Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:12147


This item is only available as the following downloads:


Full Text
>"*"

-r-;
K



iNNO XLVf. NUMERO 141.
PARA A CAPITAL E LUGARES OITDE HAO SE PAGA PORTE.
Por tres meies atontados ................. 6K)00
'or seis ditos idem................... 25OO0
Por iim auno idem.................... 24,JOOO
Cada numero avulso................... 32o
'
Por tres mezes adiantados
Por seis ditos idem. .
Por nove ditos idem .
Por ora anno idem .
SABBADO 25 DE JUNHO DE 1870.
PARA DEHTRO E FORA DA PROVECA.
6J750
13 20,5250
270000
Propriedade de Manoel Figneira de Faria & Filhos.
|___________________________
SAO AKEJTFF:* :
Os Srs. Gerardo Antonio Alves A Filhos, no Para ; Gonfalves 4 Pinto, no Maranh3o ; Joaquim Jos de Oliveira, no. Cear ; Aatooio de Lemos Braga, no Aracaty ; Jo5o Maria Julio Chaves, no Ass ; Antonio Marques da Silva, no Natal; Jos Justino
Pereira d'Almeida, em Mamangaape; Antonio Alexandrino de Lima, na Parhyba ; Antonio Jos Gorieaj Villa da Penha; Belarmino dos Santos Bulco, em Santo Ant5o; Domingos Jos da Costa Braga,
em Nazareth ; Francisco Tavares da Costa, em Alagoas; Dr. Jos Martics ivifc na Baha ; e Jos Ribeiro Gasparinbo no Rio de Janeiro.
~
PARTE OPTICIAL.
Govcrua da provincia.
onsrACaos da piusiorncia do da 13 c
PalSIDFNniA DO DA
jimio N 1870.
Major Antonio Fetosa de Mello.Concdase
cora sido.
a.r:res Arsenk) ArreMos Espindola.Ao Sr. co-
Tinol eommandanlo superi jr da guardi nacional
do municipio do Itecif.; par.i indicare batalho.
Anna da Costa Raa.Indeferdo avistadas
i nirmaroes.
'mucsco Catibo de Lemos e Silva.Informe o
Sr. inspector *i tneronraria provincial.
Joaquim Estaui-lao de Medeiros. -Nao ha vaga.
Joaqnim Pereira Arantes.D se.
Jjaquim Lucillo d- Siqueira Virejao.Nao es-
tando vago o lugar que requer, nao ha que de-
ferir.
Pedro Alexandrino Machio.N.io ha quo de-
ferir, visto nao estar vago o lugar de cartorario.
Senhorinha Maria Pereira da Silva.Informe o
Sr. inspector da thesourara provincial.
Senhorinha Emilia Jorge.Como roquer, avista
da informarn, pagos os direito- fiscaes, remetten-
do-se estes papis ao Sr. inspector da thesouraria
do fazenda para os ns convenientes.
Jos Soares Montajro.Nao se faz necessaria a
expeaigo da ordem que requer, porque a thesou-
raria de fazenda nada far, emquanto nao fr deci-
tlido o recurso queallude.
CURIO DE PERNAMBUCO
RECIFE, 2o DE JUNHO DE 1870.
Amanheceu hontem fundeado no lamarao o
vapor inglez Sapphire, procedente de Liverpool e
Li-ba, com datas al 6 do corrente.
l[&iP\>Hk.Preparalirotpara a eleva<~odorei.E'
abandonada a idea da continnarao da interini-
d'ide concedtndo ao regente regalas reaes. De-
rielo regulando a abolirdo da escravotura as
Antilhas hespanholas. esordem em Valla-
dolid.
FaAXflA.Boatos de dissolugao das cmaras. Mu-
dancas no corpo diplomtico. Diminuicao do
sold dos senadores.
Inglaterra. Approrado em 3' leitura o bil
agrario da Irlanda. Cotina a agitaco na
Irlanda. Modificaroes da le sobre naturalisa-
rao dos esttangeir'os. Tornase a fallar na
cessio de Gibraltar Hespanha.
Au.emanha.Opposico ao conde de Beust. Elei-
roes geraes na Austria. Foi incorporada ne
Prussia o principado de Waldeck. Fortifica roes
e armamentos na Russia e na Prussia. Entre
tula em Ens entre o rei da Prussia e o impera-
dor da Russia.
i<*>i\.Deteobrimcuto de urna nova mina de
oiiro em walo. Ututos tidales da Polonia vo
ser rediuidas povoaroes.
Dinamarca Voto ministerio teve Hollemburgo,
WM progratnma.
\l\i.].\so\.Aboliro da pena de morte.
Boma e Italia. C-mtmta a discuerdo sobre o
iofma da infallibilid'tdc. Votado o orcamento
tinhano com grandes reduccoes no pessoal da
adtninistramo, e no exereito. Contina as
ntiemlhus politicis ; receia-se vma guerra
civil.
Oriente.Nova cnmplicarCto entre a Turqua e a
Perita, por vtolaro de territorio. Processo dos
bandidos da Grecia. O rei declara que se as
potencias protectoras invadirem o territorio
grego, renuncia corda.
Ameru:a.Providencia* para se nao falscarem as
tOtafSet de horneas de cor. Perseguico dos
Fenianos, pelas tropas do Canad. Batidos os
insurgente* $\t Porto-Prmcipe.
Portugal. MoeUftcucae ministerial. Novo ada-
ment das cortes. Ileformas projecladas. Men-
< i jet '/" commissao 1 de dezembro. NosneafBes
malicas. Diversas.
HESPAKHA.
Osdenodadosconlintiam amo~trar-se contrarios
i c ncessn das attrilrairoes reaes ao regente. D-
-j que Moa teneionava deiniltir-se seas er-
tes insists sera na rrcu-a rtessas concesses; en-
tretaoto o hsmarek nega que Prim tencione fazer
qoeslo ministerial do vot inmediato das attri-
buicies do regente.
Os esparteristiis tenckmam fazer urna manife3-
taeao poltica a favor da candidatura de Espar-
tero; mas MMgon-M qofl este contina a decla-
rar (|ue renunciara a corda, caso Ihe fosse conce-
dida pelas cortes. Os csparienstas puhlicaram o
oauifesto. em que combattem a actual regen-
cia, e as outras candidaturas.
Huntpensier tem trabalhado muito em todos os
mentidos para conquistar sympathia entre os mem-
bros das con-tituintes; diz-se que est disposto a
gastar grande parte da sua fortuna para conseguir
o seu Un; parece que ja conta com a adhesj de
180 Reputados.
O leleirapho anthographo diz que Olozaga escre-
vera a Prim manifestando-Ihe que a nica raanei-
ra de fazer durar a situacao revolucionaria, nao
nem a solucao portngueza, nem a esparlensta,
nem a do daque de Montpensier, na sira a con-
tinuacao da interinidade.
Ojiando Olozaga esteve em Madrid j se fallava
oeste sentido. Parece que ha o plano de se fazer
a eleicao de monarclia tao smente para provar
n-ue nenhum candidato obteve maioria.
O governo diriga urna circular aos depntados
ausentes para eomparecerem no dia 6 as cortes,
onde graves qnestoes polticas hao de ser apresen-
tadas e debatidas.
O presidente do conselho havia reunido 36 de-
pntados provinciaes, e consultars-os sobre a con-
cessao das attriboicoes reaes ao regente; ii vota-
ram contra, 12 a favor e 2 abstiveram-se de
votar. ...
Alguns depuUdos monarchistas decidiram con-
vocar os seus correligionarios para se combinarem
e cuncordarem no que haviam de fazer relativa-
mente escolha de candidato; a circular convo-
catoria concebida nos termos seguintes:
Os depntados monarchico-democratas abaixo
assignadios, convidam os sens digjjps coropanhei-
i ros monan-hicos a urna reama no da 7 de
c junlio ai 9 horas da noute no palacio do sena-
< do, aflm de verem o modo de se eleger nm rei
i que ponha termo actual interinidade, sem que
isto comprometa por candidatura alguraa de-
f terminada.
C assigoada per Izquierdo, Becerra, Topete,
Avala, Alvarez, Pelln y Rodrguez, Lpez Ruz,
Girn, Cantero, Valera, marques de Sardoal, Pe-
ralta, Alvareda, Carrascon, Goraiz e Zamora.
O projecto de lei para a eleicao do rei, apresen-
tado as cortes, na sessio de 30 de maio, con-
cebido nos seguintes termos:
c Art !. A ordem do dia para se proceder a
eleicao de rei, dore ser marcada com oito dias de
antecedencia pelo menor, qaeUe em que se devo-
ra verificar a eleicao.
0 presidente das cortes a levar do conneci-
ment de todos os deputados per meio de aviso
escripto.
Desde a declaracSo da ordem do dia, at
apella em que tenha de vertflear-se a elei?o,
nao haver sessde?.
Art 2.' A mesa das cortes ntervir em todos
os actos relativos eleicao do Wi.
t Os secretarios desempenharo o cargo de
escrutiadores, c os vice-uresidentes os de com-
pmvadores.
Art. 3L* Nao se poder levantar a se.'sao at
se ter terminado o acto da eleicao do rei, salvo o
easo de se ter veri'ficado o numero de volacSes
que previne o art. 7 desla le, sem que nenhum
dos candidatos tenha obtido maioria de votos ne-
cessaria.
Art. i." Os votos emittir-se-hao em listas
assfgnadas. Para esse fim, un secretario chama-
r pelo seu no/ne aos deputidos, e estes entrega-
rn as suas listas as mos do presidenta das
curtes, o qual as depositar na urna.
A rela^o o o chamamento dos deputados se
faro pela data da .-ua proclamago como depu-
tados.
t Art. 3 Antes de se proceder ao eserutinb se
lera a relacao dos votantes, aUm de se retificar
qualquer erro que possa conler. Acto continuo
se far a contagem das lista?, e o escrutinio nao
poder ter lugar seo numero das listas nao fr
igual ao numero de descargas.
Art. 6." O escrutinio far-se-ha lendo em voz
alta os escrutiadores o nome do candidato vota-
do, e o nome do votante. Qualquer duvida acarea
do nome do candidato, e do do votante ser resol-
vida em acto continuo pela mesa.
Todo o voto em que falte a assignatura do
votante, ser nullo.
Sem embargo, estes votos, assim como as lis-
(88 em branco, se toma rao era conta para o nico
effeito de determinar o numero deputados que
concjrreram ao acto e completar a maioria que
previne o artigo seguate :
Art. 7. Para se proceder eleicao de rei,
requere-se a presenca de um numero de depnta-
dos igual, pelo menos, ao que se necessita para a
votacao definitiva das leis.
< A eleicao far-se-ba pela pluralidade absoluta
de votos.
Se na primeira votacao nao houver esta
maioria, proceder-se-ha a segunda nes mesmes
termos que a primeira ; e se na segunda tambem
nao houver maioria sufllciente, verificar-se-ha
desde logo a tercena.
< Quando a eleicao se faca s entre dous candi-
datos, ficar eleito o que obtiver a maioria que se
previne no j 2o deste artigo, contanto que a som-
ina dos votos uteis emlttidos nao seja inferior a
metade e mais um dos deputados proclamados.
Se na segunda votago tivorem obtido votos
mais de dous candidatos se proceder a terceira,
s entre os dous qne ti verem alcancado maior nu-
mero de votos naquella.
< Em caso de empate decidir a sorte.
Quando o empate occorresse no lerceiro es-
crutinio, se repitir a votacao entre os mesmos
candidatos.
Os votos qne na terceira votacao se derem a
um candidato que nao seja nenhum dos dous
designados no | o deste artigo, considerar-se-hao
nullos.
Se na terceira ou quarta votacao respectiva-
mente nao ficar eleito o re, assim o declarar o
presidente dando por terminado o acto.
Art. 8." feito o escrutinio o presidente publi-
car o resultado da votacao, declarando eleito o
rei, se ti ver maioria de votos sufficente, e desig
nar urna commissao de 21 deputados que Ihe
dem conhecimento da eleijao.
Art. 9." Aceito o cargo pelo rei eleito, concor-
darao as cortes no ceremonial com que este deve
prestar juramento ante as mesmas e em mos do
presidente,empregando-se a formula segrate:
< Um dos secretarios lera a constituico da
nacao hespanhola de .1869.
Terminada a leitura, o presidente das cortes
perguntar ao rei eleito :
Aceitaes e juraes guardar, e fazer guardar a
conslituicao da nagao nespaiihola de 1869, cuja
leitura acabis de ouvir ?
O eleito responder:
Aceito-a e assim o juro.
Responder o presidente :
t Se assim o fizerdes, Detis ros pmiwie e se nao,
tos peca cotilas.
O acto terminar com a segrate declara-
cao :
i As corles presenciaram, e otitiram a aceita-
ro e juramento que o re acaba de prestar a
constiluinlo hespanhala. Fica proclamado rei
t de Hespanha.........(o nome do eleito).
i Art. 10. Se a eleicao tiver de se verilicar por
cortes do congresso e senado proceder-sc-ha no
que se nao acha disposio pela presente le, relati-
vamente ao que previne a de 19 de julho de 18:17
sobre relagoes entre os corpos coliegisladores. Em
tal caso os quairo vice-presidentes mais velhos
dfserapenharo os cargos de comprovadores.
Art. 11. Asadas dassessSes em que se veri-
fique i eleigo c se preste o juramento pelo re
eleito, formaro parte integrante da presente lei, e
se incorporaro com ella na constiluieao.
Palacio das curtes, 30 de maio de 1870.An-
tonio de los Ros Rosas, presidente.Augusto
Ulloa.Alvaro Gil Sauz.El marqaez de la Vega
de Armijo.Cypnano S?gundo Montesino.-Ga-
briel Rodrguez.Pedro Mala.Vicente Romero y
Girn, secretario. >
Depos da leitura desta proposta de le, o Sr.
Rojo Arias leu un voto particular ao projecto de
eleicao de rei.
Diz-se que o deputado da minora republicana
vai apresentar un addiamenio ao prsjecto de lei
sobre eleicao de monarcha pedindo que se proce-
da imiuediatamente eleicao, e que depois das tres
votaooes successvas, nao ficar eleito nenhum dos
candidatos, se substitua a forma de governo con-
signada no art. 33 da cons.ituicao pelo da rep-
blica federal.
as corte tem continuado os degates sobre o
estabelecmento do Registro civil; sendo aflnal
approvado; entrn em discusso o orcamento.
O contingente deste anno para o exercito
elevase a 40 mil homens; o numero de mance-
bos qne entraram no sorteio de 148,966.
Os novo3 tratados de commercio vo ser modi-
ficados por mudanca dos diteitos actuaes j fixa-
dos na le de julho de 1869.
O regente de Hespanha j assignou a ratifica-
cao do tratado postal e consular celebrado com a
Blgica.
O projecto de lei apresentado pelo ministro do
Ultramar sobre a aboliQo de escravatnra conce-
bido nesles termos :
Art 1. Todos os filhos de mies escravas que
nascam depois da publicacao desta lei sao deca
rados livres.
Art, 2." Todo3 os escravos nascidos desde o da
18 de setembro de 1868, at publicacao desta lei
sao adquiridos pelo Estado mediante o pagamento
a seas domnos da quantia de 60 escudos.
Art. 3. Todos os escravos que tenha servido
sob a bandeira hespanhola, ou que de qualquer
maneira bajam auxiliado as tropas durante a actu-
al insurreiQo de Cuba, sao declarados livres. 0
estado indemnisar de sen valor os domnos, *e
estes liverem permanecido fiis causa hespanho-
la, se pertencerem aos insurgentes nao haver lo-
gar a indemnisaco.
Art. 4.* Os escravos que publicacao desta le
liverem completado 63 annos, sao declarados livres,
sem indemnisaco para seas dranos. 0 mesme
beneficio gosarao os que d'ahi em diante obegarem
a essa idade.
Art. 3. Todos os escravos que a titulo de eman-
cipados, ou por oulra causa qualquer perienQara
ao estado, entraro desde logo no pleno exercicio
dos seas direitos civis.
Art. 6.* Os libertos em virtade desta lei de qne
traclam os arligos 1. e 2." flearo sob o patronato
dos donos das mes.
Art. 7." O patronato a que se refere o artigo an'
terior impSs ao patrono a obrigaco de manter os
seus -clientes, vesli-los, assisti-los as suas infermi-
dades, dar-Ins o ensrao primario, e a educaco
necessaria para exercerem urna arle ou um offlcio.
O patrono adquire todos os direitos4e tutor, po-
dendo alem disso aprnveitarse do trabalho do li-
ben >, sem retribuido alguma al idade de 13
annos.
Art. 8.a Chegad o liberto idade de 18 annos,
Sanhar metade do jornal do nm homem livre.
este joma se Ihe entregar desde logo a metade,
reservando-se-lhe aoutra, para Ihe formar um pe-
culio da maneixa que deterrainem disposicoes pos-
teriores.
Art. 9." Ao cumprir 22 annos o liberto adquiri-
r o pleno goso dos seus direitos civis, e se Ihe
entregar o seu peculio. ,
Art. 10 O patronato transmissivcl por todos
os meios conhecidos em direito.
Os p.iis legtimos < u naturaes que sejam livres
podero revindicar o patronato de seus lilhos, abo-
nando no patrono urna indemnisaco pelas despe-
zas feitas em beneficio do liberto."
Disposicoes posteriores fixarao a base desta in-
demnisaco.
Art. 11. O governador superior civil formar
no termo de am mez a contar da publicacao desla
lei, as listas dos escravos quo estejara conprehen
didos nos artigos 2." e 3..
ArL 12." Os libarlos de que falla o artigo ante-
rior ficaro sob o patronato do Estado. Este pa-
tronato reduzido a protgelos, defende-los e pro-
porcionar-lhss Os meios de ganharem a sua sub-
sistencia. Os que preferirem voltar para frica
sero conduzidos para all.
Art. 13.- Os escravos a que se refere o art. 4.'
podero permanecer na casa dos seus domnos, que
neste caso adquirir.) o carcter do patronos.
Quando liverem optado por continuarem na casa
dos seas patronos, ser facultativo nestes o retri-
buidos, ou nao; mas em todo o caso, assim como
no de impossibilidade physica para se manterem
por si mesmos, tero nbrigcao de os alimentar,
vestir, e assisr as suas enfermidades, assim como
o direito de os oceuparem em trabalhos adequados
ao seu ealado.
Art. 14. Se o liberto por sua vontade sahir do
patronato do seu antigo amo, nao ter j effeito
para com este as obrigagoes cuntidas no preceden-
te artigo.
Art. 13. O governo arbitrar os recursos neces-
sanos para as indemnisac,es a que dar lugar a
presente le por meio de um imposto sobre os que
anda permanecam na escravidao.
Art. 16." Tona a oocnltaco que impeca aappli-
cacao dos benificios desla lei ser punida segundo
o titulo XIV do Cdigo Penal.
Art. 17." Tomar se-ha um recensiamento dos
escraves. Todo o que nella nao apparecer inscrip-
to, ser declarado livre.
Art 13. O governo formular um regulamento
especial para o cumplimento d'esta lei.
Art. 19. O governo fica utorisado para tomar
as previdencias necessarias a fim de ir reahsando
a emancipado dos que ficam em servido, depois
da execucii desta lei, dando convenientemente
conta s cortes do uso que fizer desta autorisaco.
Madrid 28 de maio de 1870. 0 ministro do Ul-
tramarSegismundo Moret y Rendergast.
O Sr. Moret tem receido enthusiasticas felici-
taedes dos representantes de Hespanha no estran-
geiro, pela apresenlacao do projecto de abolic.o
da escravatura as Antilhas hesp O Sr. Olozaga dirigi um despacho caloroso ao
Sr. Moret, offerecendo-se para levar ao conheci-
mento do governo francez o passo que acaba de
dar o joven ministro, que tanto honra o governo
do ragente, e que fio alto colloca o noroe da li-
dalga nago hespanhola ; outro taalo fez o repre-
sentante hespanhol era Londres o Sr. Ranees e
Villanneva.
Por causa dos direitos de barreira houve
em Valladolid tumultos promovidas p ir uns 500
operarios, dos'quaes sete ficaram feridos. A iran-
quilidado foi estabelecida depois de aljumas pri-
ses.
Assegura-se que a erabaixada de Hespanha
communicou ao duque de Sevilha que pode dispor
da somma de 30 mil pecetas que o duque de Mont-
pensier pozera disposico dos lilhos do fallecido
infante D. Henrique.
Parece que o duque fez por meio de um offftio,
saber a embaixida que recusa defnitivameute por
si eem nome de seus irmos a indicada indemni-
acjio.
FRANQA.
A questo da dissolucao da cmara franceza
vai tomando serias proporyoes, e ha quem digaj
e assevere que depois das ferias, se promover
urna reuniao da maioria, em que o governo trata-
r de conhecer fixamente o numero de deputados
com que pode contar.
O corpo legislativo tem oito dias de ferias desde
6 de junho. O orcamento seria posto em ordem
do dia s para i'i de junho.
A formacae da esquerda constitucional da ca-
mara est completa.
Trabalha-se para diminuir o contingente do
exercito.^ Discutindo o ministro da guerra com a
commissao do projecto de lei do orcamento de no-
venta mil homens, pedio-se que se concedesse li-
cenca Ilimitada a cem mil homens, das classes
anteriores, o ministro disse qne j 120 mil ho-
mens voltaram aos seus logares, e que nao pos-
sivel levar mais alm os favores desta classe s
familias.
A emenda do Sr. Replis sobre o projecto de lei
da impren-a foi approvado, mau grado do go-
verno.
A imperatriz Eugenia e o principe imperial
tencionaram fazer este vero urna viagem a Sue-
cia e Dinamarca; o principe lem estado doente,
era eonsequencia de ama queda quo den de am
velocipede, no jardim particular das Tulherias.
Parece que se tencionatn encontrar em Cope-
nhague com a princesa Dogmas e sea mando o
gran duque berdeiro da Russia.
, As ultimas noticias de Franca frllam na che-
gada a Pars do Sr. Lavallelie, embaixader etn-
Londres-Beneditt, embaixador em Berln, e Mer
cier de Lostende embaixador em Madrid. Corre
como cert que vo ser substituidos sendo Hornea-
dos os Srs Laiour d'Auvergne para Berln ; o du-
que de Grammont para Vianna d'Austria, o Sr.
Lagueromiere para Madrid e o Sr. Parada! para
Washington; diz-se que se o Sr. ha rao Mercier de
Lostende nao acceitar a embaixada de Constant-
nopla, ser nomeado senador.
O ministro do conselho de estado o Sr. Paneu,
pediu a sua deraisso.
No corpo legislativo francez esta-se termi-
nando a discusso da lei que estabelece o jury
para conheeer dos deudos polticos; mas o governo
nao est resolvdo, segundo parece a tmplanta-lo
oeste anno, e assegura-se que tenciona faxe-lo
modificar pelo senado, afim de que o corpo legis-
lativo tenha de o tornar a discutir no prximo
anno.
O principal incidente das ultimas sessoes foi a
apresenlacao de um projecto de lei, rebaixando
quinte mil francos o sold dos moradores ; e em
troca trata-se de descer de 12 mil a 13 mil fran-
cos o subsidio que hoje recebara os deputados.
O jornal La France, combate a reduccao dos
ordenados dos senadores.
INOLATBBAA.
As cmaras iiagteas, ado&tarara terceira lei-
tura o bil agrario da Irlanda cuja discusso havia
comecadO a 24 do margo.
Coulnua urna grande agitaco e deserdens na
Irlanda, foi dada ordem para que ejan cuida-
dosamente vigiados os armazens de plvora do ar-
senal de Walvich.
A cmara dos lords adoptou um bil que intro-
daz grandes modilicacoes na legislar) ingleza
acerca da natanlisaco. At Hoje o "ostrangeiro
nao poda ser em Inglaterra lealse holder (inquili-
no) or um periodo que escedesse 21 annos, o
em ntnhum caso-p^Tia ser fiee-liolder (propneta-
rio). a nova fei concede estes dois direitos aos
estraneros, cora o que se den nm grande passo
a favor os interesses geraes da humanidade.
Tambeig se declarou que sao inglezes os tilhos
de pas eshangeiros nascidos em inglaierra, aos
quaes sem tmbargo.se Ihes deixouo direito, at os
21 annos de reclamar a sua antiga necessidade.
Tornase a fallar na ce Hespanha. O jornaes hespanhes publicam urna
deciaracio assignada por 2,30 inglezes residen-
tes em Londres pedindo aquella cesso. Eis a
declaraco :
Protesto aos nossos compatriotas.Conside-
rando que a poSes^o de Gibraltar pelo reino
unido da Gr hretanha e Irlanda, illegitima,
pos que de direito pertence a pennsula Ibrica;
Que a cessfuta por Limz XIV Inglaterra
era virlude do trat. do celebrado em Versailles e
nao em Utreeh, con apparece na historia da dita
praca, careca di au',orijacao do seu neio o mo-
narcha hespanhol Fdippe V;
Considerando, emflm, qne a Hespanha a re-
dama cara o conenrs das m;.is nacSes europeas
ou representantes d'elhs;
Que j devia o gowrno de S. M. britannica ter
lvado asta importante juestaos cmaras legisla-
tivas para que os repreientantes do paiz decidam;
Protestamos solemnemente contra o seu pro-
ceder e adherimos as daclaraiies do honrado Sr.
Antonio Fernandes y Gaicia que pedem a entrega
de Gibraltar Incondi'ciooalmente.
Londres, maio 1870. Seguem 2,538 assigna-
turas). Em commissao, Wilsset
Al.l.ESIANIIA.
Dzem de Vienna que actua'mente se manifest
urna grande opposirao em toda a AHemanha con-
tra a poltica d conde de Beust E' acusado de
querer trahr a causa allema: o partido hngaro
sustenta-o porm enrgicamente.
Acaba de ser apprehendida em Vienna urna
imprensa cladestina; foram presas oito pessoas,
estuiantese industriosos, todos mumbroe da as-
sociaco secreta chamada Blaink. Provou-se que
a associacao tinha filiado as provincias. Os ac-
ensados confessam que o fim da associago era
provocar urna revolta geral aflm de conseguir a
complet desmembraras da Austria. Em casa
dos presos encon:rarara-se alguns impressos e es-
c ripios comprometedores.
As eleico3s que devem ter logar no mez de
junho no imperio austraco para a renovacao das
dietas provinciaes e do reiehsratb, bao de fazer-se
anda em viriude U lei leiloral oxisienie, lei que
p*ico liberal, e cujos vicios haviam sido reco-'
onecidos por todas as dietas, quando foram a este
respeito consultados pelo ministerio Girska.
A dieta da Baixa Austria chegou a votar n'essa
poca urna resoluco era que se pedia que se
desse maior extenso aos direitos eleiloraes. A
pequea burguezia de Vienna mandou ao conde
Potocki, presidente di conselho de ministros, urna
deputaco para Ihe pedir que concedesse o direito
de sulTragio a todos os cidados que pagassem um
cen>o menos elevado (dez llorins).
Este fado tanto mais significativo quanto
que dimana da populaco da capital, em que a
iipm.ii progressista esta em minora.
Dz-se que o condo Potocki, concordando na jus-
tiez das reclamarles, dissera que nao era esta a
occasio opportuna de fazer alterar > na lei elei-
toral.
0 conde de Bismach acaba de incorporar
na monarchia prussianna o principado de Wal-
deck.
O Guulois diz que a Prussia nao deixa de
se fartilicar as margeus do Rhono e do Bltico,
e que a Russia impo aos seus armadores a obri-
gaco de construirem seus navios de urna tonnel-
lagem determinada para a navegarn do Mar Ne-
gro, deste modo a ejquadra mercaute russa poda-
se concertar em poucos dias era esquadra de
guerra. A Franca entretanto tambera nao dorrae,
e a pa! annata continuara a ser a ruina da Eu-
ropa.
Reasou-se em Ems a entrevista do rei da
Prussia com o imperador da Russia.
RUSSIA,
A apparico de algumas minas de ouro em
licito, Filandia, na Russia atrahe grande numero
de especuladores. Forraou-se em S. Petersburgo
urna companlia com o capital de um milho para
explorar este me'al em larga escalla.
Do porto de Arebangel sahiram, cora drecco
a Iwat, varios navios carregados com vveres.
A exploraco do ouro na Russia desde 1734 at
hoje tem chegado 2560 mllioes de francos, mas
todo este ouro tem desapparecido.
Contina-sc a filiar na reduccao de um grande
numero de cidades polacas a povoacoes. Estes
sitios compostos de miseraveis cabanas nao mere-
ciam o nome que tinham.
O governo acaba de emprehender na Polonia
novas vias frreas puramente estratgicas, a sa-
ber : de Fraga (Warsovia) al o forte de Nowo
Gurganhec (Madlin) e o de Invangorsd (Dublin)
ambas sobre a direila do rio Vstala, e um cami-
nho de ferro a Varsovia entre aseslacSes de Var
sovia, Petersburgo, e Varsovia Vienna.
DINAMARCA.
Pedio a sua deraisso o gabinete dinamarquez ;
foi encarregado da formaco do novo governo o
Sr. de lloltein-Il ilstamberg ; ficou constituido o
gabinete do segrate modo :
Presidente do conselho, o Sr. de Hollein-Hols-
temberg.
Negocios estrangeiros, Rosenoerce-Lehu.
Guerra e marrana, Haffacr. .
Interior, Fonnesbech.
Juslir/i, Kieger.
Fazenda, Feuger.
Cultos, Hall.
O rei Christianno IX grupou no novo gabinete
os elementos conservadores liberaos e nacionaes.
Dizem de Copeagne que o novo presidente do
conselho, dissera que se o reichsUg aaoiasse o
novo gabinete, este estara prompto a cooperar
para a realisaca i de importantes projectos de lei,
cuja deciso pertence a um futuro prximo, com
a esperanza de que o reichstag partllhasse o seu
desejo de terminar promptamente a sesso. O
ministerio continuar a poltica do gabinete pre-
cedente, reservando-se dar suceesiivamente novas
explicaedes sobre as quesloes pendentes.
A cmara ouviu com a maior attencao e no
meio do maior silencio eaia declarago do presi-
dente conselho.
v HOLLA.NDA
Foi abolida na Hollanda a pena de morte por
48 votos contra 30. Conserva-se porm para o
exercito e para a marinha.
ROMA E ITALIA.
Asseguram cartas de Roma qne logo depos
da appr ivaco e proclamaoao do dogma da infal-
libilidade, o concilio suspender os seus trabadnos.
at os Uns de outubro.
Diz o Monde que ja fallaram sobre o jpsumpto
32 padres, m oito soasos e anda se *&i9 ins-
criptos 72. Entre os nao infallibilisftts, citar-se o
arcebispo de Pars qne declarou que, qa s^a opl
niao a definicao da infallbilidade trazia comsigo
a perda do poder temporal. O. clero hngaro tam-
bem contrario definicao.
O presidente do conselbo de ministros na
Italia uppoz-se na cmara proposta que tinha
por fim reduzir os juros da divida publica. De-
pois de urna ampia discusso foi a proposta reti-
rada pelo sea author.
Foi finalmente votado o orcamento para o anno
de 1871 por 216 votos contra 53. O ministro Sel-
la defendeu enrgicamente as redneroe feitas no
exercito, incitando a opposirao a que "oceupe o po
der, se se encontrar em estado de equilibrar os
ornamentos sem as diminuicoes a que se oppoe.
E' nova esta opposicao ; que se era todos os
paizes, os ministerios deffendem, o melhor que p-
dera os orcamentos queixando-se senrpre, que as
opposicoes queiram diminuir as despezas; aqui
acontece o contrario.
A cmara approvou a proposta dos Srs. Gner-
zoni e Gortesi e acceiu pelo ministerio qu3 con-
vida o governo a apresentar este anuo o projecto
de reorganisaco do exercito.
Nao se restabelece a ordem na Italia e manifes-
tam-se symptoraas de urna guerra civil. Em Se-
guago mais de seiscentos homens armado aprc-
sentaram-se pelas ras pedindo trabalho ou pao.
Receia -se que este movimento se estenda a to-
da a Lombardia.
Reina era Catania urna grande agitaco revolu-
cionaria, e era todas as cidades importantes da
Cecilia.
Todas as tropas esto conlinuamente era ar-
mas
Grande numero de refugiados italianffs que pas-
saram as fronleiras foram dispersos pelas tropas
italianas. Muitos tornarara a regressar a Suissa.
O conselho federal suisso dispoz que os deraais
emigrados fossem internados.
A Italia censurou a Suissa em eonsequencia do
acolhiraento que tem dado aos guerrilhas italia-
nos.
Monetti Garibaldi escreveu a um amigo urna
carta que foi publicada desmeotindo terminante-
mente, a declaraco de Lanza no parlamento em
que diza que elle Menolti offerecera ao governo
a sua cooperario para combaier a guerrilha de
Catauzaro declara que nada quer do governo ita-
liano, e que reprovando o levantamento por inop-
portuno, comtudo conserva a sua espingarda car-
regada, e se acha serapre prompto a correr era
auxilio dos seas correligionarios querendo-os ver
em perigo.
Parece que o governo mandou vigiar pela po-
lica a familia de Garibaldi mas que se nao attre-
ve a perseguir Menotti pela carta que fez pu-
blicar.
A unificarlo da egreja grega tem produzido
na Italia urna certa agitaco.
O conde de Trani, irrao do re de aples,
reconheceu o reino de Italia ; este facto produzio
urna sensaco. Portanlo urna sensago bastante
grande entre os partidarios de Francisco II.
Acha-seem Milo o principe real da Prussia;
visitou os pricipes do Piemonte que Ihe pagaram
a vMta. fe' tambem esperada em HilSo a esposa
do gran-duque Constantino da Russia que vai pa-
ra Lugano.
ORIENTE.
Apparece agora um novo conflicto entre a
Turqua e a Persia, que parece dever tornar-se
serio. E' una iuvaso do territorio, mas anda
nn chegaram os pormenores. O governo persa
protestou perante a sublime pasta e perante os
embaixadoses da Inglaterra e da Russia.
Parece que Milhad-Pacha ordenou s tropas
que passassem a fronteira e que o gran-visr de-
clarara nao ter conhecimento algum desse facto.
O rei Jerge da Grecia fez saber s potencias
protectoras, que julgra do seu dever renunciar
cora, se, como de racear, urna potencia euro-
pea invadir o reino, para vingar o crirae de Ma-
r thoria.
Est cnucluido o processo contra as guerrilbas.
Foram condemnados morte 7 salteadores. Aos
debates assistiram alguns jurisconsultos inglezes,
O ultimo ministro da guerra grego o Sr. Sout-
zos, est metido em processo.
O novo ministro da guerra, general Smoleusk
persegue activamente o bandoleirismo, e com a
ajuda do clero que conderana cora penas canni-
cas os que protegerem os bandidos, tem-se a
certeza de acabar cora elle? em muito breve
pr.nso.
Os salteadores de maior nomeada de Arcanania
e de Lepauto foram inortos. Os restos das hortes
procurara iugir para a Italia, Turqua e Vala-
quia.
Parece qne a Grecia accidental se acha final-
mente livre da praga dos bandolciros.
AMERICA.
O congresso de Washington approvou um
projecto do lei que tem por objecto o falseamen-
to do suffragioque a conslituicao concede aos bo-
raens de cor. Este projecto autorisa o presiden-
te a applicaco as disposicoes da lei cora todo o
rigor, e, em caso necessario, a recorrer forca
armada a fim de assegurar o seu cumprimenlo.
A cmara dos representantes resolvou enviar
ao presidente as peticoes dos fruanos irlandezes
Warzeu e Nagle, condemnados pelos tnbunaes
inglezes a trabalhos forrados, e que reclamam a
intervengan do governo americano a seu favor.
A cmara dos representantes pede ao presiden-
te que faga o que o direito das gentes e as cir-
curastancias do negocio o permitttrem.
Os fanianos no Canad tem sido batidos em di-
versos recentros; perto do rio Tovnk foram der-
rotados com urna perda da oito morios e 20 feri-
dos. Outras partidas vo era direcgo da frontei-
ra do Canad. -
A 29 de maio os fenianos ameagavam um ata-
que pelo lado do canal Wdlend. Tinham marcha-
do tropas naquella direcgo.
Dizem de Nova-York que muitos chefes fenianos
haviam sido presos em Malone pelas autoridades
americanas ; julgiva-se que os chefes Gleason e
O' Neill lam ser rigorosamente perseguidos pela
justiga federal.
Os fenianos, dispersos as immediacoes de Ma-
lone, coraecavam a sentir falta absoluta de meios
de subsistencia e de recursos para regressarem
suas casas. Estas circumstancias do a entender
que as primeiras resistencias foram sufllcientes
para destruir os planos quo os tenanos tinham
concebido. *
Dizem de Porto Principe a 28 de maio que fo-
ram batidas e dispersas pequeas partidas de in-
surgentes, Meando prisioneiros entre oulrcs Osear
Cspedes, lidio de Cspedes. O brigadeiro Chui-
chilla est fora do perigo.
POBTt'CAL.
De Lisboa escreve uosso correspondente eai
6 do corrente :
c Estamos era plenissma dictadura.
Na madrugada de 19 dominava a situacao o
marechal Saldinha depois do tiroteio do^alto da
Ajuda, sendo demiuido o gabinete Loul-Avila ao
estrondo da fusilara, cujas balas victiraaram al -
giras pobres soldados e atravessaram os propriosi
aposentas d'ei-rei.
< Lisboa acordava maravilhada ao som das sal-
vas quo iam trago de tresentos populares dava n)
castalio de S. Jorge, para celebrar mais esta victo-
ria, do hroe de Almdster.
c No da 20 sobracava o dictador todas as sete
pasta, assumindo a respoosabilidade inteira da
situacao, disposto a operar depois da revolta urna
verdadeira revolucao econmica, administrativa e
porventura mesmo constitucional.
< Urna semana toda gastou. o dictador a procu-
rar homens que Ihe secundaesem o pensaraenfv
em presengade urna tranquillidade pasmosa, pon
que a indiderenga publica nem despertaria para
o_ applauso, nem se pronunciara pela reprovagao.
FcHgavam os clientes da nova ordem de cousas ;
lastimavam se, protestavarn, recorriam todos o>
desaforos imaginaves os partidarios... direi me-
lhor, os representantes dos interesses offcndidos
cora a queda do ministerio exonerado, admirndo-
se os imparciaes qne se hasteassea bandeira da
revota, que se impottat real prerogaliva com
as bayonetas e se resuscitasse a forma absoluta
las *rnr preparado um accordo slido representado por
alguns estadistas de que no momento se acer-
.asse o vencedor para traduzir em factos a dea
jue o obrigra a olvidar a solemnidade- da pro-
nessa publica em que (ha cinco mezes apenas) se
obrigra perante o paiz a n.o recorrer violarn
das praxes constituc:onaes.
Passada aquella crise de oito dia*. em que o
chefe da nova situaro parece ter batido- todas
as porta?, organisava-se um gabinete de que elle
era o chefe, entrando para o reino o Sr. Antonin
Rodrigues Sampaio, o antigo redactor da Rkcotu-
r/to de Setembro e ainda ha poucas horas presi-
dente da cmara dos deputados, sustentculo offi-
cial e consclheiro ofllcioso e intimo d8 ministerio
cabido.
O facto assombrra grecos e trvanos ; mas
o lempo eslava para se acceitarem os tactos con-
summados sera discusso.
Entrara mais para o novo gabinete Jos Dias
Frreira (fazenda e juslica merino), o mesmo que
ao lado da administrar;) transacta oceupra o
eminente posto parlamotar de presidente da com-
missao de fazenda da cmara electiva !
Oulra maravilha realisava mais o marechal
taldanha. Era ofierecer urna pasta (a das obras
publicas) ao conde de Peniche, ao chefe dessa tai
clientella, que ha annos se tornara emprezaria de
arruagas e vivorios em Lisboa, que Sampaio ful-
minara do alto da-sua tribuna joma I istica de 31
i.nnos, juntando assim aquellas duas incompatibi-
lidades no seio do novo gabinete.
Por ultimo chamara o marechal aos cocee-
Ihos da cora seu sobrinho D. Antonio da Costa,
homem de ledras, cultor infatigavcl de sciencias
moraes, e antigo deputado, distribuindo Ihe a
pasta da marinha e colonias.
Eis o gabinete que, passados oito laboriosos
dias de tentativas, recusas, evasivas, decepede e
grandes besitagdes, se organisou para transformar
tira acto de indisciplina militar, urna revolta fehz
por eustar poueo sangue, mas violenta como to-
das aquellas em que as bayonetas rasgara a lettra
e a.-soberbam o espirito das instituiedes polticas,
em alguma cousa mais que a mudanca dos nomos
dos ministros operada, de emboscada, pelas trevaa
da noite.
< Enganon se o duque de Saldanha, quando
imaginou converter a revolta em revolugio radi-
cal reunindo era torno de si aquelles homens va-
dos de tao diversa- procedencias partidarias cu
realisou. como estratgico experimentado, urna sa-
gaz divergi para distrahir e afastar as hostilida-
des da fraegao regeneradora. Ainda se nao atina
item como explicar a entrada do Sr. Sampaio para
o gabinete, onde apenas permaneceu alguns dias.
O Diario de hontem trazia o decreto da sua
exonerago, datado de 3 de junho I Outro de-
creto da mesma data encarregava interinamente
da pasta do reino o Sr. Jos Dias Frreira, que
j era ministro interino da justiga, e effectivo dos
negocios da fazenda.
Todos perguntam : como se prestou a fazsr
parte do gabinete Sampaio, o publicis a jubilado,
o joroalista decano, o orculo nato de tantas si-
tuagoes, o homem publico experiente que/ tantas
crises tem atravessado sempre atraz do seu sonho
dourado, urna pasta, para ser codilhado, sacrifi-
cado e alijado dentro era poucos dias. Foi o Sr.
Sampaio representar no ministerio filho da revolti
de 19 de maio os interesses da fraeco regenera-
dora e ceden a entrar s para Ihe obedecer, ou
annuio por incauto ?
E como se explicar que, tendo a panna do
Sampaio da Revolucao estado por multan anno>
outr'ora, ao servigo das ideas mais avancadaa e
mais polticas, representasse no ministerio agora o
principio ordeiro e conservador ?
Miis um facto consuminado. E' que o Sr. A.
II. Sampaio era um ministro impossivel, cora qnan-
(o alias possa cabedal de experiencia, muito bom
ienso pralico e esteja muito cima do nivel usual
des nossos estadistas no que pertence a conbeci-
menlos econmicos, e sciencia de governacao.
Ninguem sabe porventura era Portugal mais di-
reito publico constitucional do que ella : nin-
guem, hoje, pode apresentar como elle trinta e-
um annos de hita incessanto na imprensa ; nin-
guem estara mais de molde para oceupar aos
conselhos da cora um posto eminente, roas seria
preciso eliminar da memoria publica as innme-
ras contradgales da sua carreira poltica.
Passou como urna sombra pelas summidades do
poder. Apenas referendou o ttulo de conde para
o seu amio Casal Ribeiro que a nova situacao
chamada da embaixada de Paris substuindo-o, e
o diploma de par do reino para outro amigo seu o
Sr. Andrade Corvo, que o marechal retirou de Ma-
drid onde o;cupava o Jugar de chefe da legago
portugueza.
f Nada mais fez Sampaio. Sampaio oppunna-se
a dictadura. Sampaio nao concordava com a dis-
solugo das cortes ; Sampaio nao julgava conve-
niente que a lei de meios v ser decretada dictato-
rialmente para se comprarem os impostes e appli-
car-se a receita publica na ausencia do parlamen-
to. Sampaio, o homem das medidas extremas, o
clarim outr'ora na vanguarda dos radicastas, nao
quera que esta revolta fosse ao menos lgica, e
todos sabem que as formalidades e coherencia com
os principios constitucionaes sao incompativeis coto
as dictaduras militares.
Anda oulra flsea; outra hesitaeao; outra
perspicacia eseusada.
c O conseibo de estado poltico aonunciou-s-
antes de hontem (laxo perdido de formalidades po-
lticas I!) para Ihe ser subraettida a proposta de
novo addiamento das cortes.
a Conlei-lbes que tinham sido adatadas para 20
de junho e no dia 4 de junho muito antes de ter-
minado aquelle prazo j o governo. trata va de ao-
vo e mais longo addiamento.
Atinal. venceu-se- por maioria que fossem ad-
dados para 31 de outubro. E* de crer que o de-
creto appareca amanha no Diario do Gonrno.
Plena dictadura.
Uns dizem que ser abolido em dictadura o
parato hereditario. Que haver cortes consiituin-
tes; que o servico do paco ser gratuito; oulros
que ser subsidiado pelo orcamento, cortando-se-
na lista civil consideravelmente. Que os ministe-
rios sero.reduzidosa tres: reino, fazenda, justiga
e obras publicas um; estangeiro, marinha e guer-
ra, outro; ecclesiastico e instrueco publica, ou-
tro. ,
c Esta mesma combinago anDunciada por
outras formas, e nao vale a penna recorrer agora
ao texto dos alvitrfdores para ser mais ex-
acto. ,. ....
t Mais: corpos consultivos gratuitos, ncloiaao
o conselho de estado. ,
Reforma da lei eleitoral, argumentando-s as
iacompatibilidades e em sentido mais liberal.
Abolicao de subsidio aos deprtaos.
a Exiraccodo tribunal de contas; ontrosip
zem que redaego nos prsenles dos conselbetox-
do tribunal o diminuido do quiero delif.
+jvr*-'
\



Diario de Pwnambuc -

.
_&.
r \ '
^abbado n d junh de MO.
s

Sanadores eleilos pelo pavo e uomeados peto
Yei cin lista wiplice.
Creado do largas mas pojeas eircuroscrip-
{Oesadinim^ratlY;.-, r.<>tor3adas cobrar impos-
os c a jipplica-los :is wr.es>idadi;s da vida distric-
tal >1 en, do modo sa'iovsfja urna ro.iidadc-
Armamento o aforialezcmeiito do paii em lar-
ga escala. Milicia cidada, ou exercito nacional
m ampios quairos para a reserva (em que de-
scera entrar todc s os cidadios validos) aUm de qae
-enha a salvagio pnica elevar a
p de iuem' exereito portugus, como na Pros-
ra, como no Wurtemherg, lenhaoios 300 ou 400
mil boraens em arma-;.
Instrucgo superior e secundaria, relrihnida.
Gratuita sronente a primaria.
< Forar.i publicadas duas circulares o duque
!. Sildariia aos cheles das nteses diplomticas,
relatando e noliciin.lo os nccontecinentns de 19
de waio nltinio, e txpend(-ndo_ o pencamente do
jainisterio para a boa guvernaeao do naiz.
eommisso central Prmiiru de drzrmbro de
JtWOoomeon sos Srs. Ayres de S Nogueira, Jos
**tw da V.M,D a. Bray"ror,AlbertoOsorio de Vas
vwcUos, Jos Dyonisio de Millo e Faro, e Lniz
Pc!iji;ie Leite, sendo relator o Sr. Alberto de Vas-
ftortCellos, para redigirem ama mensagem ao gb-
ete Saldanfca, ra ijhsI, epois de urna exposigo
DrtacnaaC pediiido : a abolilo das reraisses
-ittin iro do servido mtiitor, o abstsmento de lodos
oscidartos validos no reercuo,e modo qu se tor-
na este urna m-iituigo nacional, forte estelo da
rndcpeud mcia, deuns&o o liberdade patria; crea
?*3 e |y muslos militares cu escolas preprate
rias do peloto, ruenejo d'armas e lir > aacional em
-.radamunicipio; etevaeao da marinha de gnerra
-v roHiligoes precisas de despera dos portes de
Lisboa, Setubal e Porto : alargainento de quadros
para que o exercko permanente sirva de uucleo e
escola para as reservas; eliminadlo absoluta ou
cortes profundos em tedas as actuaes despezas de
aracler militar que nao roncorram para o con-
inietci do medidas svstematica* que cumpte adop-
tar par a despeza dopaic. A topead do ura pa-
drin nico de armas psriateis. Continuago dos
aperfeiejoainentos e augmeto la nossa arlilharia,
fijadiedes b trabalbos concernentes.
Ha dias appareceu ao Olho (Algam) um b?
tallo de 09 contrabandistas, -os quaes resistir*!
contra a forja armada que arenava em perse-
gu cao del les.
A autoridade reiruisitou oais Torca porque s
poda dispor de 40 soldados que alh' se actiavam
destacados. Fez-se ama importante lomadla.
raileceu quasi repentinamente o celebre actor
portnguez iuaquira Jos lasso, Sepultou-se no
:emiieno occidental (Prazeres) no jazigo dos acto
rus n'-cionae- uo sachado 28 de mam.
Vieira d.' CasCfo (de i|uem ja pouco se Talla,
tal a ordetn do mundo t) rcqnereu para ser re
movi i-, o para as cadeias da relacao do Porto.
F< jury no
2* districto criminal o Dr. Miguel de S Negueira
que matara em duelo o deputao Jos Julio de Oli-
veira Pinto liadvus anuas. O jury deu o crime por
nao nrovado.
Km Formos d'Algodres irma numerosa qua-
flrila de alUatores assaltaram a casa ds um su-
jeito Aniimio Saraiva da Cosa, homem idoso e
roubar,.ii-lhe tudo qusntoa:;liiam,bavedotiroteio
aa os criado-., e geole do povo. Mais do :000
foi a ioiporUMia do roulo.
Retira-sc tbravsnMnia do Lisboa marquec
ti i'.oim, mirii~:ro Ja Italia etn Lisboa^ farece que
Iwuve de mHigenci (trava entre esto diplmala
i o duijue deSalilMtii, m.-vjs pessoal. Ignora-t
o qae fusse.
O barat do Zezere f.i elevado a conde.
Parce -(no o marque de Penafie ser nosso
ministro ew S. Peersbnign. Foi transferido da
Rassia para Madrid, como msso mini;tro o Sr. D.
Pedro da C"sta de Sotua de Macedo, sobrinho do
mareclial, e irmSo do ministro da marinha.
O Sr. Can da Costa, faverno vil de Lisboa,
logo nue o Sr. A. l\. Sampmio pedio a exoneraeao
de ministro do remo pedio-a tmbete para >i) Pa-
rece que o, elinieLouzau*ernomeao governsdor
civil de Lisboa.
O mn.-qudz de Niza vai ser gobernador geral
de Mocambiqae.
K.-jieaseesUiser.an ovisconde de Gfla (con-
sellieiro Pestao) que ti governador geral da
India.
Pare Braga rai como governador civil o mar-
quez de Vallada.
Hi das, junto s trras do monte da Graca
em LMioa, foi assasMMdo um griego Ramiro
IdiliiMa por e>trangulado. Est presa urna mu-
llier que D&soea dj Uw de Janro e veio de 14
irezes para Couubrn. E* aciiusada de complicidade
nesia morte. Qaando foi ao tribunal da Boa Hora
. para ser interrogada, o povo mido correu em
altos orados atraz da sege fe o hada que a condu
t galope. Era escoltada ptr soldados de ct-
vallaria mi nicipal.
O lactiltttivo lote Candido I>oureiro, especia-
Jista de molefla de tfcos, enlouqueceu e suici-
Moa-M, pi'CKtando-se de urna jaaella do hospi-
tal de S. lo. Causou uila seusaijo entre os
collejas o desastrado Um de um homem tao pres-
tavel e de alent reconhecidr.
A compauhia do leiegrapbc submarino de
Lisboa i Gibraltar d<^u tim banquete sumptuoso
ni palacio que arrendou dos viscondes da Laga,
an p de Carcavello?. Lisboa contmunica rom a
India em duas horas, e eom Inglaterra em 2 mi-
Otos. El-rei e a rainha a-sistiraai a partida do
vapor que ir desdobrando o cabo submarino al
Va moath. Em Carca vellos a estacao do tele-
grapbo submarino em Portugal.
Forar agraciados Mta a gra-cruz da Con-
(00 os Srs. conselhciro Parinbos, ministro ilos
nosoeits esliar.yeiros no imperio do Brasil, on-
si-l.i ii.i Lisboa, ministro do Brasil testa corte, e o
eo.Tie- de Huiiholou, ministro to Franga em
Lisboa.
O Diario Popular diz o seguinte respeito
$o hooMn cuju Done figerou lao tristemente no
taime! drama da ra das Flores, los Maria
d'Almoida Garrrtt
Segundo se diz, o Sr. larrett s.iliio de Lisboa
na segunda-feira noite, sem ter anda noticia de
estar mora a esposa do Sr. Vieira de Castro.
-P.tucos das depois de se acUarem Paris. o Sr. Gar-
ii-tt pepou B*um jornal e vi. a noticia de se ter
da o pri-ao o Sr. Vieira de Castro e a relaco
minuciosa do lerrlvel drama da ra das Flores.
O Sr. c-jH'le de Resende, que se achara hospedado
rom elle aa mesma casa, entrou-Ihe pouco depoio
-no quarto e encintrouo sem sentidos, e nesse es-
tad n se conservon duas horas. Segundo se diz,
Sr. conde de Resende acompanhou no dia se-
vninte o Sr. GarreK ao eouvaatoda Trapa, onde o
wixon.
- Diz-se que o conde de Thomar esta nomeado
mbaixador de Portugal em Roma.
Ao viseonde d'Ou?uella, barao deBarcelli-
nlw. vai ser conferido o titulo de conde (TEIvai.
Depois rie prolongados padec mantos, fallecen
.cata-feira (13;, no Porto, o barao de Nova
^Cintra.
Parece que fizera testamento, legando todos
* seus haveres ao estabelecimento humanitario
que tinha mandado eda.-r, e ao qual dra o seu
nome, censagrando-o memoria do piedoso rao-
archa o Sr. D. Pedro V.
O Sr. D. Pedro V kavia-o agraciado com a
titulo de barae, e ltimamente o Sr. D. Luiz lintaa-
Ihe concedido o titulo de viseonde, graca que S.
"Exc. iccusou.
* O barao de Nova Cintra era ba muilos anuas
-provedur do asylo de mendicidade do Porto e pre-
sidenta da assembla geral da asseciacao eoramer-
(tublieos no desempenbo das quaes sempre deu
vidents provas de sen zelo e soHoltude.
*
PMNAMBCO.
ASSE3HBLEA PROVINCIAL.
SESSAO ORDLXARIA EM 8 DE JU.NHO.
nESIDENCIA DO SR. Dn. AlOIAR.
Aa meio aia felta a chamada aeharam-se pre-
se,es os Srs. Ribeiro Vianna, Antonio Paulino,
Eduardo de Olivelra, Hermogenes, Miguel Pernara-
tiaco, Vieira de Helio, Cirrade Araujo, Firmino
deXov.-.es, Rufino deAlmeidn, Oliv*ira Andrade,
Filippe de Figneiroa, Manoel do 'Reg, Ferreira
de Aguiar, Barros Wanderley, Vieira de Aranjo,
Amaral, Cunha Cavalcante, Pedro Affonso, Pinto
Jiiior, Olivetra Fonseca, Augusto Costa, Henri
ir.e Mamede, Gaedts Gonalro, Nicolao Tolentino.
Millo Reg, CavaJeante de Alququcrque, Gaspar
JJrnmmond, Ges Civalcante, Manoel Arthur,
Ignacio Joaquim, Joao Cavalcatite, Paes Barrete,
Barros Reg.
Abre-se a sesso, lida e approTtda a acta da
antecedente.
O Ss. 1 Sbcbetaimo d ecnta do seguioto
EXPED**
Um offlcio do secretario da govurno transmil-
inio por copia a mformacao ministrada pela the- i
soorana provincial e director geral da insirucqao
publica, relativamente a peticao di Francisco Sil-
verio deFarias Jnior.A' quem tez a requisicSo.
Urna petlcao d Anna Joaquina Peres Capoto
de Mello, praessora jubilada da eadeira de ias-
truegao primaria da ciJade de Caruarii, podindo
que so autonso ao Exui. presid ente da provincia
aprov Ja em urna das cadeiras'ultimmeiite crea-
das A' coroinissao de tistruccao pubTica.
O SR. VIEIR \ DE ARAUJO : 8r: presidente,
pedi a palavra para declarar qu, acaandome
impossibihtado de conlinnar a servir o lugar de
2* secretario durante o re>to da sessao, reqneiro
a V. Exc que so digno consultar a casa se me
concede a dispensa que pego; aproveitando a occa-
silo para pedir desculpa de alguma felta qae Dor
ventura tenha commettluo, robora invoJuntaiia-
mente,
Aprovito tambero a occaslaoj.ievo sor franco,
para declarar que se a cas reatver que nao me i
deve dispensar do lugar qaeoecuno, porque nao j
tenha attributcao para isso, on m'esmo por swa
benevelencia ou por outro qualquer motivo deli-
bere em seidid'-i contrario ao derei contiaosr asseutar-me esta eadeira, vwto
como i)er) dispensa porqoo me julgo irapossibi-
tado para continuar a desempoubar o lugar.
V. Exc con.-ultar casa, se entender que o
(ii'VC |:t/c*r
O SR. LIVEIRA FONSECA : -Peco a pala-
vra.
O Sr. Prf.sidestk Nao ha nadaem discussao,
O Sa. Oliveiua Fonshc.v :Quera apenas dizer
que v O Sr. Vieira di Aaeio : Nao tero razio,
eu julgo-uie npossibililado, e espiro ser atten-
dido.
O Sr. Omvkira FassECA :Voto contra o pedi-
do porque wtendo que o nobre dcpntado tcm
camprido oXineate eom os seusdeveres'(apoiadot)
e <|ue a casa continua a manter nelle a mesma
oonliauca que manifestou elogeado-e, a estou
certo qua re tivesse hoje de faror urna e-eolha
idntica, o nobre deputado sana nommentu es-
colhido. Nao posso portanto corresponder aos
escrpulos do obre secretario. '
OSr. Vieira'dr Araujo: Nao ba escrpulo
nenhum, estou impossibilitado do continuar a
escrever
O Sn. taran* Fossbca ;Eaa certo que a
cas* votara contra a di-pe nobre 2o secretario recordiecendo essa votacao
a mais plena prova W eonliamjo., nao duridar
continuar.
OSa. Wnau de .Vbaoja :Eu agradecerei mais
a prova contraria, pjrque realmente juego-me
im|>os$ibUitadn.
OS1I.ALMEIDA PERNAMBt-CO maweita-se
contra o pedido feito pelo Sr. 2 secretario, lazendo
sentir que o incidente dado hmieni nao eve en-
tenderle como nina prova de descontuaca da.
parte da a>3enibla, por isso que o ler-se dada
a .ti equivoco na redaccao da arta e*sa muito
iHlurai, e a casa votando no sentido de corrimr-
se esse engao nao uiz pm forma algu.ua des-
ceasrderar a Sr. j acadtaria'.; peo qae est tfi>-
posto a votar contra a dispensa pedida ; e acre-
dita que a casa a acompanlur nessse oto.
Consultada a casa nega a dispensa pedida,
nao obstante o que o Sr. 2o secretario deixu o
eu I usar e tama ausento na bancada.
O S. PRESIDENTE : Convido o Sr. deputado
Tolentino a ooeonar o lugar de 2 secretario.
C S. TOLE.VTIN0 pede dispensa de ocenpar o
lugar de sesretario, aorquedecoramudos de saude
o ineibem desee serrico.
O Sr. PiiEso:rrrE :Eu cSamo o Sr. deputado
em ^tr!ude do rejiulaincMo, ti'aha paciencia.
O Sn. ToLP.snxa :.Veste caso ulieda^o.
G Sr. deputado Tolentino oceupa u sea lugar
na mesa.
KDi:*O03IA.
3* discussio do Drujecto n. 129 deste aBae que
abre crditos SHpplemeotares.
G SIL MA.VOEL D REG (pela orden) :
Raqueiro urgencia para serem lidas diversas re-
daccoes que se achnm sobre a mesa.
i'u>ki a vutos o requerimento de urgencia re-
gentado.
m seguida procede-se a votaco do pregado u
>129, que approvado.
Continua a 2* discuss-o do art. 6o do projeoto
do orcamento provincial.
Vo mesa e apoum-se as segnintes emendes :
Ao 8*.C'Wi os nfgcntissimos ruaros de
oue carece a cadeia de.-Iguarassit, COOjOOB, aug-
uientando-se para isso a verba.Amoral.
Suopiraa-so a verba de 4:000A para o enea-
menlo do rio Taquara at a pjveaca: do Al-
imho.P. AJTnaa.
Ao 8Supprlmase a verba de 6:0t00
para a abertura do canal da Boa-Viagciu, e radu-
zam-se as sesuiales verbas : Pira a cadeia de
S. Bento SAOOf em Bonito 4:00) em vez de 10:000 ; para a Ido
Garanhuns 2:0003 em vez de :8:00 ; para a de
Itamb S:00 em vez de !S:O00i; para a da Villa
Bella 2:000,1 em vez de 8:000 ; e supprima-se
a verba de 15:000/ para o empedramenlo da es
irada do Olinda.P.. Affonso.
O Sr. Correa de Araujo Sr. presidente, ne
quero examinar so a Ilustre comraisso de orca-
mento fez boa ou m distribuicao das rendas da
provincia, mesmo porque a occasio nao oppor-
tuna para isso ; nao quero tambero entrar aa tao
debatida questao de saber se mais conveniente
que nos decretemos para as diversas matrizes urna
certa e determinada quola, ou se devenios delegar
essa nossa attribuicao aos Exms. Srs. "presidente
da provincia e bispo diocesano ; pedi a palavra
lao smente para justificar urna emenda que man-
dei liontem mesa e que foi impugnada pelo me
obra collega, deputado pelo 3o districto.
Vou por tanto l'azer algumas ligeiras considera-
c,oes ero ordem a justificar a idea por miro consig
nada naquella emeada. e mostrar que nenhuma
vantagem ter a provincia, se por ventura fr ac-
ceito o peosamento da eemmisso.
A emenda, que mandei foi a seguinte.' suppri-
mainse do art. 6 8* a? palavras para a abertu-
ra da barra de Sei inhem at o porto do Anio..- i
23:0003000.
Sr. presidente, quando todos non procuramos
com os maior interesse fazer a possivel economia
dos dinheiros pblicos; quando s queremos ap-
plicar as rendas da .provincia obras de pri-
meira aecessidade, en ten do que a nobre coinmis-
sao de orcamento, sendo das raesmas ideas, nao
dsvia destinar 2o:000000, verba um tanto avul-
tada, pan. a abertura da barra de Serinhaem, me-
Ihoramento que nao traz um interesse superior,
que nao urguite que vae aproveir smente
alguns particulares e companhia Pernambucana,
e que alm disso pens, nao pode nem deve ser
feite sem serios estudos, e um previo orcamento.
O Sr. Jos de Goes :Por corto que nao ser
feito sem orcamento.
9 Sr. Correa dr Araujo :Para que entaomar-
carroos a quota de 25:000*600 era sabermos
quanto se ha de gastar ? Nao melhor que te-
nharoos primeiramente urna base, para depois
resolvemos o que nos parecer melhor f
Leudo o contrato feito pelo presidente eom a
Companhia Pernambucana em 1868, se me nao
engao, vi que ella se obrigou a entrar com 23
% para as despezas, que tivessea provincia de fa-
zer com a abertura da barra de Serinhaem Ora
sendo assim, como que vamos autorsar o dis-
pendio de 25:0003000 qaando nao sabemos aiada
em quanto tem de importar a obra, e enm quanto
tem de entrar a cofiipanBia ; quanJo nao foi an-
da estudada a barra; quande ignoramos se a pro
vincia pode supportar as despezas, que se tem de
fazer para resliar esse melhorameaio, as cir-
cunstancias actuaes de nossos cofres ?
Aebo tanto mais fra do proposito a idea da
eommissode orcamento, qaanto veje-qoe a roaio-
ria da casa, on antes muitos de meus callegas es-
tilo disposCos a autorsar o presi ente a rescindir
ou modificar o contrato celebrado com a compa-
nhia Pernamfeocana, pela razio de ser ene maito
vantajoso para essa companhia. Se assim coma
destiaarmos ainda 25:000*000 para urna obra,
que realisada tornar por certo mais vsatawto
[ para a eompanbia aquelle contrato 1
O nobre deputado pelo 3* dMricto diise honlem
impugnando a miaba emenda : nos nao devenios
consentir qae a companhia tire smente as vanta-
gens de seu contrato, preciso sobrecarregal-a
com os onns, que delle resnltam...
Sr. presideate, por mais que tenha cogitada nao
descobri esse onus, qae ha da ter a eompanbia se
os seus vapores cneptrem ao porto do Aojo___
Ser acaso esse dispendio de 25:0003000 que vae
fazer a provincia em proveito della 1 Aebo que
assim augmentamo-lhe as vantagens.
0 Sr. G. Drl'Mokd :Aonde est determinado
que a companhia receber 2C;0OOJOOO.
O Sr. Correa dr Araujo :A' vista do projecto
de orcamento que apresenton a eommisso se tem
de dispander essa quintia em beneficio da cjm-
panhia.
0 Sn. G. Drummond :Est pertailamente en-
gaado.
O Sb. Correa de Araujo :Felo manos vamos
augmentar os lacros da companhia; porquanto
fazendo smente a provincia a abertura da barra.
para o qan vamos autorsar o presidente a dispen-
der 23:0003000, a companhia nao entrar corojos
23 '/o, a que se obrigou pelo contrato.
O Su. G. Bwjmmono :J agora o nobre depa-
rado diversifica : disse priaieiramente que os...
26:000390G eram para en'.regar-se couipantiia.
O Su. Ookrea ds AnAUO :Nao disse tel.
Sr. presidente, eu nao posso acreditar, que lin-
do a c-ewpanhia Pernambucana con'.eyudo f;,ter
um controlo tSo vantajoso para si (Apoiados) ..
Un Sr. Deiitau.) :Um contrato meto leonino.
O S. Correa dr Araujo. .. tivesse n lamlimn-
ca de offeracer 25 % para a abertura da barra
de Serinhaemj sem .nchergar ni vantagens muito grandes.
O Sn. G. DRiniuno: E aprovincia naliTclaT
O Sr. ConitEA dr Araujo : N;1o tem arejuilo ;
mas tambero nao lacra oorauc uxiste un nare-
ga?ao regular por meio de barc.ic,a. Alm de
que a abertura *barra-projetita'la aleo portado
Aujo de legua e meia, segando creio...
Sr. G. Drummord :a distancia muito me-
nor.
O Sr. Correa de Araujo :Sendo mellor para
mim ; v-so |os que s p.le aprov llar a ave-
gacan a vapor aos, engaitos, que Ocarem tnuito
prximos daquelle porto.
Eu vou proval-o: dos sabemos que n rio Seri-
nhaem navegavel, e que lodos oj seohores de
cngenbos, e proprieurios r^beiraihos mandn
seus assntare* e mais eneros em barcacs.
O Su G. ImCMnrtMt: Aonde <: o porte ?
O Sn. Correa ur Araujo :E' uo engenho do
Anjo ; melhor para o nobre derrotado que segnn-
do disse proprietario desse ongeuho.
O Sn G. DmismoND :Ou o Porto de Peoras.
O Sn. Gwrea be Araoso :Sendo assim m-
aifesto que os engenhos dn Aujo para cima nao se
aprovcitaw dos vapores, porque Ihes ser mais )a-
cii mandar at aqui os -gneros cm hareacas, do
que de-carregar estas uo porto do Anjo para ter-
nar a carregnr nos vaporas.
Coiai, pots, Sr. presidente, quando tesaos tantas
obra* de urgente necesdade, vamos dispender
25:09*3, cora ama obra de seguada ordm, com
um trabnl.h'S que beneficia smente a sete ou aito
engenhos, qnando maito ?
O Sr. G. Drummomd :O nobre depilado est
perfei lamente engaado.
O Sr. Pumo Awonso : S se auplicava bem
isso com ama carta.
jG Sr. mirra dr Araujo :Sr. presidente, eu
nao son initnigo do progresso material de minha
proinoia, pelo contrario, entendatne llevemos em-
pregar os maiores esfurcos par melhora-ia cada
vez mais ; porm as condicoes em que uos acha-
ai actualmente ; quando espejo que,alguns
collegas se lembram de autorisw uro emprestimo
de mil e dnzentos cootos, e outros a emisso de
apoiiees, quanlas bastom, par a factura de obras
urgentes, peuso que na > dvo concoprer com o
iBeu voto, oara que da rend que se arrecadar se
dispeada 25:0003 com urna obra secundaria, com
um-Irabalho cuja utidadeBa desconheifo; mas
qtw pode esperar anida por muito tempa sera que
com isso veuia prejuizo alguem.
Tambero nao sou dos qoe pensara pao devemos
negar toda a qualquer aibvenco companhia
Peraaiitiucana ; acho qo ella nos deve merecer
aluaii favores, por isso |tte tem prestado pro-
vincia scrvicos relevante; mas alm do 60:0003
que lije damos annua'iaente, gasiarmos mais
aiL-tlOOi em seu beneliiio, muito.
Disse aioda o Dobre '-putado que o presidente
podia dispender os 230003 ou por si s, ou en-
trando a eompanbia ctin os 25%. qne a commis-
sao linlia tido pm vista aquelle melhoramonto,
f->sse elle feito do modo qae melhor pareoesse ao
presidente.
E' coro o que absolutamente nio pos dar : nos nao devemos deixar de querer os 23 o/
oflerecidos pela companbi.% e por isso foi que an-
da ha pouco eu diste, que a abertura da barra nao
poda ser feita sem uro previo orcamento. A pro-
vincia nao est en condicoes do tomar a si todo
esse encargo, podendo ter quero a ajude.
E depois se a obra nao lor leita coojunctamen-
te euro a companliia Pernambucana o que succe-
der ?
Ou ella ir com os seus vapores ao p>rto do
Aojo, e uesio caso ter vantagens e vantasens
muito grandes porque nao entrou eom os 23 % a
que se tiulia obrigado pelo contrato ; ou nao ira ;
e entiio vamos autorsar urna despera intil, por-
que nao ha uina linlia de vapores para aquelle
porto ; vamos gasiar 23:0003 era ama obra secun-
daria, quando ontras urgentes, nao podem ser
emprenendidas.por lalta de dinhe-ro.
Creio que tenho justiiiead a emenda que ofe-
ren, e envero seja acea pela casa.
O SR. .-VMARAL.Sr. presidente, tendo eu of-
fereaidu duas orneadas ao art. 6* do projecto que
se acha em diseusao, a leudo o nobre relator da
comroissao que confeccionou este projecto, decla-
rado que negara o seu importante voto todas
aquellas emeudas que nao fossera pelos seus au-
tores justificadas, demonstrando a conveniencia
de sua adopto, eu me julgo na obrigacao de jas-
lilicar as que tive a honra de submetter consi-
dera gt desta illustrada assembla.
Vi. Sr. presidente, eom profundo pezar que a
nobre eommisso de orcamento, tendo consignado
no i 7o do art. 6 do projecto era discussao, auan-
lias nao pequeas para obras e reparos de quasi
todas as matrizes e de rauilas capollas desta pro-
vincia, esqueceu-s'e todava da vetusta e histrica
matriz de Iguarass ; e eom maior pezar noleh
Sr. presidente, que a nobre eommisso, qne se
compoe de membros aos quaes consagro alta es-
tima e subida consiJeraco, tendo tambera con-
signado avultadissiraas quotas pira certas obras
de nao muita urgencia o utilidade, esqueceu-se
absolutamente da importante estrada de Itapessu-
raa a Nazareth ; sendo que por isso me resolv,
vencendo o tneu natural acanharaento, a apresen-
tar essas emendas...
O Su. Pedro Affonso : A eommisso gos!a
mais decanaes do quede estrada*.
O Sr. Amaral :Por isso, repito, resolvi-rae a
apresenlar essas emendas, afim de que se consig-
ne nm 1:00(13 para as obras da matriz de Igua-
rass, 5003 para as da capea da povoacao da
Lamboa o 20:0003 para continuado da estrada de
Jtapessuma iNazaroth.
A matriz de Iguarass, Sr. presidente, que ,
como talvez saiba V. Exc, um dos templos mais
amigos desta provincia, visto que, se nao estou
engaado, foi fundado pelos primeiros portnguo-
zes que aportaran s nossas plagas, carece de
ama nova coberta e de urgentsimos reparos na
respectivacapella-mr, neces9idades estas queja
forarn reconhecidas por esta assembla era sua
reuniao do auno prximo pascado, na qual votou
ella a quantia de 4:0003 para a coberta da mes-
ma matriz, cuja quantia nao foi. porm, satisleita
pela thesouraria, mi vez por falta de dinheiro.
econheco, Sr. presidente, que se mudas mttri-
zes necessitam do auxilio dos cofres da provincia
para pequeuos reparos e mosmo para compra de
ornamentos e alfaias, porque, seja isto dito sem
oitensa aos bons parocho*, os sous administrado-
res nao sao tao zelosos como convinha qne fossem
no cumpriraento de seus devores. ,
Heconbeco que ao vigano solicito, ao vigario
que inspira por sua boa conducta religiosa, con-
ilanca aos seus freguezes, ao vigario que se dedi-
ca como deve so servico da igreja, nunca faltam
matas para reparar e bem conservar a sua ma-
triz; porquanto religiosos, eoroo sao os nossos
patricios jamis so negam eflerecer o seu bolo
para occorrer as necesidades da igreja.
E, pois, assim peasando, j v V. Exc. e j v a
casa que nao acho maito conveniente qae esteja-
mos aqu todos os annos votando quantias nao pe-
queas para reparos ds igrejas qne.se arruinara
por negligencia daqnelles que deviam velar pela
conservacao. Has urna vez, Sr. presidente,
nutro serios recei'js de quo o mesmo nao aconte-
cer a respeito d, miuha segunda emenda, isto
a n^im'11 ('U(>',cm Dcr "m t*'er cn*iDoaQo
de 20:0005 p;;ra continua{ao da estrada de Ita-
pessuma nazareth. Entretanto, Sr. presidente,
se eu tiodesse conseguir da nobre couaiisso, se
nao expressoao menos tcito eoaeentiniento, para
que este mea segando pedido tosse bem acollado
pela casa, ea licaria assaz agradecido a disliocta
eommisso.
A estrada de Iiapessuma i Naiaretb, Sr. aresi-
uente, demanifesta ulilidade publica, noarcee
pos, qne eu a demonstre.....
Uir Sr. Deputado :Con, sao todas as estra-
das.
h.?lfcJ*MA,UL ;~MaH W** 1ue o*4 compre-
^L* T a Sl,a ""P'-TUaela e so compenetre da
nicoaamade que temos de fazer concluir aquella
i o ?ais depressa que fr possivel, eu tarei
breves eonsideracoes.
Na povoacao de llar
Itaptssuma, Sr. presidente, que
% n^'V'^* n lue ,em JaBo0 < eran-
do numero de haWteuies indostriosus, existe um
bom porto; al. teem ido navios de grande lotacio
receoer carga ; ali tom a companhia fc-mambuca-
na um espacoso armazero e nao usara trapiche ;
para ali remetiera, os senhores dos engenhos dos
ngares circumvinhos seus assucares para serem
transporiados iniutos outros ongenh* fariam remessa tambero
dos setis assucares se essa estrada, que tam de
atracessar urna rea qus cootem mais de cero en-'
geulios, ja esnvesse concluida.
Por Jaita dawaa estrada, Sr. presidente, algumas
veze> dexou-e de reunir opportuuamente no ar-
mazero da Mmpanhia assumr bastante para a car-
ga de Mas vapores, que inconvenientemente sao
de giande iota$ao, e por isso supprimia ella as
viagens a eapessuma que se obrigou pelo seu
contrato. E portento, j v a casa quo til deve
ser a coneluso dessa estrada para os agricultores
de Iguarass e outros termos limitrophe*, os quaes
contiibuimdo, como comlribtiem para as reodas da
provincia, teem js rjge melhoraraeoto.
A agricultura, Sr. presidente, qua a principal
tente de riqueza do nosso paiz, tem indesputavel
nreito-a ser favorecida pelos poderes di estado; e
comquanto mnitoa e eioquenles discursos se hajam
proferido as cmaras do paiz com o intuito de
mostnr-se a conveniencia, seuo necessidade, de
favorfeer-se agricultura.....
Ua Sr. Deputado :Nao s com discursos
taes que a agricultura h.i de melhorar.
O Sr. Amaral :.....
os agricultores
terca poli-
em discussao a
na
que os .vigarjos, contando cora o auxilio o
aegaao por este casa para reparos de suas matri-
zes, deixam de solicitar a coadjuvacao de seus
regoeaes, qua estao sempre promptos presta-
ili "i1* "F *ae "^ ssemblea, raligiosa
como e devo ser, aa suppa obr.gada, a
baoido callo pubhco, i ooneorrer lanto quan-
to pode para qoe as matrizes te eeuservera
cora a indlspqnsavel deceneia, aproveitando-me do
pensaaMnto dominante na casa, peco que se con-
na de 1.0003 e 5003 para a oapella daCamba
que comqoanto nao esleja no caso de ser obriea-
tonainente soecorrida por esta casa, todava a
exemplode outras que em idnticas eircumstkn-
s^aKndidT reS d6SU asa'Umbem deve
."^k Dbpdtado :-Atmasmo porque talvez
que venha a ser matriz...
.s ^ A"ARALJrA M(H5"* da C'mboa. Sr. pro-
fnn3 8Od0 r8e*:*da Pelos habitantes
daquelle povoado, os aaes pebres como sao, nao
podem com os seus exiguos recursos levar eflW,
te essa reed.nceao, a portante, para qoe aquella
localidade nao flgue sem essa templo due dswo-
a1t,e',a5e M0 ror M j reedifleado, convm
que auxihemos os seus babuaates para esse lm
Estou convencido. Sr. presidente, que a aobre
eommisso de orcamento, em vista da exgoidade
deste mea pedido nao far opposicio ee; mas
o que verdade, qu3
pouco ou quasi nada hao lucrado
com essas raanifestaQos: parece tores teem procurado mais agradar do que real-
mente favorecer.
E' preciso, pais, Sr. presidente, qne alguma coli-
sa se faca em beneficio da agricultura para qiu o
puz se convenga de que os seas dignos represen-
tantes procuram conscieuciosamonte promover os
melhoramentos de que carece; e eu supponho que
actualmente o maior favor que podemos fazer
agricultura facilitar o transpone de seus pro
duelos. (Apoiados). E portanto, j que nao p-
denos dotar a provincia com tantas estradas de
ferro quantas as do que ella precisa, concorramos
ao menos para qua loe bao faltara as de roda-
gem.
Alm iessas necessiJales que acabo de demons-
trar ai casa, urna outra, Sr. presidente, tem o ter-
mo de Iguarass, a qual s rae oceorreu depois
que offereci as emendas en discussao, evem ser
os reuaros iU cadeia ali existente.
Eu nao desejo contribuir, Sr. presidente, para
que se diga amia nesta ca*a aue a auembla
qner dolar a provincia com urna aurora > cadeia.*,
nao ; a cadeia de que trato j existe, necessaria.
e coro pequeos reparos presta-se bem a guarda
dos criminosos, que ali forem recolhidos.
Basa* reparos j lorara oreados por ordem do
i limo ex-admmistrador da provincia, o Sr. conde
He Baeoandy, qoaodu per ali pasaau, e supironho
que o oreaaionto feito dio excedeu de 6003, nelo
que vou mandar i mesa urna emenda, aliro do que
se consigne essa quantia para os urgenssimos
reparos de que p-ecisa a dita cadiia, o esnero que
nao seja ella n-:eiiada.
Tenho concluido.
O SR. OUVBWA FONSECA :-Sr. presidente, o
noore deputado pelo 3 districto, membr diver-
gente da eommisso de fixac
cial.....
Um Sr. Deputado :Aha-ie
forga ?
O Sn. Ouvrira Foivseca :E" ara modo de
designar como outro qualquer.
O nobre deputado, lazendo varias consideracoes
soore o artigo em discussao, referio-se especial-
mente as verbas consignadas no 8o, e entro ellas
as que sao destinadas coastruecao ou reparo de
eaaeias Pareceu-lhe muito avultado o numero
das cadeas mencionadas no projecto, e excessivo
o ilespendio, que a comuiisso de orcamento pro-
po i para este melhoramecte.
Disse at o nobre deputado, se bem nw record,
qne isso nao era urna necessidade urgente.
O Sr. Pedro Affonso :Nao era das priroeiras.
OSr. Ouvfira Fonsec/i : Accrescentou, que
militas outras necessidades devem ser atiendidas
de preferencia, e que. por caufa dessa, erara pre-
teridos os interesses da agricultura.
Me parece, que estas consideracoes acluaram no
animo do nobre deputado, que fallou ltimamente,
mostrando impressionado pela supposta pretencao,
esuppondo ter-se dito serem as estradas menos
necossarias que as cadeia*.
Quando hon.em orava o nobre deputado, a quem
primeiramente me releri, e procurava mostrar,
que a construego e os reparos das caleias po-
dan ser adiados; eu observei que a necessidade
delies era urgentissima, e logo ped: a palavra para
dar a razo do raeu dito.
Sr. presidente, ninguenr. desconhece o estado
lastimoso, o estado deplon.vel, quasi deponente, a
que tem chegado no interior da provincia, espe-
cialmente no alto sertao, a falta de seguranza in-
dividual e de propriedade. Randos numerosos de
awassinos e roubadores, c;pitaniados por crimi-
nosos celebres, infestam as asteadas publicas, tor-
nando-as quasi intransitaveis, atacam os viandan-
tes accoramettera as casas, praticam os maiores
attentados contra a propriedade, a honra e a vida
dos habitantes desses lugares.
Eu poderia descrever con alguma minuciosida-
de os actos horrorosos pratcados por esses per-
versos, mas feria urna descripcao desnecessaria
qu9 me levara prolixidaile.
Dous motivos muito poderosos concorrem para
ess3 e.-tado : priraeiro, a falta ds educago popu-
lar, conseguinteraente a ignorancia e a eorrupcao
dos costuraes; segundo, a falta de aegao policial,
isto falta de forga policial regular, e de prises
seguras.
Do priraeiro destes motivos, talvez me occope
especialmente quando se discutir o projecto, que
reforma a ensino.
As comarcas de Flores, Taearat, Cabrob e
Boa-Vista, que mais teem soffrido a falta de segu
ranga individual, sao justara 3iite aquellas, onde em
geral nao ha cadeias, mas oasebres arruinados, e
sem seguran?.
Sobre o estado deploravel, em que so acham
desda muit03 annos as cadeias do interior, basta
e,.2rque a esse resPeit" ""a sido consignado
nos differentes relatnos lidos nesta assembla
pelos presidentes da provincia.
No reiatorio de 1867 diz-se o seguinte a respei-
to das prises, as comarcas do alto serto. (L).
Ora desde 1867 a cadeia ile Tacaratii consista
as ruinas de urna casinha de laipa, da qual s
eslavam em p dous pequeos quartos I
Da cadeia de Floresta diz-se o seguinte. (L)
No reiatorio de {88 su v quo a necessidade da
construeco e concert das eadeias nao tiuha sido
anda attendi Ja. (L).
Um Sr. Deputado :Jase disse que a cadeia do
Brejo era a melhor do interior.
O Sr. Olitriba Ponsrca : -Par isso mesmo
que muito convm evitar qaa ella se arruine
tomo sueceder Bao se lazante am muro de sus-
lentago.
Um Sr. Depotado :Nao cabio esse projecto?
O Sr. Olivhira Foxsf.ca :Cabio como todos os
projectos relativos cadeias.
O Sr. Pedro Arronso : Querem resubele-
c-lo.
O Sb. Oliveira Fonseca :--Porque eabio? Di-
oa-se, que essas projectos, eram inuieis, eram
urna repartigao escusada; porque temos ama lei
permanente auiorisano o presidente da provincia
a dispender at a quantia de 100:0003 com a
ooMBlrnccao e reparos dasendeias; sendoapenas
nacessano eonsignar na lei ilo orcamento quotas
para a effectividade da autor, sagao.
i1 o por esta razo, qae os jiroprios signatarios
e teas projectos os deixaram cahir, eoneorrendo
ate para isst cora os seus volos.
Portanto 6 inprocedente aobservacao dase
querer reetabelecer o qne foi regeitado.
Uando aqui sa seatia a projeato relativo
cadeia do Brcjo. eu nao sabia o qae se diz neste
reiatorio; por isso n5o a trente eonsideraco da
assembla.
Continuaremos
cao. (L).
repa-
quo abranges-e
O Sr. Pbdbo Arro.\s3: Snio vanas faz* as
cadeias de toda a provincia, porque em toda arte
ha necessidade dellas.
0 Sr. Ouvsia.x Fowecv :-Quero provar o
ilisse hornera: que a nucesjidade de construir
algumas Cideias, e reedicar outris urgertssi-
ma e indeclinavel; e que, se de urna vez nao po-
demos fazer tudo, cumpre-nos toiavia fazer tlgu-
ma causa. -ODrgamaat foi basunu cootMedido
em relago o qae j detorminoa esta aaasmbla
autoaisando o presnionte da provincia despender
ate 100:0003. ^^
Eis o wfatoajo de 1989. (L>
Ha pouco uta noticia: do ter fgido da cadeia
de Cabrob um famigerado criminoso de mona,
que para ali tinha sido reraetdo do Salgueiro,
onde nao ha cadeia qUa preste.
No J 8o, era relago ; cadeias de que acabo da
tratar, vejo apenas a consignaeio de 8:0003 para
a acquisigai de urna caa que sirva de cadeia era
Cabrob, e outra quantia igual para urna cadeia
oiu Villa-Bella. E' a satisfagao parcial de urna
necessidade muito reconhecida.
Ero Cabrob, or falta de urna casa, que tenha
as accommodagSes precisas, serve de prisao nina
pequea casa alugada; o pago da cmara munici-
pal urna eutra casinha Mugada; serve de quar-
tel urna tercaira as mesma* condiegos; o para a
reunio do jury preciso obter-se por empres imo
una ostra casal
A' ete artigo do projecto apenas odereei urna
emeada, consignando a diminua quantia de um
conw do ris. para a cadeia do Salgueiro; a qual
se acha era tal estado, que preciso rcmttte
rem-se m presos daquelle termo para outros,
como j observei.
Peco urna quantia insnfflciente para a completa
reparagi da casa, que no Salgueiro serve, ou an-
tes, servia de prisao; mas o estrictamente ne-
cessario para que ella possa Ocar em estado de
prestar algum servir i.
O SR. G. DRUMMOND faz largas consideracoes
em justificgo da verba consignada no orcamento
para abertura 'la barra do rio Serinhaem.
O SR. F. DE FIGUEIROA :-Sr. presidente, nao
vou. fazer um discurso, quero simplesmente jusii-
flear algumas emendas que tive a honra de cffe-
recer a considerago da casa, e, de alguma forma
interpellar a nobre eommisso de orcamento para
ver seobtenho d'ella alguns esclarecimentos sobre
a fonte em que so inspirou para marcar no
S do art. 6o diversas quantias para reparos de
matrizes e capellas.
Nao sei, Sr. presidente, dos fundamentos que
teve a eommisso para preferir urnas matrizes e
deixar de parte outras que precisara le
ros...
O Sr. Mello Reg:Quera
toda* f
O r. F. de FiGORmoA : Dsejoque a comm'ssfio
nos diga que razio leve para contemplar wn*s
matrizes e deixar de incluir outras, que tambero
reclaman o mes.no h^nefiein.
Sr. presidente, sou intimo amigo da economa,
que, no dtaer de Mirabeau a segunda providen-
cia do genero humano ; paren omento que faSer
economas nao consi>to em nao gastar, mas siro
ero saber gasiar, em gastar de forma que se possa
tirar proveito desse gasto.
Quisera que a noiire eommisso me dissesse
qual o proveito quo vo auferir assas matrizes com
as quotas que Ihes foiara consignadas.
Geratmeot, Sr. presidente, as nossas igrejas
precisara de concertos miis ou menos radicaes.
que nao podun ser fetos eom pequeas quaniiis,
com quinhentos gmil jrs., ou cora um ou deu-
oontos de rs.
O Sn. Tolentino de Carvalho : lia tambera
as molas dos habitantes das localidades.
O Sr. F. de Figueira :As asmlas todo mnn
do sabe que apparecein, mas cono bem disse o
nobre deputado pelo seidnd) districto, falta o zelo
des parochos. para a aequi-i.-t Besen esroolas, c
as que sao eflorecidas nao sao sufflcientes; a pr.i-
va mais evidente est om que todos os toma a
assoinbiiia abrigada .t marcar qnotas no orca-
mento para div. rsas igrejas que quasi seinore s >
as mermas.
O R. Pedro Arromo :O Sr. vigari) do Bonito
.protesta cmtr.i es^a a>sereao.
_0 Su. F. n:- MoOBOA :Isto vai a quem
nao ni" re irt a pessoa determinada.
O Sr. Siuza Lkao :Nem o vigario se quixou,
era deu procefteio ao nobre deputado.
O Sr. F. de Figueira :Eu vejo no 7o do
art. 6 mircar-s^ pequeas quantias de cont de
rs.. seis ceios mil rs., etc, para varias igrejas, e
perguntarei: es*as igreja3 podem cora essas quan-
tias reparar os estragos que tem era si ?
Un Sn. Dputado :V. Exc. tambem aoresen-
toa emendas dando quotas para as igreja?.
O Sr. F. de ttGURiRA :Eu vou l.
Acontece militas vezes o seguinte :a coberta
de urna igreja est cahindo, como aqui se tem dito;
vota-se um cont do rs., e a maior parte d'esse di-
nheiro consumido era andaimes para mudar-so
urna ou duas tercas, urna ou duas thesouras, e fi-
cam as outras todas deterioradas, porque nao ha
mais dinheiro, pois aeabou-se a quota votada
pela assembla, o a falla de recursos acarreto ne-
cessanamente a suspenso dos trabalhos, e a co-
berta da igrejt ah flea reclamando concert e
araeacando sempre cahir ; no auno seguinte vota
a assembla nova quota de uro conlo de rs.; a
maior parte d'esse dinheiro empragado em novos
andaimes, o por essa forma consumido o dinhei-
ro da provincia era andaimes.
Ura Sr. Deputado : Quanto custa fazer an-
daimes I
(Troeam-so muitos apartes). a
O Sr. F. de Figueira : O quo quero dizer
con isto, senhores, que essas .pequeas quotas
do nada ou quasi nada servem, era nada apro-
veitara. Quizera portanto que a r.obre eommis-
so, estudando melhor as necessidade* de todas
essas igrejas, resumisse o numero das contempla-
das no orcamento, e marcasse para essa poucas
urna quantia maior, de forma que todos os annos
se nao estiman reclamando novos auxilios para
as mesmas igrejas.
Sr. presdanla, o nobre deputado pelo 3 distric-
to, que acabou de fallar, defendeu hbilmente a
sua bariuinba de 25:000,8000 para a pinte do
Anjo. Eu acho que essa verba pedia perfeita-
niente deixar de estar consignada no orcamento ;
nao jo urgencia era so abrir a barra do rio Se-
rinhaem ate o porto do Anjo. O nobre deputado
confessou que a urna legua de distancia ha, se nao
me engao, o porto de Pedras, e que este offerece
vantagem a navegago.
Uji Sr. eputado :O porte de Pedras dentro

em sustentago das
toca,
do rio, urna legua distante do Anjo.
O Sr. F. h Figueira :Porm, pergnnto eu,
do porto do Pedras nao descom barcacas para o
Recife ?
Um Sr. Deputado :Passam pelo Anjo.
O Sn. F. db Figukira :Eu nao conheco a lo-
;alidade, fallo por iftformagoes. Mas, anda assim
o nobre depatojo achou difflcoldades, riscos o
quanto consa houve na navegago de porto do
Anjo para o Recife, ao passo que eu tenho m-
formaces etn contrario, a creio que nao ha in-
convenite em declarar que n'esta casa ha deputa-
dos pelo terceiro dis.rietaf que me dizem que a
navegago por barcacas so faz, se nao cora toda a
facilidade que fora para desejar, ao menos cotu
aquella que pode contentar por emquanto ao cora
niercio.
a*I!Xao,0 dSi vej0 nr'[eBcia em se despender
3:000 para a abertura dessa barra, mxime uas
circunstancias em que actualmente so acha a pro-
vincia, lutondo com difflculdades como se verifica
n> lei do orgaraeato.
Demais, para que havemos de despender 25.-000i
quantia era que est oreada essa obra, segando
disse o nobre deputado.qoando todo o mundo sabe
que a companhia PernambuoaBa obrigou se a en-
trar com 25 0/0 da despeza para ella ?
Quem de vnte cinco cornos tira t3 /. tem na-
ra dfferenca 18:723*000. v
Um Sr. DEPUTRDo:-Faz-se a desoaza, depois a
companhia entrar cora a quota a que fr obri-
gada.
O Sr. F. de Figueira:Ea estou dnposto a vo-
tar contra esta despeza, porque, embora reconheca
a olidade que dessa obra pode resultar aos agri
cultoras, todava nao reconheca a urgencia della
sempre que 90 tratar ds abrir a barra de um
no a de o tornar navegavel, sempre que se tratar
de contruir um canal, de milhorar ou de abrir
urna estrada, eu estarei disposto apoiar esse
meinoraraento; porm, preciso attender aaibem
as circumstancus da-provincia; e, como tudo nao
se pode razer n um dia, preciso attender qnillo
que for de maior urgeocia, era eujo caso nao con-
sidero a abertura da barra do rio Seriabaam.
Um Sr. pEPCTAno:-+.Neste caso esto as matri-
zes que nao entraran no orcamento.
O Sr. F. dr Kigowba:0 nobre deputado nelo
districto ou am cadas a ata oessa oeeasio
disse que a comraisso tinha incluido no orca-
mento urna aurora de eadas.
Eu quizara ver essa aurora de cadas, porque
ao menos acabar-se-hia de umf vz cora a aaro
a de troncos e de algemas.
se algente um eMadic a se o melta no ronco, por
falta de cadas.
(Trocam-sj apartes).
O Sa. F. dk Fioubira: Eu quzera que em
todos os pavoados houvesse cadas, e lamento
profundamente que a pretidanaia da provincia nao
tenha mandado proceder a um esludo erio sobre
as cadas, n) tenha mandado organisar plano
nfjrme as aeces-idods das diversas locanda-
"t, de forma a tatelecer tvpos de cadas,
que e coma se fai am todos os paizes. Todas a
incalida lis nao podam lar eadas as mesmas
condiges; por isso lamento que a repartigao de
obras publicas nao tenha desde muito lempo con-
feccionado diverso* planos para cadas em as dif-
ferentes localidades, aitendendo a importancia de
cada urna, segundo as cla-siflcages civis.
Pormitta-3e-me que aproveite a occasio para
dizer que para sentir qne nao se tenha tomado
alguma provideneia com referencia a edifleago
de casas,para aslas publicas, que a mea ver
urna necessidade altamente reclamada. A assem-
bla v que no artige 4*, quo j foi votado, so de-
cretou quareota rotos de re;s para alngnel de
casas para 09 profesores, movis etc., e a maior
parle desa quantia destinada a aluguel de ca-
sas. E nao ser conveniente senhores, que se edi-
que casas apropriadasVis escolas as diversas lo-
calidades, embora para isso fosso necessario emit-
tir apolices ? E uo serviriam osses quareota,
contos que so votou .ara aluguel di casas
para pagrnoste dos juros e amorlisagto do
capital dependido ? Nao lcariam os alumnos e
os mestres mais bem servjdos, e nao ganhara
com -isso a Instruccio ?
Anda neste ponto sinto profundamente que a
presidencia do acord com a repartirw das c bras
publicas na) lenlia emprendido a'lguma cousa.
Uto nio vai cora vista ao Exm. Sr. desemberga-
dor assis ocha, mas sim todos 03 administra-
dores da provincia que nao lera cuidado seriamen-
te ajilo.
Agora dir! duas palavras
minhas emendas.
Um Sr. Deputado:Tambem tem urna baraui-
ha. ^
O Sn. F. di; Figueira: -Talvez, mas posso pro-
var que para todos nos.
Ao art. 0o eu mandei urna emenda addiiva, na
qual o l : com a reconstrucgSp do theatro de
Santa Isabel, cem contos de reis. Tie o prater
de ver assignados ao meu lado nesta emenda di-
versos senhores depotados, e lamento profunda-
mente que nao se ache presente o meu Ilustre
collega o Sr. deputado Gnwo Lob-, porque com
a sua coitumada elocuencia, cora a sua palavra
sempre autorisada, elle demonstrara a convenien-
cia que ha as cidades populosas de se prodiga-
tisar distraecoes ao povo, visto como ca com a
minia humilde voz nurca poderei levar ao-espi-
to 1I03 nobres diputados a conviego da necessida-
de qne os habitantes da ciJale do Recife tem de
ara theatro. (Natapoiados)
u^ Sn. Dequtado : Xinguera nega a ulilidade
O 3n. F. de FifiOUauA : Isw j e ura regosijo
para mim.
Sr. pre-idente, nao assombre o espirito dos no-
bres deputados a verba de 100:000,3000...
Um Sr. Drputado:Bsse pouco.
O Sn. F. -de Figueira :A eoBslruccao do
theatro nao custar provincia menos de.......
25:000j5000, e, quando se pede apenas 100:000*,
creio que nao muito.
Um theatro, senhores, nao objeeto de laxo,
eonio aqui j se disse quando te tralou da di-cus-
sao do projecto relativo ao theatro, urna casa
onde so ensina at a moral...
Um Sr.^ Deputado : Conforme.
O Sr. F. de Figueira :E' urna escola de mo-
ral, embora tambem seja nm lugar de distraern
mdispensavel n'uma grande cidade.
Um Sr. Deputado : A moral s se ensina na
igreja, nao no thealr... (Nao a potados).
O St F. de Figueira :O theatro urna esco-
la de moral, anda urna escola da lingua vern-
cula, e em todos os paizes do mundo ha theatro
subvencionados pelos -ovemos com o fim de apuj
rarero a proiiuro-iagi das palavras, e desenvol-
verero o gasto.pela be.n torneado da phrase : sao
verdadeiraS encolas onde se ensina conocer e
apreciar as bellezas da lingua. Por isso, j disse
lamento que o nobre deputado pelo districto
nao esieja presente, porque elle, com a sua natural
e invejave eloquencia, demonstrara aos cobres
deputados que nao um luxo n'araa cidade como
esla a existencia de nm Iheatro.
Um Sn. Drputado :A ulilidade j est de-
monstrada.
O Sr. F. be Figueira :Portanto, eu entendo
que, com referencia esta emenda, eu nao estou
isolado, c su;ip tnho que nao a:harei difflculdade
na comraisso em acetala.
Um Sr. Deputado :Quem sabe? Pedo humil-
demente?
O Sn. F. de FicuEinA:Quando pago sem-
pre com toda a humildade : a humildade urna
virtuite chrisUia e eu sou christo.
Mandei ainda, Sr. presidente, ama emenda ao
mesmo artigo e paragrapho, no qual consigo*
2:000OUO para a capella dCasa Forte.
O Sr. Pbdro Arroiiso:Como chama a esta
bar^uinha ou baroaca ?
O Sr. F. de Figukira :O nobre deputado d-
me a denominaco que quizer, eu aceito qual-
quer.
Um Sr. Deputado :Esta machambomba.
O Sr. F. De Figueira :Trata-se da recons-
truegao de nm templo, que se prendera muitas
recordagoes histricas. Essa capella eslava em
oomplttto estado de ruina, est se reedificando,
necessario, portanto, que auxiliemos os particula-
res. .. r
Um Sr. Deputado :Ha tres emendas.
O Sn. F. de Figu::ira :Isso prova ainda mais
a razao de ser da minha emenda.
(Ha um aparte).
O Sr. F. de Figueira :0 que e quizera
quo houvesse mais cuidado na distribuigi das
quotas para coueerlos de igrejas, e que nao se
osse verbas insufflcientes, que sao de ordinario
sera vantagens reaes e ero pura.perda, e nao que
se deixasse de consignar quotas. Quizera que a
a quantia designada para urna igreja fos ciente para levar effeito os eoncertos necessa-
rios, tendo-se todava ero vista as esmolas cor
ventura obtid.-.s.
A irmaadade de Sani'Anna da Msdro de Deus
urna irmandade pauprrima, e a Madre de Deus
um templo tambem histrico ; prendem-se elle
muitas recordacoss, c eu appelio para o nobre
presidente, que talvez techa conhecido aquella
igreja no seu lempo florescente, quando all havia
una congregarlo de padres. E' urna igreja hoje
pobre, que sem dnvida merece o pequeo favor
que propendo e pego para ella.
Um Sr Depurado : No mesmo caso est a de
Guararapes, porque nao propdo alguma cousa
tambera 7
O Sn. F. de Figueira :Nao a conhego tanto
como estes de que me oceupo, se a cembecesse
uao tena duvida era prostar-lho o mea voto.
Com referencia outras emendas era que se
3Clia o meu nome, como seja a que consigna
SOOOOO para a igreja do Bom Parlo de Olinda
o nobre deputado pelo {' districto j mostron a'
conveniencia que ha era se votar essa iosigoi-
ticantissiroa quantia.
Foi somanto para dizor estas palavras qne ea
ronbe casa algum lempo, e peco novaroente
nobre eommisso que seja benigna para com
minhas emendas.
Tenho concluido.
(Continuarse ha).
a
as
REVISTA DIARIA.
A3SEMBLEA PROVINCIAL. Ante-bontem a
assembla provincial appfovou era nica discos-
sao as posturas da cmara municipal de Villa-
Bella.
Passando a oeenpar-se do art. 16 do orgamente
provincial (reeeila) eraran os Srs. G. Drummond
Gusmao Lobo Oliveira Fanseea, Pedro Aflbnso'
Kuno d Almeida e A. Cavalcauti, foi approvade,
bem como os 17 e 18.
A ordem do dia para hoje : eootrauaclqdi
antecedente e 3.' discussao do oreamnfo pro-
vincial.
apreciar st, triste discrip-lam vergoaha qa Z^x^J %*$
Icooisado das luzes, em un paU civilsadio e bvre,
AHSENAL DE MARIRHAPor aviso dotai-
n isterio respectivo, foi nomeado o 8r. I' tenante
Francisco Jeronymo Goncalves aiudante da Inspec-
tora do arsenal de marinha de Pernarabueo.
SECRETARIA DA ASSEMBLBA-Tendo talle-
cido o 3. olliclal d'esta rapartiejo, Jos iaauarie
de Carvalho Paes de Andrade, foi approvada na
sessao de 23 do corrente, a propost do Sr. !. a-
cretario, nomeando ao Sr. SaDtiaode Asis Pereira
llocha para preeneber esse cargo.
GOVEU.NO DO BISPADO.Foi nomeado coad-
juctor da freguezia do Bonito, o Rvm. Vicente de
Philippis.
DINHEIRO.O vapor Mandah trouxe as Re-
quintes quantias para os Srs. :
Jos Joaquim Das Fernandas 3:417fOO
Joaquim Gerardo Bastos 900#00t
MUNICIPIO DE OLINDA.Sob proposte do ras.


.v*
y
)


; *-TJ :.-._., .--.,_.
Pfctivn comnumhnt. f.* noiwiwlo, rwr deW)n-
J*> da presideuna da provincia t!< 2: !- entran-
te, o Sr. Joaqahn Zeferino d* flollaoda CavaJ-
aou, alfares da !. eoropanhia do 10 baialbSo
do infaataria da fregoezta de Iguaraaj.
INSTITUTO HISTRICO PHIJ,030PHICO PR-
NAMBUCANO.Reunise em s es sao ordinaria
esta soctadirte do dia 23, snb a presidencia dd 8r.
Baneira V Mello. O Sr. Dr. Sonta filloa sobro a
these do Sr.' Carnelro LeoQual a phtlotopkiu
etcoueta e sua escola ?Nao eslaudo oa casa o
f>r. Inrros Goimares. foi adiado o desenvolvimen-
tode sua tb*eQual o pnpel que ten represen-
tato a '*'* desde a sua vreoeSo at os lempos
molernos 7 Foram approTados socios >hVivos
* ars.Xelerieo Arari de Parias e Taciano Go-
mes da Sipreira. Foi sorteada a these do"Sr. G*T-
Imitada t9**"9"* na *Wracm entrt a igrija e
TR1BB.VAE3 DA FHSLAGAOSebre estos tri-
n.S'J^J"1 *e ^o o aluno relatorio do
nuatstario da marlnha :
* M'?5** de Dom Trlbanaes de Relajo
neeessidade lao geralmente reconbecida, que pa
rece eeieso aahUv sobre ella.
Temos a*atw> dWf icios judlelaTlos, cojas s
Bisto de lfMairtii&; ^.*^drj 2 dt Jur,hc de lh70.
inprlo. o nr-bissimo L">*r{t>& d Olinda,)nia.i. pa/ *w**amoi inpr.apjMrfncomf-
vui abrir mais i,m i ap& rw> ornara vitalicia.' ,l '"J*'; rinstd* hoi.-ra>a Manso **-
segunda vareta p
fia >aja m'> ornara vitalicia.' hB>* "'asid* hoim> moso aW*' /oiuii
cbimao o corpo eleitoral da provincia A fadk *
car sabedoria da eoroa o nomeg dos tres
Pernmbacanos qne mais se tenham dfciin-
UOVWEJITO M ALPAi'EG.1
<* sao : nw'ta erte, na Baha, em Pernambucoe
no Maranaao.
O quadro de cada Relajo deve ser de 14
desemnargadorc, dos, quaes presidente nm, e
} promotor da justic e procurador da cora,
seberaoia faeenda nacional ; mo desenvolv-
mento da popalacao da riquara pubrma troaxe
cerno eonseqencia a mnlfipliccfade de Jfies de
primeira mt,ineia e de feitos, que sobem por ap.
pellacao. Esta retneSo exotca a anomaHa d eon-
tar cada um d'osvM Tribtinau.- aK desembarga-
dores do que u nnftro a%b|i;cido no regula-
memo de 3 de ^neiro de 1833.
Eslao sernndo ?I, era vel de 56 ; sbndo no
Tribunal da-
t Cdrte......... 26
Babia......... 13
Pcruambaco... *6
ManiahAo..... 14
Nesse numero so comprehendem o que func-
conam nos Tiibuoaes do Gomnercio, a sa-
cr : na
Grte......... 5
Babia......... 4
Pernammieo... 4
MaraafiiA...... 4
A Rela?ao da corte foi fundada por D. Jos I
em 13 de ontubro do 1751, e ahrnnge asprotin-
'"las do Rio de Janeiro, Espirito' Santo, S. Panto,
Paran, Santa Catharina, S. Pedro do Sal, Minas
Oeraes, Goyaze Main-Grosso.
< A Bela^ao da Bahia, esubelecida e creada a
2 de marco de 1607, no tempodo Pelippe II, com-
prehende ftojo a provincia do mesuio nsme e a de
Sefjlpa
A do Maranhao, que de 23 de agosto de
H1I e 5 de marjo de ISI2, conm, alm da pro-
vincia que ihe da o uome, as do Amazonas, Para
<; Pauhy.
i a de Pernambaco, d" 6de fetereiro de
goioo por seo amor patria, por seus de^
velos pe* caasa pblici, por ses tantos
titalos de benamerencia que faiem o orna-
mento dds caracteres de escolha.
No qjomeoto d'este solemne cbaiaamsnto
do poder eleitoral, aconselham ai boas pra-
ticas do rgimen representativa que aejam
meuiorados todos os servicos que podem
fazer um nome recommendavel. E' pete seu
passado que os h mens publico podem ser
julgado e o merrmanto polilicos afrido.
Empeohados ardentemente esa ves por
este moda premeados os no&rta esforcoa
de um ilustre cidado, indicamos d'aqui ao
corpo ereftoral o nome do Sr. Dr. Agnsto
Prederico de Oliveira.
ia^P 'onKos servicos e amor pelo
bem pqawd : slo os tltotes qae esta cm-
didahira pode iovooar com legitimo desva
necimehto.
Nome sympalbfo provincia em que
yantajosamaotecoobcid pela saa prrvada
independencia e rati energa na defeito dos
ioteresses pobHcos, o Sr. Augusto de Olheira
e de longos amos o es/orfado ptignador dos
grandes melhoramentos qtie sam a condicSo
imprescindivel do futuro d'esta grande pro-
vincia.
Sem descootintiar urna incontestada dedi-
cacao s ideas da escola constitucional e
um qoebrantamento de sna experimentada
couiiecneaiji jitteuwtot para isso, stbuf
por outro a boa vontade de lhe aeraos agr
davi?.
0 digno Albo de Palermo, desde que-sahio da
Italia cora sua Uastre familia, tem sido recebido
com geraes appbosos, em toda a parle gao lem
exhibido os seus trabalbos equestres.
O artista Italiano apreciare! era todos os g-
neros em que trabalha : em eqnltacio, caspa-
rodo-o com o melbores artistas at hoje coito*
cidoj, o Sr. Lalz Casall, fllho do exhnio dansarino
Marcos Casali, approxima-se mnito oi sens mafs-
msigues col legas ; em acrobtica, om dos mais
appMBdidos discipnlos de Blondn e de Leotard
em Imgnagem de accao oo mmica, o que temos
visto de mellior, o as pessoas entendidas-que o vi-
rara Irabalhar as paotomims--0 general Cleber
e no Boticario d'Aldei, hao de eonvir que o Sr.
Lniz Casali tem jogos de- seena arrebatadore,
que no genero dramtico produzriam om artista
de pnmeira forja.
Como artista, o Sr. Laiz Casali applauido e
admirado, e como particuftrr ohi moco do-ex-
cellentes cinalldade?, e o seu ar agradaval e ma-
neiras attraclivas conquisum fcilmente a sjm-
pathia e a amrsade de todos.
Como se l no programma do seu beneHcio o
jovea artista-dedlcou a sua soitii artlspca ao
mu distmcto corpo academwo, eso lambom ills-
trado corpo commercial d'esta eapit. coja das-
ses sao'irrecnsavelmente os dona mais poderoso
esft*w me pdem assegnrar ao Sr. Luii CasaH
om bnfleid espferidrde e feliz.
Assira, pois, fazemos votos para que nessa noite
cok mais urna cora de loaros, e esperan? que
o illustrado publico, seinpre grande e generoso,
h qa ^nta rec!l an,e cmieio atgum, tome o
nenewniffo ob a sna proteccat.
Recife, 23 de junhu de 1870.
'olunc entrado/ i*r*fRi. nd.-.s"
i-ivm i-nj en.r'-s
'oluffiessajiidos com .izomtas
idam idem com giaierofl
14 J
687
lx)
04
H
624
. DeMansBfam ioje Ke,u
urigna MglezMartkanercadrs.
Bngue LPortugoez-Laa /metelbria?.
fc.scnna partagoeaAtiw-nieroadoriae,
B"|fae laglezHelen achardideta.
Bngae inglezCaiitrosidem.
Bngue inglezJolm BoytMr-idem.
Patacho nacional Jaboato Mera.
Barca trancezaSplureidem.
t-a!0 PonagaezPorfab;icalho.
iECISBEDORlA DE RiNDA hVTlfiRlAS G8-
BAESDEPE^AHBCO.
idera do da 23........ 2:844*837
33:094*383
. __ COISCLAD PnOVlWCAl.
jwwwieiito do da f J. 10i:42U495
Mn do da 23. ,.. 6:99Di05
j i-j T c ^ iiucuidud b>muu \. d. o., ao quar nao me pudo conser
nflelta,tle aos Ilustres ebefes d'essa escola, ""fiereote ; e direi em relacao rauito peuco.
A Qp ]\r aW..M*. ... /M!...r__ .^____ ____** 1 OueOl (lllpr fina eaii A D nZn *. ~
Ll no lAberat de 21 do corrente nm artigo ai-
signado A. B. S., a qual nlo me pudo conservar
1821, as provincias de Peraambuco, Cear, Rio
brande do Xorte. Parahvba eAlagas.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.Ainda esse rea-
tono diz o seguinte s'bre o de Pernarabuco :
Aenhuina alteraci) soffreu o seu pessoal ad-
ministrativo.
ao ,r'elebrara,n-se 92sess5es. Foram rubricados
-l(>U livro; de commerciantos c de asentes auxilia-
res do commerci. Lavraram-se 5 termos de jn-
ramento, 9 de juramento e responsabilidade, e 1
de responsabilidade.
. Foram matriculados 20 commerciantes e 2
Urinas soeiaes, sendo estas estrangeiras, urna es-
tabelecia na provincia das Alagis outra na do
Cear ; o aquelles, 7 brasileiros e 13 estran-
geiros. ,
Foram Inscriptas no registro da* embarn-
;oes duas barcas, d>ns hrigues, um patacho, tres
luates e um vapor com 2,101 toneladas, alm do
urna canoa cojo registro M expedido p"la conser-
vatoria do comincrcio do Cear.
O Tribunnl onceileu cartas de rehabilitacao
urna firma social e nm commerciantc, e ne?ou
z dous que faziam parte de urna firma. Da con-
cessao de urna das reb.ibilitacoe? intrpoz o de>
embargador recurso para o conselh i de estado,
<|.ii> eonced u provimento mandando declarar de
nenhttm effcitn a rebabllitaca i.
O Tribunal nom-oo eexpediram-se os compe
lentes titulo? a qnatro avaliadores do commercio,
os quaes teem de servir no trienaio de 1869 a
1871.
Arrecaiaram-e de cmilnmentos 6:05'6OSO
ede!lo 6:616*380.
^ ETsie Tribunal celebron 81 sess)e3 judiciarias.
Foran distribuidas 66 appeilaedes n i valor de
284:240*207, sendo 49 interpolas do juizo espe-
cial do cemmercij, 9 dos Jizes muuicipues e do
commerciu 'osia provineia, 6 dos ,'do Cear, 8 dos
* O ril i <;() accordos, dosqine?
l.'D om feil h (ioj:ii/.,i espseial do 'ommercio.'-endo
3f confirmando seaiencas, 8 ref.Tm.ndo-as ; 3i
em feitos djs jgbtis raanidpaes ?. do commercii
das Alag m, ti era quwloes j!i,-.ii.:s por juizos
moni .;.: s .i i comniiTcio d > Cear, e 4 em ap-
peilafoes iuterposta* dos Inizos municipaes do
< iramerei i d4 ParahybJ do Norte.
E n caufas viadas ios jnizos municipaes e do
iMiuuerciu do (to Grande do Norte, profer.)
despresando embargos.
T)m decisS.'s d'este Tribunal manifestaran
jo 33 n curs >s de revista, das quaes 17 snbiram
' supremo Tribunal de Jostica, 7 nao seguirn) e
! I Bito e:n an Jmenlo.
I STBATUBA.Exislem actualmente, no im-
perio dividido p*r -2() e iniarca-, das quaes 2'S de
ra eatr^ucia, 53 de seaunda c 139 de pri-
i: ira, 238 jui^.'s de direito, 371 juizes municipaes
o Sr. Dr. Augusto n Oliveira nunca sacrifi-
cou s conveniencias de ordem poltica, o
seu caloroso empenbo pelos prognessos do
paiz e muito particularmente de sua provin-
cia natal. Nenhuma questo das que respei-
tam melhoramentos de toda ordem, o en-
ontrou indifferente ou despreocupado.
A sua longa vida parlamentar pode ser
trazida como um attestado de sua devor;5o
pelo bem publico. A soa Dalavra, elegante-
mente fcil, nunca fieou mmudecida peran-
te as grandes quesl5es. Os interesses da
provincia encontraran) sempre no sympa-
tico representante um orgo altamente in-
deperfdente.
No diflieil periodo da proscripeo poltica,
o Ilustre Pernambucano manteve-se dedi-
cadamente no posto que o designava o
seo meracimento. Nos circuios como nos co-
micios eMtoraes o Sr. Augusto de Oliveira
deixava ransparecer o fervor da suas eren-
cas.
E' urna quazi divida; de gratido a que
deve o corpo eleitoral ao estimavel Pernam
bucano.
, Que" quer que seia A. B. S., nio passa de nm
tinboso cao que ladra opaca loa, de n o verme,
que nogento e mimamdo rste>a ante meas olhos e
aos de todo aqaelle que, dotado de bom sensoe
iBtelligtmeia precisa, sabe bera aquilatar e melbor
considerar as qualidades do Dr. Menefo ; a qoein
esse tomo ousou atacar torpe e vetmehte, que-
rendo, a todo trarwe, fazer desBdtar seu criterio.
sua lloara I !
0 Ilustrado publica que suspenda qnalquer des-
nvoravel juizo acerca do Dr. Menelo ; at que
este, por sna vez, venha imprensa e prove que
sao infamias vomitadas cona si, e quo en crite-
rio e sua bonra achara se sem avaria alguma.
Attendei (
M. P. B.
e 22 pr imotoros.
GUARDA ffAQO.tAL.O total il"e?:a forra d->
imperio eleva-sa a 642,171 \>:*r:!*, dividida por
270 fionanaadiis superiores, firmando: lOScor-
."'' jialrY's e tOeompaabiHS de cavatla-
r -:-!! batalhfi s, '.! sece;; o i cmipanliias de
animarla; G8."i Datalb-is, 42 seccOes. 8 rompa-
nhi;is e l seecji i de diia na activa ; tOO batalooes,
4 seeces, 97 compaahias e 57 sceles de dita de
ni.
Daraala o r.nno de 1869-1870 foram no-
.'1 a ir .i-. O teneiite-joroieis, "3 ma-
. Ci eipiti, -, 13 teen tes o 34 alferes; fo-
I ii iterariol .1 coronis, 6 tene;.:e-
mei -. ti ataj res. e Seapnies; foram refir-
ar:<, ll> te:;entecoroneis, 16 majo-
res,.".' eapities e l alferes.
A' tnalnieota c-xistem disecadas as pro-
or.ica-. sendo : 347 n i Amazonas,
noPar, .'I6S aa Babia, 351 m Cear, 63 no
ritoSanto, 172 em Goyaz,380pm Hinas-Ge-
raes, i'3" no Maranbao, 713 no Para. 2O em
Peni 133 ao Pianhv, 193 naPa.ahyba,
73 a i Para, 253'J no Rio Gran le do Sui, 586 no
Rio do Janeiro. 1C9 om Saata Catbariaa, 137 em
S. Paulo o 120 em Sorgi.je.
LOTERA. V que se aclia venda a lo!"
a benelici.) do recolhimento liruarass, a qual
corre n > dia 28 pelo novo pkaw que se acha pu
blicdo, sendo o menor premio 8 e o maior
8:0003.
PASSA43BIROS. O vapor Cruzeiro do
Su', conduzio para o norte os segutntes:
Joseph Guinet, aiferes Jjaquim Alves Ca-
rest>, Aultiio J'is Marques Coelho, Car-
ias Lmgal, Ghri.slino Riera, Eduardo Jo<
dos Santos Lima, Trephonio' Ferreira da Sil-
\:. Dr. Jj3o Cavalcanie de lbnquerque e i
escravo, alferes Manuel Joaquim Ferreira
Braga e i criado, Severina Maria daCon-
ceigo e Napole5o Accioli.
O vapor Giqui, sabido para o sol;
Arma Rosa da Assumpco, Manoel Lins Mel-
lo Jnior, Valen:im Vieira da Silva, D. Ma-
ria B. Gomes de Souza, D. Firmina Maria
de Souza e J criada, taorge Fenny, Ma-
nuel ^nsto/Vifira, Angosto Wareman,
vigariy Antonio Jos Fernabdes de fovaes.
O biate brasileiro Sbrateme, sabido
para o Aracaty, conduzio :Tbomaz Duar-
te Aquino, Antonio Teixeira Peqoeno, Jos
Raymundo Duarte, Felisberto Queiroz de
Oliveira.
O vapor Cttruripe, entrado de Ma-
manguaae troa'xe oa sfgtifllis; Fraacelino
Leopolda A. de Al*aeida % lana*! Sve Fi-
Iho,
i CTVQ3MKBatHllBVHiiiHBv3|sSslB^3=XS^7
PUBLICACOES A PENDO.
ELEICO SENATORIAL
A morte seoda do ilostre ex-regente do
O juizmnnfcipal Cnnha eFsuci-
redo eojtizde eBlrc!to Saterl-
n Dr. ornes de SlaAtos.
Acabo de ler a resposta q a o Sr. Dr. Gomes de
Mallos, jalz de direito in'.erino da comarca, deu
no* autos do recurso que, do seu jurdico despa-
ctio_do pronuncia interpuz para o tribunal da re-
lacao.
essa peca nao se limita o nobre juiz a fazer-sc
peno de calumnia que me irrognraai os mms rao-
Joros>s iulmiims; elle a'.ira-se sen piedade a c.t-
eacleres importante-, a dous presidentes, e ontras
cessoas lao allameate collocaia?, uue me orneCe-
ram atiestados, pelo modo seguinte :
Infelizmente, diz el!**, nao vivemos no temp>
des Brutos e Catoes I As heroicas paixOts e n-
gidas virtudes de outru temp > succederam no
I BOS80 3 pusilanimidad? de ctracler, a iobrez e
condescendencias, o recro di malestar ao pode-
roso, e mais o espirito de elasse e protecca >, ju
infelizmente caracterisa o nosso paiz, onde ocn-
penho o quinto p-id-r poliiico. Nestascondl-
roe?, por urna cobarda, todos forneceraui ao
tesa reassum.r o exercieio(l>os 4oeom>>ntos
impetrados, pareeeodu lien methor commtlter
i un aclo ae fraqueza a amistar a colera do juiz,
que tem adquirido a repatacao temida de inimi-
f terrivel.
eixando a quera tocara estas injurias irrogadas
pelo juiz iniependmle, que era ao meos poupou
a seu o e protector Dr. Domingos Jos Jtogueira
Ufnaribe, um Jos signatarios do< attestados ailu-
duios; nao posso deixai* de por pateute a Intriga
mesquinlia quo urdi o juiz G traes de Slattos con-
tra mira e com relaco ao eollendissirao tribunal.
que tem de decidir da Justina de miaba causa.
Esta intriga a que se soccorrea ojuis, em falta
do argumentos para refutar as airabas razo a, e
sustentar o seu despacho, em falta deoouseieaeia
d. seu acto, consisto no sr-gninte periodo da sua
resposla:
Nao nos deixando intimidar pelas coarctidas
t do recrreme, i|ue leva o seu airojo at pr-cla-
mar que sua prestida e icnuente ramilia,
u quo diz ter lao intimas relacoes nj seio desla
i egregio tribunal, nio o dnir conemnar etc.
h u:na falsidade, contra a qual protesto e quj o
bom senso altamente r.-p:;!lo.
Provoco_o Sr. Dr. Mallos para que, se tem dig-
aidado e nao mente. deeTine o nome da pessoa ou
pessoas, a quem cu me li .uvesse exprimido da-
queba manuira con rolado as miabas causas;
seria piorno que cu nao tivjsseirrefragaveis pro-
vas da jnstlga e independeneia, com que sempre
procedo aqaelle tribunal, r nao conhecesse o es-
crpulo com que procede miaba familia era taes
negocios; seria precio que o procosso alludidu
nao losse uraa balburdia vorgonl'.osaurna mou3-
truosldade digna de seus autorespara que eu
perdesse a esperanca de triumphar plenamente em
yirtude da lei, recorresse a empenhos e favores, e
livesse, demais amis aleviandade de n-ed-
z-lo.
Confio, pois, gmente r.a jnica que me asskte
na integridade do tribunal que'rae ha de jul"ar'
Nao preciso de mais.
Nao ser, por certo, com intrigas desla ordem
que o Sr. Dr. Mallos con.egir o seu desidertum.
nobre juiz considera os meas processos/a chave
de seu futuro brilhanle: pois bm ; pendura no
peseoco a boa corda; uuis deixe-medefender
Jel.esseja juiz, nao m;rigante, rfira-se ao^ au-
tos e aao ao que se iz.
Ames de terminar: ha um ponto 'no seu aira*
todo que eu nao quero deixar passar desaperce-
bido, ao menos para agradecer ao nobre juiz a
compaixao qua diz ter da sorle do infeliz juiz mu-
nicip e de orph'los do termo desla capital, que
peln robusta mtetltgencia e Uustragao, que muito
o distinguen, pareca votado a mais digno des-
Comtudo, a par do airradecimento, riirei de mi-
nha banca ao nobre juiz, que me considero muito
feliz, tendocomo tenho, aiemWa paz e trauquilli-
dade de miaba onseiancia, o extrerap e carinhos
da mmha familia, que sempe me ifidemnisa de
qualqner injusrlr;a. W
S infeliz quem nao tem estes reearsos ua-
taraes
Agora um segundo protesto e terminarei
Ei-lo:
Emqualquer tempo, lugar e condieio, hci de
discutir pela imprensa o despacho do nobre juiz
9 sua resposta, e o mais que vier delle____
Espero em Deus levar a palma, aao pela robus-
tez de tntelltgencia, iilustracuo e podero; mas
pela le e pelo direito, urna vea que se conceda ao
perseguido os recursos qne couberem das decisoes
dos juizes tnteressaaos...
Nao quero mam.
Fortaleza, 30 de maio de 1870.
Munoel da Cnnha i Flgueirtdo.
'(Do Imparcial.)
Circo equestre
Segundo o Diario de hoje, deve ter lugar neste
circo, sabbado 25 do crcente, o beneficio do di-
rector interino da>, cotapanhi|. ou antes familia
equestre italiana, Stf tuiaffasali, como artista j
da mesma.
O nosso cabedal intefleetfto 6 sobremodo spn-
Por deferenc a ao publico responderse ao (bel-
lo ramoso publicado neste Diario em niaio prxi-
mo passado enjo samiana o seeftinle :
Sainado roubuu a viuva do finado Oliveira.
A padarla a nm allemao.Cobran de C. A. Luiz
dous contos de res, devendo 7005000. Este ve na
cadea miseravelmente. Nao tem quera lhe lie
urna casca de alho, etc. etc.
Reversos calumniadores descarados.
S... nao loicaixeiro da viuva Oliveira, e sim
deste ; em 1865 publicou o balance para destruir
este infame dito, agora repetido pelo.; me3mos la
rapios III
A padaria, o tal allemao quebrou nella, de so-
ciedade com outro em 1860 ; por essa causa foi
ella comprad i ar.s seus credores eomo se provou
no infame processo instaurado nec sentido pe-
lo; adroes, Macedo Matasono, Lingnissa,- Motira
etc. etc.
0 veibacasso A. Luis, comen crno fresca sal-
gada, a oito annos de praso I Negando em ju-
nho a exislencia dos recibos em "?eu poder da*
quantias recebidas por conta della, conseguio que
f.issam abnalos r.:\ exeea ao em tima l^tra que
S... ainda acreditando cm direito e razao, nao a
transnTio a tarceirb ; c. eonfessoa as quantias
recebidas por conta dn fornecimento, vindo assim
a ficar-lhe gratis essa carne .-.lem do praso I I !
0 A. do apontaraeuto so o acha bom leve-o para
C... S. s vai na Escaiia, ou em qualquer par-
le, qnando precisa, e nao corre sera v de que ? I
A sua retirada p ira fiio-Furmoso. nao foi para
subtrahin so de seus pequeos debito?, como miji-
tos tem feto, apresaatno-se depois mui lam-
peiros nessas ras ostentando honradez, e sim
para malograr assanbado adrao Macedo e de un-
iros prevaricadores seus associ.ido-. De vontade
propna e nao enlinhado em crau, como o f..
era 18io, coaduzid. o patnno i;o salteador Ma
cedo, pelo cabresto do meirinho Goncalao, idem
de corpo e cascos mis pelo cs da ceroola nni-
eamente; oh foi \ oh ladao matasono' Maced i,
em 1803 por ameacas de bacalbo em pessoa li-
vre ( an marolo ) re;jete-se de voaiade prop.ia
ivcolheu.se a oriso, por nao querer deixar-se U
ciimeate esu.ar de sua propriedade. como ago-
ra o foi vergonhjsamente, com a capa da lei
como nao j-a exemplo .' I |
Na pjisi viven conforme suas possos, pois nao
comea o alheio. mas aSo-vivia diariamente abra
Cada oomD. branca, ratrodarida em hnlles como
1 pairon i do salteador, dos sea- alimentos repar-
ta com A Jo ap:iu!am:>nto qne la esteve dous
comeado dos companhieii-us J.i prisio, ap"-
MOVJME^lffPORm
Nervios enttadrs no df 23.
Jfamangirape 14 horaa\ vapor brasileiro
Curunpe, de 222 toneladas, coroman-
dante J. H. da Silva, etjuipagei 17, em
lastr; companhia Peraambrieana.
Rio de Janeiro14 dias, somaca hespanbo-
a Portolat, de I5.'i toneladas-, capitao
Pedro Isern, eqnipzgem 42, etn lastro;
a Pereira Carneiro C.
PaysaDd32 dias, brigoe brasileiro Otfa-
da, de 214 toneladas, capitn Horacio de
Souza Nones, etjnipajem 11 f carga 3464
qintaes hespauhoes de carne; Batar
& Oiiveira.
Navios sahidos no mesino dia.
Aracatyfiate brasileiro Sobralense, cai-
tSo Antonio Gome Pereira, carga varios
^ generoa
S.- Tomaz Logar nortevaHemSo Aifred,
capitao K W. Schad: erfl rastro.
Penedo por MaceiiV Vapor brasileiro Gi
qmd, commandante Costa, carga drSeren-
tes gneros.
Navio entrad no dia 24.
Liverpool por LisboaJO dias do prinrtiro
e 17 rio sagondo, ^por inglnz Saphire,
de 434 toneladas, commandante F. Wil-
ltam, eqnipagem 24, i aiga fazendas e ou-
trosreneros: Sannders Brothers C.
Navios sahtdos no mesmo dia.
iverpoor Lugar inglez Itacer, eapitao
Williamson. carga assticar ealgod5o.
Barcelona Brigue besp'aonol CompoKca,
capitao Lidro Millet, carga algodao.
Observaco.
Fundeoa no lamaro am lindar inglez,
que at meio dia nao tinia-secommanicado
com a trra.
niianta ra aib.tgn.0 IG, a .vrem?ca>
dm chaf-irljtHK a W,w. por i,jrr^ %r se
"l:iii:>iM.. iii-opos.'K ijm c .moivIwyrid.-iK'
iuais de uui baiiro j aeiu }>or bsc ujaor
de nm anno. Os Srs. licilaotes podem oo
correr com seas fia-lores ou deciaracab
dos mesmos no mencionadodia, devndo ser
as propostas em carta-fechada e apresenta-
clas na mesma occasi3o, ou antes no esccip
"rio, onde melbor podero informarse das
conicoes do contracto d'arrematacao. De-
clarase anda quea venda d'agna para o mar
sera exclusivamente feta, no bairro do
Kecire, e obligados 03 Srs, arrematantes
fazer a terca parte de seus pagamentos em
sedulas miudas e cobre.
BAZES SOBRE AS QUAES SE DEVE
LANCAR
Bairro do Recife
Cbafarizes e bica do caes d'aI-\
Handega.......J
DHo> darua da Cruz ... .1 I7:15f>4l
ill:41USSl DHo da ra do Br6m .(
Dito e bica dd Forte do MattosJ
Bairro de Santo Antonio
Cbafariaes do Largo d > Carmo \
Dito do Largo de PeqTo h i
Dito do largo do Paraizo. .> 2i:720 Dito da roa do Sol ... .1
Dito da roa da Concordia, .
Bairro da Ba-Vista
Chafarte e bica do caes do api-
baribe......
Dito da ra da Aurora. .
Dito d* cidade nova de Santo
Amar.....'. v
Dito do lugar do Campo Verdea ,6:655^
Dito do tergo da Soledade. f
Dito da Cix d'Agua dos Pire.}
Dito da praca do C'aded'Eu,.l
Dito do roa-de S. Goacallo. ./
Bairro de S. Jos
Cbafariz dolanto da Ribeira .
Dito da roa de N. Senhora do
Terco........
Dito da entrada da Cabanga! [Y 23:000,3
Dito da ra Imperial .
Dito do largo de if. S. da Paz
do* Affogados ....
Pastagem da Madalrua
Cbafariz do largo vivero 725000
Dito da entre duas pon-
tes.......200,5000
9
COMPANHJA PEiWviBLCANA
ParshybViNuta', ,vbcao, Mossoro, Aa"
caty, Cear, Mandah, Acaras* o
Granja.
O rapo; Ipojuca, commautoia
Jonra, seguir para os ponas
_ aeimi no da 30 do corrate aaffbov
meadas, e pajsage^ros e dinheirt a frata at a
i horas da tart'e do dia da sahida do xriala-
no do Furte do rfattss a. 12. *np-
la
PAfA'
tJhT scguir f01? a ?f!sivel ^'aite pa-
laclio portugoez Jote, por ter a asaor parte da
carga prompta,. e *ara a poaca ae lheI falta, a
frete commodo-, trata-se com o-consignatario Joa
do 17 Gn?"Ve8 Be,lr*^ r ConW
I
Capunga
Cbafariz da ra das Pernambucanas
Apipticos.
Cbafariz desta localidade .
Monteiro
Cbafariz desta localidade .
Escriptorio da companhia do Beberibe"
20 de jnnho de V870. O secretario,
Dr. Prxedes* Gomes de Souza Pitonga.
272*
200
mi
Hio de JarteaTfo
Segu cora brevidade o [tacho nacional Estro
l'rlZS P"'fh,,05?.a carrefamento engajado; Ln.
o resto qne ffie falla trata se com os oWaata-
nos Antonio Lniz de OJrrtaxi A/.evedo &&rak.
daCrut n. 57, andar. '
f
na?ab para o resto da carga trata-s. con Pereira V
na & c, roa do Vigario n. 11, t andar.
WAIIA BHAlSr
DK
Paquetes a vapor.
Bos^jortns do nnrtn n tm
at o da '!0 do correal o vapor
Artnos, eoinmandaute Oniiheriw
Waddenptcn, o qnal depoi , demora do costme semxir pa-
ra os portes do sol. F
Desdo j recebem-se passagetros e raaaihi aa >
iarga que o vapor poder cunuzir, a aalavr
*er embarcada no diado soachegada. MoasaaD-
teedrabeiro a frete at as 2 befras daSa^aa
Naoserecebemcomo encommendas scatf o>
leetos de pequeo valor e que aao excodam a dos
irrobasde peso ou 8 palmos cbicos de medieSa .
rudo que passar destes Hmites dver se.- eraba?
aao como carga. *
Previne-se aos senhores passageiros qne was
passag^ns s se reeebem na agencia, roa da Croa
n. 07, f andar, escriptorio de Antonio Lnit >
Oliveira Azevedo dr C.
zar de ser abastado Bdali
:o D cunta estara
(1) Nao sera isto orna insinaacao ao triDnnal,
qne vai tomar conheeimento desse proeesso ? Di-
cant Padvan____
a_ nao ser a generosid:.de de .. a quem ainck
nn pagoo as d *p tas do sin soltara !
S... at bojrf nunca passoa tome, .uno na Ilii 1
rata o patrono do lara;>io Kaaedo, e l t-ria mor-
n:l) (.-i mais tempoj se nao Ib valasse os v, -,
Je viuva e ralos assados..^ Elle nao insulta a
ninguein, s diz verdades paras, ningaem mais
insultante do iue o patrono do lado de padaria,
Majado matasono, pois it a familia mais alta d .
paiz, na 1 Iho |em esnapado I I I
S... aqu mora ha 10 annos. uo ver. fgido do
1 ino, nenj d 1 utra fafqo r parte corad rraites
tem vindo e iao, para safttranir se a direitos o a
crimes...
Elle negocien no trapiche maJloa annos, inda-
poem se n dore valla da real, eompra a endito
o qne precisa, nao deve nem a vigesslraa do mii-
amigo nema qnarts parte do mais im.derno coi-
lega, e ladro de padanas sabe disto, pois na au-
zencia de S. and ^u pelas casas dos consignatarios
neaindo e oftererendo dinheiro pira despezas de
fallencia (ah maPOtC !) sepd re; ruido cuno t! (
va e acremente da respaitavel ca-a, cuja cata -
rofe nmguem ignora e da qual diversos esperta-
ibL-s se arranjaram e esporam se amniar em-
purrando-liie para cima as mazellas e odiosia-
des O contrario seria clamorosa injosiiea vis-
to qne tanoeiros, c?.rroc;'iros, clarinetos, ferrei-os
e rapazolas sem eirn nmbera cheiraa*o so*
coeiros, dondos o pancadas, comprara acredito
muros me teai p >gado a ronca na prsca de 20!
60, e-100 contos, e paM am 2, i. e 6 por cento,
como cazuza mar., Tio,,K*gado Pr*it- et<-. ele!
compram piluas e carraoi3iitos, com nao com-
piara o S. quo nunca plausos disto ? (poder
lai.ar assira o matasono e o seu patrono ? nao c
Planetario do pateo do purgatorio, diz que nr-
ra I? a,agnci3 ir*1 600 P-ra o por na
E nunca foi chamado a juizo para pagar o a\;p
se llie eonfla, sindical, e veris a wrdadW.. E ,-
bei que a pona do talio e a represalia sio ad-
missiveis.
0 observador.
0 de?eml>argador Caefano Jos da Silva Santiago,
^o conselbo.le S. A. o Imperador, coinmendador
d-i jmpenal ord,-m da llosa e presidente da re-
hcaii de rernamaaea etc.
Faco saber a tolas as autoridades jndiciarias e
mais funecionarios d) foro de do i-hegado ao meu canhecimento por meio de
urna representaejw que me dirigi o Sr. Dr. Julio
Angosto da Cunha Giumaraes, secretario do tribu-
nal do commcrcio, um faeto frravtssimo que se
a;ha no dominio dj pnhlici, praricado pelo solici-
tador de causal Leopoldo ferreira Martins Hihei-
ro, de se ler prevalecido de sen nome, no carcter
de Inni-ci mario publico, e do de ara dws desem
bargadores adjuntos do mesmo tribnnal para ex-
tornjoJf da ama aaaa rnramercial desta pra^a diffa-
rer.te? Soinmaa para f.ivafmer um |ileito judicial
qne o eommerdanie Jote Peraanaai 6ooes tivera
com Joo BvangeNsta de S, pra'.ieando assam nm
verdadelro eteitonato Itl Bsaado dimfudever1
reprimir nmeihaniw abusos, ba< por bom daad-
rainistraco da jtitlica e oralidade do foro cas-
sar provisao qne actnalmeaia tem o referido o-
licitaor visi) coiiiii nao tre.ni !a em extorquir de
seus eonstitointes quantias fabulosas prevaleeea-
do-se, para fin< t 1 |iervenos, do- nome* dejma-
gistrados, e de mais fdaeeionarijs o loro em me-
noscabo de suas renutar-s!!! Seja, portante, eta
publicad 1 era aiidntacia, d-i q> se faca meaeao
ng protocolos paM que cjieguo ao canoecimoato
Je todos, e devida nrecaoeao.
Tribunal da relajo de Pertnrabuco 13 deju
nho de 1870.
aetanb Jo- da Silva Santiago P.
Inspec^o do arseaa de
natiriahu. ,
Fai-se pnbhxo que a commisso de pernos
examinando na forma determinada no regulamenm
annex ao decreto n. 1324 de 3 de fevereirr de
185, o casco, machina, cald?irai, apparelho,
mastreno, veame, amarras e ancoras do-va-
por Mandah da companhia Peraarabncana de na-
vegacao costeira, ariinu todos esses objectos em
estado de poder o vapor navegar.
fnspeccao do arsenal de raarinha de Pernamba-
co 23 de junho do 1870.
O inspector,
H. A. Barbosa de Almeida
* ^^^E M>IIIM Mi .*KanMgE& JJKMi
Pretende sabir etn poucos dias cm a
carga que liver a barca portaguezd Socmi
por iS!>o quem desejar a r-wekar frele rom-*
foodo, dmja-se ao consignatsr o Joaquim
Jos Gencaives Beltro, roa do Commer-
ctou. 17, assm eomo lecebe passageiros
para os quaes tem bon^; comm dos.
Para Lisbi
PAigA do freeips 23 dk junho
DE 1870.
AS 3 1/2 HOBAS DA TARDK
Gambio sobra Londres 90 d/v 21 5t8 d. por U
(hontem e hoje). *
Cambio sobre Pars 90 d(y. 445-rs. por franco
(hontem) db banco.
Cambio sobre Portugal 90 div. Ii3 OtO de nre-
mio (hontem). p e
F"l5 0d0 a8UCtf da Parabyba para Canal-43,
dem lastro de'asstre** daqui pan*. fcierpool-17ifi
sem capa. '"
dem algodSo daqul para Liverpool 3i8 d. sem
caps.
dem idem da Parahyba para Liverpool 3r? e
o u|0
aoncalla los Affoaso,
"rVesidante.
Pelo secretario.
A. P. de Lemos,
AWANDEGA.
Mdimentododiala2. 761-*taeq
W i0 d' ..... JSS"
78:S3aje8
o lasperl-ir ii.i-rui.i.iu a ritiera faz pnbhco
que no da 28 do correnii' mti, de> >is di moio dia,
; porta da mesma repart-fu, ser levada a basta
publica, l.vr de direitos ai> arrematante, urna cal-
xa da mirra II & A n. 103 vinda de Liverpool p,-lo
vapor Kepler, entrado atete port em i't deste
otez, coqwodo oitenta kugrnraee de inatim es-
tampad ni rator de i(j:),!>jO, camignada a I!'n-
rii^ue & Azevedo e pelos meamos abaudonada aos
dir.-ito.-.
Alfandega de Pernambnco 23 do j inh) do 1870.
O nspector utehao,
L. de C Pas de Andrade
-- Por ir.'.fm di Sr. Dr. audino de Araujo
Guilaari s, c itisnl da a^ao p rlngueza nesta pro-
vincia do Pemax b-ico, sao chamados os credores
aos efuoiipa dos subditos poruguezei Francisco
J .s de Caraiba e Joao Autoaio Duarte Jnior,
para aprc.- atar .i seus crediii.s nesta chameila-
ria do consaado, dentro do pr.i.-o dp oit di:is da
presente data, pa-r^ depois do verificados serem
payos at onde hegar o producto dos mesmos es-
polios.
Consulado do P rtugl e: Pernambaco 20 de
juoho de 1870.
') obanoeil.r Interino,
Artbqr Aureli.mo Forre ira Draga.
NO
IES.I
COMPANHIA
EQLESTRE fittlSffl E ACROBATICi
SOB A DIREfXAO
DB
D. Luis Casali.
EXTRAORDIXAI1IA E VARIADA F.VCgAX
Siabfosdo sss o co ^reate.
BENEFICIO
Be 33. Luiz.
PROGRAMMA.
1." Urna linda syraphoaia doriaida pelo maestro
Martin?.
1* As posl^Se) acadenMeaa, pelo beneciado e
synipatluca seorita Auna.
.'{." Pela priraeira vez, a menina Joannita eje-
cutara o vollei i rpido, subre o cavallinho mosca.
4." Pela priiiipira vvz, o rallo do Bombo, pelo
beneficiado.
5. m Jlicoso entremez, pelos clowns Cesar,
Aldabo e Rodrigues.
la prim-ira vez, o beneficiado apresentar
Segu para o porto aei-, a radica* com a nossi-
vel nrevidade a escuna poriujuea Amia oara
o resto da carpa quo lh- f.,. traia-se om os
eaasigoaianos R. Rabeli r 4 C, ra do Sora-
COMP.1KHIA PKKNAMBfGAT----------
DB
Navegando coate ra
G"i;);r::'.
V O var r segniri para ->
porto acbaa i. .lia 2fl do corronto.
m as f li--
11 cebe carga, om .,, ... paasaaalrflB a di-
nheiro a frete no esftiowrio do'Forte doMatos

por vapor.
Atf0 d'a 2? '' :':'! ?* lJlra > Porto x
barcaca Mente Gkitsttr, .-.i.r',-, recebe algnma car-
Sfot "" em Inertfe ,!a mcs,aa ai esca'
Piulo |-,r Lisboa.
A barca Vencedora dVver seguir viacem em
poneos oas con a carga que tom : |K.r i-so os
Srs. earregadores D ..-iros que quizerem
aprovettaresta brenade e cumnodidade nwor-
eos, podem diriRir-83 ao -scriptorio de Soares Pri-
mos, ra do Vigario n. 9.
B.
Pela subilelojtacia de p >li ;is di i" distiStO
da Boa vista ^o f.^z publico, qne se acha reoolbidf
ei&rx* do Sr. >fnnoel Pellx. rilraoSr nn. B Rb
Cabo : quem so jutgar laxu t; reilo mesma, ap-
pareca, que provaydo, lhe ser, entregue. Recife
t' de junho da 1870.
O sundelagadc sofplcnt ,
Correia Selle.

.No dta 27 do corrente, dfpjis da audieqeia
do Sr. Dr. jniz de orphaes, tem d ir em praca-pu-
Wica, parante o awsmo juta asbeir.feitoria' exis-
teatcs no terreno de maiinhn n. 1M A, simado
roa Imperial, e a awtaeSo do o *ao* da casa n. 253,
perteneenies a heranca jacenle ne Jo Maria Ba-
cM de Masalhaes, por exeeorloBo padre Antonio
"""laFigiieiredo, pama a
'Jc-amiim de Snot
em 300j. _______
*h O o;pctor interino du all'andega' faz publico
que no dia 34 do correte 1 hora da. tarde,
porta d i mesma, ser levado hasta publifa, 1-
vre de direitos ao arrematante, 20' taboas da pi-
nh" viudas de Hantburpi no ravio niirte-alemao
rentas, entrado neste ndrto em 28 de abril do
aajuato anuo; a. qu-es foram avaliada era itf.
o aliulftnadas aos respectivo- dfreiTos por Jo3.j
Mrtins de Barros.
Alfaudega de Pernambuco, 21 de Junho de
O inspector interino,
J.uiz de Cafvomfites de Andrade.
,- .--------- .. v^Hv..^,UMV' |'l' -UU.Olil
a alta eschola, o cavallo Murillo, montado pelo
systema Baucher.
7.- O Sr. Vicente do Bepn, artista pernambnca-
no, f.ir sorprendentes deslocacSes sobre duas
cadeiras.
Intervallo de 30 minutos.
8. Os arriscad i asimos jogos atbleticos, sobre a
escad? aerea, pelos festejados gymnastieos Ce-
sar o Vicente Casali.
|. Trinta annos, ou a vida do jogaor, pelo be-
neficiado.
10. Pela primeira vez, as argollas vollantes,
por Aldabo e Rodrigues.
11. PeU primeira vez a Interessmte pantomi-
ma : intitulada : os dnu> irmaos feriios ou o de-
fensor da bandera brasileira.
O pr ui-ipal papel desta pantomima sera feito
pelo beneficiado.
Principiar s 8 1|2 da noute.
%'t-eeos
Camarotes com 6 entradas........ 12^00-)
Cadeiras........................ 2*(XKi
Cadeiras avulsas para senhora..... 2/OiN)
Geraes.......................... ijooo
Os bilhetos de camarotes, cadeiraB e platea:-
vendem-se no niesnm circo.
DEDICATORIA.
O beneficiadbi penhonio pela desdida preec-
cao e ptimo acolhiraento que esta companhia
tem tidonest* capital, e pela maneiras sss ob-
sequioSB< mmqna ha sido tratado por lodos, quer
como artista quer como bomem, dedica o Reu be-
neficio ao dlstioclo corpo acadmico, e ao nao me-
nos mostrado corpo commereta! desta cldade, es-
perando de todos o seu benvolo apoio.
ai
Da casa com solea e Bolla sita a roa do
angelo. 16, attaoln foreiro (papa %$
.inmiaes) a Santa Casa -le Misericordia de
Loanda.
A 23 do corrale.
Por de-pacho do Ill.n. Si. Dr. juiz do comer-
cio,arequeriraento dos adminfetradores da raas-
sa fallida de EUqocira & Pereira. o ageoM Olivei-
ra fara leilao do predia sapra outr'or.i pertoacen-
le a nava eherdoiros do b: Ignacio Nary d.\
fonsera, e adjudicado a referida massa oela
inantia de 6:400 p
ao nieio da em ponto, en: seu escriptorio a roa
di Cruz n. 53, 1 and.r, onde os protendeates
.rnarao a chave para procciierein a previo exa-
uie da mencionada casa.
CMpauahla anerSoana e brasi
lelra de paquete- a vapor.
m o dta Io da jamo esperado do portes do
su o vapor americano, Soutk.America, o qual de-
pois York tocando no Para e S. Thomaz, para frotes e
passagens traU-se com os agentes Henry Forster
A C, ra do Comaiareio a &
Preoo das passagens para o Para.
As passagens para o Para na I" elasse custa 120
nfrprfa 60a
*
De* genoros e aipiinm nnbilia esistente no
estabelecimento da m issa fallida de Al-
meida. Borg^s C, travessa da Ma-
dre de De.s n. 9.
A 27 d > crvente.
Em compriraento do rcs(ietavel mandado do-
Illra. Sr. Dr. jaiz do commercio, ai requeriraaato-
dos depositarios da dita toara, o agente Oveira.
rara leilao dos indvnd.s artigos, consistindu eco.
cha em latas de tima e dns fibras, mimj em
saceos pbdsphoros em fih* c massos, licores^
vnllas de candaba, vinho I rdeaux e cognac em
caixa?, sanhuhas d Naots, banba da aorco.
em barril, caixos vasios, p-is de estiva, balaca
com pertencos, burra de forro prova de fogol
preasa para copiar cartas, carteiris emoxos, se-
cretara, cadeiras-differentes, baqutnhas apa-
radores, quartinheira, cafcjde, lavatorio, candiel
ros de paa, marqueza e outros obiecto* uue e^ia-
rao patentes : "
Segunda-re ira
As 10 horis da manh, em ponto, n radicado
estabeleciaienlo.
Contaua^ao do leilao
no
Por despacho do Illm. 9r. Dr. jnlt raanieipal
*r commercio da Ma do Cabo, a roqaerimeato.
do curador fiscal d-v massa fallida da Sever
Jos dos Santos Aguiar, foi dasifluado p du so-
gttnda-reir 27 do rorrete as 10 horas da na-
nbaa para na casa do mesmo estabelecimento se>
proreder em praca publica a venda do ganaras
e mais obje tos e pertences de padaria qne faaaaa
parte da mesma massa e sero entrefoes peto
maierprep. Convidase os protendeates para,
essa praca podendo irera ver a avalladlo w car>
tono do escrivan Sant'Am.
LHI
Para o referido porto prete
sivel brevidade o patacho por
.-- -- ""ci uicrmauc u paiacno porioaieiliCMMMHM
No dia 27 do corronta pelas 12 horas ,!,g!Jn,a *"** trauda, apS ?Jq^aWHrta
do dia ter* lugar no eferiptorio da compa-IKeir^ruan'SS^t^
* de-mo^eM, Ibuga e vidros
constando da
um piano d-. armario, 1 dilo de mesa, i rica ea-
pelho, 1 dito com columnas, ama mobilia de ja-
|np consolos, 4 cadeiras de bra-
^^HralaiiQ.is e 12 do gi.rni^aa, 2
NT jjalT 2 ditos de suspensaoouma,
mobilia de mogno com 1 sof; ban a21
'debas de bracos e 18 da goaraicac
DATATWCORRETA


1 Diario de Pernambuco Sabba lo 23 de Janho de 1870
serpentinas, 1 cama franceza de jcara arta (no-
n), 1 berjo, 1 relogio de pedra e 2 va*, urna
mocil i para gabinete, 2 mesas redonda, grandes,
2 quadros, i mesa elaatjca, 2 aparadores, 1 sof,
12 cadeirai, 4 consolos, 3 cabidos, 1 appare ho de
tonca doorada para cha, 1 dito para jamar, gf-
-^ ._ ___ _.1:*> n militan Hotel jovial
48Roa das Trincbeiras8
Amanhaa abre-se este novo hotel, recebe assig-
natnras p;r pre?o commodo, e n
os joveas promptidao, limpeea
e commodidade.
nas de chrystal, copos calix, e multes cairos ob- No'meMno hotel precisa-se de ura raoleque de 15
jectos que estarlo ao exarae dos concurrentes na | 16 anD0S
J Ferrara Villela
vwpera e dia do leilao
Jos dos Santes Magalbaes faz cien-
--_--------~. an i_ Joaauim Jos aos ouiB5 ji-h'"- --
Terqa fera 28 de J UnhO te ao publico qne tetn vendido sua taberna muaa
no sobrado da ra do Vigario, n.5. iCfPg "fitSSA' ES
O awnte Piulo tara le:lao por conta e ordera de racaua, ao w. i euro
urna lamilla que retira-se d'esla provincia, dos de junbo de 1870.----------
movis e mais objectos existeiues no pnmeiro Quein pegar uma^lwa, tobo, I"***
rodar do sobrado' da ra do Vigario n. 5, onde! Del|uda ^u, cochas, cora os chifres serrados as
se effectuar o leilio, o qual principiar as 10 f nlM. ulho na orelha esquerda, a
horas era ponto. ___________,_______
LEILIO
DE
DIVIDAS.
pontas, um .--------
Bella n. II. que sera recompensado.
~ Dm amigo do Dr. Victoriano de S e Albu-
auersue, manda resar urna missa peto eterno re-
puuso de sua alma segunda-feira 27 4o torrente,'
pelas 7 horas d manhaa, ua matriz 4a Boa vista,
e para tal fina convida os amigos e prenles do ti-
nado.
Terca elra ** *le|ul !
No andar do sobrado na roa do Vigario
30, o agente Pinto levar a leilao awr mandado do
lllm. Sr. Dr. jaz municipal da 2* vara, e a reque-
rimento da invenUriante, e melara dos bens do
tinado Manoel Izidoro de OhveiraLobo, as dividas
nertencemes ao mesmo casal, Matantes do man-
dado existente no escriptorio de referido, ra oa
Cre n. 38, onde podem ser desde ja examinadas
as referidas dividas, devendo os pretendentes con-
correrem ao leilao, que leve lar lugar ao nao da
do dia 28 do crreme, no f andar do sobrado da
ro do Vigario n. 15, onde aavera anteriormente
leilao da movis, louoao vidros.
AVISOS DIVERSOS. _
Os artistas abaixo assignados, em signal do
reeosijo pela terminacio da guerra, resolvern fa-
zer um fogo de artificio rateramente novo, entre
os mesmos, para ser queimado aa parte do no
Capibanbe, mre a ponte da Boa-vwu e a casa de
detoncao, represenundo um simulado combate na-
val no dia 2 de julho prximo vindonro. Alm
desse queimar-*e-ha umbem algum fogo e visU
na parte da ra do Marques de erval. Pedimos
portante aos moradores da mesase roa para que
durante oda conservem-na embanderada e a noi-
te Ilumnala.
Manoel Gomes dos Passos.
Firmino Guees Alcdforado.
Simio Francisco Guerra.____
_ Urna senhora casida, de meia idade e de
bons costumes, robusta* sadia, que laya, engora-
ra ecosinha, oflereoe-se para servir interna-
mente em alguma casa de ponca I
P1IOTOCSRAP1II 1 IMPERIAL
18-----SUA DO CABUGi8
A entraa pelo pateo da matriz.
Os trabathos da reediflcaciB desu photographia,
e que se prolongaram por unto lempo, achara-se
felizmente terminados e eHa aberU ao servico do
publico desde 7 de abril passado.
O predio em que esU eollocada esta photogra-
phia acha-se muito augmeuudo, o s a parte desti-
nada ao estabelecimMto conU cinco salas, inclu-
sive as do laboratorio. Todos os concerlos e aug-
mentos tendo sido foitos expressamenie para se
monur ccnvenientemeote a photographia, e nao se
podendo melhor modelo escolher do que a Photo-
grafiia Imperial do Sr. Insley Pacheco do Ro de
Janeiro, o primero photographo do Brasil, e um do?
pnmeiros do mnndo, segundo a opinlio dos mais
abalisados mestres, a nossa photographia aclia-se
dlsposU e reedificada pelo mesmo plano da do Sr.
I Pacheco, a qual foi montada sob todas asregras
recommeodadas pelos mais destioctos professores
de accordocom as modiflcacSes neeessarias ao
clima do Brasil, reconhecidas e estudada* pelo ha-
bilissimo e pratico Sr. I. Pacheeo.
Todo interior do predio em qne esU a nossa
photograpfcia foi mudado desde a soleira da.porta da
ra at a -coberta, tendo-ie demolido todas as pa-
se fazerem as novas salas
PHARMACIA CENTRAL
Ra do Imperador n. 38
Xarope de lactucario d'Aubergier, e de
ihery decio d'Abbadie recommendados,
como calmantes para os casos, em que se
nao pode usar do opto e de seos prepara*-
dos, e mui convenientes para as enancas
nos espasmos, ecoovulsSes. ___
phIilm^giaiIntkal ra do impera-
dor N. 38.
preparados d'alcatrao em capsulas, licor,
e xarope ferruginoso.
^HARMAa~iCE? TRAlTRA~DO"IMPERA-
DOR n. 3a
Plalas de Vallet.
. Pillas de Blancard.
Pilulas de Bland.
Xarope furruginoso de Blancard.
Confcites de lactato de ferro.
Plalas de carbonato de ferro, laclado de
ferro, iodureto de ferro com magnezia
Ferro de Quevenne.
Assucar ferruginoso.
wmmmmmmmm
i
ra
pri-
di-
PHARMACIA CENTRAL RA DO 1MPI
D0RN.38.
AMA
Preoisa-se de urna ama para servieo de dontro
e tora de casa de pouca familia, prefere-se escra-
va e paga-se bem agradando: na raa Velha nu-
merle.
O padre provincial da ordem carmelitt desu
daoe convida os sMhores possuidores de terrenos
foretros mesma ordem, para que no praso de
olto dias, coudos da publicacio deste annuncio,
d^^DresSmo se"nier lisar dirija-se a esujjprsenteralhe no respectivo convento os titu-
t vnoBranhia que se me dir quem (os de suas poeses, e os ltimos recibos que ve-
------------a I rem dos foro. por lies pagos am de melhor re-
gularse a raspeito, sob pena do emprego dos roeos
judiciaes para isso. Recife JO de junho de 1870.
Fr. Erico de Sant'Anna Rique
MUDANCA.
S
O Dr. Carolino Francisco de Lima San-
tos roudou sua residencia e consultorio
para a ra do imperador n. 57, 2o andar
to sobrado cujo armazem conserva an-
da hoje o nome de -Alianca, tendo a
entrada, que pelo lado da ponte Sete
de Setembro, o mesmo numero 57, da
frente. Ahi continuando o dito Dr. no
exercrcio de -eua profissao de medico e
de operador, pode ser procurado a qual-
quer hora do dia e da noute.
ATTENCAO
redes interiores para se lazerem a uj' s"""j
SSTMir "^ ^"^^ Vtobo exaude pepsina .Urt.
Gomo sabiao, flzemos nm viagem expresa-1 excellenie tnico para auxiliar as digestoes
' difGceis nos casos de debilidade do esto-
mago
O Sr. loaqnim Fernandos de Oliveira queira
\ir a esU typographia a negocio de interesse M
Deseja se saber se existem nesu cidade ou pro-
vincia os Srs. Manoel Jos Soares e Joio Jos Soa-
res, naturae das libas dos Acores, os quaes, ou
quem delles tiver noticias, sao rogados compare-
erem ra do Brnm n. %, armazem, a negocei
de interesse.
yltteo^ao
Os antigos offlciaes do finado Francisco Pinto
Ozerio, esubelecerara-se na mesma ra n. 6 de-
fronte do becco do Rosario, e na mesma alugam-se
e applicarase bichas de Hamburgo.
mate aborte para examinarraos as melhores pho
lograpaias all, e foi a do Sr. L Pacheco, a que
meradr corresponden aos nossos desejos e aspira
all starmos todo um inex estadandou apro-
veittnao a Iic5es de lio distincto roestre. Pea-
sames que junundo os nossos estados e longa
pratica de 15 annos de pbotographia sutilissiroas
icBes ultiman ente recebidas de Sr. I. Pacheco,
tendo moudo a nossa photographia como se
acfca, podemos offerecer ao iUnstrado publico
d'esta cidade e aos nossos nuurosos freguezes
trabalhos de photographia tao perfeitos; como se
peder desojar, e disto convencidos, esperamos
ue contluuera a dispensar-nos a mesma pro-
teccao com qne ha 15 annos nos tem honrado e
ayudado._______________________________
Attenpao.
Ainda se continua fornecer commedorias
^ara fora com asseio e promptidSo, man-
dndole levar a casa dos assignantes que
u3o tiver portador: ra estreita do Rosa-
rio n. 35, Io andar casa particuhr de fa-
milia, j____.
PHARMACIA CENTRAL RA DO IMPERA-
DOR N. 38.
Agua bemostbalica de Lechelle. mui re-
commendada em qualquer caso de bemor-
rhagia, e principalmente na thysica pulmo-
nar, e as hemorrhagias uterinas
|
__O Sr. Manoel De-Giovanni queira
mandar esta typographia pagar o impor
te de publicatjoes de annuncios de espcta
culos, em somma superior cento e c
coenta mil res.
Precisa-se alugar uro escravo que seja co-
peiro, esperto, e que entenda di comprar : no
caes de Santo Amaro a 42, ou na agencia geral n.
81, praca do Corpo Santo,__________________
Aos 20:000^000.
ra do Cabug n. 1.
Bilhetes do Rio venda
ende Vieira & Rodrigues.
Precisa-se alugar urna escrava para traba-
Iho de casa e ra : quem tiver dirija-se ra dos
Ferraros n. 1 qne achara com quem tratar.
FABRICA DE MACHINAS
Ra do Brum n. 104
DE *
CARDOSO & IRMAOS.
qualidade de macbinis-
mar, moendas inteiras
Neste antigo estabelecimento faz-se e concerta-se toda a
mo para engenhos de assucar, machinas a vapor de trra e de
e meias moendas e todos os pertences as mesmas e necessanos a agricultura, pedmdo
a atteuco de seos numerosos freguezes, amigos, s-nhores de engenho e ao publico
em geral para os artigos que ja tem exposto a venda, como seiam :
Machinas vopor viudas da Europa, da for?a de 4 e 6 cavarlos superior construccao.
faus de ferro fundidas e batidas,
Reguladores e apitos para vapores.
Moendas e meias moendas.
Rodas d'agua, e rodas dentadas de espori.
Rodas angulares de todas as qualidades. _______^____
Agencia de leudes
Ra do Imperador n. 16
Neste armazem recbese para serem vendido
em leilao, ou em particular, por conta de seus do-
nos : movis usados, louca e christal, ou outro
qualquer objecto de prompta venda ; assim como
tambem compra-se trastes usados.
Faz-se qualquer negocio com a loja n 42, cita
ra da cadeia do Recife, propria para armazem
de groco trato, por se acbar em dos melhores Jo-
caes : traur na mesma._________________
Precisa-se de urna ama para todo servido
de duas pessoas : na ra do Duque de Caxias en-
trada pelo becco do Qnvidor n. 2 andar.
Muita attenpao -
Vende-se ou permuU-se por casas, nesta cida-
de o sitio n. 5 na ra de Jjao Fernandes Vieira,
porto da soledade, com casa de vivenda para
grande familia, cacimba cora boa agua, tanque
para banho, muitas fruteiras de diversas qualida-
des, cento e Unt03 ps de coqueiros. muitas bai-
xas com capim e trras para ploatacSes, um gran-
de viveiro com muito peixe, e muitos mangues
para lenha ele. : para ver e tratar os pretenden-
es dirijam-se ao mesmo sitio.___________<
Precisa-se de urna ama de meia idade para
comprar e cozinhar p^ra tres pessoas : na ra
das Flores n. 37.__________
Precisa-se de urna ama
numero 70.
PHARMACIA "DENTRAL RA DO IMPERA-
DOR N. 38.
Xarope de rbano iodado escolente com-
binado do iodo com o sueco de plantas
anti-scorbuticas.
Este xarope empregado com grande
soccorro contra as molestias da pelle, os
engorgitamentos escrofulosos, o rachitismo-
cachloroso.
O vinho iodado de joly, e oleo iodado de
Personne, sSo recommendados para os mes-
mos casos, e encontram-se nesta pharma-
cia. _______...______
PHARMACUCENTRAL RA DO IMPERA-
DOR N. 38.
Variado sortimento de chocolate de ban-
nilha, salepo-araruia, ferro, e de sade, da
acreditada officina de Menir.
Sabonetes d'alcatro, d'acido phenico, en-
xofre e camphora recommendados para as
molestias de pel> como sarna, panos, em-
pingens etc., sendo o ultimo de muita utili-
dade para o uzo do toilette, por preservar
a pelle de ser manchada das maculas, que
costumam accomeltel-a.
Na Iravessa da
das tees n, %
meire andar, da-se
nhelro sobre penhores
de ouro, prata e brilhan-
tes, seja qual for aquan-
ta. Na mesma asa com-
pram-se os mesmos me-
taes e pedras. ____
Agencia em Peraambuco
Do Dr. Ayer
Peitoral de Cereja
Cura a pbthysica e todas as molestias do peito.
wala parrllha
Cura ulceras e chagas antigs, mpigens e dar-
tros.
Tnico '
Conserva e limpa os cabellos.
l'lliilas cathartlca.
Puramente vegetaes e sem mercurio, cura se-
z5es, curam e purifleam todo o systeraa humano
Vende-se efectivamente em casa oe Samuel P
hnston & C.,rna da Sanzalla Nova n. 42._____
0 Dr, barmento Filho
| mndou-se para a ra do Imperador n. 29,
1 2* andar.
ConsnlUs e operacoes todos os das das
10 horas ao meio dia.
Chamados por escripto a qualquer
hora.
Confeitaria dos ananazes.
16Ra da Cruz16
Santo Antonio. 9. Joao eS. Pedro,
Amendoas, aa mais apropriadas para fortes,
vende-se em arrobas e libras ; papis j promp-
tos eom estallos para sortea; recebe-se encom-
meodas de bolos pes-del enfeiudos; as encom-
mendas recebe se com antecedencia e as amenaoa
em arroba lerrao abaiimento no preco.
Precisa-se de urna ama para todo serviru da
urna casa de pequea familia : na mi do Aragao
n. 38. _________________________
Na ra Primeiro de Marco n. 15, escriptorio,
recebe-se propostas para a collocaqo de vidros e
pintura no predio n. 23 roa da Cadeia.______
Farlnha de naadloca.
Da melhor qualidade e mais barata do qne env
outra qualquer parle : vendem Amara!,. Moreira
& C, no caes da alhndega n. 7. ________
Precisa-se de um crindo ou criada forra our
escrava para casa de homein solteiro-: na rea da
Camboa do Carnv n. 21, 1* andar.
I.lvre oa
Precisa-se de urna ama
pessoas na ra estreiu
meiro andar.
escrava
para o servico de tres-
do Rosario n. 43, pn-
Precisase de urna ama
Rosario n. 48,1* andar.
na rna estreiu do
Ninguem duvide que na
Chapeos do sol de seda a 54 cada um : na teja-
das 6 porUs em frente do Livramento._________
Sortes
Para S. Joao e S. Pedro.
Aeham-se venda sortes para as noites de S.
Joao e S. Pedro, irapressas em papel de cor, e por
preco o mais commodo possivel: na ra do lm-
perador n. 1S, aefronte de S. Francisco.
PARA DIVERTiMENTO.
Aeham-se venda na rna do Imperador n. 15,
dt (rente de S. Francisco, um rico sortimento de-
folhetos, de Magalona, Joao de Callis, Poriena o
outros muitos que nao se enumerara por nao alon-
gar muito o annuncio._____________________
m-mmmm-mmwmmmm
TINTLIABIA FRANCEZA
55-Rua da Imperatriz-55
Tinge, lava, limpa, lustra e achamalo-
Use, com a maior perfeico, fazendas era
pecas e em obras de todas as qualidades;
como sejam : seda, laa, algodlo. linho,
chapeos de feltro e de palha etc. etc.
Tira-se nedoas e limpa-se a secco sem
molhar os tecidos, conservando assim to-
do o brilho da fazenda.
Tintura preu as tercas e sextas fei-
ras.
s
Atten$io
Precisa-se alugar um sitio nos sejpintes arra-
b.ildes : Manguinho, Ponte de Uchoa, Caminbo
Novo e Soledade : quem tiver dirija-se ra da
Cruz n. 38, armaiem. _________________
Sitio para alugar
Aluga-se nm sino na Passagem da Magdalena,
com grande casa de sobrado, com 4 salas, 7
quartos, sala para engoramados, dispensa, cacim-
ba, quarto para pretos, estribaiia e coxeira, e b-ias
arvores fructferas: tratar na rna do Vigario
n. 21, cora Domingos Alves Matheus.
0 MAVILHOSO REMEDIO DO
DR. CHAS DE GRATH
OLEO ELCTRICO
KIMi OF PAIN 0 RE DA DOR
PARA USO WTERXIiE EXTERNO
Cura cholera e cholera mirbus,
na ra de lionas
Criada.
Precisa-se de urna criada para casa de poupa
familia : a tratar na ra da Imperatriz n. 26, loja.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar :
a tratar na ra Nova n. 61, Io andar.
PHARMACIA CENTRAL RA DO IMPERA-
DOR N. 38.
Os melhores vermfugos para criancas,
Pastilbas de sanctonina.
Ditas de Kemp.
Oleo vernifug.%
Tudo de melbor qualidade.
PHARMACIA CENTRAL RA DO IMPERA-
DOR N. 38.
Variadlssimo sortimento de fundas de
exceilentequalidade.
PHAHMACIA "CENTRAL HITA DO IMPERADOR
N. 38.
Pastilhas de balsamo de tol e de seiva
de pinho maritimo, para as affecges chro-
nicas dos pulmoes.
Pastilbas de therydocio e louro cerejo
para as tosses agudas, e de carcter nervo-
so, e para os vmitos durante o periodo da
gravidez, e qualquer affeccao nervosa.
Pastilhas de bypophospheto de cal mui
uteis na thysica pulmonar.
Pastilhas de angico naf, e de Regnault,
de hortela, pimenta, e de Viccley, de pe
cacuanba e de Rermes.
Um hornera ja de idade, e que tem alguma
pralica de ensino, offerece-se para lecciouar em
alguma casa particular, mediante algum salario
pequeo: quem quizer dirija-se ra do Caldei-
reir n. 10. (Prefere se fra da praca).
TRECHOS CLftSSICOS
Chegaram e acham-se venda
NA
Livraria iranceza.
Precisa se tao somente para engommar : na ra
da Senzala-velha n. 96, padaria, achara com quem
tratar. ___________
AMA.
Pedese ao Sr. Joao Fehppe da Costa,
caixeiro que foi da loja de Luiz de Franca
Souto, que venha ajustar conlas, e saldar
o lempo que falta do aluguel da casa em que
morou, na ra de Hortas n. 132, penen-
cente ao mesmo Sr. Souto.
Dor as costase nos lados, em dezmi-
nutos.
Tosses perigosas e refriados, em um dia.
Pleuresa, em um dia.
Surdez e astbma.
Hemorrboidas e bronchitis.
Inflammacao nos rins.
Dyspepsia, erysipelas.
Molestias de ligado.
Palpitarlo de corceo
Diarrhea, fluxo de sangue, em um da.
Dr de cabeca, e dores de ouvido em
tres minutos.
Dor de dente, em um minuto.
Neuralgia, em cinco minutos.
Deslocac&es, em vinte minutos.
Gargantas indiadas, em dez minutos.
Clica e couyiilses, em cinco minutos.
Rheumalismo, em um dia.
Febre e febre intermitente, em um dia.
Resee sempre este remedio em sua familia
AS DOENCAS SE APRESENTAM, QUANDO MENOS SE ESPERAM.
OLEO ELCTRICO O KNG OF PAIN (0 re da dor) aquieta e positivamente
dist-ipa mais de differentes molestias e dores, e allivia mais os soffrimentos e produz um
mais perfeito equilibrio no systema fcumano, o que n5o se pode effectuar no mesmo
lempo, com qualquer outro remedio nedecinal
Este muito popular remedio est agora usando-se geralmente, pela razao que
.mimares de pessoas se tem .cundo gratis com o dito remedio pelo Dr. Grath e outros
Este importante remedio n5o se fferce para corar todas as doencM, porem to
rnente para aquellas estipuladas as aossas direcc5es.
Est operando nos principios da coimica e da electricidade e por isso esta ap-
licavel para o curamento e para a restanrac3o da acc3o natural dos org3os que soflrem
da irregular circulaco dos fluios dos priocipaes ervos. Oleo elctrico O King of
Pain opera direcUmeote nos absorventes. azendo desapparecer as inchacSes das gln-
dulas at em um tempo incrivel, breve sem perigo do sea uso debaixo de qualquer cir-
eam6taocia. J
0 remedio, urna medicina para o uso externo e interno, couposto dos elemen-
tos curativos, raizes, bervas, e cascas. tae6, como se tem usado dos nossos antepassa-
dos, e das quaes tem grande cuistoaeia no mundo, para corar todas as molestias, so-
mente sabendo-se quaes ellas sSu. ...
Foi um grande e especial desejo da faculdade de medeema durante muitos annos
do experiencia para aprender os melhores nudos que se deviam adoptar para curar as
eguintes doeoeas, e que proporcoes de medecina se devia usar.
CMICO DEPOSITO
EM PERIAM1C0
NA 't>HARMACIA F DROGARA DE
BARTHOLOMEO & G
N.34 Bwa Larga do Roario.-N. 34
Chaves perdidas.
Perdeu se da ra do Brnm rua da Cadeia, di-
versas chaves pequeas presas por nma argola de
ferro; pede-se a qnem as acbou o favor de as en-
tregar ra do Brum n. 104, fundicao, que se re-
compensar. ______________
NOFINA
Precisa-se de urna
urna casa de pouca
Hortas n. 88.
ama para todo o servico de
familia : a tratar na ra de
Lisboa.
Geometra.
Compendio da escola normal.
Vollume encadernado
2*000.
Livraria franceza.
Roga-se ao lllm. Sr. Ignacio V.eira de Mello, es-
crivao na cidade de Nazareth desta provincia, o
favor de vir a roa do Imperador n. 18 a > onclnir
aqoelle negocio que V. S. se comprometteu reali-
sar, pela terceira chamada deste jornal, em fins
de dezembro prximo passado, e depois para Ja-
neiro, passou a Cevereiro e abril, e nala cumirio,
e por este motivo de nove chamado para dito
flm ; pois V. S. se aeve lembrar que este negocio
de mais de oito annos, e quanao o senhor sen
filho se achava no estndo nesta cidade.______
Precisa-se
Na ra estreita do Rosario n. 17, andar, de una
ama para o servico interno e externo de urna
pasase.
PHARMACIA CENTRAL RA DO IMPERA-
DOR N. 38.
Cb purgativo de Chambard, excellente
laxativo, e refigerante, que se pode usar
repetidas vezes sem irritar os intestinos.
FARMACIA GEN1VIL
Ra do Imperador n. 3S.
Lamploughs Pyretic Saline.
A preparation of well known utelity to the En-
glish Faculty, as a cooling and refreshing beverage
in all cases of fcver. The frequent use'of this sa
line preserves foreigners from many diseases to
which thev are leable before becoming acclima-
tised. May be obtained at the Pharmacea Central,
jua do Imperador n. 38.
Para ISanto Antx3iiio, S. Joao
e. S. Pedro
Na ra estreiu do Rosario n. 35 preparam-se
bolos de encoramendas, proprios destes das, sen-
do encommendados dous dias antes, e umbem en-
eitam-se, tudo por preco commodo. Na mesma
tem sempre um grande sortimento de bouquets de
cera de dilTerentes qualidades. e que se vende
tambem por preco commodo.
A CIGANA.
SEGUNDA EDICO
Consideravelmenle melhorada e augmenta-
da com novas cnaradas e logogryphos
Um bonito volume
nitidamente impresso e brochado.
Rs, I 000
A aceiUcjio que do respeiuvel publico merecen
a Cigana, cuja priraeira ediqao se esgotou em dous
annos, nos leva a fazer este nova, mais correcu e
augmenuda.
Esse facto, tao raro entre nos, indica que a Ci-
gana tora qualidades que a recommendam e tor-
nara-a beraquista aos laitores.
Com effeito essa ilha da Bohemia sabe guardar
conveniencias, e procura, dizendo a sorte de cada
nm, agradir a todos.
A presente edi^ao, inteiramante meihorada, foi
augmentada cora novas charadas e logogryphos,
e bem assim algunias poesas recitativas, que hoje
sao tao apreciadas nos saldes.
E; peramos que a Cigana continu a merecer a
mesma aceite- ao, e que era breve possaraos ver
esgotada esta nova edicao.
Ra do Crespo n. 9.
LIVRARIA FRANCEZA.
Attenpao
i*/y)
Manoel Cardoso Ayres agradece a sens parentes
e amigos que assistiram e acompanharam o enter-
ro de seu prezado irmao Jos Cardoso Ayres ; e
roga a todos o car doso obsequio de assistirem as
missas que manda celebrar por alma do mesmo,
na matriz do Corpo Santo, as 7 Loras da manhaa
de $5 do crreme.
Jos Miguel de Lyra, nimiamente grato memo
ra do Exin. marquez de Olinda, manda celebrar
urna missa e memento por intencao de sua alma,
na matriz de Santo Antonio, pelas 8 horas da ma-
nhaa de dia 27 do crreme, (stimo da ebegada
esU cidade da noticia de seu passamento) para
assistirem- na convida aos parentes e amigo* da-
que!! Hlnstre finado.
Precisa-se de nm portnguez para o servico
de um engenho margem da estrada de ferro :
a tratar a rna do Apollo n. 10, do meio dia s 4
horas da Urde.
Alenfo,
O abaixo assignato sorprehendido por nm an-
nuncio do Sr. Jos do Reg Mello e publicado em
sua ausencia em que se intitula socio no arma-
zem te carne a raa da Praia n. 40, quando nelle
este admittido por motivos muito esptciaes,
proteste centra semelhanie annuncio Jiem come
usar de sea direito para fazer eectiva a respon-
sabilidade letal do mesmo Mello.
Recife 21 de junho de 1870.
Antonio Joaqun Machado.
AMA
Precisa-se alugar urna ama que seja escrava
para servico de pouca familia : a tratar na ra da
Cadeia do Recife n. 15, loja. ^^^^^^
Compra-se um sellim inglez era bom uso
no'i* andar do sobrado n.36 da ra do Apollo.
Aluga-se a metade do 1* andar do sobrado
n. 36 da ra do Apollo, proprio para escriptorio :
a tratar uo mesmo. ______
Criada
Precisa-se de urna criada hvre ou escraya,
que saiba bem eegommar e tratar do servico in-
terno de urna casa de pouca familia : a traur no
Manguinho, casa nova dos Srs Carpinteiros, ou
ao caes d'alfandega velha n. 2 escriptorio, paga-
se bem.
Na ra da Madre de Dos n. 3 precisa-se de
urna criada para todo o servico______________
ATTENQO
O dono do armazem de carne n. 40 da ra da
Praia previne aos devedores do mesmo armazem,
que nao paguem desu data em diante a Jos do
Reg Mello, sob pena de pagarem segunda vez ao
seu verdadeiro dono, que no armazem sabero
quem .
O abaixo assignado primeiro testementeiro de
seu irmao o fallecido Francisco Pinto Osorio pre-
vine aos devedores do mesmo Uado, que nao pa-
guem conlas que nao furem liradas pelo mesmo
abaixo assignado; a3sim como declara que para
maior seguranca para marcar o papel de ditas
contes com o signete do nome do mesmo finado.
As contas pagas da presente data emdiamp, i|ue.
nao estiverem as condicoes cima nao serio
tendidas.
Recife, 22 de junho de 1870.
Antonio Pinto Osorio.
at-
Ama de leite.
Precisa se de urna ama de leite :
Duque de Caxias n. 49, loja do Rival
na ra ilo
sem senniju.
Precisa-se alugar urna sala para escriptorio,
no bairvo do Recife, sendo as ras da Cadeia,
Cruz, Vigario, Apollo, Trapichee Corpo Santo:
quem tiver annnncie.
Vende-se feijao molatinbo e amarello,
em saceos por proco barato na ra do Apol-
lo n. 20.
Precisa-se de um
perial n. 193.
amassador : na ra lin-
Engommadeira
No collfgio de Santa Genoveva raa do Hospi-
cio n. 22 jante ao quartel, contrala-se urna en-
gommadeira._______________________
Offerece-se
nm homem para caixeiro de algum engenho, aoo-
de j tem sido empregado tempos, e de qne tem
pratica : a traur na ra do Padre Florano nu-
mero 18.
Carvalho & Nogueira, ra do Apollo
o, 20 sacao sobre Portugal, i vista e a
praso/_____________________________
Na praca da Independencia n. 33 se da di-
iheiro obre penhores de ouro, prata e pedral
jreeiosas, seja qual for a qnanua; e na mesma
casa seeempra e vende objfctos de ouro e prata,
igualmente se faz toda e 'jualquar obra de en-
jomaeada, e todo t qualquer concert tendea
mesma arte.
PRIMEIRO E ANTIGO CONSULTORIO
HOMEOPATHICO
FUNDADO PELO DR. SAB1X0
HOJE DIRIGIDO
FELO
DR. SANTOS MELLO.
43Rna Nova n.43
0 Dr. Santos Mello de volta da Baha
contina a ser encontrado lodos os dias
das 10 horas ao meio dia para consultas.
Chamados a qualquer hora do da ou
da noute.
__ Gratis aos pobres.
43Rna Nova n. 43.
aMMMHB HHI
s
i
s
*!
A. verdadeira farinha peito-
ral de S. Bento
Esta farinha usada cora vantajosos resultad'.'
nos padecimentos dos orgaos do peito, corno as-
thma, ou puchamenlo de catharros, inflamara
de bofe, pleurizes e na phthisica. Recommenda-.-e
com igual proveitonas pessoas convalecentes.
nico deposito em Pernambuco
NA
Pharmacia e drogara
DE
Bartholomeu & C.
34Ra larga do Rosario34
Rob-inte-heumatico
Remedio efflcacissimo contra as dores rheuma-
ticas at hoje o mais couhecido pelos seus mara-
vilhosos resultados.
Xarope de agriao,
E' um dos medicamentos que sua efQcacia na*
enfermidades, tosse e sangue pela bocea, bronchi-
tes, dores e fraqneza no peito, escrobnto e moles-
tias do ligado, que melhor tem aprovado.
Tintura de marapuama.
A celebre raiz de marapuama, cuja energa e-
efllcacia as paralysias, imtorpecimenlo, etc. ele.
muito se recomenda.
Todos esses preparados se encontram
NA
Pharmacia e drogara
DE
Rartholomeu & C.
34Ra larga do Horario34
Os propneurios da j muito'conhecida loja de
ferragens de Souza & Guimaraes, na ra Nova n.
39, veem de novo avisar ao respeiuvel publico que
alera do grande sortimento de fogos artiflciaes, de
que j se acham prvidos, tem um lindo e variado
sortimento de fogos umbem artificiaos, proprios
parasottarem-sen'agua, cuja boa qualidade e bom
desempenho de oad> peca admira, assim como tem
tambe ii nma nova carta de advinjiacio propria
para a presente poca, sobre o nome de UrjecUs
mgicas.
Antonio Rodrigues Piolo vai a Europa, e do-
rante sua ausencia deixa por seus bstenles pro
curadores aos Srs. ternardino Corris de Rezende
Reg em 1 lagar, Joao Luis Ferreira Ribeiro era
2, e em 3 os seus caixeiros Manoel Jos Pereira
de Seixas e Manoel Zeferoo Dias Barrete, encar-
regados da gerencia de sea estabelecimento. Re-
cife 20 de jnnho de 1870. _________
AMA
Na estrada do Manguinho, casa n. 2, ainda se
precisa de urna ama que seja boa eogoramadeira,
soutra para servieo domestico e algum ensaboa-
de, paga-se bom aluguel.
Aconteciruentos do foro.
O Ilustrado Attra, fallando acerca de ura l'acto-
gravissimo dado no foro desia cidaie. de modo a
prender a altencao publica diz =ter m solicita
ior de causas sido aecusado de haver simulada e-
criminosamente suhtrahido de um corutitninte seo,
mais de 6:000 como donativos pecuniarios fonos
aos juizes e empregados do tribunal I
Tenha ou nao esse sulieiudor praticado o facto
criminoso, qne se Ihe imputa; o que verdade ,
que os outros solicitadores nao devera earregar
com o anath'ema infamante que hmenle qulte
deve recahir, por isto o Asira devera em sua
publicas*) indicar o nome do solicitador acensa-
do para evitar engaos tao prejudicises as reputa-
coes alheias que sao dignas de acalamento.
O Ilustrado Astra deve convencer-se que ha
soliciudores que se presam ser honrados, e sao
verdadeiros e incarnicados inimigos dos prevari-
cadores, isto dos corruptores cobo dos corrom-
pidos, cuja impunidade contara sempre pela dirti-
culdade das provas.
________O ?ui(m._________
Urna engommadeira
Precisa-se de urna eegommadeira : na rna da
Cadeia n. 4.
CONTRATASE-
com quem menos fixer as obra* precisas de car-
pintero no patecho inglez Resolution entrado ha
pouco com carne secca de Montevideo, o qual
acha-se fundeade no ancoradouro de descarga do
mesmo genero. As proposus serao recebidas
em cartas fechadas at o da 25 do correte ao
meio dia no^onsuUoo inglez, ra do Trapiche.
ATTENCAO
O padre provincial da ordem carmeliu desu ci-
dade previne a quera ooovter que nlo levara em
coma o pagamente do foros dos terreno* perteB-
centes mesma ordem, que nao foi eflectuao a
viste de recibo por elle eseripto e assignado. Re-
cife 20 de jnnho de 1870.
Fr. Erico deSam'Aoaa Rique
DATA INCORRETA
H
i


Diario de Pernambuco Sabbado 23 de Jimho de 1870.

do
AO ARMAZEM
VAPOR FRANCEZ
17RLAlH. 1
Acaba de chegar a este estabelecimento nova3 facturas com importante sortimenio
artigos abaixo menciaoadoa presos os mais resumidos que possivel.
FOGO CHINEZ DE SALES
Para os festejos de S. Joao
Grande variedade desles lindos foguinhos de articio chinea, de vista de cores e Oeitos ma-
gnficos de sorpeheoder, fabricados propriamente para saloes e serem soltados por meninos e me-
ninas sem o menor receio de serem offendidos.
BALLOES AERE0STAT1C0S 8 e )o ^
Estes interessanies boldes de papel de seda de cores eitos na China, com 6, 8 e 10 pai-
raoa de altura, inuito elegantes e facis de aubir cora espirito de vinbo. podem ser soltados das
varandas. _____________ ^^^.
PAPEL PARA EMFEITAR BOMiOS
Papel rendado muilo bonito de diversas larguras para enfeitar bollos de S. Joao, a precos
baralissimos.
LUYAS DE PELUCA
Do afamado fabricante Jouvin.
Sortimento completo de brancas e de cores, mnito boas de se escolher, em quanto estao bem
frescas e sortidas.
BOTINAS
Para lenhoras e meninas.
Botinas pretas, brancas e de muitas outras cbem sortidas e bonitas, do ultimo gosto da
"BOTNAS, BOTAS E PEBSTEIBAS
Para homens e menino. _____
astro e pellica, bo
io para meninos.
Sapatos
Sapatos de borracha para taomens, senhoras e meninos, sapatos de invern para homens,
ditos de lastro com alto para homens, ditos de tpete aveludado, de casemira e de tranca fran-
cezes e portuguezes para horneo?, para senhoras e para meninos.
PERFUMARAS
Finos extractos, banhas, leos, agua divina, de cologne, de lavande, e de florida Untura
para cabellos, pomada angroise para bigodes, pos de arroz e sabonetes.
Quinquilharias
Epelhos grandes e peqnenos. leques, albuns e caixilhos para retratos, esterioscopes cora
hellas vistas efcolhidas, hengallas, chicotes, correles de plaqu para relagios, grvalas, oculos,
luneta?, caixinhas de costura ornadas cora mu?icas, pholographias. mgicas, coTresinhos mgicos
para desapparecer anneis, ditos ditos para relogios, jocos de domino, bagateila, rdelos, eoutros
mnitos ioguinho* francezes e allemes, jarros com bouquet de flores de porcelanas para, san-
tuarios, cestinhas diversas para braco de meninas, objectos de phantasia dourados para toileies ri-
cas escovas para cabello, para vestidos de senhora, para chapeos e para barba ponteiras de espuma
para cigarros e para charutos, abat-jur para canUieiros a gaz e para lanternas de piano, caixinhas de
maiica de darse corda, ps de vidro para piano?, realejos grandes e pequeos accordions, cosnio-
raraas com as mais importantes vistas molduras douradas para quadros, bonitas estampa^- de pai-
zagens, de figuras e de santos, carrinhos de 3 e de 4 radas para conduzr meninos a passeio?, ma-
las e boleas para viagens, bercos de vimes os mais commodos que ha para enancas.
Qamaoaiaa>3 pasa wsaism
Para este artigo nao ha espaco nem tempo para a mas?ante leitura da infinidade ds gene-
ros de brinquedos fabricados em diversos paizes da Europa.
Botinas de bizerro, cordavao, lastro e pellica, botas rnssiana de bizerro e de lustro, per-
neiras de lustro tanto para homens como para meninos.
>Q)
J.ao PereiraRabillo Braga, incumbido por u
particulares amigos o Exm. Sr. Dr. Feliiardo Toa
cano de Briio (residente na provincia da Parahy-
lm) e Dr. Eparoioondas de Sooza Gonveia julz de
direito na provincia do Espirito-Santo) pai, e ma-
rido da finada Sra. D. Joanna Aceioly T.scano de
Goveia, manda celebrar missas e memento, em
visita ao jazigo mortuarUyno cemiterio desta ci
dade, pilas'7 huras da manb&a do dia i7 do tor-
rente, 1 anniversario do falleeimento da dita se-
nhora.
As pefsoas que se dignrem asfistir a estes ac-
tos, gravara') am eterno reconheeimento no cora-
cao d'aquelles a quem extremamente saudosa
a meo oria das bellas prendas, dotes e virtudes,
de que se ornava aquella predilecta fllha, cari-
ohosa esposa e roae desvelladisslma.____________
Carrosa e boi.
Compra-se urna carroga e uro boi
manso para a mesroa ; quem tiver e quizer
vender, dirija-se rja das Aguas-Verdes
o. 46 segundo andar, das 8 oras da
manhaa al as 11, que abi encontrar com
quem tratar.
Pedro Jos de Mello Cost tendo no dia 26 de
abril prximo passado cedido o sea annazem de
carne secca na roa da Praia n. W aos Srs. Hacha-
do, Mello k C, e juntamente aatorisando a recebe
rem todas as suas dividas constante do sea esta-
belecimento, cedido ficticiamente por illosSes, ten-
do deparado com vario protestos de Machado A
Mello, declara a todos os seas freguezes que nao
facam desta dat no dianle pagamento algara a
mim, pertencente aos Srs Machado & Mello, pois
do dia 7 em diante estar no mesrao armazem
para dar quitarlo a todos, e fazer restituir aos
seus dignos credores, sob pena de pagarem daas
vetes. Recife 11 de junho de 1870._______
Sr. Innocencio Francisco de Lima venha
buscar sen Santo Antonio que ha quatro annos
deixou em mea poder, isto no praso de 15 dias,
do contrario flear sem direito ao mesmo.
Aluga-se o 1 andar da casa n. 41 da ra do
Rangel: na roesma casa, ou na do Queimado
namero 2.
AMA
Para comprar, cozinhar e lavar para dnas pes-
soas, precisa-se de urna ama ; na ra da Lingoet
numero 1.
Precisa-se de urna ama para cozinhar, pre-
ferindo-se escrava : na ras do Livramento n. ,
loja.___________________________________
AVISO
ATTENCAO
Ao Sr. Dr. Galro pode interessar Ihe o compa-
recer na ra larga do Rosario n. 44.
CASA DA FORTUNA
Aos 8:000$
Billetes garantidos.
A roa do Crespo n.23 e casas do costume
O abaixo assignado, tendo vendido alm de ou-
;ras sorles, tres quintos n. 3593 com 900J da
lotera que se acabou de extrahir a beneficie
da igrej* de S. Sebastio do Bonito (130) convida
aos possuidores virem receber na conformidade
do costume sem descont algum.
Acham-se a venda os felizes bilhetes garan
lidos da 6* parte da lotera beneficio do reco-
Inunento de Iguarass (151), que se extrahira
lerca-feira 28 ido crreme mei pelo novo plano.
PRESOS.
Billiete inteiro 10000
Meio bilhete 53000
Quinto 25000
Em porcao de 1003000 para cima.
'Bilhete intuir 93000
Meio bilhete 4*500
Quinto 13800
Manoel Martins Fioza.
Comprase urna casa terrea boa, situada em
Santo Antonio ou Boa-vista : na ra da Florenti-
na n. 6.____________________________ '
Compra-se urna casa terrea, na freguezia de
Santo Antonio : tratar no arco d;, Conceicao nu-
mero 6"._____________
Com muito maior vantagem eomnram-se
ouro, prata e pedras preciosas e n obras velhas: na
loja de jolas do Coracao de Ouro o. S D, roa do
Cabog.___
VENDAS.
As seguintes obras
A tirgem do mosteiro, e as memorias de Ri-
chelku, por Jos Victorino, ambos encader-
oados em um su vol. por 3000. Colas
cont suisso, ene. i vol. por i/tOOO. Canto
d'alvorada. poesas por M. da Rocha, i vol.
ene. por 3|JO0. Flores singlas, por Paes
de Andrade. Ultimas paginas, por P. de
Calasans. IllusOes perdidas, por G. de
Azevedo, todo encadernado em um s vo-
lunte, por 8*000. Jovita a voluntaria da
morte por J.Ce Alberto,scerns de um ro-
mance, por J. Candido, ambos ene. em s
vol. por 3|J000. Pa/myra.a ceguinhabra-
sileira. romanee em 7 cantos por Dr. Boni-
facio de Abreu, ene. em um s vol por 5#.
O cavalheiro d'Harmcntal por A Dumas, 4
vol. encadernados, por 10)5000.
Tambem vende-se as collecces de leis
provinciaes faltando apenas 3 annos, por
20i$OO0, tendo 27 vol. me broebura, tam-
bem tem outras obras que a vista se mos-
traro, e qne tudo se vende por preco em
conta. Quem quizer dirija-se a esta typogra-
ptiia qne se dir quem vende.__________
Vendem-se 12 escravos, sendo 5 pretos de 18
a 30 annos, proprios para todo e qnalqutr servicn,
tanto de casa como para agricultura, assira como
um mulatinho de 17 annos, perfeito copeiro, 6 es-
cravas de 14 a 30 aonos, todas prendadas: na ra
estreit do Rosario n. 43.
Farinha de mandioca
de Santa Catharina
O que se pode desejar de bom, a garnel a bor-
do do patacho inglez Mary Block : a tratar com
Tasso Irmaos & C. ra do Amorim n. 39.
O dono deste estabelecimento pedo ao publico em geral que
tieando as qualidades e os precos baratos de ditos objectos por serem
ont propria. .
continu a
viudos em
vistalo veri-
direitura e de
CABELLEIREIR FRANCEZ
51Ra da Cadeia do Recife51
Chama a attengao dos seus innmeros freguezes, e do respeitavel publico el
geral, para a seguinte tabella dos precos de sua casa, os quaes sao vinte por centi
in no om nutra niial rtner narte:
Cadeias para relogio a 50, 60,
400000 i 70,80,90,120 6. .450001
500000 K_
| Corte de cabello,..... 5i
.^5000001 c^ de cabeUo com fricc3o# v sos
Vdros para vidra^as de todos os taraanhos
e em caixas, vende Bartholomeu & C. em sua
pharmacia na ra larga do Rosario n. 34._______
Farinha de mandioca
igual a de Muribeca.
Em saceos de dous alqueres e de panno de
algodao, cuja medida corresponde de 5a 8 0|0
mais do qne a medida daqui e do Rio de Janeiro,
vende-se a preco menor do qne em qualquer ou-
tra prtete : tratar com Joaquin Jos Goncal-
ves Beltrao, era seu escriptoro a ra do Comraer-
ci n. 17.
de sua
mais barato do que em outra qualquer parte:
Cabeileiras para senhoras a 250,
300, 350 e......
Ditas para homem a 35, 105 e
Coques a iU, 15, 180, 200,
250, 300 e .....
^SnU?,ilr!'lU'l8*' **' ^5000' Corte de cabello com lavagem a
250, .00 e.....->wvi AmmmM
Estampilhas.
Vende-se na ra da Cadeia do Recife n. 38, loja
de azulejo. __________
Fechincha a 7$ e 9Jt.
Vende-se calcado francez obra muito boa pelo
diminuio preco de7j; e 9f, assim como calcado
para crianoas a 2*500, baratsimo: venham a el-
les antes quese acabem, na bem conhecida 1 ja de
miudzas da ra da Cadeia n. SO A, confronte a
ra d Madre do D(=os.
FOGOS,
S. JoSo
S. Pedro.
Grande deposito de fogos artiflciaes para os fol-
uedos de senhoras e chancas ns dias de Sant.
Antonio, S. Joao e S. Pedro, a sabtr: pistolas
brancas de 3, 4, 5 e 6 balas.ditas coloridas de 3, 4,
5 e 6 balas, rodinhas brancas e clondas fontanas,
craveiros, chafarizes em ponto pequeo, rodinhas
com illuminacao color las, fogos de bengala.fogos
do ar de 1 e 3 bombas, ditos de bemba real, tan-
ques cbinezes, baloeszfnhos de 3 e 4 palmos, pro-
prios para soltar em varanda com espirito de vi-
nbo ou mesmo gaz, alero de outro maior sortimen
to que s com a vista do comprador : na ra Di-
reita n. 33, loja de Lenidas Tito Loureiro, aotiga
loja do Braga. ___________________
VIVA S. JOfiO
Ra Direlta n. 53.
Completo sortimento de facas e garios de ba'an-
co de 1 e 2 botdes, bandejas chinezas com lindos
esmaltes, culheres de metal de principe para cha
e sopa, trens para cozinha, salitre, breu, barbante,
enxofre e papel, alem de nm completo sortimento
de ferragens, miudeza?, cutibleirias, machnas pa-
ra descarocar algndao, moinbos paia caf, etc.,
tudo por menos preco do que em outra qualquer
parte : na ra Direila n. 53, loja de Lenidas Tito
Loureiro, amiga loja do Braga.
Sacpos de estopa
Vendem-se ptimos saceos de estopa, proprios
para assucar, milho, farinha etc.: no armazem de
Adamsnn, Howie A C., ra do Commercio n. 40.
I M.OS
Para Saoto Antonio. H. loio e
S. Pedro.
Na muito conhecida loja de ferrgens na ra No-
va n. 39, de Souza & Guimar3es, acha-se um lin-
do e variado sortimento da todos os fogos artifl-
ciaes dos melhores fabricantes desta cidade, con-
tenda rodinhas, pistolas de todos os tamanhos,
brancas e de cores, craveiros, illuminacao e tra-
ques, etc.; assim como um lindissimo e variado
sortimento de fogos chinezes recentemente chega-
dos, proprios para criancas, os quaes podem ser
soltados em saino. Avisam mais que existe tam-
bem urna grande quanfidade de sorles de todas as
qualidades, como sejam, sortes com estampa?, ditas
sem estampas, ditas em cartoes com pergunta e
resposta, ditas em livros. tudo por precos muito
commodos, que admira : na ra Nova n. 39
Vende-se um grande sitio de trras proprias
com urna grande casa de morada e outra anda
por acabar, casa de farinha com aviamentos, bas-
tantes arvoredos de tracto de differentes qualda
des, muia trra para plantacao de tudo, muito ter-
reno parasafrejar 1,000 paes de assucar por annn,
pasto para cavallo e vaccas de leile, muito perto
do Recife. na Ibura : a fallar na ra Augusta nu-
mero 79.
Rival sem segundo,
RA DUQIEDB CAXIA* \. 49
(Anliga ra do Queiuiado)
46
UO
500
60
10000
1
500
100
500
500
500
500
60
COO
240
100
200
200
500
10000
240
500
720
10200
500
500
40
240
400
Sahtdas de bailr.
Chegaram loja do paco as ricas sabidas de
baile, assim como os ricos enchovaes de cambraia
bordados para criancas se baplisarera, artig) este
o melhor que ha no mercado, assim como temos
gran e sortimento de outras muitas fazendas de
gesto e novidades p>r todos os vapores : na loja
do paco ra Io de Marco n. 7 A.______________
A 5$000.
champou...... 10OW
Cachos ou crespos a 30, 0, 50, ^^ dg cabellocom limpez da
U' Ua *J* 6' n'.i cabeca pela machina electri-
Tranca de cabello para annel a ^^ J .^ em Pernambuco. .
'. ," *. ,*n -' Frisado ingieza ou franceza.
Tranca para braceletes a 100, n 6
150, 200, 25 e.....300000 Barba........
ASSIGNATURAS MENSAES
EspeciaSidade de penteados para casamento
Bailes e solres
1000
501
251
O dono do estabelecimento previne as
Exmas. Sras. e aos cavalheiros que ha um
gallo para tintura dos cabellos e barba, as-
Recommenda-se a superior TINTURA JA
PONEZA para enegrecer os cabellos e bar
ba, nica admittida na Exposic5o Universal
como n5o prejudicial sade, por ser vo
a como um empregado smente oceupa- latil, analysada e approvada pelas acade
i mias de sciencias de PARS E LONDRES
do nesse servico.
m
3. cr^S."
5 o .

* s
g|5"ff|||8
t
Ele um preventivo seguro e certo contr
Ela calvice,
e d e restaura forga e sanidade a pelle
da cabega
Elle de prompto faz cessar a queda prema-
tura dos cabellos.
Elle d grande riqueza de lustro aos ca-
bellos,
Elle doma e faz preservar os cabellos em
qualquer forma e posico que se deseje
n'um estado formoso, liso e macio,
Ele faz crescer os cabellos bastos e com-
pridos,
Elle conserva a pelle e o casco da cabeca
limpo e livre de toda a especie de caspa,
Elle previne os cabellos de se tornaren)
broncos,
Elle consena a cabeca n'um estado de fsaj
cura refrigerante e agradavel,
Elle nao demaziadamente oleoso, gordu-
rento ou pegadiro,
Elle nao deixa o menor cheiro desagra-
davel,
Elle o melhor e o mais aprasivel artigo
para a boa conservaco e arranjo dos ca-
bellos das senhoras,
Elle o nico artigo proprio para o pen-
teado dos cabellos e barbas dos senho-
res,
Nenhum toucador de senhora se pode con-
siderar como completo sem o
O CABELLO.
Tnico Oriental
o qual preserva, limpa, fortifica e aformosea
Acha-se a venda nos estabelecimentos de
\. Caors,' I. da C. Bravo & C. P. Maurer
4 C, M. Barbosa, Bartholomeu de C, e em
todas as principaes lojas de perfumara!
i boticas.
Vendem-se botinas de cores para senhora pelo
diminuto preco de 54 o par, sao cores bonitas e
obra bem feila : venham ruada Codea u. 50 A,
loja de miudzas confronte a ra da Madre de
Dos.
Mais barato do que em outra qualquer ^
parte.
No porto da travessa dos Coelhos acha-se cons-
tantemente ljelo grosso e fino, tapamento, telhas,
e grande porcao de area, que se vedem a vontade
do comprador por menos preco do que em outra
qualquer parte ; assim como se encarregam de
fornecer matenaes para as obras, para o que h?
canoas e carrocas______________________
Formas de ferro
Para purgar assucar ; ainda existera algumas,
e recebe-se encommendas, para as que estao em
viagem, a preco commodo : na ra da Cadeia n.
4, armazem de 3- Barroca.
N
S3
^" "* M v"
.2.3 B 5" i
2.=r

*H
,5 *8
o a.'
3*2
3-a 2> P 3 -
S s 5s
O o
=>!!
o 2 s>

O
3.
9
&
%
a a
SS
2. O
(0
>ifrllt

P^g
"
s_
$


1
8-

I
s

P3J
^.1
53
SEGUROS
MARTIMOS
COSTRA FOCO.
A Companhia Indemnisadora, estabelecid;
testa praca, toma seguros maritimos sobn
aavioi e seus carregamentos e contra fog(
am edificios, mercadorias e mobilias: i
roa do Vigarion. 4, pavimento ter eo.
COMPRAS.
0 muzeo de joias
Na ni* do Cabug n. & compra-se ouro, prau
podras preciosas por precos mais vantajosos do
iim em ootra qaalqaer parte.__________________
ATTENCAO i
Fazendas b rata$ com
t que deavaria.
A' ra do Crospojn. 95. ]
MADAPOLAO uno a 4/508, 3J, 5/300
e 6/000 a peca.
ALGODAOZINHO a 3000 a pega. j
ALGODO americano de listras para
roupa de escravos a 240 o covado.
CHITAS matizadas e miudnbas a 140
o covado.
CAHBRAIAS finas de cores a 240 e ;
280 o covado.
CHITAS escuras de superior qualdade
a 280 o covado.
CCRTES de caiga de fustao a 1*400.
LENCOS finos de cambraia a 2*500 a
duzia. i
\ CORTES de cambraia de barra com
i duas saias a 6* o corte.
BASQUINAS de grosdenaple ricamente
enfeiladas a 18000-
ALGODAO azul com 36 ovados a 5*
Dao-se amostras na ra do Crespo n.
i 25, loja de Manoel Dias Xavier.
Milho a 3*300 o saeco grande, traques n. la
240 rs. a carta, velas do ipermacete a 640 a libra,
gomma de milho a 360 um pacote, vinho Bor-
deaos a 7* e 65300a duzia, e 610 a gnala, dito
Figueira o melhor que ha nesse genero a 300 a
garrafa a 4* a caada, dito verde cousa nunca
fillta 360 a garrafa, teueinho do Lisboa novo a
400 rs. a libra, ma-iteiga franceza a 760 a libra,
em arroba se far algum agrado, e muitos mala
gjneros que enfadouho annunciar ; tudo menos
vinte por cenlo do qne em outra qualquer parte :
na Camb i do Carmo n. 2, esquina^ d;i ra das
Flores, armaaem do Siqueira & Irmaos.__________
alta novidade
NA
Loja do paqo
Chegaram pelo ultimo vapor francez as ricas
chapelnas de palha de Italia, ultima novidade de
Paris, chapeos de veludo e paloa tambera os te-
mos de muilo gosto, postilhdes e basquinas de gor-
gurao preto mnito superior cou; ricos lacos de
seiim : na ra 1* de Marco n. 7 A, loja do pago.
A economa las fa-
milias.
Acaba de abrirse de novo a loja e armazem da
Arara, na ra da Imperatriz n. 72, que tendo con-
cluido todos os seus negocios commerciaos; ago-
ra vai fazer urna liquidaco de todas as suas fa-
zendas sem reserva de presos, s cora o lira de
liquidar ; por isso se convida a todas as familas
para mandar ver as amostras de todas as fazendas
para ver as qualidades.
A SABER:
Alpacas de cores para vestidos, sedas de cores,
atoalhado de linho, bramante de linho, organdis de
cores, cassas francezas finas a 2i0 o covado, chi-
tas francezas escuras e claras a 240, 280 e 320,
grosdenaplos pretos de todas as qualidades, Mi
branco liso e lavrado, brim pardo a 500 o metro,
brim branco de linho fino, gangas para calca a
320 o covado, castor para caiga a 160 o covado,
casemiras preas para caigas, pao fino preto de
todas as qualidades, casemiras de cores, roupas
feilas de todas as qualidade, paletots de ganga a
25000, ditos de brim a 2*000, ditos de alpaca a
2*000, algodao a 4*100 a pessa, raadapolao a
3*. cobertas de chita a 15. cobertores de algodao
a 15400 e outras muitas fazenda que se veudem
sem reserva de precos, para liquidar.
Na frente da loja ter dous letreiros com letras
encarnadas eci que diz liquidaeao, que principiara
boje. .______________________
Vende-se
Jacaranda
ESCRAVOS
Compram-M vendem-se diariamente para iora
deatro da provincia escravos de toas as idades,
corea a sexos, com tanto que sepa sadioa : no
erceiro andar do sobrado d. 36, nu das Cnizes,
fregnecia de Santo Antonio.
Vendem-se 44 toros de jacar.md de muito boa
qualdade, vindos pelo brigue Cohftanrn : para
ver, no trapiche do Angelo, e tratar na ra DireiU
n. 31, armazem.__________________v
Vndese a padaria da ra da Guia n. 56,
por seu dono querer retirar-se por se achar doeate.
Sement* n:vasde hortalice?, garantidas, da socie-
dade de Horticultura Lisbonense, ruado Amorim,
doposto da labrca de cervejas e espiritas da ra
do Brnm.____________________________________
Vende-se una burra de ferro de 4 1|2 pal-
mos de comprimenio : na ra da Imperatriz nu-
mero 61._____________________________________
Farinha de raand oca
Vende-se farinha de mandioca chegada do Ma-
ranho no ultimo vapor do norte, por menos pre-
go du que em ouira qualquer parte : a tratar no
ccriptorio de Joaquim Gerardo de Bastos,
do Vigario n. 16, Io indar. _____
O estabelecimenio da ra das Cruzes n. 13,
tem para vender: amendoas confeltada, balas
com estallos, infeites para bollos, urna variedade
de confeitos, borboletas, flor de laranja e passa-
rinhos em flores, papis com estallos para sortes,
e ditas francezas em pequeninas conchas de as-
sacar.
Uompram-se
Meadas de uro a de prata de todas at naeoes :
roa i Caaaia do Recife a. 38, loja de aznlrjo,
na
Camaroes seceos
muito superiores
A roa da Cadeia do lleci e n. 33, arm u n
Uuio Mercantil.
Farinha de mandioca
da Balda.
No escriptorio de Jraquim Jeraldo de Bastos ;
i ra do Vigario n. 16, primeiro andar, vmde-se
farintia mnito alva, fina torrada, saceos da dous
aiqueires, por menos da qne m outra qualquer
parte.
rus
A lesoura k ouro.
Ra Duque de Caxias n. 6, primtiro andar.
Para este estabelecimento ebegou no vapor
fra'.cez Gironde, um completo sortimento de la-
vas de pellica de Jouvin as quaes s;ndo as pri-
meiras em qualdade sao garantidas com o sitete
da casa.
Vende-se urna escrava moca com orna
filhinha de tres annos; e sabendo coser,
cosiohar e emgommar com perfeico ; na
ra da cadeia n. 5.__________ _
Vende-se urna cama de casal em mnito bom
estado e urna machina de costura muilo boa, via-
da do Rio de Janeiro ; e trooa-se urna linda ima-
gem de Christo muilo bonita com todos oa seus
pertenees de prata; na mesma casa vende-se o
tal xarope de ju preparado no sertlo, muilo bom
para molestia do pello.________________________
Vende-se a casa terrea n. 11, em chSos pro-
prios, sita em Olinda i roa do largo do Amparo,
com 4 quartos, corredor ao meio e duas salas : a
ratar no 1' andar n. 5 ra da Cadeia do Recite.
Contina a vender tudo muito bom e
muito barato a saber:
Quadernos de papel pequeo a. .
Libras de areia prela muito boo. .
Tesoaras finas para unlias e coi tu-
ra a.........
Papis de agnlhas francezas a ba-
18o a........ .
Caixas com seis saboneles de fruta
Libras de 13a para bordar lie todas
as cores a.......6T000
Caivetes finos para aparar penas
lapis a 500, Jt) e.....
Carriteis de linha Alexandre a. .
Frascos com azeile para machinas
Gravatas de cores muito finas a .
Grozas de bolees madepersla i-
nissimos a.......
Pares de luvas de cores muito fi-
nas a 320 e.......
Novello de linba de 400 jardas a.
Caixas com 100 envelopes muito
superiores a......
Pentes volteados para meninas a.
Tinteiros com tinta preta a 80 rs. e
Pecas de fita elstica muito fina a
Lata com superior banha a loo o.
Frascos de oleo Philocomo muito
fino a.......' .
Ditos ditos dito grande a. .
Frascos de macaca perola a. .
Frascos de extracto muito b nitos a
Duzia de saboneles muito finos a.
Sabonetes inglezes a (ioo rs. e. .
Frasco com agua de colonia Pivera
Dito de oleo baboza a.....
Caixas de lamparillas a. .
Sabonetes a forma menino muito
superiores a.......
t.artilhas da dootrina fazenda nova a
Libras de linha surtidas de todos >s
nmeros a.......14800
Duzia de pomada do Porto muto
superior a....... 280
Babados do Porto, largos a ItiO e 200
Capachos muito bonitos e grandes a 700
Carriteis de retroz preto, com 2
oitavas a........ 640
Agulheiros de osso enfeitados a, 240
Libra de linha franceza superior
qualdade a.......2400
Caixas de palito do gaz a. 20
Honecas de cera muilo bonitas de
500 rs. .. 23000
AlOVA "" ..
A ra do Duque de Caxias n 21.
(ANTIGA RA DO QUEIEADO)
Nao foi sem fundamento que a NOVA
ESPlRANCA tem deixado de fazer os seus
annuncios, a razo simples, ella entende
que tudo. cm demasa aborrece... por isso
como j tiuha dito e scieiitibcado i sua boa
freguezia o que consiantemente a receben-
do, ou livesse feito muias vezes, receiou
tornar-se massante, assim pote recolheu-se
um poseo ao silencio, mas tiunca deixando
d'eipregar os venladeims esfurcos. j con-
tratando maior numero de correspondentes
oa Europa, j descobrindo .bjecLtsdomaio
gporado gusto e finalmente assignando o
Jornal das Familias, o qnal vera sompre
ornado com Qgorinos, modernos moldes para
vestidos etc,. etc. pata dcsla forma melhor
servir a sua constante fregoeiia ; e con ef-
pecialidade ao bello sexo, qiuin a NOVA
ESPEHANGA ufana se cin olTei tcer-lhe
seus servu;i)s, apiessai:do-so desde j em
declarar que lem rcebido ullimamente
enlremeios e babados bordados transparen-
tes e tapados, chaposiiilius de selim para
baplisados.
Finas toncas de cambraia bordada para
o mesmo fnn.
Meiasde seda e fio de escocia para crian-
cas.
Dedaes d'osso, marlim, aro e madrepe-
rla.
ptimas navalhas, afiadores emassa para
as rnesmas.
Finas esponjas para o rosto e para ba-
nhos.
Bonitos sapalinhos rom biqoeira, sendo
com salt.i, iira meninos o meninas de dois
a duze anr..is.
Bas lentes com 'cinco melimetros, para
contar-se os tos de qualquer fazenda.
Tesouras para frisar vestidos.
Carretas para tirar rroldes de vestidos.
Mollas para segurar Costuras.
Oonitos tinteiros de novos moldes,
Meias de la para homens e senhoras.
Finas e bonitas ligas para meias.
Fil de linho e de seda, sendo preto e
branco, liso e de salpicos, e outros muitos
objectos expostos a venda ra Duque
de Caxias n. 2i, na NOVA ESPERANCA.
Sabo d'alcatro.
Vende-se na roa Duque de Caxias n. 21.
PARA LUTO.
Brincos, broches, vollas, puleiras, fivel-
las, pentes, botrjes para puchos e cadeias
para relogios.
A NOVA ESPERANCA, querendo satisfaz
zersua freguezia, nSosmcute- em objectos.
d'alegria ou de luxo, quer tambem acom-
panhar aquelks, qn infelizmente perdendo-
alguem de sua familia, ou alguem de sua.
amizade, precisara de taes objectos, assim
pois a NOVA ESPEBANCA, mandou vir o.
que ba de melhor neste genero, porque
sendo taes objectos de cor negra, sendo
do m qualdade, nao somonte tornam-se
tristes como al repugnantes, o que n5o
acootesce aos da NOVA ESPERANCA. por
que apenas exprime o senlimen'.o pela coi
porem como que traz um lenitivo pelo gosto
e perfeielo com que taes objectos s5o tra-
bajados.
Jofoquiin Rodrigues Ta- S
vare^ de Mello',
<5 Pracja do Corpo Santo n. 17j
** TEM PARA VENDER :
Cal de Lisboa.
Potassa paRussia,
Vinho Bordeaux.
Farello de Lisboa.
Farinha d mandioca.
Aviso especial
Aos amantes do bolo de S. Jo5o e S.
Pedro.
Hanteiga flor a 800 rs., dita f anoeu a 720: no
srnMiem Barro para veadr
Vende s omijurro : na fabrica do gas.
ITWATJJCORRETA



*
*
s,
Diario de Pei-nambuco Sabido 23 Je Jurtbo, e 1870
\
Rna Duque
Na toja da VERDADE continnua-se a ven-
der por baratsimos presos todos os arti-
gos de miudezas e perfumaras do sen
grande e variado sortimento, garantindo aos
compradores toda a sinceridade.
Lindas bonecas de cera e massa por ba-
ratissimo preco.
Espelhos dourados para pendarar a
180 rs.
Agulhas de osso para crox a 200 rs.
Pentes finos para segurar cabello, a
320 rs.
Gbamins para gaz a 320 rs.
Garrafa com tinta atizarme a 10000.
Dita com agua florida a 10500.
Dita com dita dita a 10010.
Tnico de Jayme a 1(5500 o frasco.
Frasco com oleo ex presso de babosa, de
240 a 640 rs.
Dito com agua de Colonia de 300 a 1)5000
Dito com extractos finos a 10000.
Dito com sndalo verdadeiro a 10200.
Latas com banba muito fina de 120 a
240 rs.
Sabonetes muito finos e diversas quali-
dades a 80, 160, 240 e 320 rs.
Finas escovas para dentes de 320 e 500 rs.
Ditas para fado de 500, e 600 re.
Ditas para cabello a 500 rs.
Pentes para alisar com costa de metal a
320 rs.
Ditos ditos ditos de bfalo a 240 e 320.
Pentes para tirar piolbode 160 e 240 re.
Pavios para gaz, duzia a 240 e 320 re.
Brincos de cores, inteiramente modernos
de 160 e 240 rs.
Peonas caligrapbicas mnito fioas a 10400.
Ditas de langa e mosinha a 800 rs.
Lindos babadinbos e entremeios de 500
e 10500.
Grosas de botes de lonca de 160 e
200 rs.
Ditos ditos para caiga a 240 re.
Caixa com papel amizado a 700 rs.
Ditas com envelopes a 480 rs.
Ditas com obreias a 40 rs.
Ditas com agulhas fundo dourado a
280 rs.
Thesoura para costura a 240 rs.
Linha de marca eaixa a 280. rs.
Carriteis de linhas de Alexandre de n. 70
a 200 a 10 rs.Q
Grampos muito finos, com passarinhos du-
ziaa 200 rs.
Cartas francezas para jogar duzia 30000
Ditas porluguezas, duzia 10400
Papel almaco superior qualidade resma
40000.
Lam muito fina para bordar libra 60500
Fitas para debrum de sapato, pessa 160 rs
Ditas de lam para debrum de vestido peca
400 re.
Caivetes gr ndes com molla a 400 rs.
Ditos graneles com 2 folhas por 320 rs.
Rosetas pretas para luto, o par 100 rs.
Trao^as de lam de caracol branca e de
ef6S de 40 a 100 rs.
Filos para cs, peca 480 rs.
Alfineies de latao, carta 100 rs.
Sapatinhos de lam para creanca de 400
a 800 rs.
Calgadeiras a 40 rs.
Gravatas de seda preta de 400 e 800 rs.
Ditas de croxe, brancas e de cores 5Qrs.
Dita de gorgurSo de cores a 800 re.
Ia Verdade a ru* Duque de Ca-
____________xlas n. b.____________
VEMDE-SE
Farinha e milbo mais barato do que era oulra
qualquer parto : no trapiche Cunta__________
Vendem te diversos escravos pecas vindos
do Cear, proprios pura engenho, assim como
ama cabrocha por 1:000i, de 18 annos de idade,
bonita figura, est um pouco descorada de frialda-
de, e diversas maletas com habilidades : a tratar
na ra da Cruz n 53, 2* andar.
LOUCA
Cirande armazem na raa da
Imperattsz n.
Neste grande armazem vende-se !ou?a mgleza
finas e ordinarias, apparelho de porcelana para
jantar e para cha, jarros para flores os mais boni-
tos e de gestos modernos ; assim eomo grande
sortimento de viilree linos o ordinarios, que todo
se vender tanto retalho como por atacado pelo
mais barato pre^o que em ontra pualqner parte :
chamamos a attencao dos freguews, qae serao
convenientemente servidos tanto nos commodos
precos como na boa onalidade das fajeadas.
Cigarros da imperial
fabrica de S. Joo
de nico deposito em Pernamboco caes da alfas
dega velha n. 2, 1* anda.
Aos cem mil azulejos
Portuguezcs, hespanhes e francezes : na ra
Primeiro de marco n. 16, outr'ora do Crespo, ar-
maiem de louca de Bernardino Duarte Campos
& C.
Engenho.
Vende-se o engenho Ribeirao da freguezia de
Santo Antao, situado ponco mais de urna legoa
da estrada da Victoria, de trra? mui'o producti-
vas, podendo safrejar para mais de 2,0?O paes a-
onaos, com bom coreado feito todo de vallados, e
muito boas obra3; o engenho d'agua e est
moente e corrente : quem pretender este negocio,
dirija-se ao mesmo engenho, ou a ra da Concor
dia n. 13.
Ultimas novidades chegadas hontem pelo vapor
Cruzeiro do Sul para piann. g
SOLITUDE porGottchaik.
LAGRIMAS D'AURORA polka mazurka.
ESTRADA DE FERRO qoadrilhn.
LA FANCHONNETTE phantasia por Leybach
UMA LAGRIMA mazurka. t,
XICO DIABO polka.
Plan e cacto
QEIXA DE AMORimodinha.
HE DE AMARTE ATE' MORRDR modinha.
HYMXO DE S. A. O 8. CONDE D'EU
A' venda no grande armazem de pianos e mu-
sicas d Antonio Jos de Az^vedo, raa Nova nu-
mero 11.
peratriz^^^^^Srt/r'39 ""*" ** "" medida' da lin-
roupas 3?ota reSptaVel pubUco nm -mo de
06 70000 ate 259000, ditos de sentir de cores finas e ordinarias de G5 a ifMono
ditos de panno finos de 65 83 105 e 000. sobrec.saco dito de 200 a 50,5000
d U S'^nf ^ d6brim P8rd0 de lm a *m> das brancas
2?t,. ,',Li- ? T f P^k5as me!a caf m,ra ditas ca?emi"a de 50, 12*5000,
ditas awnin preta de 60 a 16A000 superior, dita de merino diversas qnal dades para
lulo. Assim como um bonito sortimento de rolletes de brim de coros ditos hranrns
ditos de casemira de coros epretas, ditos de merino para loto (torta' superior
linbo deSS?t7wtatSmSaS ^^ ^ de lW0 350O)'ede
Sortimento completo de* wjoulas francezas de algoto de I5R00 a 9/nnn
ditasde bramante a ifX, 205DK, 35000 ditas de Hambor*). franela fazenda^su-
perior de 25*000 a IsSDOO a dt*ia. Sortimento deooknnoo! de7S e So et"
assim como meias de algodSo para homem de 30, a 10(5000 a duiti ffravatas rt^'mili-
tas qoalidades. Na roa da Inperatnz n. 52, loja do
Sortimento de chapeo de sol de alpaca, e soda, ditos inglezes cabo de merfim.
Toalhas para rosto. Sortimento de mallas para viauem
ATTENCAO.
Neste eatabelecimento encarrega-se d mandar fazer qualquer obra por medida
e para esse fitn tem hbil mestre encarregado da oflkma, que se eacarreffa do irabalho
com perfeio e pontualidade.
SORTIMENTO DE FAZENDAS.
Chitas de 240 rs. o corado oo 105000 a pessa com 42 corales, ditas miodes
para camisas e timSo de menino 260, e 280 rs., e outras muitasqualidades de 320, 3G0
e 400 rs. o corado, neste mesmoestabelecimento chegaram, urnas bonitas chitas da
victoria com barra, a qnal para fdlhns ecompetente enfeite para corpinno. Cam-
braia lisa de 3,5, ifi, W e 10500 a pessa, e outras muitas fazendis de todas as qnali-
dades. ^

ALGOBO E MADAPOLiO AVARIADO.
A 40000 o algodo. e 4|IK00 o madapol3o, e tambem chita escora boa 240 o
corado por ter grande porcJo, na roa da Imperatriz n. 52, loiacum portaes encarnados,
intitulado
Le5o de Ouro.
LOJA DOS A
A 1$J00
Vende-ss sapatos avelndados para homens e se-
nhoras, pelo diminuto preco de 13500 o par : ve-
nham a ra da Cadeia n. 50, lf]a O Cysne :i rna da Imperatriz n. 61, acaba dn re-
ceber pelo ultimo vaper liados c modernos crrs
de vestidos de seJa pretos e de cores, lisos e mati-
sadus, os qoaes vende por precos mdicos.
i
Ra do Crespn. 20 A.
Alvaro Augusto d'Almeida (| C.
Este estabelecimento de fazendas finas e grossas j bastant.; conhecido como
am dos mais bem sortidos desta cidade acaba de receber directamente de Paris altmns
irtigos especiaes que passa a mencionar. b
Ricos cortes de vestidos de blond para cisamentos.
Cortes de vestidos de seda de cor, de gostos inteiramente novos.
Brochad, fazendas de laa e seda propria para vestido.
Foulard de seda de todas as cores, tambem para vestidos.
Fitas largas de seda para cintos, gostos escoceses e lisos.
Chapenas do seda e de palha d'Italia.
Basquinas de seda e gnipure.
Colchas de seda e de la e seda.
Cortinados de cambraia bordados mnito ricos.
Pannos de verdadeiro croch para jardineiras, sof e cadeiras.
Toalhas de linho de superior qualidade.
Bramantes, selicias, sguioes atoalhados.
Gnardanapos, colchas, aaias bordadas camisas,
Cache-nez, baloes, camijinbas, sombrinha.
Madapoioes de varias qua idades, saxos para viagem, mallas, tapetes, capa-
chos, alcatifas e muitos otitros arligos que se vende por precos mdicos
Tem tambem constanlem.nte um completo sortimento de ESTEIRAS ni iv
DIA para forrar salas. *""
H4M4S PARA
COSTUBA
Acabam de cbeglr ao GRANDE BAZAli
UNIVERSAL, ra Nova n. 22cabneiro
viANNA~um completo sortimento de ma
chinas para costura, dos autores mais co-
n&ecidos, as qnaes estao em exposicSo no
mesmo Bazar, garntmdo-so a sua boa qw-
lidade, e tambem ensina-se com perfeifo
a todos os compradores. Estas machinas
s3o iguaes no seu trabalho ao de 30 costu-
reiras diariamente, e a sua perfeicSo tal
como da melhor costureira de Paris. Apre-
sentam-se trabaios executados pelas mes-
mas, que muito devem agradar aos proten-
dentes.
Offlcina e armazem de
marmore
Caes Vinte e dous de novembro n. 57,
(outr'ora armazem alliaoca)
Ha para vender pedras mftrmores^Je todos os
tamanhos e grogsuraa, tijalos d diferios ta-
annos, soleiras e saccadas, assim cmo solei-
ras e saccadas de pedra de Lisboa. Tambem con-
trati-se e faz-se qualquer obra, como monumen-
tos, tmulos, estatuas, pas, lavatorio*, mesas e
tudo o mais tendente mesraa arte, por mdicos
prcos.
vende-se ou troca-se por ca-as nesta praga
o sitio denominado dos Boritiz, antiga casa da la-
vagem de ronpa, com jrrande casa de vtvenda,
: senzala para preto?, estribarla, banheiro de pedra
e cal com agua correte, baixa para eapim e
Srande terreno para piantaedes : quem o pi*ten-
er dirija se praca da Ind^pedencia n. 33.
GAZ GAZ GAZ ~
? Chegon ao amigo deposito de Henry Porster <
i rna dp Imperador, um carregamento de ga:
de primeira qualidade; o qnal se vende em partida'
a retalho por menos prego do que em outr qua!
quer parte.
A 500 rs.!
Vend se tinta rxa r preta. cuitando qnnhea-
los res cada botija : na ra de Santo Amaro nu-
mero o.
Velias de spermacet
Verdadeiro americano cada nnu cana trinta
e cinco meias duzias de velias, ou 210 velias por
trinta e cinco mil res. No armazem de Tass Ir-
maos & C. rna do Amorim.
Grande pechncha
Na ra do Duque de Caxias, antiga ra do
(neimado n. 19, vendem-se alpaca de toda* as
cores e lavradas pelo preeo de 500 rs., ehiltt de
bens pannos itM rs ; aMB ron ten ricos
cortes de cambraias bordada de cores a 7J00O o
corte com 10 vara?, baratisilme.
Vende-se um terreno proprio, com 138 pal-
mos de fren'e e 160 de fundo, para o lado da es
trada de ferro, cujo terreno tem altearte feito pa-
ra cinco moradas de casat, na rna de Motoeolom-
M do Afogados : a tratar na mesma rna, ou na
ra Direita dos Afogados n. 13.
PORTLAND.
Vende-se no armazem amarello 'le Vicente Per-
reir da Costa & Filho, defronte do arco da Con-
ceicao. em barricas grandes
Cantara 'Je Lisboa
Soleira?, hombreiras e capiteis para frentes de
casas, o que ha de melhor : venda no arma-
zem da travesea do Corpo Santo n. 25, de Joaquim
Lopes Machado & C.
Vende-se nma casa de taipa. na baixa do
Zumb, (Torre) em solo rendeiro : tratar na ra
Imperial n. 233.
BRACO DE OUR0,
"Ka do Imperador n.26
O respettayel publico encontrar neste
estabelecimento diariamente- um completo
sortimento de pastelaria, boHos oglezea
podins, p5ds-del, prgsenlos dos ltimos
chegados ao mercado, salame de lion, bo-
lkibos finos de todas as qoalidades para cha,
amen toas confeitadas, wifetos, bomboins,
pastilhas, chocolate francez em fibrae, pas-
tilbas do mesmo .cartuxos e carteiras com
seis charutos de chocolate cada urna, este
sortimento de cbscola do mais acredita*
do fabricante de Paris e o melhor qae at
hoje tem vindo ao mercado.
ViBlios portugoefes, figueira muito supe-
rior. Os mais genuinos e superiores vinboa
do Porto, moscatel e Setubal, o Ilustrado
publfco encontrar neste estabelecimento
por commodos precos, fazendo-se abatimen-
lo a quem -.omprar em porcJo.
Liodres de todas as qualidades, as mais
finas, entre ellas o afamado Aiapana, este
licor o mais saboroso e superior, at
hoje conhecido. Xaropes de groselhe, rosa,
marscuj, caja etc viflho dfrBordeaui de
todas as marcas, o mais superior que se
pode ene >ntrar, champagne de Chevernt
muito superior, os mais fines e superior
coffoacs francezes, old-tom, de tnd-s as be-
bidas alcuosas, este a mais salutar para
quem soffre do estomago,
Conservas de legnmes, portuguezas, fran-
cezas e inglezas, mlhos mostrada etc.,
fructas seccas cristalisadas e em calda, na-
cionaes e estrangeiras de todas as qualida-
des, charutos dos mais acreditades fabri-
cantes da Babia e Rio de Janeiro, cigarros
de S. Paulo e Rio de Janeiro, moitos su-
periores, e finalmente tudo qwnto se dese-
jar tendente a este genero de negocio com-
prometemo-nos a satisfazer toda e qual-
quer encommenda com a maior promptidao
e asseio : Como sejara para casamentas,
bapsados baiies etc., tambera se receben
encjmmendas de p5cs de 16 ou bollos de
qualquer especie enfeitados e decorados,
bandeijas de bolinhos com armaco de as-
sncar, assim como de papel, pecas monta-
das, gellatinas de fructas, a>uendoas, leite
etc..
Os dono*! deste estabelecimecto d5o se
tem poupado a despezaj para melhor me-
recerem a acoadjuvaco do ilustrado pu-
blico.
RA DA IMPERATRIZ
MJEMrMEMMB
Neste grande estabelecimento encontrar o respeitavel pibllcTuVgrande i Ts"ar^ M-J^jraLJH BUH
MnjntoHr parte, visto que os novos socios desta fir ,a adoptaram o^ystema de s venndere S io ; p a S re^*",$^Lt f8, "^ primeira E*# ^fes prom%eie r por precos muito mais barato, fe -
. poderao te* o, se S sorttmentos pelos mesmo, precos que comprara as casas estrangeiras. Para maior tmJL^nZtZ& ^^TSZT^^Z ^T k$ ^^ ^-^caK^ J
che t*m 0^00# S ALTAS NOVIDADES
1^0 FAVlO
BONITAS FAZENDAS PARA A F
TA DE
ES-
Organdy branco com lislms
gase qu
Todas estas
mente nov;
coala, ra da Imperatriz n. 60,
" >jt 6 armazem de Silva e Fisuei-
ly nrnnco com hstr.is )?r- r$
liidrinhos, a tan a 14000. w |
estas fazendas, sao inteira- <$$
ov.s o s" vend"m muito em S:
0 SANTO ANTONIO, S. JOAO E S. PEDRO. x& SK do & C.
w Vedem-se as mais lindan poup8li-w w^yrj^vv^ vXfX^s*<>0!r>*
55 M8 'le linho e seda com os costos &* 55?>>Xxxw^ ^.'^^;X;^>S
gost
uiis novos que tm vindo a esL
mercado, pelo barato preso de____3S
2 y.vio o covado. jE
Sedas Iistradas, de furta cores, fa- ^
zendis rte muita phantasia a 2?$000 2
o cjvado. M
S da l):smark, larga fazenda muito 1
encorpada o covado a 2o00. ^
Bonitas lasinha* largas com palma }&
de ieda, covado a liJOOO,
Lin las agraciando lavradas covado ^
a iim. m
Alpacas lavradas de todas as c6- S
res, covado a 610, 800 e 10OO3
B mitas iSasiimas escossezas com
quadros e litras de seda, covado a
3
361
Finas alpacas lisas, sendo cor bis-
marfc lyrio, verde, roxo, cinza, can-
oa, azul etc., covado a 640.
Ditas furia coros com as mais bo-
oitas cores, 'cov-do 303 rs.
Lindas bareges lisas, e com lista:
di mesma cor, fazenda inteiramen-
te luva, covado a 569 e 610 rs.
Bonitas lSasinhas lapadas e trans-
ites com grande diversidade, o
covado a 600 rs.
Lasinhas lustrosas com lindas co-
res emitac3o de seda, o covado a
Lindos cortes de anadine, sendo
bzenda nova e transparente e do
muii phantasia, com i8 covados a
154030.
Finsimos cortes de vest los bran-
cos bordados com todos os enfeites
francezes a 12000.
Cortes de ganga indianos, fazenda
ioteiramenle nova a 70000'
Ditos chioezes com doassaiasa
7,5000.
Ditos de la escosseza fazenda mui-
to b mita.com fios de seda a 7#0.,0
FiniiSimos organdys com lista de
..cor e salpico, senio fazenda de
$ muita pha itasia, o metro 10280.
de i-2;yyjQ rs. cada urn, pechincha.
CASEMIRAS ESCOSSEZAS.
0 Pavao tem boni-as casemiras escosse-
zas com quadros grados e midos e outras
lisas com listras ao lado, sendo fazendo
muito lina que se vende mais barato, por
haver gnnde porcJo.
CORTES DE CASEMIRA PRETA A 4:300,
0 Pvao tem os superiores cortes de ca-
semiras prtas enfeitadas pelo jarato pre?o
de 40300 rs. o cort,
CASEMIRAS RASPADAS A 800 RS. O CO-
VADO.
O Pavo ende exceliente faaenda de pura
la com as cores escuras muito proprias
para caifas, palitots, colletes e roupa para
meninos que frequ jntam a escolla por ser
urna fazenda leve, escura e le m/iita dura*
cao, pechincha a 80j rs. o covado ou a
20800 o corte de caifa para homem.
FINAS BARGES A 610 RS. O OVADO.
O Pavao tem as mais lindas bareges de
la sendo meias transparentes, com urna
s cor, tendo : lyrio, azul, rosa Bismarck,
roxo, etc., tendo muito boa largura e liqui-
da-se por 640 rs. o covado, por se ter fal-
to tima grande compra, assim como ditas
mais estreitas de urna s cor com listras
imitacodesda a 360 rs. o covado, e oe-
chinch.
PEQAS DE MADAPOLAO A 30300.
O Pavo vende pessas de muito bom
madapolo, tendo 12 jardas cada urna, pelo
barato preco de 35300.
PSCHINCHA EM ALGODAO A iJOOO RS.
O Pavo est vendendo pegas de algodo-
, sinho francez, tendo 4 palmos de largura e
i com 11 metros cada peca, pelo barato pre-
de 40000 rs.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se superior cera de carnauba em
saccas, mais barato do que em oulra qual-
quer parte, na ra da Imperatriz n. 60,
loja do Pav3o.
OS SETINS DO PAVO
Vende-se os mais bonitos setins de cores
CROCIIFS PARA CADEIRAS E SOFA'S.
O Pavo tem um grande sortimento dos
mais bonitos crochs para cadeiras, sofs
: mssas, almofadas etc., proprios para co-
j brir presentes e vende-se mais barato do
qae em oulra qua quer parte.
Algo Ho e jfestad.
Vende-so urna grande porco de algado
smho americano com 8 palmos de largura,
propno para lences e toalhas, tendo liso e
traocado, que se vende por pre?o mnito em
coata.
LAiS ESCOSSEZAS
LAS ESCOSSEZAS
< LA AS ESCOSSEZAS
A 580 rs. o covado.
Chegou para a loja do Pavo, o mais
elegante sortimento das ma3 lindas lasi-
nhas escossezas com fios de seda, as quaes
fazem o mais delicado cffeito, para vestidos
oe duas saias, e vendem-se pelo baraiissi-
mo preco de 580 rs. o covado.
SEDAS DE LISTA
SEDAS D* LISTA
SEDAS DE LISTA
a 20000 o covarfo.
Chrgou para a 1 ja do Pavo um grande
e bonito sortimento das mais lindas sedas1
de listas con as mais delicadas cores, tendo
entre ellas algumas que servem para luto, e
vendem-se pelo barato preco de 200
cova lo, pechincha.
FAZENDAS PARA LUTO NA LOJA PAVO
Eacontra o respertavel publico neste es-
tabelecimento um grande sortimento de fa-
zendas pretas, como sejam cassas france-
zas e inglezas, chitas pretas de todas as
qualidades, fazendas de la de todas que
tem vindo, proprias para luto, sendo lasi-
nhas alpacas lavradas e lisas, canto, bom-
basmas, merinos, etc. que tudo se vende
por preco barato.
PARA BAPT1SAD0S
Na loja do Pavo vende-se bonitos en-
chovaes pata baptisados.
Cortes de Casemira a 40000, cada um
Vende-se bonitos cortes de casemiras
claras e escuras pelo barato preco de 40
ou a 20400 o covado, teedo doas larguras'
CORTINADOS PARA CAMAS E JANELLAS
de 80. 100,120 e 160000.
Chegon para a loja do Pa?ao um grande
sortimento dos bonitos e ricos cortinados
bordado, proprios para camas e jaoellas
GR0SDRNAPLE3 PRETOS DE tSGOO AT 73000
rsa loja do Pavo encor.tra o respeitavel
publico um grande sortimento de grosde-1 v, os PRE?OS.
naples pretos de todas as larguras e qua- ste Prande estabelicimento encontrar
o respeitavel publico um grande sortimento
levar emanas casas, para melhtfr p-
ROUPAS PARA HOMENS PARA TODOS ALPACAS LAVRADAS A 640, 800 E
1,000 RES.
hdades, tendo de 10500 o covado at 75000 5 rfiSPeitaveI publico um grande sortimento
e 8300), que se vende por preco muito I ro"Pa!!' send Paitos e sobrecasaeos de:
em conta. panne preto e cazemira, calcas e coletos de!
CASSAS FRANTZAS.
Chegarara para a loja do Pavo as mais
lindas cassas Lancezas com delicados pa-
drees, tendo para todos os precos e quali-
dades, dando-se todas amostras, assim como
om Bonito sortimento das mais lindas chi-
tas francezas escuras e alegres, que se ven-
Chegou para este grande estabelicimento
o mais bonito sortimento das mais moder-
nas alpacas lavradas de todas as cores, eme
brim bfanco e decores",' queTodo se vende' Ven',em ^* 8, e 64 res *
raaisbarato do que em oa fc^ISKS SafT"^ *
e tambem se do
assim como um grande sortimento de ca-
rnizas francezas e inglezas, e ceroolas tanto
de linho como de a:?odo e abundante sor-
timento de meias cruas.
VESTIDOS INDIANOS COMDUAS SATAS.
O Pavo vende timo grande porco de
satas e tendo bastante fazenda, com os gos
tos mais novos que tem vindo. e liquida-se
a 5,4000, tendo cada um seu competente
figurino.
CASEMIRAS MESCLAOAS A 30 0 COVADO
dem muito em conta,
amstras.
CHITAS A 240RS.
Na loja do Pavo vendem-se bonitas chi-
tas franelas claras e escuras e cores'Qxas
240 rs. o covado, e pichincha.
LAASNIIAS a 3?0.
LASINHAS A 320
_ mM J L.VASLNHAS A 320.
Na loja do Pavo vendem-se elegante sor-
timento das mais lindaslsinhas lustrosas,
com lislrinhas a mitaco de ponpelinas de
seda e com as cores mais lindas que tem
vindo ao mercado, sendo fazenda que vale
maito mis dinheiro, e liquidam-se a 320
rs. o covado. pechincha,
^,. a-jr^^*^*'1*^ I Na loja do Pavao manda-se f.zer qoatauer
EM CAMKAS DO PAVO A 40500 RS. 'Peca de obra.a vontade do freguez, para o
Vende-se um bonito sortimento de muito' ^ue lem um Perit0 ^aiale, responsabelisan-
Pnas e modernas camisas inglezas cora pei-'"0-66 os ('onos do estabelicimento por qual-
to e coliarinhos de linho e puahos, pelo|^ljer fa'ta ^e P0S8a baver. qu^r por de-
baratissimo preco de 40500 rs. cada umalmora' 9ur Pr qaalqaer.defeito na obra;
e aos freguezes que coraprarem duzias se'e P**3 isto en-ontra o respeitavel publico
Ihe far um abatimento. garantindo-se que m P"amle sortimento de todas as fazendas
fazenda que vale muito mais dinheiro, 1ue des^^
hquida-s por este preco por se ter feito RRAMATF a"lann
Chegaro as irais moderna basqoinai
ou jaquetinhas de seda preta, rioamecto
onfeitadas. a viarilbo, tranca e setim preto
tendo de todos o modellos, os mais novot
cortes de vestidos indianos, tendo dnas! 'JIIf? lem chegado e vendem-se por precos
::iiiito
O Pavo tem para vender bon tas case-
miras mescladas e bastante en^nrpada para
roepa de homens e meninos pelo hara;o
preco de 30UOO cada covado ou 3000o o
corte de caiga para homem.
Eoupa por medida.
Stoft ^aoi33 6 dUaS ^ a!g0d3-do 8 h7* **** 'b6a '*"> nP*
PANNO para KS a i* 90n ment0 leQ(:o]' Mndo c80 para cada
PANNO PARA SAJAS A 10000, 10280 e um apenas 1 e 1/2 metro,ou 1 e 1/4- pe-
_ .,,58?) RS- chincha pelo prego.
vende-se bonrtas fazendas Jproprias para ESPartilhos a 8^000.
todo8 tt,?!!!2d0? 6 FegaS a ua> L Vendfl_sfl m bonito sortimento dos me-
mStn al fTi f"9n" "npn- Ih"We mais modernos spartilhos tendo
afliftil "m ad|eZnP9^baraiPreC0!d0 barat0rec de Wm t 8000-
Cachenez.
de 10000,10830 e 10600, cada metro sen-
do preciso apenas 3 ou 3 1/2 metros para
cada saia e pechincha.
Touue-se s inais uoniios senos ae core3 ------.p'fi h^io camas e jawilae', Vestidos branro a i vjtann ..
e raa.8 eneprpados, proprios para vestidos W" se venem W o par; at o mais O PaviTvende^fimtsimo^TcortSd?,
tendo de diversas cores. o qne vera ao mercado, e vende-se mais tidos de cambraia ritSntaaborda'
A'lftfl fin PottSa flJ !Pr ^ rtuer parte Ida .com maiUtoS' XS^ .V6;" "
A loja do Pavao est constantemente aberta, da 6 horas da m*nha s 9 da nonte
Na loja do PavSo vende-se um grande
sortimento dos mais bonitos cachenel de
pura 15a propias para senhoras, vendem-6e
a 60000 cada um, na ra da Imporaitriz
d. 60.
razoaveis.
POUPELINAS DE SEDA
POUPELIXAS DE SEDA
POPELINAS DE ?EDA
a 20000 o covado.
0 Pavo acaba de receber o mais ele-
gante sortimento das mais lindas verdadei-
ras poupelinas de linho e seda com os pa>
dres nis delicados que tem vindo ao mer-
cado, tendo entre ellas cores proprias para
almiar luto, e vende-se p?lo barato pre
de 2000 cada covado, pechincha.
Ownbraias brancas
Vende-se um grande sortimento das mo>
lhores cambraias tanto victorias como tran*
parentes tendo de 30300 peca at a mam
fina que vem ao mercado.
CAMBAIAS BRANCAS A 4J000, A PEGA.
So o Paf5o vende pepas de cam&aia
brenca transparente, tendo mais de vara do
largura, com 10 jardas cada peca, fazenda
que sempre se venden a70e 80000, lkrai
da-se pelo barato preco de 40800.
FUSTES BIUNCOS A C40, 800 E 1J200. -
^Vende-se mnito bonitos fustfjes brancot
ihiito flexivel proprios para vestidos d
seiboras e roupa para meninos e vendo-so
a ii40, 800 e 10200 rs. o covado.
Cassas a Se rs.
0 Pavao esta vendendo bonitas cassas do
cores fixas a 240, 280 e 300 rs. o cofido
Brthantes laasinbas.
S o Pavao, i 460. '
Chegaram as maisbirlhsntesl5asinhas con
as mais lindas cores, com palminhas mindi-
nh; s, assentadas as mais delicadas cores do
lyrio, cor de canoa, edr de ganga e branco
sendo estas novas laasinbas de mnito bo
qn.lidade, tendo largura de alpaca e vendi
se i 460 rs. o covado. roa d Imperatrti
n, '30 loja do Pavao.
i
A
DgTA rTCORRTA

ftM


i
i um
^
i
Diario de Peraanibuco Sabbado 23 de Junho de 1870.
. -a*\*. iXi
3=
A. J&3JA A 13iPffiATJRia $U $
Esquina(f&ruada.Aurora, em frentedr caf Imperatriz.
N'estenovo e atratptasa Maneleciaw/Ho do frisadas encontrara as Exmas.
tsmilias tudo quanU ss.tm desvjaf, tanto ein artigos mis rigoroso luxo, nono em todas
a mais quafidades de fundas,
Alem I-, se ncbareiij prvidos do qo> de melhor w cmoiHi i noste mercado,
por todos os (MOJjeUis Ja Europa, recooetu directatrtHHe o qee em rticos de moda e
do mais apurado gusto se yicontra e?n f'aris, o que vera teda ia augmentar s propor-
^fles de que dispoe esu) s^abeeuuiuio para bcnu servir sua numerosa i'reguezia.
Algodo largo para lences e toalhas de Gase cotn stras de suda e flores, fazen-
was as quaikbdM que costuma vir ao mer- da inteiramente nova para vestidos de bae.
c*d- Grvalas para sentioras e homens, o mais
Alpacas da todos oj padroes e qualida- completo sortimento que se pode desejar.
les 15otriada*quemnaopodemdescrcver. Guiparepreto e branco, diversaslargu-
Albuns cun muskas para collocar retratos, ras e diferentes gostos.
delicado presarte para qua'quer pessoa de Gollas e punhos bordados para senhoras.
>ma. Guardanapos de linbo pequeos e gran-
Alostaado de liolir, e algodo, branco e des.
le cores proprios para toa.has. Gorgur de seda preto e de cores.
-O Grosde.naples preto e de cores, haven-
Basquinas do seda pretas e uiuito mod-:r- do diversas qoalidades e gostos.
tas, bem como de crochet, tu ;o do apurado ry
goatoe fails). Japonezes para senoras, o molbor gos-
Baioes do mussolina, roadapoo, brancos to, eazenda propria para as feslas nosar-
de cores, para seniora e inemnas, rabaldes e passeros a tarde.
Bareges to c6r>s variado sortimento. a
Babadinbos ou tiras bordadas cm todas as' LSazinhas de todas as quadades, cores
guras. e gostos, naooarido nada a desejar, tal
Belbutina de todas as cores. o soriiutciilo que existe para escolher.
Bolsas de tapete pira viagem, grande Lencos, ludo quanto pode haver desde
rariedade do lmannos e gostos. esguio ::o a'godio coinmum.
Qaando a AGOTA CRRNCA, mais precisa scientificar ao rcspeitavel publico em
geral, e jm particular a sua boa freguezia, da immensidade de objec:.os que ltimamen-
te tem recebido. justameiiteFquando ella meos o pode fazer e porque essa falta invo-
luntaria ella confia e espera na benevolencia de todos que Ih'a aUer>derao e relevarlo,
continuando portanto a dirigirem-se a bem conhecida U ja da AGUIA BRANCA ra do
Queimado n. 8, onde sempre achara abundancia em sortimento de soperioridade em
qualdades. modicidade em precos e o seu nunca desmenttido AGRADO E SINCERIDADE.
Do que cima (ica dito se conheceque o temvo de que a AGUIA BRANCA pode
dispr, empregado apezar deseus cusios no desempenbo de bem servir a aquelles que a
lionram procurando prover-se em dita loja do que necessilam, entretanto sem ennume-
rar os objectos que por sua natureza sao mais conhecidos ali, ella resumidamente indi-
car aquelles cuja importancia, elegancia e novidade os tornam tecommendaveis, como
bt ni seja
Capellas brancas para meninas.
Grandes sortimento de flores finas.
Fil de seda, preto.
PERFUMARA
Grande e constante sortimento de dita,
sempre mel'uor quajidade
Lindos vasos com p de arroz e pinsel,
Caixinhas com ditos aromticos.
Bonitos e modernos peales dourados
para circular o coque.
Bonitos brincos da plaquee.
Adereces e brincos de madreperolr.
Caivetes finos para abrir latas.
Tliesouras para frisar babadinbos.
Aspas para bala.
Novos steieoscopos com 48 fictas, as
quaes sao movidas por um macninismo
GALLO }GILANTE
Rival sem segundo
Corpinbos de cambraia, primorosamente
enfeitados com fitas de setim e obras essas
cuja novidade de molde e perfeicao de ador-
aos os tornam apreciados.
Fitas mni largas de diversas efires e qua-
dades para cintos.
Leques uesse objecto mnito se poderia
dizer querendo descreve-los minuciosamente
por suas quadades, coree e dcsenbos, tal
o grande e variado sortimento que acaba
de ebegar, mas para nao massar o pretn-
deme se Ihe apresentar o que poder de
melhor.
Entremeios.em pecas de 12 tiras.
Guipure branco e preto de diversas qua-
dades c desenbos.
Ditos de algodo com flores e lisos.
UA DO DIQUE !: CAXl^S X 49
Eston disposto a cculiiVow" atender todas
as miudezas pelos baralis; irnos precos ;.L.i-
xo declarados, garantindo todo bom e pro-
cos admirados,
ie:ia do Crespo u. 9
Os propietarios de.ste bem. condecido estabele-
ciraentH, aiin dos ilcitos objectos tiue tinliam ex-1 n.,1 -i""" '"\A i
postos a apredarao do respeitovel' poblicoTraan- Pace e c0.m 0 quadem. s (e pa-
daram vir e icm ", receber pelo ultimo vapor Pel >iiis.'u.t a......
daEuropn um completo e vanado sortimento de Caix3* com 20 cadtrnos papel MU-
linas e mu delicadas esocialidades, as quaes es- lado a
lio resolvaos a vender, como de seu costume, (,:,., ta f: .,' '.,' ,,' ,'h.,'
por preeol i.uiiro baratinhos e commodos para to- r'' oU l0VtllS ,ll ln'"
do?, rnai tanto qne o Gallo.... "^ a-
Mmtu superiona luvas de pellica, pretas, brau-
ca? e de mal lidas cores.
.Viii bnas o bonitas gollinhas e ptuilios para se-
nhora, coito geaen o que ba de mais moderno.
Superiores pentes de tartaruga para coques.
Lindos e ri r.xmas. oahoras.
Superiores trancas preta3 e de cores cora yidri-
Ihos a sem eles; esta fazeuda o que pode haver
de melhor e mais bonito.
Soporiores e bonitos leques de madreperola,
marflm, uadalo e osso, sendo aquelles brancos
com liii/Jo-; desanos, e estes prelos.
liiiiio soperioMS meias (o de Escossia para se-
nhoras, as qaaea sampre se venderam por 20*000
a tela, entretanto que nos as vendemos por 20,
aim destas, tomos tambem grande sortimento de
outras qur.J.ides, entre as quaes ai guias muito
linas.
Boas bengalas de superior canea da India
castao do inarllm com lindas e encantadoras figu-
ciuas supenoi
na.
ros de seda para chaoelinas e monta-uma? substtacm as outras.
Vista Bombazina prsta de todas as quadades.
Bramanie c linbo de 11 palmos de lar-
fora, o todas as mais quadades.
Brelanas de o e algodo, grande sor-
amento.
Leques de madreperola e osso, o mais va-
riado sortimento.
Ligas d seda, bordadas, para senhora.
Lavas dejouvin, cegadas por todo;- os va-
pores, sempre novo sortimento, quer cm
Brins de linbo brinco e de cores, do mais peluca para boiuens e senhoras, quer ear fio
eommodoao mais caro cmqualidado, allian- d*Escocia, braacus e de cores,
fando o que lia de mcihor na especie. CQt
Brins d'algodo cooqpteto o.iimento e Madapolao; ndescriptivel o grande sor-
ariedade o* pre;->s. timento que ha oeste genero, desde o mais
39 elevado preCQ ao mciior, que se vende em
Cassas d cores, o maior sormento, pri- peca e retaibo por menos do que em ou-
ando pelo bom gasto e baratez* attontas tra qualquer parte.
\t quadades. Mantas de blonde para notas* : o apurado
Caubraias brancas, tapadas, e transparen- goslb dos nossos correspondentes ca Paris
.es de todas s qua^idadea e procos. habilita-nos a dizer que temos em nosso
Camhinliasdo caiabraia de liio e cassa estabelecimento o que de melhor se dse-
iordadas ricamente enfeitados para Sras. ja para vestir e ornar uma noiva.
Comisas para bolee e meninos, tao va- Mantas pre!?s de blond.
.nado, sortimento que vai do mais ordinario Manas para carros, com lindas pinturas.
nadapolo ao mais perfeito bordado de -
e cambraia.
Merinos pretos, trancados e lisos.
Musselitia branca e de cores, lindos e va-
Pat.o da Penha
DE
Camias de raeia, se flaoella, brancase.nadosPa(1:Ces- 10 __
ie cores para hornera. 33* '
Caserairas pretas c de cores, o melhor paanos Prell)S e do ^res, desde o mais
loe se pode imaginar, sendo d'isso a me- baral ao mais superior, por preco muito
.hor prova o grande consummo dellas na wrnmo(lo.
fficina da casa. j Pannos de crochet, para cadeiras e sefs.
Capeilas de Sores, para noivas e bailes, Dilas de ca=emira muito finos para
4e3do a mais candida lor de larangeira at mesa-
* mais interessante griaalda. i Peitos bordados de linho, lisos e de al- _?f^cuJ??!<0!r.Part1e' garantindo-se portanto
Meias de seda para noivas.
Ditas abertas de fio de Escossia.
Costuraos oa uniformes para meninos.
Enxovaes completos para baptisados.
Vistas para stereoscopos.
Bonitas caixinhas de vidro enfeitados com
podras.
Dilas de rsadeira envernisada com vispo-
ras e com dminos.
Bollas de borracha para brinquedo de
.Touquiqhas de fil, sapatinbos bordados | criancas.
e meis para ditos. Diversos objectos do porcelana, proprios
Camisinbas bordadas para ditos. para enfeites de mesa e dn tapiabas.
WF
1R3IAZ!i!S
JIE.. 1 i V V.
NOS GRANDES
E
mOLUIABOS
VATIVi
I
Largo do Ter^o.M
DE
23.
ROGRESSO
10
SANTOS & FERR IRA
Cbapeliouas m melhor gosto.de todas as godo para camisa.
-Ares hoje preferidas pelas senhoras de i Pricotas pretas c ^e cores,
aais apurado rigor n?. moda. Popelina do seda e linho, com listras e
Chapos pretos dsvelludo, para senhoras, flores; fazenda lindissima.
iltimo gasto de Pars. j Feiherinas para senhoras, do ailimo
Chapeos de sol, para s-'-nhoras 6 homens, gosto.
de todos os pro;os o vanados gostos. Perfumaras ; os mais finos extractos o
Gbly com ricos pairos para vestidos, i flue de melhor c raai6 agradavel so pode
Chales da todas as quadades, avultado encontrar neste genero, e de mais fragante
Chitas, c impossive! descrever o sortimen- AURORA, desde a verdadeira agua Bri-
ca e variedade de padroes o novos gostos, da at o mais fino Bouquet d'Amour, final-
as neste artigo tudo quanto se pode desejar. mente tudo quano deve eccupar o iouca-
Ciatos para senhoras o que se podo ima- dor de uma senhora de gosto.
jiaar de raeihor. '-3
Coques, o melhor no gosto e nos entei-, 8aias bordadas, brancas, lisas e de cores
es, varios taannos. com folhos e sem ellos, o melhor possivei,
Colchas de seda com borlas, o mais apa- Saludas de baile, da todas as cores,
ado gosto e lavor. Sedas pretas, de quadros, lavradas, lisas.
Ditas de fusto branco e de cores por da lis.tras de l0llas as cores e quadades e
precos commodos. o mais barato possivei.
Corpinhos de cambraia, ricamente borda- Sargelim deludas as cores e quadades.
l03 para senhora?. *0&
Cortinados de cambraia bordados e de; Tapetes grandes, lindas pintoras para 8
410,0 que de melhor se pode desejar.
I cadeiras, mais pequeos e de todos os ta-
lisos, o i manhos desejaveis, e em peca para co-
I vados.
Colarinhos de linho bordados
oaior sortimento.
s ,- F5^ Toalhas de Jabyrintho, do maior e mais
Damasco de la de 9 palmos de largura, gno trabalho ao mais barato,
anuas cores e ricos padroes. Toalhas de linho e algodo de todos os
s
tamanhos, lisas e felpudas.
Os propietarios desloa bem sortido* armaztns participara aos seus innmeros
u-eguezes tanto desta praca cemo do matto que tendo feito graude d;mmuic3o de pre-
Cos as suas mercadorias esto por isso resolvidos a veaier por menos do O e 20 i0,
a s perior quadade de qnal-
quer genero comprado uestes dous estabelecimentos. Mencionamos algons dos nossos
gneros e a vista destes sao comprehendidos os outros, porque enfadonho seria men-
cina-los.
Se algiiem duvidar venha ver.
Vinagre branco mandado vir por conta
propria vindo de Lisboa, a 320 a garrafa e
Gaz americano marca Deves a 8#800 a
480 o litro.
dem tinto Figuera, Lisboa e Porbra
320,280, 240 e 200 rs. a garrafa e 480 300
rs. o litro.
Vinho Figoeira, Lisboa, Porto e Estreito
a 560, 500 480 e 400 a garrafa litro a 840
760, 720 e 600.
Vinho branco puro de Lisboa a 640 560
a garrafa, em porcao ha abatimento.
Vinho do Porto, engarrafado das melho-
res e maisacretadas marcas a liJOOO e 1(51200
1(5500 e 2j a garrafa.
dem Bordeaux, Medoc e St. Jalien a
7(5300 e 6/5500, a duzia e 640 rs. a garafa.
Genebra de Hollaoda e laranja doce aro-
mtica a 0,5500, 75, fiij(8G0, a frasqueira.
Ssr\-eja Bass, Illers A Bell a 9(5830 du-
zia em porco ha grande abatimento.
dem ra.rca II e T e oatras marcas a
5;5500 e u<5, a duzia e 500 rs. a garrafa.
Assim como ha outros muitos
1 la, 380 rs. a garrafa e 560 o l'tro.
Aztulevdcice.:(iaJLjs.bo3 a_.9Q0 e 14tiX>0 a
garrafa em porco faz-so grande abatimen-
to.
Caf em caroco a 220, 240 e 2^0, a lh
bra o kilogrammo a 480, 540 e 600, e
7d000, 7500 e 8,5800 arroba.
Milbo alpista 200 rs. a libra e 440 o ki -
logramma e 5(5800 a arroba, em porco ba
abatimento.
Queijos frescos do ultimo vapor a 35200
e 340O cada om.
Aletria, macarro, talharim a 500 rs. a
libra e 1,5100 o kilogrammo em caixaoha
ablimento.
Sabo massa de Ia e 2a qualidade a 220
e 240 rs. a libra em caixa ba abatimento
Toucinho de Lisboa muito alto a 400 rs.
a libra e 880 o kilogrammo, em arroba ha
grande differenca.
gneros, vinho em anco-etas, azeitonas,
Espartilhos bransos e do cores, para se-1 Tarlatana branca com oalmas ede cores,
aoras c meninas, o me'hor neste genero ;: fasenda muito nova, e gosHos delicados pro-
aenhuma Sra. deixar por certo de muir ipria para baile.
e do to precioso auxiliar perfeicao de i *\3r
im corpo deiieado. Vistuarios bordados de fustn brancos e
ntremelos bordados. de cores para meninos, de cambraia para
Eseorailha preta. j baptisados, o que de melhor tem vindo a
Enleites para eabeca, ultima moda de este murcado.
Pars, recebi.la no ultimo paquete. Vestidos de la escoceza de 2 saias,
Esguio de linho, completo sortimento de; novidade pelopadro, gosto e forma; ditos
todos os nomaros. de linho com barras 'de cores, e de cain-
33* j braia de cores com 2 saias, tudo inteira
Fitas largas escocesas para cintos, vari-1 novidade, trazem os modellos juntos para
ade de gostos e ndos padrSes, ; mostrar a forma de os fazer.
Fihs de crochet, modernos com cintos! Veos de blond para noivas e pretos para
capas, o que ha de melhor. luto.
Fil de seda, linho e algodo, de todos I Vestidos de blond para noivas: podemos
os gostos e padrees. ; asseverar as nossas Exmas. (reguezas, que
Fnst5o de todas as cores e quadades somos os nicos em Pernambuco que pode-
grande sortimento. mos offerecer ao Ilustrado publico, o mais
Flanella branca e de cores. apuradogosto em semelhante materia, gra-
Flores, o qne ha do mais rico, quer cas ao bom gosto do nosso fornecedor era
oltas, quer em ramos^ tem o PAVILHaO Pars, podemos garantir que ningoem neste
DA AURORA am permanente jardim a genero o possue melhor, nem mais em
disposico das Exmas. familias. conta.
E' dispondo d to grande e variado sortimento que 03 proprietarios do PA-
VILHO DA AURORA se apresentam ao publico declarando desde j que a sincerida-
*8 e o bom gostoo movel nico de seas negocios.
Prvidos de tudo e promptos sempre a prover-se do que por ventara lbe
teja necessario, os proprietarios deste sumptuoso estabelecimento recommendam-se
aera receio de seren cootradictos e proteslam esforcar-se por continuar a merecer
proteco que se Ihes tem dispensado; cartos de que do seu estabelecimento nao sanira
o freguez descontente.
Contina sempre a otBcina de alfaiate dirigida por om dos mais habis artis-
tas, prorapto executar com proraptidao e bom gosto qualqaer trabalho que lhe seja
confiado. Uma modista especialmente occapada nos trabalhos do PAVILHAO D \. AU-
RORA, dirige os que ihe s3o concwnentes, garante porseu apurado gosto e promptidab
aa eiecuco e a mais completa perfeicao nos seas trabalhos.
A numerosa freguezia que nos honra uma prova de que merecemos o con-
saito que se dispensa ao nosso esubelecimento, concert que procuraremos firmar cada
vez mais. Para facilitar anda a concecocio do fin qne nos propomos, temos no nosso
stabeleciniento os ltimos figurinos de Pars, que recebemos por todos es paquetes, os
quaes enviaremos para serem vistos as familias nossas freguezas, afim de escolherem,
com o padrao da azonda o gasto na forma.
Na ofiiana da alfaiate, junto ao estabelecimento, ba igualmente os figurinos
oara homens qne por todos os vapores se recebem.
E' este o madb porque nos apresantamos pedindo a proteceo do illastrado
jublico e com o mais profundo respeito convidamos s exceilentissimas Sras. a visi-
taren o nosso estabelecBeoto, certas de encootrarem uelle pelo menor preco possive-
|ado que podem desejar. ,
Mandaremos caixeiros levar as fazendas e amostras onde forem pedidas, visto
lo pedamos especificar todo quanto temos.
Joao Limz, Sobnnho & C.
Aberto das 0 s 9 horas da noite.
passas e gos, charutos Gnos de diversas marcas, marmeiada, bolach nhas de todas as
quadades, perol?, Francy-crar.ynel, a, b, c, Mdium, mixed, soda Fancy-nic-nac, pa-
lace de Varietes, combination, Britania, doce de goiaba fina, chouricas, manteigas finas
franceza e ingleza, banha de Baltimor, phosphoros de Sycuryt, Cognac, cha de diver-
sas quadades, Canella, pimenta do reino, ervadoce, pomada, enxore, breu, peixe
em latas de todas as quadades, farinha de milbo americana, grandes molhos de sebol-
las, nestes dous armazens existe tambera grande sortimento de loucas propr;as para ne-
gocio, que pelos seux commodos preco faz vantagem aos compradores.
UMA PRENDA. Lindos objectos dourados de delicados gostos, proprios *?
para meninos, vende se no BAZAR DA MODA. W
BAPTISADOS. Ricos chaposinhos de setim brancos, lindas toucas de fil Q e setim, sapatinbos etc. *x
jfi GlIPURE. Ou croch em pessa, branco e preto, com lindas ramagens e x&
^ qualidade muito superior. 5
PUNHOS. Para camisas de homens, fazenda superior com duas faces, o X
g par 640 re. (pechincha!) 0
W PERFUMARAS. Finos extractos para lencos, aguas de diversas qualida- <3f
des, sabooetes. olos, pomadas, pos, tnico etc.. etc. 0
0 P.2RFUMES. Lindas caixinhas para luvas contendo uma pruparac5o em x<
** qoe Ibes d um agradavel aroma, por 14500..
Grvalas, cintos, flores, plumas, coques, trancas, fitas, botes, bicos e pen-
BK tes etc., etc., e muitos outros argos proprios d) estabelecimento' vendendo-se W.
& tudo por commodos precos, ao B.\ZAR DA MODA, ra Nova n. 50, esquina da 0
Q^ de S. Amaro.
ft Jos de Souza Soares & C.
Novas pechinehas
Na
Loja flor da Boa-vista
DE
Paulo P. de 91. CiiilmarSes.
Chitas esenras e claras, a'SOO e 540 o eovade.
La cum palminis, 200 320 o nudo.
Seda prela da lisias amitoseorpada a 2, dem. "oRoeano, loja n. 18 B
Cortes de brim para caiga a 1280. "
Fastoes |ra ronpas de meniaos a 800 o covado.
Grande soVtimMHo de roupas feltas, asslm como
se fazem por medWa, precos mallo commodos.
Na ra da Iroperatriz n. 48, julo a padaria
francesa.
s
COM FA1KKHA
Mtia rLandetiao vende saceos com farinha de
> mandioca : aa roa do Duque de Caxiaa, travessa
Sortes Para S. Jlo
Na ra da Ooiiceicao n. fio e roa dos Qnitete ___
n. 23, vende-e bodas soites para S. Joio por pn-4 Baaofre m tatos.
coa muito ceimnodo. Na mesraa ruada Concel- "
cao prepara-e oalqaer encorameoda de bolo de
qoalqner qualidade com multo aceio, promptldao,
e njoclicos precos.
Vende-se
Palitos do gaz a 320 rs. a duzia de caixinhas, ba-
rato : na roa do Rangel u. 39, taberna.
ant Antonio. J. loao e (S.
Pedro
Lima I ha de ierro em vidros imito nova.
Dita de ac em vidros mnito nova.
Bita de aguisa de Len muito nova.
ras do iiiesmo, neata genero o quo de melhor s<
pode desejar ; ali-m daaus tomos t.imbcm grandi
OBandide >! natrasqoalidadee, como sejam.ma-
deira, balis, osso, borracha, etc. etc. etc.
Vinos, bonitos e airosos chicotinhos de cad'.-ia e
ac outras (ur.lidaJes.
Lindas e superiores lisas do seda e borracha
pacasegarar aa metas.
Bou molas de oda para senhora e par.i meni-
nas_ do 1 a 12 annos de idade.
Kavaihas esba de marfln e tartaruira para fazer
baria ; i ntailo boas, o de mais a mais sao pn-
raadia pelo Cabricuue, e nos por nossa vez tain-
beai aasegoraoui sua qualidado o delicadeza.
Lindas e bollas capellas para noiva.
Superiores agulhas para ma<-inn e para crox.
Liaba muito boa de peso, frouxa, para encuer
labyrintao.
Uon barcino? de cartas para voltrete, assim
ooio c< lentos para o mesmo fim.
Gr.:r,;!3 e variado sortimento das melhores per-
fumaras e dos melhoree e mais conhecidos per-
fumistas.
COLARES DE ROER.
Elctricos magnticos contra -.s convulsoes, e
fanliiam a deotcao das innocentes criancas. So-
mos desde mu rccei;edores destes prodigiosos
collares, e continuamos a rcccbe-los por todos os
vapores, afim de qua nunca faltem no mercado,
como j tem aconiccido, assim pois poderSo aquel-
es que decs precisarem, vir ao deposito do gallo
vigilante, aoiide sempre encontrarao destes verda-
deiros i olhres, e os quaes attendendo-se ao fim
para que ,ao appiicados, se Tenderao com um mui
diminuto lucro.
Rogamos, pois. avista dos objectos que deixamos
declarados, aos nosso3 freguezes e amigos a virem
comprar por presos muito razoaveis loja do gallo
vigilante, ra do Crespo n. 7.
Duzias de meias
qualidade a.
Pecas de babadiahos com 10 va-
ras a.........
Pe^aa de tirns bordadascom 12
metros cada p c;. n l^odO e.
Pecas de litas pan cs de i !
quer largora com 10 raras a.
Estovas para tmbas fa%eaa lina a
Ditas para denles a S40, 3fi,
400 rs. e....., .
Pec;|s de tranca lisas, brancas e
de coros a.......
1 aixinhas c!<; tnadcira rom alfine-
Vs fazenda superior a. .
Dozia de-linlia f.xa para burda-
dos n 400 rs. e.....
Paros de meias croa- para n1'
%m diversos (aoianbos :.
Duzins de navas braceas tr.iii'.o
linas para s< nuur*a a. .
Pares .-o sapatos de Iranca do
Porto........
Pair-s i^e sspatoa de lape) i a. .
Litros de rnissa abreviados. .
Duzias de Dainos pan Minarete
Silabarios portogaezes o. .
Hedes cem contw mnito bn qua-
Crl.'s cum colxetes r car rerasa
Aootoadoras para colUtc diversas
quadades .......
Ciixns com pinna de ac muito
boa de SO a......
Dozia de linha 200 jardas Alejan-
dre de 40 a 200 e, .
Caixas com superiores obrei*s a.
Dozia oo agam para machina a.
Libras de pregos francezes todos
os tamanhos a......
Talhcros para meninos a. .
Pares de sapatos de tranca pan
meninos a.......
$00
:oo
409
300
500
20000
5>
5O0
B00
40
400
500
320
H5G0
2<5000
1(5500
I 800
3
400
20
400
50 I
1,5200
40
200
240
l5r<
O verdadeiro portland. S se vende a
ra da Madre de Deus n. 22, armazem di
Joao Maf-iins de Barros.
Sature refinado de 4* auatfdade.
E todas as demais preparaces para ^ogo ar-
tlnciaes: vende se na pharmacia e drogara de
Bartbolomeu & C na roa lari;a do Rosario n. 34.
3 cordeiro previdenti
54na do QsaciE^ad n. 1.
Novo e variad o sortimento da perfuniEri
iras, e outros objecto.;.
AJm do completo sortimento do pert
marias, de qu effectivamente est provida
Soja- do Corcieiro Previdente, ella acaba
receber um outro sortimento que se ton
aotave! pela variedade de objectos, superior
dade, quadades e commodidae3 de pn
vos; asini, j..uis, o Cordeiro Pi'evidGatB po
i espera continuar a merecer a apreciacl
do respeitavel publico em jeral e do oc
boa freguezia em particular, nao se aa>
'.ando ele de sua bem conhecida mausis
d baratera. Em dita loja encontrarao o
apreciadores do bom:
Agua divina de E. Coudray.
Dita verdadeira do Murray Lamman.
Dita de Cologne inglesa, americana, fm
ceza, todas dos melbores e raaisucreditadi?
fabricantes.
Dita de Dor d9 larangeiraa.
Dita dos Alpes, e violeto para toilet.
Elixir odontalgico para conservado o
-sseio da bocea.
Cosmetiqvws de superior qualidade e ch*
ros agradaveis.
Copos e latas, maiores e menores, coi
pomada fina para cabello.
Frascos com dita japoneza, transparen^
i outras qualdades.
Finos extractos inglezes, americanos
francezes em frascos simples e enfeitados.
Essoncia imperial do fine e agradavel cb
ro de violeta.
Outras concentradas
mente finas e agradaveis.
Oleo philocome verdadeiro.
Extracto d'oleo de superior qualida;
com escoibidos ebeiros, em frascos de dih
rentes amanhos.
Sabonetas-em barras, maiores e menort
para maos.
Ditos transparentes, redondos e em fig;
ras de meninos.
Ditos muito finos em caixinha para barbi
Caixinhas com bonitos sabonetes imianc
fructas.
Ditas de madeira invernisada contendo
aas perfumaras, muito proprias para pn
tentes.
Ditas de papelo igualmente bonitas, tas
bem de perfumaras finas.
Bonitos vasos de metal coloridos, a 4
moldes novos e elegantes, com p de arro
e boneca.'
Opiata ingleza e rnceza para dentes.
Pos de camphora e outras differeau
realidades tambem para dentes.
Tnico oriental de Kemp.
Alada nsis coques.
Um outro sortimento de coques de n
vos e bonitos moldes com fets de vidrilhe
9 aiguns d'ellcs ornados de flores e fitat
sBtio todos expostos apreciacao de que!
f pretenda comprar.
GOLLINHAS E PUNHOS BORDADOS.
Obras de moito gosto e perfeicao.
Flvellaa e Otas para eSntoa.
Bello e variado sortimento de taes objat
tos, ficando a boa escolba ao gosto do cok
prador.
e de cheiros igual
Bichas hamburgnezas
Neste novo deposito recebe-se por todos os pa-
quetes translantieos bichas de qualidade superior
e vendera se em caira on porcao mais pequea,
e mais barato do que em outra qnalqaer parte :
na ra da Cafleu do Recife n. 51, 1* andar.
Cabellos
Vendem se cabellos de todas as cores, qualquer
eomprimemo, qualidado soperior, em caixa ou
porcao mais pequea : aa roa -da Cadeia do Re-
cite n. 81, I4 andar.
Superior Ymho Bordean
da Cadeia
20Ra da Imperatriz20
Fairi d- S.t.ssa.
Acai.i -1i> chtgar a t't-ta nossa nova lujo t fu-
zendas finas um variadw sortimento de fazenda- Ce
lia e seda, c^mo sejam : graaadbies do ultimo
gosto, popelinas de urna dr, alpacas e liaii-
nha< de cores, o que ha de mais moderno, ;
per baras.-iinus precf, brihaMina-' de eores, te-
cidos das indias, fazenda bwra a imiuce de per-
calia,b;ilCes de 'lina lir.pi. do t*ia e cor c-m in-
das barras, (ostSea proprits para vestiao e nmp
de meninos ; apura grande? e admirareis peebin-
chas, lias bnneae cm lindos frifado a 3j, ri-
ese ttrpiakos bordador amito (m s a if-j, bs
modernos de .ros a 20. ren etdehae para o>n .
alcuchoar!;s. sendo brancax p de ron s. ; o, (i>
", cambraia vieinri lina a .':5. dttM trintp*rer.-
tes a.'iy. (i e 7J,ehiia ni>(-iii ;:s fifnrss e daics
n 280, 3C0, 390 a a .. eot do, eatMe de -coi o a
'210, Uncus biaaeosde eae>a :i JIJCO, .:;'.- rl.i
iteae a 31500 a duzia, matepuii ln<- ;i I
')5?00, e malta snneri< r a 73. 71600 e 81, i f -
daozioko Urgo proprio para Irnfoee 61,
de ila(H^io hi.'in'-o trancada pipnrio para I
de nif-a a H60Ca varn, nraniunle pain 1 > .--
3000 e Sl.'KjO, o que lis de. uit-lbor, e.-gB
jissinio a 23200 e 233C0 avara M.indannB
casas das Exmas. familias para? melhor poderem
eeeoiber. Tamhrm temos completo sojtimeuto de
perfumaras des primeira* (aarteantee fnmcei
inglezes; ?.s pessoaa que se dignaren] vir a esta
leja terao occasiao de rtconhec; r a realizada G<-
que annunciamns para nos justificar.
Luvas.
Chegou pef vapor (ranctt, um grande sorti-
mento de lavas de pellica de Jouvin. braac; n
pretas e de cores. Em ca?a de Andr Delsuc, es-
relleirciro, ra do Prjmdio de marco n. 7, Io an-
dar.
Ferro
&raivanisa(
Vende-se era aasa de Adanaoo, Bowie d C. n*
ra do Commercin n. 40, foibac de ferro galva
tao de 6, 7 e 8 pes de cuinprimento.
Fugin no da 11 de marra do corrente an
o escravo Francisco, cabra, de idade 30 anno
com os tignacs seguintes: cabellos earapnho-,
rosto descarnado e com mareas de bex?a-, iotitu-
la-se. ser livre, levou calca branca, paletot de ai-
pata de Mr, chapeo de chile, natural da Parahy-
ba ; o mesmu foi comprado ao Sr. Delmiro Al
Maia, morador na ar.ihyba, e juica se ter ido
para o mesnio lugar. Desde j proteaSa-FO cont-a
a pessoa que o tiver ceculiado ; e rcga-M aos ca-
pilaes de eampo, assim cmo s autoridade^ po-
ciaes que o iragam ra Direita n. 16, que sera
generosamente gratificados,
Gratificapo de 200$
res.
Fugio do engenho Mandar na Pandiyb^ o es-
cravo Ckisme, crioule, de 33 anuos de idade. alto
barbado, tem niuitas marcas de bexigas no n >lo,
e muito ladino, quera o pegar e levar no refe-
rido engenho, ou nesta cidade na pr.iea do Cond^
d'Eu n. 20, ao Sr. Jos Gomes da Fonseca, lera
a gritiBcacao cima.
No dia 86 de aezembro do anno .prximo
passado fugiram do enger.ho Bosque, frrgurzia ia
Escada, os e?cravos seguintes : Itegmado. mulato,
qne representa ter trinta e tantos annos, falla imn-
sa, barrado, tem todos os dentes, corpo e feco
regulares, foi do Acari do 3 rid. B.nifacio, ca-
bra, qne representa ter vinte e tantos annof, ponca barba, cabelios carapinhos, falla hem espli-
cado, foi dai Espinharas. Francisco, mulato, qu
representa ter 18 a 20 annos, tem uma cicatriz em
cima co nariz pendendo mais para o lado ireiu,
(em mais imias cicatrizes nos tornozelos dos bra-
eos provenientes de bobas, foi da Lagoa-nova':
pede-se s autoridades poiiciaes on aos capiit-
campo a apprehensao dos dito^ escravos; e quem
os apreseotar ao dono no engenho do Desque, m
na cidade do Recife ra do Apollo n. 43, t* an-
dar, ser recompensado com geuerosicade.
Tndo vindo trra o escravo Manoel, fri-'
oalaMe da barca Idaltna, no donmgo 12 do c.: -
.'ente, nao voltea para bordo ; e come se preMi-
na esteja fgido, roga-se s autoridades compe-
lentes a sua captura, levando-o a bordo ou ra
do Comitercio n, 17, que se gratificara. O escra
\o tem os seguintes sigoaes: altura regular, ca-
iiello carapinho e graude, rosto oval, olhos pardo-,
testa baila, nariz regular e bocea grande, diz
natural de Cotingniba, mas da Baha, veio ves-
tido de paletot e calca de casemira j usada, ca-
misa branca, ohapo de feltro preto, e ia calcado.
St. Estephe & St. Julien: na roa
Recife numero 9.
do
Fugio do engenho Campo Alegre da
marca de Santo Antao, am escravo, crioulo, cor
preua, estatura regular, pernas um pouco cam-
betas, olbos grandes, cabellos carapinhos e um
ponco vermelbo, falta dous denle3 na frente, de
nome Nicolao, representa ter 35 annos, cojo es-
cravo snponho estar acuitado no engenho Joboa-
tio, de Pedro da Cuaba, no logar CafMnete, onde
tem prenles, j foi preso ama vez : qu>
(lar leve-o ao engenho Campo Alegre oae
}Ttlflcaao, e o abao assignado protesi
tler jntheialmente contra auem o
Engenho Campo-Alegre 20 de junho de 1870.
Manosi Carakaaie da Albuqaerqoe.
INCORRETA




i



8
Diario de Pernambuco Sabbado 23 de Junho de 1870
ASSEM8LA GERAL

EXTRACTOS DO REUTORIO DO SR. MI-
NISTRO DO IMPERIO.
ADMINISTRADO DAS PROVINCIAS.
ELEMF.S.
(Continua rao)
Hoje quo o progresan rasga era Inda a
parte novos borisotues, desdoimn io-os para
caila una na medida (ie soa aptido. a >er-
vice do ensino publico tem limado nospai-
zea mais admalos pnporciies lie que In-
felizmente esiamos "inda muito longo.
O pqvo, que toma boj-i a dianlera no
movimenlo da educaco popular, nao contt
ainda um seclo de existencia poltica e per-
tence ao nosso continente.
Tenho para mim que nos Estados-Unidos
da Amrica do Norte, paia o crescimento
moral e poltico da nato, a expanso dada
ao ensino publico tem con;orrdo grande-
mente, e uem creio que a outra causa tanto
como a esta s>; devara attribuir a energa,
independencia e espirito de iniciativa mlivt-
dual, pelos quaos se destingue aquelle
povo.
Alli a Unio. os Estado*, as administra-
(5ca loca, as ;s>ociaeo!s, os individuos.
lodos intervua <* se psforcam, na medida de
seus recnrss, para elevar os cidadaos p. la
cultura do onlenomento i a tura das insti-
tuices polticas por que se regem.
O que especi licute caraclerisa a cga-
nisaco das escolas publicas nos Estados-
L'nidos, diz um commissario do governo
francez encarregado a iostraccJo publica, a necessidade alt-
mente reconhecida, o desde a orgem pio-
damada, de assegorar a um povo, chamado
a regular por si mesrao seus destinos, a
instrucco mais lata e a mais liberal. A
este respeit nanea duvida alguma se
moveo, nunca seriamente se questionou
para saber se bom e conveniente-' elevar
o nivel intellectual das el sses que o accasO
colloca as carnadas inferiores da sociedade ;
nunca publicistas timoratos ou pretensos
defensores d i fe religiosa se lembrram de
examinar om qoe proporcoes devii ser des-
tribuido o pifa da scencia, considerado
como alimento pe igoso, e que nao pode
ser administrado seuo em pequeas doses.
. A religio e a poltica cm harmona com o
bom senso, inscreveram no frontispicio de
todas as constiluices americanas o direito
universal educarlo, e consigniam em
todos os orcatentos fundos especiaes para
a creaco e 'cusleio de escolas publicas.
Sao os proprios Habitantes que se aprecio
em fornecer s quanlias necessarias para
coistrucco do escolas, para compra d-
mobilia das classe, para honorarios dos
professores. Nlo ha aposto qre mais
unaoime assentimento lenha encontrado.
Elevase de anuo a auno conforme pre-
ciso ; nao encontrara oppositores os acres-
cmos suxes.-vos, no sao motivo de pro-
testos da parte dos contribuintes.
Regulando por si mesmos a importan-
cia, e verificando a emprego das taxas cora
que voluntaria:!! ote se cotisam, considerara
os sacrificios, de (roe nao huscam pretexto
para libertarem-se. tomo rendendo o cn-
tuplo do que custam. Triplicramos du-
rante os ciii o desastrosos annos da ultima
guerra.
t E' mxima geraintnti adoptada que,
cumprindo a rada cidado concorrer com
todos os seus talentos para o servico do
paiz, deve este por seo turno fornecer a
seus fllhos meios de adquirir a maior som-
' m3 de talentos u de aplidbes para poderem
desempeobar aqaella obrigaeo.
f A iniciativa p rticolar bastara, pois,
para dar ao ensino popular larga e poderosa
organisacao; mas a constiluicSo, vendo na
edacacSo publica grande interesse nacional,
cuidou de asseg'arar ao governo central.
para as escolas o din ito de proteccao e de
vigilancia por m o de ara fundo permanen-
te disunado a rarat-Ias.
A idea que los Estados-Unidos se faz
da instrucco publica conforme aos prin-
cipios democrticos, aos quaos ludo se sn-
bordina no paiz o mais verdaderamente
livre do mani; e tem por alvo formar
cidado -.
O minmo da educaco nao pode estar
abaixo da instrufco qiw '"-''d3 homem deve
tr pra preencher seus deveres para cim
a sociedade e o estado, para concorrer in-
'.elligentemente cerno jurado, testemunhrv
eieitor, a ludo quanto nleressa aos nego-
cios monicipes ou nacionaes, para solver,
emdm, convenientemente as obrigacoes ira-
postas a quera possue ama parc.lla da so-
berana nacional >
Nao sem interesse o parallelo entre o
estado do ensino publico no imperio e no
pa z a que me reQro. Os dados estatistico*'
que em outio lugar vos offereco apresentam
era resudado final que ha em todo este-
vasto imperio 3,962 estabelecimentos, em
que se distribuo o ensino a 126,846 indi-
viduos.
Como, porm, os algarsmos peccara por
deficientes, visto que n3o foi possivel obter
inforttTc8*i completas, sendo, este o pri-
meiro tnhalho que se faz de semelhante na-
turezi. demos que se approxime de 150,000
alumnos a populacho escolar de todo o im-
perio.
Se o B asil, como amitos prelendem, conta
nao menos de 8 milhos de habitantes livres,
temos que existo um estabelecimento de ns-
traeco publica por 2,019 habitantes, e que
a flaquencia est na razo de i para 63.
Estes algarismos bradam t3o alto, que
julgd esensado pedir para este assumpto
vossa esclarecida attenco. Apresenlo-os
como a primeira e mais eloquente justifica
(So de medidas que reclamo de vosso ele-
va q criterio o zelo pelo bem publico.
A despeza que se faz^com a instrucco
publica primaria e secundaria, segundo o
en d lo concedido na lei do orcamcvlo v-
gaaje e "S dss atonas leis provinciaes de
que tenho conhecim.nfa, :
No muni.'ipio da corte. 350:000^009
as 20 provincias do
impero..........2,080:929-5301
f
OLHETIM
\ VIVA DEP9S M HITA
pon
Xavier de iVIontpiti.
PAHIS PlUlIlHR.t.
0 MiRQl'EZ DE SAIMAIXEXT.
(Gontinuacao do n. I40J
VII
O prego.
Cinco mezes depois dos acontecimentos
que deixamos referios, nos primeiros dias
de agosto de 4045, ia grande agitado e
movimenlo na nica ra da aldeia de S.
Judas, na Auvernia. Seriam pouco mais
ou menos nove horas da manha. O sol
radiante enebia o espaco de luz e de ale-
gra, e es aldeos, seguidos por suas ma-
Iberes e filbos, era vez de se drigirem
como de costume s fainas agrcolas, en-
caminbavam se era pequeos grupos para
urna casa de regular apparencia, com urna
bandeira de ferro, por cima da porta, que
o vento fazia gyrar com infernal ranger.
De ambos os lados d'aquella especie de ta-
boleta, havia um pintor de m morte re-
presentado como l imaginera na cactiimo-
nia, tres flores de liz doaradas sobre um
escodo azul da Prussia com corda real.
Em torno do escudo lia-se em gordas le-
tras encarnadas:
a's armas de franca.
A casa era urna estalagem, e a gente que,
segando dissemos, se diriga para ella, ia
formando um grande circulo em torno de
um grupo de seis ginetes do marechalalo
bem vestidos, armados al mais nao, e mon-
tando ndios cavallos. Destinguia-se en-
e todos! pelos seus gales de prata e ar
importancia, um homem j entrado em
Em todo o imperio.., 3,030:929*301
Ora, lendosidoa receita geral do ex rci
co de 4868 a 1869, secundo os clculos do
tbesouro, de qaasi 85,000:0005, e sen lo
avaliada a e/peeial das 20 provincias em
m isde 18,000:000*, temos o total da re
ceila ger.d e das provinciaes 103,000:0005.
Compa adoeste algarismo com oda despe-
za da instruegao publica era todo o impe-
rio, v se que este est para aquelle na
razo de 3 para 100.
Se reparlirmos a de>peza com a instrucco
pela populacho livre do imperio, lemos que
cada habitante, contribuindo com 12->875
para a renda do estado e das provincias,
desta soinma s despende com a instrucco
poDlica 378 rs. E trata-se daquelle dos
ramos do publico servico que ma sinteressa
civilisaco e i rogresso nacional 1
No relatorio do commissario francez cu
jas palavras cima transcrevi, encontr estes
dados relativos ao ensino publico nos Es-
tados-Unidos.
Sete milhesde alumnos recebem era du-
zentas mil escolas instrucco que na Euro-
pa s dada s classes previlegiadas. Des-
pendem-se anuualmente 180,000:0003, com
a fundo-cao e manutenc das escolas pu
biieas, dirigidas por 350 mil professores e
prufessoras (estas ultimas entrara por dous
tercos no algarismo), sob a vigilancia e fis
calisaco de funecionarios de nomeaco de
juntas cleitas pelo povo, e que, em numero
nao inferior de 500 ra, directamente in-
tenemiia dstribuico do ensino.
A populaeo total dos Eslados-Unidos
avahada em 37,000,000 de habitantes. Cada
escola publica est na razo de 185 habitan-
tes. A despeza cora o ensino publico est
na proporco de 4;>S45 por habitante.
Nao podereraos Ufa cedo chegar a taes
gigantescas proporces. Facaraos porm
quanto estiver anosso alcance porn) ser-
mos os ltimos no caminhoque vo tnIban-
do as nacQes cultas. E" preciso nao olhar-
mos a sacriliciosqaaado se trata de assump
lo de tal magnitude.
As soramas que dev.'nardes ao desenvol-
vimento da educ^o popular dentro em
breve sero compen.aas pela dirainuico
das despezas de represso, cntraro multi-
plicadas noi cofres s-ib differeiiles ttulos de
renda fructificando por mil modos diversos
nos resollidos que dellas colhe a sociedade
sob aspectos lo variados quo iraportn-
tes. As escolas publicas, consideradas
como instrumentos de civilisaco' (sirvo-me
de ama phrase alhea), obram como as
grandes forcaa ^da natureza primitiva em-
pregidas na claboraro dos elementos que
deviam entrar na composiyo d-3 nosso glo-
bo : creara o presente preparando o fu-
turo.
Alavanc podero a para remover muiias
causas de straz) politio, o ensino publico
o primeiro elemento de moralisaco,
abrandando os costumes, confirmando pelo
esclarecimento da razo os bons sentimen
tos que Deas lancou em germen no coraco
do homem.
Dspenso-rae deoutras considerares para
anuos, alto e franzino, do cara pardacenta,
mas jovial ; de olho> muito vivos por
baxo de ora espesso montculo de sobran-
celbas, e de bgode comprdo e retorcido.
E?>te sugeiio era preboste do marechalalo,
e chama va-se Dionizio Robusiel. Com a
mo esquerda segurava machnalmenle as
redeas da alimaa, e com a direita agitava
um rolo de papis em guisa de basto de
commando.
A' dous passos d'elle, um dos seus su-
bordinados, pequeo a rochoncudo, toca-
va um clarim com toda a forra 1 s polmoes.
e s suas notas estridentes, acudiam pres-
suroses os honrados cidadaos de S. Judas,
para ouvirem o prego.
Figurava na primeira linha'^os curiosos,
o estalajadeiro das Armas de Franga, o to
Guilberme Chardorant, homem pacifico e
bonaclieiro, que se jactava da saa habil-
dade culinaria, porque arraojava com arte
sera igual as tru.has de molho.as perdizes
de escabeche e ootros varios guizados. Por
traz d'elle apparecia sua filha nica, Julia
Chardorant, linda morena, de faces cora-
das, olhos ternos e labios da cor das cere-
jas, que se encarapitava nos bcos dos ps
para ver melbor, passaodo os olhos com
pronunciada indifferenca do esqulllido pre-
boste ao rolico trombeteiro, sem sedignar
de os por nos demais ginetes que, seja
dito de passagem, eram j de idade madura
e bem pouco elegantes, despeito do uni-
forme azul com vivos carmezim.
Quando o personagem esqulido julgou
sufficiente a concurrencia, fez um gesto
imperioso com a'mo, e acto continuo dei-
xou de se ouvir o clarim, descanso que o
barrigudo msico aproveitou para limpar o
suor que lbe banbava a testa.
O preboste deseorolou os papis, e apar-
tou um d'elles sellado com as armas reaes,
pelo qual passoa os olbos como que pare
refrescar a memoria, e em vez de 1er sim-
plesmente ao auditorio o texto official do
escripto, julgou opportuno substituido por
um discurso da sua lavra, e com a voz so-
demonstm-vos que nlo podis inaugurar
mais digna e nobremente a nova era de paz
do que dando alentado impulso ao ensino
publico em todo o Brasil.
I
INTRUCgAO SUPERIOR.
Tratei no anteridr relatorio da convenien-
cia de crear nesta corte um conseibo supe-
rior que flsealisando o andamento deste
ramo do en>ino em todo o imperio, e sem-
pre a par de suas necessidades, encarainbas-
se a soluco das quesloes que lbe sao re-
lativas, e saggerisse os memo*amentos que
a experiencia fos-e demonstrando como
mais conducente ao fim para que foram
instituidas as faculdades d instrucco supe-
rior.
A creaco-de um conseibo superior, dis-
se-vos ento, composto de pessoas Ilus-
tradas e notaveis por sua posico e zelo,
alera de uniformsar a dreecSo, tornara
mais prompta a realzaco de ideas que o
ministro pode tor ou adoptar; faltando-lhe,
porm, o va?ar e isencSo de espirito neces-
sarios para formula-las em regulamenlos e
medidas pelo lado pratico podera produzir
o efeilo que se tem em mente.
Insislindo nesta idea, nlo deixarei de
chamar tambem vossa Ilustrada attenco
para o plano, j tantas vezes aventado, da
fundaco de urna universidade nesla corte.
Perece-me que esta, a mais importante, rica
e Ilustrada cidado da America do Sol, est
no caso de possuir um estabalecimento de
tal ordc.ij, cujaa vantagens nao pdem ser
con estadas, sardo innegavel que a eunii,
em urna corporaco bem organisada, de bo-
mens notaveis era diversas sciencas. ha de
resultar maior inctimento e interesse pelos
trabalhos da inlelligencia e grande impulso
ao ensino publico. Este foco d vida in-
lelleclnal nao deixaria de derramar novos
raios de luz cora manfes'o aproveitando
das profissoes litterarias.
Exislem nesia capital urna faculdade de
medicina e um estabelecimento (a escola
central) destinado ao ensino das scencias
physicas matheraaticas. E' de necessi-
dade a instilnicSo de urna faculdade theolo
gica, que prepare sacerdotes dignos da rais-
so a que se dedicara, e nos quaes encon-
tr o governo a quem confiar as elevadas
funcc&es do episcopado. Ninguera queto-
nar sobre a conveniencia de facilitar-se o
mais possivel o estudo das sciencas sociaes
e jurdicas, cuja vulgarisaco tanto importa
s relaces d -s cidadaos em tudo que se
refere vida civil.
Reunidas as quatro faculdades, auxiliar-
se-hiam mutuamente, pois que rauitos esta-
dos sao corarauns; taes como a medicina
legal, que rateressa igualmente aosestndan-
les de direito e aos de medicina ; o direito
administrativo e a economa poltica, enti-
nados actualmente as faculdades de direito
e na escola central; a phys'ca, cbimica, zoo-
logia, botnica e mineraloga, que entrara no
plano das faculdades de medicina e da es-
cola central ; o direito publico ecclesiastico.
que se ensina tambem as faculdades de
direito, e nao pode deixar de ser contem-
plado no curso da faculdade theologica, etc.
A parte geral dessas materias poderia ser
eusinada em commum aos alumnos das di-
versas faculdades a que interessassem, dan
do-se era cada curso maior latitude aos es
tudos de applicaco na parte que Ihe pe-
culiar.
O ensino superior no imperio nao d^os
resultados desejado?, e sea nivel, bem como
o do ensino secundario, tena indubitavel-
mente baixado oestes ltimos tempos.
Pouco inclinado transplanlaco para o
nosso paiz de instituices estrangeiras que
aqui nao se podem fcilmente acclimar, nao
acompanho cegamente o movimonto da opi-
nlo que preconis3 hoje o rgimen das uni-
versidades alleraas. Creio, porm, que
algumas innovacoes no sentido de maior
franqueza nao deixariam de aprovetar, pro-
movendo maior zelo e despertando o inte-
resse scienti'ico no professorado.
O que se deve exigir dos aspirantes aos
graos acadmicos que saibam as materias
da proisso para cujo exercicio se habili-
tam, Se as aprenderem melhor em cursos
privados, nada deve obstar a que sejam ad
aullidos s provas, salisfeitas as condi-
coes prescrplas pela lei. Cada um apren-
da com quem melhor ensina e venha depois
aferir perante os profissionaes a capacdade
que julga possuir, para gozar dos privile-
gios que Ihe confere o diploma na carrera
a que se destina. i
Crendose nesta capital urna universida-
de, seria occasio de assentardes nos me-
Iboramentos de que susceptivel o ensino
superior no imperio.
O edificio qae se livor de construir para
alojar a universidade, dispensar o qoe re-
clama urgentemente a faculdade do medici-
na desta corte, qae al> pode continuar na
parte do hospital da Sinta Casa da Miseri-
cordia, onde se acha.
Tanto para o meihoraraento do ensino
soperior como para a ediflcaco a que acabo
de referir-me sao prec'sas despezas. Nao
hesito, porm, em pro,)or-vo-las, tratndo-
se de melhorar qualquer dos ramos da ios-
trueco publica.
Faculdades de direito.Matricularam-se
no anno lindo:
as aulas da facullade do Recfe 485
alumnos.
as aulas da faculdade do S. Paulo 216
alumnos.
Faculdade de medicna. Matricularam-se
no anno passado :
Faculdade do Rio ie Janeiro.as di-
versas aulas do curso medico. 351 alumnos
as diversas aulas do curso
pharmaceutico............ 108
Total.
459
Faculdade da Babia as diversas aulas
do curso medico...........212 alumnos
as diversas aulas do cur-
so pharmaceutico.......... 76
Total.
288
II
ora e campanuda, que poda ouvir-se de
longe, bradou :
Habitantes da aldeia de S. Judas,
hourados e dignos cidadaos, fiis e leaes
vassalios de Sua Mgestade el-re Luz
que Deus guarde, j me conheceis ha
annos, e nao ignoraes que me interesso pe-
las c usas de todos vos em geral e de cada
um em particular, e que vos tenho e te re i
em grande estima, emquanlo nao commet-
terdes algum delicto ou malfeitoria contra
pessoas ou propriedades.
Como se \ o exordio proraeltia.
Viva o senhor preboste gritaram
alguns aldeos entbusiastas.
Dionizio Robustel comprimentou para a
direita e para a esquerda, com toda a ama-
bilidade, piscou o olbo e proseguio :
Grande satisfaco me cabe hoje, ami-
gos meus, por vos trazer urna boa nova de
ordem de Sua Magestade el-rei nosso amo,
que Deas guarde, e do snbor governador
civil. Trata-se de vos ensnar todos,
grandes e pquenos, mocos e velhos, a
maoera deennqoecerdes... i
Dionizio parou ao chegar aqui, como
orador hbil que era, para gosar do effeito
produzido. que se revelava nos alegres
murmurios da concorrencia.
como vos digo, a maneira de en-
riquecerdes repetio o preboste ao cabo
de alguns segundos; que to fcil e pou-
co dispendiosa, que de certo vos sorpren-
der. Eu, meus amigos, sei muito hemos
trabalhos que passaes, expostos i intempe-
rie, ao fri, s chavas, ao ar, ao calor, e
depois de terem suado em bica durante
doze mezes. trabalbando ora com a encha-
da, ora com o arado, ora com a fouce, em-
pando, podando e vindimando, queimando
a pelle e gastando as forcas. comendo pon
co e mal quando tendes fome, bebendo
menos ainda quando tendes sede, em som-
ma, sustentando-vos de privaces e de co-
deas de po duro, que resultados alcancaes
no fim do anno ? Alguns miseros tosioes
e ama mo cheia de trigo, se o anno foi
bom, algumas dividas se o anno foi mo,
INSTRUCCO SfiCUNBAMA.
Cada um dos ramos de instroccio publi-
ca exerce na socedace grande influencia,
actuando porm poruodo diverso no adan-
lamento do espirito publico. A instrucco
secundaria dos tres o que mais influe na
educaco, formando a intelligencia e era
grande parte o carcter dos que a recebem.
Melle nao enchergo taminho alcance pelos
conhecmentos que adquire o alumno, como
pelo desenvolvimiento iotllectial e qualida-
des de espirito que obtera por raeio do es-
tudo das materias que o constitoem.
Formar e fortalecer o espirito da raoc-
dade, habilitando-a para os estudos de uti-
lidade pratca e para a vida social, o fira
principal dos estudos secundarios. Nao
importa tanto que as lngnas estranhas o
alumno obtenha um vocabulario mais ou me-
nos completo, que nss sciencas fique com
mais ou menos algumas nocoes, com que
consiga o resultado deexercitar, adestrare
alargar o espirito, dispoBdo-o pela acquisi-
Clo dos dotes necessarios para estudos de
applicaclo e interesso pratico.
Eis porque na reforma do plano de ensi-
no do imperial collegiode Pedro II procurei
tornar mais rigoroso o estudo daquellas ma-
terias que tendera a desenvolver o espirito
do alumno na idade em que mais fcilmente
se pode dirigir, e nao exig provas lo seve-
ras as materias que tendem mais a enri-
quecer a iitelligencia do que a robuste-
ce-la.
O estado da instrucco secundaria na
corte deixa a perder de vista o que se ob-
serva as provincias, onde muito pouco
della se lera cuidado., como demonstram os
dados esatisticos do que em outro lugar
vos dou conhecmento.
E' minha opinio que a attribuico confe-
rida no art. lo 2o do acto addicional nao
exclue a assembla geral de crear, manter
e dirigir as provincias estabelecimentos de
rastraeclo publica cusa dos cofres do es-
tado. Nada obsta a que o poder geral e
provincial se esforcem as provincias pela
diffuslo do ensino, sustentando e regulando
cada um os seus estabelecimentos, sem pro-
curar envolver-so nos do outro. Annexas
s faculdades de direito de S. Paulo e do
Recife j existem aulas de preparatorios en-
tretidas pelos cofres geraes.
Um dos embaracos com que utam os ly-
ceus das provincias, segundo ponderam
rauitos presidentes, nao valerem os exa-
mes nelles feitos para admisso matricula
nos cursos superiores. A idade em que os
alumnos teem do recebar a instrucco se-
cundaria nao dispensa os cuidados e a vi-
gilancia das familias, que, dando com razo
mais apreco educaco moral do que
instrucco, fundadamente repugnam enva-
los a esta corte, ou a outras provincias dis-
tantes, em cujas capitaes existem aulas as
quaes os exames surtem os effeios que teem
em vista os que dcsiinam os filbos a profis-
soes litterarias.
A uniformidade de habillaces que se
deve exigir para taes effetos nao permilte
que se altribuam estes aos exames feitos
nos lyceus provinciaes, cada um dos qnaes
je rege por legslaco especial, seguindo o
plano e methodo de estudos que permttem
as cir umstancias da provincia.
E' assumpto este digno da maior attenco,
e de alcance para as provincias, em muitas
das quaes nlo ha grande copia de borneas
habilitados para os argos pblicos, e que
possam cuida/ do melhor futuro das clas-
ses mais numerosas. A instroccio secun-
daria dada em geral s classes superiores
exerce benfico inluxo em todas as ontras,
ltenla a feliz disposico do espirito huma-
no, segundo a qual cada um, medida que
slarga o circulo de suas ideas, deseja ver
mais alumiado o meio social era que vive.
Reflectindo sobre este ponto, tonho me
capacitado de que ser de grande vantagem
fundar as provincias por conta do estado,
estabelecimentos de instrucco secundaria
semelhanca do imperial collegio de Pedro
II, nos quaes possam hablitar-se os que as-
pirara aos estudos superiores, sem se affas-
tarem muito das vistas de suas familias.
Seria um auxilio dado pelo estado s pro-
vincias cora evidente proveito para o pro-
gresso intelleclual do paiz.
Poderiamos comecar substtundo por es-
tabelcimenlos da ordem dos que lembro
as aulas menores das faculdades de S. Paulo
e do Recfe.
Imperial collegio de Pedro II.Precisava
ha muito esta til inslituigo de alguns me-
Ihoramentos de que em parte a d ion o de-
creto n. 4,468 do Io de fevereiro ultimo. O
novo plano de estudos este anno inaugurado
ha de dar favoraveis resultados, executados,
como vai sendo, com sincero zelo pelos
cheles e professores dos dous estabeleci-
mentos em que se divide o imperial collegio
de Pedro II.
e em todo o caso una perspectiva de tra-
balho e de miseria...
Dionizio fallava com a imperlurbavel cir-
cumspeccio de um homem seguro de si
mesmo e dos seus o'ivintes. Interrompeu-
se, todava, pela segunda vez, e os aldeos
aproveitaram aquelle ntervallo para enea-
rarem uns nos oulros, dando a cabeca, e
dizendo com modos aprobativos:
Tal e qual, muito verdade, e isso
mesmo o que succede. Ainda que urna
pessoa se esfalTe a trabalhar, est pobre
aempre como Job I
Dionizio Robustel acufiou com os magros
dedos as retorcidas guias do bigode, e pro-
seguio na sua crescente fecundia :
'Pois, meus senhores, ea, preboste do
marechalato, e o-vosso melhor amigo, offe-
reco-vos um famoso capital: tres mil libras
por um lado e trezentas pelo outro. Sim,
meus aenbores, sim, isto o mais seguro,
o mas positivo. Ah t tatvez vos nao atre-
vaos a dar crdito aos vossos ouvidos, e
pergunteis o que ser preciso fazer para
vos banhardes as douradas aguas do Pact-
lo que, como ninguera ignora, um famoso
ro de Hespanha. O que haveis de fazer ?
Eu vo-lo digo : as tres mil libras serlo
dadas a quem conseguir apoderar-se, morto
ou vivo, do marquez Luiz Segismundo, se-
nhor de Saiut-Maixent, reo de varios cri-
nes, o menor dos quaes se castiga com a
pena de morte e mais algumas. Pelo que
diz respeito s trezentas libras, ba de ga-
uha-jas quem agarrar um tal Lzaro, criado
do marquei de Saint-Maixent, e reo de
complicidade nos crimes e desaforos do
amo. As referidas quantias serlo pagas
em metal sonante polo tbesoureiro muni-
cipal de Clermont. Disse.
Seguio-se um rumor semelhante ao que
produziria, em colmea colossal, um enxame
de monstruosas abelhas. A cobica brilbava
em todos os olhos. Casados e solteiros,
velhos e mocos, todos em summa, cuidavam
j na captura ou na morte do marquez e
do criado, quo po-lism fazer a fortuna
d'elles, porque as ifirmativas de Dionizio
A'guraas deas cuja realisaco ha de in-
fluir ventajosamente no ensino e no rgimen
disciplinar, nao foram ainda postas em pra-
tca, por me parecer de grande proveito
para os alumnos a mudanca do internato
para fra desta corte e dover influir a solu-
Co desta questo as disposices regula-
meniares que intento por era pratca.
Os estudos sao, em these, o mais pode-
roso meio de educaco ; nao porm, so-
mente nelles que esta consiste. Nos esta-
belecimentos de educaco deve ter-se era
vista nao s o progresso intelleclual da mo-
cidade, mas tambem dar ao espirito tempe-
ra verdaderamente Varonil, e ao corpo o
vigor e sade que tanto contribuem para
que o individuo possa ser til si e so-
ciedade. Os mocos que, na poca era que
o organismo precisa de desenvolver-se apro-
priando-se os elementos que ofierece a na-
tureza, vivera entre as quatro paredes de
um edificio aperlado pelos montos de ca-
sas das cidades, teem um desenvolvimento
artificial e contrafeito, do qual resente-se
depois em todos os periodos da vida tan'.o
o corpo, como o espirito.
Ar, espaco e vastos horisontes, eis do que
principalmente precisa a idade de 10 a 18
annos, em que commimmente se frequen-
tam as aulas secundarias.
As vantagens que teem oblido oulros go-
vernos, arredando da atmosphera viciada
das grandes cidades os internatos de ins-
trucco secundaria, teem explicaco em
consideraces de to notoria procedencia,
quo parece-me escusado aqui repelidas.
Prestar-se-ha grande servico aos alumnos,
a todos os qu9 por elles se interessam, e
em geral sociedade. se for removido o in-
ternato da nica instituico de ensino secun-
dario, que o estado mantera, para alguma
cidade serra-acima, onde, alm do favor do
clima, o rgimen collegial nao seja pertur-
bado pelo buheio de urna grande capital.
Lembrei-rae da cidade do Parahybuna, na
provincia de Minas-Geraes, que^satisfaz as
condices exigiveis, e est a 12 horas de
viagem desta corte. Petropolis, outra qual-
quer cidade em idnticas circunstancias,
poder servir, se nao for preferida a locali-
dade a que rae retiro., a qual tem a vanta-
gem de ser central, collocando o estabeleci-
mento mais ao alcance de urna parle impor-
tantissima da provincia de Minas.
ExtrnateMatricularam-se :
Contribuintes externos............. 57
meio-pensonistas...... 16
Gratuitos externos................ 113
meio-pensionistas......... 15
Tolal.......... 201
Fizeram exame 127. Foram approvados
99, e reprovados 28. C ncluiram o curso
e graduaram-se 3.
Internato.Matricularam-se :
Contribuintes de Ia classe.......... 78
de 2a .......... 26
Gratuitos........................ 25
Total.......... 129
Fizeram exame 86. Foram approvados
78, e reprovados 8. Concluirlo o corso e
graduiram-se 5.
, III.
INSTRUCCO PRIMARIA NO MUNICIPIO DA CORTE.
Publica. Ha actualmente 26 escolas pu-
blicas para meninos, e 20 para meninas.
Duas destas ultimas foram creadas pelos
decretos n. 4,436 de 2i de setembro do
anno irado, e n. 4,477 de 18 de fevereiro
do anno corrente. As primeiras foram fre-
quentadas por 2,462 meninos, e 17 das se-
gundas por 1,847 meninas.
Estam providas de professores todas as
referidas escolas, excepclo nicamente da
de meninas na freguezia da Guaratiba. O
governo subvenciona duas escolas particula-
res, uos sitios denominadosCopacabana
e Campnho, para receberera meninos
pobres.
Particular.E dda em 16 escolas e 28
collegios para meninos, e em 21 escolas e
27 collegios^ara meninas. Frequentrara-
os 2,955 meninos, e 2,047 meninas.
V-se das informacBes que acabo de dar-
vos que apenas 9,311 alumnos frequeniram
em 1869 as escolas publicas e particulares
no municipio da c te. Este algarismo dis-
pensa commentarios.
ind spensavel alguma providencia que
no interesse das novas geracoes obrigue os
responsaveis pela educaco da infancia a
mandar s escolas publicas os lilhos, pnpil-
los, on protegidos de ora e outro sexo,
quando nao Thes deem particularmente a
instrucco elementar de que nao se pode
prescindir na sociedade, qualquer que seja
a proisso a que se dediqne o individuo.
Em qualquer sociedade regular, e menor,
que a lei declara incap z de reger-se, nlo
pode deixar de ser considerado com direito
educaco, e obrigados a ministrar-lh'a
aquelles a quem a raesma lei os encarrega.
Tem o Estado o dever de tornar effectivo
este direito dando protecelo a quem princi-
palmente della precisa, e curando de melho-
rar Ihe a condico pela educaco, sera a
qual nao se realizan) as vantagens da vida
social.
Partidario do eosino obrgatorio, teria eu
j posto em pratca a disposico do art. 64
do decreto n. 1,331. A de 17 de fevereiro
de 1854 se nao me fallecessem os meios de
executa-la. Com os dados forncidos pelo
arrolamento a que o governo mandn pro-
ceder no municipio da corte, segundo o pla-
no das instruecoes de 2 de abril ultimo,
poder-se-ba fazer idea, senlo exacta, ao
menos muito approximada, de qual a parte
da populaeo em idade de frequentar as es-
co as que nao recebe intrueco em cada
dstricto deste municipio, e ficar o governo
habilitado para crear novas onde forem ne-
cessarias. Nao se pode exigir que os pais,
tutores ou protectores de menores mandem
os filbos, pupillos ou protegidos s escolas
sera que estas existam efectivamente em
lugares onde possam commodamente ser
frequentadas.
Para augmentar-Ibes o numero na razo
de mais dez, pedi-vos o anno passado o ne-
cessario crdito. Infelizmente, nao tendo
sido votada a lei do ore amento, vi-rae na
impossibilidade de realizar este roelbora-
mento. Na proposta de orcamento, que
vos ser apresentada nesta sesslo, peco que
habilitis o governo a fundar e manter at
mais Viola escolas primarias no muaicipio
da corte.
Continuando a autorisaco qne ao gover-
no concedeu a lei n. 630 de 17 de setem-
bro de 1851, estabelecidas e situadas con-
venientemente as novas escolas, tratarei de
regular o modo pratico daobrigaco do en-
sino, promovendo ao mesmo tempo a rea-
lisaco de varias ideas de inconteslavel pro-
veito, consignadas no citado decreto de 1854.
Sobre outras prov.dencias necessaria3
fiscalisaco do enrino e sua melhor direccao
refiro-me ao que tive a honra de ponderar-
03 no relatorio do anno passado.
A cmara municipal da cftrte acaba de
dar urna prova de zelo pela instrucco pu-
blica no municipio que representa, propon-
do ao governo construir, custa dos cofres
municipaes, um edificio apropriado para os
trabalhos do ensino primario. Ser a pri-
meira escola desta corte que se alojar em
casa propria e adequada a seu destino. A
i iciativa to dignamente tomada por essa
corporaco nao deixar de encontrar imita-
dores em outros pontos do Imperr.
nao eram de modo algum exagralas, e as
recompensas promettidas constituiara n'a-
quella poca, para um aldeo da Auvernia,
mui respeitavel cab dal.
Tudo isto muito bonits, senbor pro-
baste, gritou de repente com voz clara um
dos principaes habitantes de S. Judas; mas
o que mais importa para deitar as unhas
a esses senhores ou para Ibes mandar urna
baila, conhece-los, e nos c nao os conhe-
mos.
Tendes razo, volveu Dionizio, e pre-
vendo esse caso, trago aqui os signaos dos
crimiuosos, que vos vou ler agora, e em
seguida Picar exposta na sala baixii da
estalagem das Armas de Franca, a fim de
que toda a gente v consulta la vontade.
O preboste desenrolou outra vez os pa-
pis e tirou de entre os demais um im-
presso em parte, e em parto escripto com
letra grossa :
Attenco, gritou elle, attenco, qoe
eu principio I Signaes do marquez de
Saint-Maixent: idade vinte cinco annos,
estatura mais que mediana, cintura esbelta,
e boas proporces, cabellos louros natural-
mente annellados, bigode louro e sedoso
com guias retorcidas, cara oval, cutis muito
alva, ol os grandes e azues, bocea peque
na, denles bonitos, um signal preto na
face esquerda ao p da bocea, semelhante
aos que as senhoras costumam pintar para
enfeife.
Ah, senhor preboste I Muito bdaito
ha de ser esse rapazete I bradou orna cua-
rentona por eutre a hilaridade geral. Ha
de parecer-se com o Sr. Miguel Archaijo,
qae est no altar mor da ermida. As fei-
C5es slo as mesmas, palavrinha de Gerva-
sia; s o que o santo nao tem o signal
na cara.
Vmc. falla com cabeca, ta Gervasia,
redargoio Dionizio piscando o olho qaa-
ren'ona. Infelizmente, porm, acara bo-
nita do marques muito engenhosa, e se
bouvera justica n'este malvado mando,
havia de parecee-se, mas era com o demo-
nio. D'esse feitio j ama pessoa \atinava
(Continuar-se ha.)
ora elle e cortavam-se as difficuldades
todas.
Eraquanto Dionizio fallava, Julia Cha-
dorar.t. a linda morena dos olhos temos,
filha do tio Guilberme. o estalajadeiro, po-
zera-se mais branca do que a cal da pa-
rede.
Santo Deus disse a mocinha entre
si, cheia de inquietado. Aquelle senhor
to amavel, to galhardo e cortez, que
ceiou em nossa casa ha tres dias, e me
agarrou a mo quando estavamos sos dzep-
do-me cousa s to bonitas, era o marquez
de Sain-Maixent f Oh I sim, bem o reco-
nbeco, era elle I E aquelle olhar, e aquel-
le sorriso poderlo ser de um criminoso ?
Nlo, nao acredito, estou certa de que
innocente !
marquez de Saint-Maixent, proseguio
Dionizio, veste de ordinario, agoraqoe anda
fugiiivo, urna casaca cinzenta bordada de
preto, collete de pelle de gamo, e chapeo
d4 feltrocom pluma preta. Monta um fa-
moso cavalio alazo, de bella estampa, e
muito corredor. Isto pelo que diz respeito
ao amo. Passemos agora ao criado. O tal
patife, qoe se chama Lazaso com j vos
disse, ou pelo menos se d a conbecer de-
baixo d'aquelle nome, deve ter aproxima-
damente a mesma idade que seu amo ; es-
tatura median, membros fornidos^ cara
larga, cores muito encarnicadas, cabello
castanho e olhos esverdeados. Nao veste
libr, e monta um cavalio baio, torto do
olho esqoerdo. Eia pois J sabis tanto
como eg, queridos amigos t bradou o pre-
boste no fim da leitura. Temos a certeza
de que os dous briminosos andam aqui
pelo p. Fazei-lbes montara, e nao per-
caes esta occasio de enriquecerdes, que
nunca se vas apresentar outra assim.
Viva o senbor preboste repetio a
turba multa.
(Contmuar-t+ka.)
TYP.DO DIARIO RA DUQUE DE OXIAS





I
r

INCORRET


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EUO8W9K0D_M345XN INGEST_TIME 2013-09-13T22:36:35Z PACKAGE AA00011611_12147
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES