca-
NBWIA
Offerecida mea patrtj, o Sr. Mariolino
Dornellas Cmara, por occasiao da rnorte
de sun praudissima esposa, a,Exma.Sra-
D. Clementina Dornellas Cmara.
< A morte nao um tomn eter-
no ; pelo contrario, opriafflpt
da immortatidaie.
(C. Bastos-)
Hontem parlio deste mundo para a mansao dos-
justos mais urna manyr, cajos snriraeotos de ba
muito' datavam....."..II Foi-se cerno e ramper
da aiva matutina, que deixa aps si recntate*-*
saudosas ; sim, ella morreu deixando-noa aa ej-
emplo do boa esposa, cariediosa m e virtaasa.
senhora : era digna para com aquefies qae sea
Jado viva e proearavara o seu arrimo; ben-
vola para eam os seas servas; e, emfim, tica mai*
anda!!.....porgue Uoha ama grandeza d'at-
raa: era religiosa.
Notamos qae recebara todos os sacramentas-, e
no momento em que a?abava de euvir urtaassa
celebrada em seu oratorio, e eonheeeado qHa ate
deveria pertencer -mais ao Sanio do que este
nnmdo, olhou tristemente para o que Ihe certa-
varo, ftxando em sen lilho om olbar eoapaneivoy
e chamou-o, apertou o eoatra o peito, e-peda a,
Santissima Virgem proteceo para elle; seoal-
fectuoso rnario abracou. e lbe dirigi palavras
iconsoladoras, el igualmente gosaram o mesoN a-
braco, a mesm despedida, seas prenles,, amiga
e caixeiros, queah se acharara; e estes, em.sig-
nal de estima e respeito que ella consagraba,
maadam publicar esta lagrima em signa! da a-
ude 0 respeito illustre tinada ; cabeada-lbas
anda por sna parte dar os sincero< psames ao-
seu inconsolavel esposo, i
nttn n cADAvaa da kuia. sra. d. cusanOnu
> awtrauAS camaha.
Heueseuhmsi-*Eis a triste reatidada daiMMta l
Este sonho nomnente paasageiro, e-10 aura
lio penen brtba. e qne lio cede fage I
E' a verdad*, o designio do hviode Usos,
e do o que se eserev empre eterno 1
A morte ser o flomeco, oa tarvez fia d.
di TI I!...-,
. Qaanto dorida, qaaata aroargor^iqa.foaJn*a.^
de Ugrirnase risos o ultai pancada a ceraa>o.
atadio se -seaie o ultima bafejo 4a ^idJuarsrv^
pasar ai sembraae haroaao, quando oaapiro
naadena o coepo, quaada seroceatMcea -fitol
destino da carne humana puhireii t
A aorte d e> tretas e em aovas "anana a
anta I
Ah um de menos nos banquetes da vid
um de manos no aeio de ama vida familiar t M*s

* "1
m


flkrw 'tTianijbuCP Quinta
Aa
>slo de 1870.
jr*



'V
<
aenhores.
caraeo, am d
Ore a unsu
udoF*wd
a i
lmalo de
iver diudo pe* vox d
le ; qaando se chora
c ompra ooi dever>
i se chira sobre o
WW^t*,' ra ara dever de ho
de- tnaodoM hmw rolda am to, b l
nav qa.sio canudas cora rsos,%ao lagri-
e^*no enrocamos Wxaao DossosLprao-
cmmmm cadver de mulher.aoe for mai, enulo
taapnroos umoVTer que nao ten oooie, um de-
vw |te edw reie duplo.
A* tacrioM* sao aexpreeaao do sentimento d'al-
*^2?w?D, 'S0 *aa o* balanca di vina,
** hra do era. ^
rri! fatal desuno oo talvez o nosso
eme IU..
Asbgrinas sao--) desabalo ios coneoee feri-
ig de ellasa verdadeira flor da saudade.
*t*,a,l0**8,a (|U* ora Pu- cinu' TOf-
e/*o*i, -eetoio o destino deseo ser, cooiprio
* da homandadr, ooaelhor doserba-
rojojeti
aje ufa derramamos praatos por ella que aqu
*'*?? ^Ma* lorn*d* simples rao de poeira,
-uranios ais, per ella que soube compe-
*** ** aao augusto, expresiv, solemne,
sawp e magestoso era esse nomo, que vos cora-
ureiaadeis, porque todos va teades ou tivesles
a, osee ente abeneoado qoe tem oiissab tao es-
IWtow e tio evanglica nossa mii quem ri
Huaao rimos, .quera chora quando choiamos,
qnes oompeueira e compartilba de oossos beos
" de nossos males, de nosso osos ou de nossos
tafrtfttatos, oe nossos risos ou de nossas lagrimas !
I>. Stmeatioa Doradlas Cmara, alera de
ai* extremosa foi esposa desvelada, e tao desve-
lada -qae captivou tanto sen esposo hojeinconso-
lavet, qoe carece, seos amigos amparen) e
Deue laooe seos bracos de misericordia, que est
"xtremaatote amagado pelo peso da dor, pela dr
da nadade, saudade que brotou do fundo do sou
corri e veio dos ps do Inllnito, onde ir flodar !
Pjreai etta morreu que fazerraos 1'. resigna-
ra 4 o nosso remedio.
Derramemos una lagrima de sincera amisade
oartida do fundo de oossos coracoes, e que v be-
aba* seo leito, e nossas preces, permuta Deas,
paseam ir a seu throoo e la servirera para se jan-
tao con flor as demaU qae oreara a cora de
virtade que na trra soube colher esta qae jaz
sem vida I
Dfixou a vida de magoas e foi voando para a
vida de Oeus !
J viemos Iraze-la at aqni e nao mais manche-
:uo-la, deixamo-la dormir na paz dos aojos.
S. H. D. S.
andi
dem do dia i.
tWL'JCO.
(UMnaeoi
(lea de dia r,
ttMflUADO PRpVliCAL
a i a 23.
5W
5o:804lM
til:O60jBV5f
t:084H08
64M4SJ463
WOVmUEWTO DO PORTO.
Nato entrado no des 84.
MauBDgaape14 beras, vapor hrasiteiro Cwn-
pe, de tii tonelada?, comnwBdaBe Joei'Heori-
qae da Silva, equipafem 17, carga dhTerentes
gneros; a Compaobia Pernambneeaa.
Cardiff47 das, brigne inglez Sling Lato, de 32
toneladas, capitae Dawid'Bran*, equipagam 10,
carga carvio a WihDne di Heo. \Arrtboo com
agua aberla, seu destino era Montevideo.
liba de Feraandot dtas, vapor brflleiro Jiqui,
de 3 toneladas, commandante Joaquira Candi
do de Macedo, eqoipafem 24, carga milho par J
t-noente ao yorerno; a Compaahia Peroarabo
, aua, .
Obsertano.
Nao boaveram sabidas.
TBTTAIES:
Librral n. 235
l>ecidi da mente os redactores do Liberal pn-
inaoa na mentira.
FIO omero 235,'e na linguagem mais desabrida
' insolente, tiles tentam manchar a repatacao do
r des^raborgador Alvaro e de seds prenles,
atirando-lhes raaos cheias iraproperfos indeceu.-
trs e prbprios smente de almas damnadas e pros-
tituidas.
Mas nao sabem os redactores do Liberal que o
pertencer compankia do tiro privilegio exclu-
sivo de alguns dos seus correligionarios qae le-
vara a audacia a ponto de furtar escravos, e ap-
.propriar-se at de engenhos alneios E qnem en-
veneooo olispanhol Garca, depois de espanca-lo
atroc e brbaramente ? Quem txperimentou no
infeliz Eduardo as torturas ju esqueeidas com a
aquisicio *
Uutra vida, Srs. do Liberal. Tanto mentir in-
f.ime e vergonhoso !
O desembarpador Alvaro nao esta na opposi?ao,
niD foi excluido da lista senatoriaj.
a calumnia,anua era que soisvtao amestrados,
nunca ittingira o alvo a que a'atirais. Magis-
trado alegro, pessoa muito cunbepida e cima de
toda euepeita, o desembargador A'varo sabe tam-
ben despresar tanta infamia e tanta miseria.
Vdssos latidoe e vossa baba ocjeula nao podem
manchar a reputacao de ninguem. Continuai no
vtso triste e naisaravel fadario, redactores do Li-
berat, certos de que s tereis em resposta o mais
-soberano dospreso.
ftecife, 24 de agesto de 1870.
O Dr. Francisco de Carvajho Soares Brando, jdi^
de orpAos e ausentes n'esta eidade do Recre
de Pernarobnco e sea termo por S. M. i que
Deas gaarde etc.
Faro saber aos que o presente edital virem que
fazendo parte da heranga da finada Carlo Ma-
cel de Oliveira Salgado, coja arrecadacao se pro-
ceden oeste juiao a metade do valor do escravo
Celestino, veto, crioulo, idade do 20 anoos, ser-
vico depawria, avaliado em un como e cem mil
res, o qual fora comprado por Beruardino 6on-
calves Salgado e Joaquim Goncalves Salgado, fal-
lecido mando daqnella finada Garlla, se recebem
propostas para a compra da niPtade do valor do
dito escravo Celestino, estimado' ero quindenios e
sessenta mil res, que sero recebidas a cootar
da data deste at a terceira audiencia deste juizo,
na qaal ter logar a prae, abrindose as propos
tas, dando-se preferencia a qoe maior prego of-
ferecer sobre o valor delle, tudo de conformidade
com o disposto no decreto n. 1G93 de l-'i de se-
tembro de 186P.
E para que chegne ao conhecimento de tdos
se passou o presente que ser publicado pela im-
prensa e afflxado no lugar do costume.
Dado e passado nesta cidaie do rtfecife de Per-
narobnco em de agosto de 1870.
Eu, Galdino Temistocles Cabral de Vasconcellos,
escrevi. 1
Francisco do Canalho Soares Brandan
Can
Em .-i
bella eansoneu
LA BNNE VILLAYaH|
O bello matado por Mr
PHSE A TOE
-Nademoiselle brela, cantar a linda aajt.
ra cmica
ROMANCE DE MIGNON.
Grande successo:-~ Mr. Carn, caoMr nefai*
ganda.vez a muito chistosa cafeaeo comi
com danga
LA MANDOLINE A' DOGLO
Iotervallo pela orebestra.
SEGUNDA PARTE.
A nova e engranada opereta cmica ara 1 acto
LA CANNli m8 6I1AND HOMK,
Tamarao parle, Mr. Carn, Raynaud, mde
moisell Choiberl e Mariette.
TERCEIRA PARTE.
Mademoiselle BreSeJa exeeutar a linda aria da
epera cmica
LES SABOTSDELA MARQUISE.
Mr. Maris exhibir a cansn
ALA HOTTE.DU CHIFFONNIER.
Mademoiselle CHen)erl. cantar a grande ra
da opera cmica'
GALATHEE'.
Em seguida Mrs. Raynaud e Carn cantarn o
chistse doeto cmico
lJflEUX 0MEITBUBS3ANS PLACE
Depois deste, mademoiselle Mariette cantar a
linda caneoneta
PAS CA
Bm seguida Mr. Grton canW a parodia co:
m
a [rete, trau-ae com o cansignatario Joa
onilws fiettro roa do Commere j
Fara a i*aia
^uejH ez S. Jos egnira com toda a
rto, para o qoakj
-ecebe caj|a : trata-so com Jbrqep^Barros & C,
largo.db Corpo Swto n. ,>
rtC) geoeros e^ti*' utensilios
t* na taberna site na reta Imperial .
A ia^H
Canos de /erro galvanisadoi por brato preco.
Torneiras, a corvas para os Breemos! No annazem da travessa- do Con
- Moinhbs para caf e para milbo
Os melhores moinbos para caf e para milbo que tem vindo a este mereado, $6
se ecentram no armazem da travessa do Corpo Santo a. 25.
i
HOJE
Mica
RSaD&CA
O empresario previne ao Sr. assignantes e
passoas "qae encommendarain billjetes para este
espeotacnlo, que tenham a bondad de os mandar
bascar at ao tnetodia de quinta'feira 25 drfeor-
rente.
O resto dos bilhetes acham-se venda no es-
criptorie do tbealro das 9 horas da madha em
diante.
PRECOS.
Camarote del.' ordem..........|
2," ordem desde n. 1 at 10......
Os nmeros 11,12, 13 e 14.......
Cadeiras de Ia classe...........,
Cadeiras.......................
Principiar as
10JOOO
12*000
16*000
31000
25000
da nuute.
ljmao ao %i.i Donzello.
MSICV DOHYMNOAGARIBALD1
Viva Garibaldi!
E tambera Siri-Donzello !
Ao balcao firme embrnlhando
Ora bota, ora cluaeilo !
Quando o nosso Sir.zinho
Qoer forga namorar.
Enche os boleos de biscoios,
Vera porta mastigar.
O Siri cavaco deu
<;'os versinhos publicados:
Do vi.-inbo prometteu
Por a cara em tres bocados!
E viva I Garibaldi I
E tambern Siri-Donzello,
Lindo joven apalhelado,
Um conj unci do que bello !
E viva tudo quanto
Soba vivas ao Siri,
A passar mocas na pea,
A fallar semp're de si I
Motte
Na campanha de Pao d'Albo
Fui um her, fui um bravo.
GLOZA
A minba roz de chocalho.
O meu garbo militar
Tudo isio fui mostrar
Na campanha de Pao d'Albo.
Em vez d'espada vergalbo
Para mim que sou escravo,
Da va certo com um Gravo
No ferro d'uma verrnma;
Pois n'aqaei'accao d'espuma
Fai um here, fui am braro,
O Phantasma. .
COMMERCIO.
eAA$A DO RBCIFE 24 DE AGOSTO
DE 1870.
as 3 1/2 horas na taroi.
*>Hros seceos salgado*566 rs. por kii. (honlem).
(joncalio Jos Alfonso,
Presidente.
A. P. de Letnos.
Pelo presidente,
ALFANDEGA.
?. -.oibuiento do da 1 a 23. .
t>m do da 24.....i .
736:4601882
32:3821080
768:842*962
MOVIMESTO DA ALFANDEGA
\ turnes entrado cara fazenda
dem idea com gneros
Voiamessahidos com fazendas
dem dem com gneros
581
647
-----1228
142
341
-----463
Desearregam boje 2{^_de agesto.
Patacho portttguezifiestunracaomercadorias.
Patacho norte-alasmaoOtto mercadorias.
rigae inglez-ftiu/w-idem.
oorueguenseffrasileiraidem.
i-ugar portugaez Dantidem.
^^H inglezEdith Marycarvao.
ne italiano//afcia-r-farinha de trigo.
^k italianoScipianeidem,
Vapor inglezPatcalmercadorias.
Despachos agosto
No brigue bespamiol Iniegridade, para Bar-
celona, carrea: Pedro M. Maory, 157 sacoas
paahol Fomento, para Barce-
^K Schmmettu 4 II, 158
a coi algodao.
, jEj L^L^LV^01 s- -y,9<. Pr o Rio
Pereira Carneiro & C,
-^^^K de assacar.
O Dr. Sebastio do Reg Batros de Laeerda, jui-
de direito especial do commereio d'esu eidade
do Recife de Pernarobnco e sea termo, por Sua
Magestade Imperial, que deus guarde, etc.
Faco sabor aos que o presente edital virera e
d'elle noticia tiverera, que dentro de 30 dias da
poblicacao do presente, Vecebe este juiz) propesta
em carta fachada, para arremalaco por venda -
quem raais offerecer sobre avaliayo de 500 dada
escrava Miquiiina,'crioula, com idade de 40 an-
nos poueo mais ou menos, sobre a avaliacao de
250, dada esxrava Constantina, crioula, com
idade de quarenta annos pouco mais ou menos, as
quans foraratpenhoradas por execufo de Leopol-
do Ferreira Martina Ribeiro. contra Salvador pe
Siqueira Civaleatiti*', cuja arremataijao ser feita
pela forma que determina o art. 1 do decreto n.
1,665 de 15 de setembro do 1869.
E para que chogae ao conhejimento do quem
interessar possa, mandei fazer o presente edital,
que ser afflxado nos lugares do cosame e publi-
cado pela imprensa.
Dado e passado nesla eidade do Recife de Per-
nambuo, aos 2o de junho de 1870.
Eu, Ernesto Machado Freir Pereira da Silva,
escrivao, o escrvi.
Sebastio do Reg Bairos de Laeerda.

fGLARACOES.
Consular do Portugal em
Pernambuco.
Os Srs. Joo Mace.lo do Amaral.
Bubosa i Primo.
AnJr Barbosa Soares.
Manoel Dias de Carvalho.
Manoel Luiz da Costa.
Fajoses Jnior & C.
Ballhar & Oliveira.
Francisco Alves Monteiro Jnior.
Francisco Goncalves de Arruda.
Sebastio de (sem obrenome)
Silva & Joaquim Felippe.
Manoel Gome3 da Crnz.
Amorira & C.
Christovo Ferreira Campos.
Beltro, Oliveira 4 C.
Antonio Jorge dos Saatos.
Antonio Goncalves Guimaries.
Antonio Jos Goncalves de Azevedo.
Palmura 4 Beltro.
Manoel Barbosa Ribeiro.
Jos Bernardo da Silva.
Sao chamados a comparecerem neste consula-
do afim de receberem o que Ibes tocou em rateio
na liquidaco de alguns espolios de subditos por-
tuguezes fallecidos, dos quaes provaram ser ere-
dores,
Recife. 17 de agosto de 1870. _________
Pela subdelegada de polica do dislricto
da Boa-vista se faz publico qae se acha recolhido
a casa de detenclo o preto Francisco, que jiz ser
escravo de Serafim de tal, morador em Craangy ;
quem se julgar com direito ao raesrao aparees."
Recife, 17 de agosto de 1870.
0 subdelegado supplente,
Correia Sette.
DA
MUITO APPLAUDIDA
35
Corwio geral.
Rela?3o das cartas registradas, procedentes
do sul e norte do imperio, existentes na
repartico do correio em 22 de agosto
de 1870.
tSJAntonio Res de Albuquerque, Andr Alves Ga-
ma, Antonio Luciano de Moraes de M. Pimentel
2), Antonio Francisco de Soma Braga, Bernardo
Gomes de Abreu, Bernardo da Costa Valente, Fran-
cisco da Gama Porto. Henriqne Saraiva de Arau-
jo Mello, Hemeterio Jos Velloso da Silveira, Joo
Pedro H. Correia de Mviranda, Jos Mar ia da G.
Loitao da Cunha, Jos' Antonio Guimares Netto,
Jos Ignacio Accioly Vasconcellos, Julio Cesar Paes
Brrelo, Luiz Jeronymo Ignacio dos Santos, Mar-
colino de Soaza Travasso, Mandei Gomes de Mello,
Pedro Tavares da Costa.
O encarregado do registro,
_________ Manoel dos Passos Miranda
Administracao do correio de Pernambaco,
25 de agosto de 4870.
Mala pelo vapor Pascal da linha de Liverpool.
A correspondencia que lem de ser expedida
hoje (25) pelo vapor cima mencionado para a
Bahia e Rio de Janeiro, ser recebida pela mnei-
ra seguinte .
Majos do Jomaos, impressos de qualqaer nata-
reza, e cartas a registrar at ao meio dia, cartas
ordinarias at as 2 horas da tarde.
O administrador,
Affonso do Reg Barros.
mapmm t m j.......jM-^w-gA^BB^jg
THEATRO
ORCISM ALLEMW
NA v
IMPERIAL
FABRICA DE CERVEJA
-Roa do General Victorino-35
grande concert
moje:
(hiinla-feira 23 de agosto
PROGRAMMA.
I PARTE.
N. I. Marche du Coaronnement da Prophete de
Meyerbeer.
N." II. Ouvertura da opera Emilia de Herold.
N. III. Potpourri da opera O Fruiscbuiz de
Weber.
N. V. Dancas de Amoretas. Walsa de Gungl.
II PARTE.
N. V. Oavertara da opera Casamento de Figare
de Mozart.
N. VI. Potpourri da Grand Duchesse de de Ge-
rolstein de Offeoback.
N. VIL Arie. Poesia de Rubim, msica de Ros-
sini.
N. VjIL Walsa. Sonhos phantasticos de GangL
III PAUTE.
N. IX. Ouvertura de Couzerte de Raimada.
N. X. Potpourri da opera Preciosa b de Weber.
N. XI. Walsa de Aceeleralies de Strass.
N. XII. Galopado de Br^slau da Ftn-t.
Haver todas as commodidades para familias.
O jardim ser brilhantemente illuroinado gaz.
Principia s 8 horas da noute e Andar s 11
1|2 da noute.
Preco de entrada 1*000 por cada pessoa.
TBATHO
GIMNASIO DRAMTICO
(No Monteiro) .
BENEFICIO DO ARTISTA
SlTS. RC&..
Oomiago *N de agosto de 1S JO.
Representar-se-ha a linda comedia em 3 actos
O
i
lli
E mais divertimento j aonunciado por este mes-
mo Diario.
Ter trera gratis para ida e volta depois do es-
pectculo : os bilhetes de entrada dos camaro-
tes e cadeins serviro de passe.
N. B. Se no domingo 28, nao chegar o vapor
inglez, ou mesmo chegando e nao desembarcaren)
Suas Altezas, ter lagar o dito espectculo; e se
pelo contfnrio sneceder, fica transferido para
qaando for aonunciado de novo, visto que o pu-
blico se prepara para a sua recepcao.
AVISOS MARTIMOS.
PARA.
Para o referido porto, pretende seguir com a
possivel brevidade a. barca portugueza 8. Joo,
por ter j porco da carga, e para a qoe Ibe falta
a frete commodo, tratase cora o consignatario
Joaquim Jos Goncalves Beltro : a ra d,o Com-
mereio n. 17.
Para o Porto ~Y
pretende sahir o brigue portugnez Triuntpho at
10 de setembre prximo com a carga qne tiver :
quem no mesmo qnizer carregar oa ir de passa-
gera, para o qae tem boos eommodos, trate com
ps consignatarios Thomaz de Aquino Fonseca &
C, roa do Vigario n. 19, andar.
Para Maco doAss.
A barca nacin il Flecha, capito Victoria, re-
cebe carga para aquelle porto, para onde segu at
o dia 27 do correte mez : trata-se com Marques,
Barros C, no largo do Corpo Santo n. 6, segn
do andar.
EMPREZ4--C01HBBA *
ALTA NOVIDADE
COMM|HWFlttHCEZA,
l.^REatA-DE ASSIGNATRA. *
Quintafeira 25 do corrente.
Loo
suast
uculo
PRIMEIRA PARTE.
Romance samado por mademoiselle Choiberl
Del'
A barca Mario, chegad do Rio de Janeiro, se
gue para o Maranhao em poneos dias com a carga
qae tiver, e por isso quem qnizer aproveitar tao
boa occasio de carregar, dirjase ao consignata-
rio Joaqnhn Jos Goncalves Bettrio ra do Com-
mereio n. 17.
Para o referido porto pretende segoir'em poneos
dias o patacho Tris Amigos, por ter alguma carga
engajada ; para a qae Ihe falta, trata-se com o
consignatario Joaquim Jos Goncalves Beltro,
fu de Commereio n. 17.
rio de msm
Para o porto cima segne com brevidade o bri-
gue nacional Isabel, tem ptfte do sea earregamen-
to engajado : para o rasa toe Ihe falta trata-se
com os consignatarios Antonio Luiz de i ONf eir
Azevedo & C, ra da Crui n. S7, lc and.
Par despacho de lllm. Sr. Dr. juiz especial ao
cammerc, e por intervencao do-geni Pestaa,
IraVde aovj a leilo os generoi, armaran, gas e
raais utensilios, existentes na taberna sita na roa
Imperial n. Ifit us quaes l'azam parto da raassa
fallida de Maoeel Julio da Silva, serviodo de base
a ultima eTerta de 1:020, Modo luga* o leilo no'
dia quiotafeira 25 do correte s 11 lloras da ma>
nha na mesma taberna.
Fazenda?, chapeos e miudezas
HOJE
afeudes, Azevedo & C. tendo de efieclnar sua
mudaoca do armazem da ra da Cadeia n. .'Apara
o -'a mesma ra n. 54, aro leilo por interven-
cao do agente Pinto, de um completo e variado
sortimento de fazendas inglezas, fraocezas, snissas
e allemass, as*im como alguns chapos e miude-
zas existentes no sen armazn sito rta da Ca-
deia n. 34, onde se effectuar o leilo s 10 horas
do dia cima dito.
LEILO
DE
de 260 toneladas de carviio de pedra
tes no armazem do baro do Livramento
sito acaes do Cipwrlte, e de outros salvados
da jalera ingina WMntrn Abhe.it. consislindq
era urna lancha e um. bote encallado na praia
Ponta de Pedras, 5 remos, 1 lome e 1 croqce,
tudo sub a guarda do respectivo capataz da al-
fandega, de uraa verja grande, 2-mastaros, 2
verg,,2 pranchoes Ue raadeira, 1 machina e
outros. artigos
A 26 do corrate
David Iones, capito da dita galera, far leilo,
de accordo e em presenja do Sr. cnsul de S. M.
Britannira, nesta eidade, por intervenco do agen-
te Ohvelrp e conta e risco de quem pertenct r,
precedida a competente autorisaco da alfandega,
eem presec*a de tim seu eni|iregado fiscal, dos
salvados sunra mencionado-
SEXTA-FEIIU
s 11 horas da manlu'ia, no armazem alfandegado
do-biro do Livramento, ao caes do Apollo.
AVISOS DIVERSAS.
Acommiso. encarregada
pelo Exm. Sr. presidente di pro-
vincia de promover a libertaqao
de crianzas dosexo feminino avi-
sa as nessoas interessadas, que
deverao man-iar ts Hbertandas e
as propostas, constantes.de cer-
tido de baptisnio, e declaraqo
do ultimo preqo, ao pagoda c-
mara municipal nos dias 19,23 e
26 das 10 horas as 2 da t^rde.

P
ff p
p ex.
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B
p
r
GRANDE ARMAZEM
DE
Fazgndas, roupas feitas e de encommendas
iO-RllA DO BAB40 DA TICTMU-M
SST1TLT0 ARCHEOLOGICO E fiEO&RAPHKXi
ffaver sesso ordinaria quinta-feira 25 do
corrente pelas H horas da mauhSa.
ORDEM DO DIA
Parccnrcs e raais trabalhos de com-
misses;
Secretaria do Instituto, 2i de agosto de
1870.
Jos Soares d'Xzevedo,.
Secretario perpetuo.
Pi ecisa-se
de um hornera habilitado para vender Icile na ra,
o tratar de vaceas em um sitie : quem se adiar
nestas circunstancias e qnelra preslar-se a este
servico, dirija-se praca da Independencia n. 26,
que se dir quem o pretndeme.
= 0 abaivo assignado, procurador constituido
de sua v D. Citbarioa de Sena Barbosa de Car-
valho, declara ao respeitavel publico que ninguem
faca traasaccao alguma com a mesma sobre seus
bens, sob pena de ser nnlla cm vista ado que tem
de propr em juizo, visto estar em idade avanza-
da para mais de 80 annos, provando o seu estado
de demencia : e para qne alguem nao se chame a
ignorancia faz o prseme annuncio, protestando
em juizo competente. Recife 22 de agosto de 1870.
Manoel Caetano oe Siqueira.
AVISO
Anda esia para aluc.ir- > a* padaria alleraaa da
ra do Lima, e tambera a casa de junto : a tratar
com o Sr. Maternus Lenz, ra da Gnia n. 56.
C ouselhelro Fraacfsco Jos
Furtado.
Algumas pessoas, que veneram as altas virtu-
des civjeas do fallecido conselheiro Francisco Jos
Furtado, mandara celebrar sexta feira 26 do cor-
rente mez de agosto, na igreja do Carrao, algu-
mas missas, pelo repouso eterno de sua alma, e
pedem a lodos qoe compartilham taes sentimentos,
o piedosa obsequio de comparecerem naqoelle
templo as 7 horas da manha, quando comecar o
acto.
Manoel Ferreira Antones Villaca declara que
veie a 22 do corrente, as 3 horas da tarde, sna
casa da rn larga do Rosario o. 42, o cabra Jus-
tino, qne diz ser escravo de Alejandre Gomes
Barbosa, e qna este o vendeu a seu sobrioho An-
tonio Martins, ambos, moradores no sitio Salobo,
fregueria do Curato do Bom-Jardim, para o com-
prar visto ser eu senbor de nraa escravn de nome
Anatteia,que iriila"(Jo apesaro Jusdon, a como
est (dito escravo era sua" ca"sa, pelo presente avisa
aos senbores do mesmo para virem on mandarein
t)m$fontadelle, venderer-o, se qnizer, pelo.qoe
nao te obrutapala fuga. dt||e, salvando toda a ras
ponffcil idade'.
(Antigm ra Nova)
GOMES, SILVA & C. '
Os proprietarios deste importante estabelecinunto, no empeeoo de eleval-o
altura dos primeiros do seu genero estabeleeidos nesta cidada, mandarara contraUr em
Lisboa, um eximio artista alfaiate para dirigir a saa offieina.
Acaba pois de chegar d'aqqella corte, e para este lim, o habii> e conceituaito
artista
PEREIRA REG
all assaz coohecido como perito em sua arte e pelo que se torna urna- garanta segors
de que na direceo da oficina que agora- dirige, satisfar cabalmente tanto aos nume-
rosos freguezes deste estabelecimeoto, como a todas as pessoas qoe se- quizerem utilisar
da sua grande pralica e proQciencia.
Neste estabelecimento achara o publico constantemente um magnifico sorti-
mento .de pannos finos, casemiras, gorguroes, e artigos tte modas, tud do que ba dfr
melhor e mais lindos padrSes que tem vindo a esle mercado. *
10Ra do RarSo da Victoria=10
(ANTIGA RA NOVA)
i RESTAURAN! DE PARS
1 4Ra das Larangeiras 4
0 proprietario deste estabelecimento, avisa ao respeitavel publico desta
5 eidade, e as pessoas que o honrar com sua conBaoca, que acaba de estable-
K cer a seguinte tabMIa. ,
* AT.TVrnna 3 Pratos a ewolhert
m ^"vyU vinho.
Pao
Caf ou cha.
10000
l JANTAR "**&:esraiber- -
( Sobre mesa.
B Caf ou cha.
i(50ou
DAS 7 HORAS A MEIA NOITE CEA SEGUNDA TABELLA
GRANDE
HOTEL CENTRAL
37Ba 11 de Dezembro37
(Outr'ora Larga do Rosart)
No mujto cenhecido HOTEL. CENTRAL eocontraro semore os nossos iunumerot
freguezes notaveis melboramentos, indispensaveis para commodidade dos Ilustres fre-
quentadores.
No HOTEL CENTRAL encontra-se-ha constantemente tudo que de confortativo e
deleitavel se pode encontrar em um estabelecimento desta ordem.
Asfim acha-se all urna excellente casa para baohos, um sal3o todo alcatifado a
guarnecido de divans, piano, jnrnaes nacionaes e estrangeiras etc., etc.
dulce mmm
Normas da Havana.
.Suspiros.
NapoteDes
Ha van as.
^Bisa-se ne nun-ama.cfoe seja de boa eondw>
ta pava connhar e fazer o mais servico -nia>
pooe**ma i a tratar na roa noAnw
S.^una-rBa-doGaldeirelro, tensetro sitio
do lado dimito-da esta{ao.
CHARUTOS
Jarperiaes
Amadores '
Londrinos
Leaes
E de outros fabricantes, qae seria ocioso innumerar.
As familias que nos quizeram obsequiar, tanto nacionaes como estrangeiros, en-
ooBtrafao os eommodos neoessarios.
A' moralidide o f6a orden* a norma do
Hbtel Central
Falla-se o hcspanbol, francez, inglez e italianov
M



?
'a^-
A
..mbuc
d
I, l-H
calera b pistura
DE
J. Ferrara ViUela
Desde o dia 7 de abril passado acna*e aberto^c
aovo eattbelecimento photofraphico silo a ruado
Saboga n. 18. quina do pateo-la matriz. OsU-aba-
tm me desde entao, tem sahido de nosss oficina
tea ceralmenie andado, sendo reeebidos por
ipmscom admirado pelo extraordioan pro-
cresso une ltimamente tem tido a phou graphia,
* ser outros com alegra, por verem a provincia
jotada cora um estabelecimento digno d ella, e in-
jonfstavelmente o primeiro que nesse genero
troje pcssue tanibemnao nos poupamos erai cousa
alsama para monta-lo no p em que se achs, es-
perando que o publico de Pernambuco sabera
iprecmr nosso estorbos e recompensar nossos sa-
crificios.
Convidamos a todas aquellas pessoas, nacionaes
e estrangeiras que gostain das artes, ou tiverem
necessidade de trabalhos de photographia a visi-
tara o nosso estabelecimento, que estar sempre
aborto e i sua disposic* todos os dias desde as v
Horas da manhaa al as 6 da urde.
Para es trabalhos de photographia possuunos di
tersas machinas dos melhores autores franeezes,
nleres e allmemaes, como sejara : Lerebonrs el
secretan, Hermagis, Thomaz Koss, Voigtlander et
Sooo eWulf. ltimamente recebemos tres novas
machinan sendo urna dellas propria para tomar
sobre e mesmo vidro 4 ou 8 imagens diversas e
wladas, eontra de a 42 imagens diversas, e
rcualmente isoladas, de sorte que no caso de
grande concurrencia poderemos retratar sobre
ama onioa chapa al 8 pessoas diversas -e isola-
das para cartoes de vi-iu, e assim em roen-s de
.- nano de hora despartannos 8 dilTereoies
peasoasnite pecam .nUuma, umaduza deirt5es
tnais oo menos, com os seus retratos smeWe, ou
m gropocom outras.
Eocar-regamos-nos-exclusivamente da direc(,ao
feitura dos trabalhos de photographia dei-
.undo pericia e talentos do dtsrmcto pintor
llemao, o Sr.
Jorge A. Roth
as traoalhs de pintura, a aquareto, a oleo, e a
-pastel.
O Sr. Roth acha-se ligado a nossa empresa por
atoa escriptnra .publica, e at o presente tem se
desvedado na execncaa de seus trabalhos.
No n'^'iesiafeelecimentoai'hain-se exposlos ou-
tros trabalhos ri-onantes do Sr. Holh, Unto em
oiniaturas aquarella como oleo, retratos a
4*o, quadros sacros e diversos outros trabalhos.
Turnamos eneommendas de retratos oleo at o
amnho natural, assim como de quadros sacros
pan oruanwntacao de igrejas ou-capellas. Tam-
Dem aceitamos eneommendas de quadros histor-
eos. ,
Aseguramos que os precos dos diversos rra-
balhos da nossa casa sao mui rasoaveis.
CARTOK'BE VISITA N0 COLORIDOS 10000 A
mia ,
CAItTES BE VISITA COM O COLORIDO AO NATD-
R.a.UtfGOOADUZIA
Retrate^ em miniatura oleo ou aquarella de
16 205000 cada um, nao convenientemente en-
uxilhado em moldura dourada e regulando o
itusto da pessoa retratada de 3 1 pollegadas e
todo o quadro palmo e meio* de tamanho
Julgamos que bastarao os precns cima para
tormos id-a da baritesa dos trabalhos do nosso
tablecimento, quanto sua pi rfeicao cada um
.nha julgnr por seus proprios <>lhos.
As melhores horas para se tirarem retratos^ no
nosso estabelecimento sao das 8 horas^la manhaa
1 da tarje; entretanto de urna hora as S da tarde
em casos especiaes pde-se tambem retratar qual-
qoer pessoa. .
Nos dias de chuva, ou por tempo sombro po-
demos retratar, e asseguramos que esses dias sao
as mais favoraveis aos trabalhos de pbotcgraphia
pela docura e persistencia da luz, e pt r termos o
nosso ierra?! construido com taes proporc5j e
melhoramenios, une ainda chovendo orros ne-
ahum inconveniente ha para fazer-se bellos Te-
tratos.
J. F rreira Villela.
Agencia rm Pernambuco
Do Dr. Ayer
Peitoral de Cereja
Cara a phihysica o-todas as molestias do peitc.
a sa parrlha
Cura ulceras e ctiagas antigs, impigens e dar-
troSi
Tnico
Conserva c liorna os cabellos.
PlInSas cathartScas.
S PKI.Vi-llir: ANT1G0 C.NiULTORlO tt
IIOME0PATI1I O S
8>i Ijjido pelo Dr. M
SANTOS MtLLO
f Restablecido de sua loriga enfermidale ^
2 contina a ser encontrado todos o* das _
2S para o.nsnUns das 10 an meio da. i
[ Chamados a qnrlquer hor.
.Vos pobrea gratis. en
43Ra d. Raro da Victoria
(Amiga ra Nova;
O
S


I
ATEO'
lia
p 6 de OlWeira possnino *ras magnficos pre-
dios bem eonbcidos pela wt butleza, solide* de
lWOatruccao, e amenidade de 8iluat5es salutferas,
ndo a de um na povoa^o do Poco da Paoella
com grande quintal murado e bem plantado, ea
doouiro no lugr da Torre, (de sua actual imonr
da) eqm eeoso sitio esmeradamente plantado dos
meihres arvoredes fructferos e adornado com
deleitoso jardim, sendo ambos erf. solos propno ,
Wm peno e outro a margera do nsonho Capibara
ibe ; nao Ibe cenvindo possuir senao uro, vende o
loulro x dinheiro-ou a praso, conforme seja con-
VeEstts das valiosas propriedades, que tanto ra-
tera realcar o embellesamento dos ricos como ma-
1___n,^ra.hnrhn itpsia cidade. e assas conne-
Este antigo estabelecimento, acha-ae hoje montado n,nma
escala de poder servir vantajosamente os seus freguezes, atten-
to o grande sortimento de joias d'ouro, prata brilhantes, que
sempre tem e recebem mensalmente das principaes fabricas da
Europa- cujos prepos sao em competiveis e as obras garantidas
de lei.
m ifiaOHBSa?i millH HHHMKB Ac^raC^oa"erseuJteresrse :Sna praca do
| DMO.5 ...^ Z Corno Sapto n. 17, 1' andar.
1
8
8
1
ravtlhosos suburbios desU cidade, e as
cidas pela sua belleza, e commodidades que otrere-
cem para moradas de familias decentes, por nu-
merosas que sejam, devem por certo attrahir a
attencao dos preleodentes a escolha de qnaiquer
urna dellas, tendo-se porm em consideracao, que
sao propria mente para quem silba ameoisar os
trabalhos ioseparave da vida, com as doc.uras do
descanco uo lar domestico ao lado da familia que-
rida, e nao para os egostas mesqumhos, que ve-
getam e nao vivem, pondo a mira somonte n sr-
dido calculo do interesse pecuniario, deixando
. tudo afinal eaps vida miseravelment cousumida.
NesUs reveladas condicoes, queiram os yerda-
deiros prelendenles dirigirse ao escriptono do
annunciante, ra da Cruz n. 83. pnmeiro andar.
J. ereM Yillel
PUOX44iHAPlll i IMPERIAL.
18RA DO CARUG8
A tntraiia pelo pa tea da matriz-
Os trabalhos da reedifleacia desta photograpbia,
e que se prolongaran) por tanto tempo, acbanvM
felizmente terminados e ella aberta ao servieo do
publico desde 7 de abril patsaoo.
O predio em que est col locada esta pnotogra-
phia acha-se muito augmentado, e t a parte desti-
nada ao esUbeleciinento conta cinco talas, inclu-
sive as do-laboratorio. Todos os concertos e aug-
menios tendo sido fetos expressamente para se
montar convenientemente a photograpbia; e nao se
podendo'toelhur modelo escolher' do que a Pfcoto-
gra/Ha Imperial o Sr-. Insley Pacheco do Rio de
Janeiro, o primeiro plutographo do Rrasil, e um dos
primeiros do mundo, segundo a opinio dos, mais
abalisados mestres, a nossa photographia eh*-^
dlsposta e reedificada pelo mesmo plano da do Sr
l. Pacheco, a qual foi montada sob todas asregras
recommendadas pelos mais destnelos protessore3
de accordo cora as modifica?6es neeettarias ao
clima do Brasil, reconhecids e estudadas pelo ba-
bilissimo e pratico Sr. I. Pacheco.
Todo o interior do predio em que est a tosa
photograpbia foi mudado desde a soleira da porta da
ra al a coberta, tendo-te demolido todas as pa-
se fazerem as novas salas,

terrace envidracado moj
s.fl
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rl
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3 3
COmiPANHIA
nos
7BILH0S DRBAROS
DO
RECIFE A* OIIMBA.
Compra se dormenies de lolicica e secu-
pira, anareUo, sedro e arueira, de 10 pal-
iaos de compriilos e 8 polegadas de largu-
ra e 3 1/2 de zrossur na estar.30 da ra
tarde. ^
Recife, 17 de agosto de 8i0.
O supreintendeote.
A. de Abn u Porto.
Oran des armazens!!!
Aju^avi!-se..
aiagam-se os grandes armazens da ra da Praia
*l* Mata Hila Sora, onde roi a fobnca de sabio-do
Sr. corono! Franca, e ultiraaheote oceupados pela
ompanhia de ergoto, o* qnaes tem porto de em-
fcarqoe e todas as proposites ^ara se montar urna
labrira oo qualqoer estabelecimento grande.
A i casas de morada que fazem frente para a
ma tambem se atagam condicwoalmeote, assim
como a ca grande, que foi morada do mesmo
setihor cor-nel, tem rauito bons commodos e bom
quinul separado, grande cysterna que fornece
agaa p- tavel, melhor do que a do encanlenlo,
por ser lluvi! e livre de particolas ferruginosas,
corno aquella : a tratar-com o commendador J. J.
Taso, em seu escriptorio ra do Amorim nu-
mero 37.
3 o "* a o
^ Z. 25 -
s i s s.^ 0
3 2. O O 8
o> ce _
>3tllS
H ** Q '
o 2 a -
o o.- s
^SM 3
iSB0
MOFINA
Precisa-se de um cosinheiro para casa de pe-
quena familia, que tenha boa conducta : a tratar
na ra do General Victorino, outroia do bebo
n.38._________________________-_______.
Antoaio Joo- Furtado vai a Portugal.
ilanoel liongulves Feneira da Costa, deca-
ra que legitimo senhor e possuidor da casa
terrea o. 9, sita ra da Con:eto da fregu-
zia da Boa-vista, desla cidr.de, e na qual mora a
Sra Thomazia Mara da Cenaei'cao ; outro sim de-
clara que nunca prttendeu, nem pretende vender
dita casa._______
Roga-se ao llrtikSr. Ignacio V.eira de Mello, es-
crivao na cidade de Nazareth desla provincia, o
favor de vir a roa do Imperador n. 18 a oncluir
aquelle negocio que V. S. se comprometteu reali-
sar, pela tercaira chamada leste jornal, em nns
de dezembro prximo passado, e depois para Ja-
neiro, passou a fevereiro e abril, e na la cumprio,
e por ese motivo de novo chamado para dito
Hn ; pois V. S. se lleve lembrar que este negocio
de mais de otto annos, e quando o senhor s*u
filho se achava no estudo nesta cidadeJ_______
Precisa-se de urna ama para casa de ho-
rnera solteiro, s para cosinhar: a roa do Crespo
n. 8B.________
Aluga-se parte do 2o andar, e o sollo da
casa da ra do. Apollo n. 36 : tratar no mesmo,
ou no 2o andar da de n. 34, com o Sr. Borba.
AMA
!
Vendas en permutas
Vndese a prophedade Guarapos no Rio-
Grande do Norte, com trras casas e armazens
de um e outio lado do rio, lugar berr. conhecido
lela sua importancia commercial, cujo porto offe-
ece muita facilidade para etrbarque e desembar-
que de gneros. .... /
Igualmente se vende o engenho Jundinany (na
mesma provincia) moente e corrente, com cinco
leguas de trras de maltas virgens, oito escravos,
bois, bestas e alambique ( ou somenle o emgenhc
com as trras que convier ao comprador). Estas
propriedades vendem-se por baratissimos presos,
e lambe se permutam por engenhos nesta pro
vincia Parahyba e Aiagoas, cu por casas as ea-
pitaes das mesmas : tratar com o proprietarir
major Fabricio Gomes Pedrosa i ra da Cadea
n. 45, ou com os seus procuradores no Rio-Gran-
de do Norte.
mmi NMOADE
extraerjao dos dentes e operaejaes k/ntarias sem dores, tollos oa
dias uteis,daslO horas at meio dia ,
PELO EMPREGO DO
PROTOXYE D'AZOTE
no gabinete do ci'rurgilo dentista FREpERiCO GAUTIER
19Kua Nova19
O qual, acbando-se relacionado com os mais celebres dentiatas deParis, adquiri
com elles, na ullima viagem Franca, o modo de preparar e empregar este excedente
anesthesico de que se pode sempre usar sem nconveoieate algum, e prodoz msensibili-
dade completa. ,.
G mesmo eproveita a^occasio pera lembrar ao respeitavel publico que no
seu gabinete continua-se a fazer twdas as operacoes da sua arte e collocar denles por
iodus os ystemas: com ouro, platina ou vuicanite, segundo os casos.
Esiiecwhdade ^e obtura gees com ovro puro.
GUSTAVE
Precisa-se do urna ama para cosinhar e com-
prar para urna Pessoa : no sobrado novo que faz
esquina da ma de Santa Thereza.
redes interiores para
edificando-se nm novo
espa$oso e eleganta.
Como sabido, flzemos urna viagem expresa-
mente corte para examioarmos as melhores pho-
tographias all, e foi a do Sr. I. Pacheco, a que-
melhor correspondeu aos nossos desejos e aspia-
cOcs, e da qual trouxemos os planos depon dar
alli estarmos todo um mez estudando e agro-
veitando as licSes de tao dlstincto mestre. Pen-
samos que juntando os nossos estudos longa
pratica de 15 annos de pbotographia s nilssimas
IicSes ultiman ente recebidas do Sr. L Pacheco,
tendo montado a nossa photograpbia como so
acha, podemos offerecer ao alustrado publico
d'esta cidade e aos nossos nun.eroses (reguezes
trabalhos de photographia tao per'eitos, eemo se
poder desejar, e disto convencidos, esperamos
que contluuem a dispensar-nos a mesma nro-
tec?ao com que ha 15 annos nos tem honrado e
ajudado.______________________________
GASA DA FORTUNA
Aos 5:000*
Bilhetes garantidos.
A ra Primeiro de Marco n. 23 e casas di>
cosime
Acham-se a venda os felizes bilhetes. garan-
tidos da 4-parte das loteras,beneficioida baca
r... laUiorieni-rii-i /iK7M niifi se extraairs QU.B-
loaquim Francisco do Espirito Santo faz pu-
blico ifi corpo do cmmercio que o Sr. iot Do
mingues dos Santos deixou de ser desta dat em
dianie o encarregado a escripluracao de sua casa
como concordatario da firma Maia & Espirito
Santo.
Irmandade acadmica
DE *
N. S. do Bom Conselho.
De ordem de nosso irmio juiz convida a mesa
administrativa dessa corpura?ao rennir se na
faculdade de direito desta cidade, no dia 25, as
11 horas da manraa, para tratar-se de negocios
que sao relativos mesma irmandade.
Consistorio da Irmandade Acadmica aos 22 de
agosto de 1870.
0 secretario,
Gamillo Correia Dantas.
Preciso-se de urna ama livrre ou escrava
ra das Cruzes nv 39, hotel pprnampucano.
D, W. IIOWHN
EHGENHEIRO^
Com fundiqao.
A RA DO BRUM N. 52%
Passando o thaf riz
Machinas vapor systema melhorado
Rodas d'agoa.
Moendas de cauna.
Taixas de ferro batido e fimilido.
Rodas dentadas para moer com agoa, V
por e arrimaes.
E outros muitos objectos proprios d'ag^-i
cubura.
Tudo por prtro muito reduzido.
W8BMMM WISP..
1 ADVOGACIA.
t\\ O DH. joaquim correa de araujo
B tem o seu escriptorio rila do Imperador
n. 67, onde pode ser procurado das 9 ho-
ras da manhaa s 3 da tarde.
k Na estrada da Ponte do Ucha, Mi n. 1
precisa se de urna boa eng .mmadeira e urna cri; -
da para o seryieo domestico e ensaboado, paga-
se bem.
CABELLEI
FRANCE2
51Ena da Cadeia do Kecte51
Chama a atteocSo do ees innmeros freguezes, e do respeitavei .pnblico e
jeral, para a segninte tabella dos precos de sua casa, os quaes s5o vjnte por cent
nais barato do que em outra qalquer parte:
Cabelletras para senboras a -l,
30& 35tf e......405000
Ditas para homem a 355, 40(5 e 50|$000
Coques a W, iU, W, 205,
255, 305 .....SOiJOOO
Crescentcs a 125,135,185,205,
255, 305 e.....325000
bachos ou crsp9S a 35, 45, 55,
5T75, 85, H e. 105000
Tranca de cabello para annel
500 e....... 15000
Franca para braceletes a 105,
155, 205. 25 e .. 305000
Cadeias para relogio a 35, 65,
75, 85, 95, 125 e. .
Curte de cabello......
Corte de cabello com frcelo. .
Corte de cabello com lavagem a
i cbampon......
Corte de cabello com limpez da
cabeca pela maehina elctri-
ca, nica em Pernambuco. .
Frisado ingleza oo franceza.
Rarba. ......
455001
50c
501
1500
.500.
501
2BI
ASIGNATURAS MENSAES
Especialidade de penteados para casamento
Bailes e soires
CabelleirHro da moda.
Jos doS Santos da Sirva Barreiros -chegado da
Europa a esta cidade acaba d abrir na ra de
Santo Amaro em frente ao oitao do Bazar da Mo-
da, um elegante estabelecimento de bellos penlea.
dos da ultima moda para senhoras do bom tora,
feltos caprichosamente pelo proprieta rio, de que
professor nesta arte, encarregando-se de executar
qualqoer encommenda com esmero, elegancia e
promptidSo e comraodidade nos precos, assmi co-
mo prontHica-se era ir a casa das excellentissimas
familias fazer qualqoer trabalho teBdente sua
arte, garantindo-lhes acompanhar as ultimas; mo-
das de Paris, para o que acha-se munido dos B-
gurinos que recebe por lodos os paqnete?.
O estabelecimento em naca ca a desejar em
asseio e commodidade para os freguezes, encon-
irando-se igualmente um mostrador collocado em
frente para o exterior a presentando grande vari-
dade de penteados, assim como urna figura de
dousa meio corpo, mostrando todo o rigor da
moda em seus bellos penteadns.
Igualmente acha-se um novo artista perfeito na
arle de barbear e cortar cabellos, prompto a pres
tar seus servaos quem o honrar com sua con
ianca, para o que pede a benevolencia do publi-
co, e com especialidade do distincto corpo acad-
mico desta cidade.
Con servar-se-ha aberlo todos os dias nteis jas
9 horas da manha s 10 da'noite, e santificados
at s 2 da tarde.________________________
Precisa-se de um criado: na ra das
Conquistas n. 4.
ATTENCAO
OSr. Br. Francisco Domingos de Souza tem
nesta typof raphia urna carta.
Precisa-se fallar com o Sr. Bernardino Osear
Freir a negocio que nao ignora, na ra da Ca-
deia n. <0 A, loja.
Agencia de eobrancas.
Qoem precisar de urna pessoa para cobrar di
vidas nesU cidade, ou nos lugares onde passam
os trunos de Appipucos e Olinda mediante urna
percenugem rasoavel,-dandi fiador, pode dirigir-
se a i de Calcado n. 32.
de bebei
tiferos,
Tambem
do Boro
voa e ej
Bct-F"
com muito
a vos, aaua
:.iaim e verduras.
ra
Odono do estabelecimento previne s
ixmas. Sras. e aos eavalneiros que ba um
alio para tintara dos cabellos e barba, as-
um como nm empregado smente oceupa-
lo nesse servieo.
Recommenda-se a superior TINTURA Ja
PONEZA para enegrecer os cabellos bai
ba, onica admittida na Exposic^o Universa
como n5o prejudicial saude, por ser vi
latil, analysada e approvada pelas acadt
mias de scienrias de PARS E LONDRES
XAROPE SEDATIVO
efe casca ie Laranjas atoarga do
BHOHRETE DE POTASSIOM
De J.-P. LASSE, 9f wmm em Uu-mmlmt-rnma, Parte.
Todos os Mdicos concordlo em coe o Bromnrrj de Potassiom puro tem sobre o
sistema nervoso, nma aeco nMiisnIms.. Reunido>to Laranja amarga, eoia aeclo regenera as tna^oes do estomago e dos rnteatinoa,
univer>almente appredaJo. SeSrecek) ujdrate se pode dar as pessoasadiltat,
qaudo soffrera de >-I-H. m mao. .- vi- *f"ti^ a miimi ea, g*rl,
assim que para u omImUu no. I, pMaMs. Para as creaicas f~ W
mm.Utko, IniMiin, to*ae dwante r mii%*0.
Deposito m Rio de Janeiro, m ClwroUi; em PenumHco, r.mm. c;
forU Alegre, *:muiU; em rmA*. rr-m~o*; em Ouro Preto, VT*Ut.j
Aten^ao
Para cata de familia precisa-se de urna rapa
riga forra ou escrava de idade de 14 a (6 annos,
nicamente para eotreter ama menina de i anno,
quem quizer dirija- se a ra 1" de Marco, amiga
ra do Crespo, na livraria econmica.
AMA
Precisase de urna ama Que compre e cozmhe
para duas pessoas : no largo da matriz de Santo
Antonio n. li.___________________________
Ra do Imd^rador ns. 9 e II
Agr i G. uuesendo augmentar o seu estabele-
cimento. pelo uesejo que.teem de melhor brvirrem
e cumprirem pontualm;nte os seus deveres, como
sempre teom feito, resoiverara alugar a casa con
ligua, para em maior espaco acummodarem o nu
mero de carros que hoje possuem ; pelo que fa-
zem o presente para sciencia do pullico, de quem
esperam a contiouacao da confiianca que al agora
teeni merecido, sendo grafios a todos com quem
teem tido transacr-oes.
Ama
Precisa se de urna ama : na ra do llortas n.
30, andar. _______
Profesor de v N. do O' de
Olinda. '
Precisa-se fallar com o Sr. Manoel Candido de
Lyra, na rna do Livrament n. 37, loja._______
Casa de Misericordia (157") que se eitrahir qu:i
ta-feira, 25 do corrente me-.
PRECOS.
Bilhete inteiro 6#000
Meio bilhete 3*000
Quinto U200
Em porcao de 100*000 para cima.
Bilhete inttiro 5*400
Meio bilhete 2*70
Quinto *0S0-
Manoel Martrns Fhua.
mAwtmMm
S5 ANTIGO MEDICO HOMEOPA-
5^ THA,
recentemente estabelecido nesta eidad?,
_^ mudoua sua residencia da praca do Con- va.
%k. de d'Eu n. 32 para a roa do imperador g
g n. 25, eabri consulto; ii junto ao labora- If
w torio nomeopathico dos Srs. F. de P. Car- **
doso Juni r & C na mesma ra n. 41,
onde todos os dias dar consultas do meio
0t dia s 2 horas da tarde, reservando para
gft as visitas do i ciliares os intervallos, que
gS decorrem das 9 horas da manhaa ao meio
JJX quer hura altender a cht.roados, que Ihe
gj sejam dirigidos, quer casa, quer a con-
sjlturio.
CASA DA FORTUNA
AOS 20:000 JCOO
RA DE MARGO N. 23.
O abaixo assignado avisa ao publico, que com
quanto a nova lei do onjamnoto tivefse elevado
muito o imposto s-ihre os bilhetes de loteras do
Rio de Janeiro, continua a vende-los com as for-
malidades da lei, e pelos mesmos preces baxo
publicados, psgando todos os premios com o dis-
conto somenteda lei, e cora a promptirio do eos,-
lume.
PRECOS.
Buhle inteiro.. 94*000
Meios bilhetes... 12*000
Qoartos.'....... 6*000
Em quantidade maior de 100*000 na razao de
22*000.
Manoel Martina Fiuza.
0
I
Alagarse um sitio na Passagem da Magdalena,
cora boa casa.e muilas arvores de fructo ; a tratar
na livraria econmica ai p do arco de Santo An-
tonio.
Traspassa-so o atoramento. de um terrem
sito na povoacao de Jaboato. tendo de frente 120
palmos e de fundo a encontrar a nova ra ; o
qual no melhor lugar da mesma povoacao : a
fallar na ra Augusta n. 102. '
A verdadeira farinha peitoral de
S. B'jnto.
Esta farinha usada com vantajosos resulta-
dos nos padecimentos dos orgos do peito.
como as'hma ou puchamento de catbarros,
inrlamacao de bofe, plenrizes e na ptbysica ; re-
Commendando-se com igual proveito as pessoas
convalerentes
nico deposito na phirmacia e drogara.
DE
Bariiiolnmeu di C.
34Ra larga do Rosario34
Preoisa-se de urna ama para cozinhar :
ra do Queimado n. 50.
ua
BCHETE^. DO RIO
Xa Praca di Independencia n. 22.
Na ra da Aurora, esiacao dos tnlbos urba-
nos do Recfe a Olinda eBeberib*, compra-se me-
tal velho e cobre velho, das 8 as 4 da tarde,
AJucam-se duas casas om grandes commo-
dos para Familia, sendo nma na ra das Pernam-
bucanas, na Capooga, defronle do chafarlz, perto
da ectaco, outra no Manguinho, principio da es-
trada dos Aflictos, e estao pintadas : a tratar com
Jos Antonio Marques no Chora-menino.
Nodo
Quem precisar de um socio para taberna, en-
trando com algum capital, appareca na rna da
Palma a 71.
Offereee-se nma parda para ama de casa oe
hornea solteiro ou de posea familia, para lodo o
servieo, meaos cozinhar e comprar : a tratar no
argo de R IVro, loja do palacete.
rCAIXEfRO.
Preeisa-se de ora caixeiro que tenha pratica de
taberna : aa roa da Palma n. 37.
Acaba de sahir luz
E
Vende-se
NA
Livraria franceza.
DEVOTA
OU
tinturara franceza
55-RuadaImpeiatiz-55
Wt Tinge, lava, limpa, lustra e aehamalo-
o tase, com a maior perfeicao, fazendas em
M pecas e em obras de todas as qualidades ; e
I ci'mo sejam : seda, la, aigodo, linho, SSt
gu chapeos de feltro e de palha etc. etc. a_m
" Tira-se noloas e limpa-se a seccosem i
| molhar os tecidos, conservando assim to- |
do o brilho da fazenda. B
Tintura preta as tr?as e sextas fei- I
OlilffttfliKKSll
Te Liverpool & Loe-
don & Globe Insu-
rance Company.
hCompanhia ingleza de seguros conlra-fo^o,-
estabelecida em 1836.
Capital e fundos de reserva
Hw. :iH.<><>ti:i so.
Os agentes desta companhia tomam seguros so-
bre propriedades. gene/os e fazendas arraazenadas,
mobilias, etc., etc., e esto igualmente autorisados-
a saldarem aqu quaesquer reclamac,oes.
Saudders Brcthers & C,
Praca do Corpo Santo n. II.
Na ma da Imperstrtz, casa n. 87, alngase
iaHe:r-.j que cojiaba, eosaba o engomioa.
DE
NO'SO SENHOR JESS CHRISTO,
MARA SANTISSIMA
E t
VARIOS SANTOS.
A saber:
Setenario Jo Senhor Bom Jess dos Passos.
Offlcio do Senhor dos Passos.
Novena do Menino Dens.
Novena de N. Seobora da Gonceigo.
Setenario das Dores de Maria.
Offleio "das Sete Dores de Maria Santsima.
Novena de N. Senhora do Carmo.
OfBcio de N. Senhora do Carmo.
Novena de N. Senhora da Peoha.
Cnticos de N. Senhora da Penba.
Novena do B. S. Joan Baptista.
Novena da Senbora Sam!Anna.
i de Santo Antonio.
Novena do B. S. J
me enradernado.
2^000.
Na Iravessa da roa
das Cruzes n, % pri-
meiro andar, da-se di-
nhelro sobre fenhores
de ooro, prala e brilhan-
tes, seja qual for aquan-
lia. Na mesma casa com-
pram-se os mesmos me-
I taes e pedras.
ilMIIS 111
Aviso.
0 abaixo assignado faz
Sblico e particolarmeBte
r haver urna oatrn
seu, de boje em dinte se
co do Reg Pas torr
Ijao Frai
silavtl
i, que
[nal ao
ancis-
Rngomn
I A roa do > .pollo o. i, 2
uma ama pr.n lavar ogenutu


Diar.
10 U
ira 25 de Agosto de 1874

AO ARMAZEM
k;



DO
VAPORFRANCEZ
17IDA 1H. 1
Este conhecido estabelecimento acha-se constantemente bem sortido, era virtode das
facturas qne recebe por todos os vapores e navios rrancezes, dos artigos abaixo menciona-
dos, i preces os mais resumidos que possivel.
CALCADO FRAMCEZ
Botinas para elaboras e meninas.
Botinas pretas, brancas e de rauitas outras cures, sortidas e bonitas, do ultimo gas- j
to da moda, e a precos mais baratas do que em outras partes.
Botinas para borneas e meninos.
Botinas de bizerro, cordavao, lustro e pellica, das melhores fabricas e escelhidas.
Botas e pernearas russlanas.
Botas e perneiras, pan manlaria, das melhores qualidades, de couro da Russia, lus-
tro e bizerro.
tpalos de borracha para hmens e senhoras
Tendo chegado grande porcao d sapatos de borracha vende-se pelo custo afim de
desempatar o dinheiro nelles empregado, sao baratsimos.
Sapatos de lustro para hoincn*.
Sapatos de entrada baixa de couro de lustro com salto, do muito boa qualidade.
Abotinados para meninos e meninas
Sapatos abotinados de differentes modelos, de muito boas qualidades e fortes, Unto
para meninos como para meninas, muito baratos.
apatos de tpete.
Sapatos de tapete aveludado, decaseraira, de charlte e de tranca fraocezes e por-
tuguezes para homens, para senhoras e para meninos.
PERFUMARAS
Excellentes extractos, banbas, leos, agua de eologne, florida, divina, lavande, den- 5
triflce, de toilette, sabenetes, tintura para cabellospomada aogroise para bigodes, pos de
arroz etc., tudo isto de primeira qualidade, dos afamados fabricantes, Condrsy, Piver e Lubin.
Quinquilharias
Luvas de pellica do conhecido fabricante Jouvin, espelhos para sallas, quartos e ga-
binetes, toucadore de diversos taraanhos, leques para senhoras e para meninas, abridores
de luvas, brincos, pulceiras, botdes, crrenos e chaves de relugios e tranceln*, tuda de
ouro de lei, correntes e brincos de plaque, a imitacao e de m -to do qne as de ouro,
caixinhas de costura ricamente guarnecidas e ornadas com liuua* pessas de msica, albuns
e caixilhcs dourados para retratos, caixinhas com vidro de augmento para distinctamente
ver-se a perfeicao dos retratos, objectos de phsntasia para toilettes, bolsinhas e cestinhaS
de seda, de velludo a de viraes para braco de meninas e senhoras, ditas para costuras, pe-
queos registros mui|p linos e delicados, bouquets d flores de porcelana, jarros proprios
para gabinetes e santuarios, qnadros pforoplos para enllocar-se vistas, molduras domadas
para quadros, estampas Anas de paysagens, cidades, figuras e de santos, vidros para eos-
morama, malas, saceos e bolsas de viagens, esporas, chicotes, bengalas, oculos, lunetas ou
pensinez de prata dourados, grvalas pretas e de cores, abotoaduras de collete e de punhos,
carteirinbas para olas, thesounnhas e caivetes finos, pentes.'eseova?, ponteiras de espuma
para charutos e para cigarros, jogos de domin, rodetes, bagatelas e outros diflereotes, ve-
nezianas modernas muito convenieute para, portas e janellas, cosmorama?, lantemas mgi-
cas, esterocopos com nleressaotes visus do figuras e das mais bonitas nas, boultvards,
pracas e passeios de Pars, photofraphias e caixinhas mgicas, reverberos para candieiros,
tapetes de vidrilho e de laa de cores para ps da lantemas, realejos grandes o pequeos,
harmnicos, acordions de todos os tamanhos, bercos de vimos para enancas, sapatiuhos e
toucas de la, carrinhos de 3e 4 rodas muito elegantes para conJusir enancas passeio ; e
outras muitas quinquilharias de phantasia, francezas e ailemaes precos muito em conta.
Para este artigo nao ha espaco nem tempo para a mascante leitura da inflnidade de
gneros de brinquedos fabricados era diversos paizes da Europa.
espaco nem tempo para a mai
los em diversos paizes da Eu
ATTENCA
0 dono desle estabeleciraento pede ao publico em geral que continu a visita-jo
verificando as qualidades e os precos baratos de ditos objectos por seren vindos em di-
reitara e de conta propria.
Continua se a fornecer atawp Untar : no s
brado da roa estreita do Rosario n. 35. "
----!-------,---,----
o, afilio DwmsT
Frederico Maya
Tem a bonra de santificar ao respeita-
vei publico ea geral, e aos seus chentet
em particular que elle mudou o sea gabi"
oete de consultas da ra Dircita a. 12 pan
a do Queimado o. 3 i pr'meiro andar, coa
a entrada pelo pateo de Pedro II, onde po-
de ser procurado para os misteres de su?
proflssSo, todos os dia< uteis das 9 horaf
da manbaa s 3 da tarde.
Tambem previne, que confina a prestar
se a vontade dos clientes n2o s na cidade
como nos seus suburbios, para onde af
idas sero precedidas de ajuste. Elle ga-
rante o bom desempenbo e a perfeicJo de
seus trabalhos, o que j bem conhecido
assim como as commodidades dos precos.
Sindh.
O Costt da roa das Croies contina awrevaiir
aos seos nnmeresos freguezes que f^^^^H
mais novas
dientes

Ervuhas para sopa eoutras massas p!
Farinha americana de especial qualidade
Alera de ontros mnitos gneros de importa cao,
j ronbecidos do respeiuvel publico, e tem mais
qaeijo e carne do sertao de superior qualidade.
Aluga-se nm moleque de 12 annos : quem
precisar dirija se a rna das Plores n. 7.
Aluga-se a casa terrea n. 22 da ra dos
Prazeres, freguezia da Boa-vista : tratar no 3"
andar do sobrado n 36 da ra das Cmzes.
O abaixo assignado vem declarar e farer pu-
blico, que a ningdem, nem nesta provincia, nem
na corle, au'onsou para, a pretesto de meihora-
mento, pedir a sua remocao do lugar de jniz de
direito da comarca do Brejo desia provincia para
outra qualquer, visto estar satisfeito com dita co-
marca; e que falsa ser qualquer petica ou pe-
dido, quo em seu nome se presentar ao governo.
Comarca do Brejo da Madre de Deus, 20 de
agosto de 1870.
Lourenco Francisco de lmeida Cataoho.
Precisa-se de urna mulher qua cosa e. en-
gomme com perfeicao : na rna da Aurora n. 40.
Aluga-se a casa de dous andares e sotio da
ra da Aurora: na mesma ra n. 38.
Festa do S. Bom Jezus dos
Pobres.
Os devotos do dito' Senhor cima, que se ve-
nera na portara do convento de Nossa Senhora do
Carmo, fazem sciente aos mesraos devotos que no
dia 27 noute, vespera haver urna ladainha, no
dia 28 de agosto celebra a festa do mesmo Se-
nhor, e haver nonte do mesmo dia urna ladai-
nha ; pois espera a coneorrencia dos devoto1.
COMPRAS.
0 muzeo de joias
Na ra do Cabug n. 4 comprase ouro, prau
i pedras preciosas por precos mais vantajosos di
rae em outra qualquer parte.
Lom muito maior vantagem compram-se
ouro, prata e pedras preciosas e n obras vejhas: na
loja de joias do Corceo de Ouro n. 2 D, rea de
Cabug,
VrNDAS.
Fannhi de mi ho.
Vende-se dirimente farinha de milho muida,
jia e nova, a 120 rs. a libra : e tambem farinha
grossa a 100 rs. : na roa do Cotovnllo n. Vi.
3 pot tas n. 53, ra Direita, 3 p rtas
loja do Braga
O abaixo asignado, dono deU antigo *sabolecmento, lando em vista apresentar urn
completo sortiraeoto de ferragens, miudezas e eotileria, tem resotrido mandar buscar em
diversos pernos da Europa os melhores objectos de sen .tabelecimcnt. dos fabricantes
mais condecidos; pelo que convida aa respeilavel publico e aseus numt rososjKmeiB^ :
virem se servir dos objectos de >ua careucia, aonde encontrarao por menea 10 0,0 dj que
em outra qualquer parte, um se rtimento completo de machinas para- desearocar alguno,
do bem conhecido fabricante Cottorr Gin 4 C, ditas para distara, motores para animae,
ditos i: .n foeo, r, inhos p..ra cafa de todos os tamsatios, da fabrica do Japi, espingardas de
dous fOTos e d nm, Unto nuezas como frauceas, louca do porcelana, facas e garios
dediv Hdades e precos, buiVias chinezas, salitre, breu, barbante, xollre, p.ipel e
limalha 'do ferro,' ap>. e igolha para fogueteiro ; assim cnnio encontrarao an-
ment i randa pareao i- t %o lo ar, c recbese encommenda de fogus. de vista, alem de um
cera minero de objectos, que se tornara enfadonho numera-los : venhara a ra Direita n.
i te Lenidas Tito Loureiro, ai;tiga loja do Braga.
Nova loja de fazendas finas, roupas feilas
e por mcdiJa. de Pinto Mariiniano;
ra do Bario da Victoria n. 9,
(anl gi roa Nova.)
Ksio novo eslabelecimento acha-se prvido de
muito beas casemiras, pannos, brin?, camisas bcr-.
dada?, novas chapelinas e chapeos para senhora
e menins, luvas de pellica, las, pilherinas, or-
gandis, cretones, vestidos le percale d'Et p| em
urna palavra, tgda fazen.la, qurr para senhora,
quer para homem.
Saias de
Fazenda que sempre ?d venden per 10 e li.
a bja da lurquesa vende a 3000.
Gravatas escorzas.
tfuito lid; a !<1C0.
Chales.
_D* ueriu estampado a 4i000; ni loja da Tur-
qu za. ds l'in,) & MartiiaBO, ra do Barao da
Virtni ia n 9, anti(a ra NovaN _________
Cal nova de Lisboa.
Cbegada roeeutemente no vapor Gladiator, tero
para vender Joaquim Jos Goncalves Beltrao, no
seu escriptorio, ra do Commercio n. 17.
Bichas hamburgnezas
Neste novo deposito recebe-se por todos os pa-
quetes translauticos bichas de qualidade superior
e vendem se em caixa ou porcao mais pequea,
e mais barato do que em outra qualquer parle :
na roa da Cadea do Recife n. 51, f andar.
CEMENTO
O verdadeiro porUand. S se vende na nu dt
Madre de Dos n. 22, armazem de Joao Martms df
Barro
Doce fino.
De goiaba, laranja, limo e bananas, vende-se
constantemente ra de Marsilio Dias, outr'ora
Direita. taberna do Borga.__________
TlilT
Novo sortimento.
Mimosos cortes de percales a 2*000, de dous,
um vestido : na roa do Crespo n. 23, loja da es-
quina. _____
GAZ CAZ GAZ
Chegou ao antigo deposito de Henry Forster 4
(1, roa do Imperador, nm carregamento de gar
de primeira qualidade; o qual se vende em partida
e a retamo por menos preco do que em outr qoal*
roer parte._______________________________
Farinha de mandioca
Veade-se na ra do Amorim n. 33 saceos com
especial farinha de mandioca, igual a de Muribeca.
propria para casas particulares, e por preco muito
em conta.______________________________
Ven'Je-se no trapiche .Dantas, o
seguinte:
Milho americano.
Farinha de mandioca.
Esleirs de carnauba de diversos tamanhos.
Vellas de carnauba.
Alpista em barricas.
Vinho Bordeaux.
Cimento Portland. ________________x
Vende se um cabriola americano em per-
feito estado com assento para duas a quatro pes-
soas, quem o pretender dirija-se ra do Impe-
rador cocheira n. 25, que achara com quem
tratar.
Eival sejn segundo,
RA Dl'I WIM If. 49
(Amigara do Queimado)
muito bom e
^^Bs de areia preta muito boo. 120
^^Bras finas para unhas e coftu-
ra a......., 50
Papis de agolhas francezas a ba-
15o a......... 60
Carias com seis sbemeles de fruta 15000
Libras de 15a para bordar detodos
as cores a....... 6T000
Garriteis de liaba Alexandre a. 100
Frascos com azeite para machinas 500
Grvalas de cores muito finas a 500,
Grozas de botes madepersla fi-
nissimos a....... 500
No vello de liaba de 400 jardas a. 60
Caixas com 100 envlopes muito
superiores a...... 600
Pentes volteados para meninas a. 240
Tinteiros com tinta preta a SOrs. e 100
Pegas de fita elstica muito fina a 200
Lata com superior banha a 100 e. 200
Frascos de oleo Pbilocmo muito
fino a......... 500
Frascos de macaca* perola a. 240
Frascos de extracto meito b. nitos a 500
Duzia de saboneles muito finos a. 720
Sabonetes inglezes a 600 rs. e. 15200
Frasco com agua de colonia Piver a 500
Dito de oleo baboza a. .' 500
Caixas de lamparinas a. 40
Sabonetes a forma menino muito
superiores a....... 210
Lartilbas da doulrina fazenda nova a 400
Libras de linha sorlidas de todos os
nmeros a....... 1)5800
Capachos muito bonitos e grandes a 700
Carriteis de retroz preto, com 2
oitavas a........ '640
Agulheiros'de osso enfeitados a, 240
Libra de linha franceza superior
qualidade a....... 2400
Caixas de pauto do gaz a. 20
JoaquiuiRodrigues Ta-1
vare* de Melfo,
Fraca do Corpo Santo n.
TEM PARA VENDER :
Cal de Lisboa.
Potassa pa Russia
Vinho Borcteau.Xv
Fa ello d^* Lisboa.
Farfulla de mandloea.
laa.
A' ruadoJardim n. i-- desi-ja-se faflar cornos
seguintes senhores :
Antonio Goncalves da Silva, senhor de engeuho.
Manoel Pocarpo de Azevedo.
Jeioino^Augusto dos Sanios Fragoso, ex-pren-
sarlo. .
Damiao Jos Manini de Oliveira. Ignarassu.
Fernando Barata da Silva, emenho Morojo.
Frederico Augusto Velloso daSilveira.
Jos ermino Pontual.
Joaquim Cavalcinti de Albuquerque Filho.
Antonio Gomes Cordeiro de Mello, conhecido
por Tolo, Iguarassrj ou Guianoa, das 8 s 10 ho-
ras da manbaa.
0 Campos eotii armaem
de molhados na na do Im-
perador n. 28, vende oomo
no trapiche, caixas ^om ba-
tatas novas de Lisboa a oito
mil reis cada urna.
A ellas que estao e aca-
b ndo.
Xarope E' um dos medicamentos que sua eficacia as
snfermidadf, tosse o -angue pela bocea, bronchi-
tes, dores e fra(|ueza no peito, escrobuto e moles-
tias de ligado, que melhor lera aprovado.
Tiuuira de ma apuama.
A celebre raz de marapuama coja energa effl-
cacia as p'aralysiasj imporpecimento etc., muito
e recommenda.
Todos esses preparados se encontrara na phar
:n.icia e Drogara de Bartholomeu & (".
34Rna larga do Rosario-34
nico deposito.
Cura rpida e infaliivel dos cal
los, pela pomada
Cialopeau.
Deposito especial na pharmacia de Bartholomeu
34Ra larga do Rosario34
Roti-ifnte-rbeum tico.
. Remedio efflcacissimo ntra.as dores rfieuma-
ticas at hoje o mai.- eoQhecido pelos seus mar-
vilhosos resoltados. _____
Farinha de milho.
Ha para ven 1er farinha de milho muito nova e
suuenor em saceos, chegaJa uliimamente Je Porto
Aiegre. A todo contento dos compra don--, esta
farinha con-ta de tres qnalidales ; BRANCA,
AUAHELIA E FL'BA- ; send) esta ultima mnito
til par alimento de animaes e ao mesmo tempo
de gran le naatagem aos comprad'ires en face dos
is incontestavelmente muito mdicos : a tra-
tar na ra da Cruz n. 3, escriptorio de Amorim,
Irma s & I'..
boa-vista
Giilmareg.
Ra do < respo n. 25.
SEDAS DE CORES MIUDIN'HAS a 1J '
o ce vado.
COLCHAS ADAMASCADAS superiores ]
de cores a 34.
CHALES DE MERINO' de cores e pre-
tos 24500. .
MADAPOLAO FINO superior de 4 pal-
mos com loque de avaria a 64 a pea.
ALGODAOZINHO com 18 jardas a
S|800 e 3| a peca.
CAMBRAIAS FINAS de cores a 280 o
covado.
CHITAS SUPERIORES de cores a 220,
240 e 280 o covado.
MUSSELINAS BRANCAS Anas a 400
rs. o covado.
ALGODAO AZUL com 36 covadus a
54 a peca.
MEIAS DE CORES para homem a o4
a duia.
DAO SE AMOSTRAS com penhor, na
ra do Crespo n. 25, loja de Mancel Dias
Xavier.
Aos vidraceiros
Na rna DireHa b. 18, loja de funileiro, vende se
vidros de todi s os tamangos, mais barato do que
em outra qualquer parte.___________________i
Folha de Fiandres
Vende-se p^r menos prtQO do que em outra
lualquer parte cisas cora folha de Flanlres de
todas as qualidades na ra lar?a do Rosario n.
20, loja de Francisco Teixeira Barbosa.
Farinha de mandioca
Vende-se farinha de mandioca, nova, de Santa
Camarina, chegada no patacho nurtngaez UlUssn,
Tundeado dcfronle do trapiche lo Sr. Baro do Li-
vramento : a tratar no escriptorio de Joamisi
Jos Gongalves Beltrao, ra do Commercio n. 17,
ou bordo do referido navio, ____
Por 1$000
Especialidades.
Continuam a achar-se a venda na ra Direita
botica n. 88, os mu conhecidos e acreditados re-
medios da veame, e outros diversos medicamen-
tos feitos em Pars, bem como os xarepes de co-
deina de Berih, de rbano iodado, de odurete de
ferro de Blaneard e as plalas do mesmn, eetti ral
de cereja, pos de Rou, depurativo de Ch:.ble,
digital de Labell.my, pilulas ou Ronftitos de b<-
muiho de Chevrier, e outris medisament s euja
prefictencia quanJo1 empreg:idos as doenc;.s v.s
vas respiratorias as drs rheumaticas, na
amarellidao, na falta c..mpleta ou irregulandade
de menstruo, as diafrh'as, d 9mja do & r
e do estomago, tem sido e hicontestatel, em
v.fta dos benficos resultados das experiiuent;
ou uso que diversas pessoas deils teera feito, as
sim como das pilulas detominada< bravinas in-
comparaveis em ,-na eficacia nos aeommettimon-
los fbris ou sezoi a ; exi-liudo tambem na mesma
casa, alera de suficiente quantidade de droga*]
um nao pequen) sortimento de tintas, oleo de II-
nhaca e pintis, jue se vendem por menos do que
em outra parte. ________^___________
Vende-se nina rotula 'le an arello em boin
estado na camba do Carmo n. 16.___________
Enifim chegaram !!! ,
0 Patilhao d"Aurora rna da Imper: triz n. 2,
receben pelo ultimo vapor o m;.is completo sorti-
mento de cortes de vestidos de seda, estampas e
gostol inteirann nto no vos e de superior quali-
Jai!e ; vieram juntos e igualracate ricos cortes de
vestidos de hlund bordados, perolas para casa-
mento: assim como popelinas, padi oes noves e de
lindissimo gosto ; e. muitas outras fazendas para
vestidos igualmente novas ^ desconhecid,.s no
mercado ; tudo se vende muito em conta.
Pillas assuearaiias de Bristol.
NAO CONTEM NEM CALOMELANOS NEM MEMBTM
OL'TBO MINERAL.
A grande necessidade e faita de um ca-
ihartico ou de urna medicina purgativa, ba
muito que tem sido sentida, tanto pelo po-
vo, como mesmo por meio da faculdade
medica; e por so, innito o gosto e
prazer que sentimos, em pdennos cem
toda a conanca e segundado, recommendar
as pilulas vegetaes^ assucaradas de Bristol,
como urna excellente medicina purgativa, a
qual encena em si todas as partes e mais
ingredientes essenciaes, tornando-se em m
perfeito, seguro e gradavel cathartico de
familia. Este remedio nao composto
dessas drogas ordinariamente usadas na
composicao dessas pululas, que por ahi se
vendem, mas sim, s3o preparadas com as
mais finas e superiores qualidades de raizes
medicinaes, hervas e plantas, depois de se
haver chimicamente extrahido e separado,
os principios activos, ou aquellas partes
Jue contem o verdadeiro valor medicinal,
aquellas porcSes fibrosas inertes e agres-
tes inteiramente destituidas da menor vinu-
de. Entre esses agentes activos ou ingre-
dientes especficos, podemos nomear a po-
iophgtiin, a qual segundo a experiencia
tnm demonstrado, possue um poder o mais
"laravilhoso possivel sobre as regioes do
figado.t assim como sobre todas as secre-
ces biliosas. Isto de conibiacao com o
leptandrin, e mais alguns extractos vege-
taes e drogas altamente valiosas, consti-
tuem e formara urna pilula purgativa, tor-
nando-se por isso niuitissimo superior,
qualquer urna outra medicina da mesma
natureza, que jamis lora, apresentado ao
publico. As pilulas oegejaes assucaradas
de Bristol, aciiar-se-bo sempre um reme-
dio prompto, seguro e eminentemente efi-
caz, para a cura de molestias, taes corno
sejam as seguintes.
Hydropesia dos mem-
bros ou do corpo,
Dspepsia, ou indi-
gesto,
dAstringencia, ou..
pris5o do ventre
habitual,
Azia do estomago e
flatulencia,
Perda do apetite,
Edtomago sujo,
ATecees do figado,
Ictericia,
Hemorrodias.
Mau hlito, e irregu-
laridades^ do sexo
femenino.
Dores de cabera.
Em todas as molestias que derivara ?
sua origem da massa do sangue: a iaka
parrilha de Bristol esse melhor de todos
os purificadores deve ser tomado conjun
lamente com as pilulas, pois que estas
Juas medicinas, temi- sido ..xpressamente
preparadas para obraran de harmona urna
com a outra, quando fielmente assim se faz,
nao nos resta a menor ddvida em dizer,
que jM);maior numero dos cases, podemos
affiancar nao s um grande alivio, como
tambem urna cura prompto e radical, isto
esl bem visto, quando o doente nao se
ache n'um eslado muito alm dos recursos
humanos.
Lindos e?panadores de palha, fortes e econmi-
cos a i5 : na ra do Crespo n. 25, bja da es-
quina. __________________
Ao commercio.
Joaquim Francisco do Espirito Santo, concorda-
tario da firma fatula Maia &EpritoSanto.pede aos
seus creijore* qne no dia 30 do correte venham
a mandem reciber delta, Da ra do Trapiche n.
pagamentos da primeira qvitacao atareada
aa concrdala, e a vencer, se em outobro do
ite ano i, qne o abaixo' ass%nado paga ao
*^B& do correnie.
Ama
rio n. 3, 3 andar, >irecisa-se
para cosinhar, eujo servrep faga com
a conducta.
Ao commercio
Engommase com asseio e perfeicie, roupas
de homem de sebhora, por preco rasoavel :
tratar na Boa vista, ra do Visconde de Albu-
querqae n. i!, outr'ora da Glora.
20:000400.
A casa Ieliz do arco da Conceicao vendeu nos
seusfeiiies billietes. os premios seguintes :
M. 4343 :000( 00
N. 2966 OOIOOO
0. 4436 ICOOOO
Bilhetes a 2.'!#00a
Luja flor da
DE
PahIo V. e II.
('.hila- escuias e clara?, covado a 500, 240 e
tSO rs.
Cambraias de cores ixa?, covado a 200, i40 e
320 rs.
Laa com Ii;tra3, e miudinhas, covado a 200, 320
a 500 rs.
Brira pardo trancado com pequeo toque, metro
a 300, 300, 300-rs.'
Ditot decores, puro linho, grande peehincha, a
II, II, IIOOO.
itos de dito, algodi?, boa qualidade, covado a
360, 360 e 400 rs.
Mc.l.-kine paia calcas, fazenda nova, cavado a
900, 900, 900 rs.
Cortes de calca de casemira preta a 350>
4 000. *
Ditos de dila de quadro9 de cres a 7000
121000. v
Calcas de biim para e-craves a 40 e 1|000.
Can'iisas de rUcado-para escravos a 800 e 1S000.
Pec.i9 de elgodao e madapolao por pree.s ba
ratissimos.
S8-BUA DA IMPER.VTRIZ-48
Junto a/partan a francea.
Precisa-se de nm caixeiro brasileiro que le-
ona pratiea de taberna, cuja idade regule de 14 a
16 annos : a tratar u rna das CalcaOas n. 2.
^1
Asjfoc5a ficente
A direetoria tendo resolvido offerecer um copo
d'agua SS. AA. o marecbal do exercito Conde
d"Eu e sua augusta esposa a serenisslma princeza
imperial, pw occasio do seu desembarque nesta
eidade, que se jolga ter lugar no dia 28 do mei
vigente, qaanlo esperado do snl o paquete in-
gle Donro, convida para esse acto a tolos os se
nhores socios, esperando que se diguera compare-
cer com suas Exmas. familias.
Associacao Ceromer ial Benecente 23 do agosto
de 1870.
lo i} Jim Gsrtrdo de Bastos,
Secretario.
ira vadera sua taberna em lei-'
i, se
*m*nm, apreseiaH
i gosto de 18/0. |p;u->. pee
i rus do
-iar % eas.'iaaai',
Armazem do portoVdo capim n. 5, vnde-
se tijolo ingieres de primeira qualidad, canos vi-
drados de mdas as grossuras, lijlos quadrauos
de 6 e 10 pollegadas, travs de 35 a 40 p*Irnos,
enxamis de 22 palmos, telhas, tijollo3 de ladri-
Ino, simenta portland e caibros de25 a 40 palmos:
que'm precisar erijase armazem dito, que se
servir a contento do '
libra
Cigarros da imperial
fabrica de S. Joao
Maateiga a 1$.
Vende e manteiga ingleza flor a 13 a
no progresso do pateo do Carmo n. 9.
Vende-se urna machina de ;osiara njuito boa-
urna cama -e' casal em meio uso ; e na mesma
troi-se urna perfeita imagera de Chrito ; no
Corredor do Bispo n. 33.
Attenpo
JVende-s urna taberna na freguezia de S
: a traiar na ma do Hospicio n. 30, taberna
inuitotfreguez-da para a trra.
de NicLheroy.
nico deposito em Pemamhcco caes da
dejra velha n. 2. I* anda.________________
alfan-
A 64G00
Vende-se calcado francez tachiado, obra boa,
pelo diminuto preco de 65 : venham a ra da
Cadeia n.50 A, lja de miudezas confronte a roa
da Madre de Dees. ____'
COSTURA
UVIlvJI
Vende-se ni ra da Cruz n. 7, por menos prec/)
que em outra qualquer parte._________________
Variaba de aandloca.
i Oiegada ha poucos dias da Bahia e do Rio
Grande, de superisr qualidade para ver, na
eompanhia PernambuiiSna e no trapiche do Cunha,
e para tratar, na rna da Cadeia n. I, V andar.
Tab as de cedro
De mosto boa qualidade, sao 10 duzias, propria*
para marcineiros : Bara ver, no armazem do Sr.
Macnado, na ra do Apollo a 42, e para.tratar, na
rna da Cudeia n I, ir andar. .
Farfello.
Vende-se- saceos cem 90 libras > no-
vo dt) Olile a 41500 : rn* daMadr
FiLs de feno
parapurgar assucar : vende-se na rjna da Cadeia
a. 4, armazem de S. Barroca. ______
mK
No Bazar da Moda
RA DO BARAO DA VICTORIA
(Outr'ora Nova)
VENDE-SE
Artigos de alta moda em Pars chegados pelo
ultimo paquete vndo da Europa.
Para senhoras.
Chapelinas de palha de Italia com ricos e ele-
gantes enfeites a ultima moda.
Veos de cures e pretos para montaras e pas
seios.
Grinaldas e capellas de flores de larangeiraf
para noivas.
Corpinh) de cambraia bolamente enfeitados.
Eofeites muilo lindos para abeca.
Saias brancas bordadas e de cores.
achines de laa de bonitas cores.
Sintos de diversas qualidades.
Sabidas de baile o que ha de melhor.
Casaquinhfs de renda chatRely pretos.
Chapo'inhos de setim para sol.
Baloes.de cores e brancos para senhoras e. me-
ninas.
Lacos, gravatinhas, espartilhos, lsncos, raeias,
ote. etc.
Para homem.
Mantas a grvalas do ultimo gosto.
Colerinnos de linho bordados e lisos
SerouUs de linho.
Camisas de meia.
Meias de superior qualidade.
Lencos de linho e algodo.
Chapeos de sol com cabo de martlm, inglezes.
Para menino'.
Cesto mes orientaos de fuslo de cores muito
nfeitado.
Vestuarios fle diversas qnal'dades para bptisados.
Ch.i! de setim e mei
Sapalinhos de setim, laa.
Toncas de
A 5^000
Venhara a ra da Cadeia ver as bonitas botinas
de cores para senhoras, pelo diminuto preco de
oOOO ; venham, que estao se acatando, na bem
conheeida loja de miudezas confronte a ra d
Madre de Dos.____________
Taberna A renda.
Vende-se a taberna da ra de S. liento n. 19
em Olinda, urna das melhores rua : tratar na
ra do Pilar, n. 108. O motivo da venda adiar-
se o seu dono ba>iante doente o oseessilar de re-
tirarse para fra da provincia. _________
i
JI
Vende Joaquim Jos Ramos:
n. 8. Io andar.
na rna da Cruz
. GRANDE
armazem He louc,a ruadoIm-
peradern. 46 x
Neste estabeleclmen;o alem do esplendido sorti-
mento que ha de louca. vidro*, porcelanas e era
taes. como sejam : apparelhos para jwitar, cna e
toilet, ricos vasos de phaotasia para flores e can-
dieiros a caz, ha tambem nlliraamento chegado
variado sortnento de vasos Je louca para plantar
flores, busto?, estatuas, pinnas, globos, leoes e
lindas figuras para tanques de ardi*.
Chegaram tambem os magnficos caslicies meul com jnola para vela, onicos qne, as 1
que leem de noite, devem usar para nao caccarem
a visw. ,
Tambem chegaram as to desejadas bacas de
porcelana com bauvula, e por s^-re:n ronit.i
pessoas qne as leem procurado, re previne (
as venbaro bastar anles que se acabem
do Imperador n. 46.
Auabaui le ebegar ao GRANDE ilAZAft
UM1VRRSAL, t roa Ni.v;-, :i. > carneiro
viannaum a ti.'jii'i > rito de ma-
chinas pu iros maisco-
niiecidos, as qi.: em eiposijlo do
mesmo Bazar, garatttindo-se a sua boa qua-
lidade. e tembet ensina-se i'.odj peifeii,5o
a todos os eenpradores. Este machinas
so guaes no sen irabalho ao de 30 costu-
reiras diariamente, e a sua perfeicao tal
como da mc.lbor costuretra de Paris. Apre-
sentam-se tiabalhos eseeulados pelas mes-
mas, que muito devopli agradar aos yreten-
enles.____________________
AGORA SIM.
No Bazar da Moda
RA DO BARO DA VFCTORIA
(Onti'i ra Nova)
VENDE SE
Lindas ,aIenda^ para vestidos.
Da alta moda de Paris !
De superior qnalidsde !
De belli.--imos padrdes !
De ddieadi*mzs c
A >aber :
Gases florentinas, novidade !
Poupelinas lavradas.
Crosdenaples de edres c i-
Setim macau de eore>.
Cortes para vestidos .le grande m.viaa
Caasu do ultimo go;io.
Fuslor de ci
Ek-roaloas de melh. r qualidade.
Berjfs ;-din-4i-tras.
LaaziDlias Je diversoj pr.
Alp*f*s Je co/es lavraoas e II
Caitas t si um muito mperi >re.
Pil de seda branso e preio, liso eccm s..lpiros.
Dito i!e aigado.
Guipuz !e linho e algodao preto e braneo.
E mnilas entras fazendas, con sejam :
Atonlludos para mesa e gusrdapapos.
Tochas para rost', c lias e cobertores para
cama.
Bretanlu?, madapuloes fran^eze, etc. el
Tudo se vende muito bawto.
na ra
Vendem-se pes de larauja de umbigo,
ta e china, d o' e p^unga
dos O
9, e a
mesma.

Loja.
Vende se .1 loja de funileiro da ra do Cordoniz
n. 16; a' tratar na mesma rasa.
Attenpo
Vende-so. um r
eife n 37.
Hilan a ;
para kilos e libn

Ctt
>^l: '-i



rio de Pei-nambuco
Quinta
GRANDE
t!
BAZAR
60-RUA DA IMPERATBIZ-60
DE
SILVA, FIGUEIREBrO & C.
Neste irapc rante esUbeleoimento encontrar o respeitavel publico, nm grandee vatiado sortimento *s fazends donis
apurado gosto e todas de priraeira neessidade, qne se vendra mis baratad do roe e-m oolra qoalqoer part, fisto qoe os er-
vos socios desta firma, adoptarsm o systema de s Tenderete DliNHEIRO ; para poderem vender* pelo cottb.'iraCabdo^e apenas
a ganbarem o descont ; as pessoas qoe negociam em oequpna essa'a nesti loja e armazem doerSo fasdr'os te sortimentoB
petos meMDOs precos qtie compram as casas inglezas, (importadoras) e para maior commodidade oas ExrMs. famrliaa.se darao
amostras de todas as fazends, oa lbB levam em suas casas para escolberem.
por menos de6t$; grande sortimentode cassas de cores, para aeabir. utilidad-.
240 rs. o covado, dias finissimas francezas
152 > padroes miodinbos e grfidos 560 e 640
re. o metro ; sao moito barata'.
ORGANDYS BRANCO E DE COR
No Bazar do Pavao veode-se os oais
bonitos e moito fios organdyseom listas
largas e miudas 1000 a vara, ditas lisas,
PECHJNCHA EM CASEMIRAS A 4,5000. CORTES DE LA ESGOCEZES A 61080
Ne Bazar do Pavio fez-se nma grande Vende se bonitos cortes de 15a eseooezas.
campra em om leilao, das mais finas vindo cada om em sea paptl, pelo barato
casemiras mglezas que tem vindo a es- preco de 6)9000 cada um; no Bazar do Pa-
te mercado, tendo cores claras, e escaras, 3o.
todas com padroes serios* croprios para CASSAS FRANCEZAS A 240 RS. O COVA-
calcas, palitos e colletes; vende-se a 45000 DO.
o covado, o qoe em ouira qualqoer parte No Bazar do PavSo vende-se nm grande
n2o se vende
vantagem.
BRINS DE LIHO DE COR A
No Bazar do Pavo, fez-se urna grande
compra de puros brins de heno, muito ea-
corpados, propros para calcas, palitos, col-
letes eroupas.para meninos, porserem de
padroes miudinbos ; garante-se qne nao ha
barel a qae lbe tire a cor, e vende-se a
10200 o metro desta excedente fazenda
MADAP^LO FINO A 60400 A PEgA-
No Bazr do Pavao vendem-se pecas de
ma dapoiao tino de moito boa quaiidade,
tendo 22 metros ou 20 raras cada peca,
peln barato ^reco de 60000, por se terem
comprado om pouco enxovalhadas; pe-
chincha.
CHITAS ADAMASCADAS A 240 RS. O
COVADO
O Bazar do Pavo vende muito boas chi-
tas inglezas infamadas adamacadas, pro-
prias taracobertas e cortinas, sendo fazen
da que eu> qualquer loja se vende a 320 rs.
e liquida-se a 240 rs. o covado; s o Pa-
vao.
CRETONES PARA VESTIDOS A 640 RS.
Cbegon para o Bazar do PavSo, om sor
CAMISAS DE ERANELLAS A 35500.
No Bzar1 de Pivao veode*e nm bonito
sorti meato com todos os tamanhos das-me-
Hieres camisas, de flaneila de Ha, er-m
isangas, tanto proprias para famvtns como
- j ?Mheres e vendeja a 3000 cada
ii ja, i-, qtft comprar dtf irKia flnzia para
cimajer um <%battaeeto, Sao d-? muits
ti i i
DO
DE OURO;
Ra do Imperador n. 26
O respeitavel publico encontrar nestt
estabelecimento diariamente m complete
sorlimeutd de pastelaria, bollos mtwe
podihs, p3ds-fle!, prgsenlos dos utrmoi
chegados ao merado, salame de lion, bo>
linhos finos de todas as qcatfdades para cha
amen loas enfeitadas,* confesos, bomboins
pastilbas, chocolate francez em libras, pas
tftbas do mesuro .cartuxos e carteiras con
seis charutos, de chocolate cada ama-, esu
sorfimeoto de cbscotate do mais acredita-
do fabricante de Parts eo melbor qoe at
boje trrf vindo ao mercado.
Virihos portngtrezes, figueira muito sope
rior. Os mus gehuinos e superiores vinno
do Porto, moscatel e Setuba!, o ilrnstradt
pribfeo encontrar ueste estobeteermenu
poroommodos precos, fazendo-se abatrmen
'to a quem comprar em porc3o.
Os (Jnos deste estabelecimecto nSo ti
tem poupado a despezn para melhor rae-
recerem a acoadjirvacao do illustrado pe-
buco.
AGUIA BRRNCA, mais precisa scientiScar ao
ul_----
f6 wm recebido, 6 justamentePquand ella menos o pode fazer e porque essa falta j
lontaria ella confia e espera na be 9 todos que lh'a attenderS W
continuando portante a diriglrem-se a bem conhecida k ja^da AGUIA BRANCA i rL
Quemado n. 8, onde sempre acharSo-abundancia em sortimento de superioridad^*
qualidades, modicidade em precos e o sen nanea desmenUido AGRADO E SlNCERIDffc.
Do qne icima fle dito se conhecs qne o tempo de qot a AGUIA BRANCA^Ht
ffiSpOi-
bonra
raros _________________________
cara aque'Hes coja importancia, elegancia e novidade os tornara recommenitl, S
bem seja
Granne peeMncha or camisa in(|]us a le 15300
No Bazar uo Pavio fez-se urna grande com-
pra em leito, de (rnissimas camisas ingle-
zas com peitos e punbos de lim.o,- sendo
enm collariohos e de todos os nmeros a
40000 cada nma, ditas sem co lariahos,
porm faze da tni'sima a 405OO; gran-
vecdem'de 10600 ato o5< 00 o ovado
sao loda muito em coma.
CAMBRAIAS TRANPARNTES
No Bazar do Pv2o veoi!e-se ora grande
sortimento das me hores camuraias bra cas
transparentes, ura de 305')O i IO0OOn
pega, ditas soissas finissirras com S pal-
mos de largura a 20000, 2,*5O0 e 30Ot 0
vara, ditas victorias e tapa'as da mais infe-
rior at a mais fina que vem ao mercado;
tudo isto se vende moito em cf.nta.
MANIELLETES DE FIL
Ni Baz^r do PavSo vende-se moderoissi-
tim no dos mais elegantes cretones fran- mos mantelletes cu basqoinas defi pr^to,
cezes de cores fixas, proprios para vestidos! om taco, pelo barato preo de 100000 ca-
eroupas de meninos, e vende-se a 640 rs. 'da om, barato,
o covado. PANNOS PARA SAIAS A 10000, 10280 E
TOALHAS A 70500 106UO O METRO
No Bazar do Pavo fez se urna grsnde! No Bazar do Pavio veode-se bonita fazen-
comiTa dn toalbas alcocruadas, proprias da branca tncorpada para saias, sen lo com
para ro-to, bast-nte enerrpadas e grandes, babadose pregas de um lado; danSo a lar
que sempre se venderam a*\l20OOO, e li-gura da fazenda o comprimento d3 saia, a
quidam-s* a 7/500 a duzia/u a 640 rs. qcral se pode fazer com 3 e oende-se 10000 e 10:280 e 1600; assim
A 20000 como tambe n no mesrao estfbellecfment
porcio dos se vende bonitas saias brancas bordaras ten-
fazenda de moita phantasia 800 rs. a vara, dttosdces, finissimrs padrSes, ioteira- CAMISAS BARATAS a 20800,30OCOe 20600
mente novos 80 rs. vara: pechincta. Na Bazar do Pavio vende-se urna gran-
GROSDENAPLES PRETOS de porcSo de casemiras mescladas, aaito
Chegou para o Bazar do Pavio umgran- encorpadas a 20800, ditas finissimas com
de sortimento dos melbores. gr< sder aples msela de seda a 30200, ditas modernas
Pretos que t-m vindo ao mercado, qoe se de quadros, fazenda de muito gosto a
cada un a, boa pechincba.
CHAPEOS PARA MENINOS
O Pavo vende um grande
mais bomt >s cbaposinhos de plba da ita-' do 4 palmos cada nma, diUs de la de
lia proprios para meninos de todas as Ida- cores j promptas um:s com barras difle-
des, sendo chapeos qae valem 50(00 e ven- rentrs, da metm fazenda 40XKJ e ontras
dem-se a 25000 cada om, muito barato, com barras bordadas 00000 e 70000,
CHITAS E RISCADINBOS MIUDINHOS ludo isl moderBO e barat0-
200 RS.
O Davio vende cbitas ou riscadinhos
miu
dir.hos cflrde rosa e rxinbos, proprios godo-inho amricano e-festado
ALGODO ENFESTADO PARA LNgES.
No Bazar do Pavio vend-se o melhor al-
p-^ra vestidos e re upas de cranlas a 200
rs. o ci vado. S3o mni'o baratos.
' t A>l\HAS COM PALMAS E SEDA
Cbe.ou para o Pv3 o mais bello sorti
m oto das mais brillantes liasinbas claras
cora bonitas palminhas. de seda; tendo lar
ce., tendo liso e eotrancado
tui.ito barato.
ESPARTILHO.
pra len-
por precjj
No Bazar do Pavo recebeu-se um elegan-
te sort ment dos mais mod-rnos e melbo-
gun de chita'francera e vede-se a L^OOO res esparulbos, qae se veodem por prego
o covado grande pechincba.
ALPACAS MATISADAS A 6i0 RS. 0 COVADQ.
Vt-nitem se as mais m(derna< e bonitas
alpacas matsadas com palminhas, muito
p op- \i< para vestidos de seobora e d) me-
ninas pelo barado preco de C40 rs. o cova-
do ; sin moito em conta.
PARA NOIVADOS CORTINADOS, COLCHAS.
Cheui u para o Bazar do Povio um gran-
de sortimento dos mais bonitos cortinados
borda, on proprios para camas e janellas,
que se vendem de 100' 00 at 2003;: 0 o
p;r. a-si ni como o melbor damasco cera 8
palmo* de largura a imitagao de damasco
de seda, proprias para colchas, e propria-
mente colchas de damasco, send. os melbo-
res e mais bonitas que tem vindo ao mer-
cado."
SEDAS DE LISTRAS.
No Bazar do Pavio vende-se urna grande
qoanti ia< listrinhas. tendo de todas as cores e at
fona-ir; fazenda qae ninguem vende por
menos de 20400, e liqnida-se a 20000 cada
coa'o: sao moito baratas.
SEUNSDE CORES E GROSDENAPLES.
No Bazar do Pavio vende-se um sortimen-
to comp'eto dos melhc re setios e grosde-
nap'es de todas as cores, que se vendem
muito em conta.
LANSINBA A 320
No Bazar do PavSo vende-se om elegante
sortimento das mais bonitas asinbas imi-
tacao de poopelinas, com listas de seda miu-
inbase do urna s cor 320 rs. cada cova-
di.
POPELINAS DE LA A 400 RS. O CO-
VADO
N'> Bar do Pavio vende-se um elegan.
te sortimento das mais bonitas ponpelinas
de lia cvm lista< miadintias, sendo todas
qoasi de urna s cor, 400 rs. o covado ;
o baratis>imo.
GRANDE PECHINCBA, GORGURES
DELAA
Para vestidos a 400 rs.
No Bazar do Pavio fez-se urna grande com-
pra de liazinbas muito modernas de urna s
cor. qudela sua boa qoalidade se Ihe ilea
o tita o de gorgorio de lia, sendo fazenda
mu to larga e vende-se a 400. rs. o covado,
fazenda qce s vend3 sempre a 10000,
grande pechincba.
Lias tela res a 400 rs.
No azar o Pavio *ende se um elegante
sortiment de asinbas de fert cores que
brilhara igualmente as sedas e vendem-se
a 400 rs. o covado, fazenda qae vle maito
mais dmheiro.
mono em conta.
PANNOS DE CROCH PARA CADEIRAS
O Bazar do. Pavio recebeu um grande
sortimento dos melbores pannos de croch
proprios para cadeiras de bataneo fofas,
pianos, t mboretes e at proprios para cu-
brir almifadas e pratos; veodendo-se por
menos do qae em qualquer parte..
MERINOS PARA VESTIDOS A 10COO
Chegou para o Bazar do Pavio nm ele-
gante 'ortimenio de merinos, muito leves
de urna s cor e ci m as mus lindas cores,
prop ios para vestidos e roupas do meninos,
capinias boorns etc.,, e vende-se p^lo
barao prego e 10000 o civado; hoaita
fazenda
Liisinhas tnni prenles a 300 rs. corado
O 3avo rscebeu um bonito sortimento
das mais elegantes liasrahas transparentes
proprias para vestidos, qoe vende a 500 rs.
o covado; moito barato.
PARA LENC0E3
No Bazar do Pavio veode-se soerior
bramante d'algodo com 10 palmos de lar-
gura a 1080o o metro, dito de lioho com a
mesma largura a 0800 cada metro, pannos
ds liobodo porto com il 1/2 palmos de largura
de 7:-0at 10 a vara, assim como img ande
sortimento de II mborgo ou cregoella; le
todos os nmeros, precos ou qualidades,
que se vendem mais barato do queeoioo-
tra qnalqoer parte ; aproveitem-
ATOALHADOS
No Razar do Pavio vende-se superior
toalhadd trancado, com 8 palmos de larga-
ra a 10600 o metro, dito de linho adamas-
cado o melhor que tem vind > ao mercado a
30500 o metro ; todo isto muito barato.J,
Baloes reguladores a 40OUO 40O e 8000
Cbegaram ao Bazar do Pavio o roas bem
feitos balo, s reguladores, sendo d fuliu
a 40OOO, ditos de musselioa a 40500, di-
tos de liasinba de todas as cores a 50000,
toctos elles sao moito baratos.
Panno preto rauilo barato a 30600
O Bazar dj Pavio recebeu ama grande
porcio de pegas de panno preto fino, com-
pradas em leilio, qae sempre se vendeu a
50000 o covado e pode liquidar a 30600,
por ser orna excellente compra, ,
Liasinhas com msela a 300 rs. o corada
No Bazar do Pavo vende-se nma grande
porcio de finissimas asinbas de urna s
cor com msela, qne parece mescada de
seda, e ditas omito bonitas com listr s, ten-
do quasi a largura de chita franceza, e li-
quidam-se a 500 rs. o covado, fazenda que
sempre se venden a 10000 e!02OO, grane
pechincba a 500 rs.
30fiOO o covado; aproveitem.
TAPETES
Cheflb para o Bar.ar do Psvio o mais
-legante sortiment de tapetes grandes, pa-
ra sofs, com 4 cadetes, di tes mais peque-
nos, para duas cadeiras, ditos para
oanos, ramas, portas ; ets. vende-se por
menos do que em nutra qnalqur parte.
COLCH.AS BRANCAS A 3021*0,30500 E 70
Para o Raz;-.r do Pavio chegou um grao-
de sortimecto das melbores colchas de fus
lio, s ndo das melbores e ruise acida-
que tem vindo, a 70O>, ritas um pouco
mais abaiso a 505Oi. o ditas a 50OuO;
lambem no mesmo estabelecimento se ven-
de um grande sortiment > da cretones e chi-
t s, proprias para colchas, que se vendem
muit em on'.a
GORGURES OU POPELINAS DE SEDA
A /0OCO CADA COfADO.
Cheg u para o Bazar do Pav3> om e'e
gsnte sortimento das verdaderas poupelina?J
de linho e seda, com os mais modernos
goos, que se vendem a 20O'-O cada covado,
o que em otara q alqoer parte oio se en-
de pnr menos de 20500, previne-.-e que nao
sao a'godio e seda, como ba muitos; ma-
sim puro licho e seda; sio muito baratas.
ROUPAS PARA HOMENS
No accreditado Ba.ar do Pavo eacoctra
r o respeitavel publico nm grande sorti-
mento de roupas para bomens tanto bran-
cas coma de cores, a saber:
Camisas con: peitos d'algodo e de linho,
para todos os pregos e qua'idades.
Ceroulas de linbo e algodio.
Meias cortiS francezas e inglezas.
Palitos sobrecasacos de panno preto e
casemira.
Cslg?s do brim branco e de cores
Ditas de casemiras pretas e de cores, com
colletes iguaes
De todas estas rpupag ba para todos os
regse qualidades, e tem de mais mais
um perilo
ALFAIATE
Por quem re manda fazer com prestesa
e aceio qualqner peg de obra a capricho
ou go^to do freuuez, tendo n'este importan-
te eslabt-lecimento todas as qualidides de
o?nno .fino, as melbores e mais moder-
nas casemiras,ssim como os melbores bros,
qur brancos, qur de cor; e quanio qqal-
quer ebra nio ficar ioleiramente ao gosto
dos fregeezes fia por conta do eslabeleci
ment.
CHALES DE MERINO
Chegou para o Bazar do Pavio nm elegan-
te sotiimenti de-cba'es de merino de cores
muito bons com padroes maito decentes
para qualquer urna seobora usar, ditos de
crprn com listas de seda o mais fino e
moderno queflem vindo ao mercado, e ven-
de-se por prego muito em oonta.
BABAD1NH3S
No Bjzar do Pa\o vende-se om grande
sortimento dos mais Anos baoadinhos borda-
dos tapados e transparentes, assim como
urna grande porgio de entr.-m.dios largos e
estreitos, que para acabar fe vende moito
em conta e mais barato do que em ostra
qualquer parte.
FAZENDAS PARA LUTO
No Bazar do Pavo vende-se constante-
mente o melbor sortimento de fazends
pretas para lato, como sejam :
Liasinhas i retas lisas.
Cassas pretas de la.
Cassas pretas, francezas e inglezas, lisas
e com salpico-.
Chitas pretas de todas as qualidades.
Alpacas pretas lisas.
Ditas lavradas com branco.
Merinos, cantos, bombazinas, qae ss
veodem mais barata do que em outra qual-
qoer parte.
CHITAS PRETAS A 200 RS. O COVADO
No Bazar do Pavio vndese chitas pre-
tas inglezas com salpicos 200 rs. ocovado,
ditas todas pretas, por estarem um pouco
russas, 12) o covado; pechincba.
O* propietarios d este importante esta-
bel'ecimento rogara ao respeitavel publico e
particularmente s Exmas. familias o favor
de se darem sempre ao trabalbo do lerem
os seas annuncios, pela razio de muitos
d'elres serem mudad' s amiudadas vezes.
CACHE-NEZ A 60000.
No Bazar do Pavio vendem.se bonitos e
grandes cacbi-nez de para lia, pelo bara-
to preco de 60000 caca om. "
A Nova Esperanza
1Ra Duque de Casiasi
QUando a NVA-ESPERANCA faz os seus
anuncios expondo aos seus 'freguezes e a
todos era geni o grande sortimento esu-
periundade de seus objectos nio com vis-
tas de atrair a attencie de urna grande fre-
guezia, como a de que actualmente despe,
e sim para scientificar (a interese de todos)
u qoalidade de seus objectos os qnaes sao
sempre de aparado gosto e perfeigio; toi>-
aando-se quasi iadispensavfl para aquellos
apreciadores (do boro) frequenlarem a No-
va Esperanca, pois que ella capricha em re-
ceber constantemente, o que ha do melhor
relativamente a sua repartigo: o que se pe-
der verificar qoando era qualquer reuniio
de pessoas (amantes doxique; v-se om
bonito enfeito era um bonito vustido, um
aroma agradavel escapnr d'um alvo lengo,
um moderno e linde lago, ura dilicado ra-
mo de finas flores, ete, etc, todos olham-se
reciprocamente e dizera com siga (e as ve-
zes uns aos outros) esies sao objectos
comprados a NO VA-ESPERANCA: realmen-
te !!! I procurar descrever era annuncios os
artigos que contem dita loja, seria trabalho
insano e nunca o fariamos com aquella
graga e perfeigo com que sio elles fabrica-
dos, assim pois a NO VA-ESPERANCA con-
tenta se era convidar a todos geralraente,
i visitr.rem-na para entio ficaram intei-
rados do que ha exposto na mesma loja.
gtRa Duque Ae Caulas91
La para bordar a
5^500 a libra
O Cysne, ra da lmperairiz n. 6i, acaba de
receber gcandts e variido sortimento 'lo lia, a qajri
vendo ptlQ baratissimo prego do Sf.i00 a libra,
corea sortidas.
Corpinhos de cambraia, primorosamente
enfeitados com fitas de setim e obras essas
cuja novidade de molde e perfeigo de ador-
aos os tornara apreciados.
Fitas mni lanas de diversas crese qaa-
lidades para cato.
Loques uesse objecto muito se poderla
dizer querendo descreve-losoninuciosamente
por suas qualidades, coree e desenhos, tal
e o grande e variado sortimento qne acaba
de chegar, mas para no trrassar o preen-
dente se lhe apresentar o que poder de
melbor.
ntremelos em pegas,de 12 tiras.
Goipnre branco e preto de diversas qua-
lidades e desenhos.
Ditos db algodo com flores e lisos.
, Veos de seda para chapelinas e monta-
'ria.
Meias de seda para noivas.
Ditas abertas de fio de Escossi.
Costmnes ou uniformes para meninos.
Enxovaes completos para baptisados.
Capellas branca-s para meninas.
Grandes sortimento de flore fina.
Fil de seda, preto.
PlfflFUMAJUA
Grande e constante sertimento de alta,
sempie melhor qoajidade.
Lindos vasos com p de arroz e pjHtl.
Caixinbas com ditos aromticos.
Bonitos e modernos peales doortdoa
para circular o coque.
Bonitos brincos de plaquee.
Aderegos e brincos de madreperolr.
Caivetes finos para abrir tatas.
Tbesotrras para-frisar babadmbea.
Aspas para trarlo.
Novos stereoscopos com 48 vista, m
quaes sio movidas por um machrimo
urnas substituem as outras.
Vistas para stereoscopos.
Bonitas catxmbas de vidro enfeiudoa com
pedras.
Ditas de raadeira envernisada com vapo-
ras e com dminos,
Bollas de borracha para brinquedo da
Touquinhas de fil, sapatinhos bordados cnangas.
e meis para ditos. Diversos objectos de porcelana, proprios
Camsinhas bordadas para ditos. P'ra etfeites de mesa e de lapinhas.
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mellior prparacao instantnea e regulada em
dose% da AGUA DE Al.CATnAO.
_ (Duas colheradas aranaes de liquido por cada
litro de agua, ou urna eolheradn pequea por
cada copo grande.)
O modificador mata tnfr;lr, da* mo-
com* do esioinaro, iOi Dro.rlo e da
DeilRa.
Exigir a firma do ineentor. /> .
BBFOgXTO GEBaX ^^^^^ -.
Rse des Francs- Boorgeois, 17 <==:^r^f
En pars. s'Z.'r.
DtPOSrro : no Rio At Janeiro, Dnpenchellp; na
Bnhia, SiIy Loprt; ma Pernamineo, P. Maan-r
el C"; ni Maranhad, Ferreir.i el C*.
AROPE
PURATI
N.3iRWD0CABUGN.a
j AGDSTIIO i JHiH *
Cora este titnlo acha-se aberto e ioteiramente transformado este antigo
estabelecimento de joias, onde os freguezes e amigos encontrariSo tudo quanto
a moda e o bom gosto tem inventado na arte de ourivesaria, o Collar de Ouro
observar delicadeza no trato e sencirdade e modecidade nos precos.
Espera que o respeitavel publico venha ver o que existe de melhor em
aderegos de brilhantes, esmeraldas, robins e perolas, meios aderegos, pul-
ceiras, hrincos, alfinetes e anneis de todas as qualidades, prata de le faquei-
ros, colberes, paliteiros salvas e outros muitos objectos que seria enfadonho
SI mencionar.
f Compra-se ouro, prata, brilhantes e pedras finas, pormaior prego do
m que em outra qualquer parte, troca-se e concerta-se todo e qualquer objecto'
I. pertencente a esta arte.
cun UIIDUAr
Lourenco P. Mendes Guimaraes
BA DA IMPEBATBIZN. 72
Tendo resolyido o seu proprietario liquidar todas as fazends existentes as loja
Garihaldi e Arara, convida ao respeitavel publico, amanto da economa, vlsi'arem a
loja da ra da Imperatriz n. 72, pois s deseja apurar o dinheiro.
Arara vende madapolo enfestado a 3J50Q | Para liquidar vende bramante de li-
a pega, ditaa de 24 jardas a 5f>000, 65 00, nho e a'goit5o a L>800 o metro, dito de
60oOO, 7^000, 8500, 9^000. e 10,51000.1 linho puro a 20800, esta fazenda pro-
Vende-se cortes de casemiras de cores! pria para lenges e toalhas por ter 10 pal-
para caigas a 45000, 55000. ras largura.
Para liquidaco vende-se algod3o de lis- V'ndc-se cortinados para cama frauceza
tras proprio para caigas, camisas e saias a 15400 o coi tinado para liquidar,
para escravos a 1(30 rs, o covado. Arara vende cortes de chitas para vesti-
IMEMBBO da ACADElfflADEMEDICIX \
Preparado por DESUURIERS.PH.
Suc* D BOUTIGNY-DUHAMEL
51 Ra de Clpy Papis
0 Bazar,do Pavo sito ama da Imperatriz n. 60, esta' cons{antemeii.teaberto
das 6 horas da 9iaahaa as 9 da noute.
O Xanipe depurativo iodurado do Dpu-
tor Gibert ofTerece, no seu emprego, um
resultado bom, certo e constante na cura
dasimoigens, escrfulas, molestiasdapelle,
vicio do snngue, obstr uccoes lymphatica.,,
molestias contagiosas {syphiltticas), leves
m inveteradas, ede todos os accidentes que
d'ellas dependem.
A receita deste Jarope foi npprovada
pela Academia imperial de Medicina de
Paris.
Deposito as principaes pharmacias do
Brasil.
em Pernambuco: Mai'heb e C; Joaqdim
Martino da Cruz Correia ; Joao da Con-
ceicao Bravo e C; Augusto Caors ;
Bartholomeo e C1*; Alexandre Ribeiro;
Abreu Ribeiuo ; Joo da S* Faria elRMAO.
t
Farinha de millio.
Na roa da Imperatriz venda se chailes de
merio estancados e de barra a 25000,
500 e 35iOO.
Arara vende cortes de casemira preta
para caiga a 35500, 45000. Sfr 00, 65000,
75000, e 85000.
Para liquidaco vende-se brim pardo liso!
bom a 500 rs, o metro, dito transado a i
dos a 25500,25800 e 35200 -o corte para
liqui lar.
Vendeo se cortes de cassa a 25500 o
corte s na liquidagao a da imperatriz.
Vende-se cortinados para janellas a 65
a pega para liquidar.
ECONOMU
_ Vende-se izias de collarinhos de pa-
70, 900, e 15000 o metro. i pe a 240 rs. para acabar.
Para a cabar vende-se duzias de lengos j Arara vendo lasinbas transparentes para
brancos de cassa a 25000, e 35600, ditos, vestidos a 500 rs. o covado.
de linho a 55u00, 65"J0<. Liquidag5o, vndese parapeito liso a
Na ra da Imperatriz vende-se cobertores 25200, 25500, 35. 35500, 45 e 55. pro-
de algodo a 1540J e corberlas de chita a,prio para calsas e patitos por^er boa fa-
zenda e barato.
Arara vende cortes de brim para cal-
sas de homem 15500.
Vende-se cortes de pcalas de duas saias
para senhoras pelo* oarato prego de a 65-
cadaum.
Grande liquidagao de roupa feita.
Ha para vender farinha de milho branca,
amarella e fub de superior quaiidade em
saccas recentemente chegada de Porto Ale-
gre : tratar na ra da Cruz n. 3, escrip-
torio d'Amorim Irinos & C.
Vndese urna bonita casa nova a moderna,
com 2 salas, corredor ao lado, u quartos, sotao
mnilo fresco, despensa, cotinha com bom (orno,
grande copiar com gradeameoto na frente, gali
nheiro umbem com gradeamenlo de ferro para
grande porcae de criacao privada para despejos,
talheiro para lenha, carvo, etc., cacimba coit
bomba de Ja?i, tanque eoberto qua serve para
banho, e sitio, tem 100 palmos do frente e 500 de
fundo, todo murado de novo com gradeamento na
frente e portao de ferro, lindo jardim para re-
creio. plantacjio de arveredos novo, passa-tbe o
ro Capibaribe perto para es banhos, no lugar de-
nominado Chacao n. I, junto da estacao da Casa
Forle : os pretendentes poder-se-bo dtrigir para
tratar ra da Thom de Souza, outr'ora roa da
Liogoela, n. 4.
15500.
Para liquidagao vende-se cortes de casto-
res para caigas de hornera a 500 rs.
A Arara vende chitas largas para vestido
a 240, 280, 320, e 360, rs. o covado.
O barateiro vende percalas finas para
vestido a 440, rs, o covado.
Em liquidagao vende-se alpacas para ves-
tidos de Sras. a 500, rs, o covado.
A Ara/a vende lazinhas para vestidos de
Sras. a 320. 400 e 300, rs, o covado.
O Guimaraes vende mursulina de edr
para vestido de Sras. a 440 rs. p covado,
dita branca a 500 rs.
O Afeudes Viode fusto da cores par-
vestidos de senhoras a 360, o covado.
O Lourengo vende cassas finas para ves-
tidos 240, 360, 400 e 440 rs. o covado.
Arara vende alpacas de lista para vesti-
dos de senhoras a 500 rs. o covado, ditas
lisas a 500 e 640 rs. ocovado, ditas malisa-
das, a 640 rs.
Vende-se palitos de alprca e de coras
a 5.
Vende-se ditos de ganga para homem
a 25.
Vende-se ditos de brim de algodao bran-
cos a 25.
\ n e-se ditos de meii caseraifa a 25.
Ven le se coletos de brim de cores a 15-
1 Vende-s-i ditos de raeia cisemira a dSo^
Ven le-se caigas de algodio azul a 500 rs.
Vende- se dita da algo to de kstras aBOOrs
V nde se ditas de brim pardo 25,15500
e 25500.
Vende-se calcas de iHssnifa da com
a 6585-
Cera de Lisboa em velas
Tamanhos differentes desde 2 a 16 por libra, em
caixas de urna arroba : no irmszera da Tasso Ir-
mioa & C, roa do Am 'rim n. 37.
Vende se laa de canna a "SO rs. a libra, em
porcao fat-se difTerenca : na -. t de Hartas, ar-
mazem n. 1
MEDALHA
FIGADOde BACALHAUFIGADOde baga
^P;,^Pr
BRANCO K ESCURO
Desinfectando o Oleo de Figado de Bicalhio,
o Senhor CneTrier deo a esta preciosaprepan-
eto therapeutiea um ebeiro e ubot gradateii
qitenenbumadeeosvjrtadeilbetiram.
Esta importante descoberta, que graagesn a
seo autor ama Medalha de honra, Talgariso o
uso de Oleo de Figado deBaealblo desinfectado.
Os mdicos o receium preferivelmotaa todos
os onlros. em todas as molestias onda se em-
presa o Oleo de Figado de Bacalho.
Ver per mais pormenores os relatnos med-
caos qne contem a noticia que aceompanka cada
fraseo.
JPmmrmmetm CnmTmWJBIt, t
FERRU6IN DE CBTtfRIR
O Senhoi Cbewier eompjeton a .de"-
berta ajnntaa-do iodnra de ferro o Oleo de
Baedbao desiifecudo. Este Oleo de FtgV
Bacalho ferrngineo tem todas ts propriedades
do oleo e do ferro, digers-se fcilmente Bitaca
causa prisio d^ rentre. PorunUM iBt
s mala a|siiraaos ftrragioeas (Plalas ou Xa-
rope), confem em todas as doeneas **-
amprega o ferro. Tsica pulmonar, kronr
rachiUsmo, escnrfulas. impigena, gota,
matismo ebronico. ettarrbos antlRos, dji
lias eontslssceeias difficeis e,
e>mstiwlar_
Na meamapharmaeia .chlo-M o VIHIC\7 BtUM COCA. efW
O TAFFETAVOLMERARlOcomARinCA pera earar ase bagas, fendae,e O* GRlflLOS de BISMUTH conVpo"tos eontfa as disrrbm,djsenunu. Un
DEPOMTAWO, m Rio de Janeiro, D^POWCHKiJ! et C. Baha, Monni;a
Pernamkco, P. Maobkr et C*. Maraukmo, ftauu t
_|*J0W BttlO. Peleaos. kltjiaW LtJTA.

/




Diario Pernaibu<*> Quinta feira 2.V tie Agoslo de 1870.
>

1
i
)

AORE
_kTii]_ _______
toarenfo P< .narres, comfaercato desla praca aeaa de concluir
dos os seus negocios commerciaes e de novo abre os seus estbolecimentos d* fazendaB
titos ra da laipsratriz, cooi a deriiunii!a?5s de Garibaldi e Arara, e tendo resol-
vido, liquidar todas as sitas, fazendaseom grande abitiaiento de precos, por.isso con-
vida ao respeitavel puWi'co ea setjs ami^o* o remwzes, tanto'da pracawmo do mallo,
para Ibes lembrar de nato o.seo cstabelocimonto, e que todas as faaeodaa- estao
reunias na foja e armazem tender a armado da loja Garibaldi, para ficar smente com a da Arara, como cima
tteadito.
CHALES BRINCOS DE CASSA A 1*000
Attenpo.
Yende-se chitas fi ancezas a 2iu, 2S0, :;2U
360 o covado na hja do Arara.
ORGANDYS DE LISTA pE CORES.
Vende-se orgaadys para vestidos de se-
horas, fazeoda muito modernas a 440 rs.
covado.
trllhantina oumuMtulliiadecdr
Veode-se brilhaiilina ou mussulina de
ir para vestidos a 4W) o rovadc.
RHCADDS FKACEZES A 360.
Vende-se riscados fraucezes para vestidos
360 rs. o covado.
Chitas largas a 38.
Vende-se chitas "curas finas das largas
ara vestidos de senhoras, a 320 o covado.
Ditas raatisailas escuras a 280 6, covado,
ALPACAS LISAS A 500,
Vende-sa alpacas lisas para vestidos de
enteras a 500 e 640 rs. o covado.
UAZTJHAS TRASPARENTES A 500 Rs.
Vende-se lasiuhas transparentes, para
estidos a 500 rs., ditas tapadas a 400 rs.
covado para liquidar.
ALPACAS DE LISTAS A 500 RS.
Vende-se alpacas de listas para vestidos
500 rs o cavado.
BWLHANTINA BRANCA A 500 RS.
Vende-se brillantina branca pira vestidos
500 rs, o cavado.
ALPACAS MATISADAS 640.
Veada-se alpacas alisadas para vestidos
de seahora a fiO rs. o covadu.
CORTINADOS PARA JANELLAs A 6000.
Vende-se cortinados para janellas a 6)5000
par para 1'quid^r.
SEDAS DE CORES I000.
Vende-se sedas para vestidos a 000 o
covado.
Vende-se cortinados liara caraa a 146*000.
'iOLLINHAS PAlA SENHORA 100.
Vende-se urna grande porcao de .go'llinbas
twra senboras e meninas, a 100 e 200 rs.
da urna para liquidar.
CUITAS PARA COBERTAS 320.
Vende-se cbit3s largas para coberta a
ti) e 360 rs, o covado.
MANGUITOS E GOLLAS 500.
Vende-se manguitos e gollinhas para se-
anora a 500 rs. ditas de linbo a 640 e 800
-s: cada urna.
CHALES ESTAMPADOS 2000.
Vende-se chales de merino estampados a
sOOOpara liquidar.
GAMBRAIAS VICTORIAS A 6,5000.
Vjende-se cambraias Victorias finas a
4000 64500 e 7,-WOO, por ser liquidarlo.
ALPACAS COM PALMAS DE SEDA A 4,5000.
Vende-se alpacas com palmas de seda para
vestidos de senhora a I 000 o covado.
GURES DE CHITAS DE CORES A i#i00.
Vende-se cortes de cbitas de cores com
.ocovados a 2,5500.
CADA UM.
rCORERTAS CH1NEZAS DE CHITA A 2^000.
Vender urna grande porcao de oober-
tas de clut ts chHiezas pera cama pelo barato
presso de 2OO0 cada uma.
, Vender na loja do Arara 3 baleoes para
qualqtier eslabeieeiniento por barato presso
por iiose precisar felles- no estabeleci-
mento.
RETALHOSDE CHITAS PRETAS E CASSAS
A 120 O COVADO.
Vende-se urna grande porcao de reta-
lhos de cbitas e cassas pretas a 120 rs. o
1 covado para liquidar
COBERTORES DE ALGODAO A 1400'
Vende-se cobertores de algodao cada- um
14100.
RRAMANTE DE LINHO FINO A BARATO
PRESSO.
Algoda raneado de guras 14SOO.
Vende-se algodao transado de duas lar-
guras a 15200.
MADAPOLO ENTESTADO A 3 >J00. .
Vende-se pecas de madapolo de 12 jar-
das a 36500 a p^a.
ALGODO A 4,5000.
Vende-se pee s de algodao encorpadoa
4-5, U, 65 e 7^000 a peca.
Hadapolo a 5000.
Vende-so pee as de madapollo de 2 i-jar-
idas a 55 65 e 65500, dito muito no a 75,
85 95 e 105 a pepa para liquid r.
ALGODO DE S PALMOS DE LARGO.
Vende-so algodo com oilo palmos de
largura proprio para lences e toalhas a 900
rs -o-metro.
ALGODO DE LISTA A 160 RS. O COVADO.
Vende-se algodo de lista proprios para
saias ou vestidos para escravas ou calcas e
carnizas para escravps por ser muito forte a
160 rs, o covado para liquidar.
Corles de castor para calca a
. Veode-se coi tes de castor para calca a
500 rs cada um.
CORTES DE BRIM PARA CALCA A 15400.
Vende-se cortes, de brim de cor para
calca a 15400 cada um.
Brim pardo liso a 500 rs.
Vende-se brim pardo liso, meio linbo para
calcas para trabalbo a 500 rs, o metro.
Gangas para calca a S80 rs.
Vende-se gangas inglesas para calcas e
patitots a 280 rs. o covado para liquidar.
CORTES DE CASEMIRA DE COR A 35500.
Vende-se cortes de casemira de cor para
calpa a 35500 cada um.
Ditos muie finos com listas do lado a 55.
PERCALASFIN AS A 44r.
Vende-se percalas finas, para vestidos de
senhoras a 440 rs. o covedo.
Cassas fea acezas a 340.
Vende-se cassas francezas para vestidos
a 240 rs. o covado.
i
DO
TRIUMPHO
7 Ra do Queimado 7
DE
JI0RE1BA & BASTOS
E' chegado a este novo estabelecimenlo o mais bello sortimento de zendas
feas, sendo 6ua especialidade enxovaes para noivado.
Vestidos de blond de ,seda ricamente bordados.
Gorguro de seda branco para vestido.
Colchas de seda pura, para cama com ricos desenbos.
Ditas de la e seda, id m idem.
Ditas de crox, idem idem.
Cortinados ticam nte bordados para camae janellas.
Croxs p ra cadeiras e sofs.
Vestidos de cambraia branca bordados.
Popelines de hndos gostos.
Las de diversas qoaiidades,,lindos gostos e modernas.
Ricos b urnus para passeio, com lislras de setim.
Saludas de baile o que La de mais rico.
Cretones para vestidos com lindos desenbos.
Carnizas bordada e sem bordados para senhoras.
Camisas bordadas muito finas para homens.
D tas inglezas para bomens e meninos.
Seroulas de linbo, e um grande sortimento de roupasfeitas ede fazendas que
anadonho mencionar.
Luvas frescas de Jouvin
Sortimento de tapetes para guarnieras de salas, alcatifas para forro de sala, e o
pande sortimento das acreditadas e verdadeiras
Esteiras da India
Uf IMS '
mu mu.
Aiame de ierro, jalvaaiado era rede para carcas, gaiolas, gaUinbetros U.
Chaoas.de ferro alvaaisadQ gara cobrir asas.
Tac6os de ferro esianhado para epgenho9.
efres de ferrd dflfilner e oatros autores.
Chumbo em cano,
ittto em lencol.
itoem barras.
Dito am.euxada..
Estapbo en barra e verguinha.
Polha de F|andres.
Arado amerieaoos para ladeira e vanea.
Carriohos de roo.
Veaeziana* para. janeHas.
Maehjnaa de descarocar algodio de faoao.
Ditas de swrra.
Ditas para cortar fumo.
Duas x vapor de /rcaide-jcaMaHo e motares piracavaos, par rawar a*J
aciiDas de algodao.
\ Cadeira. de ferro.
SiDaj.de ferro. ,
.aa, para copiar cartas.
1 Bataneas para pesar.
! Ctaa de iinh*ca era laui da ferro.
' *nlhs de ferro para tKepfcOfc
opihas americanas.
Macacos de estivar.
fiajajias e peso9 decimaes e outras.
es d* patente.
Ipurfre.
Salitre.
' S**P ^* e de boa qtialWade.
riearetas para aminhos de ferro,
vm grande wrmeato de emfgeu e cntlaria.
Ngvo -e&tbeIsoimento
UE FftZIttS E ROtfPAS FEITS
Ra "da Imperalriz n. 40, esquiua do ber-co dos Ferreiros.
FMMSCO TE1XERAI1R
O'novo propietario deste estabelecimento, communica ao respeitavel publico
desta cidade, e especialmente s Exmas. familiis, que es ti liquidando por precos barar
tisslmos, as antigs fazendas que esjstiam este enabelacimento, alm das que abaixo
vSo relacionadas, cojos precos mcrecem toda a atlenco do respeitavel publico, que n3o
deixar de com pnqnrna qoantia refazsr-se de qnalquer qualidade de fszenda que pre-
cise. Previne-so tambem que a mesma loja tena feito sortimento de fazendas moder-
nas e continua a sortir-se d^s do mais apurado>e escolhido gosto, que vender mais
barato que "f^alqne: outra loja.
A LOJA 1)0 PAPAGA10 alm do erwm grtnde deposito de rompas feitas, tem
um bonito sorTiw'ehio de casemiras francezas, inglezas llemSS dos padrees mais mo-
dernos, as-im como pannos prrtos, casemira e panno lino cor de pihh2o, azul claro
e mais escuro, btJns branctis ede Cores, fusles bran:os. e do cres, gangas de linho
e brins paf^os de todas as qiwlidades.
A LOJA DO PAPA6W0 tem cnniralndo om ptimo roestro' alfaiate perito no
seu oficio para executar qiialquer oira da arle com a maior perloic?o o esmero, e qual-
quer -'.ira que nao fique vonlade dos freguozes, ficar para a loja, e manda-se
liOJA
DO
fazer ou ra.
Atoalhado de linbo fino,
e de algodo a 25-
Aigbusinbo lai^o, para
Ibas a 15*00.
lpicas pr.'tas.Mo cores,
cores, e de llstras.
a o-5 o metro, Esguiao de linho de iflOOO a 35 vara.
CImos de merino pretos muito grandes
lures e toa- a ;i.
Dito ditos, estampados de 4,500 j>ara
lisas, de furta cim;;.
Fil de linho branro e preto liso, e de
Barcges com UslHohas de differentes co- salpico.
res a 320 rs, o C"v>do. Cvalas de seda pretas e de cores, da.
- Bols sd tapete avelodadas, para viagem, mais modernas que t-m vindo ao mercado,
o preco e conforme o tamanho. Guardanapos de irhho brancos e pardos.
Bonfliasihas pretas. !is.-s. e trancadas. Grosdenaplc preto de differentes pr eos.
'Bramantes de linho, francez o inglcz a Lasinhas eoi cortes cora palmas com 14
2,>30(V covads por U.
BatSes e mi'ssnn.!. brfcneot crin filis,: D*is lizas e delistas transparentes e ta-
e potros todos de paoo com o tritio dos padas de differentes precos.
de litas, para souIioms e meninas. | Madapolio inglez -de 5-5 al 105 a pega.
Basquinas de grusdonaples.'prefo rao- Lencos de algodo, brancos de 2a3j$
lernas c do croeb milito enditadas. a dotii.
Ditos de cambraia de linho de ?> a I2,-5s
e de | Ditos de esgoiao de 0f5 a 8.
Mus-ulinas brancas c de cores a 500 rs.
Brins de algodo tricados brancos c d'o covado,
cores. Gorgoro'.s de 13a com iisii-as, f3zendaln-
Cmbraias brancas tapadas e transpa-;t-ratnente nova no mercado a 800 r<. o
rentes, sendo inglezas e suissas de 8 pal-covado.
mos de fccgnra.
Camisas de mein, do flnella, branca, e
de algodao.
Camisinbs brancas de, cambra1? com di-
Meados bordados, e onciladas de cor para
Bretan!i,is de fho. e de .ilgodo.
Bins de linho trancados brancos
crer-.
Sras.
Cambraias do cores a 400, fs. o metro e
a 800 i\s. a var;i.
Camisas iulez;is, e francezas de linbo. e
de algodao de pregas, lisas e bordadas.
Chapeos de sol de seda, merino e tlpar-
ca de ddfereites rores, e muito baratos.
Chitas para ves idos, francezas, do 240
at 400 rs.
Chitas para cohertas de 320 al 640 rs.
Cortinados de esmbraia, e de fil borda-
dos para camas ejanelas dftilfthj)arfttma.
Col has de fusto fcrvncas a 3^500.
Ditas do cores a 2800.
Colarinios de lir.bos, mciezes, caloines.
lisos e bordado1!.
'Damascode l, encarnado, a zul e ama-
pelio, esconilha preta.
Espar'hos fl linbo branco para Sras.,
de diHurenies precos.
Merinos preto, trancado e de cord5o.
P-'itiis bordados e lisos, tant de linho
como d a!gi:do para camisas de homem.
t'rinctas pretas de' difireme precos.
Cambala branc i tapada muito larga com
.pregas e bordado, ha de tres qualidades
propria para saias de Sras., o preco ba-
rato.
Sedas pretas lavradas para vestido a
2^500 o covado.
Sargelim francez e ingez de toda ao co-
res.
Toalli3s de algodao e de linho de dif-
ferentes qnalMades e tamanhos.
Punhos de linho para hornera muo fi-
nos.
felas in.a'ezas para Sras.,c para meninos
oparahomens.de differentes qutlidades
e de lodos os tam.ar.hos.
Para quera comprar peta ou duzia de
qnalquer fazenda seu prego o custo ; para
diaaicuir o retadlo.
Daase as. amostras de qoslqner fazenda.
A loja. do Papagaio ochase aberta todos
os das, at s horas da noote.
Francisco Teixeira ilendes
CASA CAUVIN
Pharmaceutico privilegiado
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Jioulvnl Sebastopol, BU PARS.
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CQTBNDO TODO IRkT&MBfiTO.
COLLYBIO Contra a atfeccois das palpebras,
preparado sob a mesma forma.
BARTHOLOMEO i C
CASA CAUVIN a lAWHiER
Depositarios geral para e BRASIL e POHTLCAL
3, ra larga do Rosario. PERNAMJ3UOO.
Pharmaceutico privilegiado
auccoeaor #
Bonlovard *batopol, f53. PAKIS.
NOVAS ESPECIALIDADES A. MARINIER
Apreteatadas a Academia de Scieaeias e ao histituio de Ranea.
INJECCAO
MOLESTIAS
Sob a forma de Pastilla, devedida e doseada para faser de
moment ama solarcio METUTIVA E OORATITA das
CONTAGIOSAS
WTOR-PB
Grave
do volurae de um relogio, serviudo
de Philtko e Seringa sem os
inconvenientes de fragilioade.
OOLLYRIO
BARTHOLOMEO 4 C
aOTtf% l/\a> Coa a forma! e do vojume de um Porte-Meeda tonteado
ESTO JOS TOBO HATAMENTO.
Contra ss affeecois das palpebras, preparado sob a mesma forma.
PORTUGAL
Depositarios gerj para o BRASIL e
3 i, ra larga do Rosario. PERNAMBTJOO. *
Rna to Crespo o. 9
Os propriciarios deste bem eonhecido estabele-
citnenta, ali'n dos muitos objectos que tinham ex~
poetas & apreciarao do respeitavel publico, nun-
daraiH vir e acabam de receber pelo ultimo vapor
da- joropa uru completo e vanado strtimento de
flnak e-niui delicadas especialidades, as quaes es-
tao-resolv dos a vender, como de seu costume,
Sor precos rruuto baratinioa e commodos para to-
os, com taitto que o Gallo....
Muito snperia/es luvas de pellica, pretas, bran-
cas e do mili lindas cores.
Mu boas e bonitas goliinhas e punhos para se-
nhora, ueste genero o que ha de mais moderno.
Superiores pentes de tartaruga para coques.
Lindos e riqusimos eneites para cabecas das
Exmas. senhora?.
Superiores trancas preUs e de cores com vidri-
Ihos e sem ellos; esta fazeuda o que podhaver
de uiellior e mais bonito.
Superiores e bonitos loques de madreperola,
miQm, sndalo e osso, sendo aquelles brancos
com lindos desenhos, e estes pretos.
Moit superiores raeias fio de Escossia para se-
nhoras, as quaes serapre se venderam por 30OOO
a duzia, eatietanto que nos as vendemos por 20,
aim dcstas, temos tambem grande sortimento de
outras qualidades, entre as quaes algunias muito
tinas.
Boas bengalas de superior canna da India e
easti'i de uiarfira com lindas e encantadoras figu-
ras do mesmo, neste genero o que de raolhor s \
1-do desejar ; alr.i deltas temos tatubem grande
Quantidado de entras qualidades, como sejam, ma-
deira, baieia, cmbo, borracha, etc. etc. etc.
Finos, bonitos e airosos chicotinhos de cadeia e
de unirs qual;!;'des.
Lipaas e superiores ligas de seda e borracha
parasegun,- as ineias.
Boas raeias e seda para senhora e para meni-
nas d.: i a 12 anuos de idade.
K.vallas cabo do marflm o tartaruga para fazer
barba ; sao muito'boas, e de mais a mais sao pa-
ran! d^s pelo fabricante, e nos por nossa vez tam-
bem ussegurairits sua qualidade e delicadeza.
Lindas e bellas espolias para nuiva.
Superiores agulhas para machina e para crox.
Linha muito boa. de peso, frouxa, para encher
lEbyrintho.
Bas boralhos de cartas para vol tare te, assim
como) os tantos para o mesmo im.
Giandc a variado sortimento das melhores per-
fume rias e do melbores e mais conhecidos per-
fnmi Has. i
COLARES DE ROER.
El< ttricos magnticos contra as convnlsoes, e
fadliiatn a dentico das innocentes crianzas. So-
mos desde muito recebedores destes prodigiosos
collares,' e continuamos a recebe-los por todos os
vapo'es, afim.de que nunca faltem no mercado,
com j tem acontecido, assim pois poderao aquel-
les qUe delles prooisarem, vir ao deposito do gallo
vigH nte, anude sempre encontraro destes verda-
dairoj collares, e os quaes attendendo-se ao flm
iara ?uo sao applicados, se rendcrao com um mui
minuto lucro.
Roamos, pois, avista tys objectos me deixamos
declarados, aos nossos freguezes e amigos a virem
eomr rar por preces muito razoaveis loja do gallo
vigime, ra do Crespo n. 7.
%
Pagsaudo o ch< fanz.
Chama a attcn com especialidade para seus vapores que aicda uma-vea aera melhorailo.
Os vapores toroecidoa por elle e j fonecionaudo Ihe h2o de fazer melhor spre-
ciaco do que qoaljuer dito proprio.
Desoja toiavia mencionar que vit-ta do cambio agora mait favoravel doqoe
,aa pocha dos apoaiamenlos do anuo passado tem fcito uma redaccao sensMel em todo
teas precos.
UW W. BOWMAIN
WBMEM
Com undiQgo
RA DO BRIHH 52
sordeiro previdenti
Una do Uneimado n. f N"ov e variado sortimento de perfumari*
finas, e outros objectos.
A: m do completo sortimento de perfi
mar as, de que effectivamente est provida
loja do Cordejro Previdente, ella acaba o
rece ber nm outro sortimento que se toro
aotake! pela vanedade deobjecios, superior
iade, qualidades e commodidades de pr;
?os i assipi, pois, o Cordeiro Previdente pee
a es >era continuar a merecer a apreciaci
do respeitavel publico em geral e de ar
boa freguezia em particular, nao se ate;
lando elle do sua bem conhecida mansidi
e"barateza. Em dita loja encontraro r
apreciadores do bom:
Agua divina de E. Coudray.
Dita verdadeira de Murray 4 Lamman.
Dita de Cologne ingleza, americana, frai
eeza, todas dos melhores e mais acreditad
fabricantes.
Dita de flor de larangeiraa.
Dita dos Alpes, e vilete para toilet.
Elixir odontalgico para conservacjto
isseio da bocea.
Gosmetiques de superior qualidade e cha
ros agradaveis:
Copos e latas, maiores e menores, coi
pomada fina para cabello.
Frascos com dita japoneza, transparent
i oatras qualidades.
Finos extractos inglezes, americano!
(rarj|cezes em frascos simples e enfeitados.
Essencia imperial do fino eagradavel ch*
'o de violeta.
Outras concentradas e de ebeiros igua
mente finas e agradaveis.
Oleo philocome verdadeiro.
Extracto d'oleo de superior qualidad.
;om escolhidos cheiros, em frascos de diff*
entes tamanhos.
Sabonetes em barras, maiores e menor
para m5os.
Ditos transparentes, redondos e em fig
ras de meninos.
Ditos muito finos em caixinha para barb.
Gaixinhas com bonitos sabonetes imitin
(ructas.
Ditas de madeira invernisada contendo i
aas perfumarias, muito proprias para pr<
jentes.
Ditas de papelao igualmente bonitas, tu
oem de perfumarias finas.
Bonitos vasos de metal coloridos, e *
oides novos e elegantes, com p de arre
a boneca.
' Opiata ingleza e franceza para dentei.
Pos de camphora e outras differenu,
^calidades tambem para dentes.
Tnico oriental de Kemp.
Alada bmi coques.
Um outro sortimento de coques de n>
vos e bonitos moldes com filets de vidrilhi
* alguns d'elles ornados de flores e fita
*8tto todos expostos apreciacio de qna>
>s pretenda comprar.
GOLLJNHAS E PUNHOS BORDADOS.
Obras de muito gosto e perfeiQlo.
Fvellas e alta para ciatos.
Bello e vanado sortimento detaes objai
tos, ficando a boa escolha ao gosto do coi
prador.
Nava kja de joias'
RA DO OABKGA" N.9 A.
PE Oaml
Manoel da Cuna Saldauha & C.
Acaba fie abrir-si este es'a,btecimeito, (le ipias. o qual tem grande ortmen-
\ ide loda^as joias do ultimo &>, a XodKas j>ia>iiS4>ro.ggrHiii(i.oof." *Buli.. pois o,Mininos,.letdo^m-.rtstaI
ttiA-ww tVWe*r a. olvirtrw>!'*'V*r ftW^*w" WWfo'* giai#,jswaveisgoe
ivel .
G-iuvidaHse o publico ta'vjr a e^^fabaleanjento, terto de qne ficar- confia*
'laovnt MMibito. _,
!AlllA>W]|ia-f*lflM DW4VWWA ***
i 1 KPERMA
A ruarlo Duque (MTIGA RA fiQ QUEIMADO)
Receben <* seguinte :
E-pellio grandes dourata, moldes bonito.
Carteiras, charuteiras e port cigarros de multa
qualidade?.
Dimitas pastas para papis, simples e maUsada
Roas caixas vasias para costura com sua cemp
tente chavo.
Delicadas canelas de raarfiru com o bocal de
prata.
Modernos pentes-do tarrjga, obresahindo en-
tre elles os mimosos teleginnhistj?.
Commodos toucadores com duas gavetas.e boca
espelho.
Pon bouquet, o que de melbor tem appare-
cido.
Port relogios demuilas qualidades.
Bons tlheres para crian*.
Vostuarios, ehapoiinhos, toucas, sapatosemeias
para baplisados.
Tualbase fronhas de laiyriutho.
Chapeos e cbapelinas para senhora, moldes nov. *
e bonito?.
Chapozinbos gorros e bonels para uieDinos
meninas.
Cantra as ponvulsors nas
criancas
Vende-so os verdadeira eottaV" ia Xova Espe-
ranna, na i" Duque >'' C.xias u. 21.
' PAHA T1NG1K CABELLOS
para preto? bu ca*tanhus, rtctbvu a Nova Espe
fanra a vt-nladeim tinta iaglcm).
PAf.A ACABAR COM AS SAIIDAS
ou panno*; tem a Nova E*prana o verdadeiro
IciUi de rusa" bwnca-
AGUA OS FI.01'. DELABANJA.
Yenda-te na Nova Bsotnoea, fu du Dnqae *
Caxssn l
PAPEL PARA KNFKiTAll-SE BOLOS
reerbeu-os milito lindos a Nova Repens*, ra
do. Duque de OalfM n. 21. L_I.
PAHA AMAC1AH K AFOllMOSCAII A PELLE
tem a Nova Espeanca es sajwueles de pos de
arroz.
Rival sem segundo
BA DO DUQUE DE CAXIAS N. 49
Estou diaposto a continuar a vender todas
as miudezas pelos baratissimos precos abai-
xo declarados, garantindo ludo bom e pre-
cos admirados.
Duzias de paitos seguranza
Duzia de palitos seguranca caixa
grande a...................
Frascos com oleo baboza muito Ono.
Pacotes com pos de arroz o me-
lbor que b a...............
Navalbas muito finas para fazer
barba a....................
Caixas de liuba branca do gaz a..
Vara da franja de linho para loa
Ibas a .....................
Caixas com peonas d'aco de terry
superiores a.............
Lencos de cassa brancos e piuli-
dos a ......................
Caixas com 20 cadernospapttl pau-
tado a.....,-,.
Caixas com 50 novellos de lmba
do gaz a........
Duzias de meias cruas supertot
qualidade a.......
Pecas de bbadinhos coro 10 xa-
ras a........i
Pecas de tiras bordadasoom \2
metros cada pi-ca a 1-^500 e.
Pecas de litas, para cs de/j1 al-
quer larpura com 10 varas a.
Escovas para unhas fazeuda lina a
Ditas para dentes a 240, oO,
400 rs. e......
Pecas de tranca lisas, humeas e
de cores a.....
Duzia de nha frxa para borda-
dos a 400 rs. e.....
Pares de meias cruas para ra<>
nos diversos tamanhos a. .
Duzias de meias brancas mui.o
finas para senhora a.
Pares de sapatos de tranca do
Porto ....:
Pares de sapatos de tapete a. .
Duzias de barallios para vultarelc
Sjiabarios portuguezes a. -
Cartes com colxeles carreras a
A&otoaduras para cohete diversas
qualidades......
Caixas com penua de ac muilo
boa de 320 a. .
Caias com superiores obreias a.
Duzia de agulha para macnina a.
Libras de pregos francezes lodos
os tamanhos a......
Pacote de papel com 20 quader-
nos...........
Resma de papel pautado super or
Resma de papel liso muito supe-
rior a ...........
120
320.
320
320
10000
500
460'
800
ICO
700
4(X>
30006
500
OQO
500
NOO
500
4-i
500
30
450u
2i500t'>
155(H'
30000
400
20
400
5<%
40
20000
240
400
40000
30KOO
Milho novo d Fer
nando
Em saceos grandes a preco eommido : no ar-
mazem de Tasso Irmaos & C, roa do'Amorim nu-
mero 37___________________________________
Cabellos
.',
Vendemse caballos de todas as corea, qual quer
oomprimentp, qualidade superior, em caixa on
f, poreao mais pequea : na roa da Cadeia do Be-
Si gafe n. 81, i* andar.________________________
L0LBR1A DORIO
BA DO CABUGA' N. J B.
A>n8va aewlocao, se. vendem bilbetes do Bo
903 vendedores na Br a pnnio; dinbeiro arista e aos particulares a
$0. casa de tHfiODORO OUUTi1
UtSEN, na da Cruz n. 48, encontram-
ifietivamente todas as qualidades de vinh
Sordeaoi, Boorgogae edo Rheno.
u mu i pars.
20Hua da Imperatriz20
Farl & Lessa.
Acaba de chegar a esta nosja noca loja e fa-
zendas finas um variad* sortimento de fazenda d laa e seda, como sejam : granadines do ullinni
gosto, papelinas de uma so cor, alpacas c laaa-
nhas de cores, o que ha de msis moderno, tudo
por baratissimos precos, brilhanlina- e core;, te-
lados das indias, fazenda nova a imitacio de per-
ca lia, baKes do dina fingindo saia de cor coro lin-
das barras, fustoes proprios para vestido e ronpa.*
de menines ; agora grandes e admiraveis perliin-
chas, saias brancas com lindos frisados a 3#. ri-
cos corpinbos bordados muito finos a &', bater
moderaos de reos ijf, ricas colchas para cama
alcochoadas. sendo brancas e de cores, a SI, 6/! <
7J, cambraia victoria Ona a Si, ditas transparen-
tes a5.6 o Ti, cbitas finissimas escurs e claras
a 880, 300, 320 e 360 o covado, cassas de cor?s a
240, lencos brincos de cassa a MWQ, ditos cbi
nezes a 3*300 a duzia, madapoln fno a 6J e
6500, e muita superior a li, 7*fi00 e 8*. aigo-
daozinho largo propin para lences a 6#, panno
de alaodao branco trancada proprio para toaina*
de mesa a 1*600 a vara, nramante para lences a
2*000 u 3*500, o que ha de melhor, esgniao -
nissimo a 2*200 e 2*500 a vara. Mandamos cas
casas ds Exmas. familias para melbor poderem
escolher. Tambem temos completo sojtimento de
perfumarias dos primeiros fabricantes francezes e
inglezes ; as pessoas .que se dignaren) vir a esta
loja terao occasiao de reconbecer a Tcalidade do
que annunciamos para nos justificar. _______^
Yande.se a casa terrea n. II, sita em OliDda,
ra do largo do Amparo, com exeeHentes'eom-
modos e gsande qiintal, solo proprio : a tratar ou
Becife. roa da Cadeia n. Ss __________
Bai grosso
Eap grosso
Na laja da Aunora, na ra larga do Rosario, n
38, pertencente a Manuel iose t^ps-i Irma re-
ceberam rap s^s grosso do Ri* da Janeiro, **>
gas< fiao, diwl'ulo Caodaira viajad dim nria-
grossp, Ato rolo francez, dito da Lisboa : dtdas
estas qualidades de rap se vende tanto em libras
tamo a retaiho.
Cachines
CSachines
A loja daAurora. ss roa larga dRos'".'*'
88, teiavoos cacaiines ds fia de djffrrtptPi *'^
obra muito boa para senhoras; a qual se *
muito barato.


s
Diario de Pernambupo Quiila era 25 de Agosto de 187o
A
UTTERATDRi
R.\f,0 DI
por M. Pitlheir'o Chagas
VI
, (Contitntaco).
Sabis, mas senhores, disso o en\ia-
do coro voz vibrante, quaes foram os \
mes com que a Hespanha nio cessou da
tornar cada vez raaisodiado um jugo, que
fura pela nossa patria acceifo com tanta re
pognancia. As uossas colonias desampar.-
das (e n'esie ponto um murmurio ameaca
dor obrigou M laricio de Nissaa a franzir
levemente o sobr'olho) os possos melhores
soldados eoiiados guerra iniqua de Flan
dres (esta segunda observadlo corrigio o ef-
feito dV prirueira, e Mauricio fez um signal
approvativo) as nossas liberdades calcadas
aos ps, os nossos privilegios violados, tri-
butos pesadsimos exigidos d'um povo qae
a miseria opprimia. exa;erbavam os nimos
e presagiavam a revolta. Um grupo d.' fi-
dalgos verdadeiros e leaes Portuguezes, um
fiho do povo, intelligente, enrgico e deci-
dido, o doutor J 5o Pinto Ribeiro, ponsa-
vam lia vil milito em soltar o grito da n-
surreica >. Chele apontavau-lho claramente
as sympatbias populares e a legitimidad-: lo
dircito : era o duque do Braganca. Mas urna
hesitacao invencivd apoderra-se do animo
do homem que* boj > mm o nosso lugas
to soberano, e entretanto os tempos corra m,
a desconlianfa-entrara no espirito dos H'.s-
panhoes : Miguei de Vasconceilos expeda
avisos sobre avisos ao coude-duque de Oli-
vares, e a causa da liberdade estava pi:ue
de mais urna vez se perder.
Um murmurio correu na assembla. Evi
dentemenie a hesitarlo do duque de Bra-
ganca nao agradava mnito aos Portuguezes
ae Pernambuco. Mauricio de Nassau sorria-
se, comparava mentalmente o duque de
fegantes, tou>>s os o! I ios so^^^^HH
do narrador.
Miguel d
vinte punhaladaso premio da soa traiclo,
a duqneza de Mantua.jolgandose em pre-
senta d'um simples raolirn, achou-se em
frente d'uma apSo resurgida, eentretn
D. Miguel de Almeida, com os seus
los brancos ondeantes ao sopro da brisa $>
Tejo, com a front9 illumiaada pelos raios
do sol, excamava com enthosiasmo, peran-
te o povo .que Ihe responda com um grito
unnime dejubib e dees>anto: ReallReall
Real I por D. Jlo IV re de Portugal 1
Real! Real I exclamou a assembla,
como se a voz vibrante do btroico yelho
liouvesse atravessado o Atlntico.
*- Logo n'*sse dia,-e sem a mais leve
resistencia, as fortificares da cidade reco
nheceram o novo governo portngnez ; cor-
reu quasi instantneamente a noticia de um
outro extremo do reino, em toda a parte
acolbida coro o mesmo alvoroco, festejada
com appluso unnime, sem que os Caste
llianos ousassem resistir este mov'menlo
espontaneo Em todo o reino, de norte
sul, desapparecia a nefasta bandeira hespa-
nhola, para se erguer de novo rtsplande-
cente, como estrella de gloria e de liber-
dade, o sacrosanto estandarte das quinas.
Deserever a torrente de enthusiastico ap-
plauso, com que foi colhida a narrativa do
envi,do, seria empreza superior s nossas
torcas. Por um momento ninguem se lem-
brou de. que se estava em Pernambuco, ci-
dade tambem sngeita ao esrangeiro, e no
palaco d'aquelle que os escravisra. O ju-jlhas, acudi Mauricio sem responder direc
Braganca cm Guilberme d'Orange, e a
compararlo nao era favoravel ao monarcha
portugnez.
.0 que parecia dever apressar a nossa
ruina, continuou o enviado, foi casualmente
o que nos deu a victoria. O conde-duque
d'livares, instigado cada vez "mais pelos
avisos do seu eamsario, resolveu arrancar
Portugal o horneo) que era um ferro'nto
constante de inqoetacoes. Urna ordem da
. F.lippe IV chamuu Madrid o senhor du-
que de Braganca. Partir era perder-se: fi-
car era jogar um lance arriscado onde po-
da <>u ganb.ar.uTia cora ou sacnficar a
cabera. M.vs do que nunca a hesitlo sal-
tei iva o espritu do duque. Mas o Dr. Jlo
Pialo Ribeiro, que foi verdaderamente a
alma da coospiracio, todo era incita-lo-que
soubesse ser honiem, e Portuguez e digno
descendente do mestre d'Aviz. A duque-
sa 0. Leonor de GusmSo nao se caneava
tambem de Ihe aconselbar a audacia. An-
tes ra:nha orna hora do que duqueza toda
a vida* dizia ihe ella. Gollocado assim en-
tre Fa'prespectiva do throno ou do cada-
falso, mas t mbem da prisao perpeta ou
do exilio, o senhor rei D. Jlo IV decidi-
se a d<-sembaniar a espada, atirando para
bem longe a baiuha.
At qu! emfim, exclamou um ouvinte
menos respeitoso.
Nao foi sem tempo, acudi outro
commentando.
O doutor o meu homem, tornava
orna voz.
Ah grande doutor I
a duqueza ? Que me dizem ? Hein !
que mulher d'armas I
Ella que devia cingir a espada.
Que pena ser Hespanhola !
No ca or do enthusiasmo' esqueciam-se
todos de que estavam no palacio do gover-
nador hollandez. Mauricio escutiva-os pla-
cido, e o seu olhar levemente irnico pare-
ca dizer Joio Fernandes Vieira, mudo e
sombro : Que pensis deste derivativo ?
O enviado continuou :
Trazendo o cons-ntimento do duque,
Joo Pinto Ribeiro voltou Lisboa, e com-
municou-o mesmo aos fidalgos da coospi-
racio. Eram quarenta, meus senhores,
mas que almas e que espadas de to rija
tem aera! Na uoute de 30 de novembropas-
Sdo tudo se aprazoa para o instante deci-
sivo. Nio taouve urna besitacSo ; se algum
dos conjurados, menos accessivel ao e.i-
tnusiasmo, aventurou conselhos de pruden-
cia, ni) foi por falta d*energa. As sug
gestes da fria razio, nlo devem, nao po
dem ser escutadas nestes instantes em que
a audacia tudo. Foi d'enthusiasmo que
se decidi a restaurarlo de Portugal. Quan-
do soou meia noute, os coujurados do pa-
lacio do conde d'Almada tinha protestado
que o da que findava seria, ou oultimodia
de sua vida, ou o ultimo da nossa escra-
vidlo I
Vivam os conjurados I vivam os fi-
dalgos! vivam! trovejoa a a'ssenbla.
Ainda ha bomens em Portugal I
Silencio! silencio I Oucam.
O enviado proseguo cada vez com mais
calor :
Na manhia do da prmeiro de de-
zembro comecaram a concorrer ao Terreiro
do Paco as carraagens de todos os fidalgos.
Deram nove horas. O dia estava claro; o
co azul e sem manchas. A' um tempo de
toda a parte irromperam os conspiradores
heroicos. Velbos e criancas figuravam
no grupo, mastnham os velbos todo o
ardor dos vinte annos, s criancas fi-
zara-os bomens o sentimento da res-
ponsabilidade que sobre elles pesava. A
idea da patria acordava mais viva no cora-
eo de todos, como se a sua longa miseria
a tivesse feito duas vezes mais digna d,o
amor de seas filhos. As proprias mies
percebiam por tal forma que era justo, que
era gra ide rfsgatar a ierra natal, que ellas
mesmas armavam seus filhos para os en-
viar tal vez morte, victoria talvez, em
todo o caso ao campo da gloria, defezi
d'uma causa nobre, santa e justa, a da
patria.
Cboravam alguns dos que ouviram estas
palavras, e o proprio Mauricio de Nassau
prestava atiento ouvido narrativa.
Soavam nove horas, cmo disse, e os
fidalgos entravamirapetuosamente pelo Paco.
A guarda dos Tudescos foi n'um momento
desarmada. Entusiasmados pelo xito do
prmeiro impeto, os fidalgos irrompem pelas
escadas; uns correm aos aposentos do se-
cretario Miguel de Vasconcellos, outros aos
da vice-rainha duqueza de Mantua, outros,
e entre elles um velho venerando, D. Mi-
guel d'\lraeida, vio abrir as janellas que
deitam para o Terreiro, que se comeca a
eocher de povo alvorotado___
V, v I icadiram algumas vozes of-
tiro causado pela f.msta noticia dominava
outros quaesquer sentimentos, e so voltaram
os Pernambucanos ao sentimento da reali-
dade. qumdo se fez ouvr na vasta sala a
voz vibrante e commovida de Miuncio de
Nassau.
Senhores, dizia o governador hollan-
dez, acabis de ouvir a narrarlo de um dos
fetos mais gloriosos de que se pode ufmar
a historia portugueza. Um povo s ver-
daderamente grande, quando despedaca
jugo to odioso com o d'essa tyrannica
Hespanha que pretende dominar o mundo
coro sceptro de ferro. Este acontecimento
veutnroso vem apertar oais os lacos fra-
ternos que uniam Portugal Hollanda. Sao
ago a essas duas naces alliadas naturaes e
neis. Segoindo o exemplo da sua patria, o
Sr. marquez de Montadlo proc'amou oa
Rahia a realezi de D. Jlo IV. Espero as
ordens do meu governo, que serlo de cer-
to satisfactorias para lodos os Portuguezes;
maso que desde j allirmo queauxiharei
em tudo o senhor marquez, para que elle
possa manter a resoluco que t mou ; e,
-e a Hespanha ousar ainda tentar sobre o
Brasil a reivmdicaclo dos seus suppostos
direitos. encontrar unidas para a repellirem
as duas naces que ella obrijou a lerem
guerra entre si, quando a natureza das suas
instituicei e a ndole de seus filhos as
designavam para serem irm'S e amigas.
Viva o principe Mauricio I exclamou
a turba. .
O discorso do gavernador fra effecliva-
mente habili-simo, prometiera tudo o que
poda prometter, e deixra n'uma bem com-
binada obscurid;*de a questo principal e a
nica importante, a d i restituidlo 'de Per-
nambuco. O povo applaudira, e Jlo Fer-
nandes Veira notara para si com om sorrso
amargo, quanto fac um poltico illodir
a turba que aeceita na maior boa f as suss
deas e fabulosas proclamaces.
Rodrigo Teixeira dexra-se Iludir como
os outros ; anciava por que todos sahissem
para se poder laucar aos ps de Mauricio, e
dizer-lhe : Principe, sois grande Dei-
xai que.arvoremos em Pernambuco a ban-
deira portugueza, e, ao partirdes para a
Hillanda, s-guir-vus-hio as nossas benclos.
A' um gesto cortez de Mauricio a turba
portugueza sabio das salas e foi espalbar o
seu entbifliasmo entre a mullidlo que es-
uerava auciosa na ra o resultado d'esta con-
ferencia.
Mauricio de Nassau, entretanto, chamou
Rodrigo de parte e encarregou-o de ir dar
as ordens necessarias para os festejos com
que desejava celebraF a noticia da restaura-
Co portugueza.
Rodrigo Teixeira obedeceu. com o cora-
Clo cada vez mais inundado de jubilo.
Depois de cumprir alegremente a sua
missao, apressou-se a voltar ao plach ;
tinha pressa de dirigir o seu pedido ao prin-
cipe.
Ao voltar urna esquina, deu de rosto com
Jlo Fernandes Veira, embocado n'uma
capa, e conversando com tres ou quatro dos
mais conspicuos moradores de Pernam-
buco.
Rodrigo Teixeira foi para elles com os
bracos a herios, e os olhos radiantes de
alegra.
Senhor Vieira, disse, congratulemo-nos
por estesuccesso feliz...
Suspendeu-se com doloroso espanto Os
companheiros de Veira tinham-se desviado
quatro ou cinco passos, e o proprio Vieira,
embucando-se ainda mais na capa, e re
trabndole um pouco, respondeu-lbe fra-
mente :
PerJI >, Sr. Rodrigo Teixeira, ides
com pressa. Nao vos queremos reter.
natural que sejais esperado em palacio.
E, cortejando-o comgelada polidez, affas-
too-se para se ir reunir s pessoas com
quem conversava.
R idrgo Teixeira ficoo um instante paludo
e immovel. As lagrimas saltavam-lhe dos
olhos. Mas de sbito um relmpago de
alegra illumioou-lhe o semblante. Lembr-
ra-lhe a empreza que ia tentar, e em cujo
xito depositara ptona confianca.
TaUez anda noje viris pedir-me per-
do da vossa injustica, murmurou elle es-
tendendo o braco na direcelo dos vultos
que se snmiam na sombra da noute que
principiava, ingratos que to mal apreciaes
o que en soffro e o que ea sioto.
E dirigia-se ao palacio com redobrada
ligeireza.
Era j noute, como dissemos; os Per-
nambucanos, autorsados isso pelo prin-
cipe de Nassau, illuminavam as suas casas
para solemnisarem a restaurado portugueza
Apeoas se extinguir, com a rapidez dos
crepsculos americanos, a luz do dia, logo
as luminarias tioham brotado por toda a
parte, estrellas festivas, e, reflectindo-se as
aguas que por todos os lados banham a
Veneza Brasilera, pareciam constellar o
ceano, como os ses da noute matizam o
firmamento.
Porm no palacio do governador, os cria-
dos hollandezes que nlo tinham os mesmos
motivos que os Peroambucanos para se eri-
ihusiasmarem, demoravam-se em illunfiaar
as janellas, e a residencia do principe osten-
tava-se entre os macissos de verdura que
roleiavam como um
amearadur contra o jul toda -i
parte resplandeca.
Rodrigo Teixeira iovolonlan
tio confraoger-se-lhe o corac
OpDrimio-o um triste preseotimei
Sabio comtudo ; osera -erara Ihe
Madricio estava.
Ao ehegar ao sitio indicado^ Kodrgo vio
a porta entre-aberta ; etpr o quarto
jazia imraerso em escuridlo. Mas pela ja-
nella aberta ao sopro da brisa miritima e
aos perfumes nocturnos dos matt, entrava
oreflexo \ag> das luminarias distantes.
Mauricio sozinbo, passeiava medUativo ;
chegava janella, contemplava um instante
a cidade Iluminada, e tornava ao passeio,
scismando.
Rodrigo Teixeira bateo tmidamente.
Entrai, disse a voz de Mauricio.
Rodrigo entrou.
Ao reconhece-lo, o principe Mauric:o diri-
gio-se para elle com vivacidade.
Ab s t, Bodrigo* exclamou o go-
vernador. Veris do Recife ? Quaes slo as
disposices do povo ? O que se diz nos
grupos ? Ha agitaclo ? Jlo Fernandes
Vieira tem apparecdo ?
Rodrigo Teixeira ouvio com espanto e^tas
perguntas successiyas.
O povo, disse elle, festeja alegremepte
a noticia da restaurado de Portugal, e
ahenca o generoso principe que vai de
certo dar ao mundo um grande exemplo de
just ca e de abnegarlo.
Ah tudo ca.ninharia s mil maravi-
pr o meu corpo entre o
A.^
lamente Rodrigo, se o marquez de Mon
talvio fosse ainda governador da Baha.
am h mera intelligente, que sabe orno se
iralam os negocios polticos, e que* se n5o
deixaria levar pelas declamacoes de meia
duz a de exaltados, que enchem a bocea
com as palavras sonoras de patria e indepen-
dencia, e que julgam que os revelins e os
baluartes caem ao mgico estrondo d'essas
palavras, como outr'ora desabaram ao som
das trombetas israelitas as rauralbas de Je
rico.
Prncipe... interrompeu Bodrigo j
vagamente pungido por um doloroso pre-
sentimento.
Ah I verdade, tornou Mauricio que,
ab3orvido pelos -seos pensamenf03, nlo per-
cobeo o ver Jadeiro sentido da interrnpclo
do Portuguez, ah! verdade, nlo sabes
ainda. Pois as cousas na Bihia nlo se pas-
saram com tanta simplcidade como Joo Lo-
pes nos contou ofiicialmenle esta manhla.
Em auilienc a particular me poz ao fcto do
resto. O jesuta Francisco de Vilhena trazia
ordeno de communicar ao marquez a noticia
da restaurado, e, no caso d'elle nlo adhe-
rir ao movimeo'o da metropole, devia en
tregar Luiz Barbalho de Bezerra, Louren;
co Correa de. Bnto e aobispi cartas de el
rei, em que Ihes dava o governo, com ordem
de remetterem para Lisboa preso o marquez
de Montalvio. O marquez recoobeceu
promptamente o novo soberano, mas o je-
suta, com oiastincto diablico da infernal
com^ai hia i que pertence, nem por Isso
deixou de entregar as cartas, e estas horas
o marquez de Montalvio, bom e leal Portu-
guez, vai para a Europa, preso como trai-
der, bordo de um navio.
Ro lrigo Teixeira soltou om profundo sus-
piro.
V t, continooo Maoricio, que diffi-
culdades nlo mo vem suscitir este aconte-
cimento. O governo na mo dos jesutas
ou dos seos apaniguados a guerra reli-
giosa rebentando d'aqui pouco, a reno-
vacio da fatal mana de quererem os Portu-
guezes recuperar Pernambuco, e d'aqui
pouco estaremos outra vez dilacerando-nos
mutuamente, com grande jobito da Hespa-
nha, nossa inimiga commum.
Pois que exclamou Teixeira com um
grilo de desespero, pois oio era ntencao
voss restituirdes a capitana aos seos leg-
timos possoidores! Nao nos dstes aioda
agora a entender que, livre Portugal do jugo
da Hespanha, cessaria entre nos a inimizade,
e que por conseguinte sahiriam os Hollan-
dez-s do Brasil que injustamente oceupam ?
Mauricio desatou a rr.
E's cranca, Rodrigo I disse elle. A
tua imaginaclo fogr.sa ha de sempre com-
prazer-se em divagar petos espacos pban-
tasticos. Entendas ento que estara a
Hollanda despendendo as suas riquezas, der-
ramando o sangue de seus filhos para en-
tregar de mo beijada aos Portuguezes o
fructo das suas fadigas ?
Mas entlo, bradou Rodrigo o'oma
exaltaclo indescriptivel, a jnsfa um vio
nome !... E eu que vos tinha na conta
quasi de um Deus.. .1 que vos jolgava todo
abnegaclo e generosidade! .
Enganastes-vos, respondeu Maoricio
gravemente, sou apenas um homem i mas
preso-me de ser um dos que mais respei-
tam as leis da honra e da lealdade. Perce-
be-lo-bieis se nlo fosseis vos um verdadeiro
cavalieiro andante, como esse D. Quixole
que Cervantes fez bere da sua burlesca
pepea:
Embora, acudi Rodrigo e as lagrimas
embarga vam-lhe a voz; bei d morrer ape
gado estas illosoes que vos chamis ridi-
culas.
Sede ao menos lgico, bradou Mau-
ricio com forca, e, se entendis que deve-
nios entregar-vos as provincias bnsileiras
conquistadas, segui-nos entlo o exemplo, e,
chamando os selvagens que repellistes para
as florestas do interior, restitu lhes tambem
estas risonbas praias de que slo elles s
os Ifgitimos possoidores.
Rodrigo Teixeira Dio respoodeo, e dei-
xu se cabir solucante n'uma cadeira.
Nobre coracio s t I acudi Mauricio
approximando-se d'elle e pousando-lbe com
brandura a mi no hombro, e estimo-te por
esses leus instioctos de justica e de genero-
sidade, por essa Iota qoe se tr .va no teo es-
pirito e qoe ea sioto que te dilacera Rodrigo
a guerra mais tarde ou mais cedo ha de
rebentar eotre nos. Nio discotas as tuas
conviccoes; nio hesites eotre a amiz de
que me consagras e o amor que tens toa
patria. Nio. Vai para a Babia, alista-te as
fileiras portuguezas, e depois, se nos encon
trarmos no meio da refrega, passemos a
espada mi esqoerda, e estreitemo-nos
n'um bom e franco abraco. Nada mais.
Obedecmos, sem as discutir, sleis do
mundo em que- vivemos, porque, do con-
trario, seremos victimas da independencia
do nosso espirito.
Nio, meu principe, respondeu Rodri-
go beijando-lha a mi enternecido, nunca
me poderia resignar idea de combater
contra quem me deu vida e me illuminoo
o espirito entSnebrecido. Se sahirdes do
Brasil, poderei entlo seguir livremente a
minha inspiracio, mas flearei ao voso lado
Vleo bom Rodrigo, tornou M-iuricio
estrellando o ao coracio, nio esperars
moito tempo. Se julg is queeuprefiro de-
masiadamente os krteresses mundanos aos
eternos principios da justica e da verdade,
pensam o contrario e por isso me accasam
os meas ioimigos em Hollanda peraote os
directore da companhia das Indias Q cideo-
taes. Artchofssky, remettido por raim para
a Europa, s anda tramando a minha ruin:
e est certo, Rodriga, de qoe as vozes do
estrangero 'oragido erio mais attendid^s
em Amsterdam da que os servicos prestados
por om principe nacional. Nao tardar,
pois, que eu deixe esta colonia querida,
onde lancei, disso me orgulbo, as bases de
urna slida prosperidade. Roderas entlo,
Rodrigo, desembainhar ao sol das batalhas
a toa espada que por tal anceia, e eu. ca-
lumniado pelos meos e pelosjpdversarios,
coosolar-me be pensando que vive pura a
minha memoria nesse teu nobre espirito.
Rodrigo lancou-se chorando nos bracos do
principe, e assim estiveram os dous larg
tempo abracados. Depois, sera proferir
mais urna palavra, Rodrigo sahio. Levava
oa alma om profundo deslenlo; perder a
sua ultima esperanca, a de poder emfim
flrgoer a fronte altiva perante os seos com
patriotas, para lhes dizer: Quem, mais d i
que eu, se tem sacrificado patria?
Oscillando fatalmente eDtre dous senti-
mentos que debalde procura?. con;iliar, o
affecto um principe estrangeiro e o amor
da trra natal, tinha de se resignar a coo-
servar na fronte esse estygma de traidor
que Ihe estampara a animadversio dos Per-
nambucanos.
A noite estava serena; a c dade. vestida
de luz, mirava-se as aguas. Wryburgo
(assim se chamava o palacio do governador)
resplandeca tambem agir "coberto de la-
minarias. Elevava-se nos ares, como urna
columna de fogo, o observatorio astronmi-
co, erigido pelo principe ao lado da sua re-
sidencia. As ras alinbadas de Mauricia
estavam cheias de passeianles que vinham
admirar a illominacao ; Ro lrigo atravessoo,
sombro e s'encioso, por entre os grupos,
e foi se esconder em casa. Esmoreceram
pooco pouco as luzes e o rumor, tudo se
extoguio na sombra e no silencio, cortados
apenas pelo reflexo das estrellas, e pelo
murmurio da brisa e das vagas, surgi a
aurora emfim, luminosa e gorgeiada, e en-
controu ainda, na janella da sua habilacio
solitaria, o vulto pallido de, Rodrigo, immo
vel, attonito, silenebso como a estatua do
desatento.
VII
HERE OU TRAIDOR ?
Embebido as soas dolorosas meditacoes,
Rodrigo Teixeira, cada vez mais estranho
convivencia dos Hollandeze:, quem odiava
e dos seos qae o repelliam, percorria szi-
nho os arredores de Pernambnc >, procu-
rando esquecer na solidio os pensamentos
tumultuosos que Ihe salteiavam o espirito
iocerto. Longas horas se demorava nesses
passeios, antes divagaces ao acaso, e mui-
tas vezes j" a noite envolver ha mnito no
seu veo recamado de innmeras estrellas as
florestas americanas, quando Rodrigo, re-
gressava ao eu aposento, onde passava es-
condido o resto do tempo, fnrtando-se obs-
tinadamente todas as tentativas do conde
de Nassau para o trazer de novo existen-
cia activa e convivencia dos seus.
Urna tarde que. voltando d'um dos seus
habituaos passeios, que protrahira looge da
cidade at s vizinhancas d'um dos enge-
ohos de Joio Fernandes Vieira, bastante
arredado do Recife, olliava com sombra e
um pouco feroz tristeza para as paredes da
habiacio do celebre patriota, pareceu-lhe
ver abrirse de manso urna portinha escusa
que deitava para um copado bosque-de
mangneiras, e um rosto que no mesmo re-
lance reconheceu ser o do proprio Joio
Fernandes Vieira app-recer inquieto a ex-
plorar com a vista os arredores. F-lo
scismar esta apparicio, e involuntariamente
parou, escondendo-se com o tronco d'uma
dessas arvores colossaes do Brasil, qoe offe-
recem abrigo segaro estes pygmeus hu-
manos, que parecem completamente em des-
proporcao com a natureza que os/odea.
Vinha prxima a noute, apezar do sol ainda
brilbar esplendido no horisonte, mas os
crepsculos tropicaes sao d'uma rapidez
que assombra, e o astro deslumbrante nao
tardara a apagar as florestas do occraente
a sua cora de fogo. Rodrigo Teixeira,
pela sua posicio especial, nio desejaria que
Fernandes Vieira o encoutrasse em occasiio
e em sitio, onde parecia nio go-tar de ser
visto. Foi o que o impelli i instinctvamen-
te a esconder-se.
Estes movimeotos iovolootarios teem
consequencias que os proprios que as pra-
ticam esto muito longe de prever; Joo
Fernandes Vieira nlo se contentou com a
rpida e summaria explorlo visual, e quiz
vir pesquizar os-arredores do engenho para
descobrr algum indiscreto que por all es-
tivesse escondido ; a situacao tornava-se
por conseguinte insnstentavel para Rodrigo
Teixeira; a imminencia do perigu nem Ihe
deu lugar reflexio; rpido como um sa-
guim, agarrande-se aos primeiros cipos,
por all pendentes, como o verdejante cor-
dame desta copada mastreacio da floresta,
subi urna arvore que Ihe ficava prxima,
e, escondendo-se entre a folhoda ramaria
foi despertar os passaros que, sentindo a
approximacao da noute, haviam escolbido,
antes delle, domicilio nessa aerea alcova.
A' este tempo, com effito, j comecra|o
rpido crepsculo tropical, envolvendo a
natureza toda as suas vastas sombras. Foi
o que valeu ao nosso here. Joio Fernan-
des Vieira, cauteloso e atiento ao mais leve
rumor, olbra vivamente para o sitio, d'on-
de viera essa matinada de passaros. Ro-
drigo Teixeira comtudo, presentir isso
mesmo, e, impellido pela lgica fatal da soa
posiclo, a esquivar-se, custasse o que cus-
tasse, s investigaces do patriota pernam-
bucaoo, nio se aemorou no asylo que esco-
Ihra. As sombras da noote protegiam-o.
Sabemos como as florestas do Brasil os
cipos se eorolam do modo mais variado em
toroo das arvores gigantescas, ora peodeo-
docomo esses filameotos qoe tiaham aju-
dado a subida do moco Bahiaoo, ora pgaojo
amas arvores s ootras, poQtes oaluraes
que as populacoes selvagens muitas vezes
completara e aprovetam. Bodrigo Teixeira
abrigra-se n'um alto vinhatico, e da aboba-
da sombra dos seus ramos pendiam longas
cordas de cipos que a latoreza enroscara
n'ootros filamentos semelbantes qoe peo-
diam d'um outro vinhatico longioquo, for-
mando assim urna ponte flexivel e fluctuante
lo vicso da.intrincada e-tois
sobi
- ra
Rodrig que po-
deria mescpar Jo3on
Fernandes Vieira que j suppunha Irepando
i anrote qoe largara para coohecer a causa
da faga rumorosa dos ptssariobos amona-
dos. Esgueirando-se mansamente, e segu-
rando-so aos ramos, atravessou a ponte de
cipos, e em menos d^im minuto chegava ao
distante vmhatico.
Tendo conseguido feliz resaltado da soa
tentativa, foi Rodrigo Teixeira descer
grande distancia, escondendo-se cautelosa-
mente na floresta copada. Entretanto so-
cegado, ou pelo menos acalmadas as sms
nrjuielacoes pela intil exploradlo, voltou
Joio Fernandes Vieira porta que entre-
abrir, e, fasendo signal a qUem estava den
tro. de novo sabio acompanbado por dous
vultos, cuidadosamente embucados.
Caminbjrara os tres rpidamente at ao
sitio onde Rodrigo Teixeira se emboscara.
Ah pararam, e Joio Feroandes, tendo segu-
ra as suas a mi de cad# um dos seus in
terlocutores, disse-lhes em voz baixa. como
que recejando que o proprio ramalhar das
arvores fosse transmittir o seu segredo aos
ouvidos dos Hollandezes:
Adeus, dizei ao governador' geral o
que vistes e o que oavistes ; fazei-lhe bem
sentir quanto necessario que se aprovaite
esta occasiio propicia, avisai o de que j an-
dam desconfiados os Hollandezes, e que
urna demora qualquer nos pode perder
lodos.
Tudo Ihe direi, respondeu urna voz
varonil e grave, e contar-lhe-hei lambemos
servicos qoe estaes prestando, Sr. Vieira.
Ao ouvir esta voz, fra tamanha a sor-
preza de Rodrigo, que, olvidando a sitoacio
perigosa em qoe estava, desvioo um pouco
os ramos que o eocobriara para poder^ divi-
sar o homem, cuja voz o impressioora.
porque essa voz era a do tenente-ge-
neral Andr Vidal de Negreiros, qae elle
essa hora suppunha na Baha, e cuja pre
senca em Pernambuco indirava forcosamente
a proximidade de graves acontecimenlos.
Esse movraento imprudente trahio-o. O
ouvido exercitado de Jola Fernandes Vieira
apanhra de relance um rumor quasi im
perceptivel. e o Madeireose, resoluto como
era, nio hositou um momento. Antes que
o nosso bere podesse prever sequer o pe-
rigo que o araeacava, desrou Vieira os ra -
mosque o encobriam, e n'um salto de ti
gre, cabio sobre elle, alirando-o no impeto
ao chio, e arrasloti-o para a vereda.
Nem os seus dous companheirosftinham
ainda presentido o successo inesperado, e j
viam com espanto Joio Fernandes Vieira
tendo debaixo dos joelhos robustos om volto
de homem, e fazendo lampejar um punhal
frouxa claridade das estrellas.
Um espiio I mormarou elle. Eu
bem snspeitava.
Rodrigo Teixeira nem fazia um movimen-
lo para se defender.
Vejamos sempre o rosto do nosso
companheiro de jornada, acudi zombotean-
do Vieira.
Mirou-o e disse com um movimenlo de
repugnancia:
Bem o devia soppr; o Judas.
Quem? perguotou aquelie que ainda
nao fallara e que era Fre Ignacio, qm be
oedictioo
Rodrigo Teixeira, torooo Joi) Fer,
oandes, o apostata vil, creatura infame do
conde de Nassau.
Rodrigo Teixeira I acudi vivamente
Andr Vidal. Soltai-o.
Que o solt! lornou Vieira espan-
tado.
NSo tendes de certo receio d'um ho-
mem s, quando estamos aqoi tres preve-
nidos e armados. A fuga tambem ser-lbe-
ha difficl, crde-o. Mas, por esse homem
respoodo ea.
Joio Fernandes Veira pasmado ergueu-
se, e deixou Rodrigo levantarse, mas sem
o perder de vista, e conservando na mo o
punhal.
Porque o nio deixastes fazer o que
desejava, general? acudi, n'nra tom de
voz grave e triste, Rodrigo Teixeira. Ter-
me-hia desembarazado d'uma vida que me
odiosa... E depois sabis vos, senhor,
quera a pessoa por quem tio prompta-
raeote respondestes? Houve na Babia um
mancebo exaltado, um fantico da patria e
da retigiio, um homem capaz de praticar
as maior es accoes ou de commetter os
raaiores crimes para defender a causa sa-
grada que elle adorava. Esse homem mor-
reu ; hoje o qoe existe em Pernambuco ,
como ouvistes ha pouco, urna creatura vil,
um espiio infame, um estrangeirado
quem nenbum bom Portuguez se dignara
apertar a mi. o castigo juslissimo dos
excessos, que me dexei arrastar. Nio
ha meio termo, segundo parece, entre o
fanalismo e a apostasia, entre o extremo ar-
dor e a tibieza culpada. Ah I senhor, por-
que o nio deixastes matarme ?'
Estavam os tres estrenuamente impres-
sionalos pelo som meigo e triste daqoella
voz em que ressumbravam lagrimas. Joio
Fernaodes sentio dissiparem-sc Ihe ara pou-
co as preveoces que sempre ti vera contra
esse homem, e presento orna grande des-
graca onde at ahi julgra ver um grande
crime.
Houve um breve silencio. Rompeu-o
Andr Vidal, dizendo para Rodrigo :
Mas o que vos succedeo entio ? Soo-
bemos que om oobre enthusiasmoaqu
Rodrigo Teixra sorrio-se tristementevos
levara a peoetrardes no acampamento ini-
migo para findardes d'um golpe a guerra,
immolando o chefe. dos hereges. Depois
nanea mais ouvimos fallar em vos; soppu-
zemos que terieis encontrado a morte no
vosso oosado commettimento...
Prouvera Deus que a houvesse eo-
cootrado, redargaio Teixeira, mas achei
apenas no homem, que o mea punhal pro-
corava, quera melbor soubesse comprehen-
der e praticar os preceitos do Evaogelho ..
Fr. Ignacio interrompeu o com espante:
Um herege I exclamou idle.
Um herege, continuou Bodrigo com intl
mativa, que apezar dos seus erros, mais
ebristio do que os que se prezam de catho-
licos. Oh deixai-me elogia-lo, accrescen-
tou elle reparando n'um movimento desap
provador dos seus ouvintes: sois seus ini-
migos, sou-o eu agora tambem, desde que
vi que o seu espirito; sempre justo, se curva
.como tantos outros s mximas perniciosas
'da poltica, desde que reconheci que nio
poda ter esperanca de alcancar por elle a
liberdade da minha patria. Mas isso nio
impede qoe ea reconheca, que reconheci
idos as soas virtudes, nio impede qoe eu
vote nm affecto ardente ao homem que
soobe perdoar, e conquistar com a confianca
i*m:.i.'.. que iba testen: amizade
d'aquelle que o preter: ssassioar
quem espirit.
! argn o
benedictino, o amigo de Mauricio ofi Biassau?
Son, tornou Rodrigo.com energa, e
nutro comtudo no peito o mesmo frvido
amor pela liberdade da minha patria. Oh !
j vede qoe impossivel, que ; odiosa
para miro* a vida, constantemente a osciflar
entre esto doos aflectos incompativeis, entre
estes doos- deveres qoe se combaten). O
ac-o condozio-rbe aqni ; vejo que se va
trabalhar enrgicamente na resnrreiclo do
Brasil, que o grito de liberdade que resoou
em Portugal j atravessou os mares e veio
despertar os ecbos das nossas fl' restas. Que
tota se vai empenbar agora I Ah I se sou-
besseis como so acariciei a louca esperaoo
de ver o meu grande principe restituir com
as suas proprias mos a independencia 5
Ierra em que domina t Mas esse princip
apenas aqu o representante de vidos mar-
cadores, incapazes de comprehenderem estes
nobres sentimentos de justica e lealdade.
reyolucio pernambocaoa ha de ter em
Mauricio de Nassau um adversario implaca-
vel. E qae bei de ea fazer ? Combater por
elle, ajoda-lo a apertar os grlh5es que nos
teera captivos, ser deveras o apostata e o
renegado, o infame como por ahi diiera
que soa ? Combater contra elle, comvosco,
dirigir con'ra o seu peito genuroso os tiros
da minha espingarda, encontra-lo talvez no
campo de batalha, sanguinolento, moribun-
do, a amaldcoar-me, ou, o qae anda seria
mais terrivel, a perdoarme de novo, para
que o sea espectro fosse entlo para^sempre
o companheiro das minh Oh! na I bem vds que me impos'sivel
qualquer d'estas duas reso'.ncoes, mais in>
possivel anda a neutralidade que seria por
todos calumniada. Aqoi aecusado de espiio,
alm de iograto; desprezado pelos meas
indignados c mpatriotas, bemqoisto dos
Hollandezes talvez, o qoe sera para mim o
maior de todos os tormentos, como queris
vos que eu viva ? Oh I matai-me, matai-me.
Sellai com o meu sangue o segredo qoe
pode ser a alma da vossa emprez< I Sabis
vos por acaso se eu nio sou devras um
traidor? Se nio irei d'aqui denunciar-vos.
para obter de Mauricio um sorrso oa urna
recompensa... ? Do infame, do renegado,
do vil que desampara a sua patria tudo se
pode esperar... Oh I matai-o, matai-o, que
elle vos agradecer de joelhos por o livrar
des da existencia que se lbe lornou insup-
pcrlavel.
E Rodrigo Teixeira, cobrindo o rosto com
as mios, desatou n'um choro convulso.
Andr Vidal e Fre Ignacio olhavam nm
para o outro estupefactos ; Joo Fernandes
Vieira senta se commovido.
Depois de breve silencio approximou-se
de Rodrigo Teixeira e disse-lhe, tocando-lbe
no hombro :
Nio queira Dos qoe eu despreze os
sentimentos nobres que tio inesperadamen-
te me revelaes. porque objecto d'elles om
homem que considero como o inimigo mais
terrivel da causa que sustento. Sim, tendes
razio em serdes affeicoado Maoricio de
Nassao, e peco-vos humildemente desculpa
de nio ter adevinhado a vossa ndole gene-
rosa, e de vos ter injuriado por gestos on
por palavras.

Jeio Fernandes Vieira dizia isto com ade-
manes verdaderamente noBres. Rodrigo
Teixeira olhava para elle assombrado.
A mim... ba'bneioo elle, vos pedis-
me descolpa mim.
De certo, continoon Vieira, porque
reconbeco o mea erro. Mas dizei-me, se.
apezar do affecto qae tendes s Mauricio de
Nassau, ainda conservaos pela vossa patria
o affecto ardeate qoe dizeis, nio vos seria
grato servi-Ia, quando esse ser.ico nio fosse
contrariado pelds sentimentos pessoaes qoe
nos revelastes ?
Oh I para qae tal succedesse, excla-
mou Rodrigo Teixeira com enthosiasmo,
dara todo o mea sangae.
Alegrai-vos, pois, Rodrigo Teixeira,
por qae sei com certeza qae Mauricio volta-
r para a Europa deotro de pooco tempo.
Que- dizeis ?
Se tivesseis frequentado a casa do go-
vernad r com a vossa ant'ga assiduidade,
tornou Joio Fernandes Vieira, saberieis que
chegou pelo navio de hoje a ordem que de-
mtte o conde do seu logar de governador,
e o chama Hollanda. Este segredo nio
transpirou, mas, humildes como somos,
ainda assim conseguimos penetrar os arca-
nos da poltica hollanleza.
Mas ser isso verdade ? tornou Rodri-
go alvorocado.
Como o Etfangalho. E o que fareis.
quanlo Mauricio de Nassau entrar no navio
que o ha de conduzir Amsterdam ?
Beijar-lhe-hei a mi, banbando-lh'a
de lagrimas, e correndo vossa casa, dir-
os bei: Joio Fernandes Vieira, confiai-me
o posto mais arriscado, mandai-me para a
vanguarda sempre, sacrificai sem hesitarlo
a minba vida para obterdes a mnima vanta-
gem. que eu morrerei alegre pela patria e
dizendo-vos no ultimo arranco : Morro feliz,
Vieira.
Bem. Jaraes-me, pois, qoe niotreve-
lareis de modo algom o segredo que boje
descobristes ?
Juro.
Que apenas Mauricio de Nassao, tiver
partido para a Europa, cumprreis as minhas
ordens, sem hesitacio nem divida ?
Jaro, oh 1 sim, jaro.
Bem. Se a mioha confianca na vossa
lealdade fr engaada, entio convencer-me-
bei de qoe a bypocrisia reina triomphante
na trra, e morrerei satisfeito no cadafalso,
por ter deixado om mondo onde todo vil-
lana e infamia
Bodrigo Teixeira, profundamente commo-
vido, cunrou-se a beijar-lhe a mi, mormu-
rando :
Ah t como vos sois grande !
Elle, porm, nio lh'o consentio, e, apor-
tando o estreitamente ao peito, como que
para sanar nesse abraco todas as amarga-
ras que lbe causara, afastou-se rpidamente,
seguido pelos seus dous companheiros.
(eoninuarse-ha.)
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