Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:12074


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Full Text
m -

ANNO XLVf. HUMERO 68

PARA A CAPITAL E LUGARES (TOD HAO SE PAGA POETE.
Por -tws iieae iaaulwlog.................
seis ditos i'ep.............*,......
i'oromanno denr.'...................
Cada mumero avulso...................
0,5000
12,5000
24,5000
320
SABIDO 26 DE MARCO DE 1870.
----------jp.------------------------------------------_-------p-------------_---------------
KA DEITRO E. FQBA DA PROVECA.
Bor tres fciezes Imantados.................
.Por seL.4itos' idera...........,........ .
Por noTii.4tos dem.........* ........
?or ara tnno dem............".......
64750
t3*500
20*250
27*000
Propriedade de Manoel Figneira d Faria & Filhos.

SAO ACEXTEM:
1
Os Srs. Gerardo Antonio Alves & Filhos, no Para ; Goncaves & Pinto, no Maranbao ; Joaquina Jos de Oliveir, no Ceart ; Antonio de Lemos Praga, no Aracaty ; JoSo Mara Julio Chaves, no Ass ; Antonio Marqjws da Silva, no Batel; Jos Justino
Pereira d'Almeida, em Mamanguape ; Antonio Alejandrino de. Lima, na Parahyba ; Antonio Jos Gomes, na Villa da Pcnha; Belaraino dos Santos Bulcao, em Santo Antao;-Domingos Jos a Costa Braga,
em Nazareth ; Francisco lavares da Costa, em Alago ; Dr. Jos Martins Alves, na Babia ; e Jos Ribeiro Gasparinhono Rio de Janeine. ,



u
-.
PAUTE OFFiCIAL.
Cl#Tcrno da provincia.
JT6NVD PBLO EXM. Su. SENADOR FRE-
t>PIV'*> AfcWCTDA i: AI.BCQI EllOIK PRESIDENTE DA
efloVlNClA. III 12 DE FRVK11EI110 I>F. 1870.
! seccao.
ni. 39. Podara ao Exm. Sr. general comman-
d.iqiedas armas.Mande V. Exc. por em liberdade
o .-entila Kduar do llaptsta Evangelista, visto ler
sido jutgado incapaz do servido do exercito, como
cxns'a oo termo annexo ao seu offlcio de 11 do
correnle sob n. 87.
N. ^99.Diu ao director do arsenal de guerra.
l'agando os encarregados da fesla do Senhor
43 im Jc'iJI dos Passos da freguezia do Poco da Pa-
nella, a respectiva importancia, mande V. S. far-
necer para sahas u :ia da mesma festa cento e
oitenia cartiuas seni balas, e igual numero de cap-
sula^ fulminantes.
N. 100.Dita ao engenheiro militar.Nao tendo
a;>l>areeido concorrentes a arrematacao dos con-
eerlo de que precisara a capella e guaritas do
(..re do Buraco, oreados em 8940IU, segundo
coasta de seu olTIcio de honlein datado, recommen-
i Vmc. que os mande executar por admiras-
tracto, nao excedeudo daquella quantia.
21 seccao.
N. 401.Portara ao presidente do tribunal da
i !( i ..-Communico a V. Exc. para os devidos
lius/que segundo consta do Diario Oflktal n. 20
de 23 de Janeiro ultimo, Sua Magestade o Impera-
dor bouve porbem fazer merc a Augusto Ce.-ar
da Cunta da serventa vitalicia do ofcio de es-
crivao de appellafpes desse tribunal.
N. 40i.Dita ao Dr. chefe de polica.Trans-
mitto a V. S. o aviso do ministerio da justica, jun-
to por copia, de U de Janeiro ultimo, para que
seja satisfeito o que no mesrao se determina coni
relajo ao valor da flanea que deve prestar o the-
soureirp da reparticao a sea cargo.
N. 403. Dita ao coramandante superior da
guarda nacional do Limoeiro.Em additamenlo a
portara de 15* de dezembro ultimo, declaro a V.
S. que o destacamento dessa villa, deve ser com-
mandadopelo sargenu vago mestre do batalhao n.
'I sob o seu eommando superior.
N. 404. Dita ao ,'commandante superior da
guarda nacional do Cabo. Gommunico a V. S.
para os devidos flns que, segundo consta do Dia-
i io Oficial n. 20 de 2."5 de Janeiro ultimo, por de-
crelo de 19 do dito mez, foi designado o capito
l'mbelioo de Paula Souza Leo, para exercer as
fuuccoes de major do batallan de inl'aul tria n. 39
ia guarda nacional sob o seu eommando' supe-
rior.
N. 403.Dita ao co-nmaodante do corpo prov-
- vio de polica.Em sta de sua nforraacao n.
'ii. do Io do correte, faja Vmc. apresentar ao ge-
neral commanante das armas, o soldado do corpo
>.jb seu eommando Joao Jos da Fonseca, para
ser inspeccionado como pedio.
K. 406.-Dita ao mesrao.Remello por copia a
Vrae. o inclmo ollicio de 4 do corrnte sob n. 7,
em que acamara munlcparflo f>ecife, representa
contra o procediraeoto que tiveram alguns solda-
dos desse corpo por occasiao de levarem no dia
27 de Janeiro ultimo, ao esmiterio publico o cada-
ver do menor Joao, aflm de que Vmc. providencie
a sementante respeito.
N. 407 Portaria ao inspector da tbesouraria
de fazenda.Depois de liquidado em vista das_fa-
inas, relacoes nominaes e pret juntos em duplca-
la, os vencimentos, a contar de 8 :e novembro a
:il Je dezembro do auno prximo passado, do offl-
cial e pracas da guarda nacional destacados na
villa de Ingazeira, mande V. S. pagar a. sua im-
portancia a Antonio Jo- de Souza ou Alexandre
Amerieo de Caldas Brandao, conforme solicitou o
rom.i.andante superior dj municipio de Flores em
oflicio de O de Janeiro ultimo.
N. 408.Dita ao mesmo.Tendo nesta data au-
tnsalo ao tenente de engenheiro encarregado das
ibras militares, a mandar proceder aos conceiles
le precisam a capella guaritas do forte do
lraco, oreados em 89*010, visto nao ter appare-
cido concorrentes arrematacao, como me parti-
cioou o mesmo engenheiro em ofcio de hontem
datado; assim o coaimunico a V. S. para seu co-
nliecimentn.
N. 409.Dita ao mesmo.Devolvo a V. S. a in-
clusa conta em duplicata a que se refere o seu
ullicio de-24 de maio do anno prximo passado
sob n. 337 e relativa a transpones dados no mez
de abril antecedente, nos trens da ostrada de fer-
ro do Recife a S. Francisco por conta do ministe-
rio da ouerra. aflm de que conforme indica em
nutro seu offlc'io n. 83 de 8 do crreme, lana pro-
cesar es>a despeza para ser paga quando o gover-
no imperial votar o necessario crdito, visto per-
lenccr ella ao exercicio ja encerrado de 1868 a
1860. -
J, 410.=Dita ao mesmo.Gommunico a V. S.
pai a sea conhecimento que, segundo me partici-
pou o secretario desta provincia Dr. Joaquim Cor-
rea de Araujo, entrou elle no dia 11 do correnti
no gozo da licenca de quatro mezes sem venci-
mentos, que ihe foi concedida pelo governo impe-
rial ,r o
N. 411.Dita ao mesrao.Commumco a V. S.
par os devidos ins que, segundo darticipou o
juiz municipal do termo de Ipojuca, bacharel Joao
Bautista de Siqueira Cavalcanti, em i fllcio de .10
do correte, nessa data c por molestia deixou o
exercicio do respectivo cargo.
N. 411Dita ao inspector da thesouraria pro-
vincial.Pode V. S. de conformidade com a sua
informaQo de 9 do eotrente sob n. 78, mandar en-
tregar ao vigario da freguezia de Nossa Senhora
do O' de Goyanna, padre Lourenco de Albuquer-
i|ue Lovola, mediante flanea idnea, a quantia de
Hijlolb, que se acha em deposito nessa thesoura-
ria, proveniente do beneficio da primeira parte
la loterla>extrahida a favor das obras da igreja
matriz daquella freguezia
N. 413.Bita ao mesmo.Autoriso V. S. nos
termos de sua Informacao de 9 do corrnte sob n.
80, a mandar entregar ao vigario da freguezia de
Vitia Bella, Manoel Lopes Rodrigues de Barros,
mediante flanea idnea, a quantia de 8614310, que
se acba reeolhida a essa thesouraria proveniente
da S1 parte da lotera extrahida a favor das obras
da oreja matriz daquella freguezia.
N. 414.Dita ao rtesmo.Em vista de sua in-
formacao de hontem sob n. 90, com referencia a
da conladori dessa thesouraria, mande V. S. pa-
gar aRdro do Reg Chaves, ou ao seu procura-
dor Viriato Centeio Lopes, conforme soliciton o
cuefe de polica em offioio de 27 de Janeiro ultimo
n. 137, a qnana de 119*800, em que segundo a
coala que incloso devolvo importaram as despezas
tcitar no meidadexemhro do anno prximo pas
sado com o mgtwto dos presos pobres da cada do
t*rmo de araabuns.
N. 413.DiU ao memo.Nao obstante o qne
i ndera V. S.^m sua Informacao de 9 do corren-
te sob n. 83, mJnde pagar com preferencia aos
proprieUrios do Dior/o de Pernamtmco, Manoel Fi-
gueirda de Faria & Filhos, os 2:500*000 a que
tero direito em vista da primera condicao de seu
contrato celebrado com a assembla legislativa
provincial para a pnblicacao dos debates da mesma
assembla.
N. f!6.Dita ao mesmo.Mediante llanca id-
nea, conforme indica em sua informacao de 9 do
correte sob n. 79, mande V. S. entregar ao viga-
rio da freguezia de Flores, Pedro Manoel da Silva
B'irgos, a quantia de 861*310, que se aeha em de-
posito nessa reparticao, proveniente do beneficio da
2' parle da lotera extrahida a favor das obra? da
igreja matriz daquella freguezia.
N. 417.Dita ao mesmo.De conformidade com
a sua informacao de 9 do corrnte sob n. 81, au
toriso V.S. a madar pagar ao negociante Joaquim
Antonio de Carvalho, em vista da conu que inclu-
so devolvp, e me foi remettida pelo tenente-coronel
commandanle do corpo provisorio d polica, com
offleid de 10 de Janeiro aliimo, n. ti, a quantia de
3:300*000, a que tem lie direito por haver feito
entrega ao mesmo corpo, nos termos de seu con-
trato, de 200 fardamentos de panno azul e 400 di-
tos de brim branco. Para esse fim oie V. S.
conforme indica no final da citada informacao, fa-
zer passar por adantamento da conslgnacao do
2 art. 18 di iei do orcamento vigente, para a cai-
xa especial, creada para, eumprimento do art. 2>
da lei n. 787, a quantia de 3:623*553 que falta
para completar esse pagamento.
N. 418.-Deliberacao. presidento da provin-
cia attendendo ao que requeren o 3o escripturario
addido thesouraria provincial, Ignacio Bento de
Lovolla, e tendo em vista o que a este respeito in-
formou o respectivo inspector em offlcio de 26 de
Janeiro ultimo sob n. 43, resol ve nomea lo para
exercer effectivamento igual lugar que se acha va-
go naquella Ihe-ouraria, em eonsequencia do ac-
cesso que leve Landelino de Luna Freir, sendo
porm obrigado a mostrarse habilitado por meio
de concurso quando tiver de ser promovido a 2o
escripturario, nos termos do art. 60 do regulamen-
to de 21 de julho de 1868.
4." seccao.
N. 422.Officio aoExm. presidente da provin-
cia do Pata.Vao sar opporlunamenle enviados
aoi ministros plenipotenciarios em Franca e na
Blgica, e aos cnsules geraes em Bruxellas e Ge-
nova, os offlcios em segunda va que para terem
esse destino V. Exc. me remetteu com o seu de 30
de Janeiro ultimo.
N. 413.Portara ao director da Faculdade de
Direito.Tendo por delideracao desla data resol-
vido oomear o bacharel Francisco de Paula Penna
para servir de comraissario especial nos exames
de preparatorios annexos a essa faculdade, duran
le o impedimento do Dr. Joaquim Goncalves Lima;
assim o communco a V. Exc. para seu conheci-
mento.
N. 424.Dita ao proveiorda Santa Casa da Mi-
serijordia.Em vista de sua infarmaqao de 11 do
corrnte, sob n. 2447 autcrlso a V. Exc, a man-
dar entregar a Francisca Mara do Carmo, a sua
filha Maria Ambrosina Ribeiro educanda do eolio-
hio das oighas.
N. 425.Dita |ao mesmo.Approvo a delibera-
cao que tomou a junta administrativa dessa santa
casa, do mandar entregar a Joao Laurete, cidado
francez, estahelecido com officioa de marcenara
nesta cidade, e com as condicoes mencionadas no
oflicio de V. Exc. de 11 do correte, sob n. 2645,
o educando do collegio dos orphaos Manoel Jos
de Albuquerque.
N. 426.Dita ao engenheiro Raphael Archanjo
Galvlo Filho.Com a informacao inclusa por co-
pia da contadoria da thesouraria de fazenda de 9-
do-corrente. resposdendo ao olflcio que Vm*-me
dirigi em 29 de Janeiro prximo (indo aerca do
pagamento do que tem vencido o pessoal que o au-
xilia nos estudo3 do melhoramento do porto desta
cidade.
N. 427.Deliberacao.O presidente da provin-
cia, resolve nomear o bacharel Francisco de Paula
Penna, para servir de commissario especial nos
exames annexos Facnldade de Direito desta ci-
dade, durante o impedimento do Dr. Joaquim Gon-
calves Lima.
EXPEDIENTE ASSICNADO PELO SR. OFFtCIAI.-MAIOR DR.
ANTONIO ANNES JACOME PIRES, NO IMPEDIMENTO DO
SECRETARIO DO C.OVSRNO, EM 12 DE FEVERKIRO DE
1870.
2.a seccao.
N. 428.Ollicio ao Dr. cliele de polica.U Exm.
Sr. prasidenle da provincia, manda declarar a V.
S. em resposta ao seu offlcio de 4 do corrnte,
sob n. 163, que nesta data se exoedio ordem ao
commandante superior da guarda nacional do mu-
nicipio do Limoeiro, para que o destacamento da
villa do mesmo nome seja commandado pelo sar-
gento vago mestre do balalhao n. 21 d'aquelle
municipio.
N. 429.Dito ao mesmo.o Exm. Sr. presi-
dente da provincia, respondendo ao offlcio de Y.
S., datado de 27 de Janeiro ultimo, sob n. 137,
manda declarar qne a thesouraria tem ordem,
para pagar a Pedro do Reg Chaves, ou ao seu
procurador Viriato Centeio Lpez, a quantia de
119*800 constante do citado oflicio.
Ji 430. Dito ao commandante superior da
guarda municipio de Flores.Nesta data autori-
sou-se a thesouraria de fazenda a pagar a Anto-
nio Jos de Souza, ou a Alexandre Americo de
Caldas Brandao os vencimentos constantes do of-
ficio de V. S. datado de 20 de Janeiro ultimo, o
qual fiea'assim respondido de ordem do Exm.
Sr. presidente da provincia.
N. 421. Dito ao commandante do corpo provi-
sorio de polica.S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia manda declarar a V. S. em resposta ao seu
offlcio de 10 de Janeiro ultimo, sob n. 14, que a
thesouraria provincial tem ordem para pagar ao
negociante Joaquim Antonio de Carvalho, a quan-
tia de 5:500* constante do citado offlcie.
N. 432 Dito ao juz municipal de Ipojuca.0
Exm. Sr. presideule da provincia, manda aecusar
o recebimento do offlcio de V. S. de 10 do crten-
te, em que participa ter nessa data, por molestia,
deixado o exercicio de seu cargo.
' 3* seccao.
N. 433. Offlcio ao inspector da thesouraria
provincial.De ordem de S. Exc. o Sr. presidente
da provincia, communico a V. S., que segundo
consta do ofQcio do secretario dogoverflo Dr. Joa-
quim Correa d'Araujo, entrou elle n> dia 11 do
correte, no goso da licenca de 4 mezes sem ven-
cimentos, que Ihe foi concedida pelo governo im-
perial.
4" seccao.
N. 434.Offlcio ao Dr. Francisco ds Paula Pen-
na.S. Ejtc o Sr. presidente da provincia, tendo
por deliberacao desta data Horneado a V. S. para
servir de commissario especial nos exames de pre-
paratorios annexo o Faculdade de Direito, duran-
te o impedimento do Dr. Joaqutm Goncalves Lima;
assim In'o manda communicar para seu conhe-
cimento.
Dr. Felippe Nery Collaco.Dirija-se ao Sr. ins-
pector da thesouraria provincial.
Francisco Forreira Borges.Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria de fazenda. ,
Guilherme Joaquim da Silva Braga.Reiterou-
se a ordem j expedida para o que requer.
Bacharel Joao Veira de Araujo.Dirija-w ao
Sr. inspector da Ihesooraria de fazenda.
Joao Francisco da Silva Castro.Informe o Sr.
tenente-coronel commandante do corpo provisorio
de polica.
Joao Francisco Pardelhas.Pagos os direitos fls-
caes como requer, remetlendo-se estes papis ao
Sr. inspector da thesouraria de fazenda para os
flns convenientes.
Joao Manoel Roma.Informe o Sr. inspector da
thesouraria de fazemia.
Mariano Nery Carneiro da Cunha.Expeca-se
ordem no sentido que requer o supplicante.
Dr. Pedro Alfonso Ferreira.Informe o Sr.
pector da thesouraria provincial.
1115-
Repartl^o da polica.
2" seccao.Secretaria da polica de Pernambu-
jo, 24 de marco de 1870.
N. 410.Illm. e Exm. Sr.Levo ao conheci
ment de V. Exc. que, segundo consta das parti-
cipacSes recebidas hoje nesta reparticao, foram
hontem recolhldos casa de detengo, os seguintes
individuos :
A' ordem do subdelegado de Santo Antoni >, Pe-
dro Soares Cavalcanle, Joao Ferreira de Lacerda
Jnior, Francisco Lopes de Souza e. Antonia Maria
do Espirito-Santo, como indiciados em crime de
furto de cavallos.
Deus guarde V. ExcIllm. o Exm. Sr. se-
aador Frederico de Almeida e Albuquerque, pr-
ndente da provincia. O chefe de polica, Luiz
intonio Femandes Pinheiro.
EXTERIOR.
DESPACHOS
DA PRESIDENCIA DA PROVIMCIA DO DIA
22 D8 MARCO DR 1870.
Apolinario Luiz de Carvalho. Informe o Sr.
tenente-coronel conmandante do corpo provisorio
de policia. ;
Augusto Caors. Aguarde a aulorisacao do go-
verno imperlai
Antonio Augusto dos Santos Porto.Informe o
Sr. engenheiro chefe da reparticao das obras pu-
blicas.
Agostinho Jos da Silva.A" vista da informacao
do commandante do presidio de Fernando, nao tem
lugar o que requer. t
Candido Emygdio Pareira LoboAo Sr. inspec-
tor aa thesouraria provincial com a portara desta
data.
Domingas Paulina Ayres.Passe portaria con-
cedendo a remocao pedida.
Coronel Francisco Joaquim Pereira Lobo.Re-
queira ao governo imperial.
Alfere? Francisco Ferreira Lagos.Jnforme o Sr.
tenente-coronel commandante do corpo provisorio
de policia.
A deflalcSo dogmtica da Infal-
Ilbllldade do papa.
a nossa ultima correspondencia de Roma deu-
nos noticia de urna circular dirigida por ura gran-
de numero de prelados aos padres do concilio, pe-
dindo-lhe que, se assim Ihes aprouvesse, se dig-
nassem assignar a petcao que em forma de me-
morial lhes era offerecida, aflm de propor-se ao
sagrado concilio ecumnico a deflnicao dogmtica
da infallibbdade, pessoal do summo ponlifloe.
Julgando agradar aos nossos leilores e satisfazer
a sua legitima curiosidades traduzimos e publica-
mos em seguida aquellos dous imp rtaotes docu
mentos.
Eis a circular :
Rvm. e Exm. Senhor.Como se v da pelicao
junta, os bispos abaixo assignados, e outros inais,
concordaram em pedir au concilio ecumnico a
saneco daquella doutrina catholica pela qual
professamos que a autoridade do pontifico romano
soberana, e, por eonsequencia, infallivel, quan-
do usando do poder apostlico ensina a todis os
deis as verdades concernentes f e aos coslumes.
Ora, da mais alia importancia que o maor
numero possivel de padres pecam estasanecao pe-
las mesmas razoes ou oulras semelhantes.
Rogamo-vos pois, Rvm. e Exm. Sentror, nao s
que assigneis esta proposta ou peticao, como tam-
bera que convidis a assigna-la es outros padres,
cujo modo de ponsar sabis ser conforme ao nosse.
Em seguida, dignar-vos-hes remoller, quanto
antes, a um dos bispo3 abaixo assignados, o pedi-
do enriquecido com a vossa assignatura, e, se fr
possivel, com as assignaturas de outros padres.
Depois do que, remetiremos as assignaturas
assim recolhidas s maos da congregacao especial
aomeada por nosso sanlssirao padre o papa Pi
IX afra de examinar as propostas.
Se por ventura achardes oulro meio mais con-
veniente e proprio para se apresentar o mesmo
pedido, rogamo-vos que nao deixeis de offerecer a
vosso proposta mesma congregacao.
Quanto s fallas que contm os motivos da op-
portunidade e da necessidade do pedido, bem co-
mo as senlen^as dos concilios provinciaes, poder
V. Exc. Rvma. conserva-las vontade.
Com todos os sigoaes da mais sincera deferen-
cia, somos, Exm. e Rvm. Senhor, de V. Exc.
Rvma. servos humilissimos e obqdientissimos.
Seguem aqu as assignaturas de 43 prelados de
diversas dignidades, patriarchas, primares, arce-
bispos c bispos de diversas nacionalidades.
Eis agora a pelicao a que se refere a circular
aciaia transcripta :
AU SANTO CONCILIO ECUMNICO.
Os padres abaixo assignados pedem mui humil-
demente o com instancia ao santo synodo ecum-
nico do Vaticano, que so digne afllrmar por nm
decreto, em termos formaos e que excluam toda a
possbildade de duvida, que a autoridade do pon-
tfice romano soberana, e, por eonsequencia,
senta de erro, quando pronuucia sobre as cousab
da f e dos coslumes, e que ensina o que deve
ser crido e tido, e o que deve ser rejetado e con-
demnado por todos os fiis de Jess- Christo.
llAZfiES DA 0PP8RTUNIDADE E DA NECESSIDADE DA
PROPOSTA.'
O primado de jurisdiegao do pontfice romano,
successor do apostlo S. Pedro, sobre toda a igre-
ja de Jesus-Christo, e por conseguinte o primado
do summo magisterio, claramente ensiaado as
sagradas escripturas.
A tradieco universal e constante da jreja nos
ensina, pelos actts e palavras dos santos padres,
como tarabem pelo proceder e decisoes de um
grande numero de concilios, al ecumnicos, que
os juizos doutrinaes do pontfice de Roma sobre a
f e a moral sao irrefanuaveis.
Por consentimento dos Grego? e dos Latinos,
adoptou-se, no segundo concilio de Lyao, a pro-
fissao de f, contida na declarado segrate : c As
controversias em materias de f devem ser termi-
nadas pelo juizo do pontfice de Roma. > Igual
mente defini se no concilio ecumnico de Floren-
ca que : o pontice remano o verdadeiro. vi-
gario de Jesus-Christo, o chefe da igreja inteira, o
pai e o fautor de todos os christos, a quem fai
conferido, na pessoa do bemaventurado Pedro, o
nleno poder de apascentar, reger e governar a
.greja universal A propria sa razio mostra que
ninguem pode permanecer em comraunidade de f
com a igreja, se nao estlver unido ao seu chefe,
pois impossivel separar, anda por pensamenlo,
a igreja de seu chefe.
Entretanto tem uavido, e ainda ha alguus que,
dizendo-se catholico-, abusara dete nome em de-
trimento da r dos fracos e ousam ensinar que to-
da a submissao devida ao romano pontice consis-
te em receber seus decretos sobre a (_e a moral
com ura respeitoso silencio, sem adhesao interior
do espirito, ou smente, por titulo provisorio, al
que se teuha patenteado o consenso ou o dissenti-
mento da igreja.
E' evidente para todos que esta doutrina per-
versa destrn a autoridade do pontifica de Ruma,
rompe a unidade da f, abre livre cursp a todos
os erros, e lhes d largamente o tempo de se jnsi-
nuarem nos espirtos. 4
Por isso que os bispos, guardas e defensores
da verdade catholica, tomaram particularmente a
peito, em nossos tempos, firmar o soberano poder
de ensino da S Apostlica, sobretudo por meio
i decretos synodaes, e manifesios em#com-
raum (1).
Quanto mais jaramente ora ensinada a verdade
catholica, com Boto mais forc foi nesles ltimos
tenipds atacada^por Iwochws e farnaes. cora o
tim de excitar 9 povo catholico contra a sai dou-
trina e impedir a sua proel,uuijo pelo concilio
do Vaticano. 4*
Por i-so que, se antes a opporlunidade de
urna defifiieao desta doutrina pelo cpnejlio ecume-.
nico pedia paqner duvidosa a alguns. a sua ne*
cessidade to**v>^ agora evidente. Porquanto a
doutrina cjaoliea raos argumentos, de que ha pouco se serviam con-
tra ella alguns bomens condemnados por seu pro-
prio juizo; estes argumentos, tirando-se-lhes a<
consequeneias, arruinaran! o pr-^irio primado do
pontice romano e a iofallibilidade da igreja, e
muitas vezes sao ellos acompanhadus de tristes in-
vectivas contra a S Apostlica. Ainda mais, os
adversarios mais enarnicados da doutrina catho-
Mea nao se envergonham,*.posto que a si mesinos
se enamora cathoJicos, de pretender que o conci-
lio de Florenca, que defini de um modo tao cla-
ro a suprema autori Jada do pontfice romano, nao
era cenmenico.
Se pois o'concilio do Vaticano, hoje convoeado,
guardar o silencio e deixar de dar tesfcmunjio da
doutrina catholica, o povo catholico comecar a
duvidar df verdadeira doutrina, os novadores van-
gloria rsafcao por toda a parte de haverem conV
seus argumentos raduzido ao silencio o concilio.
Alm dislo, riles sempre abusaram desle silencio,
ai para recusaren! obediencia aos juizw excre-
los da S Apostlica, relativamente f e mo-
ral, a pretexto de que o ponlifice de Roma pode
enganar-se as decisdes deste genero.
O bem geral da christandade, parece, pois, exi-
gir que o Santo Concilio do Vaticano reconsidere e
explique anda mais o decreto do concilio de Flo-
renca sobre o pontfice de Roma, e que se digne
afllrmar era termos manaes e que excluam toda a
possibilidade de duVida, que a autoridade do pan-
lifice e de Roma soberana, c por eonsequencia
isenta do erro, quando pronuncia sobre materias
de f e costme*, e ensina o que deve ser crido e
tido, o que deve ser rejeitado e condemnado por
todos os fiis de Jess Christo.
Muitos nao deixarao sera duvida de crer que
fra conveniente abster-se de urna deflnicao d'esta
verdade catholica, para nao afastar ainda mais da
greja oj schismaticos e o hereges.
Mas, prraeiro que ludo, 0 povo catholico tem o
direito de aprender do concilio ecumnico o que
elle deve crer a respeito de tao grave assumpto,
que to fra de proposito foi ltimamente contes-
tado ; seno o erro pernicioso acabar por corrom-
per um grande numero de espirtos siir.plcs_ e im-
prudentes. Por isso que os padres de Lyao e de
Trento ulgaram que se devia afllrmar a s5a dou-
trina, nao obslante o escndalo dos schismaticos e
dos hereges. Se esses homens buscam de boa f a
verdade, longe de seren desviados, serio pelo con-
trario aurahid. 1 s, \endo qual o fundamento prin-
cipal da unidade e da solidez da igreja.
Quanto aquellos a quem a deflnicao da verda-
deira doutrina pelo concilio ecunieniaMjeslacaria
da igreja^pouco numerosos e j nufragos oa f,
esses so buscam ura pretexto para se desemfara;
carem publicamente da igreja, e mostram que j
a abandonaran! em seu foro interior. Sao esse?
homens que nao temeram agitar continuamente o
povo catholico; o o concilio do Vaticano dever
premunir contra as suus citadas e os filhos liis-
da igreja.
Quanto ao povo catholico, sempre instruido e
habituado a mostrar una inteira obediencia de
espirito e palavr aos decretos apostlicos do pon-
tfice de Roma, receaer a deciso do concilio do
Vaticano sobre a sua suprema e infallivel autori-
dade, cora o coracao efceio de jabilo c dedfcacao.
DIARIO DE PERNAMBOCO
em 1860, e que foi assignado por cinco bispos,
sem eonlar o eminentissimo cardeal arcebispo-de
Colonia, Joao de Geissel, ensina formalmente que
o pontifice romano pai c doutor de lodos os
christos, e que seu juizo as questoes de f por
si irreformarel.
2. Os bispos reunidos em 1863 no conciio de
Utrecht dzem do pontice romano : Nos eremos
firmemente que seu juizo as cousas que dizem
respeito f e aos coslumes imfallieel.
3. O concilio de Coiocza^ celebrado cm*1680, es-
tabelece o seguinte : Assim como Pedro era...
o mestre irrefragravel da doutrina 110 que diz res-
peito f, por quem o proprio Salvador orou, aflm
de que nao desfallecesse a sua f... igualmente os
legtimos successores nacadeira de Pedro .. con-
servara o depo-ito da, l por seu orculo soberano
e irrefragravel... Por isso qne as proposicoes
do clero gallicano, emittdas em 1682, e que j fo-
ram nesse mesmo anno publicamente preseriplas
por Jorge, de pedosa memoria, arcebispo de
Strigonia, e por outros bispos da Hungra, nos as
rejeitamos de novo, as proscrevemos c prohibimos
a todos os fiis d'esta provincia de atrever-se a
lelas, ret las e muito menos ensinalas.
4. O concilio plenario de Baliimore, reunido em
1866, pof decrelos que foram assignados por 44
arcebispos e bispos ensina, entre outras cousas, o
sepuinte : A autoridade viva e infallivel s
existe naquella igreja que, educada por Nosso Se-
nhor Jess Christo sobre Pedro, chefe, principe e
pastor de toda a igreja, cuja prnelteu que
nunca desfallecera, conserva sempre seus'pqnlifi-
ces legtimos, tirando sem interrupcao a sua ori-
gem do proprio Pedro, col locados em sua cadira,
herdeiros e viogadores da autoridade, da dignida-
de, da honra e do poder de Pedro. E porque,
onde est Pedro, ah est a igreja, pois que Pedro
falla pelo pontice romano, vive sempre e exene
seus juizos por seus successores e d a verdade
da faos que a pedem, por isse cumpre receber as
palavras divinas no sentido em que as tem tido e
as tem esta cadeira romana do bemaventurado
Pedro, a qual, mi e'mestra de todas as igrths,
conservou sempre intacta e inviolavel a f queme ca
Nusso*enhor Jess Christo, ejfe
foi entregue por
RECIFE, 26 DE MARCO DE-1870.
laaii'iiracio do %sjlo de Hen-
d cidade
Depois de urna luta aturada de alguns annos,
depois de um certo periodo de gestacTm, a idea de
um Asylo de Mendieidade irrumpen abuodante do
seiva de vida des.arcftanas do indefinido, para
tomar corpo e produzir seu salutares elTeilos.
Espirtos elevados e fartemente convencidos da
necessidade de suaihmdacao, foram sem duvida
aquelles que nao desanimaran) ante os mil em-
baraces qiys as ideas, embora grandes e generosas,
encontrara no seu periodo embiionario.
PerDambuco, inaugurando hontem um Asylo de
[..Mmlichlade- (leu tesiemuiiho soberbe de que era
seu seio conten homens que pensam nos seus ma-
les, e curam de remedia-fas.
A chaga social, que tem o nome de mendicidad
de tom sido de lodos os tempes ; e os' amigos, bem*
coito boje os contemporneos, lutarara coro serias
ditliculdadej, nao s para fjzerem cessar os males
por dlla acarreados, como tambempara reprim-la.
K-tudar as cansas da mendicidade e organisar
os eios de a fazer cessar, sem duvida um dos
primordiaes deveres dos governbs bem constitui-
dos e jiaternaes. A rtpressao desse mal materia
de segunda ordem, c que em rigor nao tem razio
de ser, eroquanto a sociedade nao v satisfeita pe-
los seus governantes a primeira oondigo para sua
extinecao, islo o trabalho liberalisado s
classes pobres, e o pao quotidiano destribuido s
familias indigentes.
' Entre nos, onde tudo nascenle; entre nos,
onde tudo se revesto ainda das cores sombras de
um paganismi poltico evidente; onde o governo
tem descurado as mais palpitantes necesidades do
povo; seria doloroso que a disposc5o do art. 296
do nosso codito penal fasse lettra viva, e que a
raendicidade verdadeira, aquella que ^ se' Arma na
Hnpossibllidade physica ou rfeVal 'de1 obter o pao
pelo tribalho, fossflkalvo de urna represoievera,
como ali se determina. v'-
Seria sim doloroso que tal presenoiasse a nossa
sociedade ; essa sojieqade que' testemunha da
falta absoluta, que e'neontrava mesmo aqu, e em
quasi toda! as provincias' encontr inda hoje, a
classe mab> infeliz em que ella se divide, de um
lugar onde se Ihe offerecesse o pao d'alma e do
corpo. ao abrigo das intemperies das etac,5es.
Urna sociedade que reprimisse a raendicidade e
que a punisse corao criminosa antes de pro ver de
alimento os eus'memhros inntilisadns para o Ira
balho, seria urna sociedade barbaree HWigna de
participar da luz que o christianismo derramou
sobre o orbe terrqueo.
Como hoje, nos cdigos amigos era considerado
um crime mendigar ; mas antigamente os res, os
imperadores, os cnsules e os pro cnsules sabiam
abrir os cofres pblicos em prol das classes indi-
gentes ; e o Egypto, e a Grecia, e a sobTba Roma
foram testemunhas das obras monumentaes e de
mero luxo que se construirn, cora o nico lim
de offerecer trabalho s classes pobres.
E note-se que essa vrlude eminentemente chris-
taa, que essa virtude que tem os seus motivos no
co, na phrase eloquento do conselheiro Bastos,
ainda nao tinha sede no coracao humano, onde s
se mova a philantropia que tem os seus mqfVos
na trra.
A caridade, esse sentimeno em qu# repousa a
verdadeira moral, baixou ierra com o Divino
Redemptor dos homens; e s ento se atou o fio
de communicacao entre o co e a humanidado. E
que explicacao tena perante a moral a 'repressao
da raendicidade, antes de prvidos de alimento es
nfelizes mendigos ?
Esses assombrosos monumentos que povoam o
Egypto, a maior parte dos quaes era de um f msto
intil, bem que de urna necessidale pratica; essas
obras collossaes da antiga Roma; essas garridas
e allaneiras construccoes da Grecia de ouir'ora;
sao outros tantos emblemas da moral daquelles
povos, m-Til que tinha por base a philantropia.
E so n'aquellas pocas era condemnavel a re-
pressao da raendicidade ; quao censuravel nao
seria hoje o seu eraprego, antes da satisfacao da
divida de caridade em que o Martyr do Gjlgotha
pz os homens uns para com os outros?
A' luz do christianismo nasceu a caridade ; a
caridade gerou o hospital; e o hospital produzio
o Asylo de Mendicidade. Era da ordem natural
das cousas que assim acontecessenatura non
fecit saltum.
A nova estrada aborta humanidade pelo Mes-
sias ; a nova direceao irapressa sociedade pelo
Cordeiro do monte das oliveiras; fez baixar vistas
compassivas para os desgracados privados dos
mejore subsistirem.
Constantino, abracan lo o christianismo, deu
eandade urna verdadeira sanceo poltica, sendo
o primeiro a construir hospilaes, onde todos os
pobres christos eram nutridos e pensados, physi-
e moralmenle. Esta solemne manife.-tirao,
sublime preito rendido mais eminente das
e bem assim tudo quanto diz respeito segoraaoa,
aceio e salubridatle-deseseslabelecin.enfas.
Eis em resumo a historia dessas rasas, onde
amor do prximo encontr a melhor reatieat&o..
O Asylo de Mendicidade pois, urna casai ca-
ridade com os traeos caractersticos de urna peni-
tenciaria. Ah o enfermo encontr remel :*.
seus males, e o mendigo, na rigorosa- *a;peri<. -
da palavra, aeha o pao de cada da, qee Ihe He-
rco a sociedade de seus semelhantes, sem a 0>-
gradacao que Ihe aecarreta o estenderem a mi
ao viandante as ras e pracas publicas. M o tra-
balho, que ah elles podem'produzir, de atyptu.-t
forma amortisa a divida que elles contraen eum
aquelles que ossoecorrem, e a sociedede.sent j-e
aliviada d'ossa imniunda o dolorosa olnga.
Eis o beneficio de ue vai gozar esta pruvweia-,
fundando o seu Asylo de Mendicidad; eis <
que justificar perante a moral encisma a kiclue-.-
no nosso cdigo penal do art. 29* e sua actual ap-
plicaeao.
Pelos beneficios que vai prestar o Asylo receban*
os iniciadores da idea e seus propugoadores, eee-
ba priacipalmente o presidente d:i provincia qua
a levou effeito, o Sr. Dr. Manoel do Nascimeni
Machado Portella, os merecidos encomijs, os jus-
tos agradecimentos que, era nome da imprensj.
dosta provincia, nos o Uiarto.dt Perwtmbuco, como
decano de seus jornaes, nos arrogamos o unta
de lhes dirigir.
Em seguida publicamos a acta da inauguF>C(l.>
do Asylo, e o discurso que o Sr. Dr. Joao da Silva,
Ramos, como orador da commisslo do Asylo, pro-
nuncion no acto solemne da entrega do estabeleci
ment a comraisso da Sania Casa de Misericordia
Antes da solemnidade da naugnracio, celebrou-
se o santo sacrificio da missa, a que asstetira o
Exm. Sr. presidente, Dr. chefe de policia, a com-
raissao do Asylo, varios membros da iunta'Ba San-
ta Casa e muitas outras pessoas de destiaccao,
Aos 23 dias do nuz de marco do anno do as-
cimento de N. S. J. C. de 1870, ao meio dia, em
urna sala do edificio convenientemente preparada,
presentes o Exm. Sr. presidente da provihciaytv
Sr. senador Frederico de Almeida e AlbuqueTojie,
o Exm. Sr. Dr. Manoel do Nascimento Machada
Portella, o Exm. Sr. general commandante dos *
armas Joaquim Jos Goncalves Fontes, o Illm. Sr.
Dr. chefe de policia Luiz Antonio Fernandos Pi-
nheiro, tres membros da commifsao enearregada
da or^anisacao do Asylo Dr. Jos Joaquim de
Moraes Sarment, Dr. Jlo da Silva Ramos e n-
lippe de Figueira Faria, o Illm Sr. rr. provedor
da santa casa de misericordia desembargador An-
selmo Francisco Perelti, e como membros dn coro-
missao da junta da mesma irmandade os Illms.
Srs. Antonio Carlos de Pinho Borges, Dr. Antonfa
Maria de Faria Neves e Vicento de Paula de Oh-
Ceira Villas-Boas, urna commissao de tres m
ros da, Assoclacao Commercial Beneflcente, n
grande concurso de cidadaos de todas as clas-cs
soclaes, S Exc. declarou abena a sessao, dand > a
palavra ao orador da comraisso do A-ylo, o Se.
Dr. Joao da Silva Ramos, o qual fez a leilura 1!
um discurso, no qual, depois de GonsideraeScs;
geraes sobre a instuicao do Asylo, trana de en
tregarjun'a da santa casa de misericordia p
mesmo Asylo, preparado como se aeha, e t\m.
tem de flear sob a sua admiuUtracao. S. E.v. o
Sr. Dr. Portella, pedinlo entao a palavra, solieit 1:1
que se incluisse nesta arta o publico tesjemnobfl
que Uava do seu agradecimento commi;sao d;>
Asylo por S. Exc. nomeada em 26 do ahril dn
1869, pe esforcos empregados com o lim di*
tornar urna realidade a idea generosa da creaea
deste esHpelerimento. K, nao havendi nada ma'l
tratarle. S lixe. o Sr. presidente deu ni r fin lo*
halhos. declarando nue eslava nstalldo o
to o Afvlo de Mendicidade.
ensinou aos fiis, mostrando a todos o caminho da virtudes christaas, teve una sequencia magestosa,
salvaeao e a doutrina da verdade tncorritptivel. W aramia AiAmnin nan a
(1) 1. O concilio provincial de Colonia, reunido
5. O primeiro concilio provincial de Weslmins-
ter fez eiu 1852 esta declaraeao : Como o Se-
nhor nos exhorta por estas palavras: Olhai para
a pedra d'onde fustes tirados ; olhai para Apraho
vosso pai; justo qne, tendo nos recebido inme-
diatamente da s apostlica a f, o sacerdocio e a
verdadeira religio, estejamos ella ligados mais
do que todos os outrs pelas cadas do amor e da
obediencia. Assentanm, pois, como fundamento
da f verdadeirn e d%Mdem, aqui lo que Nosso Se-
nhor Jess Christo fSft assentar de um modo i'n-
abalavel, islo a cadeira de Pedro, mai e meslra
de todo o universo, a tanta igreja romana. Tudo
o qui foi urna vez definido por ella, nos o temos como
ratificado* certo. Abracamos de todo o coracao e
veneflmos as suas tradices, os seas ritos, os seus
piedosos costumes, e todas as constitnices apost-
licas que dizem respeito disciplina. Finalmente
professamos de espirito a nossa obediencia e res-
peito para com o sammo pontfice, como sendo o
vigario de Jess Christo, e adherimos estreitssiraa-
mente a elle na cominunho catholica.
6. Cerca de 500 bispos reunidos de todas as
parles do mundo nesta grande cidade, era 1867,
por occasiao do solemne centenario do martyrio
de S. Pedro e S. Paulo, nao hesilaram em dirigir-
se ao summo pontfice Pi IX nestes termos :
u Convencidos de que Pedro falln pela bocea de
Pi, tudo quanto foi dito, confirmado e publicado
por vos no tambem o dizemos, confirmamos e
annunciamos; rejeitamos igualhjentelbm a mes-
ma bocea e espirito ludo quanto vos julgasles que
deve ser rejeitado e repellido como opposto
divina, salvaeao das almas e ao bem da socieda-
de humana. Pois est viva e profundamente arrai-
gada em nossos corajes aquella verdade que os
padres de Florenca deflniram no decreto de umao,
dizeodo O pontice romano, vgarie de Jess
Christo, o chefe de toda a greja ; o pai e dou-
tor de lodos os dirigaos.
foi o grande exemplo para a sociedade christa,
que, por toda a parte, ao lado dos templos onde
se adorava o Deas verdadeiro, ergueu edificios
destinados aos pobres e aos enfermos. A carida-
de desde entao lancou um vivo brilho sobre a va
dolorosa do Martyr do Calvario.
Do inelhor dos bens s vezes originase um
grande mal. Da fundacao dos hospitaes sahio a
preguica de eolio erguido; e urna nuvem de ho
mens, embalados nesse vicio, vestio os andrajos da
miseria e envergou a tnica da mendicidade. para
gozar dos privilegios outhorgados aos pobres e aos
enfermos.
Ante essa horda de vndalos do pauperismo, as
leis foram debis; e o proprio Carlos Magno sentie
a grandeza do mal e cogiloa as difflculdades do
remedio.
D'abi nasceram as leis repressivas, nao da men-
dicidade, mas dos falsos mendigos, daquelles que
acobertavam a hediondez do vicio cora a esfarra-
pada capa da miseria, para melhor viverem na
occiosidade, e desfruclarem os beneficios pblicos
sem labor para si.
Essa medida era justa: tinha por fim extirpar o
abuso e estreitar os limites do pauperismo, restrin-
gindo-o suas reaes e justificaveis propocc.oes.
Cora o correr dos seculos e o depuramentd dos
costumes e as ideas, foram estas se encaminhan-
do para a soiuco que Ihe dsu a Franca em 1777,
estabelecendo o primeiro Asylo de Mendicidade
Desde entao teve razio de ser a repres^ao da
mendicidade, por isso qne, alm dos trabalhos as
obras publicas, onde se offerecia o pao dcada da
s classes pobres, haviam os asylos para recolner
os impossibilitados de o ganharra com o snor do
rosto.
Nessas casas de caridade eram, como ainda Hoje
sao, aproveitadas as Torcas physicas dos mendigos ;
e os seus regulamentos, par da direceao econ-
mica, temporal e religiosa, encerram a base de um
'Discurso do orador da commissao do Asylo,
A commissao nomeada pela presidencia em 26
de abril do anno passado para converter em rea-
liddaa creacio deste pi asylo, preparando-|i.
as commodidades e confarlos, que somet) ni
instuicao reclama, sent o mais vivo e justiflcad-i
contentamente ao passar hoje s raaos da d1gn:v
junta administrativa da santa casa de misericor-
dia este utilissimo refugio da pobreza e do tal
tunio.
Est com effeito encarnado n'umfaclo immor-
redouro o generoso pensamento enm que a Ilustre
Associacao Commercial Beneflcente qui;. celebrar
a memoravel visita de S. M. o Imperador es*v
provincia em 1859, e o daquellns cavalleirus qn 1
era poca j anterior haviam dado alguns paseos
para rtalisar-se tao brilhanle idea. A provincia
inteira applaude cheia de r'econhecimento e do
respeito a inauguracao, que vimos assistir.
A fundacao de urna casa semelhante nao
faetc solado e cominum; o assento pratico l
ura problema ejonomico lo discutido, ai per fia-
damente estudado, e lio diversamente encarauV,
mas por cuja solucao esperam todos os espirito*
solidos do actual secuto, os quaes al hoje ni 1
visto surgir rail difflculdades ponderosa* a inier-
pr-se, e a demorar indefinidamente a ultima pa
lavra desta imporlanie ihese.
tQue a mendicidade um llagello so.ial ; que
o parasitismo no seu estado chronico ; quo a
expbracao impudente da caridade pelo ocio 9 peta
hypocrisia; que urna escola abena de depni-
vacao nos grandes centros, e cuja chaga hedi uli
e perigosa toda a sociedade regular deve esforzar-
se por fechar; cousa em que a piedade evang-
lica e a civilisaco moderna estira de perfeito ne-
cordo.
i Mas o remedio para to grande mal nao t) f..-
cil como a primeira vista parece. A mendicidad
deve desapparecer d'entre as naces christaas, e
que a Europa e a America do Norte ha uv.in.
tempo proclamam. e com razo ; mas al on-fa
pode ir a accao do poder publico, sobro um d
membros da ommunidade, restringiudo a liber-
dade civil e individual no meio de nossas forma*
polticas ?
Como, sem offender taes liberdades. por obst-
culos a caridade privada, menos esclarec)),
quando ella queira entrar era concurrencia iran
a sociedade publica, e sustentar um ou mais gru-
pos de ociosos, titulo de membros particuluirs
de urna associacao qualquer religiosa, rwr exem-
plo, collocando-os em condicoes de boa vida,
iguaes se nao superiores s do hornera t.or.e 1, -
laborioso, o que vira a ser verdaderamente ni 1
roubo feito aos pobres, que o sao realmente, *
que tem todo o direito caridade publica e pri-
vada.
Aflnal a incgnita do probloma complexo, qm
a sciencia pretende resolver, achar o meio iw
elevar as miserias profundas, mais ou menos in-
merecidas, altura nobilissimA da dignidade p --
soal, otlerecendo-lhe trabalho o pao ; mas nf>
voto generoso de todos os amigos do genero huma-
no nao poder nunca ser satisfeito se nao pela I.-
berlaco da intelligencia, e pelo progreso a
dente da industria.
No dia em que todos os chamados polre
souoerem ler e comprehenderem que o traba i
a fonte inexgotavel de toda a abundancia
ba/se-ha na trra o que se chama pobreza fcual.e
nao terao mais razao de existir os Asylos jje >
dicidade, se nao para os infelizes que esivorem.na
dora impossibilidade de procurar com suas f.r-
cas os recursos uecessarios para se manterero-
.n'.^_ 1 lo r.-.nAn Aa lian na PllfCrillOS, C

D'aqui ate la. pondo de lado os enfermo^
tinnarlo a encontrarse a cada passo ir
bomsvstema de trabalhos adeqaados aos mendigos, | ma intorpecidas, que so*) urna zona vumpiuu..*


Diario fe Pefnambuco Sabbado 26 de Marqo de 1870
'**
I
como a oossa, em que nao ha necesidades reaes,
qupiram aules vivir cu-'i dos outros do que
sujjeilar sea fecuotlissima Ifi do traoalhi.
H.iqui at l s rfi< porto uto neeessana* cisas
nemeUiantes ao nosso Asvl, e ja este ura gran-
eo passn para a soluta l >t i lo problema.
Ao dar conta da larafn i |i f>' incumb! i (
commissao eotendo cuuipr a n dever, diriginto
neste niom.nto solemne im> voio de rccinn<-ci-1
lo aoExm. Sr. Dr. M. do > Jf Portella petos es
torcos que emprvgou, e peto medidas que eugtto
para a realista, de urna id m *i grandiosa, qua.>
civitisadora humanitaria. >. Ele, -abendo dos
recursos de quo poda dlspo, para din tao un
faue elie miauciieamene expoi em seu rolaljrto)
nao quiz perder > ensjo il< montar em sua pro-
vinria natal um e>lab- lecinif oto,cuja falta era geral-
mente M-ntida, e por coja existencia todos faziam
votos A Calta do meios para a execucao de variada>
ubres d primeira necessidade na provincia, e a
existencia nos cofres de una soinma niu pequea,
producida pela arrecadacao i mu imposto cread."
coa. o m especial de e .tabeleecr e niauter o
A-ytode Meodicid*de, poda mu b*m tentara
dar-.-e-lhe urna applicacao diversa da quat teve
em monte o legMaoor, e.uquanto ella nao fosse
devidam-n i' einpregada.
t S. Ble nada so poupou para a satisTatom
Tf ati-acau de tao hrilhanlc b i.la; felizmente,
sendo o maior emliaraeo a olitcncat de urna casa
Ciiaasatommcda<;d;'s onv.'Mii'ot-s, ligo qne f>.
Exc. perdeu a- tsperaocas deco isegtiwe oiivent i
doS. Francisco deOlinda. para > que euapragou
cnuw 6 ahi to todos os meios ao seu aliaace, pode
elli reali-ar a c xiipra deste predi u nico sem
dovida. que melhor se preslava ao Qm que ora
destinado, e que com menos despendi se pode-
rla otile r.
O srrvico feito pelo Exin. Sr Dr. Mam el Por-
tclla de id sorle importante, que seu noine
repelido com louvor o reeonhecintonto, por lodos
aquietes qaj, nao dominados lelas paixoes polti-
cas, lomam verdadeiro emp;uho pelo prugresso e
engrundfcuncnto da provincia.
Felizmente o Exm. Sr. senador Fn-denco d Al-
moida o Alliiiqnerque, snecedendo ao Exm. Sr. Dr.
Mam el Portella Da adulin .-iraciio da provincia,
nao de.xu arref.-ccr o empenho con quo se ira
bailiava para levar ao cabo tao tolla "lira, e suu
nome se a.ha boje ligado fundacaod'esle huma
nilari'i e^lal). loeimento.
D'ora avante o espectculo contristad >r, tao
deponenie de nosso estud de dvilisacao, e de
no-s..s seniimentos de buinanidade, que todos nos
preseleiaaanin- pelas ra* desta cidade vai de-
auparecer "entre nos. 0 falso nienJigo, que com
vigor para seus iruiaos pr icurava obtcr.esmjlando o pao quo
diaiio, Ira em basca d'um meio Imnesto para
subistirou eniao encontrar ueste po estahe-
lecimentotrai.aIb e ncursos para a vida. O ver-
dadero meodigo, aquelle que totalmente nao pode
am as forras ganhar os meios mdlspeusavel,
para sua subsistencia, esle achara aqu soccorre
para suas necessidades, e consolarlo para M*
magoas
Assrnlemos pois, aqu a nedra liumaniUriaque
vimos eolocar, e de/nos os parabens a provincia
de Peruainbuco por ser a primeira pie ve emliu"
iiianpradu e'n sou s,'io la" s:in!o "ivcrsono, as-
sociaude a ua creacao ao dia em que commemo-
rami 11 juramenlo que nossos pais presturam a
, consliluicu. do imperio.
E" iena que miiiha dbil vui fo^se aes.rolhida
para exprimir digna junta de-ta Santa (-asa de
Miseric # na os votos da com:iii-*io pres.-nte, pri-
vamkiiios ct primeiro de seus membros de ouvir
a sua palavra aj lo couuecida, e sempre inspirada
era aelos aemoluanles, declinando esta honra em
min*.
A eommis>ao est persuadida qne ao lado da
benevolencia com que a nobre junta ha de ac
(her e dirigir os pobres que a Providencu conh
ou sua guarda, saber dis.ypar-lhes bsom pou-
coas irevas da igunranoia em que. pela mai parle caminham, faiendo que n'elL-s surja o
amor ao trabalho e o horror preguica, prepa-
rando assim o terreno paiu us fructos deben
cao, que de^te Asylo ha de provir.
' .E'o zelo da h-nirada junta, ha tantos annos pro
vado, sobre tu lo o seu espiri'.o de religiosidade
quera nol o aiBanca, nos todos que aqu nos
.ichamo-i. leeiiidof coadjuva-la, cou.o christao
e com o>honiendo soculo.
los, com as aguas pluviaes ahi
aggmRia
adas 1 EsU aatoridade acaba de prestar
'Miradores procidencias no sentido de Miar essS
iiic minado.
FORO Drt\EOIFE. Com o p.*za de sessen ta
dias acha-se em concurso o provimenlo do oJB ci
le destribuidor da notas, vago nelo fallecimento do
I servenluaro Manoel do Luna t reir.
CAXANGA*. D'este arrahatde nos peden a I
segmnte pnbiicacio :
a Tegdo a cheia de 18S9 levado a ponte do Ca- ;
xang. foraminandadas postar dnas jangalas para
-HS|(orte do- passageires de um para oatro lado
.c iiiteceado, porm. qae presentemente urna esle-
a toda quebrada sobre a parte da ponte" que est
em p e a mitra nao tenna seguraoea, pedimos a
auiohdade coupetmte para mandar svostitui-las
per mitras novas qae'possam lamben servir para
cargas etc., isto antes que aconteea algnma des-
ifr.,ca ; jem cuno endireitar parte da estrada en-
tre a ponte catnla c a das bfrreras que existo
armiada, ou mandar faier nesse tugar urna pe-
quena ponte, qne ser melbor, attendendo-se que
para ah arroja mofla ga quando ha chr.
O rio tm tomado minia agua, a ponto de
ler j evadido o principio do povoado junto
agua frrea. Boa oecasiao oara o eagen,heiro que
veio fuer estudo sbi'e o metivo dascheias do rio
s] 1
mtr
relevantes
a captura
oestes ltimos das. De'quem corapetesperam o*atrrija| causa da juatica: conseguia
* fllBbro-os Joaquim, escravo c Agosnbo, au-
.'a* -
terM
anci!
PEKNAMBCO.
REVISTA DIARIA.
TUinUS'AL^DO JURY. Firam jolgados
quinti fcira os reos Launndo
na
Ferreira da Costa e
Antonio J s de Castro, aecusados por crimes de
ofensas pbyleas leves, sendo seus advbgados os
Srs. Drs. I li-ses Vianna e Oliveira Ponseca. Fo-
ram amo s absolvldos.
Boje entra em julgamento o ri Franiiseo Gon
ralV s Ferreiva, aecusado por tentativa de morte.
VOLUNTARIOS DA PATRIA -Tendo a tbesou-
raria de fsienda recusado pagar o imp irte do pret
dai pra;..s do batalhao de voluntarios aoqUarttl-
mestre, pelo motivo de se achar dissolvidoo cor-
po e como tal extinclo esse lugar, ordenou a pre-
sidencia da provincia que fossem as pracas pag4<
pelo pagador dquella reparticao dos aias Io a 8
do correiite mer.
Na qiiiita-feira, porm, quando foram asnraeas
receber seus vtncitnentos na pgadoria, nai en
cintrando incluida nelles a gratificacfto de cam-
panha de 3(J0 rs. diarios, recorreram presiden-
cia da provincia que Ibes maml-u pagar, sob sua
responsabilidade, essa quantia, visto como nao
tendo d governj imptial isso ordenado, a thesoV
r*ria de fazenda bem pncedeu dacjaella fma.
DlTS DE JULIIO. Hnje haver sessao da so-
ciedade Patritica Bahiana Dous Je Julho, na ra
da Aurora n 26,1* andar.
CLUB DO MONTERO Por cansa das copio-
sas chuvas desles ultimes dias, nao haver hoje
reoniio familiar. m
DIARIO DE PERNAMBUCO. Se chegar hoje
o vapi r inglex \a Plata, procedente da Enropa.
destribuiremos amanhSa nosso numero de segun-
da feira.
CERCO E CAPTURAS. Qaarta-feira, 23 do
rorrente, as o horas da tarde, o Sr. Dr. subdele-
gado de Santo Antonio pta cerco ao telheiro di
forros, no caes da detenco, e prendeu loan Fer
reir de Lacerda Jnior, Pedro Soares Caval-
canti e Francisco Lopes de Souza, geralmente ti
dos por ladroes de cavados. lo telheiro haviain
acconimodacSes para elles o suas cresas, havia
igualmente grande quan idade de peas, cabrestos
e algnmas cangaihas, e urna pistola carregada
atraz da porta. Os dous primeiros individuos fo
ram vi-tos terca feira, vespera da priso, condu
zindo dous cavallos forlados. Acha-se tambem
presa Antonia Mara do Kspirito Santo, proprieU
rii di telheiro, e que por mdico preco consenta
que alli >e depo.itassem os furtos.
CASAS DE JOCO.E' iBerivel que s a polica
nao tenha o hos de ver i Xa fregu zia da Roa-vis
ta ha innmeras catas de taMagrm, cujos donos
vivem do que elles ohanian balita. Ahi perdem;
se de continuo filhos familias, o toda a casta d
genti concorre com o seo bolo para meia duria
de tratante* que vivem de trttpasxir ao jogo. A
jncia, porm, nao os v, oa tal vez finja que os
nao v.
Mas para a rir-lbe melttor ee olhos yamos enu-
merar algumas das ras onde se achan) esses
antros. SSo elles: um na ra dos Pires, um na
roa 4-) Destino, om na raa Velha, um no boceo
do Veras, um no becco do Qoinho, dous na ra
da Maogneira, etc., etc., etc., sendo ijue em um
destes ltimos, cojo numero rast ja por H, an
tiquissima e prxima no escndalo, pois l'nneciona
todas as horas do da e da noits I
Nao sera possivel que o rtr. subdelegado rts
peclivo. imitacSo de seu couY'za de Santo Anto
bo, de* algurnas buscas por esses covi?, e pren
da as leras que neJIes habitan) 1 'CremAs Iss^
tanto mais possivel, quan tu elle se apoiar na le*'
ira da lei.
Ao Sr. Dr. ebefe de polica recorremos para
que appareeam providencias* e/ficazes contra es&as
speln c^s, me vo augmentando ledos o* dia*
nesta ei lade, eonwrrendo para a norru ><*ao da
mcidade mexperiente o da velhice falta disenso
THEATRO DE SANTO ANlOXfO.-Em CDl^Se-
queneia da coprosa chuva que tem cabido uestes
nltioKis quatro dias, sobre a ciJade foi transferido
para hoie o concert cal c fnstrnmental, que de-'
vil ter lugar hohtent no thcatro e Santo 'AittWo','
cm cammemor lijtvrsaflo do juramento
da con>iltuicao do Inipori).
IJtlLhOS L'RAXOS PARA OUXUA.-I'or pr.r
d'im da directoria d'.= enioroza tSo hamado o*
Srs. accionisU a azor a oqlraiU da oitava iJresta-
ido s-ias aoojs, i razio d> dez.por ctfW.'W
capital subscripto, no prazo de dez'dui a eorftefla(,
do dia 29 do crrente.
V DE S. JO.VO.Inform.au os que se acha
n-ilavcl a ra de S. Joao, na fxeguezia de S.
Capibanbe, ir aprepiar e convencer ao governo
pin di:ve procurar dar um desvio (no caso d
cheias) pelo lado da Varzea. #
O Cfxang principia a floreseer.eslao sa fazn-
do bous pre os, e por isso torna-so necessano
cuidar d'elle, para poder ser habitado lodo o
ann>.
BOA CAPTURA.-Acabade ser preo, na capi-
tal do Cear, quando ah se achava era viagem
para a Europa bordo do vapor ingles Jerome, o
subdiio italiano Antonia Gandolphi Petro, pro-
pietario do hotel Nacional i ra da Cruz da fre-
Suezia de S. Fre Pedro Gmcatoes, o qual se eva-
ira no Cruzeiro do Sul, levando com-igo pofgw
de Joias no valor de 10:000*000 qne me havlam
sido coiifffcas para vender.
A prisao foi realisada, requisito do Sr. Dr.
chefe de pocia desta provincia ao da do Ceara,
pelo empregado d'ali -loo da Silva Pedreira Filbo.
Em poder desse gatuno foram encontrados: t
dobro de ouro, 20 dollar?, 4 lt francos,
100i)0 em ouro brasiliro, 9#000 em noti, 15o
oioedas de prata, 1 annel de brujanles, 3 relogios.
1 correnlo. 2 cacoltas. um botao do abertura com
esmeralda, porcao de obras velhas de ouro. dita
de obras em trabalho, 1 salvas, 2 thesouras para
e.spevilar luz, diversos pedacos de prata, I par de
e-poras ie dita, 2 punhaes, porcao de po de ouro,
porcao de oedras d cralo do vezuvio, 1-pequeo
cornil, 1 dito com quatro pones, 1 vol'a de co-
ral, porcao de esmeraldas, rtrtiis e outras pe
dras.
NOVO ATHE.NEU*-Amanhaas 10 horas tera
lugar a abertura desta sociedade em sessao ex-
traordinaria; para o que sao convidad**1 lodos os
socios no lugar do costume.
IPOJUCA.Chogou houtem este vapor da com-
panbia Purnambucaiia, trazendo dalas do Cear
at i, do (lio Grande di Norte at 23 e da Paraf
hvba al 2r do con ente.
A presidencia da provincia do Cear nomtu
urna commissio, coinposta dos Srs. Tlesembarga-
dor Jaguaribl, Drs. 'Manuel Fernandes Vie>ra ej
Justino Domingues da Silva, para dar seu parecer,
cora urgencia", sobro oprojecto^ estrada de ferro
da capital Paealuba com ura ramal MamaV
gnape.
Assumira o exercicio do cargo de chefe de po-
lica o Dr. Henrique Pereira Lucena.
Para pro noior interino do bispado foi nomeaJo
o padre Manuel Carlos da Silva Peixoto.
No dia 30 de Janeiro, no dislriclo de Varzea
Alegre, Francisco Jos de Salles e lldeffonso Mo-
reira da Silva, ambos embriagados, travando-se,
de razoes, resullou ser este por aquelle apufilia-
lado, lallccendo iinmadiatameute. 0 deniiuente
foi preso, e acha-se pronunciado pelo respectivo
delegado, une o reuieiteu para a adeia do Ico,
por ni orferecer a daquela villa a garanta pre
cisa. m
No districto de Morada Nova, Armo de S. Ber-
nardo, no dia 17 de fevereiro ultimo, Francisco
Alvos Carueiro aasassinou com.38 facadas a Joao
Klbeiro de Caitro.uue se achava s em suas plan
taedes. A tefl, nao cnientfe com o acto de per-
versidade que acabava de praticar, omiiga'hou
aiuoa o crneo da victima com urna pedm. Esse
inonslro conseguio evadir-se.
As chuvas eram abundantes emalgunslugares,
iracas em ouiros, e u'outros arada escassa1, pelo
que nao se poda jnlgSr j a provincia livre da
tCcca.
A airjndga rendea de 1 a 17 do corrente.....
M-I332?.
Falleci-u, no Canind, o octogenario Joaqttr.n Jos
de Ahnefda, mcinbro do partido liberal.
Lemos no CeafeHSg:
De entre os muitos actos de philanlropia, de
qoe o Cear,.a trra do Brasil aonde o trabalho
hvre n5o urna meutira, aquelle da libertarao de
duas creancas de cr branca, louras e sympalhi-
eas, o qual "leve hontem4ugar n'um momento de
improviso e enthusiasmo evanglico, foi o que
mais tocou-nos o coracSo por venr.os nsse ira-
pulso, nessa esponlaneidadc das almas fortes on
esperancosas, qne se voltam pensativas para o in-
linitu A horisontes cono para o santuario da li-
brdlfc do genero humano, os symptoma3 pro-
nunciados da revuluco moral, que ha de espSoear
de nossos laro o plianAsma da eseravidao.
t Era una mai, mas urna mai escrava, que
mandado de seu senhor vinlia do centro com seus
dous lllhinhos para o ulereado publico da capi-
tal.
Diante daquclles innocentes cujo sangue ar-
roseava a brancura das Taces, a cari lade, essa pri-
meira virtude do christianismo soltou o s>u brado
de liberdade pela voz de alguna -negociantes e cai
xeiros; e em pouco as duas classes do cominerci6
unidas em am s pensamento, aquelle de a-sa-
ciar abenellcencia ao acto religioso da fesla de
S. Jos, de que cada nmdellas diriga ama niute,
apregpaVam a liberdade das creancmhaS.
< Era bello, mesmo sublime ver o pranto agra-
decido daqnella mai cahindo sobre a fronte de
seus tllho* cidadaos, e mais bello e sublimo ve-la
extaslada com urna populaeao do tres mil almas
contemplando o escravmho do hontem, hoje vesti-
do d aojo, em p sobre o degro superior do al-
tar mor, eufeitadode urna tnica de azul dos ;os,
e desfraldando luz dos altares e ao vento do -e
eh) urna'baadeirinha triangular em cujo centro
liase em lellras douradas a palavraLiber-
dade.
Se esse oidado um dia agradecido quizer ler
os mimes d'aquelle; que abriram para elle o cdi-
go de seus direilos soeiaes, que os procure na bi-
bliolheca publica de sua ierra, aonde vai se^ar-
cuivada essa lisia honrosa para o commercio do
Cear, dSM pergaininho que ha de coser-se ura
dia historia completa da liberdade de escraros
na America do sal.
Da capital do Rio Grande do Norte eserevqJ
nosso correspondente: *
A tome e a peste vo se deseovolvendo em
diversos pontos da provincia de om modo assus-
tador.
A farinha, o arroze o ferjio por um preco des-
communai; as febres e a b Jxiga aesolaudo por
toda a parte.
Era Utinga j tem morrido 31 variolosos.
O povo do Serid solfee mais que todos; min-
gos do gneros. alimenticio*.
< As respectivas autoridades pediam soocorro
ao Exm. Sr. viee-presidente Dr. Octavme, que,
segando concia, requisieao do Sr. Dr. foptnbai-
ra, chefe de polica, mandou comprar em Pornam-
baco alguns gneros de primeira necessidade para
remelle-tos cora urgencia aos habitantes daqueile.
seNo.
< O desanimo geral.
A Divina Providencia nos queira aeudir de
proapto.
Parece que ella comeoa a compadeeer-se de
tantas alflicc'ies, porque bonlem cnegaram noti-
cias de. ja terem appareeido copiosas chufas no
Assii, Sanl'Amu do Mallos, Pao dos Ferros, Prin-
cipe o Nova Cruz.
< Tendo oessado os motivos, qne autorisaram a
uomeaao dos ofBciaea Joaquim Jos do llego fiar-
los e Thomaz Antonio Nunes Monteiro, aquuo
para delegado de polica de S. Jos de Mipib e
esta para subdelegado do districto de Nova Cruz.
0 Sr. Dr. Octaviauo, zob proposli do Dr. chefe
de polica, resolveu por acto de 8, dispensaros
rtnos offlciaes das respectivas eommissoes, no-
ndo para sabstfluir ao primeiro o Dr. Antonio
Felippe de Albuqnerque Marenho e ao 2 o ca-
pltao,Miguel Lejto Pereira.
Rnoerroti-se no dia 20do corrale a 1- ses-
8# ordinaria do jury desta capital.
O promotor pubheo, Dr. los Ignacio fernan-
des Barros, inoe-o inteliigento e cumpridor dos
seus deveres, sasfez a exptctariva publica.
< Meassumio o xercici de delegado de polo-i a
do leando Cear-merira o majoT Mignel Itifc^iru
Daotas Jnior, que se achara uu tanto desge-
toso.
assasVinato praticado na pesso do
9 Jos Joaquim Tamandu,
foi suppri'ruido o districto da
sulidelegacia do Camadbal, pertencenta ao lermo
do Ceara-meriai.
. Pela? 8 horas do dia L*,evadio-so da cdea
do S. Jos de Mipib, por oceasiao d servido da
fachina, o presobe justica-Jos Galdino da Silva,
sentenciado porlrime d furto de cavallos.
. Foram presos os guardas naclonaes, que o vi-
giarara ;, segando consta, o delegado de polica
vai proceder eriminalmentc^eontra elles como in-
eurjos no art 125 do cdigo penal.
P1AUI1Y.Na capital do Cear haviam noticias
do Piauhy.
No dia 6 de fevereiro os accionistas da coropa-
niia ds navgaco vapor procederam e'eicao
da direcioria que a dte reger no anno corrente,
a qual fleon assim composta : presidente, Dr. Deo-
lindo Mendes da Silva Moura; secretario!, Jos
Ravrauodo de Vascooeellos e EsUnislo G. Perei-
ra ; directoresJos de Araujo Costa, Dr. Jos
Manuel de Freitas, Dr. Constantino Luiz da Silva
Moura, Joo da Cruz Santos, e Antonio Gomes de
Campes.
A secca continpava a assolar o sertao.
Em S. "Joao do Piauhy fatleceu o inspactor do
departamento das fazendas narionaes daquela fre-
grfttia, Francisco Rodrigues Campos.
FALLECIMENTO. Quarta-feira noule deu
tem a oppor, dando-sa. a competente cordea^io I chanismo pelo qual se eflectuM as opertciJfcf cor
Mandou-se eordear. I respon lese a eonilanca dos contribuinte. Con
Outro do mesmo, informando o reqaetimento de >eguio-se esre flm ; uw desvio impossivel, cmo
Manoel Ferreira Pinto, cumpre-lhe dizer que
alma ao Creador o tonente coronel luaquim Mau
rcio Wamlerley, propnetario eagrienlior da fre-
guezia de S. Lourenco da Malta. Seu corpo, de-
pois das solemnidades da igreja, foi conduzido ao
cemiterio publico desta cidade por nmeros is ami-
gos seus. Era o decano dos agricultores de S. Loa
reo^o, iiomem do carcter uobre e elevado e de
urna honradez toda prova.
ile sua Mttmosa familia nossos sentidos pe-
zarnes pelo **rdfo golpe que Ihe ferio a alma.
PASSAGEIROS. O vapor foj^Kat' entrado da
Granja e porlos intermedios trouxe os seguiptes :
Joo Abastado Gome?, Luiz_Jutno Pereira, Ray-
mando de VasconceHos, Joao Goncalves da Costa,
Dr. Luiz Rodrigues Villares,sua irmaa,3 escravos e
1 criado, Valenlim Jos da Rocha, Bemardino Se-
na do Espfrlto Santo. D. Mara Carolina de M. e
1 escravo, Bonifacio F. da Rocha, i escravo e 1
criado, ThemistoCles d'Orange, Antonio Augusto de
Souza, Lopiclno Jos Florencio, Francisco A. M
de Miranda e 5 escravos,.Tbomaz Olhon de Souza
Santiago e sua senhorn, D. Francisca de Magalhaes
o I criada, Ceiano Bolhnam, los Luiz de 8ou-
a, Francisco Jis Lopes, Jos Farias Machado,
Domingos Luiz, Antonio Rufino de Souza, Joao Tei-
xeira da lloch|, Dr. Crisplm Aotoiio de M. I!.. An-
tonio Jos do Snuza Leandro e 1 lllha, Carlos Mow
re e 1 irmao, Antonio Francisco Monteiro da Silva,
Manoel Marti de Mello, Dr Francisco L. Sou-
Z3j Rangel. .*
O vapor Tocailins levou para o norte os se-
guintes :
Seraphim da Silva Mota, padre Emygdio Fernn
des do Oliveira e i crftdo, Joo Pereira da Silva,
Dr. Jorge Augusto deRritto Inglez, sua senhora e
2 lilhos, Manoel Joaqoim Galdino, D. Theodora
Joaquina da Souza Braga e i criada, Fabiano Go-
mes da Silveira, Ismael Vctor Pereira Fr. Jos de
Palerm, Francisco Jos Gomes, Pedro Baptista
di Sinta Rosa, alferes .Manoel Goncalves do Nas-
cimento, os criminosos ManoerLops de Araujo, e
Portiro Ferreira dos Santos, 3 pracas e 1 cabo de
polica que os o'colla.
CMARA MUNICIPAL.
SESSAO EXTRAORDINARIA AOS 9 DE MARCO
DE 1870.
PHBSmKNCIA DO SB. DB. SOUZ.V LEAO.
Presentes os Sis. Dr. Barros Barrete, Dr. Aqui-
no, Dr. Seve, Dr. Mostoso, Dr. Pitanga a Gameirn
abrio-se a se. da antecedente.
Ld:se o seguinte
I EXPKDISNTE
Um oflicio do advogado, remetiendo a cana de
senteuea que a cmara obieve na piesiao havida
com Montarroyos, alim de que em virtude do de-
creto judicial, faca o engenheiro verificar os mar-
cos nos limites designados na ecriptora, como
fura requerido o juigado, sendo devolvida a sen-
Henca para-a cobranca das cusas.Que se ofl-
ciasse neste sentido ao engenheiro.
O St. Dr. Barros Brrelo, fazendo ver a cma-
ra a necessidade que tem de nao tomar parte no*
susirabalhoswpor aigum lempo visto como- tem
do an-eiitar*so frequentes vezes do municipii. pe-
de umrvIiceaQa do seis metes, e relia-se derxando
am olfleio ne-fe sentido.Concedeu se a llcenca.
Outro offlcio do jniz de paz presidente da juma
qaaBOcadoca da ireguezta do Rceife, remetiendo o
respectivo livu.Ao archivo.
Outro do rtodeleado da freguezia da Varzea,
coinmunicando achar-se em exercicio do mesmo
car jo desde o dia IV do corrente.Inteirado.
O'.itro'do juiz d paz do 3o anno da fregezu da
Varzea, eomm nicando' achar-s em exercicio do
mesmo cargo em lugar do 2* que se acha' impos-
ibilitado.Intoirado.
Oatro do engenheiro cordeader, informando o
requerimento do barao do Livramonlo, declara
que o" ari. 3 da postura de 27 de agosto de 1869
marca tao somonte o praso de tres dias para se-
rem os materiae* dep%itados nos caes, rampa?, e
ras, sob pena de multa pela conservacao por mais
tompo, mas como a obra do que traa o suppli -
cont poltica, parece-lhe que se deve ter em
cuiisideraao. A commissao de eaificacan.
Outro di mesmo, declarando que em vista da
ordem que Ihe foi dada, procedeu ao exame da
pedra que forma o ngulo, qu constitiie a esqui-
na do sobrado da ra Direita que volta para a da
Pe.nha, e nshou que a dita pedra est fra doali-
nhamenlo tanto do lado de urna ra, como da de
ouira, e pelo que Iho disse o propnetario do so-
bra lo, aquella pedra acha-se all cotlocada ha oito
ou nove annus.A quera exigi a inforraaeao (Sr.
Dr. Aqulnc.)
Outro do mesmo, informando contra o quo re-
quereu em una ptieao Candido Vieira Chayes,
visto como eneonirou"as obras j bastante adan
tadas.Indeflrio-se a peticao, c mandou-se ordem
ao advogado para proceder contra o infractor.
Ontro do mesmo, informaodo sobre o requer-
ment de Francisco Alves M nteiro Jnior, decla-
ra que exacto o que allega o supplicante, tilas
as casas na frente, mas as posturas nada dispoem a res
peito.A commissao de edificaco.
Outro do mesmo, informando o requerimen e de
Heitor A Sampaio, cumpre-lhe dizer qne nada tom
a oppor, urna vez que a casa flqoe 50 palmos ar
redada do alinhamento da roa.Conceden se.
Outro ds mesmo. informando o requen.rteoto de
Prescilla Scnhorinha Menlesde Albaquerqne, tem
* dizer que nada ha a oppor, sendo sobras fetas
de conformidade com as postaras, a a casa cons-
truidaMO palmos arradado do alranamento da raa.
Concedeu--e.
enro o mesmo, dando a ioformacHO quo Ihe
fora exigida em i de fevereiro ultimo, eumpre-
Ihe dizer qne as dinieusoes marcadas para as se-
pulturas em comaaam na planU em origipal do
cemiterio publico, sao cinco palmos de largura so-
bre dea de comprimonto. A menina pUnta Barca
para sepultura* reservadas, qoe sio encostadas
aos muros cinco pabnoe de1 largo soore quiaze de
eoinpriirentu.Cabc-lhe dedarar que existe no
archivo e Ihe foi apresentado pelo secretario o offl-
cio do Exm. presidente Souza tomos, que acoin-
panhua aquetta planta, e juitaaneme a descripcao
geral do referido eomiterio,1 fajjpwtada pelo enge-
nheiro director das obras pawas, Dr. Jos Mi-
mede Alves Ferreira, e approvado pelo mesmo
presidente marea qne a superficie do terreno para
urna sepultura d 13 palmos le comprimento e
% de largura Posta a diseossio, o secretario
aprsenla o ollicia a ue se refere o enjeaheiro
com a copia geral da deserip^io do cemiterio, era
vista do qual determinou se fosse reraettida copias
ao eageobeiro e ao administrador do cemiterio.
Outro do mesmo, informando o roqueatento
em que Jos Joao d^traorim pede para eodstruir
no cemiterio publico um tnmulo para sua familia,
tera a diter que nadaba oppor. O tmulo ante o
supptieaoie pretende construir tem 26 palmos de
frente sobre viole de largara, e oecopar o terre-
no para cinco sepultaras com as dimnsoos de 13
de comprimento sobr seis de largura, conforme
marca a descripeo geral do o -mitorio, approvada
pelo governo era 18 de marco de 186l.-*fsl om
discussao, delierou-seordenar ao procurador f ue
recebease defRe do.cordeado o terreno, a aoantia
relativa ao numero de sepulturas qua oecnpasae
tmulo.
Outro do mosMo> informan 'o o -raquerimonto-
de Manoel Francsc* do Barros Reg, procuraitor
ile Norberto Francisco das Cbagas, tem a dizer
que as obras j esli concluidas, e feitas de oon
forraidade com o oreamento e clausula do con-
tracto o o arrematante tem direito ao qu feqner.
Mandou-se pagar a 2* preatagio.
Outro doiuesmo. informanda o requeximento de
Joao Goncalves de Oliveira, declara que nada
. nao
ha inconveniente no que pede o supplicante, exe-
rutando elle as obras de conformidade com as
posturas, precedida a cordeacao.Mandou-se eor-
dear.
Outro do mesmo, pedindo a cmara que Ihe de-
clare, para poder cumprir o despacho iancado na
peticao de Jos loao de Amorim, qnaes as dimen-
soes do terreno para urna sepultura, visto que o
regulamento nada diz a respeito.Que se respon-
da com a resolucio da presidencia de 18 de mar-
aco de 1851.
Outro do memo, informando sobre o reqneri-
mento de Antonio loaqhira Cascan, diz que nada
lera a oppr, devendo o supplicante collocar a ?o-
teira no meso- nivel da soleira da porta exis-
tente. Concedeu se.
Ootro-do fiscal da freguezia de Santo Antonio,
remetiendo o termo de vestoria que mandn pro
ceder na casa sita ao becco do Rosario nos fundos
do sobrado a. 14 da ra do mesmo nome. Ao
archivo.
Outro do mesmo, remettendo dous tormos de
infraccao, coramettida por Manoert^ntonio de Aze-
vedo o Felippe Nery, nwstra da obrjuAo procu-
rador.
Oofo do fiscal da freguezia da Boa-vista, infor-
mando o requerimenio de Gaspar Stute, tem a di-
zer que na casa n. IS d rfia da Imperatriz nunca
houve padaria, e nem a casa tem as acommoda-
coes para semelhanto cstabelecimento, e apenas
nella existe um peqaeno forno omle se fabricara
bollos para o gasto de urna confeilaria que aili
houve.Concedeu se a licenca, mando o ^suppli-
cante smente do forno existente.
Outro do fiscal dos Afogados, pedrado a cmara
qne Ihe mandasee pagar a quantia de 7 JOO, que
despendeu com o eaterramenlo de dous cavallos
3ae oncontrou aos dias 10 e 29 de Janeiro passa-
i na estrada de Caxanga c na ra de S. Miguel.
Mandou-se pagar.
O Sr. Dr. Aquino fez o segrate requenmento
que foi approvado :
c Requeiro que se mande que o contador desta
cmara municipal, guiando se pela relacao de lo-
dos os tmulos existentes no cemiterio publico
desta cidade, ministrada pelo respectivo adminis-
trador, verifique com urgencia se oda um los
propietarios de*ses tmulos pagou o terreno oc-
cupado, fazendo especial mensao daqndles, cujos
terrenos, na referida relacao, nao tem indicaran
da poca, em que foram comprados, nem se achrin
incluidos na nota desta cmara municipal, e de-
signando a quantia quo cada conc.e-siouano pa-
gou pelo terreno oceupado. Sala das sessoes 9 de
marco de 1870.Dr. Aquino Fonceca.
Mandou-se remetter a coramisso de edificaban
ama peticao da mesa regedora da irmandaJe de
Xossa Senhora do Rosario da freguezia de Santo
Antonio, replicando do despacho que Ihe fora dado,
negando-lhe lieenca para o concert da mei-agua
n. 2 da ra do Fogo.
0 Sr. presidente norneou ao Sr. Dr. AquinoTon-
ceca para substituir ao Sr. Dr. Barros Brrelo tas
commissdes de pbbeia e edificaco.
Despacharam-se as petice de Antonio Hmri-
que Rodrigues, Amando Francisco Mendes, Anto-
nio V.lentim da Silva Barroca, Alexandrino Alves
Correa de Barros, Antonio B->rmrdino Vaz de Car-
valho, Bemardino Pereira Ramos, a companhia
dos trilhos urbanos do Recife Olind i, Ca*im m
Jos de^ant'Aima, Candido Vieira Chaves, David
Velleam Bouraan, Francisco Ferreira Bailar, Fran-
cisco Alve Monteiro Jnior, Francisco Goncalves
Bastose Sa, Gaspar'-Stnte, Hypolift Casimiro di
Silveira, Innocencio Rodrigues Lima, los Rodri
gues do Nasounento, J>n Frandsco de Souza Li-
ma, Jos Pereira do Azevedo, James llyde.r 4 C,
a juma da Santa Casa de Misericordia, Jlo Evan
4jeli*la d S, Joaquim Custodio Duarle de Azeve-
Jo. Jos Marcelino da Rosa, Joao da Cunhi Ma-
galhies, Jo Joaquim de Amorim, Dr. Joaquim
Antonio Carneir i da Cunha Miranda, rcenlo An-
tonio Carueiro da Cunha Miranda, J ao Chris isto
mo de Albnquerque, Joao Gomjilve- de Oliveira,
Joao Jos Rodrigues Mendes, Jaciniho Muniz do
Amaral, Joaquim Manoel Renevides,- J >s da Pe-
nlia, Joao Jos da Penha, Manoel Francisco de
Barros Reg, Mara Joaquina Maria da Cosa Mon-
teiro, ManoeT Antonio de Azevedo, Mauricio Jos
de Frenas, Marcelino Jos Goncalves da Fonte, Ma-
noel Ferreira Pinto, Paulino Manoel Thom Ca-
boatao, Thomaz de C rvatho Soares Brandan S brinho, Urbano Sabino de Paula Costa, Vicente
Jos de Oliveira, Vicencia Ferreira da Cu iha e
Vicente Ferrar Pinto ; e levantoti-?e a sessao.
En. Francisco Canuto da Boaviagem. secretario,
a subscrevi. Ignacio Joaquim de Sonta Lefio,
pro-presidente Jssi Maria Freir Gwneiro.
Dr. Prxedes Gomes de Souza Pitangi. _Dr. Joao
Maria Stve. Dr. loaqmm d'Aqnino Fonceca.
Dr. Pedro d Alhayde Lnbo Hoscoso.
se vai ver.
Peto pmcesso esiabelecido, o conlribuinte.que
vem fazer am contrato, depo-ia no banco o in-
porte da sua coat buicao, mediante um contrato,
no qual o mesmo banco Hw d recibo da sua en-
trada ; e n co .iiito'illite ^ue 'sb krseieveirSWIn*^
dacao, por intermedio de um agente, di me a mi-
nuta do coiitraln que pretende celenrar, e saeea,
pela q aitia a que -;e obriga, urna ordem sobe o
eu correspondente na corte, paglvetao baaeo ;
quantia que se conserva em dept sito al aer con-
vertida era apolices.
O agente envia a minuta assnciacao, qne faz
lanar o contrato para ser entregue ao correspon-
dente do c nitribu'iiie, mediante o pagamento da-
qadia ordem; e a missao do aente aeab-iu, elle
nao recebe dinheiro, nem Ihe eonvm tal cobranza,
qne prejudicarii, talvez, a conllanga que precisa
inspirar, e coiapromeiteria, de certn, o seu expe-
diente, e at a sua seguranca em viagem,
V-se, pois, que por mo do proprio coolribuin-
te, ou do seu eerrespondente, cnlram os capilaes
no banco contra recibo do seu thesoureiro, que
duplicado, ou substituido, pela apslice do con-
trate.
As sommas, assim entradas no banco, s d'alli
tahem para iwgamenln de apoees da 'divida pu-
blica do juro le 6 por cento, e ctas s5o inaliena-
vois at a poca da liqnidaeao da sociedade a que
pertencem; e andaeatin, s autorisada a venda
strictimeute necessaria para pagamento de fraec-Ses
de apolices, visto como os quinhes sao pagos nes-
es mes.nos tul is.
A compra e venda delles esli acauteladas pelas
formulas da le. e pela rigorosa fiscalisacao que
tambem por Id, e jior boin uso, se emprega na
caixa de amorlisacao.
Aps este- processos vem o xame das cantas de
cada trimestre, que feito pela commissio fiscal,
composi.-i s de (pniribuintes, e era seguida a pu-
blica;ao dellas, alera da das relages nominaes dos
coniribuintes que ineusaluieate effeotuam con-
tratos. '
Com tanta? segurancas, prevenirse a possibili-
dade de um desvio ; eom tantas publicac<>e9, faci-
litou-so a reclamacao contra ura engao.
Feitas estas consideracSes que, por bem do des
envolvimento da associaci", ma pareces dever
aqu consignar, passo ja descrever o seu estado
al 31 de dezembro de 1868, ultimo dia do 3 auno
ocial.
Os 5342 contratos inscriptos pela somma de rs.
8,012:1011890, dividem-se as seguintes espe-
cies :
7.15 contratos de contnbuieao nica 458:8711 910
4607 annual 7,583:22ii70
COMMERCIO.
PRAGA DO RK1PB DB MARCO .
DI 187*
a 3 1/2bvAs dtabds.
Algodio sorte9M rs. por kil.
i^mbabte Parir- W dpr: Mr; por franco
Cambio sobro PortaMl 1 0(0* premio.
. GonenHo Jos Alfonso,
Presdante.
Meaquiu Jnakr,
Secretario.
ENGLISH BANK
)f Rio de /aneiro timited
Descoata lettras da pra?a taxa a coo-
'eadonar.
Recebe dinheiro era corita corrente hia
I raso fixo.
Saca vista ou a praso sobre as cidadea
jrlncipaes da Europa, tem correspondente
a Babia, Buenos-Ayres, Montevideo, New-
i New-Grieans, e emitte cartas de crdito,
jara os mesmos lugares.
HUA DO COMMERCIO N. 36-
ALKANDEOa.
Aendimen todo dial a 13. .
dem do dia %\......
78IJ3U747
20.O36A1O8
____
779408V834-
MOViMENTO DA ALFANDBGA
f olumes entrados com fazendas
dem dem cem geaaros
------ &*
111
167
------57*
.'i.'1'i contratos do valor de rs...... 8,042:104*880
Por coata deste valor recebeu-se
De contribuicoes.
Unidas. Annuaes. Somma.
1865- 97:2+83000 36-556^665 133:7821665
1866 62:2605000 177:0815665 239:341*665
1867I46:6i8000 453:03I66 399:6X0*166
18681f:7t5j9i0 718:988000 8li9:733*S20
456:879^920 1,385:658*496 1,842:538*416
fe mnttas.
Era 1865- 1:0545060
Em I866-18:6895!I00
Em 1867-23:099*341
Em 186827:3383080 70:171*371:
Ue juros de apolices.
Em 1866- 9:5165000
Em 1867-31:590*000
Em 186870:575*700 120:681*090
De juros dos saldos en conta corrente.
Em 1835- 373*080
Em IH66- 786*960
Em 1867- l:79.'i*olU
Em 1868- 2:86832:10 5:82A30-
/oluraes saludos com fazendaa
dem ideru con gneros
Descarregam boje 26 de mareo
Patacho inglesJuventamercadoriss.
Barca inglezaConstancebaealho.
Barca americjna Templarfanoha de trigo.
lliate americanoMorfori Trihuevarios genero*
Brigue inglezPtlgrindem.
Barca fran ezaSolideidem.
Lugar inglezCatharine l.aidefarinha de trigo.
Barca inglezaImogenemercadorl%
Polaca hespanholaIsabelitachartA.
ECEBEDUR1A DE RENDAS INTERNAS OE-
RAESDE PENAaffiCO.
endimento do dia 1 a 23. 70:010*996
Hem do dia 24 1:901*516
71:022*512
ONSlLAItO PROVINCA1
dendimento do dia l a 23.
dem do dia 24. .
101 824*471
1:202*375
103:026 3846
Capital realisado....
2,039^17*317
PUSLICACOES A PEDIDO.
Jos Francisco de Souza Moreira j se acha no
gosodesua liberdade por ler se justificado nao
ser criminoso na villa de Sania S da provincia da
Bahia-e no Paje de Plores e nem em parle algn-
ma, para que chogue ao conheciinento da autori-
dade e do respeitavel publico.
Protectora das Familias.
RELATORIO DAS OI'F.RAr.ES DESTA ASSOCIACO
' AT 31 DE DEZEMBRO DE I86S APRESEN-
TADO A ASSEMBI.A GERAL DOS BROS CON-
TRIBINTES EM3I DEJUI.HO DB 1869, PELOJ
SEU INSPECTOR. GERAL, SEGUIDO D PARECEBl
DA OMMISSAO FISCAL.
Sis. contribuinles.h Protectora das Familia,
autorisada per decreto de 13 de junho de 1864, s
pddo comecar as suas operarles em fins do Io se-
mestre de 1865.
Por aqaelles embaracos que costumam surgir na
marchadas instiluices novas, nao foi possivel con-
vocar esla assemblea em 1867 e 1868. De?de o
cometo, porm, as suas operacoes passaram cons-
tantemenie pelo exame da commissao fiscal, que
sempro as approvou, dando-se-lhe em seguida
mais publicidale do que recommenda o regula-
meuto. Com effeito, nao s c publicavam as coa-
las de cada trimestre, como se recapitulavam to-
das as operacOes desde a sua origem.
Os quadros annexos, provam o que acabo do di-
zer ; elles acompanharam a conia do ultimo tri-
mestre de 1868, e mostram o estado da associaco
desde o seu principio at ao flm daguelle 3o anno
social: tmham-so elToctuado at entao 5,342 con-
tratos representando a incripjao de'ris........
8,042:1045890. '
Esta uhteve-se nos seguintes periodos :
1863 330 contratos no valor de. 281:626*000
1866 801 1,265:2103000
1867-1819 2,821.1505470
18682391 .... 3,674:118*420
5342 contrates representando 8,042:104*890
O anttexo n. I musir estes mesmos algarismos,
distribuida, porm, a inscripcao pelos annos em
que os contratos coraecam a vigorar.
O constante progressu qne se nota annualmente
no desenvolvimento da aSsociacJo ha de continuar,
medida que o conhecimento das snas opcrac5es
e das suas vantagens se for geiieralisando, e
medida queos seas'flrls forem sendo apreciados ;
porque aconftanca ir penetrando etn todas as
classes .da sociedade : entn, novos contribuales
fiao de vir assoeiar se, extes trarao outros, e o
augmento do seu numero tornar pTogressivamen-
le maiures as protiabiridadcs de lucros a todos
cada Timaos mteressados na associacao.
E essa poca ha de vir, eom o lempo e com a
publieidade; porque as oporae5cs da assoeacSo
aprovetam a todas as posiedes e a todas as fortu-
nas : o operario previdento pode ernprcgarassuas
pequeas ec-.iomias smnm contrato de amnifda-
!des; a homem rico, de qualquer classe, pffe tt
rar da sua renda urna parte para a converter em
capital ; o negociante, o foflecionarto publico, e o
proprietario, cada um na juta proporcao dos seu?
ron'dimentos eertos, pode gravlos no presente em
proveito do futuro; o agricultor mesmo hade
chegar a comprehender que, ainda augmentando
constantemente a ua lavoura, 6 prudente ir cen
mulando eapitaes qne it todo o tempo llie serao
uteis ; e, nalmente, at quelles para- quero- o jo-
go da eipectriacao <; tudo, a rim ta assocarffoa
aeonmniaetdleetiva oferlftx prdbabililades me
nos inceria* do que-as seductoras esperaheas que
tonto os a'trabera as especnlacles atentitrosfl?.
Proveitosa atodas as classes d* sbeledade, a
Protectora das Familias tambem mil ao testado
nio sendo pequeo b serVlro que Ihe presta humo
bilisando ama conalderavel m.issa de apebees,
alm da vaotagem de ir ensinando, com o xem-
pto, qu%es eapitaes, e que o estado o mais solida le todos os
Atiatm.
Prvida a utilidade da instfluicao, e a seguran-
za do eraprego dos eapitaes, restava que o me
O annexo n. % aprsenla este mesmo algarismo
acbando-se, norm, as verbas de receita ciassiflca-
das pi i os anno3 era que os contratos devem liqui-
dar- w..
Aconveno dos eapitaes realisados effectiiou-se,
m apolices da divida publica, do juro de 6"/,
cuja ai- uisija-i
procos :
Annos.
4865.......
1866*......
1867.......
1868.......
Sommas
Saldo em c/c
no Banco Rural
se fez pelos seguintes valores e
Valor nominal.
137; 600*000
264:i005tH>:)
761:800*001)
1,190:900*000
2,354:700*000
Procos.
124:596*000
. 238:307*500
675:530*000
999:141*550
2,037:5755050
1:642*267
Capital realisado 2,039:217*317
que o annexo n. 3 mostra, cora referencia aos an-
uos das liquidacoes, indicando tambem os diversos
saldos de cada sunedade, que perfazem o do.....
1:6425267, que leon em deposito no Banco por
conta do capial realisado.
Desempenhando, assim, o encargo de patente?
assemblea geral dos Srs. contribuintes as opera-
cues da associacao desde o seu comeco al ao fim
do 3o anno snaial, cumpro tambem o agradawl
dever de a informar de que. para vencer as dilli-
culdadesque na sua marcha encontroi, fui sempre
vantajosamente auxiliado pelos dignos membros
que em todas as pocas compozeram a BoaMliaie
fiscal ; assim como tambem devo dizer Ihe que,
para tornar mais conheeida a associacao e aug-
mentar-lhe o numero de contribuintes, coiicotre-
ram especialmente os Srs. agentes, sendo que, para
alcancar estes fins, muito se deve, de certo, ao
corpo do commercio o numerosas possoas do nu-
tras classes da sociedade, que a mime aos agen-
tes fnrneceran com o maior obsequio recommen-
dacoes valiosas para o interior do imperio.
Os Srs. emprogados da Asseci.icio e do Banco
coadjuvaram-me sempre muito, o com a melbor
vontade.
Com tantos auxilia-es tena desempenhado sa-
tisfactoriamente a tarefa de que fui incumbido, so
para isso baslasse o aturado estudo a que mo lenho
dado, o incessante trabalho que hei lido, o a boa
vontade com quo a elle me dediquei, tendo sempre
como mais forte estimulo o iruito qne via a faier
diante de mmi.
Wo de Janiro, 19 de julho de 1869.
Jos JuIimano Rodi-i/ues
Inspector geral.
PARECER DA QMOMSSO FI8CAL.
A commissao fiscal, tendo examinado e app'ova^
do as cotas que Iho foram presentadas as po-
cas prescriptjs no regulamento da associacao,
examlnon tambern agora o relftt-irio de todas a*
suas operacoes alo ao Hu do 3o anno social, e ve-
nficou a sua exactidao.
Com effeito, pelo registro geral da matricula s
recontiece quo a inscripcao dos 5,3W contratos,
celebrados at aquella poca, monta ao algarisme
de 8,042:104*890.
O bataneo junto confirma o estado que aquelle
rolatorio dtalhou; eorrespomlendo a somma dos
crditos das diversas emitas ao atgarismo do ca-
pital realisado, que o annexo n. 2 mostra ser dr-
2,039:217*317, o achando-se este representado pe-
las apoees queaa'sociaoao possoiaem 31 de de-
zembro de 1868, no valor d 2,037:573*050 e pelo
saldo de 1:642**69que naqaelle mesmo da exis-
ta em conta corrente no Banco Hura I
f existencia effectiva das apolices aver&aaas a
assoeiacao foi verificada em oada trimestre no mu
do exame de conlas, e conflrmeda nos semestres
seguintes pelo pagamento dos juros de- ,oine
em Janeiro e julho se recebeeam da caixa de amor-
tisagao, adiando se estes crditos as diversas con-
^oXSKnW.,-. debitado ao Banco
Rural, o mesmo que orelalono e annexo ac-
etizUin
A commissao fiscal, reconhecendo que a. geren-
cia lera enmF'do salisfactoriameBle as snas tune
ces nao pode deixar de reconheccr uraoem qun
actual inspector geral o Sr los J"n'no>?-
driaue* muito tom contribuido umn o seu zew,
actividade e intelligencia, quer no deaempenho
snas actnaes fueocoes, quor as de obaJ*^
paritr.^i dos seguros, para o estado prospero c.
desenvelvido a qne tem atlingido a aasociaoao. i
B assim a commissao tlseal -propde que sejau)
auprwvndas as eontas a relatorio da raspelo--
'< M de jnlho de 1869.
MOVIME-MTO DO HT0.
Navios sahtdos no dia 24.
liba i!e Cabo Verde-Brigue portuguez
Amelia, espita Moreira, em lanlro.
Hio Grande do SulEscuna norte illemia
Dlphin, capitao J. W. I.ilienthal, carga
assucar.
New-YorkPatacho inglez Harriett, capi-
to E. Me. Nahit, carga assucar.
OoVrrrflfo.
Nao houve entradas.
Navios entrados no dia 2f>.
Mamanguapei4 horas, vapor brasileiro
Mandak, de 2i toneladas, :ommandan-
te Julio O. da Silva, equipagem 16, car-
g algodao; Companhia Pernambucana.
Granja e portos intermedios> dias, vapor
brasileiro Ipojttca,4 mandanto Moura, equipagem 30, carga
varios gneros ; Companhia Pernam-
bucann.
Maco10 diajs, Jiiate brasileiro Garibakli,
de I O toneladas, capilSo Custodio Jos
Vianna, equiMgem 8, carga sal ; a Tas-
so IrmSos.
Macoi dias, hiate brasileiro Detis te. Guar-
de, de 06 toneladas, capillo Manoel C-
da Costa, equipagem 8, carga sal ;
Hn'ilio.oini'ti Lourenco.
Maranhot dias, hiate brasileiro Joven
Arthnr, de 69 toneladas, capillo Trajano
Aniunes da Costa, equipagem 8, carga
1000 saceos com larinha de man liora;
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo AC.
Mai anhn22 dias, liiate brasileiro Rnzita,
de I9i toneladas, capitao Jos Antonio
de Btnos, equipagem 9.carga 2000 sac-
eos com farinha de mandioca ; Joaquim
Jos G. Reltro.
Rio Grande do Sul60 dias, patacho brasi-
leiro Arroio (hunde., de 06 toneladas,
capitao Jlo Josdos Sanios, equipagem
10. carga 9000 arrobas de carne ; Re-
zende fservacao.
Nao houve sabidas.
Suspenden do Iwmfo para Macei, a
barca ingleza Marriqton, capitao D. James,
cam o mesmo lartro que trouxe Ua Bahia-
Mem idem para Bnrbadoes, a escuna in-
gleza Hir ndell, capitao Sjiarks, com o mes.
om lastro que Ironxe de Buenos-Ayres.
EDITIS.
O Dr. Francisco de Assis de Oliveira Ma-
cie juiz de direito da primeira ma cri-
minal, e substituto da do especial do
commercio n'esta cidade do Recife do
Pern&mbuvo por sua magestade o Impe-
rador, etc., etc.
Faco saber pelo presente, .que dentro do pravo
de 30 dias, coudos da publicaran desle ediial re-
ceber este/uiw propostaa por cartas fechadas
para a arrematado por venda a quem mais offe-
recer da escrava segrale: *
Bernardina, c'ir prea, idade 40 annos do ser-
vico de casa, avahada un 4004, a qual eserava
ciistiluo tambem a massa fallida de Antonio
Mari ircoaeel Jersey; e vendida a requenmeiHo
dos adminislradores da dita massa fallida, eso
acha na ra pireila n. 45, Io radar; devajdo as
nropostas serera entregues ao ag*ot deleitoes
Francisco-.-Gomes deOlneia, eBarregado por
este juizo da venda da mencuada escrava.
E para que cneguo ao conhecimento de todos
mandei passar o presente, que ser publicado pela
imprensa o affiKado no lugar do costume.
Recife, 17 de marco do 1870.
Eu Manoel Maria Rodrigues do Xascimento, es-
crivo, o escrevi
Francisco d'Assis Olireira Maticiel.
J&sifoaqxim d.oKw Siita MM
Presidente". ,
/id/o Borges Monteiro,
Secretorio.
leronymo Jos de Mesquita.
Koatentnra Goncalves Roque.
Guilherme Pinto de MagatnSei. -
O Dr. Francisco de Assis Oliveira Maeiel, cava-
Iheiro da ordem do (ihristo e juiz de*direito da
1* vara criminal desia eomarca do Recife, por
S.'M. o Imperador etc.
Paco saber, que acbando-se vago o ettcio de
destribnider de notas desta comarca pe* fclleef-
mento do ervenluarlo Manoel de Lima PTeire
qual officio foi creado pela lei de 3'oe ootnbra
de 1834, convido pelo i.res.nto a qnn pretender
dito oDicio a apresentar ueste jnizo no praso d
sassenta dias, contar da dala deste, sua peticao,
da toda, assignada pelo pretndeme ou seu proen-
rador e acomimabada do certol.io de idade, foiha
eorrala, exame de sufftcitnaia o roaia doeumen-
tos quo jolgar conveniente, sendo lodos devida-
menie sellados, Ba ciinformidade do decreto n.
i817 de 30 de agosto d>i8W.
E para que aegue a noticia a tsdos oa ibu-
festados mandei passar o presento ediial que sera
publicado pe a o prosa e affiaado noa luga* de
CSec pasaado nesta Ui***>.Reele, *,
das do edemvrcde 18W.
Vm Manuel Antonio Cerr, esenvao interne,
Franenco de Assis Oliveira Macul
[ ILEBVf
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foiario de PftlaiVc fcfl&o 6 B Mario de ftd.
Faculdade de Direito
do Becife.
De erdeW d.rEtm. Sr. director se razoolrtlco,
u* no lia t d abril rcttimo vindoufV pelas
duas horas d larde, ser eneerradb o praa de
seis mete i-iareado para, a internelo dos que
pretemieri) ;- .ncorrer segunda vaga de snbsti-
tato desta Fucul JaHe como consta do edilal Ja pa-
blieado, e <7tie atuxo se rpele, de amfonmdade
Secretaria da sama eaa de misericordia da Re-
cite 11 d" mareo de 1STO.
JO escrivio/
ftdro Rodrigues de Souza.
M^ I, J
AVISOS MARTIMOS.
___----------------------------------------------------.-----
forto' por Lis'boa,
Com muito poca demora deveri seguir viagem
com o artigo 119 do regulamenlo complementar: i galera portugueza Lisboa, de priraeira marcha
De ordem do Exm. Sr. direct r te decbra a clasificada era prirrreira cfasse : fara alguma
por esta secretaria, que a insrripcao para o se- carga que Ihe falta, e pasageiros, aos qna offe-
undoconearso di lugar de substituto desta Fa- reee magnficos omroodos, trata-re com Soares
culdade, aununciado em edilal de 2* da agosto do Primo, ra do Vigario n. 9.____________
anno pagado, dever ser encerrada no da 2 de 7 v ~
abril prximo vindonro ; visto nmo o praso de aOFLO JLlSDOcl
seis mezes msreado para a mesma incripcao de- .....
veria ter comecadu a correr no da 2 de outabro Vai sahir ate o fim do eorreuto mez de marco a
doanno pasado, Conformo dispoe o artigo 13 barca Ror de S. Simao, recebe carga e passagei-
do regulamento complementar. Abaixo se repe- ros, par o que trata,se rom os conMgnstartos
'le o edito! relativo ao mesmo concurso, e que Ca.rvalho.ft Hognetra,na fia do pul- n. 20
ubs*te em vigor, menos qoanto ao praso da
inscripto: I
(De ordem do Exm. Sr. director interino cone
amia brasileira
DE
Paquetes a vapor.
Dos porjos do norte esperado
at o dia 28 de marco o japor
fiwrrf, rottimondante o eapitao-
.tenente P H. Dnarte, o qual
_ depois da demora do costuiw>
o 101 segunda parte do decreto seguir para is portos do sul.
Desde Ja recebuin-se passageiros e engaja-se :
arfcamie o vapor poder conduzir, a qual devers
jer enmarcada no dia de sua chegada. Encommen
das e dinheiro a rete at as i horas do dia da sua
uhida.
Nao se recebem como encommendas senao ob
(ectos de pequeo valor e que nao excedam a dua.'
Iheiro Dr Pedro Autran da Matla e Albuquerqne,
o em execucls ao aviso imperial de 14 do corren-
te, faco publico que flea marcado o praso da seis
niezes, contados da data deste, para a inscripcao
dos que pretenderera conjorrer ao lugar de lente
substituto desta faculdads, que servia o eonselhei-
ro Jos Liberal Barroso, e que fi declarado vago,
na forma do ai ti
n. 1386 de 28 de abril de Wt, em virtade de re
oIucIj imperial de 4 do crreme, tomada sobre
consulta da secrao dos negicios do imperio di
conselho de estado. Pelo que todos os prefnden-
tes ao dito Ittgar se podero aprese-star desde ja
na secretaria desta faculdade para iaserever seus
"oomes no livro competente, o que Ihes permito
do faz* por prjrnrador, se estivercm a raais de arrobas de peso ou 8 palmos cbicos de medicao
vinte legoas desta cidade ou liverem justo impe- Tudo quepassar destos limites dever ser embar
dimenlo. o, porm, obrigidos a apresentar dor ado como carga.
oumento< ij.ic iiusirem sua quadade de cidado Prerine-se aos Srs. passageiro3, que suas pas-
lirasileiro, e de qae estao no goso do seos ilirei- sagens s se recebem na agenda na da (,ruz
to-; civi: c n.|i:i." >s, certid.l d: baptismi. folha p.57 primeiro andar, escriptorio d Antcnio Lab
id* do \wi de seus domieiius e diploma dn de Oliveira Azevedo M^___________________
facilidades de imperio, oa ~
COMPANHIA PERNAJSiJUCANA
-DR
Naveggdo costara por vapor
Macei, escalas e Penedo.
0 vapor Giqui, commandante Costa, segui-
r para os portos cima no dia 31 do correte
s 5 horas da tarde. Iteccbe carga at o dia 30.
encommendas, passageigeiros c diaheiro a frete
at s 2 horas da tarde do dia da sabida, i.o es-
'^bttlr pir uina d-s
publica f.'ma, justificando a iii|'osslbi(idade da
aprcscata.ri do original, e na mesma occasio
I lera'i entregar quesquer doiamentos quejul-
t;arem convenientes, ou como ltalos de habilita-
ba'), cu como pravas de servicos prestados ao es-
lado, hnmanidado. ou sciencia, do-s qnaes se
Ibes passar recibo : ludo de conformidade com
os artigo 30 c 37 do decreto n. 286 de 28 de
abril de lS.* e 111 e seguintes d<> de n. 15*58 de
^tSKitSmm conbeeimento de todos,' criplrlo do Fo, a do Mattos n. 12
mandou o mesmo Exm. Sr. director interino affl-. COMPANIIIA PEliNAMB
x r c presente, qne ser publicado as folhas des-
ta i-IJade e as da corte. Secretaria da faculda-
ilc d*> direitn do Hecire 2i de BCOSto de 1869.O
secretario, Jos Honorio B. de Menezes. Secreta-
ria da faculdade de direito do llecife 15 de fve- (
mro de 1870. O secretario, Jos Honorio B. de
Menezes .
Secretaria da faculdade de direito do Recife 26
de R .rrode 1870.
O secretario,
Jos Honorio B. de Menezes.
AA1BUCAN.
DE
Xavesafo cos eir por vapor.
Parahyba, Natal. Maco, Mossor, Ara-
caly, Cear, Mandali, Acarac e
Granja.
O vapor Ipojuc, commandantt
Moura, seguir para os porto^
cima no dia 31 do correte as S hora;
da tarde. Recebe carga at o dia 30, encom
mendas, e passageiros e dinheiro a frete at ai
2 horas da tarde do da da sahida no escripto-
rio do Forte do Matti'.s t. 12.
I'ei-aotc a cmara municipal desia cidade
estara > e;n praei ios das 2C, 28 e 30 do corren
te par.i seren arrematados por que;n menor pre :o
ofnrec9r, nao s a obra do concert di ponte do
MaduM. oreada na qvintia de. .1171, Como a de
noi pedestal n.i frenti ds calacmibas ullimamen-
te conttruilaq no c-uiiterio publico, oreada na
quanin de is : aquelles que preiendercm ar-
rematar tac; obras, comparecam nos referidos
dtais orno pac municip1, munidos de flanean:.
forma da lei.'
O;. oro*mentoS acha:n-c na secretaria da mes-
ma cmara, Mide rerid apresenlaos aos que qui-
7i rWl .:s.iila-los.
ftie da can ira municipal do ecile 23 de mar-
51 de 1370. I O Uinle portuguez Si/mpalhia, capitSo 'Antonio
Ignaiio Jotiuim de Souza Lcao, i Jos Casado, recaba carga miada a frete barato
Pro-presidente. trato-se tom Pereira Vianda & C. ra do Vigario
Francisco da Canuto da Boaviagem, n. 11.
Secietario. i -----
COMPANHIA PERNAMBUa\N
DE
\avegaco coste!ra por vapor.
Podo de Gallinhas, Rio Formoso e
Tamandar.
O.vaporPjrafti/ba, seguir para os portos aci
ma no dia 31 do correte meia noite. Recebf
carga, encommendas, passageiros e dinheiro a fre
te no escriptorio do Forte da Matfs n. 12.
Para
Oapani do porto de IVrnambuco 12 do
marco de 1870.
Em rtrlnde d 1 ordem de S. Fxc. o Sr. presiden-
ta d,1 provincia, faco publico pan conhecimento
dos navegantes o edital ahaixo transcripto qae^foi
remet ido S. Et. pelo Exm. Sr. prcsidentcjda
proviacii da Pari
retorta do governo. O Exm. 8r. presidontc
cia manda fazer publico que tendo-se ut-
limadt) 03 reparo- de que proeisava a barca Phn-
rol, acha si ella desde o dia 17 do carrente anco-
ra l.\ n mesma po Secr ..ria do governo do Para 23 de fevereiro
tl(. fftTO 0 secretario do govenio, Antonio do?
V.iraiiJa.
Jos Manoel Picaneo da Costa,
Capitao do porto.
Para o Porto.
Pretende sabir a barca portugueza Flix, e fa
Ucdo-lhe aignma carga contrata-se o restante
para fechar, com os consignatarios Thomaz de
Aquino Fonseea & C, ra do Vigrio n. 19, pri-
nieir" andar.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Xarcgaco costelra por vapor.
Goianna.
O vapir Parnhijba, seguir para r
porto cima no dia 26 do corrente.
as i iioras da noite.
!! cebe carga, eucommendas, passageiros e di-
nheiro a frete no asnriptorio do Forte do Mallos
n. 12.
3L
QECLARACOES.
- Pola contadoria da cmara mnuicipaldcsla
i lad, se declara aos propnett.no* de estabele-
dmenics de porta aberla, sujeitos ao pagamento
du i.iposlo municipal, que no mez de marco pro-
vindouro, principia a arrecadacao a bocea
d 1 oofre do mesmo imposto
Contadoria da cmara municipal do Recife, 28
de f ver ro de 1870.
O contador,
Ilv olilo Cassiane de Vasconcellos A. Maranhao.
ROSAS de toda as qualidadc para cra-
veiros ele.
Mr. E Pelucc lndt de rciirar.se no priflc.ro
vapor para a Efnropa tao'DWmo.MBo J_J"*n-
tas para acabar e assegura ao resplHavi pdolico
deMa prac^qte anas planta Ai mnilo novase
freaeas.pois viframeio direnira para.aqui e tem
mats'a favor do hom resollado a vingarem o tem-
pe rliuv.iso.
O 1'eHao lera lugar por Interven^So do agente
Pestaa sabbado 16 do corrent- aj H oras da
manha no caf commercial no largo do Cdrpo
Santo. iXJ
LEIIAO
m
Urna madrina de photograpbra de chapa
iotatra
Sepinda-feira S8 do corrente.
O agente Pestaa far lei 15.) por oonta e risto
de quem pWtencer, do .uma naqnlna de photo-
graphia de chapa inteira, o meltior que ha alten-
dendo sna perfeicao, e ser vendida no (lia se-
gunda-felra, 28 do corrente. s II horas da ma-
ulla* no largo do Corpo Santo junto ao caf com
mereial.
LEILAO
De umpnrte do engenho Bar-
ra, 'fregtiezia TeVca-tefr *de marco
agente Pato, levarla leilo por des-
pacho do Illaa. Sr. Dr. jaiz especial do
comraercio, em virtade do que reqaereram
os caradores ficaes da massa fallida de Luir
de Oliveira Lima Jnior, a parte do engenlio
Bnfra freguczla da Esoda, qne pertence a
m-snn nmsa a qual venda se torna recom-
mendadaj por s6r naqueMe engenho que
tem exceentcs obras e outras vantagvns
considera veis, aJni de ser prxima da es-
irada do ferro "j par ser terreno de gran-
de f.'rtilidade : leilSo ser enecluado ao
meio dia do dia cima dito porta da Asso-
ciaciSo commercial. ____.
mo^ilia.
mandado do
de predios, terrenos e
A Z$ do corrente.
O agente Oliveira far leilao por
Illm. Sr. Dr. ja z I* direi o da pnmeira vara cri-
minal e substituto da do cdfirmercio de 1 cidad,
- a requerimento dos administradores da massa
fallida df An nio Mana O'Conell Jersey, dos
bens pertencentes a esta 111 ssa e sao os se nin-
tes:
2|o" partes Jo .sobrado da resilendia e^eslabelc
e.imento do fallido ra Direita n. 45.
Um sillo em Motocob mb a b ira da estrada
passsndo a ponte, bem plantado de. coqneiros
now, com viveiros e em situaeao amena.
Um terreno no mesmo lugar com 4 casinhas por
acabar, bem plantado de cojueiros c com vi-
veiro.
Outro trn no no mesmo lugar sem beneficio com
frente para a estrada e no fundo a estrada de
ferro ao S. Francisco.
Urna casa de laipa na povoaca<: dos Montes, em
b-lla localidade e com estabelecimento com-
mercial.
Urna dita com frente do jijlos ra da Concei-
"0 da mesma povoaeo.
Ootro terreno no mesmo lugar.
Urna mobitia de Jacaranda constante, de. 12 oa-
deiras, 2 de bracos, 1 sof, 2 eorsolos o urna
mesa do meio d sala com pedras, e um espe -
lbo moldura donrada.
l'm piano de caria de Jacaranda, 1 me3a para
jantar 0 cadeiras de amarello usadas, trens
de cosinha.
Terca-feira 29 do crrante
as II horas da'm&nha ser efectuadof leilao
dos henssupra relacionados, na indicada casa,
ra Direita n. 45, 1* andar
Carvalbo Ffofftira saccam abre
Liatv e^Potto visto i praso, na roa do
Apol'o 20.
Jos Mara feJru-.i tfe\ma alfra le paral-Ju
ropa a tratar de sn saude.
AgradeSfmnto
Ku abatxo as+gnado declaro qne no dia 13 do
oorwnte deixef rm earteirs com a quantia de
20OJO0O ero urna noto do banco do Brasil, na Jeja
dos Srs. Figneired* 6 C, e por me constar pelos
meus eamaradas f luwathb dos volntame, a
quem os meamos seatores diziam, fa< o preseaat
agradecimento eoi que me assignn. ,
____________FfanCisrr> los de Sant'Atina.
Em um engenho perlo de Pao d'Alho mela
legoa, precisase de om pCofessor para eftsinar
primeiras letras e franeee ; ttmbem no merao
engenho urecisa se de dous feilorea e um coebeiro,
sendo portuguez anda mesmo sem habiliiaeao :
na pa do Mondego n. 37. da 3 bofas lia tar-
de as 6.
Q O r. .ostaMolfa de volta de sua via-
*^ gem da Europa onde dedicon-se s mo
lestias de senhoras, a partos e aFfeefldes
db aellej pode ser procurado em sua casa
^ ma da Jjiiperalrir. n. 9. D eeoullas
das 10 horas ao meio da, sendo gratis
n para os pobres.
Rtia da Itrip
Gaspar Ilute tem a honra de. participar
ao fespeilaVel publico que acaba de abrir
a nova 'pa'daria aema na casa supra-men-
cionada onde todos os alas desde as 6 horas
da manilla se encontrar o bem conliecido
e appieciado
PAO FINO ESPECIAL.
Ehcarfega-se'tmbeu. de quaesqu?r en-
commendas. ._______________
SYNOP8E8"
DR
Eloqueneia e potica
nacional
Acompanhadas de algumas nocoes de critica
Iliteraria,
Extrahidas de varios autores e adaptadas ao ensi-
llo da rtiocidalc Ifrasilcira *
pelo
Conego Dr. Manoel dnosla Honorato.
Preco... 4000.
DESCKPCAO
DA
llha do Bom fttsUfl da cida/ie de
Corrienles
E DO
Asylo dos invlidos da patria corri uina es-
lmpa e rnppa
pelo
Coneco Dr. Manoel d;l Costo Honorato.
Preen... 3KXJ
Acabam de chegar estas ol.ias recentemente
publicadas no Uio do Janeiro vende-sc na livra-
ria econmica, ra do Cre.-p 1 n. 2 defrontc do ar-
co de Santo Antonio
Preeisa-se atojar nina caaa as rnaaed-
cCes de Ponte dacWa it Afajjfcios, prefrr
casa com wtio ob sobrado : qu
singar, avi;e na ra da Cadera do BHfl^H
ou annuiMe por eaie Diario para wer procorado
Ifa ra do
ama ques.
Ama
M
citador.
Codorniz n. 8 precisa se de tima
eotmbar.
Manoof Iiz da V%.i solicilaur provisionado,
acceita panido das ca^as commefciaes, para ludo
qne dissar raspeilo ao sen empnego, e isto por
nodico tmer : pM ser procorlpv em na casa
na da Woria a. 94, todos os das das Gas t no
ras da manniSr, na ao meio- dia na sala ss au-
diencias nos dos uteis.
Ama.
Plreeisa-se de urna ama de leite : a trator na
ma do Imperador n. 5, apandar, on fasseio Ph
bliec b. 60.
PlltNIX PERfrAMHUC.%NA.
Comp&nhia d"trgurm ntftitimns r ttirestret
Ra do Commerato n. 34.
Capital Reis 1,500:000*000
SeguraJfhveis.
Mercadorias.
Navios de vella.
Vnpoits.
Predios.
Em vapores at ris 100 080iO0
Em navios de relia at ris 75:0OQfP00
Em cada predio al reis 1^0:000*080
Pernamhneu, 7 de mareo de 1870.
Pela compannto Plie.ni:. Pernambueana
I. J. Tai so.
F. Fl Rorses,
J. II. Trindade.
Nao mais cabellos brancos.
A tintura japoneza para finga os cabellos
da cabeca e da barba, foi a nica admhtida
Exposico Universal, por ter sido reco-
ahecida superior todas as preparaces at
boje existentes, sem alterar a sade.
; Vonde-se a 1(5000 cada frasco na
Una da Cada n. 51.
L andar
Os hachareis padre Esiani-lo Ferreira de
Carvalbo e Joao Augusto do liego Barros, tem a-
berlo escriptorio de advocara ra do Impera-
dor n. 57, entrada pelo caes Vinte Dous de No-
vembro, onde podem ser procurados para os mis-
teres de sua proflssao das 10 horas da manhaa s
3 da larde.
Advogam assim no foro civil, criminal c com-
mercial como no ecclesiastico para o que >e vao
habilitar com as provisoes do eslylo.
AMA DE LEITE
Precisase de urna ama de leite e paga se bem
na ma da Gloria n. R4.
AVISOS DIVERSOS.
3L
Pe-a recebedoria de rendas internas se fa.
I ii loa ne?te corrente mez e no de abrii
I .ro o futuro, que os coniribuintes do imposb
ostrias e profissoes tecm de paga-lo, li-
vre de mulla, e que fin lo o referido praso ser
lo com a multa de G 0|0.
Recebedoria de Pernambuco, 3 de marco de
1870.
O administrador,
Manoel Carneiro de Scuza Lacerda.
yanta casa da misericordia do
Reeife.
i secretaria da santa casa de misericordia do
li asirV. de ordem da lllma. junta administrativa,
11 convidad os prenles das e lucandas do col-
Agio das orphiias em seguida- declaradas, para
(pe venham n-querer a sua retirada daqnele cs-
tab eeimeuto, visto que j tendo mais de 21 an-
ii)i de idade, devem ter o destino recommendadu
pelo artigo 48 8 3 e 4 do respectivo regula-
1 Baria da Conceieao Azevedo.
etarra Cavalcanti.
:: Amelia Joaquina de Oliveira.
'i Rr.ilia de Mello.
Jolina de Castro Cirne.
pilla Mana da Conceieao.
7 Pr iG.vna Rodrigues da Concei?o.
COMPANHIA PEKNAMBGANA
DE
Jaretifo costelra por tapor
Mamanguape.
O vapor Mandah, commandante
Julio, seguir para o porto ac ma no
dia 28 do corrente as 6 horas da
tarde. Recebe carga, encommendas, passagei-
r 's e dinheiro a frete at as 3 horas da tarde
do da da sahida : escriptorio oo Forte do Matos
n. 12.__________________________________
Para o Porto por Lisboa
seguir em poucos dias a barca portugueza Nova
Simpalliia, de l1 dasse e marcha, por j ter
prorapta a uiaior parte de sua carga ; para o pou-
co que Ihe fall e passageiros, aos quaes offerecc
rio e excellentes commodos, rrato-se com Ral
tar. Oliveira & C, ra do Vigario n. 1, primeiro
andar.
Club do Monloiro
llavera reuni) familiar hje e o trem a
112 hora da manha
P. J. Layme,
Empresario.
Para o Porto
i. barca 7or de S, Simao sahir brevmente, por-
que j tem parte da carga engajada : para o reste
e passagens, trata se com os consiguatorios Car
valha A Nogueira, na roa do Apollo n. 20.
Declarapo.
O abaixo assignado declara que o contrato que
existe registrado no tribunal do commerclo,
como caixeiro de Jos Ribeiro de Rrito e nao co-
mo socio, como se entende :\ declaraeao feila
pelo mesm) tribunal, no Diavio de honlcm.
Recife, 23 de marco de 1870.
Leoncio Rodrigues Coliseo.
D. Rila Mara da Nilividade Magalbaes,
vinva do-major Flix Francisco de Souza
Magalhes, tcndn de |uocedtr inventario
dos bens deixado pelo mesmo seu fallecido
esposo, convida pois a todas as pessoas que
se julgnrem credoras do referido cas.-1 para
apresentarem seus litlos n contas, aftm de
serem verificadas c conlcmpladas no inven-
tario, no praso de 8 dias contados da data
deste, lindo os quaes ajto j atindela a
reclamaran alguma. Diilio :-im pede i lo-
das as pessoas qaa sao devedoras ao mesmo
casal de virem qnant antes saldar suas
contas dentro du mesmo praso, Ando os
quaes entregara ao seu procurador para
cobrar judicialmenle.
lle-ie, 22 de margo da 1870-
Na ra do Apollo n.iS, t andar, precisa-se
alagar nm eozinheiiv. pttga-se bom ordenado : a
trata/ d*s 6 horas da manhaa, as'.), e da: 4 horas
da larde em diante.
RELOGIOS PATE\TB IXGLEZPARA PAREDE
49-RUA DA CAD1A DO liric.ii.-F.-49
i; A. Deloiic^c.
Acaba de chegar una pore de refugio* paten-
te inglez proprios para salaou escriptorio, dos me-
Inores goslos, tem lambem pande sortimento de
relogios americanos para cima de mesa e parode.
por preco nloavel.
Roubaram na n&ite de 21 para 2, da casa
do abaixo assipnaii", dous cawllos, sendo nm pe
dr ezcoin. sarnelha ferida de um lao", e ouiro
ruco com nina Tcridn na sarrrlha e du? dons la -
dos : gratifica se com 50*. a fluem dar n iticia
delles na ra larga do Ros.rio n. 33, on n Casa
Porte lenlo Jos Gomes
liaza s-3

m lunuro no
Imperio do Brasil.
Grande exposiflfto aa cidade de
Cofdfcva,
REPBLICA A1GENTINA.
Ko da 18 do outabro de 1870 ter Ib^
gar a abertura da expsito nacional el
Cordova.
Previne-se, portanto, s todos os produc-
tores, agricultores, fabricantes, artistas e a
indas aquelles qne exerc.am qofquer iodos-
tria, qbe na dita np-sicSose rte^bem tod &
os productos d? iodo'strfa e ifricuUora
brasilaira, assim cont tedas as iq^cUms*
bleosilios que quiieriavreme ter.
Esles productos estao sentos dos direitoft
da (fandega na Repubnea Argentra a po-
derto ser dirigidos h rldade do Hosrk, da
onde serio transportados pelo caminbo da
ferro central.
Para hms e|>ficac5t's dirijam-se em ftor-
nambtici), ra da Cruz n. 3, ao consoladb
argentino.___________________________
AO PUBLICO
O' abanto assignado scienlifica ao respeitavel -
Mico e com espeeialidade ao corpo do commcrcio,
qne a sociedttde pie leve com os^Srs. Joaqnwi-
Feniandes da Suva Campos e Manoel jIJt da
Cosa Pereira, este romo socio de iudkstria
aquelle como eomunntliario no armazem de loara
ra do Crespo n 16. c que gyrou na raa so-
cial de Iluarte, Ranira A C se. aeaa dissolvida e
paflhada. flcando o abaixo .isignado com o es-
tcele imecto e obrigatto pelo pa.-stvo, desde odia;
Wde fevereiro do awwDte auno, dia em que-es-
piran o contrato qne havfam celebrado.
Recife 23 de mareo de 1870.
Reefnarrrino Dnarte Campos.
Adrogacia.
O bacharcl Joao Gon^alves da Silva
Montaroyos, ra do Queimado n. 33.
O abaixo assignado lendoo annnneie aoje pn-
blicado no Diario' dr Permtntmro sob a assignaUt -
ra Jo Sr. Remardino IXiare Campos, em qne
avisa ao re.-peiiavul curpo do comuKTOB desta
id de nao s liav.r sido dissolvida e patilluda
de?de 28-do mez ultimo, a soeiedade sob a firma
social Dnarte, Vreira & i., com estabcleciincnti.
de louca ra do Crespo n. 16, .na qual tra
socio cmmandilario o Sr. Jnaqahu Fernandes da
Silva Campos seoo lambem ter Picado a seu carca
todo o passivo da mesma soeiedade, apressa-sn em
declarar, que aquelle annnncio falso m su snas
afsercoes. por quanto, emlxira a dita sorifciade
houvesse flhalisado a sua duracMi nnquelln da t*
de fevereiro do corrente "anm>, e procedido ao &a-
lanco de todo o activo e passivo para .viilicarem-
se os compromisos e lucros sociaes, nao honve a
efectividad!- da parnlua d--. les, e a drenacao da
reponabilidado daqneiles ipialqucr dos respec-
tivos soeies-comoo :iie-ni'> Sr. IS'rnardino Duarte
Campos nao pr. lera. conlcsl.-.i' com prova atgnma
escripia, para o que o abaixo .-ssignado o convida
malo direetan.eiiie, sob pena de passar por ca-
lomnia.ior. E lanlu exaelo o qne alirnia oabaie
xn assignad", que todo (i.l.sacc.rl rafelMite en-
tre os socios tem conestido no modo pratico de se
cffeetnar aquella* dnas oneraaOcs, on abss si-bra
qual delle> dever succeder no mesmo eslalieleci-
mento atsumindo a respecliva responsabilidaik>, o
iQdemni ando os interesses de rada um, para o
3ue ao mesmo abaixo assianado ((jue de loaga
a:a tem seus lucros arcan :i!.adis na me codade. e por coosegiiinte com picirgaljvascs-
p.-ciaes) foi dito, que sm ia chamado a jui/.o, onda
neeessariamenie essa qnesin dever ser (WedKla,
como tambem nao su recus u ia faz-lo amigavel-
mente o mesmo abaixo assignado, fundador do
dito estabelecimento social, ss aignma prop'Sta
razoavel e justa llie houvesse sido Ma.
Recite 21 de marco d 1670.
.Moiioei fos (t Ovan Peiena.
"It'fCtUk
COMPANHIA
Preci;a-se de orna ama que .saiba lavar e co-
zinbar para casa de pouca familia : paga-se bem;
a tratar na ra do Vigario n, i'. 3o andar
LEILOES.
d^ plantas e arvoredos.
IHOJE.
ffl*rtlenlt ura franceza producto
d frica
1>E PLANTAS, camelias, magnolias, perori
as, ortencas, rosas etc.
\RV0RES, fructeiras de todas as qualida-'
des, dalias amarellas.
S EMENTES de ortalicas francezas e flores.
DOS
TRILHOS RBAWOS
no
RECIFE A* OjLIMDA.
Por ordem ea directora sao convidados
os Srs. accionistas para, no praso de 10 dias
uteis, contados do dia 29 do corrente, a
terminar em 8 de abril, effecluanm a 8."*
prestacao de suas aeces a razo de 10 0/0.
Para esse fim ser encontrado o Sr. tbe-
soureiro, das 11 boras da manbSa s 2 da
larde de todos os dias, no escriptorio da
eompanliia ra Nova n. 35 Io andar, entra-
da pela ra das Flores n. 14
Recife 26 de marco de 1870.
Joao Joaqtdm Alces,
i" secretario.
Na praca da Independencia n. 33 se da di
iheiro sobre penhres de ouro, prala e pedraf
jreciosas, seja qual for a qnantia ; e na mesma
asa se compra e vende objecto3 de oaro e prata
i igualmente se faz toda e qualqueN obra de en
iommenda, e todo e gualquor concert tendentt
i mesma arte.
0 abaixo assfgna lo previne ao publico c a lo
das as autoridades policiaes, que leudo trazidoem
sua companhia da cidade de Caiuani, alugado
por D. Maria de tal, um monini pardo de nome
Antonio com idade poseo mais uu men s de oito
ou nove aun lilho da re/crida 1) Maria, este
menino de^appareceu de sua companbia desde o
dia 15 do fevereiro prximo passad". som que al
hojo lenhi sabido do seu destino; pelo que desde
j protesta contra toda c .qnaluuer fraude, bem
como de usar em nomo da mai do dito menor
contra quem quer que o leoha em seu poder.
E por feso roga s autoridades, e as pessoas do
publico de que wndo noticia do referido menino
de dar parte no pateo do Carino desta cidade n.
9, segundo andar. 0 menino tem ps signaos se-
guintes: E' de cr, pardo claro, fornido do corpo,
cabello vcrmelho c carapinnadi.
Reeife 21 de marco de 1870.
/o(7o Ssceriano de Almeida Calanka.
AMA l>rec'~a sc Je un,a ama Para casa de
*- pouca familia, no pateo do Terrn. I,
taberna.
i'ozlnheira
-Precisase de urna cozinbeira ou eczinheiro,
para casa de rapazas solteiros ; na ra da Cadeia
du Rocife n. 67, armazem.
PEIIE-8E
Aos Srs:
Francisco de Salles e Silva.
Eustaquio Jos das Cbagas.
Secundino Prediliano Gomes de Oliveira,
o obsequio de apparecerem, a negocio de
seus interesse, no Bazar da Moda, na ftoa
Nova n. 90.
Advogado.
O bacharel FranciFco Augusto da Costa
mnduo o seu escriptorio da casa n. 69
para o de n. 3i na ra do Imperador,
onde ser encontrado das 9 horas da ma-
nhaa as 3 da larde.
Xesta mesma casa se encontrar nma
pessoa que se propoe a fazer cobrancas,
e que-se encarrega de qaestoes no inte-
rior da provincia.
TRILITOS URMNOS
DO-
Reeife a Apipucos.
Tendo principiado o novo systeta i da
venda de bilhetes as oslacoes, cessa^id >
assim a venda n s trens, roga-se aos Srs.
passageiros o obsequio de coadjivarem a
empieza em levar a efleito este sv-tema,
comprand.' seus billetes com a i mys.i an-
tecedencia, para assim evitarem a d- ;i i o quo
pode apparecer no caso de nao cstiMii dil-
les munido*.
As pessoas que tveiemde lomar o \tem
.nos ponlos de paradaRa Fornio-.i Piw-
ta d'Agua tero abondadede levar c seus bilhete, visto que oestes logares nao
lia estaco para venda delles.
Escriptorio da companbia, 21 de mar?
de 1870.
W. R'iwlinson,
Gerente.
Aluga se um andar de un sobrado da ra
da Praia : a tratar na ra da Imperatriz n. 63.
Ama.
Precisa-se de urna ana forra ou eperava que
compre e eoslnbe : tratar na rus Nova n. 44,
toja.___________,___________________
Aluga se o armazm eda raa da Praia n. 49
proprio para estabelecimento de carne secca : a
tratar na mesma ra n. 35, 2 andar. No mesmo
armazem se vende pma balanca com os novos
pesos j aferidos.
de aiarmorc.
Jti
roa I .s C'i'iizcs
. 11.
O artista Gamilto cha se estabeleeido na
cima, onde pode ser prueurado para
misteres de saa procissao.
easa
todos os
O baixo assignado declara ao publico que so res-
pndela ao estulto annuncio inserte no h. 63 des-
te Diavio, depals que o seu autor tirar a mascara
assignando o sen nome, pois que nao quero per-
der tempo com anooymos.
Manoel Luix da Veiga. ^^^
Fugio do engenho Tapera, magueafi de Ja-
boato, no dia 20 do corrente, o escravo Joaqun
que'lem os signaos seguintes : boa figura, bein
preto, 30 ann js mais ou menos, sem barba, ape-
nas com alguns cabellinbos no queixo, falla de
dentes na frente, baixo, grosao, ps peqneno e
cavados, tem urna cicatriz tk um taino de ma-
chado no dedo grande de um ds pes, rosto e ca-
beca um ponco compria, ventas grandes por
tomar rap; deve vestir palotot preto, calca pre-
ta ou nranes, chapeo de badil smzento, c seg*
o caminho de Govana, de onde foi, o onde dei-
xou a mulber ( forra ) no lugar a qua cnaraam
Ponlinha. Quem o pegar e trouxer a seu senhor
em dito engenho ser bem gratificado.
Precisa-se alugar ou compra-se urna casa
terrea com bom animal, oo sitio, desde a matriz
nova e por toda ra Imperial, ate fim da mesma
ra : a tratar a ra dos Ossofe na. 22 e 2%.
I
i*
b
Ama
Precisa se de urna ama para engommar : na.
ma do Queimado n. 12, 1" andar.
Perdeu-se da estagao dos trilbos nrfcanos
trajelo pelas ras de Santo Amaro, Nova Caba-
c. nraca da Iudependencia, Queimado ata aro*.
o Livrmento, um leqoe do seda parda e sandalo-
com lenjoulas de ac, tendo no centro as mwes
J B quem o aebou e qmz-r entregar, venha *
rna'da Cadeia n.5S> andar, que se gratifteara.
esquina
rita larga
Rosario.
^oarA ob jomas iCABTOA
K>rtant estabeledmento no seu genero, tem sembr nm sortimeto wn igual,j esqmna
presos qne nenhnma ontrft casa pode vender. 1^ j^a larga c
da qnalidade e do pre^o das joias cada ra ip^der-se-ha convencer da rtlMA.,
Gkaxante-se Mr tndo de lei. Compra-se uro, prata e pedras finas per presos milite rte^ Rosario.
A loja em atorta at4fts 9 feot llftM



i
Diario de Peraambuco Sahbado 26 de 'Mar^e de. 1870

j.'
A ESMERALDA
i *
LOJA DE JOIAS
&
figS*
Este antigo estabelecimento, completa-
mente reformado le novo, est as condi-
|5es de servir vantajosauente os seus fre-
*juezes, visto que acha-se prvido com um
esplendido sortimento de obras de ouro e
?rata de lei, assim como brilhantes e ou-
tras pedras preciosas, cujos prepos sao os
mais mdicos que se pode encontrar.
As joias compradas nesta casa recebem-
36 em troca ou compram-se com oequeno
bate
5 RA DO CABUGA N. 5
0 MAMVILHOSO REMEDIO DO
DE. CHAS. DE GRATH.
OLEO ELCTRICO
KING OF PAIN
O RE D4 1)011
PARA l SO \TKK\0 i; KXTR.\0.
Cura cholera e cholera morbus.
Diarrliea, (laxo do sangue, em um (lia. I Dor uas costas e nos lados, em dez mi-
Dores de cabeca, c dores do ouvido em utos.
s
n
Elle um preventivo seguro e eerto contra
a calvice,
Elle d e restaura forca e sahidad a pelle
da cabeca,
Elle de prompto taz cessar a queda prema-
tura dos cabellos.
Elle d grande riqueza de lustro aos ca-
bellos,
Elle doma e faz preservar os cabellos em
qualquer forma e posicao que se deseje
n'm estado formoso, liso e macio,
Ele faz crescer os cabellos bastos e com-
pridos,
Elle consena a pelfe e o casco da cabeca
limrfo e livre de toda a especie de caspa.
Elle previne os cabellos de se torearen)
brancos, .
Elle conserva a cabeca n'um estado de fsaj
eura refrigerante e agradavel.
Elle nao demaziadamente oleoso, gordu-
rento ou pegadizo,
Elle nao aeixa o menor cheiro desagra-
dare I,
Elle o melhor e o mais aprasivl artigo
para a boa conservado e arranjo dos ca-
bellos das senhoras,
Elle o nico artigo proprio para o pen-
teado dos cabellos e barbas dos senho-
res,
Nenhum toucador de senhora se pode con-
siderar como completo sem o
CABELLO.
Tnico Oriental
o qal preserva, limpa, fortifica e aformosea
Acha-se a venda nos estabelecimentos de
A. Caors, I. da C. Bravo & G. P. Maurer
A C, M. Barbosa, Bartholomeu d C, e em
todas as principaes lojas de perfumaras
a boticas.______________________
Preciosa ublicapo
tica,
AMA
Precisa-fiede urna ama para o servico interno
de peqaeoa familia : na ra do Vigarlo n. 5, ter-
cairo andar.
CAMA DA FE.
Ao$ ao^ooj^oo. .
Bheies do Rio i venda : roa do Catanga n. 1
vende Vieira & Rodrigues.
OJfflr
Grande sitio para
atagar.
Atuga-se nm grande sitio na ostra-
da doflosarinho, o qual tem muitos
arvoredos e grande baixa para ca-
pim ou creado de gado, podendo
sustentarlo vaccas por ter um grande
brejo ao fundo qne vai quazi estrada velba de
Beberibe do Jugar Agoa-Fria, tendo o sitio urna
ande freate para a nova estrada de Beberibe
fazendo quina na ponte que all existe. A casa
nova, tem duas sallas e quatro qnartos, grande
copia .quarto de creado, cocheira e estribara, tu-
do de pedra e cal e edificada ha pouco lempo.
Quem pretender qoeira entenJer-se com o seu
proprieiario o comraendador Tasso, em seu sitio
na Cruz, das AJmas at s 9 tiorae da manhaa e
depois no sea eseriptorio na ra do Amorim nu-
mero 37. *
PEDIDO
Pede-se encarecidamente aos Srs. Domingos
Theodoro Rigueira e ArisUdes Florentino Cavat-
canti de Alboqoefque (de Sennhaem), que venbam
ra do Vlgario n. li, a negocio que se precisa
ultimar.
Joaquim Rodrigues Tavares de Mello, praca
do Qorpo Santo n. 17, andar, vende cal de
Lisboa c potassa ca mais nova, e vinbo Bordeaux
de 1* qualidade,
juridi
4res minutes.
Dor de dcntes, em um minuto.
Neuralgia, cnrciaco minutos.
Deslocac/fes, em vinte minutos.
Caganlas indiadas, em dez minutos.
Oica e colvulses, cm cinco minutos,
lheumaiismo, em um da.
fc'ebre e libre intermitente, em um dia.
Tosses perigosas e refriados em um dia.
Plueresia, em um dia.
Surdez e astbou.
Hemonlioidas e brondiites,
Imflamacao nos rins.
Dyspepsia, erysipelas.
.Molestia do figado.
Palpitado de coragSo.
Reserve sempre este remedio na sua familia
AS DOENOAS SE APRESENTAM, QUANDO MENOS SE ESPERAD.
OLEO ELCTRICO O King of Pain (O Rei da dor) aquieta e positivamente dis-
"spa mais de differentes molestias e dores, e allivia mais os soffrimentos e produz um
ais perfeilo equilibrio no systema humano, o que nao se pade efeituar no mesmo tem
po, com qualquer outro remedio medicinal.
l^te multo popular rem:dio est agora usando-se geralmente, pela razo que
silbares de pessoas e tem curado gratis com o dito remedio pelo Dr. Grath e oulro
ais.
Este importante remedio nao se offerece para curar todas as docncas, porm
Uo somente para aquellas estipuladas as noseas direccoes.
Est operando nos principios da chimica e da eletricidade e por isso, est
applicavel para o curamenlo e para a restauracao da acfo natural dos org5os que so-
ffrem da irregular circulnco dos fluxos dos principaes ervos. Oleo elctrico O King
f Pain opera directamente nos absorventes, fazendo desaparecer as inchaces das
glndulas etc. em um tempo incrivel, breve sem perigo do seu uso debaixo de qualquer
rcomstancia.
O remedio urna medecina para o uso exlerno e interno, composto dos ele-
mentos curativos, raizes, hervas e cascas, taes como se tem usado dos nossos antepas-
dos, c das quaes tem grandes existencias no mundo, par* curar todas as molestia?
comente sabendo-se quaes ellas sao.
Foi um grande e especial desejo da faculdade de medicina durante muitos an-
nos de experiencia para aprender os melhores modos que se deviam ado Har para curar
as seguintes doengas, e que proporcoes de medicina se devia usar.
NICO.DEPOSITO EM PERNAMBUCO
NA PHARMACIA E DROGARA DE
Bartholomeu & C.
34Ra Larga do Rosario34
Comtaentario do Cdigo Cotnmercial Portu
giiez e Brasileo.
Vende-se na loja da ra do Crespo n.
2o A esquina da do Queimado, a impor-
tante e moderna obra sob o titulo de an-
nolltcdes ao cdigo do commercio porluguez
em 6 volumes pelo Exra. Sr. conselheiro
Dr. Diogo Pereira Forjaz de Sampaio Pi
aentel, lente cathedralico na universidade
de Coimbra. Os subidos crditos de que
goza muito merecidamente aquelle eximio
commercialista por sj s bastariam para re-
commendar to importante obra, quando
nao concorresse mais para isso a grande
vantagem de ser um ptimo commentario
ao cdigo commercial brasileiro (na falta
absoluta que ba de qua'quer outro) pela trio-
xima homogencidade de entre muilas das
suas disposices, e as do mencionado cdi-
go portuguez, que llie servio de texto.
Coi rei pressurosos. distincta moridade
do 4." anno da Faculdade de Direito desta
cidade e notareis jurisconsultos, a prover-
vos desse poderoso auxiliar para vossos
trabalhos da sciencia, e pelo preco eoramodn
de 205, toda a obra em6 vol.
Ne collegio da Conceicao precisa se de um
hornera idoso para porteiro,
ALUGA-SE.
Urna das lojas do sobrado da ra Velha n. 96,
que faz quina para o pateo da Santa Cruz, muite
xta para qoalquer negocio : quem a pretender
dirija-se a roa do Sebo n. 20.
Sublime publicaco Iliteraria
sob o titulo de Memoria do
Boui Jess do onte, em
Braga.
Acha-ne venda na loja da ra do Cres-
po n. 25 A, esquina da do Queimado a pri-
morosa Memoria do Bom Jess do Motile em
Braga, ornada de gravuras unas, segunde
edicjlo, obra da penna de ouro do mui Ilus-
trado lente da universidade de Coimbra, o
Exm. Sr. conselheiro Dr. Diogo Pereira
Forjaz de Sampaio Pimentel. Quem ti ver
noticia da extraordinaria devoco que exis-
te em Portugal para com aquella milagro-
ssima imagem, aflluindo sempre para o
seu magestoso templo em romaria o nume-
roso povo de todas as partes desse reino ;
quem souber avaliar as brilhantes desenp-
ces, e o bello estudo daquelle consurama
do jurisconsulto e eximo litterario portugus
nSo deixar de procurar, quanto artes pro
ver-st de um exemplar da dita memoria,
pelo diminuto preco de 35, na loja indica
da, onde ha pequeo numero deltas.
Na mesma loja cima ha ontras estampa,
muito perfeitas e grandes do dito Senhor
Bom Jess de Rraga, por prego commodo
_ O abaix'j-asMgnados, memoro? da commis-
sao eni-arregada dos festejos da recepcao dj 33
corpo de voluntarios da patria pelos moradores da
ra Nova, jnlgam nada restarem das despezas re-
lativa? a os ditos festajoj; mas ?e lia alguem que
nao fosse pago, queira apresenlar ibes a conta, que
immediatamente a s:>listarlo.
Thomaz Ferreira de Carvaiho.
Manoel Moreira deSonza.
Jo Leandro Lopes de Oliveira.
TODOS OS
DAS
TlffTlTRAIlIA
TINTURA
PRETA AS
TERCAS E
r;SEXTAS--FEI-
KAS
C'obranoa ce al liguis.
lia quem se encarregue da cebranga dos allu-
gueis de predios desta cidade por mdica porcen-
tagem inclaindo os ?ervicos de solicitador nos ca-
sos de despejo? judiciaes" podem procurar na. ra
da Gloria n. 94 das 6 s 9 da manhaa.
A
2S-HI4 DAS FLORES25
O doao deste esiabelBcimento tinge, limpa e achamalota com a maior
perfeicio possivel todo e qualquer objecto de seda, 15a, algodSo, em pecas
00. em obras, chapeos de feltro, palha e maoilha etc., ra mofo das fazen-
das e Taz todo o mais concerner.to sua profissao, tudo com brevidade,- visto
como se acha prvido dos neeessarios machinismos e petrechos.
Otto Schneider. i
I, VESTIDOS PBETOS
Sup rtes degorgur3o de ?eda preta bordada, o que ba de jrelhor.e >-
^mo :n Pernambu
'^JML^; o ara Jo, oa loja das
mi- ii de Vascell
Precisa se de um copeir ^ forro ou escravo,
de boa conducta, ou urna ama forra ou escrava
para cosinhar e fazer compras, para urna casa es-
trangeira de duas pessta?: a tratar na ra do
Crespo n. 19, l< ja'de fazendas.
AMA.
Precisa-se de nma ama : na ra do Pires n. a.
Precisa-se de um cocheiro que tenha piati
ca de taberna : na roa da Cadeianova n. 7.
Precisa se de um caixeiro de 14 a 16 annos
aue tenha alguma pralica de taberna : na travs-
sa di ma do Queimado a. 3.
AO ARMAZEM
- DO
Ra \ova n. .
acaba de chegar pelos ltimos vapores novas re-
messas dos seguintej :
Calcado francez *
Para senhoras.Botinas brancas, pretas, e de ou-
tras multas differentes cores ultima
moda.
Para meninas.Botinas das mesmas cores e qua-
lidad s cima.
Para homens.Botinas de cordavao, bezerro, ver-
niz, pellica, o melhor sortimento que se
pode desejar.
Para maninos.Botinas das mesmas qualidades
mencionadas para homens.
Para homens.Botas rucianas, meias-botas e per-
neiras.
Para homens, senhoras e meninos.Sapatos de
tapete, aveludartos, charlte, casemira
prcta, tranca de Lisboa etc. etc.
Para meninos e meninas. Abotinados fortes de
militas qualidades.
Quinquilharias
Finos artigos de Paris, de gosto e phantazia,
como sejam :
Leque* para senhoras e meninas.
Luvas de pellica (do fabricante Jouvin.
Espelhos de differentes tamanhos.
Perfumaras finas do fabricante Coudray. *
Caixinha de costura com msicas.
Albuns e eaixilhos para retratos.
Pulceiraj de ouro bom de lei.
Brincos e trancellins.
Hrrenles e chaves para relogios.
Botoes de punhos e de abertura.
Correnles e brincos de plaqu.
Bolcinhas e cofres de seda e velludo.
Caivetes e ihesourinhas finas.
Luneta?, ututos e grvalas.
Chicotes d baleia e de outro?, sortimento.
Bengallas de canna, baleia o junco.
Ponteiras de espuma para cigarros e charutos.
Escovas para f-to e para cabello.
Escovas para denles e para unhas.
Pentes finos de marfim para tirar caspas.
Pentes de tai taruga para desembaracar.
Malas e boleas de viagens.
Estojos com navalhas [ paraviagens.
Carteirinhas para notas.
Gaiolas de rame para passarinho?.
Abat-jour transparente para candieiros.
Oleados para mezis.
Molduras douradas e quadros.
Estampas de santos e cidades.
Bercos de vimes para crianeas.
Cestinhas de vimes para braco de"meninas.
Caixinhas de msicas e realejos.
Cosmoramas e lanternas mgicas.
Esteriocopos com interessantes vistas.
Objectos de mgicas e cordas de violas.
Jarros e flores de porcelana para santuarios.
Velas a gaz para lanternas de piannos.
Accordions e concertinas.
Diversos jogos tontera e allomaes.
E nutras quinquilharias senieltunte?.
Brinquedos para crianzas
Carrinhos de 3 e de 4 rodas para passeios, bo-
ecas de todos os postos o precos desde 160 rs.
at 2000u, e um sem numero de brinquedos de
differeiite precos psra intrelimento.
Para-evitar massante leitura de lanos artigos
exposlos venda nesle estabelecimento, o dono
pede ao publico em geral que se digne entrar de
passeio alim de verilicarem nao s a grande va-
ridade como os precos baratissimos por serem
odos chegados de conta prqpria.
CABELLEIREIRO FRANCEZ
51Eua da Cadeia do Eeoife51
^ Chama a attencSo dos seus innmeros freguezes, e do respeiUvel publico e
geral, para a segumle tabella dos preco* de sua casa, os quaes so vinte or centi
mais barato do que em outra qualquer parte:
Cabelleiras para senhoras a 250, Cadeias para relogio a 50, 60
300, 350 e. 400000
Ditas para homem a 350, 400 e 500000
Coques a 120, 150, 180, 200,
250, 300 e.....500000
Crescentes a 120,150,180,200,
250, 300 e.....
Cachos ou crespos a 30, 40, 50,
60, 70, 80, 90 e. .
Tranca de ,'cabellojpara annel a
500 e...... .
Tranca para braceletes a 100,.
150, 200, 25 e
70, 80, 90, 120 e.
Corte de cabello, .... i
Corte de cabello com fric$fr. .
320000! Corte de cabello com lavagem a
champou......
100000 ^rte ^e catellbcomlimpez da
10000
cabeca pela machina elctri-
ca, uniea em Pernambuco. .
, Frisado ingleza ou franceza.
. 300000 Barba. ......
r SSIGNATURAS MENSAES
tispeciahdade de penteados paa casamento
Bailes e golres
15000
501
50*
1000*
10001
501
251
O.dono do estabelecimento previne s
Exmas. Sras. e aos cavalheiros que ha um
salao para tintura dos cabellos e barba, as-
sim como um [empregado smente oceupa-
do nesse servico.
Recommenda-se a superior TINTCRA ik
PONEZA para enegrecer os cabellos e bar<
ba, nica admittida na ExposicSo Universal
como nao prejudicial sade, por ser vo
latil, analysada e approvada pelas -acadt
mas de sciencias de PARS E LONDRES\
BiBfii
*M^rf&
. tm N, .armKazenl da travessa d0 GorP<> Santo n. 25, ha sempre um completo
sortimento de objectos para carros, e que se vendempor precos moito rasoaveis, como
58J3H1 .
Vaquetas de lustros, grandes e muito boas.
Solas idem dito.
Oleado preto e de cores.
Colleiras de lustro o que ha de melhor.
Guarnieses de fino lat5o para arreiOs, completos.
Lanternas e vellas para as mesmas
Eixos patentes para sebo.
_________________________^^ Joaquim Lopes Machado 28Gamboa do Carmo28
Das seis e meia horas da tarde as onze da noute.
Nicolao Pungttore tem a honra de annunciar a o respeitavel publico desta ca-
pital, que diariamente estar aberto a concorrencia publica um grande cosmorama com
vanadas vistas e passagens dignas da alinelo de todos por acharem-se entre ellas
as differentes batalhas dadas pelas torcas alliadas contra o governo do Paraguay, como
ab3ixo se ver,
O annunciante* tem empregado todos os seus exforcos para que o respeitavel
publico encontr alli um bello passatempo mediante urna pequea exportula, tendo
entretanto direito a um objecto, gratis, de mais ou menos valor.
Todas as vistas seio mudadrs duas vezes por semana, sendo as quartase
sabbados. '
BrasilVista do Rio de Janeire tomada da Tijuca.
PortugalVista de Lisboa.
FrancaVista de Paris.
ItaliaVista de Roma.
DitaVista do borabardeamento de Gaeta. .
HespanhaVista de Gibraltar.
InglaterraVista de Londres.
AllemanhaVista de Ruda e de Pest.
NoruegaVista da caca da baleia.
28Camboa do Carmo28
DAS SSSE MEIA HORAS DA TARDE AS ONZE Da NOUTE.
Amassador.
Precia se para o Rio-Grande do Norte, de nm
amassador que saiba cortar bem bolacha ; quem
esuver no caso dirija se ra do Amorim n. 37,
em ca.-a de Tasso Irmaos & C.
As 51 rodas
d reos para pipas.
Veende-se no trapiche do Cnnha a 7* de dez
rodas para cima.______
O agente de leudes
F. G. de Oliveira, mudou seu eseriptorio
para a casa da ra da Cruz n. 53, primeiro
andar, aonde seus amigos o acharao prornp-
to para bem serv-los como sempre.
A LOJ.l D )S ARC05 DE ALVARO AUGUSTO^DE ALME1DA A C, ra do
Crespn. 20 h\, alin da grande variedade de fazendas de phaniasia de que sempre se
acha provida, tem actualmente om completo sortimento de fazendas pretas, proprias para
os actos da quaresma, como sej;m :
Ri:os cortes de soda preta de superior qualidade.
Gorguiao de sedapretos de diversas qualidades.
Srosdenap'es pretos de dilTerentcs qualidades.
Sedas lavradas.
Basquinas de seda preta de modello inteiraraente novos.
Ditas de guipure ricamente enfeitadas.
Pelerinas.
Fichs e mantas de fil para a cabeca.
Mantilhas brasileiras ou mantas de fil para cabeca, de modelo inteiramente-
novo.
Eil de seda branco e preto.
Guipure branco e preto.
Rales a vicoriense modello inteiramente novo.
Chapelinas enfeitadas de -preto.
Luvas de pellica preta para liomsns e senhoras, e outros muitos artigufl te
bons gostos e qualidades o que ludo se vender por precos rasoaveis
Tambera coniioia a ter um grande sortimento de tapetess, alcatifas e as wr-
adeiras estea dirasflparandia forrar salas.
HENRIQlili l'FLAGING
ESPEChL AFINADOR DI NA\OS-
recem chegado do Rio offerece seus pre. timos ao Illm. pub'ico tanto na cidade como cu
matto ou nos engeahos, pode ser procurado no salao de pianos e de msicas na t.-i
va n. 5 8 lo andar.
COSTUnEIRAS.
Na chapelierie des dames ra do Cabug n.
12, 1 andar, precisa-se de costureiras.
~~ ~~ -------T
PIIiULES
De vallet

As rHalas m Vallet, approv.dai pela
Academia imperial de medicina de Pariz,
safl empregadas com o maior ^a__^
xito para curar a chlorosis, |_y
e fortificar as constituiedea --------
fracas. Nunca este ferrugi-
noso ennegrece os dentes.
Para a garanta da toa autlienticidade,
o n orne do inventor Tai gniTadf era cade
pilvk com i msrgem.
Klj^ j em nio-Jminio, Dupomkelle; Cheto al.
I "o PnsAiGco, Htnrer C".
II I
35RA ESTREITA DO ROSARIO35
Fornece-se comidas para fora comasseio
promptidSo e manda se levar em suas
casas na ra estreila do Rosario n. 35, ca-
sa particular confronte a casa do Darbeiro
Na mesma caa faz-m-se flores para en-
feites de anjos para procissbes, sipos de
flores, rosas, capacetes enfeitados, e todas
as flores de panno e papel para ornamen-
to de igreja3 e andones ludo por barato
preco, wquets para noivas com fitas bor-
dadas a ouro, bandejas de bollos finos com
armaco .para casamentes e bailes, pudins.
p5o de l eufeitsdo para presentes e toda
a qualidade de doces de ovos tarnbcm en-
feitados, vellas ricas para baptisados por
barato preco, bouqwets- de flores de cera
para < nfeites de bollos e para offei tas.
A casa a,
h aro que
Advertencia
d_arua dos Pescadores 6 foreira ao
'nao pode ser vendida
respeatfcip laudf mip.
QUIMIUM LABARRAQUE
APPROVADO PELA ACADEMIA DE MEDICINA OK PARI2
O Quiniam Labarraqu, eminentemente tnico e febrfugo deve ser
preferido k todaa as outra preparacSes de quina.
Os vinhos de quina ordinariamente empregados na medicina preparam-se
com cascas de quina cuja riqueza em principios activos extremamente
?ariavel; parte disso, em raiSo de seu modo de preparacao, estes vinhos con-
ten apenas vestigios de principios activos, e em proporce sempre variareis.
O Qulnlum Labarraqu, approvado. pela Academia de medicina, con.
stittw pela contrario om medicamento de composicSo determinada, rica em
principios activos, e com o qual os mdicos e os doentes podem sempre contar.
O Qulnlum Labarraqu prescript com grande xito s pessoas fracas,
delibitadas, seja por diversas causas d'asgotamento, seja por antigs moles,
tas; aos adultos fatigados por urna rpida crescenca, is meninas qui tem diflL
cuidada em se formar desenvolver; s mulheres depois dos partos; aos velhos
enflaquecidos pela edade ou doen?a.
lio cazO de chlorosis, anemia, cores plidas, este vinho um poderoso
auxiliar des ferroginosos. Tomado junte, por exemplo, com as pilulas da
Vuut, produx effeitos maravaosos, pela sua rpida accio.
Deposito em Paria, L. FRERE, 19, rus Jacob
Ko-Jontinj, DDPORCHBLLI; CHEVOLOt. Penumlpuo, MA0RK1 I V
I
iu^B


Diario de Pernambuco Sabbado 26 de Mr< de 1*70
A6UIA NEGRA
BENTO MACHADO 8: C,
A AGUIA NEGRA animada com o bora accolhimento que teve em seus anonn
os, vem novo participar a seus freguezes que, acaba de receber um variado sorli-
caento de objectos de gosto os qaaes sero vendidos por precos muito razoavets, pois
quando fez os seos primeiros annucios, foi o que assegurou, e sena do e errar,
porque como j disse osla interesses ligada a urna cqsa mportadoraaesta praca, e
oor isso poder ter tudo especial e vender por precos admirareis,hama pots a atten-
vio de seos freguezes para os arttgos possa descrever: ...
Livros com o tampo de marfim, madre- Um variado sortimeats .ds ctarutetras e
jerola e tartaruga, proprios para missa. 'palliteiros de porcelana,
Garaflnas vazias propria3para presentes! i^ntos para voUarcte.
Tdispensaveis de paliaba e de couro pro- BengaIlas marfim> coosa esPeciaU
E
ttetou a lnia de Paredes Porto, a roa da Imperatriz n. 52, (PorU Larga) um bo-
nito sorUmento de toalhaide uho.para mesa, assim como os competentes guardanapos
quesevendema preto taixo. .__
PABEDES PORTO vende tasinhas a 240 o covado, fazenda de 500 rs, para ac.bar
na ra da Imperatriz n. 52. ,.. .,.
PAREDES PONTO vende algodSo com pequeo toque de avaria a 30oOO e 40OUO,
a peca, ra da Imperatriz n. 52. ., ..
PAREDES PORTO vende chila preta para luto a 160 rs. o covado na ra da Im*
peratriz n. 52. Porta larga.
CHALES
Vende-se chales preto de merino a 30000 fazenda superior* na roa da Imperatriz.
"PAREDES PORTO vetfde meias para senhoras a 20500 a duzia pr ter um peque-
no mofo, na na da Imperatm n. 52 porta larga.
PAREDES PORTO vende cortes de calca de casemira preta a 30600 e 4,3000.
PAREDES PORTO tero, para vender panno preto superior e casemiras de coreas e
pretas que vende por orcos comraodos.
CHALES, GRANDE PECHINCHA.
Che?ou a loja da ra Imperatriz n. 52 de Paredes Porto um bonito sortimento de
cbales chtnezes fazendas multo boas para senhoras traterem em casa, est vendendo
por 53000, esioacabando-se na
Loja do Leo.
prios para senhoras e meninas trazer nos
bracos.
Binculos da madreperola, marfim e tar-.
taru?a todos esmaltados.
Cintos largos de setim, cousa ioteiramen- i ^
( nova.
Sabonetes de aloatrlo.
Cofres de folhas para dinfeeiro.
Lindas caixas para costura.
Um completo sortimento de luvas d pe-
Fitas de sarja de todas as cores e largo-
as para lagos.
Talagorce pana-bordar.
Um completo sortimento de enfoftes de
Toncas, sapatinaos meias de seda e raais i seda para vestido,
oertences para baptisados. Perfumaras de todos os autores Fitas com nscripcSes proprias para bou- acreditados era oxtractos, pomadas e leos
tuet de noiva, e finalmente outros meitos objectos que n3o
Ricos vasos com p do arroz. possrvel mencionar ; mas com e vista se
Um variado sortimento de jarros de por- [ certificarSo do sortimento deste estabele-
-elana. cimento.
Aguia Negra, ra do Cabug n. 8.
Ama
Precisa-se de "urna ama para casa de $ouca fa-
milia : na roa das Crines o. 2>.
Precisa-se
de una mufbcr forra ou captiva para servir a
duas pessensoo lugar de Ganielleira : quem pre-
tender, comparece na rui do Livrafnento n. 36.
Ama
Na ro da Cadeia do Recife n.
de urna ama para rozinhar e engomma
CHA TONI PLRGATIVO E DEPlRAtJVO duvida dar bom aluguel agradando.
DE
SEGUROS
MARTIMOS
COXTHA FOCO
A Companhia Indemnisadora, estabelecid
esta praca, toma seguros martimos sobn
aavios e seus carregamentos e contra fogc
am edificios, mercadorias e mobilias: j
ra do Vigarion. 4, pavimento ter eo.
Bixas de Hamburgo
P.-r menos do que em outra qnalquer parte
vendera se e alugam- se : na ra do Imperador
n. 28, aruiazem do Campo*._____________ > :
Ama.
Na ra da Cadeia do Recife n. 30, precija-se de
urna ama para rozinhar.
Milbo noy chegado
da Aierica. .
Vendm se taceos rom milho mrlliT if.
dade, e ltimamente descarregado : no a>maze
de farinhn do caes 22 de Novembro, per fl
Gabinete Portugus '
ORA'ES.
Na oflkina de carites, a ra da Penha w**-
de-so urna laboleta e urna* QO peas bT.-,*
miudas di' prata, e tambem vendem-so alguns fer-
ros para uabaiho de ourives : a tratar na mespa
ofnnn?.___________________________________
Cantara de LisbSa
Soleira?. hombreiras e captis, o que "ha de ufi~
Ihor para frentes de predios : -venda u<1 aim-
zem da travessa do Corpo Sru)lo, de Joiquim Lo-
pes alahado & C. /' ______,
COMPRAS.
Compra-so
ATTENGAO
Precisa-se alugar urna casa terrea boa,
e que toaba gabinete ao lado, ou um so-
bradiabu bom, na ddade de 01 inda, em al-
gnmas das seguintos mas: S. Bento, ladpi-
ra da Misericordia ra do Amparo, ou la-
leira do Varadonro ; a pessoa que livor, e
50, precisa-se qUzer aiUgar) fc[xe q^h fechada com as
niciaes F. F. n'esta typographia, pots nao
2!Z
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C 5 & c c3' 2
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_'M 3 OT 3*
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cii%^iv'icn.
Cemposto das plantas as nuis odorferas e as
mais virtuosas dos montes os mais elevadas, o eh
t(mi purgativo fe Chambard, qtossue um^osto sa-
boroso e um arema sua.vissiino, e as propriedades
as mais nota veis sobre os embarazos dotstomago,
dos intestinos e do ligado o desobstwiente por
etreellencia na-consiipacao 3o ventre e nao tem
resguardo nenkam.
Depurativo special e directo da bilis e dos hu-
mores, refresca o sangue depurando.
O uso do'ci-CftajwlMS^ pode ser continuad*
por muito lempo sem o menor rece e sera m-
commodo uem mudanc.i no modo deviver.
I N'ICOTDEPOSITO EM PERNAMBCO
JPHARMACIAE DROGARA
M
BarCholvmen A C.
34RA LARGA CO ROSARIO3t.
Atuga-se um mtilatnho com idade e 14 afi-
nos, bom copeiro : quem precisar diri]a-se a'irta
da Imperatriz n. 69._________________________
Offerecese urna pessoa habitada paraloer
cobraca (dando fiador) nesta oapital e rws'ser-
toes dcsta provincia e nos das Alflgoas, Rio Oran-
de, Parah-}* e Cear : a tratar no caes do Ramos
numero 2. _______________
Agencia em Pemambueo
Do l>r. Ayer
Peitoral de Cereja
Cura a-ftithvsica e todas as molestias a'fi jurrllfca
Cur-6'Uloeras e chagas antiga-V-impigens-e dar-
tros.
Conserva limpa os -ctiello?.
l2lulas atbarticas.
Pnramenie vegetaes e sem mercurio, ew -se-
zoes, euram purificam todo o svslema bumaao
Vende-se^iffeciivatneBie em casa de SaameiiP.
Johnston *., ra da Seatalla Nora n. 48.
FAZEKOAS PARA A QURESMA
TRIUMPHO
/ =
=Ra
do Quei:tiiatlo7
DE
i BASTOS.
Preci-sa de urna escrava que saiba coziohar
o faser comprase o raais ervico de casa : na ra
da Cadeia do -Recife n. I.
dnas ou tres Tenezianas em segunda mao.porm
queestejam perfeits: a tratar na loja da ra .Nova
n. 43.
Milho novo
Vende-se era saceos grandes, o por menos pre-
to do que em oulra qualquer parle.; para ver i*
tra[iiche Dantas e para tratar, ra do Apello.
Cal nova de Lisboa
descarregada hoje do patacho Varia ; e vende
Joaqun] Jos Ramos, na ra da Cruz n 8, pm-
neiro andar._________________
Casa terrea.
Corabra-se urna casa terrea
da Madre de Deus n. 16, loja.
tratar na ra
Oompram-se moedas de curo e prata (le to-
los os valores, ooro e prata em ubras inutilisadas,
jrilhantes e mais yedras preciosas : na loja de
ourives do arco da Csncejao, no Recife. ^^
Cabelleireiro
Ra da Gru n. 24, V andar, por cima da
botica.
AntonioReflriguas Ramalho acaba de abrir
o^correnctarnublica wn espacosoe assetad) salao
rara barbear e cortar Sbellos, e afianza que nelle
encontrar) eus amigos, antigos tegnezes, e em
geral todos es que qeicerem freqoenta-h, agrado,
actividade e bom desempenho do trabaiho.
Obacharel Jo8-=Goncalves da Rocha ha re-
solvido estabelecer sea escriptario de advogacia
nesta villa do Cabo, owe poder ser procarado
em qoslquer dia e bora para o exereicio de sua
prnselo. Encarregae nao so de-negocios rela-
tivos ao ^iro destt comarca e seos-ttrroos, como
tambem ertenceotes as comarcas e termos da
Escada, aiorormoso e Agua-Preta, mesmo de
quaiquer outra com anca que perlenc* ao districto
deste tribunal da reiaco.
Ama.
Preosa-se de urna *ma que saiba hem cozinhar
e comprar, forra a escrava, para'casa de fami-
lia : a tratar na loja da ra Nova n. II.
Proesa-se alugar um oscravo de boa ean-
ducta para o-servico deiuma loja de fazendas : oa
ra do Crespo n. 20 A. ______________
O abaixo asoicnado avisa ao publies que tesdo
odlido lieenca -do Exm. Sr. -coaselhe*ro laspeetor
da thesouraria da lazeada eral,, para vender es-
tamplhas em san estabeteeknento-rna do Crespo
n. 23. polos mearnos preoos qw se vendem na re-
eebedora geral.-; asim pon>, podem as pessoa?
reidentos neabt cidade e ira della dingirem ao
abaixo assiftiado, suas eoeaoMMiidas em qualquer
quantidade que-asr pro:ii|tamul Manoel Martins .Pinza.
Chegou pelo uHima vapor da Etiropa o raaii bello soriimento de fazendas protas
mcoo sejara :
Grosenaples pretos de todas as larguras e qualidades.
Gorguro preto para vestidos, e que tem vindo de mais snperiar nesta faiendi.
Pequin da China, de seda pitra fweto com listras de setim o que ha de mais moderno
em fazenda preta para vestidos.
Mantilhas brasileiras de renda este njercadn.
Mderniques J croch preto com ricos lagos de seUm e de modello completamonie
Casacos dfl crofj^ preto?, compridoseon grande ro Ja e de regado que finge segunda
aia sobre o vesi'lo.
Ricas mantas pretas para cabeca de seuhoras.
Um grad-1 s-irtimentoiieil preto de seda com flores, neste mesmo stabeleci-
mento lambin l.a um grande sortimento de poupelinas de ricos ^ostos, sedas lisas de
lindas cores, saias hrdaas, finas para teohena, luvas de Joovta de todas as c res
para bomens e senhoras, grande sirftimcnio de eortinados bordados para cama e jan lias,
tapetes para sof, camas, panos, mellas, e grande sortimento das afamadas o^teras
da india para forrar salas, o existe na ra do Qoeimado n. 7.
Loja do Triumpho.

"f FALQUE
N'ESTA ARTIGA E CREDITATA
FABRICA

IIGIITli II CtlITlITIIIITI 101 MirilTI MIT1IIRTI II
curial be !!
De toda* as qualidades I
Da todoi os feitioi I
Da todas oa preces I
RA DO CRESPO
PUCOS TVslU.
INSTANTNEOS
Twevessa da Corpo Santo n.2S
AtWZEM
Ra _Nova n. 8, loja Antonio
Pedro de Sou/a Soares.
Baudeire, Machado & -C, avisan ao respeitavel
puliliro que nos lugares aurna encontrara no mes-
mo sempcQirande qnarrlidade de ditos pocos, e
que se aeliato habilitados pera vender por menos
que outro qu&lqoer, por isso que os recebera di-
rectamente d fabricante XaitoD, de Londres.
As vantagens que nfTenjcem os pocos instatUa-
neos sao : prirneiro, poderem *er collocados den-
tro de casa ou (oca, com o trateio de orna a duas
horas; segundo, /ornecerem os inesmos agua pa-
ra e abiiLdante. piadendo seren movidos de um
para outro lugar, guando assim eaovtn*.
Os annuDciantes o p.-eeL.-rao a iesportancia dos
referidos po?os depoia de collocados, satistaiendo
espectativa do comprador.
'" Em casa de~THEODOR CHRIST1
VNSEN, ra da Cruz n. 18, encoaram-M
ifiectivamente todas s quadades de vinh
ordeara, Boargogae e do Rheno.
"Barthooineu & 0,
CASA DA FOIITIIA
Aog 5:000
Bilhetes garantidos.
A. rst&do Crespo a. 23 e casas do costme.
O abaxo assignado, tendo vendido alm de ou-
tras serles, um iateira n. 28i cotn J004000 da
lotera (ue se acaiiou de extrahir a beneficio da
matriz s S. Benlo (U9*), convida os possmdo-
res virem receber na conforaiidade do eos-
turne sem descont algum.
cham-se a venda os felizes bilhetes garan-
tidos da .2' parte dai lotera beneficio da matriz
de Agu& Preta (tit'Vque se extrahir* segunda-
fe ira -ifi do correte r.iez.
Precos.
' Bilhete 6*000
Meio 3000
Quarto 15300
Em Mfcao de I00< cara cima.
Bilhete 5#>00
Meio 2*750
Quarto 1*375
Manoel Martins Fiuza.
AMA
Comaram-se e vendem-se diariamente para fra
dentro da provincia esenvos de todas a-? idades,
sores e -sotos, com tanto que sejam sadios: no
;erceiro andar do sobrado n. 36, ra das Cruzes,
togoezia de Santo Antonio.
U)m maito mawr vantagein compram-se
rocedas de ouro e prata : na loja de joias do Co-
-acao de Onro n. X D, ra do Cabug.
0 muzeo de joias
Na ra do Cabug n. % compra-se ouro, prata
pedras preciosas por precos mais vantajosos do
ru em outra quahroer parte.
Comp
ra-se
mcasas terreas as ras Concordia, Palma
Caldeireiro. Sanu Thereza e Santa Rita : a tratar
oa ra estreita do Rosario n. 35, cartorio.
Attenpao.
lpmpra-se una casa com 2 qnartos e que esteja
era bom estado, a preferir em S. Jos ou Santo
Antonio : a tratar na ra de Alecrira n. i.
Vr;NDAS.
Attenpao.
Vendem-se as colleoces do Liberal, dos
aonos de I85d 18t$l, encadenados: A
lmprensa, peridico publicado em I8, a
colleccao encadernada de Janeiro a setein-
bro do mesmo anno : O constitucional, a
colleccao encadernada do anuo de ISG1 :
quem quizer comprar, dirja-se a esta typo-
graphia.
LINGIAS!!..
J CHEGOU
a nova remessa das muito desejadas log
seccas, vmdas iio Rio Grande que se vei
no rmazem do Campos i ra do Impera-
dor n. 28, assim como : Iranias de ceblas
a 640 rs. cada urna, no mesmo armazem
vendem-se e alugase
Bichas de Hamburgo.
ATTENCAO
o
Vende-se o entonho Mussayba, livre e dftfaflV
barajado, e bem como a pro'priedade P^o preto
separada do mesmo engenlio : a tratar com o seu
proprietario na ruado Apollo n. 17, l"andar.
COSTURA
Acabam de chegar ao GRANDE BAZAR
UNIVERSAL, ra Nova n. 23 carneiho
viannaum completo sortimento de ma-
chinas para costura, dos autores mais co
nhecidos, ns quaes eslo em expsito r.(,
mesmo Bazar, g.irantindo-se a sua roa qu--
lidade, e iambem ensina-fe com peifeico
a todos os compradores. Estas raeebinas
sao iguaes no seo trabaiho ao de 30 costu-
reiras diariamente, e a sua pe ftiglo tal
como da mellior costurcira e l'aris. Apre-
sentam-so tiabalhea exeealados pelas mes-
mas, que muito deven agradar aos preten-
dentes.
'Vende '< lima luniita armacu tula de ama-
relio, e ciimi..^..,!;i. ,,i\.|.ii;. p..i.; vc'ia ou qus'-
quer outro estabelrrimenta, niesno a easa on
si : na yia da Imperatriz n. 39, ende>8C a i
so ou a dinhi'iro ; tr.itjr na nie>ii ra n. 42.
CAFE
Vende J ; jiin> J. -c Kanw>: na ra 4a Cruz
n. 8, t andar.
Precisa-sede urna ama para comprar e cozi-
nhar para duas pessoas: no largo da mrlriz de
Santo Antonio n. J2.
Vinho, 'iuxas, Xaropb e Tintura
j!. juwjdeba simples e ferruginoso !
i, Pomadas Kmpi.astro da mesma
l.'. .NTA PREPARADOS POR
8ARTH0L0ME0 & CA
Pharmaceuticos-Dhoquistab
PEiS14llliO
A Jurubeb : la pli:a e h'je recunheeid
corr.o o mais peileroso to.iico. cjido o melhr
JesobflrBfnte.e como Ulapplicida nos pnicimente
io lijja'loe baco, bejjaiiies, duresas, lumorM ioter-
oo especialmente ilo ulero,- hidropesas, erjii-
pea^eie.; b associada ao Trro mil os palliiai
corirehlr"e' ralla de mentriavo, deirr
jos do estomago, ele, < o rj-je disemo* ittestio
iunanieras curas importanles obt;ds Ma nossos
parados i hei? coBheoieSos e asado* pelos ais
K-ioi medien do paiz e PortanUfai lodos os
XSM depsitos distribuimos Mj|| folhetos oos
melbor ieai ponbecer linmim rJH"
I applicaio.
Precisa-se de um caixeiro |para taberna : no
Jargo da Saeta Cruz n. il__________________
ATTENCAO
a
5?a ra Nova n. 24 deseja-se fallar com o por-
tugaez Custodio Jos* de Oliveira, da freguezia de
Maizudo, a negoeo de sua familia.; e caso uiio
esteja nesta cidade, pode dirigir-e ao Pilar das
Alagoas, ;eu riiio Jos Antonio de Oliveira.
AMA
Precsa-se de urna pessoa livre ou sienvi para
comprar : a tratar na ra do imperador n. 79,
Joja.
0 CIBLRGIAO DENTISTA
Frederico Maya
Tem a honra de scienti&car ao respeita-
vei panuco em geral, e aos seus cliente.*
em particular que elle mudou o seu gabi;
oete de consultas' da ra Direita n. 12 para
\ do Queimado n. 31 prirneiro andar, com
a entrada pelo pateo de Pedro II, onde po-
de ser procurado para os mistere* de sus
profissao, todos os da; uteis das 9 hora.'
da manh'a s 3 da tarde.
Tambem previne, que.contina a prestar-
se a vontade dos clientes nao s na cidade
como nos seus suburbios, para onde as
idas ser5o precedidas de ajuste. Elle ga-
rante o bom desempenho e a perfeico de
seus trabalhos, o que j bem conhecido,
assim como as comtnodidades dos precos.
"TSTORlF
DA
Guerra do Brasil
CONTRA
A repblicas do Uruguay c Pa-
r;guay.
O* ttf'US primeiros volumes a*slsn}am-e or
10*000 reis.
Pagos adiautados.
Livraiia franceza.
"SEMANA SANTA'
Grande sortimento de livros para os offlcios da
Semana Santa
Encardenados de couro, marroqum e velludo.
Livraria franceza.
-----1---------1---------1------------------------------------1
AffiH.
. Precisa-e de urna ama para ca?a de ponca fa-
milia : a tratar na ra da Penlia n 23, 2* andar.
ttorfetiarie P.itr otea lt iltana
dcJitlo
Ha sessao hoje, 26 di oorrente. na ra da Au-
rora n. 70, t" aular, para a qual .-> convidados
por meio dedte tol js o- seniures so:io^.
Precisa-se de urna ama para coiinhar e
aomprar : o pateo do Camo, sobrado novo, que
: esquina' de Santa Tur-reta.
Precisa-se de urna
-:.dia, na praja do C
andar.
ama de leile que seja
8*IIKI n. 17, segundo
Vende-se tuna parte do engenlio Timb, sito
na freguezia de Maranguape do termo de Olinda,
com grandeMii alas, moeule a corrente com agua :
os pretendentes dirijam-se ao 3o andar do sobrado
n. 36 da ra das Cruzes que achanto com quem
tratar.
Sal do Assu'
Vcndc-se a bordo do palliabote Emita : a tra-
tar com S Leitao Irmios a ra da Madre de Dos
numero I.
---------------------------------------------------1--------------________________^_____
Agui.i negra
Cliegaram afina! para a agui.i negra as desea-
das machina? para ccslura. E' intil qnalquer
reeoromondacao ero quanto a bonJade e c,omnio
didade destas macbinas, por seren j bem coche-
cidos do publico : ra do Ca.'up n. 8.
Por 7004000 barato : vondese urna mn-
lata de iOannos com habilidad'?? : na ra de Hor
tas n. 96. Xa mesma casa ba outros escravos
para render-se.
Escravo
Vende e um bonito escravo de cor parda, sen-
do muito possantc ecnm boa figura, estando tam-
bem acostumado ao servieo do mar : a tratar na
ra da Imperatriz n. 60, foja -o Pavao.
Vende se diversos escravos pe^as, vindos do
Cear e do Piauhy, proprios para engenho ; as-
sim como diversos cabrocbas de 12 i 18 annos.
com habilidades e sem ella? e um casal de es-
cravos pardos garantindo-se a conducta : tratar
na rna da Cruz n. 53 e 83, 3 andar.
Jo> Maria Palmeira tem para vender em
seu eseriptorio no largo do Corpo Santo n. i, 1
andar.
vinho Bordeaux fine, caixa de 12 garrafas.
Aze te doce, ideni idem.
Lona de I* qualiJade, da Rusta.
BriHzoe', idem idem.
Brins, idem idem.
Kstampas de Santos em guadas -
Pianos de excedentes vozes.
Fio d i vella.
Enxofre.
Salitre.
"Cemento PoillanJ.
Dito Romano.
Vellas slearinas (spermacett-).
Pellos de carnHr .
Estopa pa a fard >s de algoda .
Cha llysson 1' qualidade.
Oleo de linhaca.
Laa barriguda.
Canella da India.
Fardos de fumo em foilia, t-f~ ':.!& de K far-
dos para cii.ia. .___________
Aviso aos fumantes.
Charutos da Babia.
Cigarros de S Paula.
Fumo caporal Civette.
Papel Job. ____
Sementes de hcrtali-
C6S.
9 9Ra d* I peratriz99
Na botica de C. Catao A C.__________
Tamancos do Port
Yon Ion-se Umancos e chinelia* do Porto pro-
prios para a edacao mveriiosa, taiiiancos da terrs
para hoir.em e senhora, de superior qualidade :
ua ra da8euzala-nova n. i.
Eogenho remla
\\nde- rent, com boas obras e em perfiito >udo,nit>
com agua e est a um quarto de lejf.ia da sja^ad*
via-ferrea de Gamerllra. .Vende se poftlOiW}.
sendo 8 nDOjOGO vista a I1:0!M)| em pagaiffihi
tos de 2:(iOOj annnae^. 0~ pie tendentes podom
dirigir-.'c a ra do l.ivramerH1? D, 19, a tratar esm
Laurentino Jo?f de Miranda.
J eordeiro prvvle:~i
Rna iJo 4}uelmado n. lJt.
v'ovo e variado sorlimento de perfuma i*:
finas, e outros objectos.
Alm do cwnplKo sorlimjnto de perk
oarias, d est provi
'oja doGorvJoiro Previderite. ella acabad
receber ttm outro sortimento que se ti
otavel pela variedade de objec tos ? icr
lade, quadades e eommodidadea de
,os; assim, pois, oCordeiroIY.jvidtvjU. ped
9 espera continuar a merecer a api
10 respeitavcl pa a ,; r.l
boa fre.':
lando elle de sua b. s 31:
4 baratera, Em dita ''' t .o
tpre ia n lo boro:
Aguadivi,; de E. 'u!!'1!'.!).
Dita verdadeira de nrraj & Lammau.
Dita de Gologne infleM anieriena,lTtL
jeza, todas des ro !liwrea e mis acreditado
fabricantes.
Dita de ler do lareisgeirat.
Dita dos Alpes, e vilete para toilet.
Elixir odontalgico para conservado -4
tsseio da bocea.
Cosmeliques de superior qualidade e che
os agradaveis.
Copos e la!::, muiores e tsenores, ct>B
pomada tina para cabello.
Frascos corn data japoniza, transpi.-d'
a outras qualidades.
Finos .extractos inglezes, atnerkaiiot t
rancezes em frascos imples ecnfeitadrv.
Essencia imperial do fino e agradavel &^
ro de violeta.
Outras concentradas e de cheiros i^
mente finas e agradaveis.
Oleo pbilocome. verdadeiro.
Extracto d'oleo de superior qoaJi ;om escolhidos cheiros, em frascos dy Jict
rentes tamanhos.
Sabonetes em barras, maioreg 6 meaert
para maos.
Ditos transparentes, redondos e em igt
ras de meninos.
Ditos mnile to">8 em caixinha paraba'b
Cajtinhae '.om bonitos sabonetes iml'.and
trufitas.
Dilas de madeira invernisada conteni I
um perfimarias, muito proprias. para prt
sentes.
Dita: de papelao igualmente bonitas, U
jem de perfumaras finas.
Bonitos vasos de metal coloridos, e t
jioldes novos e elegantes, com p de :
a boneca.
Opiata ingieza e francesa para decte.
Pos de camphora e outras differete.
jaalidades tambem para denles.
Tnico oriental de Kemp.
Ainda mais otjfue.
Um outro sortimento de coques di zk
ros e bonitos moldes com filete de vidriftc
s alguns d'elles cunados de flores e lita;
sto ledo* xpostos aprectacSo t
oe pretenda comp?
GOLLINHA6 E PUNHOS BOf' '
Obre*de mt.itogost ep*|ri
FlTcllae e filae para eh
Bello e vari
tos, ficando a !)^lPI||V'1 ?*
prador.


i
---- ...

V
Diario* de Pei-nambuco
A VERADE
55-
-Ruado Queiinado51
A VERDADE tendo em deposito grand'
quantmade de miudezas e perfumaras, e de
sejando apurar dinheiro e adquerir bfta fret
guezia est rssolvida a vonder rouitissim
barato, r por essa raio convida ao respe
tavel publico a vir competentemente mun>
do a sortir-se do bom e barato. Pois quar
4p a Verdade apparece, bulo mais de
app.irece-----
Grande sortimento de bonecos de cera
massa as mais lindas possiveis vestidas a o
racter.
Abotoaduras moderuas para col-
lotea ........
Espillos donrados pepnenos. .
Agulhas de osso paracrox a .
Pautes p?ra regac i com csntas a
Ricos globos para candieiro de gaz a
Otaaias a.......
Grande sortimento de objetos de
louca para brinquedo de menino
Garrafa com tinta a.....
Dita com agua florida verdadeira a
Dita com dita dita a ...
;'.:::;,> oaioleo debab.;sa a 500 e
Dito com agua de Colonia a 300 6
Garrafa com agua divina a. .
Franco com extractos finos a .
Lat lina a 120 e......
Sabonetas de diversas quali lades a
80, ICO, 210e......
Fiuas estovas para dentes do i20a
Lindos coques modernos a. .
Paos para gaz, dnzia a 240 e .
Escevas para fado a 500, 600 e
Ditas para cabello a.....
Penles para tirar piolho a 160 e.
Brincos de cores, bonitos a 160 e
Pecas de tranca ds la com 8
varas por.......
Oleo para machina de costura,
frasco a........
Peonas d'aco finas caixas a 800 e
Dita d'aco Perry, caixa a. .
Galao de algodo pe?a .
Lidos babadinhos e eatremeios
pe?a de 500 a......
Ditos de louga muito fino a, 120 e
Ditos para calca a 160 e.' .
Caixa com papel amizado a. .
Ditas com envelop^s a. .
Ditas com obreis a.....
Caixa enm agulhas fundo dourado
Ditas de ditas ditas a.....
Thesoura para costura a 2i0e
Gato com linha de marca a .
buha de cores ca novcllos (li-
bra) a.........
(Jarretis de linha Alexandre de 70
at 200..,,... .
Grampos muito finos com passa-
ros. duzia a.......
Cartas portuguesas, duzia a .
Ditas fraoeezas a 20200 e .
Pentes finos para segurar ca-
bello a ....... 32i
Ditos ditos de bfalo para alisar
a 240,320 e. B0(
Ditos para aparar pnna a -O
Rosetas pretas, par a ... 10(
Tranca de laa decaracol peca a 40 e -O
Fita de coz peca a 480 e 86<
Alfiaetes de latao a..... -0(
Sapatos de laa para crianca a 400e 8CK
Gravata de sedas de cores a 20(
Calcadeirasa.......
Grande sortimento de rendas das Unas.
Um par de suspensorio de borracha pot
100 ris !!t I! 1!
Na verdade rwx do *iielmad
D. Ai*.
32(
26(
32
1*80
32(
80
1530
10001
72(
50t
m>
.16t
32i
60i
2000
32<
70(
5(K
2
20(
TASSOIRMAflSftC
Venden em amia rmazens. no eaes do Apoin
n. 7, Escadha n. i e ra do Araorim n. 37? o
seguinles eneros:
Ac de Milo.
Millio em su'ca grandes.
Farello em saccas de 00 libras.
Chumbo de mnniclo ortido.
inr iMewl amaretl) para forro de narios.J
Machinas para descarocar algodao de ?*,
serras.
Kerosene em latas de 5 galSes.
Champagne do afamado fabricante Krug.
Hormouth.
Vinbo o Porto engarrafado.
Coac do afamado fabricante Gantier Frre?.
Pogo da China, caixinbas, 40 cartas n. 1. Extri.
Genebra ingleza tOld ton
Cimento Romano.
Cimento Hidrulico.
Omento Por'tland.
Gesso para estuque s.
Cannos de barro para esgotos.
Gradeamentos de ferro para jardins, calcadas u
Carros de mao para servic/u de armazens.
Garrafoes com 5 galoes de vinagre tinto,
dem com 3 paloe? de vinagre tinto.
Chumbo em barra.
Lonas da Russia.
Brinzdes.
Estopa superior para saceos.
Cabos alcatroados de linho.
Alcairao da Suecia.
Pixe da Suecia.
Esleirs da India.
Potassa da Rursia.
Agua Florida.
Balancas decimaes de torga de 150 a 230 killw.
sen.
Mijkroskope achroma-1O V>*-.
tisehen. ObietivLin- ., V-\
Barmetro e termos
'metro. Centigrade
reuomeure.
[dotnrada e toteada, ragleies, suissos eorisofaes-dos m?Ihore3 mais afauadui fabri-
cantes.
Vendas em grosso e a retalho. Em Pcrnambuco.
N.21Ra Neva. 21.
8<
6o
10001
MU
40(
105O(
2(K
24(
70(
48(
4(
28(
16(
50(
28(
50(
1(X
2X
3^0(X
Papel almaco e de peso, resma a
34400, 0500 e .*
Laa aiait fina para bordar, libra
Fita de algodo para debrum de
spaos, peca a.....
Ditas de 15a para debrum de ves-
tido, pega a ......
40501
6)55
16(
48(
KAPfi POPt 1YV*
DA
FABRIf A NACIONAL DA BAHA
DE
q
Teixeira Uldurico $ C.
Acha^se venda este ptimo rap, nico
pode supprir falla do princeza de Lisboa, por m
de mui agradavel perfume, viajado, e a preco
mais mdico possivel; e por isso 4em sido afsi
acolhido as pracas da Bahia, do Rio de Janeiro
em nutras do imperio : no escriptorio de Jaaqnii
Jos Goncakes Beltrao, ra do Commercio ni
bcblbs fniscimis
E crystal de rocha do Brasil.
F. di. Germana, recommenda ao publico, seus videos periscpicos aperfeicoa
dos; porque, com estes ^Mros, a vista descarnja, fettifica-se e nao a canea como com
os vidros ordinarios, lima vez escottiTrjrj um vidro, pode dorar rr. atmos, emtpianto
que, eom os vidros ordiaarios se est brigado a mudarlos todos os annos e os ter
'cada vez nwis grossos, o que aKera o cryjttalino do 6mo e dvtevmina quasi sempro do-
re de cabeca. 0 alcasce '-ordinario da vista perto de 30 ccBtimetros do ollio, e,
todas as vezes que o objeto est mais perto ou mais long, os ratos qne exalte sao
mai convergentes ou aMii divergentes'e a visao n5o perfetta. Um grande numero de
pessoas tem o defeito de fazer convergir muito de sorte que a viso nao disiincta.
Com a appVtraSo de meus vidros poVae ener estas difficuldades. Para os que tem
a vista curta e cojo crystaue 'iitui cDnmo (o qiw fas: ver bom, de perto, e mal de
longe), o que se rtiarra ulfppe, por nteio de um vidro concavo affasta-se o ponto da
vista, o que fax divergir os objectos e deixa ver t5o longe con as outras vistas, pitan-
do o crystalmo motto euato, oqw-sdecede aos qt tem cUegadu a urna certa idade,
o que se chama preshr(a, vsmiftednride longe qne leftcrto, t nao en-xergam senio
um nevoeirona distanda ofdirjrrfe da vista; cora sm vidro convexo, '.'stes euxcrgaro
to distmctamerite conyt na idade d* 15 annos. Servind*vse deates vidros quando e
vista principia eufraquecer, prerine-se o mal.
P. a. <-iermann eneerrega-se pela sua experiencia, tendente aos olbos, a es
colher, a -primeira vista, seja qual for a Hade c grao de vista, oculos proprios para
qualquer pessoa,
Para que sao fabricados estes vidros ? ?
Para a vista tnyope, (vista curta). Para a vista que nao supporta os raios
Para vista que se cobre de nuvens. I solares era grande claridade.
Para a vista que por roantes, v es- da da catarata
^aHrTasK- ** S-J-JSS^ escocer
de fraqueza.
Travessa do Corpo Santo n. 25.
Os acreditados cylndros atrericanos para pedaria, por dotts differentes systeraas.
Maclnnas para descaroear algodSo pelos-meinores fabricantes de New York.
Machinas de vapor syrtemn do locomotiva e palias para as mesmas.
Carnnbos americanos para transportar volumes em armazens. Tudo por Dre-
eos razoaveis.
TRAVESSA DO CORPO SAUTO N. 25
Joaqmm Kopes Machado & C.
mero 17.
Bichas hamburgnezas
Neste novo deposito rteebe-se por todos os pa-
quetes translanticos bichas de qualidado superior
e vendemse em caixa on porcao mais poqena,
e mais barato do que em outra' qualquer parte :
na ra da Cadea do Recife n. SI, 1 andar.
Ven Je-se pelo
deia do Recife n.
sen justo valor na rna da
58, loj; do Azulejo.
Ca-
Cevada
4o I.isbca e de snperinr qualidade
ra do Amorim n. 5\.
vende se na
Para a vista que os olbos 83o desiguaes.
Para a vista que um dos olbos myop
Para a vista que se turva com o traba-1 e o outro presbyto.
Iho e a leitura. Para evitar Analmente quo o crysUlino
Para a vista presbyta (vistagalon ). do olho se cobra de catarata. .
piras pira i mm
11Ra do Queimado.....11
AUGUSTO PORTO acaba de receber pelo ultimo vapor da Europa, superiores
sedas pretas proprias para os actos da quaiesma sendo :
Gorguio preto de seda o que ha de melhor.
Grosdenaples preto de diversas larguras e qualidades.
Mantas pretas de blond muito lidas para senhoras.
Tannos e casemiras pretas, pannos azues merinos, bombasinas. priocetas e aloa-
us pretas e de cores. v
\ Basqomes de seda e guipure pretos das mais modernas.
Vestidos de blond com manta e capella para nivas, fronhas de esgoSo e cam-
bala le Imbo bordadas, colchas de seda, dilas de seda e la, cortinados bordados para
Srdadas]ane sn{uh* para b3Ptsados, enxovaes para criancas e superiores salas
I Cortes de setim de cores I ditos de seda dos mais modernos.
Poupelinas de seda linh lisos e com listras gostos elegantes
Luyas de pelica prelas, de cores e brancas para homem e senhoras.
Malas de couro de todos os taannos para viagens,
Camisas bordadas e lisas para homens e meninos.
Grande sortimento de fazendas propinas p;ra fabric s de engenho que se ven-
dem muito barato, confiando ter sempre as afamadas
Esteiras da India para forrar salas, e tapetes de muitas qua-
lidades.
' H.....Ra do Oneimado.....11
Sortimento de binculos
para theatro, e oculos de
alcance pata o campo e ma-
rinha.
'tatw*..
Candido Alberto So-Cigarros da imperial
dr da Motta & C. fabrica de S. Joao
Lunetas, pince-nez e
face--main, ouro.prata,
tartaruga, bufahv ac,
etc., etc.
Tem tambem grande sortimento de relogios para parede, que dao horas e para
cima de mesa dos mais lindos modelo Relogios para algibeira, de ouro, prata. prata
eom escriptorio e armazem na travessa da Madre
de Dos n 14, tem para vender o seguintc :
Cemento PortUnd de 1" qualidade, o melhor quo
tem vindo ao mercado, barricas de 12 a li arro-
bas pnr 10000.
Vinhos Dordeanx das segninies qualidades :
St. Julin.
Fronsac.
Lormani.
St. Emilion.
Marfiaus.
Chatean de Bovcherello.
St. Lamben.
Lalonbere.
Jluplessis.
Cmor. .
Dearsesai.
Vinho do Porto de qualidado muito especial.
Az;ite duce retinado em caixas de 12 garrafas.
Fumos de todas as qualidades, se encontrar
neste estabelecimento em latas, rolos e fardos.
Papel de todas as qualidades proprios para ci-
gnrros.
de Nictheroy.
nico depoHio em Pernambuco caes da alfan
dega vellia n. 2, 1 anda.
Venden) se as casas da ra do Progresso ns.
2o e 27 (na Soledade) : a tratar na ra da Soleda-
de n. 56.
Engenho l venda.
Vende-se o engenho Concoieao, ontr'ora Canan-
duba, distante da povooro de'Jabontao tres qnar-
los de legua, me com agua, e 6 coieiro, tem bs-
tanle malla virgen), e. de circumferencia legna e
meia de ierras, a dinheiro g a prazo : a tratar no
llecife, com o Sr. Barroca na ra da Cadcia n. 4,
ou no mesnio etigcnho. com o scu propietario,
Jo? do Reg Dantas Cotitiiiho.
GAZ
Vende Joaquim Jrse Ramos : na ra da Cnn
n. 8, Io andar.
IM P E R A T RIZ
DE
Neste grande estabelecimento encontrar o respeitave
tm outra i pier parte, valo que os novos tocios deeta firma adoptaram osystjma de so vennderer
; armazetii p>>derao fiazur os seus sortimentos pelos mesmos precos que compram as casas estrangeiras.
derem escoiher.
Caiubmla susssa
__ UA S11AM. ce CJ.
grande sortimento de faiendas, do mais apurado gosto assim como de todas as de primeira necessidade que se lhes promette vender por precos muito mais baratos do aue
l\iii:iHO ; para poderem vender pelo custo, linitando-se apenas a ganbarem o descont. As pessoas que negociam em menor escalla nela loia
Para maior commodidade das Exmas. familias, de todas as fazendas se do os livros das amostras, ou se mandam levar em'suas casas, para 'melhor po-
COM 8 PALMOS DE 'LARGURA A 4:600,
2:000 e :?i03 RS.
Chegaram as finissiraas cambraias suissas
tranpar. ntes, sendo o que ha de mais fino
para vestidos o venclc-se pelo barato preco
e 1-5G0), 2*000 e 20500 o metro, tendo
tarr,bein das mesmas, porm inglezas com
; meama largura que se vendem a 1?0(0,
c Id^Oo metro, sendo apenas precisos des-
ta larga faienda para se fazer um vestido
4 ou i t/ metros, pechincha,
SAIAS BORDADAS
Vende-se um bonito sortimento de saias
bordadas com 4 pannos, assim como ditas
( promptas, de Sasinha, enesgadas com
bonitas barras bordadas a lia por precos
muito em ronta.
PAN'N l PARA SA4AS A IflOOO, 4A280 e
m rs.
Vcnde-se bonitas fazendas "proprias para
saias sendo com bordados e pregas a um
lado, dando a largura da fazenda o compri-
ment da saia e vende-se pelo barato preco
e 10900, !#S83 e i #600, cada metro sen-
do preciso apenas 3 ou 3 \t metros para
cada ala pechincha.
Oariiihos.
Vende-se mn bonito sortimento de cola-
rif.bos tanto de linho como de algodao pro
prutsfbn hom m,"assim como tambem um
bonilo sorUcoento dos mesmos para meninos
senhoras e todos vendem-se por preco
muito barato.
CatSLES OE MOg\MRlQUE A 1:280 RS.
Veode-se tota grande quantidade de cha-
103 de moeaatbiqoe, com padres escossezes,
sendo muito grandes e levesinhos pelo ba-
ral priu^o de LSi). cada um grande
techiucua por se ter feito urna grande
c-mpra.
a i anos e ea^enalras pretae.
O Prvao vend grande porcao de pannos
pretos do mais bario ate o mais fino, por
preco quo admira, assim como usa grande
sortimjtito dd casemiras pr tas para calcas sendo fazenda bastante larga e vende-se a
que v 'inl; por preco mais barato do que
outra qualquer parte.
GORGURAO PRETO.
Vi'.ntlo-ie o melbor goiguro de seda
preta jwra collete e vestidos, sendo nesfe
genero o melhor que tem rindo ao mercado,
mai. ii > ato do qu emoutra qualquer parte.
Vestido braaico* a a ** rs.
* O Pavo vende flntssimos cortes de tes-
ti4ts de cambraia oranca, ricamenta bord-
4D aaaita fasenda pelo.barato preco peto baratissimo preco deSOOrs. o corado.
de 12-M)00 rs. cada um, pechincha.
CASEMIRAS ESCOSSEZAS.
0 Pavao tem boni'as- casemiras escosse-
zas com quadros grados e midos e outras
lisas com listras ao lado, sendo fazendo
muito lina que se vende mais barato, por
haver grande porcSo.
GANGAS DS LINHO.
Vunde-sc ganga de linho com quadrinhos
muilo boa fazmd para roupas de homens
e meninos pelo barat) preco de 600 rs. o
covado.
PECHINCHA EM PANNO PRETO A 26100,
O Pao vende superior p3nnopre;o fino
para palito'.s, calcas colletes etc., pelo ba-
ratissimo prefo de 204 i0 ocovado.
CORTES DE CASEuTRA PRETA A 4:300,
O Pavao tem os superiores cortes de ca-
semiras pretas enfeita as pelo barato preco
do 40500 rs. o cort,
PECAS DE MADAPOLAO A 30500.
Pavao vende pessas de mnito bom
madapolao, tendo 12 jardas cada urna, pelo
barato preco de 30500.
PSCHIXCIIA EM ALGODO A 4*000 RS.
0 Pavao est vendeudo p-icas de algodao-
sinho francez, tendo 4 palmos de largura e
com 11 metros cada peca, pelo barato pre
de 40000 rs.
CAMBRAIAS BRANCAS A 4iC00, A PECA.
S o Pavao rende pecas de cambraia
branca transparente, tendo mais de vara.de
largura, com 10 jardas cada peca, faaenda
que sempre se vendeu a 70 e 80000, liqui-
da-se pelo barato preco de 40000.
ALPACAS BRILHANTES A 1^000 E 800 RS.
O Pavao tem o mais bello sortimento de
alpacas la.radas, com as cores mais deli-
cadas que tem vindo ao mercido e tendo
tostante largura, vendem-se peh barato
pnco de 10000 e 800 rs. o covado.
'oui palmas de seda a a >>*>.
Para o Pavao chegou um rico sorlimon-
:o das mais bonitas lasinlm com palmas
de seda te ido de todas as cores e pidrSes,
CROCHEL PARA CADEIRAS E SOFA'S.
O Pavo tem um g-ande sortimento dos
mais bonitos crochs para cadeiras, sofs
mesas, almofadas etc., proprios para co-
btir presentes e vende-se mais barato do
que em outra qualquer parle.
Algoo eufestado.
ALTAS NOVIDADES EM SEDAS
Chegou .um grande sortimento das mais
modernas poupelinas ou gorguro de seda j
e linho, com os mais elegantes padres que
tem vindo a este mercado: sendo mihs
e gratidas, lanto em cortes para vestidos
como para vender em covados, assim como
Vende-se urna grande porcao de algod5o ; m bonito sortimento das mais bonitas se-
sinho americano com 8 palmos de largura,Idas listradas, que se vende tudo muilo
proprio para lences e toalli.is, tendo liso e em conta.
trancado, que se vende por preco muito em j Merino de eordSo.
conta.
PANNO DE LINIfO.
Vende-se merino preto
2SSWS KK! SIS fl. o ~*
de cordo, pro-
colletes, pelo
URXM o covado.
R^ipa para es era vos.
OPa\5o vende um bonito soniuento. de
roupas para escravos.
AS POUPELINAS DO PAVO A 500 RS
Cbegaram as mais lindas p mpelinas de
13a com imitac3o de poupelin.a.1 de seda, um i
fazenda muilo leve, com as uui < lindas co-
res, sendo : verde, Bismarck, rxa, azul,
lyrio, clozento, perolaetc. etc., e vende-se
no de linho do Porto, qne se vendem de
700 rs. ate 14000 a vara, garantindo sa
que em fazenda de linho nao ha nada melbor
nem mais proprio para lences e toaihas.
PECHINCHA EM CHAPEOS DE SOL.
Chegou um grande sortimento dos me-
mores chapeos de sol de sedn, ingtezas
sendo neste artigo o melnor qne tem vindo
ao mercado, assim como nma grande por-
C5o de ditos de alpacas de todas as cores
e todos se vendem por precos muito ra-
zoaveis por haver grande porcao.
OS BALOES DO PAVO A 20000,
Chegou um grande sortimento de bales
ou crinolinas do feitio mais moderno, muito
proprios para vestidos enejados, que se
vende pelo baratissimo preco de 20000 rs.
cada um, grande peciiincha.
CRIiTONES MATIZADOS PARA VESTIDOS A 610
E 800 RS,
Para o Pavao chegaram os mais bonitos
detones escuros matizados, proprios para
vestidos. roup5o, chambres etc que se
vendem 800 rs. o covado. assim como o
mesma fazenda com padres claros proprios
para vestidos e roupas de meninos a 640
rs. o covado, sendo os padres mais mo-
dernos que ten vindo ao mercado.
OS SETiKS DO PAVAO
Vende-se os mais bonitos setiss de cones
e mais en<;orpadns, proprios para vestidas
tendo de diversas cores
FAZENDAS PARA LITO NA LOJA PAVO
Encentra o respwuivel publico neste m-
Ubelecimeuo um gran* sorinuentn defa-
tendas meta*, como svjara c^sis francr-
zas e iug zas chas pretas de todis a
CRETO.NES COM 10 PALMOS DE LARGURA A
2-J000 RS.
O PavOj tem urna nova remessa da mui-
to acreditada cretone, propria para lences
tendo 10 palmos de largura, dando na lar-
gura o comprimento do lencol e vende-se
pelo barato proco de 20000 o metro, sendo
preciso* apenas para um lencol um metro e
urna quarta ou metro e meio.
Chapeos a 10000.
Chapeos a 10000,
Chapeos a 10000.
S o Pavo vende bonitos chapeos de
todas as cores pira homens_e meninos com
a forma mais moderna que iiliimanifntc
tem chegado, peJo barato preco de 10000.
cada um, por terem chegado com um pe-
queo loqu de avaria, erande pechincha.
EM CAMISAS DO PAVO- A 40300 RS.
Vende-se um bonito sortimento de muito
finas e modernas camisas inglezas com pei
to e coharinhos da linho e punnos, pelo
baratissimo preco de 40500 rs. cada umi
e aos freguezes que comprarem duzias se
Ihe far umabatimento, garantindose que
fazenda que vale muito mais dinheiro, e
liquida-se por este preco por se ter feito
urna grande compra : assim como se vende
um bonito sortimento de ditas tambem com
paito de imho bordadas e ditas de algodSo
para todos os precos
braviante para lences a 2000. com 10
palmos de largura.
O Pa\3o veude superior bramante de al-
Grosdenaples. *
Sedas pretas lavradas.
Fazendas pretas de laa.
Para o Pavo chegou um grande sorii-
mento de grosdenaples pretjs de pura seda
qii. se vendjra de 10500 rs. o covado at
50 e 60000 ; sedas pretas lavradas de dif-
erentes precos e qualidades. la .siohas pre-
las, alpacas bombasinas, cantes etc. etc.
assim como um grande sortimcn'o de pan-
nos pretoa finos e casemiras pretas de todos
os prec,s u qualidades que se vende mnito
mais barato do que em outra qualquer
parte.
NOVAS PUI;ELINAS A 400 RS, O COVADO
O Pavao vende um grande sortimento
das mais bonitas poupelinas com listrinhas
de todas as cores e com lustre imitaco
de seda, facilitando esta bonita fazenda a
fazer-se um bom vestid) de muita fantasa
por pouco dinheiro, isto por ter-se feito
urna grande compra e vende-se a 400 rs.
o covado.
ROUPAS PARA HOMENS PARA TODOS
OS PRECOS.
N'este grande estabelicimento encontrar
o respeilavel publico om grande sortimento
de roupas, sendo palitos e sobrecasacos de
panno preto e cazemira, ccas e coletes de
bnm branco e de cores, que tudo se vende
mais barato do que era outra qtratqoer parte;
assim como um grande sortimento de ca-
rnizas francezas e ingleaas, e cerolla tarto
de imho como de algodlo e abundante sor-
timento de meias cruas.
qu i'tdades, faawaiii s de la de toda qne /"dan l ndo 10 palmos de largura, enja lar-
tem vindi,, proprias para luto, sendo lati- f,.ira d> para o comprimeuto do lenco!,
nhas alpaca* farra tase lisas, caflt2o, b"m -i"'4" precian para cada um. aenlqjcaaa de
basina. merinos, ele qne tudo se vmd s : o, i !/te para casal 1 1/metro,
por preco barato. ha.
Roupa por medida.
Na lqja do Pavo manda-se fnzer qualquer
peca de obra a vontade do regoez, pata o
que lera um perito alfaiate, responsabelisan-
do-se os donos do estabelicimento por qual-
quer falta que pessa haver, ipier por de-
mora, qner por qualqoer d-olteito na obra;
e para isto eaeootra o rtspeilavel publico
um grande sortimento de todas as fazendas
que desejar.
BRAMANTE A 1800.
Vende-se superior bramante com 10 pal-
mos de largura, proprio para ieafles dan-
do a largura d'sta boa fazenda o compri-
mento do lencol, sendo preciso para cada
om apenas 1 e 1/2 metros ou I fe-l/t- p*
chincha >elo preco.
loja do Pavo est, constantemente aberta. das 6 horas da manato, s 9 da ncrate*
ALPACAS LAVR\DAS A 60. 800 E
1,000 RES.
Chegou para este grande estabelicimento
o mais bonito sortimento das mais moder-
nas alpacas lavradas de todas as cores, que
se vendem a 10, 800 eGO res o covado,
assim como um grande sortimento de alpa-
cas lizas di todas as cores
CELEZIAS E BRETANIIAS.
Vendem-se as mais finas celezias de
linho puro ou pessas com 28 metros, assim
como, linissimas bretanhas de linho com
5 varas, por precos que fazem admtrar
em relaeco qualidade.
Basquinas.
Chegaro as mais modernas basquinas
ou jaquetinhas de seda preta, ricamente
enfeitadas a vidrilho, tranca e setim preto
tendo de todos os modellos, os mais novos
que tem chegado e vendem-se por precos
muito razoaveis.
ORGANDY COM SALPICO.
Chegaram os mais ricos organdys de co
res com salpicos o mais bonito qne tem
vindo para vestido, que se vende a 10280,
o metro, ditos brancos muito fines com
listras largas a 10000.
Cambraias brancas
Vende-se um grande sertimento das me*
Inores cambraias tanto victorias como trans-
parentes tehdo de 3^500 pee at a mais
tina que vem ao mercado.
ESPARTILHOS A 5|000.
Vende-se unrtoirito sortment dos me-
mores e mais modernos espartilhos tentb
do barato preco de 50000 at 8000.
CHITAS FINAS DE MO A 500 RS.
Vende se o mais elegante sortimento das
mais modernas e bonitas chitas tantd mi-
dai como gradas, com cores dars e es-
fDras, dando-se d>? todas moslfas.
FLSTOES BRaNQOS A 640, 800 E I#100.
Vende-se muito bonito! fustoes brincos
mt!it# flxfvel proprios para vestidas de
senhoras e roupa tn meninos e velde-se
f?40, 800 e 10*0 rs. o eorado.
Cassas a 1JO rs.
O r%3o est vendendo bonitas castas de
ores fixas a 240, 280 e 800 rs. o cavado.
a*.
lUGlVEl


O ario e Pernambuco Sabbado 26 de Marco de 1870.
f
(
i

<

i rimiH in
1 BA HA IMPKB TRIX I4 *
Esquinada rifada Aurora, em frente do caf Impcratriz.
JPestenovo e sumptuoso estabrtlecimutii... dufazeniUseiii.wiu-arao as Exmas.
familias tudo quanto possamdessijar, tanto em ani^s do auis rigoroso luxo, como em todas
s mais qaalidades de fazendas,
Alni dse acharen prvidos do que de melhor se encontra neste mercado,
por todos os paquetes da Europa, recehem din otauuuU) o que en artigos de moda e
do mais apurado gosto se encoutra em Pars, o jue vem cada dia augmentar s propor-
tfes de que dispoe este estabelecimento pata betu servir a sua numerosa freguesa.
Algodo largo para lences e toalhas de Ga todas as qualidades que costuma vir ao mei da i nlo ira mente nova para vestidos de baile.
ca Alpacas de todos o padroes e quali.la completo sortimento qr se pode desojar,
des tao variadas que se nao podem descrever. Guipte preto e blanco, diversas largo-
Albuns com msicas para collocar retratos, ras e presento para qualquer paaaoa de
Golias e punhos bordados'para seniaoras.
Guardanapos de hnlio pequeos e gran-
des.
Gorguro de seda preto e de cores.
Grusdfiaples preto o de cores, haven-
delicado
sima.
Atoalhado de linlio e algodo, branco e
de cores proprios para toalhas.
SB
Bas minas de seda pretas e rauilo moder- do diversas'qualidades e gostos.
aas, bem como de croclwt, lujo de apurado <_j"
gosto e faitio. Japonezcs para senh ras, q melhor gos-
Baloes de musselioa, madapoln, brancos to, efazen'la propria para as fesUs nosar-
decires, para senhora e meninas, rabaldes o passeios a tarde.
Bareges de cores variado sortimento. mi^
Babadinhos ou tiras bordadas em todas as Laaemhas de todas as qualidades, cores
e.gostus, nao ftcando nada a desejar, tal
o soninii'utociue exi>te para escolher.-
Lencos, tudo quanto pode baver desde
esgiiio ao algodo commam.
Loques de madreperola o osso, o mais va-
largaras.
Betoutina de todas as cores.
Bolsas de tapete para viagem, grande
variadade de tamstihos e gostos.
Bombazina preta de todas as qualidades.
Bramante de linho de II palmos de lar- nudo sortimento.
tjura, e todas s mais quaWades, Ligas-de seda, bordadas, para senhora.
Bretanhas do linho e algedo, grando sor- Lanas dJouvin, chegadas por lodosos va-
timento. pores, sempre novo soi uoento, quer m
Brins de Imho branco e de cores, do mais pellica para homeos o senhoras, quer etajtio
commodoao mais caro em qualidade, alBao- d'Escocia, brancas e de cores,
ando 9 que'ha de melhor na especie. tVf
Brins d'tfgodao completo sortimento e ^dapolo; intlescriptivelo grande spr-
variedade de pre;os. timetito que ha ueste genero, desde-o mais
qr elevado proco ao menor, qe se veede em
Cassas 6e cores, o maior sortimento, pri- poca e retalh i-por menos do que era ou-
mando pelo bom gosto e barateza, atientas ha qualquer paite.
s qualidndes. Manas de bltmde para noivas: o apurado
Cambroias brancas, tapadas, etrausparen- gosto dos nossos correspondentes em Paris
'.es de todas as qualidades e preces. habilita-n"s a dizer qie temos em nosso
Camfsinhas de cambraia de lirjlio e cassa estabelectmento o que do melhor se desa-
bordadas ricamente enfeitados para Sras. ja para vestir e ornar ama noiva.
Camisas para botrens e meninos, tao va- Mantas-pretas de bktnd.
riado-eort ment-que vai do mais ordinario! Mantas pura carros, com lindas pinturas,
madapolo ao roais perfeito bordado de k- Merinos pretos, trancados elisos.
ho e cambraia. Musselina brancae de cores, lindos eva-
Camisas de meia, de flanelia, brancas e i iau,s padroes.
de cores para homem. 33
Gasemiras pretas e de cores, o meteorl p-1nncs Prelos e de cores, desde o mais
que e pode imaginar, sendo d'isso a me-:barat0 ao mais superior, por preca multo
(bar frova o grande eonsmaio dellas na, Commodo.
tfAJBPIA ftft
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&A
^
4

&0 ClEtMAtJ
0
8-
(RAIVOE NOVIMDE
Quaado a AGUIA BRRNC.V, mais precfca seientificar ao respeitavel publico em
geral, e em particular a sua boa fregueria, da immensidadeSle objectos que ltimamen-
te tem recebido, justamente?quando ella menos opodefaiere porque esaa falta invo-
luntaria ella confia e espera na benevolencia de todos que UVa attenderao e relevar3o,
continuando portante a dirigirem-se a bemconhecidakja da AGUIA BRANCA ra do
Queimado n. 8, onde sempre aebaro abundancia em sortimento de superioridade em
qualidades, modicidade em precos e o seu nunca desmeuttido AGRADO E SINCERIOADE.
Do que cima fica dito sg couhece quo o lempo Je que a AGUIA BRANC V pode
dispr, empregado apezar deseas costos no desempenho lo bem servir a aquelles que a
honram procurando prover-se em dita loja do que necessilam, entretanto sem ennume-
rar os objectos que por sua natareza s3o tniis conbecidos ali, ella resumidamente indi-
car aquelles cuja importancia, elegancia e oovidado os tomara recoramendaveis, como
b- m seja :
oflicina da o^sa.
Capellas de flores, para notvas e bailes,
desde a mais candida flor de larangeira at
a mais imeressante grnaluV..
Chapelinlias no melbergesto,de todas as,
:ore boje preferidas pulas senlioras de!
alais apurado Mgor aa meda.
de crochet, para cadeiras e sofs.
de caseraira muko finos para
Paw:o
Ditas
mesa.
Peitos bordados de linhe, lisos e de al-
godio para camisa.
Placetas pretas e de eres.
Popelina do seda e linhe, com listras e
Chapeos pretos de veilude, para seofcoras, flores; fa7enda lindissima.
ultimo gosto de Pars. Piherinas psra senlioras, do ultimo
Chapos de sol, para swAoras a borneas, gosto.
de lodosos pre;o* e variados gwtos. i Porfumarias : os mais finos extractos o
Chaly ooc ricos pairos para Vfwtidcs.' que de melhor e'mais gradavel-se pode
Chales de todas as qualidades, avultado encontrar neste genero, e de mais fragante
numero e eo meno; vare*la.ile.go8ts, e eaavo no &lj>ato, tem-o PAYILfTAO DA
Gbitas, impossivel daK-revero-sertimen- AURORA, desde a verdedeira agua Flori-
;o e varieiiade de padroes e novos gostos, da st o mais fino Bouquet d'Avtour^ fioal-
ha neste artigo tudo quanto se pode desejar. mente tudo quanto deve oceupar e touca-
Cintos para senboras o-que se pode iraa-, dor de urna senhora de-^osto.
gioar de melhor.
Coques, o melhor no gosto e nos entei-
tes, varios tamanhos.
Colchas-de seda com borlas, o mais apu-
rado gosto e lavor.-
Ditas de fnstao branco e de cores por
precos commodos.
Corpmbas de cambraia, ricamente borda-
dos para senhoras.
Cortinads de cambraia bordados'3 de
fil,aque de m"lhor se pede desejar.
Colarinhos de linho borddos Je lisos, o
maior sortimento.
Damasco de 1.1a de 9 palmo s|de kwgura
'lindas cores e ricos padrees.
Espartilhoe brancos e de cores, para se-,
ahoras e meninas, o melhor r.este genero
-aenhuma Sra. deixar por certa
4e de tao precioso auxiliar
nm corpo delicado.
Entreraeios bordados.
Escomilha pr^ta.
Enleit-'s para cabera, ultima
Saias bordadas, branees, lisas e de cores
com folhos e-sem elles,-o melhor possivel,
fiahidas de baile, de todas as cores.
Sedas preas, de quadros, lavradas, lisas.'
de istias de todas as cores e qualidades e
o mais barato possivel.
Sarcelim de-todas as cores e quadades.
Tapetes grandes, lindes pinturas para 8
cadeiras, mais pequeos e de todos os ta-
manhos deseieveis, e em peca para co-
vados.
Toalhas de labyrintho, do maior e mais
fino trabalho ao mais barato. .
Toalhas de liiio e algodo de todos os
tamanhos, li-as-e felpudas.
Tailatana branca com palmas edeores,
'" faseada muito uova, e gostos delicados pro-
de muir prja para baile-
Corpinlios de cambraia, primorcsmente
enfeitados com fitas de setim e obras essas
cuja novidade demolde e porfeicau de ador-
nos os tornam apreciados.
Fitas mni largas de diversas cores e qua-
lidades para cintos.
Leques uesse objecto muito se poderia
dizer querendo descreve-los minuciosamente
por suas -qualidades, coree e desenhos, tal
o grande e variado sortimento que acaba
de chegar, mas para nao massar o pretn-
dante se lhe apresentar o melner.
Entremeios fm pegas de 1 tiras.
Gnipure branco e preto de diversas qua-
lidades e desenhos.
Cites de aipodao com flores e lisos.
Veos de seda para chapelinas e mcrata-
ria.
Meias de seda para neivas.
Ditos asertas de fio de Escossia.
Costumes ou uniformes para meninos.
Enxovaes completos para baptisados.
Capeliss brancas para meninas.
Grandes sortimento de flores finas.
Fil de seda, preto.
PERFUMARA
Grande e c.instante sortimento de dita,
sempre melb.or quajidade.
Lindos vasos com p de arroz e pinsel,
Caixinhas com ditos aromticos.
Bonitos e modernos pentes dourados
para circular o coque.
Bonitos brincos de plaquee. .
Adereces e brincos de roadreperolr.
Caivetes finos para abrir latas.
Tbesouras para frisar babadinhos.
Aspas para bailo.
Novos sterecscopos com 48 vistas, as
quaes sao movidas por um macbinismo
urnas substituem as outras.
Vistls para stereoscopos.
Bonitas caixinhas de vidro enfeitados com
pedras.
Ditos de raades'ra envermsada com vispo-
ras e com dminos,
Bellas de borracha pata brinquedo de
Touquinhas de fil, sapatinhos "boToados criancas.
e meis para ditos. Diversos objectos de .porcelana, proprios
CamJsinhas hordsdss para ditos. para enfeites de mesa e de lapinhas.
SORTIMENTO PARA A FESTA
eade-se pormenos de 10, 20 e 50 l
SO' w
A1IAZ1I CONSERVATIVO
1L 23Largo do Terijo.V. 23.
BE
SMAODflS SANTOS ir C.
Os preprietariea deste bem sortaio aTmazm de secco e molhados estad re-
sR*dos a fawpe urna grande dicainuico de pfeeos as suas meroadorias, como se apro-
xima a festa e sempre se faasra anteadas compras para o centro e praca, por
ase previnem ao respeiUvel puWico em^ral, que mande fazer suas despencas e cor-
tee de que vero a grande differeaca em pracos mais do que em outra qualquer parte
e^garantindo-se as supefiores qualidades.
GAZ AMERICANO ir50O aleta, e M&> -8EVADINHA E SAG 280 rs. a libra e
rs. a garrafa e 660 rs. e litro. '20 rs. o kilogrammo.
VINHO VfiRDADEIRO FIGUBKA 5(46? FAR8HA DE ARARUTA VERBADE1RA
agarrafa, e 4iSS00 a caaada e 800 rs o U- 640 a libra e Id400 o kilogrammo.
tro. | BOLAXBiHA 1NGLEZA MUITO NOVA a
DEM DE LISBOA daS'inelhoree marcas,1400 rs. .a libra e 800 rs. o kilogrsmmo.
400, 440 #500 rs. a garrafa, a 20800 e \ VELLAS DE ESPARMACETE 720 rs. o
3(5200 a caada, 660 e 750 rs. olitro. jfaasso, em caixa ha abatimento.
DEM BRANCO DE USBOA a 45000.' PHOSPHOROS M GAZ E DE SEGU-
a caaada e 360 a garrafa, e 840 rs. o litro. ?HANCA, 280, 400 e 560 rs. o masso,
VINAGRE VERDABEIRG DE LISBOA '-3i$200 e 60500 a groza.
LOJA
DO
m caz m
GALLO VIGILANTE
Itua 4o Crespo u. a
Os prpno^aroi (io-te bem conhfiiJu esiabek-
cimento, alm do* inuitos bjeet qun ttitham ex-
posto* a aprMiaclo do respeitavH pabliru, man-
-daraia vir oacabam d recuDer peh uiiimo vapur
da Europa um completo e variiidu >rliiueuio de
liius o inui dolicadis epecalidHilt>, as" quaes es-
tao resolvaos a vender, como n de seu costurae,
por presos muio baratinhos e i-momodos para to-
do, com tanto que o Gallo....
Muito superioru luva de pulhca, pretas, brau
cas e Je mu lindas core.
Mui boas e bonitas golliulias e punhos para se-
nhora, oeste genero o que ha de mais moderno.
Superiores penles de tartaruga para coques.
Lindos e riqusimos enfeites para cabecas da-
Exmas. senhoras.
Superiores trancas pretas e de aires com vidri-
Ihos e sem elies, esta fazenda o que pod^e have
de. melhor e mais bonito.
' Superiores e bonitos leques Je madreperola
marffm, sndalo e osso, sendo aquelles branetb
com lindos desenhos, o estes pretil.
Muito superiores meias fio Je K.smssia para s*-
nhoras, as quaes sempre se vender m por 3000ttj
a duda, entretanto que nos as vendemos p.ir 20,
aim destas, temos tambem grande sortimento de
outras qualidades, entre as quaes algumas muilo
linas.
lloas bengalas de superior canna da India
castao de marlim com lindas e encauladoras figu-
ras do mesruo, ueste genero o que de melhor s
pode desejar ; alm destas temos tambem grand'
uanlidadc de outras qualidades, como sejam, ma-
eir, baleia, osso, borracha, etc. etc. ele.
Finos, bonitos e airosos chicotinhos de cadeia e
de outras qualidades.
Lindas e superiores ligas de seda e borracha
para segurar as meias.
Boas meias de seda para senhora e para meni-
nas de i a 12 annos de idade.
Naval has cabo 'le marlim e tartaruga para fazer
barba ; sao muito boas.e de mais a mais sao ga
rautiJas pelo fabricante, e nos por nossa vez tam
bem asseguramxs sua qualidade e delicadeza.
Lindas e bellas capellas para noiva.
Superiores agu has para machina e para crox
Linha muito boa de peso, frouxa, para eurhei
labyrintho.
Bons baralho? de cartas para voltarete, assim
como os tentos para o mesmo lim.
Grande e variado sortimento das raelhores per-
fumarias e dos melhores e mais conbecidos per-
fumistas.
COLARES DE ROER.
Elctricos magnticos contra as convulsoes, '
tVilitam a denticio das innocentes criancas. So-
mos desde muito recebedores destes prodigiosos
collares, e continuamos a recebe-los por todos os
vapores, afim de que nunca faltem no mercado,
tomo j tem acontecido, assim pois poderao aquel-
les que dellos precisaren!, vir ao deposito do ga|>>
vigilante, aonde sempre encontraro destes verda-
deiros collares, e os quaes attendendo-se ao fim
Sara que sao applicados, se venderao com um mui
minuto lucro.
Rogamos, pois, avista dos objectos que deixamo?
declarados, aos nossos freguezes e amigos a virem
comprar por precos muito razoaveis loja do gallo
vigilante, ra do Crespo n. 7.
Cheguu ao antigo deposito de Henn Forstor >
C, rtu do Imperador,'um carr^ganv.lito a> gas
de primerraqnalida4b;o<]ual se vende o partidas
e a retaiho por roeaon preeodaque fra nv* qoal*
quer parte.
Sementes
De bortnlica novas esag a I0 rcis a libra,
no Balisa. na do Livranteoto n. t8.
ros lio adhesivo
A' venda na ra do Vigario n. I, primeiro
dar.
a oja do Passo
Os reqinssimoa corles de b)onde de 3eda co.03
ainta e capella para casamenic, stnic neste ar-
tigo o que se pode desejar de melhor e mais mo-
derno, lamben rhegaram os curtes de seda de co-
re n-vidade, e OOtrai n.uilas fazr,rlas de gosto
que chepaiam pelo ultimo vipor l'rancez, s para
loja do Passo a roa do Crespo n. 7 A.
E5CRAVQS FG1E0S.
Ftiio do enifi lili i Camal a-'il'C i :i freguezia
de Serioliacm periencenles a -Gaspar Mauricio
Waulcrley -os escravos srgiiititrs : Saamel.crioB-
lo baixo. grooo, nariz chato, diz sei da' Cosa por
ter pido o mprado pequeo. Joao Caboculo de ida-
de iiinta c lantis annos, p ehaftts, vtntas arre-
bitadas, estatura b.iixa, cor feixa la, ronca barba
e esta :ia pinta do queixo, Felippe mualo de ida-
de de 16 annos punco mais ou ri*n is, bajo, gros-
si, sem defujlo algnm, tcvp bixos em peqaeno. po-
rm ponro ajkarene ; por isso pede-se as autori-
dades policial e cap lies de carnpi a captura dos
iiiesmus e lvalos no mesmo engeiilm mi na rua-
da Moeda ii. 5. 2o andar escriptorio do Manoel Al-
res Ferreira A que serao gratitlcadna.
Fngio do engenho Boa vista, na c marca do
Camaragibe, provincia das Alagoas, o fseravn Ni-
colao, de idie 34 annos, altura regular, gross
do corpo, andar baceeiro. tem falta de denles na
frente, rosto largo, barbado, costuma as vi-zes Ta-
zer toda a barba, tem urna cicatriz na esta, e o
ps grossos ; este escravo anda infido desde o dia
16 de Janeiro do crreme anno : Da se portanto
as autoridades policiaes e a^s capiais de campo a
apprehensao d-sse esrravo, a entregar no enpe-
nno acim mencionado, ou ne>la |>r.'ca a ruado
Vigario n. 12, ou travessa do CurpoSanlq n. 25,
Io andar, que si gratiliear gneros,' lente.
COGNAC.
De superior qualidade da mui accredit*
da fabrica de Bisquit Dnboucbe & C., en
cognac urna das. quemis agurdente d'
cognac, fornecem para o co^summo A>
Reino da Inglaterra.
Yeude-se em casa de Th. Just. ra di
ommercio n. 32.
.gerfeico de qp*
Vistuarios bordados de usto brancos e
decores para meninos, de cambraia para
! baptisados, o que de melhor tem viudo a
-moda d esta morcado.
?ars, reeebida no ultimo-paquete. Vestidos de lia escoceza de 2 saias,
EsguxSo delmho, completo sortimento de novidade pelopadrSo, gosto eforma; ditos
w)dos os nomeres. j^e |nho .com barras de cores, e de cam-
3* fcraia de odres coma saias, 4udo ioteiraj
Fitas largas escocesas para cintos, vari- novidade, trazom os modellos juntos para
dade de rostos e lindos padrSes, mostrar a-forma de os fazer.
Fi ;hs de crochet, modernos com cintos Veos de blond para noivas e pretos para
e capas, o que ha 4q melhor. : loto.
Fil de seda, linho e algodSo, de ledos j Vestidos de l^iond para noivas.: podemos
os gestos o padrees. asse*erar as cossas Esreas. freRuezas, que
Ftwi3o de todas as cores e qualidades somoe os uniecs em Pernambuco qe pode-
grande sortimento. j m0s oferecer ao Ilustrado publico, o mais
Fianella braoca e de cores. apurad* gosto esa semelaaate materia, gra-
Flores, o que ha de mais rico, quer cas ao bom gosto do nosso fornecedor em
solas, qer era ramos, tem o PAVILHaO Paris, podemos garantir que oinguem ueste
DA AURORA um permanente jardim a genero o possue melhor, oem mais em
disposico das Exmas. familias. cunta.
E' dispondo d to grande e variado tortimento que o proprietartos do PA-
7ILBA0 DA AUROBA se apresentam ao publico declarando desde j que a sincerida-
de e o bom gostoo movel nico de seus negocios.
Prowdos de tudo e promptos sempre a prover-se do que por veatura lhe
eja necess.in'0. os proprietarios deste sumptuoso estabelecimento recommendam-se
aera receio de serem contradictos e proteslam esforar-se por connoar a merecer
protejo qtie se Ihes tem dispensado ; certos de que do seu estabelecimento nao sahira
o freguez descontente.
Contina sempre a officina de alfaiate dirigida por um dos mais habis artis-
tas, prompto executar com promptidSo e bom gosto qualquer trabaiho que lhe seja
confiado. Urna modista especialmente oceupada nos trabamos do PAVILHO D V AU-
RORA, dirige os que lhe sao cooceroentes, garante por seu apurado gosto epromptidao
aa execucSo e a mais completa perfeico nos seus trabajos.
A numerosa freguezia que nos honra urna prova de que merecemos o con-
ceito que se dispensa ao nosso estabelecimento, conceito que procuraremos firmar cada
vez mais. Para facilitar anda a'concecuco do fim que nos propomos, temos no nosso
sstabelecimento os ltimos figurinos de Paris, quereqehemus por todos os paquete?, os
quaes enviaremos para serem vistos as familias nossas freguezas, afim'de escolherem,
com o padrio da fazenda o gosto na forma.
Na officina de alfaiate, junto ao estabaJecimeoto, ha igualmente os figurinos
para homens que por todos os vapores se racebera. "^
E* este o modo porque nos apresentamos pedindo a Broeccao do illustradoi
publico e com o mais profundo respeito convidamos s e*.alfejr^wmas Sras. a visi-
tarem o nosso estabelecimento, certas de encontrarem oelle Dlo meaor Meco Dossive-
tudo que podem desejar. V mwrlVW..wv r
Mandramos caixeiros levar as fazendas eamostras onda lorem pedidas, visto'
nao podermo especificar todo quanto temos.
Aborto das 6 s 9 horas da notte.
00, 240 e 320 rs. a .garrafa, A400,
1^800 e 2,5209 a caada,
AZEJTE D(X2: DE LISBOA 900 rs. a
garrafa, e a .70 a caada, e 10340 o lro-
MATTEIGA tSGLEZA FLOR 04OO e
#80 a libra, 30060 e 20780 o kilo-
grammo.
DTA FRANCESA 960, ^00 6 850 rs.
a Ubra, e 20100, 10980 e 4^860 o tlo-
grammo.
OtTA PARA T2.MPER0 a .360 rs. a li-
bra, 10&2O o kilogrammo, em porclo se
far abatimento.
AMEfXAS EM LATAS E CACHINHAb
S MUITOS TAMANHOS 10280, 20500
fc.5500,40OO, 50500 a lata e a retalho e 10
a libra.
GOMMA.DE MILHO AMERICANA a 400 rs
o masso, e em caixa ha abatimento.
BATATAS NOVAS DE LIS80A 0 ra.
a fibra, em caixa fax-se abatimento.
6ERVEJA INGLEZA MARCA II 50500
a dezia e 500 rs. a garrafa.
IBEM BASS, VERDADEIRA IHLERSA
BELL, 800 rs. a garrafa e 90 a dzia.
VINHO DO PORTO ENGARRAFADO DE
Engenho Para'
Dete engenho Para, freguezia de [p juca, h'.gio
no dia 21 do correte mez o esfravo foaqojm,
crioulo, de idade de 20 annos, l> \i gura, sera
harha, cnbeija redonda, denles Uados, M cria de
Luiz Antuiiio Mnnteiro, da fazenda da Biea, fre-
guezia da Pedra, f> i vendido ao Sr. Manoel Ca-
valcanti de Albumierque Bairiio. e de-te ao mou
subriiiho Jos Alvos Marinho FalcSo, de quem o
houve por compra : quem o levar em dituu'iige-
nbo, ou ne-ta pra;a ra da Cruz n- ->1, lecebir
boa gratinca^o.
Jos Valenlini Vieira di- Mello.
Fugiu no dia 26 do fevereiro, |na r v escrava crioula de nome Belizaria qOP repaeseBla
ler iO annos, estatura baixa, com amada falla de
dentes e com nina sicalriz de quennailura no bra-
go direito. tendo levado dons chale* icndii nm
verdee oulro listado de azul e I-rano; qtu*m
:. capturar sirva-se leva la a falta de i -I; i
sitio de Jcao Jos Rodrigues Meri ..-. B I ra
da Madre de Deus n. 28, que sera n~- m rosan.ente.
recompensado.
Fugio do engenho Minhi cs, da rowirca de
Sanio Aullo, no da 20 de junho ro anno pa>?ado,
o escravo de nome Frar.celino, repieseiia ei :lfi
annos de idade, com os signaes segniktffl preta, baixo, corpo refercado, cara laiga, I u(apte
hartado, olhos pequeos, nariz BMto :.i'ado, boc-
ea regular, denles curto* e limado-, mi'iln |iri>s-
ta e andar apressado ; nmsta andar .. ls subur-
bios da cidade de Olintfa, engenho Fragmw, (!aiu-
c, Betieribe o Apiparos, acoulado |>oi JuaqjiiaB
Jos de Sarl'Anna, seu rmi?o literto. u qual ti ra
em sua c )mpanhia urna cab clh e filho da mes-
ma, e por^outro irmo'de nome Jos Bapif, que
bre, superior cha Hrssen, preto, e miudi- ,con^z""a Pf os lugares asnu inndirados,
nhn \hlh fi i .i. rjT alem de um outro socio de nome at Zirian..
nbjO. Vinhos finos de todaSLas_ qualidade? |da Silva, conbecido por Jo.- Pajed, p nr vinn".
daguella comarca. Rogase s aud ridarea p ca-
pilaes de campo que 0.1 pprehendam e o leven :';
ra do fangel n. 17, ou no engenho Mmfioras, a
BRACO
DO
DE
Ra do Imperador n. 26
Neste novo estabelecimento encontra-s*
diariamente um variado sortimeuto de bo
Itabos para cha, pastis, podins, bollos in-
glezes, pes de l. presuntos, ditos tm fiam-
ceiagc, licores, conservas,- champagne, cer-
veja ingleza, fructas muito boas, por-
tuguezas e francezas.
Um completo e variado sortimento de
caixinhas de todas os gostos e precos pan
mimosear senhoras, estas caixinhas recn-
tenteme chegadas de Paris sao de primora-
do gosto, ofl'resse-mo-las aosgalanteadoio
do bello sexo pois nellas aebaro nm digno
o serio presente para as donas dos seus
pensamentos. Tambem os apreciadores d<
boa fumaca encontraro charutos dos me-
lhores fabricantes da Baha e de Havan
sganos do Rio de Janeiro etc. etc.
Doces d'ovos seceos, christalsados e dt
calda, ditos de caj e de outras qualidades
Nesta casa r.ecebem-se encommendas pars
bailes, casamentos e baptisados e qualquer
encommendas avulss, como seja pao de \i
e bollos enfeitados e outros muitas couzas
que enfadonho mencionar.____________
BANHA DE PORGO DE BALTIMOOR i DIVERSAS MARCAS 40500, 10200, lie
720 r*. a ltbra, o 10560 o kilogrammo, em 800 rs. a garrafa.
porfo se far abatimento. GENEBRA DE HOLANDA E HAMBU*-
^RROZ DO MARAWHO E DA INDIA GUEZA 4 70 e 40 a frasqueira, e 00 rs. o
CEMENTO
0 verdadeiro portland. S se vende n
ra da .Madre de Deus n. 22, armazem di
Joo Martins d Barros.
enlregar a seu senher Joo Correia de Qoaifoz
Monteiro, que serio generosamente gratificad a.
Anda fgido desde 6 do lever.-im pr. xi-
mo passado o escravo Joao, preto, .islaiura balsa,
t*do picado de bexigas pelo rosto e falla de dea-
tes : levou vestido camisa branca, o lema mais
nutra de riseado de listas. (Jueiu o pegar leva-a ;i
praca da independencia loja de Pullo A Bastas,
que ser recompensado.
150^000
o kilogrammo e
e 440 rs. o
I20e rs. a libra, 260 js.
30400 a arroba.
ALPISTA 200 rs. a libra
kilogrammo, e 60000 a arroba.
CAF EM GRAO 60 e 60600 a arroba,
200, 240 e260 rs. a libra, 440 e 520ra. o
kilogrammo em saeca se far abatimento.
-SABO MASSA a 240 e 200 rs. a libra,
620 e 440 rs. o kilogrammo, em caixa se
faz abatimento.
MASSAS PARA SOPA, MACABRO, TA-1
LHABJN E ALETRIA, 560 n. a librare
10220 o kilogrammo.
BOLACHINHAS EM LATAS DE DIVER-
SAS CUALIDADES, bem como perola bri-
Ihante, combination, Francy-cracynel, mixed
Britania. Mdium, Fancy-nie-nac, a, b, c, e
oda a 10000 e I04OO, cada urna lata.
Assim como ha outros muitos
irasco.
DEM DE LARANJA DOCE AROMTICA,
110 a frasqueira o 10 o frasco,
QUEIJ03 DE WVERSOS VAPORES, a
30000, 20800 e 20400 em caa 4a abati-
rneao.
TflUCINHO DE LISBOA MUJfO ALTO
400 rs. a libra, e 880 rs. o kilocramme,
e 14JCMX) a arroba.
LINfiICAS FINAS PfiOMPTAS EM IA+
TAS 10000 rs. a lata.
LOMBODE PORCO ASSADO JA PROMP-
TO a 10000 rs. a lata.
CHA FIMO, GRADO E MIDINHO
30200 e 20800 a libra, e 60100 o kilo-
grammo.
DEM PROPKIO PARA NEGOCIO 20000,
25200 e 10800, rs. a libra.
gneros, vinho em ancorlas, azeitonas,
muito novas, passas e figos novos, charutos de diversas marcas, marmelada, feita pelos
melhores conserveiros em Lisboa, gela de raarmello, pcego, ervilhas, em latas, por-
tuguesas e francezas, vinho verde engarrafado retalho, peixe em latas, bem como
pescada, tainba, pargo, goraz, lula, corvina, vezogo, cavalla, sarda e aardlnhas de Nan-
tes. Oanella, cravo, ervadoce, cotm'nho, piraeDta, grandesmolbos de sebolla 10500.
Finalmente muHos outros gneros que enfandonho meocona-los.
J.A.M0REIR4D1AS
tem constantemente era seu armazem, ra da
Cruz n. 16, um completo sortimento de
Bolineas decatnaes,
b*u orisontaes.
Pesode ferro pelo systerna decimal.
Bombas California para pocos, as raelhores que
tem appareciaV at hoje.
Chamins de vidro para caoieiros a gaz.
Lonas de todas as qualidades.
Aga florida.
Graixa em Coins n. 97.
Vidros para vidraea.
Tnico imperial.
Fugio do engenho Bom-iardim, fn guezia da Es-
cada, o preto Mam el, idade 30 annos, ponen mais
ou menos, estatura regular, espigado, canalla- li-
nas, ps pequen>s, pouca barba, muio -allante,
tem falta de um pedazo de una das iirelhas d la-
do de cima, aqda sempre com o chapeo tumbado
para esse lado para encubrir a falla pq perfoeM da
dila orelha, deve estar acoulado em nm lugar cha-
mado Toca da Paca, em conftns da E-rada e Boni-
to, em um lugar quasi diserto, com urna cr oula
forra preta, gorda, e nariz chato, con. qium o
mesmo preto fugio, desconlia-se e.-iar no lugar
cima por dila negra ter ahi m Irman ; roga-e
portanlo as autoridades policiaes e ;i s -nrWes
capites de campo a captura de diu fcsrrnvii r* o
conduzam ao dito engenho cima, mi a enirecar
noRerife aos Sis. Rodrigues Almeida & C a roa
estreita do Rosario n. 47 ao vollar para > pateo
do Carino, que sei recompensado eortl a quantia
de Ausentou-sc a perto do dona mezes de casa
de seu senhor a e iionw Hara,
com perto de 50 annos de idade, alia, gorda, mui-
toregrista, fi^i escrava doSr. Dr. Ainaro, rm|4a
que anda nesta cidade e tem sido vi'ta no hairro
da Boa-vista e em S. Jos com lab<>lu*i na ca-
btca : quem a appreheuder o delta (i'dr dar no-
ticia exactrt, dirija ?e ao^tateo de S. Pedro n. II,
que ser gratificado.

PORTLAiND.
Vende-se no armazam anwrello de Vicente Fer-
reira da Cos'a 4 Filho, defhmte do arco da Con-
ceicio, em Lirncas graBes
PARA A FESTA
3 portas, loja Je feragm
*53-Bua Direita-53
Ifette pando estabelecimenlo, ha par vender
nm completo aormento de ferra^em, e miudezas .
finas e grossas, como sejarn ban.ija9 cbinezas! VENDE-SE ou arrenda-86 o engenat
lbar,o^arQUas, tedai"swiS ut) >marca do R'o Pormdso, prximo do em
ae,ferro como de porfianA nwinhospara.caf de b31"^6' com grades partirlos de paal t
aiyesos lmannos do rabncante Japy, pesos kilo- massap i roda da moerma, mattos manguei
iiimop.baarlMl0*jeat>M fjpi aaatrea 5t 1-_na roa _d Ataron n. 26, oq na d.
Leque de madreperola om seda, e todo? d.
madreperola, muito proprio para- n-i^as, chega-
raajJoja do Passo a ra do Crespo n. 7 A, a>
>im onio requissiimos chales de touquim de to
oas as ores, vestuarios bordados de cambrai;
para baptizados, meias de escocia (novidade) mui-
lo bonitas para as Exmas. Srai que gostam andar
de sapatinno raso e outros muitos artigos de gos
|o que o proprietarios deste estabelecimento toen
recebido.
Fuajo desde odia 16.1o corrate o bnnLi
Benedicto,;idade de .15 a 16 annos. o qual se in
titula forro, e.onsu a sen senhor ndar auoi pi la
cidade, tem o mesmo os seiiuintef .ign-s n
talla surrmdo, tem a bo,6e grande, heic-sans.
sos, dents quebrados, e J.eyou vestido camisa do
algodo branco, calca escara o rtiaf.n v> I!, ,e-
commenda-se as autoridades ou a quem i. apfre-
bender de leva-lo loja do sapatos de Imuwn
Pereira Arantes.
Estamph&s.
Veodo-se pa ma da Cruz n 8, I" andar.
t >
eiro Picardo, machvws, para desca-
alm de ontros artigos, de ferra-
^ciWfTws fleas, qa s com >
\]T ,MJWS*,>,B >o|a-A r-
il Benlo de Olivera BragaA (i.
rarjor n. 20.
-
Lagedo
"' "in ijii--------
Vde-se lagedopara calcadas e amazens por
prejo commodo : na ra do Apollo o. 4.
Para a quaresma.
m loja do Pao
Qs proprietarios deste importante estabeJecimea-
torecefcerao peto nltimo vapor francez ricos pos-
Umoes de gomiro preto muile- bem enfeitados.
jnlWamente iovidade, sedas e gorgurde* prel
Jemos sortiowdtO: completo, o melhor a desejar
Dirijata-sQ, pois, todas as pesspas que precisare e
eomprjr estes afligos, ra do Crwpo n. 7 A
Serenes de qu,em progos Dio sedxar de fa-
zer negocio, isto motivado pelo mnito sonimento
qne tcitfs.___________ ____________
tumo do eogeeboiKedro, Smh-zi : > C ho.
aoje 21 de mareo, o e*crao cabra de nome An-
tonio, altara regular, corpulent, r-:. I.iudn. br-
ba nova, todos os dentes, piorm Imisdos, r: h-iios
carapinhos, ollms grpnde*v arlz grif-so, bftm re-
gular, pies e persas bem fpitas, tem iHa ii,,-ij c
olh r baixo, filhq de Wapci 4 Parah)ba .1.. \, r-
te, e foi escravo d) Sr. Jn? Moreii., -i, Oveira,
pai do reverendo padre Saturnino >pv, u um es
vallo rudado'ftao, Inteiro'e gordo, nm -m-,-.,
eouro conreupa e um,pdQ granii..,- j-em i
quem o levar ao refetjp)) aBj}eo>, ou a la da
, tPraia n. !>0, andar.________/j s
Nogro tingiio.
Eefinaco.
_ Aoznl?' W
na da Soledle, de
vo crioulo, bino, k^,
nnm orno, par*c ama
sano
auaos
Ja p.-ota-
i buf nm i'-cra-
ar, tem um sipnal
ma, pouca bork
qBbtkA clnJa/w*rBWWO, fe io>de 7
i, iQvpa calfi aau) de afcrodao j> par*, ca-
- 4ih) bonet uzai
misa do n estno br__,
tro de macara ; inlga-Wwtar por atil i
ma pndaria e o asait^ssimado de^lo j a
ta eonti.qUem o tiwr aOoiaati), *saim imro |
n'ljr asroamW-a pm o Uonxcr a
sowicr.
Veado-so
uitop
fondos ; a tratar na mesma,
Maflotf -iorge de Souza,


.

I V1*
8
Diario de Pernambu^o Sabbado 6 de Mur;o de 1870.

LCTTEBATDB1
- ''
Poesa recitada p r oeeaalaa
da negada da &3 carpo de
roliintar'os da patria.
da palria affrontada os filhos la bravos
<:*>rreram gigantes a injuria a vingar,
ir bracos possanies venceram esc avos
Em latas tremendas emfero lidir.
A ferro repelleni. despresam melralha,
A'.s bailas sorrindo ja gaigim iriuch
Caen dslles ceutor,as na fcia batalha
a veacera ludo brasileas b'mdeiras'

A .testaros desima J sentem a foine
k muiros d'enlce e lies buscando prestear I
*]uc imptaraflagellos? Debalde os consom!
Shumens de ferrotodo ho de domar!
Cimsangue u mais nobre regarai a> palmas
y a furam colhendo por m5o da victoria,
; m d;i palria robora essas almas
Jfo co Llies luzia a estrella da gloria !
Sa elles! na guerra refulge-lhe a com
iiluos 3*0 todos do bravo Leo ;
Onlrwa cuaio elles as aguias de Roma
avara o-muiido ixando a amplidfio 1
) esies, povo, sao estes os bravo*
tantos combaleshroes lidadores
s ferros cortaran) de perto os escravos
De foro" lyraimosorrindo aos furores!
Cravai. os seus-Jeitos Dizei reverentes
Seus amas que a gloria passou'Bfeeiysol;
ti:, vos on! formozas, de floreJEolents
ri-lhes as frontes- crestadas ao sol.
Os kiliantes do Brasileiro
Par
Camilla f asidlo Branca.
(Gokiimiagao)
vin*
REVELACOES TRISTES,
A-qoella hora alta da noute, Angela,
-.ochada diante do sanctuario, pedia a
Virgem que Ihe inspirasseomelbor meio
aecuroprir os seui deveres na apenada
utoacao em que se va.
O a/ innocente d*esta mulher que se
Vjoelha como infeliz sem culpa, deve tocar
-> animo de qaem vai lendo isto, e ja
dosde o comeco do livro pende a d scon-
ttai da rirtude da esposa do brasileiro.
I. pois, lempo de antepararmos da invo-
', ...tana alevosa a milhor pura.
Na margem direila do Lima ergue-se
por entre arvores seculares o aniiquissimo
paco de Gondar, cujo dcimo oitavo senhor,
no tempo da invaso franceza, era Simo
Voronba Barbosa, capito de cavallaria,
gentil e valente, em annos Qorenti simos.
Ainda nao tinha dezeseis quando amou a
iha de om seu caseiro, cora qcem quem
.sar-se. Os prenles e o tutor debable
Rae anteposeram os estorvos- da le e ainda
ordens expressas da regencia. A mulher
jamilde chegou a ser-lhe arrebatada c
presa; mas a passagem da onda revolu-
..deja de Ponte do Lima; o arremecou-lhe
aos bracos a Tortuosa encarcerada. Cerlo,
enera! de petelo mandou um vigario
uue os casasse em sua pressnea, e galar-
toou assim a devoco, tal vea toreada, do
vapilo portuguez ao leo de Austerlilz.
Simo de Noronha foi ferido mortalmenle
bo reconlro de Amarante. A esposa, que
i acompanhava, quaado o vio acamado e
ibundo entre as garras dos patrilas,
uie cevavam suas iras mais encarncela-
meule nos jacobinos, morreu de poro
terror, sulocada por um golpho de Jige.
. urna dalga a alma d'aquella filha ao
povo. .
\ pledade d'alguns populares salvo o
laDte. .
Apoz seis inezes de curativo, rccolneu-se
ao seu paco de Gondar, e levou comsigo
i esqueleto mal escamado de sua mulher.
Das depois, entrou n'ura mosteiro, e
smorlaihou-se no habito de novico bene-
dictino. c. .
Antes, porem, de findo o noviciado, Siraao
o casualmente sua prima D. Mana
ti Antas. Era urna senhora de formosura
rara. Nao direi que o rasgar o uovico o
Labito fosse um preito digno d'esta nota-
iel dama; nem rae espantara que toda a
t-onaregaco benedictina despisse as tnicas,
e os frades se esmnrracassem por amor
d ella. Mulheres assim aluiriam convenios,
se Ibes fossem consentido visitar os primos.
Por um de *seus cabellos arrastaram c m-
funidades, e, d'om volver d'olhos, con-
sarnmariam a empresa que nao baslaram
seculosa \ingar.
D. Mana d'Antas, filha d'om desembar-
tor da supplicaco. irouxcra de Lisboa,
, vi.,le e finco annos, o coraco ja ner-
i meado. Os seos coslumes e manhas nao
editicavam ninguem ; mas endoudecia
mais guapos e galhardos fidalgos
Minbo. Alem de bella e palavrosa, a Q-
dalga d'Antas, era guapa cavalleira, mon-
toava lobos, matava patos bravos, e tinha
de mulber, apenas, a cara que fleana bem
.num anjo, e as fraquezas que venceras
a rebelda dos demonios.
Simi) de Noronha, em 1812, ja morva
ao seu solar das margeas do Lima. O es-
queleto da esposa e o habito de novico
eram apenas urnas lembrancas de nfor-
unios remotos. A casa ameiada de Gon lar
recebia a luz e os aromas das primaveras
tovas pelas rasgadas janellas onde, as
\ezes apparecia ama mulher alia vestida
de br'anco. Era D. Mara d'Antas, nao j
tunosa, mas prima, titulo respeitayel com
que ambos se abroquellavam da infamacao.
t porem, de notar que nenhum se
oroecupava dos rumores pblicos acerca
d'aquelle viverem sse desligados d'outros
parentes sob o mesmo tecto. ;
Devolvido oto annos, a calumnia ja li-
sta mais onde morder. Maria d'Antas, sam
nejo nem resguardo, apparecia com urna
ereanca d'um anno nos bracos.
Mas esta ereanca, antes de prefazer dous
4Q00S, ficou sem mSi. As jaoeila do paco
d Gondar fecharam-se oulra vez
de Noronha desappareceu, emqaanto
reia Daro.hial se entoavam os responsos
ftta da eca de D. Hara. A ereanca foi
irn-ada Vianna, onde viv.a casada urna
rm5a do fidalgo. E o espanto geral dos
ribosoio deslio de cavar na sepultura
L tapo* desvairada at. dsscobnr que
% Sma vertigem de cume, fra
agotada.' Isto de cavar na campa
Kcrta vem aqu figuradamente
profmoa a sepulttu'a le D. Mara. O caso
i.iodj soube s quando um morgado
dM Arcos de V:l de Vez contou aos seus
amibos, n5o sem fatuidade, que Sm5o de
Noronha matara sua prima, instales de-
pois q^;e encontrara entre moitas de rosei
ras un punhal com a lirma d'elle revela-
dor, que tambem era primo. Ora este
punhal Ihe sallara da ; lgibeira da vesta
castelhaua, quando o fugitivo pulava da ja-
nella ajjalim.
Do.e annos depois, Sim5o de Noronha
deserabarcava no MindeBo com a paient
de c ironel. Qaarenta e seis annos tena;
mas representjva adimada velhice.
Fin la a g.ierra e reformado em general,
oSr.de Goudir foi vivrnoseu arruinado
palacete de Ponte de Lima, e n3o voltou
casa solarenga.
De longe a longe, parava porta do ge-
neral utw lleira, d'onde apeava, junta-
mente 04)01 sua criada j idosa, urna meni-
na que contara entre quatroze e dezeseis
anuos. As passoas. que linham conhecido
D. Maria d'Antas, decidiram logo qne a
bella hospeda do general era filha d'aquella
mallograda dama e de Simo de Noronha ;
de feito, era a ereanca que treze annos an-
tes havia sido arrebatarla dos bracos de
ua miii, pala mo que Ihe afogara o n)ine
no saogue da garganta.
Era Angela.
Demorava-se a hospeda um da em Pona
de Lima, e voltava com a sua criada, para
Vianna, onde resida querida exlremosa-
menle da irmSa de sea pai.
O general nj data nem recebia caricias.
A preseiica da filha nao descondensava de
sobre a alma deba as trevas da conscienca
que Ihe esearentavam ludo. A's vezes
quedava-se a contemplar Angela largo espa-
CO. Marejavam-se-lbe os olhos, e funda
vam-se-lhe as rugas a fronte. E' que vial.
Maria d'Antas na filha, em si o algoz. De-
pois, affastava-se della carrancudo e desa-
brido ; por maneira que Angela nao visilava
seu pai sem ser coa peluda. Cobrra-lhe
medo antes de sentir no coracJo a ternura
de lidia. .
E a do general por ella raros instantes
entreluzia as sombrando rosto carregado.
De natural um lamo seiVagem, peiorado por
infortunios que endurecem a condtyo, o
senhor de Gondar parecia-se com todos os
pas que nao virara crescer hora hora os
tilhos. tanto maisentranhados n'alma quanto
l pungi o susto de 03 perder. Deixar
urna liiha com dois mezes, e volver a te-la
de quatroze dimos como adoptar um crea-
tura d'outrem, ter perdido o direito
consolado de amar ardentemeate o serqoo
se formou au calor de nossos beijos. Neste
oompensacio entra beneficio de Deus:
nao ser assim. bastara o sangoe para en-
cher de sbito amor o coraQao. Osangue!
Retrocede cera annos quem faz conta do
sangoeo extracto til do bolo alimentar
no vinculo espiritual de pai e firho, allian-
ca sacratisstaia, que se faz de lagrimas, e
nao de sangue.
Angela, j supposta hsrdeira do genera!
Noronha,era amada em dobro : formosa e
rica Amavam-na, pediam-na uns morgados
que ella nunca tinha visto nem conhecido
de nomo. As solicitac5es por escripto ao
mysantropo velho nao recebiam resposla.
Ninguem ousa\a dirigirse empessoa um
horaem que dizia aos criados: nao- co-
I nheco ninguem.
D. eairiz, a irma do general, tinha sdo
a medianeira dos primeiros pretendentes.
O pai de Angela, no proposito de cortar fu-
turas negociarles, ordenou seccamente sua
irmSa que mudasse Angela para a compa-
nhia d'outra tia professa as benedictinas
de Vianna, se a nao quera solteira em sua
casa. .
E Angela abencoava a resistencia do pai.
Nao conhecia uns, e nao amava nenhum
dos fidalgos que tres secaros antes profia-
riam em merece-la acutilando-se reciproca-
mente. Os mais deslros e insoffndos o que
faziam era chover cartas de empenho a D.
Beatriz de Noronha, c presentes, ao egresso
confessor,|d'aquella destincta beata.
Temos, portanto, donzella invulneravel ?
Angela desmentir a exuberante sensibili-
dade de sua mai ? Ou, namorada das visoes
beatificas do christianisino, suspira pela so-
ledade do cenobio ?
Muito longe disto, e muito dentro das
raias da natureza humana estava a pere-
grina Angela.
* AMORES FATAES
Amava um que se habituara a contem-
pla-la como o espirito devoto contempla
urna sepultura da Virgem Maria.e com res-
petoso temor imagina que os olhos da nna-
gem tizos nos seus tem raios de luz vivae
transluzem amor e misericordia do coracao
divino.
Era um estudante que se habihtava para
cursar a escola medico-ciruigica do Porto.
Era cimbado do mercieiro que provia a
casa de D. Beatriz Era irmo da mulher
que coslurava os vestidos das fidalgas, e
eiisinra a bordar D. Angela. Chamava-se,
curtan plebeiamente, Francisco Jos da
Costa, e sabia que seu av paterno tinha
sido carpintero, e seu av malerno cesi-
nheiro de um hiate.
Ora um hornera assim mal-nascido algu-
ma joia devia trazer preciosa dos inexhau
riveis Ihesouros de Deus. Se nos elle sabir
bom e honrado coracSo, descocaremos a
baixeza de insumios com que nos alvorece
Angela no seu primeiro amor.
A innocente nao se esconda de D. Bea-
triz. Ensina a experiencia que a candora e
a indlscricao andara muito intimas. A inno-
cencia bombreia com a inepcia. NSo pode
urna menina amar innocentemente seuo as
suas booecas. Amores de oulra especie,
desajudados de esperteza e finura, desre-
cham em escndalo ou sandice.
D. Beatriz, devotissima de S. Jos que
carpitlejava, e de S. Pedro que pescava, e
de S, Marcos que raezinhava enfermos, e
d'S. Lucas que pintava, e de S. Matheus,
cobrad r de mpostos, e de S. Gassiano,
mestre-escola, e de S.Tbeodoro, tavernei-
rochristaa a extremos de lavar os ps aos
pobres em quinta-Teira santa, transise
4e horror fri quaado teve a denuncia de
que sua sobnnha amava o irmo da
Joanoa Costa. A denuncia vinha justificada
com urna carta d'elle, significativa de ajo
ser a primeira, nem talvez a decima ; por
que o tratameoto dado a urna filha de S-
m5o de Noroob.? e de D. Mana d'Antas
era... umiul
D. Beatriz poz as ortos convulsas nos
olhos quando leu tu na primeira linha, tu
a primeira syaba da carta, urna entrada
assim suja e escandalosa n'uma missiva de
caderno numerado de ama dez paginas I
E nao leu mais do qae acuelle tu, porque
em seguida apanhou-lbe o falo as potencias
da alma, e ella (Icou aescabujar to soman-
te com a ptfeacia de bracos e pernas.
Vogela acudi ; Victoroa*iaqnella, criada
qua o leitor j coohece, l estava, e as mos
d'esta, a carta.
Veja isto, menina, veja isto !mur-
murou Victorna Tanto- Ibopedi que nao
Ihe escrevesse...
- Angela sumi a caria no seio, e.tomou
nos bracos a lia. Chamen a, beijou-a, pe-
dio-lbe perdao, debndiou-se em lagrimas', e
deu gracas Dens..quaqdo a velha mandou
fazer urna in(us5o de erV* tidrfjira jiara ap-
placar a tempestade dos nervosa' > i.
Depois do que, D. Beatriz obrigou a so-
bririha a contar-lhe pelo miudo a origem da
sua correspondencia com o irmo da cos-
iurera. Via-je a menina embaracada para
referir o mais sngelo da historia que era a
origew ; mas a velha insista em perguntar:
Como foi o principio df sso ?
O prineipio... foi... foi... eu ve lo ..
respondeu Angela muito apertada.
Este comecar a historia de um primeiro
e talvez elerno amor tem a sublimidade
simples da origem do universo, referida
por Moyses: No .principio era o Verbo ;
cora a differenca que o principiar de Angela
entende-se melbor.
ntSo tu... objeclou a tia entre
irnica e severa visle-o, olhaste para elle,
e mais nada .. Ocaste apaixonada !... Com
i'lTeito !... Eu ainda nao me inlirmei ben>
na cara d'osse sarrafacal; mas, pela i lea
pela trilha da do m?n pai. Ello ignora-
va ludo, excepto os arligos da f que
atan as tfStejas transitorias d'esta vida
aos etan^jjwentatgei&js d'outra: eu
i. estudo, ha selrmnos, pens e aillijo-me
em terriveis djivdas ;7&io n'al-
santa, c porqae winparo a
felicidade aPS^eu ignorante pai com as
dolorosas Httwt|d|f do meu espirito.
Mas t qu frfiportj]*t, mnha adora-
da amiga ?!yui; naparthwntes cartas t
eserevo u'ejlas noute^'lo compri las e
lifci se ellas
Mu tens l
veladas ? E ijmc pesar me
te enfadam, cuidando eu
tambera.nuiles sera diH'rawr, e amisade
bastanl* pera KerTar as cunlidejcas do
pobre Sblilario!....
D. Bi^riz deixou cahir o braco quesus-
linha effpel, desinnou o olho cansado, e
pergu nioa :
EUe quem diejou isto ?
Isto que, minha tia ?
Estacarla?... Naocreio que elle
saiba dizer estas coujas... Nao pode ser...
Alguera Ibe faz'as cartas... Nada... O
Eraaciseo da Joairaa, toin aquella cara de
bruto que te.n, nao idea va assim urnas
ideas to discretas. Aqu anda sancadilba
armada tua innocencia, Angela. Ha ve-
Iliaco eeconDido n'este negocio !... Sabes
oque tola?... O rapaz pensa que te
de com a coofisso da sua humildade.
uco inais ou menos acontecen isso comi-
go, quando eu era da la idade ; e mais o
meu pretndeme era um doutur, filho do
juiz de fra de Ponte. Tambem me veio
que teoho, elle tem urna figura muito rlesf i eom estas cantigas da desigualdade dos nos-
Tu nao sabias coniiiuiou D. Beatriz espi-jsos nascimenlos ; c eu, a fallar-te verdade,
nagriiilio
i Jqanna,
qn o p
r tando-se com orna-pilada de vnagrinho
nao sabias que elle irmo da Jqanna, e
cunhado do Z tendeiru ? e qoiT o pai
d'elle era sacrbiao d# Senhora da-Agona,
e
S
4j
trabalhava com o Ulros ?
tal FrancsO* f
Escrevia-me
que a mai
bias islo ?
S.tbia...
S bias ?! qaem t'o disse ?
Foi elle.
Foi elle mesmo *l o
Sim, minha senhora'.
Enlo-tu fallavas-lhe ?
- Nao, minha senborai.
elle.
E conto-te de qum-er3 filho !.?. E
extraordinario a sinceridade r... E para
qne ftm ta contaba elle essas-cousas que de-
viam 6eer-te cahir na razo da loa indigna
escolha ?
Cootava-me estas cousas^ para que
ninguem m?s coniasse antes d'elle.
Eoto o raizla tinha orgolbo de
ser filho do sacrisfto ?... Bfem se... sao
as ideas que c trouxe a liberdhde... Deus
perde a tfeu pai, qae tamben ajudoa a fa-
zer gente os netos dos carpinteiros e dos
cozinheiros-dos hiatas... Oxal' que elle
nao pague... Vamos- ao caso*.. E tu,
apezar do Francisco da Joanoa le da
quem era, rm mudasi de idea ?
Nao, anha seniora...
Conlinavas a qserer-lbe.~
Sim, rainba lia.
E coro que im t qnerias oaaar cwn
dEe?
Se me deixassem, casara.
Ora n5 sejas inlrac Ibrad&o a m
cerrando os ponhos, o resfolegaodo ^o
irada que o tabaco Ihe eapirrava em>grai>iao
ia-me deisando levar, e n gavia a minha loucura, seteu av do p para
mo ao me escoibe marido conveniente.
Caei,-4> d'alr? a quinze das j nem ine lera-
br.a*a o outro ; s quando o vi passados
anuos, muilo gordo e ndio, que melem-
brei db palavriaik d'elle. (D. Beatriz coo-
lava o caso esped+ndo uns espirros de riso
gosmeoto). Dizia o velhacorio que o seu
ultimo (Ka seria aquel le em qne me visse
ligada autro. coraco ; ainda na vespera
de casar, me' fez verler grossas bagadas
sobre o papel em que me escre\i' que o
sangue Ihe sabia em borbotoes pela bocea.
Depois quando o vi roiniio barrigudb', casa-
do com outra barriguda de feitio e de cas-
ta d'elle, pegou-me uma-vonladederlr, que
ainda agora nao posso ter mo, qne me
cao doam aa-ilhargas !'...
E casquinava^ de raodo a humorstica ve-
Ibftba que Angela ra tainbem do rreaisti-
vel grotesco de sua ta, recordando to cc-
miaaroente os seus virginaas amores.
Pois convence-te, mecka' volvea< a
fidalga, revertendo cusi a seriedade do
actoque ests passando pelo que eu pas-
sei ; mas este ea< me quer parecer mais
manboso do que o ontro. Tfem mais labia.
Vem eit cor estas^ cousas de arligos da
f, qe resava o Podara nao Ou
elle aao fosse aristo Aposto en
que o lao nao sabe o Padre fosso I Se
o pai era feliz na sua baixa poe^ao, porque-
nao vaii-elle para o lugar do pi ? Eu j>
disse ao-Z teudeiro- que se i>sse de o
mandar estudar ao Porto ; qe & mettesse
n'umoifiaio. E elle quem Ihe dea dinheiro
para seguir os estados de cirfirgiao, ob
mdicos, ou l do que. t .0 cunhado
ontro homem, en saberei separar o anjo
da mulher. O que ea nao quero, era
posso, tirar-te o noe, o prestigio, o
amparo e a honra que s visivel em
quanto a cocs derac^o publica aprega
oo liage reconhecer... .
Elle n3o me ama I disse, entre so-
rocos, D. Angela Victorna Nao me ama,
e eu hei de ser muilo desgracada por amor
d'elle I...
a criada louvava-se a si e agradeca a
Daus a honrada determinaco do estudante,
dando como terminado o lance om que o
bello e rico futuro da sua menina corra
perigo. Angela, todava, asseverava que
tudo estava perdido para ella, e que s Ihe
restava reduzir-se extrema pobresa e des-
valimento do pai, a ver se assim o bomem
pobre e plebeu a quera para esposa
Esle plano, se vie se a reasar-se, era
original, meu ver ; mas nao sei que fados
esquerdos se alravessam aos projeclos pi-
cos em materia de casamento, se a poesa
depende de ama casinha colmada, ourela
de um regato, com seis pos de coove na
borla, e por cima la, sol, estrellas e ar
descripeo. A culpa de se malograrem
estes sublimes intentos quem na Um a
sociedade, esta prosa derreada do gento
commum que assim que veem pomba a
librar-se tres metros cima da lama, ape-
drejam-na, desasam-na, do com ella em
trra. E desgraca! Mulheres destnelas
com amores deslinctos mitter inventa-las.
E maior desgraca ainda : as heronas, que
se admirara e applaodem no romance e no
drama, seriam assobiadas,- se tal genero de
pensar e viver se encarnaase era sinceras
heronas na vida real.
Angela seria capaz de descer at livelar-se
com o iimodaJoanna coslureira ; mas no
"a deixaram. Privaram-na de estremecerse
do vulgar. Compelliram-na por maneira
circumstanciaa que nao ha ahi maor re-
baixamenlo onde podesse ir sopeMda urna
>lma primorosa em finezas de am9?.
Vamos ver oque este mando faz das
romlheres que transcender a craveira com-
mora.
D*. Beatriz, aconselhada pelo seo Con-
fessor, escreveu ao irmo precavndo-o
contra a inclinaco amoros?. de sua- filha,
sem eseonder o naH a geraco vilrasima
do inquietador de Angela. Por sua parte
a fidalga declinava de si a responsabilidade
de algumaconsequenlcignominia de famrtia,
admoestando o genera'fque levasse Angela
para sua casa, e Ihe msiuuasse com o pro-
ceito sentimenlos de dignidade e faro mais
senhoril na escolha dos maridos. Esta lio-
guagem metbaphorica evia ser do frade
confessor. S ora egresso,. deseanssado d
boas praticas de sala, daa orna senhora
faro na escolha de maridos, assim guisa
de perdigueira de dous uanaes que fareia
a volatera.
Simo Barbosa nao seaesanbou. Bes-
ponden plcidamente que transferisse Angela
para o convento, e Ihe fizesse saber que a
rebelda Ihe vedandava enr-paesar da con-
de Angela foi Jjanna. Acabou de Ibe con-
tar a coafideocia da ilalga, e disse: i i
Agora, Francisco, necessario que
vas para o Porto, embora a aula se abra em
outubro. Deixa qae o tempo dosfaca esta
creancice da D. Angela. Bo disse-lbe o que
dava; mas ella respondeu-me qua bavia
de ser toa esposa, se tu a amasses. J vhte
innocencia assim ? E41 flqoei esi)antada a
olhar para a menina, e de repente passoa-
me pelo espirito urna nuvera negra. Deas
me livre que tu, meu querido irm2o, nao
podesses vencer-te, c chegasses a imaginar
possivel casar com a filha do general Noro-
nha, cora a sobrinha de D. Beatriz^ tao so-
berba da sua fidalguia!
Francisco eseulou sem assombro e sem
mlerrompe-la'a exbnsa revelacSO de Joanna.
Passados momentos de serena reflexo,
disse :
Eu sabia isso...; anda assim, ds-
rae urna triste novidade.
Sabia o ? por quem ?!
Por mim. Tinha-m'o dito a minha
alma. Eu pensara- n'ella.. v que do v-
dice 1 pensava em Angela imaginando a1!1
felicidade do homem que ella amasse. Era
urna inveja que me envergonbava, por isso
t'a^no confessei. Ade mim a quizera- ea
esconder; mas o absurdo lulava cosa o
absurdo, e n3o sei quem venceu... o>
dia- sonhei qae a vi a chorando, e acordei a
chorar. Desde este momento, senti que-
adorava Angela. Isto foi-betres annos,-lem-
bras-te ? Fui para o Porto, e l fiqueifOdo-
aireo. Quando voltei e a vi, desejei mojrer.
Ui dia, porem, entrou-roe bo corac^^J
certeza de que era amado.... Por qtmd 'r
perguntas i, Joanna; e bem vejo qne ests
sorriado1 da vaidade do ten pobre iono !.
Eu te digo como foi... Eslavamos a egreja
matriz, as trevas do sabbado sanio. Eu
sabia eai que tea de altar ella linha ajoelha-
do; mas entrevia-lbe escassamente o vulto.
Ao langer da campainha, fez-se a clardade
sbita no templo, e vi 03 olhos d'lla era-
vados nos meus, que se abaixaram' respei-
tosos. Sabes tu que delirio de piedade me
asealteou ? Ajoelhei, qoando todos se pTan-
tafam e davam boas-festas. Ajoeraei- ao
maior sombro da nave... e chorei. Aqai
ten o revelado que os olhos de Angela e-
sinavam minha amia... Que pensas tu
agora de mira ?Prosegoiu o mo?Oj apo/'
tonga- pausa de recoacentracao. Receias-
que ea appare?a diante de Angela com o
col ergnido pela vaidade de ser amado ->'
Cuidars que cuprineiptei a acastellar il-
lusas por esse co aleta, e a descer d'ellas
para o paradoxo-d'um easamenlo ? Mal-'^e
conheces ento, Joanna' r V se me compfe-
hendes isto... ,tcho senpre o teu espirito
aberto sertas censas confusas que enligo,
e nao sei dizer mais inteiligivelmente. OIba.
minha irmSa, eu nao sei se o estudo enve-
Uiece o araco : igura-se-me que sis. A
alma nao; que esse mortal, inalieravel
e inviolavel destruJcSo- do lempo. m
mim conhejo o coraoao alrephiado, e a alma
vtvenlissima. Como bomeai d'alma adoro
dio do senhora de criada. Eu n Angela, illunsino-a luz que irradia das mi-
das ventas areuejantes -n3o seas afama, | quanto tam, quanto me deve Imprestei-
Angela 1 repeli ella,.resslindo ao falo Ihe um.sonto de u- a juro b*.tres annos
que j Ihe emperrava a lfegua,
os
Alto
Simo
na
es
da
NDguem
ao
Rao s B-
ba sobrinha, nio s filaa^de Simo de No; d^aqui
ronba... De Maria d'Antas creio eubeal
qae sejasvfilha...
A ultima especie do insulto foi vociferada
com rancoroso sarcasmo; Angela, porffl,
nlo o percebeu.
Com que ento, se te deixassem, ca-
saras com o cunhado do Z lendeiro t...
repeli a velha acentuando cora cnspa-
Ces de riso asperrimo aqelle Z^v.olidindo
a primeira syilaba para engrandeser a igno-
minia do nome.
Angela ouvia era silencio e lagrimosa as
invectivas da velha, cortadas de frouxos
nervosos. De sbito, D. Beatriz circum-
vagando pelo sobrado o olho direito arma-
do de luneta, exclaraou :
Que da- carta, que eu-linha aqu ?
Que da carta ?
Aqu estadisse mansamente Angela,
apresenlando-lh'a.
Queras le-la, nao assim ?!gntou
a velha, trando-lh'a da mo com arremeco.
Va perguntar criada que m'a Irouxe se
ella quereria casar com o Francisco da
Joanna
E, abrndo-a era tremaras de raiva, poz
a luneta e bradou :
Tu t... Olha islo, filha de Simo
de Noronha! Tu... O neto do cosinhei-
ro d tu filha do dcimo 'oitavo senhor
do Baco d dar!... Nao te envergonbas,
Angela!... Consentiste em semelhante msul-
to tua mi, que era das mais deslindas
familias de Portugal ?
Como a filha de Maria d'Antas nao res-
pondesse, D. Beatriz gesticulou de hombros
e cabeca em ar de assombrada, repoz a
luneta no olho fundo e mirrado, eleu men-
talmente, fazendo esgares com os queixos,
ao passo qne um novo tu Ihe descorapunha
o apparelho nervoso. Muito porem, de
notar-se que da leitura da segunda pagina
em dante o rosto da velha denotava espan-
to sem ira, sem carrancas, sem inlermilten-
cias de suspiros e ais. Um periodo espe-
cialmente a impressionoa de feicilo que vol-
tou tarceira vez a l-lo, compassando o en-
tendmento de cada phrase com um gesto
afirmativo de cabeca. A passagem dizia
assim: .
t Nao nos Iludamos, minha boa amiga.
Pode ser que Deus aproximassq as nos-
sas almas; pode ser; mas, se ellas hou-
verem de se encontrar e unir, ha de ser
na presenca di quem as creou,no-ceo
N'este mundo, impossivel; e, se f )sse
possivel, a sociedade te obrigana a cho-
rar ros de lagrimas, e eu mesmo cher
garia a sentir o tormento do remorso
por ter assassinado as alegras do teu
destino, e destruido as modestas aspira-
Ces do meu. Desde qne cometei a ado-
rar o que em t ha divino, nem urna
hora s entrou em minha alma o pen-
samento de te ver. minha esposa. Era
escusado que minha boa irma estivesse
sempre a medir a distancia que nos se-
para. Bem vistes que" eu t'a mostre na
egnnda carta que te escrevi; e Deus
abe q-ie eu chorava quando pareca ru-
da humildade de meu pai, que era um
respeitavel velho muito pobre, muito re
signado, e muito feliz. A grande heran-
ca que elle me deixoa foi a certeza df
que ha pobres felizes. Conheco que a
mnha moctdade j nao vai encaminhada
No
Ora
e paga-iae em arfz e bacalhaa.
aqu a viole anuos- roe tero-pago
nao ha ^-conlinueu a credora do merciein*
agucando a voz em rasando falsete se eu
via minha sobrinha- casada coroum lapuz,
que aieda ha anno6-aadava po* ahi a jogar
a pedrada no caes !' Onde fot^ eHe apren-
der este palavriacte-L.. Nada... isto de
alguin fioorio que esperava ganhar algutna
coijsa se cahisse o raio na miaba familia
Nao ha> de cahir X- bradou ella, batendo-
com os ossos do- pulso no capacho de pa-
lha em. que encHBra as perna& Nao ba
de cahir, em qtuato" eu fr viva! Tea
pai nao te quellcasar ? Eu le casarei!
Escoibe. Tens cinco preteoentes. Um
da casa de Paco-vedro; outro da Passagem;
outro de Aborira-;.outro de Agnio ; outro
de Azevedo ; ootro de... quem o oulro?
Nao sei, miaba li ; nem quero sabor,
porque nao caso com nenhum.
Nao casas eem nenhum ?f assobiou
a velha, erguendo-so duas pollegadas de
salto, cima do capacho.
Nao, minha senhora.
Nao ?!... Vou escrever teivpai!
Elle te obrigar !
Meu pe Bao quer que eu case eom
algum d'esses- que a tia nomeou.
NSo ? mas eu vou dizer-lhe que ha
um pretendente mais moderno : o Francis-
co do sacristo. Pode ser queellaqueira
este. O negocio vai arranjar-se, Queres
que Ihe d parte do novo arranjo ? Res-
ponde : islo pedir de bocea. Teu pai
deve querer que o" dcimo noncsenbor dq,
Paco de Gondar seja neto do sacbrsto da
Senhora da Agona. Tem vergonba! tem4
sei bem de qmm ella /ft'*. Apenas Iht
cwthe a tmi. Este li- mero, escripto
isto, devia acurescentar Eu deveras
nao sou pai' d'essa amibas porque pude
1 > escrever esta resposta sem aentir o mi;
& nimo abalo de odio ou de piedade. Se
me dissessem que ella Italia casado com
a o filho do sacbrsto, dara ordem um
o < lacaio que oa-encbolasse da minha porta
eom um taganie. > Era o orino, o tedio,
a doenga, a h*fo4^o, a r.o-vardia em anni
qeilar-se, qae eropedravam o coraco do-
general.
lima hora,- en certa ncute, dezesete
annos antes hora negra foi. essa que Ibe
ronoitou a vida inieira, ululava4he desde
essa hora dos- ouivdos
ganta abafada. Nenhum rr do festa, ne-
nhum gemer de infelizes, nenhuroa aurora
de paz vingou mais distrahi-lo d'aquella
noute, e do som final de urna corda da
vida que lha estalou entre es dedos.
Quando Aogela receben as ordens de
seu pai, j Francisco da Costa a caminbo
do Porto.
Mas que hornero este ? quu idade tero?
que figura ? que desproposito de coraco .
esseque se es;osa com feroinil pavor a
lazer rosta desgraca, raras vezes vence-
dora, se a paixo braveja e se esbraseia
n'um formidavel quero ?
Francisco Jos da Costa tai em vinte o
dt us annos. Nao se 'recocamenda por gen-
tlesa, posto que Ihe sobejem gracas esti-
maveis. B*asta-lhe os olbos negros e a
tristeza, a pallidez e o nunca sorrir-se. E
poeta ;.mas as suas estrophes nao se mpri-
mem : sao lagrimas ; e desconhecidas, poi-
que anguem o vio chorar. Estuda desde os
treza annos com inteligencia precoce. A
mente de seu pai era faze-lo frade em or-
dena pobre ; o raocinho ,p.orm,esperava que
o seu estudo Ihe valesse formatura gratui-'
ta, em Coimbra.
Mudadas as institueoes polticas, o falle-
cido seu pai, Francisco acceitou as sopas of-
nhas crencas em Den?.- Coaao bomem de co-
raco nao a sacrificara, nem me sacrificara.
Impulso que me arroje a qaere-la ouvirdizer
que me ama, nao o sinto ; desejo de encon-
trar aquella bella imagen), do silencio do
espaco em que a tenho visto as raiohas
noiles de vigilia, entender esnaormuriosqoe
ressoam o 3eu nome, vest-la das aerias
roupagens que sonhouaesaHada poe3a do
oriente, isso-, isso o meu amar, o meu
delirar, a minha p.cH'ensiva verligerov que
nao tem nada que var com o nascimento,
nem com os ha veres- de Angela. Mo sei
quem nao conheco-,. nao quero cenhecer
a filha do general Noronha, a rica berdeira,
:a< fidalga que lera no seu poco de Gondar
um.grito de gar- retratos de avs que fandaraan a monarchia
porlugueza. Qpem eu conheco e aoro
urna mulher que se chama Angela, que tem
no rosto urna luz celestial, e essa luz m'a
representa de geraco divisa.^ Allj, ha signal
de origem roais alta. Eu vdu buaear-lh'a
no co ; nao a procuro nafundaco da mo-
narchia. Porque receias tu, enlao"que eu
perturbe o socego da fidalga opuienta, se
eu nao Ihe quero ero os brasoes aem o
ouro ? Pode ella dar-me a alma sem lesai
os seus pergaminhos ero declinar o direto
de succeder nos castalios dos senbores feu-
daes seus avs ? Pude. Ento, minha irma
deixa ao pobre sooliador a sua innocente
felicidade, e faz. de coma que o defensor de*
Angela nao o ayo. da suarda, sou eu.
&.^SSii. a.ve^. hr^'Z^^ZZf'iSFT^
de impeto, e bradando Victorna que Ihe
trouxesee mais cha; de cidreira.
X
Q POETA.
D. Bealriz injuriara cruelmente Francisco
Jos da Costa ; mas nao conseguir enve-
nenar com a duvida o coraco de vngela.
A corajosa menina, livre da velha que
adormecer quebrantada de insultos nervo-
sos, fechou-se a ler as cartas do moco, e a
escrever-lhe a nolicia das tribulafoes d'a-
quelleda. Atraicoada pela medianeira da
correspondencia, snpplicou i Victorna que
fizesse eotafigar aqiella, carta, promellen-
do Ihe ser Toltima. Condoeu-se a criada,
movida tambem pela esperanza de ver ter-
minado o funesto namoro, prenuncio de
maores desgracas. Foi ella propiamente
entregar a carta, e pedir Francisco da
Costa que sahisse de Vianna, se nao quena
que a menina perdesse o amor de sua ta,
e, p ior ainda, a proteceo do pai. Os di-
zeres, parm, da carta desdiziam dos rogos
da (Jrlada. Angela pedia-lhe amor e animo,
paciencia e esperanca, jurando morrer antes
de suecumbir um casamento violentado.
O estudante espern alguns minutos que
as lagrimas o desafogassem, e escrevendo,
pedia perdo Angela de sol* covardia.
Sou covarde, escrevia elle por que
fojo ; covarde, porque me nao atrevo ;a
ver o rosto da infelcidade qae te araea-
,c c.a. Vou sabir de Vianna. Qoando sou-
ber que o meu nome passou do des-
preso ao esquecimento de tua tia, volta-
rei. Se te encontrar tranquilla, nao per-
turbarei o tea socego. Para eu te adorar,
como at aqu, em todas as sitaacoes es-
f ttra> bem, minha amiga. Anda ligada
de posses, e sempre infeliz as emprezas
commerciaes. Jos Maria dos Santos, como
nao tivesse tilhos, promettia cortar pelas
precisos domesticas para formar o cunha-
do na escola medico-cirorgica do Porto.
Esta dependencia morlificava o estudante,
nao por ndole rebelde gnatdo, seno
que via sua irma afadigada no lavor da
costura para auxiliar as despezas no Porto.
Joanna era a mais doce e resignada crea-
tura que ainda a Providencia deparoo no
seio de urna familia mal-sorteada dos bens
d'esle mundo. Sea marido linha quarenta
e seis anuos, e ella vinte e ires. Nao des-
tingoirieis entre a filha extremosa e consorte
desvelada. Acariciava-o e respeitava-o co-
mo pai. Nao sabemos que grao marcava
a temperatura do seu amor de esposa : o
certo que Jos Maria, golpeado de reve-
zos no sea negocio, dizia que Deus o com-
pensa va sem medida, premiando o com o
ouro do coraco de sha molher, em exem-
plo de paciencia, suprema riqueza do po-
bre, moeda sagrada c jm que se negoceia o
co.
Francisco adorava sua irma; todava,
para estar trisle, escondia-se d'ella. Joanna
quera que todo,s agradecessem Deus,
qamdo se levantavam com sande, e se
ajuntavam volta da mesa do a'moco. Se
via triste o marido ou irmo, dizia: t Sois
ingratos ao Senhor. Se um de nos adoe-
cesse, e a doenca fosse mortal, com que
saudade nos lembrarhmos d'estes dias
to quietos, to felizes! Pensai na tris-
teza da familia onde morreu um irmo ;
pensai na casa onde ha fome efirjo, e di-
zei-me se oo ingralido e peccado urna
tristeza causada nao sei' por qua !
Quem primeiro welou a Francisco o amor
XI
BOMBOS K ESPEBANOa
Como.foi qne a vigilancia dos dois.anios
custodios-de Angela deixaram passar a pri-
meira carta ? .
Denunciaremos moral publica certa fra-
gildade do estudante.
O escrever-lhe nao coftstava doprogram-
ma ?. nem isso era mister para homem que
se abaslava com o ideal encontr oo silen-
cio- das noites estrelladas. E, de feto, elle
nao escrevia cartas imitaco. d'umas qae
o vulgo mais selecto escreve, e suja e pro-
fana as raaos incodeadas d' um aguadeiro.
Francisco, no calado da noite, voltava
contemplativo e vagaroso da costa martima,
loa descia dos pinhaes cerrados d'Agra.
Aquollas noites estivas da gentdissima
Vianna, que se reclina beira-mar, sob
um pavilho de verdura, e se remira no
espelho do seu Ijma, sao noites para poe-
tas, e poetas se fazem all sbito inflamados,
por tantas maravilhas da natureza, raro cu-
muladas n' um s paraso. Debaixo de cea
to inspirativo, e trra t espontanea de
murmurio, de inosicas, de perfumes, de
silencios que se entendem e oaveoj no co-
raco, alli. onde nao se faz mistar a forma
para adorar a idea, o que o poeta de Angela
adorava idea, e forma tambem, apezar dos
seus incorpreos devaneamenlos.
Na volla da montanha ou das ribas do
mar, contnuava os sonhos, lampada do.
sen quarto, e escrevia-os, justamente n'um
caderno com frontespicio qae dizia soxhos.
O mercieiro viu, ama vez, a coslaneira
com o estranho titulo ; abrio-a, leu duas
linhas, fechou- como os phlologos moder-
nos em consciencia deviam fechar os cdi-
ces cophlas, e disse esposa :
Teu irmo est all, est doudo. Es-
creve de dia os sonhos que tem de noite.
Pobre moco I
Joanna foi ver tambera. Leu e entendeu
muito pela rama.
(G9fnwar-M-Aa.)
ii
TVP. w> mabhMiva
3K8 N.
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