Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:11886


This item is only available as the following downloads:


Full Text

t
ll
I
I-
t
AMO XU. NUMERO 154.
b ruil O
FABA A CAP1TAI X 1TICA1ES IDt IA0 SE PAGA PORTE.
Por tres mw tintado*............ sn
Por sais ditos den....... .... JKg
UoaanmeroaYulio............. ^20
DIARIO DE
SABBADO 10 DE JULHO DE 1869.
PARA BEinO E rOlA DA PHOVIICIA.
Por tres meses adiantados...............
Por stw ditos idero........... ." ]
Por no\i ditos dem ...,,.'" .
pormM.o. ,........i..;;.!:;;
4c
W780
134500
20#aco
274000
-*f
-~
Propriedade de Manoel Figueira de Faria & Filhos.

-*.
Os Srs. Gerardo Antonio Al ves A Filhos, ftoPtn:
A ACHOTES:
; Gonpalves Pieto, no MaraabSo; Joaqaim Jos de Ofifeira, no Cear; Antonio de Lemos Brasra, noAracatv Joo Mara Jnln TJiavAs no i- *----- m~__. %,.,,...
tomn d Altaba, em Mamanguaye^onio AlpundrKh e Ltoa.YaParabyba; Antonio ojo Gomes, Vi/,a da Penba; lafcr*^^ Nata1' *-,"~
______________ ** Nazaretb; Franano lavares da Costa, em AJagas; Dr. Jos Martin. Aires, na fiahia; e Jos Ribeii o Gasparinbo, no Rio de Janeiro. uuamgo' J0-e a L08la Braa'

^_
PAETEFFKIAL
IHNflM
60 BU 6
M VntHWNMMOU
DB JULHO DR fM9
Anua Mara de Carvaiho Pinto.Informe o Sr.
inspector do arsenal de marinia.
Danwciano Gome* Beierra.Seja entregue me-
dian recibo,
Frederico Colombiano da Silva Guiuiaraes.
Lavrc-se deliberaglo mandando passar a guia re-
querida.
Krancisco Mathtas Pereira Diniz. Informe Sr.
coronel commandante superior interino da guarda
nacional deste municipio.
Hermino Xavier dos Santos.Informe o Sr. com-
mandane superior nterin >.
JJao Dias Pinto.Aguarde osupplicante a deci-
-o do governo imperial.
Joaq Kkardo da Silva.Concedo 30 das.
Kanoel Antonio de Jess.Informe o Sr. desem-
bargador provedur da Santa Casa de Miseri-
cordia.
ataoool Soares Pinheiro.Informe o Sr. inspec-
tor da thesouraria provincial.
Pjntaleao de Siqueira Cavalcante.Sejam en-
tregues mediante recibo.
Wil>ons 4 Hett.Dinjam-so ao Sr. inspector da
thosouraria de fazenda.
7
Antonio Jos Bru Jnior.Informe o Sr. ins-
pector da thosouraria provincial.
Alexaudrino Ferreira Alcntara de Miranda.
Informe o Sr. coronel coiiiiuandante superior da
guarda nacional dos muuicipios de Olinda e Igui-
rass-
Candido Jos d Ges Telle.D-se.
Dumingos Gomos Bezerra.D-se.
Eugenio Gongalvcs Cascao.Informe o Sr. ins-
pector da thosouraria de fazenda.
Jpaquim Francisco de Barros Brrelo.Informe
Sr: ebefe interino da repartigao das obras pu-
blicas.
Jos Candido da" Silva Braga.Dc-se.
Jos Candido da Silva Braga.Sejam entregues
os documentos jmente.
Jos Thomaz Connives do Rosario.Lavre-se
dtdibera.cao aposentando o supplicanle.
Cyprian-. Manoel Joaquiui da Silva.Informe o
Sr. coronel commandante superior interino da
guarda nacional deste municipio.
Thomaz Pedro de Aquino.Informe o Sr. com-
mandante superior da guarda nacional dos muni-
cipios da Boa-vista e Ouricury.
Tboina/ Antonio Espea. Pagando o suppli-
canle'o que for devido em virlude da portara dcs-
ta presidencia de 2 de Janeiro do corrente anno e
marcando a directora do theatro o da para es
pcetaculo, como reqtter.
'lu-pni-tiv-io da polica.
i* seceao.Socretaria da polica de Pernambuco,
9 de julho do 1869.
N. 998.Illm. e -Exm. Sr.Tenho a honra de
levar ao conhecimento de Y. Exc. que, segundo
consta das participagoes recebidas nesta ropar-
ligao, nenhuma oceurrencia se deu hontem neste
(ermu c nem foi recolhido individuo algurn casa
do detencao.
Deus guardo a V. ExcLlm. e Exm. Sr. vice-
presidente da provincia r. Manoel do Nascinien-
to Machado Portella. O chefe de polica interino
F. de Assis Olicfira Maciel.
PEENAMBUCO.
ASSEMBLEA PROVINCIAL.
niscajrso lo Sr. deputado Mea-
res Hrando. na scsso de & de
Jiiuho.
O SH. SOARES BBAXDAO : Sr. presidente,
co&facflM tem esiabeleido os eitylos e pratica des-
ta casa, a segunda diecussao do projecto de' fixa-
cao da forca policial a occasiao ojiportuna para
que osmembros d<;su a.seinba venliain a tribu-
na manifestar mtiis desenvolvdamente sdas opi-
nioes acerca da poliliCa do paz e do modo por-
que sao uiigiJos os negocios pblicos na pro-
vincia.
Y. Exc. e a ca.-a me permiltirao, pois, que af-
fastando-me do projeeto em Uscus, u daiemun-
das que ao mesmo aabam de ser ITerecidas, o
solj'e as quas fai em tempo a commissao as
suas observacoes, en prevalega-me da opporium-
dadj para manifestar ,i esta asseuibla e a provin-
cia tumba liuuiiUle opiniao sobre a poltica do paiz
e a dreccao quo se tem dado ao negocios pbli-
cos na provincia, depois do dominio da poltica
actual.
O Su. Eii.Miio Coun.Mio : Depois do raio de
18 de julho.
O Su. Soabks I!ihxd\o : E nislo, Sr. presiden-
te, Tai o cumprimento de um dever, porque o ac-
to adiiickinal a lodos nos mc.umbe de velar na
guarda da constiiuicao c das leis em nossa pro-
vincia. (Apoiadns.)
Nunca foi mais urgente c imperioso o cumpri-
mealo- (leste dever, porque nunca foram mals gra-
ves c assustadoras as ciicuiustanrias do paiz para
todos qnantos presam as liberdades que a consti-
tuicao garante. (Apoiados, muto bem.l
( Sr. G. Drummond :Nao apoiado.
O S. Soarks Rrandao : Velar na guarda da
tuuicao, importa velar no modo porque pra-
ticada a forma de governo estabelecida nem
mema constituicao; importa, porlanto, velar na
pureza do system-i representativo. E porveniura
exista ontre nos de faci sysiema represenla-
tive?
Vozes :NIo Nao I
O Su. Soarek Biund.o : Deixando sem respos-
ta sta pervunla,pernWtta-ine a casa que faca una
succinta apreciacao do modo porque foi ultiuia-
meote retirado do poder o partido liberal.
Al o da 11 de julho du anuo passado diriga
os negocios do paiz o gabinete de 3 de agosto de
18H6.
PuaccMiava o parlamento e quer na cmara
temporaria, quer na vitalicia recebia este gabinete
provas inequvocas de confianza.
Nio 4 preciso referir* o modo porque diriga os
negocios do paiz, nem or em relevo o seu patrio-
tismo e a daiticacHo inexcedivel com que traba-
lhawa na obra do desaggravo da honra nacional,
no -ftiragoav.
Nasos diadeolaron S. M. o Imperador que as-
colhia senador pela provincia do Rio Grande do
Norte.0 conselieiro Franefeco de Salles Torres
Hmom.
O 9n. Amakal e Mhllo :O Timandro.
. O Sr. bOarrs tnANBAO :-^Desde logo o minis-
teri raaolven unnimemente pedir a sua exonera-
cao, porque nao podi* reerendar una ul escolba
que iulgava desacertada.
BnUw o pedido e ceilacio da demisso media-
ram trw-dias. 8. M. reeuson a demissao por tres
venes, diseutindo com o presidente do consellio os
motivos desla e dirigindo-se a cada am dos mi-
nistros.
i) ministerio nao mudou de opiniao sobre a es-
coHia do senador pelo Rio Grande o Norte, fot
exonerado.
At aqui, senhores, dava-se um tacto regular :
era nm fMnisterio que deixava o poder por falta
do ncetssfltfe accordo com a cora.
| O Sa. G. Drummok : Qnestao en que o mi-
outerto neaOuaw interenmeM poda ier.
O &l tem, Gama -O pMhv respossavel nao
tatito'
rahy, cfiefe da poltica opposla do ministerio de-
caludo e 8. xc. ompoe mu gabinete de poltica
conservadora pura e extremada.
Como explicar uui tal tacto i
O Sa, Amamal e Mello :Na vida constitucio-
nai represeotativa extraordinario.
O Si*. Soarks ranimo :Como explicar este ac-
to sob o rgimen de nossa constituicao f
Porvonlura o nao ler-se prestado o gabinete de
3 de agosto a relerendar o acto da^eseolha do se-
nador pelo Rio Grande do Norte podia importar
para a cora a euademaaea da poltica liberal i
Eu argumento com as eausas confessadas e co-
nliecidas, se por dilferenbi e reservado motivo ca-
bio o gabinete, entao a qoostao outra.
Temos ontre nos rgimen parlamentar ? De cer-
lo que nao, porque se o vesseuios o novo orga-
nisador seria necessariameqle chamado do seio da
maiuria da cmara que apoiava o ministerio de-
c a ludo.
0 Sr. Ermiiio Coi'tinho :Apoiado, isto que
seria das praticas do rgimen parlamentar.
O Sr. Somiks Baandao :O ministerio doealdo
pertencia poltica da maioria da cmara, que
Ihe nao tiulia retirado sua confianca, e se a sua
queda fora motivada a|)enas por desaccordo entre
elle e a coroa, ao qnal foi extranho o parlamento,
cumpria em liomenagem este, em homenagem
a na^o, em homenagem a essa opiniao dominante
at a vespera, que o novo organsador fosse lira-
do do seio dessa mesuia maioria. (Apoiados. i
Isto obvio, senhores, e me parece incautes*
tavel.
0 Sr. Aumikio Tavahes : Em um paiz consti-
tucional representativo
OSb. Soauks Brannao : Por outro lado, Sr.
presidente, a maioria da cmara apresentava urna
nova phase era que poiessepatente falla de forca e
capaeidade para continuar sua publica dirigir e
paix '
Nao, senhores, dava-se o contrario. E' sabido
quedepois do uolavel discurso pronunciado na
cmara vitalicia pelo llu>ire consellteiro Octavia-
no acohselhando com a autordade <|ue todos Ibe
reconbticiato, a unidade e harmooia do partido
liberal, os lados em que e.-te infelizmente se acha-
va dividido caiuinlurain naturalmente para urna
uniao e accordo, que promelliam ser tanto nviis
renos o duiadouros quanto aran) um resultado a
que todos chagavaui convictos e satisfeitos.
O partido liberal entrava em urna nova phase,
mas era osla a da execucao das reformas pro-
uiettidas. A reforma da foi do recrutamenio j se
tona va em diseyaso e ojjas_ae_preparavam pa-
ra isto.
Por consegumie, Sr. presidente, ee a poltica do
ministerio decahido nfferecia urna nova pbasu era
esta de augmento de forja e prestigio.
Sr. G. Drummoind .Responda o Sr. Oltoni.
Sn. Soarks Brandao : A ascencao do gabi-
nete actual, foi porlanto urna fatalidade para nos-
sas instituicoes, na significativa phrase do Ilustre
conselheiroNabuco, porque como muto bein dsse
S. Exc. na faculdade quo tem a cora de oscolher
livreuiente seus Mataos ninguem pede querer
que se involva o direito de fazer poltica sm a
vontade nacional. (Apoiados.) l'm tal ministerio,
que syinbolisava o desprezo de todas as regras do
rgimen parlamentar.
O Sr. G. DaiwiMoNo :Nao apoiado.
O Sr. Soauks Bka.nao.... que exprima evi-
denie menos prego quasi totalidad da repreeeu-
tafo nacional, na cmara lemporia, poderia re-
cebar dossa cmara o apoio que pretenden 1
O Sn. G. Dhummo.nd -.Nunca pretenden,
O Sn. Soares Brandao .Poderia esperar mes-
mo a tolerancia della .'
Nao, senhores. Fura," como o disso a voz elo-
queme do consellteiro Jos Bonilicio, exigir da c-
mara o sacrificio de sua dignidade e da dignidade
dos parlaujentos, confundir a idolatra do poder
coin a religio dos principios e a dedicaeo dos
amigos com a submissao dos escravos. (Muito bem)
A historia dos parlamentos, senhores, ha de re-
gistrar as mais brilhantes d'esuas paginas opro-
ctdimento digno e elevado da cmara temporaria
ante tao estupendo acontecimeto. (Muito bem.)
Veio a dissolucao da cmara, cahio assim violen-
tamente a poltica trimnphante nos eomieios da na-
(o ; ruta*iMM>, pwrm, un cin*)oio, *> estrondo
desta queda abalou em seus fundamentos, alluio
para sempre toda essa armadilha de desfajado
absolutismo e governo pessoal que pesa sobre o
paz. (Muito beml)
('.aluda a cmara, senhores, expellidos os repre-
sentantes da naco, fecadas as portas do pana*
ni. mIp. inauguroU'Se plena dictadura.
Foi um quadro horrivel, o que onto presen-
eiou todo o \i:r..
Un Su. Depi tado : S faltou armar-se o ca-
dafalso.
irrao Sr. Detutado :Mas armaram-seeruzes.
o Sn. Soauks Brandao :Os poetas amigos se
guindo a mythologia nos proporcionam mais de
um quadro da vinganca dos deozes irrilados. O
raio alnazanilo a ierra, abertosos tremendos odres
de Eolo, o tridente de Neptuno agitando os ma-
res em lerriveis tempestades e os miserias mor-
taes pregados como o valente Ajax s ponas d
um rochedo, como o piedoso Eneas e seus com-
panheiros impellidos do mar em mar, de pe-
rigos em perigos, de miserias em miserias, uus
morios pela fome, outros engulidospelas xmdas ou
finalmente como o sabio Liysses a errrem por
longos aunos, buscando sempre em vao patria e
familia.
As furias-que deseneadeou a dictadura contra o-
infeliz partido decahido zeratn por muilas vezes
recordar, ama vinganca divina, segundo as fle-
ques mytbologicas. (Apoiados, muito bem I)
O Sh. Kkw Barros : Pracaram-6e actos de
verdaduira selvageria,
O Sn. Soarbs Bhaaao :Entao, Sr. presidente,
nao se leve mais em vista que as graves cir-
cunstancias em que se acliava, como infelizmente
ainda se acna o paiz, bracos com urna guerra
estrangeira conviuba. evitar reaecoa e proenrar o
accordo de todos os Brasileir^ bem da desaf
fronta da honra nacional, consiueracao esta que
servir para seren audiadas .muilas medidas im
portantes dosg#enioJiberaee.
A cora ac;bava de dizer muito lemnemoute
que a harmonfatlos braslleirosesse pensamenttr
beneoce da onsfitnicio, nnnea se fizera t5o neres-
saria.
Estanocessidade desappareeeu, senhores, para
ser dissolvida a cmara, como foi, e entregue o
paiz inteire s lutas de urna conquisia por parte
do poder e a todas as calamidades das quadras
elekoraes, desta vez requintadas de modo horri-
11 e excepcional. (Apoiados, muito bem.)
Nao me posnival. senhores, fazer nesta occa-
siao urna analyse de todos os actos llegaes e abu-
sivos emanados do gabinete di8 de julho.
Um Sa. Drputaoo : Morrena ptbysico antes
disto.
O Sh. Soares Brandao i Permitla-ma a* casa,
porm, que faca mansao de tras que mais direc-
tamente se praednas uat 4 nossa provincia e dous
a esu assomWa t/uero rfarir-me a mtlcaeao
das poderes dos eleitores feitos nesta provincia a
19 d junho do anno passado, pana preoneJilmen-
to de urna vaga de senador, circular do ministro
dajostfoa araaomdo aos presidentes que nao'
sanac1onasfin l algama provincial creando co-
marcas e ao aviso de 16 de setembro do auno pas-
sado, deeidkia qe a vista da le do 1 de ootu-
-* aOHano poain as asaeaanlas provinciaes
Rroar 1 ares de ajudantes do procurador das ea-
0 priniflii' flpTB atfentndo? a nsiirpacte d
urna at tribu i cao conferida ao senado pete art. 51
da constitaicio, romo consequeneia de sua exclu-
siva competencia para verifcacao dos poderes de
seos meattoros.
Julgn-iiui dispensado de entrar em desenvolvi-
iimntos sobre este ponto.
Elevando-se a toda a altara que Ibe compete
esta asseuibla ja o estyginatisou, como Ihe cum-
pria, e nao na moitos das qe todos approvamos
a representacao que a este respeto derigio ao
poder legislativo geral, representacao que antea de
ludo significa um enrgico protesto contra tal
aberracao.
O egondo e o Urcniro nnlllicam, nm a dispo-
scao do arf. 10 g 1 do acto addicional, que de-
clara competir s assemblas provinciaes legislar
sobre a divisao dvil, judicaria e oelesiastica da
respectiva prov,ncia, e o outro a disposicao do
arl. 10 7 do mesmo acto addicional que d as
assemblas provinciaes o direito Ilimitado de le-
gislar sobre a creado e suppressao dos empregos
municipaes.
Estes relos, Sr. presidente, que bem carncten-
sam o actual ministerio, revelan as sius tandea-
cas, ante as quaes nao tem sido bices suficien-
tes nem a constituicao nem as leis. (Apoiados)
E quanto aos dous ltimos, que maior prora
desse terrivel espirtr cenlraliador que, procura
annullar todas as franquezas c prerogativas pro-
vinciaes para tudo colfocar as maos do governo
geral 1
Senhores, as provincias devem possuir-se de
toda ndignacao ante tal menosprofo de seus di-
reito. e nos desle recinto protestemos muito so-
lemnemente contra tao arbitrarias nvasoes do go-
verno central ; clamemos contra suas tendencias
abusivas e iinpolitittas de tudo concentrarem suas
mos para governar dispotieamente. (Apoiados.)
Mas Infelizmente, Sr. presidente, ainda isto nao
o mais a vista do modo porque o governo manda
administrar as provincias.
Um Sn. Dewtado :Por procnsules.
O Sr. Soares Brandao :Da consulta a opi-
niao nacioual, ou ao paiz real, mediante a disso-
lugo da cmara temporaria, o ministerio de 16
de julho e seus dignos delegados as provincias
lizeram tao somante enssjo para horrivel e inau-
dita conquista das urnas eleitoraes.
Conquistar lodos os logares da representacao
nacional, suffocando loda e qualquer manifestacao
da ideia liberal, fai o nico escopo do poder cen-
tral e roNstiiiiio o artigo unita) de suaas intruc-
coes aos procnsules as provincias.
A iiipreusa nos tem transmittido, Senhores, to-
lo- esses gemidos, todos esses protestos e brados
de ndignacao que hao soado do urna a outra ex-
liemidade do imperio.
0 presidente da Baha fazemlo ofilcalmente a
ileclaracao de que os liberaes erao vencidos e os
conservadores v-encedoris, somonte leve sobre seus
collegas o mrito da franqueza.
Em todas as nutras provincias fez-se de f.-fcto,
Sr. presidente, igual disiincco ; os conservado-
res obraram corno senhores e os liberaes loram
tratados como vencidos em todo o rigorismo das
leis da guerra. (Apoiados.)
0 Su. G. Diiummond :E eu digo nao apoiado.
0 Sr. Soauks Kuandao :Todos nos somos tes-
lemunhas do que se tem passado nesta provincia
depois da ascencao poltica ora dominante. E
qnantos dentro deste mesmo recinto, referindo-se
acs desmandos e abaso da dictadura nesta pro-
vincia, ro- podero dzer, imitando o poeta lati-
no : quorum magna pnrs fui ? (muito bem.)
Corno sanis, Senl
bawador Assis era cousa muito indiflrente as
quakdades moraes dos individuos ijue nomeava
para os cargos pblicos.
Um S Dkpitado :Tinto em vista a proximi-
daieda eleirjo.
Sr. Sotass Brandao :O Sr. Assis sabia que
nIOcoiilnuaria a governar a provincia, porque
o presidente elfeetivo ja eslava Horneado ; S. Exc.
sabia que o seu snecessor nao se faria esperar
muito e por outro ladofniw podia (fosconbecer que
segundo todas as praticas administrativas os ricc-
presidenias octupam-se dos assumplos de mero
expediente, limtam-se s molidas Indispensaveis
de governo e sobretudo alister-se de fazer demis
stfos e Hornearos* porque os nomearfos devem ser
de confianca daqueiles com que lem de servir per-
nKinenteminte.
Exigindo-se de S. Exc. taes servicos faziam-no
porque recemvam que essa tarefa rtao fosse aceita
pelo presidente -ffeelivo *...
O Sr. Arminio Tavari.s :Que era Qdalgo na
phrase do nohiv ileputado pelo 1 dstricto.
O 8r. Silva Hamos :E que u de fado.
O Sn. Soares 'Brandao :.....liara grande
urgencia porque as eleines bafiain porta ou o
Sr. Assis liaba odios seu ou alheios que quera
saciar ?
O Sr.Amv:;thas:Explique por todos estes
tres motivos ao mesmo lempo.
O Sai G. Dhommond :Eu explica por mitro
qin? nao nenlium desies tres.
0 Qr. Soares Brandao :E' notorio, Sr. presi-
denta, que o Sr. Assis Rocha taha eonstantemen-
le a aeu lado eertos inrivduos bwn conhecidos,
conservadores exaltados, que constituidos em urna
especie de coinmiisSo dt> partido, dicta vao a S.
Exc. as exigencias deste o indicavam-lhe as victi-
mas a immoiar.
A
regedor do Gymuasio, foram nutras lautas victi-
mas do furor reaccionario de S. Exc, nos poucos
das de sua admiuistracan.
Um Sr. Drpi/tado ;E os promotores ? .
O Sn. SoARbi Brandao :J nao falla dos nrp-
motores, porque ha opinidet de que sao autorida-
des de confianza, o que entreunto nao admitto.
ra honra daquelles dignos funecionarios de-
i ? ^ Ama*ai- e Msteo ;Pois alie foi persua-
umo de que tinlia administrado mnito bem a pro-
vincia. ^
O Sr. Soares Brandao :-Arreitoo a compliel-
dude de qnanto fn o Sr. A*, pois sustenten o
Ainda depois d vencidas
bro e abandonadas
a eteicoes de setank-
imtndos, folgo de diter que taes demissoe nio ti- 2 eJL! T * veram por fundamento qualquer Taita ou omisso I SJSUS^SSr^ 'S ard ldas
no cumprimento de seus deveres, porque o proprio I vd7, .S^ p,"a." e.**.imnm* conser-
apntacao de crmos rdacSesintimas .it por
' atniddc com grandes criminosos as loca*
nunca constiiuirain motivos que detivesse
do vce-presldente ante as exigencias de
ililisso.
vinlabilidRde qne me escuda nesta tribuna
e o Ossgosto que me c.uisam as questoes pessoaes
fazesa com que nao decline nones proprios e nem
isto ja se faz necessario. Appello, Senhores, para
'quaift ha dito ueste sentido a imprensa oppo-
sicionista nesta cidade, sem refutando plausivo!.
tes nsmes ts'ao no conhecimento do pu-
blico.
rYorura.va-se smente em cada localidade
para antoridades paliciaes, os individuos que mais
aptos fossain para exercer maior sstuma de per-
seguio contra o partido decahido, se enoontrara-
ie para tac cargos um inimigo pessoal e ranco-
roso da pessoa ou pessoas mais hnporlantes do
lado corurario, era um grande acJndo.
Procuravase sobretudo individuos qua podes-
sen garantir, a victoria as prximas eleicoet, c
H a qiiSdade de STinioeo manchuva o'ie oo
qoelle a quem se quera nomear autoridado, tan-
to melhor, porque esta qualidade garanta corto
desemharaen e coragem para execucao de empre-
sas mais dnieeis apoiados.)
Com estas vistas eram taitas as mdicac5es pela
tal commiuao de salcurao publica que sabia per-
feitameole aprovellar-se de sua inesponsabilidade
e das sombras do reposteiro por Iraz do qual diri-
ga o digno vic--prtNiJrtiite (apoiados. i
No palacio do governo nota va se desusada con-
fpsa : uns que entravain outros que sahiam, to-
dos inioressaoos na obra da derrabada por pro-
vedo ,proprio ou interesse do partido.
Pareca, senhores, que nos achavamos em um
paiz conquistado, onde os cbales vencedores hou-
vessem penuittido livre saque soldadesca des-
enfrenada. (Muitcfbcm.)
i dia i do g isto, nSo tendo podido o Sr. As-
sis Rocha, por ncomtnodos do sau le, vir pala-
na cadelra presi-
e os 1" e 2 viees-pre
foi nomeado 1 vice presidente ucsla provincia o
desembargador Francisco de Assis Pereira Rocha
rsoni perder tempo entrou em xercicio no
28 de julho do amo passado.
A posicodo Sr. Assis Itoeha, como membro de
um tribunal superior, sua idade e at suas exte-
rioridades lizeram a todos esperar que S. Exc. se
bem que conservador exaltado, fizesse u:na admi-
Dstraeao decente.
O Sr. Bacellab :Uesejava sor senador pela
Parahyba.
O Sr. Soares Brandao :Mas, Senhores, nun-
ca houve piis tcULa desilluso I..
Empunhando o machado da derrnbada, s. Exc.
cntregou-se desde logo ao cumprimento de sua
tarefa de exterminio do partido liberal nesta pro-
vieta. Os golpes foram cegos, desaliados e in-
cessantes, a reaeao foi vertiginosa, (muitos apena-
dos.)
Um Sr. Deputado ;Quera ser senador.
Outro Sn. Deputado :E quando cansa va o
braco entregava o machado ao Sr. Souza Res.
O Sr. Soares Brandao :A casa lia de permiiiir
que eu recorra a uns apontamenios (Icndo) :
No da mmedato aquelle em que tomn
posse o Sr. Assis demittio nove delegados e sub-
delegados e o cummandaute do corpo de polica
(29 de julho) no dia 30 foram demittidos 27 dele-
gados e suhdelegaoos, :il foram demittidos .'>
ditos ; no dia 1 de agosto foram demittidos-56de-
legados e subdelegados, o major do corpo de po-
lica, o procurador fiscal da thesouraria provincial,
o administrador do consulado, e o director da
iaStrnecSo publica : no dia 3 foram demiltidns : o
promotor de Goyanna. o director das obras pnblicas
e 17 delegados e subdelegados; no dia 4 foram de-
minidos z6 delegados e subdelegados, 4 otfieiaes
empregados no deposito le recrutas o 6 do corpo
de polica ; no da 5 foram demittidos 29 delega-
dos e subdelegados, demittidos e removidos varios
promotores; no7 dia foram demittidos 8 delegados
e subdelegados e o regedor do Gvmnasio provin-
cial ; no dia 10 foram demitlidos 13 delegados e
subdelegados e assim por dianle foi caminhando
a reaccAo I
, co, alguem sentou-se por elle u
.ores demittidos o presnonte ^^ ^ ^n vyd a pi.Vul.
bidentes da poltica decahida. gja... (Apoiados!)
Pessoa d,; dentro do palacio asseverou-me a
exactido deste lucio, a que nao quiz desde logo
dar eredito.
Nao quero declinar o nome dossa pejsOi.
Um Sr. Depctaiio :Nem deve.
O Su. Soares Brandao :Citim-se actos da :ul-
ministrayao do Sr. Assis, dos quaes S. Exc. s teve
ciihecimento depos de publicados pela imprensa.
_E' assim, que tenho ouvido explicara nomca-
co do promotor puldico de Limoetro, que recado
em um outro barharel que nao aqucll quem S.
Exc. so tnha co.;npromcttu1o a nornear, o que mui-
to o contrariou.
Assim se explica tamliom o facto do ter o Dia
rio de Pernambuco, follia olBclal o cojos redacto-
res viviaia em grande inflil lac com a gente que
cerca va o vce-presidente, noticiado nm da urna
nomeaeao para a uromotoria de Palmares, e no
outro se apressado a rectificar esta noticia.
O Sr. Amy.miias ^-TuJ < i;' i den i fstra que o
Sr. Assis Rocha nao e rfelsav jmente e
diriga-se por si, na phrase do nobre deputado
pelo terceiro districlo (diiigindo-seao Sr. G. Drum-
mond.)
O Sn. Soares Brandao :Senhores, as nomca-
0 demisses eram feitas com tal precipltarao,
que chegaram a recahir em individuos j fallo-
Bldb I
O Sr. Lopes Machado ;E1 vcrdade isto.
O Sn. Soares H;ia.\uao :Sr. presidente, mul-
to fallada nesta provincia a sitnpcldade do anti-
So vice-presidente Lyra (coja memoria nao quero
esresneitar), o qual di/.ia qor nao pensara que
fosse tao fcil administrar a provincia, ae
cantando ((uc na secretaria sahiam muito bem ar-
ranjar os papis, de modo tjuc qUartdj Ihs chega-
vam s inos, nao precisava inais do que por
Lyra, Lyra, Lyra. -. diadas.)
Por entro lado, Sr. presidente, a provincia anda
se recorda do um vicepresidenteo finado Bao
de Capibarbc, qno, chamado corta vez a xerci-
cio, oxpodio de um dia paria outra centenares de
portaras de nomeacvs o demis
Um Sn. DspfTAno *.Efl
Em 20 das de administrarlo interina, demittio
o Sr. Assi9 quasi toda as aatoridades policiaca
da provincia e faz novas nomeac.
O Sr. Lopes Maguado:O furor de S. Exc.
?liegou ao ponto de noraear para a polica a de-
anfos.
Um Sr. Dbputado :^-0 nobre deputado som-
mou ?
O Sn SoAius Uhakio .Nao; mas parece-uie
ue em quatru ou cinco dias fez urnas duzculas
emissoes.
Outro Sb. DepirrABO:Bom cabo de guerra I
O Su. Lopes Machado : Cabo nao, uiarechal.
O Sh. Soares Bhandao : Em 20 e tantos dias
ile adminisiracao, repito, S. Exc. demitiio quasi
todos os funecjouarios policiaes da provincia e fez
novas nomeagoes.
p S isto, Senhores, d a medida do como pr ce-
da o.inaugurador offlcial da pohaiea da dictadura
nesta provincia. Como ora possivel que na rav
tido da provincia tao sbitamente S. Exc po-
desio ter informaodOs acerca dos individuos em
quo fazia reeahir noaiaaoes. Nem ao menos]
guardoa-se as apparencias I
UM$n:'Bn>uTAD0 :Para que i
Oosaa b. Dbvutado : E qae nao hara
po fardar.
O Sr. Soarks Brandao :Nao se proenrou at-
tenaar a coaveoianoias em que era interatiananafcj
a digoiaade da pastcao de prwidene da .proria-
eia F.. (apalanw).
A" vis das lacles. coUtfe-se que ao 9r. dasein-
o que engrps-
por Oila a pro-
ito bem, ifiui-
n nina semana santa.
O Sr. Soares Urano \o : -Isto foi arpis de 20
aupes passado?, e toda a provincia estava certa
deque nao mais se vera reacciio idntica.
I No anno da graja de 1868, o Sr. Assis Rocha
ufo fazer ver provincia quo estava engaada,
porque S. Exc. leve urna qualidado especial : foi
ao mesmo lempo a Itjrn dcil e passiva ypde todos1
os dedos foram vibrar sons de extcrininio e lgu-
bres acoinpanhanientos a hyinnos de triumpho
partidario, e o Cupibaribe impetuoso qe^ eng^ps-
salo pela tehipestade foi levando poi
vncia-destruiglo e ruinas I... (Muito
to bem.)
Sniores, eu nae censurara un'prasiapte por
deiDissdes qua fizesse siu cargos de eoauanca ;
era natural e mesmo seu direito tjue se quizes-e
faser cercar por agentes de sua ponaica ; os libe-
rnas nao queriara nem podan conservar nesses
cargos : cansa ao Sr. dcsotianreaanr Assis,
pilo nodo por quo fez essas neanasoes nomaa-
tfcs. Nao censuro, pois, as nanunaoes qae so ft-
eram por toren reoahido em ooaservadoree een
uro qne sa tisesse eseolhido entre os conserva-
dores (com urna ou outra excepcao) os mais ap*
pmpriados para desenrolrerem matoros a eai cy-
aieae violencias contra os aOvarearios, a snuitos
lem- at criminosos. (Apoiados.) a
O Sr. Assis nao limito! a reatcas- ao argos
de era, mitanes t a procurador latcai. tba-
soprarl* provincial, o adnainistrt*) a> caawliij
e outros anona anos inbajMmas desta.
tifio, o director fetal da netsanaippnMtaSv
rector da iapartioar> as aban pnUicas e o
vice-presidente explica estai sitas deinissSes cha-
mando as de rrintegraeo., to smente.
Vede, senhores, como S. Exc. inaugurou o prin-
cipj das reac.coes partidarias nos cargos retribui-
dos e que nao sao de confianca. A consequeucia
logea que iramos de reinlogracao era reate*
graeao, conforme a poltica que daninasse.
(> Sr. Assis assim justitlcado-se, desconhece a
solidariedade de honra que deve ligar os governos
que se sueeedem a bem da sustenta^io da fon*a
inoral dos mesmos governos, e at da melhor ges-
tao dos negocios pblicos.
Mas bem se v que a reintearaco nao foi mais
que pretexto. Porque nao se deu ella.com as de-
missJMs do director das obras publicas, do rege-
dor do Gymnasw, do promotor da capital e dos
empregados subalternos do consulado provincial ?
E deraais, como foram feitas aquellas demissoes
ern tempo da poltica decabida ? Foram feitas em
rnassa na veriigetu de urna reaccao partidaria ?
Nao, sonhores, o partido liberal naugurou-se e
firmou-se sem abafos na sociedade nem reacQoes
violentas. (Apoiados.)
Essa consideraran, principalmente com rea-
co a alguma das deinsses, devia ter pesado mais
no espirito do Sr. Assis.
A reaccao estendendo-se a todos os ramos do
servfoo publico, nao podia deixar de altingr
guarda nacional.
S-aravam na secretaria da presidencia algumas
patales de ofllctaes da guarda nacional Orinadas
polo ministerio decahido, seudo que o respectivo
prazo para serein solicitadas ainda nao havia* ex-
pirado.
O Sr. Assis prohibi que fossem entregues e ne-
gou defurimento todas as petcoes que Ihe foram
dirigidas pelos interessadoi, souctando-as.
Nem ao menos nindou restituir a importancia
dos direitos pagos.
Que lei autorisava tal procedimenlo ?
Um Sr-. DspuTaDO :Nole-se que nao mandou
restituir a importancia dos emolumentos.
O Sr. Soarks Biukvao :Dtu-se a esle respeito
nm facto que refonrei casa. O Sr. Assis recobeu
da mao de una pessoa qualiflcada a patente
de um tenuiite-coroncl do Ouricury, com todos os
direilos pagos na corte e para a qual solictava-se
apenas o cumpra-se, e declarando que nenbmna
duvida tinha em po-lo, procedeu a falsa fe exi-
gindo do governo que cassasse dita patente, o an-
tes distj nao a feslitaio, como prometiera.
Por outro ladusspcndcu o tenentr-coronel Luiz
Paulino de Hollanda Valeuca sem causa conheci-
da, quando nern este se achava no couimando do
balaiho.
Suspenden tambera sem motivo plausivel o cora-
mananlo superior de Nazareth e ordenou o des-
arniatnenlo dos corpos da guarda-nacional com-
niandidos por liberaes.
O Sil Amvnthas :E em lugar de mandar re-
collier sse armamento ao arsenal do guerra, man-
dou-o entregar aos delegados de polica.
O .cr. Soares Brandao :O llm nao era outro
seno desarmar a guarda nacional, para armar a
polica.
As patarras que profer nesta casa cm sessao
de 27_de abril ultimo, acerca da mulo condecida
questao da curadora geral dos orphaos deste ter-
mo, me dispensa de fazer acerca de mais esse abu-
so praticadu pelo Sr. Assis, qualquer consideraf ao.
(Apoiados.)
Ha anda um acto do Sr. Assis que 6 bem ca-
racterstico de sua administi-aco.
Vejamos a seguinle cirmlar todos os com-
mandantes superiores Hipnos o da capital :
Espesa v. S. ordem, para que os coinman-
dantes de corpos da guarda-nacional sob seu com-
mando, salsfacarn e com pruuiplidao as requs-
yoes que Ibes forem feitas pelos delegados e Sub-
delegados de polica respectivos, de armamento $
forra, dovendo esta ser composta de oiciaes e Bro-
cal ile esclha e indicaejio das referidas autorida-
des policiaes. '
Lm Sh. Deputado :Isto s doSr. Assis Rocha!
O Sr. Soares Brandad :E' cousa condecida e
reeonuecida neste paz, qne a polica um novo
poder do estado, que organsada como se acha,
nao se o que mais seu. se prepotente ou omnipo-
tente, e anda mais reconhecido est, que a po
lcia a arma mais poderosa de que o governo
langa mao para vencer eleigoes.
Mas, Sr. presidente, j nao bastando os recur-
sos proprios da polica para exercer todas as per-
seguiges e praticar todos os abusos, o Sr. Assis
teoTloca toda a guarda nacional da provincia, como
ti m s destacamento armado e municiado ordem
dos delegados e subdelegarlos.
S. Exc. infringi claramente a lei e acaben com
a disciplina de lodos os corpos dessa milicia, ti-
rando aos seus respectivos coramandantes o direi-
to que llies pertence de designar os oflkiaes epra-
cas que devam fazer este ou aquello servieu.
Desde que se tira aos eommandantes e ofliciaes
at o direlo de indicar as pracas que devom ir
fjer um serv}eo, que se tem reduzido esse ba-
talliii e esses cominandanfes e oficiaos ?
Aqui |iodia eu usando de urna phrase rauila.-
vezes proferida pelo niu nobre amigo, depulado
pelo terceiro districlo (vollando-se para o Sr. G.
Drummondj dizerlatel anguis in herbis...
Era que se approximava a poca cleitoral, e a
polica precisava de ter o arbiirio de inulilisar os
eleitores, supplehles de eleitores e votantes da op-
posico, fazondo-os destacar como olliciaes ou pra-
gas da guarda nacional.
Eu supponho quo acto idntico se nao pralicou
em outra provincia.
(i Su. Amar al e Mello :Supponho quo o Sr.
Ambrosio fez o inesuio no Para.
O Srt G. Diiu>rMo.\n .Liberaes muito distiactos
j o praticaram.
O Sr. Soares Biiandao :Duvido quo rae apre-
sentem acto idntico praticacto por algum presiden-
te liberal."
Eis, senhores, em rpidos nacos, esbogada a ad-
miuistfacao que inaugurou nesta provincia po-
ltica da dictadura :complacencia ceg todas
as exigencias ,de par;litlariti* delirio, reaegao
vortiginosa, desmeso cwuplotu das lei u esque-
ciaieuio deploravel dos, mais reaes o importantes
interesaos da provincia. (Apoiados, muito bem.)
lO Sr. G. Diummo.nd :Nao apoiado
O Sr. S0Ant8 Brakvao: -A ti de agosto che-
gou o Sr. conde da Baependy, presidente nomeado
para esta provincia.
Mais una amarga desillnse-f... Era outro fiel
dategado do gabinete de M da julho.
Depois da adinnwtrago de Sr. Assis Rocha o
que resta va ao Sr. nontis de Baependy t
A tarca elei toral anta va preparada, destribuidos
os papis, escoihidos os comparsas. Ao Sr. Bsie-
pernty cQiapna retocar os quadro, ordenar a exe
eugo e presidir ao. dnsanialninenio da aoco.
5. Exc. soube deeompeUlSr o seo papeL
A mudanca.de pessoal da nalioia em, toda appo-
vinota achara -se quisi eompfoa, mforestaVa mui-
j-lo o que tasar nesta. rano do sarrico, Mas todo
quanto foi necossario para vencer a eleicao s, Bxc.
qnanlo inslriimenlo dlw e corrompido se
tinto d>posto para a victoria eleitoral.
Lm Sa. Diputado :Tal ves o rke*se por sim-
ples. ~
0"Sr. Soarbs Brandao .Quando se tivesse t do
! a I giniia conltanca em S. Exc. o se esperasse v-lo
favorecer ao seu partido, mas respeitando a Iri
e conervando-se superior aos manejos ignobeis
desses vulgares fautores de eteieo, os >eos pri-
nientos actos vieram Irazer completo desengao.
Eh> dala.de 7 do agosto, qualro dias depois de
aelmr-se em xercicio, S. Exc. responda ao iriz
de orptoos do termo desta capital confirmando a
alludida decsao do Sr. Assis sobra a qoeslao da
curadora geral dos orphaos e suspenda do xer-
cicio d seus postos por lempo indeterminado os
lenentes-eoroneis Luiz Franci -eo de Barros Reg,
Antonio Francisco Paes de Mello Brrelo e Joao de
S e AJhuquerquA. os dous primeiros por proee-
dimento contrario disciplina e o terceiro por nao
ter recomido o armamento de seu-balalho, como
Ihe fra ordenado.
Apreciemos a legalidade dantas dous primeiros
actos.
A portara de"S. Exc. a seguinle : O presi-
Uente d provincia attendendo ao procedimenlo
ltimamente tido pelos tencnles-curoneis do 6 e
8" bataBioes da infamara da (uarda'nacional do
municipio desla capital, Luis Francisco de Bar,-
ros Reg e Antonio Francisco Paes de Mello Bar-
reto, proeedimento (|ue so tornou incompativel
com a disciplina que devem manter em seus
corpos todos os ofliciaes, para que asllm se eon-
serve o respeito le e as autoridades; tem de-
liberado de accordo com as disposigoes do art.
< 61 da lei n. 60 do 19 de setembro de 183* e do
decreto n. 3,306 de 4 de agosto de !865, dispen-
sar, como cflbctivainente dispensa, os referidos
ofliciaes do xercicio de seus [Mistos, al que o
governo imperial resolva a seroelhantc respeito
o que entender conveniente.Comk de- Bm-
pendn.
Primeramente contesto aos presidentes-de-pro-
vincia allribuigao para platicar taes actos em fa-
ce do mesmo art. 61 da lei n. 602 de 19 de setem-
bro de 1850, citado por S. Exc.
Diz este artigo : Quando convier ao servico
poder o oorm-iio demiltir os ofliciaes du exerci-
to de >|iiarsi|\! da nacional. Tambcni poder ds|>ensar de todo
o xercicio por tempo indeterminado, continnan-
do a gozar as honras nheienir- -oiis postos,
os eommandantes superiores e os ciietes de es-
tado-maior, que nao forera ofliciaes do exercito,
os secretarios ganas, os ajudanles de ordens
e os eommandantes dos balalhoes, Wpos, sec-
goes de batalhoos e esquadroes avulsok
Doste artigo se v (pa a lainldado tle dispensir
do xercicio, de que usou o Sr. conde uVBaepeii-
dy, pertence ao governo o nao aos presidentes.
Ora, sempre que as leis nu actos do poder exe-
cutvo se emprega a palavra governo para sig-
nilicnr o ministerio ou governo geral, e mais urna
prova disto se eneontra na mesma lei citada,
quando diz no art. 63 que os ofliciaes menciona-
dos no art. 64. conunettendo fallas porque oevam
responder a conseldo do disciplina podefo ser
suspensos do xercicio do ^ens postos peto gover-
no e pelos presidentes de provincia.
E' evidente, porlanto, que o Sr. Baependy, fun-
dando-se no citado arl. 61 eornmelteu una illega-
lidade, usurpando una allribuigao exclusivamente
do governo geral.
O Sr. Haokixaii :Elle nao condeca a lei.
O Sr. Soarks Brandad :Pode ser quo assim
fosse ; mas devia condece-la.
S. Exc. ainda cilou nena portara o decreto n.
3,306 de'i de agosto de IM& Nolai, senderes,
que o Sr. Baependy citou vaganenM esse decreto
som hier roinoarjn a nenbun dos artigos do mes-
mo. E' um modo nova de citar a lei.
Sou obrigado, pois. ler casa todo o decreto
liara miliar que nolle nao lia nina so disposigo
quo podesse ser applicada no case (L).
Ve a casa qn o art. 4o do decreto citado o
unco que traa de suspensos do ofliciaes da guar-
da nacional, tras para que caso Diz este artigo :
Se os officiaes da gnafan nacional se nuo
prestare ao servico ia tjuerra, alm-das peuas
do art. 100 da lei de 19 do setombro de 18i0.
- serao suspensos por tempo indeterminado, son-
do oulros nonie.'idos om sen- lugar.
-Mas a propria portara do Sr. conde de Bae-
IHi.ily quem declara que aquellos eommandantes
foram suspensos por torera proeedimento contra-
no disciplina.
Ol! similores, nao sei como se assignou urna
elucidante portara !
S. Exc. cita como fundamento de seu acto urna
lei que d ao governo a attribuigae de qpe usou e
nao aos presidentes, e um decreto que nenhuma
applicacao pode ter especie !
L'm Sh. Deu tado :Obrou innocentemente.
Outro Sn. Deoutado : A di nao loi o Leal fui o
Dratmi.
O Su. Soares Uranoao :Entrarei agora na
apreciacao dos factos que seminan lambem de
fundamento a esse. acto de S. Kxc, actos contra-
ros a disciplina que devo reinar nos corpos.
' S. Exc. porm, nao gnou-so de precisar um
s destes factos. Ora, se fosse dado aos presiden-
tes suspenderen! os eommandantes e olliciaes da
guarda nacional por esses motivos assim vagos
do piocediinento contra a disciplina, onde iramos
parar ? Para que serviran mais os couselhos de
disciplina e de guerra 1 .
Particularmente S. Exc. disso a urna pessoa qua-
liflcada e fidedigna, que n tal pioeedimento contra
a disciplina fura acoinpanbarem aquelles tenentes-
coroneis ou fazerem parto de um grande grupo-de
ridados que aqu celebraran, percorrendo alga-
mas ras da eiaade com moa msica frente, a
tomada de Huroayt.
Oh senhores, isto realmente ... nao sei o ter-
mo applcavel.
Um Sr. Deputado :De urna innocencia e sim-
plcidade...
O Sr. Soares Brandao :Tirar um tal argu-
mento de um lacio publico, que tedos presencia-
ran! uesta cidade I...
Uu Sn. Deputado :Que lodos applaudirani.
0 Sr. Soares B&andvi :Podar esse facto ser-
vir jamis nem ao meaos de pretexto ao arbitrio
praticado por S. Exc. !
Appello para o testemunho de muitos dos matts
nobres eolfogas aqu presentes e para o ao publico
imparcial. (Apoiado-
O que se deu naqudta grande demoustrago de
jubilo patritico para^qoe nella tomando parto
aquellos cominandarrns olfoivitassem lio grave-
uiente a disciplina que devia reina nos corpos sob
seu comraaudo
Um Su. Depotam :B eram eommandantes de
corpos de fra da capital.
O Sa. Soarbs BbandIo :Ha anda un doeu-
inento que tira toda a duvida napea da mataru.
O digno tenenle-eoronel Luis Franciseo de Bar-
ros Reg dirigi ao eommandaale superior da
guarda nacional, nao s ao que interina mente asar*
ca esse cargo como ao athettao, um reqwwentQ


f
7~~~7 .'


.8S8 3(1 OHJUt 3 01 0QA88A2 Diario de Pernambuco Sobado 10 de Julho de 1869. MI O^WM .VJX QKM
i
1'
pcdindo'lhes quelhc attestosse acerca Je sep proco* sos deus aiBigo8}ei a
dmento, isto depois da suspenso de que trato, <5 '-'
a repostas foram estas :
t -Atlt'fi lo novembro do 1866 at o
presento o Sr. tcnente-eoroncl Barros Reg nao
praticou aettalmm contrario disciplina iew
* moralhl*dt do bnlulho, de que comiuan-
dan te,, sendo que teni desempenhado serapro
* bdh, o8-deveres que Ihe sao inherentes. Quar-
* tel de commando superior interino da guarda
nacional do municipio do Itecife, l'i de setembro
de 1868.Barata d^Ufetcid^onmandaiilA >u-
perior interino. '
Atiesto, que durante o lempo que exerci as
< funejes de eomaiandante wpe'ior da guarda
nacional deste municipio o aplicante cumprio
< asordens que pouaka llie erain dirigidas. Em
qaanto ao se^u|flHiesito fproce&iinento coa-
' trario < de miuha resBfcia, 30.de sctrinltro de 1868.
D'aqui se v que sao os proprios commandan-
tes superiores effectvo c interino que se ttiuM
contra a asseverajao do Sr. Baependy de que a-
<|uellc tenentes-coroneis liaviam tido procedimen-
to contrario disciplina.
Iguaes attestados, seohors poda apreseatar-se
com relacao ao ouiro tenontc-coronol saspenso
pela mesma portara ; porio se o fado q.e cons-
titnia na oniio.do Sr. Baependy nfraejao da dis-
ciplina foi praliaade unto por um como por outro,
o se o commando superior nao o considero assim
para o commandante do 5 batalhao, evidente
que de entro modo nao podia consderal-o com
relami ao do 8*.
Entremos na apreeiaeode outro acto de S. Exc
praticado no mesmo dia a suspendi do lente
coronel Joo de S o Albuquerque.
(LJ : O presidente da provincia, attendendo
;ue o tenente-enronel Joo do S e Albuquer-
que, commandante do 8o batalhao de infanlaria
< do servio i activo da guarda nacional do muni-
< ciaio de pojuca, nao tem cumprido at rettera-
' ios ordens que esta presidencia Jhe dirigir, nao
< so directamente, como por' intermedie do res-
< (lectivo commandante superior interino, k lim
i de recollier ao arsenal de guerra o armamento
< que fra destribuido ao mosmo batalhao, che-
ganda a sna falta de respeito a primeira autori-
dade da provincia-ao ponto de nao respender
sequer as minhas ordens : e considerando que
< nao pode tirar impune scmclhante procedimen-
to, com quebra da disciplina que (leve ser man-
tida nos cornos da guarda nacional; delibera
fondado no art. 61 da lei n. 602 de 19 de se-
tembro de 1830 e do decreto n. 3,506 de 4 de
< agosto de 1865, dispensar como effeclivamente
dispensa o referido Joo de S e Albuquerque
< do exercicio do sobredito posto, at que o go-
vento imperial resolva a semclhaute respeito o
i que entender conveniente.
O Sr. A.myn ritas :Eu sinto mnito nao ter sa-
bido com antecedencia desia dseusao para tra-
zer urna eertido do commandante superior do
pojuca em que declara que nunca o governo olll-
ciou nosso sentido o nunca o presdanle exigi do
teen te-coronel Joo de S a entrega do arma-
mento.
O Sn. Soares Bn\.NDAO : O Sr. conde apoiaso
na mesoia legislaco citada na oulra portara que
li anda pouco" e o decreto de 4 de agosto de
1863, ainda desta vez citado sem fazer-se refe-
rencia a qualquer um dos seus artigos. Retir-
me, pois, nesta parte ao que ja disse.
Este commandante a que se impunha nos ter-
mos desta portara apena de suspenso, provou
at a evidencia perante o mesmo Sr. conde quo
jamis recebera offlcio algnm ordenando-lhe en-
trega do armamento, qno nem se achava no exer-
cicio de sen posto estando mais de nm mez nes-
ta cidade.
S. Exc. nao voltou atr.iz.
Eis aqu como estreou o Sr. conde do Baependy
sna administrajo.
Ora, um presidente quem ceg evidencia e
surdo todas as provas e reclamacSes contra seus
actos assim pralicados por ventura um homem
quo qaer estabelecer o dominio da lei f
O Su. E. Coutiniio :Reeorda-so da fbula do
lobo e do cordeiro Apczar das prleslaroes lio
eord^iro o lobo devorou-o.
O Sn. Lopgs Machado :Agora nao se diz mais
cordeiro, diz-se asmn.
O Sn. Soabes BITandao:S. Exc. suspendeu
igualmente os lenentes-coroneis loto Paulino da
Gouva o Feliciano Cavalcami da Cunha Reg.
Do expediente do governo, conforme foi publi-
cado, que tenhoaqui man (mostrando) v-se que
para essas supenscs S. Exc. procedeu fundado
no art 01 da lei n. 602 de 4 de agosto de 1863.
(L6). Esta lei nao existe, provavelinente S. Exc.
enganou-se, querendo referir-sc ao j citado de-
creto de 4 de agosto de 186o, que nao tem mais
de cinco art., e qae lem o n. 3,506.
E' claro, pois, que para mais essas suspensoes
S. Exc. julgou-se antorisada por este decreto.
O Sn. Amarai. i: Mku.o :Tornaram aenganal-o.
O Sr. Soires Ur\nn\o :!te;iro-mo neste ponto
ao quo j disse; vejamos, porm, como o farto
mjlhor se explica.
Dii o Sr. conde de Baependy em olTicio de 4 de
setembro, dirigido ao ministro da juslica : (lendo).
Os tenentes-coroneis dos batalhoes 12 e 13,
i de infantariada guarda nacional do servico ac-
tivo desta provincia, no municipio de tlnianna
i Joao Paulino da Cunha Gouva o Feliciano da
< Cunha Bego, procedern de tal modo, segundo
i informales que recebi, que a sua conservacao
< nos commandos dos dit>js batalhoes faria perigar
a ordom publica pela insubordinado e disres-
peito s autoridades que plantavam entre os seus
< commandidos.
O Sr. Loprs Machado :Aquelles art. da lei de
1830 o do decreto de 1865 sao urna especie de le
roj lie serve para tudo.
O Sb. Soares Bianao :Nos que vivemos na
provincia, depois da leilura de semelhante oflkio
nao podemos deixar de estabelecer o seguinte di-
leinma :ou o Sr. Baependy foi engaado oti quz
engaar o ministro (apoiado).
Agora vejamos como foram S. Exc. as nfor-
magdes rspeito do procedimento d'aquelles
dignos commandantes.
Nesta mesma folha do expediente vem nm offlcio
dirigido por S. Exc. ao seu chefe de pocia.
Umv Voz :Quem era?
O Sr. SoxnES Brardao :O Sr. desembargador
Freitas Henriques.
Eis o offlcio :
Em resposla ao officio que V. S. me dirigi
nesta data a respeilo do procedmeulo dos teneu-
tes-coroncis commandantes do 12 e do 13 do in-
famara da guarda nacional do municipio de Guya-
na, Joao Pauliuo da Cunha Gouva e Feliciano
Cavalcanti da Cunha Bego, que procuram insu-
bordinar a mesma guarda nacional, como declarou
> delegado de polica no offlcio que acompanhou o
de V. S, e quedovolvo, coraraunco-lhe que por
dclibcraQo de hoje foram dispensados os tenentes-
coroneis do exercicio de seus postos, etc.
Sabis agora, senhores, como se fizeram todas
essas suspensoes dos commandantes de corpo.
Os delegados ou subdelegados de polica encar-
roados de fazer a eleico eram oe que as faziam.
Exigiara-nas como medidas neeessarias victoria
eleitoral, mandava-se-lhcs apenas quo dessem pa-
ra salvar as apparencas algum motivo, que phan-
taseassem.
Assim foram suspensos todos os commandantes
da guarda nacional pertencentes a poltica da op-
posicao, com excepcao lalvez de um ou outro.
O Sr. Assis tinha eto de toda a guarda nacio-
nal um grande destacamento s ordens da polica,
o Sr. Baependy fez o resto. Eis aqni como S. Exc.
repseava os quadro? da farea j preparada.
O Sr. Amaral e Mello :Mas elle tinha a mis-
o de fazer 13 depu lados.
O Sn. Lopes Machado:Etodavaficaram mui-
lo descontentes com elle.
O Sr. Soarw Brando :ApproKimavam-se as
eleicoes.
O que mais faltava fazer ?
A* qualifieaedes desfavoreciam os amigos do go-
verno, foram annulladas jr esto ou aquelle
modo.
Apuzar de tado a opposieao se moslrava Arme
e disposla lula no terreno legal; vieram a inti-
jiiida^ao e toda a especie do violencias.
Os factor qae so d*ram em toda provineh), se-
nhores, vos o* conneceis e acham-se no dominio
do publico
Ja vou fazendo-me por domis proiixo ( nao
apoiados ) cita-loa todos fra tarefa por domis
longa, farei menaao apenas de alguns mais nota-
ve o que sio caracteristieos^
No da 3 de setembro, foi pwso sem culpa for-
mada, sera causa nem motivo algum procedente a
tenenie-oronel commandante da guarda nacional
de Jguarassii, Alexandrian Ferreira de Alcntara
Miranda. Precedeu prisao o cerco da casa deste
wneote-coronel, qno foi eondnzido em meio de
urna escolta omraandada por um sargento. Assim
fardado e com orna insignia da ordem da Rosa,
anando a p cerca de duas lagoas, fbi levado
At IgoarasM, onde reeolheram-n'o preso urna
a qae servia de quartel ao destacamento.
Con o tenentc-coronel AJesaadrioo foram pre-
_j{orq, Uesamanauucom cor-
era j'ui/. de paz, c fui um d
das.
Passados oito das obtiveram ordom do habeos-
corpus, que Ibes fui passad pelo inuito diguo juiz
da direilo de Olinda.- At o mei de abriluIlftaA,' sas do ex-subdlcgado Paulo Bezerra
Consegtio-se o- li. Baspendi
autoilades qne w-MfWimu todas essas. vis)
nao eslava concluida a respectiva formacaa 4a
culpa.
Apezar de procurar-se apadciuhar lao crsves
violencias com aMpiflK'aMMeiididos cnuies,
nao foi BOesivefacli i urna pronun-
cia e, o lonenle-cor niel Alrxxtdrino eseas*migo:
ha poneos dias foram des%n>mMWados pelss pro
p.iifs adversarios jioi falla absoUMa de ^alque,
pro va contra lies. As datas desses atteistxlos bastan para rev
lar que a leicao muaicjial foi o atnico motil
d'elles, -
Co;
anajtflMlaadcs cfnVpfH
cias apczar de quantas reclamaqoes Ihe foram fei-
tas.
O Sa. Akmimo Tavares (com trouia):Q-Bfinp
deputado pelo lerceiro dislricto ha de explicar ner-
feiuraente este facto.
0 Sn. (i. Druhmo.nd : Eu ncra dou mais res-
pos la.
O Su. SoAnr.s Branoao :Lembra-me anda, Sr.
presidente, de que os jornaes da opposigo censu-
rando estes fados, chamaram a atleuco para o
menos preco quo liaviam tido (laracom urna insig-
Nia que parta de S. M. o imperador, a da ordom
da Rosa, qne (nha ao ueito o tenenlu-coroneJ
Alexandrino, e o jornal orgao do partido conserva-
ram cercadas no dia 23 de agosto os engonaos do
tenoele-coronel Dr. Podro Pereira de Arauj<
trfo, dseK-deHgado Joaquim Pessm Qr
Canil, do teueate-c Tonel Francisco ios _,
^o octagenario,Antonio Jos Alvares e mais as
de' p Geranio de
E
t'tambem urna cacetada sobre tao insoles*^
", que ficou ferido levemente nacjibeca.
s membros da opposieao rjort n xcha-
.nella casa (lgurnva o dgiitiaiJot'intonio
Cmara Lima, um dos i MBBgetarios
stfffflffselho foi aflcaWpallJ W?l^m Em cada um so proferio o seguinte despacho
.Cooflra-scem* t steeedonte.
dor nesta provincia, desse grande partido amante eleico.
do jule
tras.
Sr.
Tl- o
Sa. SAR
m data ai
itas con
combinad .,
Bts,ca
tcepri.i.
Ptiiita>ou-te a exis
tencU srflH por pa
or um laBK autoridad
* ceffcos JP'rarejorp
poscao e o presidente da provincia por eutro lado
pundaiulp por oBJciaes^^tiauhos exigir aoscom-
t^dajHfci lilitraes dos corpos a proiiipla entrega de todo o arinamenfo, com a
mais acintosa desoeasderacao a esses diguos com-
mandantes.
Ainda sob o reieado do muito alto e justicero
Sr. conde de Baependy foi que urna aiUoridad*;
policial da fregueta do Bonito, expedo uman
dem escripia de priso bem do ser-cica publico^
documento este que foi publado.
(Trocam-se apartes.)
O Su. Soases Jiando :Este subdelegado fal-
lou a verdade. porque o servico publico era fazer
todo o imperio.
E o partido dominante Hispoz dbs higaYes da re-
proseniscao nacional eomo do sua propriedade, di-
vidjndo,-osxitiusivamentc e como quiz pelos sous
mais respeitaveis da froguezia, liberal ijasito dis- amigos.
tinelo e do reconhecida influencia. Alinl oque velo a'ser a adniinis'trao do Sr.
Era um grande obstculo que se desejava ar- Baependy ? S uinacousadislinguio-a d anterior,
^~f apa se terem
,t*pan>. dos.
que
da monarcliia e respetador das leis, disse em ar-
tigo da redaceao tjue djvase taata importancia
aquelle facto, como se ama condecorai;ao concedi-
da no tempo da prostituico progressista mereces-
se alguma conslcracao.
0 Sr. Amy.vthas : E" bom Sobre este facto
apreciar a circ'umstanei de graade empenho qne
se fez para que a relapso revogasse o habeas-cor-
pu$.
0 Sa. Soabes Bbaxdao :Tnho o proposito de
nao alongarme mnit.^ sobre cada um dos fados,
para nao dar a este dircurso j bastante longo,
proporcoes'-de por demais ampias e enfadonbas.
t \i Su. Dkpi-tado :Nao importa, continu.
0 Sr. Soabes Biiaxda :Outros dos nteus no-
hres collegas que tomarcm parte no presente de-
bate podero supprir as muitas lacuuas que eu
deixo.
Ainda no dia 4 de setembro foi preso em S. Beri-
lo o tenente honorario do exorcto, vereador, elei-
tor e ex-subdelegado da fregaezia, Joao Pereira de
Gouva Torres Gallindo.
Foi posto incouimunicavel e remecido para esta
capital em meio de urna escolta. Aqui chegando
e veado-se que o fado era por demais escandaloso
foi reslituindo liberdade.
O presidento reonheceu que a priaio fra urna
violencia, urna illegalidade, tanto que mandou por
logo em liberdade o paciente ; porque nao foi co-
herente f porque nao fez recahir sobre a autorida-
de prepotente e correctivo da lei ? -
Incoherencias desta ordem eram usuaei na ad-
ministracao do Sr. Baependy.
Apezar do tudo conseguio-sc o ftm, o homem foi
desviado da eleico, ainda mesmo posto assim era
liberdade.
Nesse mesmo fatal da 4 de setembro, o primei-
ro supplente do subdelegado de Itamb, prendeu
para recruta o juz de paz Antonio Buflno Montei-
ro, maior do 46 annos, cx-collector de rendas pro-
vinciaes e ex-subdelegado do lugar.
Uma Vc4 :E propretario.
O Sb. Soabes Bba.ndao :Preso este eidado tao
abusivamente, a falsa f e em horas adiantadas da
noite, recorreu logs ao digno juiz de direito pediu-
do-llie ordem de Itabeas-corpus, a qual Ihe foi, co-
mo nao podia deixar de ser, concedida.
O Sb. Lopes Machado :Quando elle foi preso
0 subdelegado em exercicio occullou sempre o seu
crime, e foi depois de saber que elle requera or-
dem de habeos-Corpus, e sendo ouvido que poz em
cerco a casa do juiz de direijo e declarou que ti-
nha prendido esso individuo para recruta.
O Sb. Soabes Brando :E' exactamente o que
se deu. Concedida a ordem de habeas-corpus, a
casa do juiz, ondo eslava o paciente, achava-se em
completo cerco, sendo que, para isto praticou a
polica at arrombamenlo no muro ou cerca que
.-e.parava o quintal.
Lida a ordem, o promotor publico pronunciou-
se publicamente dizeodo quo nao a respeitava, por-
que o juiz de diroito nao poda soltar por habea-
corpas individuos presos para recruta.
Vendo desrespeitado o seu acto, cercada sua ca-
sa para que o paciento nao podesso evadir-se, de-
udas todas as pessas que, como expecladores
sobavam-se presentes, porque a polica ordenara
a forra que nao cousoiitisse entrar nem sahir pes-
sa alguma, o digno juiz de direito dirigio-se ao
subdelegada effedivo para que assumsse o exer-
cicio e rtzesse quanto antes cessar esse escandalo-
so estado de cuusas, mas o subdelegado, visivel-
meute de robusta sade, allegou molestia e recu-
sou-se a assumir o exercicio, concluindo o seu of-
flcio por dizer, como pouco antes o dissera ao pro
uiotor publico, que nao reconhecia no jaiz de di-
reito jui isdicco para conhucer da priso ue Muu-
leiro, por ter'sido fela para recruta.
irigio-se tambera ao priraeiro supplente do de-
legado, pa do promotor, e nao teve resposla por
escripia, mas veio dito supplente, e ouvidos os con-
selhos do seu filho, levou debaixo de priso o pa-
ciente, desobedeceudo por sua vez ao airar de
soltura que llio foi apreseutado.
Um Sb. Deputado :Tinha sido combinado.
O Sr. Soares Brando : Venceu a opinio do
promotor pibhco; Antonio HulinoMonteiro foi re-
colhdo a cadea da villa, e d'abi lia duas oras
reiiiellido a p para a cadea de Goyanna, distante
aluminas leguas e escoltado por 36 pregas.
Oh I sennores, quando so vio escndalo seme-
1 han te ?
Anda quando fosse Ilegal aquella ordem defta-
beas-corptis era por aqueltes metos que devia ser
iiiiihlicada e podiam aquellas autoridades desres-
peita-la .'
Mas, Sr. presidente, tudo isto so fez, e que re-
presso tiveram por parte da presidencia da pro-
vmeia, essas autoridades -que tudas obraram de
combinaeo e foram co-autores do mesmo atten-
tado.
Apenas foi demttido o primeiro supplente de
subdelegado.
O Sr. i,opes Machado : E nao o mandaram
respouiabilisar.
O Sr. Soares Brando:Com relacaoaos cm-
plices dessa autoridad qual foi o procedimento
do Sr. Baependy, qual fui a medida empregada ?
.Neiiiiuuia absolutamente.
Oemiuio-se o mandatario como parte mais fra-
ca, respeitou-se os mandantes, como influencias a
que fra coramettida a conquista eleitoral.
Ainde desta vez conseguio a polica o sea fim e
do governo.
Fique registrado mais este facto caracterstico
da aoministraco do Sr. conde de Baependy.
O Sr. Amaral e Mello :Mas eu anda o ab-
solvo.
O Sr. G. Druhmond :Elle nao precisa da ab-
solvicao de V. Exc.
Um Sr. Depotado :Absolve-o pelos mesmos
motivos porque Jess Christo pedio pelos qae o
cruciflearara.
O Sr. Amtnthas : Pelo principio mesmo do
cdigo criminal.
O Sr. G. Drummond :Aqui ha toda a liberdade
para os nobres depuudos dizerem tudo quanto
quizerem, mas felizmente nao ba de ser este juizo
que ha de condemuar a alguem.
O Sb. Soaaks Brando :Tambem o nobro de-
putado (para o Sr. Drurainond) nao pode ser juiz
do Sr. Baepoudy. Creio, porra, que o publico un
parcial, e al alguns amigos menos parciaes do Sr.
Baependy nao de julgy-lo sem defeza acerca de
fados como este. Eu nao eslon faiendo aecusa-
coes por tudo e a todus os actos de S. Exc.; leoho
referido factos muito graves e a respeito dos
quaes S. Exc. nao pede justificar o seu proeedi-
uiente.
Al onde me esteaderia, Sr. presidente, se qui-
zesse referir todas essas prisoes arbitrarias pre-
texto do recrutaineoto e lado o cortejo de perse-
gnigoes qae ostantoa-se as proximidades da elei-
co de setemro?
Muilos eleitores e sapplentes de eletores foram
presos para recruta. isto sin admira depois da
priso do juiz de paz Antonio Hutno Monteiro e
do teoente-coronol Atonandrino.
Lembro-me como um dos principaes factos des-
te genero o cerco da casa do eleilor liberal da fre-
guezia de Iguarass, Manoel Goocalses da Luz e
a priso de seus dous Qlboe uta dos quaes era
eleilor e outro supplente.
Os cercos e varejos a pretexto de tonuda de ar-
mamento constituirn outros tantos meios de dw-
moralisar e intimidar osajdvenarios.
Na freguezia de Samo Anto... Sinto quo nao
estoja presente o nosso digao collega deputado
pelo torceiro distrido... (reterindo-te ao Sr. Dr.
Beltro.)
O Sn. Lopes Machado :Elle sabe tanta cousa I
O Sn. Soabes Bbasdo : Nessa fregueiia fr> I
Maa)4fiu-3e alculadamalRquIibl
s in%itae^o como o jandanto. do faci e
tros om coro o conrirna\ssem,fi|Hii
lMo-e presenta- o delegare o subdelegado" iS
slricto onde se dava o facto, o subdek'nade .< ->-
nadoiimtrftBMeu vai de pri-oo qo' He il
eidado, flf}J>ii depois emttido preso pai
pttal. T^
ricou a poatt'.'a i em horrivel agitaerio, os c.v
agas do miefltu faziams iiaia lejVives auica?
C*s, o espritodc desordem cliegava a loucura.
Approximando-se a noile os membros .
para restabelecer o socego, declarando solemne-
mente que das 9 horas da noite em diante nao, os
pedera garantir.
A opposieao certa de que corra inminente pc-
So S. Exc b*> itMtfou-se'
seu anti'ee-sor porque j
preparado ; mas, tere 0 grande iie-i-MBe fflfe^i
am|iliee a sustentador de qusntas arWBwidade:
abusos praticou o 8r. Assis Rocha.
',1'or outro lado a suajuluiraistracio distiniae-si
Obla mais triste otariDdad
naento nem urna medida coa rela'.o aos inters
Lreaes da provincJT. .Wr. J^pr JBaa,
E chegande corte S Exc. cheio de orgulho
da oppoai-1 pode dizer aos donatarios do paiz :
ores, ciimpri a minha tarefa : aqu
colheita da feitora, cuja adminis-
Aflnal, senhores, chegou o 7 de setembro em
que devia representarse a farra eleitoral cora tan
ta antecedencia preparada.
.Nunca, digo-u se receo de ser contestado,
nunca a intervencSo da autordade publica no
pleito eleitoral foi to trausparente, to violaata,
to escandalo-si! (muitos apoiados).
O Sr. G. !>ai;uoun:Nao apoida
O Sr. Soaues Bbando :Fazer o histrico de
quinto so passou por occasiao do pleito eleitoral
de setembro, tarefa que ni) comporta os limites
deste discurso. Beferirei apenas alguns factos
mais notaveis e de. que tenho apontamontos.
Um Sa. Deputado : Tem muito onde escolher.
O Sa. Soares Bbando : J nao quero fallar
do que se passou n'esta capital, porque sao os
Tactos mais conhecidos. Basta dizer em resumo
que a todos os operarios dos arsenaes, a todos os
empregados pblicos, a todos que estovara em
qualquer dependencia do governo, impoz-se a
chapa sob pena de deraissao e perseguieao. O re-
sultado foi a opposieao abandonar logo as urnas,
fazerem-se eleices cora as i rejas vasias e andar
a polica reerutondo gente para votar.
Um Sb. Deputado :Isto prova que o absolutis-
mo dsfarcado est levantado.
O Sn. Soares Brando :Comecarci, Sr. presi-
dente, pelo que se passou na freguezia do Jaboatao
tres leguas d'esta capital. E' cousa sabida e
reconhecida que regularmente o partido conser-
vador nunca poder vencer eleico n'esta fre-
guezia, pela minora em que est. Itecouhecendo
esta verdade os amigos do governo dispozeram-se
toda a especio de violencia. Constando as ves-
peras da eleico ao subdelegado do primeiro dil-
uido que um individuo de nonio Figueira anda va
convidando aos eleitores liberaos para comparece-
I'fiPjfle vnijio^le que o sangue pernambucano in
nundaria a urna eleitoral se contimiasse o pleito,
resolveu abaudona-to totalmente fugindo de tomar
parte as scenas borroj-osas que estovam no plano
dos amigos do governo, c lavrando disto protesto.
Com nm juiz de paz de nutra freguezia e nao sei
com que eleitores e supplentos por que nao imitara
nem nns nem outros, compozeram os amigos do
governo no dia seguinte uma nova mesa e tizo-
rain a eleico.
Esto eleico foi approvada pelo Sr. Conde de
Baependy, que declarou nada constar-lite contra
sua validade.
Vejamos agora o que se passou em outras ira-
guezias.
Em Garanhuns, s 10 horas da noite do dia 6 de
setembro, vespera do da eleico, foi a matriz cer
cada por urna forca de 200 horneas, armados e mu-
niciados, e no dia seguinte quando os eleitoros e
supplentes apresentaram-se no adro da matriz, o
delegado, mandando forca calar bayonetas, inti-
mou-lhes que na matriz mo tinhamo que fazer.
A opposieao assim expedida foi era mura parte
fazer a eleico, que tiua! foi annullada pelo Sr.
Baependy.
Em S. Bento, foi cercada a matriz no dia 6 pela
manha, edesde euto ticaram all trancados os
amigos do governo, at o da 8 cm que deram por
terminada a eleico. N'essa occasiao notou-se
que as paredes do templo eslavam cheias de ins-
cripces indecentes e deshonestos o quo outras
profanaefles havam sido praticadas.
Contra too horrivel procedimento protesten o
respectivo parocho.
A visto d'isto procedeu a opposieao a eleico na
casa da cmara.
Foi tambem annullada.
Em Papacara deu-se o mesmo facto. Fot posto
cerco 't matriz o vedado o ingresso a eleitores e
supplentes. Ahi havam 400 soldados armados.
Em Cimbres dirigindo-se o juiz de paz para a
matriz a hora legal, achou-a cercada por forca ca-
pitaneada pelo juiz municipal e delegado e outras
autoridades, quo era alias vozes grittvara que na
igreja s teria ingresso quem votosse com o gover-
rem eleico, mandou logo prende-lo c teve-o in- no,e aos que seguissem a opposieao ameacavam com
commuoicavel como reo de grave crime. proeesso, reerutamento o outras perseguieoes. Pa-
Sei bera d'este facto por que vi unta queixa que
d'elle fez o paciente ao Dr. juiz de direito da 2.
vara e vi os documentos anuexos respectiva pe-
tico firmados por pessoas fidedignas e por mira
bein conliecidas as <|uaes declaravam que procu-
rando fallar com o preso nao Ins foi isto conce-
dido dzendo-se-lhes que estova incomntunicavel.
Infelizmente essa queixa nao proseguio porque Fi-
gueiroa, assaltado |ior uma molestia gravissiraa,
succumbio logo depois.
No dia 6 de setembro, vespera da eleico, sem
que houvesse o mnimo motivo conhecido, chegou
a freguezia uma forja de 30 pracas da guarda na-
cional sob o commando de um chefe experimen-
tado o conhecido, o tenente Abrpu Porto.
Peja estrada que conduz freguezia e na po-
voaeao, onde installou-se, ficaram todos assustados
e sorpresoi, porque nao havendo couza alguma
que llzesse esperar alteracao na ordem publica,
nao podiam deixar de adrairarera-se vendo clegar
uma forca armada e municiada.
O Sr. Lopes Machado : E couiniandaJa por
quem ? Por um mata mouros.
O Sn. Soares Bbando : O facto era mesmo
contrario a todas as tradiccoes e hbitos da loca-
lidade onde nunca se reclamara 0 concurso de
forca publica as quadras cloiteraes.
N'esso mesmo dia larde o subdelegado reco-
Iheu de publico sua casa gralde numero de ea-
celes.
As 3 horas da madrugada do da 7,. em que
devia ter lugar a elecao, foi cercada uma casa,
em que ha va grande numero de votantes liberaes
que morando mais longe tinham vndo de vespera,
en estas horas mesmas varejada do modo mais
violento, sendo despertados os que dormiara pon-
to pos.
Um Sr. Drputado :Varcjo noite I
O Sr, Soabes Brado :A tomada de armas foi
ainda desta vez o pretexto, mas nenhum foi en-
contrada de qualquer ospecic que fosse.
Ao ainanhecer do dia poslou-se um piquete
d'esta forca no ponto de ntcrcesso das duas es-'
iradas da Escada e da Victoria, a entrada da po-
voaco, por onde devia chegar a quasi lotalidade
dos votantes da opposieao.
Desde as prmeiras luzes da aurora quaesquer
individuos moradores em ongenhos dos amigos do
governo lnh un passagera franca mais ou menos
armados como todos vinham. mas todos e quaes-
quer moradores de engeuhos dos liberaes eram
minuciosamente corridos, ameacados e aterrorisa-
dos. Nem uin siquer encontrou-so armado.
Chegaram ao ponto de pretender vedar o in-
gresso na povoacao ao Dr. Joao Augusto de Souza
Leao que chegava acompanhado de alguns amigos.
Foi preciso que outros amigos que j se achavam
ua povoacao viessernao lugar e travassem viva dis-
cusso com o commandante do piquete, para que
fosse franqueada a passagem.
A' hora em que doviara comefar os trabalhos
eletoraes, dirigio-se para a matriz o tenenie Abren
Porto cara a forca sob seu commando.
Ahi chegando deparou com uma casa em que
se achavam alojados nimios volantes liberaes;
mandou que a forja entrasse dizendo que preci-
sava da casa para quartel e fui expellndo a pomas
d bayonetas quantos na mesma se achavam, ape-
zar de tudas as reclamacocs e observares que
Ihe foram fetos por aqnelles a quem tao violenta-
mente esbulhavam de um direito.
Comecou o proeesso eleitoral, e formn-se a
mesa.
Um Sr. Deputado:A farja.
O Sr. Soabes Brando : A quasi totalidade
dos eletores e supplentes ponencia a opposieao,
uns dous ou tres apenas eram conservadores," de
maueira que o governo nao podia disputar a for-
uiacao da mesa.
A polica estova cercada de individuos desco-
nhecidos, que se sabia seren desordeiros e at as-
sassinos mandados vir de fora da freguezia, e
todos armados. Comecaram os amigos do gover-
no assim apoiados pela forja material a dirigir
toda a especie de provocacoes opposieao, dei-
xando desde logo entrever o proposito em que se
achavam de vencer a todo o transe a eleico.
O juz de paz. presidente da mesa, requesita a
retirada da forja, pela coaejib que exercia com
sua attitude c prosenja sobre o povo, mas foi des-
attendido.
Logo depois ouve-se o som de corneta. O que
isto ? pergantavam attonitos todos os cdadaos
pac i fleos.
O que ha que possa neutir receos pela ordem
publica? Oque significa tal aggloraerajao de
trona t
Era o raajor do corpo de polica quo chegava
com 40 pracas d'esse corpo e se postava tambem
junto matrls.
Uma hora depois chega da freguezia dos Affo-
gados um grupo de 39 capangas, todos a cavado e
armados de laca e ccete. A esta geate chama-
vara os amigos do governo o seu esqitadrq de c-
cete. Logo que se foi approx mando, o esquadro
levantou vivas enthusiasticos ao governo, tanjan-
do ao mesmo tempo os mais torpes insultos op-
posieao e protestando levar tudo a pao. Eram
individuos muito aonhecidos, ('aquistas e desordei-
ros de sinistro aspecto.
Em vista dos factos anteriores e depois d'esto
invaso de barbaros a mesa suspendeu os traba-
lhos.....
Um Sa. Diputado : Era o que elies qaeriam.
O Sr. Soares Bbando. o ia pedir providen-
cias ao previdente da provincia
s 5 hars da tarde um dos capangas dos Afo-
lados, dirajpvse para a casa onde se achavam os
membros da dppoaitao, o, armado de caceta e faca
de punta, profoaj os mawres insultos e doscarrega
eacetadas a tortol direito sobre os vountes da ment do paiz a deliberacao que tomou o centro
opposijSo ouoe a*ehavam da parto de fora. Um
d este; era uro owviuvavj mnito natural de defeza,
pa presidir a eleico levaram os amigos do governo
um juiz de paz do segundo distrido, nao juramen-
tado e residente ha tempos no termo do Buique.
A vista d'aquellas violencias o juiz de paz com-
petente adiou a el.iicao; mas os amigos do gover-
no a fizeram a Contento do presidente.
Pela priraeira vea, mesmo no dominio do? con-
servadores, perderam os liberaes a oleijo n'esta
freguezia.
_ Na cidade da Victoria, freguezia de Santo An-
to, quando hora legal comparecern! os eleito-
res e supplentes para organisar a mesa, j urna
oulra funecionava cercada de individuos armados
de faca e ccete.
O destacanioulo postado no adro da igreja nao
permittia o ingresso a pessoa alguma da opposieao,
sem que fosse corrida, ao passo que os governistas
entravam de publico com armas.
Em Limeeiro amanheceu no dia 7 a matriz cer-
cada por uma forja armada de numero considera-
vel, e nao se consentio que all enlrassem os elei-
tores sopplemea que deviam votar para composi-
c3o da mesa, facultando-se apenas o ingresso ao
juiz de paz, que vista d'isto retirou-sc para a ca-
pclla de Santa Anna, onde procedeu regularmente
a eleico.
Mas" ainda esta mi nullilicada pelo Sr. Baependy.
Bm Nazareth o partido liberal vencendo todos os
bices o arrestando as violencias da polica pode
organisar a mesa.
Nao pode, porm, concluir a eleico, por que foi
a mesa expedida da matriz pela polica, couclu-
ram, porm,as trabalhos na capella do engenho das
Antas.
Em S. Lourenjo da Malta apresentou-se s 8 e
meia horas da manha o juiz de paz porta da
matriz, onde s pode entrar depois de ser corrido,
e encontmu ja constituida e funecionando urna
mesa pa rocinal.
Na freguezia da Escada depois do destacados
para fora do tormo como ofliciaes da guarda na-
cional eleitores e supplentes, ostentou-se tal appa-
rato de forca c tal numero do capangas armados,
que o juiz de paz coacto adiou a eleico-
A polica apezar d'isto faz a eleico.
Era Agua- Preto a polica aposso-se da matriz
e nao deixou ahi entrar um s liberal.
A opposijao retira-se, regularmente procede a
eleico na casa da cmara.
O Sr. Baependy approvou a eleico feita pela po-
lica.
Em Ingazeira a polica reuni grande numero
de homens armados que postaram-se na frente da
igreja. Esta forja para maior ialiraidacao despa-
rava sitas armas. Foi vedado o ingresso ao juiz
de paz e aos eleitores liberaes e votantes.
Foi adiada a eleico para o dia 8 de outubro.
No Bonito grupos de faceraoras mandados vir
de termos extranhos o ale da colonia militar de Pi-
menteira*. giravam na villa em todas as direcjoos.
em atlitude ameacadora. Os liberaes para salva-
rera suas vidas foram obrigados abandonar a
elejo, o que fizeram sob protesto.
Em Tegicupapo o subdelegada poz a matriz em
cerco logo pela madrugada e installou a mesa pa-
rochial I Ao chegarem a matriz os eleitores e
votantes liberaes liveram do retirar-so aott as
bayonetas que garantan) a farja policial.
Em o"sa Seuhora do O' foi na vespera da elei-
co cercada e varejada sera formalidade alguma
legal a casa do respeitavel cdado Dr. Antonio
Barroso Pereira de Moraes, senhor do engonho
Varzea Grande.
No dia 4 a noite j havia sido cercada e vareja-
da a casa do afeitar supplente Joao Baptista Cha-
ves de Andraiie, proprietorio, maior de 40 anuos,
nico arrimo de o lilhos menores, o preso esse c-
dado para recruta !
Apezar de muitas outras violencias, era tal a at-
titude e forja da opposieao n'essa localidade que
se resol veram os amigos do governo entrar em
uma concordata. No dia 8, porm, apparece
l um conservador notavel, ex-depntado pelo
trido, e candidato a igual eleico, acompanhado
de sequazes, desapprova e nullifiea o convenio e-
to, apossa-se do livro das actas e de todos os pa-
pis, retira-se para o engenho Cannabraba e all
faz a elejo seu contento.
Para que alongar-me na cxposijao de outro3 al-
ternados da mesma ordem, que liveram lugar em
outras freguezias 1
Os abusos que fleam registrados como os mais
caractersticos sao suficientes para demonstrar o
que foi a eleico de 7 de setembro n'esta provincia,
sob a administracao do Sr.,Conde de Baependy.,
Em uma s freguezia ei toda a provincia nao"
vingou ^eleico liberal. Nos lugares onde a
qpposijo expedida das matrizes precedeu ou na
casa da respectiva cmara ou em alguma igreja
sua eleico, nada do mais conseguiram por que to-
das foram annulladas.
ET notavel, senhores t O partido liberal tinha
todos os jnizes de paz, os eleitores e supplentes
para organisajo das mesas paroehiaes, as quali
licajSes, que boas ou ms nao podiam ser nullifl-
cadas se nao pelos meios legaes, e nao conseguio
victoria em uma s freguezia.
Foi, Sr. presidente, a realisaeao por toda a parte
de um plae previamente tracado o exterminio
do partido liberal. O que se deu n'esta provincia
deu-se em todas as outras.
As eleices mesmo na curte como so ttzeram ?
Diga-o distincto ihservadtr Dr. Pereira Reg.
A abstenco ou a repulsa da forja pela forja
foi a lerrivel contingencia em quo o governo col-
locou o partido libara!, que teve a precisa praden-
da o bom senso para preforr o primeiro al-
vitre.
Este alvitre, senhores, estondeu se as outras
eleices que devi m seguir-so. Est no conneci-
or
is-
tracft me eonliaste. (Apoiados, muito bem.)
Um Sb. Deputado :Trese infantes.
Otjtro Sr. Deputado :Como qualiQcar uma tal
administracao ?
O Sb. Bacellab :A presidencia do Sr. Baepen-
dy nesta provincia pode com justica ser qualilca-
da :o dominio da Hepcia sol) a' lutella da cor-
rupeo. (Muilos apotadiis.j
O Sb. Soa/ies Bbando : Eis aqui, senhores,
qual (W a segunda administracao desta infeli pro-
vincia sob o dominio da poltica actual.
Sr.pfesdente, nao posso concluir sem fazer
menso du dous documentos da maior importancia
na actnaldade:o manifest e programma do
centro liberal. Como' eidado o eomo membro d
partido liberal dirijo solemnemente '-nm voto de
alto apreco e graiido aos seus Ilustres autores
pelos assgnalados sorvijos que ho prestado a
cansa da liberdade e ao paiz na quadra difflcil que
atravessamos. (Mnitos apoiados.)
O Sr. E. CormftHO :Aquella carta do senador
Pompen muito importante.
O Sn. Soares Brando :E' evidente que este
estado de abstenco do partido liberal ha de ter
uma solujo : est o manifest aprsenla : a re-
forma ou a revoluco, a reforma para ev.tar a re-
volujo nao ha que hesitar na escolha.
Dou muitos parabens ao centro liberal pela pre-
ferencia que den ao primeiro alvitre.
Pugnemos pelas reformas, senhores, pugne por
ellas o partido liberal harmnico e compacto.
Se ellas nao vierem desgranado deste paiz.
O norte ahi temo-lo satisfactoriamente tracado
no programma do centro liberal. (Muilos apia-
dos.
Esperemos, e tenhamos f que ha de vir
o dia das reformas. Ha ideas, diz um escriptor,
que tluctuam no ar, como miasmas inlellecluaes
e que militares de homens parecem respira-las ao
mesmo tempo.
Assim sao as ideas de reforma neste paiz. Os
bices que a seito dos retrgrados Ibes pretende
oppor sero levados pela torrente.
O Sn. AMAnra, e Mullo :Para fazer a reforma
preciso atravessarmos um caminho que est
obstruido ; preciso abrir esse caminho.
O Sr. G. Drummomd :Obstruido por quem?
O Sb. Amabal e Mello :Nao sei.
O Sr. Soabes Brand.To :Vou concluir ; j me
sinto fatigado e a casa tambem o ha de estar. (Nao
apoiados.)
Creio, repito, que o estrondo da queda ou da
dissolucao da cmara de 1868, abalou, minou para
sempre em seus fundamentos todo o edificio do
disfarjado absolutismo que pesa sobre este paiz.
(Muitos apoiado*.)
Estamos nos jltimos dias, da nossalegslatura ;
despedindo-me deste recinto fajo ardentes votos
para que as ideas retrogradas de restriejo e des-
conlianca que earacteri-ara a poltica dominante,
nao venham contrariar e estorvar o progressivo
adiamntenlo em que vai a nossa cara pro-
vincia.
Que se nao restaure o systema de despreso pela
educajao do povo, e a este respeito notarei que 5
annos quando pela 1* vez chegamos a este recinto
contava a provincia cem escolas de instrueco pri-
maria, o que a collocava abaixo da suas visinhes
menos adiantadas, e que este numero se acha hoje
quasi triplicado, sem que ao mesmo tempo se es-
quecessem os inleresses materiaes. (Muito bera,
muito bem, o orador comprimentado)
REVISTA DIARIA.
AUTORIDADES POLICA ES.Por deliberaco
de 8 do corrento, foram nomeados : Basiliano Cor-
rea Pessoa de Mello, 2* supplente do delegado do
3" distrido do Recife ; e Umbelino de Paula Souza
Leao, 1 supplente du delegado do termo do Cabo.
INSTITUTO ARCHEOLOGICO E GEOGRAPHICO.
A expusieo de chapeo do presidente do Para-
guay, e a espingarda tomada um soldado no cm-
balo de Lomas Valnutinas, quo esta sociedade fez
na sua secretara, foi hontem visitada por 26
pessoas.
DINHEIRO.O vapor Jaguaribe levou ante-
hontem para Mace 2:700*000.
O vapor Pocngt trouxo hontem de Penedo e
Maeei, para os Srs. :
Francisco Goncalvos Torres 2:4505000
Silva & Joaquim Felippe 5585410
Andrade & Reg 4004000
Alvaro Augusto do Almeida 303*000
J. J. Gonjalves Bellro 300*000
CLUB PERNAMBUCANO.-Retirando-.se muitas
familias para o campo nos mezes de outubro e no-
vembro, resolveu a directora deste club transfe-
rir para 6 de setembro prximo, o hade do ani-
versario, que costuraa ser no 1 de dezeutbro.
CONCURSO.Devo ter lugar, no dia 9 de ago-
to prximo, o concurso para preenchimento da
vaga de 3" escriplurario da thesouraria provincial,
devendo elle versar sobre graramatica portugueza,
escriplurajo pur partidas dobradas, arithmetica e
suas applicacoes com especialidade redueco de
mocil.i-, peso e medidas pelo systema mtrico,
calculo de descontos, juros simples e compostos,
escrevor correctamente, e tradueco correcta da
lingua franceza, sendo preferidos os que tiverem
boa lettra.
MELHORAMENTO.Consta-nos que o Exm.
Sr. presidente das Alagas contratou com a Com-
pinina Pcrnambucana a navegacao dos ros da
provincia, e a sua ligajo por meio de trilitos com
os centros productores.
Exultamos do prazer sempre que vemos appro-
xmar-se o interior do litoral.
A companhia unta garanta do bom successo
da empreza.
Ha poucos annos era ella um inonto de ruinas.
Pela nossa parte felicitamos as Alagoas.que nao
pode deixar de florescer sob o governo Ilustrado
e creador do nosso comprovinciano e amigo,a
quem encorajamos para que continu a seguir os
passos de seu Ilustro progenitor, qne onde qur
que vai, deixa seu oorae perpetuado em obras de
reconhecida uulidade. Que o digam a nossa, a mes
ma provincia das Alagoas, e a de Minas, e lti-
mamente a do Para.
LOTERA.A que se acha a venda a 113", a
beneficio do patrimonio dos orphaos, que corre a
14 do corrento.
PASSAGEIROS.O vapor Coruripe, vindo de
Mamanguape. trouxe os seguimos :
rB..J2H. C'mfUmrt emfiu ITrarirMi
DBSPACHOS.
Hequerimeno do Augusto C S.. de-Olivein, pe-
dinno (fue le Iflo deei idadeira inteiiigen-
ia. das palavra!i-4fe!*afga prtr1 rnnta rU fazenda
sugeieo ou obrigaeao do dito dos gneros car-
regaijj no aaaty^uand. nMayilier abordo a
refefll carga<|A devana algottia do navio.
ue a ser mandatario do
sil|#*B>le.
Dito de CustflM& Bento. sficaessores de Cus
tojio Amones angii.u~afo |'-liado que se Ihes
trans! Diario que nervio a hrina ex line-
en rrquereni.
Dito ,\.' Aii!oai5lvs' fjbre e Patricio Ignacio
4flPvl- P"diua> o regiatro deseo distrato so-
oiaL^-Visti io Sr. desemWgadorscal.
Til de'HriefUrlil'andiin, eertido do theor de
registro da nomeacao de seu caixeiro Francisco
de Salles Morera Fo'ntes.Cerliflque-se.
Dito de Castro & Antones, dem da de seu ca-
xoiro Paulino Jos Antones.Como requerem.
Dito de Antonio Jos Pedro Gonjalves, dem da
Lde seu caixeiro Joao Jos Pedro uwn^alvffi".Qnr-
tflque-sp.
Dito de Jos Barbota de Mello, eertido tambem
do theor do registro da nomeacao de seu caixeiro
Francisco Gil de Soiiza Tcixeir. Como pede.
Dito de David Flacli, registro da nomeacao de
seus caixeiro* Podro Samuel Annes c Jos Alfon-
so de Araujo.Regstre-se.
Dito de Jos Francisco Soares de Araorim, dem
da de sen caixeiro Luiz Jos do Assis.Regs-
Dito de lojk GU atsj}i$nft*V<*eus
caixoir< Alfca^j' Jorge Swxta Hanrllos e ios.:
Mara SantiagoRegistrase.
Dito de Titomaz Farreira da CmhU. dem da de
seu caixeiro Antonio Baptista da Motta Almeida.
Registre-se.
Dito de Francisco Rodrigo dos Santos, annoto-
co no registro pela retrala de seu caixeiro Tito
de Ges Pereira de Bastos, e registro da nomea-
jo de seu substituto Francisco Rodrigo dos San-
tos Jnior. Como requer.
Dito de Joaquim Bernardo dos Res, registro da
nomeajao de seus caixeiro* Joaquim Jos ios
Santos Athayde e Antonio Luiz da Silva Guma-
raes.Regstre-se.
Dito de Domingos Francisco Ramalho, dem da
de seu caixeiro Joao Francisco Ramalho.Regs-
tre-se.
Dito de Jos Nicolao Ferreira, dem da de seu
caixeiro Christovao de Hollanda Cavalcante.Re-
gistre-se.
Dito de Remigio Kuipps, eertido do theor do
registro da nomeacao tk seu caixeiro Jos Dor-
nellas Cmara.D-se.
Dito de Antonio Felippe Morean, eertido de se
adiar registrada a nomeacao de seu caixeiro An-
gelo Pi Juvencio da Silva Santiago.Como pede.
Dito de Joo Antonio dos Res, dem de tam-
bem se achar registrada a de seu caixeiro Anto-
nio Floriano dos Res.Como requer.
Dito de Francisco Gonjalves da Costa, dem
tambem de se achar registrada a de seu caixeiro
Jos Raymundo do Mello.Cerlifique-se.
Dito de Sabino Bruno do Rosario, idem de so
achar tambem registrada a de seu caixeiro Jos
Hypolito Bandeira de Mello.Como pede.
Dito de Barbara Francisca do Reg, idem de se
achar igualmente registrada a de seu caixeiro
Serafim Augusto do Reg.D-se.
Dito de Jos Luiz Alves Vlella, idem de so
achar tambera registrada a de seu caixeiro Anto-
nio Alves Vlella.Como requer.
Dito de Domingos da Costa Monteiro, idem de
estar tambem registrada a de seu caixeiro Igna-
cio da Costa Monteiro.Certifiqese.
Dito de Jos Nicolao Ferreira, dem de estar
igualmente registrada a de seu caixeiro Manoel
Flix de Souza Pon tes.Como requer.
Dito do Joaquim Antonio de Carvalho, dem do
ser ou nao commerciante matriculado neste Iribu-
nal.Cerliflque-se.
Dito do mesmo, registro da nomeacao de seu
caixeiro Antonio Manoel Soares.Regstre-se.
Dito de Amorim Irmos & C, successores eli-
quidatarios da extincta casa commcrcal de Amo-
rim Irmos, permsso para enmejarem sua es-
cripturajao na pagina 110 do livro Diario F d'a-
quella extincta firma.Como requerem.
Dito de Joaquim da Silva Cosa, eertido do re-
gistro da nomeacao de sen caixeiro Joao Jos 1.0-
pes Pereira Jnior.Cerlifique-se.
Dada a hora (11 e i/2 da manha) o Exm. Sr.
presidente encerrou a sessc, e mandn que t-
vesse o conveniente deslino quatro nmeros do-
Diario Official do imperio presentes ao findr-so
a sessao.
SESSAO JUDICIARIA EM 8 DE JULHO DE
1860.
PRESIDENCIA DO F.XM. SR. DKSKMBAROADOR A. V. *R-
RKTTI.
Secretario, Julio Quimrftn.
Ao meio dia, declara-se aborta a sessao, estan-
do reunidos os Srs. desembargadores Silva Gulma-
res e Accioli, e deputados Rosa, Miranda Leal,
leu ao do Cruangy e supplente S Leitao.
O Sr. desembargador Reis e Silva participou
que nao podia comparecer por se achar incom-
modado.
Lida, foi approvada a acta da precedente sess.
JULGAMKNTOS.
Juzo especial do cominerco : embargos de de-
claracao ao acordo que despresou os embargos
Infringentos do julgado ; embargante embargado
exnquonte, Cals ain, Imje-seus herdeiros ; em-
bargados embargantes executados, os administra-
dores da massa fallida de Amorim, Fragoso, San-
tos S C. ; jnizes os Srs. Silva Guimares, Accioli,
bario de Cruangy e Miranda Leal.De-presados
os embargos.
A pedido dos Srs. deputados adiaram-se os jul-
gamentos dos seguintes fetos ; appellante, Andr
de Abreu Porto; appellados, Joaquim Ferreira
Valento o outro ; appellante, Manoel Antonio do
Albuquerque Machado ; appellado, Amaro Jos
dos Prazeres; appellante, Gaspar Cavalcanle de
Albuquerque Ucha ; appellado, Jud de S e Al-
buquerque.
iin estando presente o Sr. desembargador Reis
Silva nao foran propostos os fetos adiados n.i
sesso anterior, entre partes, appellantes, Rabbe
Schamettau & C. ; appellado, o curad ir da hc-
ranja jacente de Manoel Buarqqp de Macedn Li-
ma ; appellante, Antonio Joaquim Fernandes;
appellada, D. Alexandrina Maria os Santos.
Nada mais houve, e foi encerrada a sessao
meia hora da tarde.
PUBLICACOES A PEDIDO.
liberal na corte, aconsejando a abstonr-ao do pleito
eleitoral.
Joaquim Simplicio Gomes, Francisco Pedro Fer-
reira, Francisco Henriques F gut iredo, Manoel
Jos Henriques Figueiredo, Acacio Lourenjo da
Silva Porto, Luiz da Silva Loureiro Jnior, Cyro
Deocleciano Ribeiro Pessoa, Dr. Joo Nepomuceno
Dias Fernandes, Jo quim Ferreira Coutinho J-
nior, Antonio de Olivera Ramos Theorgei, Joao
Macario da Silvera Borges, Genuino I. Lemosnete,
Jos Ribeiro da Fonseca, Jos Ferreira Pexoto e
Joo N. Pereira dos Santos,
CHRONICA JUDiriARU.
I lilil A Al. DO COMMJBRCIO.
ACTA DA SESSO ADMINISTRATIVA DE 8 DE
JULHO DE 1869.
PRESIDENCIA DO 1UL BK. DBSEMBAROADOR ANSELMO
FRANCISCO PKRBTTI.
As 10 horas da manha, reunidos os Srs. depu-
tados Rosa, Miranda Leal, bario de Cruangy e
supplente S Leitao, S. Exc. o Sr. presidento de-
clarou aberta a sessao.
Lida, foi approvada a acta da sessao de 5 do
correte.
BXTEDKNTaV
Oflkio do gerente do banco Maua, communi-
cando que de ordem do chefe havam cessado as
operacoes de sua casa baocaria nesta cidade a
contar do 1. do correte.Accuse-se.
Aos Srs. deputados foram distribuidos os se-
guintes iivros : Diario e Copiador de Manoel Al-
ves Ferreira d: d
Foram presentes os seguintes mappas.Largo
do Caes do Apollo a 61.Edificio Alfandega Vo-
lita numeres 11 o 13.Machado.Companhia.
Tasso.Baajo'do LiYranwnto.Loyo.Barbn.
Dejen de um grando feriado em que esteve a
opposieao nesla provincia, mostrando, pelo mais
completo silencio que tem guardado, que os actos
da administrajo do Exm. Sr. Dr. Portella, vice-
presidente da provincia, se nao a tem favorecido,
politicamente fallando, ao menos nao tem sido dic-
nos de serem censurados, e nem se tem desno'i-
toado dos principios de modera gao e juslica quo
distingucm as mais particulares acedes da vida
publica de S. Exc. :
Depois dessa especie de tacita approvajao de-
adversarios, que pelo menos se inostram animados
do desejo de bascar melbor do que dantos, suas
censuras e accusajdes,-appareee no Diario de 6
do corrento um discurso pronunchdo pelo Sr. Dr.
Amaral e Mello na assembla pruvncial, no qual
S. S. pretende fulminar o actual administrador da
provincia, attribuindo-lbe sentimentes de ranenr
contra a opposijo, e pintando com ceros taes
certos actos da administrajo, que causa pasmo
serem hdos a |ui na provincia, onde se tem visto
o que acabamos de expor, e onde sabem todos a
sem razao e injustija com que procedeu o nobre
membro da assembla provincial.
Nao tomar*mos o encargo do refutar quanto
disse S. S em relajan a certos actos administrati-
vos do Exm. Sr. Dr. Portella, se o cooceituado
jornal em que foi publicado o sen discurso, nao-
tivesse de ser lido em outros lugares, em que por
ventura essas injustas aecusajoes podessem pro-
duzir algum effeito.
Mas como assim seja, pede o amor, a justija o
o mteresse que nos inspirara os negocios pblicos
de nossa provincia, quo digain-is que o Sr. Dr.
Amara] e Melle ando ti mal avisado oas Mema*
cees lao inesperadamente levantadas contra S.
Exc, e mesmo foi injusto e exagerado em suas
apreciajdes.
Entretanto ouerem fazer a justca de acreditar
que o Sr. Dr. Amaral cuutrahio lao gravee aprt-
hensoes por mal informado do certos factos, i
explicados, poem era relevo o desacert e incon-
veniencia de suas aecusajdes no discurso que
nos referimos.
_S. Exc. o Sr. Dr. Portella, assumio a administra-
cao da provincia no dia 11 de abril docorroio
anno.
Um dos pnmeiros, o na verdade mais louvavt
cuidados do novo administrad ir, foi aproveitor
melbor o corpo de polica, cujas forca?. fraccio

'i
I I

:
f
*%:





m
m

Diario de Pernmbuco ,- Sabbado 10 de' JHA, H-
nindose
eni pegenos, destacamentos pala pro-
vincia, nial mhIwui ......urcr, romo de desojar,
as diligencias ir |Ue reclamara o
prego de mntor numera de pravas, pan que
' -.na do distrttraie.to 4a r>r-
ca o curpo de podra, que 0111 oulras creuma-
Uncas poderla tef'Mw'dlll seguranza indivi-
auai, nos prsenlos, eni qae se dava como certa a
xisiencia de alguns murnosos em determinadas
localidades, era iiidubilavelinentc conveniente een-
tralisar cm alguns pento* a forra publica, para
6 momento e idamente captura-Ios ines-
>les pequenos povoados, pira onde riaoi
jcsassomhrados, por isso mesmo que nell
|hes consta exi lir mais do que una peifufna
orea, quo servia mais para espanta-lot, do que
para realisar a toa eaptura.
Neste empeabo, que reconhecoinos tod s sor
lano inais proficuo, quanto corto qae as maio-
res forras fraccionadas, diminnciii mais de mtade
psncia o officio que e l sob n. 1 em dala do 20
de abrl do crreme anuo.
Os acmtecimentos, porm. quo tiveram lugar
nesla cidade e nos quaes prorurou fazer vulto o
filustre sogro de S. S. Dr. Borges d.\ Ponsaea le-
Xenninaram a ordem da presidencia expedida a 22
de abril: alias de accorclo com o pcnsaineulo ex-
pendido no citado otlicio de S. Exc.
I'ela referida >rdem so t que nao so mandn
apenas retirar a forra policial existente em Jaxa-
reth, mas sim as de Ignaras, S. Loiironro da
ilatia, Ir.ojuoa, que mais prximos se achavam da
capital: tratava-se de una medida eral do or-
den publica, determinada pela- cireiim occasiao, e de aecordo com o plano da admi-
nistraran de melhor aproveil.tr o corpa do polica.
Ora, depois do que Rea exposto e provado com
as peas oflteiacs que oereeemos a leitnra das
pessoas qneonviran ao Sr. Ur. Amaral, o leram
o seu discurso, avalic-se quanlo mal informado
andn S. S. e quanto f Dr. Portella, attrihuindo-lhe acuroeoaincnto do9
criminosos, pela retirada da torca publica de Vi-
cencia.
E' admiravol porm que .anleripadainente se
soubesse das providencias 'lo V'overuo, e que houT
vesse individuos qae se apregoassera agentes
deltas, romo reza a prophecia narrada pelo Sr.
Dr. Amaral e Mello ; oeste ponto hade convir
que estamos em nosso diroito declarando ao pu-
blico quo S. S nao provou a circularlo anterior
daquelies boatos, retejados agora |Mlos fados que
livcrain lugar e depois dos quaes foi proferido o
discurso de S. S.
Do que, porm, nao pode ter se advertido o Sr.
Amaral, 6 do seguinte: que elle alera do se mos-
trar cm seu discurso omito a par dos boatos e do
povo de Vicencia, VeYtontes e Nazareth, por un
modo que torna laur-aeel a sua curioidade sabe
ainda p expoz na assembla todos os pensamentos
detallies concebidos pelos abominareis crimino-
sos cuja captura lastirtia, cora justica, nao terse
realisado ainda, e de maneira tal que o Ilustro
deputado at refer ter sabido que o famigorado
Santos, mostrou so em algum ponto da comarca
que derlarou qne rinha ao Recife buscar urden de
retirar a forca e o o/ficial que encoinmo.Uica ele. etc.
E disto tambera podemos concluir que se o Dr.
Amaral nao conversn com Santos, como real-
mente eremos, que nao o fez, todava entendeu-se
com pessoas tao conjuactas com Santos que bem
podiam coadjovar a forca publica a.-sim quizesse
S. S. prestar aquelle servico para captura daquol-
Ic llagrlio da linoiaiiidade.
Cromos que nisto, S. S. prestara mellior servico,
Apres .'Dtou-sJ-ni.' o tai individuo em
trajo decente, pei2todo*M (ftegliie pasa
a a!ludia^Mfociiiat;au, e peifmtei-I.V. si
jtorgante: dis.sL'-m,' ijuc
snn.
MBBfcU 'yWWffin.\ AWATDEGA DE PERTMIlHJCO IX) MEZ DE JUNHO DR
Ss hVww mANUff,'' ^MliAltADU COM O DE IGPAES MEZgS D<* DOUS
" ...... 1
Mus declani-Uie que no o conliecia pes-
soalmenti e que .me apresentasse duas tes-
temunhasqaQo reconhecessera: respoodeu-
me que nao ia enga/ia'r'-m e assignoa o
Itnportiiriio
906 16>:i
.......
ira, m.ver, coa todo o ieraba-f
t: i fjWWWrarouxe
enca,
saliil'azia a minha mg
jira eMTtfetJf: feWo e cotirpresteMiu.
Jlias pessoas que nao me eram desconhe-
m*$ de vista, mas de norte, e que
attestaram que elle era o proprio Agiiiar.
Knto pa3sei a procurapao, contendo pode-
res geraes sem individu^o de' negrJcio
algum. mis declarando que elle era, nSo
reconhecido de mim e sim das testeraunlias,
e ellas asslgnsram o instrumento.
Eis aqui como se deu o facto, (pie podia
>toeer a quaJqoer dos oatros tabelliaes,
que nio conlmceasem o negociante Aguiar
lo >memo moilo porque infelizmente succe-
deo commigo.
Deendo porm s o acto do funeciona-
no publico. Ella mclne mitra quaiquer
accusacSo, que se nao me poderia lazer. e
seria om verdade 15o de-arrasoad,' que
nem os meus inimigos a levantariam.
Recite 9 de Juho de 869T
Francisco Teixeira de Sd.
Direitos de ronswno.-............
Ditos addiciaaaes 5 /0..............
Ditos addicionaes de 2 %.................
Ditos de baldcacao e rettxpoi-tac.no...... I
Ditos de ditos de reexpertario para a Costal
d'Africa................'............_
Expediente dos gneros esTrangeoe naveg-l
da por eabotagem....................,
do que levantar tantos brados contra a retirada d.
forca policial pelos motivos cima expendidos
qitcrendo tirar d'alii snistros rolloraros contra
as intearous do honesto Sr. Dr. Portella.
. E' de sentir que o Sr. Amaral e Mello natfsou-
besse que o Exiu. Dr. Portella sempre teve o maior
empenho na captura do criminoso Sanios e de ou-
tros que efectivamente tem sido capturados. A
polica nao*se tem descuidado de diligencias ten-
dentes a realsarao das prisoes dos criminosos.
Na freguezia do Poc'o o respectivo subdelegado
executou o cerco da casa de um irmao do Santos,
onde teve denuucia do acliar-se csse scelcrato ;
mas infelizmente nao loi encontrad) ; iirual deli-
gencia se (ez em Nossa Senliora do O' em Govanna
e elti outros lugares.
Ve portanto o Sr. Dr. Amaral que S. Exc. nao
descansa no cumprimento de seus deveres o acre-
ditamos mesmo que nao dispensar o sincero apoio
de S. S o de outros que quizerem dar-lhe infor-
maroes e recursos para mais depressa realisar-se
a captura de criminosos.
E nao devo ignorar o Sr. Amaral e Mello que as
delipencias e empnho do Exm. Dr. Portella se ap
plicaram a captura do celebre Jo- Moreno, reo de
19 mortes, entre e>tas do juiz municipal de Paje
de Flores, o qual S. S. (naturalmente por supp-lo
um innocente) o mandn vir daquellas paragens, e
o nomeou seu offlcial de ju>tica em Nazareth I
Essa innocente ereatura rehellou-se depois con-
tra o Sr. Dr. Amaral, e disse que baria de provar-
Ihe a pelle, pois tinha experiencia das dos juizes
inunicipaes, o grabas as deligencias empregadas
toi capturado em Pao d'Alho.
Quanto aos receios que nutre o Sr. Dr. Amaral
do futuro da administracao do Exm. Sr. Dr. ManoeJ
Portella, tranquill desta provincia tem mais f nos precedentes hon-
rosos, moderaeao e honestidade do Exm. Dr. Por-
tella, do que as declamacoos dos falsos amigos da
liberaade.
Concluiremos, pedindo aos leitores *jue apre-
cieni os documentos abaixo publicados, e melhor
ajuizarao do exposto. O mesmo Sr. Dr. Amaral,
cujas stntimtnUK pela represso dos delictos reco-
mecemos, deixando-se levar p ,r um excessivo de-
sejo de aproveitar a occasiao de manifestar o des
agrado que Ihe tem causado a moderarito da ac-
tual administraeio, nao Ihe dando occasiao de des-
abafar o seu despejto, obrigando-o a lanoar mao
de fictos imaginarios para tierna de seus estira-
dos discursos, ha de convencer-se agora depois da
ieitura destas pecas, de quanto toi injusto para
com o Exm. Dr. Portella, que eerUmente nao
merecedor do juizo quo S. S. faz no discurso que
profeno. m
Li liontem no Diario do Rio de Janeiro,
n. 177, de 20 do mez do junho prximo
passado; o parecer da commissao de cons-
tituico, do senado, Siabre a eleifao sena-
torial da provincia do Amazonas.
Este parecer conclae pela nallidade da
eleico, porque entende que eu eslava
incompativel ao tempo em que ella se fez.
E' evidente que nao leudo eu sido o
escolhido para senador, o meu interesse
poltico era que a annullac/to se reali-
zasse, afina de poder aventurar-me no se-
gundo pleito.
Mas a verdade e ajasiiea antes de tudo,
embora se percam as vantagens e pro-
ve tos.
O respeito que devo ter sabedoria
dos Ilustres signatarios do parecer, nao.
me inhibe de seguir opinio diversa, e ma-!
nifesla-la com inteira liberdade.
Nao devo, por. tanto, deixar passar sem
contestarlo a doutrina daquelle parecer.
E' profunda convicoo minha, que a dou-
trina do parecer da commissao de consti-
tnicao, do senado, errnea e insustenta-
vel, em face da letra e espirito da lei.
A lei faz nascer a incompatibilidade,
do e.rercicio do cargo; o parecer, pelo
contrario, deriva-a do proprio emprego,
ainda nao estando o funecionario em exer-
cicio.
A lei marca o praso de seis mezes para
a existencia da incompatibilidade; o pare-
cer proroga, por seu arbitrio, esse* praso
fatal mais de seis mezes.
Nao um protesto que fago para res-
guardar direitos meos, mas nicamente1
com o lim de defender o procedimento da
provincia do Amazonas, aecusado como in-
fraeco de lei.
Aguardo entretanto a decisao do senado.
Se este approvar o parecer da sua com-
missao, desenvolverei a defeza dos meus
amigos Amazonenses, e sustentarei a minha
opiniSo, refutando a doutrina contraria.
Se porcm o senado rejeitar aquelle pa-
recer, entfio os meus amigos ficam furos
da imputacSo de haverem infringido a lei,
votando em um cidadSo que era incompa-
tivel. Neste caso nao tenho rjecessidade
de voltar imprensa sobre este assumpto.
Rogo-lhes, Srs. redactores, que publi-
quen! esta declarado, como um obsequio
ao seu constante leitor.
Antonio Epaminondas de Mello.
Ditos de 1 '/i % dos genero do paiz...
Ditos de 3% dos gneros livnv..........
Armazeuagein........................
Premios dos asignados...................
Despacho muritim
Ancoragom...............
I'.rportaro
DtniKMde 18%do pao brasil............
Ditos de 7% de e\|mrtarao(J%naexerri-
clo de 1&68-189).........._____
Ditos deS% idem.......................
Ditos de 1 % do ouro em barra...........
Ditos de '/, % dos diamantes..............
Expediento das capatazas................
Interiur
Renda da typograpbia nacional............
Sello do papel ixo.......................
Dito do papel proporcional................
Emolumentos...........................
Imposto dos despartanles.................
Dito de 5 e 15 % de transinissao" de proprie-
dade___................:..........
E.rfraordinaria
Receita eventual e multas...............
8J0:9;i7S2il
108:;2<)i:)
2857fii
1064653
1:509*07
2:729*286
870i,KOo
I:5i0968
.
18C7 1668
lim 1801
suasq
19: fl
165iofi2
'495il
iii: 718 4382
41:330*31)4
' 177*285
8*39i
Dizimos da provincia das Alagas..........
Ditos da provincia da Parahvba............
Ditos da provincia do Rio trande do Norte.
Contribuicao de caridade..................
^fcl
HffiATBO
LSAWAIcMBEL ""
i:\uficio
THOMAZ A. ESPICA .

E
4 *- l
1,107:211 *82
6:23Cj7i:t
6:5it#;i
1:647*695
l,ll:657*603
576:tiC7o2C
1:143^438
3:718*304
4:861 742
871/375
87:262*385
Alfandega de Pernmbuco, 7 di julho de 1869
420:109*202
2:169*542
1:288*415
148*731 >
325*080
421:240*970
Servindo de chefc da 2* seccao,
Anselmo Jos Pinto de Souza.
MOVIMENTO 00 PORTO.
Navios entradas no da 9.
Mamanguape18 horas, vapor nacional Cururi-
miz Goncalves Penna, equipagem 17, carga va-'
ros gneros.
Boenos-Ayres 22 dias, patacho allemao John
Gmtav, de 189 tonelada?, capitao Jansen, equi-
pagem 10, cm lastro ; a Thomaz Jefferies
& C.
Rueos-Arres 22 dias, galera hespanhola Joa -
qum Seria, de 563 toneladas, ctpilin Jos
Isern, eijulpagem 17, em lastro; a Ainorim 4
Irmao.
Macci e portos intermedios21 horas, vapor na-
cional Potengy, de 281 toneladas, commandante
Poreira, equipagem 30, carga varios gneros; a
Companliia Pernambucana.
Observarfio.
Snspendeu do lamarao para os portos do norte,
a barca ingleza Salmeen, rapiao Scott, com mes-
mo lastro que trouxc de Montevideo.
DECLARACOES.
COMMERCIO.
PRAgA
L.
i.' secjao.Palacio d*ovorno de iernmmco,
20 de abril de 1869.
Parecendo-me conveniente como verbalmente
liz ver a V. S. tomar, alguma providencia para
melhor regularisar o servico que destinado o
C0JP> prvisorio de polica, e qne seria adoptavel a
idea de fazer cessar os pequenos destacamentos,
eni que est elle subdividido com quebra da dis-
ciplina, e dividi-lo em fortes destacamentos locali-
sados em pontos centraes decirciiniscripcao terri-
torial e amoviveis dentro da circumscrip^ao res-
paetva, chamo para isso a attencao de Y. S. para
que de aecordo com o pensamento expendido me
proponha a divisao territorial mais conveniente, o
numero de pracas que deve constituir o destaca-
niento de cada urna das divisos ou circumscrip-
yfies, ponto da localidade e demais circumnstan-
cia que forem a bem do servico assim regulado.
Creio que a realisacao da idea que sugeito a
apreeiaeao de V. S. trar a dupla vantagem de
garantir melhor a disciplina do corpo, e de ser o
servido feito com mais promptidao, proficuidade,
especialmente quanto a represso de crime.
Espero do reconhecido telo de V. S. pelo servi-
do publico que se apressar em satisfazer aos de-
sejos que venho do uianifestar-lhe. Ao Dr. chele
de polica.
1* seccao Palacio do governo de Pernmbuco,
32 de abril de 1869.
Faca Vmc. recolher ao corpo sob seu commando
os o&ciaes e pracas que forraam os destacamentos
da cidade de Nazareth, das villas de Iguarass,
Ipojuca, Ouricury e Granito, e da povoaco de S
Loureogo da Malta.Ao commandante do corpo
provisorio de polica.
Devo resposta a interpellag3o que me
foi dirigida no Liberal de 7 do correnta,
na columna das publcafSes a pedido, a
respeito da procurarlo de que se achava mu-
nido um individuo que foi preso, ha dias,
por andar offerecendo descont um saque
(de tres contos de ris) subtrahido do cor-
reio, vindo da Bahia, a favor do Sr. Aguiar,
negociante aesta praca.
Diz o interpellante, que nao vio a pro-
curaco, e por isso nao sabe o modo por
.que foi ella passada. Eu digo como suc-
cedeo o facto, que nao alias o>primeiro
deste genere que se tem dado" com outros
tabellies, e os termos em que lavrei a di^a
procurado: para que o publico veja que
nao descurei as possiveis cautelas da lei, e
que s- fui Iludido foi por que irlo ha quem,
por mais vigilante que seja, se julgue
isento de cahir nos lacos da fraude,
DO RECIPE 9 DE JULHO DE 1869.
AS 3 1/2 HORAS DA TARDE
Assuear americano purgado 3*300 por lo kil,
(hontem e hoje).
Assucar mascavado purgado 3*100 por 15 kil.
(hoje).
Algodao de Macei l1 sorte17*336 por 13 kil.
posto a bordo, frete de 1|2 d. sem capa (hon-
tem)
Cambio sobre Londres 90 d/v 18 7i8 e 19 d.
por 1*000.
Cambio sobre Pars 90 |v 307 rs. por franco.
f. J. Silveira
Presidente.
Leal Seve
Secretario.
Pelo presente se faz publico quem interes-
sar, que as contas ^|os impostes de 20 por cento
sobre o consumo draguardente, 4 por cento sobre
diversos estabclecimenlos se acham em |M>der do
escrivao Uandeira, em cujo escriplorio ra do
Imperador n. 41, podero os contribuimos solicitar
as respectivas guias, independente de eitarao;
assim como as dos impostes de 20 por cento sobre
diversos estabelecimentos, e 8 por cento sobre es-
criptorios e consultorios mdicos, no escriptorio do
escrivao interino Miranda, a quem foram distri-
buidos, e para tal fim se concede o prazo de 30
dias, a contar de hoje.
Recife, 6 de julho de 1869.
O solicitador da fazenda provincial,
__________________/. P. Correa de Araujo.
A cmara municipal desta cidade, faz
publico que nao tenJo comparecido licitan-
te a obra dos concertos de que necessita o '
cano qu d esgoto as aguas, que no tem-
po invernoso se accumulam nos quintaes e
sitios da Casa Forte, oreados na quantia
de i20000, continuar cm pra?a a mesma
obra nos dias 10, ii e 44. do corrente :
quem pretender arrematar, comprela nos
dias indicados, munido de fiang-a idnea.
THEATRO
DE
S. ISABEL.
Sabbatlo, 10 de julho de 1869.
Mil. DE LIOVHNAD
SMte de pirstidritarfo.
ULTIMO ESPECTCULO
DERNIEHE SEANCE
LAST PERFORMANCE
Grande soire de despedida.
News trick's
Novas experiencias de phvsica e magia
Destreza, agilidade, transformarles e desapparicoes
Das repertonos-Hondain, Robn, et Lajournad.
ii jLnJ01,rnad tem ;. honra de offererer a este
i lustrado publico, na sua ultima renresentacoem
daapedMaUMA SERIE DE EXPERIENCIAS
as mais sorprendentes, de maior effeito e as mais
aplaudidas do seu repertorio ; drsejando assim
deixar urna rerordacao ariisticaaos respeilaveis
naniiantes desta cidade, a quem repete sua inieira
gratidao.
Os bilhetes podeni ser procurados no hotel do
Oriente, e no da do espectculo no theatro
Entregam-se as encommendas de bilhetes at s
lz horas do da cima.
PE1MRO B. JE AJ1TA O^A
Representar-se-ha o grande rma de coftomes iniiitares
29 IKM E LORIA
Domingo 11 de julho
Personigens. Senlwws.
29-0ua. lele.ro........Mace,I()
P',TO Jo,p.........Cont Rocha.
ftfi?*"1?10........Jos Victorino
Pinedo sargento........Thom;iz
ts-opeta, rancheiro., ...... Santo Rosa.
Balatudo, recruta......... Florindo.
,eS,'"S.,rUCl0r- '...... Guimaiaes.
?iJV,e cam,po....... BKkilinio.
Coronel de lacadores...... |,ess;,
General. iuibJm
Maria ilha de ^i .'" .' J l [ .\ ', Aievetfo,
Anglica, mnlucr de 9..... j) Francisca
Offic.aes, sargentos, cabos, soldados de caladores 5 e regiment 10, recrutas e-
\
msicos.
Clintoir K!l0ret!riomrtn: tSSa ^^SS pel P',es^g^dor Eduardo Ate*
uiMoir (seci et.it 10 do br. Lajournad) que voluntariamente se presta em attencao aos
S^? ^sr11"algumi,s fJc suas experencias sem !^*SS5
O florete de Guilherme TeH ?
Urna lico de cartomancie ? ?!
A multiplcaco Clixtox !!
0 baralho do celebre Cont?
Os frascos milagrosos ou os objectos fundidos 9 \ *
lermtnara o espectculo com urna scena cmica rettresentada pelo Sr
:::::. t nmmbo
Igualmente a outros co lecas se consideram wratne tami.m
outros collegas se consideram gratos tambem.
AVISOS MARTIMOS.
LEILOES.
Em conscquencia de se achar doentc madame
Mane urresny, o concert annunciado para hoie
hca transferido para o dia 14 de julho -
, DENGLISH BANK
O Rio de Janeiro Limited
Desconta lettras da praca taxa a con-
vencionar.
Recebe dinheiro em conta corrente e a
prazo fixo.
Saca vista on praso sobre as cidades
principaes da Europa, tem agencias na Ba-
hia, Buenos-Ayrs, Montevideo, New-York
e New-Orleans, e imitte cartas de crebito,
para os mesmos lugares.
Ra do Commercio n. 36.
BANCO MAUA & C.
RA DO COMMERCIO N. 34
Desconta letras commerciaes taxa con-
vencional.
Recebe dinheiro a premio, por letras e
em conta corrente.
Confere crditos e sacca sobre as princi-
paes pravas do imperio, Rio da Prata e Eu-
ropa, e compra cambiaes sobre as mesmas
pravas.
Encarrega-se por commissao da compra
e venda de fundos pblicos e accoes de
companhias, da cobranza de letras e devi-
dendos, ou de seu pagamento, e de qual-
quer outra operacao bancaria.
ALFANDEGA. *
Heudimento do dia 1 a 8 308:972*981
dem" do dia )..... 29:193*978
338:168*959
THEATfiO
Gymnasio Campestre
GRANDE SCESSO!
Ultimo espectculo de macacos
e cachorros!
Em consequencia de mmensas pessoas nao te-,
rem podido assistir ao tereciro divertimento dado
pelo artista PLATUNI, com a sua compauhia de
MACACOS E CACHORROS
o dito senhor attendendo a pedidos e a grandiosa
Paco da cmara municipal do Recife, om ac?acao que os trabalhos dos seus admiraveis
sesswo de 7 do julho de 1869. animaes tiveram, resolveu dar outra representa-
lijnacio Joaquim de Souza Leo. ^l"3 .
Pro-presidente, DOMINGO 14 DE JULHO DE 1869
Francisco Canuto da Ba-Viagem j (As 6 horas da tarde.)
Secretario Grande, maravilhoso e ultimo espectacult em
que toma parte o gvmnastico maracaio
JULIO DORIO
e a companhia composta de
24 MACACOS E CACHORROS
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE ^
Naveyagdo costeira por vapor.
Porto de Gallinhas, Rio Formoso e
Tamandar.
O vapor Parahtjba, commandante
Mello, seguir para os portos cima:
_ no dia 10 do corrente a meia noite. I
nhavf,0"/^' encommei"|as, passageiros e di-! O agente Martins, far leilo competentemente
nheyo a frete, no escriptorio do Forte do Mallos autoriladb, de armacao e! gene,4 ?on?tando do
porgao de vinhos engarrafados e outros gcueros
em um ou- mais lotes a vontado dos compAdo-
HOJE ,
As horas do dia na mesim taberna.
LEILAO
da arroacao, gneros, gaz e pertences da
taberna da ra da Matriz numero es-
quina da ra Velha, em um ou mais lo-
tes.
COOTPAWHIA
DAS
Messageries imperiales.
De ordem do Illm. Sr. inspector da
thesourara de fazenda desta provincia se
faz publico que, se nao tendo arrematado
no dia 7 do corrente a metade da casa
terrea adjudicada fazenda, sita ladeira
da Misericordia na cidade de OHnda, ser
de novo posta era arrematado perante a
Ih&ouraria no dia 24 deste mesmo mez,
ac-itando-se propostas em cartas fechadas
at as duas horas da tarde desse dia, sendo
que as pessoas de Olinda que pretenderem
a dita casa poro entregar ao respectivo
MOVIMENTO DA ALFANDEGA
Volumes sahidos com fazendas 310
dem idem com gneros 302
------ 612
Descarregam hoje 10 de julho
Barca inglezaWitch of ti* Waveferro.
Bngue inglezRio Grandeidem.
Lugar inglezJfaranccerveia.
Lugar suecoAnna farinha de trigo.
Patacho hespanholIgnacitavinlio.
Brigue nacionalAlmeida /charque.
UECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 8 14:036*fi5l
dem do dia 9...... 1:130*301
colleetor at o dia 23 as suas propostas
que serao por ello encaminhadas esta
thesonraria.
Secretaria da thesourara de fazenda de
Pernmbuco, 9 de julho de 1869.
O official-maior,
______Manoel Mamede da Silva Costa.
Santa Casa da Misericordia
do Recife.
A Illma. junta administrativa da Santa
Casa da Misericordia do Recife, tem de
mandar edificar no lugar em que existe o
sobrado arruinado n. 33, da ra Direita,
um armazem com duas frentes, urna para
a mesma ra, e outra para a ra da As-
sumpcao, com tres portas em cada urna
dessas frentes, tendo as portadas de pedras
lavradas, podendo para ess fim aproveia-
rem-se as pedras que all existem; deven-
do serem as frentes construidas desde'os
aheerces. Contrata, pois, com quem por
menor preco fizer simlhante obra, e por
isso convida as pessoas que se propoze-
rem a effectua-la que apresentem suas
propostas em cartas fechadas, at as duas
horas da tarde do dia 29 do corrente mez,
podendo os pretendentes para o fim de
examinarem as obras a fazer-se, procurar
as chaves daquelle sobrado nesla secre-
taria.
Secretara da Santa Caa
Recife, 9 de junho* de 1869.
de Misericordia do
r O escrivao,
Pedro Rodrigues de Souza.
recentemente chegada a esta capital, sob a direc-
cao do artista
PIjATUMI
que teve a honra de trabalhar com os seus admi-
raveis animaos, as primeiras cidades da Europa
onde obteve innmeros applausos.
O cachorro LUCIFER, conhecido pelo
, RE do fogo
ara pela priraeira vez admiraveis exercicios so-
bre materias inflammaveis e fogos de bengala.
Este importante irabalho causou grande admira-
cao em Inglaterra, Franca e no circo de Price era
Lisboa.
LINDO FESTIM MAGACAL
no qual os convidados sao servidos pordous ma-
cacos, um vestido de cosinheiro e outro de cosi-
nbeira.
Segue-se a linda
WALSA
executada pelo cadello Finette.
O cachorro Lindo, passando pelas pernas de seu
amo, guiar depois um tonel com as patas dian-
teiras, concluindo este trabalho, pondo-se cora as
quatro patas sobre o tonel.
Em seguida o cachorro Sapiton, executar um
trabalho gvmnastico, passeando sobre as mos
dianteiras.
Segue-se
A MARQUEZA DE POMPADOUR
Acompatihada por seu criado, sendo estas duas
passagens ejecutadas, a priraeira por um cachor-
ro, a segunda por um macaco.
TRANSTOHNOS DE UMA VIAGEM
pela macaca D. Jacintha.
Intervallo de 20 minutos.
A grande posta russa executada por seis caes,
i um macaco vestido de maioral, sobre o cao dian-
teiro e um outro macaco vestido de postilho.
O SALTO DO CARNEIRO
imitado por dous caxorros.
O CACHORRO D'AGUA
fazendo diversos trabalhos gymnasticos, como pas-
sar por arcos etc., ete.
A ESCADA AEREA
executada pelo cachorro Garbaldi.
O PASSEIO SOBRE O GLOBO
executado pelo cachorro Ravel.
O DESERTOR AFRICANO
Sendo o desertor julgado e sentenciado a pena
ultima, sera fuzilado em presenca do publico pe-
los seus companhetros, cnegando 'mtinhera com
o perdio acha-o morto ; nesta occasiao apparece
At o dia 14 do corrente mez espera-se da Eu-
ropa o vapor fraucez Navarre, o qual depois da
demora do costume seguir para Babia e Rio de
Janeiro.
Para frates, eondiecoes e passagens trata-se na
agencia ra do Commercio n. 9.
COMPAA BMoJJMi
DE
Paquetes a vapor.
Dos portos do norte esperado
at odia l do corrente o vapor
Guar, commandante o primeiro
tenente P. H. Duarte, o qual de-
pois da demora do costume se-
guir para os portos do sul.
Desde j recebera-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual daver
ser embarcada no dia desuachegada. Encommen-
das e dinheiro a frete at as duas horas do dia da
iw sabida.
Nao se recetan como encommendas senao ob- l i
(ectos de pequeo valor e que nao excedam a 21 b ''
arrobas de peso ou 8 palmos cbicos de medirlo.
Tudo que passar destes limites de ver ser embar-
cado como carga.
Previne-se aos Srs. passageiros que suas passa-
gens s se recebem na agencia ra da Cruz n. 57,
1* andar, escriptorio de Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo A C.
Leilo
De o carros depasseio, 9 pares de arreios, 19 ca-
vados para os mesmos carros e mais perten-
ces da cocheira da ra do Imperador n. 27
consiando do usufructo do tanque para agua.
Unas, gaz e mais objectos portencentes a mes-
ma cocheira.
Segunda-fcira 12 de julho as 10 horas.
Joao de Dos da Silveira tendo de rctirar-se pa-
ra fora da praca, far leilo por intervencao do
agente Pinto, dos carros, cavallos, arreios e mais
objectos pertencentes a sua cocheira da ra do
Imperador n. 27, aonde se eflctuara o leilo m>
da e hora cima mencionados.
leEat^
Transferencia do leilo de 1,500 caixas com
charutos da Rahia.
Para segunda-felra 12 do cor-
rente.
Era consequencia da sabida do vapor para o
norte nao se pode eflectuar o lellao de 1,500 cai-
xas de charutos- por isso ( agente Pestaa previ-
ue me tica transferido para o dia segunda-feira
12 do corrente pelas 11 horas da manhiia no ar-
mazem do Sr. Domingos Alves Matheus ra do
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
NavegacSo costeira por vapor.
Mamanguape.
O vapor Coruripe, commandante Penna, segui-
r para o porto cima no dia 12 do corrente as 6
horas da tarde. Recebe carga, encommendas,
passagens e dinheiro a frete at as 2 horas da
tarde no escriptorio do Forte do Mattos n. 12.
CONSULADO
Rendimento do dia 1 a 8
dem do dia 9 .
15:166195o
PROVINCIAL^
52:323*409
1:485/137
53:808*566
O inspector interino da alfandwM f7 rum carro fQnereo conduzido por um macaco
publico ,, handeseo 3mmmZ "*S*l2SE3." ~""^
urna caixa da marca diamante J. F. n. 4' JULIO DORIO
contendo 46 kilogrammas de conf itarias,' cujos trabalhos foram multo bem aceites no es-
yinaa de Liverpool no vapor inglez Sapphire Pectaculo anterior, executar arriscados exerci-
entrado neste porto em U de dezembro61
do 1868, consignada ordem, no caso de
ser arrematada para consumo nos termos
do cap. 6o tit. 3o do regulameoto de 19 de
setembro de 1860, o seu dono ou consig-
CORDA B1MIH
Os bilhetes aeham-se na estacao dos trunos ur-
natarto dever despacha-la no prazo de 30 h?01* no theatro, pelos mesmos preces da ra-
dias pena de Ando elle ser vendida or ciu anlerior' CQia >"*racao foi feita unoamente
^Z^^^ ^^ao'aJ.jSgrXdTen??^ "*
legar contra os effeitos desta venda. I N. B. As pessoas que comprara bilhetw te-
Alianaega de Pernmbuco, 9 de iulho rao P^sagen era qualquer trera e a qoialque
de 1869. O inspector interiDn I !lora' anles. d. ^P^taoulo e depois do rotsmo en
u?lS!
ir
em
I O divertimento terminar a? 9 hors da noute.
2
COMPANHJA PERN3BUCANA.
DE
Xavega^o costefra por vapor.
ParahyBa, Natal, Maco, Mossor, Ara-
caty, Cear, Maivahu, Acarac e Granja.
O vapor Pit'ftpama commandante
Torres, seguir para os portos aci-
_ ma no da 15 do corrente as 5 horas
da Urde. Recebe carga at o dia li, encom-
mendas, passageiros e dinheiro a frete at as
2 horas da tarde do dia da sabida no escriptorio
do Forte do Mattos n. 12.
Para Lisboa
Segu eom toda .> brevidade a barca portugue-
za Constante lly por i ter parte da carga
prompta, para a que Ihe falta e passageiros tra-
ta-se con os consignatarios Oliveira Ffns & C.,
largodi>Qirpo Santo-a. 19 oa com o capilo na
praca do commercio.
LEILAO
de urna excellente victoria com
e arreios para d .us cavallos,
perfeito estado.
Segunda-feira 12 do corrente
Por intervcnclo do agente Pinto, por occasiau
da venda da cocheira da ra do Imperador n.
27, consistindo de carros, cavallos e mais per-
lanternas
tudo em
tences.
COMPANHJA PERNAMBUCANA
M
Xavegaeo costeira por vapor.
Goyanna
O vapor Parahtjba, cem-
roandanto Mello, seguir para
o porto cima no dia 16 do cor-
rente as 9 horas da noite. Ilecebe
carga, encommendas passageires
e dinheiro a frute no escriptorio do Forte do Mal-
tes n. 12.
PARA
Para o referido porto segu com muita brevida-
de o palhabote portuguez Novo Protegido, por ter
a maior parte da carga tifiada ; e para o resto
que Ihe falta trata-se com o consignatario Joaquim
Joso Goncalves Beltrao, a ra do Commercio
0.17.
LEILAO
De 'i 5 caixas contsaMo niassa
Terca-feira 13 do corrente.
O agente Pestaa far leilo por conta e risco
de quem pertuteer de 250 caixas com sabao mas-
sa em um ou mais lotes 10 dia cima terca-feira
13 do corrate pelas 11 horas da manhaa, no ar-
mazem do Aunes, largo da allandega
LEILAO
DE MC7SIS.
Urna mobilia de Jacaranda, contendo 18 cadeira*
de guarnicao, 4 ditas de bracos, 2 ditas de batan-
eo, 1 eonsolos cora pedra, mesa redonda, 1 grande
consoto com espelho, 1 toilette de jacaraud, l
candelabro de bronzo, 1 costureira de Jacaranda,
1 cama franceza de amareHo, f commoda de dito.
I lavatorio, I columna de mogno, um sof de ama-
reHo, 2 consolos, 2 cadeiras de braco, 2 ditas de
balanco, 1 mesa redonda, 2 aparador de ama-
reHo, laucas para cortinados, 1 banquinha para p
de cama, 2 ban/jhinha*, escarradeiras, diversos
enfeites para sala, i grandes qaadros, 1 marqne-
zao, 1 marqueza, e outros amitos objectos.
Terra. feira, 13 (te corrente.
O agente Martins far leiin por ordem e conta
de una familia qne se retira para fra da provin-
cia, dos movis cima, os quaes se acham em mu
te bom estado, no primeiro indar do sobrado n. 9.
na praga da Boa-vista, s 11 horas do dia aeiraa.
AVISOS DIVERSOS.
= Precisa-se de urna ama de leite : a tratar na
ra dos Expostos n. 16, 2o andar, ou na ra di
Codorniz n. 12 A, ou ra do Destino n. 3.
Precisa se de un rapaz que tenha pratie
loja do calcado : na ra do Livram>nto n, 37.
i
r

Precisase de urna ama forra para cozinbar
em urna casa de familia : a tratar na travess doy
Queimado n. 18 B, loja de Maia t Landelino.


Diario de Fefambiico Sabbado 10 de Julho de 1569.
r
I ipsSta
i" Ia PUIII

4
ANTIGA E CRED1TATA
FABRICA
>
HGtRTll II* CIIST1ITHI1ITI ICI M1PLIII NITIIEITO Di
CHAPEOS BE SOL;
De toda as qualidades I
Da todos oa feitios I
De todas os presos I
A' tOk ds Crufe n. 2, travessa de S.
Francisco-, SthrSfl aberto novo deposito pa-
ra grosSO e retallio de louga fabricada na
villa do Cabo, branca e vermelha, bordada
e approvada para adocar e esfriar agua:
jarras proprias para sala, maiores e meno-
res, copos com p, quartinhas, garrafas,
e pequeas para meninos, motmgu-s com
aza em cima e outros objectos mais que
se precisar, assim como quartinhas da
Babia.
Ol>r. Ermivio Coinho, reside
ra da Cadeia a. 6i, onde tem
aberlo o seo consultorio me Jico, e
pode ser procurado quaiquer ho-
ra para o exercicio de-so proi9-
so.
Ama de leile.
RA DO CRESPO
- o da S3 de abril fugio do sitio Mandara-
ni, cidade da Parahvba, o esemo Manoel, caw..,
nariz chafo, cabello "um tanto carapmho, e repre-
reuta tcr 30 anuos de idade; consta que elle rara
visto na estrada de Igbarasstl : qyem o appretien-
der pi'nlo levu-lo ao si fOhbor Barwolortou c
Paiva Machado no d o Mita cidMC a rna
da Imperatriz n. t'4, 1- audar, que sera generosa-
mente gratificado.
I
Preeisa-se de urna ama de Mfc
roa Keal (Estancia) n. 8, sitio.
a tratar na
l
19Ra ova--19
I^IUEIiEMCO AUTIB
iraruiao-densia, multo eonhecido ha dez annos .resta cidade, pela perfeeo dos seus
ronoao-denl.su mam.^' ^'V ablico e.'oa> feito mullos me- bailes e baosados, lodo com multo asseio
^e^Vr^M lete onde prWPpX ---------_
Ra do Imperador
n. 26
lia diariamente neste novo estabel-pa
ment completo sortimento de doces para
rli;i, pastis e varias qualidades, empadas,
podins, pao-de-l, bollos inglczes, pre-
suntos ditos etn liambre, superior cha hys-
sou e miu.linho, chocolate lino hespanhol,
xaropes, conservas de superior qualidade.
Fructas de Lisboa e franeezas, lombo de
poico assado, marmelada muito fina, w
hfeofl linos do Porto, Xerry, Madeira, Bor-
ilcau\. Moscatel e da Figucira. Coguacs
finos, verdadeira genebra de Hollanda, li-
cores finos e marasquinho, cerveja Bass
verdadeira, branca e prela. Bouquets arli-
ficiaes de muito gosto.
Becebe-se encommendasrpara casamento,
y Escriptorio de advocaeia j
O Dr. J-iio Thomc da Silva tran?rrrin
a o sen escriptorio de advocaeia da rna do
I Imperador paca a ra do Qucimado n
3 :tt, 1" andar, per cima da loja de fazen-
a das do Sr. Antonio de M. Roim, entrada
91 pelo pateo de Pedro II, annde pode ser
fi3 procurado das 10 horas da manha as
i '3 da larde.
C0SINHE1R0
Precisa se de um cosinheiro oti cosinheira que
si-ja perfeila para este fin, nacional oh estrangel-
ro : a tratar na ra Nova n. 22. '_____^^
\m
os-
TRILHOS ORBAROS
DO
REC1FE A' OMWDA.
lrecisa-s comprar para as obras dos
trilhos urbanos para Oliuda e Bebenbe 7
ou 8 mil suiipas. Quem pretender esse
fornecimento pode apresentar, al o da 15
de julho, stia proposla em carta fechada
ra do Commercio n. 3 i* andar, es-
criptorio da companhia, declarando os pre-
ces. As suiipas devein ser de 2 23 m. de
comprimento, 20 a io centmetros de largu-
ra e 40 a 12 de grossura, das segumos
madeiras: sicupira, embiriba, mariaprea,
hirnln'i. arueira, oilicica, babatimao, pao
ferro, jatob, coracao de negro, sapucaia,
ou pinho creosotado. Todas estas madeiras
deverSo ter domioio edirigidas ao
Superintendente,
A adre Pono.
Preelsa-se alagar una cscrava que eozinhe
coger : na rna de S. Francisco n. 54.
Aluga-se
Urna casa com bastantes commodos na
Cidade Nova de Santo Amaro, a tratar com
Antonio Jos Connives Jnior e Santo
Amaro._________________.
Attenco
Previne-so a quem pretender negociar os oh-
jectos da cocheira do Sr. Joao de Dees, sita 4 ra
do Imperador n. 27, que nao effeetue negocie sem
primeiro se ajuslar com o abaixo assignado, tanto
a respailo da casa como a respeito de certas bero-
feitoi as .|ue Uto pe loncom f orno o tanque, ealea-
nieuto. Recite 3 de jnlho de 1809.
M. P. de Moraes Pmhciro.
O advogado
Alfonso de Allmquerqne Mello mudou o seu es-
criptorio para a ra das Crnzcs n. 37, defronte da
typograptia do Diario._____^^____________
Precisa-se lugar urna cosinheira : ra do
Pilar n 03 1 andar._________________
companhia, o seu sobrnho e discpulo
X
acharo os commodos precisos para familia.
Acha-se tmbem na sua casa c na sua
J.LEROUX
oqual acaba de voltarde urna longa viagem a W ^^^U^lhos
feliz Sttecesso as primeiras casas de Part o de Londres olTerecendo .issim as mJhoi es
7Z^^^LeA^^nVa^^afnrMMft profassao ; por itso o
fZSln d r^s amisos e cKeofee que por acaso o..o enconlrarera no seu
tSSSZ^J?!^ ^ ^rinho a & confiancaoom que o tem honrado
aDentXasporlodososSyste,nas:a|u-e^ de ouro, platina
valcanite e um nteiramenle novo n esta cidade.
SSS SUSSo-SSi.- mSBJ5 *n aado os ,
%ffieS^Z&Vfa.*m& o,Ie,.,epermUle afla,,
gar. fu boa .qualidae.
Jcovas para dentes. etc. -
Prfeicao de trabalho e precos moderados
Pinacns.para foro mediante nitfto pr.
x O gabinete 'acha-s/ aborto das S kor,s d mn- as \ da larde do Iodos ds
dias uleis. .
amado Torres ii. 10,
nina ama -|ue compro,
nma pe>soa.
_ andar, preeisa-se de
coainlie e engoramo para
RAVIOL
wmw mmsf 1
ADVOCACIA.
i) hacharel Augusto Carlos Yaz de |g.
Oliveira. tem alieno seu espriptorio de jg
advoeacia na cidade .de Mamanguape r^
ipioviii'.-ia da Paialivlu) onde pode ser |
procurado.
Nesta capital podein entender--! com vgr
seuirmao o Sr. Justino 1. de S. '.ampos, W
a ra do Hospicio n. 13- _3
&_3i_
-RA DA CRUZ -16
AMA .
Precisa-'se de urna ama pa.ia cozinhar para una
na roa da Roda u. 40. 1 andar.
posoa
S. ._XTOXIO, *: JOAO E S. PEUMO.
. Ha diaamento s-.rtimento de bolnhos para cha, podins, pes de l, holl inglez,
presuntos, dito- emfcambre,pastis de dilTerentes qualidades.- Pipis^ para sortesg
bollos simples e enfeilados, amendoas confeilatlas e coofoiU. Vinho unos engarra a-
dos. superior cha llissoo, pretoe miudinho, fineta erri xaropes, ditas seccas e chnsta-
tta, assdcar epm_r xaropes refrigerantes. p 1_,,,,A-, cnm
lteb-se i ni. -.mmendas de bandeijas para casamento, baildl e bapUzaflos, com
bonitas afmaciies de assocar, sondo estas preferiveis asdepapelao: bollos etc., paes
de enfeitados, quaiquer encommenda para fra ser bem acondieonada.
Grande offleina de
alfaiate
LIMA. tfeSSA & COMPLMIU
Ra Novan. 14
Tendo chegado, ulmamenlc contratado para
nossa offlcfna, um do- mats peritos alfatatee de
Lisboa, o Sr. Hanoel Marlinho Alves Gar a, a
quem confiamos a dii> a i da masma ; porlanto
convencidos como estamos de sua importante te-
soura, vemos provenir o rispfllavl publico, que
nao haver quem pAssa eweatar q alquerobra
com mais porfeicSo e por mais caprichoso que seja
o fiviii^z, i-omo o ftiV) Sr, Jfariinlio Aivet Grca ;
assim ci>mo trines grande yortimeWo de >;,--
miras, pannos lloo te toda >i qa'lidade",
cami-
si.-da. avidae colarinlios, a coapleH sefrtififcnto
de l'ay.riulas Ijnas.__________________ .
Trocain-se
is notas do banco do Brasil e das cateas flllaes,
wm descont muito razovel na praca da Itrie>
)endencia n. 22. _______;
0 apreciadores de manjares delicados
encontraran todos os domingos, no hotel
central.de Francisco Oarrnin, a verdadeira
sopa de Ravioli do verdadeira gosto italiano:
assim como oulras excelentes iguarias que
seria enl'adonho mencionar. Ahi se en-
contrarao anda os mais asseados aposen-
tos pora hospedes, banhos, buhares e piano
para recreio dos habitantes : ra larga do
Rosario n. 37 i" andar.___^
TMTTO PB0XE30
De ordem da presidencia da sociedade
Amor ao Prximo, foi adiada a sessao da
assembla geral para i i do corrente, as 7
horas da noule. E assim faz scienle a todos
os socios da supra dita sociedade, aflm de
todos comparecercm na referida sece >.
para que se possa resolver materies que
verstil a favor desta sociedade
Secretaria da sociedade Amor ao Pr-
ximo, -2 de julho de 1809.
Io secretario.
Antonio Manoeldo Sacramento.
Ama deleite.
de Seguros martimos e terrestre Fideli-
dade, tslabelucida no Rio de Janeiro, ca-
pital 3,2U0.VO0:)WO.
Antonio Laiz do Oliveira Azevedo C.
agentes desta companhia, tcmam seguros;
contra fogo e a risco martimo. Ba da
Cruz n. 57 primeiro andar.______,
Feitor
Precisase de um feitor de
seja casado : tratar na ra
fabrica de rape. ......
boa conducta e
do Mondego n.
e
Ama
Precisa-sc de una ama para cozinhar e comprar
para casa de pouc* familia : na ra das Cruzes
n. 28, lv andar ; prefere-se eserava e paga-se
bem agradando.__________________________
r- Eu abaixo asskmado taco scient ao respei-
tavel publico, com especialdade ao corpo do coni-
mereio, que cuinprei a taberna sila ruado Pay-
sand n. 33, livre e desembaracada de quatyuer
debHn on onus : quem se julgar credor a nwsma,
apresentar sua ronta no praso de tres dias, nn-
dososquaes licar sem responsahdidade do an-
nuneiante. Recife 2 de jnlho do 1869.
Manoel Luir Pacheco.
\llt
Precisa-so do una ama para cozinhar, e paga-
se bem agradando : na ra do Vigario n. 22, se-
gundo andar________________________^_
virtu-
tralar
Com t'sii(iod.iio|jJ8.')mo as ruas da Cl"
dade todos os dias uteis das 9 horas da
manha s 5 da tarde, urna caixa contendo
artigos das ultimas modas de Parspara
s-K.-CHORAS
Como sejam: /
Ricas e bellas cliapelmas.
Lindos e elegantes chapesiuhos.
Casaquinhos do guipurc.
Fichits de renda pwtos.
lielicado sortimento de cintos.
Corpinhos de cambraia enfeitados.
Uonis de lan o seda. cUros.
Coques enfeitados e lisos, etc. etc. .
E muitos artigos de novidade lauto para
senhoras como para homens e enancas.
As pessoas que pretenderen! alguns des-
les objectos, queiram ter a bondade de
mandar .dizer aaaa moradas noBAZAB
l'i visa-se de urna ama deleite: no segando; { >,0vA N. ^0^alim de
andar da casa n.147 a ra do imperador. "A ll"1 v- "r
.------------------------ -------------------------------- 18.
MJSSM Os prop; do=BA/.\R ua .moa,=
Precisa.se de urna ama forra o captiva (rao Certes rw < :..-scolliaa destes artigos,
por se i : baDtl correspondente emParis,
.,, iio de allian(;ar que ven-
nas me-
11-Sua estreita do Eosars-11
CASA DA FORTUNA
Aos 4:000$
Bilhetes garantidos.
A ra do Crespo n.c23 e casas do costume
O abaixo assignado tendo vendido nos seusmu
Este novo e modesta estabelecimento, tundo aberto ao respeita\ei puuiico^osrc ce- [0 fe]izes bi,|)etes garantidos 2 quartos n. 79ft com
rant e bem fornecido hotel que situado n'uma psito ii.teiramente mdayeT. sen- a sorte dc 4:0oo5 e outras mnitas snrt.>s de tooi,
.1_ .. nNAAtmnai n ini4i. kAi a 44 se aeabou uc cxtiamr
Misericordia
em re-
os des-
No pavimento terreo urna casa de pasto muito profusa, da pnmap ordem; no i contos das leis, na casa da Foru
primeiro andar, sala da frente, um excellente buhar de mogno, para diveitimento. ala Crespo
de traz nm restatiranta da prmeira ordem. Quanto ao asseio e bemfcitona das comed.
o delicado modo do pessoal do cstabeleTimento, promptiduo e commodidac.e,
servico interno e ataran de urna casa do ponc
familia : a tratur em frente a rna dj Vigario n. 2,
taberna
. C senhores credores do tallecido Antonio' dea as mercador.as por procos
Ferrara Comes queiram, dentro do praro de is Inores condicoes a dinlieno.
dias, apresentar as suas conta's ao seu testamen-
teiro Manoel Ferrira Pialo, praca da Indepen-
dencia, para seren verificadas e pagas do que Ibes
tocar eai rateio. lueife (i de julho de 1860.
Preeisa-se
Para acKinpanharuma familia ouo se retine
Bifl de Janeiro, de duas criada- acostumadas a
viajar e cuidar de criancas : a tratar na ra do
Commercio n. 34.
ra : a pessoa que
n. 76.
SO
m
Todos os dias, noile.
ras,
aos Ilustres concurrentes dado fazer justica.
Fornece comidas para fra, tanto por mez como avulsa.
eocootranse excellente sorvete, refrescos, cale, cha", bo8 vnos Frgueira Porto, iwr-
deaux, tendo bons commodos para liospedagem, salao e quarlo mobihado no segn
do andar.

\
n.t.
Achan>se a venda os da 9" parte da lotera
beneficio do patrimonio dos orphios (113*) que
se extrahir quarta-feira 14 do corrente mez.
Precos.
Bilhete.....4*000
85*.: : : ?ff
Em poreao de 100/ para cima.
Bilhete.....3*500
Mio......11750
Quarto..... 875
Manoel Marttns Finza.
Anda nao vieram, no entretanto o nepocio
di! interesse, e pi-ecisa-so Tallar ra do Crespo
n. 17 com os Srs. Paulino Ferrira da Silva, ex-
lirofurador da cmara, Dr. Francisco Pinto Ps-
~Em casTde TIIEODOBO CHBlST-
vNSEN, ra da Cruz n. 18, encontram-se
eectivamente todas as qualidades de vinho
Bordeaux, Bourgogne e do Bheno._______
Preeisa-se alugar urna preta para vender na! P|l-|i 1 *a a (\O J^YaVlia
la : a nessoa .me tiv, r dirija-se a ra do Pilar | Jt 111110-3 Uv **X O v x***
Eslas prodigiosas pilulas sendo applica-
das.ttjis pessoas acommelliilas de febles in-
lermitentes, s3q innmparaveis emsuaeffi-
r as ditas,
venda na
bolita n. -i ra Direita desla cidade.
Vend -se
a-taberna da ra de Hurtas n. 13, em
de de seu dono retirar-se para fra : a
ni m.-sma. _
Advoeacia
0 abaixo a-signado mudou do
n. 3 para o n. 44, primeiro andar, {
da ra do Imperador iquasi defron- gj
te da lypographia do Jornal do Re- s
cife), seu escriptorio de advocaeia. S
| onde pode ser procurado das 10 j||
W& horas da manha as :i da larde.
ig Almro Caminha T. da S,',w-J{|
ESTITIO BEPREPARATOBIOS
com repetico para os alumnos
que tem de fazer cxanic em
uovomhro.
Jos Soares de Azevedo, professor de
lingua o litteratura nacional jio gymnasio
provincial do Becfe. tem aberto em sua
casa, ra Bella, n. Xi:
l'm curso de
LINGUA rUANCEZA \
i'iiii.osophia ;
geogramha b historia;-
nF-TIlOHlCV E POTICA.
Os esludantes que pretenderem fazer
exame em novembro em quaiquer destas
materias, podem dirigir-se indicada re-
sidencia, tarde, das 3 horas em diante.
Muita attencao.
Fugiram em dias do mez dc abril do corra.te j caca ,)ara ooinpletaniente vencer
anuo, do engenho Dou.ado, tmo de P'-JU.;"* fi)res adiaiido-se nicamente \
escravosseuint,s : I,Urna, enoula, con. dade -
de VS anuos pouco mais ou menos, alta e sea i
de corpo, olhos apitomhados, beicos grossos, ca-
mdlas o ps eompridos : Claudio, crioulo, mando
da referida escrava, regulando a mosma idade, al-
O abaixo assignado, testamenleiro m-
ventariante dos bens deixados pelo falleci-
era e grossura regular, beicos grossos,
barbado do subdito francez Joao Vignes, convida aos
e ja comi altiins cbellos bra'neo,' tem em um Bbs credores do mesmo, a apreseularem-lhe as
bracos um lobinho j grande, ps com cravos e | ,,,)!|las (]c seus crolitos, par.1 por ellas ?e-
in maraes.
Na villa de Pao
d'Alho,
junto a ladeira
Acaba de abrir-se um grande hotel, o qual tem
todas as commodidades para quaiquer passitgeiro,
e igualmente para familia, eom casa separada com
do o aceio e bom tratamento, por preco mullo
Prwisa-se do na ama para o servico ex-
terno de urna easa n. 2I7. _________________^_____'
=-- Vend>-se mn pequea casa de drogas e
miud'as e oo-n arma?o, e bem assim nma boa
nachina de desearocar algodfw, no lugar o> Trom-
bsta, na rea Bella, f, garntase a .-nave da casa
do estabeleeiriwmo : 3 tratar no me Trombtta, ou na ra DCferta n. 48, loja
racliaduras. Ambos"estes escravos sao bem co-
nhecidos na puvoaeao de Munl>eca, onde fim elte^ '' '" J '"."" "' V" ";
irmaos e primas, e bem assim no engenhoBartho- piocedendo pelo jin/. municipal da r \aia
lomen ; at 1862 foram escravos do faii.rido Mi- jesta cidade, e isto no mais breve termo
guel dos Anjos Nogneira, c boje de Franei-eo Al- gg^g^ visto estar a concluir-se dito in-
ves de Miranda^Varejo. wnlario Recife l de iunho de I869.
l'rotesta-se desde ja, contra querquer que, der hh |u- nw'"(' "" )
coito a ditos escravos: presnme-se assm tenba | t.rrpar Miiuiuo wi
aiMiitecido, porque um dos referidos escravos foi P.rittrln
direito a oerto engenho,e do qual s passados dias vyt wuu
se dirigiram ao senhor destes referidos escravos,, l:icisa-sa de ama criada forra ou captiva para
aflm de compra-Ios, nao querendo, porm, dito I engomuuit: na ra do Imperador n. 7J, segun
senhor vende-los, para alli manaoullogo um porta- andar,
dor alii de o pegar, mas chegado este ao la!
corto engenho, foi-lht) ahi respondido que dito es-
cravo ja d'ahi se linha ausentado E' para eslra-
nhar semelhante proceder, no entretanto, fica-se
na espectaliva, e roga-se as autoridades poheiaes
Precisa-se de urna aua que saiba engommar:
a rna Novan. 21.
Quem preci>ar de urna pessoa habilitada para
administrar um engenho, dirija-se -ra Direita
D. i.U.
amada Cruz n. 11, 2o andar, preelsa-se do
una ama para o servico de cozinhar e engom-
mar.
Na ra da Cadeia do Recife, loja n. 40, pre-
eisa-se de um inole.pic, ou urna negra que cpsi-
nhe. ____
ATTENCAO
Ha uina pessoa de 30 anuos de idade que sabe
ler, escrever correi-tahiente. e contar, que, deseja
enipiegarse em quaiquer casa coimnerciat, exer-
ceodo o lugar de ajudanlo do guarda-livros. Toda
a pessoa que carecer dos seus servicos, (por um
ordenado muito razoavel),.quoira dirigir-se ca-a
ilos Srs. Prente Viauna & C, na ra da Cadeia
numero 57.
idvocacia
o ;
(Jeziiilieira
Precisa-sc de urna criada para cozinhar
na do Imp rador n. 73, segundo andar.
na
e capitaes de campo, o favor aprehendc-los e le-
var a ra do Vigario n. 12, a Joao Carduzo Rebel-!
-lo. ou ao engenho Dourndo a Francisco Alvs de \
Miranda Varejpj quesea generosamente recom- \
pensado.________________________|
Irmandade do Senhor Born
Jess das Ohagas.
Tenho a honra de convidar a todos os
Feitor
Pro >isa-sede um feitor que entenda de planta-
rt5es e qu". umlia boa mnOoctt : na ra do Iinpe
i ador n. l-'i, dafronte de S. Francisco.
LIVR4R|A JFtt.%XlbBA
Acaba hegar de Pars
Um compliAJ sorlimt:iiU)depapois_bran-
Tenho a honra ae conviaar a iouos os ,.;,.. ,. ,-,m ,.mn oarniees di-
corrente, comparecercm ao Consistorio (lal ..v .,, ,,,
dita irmandade, para se proceder a elelcao jamar ... eu.. ,, q
dosnovosfuneci-inarios. c^H.. ,1 CrasuoSI
Caixeiro
Precisase w um aiseirO de 16 a 18 annos com
pratica de taberna : na ra de Santa Rita n. 1 se
dir quehl prciMi. ______
Fug nodia 8 do "cerrento o scravo de no-
me Sioiplicio, cabra, alto, olhos grandes, beicos
grossos e ps grandes, muito eonhecido por ser
Sapo.- ir sempre alugad em casas de pas-
quem o capturar leve-o 4 ra Xva, loja de
Arropa & Irmao^________________________
Anda se precisa de um caixeira eom pratica
de taberna, dando lianza da sua condaeta:
pateo da Riheirt tUHi_______________
Paraguay.
Na ra ireita n 33, recebe-se quaiquer quan
na de diuheiro pera, entregar ne Paraguay seni
lucro alguin. tklm it toe ^aAmtia.
fam eom Feliciaao Joaquim de Aguiar Costo ou
tre herdeifos dofiB*de Jqstmo ioeurinno Jorg
te'SoiiQj p**tarpasaatfc> em jut^a^j a sen-
;iM^<|uejulg*oaparmba do iaveattrto de ditos
na dM
i-sfed
um itecerro: ba tim "da
Ba'W *:4PA# *.-premio, ^pb hsiM>ato, ou
r-sc urna casifia at esa quanlia: da roa
c'onipra-sc'una i
Direita d. 24, jpAu'*, se din.
Consistorio'* da irmandade, 9 de julho
de 1809.
0 escrvSo
Policarpo Soares Rasas.
Uesappareceram, sabbado
a noite, 3 do comnte, do
engenho Perercas, freguezia
d Rio Formoso os escra-
vos seguintes: Luiz, ato,
preto, choio do corpo, pos
ma feitos, .nern falta de um dedo idade
3o aonos, viudo da Parahyba do Norte, e
vendido por DamiJo Pereira de Oliveira;
Francisco, idade de 18 annos, bem preto,
mas muito chalo, bom corpo, cria de casa.
Izae, qe foi preso bontem no Recdd e
disse terem aquelles ficado na estacio da
Fscada. Pede-se a apprebenslo dos mes-
moa Ojue faltaram ser entregue n'aquelle
engenho, no de Massauass fregwezia da
Esead e no Recito escriptorio le Leal &
Irmio, prometind(^se_ba gratirica^o.
i>-Rutt ilo Crespo-
0 Sr. Bernardino de Sena da Silva
queira apparecdr na roa do
-juimaraes.
Hospicio n. 8 :J neocio.
Mediante urna ndemnisacad de bemfeitonas
d-se urna casa terrea com ptimo quintal, w
muito bonnta n -nulrro
traordJnnrioR c,ommsaos
O hacharel Jos Joaquim de Almeida
Nobrc tem escriptorio ra estreita do
Rosario n. 24, primeiro andar, aonde
pode ser procurado, das 9 horas da ma-
nhaa s .ida tarde, o reside rna Au-
gusta ii. 6:5.
Atteuc/io
Agr & C. ene arroga dos da liquidacao da cx-
tincta llrma de Quihteiros & Agr, vem pelo pre-
sento rogar a todos os devedores da mesma, pare,
qne se dignem saldar seus dbitos at o fim do
corrente mez, ao contrario tero de recorrer aos
meios legaes aflm de serem indemnisados, visto
Umheni terem de pagar o que a exlincta firma f-
cou a dever.________________________________
A alguma pessoa que tenha e convenlia tras-
passar urna loja de calcados, sendo na roadoLi-
vrauento ou Direita, dirija-se ra de Hurtos nu-
mero 110.
AVISO
ATTENCAO
abaixo assignada declarapcJo Prenf.e
uem pague foros e nem facam fransac?aO al-
ninguem pague
PriO-
tfuma cm os mesmos. sem que s eoteniart w>m
bens pnda de'renrto que aomiuo ribn- L Mraiv asignad* ou em e Sr. ArttoMO
nal da rlaeio. cisco de Aiered*, seu bastojMe procurador.
Rad.'e, lOdeittibo de 1869.

- AitiflB *e urna escrava que engoftima muito
bem, perita coflihelra e ensaboa com perfeicae:
a tratar na ra da Mangueira n. 6, sobrado.
da Boa-Vista, com es-
pora urna familia : a
trata r"na ra detiHpapieie' 9> V-
^Aluga-se o segundo solio da casa da ra da
Senzalla Velha u; Si,: quom pretender Jos Antonio (uiauries, ou com Thomiz terna li-
des da Gunha, roa da Cadeia n. U.
Historia da liberde em
Portugal
Vende-se na vraria econmica ao p do arco
de Santo Antonio. Ba obh teve tnl aceitacao o
nonulartdade em Lisboa, que em tres ou quatro
lias se venden a 1= edico do Ia votante publicado
Jos Goncalves da Rocha, curador de Joao
Francisco de Oliveira faz publico para qne chegte
ao conuecimeiilo'de quaiquer a quem pnssa mte-
ressar, qu o eqgeUo Bom Destino sito na tre-
guezia da AgoaPreU, que foi do finado JahloPe-
eira MattoSo, e Iwje do seus bexdelrb, nao po le
sor negociado por estar utoito ao pagamento das
dividas deLTadas pelo mesmo Mattnso, eutre is
ouaea figura uraa de mais de 5;000rf000, perten-
cente a seu referuo cralelfado, e que o annun-
i ta vii cobrar pelo" meios legaes.
Moite! precisa fallar com o Sr. Manoel Caval-
eanti'd S Albuquerque, na praca do Corpo Santo
n. 17, a negocio de seu ulerease.
Fugiram hontem, 7 de julho, do sitio das Pal-
meiras, na Ton lintes escravos : Geraldo,
preto crionlo.um |imworrolo, idade 38 annos, mais
ou menos, cara bechigosa. barba serrada, mas um
pocco rala, com falta de denles na frente, estatura
e corpo regulare?, levou vestido camisa de algodio
branco e calca de hrbn pardo j usada. Antonio,
preto crioulo, idade SO anuos, mais on menos, eein
falta de dentes. estatura e corpo n-glares, posum
pouco apalhetados, anda um pouce corcovaao para
dianie, levuu veslido camisa de uin riscadinho
azul com listras. da mesilla cor e calca de bnni
pardo eom algum uso ; este escravo veio do Rio
Formoso e era alli do Sr. Jos Gomes Ferrira : le-
varo tambem urna trouxa contendo dous cober-
tores de lita escuras e mnis ronpa.eontrascousas,
quem os pegar leve o rna da Concordia 910 so
gratificar com generosidade.
Caixeiro
Precisa-se de um cahtetro de ii- a 16 annos,
com pratica de taberna : n ra larga do Rosario
n. 3i se dir quem preciy. ________________
AjMa^t) craed^ armazem n. 9, da ruada,
Moeda, perto do desembarqu e* eom Boas aecom-
TOflduefles para recolher generas : a tratar na roa
tfo Quelmado n. 1S, primeire andar.
Prevengo
Previoe-se ao Sr. tliesureiro das loteras desta
provine que nao paane, se satoir algum premio
nos meios bilhete ns. 78J, 1824 e il, senSo ao
abaixo assignado. pertencente lotera qu* ttm
de se extrahir, a 3*
Antomo Campos da Suvoira-


- %^ -----^4J----w~~-<*----- -""" --? **,
Diario da Pernambuco *~ Sabbado 10 de Julho de 1869.
ESMERALDA
Moreira Duarte & C. tendo feito urna
completa reforma no seu estabelecimento
de joias da ra do Cabug, n. 5, (junto a
toja de cera) acabam de reahri-lo ao res-
peitavel publico, a quem offerecem um es-
plendido sortimento de joias as mais mo-
dernas e primorosas que teem vindo a esta
Est fugido desda o dia 15 de Janei-
ro do correte anuo, o escravo Filippe,
cun os signaes seguintes: cabra, idade >
a 37 amaos mis ou motos, cappa e altura
regular, sobrahcelhas pretas o serradas,
cabellos enroscados e acabocolados, que-
rendo principiar a barbar, as tezes incha-
llie as pernas, tem urna marca de caustico
do lado direito sobre o igado, quando
[anda lien duro e cora passos alanzados,
tem o ventre um pooeo crescklo pesc.050
grosso, muito regrista, equando fugo diz
que c forro, e tem por custu me trocar
o nome, e botar a camisa fra da calca.
Est escravo ja foi preso c estere na ca-
dcia, 'por andar fugido, levou no cor[
caiga do brim de quadrinhos preto, camisa
de, rnadapolo, ehapu de la preto redondo,
natural, do lugar Canbotinlio da romaica
de S. Denlo desta provincia, e foi escravo
do Sr. Eduardo Jos Alvos do Mello, roo-
I radar no mesiao lugar. Este e*cravo j
foi visto em Gloria de Goit districlo do
Pau d'Alho, e eni Limueiro presupuse
que se conserve oestes lujares, ou lenlia
seguido para o centro ;' pode-so as autori-
dades policiaes e aos Srs, oapiles de
campo a captura do mesmo escravo, e eu-
trega-lo a seu seuhor Jos de Miranda
Cuaba morador no Recfe, caes de Sanio
Amaro, sobrado n. 2 do fallecido Manoel
Custodio ou na ruaj Cadei do Recife n.
35, (jue o mesmo gratificara generosamente.
COMPRAS.
Compra-se um esoravoque
eutendado odioio de tauoeiro:
a tratar no escriptorio deAmo-
rim IrmSos &<7, narua da Crufc
n. 3.
Matriz de S. Jos
Oescrivo da irmandade do S. S. Sacra-
riWMtO'da freguezia do S. Jos do Recife,
convida a todas os cbaiissimos iiinaus. a
' compareverem doroqgo 11 dd correte,
prapa, e por prepos o mais resumido possi-'
vel. Tambem compram ouro, prata e pe-
dras preciosas
O muzeo de joias
^ raa P*t>n- compra-s ouro, prata
e peoras preciosa por procos mais vantaiosos do
\ae em outraqualiiuer parte.
Ouro e prata em obras velbas, assim
o brilhantes sendo de primeira quali-
sde; compram-se por maior i reco que
em fluir parte. Na laja de jotas (Esme-
'iy) ruado Cabqg n. 5.__________
- Ka praca da Independencia n. 33, toja de ou-
M^eorapra-sconro,prata, e pedras preciosas,e
tamben so faz qoatqucr obra de encominenda, e
joao e qualquer concert.
IIVil SI Sil
IIua do Quemado n, 49 c 57 loj/i
dt miudezas de Jos de Azevt-
do. Mata e Silva conhecido por
Jos Bigodmho.
Est queiraando tudo quanto tem cm seu
estabelecimento para acabar e fazernovo
sortimento, por isso queiram vir ou mandar
rero que hume barato.
l^l^ifl
loja de ;i
rna d
as c roupas feites
eralriz n. 52,
a,
moedas de ouro prata de lodos os valo-
res, ouro e prata em obras inutilisadas, e
hrilhantese mais pedias preciosas: na lo-
ja de oorives do rovo d I ConeerSo no Re-
cfe.
---------------
Precsa-se
Comprar una fseravJtajoca, prendada, e earinho-
sa para enancas: a ira tai na ra do I; ngel n.
A, sobrado, da 8 a< io rwm da nana, o-das
> da tarde em diante.
Compra-se
farinha de mandioca da trra : na rita do om-
nenlo n, 17.
IL 5 RA DO CANGA N.5
| da rmandad-'.iifim de congregados em mesa
gerai procedorom eleicao de nova mesa re-
gedora, pelo (po, espera a maior concur-
rencia.
------------------------------------------------------------------trg
O Sr. acadmico Antonio Fausto Ne-
ves deSooz- tem urna carta volumosa ;
na ra da Cruz, agencia dos vapores bfasl-
leirs.

DAS MACIIHAS
BASTOS
i
do
MACHINAS americanas de serrote de todos os lamauhos para descarogar algod'
muito conhecido fabricante Bagle Cottofl Gin.
MACHINAS ditas, tambem de serrotes e d^ todos Os tamanhos para descaroc,ar, al-
godo do autor New York Cotton Gin.
MACHINAS ditas de todos os tamanhos, de cayela de ferro e mais toda a machina.
MACHINAS ditas de Roiler Gins, de cajo raballio faz obter mais 2.000 em arroba
de algodo.
MACHINAS de facfio do fabricante Hlatt B. Ov C, Obdhtfi PateiitLivcrp
Todas estas machinas sao de superior qualklude o as jnelhores
vindo ao mercado : o para a sua apneciaca convidam-s os enljores agricultofes ,
".iin a exposieuo das msalas na rita da Cadea do Rtcife n. :i6 A,.loja do Jaslos,,onde
encoutraro mais 6 segointe:
1 9IEI0
O Dr. L. J. Crrela
?S prollssii; para o que pode ser proeura- *
91 ti" qnnt.rt.ii.-v hura do dia em casa de,sua ffi
ffifi residencia, ra das Niinphas n. 17. D w
fiB consultas prafis an.- pobres [..Lis o dias, g
das 8 as 10 horas.
1___ L33uaOtsCni <-f>7W *"&<* irx* ~%i '
Club Pornumbucano
Em ri)nsei|iieiifa de minias familias se
retiraran para o campo no mez de dezem-
bro, a dit ectot ia resolveu mudar o baile
annual de Io de dezembro para o dia G de
sptembro prximo futuro.
Compra-s
e tamlieui oipra-se m n
Praca da tndenedencia n. ;i9.

urna prata quu saina c 'Zinhar,
iMrtil*hlido
na
VENDAS.
Cau-ado para homem
Mendes Patean 8 <'.. reecbeRim nm sortimento
de borzegnitis de 9efa fle atflhrentes qnalidades,
sendo calcado fresco ebxn acabado, retode-sede
9 a 1-25 para vender baiuto, ra da Cadeia do
Keeife n. 4a.
Taberna
Ve&de-M a taberna da rna da Concordia n. 91,
a qual est bem afreguezadn e tem poneos fondoe
propria para aiguw principiante; o motivo da
venda dir-se-Tia le em particular : a
tratar na-Ponte-Velha n. II (las 6 as 9 da raa-
nhaa t desta hora em (liante nYsta tv|V3grapliia
itio
Hebulhadores para inilbo.
Cylindros para padarias.
Arados americanos.
Carrinhus do mio.
Machinas para cortar Mpjm.
Cannos de chumbo.
Bombas de Japy.
Ditas americanas.
Telhas de ferw galvanisadas.
Folhas Je zinco Anas.
Ditas de cobre e latao.
Rerro de todas as qualidades.
Arcos de ferro.
Follia de ^landres.
Machados americanos.
Facos ditos.
Balaios e cestas de verguinha.
Vassouras americanas.
Folies de todos os tamanhos.
Tornos o safras para ferreiros.
Finalmente muitos outros
diversidade seria enladonho ennumera-los.
aitig
Follia de ferro.
BajanQS americanas.
Tinas de madeira americana,
l'as de ferro ditas.
Mald. s do madeira ditos.
Temos de bandejas tinas.
Trens completos para cozinha.
Plpeiras para proarias.
Raides galwinisados.
Correntes de ferro para alinanjarras.
Espmgardas e rewolvers.
Guarda comidas.
Ferros a vapor para engommar.
Moiohos para relinaces.
Azeite de espermacele, proprio para machi-
nas de todas as qnalidades.
Sertas avulsas para machinas.
Mancaes c todos os mais porten :es para as
mesmas.
Latas de gaz,
ospertencentes lavoura e artes, que pela
Altiga-se i) sitio da estrada do Joao de Barros
entrada do beccu do Kspinieiroji. tj com ctMi
modos para pauuena fainilia, eom dma Mlasj
tres ,piarlos, eoginba fura, cacimba com excel-
IU4-- tm ',!n'l agua de beber toada diversos arvoredos oe
{nKl'' a tr:tt:"' "a rna da tmporatriz n. 32, loja.
So dia 13 do corrente, depois da audiencia do
jnizo de orpliaos, tem de se arrematar tuna escra*
' va ciizinheira e engoimnadeira, avahada em 1:20O3
rs., assim coma um lilbo da mesmn, de dadji de
Sanaos, avallado em :!00s, enjo^ eseravos taoi
praca a requer ment do curador do dtsacisado
| Antonio Caseiniro Oiiuveia.
de pao e restas, rna larga do
Rosario.
iegaran novos siipprimenlos de balaios de
lulos os fuimat'is, iiir.it-> uteise precisos as casas
de familia ; lambim recebemos de Lisboa cera
branca em rolo para acrendr luzes. tudo vende-
mos pelo meniis que poftivel.
V;
I
Irmandade do SS. Sacrameiiio da tiiatriz de
Santo Amonio.
Rosolrendo a mesa regedora desta irmandade
mandar celebrar no dia la do corrente, as 7 horas
da manbaa, nina mise eom nfflcin pela alma do
finado commendador Manoel Join de Anurim, sao
por este convidados todos os prenles r- amigvfe do
| mesmo. paia que se dignem de comparecer no re-
ferido dia e hora, afim de assistirem o mencionado
acto..
Consistorio d3 matriz de Santo Antonio 9 de ju-
Hio de 1869.
O eserivao,
M. A. Mindell.
Contraria de S. Jos da
Agona
Pelo Bregedle convido a todos os uossos iiinaos,
ex-piw.:,l.iiL vi ee- pro vedares, .scretirios e Hre-
sourejroe, para reunir-se em nosso consistorio no
domingo, 11 do corrente, pelas 10 horas da ma-
nbaa, para fazer-sea consulta daeleieao de secre-
tario.
("astro Guimara-s,
Secretario interino.
Muita aftenedo
Clara Erminda da Silva Cardial a\isa a quem
possa interessar, que nao se responsabilisa por
debito uliiiiin tomado em seu nome, e previne que
muguen se illuda (con> pozar o declara') com seu
Mili i Antoniq >, vejam que nao Amonio, o AN-
A' sociedade Bancaiia cm coinman-
di e de Theodoro Simn & C, mudou seu
escriptorio para o largo do Pelourinho n. 7,
BARATSSIWO
Vepdem-se o-obrado n 17 ra do Pilar, com
exntenles" coihmddos, sotao grande, quintal e
porto para a rirtir'-:
(Vi. 1" andar.
a n-atar na mesma ra n.
Com diuheiwd vwi vende-se o filio Liman
nafiovoaeao.dos Montes, ao pe.da estacao de Una:
a tratar eooj Jos l'aulo do Reg Brrelo, na villa
4o Can.
attim;a~
No armazem de David Kerf> Bahar, ra do
Brum n. 92, ba venda os segaintes gneros por
precos razoaveis
Itoliuctes de ttalaaco
propri09 para barracasehyates. muito superiores.
Vluh'o do E*rto
em eaixas de duzia de jarrante, e cm barrs de
dirimo, do Porte, inuit-) -lino.
Farlaha de uiandioea
ha em saceos, nova e do superior qnalidaUe.
Pedras de Eouza
muito proprias para lavagem de louca cm co-
linbas.
CX^
I
^
GOMES DE H1/ITT0S ERMAOS
tendo feito completa mudanca em seu antigo e
acreditado estabelecimento de joias, com o fim de
dar-lhe maiores propor^oes e elegancia, comridam
ao publico em geral e com especialidade as Exms.
Sras. de bom gosto a comparecerem pessoalmente
das 6 horas da manha s 9 da noute na
RA DO UBUGA H. 4
oude encontraro um completo sortimento do que h& de maisr elegante',
beo e precioso em brilhantes, esmeraldas, rubios e tudo que em obras
de ouro, prata e platina se pode desejar.
ADEREMOS DE BRILHANTES, ESMERALDAS E RUBIK
de lurvos gestogy assim como gcande yariedade de salvas e paliteiros de
prata contrastad* e de gosto anida nao vate, e completo sortimento de
objectos de prata para uso das igrejas,
Comprara e trocara qual^e joia ou pedia preciosa e garantem
a (juadade dos objeckis rendidos.
zn
Veudein-se um moleque o urna negrinha :
tratar a ra do Pilar n. 63 Io andar.
Vende-se um preto de 18 annos de idade
rata-se na na da Emperatriz n. 13.
Na coenira d Thomaz Un Caldas, ra de
Santo Amaro junto da estacan dos irtlhos u. baos,
vende-se um grande bo' manso e muit* novo, com
urna earrocae seas perlences.
COFHES BB" FBKRO do varios tamanhos. ''
MACHINAN nara desea rucar algodo.
MACIIINASIa vapor.
MOTORES para oous cavallos.
FEliliACRVS em geral : no armazem de Sfiav
Hawkes \ r. rna i;\ Cruz n i.
Pota&sa da lUissIa
a mais nova o mercado, a preco razoavel : na
ruado Comuiercio n. 13,armazem de Manoel Tei-
xeira Basto.
manteiga ingina a 800 rs. : na ra da Mangueira
nimiern 2.'
Fabrica do lallcrido subdito lrancez
Juo Vigpes, existe um bom sorttittento
dos muito aered tados pianos os quaes so
vetidem mdicamente para HquidaJo.
Ti
inta pa^a.imp^iIjlil^
Vende-se em Utas de f a Jo libras tinta forte
para imprimir : na ra 0>Imperador n. 15 de
fronte de S. Francisco.
Aproveitar em quanto
duram.
Balocs de inuiv. lina com poquono toquetoTmoa
a 3 o a 3300, fazenda suporiur; dito do arcosa
2O00, espartilbas de ijHm e 3, cou&a nunca
vista, s no Triumph) r Outras multa l'a/.en.bw
pie e torram por lodo 8 preco : na ra do Ouei-
mado d, 7, loja do Triumplio.__________________
= Vondee por barato preco una poreau de
gradraniento que foram do antigo passadifo'de
Recife Sano Anl.)no ; pode ser examinado na
poni de Ucha, na estrada para a (Tente da Torre:
trala-se no meaio Inaar.
Na praca do Corpo Santo n. 17, escriptorio d
Joaqnim ItodrrgHes Tnvarw de Mello, vendase
eauKeste vinhoM/jdoc Viex Btttto maiftor
qu veni a este mercada No mt*m eseriptorU
la para vender .'lapj.s de chile malta finos.
T
1
Vendes-? urna a \ndedeirat
engommadeir e cizfnilaira : a tMlar na ra da
Sotedade n. 76ds 8 horas a 1 datante:________*
Vende-so nmo linda cstrara crioula de 2d
annos, com liabilitl.-.i-;. rom urna cria de 1 annoi
Garrafas com .agua florida ver-
dadeita......
Garrafas com agua divina dame-
lhorqualidade .
Latas com superior banha fran-
ceza ......
Caixascom II frascos de cheiros
proprio* para mimos .
Dita com|0 frascos muito finos
Oleo baboza muito fino que s
a vista a.......
Sabonetes de caluoga muito bo-
nito ". .
Caixas de p de arroz muito
superior .....
Pecas de babadinho com 10
varas ;i......
Gajxiis redondas emitando tar-
laTOga .i......
Peras de fita de cs qualquer
largura 5.....
Escritas para unhas muito li-
nas ......
Escovas para denles fazenda
mitito iina .....
Pulcciras de coritas do cores
|W!|-:t iri'-!!!10S .
Caixas de litiha branca do gaz
com 'O noveflos .
Caixas de liona branca do gaz
cora- 30 novellos .
Pecas de tranca lisa de todas
as cores .
Resmas de papel pautado muilo
lino ;i......
Pares de bol oes para punhos
milito bonito .
Libras de Iaa pa>a bordados de
de todas >& cores .
Pentes com costas de metal
muilo linos .
Novellos de linlia muito grande
para eroxs .
Duzia de linha froxa para bor-
dado ......
Grosas de boles madrepcrola
muito fino ,
Sahoiitte muilo linos O, 120,
ICO, 240 e .....
Peras de lita de 13a todas as
cores .......
Espelhos dourados para parede
1,)000 e.....
Espelhos de Jacaranda muito
lino ......
Pepas de trancas brancas e de
cores de caracol .
Pares de meias cruas para me-
ninos ......
Caivete muito fino eom 4 fo-
lhas ......
Cartilhas da doutrina as mais
modernas .....
Fraseos de sndalo e patecholy
muito finos .
I;00
200
2 0300
800
500
210
600
500
ttSQO
OiOO
500
:>2i0
,5200
:5800
mob
m;h
000
pl-20
8/>000
320
-SoiO
180
:>o0(>
1331
doOO
UaOO
000
f>060
^320
IW*
diOO
i 200
PAREDES PORTO
Neste eslalu-lecimeiito encontrar o res-
peita\el publico um bonito sortimento de
roupas e fazendas de |>dag%s qualidades e
preeos commodos, km sempre um bonitt
sortimento de cascniiras de cores e pretas.
panno fino de diversas qualidades, brim de
bonitas cores e broncos de boa iualidade,
encarrega-se qualquer obra por medid e
preco muilo cnnimodo.
noi P\s i'i;n.\s
na loja da na da Imporatriz n. i>2, porta
larga, de Paredes Porto.
Tem ueste estabeteesento um benito
sortimento de roupas feitas de diversas
qualidades e precos commodos, como sejran
jialitots de alpaca prtta e de cotes a W,
0 e Sv ditos de panno preto sacos
(1.-5, W'k #4' dhos de panno siqierior a
I2<5, U;> e l(i : i id sobren asacados de
dito Jilo a W. 20 c 25i?; ditos de case-
mira de cor a !(!">: calcas, ctflletes
e palitots de casemia muito lina de cor a
20 e 8#; caifas de brim bramo de cor de
todas as qualidades de 2-> a C.->; ditos de
casemira ptrta o de-cics de ,"> al 1.
colletes de :u.l;,s al malMades; ei-ioulas de
luamante a 1;$500, ^PBM e ihoo ; camisas
iVainezas de linho G de algodo de lodai as
qualidades e proco mais barato de que em
outra qualquer parle ; colarinhos, gravutas :
boato sortimento de chapeos deso dcalpa-
(a i de sedatrs meias ingieras a 0| a duzia:
peclucha tiesto eslabelecimento pelo
grande sortimento : toilos os freguezes se
ppderp pro\er dos pee al a cabeca por
preco connnodo.
FAZENDAS
Grande sortimenlo, como sejam, chitas
baratas a 300, 320 e 300 rs. Wadapolao
fino a 7'.. 8-5 e (04 a pera. Algodo (pe-
chincha) a i/;00 a peca e Otilias ijualida-
des. Camliraia branca de todas as quali-
dades transparente e Victoria de :3;">5O a
8> a peca. I.anzinhas de bonitas cores, al-
pacas bonitas, selecia a peca oom "28 me tro?
i 2S30OO. LsguiSo o mais fino pussivel a
;i e :> a \aia, e outras murtas bu i
das por preeo eominodo. que seria innoL-
nho mencionar, na loja do
LEO DA PORT LARGA
D
Paredes Porto.
-2 ,000
4 500
existindo
loja con
E' por corlo para admirar que
etii una i ua de progressos. nina
um i'omplelo sortimento (lemiude/.as finas,
e nao tenha anda por este Diario pa-
tenteado a lodos seus freguezes, o '
agrado e sinceridad, a sua vigilan^, c o
modas do seu basar.
Esta ra a prodigiosa ra do Cabug,
e esta loja a anliga loja daaguia d'ouro
urna das mais surtidas ueste genero, e que
-lesde seus principios usa desle modesto
lituloj-modesto porque nunca foi eslampado
neste jornal, c modesto porque muitos o
iOOO olvidato, porhavet igual lin urna casa d4
llll Di LnHAliESTO i n
EcoiKoinia. istilidade e moderno
mercado.
CIIEGUEM A' PECHINCHA.
Baloes fraucezes, arcos pequeos e gran-
des, para senhora, a
Casemiras inglesas, bonitos padrees, com
lislras largas, covado
Ditas Francezas, dera dem, com listras
largas, covado
Ditas ditas mc-cladas, covado 38200
Baronezas largas com listras de seda para
senlioras e proprias de montara, co-
vado, rs. 900
Paletols de alpaca pretos e de cores i i e oe
Alpacas lisas de cores muilo linas o bous
goi-ios para senhora, covado, rs. 800
r.iiiihi-aias de cores, variados psdroes,
covado, r?. 2i0
Ditas de cores, mais finas, covado, rs. 360
Ditas liudas, modernas, linissimas, cova-
do, rs. 100
Djias de llores grandes e listras, co-
vado, rs. 500
Colrtenos: de linho de diversos gosto, rs. iOO
Ditos de dilo muito finos, chegados no ul-
timo paquete, rs. C00
Chitas claras, boas tintas, covado, rs. 280
Ditas escuras, bellos padroes, covado rs. iOO
Ditas coloridas, linas, proprio para familia
covado, rs. 400
Ditas risoadinhos, variados padr5e, co-
vado, rs. 300
Ditas escuras eronomicasjjovado, rs. 360
Ditas de boacomposiean de tintas, covado 320
Ditas claras econmicas, covado 3i0
Uoupas e mais artigos que lica a pedido da es-
bertvel ftepuezia, dando-so amarra de tudo.
"Oxpospo-
Nova loja de calqado estrangeiro
para homens, senlioras e
meninas.
NA RA NOVA N. S
em frente a cambda do (trino e outros mais objectos tendentes ao mesmo
pasto, no entretanto como temos direito
de antiguidade, vamos destinguir o nosso
com algans annuncios, para o publico saber,
que a vrdadoira aguja d'ouro 6
una loja de miudezas a ra do Cabogi n.
I A, onde se encontrar um completo S6T-
limonto de miudezas finas, e por meaos
1 0|odo que em outra qualquer parle, couiu
sejam :
Guipeur com urna e dtias larguras preto e
branco, litas largas de todas as cores e-
com vistas.
Um completo sortimento do enfeites para
vestido.
Fronlias com diversas inscripiOes.
Enfeites para cabeca.
Caixiuhas de Jacaranda forradas com seda
e com espelho na lampa, com a compe-
tente chave, proprias para gurdir
joias-
Entremeios transparentes muito finos e de
todas as larguras.
|ATbons finos para 50, 100 e 200 rebatos.
liinocios dechagrem e marfim cousa muito
superior.
Espelhos dourados proprios para sala.
Um completo sortimento de loques de todas
as qualidades.
Um completo sortimento de perfumara
de todos os autores.
Luvas de Jouvin constantemen e fresca?.
Lyra & Vianna, tendo pela experiencia
adquirido a certeza de que o publico desta
capital, era mal servido, pela falta de esta*
belecimentos, sortidos de bous calcados
situaran! a sua rioV loja, na ra Nova n. 8.
Lyra & Vianna, convidam por isso ao
publico, e com especialidade ao bello sexo,
para visitar seu novo exlabelecimenlo de j
calcados finos, manufacturados pelos mais
habis fabricantes da Europa ; all encon-
Iraro sempre, todas as qualidades de cal-
fados, solidos pela boa manufacturado',
genero que ludo se vender da forma per-
mittida, na ra do Cabug n. I A, aguia
jrufo, de Custodio & Bento,
-----L_
Hu
Para o armazem do Campos, na rna do
Imperador n. tS.
Ncete muito acreditado estaMMdmento
acha se constantemente um variado sorti-
rrescos, por serem muito novos, e vendidos:mento (^ gneros finos para mea e
por preco commodo, para merecerem a cosinha e entre estes Hornearse apenas as
conlianca de seus distmetos freguezes% especialidades segdmtes:
Comprometem-se.a mandar vir eacon> Q"*1^. o ser,a0 senc, man*ga
mndas de calgados especiaos, e a exhibir 'ta-
as obras de phantasia e de mais aprjmoi-
,rado gosto, alim de que suas distinctas ti e-
guezas calvm e mostrem sempre o chique
da bolma. franceza. Isto s na ra Nova
p. 8, loja- da expsito de cateados d
Lyra >& Vianna.
N'a ra Nova n. 60, arronzan' da Liga, YMOemt
se sementes novas de hortalice? ^ JhB^^L^^.
Vmdomi-se iais barcacas de 24- caixas cada
I urna : a tratar no escriptorio do ?r. JaSaifVreiri
I dos Santos Farofa, lar^j do Corpo Santo n. 27.
Vinho.
.V roa do Livramcntc n. 6, tom para vender ta
barris dcquinlo e meia pipa, o meltmr vinho ver-
de a(S hoje, vindo a este mercado, e vendo-se por
prunos razoaveK
proprios para padaria. por mu.
tar no paleo do Terrn, ti
Camares seceos do1 Maranhao.
0 v-rdadoiro caf de Moka,
O superior e bm conhecido peixe miraguaw
que se vende a IfjO a lrora e 49W0' a
arfoba;
TAIIfiLLAS
(K'reuticeao as mais1 facis e mais' ooto-
prehensiv. ,, ludrynO
Armazem do Campos
i
m m %mm
Ra Nova nf. 14
Ac*SiiydBv(!Or-'pattkiealta loja prand qunn
Ifdrtle-de fiuVoea,- 8end*>bmoo-n ama rol lo, Mim
tomos grande- nechincha ei>: laznhas e *!-
SLdetddas as qualidades cllltas, rassas c on-
tfOs muito3 objefto* por prpcus eommodns.
. Vvatm-fl-dna.ew'fn ::oa6dpe-
VaajHPwdos cylindrosi bem conroidKl'dM efal-olnJtrftesiaia^il)oiloaHdtalP, na -
dk preeo : a tra' voaco dos Afojrados : a fallar neata .dnaa; loja
de armacao uaefirc n. 38, ra estrella do Roaanu




x>
Diario de Pomambuco Abado 10 de Jujho de 1869.
GRANDE LtQUIACM)
UTA
IOJA
DA
72.
ARARA
Rua da Imperatrz.
72.
Alerta freguezes
quk Arara vai cantar,
Para vender suas fazendas (baratas)
q c m u ito ha de agradar.
0 proprietario deste estabelecimento, tendo grande porcao de fazendas em
ser, vai praceder urna liquidarao em todas as fazendas e roupas feitas existentes do
estabelecimento, agora que occasiio de quem tem pouco dinheiro poder se vestir de
boa fazenda e baratissima como se poder ver no annuucio abaixo mencionado.
MAD VPOLlO BARATO A UoOO.
Vende-se pecas de madapolo enfestado
de 12 jardas :3?5iX), dito de i jardas ou
S2 metros 5$, G\\ 6,5(300, 7300, 8,5000 e
9,5000.
CHITAS FRANCKSAS A 280 rs.
Vendem-se chitas francezas par.i vesti-
dos a 280, 320 rs. o covado, ditas escuras
muito finas 360 rs. o covado.
Challa limito fiuo ll rs.
Vende-se chalin para vestidos le senuora
a 800 rs. o covado.
PERCALES A 440 RS.0 COVADO.
Veqde-se percales muito linos para ves-
tidos de senhora a 440 rs. o covado.
Brilhantlnas 44 rs.
Vende-se briibantinas ou mursulinas de
cores para vestidos de se .horas 410 rs. o
covado, laazinhas muito finas para vestidos
de senhora 100 rs. e 500 rs. o covado,
ditas de quadrinhos 240 rs. o covado.
RISCADO.F1UNCEZ A 300 RS. O COVADO
Vende-se riscado francez para vestido
de^senhora 300 rs. o covado.
JLiiasinhas a 34 rs. o covado.
Vendem se lasinhas para vestido de se-
nhora a 240, 280, 320 rs. o covado.
Cassas francezas a 280 rs. o covado.
Vendc-se cassas francezas 280 rs. o
covado, chitas francezas finas a 280 e 320
rs. o covado.
Chales le uierhi 'is.
Vende-se diales de merino estampados
-I-i c 2-9500 cada ura, para acabar.
CORTES DE LAS ASERTOS A 2-5400
Vende-se cortes de la para vestidos de
senhora, a 25400 cada um.
ALPACAS DE CORES PARA VESTIDOS
Vende-se alpacas de cores para vestidos
de senhora, 720 e 800 rs. o covado, di-
tas de listras 700 e 7(50 rs. o covado.
Chitas pnissiauas 3GO.
Vende-se chitas prussianas de listras de
cores muito bonitas a 300 rs. o covado.
CHITAS PAl'.A COBEKTA A 320
Vende-se chitas incorpadas para coberta
320 rs. o covado.
Bales le a SO arcos
154M>.
Vende-se baloes de 20 a 30 arcos
1*500 cada um, baloes modernos brancos
do cores 5$.
BRAMANTE PARA LENCOES A 2.
Vendc-se bramante com 10 palmos de
largura para lences, a2S. a vara.
PEQAS DE ALGODO A 40.
Vendem-se pecas de algodo muito ea-
corpado 4,-), o.>, C$800 e 7-^
Cuierinhos ecouoialcos a 380
diizla.
Vende-se colorinhos econmicos a 320
a duzia, s se vende assim barato por ter
grande porciio.
CASEMIRAS DE CORES
Vende-se cazemiras de cores para calsa
e palitt 2* 25O0 e a# o covado,
Algodo enfestado 1 .
Vende-se algodo enfestado proprio para
lences e toalhas, 1^, a vara ou 900 rs. o
metro. '
BRIM PARA CALCAS A 400 RS. O
COVADO.
Vende-se brim para calcas e palitots de
homem e menino, 400 c 440 rs. o co-
vado, dito lizo a imitacao de ganga a 360
o covado.
Algodo de listras a O rs.
o covado
Vende-so algodo de listras para roupa
de escravos a 200 rs. o covado.
CORTES DE BRIM CASTOR A 040 RS.
Ve/jdc-se cortes de [ trim castor para
calca de homem, 010 800 rs. cada um.
CARTEffiA PARA VIAOEM A il
Vende-se carteiras para viagem 1$
cada urna, cobertores de algodo 1^500
cada um.
Cobertas de chita 40
Vende se cobertas de chitas de cores
10800 e 2-1 cada urna.
ALGODAO TRANCADO DE EUAS LARGURAS A
13200.
Vende-se algodo transado de duas lar-
guras, proprios para lences e toalhas para
mesa, se vende a 1,5200 o metro.
Mantas para gravata O rs.
Vende-se mantas para gravata a 200 rs,
cada urna, lencos de seda de flores, a 610
cada um.
ATOALIIADO PARDO A 2#500.
Vende-se atoalhado pardo para toalhas
de mesa 2300 a vara, toalhas escuras
15, cada urna. Ra da Iiriperatriz loja
da Arara n. 72.
M. 45 RA HA C'ADKIA N. 45
DE
pino lil
I
SOB A DIRECCAODO MUITO IIABIL ARTISTA
Laurtar\o, alfaiate. ,
Os propietarios deste novo estabelecimento, tendo experimentado a necessidade
urgente de ter nadireceo de sua officina de roupas por medida, um artista perito, tem
contratado o Sr. Lauriano Jos de-Barros para tal mister, convictos de que satisfar
com todo o capricho a vontade do freguez.
Tem o mesmo estabelecimento *mboms>rtimemto de fazendas pmprias para
roupas de hofcem,como sejam: casimira de cor, indos padroes, completo sortimento de
pannos finos, preto e de cor, casimira preta, grande sortimento de brins brancos e de
cores, merinos de diversas quididades, bombazina, lindos cortes de gorguro para collete,
gorguro Pekin, superior qualidade.
Os freguezes encontraro ainda um variado sortimento de roupa feita, camisas
inglezas, cofiarinhos, ceroulas, gravatas pretas e de phantasia, meias para homens, se-
nhoras, meninos e meninas, chapeos de seda para sol, colchas, bramante, atoalhado,
baloes de diversas cores e modelos, cambraias, malas para viagem, e outros muitos ar-
ligos que a modicidade de seus precos incita a comprar.
A ra da Cadeia n. 45

Grande a compkto sortiif nio de machina* para
descarocar algodo de nova invencao chegadas l-
timamente em direilnra para a loja de Manoel
Bento de Oliveira Braga & C, na na Direitan.
i!. Garante-se que a mclhor ouulidadc qoe at
o presente lem viudo ao mercado : acham-se e#i
exposieao 303 compradores.
Systema decimal.
Grande e completo sortimento de peso kilo-
granimos de melhor comprehensao dos que tem
vndo at o prsenle, acsim como marcos de latao
at meio grammo pelo inesmo gyetema, bataneas
de latao de forra rio 5 a 20 klogrammo, ni.
domadeine de laian para medir lazeidas, alm
de grande sortimento de miudezas e ferrageoa de
todas as realidades, ludo por precos que s a vista
faz crdito : na ra Direita n. 3:1, loja de Manoel
Bento de Oliveira Braga & C.
rh.il u m \ii)
Rua do Quemado ns. 49 e 57
lojas de miudezaz de Jos de
Azevedo Maia, est acabando
com as miudezas de seus cstabe-
lecimentos por tsso queram apre-
ciar o que e bom e baratissimo.
Pegas de tiras bordadas com 12
metros, fazenda superior, a
14300, U, 3e. ,. .
Caixas de iinha com 50 novellos
Pares de sapatos de tranca fa-
zenla nova a......
Pares de sapatos de tpele
(s grandes) a......14300
meias cruas para ho -
4^000
500
2:3000
0 Garibaldi principia
Certaniente ha de agradar,
Que peio pre^o qne vai vender
Ninguem op<)de igualar.
O proprietario deste estabelecimento denominado Garibaldi, declara ao resp ita-
\el publico e seus freguezes, que tem recebido grande sortimento de fazendas, e est
constantemente rec-'bendo por todos as vapores que chegam da Europa novo sortimen-
to de fazendas da moda, e que vender por preco mais barato de que em outra qual-
quer parte, garanttndo se a qualidade e cores, na ra da Imperatrz n. 56, de Lourenco
Pereira Pendes GuimarJes.
CHITAS LARGAS A280rs.
Vendem-se chitas francezas de c&res fi-
xas a 280, 320 o covado, ditas matizadas
escuras a 360 rs. o covado.
MADAPOLO ENFESTADO A 30500.
Vendem-se pecas de madapo!3o enfes-
tado a 3)5500, dito inglez de 21 jardas a
5,?, 6;J, 6-5300, 75300,85, e 100 a peca.
ALGODO TRANCADO A 1*200 O
METRO.
Vendem-se algodo de duas larguras pro-
prio para lences e toalhas por ser muito
largo, a lr?200 rs. o metro.
RISCACO FRANCEZ a 360 rs.
Vende-se finissimos riscados francezes
proprio para vestido de senhora e roupa
para meninos por ser de bonitas cores a
360 rs. o covado.
BRAMANTES PARA LENCOES A 2| A
VARA.
Vende-se bramante de dez palmos de
largura proprio para lences a 20 a vara.
Chitos amzonas a 360 rs.
Vendem-se ricas chitas de listras de um
de nome amzonas, para vestidos de se-
nhora a 360 rs. o covado, deste preco e
qualidade s na loja do Garibaldi.
AOS SENHORES DO.NOS DE COXEIRAS.
Na loja do Garibaldi, ha urnas casemiras
de listras muito encorpadas proprias para
forrar carros, e se vende muito barato por
ser muito largas, preco a 20500 o covado.
ALGODAO ENFESTADO A 10 A VARA.
Vende-se algodo enfestado muito largo
proprio para lences a 10 a vara.
ALPACAS DE CORES PARA VESTIDOS A
5d0 rs. O COVADO.
Vendem-stt alpacas estampadas de cores
500 rs. o covado propria para vestido de
enhora.
^CHAPEOS DE SOL DE ALPACA A 30500.
. \Jfeifllem-se chapeos de sol de alpaca pre-
ta a 305OOcada um.
BRIM HAMBURGO A 80000 A PECA.
Vendem-se pecas de brim liao de Hara-
"burgo com 20 varas a 80, 90 e 100 a peca.
Cortinados para Janellas a 94.
Vendem-se cortinados para janellas a 70
o par, ditos para camas francezas a 140 o
cortinado. i
Gangas para calca a 3SO rs.
Vendem-se gangas de cores para calca e
palitots de homens e meninos a 320 rs. o
covado, brim de cores a 400 e 440 rs. o
covado.
Lasinhas de quadrlnhos a
*40 rs.
Vcndem-se laasinhas de quadrinhos para
vestidos de senhora a 240 rs. o covado,
ditas estampadas a 280 e 320 rs. o covado.
POPELINAS EM LAA A 640 RS.
Vendem-se popelinas em laa da listra
para vestidos de senhora a 640 e 800 rs.
o covado.
CORTES DE LA A 2,5400 RS.
Vendem-se corles de 13a de listra arpa
vestidos de senhora a 20400 rs. para aca-
bar.
LA CIIINEZA A 500 RS 0 COVADO
Vende-se la chineza para vestido de se-
nhora a 500 rs. o covado.
Casemiras para calcas.
Vendem-se casemiras cor de caf, preta
e azul escuro com listras, para calcas e pa-
litots, fazenda muito encorpada, propria
para o invern, sendo de duas larguras
que 1 3/t covaaVs d urna calca para ho-
mem pelo preco de 20500 o covado.
Alpacas lizas para vestidos a
SO rs. o covado.
Vendem-se alpacas lizas e dobradas para
vestidos de senbora 700 e 800 rs. o covado,
BALOES DE ARCOS A 10500.
Vendem-se bales de 20 e 30 arcos a
10500 cada um, por este preco s na loja
do Garibaldi,
BRIM TRANCADO PARDO A 800 RS. O
METRO.
Vende-se brim pardo trancado a 800 rs.
o metro, dito muito fino a 10200 o metro.
BALES MODERNOS A 50000.
Vendem-se bales modernos e de cores
a 50 cada um.
CASSAS FRANCEZAS A 280 RS.
Vendem-se cassas francezas para vesti-
dos de senhora a 280 e 320 rs. o covado.
CHAPEOS DE SOL DE SEDA A iOf.
Vendem-se chapeos de sol de seda a
100 e 120, na ra da Imperatrz, loja do
Garibaldi n. 56.
Duzias de
mem a........
Tramoias do Porto fazenda boa
e pelo prepo melhor 100 attos a
Livros de misses abreviadas a .
>uza de baralhos francezes muito
finos a204OO e.....208OC
Silabario portuguez com estam-
pas a ........
Gravatas de cores e pretas imito
finas a ........
Redes pretas lizas muito fint a
Cartes com colchetes de latao
fazenda fina a......
Aboluaduras de vidro para coleto
fazenda fina a. .
Caixas com penna d'aeo muito
finas a 320, 400, 500 e .
Cartes do linha Alexandre que
tem 200 jardas a .
Carreteis de finita Alexaidre de
70 at 200 a......
Caixas com superiores obreias-
de massa a......
Duzias de agulhas para machina
Libras de pregos francezes di-'
verso tamanho a. .
Livros escripturado para rol de
roupa a. ...... .
Talhercs para meninos muito
finos a. ,......
Caixas com papel amizade muito
fino a........
Caixas com lOOemvelopes muito
finos a........
Pentes volteados para meninas e
senhoras a. ..... .
Thezouras muito finas para
unhas e costuras a. .
Tinteiros om tinta preta muito
boa a 80, 120 e .
Varas de franja para toalhas fa-
zenda fina a. .
Pecas de fita branca elstica
muito fina a......
Novellos de linha com 400 jardas
Resmas de papel de pezo azul
muito fino a .- .
Crozas de botes de louca muito
finos a. ....... .
30800
0200
20000
0320
0500
0320
0026
0500
10000
0100
0100
0O4fl
20000
0240
012*
'0240
0700
0600
0320
0500
0320
0160
200
60
20500
160
Scbonete de alcatrdo.
DE
Antonio Nunes de Castro.
Este acreditado preparado, que to boa
acceitac5o tem merecido n'esta provincia.
muito se recommenda para a cura certi
das impigens, sarnas, caspas e todas as
molestias de pelle.
Deposito nico, *
Pharmacia de Bartholomeu & C,
34roa larga do Rosario34. *
Libras e ouro nacional, moedas
de 5 francos.
edoende-se no arco da Conceieao na loja
Vurives, no Recife.
IOJA
DO
GALLO VIGILANTE
Rua do Crespo n. 3
Os proprielarios deste bem oonlieciilo eslabele-
eimento, alm dos muitos obji'ctos que tinham ex-
poslos a apreciado do respeitavcl publico, inan-
daram vir e acabam de reeeber peio ultimo vapor
da Europa um completo e variado sortimento de
linas e mu delicadas especialidades, as quaes es-
li resolvidos a vender, como de sen costume,
por pregos muito baratinhos e commodos para to-
dos, tn tanto que o Gallo....
Muito superiores luvas de pellica, pretas, bran;
cas e de mu lindas cores.
Mu boas e bonitas gollinhas e punhos para se-
nhora, neste genero o que ha de mais moderno.
Superiores pentes de tartaruga para coques.
Lindos e riquissimos enfeites para cabeeas das
Exmas. senhoras.
Superiores trancas pretas e de cores com vidri-
Ihos e sem ellos; esta fazenda o que pode haver
de melhor e mais-ionito.
Superiores e bonitos leques de madreperola,
marlim, sndalo e osso, sendo aquelles brancos
com lindos desenhos, e estes pretos.
Muito superiores meias fio de Escossia para se-
nhoras, as quaes smpre se vendern) por 3000
a duzia, entretanto que nos as vendemos por 203,
alm testas temos tambem grande sortimento de
outras qualidades, entre as quaes algumas muito
finas.
Boas bengalas de superior canna da India e
castao de marlim com lindas e encantadoras figu-
ras do mesmo, neste genero o que de mellior se
pode desejar ; alm destas temos tambem grande
Suanlidade de outras quadarcs, como sejam, ma-
eira, baleia, osso, borracha, etc. etc. etc.
Pinos, bonitos e airosos chicotiuuos de cadeia e
de outras qualidades.
Lindas e superiores ligas de seda e borracha
para segurar as meias.
Boas meias de seda para senhora e para meni-
nas de 1 a 12 annos de idade.
Navalhas cabo de marfim e tartaruga para fazer
barba; sao muito boas,e de mais a mais sao ga-
rantidas pelo fabricante, e nos por nossa vez tam-
bem aseguramos sua qualidade e delicadeza.
Lindas e bellas capellas para iwnva.
Superiores agulhas para machina e para crox.
Linha muito boa de peso, frouxa, para cncher
labyrintho.
Bons baralhos de cartas para voltarete, assim
como os tontos para o mesmo fin.
Grande e variado sortimento das melhores per-
fumarias e dos melhores e mais conhecidos per-
fumistas.
COLARES DE ROER.
Elctricos magnticos contra as convulsoes, e
facilitan! a denticao das innocentes criancas. So-
mos desde muito recebedores destes prodigiosos
collares, e continuamos a recebe-los por todos os
vapores, afim de que nunca falten) no mercado,
como j tem acontecido, assim pois podero aquel-
les que delles precisaren!, vir ao deposito do gallo
vigilante, aonde sempre encontraro destes verda-
deros cellares, e os quaes attendendo-se ao fim
Sara que sao applicados, se vendern com um mu i
minuto lucro.
Rogamos, pois, avista dos cbjectos que deixamos
declarados, aos nossos freguezes e amigos a virem
comprar por precos muito razoaveis loja do gallo
vigilante, rua do Crespo n. 7._______________
PASTILHAS ASSl CARADAS
DO
DR. PATERSON
De bisniuth e magnezla.
Remedio por excellencia para combate'
a magreza, facilitar a digesto, fortificar
estomago etc.
DEPOSITO ESPECIAL.
Pharmacia de Bartholomeu & C.
34------Rua larga do Rosario------34.
CADET
CU RA
CERTA eINFALLIVEI?
em TRES DAS
Ph^B?Denain7.
pars
POS DE ROG
Apjnvveultu pela Academia imperial
de medicina de Variz
m frasco do T&m de Bog, dissolvido
em urna garrafa d'agua, d urna limonada
agradavel, que purga rpidamente e de
um modo certo, sem causar a menor
irritacao como acontece com a maior
parle dos outros purgantes. Os roa de
Rog, s5o inalleraveis por isso empre-
gam-se fcilmente em viagem.
DflHlt en,r,IIK'1!,I"'i0>l>'Ve*e'/<; Cktfolet.
k I em PamMuco, Hnurrr t C. A
AVISO
aos convalescentes e s pessoas
fracas e debilitadas
o quinium lamrimque approvado
pela Academia imperial de medicina de
Paria o Inico por excellencia.
Depilo
em Rio-Jjxnno, Dn/oiuluHe; Cktiolol.
em 1'EnxiHraco, ilaurer 4 C-.
CURA DOS CALLOS.
PELA
Pomada galoupeau.
Deposito especial
Pharmacia de Bartholomeo & C.
34------Rua larga do Rosario-----34.
COGNAC.
GAZ GAZ GAZ
Chegou ao antigo deposito de Henry Forster A
C, rua do Imperador, um carregamento de gaj
de primeira qualidade; o qual se vende em partida.'
e a retalho por menos preco do que em outra qual
qner parte.
Na fabrica do fallecido subdito fran-
cez Joo Vignes, existe um bom sortimento
dos muitos acreditados piaDos, os quaes se
vendem mdicamente para liquidado.
A' exposieao
A loja de calcado na roa Nova n. 8 em frenie
camba do Carmo, tem grande sortimento de boti-
nas para homem, recebido neste ultimo paquete
e vende barato
Nao mais cabellos brancos
A tintura japoneza, para tingir os cabel-
los da cabera e da barba, foi a nica admit-
tida Ecposifo Universal, por ter sido
conhecida superior todas as preparacSes
at boje existentes, sem alterar a saude.
Vende-se aHdlOOO cada frasco na
151RUA U CWHL 51
f ANDAR.
DA
FABRICA NACIONAL DA BAHA
DE
TEIXEIRA FREDERICO & C.
Acaba de chepar a este mercado urna porga* des-
te ptimo rap, nico que pode supprir a falta do
princeza de Lisboa por ser de agradavel perfume.
E' fabricado com superior fumo e peto melhor
systbema conhecido, tendo tambem a vantagem de
ser viajado, o que para este artigo urna espe-
cialidade. as pravas da Babia, do Rio de Janeiro e
outras do imperio tem o rap Popular sido asss
accolhido, e provavelmente aqui tambem o ser,
logo que sejafeonhecido e apreciado. Acha-se a
veuda por preco commodo, e para quem comprar
de 50 libras para cima, far-se-ha um descont de
5 0/0, e de 500 libras para cima o de 8 0/0 : no
escriptorio de Joaquim Jos Goncalves Beltrao,
rua do Commercio n. 17.
De superior qualidade da mui accredita-
da fabrica de Bisquit Dubouch C, em
cognac urna das que mais aguardento/de
cognac, fornecem para o consummy do
Beino da Inglaterra.
Vende-se em casa de Th. Just, rua do
commercio n. 32.
Tabellas vermicidas
DE
Antonio Nunes de Castro.
Vermfugo efficaz, e preferivel a todos os
conhecidos, j pela certeza de seu resulta-
do, ej pela fcil applicac,o as cranlas,
quasi sempre mais atacadas de tao terrivej
e muitas vezes fatal soffrimento.
NICO DEPOSITO
NA
Pharmacia e drogara.
DR
Barthomeu & C.
3 1lina Larga do Rosarlo34
A NOVA ESPERANCA
21Kun do Queimado 2)
Advertencia!
A Nova Esper?nca, rua do Queimad
n. 24 tendo em deposito grande quantidade
de miudezas, e como so approxima o tem-
po em que tem de ser dado o balanco^por
isso desde j previne ao respeitavel publi-
co, qtw est resolvida a vender suas mer-
caduras pelo baratissimo preco, para assim
diminuir a grande quantidade das que
tem: assim pois, venham os bons fregue-
zes, e os que nao forem venham ser fregue-
zes, m tempo to opportuno quando a
NOVA ESPERANCA convidn-os pechincba-
rem, pois que para comprar-se caro, n5o
falla aonde e a quem...
Elle quere ella quer
E' sempre assim.
Elle (correspondente de Paris) quer sem-
pre primar em nos remetter objectos de
gosto e perfeico, e ella (loja da Nova Es-
peranca) quer sempre dividir com seus fre-
guezes o que de bom constantemente rece-
be, e por este lidar continuo (d'ambos)
Nova Esperanca rua do Queimado n. 21,
alm do grande sortimento que j tinha,
acaba de rebeber mais o seguinte:
Bonitos broches, pulceiras e brincos de
madreperola.
Papel e envelopes boiWados o mati-
sados.
Papis proprios para enfeitar bollos e
bandeijas.
Brincos pretos com dourados (ultima
moda). /
Fitas largas para cinto.
Modernos galloes, franjas e trancas de
seda e de la, para enfeites de vestidos.
Botoes de todas as cores e moldes novoi
para o mesmo fim. .
Trancas pretas com vidrlhos sendo com
pengentes e sem elles.
Botoes pretos com vidrilhos com pingen-
tes e sem elles1.
Luvas de pellica, camurca e excossia.
Finas meias de seda para senhora e me-
ninos.
Delicados leque de madreperula, mar-
fim, osso e faia.
Espartilho simples e bordados.
Bengalas de baleia.
Finalmente, um completo sortimento da
miudezas rua do Queimado n. 21, na
Nova Esperanca.
Collares anodinos ellectro^magnett
eos contra as conmlces das
creancas.
N3o resta a menor duvida, de que muito
collares se vendem por ahi intitulados o
verdadeiros de Royer, e eis porqae muito
pas de familias nao creem (comprando-os)
noeffeitopromeltido.o que s pdem dar,
os verdadeiros; a Nova Esperanca, porm
que detesta a falsificaco principalmente no
que respeita ao bem estar da humanidade,
fez urna encommenda directa destes collares
e garante aos pais de familias, que sao oa
verdadeiros de Royer, que a tantas crean-
cas tem salvado do terrivel incbmmodo d
convulces, assim pois preciso, que ve-
nham a Nova Esperanca a rua do Queimado
n. 21 comprarem o salva vida, para seu
filhinhos, antes que estes sejam acommetti- -
dos do terrivel mal, quando ento. ser il-
fficil alcancar-se o elTeito desejado, embor
sejam empregados es verdadeiros collarea
de Rover.
- t.\.GERM%
AtinmViiuSr. >__'
N. 97.
Vende-se a verdadeira graxa do bem conhecido
abricante Day & Martin n. 97 : no armazem de
J. A. Moreira Diae, rua da Cruz n. f 6.
Milho
Vendem-se saceos com milho, no trapiche da
Companhia : a tratar no mesmo, e no i e 2o an-
dares da rua da Cadeia velha n. 1.
LECONTE
VENDE oleo brilhantina perfumado, baiunilla para
amaciar os cabellos e barba, a i A a onc,a : a rua
da Imperatrz n. 7.
MASSA c XAROPE
DECOOENADEBERTHl
Preconiados por todos os mdicos contra os I
OEFLXOS, CATHARROS, B TOOAS AS|
IRRITA COES DO PEJTO.
W. B. O Xaropc dt Codcina que mereci a]
komrm, attai bem rara entre o$ Meiieamcnloil
novbs, de ter registrado como wm dos medica-1
meniot o/ficiaes do Imperio Franott dispensa I
quulquer elogio.
AVISO. Por causa da repreliensirel falfl-j
fica?ao que tem suscitado o felii resultado dol
Xsrope e massa de Berlh somos forcados a I
lembrar que estes medicamentos ta justamente|
conecituados s te
vcndrai em caixin-
faas e frseos levando
a assignalura em
[frente.
48, Ru des coles, e na Tharmacia Central I
[de Franca, 7, Hue de Jouy, em Pa'ris, e em]
dasasPkarmacias principaesdoBrazil.
BAZAR UNIVERSAL
ORna NovaO
Carneiro Vianna
Neste BAZAR encontra-se bm completo
sortimento de todos os artigos que se ven-
dem por precos commodos como sejam: Um
completo sortimento de machinas para cos-
tura de todos os systemas, mais modernas
adoptados na America e approvadas na ul-
tima exposieao servicos a electos para alrno-
C0e jantar.salvas, bandejas,taboliros,bol-
sas e malas para viagem, indispensaveis para
senhoras, candieiros para sala e cima de mesa,
parede e portal, mangas, tubos e globos de
vidro, machinas para fazer caf, ditas para
bater ovos, ditas para amassar farinha, ditas
para fazer manteiga, camas de ferro para
casados, solteiros e crianca, bercos, cadei-
ras longas para viagem, ditas de balanco,
espelhos de todos os%tamanhos, molduras
para quadros, gaz, baldes americanos, guar-
da comidas, brinquedos para criancas, um
completo sortimento de ceslinhas, oleados
para sala e mesa, tapetes para sala, quarto,
frente de soph, janella e porta, capachos de
Sparto e coco, objectos para escriptorio e
muitos .outros artigos que se encontrado
venda no mesmo estabelecimento e que vale
a peni ir examinar.
Alegrai-vos myopes, e presbytas, j po-
dis ver de longe, j podis ver deperto,
n3o ha mais vistas curtas, nem caneadas.
F. J. Germann acaba de reeeber pelo ulti-
mo vapor umrico e variado sortim-nto de
oculos, lunetas, pince-nez, face -main, lor-
gnons, de ouro, prata, tartaruga, marfim,
ac, bfalo, ncar, unicornio emelchior;
assim como binculos de urna a tres mudan-
Cas para theatro, campo e marinha, da ulti-
ma invencao ; duquezas, vienezas de 6, 8 e
12 vidros, tudo dos melhores fabricantes da
Europa.
O mesmo vapor trou-
xe urna excellente ma-
china para graduar e
observar numero dos
vdros qoe senecessita
conforme a vista de
qualquer pessoa.
Tem excellentes sterioscopos, instrumen-
tos de mathematica, barmetros, vidros de
chrystal do rocha, e de cores para resguar-
dar a visca; eoncerta todos os objectos
precos commodos e com promptido ; tira
o mofo dos vidros e encarrega-se de toda a
encommenda relativa a ptica.
Recebeu tambem os excelentes relogios
do antigo e afamado fabricante Roben Gerth
&C, os quaes vendem preces commodos
garanndo a sua superior qualkiade.
Vendem Augusto F. de Oliveira 4 C. B'
Commercio, n 42.
Yendem-se dous bonitos escravos, um mo-
leque de 16 annos, bom cozinheiro, e um cabri-
nha de 10 annos: m terceiro andar do sobrado
n. 36 da rua das Cruzes,
CAPSULAS MOLES
DE
ALCATRAO
Remedio por excellencia para cura rpi-
da e completa das coqueluches, bronchites,
catarrhos, tosses convuislvas, escarros san-
guinos.'e outras molestias do peito.
NA
PHARMAOA E DROG.WUA
M
Bartholomeu d C.
34RUA LARGA DO ROSARIO34
Fedras para moinho
Vendem-se 4 pedras para moinho seBdo
2 de 3 palmos e 2 de 4 / palmos de di-
metro, vende-se as pedras s ou com seus
pertences projmpto para trabalbar, na fa-
brica a vapor de cigarros : rua do Quartel
da polica n. 31.
>
Batatas baratas
Vende-se a 800 reis o gigo, rua
Madre de Deus n. 22,



''.r "' ~ ''' '*

D
I
LXXIO
de P
J
em a m buco
.
r
Sabbado 10 de Julho de
18G9.
i
I





.

*
i.
a

Ccordeiro previdente
Ra do Novo e variado sortimcnto de perfumaras
finas, e outros objeetos.
Alera do completo sortimento de perfu-
maras, de que eflectivaraente est prvida a
loja do Cordero Previdente, ella acaba de
receber um outro sortimento que se torna
notavel pela variedade de objectos, superiori-
dade, qualdades e commodidades de pre-
cos; assim, puis, o Cordero Previdente pede
' e espera continuar a merecer a aprociaco
do respeitavel publico em geral e de sua
boa fregueza em particular, nao so afas-
tando ee de sua bem conhecida mansidao
e barateza. Era dita loja encontrarlo os
apreciadores do bom:
Agua divina de E. Coudray.
Dita verdadeira de Murray Lamman.
Dita de Cologne ingleza, americana, fran-
ceza, todas dos melhores e maisacreditados
fabricantes.
Dita balsmica dentrifica.
Dita de flor de larangeiraa.
Dita dos Alpes, e vilete para toitet.
Elixir odontalgico para conservado do
assei da bocea.
Cosmetiqucs de superior qualidade e chei-
ros agrada veis.
Copos e latas, raaiores e menores, com
pomada fina para cabello.
Frascos con\ dita japoneza, transparente
e outras quadades.
Finos extraaos nglezes, americanos e
rancezes em fiascos simples eenfeilados.
QUE SE LIQUTDAM
A DINHEIRO NA LOJA E ARMAZEM
*hto mm se \m'
50
esHaoa m m\?%mmwsi* m
DE
FEMX PEREIRA DA SILVA.
O proprietario d'este estabelecimento convida ao respeitavel publico desta ca-
mal a yir surtir-se do grande sortimento que tem de fazendas, tanto da moda como de
le, assmi como de um grande sortimento de roupas para homens e meninos, e as
pessoas que negociam em pequea escala, tanto da praca como do mata, aesta casa
podero fazer os seus sortimentos em pequeas ou grandes porcoes, venden io-se-lhes
pelos precos que se compram as casas inglesas ; assim como as excellentissimas fami-
ias, poderao mandar buscar as amostras de todas as fazendas, ou se Ihe as mandam
evar em suas casas pelos caixeiros d'este estabelecimeato, que se acha aberto con-
stantemente desde s 6 horas da manha s 9 da noute.
Explendido sortimento de
Essencia imperial do fino e agradavel cliei-
ro de violeta.
Outras concentradas e de cheiros igual-
mente finas e agradavets.
Oleo pbilocorae veradeiro.
E*raoto d'oleo de superior qualidade,
om escollados che.res, era frascos de dille-
reates tamanhos.
Sabonetes em barras, maiores e menores
para mos.
Ditos transparentes, redondos e em figu-
ras de meninos.
Ditos muito finos-em caixinha para barba.
Caixinhas com benitos sabondes imitando
fructas.^
Ditas de madeira invernisada contendo fi-
nas" perfumaras, muito proprias para pre-
sentes.
Ditas de papelao igualmente bonitas, tam-
bem de perfumaras finas.
Bonitos vasos 3e metal coloridos, e de
moldes novos e elegantes, com p de arroz
e beneca.
Especial p de arroz sera composieao de
cheiro, e por isso o mais praprio para crian-
zas.
Opiata ingleza-e francezapara dentes.
Pos de camphora e outras differentee
qqalidades tambera para dentes.
Tnico orienta! de Kemp.
Alada uals coques.
Uai ouiro sortimento dd coques de no-
vos e bonitos moldes com filets de vidrlhos
e alguns d'elles ornados de flores e filas,
estao todos expostos apreciaco de quem
cs pretenda comprar.
GOLLINHAS E PUNHOS BORDADOS.
Obras de muito gosto e perfeigo.
Flvellas c fitas para ciatos.
Bello e variado sortimento de taes objec-
tos, ficando a boa escolha ao gosto do com-
prador.
FLORES FINAS.
O que de melhor se pode encontrar nested
genero, sohresahindo os delicados ramos
orvalhados para coques.
Alpacas lavradas de cores a 5QO
Alpacas a 560 Alpacas a 560
Alpacas de cores
Na loja do Pavao na da Imoeratrii n.
60, vende-se uns poucos de mil covados
das m;iis lindas e mode/uas alpacas lavradas
com as mais modernas e bonitas cores,
proprias- para vestidos e roupas para meni-
nos, tendo entre ellas azul, lyrio, roxo, cor
de caima, verde claro etc. e os lavrores
muito miudinhos assentados em ama s
cor; para se poder retalhar esta fazenda
pelo barato preco de 560 rs. o covado, foij
preciso fazer-se urna grande compra deste
artigo, e qual grande peehincha.
\ francesas
Covado a 300 Covade a 300
Covado a 300
Cavado a 360 Covado a 300
Covado a 300 rs.
Vende-se -na loja do PavSo ra da Im-
peratriz n. 00 urna grande quantidade de
mil covados das melhores cases francezas
para vestidos, tendo padroes miudos e grao-
dos, assentados era'tedas as cores, estas i
eassas sao propriamente francezas, tendo
transparentes e tapadas, com tanto corpo
quasi como a chita, e alera -dos padroes
serem muito bonitos,-sao todos flxos e seria
fazenda para muito mais dinheiro, mas re-
talha-se a 800 rs. o covado.
Espartflhos a 3.000 na loja do
Pavao
Vende-se ama grande porcao de esparti-
Ihos modernos cora competente cordo, *a
tendo sortimento de todos os tamaitos, e
vendem-se a 3# cada um.
MADAPOLAO ENFESTADO :3#0OO, S
NO PAVAO
Vendem-se pecas de madapolo enfestado
com {"i jardas, sendo muito incorpado pelo
barato prego de 3608 ris, asira como
pecas de algodaosinuo com 16 jardas
i J500 e 5080 ris.
Vnho degestivo de
chassaing
PEPSINA E DIASTAEX.
fiemedio por excellencia para cura certa
feti digesies diffices ecompletas, acalmar
..sdores gastralgicas, e reparar as forcas
produzindo urna assirauiacao completa dos
limentos; sendo mais um excedente tnico.
VE\IIE-SE
PHARMACIA' E DROGARA *
DB ,
Bartholomeii 6 C.
34BUA LARGA DO ROSARIO31
mm PSIMA
EM
FUNDICAO OOBOWMAN
Una do Brum n. 59.
PASSANDO O CIIAFARZ
Tem sempre deposito de todo o ma;hinis-
mo empregado na agricultura da provincia,
entre o qual:
Machinas de vapor, para assusar e para
dlgodao.
Rodas d'agoa.
Motores de diversas especies.
Moendas de canna.
Rodas dentadas, para aniraaes, agoa e
vapor.
Tixas de ferro, batido fundido e de
i/bre.
Alambiques.
Arados e instrumentos d'agricultura.
Descarocadores d'algodo etc. etc.
Havendo em tudo variedade de Umanho
desde o menor at o maior que se costu-
ma empregar.
\
Vende-se manteiga ingleza muito boa a 900 rs.,
1/, liSO 3 libra, muito lina, presunto de La-
mego a 800 rs. a libra, carne do serto a 360 rs.,
unguiea fina em latas aUa libra, farello, sacco
de 4*400, e o de Lisboa
Panto n. 20.
Uno a 5*400; no pateo
XAROPE I'EITORAL
DB
ABO DE TAT
PLANTA DO BRASIL
E expectorante e recommendado as
affeccSes do peito, bronchite chronica, be-
moptise, e tose chronica.
PREPARADO POR
JOAQIM DE ALMEIDA PINTO
P H ARMA CE UTICO
Pernambuco ra larga do Rosario n. 10.
i
Vende-se terrenos de producto e com
arvores fructferas e prximo a esta-
co dos trilhos urbanos do Recife
Olinda e Beberibe, no becco do Espnheiro,
podendo quem quiser dirigr-se nos domin-
fm, ao sitio n. 6 na estrada de Joao de
arros, e nos demais dias, ra da Impe-
ratriz n. 68,
Venda-se um molfque de 10 auno*, urna mu
lata de 10 annos, ama dita de 14, e nma preta de
% anno?. todo rio do do malo-; na roa S) Fogo
numero 9.
A pataca o covado
PERCALLAS A 320 RS.
AOS DEZ MIL COVADOS
PERCALLAS A 320 RS.
Na loja do Pavo ra da Imperatriz n.
00, vende-se urna grande porco de per-
callas francezas proprias para vestidos, sen-
do de cores fixas e mais larga que as chi-
tas, tendo os pannos muito encorpados e
com os desenhos mais bonitos que tem
vindo ao mercado, tendo padr5es miudos e
gratos e vende-se pelo baratsimo preco
de 320 rs. o covado, garantido-se estar 66ta
fazenda em perfeito estado, e vendendo-fie
por este baratissimo proco para apurar di-
nheiro.
BRAMANTE PARA LENCOES COM 10
PALMOS DE LARGURA A I 800
Chegou para a loja do Pavo, ra
Imperatriz n. 60, urna grande porc5o de
pecas de bramante com 10 palmos de lar-
gura, sendo a largura da fazenda o cumpli-
mento de um leneol, o qual se faz com um
metro e urna quarta, e para cama de casal,
com um metro e meio; e vende-se pelo
barato preco de 13800 ris eada metro,
tendo esta larga fazenda, outras mutas ap-
plicacSes para arranjos de familias, sendo
grande peehincha pelo preco.
COBERTORES DE LA PARA O INVERN
DE 3000 65000
Chegou para a loja do Pav5o, um gran-
de sortimento dos melhores cobertores, de
l de carneiro, sendo muito grandes e
muito encorpados, que se vendem de 3l
ate 6,$000 cada um, era relaoo s diffe-
rentes qualdades, peehincha: a elles an-
tes que se acabem.
ATTENCO
AS PECHINCHAS QUE SE LIQUIDAN
NA LOJA DO PAVO
Cortes de organdy listrados com O va-
ras cada um e que tambem servem nara
luto a 3!000.
Lanzinhas de cores para vestidos a 200
rs. o covado.
Cortes de cambraia com barras bordadas
e muito finas a 30 e 4000.
Cassa toda preta para vestidos a 320 rs,
a vara.
E* peehincha para fechar contas.
Alpacas brilhantes
a 040 rs.
Chegal-an para a loja do Pavo um ele-
gante sortimento das mais lindas alpacas
brilhantes cora as mais delicadas cores, e
com os mais bonitos lavradinhos a imitaco
de seda, as delicadas cores que existem
neste bello sortimento encontra-se o bonito
Bismak,- o bello Lyrio, o delicado verde
assim como, perola, roxo, canna, a%ul caf.
' etc. Vende-se esta bella fazenda pelo ba-
ratissimo prego de 640 rs. o covado por se
ter recebido em dreitura urna grande par-
tida superior a dez mil covados, seno
seria para muito mais dinheiro, isto na loja
e armazem do Pavo, ra da Imperatriz
n. 60 de Feliz Poreira da Silva.
Vestidos com diias salas a o
Chegaram pata a loja do Pavo roa da
Imperatriz n. 60, os mais modernos cortes
de pol de Clivre comduassaas para ves-
tidos, sendo n*este genero o que ha de
melhor e mais novo no mundo, e vendem-se
pelo barato preco do 200000 na loja de<
Flix Pereira da Silva.
Casimiras da moda
NA
?LIA DO PAVlO
Chegou pelo ultimo vapor francez, um
grande e verdadeiro sortimento das mais
modernas e mais finas casemiras para cal-
cas, patetots e coletes, tendo lisas, com lis-
tras e com listra ao lado, tendo para todos
os precos, e afianca-se venderem-se muito
mais barato do que em outra qualquer par-
te, assim como das mesmas se manda fa-
zer qualquer peca de obra, a vontade do
fregu*, para o que tem um bom alfaiate.
Aos quinhe-utos palitots
a IU e 20000.
Na loja do Pavo ra da Imperatri n.
60, vendem-se urna grande porco de pa-
litots sobrecasacados, e propriamente so-
brecasacos de panno pretu, sendo obra
mnfto bem -acabada pelos baratos precos
de 18$, sendo forrados de alpaca, e de
20$ forrados de seda; esta fazenda a nao
se ter comprado urna grande compra, seria
para muito raais dinheiro, porm Hquida-se
esta peehincha pelos precos cima.
POUPEUNAS A -500 RS. O GOVADO.
Na loja do Pavo, na ra da Imperatriz
o- 60, vende-se um grande sortimento das
mais lindas poupeliaas ou lazmhas trans-
parentes, froprias .?ara vestidos e roupas
de cranlos, com as mais modernas e be-
nitas cre6 ; padres com listrinhas miudi-
nhas, que-se vende pelo barato preco de
OOrs. o.covado, peehincha que se acha
nicamente na loja -de Flix Pereira da S-
na ra da Imperatriz n. 00.
AS CAMBRASAS DO PAVO
Vendem-se finissimas pecas de cambraias
lizas transparentes tanto ingieras como suis-
sas tendo precos de 5O00 at 100000 a peca, assim
como finisimos orgendys branco liso que
serve para vestidos de bailes, por ser muito
transparente a l^OO, a vara, na loja
Pavo ra da Imperatriz n. 60, de Flix Pe-
dir da Silva.
Corliatados
Para camas e janeHas.
Vende-se um gfands sortimento eos me-
heies e maiores cortinados bordados pro-
prias para camas e para janellas, que se ven-
dem a I20O6O rs. cada par at 250000 rs,
isto na ra- da Imperatriz n. 60, de Flix
Peeira da Suva.
roupas feitas
NA LOJA DO PAVO A RA DA
IMPERATRIZ N. GO
Aeha-se este grande estabelecimento com-
pletamente sonido das melhores roupas,
sendo calcas palitots e coletes de casemira,
de panno, de brim, de alpaca, e de todas
as mais fazendas que os compradores pos-
sam desejar, assim como na mesma loja
tem om bello sortimento de pannos casemi-
ras, brins, etc. etc. para se mandar fazer
qualquer peca de obra, coma maior promp-
tido vontade do freguez, e nao sendo
da obngados a aceeita-las, quando nao stejam
completamente ao seu contento, assim como
n'este vasto estabelecimento encontrar o
respeitavel publico um bello sortimento de
camisas francezas e inglezas, ceroulas de
linho e algodo e outros muitos artigos
proprios para horneas e senhors promet-
tendo-se-lhe vender mafs barato do que em
Outra qualquer parte. Na ra da Impera-
triz n. 00, loja e armazem de Flix Perei-
ra da Silva.
Il-EUA DO QUEINAD0--11
DE
AUGUSTO PORTO & C.
anAam Receberam superiores vestidos de blond com manta o capella para noivas, que
venuem-se por precos mais mdicos do que em qualquer outra paite.
ry5D^,t^E bja,leq cachemira branca ede cores o que ha de mais lindo,
el ante AbyUINESde renda Preta e de gorguro preto, o que ha de mais
CILVPEOS DE SOLpara senhors delicadamente bordados.
RALOESbrancos e de cores para senhors e meninas, espai tilhos, saias bor-
dadas, e saus de la com barras de cor.
GORGUROde seda branco e preto para vestidos, sedas de cores, moirean-
uquo Dranco, e grosdenaple branco, de cores e preto, princezas, bombaznas pretas,
alpacas de muitas cores, e lindos cortinados bordados.
^iltfAWiASE,,,,
^4
^
^>;
Ww
** ^tiMA^
NOVO EXPLENDIDO SORTIMNTO
Agua-florida de Guis-
lain
Tintura ndelevel para Ungir os cabellos,
sem manchar a pello.
A bem conceituada agua-florida de Guis-
lain que ento era deswnhecida em Per-
nambuco, j hoje estimada e procurada
por sea efficaz resaltado, e ainfia mais se-
r, quando a noticia de seu bom effeito e a
experiencia tornar de todos conhecida.
A agua-florida de Guislain composta ni-
camente de vegetaes inoffensrvos, tem a
propiiedade exti-aordinaria de dar a cor pri-
mitiva aos cabellos, quando estiverem bran-
cos, e-lhes restituir o brilbo perdido, e as-
sim como preservar de embranquecer, sem
ser prejudicial de iodo algum.
E' porm necessario fazer cenhecer, que
o bom resultado produzido pela agua-flori-
da, nao instantneo, como muitas pes-
soas talvez supponbam, mais ska ser pre-
ciso faaer uso d'ella, trez ou quatro vezes,
e logo se obter o ftu desejado, como bem
provam testemunhos de pessoas insuspei-
tas, e d'entao por diante, basta usa-la duas
ej vezes por mez, contando sempre com o bom
xito, podendo a experiencia ser feita em
outra qualquer cousa.
Asstopois esta agua-florida acha-se ven-
da na bem conhecida loja d'Aguia Branca
ra do Queimado.n.S,
A Agua Branca, contando com a protec-
o de sua boa fregueza, tambem capricha
em nao Ih'a desmerecer, procurando sem-
pre corresponder a idea favoravel com que
a honram, e em prova ao que fica dito, d
oomo exemplo o explendido sortimento
que acaba de receber, ainda mesmo aehan-
do-se bellamente provida do que de bom
e melhor se pode desejar nos gneros que
sao de sua competencia.
Haja vista aos necessarios livros de missa
e oraeo, obras de apurado gosto e perfei-
?o, sendo: cora capas de madreperola e
tocantes quadros em alto relevo.
Ditos com ditas de marfim igualmente
bonitos.
Ditos com ditas de velludo, outros i m
tando charo machetado.
Ditos com ditas de marroquira com cruz
e garnco, dourada ou prateada. .
Coras e tercos de cornalina.
Assim como.
Grande e bello sortimento de leques
Jedos de madreperola, madreperola e seda,
sndalo, sndalo e seda, osso, osso e seda,
e faia ete, etc. tendo nos de sndalo alguns
cpm 4 vistas, e outros japonezes enfeitados
de flores.
Bonitas voltas grandes de aljofares azues.
Voltas de cerrente de borracha.
Meias de seda para meninas e senhors.
Ditas de fio de Escocia abertas, tambem
para meninas e senhors.
Ditas muito finas d'algodo, alvas, e
cruas para meninas e senhors.
Luvas de fio d'Escocia, lorcal, e seda
para meninas e senhors.
Meias de ]a para homens, mulheres e
meninos.
Gollinhas e punhos bordados obra de
muito gosto.
Entie-meios fines tapados e transparen-
tes com delicados bordados e proprios
para enfiar fita.
E OS PRODIGIOSOS
NOVA N. 50 ESQUINA DA DE SAN-
TO AMVKO
" Os proprielarios Jo? de Souza Soarcs <4
C, alm dos baratissimos procos por qe
eslo vendendo a grande variedade de arti-
gos de moda c novidades de bom gpstb,
tanto pai-a homens como para senhors e
meninos, venden):
CBAPES ,moda imperial, de castor
branco para homens, fazenda fina, a 'Mr
(o preco 6 14,-JOOO).'
COQUES enfeitados para noivas, grande
novidade a i;>o00. -
DITOS sem enfeite e de delicados mol-
des, sendo de seda imitaco de cabellos-
a :)> e 3*500.
MEIAS superiores inglezas para homen.
a duzia de pares 7#800 (o precoT' de l'/l
a'I0f>000).
LEQUES de madeira sem dilTerenca de
ndalo a 2>000 c 2#>00. (grande peehin-
cha !)
DITOS com leniijoulas a 30 e i.-snoo.
BARALIIOS de ca tas francezas boa fa
zenda, a 200 rs.
PAPEL ih'glz sem pauta, formato pe-
queno e fazenda superior, um pacote por
I>000.
LINDOS cintos de palha enfeitados para
senhors ("grande novidade em Pars) a
20500 c -W0.
DELICADOS corpinhos de cambraia heV
lamente enfeitados a 60300 rs. (admira o
preco!)
UMA grande variedade de lindos ob-
jcctds para mimos, assim como muitos ar-
tigos de novidade e de apurado gosto que
se vende por precos baratissimos '
M Razar da Mora.
Vende-se estopa para clatelo a 3*208 : na
ra da Scnzaln Nova n. 1.
Vende-5e nina machina de costura em pei-
feito estado : na trevessa do Queimado n. I, pn-
meiro andar.
ESORAVCS FUGSCOS.
Acha-se futrida ha oito mezes a preta es-
erawr, do nacao, de nome Maria.coin 40 annos de
idajle, baixa c cor fula, consta que diz ser forra, e
anda vendendo na fregueza da Roa-Vista, com
una bandeja pintada do Manado, com que
fugio : gralilica-se hrm aqocm a ipprelicnder a
leva-la a ra Imperial n. 103.
FUGIO.
Anneis e collares Royer para creancas.
Bonitos cabases ou bolsinhas de pelica
e setim para meninas ou senhors.
Lindas cestinhas bordadas a froco, e lisas.
Delicadas caixinhas devidto enfeitadas
com pedras, aljofares, etc.
Ditas de tartaruga para joias.
Bonitos n'buns com msica.
Pinseis ou bunecas para poz de arroz.
Novos e delicados ramos de llores com
marrafes para enfeitar coques.
Bello sortimento de trancas de palha.
Fitas largas para cintos.
Cintos de fitas largas com bonitas rama-
gen s.
Brincos e alfinetes de madreperola.
Ditos esmaltados, obras novas e bonitas
Acha-se fgida desde < da 4 de juniio
prximo Dassado, a esera va Antonia, de idade
di 40 annos crioula, com os signaos seguid-
les : cor preta, olhos pequeos, falla de
dentes na frente e quando olna de retes,
levou vestido de cassa bram-a cum palmas
r.xas e chale preto de fil: quem appre-
hender leve a ra do Cabug n. G que ser
generosamente recompensado.
Belbrmino
Eradlo-se it eWeftfaa Marrecns, na comarca de
Porto CaWo, o no dia 18 do niaio du correte an-
110,0 escravu liellai mino, calira escure, de Idade
do 28 anuos, alto o secco do ct^rpo, gem baiba, us
grandes, toin estado nesta cdade. e o seu maior
pas.seio pelo bairro da Roa-Vista, pode sor que
elle so enc.iramlie para a freguezia da Escada,
onde toi elle criado, e conhecido.: quem o pe-
gar e levar ao referido" engenlio, ou nesta praca
na na da Cruz n. W, 1 andar, receher boa ra
tilicacao.
oos
005
OOO^
0 atqalhado do Pavao,
Vende-se superior atoalhado de algodo
;om 8 palmos de largura, adamascado a
W200 a vara; dito de linho fazenda muito
mpenor a 35200 a vara ; guardanapos de
inho adamascados a 4i?oOO a duzia e muito
Inos a 8jO00, e ditos econmicos a 3S5Q0
i duzia.
ALPACO DE CORDO PARA VESTIDOS
A IdOOO
Na loja do Pavo, vonde-se superior alpa-
c5o ou gurguropara vestidos, sendo n'es-
te genero o mais moderno e mais bonito
que tem vindo ao mercado com differentes
cores, sendo mais largo que alpaca e ven-
de-se pelo baratissimo preco de 15000 o
covado.
/>,. novidade Novidade
GURGUROES DE SEDA PARA AS FESTAS
DO MEZ m JUNIIO
Uiegou pelo vapor de 14 do corrente,
para a loja do Pavao, ra da Imperatriz
n. 60, um bnlhante sortimento dos mais
modernos e mais bonitos gurguroes de seda
para vestidos, tendo padroes miudinhos
grados, com lindas listras matisadas, as-
sentadas as mais delicadas cores, cmo
sejam, verde, bismark, lyrio, azul, perola.
etc. etc., assim cmo ditos lisos de todas
as coras, garantindo-se que na actualidade
n5o ha urna fazenda de mais gosto nem de
mais pbantasia do que esta,que se vendepo
08
00? 008
0O0
OOSfr'C
005
005
008
B sjonoo cjud o op saojog
.....opijsaA
ep mnjqep tued epj ap sjd
.....souanbod sojiq
........ epejnop
ejnpiom uioo sapucaS soi||odsg
oOa-d opoj 'ejao ap seoauna
SUapJO g S8J3XJ03 iuoo oeuB^
e tznp sepjBf qq% ap bi|it
e 9J8H03 BJBd sejnpBoioiiv
.........B BIZ
-np suamoq BJBd sbojd sciopj
'......aO'l'I
'008 'OOf sojjeqo moD soosejj
e oqund Bjed saoioq op sajej
'80203 BJBd soauBjq soJuar|
eqooj bjuij moD sbjbjjo
09 f e B^noj op sooioq ap bzojq
OOVvf Bu;.vip i-uiB moa cjbjjbq
00091 a 008 '00: '009 'OOS
b soio\j-9jiuo o soiimpuqBy
OS 9 005 051 '001 '08 c 80p
-Bpf|Bnb se SBpoj op ojouoqes
058 "? Esoqeq op oo|o utoo B008UJ
09 ......c'sBp
-jeIoo*/ moa Bquqap sojioaon
008?/ JBqjoq BJEd seui| op ssjqii
091 9 SJ 001 B BJUIJ UlOO SOOSBJJ
00'/ ........b sequ,
9 BJnjSOD wcd SBJnOS9t|I
0?8T .........B SBU
-1U9UJ BJBd BSS9ABJ1 Op SOlUOd
006 .....B BJtOpBpjOA JOAl.J
BJU0100 9p ""9
BB UlOO SOOSBJj
:sa;uiii8as so6ajd so\dd sop^j
Bpap oxiBqB so^oafqo so opuBunanb ^;sct
1VH0DI3I VfflaHOM OSMiY
aa
Fugiram no dia iS do passado m escravos dos engenhoi Cooceicio e Piu-
bela do termo Sermhaem. pertencentc um
de nomo Jos, ao ni.ijor Manoel Germano
Bezerra Pereira de Bastos, e outro de no-
meLuiz, pertencentc ao I)r. Jo> Eugenio
da silva Hamos: o primeiro tem os signae?
seguintea ; com .'10 e tantos annos de idade,
croulo, baixo, ebet do corpo, cor fula,
rosto redondo, tem martas de chicle as
cosas e as nadegas, levou camisa de ris-
cadinho verde ja velha, calca e jaqueta, e
chapeo de harta ; o segundo crioulo, idade.
20 e tantos annos, estatura regular1, bem
preto. rosto cheio, beicos grossos. olhos
grandes e ahotucados, catharo firosso, com
marcas de chicote as costa, sobre as cus-
tellas do lado direito, levou camisa de ris-
cado de algodiio, com grande remondo as
costas, seroula de algodSo de sacco, e urna
copa de chapeo de palha sem abas.
Estes escravos lo rain comprados lia um
anuo pouco mais cu menos, na cidade do
Recife. Quem os pegar queira aposnta-
los ao Dr. Joao da Silva Ramos, na cidade
do Recife, que ser bem recompensado.
IVHOdMl
preco muito rasoave!, no
de Flix Pereira da Silva.
estabelecimento
Bbadinhos baratos na loja
do Pavao.
Vende-so urna grande porgo de bba-
dinhos de todas as larguras, sendo cora os
babados verdadeiros, por urna terca parte
de preco que se vendem em outra qualquer
loja, s com o ffmde aoabar-se com este
artigo, assim como tambem se vende urna
grande parte d'entremeios, pelos mais li-
mitados precos para acabar, najoj e ar-
mazem do Pavo, ra da Imperatriz n. 8o
de Flix Pereira ta Silva.
i ESCAVA FGIDA
No da 12 de marco do corrent.: anuo fiioio da
casa do correlor, onde eslava para vender, a 88-
crava Gaetana, com os signaes eguinles ? cor
preta, alta, com falta de denles 1I.1 frt-ute, um pou-
co pancada, olhos grandes t um tanto apitomba-
dos, nariz quebrado e um Mnto largo, casada
com um preto de nome Joaqnlm, (o\ esenva ne D.
Cesara B. Carneiro Leioysenhora do engenho Con-
tra-Acude : quem a pegar o levar a seu senhor
na ra estrena do Rosario n. 41 ser bem recom-'
pensado.
Vendo-se em frascos
DE F1GAD0S FRESCOS DE BACAIHO <"<> *- *
lares, pkarmacia Hoco,
2, roa de CasligUone,
en Pars,
Mtas com leos
ilore i prtcadoret,
* de flaadoa
is ou seos auceedaneon hJu
11 -laderos leos de ligado de bacallio
*" o mitlura. cumpre ewrcer
i-am para este precioso medicamento urna fama universal as molestias da n*U ^ ^"
pcrofuliuate umphattcet, a magrea dos mjtMM.clc.e por isso.deram lugar a uoclvaa e&1
11. Ilogg desde o anuo de
maiores cu
1S49. Este:
Nota.-O oleo de UoOT ram fcil de digerir, disngue-se entre oa outros al -i.
i\i'eo d,,T^iw'e e. delicado, e seo gosto do sai-dinlu fresca ***
""^1*1 u7ukiV da F/iCVU>*0E DE MEDICIN4
i palha de U. Uogg conltm nma Urea parle demwt',
idos c naa aorsiata al/u, w i_.*T J? ~ Pisa-
ana
O KELATR10 favoravel do chrte dos trabaio ciiyncoa "da'FACULDanF nR mpim.. -
PARS con-h,. como segu O oleo cor d palha deM. Ihgg eWfcm L "A DB
ciplo. e o mala do que os oleo, pa.dZ e nao apreslaaa%?m'Z *!&
refiara n'estrs, quanto cu clteiro e sabor. y "tonvenienlu que se
toda m ph.arm.cu. d Vwmm^m e do. paU^ j,,.^,.,.
Escravo fgido
Fogifl no dia i de julho o cabra por nome Fo-
ii\. comprado ha das do njez passado ao Sr
Eduardo Pereira de Souza, de Agoa Branca, lernu
de Pianc. eom os seguintcs signaes : cor cabra
escuro, idade 23 annos estatura regular, cheio do
eorj, cara larga, mal encarado, olhos fundos, e
quando olha o de revez tem falla de denles no
'lunxo de cima, sem barba, falla descancada, le-
vou ehaneo de couro, calca de brim pardo, iamis%
de algodaozinho, dizem que vai em din-ccao ao
MBtSo. Fagio mais no ria 21, o mualo Maiab.0,
idade 40 annns, alto, cabello piolando, barbado
um tanto amarello, anda a titulo e procurar so'
nhor, foi comprado ao Sr. Lniz Barbalho Cawl.
canli. morador rio lugar P Secca, prximo Tim-
bauba, ou 8. \ cente, dizem que anda procurando
senhor por onde elle foi escravo, levou calca do
brim, camisa de chita, chapeo de chile vefcd
quem apprehender estes ous escravos, leve-os em
casa do abaixo assignado. ra da Imperatriz a 42
que sera bern recompensado.
Jos Lopes Alheiro.
No da 15 de juulio passado, fugio da
padana allem5a (segundo avisou o respec-
tivo dono), onde esta va alugado, um mula-
titibo escuro, de nome Justino, com 13
para ti annos, baixo rclbrcado, gago, oro-
Ihas grandes e um pouco viradas, trajava
camisa de algodaosinho o calca de brim
grosso cor de rap : costuma quando foge
mcuicar-se como forro ou orpha : consta
que tem estado em Olinda, a servico do
alguem, para onde fora ; vender* po de
leite em urna cesta pertenoente q1' lia pa-
daria : quem o aprehender queira levado i
rw d'Aurora n. 20, onde ser recoi
do. Roga-so as autoridades |K)lic;ies que
bajam de diligenciar a a^f&eiWto delle.
I ? '


m !.'
a.
de Pernambuco Sabhado 10 de Julho de 1S69.
________ *** T
4GEBAL
/
CMARA DOS SUS. DEPUTADOS
SESSO EM *)E JINHO
1>WJ>E.NCU DO SR. YISCONDE DE CAMARA-
GIKE.
Urna s objeeco seria e cosideravel
ouvi, sentares, no duba le contra' 9 artigo
additvu; declaro-o com franqueza, abalou-
me, e tratei de aprecia-la com meus colle-
gis. O artigo, eslabelecendo mu imposto
crescenie durante os anuos que fossem de-
correndo, nao Gxava limite imposiclo. Se
as .ordens reculares uo veudessem suas
prtpriedades no prazo de quinze ou vinte
annos, o imposto creado absorveria todo o
s# reudimeulu. Pesou sobre os jiossos
espiritos esta observaco, posto pensasse-
mas -que fls oongregacoes religiosas com o
augmento crescenie do imposto tralariam
cora urgencia de permutar seus bens por
apoUces e assegurar assim o seu patrimo-
nio. Conferenciamos e entendemos, necessa-
rio que antes a cmara que o governo fixe
cate limite
Sn. Ministro pe Iui'Kiuo: Eu mesmo
prefiro que seja a cmara quem fixe, e nao
deixe au arbitrio do governo.
O Sr. Pbeiba da Silva : Modificamos,
pois, a doutrina do artigo proposto, modi-
ficaado-lbe a redacco, e determinando um
limite ao imposto. Assim nos predios ur-
banos ser augmentado em tres anuos a
6 % raais do que actualmente pagam de
decima. Em tres aanos ser-lhes-ba fcil
vender os predios urbanos, e se o nao
fieerem, porque preferem pagar decima
de 30 % Quato aos predios e terrenos
rsticos estabetecemes um imposto queem
seis annos attingir a.l /, sobre a sua
renda. Tem um espaco de seis annos dian-
te do si para os alienaron e tiraren mais
proveitos de apoliees que adquiram com o
.. seu preco. Em relaco aos escravos, o im-
posto ir subindo aanuabneote tambera al
(\m complete o triplo do que actualmente
pagam os escravos dos particulares Guar-
da-se assim igual proporco de prazo para
se r- alizarem as vendas, e do quana cres-
cente annual. Adoptando por consequen-
cia a idea que fot na disrusso lembrada
por alguns oradores que combateram o ad-
ditivo, pensa a commissao que consegue
agora reunir todas as opinies em favor da
sna proposta (apoiados), conciliando pen-
samentos que se' barmonisam e se com-
binan), e os iuteresses geraes do Estado e
das ordens regulares.
Conhece, portante, a cmara, pelas con-
siderares que Uve-a honra de expender
peranle ella, que a commissao foi animada
pelo espirito ile justica, inspira la pelo pen-
samiento de utilidade publica, e levada ate
pelo desejo de dar rendas maiores a ordens
regulares do que ellas possuem actualmente.
(Apoiados.) Fazendo urna publica profisso
de f, urna clara manifestar ao de princi-
pios, nao merece ella de corto os epithetos
com que a mimosearan) na discusso de
ser anti-religiosa, inimiga das ordens regu-
lares, violadora dos direitos de proprie-
dade, espoliadora dos bens das conxrega-
coes, e capaz de comm tter insidias e meios
reprovados para attingir a um lira pouco
moral, pouco digno e pouco honesto, como
se affigura aos espiritos exaltados, enthu-
iasticos e poticos, que, pairando as nu-
vans. nao descem s quesuoes pralicas e
positivas da sociedade civil e do mundo
raodarno. (Muito bem, muito bem.)
O SU. 'EUREIRA VIANNA:Parecer
estranho. Sr. presidente, que eu venha de-
fender urna victima protegida por todo?, c
contra a qual nao ougo levantar-se nesta
casa urna s palavra, e entretanto certo
que o seu destino esta em perigo!
Disculindo-se o orfamento, acreditado
que a medida proposta pelo addilivo fis-
cal ; porque, se o pensameuto da commi^-
so fosse mais ampio at alcanzar as insti-
tuir.es monsticas existentes no paiz, eu
eousideraria o addilivo urna iniquidade com
a eircumstaucia aggravanto da sorpresa.
Cuinprc indagar qual o espirito das dilTe-
iv.ntes emendas nn discusso : o addilivo,
o subtituitivo e a emenda do nobre deriu-
lado pela provincia do Cear.
O addilivo proposto pela primeira com-
missao de fazeuda establece contras as
ordens regulares urna contribuico pro-
gressiva e Ilimitada, a absorpcao da
propaieclade monstica pelo fisco. O subs-
titutivo hojo otferecido pela commissao li-
mita a progreasao a 21 /0 na renda dos
predios rustios, a 30 % na dos urbanos,
e a Oo na laxados escravos maiores de
42 annos. A em nda do nobre deputado
pela provincia do Cear obliga tanto as
orden?, regulares como todas as corpo
rames ''e mo-morta a dispor de seus
bens iminoveis, desnecessaros ao ser-
v <, dentro do prazo de cinco annos, sob
pena da venda forcada em hasta publica e
converso do producto em apoliees intrans-
ferjveisa beneficio dos respectivos propie-
tarios.
O psnsamento que domina qualquer das
providencias propostas, ltenla contra o
pleno direito de propriedade garantido pela
constituico, como foi hontem brilhante-
mente demonstrado pelo distincto amigo
monsenhor Pinto de Campos, deputado pela
provincia de. Pernambuco, ou a desapro
priago se effectue pelo recurso exorbi-
tante do imposto progressivo, limitado
ou pelo imposto limitado mas excessivo,
insupportavel e odioso, ou pela venda for-
cada em hasta publica, fra de duvida
que as ordens regulares ticaram sob o
peso de injusto e violento exame.
O nobre depilado pela provincia do Cea-
r, honradissimo magistrado, como foi
hoirtem com toda a justica qualicado pelo
nos'so doulo collega por Fernambnco, teve
pensameuto mais franco, votando a conver-
sao em apoliees dos bens monaslicos den-
tro do praso de 5 annos.
V cmara compretoendeu bem o pensa-
mento claro do nobre deputado, mas a con-
versao forcada ainda urna violencia. O
Estado deve inspirar confiwica m seus t-
tulos de obrigaco e n3o imp-la.
O nobre deputado pelo Cear incluindo
cm sua emenda todas as corporiflOe de
maormorta, se alargou a violencia, excluio
entretanto a odiosidade na odiosidade. A
comiBiss5o desearregou toUo o seu nexo-
ravel e insaciavel zelo fiscal sobre agoni-
santes coramunidades religiosas.
0 nobre deputado peto Cear, que aa
sesso de hontem gracia discordar- do
illusu-adu Sr. ministro do imperio, quando
conteasou o dominio pleno das ordens reli-
giosa como pessoas meraes so ore todos
os bens que constituem tea respectiws-j
patrimonios, e concordar mteiramente com
a opiniio do mea nobre amigo, deputado
pela provincia do Paran, quando se em-
penhou em contestar a plenitude do direito
de propriedade as ordens reguferes, d-
xou na redacejo de sua emenda vestigios
de opiniJo conforme com a do Sr. ministro
do imperio. N5o atlribuo esta divergencia
ou contradieco entre a emenda e as opi-
nioes do nobre dcpulado manifestadas du-
rante o debate sen5o aos esiimulos da ar-
gumentarlo, mas peco-lhe ficenca para
mais confiar no que escreveu, do que no
que falln, o escripto preiuppe a medi-
taaao, e a meditacao de um jurisconsulto
como o nobre deputado offerece maior ga-
ranta....
. 0 Sr. Alencar Arampe : Ji sei a que
se refere a expresso propria deve ser pos-
sitidores e nao proprietarius.
O Su. Ferieika Vianna:....a expresso
proprietarios a confisso mais Completa
que o nobre deputado poda fazer do ro-
conheciraento do pleno dominio das ordens
regulares sobre todos os bens que consti-
tuem o patrimonio. A commissao. porem,
mais densa minia cegaeuw depoij do dis-
curso do nobre deputado, allnbuo estain-
felieidade. luz que em pqjas darramou
sobre to importante discusso.
Sou iiiuibem dos que se deixam arreba-
tar pelp, enlhufiasmo. O eulhusiasmo
nobre uaixio ^ue levanta os coraciSes ^0-
-busteceSrs orencas, o fogo sagrado da f
e o poderoso executor das grandes ideas,
Tudo o que o povn len reito de fecundo e
glorioso deve-se ao entliusiasmo. 0 calculo
fas o que passa, o enthusiasmo o que Boa.
(Muito bem.)
A situaco pojitica que o imperio boje
oceupa entre as naques uto tem outra base
seno os sacrificios de um poro opprimido
(rnuito bem) impostes pelo eiHhusiasmo epm
inspirou a grandeza de seus destinos, a
consciencia de seu poder, e a f em seus
direitos. Ir alm de seu dever, conquis-
tar a gli ra ; nSo* tran^por os limites da
obrigago, manter o bem estar individual, i
foi raais sagaz; sagacidade propria dos ve- So, euthusiamo nao se vai adianto do de-
Ihos parlamentares. 0 u.fi reservado
destruir as urJens monsticas, disfarfado
por urna provipencia de carater fiscal,
incluida de modo forjado na lei do orc^
ment. Sinto profundamenle estar cons-
trangido nos estreilos limites da urna nica
discusso, e receioso de retardar a appro-
vaco do orcamento, reclamada com ur-
gencia pelo honrado Sr. presidente do
conselho ; desejava urna discuss3o mais
larga, e que o.substitutivo fosse desanne-
xado do orcamento, para desenvolver com
plena liberdade as minhas- opinioes sobre
a necessidade de restaurar as abatidas or-
dens regulares.
O designio de todas as provincias em
discussjo abreviar os di as das ordens
relgiotas, apressar a quidaco de seus
patrimonios, nSo em beneficio dos proprie-
tarios, mas em vantagem do fisco, trans-
pondo embora os limites da lei, concul-
cando direitos sagrados e consagrados,
atrepellando garantas conslilucionaes, suf-
focando nobres vocacoes, prohibindo a li-
berdade do voto de consciencia e que-
brando urna das mais poderosas armas do
catholicismo emdefesa entra as aggres oes
progressivam'-nte violentas da impiedade.
0 fim reservado das medidas em discusso
a destruirlo das coramunidades reli-
giosas, e em vez do emprego dos meios
decisivos das revoluc5es pivt nile-se .usar,
dos indirectos e iscaes ; a norte pelalonga
e dolorosa agona. (Muitos apoiados).
Impellide pela conscienkia de catliolico
apostlico remano nao posso deixar de
agradecer neste augustoi'ecnto as francas
declaraces do illustrdo membro relator
da commissao, do nsbre ministro do im-
perio, e de todos (sdemais Srs. deputadns
que fallarara em abono das providencias
em discusso, tendentes ao reconbecimento
da necessidade de restaurar as ordens re-
gulares do Imperio.
A palavra foi concedida ao homem pelo
influencia do verdadoiro cathotteismo.
poiadoa.)
Sou um daquelles ceg? qae ni quer
ver, na acentuada phrasc do Hliutrado re-
lator dai. commissao de fazenk e se
bem como do altar e do throno. Alguns
con veMos interwureiu naa l4** qu prjce-
deram* aunexaco de diversos Estados que
boje furmaqi o reino da Italia, mas o p-
sioneiro revestido da ostamenha grosseira
do m&nge, e com signaes da plvora nos
"abios pagou cano a defeza do throno cabi-
ver, fi.ose.queft da gloria. (Apoiados, mui-
to bem.)
Eu muito aprecio as manifestacoes dos
meus collegas, mas h5o de me pendoar que
Ihes diga, e digo-o4nvcaudo o testeuiunho
de Dos ; nestas materias pone > me impor-
ta licar s, porque lico com ;i minlia cons-
ciencia. (Muito bem.)
Sr. pr-sidente, as razies claras, que ser-
viramdeCmdamentaao addilivoenunciadas
pelo meu honrada amigo diputado pela
provincia do Paran, cuja ijHtoridade muito
respeitp.-jirroboradas pelos outros mera
bros quefallaram, se me n5o falta a memo-
ria, sao: que as ordens monsticas tm
gasto desordenadamente os bens qnue cons-
tituem seus patrimonio^.
Entenderainiia es Ilustrados ;impugna-
dores das.providencias em discusso, que
em ben dos interesaos da nligo eumpre
cohibir taes abusos, ej)re.vnir a disspaco
do ultimo quociento de- to consideraveis
acervos. Nao resistir! jamis a medidas
tendentes conservacifo (|e bens destinados
manutencao do culto com toda a necssa-
ra dignidade ; mas aflirmo que os- meios
aconselhados pela commissao e adoptados
pelo Sr, ministro do imperio, ou propostos
pelo nobre deputade pela provincia do
Cear, produziram resultados muito
rentes sun5o opposlos.
Em que consiste a dissipacSo dos bens
das ordens regulares? Os defensores das
providencias em discusso denunciara a di
minuiro da renda e augmento crescenie
do passiTO. Esta aecusacao n3o pode ca-
ber administrado benedictina e nem de
S. Francisco,
O augmento do imposto, progressivo e
Ilimitado, a obrigartlo de converter no pra-
zo improrogavel de cinco annos os bensem
apoliees inlransferiwis da divida publica,
um singular meio de corrigir os abusos, de
impedir repetifcio de excessos na admi-
oistracao monstica, um meio singular e
do o do a"ar wacillante. As ordens reli-
giosas suecumbiram, e seos bens despe-
dacados nao correspondem s lsongeiras
esperaneiK dos qne os absorveram.
Nos nilo estamos nestas tristes circums-
tancias. '^ "
O Sr. Pinto de Campos: Felizmente.
O Su. Ferhkiu.v Vianna : Os nossos
poneos religiosos sio raai* que submissos.
victimas que oamiimam .para o abysino do
desapparecimerito "sem proferir urna s pa-
lavra.
E nolafebea. Aqu a injiNlica Jem todas
as tiVnes de um attntado.
Elles tudo abandonaran, as heraneas de
Sms aotepassados, todos os direitos polti-
cos e civis. EUes voltaram o rosto ao
mundo, e lizeram seu voto de consciencia
a eus.
Como que o governo do paiz, constan-
tojuanteaedor dos principios de ordem, e
8ue tem to largas vocacoes para a liber-
ade, ousa dizer a estes desherdalos, a
estes lioraans que renunciaiam tudo para
viverem em communidade, para adoraren)
a seu .iteus nem meio mais seguro, como
tal r-condecido e consagrado pelos sanios
concilios e pelos poufices: eu nao consul-
to ou continuaco de vossa ordem, dis^ion-
de de vosso patriiuonio, pagai-me um im-
posto impossivd e preparai-vos a romper
o oto de vossa consciencia ?
Independente da memoria dos valiosos
serviros prestados humanida.de pelas
commiiuidades religiosas, independente de
sua existencia gloriosa durante trezo secu-
conventos tem dissipado seus patrimonios, f truir
.A.
urna instituito (pw incoiome tem
)-do paa tem sido complico at,'aVcsad 1,300 anu-'s.
(Apoiados e nao apoiados.)
Entao em quo eonsistem as dissipafSes ?
Senbores, nao ha maior injustifa, e eu
pe^o pertlao para dizer, temeridade, do que
t poder ervtl acensar as congregaces mo-
nsticas, de dissipacSk).
O Sp. jCoria :No relatorio est a di-
vida dos conventos.
0 Sa. ifcRRHR.v Vianna : Nos nao te-
mos o direito de levantar similhante aecu-
saeo, benf como nenhum dos governos da
culta Europa, porque nos das de crse,
na. vespera das bancarrotas, os governos
atturdidos recorren) aos acervos das comu-
nidades religiosas, e com elles enebem os
abvsmos abertos helas guerras de capricho,
peUs .enormes despezas de ostentaco e
pela varaeidade da clientella de que nao
podem prescindir. (Apoiados.)
Dissipadores es religiosos I Os confis-
cados aecusados de prodigios pelos conus-
cadores Procurai os ttulos de adquisico
da propriedade dos religiosos regulares,
reconhecereis sua antiguidade quasi imme-
raorial. SIo pergaminhos enegrecidos pelo
lempo, e que j se nao podem lr. Os re-
ligiosos sao depositarios dessas riquezas
que devera so e somente piedade nos
lempos de f ardente, e de devoeo sincera.
O Su. Souza Heis :E quem tem fcito
dos conventos quarteis de soldados? Quem
tem concorrido para o estrago dessas casas?
O Sr.. Fkhhkira Vianna :Islo tem suc-
cedido pela regra : que o soldado o lier-
deiro forcado do padre. (Hilaridade.)
Foi, senbores, nos claustros que os go-
vernos primitivos do municipalismo apren-
deram as ieis da economa. A mnima
raoeda laucada pela piedade publica as
raaos do inonge fruciificava. Com esses
mngoados recursos, os boje condmnados
os, independente de seus direitos jncon- como disaipadores levantaram magniicos
Creador para orgo fiel de sen pensamento. n% cogitado (Itisadas.)
Inspirado pelo dever de christo, con-
fundo na boa f dos homens, e depositando
pleno conceito as pessoas que lizeram
essas declaraces, eu sado as ordens reli-
giosas pelo prximo porvir de grandeza
que se augura dourado nos horizontes.
(Muito bem).
O Sr. ministro do imperio deelarou, e a
cmara ouvio: o meu desejo, o desejo espon-
taneo de catholico (que nao cede em seu
favor, nem ao caUolii'ismo autorisadoo do
Eis a razao porque ha pouco eu me ijwi-
xava da protecrSo que os defensores das
medidas em discusso dispensan em favor
das ordens regulares. Avingarem as pro-
videncias cm discusso, a administrarlo
testa veis, eu nSo poderia assistir mudo ao
sacrificio do fraco para saciar a avidez
do lorie. Filho obediente da santa igre-
ja-ealholifti, jlgi)-me no rigoroso dever
de .defender a nstituico monstica re-
conbecida pelo sumrao pontfice meu so-
berano espiritual, paite mais nobre de meu
ser-
O Sr. Pinto de Campos :rMuito bem.
0 Su. Fkbreira Vianna:Nao, o esbu-
llto urna violencia. Aquellas portas sa-
gradas nao pdem ser serradas. Fecha-las,
e feba-las para sempre, urna immurali-
dilTe-' dade, urna grande immoralidade. (Apoia-
dos e nao apmiados).
Estodai, senbores, a natureza humana,
estudai-a, e cada um de vos seja o jiiz.
inlerrogaudo um por um os das du sua
vida.
.Quera quem estegspirito desvairado,
deseudoso, que nao leve um dia de decep-
ro amarga, um dia de profundo, desenga-
o, e que nao se senlio no huido de sua
consciencii) como um pbantastma vacillando
enlre os amortecidos instinctos da conser-
vacao e o desojo de terminar seus das ?
Esta triste posico s tem urna nica esp>.-
ranea, um conforto ; fechar atraz de si as
portas do mundo, encerrar-se aas solides
do claustro.
Nao est provado pelas raais competentes
anlo-idades, que os suicidios se tem multi-
plicado depois que os desesperados, priva-
dos da manso dos claustros, foram obli-
gados a lutar no tumulto das paixes e dos
monstica tornar-se-ba desnecessara, por- interesses do seculo?
que dsapparecero os beus, abservidas
pelo imposto. Nao, o lim nao aperfei-
coar a administrago incoiporar os bens
religiosos ao thesouro pelo nfltKlo raais sua-
ve e mais infallivel. O remedio inventodo
ungido do Senhor, o Ilustre deputado pela n( para curar o mal, antes para aggra-
provncia de Pcrnambuco, monsenhor Pinto
ile Campos), qm as ordens monsticas
se rehabilitem ; e que ellas se tvstaurcm do
abatimen'o era quejazem !
Eis a razao porque eu vos diziavento
defender a victima protegida por todos
.(apoiados): venho defender a victima que,
se pudesse fallar, supplicaria aos protec-
tores : levantai vossa my que esmaga,
lbertai-me de vossa cruel protceco, res-
litui-me na posico em que sempre me
fchei de desprotegido, tratai-mc comagra-
ca de vosso esqu quero para mim os vexames que suppor-
tain os demais proprietarios que usufruem
as desvantagens de vosso desl'avor. 0 vosso
apoio quer dizer imposto Ilimitado e pro-
grtssivo, ipie em vez segurarme beira
do abysmo lanca-me no que tem de mais
profundo! Por piedade, dai-me um ar de
vosso desagrado, derradeira esperanca de
minha salvacao 1
Entretanto, vede senbores, a rcs"ignai;o
desies humeas humildes, destos homens do
Irabalho. da meditacao e do estudo, nem
um queixume fazem ouvir ; confiam as
lrventes preces que as solides do claus-
tro elevam aquello que tudo domina. Es-
perara remedio e conforto nos dias de ir-
bulago daquella fonte de todo o bem. A
milicia gloriosa da sagrada cruz ilel'emle-se
com a resignaro, supprcma vlnganca das
causas nobre quauto mmolaias. (Muito
bem.)
0 pesado imposto com que 05 amigos
das ordens religiosas querem protege-las .
um grande altentado aus principios consti-
tucionaes, aos interesses do nOssa santa re-
ligio, s regras de justica na distribuirn
das conlribuigoe*, e injustikavcl ospueci-
mento do giorioso e benfico passado des-
sas Ilustres communidades. (Mnito b
E' serio, Sr. presidente, muito serio,
pretender julgar o passado : priraeiro, por-
que nos nao vivemos nelle ; depois, por-
que Ihe devemos rauito: o quo possuimos
de mais elevado as artes e as sciencias
delle nos veio. Maldito daqnelle que dissi-
par cssa beranta. No*so grande dever
conserva-la, augmentando-a, para transmit-
tir ao futuro. (Apoiados ; muito bem.)
Eu creio, Sr. presidente, flue eslou a co-
berto de qualquer suspeita em relaco
situado poltica e aos futuros destinos do
partido consenador: nao venho, nem pas
sou pelo meu pensamento, concorrer para
que esta situaco eslremeca; de minha leal-
dade e dedicaco ienho dado penhores mais
solidos do que seriam as minhas proprias
[jalavras. (Muitos apoiados.)
Mas eu nao me julgo neste momento em
presenca dos meus amigos polticos ou no
recinto da carama dos Srs. deputados, es-
tou dentro da minha consciencia e conside-
ro esta assembla quasi que um templo, em
que por dever que nio posso renunciar,
venho expr os meus escrpulos contra a
adopeo de providencias legislativas que
averbo-de ofensivas aos direitos das ordens
regulares, aos laidos interesses e fe-canda
VJK MJIIHI1******
O Sr. Pinto w. Campos :E' urna ver-
dade.
O Su. Feuheira Vianna:Se, porm, a
Ilustre commissao me assegura, e o gover-
no representado pelo Sr. ministro do irape
rio confirma, que se persiste no desejo de |
va-loe tornar impossive. o restabelecimea-
io. Nao posso crer que os Ilustrados de-
fensores das medidas propostas sejam do-
minados pelo prejuizo econmico que o im-
posto promove a prodcelo, e particular-
mente o imposto sobre a base de falta de
renda. Seria mais lgico, ou pelo menos
mais franco, decretar abertaraente a extinc-
co das coinmunidades religiosas, do que
promover a rehabilitaco da administraco
pela aggravaco do imposto. (Apoiados.)
0 nobre deputado pela provincia, do Cea-
r tem o mesmo pensamento da eommissao
de fazeuda; a differenra est apenas no
meio pratioo de rcTfts^o. A commiss5^|
emprega o meio indirectoaa-eievaco tf
taxa do imposto, o nobre depojado deter-
mina a convefso em periodo improroga-
vel.
. Sei que ha polticos de experiencia e
saber, que pr^BMIL uso dos meios
indirectos, para reansar. 'cortos lins ios
meios directos: o tempo desta poltica
passou.
Nao approvo as mximas desta escola
poltica, porque entendo que as illusoes sao
boje dilliceis no governo da publicidade,
ao passo que dao testemunho de indeciso
as resoluce< da administraco. E' ne-
cessario enllocar as queste-s qom firmeza
e sinceridade. (AfSgjps)-
A abolirn das ord^s ra,g.esas |raa
questo renovada, sempre que o ggvwno
civil seute-se em ililliculdades fiuanceiris.
Ou aecusem os religiosos de mimigos irre-
c iiuiliaveis do progresso, ou condemnem a
vida de claustro como um sacrificio intil,
ou averbem de prejudicial riqueza publica
a immobilidade dos patrimoaios, 011 linal-
uiente de dissipadora a pdministraeo, o
espirite innovado)- nao perue
bens do claustro. Mas o espirito conser-
vador, sempre disposto a reparar, resiste
s inteiicoes dos destruidores. Os religio-
sas sao tratados como foram os judeos.
Uns confiscados sob a presumpeo de se-
reno, christos nvovos, outros sobre o pre-
texto de serem christos vemos.
Infeliz do governo e do paiz que prestar
puvidos aos mos nstnctos,,fl|mpre vidos
e sempre iasaciaveis, que /upiram o im-
possivel e se lancam sobre o desconhecido.
Esses sao os diffamadores das ordens mo-
nsticas, s pela razo de serem iiistituicoes
amigas.
Os governos revolucionarios, ou por cir-
cqmstancias imprevistas, ^collocados' na do-
lorosa condicSo de cederem aos impulsos
da reroluco vencedora, nao deliberara,
obedecem. Nesta crise suprema, a aboli-
co das ordens religiosas to decretada.
No meio da agitacao se resolvu a extinc-
co das communidades religiosas em todo
0 reino dallaba, como ara Franca,era Por-
tugal e na He9panha.
0 claustro algumas vezes tem disputado
seus direitos recorrendo ao apoto do seculo.
Se nao Legitimo que os homens da ora-
co se detadan petos meios temporaes,
ao menos escusavel, porque na revoluco
elles reconbecem seus coostanle iaimigos,
restaurar as ordens regulares, nao pouparei os povos ainda
eslios e concorrerei como puder para porque metade
a realisncSo de t3o fecundo pensameuto.
(Apoiados).
E' tempo! Em vez de Ibes apealar a
garganta com o baraco do tributo, facffitemo-
Ibes os meios de prompta regeneraejo. J
nao rae seduzem fallazes illusoes! As minhas
deseonfiancas crescem, c eu percebo atravez
de todas essas deuradas promessas a dolo-
rosa realidade! As ordens religiosas eslo
no vacuo medonho, a machina pneumtica,
o imposto, vo pausadamente extrahindo o
ar at que o ultimo monge e com elle a
ordem raorram asphyxiados. (Muito bem).
Entretanto tenho f, e muito robus-
ta, que, assim como o tmpo teve forca
para ahater, ter tambem o poder de le-
van ta'r.
A causa das ordens regulares no Brasil,
nao est perdida, pelo contrario, jnlyo-a
ellicazmente apoiada pelo solemne compro-
misso que hontem fez o senhor ministro do
imperio.
Entretanto compre nao occultar a verda-
de. Se os conventos dissipam desordena-
damente seu patrimonio, o governo tem sido
cmplice. (Apoiados).
O Sr. Comea:Nao apoiado, nao tem
.--ido cmplice.
O Sr. Perreira Vianna :Quando fallo
emgoverno, escusado dizer ao meu
nobre amigo que nao me refiro ao ministe-
rio de 16 de julho.
O Sn. Correa :Anda Bao sei qual o
governo do paiz que tenha sido cmplice
uas O Su. PmftBiiu VtANNA :Dir-lhe-hei em
pnucas palavra3.
Pela lei de 9 de dezembro de 1830 as
de mira os^ordens regulares, sob pena de nuldade,
nao podem fazer contratos, onerosos, nem
alienacoes de tjualquer especie sem inter-
venclo e consentimento do governo.
A i.'xigencia de expressa e precedente 1-
cenra do governo para a celebraco de taes
contratos collocou asrdeos regulares sob
a immadiata e constante inspeceo do go-
verno na disposico do patrimonio. O gor
verno deve eonhecer previamente da neces-
sidade e conyemencia do contrato, lera o
direito de fixar o mnimo do preco da alie-
najo e t caute'lar oemprego do pno-
ducto.
0 Sn. Coru";a ;E quando cootrahem
dividas e passsm letras ?
O S)i. FKRnr.mA Vianna:NSo podem
coqtrahir dividas,- e se as contrahem sao
nu|las, salvo se recahirem sobre as navida-
des de 6ua3 trras de lavouras, rendas de
seqs predios urbanos e bem movis nao
adherentes s fabnicaa friclas, ou neces-
sarios ao culto divino..
Mas a este resuelto o pnojecio nao toma
providencia alguma.
0 Sa. Andrade Fcrreira :~A lei de 4830;
tambem falla dos bens movis.
0 Sr. Ferbeiia Vianna :Sim senbor;
dos ovis t semoventes.
portento, eu tnho o direito de declarar
cmara dos Srs. deputados, qne se os
templos, abriram escolas, ensinaram as ar-
les e oflicios, e manliveram o culto divino
com magnificencia. Edilicavam por toda
a parte, no fundo quasi impenelravel das
florestas, nos cimos inacessiveis das penhas
e nos centros das cidades I
Os mais habis e modernos administra-
dores contemplan) com pasmo essas cons-
tnicoes maravilhosas.
Para fundar a aecusaco de disipadores
levantada contra as ordens regulare, lea-
se a vaneado nesta casa que seus bens nao
do renda proporcional.
0 espirito que domina a adminstrago
monstica o mesmo da adininistrnco do
seculo. O patrimonio das ordens religiosas
mais dos pobres do que da communida-
de. As suas trras esto relalhadas em
pequeas fraccoes destribudas pelos ne-
cessitados, tjue pagam insignificante renda
nos annos de abundancia, e em vez d* pa-
gar renda rpcebem esmolasnos mos annos.
Seus escravos trabalhaiu menos, porque
as fazendas dos religiosos respeitam-se
lodos os dias santificados, os direitos nate-
raes da familia, e alm das honras de des-
canco empregam nao pequea parte do da
iitiI nos exereicios particulares.
Os religiosos nao demandara seus deve-
lores, nle despejara os naoessitados de suas
casas por falta de pagamento de a I liguis,
e nem exigem contribuices vexatorias :
dio esmolas em diuheiro, em hospedagem,
em educaco primaria e secundaria, e fazem
o culto graituio.
Os religiosos portanto nao podem uterir
grandes rendas, assim como nao podem e
nem devera trabalhar para aecumulaces,
como os particulares. A maior renda para
os religiosos consiste em consolar a miseria
afilela.
Mas, senhores, os homens que ensinaram
incultos a lavrar a trra,
da Europa pode-se dizer
que foi arada pelos filhos de S. Bento, os ho-
mens que ensinaram aos povos a archite-
tnra e todas as artes lberaes, que recolhe-
ram todos os monumentos que nos restam
da litteralura antiga, esses homens, que
lizeram ma'ravilbas cora mnimos recursos,
slo boje condemndos como disipadores ?.'
(Apoiados.)
Se os religiosos nao sao, confessemos que
tinham razoes para serem dissipadores. A
poupanca o resultado da providencia. O
pa de familia trabalha e economisa em at-
teiiQo educa?ao c bem-eslar dos lilhos.
Esta lei geral. O monga tem o amol-
de congregac, de ordem. O convento
o seu mundo, elle deseja que seu nomo,
suas glorias se perpetuem na historia de
sua ordem, que elle pensa Bnmortai 'nu-
siderai, porm, que o religioso tenha na
eduscieocia a certeza do desapparecimento
prompto de sua ordem, que elle t de dia
em dia approxinjar-se do occaso porqoe o
para que trabalhar e poupar !
Emlim. como regularisar-se a adminis-
traco soos administradores morrera e nao
sao substituidos ? Fechis as p-irlas dos
conventos, e aecusais os religiosos, que mal
podem acudir ao s-rvigo do culto divino,
de relaxados e dissipadores!
O religioso nao tem familia, mas tem o
espirito de sua congregaco. (Apoiados.)
Os poucos que resiam aguardara tristes o
signal das exequias de sua ordem, segunda
palr-ia Quaes guerreros de Ossian ton-
tentam-socom rememorar a glora do pas-
sado.
Nao contesto, e antes tenho rteees par
crer que as ordens religiosas se dem abu-
sos qft cumpre cohibir, mas n3o concordo
que sejam extractas, pelo meio indirecto e
odioso do imposto, iustititaicoes que du-
raate tantos seculos prestaram valiosos ser-
vicos as letras, s artes e a humanidade. Se
os abusos, juslificassem a destrui^ao das
iostilulcoee, nenhuma poderia escapar de-
finitiva conderanaco. Cortera-se os ramos
seceos do tronco sagrado, e os renovos re-
bentaro vicnsos. vida das ordens reli-
giosas nlo depende de nos. A nstituico
monstica nasce da natureza humana, em-
quanto o homem nao passar por outro mol-
de, a communidade claustral subsistir. A
Franca aboli os conventos e elles se mul-
tiplicara, assim na Inglaterra, nos Estados-
Unidos e, em outros paizes. (Apoiados )
A prevalecer a providencia offerecida pela
F commissao de fazenda, os bens das or-
deis religiosas sero absorvidps pelo fisco
para pagamento de imposto?. i)esses bens
ninguem se aproveitar, e muito menos o
Esdado. (Apoiados.)
Senbores, eu nada cedo impledad. A
impiedatte creWe com ella a inandacSo
da anarohia. (Apoiados.)
0 priBcpio da autoridade contina a
ser atacado em seu fundamente, a autori-
dad* de eos, autor de todas as cousas.
(Apoiados.)
Oeuemos s revolocjies a gloria fle des-'
. Obi-evitando a
todas as grandes catastrophes polticas a
sociaes, e desses naufragios salvando tudo
o que era bello, nobre e dravel. Os
mouges s3o como pharoes no; cimos das
penedias.
Em verdade, senhore3, fui sorprendido;
parecia-me impossivel que o partido con-
servador na plenitude de sua influencia, se
arriscasse a tentar contra a existencia das
ordens religiosas, opprimindo-as com im-
posicoes insupportaveis. injustas e odiosas.
(Apoiados.)
0 partido conservador nem deve acertar
i nem provocar reformas radicaes, de fond
en comble ; entretanto eu recejo que o es-
pirito de no vida de chegue at nos, tanto
elle se propaga. Entrar nesse caminho do
desconhecido, de reformas radicaes, su-
jeitar o paiz ao maior de todos os perigos,
o de transformarles successivas. .9 paiz
estar sempre pororganisar-se. A grande,
a universal forca do partido conservador
reside na actmdade que desenvolve para
melhorar, e na firmeza com que resiste ao
espirito de innovaces irreflectidas. (Apoca-
dos.)
Senhores, o Estado nao anima vili,
materia inerte e disposta a experiencias.
(Apoiados.) A opiniu conservadora nao
pode, nao deve, sem sacrificio da sua le-
gitima influencia e autoridade, inspirar-se-
nas exigencias temerarias dos innovadores
incorregiveis. (Apoiados.)
Tal tem sido a importancia moral das
ordens religiosas, e to geralmente reco-
nhecida a sua necessidade, que a revotado
franceza em 1790, decretada a extineco,
foi compellida a revoga-la reconhecendo o
vazio insupprivel de que se sentio logo a
sociedade ainda em convulso. (Apoiatos.)
O Sb. Pinto de Campos : Barmive
pedia a voUa dos jesutas.
O Sr. Fembira Vianna : Reconhece-
ram que se fatal destruir, moilo diflicil
reconstruir.
O partido conservador nao agita e nem
promove exploses ; camnha com pruden-
cia e segoranca. Deixa obra segura e du-
radoura, aprende as Ieis da historia e da
Baturcza.
Estou tranquillo, porque vejo a frente do
ministerio de 16 de julho um cidado em
quem deposito nleira confianca, e estou
certo que nao transige a respetto dos ver-
daderos principios do partido conservador
(apoiados). conservar para melhorar e me-
lhorar para conservar. (Apoiados ; muito
bem.)
Senhores, contra o meu desejo neg o
meu insignificante voto s proposicoes em
discusso, porque as considero injustas,
odiosas e excessvamente oppressivas. Nao
ha razo para assim proceder contra os
conventos, e muito particularmente contra
a ordem religiosa de S. Bento. Se exigem
esses impostos para acudir s exigencias
do Estado, nao devem esquecer os grandes
donativos que a ordem benedictina tem ge-
nerosamente feito em todas as circunstan-
cias de necessidade e perigo, desde o dia
cruel em que foi preciso comprar com di-
uheiro o socego desta cidade bombardeada
pela osquadra do famoso almirante IMttjuay
Trouin.
Para armamento contribuio com cside-
ravel quantia por occasio da ameaca in-
gleza em 186.'}. Para esta guerra concor-
reu com grande numero de voluntarios, e
sem intengo d obter condecoracoes- e ba-
ronatos. (Apoiados.)
Se pensis em forga-los emancipaco
dos captivos, nao pode ser maior a injus-
tica. Essa questo est resolvida na ordem
benedictina desde 1805, e se os religiosos
nao do completa preva de sua resohico
por temor das consequencas.
Entretanto nao teria duvida em votar pelo
substitutivoyOfferecidb pela commissao se
o governo se obrigasse a consentir na entra-
da de novicos, embora em numero limita-
do. S assim comprebendo a rehabilitaco
das ordens religiosas, e a reorganisaco de
sua administraco. (Apoiados.)
Vozes : Muito bem Mudo bem !
0 SR. DUQUE ESTIUnV-TEIXEIRA :
Sr. presidente, ea j conhecia ha muito o
brilhante talento do orador qae acaba de
oceupar to eloquentementc a attenco des-
la ca?a ; mas realmenle nunca o suppuz
capaz do esforco de que dea prova discu-
tindo do um modo potico e sentimental o
que elle chama urna questo puramente
lisral.
Quando se encetou esta discusso vi com
magoa que elle tenda a transvar-se, por
qanlo os impugnadores da medid i discu-
tida buscavam mais fallar ao sentmentodo
que razo.
O nobre deputadorpelo municipio neutro
levantou-se, asseverando com a sua voz
aulorisada, qae considerava e ia discutir
essa medida como puramente fiscal ; acre-
ditei que tinha chegado a vez de ser ella
devidamenle apreciada. Mas, senhores,
proseguindo o nobre deputado, veio ainda
ainda coramover-nos. com a questo reli-
giosa, c-tentou alcancar o Iriumpho laucan-
do a perturbacn era nossas almas, e fa-
zendo-lhe vibrar as fibras mais sensiveis.
Nao o acompanharei nesse terreno, nao
o seguirei no sentimentalismo, para s se-
gni-Io na argumentaco.
Sinto, porm, necessichde do arredar do
debate esse elemento que Ihe estranbo, o
elemento religioso, qne s* nao pode con-
fundir com a questo fiscal.
J a serenidade e graca, o tom algumas
vezes mesmo jovial, com que o digno sa-
cerdote, deputado por Peraambuco, tomou
parte acete debate, deviam tranquillisar-nos
o convencer-nos de que sem fundamento
combaten elle a propostn da illus*rada i'
commissao do orcaracote como urna ameaca
e qm ataque s nossas oiilens religiosas e
aos interesses religiosos da nossa sociedade.,
Senhores, trata-se de impostos, trata-se
de*aggi-avar o imposto laucado sobre es
bens de mo mora das uorporacoes regu-
lares. O que tem isto cog a religue ebris-
taa. com esta religio que pregou a humil
dade e a prfbreza i, 0 que ha nisto para
;faaer perigar urna religia) que, sendo es-
sencialmente espiritual e divina, est mais
qtie todas, e a historia o prova, cima das
continencias e vicissitdes mundana
..
(ConlinuarseJw)
/
- i
1
TVP. VO DUWQ-Rl A MS MZEf H.
i.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EJFJYSOHC_BUC983 INGEST_TIME 2013-09-14T03:34:51Z PACKAGE AA00011611_11886
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES