Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:11927


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Full Text
ANNO XLV. NUMERO 195.

A CAP1TAI E LUGARES 6E M* PAGA POBTI.
Km- tres ocies abantados............ .m
fw sais ditos idem.......*...... "'''"
Por um aano idem.......-^ ...... |?j
Cada nunaw ....i.. ...... **wW
^........... 320
Cada auinaro avulso
SEXTA FEIRA 27 DE AGOSTO DE 1869.

PARA DEITRQ E FORA DA PR0?W(SA.
Por tre3 mezes adianlsdoi................. HfSQ
Porsvns ditos idem................ '. 134600
Por no\T ditos idem.............*.".." 201260
Poromaaoo...............[ ]..... 270OOT
PEMA
Propriedade de Manoel Hgueira de Faria & Filhos.
~
______________________________________em ISazarei; Francwo Tavares da Costa, em Alagas; Dr. Jos Martins Aives, na Ifehia; e Jos Hibeiro Gasparinho, no Rio de Janeiro. m '
PARTE OmCIAl.
overno da provincia.
0K4U.CH0S DA V1CK-PRKS10KNCIA DO DA 21
DA VtCK-PRKalUKNIA
DI AGOSTO UF. 180'j
Auna Lao rinda .lo Siqueira Varejo.Informe
" Sr. Dr. direijr goral da instrucco publica.
Antouo Carlos de Almeida. Sn ha vendo ver-
ba na lu do ornamento vigente para efteetuar-se o
pagamento que i.Mjicr, nao podo ser attcndido.
Antonio Tavares Ferretea.Informe o Sr. ins-
Otyouri,tmMimmti.
Francisco Lucio CneUio.--Informe directora
lo theatru de Sania Isabel,
li'mandado de Nossa Seoliora do Carino desta c-
dade.Iafomu e Sr. n*perter da tuesouraria pru-
vinrial.
Joaquina Canuta da Cuoha Nobre. Dirija-se j principo Affoso.
D. Carlos de Barbn enviou urna circular a
todos os bispos, conegos e parochos carlistas, pe-
JiiifJoIhe> a sua cooperaco para ser reslaurado
throno legitimo. Foi tambem destribuida urna
carta de trulla, secretario de D. Carlos, pedindo
ao clero que conlribua com dinbeiro.
Diz o Internacional de Londres que cbegara
aquella capital um agente carlista com a misso
de contratar um emprestitno; mas julgava-se que
nao o podera realisar.
Os jornaes inglczes ceusuram o governo hespa-
nliol pelos fuzilamcnlos que so estad fazeedo em
Hespanha..
Calcula-se em tresentes mil o numero de armas
requlsitadas pelas municipalidades de Hespanha,
para armar voluntarios contra os carlistas.
Falla-se em Pars em um manifest que vai pu-
blicar o marido de D. Isabel II, D. Francisco de
Assis. se a rainha persistir em nao abdicar no
mi Sr. (feserabargadnr prevedor da Santa Casa da
Misericordia em ses.-o da imita.
Junta administrativa da Santa Casa de Miseri-
cordia do Reeife. J foi prvida a cadeira para
uiide pede rmocan.
Jubo Adolpho Rochas. Seja posto em lber-
>de.
Junta adiuiusirativa da Santa Casa de Miseri-
cordia, do ltcniX.\J.i foi prvida a cadeira para
"iide pede ser redonda.
IJaciiarel Joan Goazaga Itaeellar.Expoca-se or-
dem k_> sentido que o supplicante requer.'
Mara Rosalma da Coneeico. Informo o Sr.
Dr. ebec de polica.
Maria Matetez Cavaleaoli.Dirija-se a thesou-
raria provincia'.
Martinlio Jos de Sanl'Anna.Prove o que al-
lega.
Mara Joaquina de lasas.Yol le no Sr. inspec-
>>rda thesuitraria do fazendacom
Receia-se que a agtaco produzda pelos dis-
cursos revolucionarios no club republicano de
Sevillia se traduza em alguma n.>va usurraico
como as de Malaga e Cadix. Nota-se grande
fferveseencia de animus em Sevilba, Cadix e Je-
rez. Dijia-se que o grito republicano sahna da
primeira ou da ultima destas cicadas. Esta nova
rcvolafiap vrJa complicar muito na aetualidade a
grave situado em que se acba aclualmeate a
Hespanba. .
Dizem' os jornaes hespanbes que a prinieira
questao de que se hilo de oceupar as corles cons-
tituiates, quaBdo se tornarem a abrir, a da elei-
cao de monarcha.
Parece que o regente da Hespanba se demorar
na Granja at felembro ou mais lempo, e que s
antecipar o seu regress. a Madrid se o general
Prim for efectivamente a Vicliy.
forre o boato de ter o /overeo dos Esta-
o oulro reque-1 dos-Unidos declarado contrabando de guerra,
rmenlo da supplicante em que foi lancado o des- i instancias do Per, as trnla eanhoaeiras compra-
paclio ,Ia JO de jaldo prximo fmdo. |das peto governo hespanhol para a ilba de
Cuba.
DIARIO DE PEBNM8UC0
RBCirit, 27 l>K AGOSTO Dr: 1AG9.
NOTICIAS DA EUROPA.
Cltegnu bonico o vapor inglez neiia, trazendo
i'irnaw: de Uamuurg i ate 3, de Parte at 7, de
Londres al 8 e de LisbJa at 13 do crrenle
mea,
\ltnmi\..\garjio niontunto eaflMm; o
dero lom* pm$ u i le^to-uo golfista. 0 gocer-
iio dt n$ettur3$ mi Iazilan l) os pristonct-
Esp?.- se itfait Ae 15 de ayusto um
mwummta ;;. jgral RmtevM agitfsfds re-
publicn: ni i ,7///. ilulic e.lerez 'Parece
que o primail o tr&baVui dos consiininles, lojo
d*poi< iii su-i oberUwo, ser a eletriio de novo
imnarcha. Virctktr itu ministro d edramjti-
ros aos dipleip das hupuahes.
l:r.\\'<;\.Reforr.vis fritas prti imperador, sena-
tascawiltus. Proferto '/ iitstiwplo do carpo
legislamo. e d i gu irdi nirional.
Ai.'.;;m.\nii\. Projeclo di AustrUi de organtsar
a confeJerio'u da Mlrmtnha do tul Desor-
den* religiosas i Cracoria, em Trieste e em
Yienna. Providencias dogovtno. A Ihusia
i'V ine nd Un consen-
>' im os ialtresses da nauta, que o Saud nao
pr.rtencu r mam potencia de pnmeira ordem c
fin as* nrf) sr pule prestar a tois nenltnma
'/;.(;) lio territorio da Ornan rea.
Iim.is BOMA.0-: soberano., da Karopa nao se
(ate n representar no concilio. Estao quasi
inten ampien as relaciifs entre Roma e S. Pe-
terjbHrgo. ti czar imperial quer 'ne o clero
catholico da Hassin r ao concilio.
Iti 3SU.Med'das militares na Crimea. Recolti
na India rutsia.
oisienti:.Terminar amigaeetntente a pendencia
entre o suUac c o rice rei do Egypto.
l'.'itTtViAL.Queda do ministerio e organisaedo de
novo. Novos ministros as corte*. It'
do embairador kespanktti Umao Ibrica, lie-
ftitar/to. Volta di rainha. Diversas.
BBSPAHRA.
Est ateada a guerra civil em Ho-panha ; nu-
ucr sas partidas carlistas infestan) m poTineias
proxim i fr. -ira frarnvza. O clero liespanbol
teman grand parte abandonado aasuosparoobias
r partid i para ;;e remiirem s guerrillia-.
\~ pas do goverao pewogmm os carlistas, e
al s ultimas noticias lera tevaoa tantagam, dis-
P rsando-os, prondendo os seus eliefcs, o fazendo I mentares.
2ranee numero de prisioneiros. Em j
Upis imporiantes que f ram apprehendidos, ""
hunm considerar estes aconlecimentos, como um
peqnene prologo do grande drama que se espe-
ra. Parece que depois de 13 de agosto, entrao
broas carlistas, contando estes com grande
a|Kio militar.
O govorno tanto eonneee a impartaneia desta
insnrreicio qtie lera manchado a gloriosa bandei-
rarda revolucao com o sanguo das victimas polti-
cas; os celebres [niHmenlos j comecaram. J
se corilain une vinte carlistas fusilados pelas forras
liberaos.
A revolucao j ?c liulia daguenvotypado, des-
do que collnrou o territorio cubano fra da lei
liberal, e al autorsou os assassinatse polticos.
bY notavd qne acliando-se o iiaixo-clero a frento
da insurreico carlista, so nao ache implicaiKi no
niovimento n.'iihuin dos bispos de Hespanha.
Dizcm do Franca que antes dos carlistas entra-
i ;n em oamnaoba", celebraram os principaes cholos
lista partido urna reunio presidida por D. Carlos,
em que-se adoptarain as seguintes resolucoes em
caso de tritimpho:
1." Suspender o pagamento dos juros da divida
creada depois de WX-\\
i. Xa impossibilidadr; de se devolverem ao cle-
ro os bens desa'mortsadt-s, reconhecer em seu
favor tama divida igual ao valor dos ditos bens,
cojo juro de tres por cento (leve ser objecte de
um imposto especial aos possuidores de bens na-
c onaes;
3.-* Restabeleeer as commnndadcj religiosas em
>Jos os conventos que nao so tenham vendido o
que hoje estao oceupados por olBcnas do estado,
munieipaldadef, escolas, etc.;
4." Der urna ndemnisaeao aos jesutas em re-
compeasados prejuizosqne Ihe occasinou a sua
ultima expulsan:
" IM Snppnmir a liberdade reMajtosa e expulsar
ib territorio todos cue se signiucaram desde se-1
ro na propaganda protestante;
ti.0 Conceder graos e empregos no exercito car-
lista, aos oflciae e cheles isabeunos que e dese-
7.' Assignar urna pensao decenta i familia deD.
Isabel deBorboB.
O governo publicou um decreto obrigando os
l'ispos earcebiispo a denunciaroin. boraediaUmeB-
te a governo os parochos que tenham deixado a
-uas parocuias para corabatterem o governo. De-
verio fazer conuecer as medida^ cannicas o pu-
blica por eUas adoptadas, c,o,ntra estes sacerdo-
te? ; deverao dentro de oito das publicar urna
pastoral exhorta ido os dissidcnles a obedecer s
autoridades constituidas, do quo remetlerao copia
ao. roinii^erw da ustica. Deyerao finalmente,
rasser a licenja para pregar e.confessar aos sa-
i-srdoles notoriamente hostia ao. governo,
governo telegraphon a todos os governadores
da*.pcovinpia. aiim de que onjp|fdoem todos os
. .raaiu^ pan obstnrem a quaJ^^HI^va de re-
bro den completa -''''"' ^ itfr*f'rPriH _tfr* ''" rr--11-t e stm* secr 'la-, plt.-aia4 ib.,i>aul;'
Este facto, se verdadoiro, muito importante
i pois cquivilo a reconhecer nos insurgentes de
Cuba, os direitos de parte belligerante.
Os jomaos inglezs desmentem o boato de se te-
rcm reilo propostas para a compra da Iba de
Cuba.
Chegaram a Madrid alguns flibusteiros revesli-
dos de carcter de agentes dos insurreccionados
do Cuba. A mjssao de quo e de porm disposicao de D. Carlos do Bourbon
os recursos necessarios para sustentar a guerra
civil, mediante certas coudicoes, para o que se
achara auloikidos os referidos agentes.
O ministro de estraageiro, o Sr. Manoel Silvclla,
expedio a seguate circular os agentes diplom-
ticos no estraiigeiro :
A constitucao actual mas liberal e mas
impla do que a das mooarchias representativas,
e do que a de muitos estados que tem adoptado
a forma republicana. A situaco creada pela re-
volucao do jl
queixas unlfBrsats qnc promova em todas s ni
ces da Europa, e do muutlo civilisado. a into-
lerancia religiosa, refugiada em Hespanba, como
seu ultimo baluarte. De futuro, setn que possam
soffrer o sentimenlo catholco e a f viva e pura
dos bespanboes, podem elles contar com a protee-
cao que Ibes rosulta para o exescico das suas in-
dustrias, mas tambera com o direito de adorar l-
vremento a Dos segundo as suas crencas. S
por este fado pode o governo de Hespanha espe-
rar obter as mais vivas o efcazes sympathias de
todos os estados da Europa, e do muudo civilisado,
que differindo quanto s nstituicoes, estao coin-
tudo de accordo para respeitar o grande principio
da lioerdade religiosa.
0 regente actualmente o chefe supremo do
estado, emquanto que os representantes do paiz,
aproveitando-so da suspeuso das corles procu-
rara estar era contacto directo cora os sous eleito-
res e preparar-se para decidir definitivamente no
quo toca a escolha do monarcha. Importa ao bem
estar, grandeza e ao futuro da naco hespanho-
la, que o monarcha que vae regular os seus des-
linos com o concurso das corles alcance o maior
numero de suffragios. seja digno da elevada honra
que Ihe vae ser conferida e que, cingindo os glo-
riosos diademas do S. Fernando, c de Affonso, o
magnnimo, soja saadado com alegra e amor por
todos os hespanhoes. Esperando que as cortes
i'oostaiales coroem o edificio eomecado, csco-
Ihendoo seu monarcha (faculdade que Iho est ex-
clusivamente reservada) o governo tem altos de-
veres a cumprir na ausencia dos trabalnos parla-
designios, e que possa rectificar todo o erro em
que so baja de cahir. relativamente Hespanha, a
marcha da sua rovelucao, e s vistas e inteucdes
que aqui presidem.
. FIlANgA. ,
Ojmperador Napoleao prepara um manifest
nacao franceza, em que reccordar summaria-
meate, quanlo o imperio tem feito sob o ponto de
vista militar, democrtico e de egualdae; aa-
nuociar a prxima diminuicao de cerlos impostos
e o desenvolvimento da iostruccao publica. Este
acto ser o ultimo do governo puramente pessoal.
A maioria do senado parece dejpjosta a acceitar
as modiflcacoesconstitac5o ^^ostas polo ira
perador no projeclo de Ma/s-co/tWJ apesar
dos exforcos em contrario em pregados, por alguns
partidarros da reaeco que au estao de accordo
coni as nten.;oes do imperador. Diz-se que o
principe Napoleao far todos os exforeos possiveis
para qne sejam limitadas as grandes attribuicoes
do senado o qual pode por veto s leis libefaes
que forem approvadas no corpo legislativo.
O corpo legislativo francez s dever reabrir-so
depois de terminaren) as sessoes dos conselhos ge-
raes oque nao peder ser antes de 13 de setorahro.
A Correspondencia Provincial, orgo de Mr. de
i' ^iz ltte o senatus-consuttu dando mais
amjsMSo s attribuicoes do povo, inaugurar em
franca una ora era que muito contribuir para
*o seu desenvolvimento interior e prosbertdade.
A imprensa liberal de todos os paizes nota, pp-
rem, que as concessoes imperiaes sao muito limi-
tadas.
O projeeto do senatus-consultus apresentado pelo
governo fraucez ao senado diz assini :
Art. i. O imperador e o corpo legislativo
teeni a iniciativa das leis.
Art. 2. s ministros uo dependem mais do
qne do imperador.
Deliberaro em conselho sob sua presiden-
cia.
Sao responsaveis.
Nao podoin ser aecusados a nao ser pelo se-
nado.
Art. 3." Os ministros podem ser membros do j
senado ou do corpo legislativo.
Teeni entrada em ambas as corporaces e de-
vem ser ouvids quando o reclaim m.
Art. i" As sessoes do senado sao publi-
cas.
A peticao di! cinco senadores suincicute para
que se constitua em comit secreto.
0 senado forma seu regulamento interior.
Art. $." O senado pode, indicando as modili-
cacocs de que um projeeto Ihe parec susceptiv.-I.
decidir que seja devolvido para uova deliberacao
do cor|H legislativo.
Pode em todos os casos, por urna resolu-
co motivada, oppr-sc a promulgacao de urna
lei.
Art. 6." 0 corpo legislativo faz seu regula-
mento interior.
Ao comecar cada legislatura nomcia seu
nos.
Nomcia tambem seus questores.
Art. 7. Todo o memoro do senado ou do
corpo legislativo tem direito a dirigir urna inter-
pellacao ao governo.
Podem adoptarse ordens do dia motivada?.
A devoluco s seccocs da ordem do dia mo-
tivada de direito qnan'do o peca o governo.
Art_. 8." Xenhuina emenda pode ser posta
digcussao sera ter sido -enviada commisso en-
carregada de examinar o projeeto e cominunicada
ao governo.
Quando o governo nao acceitar emenda, o
conselho de estado d sua nnini.io : o corpo legis-
lativo decide em seguida definitivamente.
Um teJegramma de Triaste, de 8, noticia gran-
des tumultos religiosos sendo insultados os mem-
bros da uniao c.uholica. Preoderam-se urnas 30
pessoas.
0 Sr. de lleus redigiu nina circular em que
mostra a sincendade das aleucoes pacilicas da
AusH na quAste franco-belga.'
As rcTaejs entre os gabinetes de Berlim e de
Vifnna tem esfriado nstes ltimos lempos.
0 Sr. de Beust trabalha activamente para esta-
befecer era bases solidas a confederaco dos Esta-
do! da Allemanha do bul. Este proje'cto preoecu-
pa muito o conde de Uismark e desgosta o rei
Cnilberme. Diz-se que a Franca einprega lodos
os esforeos para que o projeeto do conde de Beust
leona bom xito.
Apezar das exccllentes relavos em que esto
a Prussia e a Russia, esta acaba de declarar mui-
to formalmente quo se nao presta a mais nenbu-
ma viohcao do terrilorio da Dinamarca, porque
os interesses da Russia nao consentem que o
Sund seja propriedade de urna potencia de i' or-
dem.
Allirma-se une o Sr. Renederti, embaixador
prussiano em Paris, ir a S. Pet sburgo para es-
treitar as relaces da Prussia e da Russia. O eom-
mercio quer ver nesse acto um sympioma belli-
coso e que esta missao ha de perturbar o socego
da Europa.
Os jornaes prussianos, porm querem negar a
substituico do Sr. Benedelti em Paris, e dizem
que logo que terminar a sua licenca regressar a
Paris para reassumir as suas funces.
II vi i\ k BOMA.
Circulan em Roma o boato de que o Sr. de Ben-
neville, emhaixador francez naquolla corle, rece-
bera do governo imperial a iniseio de passar por
Florenca na sua viagou de Roma Paris. assiin
de conferenciar cora o general Menabra sobre a!
(juestao romana. Este boato foi desnieutido pelos;
factos pois que o embaixador francez, no oso de
sua licenca, fez viagem directa de Civita-Vecchia
a Marselba sera passar |H>r Florenca.
As noticias que o governo italiano recebeu de
Pars, conlirmam a pouca esperanea que os ita-
lianos devein ter era var as irosas francezas sahi-
rem dos eslados puulili^ios dentro de pouco lem-
po.'Assevera-se que o imperador proteger indefi-
nidamente os eslados da igreja.
I'arliu de Lyon para Roma mais um regiment
de voluntarios belgas e bollandezes.
Parece que ncuhum soberano e:Irangeiro se
far represen:ar no concilio ecumnico que se de-
ve reunir ea Roma. Sua santidade tendo qoasi
a certeza disso, ja manJou suporimir o estrado
que Ibes devia ser reservado por baixo do estra-
do dos caideaes.
U imperador da Russia nao ueixa iro clero ca-
tholica russiano ao concilio. O cardeal AnloaeJIi
fez novas deliguucias para ver se pedia levara
liorna os sacerdotes russus, mas nada eonseguio.
governo ru>.-o est resolvido a romper absolu-
ta motile coma corte de Roma, e a separar coin-
a
io se pronunciar pela iufallibl<
papa.
Pi IX encarregou o cardeal Reisacli de se en-
tender com o clero alleinao, e de auxiliar os Sy-
nodos locaes as questes relativas au concilio
ecumnico.
A corle de Roma para indemnisar o hispo de
Linz, coiiileninado na Austria por nao respeilar
as novas leis religiosas, vae elvalo a dignidad*
de cardeal.
Santo l'adre commutou em exilio a pena de
raorle proferida oiiim tres condemnados poli-
ticos.
A Franca faz deligenci.is para que o gover-
no italiano reslitua ao mitigo rei de .aples parte
Art. 9. Oorcamentodedespezaapresentarsc-jdoj bens confiscados por dribaldi; quando esto
primeiro logar, propo-se reprimir com
encrgia os atlentados, as desordens, o o espirito
de anarchia excitados sem duvida de urna manei-
ra muito especial pela reaeco em algumas locali-
dades, para dar occasio e abrir carainho ao des
contentamente, aecusando a liberdade que des-
fruetamos do ser incompativel com a tranquilida-
dn publica. Espera egualmente sulocar por um
prompto castigo, todos os esforeos de urna legiti-
inidade imaginaria, que queria aproveitar-se pela
violencia da cora de que as corlas constituinles,
em virlade dos poderes de quo foram investidas
pela nacao, sao as nicas que tem direito de ornar
a fronte do que julgarem mais digno. Tem final-
mente a conlianca de que a paz se restabelecer
dentro em pouco na illia de Cuba, o de que os re-
presentante.^ daquella ilba, assini romo os de Por-
to Rico, virao tomar assento no congresso aflm
de coiicorrerem pora elabora{o das nova leis (pue
a opinio publica reclama, com urgencia para
aquellas provincias remolas.
A reforma no sentido liberal das pautas das
aianfegas, se aproveitar como convera, proporcio-
nar o meio do concluir tratados de commercio
vantajosos cora a Franca, Inglaterra, Italia e Por-
tugal, e com oulros paizes, animando assim a ex-
portaco dos nossos productos. O regulamento
da questao finanecira, objocto da mais seria prc
orcupacao da parte do governo, que est decidido
a salisfazer os compromisos contraidos pela Hes-
panba, a preparaco das leis orgnicas que se de-
ven) discutir na prxima reunio das cortes para
se completar a obra constitucional e outros traba-
Ihos nao menos importantes, e tendentes todos
organisacao do paiz, e consolidacao das conquis-
tas da revolucao de seteinbro, oceuparo primeiro
que tudo a attencao do gabinete, que mereceu a
confianca do regente do reino e das cortes cons-
tituidles, e que se propoem satisfazer lanos qn.ra-
to Ib o perrailtam as suas forcas, os vivos senti-
ment, da ordem c de liberdade e toda a nacao.
Deste modo, o estado possuindo urna forma
determinada e definitiva, e um chefe supremo,
cercados do cjefragaveis ttulos de legitmdade,
ns mais valiosos hoja aos olbos das nacoes civil-
sadas, ouvin, sem duvida, sar a hora para a rc-
gutarisaco das suas relaces com as potencias
estrangeiras.
t Com este intuito, j S. A. o regente do reino
expedio as suas cartas de credencia a todos os
representantes do Hespanha, certo de que os ou-
tros estados faro outro tanto, quando muitos dos
mais importantes o team j feito. Pelo que toca
s relaces interrompidas com alguns estados da
America, o governo esta, disposto a renoval-as, se
esses estados o desfijaren!, um vez que nao exi-
jam cousa alguma contraria os nossos interesses
ounossa digndade.
t Por ordem do regente do reino dinjo-vos este
despacho, do qual ponis deixar copia ao ministro
dos negocios eslrangeirbs do paiz era que estaes
aceediudA', am do qne elle conboca ofjQcial e au-
thelicamente os nossos peosamentos e os nossos
ha ao corpo legislativo por captulos e artgos.
O orcaraento de cada ministerio votar-se-ba
por capituli)s, conforne a nomenclatura aunexa ao
presente sentus-cnsuUvs.
Art. 10. As modificacoes que para o futuro se
acam as tarifas das alfondegas ou de correios
por tratados internacionacs,.no sanio obrigatorias
sendo era virtude de uina lei.
Art. II. As relaces do senado, do corpo le-
gislativo e do conselho de estado, com o impe-
rador e entre si, se resolverao por um decreto im-
perial.
Art. 12. Ficam abolidas todas as disposices
contrarias a este senatus-comultus, e especialmen-
te as dos arts. 6 (segundo paragrapho) 8, 13, '2
(segundo paragrapho), 20, 40, 43, 4i d consti-
tuicao e Io do senatus-consultas de 31 dedezerabro
de 1801.
Continua a circular o boato da dissolueo do
co po legislativo em consequcncla das modifica-
coes. quo o senado* vai mtroduzir na constituido
do imperio.
Prepara-se um grande moviraenlo no pessoal
das prefeiluras dos diplmalas. Scro transferi-
dos os prefeitos c snb-prefeUos que combateram
as candidaturas nao s dos deputados do terceira
partido,-como dos deputados dacquerda que jan-
taram era S. Clond cora o imperador.
A fullia ofllcial publica as nomeaciies dos presi-
dentes dos con-elhos geraes.
O presidente do senado oppoz-se a que durante
a discussao do senatus-consultus sejam admiltidos
nos triimaes os jornalistas.
Falla-sc na dissolueo da guarda nacional.
O imperador conceden tres mezes de licenca ao
marechal Niel para se restabeleeer. O ministro
da guerra tem estado gravemente docnte, mas l-
timamente tem experimentado algumas raellio-
ras.
1NGIATEMU.
Houve em Dublin um meeling feniano a que as-
sistiram 20 mil pessoas. Resolveu-se mandar a
Mr. Gladstone urna petico em nome do novo ir-
landez, para que sejam postes cm liberdade os ir-
landezes presos.
O 9r. de Gladstone j assiste as sessoes da c-
mara dos communs.
O principe herdeiro do Hanover decidio-se a ir
residir em Londres.
Fazem-se mil conjeeturas sobro os motivos que
deram lugar a tal resolucao; sabe-se apenas que
foi t< mada depois de urna larga conferencia com o
imperador d Austria.
AI.LENANHA. '.
O Sr. de Beust pronunciou no parlamento aus-
traco um discurso significativo em que dzia que
seria lemeridade afflancar que a paz ser indefini-
da, mas que quanto mas esta se prolongare,
lauto mas probabilidades havia de ser dura-
doura.
Causou grande impesso na Cracovia um caso
inaudito de encarceracao do unta religiosa em um
convento daquolla cidade.
As autoridades civs intervieram naqnelle facto
por ordem do governo, retirando a freir de seu
convento.
O estado lastimoso a que havia chegado causou
profuoda irapresso no povo.
As autoridades estao instaurando o processo
contra os cumplices deste crime.
Tem havdo na Cracovia algumas tentativas do
povo para destruir os estabelecimentos dos car-
melitas, e dos jesutas.
Houve um grande meeling em que se resolvvu
dirigir ao goverao uma peucaj sollictando a su> -
presso dos conveatQs. O governo recebeu a pe-
ticao e esta, a examinando ; parece que presen-
tara cmara uma proposta reduziudo o numero
de conventos.
Os bseos receberam ordem para fazerem ara
inspec^o geni a todes os concento.
general eoivou em .\a|mles.
ULSSIA.
0 imperador da Russia acha-se actualmente na
Crimea, na sua volla lenciona enc;iilrar-se em
Karnigoberg com o rei da Prussia. O governo
rasan mandou armar Cronstadt, e blindar as for-
liiiraees daiptella cidade. Sera defendida por
laQ pecas de grosso calibre e systliema moderna,
de mximo alcance.
Parece ser bastante seria a revo'.la das tribus
krgluz no governo du Oremburgo na Russia. A
ravlta chega al Sibera, e receia-se que inva-
da todos os dstrictes mussulmanos da Ruaai i.
Esli cortadas as coramunlcaces o a sita
do general Kaufman em Tascbend no Turkestan
muito crtica. Parece que os coss.icos tambera
projectam sublevar-se. Marchan) muitos regimen-
tos para as comarcas rovoRadas.
Tem acalmado mas a eirerveo'eneia produzda
na India pelas ultimas victorias dM russos na
Boukharia. Esjea rerearam approximar-se das
posse>ses inglezas e vo di igiudo as suas forcas
para o lado da China.
De io a 20 de agosto devem-se reuuir na
Crimea cora o ezar.o vce-rei do Egypto, o princi-
pe Carlos da Roumania, c o general lgnatief ti-
tular da embaixada russa em Conslanlnopla.
oanunv.
Assegura-se quo as divergencias entre Porta
Otlomana e o vice-re do Eygpto tei u Satisfacto-
ria soluco. O sullo encarregou Hassan Effendi
de levar ao Cairo uma caria em que pede expli-
caces ao vice-rei do Egypto acerca dos inciden-
tes de sua recente viagem Europa.
Sefer-baja, amigo intimo do vice-rei do EgyfJl i
[i,ii liu de l'aris para Constantinopla com a missao
espacial de assegurar ao sullo, que nenhuraa
potencia da Europa proteger o vice-rei alm dos
seus direitos.
O governo ottomano ao passo que faz forti-
ficar as suas ii onteiras, manda comprar na Her-
zegovina e na Bossua consideraves porces de tri-
go e grande numero de cavallos.
Diz-se que o principe Carlos da Roumania
j desistia de sua viagem Crimea depois de ter
ldo uma carta do re Guilherme em que o acon-
sclhava a nao visitar o imperador Alexaudre, para
nao fenr as susceptibilidades do sullo.
O ministro do interior dos principados Danubia-
nos, leve urna longa conferencia cora o ministro
dos negocios estrangeiros da Franca o principe
de la Tour de Auvergue. O principo Carlos de-
gftja ardentemento uraa entrevista com o impera-
dor. Napoleao, b as-egura-se que a viagem a Pars
do seu ministro de interior tena relaces com este
facto.
POBTUGAL
Em vista da. denegacao do voto de conQanca,
proposto na cmara dos deputados pelo merabro
Luiz (te Campos, para que o ministerio se recoin-
pozesse, foi e-te obrigado a apresentar sua demis-
sao ao re, a que Ibas foi acceda, sendo incumbi-
do da organisacao do novo o Sr. duque da Loul,
que.assim o conpoz :
Presidencia do conselho c ministro do reino,
duiiue de Loul;
Fazenda, Braancamp;
Estrangeiros, Mondes Leal;
Obra publicas, e interino da guerra, Lobo
d'Avila ;
Justica, Luciano de Castro;
Marmita, Babelle da Silva.
Acerca dos novos ministros escreve-uos nosso
correspondente de Lisboa;
OSr. JosLuciaao de GajAro, director dos
nroprios nacionaes no ministerio da fazenda, an-
ligo depntado em mudar legistatnras, exereeu a
advogacia ne Porto com rauta dislinco. Como
jornalisia, omo orador parlamentap, e corao^tanc-
cionario superior tem provado exuberanieoaaflte
o son tlente- Oxal qno a expectativa eoJWsK
ponaam aos factos. E' anda mo^o, c ndepen-
dente. Creio que natural do districto d'Avero.
N'osta cmara foi adversario enrgico do gabi-
nete Sa hispo do Viseu.
O Sr. Lufa Angusto Reltello da Silva tam-
hein ministro pela primeira vez. O seu nomo
to conliecido, como cscriptor e como parlamentar
qoe bem escusado dizer mais sobre uma repu-
Sa< litteraria das mais solidas qne a penn-
tora n'esle secute. Sobre a sua polti-
ca, aecusam-no os emules de versallidade cons-
tante. E' natural porm, que a situaco de que
hojo faz parte e que tanto cuntribue "para crear,
tixe sobre o ponto de vista pratico os seus princi-
pios, que sao indubilavelmente progresistas, pa-
irioticos e liberaes.
O Sr. Braancamp tem sido ministro militas
vezes e fazia parte da fnso, bem como o duque
de Loul, con) os membros do partido regenera-
dor que annuiram aquello transitorio pacto po-
ltico.
O Sr. Mondes Leal, deixou vantajosamente
assigaalada na marraba e administracao do ultra-
' mar a sua passagem no poder. Veremos o que
faz testa da repartico dos negocios estrangeiros
onde Ihe nao falta que fazer tambera.
O Sr. Lobo d'Avila, um dos deputados que
mais generosamente combateram essa triste sita-
Sao que ha doos das desabou ao som das risadas
a publico, e ipie tao boa occasio perdeu de dis-
tinguir emquanto Ihe soprava o vento da popula-
ridade ; o Sr. Lobo d'Avila dzia, um dos ho-
mens que mais tem estudado entre nos a questo
de fazenda e tao feliz foi, quando ministro, que
ainda se nao tornaran) a fazer transacoes to van-
tajosas como entao, neui os fundos portugnezes,
depois, subiram tanto, pois os deixou a 45 0/0
quando sabio do poder em 1804.
Tem obrigacaolde fazer muito no ministerio
das obras publicas, porque, sendo engenheiro e
merabro do couselho das obras publicas deve eo-
nhecer a fundo as necessidades da repartico a
seu cargo.
Diz-se que o general Luiz Maldonado d'Eca,
ser nomeado ministro da guerra, deixando entao
o Sr. Lobo d'Avila a inierinidade dessa pasta.
Ainda sobre o ministerio escreve nosso cor-
respondente :
Hoje rcuno-se o conselho de estado (arase
tratar de prorogaco das c tos. O Sr. Braan-
camp (ministro da fazenda) declarou qne teneioua
o governo que se discuta o orcamenlo ainda nesta
sessao legislativa, mas se for preciso, ser apre-
sentada nutra le de meios. Com relacao a lei de
desamorlisaro dsse na cmara dos pares que a
considera como necessidade que deve ser votada
n'esta mesma sessao, porque ella deve dar terca
ao governo para obter mais fcilmente os meios
necessarios as pracas estrangeiras, como o aug-
mento da conlribucao, que nao podem deixar de
ser consideradas contrbuices de guerra ao me-
nos por um anno, vista a desigualdade das bases
sobre que recabara.
DjSse. cftiicJuiuiln. nun abraca as ideas da re-
vulucao de Janeiro, e nao os sous desvies, porque
cssas ideas j e>tavara ha muito na mente de
todos os horaens polticos que se iuteressam pelas
coisas d'este paiz.
O presidente do novo conselho de ministros
(duque de Loul) dispensou-so de apresentar pro-
gramla, c alludio ao muito que sao conhecidos
os membros do gabinete.
Na cmara dos pares, o marquez de S Ran-
deira. explicou a queda do gabinete em puncas,
mas tenebrosas phrases:
O ministerio de que llzera parte tinha apre-
sentado como urna proposta de le na oulra c-
mara para se dar a quantia de 47,000 libras em-
presa dos caminaos, de ferro de sueste, cora o fira
do acabar todas s transaeces cora essa empreza,
e poder contrahir um emprestimo com a casa
Stern, para pagar no dia 17 do corrate a quan-
lia de 574,000 libras casa Goschen, e no lim do
moz pagar mais algumas letras no valor de 900
mil libras; porque so nao se podessem fazer estes
pagamentos, as casas que trabara as letras que se
lio de veocer, lancariain no mercado muitos mi-
niares de contos (10:000 cantos) de inscrpeoes
que tem de penhor a 2o c 26 0/0, e a banca rota
era o resultado nfallivel deste aconlecimento.
O Sr. Yaz Preto fez sentir cmara a tristis-
sima siiuaco linanceira a que o ministerio de-
inissionario lerou o paiz.
t O Sr. Braancamp dsse le o governo conla-
va com os mesmos meios com que contava o an-
terior para satisfazer esses encargos, porque en-
trando agora e pola primeira vez no ministerio da
fazenda, e estando to prxima a epocha do paga-
mento das letras, na era possivel arranjar outros
meios.
Na cmara dos deputados, perguniando o go-
verno u'uina serie de quesilos formulados pelo Sr.
S Nogueira, o Sr. Braancamp declarou qne adop-
tara algumas das propostas do Sr. conde de 8a-
raodes, mas que eutras, nao as aceetav;>.
a Acceitava 1 a que dzia respeito ao augmen-
to de contrbuejio predial; 2" a que reforman o
imposto de registro ; 3 a que abola os previle-
gios concedidos aos banco* e companhias ; 4o a
reforma do imposto do sello ; o a que torna obri-
gatorias as lcencas ; 6o o imposto sobre os arra-
zoaes ; 7o a proposta que concede um praso para
o pagamento dos impostos vencidos; 8- a que es-
tabelecia a continuadlo da deducao nos ordenados
dos empregados para o primeiro semestre de 1870.
t Algumas alleracos eomtndo propora para es-
sas propostas. Tratara di questao da des^morti-
sacao, e da questo das pautas. Tambem fallaran)
os'Srs. Lobo d'Avila c Luciano de Castro. A fal-
ta de lempo inhtbe-me de extractar as declara-
eoes d'estes dous ministros; mas as principaes
sao as ao ministro das fi naneas, porque a nossa
questo principal, a da fazenda.
Foi recebido no dia 6, em audiencia diplo-
mtica, o Sr. D. Angelo Fernandos de los Ros,
ministro hespanhol em Lisboa, o qual pronunciou
o seguinte discurso:
t Senhor:Tenho a honra de por as maos de
vossas magostados a carta de sua alteza o regen-
te de Hespanha. que me acredita na qaalidade de
enviado extraordinario e ministro plenipotencia
rio junto da vossa augusta pessoa.
0 governo da naco hospanbota servo-se
carregar-ine de renovar a expressao da sua
oonsideracao para com vossa magostado e sua real
..ni* n itn .mu r.iciuiti, vmoatliia ne a noble
en-
alta
W!'H IUV1 V"" !"' *._.. --------u
familia, e do seu respeito e sympatlna pela nobie
naco porlugueza.
Pela ininba parte, nao repetir! o que todos
quantos me lera procudido n'tste honnoso cargo,
durante o feliz remado de vossa magestade, so
lem apresado a reconhecer e declarar solemne-
mente, pelo que respeita conveniencia mutua
de eslreitar e fortalecer, cada vez mais, as j por
fortuna muito amgaveis relaces dos dous povos
visinhos, identificados peta origm, tradieco o hi--
toria, como o esto pela natureza que rega as
suas campias com os mesmos ros, e que lianna
as suas costas com o< mismos mares; prero
consignar n'este momento, to notavel para mim,
a esperanea que me anima de supprr o escasso
das minhas forcas, com os meus inmensos dese-
jos, de que se eumpram os que cora toda a so-
lemnidaue tem manifestado o governo de Hespa-
nha, o qual, temando pnr base da sua poltica pe-
ninsular o mais sagrado direito pela autonoma,
independencia e mesmo pelas susceptibilidades in-
ternactenaes, se acba disposlo a empregar todos
os meios. que estejam ao seu alcance para aug-
mentar o cimento dos interesses, facilitar as com-
raunieaee a os lagos, mercantis, supprirair as
quanlo conlribua para qne reciprocamente sa co-
nhecam, se aprecien), lavorecam, apuiem e frater-
nisem, unas nacoos que tao respailadas se soube-
ratn fazer em ambos os mundos ltu tente po-
dem pezar nos dstinos continentaes.
t\wiea seria a rninna Jurluna, se uo dasempe-
nbo da misso que rae foi coramettida, n alean
ca*su os efreifei da notoria honcvolencia de vossa
magestade e do seu governo.
S. M. el-rei respondeu :
Sr. muistro.Recete), com' muito pra-zer, a
carta de sua alteza o regente de Hespanba, e m
que, manifestando-uie o desojo de inanter c cstrei-
tar cada vez mais a boa ntellgencia e as reta-
cos do amisade quo felizmente subssteiu entre
os dous paizes, me annuncia ler-se dignado no-
mear-vos enviado extraordinario e ministro ple-
nipotenciario junte da rumba pessoa.
Animado do iguaes sentimentos, aprecio dV
vdamenle a declaraco que acabaes de fazer-me
sobre as bases da poltica do governo de Hespa-
nha em relacao pennsula; e terei semprc come
um agradavel dever o contribuir por todos o
meios ao meu alcance ^ara quo d'essas boas rela-
ces resnUem todas as vantagons que os dous po-
vos, tao intimamente ligados por mutuos interes-
ses e honrosas tradieces, teora direito a esperar
do patriotismo e Ilustracao dos seus respectivos
governos.
Ao rogar-vos, pois, Sr. ministro, que sejaes o-
fiel interprete dos meus sentimentos o dos votos
que taco pelo ventura do rugente e prosporidade-
da nobre naco bespanhola, nutro a bem fundada
esperanea de que no desempenho das funeces do
honroso cargo que vos foi confiado, sabereis corr-
cliar-vos a approvaco de sua alteza o regente,
a nimba estima e coiisideraco do meu goveruo.
Dando conia da recepgo desse diplomara, diz-
nos nosso correspondente de Lisboa :
Vera todos os jornaes com um curosissmo
communicado da agencia telegrapliicaFabra, raas-
com o competente correctivo.
Es a coiiiinuniracao
Madrid 10.A-'inslrucccs dadas a Fernan-
dez de los Ros sao as seguate* :
Por meio da mprensa p.utugueza, e contando'
com a influencia de alguus horneas polticos, Fer-
nandez de los Ros deve preparar a opinio publi-
ca para que aceite sem inconveniente o prejecto
em cuja realisaco traballiam l'n;i, Sagasta, M-
lans del Boscb, Madoz e alguns oulros.
A realisar-se essa projeeto Portugal ea Hes-
panba conservariam a sua autonoma sob o scep-
tro de cl-re D. Luiz.
Seria ndependenle o ininisterio de cada urna
das naces, excepto o da guerra e o da fazenda, e-
o rei residira em Madrid, mis irla a Portugal pa-
ra presidir abertura do parlamento. Em urna
palavra, a Hespanba e Portugal cliegariaui a ser
como sao actualmente a Austria e a Hungra.
O rei I). Luiz aceitn este projeclo para cuja
realisacao prometteu todo o seu apoto e influencia.
O nromuteres dustas ideas julgam que des-
10 modo brCTcmontc cr fu!,, eminm ibrica desapparecendo o romo do Portugal do
inappa das nacoes.
O correclivo a to inesperada ccramunicaco
e do secretario da legaco bcspanhola, o qual tam-
bera so dirige a todos os jornaes de Lisboa :
Acabo do enviar ao representante da agencia,
lelegraphica intitulada Faina una carta de que a
V. Ibe envi a seguinte copia, i" gando I be se sir-
va publica-la no seu jornal, no caso de inserir a
correspondencia a que ella se refere.O Io secre-
tario da legaco.HPetano.
Sr. D. Antonio A} da SilvaO Sr. Fernandez
de los Ros acaba de receber a caria do V. e jun-
tamente urna correspondencia de Madrid, datada
de 10 do corrale, em que se pretende dar co-
nliecmento de suppo.-tas inslrucces, que se as-
seguraiu como certas, mas que sao manfestamen-
tc fosas. Fui oncarregado de responder ao deso-
jo que V. manifesta de quo Ihe seja confirmado
ou negado o cometido da citada correspondencia,
dizcudo quo nao verdadoiro ncm o pode ser
cousa alguma que atlribua ao governo de Hespa-
nba a idea de attentar por qualquer modo contra
a autonomia de Portugal.
t Eslimo que V. jnlgasse conveniente darme
conliecimento dessa correspondencia par- Ihe ob-
iervar qiie so ella vir a luz publica, esla legaco
teri, muito a seu pesar, a necessidade de osar dos
seus direitos e dever do c.rrigir as calumnia
que possam exorcer influencia funesta as rela-
ces cordaes de dous pavos limilropbes, que re-
cipocranjente se estimara c respeilam.
i Sou do V. com a devida consideraco etc.
O 1" secretario da legaco, ti. Peta no.
t J pjdem d'aqui avahar (|ue se o correctivo
e solemne desmentmente tardasse vinte e quatro
horas podia causar disturbios graves e grande ex-
citacao popular. Comtudo, vi>to haver-se alli fal-
lado'na pessoa do rei, preciso que o governo e
a folha ollieal facara deemraces positivas.
A curvla Stepkania estiva em Brdeos,
atira de recomluzir S. M. a rainha, que recetes
cm Vicnna d'Aastria demonstraces significativas
da paite do imperador e da corte. O estado de
sade do S. M. ainda melindroso, mas nada tem
de pergoso.
O Sr. hispo do Vizeu volteu a assumir a re-
gencia do seu bispado.
Fallcceram: o general de brigada Pedro Aus-
pico Andr Gilton, adido ao castello de S. Jorge
era Lisboa : c Julio Augusto G oes da Silva San-
ches, fllho do finado ex-minisM Silva Sanches.
Da carta, de nosso correspondente de Lisboa
ainda copiamos o segualo.:
Parece que o governo nglez deu completa,
salisfaco pelo atteatado que contra a nossa ban-
deira commettea um ofJkial britan.co governa-
dor de Serra Lea.
Este atteniado tora o terein os inglezes anu-
do a bandera porlugueza no rio randa da Gui-
, em frente do archinelago do lisags. Admi-
ra, porem, que tendo sido publicada a adronU,
o governo nao tornasse tambem publica a repa-
racao. Como havia de serassim.se tedo-o lem-
po era pouco para intrigas internas entre a prn-
pria materia e no proprio conseibo do ministros !
t Tem bavida grossa paucadaria na Covillia
por causa da conslruccite do um cmiterio que u
povo mo i|uer. As mulberes lera tomado a ini-
ciativa desordera. O administrador do consoUio
foi ameacado. Urna das heroinas, vendo que Ihe
faltava patita para chegar o tejo as tapume do
ceratero, despo a saa e queiraaudo-j, serva-
se d'ella para incendiar o tapune. Esto na Co-
vilba 222 pncas, cora o auxilio das quaes se es-
perva restaiieleoer a ordem,
Nao se verifica a noticia espalhada por uma
ou duas tenas altelas ao gabinete episcopal do
que era Braga e varas povoaces do Minho ha-
via excitacoes contra a cmara' dos pares, pedin-
do a reforma d'aquetla casa do parlamento. Nao
passou de manejo para ver se assim infloiam no
chefe dj estado para acceder as propostas urgen-
tsimas do fazendas.
' Tem chamado (antas destes ltimos das de eri-
se ministerial) a att-.npao publica, sobre tudo na
cidade do Porto a questo dos lestameuteiros do
conde de Ferretea. Parece que a oppossican mo-
vo-se priQcipalmente ao Sr. Jo Gaspar da Grana.
Houve na pretrita quinzena um meeting em que
orou brilhantemenle o Sr. Yieira de Castro. Viera
a Lisboa uma deputaco pedir ao ministro do re-
no providencias para'obrigar os testamente
cumprir quanto antes o legado rea
iruccao e dotaeo de um hospital
de
Itias qn sa- oopCera ciccalacio,, e assirailar I naquolla cidade. afaoio qao algaus
eons-
jlienados
ceios da


Diario de Pernambuco Sexta feira 27 de Agosto de 1869.
)
eooto3 esta) estacionados lia mais de tres auons
as mos dos teslatnonteiras, c o hospital anda
nao fot principiada Os muros dous teUamon-
teiros sao os Srs. Antonio F. dos Santos M. G.
Soares. Publicaran! em 30 d> passado anouncios
para que i|uem quzesse losse ao seu eseriplono
examinar a oscripturaco para prova do sua hon-
radez. Entretanto a hooestidade destes cavalhei-
ros nada prova para o caso. A rorainisso que
viera a Lisboa no dia 31 coinpoz-se dos Srs. Cus-
todio Jos Vieira, Vieira da Castro a Manoel Viei-
ra Borges.
.1 Se uns Viciras houvesse no Porto, mais Vio-
ras tinham viudo. O certa que foi publicada
urna portara ao procurador ge ral da rora para
que intimo o ministerio publico no Porto para to-
mar conhecimento judicial toquetea* dos repre
sentantes, e fazer entrar cm deposito a quaulia le-
gada para o referido hospital.
Foi concedida lieencu ao marechal duque de
Saldanha para estabelcccr na estrada desde o
Carrejado at Alenquer um carril de ferro, com
o fnn de transportar passageiros o mercadorias no
material circulante pelo systema Larmanjat.
A collocacode>le carril nao impidir por for-
ma alguno o servico ordinario da estrada.
No dia 3 retiron-sc para Tunis a embatada,
de que Ihe dei noticia na mala de 29 do passado.
Deixaram varias condecoracoes e levarain ou-
tras Je c. lias se destes cumpriuientos diplo-
mticos resultar um tratado de eommercio, ser
a visita vantajosa para os dous paizes.
Foram concedida j as pensoes de sanguc a
algumas viuvas de offteiaes morios em 5 de agosto
lo 1868 no cmbale de Massangano. Faro esta
rectificar.i, mas tica de pe o que ba lempo disse
sobre a demora nestas pensoes.
Em Lisboa procedeu a cmara municipal ao
exterminio de caes vadios com a otrichnina. 0
envenenamento era rpido, mas como os cadve-
res eram vendidos ou tomados para una empre-
za dequaripages (esfoladores) que fazem guano
com os despojos de animaos, interpoz-se a junta
consultiva do sade, e suspendeu-se a matonea
dos caes por aquelle systema, visto que se (leve
averiguar se as qualidades toxicas striebnina se
eommunicam ts pelles depois de curtidas e que
se empregam no fabrico luvas, bemeomo angua-
uo com que se estrumam vegetaes de quotidiana
alimentara.). A quesio seria, e os competen-
tes estudam-a : mas quem nos livrar dos euYi-
tos de tantas noitcs em que os empregados da
municipalidade andaram a envenenar caes pelas
mas da capital a torto c a direilo I Ha tal que
nao quer calcar luvas to cedo.
0 duque do Saldanha entregou a Lesscps urna
carta autogj-apha do Sr. D. Luiz Io e a gra cruz
da Conceicao, como signal de deferencia pelo il-
lustre promotor da obra mais grandiosa deste s-
calo, como realmente a abertura do canal de
Suez.
Clicgou a 7 de junho ao Cabo da Boa-Espc-
ranea o vapor Borneo que levava a expedicao pa-
ra Zambzia com 21 dias de viagem cxccllente.
Uom comportameiito da tropa. No. niesmo
navio foi a subvenco para a provincia de Mo-
eambique pertence ao 2 quartel d) correntc
nno.
Entrou hontem oXavarre dos portos do Bra-
sil Trouxe 19i passageiros, sendo 60 para
Lisboa.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
THBATRO DE SANTA ISABELA companhia
lynca, quetrabalba neste theatro, cantou ante-hon-
tem pela primeira vez a opera de Donizctti, em 4
actos A Favorita.
Sendo esta opera pouco conhecida entre nos e
nunca tendo sido aqu cantada, vamos esbocar li-
geiramente o seu entrecho.
Em 1310 ATonso XI, rei de Castalia, seduzio
urna donzella de nome Leonor ; de quem fez sua
amante, e quem amava apaixonadamente.
Fumando, pobre e plcbeu, vendo-a um dia, por
occasiao de um olllcio sacro n'uma igreja. perdo-
ne do amores por ella, cujo nome, fortuna e posi-
eo igoorava.
Por intermedio dejgnez, aia e confidente de
Leonor, consegue urna entrevista com esta, dizen
ilo-lhe ento Leonor que o^ma. Nesse entretanto
chega o rei, e Loonor t-Ao fugir ; o que induz
Fernando a supp-la da mais nobre estirpe, para
d ahi concluir a impossibilidade da sua unio,
vcnladeiro anhelo do seu apaixonado eoracJio.
.MT...I-.I s.i doolara jiucri.i aos r^is de Marrocns
Granada; e Fernando, julgando azada a occasiao
de so onnobrecer pelas armas, e t)rnar-se assun
digno de Leonor de Gosman, alista-sc no excrcilo,
o destingue-se por tal forma, que o rei o agracia
com os tralos do conde do Zamora e marquez de
Montre.il, quando, aps a victoria o encentra em
seu palacio.
Fernando pede-lhe, porm, como nica recom-
pensa dos seus serviros, a mao de Leonor. Affon*o
vacilla ; mas, j sabedor do amor que por Fer-
nando nutre Leonor, concede-lh'a com as condi-
Cdes de serem effectuadas as nupcias poucas horas
depois em seu palacio, e de parlircm os desposa-
dos no dia scguinte.
Effectua-te o casamento, ignorando Fernando
que Leonor mame do rei.
Depois das nupcias, os fidalgos da corte de Af-
fonso exprobam Fernando o seu proceder; este
admira-se e os lidalgos recusam explicar-se ; en-
tra Baldassarre, superior do convento de S. Jaro-
me, amigo e protector de Fernando, e Ibe expli-
ca o negocio.
Fernando fica como louco, langa aos pe* do
rei as insignias de grandeza que lne dra, pois
3ue regeita honras compradas pelo prero de *ua
ignidade, e repudia Leonor.
Leonor obrigada pelo rei a partir da corte ;
Fernando faz-se frade, entrando no convento de
S. Jacome.
Leonor, ralando-se de saudades por Fernando,
disfarca-se em frade.e penetra do pateo do conven
to com o flm de Ihe fallar. Nessa occasiao pro-
fesa Fernando, e ella ainda ouve as meloda'do
orgo que celebra essa festa da relgo.
Acabado o acto, sae Fernando, encontra Leonor
desfallecida sobre os degros do cruzeiro, rero-
nhece-ae exproba-lhe a audacia; Leonor lanca-se-
ltie aos ps implurando o seu perdo.
Ha entao urna explicarlo entre elles, na qual
Leonor Ihe narra que Ignez, sua aia, fra incum-
bida de referir-lhe sua posicao na sociedade, e
que, mandada prender pelo rei, nao peder cum-
prr a mi-sao, que teria salvo ambos de una ver-
gonba tio grande.
Fernando perda-lhe, e quando Iho jurava
amor eterno, e cogitava meios de fugir com ella,
Leonor desfallece e morre, pronunciando a bella
phrase :
Un giorno, oltre la tumba
Riunite saremo, addio I
Entra Baldassarre, e invoca a proco dos frades
por sua alma.
Fernando, ajoelhado a inclinado sobre o cadver,
ri repon nos degros do cruzeiro, exclama
va irado :
Anch'io
Air dman la vostra prece.
, A msica, como no geral das operas de I)o-
nzettl, doce, tena, melodiosa, e de diffleil exe-
encio ; prima pela pureza do rithmo e pelas har-
mon29 (JUC d**eivv,ro o* sentimentos em jogo.
Pdese dizer que poucas sao as notas dessa
jnnsica sublime, que nio sejam credoras de um
applauso, tal a sua belleza e perfeito eroprego
na partitnr .
no primeiro acto sobresaera o romance do te-
nor, sobretudo na parte descriptiva Una vrgine,
un anoto di Dio etc.; o caro da aia e das don-
zellas bespanholasBe raggi lucenti, e o duelo
lo (Mor e da prima-dona, cujo alegroCh'io deb-
ba tasciarti, lindissimo.
No segundo acto notase urna aria do barytono,
c logo em seguida um dueto deste e da prima-do-
na, que foi muito bem canudo, mxime na parte
Ak I l'alto amor che nutro m petto, onde am -
bas as vozes sobresahirara pela doce expressSo e
pelo timbre sonoro. Ainda neste acto noUvel o
linal, que encerra muitos bellezas. Ahi notamos
urna de afinaco commovente das vuzes : duas
iguaes essa lar nos-hiam abandonar o theatro.
No terceiro acto temos a grande aria da prima-
dona hinque fia vero, oh ciel I. que foi bem
cantada, merecendo applausos, sobre indo na par-
leGi la tomba a me s'appresta, onde a Sra.
Arnaldi cantou com muito sentiraenlo, o que alii<
foi cousa rara, visto como do geral da opera mos-
trou-so fra como a nev Essa aria encerra bel-
lezas admiraveis de sentimentalismo : sent se,
por **im dizer, com as notas do canto se agita-
ren) n'aima as mais doces paixdes.
Nesse niesmo acto ainda absorve a attencao m
quintero que ha na ltima scena, e que de effei-
to admiravelmente sorprendente.
.Ahi canta o tenor :
< Un giuro, dellalma
i .Vita spento il candor,
< Pi renderm in calma
on pitte Tonar ;
e a prima-dona :
Se il ver, di qiteWalut'i
Turhrivn il candor,
> Perch nella calma
Sfiminmi al suo cor ?
E esse oonjunelo de urna harmona maravi-
llosa ". soberanamente bolla.
Esse quinteto foi mui bem cxocuUdo, e bem
mereceu as palmas que Ihe deram.
No qaarte e ultimo acto ha a notar urna linda
aria do tenor, o o duelo de Fernando e Leonor,
tenor e prima-dona. E>te duelo multo temo, e
tem a eoqueneia da tristeza, principalmente ond
diz:
Vieui, oh piem, io m'aljbandono
Alia gioia che m'inebria
i Del mi cor V reto il nono.
Teco alalo o v morir.
Nao poda estar melhor inspirado o Ilustre
maestro, quando escreveu esse duelo : o pansa*
ment transluz por entre asuntas dondas desse
canto, c a alma vibra toda meloda, ouvindo as no-
tas do dueto.
A opera parece ter agrado, apezar dos defei-
tos de que se resenta, por falta ttUcez de ensaos,
o por que, digamos de nmt vez. tal vez forte do-
mis para a companhia.
Todava o tenor, o baiijtono c o bai.ro cantaran)
bem, e a prima-dona esforcou-se quanto pode por
agradar, nao conseguindo asseohorear-se da s cao porfaa, sem duvida, da vida, que se esque-
ecu do dar ao papel de Leonor.
O tenor mesrao, so cantou menos mal, nao dra-
matisou convenientemente certos lances, como
uo em que provoca os fldalgos a se explicaren!, e
no em que joga aos ps do rei as insignias que es-
te ihe confia:?.
Emlim n'uma primeira represenlacao muta
cousa desculpavel, u por isso passamos em si-
lencio outros pequeos deffeitos.
Conlirnia-se o nosso juizo sobre as vozes
prineipaes da companhia, que linliain tomado par-
te no Baile e Mascaras. O Sr. Scollar, baixo da
coinpaiiliia, possue una excelienle voz. J co-
ubeciilo do nosso publico, que o ouvo uo prxi-
mo passado anno.
Anianba, pela segunda vez, eanta a compa-
nhia a Favorita, de Domzelti.
CAlTUllA. Achandoso pronunciado no arl.
192 do cdigo criminal combinado com o art. 34,
foi recolhido casa de detencao Joo Itodrigues,
preso pelo subdelegado do Poco da Paneila.
PRONUNCIA.Pelo juiz municipal do termo do
Brejo foram pronunciados dentre os reos contem-
plados no processo instaurado pelo assassinato do
inspector de quarteiro Alexandre Jos de Aran-
tes, os de nomes Jos Ferreira de Araujo, conde-
cido por tambor, I '.lar nula IV re en lina da Concei-
cao e Francisca Manoela do Nasciinento, Antonio
Marlns Chaves e Marlinho Antonio de Siqueira.
ESTELLIONATO Pelo subdelegado do primei-
ro districlo da freguezia da Escada acaba de ser
preso, por crime de estellionato, o invalido da
patria Romualdo Pereira Gomes.
SAPHYRA.Este vapor da lnba de Liverpool,
era esperado em Lisboa, em viagem para nosso
porto, do 15 a 18 do correte.
CEARENSE. Este vapor da linha Red Cross,
era esperado em Lisboa, em viagem para o Para,
Maranho e Cear, de 16 o 18 do crreme.
CONDECORACES ESTRANGEIRAS.-Peio go"
vern de S. M. Fidelsima foram agraciados :
com a cominenda de Christo o Sr. Dr. Claudno
de Araujo Guimares, cnsul portuguez em Per-
nambuco, o Exm. Sr baro do Livramonto ; e
com o habito da Conceico o Sr. Joo Luiz Fer-
reira Ribeiro.
SEGREDO E AMOR DA ORDEMHoje reune-
se esta sociedade benefiecnte, otn sessao extraor-
dinaria, para a qual convida os seus respectivos
membros.
NOVA BANDEIRA. Desde o l. do correnle
mez, a marinlia mercante austro-hngara usa a
nova bandeira creada pelo arl. 6." da lei de 21 d
dezembr de 1867, que regulou a unio aduanei-
ra e c.unmercial entre os reinos c territorios per-
tencentes Hungra di mitro.
A HARPA DE DEUS. O festejado drama-
turgo portuguez Cesar de Lacerda acaba de fazer
no thealhro do Principe Real, em Lisboa, a leitura
da sua opera mystira Harpa de Deas. A' esse
respeito diz o Jornal do Cominercio :
< Fez na quarta-fera noite, no theatro do
Principe Real a leilura da sua nova composico
dramtica o Sr. Cesar de Lacerda, perante um es
colliido auditorio, em qu alera d.s .lonm- o
actores d'aquelle theatro se encontravam muitos
jornalslas e hoinens de letras.
Conconlaram todos em que a Harpa de Deits,
-ubre estar bem escripia e ter algumas pecas poe-
tice de elegantismo estylo, cheia de intressan
tes stuacoes e abunda em scenas de seguroeffeito
Opera mystica Ihe chama o fecundo dramaturgo,
e nnguein de cerlo Ihe recusar a qualifcacao,
ouvindo os bellos trechos de msica quo exprs-
smente cumuoz o Sr. Gomes Cardm para realca-
la. A Sra. D. Carolina F*leo de Lacerda teve a
condescendencia de cantar alguns pedaro* da
parle de Santa Cecilia que por esta dama ser
deseinpenhada. Acompanhou-a ao piano o joven
iraesiro portuguez, prestand )-se tambein o Sr.
Maggiolo a cantar da parte de Satn o bastante
para se fazer idea de tio original composico.
J n'esta folha tivemos occasiao de mencionar
as pegas musicaes da Harpa de Deas que mais
notaveis nos pareceram.
O Sr. Lacerda preceden a saa leitura de urna
breve mas conceituosa exposico sobre a ndole
e a tendencia e gusto geral do nosso publico para
as pecas dramticas ontremeadas de canto, fugm-
do porem de fatiga-lo mais com o genero insulso
de agurantadas parodias cora que Unto se tem
abusa lo 'estes ltimos lempos da paciencia dos
espectadoras.
A Harpa de Deas nao todava urna oratoria ;
entretanto urna peca de grande espectculo e
aproveita elementos phanlasticos que muito con-
correm para Ihe dar extraordinario relevo Ues
como as dissolutas festas do paganismo em honra
de Raccho, os congressos diablicos de feiticeiras
e dancas macabras, coros infernaes, appari-
c3cs, etc.
Tal apparato e visualidades, basUriam para
captivar as plateas, sobredorando ludo Com a
partidura, auspiciosa estreia do Sr. Cardim em
obras de grande alcance lyrico.
AcrediUmos, porem, que ainda mesmo inde-
pendeniemenle d'essas sedurodes scenicas o pri-
mores musicaes, a contextura do drama, a lin-
guagem, vigor e sentimento com que o Sr. La-
cerda o declnou e escreveu, tal que ficar para
se ler com muito agrado.
Os Srs. Lacerda e Cardim foram vivamente
felicitados por quantos assisliram a estas primei-
ras provas de urna composico, que, se nos nao
engaamos, esU destinada a viver muito e com
muito applauso, sobretudo sendo posta em scena
rom o esmero e consciencia que o Sr. Santos, em-
prezario e director d'aquelle theatro, costuma
empregar em coisas de arte.
Os ensaios dos coros j principiaran).
BARCA S. JOO.Acerca deste navio portuguez
que vinha para nosso porto, encontramos o se-
guinw no Commercio do Porto, de 3 do cor-
rente :
no PortoLaura, Sophia e .Xw i Sjmpithia para
Pernambuco ; Formosa, para o Maranho
NAVIOS CHEGADOS.-A LUbnCahl a 28
He PeriiambLio, Bom Saocesso a 23 d. Miranh"
l'araeiue (vapor) a 6do Ciar. Olinia (vapor) a
11 de, Pernambuco ; ao Porto Seguruuca a 29 de
Pernambuco.
NAVIOS SAHIDOS. -Da Lisboaa 2 Jerome
(vapor) para o Para, a i Bella Figuetrmse para
Pernambuco, a 8 Anglica pira o Para,e a 9 Van-
ea para o Miranda); do Port-ii 2t Flor di Vez
para o Para, a 4 .S. Joo para Pernambuco, a C
Amazona para o Para, e 7 Marta Carotint para o
Maraulio.
FUNDOS BRASILEROS.Eram assim rotados
na praca de Londres, a ultima -lata :
8 o/o de 1853 8> a 93
5 % <1 IMS 8i J/4 a 8o /.
4 Vi% <1 4 Vi % de I8C3 72 a 74
DORO.Este vapor, da liulia de Southainpton,
entrou cm S. Vicente no dia 19 do crrente, com
6 dias de viagem do nosso porto. S. A. a Sra. du-
quoza de Saxe achava-se restabelecida do seu en-
coinmodo.
DINHEIRO.O vapor inglez Oneida trouxe 500
para os Srs. Adriano Castro & C e 300 para
os Srs. J. Pater & C.
EM TRANSITO.-Vieram da Eiropa para o sul
do imperio 142 passageiros, no vapor inalez
Oneida.

3 a J. M. Palmen-a, 8 a J.
82 a F. A. Monleiro Ju-
GENEROS DE ESTIVA.-Com destino nos-
sa praca trouxe o vapor inglez Oneida: man-
teiga 20 barra a F. A. Monleiro Jnior, 12a a
Siuipson & C. ; cha 1 caixa a M. F. da CosU 4
C, 1 a Carvalho Zenha & C. ; fructas 20 caixas a
J. Correa Braga 4 C.; vinbo 1 caixa e 1 barril a
J. Thom, la G.O. Mann; queijos 15 caixas a
J. J. Goncalves Beltro, 33 a C .rga Iruio, 20 a
C. Zenha & C, 16 a J.ao I da Costa, 14 a Rosa 4
Filbos, 17 a Fonseca 4 Bastos, 45 a Joo Martins
de Barros, 2o a C. A. Sodr da Motta. id a Th. de
Aquino Fonseca 4 C,
Gerardo do Bastos,
nor.
LOTERA.A que se acha venda a 117" a
beneficio da Ordem Terccira do Carino, para fun-
daco de um hospiul, que corre no da 2.
BILHETES OFFERECIDOS. Numeracao do-
bilhetes da lotera U8aofferecidos pelo thesoureiro
das loteras para auxilio das despezas da guerra.
Bilhetes ns. 224 a 233.
Producto dos bilhetes offerecidos at hoja.....
7:714*200.
PASSAGEIROS.Chegados hontem da Europa
no vapor inglez Oneida :
J. O. C. Doylo e 2 lllhos, Alexandrina Gibson,
Mary Kranse, Jos Magalhes, E. F. Kittoe, C. D.
Sanderson, C A. Poreira Forgo, Joaquim R. da
Gama, sua senhora, Manoel F. Barbosa, Paulo
Caldoso da Fonceca, Manoel G. da Costa, A. G.
da CosU, Miquel Seusa, Antonio R. Per ira, Joo
A. F. Gama.
CEM1TERIO PBLICO.-Obtuario do dia 24 de
agosto :
Amaro Bandeira, Pernambuco, 63 annos, viuvo,
Boa-VisU; amolecimento cerebral.
Jeronymo Bibiano de Gouva, Pernambuco, 6G
anno, casado, Boa-Vista ; pneumona.
Josepha, Pernambuco, um rnez; Rocife ; convul-
socs.
Hontem, petas 11 '/ horas da manha, quan-
do sahia a barra a barca S. Joo, deu em secco
na restinga do Cabedello, em consequencia de
Ihe escassoar o vento c a mar vasar alguma
cousa.
A barca conservou-se direita todo o dia, e
como apenas tivesse dado em secco na prda e o
mar estivesse bom, bou ve esperanzas de a poder
safar na maro da tarde, einpre.'ando-se para isso
todos osesforcos. O navio flcou preso pela popa
por dous viradores e dous cabos, e em volu delle
estiveram quatro ou cinco lanchas com as respec-
tivas tnpolaQOes para ellectuarem as manobras que
fossem necessarias para o safarem do perico em
que fstava.
Parto das 8 horas da noite, como a mar esti-
vesse battme cheia, o navio principiou a batane, ir
e quebrando-se-lhe os viradores e cabos, foi pro-
longar se com Cabedello. Assim se conservou
por alguns momentos,* suppondo-o muHa gente
perdido, porem felizmente urna volu de mar f-lo
saar do sitio em que esUva e entrar pela barra
dentro, at que Ihe deram fundo as proximidades
da Cruz de Ferro.
A barca S. Joo ia carregada de gneros e
levava alguns passageiros para Pernambuco. Per-
tence aos Srs. Antonio Pereira Espinheira & C, da
praca da Babia. Os Srs. Lopes 4 Ferreira sao os
carregador -s nesta cidade
O navio, segundo nos informam, nao soffreu
avaria de matar e apenas fez alguma agua. Pa-
rece que vai ser vistoriado para depois seguir via-
gera.t r ^
NAVIOS A CARGAEm LisboaGratido, Pe-
reira Borges e Catle, para Pernambuco; Ligtira,
pira o Para ; e Bom Succetso, para o Maranho :
CHRONICA JCDiriARM.
TKisir.vti, n% m:i irlo.
SESSAO EM 21 DE AGOSTO DE 1869.
PRESIDENCIA 00 EXM. SR. CONSHLIIEIIU) C.VKTANO
SANTIAGO.
As 10 horas da manha, presentes os Srs. desein-
oargadores Gitirana, Guerra procurador da cora,
Lourenro Santiago, Almeida Albuquerque, Motu,
Domingues da Silva, Regueira CosU e Souza Lelo,
abrio-se a sesso.
Passados os feitos, deram-se os seguintes jura-
mentos :
Recursos eraos.Reccorrente, o juizo; rec-
corridos, Antonio Pedro da Cunta e outros.Re-
lator o Sr. dosembargador Almeda Albuquerque,
sorteados os Srs. desembargadores Gitirana, Do-
mingues da Silva e Souza Leo.Improceden-
te. Reccorrente, o juizo; reccorndo, Joaquim
Martin> da Costa. Relator o Sr. desembargador
Lourenro Santiago, sorteados os Srs desembarga
doro3 Almeida Albuquerque, Domingues da Silva
e Regueira CosU.Improcedente. Reccorrente, n
juizo; reccorrid, Joaquim Augusto de Vasconcel-
los. Relator oSr. dt-sembargador Lourenco San-
tiago, sorteados os Srs. desembargadores Gitirana.
Motla e Souza Leao.Improcedente. Reccorren-
te, o juizo; reccorrido, Manoel de Almeida e S I-
va.Relator o Sr. desembargador Almeida Albu-
querque, sorteados os Srs. desembargadores Giti-
rana, Motu e Regueira Costa. Improceden-
te. Reccorrente, o juizo; reccorrido, Joaquim
Poriiro de Parias.Relator o Sr. desembargador
Muta, sorteados os Srs. desembargadores Louren-
ro Santiago, D. da Silva e Souza LeaoDeram
provimento para pronunciar o querelado, Rec-
corrente, o juizo; reccorrido, Alexandre Avelino
da Cosu.Relator o Sr. desembargador Motu.
sorteados os Srs. desembargadores Gitirana, Al
meida Albuquerque o Regueira C>sta.Improce-
dente. Reccorrente, o juizo; reccorrido, Thcoto-
nio da Santa Cruz Oliveira.Relator o Sr. desem-
bargador Souza Leao, sorteados os Srs. desembar-
gadores Lourenc Santiago, Almeida Albuquerque
e Domingues da Silva.Improcedente. Reccor-
rente, o juizo; reccorrido, Severino Lcite Alexin-
dre.Relator o Sr. desembargador Souza Leo,
sorteados os Sr*. desembargadores Lourenro San-
tiago, MotU e Regueira CosU.Procedente. Rec-
corrente, o juizo; reccorrido, Miguel Cavalcaate
de Albuquerque.Relator o Sr. desembargador
Souza Loo, sorteados os Srs. desembargadores
Lourenco Santiago, Motta e Regueira CosU.Im-
procedente. Reccorrente, o luiso; reccorrida.
Francisca Mara da Gloria. Relator o Sr. desem-
bargador Souza Leao, sorteados os Srs. desembar-
gadores Lourenco Santiago, Almeida Albuquerque
c Domingues da Silva.Improcedente.
AfMBAm de peticao. Aggravante, Francisco
do llego Barros; aggravado, o juizo.Relator o
Sr. desembargador Lourenro Santiago, s meados
os Srs. desembargadores Gitirana e Regueira
Costa.No_toinaraai conhecimento.
Appellaco cmme.Appellanto, o juizo; ap-
pellaJo, Antonio Luiz de Souza.Improcedente.
Habrs Corpus. De Manoel Antonio de Je
sus.Conceaeram a soltura. De Jos Francisca
de Barros.Negaram a soltura pedida. De Flix
Jos da SoleJade.Ficou adiado o julgamento para
quando viesse as informaedes |>edidas. De Joan
Baptisu Cousseiro.Concedeu-se ordem para ser
apresenUdo no tribunal no dia 24 do corrente,
ouvindo-se a autoridade competente.
PASSAGENS.
Do Sr. desembargador Gitirana aoSr. desembar-
gador Guerra. Appellacdes civeis: appellantc,
Jos de Souza Nunes Braga; appellados, Francis-
co Goncalves da Silveira e oulros. Appellante, o
bacharel Francisco Luiz Caldas; appellado, Jos
de Abreu. Appellantes, Jos Barbosa de Barros e
sii3 mulhor; appellado, Joo Jos Bezerra.
Do Sr. desembargador Gitirana ao Sr. desem-
bargador Almeida Albuquerque.Appellaco ci-
vel: appellante, Antonio Atves; appellado, Jos
Dias da Silva.
Do Sr. desembargador Guerra ao Sr. desembar-
gador Lourenco Santiago.Appellaco civel: ap-
peilaue, Estevo de Albnquerquo Mello Monte
Negro; appellado, Jeronymo Barbosa.
Do Sr. desembargador Lourenco Santiago ao Sr.
desembargador Almeida Albuquerque.Appella-
co crune : appellante, o juizo; appellado, Basi-
liano Luiz da Silva.
Do Sr. desembargador Almoida Albuquerque ao
Sr. desembargador MotUAppellacdes civeis:
appellante, Joao Joaquim Pereira de Menl.m-
ca; appellado, Dr. Pedro de Atbayde Lobo Hos-
coso. Appellante, Joo Francisco Alves e Silva ;
appellado, o padre Antonio Jos Pinto. Appellan
to, Alexandre Rodrigues da Silva ; appellado, Hj-
norato Joseph de Oliveira Figueiredo.
Do Sr. desembargador Almeida Albuquerque
ao Sr. desembargador Gitirana.Appellaco ci-
vel : appellante, Tlwmaz Pereira de Azevedo; ap-
pellado, Bento Ferreira de Araujo.
' o Sr. desembargador Motu ao Sr. dosembar-
gador Domingues da Silva.Appellacdes civeis:
appellante, Antonio Francisco Martins de Almei-
da ; appellado, Jos Antonio da Silva. Appellante
o curador geral dos orphos; appellado, Manoel
Elias de Monra. Appellaco crime : apellante,
o juiz de direito; appellado, Francisco M. B de
Mello.
Do Sr. desembargador Dimingues da Silva a >
Sr. desembargador Regueira CosU. Appellaco
1 appellante, a junte administrativa da Santa
appellante. Ernesto Brasil de Mattos; appellados.
os herdeiros de Miguel Alves de Mello. Appellan-
tes, Hilario Thomaz de Oliveira e outros; appella-
da, D. Mara de Sao los. AppollcHo crime : ap-
pellante, Joaquim Rodrigues Franco; appellada.
a juslica publica.
Do Sr. desembargador Souza Leao ao Sr. des-
embargador Gilirana. Appellacdes civeis: appel-
lante, majar Rento Bezerra Ferreira de Mallos ;
appellado, Antonio Guedes de Mdura. Appellante,
D. Unibelina de Araujo Guerra; appellado, Rento
Jos das Nevos Wandorley. Appellante, Manoel
de Almeida Puntes; appellado, Joo de Dio Gui-
mares.
Assignoa-te da para julgamento dos seguintes
feitos:
Arr-K!.i.vcdts crimks.Appellante, o juizo; ap-
pellado, Iborac de Amoriiu Lima. Appellante, o
juiz de direVt; appellado, Francisco Correa de
Athayde Sequaira.
DeligricsvCom visia ao desembargador pro-
motor da iuslica, as seguintes appelTacoes cri-
raes: appellanle, o promotor ; aopelado, Jos M.
Fonseca. Appellante, Joo Gomes Barbosa; appel-
lado. Jos Antonio Pereira de Moraes.
As 2 horas da Urde encerrou-se a sessao.
=SEfc
estar ou nao registrada
xeiro.D-sc.
a nomozcao de seu cal-
Do Siqueira & Irmo, pedindo por certtdo se a
nomeaciio do seu caixeiro esU ou nao registrada.
Como reqnerom
civcl
Casa daHi^encordia; appellado, o viscoode "de
Suassuna.
Do Sr. desembargador D xmngues da Silva ao
ar. desembargador GitiranaAppellaco civel -
appellante, Marmol do Rogo Barros; appellada, D
Francisca da Cunha Bandeira de Mello.
Do Sr. defcmbargador Regueira CosU ao Sr.
dasembargador Souza Leio.Appellasocs civeis:
IIIHI \ VI. DO COMHGRCIO
ACTA DA SESSAO ADMINISTRATIVA DE 21 DE
AGOSTO DE 1869.
PRESIDENCIA DO EXM. SB. DESEMBARGADOR ANSELMO
FRANCISCO PERETTI.
As 10 horas da manlia, reunidos os Srs. depu-
udos Rosa, Basto, Miranda Leal e baro de Cruau-
gy, S. Exc. o Sr. presidente abri a sesso.
E' llda c approvada a acu da sesso de 19 com
declaracao de ter sido per S. Exc. o Sr. presiden-
te expendido o seu voto na rehabilitarlo de Joo
Jos Leite Guimares pela maneira sguntc :
Vencido por nao constar^ claramente dos autos
que asacarlas de convocacao dos ere lores para a
prestaco de c nas dos administradores lenham
sido enviadas com a positiva coramina cao do se-
rem havidos por adherentas roncessao da quita-
cao geral os credores ausentes couforme o dspos-
to no decreto n. 1,368 de 18 de abril de 1854, ca-
ja providencia o art. 70 do decreto n. 1,597 fez
estensiva aos casos do art. 870 e 900 de cdigo
comineras!.
O Exm. Sr. baro de Cruangy foi tambein veu-
cido pelos mesmos motivos allegados pelo Exm.
Sr. presidente.
EXPEDIENTE.
Offlco do director geral da secretaria de estado
dos negocios da agricultura, eommercio e obras
publicas, sem daU, einettendo, de ordem de S.
Exc. o Sr. ministro, dous exemplares do rclatorio
por elle apresenUdo a assembla geral.Accuse-
se a recepeo.
OIBcta da direceo da Associaco Corainercial
Beneficente, firmado de 10 do rorrete, comrau-
nicando sua reeleico, e assegurando a continua-
co do dezejo de s prestar ao tribunal no (|ue for
tendente ao bem publico.Accuse-se agradecen-
do-se.
OiBcio do presidente e secreUrio da junu dos
corretores, datado de 21 do corrente, apresentan-
do o boletim comraercial da semana prxima An-
da.Ao archivo.
Aos Srs. depulados foram distribuidos o Diario
de Pinto de Magalhes 4 C. e o de Manoel Jos de
Basto Mello.
Lavrou-se termo de transferencia do Diaris que
servio a firma de Antonio Francisco de Carvalho
4 C. para de Oliveira 4 Carvalho.
DESPACHOS.
Requeriraento de Tnomaz Jos de Sena, pedin-
do ao Exm. Sr. presidente di tribunal providen-
cias no sentido de ser cumprido o despacho que
mandou ouvir a Viviano da Silva Caldas sobre a
pretenco do registro do contrato que apresentou,
visto a serem passados cinco das sem que o sup-
plicado procurarse na secretaria do tribunal a al-
ludida peticao.Tendo o niesmo Exm. Sr. manda-
do que a secreliria informasse, o tribunal deu o
segrate despacho :Carao requer, devendo res-
ponder no praso de 8 dias coudos do de hoje.
De Francisco Jos Lopes e Jos Leandro Lopes
de Oliveira. pedindo o registro do distrato social
que celebraran), da rtrmaLopes 4 Oliveira, que
ficou quite com todos os seus credoros. Visu ao
Sr. desembargador fiscal.
De Francisco Jo< Gomes, de 30 annos de ida-
de, natural de Portugal e domiciliado nesU cida-
de, membro da firma commercial de liraga, Go-
mes 4 C, esubelecida cora armazeni de mol liados
ra da Cruz, pedindo ser adinettido ma ricula,
e offerece em abono de seu crdito comraercial
um atiestito firmado pelos coinoierciantes Joao
Jos Rodrigues Mendos, Joo Martins de Barros,
Jos Joaquim de Lima Bairo e Pauta Jos Gomes.
Visti ao Sr. de embargador fiscal.
De Joao Baptisu Gomes, de 28 annos de idade,
natural do Portugal, o domiciliado nesta cidade,
membro da referida firma de Braga, Gomes 4 C,
pedindo ser Umbera ad muido matricula, e offe-
rece igual alteslado. Vista ao Sr. desembargador
fiscal.
De Antonio Lopes Braga, natural de Portugal,
com dado de 38 annos, doraic. liado nesU ci lade,
socio da supradita firma de Braga, Gomes 4 C,
igualmente pedindo matricula individual, junUn-
do semelhantemente alteslado dos mesmos signa-
tarios dos antecedentes.VisU ao Sr. desembar-
gador fiscal.
De Benjamm Tuckess, pedindo ao Exm. Sr.
presidente do tribunal para mandar declarar pelos
negiciantes desta praca: 1." se pelos turares
compradero- em 1864 era ou nao estylo ou cost-
me da mesma pracaos prensarlos de algodo
minNtrarem urna simples nota do que vendiam,
e seus presos e qu didade nos respectivos agen
fiadores de Ues compradores, sem a assignalura
d'aquelles para assim hirem receber dos mesmo
compradores a sua importancia ; 2." se n'aquella
lata j havia nesta praca corretores especules ou
dedicados compra do raesmo genero.0 sup-
plicante requeira a direceo Ja Associaco Com-
mercial Beneficente adra do obter os esclareci-
raentos que pretende.
De Guilherme Deffren, junUndo copia da pro-
curacao bastante pula qual se julgou auterisado a
fazer a nomeaco cujo registro pedio.Como re-
quer.
De Veri ato Centeio Lopes e Delphi m Lopes da
Cruz, socios da firma Veriato A Delphim, pedin-
do o registro de seu contrato social que para dito
fim juntara.Vista ao Sr. desembargador fiscal.
De Jos D.miingue- do Carino e Silva, pedindo
o registro .la procuraco, que junu, de seu cons-
tituinte Candido Alberto Sodr da Motta.Regis-
trase.
De Migul Jo- Alves, pedindo o registro da es-
criptura de penhor, que aprsenla na que deve-
dor Jos Fra .cisco Soares de Amoriin e credor
pignoraticio o raesmo Miguel Jos Alves.Re-
gistre-so.
De Nogueira 4 Medeiros, pedindo o registro da
nomeaco do seus caixeiros Mameliano da CosU
Honorato e Luiz Antonio de Souza.Como re-
queren!.
De Clemcnlino Goncalves de Farias pedindo o re-
gistro da nomeaco de seu caixeiro Guilherminn
Goncalves de Farias.Registre-se.
De Marques 4 Ferreira, pedindo o registro da
nomeaco de seus caixeiros Joao Francisco da
CosU e Antonio Ignacio de Albuquerque Xavier.
Registre-se.
De Domingos Joaqnim Ribeiro, pedindo o regis-
tro da nomeaco de seu caixeiro Guilherme Joa-
quim da CosU.Registre-se.
De Antonio Jos da CosU Cabral, podindo o re-
g-tro da nomeaco de seu caixeiro Thomaz de
Aquino da Go-ta Cabral.Regstrese.
De Joaquim Lopes Machado 4 C. pedindo o re-
gistro da nomeaco de seu caixeiro Luiz da Gama
Bandeira de Mello.Registre-se.
De Joaquim Jos dos Santos Magalhane-pednido
cerlidao de csUr ou nao registrada a nomeaco de
seu caixeirj.D4:se.
De Joaquim Pacheco da Silva, pedindo cerldao
estar ou nao registrada a nomeaco de seu cai-
xeiro. Passe-se.
COM PARECER DO SR. DBS10IB VUGADOR TISCAL.
De Antonio Ignacio Heitor e Antonio Joantim
Morena de sampaio, para registro de contrato
social.Registre-se.
De Manoel Soares Piuliciro cm que pe Je o re-
gistro do contrato soeial que celebrara cora Ve
ras 4 Barbdo.Registre-se.
De Jos Joaqnim Goncalves Bastos, matrcula
de commerciante de l'azendas grosso c relalho.
Como requer.
Dada a hora 11 e Llda manha, o Exm. Sr.
presidente cncerrou a sessao.
PUBLICACOES
A PEDIDO.
De Amaro Jos dos Prazeres pedindo que se d
baixa na nomeaco de Manoel Martins Soares,
qu- deixou de ser seu caixeiro.Como requer.
Do London and Brasilian Bank, declarando que
Joajnm Das dos Santos j nao caixeiro do ban-
co desde 31 do julho ultimo, e pedindo quo nosie
sentido se facam as competentes notes.Deferido.
De Antonio Jos da Costa Cabral, pedinJo que
se elimine do competente registro a nomeaco de
Bernardino da Rocha, que deixou de ser seu cai-
xeiro.Deferido.
De Guimares 4 Oliveira, em liquidacao pedin-
do certi tan da nomeaco de Seus caixeiro.Como
requeren).
Di Francisco Jos Goncalves de Siqueira, pe-
drada oertidio do se achar ou nao registrada a no-
meaco de sen caixeiro Francisco Jos Goncalves
de Sumeira Filho.Gerfique-se.
D D imrag. s Antonio da Silva (sem assignatura)
pedindo por certido o theor do registro da sua
no neaco de caixeiro de Candido Alberto Sodr
da Motta.A-Asignada a peticao, passe-e..
De Jos Joaqnim Barbosa da Silva, certido de
se achar ou nao rgistrada a nomeaco ds seus
caixeiros.Ortifique-se
De Francisco Roque, pedindo certido de se
achar ou nao registrada a nomeaco de seu cai-
xeiro. Certi II' |ue-se.
De Autonio Alvos Pacheco, pedindo certido de
0 Liberal e o corpo de po-
lica.
A rodaceo do Liberal em seu n. 9l de 18 do
corrente, dando noticia do acto de insubordinaco
de quatro pracas do corpo do polica no termo de
S. Beuto, e de que j tinham dado scenca ao pu-
blico as folhas diarias, diz : que no sem fun-
damento que tem clamado cont) a o pessoal etcolki-
do e conservado desde a derrubada de 16 de julho
para o corpo de polica ; e ftnlisa a sua noticia
exclamando : Vejase a que gente est confiada
a vigilancia policial, e que pessoal acoliten e con-
serva a poltica conservadora '.
Seinpre o niesmo systema de fazer pesar sobre
os conservadores as eonsequsncias dos actos da
gente do finado progresso !
Desde que a poltica conservadora assumio em
16 de julho a direceo dos negocios pblicos os li-
beraes progressistas eomecaram logo a empregar
a uctca, de levantar grande alarido contra a si-
tuaco, attribuindo-lhe factos, s por elles prati-
cados quando no gorerno do paz, adra de per-
turbar o juizo publico sobre o julgamento final de
seus actos.
Assim, as tropelas pralicadas as cleicSes no
dominio da liga, as crueldades do recruUmento, e
o atropello dos direitos do cidado, to clamorosa-
mente denunciados pela imprensa opposicionista,
especialmente pela liberal, foram descriptos como
succoJdos na presente tuaejto.
Emfiui, a calumnia, a injuria e a mentira foram
as armas escolbidas, at por homens altamente
collocados, c que desde 1837 tomam parte no go-
verno do paz, para serem jogadas contra um par-
tido inteiro, partido que tem no paz as Iradiccocs
as mais honrosas, c que possue a verdadeira dig-
nidade poltica, a cuja sombra cresceram estes fi-
Ihos ingratos que hoje desapie4adamonte o tru-
eidara.
Nao pos, para admirar que nesU provincia
os satelllies d iquelles astros ernpreguem a mes-
ma tctica, o mesrao systema e as mesmas armas
eontra os seus adversarios.
Anda estamos soffrendo, e havemos de solfrer
por mais algum tempo, as consequencias fataes
do nefando progresso, sob cuja esfarrapada ban-
deira se abrignu a liga.
O que se narrou sobre o romportaraento dos
soldados do corpo de polica o fructo do desgra-
nado systema seguido naquelle corpo at 1C de
julho do anno passado.
Nao se indaga va da moralidade do individuo que
desejava assentar praca naquelle corpo.
O reconhecido ladrao de cavallo.o ratoneiro ha-
bitual, o cachaca de profis9o, o ex-gals, sabido
da priso, o assassino vindo de Fernando, encon-
travam seguro asylo no corpo de polica. E nao
deve isto causar grande adinraco, quando cn-
girara a banda de olllciaes daquelle corpo, indivi-
duos expellidos do exercito ou da armada por in-
fames, outros que tinham mais de um assenUracn-
to de priso na esa de detencao, por embriaguez,
desordens c offensa a moral publica I
Para dizer tudo de urna vez, basura dizer, que
se pretendeu nomear, nos ltimos dias de pro-
gresso, alferes de polica, o celebre Chico gago da
freguezia de S. Jos I I
O actual cominandanto do corpo de polica
digno de merecidos lonvores pelos inauditos estar-
nos que ha feito para expurgar o corpo de seme-
ntantes chagas, e restabelecer a disciplina, que ha-
va annos, delle linha desapparecido
Com alguma lentido se ha feilo as substitui-
coes, pela difficuldade em encontrar homens saos,
e moralisados, que por diminuta diaria, como a
que percebe o soldado de polica, queram sugei-
Ur-se a to pesado servco.
Podemos alllmcar que hoje j nao existem no
corpo de polica os celebres ex-gals, Seba>tio e
outros, quo causavam sustos aos que alta noite
cora elles se encontravam as ras c ponles desU
cidade.
J tem sido eliminados do corpo 18 : pracas de
pret, das quaes, por insubordinaco, tiveram des-
tino para o exercito 8 e para a armada 20.
TraU-se presentemente de recolher os destaca-
mentos do allosorto, para se poder luminar al-
gumas praca; que p>r sua moralidade, ou defei-
tos physicos nao podera continuar. Foi por occa-
siao de cumpnr-se esta deliberaco no termo de
S. Bento, que se deu o facto da insubordinaco
das ires pracas de que temos fallado. Estas pra-
cas tarara engajadas no dominio da liga.
O cabo de esquadra da 2' companhia Alexandre
Tiburcio da Silva, chefe da insubordinaco teve
praca em 5 de novembro de 1866.
Portante, podemos amanear que o acto de insu
borJinaro c de vandalismo praticado por aquelle
cabo, e tres pracas, o fructo da dcsraoralisaco,
da corrupeo e da insubordinaco que reinava
naquelle corpo na sitiaco passada.
Emquanto nao se arrancaren) todas as raix.es da
arvore do mal, ainda podoremos ver produzido
algum de seus fruttos.
Temos, porm f, que em breve o corpo de po-
lica assurair o papel, que destinado em ufo
paiz civilsado ; e nao taremos de lamentar factos
idnticos ao do termo de S. Bento.
Nao ha portante razo de ser para as censuras
do Liberal, pois, nao podemos carregar com a
responsabilidade de actos alheios.
Somonte ao progresso-ligueiro devenios attribuir
a insubordinaco edesinoralisaee >, que tinha at-
tingido o corpo provisorio de polica desU provin-
cia e as suas consequencias.
Recita, 23 de agosto de 1869.
Srs. redactores.Em seu eoneeituado Diario
de 19 do corrente, vom o Sr. Francisco Manoel de
Souza Leo com urna publicaeo que Ihe deram
para assignar, porque nelle a incapacidade ge-
ral, na qual pretendeu refutar as graves e jusUs
aecusaces que Ihe fiz no Diario de 6 do corrente.
Eu estara dispensado de responderla, se porven-
tura a ventado ainda d'esta vez nao fosse tortura-
da, o que nao ser para estranhar, porque quem
est fallando o Sr. Francisco Manoel I Restabe-
lecerei a verdade dos factos adrede adulterada,
com o fim de embar o publico.
Em junho do anno passado fu a minha mudanca
para este enxenbo, deixando apenas no engenta.
Sacro os utencilios quo fossem necessaros eo-
Ibeila de minha safra, colhida que fosse, trate i de
reinove-los para este engenho, j era occasiao em
que o Sr. Francisco Manoel havia comprado raeu-
de do dito engenho.
Foi quando sem motivo plansivel me dirigi urna
carU em termos to oTensivos, que bastante me
affligia, cuja carta existe em poder do Sr. Dr.
Francisco Brandao Cavalcante de Albuqueque.
A' vista della comprehendi, que teria de lutar
com serios embarazos: tratei sem perda de tempe
de promover a venda d'eiles, antes que fossem con-
siderados despojos de um cencido I
Has o Sr. Francisco Manoel, que linha manha
encuberta, de maneira alguma quiz Mentir pn-
uosU muito baixa, que Ihe fiz, como o publico
ver.
Vondia-lhe oito oxcellentes animaos para alman-
jarras, cinco laixas de ferro batido em perfeito es-
tado, o que esto no assenumente, quatrucenUs
formas de barro, caixties grandes para deposito de
assucir secco, pesos de ferro etc., e nio exiga
pagamento pelas bemfeitoriasl tudo isto eu Ihe ven-
da por um cunto e quinhentos mil reis I quantia
certamcnie insignificante em relacao ao proco que
poderiam valer, se nao fosse o nvu desejo de fa-
zer e veis ; pondo ainda o pagamento disposico deste
ricaco para facilitar a transaeco. Tudo. porm,
foi baldado diante do proposito deliberado em que
esteva o Sr. Francisco Manoel de ficar-se com tudo
isto quasi de graca I
Offereceu-ine nm cont c cetn mil ris moeda,
e nunca altern este offerecimente, nio obsunte
a minha solicitude de levar effeito este negocia.
Depois da opposico com qne o Sr. Francis. o
Manuel j.relenJeu aniquilar-ine, s lelirei do dito
engenho descrito caixos para deposito de assucar
de relama, e alguns crivos, e, romo diz uSr. Fra*
cisco Maux'Irom o eyeismo que Ihe peculiar,
que retire objeeloa e movis ?
S se se refere s formas, que em te>mos poli-
do$Wh'eneotos fez com que os conductores dVlla
j em caminho para este engcnlio, volUssem, e
fossem desearrega-las I Se a minha mudanza para
este engenho tivesse lugar agora, ser-me-hia ne-
cessario justificar no tribunal competente at a
roupa de meu uso, que sera embargada pelo Sr.
Francisco Manoel, como pcrteneeiito ao seu en-
genho !
Por urna razo muito simples. Porque o Sr.
Francisco Manuel Julga os oulros por si, qne nao
duvidar riiiiiinetter ac^-oes fgnobeis, com tanto
que consiga os seus filis I
J v, pmulo, o publica, qtic elle nao tere ra-
zo para portar-se comigo de nina maneira t
descoiumiinal.
Agora que elle diz, que as bemfeitorias a
utencilios me pertenceni Depois qua tio a pos*-
co Imponente, (|ue as>umi na defeza dos meus di-
reitos e da minha dignidade : reeuou de una
inancira s digna d'ello. E para que me dirigi
aquella caru to insolente, na qual conteste va
este direito ?
Veni agora niystillrar a opiniao publica com em-
bustes Uo grosseirus t
Resta-me dizer alguma cousa sobre a snpposta
qucixa por crime de injurias, .pie lieoo adiada
para occasiao pporluiut '. a porque ao d-la
agora 1 est a espera de algnra juiz escomido
dedo, de il^um juiz rubro t demore mais algum
tempo at (|ue seja feila a noniearo para sup-
plentes de juiz municipal deste termo, na quai
sem duvida ser o Sr. Francisco Manoel compre-
hendido pela sua aptid&o e moralidade : aprsen-
te, cmfini, (piando quizer, esta sua to apregoada
qtioxa, que nao recuarei. porque tenho conscien-
cia de que disse a verdade, rnenle a verdade.
Falla na polica d'esta freaueza, nao para cen-
sura-la, porque, por agora, uo tenbo motivos pes-
soies, mas lao smente para preveni-la, e po-la
an corrente do que se passava entre nos. Vejo
frente d'ella o Sr. coronel Manoel Jus da Costa,
carcter moderado e honesto, que sempre mere-
ceu-ine consideraran, nao obstante eu ser sen ad-
versario poltico. Pronunciando-nie, deste modo,
nao se persuada o publico, que neressito fazer
um cortejo autoridade, que nao seja digno de
mim : nada receta. Ameaca solemne 1 nao,o Si.
Francisco Manuel nao roinprehondeu a hypolnesc
em que failei, se serealisasse alouma offensa por
mais pequea que fosse, haveria enrgica repulsa
de minha parte, se a autoridade se consideras*
impotente para puni-lo : admitta a hypothese, ou
quer fazer-lhe opposico ? Eu dispondo de lalenli-
e itutracao e de urna succolenla intelligencia, t
de mais a niai fazendo pregiio do to invejareis
predicados V. O Sr. Francisco Manoel quiz grace-
jar cora o publico e tambein comigo! pois veja,
que nao quero gracas com quem, por cauta de
qualqucr carneiro manda soltar o sipo-pao sem
piedade !
Aprovelte aquadra, e v pondo os matares em-
barazos na propriedade albeia, curamettend.
al:n disto violoneias, a ver se se ficar com ella
de graca : preciso fazer cabedal, embora os
meios nao sejam licites, mas tambera ya se lem-
brando que este quadra nao ser perduravel
logo vira oulra que Ihe tomar estrellas cuntas, e
Ibe imprimir na fronte o estigma une merecer :
avante !
Queram inserir estas linhas, Srs. redactares,
era seu Diario, em obsequio ao seu assignantc.
Bomflca, 23 de agosto de 18li9.
Perminio Fiancitco de Paula Mtsqaitu.
Companhia Lyrica.
Vamos hoje cumprir cora o que proinettcmos em
a nossa priinein publicado, relativa ao maestro
Verdi, ao Baile de matearas, e a cstra da compa-
nhia Maruiangcli, inserta no numero 192 Cesto
jornal.
Ao maestro laureado, e ao mesmo tempo as vo-
zes victoriosas que pelo jornali-mo se ostntela
em grande gala, a seu favor, como se fosse um
grande dia de cortejo nacional; Verdi, pois, c
aos seus cnthusiasticos admiradora*, um salva de
nossa parle ; mas, um salve que valha aquella
palavra do Byron, away I Ao primeiro, por acha r-
mos justos, que pense achar-sc perto de um al-
raejado assento no grande capitolio da arle ; e
aos segundos, pelo bom e nvajaml desejo qne os
anima o inebria I... Basta isto.
Quanto a nos, reservar-nosmemos mra mais
larde, era urna poca mais tarde aiiidaftm de
que (Masamos ver surgir a realidade to anciosa-
iiiente descoberu c preconisada n >r essa augusta
pbalangede venturosos suuhadores !...
Deus o ijuera I
Nessa lempo, Scudo, merecer mn culto, mere-
cer lo vores. A sua prophecia : Verdi aaru si
place au solcil de notre vivilisaliM I Nao ser a
irona insulliiosa ; mas siin, a veMade realisa-
da I Nao ser a promessa da maledicencia ; atas
-un, as patarras propneCieaado Daniel musical I...
Nesse tempo, besanas soro cntoadas t E nm .
outro, unidos subiro ao capitolio da imraortali-
dade : a historia que os canonisar.
Em quanio -to nao so realisa, ntrenlos pelo
theairo com auxilio das recordaroos, e regislrc-
oos aqu as mpresse- que nos deixaram as duas
subsecuentes representeces.
Farao cbjecto principal de nossa .V.leu\io 03 de-
fetos de Verdi e do libretista do Br.ile Je vasca-
las o Sr. S>ninu.
Provenios o enunciado.
No (nal do terceiro acto, a cheg^Ja dos conspi-
radores, d lugar a um quartto acompanhado de
coro, no qual, estes ridicularisam a Renata, por
ver-se trahido pela pessa que mais devolava
atrasadoo Conde Warnik, assassino do sna hon-
ra conjugal ; facto este, que Ihe revelado quan-
do descubre que a mulher que Ihe Wra confiada
peta governador, ora aquella q'.iom tinha-se un
do pelos laces conjugaes.
Pergunta-se, primeiro ao lbictista : os chefe^
de una conspiraco nao devem medir os seu>
sentimentos na altura elevada que os tarca po-
sicao travada, da contenda poltica V Se assim ,
ou deve ser ; comooslaesininwgis do Condo dcs-
presain os sentimentos de carametroa caleam aos
ps os sagrados principios de edu;acac, que sao
ornamentos estes que devem possuir, para atira-
rem chufas, dicterios insultuosos e despresives, a
dedeaco enxovalhada, figurada Ba pessoa de Re-
nato ? Nao deverara, pelo coSrario, lastimar a
viciima de una traigo to a bominavel e diab-j-
lica ? Nao deveriam anima-lo a tomar una des-
affronte, e |iara isso offereccrem seus serviros,
como homens honrados e de senti.ientes elevados P
Deveriam por certa. E sso o que fezelibretista '
Os seus personagens sao os primeiro* a protes-
tar ; pois sao defectuosos, e creta que de nenhnma
verosimilhanca histrica ; c VerJi, qu*o aconi
panhou, perra meu ver nesta parle.
Agora principalmente a Verdi, como tanibem ao
Sr. Somma, nina pergunta : depois eue Hsnato v>-
a sua deshonra na presenca de Amelia, qne sp
plicaIhe implora perdi de haver faltado a9sa-
crosantos deveres conjugaes e que apossadod
justo odio, dirige-se aos conspiradores, narcando-
lhcs uraa entrevista : os sentimentos j nio sp
acnain em tudo alterados 1
Renato, poder ser mais encarado pelos inimi-
gos polticos do Conde, como san amiga de ou-
tr'ora T
A negativa inevtavel, parece-no*. E como e
que Verdi e o libretista unom-se, para de cam-
mum aecrdo fazerem com que os conspiradores
ainda de-pejem sobre a cabera do desgranado Re
nato, una torrente de ironas acerbas, com as
quaes terminan) o acto ? Nao ser pelo desojo
inqualificavel de sarrificarem o sentimento a*
elTeitos dramticos e meldicos ?
Os leltores que por nos respondan).
Quanto ao trabalho da companhia, nada sos
offerece de notav se, visto termos tratado disto em c nosso primen
artigo.
Era breve daremos cunta do trabalfco da com-
panhia Marinangeli sobre .i rpera do immortal
maestro Donizctti.
Laa Bizit.
Questao Aratangil.
Nao pretendamos cansar ainda a attencao tta
publico rom este iatcrininavel questao Aratangil.
Tendo n Sr. Joo do S aflnal recoabecido a
poste do Sr. coronel Gaspar, a quem deu rancho
em execucao de accordam segundo se exprimi S.
S. no documento que disso dea a sen contendor,
era de rrer que nao voltaria atraz a nao prc
tendesse contravir seu p'roprio acto.
Mas da outro modo pensa quem dispSe de nm
juiz ignorante,
O Sr. Joo de S, sem embargo n'aquelle aeu
recnnhecimente, acaba de obter do magistrade
3ue lora as suas ordens um extranbo mandado
e manutencio para sua poss? nunca Knteitia I
v



!!,

Diario de Pernambuco Sexta feira 27 de Agoslo de

=
18(50.
________
O ir-andadu foi c -em que nan jn>xs
jn>tiVada e :n jui-
11 ad vag.nl> do Sr.
.ame,
io !
>: i!'.' quom r imioi I o, so
1 un ul juiz, su di; um ul requerentd! !
Negar o Sr. Joo de S que reeonhecoo, por
erip'o de seu punho, a posse direito do tenon-
tccoronel Gaspar Cavalcan ?
Negar que pelo documento que assignou m
'xecufio do aocortl'im de O de notimbro di 968
dea rancho ao seu contondor ?
Que ?anuteni;), pois, essa qieohteve do
digno migi.it rado execntor dot julgados f
Veja o publico uto onde vai a eegueira do juiz
e \ perrersidado de qncm o move e dirige.
J and s di*to ambos doran) despejo judicial cm
24twras a lavra lores doongenho !
Contra ellos n'io honve aeco, ni) foram
para eoasa algnma citado?, e elles que oecupam
predio rustico, rujo despejo s pode ter lugar
iwr aeco ordinaria, sao a-sim do repent-j inti-
inado- para se retiraren) !
O arbitrio e a proasio sobre os layradorej de
Arataogil nao podio aeren maiores, e seriam sen
'\i liraeao so nao se visse <|U! lom por lim en-
imtiMoar o unente-coronei Qaenar Carateami
ini|MMir-lbo de fundar sua afra, Uto o que
lia milite se procura. 9
Os qoo tlevem plantar nao o podom fazer com
recejo do lo despticos despejos, > vendo que
trabalharo para os bola Sr. faSo de S.
Tal o resultado do inmoral eoaaareio Jo juix
con a parte !
Pasmara do ver (se o p.ihtici j atma t -
4iheeossc ) como so pfic en prora a paciencia de
um proprietario, o cono se abusa Ja autoridad: I
Infelizmente um facto que ten tanto de ver-
il ideiro, quanlo de lorpe e escandaloso.
Protectora das fa-
milias
Em cumpiintento lo prevenido no att.
2!) do regulamento, se convida a todos os
senhores coulribuinles essa associaco,
*iueaiwla nao liverem apret.-ntado as certi-
des de idade ilos segurados para que fa-
'.am entrega d'ellas, na ra do Livramento
n. 19, 1" andar, aim do ser expedidas o
mais breve possivel para inspectora ge-
ral do Rio de Janeiro.
As certides devem ser selladas e reo
nhocidas por tabellio.
Hecife, 5 de agosto do 1869.
arriso do Vidal
ENGLISH BANK .
Of Rio d .faiieiro Limited
Desconta lettras da praca taxa a con-
vencional-.
Recebe dinbeiro em conta corrente e a
orase Qxo.
Saca vista ou praso sobre as chindes
princpaes da Europa, tem agencias na Ba-
bia. Buenos-Ayres, Montevideo, New-York
New-Orleans, e iuiitte cartas de crebito,
para os mesmos lugares.
Ra do Gominorcio n. 36.
Saques sobre Londres
S0CD3DADE B1NCAR1A EM COMMANDITA
Thcodoro Simn f C.
Sacco sobre os Srs. Samuel Montagu A-
C, banqueiros em Londres.
A' vista quantias 5 at 100, 3 das
de vista quantias cima de 100 at
a 1,000 30 ate 90 dias de vista quan-
tias cima de 1,000 at 10,000.
Largo do Pelourinho n. 7.
Sociedade bancaria
em commandita
Teodoro Simn & C.
Comprara e vendem por conta propina
metacs, moedas nacionaes e estrangeiras,
sbjj8| de cambio, sedulas do governoe do
qanco do Brasil.
Descontam letras da trra e outros utu-
tos commerciaes.
Encarregam-se por conta alheia das ms-
alas transaeces, da cobranca de letras da
torra e de outros ttulos commerciaes.
Recebem quaesquer quantias em deposi-
to, em conta corrente, e a prazo fixo.
Largo do Pelourinho n. 7.
Novo Banco de Pernambuco
em liquidacao, 3 de agos-
to de 1869.
Os Srs. accionistas podem receber o
.exto dividendo de um e meio por cento
do capital: s quarta-feiras o sabbados.
604:7614628
11:561*318
ALFANDEGA
fendimonto do da 2 a 2">.
t lera do da 26.....
026:322*916
MOVIMIENTO DA ALFANDEGA
438
711
-----1132
o;1.
231
317
Volamos entrados com fa:endas
dem dem com gneros
V ultimes sahidoa com razendas
dem dem com gneros
Descarregam hoje 27 de agosto
Itarca inglezaGazellumercadorias.
Barca inglezaNaoniaidem.
Brigue norueguense.Adjucmu farinha de trigo.
Lugar dinamarquezMarianamercadorias.
Brigue norte-allemaoMjfli'imercadoi as.
Barca francezaMousse de Saniesmercaduras.
Iliate americano.W Brigue francezP r.rigue hespanhol Pepa charque.
Brigue inglezlesse Scottmercadoria?.
BECEBBORA DE RENDAS INTERNAS GE
RAES DE PERNAMBUCO.
Bindimento do dia 2 a 2.'. 38:718*13i
ldora do dia 26...... 2:070iUO
40:788*244
CONSULADO PROVINCIAL
RwdimentododiaS a2o.. 71:2935294
dem do dia 26....... 3:591*979
74:885*293
Fedina,
Triesc.
carga a mesmi qu
trotixo de
EC1TAES.
0 inspector interino dS ajfandega faz
publico, qu no dia 8 do corrente, depois
de meio dia e a porta da mesma repartigao,
serSo levadas a hasta publica, livre de di-
reilos, as mercadorias abaixo declaradas,
viadas do Port no brigue portuguez Tri-
ttniplio, entrado cm 20 de agosto do anno
prximo passado, pertencenles Manoel
Duarte Rodrigues.
Trapiche Dantas.
Sem marca.12(5 canastras com alhos,
pesando bruU^S.OOTkilngrammos, 'tara de
13 11iii1. legal 1.7TS kilogrammos,
106 w. o kdogrtmmo, 293^148.
Marca 10 dilas com dito, pesando
brnto 608 kilogrammos, tara de 15% li-
quido legal 517 kilogrammos, a 16(5 rs. o
kilogrammo 85,$822.
Alfandega de Pernambuco 2.'i de agosto
de 1869.
0 inspector interino.
L. de C. Petes de Avdradc.
Faculdade de Direito
do Recife.
De ordem do Exm. Sr. director interino, con-
>elheiro l)r. Pedro Autran da atta e Albnnuer-
que, e em execue.io ao aviso imperial de 14 do
eurrent*, :u;o pcniHtQ que Uca marcado o prazo
de seis niezes contad.is da dala de>le para a n>-
cipe.o dos que iiiulenderciii concorrer ao lugar
de lente sobslltnto desta F.n-uldade, que servia o
om^ellieim Jos Liberato Barroso, o que foi de-
clarado vago, na forma do art. ll)i de 28 de abril
de 1831, em virtude de resulueao imperial de 4 do
correle, tomada sobre consulta da seccio dos ne-
gocios do imperio do eonselho de estado. Pelo que
todos os pretenilentes ao dito lugar se poderao
apresenlAr desde j na aecrctaria desta Faeulda-
il para inscretrer seas nmnes no livro competente,
o que Ibes permitlido fazer por procurador se
estiverem a mais de rime leguas desta cidade, ou
liverem justo impedimento.
Sao, porm, obrigados a apresentar documentos
fue mostr.o sua qualidadedoeidadao brasileiro,
e de que estao no oso de sous direitos civis e no-
liti-os, cerlidode baptismo, folba corrida do lu-
gar de -eos domicilios c diploma de doulor por
urna das Faculdades do imperio, ou publica for-
ma, justificando a impossibilidade da aprcsenlacao
do original, o na mesma occadao poderao entre-
gar quaesquer documentos que julparem conve-
nientes, ou como titulo de liabilitaeao, ou como
proras de servicos prestados ao estado, a huma-
nidade ou a seiencia, dos quaes so Ihes passar re-
cibo : ludo de unfonnidade com os arls. 36 e 37
do decreto n. 1,286 de 28 de abril de 1834 e III
o seguinles de n. 1,568 de 24 do fevereiro de 1853.
E para que chegue ao conbecimenlo de todos
mandou o inesmo Exm. Sr. director interino af-
fixar o presente, i|uc sera publicado as folhas
desta cidade e nos da corle.
Secretaria da Faculdade de Direito do Recife, 24
de agosto de 1869.
O secretario,
Jos Honorio D. de Sfemezes.
Pela secretaria da cmara municipal
desta cidade se faz pub i:o, que nao tendo
sido arrematada nesta data, como estava
annunciada, a obra dos ci ncertos de que
precisa a ponte denominada do I.uca, or-
eada na quantia de 8805, contina em pra-
Ca a mesma obra em o dia 25 do corrente.
Secretaria da cmara municipal do Re-
cife, 18 de agosto de 1869.
O s notario,
Francisco Canuto da Diki-Yiagem.
Pela secretaria da cmara municipal
desta cidade se faz publico, que continuar
em praca em o dia 25 do corrente, para
ser arrematado por quem maior pre;o of-
ferecer, o imposto de 500 rs. por cabera
de gado morto para consumo as regue-
zias do Poco da Panella, Affogados, Var-
za, Muribect, JaDoato e S. Lourengo da
Malta, visto qus no foram arrematados
nesta data.
Secretaria da cmara municipal do Re-
cife, 18 de agosto de 1869.
0 secretario,
Francisco Canuto da Ba-Viagem.
Perante a cmara municipal desta cidade es
taro em hasta publica para serem arrematados,
por quem maior lanco offerecer, nos dias 26 do
corrente mez. 2 e 9 do mez de selembro prximo
vindouro, os imposto* seguintes : capim de planta
pela quantia de 622*000, afTericao de pesos e me-
didas, sendo o arrematante obrigado a afferir os
da mesma cmara, sem indemnisacao alguma,
pela de 6075000 ; coqueiros de produeciio para
negocio pela de 4768000 : os aleguis das casi-
nhas da Ribeira pela de 705500 : 500 rs. por ca-
neca de gado vascum pela de 2175000; mscales
eboceleiras pela de 29*100 ; 100 rs. por carga
de farinh e legumes pela de 13*!>00 ; 100 rs. por
cabeca de gado recolhido ao cnrral pela de 27*
repeso do acougne pela de 6*500 : 200 rs. por ca-
beca 'le gado suino pela de 65600; 100 rs. por
cabeca de gado ovelhum pela de 1*300 ; os pre
tendentes deverao comparecer nos referidos dias
com seus fiadores competentemente habilitados na
forma dalci.
Pago da cmara municipal de Olinda em sessSo
de 19 de agosto de 1869.
Manoel Antonio dos Passos e Silva,
Pro-presidente.
Raymundo Tbeodorico Jos Dornellas,
" Porltiro no impedimento do secretario.
DECLARACOES.
Santa casa da misericordia do
Recife
A Illma. junta administrativa da Santa Casa da
Misericordia do Recife precisa contratar a cobran-
za de suas dividas, pagando 20 0|0 pessoa que
dellas se encarrogar.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do Re-
cife 24 de agosto de 1869.
O eserivao,
Pedro Rodrigues de Souza.
riaes^Hn o contrato scrao franqueados aos pro-
lendohtos, na secretaria da mesma tbesouraria. As
o convier a arremataciu, deverao
Marceer no refer lo ilia e bor-i iirlirados
Soerelarla da tbesour.ini de fazend.i de Pernam-
buco 24 do agosto de 1869.
Servindo do ofOcial-maior,
Manoel Jos Pinto.
MOVIMENTO DO PORTO.
Nanos entrados no dia 26.
S3mthimpton e portos intermedios 17
dias, vapor inglez Oneida, de 1372 tone-
ladas, commandante Frederick, Reeks,
equipagem 129, carga differentes gene-
ros ; a Adamson How & C.
Narios sahidos no mesmo dia.
ParaPatacho portuguaa Boa F, capillo
Domingos Martins, carga assacar.
Rio da PrataBrigue brsi'eiro Almetda II.
capitSo Antonio Pereira Mosquita Junir,
carga assucar e agurdente
Portos do SulVapor inglez Oneida, com-
mandante Reeks.
Obsenufao.
Saspendeu do lamarao para Babia a bar-
Ci italiana Galla Placedla, capito Amadeo
THEATRO
DE
S. ISABEL.
Enipreza lyrlea Italiana.
Sabbado 28 de agosto.
Recita livre de assignatura (5a do contrato)
Kstando todos os camarotes as-ignados e que-
rendo a empieza satisfazer as pessoas que dese-
jam ouvr as operas quo so rao executando des-
tina esta noite um recita extraordinaria da milito
applaudida opera era 4 actos de D mzetti
A FAVORITA.
Os bilhetes vendem-se no dia do espectculo.
Principiar as 8 horas.
N. B. Os senhores assignanio* ter.v a prefe-
rencia somente uto meio dia de amanhaa 27.
IMPERIAL FABRICA DE
GERYEJA
PARA'
O patack ProtrnUor seguir para o referido
pprto em poucos dia\por ter a maior parle do
seu carregamento ^rompi : para o que Ihe falta,
quem quizer carrogar a frele eommodo, fidtle tJTt-
gir so ao consignatario Joaqulm Jos Guncalves
Itelirao, roa do Conimereio n. 17.
ATTENCAO
Para oMaranhao
o abaixo asjifnadn, commercante cm Rueos
Ayres, 6 ora uesu'cdade, cumprindoas ordesde
seu pai, o Sr. Joan Feruandcs Duarte, morador em
Bareellos, reino do Portugal, e nnico henleiro de
seu finado filho Antonio Fema idos Duarte de Al-
meida, coinlncrclanti) que foi nesta cidade, faz pu-
blico para conbecimenlo* daquellea, a quem possa
interessar, que lica desde j prohiliida a alienacao
Ijjqaalqutr bem, o pagamento de dividas e qual-
nuniii nZ t? i ,1 ?T" 'I""" ull"- transaccao relalivainetc a beranca do
ZSo L Ai ? S^ T lr,T, Vr"'* (!iI finado, pois ,iue o pai doannunciante lem re-
le r, J .t p n '?' 'Z x g f *> Hercs que 'onlerio ao Sr. Francisco
te ^tra^sc com E. R. Rabello, ra do ^uimi-rcto Femando Duarte para a arrectacao da dita he-
I ranea, o annuarianu- roga especialmente aos se-
nhores tabelliitps que nao lavnm escripiura algu-
ma de contrato quanlo a bens de dita hcianr.n.
mediante proeuraco de data anterior a do presen-
Para Lisboa
o patacho portu|uez Mari, capitao Podro garfia J'^'ai J i'f f a"I,TI,r f Pros
Uranco v,,i saUir breve por ter a niai ir parle da !' w "II 81 de agosto de !S ,'..
carga engajada, recebe o resto mie lfte falta-a fre- _________ Manoel Fernanites Ruarle.
!{llt
te barato, e passageiros : trata-se com E. R. Ra-
bello, ra do Commercio n. 44.
COMPNHIA PIJtiNAM 1UCA-
DK
WaTega^Iio costclra por vnpoi*.
Mainanguape.
O vapor Slondnh, romman-
ilintft Peana,sei*h; para o por-
to aeir>ia if) dia 18 do eorrente
as (i huras da larde. Recebe car-
. ga, eneommendas, passageiros e
dinbeiro a frete al as 3 horas da tarde do dia
da saluda : escriptorio no Forte do Mallos n. 12.
<.i:i\m: fentii as
No domingo iO as 4 horas da
Dirigido pelo ador
FL.WANO COELHO.
No qual est preparado o jardim com
gosto para receber o respetavel publico
dade.
O programma ser publicado amanhaa.
tarde,
muito
dosta ei-
AVISOS MARTIMOS.
Para o Porto
pretende sabir com a possivel brevidade o patacho
portuguez Liberal, tfjni parte da carga engajada, e
para o resto que Ihe falta, pode tratar-se com Da-
vid Ferreira Hallar, ra do Rruin n. 1)2, ou com
o capitao do referido navio.
brasilei-
Companhia americana c
ra de paquetes
Al o dia Io de selembro
loe do sul n apor americano Merriinack, o qua
depois da demora do costume seguir para New-
York, tocando no Para e S. Thomaz, para fretes e
passagens trata-se com os agentes Henry Forster
4 C, ra do Commercio n. 8.
a vapor.
esperado dos por-
COMPANHIA
DAS
Messageries imperiales.
At o dia 30 do corrente mez es era-se dos
portos do sul o vapor francez Gnienne, comman-
dante Joret, o qual depois da demora do costume
seguir para Brdeos tocando em Dakar (Gore)
e Lisboa.
Para condicles, fretes e passagens trata-se na
agencia ra do Commercio n. 9.
COMPANHIA PERNAMBCA
DE
Navega^o costelra por vapor.
Porto de Gallinhas, Rio Formoso e
Tamandar.
O vapor Parahyba, commandante
Mello, seguir para os portos cima no
dia 31 do crrente a meia noite.
Recebe carga, eneommendas, passageiros e di-
nheiro a frete, n i escriptorio do Forte do Matlos
0.12.
JL
De ordem do lllm. Sr. inspeclor da thesoura-
ria de fazenda sao convidadas as pessoas que an-
da possurem notas de 5000 da sexta, e de 10
da quarta estampa, em substitu o, a virem tro-
ca-las por notas de novas estampas, que para sso
tem recebido a tbesouraria do thesouro nacional.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco 23 de agpsto de 1869,
Servindo de ofQcial-molor,
Carlos Joao de Souza Correia
Conscihode compras do arsenal
de guerra.
O eonselho de compras do arsenal de guem
precisa comprar o seguinte :
Casemira encarnada, metros
Mappas modello n. 9 (amostra)
Ditos para dietas (modello differente)
Camisa de meia
Lnvas de atgodao, pares
Faca para cozinha
Obreias (massos)
Yassouras de junco
Cinturoes com ferragens douradas para
msicos
Botins, pares
Camisas de meia
Luras de algodao, pares
Suspensorio-, pares
Brim escuro, metros
Brim branco, metaos
Algodoznho, metros
Lencos de algodao
Meias de algodao, pare?
As pessoas que quizerem vender os objectos
cima declarados, apresentem suas propostas na
sala do couselho com as respectivas amostras,
11 horas no dia 28 do corrente.
Sala do eonselho de compras do arsenal
guerra de Pernambuco 23 de agosto de 1869.
Hygino Jos Coelho.
Coronel director interino.
Jos Baptista de Castro Silva,
Secretario.
4
100
1,000
1
38
1
50
400
17
67
2
74
66
333,30
84.70
319
103
103
as
de
O lllm. Sr. inspectoa da thesouraria de ta-
zenda desta provincia manda fazer publico, que no
da 28 do corrente, as 2 horas da tarde, irao
praca para serem arrematadas, por quem por me-
nos "lizer, as pinturas das pontes, Santa Isabel e
Sote de Selembro. O orcamento c clansulas espe-
COMPATOA BRAS1LE1RA
DK
Paquetes a vapor.
Dos portos do norte esperado
at o dia 28 de agosto o vapor
Paran, commandante o capitao
de fragata A. J. de Santa Barbara,
o qual depois da demora do cos-
tume seguir para os portos do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual deveri
ier embarcada no da de suachegada. Eneommen-
das e dinbeiro a frete at o dia da sua sabida as 2
horas.
Nao se recebem como eneommendas senao ob-
i-ctos de pequeo valor eque nao excedam a dua
arrobas de peso ou 8 palmos cbicos de medica.
Tudo que passar destes limites dever ser embar-
ca lo como carga.
Previne-se aos Srs. passageiros quo suae passa-
gens s se recebem na agencia ra da Cruz n. 57,
1 andar, escriptorio de Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo & C.______________ .____
TflMIA BRASILEIR1 "
DE
Paquetes a vapor.
Dos portos do sul esperado
at o dia 8 de selembro o vapor
Guar, commandante o Io te-
nente P. II. Duarte, o qual de-
pois da demora do costume se-
guir para os portos do norte.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
arga que o vapor poder conduzir, a qual dever
ser embarcada no dia de suachegada. Eneommen-
das e dinheiro a frete at as duas horas do dia da
juajsahida.
Nao se recebem como eneommendas senao ob-
lectos de pequeo valor e que nao excedam a 2
arrobas de peso ou 8 palmos cbicos de medcao.
rudo-que passar destes lmites dever ser embar-
cado como carga.
Previne-se aos Srs. passageiros que suas passa-
gens s se recebem na agencia ra da Cruz n. 57,
\ andar, escriptorio de Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo & C.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
M
Navegagdo costeira por vapor.
Macei escalas e Penedo.
O vapsr Potengi, commandante
Pereira, seguir para os portos cima
_ no dia 31 do correte as 5 horas da
tarde. Recebe carca at o dia 30, eneommendas,
passageiros e dinheiro a frete at as 2 horas
da tarde do dia da sahida no escriptorio do For-
te do Matlos n. 12.
LEILOES.
LEILAO
ATTENCAO
O abaixo ^asignado, na qmliTade do procura-
dor bastante do Sr. Francisco Fernandos Duarte,
hoje em Portugal, vem perante o re-peitavel pu-
blico protestar contra a maligna Insinuaban feila
'm un annuncio liontom publicado neste Diario
contra o mesrho Sr. F. F. Duarte, sob a assigna-
tura do Sr. Manoel Fernandes Duarlc ; o goal,
sem produzir a procoraefio bastante, que diz le-
do seu respeilavel lai o Sr. Joo Fernades Duar-
te, residente em Bareellos, naquelle Remo, prev-
nio quem possa interessar, que ficava desdo j
prohibida a alienacao de qualquer bem, o paga-
mento de lvidas, e qualquer nutra IrnsaCcio
relativamente beranca de Antonio Fcrnandes
Duarte de Almeida, all fallecido em estado de
solteiro, sem descendentes, mas estabelecido nesta
l'.id de ; pois que o dito Pai d ello annunciar.te
linha revocado os poderes que conferio ao mesmo
Sr, Francisco Fernamles Duarte para arreeadaen
da dita beranca ; assim como que royara espe-
cialmente aos" Srs. l.ihelliaes para nao lavrarem
i'scri|itiira alguma de contrato, quanto aos bens
la mencionada beranca, avista da revogacao
De machinas de serrar madeira, alisar,
cortar desenlio na madeira, engradar,
fuer molduras e tornear, assim como
urna machina para fazer chocolate e mui- jdaqueli'outra procuracao!
tas oulras machinas de diversas utilida-1 Bra rerdadr, o Sr. 'Manoel Feraandes Duarte
1^* miilu.m i,- i procurou destarle derramar una prevencao des-
A airosa contra seu honrado innao o Sr. Francisco
.^rt. P,r""l,^lf8fr!0l onsado Fernandes Dl,,rlc. ...pn.veiL-.ndo se para isto de
pele jutz arbitro, tara ledao de todas as maduoM ,n<,,l(.ja a,,s,;i C(1;lJ (m(|c J 0 to
ema.s pert-nces da serrana a vaujr m lugar do ^ s(,M|)r(i ^^ Sa%Mite2nrtjo nlercanlil.
e d<> reptilacaojillibada. como publico e notorio ;
Momlego n. 99, conforme a disnipcao dos objectos
em noder do dito agente, bem como das madet-
ras j apparelhadas o por apparelbar, ferrainentas
etc.
Para nielhor ser aprecia lo todo o machinismo ^
estar esto em innviineiito no dia do leilo que
dever ter lugar
Quarta-fe ra I" de sen-moro
Na mesma serrara a >apor as 11 horas, onde
poderao os pretendentes ver o trablho das ma-
chinas e examinar os objectos indicados para o
leilo.
AVISOS DIVERSOS.
Attencjo
Serafim da Silva Hamos,
morador na roa das Aguas Verdes, declara
que nunca leve eslabelecimenlo de caf
nem de outra qualquer especie, e s sim
trabalha pelo sen ollieio de alfaiate. E
constando haver outra pessoa de igual no
sendo "mas estranharel esse procedimento do
mesmo Sr. Manoel Fernandes Duarle, quando, ha
elle aqui chegou Je Portugal, onde esti-
rera cun aquellt-. seu mano, nao aeompanbouo
cdnimuncai. i alguma a respeilo dessa supposta
revogacao da referida procuracao, nio hara mes-
mo motivo para i.-so ; o dito Sr. Francisco Fer-
nandes Duarte est na melhor harmona e cm m-
nediato roolaelo rom o seu respeitavel Pai, se-
gundo consta ; e US bens constitutivos u'aquclla be-
ranca estao sb a vigilancia e guarda do baslanle
procurador do Sr. Francisco Fernandes Duarte ;
o qual por certo nao os alienar, nem o faria eui
caso algiim sem estar para sso devalara- nlc au-
turisado ; o que tudo faz erer, que o Sr. Manoid
Fernandes Duarte, se nao um verdadeiro in
truso nesse iv-gocio (como parece], ao menos tem
procedido com umita precipitaco, temeridade, e
artista alfaiate osP'rito oBhiiIvo re|utaeaode seu proprio mano.
e a do abaixo assignado at boje illesas.
Entretanto, pode licar eerto "o Sr. Manoel Fer-
nandes Duarle, que n) lograr qualquer desses
seus intentos, porque nao ter justos motivos
para desairar aquello seu digno mano, nem tam-
' | bem ao abaixo assignado, seu procurador bastante
"' nesta Cidade, os quaes sao notoriamente conhec-
me, faz a presente deelaraeo, afim de ev-1 do como iaeapazj de qualquer aoto reprovado,
tar llovidas futuras. Recife 2i de agosto bem como nao seintromeilera mans lavadas,e
de 186') i sem meios compelentasna administrac.ao dessa
-------------------------- I heranca, da qual o Pai deile j dever ler rece-
bido as cotilas mais exactas, e achar-se plenamente
satisfeito.
Os Tribunaes do Brasil offerecem as necessari.is
garantas para castigar os injustos offensores da
repntaco alheia, e assegurar os direitos de quem
qur, que fr.
Recife, 23 de agosto de 48C9.
Francisco Quedes de Araujn.
CASA W FORTUNA
Aos 4:0001
Bilhetes garantidos.
A rea do Crespo n.23 e casa do costme.
O abaixo assignado tendo vendido alm de os-
tras sones 1 meio n. 1*53 rom 4:000* da lote-
ra que se acabon de oxtralu'r beneficio da ar-
dom tereeira do Carmo do Recife (117*) comida
aos possuidores a vi rom receber na confurmida-
de do costume sem descont alguni.
Acham-se a venda os bilhetes da 5' parte da
lotera a beneficio da ordem tereeira do Carme
Jo Recife (118a), selembro do corrente anno.
Procos.
Os do Costil me.
Manuel Martins Fina
Olferece-se una criaua p.ira colindar : n
becco dos Ferreiros n. 10.
Precisa-se de urna ama para casa de hornea
solteiro : na ra do Livrament.i n. .ft.
Precisare de una ama para aasa de homem
solteiro : na ra do Moodtgo n. 93.
D, Anna Rutina dos Santos Gouveia e seus -
Ihos, par:idos da mais intensa dor pelo infausto
passamento de seu mu prezado o sempre chorado
esposo e pai, Jeronynio Bibiano de Gouveia, vem
pelo presente agradecer cordialmente a todaa as
paasoas que se dignaram assisiir aos suffragioj fei-
tos por alma do mesmo finado, e de acompanhar
seus restos mortaes at o ceinterio publico ; e de
novo convidan! a todos os seus prenles e amigos
para assistirema missa o memento do stimo dia.
que se bao de celebrar na igreja matriz da Boa
Vista, lelas 7 horas da manlia do dia :J0 do cor
rente
ATTENCAO
Precisa-sc do urna ama que saina comprar e co-
zinbar, para casa de ponea familia : na ra larga
do Rosario n. 21, 2" andar.
na ra do Quei-
O Rvm. padre que quizcr contratar capel-
lana da igreja da Coneeico da estrada de Joo de
Barros, dirija-se ra do Livraniento, leja de cal-
cado n. 37, a fallar com Ferreira Jnior.
Sa ra Direita, bija n. 32, precisa-so de al-
guiH olliciaes do sapaleiro, que tenham pleno co-
nhecimenlo da arte, o boa conducta.___________
Fugio do engenhc CoJIegio da Luz a escrava
preta Martnha, baixa e delgada do corno, com
marcas de bexigas, muito bebada e de muta labia,
paga-so bem a quem a levar ao dito engenho, ou
aos Srs. Oliveira, Filhos & C, no Recife.
Precisa-se de um criado :
mado n. 12, 1 andar.
Precisa-se de urna ama para cozinbar em
ea'a de homem solteiro : na na da Praia n. 2.
AtteiiQo
Na ra Direita n. 15 precisa-se fallar com o Sr.
Manoel Maria Pacheco, natural do Vianna do Cas-
tello, a negocio de seu interesse.______________
Prccisa-sc alugarum moleque, paga-se bem:
no hotel do Franca, ra do Conuuercio n. 11.
No escriptorio de Domingos Al ves Malbeus.
ra do Vigario n. 21. deseja-se saber se existe
nesta cidade o Sr. Francisco Augusto do Couto,
lilno de Joaquim Jos do Couto, da liba Tereeira
(Acores) com quem muito se deseja fallar, a nego-
cio de seu interesse.
ROUBO
200^000 de gratifi-
cado.
O abaixo assignado manifesta fielmente o que
toe foi ronbado no da sexta-feira, 7 de agoslo, as
olioras da tarde, do Recife para a Capunga, os
objectos abaixo dielarados, roubados de dentro de
um bah de (landres que conduzia urna carroca,
julgando ter sido felo o roubo na praca do capim,
na Boa-Vista, aonde o carroceiro se demarou em
urna taberna. O abaixo assignado offerece a quan-
tia cima a quem Ihe entregar o dito roubo, com-1 para arrecadacao da heranca de seu rmo Anto-
promettendo-sc a guardar inviolavel segredo, po- n0 Fernandes Duarte de Almeida fallecido em es-
dendo vir ao meu poder por qualquer intermedio, tado de solteiro, e sem descendentes ; pois, sendo
2 braceletes do ouro com rela, entroncados, I certo que o mesmo Sr. Manoel Fernandes Duarte
1 dito de cornalina encarnado, 1 apparelho de be-! all chegando de Buenos-Ayres com arrotos nsup-
zuros, completo, encastoado em ouro, obra do i portareis deum verdadeiro'opulenti,procurou por
O abaixo assignado, procurador baslanle do Sr.
Francisco Fernandes Duarte, achando-se boje as-
saz habilitado por cartas, que acatia de receber de
Bareellos, Reino de Portugal, do Sr. Francisco
a Fernandes Duarte, as quaes offerece quem queira
vir examina-las ra do Amorim n. 6b e ruada
Calleja n. 53, pode desde j afilanr.ar ao respeita
vel publico, que o Sr. Manoel Fernandes Duarte
falsamente se tem inculcado em seus annuncios
nesie Diarioser procurador de seu respeitavel
Pai o Sr. Joao Fernandes Duarte, all residente-
Porto, 1 bracelle.de sndalo, 1 dito de dito de me-
nina, 2 ditos de coral do dita com chapa de ouroe
todos os meios ao seu alcance inspirar confianca
paraobter aquella suspirada procuracao, mas com
ferior por baixo urna pedra azul, 1 par de brincos |ne merecido durante 21 annos de"sua ausencia
de cornalina encarnada e encastoado em ouro,! de Portugalpouco mais ou menossuas precio
dito de ditos de ouro a balo, i dito de rosetas pe as letlra, so o chero daquella heranca o faria
3nenas com urna pedrinha de coral no meio, 1 dito j morer-so de lao longe para alcancar aquella pro-
e brincos de ouro de menina com pedras bran- Va de confianca, de que por esse seu ingrato pro-
M*
Para Lisboa
O brigue portugnez Constante II segu para
Lisboa com a menor demora possivel, por ja ter
parte de sua carga prompta : para o restante e
passrgeiros, trata-se com os consignatarios Olivei-
ra, Filtios & C, no largo do Corpo Santo n. 19, ou
com o capitao p-- praca do commercio.
cas, 1 dito de rosetas de ouro lisas, 1 annel de
ouro de menina com as letras MJSL, 1 dito de ca-
bello de dita com as letras MJCR, I par de botoes
de punho para menina, 2 ditos de ditos dito para
homem, sendo 1 par de cornalina encarnada en-
castoada em ouro, e 1 dito de ouro com roseas no
centro, 1 botao de esmisa (de pcito) de bozouro
encastoado em ouro, 1 volta de irancelm marche-
tado com urna figunha de azebiebe, 1 dita de dito
com requintes, de menina, tendo um S. Braz de
ouro, 1 liga de cornalina encastoada cm ouro, I
dita de unicorne, 1 bola de cornalina encastoada
em ouro, 1 cara de onro representando o sol, 1
moedinha de ouro, 1 busiozinho encastoado em
ouro, 1 moedinha de prata encastada em ouro,
1 relogio de ouro patente com corrente do mesmo
metal e chave, 1 imagem de dito representando N.
S. da Coneeico, tendo 2 pollegadas de comprimen-
to e pesando de 18 a 20 oitavas, 1 rolla de aljofa-
res imitando perolas, varias moednhas de prata
nova e 9 000 em papel, tudo dentro de um bah
de tartaruga, e dentro deste um pequenino de tar-
taruga tambem que continha o euro das meninas,
9 camisinbas de menina guarnecidas com renda, e
algumas com marca M, 5 vestidlnhos de menina,
[.sendo 2 de chita, 2 de musselna e 1 de cambraia
com lislra verde, 2 timozinhos de chita, 5 cober-
tnhas, sendo 2 encarnadas. 1 Icncolzinho com mar-
ca M, 6 travessernhos encarnados com fronhas, 6
pares de meinhas, 3 marca M e 3 marca A, 1 saia
de cambraia branca com tira bordada em roda, de
senhnra, 1 bolina de senhora, de pellica branca, e
mais objectos miudos, 1 par de sapalos de ourello,
noro, Je homem.
Joao da Silva Leite.
Programma da festa do Se-
nhor Bom Jess das
Dores.
No sabbado 28 do corrente, ao meio dia, diver-
sas girndolas de fogo subirlo ao ar, e a banda de
msica marcial do corpo de artilharia da guarda
nacional executar diversas pecas sob a direceo
de seu dislinct) meslre, annunciando assim a feta
do nosso padroero.
As 7 horas da noite do mesmo da pnncipiarao
as vsperos solemnes, orando o reverendo Luiz Ig-
nacio do Moura.
No dia seguinte (domingo), as il horas da ma-
nhaa, entrar a festa, sendo nosta occasio execu-
tada sob a regencia do insigne professor Manoel
Pereira da Silva Sarzedello, a grande msica do
immortal Bellioi, bem como os solos que sao can-
tados pelos mui distictos proresseres Jos Coelho,
Htoares Rosas, Candido Dias e Raschini, orador
no Erangelho o mui disticio reverendo Dr. Luiz
Ferreira Nobre Palinca, sendo que nesta occasio
o distincto professor Antonio Martins Vianna, exe-
cutar urna lindissima phanlazia de Cirmelo sob
os motivos da somnmbula por E. Cavallni, a noi-
te haver Te-Deura, sendo orador o bem conhecido
Sadr mestre Leonardo Joao Grego ; toca em to-
os os acto .a meema banda marcial; esta a
solemnidade que pretende apresentar a nsta dos
fiis a mesa regadora.
Consistorio 16 de aagosto de 1869.
O eserivan,
Raphael Archanjo da Rosa Lima.
EMPRESTIMO SOBRE!
(SEM LIMITE.)
Na travessa da ra
das Cruzes n, 2, pri-
nieiro andar, da-so qual-
quer quantia sobre ouro,
prata e pedras preciosas.
0 dono deste estabelecimento,
competentemente autorisado pelo
governo, est as condic&es de ga-
rantir a transaccao que se flzer em
sua casa, promettendo todo e zelo
e considerarlo s pessoas que se
dignarem de honra-lo em sen esta-
belecimento.
Na mesma casa compra-se ouro,
prata e brilhant^s.
cedimento se hara tornado menos digno, como
de primera intuirn.
Assim pois, o abaixo assignado eslando auto-
risado |>or cartas do mesmo Sr. Francisco Fer
nandesDuartedatadas de 26 de Junho, 9 de Julho
o 10 de Agosto do corrente annopara dar esse so-
lemne desmentido ao supradito Sr. Manoel Fernan-
des Duarte, e faz-lo conhecer perante o respeita-
vel publicocomo um intruso procurador de seu
Pai (para nao ouar qualifica-lo de um verdadeiro
tartufo), tem anda a accrescentar, que o mesmo
Sr. Manoel Fernandes Duarle cm tal desharmonia,
e despeito com seu proprio Pai, d'alli saldo que
d'clle deixou de se lespcdir, e assim se retirou paro
asta Cidade afim de esperar o Vapor, que o dever
lovar s saas grandes fazendas em Buenos-Ayres
com vento fresco.
Entretanto, para que o Sr. Manoel Fernandes
Duarte nao possa crer o minimo proposito olTen-
sro da parte do abaixo assignado, que hoje hem
scente est de tudo quanto all occorreu a res-
peilo dessasua tentativa infeliz,at mesmo das
memorareis palavras com que seu venerando Pai
responden- Iheque a estacao present nao era
apropriada para elle ir alli fazer enxertos e por
conseguirte que o naofosseincommodar,ohMXo
assignado pedo com instancia ao dito Sr. Manoel
Fernandes Duarte, que por seu proprio brio e
honra manue publicar, quanto antes, neste Dia-
rio essa supposta procuracaj, que inculca ter,
sob pena de ser considerado na opinio publica
menos digno da l, ou conceito, que deve mere-
cer ; assim como, que tenha a bondade de aepo-
sitar em algum lugar de sua escclha aquella
sempre fallada procuracao para que se possa e-
reficar a respectiva firma, e por sua vez elle po-
der tambem contrariar aos que nao quizeram
acreditar, e muito menos hoje n'aquelles seus
annuncios.
Finalmente, o abaixo assignado tambem pode
assegurar ao respeitavel publico, avista daquellas
cartas, que est prompto franquearque o Sr.
Francisco Fernandes Duarte est as melhores
relacoes de amizade com o seu respeitavel pai,
recebendo delle as maores provas de confianca
e at ltimamente succeden, que Ihe prestara
bstanles servicos em urna grave enfermidade que
soffrera.
Parece pois, que isto o que mais afflige, e in-
eommoda ao Sr. Manoel Fernandes Duarte, por-
que r, que oulro tanto nao merece, e foi repelli-
docom o encerto, que lerou, depois de 21 anros
de sua longa ausencia, e da total priracao de suas
apreciaviis noticias !!'!
Recife 26 du agosto de 1869.
Francisco Guedes de Ara uju.
Na ra da Aurora n. 34 pretende-sc contra-
tar um offlcial de pharmacia, quo tenha bastante
pratica,______________________
Fugio uo, dia 23 do eorrente, do engenha-
Quileba da freueza de Serinhem, o escravo ca-
bra, de nome Flix, que representa ter 35 anm-s,
mais ou monos, alto, grosso, cara Isrga, bem fal-
lante, levoa calca de brim pardo, camisa do ma*
dapolo, chapeo de couro ou um outro
de chile,
novo; cujo escravotalvez tenha lomado o cam-
nho de Pao d'Alho : quem o pegar e levar ao dita
engenho, ou no Recife a ra do Imperador n. 45,
ser generosamente recompensado.____________
Sitio
Precisatse alugar um sitio quo tenha grande
baixa para capim, e algumas arvores de frueto :
quera liver annunce ou dirija-so ra do Quei-
inado n. 12, Io andar.
Joaquim Manoel Lopes da Silva faz publico
para seiencia do respeitarel corpo do commarcio e
de quem mais possa interessar, que na presente
data rendeu a sua taberna do becco do Campello
n. 4, ao Sr. Antonio Gomes da Costa Leite, livre e
desembarajada de dbitos, e de qualquer onus;
julga nada dever, mas se alguem se julgar seu
credor, tenha a bondade de apresentar sua conta
no praso de tres dias na mesma taberna. Recife
25 de agosto de 1869.
Precisa-se fallar com o Sr Dr. Joao Hollanda
Cunha a negocio de seu interesse : na fabrica de
cerveja n. 35, ma do Cebo.
ATTENCAO
Precisa-se de urna ama que saiba comprar e o-
jrnhar para casa de pouca familia ; na ra larga
do Rosario n. 21, 2 andar.__________________
Aluga-se um espacoso terreno muito frtil
para planta de capim e com rarios arroredos que
do fructos : a tratar no Manguinho, casa que faz
esquma com as estradas dos Afilelos e a que vai
para a ponte de Uchoa. ______________
Offerece-se urna ama para todo e qualquer
serrico de casa de familia : a tratar na ra do
Rangel n. 32. ______________________
No largo da Asserabla n. 19 precisa-se alu-
gar um mole |ue ou urna negra, que seja fiel e de
bons costumes, mesmo sem habilidades.________
Aluga-se urna casa sita no Monteiro. tan"
bem aluga-se alguns qnartos proprios para rapa-
zes : a tratar na roa Nova n. 21, 4 andar.
Precisa-se de um feitor para om sitio do
Monteiro : na roa do Crespo n. 23.
Novo Atheneu.
Hoje haver sessao ordinaria as II horas o dia
no pateo do Carina n. 9, sendo a ordem do dia.
posse de diversas commissoes, e apreseutaco de
tbesis.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar
engommar, para casa de pouca familia : a tratsr
na roa do Cabug n. 1, toja de joias.___________
Troco miudo.
1 1|2 0|0 de premio por sedulas de l e 24000:
1 0|0 de premio por sedulas de 54, 104 e 204000
(nova estampa), paga-se por quantias de 1:0004 a
5:0004 : na casa de Theodoro Simn t C, largo
do Pelourinho n. 7.
Attenpo.
Precisa-se alugar uma.casa terrea ou loja, com
Unto que tenhi bom quintal em qualquer urna das
ras do balrro de Sante Antonio : quem tver po-
de dirigir-se ra do Rosario da B **


r

Diario de Peruambtio* &?xta eira 27 de Agosto de
1869.
GRANDE HOTEL
DE
ORIENTE
Ra larga do Rosario n.44.
- Eapcehlidade na preparado dos genero ;i!
menucio, pr-miptido o asseio as cneomtiu-ndas
i boa organisacao no estahelecimento. Reeebern
se asignaturas para o cstabelecimento e a domici-
lio, facilita w a leiira dii Jornaes nacional o es
irangelros. K-pacosa sala par:.....legante jogo d-'
liilliar, e lia decente e eominoiia hospcdagein.
Na iraca da Independencia n. 33, M nliciro sol Molieres de mita, prala e pedias pro
cilas, e seja qual fr a quantia : na mc-wa cas;.
M compra c vendo nhjectas de nuro o prala, c
igualmente se faz luda c. qualqiier obra de encom-
menda 0 '"'lo e qualquer concert tendenl
mesma arte.
Madama Adour tcm a honra fio pa't-
ticipar ao respetavel publico, amante do>
Basaos theatros lyricos, que recebeu prk>
dllmo vapor da Europa, sabidas de baillt
e bronus do ultimo go^to; na do Imperador
n. 23 i andar, e que vendo por barato
proco.
Pr. Manool Enedino Reg Valenra, me-
dico, ma da Gamboa do Carino n 21.
Vicente Al ves Morcira, agenciador de ven-
das de oscravns, nndon sua residencia da ra de
Hartas n. fti para a na da Paz r. SI, omle seus
fregjiezes o po Jerao procurar par a mesma ocen
paran. Recebe escravos tm eomimssao, e promeiie
prometa venda.
1S20:000,00T
C;isa dafeicidade
X. 2i PRACA DA INDEPENDENCIAS 22.
Os abaixo assignados, tendo oblklo lcen-
ca da presidencia c salisfeto as otrtras exi-
gencias da le, avisa ao rcspeitavel publico,
que ter sempre venda bilhetes das lote-
ras do Rio le Janeiro, cwjos premios serao
pagos promptamente a vista das listas, com
o descont smente da Ici, pelos precos
segnintes :
Bilhetes inteiros... 246000
Meios.....125000
Quartos... 0,5000
____ Veras & Barbedo. .
Alnga-sc o sino n. 16 da estrada dos Afilie-
tos, com nina grande casa assohradada, com umi-
tas arvores de fi neto : a tratar na ra da Impera-
tria n. 20, 2o andar.
Precisa-g do um feitor orluguei para o
engenho Halto Gro.-so comarca do Itio Formoso;
a tratar com Joo Bcnto de fii.va no mesmo
engenho ou com Lea! & Irmao, ra da Cadcia
n. S6 I*andar.
Deseja-se com urgencia saber onde reside o
Sr. Francisco da Costa e Silva (|tie se diz nego-
ciar com fazendas, a negocio que Ido diz respeito:
ra de Santo Amaro n. 2.
Precisa-se de
ra Nova n. 3.
Ama de IcHe.
urna ama de leite
a tratar na
Criado.
No caes de Apollo, arinazem n, 69, precisa-se
de um criado de boa conducta, para compras e al-
gum serrtco em um pequeo sitio.
Ama
Precisa-se de una ana para eozinhar e compra
para capa de peuca familia : na ra das Cruze*
n. H, t* audar : preterese eserava e paga-?*
I>em agradando.
- l'oi adiado na estrada ile Santo Anuo,
por um inolcquc do cngcnlio Bufhovs, um
cmhrolho com diversas carias, para seren
entregues aqui no Recife a Sr*. D. Caroli-
na F. de G'-s fiavalcanti. as quaes esto
em poder de Antonio Pires Ferrara, na
B.a-Vista, travessa da Trempe n. que
s as entregara a mesma senliora', ou a
pessoa d' sua confianza.
OlTerece-se tima possoa pata cobrar
dividas na vilhi di IVnlia ou qnalquer
outro lugar das provincias do Rio-Grande
do Norte e Parahyhu, a qual d fiador nesla
praca: procurar na ra larga do Rosa-
rio n. 22 loja, ou na ra do Cahug n. 2.
toja.
Eagouuaa-se roupa tanto de Iminein como de
-enhora, com perfeicSo : na ra do Caldeireiro nu-
ero Ht.
AMA
Na ra do Padre Floriano n. 3i, precisa-se de
,.:i.ie-cr.iva para singar, paga-se bem.
Feitor
Precisa-se de um hornein que entend de todo o
arrico do campo, para trabalbar em um sitio : a
tratar no largo da ribeira da fregueria de S. Jos,
sobrado n. 5
ina*> Francisco de Souza estando procedendo
o inventarilo tinado Joao Luiz Goncalv s, roga
as ncs rpresenta las na roa da Guia, taberna n. 7.
D-se at i.000;,000ajuro mdico sob hypo-
theca eni bats de raz, livres e despinhara-cadus :
m na enea temara, parisiense, ra do Imperador n.
" 71, se dir com quem tratar.
"IB5
PrenM te de luna ama para o aenrip imerno
de urna casa de poaca familia : ra da l'raia
n.9, Ivantir.
Pieck-SH de tuna ama que saiba co-
unhar para dous tiomens soltciros, na ra
do Rangel n. (>.).

ruin
ANTIGA E CREDITATA
FABRICA
u
QSl&a>a(D3 5D2 3D5i
IICH711
CII8T1ITIIIIT1 101 GIIPLITI lilil
CHAPEOS DB !>:
De todas u qoalidades I
De todos os feitios I
De todas os precos I
RA DO CRESPO
aos *o:ooo XIOO
CASA DA FORTUNA
Una 4o Crep n. 99.
0 abaixo assignadohlndo obtidn liecnca da pre-
sidencia c saisfeilo as outras exigencias da le,
avisa ao rcspeitavel publico que ter sempre
venda no scu cstabnlecimento bilhetes das lote-
ras do Itio de Janeiro, cujos itrcmios serao pagos
pmmptainente avista das lisias com o descont
smente da le.
Precos :Intctros.. 24|000
Meios... 12O0O
Quartos. CS000
E em quanlidade maior de 100000 na razao
do 22*000 por Mnele.
Manoel Martins Plaza.
Cose-so costuras de aUalate a moda fran-
caza, por pr^o commodo, na ra Augusta
n .112, e d-se ianca sobre as mesmas.
advAgado
Alfonso de Albuqmrqne Mello mndou o sen es-
criptoiio para a ra das Cruzcs n. 37. defronte da
typographia do Diario.
ALIJGA-SE
Aluga-se o 2o andar e soto do sobrado
tratar no armazem da Exposirao de Londres.
da i ti i da Cada do tieoife n. CO : a
IMAM4 MUTIS
Precisa-se de um bomem que d fiador de sua conduela, para tomar conta de
um sitio, per lo da praca e do caminho de ferro, dando-se assim moradia gratis:
tratar naExposicSo de Londres n. 60. ra da Cada do Recife.
mado
Tintura instantnea de Desnour,
n. 6,
JIJ1
real de Javme
vende-se ra do Quei-
Salao de*cabelleireiro,
e variado sorimento de perfumaras finas,
onde tambem se encontrar um explendido
c dos tnelhores fabricantes de Pars.
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I*-B
5 o o
f = 3
o
c
MUDANZA 1)0
Albino Raptista da Rocba participa
a todos ossens freguezes quemudou-
se com a sua oflicina dapra^a da
Independencia n. 12 para a ra das
Crtues n. 23 ; previne, portanto, a
todos os amigos e tregeles que se
achara em casa a qnalquer hora
do dia, para execntar ledo e qualquer concert
que de sua arte exigir possam, tendente a sua
prolissao; e em sua falta acharao com quem
tratar.

Mkroskope acbroma-
tsehen. Objetiv Lia-
sen.
Earotiicire e termo-
metre. Centigrade
e reuumeurc.
Aluga-se um sitio com boa casa de
vi venda com commodos para gran-
de familia, na Passagem da Magda-
na, cm frente ao sitio do Sr. Bailar
A Oli\eira : a tratar com Domingos
Alvcs Mathens, ra do Vigarlo n. 21._________
"URGENCIA
ALUGUEL.
No Ooraeao de Onro se diz quem precisa de
urna eserava que sirva para comprar, eozinhar e
engommar, para casa de familia. ____________
1U.
I'recisa-se de una ama que saiba bciu eozinhar:
no patee da Kibeira n. 1J.
Precisa-se alugar urna prela eserava de meia
idade, para comprar e eozinhar : na ra do Ara-
gao u. 10.
Aos 20:000^000.
*.%*.% n.% ::.
Os abaixo assignodos fazem sciente ao respei-
lavel publico, que teem s'enda os seus muito fe-
lina bilhetes do Rio, ra do Crbng n. 2, loja do
Sr. Malheiro, pagndose a vi.ta das listas smente
com o descont da lei.
PRECOS.
Inteiros 24 Meios 124000
Ouarlos 6*000
Do 100J para cima a 223000 o bilhete.
Vietra & Rodrigues.
Auga-se um sitio na Capunga, porto do Las-
serie junio ao rio. o qual tem grande casa com 3
sallas, 7 quartos. eosinha fra, estribara e coxei-
ra, quartos para feitor c escravos, cacimba, cerca-
do para gallinhas, etc. etc. Tudo aeha-se retid-
cado, calado e pintado de novo : trata-se na ra
do Vigano n. 2:t Io andar.
Notas das caixas liliaes do banco do Rrasil,
trocam-?e com mdico descont, na loja de Manoel
soare.< Pinheiro. a praca da Independencia n. 22.
Nova lintiiraria franceza
da ra do Rosarlo da Boa-Vista
n. 44. de Mo Nehneider
Tinge e limpa rom a maior perfeicao possivel
todo. e qnalquer objecto de seda, 5a, algudii, ca-
semira. etc., etc., em peea ou em obra, tira o mofo
a fazendas, assim como tinjo chapeos le feltro,
palha, manilha, e tudo niais eoneernente sua pro-
lissao, por precos multo razoaveis.
CHIS FSHISGQFICOS
E crystal de rocha do Brasil.
F. I. Cieruianu, recommenda ao publico, seus vidros periscpicos tperfeicoa-
dos; porque, com estn vidros, a vista descanga, 1'orlfica-sc e nao a canga como c^m
os vidros ordinarios. Urna vez escolhido um vidro, pode durar dez annos, emquante-
que, com os vidros ordinarios se esta obrigado a muda-Ios todos os annos e os Id-
eada vez mais grossos, o que altera o crystalino do to e determina quasi sempre do-
res de cabeca. 0 alcance ordinario da vista perlo de 30 centmetros do lho, e,
todas as vezes que o objecto esl mais perlo ou mais loage, os raios que e.xpelle sao
mui convergentes ou bu divergentes e a visSo n5o perfeta. Um grande numero de
pessoas tem o deleito de fazer convergir muto de sorte que a visao nao distincla.
Com a applicaco de meus vidros pdese vencer estas diflicuidadcs. Para os que tem
a vista curta e cojo crystalino mu convexo (o que faz ver bem, de perto, e mal de
longe), o que se chama myope, por meio de um vidro concavo affasta-so o poni de
vista, o que faz divergir os objectos e deixa ver lo longe como as outras vistas. Qoan-
do o crystalino muto chato, o que succede aos que tem chegado a urna certa idade.
o que se chama prcsbyta, vem melhor de lotice que de perlo, o nao enxergam seno
um nevoeiro na distancia ordinaria da vista; com um vidro convexo, estes enxergarjo
to distinctanaente como na idade de lo annos. erviodo-se desles vidros quando a
vista principia eufraquecer, previne-se o mal.
F. i. Germana encarrega-se pela sua experiencia, temiente aos olhos, a es-
colher, a primeira vista, seja qual for a iade e grao de Vista, oculos proprius para
qualquer pessoa,
Para que sao fabricados estes vidros ? ?
Para a vista myope, (vista curta).
Para vista que se cohre de nuvens.
Para a vista que por momentos, v es-
voacar pequeos pontos negros.
Para a vista que as palpebras tremed
de fraqueza.
Para a vista que os olhos s3o desiguaes.
Para a vista que se tuna com o traba-
Ibo e a leilura.
Para a vista presbyta (vista longa).
Para a vista que nao sopporta os raios
solares nem grande clariduie.
Para a vista operada da atarata.
Para a vista que as palpe, us tsiao cer-
cadas de sangue.
Para a vista que um op olhos myope
e o oulro preshvto.
Para evitar finalmente que o ciu-laliuo
do olho se cobra de catarata.
VM
C0STUEB.4 E MODISTA
A LECOMTE
Com loja na ra da Iinperatriz n. 7.
Tem a honra de pariecpar ao respelavel publico e em particular seus rregue-
Precisa-se de urna ama, preferinJ-.se eserava,
pan eozinhar e comp.ar, paga-se bem e afianza-
se bom tratamento : na ra piaste n. 32.
Miguel Gnucalves Rodrigues Franca, lilho de
Manoel fioncalves Rodrigues, vende a heranca que
em urna quinta Ihe deixen na ilha de S. Miguel
seu ave paterno Joao Goncalves Rodrigues : a tra-
tar na in.-i do Crespo n. 12, andar.
Aprfe sin particular Rosalina de Miranda
Henrique Teixeira, avisa aos senhnres pas de fa-
milias, que mudou-se da ra da Roda para a da
Florentina n. 2, onde contina a tecdQOar do dia
i"> do cnrrenle mez em diantc.________________
Na ra dos C-icIhos d. 28 precisa-se de um
criado para comprase recados.________
T CRIA lio
Na ra estreila do Rosario n. 3.'i, priineiro an-
dar precisase alugar um criado de 12 a 13 an-
uos, livre ou e.scravo para o strvicp extemo de
urna casa. _____________^____
Precisa-se alugar alguns escravos para ser-
vico deliaixo de coberta, paga-se 3O4O0O mensaes
e eomida : a tratar na ra do Brum. saboaria do
liecite. .___________
Precisa-'-e de utn eosinheiro para casa doe
familia inorando em um dos arrabldes : dirija-se
a rna da Cruz n. 6. 1" andar.
AMA
Sortimenlo de biuoculos
para theatro. c ocalos de
alcance para o campo o ma-
rinba.
Luneta?, pince-nez e
faco--matu, yuro, prata,
tartaruga, bfalo, ac,
etc., etc.
Tem tambem grande sortimenlo d inogios para parteo, que do boras epata
cima de mesa dos mais lindos modelos, .elogios para algibeira, de ouro, prala, piala
dourada e foleada. inglezes, sussos c orisontaes dos melhorcs e mais afamados fabri-
cantes.
Yendas em grosso o a relalho. Em Pernambuco.
N. 21--=Rua NovaN. 21.
Precisa-?c de una ama forra ou captiva : na
rna do ^lueimado n. S2. casa de homeni solteiro.
;- parmtei e amigos do fallecido
!)r. Joao F'rreiri da Silva, a ouvirein algunas
la alma do mesmo se tem de cele-
brar.'in na igreja da nutria do SS. Sacramento
da freguezia de S. Amonio no dia 27 do Hrren-
te, a-; 7 hora- d.\ man lia, Irigessiiun dia do sen
fallecimenlo. Leinbranca de umamitri.
Aluga-se na cidade de Olinda, ra do Am-
paro, urna boa casa, salada e pintada de novo,
l>ara se passar a festa : a tratar na inesma ra
zes, que, pelas relneoes que acaba de encetar com algtimascostureirase modistas das inais I p",n Sf- "i1'1*' J*So GunCa|ves Rodrigues
afamadas de Pars, que todos os mezes Ihe raandam figurinos, de vestidos, man-
t-letes o chapeos quo cstao no maior gosto e mais modernos, so acba habilita-
da para fazer vestidos para passeio e visitas, bailas e casamentos. As senhoras que
a honrarem com a sua freguezia, nao deixaraode so,r satsfetas, tanto pelo bom gosto", como
pela barateza dos precos e prompdao na entrega das encominendas ; tambem tem Iiik
nitos enfeites muito modernos e de todasas cores. Fazem-se chapeos de todas as qualidades
tanto d-j fil como de palha.
Moracs, Luiz Alfredo de
r.i man-
dar clebrir na Igrejo l> ilolleifio, sabbado 28 do
iMrrante, p as H horas da maiihaa algumas mis
dina -lo Aatoni) Rodrigues do Sa Vian
lia, (kmrado comiuweiaiito que fui na praca d>
'li '' orre-p mienta dn<
pac, ronviiiam seos
ovni aos ditos
'i- nnu-quio aos au-
to de pieilade e pre--
t.li". i h ___________________' jinad.;.
al
Alug-so
uin oseravo bofiero e copelM : -a tratar no-b-ece
doOuvidor, sobrado u. J, Io andar, ou m ra No-
-*a a. 33.
RIJA 1)0 CRESPO N. 7 A,
PRIME1RO ANDAR.
ANDR DE^SUC, cabell ircirO de Paos. Um a honra de aformar ao rosp?tn-
vel publko, que abri reo*te:ncile, para os inveteres de sua arte, ra do Crespo
n. 7 A, priineiro andar, ttm ategaote salo a Luiz XV, ornado com o maior gosto.
Coto a vsrtajjein deji tw sido oslameute apreciado pelo publico parisiense e
pernambucano e amiiiado por habis,einjiregados francozes e bra>ileiros, offerece o
seu presumo aos cavailieiros
confia rregaridfwso
etc.; e fornecwfwto toda a
de Ss. Eses.
Aiidi }>elsuc, icndo tul via a utilidade dos frecuentadores de seu .estbale-
lo, tem preparaiio, outra sala, eom entrada esperi.il. o o se encontrar sempre
o- v ir.Trt.\etn pe*imarias, o\traios, saiion-jU-s. pos de arroz, ditos para
denles, lavas de Jouvin. ele i mais .^raplelo soriime.fito dos productos dos
perfumistas Lubiu, Couduay. Piver, RiuwB'-l, 4kiisnH, etc., c
!s familias que o^obseqoiarm, otindo-se de
seus sencos. Andr b.lsuc compromette-se a fittir iudo o qoe cstiver a sesj alcance,
para completa satisfaco da boa freguezia pernainhucana.
le.iros i' is txcelltitissimas euhoras que o honraren! Com suaj |fonado< da data deste, Ando o qnal _proceder
e de qnalquer pateado do bne tl.e.tr-., MKte, noiva atcl ^^^^'Z^wm
ac-pjao deebjectos par?, ornamento dos preciosos cabello^, joail d,-ac vedo freir.
iCVBELLEa
AORE DRLSC
PAIUS -7 A-RA DO CRESPO-7 \ -PRIMEIRO AND.AR,
lauque de ferro.
Pede-se ao dono do tanque ou caldeira de ferro
que so acha om cima do caes da altandoga, o ob-
sequio de fallar no eseriptorio da eompanhia Per-
nainbucana.
\%boii:
DE
salsa nmm do nu
00
Depurativo do sangue
Usado as tnolestias de pille, impigens,
dores rheuinatieas e ulceras venreas,
NICO DEPOSITO
Ikiia larj dollo^tiio i. lO.
idtbt i pars
19Ra Nova-19
FltEDERICO ftAITIKK
;irargio-dentista, muito conhecido ha dez annos n'esta cidade, pela perfeicao dos set
trabalhos, lem a honra de participar ao respeitavel publico que tendo feito muitos me-
horamentos na sua casa, pode d'hora avante receber as senhoras no seu gabinete onde
icharao os commodos precisos para familia.
Acha-se tambem na sua casa e na sua eompanhia, o seu sobrinbo e discipalo
JT. IiEKOUX
o qual acaba de voltar de urna longa viagem a Europa, durante a qual praticou com
feliz successo as primeiras casas de l'ariz e de Londres, offerecendo assim as melhores
garantas do bem desempenho para tudo o que for relativo a profisso ; por isso o
innunciante pede aos seus amigos a clientes que por acaso o nao encontraren) no sea
{abkele, depositem no dito seu sobrinbo a mesma confianza com que o tem honrado
i dez annos.
Dentaduras por to los os systemas: a presso do ar e com molas de ouro, platina
vulcanite e um inleiramenle novo n'esta cidade.
Cura radical dos denles cariados.
Chumbagens (obturacSes) com ouro ccom mas.vis.dvfr.-.K segundo os casos.
Remedio para acalmar as dores do denles.
Agua e pos dentrificios fabricados pelo proprio annunciantc, o que Ihe permuto aflan-
car sua boa qualidade.
Escovas para denles, etc.
Perfeicao de trabalho e precos moderados.
Viagcns para fra medanle ajusto precio.
0 gabinete acha-se aberto das 8 horas da manhSa at as 4 da tarde de todos d
lias otis.
g
Oh
NA
NI M BOHISTA
Dividas.
O abaixo asonado, arrematante -las dividas do
espolio do finado J> se Manoel Pereira de Monda-
ria, avisa aos devedurcsdi- dito tinado que man-
dem sati.faz.T seus debiu>s, W PMaW do 30 das.
na' proceder a
.1
Preeisa-so do um feit.tr que ontunda perfela-
mente de hortare e trate da cnv.lllo, para tomar
conta do um sitio perV da cidade : a tratar na
ra da Cruz n. 42, t" andar.
Altigam-se ouas exeellentes oraviis.
sendo que urna compra c costad e entra
liara serv :o intdnio descasa de famioa:
Vquem precisar dirija-se, m Santo Amaro,
ao sobrado junto do ceotterio inglez.
3 IiOafA
h m
z=- PAULO FERWAKDES DEMELLO GIMARAES _
-^ SOD A DIRECr.\0 DO MIITO RABIL ARTISTA
3 4LF4TE PEDRO g
Nesta oflicina encontrar* os respeitaveis fregoeres a em alfaate para bem poder satisfazer toda e qtialqupr ohr?. (Wite R bom corto, cbo
no a,)crfdcoamento das mesmas.
Tonia-se desnecessario recemm*ndar ests artista.-pnw (fsc a sua thesojwj
bem condecida, (e com grande ospecialidadc em fardas) per'imitas pessoas liaV
desta cidade
Ach todos os preceos d'arte q*ialqner urna obra em face dos Tustaos.
O mesmo estabelecinicnto se acha munido de nm completo sortimemo de fa-
zendas, como sejam : casemiras de cor, ditas pretas, pannos pretos, ditos aztrcs, brh.s
de cor, ditos Oraucos, seda para colletes, merinos, etc. e mais fazendas proprias *
otckia.
O grande sertimento de roapas feitas que tem venrtle por menos 109/0 do
que em outra quahfuer parle.
RA DA IMPERATRIZ N. 48,
#
junto padaria franceza*
r
vl


Diario de l'eriiambtioo Sexta eira 27 de Agosto de 1869.

^

\

Degpls do espectnctalo
kiassorms
no sali di-
r i!

do idade
(IBSTAURANT FRANCAIS,
n. "li. I* andar.
i- um ;axero de ti a H minos
i.i i).i linpnrndor n. .11
UDADE DE GOYMW.
XSo o largaremos at q;ic. .......
E' na m.i Dtrelta "1, loja ele h-ma >n*, que
so deseja fallar po Sr. Antonio Francisco Dnurte
ou son iniilu ex-dej-nindo provincial Dr, Maxi-
nnano Fraiu-M-i. Daaric: levo gabar rmmmmm MWKnmm
Precisa-se de urna ama de leitc, na 8!
| roa da [mpor.-lriz n. t, preferindo-se J
do matto e Mi:i lillio,
m m mam*
tum IMM5A0
__________ DE *
1
A DINHE1R0 NA LOJA E ARMAZEM
DO
37 Rui do imperador 37
nico deposito de loucas do arbalho e
da villa do Cabo, mudou-se di na das Cin-
co Ponas n. 12, para a ra do Imperador
n. :17, com grande sorlimento de loucas
para aguas, jarras, (juarliuhas o inuringos,
cannos vidrados e por vidrar de urna 10
polegadas. os quaes vende-se por menos
do que ein otitra q.ialquor parlo, por ser
o nico recebedor de loucas e cannos, da
fabrica do Barbalho c da villa do Cabo, o
qual brevemento ser novamente annun-
ciado.
p'raucisco Garrido tundo de itgiirar-se
para a Europa a oriseio dos edicos
vende o s-u bem conocido e acreditado
HoU'l Central sito a i na larga do Rosara I*
andar. Os pretendemos podem dirigir-so
ao raesmo, a qualquer hora do dia.
Manuel (onralves Han os la/, cente ao res-
peitavel publico e ci.fii e*peelatMad na rorpo do
eommurcio, ijue eomprou ao Sr Manoel Luix Pa-
checo a taberna siana ra doPasand n. 31 li-
vro e desembarazada de gjjali|ti>-r debito; por isso
quem se julgar com ilireito a reclamar, o faca no
praso de tres dia*. Rccife 2 de agosto do 189.
Prccisa-se do urna ama de leite : a tratar no
pateo do Carino, esquina da ra de llorias n. 2.
Na ra de liarlas n. 1 pTticisavae de urna
ama para cozinliar e comprar.
niTTENClOT"
Um moco quetem bastante pratica de armazem
de seceos e molhados, e que tem solfrivcl letra,
por isso hatil para tomar conta de qualquer esta-
belecimenio diales gt-neDS, se otYorece para ca-
xeiro nesla praca ou lora dola, pan o qno dar
luili-r a .-na conduca : quera da sen prestimo se
quizer utilisar, dirija-sc por carta fechada com s
mimes J. J. ra estrena do Rosario n. 12, typo-
traphiR rornmercial.
AMA
Preei de urna familia de tras pessoas : uarua da Cruz
n. C(i, Io andar.
Aos seHhorcs de engenho on
fnenderes,
Um moco nacional, estado solteiro, tendo che-
gado lia das do llio do Janeiro, fama encontrar
urna arrumacao em mu engenhe ou manda, cohio
societario on mosmo para leccionar primeiras le-
tras : qrem precisar, quena tazer o favor de pro-
curar naTua e treila do Rosario, hotel Lisbonense,
quecnconU'ar com quera tratar.
Com mono pajar vaataaPM comprain-sc
mo 'las de ouro e prata: na luja de joias do Co
raciioile Ouro n. 2 D. na do Calmp.
Attenpo.
Compra -i- farinha de mandioca da trra : a
tratar na praca do Corno Santo n. 21, t andar.
O muzeo de joms
Na ra do Canug n. 4 compra-so ouro, prata
e pedras preciosas por procos raais vaatajosos do
qne em oiitra qualipier parte.
SCKAYO.
Gompram-s* c venderase diaTlametito para fura
e dentro da provincia eseravoi le Inflas as males,
cores ansas, com Unas QJM >.*am cadios: no
terceiro andar di anteado n. 36, i roa das Ornees,
freguexia de Sanio Antonio.
\"
UV/iIJlJL llil KJU
moedas do uni o prava de iodos os valo-
res, ouro c prata em obras inotilisadas. c
brilhatites e mais pedras prei-iesas na lo-
ja de ourive* do aico da ConceicSo no Be-
cife.
Ouro e p uta
Compram-se moedas de oWo B i rata de todas
as quatidades. por bom preea : na ra da Cadoia
do Reeife n. 58, loja do azuleja.________________
Coinnra-se urna ou duas casas nosta didade,
de pref. reucia eni ra eoiHin^rr.ial : na oneader-
nacao p.in-ici^" e-dira qnem >fir*r.
q(daoa m mvm&Hm^ ^
DE
FKIIV PEREIIM Di SIIiVA.
O proprietario (teste grande eslabelecimento tendo sido o arrematante da
exmela loja denommada--J.l//;/tf DAS DAMA=*i roa da Imperaliiz n. 3G, e nao
Ibe tendo sido possivel, na mesma loja, concluir a liquidara.) da grande quanlidade de
fazendas que all existiam, pelos poucos dias que leve at entregar as chaves, vio-se
obrigado a passar a maior parto dessas fazendas para o seu estabeletiineuto. o=PAV
(indo o respeitavel puolico encontrar um grande soriimento das melliores fazendas de
linho, la, algodo e seda, que so lite vender muito mais baraio do que em oulra
qualquer parte, com o iim do apurar diuliei.ro, c as pessoas que negocian em pequea
escala, tanto da praca como do mallo, nesta casa poderao Tazer seus sorlimentos em
pequeas ou grandes porcoes, vendeudo-se-!lies pelos pircos que se compiam, u s
casas inglr/as; ass-m como as t'xotileniissJosas familias piwlcrao mandar buscar as amos-
tras do todas as fazendas. ou mandar-se-ba levar pelos caixdros da mesma loja em sus
casas; -. esubelecimenio se acha conslantemenlo abeilo das t horas :1a manha s 9
da noile.
Explendido sortimeirto de
roupas teitiis
NA LOJA DO- PAVa HUA DA
IMPERATIUZ N. 00
ALTA NOVIDADE
i;\i ro i'ki.i.vas ou oonr.LRAo de li.yiio e
SK.DA.
Pelo ultimo vapor
l'avao mn elegante
hpgnu para a loja d
sorlimento das
Acha-se este grande eslabelecimento com- bellas poupelinas ou gorgures de linho
pletamente sorlido das melhores roupas, seda, com os mais delicados padres q
mais
o
que
sendo calcas palitots e coleles de casemira, so pode imaginar, assim romo una grande
de panno, de brira, do alpaca, e de todas purco de corles da mesma fazcuda. tendo
as mais fazendas que os compradores pos- de todas 3s cores o garantindo-se que neslo
sam desojar, assim como na mesma loja genero nao lia nada mais bonito nem mais
lera um bello sortimento de pannos casemi- proprio para vestidos, e vonde-se or pre-
ras, brins, etc. etc. para se mandar fazer m muito razoavel na loja de Flix Pcreira
qualquer peca de obra, coma maior promp- da Silva, ra da Imperalriz n. O.
Precisa se comprar um portan de ferro j ser-
vido, que tenlia sote palmas de largo, maisou me-
nos : un na d>. f.ivspo n. 16.
0 C agradaud pagare bem : na ra da Caueia ao
Recife, mu zeo n. Gi.
rmkt.
Vonlcmae Srt sarros de superior cera de
carnauba-, uo armazein da rib*na >! IVixe n. t'.i.
Saceos com farinha de
mandioca.
Mua A l.n*>Mio -vendo: de.....ilioca, eoi pircan, o p"r |irej? commodo :
na ra estrella d i Wosara a. W.
V.'iib'iii-* ^n.Mtinnas 4* Bahia, em grosso
e a selalb i : no armazein da raa 4o Imperador
n.37.
= Vende se na roa da Anrra n. 26 um es
rovo par h, 4c 3 nos 4e 4da figura, pwfeiui HBrial do atiW i>, eom iirineinin
de cm-liciro. e V'-nde-se hw imilatn "dwi*) a ttinnus de
idade, hi.mti fl.Mira c opllino para triado : a tra-
tar na rta -le A|Ho n. 5. '
um parrtu-de darte <6 a ano-, bo
leriro e eaien.le Hi- pninr, tna miHaflunra ;uma
preta de idade aeti annoa, *Mn. hwa,
onRomina liso: i a ra larga a\> Rosario, caa n.
J6, 3 andar.
tido vontade do fregueZ) o nao sendo
obligados a acceila-las, quando nao stejam
coinjiletamente ao seu contento, assim como
n'oste vasto estabeleetmento encontrar o
respeitave.1 publico um bello sortimento de
camisas frafwecas e inglezas, ceroulas de
linho e algodo e uniros muitos arligos
proprios para liomens e senhoras promet-
tendo-se-lhe vender mais barato do que em
outra qualquer parte. Na rita da Impera-
lriz n. 60, loja e armazem de Flix Perei-
ra da Silva.
los dez mil covados de cassas
francesa
Covado a 300 Covado a 300
Covado a 300
Covado a 300 Covado a 300
Covado a 300 rs.
Vende-se na loja do Pavao ra da Im-
peratriz n. 00 urna grande quantidade de
mil covados das melhores casas franeczas
para vestidos, tendo padroes miodos e graii
dos, assentados em todas as cores, estas
cassas sao propriamento francezas, tendo
transparentes e tapadas, com tanto corno
quasi como a,chita, e alm dos padroes
seren muito bonitos, sao todos lixos c seria
fazenda para muito mais dinherro, mas re-
talha-se a 300 rs. o covado.
Hspartllhos a S$000 na loja do
Pavo
Vende-se urna grande porc5o de esparti-
Ihos modernos com o competente cordo,
tendo sortimento de todos os tamanhos, e
vendem-se a 3$ cada nrn.
BRAMANTE PARA LENCOES COM 10
PALMOS DE LARGURA A I->800
Chegou para a loja do Paro, ra da
Imperatriz n. 60, urna grande poroso de
p cas de bramante com 10 palmos de lar-
gura, sendo a largura da fazenda o cumpli-
mento de um lencol, o qual se faz com tim
metro e urna quarta, e para cama de casal,
com um metro e meio; e vende-so peto
barato prego de 15800 ris cada metro,
tendo esta larga fazenda, outras militas ap-
plicacoes para arranjos de familias, sendo1
grande pechincha felo preco.
Cortes de vestido do Pavao a
#.
Vendem-se bonitcs cortes de cambraia e
taiiatana, ricamente bordados a laa, pelo
baratissimo prego de 61.
Ditos por estarem um doi-m machucados
a U.
Difos fi.iissimos con. o seda a i->.
Assim como os mais m nos cortes de
poil de chvre, com duas sains, sendo fa-
zenda chegada pelo ultimo vapor, cada um
em sua caixuiha com o competente fignrmo,
a 18; linissimos crt s de cambraia bran-
ca, ricameii e bordados, <;ue ot podem
servir para noiva, a S59000, e outros mui-
tos cortes de dilerentes fazendas que se
liquidam baratas na Irya do Pavao.
CERA E CARNAl HA.
Vende-se urna grande poiQo de ten de
carnauba em saceos, por preco mais barato
do que em outra qualquer: na loja do
Pavao ra da Imperatriz n. 50. De Flix
Pcreira da Silva.
CASSAS AJ40
Veode-se cassas com dWic.ados padres e
COTOS lixas 2i0 rs. o covado: na loja do
Pavo ra da Imperatriz n. 60 de l'elix
Parsira da Silva.
AS -BASQUINAS DO l'AVAO
Chigarampara a loja do Pavao M mais
ricas basquinas de casaquinhs de soda
prftas riramenie enfeitados, sendo cora os
feitios mais novos que ten vinik) ao merca-
do e vendem-se muito em cuota.
EOZ DE C-MI
Chegaram os mais bonitos grosdenapeles
de crfS, sendo verde, azul, lyno.cinzentoi
e brauco muito alvo, que se vendem mais
tralo doqueem oulri qualquer parte.
BASIJUIiNAS DE FIL
Vend-*njs raais -modernas e mais ricas
basquinas Y fil .(reto, p ir prego em cunta.
VKSTDINHOS PARA MEfNOS A
2JJ000 E asoo
Vendem-^^ ve tidinros para meninos e
nvninas, pelo barato preco de 40G0 e
\'#S0n, assim como ricos enxovaes para
baplisido.
MAHAP0LA9 FRANCEZ A 7,1000 A PI-QA
Vende-se ppcas de madapfilSo fcancelen-
festado com"O metros a 7^(00 a peca;
p- chincha
MUSSEUNAS DE COR
"Vend-'-se as mais bonitas mussehnas de
cores a 500 rs. o covado.
CELEZIAS
PANNO
DE
LINHO
ATALHADO
Vendem-se as mais finas celezias de linho
com o varas cada peca, sendo mais unas
ainda que os mais linos esguies que tm
vindo ao mercado, a 180, 58J. 605000 e
7si00O, tambem se vende em varas as
mesmas celezias, nado preciso; assim co-
mo, pannos de linho do Porto para lences
com perlo de 1 palmos de largura a 700,
8(10 e 16000 a vara, sendo em peca tam-
bem se faz alguma equidade ; bramantes
para lences com tO palmos de largura a
1800 e 200 o metro, e de linho muito
superior a 3200 e 35iX).
Atualhado adamascado com 8 palmos de
largura a 23*00, U c 3#i00 o metro, e
outras muitas fazendas brancas que se ven-
dem muito mais barato do que em outra
qualquer parte, com o fim nico de apurar
dinheiro.
CHITAS
MADAPOLAO-
ALGODGSINHO
Vendem-se superiores chitas iscuras e
claras pelo barato preco de 2X0, 320 e 360
rs. F as penabas a 320 e 360 rs.
Pecas de algodSosinho de todas as lar-
guras e qualidades. Pecas de madapolo
dos mais baratos at os mais finos; assim
como, superior al^odosinlio enfestado para
lences, tnalbas, tanto liso como trancado :
todas estas fazendas se vendem mais barato
do que em outra qualquer parte, para apu-
rar dinheiro.
PECHINCHA DO PAVAO PARA ESCliAVOS
A 20(1 RS.
Vende-se nina pMali poreo de esta-
menha mcsclada, propria para vestidos de
escravas, camisas o calcas para moleques,
sendo urna fazenda oscura trancada e muito
encorpada, pelo barato preco de 200 rs.
o covado, fazenda que sempro se veiideu
por muito mais dinheiro
VESTIDOS A 800rs.
Com duas saias
Cliegaram para a Injt do Pavo os mai.s
modernos, e mais bonitos coi tes devcslidos
de cambaia, e organXys; com mais lindos
pa,l oes. c o compleme figurino, leudo
cada -.orto iH crivwtfs, que pode dar corle
para seirtiora, e memna, c venrlem-se pelo
baralo preco de ,-JOOO, nicamente na loja
0 arnia/em do Pavao ra da Inipcratn/.
n. 60, do Flix Pereira da Silva.
ORGANDY DE COR A 30 RS. 0 COVADO
Vendem-se linissimos organdys de cores
para vestidos euti limlissmios padres pelo
baralo preco do 360 rs. o covado; assim
como ditos tiran ;os muito finos com listas
Urcas o esinilas, c de quadros a 800 rs, e
I000 a vara, tambem tem tarlatana bran-
ca, e de todas as cores a 800 rs. a vara ;
lits de flores a t>iO rs. a vara,e ditos lisos
a.800 rs. a vara, e do salpico a I000:
isto na loja e nrma/cm do Pavo. ra da
Imperatriz n: (0 de Flix Pcreira da Sirva.
iP*SSBmB***K
** ^IMA6
]ffi*
A AGCIA RUANCA tem convicc3o de que a abundancia de ohjcctos de novidade-
em seu constante e cnmplelo sortimento, a boa escolha no gosto deltes, a superioridad
de de qualidades, e a bmitac5o de seus precos, ostao na op nio do respeitavel publico
etngeral, e na de sua boa freguezia em particular; mas ainda assim ella julga-de seu
devec acienlificar a todos, da recepro d'a:irelles objectos que estao alm do commum,
como* liem sejam :
Bonitas caixinhas de madeiras envernisa- Pamns de crochet para cadeiras.
das, "ntendo navalhas eos mais necessarios Novo sortimento de toalhas de labyrin-
paraviagem, servindo ellas de rarteira tho, para baptizados,
jti.mdo abertas Renda e bico de guipur, blanco e
Outras conforme aquellas, proprias para prclo.
senhoras. Fito prelo, de seda, com salpico?.
Outras tnachetadag, com Ihesouras c os Pequeos o delicados espanadores de
mais ecessarios dourados c de madrepo- pennas coloridas, proprios para piannos,
rola para costura, obras de apurado gosto
e perteico, proprias paro um bello pre-
sente, tendo algmnas com musi a.
Estojos ou carteiras de ce uro com nava-
fcas, T) os m.lis necessarios para viagens.
ESCOVAS DE MARFM
Paraunlias. (lentes, cabello e ronpa.
Hlras de balea com machetados de ma-
driperola para os mesmos fins.
OBRAS DE MADREPEROLA
Leques, cscovas para denles, caetas.
dida\s, brincos., alunles ele. etc.
Ricas capcllas com veos para noiva?.
Cintos Se brim, com clstico para se-
nhoras.
Voltas de grossos aljofaes de cores,
para circular os coques.
Outras igualmente bonitas, c com pin-
genies para o peseoco.
Outras com aljofares coloridos, e tran-
selin dourr.lo.
Rotoes com ancora, c P. II. para fardas
e cohetes.
Abqtoadnras d'aventurinc com o p de
prata dourada, para cohetes, cada um 3.->.
BolDcs de cristal, encasloados em prata,
para pnnhos, lr3 o par.
Camisas de flanella para homem, a mc-
Ihor qualidade que tem vinxlo a este mer-
cado,
Meias de liia para homens, senhoras c
crenneas.
Ditas de dita, tecido de borracha, para
quem soffre de, inchaeo as pernas.
oratorios, (te.
Bonitos passarinhos de metal prateados,
para segurar costuras, tendo almofadinhas.
de velludo para agulhas e alfinetes.
Thesonras de duas, tres, quatro e cinco
pernas para frisar babadinhos.
AGULIIAS NON-PLUSULTRA
Tal a qualidade d'essas agulhas, que
merecen ao falnicantc o pomposo titulo de
\on-plHsttltra, merece a Aguia Branca as
honras d'lim annuncio, c sem duvida me-
recer das inleliigentes senhoras, a devida
estima por sua apreciavel qualidade.
Al agora nada se tinha visto de to bom
cm bl genero, tj ainda assim casta cada
papel apens 200 rs.
Provavelmentc d'aqui a pouco abundarn
as falsificadas para serem vendidas barata-
mente, porra as verdadeiras continuaran) a
vir especialmente para a loja da Aguia
Branca.
Descrever minuciosamente por seus no-
mes e qualidades a infinidade d'objectos
que onslantein-nte se acham venda na
loja da Agnia Branca, seria seno iinpossi-
vel ao menos nfadonho por isso ella con-
fia na constancia de sua boa e antiga fre-
quezia. o pedo aos que de novo qnciram
reconhecer a commodidade de seus precos
e a cinceridade de seu agrado, que nao se
esquecam de comparecer loja d'Aguia
Branca roa du Qucimado n. 8.
NO
N. 23Largo do Terpo.N. 23.
SIMIO DOS SANTOS IV C.
Os proprielarios deste bem sortido armazem de secco e molhados, parlecipam
aos seus numerosos fregueses, tanto desUi praca, como do matto e igualmente aos ami-
gos do bom e.barato, que .leem um grande e vantajoso sorlimento de diversas merca-
doriaf e asmis novas do mercado, as quaes vendem em grosso e a retalho, por
menos preco do que em outr qualqaer parte, por ser maior parte destas mercadorias
compradas por conta propria, por isso quem comprar al a quantia de I00v. ter cinco
por cento pelo sen prompto pagamento garantindo-se qualquer genero sabido deste
armazem.
CHALES DE CASEMIRA
Crn*gar:m os mai.v modern- s, e mais
bonitos chales de casemira com dezenhos
iiiieiramenle novos, que se vendem a $>.
iOH, \SH e -5 ; assim como nma grande
[irco de ditos de menina que se vendem
in.iis baratos do que em outra qualquer
arle ; na loja c armazem do PavSo, rna
a Imperatriz n. 60, de Flix Pcreira da
Silva.
Cortinados
Para camas e janellas.
Vende-se um grande sortimento uos me-
lhores e maiores cortinados bordados pro-
prios para camas e parajanellas, que se ven-
dem a 123000 rs. cada par at 25S000 rs,
isto na ra da fmperatri n. 60, de Flix
Pereira da Silva.
BALDES MODERNOS E SAIAS E LA
Th loja do Pavao v^nde-se os ais ttio
denwrtfoalTies reguladores tanto de muse-
lina como de lia de.cor, e as mais moder-
nas saias d i -laa emestafla. mais burato do
que em outra ttl*Ww faite.
SULTANAS
Chegou para a luja do Pavo um grande
sortiment das mm linias sulUmas. par
vestiloB, sendo muito larjra bonita fazenda
com listas de seda o os padroes roai -noves
que tem vindo a ese mercado, veodend-se
a 15400 w oivida.jwla} de Fex Peicira
da Silva ra da^Hhratriz u. 60.
<;\Z AMERICANO 0,5 a lata, a '400 rs.
a garrafa e 60' rs. o litro.
VINI10 VERDADEIRO FlGCKIRA 690 e
6i0 rs. a oanafa, a 35(K e 4^800 a cana-
da, | 70 e OiO rs. o litro.
DEM DE LISBOA das melhores marcas,
400. 440 c 300 rs. a garrafa, a 30 e
91500 a caada, 60o e 640 rs. o litro.
AZEITE DOCE DE LISBOA 000 rs. a
garrafa. 0 a 7-S a caada, e 15340 o litro-
VINIIO BRANCO DE LISBOA a 600 rs.
a carrafa, 44500 a caada e 900 rs. o litro.
VINAGRE VERDADEIRO DE LISBOA
201, 240 e 30 rs. a garrafa, 2*200,
1,5800 e I5'i<>0 a caada, 360 c 480 rs.
o litro.
MANTEIGA INGLEZA FLOR 1,5440 e
t580 a libra, 3*140 e 25800 o kilo-
grammo.
DEM FRANCEZA 060 900 c 830 rs.
a libra, c 2I00, l:>980 e 15870 o kilo-
gramrao.
DEM PARA TEMPERO 640 rs. a li
bra, l.oOO o kiiogrammo, em poreo se
lar abatimento.
BARBA DE TORCO DE BALTIMOOR
720 rs. a libra, 0 15370 o kilogrammo, em
poreo se far abalimento.
ARROZ DO MARANHAOE DA INDIA
120 c 140 rs. a libra. 200 e 30o rs. o Li-
li igrammo e 3800 n arroba.
ALPISTA 240 rs. a libra e 520 rs. o
kiloffnMtnO: o OS por Hkilogrammos.
:\L EM tilUO 63 e 65300 a arrota,
200* e 240 rs. a libra. 440 e 520 rs. 0
kilogrammo.
SABOlBftSM i 60 e 200 rs. a libra,
570 <* 4404-s o kilogramnw, em caixa ha
abatimcntO.
MASSAS PARA SOPA. MACARRO, TA-
LHvRIN E ALETRIA, 800 rs. a libra o
15730 o k ligrammo.
620 rs. o kilogrammo, cm poroso ha aba
tinento.
BOLACIIIMIAS EM LATAS DE DIVER-
SAS QUALIDADES, a 15 o 15400 a lata.
VELLAS DE ESPARMACETE 720 rs. o
masso. em caixa ha abalimento.
PHOSPHOROS DO CAZ E DE SEGU-
RANCA, 280, 400 e 560 rs. o masso,
35200 e 65300 a groza.
AMEIXAS EM LATAS E CACHINHAS
DE MUITOS TAMANHOS 35500, 55300
e 1-S a libra.
OOMMA DE MILHO AMERICANA 400 rs
0 masso de urna libra, e em caixa ha aba-
tnenlo.
BATATAS NOVAS DE LISBOA 100 rs.
a libra, em caixa faz-se abalimento.
SERVEJA INGLEZA MARCA H 55300
a dnzia e 500 rs. a garrafa.
DEM BASS, VERDADEIRA IHLERSdr
BELL, 800 rs. a garrafa c 95 a duzia.
VINHO DO PORTO ENGARRAFADO DE
DIVERSAS MARCAS 15300, 15200, 15 e
800 rs. a garrafa.
GENEBRA DE HOLANDA E AMBB-
GL'EZA 16 e 63 a frasqueira, e 500 rs. o
frasco.
DEM DE LARANJA DOCE AROMTICA,
115 a frasqueira e 15 o frasco.
QlEIJOS DE DIVERSOS VAPORES,
35, 25800 e 25500, em caixa faz-se gran-
de abalimento.
TOL'CIMK) DE USBOA OO ri. a li-
bra, e 880 rs. o kilogrammo, e 115500 por
1 i kilogrammos.
CHA FINO. GRADO E MHJDINHO os
melhores que ha no mercado-, 35 e
35200 a libra, 75080 o 63540 o kilo-
grammo.
DEM PROPRIO PARA NEGOl JO 25700,
25500. 25200 e 25 a libra, e 50450 e
IM 1)4 HMK
55Ra do Queimftdo
A VEHDA:: tendo em deposit grande
quanlidade de miudezas <: per! linarias, e de-
sejando apurar dtnMroe adquirir boa fie-
guezia esi issolvida a vend 1 DDUitissimo
barato, anto a retalho, como a inasctis
para tases tori.aivm a revender; por
cazaoconvida ao respeitavel publico:
coinpeteiik'iiiente munido a sorlir?sfl do
bom e barato. Pois quandu a VERDADB
ipparece. ludo mais ijatapparece....
Grande sortimento de boDecs de cera e
massa as mais lindas possrieis vestidas a ca-
rcter.
Ricos globos para.-aildieirode gax
aM800e.......2
Grande sortimento de objetos de
ronfea para brinquedo de menino
Garrafa coir. Unta a.....
Dita com agua florida a. .
Frasee eom oleo de babosa a 300,
. OOe...... .
Dito com agua de Colonia a 300,
400 c........
Garrafa com agua divina 3. .
Fraseo eom extracto lino para
lenco a........
Latos pequeas com banlw a .
Sabonetes de diversas quali tdes a
80, 100, 240 e......
Finas estovas para denles a 1U0,
320c.........
Coques modernos a.....
Pavios para gaz, duzia a. .
Escovas para fado a Si 0, 600 e
Dilas para cabello a.....
Pentes para tirar piolho a 460 e.
Brincos de cores bonitos a 160 e
Pecas de tranca de la com 8
varas por.......
Franja preta de la peca com
10 varas a,......
Fila prcta para relogio urna pol-
oleo para machina de costura,
frasco a........
Penas d'aco linas caixas a 8UO e
Dita 'ac Pery, caixa a. .
Galo de algodo peca ....
Latas com banlia a......
Lindos babadinhos e lllllWl ilill
peea de 300 a......
Botoes de nadreperola, groza a
Ditos do louca muito lino a 100 e
Ditos para calca a lt>0 e. .
Caixa com papel amizade a. .
Dilascom envelopes a. .
Ditas com obreas a.....
Caixa com agulhas fundo dourado
Ditas de ditas ditas a.....
Thesoura para cosluia a 100,
240 e......, .
Caixa com linha de marca a .
Linha de cores em novellos \}\-
bra) a .......
Ditas com 2(X) jardas em caire-
lis duzia a 70, 120 e. .
Graspos muito linos com pasea-
ros, duzia a......
Carlas portuguesas, duzia a .
Dilas francezas .1 20 e .
Papel almaco e d.,' peso, resma
a 334(K), H5300 e ....
.5a muito lina para bordar, libra
Fita de algodo para dobrum de
sapalos, pega a.....
Dilas de la para deb um de ves-
tido, pefa a ......
Pentes finos para segurar ca-
bello a.......
Dilos ditos de bfalo para alisar
a 240, 320 e......
Caivetes grandes com molla a .
Dilos para aparar penna a .
Carines com colxetes a .
Rosetas pretas, par a .
Pentps de chifre para coco duzia
a 15500 c.......
Trancas de la lisa caracol, peca
a 40 e.......
Fita para coz. peca a SOe .
Alfinetes de lata" a.....
SapatOs de la para meninos a
240, 800 e......
Ligas para senhoras a. .
Fitas di! sarja ns. 1 e 2, peca a
OOe........ I001J
Gravatas de seda tic cores a 200
Renda- das Ibas por baralissimo
preijo.
Os apreciadores das calcas apparecafn1)
na loja da-VERDADEpara se mirii-etn
de suspensorios com borracha pelo dimi-
nuto preco de 100 rs. o par, e ttnoeiu-du
calcadeirs boas a 80 rs.; as pessoas
nao poderem vir a esle esrabelecimei til
podem mandar seus portadores que serto
belmente aviados; a Verdad* mostrar o qi.e
diz rna do Q leimado o. 53.
Ve.ide-S'' camaroes seceos do Maranbao
a 480 rs. okilo^rama ; nopal.o do Can. 1
esquina da ra de Hurtas u. 2.
100
808
I -M). ft
70*
500
I s>5i
i 40
400
OW)
: :..
340
7o
300
240
20U
81
90f)
160
(OO
15000
15401
2G0-
! 500
6Q0
200
2iO
70(J
480
.O
-.so
100
506
500
I .-00
i w
OO
65700
(flO
100
:.,.
3SO
10?
100
20WJ
100
560
100
15500
11 I
SEV.YDI.NHA E SAFO 3 280 rs. a libra e 45180 o kilfMjrammo.
A<-imvOmo ha outros mu.os mais jvneros, vinho em ancorlas, azeitonas,
passas, Pisos novos, charotos le divfisas marcas, linguifas de Lisboa, mar-melada, con-
servas rj.da de marmello, pcego, ervimas, peixe em latos, sardinhas de Nanles.
vmho verti onffai nifado, pomada canella, cravo, ervadoce, cominho, pimenta, grandes
moihos de s-'boa 1-5500, finalmente muito mais gneros que enfandonho
menciona-ros.

MjtHifrm utteM
(Kxlflr.
irnta i<' cr kui nciiliutn adiimtu. V u._ 4
* awV (Mlaaai utaUM.) rwi, tm t
f,
- _i._ antuiE.
~*m
Me atlwirtTel
DopuraiWo iKio
finletnenlmrt'-
jroritv Mt [srsimi*! i um
Vigorlo niodib-
r<|impipus,"tlWJl**
*piain% r t Painea, re. Empresario HartaiBcrcWe frosra a massa do ttngac t wnsolida asna*
IIJECCAO CADET
I>4jus, 7, B< Ot'Min,
Cvr tm i da* o> cciriacntos
u< mais ruixldes.
ati|os ou rNcaks
Vende-se um boi decarroea, no pa-
teo do Paraizo, cncheira n. 12.
Vcntiem-^e sps (-scravas de id:ide de 36 u
30 .innos, engommame rozinham nmitn bem, douii
efcravo* parh lodo serTiro : na tr;iw>sa do Gal l
numero' 1.__________
(Jfiiovade Lisxm.
Vende-so na ruado Apollo armazem de Ri
A Irmao n. IB._____________________________
Veliie-sfl Gnu beuila orinla <\<' 15 anni ''
pc^a, vinda do mato : na ra -A Fhgo n. 9.
Cal nova de Lisboa
Vendo JoatJUim Jos Ramo?, roa da Cruz n.
8, 1 andar._______ ._______'-
Vert-iB la d canoa a 6t rs. o kil.ipiam-
ma no patelo Garmo, MuglMl da ra de Hor-
tas a. %__________________________-
Tres caigas em Olnda
V ndem-!>c tres casas terreas na cidade de i
da,em cbaoi pniprfos, as ru.is d Amparo u. 3'J.
Jdjo d Bott ff. f6. e ladeira da 81 n.'S : Ir.
no Varadonro com o Sr. Joo Pinto ta Canha, vn
no Rerife, rna.-do Codorniz B. $. __________
Sempre novidades pa-
ra bailes e casa-
mentes
NA LOJA DO PASSO
Ricos Orti's d *5fla de cftr.-s, com ri
dsenhos Weiramerite modernos. Dit<
de diversas fazendas de phautasia, com
sejam, bmjw de *eda. pnpehM, tarlata-
na com flores prateadas, lmh> pmpriair. I
para stirts* Ditos 4e Ifia, pisto psci
novo gosto. Ditos de blond de seda par.i
lisamente*! Mm Os ctfmpetcntes Veos
capetle.
Tdws sartigws acamaiesciiptos -:
tram-se por nrepw Wnito niO';
do Crespo n. 7 A.


6
Sexta feira 27 Je Agosto de 18G9.
h
IA
72.
ARARA
Ra da Imperatriz. -
72.
Alerta freguezes
que Arara va cantar,
Para vender suas fazendas (baratas)
que muito ha de agradar.
0 proprietario deste cstabelecimento, tcnito grande porfi de fazendas em
ger, vai proceder urna liquidado em todas as facundas c roupas feitas existentes no
estabelecimento, agora que occasio de qucm tem. ponco dinheiro poder se vestir de
boa fazenda e haratissima como se poder ver no annnncio abaixo mencionado.
MADAPOLOJIARATO A 3;300.
Vimle-so pacas de madapolo enfestado
lo 12 jardas 3.5500, dito de 25 jardas ou
ti metros oS 00, 6A-00, l$SO0, SflOOO e
9000.
CHITAS FRANCESAS A 280 rs.
Veadem-se chitas francezas pira est-
los a 280, 320 rs. o covado, 'Utas escuras
muito linas 300 rs. o covado.
ChjiiSa multo flao SO rs.
Vende-so chalin para vestidos lo senliora
i 800 rs. o covado.
PERCALKS k HO R>.0 COVADO.
Vende-se percales muito linos para ves-
tidos de senhora a O rs. o covado.
IsriShantluas 44 rs.
Vende-so briihanlinas ou mursulinas de
cores para vestidos de se iboras a* 440 rs. o
covado, fazinhas muito finas para vestidos
de senhora 400 rs. e 500 rs. o covado,
ditas de quadr'mhos 240 rs. o covado.
ISCADO FRYNCEZ A 300 RS. O COVADO
Vende-se riscado fiancez para vestido
de senliora 300 rs. o covado.
Lasiuhas a 84 rs. o corado.
Vendem se lasinlns para vestido de se-
nhora a 240, 280, 3-20 rs. o covado.
Gassas l'rancezas a 280 rs. o covado.
Vende-se cassas francezas 280 rs. o
covado, chitas francezas finas a 280 e 320
rs. o covado.
Chales le merino 9fc.
Vende-se chales de merino estampados
23 e 2-3500 cada um, para acabar.
CORTES DE LAAS ARERTOS A 2HO0
Vende-so cortes de 15a para vestidos de
senhora. 23400 cada un.
ALPACAS DE CORES PARA VESTIDOS
Vende-se alpacas de cores para vestios
de senhora, 720 e 800 rs. o covado, di-
tas de listras 700 e 700 rs. o covado.
Chitas prnssianas 380.
Vende-se chitas prnssianas de listras de
cores muito bonitas a 300 rs. o covado.
i ".HITAS PARA COBEKTA A 320
Vende-se chitas incorpadas para coberta
320 rs. o covado.
Oales de a 30 arcos
fl500
Vende-se balos de 20 a 30 arcos
t.-5-j00 cada um, baloes modernos brancos
o le cores 55.
BRAMANTE PARA LENCOES A 20.
Vende-se bramante com 10 palmos de
largura para lences, a 2->, a vara.
PECAS DE ALGODaOA 40.
Vendem-se pecas daahjodao muito en-
corpad i>. :><, O.>800 c 7 >.
Colera uhos econmicos a 38
dnzia.
Vende-se colcrinhos econmicos a 320
a duzia, s se vende assim barato por ter
grande porco.
CASEMIR.VS DE CORES
Vend -se cazemiras do cores para calsa
e palito! 2>S 2500 o '.)> o covado,
Algoilo enfestado id.
Vende-se algodo enfestado proprio para
lances e toalhas, \$, a vara ou 900 rs. o
metro.
BRIM PARA CALCAS A 400 RS. O
COVADO.
Vende-se brim para calcas c palitots de
homem e menino, i 400 o 440 rs. o co-
vado, dito Hzo a imitado de ganga a 360
o covado.
Algodo de listras a 200 rs.
o covado
Vende-se algodo de listras para roupa
de escritos a 00 rs. o covado.
CORTES DE BRIM CASTOR A 640 RS.
Veule-se cortes de brim castor para
calca do homem, 640 c 800 rs. cada um.
CVTTEIRA PARA VIAGEM A 10.
Vende-se carteiras para viagem irS
cada urna, cobertores de algodo I500
cada um.
Cobertas de chita lSO
Vende se cobertas de chitas do cores
I.-5800 e 25, cada urna.
ALGODO TRANCADO DK EUAS LARGURAS A
I 200.
Vende-se algodo transado de duas lar-
guras, proprios para lences o, toalhas para
mesa, se vende a I 1200 o metro.
Mantas para grarata a 900 rs.
Vende-se mantas para grvala a 200 rs.
cada urna, lencos de seda de flores, a 640
cada um.
ATOALHADO PARDO A 20500.
Vndese atoalhado pardo para toalhas
de mesa i 25500 a vara, t.iauas escuras
\5. cada urna. Ra da Imperatriz loja
da Arara n. 72.
CONVITE GERAL.
0 proprietario do armazem de fazendas denominado Garibaldi, na ra da Impe-
ratriz n. 56, declara ao respeitavel publico que tendo grande deposito de fazendas em
ser, o desejando diminuir este grande deposito por meio de urna liquidaco que fin-
dar no dia 15 ou 20 do correte, por isso convida ao respeitavel publico a vir surtir-
so de boas fazendas, e por diminuto prego, a saber:
CHITAS LARGAS A 280 rs.
Vendem-se chitas francezas largas a 280,
320 e 360 rs. o covado.
ALGODAO ENFESTADO 1RANCAD0 A
lfVOOO.
Vende-se algodo enfestado trancado para
Icncoes a 10000, dito liso enfestado a 900
o rastro.
CASSAS FRANCEZAS A 240 RS.
Vendem-se cassas francezas para vesti-
dos de senhora a 240 e 280 rs. o covado.
MADAPOLO ENFESTADO A 30300.
Vendem-se pecas de madapol3o enfes-
tado a 35300, dito inglez de 24 jardas ou
22 metros a 50, 60, 70, 80, 90 e 100, a
peca.
LANZINHAS PARA VESTIDOS A
200 RS.
Vende-se lanzinhas para vestidos de se-
nhora a 200, 240, 320, 400 e 500 rs. o
covado.
BAREGE PARA VESTIDO A 500 RS.
Vende-se" barege de listas para vestidos
a 500 e 640 o covado.
ALPACAS DE CORES PARA VESTIDOS A
50 rs. O COVADO.
7 Vendem-se alpacas de cores a 500, 640
e 720 rs. o covado propria para vestido de
senhora.
SEDAS DE CORES A 10.
Vende-se sedas de cores para vestidos de
senhora a 10 o covado.
PORfAO DE RETALHOS.
Vende-se urna porco de retaJhos de cas-
sas, de 18a e sedas e de outras fazendas
por muito barato preco.
A' elles antes que se acabem.
CHALY DE CORES A 800 RS.
Vende-se chaly de listas de seda a 800 rs.
o covado.
CHALES DE CASSA A 10.
Vende-se chales de cassa a 10, e de me-
rino a 20.
CORTES DE LA A 20400 RS.
Vendem-se cortes de 13a de listra para
vestidos de senhora a 20400 rs. para aca-
bar.
ALGODO A PECA 40000.
Vende-se pecas de algodao a 40, 50, 60
e 70 a peca. E mudas outras coasas que
seria enfadonbn menear.
CHITAS PARA COBERTAS A 280.
Vende-se chitas francezas para cobertas
a 280 o covado, dita encarnada a 320 rs. o
covado.
CASEMIRAS DE CORES A 20500.
Vende-se casemiras de cores a 20500 e
30000 o covado.
CHAPEOS DE SOL DE ALPACA A 30000.
Vcndem-se chapeos de sol de alpaca pre-
ta a 30000, ditos de seda a 105 cada um.
BRIM DE CORES A 400 RS.
Vende-se brim de cores para caifas de
homem e meninos a 400 rs. o covado.
Cansas para calca a 3SO rs.
Vendem-se gangas de cores para caiga e
palitots de homens e meninos a 320 rs. o
covado.
MUSSELINA BRANCA A 500 BS.
Vende-se musselina branca a 500 rs. o
covado, dita de cores a 440 o covado.
Percales Anas para vestidos de senhora
a 440 o covado.
TARLATANA VERDE A 320 RS.
Vende-se tarlatana verde e de cores a
320 o metro.
Lengos brancos a 20.
Vende-se lencos brancos a 20 a duzia.
Gollinhas e manguitos para senhora a
500 rs.
Ditas de linho flno a 10000, para aca-
bar.
IGRANDE SORTIMENTO
DE ROUPA FEITA DE TODAS AS QUALIDADES.
Vende-se a roupa feita por menos 26 ou
30 por cento do que em outra casa: por
isso os pretendentes poderlo vir examinar
para ver a realidade do annuncio.
Velbutina preta a 320 rs. o covado, para
ALOES DE ARCOS A 10500.
Venden-se bales de 20 e 30 arcos a
10500 cada um, ditos modernos a 40.
ORIM HAMBURGO A 80000 A PECA.
Vendem-se pecas de brim zo de Ham-
borgo a 80, vem a ser mais barato do que
algodosinho.
CORTINADOS A 140000,
Vende-se cortinados para cama a 11$
para liquidar. Ditos para janellas a 70.
Todas estas fazendas se vendem muito
barato na ra da Imperatriz n. 56.
M. 45 RA
DA CADEIA
i DE
IV. 45
SOB
DIRECCAO -DO
Laurtano,
MUITO HBIL ARTISTA
alfaiate.
Os propietarios deste novo estabelecimento, tendo experimentado a necessidade
urgente de ter na direcco de sua oflicina de roupas por medida, um artista perito, tem
contratado o Sr. Lauriano Jos de Barros para tal mister, convicios de que satisfar
com todo o capricho a vontade do freguez.
Tem o mesmo estabelecimento um bom sortimemto de fazendas proprias para
roupas de homem, como sejam: casimira de c6r, indos padrSes, completo sortimento de
pannos finos, preto e de cor, casimira preta, grande sortimento de brins brancos e de
cores, merinos de diversas qualidades, bombazina, lindos cortes de gorgurio para cohete,
gorguro Pekn, superior qualidade. m
Os freguezes encontrarlo anda um variado sortimento de roupa feita, camisas
inglezas, collarinhos, ceroulas, gravatas pretas e de phantasia, meias para homens, se-
nhoras, meninos e meninas, chapeos de seda para sol, colchas, bramante, atoalhado,
baloes de diversas cores e modelos, cambraias, malas para viagem, e outros muitos ar-
tigos que a modicidade de seus. preces incita a comprar.
A ra da Cadeia n. 45
UYALSEM
Ra do Quetmado ns. 49 e 57
tojas de miudezaz de Jos de
Azcvedo Mata, est acabando
com as miudezas de scus esfabe-
lecimcntos por isso queram apre-
ciar o que c bom e barattssimo.
Pecas de tiras bordadas com 12
metros, fazenda superior, a
1.4500,20, 30 c..... 40000
Caix^s de linda com 50 novellos 500
Pares de sapatos de tranca fa-
zenJa nova a......20000
s.ipatos de tapete
10500
LOJA
DO
GALLO VIGILANTE
Pares de
(s grandes)"a
Duzias de meias cruas para ho
mem a........30800
Tramoias do Porto fazenda boa
e pelo preco melhor 100 attos a 0200
vros de missoes abreviadas a 2^000
Duzia do baralhos francezes muito
finos a25400 e.....208Of
Silabario portuguez com estam-
pas a ........ #320
Gravatas de cores e pretas muito
finas a........ 0500
Cartees com colchetes de lato
fazenda lina a...... 0020
Abotuaduras de vidro para coleto
fazenda Ana a....... 0500
Caixas com penna d'aco muito
unas a 320, 400, 500 e 10000
Cartees de linha Alexandre que
tem 200 jardas a 0100
Carreteis de linha Alexandre de
70 at 200 a...... 0100
Caixas com superiores obreias
de massa a...... 0040
Duzias de agulhas para machina 20000
Libras de pregos francezes di-
verso tamaito a. 0240
Livros escripturado para rol de
roupa a. ....... 0120
Talheres para meninos muito
finos a. ,...... '0240
Caixas com papel amizade muito
fino a........ 0700
Caixas com lOOenvelopes muito
finos a........ 0600
Pentes volteados para meninas e
senhorasa....... 0320
Thezouras muito finas para
unhas e costuras a. 0500
Tinteiros com tinta preta muito
boa a 80 120 e 0320
Varas de franja para toalhas fa-
zenda fina a...... 0160
Pecas de fita branca elstica
muito fina a...... 200
Novellos de linha com 400 jardas 60
Resmas de papel de pezo azul *t T
muito fino a...... '.20800
Grozas de botSes de louca muito
finos a........ 166
Machinas vapor de
forca de 3 e 4ca-
vallos.
Motores para 2 cavallos. *
Arados americanos.
Machinas de facao e serrotes para desca-
nsar algodSo.
Balancas para armazem e balcao.
Camas de ferro.
Cofres de ferro de Milnez e de Uhit-
field.
Prencas para copiar carlas.
Fogao americano patent
Rn.i do Crespo n. 9
Os proprielarios deste beffl eonliocido estabele-
cimento, alni dos amitos ohjeotos que tlnbutfex-
postos a a precia cao do respoitavel publico, nian-
dantm vir e acaliain de receber pelo ultima vapor
da Europa um completo e variado sortimento de
finas e mui delicadas especialidades, as quaes es-
tao resolvaos a vender, como 6 de sea costana,
Sor preeos muito baratinbos o coinmodos para to-
os, com tanto que o Gallo....
Muito superiores luvas de pellica, pretas, bran-
cas e de mui lindas cores.
Mui boas c bonitas gollinhas e punhos para se-
nhora, neste genero o que ha de mais moderno.
Superiores pentes de tartaruga para coques.
Lindos e riqussimos enfeitos para caberas das
Kxmas. senhoras.
Superiores trancas pretas c de cores com vidri-
Ihos e sem elles; esta fazenda o que pode haver
de melhor e mais bonito.
Superiores e bonitos lequcs de madreperola,
marfim, sndalo e osso, sendo aquelles brancos
com lindos desenhos, e estes pretos.
Muito superiores meias fio de Escossia para se-
nhoras, as quaes sompre se venderam por 30000
a duzia, entretanto que nos as vendemos por 20,
alm destas, temos tambem grande sortimento de
outras qualidades, entro as quaes algumas muito
finas.
Boas bengalas de superior canna da India e
castio de marfim com lindas e encantadoras figu-
ras do mesmo, neste genero 6 o que de melhor se
pode desejar ; alm destas temos tambem grande
quantidade de oatras qualidades, como sejam, ma-
deira, baleia, osso, borracha, etc. etc. etc.
Finos, bonitos e airosos chicotinhos du cadeia e
de outras qualidades.
Lindas e superiores ligas de seda e borracha
para segurar as meias.
Boas meias de seda para senhora e para meni-
nas do 1 a 12 annos de idade.
Navalhas cabo de marfim e tartaruga para fazer
barba; sao muito boas, e de mais a mais sao ga-
rantidas pelo fabricante, e nos por nossa vez tam-
bem asseguramos sua qualidade e delicadeza.
Lindas e bellas capellas para noiva.
Superiores agulhas para machina epara croxd
Linha muito boa de peso, frouxa, para encher''
labyrintho.
Bons baralhos de cartas para voltarete, assim
como os tcntos para o mesmo (Im.
Grande e vanado sortimento das roelhores per-
fumarlas e dos melhores e mais coohecidos per-
fumistas.
COLARES DE ROER.
Elctricos magnticos contra as convulsSes, e
facilitam a denticao das innocentes criancas. So-
mos desde muito recebedores destes prodigiosos
collares, e continuamos a recebe-los por toaos os
vapores, afim de que nunca faltem no mercado,
tomo j tem acontecido, assim pois poderlo aquel-
les que delles precisarem, vir ao deposito do gallo
vigilante, aonde sempre. encontrarao destes verda-
deiros cellares, e os quaes attendndo-se ao fim
para que sao applicados, se Tenderlo com um mui
diminuto lucro.
Rogamos, pois, avista dosebjertos que deixamos
declarados, aos nossos freguezes e amigos a virem
comprar por preeos muito razoaveis loja do gallo
vigilante, ra do Crespo n. 7.
Grande c completo sortimento de machinas para
descarocar algodo de nova invcncilo chegadas l-
timamente em direilura para a loja de Manoel
Bento de Oliveira Braga & C. na roa Uiieila n.
53. Garante-se que a melhor qualidade que at
o presento tem vindo ao mercado : acham-se em
expsito aos compradores.
Systema decimal.
Grande c completo sortimento de pesos kilo-
grammos de melhor comprehensao dos que tem
vindo at o presente, assim como marcos de latan
at meio grammo pelo mesmo systema, balancas
de latao de forca de 5 a 20 kilograinmos, metros
de madeira e do latao para medir fazendas, alm
do grande sortimento de miudezas e ferragens de
todas as qualidades, tudo por preeos que s a vista
faz crdito : na ra Direila n. 53, loja de Manoel
Bento de Oliveira Braga & C.
De superior qualidade da mui accredita-
da fabrica de Bsquit Dubouch & C, em
cognac urna das que mais agurdente de
cognac, fornecem para o consummo do
Reino da Inglaterra.
Vende-se em casa de Th. Just. ra do
commercio n. 32.
BAZAR UNIVERSAL
ORa IVoTaO
Carneiro Vianna
Neste BAZAR encontra-se um completo
sortimento de todos os artigos que se ven-
dem por preeos commodos como sejam: Um
completo sortimento de machinas para cos-
tura de todos os ystemas, mais modernas
adoptados na America e approvadas na ul-
tima exposico servicos a electos para almo-
coe jantar, salvas, bandejas, taboliros, bol-
sas e malas para viagem, indispensaveis para
senhoras, candieiros para sala e cima demesa,
parede e portal, mangas, tubos e globos de
vidro, machinas para fazer caf, ditas para
batervos, ditas para amassar farinha, ditas
para fazer manteiga, camas de ferro para
casados, solteiros e manca, bercos, cadei
ras tongas para viagem, ditas de bataneo,
espedios de todos os tamanhos, molduras
para quadros.gaz, baldes americanos, gu r-
da comidas, brinquedos para mangas, um
completo sortimento de cestinhas, oleados
para sala e nesa, tapetes para sala, quarto,
frente de soph, janella e porta, capachos de
Sparto e cOco, objectos para escriptorio e
muitos outros artigos que se encontrado
venda no mesmo estabelecimento e que vale
a pena ir examinar.
NOVIDADE
A' LOJA
no
PASSO
Extracta carnis
Este producto alimentarlo para doentes, mui
apropriada para creantes epara as pessoas saas;
indispen>avel a todos, porm, principalmente aos
viajantes, que terao nelle o recurso de poderem
ter alimentaeo de carne fresca incarruptivel, e
que com facilidade se aprompta e se conduz, por-
que n'um pequeo volume carrega-se alimentacao
para muito lempo. Sobreudo chama-sc a atten-
C'> dos senhores de engenhos que encontrarao no
EXTRACTUM CARNIS o recurso de alimentacao
agradavel, hygieniea e barata para seus fmulos e
seus doentes. < A
Este producto fabricado pelo processo do dis-
tinelo medico Dr. Ubatuba, no Rio-Grande do Sul,
que acaba de crear um deposito nesta cidade em
casa de Jos Victorino de Rezendo & C, ra da
Cada, escriptorio n. 52, primeiro andar, venden-
do-se :
No deposito a ra da Cada n. 32.
as pharmacias dos Srs.:
Manoel Alves Barbosa, mesma ra n. 61.
Joaqnim de Almeida Pinto, ra larga do Rosa-
rio n. 10.
Antonio Mara Marques Ferreira, pr?ca da
Boa-Vista n. 91.
N. B.As latas que contem o extracto trazem
urna guia para seu uso.
Scbonete de alcatrdo.
M
Antonio Nunes de Castro.
Este acreditado preparado, que t3o boa
acceitac5o tem merecido n'esta provincia,
muito se recommenda para a cura certa
das impigens, sarnas, caspas e todas ai
molestias de pelle.
Deposito nico,
Pharmacia de Bartholomeu C,
34roa larga do Rosario34.
CEMENTO
PORTLAND.
Vende-se no armazem amarello de Vicente Fer-
reira da Costa & Filho, defronte do arco da Con-
eeiro, em barricas grandes.
Balanzas orizontaes
Pelo novo systema de kylo-
gramma.
Vende-se no armazem de J. A. Moreira Dias,
ra da Cruz n. 26.
Vendem-se duas negrlnhas de idade 14 an-
nos, muito bonitas e com todas as habilidades pre*
cisas: a ver e tratar na ra Imperial n. 67, se-
gundo andar.
BAZAR DA MODA
Os abaixo assignados, proprielarios deste
estabelecimento, declaram ao respeitavel
publico e com especialidade a seus nume-
rosos freguezes, que desta data em diante
as mercedorias sero vendidas a preco xo,
e mdico. Isto resolveram os mesmos pro-
prietarios em consequencia de reiterados
pedidos de muitas pessoas por ser este
systema de vender o que mais garanta e
confianca inspira ao comprador.
As vendas em grosso. serao feitas com
os abatimentos na razo seguinte :
Compras de S0 a 100,5 descont 5%
de 100A a 500> 10/
de 500?$ para cima 45/
Pagamento realiasado no mesmo mez de
compra.
Os proprietarios doBAZAR DA MODA,
observam mais que, recebendo todas as
mercadorias de conta propria, offerecem
a quem comprar todas as vantajosas condi-
ces das casas importadoras.
0 estabelecimento conserva-se aberto
todos os dias uteis das 6 horas da manhia
s 8 horas da noite.
Becife, i de agosto de 1809.
Jos de Souza Soares Chapelinas de palha de Italia ultima no-
vidade emParis.
ENFE1TES
ds todas as qualidades o gostos.
Chapeos e gorros
de pallinha. tudo para senhoras e meni-
nas.
Camisinhas
bordadas para senhoras, como tambem ha
especiaes para noivas.
Saias
bordadas brancas e de cores, ultimo gosto.
Vestuarios
de cambraia branca bordados agulha,
gosto inteiramente novo, propriamente para
baptisados. Ditos de fusto e alpaca de
cores, gosto zuavo, para meninos de
todas a idades.
Coeiros
de casemira bordadas seda frmua.
Espartilhos
de todas as qualidades e ultimo gosto.
Luvas
de pelica do afamado Jouvin, recebem-se
por todos os paquetes.
Colxas
de seda muito ricas, proprias para ca-
samentas, assim como ha para uso ordina-
rio.
Chapeos de sol
bordados e lisos, pretos e de cores.
Baldes
de cores e brancos, para senhoras e me-
nas.
Cortinados
bordados para camas ejanelas, fazenda de
muito gosto.
Todos estes artigos podem ser procura-
d Vende-se um terreno com algumas
bemfeitonas no Caminho Novo ou ra da
Esperanca, a tratar na ra largado Rosario
n. 48 i andar, ou na mesma ra n. 50 ; o
terreno tem de largura 48 palmos, na frente
e tem 00 palmos no fundo, comprimento
da frente ao fundo 242 palmos.
NOVA ESPERANCA
21-= Ra do Queimado-=2)
Advertencia!
A Nova Espcr?nca, roa do Qneimad
n. 21 tendo em deposito grande quantidade
de miudezas, e como se approxima o tem-
po em que tem de ser dado o bataneo, por
isio desde j previne ao respeitavel publi-
co, que est resolvida a vender suas mer-
cadorias pelo baratissimo preco, para assim
diminuir a grande quantidade das que
tem: assim pois, venham os bons fregue-
zes. e os que nao forem venham ser fregue-
zes, em tmpo 13o opportuno quando i
NOVA ESPERANQA convida-os pechincha-
rcm, pois que para comprar-se caro, nao
falta aonde e a quem...
Elle quere ella quer
E' sempre assim.
Elle (correspondente de Paris) quer sem-
pre primar em nos remetler objectos de
gosto e perfeico, e ella (loja da Nova Es-
peranca) quer sempre dividir com seus fre-
guezes o que de bom constantemente rece-
be, e por este lidar continuo (d'ambos) i
Nova Esperanca ra do Queimado n. 2!,
alm do grande sortimento que j tinba,
acaba de receber mais o seguinte:
Bonitos broches, pulceiras e brincos de
madreperola.
Papel e envelopes bordados e mati-
sados.
Papis proprios para enfeitar bollos
bandeijas.
Brincos pretos com dourados (ultima
moda).
Fitas largas para cinto.
Modernos galloes, franjas e trancas de
seda e de la, para enfeitos de vestidos.
Botoes de todas as cores e moldes novo
para o mesmo fim.
Trancas pretas com vidrilhos sendo com
pengentes e sem elles.
Botoes pretos com vidrilhos com pingen-
tes e sem elles.
Luvas de pellica, camurca e excossia.
Finas meias de seda para senhora e me-
ninos.
Delicados leque de madreperula, mar-
fim, osso e faia.
Espartilho simples e bordados.
Bengalas de-baleia.
Finalmente, um completo sortimento da
miudezas ra do Queimado n. 21, na
Nova Esperanca.
Collares anodinos ellectro-magnett
eos contra as convulces das
creancas.
NSo resta a menor duvida, de que muito.
cellares se vendem por ahi intitulados M
verdadeiros de Royer, e eis porqae muitci
pais de familias nao creem (comprando-oa)
no effeito promettido, o que s pdem dar,
os verdadeiros ; a Nova Esperance, porm
que detesta a falsifcalo principalmente do
que respeita ao bem estar da humanidade,
fez urna encommenda directa destes cnllaresj
e garante aos pais de familias, que s3o o
verdadeiros de Boyer, que a tantas crean-
Cas tem salvado do terrivel incommodo da
convulces, assim pois preciso, que ve-
nham a Nova Esperanca a roa do Queimado
n. 21 comprarem o salva vida, para sera
filhinhos, antes que estes sejam acommetti-
dos do terrivel mal, quando ent5o ser di
fficil alcancar-se o effeito desejado, embora
sejam empregados os verdadeiros collare
de Royer.
Ra do Crespo n. 17.
ESTEIRAS DA INDIA PARA FORRAR
SALAS.
Gorgoroes de cores para vestidos.
Poupelinas de linho e seda de muito bom
gosto.
Sedas de cores de lindos desenhos.
Alpacas de listas muito bonitas.
Ditas lisas de todas as cores.
Gorgorito em chitas, fazenda nova.
Brillantinas de cores.
Casaquinhos pretos de guipare.
Ditos de casemira de todas as cores.
Riquissimos cortes de vestido de blond.
Ditos ditos de cambraia bordados.
Ditos ditos de tarlatana bordados.
Colxas de seda ltimamente chegadas.
Ditas adamascadas brancas e de todas as
cores.
Damascos largos e estreitos proprios para
colxas.
Baloes de todas as qualidades.
Saias de cores,
Saias brancas bordadas.
Tapetes de todos os tamanhos e para co-
vados, aveludado.
Cambraias de cores e chitas de todas as
qualidades, e outras muitas iazendas que se
vendem por todo preco, somente para acre-
ditar a distincla firma de
AM1US GL'IMMaES C.
Nlo mais cabellos brancos
A tintura japoneza, para tingir os cabel-
los da cabeca e da barba, foi a nica admit-
tida Exposigo Universal, por ter sido
conhecida superior todas as preparaces
at hoje existentes, sem alterar a saude.
Vende-se a 10000 cada frasco na
1HIII11 DA CADEIAN. si
1* AtfDAR.
CIMENTO
CHARUTOS
Os melhores charutos da exposigo e variedade
de outras qualidades, Anos ; encontra-se no hetel
Central de Francisco Garrido, na larga do Rosa-
rio n. 37, i* andar, o ra estreita do Rosario n.
4 A. Vendem-se a retalho em grosso.
Vende-se verdadeiro cimento; na ra da
Madre de Dos n. 22, armazem de Jo5o
Martins de Barros.
Tinta rxa de Mnteiro
Vende-se tinta rxa de Mnteiro para escrevor :
na loja de calcado do sobrado amarello na ra da
Cruz r. 21. ___________________________
Venda de impostes
Manoel Barbosa da Silva, arrematante dos im-
postos provinciaes das comarcas de Tacarat, Ca-
brob e Boa-Vista, e dos imposte de consumo das
agoardentcs do termo de Olinda, avisa aos que
pretenderem comprar ditos imposto?, que pode ser
procurado ra do Livramento n. 22, onde por si
ou seu procurador podem entrar desde j em ne-
gocio os pretendentes.
Rap Princeza
DA IMPEBIAL FABRICA DE VIEIBA GUMA-
RES A COUTO,
DO RIO DE JANEIRO.
Vende-se este excellente rap no escrip-
torio de Joaquim Gerardo de Bastos, ra
do Vigario n. 16. i andar.
GAZ GAZ GAZ
Chegou ao antigo deposito de Henry Forster 6
, ra do Imperador, om carregamento de gu
de primeira qualidade; o qual se vende em partida.*
e a retalho por menos preco do que em outra qual
quer parte.
Grande liquidacao de vinbos por todo preco : no
armazem da Ijga ra Nova n. 60.__________
Vinho verde
A' ra do Livramento n. 6 contina haver para
vender por procos razoaveis, o melhor vinho verde
at hoje vindo a este mercado.______________
Vende-s
Nova n. 6(
a armaco do armazem da Liga ru:
: a tratar no mesmo armazem.
CAIi DE LISBOA
POTASSADRUSSU
A mais nova no mercado, a preco razoavel: no
armazem de Manoel T. Basto, ra do Commercio
n. 13.
'V


I
Diario de Pernambuco Sexta feira 27 de Agosto de 18C9.
A ESMERALDA
ALGODAO
LOJA DAS MACHINAS
BASTOS
Moreira Duarte & C. tendo feito urna
completa reforma no seu estabelecimento
de joias da ra do Cabug n. 5, (junto a
loja de cera) acabam de reabri-lo ao res-
peitavel publico, a quem offerecem um es-
plendido sortimento de joias as mais mo-
dernas e primorosas que teem vindo a esta
prapa, e por presos o mais resumido possi-
vel. Tambem compram ouro, prata e pe-
dras preciosas
115 HA DO CABIJGA \ 5
MACHINAS americanas de serrote de to'
muito conhecido fabricante 1
\fACHINAS (lilas, tambem de serrotes
godao do autor New York C
MACHINAS (lilas de todos os tamanhos, <"
lanhos para descarocar algodo, do
m Gin.
-Jos os tamanhos para descarocar, al-
Gin.
arreta de ferro o mais toda a machina.
MACHINAS dkas de Roller Gins, de cujo trabalho faz obter mais 2.000 em arroba
de algodao.
MACHINAS de fac5o do fabricante Platt B. C, Obdhan PatentLiverpool.
Todas estas machinas sao de superior qualidade e as melhores que tm
'indo ao mercado ; e para a sua apreciado convidam-se os senhores agricultores "
'irem a exposicSo das mesmas na ra da Cada do Recife n. 56 A, loja do Bastos, onde
mcontrarao mais o seguinte :
Loja de miudezas de Ferrcira da CunhaA
Temporal, ra do Queimado n. 153, est
quimando por todo preco :
Jogo de vispara a 400 e 300 rs.
Redes para coques a 240, 400 e 300 rs.
nha de 200 jardas (duzia) 1^200.
Cai.xa nmito Gna para p de arroz 1-jJOO.
Relogio de sol 120 rs.
Latas com banha 100, 200 e 320 rs.
Agua Hurida verdadeira a I #300.
Agua divina idem HIOO.
Gravatas pretas para homem 4 O rs.
Pentes de travessa para menina 320 rs.
Olio philocme verdadeiro I #00.
Adereces de plaqu l 500, 2 e 5#.
Meias cruas para homem 3rjiOO e bft a
duzia.
Botoes enfeitados para vestido, 1^200 a
duzia.
Leques do santol ;>. cada um.
Dittos de madeira 3$ cada um.
Coques de tranca, boa fazenda, 2;>,
-2&00 e 30 cada um.
Meias tinas para senhora U a duzia.
Banha cm frascos a 400,640 e 1^200.
Frascos com extracto muito fino -s e
2^500.
Caivetes de duas folhas a 240 rs.
Sabonetcs finos 80, 160, 200, 240 e
320 rs.
J^Olio baboza 400, 500, 600 e 800 rs.
Agua de colonia 400, 500 c 800 rs.
Cartas franeczas 200 e 240 rs.
Caixa com extracto 2,->500.
Cartas portuguesas a 120 e 200 rs.
Pentes brancos com costa da metal
:0 rs.
Dittos pretos 200, 240 e 320 rs.
Galgo de laa para vestido (pessa) 400 rs.
! Fila de sarja lisa e lavradas, 1(5500,
2-5 e 20500.
Caixa com obreias de maro 40 rs.
Caixa com papel amizadea 700 rs.
Ditto e dourado a 1,5.
Ditlas com envelopes 500 rs.
Caixa com agullias francezas i 160 e
240 rs.
Lia para bordar de todas as cores (libra)
16,3800.
Bonets para menino it% 2$ e 20500,
Linha de marca (caixa) 240 rs.
M ias para menina (duzia) 3,$ e 3r$500.
Pecas de tranca liza e de corocol a 40 rs.
Sapatos de laa para menino a 320 e 800,
Capellas francezas a 20500.
Facas o galfos, cabo de balanco (du-
zia) 73. v
Chicotes para cavallo 600, 800 e i #500.
Bengalla de canna 1$, I #500 e 25.
Vortas para luto 500 rs. (cada urna).
Papel almaco. greve (resma) 1,5500.
Temporal pode ser procu-
rado em seu estabelecimento bo-
nanza, Temporal contina a
vender na Bonanza, pelo mesmo
preco que venda em sua loja
com titulo de Temporal.
WODATCllA
No armazem pintado de verde, sito a ra
do Caes 22 de Novembro n. 30, vende-se
superior madeira de pin lio da Suecia, com
3 polegadas de grossura, 9 de largura, e
14 ps de comprimento a 3/5000 cada urna*
taboas de forro a 80, 95 e lOdOOO a duzia
pinho americano de resina 200 rs. o p
Debulhadores para milho.
Gylindros para padarias.
Arados americanos.
Carrinhos de raao.
Machinas para corlar apim.
Cannos de chumbo.
Bombas de Japy.
Ditas americanas,
relhas de ferro galvanisadas.
Folhas de zinco finas.
Ditas de cobre e lalao.
Ferro de todas as qualidades.
Arcos de ferro:
Folha de Flandres.
Machados americanos.
Facoes dilos.
Balaios e cestas de verguinba.
Vassouras americanas.
Folies de lodos os tamanhos.
rornos e safras para ferreiros.
Finalmente muitos outros artig
liversidade seria enfadonho ennumera-los.
Folha de ferro.
Balancas americanas.
Tinas de madeira americanas.
Ps de ferro ditas.
Baldes de madeira ditos.
Ternos de bandejas finas.
Trens completos para cozinha.
Peneiras para padarias.
Baldes galyanisados.
Correntes de ferro para almanjarras.
Espingardas e rewolvers.
Guarda comidas.
Ferros a vapor para engommar.
Moinhos para reOnaces.
Azeite de espermacete, proprio para machi-
nas de todas as qualidades.
Serras avulsas para machinas.
Mancaes e todos os mais pertences para as
mesmas.
Latas de gaz,
ospertencentes lavoura e artes, que pela
loja de fazeudas e roupas feitas
na da Inipcralriz n. 52,
porta larga,
DE
PAREDES PORTO
Neste estabelecimento encontrar o res-
peitavel publico um bonito sortimento de
roupas o fazendas de todas as qualidades e
precos enmmodos, tem sempre um bonito
sortimento de casemiras de cores o pretas,
panno fino de diversas qualidades, brim de
bonitas cores o brancos de boa qualidade,
encarrega-se qualquer obra por medida e
preco muito commodo.
ROUPAS FEITAS
na loja da ra da Impcratriz n. 52, porta
larga, de Paredes Porto.
Tem oeste estabelecimento um bonito
sortimento de roupas feitas de diversas
qualidades e precos commodos, como sejam
palitots de alpaca preta e de cores a 30,
3#5 O e 4>: ditos de panno preto saeps a
65, 70 e 8:V; ditos de panno superior a
12,5, 144 16,-5; ditos sobrecasacados de
dito dito a 18, 20,5 e 253; ditos de case-
mira de cor a 53, 6,-5 e 103; calcas, colletes
e palitots de casemira muito fina de cor a
20 e 253; calcas de brim branco de cor de
todas as qualidades de 23 a 63; ditas de
casemira preta e de cores de 43 at 123;
colletes de todas as qualidades; cwroulas de
bramante a 13500,23000 e 23500; camisas
francezas de linho e de algodao de todas as
qualidades e preco mais barato do que em
outra qualquer parte; colarintaos, gravatas;
bonito sortimento de chapeos de sol de alpa-
ca e de seda; meias inglezas a 63 a duzia;
pechincha neste estabelecimento pelo
grande sortimento: todos os freguezes se
poderlo prover dos ps at a cabeca por
preco commodo.
FAZENDAS
Grande sortimento, como sejam, chitas
baratas a 300, 320 e 360 rs. Madapolo
fino a 73,83 e 103 a peca. Algodao (pe-
chincha) a 53500 a peca e outras qualida
des. Cambraia branca de todas as quali-
dades transparente e Victoria de 3,5500 a
83apeca. Lanzinhas de bonitas cores,al-
pacas bonitas, selecia a peca com 28 metros
a 28,5000. Esguiao o mais fino possivel a
23500 e 33 a vara, e outras muitas fazen-
das por preco commodo, que seria enfado1
nho mencionar, na loja do
LEAO DA PORTA LARGA
DE
Paredes Porto.
FUNDICAO DOBOWMAN
Ra do lriini a. .
PASSANDO O CHAFABIZ
Tem sempre deposito de todo o marinis-
mo empregado na agricultura da provincia,
entre"o qual:
Machinas de vapor, para assucar e para
algodo.
Rodas d'agoa.
Motores de diversas especies.
Moendas de uanna.
Rodas dentadas, para animaos, agoa e
vapor.
Taixas de ferro, batido fundido e de
cobre.
Alambiques.
Alados e instrumentos d'agricultura.
desde o menor at o maior que se coslu-
ma empregar.
Ccordeiro providente
Roa do Queimado n. I O.
lovo e variado sortimento de perfumaras
finas, e outros objedos.
Alm do completo sortimento de perfu-
aarias, de que effectivamentc est provida a
oja do Cordeiro Providente, ella acaba de
receber um outro sortimento que se torna
otavel pela variedade de objedos, superiori-
lade, qualidades e commodidades de prc-
;os; assim.pois, o Cordeiro Providente pede
a espera continuar a merecer a apreciafao
lo respeitavcl publico cm geral e de sua
i)oa freguezia em particular, lao se afas-
:ando elle de sua bem conhecida mansido
4 barateza. Em dita loja encontraro os
ipreciadores do bom:
Agua divina de E. Coudray.
Dita verdadeira de Murrny & Laraman.
Dita de Cologne ingleza, americana, fran-
jeza, todas dos melhores e mais acreditados
fabricantes.
Dita balsmica dentrificia.
Dita de flor de larangeiraa.
Dita dos Alpes, e vilete para toilet.
Elixir odontalgico para conservaro do
isseio da bocea.
Cosmetiques de superior qualidade e chei-
ros agradaveis.
Copos e latas, maiores e menores, com
pomada fina para cabello.
Frascos com dita japoneza, transparente
9 outras qualidades.
Finos extractos inglezes, americanos e
francezes em frascos simples e enfeitados.
Essencia imperial do fino e agradare! chei-
-o de violeta.
Outras concentradas e de elieiros igual-
mente finas e agradaveis.
Oleo philocme verdadeiro.
Extracto d'oleo de superior qualidade,
;om escolhidos che ros, em frascos de dille-
rentes tamanhos.
Sabonetes em barras, maiores e menores
para mos.
Ditos transparentes, redondos e'era figu-
ras de meninos.
Ditos muito finos em caixinha para barba.
Caixinhas com bonitos sabonetcs imitando
fructas.
Ditas de madeira invernisada conteudo fi-
aas perfumaras, muito proprias para pre-
Ditas de papelao igualmente bonitas, tam-
bera de perfumaras finas.
Bonitos vasos de metal coloridos, e de
moldes novos e elegantes, com p de arroz
i boneca.
Especial p de arroz sem composieao de
heiro, e por isso o mais proprio para crian-
gas.
Opiata ingleza o franceza para dentes.
Pos de camphora e outras dilTerentes
pialidades tambem para dentes.
Tnico oriental de Kemp.
Alada mais coques.
Um outro sortimento do coques de no-
vos e bonitos moldes com filets de vidrilhos
i algims d'elles ornados de flores e fitas,
esto todos expostos apreciacao de quem
)s pretenda comprar.
GOLLINILVS E PUNIIOS BORDADOS.
Obras de muito gosto e perfeico.
Flvellas e litas para cintos.
Bello e variado sortimento de taes objec-
ios, ficando a boa escolha ao gosto do com-
prador.
Vendem-se 30 barris de muifo bom mel de
furo, em barris de quinto, pronint) a embarcar :
no armazem n. 19 na riheira do peixe.
liics de c.'.r;: a cjpldra nw*o o omrcgar no
me'niQ enrenho ao ali.ni.x4 a^i!uado, ou na ra
da Mota]* .:. i- ;iiiJ.nv;-oii|)tuii.' i!o Hanool A.-
ves l-Vrreirr. & O que era genero-amente reeon-
pi-n-ado.
^^^ Micuel Paulino Toktiflo Per*a Pairao
ESCRAVOS FGEBOS.
Fugio do engenlio Todos os Santos a villa
de Ipojuca, no dia 30 de maio, o aseravo Gonealo,
representa ter 45 annos do idade, pouco mais on
menos, cor vermelha, alto, grosso, ollios pequeos,
sem barba, e os ps rachando, fui escravu da Sra.
D. Senhorinha Manado Livramento, que morou na
villa de Serinliaein ; no dia immediato da fugid;
esteve na mesma villa : supp5e-sc estar acolitado,
o que se proceder com o rigor da lei a quem o
tenha, e pedo-'c as autoridades policb.es ou capin
As autoridades policiaes ea
'{ueui competir.
No dia 29 de maio do corrento af.no
gio o Moravo Eequiel, crionlo de 30 3S
Itnoi de idade, estatura regular, roforfado,
cor bem prett, cabera redonda, trajava re-
misa azul e caifa do casemira cinzenla; i-
rante o dia costuaia andar ganhando r. is
nas, on h\\ annazens de a.sucar ou n;is
taliornas n conversar e a belier; duran.e a
noite recolhe-se a telheiros abertos oo p,..
nelraveis. u casas era conslruccSo car
tros quaes.juef lugares onde se possa abri-
gar: quem o apprehender tenha a bondade
de o oanduzir ra da Auroi a n. 20, oi!p
aera gratificado.
l'ugi.iain dn engenho Firmi.a
do torno da Escada, na noile 10 para 11 do convnte, dous
cravoi mulatos, os q eos for*m
compia.losao Kxm. Sr. barao i?e
Nazarefhba lo Mas pouco Mis
v,u ineii'j-i, pmdo luio, idade <'e
aer^sp*2"^- -u a '- anuos, bem barbado, pr,.
tos cabelludo-, tem OS d-los dos ps, isto M
ininimos rartos c quasi qnc trepam nm no o*1.,
tendo todcs o dente* frente, corno regular *
leva chapeo de coorodi sariamo. ralea azai de
algodo que lii_ cliainain pello d onea c cobertor
de baeta escara o roa alguma roup'a, foi esrravo
do Illm. Sr. tente coronel Afoxtinno Correa *o
Mello, de i'i:rieury, o outro de nonio Flix, ca-
bra, alto, boa corpo, idade o Kinns pouco m, ia
ou menos, levon chaiieo de eooro de aba< larga.-,
calca azul de algodao qno Ihc chaninm pelle d'or>-
ea e cobertor de bata escora, f:.i esrraro ito
film Sr. Ednardo Peretra de Soiua, da provincia
da Paralnba, que o venden por seu procurador o
Sr. Jos Lopes Alheiro : quem o apprehender e
levar ao m< .-oiti ensenno Firniesa ou no Recife o
escriptorio de Domingos Alvos Malbcus, a rna do
Vigario n. 21. sor generosacenle recompensad'
Fugio no dia 9 do crreme mez do
engenho Sanl'Anoa da comarca do Forli-
Calvo, o cabra Wenceslau, eslatura regu-
lar, de 22 anuos pouco mais ou menos,
sem barba, cabellos preto, o bem cara-
pinbados. f(;i comprado na cidade do Rt--
cife, para crido veto da provincia da Pa-
rahyba; c bem assim o esc avo ManoeJ
crioulo, de 2 annos, estatura regular,
tem um denle quebrado no queixo superior,
bem preto; quem os apprehender leve a
casa do negociante Joaquim Rodrigues T
vares de Mello, no Recife, ou no referido
cnsenho one ser bem recompensado.
i\o uia Ib do nr'oalfl mez de agosto fngtu
do engenho Taqnary, freguezia de Santo Antio,
um mulato do noinc Batmazar, escravo d.> rafi-
tao Aristteles Canieiro da Cuuha c Albuqucrqct.
Levou calea de algodaozinho azul tic quadrs e
camisa de riscado da mesma efir, e condozio on a
rede. E' sertanejo, alto, cspadaiido, pouco barba-
do c tem cabellos crespos e tinos; em um dos ndos
do rosto tem urna cicatriz e urna pequena ruptura
na altura do estomago, proveniente de Bina faca-
da ; tem falla branda e bonita ligura. Dcxon-
fia-se que procurasse as proximidades do Rio do
Peixe, d'onde 6 natural. Ser bem gratificado
quem o levar ao dito engenho, ou cidade do Ro-
erte, ra larga do Rosario n. 2l.sengudo andar.
Nos dias II e 15 do correnie mez d
agosto, fugiram do engenho Mara^hlo, fre-
guezia de. ipojuca, os pretos de afio An-
gola de nomo Isidorio e PeHppe, escravos
de Joo de Souza Leao, o primeiro de ida-
de 40 annos pouco mais ou menos, de
estatura regular, cheio do corpo. 6 quebra-
do e carrega funda, falla amarinheirado e
tem urna cicatriz de um talho em urna das
pernas ; e o segundo idade' de 60 anno'j.
alto, corpo regular, tem falta de dentes na
frente, falla grossa, tem um lobinho bas-
tante crescido em um dos cotuvellos e
tambem quebrado. Ser bem recom-
pensado, quem os levar ao dito engcnh'j,
ou a cidade do Recito, ra da Croan. SI,
primeiro andar.
DOS PREMIOS DA
4.
LISTA GERAL
117.
PARTE DA LOTERA CONCEDIDA POR LEI PROVINCIAL N. 330, A BENEFICIO DA ORDEM 3. DO CARMO DO RECIFE, FARA FUNDAQO DE UM HOSPITAL, EXTRiHIDA E3
EM 20 DE ACOST DE I8C9.
AS. PREliS. NS. l'REMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS.
8
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44
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4a
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sa
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NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. l'REMS. NS. PREMS. NS. PREMS. WS. PREMS.
2182
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2215
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4605
7
8
15
16
18
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35
39
46
53
59
64
65
73
78
80
84
90
4a
8*
4*
-


w
Diario de Pernanbuco Sexta feira 27 de
____________________________I-----------------------
Agosto de 1869.

kl
5ERAL
' ha milito? outros que vencen p& da cm
cojos jurnaes.se nao loora, como stjam :
CMARA DOS SHS. DEPUTADOS
SESSAO EM 43 l)K JULttO.
PRESIDENCIA I>0 SR. BEBAS.
O progresso da riqueza que revela o
nenio da randa, se \\\i\ i-mu o crescente
[menlode bracos, cwisuuios da produc-
ios que a mmigracao nos traz. Isto sent-
e reconheee u novo ; p |h)'Ic attingir lojpn, por pouco que pronto-
m >> a nnmi?rac3o espontanea que nos
clifi iequer que preparemos o terreno
m que lio grande desevulvimento se ha
At operar.
O St. Ilu tkncoi tn : Ah est o se-
gredo.
O Su. Iteran n\ Aohici.tt'.ia (conti-
nuando a ler): Na espectaliva de 100
n! inmigramos para o anuo seguinte
(prosegos amensagumi devemns desde ja
,vr..iri--Uies tirrw de l'aoil acqnwiQao, e
reger 90 dislribuico por bis que estor-
vain que um individuo se apodero de urna
MtensaV) de territorio que possa compor-
tar na Europa a sustentarn de um reino;
piea gerarSo actual despoje as intu-
as de sea direito a ter um lar, c um pe-
tiac de slo que possa chamar seu patri-
10
J;i tensa que nao bastam s os salarios
elevados, conla que a popular.) crescer
lauto que ser preciso reduzir as proprie-
dades a estas rondieues. Procmi tam-
bed saber c-itio eram receidos all os
.apmigraiftes. Em .Montevideo e Buenos-
Avies lia hospedaras por conla do estado-;
-aias acontece que fogo ao desembarcaren!,
luzidos osses iuimigrantes para as
ll'erentes empresas, lelegraphos, estradas
de ferro: etc.
Todas estas obras tem aberto um ampio
WWM pan nelle se oceuparem os imini-
grantea, e terem salarios.
Por conseguinte, emquanto nao achar
ao nos tamben nessas condicoes, nao po-
dereinos ter colonisarao que nos eonvenha.
Rfltrelanio, nao devemos abandonar esses
pequeos ncleos que temos; e eis por
qne eu digo que nao posso dcixar de at-
tender prosperidade das colonias exis-
tentes.
Notou o nohre deputado tanta cousa, fez
tintas considerares sobre diversos ramos
do ministerio da agricultura, que nao po-
rterei. na hora adiantada em que estamos,
aeompanha-lo. Resta me, porm, tratar de
urna grave questo, c procurarei faz-lo o
mais resumidamente que me for possivel.
U nobre depulado disse que a estrada
de ferro de D. Pedro II achava-se em in-
dicos de prosperidade, que sua renda
se lem elevado, e promelte elevar-seainda,
mas que a despeza lem avallado muito, e
que cu com a tabella ultima a linlia feito
ereser extraordinariamente.
At este ponto eu podia limitar-me a res-
ponder ao nobre deputado muito perfunclo-
liamente com os dados que existem, a pre-
sentando as dilerenras que nao sao aquel-
I is que o nobre depulado indica, porque
S. Exc. fez a romparaeo de urna tabella
que m refera s toa empregados com ven
amentos annuaes, e a fez tambem em re-
taifio a vencimentos diarios, que nao esta-
aui incluidos nessa tabella; mas o nobre
iepatad foi mais longe, fez-me nma aecu-
saeBo muito grave, e eu nao posso deixar de
responder Ihe como me cumpre no desem-
penlio dos meus deveres.
P 'o, pois, a cmara que me releve se
por mais algum lempo vou oceupar a sua
attenoao.
Vosas: Nos o ouvimos com muito
ler,
O S. Ministro i>a Aciiici/i.Ti li.v: Te
i.ii nacessidadu de justilicar-me, porque
O nobre deputado anda ITOgOU a grave
ljustica.de dizer queco lazia da cmara
los Srs. depnl.dos urna chancellara. Isto
realmente e para mim censura muito do-
lorusa.
ue me prezn de respeitar a cada
um dos honrados deputados, eu que enten
do que olios sao completamente dedicados
o governo, r- que desej.tm coadjuva-lo sin-
; amonte, eu que nao posso ler rnceio
algum de apresentnr lodos os meus actos
ao corpo legislativo, poderia jamis ter a
veleidad* de querer fazer desta cmara
i chancellara! Fez-rae na verdado o
i ) ir deputado umi grave injustica, repito
e espero que elle alguma vez ter de cles-
i'i-se desta asserco.
O Sn. Aorare Ficoena: Opensa-
mento desse illuslre deputado foi este :
ene a menos que a cmara "nao fosse urna
chancellarla, deva pprovar.
O Sa. Ministro da Agricultura :Logo
a estrada de ferro de I). Pedro II pas-
sou da companhia para o governo, por ter
i sin feito a acquisicao de todas as accoes,
expediram-se urnas instruccoes provisorias
i as ipiaes se regnlon a direceo e adminis-
trado da estada de ferro.
stas instrueges, expedidas em 28 de
setembro um dos seos artigos, queera quanto o
poiler legislativo nao providenciasse sobre
s administraco da empeza, todos os seus
empregados serian considerados como ser-
viudo em commisso temporaria e nao te-
m direilo a quaesquor vantagens inhe-
rentes a empregos pblicos seno aoe ven-
cimentos, que seriam os estipulados pela
cxtincla companhia, emquanto nao fossem
alterados pelo governo. Os empregados
que servissena por contrato continnariam
at a expiraco do respectivo prazo.
Foram declarados os empregos da es-
trada de ferro de pura commisso, sem ca
ter de empregos pblicos : permanece-
ram na mesma situacSo em que so acha-
cara emquanto eram empregos da compa-
nhia. Pela transferencia de todos os di-
reitos e obrigagoes que a mesma fez ao go-
verno, n5o se alterou a ordem dos servicos,
e nem se estateleceu por lei outra forma
de administracSo..
Assim foi que a estrada de ferro teve lo-
que passotr para adrninistrafa"0 plblica,
ama tarifa, que foi a que vem em primeiro
lagar no relatorio de 866. Qnas\ todos
os empregados conservaram os mesmos
vencimentos que tinfnm pela antlga com-
iliia, e outros soffreranW urna pequea
aerafo. Estes vencimentos fbram de-
pois marcados por um decreto do gover-
Passo a ler a informacao qpc dea o
director da estrada de ferro quarjj|o fez a
.insta, que consta da tabella de 16 de
mai-o de 1866.
Alm destes empregados fdclarpu o
ajadantes de chefes. de trem, apontadores
lempregadosde escrptprio e armazera.pra-
'licaoles, foguistas, guarda-reios, guarda*
da linha, telegraphista, guarda-chave?, fet-
tores. offlciaes de officiu. etc.. etc.
Grande numero destes tem vencimentos
que nao remunerara sullideniemente o tra-
balho ou a responsabilidade que llies cabe,
assim alguma altcraco que haja para cites,
ser na mr.ior parte dos casos em s -ntido
de augmentar-Ibes os joma
E' impossivel fixar com precisoo nn
mero dos empregados em urna estrada de
ferro, cujoMrabullios de eonslrurciio abda
nao estSo concluidos. Maior cu menor nu-
mero de engenheiros, ajudantes destes,
condutore?. etc.. podem ser necessarios
conforme as exigencias do trabalho; uina
estacao que se abre acarreta a necessidade
de certo numero de empregados, cresce
por oulro lado o pessoal da conservado,
etc.
Como est a tabella representa o esta-
do actual e fixa os vencimentos annuaes dos
empregados das differentes calhegorias.
O estado actual, a que se refere, era
aquello em que se achava a estrada
qaando apenas liavia chegado eslacao do
Desengao. Entretanto a respeito desses
empregados dizia o ministro no seu relato-
rio o seguinte: Em virlude da proposta
do actual director, foram os vencimentos
dos empregados da estrada de ferro redu
zidos sensivelmente.
O decreto de I'i de marco nao foi discuti-
do e nern houve aclo legislativo que appro-
vasse a tabella; pelo contrario, tratando-se
das disposicoes e alteraces que por ella se
tizeram. na cmara dos Srs. deputados.na
sessao de 12 de julho de 1866, o Sr. C.
Oltoni, que fra director da estrada de fer-
ro antes do Sr. Sobragy, qualilicou essa ta-
bella de -snmmamente" injusta e contraria
aos bons elemeulos de administraco, pro-
testando contra ella para que no futuro nao
Ihe attribuissem complicidade nesse acto.
Eis as suas palavras :
i Accrescentarei anda urna reflexo s
que fiz sobre as reducees da despeza de
custeio : s que eu mencionei, o sao muito
avultadas, deve juntar-se a t|iic fez o nobre
ministro, reduzindo os vencimentos do pes-
soal.
Sem apreciar o criterio que presidio a
estas reduccSes, quero s protestar em lem-
po que meu silencio nio significa approva-
Co. Algumas dellas sao de summa ini-
quidade e mitra verda&iro erro adminis-
trativo, que duvido dcixem de produzir
rrros resultados, porque os principios eco-
nmicos nao costumam s.t despiezad s c
feridos impunemente. Entretanto, como
se trata de reduccoes do despezas, permit-
ta Deus que cu me engae.
Nao sendo approvada a lab lia porque
estas consideracoes muito artuaram no es-
pirito da cmara, as despezas continuarama
ser por ella feitas, sendo para notar-se a
circunstancia de ter sido modificada por
avisos e portaras que elevaran) os venci-
mentos e crearam empregos que nao esta-
vam mencionados na mesma tabella.
A' vista dislo entend, que, a bem da
melhor administraco da estrada de ferro,
enmpria organisar outra tabella que alten-
desse melhor aos interesse do mesmo servi-
co comprehendendo nos aqnelies empre-
gados que lem vencimento animal, como os
que os recebem diariamente. Era anda
mister a creafo de alguns lugares, como
sejam os de inspectores de trens c outros
indispensaveis para a regularidade do ser-
rico.
Era portanto urna exigencia da adminis-
traco, que nao podia ser preterida a reor-
ganisacao da tabella que eslivera cm vigor.
Eu linha pleno direito de o fazer, porqnanto
eslava determinado as instruccoesque, em-
quanto o poder legislativo nao resolvesse
sobre o destino da estrada de ferro, conli-
nuasse o governo a terasmesmas atirbu-
coes que linha a directora da extincta com-
panhia. uina das quaes era crear emprega-
dos e alterar os seus vencimentos. A' vis-
ta disto poder-se-ha negar ao governo essa
ailiibiiicao ? Tanto mais devia -eu assim
proceder quanto nao era regular o estado
de cousas ento existente. (Apniados.)
Eu desojo que so examine com aenco
as obrigacoes que esto^a. cargo dos em-
pregados da estrada de ferro, enjos venci-
mentos elevei, principiando-se por notar
que os cominissionados no servco da es-
trada neo lem o carcter de empregados
pblicos, sao de mera commisso, muito
precaria, podem ser despedido* de um mo-
mento para oulro, nao tm aposentadoria,
nem outros direitos que se recormecem
nos domis empregados.
Senhorcs. era notavel o que occorria a
respeito de empregados da estrada de ferro;
citarei um facto entre outros. Sabe-se, a
importancia que tem uin machinista noser-|bcm.j
vico do irafego, mas o que rciiltava dos
mesqainhos vencimentos ? Qnalquer in-
dividuo cojo officio nenhuma relarao linha
com o de machinista, um alfaiate, por e-t-
emplo, era admitlido como foguista, e cm
breve passaxa a machinista, sem habilita-
pes especiaes, que nao eram remuneradas.
Resurtavam dalii desastres, destruic>;> ou
estrago do material, cujo reparo occasiona-
i'a avalladas despezas. Era necessario p6r
ftobeo a semelhante ordem de cousas para
que o servico se flzesse com a devida per
fei?3o.
Accresce outra considerago. Quando vi-
gorara a tabella de 1866, o servico princi-
piava s 5 ou 6 horas da manha, e termi-
nava s 4 da tarde. Os trens eram 21 ou
22. Hoje o servico comeca anles das 4
da manh5a, e tai alm das 10 ou 11 horas
da noite. Os trens que percorrem a estrada
sao 43. Todos esses vehculos precisara de
empregados que os acorapanhem, que este-
jampromptos a todos os seus movimentos,
qu se oceupem noite e da no desempenho
de suas obrigacoes; nao ha domingo nem
feriado. Trabalho de tal natarezano merece
r muneraco maior ? (Apoiados.)
N5o devem ser revesados estes empro
gados, pois que impossivel que estejam
em actividade incessantc, e nao tenham al-
gumas horas de repouso, quando se acbam
sujeitos a multas muito sewras por qual-
quer infraeco de seus deveres ?
Os empregados da estrada de firro,
adoecendo, ficam sem recursos: e jwando
soffrera desastres no servico, ou pjfcem a
vida, n3o ha ara meio de se lhes dar no
primeiro caso uro, auxilio, e no segundo
um subsidio s sdas familias, que ficam ao
desamparo. Pretendo crear urna caiM,
cujo fundo se formar com a dedueco de
dos se possa prestar Ofrseceorro* que fo-
rein necessarios.
Mas disse o nobre deputado que a ta-
bella implicitamente eslava approvada pelo
corpo legislativo que, na conformidade del-
ta, consignava sommas. Sinto que o nobre
deputado nio exarainasse as cootas dos
exercisios.de 18(55 a 1866, da i866 a
18(57, para- rejonhecer que nesses dous
anuos nao havia consignarn na verba das
estradas de ferro : apenas deeretiva-se
qnantia para as omprezas garantidas. De
1867 a 1868, quando j vigora va a tabella,
que o tlicsuuro regulou-se por ella em
relaco ao servico que cstava creado.' Is'tw
nao qner dizer que a tahidla eslivesse ap-
provada, tanto mais quanto a qnantia con-
signada era maior do que aquella que
consta va da mesma tabella. Consignada a
verba, podia haver arbitrio do governo,
dentro da mesma, na distribuirlo das des-
pezas.
O Sii. AftMtADE FrccEiRA d um aparte.
O Sn. MtMsmo da Aohkxi.ttua: Sen-
do a consigrraco de 2,000:000^ para as
desj>ezas da estrada de ferro, c conforme
ao iiosso direito administrativo que nos
limites da consignado se eectuem varia-
<;oes da despeza. E' praiiea estabelecida,
e o nobre deputado, que j foi administra-
dor de provincia, havia de ter tido*occa-
sio de o fazer.
O Sn. Andadr Frr.LT.mA: H ivendo
tabella, nao a altcrei; nio me julgnva para
isto autorisado.
O Su. Ministro da Ar.nn ictirv: V: a
autdrisaco que cabe a todo o adminstra-
UhilMff, as despezas devem orear em...
1,600:000 K)l><).
O So. AtensTlo da Agiucultuba : N3o
podo passar di 4,300:000,5000,
O Se. Animiadu Figleira : o cal-
culo que fizemos : V. Exc. nao conclue a
3* seccu o nio principia a 4a com......
40*000i000.
O Sn. Min-isti\o da Agmccltora : Este
o meu segredo. (llisadas.) Eu vou fa-
zenuo os obras os erapreteiros se apre-
rar qiundo o governo poder pagar-Ibes.
O Sn. AurxivDK FiGiKiiu : Para isso 6
preciso autorisaco legislativa.
O Sn. Mimstho da Agricultura : \h
outra considerago a fazer : um servico des-
ta ordera nao se coloca na sai maior altara
sem pes-oal correspondente, e esse me
falla.
O Sn. Andhadk Fic.ukiua : 0 pessoal
que j tem na 3J socco consorae-lhe em
muito pouco lempo os 400:000,5000.
0 Sn. Ministro da Aoiucli-tl-rv : Se
consumir o recurso est na k.
0 Sn. Ff.rhf.ira Lae : Como fal-
lar em 400:090;?, quando nos esperamos
toda a renda ?
O Sh. Andrak Fir.itiH.v: E o que
consigna a ainenda ?
O Su. Ministro da Agricultura : Eu
preciso de toda a renda.
O Sn. Andrade Fic.i'kiha : A i.ossa
emenda d ao govjrno 2,*i000:000> e mar-
gen para a? obras.
delegado da freguezia de S. Looreuco de
Tejucupapo, provincia de Peinambuco.
< Sala dassessoes, 24 dejulho de I89.
F. de Agtiiar.
OROBMDODIA.
Continj a-3* discosso da proposta do
orcamento flxando a despeza e oreando a
receita geral do Iihperio para o exercicio
de 1869 a 1870, cem as emendas apoa-
das.
OS SRS. PENIDO E ALENCAR ARARIPE
fazem algumas consideracoes.
A dscussio fica adiada pela hora.
Da la a ordem do da levantase a sessao
s onze horas e meia da noule.
SESSAO EM.20 DE JULHO.
['RESIDENCIA DO SR. NEBIAS.
Ao meio da, feita a chamada, \erGca-se
haver numero sufflcieate, abre-se asesslo.
L-se e approva-se a acta da antecedente.
O Sn. Io SEcasTARio, d conta do se-
guinte
EXPEDIENTE.
Um officio do ministerio do imperio, en-
viando o aulographo da resoluco da as-
sembla geral determinando que as dispo
sicoes do art. 108 da lei n. 387 de 19 de
agosto de 1846 sejam observadas todas as
vozes que se houver de fazor qualquer elei-
Co de cleitores, juizes de paz ou vereado-
res. na qnal resoluco S. M. o Imperador
cnsenle.A archivar, ofliciando-se ao se-
nado.
Outro do mesrao ministerio, enviando o
requonmento documentado em que o sub>-
0 S:\. MiNisrno da Agrigui.tU; a : Ve
remos oque diz a commisso de orea- dito portuguez Antonio Joaquira Fernandes,
dor (nao ha questo sobre Isto), de variar!ment. ,actualmente sargento do corpa policial da
de despeza dentro da verba. Os crditos! 0 Su. Afkonso iu; Gahvai.iio : 0 roen provincia de S. Paulo, pede assembla
sao precisos smente para transporte dV pensamenlo que as (stradas de forro vo ; geral ser naturalisado cidado brasileiro.
urnas (tara outras verbas. se prolongando com seu proprio rend- A commisso de onstituico.
ment. Outro do mesmo ministerio, communi-
0 Sn. Ministro da Agricultura : Deixo, cando que a penso diaria de 500 rs. conce-
para nutra occasiln a respista a outras ob-: did.i ao cabo de esquadra Joaquim Pedro
ssrvareee que fez o nobre depulado. J \ da Silva enlende-se com Joaquim Pedro da
Tarto fatigado a atten';3o di cmara
(ni apoiados); ella me desculpar, at-
tendendo nece-sidade que eu linha de
justiliear-me de aeeusa';es mmeie.idas.
Vozes :Tem-se defendido muito bera.
O Su. Andhade Figueira :Eu desejava
ouvir a V. E\c. ?:ibie as duas secfOcS da
estrada de ferro, e sobre a emenda que
aprescaUmos.
O Su Ministro dv Aonicu.naA : Cora
muito praser procurarei satisfazer ao nobre
depulado.
Onando entrei para o ministerio da agri-
cultura achei terminada a questo que se
suscitara sobre a proposta da companhia
Mineira, que pretender, por empieza par-
ticular, concluir a conslmocao da 31 sec-
co. O mou antecessor entretanto reco-
nheccii que era preciso fazer alguma cousa,
e culo ordenou que as ulnas respectivas
se fossem executando por aduiinistrago,
lano quanlo fosse possivel.
0 Su. Arauo Gks : -Era para o Inglez
ver.
O Sr.. Ministro da Aghiu uia : O
dpeetor da estrada de ferro declarou que
nao havia conveniencia ctosse systema, e
que.sem o canirato para esestilas os tra-
balhos por serie de precos c uuidade de
obras, Inveria falla de economa que elle
Bao poda pprovar, c que oprtanto ia pro-
ceder como1 se as obras fossem feitas por
ompreitsda. Portanto, cncarregou a um
das individuos qiw tinham feito proposlas,
de execatar as obras, regulundo-se por
urna, tabella de preeos. Eslavam na exe-
eaa das obras pouco mus de cein Iraba-
Ibadores : mudo pouco era o adiantamento
da construego.
Inteiraab do que occorria, o comprehen-
dendo eu que era a mais importante misso
do meu ministerio proseguir na construc-
co da estrada, dei iinmediatamente ordens
para que tivesse ella tjdo o andamento
possivel cm direceo ao Cliiador. 0 ser-
vico teve o preciso desenvolvimento, e as-
sim era menos de oto-mezes estavam feitas
iros leguas de estrada, que j foram entre-
gues ao trafego.
Embora ainda nao eslivesse organisado
todo o pessoal das conslruccoes, procurei
dar-llie o necessario incremenlo.
Mandei sem demora implantar todo o
trace desde o Chiador al o Porto Novo do
Cunha, c ordeuei que i na mediatamente se
chamassem. os empreiteians e se fizessem
os contratos.
Felizmente estam quasi todos feitos. Nao
se poder concluir toda a extenso da es
liada em um auno, mas em dous se far.
Nio parei ah. porque entend que a mis-
so da estrada de ferro de D. Pedro II ain-
da nao eslava conseguida. ^Apoiados.)
Entend que a lei deva ser cumplida como
linha sido votada ; e, pois, que era preciso
coa erar a 4a seceo, e dei logo as ordens
para que se fizessem os estudos rectifica-
tivos e se mplantassc o traco.
C.omecaram-se esses trabalhos no prin
cipio de inaio, e estam j estud'adas duas
para tres teguas e em mudo breve mandara
annuncar as empreiladas, e assim hci de
proseguir at seu ponto terminal. (Muito
J v o nobre deputado, que estou iden-
tificado coa* o pensamento da lei...
O Sn. Ambba.de Figueiha : Sim, se-
nhor ; e esl muito bem.
0 S. Ministro da mmcultKA : ...
e que tenliM feito o que era humanamente
possivel fazer.
Vozts : Muito bem !
Sr. Andradb Fujulira : Salisfez
t um compromisso do governo.
O Su. Akisrno da Atyuci'LTLRA : Por
que son filno da provincia de Minas, n5o
se deve julgar que ou devesse preferir ou-
tra ; eu nao era to desassisado que antes
de ter autorisaco da lei fosse emprihender
semelhante obra.
tenho abusado muito da atlenco da cmara. Silveira. A' commisso depenses e orde-
(Muitos n i apoiados.) Portanto, meus
senhorcs, s me resta dizer que quando me
resolv a tomar sobre meus hombros o pe
dados.
Outro do 1* secretario do senado, com-
municando ter constado ao mesrao senado
sado encar i de ministro, as circuosla*- que S. M. o Imperador consente no decreto
cas gravsimas em que se achava o paiz.
Uve em vista nicamente prestar n meu pe-
da assembla geral que autorisa o mnislro
respectivo a transportar do 5o para o 12
]ueno contingente para salva lo do estado do art. 3o da lei n. 1,507 de 26 de selem-
deploravel em que eslava, conorreudo por
inin, com todos os oulros meus coneida-
dos que o quizessem, para fazer algum bem
ao paiz; tive por curto um dosvaneciraento,
mas tive a esperanza de poder fazer algu-
ma cousa (apoiados), e ainda es'.ou persua-
dido que o posso fazer. (Muitos apoiados.)
Portanto, emquanlo liver o apoio da c-
mara dos Srs. deputados, emquanto mere-
cer a confianca da cora, nao posso de
maneira alguma abandonar o mea posto
bro de 1867 a quanlia de 40:000.-$ para
despezas cura o corpo militar de polica.
Inleirada.
Dous do mesmo secretario, participando
que o senado approvou c vai dirigir sauc-
co imperial, as resolugoes autorisando o
governo a conceder um auno de lcenca com
vencimentos ao lente calbedralico da facul-
dade de direito do Recife Dr. Joo Jes
L'errera de Aguiar e ao 3 scrplurario da
alfandega da corte Carlos dos S mos c Oli-
A discnsso fica adiada.
Dada a ordem do da-, levaata-se a
sao s onze horas e meia da noule.
ses-
(muitos apoiados), qualquer que sja o sa-1 vera Pinto.Inleirada.
eriicio que de mim exija, hei de marchar; Dous d > mesmo secretario, devolvendo,
porque, marenando nesle terreno, com toda por nao ler o senado podido dar o seu con-
a boa f, e para fazer o bem ao paiz, lie sentmento, as proposices desta cmara,
do encontrar muiios que me acompanhem. autorisando o governo para mandar matricu-
(Muios apoiados.) lar e admitir a exame os esludantes Anto-
Vozes : Mulo bem Muilo bem! nio Jos da Silva Riballo Jnior e Alfredo
Gtroeiro Ribciro da Luz. Inleirada.
Oulro da presidencia da proviuca.do Ama-
| zonas, enviando uns impressos contendo a
I exposicao com que foi passada a adminis-
traco da dita provincia ao 1 vice presi-
dente coronel Leornado Ferreira Marques,
bem como o relatorio com que foi entregue
a administraQo no da 26 de novembro do
anno piiNkdu. A archivar.
Um rcquerimenio do Joo Barbosa Lo
bato, pedrada a relevaco da multa de 40;$,
imposta pelo collegio eleitoral da villa de
Piraliny. A' 3a commisso de poderes.
O.ilro da Irmandandj do Princ e dos
Apostlos S. Pedro, desla corle, pedindo a
mterprelaco da lei n. 1,22o del) de agosto
de 1864.*A" commisso dejustica civil.
L-se, e vai a imprimir para ser to-
mado em consideraco juntamente com o
SESSiO EM 2 DE JL'LIIO
PRESIDENCIA DO SU. NEMAS.
Ao raeo dia, feita a chamada, verifi-
carse haver numero sufliciente, abre.-se a
sessao.
L-se e apprva-sc a acia da aitece-
dente.
O Sn. 2o Secretario, servndo de Io di
conta do seguinte
EXPEDIENTE
Um officio do ministerio do imperio, en-
viando o ollicio da presidencia da provincia
do Amazonas, com o qua trjismitte a au-
thentca da eleico primaria a que se pro-
ceden na parochia de S. Gabriel, docolle- projeclo do senado, o parecer sobre o (li-
gio de Barcellos.A" F commisso de po-
deres,
Oulro do mesmo ministerio, enviando o
officio com que a presidencia da provincia
do Maranhao transmute as actas da eleico
primaria a que se pcoeedeu n3S paroeliias
de Nossa Seahora dia Luz o de S. Jos d >s
Indios, do municipia do Pafo do Lumiar,
perlencentes ao Io disiricto eleitoral da dita
provincia'A' mesma conmisso.
Outro do mesmo ministerio, enviando o
Alm desfes empregides fdeeiarpn o certa quote no vencimento desses empre-
lr. Sobragy qne era o director da estrada),}dos, an de qne nos casos menciona-
0 Sr. AnDrade Figueiha : A & sec-
to interessa muito provincia de Minas.
O Sr. Ministro da Agricultura : Cer-
tamente : todo o sul de Minas tem vanlagera
immediata com a construeco da 4a secr
cao. (Apoiados.)
Em minha opinio devia ter-se comeoado
a 4' seceo, logo qaei^rgou-se Barra, e
anles de seguir-para Entre-Rios.
O Sr. Andrade Figueiha : Sem du-
: vida.
O Su. Ministro da Agricj^tura : Foi
um erro, mas emfim. ost passado, pre-
ciso hoje remedia-lo.
Mas pode alguem perguntar-me : e como
pretendis fazer todas estas obras, este mi-
lagro ? Com muito pouca cousa, nao pre-
ciso mais do que a renda da estrada.
O Sh. Andbade Fkueka : Oquepnsa
V. Exc. da emenda que consigna......I
2(500:OKMKK)0?
O Sr. Ministro da Agrci
so que, a nio se dar toda a re
da strada, melhor o que a ci
prop5e.
O S. Andrade FiaumuA: Com essas
reito de entrada e asseuto no conselho de
estado aos piincipes consortes de princezas
imperiaes.
L-se, julga-se objecto de delibercao
e vai a imprimir para entrar na ordem dos
Iraballws, o projeclo com q le conclue o pa-
cecr sobre a construeco de docas as oli-
scadas da Saude c Gimboa.
L-se e vai a imprimir um projecto
mandando admittir matricula na faculdade
medicina da corte a Manoel Rodrigues
officio com o qual a presidencia da provin-jde Carvelho Barros.
ca do Piauhy transmitte as acias da eleico ; Procede-so votaco do parecer da
primara das parochias de Jaicoz. Barras, 2a commisso de poderes si bre as eleices
S. Goncalo da BaialhJ, Principe Imperial.
Independencia. Nossa Senhora do O' de Va-
lenca, Gorgueia e Unio. A' mesma com-
misio.
Outro do mesmo ministerio, enviando o
officio da presidencia M provincia di S.
Paulo com o qual transmute as aullienticas
da eleico de um deputado a que se proce-
primaras de varias parochias periencentes
ao 2 e 3" districtos da provincia do Rio de
Janeiro, e approvado.
Procede se em seguida votaco do
parecer da 3a commisso de poderes sobre
a eleico pr mi: ia a que se procedeu na
parocin'a de S. Caelano da Yargera Grande,
pertencente ao coegie de Itajnb, do 3
deu nos coegios de Lorcna, Banaoal, reas disiricto eleitoral di provincia de Mina3-
eQueluz, do 2" ifetricto da mesma provin-1 Gerass, e approvado.
ca, para preenchimento da vaga do fallec- Entra em 3a discusso o projecto
di Dr. Antonio Goncalves Barbosa da Cu- concedeodo loteras para augmento do pa-
ilita.A- 2a commisso de poderes. j trimonio do hospicio d Pedro II.
Quatro do Io secretario do senado, com- Yin mesa, so apoadas e enlram em
mnnicando ter constado ao mesmo senado
que S. M. o Imperador consente as roso-
Incoes da assembla geral .concernentcs a
diversas pensoesaa-Inteirada.
Um requerim nio de Airt-mio Joaquim
Gomes do Azevedo, pedindo ser naturalisa-
do cidadao brasileiro. A' commisso de
constiluico.
Outro de Antonio da Terra Pereira F Iho,
pedindo para fazer acto do 21 anno medico
da corte, depois de approvado no 1".A'
commissSo de iastrucco publica.
Lm-se e vo a imprimir dous pro-
jeclos approvando pensoes o mandando na-
turalisar.
O SR. GOMES DE CASTRO justifica c
manda mesa o seguinte requerimenlo, que
(ca adiado por ter pedido a palavra o Sr.
Beojamim :
Requeiro que se peca ao governo copia
da correspondencia- do" presidente da pro-
vincia do Maranhao relativa ao conflicto ha-
vido na freguezia de S. Vicente Ferrar a 6
de seterabro de 1863, e ao assassinato de
Antonio EstevSo da Silva pela escolta reclu-
tadora expedida pelo subdelegado do polica
da freguezia de Guimares ; bem como da
commuQicacao do presidente do Piauhy so-
bre o ferimento do bacharel Lourenco Ve-
tante de Figueiredo, jniz municipal dos
temaos rehuidos de Jaicoz e Picos, da mes-
ma provincia.
Sala dassessoes, 24 dejulho de 1869.
tes de Castro. *
FERREIRA DE AGUIAR tambem
o segrate requerimento, que ap-
pfovtH
c Requeiro que se peca ao governo infor-
macoes a respeito do procodimento do sub-
discusso diversas emendas concedendo
igual favor outros estabelecimentos.
Ninguera pedindo a palavra e pondo-se
a_ votos o projecto, approvado com todas
as emendas; e sendo adoptado reme lu-
do commisso de redaeco.
Entra em 3a discusso o projeclo au-
lorisanda o governo para despender a quam
lia de 20:000.-> cora cada urna das escolas
agrcolas dos institutos da Babia e Ser-
g'Pe- ,
Vem mesa, lda, apoiada, e entra
rotundamente em discusso, a seguinte
emenda:
Igual quanta e para o mesmo im ao
institulo agrcola Fluminense.Borycs Mon-
teiro.
.. Dcpos de breves observacoes dos Srs.
Meuezes Prad j e Coelho Rodrigues, o pro-
jectoe a emenda sao regeitados.
ORDEM DO DIA.
Contina a 3a discusso da proposta do
orcamento fixando a despeza e oreando a
receita geral do Imperio para o exercicio
de 1859 a 1870, com as emendas apoia-
as.
O SR. VISCONDE DE ITABORBHY (pre-
sidente do conselho):Ped a palavra, Sr.
presidente nao para fazer um discurso, mas
nicamente no intuito de dizer muilo per-
functoriamente minha opinio sobre algu- coradouro e da canal da barra; e se.se vier
mas fmepdas que est. submettidas ao
sentada este anno pelo Ihcsouro se avatl-
ram as despeza ord.nanas para o exercicio
de 1870 a 1871 em 83,00 tre commisslo de fazenda anda nao fez a
somma de todas aa verbasfl-^e foram j ap-
provadas, mas esta somiwf n5o pode ser
menor do que a quanta oreada na pro-
posta de que falle!.
A estes 83,000:000-$ cumpre anda accres-
centar a despeza proveniente do servico dos
emprestiuio> de i 0,000:000j, pouco mais
ou menos, autorisados por esta augusta c-
mara para as despezas extraordinarias do
1* semestre do exercicio corrate.
Assim nio podemos contar com despeza
inferior a 87,000:0000no exer :icio do 1870
a 1871: e de outro tanto no de 1860
1870.
A receita para cada uns dos ditos exer-
cicios foi avahada em 73,000:000 > tendo
ile ajuntar-se a esta somata a das novas
impusieses votadas na 2a discusso, as quaes
podsro prod-izir 14,0001000,5 ou.....
16,000:0000 annualments.; mas como, a
cobranca ueslas iniposvSes s comecar
no Io de Janeiro do anno seguinte, segue-se
que nao podemos coular no exercicio cor-
rente com um augmento de receita superior
a 7,OJO:O0OA ou 8,000:000: isto que
a receita do corrente exercicio nao subir
a maj de 80,000:0000 ou 81,000:0000 c
como a despeza votada j se eleva a......
87.000:0000, segus-se que o orcamento
que estamss diseutindo sahir desta casa
com um dficit de 0,000:0000 a.........
7,000:0000000.
Neslas circunstancias, por maior que
seja o meu desejo de condescender com os
autores das emundas que tendera a aug-
mentar as despezas publicas, nao o pode-
re fazer; dariaut ellas o resultado de aggra-
var o dficit que j poe o tliesouro em
graves euibararos.
Sao cortamente nobres e muito louvaveis
os motivos que- diiigiram os illustiados au-
tores dessas emendas. O desejo de me-
Ihoramentos as suas respectivas provincias
e a necessidade que ellas sentem de-mcios
de commuukaco e de outras obras que
lhes facilitem o desenvolvimento, sao in-
centivo pederoso para m-miein us nobres
d petados; mas cumpee tambem atlender
s dtficeis circumstancias em que nos adia-
mos, ao peso das imposicies. que j soll're
o paiz, c das que lalvez ter 'de soffrer
ainda.
Quanto raaiores forem as despezas que
accrescerem, lauto maior ser o defici, e
maior a necessidade de novos credilos, e
do augmento de mposigoes.
No caso de que fallo acham-se os add-
tivos que no iinpresso que tenho adianto
dos olhos osto designados com os ns. 18 a
32. Todos elles tem pos (im a construc-
Co de docas, de puntes e estradas, obras
cortamente uteis, algumas al, muilo neces-
saras, mas que nao possivel levar aeflei-
lo sem recursos, que falleccm ao ihe-
souro.
Pelo que loca a alguns dess.s trabalhos,
Sr. presidente, a minha opinio que po-
demos promov-los por modo que nao nos
iraponham novos onus. Emprezas parti-
culares seriara o meio mais conveniente
para realiza-tos (Apoiados.) lun com a
vanlagera nao s de evitar dispendi) do ihc-
souro, como anda importar para o Brasil
capitaes estrangeiros e dar oceupacao a
muitos do nossos compatriotas. Essas
emprezas podero realisar muit. s dos be-
nelicios que os nobres deputados teraem
vista, c com muita razo reclamara.
A emenda a Idiliva designada pelo n. 32.
diz: Fica applicada na provinnia de Per-
nambuco a desposeo 008 do decreto n.
2,647 de !> de setembro de DsliO, em be-
neficio da Santa Casa da Misericordia da
mesma provincia, podendoesie imposto ser
cobrado na razSo da metade.
Ha outra emmda que faz extensiva esta
disposiro a todas as domis provincias
martimas, r
Nao posso oppr-ma a semelTiante pre-
lenco. E' verdade que resultar da ap-
provaco della mais um grvame para as
embarcacoes que entrarem nos portos
dessas provincias; mas a laxa que se quer
crear tem ora im to til e to humanita-
rio que nao me cabe impugna-la.
Entendo, todava, que em vez de se fazer
extensivo a lodas as provincias o imposto
que se cobra no Rio de Janeiro, como quer
uina emenda assignada por varios outros
Srs. deputados. (ora mais acortla appro-
vada nos termos em qu9 est redigido o
additivo n. 32, o qual reduz o imposlo a
metade do que se cobra no Rio de Janeiro.
O Sn. Cahaeiro da Cimia : A emenda
reduz a metade; est concebida no sentido
da emenda n. 32.
OSn. Presidente do Conselho: Sendo
assim, nada tenho que accrescemar a este
respeito.
Eu disse, Sr. presidente, que minha opi-
nio contraria a lodosos arligos addilivos
que tem por im fazer construir obras
novas. Nao comprehendi, portanto, a
emenda que eleva a 2,000:000$ a consigna-
Co para obras publicas no ministerio da
fazenda. Essa emenda autorisa a conti-
nuaco da. ejJKWco do porto de Pernam-
nambuco, determinando que sejam feitas
de ora em dianle pela reparico de fa-
zenda ; e para tornar mais elicaz esta
servico, augmenta a verba a que me refiro.
A obra de que se traa nao o melhora-
mento do porto de Pernambuco no sentido
em que foi apresenlado n'um projecto que
esl no senado. Trata-se nicamente da
continuaco dos traaallios de excavaco.
Estes trabalhos sao necessarios, nao tanto
para melhorar o porto, como para evitar
que elle so v obstruindo. Nao servico
novo ; tem-se feito at agora, e ha muitos
anuos, potjj'epartieo da raarinha; mas
lem sido to moroso por falta de machinas
apropriadas e de consigaacoes suQkienles,
que seria quasi intil continuado du mesmo
modo. Ha apenas urna barca de excava-
Cao, essa mesma nao lem suficiente forca,
e creio que Loje at est desconcertada.
O emprego de duas barcas de excavaco
a vapor com os competentes bateles dar
elicaz impulso ao melhoramento do an-
a confiar este servico a urna companhia,
nao ter o thesouro de despender muito.
exame e votaco da cmara.
Para justificar, porm, esta opinio, id
dispensavel que eu record a situaco em
que ficar^ collocado o thesooro depois de)
approvado o orcamento que agpra
cute._____________________"
A cmara sabe que na proposta apre] TVP. 1H> VURIO-HIA DAS CRIZE8 H. ^
(G/mtinuar-se-ha).
i;
/
f
ILEnfVH.


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