Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:11908


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Full Text

ANNO XLV. NUMERO (76.
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por t^ SSo SS: ::::::............. Sffi
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fUMT1 FElBUjE^AGOSTO DE 1869.
f *1A no E PORA DA PH0VHCIA.
Por tres nzcs adiantadoa ....
PoFiait(SiawiL..............
orMiDtiE..... ;........
i^waann*. .............
2
6)W
13800
27100*
Propriedade de Mnoel FigTiffra de faiia & Elho,

Os Srs. Gerardo Antonio Alves
SAO ENTES


"~^^
ape;* Antonio Aiexandrino de Lima, na Parahyba; Antonio Jos Gomes, na Villa da Peona-wa^n7 w f -
em Nazaretb; Fraucino lavares da Costa, em AJagoas; Dr. Jos ttirfins Alves Ta S]\^^Z^!^!J^\
mraioR.
KIO DE J i \ IIIIO.
"Pr|eeto de reforma municipal
presentado cmara dos de-
butados em sesso de 19 de ju-
ho ultimo, pelo Sr. ministro
do imperio.
fConlinuciMuj.
Art. 43. Compete aos flscaes:
1." Vigiar a observancia das posturas da
cmara, proraovendo sua execuco pela
advertencia aos interessados, quando se
tratar de medi las que affecterh nicamente
a iodividuos, qu casses determinadas, e,
por meio de editaes, quando se tratar de
medidas1 geraes;
2." Curaprir na parochia as ordens que
receberein de regedor, e dar-lb parte de
quanto occorrer que respeite suas altri-
buicese ao servico municipal ;
3.* Lavrar os autos de infraccd de pos-
turas, que assignaro com duas testeinu-
nlias;
4." Visitar, sempre que nao estiverem em
corrern, os diversos pontos da povoaco,
fazendo guardar as disposicoes de polica
municipal ;
5. Sahir em correico pela freguezia,
ao menos urna vez por mez, visitando as
casas de negocio para veriiicar s os g-
neros de alimentado- esto as condiees
de consumo, e ses5o exactos os pesos e
medidas de que se servem, percorrendo
todas as'estradas, na volta dando paite
cireamstanciadn ao regeder de qnanto ob-
servaram, e propondo-lhe as providencias
convenientes. Sem attestado do regedor,
do qual conste o cumplimento desta obri-
garo. nao Ihe dar o secretario e de ex-
ercicio, nem llies pagar o precurador seus
vencimentos.
Os liscaes respoadero pelos prejuiaos
que aos particulares resultarem de sua ne-
gligencia, e faltando ao eumprimento de
seusdeveres poderao sofirer multa de 55
Hmposta pelo regedor e pela cmara,
dessa qaantia para cima at tttUOO.
. Os guardas municipaes sao en-
sob a directo do fiscal res-
pectivo, de vigiar a, execuco das posturas
nos districtos que llies forem designados,
communicando ao mesmo fiscal todos os
fados relativos polica c administraco
municipal quechegarem ao seu conheci-
raento.
Art. 45. As cmaras podero, por maio-
ria de votos de toda a corporaco, repre-
sentar ao presidente da provincia contra os
actos de seus presidentes e dos regedores
de parochia que julgarem contrarios a suas
posturas e deliberares. Se julgar fundada
a representado, o presidente da provincia,
ouvindo o aecusado, autorisar a cmara a
cassar o acto argido, tendo a mesma c-
mara o dreito de exigir, perante o poder
judicial, as perdas e dainos que do mesmo
acto llie tenliam resultado e de promover a
responsabilidade de seu autor. Para taes
tins ser a cmara representada pelo ve-
reador que fr designado i pluralidade de
votos.
Art. 4G. O archivo das cmaras conti-
nuar a cargo de seus secretarios, que o
conservaro, assim como a correspondencia,
ttulos e mais papis, ein boa e devida
ordem, sob a liscalisaco do presidente da
cmara, franqueando-se lio cartorio sob suas
vistas aos vereadores e a quaesquer pessoas
intoressadas qu|> os queiram examinar as
horas do expediente.
N5o poderao, porem, os livros e papis
exhibidos emjuizo, devendo os exames
judiciaes, que nos mesmos livros tiverem
de ser ftitos por motivo de falsidade,
eTectirar-se no archivo e na presenta do
secretario ou de algum dos vereadores, se
u secretario estiver ausente.
I. i governo declarar em regula-
mento quaes os livros que cada cmara
deve ter para ds serviros da administraco
municipal e para os da geral encarregados
s cmaras mauicipaes qaaes os livros a
cargo de empregados geraes do municipio
recolhidos ao archivo
FQLHETIM
dS CASACAS PRETAS
ROMANCE
ME.
Paulo Fval
Primeira parte
OBR.lf.lL LIVRIOO
XV
l^m Par*.
(Coiitinuacio do n. i 73)
Debalde Pars, essa creaba velha, a
capital do mundo intelligente ; conserva a
cufiosidado da aldeia.
Quer Paris ver a noiva;' Paris que dizem
tao sobrecarregada de trabalho l" Dexade
oceupar-se dos destinos do universo, mal
um cao Vestido atravessa a ra, e por mais
attrahente que o. espectculo seja', desviar
os olhos da ventoniaha revolucionaria se Ihe
mostrarem urna carrocada de macacos.
Para ver urna duqueza ou a esposa do
banqueiro entrar n'am bs'ile, affrontar a
catarral; para contemplar urna o<
para s cadeiras da igraja. final, por
que devem ser
cmaras.
| 2. Terao as cmaras' em seu archiv
um exemplar das colleccoes das leis geraes
e provineiaes, e serao assignantes da folha
official da capital do Imperio e da provincia,
Art.' 47. Nao estando reunida a assem-
b[a provincial, ou ha vendo qualquer em-
baraza que o presidente da provincia
preste penmte ella juramento e tome posse
do cargo, o presidente da cmara municipal
da capital convocar a cmara para o- da
que fr designado, e, no caso de iflEo se
reunir, singularmente Ihe deferir jura
menique dar posse.
No impedimento do presidente da c-
mara da capital 6 competente, sendo-lhe
apresentada a carta imperial de nomeaco
do presidente da provincia, qualquer
vereadores da meuna cmara, o presidente
ou vereador de algumas das cmaras da
"provincia, independente de reunio de c-
mara.
Art. 48. As reunies ordinarias das c-
maras sero trimensaes, nos primeiros das
dos mezes de Janeiro, abril, julho e se-
tembro.
1." Cada cmara estabelecer em suas
reuniSes ordinarias o numero de sesses
diarias que exigir o andamento do servico
municipal.
i 2." Alem das reunies ordinarias, o
presidente, por motivo argente, em eum-
primento de ordem superior ou a requeri-
mento de tres vereadores, dever convocar
a cmara extraordinariamente.
I 3. Para haver sesso mdispensavel
a presenca da raaoria dos membros da c-
mara.
4. As deliberacoes serSo tomadas per
maioria de votus dos presentes, tendo o
presidente voto de qualidade para desem-
pate.
| 5." As sessSes sero publicas, coma-
cando s 10 horas damanhiia.
G. No comego de cada reuniau os re-
gedores das parochias daro parte do que
tiver occorrido no servio municipal a seu
cargo, e properao as providencias que jul-
garem convenientes ao mellior andamento
do mesmo servico.
| 7. Qualquer dos vereadores, assm
como o presidente, pode propr o aue Ihe
parecer acertado com relagae ao desem-
penho do servico municipal de todo o mu-
nicipio ou deaualquer das parochias.
As propinas serio por escrpto com as-
signatura e 4a.ta, e transcriptas na acta.
8. ConcIdMa a discusso de cada ma-
teria o presidente submett-la-ha vota-
c3o, podendo qualquer dos vereadores fazer
na acta as deelaracoes que julgar conveni-
entes.
9. O presidente da cmara poder
mandar sahir da sala o vereador que nao
attender as suas observaces, depois de
cliamado duas vezes a ordem, suspendendo
a sess5o quando nao for obdecido. Em tal
caso a cmara deliberar na sesso segun-
te por quanto tempo (nunca excedente de
um mez) deve ficar suspenso o dito verea-
dor, e chamar para substitui-lo o supplen-
te a quem competir.
Desta deciso pode o vereador recorrer
para o presidente da provincia.
10. A acta ser lavrada pelo secreta-
rio e assignada pelo presidente e vereado-
res presentes. Nella se declararo os ob-
jeclos expostos a discusslo, as propostas
e emendas apresentadas e por quem, e os
nomes dos que votaram pro e contra.
11. Nenliam vereador poder votar
em negocio de seu particular interesse, ou
da seus ascendentes, descendentes, irmos,
cunhados, sogro ou genro. Igualmente
B&o votaro aquellos que declararem ter
suspeigo.
k.12. O vereador que faltar as sessBes
senr motivo justificado a juzo^da cmara
pagar por cada falta, as capitaes iOfl, as
cidados 10-> e as villas 6$ que serao appli-
cados as obras do municipio. O secretario
communcar logo ao procurador, que car-
regar em receila a importancia de taes
multas, promovendo sua cobranza na forma
do art. 55, e (cando responsaveis por sua
importancia quando deixarem de proceder
na conformidade desta disposico.
| 13. Sao justos motivos de nao compa-
recimento :
1." Ausencia do municipio, com previa
partcpacao ao presidente da cmara.
2." Molestia justificada.
3. Exercjcio dos cargos de que trata o
art. 2i. *
" 11. Na falta dos vereadores do nume-
ro sarao chamados, juramentados e empos-
sadB pelo presidente, ou por quem suas
wKS flzer, tantos supplentes quantos os
vereadores ausentes.
cAfrnjLO ni.
DafaenUa municipal
Art. 49. Os propros municipaes serta
, Inscriptos em um Itvro especia! ennrlndi-
s: cacao de mas divisas e conErontijoes, con-
tMHo o registro do iitnro 'ou a noticia *.d.
sua acquisico, referencia aos autos do seu
tombamento, de que as cmaras conserva-
ra traslado cm senes archivos, declarndo-
se quaes os sobre que versa litigio.
Art. 50. |No| poderao as cmaras ven-
der, trocar ou a/orar bens immoveis sem
autorisafo dos presilentes das provinjas,
aos quaes representaro, justificando os
motivos e vantagens da proposta. As ven-
das sero feitas em hasta publica, tom pre-
vio annuncio em editaes alujados nos lu-
gares mais pblicos do municipio, e im-
pressos pelo menos na folha olicial da pro-
vincia.
Sao eftluidos da concurrencia a hasta
publica os vereadores que eotao servirem,
ou tiverem servido no tempo em que foi
assentada a alienacao, e os empregados mu-
nicipaes.
Art. 51. Os contratos de arrendamento,
obras, fornecimentos e quaesquer outras
da mesma natureza sero tatas mediante
concurso de proponentes annuuciado na for-
ma do artigo antecedente.
Art. 52. Como pessoas jurdicas, as c-
maras podem demandare ser demandadas
e respondem pelas perdas e damnos que
proverem aos municipios de culpa lata
e de actos de m f. Podem adquirir por
actos inter vivos cansa-tnortts, e por tes*
nio da camar
dos mumeipesl
criptiveis. Pif
dos mediante
vincia. <
8I J
es da Silva, no Natal; Jos Juste

!*;ns de uso commumlco do auxilio que der a parochia fabrica
O irialienaveis e impres-
pora, sv subroga-
enca do presidente da pro-
T1TUL0 I
Da admttu'straco parochial ms provincias
capitulo i
Da oramaco, attrUiujcpet ewrvico
parochial?
Art. 51. O regedor especial encanvgado
da admnjstrago municipal na parochias
exercer tambm as attriniicoe*MciHivas
da admmistraclo parochial.
Incnmte-ihe:
1* Pf^idir junta administrativa da pa-
rochia, lomando pirte as dlioerac5es,
com voto de desempate..
2. Ejecutar e fa^MMXfitMar as masma
de|itecam%, A
3." Administrar of'Aeiw da parochia ;
5." Representar a parochia nos contratos
que celebrar e em todos os negocios admi-
nistrativos e judiciaes ;
6. Propr, de accordo com a junta admi-
nistrativa, assembla municipal o orea-
mento da receta e despeada parochia ;
7." Organisar, de aucordi* core a mesma
junta, aexposicao arenal do estado da ad-
ministrac) parochial, e as coritas do anno
anterior ;
8.* Fazer observa
licia do cemiterio
9. Abrir, na al
os testamentos, que
de pessoas fallec
sando desde logo o ni
reglainento de po-
"ial :
a do juiz proredor,
forem a presentados,
parochia, aulori-
primento das dispo-
que nao? com. isso nao offeade ella o
Senhor.
Assim que o cortejo tomou o seu logar,
dobraram sobre si as duas alas, afim de
desfructarem tuda, melhor. O Sr. Lacog,
quem nos nao permittido confundir com
os simples papalvos, nao mudou de lugar,
e conservou o seu sorriso zombeteiro ; ficou
por um instante iaimovel, de maos cruzadas
atrs das costas, -e-abrio n'um bocejo a lar-
ga bocea; neste mesmo restante, porm,
as vistas, por acaso voltadas para a capella
da Virgem onde o havia povo, recahh
ram-lhe em Andr, ajoelhado aos ps do
altar. Estremeeeu ; subio-lhe a cor ao
rosto, e {com instinctivo movimento, deu
dob passos para se esconder com ua co-'
lumnata. 1) all lancou rpida e cautelosa-
mente novas vistas para Adr. Sqgtmda
vez as faces Ihe muda!r|m de cor.
Com todos os dabos I murmurbu
com proftndo espanto, elle com cer-
teza elle t ah esu um acaso bem arioso.
Eram inteii iperfluas as precau-
Ces que tomava, porque.j Andr nao per-
teocia eate mando nio dava por coosa
alguma da qtte em volta. elle se passava.
poda a iuta que no seu coracao tinha
Vsar incerta ; era-lhe o odio robusto
e tenaz, porque i efl se mistorava jjnata
lamento, sendo dispensadas, as acqusroes
que lizerem, de pagamento dos impostos
de transmisso de propriedade,
Art. 53. Nao licito as cmaras per-
doar dividas activas, nem transigir sobre
dreito ou crdito seu, salva a disposico
do art. 33 n. 5. A infvacrao deste artigo,
alm da nullidade do acto, importa a pena
de pagar o duplo do valor da divida per*
doada ou da transaci.So, imposta adminis-
trativamente pelo presidente da provincia
aos vereadores que delhrforem autores.
Art. 5. Os bens municipaes nao sao
snjeitos a execuco por dividas passivas
das cmaras. Os credores devem pedir
as mesmas cmaras ?eu embolso, c quando
estas nao os contemplen! em sua proposta
de orcamento poderlo com o ttulo de cr-
dito por ellas reconhecido ou com senten-
ca passada em julgado, reqnfrer assem-
bla provincial que no respectivo orcamen-
to consigne fundos para o pagamento de
principal e juros da mora.
Art. 53. Compete as cmaras o processo
executivo para cobranca das rendas munici-
paes, dos rendimentos de seus bens (idas
multas que lhes pertencerem. Seus agen-
tes ou empregados fiscaes sero sujeitos
nos casos, de alcance ou extravio dos di-
nheiros a seu cargo, as mesmas disposicoes
que sao ou forem relativas aos liscaes ou
exactores da fazenda nacional.
Art. 50. Sempre qu.', por qualquer
circumstancia, se nao tenha fixado a receita
e despeza municipal, vigorar o ornamento
ultimo.
Art. 57. No caso do creaco de novo
municipio, ou desmembraco dos actuaes.
a divso do patrimonio municipal se far
segundo a situaco dos immoveis, pertencen-
do a cada cmara os bens sitos no terri-
torio do respectivo municipio. Quanto aos
movis, direitos e accoe Bcaro pertencen-
do a cmara em cuja posse se.achavam.
Art. 58. Sao proprios municipaes os
bens immoveis incorporados no patrimo-
da matriz;
4. Regular o modo de fruico dos bens
de logradouro commum dos moradores da
parochia, concedendo licenfas para cortes de
lenha, lirada de madeiras, colheitas de fruc-
tos, etc.;
5. Deliberar sobre os contratos para
construeco de obras de interesse publico
parochial, e sobre a acquisico de immoveis
para o servico ou por motivos de utilidade
parochial.
As alienages de immoveis parochiaes
n!6 poderao ser levadas a efleito sem a
approvago do presidente da provincia.
o.0 Decidy- sobre a aceitaco de heranfas,
legados e doaces feitas a parochia, ,com ou
sem condicoes ;
7. Autorisar o regador, depois de ouvi-
da pessoa profissinaiem direto, para inten-
tar accoes emjuizo, quando assimconvenha
parochia;
8.* Verificara exaetdQ;rectGcarosdado<
apresentados pelo regedor paraaformacodo
quadro do recenseamento e estatstica da
parochia ;
9. Formular, ouvido o parodio, que
dag parecer por escripto, o regulamento
do cemiterio parochial, o qual s ser exe-
cutado deps de approvado pelo presidente
da provincia. .. .
As escolas e'stabelecdas pela parochia e
iscahsadas por suas autoridades administra-
tiva sao sujetas aos regulamentos provin-
ciaes de instruc?ao publica.
Art. 52. As reunies da junta adminis-
trativa sero mensaes, na ultima dominga de
cada mez, meia hora depois de terminada
a naissa conventual, e eTectuar-se-hao sem-
pre a sede da parochia, na casa do rege-
nor, qrando a lenha no lugar e queira pres-
ta-la, ou naquella que convenciunarera os
membros da junta.
Nao se accordando cm outro lugar, pre-
valecer como regra fazer-se a reunio nO-
consistorio oa no corpo da igreja paro-
chial.
1. As actas da junta parochial sero
agsignadas pelos membros presentes, e
deltas constarlo, todas as deliberacoes to-
madas.
fi 2. As escusas dos membros das jun-
tas parodiiaes, as quaes applicavel a dis-
=

faltas
edital
da
ancia de castigo ; o amor, porm, era todo
seu ser: o amor devia triumphar.
Anda que mergulhado naquelle sonlo
estanco por que passra sem dormir, e
a onde entretanto pareca exclusa a ria ra-
mo humana, voltou-lhe reoeniiom >ote o
pensamento da sua presenca em Paris, sem
que os objetos exteriores concorressem de
modo algum para o despertar. Chamou
^LV ? da s"a via8ern- Ju,ia- e ex"
pul^u-lhe do espirito as ultimas incertezas
Poz as mos com sentido fervor e disse
Deu : *
Esqoecere aqullte que tanto mal me
fez ; nem procurarei saber-loa
conheceNhe o rosto. N5o
Prom-tto isto o isto
minna Julia, para que eHa
o nome nem
me vingare.
para encontrara
?p3o replecto de %
areca ou nao me-
amar e sejamos felzes
L^mtou-se com oc,
traomioaria quietaco. Pareca ou nao pue-
ril, estova o pacto conclwdo. Quantas in-
quNAfy&, quantas angastiaS bavim agi-
tado Andr durante a viagem e desdea
ebegada Pars, desappareciam. LiHeral-
ment^ acabava de omprar- sua ventura.
E, com o natural de qne era dotado,'pa*
gara-a elle por alt preso.
dpl, atravez- das wtam&tt'tio lfar>mr.
parochia, submettendo-os aprecacSo
jnnta administrativa ;
15. Propr mesma junta e assembla
municipal, qunndo reunida, as providencias
que julgar a bem do progresso da paro-
chia ;
16. Fornccer sem demora s autorida-
des adiiiini.'lrativas superiores as informa-
coes que exgirem sobre qu dquer objecto
de servico publico gcral na parochia.
17. Pralicar no interesse do servico*pu-
blico geral todos os actos que Ihe forem en-
carregados pelas leiseregulamentos dogo-
ven! o. *
Art. 00. A junta administrativa compr-
se-ha, alem do regedor seu presidente, de
mais quatro membros, que sero : o juiz
de paz mais votado da parochia ; o parodio
e dous proprietarios da proclfia que a c-
mara municipal designar no principio do
cada auno. Um dos membros da junta,
eleito na reunio de Janeiro, servir de se-
cretjrrio.
A junta trabalhar com maioria de mem-
bros presentes.
Art. 01. A'junta administrativa com-
pete :
1. Resolver sobre a administraco dos
bens da parochia; *.
2. Promover e auxiliar pelos meios a
seu alcance a funda cao de escolas ioca.es
sujetas inspeceo das autoridades admi-
nistrativas da parochia, a creaco de esta-
belecimentos de beneficencia para a-ylo de
indigentes, doenles, ineuraves, recolhimeu-
to de expostos, equasquer outros lins hu-
manitarios, c como corporaco offidal de
beneficencia praticar os actos, de que fr
encarregada pela le;
3. Superiutender no modo de applica-
"~
sires que se referijttao lunera!, eremet-
iendo ao mesmo juf e testamento com o
termo dftjabertura autos da execuco
que tiveNSdo ;
11. Auxiliar o parodio no que"jnteressar
decenda'c sseio interior do-templo e a
commissao da fabrica em tudo *) que disser
respeito conservaci>, reparos e obras da
igreja, e forn'cim-ntos para o servico do
culto ;
12. Vigiar a execuco das obras paro
chiaes, qyier feitas por administraco, qirer
por contrato, verificamln se sao fielmente
cumpridas as dausulas estipuladas ;
11 Corresponder-se sobre assumptos que
iraportm parochia, com todas as autori-
da(JL's i posi'co do art. 25, sero julgadas pela
lt. Reunir e organisar os dados necessa- mesma junta, providenciando o regedor
"A??f? o recenseamento e estatstica da. antes da prxima reunio, sobre a substi-
luicao do scusado, na forma do artigo se-
gu nte.
3. Os membros da junta parochial
sero substituidos, nos casos de escusa,
molestia ou outro impedimento do modo
seguinte:
O regedor e o 1 juiz de paz por seu*s
immediates era votos;
O parodio por quem suas vezes fizer;
Os dpus membros da junta nomeados pela
cmara por quem a mesma cmara desig-
nar-lhes como sopplentes.
4. Os cdadaos quo, sem escusa leg-
tima, recusarem-sa-ao servico da junta pa-
rochial pagaro para as despezas da paro-
cha de 100,5. a -200S as provincias do Ro
de Janeiro, S. Paulo, Minas-Geraes, Rio-
Granderdo Sul, Bahia, Pernambuco, Para,
Maranho ; de 805 a 1205 as provincias
das Alagoas, Espirito Santo, Paran, Sania
Catharina, Pdrahyba, Rio-Grande do Norte,
Cear, Sergipo; e de 405 a 1005 as de
Goyaz, Mato Grosso, Amazonas e Piauhy;
sendo esta multa arbitrada pela mesma
junta.
5. Cada membro que faltar s sesses
da junta sem ser por molestia provada ou
ausencia participada do municipio, ser
multado em 55 pela primeira falta, em 105
pela segunda, e assim por diante em 55
mais por cada falta consecutiva at a deci-
ma segunda. O regedor communcar as
faltas ao procurador da cmara para tornar
efectiva a cobranca da multa, ficandoVi-
brogado na obrigaco de rjaga-la aqiielle se
u) fizer a communcaco, coste se nao
effectuar a cobranca salvo motivo ponde-
roso.
N5o comparecendo ainda depois de 12
Marcava o relogio meio da e meia hora.
Adnliron-se do gi*ande esp co de tempo .de-
corrido, e nao ,_teve outro desejo seno dei-
xar a igreja para ir finalmedtc casa de
Julia.
Para quem nao conhecesse as particula-
ridades de S. Roque, o caminho eslava tra-
Cado. A porta lateral, situada ao p da
sachristia, nem por sombras parece com
municar com a ra. Andr dirigio-se pan a
porta principal qne d para'a ra de Santo
Honorato.
1 Andre, qu ntrra n'uma igreja deserta,
estacn admiratto logo aos primeiros passos,
vista da maltido qufl enchia a-Jiave. Le-
coq andar em vlta do pitas-, para nao ser
visto por elle, mirava-o agora por detraz
coma maiorJ^Bde. Tinha nos labios
o fino^orriso que pareca dizer : Vamos ter
espectculo !
Andr que o observavam, o
ava de pensar que naquella
gente o esperava aconteri-
:itar a curosidade de
pessoas que alli estavam
am, e Andr atravessou
[r|pos sem prestar a menor
Ao volttr-se, depoi* de se ter persignar attenco aos'ditos que cruzawra ai*bin-
oo, vio as horas no relogio da-porta prim do-lhe aos ouvidos. A pfhnBira ccuisa quo
H^
Pobre como Job, Sr. Joas, como
Job!
Era a phrase pronunciada em forma de
vigorosa affirmatva por urna mulher gorda
e sangunea, que argumentava comumho-
raem magro e paludo. A gorda accrescen-
tou, emquante Aqdr trabalnosameiite pro
curava circundar-lbe a enorme redondez :
E hinguem sabe d'onde a jullo veio !
Nem parentes nem adhrentes Dava fi-
Ces de solfa "por casas particulares, e com
isto se diz tudo.
O Sr. Joas, homem magro e dono de
urna das tojas de algibebe que abundam as
immediaces de S. Roqae, respondeu :
Mas portava-se bem. Muitos flgures
me foram l loja tomar informaces.
Olhe que tinha muito quem Ihe arrastasse
a aza, e nao !b havia de faltar nada, se
ella qorzesse.
A Sra. Contant, a mulher gorda o aver-
melhada, encotheu os hombros.
Ora f... Fazia-se fina, paraapanhar
mais, replicn L onta nao Sigo? qne
n2o seja. Ms, vrtude!... urna mulher
cm um nome, naquelles, qu acaba em- *
e em i, que nao proprietaria, nam tem
rendas, ne o seu negocio.. iwfo.l pro-
curar-lhTa1.
Cooseguio Andr passar para .diante-da
Sra. Contafit, que Ihe dissoagastada,:
seguidas nao justificadas, serf, por
da junta atusad nos lugares mais
pblicos, mandado riscar de seo seio. e
declarado por quatro amos inhbil para
qualquer cargo na parochia, excepto o de
eleitor. Nao applicavel esta sposicao
ao parocho, que, ainda depoi da 12" falta
continua sujeito multa, a qual de ento em
diante ser de 105 em cada falta.
Desta deciso, proferid- com audiencia
do interessado, bem como da iroposicao da
multa de que trata o artejo antecedente,
ha ver recurso para o presidente da pro-
vincia.
Do censo e estatstica parockkU.
Art. 63. Nq prnneiro aano da execuco
da presente le o regedor de cada paroeliia,
logo no mez de Janeiro, reqnisitar directa-
mente dos inspect res de quarteirao que
Ihe envi relaces.
1 De todos os fogos dos respectivos
quarteires, como specilicaco dee mora-
dores de cada um. qual sen nome, seto,
idade, condico, naturalidade ou nacionali-
de, profisslo e regio;
2. De todos os estabelecmentos de in-
dustria ou lavonra, lojas. casas de negodo.
fabricas e ofiicinas de qualquer natnrexa,
mencionando o numero, sexo e condico
dos artistas, caixeiros, empregados e (raba-
Ihadores.
Para este fim ser-lhe-ho remmettidos
pelo presidente da provincia os necessa-
rios quadros e mappas em branco.
1." Os inspectores de quarteiro que
nao cumprrem at frdia 31 de marco a dis-
posico do artigo antecedente sero multa-
dos em 205 para as despezas da parochia,
e se, recebendo nova ordem, nao satisnae-
rem dentro do um mez. pagaro multa do-
blada, imposta administrativamente pelo
regedor, repelindo-se a pena em cada rein-
cidencia.
Os chefes de familia que recusaren dar
no prazo de 15 dias as inormaces, de que
trata a primeira parte deste artigo, incorrero
lias penas do art. 128 do cdigo criminal.
Neste caso o inspector, ouvindo os visinhos,
supprir a falta, fazendo as Observaces
qne ealnder conveniente.
2. Na reunio do mez de julho apre-
sentar o regedor junta para exame e rec-
tficaco as listas recebidas, dando a mes-
ma junta sobre cada quarteiro parecer es-
cripto com o que souber cada um de seus
membros sobre a populaco e mais dados
estatisticos do mesmo quarteiro.
3. A' vista das listas e dos pareceres
organisar o secretario da junta por quar-
teires, de accordo com o regedor, a lista
geral da populaco da parochia com os no-
mes e mais esclarecmentos exigidos, e
bem assim dispor meldicamente as ca-
sas respectivas dos ma_ppns fornecidos pelo
gotwno os outros dados estatisticos, que
obtver, e enviar tanto este trabalho, como
os mais papis, em presenca dos quaes foi
feito, ao presidente da cmara municipal
com as relaces a que se refere o artigo
seguinte.
Art. Oi. O parodio, ou quem suas vezes
fizer, abrigado, sob pena de suspenso
de congrua, imposta pelo presidente da pro-
vincia, logo que Ih'o cominuniquc o encar-
regado do censo na provincia, a apresentar
as reunies que a junta celebrar em Ja-
neiro e em julho, as rela'coes de baptisados,
casamentes e bitos do semestre anterior,
que constaren! dos livros ecclcsasticos da
parochia, declarando : quanto aos baptisa-
des; o nome, o sexo, a idade, a condico,
a filiaro (se ou nao legtima), a naturali-
dade ; quanto aos casamentes: os nomes .
do contrllenles, a idade, a condico, a
naturalidade ou nacionalidade, a prof4feo
do marido : quanto aos bitos; o nome, a
idade, o sexo, a condico, a profisso, a na-
turalidade ou nacionalidade. a rehgio.
Na parte relativa aos bitos, completar-
se-ha a relaco dada pelo parocho com as
apresentadas, por ordem do regedor, pelo
.administrador do cemiterio parochial, o
qual tara um livro d", registro dos euterra-
meotos com as especideaces preciss.
Da fabrica las i'grojas parochiaes
1 -------
as igreja; nao se empurra!...
nao faltam meninorios, accrescentou,
venham c s para se chegar para as
E
que
se-
nhoras.
Ou para apalparem as algibelras da
gente.-
esplendida declarou um caixea-i-
nho levantado nos bicos dos ps para lobri-
gar a noiva.
m sugeito serio e'bem vestido, fallando
em nome da sja moral, disse :
Um negociante nunca faz asneira em
casar com orna mulher bonita.
Farcista replicou um magano de
bom gosto.
Anda Andr nao voltra a cabeca para
o lado da nave onde estava o cortejo. Pas-
sava-lhe superficialmente pelo espirito, na
preoccupacSo que o turbava, o sentido da-
quellapalradura. Ganhra custo una ou
Qvns metros e achava-se na altura do altar-
mflr.
Das palavras Ihe chegaram aos ouviilos:
um verbo e um nome.
A' direta diziam :
homem dos seus quatrocentos mil
francos I .
A' eaqoeadfl "t
Pois.ai.coBlieee o Sr. Schrwarte?
Ku; (Cvuttmarsc-ha.)

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2 Pakl 3Q 0T203A 3fl 2 WI31 ATItUfiario de ^""abu* t^ina feir 5 de Agosto de 186. ,%X\ OfHKlUft .\{JX OiSKlft
Art. 65. A junta administrativa da paro-
chia nomear annualmente, em soa primeira
reuniao, dous proprietarios, que fossem a
religiaa do Estado, os quaes, com .o paro-
cho, comporjjo a commisso da fabrica pa-
rochial. ...
Esta commiss3o encarregada de provr
as necessidades temporaes do culto, apli-
cando as quantias consignadas no ornamento
parochial e as coolribuicOes voluntarias dos
liis as despezas da igreja, e prestar con-
tas junta administrativa da parochia, li-
cando isenta da corre$o dos juizes de di-
reito.
O parocko ser o presidente da commis-
so : um dos membros o thesoureiro, o
outro o mordomo da fabrica.
Art. 66. A parochia supprir o dficit
entre a receitae a despeza da igreja; o saldo
porm, ser aceumulado para occorrer s
obras de reparacao da mesma igreja.
Art. 67. A renda da fabrica consiste:
i., no producto dos bens pericncentes
2.*, lias rendas instituidas pelos fiets;
3., nos auxilios dados pelos cofres ge-
raes e provinciaes para alfaias, paramentos
e outras despezas do culto;
4.*, as contribuices das irmandades e
corarias, que residirem as matrizes ;
5., oas oblages, esmolas e producto dos
troncos e dos peditorios;
6. no preco de locado de cadeiras e
concessio de bancos e lugares reservados
para assistencia aos ofQcios divinos;
7." nosdireitos parochiaes que segundo
as disposiees vigentes e usos do bispado,
competirem fabrica.
Alt. 68. Sao encargos da fabrica:
l., O fornecimento de paramentos, al-
faias, guisamentos e mais objectos accesso-
rios para os officios divinos ;
2." O salario dos sacristes, e outros em-
pregados, de que precisa a igreja ;
3. A conservado e reparos do edificio
da igreja;
4. A decorarlo e asseio do templo ;
5. O hon rapio dos pregadores e mais
despezas das solemoidades celebradas cus-
a da fabrica:
Art. 6!). As irmandades e confrarias es-
tabelecidas as malrizes coutinuai ao a con-
tribuir para as despezas da fabrica na for-
ma de seus compromissos. Nenhum novo
compromisso ser approvado, sem que se
consigne quantia, nunca inferior a 20$ an-
nuaes, para os encargos da fabrica.
Da fazenda parochial
Art. 70. Os proprios parochiaes, excepto
a igreja e o cemiterio, que sao inalienaveis,
s podem ser vendidos, trocados, aforados
ou subrogados mediante approvaco do
presidente da provincia.
Os proprios parochiaes sa) isentos de to-
dos os impostos geraes.
Art. 7 i. Os bens de uso commum dos mo-
radores da parochia nao podem, sob pre-
texto algum, ser alienados, salvo com licen-
$a do presidente da provincia, para com
seu producto effectuar-se a acquisicSo de
outros que mais vantagens ofer. caro, aos
mesmos moradores.
Art. 72. Constituem receita parochial:
I.* O rendimento dos bens da paro-
chia;
2. O producto do imposto paroctyal vo-
tado pelaassembla municipal;
3.8 A renda da fabrica da matriz ;
4." A importancia das licencas que ad-
ministraco da parochia compete conceder!
e a das multas applicadas a despezas pa-
rochiaes ;
5. As herancas, doacoes e legados acei-
tas pela junta administrativa (art. 61 n. 6);
Os bens que assim acontecerem a paro,
chia, sendo de valor superior ao preco real
das apolices da divida publica da 1:000$,
nao serlo incluidos no orcamento como re-
ceita para fazer face s despezas ordinarias,
mas imcorporados no patrimonio da paro-
chia, quando o testador ou doador nao lhes
tiver destinado applicacao especial;
6. As taxas d enterramentos e venda
de terrenos para jazigos perpetuos no ce-
miterio parochial:
7. O producto de loteras concedidas
parochia ;
8. Qualquer renda que a parochia por-
ventura haja por modo legal.
Art. 73. Ras despezas a cargo da paro-
chia sao obrigatorias, e a assembla muni-
cipal deve necessariamente votar os meios
de satisfaz^-las:
l. As temporaes do culto religioso:
2. As indispensaveis para custeio do ce-
miterio parochial;
3. O pagamento das dividas exigiveis ;
4." O cumprimento dos onus com que
tiverem sido doados ou legados quaesquer
bens incorporados ao patrimonio da paro-
chia.
Art. 74. S3o despezas a arbitrio da as-
sembla municipal, sob proposta ,da junta
parochial;
1." As de estradas e obras de qualquer
natureza a bem dos moradores da parochia;
2.9 As com-escolas de ensino primario,
olTicinas publicas e estabelecimentos de be-
neficencia e todas as mais em que interes-
sar o melhoramento moral ou material da
parochia.
Art. 75. O imposto parochial ser dirc
to e proporcional s posses de cada contri-
buinte, tomando-se por base o valor loca-
tivo das casas de habitarlo, a extenso das
culturas, a natureza do commercio ou in-
dustria, capacidade das officinas, numero
de escravos ou de pessoas livres, que cada
contribuinte empregar no seu servico. e na
sua lavoura commercio ou industria.
Art. 76. Em regulamento especial o go-
bern determinar o modo de lancamento
e cobranca do imposto parochial e os recur-
sos de que podero nsar os contribuintes.
Art. 77. Reconhecido dficit no ornamen-
to da parochia (art. 73) em qualquer poca
do anno financeiro parochial, que coincidir
com o civil, poder a junta obter por em-
prestimo a somma precisa que ser levada
i conta da despeza do anno seguinte, con-
signando-so no respectivo orcamento os
meios de solve-la.
Art. 78. Por via de regra o procurador
da cmara municipal ser encarregado da
cobranca das rendas parochiaes mediante
urna porcentagem que nao exceder de 10
0/0 das sommas arrecadadas. Poder po-
rm cada parochia ter cobrador especial.
Art. 79. applicavel parochia a dispo-
sico do art. 55 desta le.
TITULO III.
Da assembla municipal.
Art. 80. No dia. I0 do .novembro, s 10
horas da manhaa, reonir-se-ho annualmen-
te na casa da cmara, e quando esta nao
offereca a capacidade necessaria m igreja
watriz da sWe de cada municipio:
Os vereadwe^ em-eseucieioM
Os membros das "juatas "idmnistrativas
de todas as parochias do municipio ;
. Os cidadaos, preseales no municipio e
nel'e residentes, que pagarem-maior somma
de impostos directos geraes, provinciaes 08
municipaes, convocados pele presidente da
cmara era numaro igual ao dos vereadorw
e membros das jaatas parochiaes, os quaes
todos formarlo a assembla municipal.
Art. 81. Os traballiM da assembla mu-
nicipal serlo dirigidos pelo pres dente da
cmara ou pelo sobsiitato -a quem competir.
A as-etnbla deliberar com os membros
presentes, seja qual fur seu numero.
Os que failarem sea causa justificada
incorrero na multa de 20* a 100$ imposta
pela assembla.
Servir de secretario o da cmara muni-
cipal.
Aberta a sesslo, exporto os regedores
das parochias por escripto, sendo por elles
feitas a leitura ou pelo secretario da cma-
ra, o estado da administrado da parochia,
apresentaodo em seguida as contas do anao
anterior e a proposta do orcamento do anno
futuro. A ordem da presidencia se regu-
lar pelo numero de eleitores que der cada
parochia.
A dos trabalhos ser : I* o julgamanto
das contas ; 2o a discusso e votaco do or-
camento parochial.
Art. 82. O orcamento parochial ser di-
vidido em duas partes.
A primeira comprehender as despezas
de que W ta o art. 73 e a proposta do im-
posto parochial (art. 75), cuja importancia
deve equilibrar-se com a somma daquellas.
S depois de approvada esta entrar em
discusso e votar se-ha a segunda parte, na
qual sero consideradas as despezas com
aquellos dos servaos enumerados no art.
74 que a junta respectiva tiver proposto.
Votada algomas destas despezas, ser na
razo della reforcado o imposto parochial.
Art. 83. Na votaclo do orcamento de
cada parochia ser contado por dous o vo-
to de cada um dos membros da assembla
nella residentes.
Art. 84. Votado o orcamento parochial,
tero os membros da assembla municipal
o direito de propr a construeco de qual
quor obra extraordinaria de interesse mu-
nicipal ou a creaco de estabelecimentos de
instrueco e^de beneficencia para serem
levadas a effeito por contribuico dos mu-
nicipes. A proposta nao ser tomada em
consideraco se nao tiver tres assignatu-
ras.
Approvada a proposta, se fr necessario
organisar o plano e orcamento da obra, ou
ca.culr as despezas do estabelecimento
que se tratar de fundar, incumbir-se-ha
deste trabalho urna commisso nomeada
pela assembla. Um mez depois reunir-se-
na de novo a assembla para resolver so-
bre o medo de executar a resoluco toma-
da, e, vista do orcamento, votar os meios
para ella necessarios.
Se estiver j oreada a despeza, a vota-
Co dos meios lera lugar naquella primeira
reuniao.
A contribuico assim votada obrigato-
ria e assentar as mesmas bases do impos-
to parochial (art. 75.)
Art. 85. As deliberaces da assembla
municipal sero tomadas por raaioria de vo-
tos dos presentes e sero exequiveis iode-
pendentemente de confirmaco ; nao pode-
ro, porm, no que respeita contribuico
municipal extraordinaria e ao imposto paro-
chial exceder do mximo previamente au-
torisado pela assembla provincial.
Io Taes deliberaces serlo suspensas
pelo presidente da provincia, quando exor-
bitarem do fim da instituiclo, attentarem
contra a moral publica, ou enconlrarem dis-
posiees expressas de lei.
| 2o Do acto do presidente da provincia
poder qualquer meinbro da assembla mu-
nicipal recorrer para o governo, que deci-
dir, ouvida a scelo dos negocios do im-
perio do conselho de estado.
(Continuar-se-ha).
-------------------------------------_-----___
Francisca Neves das Chagas, Purcambuco, 30
annos casada, S. JaflR canee*.
Marcelina Antonia ao Souza c 5ka, Pernambu-
co, 20 anuos, easada, S. Jos; tyaiea.
Pedro, Afnca, 35 aunos, solleiro, Boa-Visto ;
Wbereutes pulmonares.
Mi-ia.Farnambuco, 33 anaes, Recite ; vmitos.
Hara Gomes do Livramento, Pernambuco, 100
annos, viuva, S. Jos ; velticc.
RuUno, Pernambuco, 45 a anos, Boa-Vista ; asa-
larca. J|
Ciclano, Pernamliuco, 7 .-mnoa, Recite ; ttano.
Mara Joamia do Carva^tio Pies de Aadrade
Pt>rnatibaeo,G3 amun, Boa-Vi(l; anemia.
Thomav. Pernamliuco, 9 metes S. Jos ; ci-
vulsiles.
Mara, Pernamliuco, 1 mm, Boa-Vista ; iu-
tent'.
Antoaio, Pernamboea, 3 metes, 9. Jos ; con-
vuhoes. ~ -
^r
Rosa e barao de OuungyOfi**- rutaiAm-ia Hhr*r autoris*) ShWUmUJco*-
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
ACTOS DA PRESIDENCIA DA PROVINCIA
Por deliberacSes de 31 do passado e 3 do corrente
mez, resolveu a presidencia, em vista da circular
do ministerie d;i fazenda n. 397 de 4 de dezembro
de 1836, relevar as mullas que, nos termos do
aviso de 22 de outubro de 185o, foram impostas
pela thesouraria de fazenda desta provincia : a
Domingos da Cunha e Silva, por ter deixado de
registrar at 14 de abril do corrente anno as tr-
ras denominadas Tabocas, de que posseiro, no
municipio de Agua-Preta ; e a Mara Jos da Con-
ceicao, pt>r ter deixado de registrar t 30 de ju-
nho de 1861, liin do ultimo prazo que para isso
Ihe foi marcado pela presidencia da provincia, a
trra que possue no sitio Recurso, do termo de
Agua-Preta.
CAPTURA.Pelo subdelegado do 1 districto de
Nazareth foi preso Antonio Francisco dos Santos,
como indiciado em crime de morte no lugar Ca-
rabas do termo de Limoeiro.
FERIMENTO.No districto de Larangeiras, do
termo de Nazareth, no dia 19 do passado, Joao Ri-
beiro da Silva ferio com um facao em urna perna
a Antonio de Monja, sendo preso em flagrante.
ESPANCAME.NTO.No dia 10 do passado, um
individuo morador no engenho Vertenle, do termo
de Nazareth, conhecido pelo alcunho de Rula, es-
pancou a Joao Tavares de Oliveira Mello, morador
no engenho Canavieiras deixando-o com um bra-
co e a cabeca fracturados. O criminoso logrou eva-
dir-se.
ASSOCIAC-AO C0MMERC1AL BENEFICENTE.
Todos os Srs. socios desta corporacao sao convi-
dados a reunirem-seamanhaao nieio dia, no edi-
ficio da ra do commercia, afim de temarem co-
nhecimento de um reqnerimento, assignado por
mais de 13 socios pediodo se proceda nova elei-
cao da directora, visto nao se ter cumprido na
primeira a disposi^ao do art. 92 dos respectivos
estatutos.
INSTITUTO HISTRICO E PHILOSOPHICO.
Reune-se boje esta sociedade em sessao ordinaria,
sendo a ordem do dia discusso da those do Sr.
Loyolla O que liberdade ? O homem i-
vr
RA DA RODA.No principio desta ra, do
lado do largo do Paraizo, acha-se estagnada urna
porcto Tagua da chava, ja exhalando mo cheiro
pela continuada ebluicao em qne \ ve pelos car-
ros e animaes que abi passam. Porque razao nao
se fez um esforco para chegar o calcamento at
esse Ingar T A autoridado competente deve provi-
denciar no sentid de desapparecer esse foco de
infeccao.
SERO NO CLUB.O Sr. Eduardo da Silva,
prestidigitador portuguez, d boje um bello sero
de prestidigitaco, escamotagem e msica, no
vasto salao do Club Pernambucano. Este artista,
que tanto agradon as noites em que trabalhou
no Santa Isabel, quer mostrar nessa exhibido
mais urna vez o sea talento nessa bella arte.
LOTERA.A que se acba a venda a 116a a
beneficio da Santa Casa de Misericordia, que corre
no dia 17.
BILHETES OFFERECrDOS.Eumerrcao dos da
lotera 116* florecidos pelo thesoureiro das lote-
ras para auxilio das despezas da guerra :
Bilhotes ns. 2601 a 2610.
CEMITERIO PUBLICO.-Obituario do dia 3 de
agosto de 1869.
* t'IRNICA JUM IAR1A.
imiBUMAL OO COMMERCIO.
ACTA DA SESSAO ADMINISTRATIVA DE 2 DE
AGOSTO DE 1869.
'RESIDENCIA DO KXM. SR. DBSBMBAHGADOR ANSEUIO
FHAKCISOO PKRETTI.
As 10 horas da manhaa, presantes os Srs. depu-
tados Rosa, Basto, Miranda Leal e barao de Cruan-
gy, S. Exc. o Sr. presidente declarou aberta a
sessao.
Lida, foi approvada a acia da sessao de 29 do
passado.
EXPEDIENTE.
Officio do inspector da thesouraria de fazenda,
para que se declare se foram on nao avisados pa-
ra virem pagar os devidos emolumentos, os indi-
viduos constantes da rlacao que Ihe fora enviada
em 18 do passado.O tribunal resolveu que a
secretara informarse.
(inicio do presidente e secretario da junta dos
corretores, apresentnndo o boletim commercial da
semana prxima passad.i.Ao archivo ; e por ter
sido dito officio apresentado s II horas c dez mi-
nutos, o tribunal resolveu que se flzesse ver a
junta que deve ser mais deiigente na remessa de
dito boletim. **
Diario Oflkial de u. 168 176.Ao archivo.
Ao Sr. debutad Miranda Leal foi distribuido o
livro P-opiadur.de Braga, Gomes & C.
O Sr. Dr. ofllcial-maiir oppz duvida ao regis-
tro da nomeac.au de caixeiro passada por Francis-
co Antonio de Brito & Filho, em rasao de nao se
haver nella declarado o nome do caixeiro.Pro-
cede a duvida, nlo se podendo fazer o registro
sem constar o nome do caixeiro, que se refere
a no mea gao.
O Exm. Sr. presidente determinou que se offl-
ciasse ao Sr. deputado supplente S Leitao, agra-
decendo-lhe a promptidp e assidndade com que
se prestou a servir oeste tribunal durante o.in-
commodo do Sr. deputado Basto.
DESPACHOS.
Requerimento de Viviano da Silva Caldas, op-
pondo-se a que se registre o papel de um contra-
to de seciedade, que, posto celebrado com Tho-
maz Jos de Sena, nao tivera execueao eom o
supplC3do e sim com um irmao o Dr. Joaqufm
Antao de Sena, mas que agora se quer trazer
registro ja se tendo passado um anno de sua data.
Junte-se esta peticao o contrato de Thomaz
Jos de Sena e do supplicante, afim de ser o mes-
mo -contrato apreciado, a par do que requer o
supplicante, pelo Sr. desembargador fiscal, a
quem se dar vista.
Dito de Jos Luiz de Souza Ferif ira, para se
Ihe dar certido de so acbar ou nao matriculado o
seu caixeiro Raphael Archanjo Vaz e Silva.Cer-
tifiqese.
Dito de Dclfino Marlins de Araujo, para ser
inscripto no registro do commercio o seu caixeiro
Francisco Evaristo Vieira de Araujo, cuja nomea-
ao offerece.Como pede.
Dito de Joao de Castro Redondo, para se Ihe
certificar se est ou nao registrada a nomeacao
de seu caixeiro Manoel de Souza Cisne.Certiii-
que-se.
Dito de Clementino Gongalves de Farias, para
ser inscripto no registro do commercio o seu cai-
xeiro Albina Jos de Alencastro, cuja nomeacao
aprsenla.Como requer.
Dito de Gaspar Antonio Vieira Guimaraes, para
se Ihe registrar as duas procuracoes que junta.
Registrem-se.
Dito do Barao do Livramento, Antonio Luiz dos
Santos e Jos Bernardo Galvao Alcoorado, direc-
tores da eompanhia anooyma denominadaBi a-
silian Street Railway Company Limitedpedindo
que se mande registrar os estatutos de dita eom-
panhia, e a carta imperial que permitte que func
cone no imperio.Vista ao Sr. desembargador
fiscal.
Dito de Felippe Carreiro Estrada, domiciliado
na capital da provincia da Parahyba, onde exerecu
por mais de seis mezes a prollssao de commer-
ciante por sua conta, e como gerente da casa
commerciol de Alipio Dias Machado, pedindo titu-
lo e matricula de agente de leudes de dita praca
Vista ao Sr. desembargador fiscal.
Dito de Paulo Leite Ribeiro e Manoel Pereira de
Carvalho Sobnnho, da cidade de Penedo, juntan-
do a procuracao exigida por despacho do 1 fle
abril do corrente anno, pedindo que se or-
dene o registro do contrato social entre elles cele-
brado sobre a fabrica de pillar arroz, exprimir
mamona, serrar maderas e descarocar algodao.
Vista ao Sr. desembargador fiscal.
Dito de Frrncisco Colho da Fonseca, morador
na provincia do Cear, por seu bastante procura-
dor, solicitando o registro da convencao por elle
feita com Pedro Ignacio de Souza Rabello, sobre o
sitio S. Paulo na serra d'Aranha, com cultura de
caf, algodao e fructeras. Vista ao Sr. desem-
bai gador fiscal.
Dito de Joaquim Goncalves Cascao e Pedro Gon-
?alves Pereira Cascao, socios da firma Jos Victo-
rino de Rezendo & C, para que o Exm. Sr. pre-
sidente mande dar por certido a matricula de
seus caixeros Jos Francisco da Costa e Alfredo
Goncalves Pereira Lima.D-se.
Dito de Jos Francisco do Reg Mello, pedindo
que so Ihe certifique se foi registrada no corrente
anno a nomeacao de seu caixeiro Rodolpho Xa-
er de Souza Fonseca.Passe-se.
viDito de Joaquim Martinhu da Cruz Correa, solici-
tando o registro da nomeacao por elle passada a
seu caixeiro Antonio Ferreira da Silva Lima.Re-
gistre-se.
Dito de Carlos Pinto de Lemos 4 C, requeren-
do o registro da nomeacao de seu caixeiro Joa-
quim Pereira FreitayRegistre-se.
Dito de Bastos 4 Monteiro, querende merecer a
graca de ser registrada a nomeacao de seu caixei-
ro Augusto Paulino Jos de Figueiredo.Regis-
tre-se a nomeacao junta.
Dito de Simplicio Xavier da Fonseca, pedindo
3ue se mande registrar a nomeacao do caixeiro
e cobranca passada pelo coramerciante matricu-
lado Bento Jos da Silva Magalhies. Regis-
tre-se.
Dito de Francisco Jos Germn, pedindo que se
mande registrar a nomeacao de seu caixeiro Leo-
poldo GadaultRegistre-se.
Dito de ManoelAlves Barbosa, solicitando o re-
gistro da nomeacao de seu caixeiro Jos Francisco
BittanconrLRegisire-se.
Autos de rehabilitaco commercial de Joao Jos
Leite Guimaraes.(Adiados.)
Ditos de rehabilitaco de Deneker 4 Barroso.
(dem.)
COM PARECER FISCAL.
Requerimento de Balthaiar Pinto d Gouvd* e
Daniel Antonio dos Reis, contrato de sociedad*.
Registre-se.
Dito de Thomaz Jos de Sena.(Foi mandado
juntar peticao de Viviano da Silva Caldas.)
(Juicios dos Mentes de leites Francisco Ignacio
Pinto e Jos Mari. Pestaa.(Adiados.)
Dada a hora (11 e meia da manhaa), o Exm.
Sr. presidente encerrou a sessao.
SESSAO JUDICIARIA EM 2 DE AGOSTO DB
1869.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR A. F. PE-
HETTI.
Secretario, Julio Guimaraes.
Ao meio dia, declarou-se aberta a sessao, estan-
do reunidos os Srs. desembargadores Silva Gui-
maraes, Reis e Silva e Accioli, e deputados Rosa,
Basto e barao de Cruangy, faltando com parlici-
pacao o Sr. Miranda Leal,
-Lida. fe i approvada a acta da sesslo anterior.
c^rotocolio do escrvo Albuquerqu conserva
a mesma numeraco e dala indicadas fk acta da
sessao de... do mez passado.
O escrivio Alves de Brito registrn o ultimo
protesto de letra a 24 do m z findo sobo n. 1718.
ACCORDAQg ASSIGNADOS.
Embargante, Jos Cesario de Mello ; embarga-
do, Joao da Cunha Reis : appaliantes, Abreu 4
Veras; appellados, Augusto Porto 4 C.: appel-
lante, Antonio Baptista da Silveira; appellados, J.
U.Gnf4C
JULG AMENTOS.
Appellantes, Tasso 4 Irmao ; appellado, Anto-
nio Moreira Reis: juizes os Srs. SUva Guimaraes,
Res e Silva,
noo-se urna deligencia proposta pelo Sr. Rosa,
sendo voto vencido o Sr. dMMHslrgador Silva,
dptmares.
^Appellante, Felicio Jos Vaz de Olrveira ; ap-
pellado, Custodio Collaco Pereira Jnior.Adia-
do a pedido de um dos Srs. d potados.
Nao estando presente o Sr. Miranda Leal, nao
forainnronpjtos os fetus adiados lias sesies au-
res entre partes, appellante, Joao da Cunha
elleMMppel la Cavak-anlie .-. violi : appellantes, Jos Francisco
Ribeiro Maehadi e outros ; appellado, Amaro Jo-
s dos Prazer.'s : appelhwtes, D. Josephina Ben-
vinAa da Cunha Sonto Maior outros ; appeMa-
ilos, Mills Lalli;;in 41C. : embarcante, Auguato
Golho Leite ; embargado, llenjamim Tuekens^
appellaitta, Antonio Jofeq^uim Salgado ; appellado,
Antonio CoB^alves Forreira : appellanra, Francis-
I co do Lago ; appeHados. os administradores da
massa fallida de Joaquim Jos Gomes de Souza.
A_ssgnou-se o dia de hoje e sendo parte o Sr.
barao de Cruangy e nao estando presen e o Sr.
Miranda Leal, nao se pode fazeijo sorteio do feito
em que san, appellantes, Oliveira, Filhos 4 C.;
appellados, Eduardo Burle 4 C
O Sr. desembargador Accioli apresentou para se
designar dia e o Sr. desembargador Silva Guima-
raes deslgnou o de hoje para o julgamento do
feito entre partes, appellante, a junta administra-
tiva da Santa Casa de Mizericordia desta cidade ;
appellado, Antonio Martins d Carvalho Azevedo,
testaraenteiro de Theotonio de Oliveira Neves ;
feito o competente sorteio.Adiou-so o julgamen-
to a pedido de um dos Srs. deputados.
PASSAGEM.
Do Sr. desembargador Accioli ao Sr. desembar-
gador Silva Guimaraes : appellante, Joviniano
Fernandes da Silva Manta ; appellada, D. Joanna
Ignacia de Jess.
DiSTRIBUICAO.
Ao Sr. desembargador Accioli : appellante,
Francisco Leitao de Carvalho ; appellado, o Dr
Joaquim Serapio de Garvatho.
agora vo.
Carta testemunhavel viuda do juizo especial do
commercio : aggravante, Manoel Pereira de Ma-
rinaos ; aggravado, Manoel Jos da (.osta.
O Exm. Sr. presidente negou provimento.
SUSPEICAO DB JlZ.
Recusantes, Guimaraes 4 Oliveira ; recusado, o
barao de Nazareth.
O Exm. Sr. presidente julgou procedente a sus-
peicao e conderanou o recusado as custas.
Nada mais houve, e foi encerrada a sessao
urna hora e um quarlo da tarde.
PUBLICACOES A PEDIDO.
Resposta ao Sr. Dr. l.ourcu^o
Bezerra Carnelro da Cunha.
A replica do Sr. Dr. Lourenqo Bezerra Carneiro
da Cunha, na discusso em que se acha empenha-
do comigo, traz-me de novo iniprensa, afim de
dar-lbe a de vida resposta.
Bem podradispensar-me de voltar carga, pois
que o Sr. doutor, apezar de todos os esforcos, que
despenden para refutar a minha defeza, nada mais
fez do que per saliente a procedencia desta, e a in-
justicia da causa, a que se dedicou.
Para a consecugo do seu grande fim nao dvi-
dou o Sr. doutor torturar sempre a verdade, c tu-
do obscurecer na forma do seu louvavel costume,
recorrendo expedientes, que altamente depoe
contra o aro talento, que S. S. suppoe possuir, e
a lo apregoada superioridade de forcas, que os-
tenta, ponto de chegar a equipararse Jpiter,
apresentando-se despedir raios_ de sua dextra,
com um dos quaes a sua imaginacao lho fez acre-
ditar que nio havia ferido de morte.
Devo, porm, no intuito de por em maior evi-
dencia a verdade, entrar na apreciaQo da refuta-
cao, que o Sr. doutor procurou fazer de algumas
de minlias assercoes na resposta que dei ao seu
primeiro escripto, e disto passo oceupar-me o
mais resumidamente que me for possivej, afim de
nao fatigar por muito tempo a alinelo do pu-
blico.
Principiou o Sr. doutor, procurando com o maior
empenho arredar de si a grande responsabilidade,
que sobre elle pesa, de haver dado origem com as
suas insensatas provocacoes lula, que comigo
sustenta, conforme o demonstrei cora toda a luci-
dez na primeira parte da minha resposta publica-
da no Diario de Pemambuco de 28 de junho ulti-
mo, e insistindo em apresentar-me como o provo-
cador da mesma I uta.
Entrando na demonstracao da veracidade de sua
assercio, disse o Sr. doutor que a nica provoca-
cao, que me fez, foi a interpellacao que me dirigi
acerca da minha posicao poltica nesta comarca, e
que nao podendo eu sahir-me bem dessa interpel-
lacao, quiz disirahir o espirito publico chamando
S. S. urna discusso pessoal, concluindo por apre-
sentar-se como o provocado, em consequencia de
so ter dito que foi commensal de meu uai, e por
exhibir differentes cartas, com as quaes quiz pro-
var quo nos circuios particulares nao se oceupava
era aggredir a minha pessoa, como por mim foi
asseverado.
Primeramente devo dizer que interpellagao
poltica, que refere o Sr. doutor, respond do
modo o mais cabal e satisfactorio que se podei a
desejar, pelo Diario de 27 de Janeiro, poni de
nao ter S. S. outra sahida seno a de vir declarar
mui deslambidamente pelo Diario de 20 de feve-
reiro que o seu fim foi ver se me attrahia para o
partido conservador, sem mostrar grande desejo,
mas que, tendo-me. esquivado, nao me perseguira
mais, deixand que eu ficasse com os meus
amigos.
Quem ficou mal collocado nessa discusso ? Di-
gam os imparciaes.
Entretanto, cumpre notar qne essa interpellacao
foi urna bem formal provoc cao que o Sr. doutor
me dirigi, provocacao que, se tivesse senso, deve-
ra cuidadosamente evitar, em vista do estado de
nossas relacSes, procurando fazer juz ao salario,
pelo qual se pez aqu ao servico dos conservado-
res, sem molestar a minha pessoa, e muito princi-
palmente quando para isto era-lho preciso recor-
rer ferlilidade do seu engenho para attribuir-me
o que nao havia sido por mim praticado.
Nao foi, porm, essa interpellacao, feita pela
forma porque o Sr. doutor cos urna elevar o seu
pensamento, a nica provocaco, que me dirigi,
como S. S. o declarou.
No Diario de 28 de junbo encontra-se a raencao
que fiz, de varias outras, sobre as quaes o Sr. dou-
tor nada disso em sua replica, como bem fossem
os insultos, que me dirigi pelo j citado Diario de
20 de fevereiro, eas aggressoes que se me fez, pro-
posito da sua predilecta questao de beneficios e in-
gratidoes, em duas correspondencias publicadas
nos Diarios de 24 de marco e 27 de abril por um
individuo perfeitamente identificado com o Sr.
doutor.
Essas correspondencias, segundo a minha con-
vieco, foram escripias pelo proprio Sr. doutor ;
mas S. S., arredando de si a paternidade dellas,
nao contesta que leve conhecimento das mesmas,
antes /le serem publicadas, tendo chegado at a
confessar que foram revistas t corrigidas por S. S.
Njio salta, pois, aos olhos de todos que quem as-
sim procede, bem longe de querer evitar a discus-
so pessoal, como diz hoje altonito pelos seus re-
sultado?, foi antos quem a provocou pelo modo
mais impertinente e desasisado ? De certo que sim,
e nao serio as grosseiras artimanhas do Sr. doutor,
que nao de conseguir firmar conviccao em sentido
contrario.
Inteiramente improficua foi a lembranca do Sr.
doutor em recorrer s pessoas, cujo testemunho
invoquei para prova do viver S. S. aggredir-rae
nos circuios particulares, afim de' obter cartas
dellas no sentido de que usa'va sempre de lingua-
gem decente, quando de mim teve de oceupar-se
perante as mesmas pessoas.
Em que pode aproveitar isto ao Sr. doutor T Nao
result dess*s cartas, para as quaes chamo a at-
tenco do publico, que S. S. vivia a aggredir-me
particularmente, como en o afflrmei, expondo-me
como ingrato aos seus beneficios 1 Em urna des-
sas cartas (a do Sr. Souto-maior) nao se diz at
qne a nguagem empregada pelo Sr. doutor meu
respeito era vehemente 7
Semelbantes cartas sao os mais valiosos docu-
mentos, que eu poderla apresentar contra o Sr.
doutor. Ellas revelan, claramente a verdade do
Me foi por mim asseferado, nao podendo S.&. jus-
tiflear-se com a circumstancia de haver usado para
comigo de urna linguagem decente, porqnanto a
minha questao nao saber, se a sua lingaagem
era decente, ou propria de arrieiro.
Mencionando algumas dessas cartas que aquel-
lee, qoe a assignaram, lembraram-se de pedir ao Sr.
doutor que reatasse as mas retacees comigo, en-
tendo que devo aproveitar-me da occasiao para
declarar que esses amigos assim procederam de
seu motn-proprio, e sem procurarem previamente
saber, se de minha parte estova disposto reatar
essas relaedes.
No seu desespero de causa agarra-se o Sr. dou-
tor, como o naufrago toljoa de salvacaq, clr-
mum declarar pela imprensa que nio acceitava
a discusso pessoal, porque ella, seado liumilhati-
va para mim, tambejn o era para S. S. ; e d'ahi
chegou muito cheio de si concluso de que, ten-
do assim procedido, 'dcmons'lrou o desejo, que
sempre teve, de evitar essa discusso.
A deelaraco que o Sr. do ule* autorisou la-
zer-se pela imprensa, lexe-iofar depoM.da provo-
caco, que forcou-rae^^^Br-llie para essa dis-
cusso, em vista das aggMssoes que me foram
feitas, pe occasiao de se tratar da questao de be
neficiost ingratidoes, em urna das duas ditas7 cor-
respondencias (a de 21 de marro), que o seu altrr
ego assiguou, e que o Sr. doutor coofessa que foi
revista $ eonigida por 8. S.
Essa deelaraco, bem longe de provar que o Sr.
doutor desejava evitar a discusso, s prova que
S. S., tciulo.deixado imprudentemente que outrem
a tivesse trazMo iniprensa, ficando resguardada
a sua pessoa, proenruva nao figurar na discusso,
visto j ter conseguido o seu grande fim, nao Ihe
distando fazer a referida deelaraco, porque em
ultimo resillado tanto prejudicava ella a S. S.,
como a minha pessoa.
Se, porm, nao era assim, e antes havia sinceri-
dade no desejo, que S. S. diz ter lido de evitar
essa discusso, como consentio, depois de tudo isto,
que esse mesmo alter ego voltasse carga sobre a
mesma questao de beneficios e mgratides, fazendo-
me ainda mais violentas aggressoes na segunda
das Iludidas correspondencias (a de 27 de abril),
da qual S. S. teve inteiro conhecimento. o que
lambem foi revista e corrigida por S. S. f
Um tal procedimento da parte do Sr. doutor
prova a toda a luz que S. S. nao poda abandona/
o proposit, que havia formado, do arrastar-mo
todo cust para esta discusso, e que lio someale
esforcava-se por Ver se me humilhava com ella,
sem arriscar o seu nomo, e expor-se i represa-
lias, servndo-se do outrem, que para isto nao du-
vidava prestar-se.
E tem hoje o Sr. doutor o arrojo inqualificavel
de dizer que foi provocado, porque em resposta
esta correspondencia de 27 de abril um meu ir-
mao declarou que S. S. nao podia allegar benefi-
cios feitos meu pai, porque tambera devia elle
beneficios, entre os quaes mencionou o de ter sido
por largos annos seu commensal ? t
O que ba do oiten-ivo no termo commensalJ
Nada absolutamente, e tonto nao e oflensivo que^o
Sr. doutor, semnre (ue com elle se justifica, nao
se esquece de addicionar-lhe impudentemente qua-
lificaUvos, que o converlem realmente em offensa,
e dos quaes nunca se servio o dito meu irmao.
E quando foi allegado esse beneficio, que forne-
ceu to ftil pretexto ao Sr. doutor 1 Depois de
duas furiosas provocacoes, que me foram feitas
com sciencia e consentimenlo do Sr. doutor, a pro-
posit dos beneficios prestados por S. S. meu
pai.
Quem foi pois o provocador ? Est mais claro
que a luz do dia que foi o Sr. Dr. L. B.
Debalde S. S. procura attribuir-me o proposito
de provoca-lo por achar-mo armado de cartas, que
o poderiam envergonzar.
Desde que, tendo tido o Sr. doutor a coragem
inaudita de ser o primeiro vir denunciar ao pu-
blico a existencia dessas cartas, dirigindo-me as
maiores aggressoes e invectivas, eu, nem ao me-
nos em iusta desfeza, quiz fazer uso dellas, tendo
declarado que nao me serveria das mesmas, como
nio me tenno Servido em todo o decurso da nossa
discusso, como d'ahi se pode tirar argumento
paraatiribuir-me o proposito de provocar?
Nao pode portanto o Sr. doutor, apezar de todos
os seus esforcos, subtrahir-se a responsabilidade
da sua grande obra, diante da qual quer hoje re-
cuar espavorido, para altribui-la mim, quando
nenhum interesse tinha que me lovasse empe-
nhar-rae em qualquer discusso com S. S., e o que
mais ardentemente ambicionava, era que S. S. se
ocenpasse, tai.to comigo, quanto eu me oceupava
com a sua pessoa.
Este ponto acha-se suBcientemcntc esclarecido,
e o publica imparcial devidameiite habilitado pela
discusso para pronunciar sobre elle a sua deci-
sio. Nada mais accrescentarei esse res-
peito.
s divagaedes do Sr. doutor, relativamente ao
meu procedimento quanto ao partido liberal desta
comarca, e minha pretendida passagem para os
arraiaes vermelhos, direi apenas duas palavras.
Nem o Sr. doutor tem competencia para arguir-
me de desleal para com o partido liberal destaco-
marca, aecusaco que, sem reccio de ser contesta-
do, digo que nao me faz nenhum dos membros do
mesmo partido, nem a sua historia sobre a minha
passagem para os arraiaes vermelhos, j victorio-
samente contestada, acha echo em parte alguma,
sendo por todos considerada como producto infe-
liz de um cerebro em delirio pelas mais desorde-
nadas e ignobeis paixdes.
Entretanto, nao posso deixar de notar que a his-
toria, que o Sr. doutor hoje conta, de haver-me
feito recuar, quando camihhava para os arraiaes
vermelhos, porque nao estava nos inleresses do
partido conservador acceitar-me, acha-se em com-
pleta coutradiccio com as seguintes palavras de S.
S., quando respondeu pelo Diario de 20 de feve-
reiro ao desmentido, que eu dei-lhe acerca desse
parlo de sua imaginacao : O meu fim foi ver se o
attrahia para o partido conservador sem mostrar
grande desejo ; mas, teniLi-se esquivado, nao o
perseguirei mais, deixando que fique com os seus
amigos.
To grande harmona entre as actuaes palavras
do Sr. doutor e as do que servio-se pouco antes
dispensam todo e qualquer commentaro.
Uevo, porm, dizer, e todos fcilmente corapre-
hendem, que, se eu tivesse o proposito de passar-
mo para o partido conservador, nao seriam as
dissonantes vozes do Sr. doutor, vaticinando por
isto, qual outra Cassandra, grandes desgracas para
o mesmo partido, que conseguiran! crear o mais
insignificante embarace aos meus passos.
A questao de beneficios, to largamente explora-
da pelo Sr. doutor, por demais pueril, e s um
espirito como o de S S., apezar da elevada esphe
ra, em que acredita gyrar, pode achar vantagem
em disperdicar tanto tempo e trabalho.confrontando
os beneficios que receben com os que prestou,
afim de ficar conhecido que uns sao mais impor-
tantes do que outros.
O Sr. doutor, no seu primeiro escripto e na sua
replica, nao nega que recebesse beneficios de meu
pai, pelos quaes Ihe deve gratidao, e se o negasse,
eu o provaria com cartas suas, as quaes ora
dizia, que vivia apregoando Deus e ao mundo que
tudo que era devia meu pai, e ora o proclmala
como o seu bemfeitor, o seu nico apoio, o seu
melhor amigo, o homem a quem a sua vida inteira
de sacrificios jamis pagara o muito que Ihe
devia.
Se assim como nao pode ser contestado, o Sr.
doutor, prestando depois disto todos os beneficios,
que allega, com as propras proporedes que lhes
da, nao fez mais do que cumprir com o seu dever,
e jamis pode ter o direito de assumir por isto a
posicao de bemfeitor de meu pai, para poder cons-
lituir-se meu bemfeitor, quando apenas S. S. nada
mais fez do que pagar urna sagrada divida de gra-
lidio.
Este o verdadeiro ponto, em que deve ser
collocada a questao de beneficios, e foi principal-
mente para chegar este resultado, que forcado
pelo Sr. doutor o provoquei discusso dessa
uesto, e nao para negar os ervieos reaes, que
foram prestados por S. S. meu pai, visto como
sempre estove nos meus hbitos confessar com
prazer os favores feitos a mim e a meu pai por
quem. quer que fosse.
Posto a questao neste terreno, concluso nica
e infallivel que a preteneio do Sr. doutor em
arverar-se hoje como meu bemfeitor pelos servi-
cos, que presten a meu pai, em reiribuicio dos
que recebeu, por demais esdruxula, injuslifica-
vel o extremamente irrisoria.
Entretanto, cumpre-me apreciar a resposta, que
o Sr. doutor den ao que eu disse sobre alguns
desses beneficios.
Contestando o Sr. doutor que sua mii tivesse
tido um nico escravo nos armazens de meu pai,
como foi por mim asseverado, disse S. S. que nos
ditos armazens esti ve rain empregados os tres es-
cravos Francisco, Josa e Alexaodre pertencentes
sua mai, apresentando em seu favor o testemu-
nho do Sr. Lourenco Bezerra Marlnho Falcio, que
nada disse sobre a questao de salarios.
Custo-me sustentar urna lula to desigual com
um adversario, cuja deslealdade o leva pretender
tirar partido contra mira ainda as cousas mais
insignificantes, procurando sempre abafar os tesa-
dos de sua conseiencia; mas nao tenho outro
remedio seno aeompanha-lo par passf.
Desses esetaves, o de nome Alexandre sabe o
Sr. doutor perfeitamente que foi remettido em
1837 por sua mai para iervteb de S. S., que
entio j se achava em Olinda, estudando os pre-
paratorios, que loe faltavam para 9 curso jurdico,
o que posse provar eom varios documentos do seu
proprio punbo, que s publicare!, ae por S. S. fr
contestado.
Esse escravo foi deus ou tres annos depois per-
matado, orno disse o Sr. M. F. por outro de meu
ne s eolio passou para o servico deste.
uanto aos outros dous escravos, o de nome
------------_______
Prans 0 qne veio prmeiramente para o
poder de rneu pai por troca de outro, que licou
ao Servico da mai do Sr. doutor, como disse na
nimba defeza, e s depois que elle fugio para a
Parahyba onde fw vendido, como disse o Sr M F
foi aue chegou para e podar de meu pai o escra-
vo de nomo Jos, sendo certo portanto, que eftec-
tivameute so um escravo da mai do Sr. doutor
a_re em servico de metr- pai.
CenceiMo, perm, que tres, ou mais, fossem os
aseravos. que esliveram nos armazens de meu pai,
esees escravos estarum prestando os seus serviros
medame todo e qualquer negocio, menos para
compensar a hotpeAapm, que por largos annos O
Sr. doutor recebeu em nossa easa, como, sem o
poder provar, ne leve hesitaco em dizer, me-
uoscab.ui lo por modo too vil a memoria de urna
pessoa a quom S. S. tanto devia.
Com tai proeediniento deu-me o Sr. doutor o
direito de dizer que S. S. nio merece que se Ihe
faca nenhum beneficio, pois que nao duvida depois
nega-lo de forma a injuriar quem o fez, mos-
trando assim que nao sao dignas de crdito as sua*
paJarras, qaando disse que nao esquecia jamis o
menor incidente do mais insignificante favor que
se Ihe fasta.
Occujiando-se com o que eu disse era relaco a
execueao promovida por Johnston contra meu pai,
o Sr. doutor, moslrando-se surprehondido por me
achar seienle de ludo, fez a ex| dessa execueao, dizendo que fra ella promovida
em virtude de letra acceda por meu pai e garan-
tida pelo Sr. Francisco Mainel da Cunha Medei-
ros, e que tendo chegado ao ponto de dar- se
cumprimento um mandado de priso expedido
contra meu pai, o Sr. doutor obteve urna compo-
sicao c un Juhnstou, aeccitando em favor deste um
novo litlo com a sua lirma sement, o que
confirmado na ultima parle pelo Sr. Cunha Me-
deiros.
Sem me admirar da surpreza do Sr. doutor por
me encontrar scientc de tudo, com a qual S. S.
trahio-se, demonstando claramente que s entrn
nesta discusso, por suppr que poderia sem peri-
go improvisar seu talento, devo dizer-lhe que a
dita oxecucao nao foi promovida em virtude de
letra acceita por meu pai e garantida pelo Sr. C.
M., porm sim por letra acceita pelo Sr. Dr. Joao
Mauricio Cavalcanti da Rocha Wandi rley e garan-
tida por meu pai, o que pode ser verificado no
eartorio do escrvo Motia.
Devo dizer-lhe anda mais que o novo titulo
passado, em virtude da composicao, nao foi assig-
nado somante por S. S., como o provo com a
transcripcao do mesmo titulo (documento n. I),
pelo qual se v que eu disse a verdade, quando
afflrmei, que tendo elle sido acceito por meu pai
foi em primeiro lugar garantido pelo Sr. C. M. e
em segundo pelo Sr. doutor.
A carta do Sr. C. M., com a qual o Sr doutor
suppz esmagar-me, revella demasiada mo-
destia e gencrosidade deste senhor em nao querer
fazer alarde de um favor feito um seu amige,
ou defeito de memoria do mesmo senhor, que com
o decurso do tempo chegou esquecer-se desse
favor prestado ha mais de vinte annos.
Repito, como disse na minha defeza, que nao
sei quem principalmente se deve esse favor, se
ao Sr. C. M. ou ao Sr. doutor, embora me incline
mais para o primeiro, que era urna firma mais
acceitovel por ser proprietario no Recife.
Como quer que seja, porm, a parte que o Sr.
doutor tomeu nesse negocio, nao deixa de ser um
valioso servico prestado quem no tempo de sua
prosperidade lo largamente despendeu cuidados
e favores com a educacao de S. S., que antes de
elevar-se as alturas, em que suppoe-se hoje eol-
locado, nao duvidava declarar sem a menor reser-
va, que elle devia tudo o que era, e que a tua
vida inteira de sacrificios nao pagara jamis o
muito que elle devia.
Nao previa o Sr. doutor, quando assim se expri-
ma, que um dia vera, em que havia de insultar
as cinzas do seu bemfeitor I
Esse dia chegou, e o publico tem visto a raanei-
ra indigna porque o Sr. doutor se tem proposto a
to nefando empenho, ja desvirtuando o que fei
feito em seu favor, e inventando o que nunca teve
lugar, j fazendo a mais inconveniente ostentarn
dos servicos que desgracadamente prestou, e i
finalmente, dando o maior encarecimento a tudo
o que fez, e esgotando a sua to inculcada habili-
dade em descrever com formas romanescas episo-
dios de pouca ou nenhuma importancia, como
bem fosse urna riagem que S. S. fez por occasiao
do negocio Johnston.
Essa viagem foi descripta de forma, que parece
estar-se anda ver o Sr. doutor prostrado de
causaco, e gotejar suor, pelo grande esforco que
fez para devorar o espaco, e chegar ao ponto,
que se diriga.
A contestaco, que fiz do servico allegado pelo
Sr. doulor i proposito de urna penhora requerida
pela fazenda geral, e para a qual invocou o teste-
munho de minha mai, disse o Sr doutor, que
nenhum valor podia ter, porque nao se fez ouvir
a voz da minha mii, e qua o seu silencio era a
prova mais evidente, que elle poderia offe-
recer.
Desde que conti stei esse servico, declarando
que o azia autorisado por minha mai, isto devia
bastar, pois que nao son como o Sr. doutor habit
artista, que sabe inventar e colorir; mas j que o
Sr. doutor quer que seja ouvida a voz de min'ia
mi, eu o satisfaco publicando o documento sub
n.i, que urna carta della, na qual declara que
nao esleve presente tal penhora, e que nem so-
bre ella, nem respeito de outro qualquer nego-
cio, teve jamis de fazer S. S. o mais insignifi-
cante pedido.
Muito do proposito provoquei a resposta, que na
carta do minha mi e.-t em lerceiro lugar, afim
de ficar conhecido, que ao tinado coronel Lou-
renco Cavalcante de Albuqucrque que o Sr. dou-
tor tem atlribuido o faci de Ihe haver em tal
occasiao comprado por menos da melado do valor
um bem seu^pelo qual pouco antes Ihe offerecia
o que elle relmente valia, e isto depois de ter-sa
recusado o mesmo coronel pagar a quantia, pela
qual se fazia a penhora quantia, qne o Sr. doutor
diz ter sido de pequea importancia.
Aquelles, que conheceram o referido coronel,
que tiveram occasiao de avaliar as suas encllen-
les qualidades, e que nao iguuravam a estreiteza
de relacoes de amisade e parentesco, que o Hg&-
v.1111 minha familia, que digam, se pode merecer
crdito o que a elle attribuidogpelo Sr. Dr. L. B.
Entretanto, da simples exposicao, que o senhor
doutor fez desse servico, resulta a conviccao da
falsidade delie, pois que nao ha quem ignore, que
o meio de fazer-se um pagamento a fazenda nao
o de entregar-so a quantia devida aos officiae.',
que por parto da mesma procedem a penhora, co-
mo disse S. S. que o fez, quando nenhuma compe-
tencia absolutamente tiuiiain elles para receber
dito quantia.
O meio proscripto por lei para tal fim, depois de
expedido o mandado de penhora, consiste em di-
rigir-se o devedor ao escrvo, quem paga logo
as custas, e pedir Ihe guia para a recebedoria, on-
de faz o recolhimento, offerecendo os transmites
posteriores penhora espaco de tempo mais que
sufflciente para o senhor doutor ter evitado o pro-
seguimento da execueao, sera Ihe ser preciso para
isto sacrificar um bem seu tao atropelladamente
como declarou que o fez em seu primeiro es-
cripto.
E' pois de toda a evidencia que esse servico al-
legado nao passa do urna das chimeras do elevan
espirito do senhor doutor.
Deixo sem resposta a deelaraco, que o senhor
doutor fez antecipadamente, de que nao se adm
raria que Ihe fosse desfavoravel o testemunho por
elle proprio indicado, visto como urna mat jama.s
poderia depr conti a seu filho, como se se tratasse
de depr a meu respeito, ou simplesmente de afiQr-
mar ou negar um facto'de mnima importancia, e
que de uianeira alguma me Hendera, ainda quan-
do tivesse sido verdadeiro.
Entrando na questao do engenho Abreus, o se-
nhor doutor, proposito de haver eu dito qno
houve exageraco na disriico dos perigos a que
se expoz, por occasiao da apprehenso dos bens
da mesma questao em 1849, visto nao haver jamis
encontrado o mais insignificante entrare, comeou
por se oceupar largamente com os perigos, que
corren, quando em 1845 tratou de um incidente
na mesma execueao, os quaes foram comprovados
pelo testemunho do Sr. Borges Tavora.
Reconheco que por occasiao desse incidente o
senhor doutor nao deixou de correr perigo do vi-
da ; mas nao foi a esse incidente que referio-se a
minha resposta, como mut claramente se pode ver
da mesma.
Continuando sobre a mesma questao o senhor
doutor, nao podendo sustentar a proposico, que
avancou de haver, com esses bens assegurado o
meu futuro e o de meus irmaos, a qual foi por mim
refutada de um modo irrespondivel, lancou mo
do recurso de divagar em apreciacoes banae*,
apresentando como destituido de mrito o meu pro-
cedimento na liquidacao da casa de meu pai, du-
vidando que delta proviesse proveito meus ir-
mios, a chegando a concluso de que todo o meu
esforco fot demonstrar a nutilidade do servico
prestado eom appreheDsao dos ditos bens.



Diario de PeTttamJraQo Quinta fefra- 5 (Je AoqbIq de
____________. i ________.
Brisando de parte o jnizo do senhor dtmtor so-
bre o meu procedimeuto na referida Ihiuida
as duvidis que manifc^t* sbr as vaftUgens deHe
remtante* para o< < quo pre-
tondc con vence-lo doTiolWMri. 5-rTa un iraDalhu
superior lodo o oforco humano, iiau posae d-i-
xar de dizer-Ibes ieade esse servi|o como o de roaior importancia,
i|uo 8. S. presto mea pal, embora foe su
importancia diminuida depois por actos seas, ja-
raars S. S. poda chegar a conclusao de tiue todo
o meu empenlio foi demonstrar a iiiutilidade do
mesmo servido.
O que csforcei-me por fazes patente, foi que
com esses bens o senhor dontor nao assegnrou o
meu futuro i 0 de meus tnitCios, como dise, e,
grabas Deus sobre essc ponto S. S. nenlmma in-
sistencia fez em sua replica.
Contrariado em extremo com a publieseao iros
factos, pelos quaes o senlior doutor duninuio a
importancia desse ser vico, S. S. conlcstou o pri-
meiro facto, dizendo que fi meupai queni he o-
fereceu dmis cscravos em remuneracao do mesmo
servico; fazendo ver, quanto ao segundo, que ten-
do recobido de meu pai certa qnantia para con-
tratar un advogado, dispz delia ; mas passado
algara lempo a levou em cenia no paganieuto de
una letra, que Ihe devia meu pai.
O documento n. 3, que urna caria dirigida
pelo senhor doutor a meu pai em marro do 1819,
prova toda a luz que S. S. foi quem pedio os
dous referidos eseravos, no que doixou de -er sa-
tisfeito por intervenciio de sua niae, que entendeuJ
4iio Bear bem a S. S. receber remuneraran, por
umservico prestado urna pasada, a qu.-in lano
devia.
Quanto ao segundo facto, lenho em meu poder
outra cari* do senhor doutor a meu pai, data-
da de 5 de dezembro de 1833, na qual declara
que deu a mcucionada quanlia ao advogado, pelo
que nao a poda ter levado, em cunta na letra, dej
que fez menguo, tanto mais quanto posso asseverar
que desde o flm do anno Je 152, j meu pai se
aohava inteiramente quite com S. S
Que nao deu a dita quantia ao advogado, o se-
nhor doutor hoje o confessa. e eu o poderia pro-
bar. Logo 8. 8. ticon-se com a mesma quantia.
Deixu-de publicar a carta a que me reliro, por-
que o senhor doutor fez nellu um jogo, que o deve
envorgonliar; mas, se depois desta deelaraeo for
instado para publica-la, nao terei davida em fa-
sd-lo.
Depois de haver procurado debalde destruir os-
ses dous factos, talento especial, de que o senhor
doutor foi dotado pela natureza, muistrou-lhe o
triste expediente de perguntar-ine, cin retalio ao
ultimo, se eu me achara as mesmas eondieSes de
S. S. para com aquelle, de quem recebi em Na-
zareih certa somina destinada a um pagamento
que nao fiz.
Jtes|wndo, declarando que nunca recebi de quem
quer que fosse em Nazareth quantia alguina para
fazer pagamento; e que, se tivesse recebido, nao
me acharia as condirOes de S. S., porque teria
feito o pagamento, como me cumpria.
O Sr. Dr. sabe qual na lingua, que fallamos,
a des.gnacao que se d aquelle que altrihue fal-
samente a" ouiro um fado injurioso e se nao (jet*
zcr que sobre S. S. recaia muito merecidamente
urna tal designacao, venba imprensa dizer sem
substerfugios qal a pessoa de quem recebi em
Nazareth essa somma, e a quem deixei de entre-
ga -la.
S. 8., porm, nao tera o poder de dar realidade
s reaeoes que engendra em sua iinaginarao tilo
viva e tuo ardente, o por maiores que sejam os
seus exforcos, jamis ha de conseguir equiparar
os meus actos aos setis, nem abalar a reputaco de
que felizmente gozo.
Recapitulando os nunca assaz apregoados bene-
ficios prestados pelo Sr. Dr. meu pai, temos que
consistiram elles no emprestimo da quantia de
2:000*000, parte do qual S. S. fez com algum sa-
crificio, no servico prestado na execucao de Johns-
ipn, pela forma relatada, e finalmente na appre-
liensao dos bens da questao de breos com a im-
portancia e alcance de que tenho feito mensao.
Com esses servicos pretende o Sr. Dr. ter pago
a sua grande divida de gratidao meu pai o ha-
ve-lo constituido em obrigaeo para com S. S.,
afira de por este modo apresentar-so como meu
bernfeitor, e justificar a ascendencia, que sempre
quiz exercer sobre mim.
O publico sensato que d semelhante preten-
rao a qualileacao que ella merece.
Tendo o Sr. Dr. por vezes dado entender que
toda a quantia emprestada por elle meu pai ser-
vio para as despezas de minha educaran, cumpre-
me declarar que dessa quantia fomente 221 800
foram applicados essas despezas, incluindo tudo
quanto fot allegado por S. S, conforme consta de
apontamentos deixados por meu pai.
Eis, pois, a diminuta quantia que o Sr. Dr. em-
presten para esse llm quem fez todas as despe-
zas neeessaras com a educacan de S. S., sem per-
ceber jamis vantagem alguma pelas quantia?, que
adiantou para essas mesmas despezas.
Provavelmente na quantia indicada, da qual ha
muito se acia embolsado o Sr. Dr. foi incluida a
da uzura, que sob o testemuobo do meu tio Joa-
quina Cavacante de Albuquerque allega S. S. ha-
vcr-lhe custado urna matricula para mim.
Se nao foi,ellaconstitue um debito da casa de meu
meu e o Sr. Dr. pode aprsenla lo, quandu quizer,
pois que terei o maior prazer em satisfaze-lo inte-
gralmente.
Relativamente ao negocio de Marrecas, do qual
tao desastrosamente!para si valeu-se o Sr.Dr. no in-
tuito de ferir-me, faz lastima o que disse em sua
roplica.
Nao podendo esse respeito continuar* vibrar
contra mim os sens golpes, o Sr. Dr. apenas pro-
curou fazer ver que nenhum pagamento exigi
fela cobranca de minha heranca ; que eu quiz il-
udir ao publico, fazendo jogo com um trecho
destacado do urna sua carta, em que reconhecia
as grandes vantagens, que essc negocio Ihe propor-
cionava, tendo concluido por menpnar a forma
de convencao que fez comigo, afim ao demonstrar
que nenhuin prejuizo delta resultou para mim.
O Sr. doutor, corto, nao exigi pagamento
pele seu trabalho; mas, tratando eu delle, ficou
combinado que nao o deveria fazer, visto Ihe ser
multo vantajoso o negocio pela forma, porque es-
tava coavencionado, o que claramente se revella
pelo pedido que me fez de 4:0004000, quando ma-
nifest! desejos de llcar com o arrendamento.
Dou publicidade sob n. 4 propria carta em que
o Sr. doutor confessa as grandes vantagens desse
negocio, e o pedido mencionado, alim de que se
cnniieca, se quiz fazer jogo com o trecho allu-
djdo, e o publico possa julgar quem entre mim e
o Sr. doutor o artificioso.
E' risivel a capciosa demontracao do Sr. doutor
acerca da convencao sobre o arrendamento do
mesmo engenho, e bem revella o sublime talento
do S. S.
Mas quem nao for idiota comprehender da
mesma demonstracio o ardil, com que pretendeu
occuUar a verdade por meio de um calculo, que
s chamare! estupido por ter saludo da estupenda
cabeca de S. S.; mas que o simples bom senso
repelle.
Detnontraremos.
Foi eflectuado o arrendamento do dito engenho
com 30 eseravos pelo espaco de seis annos para
se me pagara quantia de 13:60011000; mas prc-
ferindo reduzir o arrendamento do mesmo enge-
nho a dinheiro, fazia para isso sessao a quem o
quizesse, das incontestaveis vantagens, que e*s-
sariamente dara o trabalho de 30 eseravos em
um ennlio |> do seis annos, o em urna
r tinha ehegad".' a >,a de
'ament devena produzir um ca-
pital muito o muito suporior i:J:CO0000.
O Sr. doutor comprehendendo que esse nefoci
era da maior vantagem, olTereceu-me a convaorao
que effctoamo, islo deu- ne 7:0000, sendo
.OOOjOOO em dinheiro e o restante em letras
vencer a um,' dous, e "res annos, algumas das
quaes s me foram pagas no ll.n do seis annos,
depois de grandes sacrificios meas, e aluda com o
abat~de 2:235*000 no principal e juros das
mesmas.
Ora, se o dinheiro que o Sr. dontor me deu na
occasiao d'aquella infeliz transacao, consisti em
2:000*000 o restante em letras, representando
tudo naquella pocha os 13:600*000, que tinha
direilo, nao tendo sido pagas algumas dessas letras
nos respectivos vencimentos, e sim no flm de seis
annos pela forma dita, jamis o Sr. doutor pode
demonstrar que deu-me um capital representando
no fim de seis annos 13:6003000.
Nada mais disse o Sr. dontor sobre essc nego-
cio, e quanto ao proposito, que me attribnio de
arciona-lo, tao smenle o ennunciou de novo, sem
combater a prova em sentido contrario, que resul-
ta de nria carta delle, que me refer na minha
defesa, e do meu procedimenlo, ludo Ihe facili-
tando e soffrendo um grande prejuizo para ulti-
mar em paz a minha transaccao com elle.
Com utna carta do Sr. Dr. Rento Jos da Costa,
na qual este Sr. diz que espontneamente oflere-
eeu as letras, que eu restava ao Sr. Dr. I-. II.,
pretendo o mesmo Si. doutor provar que nenhu-
tna palavra absolutamente ouvio de mim sobre
Mes letras, assim comn que leudo S. S. completado
o seu pagamento, com urna di^yis letras, apre-
sentou-seme como meu creonr pelas ootras
pouco Ihe importando hoje que oslas nao chegas-
secn nem a um terco da quanlia em que dizia a
principio que iindavtm.
Sem contestar o que disse o Sr. Dr. Costa, nao
delta por isio do ser verdade o ter oa feito ver
ao Sr. Dr. L B. que procurasso obter a desobli-
ga que me refer no meu debito ao mesmo Sr.
('.osla, o que se pode peroitamente combinar;
sendo de notar que nao se achando vencida ne-
uhuma das tres letras, que entao ou dovia ao Sr.
Dr. Costa, o Sr. Dr. L B. nao poda com urna
dallas ter completado o seu pagamento, a nao ter
otado ist'i no mea animo.
Nenhuma das outras duas letras me foi apo-
sentada pelo Sr. dontor, quando ultimou a sua
trnnsagao contigo, como insiste em dizer. Poda
o Sr. Dr. Costa te-las poslo a disposicao do Sr.
Dr. L. i., como disse, mas dahi seren traspas-
sadas este Sr. ha muila dilferenca. Anda exs-
tem hoje em meu poder essas tres lotras, e eom
ellas posso provar que s urna foi cedida ao Sr.
Dr. L. B.
E quando todas titeasen passado para o poder
do mesmo Sr., repito como j live occassiao de
dizer, que isto fora-mo indifferente, porauo tanto
importava pai a mim paga-las no vencimento a
S. S. ou ao Sr. Dr. Costa.
J v, portante, o publico que a excessiva ge-
nerosidade, que o Sr. Dr. ineulcou com o maior
cynismo, quando disse que, logo que leve as mi-
uiias letras em sua mao ficou desarmado, nao
pasea de mais um fruclo de sua produtiva ima-
ginario.
Nao podendo destruir o que por mim foi dito
sobre a transaegao do Sr. Villas Boas, da qual
intilmente lancou mao para molestar-mo, recorre
agora o Sr. doutor para o mesmo fim um inci-
dente, que deu-me a seu respeito, depois que fiz
o pagamento, pelo qual teve lugar a sua pri>o.
Esse incidente consisti em ter-se expedido de-
pois disto urna precatoria para Alagoas, onde
entao se achava o Sr. doutor, afim de ter S. S. c
tado all para pagar a importancia dos juros, que
se devia pelo pagamento que eu fiz, importancia
que nao se pode liquidar na occasiao do paga -
ment, por depender de exame de conladoria,
cujos empregados nao me poderao precisar, qu-n-
do estara pnmpta a respectiva conta.
Nao podendo entae demarar-mc por mais tempo
na capital, voltei esta comarca tratar de varios
negocios meus, tendo encarregado a um amigo de
avsar-me, logo que estivesse concluido o trabalho
da conladoria, do qual porm, por descuido desse
amigo, s vim a ter conhecitnento quando o Sr.
doutor commumcou-me que fra citado em Ala-
goas para pagar a respectiva importancia, o que
fez, saccando para aqu urna ordem, que foi por
mim satsfejla.
O que ha nislo que possa envergonhar-me, ou.
servir de fundamento para aecusacao. S o Sr.
doutor o pode descebrir.
Pelo que diz respeito ao ponto principal da
nossa questao, isto ao facto de attribnir o Sr.
Dr. L. B. maquinagao do Sr. Dr. Antonio Al ves
de Souza Camino o desar, que S. S. soflreu, ao
que se prende o rompimento do suas relacoes
comigo, em consecuencia de nao me ter submel-
lido ao seu modo de pensar. O Sr. doutor insis-
ti no seu juzo J enunciado, quer em relagao ao
Sr. r. S. C, quer em relacao mim, sem aceres-
centar nada de novo, e nem ao menos responder
as consideracoes que produzi em sentido con-
traro.
evo, pois, contentar-me em contrapor insis-
tencia do Sr. doutor o que j disse em minha de-
reza, persistindo em nao acceitar o que s se acha
provado para o seu espirito, que desprovido de
bom senso com facilidado se desvair, e tudo v
muito principalmente quando sente-se estimulado
pela devoradora sede de vinganca, como dava-se
relativamente ao Sr. Dr. Souza Carvalho.
Da discusso havda sobre tao importante ponto
resulla a demonstrarlo clara e irrecusavel da
improcedencia do motivo, pelo qual o Sr. Doutor
rompeu as suas relacoes comigo, e bem assim da
injustica do procedimento que depois desta as-
sentou de ter meu respeito.
A manfestacao da opinifio publica, portanto,
nao pode deixar de ser dcsfavoravel causa do
Sr. doutor.
Cumpre-me nao deixar passar sem contestacao
a asseveracao, que o Sr. doutor fez, de ter sido a
precatoria, pela qual S. S. foi preso, entregue por
mim aquelle que delle servia-se contra S. S.
Nao pasea isto de mais urna creacao sua. Nun-
ca esteve em meu poder essa precatoria, e por con-
seguinte nao poda entrega-la a mnguom.
OSr. doutor sabe disto perfeitamenle ; mas
apraz-lhe sempre sacrificar a verdade em tudo
que v que pode concorrjr para dar forca ao jui-
zo, que se propoz a propagar contra mltn.
Pouco direi sobre a confrontagao poltica, que
acompanhou replica dn Sr. doutor.
Prodigalisando si os mais pomposos elogios, co-
mo tomou por habito, o Sr. doutor declarou que
em 1845 nao variou de poltica em Pao d'Alho, co-
mo eu affirmei, tendo apenas acceitado a coadju-
vagao dos que entao se revoltarara contra a in-
fluencia do finado coronel Lourenco Cavalcanti de
Albuquerque.
O facto que o Sr doutor nega, sabido quas
geralmente e delle anda existem muitas teste-
munhas presenciaes em Pao d'Alho, sendo portan-
to intil o seu empenho em occultar hoje a ver-
dade, e explicar engenhosamente a razao, porque
entao dizia que era praeiro e que o seria at mor-
rer, palavras eslas, cujo sentido nao se pode ab-
solutamente torcer.
A IfHftvIS llttti fflACrVi 00 flBXBr O bT I7f*. CfTl ifftW
que somonte ? oeeupou era dar *- razo
procedimen'o, e de haver dc|a > yu* nao
va mtei'fsst algttm, qie levasse M Pertfmbuvi-
nos serem sub-vassalos do nobre visconde de Ca-
maragibe.
Nao qoero entrar na apreeiacSo destas razies.
Os seus correligioaaros quo as avaliem davida-
mente.
E', iwis, evidente que o Sr. doutor, n5o esse
typo de constancia e lideldade poltica, como se
aprega eque sobre versatibilidade menos com-
petente para alirar a pedra em alguem.
Tenho-me alongado mais do que pretenda, po-
rm assim fiN-me preciso, nao pelo receto de que
o muito conhecidoSr. Dr. Lourenco Rcierra Car-
neiro da Cunha podesse firmar "o concedo, que
lembrou-se de crear para mim ; mas para fazer
ver ao publico toda a torpeza dos me03 emprega-
dos para tao niquo lm.
Vou concluir, porm, antes disto nao posso dei-
xar de transcrever aqu um trecho da replica do
Sr. doutor, no qual S. S. encarregou-se por si
mesmo de por em evidencia a sua extrema latui-
dade, falta de criterio, seno insensatez.
O trecho o seguinte : Sim, lenho urna tmagi-
nardo muito viva e muito ardente, e como hbil ar-
tista, e com o talento especial de que a natureza
me ilotou, qne tracei esse qnadro em que se apre-
sentam as feices do Sr. Joaquim Francisco.
Pudera anda apresentar outros trechos precio-
sos, mas eontenlo-me com o que fica transcripto.
Quem assim se retrata, nao precisa que alguem
dipa mais alguma cousa a seu respeito.
Aqu termino, e, como nao sei al onde o.Sr.
doutor quer levar o escndalo desta discusso,
anda nao me dou por despedido delta.
Nazareth, 30 de jnlhode 1869.
Joaquim Francisco de Mello Catalcanti.
N.'l.
Saibam quantos este publico instrumento em pu-
blica forma vrem, que, sendo no auno do Nasci-
" etilo de Xosso Senhor Jess Clirislo, aos 31 dias
do mol de jullio do dito anno, nesta cidadf. de Na-
zareth da Matta, termo e comarca do mesmo no-
me, da provincia de l'ernamouco, em meu cartorio
veio o Dr. Joaquim Francisco do Mello Cavalcanti,
e apresentou-me para ser extrahido em publica
forma urna lettra de trra, a qual do theor, for-
ma, modo e mancira segninte :Pernambuco, 29
de julho de 1846. Res 2:3298650. A1 13 mezes
precisos da data desta minha nica lettra pagarei
aos Srs. Samuel Power JolinsMn *>C, ouasua
ordem a quanlia de 2 329*650 em moeda corren-
te, valor recebido em outra igual quantia : no seu
vencimento faret prompto pagamento como de
costume, e nao o fazendo vencer o premio de
um e mel por cento ao mez, pelo tempo que o
dito senhor quizer esperar.Joaquim Francisco
de Mello (lavalcanli. Francisco Samuel da Cunha
Medeiros.Lourenco Bezerra Carnero da Cunha.
N. 411. Ris 3*000. Pagou 3*000 de sello. Re-
cfe, 12 de julho de 1844.Cavalcanti. -Carvalho.
(Eslava com a dedaragao de paga iranscripta no
verso).
N. 2.
Joaquim.Respondo vossa carta de hoje tenho
dizer em prmeiro lugar, que nao exacto que eu
tivesse presenciado c execugo da fazenda, sobre a
qual invoca o Sr. Dr. Lourenco Bezerra Carnero
da Cunha o meu testemunho, em segundo lugar
que nunca liz o mais insignificante pedido ao_ mes-
mo Sr. Dr., nem sobre essa execugo que nao sei
se realmente se deu, nem sobre eulro qualquer
objecto, e em terceiro lugar que o meu cunhado
Lourenco Caval-anti nao era capaz de praticar o
acto, que Ihe attribae o dito Sr. Dr., de excusar-
se ao pagamento dessa execugo, se tivesse as-
sislido, e muito menos de aproveitar-se da occa-
siao para comprar por menos da metade do seu
valor um objecto, pelo qual offerecia antes o seu
justo prego ao mencionado Sr. Dr.
Podois fazer o uso, quo vos aprover desta minha
resposta.
Abreus, 24 de julho de 1869.
Yossa Ma.
Nuria Benedicta Cavalcanti de Albuquerque.
N. 3.
Aos 23 dias do mez de julho do anno 1869,
neste quinto districto de Paz da freguezia de Tra-
cunhem, comarca de Nazareth, provincia de Per-
nambuco, em meu escriptoro appareceu o Dr.
Joaquim Francisco de Mello Cavalcanti, morador
no seu engenho Abreus desta freguezia, e por elle
mo foi apresentado urna carta escripia o assgadt
pelo Dr. Lourenco Bezerra C. da Cunha, afim de
dar-lhe por publica forma dous trechos da mesma
carta, que por elle me forem indicados, os quaes
sao da forma e maneira seguinte :Meu to, 15 de
margo do 1847. Tenho por vezes Ihe querido fal-
tar sobre negocio de interesse meu, e me tenho
acanhado: Quera que fizase sessao em meu fa-
vor dos dous moleqnes, que andam com Miguel i
Chico; Vmc. fcilmente dea tres eseravos a sua
sobrinha, cujo agradecimento ser odio eterno,
por tanto do maneira alguma se poder negar ao
meu pedido, se quizer attender nao s aos meus
servicos e sincera devotacao a impossibildade em
que est Vmc. de obter estes dous cscravos; ser
isso urna {raen remuneracao da grande obra da
apprekencao que fiz, e um pequeo reconhocimen-
to do desnleresse com que o tenho servido.
Mande-me pois urna declarago de ceder-mo
todo e qualquer direto que tem sobre taes esera-
vos, e eu vou tratar de obte-los mas isso para
por um prisma a que sempre ralba a verdade, ^a(1'iva e nada lem com as nossas contas. Res-
dos fiis, von mesmo pessoalmcnte ao do-
micilio de cada otta ofy^sou'generosamen-
te favorecido. Querendo evitar qualquer
eventualidade, que aparecer possd, fuco
esta advertencia ao respeitarel publico para
seu conhecimento. Dteclaro que, se nao
entende coma derogade Sant'Anna.
Convento de Santo Antonio do Recife, 5
de agosto de 1860.
Fre Joao Baplisttt do Espirito-Santo.
Associatjao Commercial Beue-
ieente
No dia 2 do correnie, reuniram-se os mem-
bros da As8oc|a0 Commercial para ouvir
a leitura do reiatorio da diraego e appro-
val-o depois de discutido.
Antes porem, da'desapprovaego um dos
associados firmado em alguns actos da di-
recejo, dirigio-llie algumas censuras, das
quaes a mesma direcc-o nao se justificou
nem offerecea defesa conveniente ; pelo
que procedendo-se immediatamente a eloi-
Cao da nova direcfa, o estando presente
o maior numero de associados, que jamis
se reuni, foram os eleitos e mais votados
pessoas estranhas a direceo que lindou,
parecendo, que os directores passados
nao mereceram conlianca, e que est no
espirito d'associaclo n3o querer, que nen-
hum dos antigos continu.
Entretanto essa eIeii;o, que urna prova
evidente de que as censuras calaram no
espirito dos associados, que manifesta o
grao de desconfianza, que se pode tomar
por um voto de censura a direceo passada,
nao pode ficar como esta ; visto como nao
foram elei'os os dous membroi da direceo
finda, na forma do expresso no art. ti dos
estatutos.
Mas ao contrario teve lugar* houve in-
fracto do art. citado ; pelo que a direceo
devia immediatamente proceder conforme
prescreve o art. 24, que manda correr a
segundo escrutinio ; visto nao terom sido
eleito os dous m;mbros da direrejio
transacta ; tanto mais, que dentre os eleitos
esto dous sem maioria, como se pode ve-
rific r no Jornal, nicos sobre os quaes
deve recahir o escrutinio.
Entretanto a diree;o nlo advirti os asso-
ciados desse engao, nao proceden de
harmona com o art. 35, c expedio cartas
convidando os novos eleitos; pelo que ira
ter lugar a posse contra a disposifo do
art. 22, e sem observar-se o disposto no
art. 2 i, se algans dos associados nao hou-
vessem reclamado pela falta dos dous
membros da direceo transacta que se
acaba de nieger!
Portanto resta, que todos os membros
da associaco reu.iam-se, e com a maior
independencia, e calmi escolham os dous
membros da direceo transacta, que devem
entrar no lugar dos dous novos que nao
obtiveram maioria, pondo de parte os pe-
didos, as conveniencias, e as combinares
pessoaes, feitos nos saloes, as casas parti-
culares, que sao prejudiciaes aos grandes e
importantes interesses de to respeitavel
classe, como a do commercio.
Aguardamos ojresultado para formarmos
nosso joizo; e sabemos quem cumprio seu
dever, embora algumas vezes difici.
Uta associado.
COMMERCIO.
PRAGA
DO RECIFE 4 DE AGOSTO S 1869
AS 3 1/2 ItaiUS DA TARDg.
Assocar americano purgado 3J400 por 15 kl
(honiem).
Algodo da Parahtba fr sorte U233 perkL
posVv a bordo, frete d-: 1/2 <1. (hontem)!
Algodo de Macei 1* soete\ii7 por kil. p#sto
a bordo, a frete de Ir? e>c5-|0
f. J. Silveira
Presidente.
Leal Seve
Secrotarto. -
Rendrmento do
dem d dia 4
ALFA.NBEGA.
dia 2 a 3 .
68:072 J 19o
17:677*374
85:749*539
MOVIMEXTO DA ALFAXDEGA
Volumes entrados com fazendas
dem dem com gneros
213
474
----- 687
302
Volumes sabidos com fazendas 184
dem dem cora gneros 418
Descarregam hoje 5 de agosto
Barca ingleznImperadormercadoras.
Barca francezaF/fjrodeni.
Patacho inglezVeoktedem.
Iliate inglez=r'/redem.
Eseuna norte-allemai Dalhirina id;m.
Biigue sueco.4nnataboado.
Brigue inglezJfmora-.arvo.
Brgue nacional Almeida IIcharque.
Ilriguo inglezMelitemnrcadorlas.
.Brigue inglezSunnusidedem.
Patacho poriuguez=Boi Fi=pedras.
Barca inglezaTi avellerfarinha de trigo.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
HAES DR PEBNAMBUCO.
Rendmento do da 2 a 3 3:8111834
dem do dia 4...... 1:744*619
5556*433
CONSULADO
Rendmento do da 2 a 3
dem do dia 4 ,
PROVINCIAL
7:7393617
2:617*996
10:357*613

arrobas de eslpa d'algodOes, 8 arroba
de mialar branco, 10- libras de obrtias
francezagy panellas de ferro para derre-
ter breo, <00 raspas de ferro, 2 terrinas
de|ferro estanhado, 20 lira-linhas o 1,000
jolillas d fogo.
Tamben o consellio no mencionado dia 5
do correte mez contrata por igual forma
o fornecimento de cangica ou milho pilado,
e de milho sem ser pillado, para os navios
d'armada e estabelecimcntos de mariuh m
correte trimestre de julho setem-
bro.
Sala das sessSes do conelbo de eom-
pras navaes,3 de agoslo de 18G9.
O secretario,
Alexandre Rodrijitrs dm Amjs.
Arrematapo
S''xta-feira 6 do corrente, na sala das audien-
cias, finda a do Illm. Sr. Dr. juiz d'orphaos, se ha
do arrematar a eseeava Beaedjcu, perteucente ao
espolio da finada Clandina Gardoer; vai a praca :i
requeriraento do herdeiro inventarianle ( a ulti-
ma praga).
Tribunal do commercio.
Por esta secretara se fazpublico que ora data
de 22 do correte foram inscriptos no lvro da
matricula dos commerciantcs, os Srs. :
Francisco Leitao de Carvalho, ciiadao porla-
gnez, estabclecido na cidade do Pendo, provin-
cia das Alagoas.
Antonio Kcgino do Amaral, Itrasileiro, estabele-
cido na cidade do Sobral, provincia do Cear.
Wllliam W. Robilliard, Inglez, esUbelecido na
cidade de Macei, provincia das Alagoas.
E no da 29 do dito mez :
Trajano Jos Cavacante, Brasileiro, estbeleci-
do na cidade do Sobral, provincia do Cear.
Manoel de Vasconcelos, Porluguez, esUbekci-
do em Jaragu, provincia das Alagoas.
A firma social de Barbosa & Vasconcellos, esta-
belecida tambera em Jaragu, provincia das Ala-
goas, composta de Manoel de Vasconcellos e Ma-
noel da Cunba Barbosa Ribeiro.
Secretara do tribunal do commercio de Per-
nambuco, 30 de julho de 186".).
O ofhYial- maior
Julio (niinaraes.
ponda-me, sobrhho e amigoLpula.
N. 4.
Aos 30 do mez de julho do ^anno de 1869, neste
5 districto ae paz da freguezia de Tracunhem
comarca da cidade de Nazareth, provincia de Per-
nambuco, em meu escriptoro comparecen o Dr.
Joaqnim Francisco de Mello Cavacante morador
no seu engenho Abreus desta freguezia, e por elle
me foi apresenlada a carta do theor, forma e ma-
rera seguinto :
Joaquim.Em consequenca de tua carta resol-
v a esperar mais uns dias para ir de urna vez de-
cidido.
Confesso que nao suppuz poderes vencer a re-
pugnancia de tua mulher o sogra e j vejo que
sao ajuizadas.
Tens um faturo aberto a independencia pecu-
niaria e este era vez de inutlisar a tua carreira
lilleraria facilita-a. Quanto a mim restrinjo os
meus lucros, mas confesso-te que doiu-me um pou
co a consciencia por ir ganhur tanto comtigo, deco
contentar-me com os 4:000&000 e lalvez isso nao
seja mais do que urna reslitucao que me devia o
teu finado sogro da compra de um escravo a mi-
nha ma.
Vai este cavallo para vires araanha cedo ; de-
vers mandar Cesario a Abreus e eu espero pela
resposta de meu tio.
Teu primo e amigo
Lauta.
Estavam reconhecidas.
Coustando-me quo alguem, servindose
do meu nome, tem distribuido cartas, para
festividades e tirado osmolas; tomando
dinheiro eraprestad.o e at pednido missas
para eu celebrar, declaro, que tudo 6 falso,
porquanto quando careno de coadjuVacJo
0 bacharel Barnab Elias da Rosa Calhei-
ros, repassado da mais intima e profunda
dor pela mor te do seu presad i ssimo irmo
Jos Elias da Rosa Calheiros e sinceramente
penhbrado pelas provas de amisade e inte-
resse, que, durante a longa molestia do
seu caro irmo, recabeu nao s dos colle-
gas e pessoas de amisade do seu dito ir-
mo, como dos seus amigos, j procurando
saber do seu estado de molestia, j tomando
parte no seu tratamento, vem cordealmente
agradecer a todos essas pessoas, que toma-
ram interesse por sua sorte; nao podendo
deixar de particularmente manifestar o seu
profundo reconhecimento de gratidao ao seu
collega e amigo Manoel Messias de Gusmo
Lyra, seu pai o sua digna mi a Exm. Sra.
D. Mara, que tiveram todo o desvello,
e cuidado no seu tratamento, coom se fra
um bom irmo e urna extremosa mi.
Agradeto especialmente aos meas ami-
gos os Srs, Dr. Bernardo Pereira do Carmo
Jnior. Dr. Joaquim Ayres d'Almeida Frei-
tas, Joaquim Bernardo de Mendonca e Fran-
cisco Bezerra de Hollanda Cavacante, que
mostraram todo o cuidado e interesse em
sua doenc-a. Faltara ainda a um deyer de
gratidao se nao manifestasse o meu sincero
reconhecimento ao meu especial e distincto
amigo Dr. Alexandre de Souza Pereira do
do Carmo, pelos cuidados, que prestou a
meu mano no principio de sua molestia;
assim como aoSr. Dr. Manoel Francisco
Teixeira, pelos esforcos que empregou para
salval-o.
Aproveitando-me ainda desta occasiao
agradece do fundo da minha alma a todos
os meus amigos e mais pessoas, que se dig-
naram assistir ao seu funeral acompanhando
pe os seus restos mortaes at o ultimo
jazigo.
E convido as mesmas pessoas e mais
amigos para assistirem a raissa do stimo
dia, que se tem de celebrar s 7 horas no
dia 5 do corrente no convento de S. Fran-
cisco pelo seu eterno repouzo.
Recife 2 de agosto de 1869.
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no dia 4.
Porto-Alegre33 das,escunanorteallernaa Edip-
tica, de 104 toneladas, capilo F. Struve, equi-
pagem 6, carga 3,138 saceos com farinha de
mandioca ; a Joaquim Jos Goncalves Beltrao.
Rio de Janeiro13 dias, brigue hespanhol Car-
m-r, de 135 toneladas, cap tao Juan Orla, eqai-
pagem 12, carga Jacaranda e lastro ; a ordem.
Liverpool63 dias, barca ngleza Naorni, do 403
tlindadas, capitn F. Dumond, equipagem 13,
carga varios gneros ; a Saunders Brothers
&C.
Obscrvacao.
Nao houvcram sabidas.
DECLARACOES.
Aviso aos navegantes
O Illm. Sr. capilo de mar e guerra, capitn do
porto, manda fazer publico para conhecimento dos
navegantes, que o pnarolete do Mucuripe, na pro-
vincia do Gear, deixou de funceionar, em conse-
quenca de se ter incendiado na madrugada do da
22 do corrente.
Capitana do Porto de Pernambuco 29 de julho
de 1869.
O secretario,
Decio de Aquino Fonseca.
do
suiia Casa da Misericordia
Keclfc.
A Illma. junta administrativa da Santa Casa da
Misericordia do Recife manda fazer publico que na
sala de suas sessoes, no dia 5 de agosto, pelas
quatro horas da tarde, tera de ser arrematadas
quera mais vantagens offerecer, pelo tempo de um
a tres annos, as rendas dos predios em seguida de-
clarados :
ESTABELECIMENTOS DE CARIDADE.
-Ra do Encantamento.
Sobrado de dous andares n. 3. 600*000
Ra do Padre Floriano.
Casa terrea n. 47...... 170*000
dem n. 49........ 184*900
Ra das Calcadas.
Casa terrean. 32....... 130*000
Idam idem n. 36....... 178*000
Ra do Calabouco.
Casa terrea n. 18...... 300*000
dem n. 20.......242*000
Ra da Moeda.
Prmeiro andar do sobrado n. 37. 76*000
Segundo andar dito...... 96.JOO0
PATRIMONIO DOS ORPHAOS.
Ra do Amorim.
Sobrado de dous andares n. 21, dem 600*000
Pateo do Parazo.
Loja da frente do sobrado o. 29 101*000
llua das Larang iras.
Casa terrea n. 17 por anno. 194*000
Ra da Guia.
Casa terrea n. 29.....192*000
Ra Sda Guia.
Casa terrea n. 27...... 144JO00
Ra da Cacimba.
dem idem n. 12...... 146*000
Rui do Vigario.
I. andar do sobrado n. 27. 240*006
Madre de Deus.
Sobrado de um andar n. 9. 360*000
Ra do Pilar.
Casa terrea n. 105 ................ 146*000
Idem n. 98......................... 203*000
Idem n. 96......................., 202*000
Idem u. 91........................ 203*000
Sitio n. 5 noForno da Cal........... 130*000
Os pretendentes devero apresentar no acto da
arrematacao as suas flaneas, ou comparecerem
acompanhados dos respectivos fiadores.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do Re-
cife, 3ldejulhodel869.
O cscrivao,
Pedro Rodriques de Souza
\mi\m de compas mvaes
O conselho promoveu no dia o do cor-
rente mez, sob as condiccSes do estylo e
vista de propostas recebidas at s H horas
da manhla a compra dos seguintes objectos
de material da armada.
PARA PROVIMENTO DO ALMOXARIFADO
2 bules de ferro estanhado, 200 alquei-
res de cal preta, 120 bra?as de corrente
de ferro de 4/ pollegada reforcada, 20
O Illm. Sr. inspector da tnosouraria de fe-
zenda desta provincia manda fazer publico- que
existe em poder do porteiro dota thesouraria para
serem vendidos exemplarcs da colleccao das k w e-
decisoes do gnvorno relativamente aos annos de-
1866, 1867 e 1868, pelo preco, os prmeiros de
7*600, os segundos e tereeiros de 0*000 cada um
exemptar.
Secretaria da tliesouraria do fazenda de Per-
nambuco 2 de agrsto de 1869.
Servindo de ofllcal-raaior,
J/anool Jos Pinto.
SBZ
Depois da audiencia do Sr. Dr. juiz dos feitos
da fazenda, vai a praca, no da 5 de agosto corra-
te, os servicos da preta Mara, sem habilidad^
alguma e cora um filho com 5 a 6 mezes de idade.
avahados era 12*000 por mez, por execuc* di
fazenda contra os herdeiros de Feliciana do'Torres.-
.Ribeiro.
HELMAll f,LI\T0\.
GRANDE SARAO PARTICULAR
PHANTASTICO-MUSICAL
NO
ALIO
~^~. DO
g ttl B PEIIY4M.HBI M
P HOJE
.'i de agosto.
A's 8 */j horas em ponto.
0 abaixo assignado tem a honra de
prevenir s pessoas que se
dignaram aceitar bi-
Ihetes para hon-
rarem esta
reunio com suas presentas, que os bilhetes
(entradas) sao os ttulos de admissSo, ou
ingressos para a mencionada noute.
Eduardo A. Clinton.
tS
5KS
THEATRO
DE
S. ISABEL.
(ompauhia dramtica sob a di*
recelo do artista
DE GIOVANNI.
Sabbado 7 de agosto.
Primcira representacao da excellenfe comedia-
drama em dous actos intitulada :
PEDRO-0 TECELAO
ou
A honra do operario.
Toma parto toda a companhia
No nlervallo do prmeiro e segundo acto, a or-
cheslra execular, a pedido do distractos cava-
lheiros, o importante
MISERERE
da opera Trovador, instrumentado pelo maestro
Colas Filho.
Terminar o espectculo com a primeira re-
presentacao da espirituosa comedia commercial.
composta c offerecda ao Sr. Colas Filho, pelo Sr.
V. F. Chaves Jnior, denominada :
Fogo do shI. fumo do norte
Tomara parte as Sras. D. Jesuina, D. Olympa,
D. Bernardina, e os Srs. Brochado, Pedro Augus
e Di-Giovanni.
A msica desta comedia foi escripia expressa-
mente pelo maestro Colas Filho, achando-sa abri-
llantada com bellissimas O pas, Lundus, Sidos
o muito popular
TANGO
do general Prim
RA
CMJG
esquina
da ra larga do
Rosario.
AO ANNEL DE OURO
CABUG
esquina
da ra larga do [ll
Rosario. n|
A loja est aberta at s 9 horas da noute. m-
H5H5H5aSH5E5EE?H5H5H5 E5H5 E5 H5E5H5H5H5asaEH5H55HS5E5tl
IBES
Este importante estabelecimento no seu genero, tem sempre um sortimento sem igual,
e vende por prepos que nenhuma outra casa pode vender.
vista da qualidade e do prepo das joas cada um pder-se-ha convencer da verdade.
lili
EO
Garante-se ser tudo de lei.
vados.
Compra-se ouro, prata e pedras finas por prepos muito ele-
i



o de Pernambuco QuinU eira 5 de Agoslo de 1869.
A' representarlo da cetmlia, preceder a brl
lMUle
Jymphonia caracterstica
xtrahiua de quasi toda a msica da alosma, em-
posta pelo Sr. ) Fifbo.
No pitcrvallo do primeiro e segdndo acto, a or-
chaira tocar liada polka
Minerva
oHerecda o dedicada o dislncte
COHPO ACADMICO
pelo maestro Colas Fillio.
Os bilhetes achara-so venda desde ja no es-
rtptorio do theatro.
Principian s 8 horas.
BUFFOS PARISIENSES
pectaculo djdo piles Sr. Noury e J. Goelho
liarbosa. sext.vfiira, t> de agosto do F6D.
Estra de ndame Hurle Dril-
fresny.
Primera reprsentacao do
BON SOIR VOISIN
opera cmica mi um acto, msica do Fcrdinand
Nm escripia por Mr. Trfen.
Ptnso.NAOfNs
Lom'sr'te... M......Mai ic Dufiesoy.
Chnrtot___ Mr. Noury.
Pind o primeiro intervallo, tora lugar o concer-
t pola ordeiu seguate:
I. Aria final do lbum harmnico, msica do
Sr. J. Ooelho Barbosa, executada no pistn pelo
Sr. Dent,
2.* Grande plttintusia, executada na flauta pelo
Sr. Salusliano.
3.* Celini a Parhji (symphonia) del maestro La-
mo llossi, executada por toda a orchestra.
Terminar o espectculo pela opereta-buffa, eui
um acto, entremtate de pantomima :
Le marige au Fantme
msica do Gustavo Nadaud, escripia c ensatada
por Mr. Noury.
PERSONAGI'.NS
Colombino___M."" Maric Dufreny.
Calandre___ Mr. Noury.
Gille........ dem.
Pierrot......Alejandre.
Comecaras 8 horas da noite em ponto.
niVS0yMMfM05.~
mam brasileira
Paquetes a vapor.
Dos portos do sal esperado
at o da 8 de agosto o vapor
Paran, comniandaiite o capitao
de fragata A. J. do Santa Barbara,
o quai depois da demora do cos-
tume seguir para os portes do norte.
Desde j recebera-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a quai dever
ser embarcada no diado suachegada. Encommen-
das o dinbeiro a frete ate o dia da sua sabida as i
horas.
Nao se recebem como encommendas senao ob-
jectos"e pequeo valor c que nao excedam a duas
arrobas de pesou 8 palmos cbicos de niedicap.
Tudo que passar destes limites devora ser embar-
ca lo como carga.
revne-se aos Srs. passageiros que suas passa
gens s se recebem na agencia ra da Cruz n. 57.
i andar, escriptorio de Antonio Luiz de Oliveir
Azeredo & C.
-
Para o Porto
pretende sabir ;om aposaivel brevidadeo patacho
portuguez Liberal, tetn parte da carga engajada, e
para o resto qne Tbe falta, pode tratar-se com Da-
vid Ferreira Hallar, i ra do Bata n. l), ou com
o apitao do referido navio. *^V
Pax
Sentir hreremento o veleiro patacho portuguez
Boa F, capitao Domingos Martins : recebo algu-
ma carga a frete razoavel, para o que se trata
com o seu consignatario Joaqun) Gerardo de Bas-
ta, roa do Vigario n. 16,t* andar. ________
Para .Miguel e Tcreeira
O patacho portuguez Mnria, esperado de Lisboa,
sahir para as duas ilhas cima, poucos dias de-
pois de sna chegada a esta, desde j so engaja
carga e passageiros : trata-se com E. R. Rabello,
ra *i Commercio n. 44.
LEILOES.
fazendas limpas e avariadas
Sexta-feira G do agosto, s i 1 horas em
ponto.
O agente Pinto far leilo por eonta e risco de
quem pprlencer, de diuercnle* madapoloes com
avaria d'agua salgada, assini como dilcrentes fa-
zendas limpas, quo serio vendidas para fecbameu-
to de cantas ; 0 leilo sera cITcctuado s 41 horas
do dia cima dte, no escriptorio do referido agen-
te, ra da Cruz n. 38,
Trocam-se
is notas do banco do Brasil e das eaixas flliaes
ra descont muito razoavel : na praca da Inde-
pendencia ri. t.
* Ainda nao vioram, no entretanto o negocio
de intaresse, e precisa-so faltar rna do Crespo
n. 17 cornos Srs. Paulino Ferreira da Silva, cs-
proeurador da cmara, Dr. Francisco Pinto Pes-
soa.
Precsa-se do una ama lvre ou mesmo cs-
crava, que coxjnbe com perleicao o diario de urna
casa, e tpie seja de boa conduca : a tratar na
ra do Vigario n. 5, terceiro andar.
AVISI

Jos Pinto de Magalhaes o Germano Pinto de
Magalhaes compraram a 19 do mez dudo, a ce-
cinara de carros de passeio da ra das Flores n.
35, alii, pois, encontrante os amigos e freguezes,
bons carros de alugnel, d'cntre elles doas culecas
propias para Basamentos, visitas, ote; a firma
social mista cochoira Pinto Magalhaes 4 C, ge-
re niedeJb^osocioGermrmoPmto de Magalhaes.
LEILO
De i barris com viriho cherez, 3 gigos com
champagne, i eaixas com mouzelle, 20
saceos com nozes, 30 eaixas com cebo-
las.
lio je as 1U horas.
O agente Pestaa tara leilo para fechar comas
dos gneros cima em Mes a vontade pelo maior
preeo para liquidar con tas : he-je
Precisa-se de um homem livre ou escravo, de
idado 40 anims, mais ou menos, para servioo de
casa e que fambem entcmla de plantacoes para
tratar de um pequeo sitio : a fallar na ra dos
Pires n. 94, 1 andar.
Jczoiiij Ferreira da Silva no sahendo a
quem pagar os fon s que de ve dos terrenos em
que se acham edificadas as suas propriedades cal-
locadas he|ra do rio n. 31 e ra da Poeira ns. 6 e
8 na povoacao do Poco da Panella, os quaes terre-
nos outr'ora pertenceram Francisco dcPaula Lo-
pes Reis e D. Ma^pna Ferreira Dnarte Reis, pre-
vine a quem interessar possa, que se adiando ti-
tulado legalmcnte, aprsente ao abaixo assignado
seus ttulos para ter o direto de receber os refe-
ridos foros no praso de 30 dias, a contar desta
data, o contrario recolher a qnantia que snppocm
dever ao deposito publico para evitar futnras con-
testa coes. .
___________ Jezuino Ferreira da Silva.
manha no armazem do Aunes defronte da alfan-
i!eja.
Precsa-se de um criado
s 10 horas da ra dos Coelbosn. 28.
pan comprar : na
MW'IIIA BRASILEIRA
DE
Paquetes a vapor.
Dos portos do norte espera-
do at o dia 8 de aposto o vapor
Gruzeiro do Sul, commandante
I. I'. G. Alcoforado,. o quai de-
pois da demora do costume se-
guir para os portes do snl.
Desde j recebem-se passaeeiros e engaja-se a
carga que o vapor poder comluzir, a quai devers
ser embarcada no dia de suachegada,. Encommen-
as e diaheiro a frele at as duas horas do diada
sua saluda.
Nao se recebem como encommendas senao ob-
jectos do pequeo valor e que nao excedam a 2
arrobas de peso ou 8 palmos cbicos de medicau
Tudo que passar desles limites de ver ser embar-
cado como carga.
Previne-se aos Srs. passageiros que suas passa-
gens s se recchem na agencia ra da Cruz n. 57.
1 andar, escriptorio de Antonio Lniz de Olivcira
Azevedo 4 C.
COMPANHIA PERiN.V^lTCYA
DK
IVavegaco costera por vapor.
Mamanguape.
O vapor Mondaba, comman-
dante l'euna, seguir para o por-
to acma no dia 12' do crrente
as C horas da tardo. Recebe car-
ga, encommendas, passageiros e
ret ale as 3 horas da tarde do dia
escriptorio no Forte do Maltes n. 11
COMPANHIA PKRNAMBCANA
di:
Xavegaeo costeira por vapor.
Goianna.
O vapor Paralujna, commandante
LEIL40
de miudezas e meroadorias em
eontinuaqao.
HOJE o DO CORREN'TE.
Ferreira & Matheus continuante o seu leilo d
miudezas e nutras mercadorai, por intervenco
do agente Oliveir.
Quinta-feira
as tOhoras da manha, no bem conheeido arma-
-m ra da Cadeia n. 8.
Offurcce-sc urna senhora seria para lavar e
engommar, sendo s roupa para Iioinem : a tratar
na roa d'is Acongiiinhosn. 23.
IOS o:0NI^OOO
CASA DA FORTUNA
Ra do Crespo a. 23.
O abaixo assignado temi obtido licenca da pre-
sidencia e satisfeito as oulras exigencias da le,
avisa ao rospeitavet publico que ter sempro a
venda no siu estatMleciiuente bilhetes das tete-
rias do Rio de Janeiro, cajos premios sero pagos
promptamento vista das listas com o descont
Viniente da lei.
Preces :Inteiros.. jOOO
Meios... 134000
Ojuartos. 6000
E em quantidade maior do 100*000. na razao
de 22*000 |ior bilhete.
Manoel Martins Finia.
CASA DA FORTUNA
Aos 4:0001
Bilhetes garantidos.
A rua do Crespo n. 23 c casas do costume.
O abaixo assiitnado tendo vendido alem de ou-
lras sortea 2 quarto n. 774 com 4:000* da lote-
ra que se acatxiu de extrahir beneficio da Santa
Casa da Misericordia, convida aos possaidoros a
virem receber na conformidade do costume sem
descont algnm.
Acbam-se a venda os bilhetes da 27" parte da
Santa Casa (116') que se extrahir no dia 17 do
corrente mez.
Precos.
Os do costume.
Manoel Martins Finia.
BIS
COMPAMA PERHAMBUCAM
AOS 20:000^000
CASA FELIZ, ARCO DA CONCEICO N. 2.
Os abaixo assignados tendo-sc habilitado na for-
ma das leis tem exposte venda os seos felizes
bilhetes das loteras do Rio de Janeiro, na casa
cima aonde se pagarao as sortes que sahrem
nos mesmos bilhetes com o descont da lei s-
mente.
i P re vos.
Rilhetes inteiros. 210C0
Meios......12*000
Quartos.....6*000
E de 100* para cima a 22*|o bilhete.
_________________Figucircdo & Leitc.
O advogado
Affonso de Albuquerqne Mello mudou o sen es-
criptorio para a rua das Cruzcs n. 37, defronte da
typographia do Diario.
LEILO
Da casa terrea da rua das Creoulas n. 43, edifica-
da em chaos proprios, na Capunga, com grande
quintal a quai rendo 105000 mensaos.
Sexta-ftira 6 de agosto
as 10 horas.
Por intervenco do agente Pinto, a rua da Crnz
n. 38.
LEILO
de mobilias, panos, differentcs movis, Iouca, vi-
dros/cerveja, vnhos, obras de prate c lm ca-
briolet
Tertja-l'eira 10 de agosto
Por intervenco do agente Pinto.
no arinaicm da rua do Imperador-n. 57, (outr'ora
armazem da Allianca).
AViSOS DIVERSOS.
I.\ST1TL>T(> ARGUEOLOGICO EI2E0GRAPHIC0
Precisa-se do una ama secca liara tratar de
urna menina era casa de homem solteiro : na rua
de Santo Amaro, como quem vai para Oiinda, n.
6 : a tratar na mesma casa, das 6 da manha as
9 1|2, e de tarde as 4 1|2 horas.
MUIJANCA DO
ilo da,
Albino Raptista da Rocha, participa
a todos os seis freguezes que mudou
se com a sua officina da praca da
Independencia n. 12 para a rua das
Crozes n. 23 ; previne, portento, a
Unios os amigas e Iregezes que se
'achara em casa a qnalqucr hora
para exeutnr todo e qualquer concert
possam, tenilonte a sna
lalta acharo com quem
que de sua arte exigir
profissao; e em sua
tratar.
ca
Pi ecisa-se de urna ama de leite com
na rua do Aniorim n. 3o, 2' andar.
urgen-
Precisa-so de nina ama de leite jiara criar
urna menina de quatro meies : a tratar rua da
Senzalla-Nova n. 2.
.u.i.
dinhero
da saluda
d
Mello, seguir para o poito cima no
_ dia 6 do coirente as 0 huras danoitc
Jtecebc carga, cnconimeiidas, passageiros e di-
nhiro a frete, no escriptorio do Forte do Mallos
n. 12. .
PARA O PORTO,
Segu com a, pessivel brevidado o brigue por-
tuguez Unido quo j ponte iiranoe parte da carpa
engajada : quem no mesmo quzer car regar on ir
de passagem trate com os consignatarios Thomaz
de Aquino Fonscca & fi, rua do Vigario n. 19,
primeiro andar.
Consulado de Franqa em Per-
nanibuco.
A venda do nr.vio A'phostne, cnca'hado no b m-
co, denominado das (iracas lera lugar no dia que
f r indicado, depois da chegada a este |>orlo, vindo
do norte, do vapor nacional Cruzeiro do Sul, una
parle considera .el do earregamenlo, eonsistindo
ni ferro, chum'io emariiiores que se acha a bor-
do, ser compu'bendido no mesmo lote.
COMPANHIA PEHNAMBUCAfA.
DE
IVavegavo costeara por vapor.
Parahyba, Natal, ISco, Musso/x, Ara-
caty, Cer, anba, Acarac e
Granja.
0 vapor Pirapama, commandantt
Turres, se_uira jiai'a os portos
__ cima no dia 14 do corrente as 5 hora?
da tarde. Recebe carga at o dia 13, encom-
meadas, passageiros e dinheiro a frete at as
2horasdatardedo dia da sahida no escriptoric
do Forte do Maltes n. 13.
COMPANHIA FERAJB0UCANA
DE
TVavegaeao costeira por vapor.
Macoi em dircilufa e Penedo.
O vapor Jaguaribe. commandante Moura, segui-
r ara os ponos cima no dia 9 do corrente
as 5 Joras da tarde. Receba carga at o dia 7
as 3 oras encommendas, passageiros o dinheiro
a frute ate as 2 horas da tard d > dia da sahida
no estriptorio do Forte do Mattos n. 2.
llavera sesS3o ordinaria qtiinta-feira 5
do corrente agosto, pelas 11 horas da ma-
tiliaa.
OnDEM DO DI.V
Pareceres e mais traballios de commis-
soes.
Secretaria do Instituto, 2 de agosto de
1869.
Jos Soares de Azevedo,
___________Secretario perpetuo.
Dcvoeao da Meuhora da Luz em
8S Jos de Riba-mar
Pergunta-se se a actual mesa ipier que um cor-
po solTra duas ppunas, fazendq recan cargos so-
bre membros que se preslaram na eleicao da fesla
do anno prximo pasudo.
ATI50
Da-se.sociedade a nma pessoa em um dos prin-
cipiaos annazeiis demolhados, entrando a mesma
pessoa cora o-capital que se convenciunar : a tra-
tar no pateo da l'enha n. 10.
s?>
.C
Irmandade acadmica de Nossa
Senhora do Bom-Coaselho.
A mesa administrativa desta irmandade manda
celebrar s 7 e mea horas da manha do dia 3 do
corrente, na igreja da irmandade, urna missa de 1
dia pelo descanso eterno do irmao Jos Elias da
Rosa Calheiros, estudante do 5o anno da Faculda-
de de Direto desta cidade, fallecido na dia 30 do
mez lindo, e para assisti-la convida a todos os ir-
raaos.
Secretara da irmandade, em 2 de agosto de
1809.
: Jos Furtado.de Mendoza.
Offereee-se uina senhora portngueza de bons
costume para ama de urna casa de pouca l'ani-
lia, sendo o seu presumo engommar, coser e en-
saboar roupas finas : trata-se na rua do Pilar n.
111, em Frade Portas.
~AO PBLC-
0 abaixo assignado, inventariantc dos bens dei-
xados por seus Uados a vos Dioso Antonio Rodri-
gues e D. Mara Paulina dos Santos, se prevalece
do presente para prevenir que pessoa alguma faca
negocio ou transaeco com D Josepba Mara aa
Paixo relativo aos escravo? Josepba e seus lilhos
Juventna, Clemencia, S/Verino, Custodio, outro
Severino, o urna pagia, porque estes escravos nao
Ibe perteneca, o sin) ao monte dos bens daquelles
finados, a cujo iaventario e partiiba se procede
pelo jnizo de ornhaos deste termo, concorrendo a
heranca dos mesmos bens herdeiros orphaos netos
daquelles finados, e desde j protesta nullilcar
qualquer transaeco a respeilo de taes escravos,
pelas razocs oppostas. Engenho Uocca da Malta
do termo de Santo Antao3l de julho de 1869.
_____________Antonio Marques de Almcida.
Attencao.
Pergniiia-sc c mpanbia Indemnisadora que
incompaliblidade pode haver de nao querer segu-
rar umostabelecimcntoem virtude de estar seguro
a propredaieTlue exi-te no dito estabclccimento,
quai seja ella, pois se gnera, porque estando se-
guro um navio, tambera se sogura a carga do
mesmo, logo nao pode baver a fallada incompati-
bihdade, mostrando-se desia forma imparcblidado
de algum, ou precsar-se do padroho ou de patro-
nato, para se poder segurar algum estabelecimen-
to, ou cousa que vaina.Isto quer saber
- _______ O sino do Livramento.
Anr.a de leite
Precisa-se de urna ama de leite sem ilho, pre-
ferindo se branca ou mulata bem clara : a tratar
na travessa do Veras n. lo, 1 andar.
CO\NETiHO.]IE DIRECTO
Os Srs. Saunders Brothers & C, Tasso Irmos,
Luiz Antonio de Siqueira.
GEREMTG
0 SE. F. F. BORGES.
ann^taDd. aindaem,tlir a,8umas 3a$M desta companliia, da quantia nominal de
ttdO^cada urna, das quaes s se aceitam em virtude da lei, 20 %, ou 40^000 por
cada accao; coavida-se peto presente ao publico em geral e especialmente aos Sts.
capitalistas e interessados no commercio, que queiram dar emprego seguro aos seus
capitaes, disponiveis, a subscrever o numero de aceces que Ihes approuver.
Alguraas destas accoes j tem sido tomadas por pessoas que conhecem a vantagem,
de na presente occasiao (conhecidamente a melhor), empregarem o dinheiro de que
poderem dispr em objectos de valor real, como'vapores, predios etc., que Ihes garan-
tam seus capitaes.
A companhia posstie hoje 10 vapores, 6 inteiramente novos, e destes o ultimo est
a diegar de Inglaterra, onde foi construido expressamente para ella.
Alm disso est edificando vastos armazens, no terreno pue possue no Iar*o d'As-
sembla. 8
Seus divididos tem sido ds 10 % ao anno nos ltimos 4 annos.
As ac^es que se emttirem gosa'm dos mesmos direitos, e percebero o beneficio
dos mesmos dividendos que os antigos em proporco da entrada.
Recebem-se assignaturas no escriptorio da companhia no seu edificio ao caes da
Assemblea n. 12.
Precisa-so na rua da Cruz n. 33 de um cai-
xeiro que tenha pratica de buhar.
l'recisa-se de um cozinheiro que seja asseia-
do as suas obrignc,oes : toda aquella pessoa que
estver nestas ercumstancias, queira dirigir-se
rua do Crespo n. 6 para so tratar.
CDIGO
COMMERCIAL DOS SIGNAES PARA USO
DOS NAVIOS MERCANTES DE TODAS
AS NAQES.
TRDUC5A0
Conforme a ultima edigao original ingleza
pon
Joqtrm Pedro Prente
Vende-sc na livraria ecouoinca junto ao arco
de Santo Antonio n. 1
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar para
casa de rapaz solteiro : na rua da Cadeia do Re-
cife n. 59.
Caixeiro
.ta rua Dirnita n. 3i precisa-se de um caixeiro
com pratica de molhados.
lia para alugar um moleque crioulo de 15
annos, muito diligente e proprio para qualquer
servicu domestico ou mesmo externo, compativel
cora as suas forras: ua rua da Aurora n. 26.
- Veude-se mu excedente escravo dt li innus
de idade, pardo, offtcial de alfaiate, reforcado, e
ptimo para pagem : na rua da Florentina n. 28.
Fagio do engenho Todos os Santos da villa
do Ipojuca o escravo Goncaio, representa ter 45
annos de idade, poueo mais ou menos, cor ver-
melha, alto, grosso, olhos pequeos, sem barba, e
os pes cachando, foi escravo da Sra. D. Scnhorinha
Mana do Livramento da villa de Serinhcm, sup-
poe-se estar acoutado, pois no outro dia da comiira
lugio e esteva na villa de Serinbem, o que de ja protesta o abaixo assignado, o pede-e s auto-
ridades pobeaes ou capitaes de campo a captura
do mesmo e entregar no mesmo engenho ao abai-
xo assignado, ou ua rua da Moeda n. 5, 2o andar,
escriptorio de Manoel Alves Ferreira & C, que
sera generosamente recompensado.
Miguel Paulino Tolentino Peres Falcao.
Xarope de fedegoso
de Pinto
E' de urna eficaeia verdaderamente ma-
ravilhosa como calmante do systema nervoso
e applicado contra a paralisia, asthma,
tosse convulsa 011 coqueluche, tosse recen-
tes ou antigs, suffocacoes, catharros,
broncneos, etc., e em geral contra todos
os soffrimentos das vias respiratorias, e
na phtisica pulmonar, sua virtude contra
o ttano ou espasnfos, e convulsoes in-
contestavel, e ninguem ha que a dcsconhe-
Ca. Rua Larga do Rosario n. 10, Pernam-
buco.
DENTISTA M PARS
19Rua Nova19
FREDERICO G1CTIER
irurgiao-dentista, muito conheeido ha dez annos n'esta cidade, pela perleicao dos seus
trabalhos, tem a honra de participar ao respeitavel publico que tendo feito muitos me-
Ihoramentos na sua casa, pode d'hora avante receber as senhoras no seu gabinete onde
acharSo os commodos precisos para familia.
Acha-se tambem na sua casa e na sua companhia, o seu sobrinho e discpulo
J. LEllOUX
o quai acaba de voltar de urna longa viagem a Europa, durante a quai praticou com
feliz successo as primeiras casas de Pariz e de Londres, offerecendo assim as melhores
garantas do bem desempenho para tudo o que for relativo a profissSo ; por isso o
annunciante pede aos seus amigos e clientes quo por" acaso o nao encontrarem no seu
gabinete, depositem no dito seu sobrinho a mesma confianca com que o tem honrado
a dez annos.
Dentaduras por todos os systemas: a prcsso do ar e cora molas de ouro, platina
vulcanite e um inteiramenlc novo n'esta cidade.
Cura radical dos denles cariados.
Chambagens (obturacoes) com ouro e com massas diversas, segundo os casos.
Remedio para acalmar as dores de dentes.
Agua e pos dentrificos fabricados pelo proprio annunciante, o quelhe.permitte afian-
car sua boa qualidade.
Escovas gara (lentes, etc.
Perfeico de trabalho e presos moderados.
V i;gens para fra mediante ajusto previo.
0 gabinete adia-se aberto das 8 horas da manha at as 4 da tarde de todos ds
lias olis.
Fugio no dia 2 de ag>to, do engenho Penedo
do Baixo, freguezia de S. Lourenco da Malta, a
parda Isabel, idade 33 anuos, poco mais ou me-
nos, baixa, chea do cerpo, cabelios annellados, e
muito fallante : roga-se a qualquer pessoa que a
apprchcnda. de entregar no mesmo engenho, qne
3cr bem recomponsadn.
Jos Rodrigues da Silva Rocho, tendo de man-
dar celebrar urna missa p.-lo descanso eterno de
seu presado paj, no dia 7 do corrento, s 7 e mei
horas da manha, na igreja .do Divino Espirito-
Santo de S. Francisco, pede aos seus prenles e
amigos o obsequio de assistirem a ella, pelo que
desde j Ihes devota o mais sincero reconhecimen-
to e gratulan.
O patadi) Protector, esperado do referido porte,
shir para o mesmo, aoueos dia chegada, por ter a maior parto de seu carrega*-
mento prompto : para o que lhe falta, quem qu-
zer e^rregar a frete commodo, pode dirigir-se ao
coogDitaro Joaquim Jos Gonealves Beltrao,
rna di Commercio n. 17.
Rio Grande do Sul
' Para o porto cima segu com brevidado o pa-
tacho nacional Principe, recebe alguma carga a
^_ ircKe trata-se com os consignatarios Antonio
[ ptUm de Oliveir Azevedo 4 C, rua da Cruz a 37.
Irmandade acadmica de Nossa
Senhora do Bom-Consclho.
A mesa administrativa da irmandade acadmica
de Nossa Senhora do Bom-Conselho convM palo
presente a mesa geral para, no dia 8 do corrente,
depois da missa da Divina Padrocira, proceder a
eleico da mesa administrativa para o anno de
00 1870, em virtude do af u 29 do ompro-
misso.
retara da irmandade, em 2 de agosto de
1869. "
Jos Flirtado de Mendonna.
Precisa-se de urna
2, taberna.
ama : na rua da Paz n.
Precisa-se de urna ama para o servico4e
casa e engommar para dous mocos ostrangeiros :
1 rua do Commercio 3, 1" andar.
Ao corpo commercial.
Um rapaz natural desta provincia, com immen-
sas habilitacoes, offerece-se para tomar conla de
qualquer casa commercial, entendendo o mesmo
de escriptu aco mercantil, tendo magnifica letra
e muito expediente. Encumbe-se de effecttiar
qualquer transaeco fra desia praca, visto j ter
estado em quasi todas as provincias do imperio e
repblicas do sul ; quem de seu prestimo preci-
sar, dinja-se ao Exm. Bkrao do Livramento para
informacoes.
ATTENCAfT
Pede-se encarecidamente a pessoa que
tyer achado um lvro do netas com algum
dinheiro, e algumas cartas, o especial fa-
vor de leva-Io rua da Solidade n. 84.
Obstruc^ao
Do figado e do ba^o
Os preparados de JURUBERA (vinko,
xarope, puntas, oko, emplastro e tintura)
s5o eflicazes contra a obstruefao do figado
e do baco, a ictericia, a hydropisa, as febres
intermitientes e durezas, os desarranjos do
estomago, as faltas de sangue e de mens-
truacao, o catliairo da bexiga, etc.
nico deposito, pharmacia de seu autor
de J. d'Aimeida Pinto.
Rua do Rosario Larga n. 10 junto jo
quartel le polica.
Associaqo Commercial Benei-
cenle.
Pelo presente sao convidados todos os senhores
socios da Associacao Commercial Beneflcente se
reunirem em assemblea geral, no dia 6 do corren-
te mez, ao meio dia, no edificio da mesma Assoeir-
cao, aflm de toraarem conhecimento de um reque-
rimento assignado por mais de 15 socios, pedindo
que se proceda a nova eleicao para a directora
que tem de funecionar no corrente anno soeial,
visto nao se ter preenebido na eleieo qne teve lu-
gar em 2 do corrente o disposto no art. 22 dos es-
tatutos.
Associacao Commercial Deneicente 4 de agosto
de 1869.
Daniel Ramos,
Secretario.
11-Rua estreita do Rosaris-11
Este novo e modesto eslabelecimento, tendo aberto ao respeitavel publico este ele-
gante e bem fornecido hotel que situado n'oma posicao inteiramente saudavel, e sen-
do constantemente sombreado pelos doces zephyros da tarde, torna-se preferivel qual-
quer outro d'este genero, as tres cousas mais necessarias ao genero racionalali-
mento do corpo, dislraco da alma, e socego de espirito.
No pavimento terreo urna casa de pasto muito profusa, da primera ordem ; na
primeiro andar, sala da frente, um excedente bilhar de mogno, para dvertimento. Sala
de traz um restaurante da primera ordem. Quanto ao asseio e bemfeitoria das comedo-
rias, o delicado modo do pessoal do eslabelecimento, promptido e commodidade, s
aos Ilustres concurrentes dado fazer justica.
Fornece comidas para fra, tanto por mez como avulsa. Todos os dias, noite,
contrar-se excellente son-ele, refrescos, caf, cha, bons vinhos Figueira, Porto, Bor-
deara, tendo bons commodos para hospedagera, salao e quarto mobiliada no segn
do andar.
t
O
g
NA
FL01 DA BOA-VISTA
MM.l
DE

Attenoio
Desappareceu no domingo 1." do corrente da
passagcgi da Magdalena urna cachorro galgo,
branco com urnas manchas cinzentas e tendo no
olho esquerdo urna belide, quem o acbar o ijpeira
restituir ao seu dono, dirija-se a loja do arco da
Conceigao n. 4 ou na entrada do Hospital Portu-
guez que ser generosamente gratificado. Rccie,
4 de agosto de 186. ______
Sociedade Recreativa
Juventude.
Por ordem da presidencia cortaos os Srs. so-
cios a reunirem-sc em assemblea geral no dia 8
do corrente s 10 da manha, no salao do edifi-
cio da mesma sociedade, afim de ouvirem a leitu-
ra do relatorio e proceder-se a eleicao a nova
diceccio.
Secretaria da sociedade Recreativa Juventude, 4
de agosto de 1869.
Jos Rente.1" secretario.
Ouroep i'at
Compram-se moedas de ouro e
rala de todas
rua da Cndeia
Vende-se urna serrana circulares com sete
serras do diversos tamaitos, movida porrmanejo
veade-se junto ou parada: no largo do Parake
n. 10. _______
Vendem-se seis easinhas raei-agoas de pedra
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar cal, em chao proprio, na travessa de Juan de
e fazer compras : a tratar na rua da Cadeia do Barros ns. 1,3, 5, 7,9 e 11: a tratar na roa do
Recife, armazem n. 1. lCojovelloji.J7
as qualidades, por bom preco : na
do HecJfe n.8, loja do azulejo.
n O Sr. Jos Antoni'. dos Santos, que trouxe
uma^encommenda do Rio de Janeiro para entregar
a Joaquim Lopes Machado, tenha a bondade de
manda-la entregar roa da Cruz n. SO, ou Direita
n. 8i, visto nao se saber a .ua morada para ser
procurado. _______________________
Esprtela.
Pergunta-se a certo negociante de ferros da rua
qne nao torta, se licite eomprar as morcado-
ras e ter a firma da casa nome de outro, para sa-
car letras aos freguezes e pasear reciboi em seu
nom. Responda-me se pode.
0 boleeiro dos carro* fnebres.
653
Spalofemamsdemelloguimaraes^
-^ SOB A DIRECCAO DO MUITO HBIL ARTISTA M
I ALFAIATE PEDRO g
Ncsta ofilcina encontraro os respeitaveis freguezes um dos primeiros artistas
em alfaiate para bem poder salislazer toda e qualquer obra, tanto no bom corte, como
no aperfeicoamento das mesmas.
Torna-se desnecessaro recommendar este artista, pois qne a sua thesoura j
bom conhecda, (e cora grande especialidade em fardas) por muitas pessoas distinctas
desta cidade
Achar-se-ho ligumos de todos os mezes, pelo quo o artista executa debaixo de
toi!os os preceitos d'arte qualquer urna obra em face dos mesmos.
O mesmo estabelecimento se acha munido de um completo sortimento de fa-
zendas, como sejam: casemiras de cor, ditas pretas, pannos pretos, .ditos azues, brin&
de cor, ditos brancos, seda para colletee, merinos, etc. e mais fazendas proprias
officina.
a O grande sortimento de roupas feitas que tem vende por menos 20 0/0 do
que em outra qualquer parte.
RUA DA IMPERATRIZ N. 48,
junto padaria franceza.
COilEITMIA DOS AMES
16RUA DA CRUZ 16
Ha diariamente sortimcnlo de bollinhos para.ch, fiambre, pastis de difieren-
tes qualidades, vinhos de superior qualidade, chHisson preto, e miudo, o melhor qae-
se pode encontrar no mercado, ,amendoas confeitadas, xaropes refrigerantes, doces de
calda, etc.
Incumbe-se de encommendas para grandes jantares, baHes, baptisados e ca-
samentas, a saber:
Pecas de nougat. PSes-de-lot enfeitados.
Ditas de p5o-de-lot. Bollos idero.
Bitas de tunara de < Prakis de doce de ovos.
Ditas de caraoilo. Tortas tomadas de crm e carne.
Bandeja com arma?, ao de assucar. fimpadas.



-.--
T-
* ia ama para rw.inhar e comprai
para casa de pouea familia: na ra 4ai Criues
n. 28, i andar pnafere-se cscrava a
Pcm agradapd
AMA.
Precisa na roa da Palma n. 30, de urna ama
para oncarregar-st 0 servicrt de utna rasa.roin-
prar, cosinhar, cai i.iinir tratar de urna su-
nnora e ama menina.___________
~~ PERDE-SE
Um cordSo de ouro para pescoeo, no Mhfr da
CriU de Almas pela estrada de Joo de Barros at
o cemiterio brasileiro : quem o achar pude diii-
gir-se na do Commcrcio n. 8, que receber a
gratiflracao cima._______^_^__
Previne-se ao respeilavel publico que
as machinas e o mais que existe ni serrara
e fabrica de chocolate, sita roa do .Mon-
dejo r>. 99, em virtudo do arrendamento
celebrado, servem de garanta nao s aos
alaguis como ao complemento do mesmo
contracto, protestando os pro-prietarios da
da dita propredade fazerem valer o seu di-
reito; e para qne ninguem possa chamar-se
a ignorain-i i se faz o presente .nnunno.
ALGEL
No Corara) de Ouro se diz quem precisa e urna
eserava que sirm para eoin(irar, coiinhar t> en-
gomrmr para casa de familia.
Criado.
Precisa-se alugar um criado livre en escravo
para compras e sorvico interno do ma casa de
familia, menor de 10 a l anos : a tratar na ra
Bella n. 81
N* ra ele Aguas-Verdes ii.~U6 gomma-sc com percicao.
t? Umi Manoel Filgueira, comroorciante na
villa rtr Mo OMiaarciu desta e mais pravas, nonde tcm tran-
sser-ias, que por failecimenlo 4o eu socio Thom
Lei<4e Oliveira em 30 de jnnho prximo passado.
oi:tiina surs negociac5es em seu proprio nome
dessa data m diaute, responsatoisando-se pela
liquidaran de todos os encargos da extincta firma
de Lura Manoel Filgueira & C. Recire 8 de agosto
He 1869.
m
PraeJafc-se de una ama lena lodo sorvico de unu casa de pouca familia : ua
ra de 3.-Francisco n.o'i.
l'recisa-se de um ffitoc portuguuz para o en-
genho atto-Groaso, conrea do Rio-Fornoso : a
tratar con Leal & Irmao, ra da Cadeia n. 36.
Pireeisa-fo de urna ama para cozinhar em
casa de familia : tta ma'Hireita n. 26, andar.
Francisco Per reir da Bocha f,ial, por gftive
ioeommodo desado atropello de sa viagom
para Europa, na pudo despedir-se das peaBAM
qireo honran eam a saa amizade, s ijuaes, pe-
(Ihrao desculpa, flerece em Portugal o seu dimi-
nuto prestinw.
Val totalmente a prtira, a casa e sitio de-
ironto do Peres, perante o Sf. I)r. juiz municipal
da segunda vara, as41 horas do dia quaru-feira
4 do crreme.
COMPRAS.
O rauzeo de joias
Na ra do Catrag n. i compra-ae ouro, prata
e pedras preciosas por precos mais vantajosos do
qn em outra qualquer parte.
Na praea Ja Independencia n. 33, toja de ou-
uves, empra-sewyo,prata, e pedras preciosas.e
tambem se faz qnalopior obra de eBCommenda, e
iodo e qualquer eotcerto.
Gompram-se e yendemse doriamente para fura
e dentro da provincia escravos do todas as idades,
cores e sexos, em tanto que spjaoi sadios : no
terceiro andar dj obrado n. 36, a ra das Gruzes
freguezia de Santo Antonio.
C cordeiro previdente
Ra do Inclinado n. i.
Movo e variado sortirae'l r de perfumaras
finas, e outros objectos.
Alm do comrfl^^Bnento de perfu-
narias, de que effectivamente est provida a
:oja do Cordeiro Providente, ella acaba de
receber um outra sortimento que se torna
ltavel pela variedade de objectos, superiori-
lade, qualidades e cominodidades de pre-
sos ; assim, pois, o Cordeiro Providente pede
i espera continuar a merecer a apreciacSo
lo respeitavel publico em geral e de sua
boa freguezia em particular, nao se afas-
tando elle de sua bem conliecida mansidao
i barateza. Em dita toja encontrarlo os
ipreciadores do bom:
Agua divina de E. Coudray.
Dita verdadeira de Murray, & Lamman.
Dita de Cologne ingleza, americana, fran-
seza, todas dos melhores e mais acreditados
fabricantes.
Dita balsmica dentrificia.
Dita de flor de larangeiraa.
Dita dos Alpes, e vilete para toilet.
Elixir odontalgico para conservado do
isseio da bocea.
Gosmetiques de supeiior qualdade chei-
ros agrada veis.
Copos e latas, maiores* e menores, com
pomada fina para cabello.
Frascos com dita japonexa, transparente
e outras qualidades.
Finos extractos ingleies, americanos e
(rancezes cm frascos simples-eenfeitados.
Essencia imperial do tino eagradavel chei-
ro de violeta.
Oatras concentradas e do cheiros igual-
mente finas e agradaveis.
Otee philocome verdadeiro.
Ertracto d'oleo de superior qualidade,;
oom escoihidos Gheiros, em frascos dedifl'e-
rentestamanhos,
Sabonetes em barras, maiores e menores
para m5os.
Ditos transparentes, redondos e em figu-
ras de meninos.
Ditos nurite fino?, cm caixinha para'barba.
Caixinhas com-iwnitos sabonetes imitando
fructas.
Ditas de mateira invernisada eonteodo fi-
Qas perfiMiarias, muto proprias para pre-
entes.
Ditas 4e papelSo igualmeote bonitas, tam-
bem de perfumaras unas.
Bonitos vases de metal coloridos, e de
moldes novos e elegantes, com;p de arroz
a boneca.
Especial p de arroz sem composco de
oheir, epor isso o mais proprio para crian-
cas.
Opiata ingleza e franceea para dentes.
Pos de camphora e ontros differentes
cualidades tambem para dentes.
Tnico oriental de Kemp.
Alada uials coques.
Um outro sortimento de coques de no-
vos e bonitos moldes com filete de vdrilhos
e Iguns (I'elles ornados de flores e_ fitas,
sstao todos expostos apreoacSo de "quena
os pretenda comprar.
G0LLrNH.VS EPUNMOS BORDADO?.
Obras de muito gosto e perfeicao.
Flvellas e atas para cintos.
Bello e variado sortimento de taes objec-
tos, ficaado a boa. escolha ao gosto do com-
prador.
PKHMHAS
m SE LIQTJTOAM
A OINHEIRO NA LOJA E ARMAZEM
.PAAO
FEIIX PEREIR1 BA SIIiVA.
O proprietario d'este estabelecimento convida ao respeitavel publico desta ca-
pital a vir surtir-se do grande sortimento que tem de fazendas, tanto da moda como de
tet, assim como de um grande sortimento de roupas para homens e meninos, e as
pessoas que negociam em pequea escala, tanto da praca como do mat9, aesta casa
podero f?zer os seus sortimentos em pequeas ou grandes porcoes, venden lo-se-lhes
pelos precos que se comprara as casas ngtezas ; assim como as excellentissimas fami-
as, podero mandar buscar as amostras de todas as fazendas, jou se Ihe as mandam
evar em suas casas pelos caixeiros d'este estabelecimeito, que se acba aberto con-
stantemente desde s 6 horas da manhSo. s 9 da noute
Explendido sortimento de
Alpacas tarradas de cores a ftftO
Alpacas a 560 Alpacas a 560
Alpacas de cores
Na toja do PavSo ra da Imperatriz n.
60, vende-se ons poneos de mil covados
das mais lindas e modernas alpacas lavradas
com as mais modernas e bonitas cores,
proprias par vestiilos e nwpas para meni-
nos, tendo er.tre ellas aaui, lyrio, roxo, cor
de canna, verde claro etc. e os lavix>res
Gasemiras da moda
lir_ NA
1-O.I A IK> PAVAO
Uwigou pelo ultimo vapor francez, um
grande e verdadeiro sortimento das mais
modernas e mais finas casemiras para eal-
cas, paletots eooletes, tendo lisas, com lis-
tras e com listra ao lado, tendo para todos
os precos, e aaoga-se venderem-se muito
mais barato do que em outra qualquer par-
te, assim como das mesmas se manda fa-
** QUfciMAB
NOY EXPLENDIDO SORTIMENTO
Agua-florida de Guis-
lain
muito mtwSinhos assentados era urna s^zer qualquer peca de obra, a vontade do
cor; para se poder rotahar esta fazenda
Comp]
>ra-se
larinha de mandioca da terra
.mervio i, 17.
na rna do Com-
Sedlas de .$ c 3$
Compra-.se na easa de Theodoro Simn
<&_C., largo do Pelournho.
_, COMPRAD
moedas de ouro e prata de todos os valo-
res, ouro e prata em obras inutilisadas, e
bnlbanles c mais pedras preciosas : na lo-
ja de ourives do arco da ConceicSo no Re-
cire.
Compra-s urna eserava i|iie saiba cozinhar
e engommare tenha pratiea de erviee de ra
tratar na ra da Con.ordia n. II).
VENDAS.
Vende-se urna eserava raoca de bonita (igura,
que sabe engommar e coser bem, cozinhar soffri-
velmente e fazer lahyrintho, rendas e hicos : a
traUr na rna da Santa Cruz, casa n. 16. |
Vende-se
liolieiro, criado
a. 36 da rna das Cruz s.
um bonito mulato proprio para
ou outra qualquer cousa por ser
no 3 andar do sobrado
\ ende-se um miilatinho de l anuos, bonita
figura, peca e proprio para un pagem ou copei-
ro, vindo do mato : na rna do Foro n. 9.
Viaho degestivo de
chassaing
COM
PEPSINA E BI*STAEX.
Remedio por excellencia para cura certa
das digestes dlficeis e completas, acalmar
s dores gastralgias, e reparar as foreas
produ-zindo urna assimulacSo completa dos
tlimentos; sendo mais um excellente tnico.
YEJtfDE-SE
PHARMACIA E BROG,VRL\
BE
EartholomcH f: c.
34RA LARGA DO ROSARIO34 "
FUNDICAO 00 BOWMAfl
Kua do Etrmu a. ..
PASSANDO O CHAFARIZ
Tem sempre deposito de todo o marinis-
mo erapregado na agricultura da provincia,
entre o qual:
Machinas de vapor, para assuear e para
algodao.
Rodas d'agoa.
Motores de diversas especies.
MeeRdas de oanna.
Rodas dentadas, para animaes, agoa e
vapor. -
Taixas de ferro, batido fundido e de
sobre.
Alambiques.
Atados e instrumentos d'agneultura.
Descargadores d'algodo etc. etc.
Havendo em ludo variedade de tamaito
desdo o menor at o maior que se costu-
ma empregar.
pelo barato preco de 560 rs. o covado, *m
preciso azer-se urna grande compra deste
artigo, o qual grande pechincha.
Aos ez mil covados de cassas
fraacezas
Covado a 300 Covado a 300
Cav Covao a 300 Covado a 300
Co\ado a 300 rs.
Vonde-se na leja do Pav3o ra da Im-
peratriz n. 60 urna grande qsantiade de
mil covados das melhores casas "francezas
para vestidos, teno padroes miudos e gra-
dos, assentados em todas as cores, estas
cassas sao propiamente frascezas, tendo
transparentes e tapadas, com tanto corpo
quasi como a-chita, e alera 4os padroes
serem muito benitos, s3o todos fixos e seria
fazenda para muito mais dintietro, mas rc-
talha-se a 300 rs. o covado.
lspartiikos a 300 Paro
Vende-se ama grande porcSo de esparti-
Ihos modernos com o competente cordSo,
tendo sortimento de todos os tamanhos, e
vendem-se a 3$ cada um.
MADAPOLN ENFESTABO A 3S600, S
NO PAVA
Vendem-se pecas de madapolo enfestado
com 12 jardas, sendo muito incorpado pelo
barato preco. de 3^600 res, assim como
pecas de algodosinho com 16 jardas
4S00 e 5000 ris.
SSA1E PBCHSCBA
A pataca o^covado
PERCALLAS A 320 S.
AOS DEZ MIL COVADOS
PERCALLAS A 320 tS.
Na loja do Pavo roa da Imperatriz n.
60, vende-se urna grande porcao de per-
callas francezas proprias para vestidos, sen-
do de core* fixas e mais larga que as cid-
tas, tendo es pannos maito encorpados e
desenhos mais bonitos
freguz, para o que tem um bom alfaiate.
Aos quinhentos palitots
a 183 c20#000.
Na leja do Pav3o ra da Imperatriz n.
60, ve*dem-se urna grande porco de pa-
litots sobrocasacados, e propriamente so-

FOLHA DE
FLANDRES
da fabriea Derwent a 293-jOO I C ou -2-*.jOO'sor-
lida : na ra da Cadeia n. 4.
Vende-se urna machina o um cavallo, tudo
em mnito bom estado, nertencente a sua nadara :
na ron di Senzala-nova n. 30.
Vendem-se dous moleques, um de 7 a 8 an-
nos e outro de 10 a 11 annos : na ra do Quei-
mado n. 2.
COLA
Vende-sc superior eola da Babia : no escriplorio
de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C, ra da
Cruz n. 57.
!? Vende-se na sua Nova n. 2 ama grande car-
teira de urna face para cscriptorio, a qual nova
e bem acabada, e por preco commodo.
Vende-se ama muleca do ,1o annos, bonita
pe^a, una mulata de 30 com hWidades : na ra
do Fogo o. 0.
ALii^'a-se
na Tassagem da Magdalena (entre as dnas pintes)
urna casa terrea eoin bastantes eommodos, quin-
tal murado, ocMra, e-tribaria etc.: quem pr-
tender dirija-se Escadinha da Alfandega, n. 5.
Precisa-se de um raixeiro le lenlia pratica
de taberna para a ra da Agror n. .50-
Precsa:se de um trabaljiador de massoira,
se for portutraez ser melhor, na padaria da Flo-
resta, era Olmd : a tntr na mesma.
Vende-se terrenos de produeco o com
arvores fructferas e prximo a esta-
co dos trlhos urbanos do Recifo
Olinda e Beberibe, no becco do Espinheiro,
podendo quera quiser dirigr-se nos. domin-
flfosy ao sitio n. 6 na estrada de Jo5o de
Barros, e nos dentis dias, ra da Impe
ratrz n. 08,
GAZ I.4ZI.U
Chegon ao antigo deposito de Henry Forster 6
C, rna do Imperador, um carregamento de ga
de primeira qualidade; o qual se vende em partida.'
e a rctalho por menos preco do que em outra qual
quer parte. .
CUBA DOS CALLOS.
PELA
Pomada gal onpean.
Deposito especial
Pharmacia de Baitholomeo & C.
34------Ra larfja do Rosario------34.
Vcnde-se um sitio nos Remedios, ou permu-
ta-se por urna casa nesta praca : os pretendemos
dirijam-sc ra do Caldeireiro n. 41
DE
para homens, sehoras, meninas o chancas; na
loja da Bxposioao, ra Nova n. 8. Vende-so; por
prego mais commodo que em outra qnalquer parte.
Miguel Gunealves Rodrigues Franca, filho de
-Manoel Goncalrcs Rodrigues, vpnde a heran?aque
em urna qnmta Ihe deixou na iiha de S. Miguel
seu av paterno Joo Gon^alves Rodrigues : a tra
tar na ra do Crespo n. 12, Io andar.
de 320 rs. o covado, garantido-se estar esta
fazenda em perfeito estado, e vendeado-se
por este baratissimo preco para apurar d-
nheiro.
BRAMANTE PARA LEJfCOES COM 10
PALMOS DE LARGURA A 10800
Chegou para a loja do Pavo, ra da
Imperatriz n. 60, urna grande porco de
pecas de bramante com 10 palmos de lar-
gura, sendo largura da fazenda o cumpri-
mento de um lenco!, o qual se faz com um
metro e urna quarta, e para cama de casal,
com um metro e meio; e vende-se pelo
barato preco de 10800 ris cada metro,
tendo esta larga fazenda, outras multas ap-
plicaces para arranjos de familias, sendo
grande pechincha pelo preco.
COBERTORES DE L PARA 0 INVERN
DE 30000 a 60000
Chegou para a loja do Pavio, um gran-
de sortimento dos melhores cobertores, de
la de -carneiro, sendo muito grandes e
muito encorpados, que se vendem de 30
at 60000 cada um, em reiaeo s diffe-
rentes qualidades, pechincha: a eltes an-
tes que se acabem.
ATTENCO
AS PECHINCHAS QUE SE LIQUIDAM
NA LOJA DO PAVO
Cortes de organdy listrados com 10 va-
ras cada um e que tambem servem nara
luto a 30000.
Lanzinhas de cores para vestidos a 200
rs. o covado.
Cortes de cambraia com barras bordadas
e muito finas a 30 e 40000.
Cassa toda preta para vestidos a 320 rs,
a vara.
E' pecbicha para fechar coalas.
Alpacas brilhantes
a 640 rs.
Chef arara para a loja do Pavo um ele-
gante ortimento das mais lindas alpacas
brilhaates eom as mais delicadas cores, e
com 08 mais bonitos lavradinhos a imitacSo
de seda, as delicadas cores que existem
brecasacos de panno pretu, sendo obra
muito bem acabada pelos baratos precos
de 0, sendo forrados de alpaca, e de
200 forrados de seda ; esta fazenda a nao
se ter comprado urna grande compra, seria
para muto mais dinheiro, portti liquida-se
esta pechincha pelos precos cima.
POUPELINAS A 500 RS. O COVADO.
Na loja do Pavo, na ra da Imperatriz
b. 60, vende-se um grande sortimento das
mais lindas poupelinas ou lazinhas trans-
parentes, proprias para vestidos e roupas
de creancas, com as mais modernas e bo-
nitas cores ; padros com listrinlas tniodi-
nhas, que se vendem pelo barato preco de
500 rs. o covado^ pechincha que se acha
nicamente na loja de Flix Pereira da Sil-
va, na ra da Imperatriz n. 60.
AS CAMBRAIAS DO PAVO
Vendem-se nissimas pecas de cambraias
lizas transparentes tanto ngiezas como suis-
sas tendo mais de vara de largura, pelos
precos de 50000 at 100000 a peca, assim
como finissimos organdys branco liso que
serve para vestidos de bailes, por ser muito
transparente a 10000, a vara, ua loja do
Pavo ra da Imperatrir n. 60, de Flix Pe-
reira da Silva.
Cortinados
Para camas e janellas.
Vende-se uro, grande sortimento aos me-
lhores e maiores cortinados bordados-pro-
priospara camas e para janellas, que se ven-
dem a 120000 rs. cada par at 250000 rs,
isto na ra da Imperatrii n. 60, de Flix
Pereira da Silva.
roupas-feitas
NA LOJA DO PAVO RA DA
IMPERATRIZ N. 60
Acha-se este grande estabelecimento com-
pletamente sortido das melhores roupas
Tintura iodelevel para ungir os cabellos,
sem manchar a pelle.
A bem conceiluada agua-florida de Guis-
lain que ento era desconhecida em Per-
Qambuco, j hoje estimada e procurada
por seu efficaz resultado, e ainda mais se-
r, guando a noticia de seu bom effeito e a
experiencia tornar de todos conhecida.
A agua-florida de Guislain composta uui-
:amente de vegetaes noffensivos, tem a
propredade extraordinaria de dar a cor pri-
mitiva'aos cabellos, quando estverem [tran-
cos, e lhes restituir o brilho perdido, e as-
sm como preservar de embranquecer, som
ser prejudicial de modo algum.
E' porm necessario fazer conhecer, que
o bom resultado produzido pela sgua-flori-
da, nao instantneo, como muitas pes-
sflas talvez supponham, mais sim ser pre-
ciso fazer uso d'ella, trez ou quatro vezes,
e logo se obter o fim desojado, como bem
provam testmunhos de pessoas insuspei-
tas, e d'enlo por diante, basta usa-la duas
vezes por mez, contando sempre com o bom
xito, podendo a experiencia ser fcita em
outra qualquer cousa.
Assim pois esta agua-florida acha-se ven-
da na bem coabecida loja d'Aguia Branca
ra do Quemadon. 8,
A Aguia Branca, contando com a protec-
c5o de sua boa freguezia, tambem caprcha
em nao lh'a desmerecer, procurando sem-
pre corresponder a idea favoravel cora que
a honram, e cm prova ao que Dea dito, d
como exemplo o explendido sortimento
que acaba de receber, ainda mesmo achan-
do-se bellamente provida do que de bom
e melhor se pode desejar nos gneros que
sao de sua competencia.
Haja vista aos necessarios livros de mssa
e_oraco, obras de aparado gosto e perfei-
co, sendo: cora capas de madreperola e
tocantes quadros em alto relevo.
Ditos com ditas de marfim igualmente
bonitos.
Ditos com ditas de velludo, outros im
tando charo machetado.
Ditos com ditas de marroquim com cruz
e guarni'co, dorada on prateada.
Coras e tercos do cornalina.
Assim como.

Grande e bello sortimento de loques
toaos de madreperola, madreperola e seda,
sndalo, sndalo e seda, osso, osso e seda,
e faia etc, etc. tendo nos de sndalo alg:- s
com 4 vistas; eoulros japonezes enfeilados
de flores.
Bonitas voltas grandes de aljofares azucs.
Voltas de crcente de borracha.
Meias de seda para meninas e sehoras.
Ditas de fio de Escoca abertas, tambera
para meninas e sehoras.
Ditas muto finas d'algodo, alvas, o
cruas para meninas o sehoras.
Luvas de fio d'Escocia, torcal, e seda
para meninas e sehoras.
Meias de la para homens, mulhcres e
meninos.
Gollinhas e punhos bordados obra de
muito gosto.
Entre-meios finos tapados o transparen-
tes com delicados bordados e praprios
para enliar lita.
E OS PRODIGIOSOS
Annes e collares Rover para creancas.
Bonitos cabases ou bolsinlias de "peca
e setim para meninas ou sehoras.
Lindas cesnhas bordadas a froco, e lisas.
Delicadas caixinhas devidro enfeltadas
com pedras, aljofares, etc.
Ditas de tartaruga para joias.
Bonitos albuns com msica.
Pinseis ou bunecas para poz de arroz.
Novos c delicados ramos de flores com
marrafes para enfeilar coque?.
Bello sortimento de trancas de palha.
Fitas largas para cintos.
Cintos de filas largas com bonitas rama-
gens.
Brincos e alfinetes de madreperola.
Ditos esmaltados, obra novas e bonita
com os aesennos mais bonitos que tem
vindo ao mercado, tendo padroes miados cjsendo calcas palitOts e coletes defeasemira,
grados e -vende-se pelo baratissimo preco- 4c panno, de brim, de alpaca, e' de todas
as mais fazendas que os compradores pos-
sam desejar, assim como na mesma loja
tem um bello sortimento de pannos casemi-
ras, brins, etc. etc. para se mandar fazer
qualquer peca de obra, coma maior promp-
tdao vontade do freguez, e nao sendo
obrigados a acceita-Ias, quando nao stejam
completamente ao seu contento, assim como
n'estfi vasto estabelecimento encontrar o
rcspeitavel publico um bello sortimento de
camisas francezas e inglezas, ceroulas de
linho e algodo e outros muitos artigos
proprias para homens e sehoras promet-
tendo-se-lhe vender mais barato doqu em
outra qualquer parte. Na ra da Impera-
triz n. 60, loja e armazem de Flix Perei-
ra. da Suva.
O atoalhado do Pavo.
Vende-se superior atoalhado de algodo
jom 8 palmos de largura, adamascado a
20200 a vara; dito de linho fazenda muito
superior a 30200 a vara ; guardanapos de
inho adamascados a 40500 a duzia e muito
Inos a 80000, e ditos econmicos a 30500
t duzia.
ALPACO DE CORDO PARA VESTIDOS
A 10000
Na loja do Pavo, vonde-se superior alpa-
co ou gurguriopara vestidos, sendo n'es-
te genero o maw moderno e mais bonito
que tem vindo ao mercado com dfferentes
cores, sendo mais largo que alpaca e ven-
de-se pelo baratissimo preco do 10000 o
cavado.
Xovidadc Xovldaslc
GURGUROES DE SEDA PARA AS FESTAS
DO MEZ DE JUNHO
Chegou pelo vapor de 14 do corrente,
para a loja do Pavo, ra da Imperatriz
n. 60, um brlhante sortimento dos mais
modernos e mais bonitos gnrgures de seda,
para vestidos, tendo padroes miudinhos e
grados, com lindas listras matisadas, as-
sentadas as mais delicadas cores, como
ejam, verde, bismark, lyrio, azul, perola.
etc. etc., assim como ditos lisos de todas
que est finalisando a liquidaco da ra do
Crespo n. 17 de Antunes Guimares & C.
Camisas bordadas para sehoras, lencos de labyrinlo, fronhas, hicos e rendas da
terra, cortes de tarlatana bordados para casamentos. cortes de vestidos de cambraias
bordados, alpacas de cores lisas e de listras, procalas aluda de bonitos gostos, casaqui-
nhosde casemna para sehoras. saias bordadas e baloes de todas as qualidades etc.
fOra da iiquidaco
Reos cortes de vestido de blond, reecbdos pelo ultimo vapor.
Pompolinas de gostos espeeiaes, que mnito agradam.
Gorgoroes lisos de cores para vestidos, fazenda ultimameiitechegada.
Colxas de seda de todas as cores.
Chitas afostuadas fazenda nova no mercado. .
'Ricos chapeos de palla para sehoras e chapellinas de novo gosto.
Esteiras da India proprias para forrar salas c quartos.
Bons e bonitos tapetes de todos os Umanhos.
Tapetes avelludados para covados: c outros muitas fazendas que s vista se
e a realidade do barateiro.
Os verdadeiros COLLARES ROTEB, os uuicos approTados pela
a Academia de Medicina, lem assim como os mcos outros producto!
attrauido a cupidez dos falsificadores, que para facilitar sua criminan
industria nao se pejj, era reccia annunciar vender fal-os Collahe
con meu soaiE. En previno as familias paia interesse de seus filos
que, para evitar falsificaces, devem exigir, que meus Coxxakzs Ibes
sejao vnididus em caixas de tambas de encaixe e corredias cobertai
por & ettiquetas com a micha marca de fabrica e encerrando nm
prospecto circunstanciado, e selladas por urna medalha com o lettreiro.
COUAR ROYEH. Rae St-Iartin. 225. Pars.
neste ^ello sortimento encontra-se o bonito' *s_ coras, garantindo-se que na actualidade
Bismajt.^o bello Lyrio, o delicado verde
pssimomo, perola, roxo*tfanna,.azul caf,
etc. .-Vende-se esta bella fazenda peto.ba-
ratissmo preco de 640 rs. o covado por se
ler ricebido em direitura urna grande par-
tida jBuperior a dez mil covados, seno
seria^ara muito mais dinheiro, isto na loja
e armazem do Pavo, ra da Imperatriz
n. 60 de Feliz Pereira da Silva.
Vestido eom duas saias a 4O3
Chegaram para a loja do Pavo ra da
Imperatrie n. 60, os mais modernos cortes
de pdjil do Chvre com duas saias para ves-
tidos* sendo n'este genero o^jue ha de
melhar e.mais novo no mundo, e vendem-se
pelo barato preco de 200000 na loja de
Flix Pereira da Silva.
INJECTION BRO

nao ha urna fazenda de mais gosto nem de
jnais pbantasia do que esta,que se vende por
preco muito rasoavel, no estabelecimento
de Flix Pereira da Silva.
Bbadinhos baratos na loja
do Pavllo.
Vende-se urna grande porco de bba-
dinhos de todas as larguras, sendo cora os
babados verdadeiros, por urna terca p*te
de preco que se vendem em outra qualquer
loja, s com o im de acabar-so eom este
artigo, assim como tambem se vende urna
grande parte d'entremeios, pelos mais li-
mitados precos para acabar, na loj i e ar-
mazem do Pavo, ra da Imperatriz n. 60
de Felii Pereira da Silva.
DE FGADS FRESCG& DE BACALHO
DI
MEKgAO DE HONRA
Vende-se em frascos
e rucio frascos triangu-
lares, pliarmacia Hoce,
2, ra de CasUglione,
em Paria.
As eonirafaevAcs, oS oleo, pardo., d'qni clmii-o forte, o ,.,:.., cuoiposicoc
de |)cncs coamwns, ucs romo o esuua o, a arrala a nhnrn i/C-, ,|"/'ualvw ioiw com oros
i o oleas dos annailores pncatlores,
* verdadeiros oleo, de aado-i
i.-:s oii-oa coinmuna' ou si urrr oiiuds n imiusina p.r precro nial oaixos. c;i nnantn mm n. vu,u;___ i ^ saa
f,-,-co s3o MrmLQu caro, v*tqng pa ol ^ f'l^01^ fC C8a B,:-..,!vigilancia e ter o, n.aior^a cuidado .osaron"os 1^^^^/, 9J5Z "", ""' CUrapre CICrecr
,M. me desde o anno de mo. fsJ I,. purZV^e^^^^^Tm3^
p-m^m-n para ene pncoso ncdrCamcnto urna fama universa, nw mltJtiZfa nX %"
SWorcWatraJ,amfls,a,0,mm^
^^^^^^pi^^outw oleoi m
*..(?.,a )i aiorarel do clu-fe dos trbal.o. chymicos da F,
PMUS oonriue como aegue : > 0 oleo c6
ei>i<> oa maU o que ot oteot p
repara, cale, quanlo ao cheiro e tafior.
i Vnae, do. p.Ue. e.lr.i
* r'"a i^^S&^
i e nio aprtsenta algum dot inconveniente, que u



-


6
Diario de Pemambuco Quinta feira 5 e Agosto de 1869.

r


I
/
GRANDE LIQUIDACM)
?A LOJA <* i
. DA **%* ]
ARARA
72.-Ra da Imperatriz.
Alerta freguezes
que Arara vai cantar,
Para vender suas fazendas (baratas)
que muito ha de agradar.
0 proprietario deste estabeleeitnento, tondo grande poreo de fazendas em
#?r, vai proceder urna liquidacao em todas as fazendas e roopas feitas existentes no
eJtabelecimento, agora que 6 occasiSo de quem tetn pouco dinheiro poder se vestir de
fcoa fazenda e baratis'sima como se poder ver no annuncio abaixo mencionado.
MADAPOL&0 BARATO A 3)500.
M. 5
ir7
Vende-se pecas de madapolao enfestado
iti 12 jardas 3$500, dito de 21 jardas ou
22 metros 5& 00, 0*300, 7*500, 8*000 e
-$00O.
CHITAS FRANCESAS A 280 rs.
BRAMANTE PARA LENCES A S|.
Vende-sc bramante com 10 palmos de
largara para lences, a 2*, a vara.
PECAS DE ALGO.vO A 44.
Vendem-se pecas de algodao muito en-
cornado U, 8$, G*800 e 7*.
j >
m
HCA HA CApEIA
DE Ta
!
-ir
31
Vendem-se chitas francezas para
vesti-'Colcriahos econmicos a
dos a 280, '.O rs. o covado, ditas escuras
muito finas 360 rs. o covado!
Chaliu niiiilo flao 8D0 rs.
Vende-se chalin para vestidos ie senliora
i 800 rs. o covado.
PERCALES A 440 RS.O COVADO.
Vende-se percales muito finos para ves-
tidos de senliora a 440 rs. o covado.
Brilhanilnas & 4 IO rs.
Vende-se briiliantinas ou mursulinas de
cores para vestidos de seohoras 440 rs. o
cavado, lazinhas muito finas para vestidos
de senliora 400 rs. e fOO rs. o covado,
ditas de quadrinhos 240 rs. o covado.
RISCADO FIUNCEZ A 300 R5. O COVADO
Vende-se riscado francez para vestido
de_sen!iora 360 rs. o covado.
lasiuhas a S40 rs. o corado.
Vendem se ISasinhas para vestido de se-
nhora a 240, 280, 320 rs. o covado.
Cassas francezas a 280 rs. o covado.
Vende-se cassas francezas 280 rs. o
covado, chitas francezas finas a 280 e 320
rs. o covado.
Chales de merino a .
Vende-se chales de merino estampados
*e 2*500 cada um, para acabar.
CORTES DE LAS ABERTOS A 2*400
Vende-se cortes do la para vestidos de
senhora, 2*400 cada um.
ALPACAS DE CORES PARA VESTIDOS
Vende-se alpacas de cores para vestais
de senhora, 720 e 800 rs. o covado, di-
tas de listras 700 e 760 rs. o covado.
Chitas prnsslanas :*<>.
Vende-se chitas prussianas de listras de
cores muito bonitas a 360 rs. o covado.
CHITAS PARA COBERTA A 3i0
Vende-se chitas incorpadas para coberta
a 320 rs. o covado.
Bales de 3 a SO arcos
IHM,
Vende-se bales de 20 a 30 arcos
IA500 cada um, bales modernos brancos
ede cores 5#.
duzia.
Vende-sc colerinhos econmicos a 320
a dnzia, s se vende assim barato por ter
grande porcSo.
CASEMIRAS DE CORES v
Vende-sc cazemiras de cores para calsa
e p.ilitt 2* 2*500 e 3* o covado,
Algodo enfestado 14.
Vende-se algod5o enfestado proprio para
lences e toalhas, I*, a vara ou 900 rs. o
metro. #
BRI.M PARA CALCAS A 400 RS. 0
COVADO.
Vende-se brim para calcas e palitots de
homem e menino, 400 e 440 rs. o co-
vado, dito lizo a imitaco de ganga a 360
o covado.
Algodo de Listras a OO rs.
o covado
Vende-se algodo de listras para roupa
de seravos a 200 rs. o covado.
CORTES DE BRIM CASTOR A 640 RS.
Vende-se cortes de [ brim castor para
calca de homem, ;i 640 800 rs. cada um.
CARTEIRA PARA VIAGEM A 1*.
Vende-se carteiras para viagem 1*
cada urna, cobertores de algodao 1*500
cada um.
Cobertas de chita l$SOO
Vende se cobertas de chitas de cores
i*800 e 2*, cada urna.
ALGODAO TRANCADO DE EAS LARGURAS A
U200.
Vende-so algodao transado de duas lar-
guras, proprios para lences e toalhas para
mesa, se vende a 1*200 o metro.
llantas para gravata 900 rs.
Vende-se mantas para gravata a 200 rs,
cada urna, lencos de seda de flores, a 640
cada um.
ATOALHADO PARDO A 2*500.
Vende-se atoalhado pardo para toalhas
de mesa 2*500 a vara, taalhas escuras
1*. cada urna. Ra da'Imperatriz loja
da Arara n. 72.
SOB A DIRECC DO MUITO HAR1LARTISTA
Laurmno, alfaiate.
Os propietarios deste novo estabelecimento, tendo experimentado a necessidade
urgente de ter nadirecgo de sua ofiicina de roupas por medida, um artista perito, tem
contratado o Sr. Lanriano Jos de Barros para tal mister, convictos de que satisfar
com todo o capricho a vontade do freguez.
Tem o mesmo estabelecimento um bom sortimemto de fazendas proprias para
roupas de homem, como sejam: casimira de cor, indos padres, completo sortimento de
pannos finos, preto o de cor, casimira preta, grande sortimento de brins brancos e de
cores, meninos de diversas qualidades, bombazina, lindos cortes de gorguro para collete,
gorgurao Pekin, superior qualidade.
Os freguezes encontrarlo anda um variado sortimento de roupa feita, camisas
nglezas, collarinhos, ceroulas, grvalas pretas e de phantasia, meias para homens, se-
nhoras, meninos e meninas, chapeos de seda para sol, colchas, bramante, atoalbado,
bales de diversas crese modelos, cambraias, malas para viagem, e outros muitos ar-
tigos que a modicidade de scus precos incita a comprar.
A ra da Cadeia n. 45
ItlVAL Si
Rua do Quemado ns. 49 e 57
lojas de miudezaz de Jos de
uzevedo Mata, est acabando
com as miudezas de seusestabe-
lecimcntcks por isso queram apre-
ciar o que c bom e baratissimo.
Pecas de tiras bordadas com 12
metros, fazenda superior, a
1*500, 2*. 3* e..... 4*000
Caixas de linha com 50 novellos 500
Pares de sapatos de tranca fa-
zenda nova a ..... 2*000
Pares de sapatos de tapete
(s grandes) a....... 1*500
Duzias do meias cruas para ho-
mem a ........3,2800
Tramoias do
IjOJA
do
CONVITE GERAL.
0 proprietario do armazem de fazendas denominado Garibaldi, na ra da Impe-
ratriz n. 56, declara ao respeitavel publico que tendo grande deposito de fazendas em
ser, e desejando diminuir este grande deposito por meio de urna liquidado que fin-
dar no dia 15 oo 20do corrente, por isso convida ao respeitavel publico a vir surtir-
se de boas fazendas, e por diminuto preco, a saber:
CHITAS LARGAS A 280 rs.
Vendem-se chitas francezas largas a 280,
320 e 360 rs.=o covado.
ALGODAO ENFESTADO TRANCADO A
1*000.
Vende-se algodo enfestado trancado para
lences a 1*000, dito liso enfestado a 900
metro.
CASSAS FRANCEZAS A 240 RS.
Vendem-se cassas francezas para vesti-
dos de senhora a 240 e 280 rs. o covado.
MADAPOLO ENFESTADO A 3*300.
Vendem-se pecas de madapolao enfes-
tado a 3*300, dito inglez de 24 jardas ou
22 metros a 5*, 6*, 7*, 8*, 9* e 10*. a
peca.
LANZhNHAS PARA VESTIDOS A
200 RS.
Vende-se lanzinhas para vestidos de se-
nhora a 200r 240, 320, 400 e 500 rs. o
covado.
BAREGE PARA VESTIDO A 500 RS.
Vende-se barege de listas para vestidos
a 500 e 640 o covado.
.ALPACAS DE CORES PARA VESTIDOS A
5j0 rs. O COVADO.
Vendem-se alpacas de cores a 500, 640
e 720 rs. o covado propria para vestido de
senhora.
SEDAS DE CORES A 1*.
Vende-se sedas de cores para vestidos de
senhora a 1* o covado.
PORCAO DE RETALHOS.
Vende-se urna porcao de retalhos de cas-
ias, de la e sedas e de outras fazendas
por muito barato preco.
A' elles antes que se acaben).
CHALY DE CORES A 800 RS.
Vende-se chaly de listas de seda a 800 rs.
o covado.
CHALES DE CASSA A l&.ffKM
Vende-se chales de cassa a 14, e de me-
rino a U.
CORTES DE LA A 2*460 RS.
Vendem-se cortes de la de listra para
vestidos de senhora a 2*400 rs. para aca-
tar.
ALGODO A PE?A 4,0000.
Vende-se pecas de algodo a 4*, 5*, 6*
e 7* a peca. E muitas outras cousas que
seria enfadonhn mencionar.
CHITAS PARA COBERTAS A 280.
Vende-se chitas francezas para cobertas
a 280 o covado, dita encarnada a 320 rs. o
covado.
CASEMIRAS DE CORES A 2*500.
Vende-se casemiras de cores a 2*500 e
3*000 o covado.
CHAPEOS DE SOL DE ALPACA A 3*000.
Vendem-se chapeos de sol de alpaca pre-
ta a 3*000, dios de seda a 10* cada um.
BRIM DE CORES A 400 RS.
Vende-se brim de cores para calcas de
homem e meninos a 400 rs. o covado.
Gangas para calca a 30 rs.
Vendem-se gangas de cores para calca e
palitots de homens e meninos a 320 rs. o
covado.
MUSSELINA BRANCA A 500 RS.
Vende-se musselina branca a 500 rs. o
covado, dita de cores a 440 o covado.
Percales finas para vestidos de senhora
a 440 o covado.
TAHLATANA VERDE A 320 RS.
Vende-se larlatana verde e de cores a
320 o metro.
Lencos brancos a 2*.
Vende-se lencos brancos a 2* a duzia.
Gollinhas e manguitos para senliora a
500 rs. i
Ditas de linho fino a 1*000, para aca-
bar.
[GRANDE SORTIMENTO
BE ROUPA FEITA DE TODAS A8 DUALIDADES.
Vende-se a roupa feita por menos 26 ou
30 por cento do que em outra casa: por
isso os pretendentes podero vir examinar
para ver a realidade do annuncio.
Velbutina preta a 320 rs. o covado, para
acabar.
BALES DE ARCOS A 1*500.
Venden:-se bales de 20 e 30 arcos a
1*500 cada um, ditos modernos a 4*.
BRIM HAMBURGO A 8*000 A PECAn
Vendem-se pecas de brim lizo de Ham-
burgo a 8*. vem a ser mais barato do que
algodaosinho.
CORTINADOS A 14*000,
Vende-se cortinados para cama a 14*
para liquidar. Ditos para janellas a 7#.
Todas estas fazendas se vendem muito
barato na" ra da Imperatriz n. 56.
v
Porto fazenda boa
e pejo preco melhor 100 attos a
Uvros'de missoes abreviadas a .
Duzia de baralhos francezes muito
linos a2*400 e.....2*80C
Silabario portuguez com estam-
pas a ........
Gravatas de cores e pretas muito
finas a.....
Cartees com colchetes de lato
fazenda fina a......
Abotuaduras de vidro para colete
fazenda fina a. .
Caixas com penna d'aco muito
finas a 320, 400, 500 e .
Cartoes de linha Alexandre que
tem 200 jardas a .
Carreteis de linha Alexandre de
70 at 200 a......
Caixas com superiores obreias
de massa a......
Duzias de agulhas para machina
Libras de pregos trancezes di-
verso tamanho a. .
Livros eseripturado para rol de
roupa a.' .' .
Talheres para meninos muito
finos a. ,......
Caixas com papel amizade muito
fino a........
Caixas com 100 envelopes muito
finos a........
Pentes volteados para meninas e
senhoras a.......
Thezourae muito finas para
unhas e costuras a. .
Tinteiros com tinta preta muito
boa a 80 120 e .
Varas de franja para toalhas fa-
zenda fina a. .
Pecas de fita branca elstica
muito fina a......
Novellos de linha com 400 jardas
Resmas de papel de pezo azul
muito fino a......
Grozas de botes de louca muito
finos a........
*200
2*000
*320
0500
*O20
*500
1*000
*100
*100
*04fl
2*000
*240
*120
*240
*700
*600
*320
*500
*320
160
200
60
Machinas a vapor de
forca de 3 e 4ca-
vallos.
Motores para 2 cavallos.
Arados americanos.
Machinas de faco e serrotes para desca-
rocar algodo.
iialancas para armazem e balco.
Camas de ferro.
Cofres de ferro de Milnez e de L'hit-
field.
Prencas para copiar cartas.
Fogo americano patente.
GALLO PILANTE
Rua lo crespo n. 9
Os -proprietarios deste bem conliecido cstabolc-
cimento, alm dos muitos nbjecfos que tinhara ex-
postos a apreciarlo do respNtavcl publico, man-
daram vir e acabam de receber pelo ultimo vapor
da Europa um completo e variado sortimento de
finas e mui delicadas especialidades, as quaes es-
tao resolvidos a vender, como de seu costume,
Sor precos muito barafinhos e commodos para to-
as, com tanto que o Gallo....
Muito superiores luvas de pellica, pretas, bran-
cas e de mui lindas cores. .
Mui boas e bonitas gollinhas e punhos para se-
nhora, neste genero o que ha de mais moderno.
Superiores pentes de tartaruga para coques.
Lindos e riquissinios enfeites para canecas das
Expas, senhoras.
$uperiores trancas pretas e de cores com vidrl-
IhO e sem elles; esta fazenda o que pode ha ver
do mellior e raais bonito.
Superiores e bonitos leques de madreperola,
marfim, sndalo e osso, sendo aquelles brancos
com lindos desenhos, e estes pretos.
Muito superiores meias lio de Escossia para se-
nhoras, as quaes sempre se venderam por 304000
a duzia, entreunto que nos as vendemos por 20,
alm destas, temos tambem grande sortimento de
outras qualidades, entre as quaes algumas muito
Anas.
Boas bengalas de superior canna da India e
castao de marfim com lindas e encantadoras figu-
ras do mesmo, neste genero c o que de melhor se
pode desejar ; alm destas temos tambem grande
Suantidade de outras qualidades, como sejam, ma-
eira, baleia, osso, borracha, etc. etc. etc.
Finos, bonitos e airosos cbiconbos de cadeia e
de outras qualidades.
Lindas e superiores ligas de seda e borracha
para segurar as meias.
Boas meias de seda para senhora e para meni-
nas de i a 12 annos de idade.
Navalhas cabo de marfim e tartaruga para fazer
barba; sao muito boas,e de mais a mais sao ga-
rantidas pelo fabricante, e nos por nossa vez tam-
bem asseguramos sua qualidade e delicadeza.
Lindas e bellas capcjlas para noiva.
Superiores agulhas para machina e para crox.
Linha muito boa de peso, frouxa, para encher
labvrintho.
Bons baralhos de cartas para voltarete, assim
como os tontos para o mesmo fim.
Grande e variado sortimento das roelhores per-
fumarias e dos melhores e mais conhecidos per-
fumistas.
f COLARES DE ROER.
Elctricos magnticos contra as convulsoes, e
faciltalo a denticao das innocentes criancas. So-
mos desde muito recebedores destes prodigiosos
collares, e continuamos a recebe-los por todos os
vapores, afim de que nunca faltem no mercado,
tomo j tem acontecido, assim pois poderao aquel-
les que delles precisarem, vir ao deposito do gallo
vigilante, aonde sempre encontraro destes verda-
deros collares, e os quaes attendendo-se ao fim
para que sao applicados, se venderlo com um mui
diminuto lucro.
Rogamos, pois, avista dos cbjectos que deixamos
declarados, aos nossos freguezes e amigos a virem
comprar por precos muito razoaveis loja do gallo
vigilante, rua do Crespo n. 7
21
A NOVA ESPERABA
tlua do Queimado ]
dvertencia!
Grande e completo sortimento de machinas para
descarocar algodo de nova inven cao chegadas l-
timamente em dircitura para a loja de Manoel
Bento de Oliveira Braga 4 C, ha rua Dircila n.
53. Garntese que a melhor qualidade que at
o presente tem vindo ao mercado : acham-se em
exposicao aos compradores.
Systema decimal.
Grande e completo sortimento de pesos kilo-
grammos de melhor comprehenso dos que tem
vindo at o presento, assim como marcos de latao
at meio grammo pelo mesmo systoina, balancas
de latao de forca de 5 a 20 kilogrammos, metros
de madeira e de lalao para medir fazendns, alm
de grande sortimento de miudezas e ferragens de
todas as qualidades, tudo por precos qne s a vista
faz crdito : na rua Direila n. 53, luja de Manoel
Bento de Oliveira Braga 4 C.
Extrartlim earnis.
Este producto alimentacao paradoentes, mui
apropriada para rrinnras, e para as pessoas sla< :
indispensavel a todos," porm principalmente aos
viajantes, que U-rfio nellc o recurso de.poder
ter alimentacao de carne fresca wcorruptivel, e
que com faeilldade soaprompta e se conduz, por-
que n'um pequeo volume carregasealimentacJ"
para muito lempo. Sobretudo chama-se a attn-
cao dos Srs. de engenho que encontraro no EX-
THACTUM CABNIS o recurso de alimentacao agra-
davel, hygienica c barata para scus fmulos e seus
doentes.
Este producto fabricado pelo processo do dis-
tincto medico Dr. Ubaluba, no Rio-Grande do Sol,
que acaba de crear um deposito nesta cidade em
casa de Jos Vctorixo de Hezbnde & C, rua da
Cada, escriptorio n. 52, Io andar, vendendo-se :
No deposito rua da Cada n. 52.
as pharmacias dos Srs.:
Manoel Alves Barbosa, mesma rua n. 61.
Joaquim de Almeida Pinto, rua larga do Rosa-
rio n. 10.
Antonio Maria Marques Ferrcira, praca da
Boa-vista n. 91.
N. B.As latas que contem o extracto trazem
urna guia para seu uso.
COGNAC.
Boa ra^a.
Vende-se um casal de borros de raca Andaluz,
expeliente para prodcelo : quem pretender e
quizer ve-Ios, queira dirigir-se cocheira con-
fronte a torre do arsenal de marinha, e para tra-
tar no largo do Corno Santo n. 6,2 andar.
Burras.
Vendem-se duas facciras c ensinadas burras
para carro : a tratar na rua do Vigarion. 31.
Agulhas
para machinas de costura de Grover & Baker :
vendem-se na rua da Cadeia do Becife n. 51, 1'
andar, a 25 a duzia.
De stiperior qualidade da mui accredita-
da fabrica de Bisquit Dubouch & C, em
cognac urna das que mais agurdente de
cognac, fornecem para o consummo do
Reino da Inglaterra.
Vende-se em casa de Th. Just. rua do
commercio n. 32.
Tabellas vermicidas
DE
Antonio Nunes de Castro.
Vermfugo efficaz, e preferivel a todos os
conhecidos, j pela certeza de seu resulta-
do, ej pela fcil applicacSo as creancas,
qiiasi sempre mais atacadas de t3o terrivel
e muitas vezes fatal soffrimento.
NICO DEPOSITO
* NA
Pharmacia e drogara.
n
Barthomeu A C.
34Rna Larga do Rosarlo34
BAZAR UNIVERSAL
SORna Iova5O
Carneiro Vianna
Neste BAZAR encontra-se om completo
sortimento de todos os artigos que se ven-
dem por precos commodos como sejam: Um
completo sortimento de machinas para cos-
tura de todos os systemas, mais modernas
adoptados na America e approvadas na ul-
tima exposicao servicos a electos para almo-
co e jantar, salvas, bandejas, taboliros, bol-
sas e malas para viagem, indispensaveis para
senhoras, candieiros para sala e cima demesa,
parede e portal, mangas, tubos e globos de
v'dro, machinas para fazer caf, ditas para
batervos, ditas para amassar farinha, ditas
para fazer manteiga, camas de ferro para
casados, solteiros e enanca, bercos, cadei
ras longas para viagem, ditas de balanco,
espelhos de todos os tamaitos, molduras
para quadros.gaz, baldes americanos, gu r-
da comidas, brinquedos para criancas, um
completo sortimento de cestinhas, oleados
para sala e cesa, tapetes para sala, quarto,
frente de soph, janella e porta, capachos de
Sparto e coco, objectos para escriptorio e
muitos outros artigos que se encontraro
venda no mesmo estabelecimento e que vale
a pena ir examinar.
Liquidaca
Vende-se a serrara a vapor e fabrica de choco-
late rua do Mondego n. 99, nma machina a va-
por de forca de oito cavallos, urna serra para ser-
rar pranchao, podendo serrar com 12 serras de
urna vez, urna machina de fazer taboas de assoa-!
Iho, limpando e fazendo macho e femea de urna
s vez. tambem para obra de carapina e mareinei-
ro, duas serras circulares, urna serra de volta e
outra de cortar desenlio namadeira^uma machina
de engradar e outra de fazer moldura, tornos de
tornear madeira, e todas as machinas necessarias
para fazer de ISO a 200 libras de chocolate diaria-
mente, tudo prompto a trabalhar, tendo tambem
diversas ferramentas para fazer os concertos de
que possam precisar as machinas. Tudo pode ser
examinado na mesma fabrica, das 8 horas da ma-
nhaa ao meio dia.
MASSA e XAROPE
DECODEINADEBERTHE]
Precpnisados por Iodos os mdicos contra os I
DEKLraOS, CATHARROS, E TODAS ASI
1RRITACOES DO PE1TO.
N. B. O Xaropt i* Codeina que mereci a |
honra, aliat bem rara entre o$ Medicamentos]
novos, de ser registrado como um dos medica- \
memos ofjicines do Imperio Francs dispcnsaX
qualquer elogio.
AVISO. Por caus da reprchensivcl faW-I
ficafuquo tem tu;ctado o feliz resultada do|
Xarope e ma"a de Borllie somos forcados al
lenbrar que estes incdicanienlos la justamente]
cnncciluailos d se
icudctn cm cai!n-
liasefr.isrcilev;i!:(!o """ ^g 'Jt^f'^-'
a asignatura em
frente.
46, le in '.coks, t ta Pharmacia Central I
deFranra, 7, loe de Jouy, ,m Pars, c em'
I Indas as Pltai ilflu pi nclptei do Brazil,
^|WrTaF|1|r1rr8.........l f|. h^. -^-----------^.g
CEMENTO
PORTLAND.
Vende-se no armazem amarello de Vicente Fer-
reira da Costa & Filho, defronte do arco da Con-
ceicao, em barricas grandes.
PASTILHAS ASSl'CABADAS
DO
DR. PATERSON
De h i mu ii i h c magnezia.
Remedio por excellencia para combate'
a magreza, facilitar a digesto, fortificar
estomago etc.
DEPOSITO ESPECIAL.
Pharmacia de Bartholomeu & C.
34-----Hua larga do Rosario-----34.
Esper?nca, 4 rua do Queimad
n.TiBendo em dtposito grande quantidade
de miudezas, e como se approxima o tem-
po em que tem de sar dado o balanco, por
isso desde j previne ao respeitavel publi-
co, que est resolvida a vender suas mer-
cadorias pelo baratissimo preco, para assim
diminuir a grande quantidade das que
tem: assim pois, venhara os bons fregue-
zes, e os que nao forem fenham ser fregu-
zes, em tmpo tao opportuno quando i
NOVAESPERANQA convida-os pechincha-
rem, pois qne para comprar-se caro, nao
falta aonde e a quem...
Elle quer e ellaquer
E' sempre assim.
Elle (correspondente deParis) quer sem-
pre primar em nos remetter objectos de
gosto e perfeico, e ella loja da Nova Ea-
peranca) quer sempre dividir com seus fre-
guezes o que de bom constantemente rece-
be, e por este lidar continuo (d'ambos)
Nova Esperanca rua do Queimado n. 21,
alm do grande sortimento que j tinha,
acaba de receber mais o segamte:
Bonitos broches, puicoiras e brincos de
madreprola.
Papel e envelopes bordados e mati-
sados.
Papis proprios para enfeitar bollos
bandeijas.
Brincos pretos com domados (ultima
moda).
Fitas largas para cinto.
Modernos galloes, franjas e trancas de
seda e de la, para enfeites de vestidos.
Botes de todas as cores e moldes-novo
para o mesmo fim.
Trancas pretas com vidrilhos sendo com
pengentes e sem elles.
Botoes pretos com vidrilhos com pingen-
tes e sem elles.
Luvas de pellica, camurca e excossia.
Finas meias de seda para senhora e me-
ninos.
Delicados leque de madreperula, mar-
fim, osso e lia.
Espartilho simples e bordados.
Bengala's de baleia.
Finalmente, um completo sortimento de
miudezas rua do Queimado n. 21, na
Nova Esperanca.
Collares anodinos ellectro-magneti
eos contra as convulces das
creancas.
N3o resta a menor duvida, de que muito.
collares se vendem por abi intitulados o
verdadeiros de Royer, e eis porqae muitci
pais de familias nao creem (comprando-os)
no eHeito promettido, o que s pdem dar,
os verdadeiros; a Nova Esperanca, porn
que detesta a falsiflcaco principalmente no
que respeita ao bem estar da humanidade
fez urna encommenda directa destes collareaj
e garante aos pais de familias, que sao ce
verdadeiros de Royer, que a tantas crean
Cas tem salvado do terrivel incommodo d
convulces, assim pois preciso, que ve-
nham a Nova Esperanca a rua do Queimado
n. 21 comprarem o salva vida, para seui
filhinhos, antes que estes sejam acommetti*
dos do terrivel mal, quando entSo ser di-
fficil alcancar-se o effeito desejado, embora
sejam empregados os verdadeiros coare*
de Royer.
V*
^.\.0ERA%^
r-
iihanV/iiiuS,. \'
/sui
Alegrai-vos myopes, e presbytas, j po-
dis ver de longe, j podis ver de perto.
nao ha mais vistas curtas, nem caneadas:
F. J. Germann acaba de receber pelo ulti-
mo vapor um rico e variado sortim' nto de
oculos, luneta!! pince-nez, face -main, lor-
gnons, de ouro, prata, tartaruga, marfim,
ac, bfalo, ncar, unicornio emelchior;
assim como binculos de urna a tres mudan-
Cas para theatro, campo e marinha, da ulti-
ma nvencao ; duquezas, vienezas de 6, 8 e
I2vdros, tudo dos melhores fabricantes da
Europa.
ME
CSSCAUVIN
FkiraadH, B, kookTtrd SAulopoL Htk.
lita precioso Paroattvo vegetal tao commodo I
como gradavel o remedio mais infillirel pin des-1
tnir ti eottf cn, as nemlgla*, as mais re-
beldes issim como a Mil e a Tlteosldade*
Elle eftlor na, (aairttla, oHalranta* exa-
aeca, autaaaa, i re, eaUrraae, ti>l|fai I
alia e rbeamaltiDio.
O nereeimento das t-llulai eaorla pode re-1
air-se nestas palairu : autubcleccr m
ar a uide.
Ellu alo peden) nem resguardo na eomua nem I
kebida; emdose laxante eeimratWa, osase temar I
ellu us reeeeoe i em dote parfattm de eoite aol
aetar-ee.
PernomlmeoiUH. Maarer et 7*.
Cal nova Je Lisboa
Vende Joaquim Jos Ramos, rna da Cruz n.
, i'andar.
Aproveitar em quan-
to duram.
Balics de mnsselina com pequeo toque de mo-
fo a 3/ e a 35500, fazenda superior.
Espartilhos a S500 e 34, cousa nunca vista, s
no triumpho I Outras muitas fazendas que se tor-
ran) por todo o pre^o, rua do Queimado n. 7
POS DE ROG
Approvados pela Academia imperial
it medicina de Par*
m frasco do de Rog, dissolvido
era urna garrafa d'agua, di urna limonada
gradavel, que purga rpidamente e de
um modo certo, sem causar a menor
irritacao com* acontece com a maior
parte dos outros purgantes. Os P* ele
og, sSo inalteraTeis por isso empre-
gam-se fcilmente em viagem.
. | em n 10-JiBiio, Duponekelle; Cketolti.
lili | m Ptuiuaveat Mttr t(p_ .
riinii Ijirr
\
CAPSULAS MOLES
DE
ALCATRAD
Remedio por excellencia para cura rpi-
da e completa das coqueluches, bronchites,
catarrhos, tosses convulsivas, escarros san-
guinos, e outras molestias do peito.
VENDE-SE
piiarmacia'e drogaru
DB
Bartholomeu & C.
34RUA LARGA DO ROSARIO34
DE ENGENHO
ou
ORATORIO PARTIGDAR
VfcNDEM-SE OS SEGCTNTES ORNAMENTOS
Um excellente e bem construido altar
dourado e o respectivo estrado.
Qoatro casticaes e quatro palmas doura-
das para os mesmos.
Urna pedra d'Ara.
Um turibulo e naveta, prateados, tudo de
novo.
Um bonito calis de prata.
Dous ornamentos, sendo nm delles rica-
mente dourado a ouro fino.
Duas ricas alvas com todos os perten-
ces.
Um missal.
Um banquinha dourada:
Seis bonitos quadros com finas ima~
gens.
Tudo por muito barato preco, a tratar
na loja da rua Nova n. 11.
Vendo-se a casa terrea da rua do Senhor
Bom Jess das Grioulas n. 29, com 2 quartos, 2
salas e cosiuha; a tratar na rua do Paysand n
6, (Chora Menino.)
ATTENCAO
No armazem de David Ferreira Baltar, rua do
Brum n. 92, ha venda os seguintes gneros por
precos razoaveis :
Bolinetes de bataneo
proprios para barcacas e byates, milito superiores.
linho do Porto
em caixas de duzia de garrafes, e em barris de
dcimo, do Porto, muito fino.
Farinha de mandioca
ha em saceos, nova e de superior qnalidade.
Pedras de lonza
muito proprias para lavagem de louca em co-
linhas.
CHARUTOS
Os melhores charutos da exposicao e variedade
de outras qualidades, finos ; cncontra-se no hetel
Central de Francisco Garrido, na larga do Rosa-
rio n. 37, andar, e rua estreita do Rosario n.
4 A. Vendem-se a retalho e cm gresso. ______
PHODASn
No armazem pintado de verde, sito a rua
do Caes 22 de Novembro n. 30, vende-se
superior madeira de pinho da Saecia, com
3 polegadas de grossura, 9 de largura, e
14 ps de comprimento a 3^000 cada ama:
taboas de forro a 80, 9jl e 10)5000 a duzia,
pinho americano de resina a200 rs. o p6*




Diario de Pernambuco Quinta eM'i'W^o'e %
v .
i
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u
J
w
Moreira Duarte & C. tendo feito urna
completa reforma no seu estabelecimento
de joia^da ra do Cabug h. 5, Jjunto a
loja de cera) acabam de reabr-lo ao res-
peitavel publico, a quem offerecem um es-
plendido sortimento de joias as mais mo-
dernas e primorosas que teem vindo a esta
prapa, e por prepos o mais resumido possi-
vel. Tambem compram ouro, prata e pe-
dras preciosas
BL5 mk DO CABIIfiA IV. 5
Ra do Queimadon, 49 e 57 loja
de miudezas de Jos de Azeve-
do Mata e Silva conhecido por
Jos Bigodinko.
Est queimando tudo quanto tem em seu
estabelecimento para acabar e fazernovo
sortimento, por isso qneiram vir ou mandar
ver o que bom e barato.
Caixas de linhas do gaz com
50 novellos a 500
Latas com superior baiilia a
120, 200 e..... 400
Frascos de oleo babosa muito
Ano a....... 400
Duzias de meias (inglezas )
muito boas a 44OO0
Garrafas com agua florida ver-
dadera ...... 10200
Garrafas com agua'divina da me-
ihor qualidade .... I $500
Caixas com (2 frascos de cheiros
proprio para mimos 20300
1101 com|C frascos muito finos 0800
Oleo baboza muito lino que so
a vista ...... 0500
Sabonetes de calunga muito bo-
nito ... 0240
Caixas de p de arroz muito
superior ..... 0600
Pecas de babadinho com 10
varas ...... 0500
Pecas de fita de cs qualquer
largura ..... 0500
Escovas para unhas muito fi-
nas ...... 0500
Escovas para dentes fazenda
muito fina ..... 0240
Pulceiras de contas de cores
para meninos 0200
Gaixas de linha branca do gaz
com 30 novellos 0600
Pecas de tranca lisa de todas
as cores ..... 0040
Resmas de papel pautado muito
fino ...... 40000
Pares de botes para punhos
muito bonito .... 0120
Libras de la para bordados de
de todas as cores 80000
Pentes com costas de metal
muito finos 0320
Novellos de linha muito grande
para croxs 0320
Duzia de linha froxa para bor-
dado ...... 0480
Grosas de botes madreperola
muito fino ..... 0500
Sabonete muito finos 60, 120,
160, 240 e..... 0320
Pecas de fita de la todas as
cores ...... 0500
Espelhos dourados para parede
14000 e..... 10500
Espelhos de Jacaranda muito
fino ...... 20000
Pecas de 'trancas brancas e de
cores de caracol 0060
Pares de meias cruas para me-
ninos 0320
Caivete muito fino com 4 fo-
lhas ...... 10500
Frascos de sndalo e patecholy
muito finos 10200
ALGODAO
LOJA DAS MACHINAS
BASTOS
MACHINAS americanas de serrote de todo* os tamanhos para descarocar algodao, do
muito coahecido fabricante Eagle Cotton Gin.
MACHINAS ditas, tambera de serrote e de todos os tamanhos para descarocar, al-
godao do autor New York Cotton Gin.
MACHINAS ditas de todos os tamanhos, de carreta de ferro e mais toda a machina.
MACHINAS ditas de Roer Gins, de cujo trabalho faz obter mais 2.000 em arroba
de algo dio.
MACHINAS de faco N*fabricante Ptatt B. <4 C, Obdtaan PatentLiverpool.
Todas estas machinas sao de superior qualidade e as melhores que tem
vindo ao mercado ; e para a sua apreciacao convidaea-se os senhores agricultores 2
virem a exposicio das mesmas na ra da Cada do Reeif n. 56 A, loja do Bastos, onde
encontrarlo mais o seguinte:
Debulhadores para milbo.
Cylindros para padarias.
Arados americanos.
Garrinhes de m3o.
Machinas para cortar capim.
Cannos de chumbo.
Bombas de Japy.
Ditas americanas.
Telhas de ferro galvanisadas.
Folhas de zinco finas.
Ditas de cobre e latao.
Ferro de todas as qualidades.
Arcos de ferro.
Folha de Flandres.
Machados americanos.
FacOes ditos.
Balaios e cestas de verguinha.
Vassouras americanas.
Folies de todos os tamanhos.
Tornos e safras para ferreiros.
Finalmente muitos outros artig
diversidade seria enfadonho ennumera-los.
Folha de ferro.
Bataneas americanas.
Tinas de madeira americanas.
Ps de ferro ditas.
Baldes de madeira ditos.
Temos de.bandejas finas.
Trens completos para cozinha.
Peneiras para padarias.
Baldes galvanisados.
Correntes de ferro para aimanjarrs.
Espingardas e rewolvers.
Guarda comidas.
Ferros a vapor para engommar.
Moinhos para refinafoes.
Azeite de espermacete, proprio para machi-
nas de todas as qualidades.
Serras avulsas para machinas.
Mancaes e todos os mais pertences para as
mesmas.
Latas de gaz,
ospertencentes lavoura e artes, que pela
Para o armazem do Campos, na ra do
j Imperador n. 28.
Neste muito acreditado estabelecimento
acha se constantemente um variado sorti-
mento de gneros finos para meza e
cosinha e entre estes nomea-se apenas as
especialidades^eguintes:
Queijos do aAtao sendo de manteiga e
coalha.
Camaroes seceos do Maranliao.
O verdadeiro caf de Moka,
O superior e bem conhecido peixe miraguaia
que se vende a 160 a libra e 40500 a
arroba.
TABELLAS
de redcelo as mais facis c mais com-
prehensive, ludo no
Armazem do Campos
A loja de louca, vidros, porcelana e
christaes, da ra do Imperador n. 46,
alem do explendido sortimento que tem
destes artigos, tem porcelana propria de ir
ao fogo, fregideiras, cacarolas, pratos pro-
prios para podins c pastelons, cafteiras
etc., etc., tudo por precos mais cmodos
do que em outra qualquer parte. Tambem
figuras, vazo's, pinnas, lies, globos, e bolas
panorama, tudo proprio parajardins, e cn-
feites de cazas; nn do Imperador, n. 46.
Grande
porta larga,
DE
Attenpo.
Na ra Direita, taberna do Viado Branco, as
vende mho e feijo novo em porcao e a re-
ta I lio.
Vende-se urna escrava crioula de 15 asnos
de idade. sabe cozinhar, engommar e coser : na
ra do Vigario n. 5.
PAREDES PORTO
bonito sortimento de chapeos de sol de alpa-
ca e de seda; meias inglezas a 6$ a duzia;
pechincha neste estabelecimento pelo
grande sortimento: todos os freguezes se
loja de fazendasroanas feilas S.te at a rabeca por
3 'lia da I lipCrairiZ n. OZ, Grande sortimento, como sejam, chitas
baratas a 300, 320 e 360 rs. Madapol5o
fino a 70, 80 e 104 a peca. Algodao (pe-
chincha) a 5(5500 a peca e outras qualida-
des. Cambraia branca de todas as quali-
dades transparente e Victoria de 3500 a
80 a peca. Lanzinhas de bonitas cores, al-
Neste estabelecimento encontrar o res- pacas bonitas, selecia a peca com 28 metros
peitavel publico um bonito sortimento de a 280000. Esguio o mais fino possivel a
roupas e fazendas de todas as qualidades e 20500 e 30 a vara, e outras muitas fazen-
precos commodos, tem sempre um bonito das por preco commodo, que seria enfado-
sortimento de casemiras de cores e pretts, nho mencionar, na loja do
panno fino de diversas qualidades, brim de
bonitas cores e braacos de boa qualidade,
encarrega-se qualquer obra por medida e
preco muito commodo.
BOUPAS FEITAS
na loja da ra da Imperatriz n. 52, porta
larga, de Paredes Porto.
Tem neste estabelecimento um bonito
sortimento de roupas feitas de diversas
qualidades e precos commodos, como sejam
palitots de alpaca preta e de cores .a 30,
:."i 0 e 40; ditos de panno preto sfcos ***&> se recommenda para a cura oert
60, 70 e 80; ditos de panno superior a das npigens, sarnas, caspas e todas af
120, 140 e 160; ditos sobrecasacados de molestias de pelle.
LEO DA PORTA LARGA
DE
Paredes Porto.
Scbonete de alcatrdo.
M
Antonio Nunes de Castro.
Este acreditado preparado, que to boa
acceitacao tem merecido n'esta provincia.
Deposito nico,
Pharmacia de Bartholomen & C,
34ra larga do Bosario34.
dito dito a 180, 200 e 250; ditos de case-
mira de cor a 50, 60 e 100; calcas, colletes
e palitots de casemira muito fina de cor a
20 e 250; calcas de brim branco de cor de Petassa da IRiissIa
todas as qualidades de 20 a 60; ditas de a mais nova no mercado, a preco razoavel :
casemira preta e de cores de 40 at 120 ; ra do Commercio n. 13, armazem de Manoel Tei-
colletes de todas as qualidades; ceroulas de xeiraBast0-
bramante a 10500, 20000 e 20500 ; camisas
francezas de linho e de algodao de todas as
qualidades e preco mais barato do que em
outra qualquer parte; colarinhos, gravatas;
Ser vi vos par a ni esa
Excellentes toalhas de linho adamascadas para
mesa e guardanapos correspondentes, vendem-se
por commodo preco : na ra do Queimado n. 31,
loja de A. M. Roliai & C
PAULO COKUKIRO
Veiid-j-se rap PauluCbrduin tino, viajado, h-
proseo e vinagrillo* : no dopwilo cargo do Jt
Francisco da Silva Suaree, roa do Vigario U.
Ftt-ee" vanolwis inuern comprar p i rao, tro-
c-seo rap que m> sabir do agrado dos com*- .
m I dores.
Vndese a taberna da ra do^iebo n.15,
propria para um principiante por estar em bom
local c ler pouco* fundos e teta uioi ada para fa-
inilia : a tratar na incsma.
Vendem-se as duas canas mei-agoas do la-
go da Penlia ns. 2 e 4: a tratar na ra do Hos-
picio n. 24.
Queijos.
Vendem-p queijos do Serid a 2000 o ko-
gramma, em porcao se far abalimeulo : na ru *
irciia n. lti, Viado Illanco.
Nao mais cabellos brancos
A tintura japoneza, para fingir os cabel-
los da cabeca e da barba, foi a nica admit-
tida Exposico Universal, por ter sido
conhecida superior todas as preparares
at hoje existentes, sem alterar a saude.
Vende-se a 10000 cada frasco na
l51RA U (MIHf. 51
1* l\l)AK.
Rap Princeza
DA IMPERIAL FABRICA DE VIBIRA GUIMA-
RlES & COUTO,
DO RO DE JANEIRO.
Vende-se este excellente rap no escrip-
torio de Joaquim Gerardo de Bastos, ra
.0 Vigario n. 16, 1 andar
ESCRAVOS FGIDOS.
Escravo fgido
Fugio em 23 de Janeiro 1869, o escra-
vo Matheus, de me i a idade, cor preta, fuv
grossa, bexigosb, tem pelas costas cicatri-
zes de bacalliao, tem urna verruga no eant
do nariz, os ps foveiros, corpo recular ti-
nlia sido do Im. Sr. Agostinho Leotadi
Vieira, em Panellas de Miranda, que ha
poucos mezes do l veio fgido ; pede-ss
as autoridades e capites de campo de
pegar e trazerem a seu senlior Jos Car-
dozo de Sa, na ra da Lingoeta no Recif
n. 2 ; e o mesmo protesto contra qualquer
pessoa que o tenha acoutado e gratifica-sd
com 1000000 a quem o ppgar.
anda'r pelas maltas ele linda.
Consta
AVISO
CADET
CURA
CERTA eINFALVEL
em TRES DAS
[Ph^BDenain?'
PA R
AVISO
aos convlescentes e 6$ pessoas
fracas e debilitadas
O OUINIUM L*BRRAQUE apprOTDilo
pela Academia Imperial de medicina de
Parix o inico por excellencia.
DepiU
em Rio-JuEmo, toiponchtllt; Chcio'.ol.
em Peuiasudco, lamer t C".
As auteridades policiaes ea
quem competir.
No dia !) de maio do corrente anno Tu-
gio o escravo Esequiel, crioulo de 30 a-'ii
annos de idade, estatura regular, roforrado,
cor bem preta, cabeca redonda, trajava ca-
misa azul e calca de casemira cinzenta; du-
rante o dia costuma andar ganhando as
rua., 9U em annazens de assucar ou as
tabernas a conversar e a beber; durante a
noite recolhe-se a lelheiros abertos ou pe-
netraveis, a casas cm construeco e a au-
tros quaesquer lugares onde se possa abri-
gar: quem o apprehender tenha a bondad*
de o conduzir ra da Aurora n. 26, onda
ser gratilicado.
Fugio no dia 18 de julho, o escravo Eu-
genio, preto crioulo, de idade do O annos
pouco mais" ou menos, usa de bigode tor-
cido e barba cerrada, ja mesclada, um tanto
calvo, altura regular, magro, pernas finas,
suppoe-se andar pelas bandas do Affogad
at os Prazeres; quem o pegar leve-o a ra
do Trapiche no Hotel do Universo n.'i qu
ser generosamente gratificado.
n Fugio no dia. do corrente mez a
engenho Sant'Anna da comarca do Porto
Calvo, o cabra Wenceslau, eslatura regu-
lar, de 22 annos pouco mais ou menos,
sem barba, cabellos preto, e bem cara-
pinhados, foi comprado na cidade do Re -
Me, para onde veio da provincia da Pa-
rahyba; e bem assim o escravo Manoel
crioulo, de 2 annos. eslatura regular,
tem um dente quebrado no queixo superiur,
bem preto; quem os apprehender leve a
casa do negociante Joaquim Rodrigues la-
vares de Mello, no Recife, ou no referid*
enaenho aue ser bem recompensado.

26.
LISTA GERAL
lio
O
DOS PREMIOS DA AU. PARTE DAS LOTERAS CONCEDIDAS POR LE PROVINCIAL N. 743, A BENEFICIO DA SANTA CASA DA MISERICORDIA, EXTRAHIDA EM 4 DE AGOSTO DE 1869.
NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PHEMS.
3
4
5
6
16
18
19
20
ti
23
28
29
30
30
51
61
6K
74
80
85
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103
8
12
15
19
21
24
27
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31
32
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63
70
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87
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91
92
98
205
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8
4
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204
44
4/
17 -
18 -
27
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30
31
33
33
39
50
51
57
58
63
70
77
80
81
80
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21
28
30
31
33
39
42
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35
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59'
63*
67
72
73
75
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95
96
98
403
11
12
17
26
36 -
8/
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4*
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53
39
61
62
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67
68
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79
85
86
88
89
90
94
503
5
7
9
11
A
29
30
32
34
38
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46
47
54
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7
8
9
10
11
12
13
15 -
8*
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44
204
17
624
26
41
42
47
52
55
56
62
70
71
73
76
78
84
87
89
98
700
9
20
28
31
35
38
48
50
56
62
67
71
74
76
79
80
81
82
84
87
95
801
9
12
14
22
:44
4:0004
44
844
56
62
66
71
75
77
78
91
95
98
904
5
6
12
23
24
27
28
44
45
(SI
52
54
65
78
80
81
83
86
89
90
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97
1001
7
8
9
10
44
402
4i
84
44
27 -
28 -
- 33
20 38
84
44
84
44
14
15
22
26

33
36
38
39
NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREJIS. NS. PREMS. INS. PREMS. INS. PREMS
44
100J
44
2024
44
1040
42
43
48
49
50
52
53
57
60
78
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94
98
1100
6
7
9
11
21
22
23
26
30
32
41
42
49
32
57
63
65
67
70
72
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87
94
95
1201
6
19
26
27
31
39
41 -
45
46 -
84
44
1250 44
53
56
57
63
64
71
83
87
91
94
95
1303
13
14
21
24
30
34
36
37
41
42
44
50
58
63
64
67
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73
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76
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86
92
95
96
1400
2
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23
24
28
41
48
53
57
1458 44
59 84
60 44
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78
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1501
5 84
13 44
14
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27
29
30
37 _
56
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65 H
69 __
70 __
83 __
85 7004
87 *4
1607
9
12
13
20
23
27
29
35 404
41 44
42
48
51
57
74
87
1703 84
7 4#
10
15
23 -
44
204
4*
44
204
44
1737
38
39
43
52
57
63
64
68
69
87
88
90
94
96
1803
11
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15
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38
42
54
59
62
64
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73
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99
1908
11
15
17
19
25
34
43
54
55
57
60
76
80
81
o ^a
93
94
2000 -
2002
13
14
24
28
31
35
49
50
52
58
72
73
75
80
81
82
85
89
92
93
2103
4
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7
13
14
19
20
30
35
40
46
51
73
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78
80
83
44
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4
44
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93
97
96
2200
13
15
20 -
44
84
44
84
44
2222
26
33
36
38
40
47
49
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61
70
82
86
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92
93
2304
10
12
13
21
23
28
31
32
36
40
51
52
53
33
66
59
60
66
75
80
84
96
2408
30
32
40
53
58
62 -
86
89
8
44
2490
92
95
2500
18
20
33
37
38
45
46
47
50
56
59
71
91
2601
11
18
20
30
31
37
42
45
49
53
55
56
61
70
71
75
79
87
89
91
97
2702
4
15
20
24
25
31
32
36
:ms. INS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS.
44 2740 44 3005 44 3245 84 3474 44
44 7 57 44 75 ---
54 8 59 _ 94
56 18 68 98
58 23 69 99
84 61 x_ 28 71 3301 M
44 70 47 76 __ 4 __
76 48 77 __ 14 _
80 50 78 21 ^_
86 53 88 23 ^
91 54 91 32 _
94 56 92 34
95 57 93 _ 41
99 58 99 46 ^_
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65
6
72
92




te-tft
Par de Ptrn*f QuL felfa f de ,%a^p de 1*69
ER&L
CAMAU DOS SRS. DEPUTADOS
>AO KM K DE JULIIO
PUESIDKNCIA DO Sn. NF.BIAS.
(COHli/t^UCflO)
O Sn y ; _.... imS>
nostte^H^m que V, F.\e. va ouvir que
1> reaaJRft achiilivo, ere i o que concorda-
r i eu nao posso fo-lo sem
il'sar da in^Hbnrte.; 0:1 jiuto sn
ponsabisadi) vidamente Manda-se que
so restilia ossa qn.intn : n8e pude ser o
ollicial, porque esti- receben em boa f, eni
virlude de orden da presidencia ; dovo ser
eu. Por consequencia, eu prevariquei (nao
apoiados), porque quem dispe indevida-
mente dos dinheiros pblicos prevarica. Se
prevariqaei, fbrme-se-me o-procwso.-ede-
pois de convencido estou promtlb a in-
demnisar e soflrer as penas da re.
V. Exc. quejea ter a bondade de prestar
um poHeo da attenco: Artigo additivo.
O presidente da provincia mandar reco-
ther aos coires pblicos a quantia que f i
dada a Leal, secretario particular do con-
de d Baepcnda\(tilo do presidenta da pro-
vincia,), sob o pretexto de gratificara de
mvc.0 de offieial de gabinete.
"Isto, seuboiis, foi approvado, embora
impugnado por distioctos caracteres da as-
sembla.
N3o desejo incommodar aos meus colle-
gas, que tanta bondade tem tido para com-
igo ; mas seja-me permetlido dizer algu-
ma palavra a este respeito.
O Sr. Dr. Gaspar Drummond mostrou
qdanto este acto da assembla era desairo-
so, mostrou que otitros presidentes tinham
praticado a mesma cousa, e propz que eo-
lio a medida fosse geral. Respondeu-se
a isto: Esses autros nereciam a nossa
confianca, este nao naerace. I)isse-se que
era meu domestico, Sr. presidente, o Sr.
Joaquim Francisco Leal, oflifiial-maior apo"
sentado de urna secrtaf ia cmo a da pro-
vincia do Rio de Janeiro!
-O Sr. Facsto dk Achia* :Um carcter
muito digno.
O Sr. Souza Res :Deixon am nome
muito distincto em Pernambuco.
O Sr. Conde dk Bvependy:Isto ma-
goou-me, Sr. presidente, permitta-me V.
Exc. que eu diga; magoou-me ainda mais
ver, segundo deduzo dos jornaes, que este
artigo additivo, assim redigido, faz parte
hoje da legislarlo da provincia!
Vozes: Obi...
O Su. Conde de Bakpexdy :Digam em
conscicncia os honrados membros desta c-
mara se assim nao estou inhabilitado de con-
tinuar na presidencia da provincia?
Muitas Vozes :Uf,
O Sr. Theodroda Silva:As. assemblas
provinciaes nao tm o direilo de inhabili-
tar nenhum funcownario.
OS r. Conde de Baemcndv: Pois hei
de fazer eTectivs a disposio da assembla
que leve o cuidado de adiar a poca da
nora sesso e de fazer orgament para
anno e meio, orcamento que s acaba no
fin do anno que vem.
O Su. TiifiODORO-cjv Silva : Deus nos
vre que as assemblas provinciaes tenhain
o direto de inbabilidar os funecionarios I
O Sn. Conde dr Baependy:Nao entro
no exame das causas, creio mesmo que
muito bons motivos tivessem podido actuar
no animo do honrado vice-presidente da
provincia para dar a sua sanccHo : acredito
que S. Exc. me faz jusiica...
O Su. Porteli.a : Elle s tem para
com V. Exc. mnita estima e muita conside-
rado. (ApoiadosJ
O So. Conde de Baependy:.....mas
relaven os meus honrados collegas que
uestes pontos da dignidade eu seja s o
juiz.
Ja disse: rgana tonnao* membros da-
quella assembla me dafenenm brillan-
temente ; o Sr. Gaspar Drummond e o Sr.
Silva llamos; e fago esta declararo viva-
mente penhorado.
Eu dEsejaria ao menos citar algumas pa-
lavras....
O Srs. Souza Bkis e othos Senhores :
Cea. lea algmna cousa desses dis-
cursos.
O Sa. Conde de Baependy:....que
conten) umjuizo da minha ailministracao.
Disse na assembla provincial 0 Sr. Sil-
va Hamos, liberal cu progressista, elle de-
ciaron que acompanbara sempre as ailmi-
nistracoes progressistas : Eu vou ter-
minar, restam poucas palavras a dizer sob
este ponto.
Se nao fosse esla urna questo mera-
mente poltica, nao havia necessidade algu
ma de se ridicularisar o Exm. Sr. conde de
Baependy, de se atacar com tanto desabri-
menlo um carcter rcspeitavel como o Sr.
conde de Baependy.
O Sr. conde de Baependy nao podia
agradar per forma alguma aos progres-is-
tas, assjm como aos conservadores nunca
poderam agradar os presidentes desse par-
tido, nao: e ns partidos do nosso paiz
quaudo fazem opposicSo, nao recuam ante
considerado alguma, a dignidade, a honra-
dez, o mrito do adversario tudo calcado
aos ps: portanto o Sr. conde nao podia
esperar melhor tratamento.
A justif.a pede que se d mais.consi-
deracao ao Sr. conde de Baepondy\que se
portou sempre com toda a honestilade, e
I'm Sr. Depitado: -HoUveal om .
rmenlo.
OS. Conde de Baemwdy : flaome
admiro que tamkem me ocasssetv asas
censuras, porque vejo que a assemWa pro-
vincial tomou a si um grande papel. Aqui
est (mostrando) ama delibnraco do ulti-
mo dia da sessao andando lancar na acta
um voto di censura contra a ailminislracao
geral do Estado (hilari.lade) : de mancira
que o gabinete nSo ten de responder
s pe rao. le as duas camjp que frmam o
parlamento do paiz, tem tambem de mere-
cer a conianea de mais SO assemblas pro
vinciaes.
O Sn. Carroso de Menezes:Acontecen
cora a da Babia a mesina cotisa, .
O Sr. Conde de Baependy : a Nao devo
tambem deixar de dizer que hoove membros
d:ssa assembla que pretendern! sujeitar
o distincto e Ilustrado ex-ctfe de polica
daquella provjncia. o Sr. Dr. Farias Lanos,
hoje digno-rhefo de p*Hr c*re^af ro-
cesso crime ; a aecusac/ao era absolutamen-
te infundada ; assim foi resollido. Folgo
de d^larar que o Sr.. Dr. Farias Lmos
houyes-se alli sempre como um distincto
magistrado. (Apoiados da deputagao per-
nambucana).
Sr. presidente, o Sr. marquez de Olinda
lembrou-S ainda de elguns fados que Ihe
tinham escapado por eccasao da verifica-
cao dos poderes dos senadores pela provin-
cia de Pernambuco, e ento no discurso
que proferio na discusso do voto de gra-
tas apontou alguns.
Contou urna historia de um castigo de
cruzfeito as Alagis....
O Sr. Casado.Isso uin romance.
O Sr. Tiieodoro da Silva:E falla n'um
estaqueamento na provincia da Parahyba;
devo declarar que alli nem aqui ouvi fallar
em semelbantes factos, a primeira vez
que teiiho noticia delles.
O Sr. Conde de Baependy :Os nobres
deputados sao qne dvem verificar isso
eu nada soi> da historia da cruz, nem;
1I0 tal estaqueamento".
O Sn. Tiieodoro da Silva tDo qual
nao Uve noticia seno agora pelo discurso
do Sr. marquez de Olinda.
O Sr. Conde de Baependy : Tambem
ha urna histoaia de anginhos applicados na
casa de correcto; tambem nao me oceu-
parei com isto. Mas S. Exc. falla n'um
fado de... collete de couro (risadas), na
provincia de Pernambuco. '
Eu li isso no Liberal de Pernambuco,
e a exageracao j chegou a ponto de que
aqui tambem se dissesse que os remitas
erammettidosem cohetes de couro.
Eu, que nunca ouvi fallar emscmelhante
modo de conduzir recrutas, tratei de per-
g untarp que era isso.
Realmente, qnando me referiram..
O Sr. Theodoro daSh.va a importaco do Rio-Grande do Sol ?
laridade.)
O Sr. Conde de Baependy :. ... fiquei
horrorisado com a expjicagao que Aie deram
'lo collete de couro: que era um 011ro,
qyc n3o eslava preparad >, em que cosiam
o pobre paciente pelos peitos e expunham-o
ao sol; Drpporcao que o eonro ia secan-
do, di^w-riveis solTrii o paciente.
Fiquei inoomtaodaJissimo eom esta
descripclo, e immediatamenle officiei ao
chefe de polica para que me inormasse a
esse respeito ; o mesmo chefe mandou exa-
minar, e ento respondendo mandou-mo o
tal collete de couro.
O collete que vi ora ami tira de couro,
creio qoe de 8 pollegadas de largura, que se
atavaemroda da cintura, com lugares pira
coidas ou correas, afim de prender o cri-
minoso ou recruta petos bracos, e: isso
porque na localidade nao havia algemas.
Cobfesso a V. Exc. ouro me pareceu causar tanto ineoraaiodo
como o meio de^onJucc) de recrutas com
algemas; todavaVaquilh pareceu-me re-
pugnante, e eu prohib o :eu uso.
Agora diz o Sr. marquez- de Olinda que
no officio de director da casa de deten-
Cao, a quem ouvi a semelhantc respeito.
se dizia aueisso era usado ha muito te;npo :
li
-. qu
passada foram reform
dido: alguns o tm si
proveito para o servi
provincia-:
todos depoi
efltfetanfo utros
caso, e delfes gjo
posso asseguaTSr.
lodos cidad5ol mp
ganbar o ser# publico com" sua' reinte-
graclo. (Apoiados geraes.)
Sr. presidente, tve j olHsao de fallar de
minha woderacae, e V. Exc. saba que sou
moderado por ndole, e at por principio,
como poltico; niie devo agora deixar de
fazer urna dedarac.o que me muito satis-
factoria, e a seguinte: durante perto dt
oito meaes qoe fui presidente da provincia
de Pernambuco, em urna quadra de ioau
guracao de ama nova situain poticc, ten-
do havdo dissolurao da cmara, e fazendo-
se nesse periodo eleicoes aaain de verea-
dore'e juizes d paz, comd de deputados
e senadores, eu apenas demitti dous embre-
gados de vencimentos, foram dous officiaes
do corpo de polica, ambos por fados que
os sujeitarara a processo. E nem se diga
que antes de mim, e j nesU aituacao,
houvera quera fuesse demissQes de empre-
gados taes, n3o; porque, Sr. praaidente.
nao avultam em urna provincia, oade Sem
duvida ha para cima.de quinhentosempre-
gados remunerados e demiss veis as ile-
misses goe tiveram logar j raeacionei;
era hquve em lampo algum (mnosicao que
se mostrasse satisfeila .com um governo
que use do direto tle demillir funeciona-
rios pblicos parcamente.
Entretanto, embora o animo deliberado
que mostrou a opposico de atacar-me, nio
arredei-me da senda que tracei-me, a folgo
de dizer: iiquei bem com a miiiia oascien-
cia, com os meus leaes e dedicados amigos
de Pernambuco, com os que alli prezam a
jusiica e a imparcalhlade, e com o gover-
no. (Muitos e repelidos apoiados; muito
bem).
(O orador comprimentado pelos depu-
tados prsenles).
Vem mesa, lido e apoiado o seguinte
requerimento:
Bequeiro que se pega ao gov*rno o
ojue.
Sn
e apprva-sc a acta da aitece-
IA'Mecretario d conla do seguinte
I Jfl expediente
ofllcio (lo ministerio do Imperio, enviando o
offlci cooi (uie a pregideufiia da provincia das Ala-
djelej
la
le
- .V
gas ira
eproc
dbI*rto
da me-ma
deres
Oa|i. o> nMMno
te a acl
ia par
'o, perlj
provincia.
m
ran
prBiaria a (pial Podia alen,,
ito 4 municipio ^rojeclo da co,
listwt'i eleiloral, oriniento ord
commisso de po- Irar na materi
O SR. PERE
ftrio, enviando o officio nao quiz provocar a

racau ; !
irinja o ma
O S*. .
ordena de
que p
a alte
e mostrar
prei
com rclaco a substancia
mas reservo-me, em cun
V. Exc., para quande se i: W/r!""!'
ramente se de^envulri
OaJvo

to^#lierna.
ukttdCei
* nobre, 11
9m sentimentos du lioinrm
de suas feculdadcs activa?
jaso retirar 09 incentivos
I lie a piv
iran.-inille a
proceitea no
conrmiilh de-pnd
Oulro do luiiiiflcri.) da fazcnJa, enviando
querimento ehi que a ffircctoT do banco i..
triat qatoM pretende formar na provincia do Mara-
nho pede auiurisa fo para u creagao du iuesino
banco a approvacio de cu estatutos, e bem assim
a cS*u,ta ll;i SL'''(.'o de fainada da conselbo d
estado sobre sciulnante pretenco.A' comtaissao
de fazenda. i"
Nove ds i* secretario do senado, parlicipand
ijHe o mesmo euaito;adopion, o vji dirigir san&-
pao iniperial, as resofucoes da assembla geral ((ufi,
approvam varias pensocs.Inleirada.
Um requerimento de Antonio de SoUffl Pinto,
natural de Portugal, ouvinlo do 1 anno da farul-
dade de direifodo Recife, nedimlo para faier acto
do referido anno, depuis de approvado 110 exame
que Ihe falta. A'' cuiomissao de inslrucco pu-
blica.
Lm-se e vao a imprimir diversos proj.-c-
tos: concedendo liccnc,as ompragados, c appni-
vando penses, e aulonsando naturylisafoas; e
mais o seguinte:
Assembla geral resolve !
Art. I. Ficam restituidos aos lugares quo oc-
cnpavaiii os desembargadores e menibios do sn-
premo triounal du jusiica, (pie foram aposentados
pelo decreto de 30 de dezeuibro de 186H.
DA SILVA : A Ontfc.-ao
cmara com questoesdepru-
profiocia do Leara ferencia. pftou-a livre de decidir como enten-
^) secundaria a que se desse mais. onvenTenie. Cum|)re a cmara e s 1
a villa de Aquiraz. A la. jamara deSbi-rarse deseja para base da discus-
*o o projcjto de 1868 ou de 18G9. Est este nl-
ft re^ -liuio ndigido de modo que pode ser adornado eo-
;- mo iibstilutiTO completo, quando a seu favor se
reserva a preferencia, ou aceito como complexo de
emendas substitutivas, quando se conUnue do de-
I1.1U do primeiro.
l Lumprs.-me dizer, como relator da commissae,
juc nos prinfcipios'cardeaes nao dilTerem os dous
projei-tos, e netfiJainbein'se differen^ain do elabo-
w ^do pela coiujb&o militar sob a presidencia de
le" % A. o Sr. coM 'Eu. As ideas capiiaes sao as
jnesmas. As divergencias existem nicamente uo
ipesenvolvimento mais ou menos largo dos nrinci-
Tpios. "
k E-nos assim indifferente que a cmara preflra
um a outro projecto para base da discusso. Nao
se trata de preferir proictos para approvar, sim
e umeamentepara-se adoptar .urna base do dis-
cnssao (apoiados), o que e muito diverso. (Apoia-
dos.)
IbdATia o que a eommisslo di actml legislatu-
ra foriulou me, parece mais nos ternas de facili-
lar a discusso, e de esclarecer a .golueao do as-
asraculdades passivas,
fisador fiiuccionalb
' "Ugaudu
nagua m
os nossos
1 cao militar,
Ticipios da sciencia
ITT**n das armas
incenlivos como
(Volvaia os eleva-
cendo-llie o gozo
[ouiro ladojce-
PPosJBrVe
ra o gozo
> neato es-
sobre
sena de
a toba
que
(ru-
que sempre va cliegarem recrutas e cri
odios nem
que overnou a provincia
paixes polticas.
Tentio concluido
Irtica. >
O Sr. Correa be Ouveira e oitros Se-
RBOaca .Isto faz lionra ao Sr. Silva Ra-1
mos.
O Sr. Conde de Baetemdy : Alm dos
Srs. Drummond c Silva liarnos, fallou
tambem o Sr. Ayres Gama contra esse addi-
tivo, e houYe-quem prostetasse declarando
tur votado contra ; o Sr. Reg Barros, por
cxemplo, e devo declarar, em honra deste
senlior, que elle foi um dos poucos embre-
gados de vencimentos, demittidos na ac-
tual situaco poltica ; era o commandante
do corpo de polica, mas actuDu nelle o
espirito de Justina. (Apoiados.)
Sr. presidente, tenho abusado infini-
tamente da cmara. (Muitos nao apoia-
dos)...
O Sr. S0117.A Rbis:Nao apoiado, vejo
todos ouvmdo-o esm muita satisfago.
(Apoiados.)
O Sn. Conde de Baependv : Mas antes
de passar a outro ponto, era que pouca
cousa tenho a dizer. devo declarar qde n3o
rae admiro de que me acontecesse isto na
assembla provincial; por que nem a pes-
soa mais altamente bilocada no norso edi-
ficio social foi alli respeitadi. (Apoiados.)
minosos desta maneira, mas nao se declara-
va ser as administrares anteriores, de
modo que no juizo de S. Exc. a responsa-
bilidade deverecahirsobre nos, quefomos
chamados direccao das ailministracoes pro-
vinciaes em fins do mez de julho do anno
passado, nos somos que (hemos tudo
quanto c mo. (Apoiados.)
Eis a oidem que exped a es e respeito,
clirigindo-me em 30 de dezemhro ao r.
oliefe de polica :
Recebi as informacSes que V. S. pres-
lou acerca da declarar que o peridico
Liberal de 22 do corrente fez, de tenm
viudo do interior alguns recrutas mettidos
emcolletes.de couro.
Deprejiendendo-se das ditas informa-
Coes, que com elleito "alguns presos que
chegaram casa de detengo traziam urna
cinta de couro cr, de sele a oito pollega-
das de largura, conforme a que aeompanhou
o officio de V. S., e que reenvo, com a
qual. se prendem os pulsos por meio da
liras que Ihes sao ligadas, dizendo o ad-
ministrador desta casa que ha muito lempo
que entrara alli presos assim seguros; cum-
pre que V. S. expeca terminantes ordens a
todas as autoridades policiaes para que
facam cessar semelhante meio' de condc-
elo prejudicial sade dos mesmos presos,
tornando-as responsaveis pelo abuso de sua
continnaco.
N5o quiz deixar*tambem de responder a
isto, porque nao pretenda incommodar a
cmara com discursos: estou muitissimo fa^
I ligado, e sinto alm disto ter dado aos
[ meus honrados collegas o incommodo de
ouvifem-me. (Muitos nao apoiados) Mas
asseguro cmara que fallei. com toda a
lealdade e verdade. (Muito bem; muito
bem.)
Um Sr. Deputado :Y. Exc. muilo dig-
no da nossa estima. (Apoiados.)
Disse, Sr. presidente, qu* a guarda na-
cional estava e est ainda nasmos da oppo-
sico. Parecer porqueassim entendo que
deve haver urna inverslo na guarda nacio-
nal para que ella passe s mao3 dos con-
servadores ? N5o: com isto o que quero
6 que a cmara ajuize dos embararos com
que o governo lulou naquella provincia,
para fazer-se o servico que a seguranza I
publica'exiga, considerando a falta abso-
luta de forca de linha, e o despeto da offi-
cialidade da guarda nacional que pertence a
opposigo.
E aproveitando-me da ocqaUSo cumpr-
me louvar o governo no pensamento e opi-
niao que tem de, nao reconhtOTo o direto
de fazer reformas forjadas na guarda na-
segunt
lj* Copia das deliberares do presi-
dente da provincia de Pernambuco relativas
s eleicoes de juizes de paz e vereadores,
que tiveram lugar na nwsiaa provincia a 7
de seteuibro uo anno prximo lindo acom-
panhadas dos documentos em que se basea-
i." Informaco sobre fads os factos,
argidos de abusos e violencias pelo Sr.
marquez de Olinda na sessao do senado de
2 de junho ultimo, atribuidos s autori-
dades da referida provincia, durante minha
administradlo, e que constnem as diversas
secretarias de estado e na da presidencia
de Pernambuco; 1
3. Informaco da importancia despen-
dida com a guarda nacional aquartelada ou
destacada em Pernambuco desd-3 23 de
agosto de 48t8 at 11 de abril do corrente
auno, bem como de idntica despeza feita
em cada orna das admimstracoes anterio-
res a xmtar do anno de 18(53, quer por.con-
ta do cofre geral, quer pelo provincial;
i. Informaclb de todas as despezas
pagas pela pocia de Pernambuco darantH
minha administragao, relativas a gratitica-
C5es por servidos prestado6, de qualquer
natureza que sejam ;
5. Informac5o defamada das despezas
feilas pelo cofre provincial de Pernambuco
com o jardim d; palacio, conforme as di-
versas administrar/jes que serviram desde
o anno de 18(53 at 11 de abril do cor-
rente ;
(5. Informarlo das gratHkaes qU0 se
t6m pago nos referidos pelo mencionado-
cofre por conta da verba.Evenluaes.
Pago da cmara dos deputados, 8 de
julho de 18(59.Conde de Baependy.*
O SU. POBIKLLA comoj esteja a dar a
hora, pede a palavra pela ordem para urna
explicaco, e faz breves considerarles justi-
ficativas doprocedimmto do vice-presiden-
te de Pernambuco quanto saneco da le
do orcamento provincial. Diz : que nesse
acto da saneco nrr se deve' enjergar a1
menor falta de estima, consideraco e r..*s-
peito para com a pessoa do nobre deputa-
do que acaba de fallar ; que, irmo desse
vice-presideilte, julga poder constduir-se in-
terprete dos seus -entimentos, e acha-se
inteiraoiente convencido de que, se elle
aqui estivesse presente, seria o primeiro a
tnanifosta-los de um modo solemne-a S. Exc;
mas que, nao sendo o artigo additivo a que
se referi S. Exc, nem inconstitucional,
nem dos que obrigam a negativa da saneco
e sendo entretanto a lei de orcamento urna
lei importante, mxime as circimstancias
actuaes dafuella provincia, onde ultima-
mente appareceram novas o imprevistas ne-
cessidades a atlender com urgencia, tendo
havdo grandes dostruicoes causabas pelas
inundacoes em diversas obras publicas,
como pontes, estradas, etc., nem podia o
vice-presidente mandar vigorar o oreamest
anterior, porque seria-o mesmo troe nao
t-lo, por nelle uao achar remedio a taes
necessidades, nem esperar seis ou sete me-
ses que se-eleja a-nova assembla, que s
poder fuaccionar de Janeiro em diante ;
que, pos, faz pratestaclo dosbqns sent-,
m en tos do vice-presidente pajtfcoim a pes-
soa de S. Exc.
O Sr. Conde de Bjvepexdy ro. apartes
declara.que se o vice-presidente, "cuja ami-
zade aprecia devidamente, tivessa negado-
sua saneco a essa lei, e a mandasse para
a assembla provincial, e Ihe fosse devol-
vida por ter obtido os dous tercos dos vo-
tos, n5o leria jraz5o de queixa, porque
nesse caso a saneco era obrigatoria ; mas,
sanecionando-a jogo como fez, porque con
cordou com aquella disposico.
A lei voltando assembla e sendo por
de novo elfo approvava por dons tercos de
seus votos; nada teria a dizer.quantia sane-
Cao, e ficaria satisfeito.
Nioguem pedindo a palavra, a discusso
fica encerrada.
Posto a votos o requerimento, e reconhe-
cendo-senao haver casa, fica a discusso
encerrada.
Dada a ordem do dia, levaata-se a ses-
so s.qtiatro horas da tarde.
Art. 2." Nao se siipprirao as vagas (pie se
tlerem no supremo tribunal, cmqoanto ex-ci da
disposicao precedente houver mainr numero dos
membros du qnc n prensado pela lei.
Arl. 3." Ficam revocados o decreto de 30 de
dezeuabro de 18l;j, e mais disposlces em cWh
trarii'.
i Sala da* scsso,;s. 30 de junho de I8li!>.S. X
B.Jernnifmo Mujimo Kpgiteira Prnldn.refreir
Viamna.J. J. 0. Junin^ini..l. ./. Fcrnandes tl-i
Cunli'i. >
Entran successivaiaente em discusso efaoap-
provadas sem debates, as nefyeqat dos projectos
que fu rain a imprimir a sei-ao de 9 do corrente,
sobre matricula df estudnntes e naturalisacoes, e
so ai>provadas.
O SK. Sil,VA M'NES (pela ordem):Sr. presi-
dente, bontein foi toda a sessao oceupada com a dis
cussao de um reqnerimenso, alias importarte, do
obre deputado f eto ltio de Jaeiro. Atunliaa ('
sabbado, dia destinado a apresritaejo de reqneri-
raentos.
Os no-sos trabamos nao cstao adiantados, e por-
tanto, requeiro que. amanba so continu a discu-
tir a materia dada para ordem do dia de liaje, se
nao encerrar-se o d;bate boje mesmo, como epro-
vavel.
Consultada a cmara, anprova o requerimento.
OlVEM lf) DIA
O Sn. Pr,rsiDi!'x ;Vai entrar em 2a discusso
q projecto n. 11 do anno passado sobre recruta-
mento. A uoiuinissao o^pecial deste anno apre-
sentou am sobstuiivp com cinco artigos. l'enh >.
pois, de sobmetter consideratp da cmara a
lar a discusso, c de esclareoax a .joucao
sumpto, porqiie,^idmitlindo um principio cardea.
em cada umarligo, desenvolve-lho as consequen-
eiae Mais oh nieo iimedtans m pamjrraphos
eguidos. Assim se abraca e se, comprebende a
qutsiao toda, e o debalc.se regulalisa melhor.
Resol va agora a cmara o que entender em sua
abedoria%j (.
O Si. Pbbsibrnti.: :Devo ftreer urna observa-
(ao : apresentandose dous prpiectos sobre mate-
ria ideniia, o regiment manda que se prelira
11 m delles para base da discusso ; mas e.Ma pi*-
rerencia nao jirejuJica o outro projecto, elle pode
ser apreciado doranle o debate, assim como qnal-
quer outro projecto ou emendas que os nobres de-
putados tm o direito de presentar. (Apoiados.)
icefrada a discusso, poe-se a votos a prefe-
rencia.
K' preferido o projecto da commissao.
Entra, portan lo, eui 2- discusso a arl. 1 do
projecto com os seus respectivos paragraphos.
sao lidajj apoiadas, e euiram eoniunrtamente
em diseussW, as scguinles mendas :
Ao art. accrescente-se no lugar competen-
te :S) 2. Alm deesas excepcoes, no primeiro
anno da execuefio.dessa lei serao admittidas todas
M mais estabeteeidas as inslruccoes de 10 de ju-
loo de 1822 .e as mais disposicoes da Icgislaco
vigente.
1 O g 2o passa a ser 3o.
Nesse puragraplio, em lugar das palavras
comtanto que nao pertenca ctasse dos alistados,
diga-secomtanto.que esteja isento pela sorte,
e o mais como est.Pereira da Silva.Pe-
deineiras.Juntiiirm.
Ao art. 2. Depots das pala\Tastodos os ali-
os,diga-seo do primeiro anno da execueao
desta lei, conforme Tica determinado no 2* do art
Io. O do segundo e scguinles aunos s compre-
uender os individuos ipie tenham completado a
.w.UMUU, luiiL-noii.Kisjuo que se e toda a jsaperlicie do In[wrio, sugandn ,-
lodas as Irolsses ut.-te, que miauuau
de pessoal, ao passo que as reparti-r>e* ooMcas
estao repletas e augmentaoda anda caSS
para comer mau gerte. (Apoiado; nmilo bem.)
O S. Pkrkiiia d.v Silva :-Nio lia duvida
um grande mal para o feliz o espirito de funec'io-
nabsmo derramado como est.
O Su. Bkmamiii :E' um polypo.
O Sa. Pisto Moiieiiia :-0 funccionalismo rve-
ia urna enfennidade moral eni nossa socWade
e constitue una concurrencia perniciosa spro-
flesoes activas, especiaImeiik a das armas por
ser a, quo se acha em condipies mais desr*ra-
Ttis (muitos apoiados). Cumpre combater sena-
ute um mal .|ue assim faiflue sobro a ecwio-
mu do paiz, mieressando seus oreaos ve*
mas cumpre tambem e deje j melborar ttor-
te do soldado lomando-a mais supporiavel. (Apoa-
Este o verdadeiro ponto de vista para apre-
ciar e attennar a violencia do recrulamento ; fra
delle toda lenialiva se iustar, se maU nao aura-
var o mal. 1 ^
Nesle erro de apreciacao incorreram as nobres
coinnnssocs desta casa, lauto a,do auno passado,
como a actual ; seus pnijeetafasseniaai sftre a-
meamas bases, em substancia sao a mesma cousa.
A primeira disse em seu relatan : So-por- um
lado cssas dilllculdades (de recrulaiiieiiio) pare-
ce.ii revelar o bem estar da inaioria da nacSo,
certo tambem que fazem recabir na parte menos
favorecida todos os onus e encargos .do servico
uiilitar. E e ale o laclo que iMlMuinbamo* -
we nos, e que t a consequencia do sustema actual
do recrutamento.
As difflculdacbs. senhores, por otilra. o vexme
do recrulamentu, nio prov.Va do syetema das
isencoes que actualmcnUj vigora, e nem revela
esse bem estar da maioia da nacao. Neala parte
a niexactidao do aocrki *, demonstra ptjla reluc-
s ma des-
ipietao da preferencia witre os 1,011* projetos, (idade de dezoito annos'-o ultimo periodo o o<
para saberpela voltio qual d..s.d4us ha do servir omitUdos no alistamenlo anterior nvenores de 30
^Ifl base a 2J discusso. Esl em discusso a pre
ferencia.
0 SR. ARAHO OOE> :-Sr. pre.'Mertte, sem du-
vida a materia do recrulamento. por sua impor-
tancia, reclama toda a abasa atteneao; porqne
abertura do parlamento, faz sentir a necessidade de
nina nova fegislacad a respeito desse assumpto.
Ifoje traamos de prever a essa neeossidadd ur-
gente do paiz.
Existem dous projectos, um em frente do outro :
0 1 de urna commissao da cmara dos deputados
na legislatura passado, o 2* da cmara aclual.
Comprebende V. Exc. Sr. presidente, que deve
haver antagonismo entre, os dous projectos: ao
menos assim me parece. Nao estudui a materia
amaos, sobre os ijuaes somentc deve recabir o
f-serteio annuo para preeacher os contingentes. Em
- alistamenlo -cjiarado e addiconal ao primeiro se-
rao inscriptos os que ao lempo deste processo fo-
rein ma i ores de 17 e menores de 18 nnos, Ibp-
nilantemeuie a coroa. nos seus discursos de primiuo a uhrase desde a palavra rii- at a ex-
,-----------
SESSO EM 9 DE JULHO
PRESIDENCIA DO SR. NEBUS.
A.0 meio dia, feita a chamada, verifii
ca-se haver numero sufliciente, ajore-se !
sesso.
porque reconhego-a superior minlia caparidade.
(Jfo apoiados). Hei do dar o meu voto levado
pelo-eouliaiica que depositar nos oradores qu
pronunciaren na materia.
Alas desde que V. Exc. estalxJece es!a especie
de conflicto entro os dous projeelos, eu para votar
com toda a confianza, desojara ouvir o nobre ini-
nisGro 4a guerra que esl presente, aflm de dizer-
nos qual dos projectos julga preferivel. Assim
regularei o meu
O SK. BARO DE ML'iUTIBA (ministro da guer-
ra) :Sr. presidente, o honrado deputado pela pro-
vincia da Ilahia, men amigti, deseja conhecer a
minha opiniao acerca do- dous projectos que estao
sobso a mesa, alim de sabor a qual dos dous duu
preferencia.
Parece-irte isto quesfld Ineiramente exclusiva
da cmara dos Srs. deputados (apoiado?): ( ella
quem deve regular es seus trablhos (apoiadis).
Ao seu criterio cabe decidir, apreciando a materia
de cada um dos dous projectos. Nao acho gran-
de differenga entre um c outro (apoiados); se ha,
nicamente de formula.
l'ortanto, a cmara em sua sabedoria csc Iba
aqaidl" que julgar mais conveniente. Mil perdoes
pefVao nobre deputado por nao ter-me pronun-
ciajBaberiamente stibre a preferencia.
fJMtt. THEODORO DA SILVA-:-Sr. pr--iJeiite,
B da interpellaeao do nobre deputado pela
BahTa, a (jiiem -digno n.^pnider o nobre mi-
nistro da guerra, vemos que a questao previa so-
bre a preferencia de um dos dous projectos rela-
tivos ao recruamento est por ser decidida.
Csffesse que com alguma timidez tomo parte
nesta discusso. Acostumado ha muito lempo a
respectar a illustracao o apidao para o trabalhn
que dlstinguemo ilustre relator da commissao es-
pecial, as-imcomo habituado a apreciar os talentos
oratorios do segundo memoro da mesma commis-
sao, c a proBcieneia militar <11 lerceiro, sinto, nao
obstante, ter de declarar -fl*sa que, depois de re-
flectido exame sobre os dous projectos, preflro o
do anno passad > ao que agora se aprsenla como
seu substitutivo.
Ha um fapCo que me inupressiena para decidir-
me por esta preferencia, evem a ser quo a Ilustre
commissao, perde-me que o diga, oeeupando-se
de um assumpto grave, importante, dillleil, com-
|ile.o, porque entende com loteresses sociaes c
polticos, com a Wierdado individual e com a li-
berdade poltica, com a segiirancn das familias e
cijm o desenvolvimento dus industrias; e alm
disso, sendo o rgimen da conscripcao e sorfeio
iuteiramenle novo e de>conhecide entre nos, c dif-
ireme do rgimen que possuimos, comtudo pode
a mesma Ilustre commissa.i, com admiravel ta-
lento de coneisao, refundir toda a materia daquelle
projecto apresenlada na sessao passada em cinco
artigo^mente I
O Sit. Duoto-Estiiada Tkixf.hu : E quantos
paragrapho t
O S11. Thkodoho da Silva :Ainda assim, ver-
se-ha que, apezarilos paragraphos dos cinco r-
ticos, no trabalhotla Ilustre cqmmissao ha ^ti-
veie deticieneias.
O talento de coneisao dos Ilustres membros da
cqmmissao llca saliente, comparando-so o seu tra-
balho com as leie que regatam o recrutamento em
Franca. Alli existe a conseripcau-de longa dala :
esabelecida no lempo do consulado, reformada
em 1818, melhorada em 1832 e por ultimo alte-
rada em 1868, obsorva-se que nao ol>stanle a
preexistencia do rgimen a reforma de 21 de mar-
co de 1832 contin cincoenta arligos e a altero-
Cao da lei de 1 de fevereiro de 1868, que alias nao
modifica senao parte da amiga legislacao, tem
dazete artigos.
Y a casa por este simples exame comparativo,
para o qual peca sua benvola atteneao, que o
projecto aprsenla*) sobre- semelhante assumpto
muito conciso, 'e nao pode deixar de ser defi-
ciente.
Alm de que, estou em divergencia de ideas
com as que propoe a Ilustre commissao no seu
projecto.
Acerca das classes recrutaveis, a Ilustre com-
missao estendeu tanto os dous termos da idade su-
jeitos ao alistamenlo que parece ter preparado
urna arma nerigosissima que muito comprimir a
populacao do imperio.
O Sr. Duque-Estrada Teixeira d um aparte.
O Sr. Thkodobo da Silva :Perde-me o n-
bne deputado ; na questao de preferencia nao po-
derei discutir nica e exclusivamente a forma do
substitutivo ; pelo contrario.tenu o direilo de dis-
cutir implcitamente a cousa em si, a substancia
das ideas para poder decidir-me.
O Sr. PRgaDKirrg :Rogo jo- nobre deputado
pressao armada.
' Sitpprima-sc o ? 3.Pereira ihi SilvaJun-
ri Ao arl. 1. Substitua-se a .punta condiejio p-
la seguinte : Os casados .maiores de 21 aaps.
Bflrroj Brrelo.
Supprimam-se na segunda parte do 2o do
1" as seguimos palavras :' e Dera assim os
Sae se restrinja _prefereoca. Sei que nio pode
aixar de comprehander na.discusso a compa-
que pagarom ama contribuicao peeuniaria fixada
na kiTheadorOkda Silva.
OSIi. !>t.\T0 -MOR EI HA :-Sr. presidente, da?
reformas aoounciadas e promctlidas ao jiaiz, nem
urna se eleva pela importancia e magniude de seu
objecto altura de que versa sobre o recrulamen-
to, oque se aeha. formulada no projecto em dis-
cusso. Cumpre que o debate scesga a igual al-
tura. Nao o farei eu de certo, ijuo para lano me
faliam forcas. (Xao apoiados.)
A minha palavra fraca, pobre e-despida de a-
toridade (nao apoiados), poder apenas traduzir as
appreliens('"-s. o< receios, direi mesmo, o pavor,
que me assoberbaoi o animo na presenca da nova
forma que e quer dar'ao recrutamento.'
Palavra de hprror para as populacoes, escajMO
constantemente o^posto < mais engenhosas cam-
binacoes dos estadistas e dos legisladores, o re-
crutamento, senhores, para que vai perpetuar sua
aeeao devoradora no seio de nossa sociedade, e
muUiplicar os holocaustos da liberdade individual,
da tranquillidade da familia, da espontaneidad.
das vucacoes, da sorte das indostas e de todas
as proflgiaa uleis (Apoiadds, muilo bem.)
Problema sempre atacado, elle persiste sempre
insuluvel Muitas solucoes se -tm propeslo ; mas
todas.-coino a present, se frustam, porque em
verdadp nao sao inais do que engaadoras roupa-
gens, debaixo das quaes se oeculla o mais terri-
vel instronieiito da tjkinnia E porquo assim re-
siste?
Eu v.:lo digo, senhores; e nao me julgeis domi-
nado pelo deslenlo, quando ein mim s aclua
profunda conviccao.
Embado se ten tentado, embado tentis vos
hoje decorar com as formulas e com .is as insig-
nias de nstituicao social aquillo que por sua 11:1-
lureza um faci repuguante ( apoiados ), que en
sua ac$a descarna-se sempre para ostentar to-
da a faeuldade de sua nudez. ( Apoiados ; muilo
bem. )
Im Su. Dei'itado : Enlao dove-se SHpprimir
o rocrut.-menio, mas como se lia de formar o exer-
cito? O nobre deputado quema supprimir o
exercito tambem ?
O Sr. Piitfo Moreira : Bem sei quo este facto
repuauante tem sua josticacao em urna necos-
sidade, mas esta neeessidade aecusando vicios em
nossas instituicoes, deve c pode ser altenuada at
desapparecer ineiramente, mediante intelligentes
e constantes esforeps entre os quaes eu nao posso
colloear a. reforma proposta.
Nao sou nenhum desses utupistas, que nos dou-
rados sonhps de plena felicidade terrestre imagi-
nam nma ordem de cousas, na qual se possm
dispensar os exercitos. "Reconheco que a for-
ca como garanta urna condiciio insepara-
vel do direto ; e que para a soberana dos esta-
dos ella residir sempr" nos exercitos. (Muilos
apoiados.)
(Ha um aparte.)
.Mas esses 1 xarcjtos devem ser organisados de
conformioade com as leis moraes e econmicas
que r.egem a sociedade em todas as suas rela-
ces ; organisados de modo a constimirem urna
profissao nobre c eapaz do attrabtr as vocacoes e
aplidoes especiaes, una condicao digna da naiu-
reza humana, c nao esta vida pesada e ignominio-
sa de soldado que se mp5e *o cidado como urna
condemiiaco. (Apoladqs e nao apoiados.)
O Sn. DuQiE-EstRADa Tkixeira:Ignominiosa,
nao ano ado. (Contiauam os partes.)
O Sr. Pereira da Silva :Pesada sim, igno-
miniosa nao.
O Sn. Cwz Machado :O orador nio diz quo a
vida ignominiosa, e sim que nma condicao ig-
nominiosa, porque o recrutamento se torna um
meio correccional da polica das povoc,oes. fCon-
tinuam os apartes.)
O Sn. Tinto Moreira :Apezar da impressio
que causou a palavra ignominiosa, eu insisto em
emprega-la.
11 Sn. Duque-Estbada Teixeira :Nao a vida"
ignominiosa.
O SjljPinto Moreira : Como nao ignomi-
niosa, Motores ? Pois S conslituico do impe-
rio & aboli por Berem crueis, por serem infe-
rnantes, as penas a que ainda hoje est sujeito
o soldado brasi eiro ? (Apoiados ; muito bem.)
O Sn. Dcque-Estrada Teixeira:O argumento
prora de mais.
0_Sr. Murta :- taneia qne todos os individuos, anda os
ajudados da fortuna, ppeiu a rarM foto
(apoiados) ; este am faci coik5tome^5Riao
pode ser conteslado. Ess^ reluctancia tem por
causa e medida a condicao que nossas leis e cos-
lumes assignam ao soldado ; na razao della esl
o contrai.|imento que impoe o ce violenciadfiste.. Emquaol. existir a causa, esisli-
ra o clfeiio na medida ((aquella, e o recratamen:
recalura sobro o cklado rom a mesma imensida-
oe de violencia.
-No augmenlo do numero dos .recf ota*e ao
a atteneao, visto como a violencia nao se'dcstri-
bue, mas cahe inteira sobr cada um ; a eonse-
qiieiiea do augmento do numeio nao pode ser
senao a repeiicao do mesmo vexame tantas ve-
zes quantos forem os individuos sobre quem elle
O mal at se aggravar a respeito do todos
aquelles que perderem as isencoes fundadas no
bem-esiar das familas, no servido publico ou as
fontes importantes da ri-|oeza nacional, como sao
as industrias e diversas profisses attendidas'pelas
leu em vigor.
O systema que om lies principios se funda s
pode servir para facilitar ao governe o fazer re-
crutas em maior escala e inteirar bons ronlir.-
genles ; mas'nao se diga que anemia a violencia
do recrutamento. Tal tem sido com efTeito o tim
inmediato das nacpe que tem adoptado ,1 eons-
cripfo, especialmente a Franca, seiupro obrigada
a manter grandes exercitos.
N'outra parte diz a niesm commissao, cheia
de conliaiica : O grande desiderulim das nacocs
eirilsadas em rolacae ao imposto dv sanae
identificara nacao com o exercito, nilterisar le-
das classes, etc. e conclue desejando que lodo
o cidado so eduque para o servico niiliiar.
Visivelmenre a commissao tomou por tendencia
natural dos aovos civilisados aquillo (jue ape-
nas urna necessidade de ocea>io. imposta pelo
estado actual da polilica avopa a oslados que
entre si manfein una paz armada, sempre njws-
tes a romper-se. Os relatnos e debales qneTffe-
cederam a reforma que o anuo passado se fe na
Franca, niui palentcniente manileslam a pressao
debaixo da qual se acha este paiz, e que doternu-
nou aquelle expediente como condicao imprescn-
divel para ter senmpe em p de guhrra um Ser
cito de 800,000 soldados. (Apoiados.)
E una sitaar-ao anormal exigido providen-
cias tambem enwrmnes, que nem revolaiu a ten-
dencia da civiliso moderna para militarisar
todas as classes, e nem podem servir de exemnlo
ao Brasil. ...
A huiuanidade nao caounlia de corlo- para os
lempos heroicos, e o Brasil, paiz novo, muilo ex-
tenso, mal povoado o sofrendo de pobreza, embo-
ra dotado de immensos elementos nainraes da ri-
queza, cajos corres tem de ser abertos pola-mao
da industria, precisa do arranjarcom especial cui-
dado e antes de tudo sua oconomia interior (apoia-
dos), e dispor e ordenar os metes de sua futura
grandeza ; precisa emfim de proseguir na obra
de sua organisaco, que por certo nao esl acaba-
da e nem prximo disso, Este e nao outro deve
ser o seu desidertum _\ muilo cedo para aspi-
rar a attitudo de paiz guerreiro, e nao pode, nao
deve sacrificar suas forcas viiaes a pretexto de
organisar exercitos i moda da Prussia e da
Franca.
A nobre copimsso querendo miblarisar todas
as classes, parece ter-se inspirado Baconfempla-
c5o da Prussia 0111 a sua organisaco inteiramente
subordinada ao Interesse militar e quasi ao rgi-
men da cainpanha. (Apoiados e nao apoiado-;.) Ha
muilos pontos de contacto entre a cNposii;o de
motivos da Ilustre oomniisso a que me retiro, o
una amiga ordenanza da Prussia que expressa-
mente destinava o exercito activo a servir de esco-
la na qual loda a naca 1 se educase para a guerra.
O general Preval referlndo-sc essa velha or-
denanca, nconaeoe quo do principio n'ella con-
signado, e fielmente cumprido, tem resultado para,
a Prussia grande vantagem militar sobre todas as
outras naedes, qo neste parlicular a invejam ;
mas reputa muilo perigosa qualquer tentativa que
a Franca 0. a Austria, e esta esl bem vtsnba,
lizessem para clu-gar a scmelhanfe resultado, por-
que teriam do sacrificar os mais importantes ele-
mentos de sua vida interior, sem jamis consegu
rem o desidertum.
E poderemos nos caminharpara a identificaao
de loda a'naeo com o exereilo, para a miiitari-
sacao de todas as classes ? Pod.remdrimpr a
lodo o cidado a educacio militar 1 Saoielhanle-
reforma ou pao se executaria, ou nos coademnaria
a urna ruina certa. (Apoiados e nao apoiados.)
O Sn. Pbeira i>a Sh.a :A eomtssao nao.
(juer miktarisar a nacao.
apartes.)
O Sn. PREsiDe.NTg:Peco aos nohres deputados
que nao interrompain ao orador.
O Sn. Pwto Mobiir :E' ignominiosa a vida
que esl sujeita a penas infamantes (apoiados) ;
e tal a condicao do nosso soldado, que alm
disso snjeito a servidas vexatorios, e tem urna
retribuicao miseravel, qne nao basta as suas ne-
cessldad4-mais ufaenfea, principalmente se elle
tem familia. (Apoiados.)
O Sr Pinto Morera Mas aprsenla,um sys-
tema de recrutamento que so basa naquelle prin-
cipio, como muilo francamente o deelarblj a com-
missiu do anno passado, e se,prende intimamente
com a donirma do parecer da actual commissao
que propoa .a conscripcao como consagracao d
igualdade, por outra, o nivelamente de tolas as
condicoes om relaeao ao reerntamento. Demais
os dous projectos sao em fundo a mesma cousa
consagram a mesma tlieoria ; s nulo divergencias
eui pontos accidentaos ; e quauto ao nivelamento,
o projecto deste anno vai muito alm. do anno
passado, porque- crea urna massa rerrutave
enorme e disforme, que s lera exemplo na Rus-ia
dos czares e no Paraguay dos Francia e dos L-
pez. (Apoiados, nao apoiados e rcclamacoes.)
Opportunamente o demonsirarei. O que eu trato
de provar, supponho t-lo feito...
Um Sr. Diputado :E muilo bem.
O Sr. Pijrro Moreira :... que 09 projectej
da reforma, tanto desto anno -como do passado
sao fetos no ponto de vista exclusivo de manter
um grande exercito, justameate como na Franca
sacrillcando-e nao s legtimos interesses ociae
como mpormnlissiims dlreilos mdividuaes, quaes
sao os da familia, mantendo-so por outro lado o.
mesmo grao de violencia que caracierisa o recru-
tamento actual. (Apoiados e nio apoiados.)
0 Sr. Pebeira da Silva :Entao devemos con-
servar o systema de recrutamento actual? (Tro-
cam-se apartes.)
(ConUnuar-ifM,)
T\?. DO DIARIO-RI/A IMS (RIFZ88 B.


Full Text
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