Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:11884


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Full Text

t
i.
ANNO XLV. NUMERO 152.
PARA A CAPITAL E LUGARES OHDE IA0 SE PAGA PORTE.
Por tres lftezes abantados............ -^
Por seis ditos dem.............. ..... gg*
Por um anno idem. ........
Cada numero avulso .
flUINTA FEIRA 8 DE JULHO DE 1869.
PARA DEITRO E F01A DA PROVUCIA.
Por tres mezes adianUdos.
Por scts ditos idem.
Por no\T ditos idem
Por um anno.
""-"o^o.............:::::: "$ ^*^ gr.,*.!*. ....::;: ;;; ::;; g
"^ Por um anno........... *g
DIARIO DE PEMAMBIM
Propriedada de Manoel Kgueira de Faria & Rftos.

* ACENTO,*:
em Nuaratii; Francioo Tarares da Costa, em Alatas: Dr. Jns M,ri.ii, ..S'-^?5?!?,??|0?.I,,,,(*>V.
i.' Naeamh; ^^-^15 S*3Sr^5MBSlZ S^^SHOS.Sa^'S^*^ ^^** ""'' "**"
PARTE OFFICIAL

\
Minltr rio **tt negocio* estran-
gelros.
ETABF.I,F.CIMEr DR UM COVtBNO PROVISORIO NO
PABAOUAY.
Accordo dos (Miadas.
Aos 2 da do mez de junho do anno do nasci-
mento de Nos Seahor Jess Chrislo de 1869, na
cidade de Buenos-A y res, reuniram-se na secretaria
do ministerio de relacoes exteriores os plenipoten-
ciarios dos governos alliados, a saber :
S. Exc. o Sr. conselheiro Jos Mara da Silva
Paranhos, enviado extraordinario e ministro pie
nipotenciario de sua raageslade o imperador do
Brasil, em missao especial; S. Exc. o Sr. Dr. D.
Mariano Vrela, ministro e secretario de estado
das relacoes exteriores da repblica Argentina, c
i. Exc. o Sr. U.' AJolpho Rodrguez, enviado ex-
traordinario o ministro plenipotenciario da rep-
blica oriental do Uruguay, em missao especial.
O objecto da prsenle conferencia era. accorda
rera detinitivamente sobre os termos do reeonhe-
cimento do governo provisorio que os cidadaos pa-
raguayos, amigos da allianca, pretenden) estabele-
cer conforme a manifestado subscripta por gran-
de numero delles, e transmitiida aos mesmos
plenipotenciarios por nota de 29 de abril ultimo,
da commissao encarregada de promover a realisa-
cao dessas nobres c legitimas aspiracoes do povo
paraguayo.
Os tres plenipotenciarios, depois de conferirem
os seus plenos poderes, que foram achados em
boa e devida forma, considerando :
Que os votos e solieitacao dos cidadaos para-
guayos esto de accordo com as vistas generosas
e legtimos propsitos da allianca :
Que, concordando no estabelecimento de um
Soverno nacional do Paraguay, os governos alija-
os nao fazem mais do que respeitar e cumprir
um dos seus m.iis solemnes eompromissos, expres-
so em varios artigo* do tratado do l. do mato de
1865, ao mesmo lempo que completam o acto pelo
qual annuiram a que as legies paraguayas, que
fazem parle dos ejercito sitiados, inarcnasseui
com a bandeira de sua nacionalidade :
Que o governo paraguayo ser um elemento
moral de benfica infidencia para accelerar e tor-
nar menos sanguinolenta conciusao da presente
guerra:
Que elle urna necessidade reclamada pelos in-
teresses da populaco civil, paraguaya c cstran-
geira, que habita as cidades, villas e mais povoa-
ees que as armas alliadas tem libertado do poder
do nimigo, no territorio que se estrale desde o
Passo da Patria al aos limites septentrionaes da
repblica. o desde o rio Paraguay at as cordi-
Iheiras onde o dictador Lpez se refugiou com os
restos do seu derrotado exercito :
Que o estabeieciiaento do governo paraguayo
3migo nao t Itera ncm os proposites nem os
.allianca, e deixa sutfSfstentes e com a mesma for-
ra os seus mreilos de belligerantes :
Resolvern), como execucao do tratado do 1.
de raaio de 181.', ede iuteira conformidado assim
com as disposicoes deste pacto, como com as ins-
truecoes dos seus respectivos governos, declarar
a commissao paraguaya :
(Jue os governos alliados tm concordado entre
si facilitar, quanto esteja de sua parte, o estabele-
cimento do governo paraguayo provisorio, reco-
nhece-lo e trata-lo como amigo, debaixo das se-
guintes condiccoes :
1.* O governo provisorio que se estabeleca no
Paraguay deve sor de iivre escolha dos cidadaos
paraguayos que se acham no territorio libertado
do dominio do marechal Lpez.
2.* Essc governo deve de constituir-se por forma
e com pessoas que dra garantas de estabilidad*
de paz e de perfeita inteligencia com os governos
alliados. .
O bom senso dos ditos cidadaos pariguayos,
siias manifestas declararles do reconliecimento aos
alliados, e o proprio interesse nacional que ora
os rene, assegoram que essa condicao resultar
satisfeita da Iivre eleicao a que ellos aspiran) e
para a qual contara e portem contar com as mais
generosas syoapamias da parte dos governos ai-
liados.
3.'-Ligados estes governos por um tralado de
allianca, que hoje do doninio o publico, no
qual se consignan) os propsitos e fins da guerra,
a que as tres potencias, que o firman) foram ar-
rastradas pelo dictador Lojiez ; o governo proviso-
rio que ora se estabelecer no Paraguay.som deixar
de ter plena liberdade no exercicio de sua sobe-
rana nacional, pelo que respeila guerra, tendo
prsenlos as prpscripcoes do refera traUMto,-
obrigar a proceder de mteiro accordo com os ai-
liados at a terminacao da mesuia guerra.
4.* Consetjaentemnte o governo paraguayo nao
poner tratar com o marechal Lpez, nem enm
pesson que o represente, ou sobre quem elle influa,
porque do mesmo modo procedero os governos
alliados e seus representante; diplomticos e mi-
litares."
5.* A accao d is generaes alliados ficar inteira-
mente Iivre c independentc de governo provisorio,
no que respeila ao exercicio de sua jurisdiccan
militar o as operacoes contra o nimigo romtuuin.
Ellos polerao ocenpar os pontos qne julgarcm ne-
cessarhs. e aproveiUrem-se de todos os recursos
do paiz, s.ilva a propriedade particular, neutra ou
amiga, cujo uso dar direito a indemnisagao.
6.* O governo provisorio, alm de sua accao po-
ltica e administrativa, prestar todo o concurso
que Ihe seja possivel para as operacoes militares
dosaHiados, j em pessoal e material da guerra, j
en viveros e forragen-.
7.* A jurisdiccao civil e criminal do governo
provisorio nao se estender aos qaarteis, acampa-
mentos e individuos [rtencentes aos exercitos al-
liados Dado algum delicio entre um militar em-
pregado dos ditos exercitos e pessoa que lhes seja
extraos, preferir a jurisdiccao militar, salvo se
a autorldade militar competente entregar o de-
linquente. ao juizo da autoridade paraguaya.
8." Todos os individuos, navios, vveres, forra-
gens, e mais material de qualquer especie, per-
tencentes aos exercitos alliados, ou a seus forne-
cedores, tero entrada e sabida pelo territorio da
repblica com isenijao de todo e qualquer onus.'e
sem mais liscalisacao que a que for accordada
conigeneraes ou os representantes diplomticos
_dos governos al liad
Sob estas condiccoes, os alliados compromettem-
se a recoahecer o governo provisori*, e a pres-
tar-lhe seu apoio moral e material para defesa da
orden, publica, e do rgimen legal da repblica,
emquatito durar a presente guerra, e pela forma
juc julgarem mais conveniente.
Conviero mais : i.*, que essa declaracao dos
i nos alliados ser feita por nota collectiva di-
rigida pelos tres plenipotenciarios commissao pa-
raguaya, acompanhada de copia do prseme pro-
tocolo, e da do pacto da allianca, a que se refe-
rem as sobreditas cnndicfoes, comquanto j csteja
este no dominio do publico ; 2.",-que a commissao
declarar por nota reversal se acceita as condic-
c5es do reconhecimento que Ihe offerecido pelos
lliado; e que, constituido o governo paraguayo
provisorio, confirmar este pela forma oficial
conveniente aquello accordo previo, que
desde enfio ter pleno e inteiro vigor.
Era testeraunho do que, nos os plenipntencia-
riosf de.wa magestade o imperador do Brasil, d
rapobBca Argeniina e da repblica oriental do
Uruguay, rlreinos lavrar o presente protocollo, em
tres autographos, em vtrtode de nossos plenos po-
deres, o asignamos com os irossos punhos e lhe
zemos por o sello de nossas armas.
Jh Maria da Silva Pamnhos.
Maano Vrela.
Adolfo Rodrguez.
ola Aos plenipotenciarios dos governos alliados.
Buenos-Ayres, em 8 de junho de 1869.
Os governos alliados consderaram maduramen-
te, e dominados das mais atuigaveis disposicoes, os
votos e legtimos propsitos dos cidadaos para-
guayos, expressos em seu manifest assignado na
Assumpco a 31 de marco ultimo, e communca-
dos aos mesmos governos alliados por nota de 29
de abril-, que lhes dirigi a commissao popular en-
carregada de desempenhar esse mandato
Os numerosos cidadaos paraguayos que firmara
aquelle manifest declarara em resumo :
Que estao animados do desejo de ver cessar
quanto antes o horrivel martyrto do povo para-
guayo, e de organisar um governo que seja a ex-
pres.-ao da legtima soberana popalar, estabele-
cendo-o no territorio libertado pelas armas alia-
das e actnalmeute sob o dominio exclusivo destas:
Que consideran) dever de todo cidado paraguayo
o concorrer para acabar com os restos do poder de
general Lpez ;
Que ofierecem aos alliados o seu concurso e o
do seus compatriotas que adherem mesma cau-
sa, pela forma que for necessara e conveniente,
para se conspgurem aquellos fins ;
E tomara a Deus por tcstemunha da sinceridad
destas suas intencous manifestadas aos governos
alliados.
Os Srs. mandatarios incumbidos de promover
junto aos governos aliados, e de accordo cora
estes, a realisaeo daquelles votos e propsitos,
reportando-se ao acto popular de que sao orgaos,
e por essa occasiao snggerindo quanto lhes pare-
ceu conducente ao quo nobremente aspiran) seus
compatriotas, concluiram sua nota nestes termos :
Chegou assim a grande opportunidade de en-
carnar nos fados as solemnes declarares dos go-
vernos alliados que exiraem o paz da guerra ex-
clusivamente dirigida contra o seu governante e
que collocara debaixo da salva-guarda de suas res-
prctivas nacoes a integridade, a soberana e a in-
dependencia-'de nossa desgranada patria, a rep-
blica do Paraguay.
Os abaxo assignado?, plenipotenciarios dos go-
vernos alliados, teem agora a honra e intima sa-
tsfacao de poder coran,unicar aos senhores sobre-
ditos commfssarios que os mesmos governos allia-
dos hao resolvklo annuir, quanto est da sua par-
te, aos desejos que lhe foram expostos era norae
do infeliz povo paraguayo ; e que, promettendo-
Ihes a mais benvola couperacao, declarara aomes-
mo tempo reconhecer"e tratar o novo governo pa-
raguayo que assim se constituir, conforme a nor-
ma que se resume as condices expressas no pro-
tocollo junto do seu aceordo celebrado para esse
Ora, e que vai acompanhado de copias dos paeti,
*i aHao^aa quesfriefcie.
Como enunciaco mni< explicita do voto que fa-
zem os governos alliados para que o novo governo
paraguayo cimente o mais possivel o espirito do
uniao entre i,s seus compatriotas, e por este modo
se assegnre o raais decidido apoio nacional, os
abaixo assignados suggerem ao Srs. commissario:.
a conveniencia de i pie o governo provisorio, que
tratara de estabelecer, se componha de tres mein-
bros. Ainda (ue um desses membros tenha o t-
tulo de presidente, e como tal exerca funecoes es-
l>eciaes, aqueta condicao de concordia c da torca
licar satisfeita, urna vez que a autoridade supre-
ma resida no c >rpo collectivo, destribuindo-se as
dilferentes attribuicoes administrativas da junta
goverattiva, do modo que se.julgar mais razoavel,
lelos ir. > membros que a compozerem.
. Os governos alliados julgam que corresponden)
assim franca e amigavelmenle aos vjtos e legiti-
mas aspiracoes da populagao paraguaya amiga, e
crem que sobre taes bases a creagao do boo go-
verno ser de grande beneficio para o Paraguay,
sera deixar de ser compativel com os d:reitose
propsitos nao menos legtimos dos mesmos al-
liados.
Os abaixo assignados sadam aos Sis. corarais-
sarios paraguayos com as expressoes de sua cor-
dial estima e mais distncta consideracao.
Aos Srs.: D. Jos Daz Bedoya,
D. F. Egusquiza, %
D. Bernardo Valiente.
M'iriano Varelln.
Jos Maria da Silva Piiranhos.
Adolfo Rodrigue;.
posta? pelos alliados ao reeonhecmento que delles
depende e seguranca de suas amigaveis relacoes
com o dito governo provisorio.
Os abaixo assignados cumprem o grato deverde
declarar por sua vez, em norae dos governos allia-
dos, que, aceeitas como estao plenamente as refe-
ridas condices, os mesmos governos alliado4ra-
tarao, pelo qne Ibas respeila, de dar numi prosap-
ia .execucao a to ainigavel acoordo.
Os abaixo assignados sadam aes Srs. membros
da commissao paraguaya com as expressoes de
sua cordial estira* e mais dirtincia eoasiderscae.
Aos Sis. D. Jos Diaz doBeaova, D. F. Egus-
quiza el). Bernardo Valiente.Jb Maria da Sil-
va Paranhos Mariano Vrela.
Commando em chefe de todas as (oreas bras -
leiras em operaedes na repblica do Paraguav.
Quartel-general era Pirayil, 9 de junho de 1869.
Illm. o Exm. Sr.Qibe-me passar s maos de
V. Exc. copia da p>rle do brigadeiro Jos Anto-
nio Correa da Cmara, que com as forcas expe-
dicionarias do Rosario, opera ao norte do rio Je-
juv, na qual refere o mesmo brigadero e trium-
pho qiieatcaneou sobre a forra inimiga, coraman-
dada pelo major Caleo, qne existia nessas pa-
ragens.
Por este doeumento ver V. Exc, que foi con-
seguido do modo mais completo e glorioso, o fim
que se teve em vista ao terminar se esta expedi-
cao, ficando o dietador Lpez privado do impor-
tante concurso quo lhe teriam prestado ni sua
ultima defeza os 1,200 hornera e as 16 boceas de
fogo que estaconavam naquelle lugar, e bem as-
sim libertadas do poder do dictador, connideravel
numero de familias paraguayas.
^or esta occasiao nao |>osso deixar de recom-
raendar attenco do governo imperial, a activ-
dade. pericia e intrepidez de quo mais d urna vez
deu provas o brigadeiro Jos Antonio Correa da
Cmara, no de-empenho de to importante com-
missao, e Iwm assim a coadjuvacb que ao raci-
mo brigadeiro prestaran) todas at pracas e ofll-
ciaes, qne debaixo das ordens d'elle, lizeram par-
te da mencionada exped cao, vsneendo nao s a
resistencia do nimigo, como as difflculdades e
solfrimentos inherentes marchas forradas por
terrenos alagados e quasi inlranstaveis.
Den guarde V. ExcIflm. e Exm. Sr. con-
selheiro de estado barao de Muriliba, ministro e
secrejario de estado dos negocios da guerra.
Gaslao de Orlenns, commandante en) chefe.
Illm. e Exm. Sr.Tenho a mais viva satisfacao
em felicitar V. Exc. jor mais um triuinpho ob-
lido pelas armas do imperio sobre as do dictador
do Paraguay.
Marchando no dia 28 pela extensa vargem que
leva a Sargento Lomas ntelramonte a descoborto,
poz-seo iniraigo era retirada nessa raesma noite
de Tnpipit, onde acampei s 3 horas da larde do
dia de hontem.
Tendo conliecimento de que so dirigir ao pas-
so ue Tapliira "
meta cima
antes pela oxpedicao oriootal que o tenente-coronei
Hippolito Coronado commandou.
Vo dia 3( do inez proximj passado sahio o ge-
neral Joo 51 in.wJ deste acampamento, teM da
mvisao de cavallaria do seu commando e quatro
r-occas de fogo de campanha de calibre 4, nao le-
\ando mrantana afitn de nao tirar espedieao a
rapide* necessara para prevenir os raovmentos
do Iniraigo.
No dia 1 encontrou no desfiladero denominado
bapucahy, que s tem 60 palmos de largura, urna
inneneira, cujos defensores fugiram em debanda-
aa, morrendo o commandante delles e ficando em
nosso poder 28 prisioneros, homens robustos.
Jdta t chegou a vanguarda da columna ao
no Dieuary, que reconheceu ser nesse lugar
multo largo e de nado.
Dliberou, pois, o Sr. Joo Manoel
e soldados dispotaram I impedido de eommuniear-se com este, e foi enf*.
e intrepidez; honra e avisar aquelle- de que se paosara.
21.!a'_ troceen coi quasi toda a foro*
Acceitaco por parte dos membros do governo pro-
visorio.
BnenovAyres, em U de jnnho de 1869.
Exms. Srs.Os abaixo assignados t vern) a hon-
ra de raceber a ola collectiva que Vv. Excs. ser-
viram-se dirigir-lhes em data de 8 do crreme,
participando o assentimento das nacoes alliadas
formaco de ffm governo provisorio para a rep-
blica do Paraguay, cobrindo o protocollo do accor-
do em que se flxam as condicSes de seu reeonhe-
cmento e incluindo copia do tralado da trplice
allianca.
Depois de considerar esse accordo com a alten-
cao requerida pela importancia do assumpto sobre
que versa, acharam os abaixo assignados que dei-
xa ineolnmes os direilos do Paraguay, que nao im-
poe ao governo provisorio outras obrigaeoes se-
no as que a sua propria lealdade lhe aconselha e
que s envolve as garantas necessarias Iivre ac-
cao militar dos alliados.
Assim, pm, em nome de seus representados de-
claran) os abaixo assignados solemnemente que
acceitam todas as condcies fixadas creacio do
governo provisorio, e qne se respeitar a indica-
rao relativa ao numero de seus membros.
Os abaixo assignados terminarn esta nota deca
rando nao menos solemnemente que este passo dos
Exms. governos alliados, a prova mais eloquente
das sympathlas que lhe inspira a desgraca do Pa-
raguay, e agradecendo lo intimamente como lhes
possivel os benvolos votos que fazem pela sua
futura prosperidade.
Retribuindo a Vv. Excs. as affectuosas sr.uda-
coes, tem os abaxo assignados a honra do offere-
cer-lhes as seguranzas de seu mais profundo res-
peito e dslincta consideracao.
Aos Exms. Srs. plenipotenciarios alliados, Dr.
D. Mariano Vrela, ministro e secretariifde estado
das relacoes exteriores da repblica Argentina ;
eonselneiro D. Jos Maria da Silva Paranhos, en-
viado extraordinario e ministro plenipotenciario em
missao especial de S. M. o Imperador do Brasil ; e
Dr. D. Adolpho Rodrguez, enviado extraordinario
e ministro plenipotenciario em missao especial da
repubca oriental do Uruguay.
Jos Diaz de Bedoya.
* F. Egusquiza.
Bernardo Valiente.
Acceitaco por parte dos plenipotenciarios dos go-
vernos alliados.
Buenos-Ayres, em 14 de junho de 1869.
Os abaixo -asignados tiveram a honra do reee-
ber a bota que lhes dirigiram os Srs. membros da
commissao paraguaya com a data de 11 do cor-
rente, cm resposta a dos mesmos abaixo assigna-
dos de 8 do dito mez, relativamente ao e*tabeeoi-
inento do governo provisorio, que o povo para-
guayo pretende eslabelecer no territorio libertado
pelas armas alliadas.
Os Srs. mandatarios da popnlacao paraguaya
amiga declaran) solemnemente em nome de-s ui
representados, que aeeettam todas as endiees
com elle osprimeiros tiros de artilharia.
Evidentemente o nimigo conhecando que nao
poda elTectuar a passagem sem prejuizos cerlos,
tentou resistir e aceitou combate, cstendendo
linha cuja direila se apoiava cm una mata
cerrada, e a esquerda em um banhado e em um
cavado do que fez trineheira.
Em sua frente corran) fortes banhados, em cuja
retaguarda sn entrincheiraram o centro e a es-
querda, reforcados por 12 boceas de fogo. Segun-
do os depoimentos dos prisioneros, tinhaelle 1,200
homens das tres armas.
O ataque foi vivo e to rijamente fendo por nos-
sas forcas, que o toque de avancar, se canfundin-
do cora o de carga, pouco precedern) ao de ces-
sar o fogo e dos vivas de triumpho. Tal foi o bi-
zarro comportamento das nossas forcas que uve a
hnnraigde commandar, para as quaos nem bou ve
dfficuldades em transpor inmensos banhados e
aloladores, como nao trepidaram em arrojar-se
com valor sobre a artilharia iniraiga vomitando
motralha, e sua infamara que ainda faza fogo
quando j as tocavam nossas bayoneias e lancas.
Nossos offlriaes e soldados disputaran) entre si
valor e intrepidez, e nao tenho, para es forcas que
commandei, seno merecidos louvores a tributar.
As perdas do nimigo foram grandes. Em nosso
poder cahirara cerca de 300 prisioneiros, e calcu-
lo que nao conseguio salvar 200 homens, porgue
no campo da batalha nao deixou menos de 500
morios, tendo ainda perdido grande parte que
afogou-se ao passar o ro, o milites na ontra mar-
geni sob o fogo de fusjjfcrjae motralha. Tomamos
ttw 12, do calibro 1 a 10, assim como 3 estandartes,
muito armamento que tenho mandado nulificar
pela (lifficuldado em conduz-lo, grande quautida-
de de munijoes que niandei lancar ao ro, e 3i
carretas qnftaandei incendiar, excepto algumas
que fiz recolher os feri los.
Cahirara mais em nosso poder grande nnmero
de familias qua fiz transportar para Tupipit, e
que vou estabelecer era suas propriedaes era S.
Pedro, para onde desejam retrar-se.
Nossas perdas foram insignificantes em vista de
taes resultados, pois que temos a lamentar a per-
da de 18 homens morios e de 81 feridos.
Acho-me acampado tres quartos de legua dis-
tante do ponto era que dei o ataque, e amanilla
marcho para Tupipit, d'ondo nao posso sahir
pelos obstculos com que lularei.se a esquadra
nao mandar lanchas a vapor recebe-los no passo
de Coquer
. Estou sem gneros para alimentar as forcas
que vinham munidas at hontem, e sem. mi I lio
para os cavallos que o necessitam moito pelos
mos pastos destes lugares, nao me faltando, po-
rm, carne, porque tenho tomado algumas duas
mil rezes ao migo e grandes rebanhos de ove-
Ihas. Vou rogar encarecidamente ao capito de
mar o guerra Lomba, que faca ao menos subir as
lanchinas a vapor, j que, segundo mecommnni-
cou em offlco de hnje recebido, os monitores nao
pdem subir a Coquer, porquanto os caminhos
que tenho a percorrer para chegar S. Pedro,
sao de natureza a nao me animar a seguir para
all com carretas, tendo de para allL transportar
as boceas de fogo de que me apoderei.
Sem perda de tempo enviarei V. Exc. parle
circumstanciada das oceurrencas de hoje como
das anteriores, e os 3 estandartes que mencionei.
Dens guarde V. Exc Acampamento era
marcha, 30 de maio de 1869.IKm. e Exm. Sr.
tenente-general Polydoro da Fonseca QuinlaralOa
Jordo, eommandanto do segundo corpo de exer-
cito.O brigadeiro Jo* Antonio Correa Cmara,
commandante da? forrar.
Commando em chefe de todas as forcas brasi-
leiras era operaedes na repblica do Paraguay.
Quartel-general em Piray, 13 de junho de 1869.
Illm. e Exm. Sr Cumpro o dever de dar a V.
Exc. resumidamente conta d*pedicao |ue acaba
de ser realisada pela divisad de cavallaria deste
exercito, ao mando do brigadeiro Joao Manoel
Menna Barrete.
Ao determina-la Uvera eu em vista subtrahir
do peder do dictador Lpez as familias que oons-
tava existirem em grande numero as proximi-
dades de Villa Rica o IWtimy, a euja reclaso
constitue o mais poderoso .sustentculo da foro
moral do sen exeroi/
No seu refresso everia a expedicao passar
a fundico de Ibieuy e completar a destraicwi
te estabeteeimeiHo. cbaiecad atfsaut semanas
wu, regrossar a
initiaiy, onde se oi reunindo inmenso numero de
rameas desejosas de se porai debaixo da protec-
rao de nos-a forca.
Dahl foi que rae raandou de tudo prteipacao,
uie ^iegou i< "lilllias o n;l noite do dia 4.
MaudfcHiie imoiedatamente orden) para que se-
guis* ate Ibjcuy, a cumprir a seganda part; de
sua commissao, levando coinsigo o raaior numero
de familias possivel, e para attender falta de vi-
veres c fbrragens que a prolongacao da expedicao
neeesariaraente trouxera, Hz seguir nessa direc-
ra um comboi da carguefros com vveres e mi-
Iho, escoltado por um corpo de cavallaria ao
mando do major Manoel Lucas de Souza, comboi
que com efieito reunio-se no Ibieuy com a forca ao
mando do general Joao Manuel.
Emijuanto, porra, esta atravessava um desfila-
deiro que aerara o Ibitimy do Ibieuy, aypareccra-
Ihe de repente por tuna picada lateral niinigos su-
perior era numero e armado de artilharia, que
conseguio separar do resto da columnia o pequeo
corpo que forraava a retaguarda.
Soionte disso, o general Joao Minoel fez-lhe
frente, e aps breve lula desalojou os raumgos da
posicao i|uc tnhain tomado. Doxaram estes no
campo para raais de 200 cadveres, 3 prisioneiros
e 2 estandartes.
De nosso lado tivemos nesse hrhante encontr
5 pracas mortas e 28 feridos.
Chgando estes fados ao meu conheciraento na
nouw do dia 9, por um officil que rae mandara o
general Joo Manoel fiz sahir para proteger a re-
tirada da columna mais urna brigada de cavalla-
ria ao mando do brigadeiro Vasco Alves Pereira.
Armella, porm, seguir seu calumbo sem raais
mividade. Chegou a Paraguaiy na noite do dia
10 e a este acampamento na tarde do dio II, tra-
yendo ama populagao de mulheres, chancas e ve-
Ihos pouco inferior a 4,000 almas, que voluntaria-
mente e sujeilando-se s (uaiores fadigas aeompa-
nharaui a columna que lhes trouxera a liberdade.
Depois de Ibes mandar dar aqu a alimentante,
de que muito carecan), pe i seu estado de exre-,
ma fraquoza e miseria, deterrainei qu
o no rio Aqnarametiy, unas "legua? c -eondrintas a AssumpcTt*. e n
do Tupipit, para ah segu na ma- aquellas que nao encontrarain seus prenles ent-
arugada de hoje, e as 10 horas do dia trocava ja '
Nossos officiaes
entre si de valor
dorias, pois, a lao bravos defeaeores da
patria.
Mais de 500 cadveres deixou o inimigo
no campo da accao, alm de muitos somba-
tentes que foram buscar a morte as aguas
do Aguaranchy.
Duzentos homens, se tanto, consegui-
ram escapar-se.
Trezeotos prisioneiros, 12 bocas de fbgo
de differentes calibres, 3 estandartes, gran-
de quantidade de armamento e raunicao- e
34 carretas, foram o trophos de to
completa victoria.
Militas familias paraguayas tambera foram
encontradas as immediaces de Tupi-
pit.
Nossas perdas foram insignificantes em
retaceo a taes resultados; apenas temos a
lamentar 18 homens morios e 81 feri-
dos.
Em vista de to brilhante feito de armas,
alcanzado por nossas forjas expedicionarias
sobre o inimigo, no coraeo mesmo do Pa-
raguay, sua alteza o Scnhor principe, nao
pode deixar de congratular-se com o exer-
cito por mais esta pagina de glorias, escrip-
ta nos actos de nossa historia, por-to
bravos c distinctos militares
Manda, por isto, o mesmo serenissimo
Senhor louvar a S. Exc. o Sr. briga leiro
Jos Antonio Correa da Cmara, comman-
dante da referida expedigo p-la actividade,
pericia e audacia, de que deu provas no
desemponho da commissao que Jhe fura
confiada : e bem assim a todos os Srs. otli-
ciaesepracas que tomaiam parte em to
gloriosa jornada.
O brigadeiro, Joo de Souza da Fonseca
Costa, chefe do esta^maior.
l'' ni
EXTERIOR.
I re os paraguayos que se acham acrapanhando
os exercitos alliados.
Do povoado' de Ibieuy o general Joao Manoel
mandou um esquadrao fundico onde foram
ainda adiados, alm de urna machina a vapor,
consideravel deposito de armamento em concert,
e de vveres, e bem assim vestigios de que, at
poucos das antes, fra o estabelecimento visitado
por emissarios de Lpez. Utje nada mais existe,
tendo ludo sido nteiramente destruido por nossa
forca, sob a direceo do capito de engenheiros Je-
ronyrao Rodrigues de Moraes Jardim.
Deixo de remetter a parte ofllcial desta notavel
e importante expediejio por nao t-la ainda rece-
bido, assim como a nota do total de nossas per-
da*. Estas, coiisideravehiiente inferiores as do
nimigo, consistem principalmente nos officiaes c
praras que flcarara por ora extraviados nos ma-
tos intermediarios entre Ibitimy e Ibieuy : tenho
esperanca que honi numero delles ainda alcancen)
a margem do rio Paraguay pelo valle do Tcbi-
cuary.
Deus guardo a V. ExcIllm. o Exra. Sr. con-
selbeiro de estado barao de Muri'iba, ministro e
secretario de estado dos negocios da guerra.
Gasto de Qrlnvis, commandante era chefe.
Commando cm chefe de todas as forcas
brasileas em operacoes na republici do Pa-
raguay.Acampamento em marcha, quartel
general em Piray,.' de Junho de lH().
OUDEM do da N. 16.
Tendo sua alteza o sensor principe, ma-
necoal e commandante em chefe conheci-
mento da existencia de urna forca inimiga,
em numero de 1,200 homens das tres ar-
mas, entre a margitn direita do lio Jejuliy
e a do seu affluente Araguary, delerminou
que as forcas existentes no Rosario, reforca-
das com a "diviso de cavallaria, 10* bri-
ga la da mesma arma, um batalho de in-
famara e duas boceas de fogo de monta-
nha, tudo ao mando do Exm. Sr. brigadeiro
Jos Antonio Correa da Cmara, no dia 17
do raez passado marchassem para aquelle
ponto, afio de bater ou aprisonal-a, visto
achar-se ella solada do grosso do exercito
de Lpez.
No dia 28, achando-se j a nossa forca
expedicionaria em urna extensa varzea, de-
parou efectivamente com o inm go que, em
retirada, fugia das immediacbes de Tupi-
pit, onde depois nossa gente acampou s
3 horas da tarde do dia seguinte.
Tendo aquelle general sciencia de que o
inimigo havia seguido em direceo ao passo
Tupium, no rio Aguaranchy, para ah mar-
chou em sua perseguico na madrugada do
dia 30. conseguindo pouco depois alcancal-o,
trocando com elle s 10 horas da manha
os primeiros tiros de artilharia.
Surprendido no occasiao em que tentava
effectuar a passagem do dito rio, o inimigo
vio-se toreado a resistir, estendendo em
iinha de combate, apoiando a direita em
orna mata cerrada e a esquerda sobre um
grande banhado o nm cercado de que
fez trineheira.
Nossas forcas anciosas por combater,
arrojarara-se, de chofre, sobre as do ini-
migo, n3- achando difficuldades em transpor
immensos banhados e profundos atoleiros;
nem to pouco trepidaram era atirar-se
com valor e galhardia sobre 42 boceas de
fogo que vomitavam metralhas, e contra a
columna de infantaria que ainda fuzilava,
quando os tocavam as nossas bayonetas,
de mistura s nossas lancas.
Rispido foi o ataque e to enrgicamente
ferido.por nossas armas qne, aos toques
de avencar e carregar, succderam-se pouco
depois os bjrnnos da victoria.
PIRAJU', 12 DK IOKHO.
^ O principio fnndaineulal da guerra de monta-
uhas, diz Napoleo, consiste .u occupar^i*tupusi
sobro os flancos ou reiaguavda do iniraigo, nao
lhe deixando seno a alternativa de evacuar suas
posieoes sem combater, para tomar outras re-
tagoaffla, ou enlao de sahir deltas para atacar.
Como complemento deste principio deve-se con-
siderar toda a empresa parcial, que tenha por ob-
jecto solar o inimigo nas montanhas que oceupa,
alim ilo que nao somonte encontr elementos de
resistencia fra debas, na hypolbese de se ver tor-
eado a abandona-las, como tambera para que do
exterior nao lhe ceguem recursos que alimenten)
a resistencia, e, por consegrante, a occupacSo de
posico inalacaveis.
+""oi com esse lira que a fundico do Ibieuy se
mandou o coronel oriental Coronado, isto para
destrui-la e traaer a nossa base principal d ope-
racoes (Assump o) todos os recursos e familias
que encontrarse.
Tambera a expedicao do general Cmara, no Al-
io Paraguay teve por objecto bater u aprisionar as
tercas iniuugas que l existan).
Todos conheeem hoje os brillianles resultados
dessas famosas emprezas. Do Ibieuy j nao sahe
urna s bala ou arma para ferir os soldados da al-
lianca ;- no Alto-Paran j nao tem Lpez um pon-
to de apoio para o caso em que as operacoes at
la se esteudaui, o que nao parece provavel.
Faltava una terceira excurso at Villa-Hica,
nico centro dos recursos que no interior do Pa-
raguay anda reslara a Lpez.
Dina expedicao uessu sen ido era tanto mais
vantajosa e necessara quanto que era naquella
zona que se tinham refugiado as familias da capi-
tal da repblica, c que a volta deltas e a sua pre-
senca'nos exercitos alliados, antes de marcharen)
para a Assumpco, serviran! para estimular us
seus prenles a desertaren! do inimigo.
Pela distancia que nos separa daquella cidade,
pela approximaco era que nos acharaos do grosso
das forcas inintigas, pela quantidade do productos
existentes naquella regan o pelos cuidados qua ao
inimigo deviaui purisso mesmo inspirar, por todas
estas raides precisava a expedicao ser numerosa,
mas nao taulo que toruasse impossivel a sua sub-
sistencia, o devia ser couTiada a um bom chefe.
Todas estas consderacoes foram dcvidainente
atlendidas, organisando-ye urna forte divisan de
cavallaria e urna batera do artilharia, cujo man-
do foi dado ao general Joo Manoel Menna Bar-
reto.
todo subia a perto de dous mil homens, e nao
se mandou infantaria porque a rapidez de mol i-
meulos devia ser a condice essencial de to ar-
riscada einpreza.
Em chgando no Tebiquary enconlrou os Pas-
sos tomados e defendidos por" infantaria e artillia-
ria inimgas.
Vottou a expedicao P^ra a villa de Ibitimy (por
onde j tiuha passado) o ah encontrou novas or-
dens do principe para seguir ate a villa de Ibi-
euy.
Levava j comsigo oto mil armas mais ou me-
nos, muito gado e carretas.
As familias apresentavam-se espontneamente, e
com grande alegra seguiain aquellos que as vi-
nham tirar de tanta miseria; porque se bem nao
taitassem gneros alimenticios, bavia falta absolu-
ta de roupa.
O general Joao Manoel segua na frente com to-
das as forras, menos urna brigada de cavallaria
conunandada peloi-corooel Benlo Martins, que fa-
za a guarda da retaguarda, e era especialmente
encarregado de recolher as familias e os recursos
que eneoutrava.
Esta operaco tinha de demora-lo em sua mar-
cha, forcusainente, e por isso ficou separado do
general Joo Manoel, de urna extensao de tres le-
guas. O caminho compuoha-se de urna serie de
desliladeiros (picadas) e potreros. O general Joo
Manoel, reconhocendo quo critica seria a sua si-
tuacao se fosse atacado pelas forcas que o perse-
guiam do general Caballero (que morrra no com-
bate de 11 de dezembro prximo passado, depois
de er sido coufessado palo fre Fdelis, segundo as
pariicipaces olliciaes) ordenava ao coronel Denlo
Martins que abandonasse tudo que nao o pudesse
seguir e se reunisse a elle; mas expedindo esta
ordem, nao cessava de caminhar, descancando
apenas duas horas no dia; e assim afaslava-se
cada vez mais do coronel Bento, que por sua hon-
re o por caridade j nao uodia abandonar tantas
familias que linham aitrahido a colera do Lpez,
seguuKlo-o.
Por este modo aconteced o que o general Joo
Manool tema e o proprio coronel Bento previo,
isto este ficou cortado daqnello por trincheirai
que fecbavam o potrero, onde pernoilou no da 7,
e quaudu auiz volur encontrou o mesmo tropeco
a retaguarda.
m alteres que antes de acampar, tinha sido
mandado ao general pelo corse!, vowndo, vio-ge
que coramanda* e forcou urna primeira trinehei-
ra, fcita aates d chegar do potreiro oade lico'i
encerrado o coronel Bento ; mas nao encontrando
ain vestigios das torcas deste coronel, o n5o po-
aenuo- )r alm por ter anoitecido e temer ser elle
mesmo encontrado- dentro da picada em que se
acttaray retirou-se para seguir a sua marcha, e
aqm chegou no dia 11 do crrente.
feuppoe-se'que o coronel rompeu o cerco, ajuda-
dado polo tenente-coronei Chananeo, que vinha
lazenuo a guarda da sua retaguarda, e quo ganha-
ram os campos do Tebicuary.
O principe que, antes de receber a noticia de
estar o coronel Bento cwtadu do general Joo Ma-
noel, ja tinha mandado mais nina brigada com-
mandada pelo general Vaneo Alves, e no dia im-
medialo una diviso de infantaria, a do coronel
i edra, o principe mandou immediatamente algnns
vapores subir o Tebicuarv, aflm de soccorrer
aqnelles chefes.
Ura raajor e 56 pracas j aqui chagarara, e con-
tara que rompern) o cerco poraguaya d ponta de
lurtra e pala de eavallos. K' de esperar que to
valentes dieres como o coronel Bento Martins e
o tenente-coronei Chananeco nao se tlvessem dei-
xado |iegar como rato na ratoera.
Em todo o caso, se o general Joo Manoel foi
inreiu nesta expedicao, taes decepcSes sao fre-
quentes na guerra, c nao urna razo para
perder-se a fe nesse general, alias muito intelli-
gente o bravo, e muito menos no joven principe,
que tao bem tem cornprchendido a natureza desta
guerra, como pro va m essas operacoes parcaes,
que sao, como ja dsse, o complemento do grande
principio a segdir nesta nova campanha, e foi es-
labelecido pelo jrande Napoleo.
J as medidas que elle tomou para forneccr o
exercito dos elementos de mobihdade que, como
teem demonstrado as guerras modernas desde Fre-
uerico, o a primeira condicao da victoria, reve-
lavam o conhecimento que tem da arte da guerra,
quando a velocidade, a execucao e os brilhantes
resultados da marcha inesperada de Luque a Pa-
raguary, ultima estaco da linha frrea, vieram
oeuionsirar que ello nao somonte conhece os prin-
cipios dessa sublime c difcil arte, senao tambera
que sabe appliea-lns ; porque, segundo a propria
opiiao do Napoli i, nao ha principios absolutos
na guerra, e elles nao sao Idus seno quando sao
bem applicados.
JDiss brilhantes resultado.- ; _e, cora efTeito, a
nao ser uraa ponfe cujos estelos j esta va m ha
temuos serrados, impedimos ao iniraigo de des-
truir a sua estrada de ferro, e tomamos nina lo-
comotiva e 40 vages. Todos conheeem a utilidad!*
uue tirara os exercitos activos das estradas de tex-
ri, quer considerando -as c uno 'mtia de otjera-
C5es, qur di CdminonicacOes. A oceupa^o da
estrada de ferro inimiga nao foi sraente com o
m do facilitar-nos os inoviuiiMiios no interior do
paiz ; o movraento real dessa operaco, qre nao
custou um s hornera, esta em termos lirado se-
nhores dos campos que se cstendem do norte ao
sul desde o rio Paraguay at o Cerro-Leo, que
o ponte mais central da sena que oceupa o ini-
migo, e tem a direceo j indicada.
O pensamento revelado pelo mais hbil gner-
reiro do seclo era relacao natureza da guerra
actual, j tem pois o seo principio de execucao,
e ser sera a menor duvida fielmente cumprido
em toda a sua ext< oslo. E nao se persuada alguera
que fcil a empieza. Ha urna differenca enor-
me entre a guerra" regular que terminou-se na
Assumpco e a guerra irregular que somonte ago-
ra priucipiou.
Para a guerra regular ha principios cstabeleci-
dos e mais ou menos conhecidog para qualquer
terreno, porque as regras que hoje constitucm a
arte de guerra sao tiradas das guerras feitas em
i.uasi todas as parle dos globo, e tem sido collec-
conadas pelas grandes tcticas.
Sobre a guerra irregular iriui pouco se tem cs-
cripte, c essc pouco mesmo relativo ao que se
pode passar em terrenos niuntanhosos e at um
certo ponto coherlo de matas, como o Tyrol, a
Suissa, etc. etc. ; mas sobre a guerra em espessas
montanhas. pantanos, arrotos, lagas, matas cerra-
das, defendidas por um povo fantico como o pa-
raguayo e connnandado por um tyranno como L-
pez, ainda nlnguem disso una palavra.
Nao quero estabelecer comparac5es entre a di-
receo actual da guerra e as direecocs passadas,
porque ellas dio sempre lugar interprctacSes
odiosas que nada aproveltam :io paiz: mas sem-
pre pedirei qne se recordera da grande vantagem
qu tiveram os generaos anteriores dirigindo a
guerra pelo litoral com o auxilio da inaior esqua-
dra que lera -visto a America do Sul, e que se re-
luca sobro a ptaior das dillie il lades de um gene-
ral em campanha, que alimentar um exercito
fra de sua base de operar
At cidade da AssumpcS i traziam os exerci-
tos, por assim dizer, a sua base de operacoes, a
esquadra, que rommumeava-lhe livrcraente.com
Corrientes, Buenos-Ayres, Montevideo e Kio de
Janeiro, quo erara as nossas bases de operacoes
propriamente ditas, e con) o exercito. Hoje tem
de vir tudo da Assumpco por torra, e.a dlcut-
dade do transporte augmenta na razao directa da
distancia em que operamos.
Ninguem pode, pois, rasoavelmcnte desconhecer
as inmensas dlliculdades que esla vencendo o
principe ; e pela habilidade (]ue tem revelado e
actividade que desenvolve diariamente, merece do-
Brasil, assim como ja o cor.seguo de seus com-
mandados, que neste caso sao os juizes mais com-
petentes, a mais alta conlianca e a mais justa gra-
tido.
Realmente, fazer em dous mezes de commando
o que est patente, apezar do estado lastimavel
em que encontrou as cousas no theatro das ope-
racoes, estado descripto por tedas as correspon-
dencias desde jaueiro, e cujas causas nao quere-
mos consignar ; quem tanto fez e tao bem so'ube
iniciar as novas operacoes. (redor das retribui-
coes que nos referimos.
Agora mesmo o sen raaior empenho concluir
os lndispensaveis reconhecimentos sobre a zona
que defende o inimigo, e reunir os necessarios
meios que lhe assegurera operaedes decisivas e a
conciusao da guerra nas propria posiedes em que
se acha o inimigo. Deus o ilumine no futuro co-
mo at agora.
BUBNOS-.IYRES, 17 DE Jf.NllO DE 1869.
Aproveito o Cite uf Limerick para transmiuir as
seguintes noticias do theatro da guerra, recebidas
hontem :
As familias recolhidas pelo general Joao Manad
Menna Bete elevam-se ao numero de l.OOO.
m sua marcha para Assumpco foi este general
atacado pela retaguarda. Houvo combate reunido,
em que os Paraguayos foram completamente der-
rotados, deixando 200 morios. Nos tivemos 30 fe-
ridos. Sua Alteza envou o general Vasco Alves
em proteceo.
O resultado da expedicao do brigadeiro Cma-
ra foi mais imporiane do que se annunciou a prin-
cipio ; em vez de doze foram dezaseis as peras to-
madas, e as familias recolhdas por este general
j sbem ao numero de quatrocentas.
O dito general Menna Brrelo foi at a fundico
de ibcuhy, onde aprehendeu grande auantidade
de arma ment, desiruindo o que nao pode traier
comsigo,
De Pedro chegaram a Assumpcio 72 brasi-
pfWrts feridos do combate de. 30 de mato, inclusi-
-






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Diario de Pernambuco Quinta feira 8 de Julho de 1869.
1
Te o coramandanle do 23 corpo de voluntarios e
138 prisioneros di; guerra.
Para aquella eidade vieram tembem do S. Pe-
dro os batttboe 1 Io de intentara e 33 de volun-
tarios e parle do J3 tamben) de voluntarios.
Descobrio-se que a poni da. estrada de ferro
perto da Trioiw, a legua e meia tle distancia de
Assuiupco, estava serrada om diversos pontos.
Attribue-se oslo nefando crime a nessoas imaros-
sadas om negocios da transportes de mercadorias
e forrage.ns por meto do earroeas, eujos lucros
eessaram com o trafega da dita estrada de ferro.
J e?tava preso um italiano e proseguiam as ave-
riguacoes para se cuegar ao couhecinicnto do9
autores deste atteotado.
Tinham chegado Ass-.irapcao rosls rail e tantos
cava I lo-. ...
O commandante da canhonera Fernanda tet-
ra, em sua viagein a Corumba, csteve com os In-
dios Nabilee na margen irlimiga.
Declararam-se nossos amigos, e o capilo da
tribu foi brindado com diversos ohjectos de bordo,
Em signal de agradecimento prometteu este en-
tregar urna chata com artimaa, que dii ter per-
toncido ao* paraguayos, e haver sido pelos indios
4umada em Oimbra.
J principiava a descer para Corumba a forca
x!4ente em Cuvub, eo Sr. clufe de esquadra
Elisiario Antonio dos Santos lomava as necesa-
rias medidas para transporta-la para Assumpco.
O rio Paragnay baixara considera velmente. Tres
vapores mercantes j estavam varados, o que pro-
vavelroente acontecer a muitos oulros.
Nao obstaute cont'rauavau) com actividade as
expedicoes da esquadra nos afiluentes daquelle
rio, com o fin de corlar todos os recursos ao ini-
migo, coja situaco c desesperada.
Appareceu aqui um telegramma transmitido
do Rosario, anuunciando que Lacez pedir capitu-
laco a S. A. o Sr. conde d'Eu e que o principe
lhe conceder urna entrevista. Pode ?er que isso
aconteca, per ora, porm, semslhaute noticia nao
passa de um dos habituaes caars desta trra,
pois tenho irformacoes fidedignas de Assumpco,
com as ultimas datas (11 de juuho), quo nada di-
zcni a semelhanle respeito.
A partida do Sr. conselheiro Paranhos para o
Paraguay est marcada, segundo me affirraam,
para o (lia 19 do corren te.
Daqui nada de importancia tenho a commun-
car. Aopposicao prepara-se para travar renhida
hita com o governo, e a respeito do conflicto que
tuve lugar em S. Juan entre o governador e a as-
sembla daquella provincia.
MONTEVIDEO, 20 DE JUNHO DE 1869.
Acabava de sahir o Aunis no dia 15 pela ma-
nira, quando chegou a utidla de ter sido tomado
.prisioneiro por Mximo Prez D. Juan Antonio
Magarinos, secretario do general Caraballo, e um
eateado. osquaes effeclivanient chegaram a esta
capital as 2 horas da tarde, e foram inmediata-
mente encerrados no forte de S. Jos, onde estao
incommanicaveis.
Houve por parte do governo tanta satisfagan nes-
te successo que foram por demais as demonstra-
coes que se flzeram para festeja-lo. Repiques do
sinos, fuguctos, msicas pelas ras e graude vivo-
lio ; nada fartou. .
Nao sei o que fariam se tvessem aprisionado o
chefe da revolnco I
A Tribuna de 16 traz as commumeaeoes om
choque que
Ira expedco, da quel so esperavam militas van-
tagens.
Afinal o general Portmho realzon a passagem
de suas foreas para o territorio inimigo sem en-
contrar resistencia ; portento, do esperar que
em poneos das esteja Lpez- completamente cer-
cado, e qne a softe das armas decida este longo
pleito, cujo termo1 prximo tudo vaticina.
O rio Paraguav est baxaudo com umita forca
o due eausa algu'ns embaraeps navegas*-
Duranteomezde maio entraran) no porto
Assuraprao 66 emharcacoes e sabir* 61, toda
mercamis.
O wuncro de mulheres, ia recolkidas, sube a
20,000, e toda esta gente vm vindo para a ca-
Aguns vapores foram mandados a Corumba
para receber nossas. torcas que estao em Malte-
Grosso, e trate-las ao ttieatro da guerra.
Sao estas as noticias que acabo de receber, e
que me apresso a transmittir.
Luiz da Cunta Man.o Saya), Jos Carneico do
Amaial e Luiz Horacio Vieira Souto.
Ro de Janeiro.
26 DE JUNHO DE 1869.
Par portara de 23 do crreme foi nomeado o
capitao Benjamn Constant Botelho de Magalhaes
para ajudante interino do imperial observatorio as-
tronomic i durante o impedimento do que actuat-
rnente serve de director.
Por portara do 2o tambera do correntc cunee-
eu-se lcenea ao capollo tenente reformado do
exercito frei David da Nalividadc de Nossa bouno-
ra para transferir sua residencia da provincia ce
Pernambuco para a da Parahyba.
Hmtem 1 hora da tarde Josephina de OSveira
Silva, moradoura na ra da Urugoayaua n. 80,
euvoneuou-so toinando urna poreo demassa phos-
phorica.
Felizmente compareccu logo o Sr. Dr. Joaquim
Pedro, que lhe uimisirou promptessoccorros e jul-
ga a infeliz Rv de perijo.
Por decreto n. 1,683 de 22 do corenle foi ap-
provadaa resoluci da a>s(Hi>bfca gera^ que ap-
provou as pensoes eoBCQBdas a D. Erinolinda dos gOr a
Gaimaraes Peixoto, ao ex-marinhi-iro Basilio Pe-
dro, e ao guardin cxtranunwnrio do corpo de
offlciaes arinheiros Jos , --------
Sin dala de 28 do crreme foi ; anecionada a
lei que manda coniinuar em vigor durante o 1
semestre do anuo linanceiro de 1869 a 1870 a le
n. 1,8#7 de2dc setombro d.1867.
Jo ma adcju1bo.
Hontem de manlia embarcou no arsenal dema-
rinha, para bordo do transporte Wtrneck, cora
destinoa Santa Catharina, um contingente de trapa.
S. M. o Imperador, acoinpanhado de seus sema-
narios e do Sr. ministro da guerra, assistio ao em-
barque, rotirando-se s 10 horas manha.
O Wermck arribou, depois de ter transpasto a
barra, em consequeucia de mu tenpo.
DIARIO DE PERNAMBUCO
REC1FE, 8 DE ILH0 DE 1869.
.NOTICIAS DO SUL DO IMPEIUO.
Chegou hontem dos portos do snl o vapor To-
inalteravel a iranquillidade interna com oreco-
nlieeimeiito de todos os cidados, e em solidas tii-
irar firmado o futuro eugrandeciinento de
nossa patria, pensamento constante de V._ M. Im-
perial o ardente voto de seu elevad ooracao. Dx.
.iKruii' Remira Vianna. Joo Jet de Otivetra
Jnnqucii'1. = Francisco Januario da Goma Cer-
queira.
itapsa mesma sesso o Sr. nainistro da justica
fundamenlon um projecto sibre reforma i> ofi-
cial.
P.'lo ministerio da fatenda foi publicada a
lei Je 28 do passado, mandando continuar eui vi-
ei n. 1607 de 26 de sotembro de 1807, con-
toado as aegwntes disposicOes
Art. i. A lei n. I*u7 ae 26 do selembro de
1867, decretada para a exercicio de 1868 a 1869,
continuarm vigor, durante o primeiro semes-
tre do anuo finaneeiro da 1869 a 1870, eiuquaito
nao Cor promulgada a lei de orcamento deste ex-
ercicio.
Art. 2." Fica abeflo ao muiisteno um crdito na importancia de fiuto uil irezeBloa
e noventa e cinco contos seiscentos e irinta e dous
mil seiscentos e cineoenta dous ris, para occor-
rer a despozas extraordinarias com a continua
cao da guerra contra o governo do Paraguay, no
pTmelro semestre do exercicio de 1869-
liistribuido petos seguintes
referida le n. 1507 :
% t. Couselbo supremo militar
de juslica e auditore......
0. Arsenae* de guerra .
7. Corpo de saude e hospi-
taes......................
| 8. Quadro do exercito......
| 15. Eveatuaes.............
Hcparlico de fazenda......
verbas do art 6o da
26:5303169
2,290:514*645
995:3181086
14,918:162*080
2,09i:513*7oo
70:9i*6O7
Por outra porta ra da mesmadata leve^conca ^^ trazendo dates da corle at 1, da Baha
para residir na provincia de Pernambuco o capel-
lo lenle reformado do exercito padre Manoel
Thomaz da Sirva. .. .. ,
O padre Mannoel Thomas da silva, foi, por de-
creto de 23 do corrente, reformado no posto ue ca-
pello lenle e nao no de eapellao alleres como se
publicou.
Publicamos no lugar competente ama participa-
cao de S. A. o Sr. conde d'Eu, commandanie em
chefe do todas as (oreas brasileiras em operacoes
no Paraguav, sobre as altimas occurrencias no
theatro da guerra, e bem assira a nossa correspon
dencia de Buenos-Ayres e de Montevideo.
O governo imperial recobeu pelo Vassunon o se-
guinte telegramma, chegado a Montevideo a ul-
tima hora. .
Legaruo brasileira.Buenos-Ayres, 20 de ju-
nho.Acaba de chegar neste momento do Rosario
o vapor Paran, trazendo a noticia de que Lpez
est completamente cercado e que, no seu deses-
pero tem immolado innmeras victimas.
No dia 7 fura publicada em Pirayii a segrate
ordem do dia :
o S. A. o Sr. principo marechal de exercito e
commandanie em chefe manda fazer publico as
forja* de seu coinmando que apresentouse non-
tcm a este acampamento o Exm. Sr. visconde do
Herval, assuinmdo no inesmo dia o eommando do
1 corpo do exerciio, apezar de nao achar-se arada
restabelecido do feriraento recobido na batalha do
Avahy. .
Annunciando este facto ao exercito, nao pode
ciaes de Mximo Prez relatando o .
leve com as forras do general Caraballo, antes de ana Alteza deixar de, com elle, eongratui.u^e
azer junecao c^jm o general Be, e a clona pela presenca
que alcancou ; mas nao refere como foi apanhado
D. Juan Magarinos, que parece foi sorprendido ou
atraicoado.
Consta-nos que elle seachava dorraindo em um
rancho, quando despertou em poder de Mximo
Prez, que muilo o injuriou, sendo para admirar
que nao o tenha dogolado logo.
No dia 16, s i horas da tarde, tambem aqu
chegou prisioneiro o general D. Goyo Suarez, qne
nao mereceu do governo as mesraas demonstra-
ras que recebeu Magarinos. Nem houve festejos,
era rigores. Permitliram que elle fosse residir em
casa do seu amigo o senador D. Carlos Res. Tiaz
agua no bico esta maguanimidadc para com o ge-
neral. Mas como cabio elle em poder de seus rai-
migos ?
Eu o explico. O general foi com ires ordenan-
ras apenas, 6 sem tomar precaucao alguma, pro-
curar o general Battle para fallar-lhc, atim de ver
se poda conciliar as cou*a*, da forma a poupar xereito.
neral.
Outrosim manda o mesrao 3erenissimo sennor
publicar as seguintes disposi^des, para conheci-
raente das forras de seu coinmando c devida exe-
cucao :
Nioea<-ot's.Dos Exms. Srs. :
Brigadero Jos Luiz Mcuna Barrete, para
chefe do estedo-maior do 1 corpo de exer-
cito.
Brigadero Carlos Rezin, para commandar a
1" diviso de infantera.
Dos Srs. :
Coronel Carlos Brtbez de Oliveira Nery,para
commandar a 5" brigada de cavallaria.
Tenente-coronel Izidoro Fernandos do Olivei-
ra para commandar o 2i corpo provisorio de ca-
vallaria.
< Majar Joaquim Antonio Xavier do Valle para
secretario militar do eommando do Io corpo de
sangue de seus companheiros de causa. Este r-
cebeu-o mal, e depois de algumas palavras azedas
deu-lhe voz de preso. Suarez reiirou-se immodia-
mente do a ampamento do general Battle, que nao
evo animo de impedir-lhe a partida, o buscou
urna casa de sua prenla para descansar. Ape-
gas, porm, traba all chegado foi esta habitaca
cercada por gente de Mximo Prez, que o trouxc
com o titulo de prisioneiro.
J se v que o caudilho do Mercedes v.u-se tor-
nando sonhor da situarlo. Quanto custar aos Sis.
Battle e Bustamante, oi melhw dito a este pobre
paiz, tao eflkaz apoio ?
O lempo o dir.
Paysandu foi definitivamente abandonado pelos
revoltosos, que coinprehcnderam bcra a inconve-
niencia de guardar pracas sem por-suirem um
exercito volante numeroso.
Os soldados legaes, portento, se assenlior;aram
deste ponto, sem poderem fazer o n.esrao cmFray
Bentos, que encontraran) fortificado.
O chefe poltico de Durazno, que o coronel
Alozano, ja se pronunciou a favor de Caraballo, e
dou um golpe as forras do governo quo all se
achavam. fazeudo prisioneiro o commandante Rios
c seus soldados.
E' provavel qne boje estela o coro .el Manoel
Caraballo reunido a -eu irmao, com todos os ele-
memos e tropa que tirou de Payssandn, e tam-
bera meio provavel que uestes seis dias fique de-
finida a posicao dubia em que esto as cuusas,
fiopquo do primeiro choque serio devo sahir a so-
ucao da questo. Ou ganha o governo o tudo se
conclue com alguraas vctimas mais e com o aug-
mento do numero dos emigrados, ou ganham os
sublevados, e [eremos urna nova situado que tai-
vez possa traz r algum balsamo a este mori-
bundo.
Por decreto de 16 mandou o governo eliminar
da lista militar ao general Caraballo, concedendo
o prazo de vinte dias aos chefes que o campa-
nham para se apre.eniarem, afim de nao soffre-
rem a mesma pena.
E' estylo aqui este modo oeremptorio de casti-
gar os militares. Tambera, se se fosse proceder a
conselho de guerra em todos os casos, seria pre
ciso estabelerer um tribunal permanente, porque
as subleva oes nao param.
Aquella delibjraro foi approvada pelo corpo
legislativo.
E' tudo qnanto ha de interessante deste rep-
blica.
Na capitel da confederacao os nimos tem us-
lado exaltados cora a quesio de S. Juan, onde o
general Arredondo, que apoiado pelo governo
nacional, j priucipiou a fuzilar por sua coola e
risco os sublevados daquella provincia.
Houve una seria inlerpellaco no congresso so-
bre o fuzilameuto de um delles, o Sr. Segura, e
apezar da defeza foila pelo ministerio foi votada a
mo^ao, que importa em ama censura grave. As
galeras tomaran) viva parte no negocio e exce-
deram-se, pelo que espera-se na sesso de hoj*
algara tumulto, porque o governo pretende prohi-
bir semelhanle demonstracoes.
A Nocin Argentina est entretendo urna larga
polmica cora o general rquia, c todos os dias
publica urna exten-a listada criines attribudos a
este prestigioso caudilho, que ha de fazer fallar de
si al o ultimo instante de sua existencia.
As noticias que nos esto chegando do Para-
guay sao excellentes.
As duas expedicSes ao norte e ao sul, confiadas
aos generaos Cmara e Mena Brrelo, produzratfi
ptimos fructos. Corre que este chefe, quando
marebava lentamente em retirada por ter de
acompanliar quasi 12,000 mullieres velhas e me-
ninas, que havia apanhado em Sapucaia, vio sua
retaguarda cortada por urna forca inimiga supe-
rior, que arrebatou cerca de 9,000 pessoas, as
nuaes fez urna horrivel matenca.
Accrescenta se que oitenta soldados nossos fo-
ram entao envolvidos e degolados com estes infe-
lizes. e qne um esqnadro commandado pelo in-
trpido Chananeco, nao podendo mais reunir-so
vanguarda, proseguio para o interior, com o Jim
provavel de encorporar-so ao brigadero Portinho,
assim efferecerlhe nm grande reforeo^ Seas-
sim suceedeu (o que nao est provado), nao deve-
nios ter o menor recelo sobre a sorte destes no<-
sos 409 soldados, que estao soberbamente monta-
dlos, e nao podeui ser perseguidos pelos para-
guayos, que nao tra actualmente senao cavailos
pequeos e magros.
Da esquadra consta que os navios tm tido urna
iida incessante, e que o almirante Elisiario e seos
auxiliares nao descansan). Ora, o raovimento de
tropas, ora a condnecao de familias, ora reconhe-
cimentos serios, tudo se faz com zelo, indiligencia
e actividade. ... .
O chefe de Lomba tinha descido do Manduvira
c ia entrar no Tebiquary, commandando ou-
M.-ijor Henrique Carvalho Borges, capitao Jos
-iri_____ ;...^., i,.i;;A ^...Kff.i i'.i Sur
at 4 e de Maeei at 6 do corrente.
O quo ha do theatro da guerra, e em relacao
esta, acha-se publicado sob as rubricas Parle-Of-
Ik'.al, Exterior e Interior.
1110 DE JAXEIHO.
No senado foram approvadas para subir
sanecao imperial os decretos fixando a for?a naval
e as forras de tenas, para o anno finaneeiro de
1S69-1870.
Na sesso de 28, foi lido e mandado imprimir
o parecer da commrssao a*e constituico, sobre as
elcicoes feitas na provincia do Amazonas para um
senador, concluindo <|uc nao se hajam por verifi-
cados os poderes do Sr. desembargador Ambrjso
Leitao da Canha, em virtude da eleicao a que se
procedeu na provincia do Amazonas, em marco de
1868, para preencher-se a vaga aberta pelo alle-
cimenfe do Sr. c mselheiro H. Ferreira Peiraa.
Na cmara dos depatudu?, na sesso de 28,
foi lido e mandado imprimir1 o seguinie projecto
de resposta falla do throno1^
c Senhor 1A cmara dos deputados, |wr im-
pulso de patriotismo e consciencia do seu dever,
nao poupar esforcos para auxiliar o governo com
a dedica^ao e firmeza que as circumstancias exi-
gem, correspondendo assim aos elevados senti-
inentos de V. M. Imperial, com s lisongeiras es-
perangas de todos os brasleiros, despertados pela
reuuio da assembla geral.
A inalteravel paz interna, supremo e fecundo
bem de lodos os povos livres, como V. M. Impe-
rial em sua indeffectvcl Justina reconhece, o re-
sultado de boa ndole de nossos concidados, de
sen amor s instituieaes e respeito s leis que a
experiencia aperfcic.a e consolida.
A' larga sombra do rgimen consttucional
representativo, manlido pela, incessante vigilancia
de V. M. Imperial, nao podera medrar as falsas
i leas, as ms paixoes e os interesses Ilegtimos
sempre disposlos a appellar para a agitaro, para
a forc c para a violencia material.
Senhor; _nas amigaveis relagoes do Imperio
com os governos da naces estrageiras, reconhece
a cmara dos deputados a legtima influencia da
poltica de Justina e prudencia do governo impe-
rial, inspirada na conlianra, apanagio de baa f e
do lealdade, assim como reconhece ao prosegui-
mento, cora honra e gloria para o Brasil e nossos
alhados, da guerra provocada pelo presidente L-
pez, a inevitavel consequencia de urna grande re-
solucao, apanagio da funja, fundada no direito e
na dignldade.
A cmara dos deputados aguarda felizes suc-
cessos da missao especial junto aos governos ai-
liados, confiada ao ministro e secretario de estado
d.i
mando.
2o cadete 2o sargento do 2 regiment de ca-
vallaria Francisco Antonio de Alvarenga para ama-
nuense da secretaria do referido eommando.O
brigadero Joo de Souza da Fonseca Costa, chefe
do estedo-maior.
-27 -
Por cartas imperiaes de 22 do corrente :
Foi nomeado o desembargador Joo Antonio de
Aranjo Freitas Henriques para o cargo de presi-
dente da provincia do Cear. "
Foi agraciado cora o our.ialato da ordem da Ro-
sa o subdito frr.ncez Jorge Emilio Guilhermc de la
da finada marqueza de Santos.
MINAS-filiRAES.
Recebemos o Sapucaliy, da Campanha da
Princeza, at 19 do passado. Noticia o segrate:
Foi assassnado com um tiro no crneo, a
meia legua de distancia da fregueziade Santa Rita
do Rio Claro, no da 17 de abril prximo pausado,
o fazendeiro Joao dos Reis Silva, por seu cunhado
Juvencio Joaquim de Sant'Anna.
Consta que motivara este crune o roubo de
3:000*000 que comsigo trazia a victima em cuja
^ffi^TLZriE' Ji isto e Sen negocios estrangeiros, depois da oceupacao da companhiaandavaocriminoso que os subtrah.o de-
rao dos vencidos com os vencedores, facilitando a
fnndacao do um governo regular no Paraguay,
reanimar aquella naeao, e dar a seus interesses
e ideas verdadeira direccao, dispondo o paiz, es-
tremecido pela guerra e desolado por imitis sa-
crificios, a receber os beneficios restauradores da
paz.
Convencida a cmara dos deputados da bra-
vura o dedicacao do principe, m-rechal de exer-
cito, conde d'Eu, muito amado e prezado g.mro de
V. M. Imperial, que hojo cominanda s foreas bra-
20,395:632*652
t Art. 3. Fica igualmente aberto ao ministerio
da mariiilia um crdito na importancia de seis
mil trezenlos e trinta e dous contos o quairecen-
tos mil ris, para occorrer as despezas extraordi-
narias com a eootinuacao da mesma guerra con-
tra o governo do Paraguay no primeiro semestre
do prximo futuro exercicio do 186,<1870 : dis-
tribuido pelas seguintes rubricas do art. 5o da su-
pracitada lei n. 1507.
9.a Batalha.) naval. :......
12. Arsunaes.............
14. Forca naval...........
15. Navios desarmados.....
16. Hospitees.............
19. Reformados...........
20. Obras................
21. espezas extraordinarias
e cvelituaes..............
A affandega rendeu no raez de juaho.......
1,242:018*277.
Lomos no Diario do itio :
-Nanoite de 12 para 13 do mm de maio, eva-
dio-se iki eadei* (ki villa de Monto-Alto o crimi-
nosq de marte M imomliiu, oseravo. do teaeiite-
coronel Joaquim da Silva Noves, condemnado pelo
jury a soffreje -'iOO ai;otes o Irazer um ferro ao
pescoco por um anno.
Pelo corpo de delicio se eonheceu nao ter
hayido arrombamento ou violencia na pri-o.
cuja porta eslava com a chavo pela parte do
fura.
ALAGO.VS.
No dia 3 do passado seguir em passeib La-
ga do Norte, o Exm. preewento da provincia, i
Acerca dessa viagein diz o Diaria :
Ante-hontem S. Exc. o Sr. presidente da pro*
rinca, acompanhado de mais de vinte amigos, rea-
lisou a povoacao do Cequeiro Secco e a villa de
Sania Luzia do N'orle,situadas na margem occiden-
tal da LagCa do Norte, um passeio, embarcando-se
a 1 hora tarde no trem da linha frrea, e a 1
1]2 hora a bordo do vapor Mogoano, ao qual acotn-
pannou o vapor taparica. A companha Bahana
pdz dispo-ico de S. Exc e do sua comitiva nao
s o trem, como os vapores, offerecendo a bordo a
mais variada refecao.
t No Coqueiro Secco S. Exc. visitou as aulas de
primeiras letras e a magestosa capella de N. S. Mai
dos Homens, templo onJe tudo admiravel e dig-
no de apreco.
Fot recebdo o presidente e seus amigos pelo
prestimoso e honrado Sr. capitao Manuel Juaquim
da Cosa Graca, digno subdelegado da Dovoacao, n
qual hospedou a comitiva rom um profuso janter.
As 5 horas da tarde chegaram os vapores no
porto de Santa Luzia ; e na villa S. Exc. demo-
rou-se una hora, visitando a matriz, e tomando a
casa do digno Sr. Dr. Correia de Andrade, juiz
municipal. J as 7 horas da noto, regressavam
os vapores, que urna hora e meia depois chegavam
ao Trapiche da Barra.
t S. Exc. e a comitiva regressaram no trera que
esteva all a espera
Cruz, dez ex-pracas, um e^sravo a aptregar, An-
tonio Pedro Segundo, Manoel Felizardo da Costa
Torres, i is l'.-rre'ra de Oliveira Santos, priraei-
ro-tenente Jo.m: Ignacio B. Machado e sua familia,
Cinco ex-pracas, machinista Joaquim Mariano de
38:700*00))
1,428: zOOiOOO
3,248:200*000
20:300*000
PEEMIBUCO.
1,225:100*000
6,332:400*000
c Art. 4." Para pagamento das despezas que se
verificaren) por conta dos referidos crditos, bem
como para prcenchimento do dficit do exercicio
de 1868 a 1869, na importenea de.............
13,814:058*143, fica o ministerio da fazenda au-
torisado para realisar quaesquer operasoes de
crdito. .
Art. 5. Fcam revogadas as disposiroes em
contrario.
O cambio sobre Londres regulava 19 d. por
s soberanos () vendiam-se a 12*750 rs.,
cada um. .
A anandega reudeu no mez de junho......
3,270:484*850.
Sahiram para Pernambuco : a 27, o bngue
hollandez Lonje Evert; e a 30, s brigue Trovador.
Ficava a carga para Pernambuco o brigue
Santo Amaro.
s. PVLLO.
Falleceu na capitel, a 21 do passado, o ma-
jar Francisco de Castro do Canto e Mello, gentil-
BEYXSTA DIARIA.
FACTO LAMENTAVELAnte-hontem s 6 ho-
88:200*000 j ras e um quarto da tarde no lugar Agua Fra, da
31:300*000 rreguezia da Boa-vista, no sitio em que reside o
252: iOO*000 Sr. Henry Gibson, um irmao deste, chamado
Franck, tendo acabado de jantar foi a um qnarto
prximo da sala em que tomara a refeicao bnscar
una espingarda de caca, afim de divertir-se ao
alvo do terreiro da casa. Ao voltar do quarto,
embaracou-se-lhe na corrente do relogo o rao da
espingarda, partiudo o tiro no primeiro movimen-
to que fez, e indo a carga empregar-se na regiao
cerebral esquerda da preta Isabel que a pouca
distancia engommava, e que cabio instantnea-
mente morta.
Isabel havra sido escrava da familia Gibson,
e crina ao menor Franck c seus] maos pelo quo
ha dous meces fui por elies allomada, continuan-
do ahi a vi ver.
Apenas o facto se deu, o Sr. Dr. Miguel Per-
nambuco foi procurar o Sr. Dr. delegado do 1.
districto que comp^receu ao lugar, procedendo ao
competente corpo de delicio.
Hontem pela manha o Sr. Henry Gibson, tutor
do menor Franck, compaieceu voluntariamente e
apresentou seu irmao e tutelado, para o anda-
mento do processo, que prosegue.
PRONUNCIA.Pelo juiz municipal do termo de
Cimbres, foi sustentada a pronuncia proferida pelo
-ublelegado da freguesia daquella villa, contra
Luiz Lopes da Silva, conhecido por Banaueira, no
|" wmwwvw >-* *...,. -------------- ^^ i l O |<*t4. UIIUVO UU lilil, \'<1**
humem, commendador de Christo, otliciai do cru-, art 2)q ,j0 comgo cr,njna|.
zeiro o ravalleiro do S. Bento d'Aviz. Era irmao ASSASSINATO.Tundo desapparecdo do quar-
Roqueite. secretario da legaco franoeza.
Foram natural isados Jo> Correa de Azevedo,
Antonio Jos Rodrigues, Luiz Antonio de Merel-
les, Antonio Rodrigues de Miranda Leda, Antonio
Valentun da Coste Magalhaes o Gaspar Lcite de
Oliveira Guimares, subditos portuguezes; Gui-
Iherme Carlos Oppel, alleniio ; Leopoldo Jos La-
borne, belga; padre Paschal Pascorelli, italiano ;
Jos Maria Villaronga, hollandez ; e Joo Julio Ja-
cob, francez.
Por decretos da mesma data :
Foi concedida ao bacharel Diogo Velho Caval-
cante de Albuquerque a exoneracao que pedio do
cargo de presidente da provincia do Coara.
Foi a presentado na dignidade de arcediago da
catbedral de S. Paulo o conego Joaquim Manoel
Goocalves de Andrade.
Foram concedidas as seguintes pensdes, por ser-
vicos prestados na guerra actual, as quaes' ficam
pendentes da approvaco da assembla geral:
A D. Auna Caiharina Cvale .nlo Franco, irma
do tcnento do 47 corpo de voluntarios da patria
Francisco Franco Cavalcante ce Albuquerque, fal-
lecido de molestias adquiridas era campanha, a de
21* mensaes.
A D. Paustina Amafia Cavalcante Uchoa, viuva
do epito do 4o batalhao de infamara Joo Lins
Cavaleante Uchoa, rrujrt) em combato, a de 30*
mensaes, sem prejuizo do meio sold que lhe pos-
sa competir.
Ao capilo do 6o corpo provisorio de cavallaria
da guarda nacional Christovo Brnm, ferido em
combate, a de 60# mensaes.
Foram nomeados cavalleirosda ordem de S. Ben-
to de Avz, o cap.to VictorModosto Braga, c ooffi-
dal de fazenda de Ia classe Francisco de Paula
Senna Pereira.
Por portaras de 25 de junho de 1869 nomeados:
membro effectvo da junte militar de justica que
ora funeciona no exercito em operaefes no Para-
guay, o bacharel Antonio Goncalves de Carvalho,
que exercia interinamente aquellTIugar; Augusto
Vicente de Magalhaes, para o lugar do amanuense
do hospital militar provisorio do Andarahy, e dis-
pensado deste lugar Temotheo Jos da Costa.
O paquete francez Savoie, da linha de Marselha
entrado hontem do Bio da Prata, sahio de Monte-
video a 21 do corrente.
Alm do que j publicamos nada constava all
nem a respeito do Paraguay nem da revoluco no
mesmo Estado Oriental.
Pelo vapor CUy of Rtb~ de Janeiro chegaram mais
80,000 kilograroinas de moedas de 20 rs. Infor-
mam-nos que a datar do Io de julho as remessas
mensaes sero de 100,000 kilogrammas.
- 28-
Por decreto n. 4,381 de 16 de junho Coi alterado
o orcamento da cmara municipal da corte, redu-
zinde-se na verba differentes obras 3:000#000 da
con>ignaco de calamento ordinario e 4:000*600
da de melboramenlo de estradas, e elevando-se a
10:000*" a verba cusios a que est snjeito o cofre
municipal.
Em sesso de assembla geral do Monte-Po ge-
ral de economa dos servidores do estado de 27 do
corrente, foram eleites para servir bo biennio de
1869 a 1871 os seguintes Srs.: presidente, crasa-
Iheiro de estado Jos Maria da Silva Paranhos ;
vice-preeidente, veador Joe Machado Coelho de
Castro: secretario, Dr. Carlos Frederico de Lima;
thexnureiro, conselheiro Antonio Henrique de Mi-
randa Reg.
Directores, Jos Julio Dreys, Jos Angosto Nas-
cente Pinto e desembargador D. Francisco Baltha-
zar da Silveira.
Adjuntos, Dr. Eduardo Augusto Pereira de A-
breo, conselheiro Antonio Flix Martins, Dr. Anto-
nio Jos Moreira Gaimaraes, Augusto Cesar de
Castro Menezes, Dr. Joo Jos Vieira, Justino de
Pigueiredo. Novaos, conselheiro Jos Antonio le
Calasans Rodrigues, conselheiro Joo Estevo da
Cruz, Francisco Antonio de Almeida, Dr. Antonio
sileiras, espera que em breve conduzir elle ul-
tima victoria os valentes soldados que tanto lustre
tem dado s armas em numerosos e memoraveis
combates, e anciusa aguardo gloriosas noticias
para apresentar a V. M. Imperial, .como impera-
dor e como pai, sinceras eliclacSes e reconhe-
cidos votos.
A Divina Providencia em recompensa da cons-
tancia de vossa inagcstado imperial no deserapenho
da sagrada missao de defensor perpetuo do Impe-
rio, lhe reservar a dupla felicidaJe de ligar as
glorias da patria as de sua familia.
i O infatigavel patriotismo, o santo enlhusiasmo
reanimados pela atroz affronte feita cora a sorpre-
za pelo presidente do Paraguay honra e inlegri-
dade nacional, inspirara a constancia e horoisino
dos voluntarios da patria, da guarda nacional, do
exercito e da armada, infundiudo nesses bravos
as torcas miraculosas da abnegaeao, superiores a
todos os obstculos da natureza e das fortificacoes
do inimigo.
Bnltiante justica dignou-se V. M. Imperial de
fazer quando do alio do throno commemorou a
marcha pelo Chaco, os combates de Itorur, Ava-
hy o Lombas-Valentinas, como provas da discipli-
na e bravura do nossa* tropas e dos alliado&;
lionra a pericia c Intrepidez dos generaos que as
comuiaudaram. To eloquente acto de reconhe-
ciineuto a solemne consagracao das distinecaes
cora que vossa magestade imperial galardoou os
defeusores da patria e icmnnerou servcos ex-
traordinarios.
A morte de tautos brasileiros, sobresahindo
entre elles alguns de nossos mais dlstinctos offi-
ciaes, que profundaraene contrista o generoso co-
raro de vossa magestade Imperial, senhor, o
preco inevitavel, iiumenso e doloroso da honra e
da uicgridade do imperio.
A dedicaeo e aferr que estas nobres e Ilus-
tres victimas mostram aos deveres da honra mili-
tar, perpetua seus nomos na historia da patria, e
Ibes coufere imprescriptiveis direlos a gralidu
nacional na psete de tantos mu.i lados inhabilita-
dos para o trabalho, de orphos, de viuvas e do
voihos privados do amor e apoio de seus pas, ma-
ndas e tibios.
Livre a provincia de Matto-Grosso da invaso
paraguaya, dominando a nossa esquadra as aguas
do riu Paraguay e Paran, e nao pisando j o ini-
migo o solo da patria, a cmara dos deputados
congratula-se com V. M. Imperial por estas pri-
mearas e elllcizes compensac,es de tantos sacrifi-
cios preparatorios de urna paz. que, garantindo to-
dos us nossos verdadeiros interesses e direlos da
alliauca, seja solida e duravel.
A cmara dos deputados animada pelo incre-
mento que as rendas publicas teem lido, confiando
uas torcas productivas do Brasil, e, certa da rigo-
rosa economa dos dnbeiros pblicos, de quo o
governo imperial tem sidu severo guarda, ser so-
licita era acudir aos pesados encargos do thesou-
re e prov-lo dos meios necessarios do poder sa-
tisfazer os empenbos j contrahidos e as despe-
zas extraordinarias exigidas pelo servico da
guerra
A gloria to nobremente conquistada pelas
armas imperiaes, far a cmara dos deputados o
derradeiro esforco por juntar a nao menos bri-
Ihante de aperfeigoar e completar nossas sabias
mr.tituicoes por meio de reformas meditadas do
rgimen eleitoral da administracao da justica, da
orgaoi-aco municipal e da guarda naciodal; e
bem assim cuidar com todo o zlo, da confeccao
de ama lei de recrutamento, do um cdigo penal
e de processo militar, neeessidades ha muito sen
tidas e que urge allender.
< Sonlior.A plena conlianea qua vossa ma-
gestade imperial se digna depositar na sabedoria a
desvelo da assembla geral legislativa pelo pro-
gresso do Brasil, nm novo e ooderoso estimulo
para que a cmara dos deputados concorra com
quanto estiver a sen alcance, afim de suppcrar as
dilculdades actuaes.
Por boas leis, franca o lealnvntc executadas
pela energka defeza das instiloi^oes contra as
chimeras do espirito innovador, peto consorcio da
ordem com a liberdade, continuar a permanecer
ptente processo e prosegue as providencias para
a captura de Juvencio, que se evadir.
No lugar denomiuado S. Domingos, Ire-
gueza de Mutuca, fui horrvelmente assassnado a
foueadas, por um eseravo, o Sr. Lino de tal. h assassinato tendo sido perpetrado na roja, moti-
vou-o o facto de ter o infoiit morto dado algumas
relhadas no assasslno, que armado da tarrife! ar-
ma descarregou-lhe sobre o crneo grande golpe,
dando-lhe outro no pescoco, ficando este somente
preso no tronco pela pello, alm de oulros golpes
com que dexou o cadver cm medonho o horrivel
estado. Dirigio-se^o criminoso a casa da victima
depois de to cruel attentado, e nao encontrando a
infeliz viuva, tratou logo deroubar o que pode e
evadio-se.
b.uiu. ,
O Joi-na! exprime-se assim acerca dos este-
jos do dia 2 de julho :
No dia 2 do corrento 1 hora da tarde, fez-
Be a entrada solemne dos carros tnuraphaes, em-
blemas da nossa independencia, tirados pelo povo,
e acompanhados por varios batalhes patriticos,
o por toda a guarda nacional.
. Depositados os carros na praca do Terreiro de
Jess, formou a tropa em grande parada, e cantoii-
so na cathedral o Te-Deum, no qual oUiciou b. fcxc.
Uvma o Sr. arcebispo ond&dc S. Salvador, e pre-
gou o Rvra. Sr. conego Villas-boas, assistrado >.
Exc. o Sr. desembarga lor vice-presidente da pro-
vincia, a cmara municipal cora o seu estandarte
os Srs. chefe commandante da estecao naval, cnele
capitao do porto, coronel commandante das armas,
Dr. chefe de polica, inspectores da alfandega e di
mesa de rendas internas e da mesa de rendas pro-
vinciaes, Rvd. cabido, vgarios o religiosos de di-
versas ordeos otliciaes da armada o do exercito,
mpreoados da secretaria do governo eda de po i-
cia, ofilciaes da guarda nacional e do corpo poli-
cial, empregados pblicos, e finalmente um grande
concurso de cidados, que cnehiam o templo.
Findo o Te-Deum, as 3 1(2 da tarde, dirigi-
se S. Exc. o Sr. vice-presdente da provincia para
o palanquo, acompanhado da cmara municipal o
de todo o cortejo oflleul, que tinha asstslido a ce-
remonia religiosa, e, all descerrando a coinmis-ao
dos festejos as cortinas que cobriam a elllgio im-
perial, S. Exc. deu vivas constituico, a sua ma-
gestade o Imperador, e ao dia 2 de julho, que fo-
ram entusisticamente correspondidos pelo povo
agplomerado na praca.
Em seguida a tropa desilou em continencia,
acoinpanhando os batalhes patriticos, que se-
guan) os carros triumphaes, sendo estos levados
at a praca da Piedade, e d'ah para a praca de
Palacio, onde ficaram depositados no pavilhao para
esse lim preparado.
A' noto illuminou-sea cdade. S. fc.xc._o sr.
desembargador vice-presidente da provincia foi
descerrar no palanque do Terreiro a augusta elo-
gie de sua magestade o Imperador, dando vivas a
constituico, a sua magestade o Imperador, ao 2
do julho, o ao povo bahiano, os quaes repetio no
theatre, sendo aqui como all estrepitosamente cor-
respondidos.
No dia 2, quando ao entrar o Te-Deum, se
fazia a exposico do Santissimo Sacramento, a
commisso apresentou a S. Exc. Rvma. o Sr. ar-
cebispo oito criancas, quo havam sido libertadas
em honra do dia, e s quaes S. Exc. Rvma, entre
gou as respectivas cartas, abenroando-as.
Quando S. Exc. o Sr. vice-presidente da pro-
vincia acabou de dar vivas no palanque em frente
do9 emblemas da independencia e do retracto de
sua magestade o Imperador, toi-lho apresentada
pelo Sr. brigadero Cambial urna enanca que o
batalhao patritico Minerva acabava tambera de
libertar, e qual S. Exc. entregou a caria, decla-
rando que apreciava muito to louvavel accao.
O batalhao Minerva j tinha libertado uraaou
tra.
O Sr. Jos Jusliniano de Castro Rebello, des-
tocara um braco, de urna queda de um cavallo em
que ia montado. .
No dia 30 do passado fecharam semestre :
O Banco da Baha, dividindo 8#100 por accao
de 200*000. "
Soeiedade Commercio, dividindo 3*800 por ac-
cao de 1001000. __, ___,..
A Caxa Reserva Mercantil, dividindo 3*440 por
aecode 100*000.
A Caixa de Rcononnas, dividindo 3*420 per ac-
cao de 100*000.
__Acbava-se o porto a corveta amencana
da guerra Juscarra, em viagem do Re de Janei-
ro para Ha vana. ,
= O eambio regulava ; sobre Lon'lres 18 V f
19 d., e sobre Pars 500 rs. /
teiro Joazeiro, do termo de Cimbres, o africano
liberto Paulo, sexagenario, depois de algumas
pesquizas foi encomiado assassnado pauladas e
golpes de um cavador.
Como autor do crime foi preso Francisco Jos
Freir, o como cmplices Antunio Jos da Costa e
Antonio Francisco de Lima, este conhecido por
praeiro, o aquelle por Nic.
NAVIO DE GUERRA.Ficava a sahir da Ba"
bia nara nosso porto o brigue-escuna de guerra
Tonelero, para daqui ir temando de Norunha
conduzir sentenciados de justica.
DiNHEIRO.O vapor Toaintins irouxo as so-
gnintet quantas em moed.i papel, nara :
tnesouraria do fazenda..... 70:00030011
Andrade & Reg........... 3:0004000
Jos do Reg Pacheco....... 2:000*000
Jos Moreira Lope-......... 1:496*000
Carvalho A Nosueira....... 1:000*000
Forlunalo Rbeiro Basto*.... 600*000
Luiz Jos da S. Guimares.. 500*000
Jos S. de S Esteves....... 500*0110
Jos da C. de O. Figueredo.. 500*000
Para as provincias do norte trouxe anda
este vapor:
Parahyba................. 620*000
Cear..................... 60:783*000
Maranho................. 4:550*000
Para...................... 1:10*000
Alera dessas soinmas vo 50:000* em notes
miudas para.a thesoiiraria da Parahyba, e......
140:000,* em igual especie para a do Cear.
PRISINEIROS DE GUERRA.Vieram hon-
tem, no Tocantins, para aqui residir o- prsionri-
ros paraguayos tenente L. Estigarriba, e altores
Ildefonso Vllalba.
La)PEZ E OS GUAYCURU'S.Da Situacao, de
Cuyab extrahimos o seguinie :
a O indio guaycur Lnydaya, que com sua
comitiva foi assatado por una lancha paraguya
no rio Paraguay, no lempo em que nossas fron
(oirs se acliavam era poder do dictador, e que
acorapanhou a mesma lancha al dar-lhe o ata-
que em que morreu toda a tripolaco, e apode-
rndole de alguma artilhara que vmha para o
forte de Combra, acaba de brindar o Sr. vice-
presidente com urna bandeira paraguya, conser-
vando aindi era seu poder, em Nabdea, as pecas
qje nao pode rcmetter. O mesmo Linydaya pe-
de, por osle servico, ser promovido no lugar de
capitao de sua irib.
Convm tornar publieo este facto, para co-
nhecimento de nossos leitores.
a Como sabein, os guaycurs eerapre foram
inmgos dos paraguayos. Quando em 1864, a
expedicao de Lpez se aproximava do forte de
Coimbra, urna partida da gente do capitao La-
pgate avisou o cemmaudante do forte quo os pa-
raguayos vinham atacar os brasileiros, pois vi-
nhara alguns vapores e mute gente : parece, po-
rm, que o comraaudante nao acredilou-o.-
Nos combates de 27 o 28 de novembro al-
guns indios dessa tribu tambera pelejaram no
forte de Coimbra.
Os guaycurs sempre fizeram o mal que pu-
deram aos paraguayos, quando estes se avisiuha-
vam do nossas fronteras.
t Elles os aostilisaram em Miranda e Nioac,
chegando at a atacar o grosso da for^a invasora.
Parece que Linydaya substituir Lapagate,
hojo fallecido
Depois do ataque de 13 de junho em que os
paraguayos foram derrotados em Corumba, o no-
vo commandante da triba guaycur nao dexou
de vigiar com sua gente as raargens do Paraguay.
i Foi em urna des>a- excursoes que se deu o"
facto que cima referimos.
LOTERA.A que Se acha a venda a 113*, a
beneficio do patrimonio dos orphos, que corre a
.14 do corrente.
LEILO.O aghte Martins faz hnje lelao de
370 arrobas de carne secca, ao meio-dia : na es-
taco das Cinco-Ponas.
PASSAGE1ROS.O vapor nacional Tocantins,
ontrado dos portos do sul trouxe para esta pro-
vincia os seguintes passageiros -.Joaquim Fran-
cisco da Cruz, Simplicio Cavalcanti, Achiolio Ma-
rnho Alves, Jos Antonio Henriques Dr. Antonio
Pedro Ferreira Lima, capitao Joo Theodurio da
Costa Monteiro, capitao Antonio Jos de Andrade,
capitao Jos Longuinho da Costa Lima, D Faus-
tina Amelia Cavalcanti e suas lilhas Isabel e Cla-
ra, capelao tenente padre Manoel Thomaz da Sil-
va, desembargador Francisco de Assis Pereira Ro-
cha e seu criado, alferes prisioneiro Ildefonso, 3
ex-pracas da armada, 1 cadete e 17 pracas G.
Pelegry, Berlin Guedes Ic/>, Dr. J. C. de Mell >
Res, Manoel J. da Silva Victoria, Paulo Jos da
Costa Araujo, Joo 'Odrigues Barbosa, Jos An-
tonio de Oliveira, tenente-coronel Jos Vieira de
Araujo, Antonio Buarque de Guimares, Balbino
Joaquim de Gnsmo. Miguel Vite, libertos Anto-
nio e Francisca, Secundino Rbeiro de Carvalho,
Adolpho Josde Araujo Lima, Dr. Bernab Elia<
da Rosa, alferes Thomaz de Aquino Loureiro, Jos
Dias Branda e ura eseravo.
Seguem para o norte:
Capilo Gatdino Antonio da Silva, tres ex-pra-
cas, Luiz Emygdio Praheirt, urna ex-praga, capi-
tao Jos* Caetano de Luna, capitao Silvorio Jos da
CHR0X1CA JIDKIARIA.
TRIBUNAL DA 1U2L K lo.
SESSO EM 6 DE JULHO DE 1869.
MKSIOENCIA DO KXM. SR. CONSELHEIRO CAETANO
SANTIAGO.
As 10 horas da manlia, preaeates os Srs. desem-
bargadores Gitirnna, Guerra, procurador da co-
ra, Lourenco Santiago, Abrneida Albuquerque,
Motta, Domingues. da Silva, e Freitas Henriques, ,
laltendo o Sr. desembargador Souza Leo, abrio-se
a srsso.
Passados os feitos deram-se os seguintes julga-
raentos:
Agcbavos dk petiqoes.Aggravanle, Francisco
Antonio Pereira da Silva ; aggravado, o jui ;
Relator o Sr. desembargador Guerra. Sortea-
dos os Sis. deseinbargadores Lourenco Santiago
Freitas Henriques.Negaram provmicnlo. Ag-
gravante, Jos Francisco de Souza Lima ; agara-
bado, o juizo Relator o Sr. desembargador Lou-
renco Santiago. Sorteados os Srs. desembargado-
res Gtirana e Domingues da Silva.Negaram pro-
\ miento. Aggravanle, D. Maria Amtuiwiada d
Carmo ; aggravado, Rocha Costa.Relator o Sr.
desembargador Almeida Albuquerque. Sorteados
us Srs. Jesembargadores Domingues da Silva e
Guerra..Negaram provimciito. 'tftiK
Rec'ubsos ciu.M'S.Reeorrente, o juizo ; recor-
rido, Francisco Cesar de Vasconrcllos.Relator o
Sr. desembargador Gilirana. Sorteados os Srs.
desembargadores Domingues da Silva, Motta e
Almeida Albuquerque. Improcedente. Recr-
reme, o juizu ; recorrido, Jos Epiphanio Damas-
ceno. Relator o Sr. desembargador Gtirana.
Sorteados os Srs. desembargadores Freitas Henri-
ques, Lourenco Santiago e Motta.Improcedente.
Recrreme, o juizo; recorrido, Jos Francisco
Damaseeno.Relator o Sr. desembargador Lou-
renco Santiago. Sorteado? os Srs. desembargado-
res Domingues da Silva. Freitas Henriques e G-
tiranaImprocedente. Recrreme, o juizo ; re-
corrido, Jos, eseravo de Jos Elias de Honra.
Relator o Sr. desembargador Lourenco Santiago.
Sorteados os Srs. desembargadores Freitas Henri-
ques, Domingues da Silva e Almeida Albuquerque
Improcedente Recrreme, o juizo ; recorrido,
Ravinnndo Antonio de FreitasRelator o Sr. des-
embargador Almeida Albuquerque. Sorteados os
Srs. desembargadores Lourenco Santiago, Freitas
Henriques e Motta.Improcedente. Recurrente,
o juizo ; recorrido, Jos Duarte da SilvaRelator
o Sr. desembargador Domingues da STrvja. Sor-
teados os Srs. desftuibargadores Freitas Henriques-
Loureneo Santiago^e Motta.Improcedente. Re-
crreme, o juizo; recorrido, o barh:-re Manoel de
Menezes Bezerra Montenegro.Relator o Sr. des-
embargador Freitas Henriques. Sorteados os Srs.
desembargadores Motta, Lourenco Santiago e Gi-
ra n :i. Im proceden te. Recrreme, o juizo ; re-
corrido, Joaquim Franklin Possoa de Albuquerque.
Relator o Sr. desembargador Freitas Hcurique?.
Sorteados os Srs. desembargadores Almeida Albu-
querque, Domingues da Silva c Lourenco Santiago.
Improcedente.
Api'kllacao crime.Appellante, o juizo ; appel-
lados, Antonio Caboclo e Joaquim Novo.Nao to-
maram conhecimento.
passacens.
Do Sr. desembargador Guerra ao Sr. desembar-
gador Louroncp Santiago. Appollacao civel:
Appellante, a irmandade do Divino Espirito-Santo:
appellada, a irmandade de Nossa Senhora da Sole-
dado.
DoSr. desembargador Gitirana ao Sr. desembar-
gador Lourenco Santiago.Appellacao crime: ap-
pellante, o juizo appellado-, Joo da Silva Mo-
reira.
Do Sr. desembargador Lourenco Santiago, ae
Sr. desembargador Almeida Albuquerque. Ap-
pcllacocs criines : appellante, Francisco Alvcs de
Moura; appellada, a justica. Appellante, o juizo :
appellados, Pedro Vieira" da Fonseca e Antonio
Marinhn.
Do Sr. desembargador Almeida Albuquerque ar>
Sr. desembargador Motta. Appellaooes enmes :
appellante, o juizo ; appellado, Lniz'Corroa Lou-
renco. Appellante, Julio Alves Galvao ; appel-
lada, a justica. Appellante, o juizo ; appellado,
Manoel Goncalvesdo Nascimento. Appellante, An-
tonio de Almeida Ferreira ; appellado, o juizo.
Do Sr. desembargador Motta ao Sr. desembarga-
dor Domingues da Silva.Appcllacoes civeis .
appellante; Polyrarpo JosLayne ; appellado, Theo-
iloro Christiansen. Appellante, Enzebin de Paula
Pinto; appellada, D. Mara Jos da Felicidade
Brrelo.
Do Sr. desembargador Domingues da Silva aoSr.
desembargador Souza Leo.Dia de-epparecer :
appellante, Josepha Justina de Jess Goccalves.
appellado. Joo Lucio da Costa Monteiro.
Do Sr. desembargador Freitas Henriques aoSr.
desembargador Gtirana.Appellacao crime : ap-
pellante, o juizo; appellado, Joaquim Jos de
Sant'Anna. Appellacao civel : appellante, Ma-
noel Jos Carneiro ; appellado, Joo Alhanasio Bo-
telho.
Assgnou-se dia para os seguintes julgamentns:
AppELtAQoEs civeis.Appellante, Jos Camello
do Reg Barros ; appellado, Dr. Francisco Jo>
Carneiro da Cunha.. Appelanle, Antonio Ferreira
da Sdva ; appellado, Man el Dutra de Sonza.
Diligencia crime.Foi com vista ao Sr. desem-
bargador promotor da justica : appellacao crime :
appellante, o promotor publieo ; appellado, Fran-
cisco Baudeia de Mello.
Ale meia hora da tarde encerrou-se a sesso.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
ACTA DA SESSO ADMINISTRATIVA DE 5 DE
JULHO DE 1869.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR ANSELMO
FRANCISCO PEBETTI.
s 10 horas da uianha, reunidos os Srs. depu-
tados Rasa, Miranda Leal, baro da Cruangy
supplente S Leito, S. Exc. o Sr. presideato de
ciaron aberta a sesso.
Lida, foi approvada a acta da sesso do 1 do
corrente.
EXPEDIENTE.
Offico do presidente e secretario da junta dos
correteros, firmado de 3 do corrente, apresenlan-
do o boletim comniej'cial da semaua prxima fin-
da.A archivar.
O Exm. Sr. presidente olciou ao Exm. Sr. vi-
ce-presidente da provincia pcdindo-lhe providen-
cias no sentido de serem pagos de seus vencimen-
los os empregado da secretaria do tribunal, visi i
o nao terom sido do mez prximo passado em ra-
san de nao haver quota.
O Sr. secretario oflkiou tambem ao Sr. bar >
de Nazarelh coramunicando-ie o'voto de agrade-
cimento do Exm. Sr. presidente pela prompiido
e assiduhlade com que acodira ao chamameuto
que se lhe fizera para servir no impedimento do
mesmo Sr. secretario.
Foram a rubrica os seguintes livroa o Diario e
2 Copiadores de Pedro M. Maurv.
Foram presentes os mappas do movimento taa-
vdo durante o semestre prximo passado nos di-
versos trapiches e armazous de deposito sitos es-
la cidade :Baro do Livramenlo da ra do
Bnim n. i, e do Caes do Apollo n. 45 (outr'nra
37) Ra do Apollo n. 36.Caes do Apollo n. 73
e 75.Edificio Alfandega Velha nmeros 9, 1S e
17.Trapiches Avila o Angelo.Teve cada um o
seguintc despacho :Confira-so com o antece-
dente.
DESPACHOS.
Requerimento de Bastos oY C, para se lhes re-
gistrar a nomeaco de seus caixeiros nacionaes.
Como requeren).
Dito de Manoel Gomes Ferreira Leito, para u
mesmo fim quanto a de Antonio Jos Duaf, Cii-
xcro do seu armazera de sal ra Imperial n. 33..
Registre-se.
Dito de Jos4 Antonio Moreira Dias para tam-
bem regsirar-se-lhe 'de seus caixeiros Francisco
Moreira Dias e Jos Rodrigues Pereira.Regis-
tre-sc.
Dito de Jcronymo Salgado de Castro Guimares,
certido do theor da nomoacao de seu caxer >
Ismael Antonio do Oliveira.D-sc.
Dito de Alfonso Moreira Temporal, idem da de
seu eaixeiro Augusto Domingues Moreira.Com
requer.
Dito de Ferreira da Cunha & Temporal, regis-
tro da de seus caixeiros Jos Maria Ferreira da
Cunha Filho e Francisco Leite Barboza.Como
reqiiorem.
Dito de Manoel Alves Guerra & Filho, idem
seu contrato toto com o preposto de sen arm-
zem alfandegado site ao Largo da Alfandega Ve-
lha n. 6.Vista ao Sr. desembargador QscaL
Dito de Joaquim Pereira Arantes, idem da no-
,
1 t





I

Diario de Peniambuco Quinta feira 8 de Julho de 1869.
Percira A jasde
flcneia.H(
D i),)-.,-!.. Draga, ecrtid
sachar registrada a uonea a caixoiro
Joao Tomaz do Aquno.Comu pede.
Dito de P.i lo & C, ideni do theor do
registra da 6 ros Marliniauo Jos
Fernandes e Joao Manoel da Silva Braga.Como
requerem
Dito dos agento?, nesta cidade, da companhia
imperial Pire fnsuranoe, que tendo depositado no
Jioadon & Brasilian Bank a quantia de 10:000.a,
pago os direil e velhos de chancellara,
comamosira eom o? el icumontos juntos, e tendo
as-iim satisfeito a exigencia do Sr. desembargador
liscal, pedia o registro dos respectivos estatutos
para po 1er funcionar nwta cidade.Registre-te.
COM UfrOMIACO W> *!( OKSKMU UI0ADO1I KISCU..
B.3 JW Domingaes Pereira e Pedro Ferreira
de Ar.mio Braga, contrato de sociedade.Regis-
tre-
Nada mais havendo a tratar-se, o dada a hora,
i 1/2 da mantea, o Exm. Sr. presidente encer-
rou a sesj
S83SA9 JUDICIAIIIA EM o DE JULHO DE
1809.
Wl DO F.XM. MI. DESBHBARCADOn A. 1". PK-
irrn.
Secretario, Julio Gulmtries. _
Ao mel dia, declara-se aberta a sesso, estan-
do reunidos os Srs. dusombargadores Silva Guima-
raes. Res o Silva p Accioli, c deputados Rosa, Mi-
randa Leal, bario de Cruangv e snpplenle Sa Lei-
lao.
Lilla, T i approvada a acta da sesso anterior.
O 6scriv3o Albnqaerqne registrn o ultima pro-
testo de letra a :! do presente mez sob o a lili;
e o e sob o n. 1709.
ACCORDAOS ASSIGN.VDOS.
Embargante. Joao Pinto de Lomos Jnior ; em-
bargado, Mariano Xavier Carneiro da Cunha ;
appellantes, os administradores da maesa fallida
do fose de Castro Redondo ; appcllado Jos Alves
da Cruz.
JOUUURRTM.
Appellante, Andr de Abren Porto ; appellados,
Joaquim Ferreira Valente e los Martina da Silva.
Embargantes, os administradores da massa falli-
da de Amorim, Fragoso, Santos & C. ; embarga-
do, Cils aio, hojo seus hrdeirns. Appellantes,
RaLbe Sehameiau & C. ; appellado, o carador da
herauga jaeente de Mano.-i Buarquc de Maedo
Lima. Appellante, Manoel Antonio de Albuquer-
quo Michio ; appellado, Amaro Jos dos Prazc-
, res. Appellante, Antonio Joaquim Fernandos ; ap-
" .pollada, D. Alejandrina llana dos Santos.Adia-
dos a pedido dos Srs. deputados.
PASSAGEN*.
Do Sr. desombargador Reis o Silva ao Sr. dc-
scm'jirgador Accioli: appellantes, Abreu & Ver
ras; ppelladn*. Augusto Porto & C.
Do Sr. desembargador Accioli ao Sr. desem-
bargador Silva Guimaraes: appellantes, llenri-
que A Azevcdo; appellado, Antonio Gonoalvcs
Ferreira Caseiio.
DISTniBUtCOKS.
Ao Sr. desembargador Silva Guimaraes : ap-
pellante. Felicio los Yaz de Otiveira ; appellado,
Custodio Ciliai'i I'ereira Jnior.
Ao Sr. desembargador Reis e Silva : appellan-
tes, Oiiveira Filhos & C.; appellados, Eduardo
Burle & C
Ao Sr. desembargador. Accioli: appellaute, Jo-
s Joaquim Gomes de Abreu ; appellados, a va-
va e herdeiros de Jos Antonio de Barros Wan-
derley.
ACCn.VVO DR INSTRUMENTO.
Juizo municipal e do coinmercio de Mamangua-
ne, provincia do Cear. Aggravante, Pedro Ig-
nacio de Sonta tabello ; aggravados, Francisco
Golhn da Fonseca Fdtio & C
O Exui. Sr. presidente dou provimento.
i ARTA TESTEMUNIIAVKI..
Juizo especial do commcrcio. Aggravantes, An-
toni Lourenco Toixeira Marques e Joao Maria da
Silva ; aggravado, Manoel Carneiro da Silva.
O Exm. Sr. presidente deu provimento.
Nada mais honve, e foi encerrada a sesso
uieia hora da tarde.
CMARA MUNICIPAL.
19 UE ABRIL
SESSAO EXTRAORDINARIA AOS
DE 1869.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. BAHAO DE MURIBECA.
Presentes os Srs. Dr. Souza Leao, Dr. Seve, Dr.
'Barros Barreto, Dr. Moscoso o Gameiro, faltando
eom causa os mais similores, abre-se a sessao, e
lida e approvada a acta da antecedente.
Le-se o seguinte
EXPEDIENTE.
Um offlcio do Exm. vice-presidente da provincia
de 16 do crrante, communicando a cmara para
seu conhenmento, que segundo consta do ollicio do
respectivo primeiro secretario da assembla legis-
lativa provincial de 14 do mesmo, sob n. 7, foi por
deliberai-ao da mesma assembla rejelada a pro-
posta da dita cmara, que creava um impos to pro-
visorio de 300 rs., paraba asseio da cidade.Intci-
rado.
Outro do mesmo, de 17 do crrante, respondendo
ao ofllsio que llie dirigi a cmara em 12 do pre-
sente mez, sob n. 20, tem a dizer que approva o
ornamento feito para a desobstruccao das vallas de
un e oulro lado da estrada municipal que conduz
a povoacao da Vanea, e autorisa a mesma cmara
a despender a quantia de 3304000, era que foi or-
eada aquella obra.Inteirada e que se pouha em
praca para os dias 22, 26 e 29 do crrante.
Outro do primeiro secretario da assembla legis-
lativo provincial, eom despacho da presidencia,
mandando informar, ao qual acompanha urna poli-
cio de Estevao Paes Barreto, pedindo que seja
transferida da freguezia de Muribeca para a do
Cabo a parte do seu engenho que pertence aquella
freguezia ou vice-versa.A' coramissao de peti-
c/3es.
Outro do director das obras publicas cora despa-
cho da presidencia, mandando Inforimr, no qoal
diz o mesmo director, que tendo o engenheiro ge-
rente dempreza de esgoto e asseio da cidade do
Recife jjrainage, Ihe requisilado incompetente au-
orisajfipara dar principio a estacao da bomba no
bairr da Boa-Vista, em frente d'a ra da Ponte-
Velha, pede a S. Exc. que se digne resolver se ser
construida dita bomba nosse lugar, sendo ouyida a
respeito a cmara municipal.A* coramissao de
edificacoes.
Outro do administrador do cemiterio publico, de
toje dalado, trazendo ao conheeimento da cmara
que amanbeceu na mesma data alravessado ao
portao daquelle estobeleciment um atade que
ncerrava um cadver, e tratando de examinar,
encontrn a nota que junta remette, pela qual re-
conheeeu ser o de Antonio Luiz da Ctinlia, que
suicid u-se ao amanhecer de domingo 18 do cor-
rente, e como nao houvesse ordem alguraa em con-
trario, em vista do artigo 88 do regulamenlo, man-
dou sepulta-lo.Inteirada.
Oulro do contador, remetiendo a nota das letras
que se acham rccolhidas ao cofre, e que se vence-
ram no primeiro do crrante, roga a cmara que
d as suas ordens para as mesmas letras serom ti-
radas do cofre.Inteirada.
Outro do cngwiheiro eardeador, informando o
requerimenlo de Olympio Gonealves Rosa, quo pe-
de para demolir asea sobrado n. 16 da ra do Li-
vrameuto, e levantar urna casa terrea eom tres por-
tas, sendo as umbreiras do centro de urna s pe-
dra ; declara que nada se lhe offerece oppor, dan-
do-se-lhe a competente cordeacao. Mandou-se
cordear.
Outro do mesmo, informando o requerimento de
Francisco Ignacio Pinto, que pede para reduzir a
tima sota a trapeira que tem em seu sobrado n. 8
da ra do Apollo; cumpre-lbe dizer quo nada tem
quo oppor a semelhanic pretencSo.Conc edeu-se.
Outro do me mo, informando sobre o abaixe- u<-
ftignadi) em que diversos moradores da ra da
Concordia pedem providencias para seren aterra-
dos e murados os terrenos entre aquella ra e a
do Alecrim, onde exlstem grandes depsitos de
llxo, aguas estagnadas e materias delitereas contra
o disposto as posturas ; tem a dizer que verda-
de o queallegam os supplicantes, e parece-lhe jus-
to o (i uo elles pedem.Que o scal marque um
prazo aos propietarios, lindo o qual faca effeztiva
a di'posicao da posturar
Oulro ao mesmo, informando contra o que pede
D Josepha Maria da E*altacao Perciti, proprietana
da casa terrea n. 74 da ra dos Pires para fazer
urna sota na mesma casa, por sor ella de oitoes
vneellos.Indefiric-se.
'Outros dos fiseaes desta cidade, declarando que
neontram difllculdades em proceder contra os pro-
orietarios de carrosas quando infrmgom as postu-
ras, or isso pedem urna providencia a fazer desap-
parecer essas difflculdades.Que
tempo competente
iiii-ando hav.v fallecido o guarda da mesma frote
uphnnio itf de Souza.Inteirada.
Outro do mcwne. doclaraftAj que achando-se
! >s lagares de guarda de Ma freguezia,
l>r vado. yf
Outro do liscal da freguezia do Poco da Panel la,
communicando que em visita aos estabelecimenlos
de sua freguezia, encontrn na taberna do Manoel
Duarte Rodrigues Pinto, urna batanea de iatao,
raultou-o por infracelo do artigo 2." do titulo 6 das
posturas em vigor.e para evitar que o infractor em
sua ausencia contrauasse a vender na mesma ba-
lauca pelo mal deve fazer a saude publica, appre
liendeu-a eenlregou ao procurador.
Posto em discussao, o secretario declara existir
sobre a mesa uiaa petigao do meen Pinto, quei-
xando-sedo proce*mento do fiscal.Resolven se,
que o offlcio, e a petlrao fossem remettidos a res-
poctiva coinmissa>.
Outro do fiscal da freguezia dos Afogados. Infor-
mando apctic/iode Joaquim Mauricio Paes Varella,
que pede para ser relevado da multa que lhe foi
imposta ; declara ter o supplicanie excedido da li
cenca que obtevo para o concert de sua i
Indetirio-se.
Outro do mesmo, communicando que baria pro-
cedido, acoinpmhado do escrivo do paz da mesma
freguezia a alguns examea em os dias 13 o ^4 do
crrante, nos pesos dos diversos estabelecimentos
all exist ntes, resultando desses exam.ee o reeebi-
meolo de 76/O.M) de malla imposta por infraceSes
das posturas. Inteirada.
Foi approvado um parecer da nr.umissao de |)0-
ueia relativamente ao requerimento em que Anto-
nio Domingos Pinto, pede p pagamento da quanUa
de 4434240, proveniente de alugnel de cadeiras,
que forneceu para os collegios eleilora -.
Declara a coinmissa) que o actual procurador
nada pode informar,.por que a divida foi conlrabi-
da em tempo do que fii exonerado.
A" coramissao v-se embarazada para dar sua
opiniio ; entendo que cxeessiva por do mais a
exigencia do mesmo Pinto, mas sem duvida prece-
den a ajuste cora o cx-praeurador, e sendo essa
despeza feita, como costuinavain, ser todas, sem
seiencia da coramissao de polica, nao v que ontra
medid3 se"posssa tomar se nao a de niandar-se pa-
gar os alugueis das cadeiras na forma pedida.
A coramissao de pelie/V:- ipretontra o seu pa-
recer, sendo de opmio que, estando reconbecida
a divida das custas t|ue pede pagamento Jos
Francisco de Menezes Amorim, na importancia de
173X1SO, se mande pagar pela verbaEventilaos.
=PosIo era rtiseossio, resnlvea-so que o peticio-
nario roqueresse a asenabla pioviucial. licando
assim prejudicado o parecer na parte que entendo
a coramissao ser o pagamento feito pela verba
Eventuaes.
O Sr. Gameiro apresenta a segrate prpposta :
Proponbo a deinisiio do amanuense Caetano
Quintino Gaibardo.
* Em 19 de abril de 1869.O vereador, Ga-
meiro.
Foi approvada.
Achando-se vago o lugar, procedeu-se a vola-
cao para prebenehimento, e foi nomeado o cida-
lao Leoncio Quintino de Castro Leao, cora cinco
votos, tendo um voto o cdadao Miguel de Mu-
raos e Silva.
O Exm. Sr. presidente fez a seguinte proposta :
Proponbo a demissao do li-cal do Poco da Pa-
c Paco da cmara mtrnicipal do Recife, em 19
de abril de 1869.Burdo de Muribeca.
Foi approvada.
Em seguida procede-se a volacao para o pre-
benebimento da vaga, o foi nomeado o cidadao Se-
basliao ATonco do Reg Barros, eom cinoo votos,
undo o cidadao Chrisliano da Gama Lobo, um.
O Sr. Dr. Moscoso pede a palavra, e apresenta
um projecto de posturas, regularizando as horas
em que deve ser feita a matauca do gado.Man-
%i-se remetter a coramissao de polica.
O mesmo senhor em seguida apresentou tam-
bem um projecto para un regulamenlo proviso-
rio, que deve ser observado pelos conductores de
vehculos.A mesma coramissao.
Mandou-se remoller a cominissao de cdiflcaeao
um requerimento de Francisco Hermogenes Cor-
rea de Albuquerque, pedindo licenca para fazer
urna casa de taipa dentro de seu sitio .a estrada
do Arraial. __.
Despacharam-sc as peticoes de Antonio Domin-
gos Pinto, Antonio Ferreira Praen & C, Bernardo
Jos da Costa Valente, Bernardo de Siqueira Cas-
tro Monteiro, Dr. Cosme de S Pcreira, Francisco
Antonio Moreira de Carvalbo, Freir Pinho & C,
Hcrinenelgido Eduardo do Kpjro Mnnlero,%Jos
Francisco de Menezes Amorim, Jos Correa de
Brito, Jos Lucio Lins, Joao Francisco Bastos de
Oiiveira, Joaquim Mauricio Paes Varella, Josepha
Maria da Exaltacao Peretl, Jos Mariano do Al-
buquerque, Jnvcncio Aureliano da Cunba Cesar e
outros, Lino Pinto, Marrano Porfirio de Souza
Lima, padre Gregorio Lipparone, Satyro Seralim
da Silva, e levantouse a sessao, marcando} o
Exm. Sr. presidente reunio para o dia 22 do cor-
rente. ...
Eu, Francisco Canuto da Boa-Viagem, secreta-
rio a escrevi.Baro (le Muribeca, presidente.
Dr. Pedro de Alhayde Lobo Moscoso.Jos Mana
Freir GameiroM. de Barros Brrelo.Bcnto
Jos da Costa JniorDr. Joao Mana Seve.Ig-
nacio Joaquim de Souza Leao.
a cmara
tomar em considera
em
pe-

i freguezia de S, Jos, commu-
Aos 22 de abril de 1869, achando-se presentes
o Exm. Sr. presidente, barao de Muribeca, e os
Srs. Dr. Barros Barreto, Dr. Moscoso e Gameiro,
nao houve sesso por falta de numero, o o mes-
mo Exm. Sr. presidente mareou o dia 26 do cor-
rente para a dita sesso.
Eu Francisco Canuto da Ba-Viagem, secretario
a escrevi.Barao de Muribeca, presidente.Dr.
Pedroile Alhayde Lobo MoscosoJos Marta Frei-
r Gameiro.Manoel de Barros Barreto.
SESSAO EXTRAORDINARIA AOS 26 DE ABRIL
DE 1869.
MESIDENCIA DO EXM. SR. BABO DE MURIBECA.
Presentes os Srs. Dr. Souza Leao, Dr. Seve, Dr.
Costa Jnior, Dr. Barros Barreto, Dr. Lobo Mos-
coso e Ganuiro, faltando eom causa os mais se-
nhore-, abre-se a sessio, o foi lida a approvada a
acta da antecedente.
L-se o seguinte
EXPEDIENTE ".
Um officio do Exm. vice-presidente da provin-
cia de 20 do crrante, remetiendo cmara, como
a mesma solicitou em 12 do presente mez, a copia
do contrato celebrado por Andr de Abreu Porto,
para a factura de urna via frrea de trilhos urba-
nos para Olinda ; enva igualmente para conhe-
eimento da mesma cmara, copia do aviso da
agricultura de 6 de marco ultimo, declarando
ter sido concedida a necessaria autorisaeao res-
pectiva companhia para funccionar, e approva-
dos os respectivos estatutos.A' quera fez a rc-
quisico.
Outro do Dr. Joaquim de Aquino Fonseca, com-
municando que, continuando, o ine.smo se aggra-
vando seus soffrimentos intestinaes, o que tum
succedido a quasi todos que padecem do mesmo
mal, o que attribuo ao excessivo calor que Taz, e
nao podendo dar-se a trabalho algum que o forc
a estar sentado, nao lhe permittido prestar-se a
comparecer s sessoes da cmara ; por isso roga
mesma que se digne dispensa-lo do comparec-
meuto, ate que seu estado de sade lhe permuta
fazelo.Inteirada.
Outro do engenheiro cordeador, informando o
requerimento de Francisco Jos de Souza, pedin-
do licenca para demolir o muro do quintal do sua
casa n. 10 da praca da Santa Cruz que se acba
desaplumado, e reedificado, tem a dizer que nada
se lhe offerece oppor pretencao do suppbcante,
i'xeeulando elle as obras de conformidade eom M
posturas, segundo o alinharaento do muro actual,
e o nivel ser o da casa da frente.Conccdeu-se.
Outro do mesmo, informando o requerimento
de Manoel Martins de Carvalho, cumpre-lhe dizer
q'.ie o snpplieante possue se3senta palmos de ter-
reno entre as mas dos Guararapes c Brum, obte-
ve a licenga e cordeacao para construir frentes de
casas, tanto em urna como em outra ra, tendo
edificado a frente da ra dos Guararapes para
duas casas, quiz sem a competente licenca cons-
truir as ditas casas, e deu comeco s paredes do
fundo e oitoes, fazendo estas singellas, pelo que
foi multado o embargada a obra, como lhe cons-
tava, pcae agora para construir casas eom sota,
dobrando os oit5es, entretanto que o requerimen-
to nao est bem claro, necessario que declare
quantas casas quer fazerSatsfaca a exigencia
do engenheiro.
Outro do mesmo, informando sobre o requeri-
mento de Manoel Jos Ferreira Machado, no qttal
pede um titule de seu terreno de raarinha no ali-
nhamento da ra da Aurora ; tem a dizer que
verdade ter o dito titulo estado em soas maos,
mas quando deu a informagao, elle acompanhou
ao ollicio, e consta que estes papis estao no ar-
chivo do secretario.O secretario declara que
eom effeito o titulo achava-se em seu poder, mas
que o havia j entregado ao peticionario, o qual
passou-lhe recibo no. mesmo requerimento.In-
teirada.
Outro do mesmo, inonnano> o requerimento
nonel Coriolano VeUbso da Silvera, em que
i licenca para rcdu/Jr nina perla1 da frente
la casa, sit: a sua Direila dos Afogados, nina
janulla, e abrir mais nina pinta, alera da que existe
na mei'agua do quintal, que f;rz frente para a es-
trada de ferro ; declara que nada tem a oppOr.
C('iicedeu--e.
Outro do mesmo, informando o requerimento
de Jos Luiz Innocencio Pugge, para reparar a
frente e algumas goteiras de sua casa sita ra
do Cemiterio publico ; diz que nada se Ibe offere-
ce oppr, collocando elle canno enterrado na pa-
rede para as aguas pluviaevConcedeu-ro.
Oulro do mesmo, informando o requerimento
em que Jos Lucio Lins pede para edificar na ra
Direita dos Afogados duas- ca as terreas de 22
palmos cada urna de largura, oitoes singeHos ; de-
clara que nada tem a oppor, dando-sc previamen-
te a respectiva curdeaco.Mandou-se cordear.
Outro do mesmo, informando o requerimento
de Marrano P irflrio de Souza Lima, pedindo licen-
ca para retolhar a coberta e tapar alguns buraco?
no robooo do oitao de sua casa n. 8 da travessa
casa. Lda rna Bella ; lera a dizer que nao ha inconve-
niente em conceder-se o que pede o supprieaatc.
A commisso de edificaran.
Oufro do mesmo, informando sobre o que pede
em seu requerimento Jos Mariano de Albuquer-
que, para reconstruir o oito de sa casa n. i, sita
ao becco do Quiabo, na povoacao do Monteiro, e
faze-lo doblado, concertar toda a calcada, alargar
e altear as portas, e converie-lsem janellas ; de-
clara qnn nada tema oppor, execulando o suppli-
canie as obras de conformidade eom as posturas
Concedeu-se.
Outro do mesmo, informando o requerimento de
Manoel Joaquim Baptisia, que pede para construir
um muro na frente de seu sitio na estrada do Gi-
quia, freguezia dos Afogados ; declara que nada
tem a oppor, dando se a competente cordeacao.
Mandou-se cordear.
Outro do mesmo, informando sobro o requeri-
mento de Manoel Francisco Duarte, que pede li-
cenca para levantar um degro de palmo c meio
na calcada da frente da casa no seu sitio do Man-
guinbo ; tem a dizer que nao ha inponvenientc em
se conceder, constrnindo o suppliea'jte o degro
de maneira que a parle inferior fique no mesmo
uliahamento da dita calcadaConcodeu-se.
Outro do fiscal da freguezia da Boa-vista, infor-
mando o requerimento de Jos Caetano de Mcdei-
ros Jnior, em que pede licenca para matar al-
gumas rezes em seu sitio, om Santo Amaro das
Salina?, um a di'.cr que nada oppoe a pretencao
do snpplieante, visto como examiuou o dito sitio e
achou que tem elle as acconiincdacoes precisas
para o dito fin), observando, porra, que a ser
concedida a licenca, lhe parece de algum modo
prejudicar os aris. 8 c 11 do titulo l das posturas
de 30 de junho de 1849.Indefinito.
Outro do mesmo, inf rraando sobre o requeri-
mento de Miguel ArchanjodeFigueiredo.que pede
para limpar a frente e fazer cornija era sua casa a
ra do Corredor do Bispo ; tem a dizer que nada
oppoe pretencao do supplicante.Concedeu-se.
Oulro do fiscal da freiuiezia da Varzea comma
meando baver, om visia da ordem que Iho foi
transmitidla, procedido ao concert do arromba-
mento da estrada da mesma freguezia, tendo dis-
pendio eom elle a quanlia de 30*140^ pede que
se lhe mande pagar.Posto em discussao, o Exm
Sr. presidente fez ver cmara que o concert fi-
cou boin, porm devia o atierro ser mais elevado,
liara o que era necessario que o fiscal fizesse este
ervico, nao excedendo a quantia que sobren da
que foi oreado o arrombamento.Asaba M resol-
veu, mandndose ordem ao procurador para en-
tregar os 60,a em que foi calculado todo o con-
cert.
Forain approvados cinco pareceres da commis-
so do edificacao.O Io, no sentido de que as li-
cencas para a construccao de bombas, que a
companhia da lirapeza e aceio da cidade lera de
collocar para o esgoto, devem ser requeridas
camar.i, o que nao se conceda a licenca que re-
quer a mesma companhia, quanlo parte da rna
Velba, onde pretende construir a bomba B, pois
que devendo ser construida no meio da ra, Pica-
r esta defeiluosa, etc.O 2" apresentando dous
artigos de posturas, modificando o art. 22 da pos-
tura de 2 de maio do annojpassado.O 3." decla-
rando que j lendo sido dada a licenca c cordea-
cao pedidas por Jos Carlos Manco da Costa Ros,
nada mais ha a deferir.O 4. oppondo-se pro-
posta apresentada pelo Sr. Dr. Moscoso, para a
demolico das divisos interiores do quarteirao de
leste da freguezia de S. Jo?, vino como todoa o
casinbas une o coinpoem aehani-sc alugadas pela
cmara transacta por espaco de tres annos.O o."
finalmente, sendo de opinio que asallegacocs
feitas por Manoel da Silva Lopes nao sao suffi-
cien.es para aconselhar a suppresso da travessa
projectad na praca do A|>ollo.
O Sr. Dr. Barros Barreto reqnercu c foi appro-
vado, que se pedsse presidencia nformacoes a
respeito da oceupacao de parte do caes de Santa
Isabel pelos trilhos e desvos da companhia urba-
na de Apipucos, o bem assim se essa oceupacao
foi feita em virtude de algum contrato, ou por au-
torsacjio do governo
Foram remettidas commisso de edificacao as
segrales pelices :
Urna do desembargador Caelano Jos da Silva
Santiago, pediudo. para concertar o seu sobrado
n. 49 da ra Imperial.
Outra de Jos Jacome Tasso, pedindo um prazo
de quatro mezes para a demolico do muro que
c m ordem da cmara fez, para o tapamento de
um pequeo becco entre os seus armazens em
frente do caes do Apollo. ,
Foram igualmente remettidas coramissao de
polica dous requerimentos, um de Manoel Duarte
Rodrigues Piulo, pedindo a entrega de urna ba-
tanea quo lhe fura apprehendida pelo fiscal da
freguezia do Poco.
Outro de Thoaz de Carvalho Soares Brandao
Sobrinho, pedindo para ser admitldo a licitar na
arrematarlo dos concertos da estrada da Caban-
ga, apresentando para seu fiador o Barao do Li-
vramento.
Despacharam-se as petieoes de Antonio de Aze-
vedo Nevcs, Antonio Ferreira Praca & C, Andr
Avelmo Sonreir de Mello, Antonio Hanrique da
Cunha, Antonio Rodrigues Pinto, Alberto Cardoso
Pinto Leao, Belisario Andr Pinto da Silva, Ca-
imito Lins Chaves, Domingos Jos da Costa Amo-
rim, Ernesto de Carvalho Paes do Andrade, Fran-
cisco Analacio da Cruz, Francisco da Cuaba Ma-
chado Beltro, Francisco Antonio de Miranda,
Francisco Jos da Silva Guimaraes, Joao Ferreira
Villela, Joao Donnelv Jnior, Jos Lucio Lins (2),
Jos Carlos Manco da Costa Rios, Joaquim Fran-
cisco das Chagas e Silva, Joao Joaquim da Costa
Leite, Joao Jos Rodrigues Laffler, Jos Innocen-
cio do Espirito Santo, Joaquim Antonio Carneiro,
Joao Francisco do Oiiveira, Jos Jeronymo da Sil-
va, Joaquim Francisco da Silva Sale-, Joao Anto-
nio Velloso, Jes Caetano do Medeiros Jnior,
Joao Antonio Guimaraes, Jorge Juvenal de Araujo
Lima, Joaquim Pires da Silva, D. Maria Ricarda
de Souza Reg, Manoel Joio Lins, Manoel Goneal-
ves Agr, Manoel da Silva Lopes, Manoel Martina
de Carvalho, Manoel Joaquim Ferreira Esleves,
Manoel Joaquim Baptista, Manoel Francisco de
Carvalho, Maria Cecilia das Nev*, Olympio Con-
calvos Rosa, Veriato Senteo Lopes 4 C, Vascon-
celos Irmaos, Zeferino Ferreira Velloso, e-levan-
tou-se a sessao, deixando de ser assignafla a acta,
por faltadc numero para approva-la.
Eu, Francisco Canuto da Boa-viagem, secretario
a escrevi.Jjjriio de Muribeca, presidente.Dr.
Pedro de Alhayde Lobo Moscoso.Jos Maria Frei-
r Gameiro.M. de Barros Barreto.Ignacio
Joaquim de Souza Leao.
Cachorros e macacos.
O Sr. Platuni atlcodondo a pctlulos, da
hoje, nu tfint.-n (lyiiinasii) (ijinpt'stre, o
quarto especia culo em que tomata parte os
seus admiraveis macacos e oatkogn I
Quem ainda nao vio o trabalho dessos
maravjlhosos aniraaes, dnve ap'roveitar a
occasi5o d'ir apreciados ; pois consta, que
o Sr. Platuni, segu, no primeiro paquete,
para o Rio da Prala.
Quasi todos que viram l>!em voltado, a-
trahidos pela adinirarTm: e a concurrencia
que ao Gymnasio Campestre ha afluido, de-
monstra a luz de toda a evidencia, que a
companhia de cachorros e macacos, hbil-
mente exercitada pelo Sr. l'lalimi, digna
de ser apreciada por un publico distincto,
como od'esta capital.
C0MMERC10.
PRACA
DE 1869.
DO RECIFE 7 DE JULHO
AS 3 1/2 HORAS DA TAIIDK
Assucar bruto americano 3^200 por 15 kil.
(bontem).
Assucar bruto canal2*950 por lo kil. (bontem.)
Algodao de Macei sorte17-5358 por 19 kil.
I'ivte de 1|2 d. e 5 OjO (bontem)
Dito de dito sorte 17*400 por lo kil. fete
de 1|2 d. sem capa(hoje).
Dito de do 2* sorto1G700 por 15 kil. fretc de
1/2 d. sem capa (hoje).
r\ 1. Silvera
Presidente.
Leal Seve
Secretario.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 1 a G .
dem do dia 7.....
210:404/1319
45:5938;:2
20i.!>'J8l51
MOVIMENTO DA ALFANDEGA
Volnmes sahidos eom fazendas 202
dem idem eom gneros 100
30
Dascarregam hojo 8 de julho
Barca ingleza Witch o{ lhe Wavelem,
Patacho hespanholIgMcitavnho.
Brigae nacionalAlmeidn Icharque.
Brigue inglez Rio Uramlecanos e mais gneros.
Escuna dnamarquezaCodantaboado.
Lugar suecoAuna farinha de trigo.
Lugar inglez.Wa KECEBEORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PEHNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 6 10:562983
dem do dia 7...... 2:138*704
12.7013687
MOVIMENTO 00 PORTO.
PATRIMONIO DOS 0RPIL4OS.
Roa da Senzalla Velba.
Casa terrea n. 18......
Ra da Guia.
Casa terrea n. 27......
Ra da Cacimba.
dem dem n. 12......
Ra do Vigario.
1." andar do sobrado n. 27. .
Madre de Dcus.
Sobrado de um andar n. 9. .
Ra do Pilar.
Casa terrea n. 105 ................
dem idem n. 103..................
dem n. 110............ .........
dem n. 98........................
dem n. 96......i...............,
Idem n. 94............"............
Sitio n. 5 no Forno da Cal...........
dem da Mirueira u 4.....
Os pretendentes deverao apresentar
arrematar as suas fiancas, ou comparecerera
acompanhados dos respectivos fiadores.
Secretaria da Santa (asa da Misericordia do Re-
cife, 17 de junho de 1869.
O escrivo,
Pedro foriijues de Souza
\ A ESCADA AEREA
execuUida pelo cachorro (aribalili.
(i PASSK) SOBRE O GLOBO
executado pelo cachorro Ravel.
O DESERTOR AFRICANO
Sendo o desertor julgado e sentenciado a pena
ullnna, serfuzilado no pp-inca do publico pe-
los seus companheiros, ciegando Cantinhera eom
o perdi acha-o morto ; nesta occasio apparece-
rum carro funreo conduzido por um macaco
alim de levar o cadver ao seu deslino.
Ogvinnastico inaiacaio ,
JULIO DORIO
cojos trabamos foram muito bem aceites no es-
>000 pectaculo anterior, executar arriscados exerci-
203*000 cios no
202000
MOJ006
180*600
106^000
no acto d3
20C000
1445000
14G000
2403000
3C03000
1465000
000
^masM
No dia 9 do crrente, depos da audiencia do
juizo de orphaos, tem de se arrematar urna escla-
va cozinheira e engommadeira, avaliada em 1:2001
rs., assim como um (tino da mesma, de idade de
5 annos, avahado era 300j, enjos escravns vao
praca a requerimento do curador do desacisado
Antonio Casemiro Gonveia.
Tribunal do c mmercio.
Por esta secretaria se faz publico que nesta
data (lea registrado o additaniento feito ao contrato
social de Amorim Irmaos & C, em virtude do
fallecimento do socio Manoel Joao de Amorim, qtfe
teve lupr antes do comeco da mesma sociedade,
entrando o socio Jos Joa de Amorim eom mais
240:OO0O0O em commandta, para prefazer o ca-
pital de 600:000000 estipulado no referido con-
trato.
Secretaria do tribunal do commcrcio de Per-
nambuco 2 de julho de 1869.
O oficial-raaiori
Mo iiniiiinr'ie..
Navios entrados no dia 7. '
Portos do sulG dias, vapor nacional To-
carditis, de 750 toneladas, commandan-
te Jos Maria Ferreira Franco, equipa-
gem 52, carga varios gneros; a Antonio
Luiz de Oiiveira Azevedo & C.
Rio de Janeirol dias, brigue inglez
Learch, de 2G2 toneladas, capito Daniel
I. Brocklebank, equipagem 8, em lastro;
a ordem.
Montevideo23 dias, barca ingleza Saliven,
de 280 toneladas, capilao Scott, equipa-
gem 12, em lastro; a James Raider.
Triestre72 dias, lugar sueco Atma, de
174 toneladas, capitao H. A. Holmbloa,
equipagem 8, carga 2,090 barricas eom
farinha de trigo ; z Saunders Brothers
& c.
Nao houveram sahidas.
Obsercacfio.
Fundeou no lamaro um brigue inglez
e um-patacho norte allemo, mas nao Uve-
rain communicacao eom aterra.
rlEATK
DE
S. ISABEL.
Grande e variado espectculo
vUINTA-FKIHA 8 DS JUNHO
BENEFICIO DO POMO n.V COMPANHIA 1)11 AMATI-
CA JOS B. C. DE BARROS E DO NLHETEIBO
DO TIIEATRO.
Depois de urna brilhante ouvertura subir
scena o magnifico drama era tres actos
0 &IPPL1C10 DE ll\ WM
No qual tomarao parte os Srs. Cont Rocha-.Gil
Braz, (iuimaraes e as Sras. DD. Carolina, Clelia e
urna joven.
Dar Um ao espectculo a chistosa comeda em
um acto
0 marido victima das modas
Na qual tomam parte os Srs. Brochado, Couto
Rocha, Lessa e a Sra. D. Francisca
Os beneficiados agradecem a todos os seus com-
panheiros que graciosamente se prestam a traba-
ibar nesto espectculo.
Os bilhetes pedem desde j ser procurados em
casa do beneficiado na ra Bella n. 40 e no dia do
espectculo no escriptorio do thoatro.
Principiar s 8 horas.
THEATRO
Gymnasio Campestre
Me
GRANDE
SUCESSO!
cachorvoe
CORDA BAMBA
Osbillielcs acham-se na estaejo d trillios ur-
banas e no thoatro, pelos mesmoa acsea da re-
cita anierior, cuja alleraco loi feita nicamente
paca compensar parto do prejui?o, que, as passa-
gons gratis dao em cada esperiauulo.
N. B. As pessoas que eomprarem bilhetes te-
ro passagem em qualquer Irein c a qualquer
hoi a. antes do espectculo e depois do mesmo em
trem especial.
O divertimento terminar as 10 lr2 horas.
DECLARACOES.
De ordem do Illm. Sr. inspector da thesou-
raria de fazenda desta provincia, se faz publico
para conheeimento do3 interessados, que o tribu-
nal do thesouro autorisou o pagamento de dividas
de excrcicos ndos, cutos credores sao os se-
guintes : Bemjamin Beltrao de Alcncar 298*200, e
Manoel Bezerra de Senna 49.3600.
Secretaria da thesourana de fazenda do Per-
narabuco 26 de juuho de 18C9.
Servindo de ofiicialmaior,.
Manoel Jos Pinto.
COMPANHIA
DO
BEBERIBE
Nao tendo-se rcalisado a arremataco dos
chafarizes do bairro da Boa-Vista por nao
ter apparecido offerta superior base apre-
sentada, sao de novo convidados os senho-
res licitantes a comparccercm conveniente-
mente habilitados neste escriptorio' ra do
Cabug n. 16; no dia 8 do correte ao '/j
dia, afim de apresentarem suas propostas
em carta fechada; licando desde hoje os
ditos chafarizes administrados por conta
desta companhia.
Bases sobre asquaes se deve lancar:
Bairro da Boa-Vista.
Chafariz do caes do Capiba-
ribe................... 3:000*000
Dito da na da Aurora...... 1:200#000
Dito da cidade nova de Santo
Amaro.................. 2:200000
Dito do largo do Campo-Ver-
u-e..... .............. 800$000
Dito do largo da Soledade... i:725000
Dito da caixa d'agaa dos Pi-
res ................... 4:8755000
acacos c
Em consequencia do immensas pessoas nao te-
rom podido asistir ao tcrceiro divertimento dado
pelo artista PLATUNI, eom a sua companhia de
MACACOS E CACHORROS
o dito senhor attendendo a pedidos e a grandiosa
aceita cao que os trabalhos dos seus admiraveis
animaes tiveram, resolveu dar outra representa-
co ua
QUINTA FEIRA 8 DE JULHO DE 1809
(As 8 horas da noite.)
Grande, maravlhoso o muito appladido espec-
tculo em que toma parte o gv mnastico maracaio
JULIO DORIO
e a companhia composta de
24 MACACOS E CACHORROS
recentemente chegada a esta capital, sob a diroc-
cao do artista
PabATUJO
que teve a honra de trabalhar cora os seus admi-
raveis animaes, as primeiras cidades da Europa
onde obteve innmeros applausos.
O cachorro LUCIFER, conhecido pelo
re no FOo
lar pela primera vez admiraveis exercicios so-
bre malenas nflamraaveis o fogos de bengala.
Este importante trabalho causou grande admira-
cao em Inglaterra, Franca e no circo de Price em
Lisboa.
LINDO FEST1M MACACAL
no qual os convidados sao servidos por dous ma-
cacos, um vestido d; cosinheiro e oufro de cosi-
nheira.
Segue-se a linda
VALSA
executada pelo cadello Finetle.
O cachorro Lindo, passando pelas pomas de seu
amo, guiar depois um tonel eom as patas di an-
teiras, concluindo este trabalho, pondo-se eom as
quatro patas sobre o tonel.
Em seguida o cachorro Sapiton, executar um
irabalho gymnastico, passeando sobre as raaos
dianteiras.
Segue-se
A MARQUEZA DE PMPADOUR
Acompanhada por seu criado, sendo eslas duas
passagens execuladas, a primera por um cachor-
ro, a secunda por um macaco.
TRANSTORNOS DE UMA VIAGEM
pela macaca D. Jaciniha.
Intervallo de 20 minutos.
A grande posta russa executada por seis caes,
n macaco vestido demaioral, sobre o eaojlian-
VENDREDM) JUILLET
GRAND FESTIVAL.
so atrase
Directeur J. Poppe,
DANS LES JARDINS DE LA BRASSERIE
LE^T>EN & C./RA DO SEBO N. 3.
PROr.RAM.MK.
Io Ouvcriure de Giralda i Adam).
2o iitr'afcte et dane, (pera Philmon
et Beancis) (Gounod).
3o Os Lcoes do Norte, (polka militaire
de l'eminent professeur Colas).
4 Marche Nuptiale (Gounod).
o Ouverture de Zampa (Herole).
6. L'abordage de la Parnahyba (grande
dolka imitativo de l'habil professeur J.
Cocino).
Les jardins brillament Ilumines et ornes
de drapeaux de toules nations, seront abra-
ses subitement a la derniere composition
que annoncera la in de la soire.
On conynencera a 8 heures.
On se procure des billeis Meussiers A.
Gassier ra do Imperador n 32, Mendi-
boure, no Recife, ra do Trapiche et librai-
ne francaise, ra do Crespo n. 9.
Entres 1*000.
#Gran Donn par Mr. Noury, vendredi 9 juillet.
dans le saln du theatre Sante Isabeh
avec le concours de Mine. Marie Dufres-
ny, chnteuse lgrc, Mr. J. Coelho Bar-
bosa, tenor, Mr. Salustiano, flutiste.
i. PARTE.
1 Le Dieu d'Or, ro-
mance draraal-
que (Valentino).. Mr. Noury
2 Flcur des Alpes,
Tvrolienne...... Md. Marie Dufresny.
3 GrandairdeBra-
voure. pour ilute. Mr. Salustiano.
i Grano air dn Tro-
vatore(Verdi)... Mr. J. Coelho Barbosa.
Air du Canari des
PantnsdeViolet-
te ( Adam ) avec
accompagnement
de fluie par.....Md. Marie D. el Mr. Salustiano.
6 La grenouille aux
camelias, fabliau
bouff (Offonbach)
par............Mr. Noury.
i.' PARTE.
1 Bella adrala in-
cgnita, romance
de Topera u iiu-
ramento (merca-
dente ), chanle
par............ Mr. J. Coelho Barbosa.
2 Je n'vonsdis qu-
ea, shansonnette,
(Henry Cello)... Md. Marie.
3 Pot-pourri, exe- '
cute sur la ute
par............Mr. Salustiano.
i Do de Bonsoir
voisin (Ferdinand
Poise).......... Md. Mario et Mr. Noury.
o L'Amour dans
plusieurs pays,
cbaiisonnetle co-
mique.......... Mr. Njwy.
6 Pour terminer la
soiree, grand do
de la inouche du
3* acte d'Orphee-
aux enfers, (Of-
fenbach).......Md. Mario et Mr. *<>*$ .
Prix du billet d'cntre cinc nuiles res (pUU.)
On conimencera 8 1/2 precises.
On se procure des bllets lllotel de France.
ru do Trapixe.
AVISOS MARTIMOS.
Dito da praca da Boa-Vista.
Dito da ra de S. Goncalo..
5:0000000
1:200,3000
20:000*000
PUBLICACOES A PEDIDO.
Senhores redactores.Venho dar noticia
ao publico, e as autoridades, de um facto
cconte;ido no engenho Aratangil. Um
feitor do Sr. Gaspar Cavalcanti de Albu
querque Ucha, deu urna focada em um
escravo de seu genro, Manoel Peres : a
victima pereceu no dia 5 de julho, sendo
sepultada no engenho Anjo.
Admira quo -o Sr. Lourenco de Siqueira,
delegado em exercicio, at hoje, ainda no-
tenha feito o corpo de dilicto, e tenha dei-
xado impune o assajsino, elle que vive con-
tinuamente em companhia do Sr. Gaspar.
Chamamos a atteco do Sr. Dr. chefe
de polica, para esse facto to grave, e es-
peramos as providencias necessarias, afim
de que nao se^occultem, e Gqucm semre-
presso, attenlfidos dessa ordem.
O amigo da ki.
Escriptorio da Companhia do Beberibe,
i de julho de 1869.
O secretario, .
Dr. Prxedes Gomes de Souza Pitanga.
um__
teiro e um outro macaco vestido de posilhao.
O SALTO DO CARNEIRO
imitado por dous caxorros.
O CACHORRO DAGUA
fazendo diversos trabalhos ymnasticos, como pas- por
sar por arcos etc., etc. quem pertence
i COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Navegagdo costeira por vapor.
Porto de Gallinhas, Rio Formoso o
Tamandar.
O vapor Parci'jba, commandante
Mello, seguir para os pollos acuna
no dia 10 do corrente a meia norte.
Recebe carga, encommendas, passageiros o m-
nhoiro a frete, n > escriptorio do Forte do Matto
u.l. '.________________
Tasso Irmaos, consignatarios do brigue in-
glez Rio Grande, era virtude da carta de rreta-
mento que diz que os recebedores dos gneros se-
rao obrigados a manda-Ios buscar a bordo, avi-
I principia descarregar no dia 8, o que faz publico
ter conhecimentos, a ordaem que ignoram

29 HONRA E GLORIA
THEATRO
DE
do
Santa Casa da Misericordia
llecife.
A Illma. junta administrativa da Santa Casa da
Misericordia do Recife manda fazer publico quena
sala de suas sessSes, no dia 8,de julho, pelas
quatro horas da Urde, tem de ser arrematadas a
quem mais vantagens offerecer, pelo tempo de um
a tres annos, as rendas dos predios em seguida de-
dirruios *
ESTABELECIMENTOS DE CARIDADE.
Ra do Pada? Floriano.
Gasa terrean. 47...... 70*000
dem idem n. 63...... Zffl
dem n. i7. 49...... 70*00
Ra das Calcadas.
Casa terrea n. 30...... J"*000
dem idem b. 34..... }
Idam idem n.36....... 178*000
Ra do Calabouco.
Casa terrea n. 18...... ^S
dem n. 20........ 242*000
Ra da Moeda.
Primeiro andar do sobrado n. 37. 76*000
Segundo andar dito...... au^uoo
Areal do Forte.
Casa terrean, i....... 100*000
SANTA ISABEL
BENEFICIO
ni:
THOMAZ A. ESPICA
E
PEDRO B. DE SAITA ROSA
Rpresentar-se-ha o grande drama de costumes militares
29 HONRA E GLORIA
0 espectculo ser mais circumstanciadamente annunciado.


m
-V
Diario de Periiambuco Qamta feira 8 de Julho de 1869*.

**
&tm
COJIPAWIITA
Messageries imperiales.
At o dia \\ do correte mez esper..-so ik Eu-
ropa o vapor francez Navarro, <> quai dopois da
demora do costume seguir para Bahia e Rio de
Janeiro.
Pan i'.es, *.iirii. as trata-sena
agencia ra I i i'.omtn'" i n '.'.
tmm\ nmm\
Paquetes a vapor.
Do? portos do norte < ospmdo
at n dia 12 do corrente o vapor
Guar, rommandaiKe o priutciiv
lente 1'. H. Duarto, < qnal do-
pois da demora do cosime se-
guir para os portos do sal.
Desdo j r carga qao n vapor 111! ;- < mluzir, a n>.-?l deven
ser embarca Ui no da aosuachegada. Cncomincie
das c dinheiro a freteatas duas horas do dia da
sua salada.
Nio se receben como encommendas senao ob-
jectos de pequeo valor e que nao excedam
arrobas de peso oa 8 palmos cubicas de medieo
Tudo que passardestes limites dever ser embar-
cado como carga.
Previne-se .ios >-.-. pa-sngeiros que suas passa-
rau s se recebem na agencia ra da Cruz n. -'7
i* andar, eseriptorio de Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo C._____________________
C0MPAN1A>ERNAMBLCANA
DB
Mavega^o Mamanguape.
O vapor Coruripe, ommandantc Penna, segui-
r para o porto cima do dia 12 do corrente as C
horas da tarde. Recebe carga, encommendas.
passagens e dinheiro a frote at as 2 horas da
arde no eseriptorio do Forte do Mattos n. 12.
Arar al y
Segu com a TOSSivel i iwidide >v palhabote
Emilia, capitn Mondes, ainda recebe alguma car-
ga a (rete : a trate* com S Lcitao Irmos, roa
da Madre de lieos u. I.
COMPANHIA PCNAMtlCANA.
DE
Xavegafo coscEra por vapor.
Parabyba, Natal, Maco, Mossor, Ara-
caty, Ccar, Mandah. Acarac e Granja.
0 vapor Pimpamq rounnandanit
Torre?, seguir para' os portns acl-
SS!U0ftEPffiPMl.\M10S *
com repetida para os alumnos
que tena de fazer evame cm
ravmlro.
Jos Soares de A/.eyedo, professoT de
lingua e litleraturn nacional no gymnasio
provincial' do Recife, ten alterto em sua
casa, ra Bella, n. 37:
Utfl curso de
I.INGIA FUANCEXA J
imiLosop^ ;
r.EOfin apih.v e historia;
HKTHfWU V. NKIICA.
Os eslutottes que pretendern fazer
exame cm novembro em qualquer deslas
materias, podetu dirigir-so a indicada re-
sidencia, tarde, das 3 horas em diante
ano mm
A' ra das Cruzes n. 2, travessa de S.
Francisco, eha-sc aberto novo deposito pa-
ra grosso e retallio de louca fabricada na
villa do Cabo, branca e vermeiha, bordada
o approvada para adocar e esfriar agua:
jarras proprias para sala, maiores e meno-
res, copos com p, quartinhas, garrafas.
pequeas para meninos, moringas xom
axa em cima e outros objectos mais que
se precisar, assim como quart'mbas da
Baha.
AMA
Pedido.
Pede-so aos seguinte's senhores se dignem
\r i roa do Crespo o. 7 A, foja do Paco, a
negocio de sen interesse; ou annunciarem
as suas moradias, para serem procurados:
Luiz do Franca Belm.
M.nio.il.A.itonio da Silva.____________
Aluga-se ora bom cosinheiro : na ra Di-
c|'a n. 21, 1' andar._____________________
Xarope de Fedegoso, do Pinto.
E' de urna eficacia verdaderamente ma-
ravi liosa como calmante do systema nervo-
so e appiicado contra a paralisia. asthma,
tosse convulsa ou coqueluche, tosse recen-
tes ou antigs, suflocaces, calarrboS bron
tateos ale. e alinal contra todos os soffri-
montos das vias respiratorias, e na pblisi-
n pulmonar, qua vrlade contra o ttano
ou espasmos, e couviiicoes e mcoiHe&tdvol
e ninguem lia que o desconheca.
l'M ll-SGOBIUM^NTO ESPANTOSO !
Illm. Sr. Joiii/aiiH aAliheida Pinto.
Braga, t'6 de Janeiro de 18G8. Meo
amigo, aqui cheguei com alguma melho-
i ra; depois de ter tomado tres garrafas
do seu preparadoXarope de Fedegoso
c
Prccisa-se de nina ama para comprar, co-
zinhar e engemmar para casa de pouca fa.
milia :a tratar na ra do Livrmento n-
24, loja.
l'l^pWttBi jfiffi SlfilBaBali
2 Eseriptorio de advocacia
H O Dr. Joao Thom da Silva transferio
g o seu eseriptorio de advocacia da ra do
Imperador para'a ra do Queimado n
31, l andar, por cima da loja de fazen-
das do Sr. Antonio de M. Rolim, entrada
pelo pateo de Pedro II, aonde podo ser
procurado das 10 horas da manbaa as |g:
3 da larde. r5v
Ra
Imperador
26
n.
Ha diariamente neste novo estabel-pa
ment completo sortimento de doces para
cha, pastis de varias qualidades, empadas,
xiilins, po-de-l, bollos inglezes, pre-
suntos ditos em hambre, superior cha hys-
son e miudinho, chocolate lino hespanhol,
tarops, conservas de superior qnalidade.
Fructas de Lisboa e francezas, lombo de
poico assadp, marmelada mnito fina, vi-
nhos linos do Porto, Xerry, Madeira, Bor-
il.aux. Moscatel e da-Figueira. Cognacs
(inos, verdadeira genebra de Hollanda, li-
cores finos e marasquinho, cerveja Bass
verdadeira, branca e preta. Bouquets arti-
ficiaos de muito gosto. s
Kecobo oo oncnmmendas para casamento,
bailes e baptisados, tudo com muito asseio
' e promptidao.
Mk
au
Na ra do Torres n. 16, i' andar, precisS-se de
isto pelo mar, porque logo que che- una ama quo compre, cozinhe e engoinme para
guei em Lisboa, principiei com mais f uma po-soa._______________
a tomar o dito xarope, por conhecer pelo| PARRl^ FIINFRRF^\
i mar queche fazia grande beneficio, pois
i vista da grande quanlidade de sangue
< que eu botava pela bocea, vi que me hia
desapparicendo com rapidez, depois que
i coutinuci a tomar o dito xarope, e tan i
Mudanoa.
ma no dia 15 do corrente as 5 Iwrat
da tarde. Reebe oarg* at o dia II, encom-
mendas, passagejroa e dinheiro a (rete al n
2 horas da tardo do dia da sabidano esriptorft1
do Foite do Manosn. i.'._______^_________
BllEJAlll
Segu com brevMadt para o porto cima, o bri-
gue nacional Dame ; tem parte do sou carrega
ment engajado, para o resto que Ihe falta tratas,
era os consignatarios Antonio Luiz de Oliveira
Azcvcdo A C. ra da Cruz n. -"7.
Agr ts C. fazem sciente ao publico que se
acbam na roa do imperador n. 9, armazem, con-
rrOnte ao convenio de S. Francisco, onde os en-
cniilraiao a qualquer hora do dia ou da noito,
. mijagrt.so tel para minna molestia que ,,.., ,.,,.,,. l?lias obrigacaes; ettcarregando-
boje me acho de todo restabelecido, e at! se de tudo quanto necessai-io a qualquer acto
i mesino bastante nutrido, e por issopdc EbuHMt "que ton o uessual pi-ociso.
i Vine, fazer sciente ao publico o milagro |
que o seu preparado obrou na minha en- j
BIr. Mercier.
fermidade.
son
Sem lempo para mais,
De Vm.
Amigo alenlo venerador e muito obrigadt
Manoel Jos Giutakes Mreira.v
Alfaiate francez tendo de rclirar-seno
Srimeiro vapor para a Europa, julga nada
ever nesla prnoa. porm se alguem se jul-
gar seucredor pode apresentar sua conta al
o dia 10 do corrente*
Illm. Sr. Joaqnm d'Akimda Pinto., jaahnente pedo aos seus devedores se
< lia minio que ouvia proclamar as cxcol- sirv;tm vir S;l|(|ar SW;1S contas e nao fa-
lentes propnedades do Aarojic **-zendotlfce restira esle pediflo nominal-
gato contra a tosse c asthma, soflrendo! me-ntj; pe!os j0rMWj p, ,|110 mgn suas
eu de uma tosse pertinaz, e tendo usado m,ir;1(ias_
Para o reforj lo p >rto seguo com umita brevida-
te o palbabote p'irl ro Protegido, por ter
a raaior parto da carga tratada ; e para o resto
que [he Falta tratare c un o consignatario loaquim
Jos Goncalves BeitrSo, a ra do Commercio
n. 17. ______
CO.Mi'AMA l'EKNAMBLCANA
ua
Xavcuco ensteira por vapor.
Macei em diredura e Penedo.
O vapor j:r,i;ir \ eomm mdante Honra, secoi-
ij para portoa cima no da 8 do correato
'< at O dia 7
as 3 horas, en o dinheiro
i Jio. J aohi no eseriptorio do Forte do Mallos p. l.
CMI'AMI!\ PERN VMBUCANA '
DE
Navcgaguo costara por vapor
Fermudo de Nornha.
O vapor Giaui, commandante Ale-
vedo, seguir para o porto cima no
dia 8 de julho prximo petas 11 ho-
ras da manbaa. Recebe carga al o dia 7, en-
commendas, jias-vu^ irm e Jmheiro a frote at
as 10 lloras da manhaa do da da saluda ; no es-
eriptorio do i'Yrt,. J,, Matto- n. 12.
IHLOES.
UJlUil
Da taberna da ruado Rosario n,
esqui-


%
na da ra do Aragao, a qial ser vendi-
da como se- ada ou em lotes, garantin-
do-se a casa a quera a comprar ou a
quem s.i licar e/am a armaco.
O agente Martina lar leili por autorisacao
di* redores d.-. Uanoel Jos Pinto Martins. da
armacao, gneros e pertences da taberna cima
ben como das divida* activas "na importancia de
743*760 r.
1HJIE
as II horas do dia.
de toda a sorle de niedicamcntos, valime
pois do iatope de Fedegoso o uma gar-
rafa smenle- fo
lecer-me-. e me
d'autes; suecumbiria de ceno a nao tei-
Outro sim aquellos que teein obras e en-
commendas v, nhain busca-las senao sabe os
i bastante para rstate- sem n0lllt?5 .)c|os jornaes.
v, jo to robusto como vendem-se corles de casimiras
bina de certo a
( usado jJq Xarope de, Fedegoso.
A vista aislo nao Icimo exp
jreseooa.
c im (jue exprima a V. S. a gratWSe de
que lhe devedor u de V. 5. ltenlo
venerador e criado
joo d Cotia Rtgo.
LEILAO
IIOJE.
De :iOarro5ia-tlc earne seeca.'
Pelo agente Martins ni estae&odaa Cinco Psn-
t3s ao nieio dia.


i Illm. Sr. Joa>uiiti il'Mmeidn Pinto.
IV.nlin n ventora do eommuniear a V. S.
que graras ao maravilhoso Xarp Fedegom, cstou com o meu escravo Jor-
ge completamente restabelecido da mo-
lestia dos pulmoes qu ha tanto lempo o
persegua. .
Accede V. S. esta minha declaraco
como prova do meu reconhecimento pelo
( bem que V. S. acaba de fazer-me ecu-
i ja recordago ficar internada no cora
< cao do
De V. S.
ltenlo venerador e criado
Bentn Joaquim GomS.
i lllin, Sr. J ' Ciimprindo um dever de gratido, parli-
epo a V. S. que pormeio do se*i aben-
< coadi Xarope de Fedegoso, >?i',\ pe (eita-
i Dente restabelecido dos seus longos sef-
i frimentos o meu escravo.
Como sabe, este meu escravo tinha
t chegado ao estado mais aflbclivo da mo-
lestia de pulmoes: nao obstante um nao
i interrompido uso de remedios, e uma
demorada viagem ao nosso serto.
Pois bem; aenfermidade, que seha-
i via tornado rebelde a todos os meios
i empregados para combate-la, ceden de
' urna maneira quasi milagrosa, a quatro
garrafas, apenas, do seu fedegoso.
Moje, gratas a Deas, tenho o meu es-
cravo restabelecido: e nao fcil mos-
trar lodo o reconhecimento que sinto pelo
bem que V. S. me acaba de fa er.
Sou de V. S.
Criada agradecida
Marta Xurberta Sbheffer.
cos-
tantes inleiros linos, preco razoavel: brtns
de linho linos de lodas as qualidades ; cortes
gurgoro de seda poca colhetes, cortes de
(mneles de laa linos, dito de saraiina ftan-
cez finos, Botos, para criado, de coritas,
de bardes, lisos e de vriolla linas e liotoa-
Idura do colhetes finas: na ra do Commer-
cio n. 7 I. andar.
dii.E ie mtmm
ADVOCACIA.
O bacharel Augusto Carlos Yaz
Oliveica^tem aborto sen eseriptorio de
advocacia na cidade de Matuaiignape &
i provincia da Parahyba) onde pode serjM
procurado.
leWa capital poilem entender-so com ni
seuirmao o Sr. Justino J. de S. Campos, jg|
;i ra do Hospicio n. 23.
AMA
Precisa-se de urna ama paja cozinhar para uma
pessoa : na ra da Moda n. 4(5, Io andar.
lio r:'i HOJB.
Domingos Ab tara leUSo p#r conta o
risco de quoni de 1'iOO cai-
xas com charutos (K^embarcados ltimamente do
patacho nacional C qoaes serao vendi-
eas hojeas 11 horas da manbaa emseu armazem
ra do Vigario n. l. _____^^__^___
Leilo
Ue carros de paiseio, 9 paro? de arrewe, 10 ca-
s para os i arrose mais prten-
la cocheira da ra do Imperador n. 27,
eoasttndo do usufructo do tanque para agua,
tinas, gaz e mais objectos pertenecntes a nes-
ma cocheira.
Segunda-I'eira 1 de julho as 10 horas.
Joao de Dos da Silvelra tendo de r.-tirar-sc pa-
ra fora da praca, far leilao por intervencao do
agente Pinto, dos carro, cavallo?, arreios e mais
octetos pertencentcs a sua cocheira da roa do
In^wador n. 27, aonde se elcetuar o leilao o
dia c hora cima mencionados
I
AVISOS PWERSCS.
HSm AKHEOLOGICO E RG
Hr ordinaria quinta-feira 8
do corrate jumo, pela* M horas da ma-
nbaa.
i Mil do r>!\
Pareceres e iiMffWWalhos de commis-
sies.
Secrelaria do Instituto, '> de julho de
Jos Stares de Azevedo,
Secretario perpetuo.
Uiico deposito, ra larga do Rosario n.
10, junto ao quartel de polica, Pernambu-
co.
Continuadamente se nos apresentam no-
vos tstemunhos da eftifacia do fedegoso
Pernambuco.
l)o engenho Linda Flor, fugio no dia
:iO de juoho, o escravo pardo de nome An-
tonio. Koga-se as autoridades policiaes, e
capitaes de campo, sua apprehenso. ul-
ga-seqne o dito escravo tomara a din
da provincia de Alagas (Colonia Leopoldi-
na). Quem o aprehender ou quizer com-
prado ou mesmo interceder para qne nao
seja castigado (o que de bom grado so at-
tender) pode manda-lo ao dito en^enho*
Bom Destino, junto ao povoado de Trom-
btas, nesta praca n. 20 ra do Lf?ramento
ou no sitio n. 1 de S. Jos do Nfanguinho.
Grande officina de
alfaiate
LIMA. LESSA A COMP\MHA
Ra Nova n. 14
Tend chegado, ltimamente contratado para
nossa orJicina, um dos mais peritos alfaiates de
Lisboa, o Sf. Mannel Marlinho Aires Caria, a
quem couiiamos a direceo da masma j porlanto
ctiayencidos como o-tamos de sua importante te-
sotira, vemos provenir o rcspeltavet publico, (Juo
nao liaver quem possa executar q alquer nina
com mais perfeicao e |>ir mais caprichoso que ^eja
o fr.eguez, como o dito Sr, Marlinho Alves Garca;
assim como temes grande sortimento de case-
miras, pannos linos, brirts de toda a quahdade,
camisas e ccroalas franeezas, chapeos de sol de
seda, grvalas e colarinhos, e completo sortimento
de fazendas linas.
Trocam-se
u notas do banco do Brasil e das caixas filia,
Mm descont muito' razoavel : na pra^a da hade-
)endencia n. 22.
mnibus para Olinda
No dia 8 do corrente em diante o mnibus de-
nominado Olinda partir do Recife para aquella
Cidade as 7 horas da manbaa e as i 1)2 da tarde,
e de Olinda para o Recife as '.) da manhaa e as 6
da larde. As assignaturas desta dato serilo por
carioes para maior c mimodidadje dos asignante=.
"COSHRO^
Precisa-se de um cosinbeiro ou cosinheira que
soja perfeita para este lim, nacional ou estrangei-
ro : a tratar na na Nova n. 2i.
O
advogado
Allonso de Albuquerqne Mello niudou o seu es-
eriptorio para a ra das Cruzes n. 37, defronte da
typograpbia do Diario.
Ao commercio
Vendc-seou permutase uma propriedade
no bairro do Recife, com duas e breve tres
frentes, em uma das melhores localidades
para o commercio, por se prestar a um
extenso arnmm com treseulos e tantos
palmos de fundo, e ser prximo ao embar-
que do caes do Apollo e a alfandega: a
tratar na ra da Imperatnz n. 15, loja de
miudezas.
Precisa-se alagar uma cosinheira : ruado
Pilar n. 03 1- andar.
RAVlLl
Os apreciadores de manjares delicados
eneontraifio todos os domingos, no hotel
central, de Francisco Garrido, a verdadeira
sopa de Ravioli do verdadeiro gosto italiano:
assim como oulras excedentes iguarias que
seria enfadonho mencionar. Ah se cu-
contraro ainda os mais asseados aposen-
tos para hospedes, banhos, buhares e piano
para recreio dos habitantes: ra larga do
llosario n. :I7 I" andar.
LlfflLl
Km
FIO DEVELi
Barbante
casa de Rabe Schmetau fc C. Cipo
Santo n. 15.
SHERRY OLOROZO.
&elo seal.
COGNAC HE^^ESSY.
Km casa de Rabe Schmetlau C. Corpo
Santo n. 15.
COMPANHIA
DOS
TRILHOS URBANOS
DO
RECIFE A' OM*lA.
Precisa-se comprar para as obras dos
trilhos urbanos para Olinda e Beberibe 7
ou 8 mil sulipas. Quem pretender esse
fomecimento pode apresentar, at o dia i 5
de julho, sua proposta em carta fechada
ra do Commercio n. 3 2" andar, es-
eriptorio da companhia, declarando os pre-
sos. As sulipas dvvem ser de 2 -lo m. de
eomprimento, 20 a 25 centmetros de largu-
ra e 10 a 12 de grossura, c das seguintes
madeiras : sicupira, embiriba, mariapreta,
brab, araeira, oiticica, babatimao, pao
ferro, jatob, coraco de negro, sapucaia,
ou pinho creosotado. Todas estas madeiras
devero i er do milo edirigidas ao
Superintendente,
Aitdr Pono.
COMPANHIA
de Seguros mantimos e terrestre Fideli-
dite, rstabelecida no Rio de Janeiro, ca-
pital 3,2 Antonio Luiz de Oliveira Azevedo A C.
agentes desta companhia, tomam seguros
contra fogo e a risco martimo. Ra da
Cruz n. 57 pnmeiro andar.
NOVIDADES
Com esti(joda!oiJJ93j|io as ruas ^a Cl_
dado todos os lias uteis das 9 horas da
manhaa s 5 da tarde, uma caixa contende
artigos das ultimas modas de Parispara
SE.NH0I1AS
Como sejam:
Ricas e bellas chapelnas.
. Lindos e elegantes chapesinhos.
Casaqunhos de guipurc.
Fichas de renda pelos.
Delicado sortimento de cintos.
Corpinb08 de cambraia enfeitados.
Borns de lan e seda, claros.
Coques enfeitados e lisos, etc. etc.
E muitos artigos de oovidada tanto para
senbvras como para homens c crlaneas.
As pessoas que pretenderen! alguns des-
tes objectos, queiram ter a bondade de
mandar dizer suas moradas noBAZAR
DA MODA TU'V NOVA N. 50-ralim de
serem procuradas.
s proprietarios do=B.\z\n d.v moba,=
cerlos na n] sojbaa (lestes artigos,
por seu mui liabil correspondente em Paris.
julgam-se n" dircilo de albancar que ven-
dem suas meccadorias por presos as me-
lhores condicoes a dinheiro.
Ainda nao vieran), no entretanto o negocii
de inlaresse, e precisa-se fallar i ra do C.n's.on
n. 17 romos Sr8. Paulino Ferrelra da Silva, ex-
pcocur.ijor da cmara, Dr. francisco Pinto Pes-
soa.
Em casa de TlIEODOllO CIIR1STI-
ANSEN, ra da Cruz n. 18, encontram-sc
effectivamente todas as qualidades de vinho
Bordeara, Boursogne e do Rheno.
Pilulas de Bravina
SUPERIOR.
Roussilloii, caite biniiche.
12ni casa de Itabc Nchine lan &
f Corpo ant u. 4 5.
AjIUlt A'J 1 xUALjIU Estas prodigiosas pilulas sendo applica-
De ordem da presidencia da sociedade das as pessoas acommellidas de febres in-
Amor ao Prximo, fui adiada a sesso dattermittentes, sao incomparavois erasuaeffi-
assembla geral para II do corrente, as 7 cacia para completamente vencer as ditas
horas danoute. K assim faz setenio a todos [febres, achando-se nicamente venda na
os socios da supra dita sociedade, alim de
todos comparecerein na referida seceo,
para que se possa resolver matarles que
versam a favor desta sociedade
Secretaria da sociedade Amor ao Pr-
ximo, 2 de julho de 1800.
Io secretario.
Antonia Maiioel do Sacram'itlu.
botica n. -\ ma Direita desta cidade.
FUGSO.
Acba-se fgida desde da 24 de junlio
prximo rrassado, a eserava Antonia, de fdade
de 40annos crioula, i^ir os signaessegnin-
les: cor preta, olhos pequeos, falta de
deotes na frente e quando olba de revez,
levou vestido de cassi b'ram com pahuas
rxas chale preto de fil; quem-appre-
hetlder leve ra do Cabng n. O (pie ser
generosamente recompensado.
LASA DA FORTIM
Aos 4:0001
Bilhetes garantidos.
A ra do Crespo n.23 e'casas do costme
O abaixo assignado tendo vendido nos sensmni
to felizes bilhetes garantidos 2 (|uartos n. 796 rom
a sorte de 4:000s tjjiutras inuilas sortes de 1(W,
40 e 20< da lotera que se acabou de extrahir
em benelck) da Santa asa de Misericordia
(115*^ eonvida aos possuidores a virem re-
eeber seas respectivos premios sem os des-
contos das las, na casa da Fortuna ra do
Crespo n. 2H.
Acham-se a venda o's da 9* parte da lotera
Beneficio do patrimonio dos orphos (113*) qae
se extrahir Preces.
Bilhete.....4|000
Meio.....2*000
Quarto. 1*000
Emporcae de 100* para cima.
Wihete.....3*500
Meio......1*730
Qoarto..... 878
Manoel Martins Fioza.
O abaixo assignado, testamenteiro iu-
ventai iante dos bens deixados pelo falleci-
! i snbdito francez Joo Vignes, convida aos
credores do mesmo, a apresentarem-lhe as
, contas de seus crditos, para por ellas se-
Fem attaodidos no aventarte que se est
procedendo pelo juiz municipal da a vara
- OlTerecese um pruessor para ensinar a fal- desta cidade, C isto no mais breve tormo
lar, a pscrover e traduzir a lingoa franceza: n* posslve* visto estar a concluir-se dito in-
SSS. Um mmmaasaxx I ventarlo. Recife 21 de jnnho de 1800.
Garpar Antonio" Vietru tlmmares.
' Criada
Pr urna criada forra ou captiva para
minar : na rna do Imperador u. 7:i, segundo
andar.
0 escrivao da l'azenda provincial Torres
Bandeii a mndou o seu eseriptorio do so-
brado n. 3 da ra do Imperador p
de it da mesnia ra. I." andar.
Ama de leite.
Precisa-se de urna ama de leite : no sagunJo
andar da casa n.|47 roa do linperadnr.
HMM
SS ODr. Ermirio Coiitiiin >. reside
| ra da Cadeia n, 04, onde tem
S aberto o seu consultorio me ico, e
g| pode ser procurado a'qualquer ho-
I ra para o exercicio de sua profis-
so.
MSUL
Prcisa.se de urna ama forra o -i captiva para o
sorvieo interno e externo de uma casa do pouca
familia : a tratar em l'renio a ra do Vigario n. 2,
taberna.
D se 1:30* a premio sob hypotheea de
nina casa : quem pretender dirija-se a r\
Palma n. 63 que se dir quem empresta.
Precisa-se de um caxeiro com pratica de
taberna, de 16 a 18 annos, dando fiador de sua
conducta ; a tratar na rna Imperial n. 19.
Os senhores credores di fallecido Antonio
Ferrara Gomes queiram, dentro do pras do tS
dias, apresentar as suas conlas ao seu te-tamen-
teiro Mannel Ferrcira Pinto, praca da Iid
dencia, para serem verificadas e pagas do que Ibes
tocar em rateio. lluclfe 6 de julho de IwoO.
Precisa-se de um criado e urna cria-
da : na ponte do Jacobina n. 27 na Ca
punga. '
Attenco
Ama
Precisa-se de uma ama para comprar eeozinhar
I para duas p#*soas qnem pretender dirija-so a rna
da Soledade n. 46, taberna do Sr. Gregorio, qne
achara com quem tratar. ^______
Na villa de Pao
A'sociedade ancawa em coflaten-
li e de Theodoro Simn & C, madou seu
eseriptorio para o largo do Pelourinhon. 7,
Preefsa-se de uma ,ama para todo a
servico de uma casa pouca familia; ra
Direita n. 86.
jauto ald'deira
Acaba de abrir-se um grande hotel, o q&al tem
todas as coramodldaepar'qualquer passageim,
eIgualmente para fantttra, com casa separada com
lodboaoeioe bom tratMaeafo, por proco imito
commodo._____________________________
Predsa^se Ue bma ama para 'o 8erb'x-
na rat Imperial
0 propietario do sitio denominado
Aguasiuha.em Beberibe, contina i vender
os terrenos de sua respectiva ara, guar-
dadas as prescripcoes de limite cstahelei-
das pela planta topographica e projecto de
concurrentes segunda a exocuco delineada
pura o seu relahamento ou suhdvisao.
A certeza da prxima realisaeao da vaco
frrea, pela i'ompanhia doscarris urbanos
do Recite Olinda, devendo establecer
natural e ip'cessariamente estacao na bifur-
caco formada pela estrada novamente exe-
cubda ao Port da Madeira, na proximda-
de do qual existo o sitio supra menciona-
do no sentido transversal a antiga estrada
de Beberibe. ; torna de mei subido valores
terrenos ora expostos .1 venda, que fleam em
'pequea distancia da estaco dessa via-fer-
rea, prestes a realisar se. Esta valiosa
circunstancias, alm de mitras que muito
recommendan\ e abonam a superioridade
desses terrenos, basta para firmar a convic-
gao de quanto medico o seu preco, de-
vendo isto muito contribuir para despertar
o interesse dos compradores, que j tem
compras entaboladas, e aos que ainda nio
tem conhecintento desta importante venda
offerecida a concurrencia do publico.
O encarregado de taes vendas 6 o dis-
tinto engenheiro AntonioK. R. Sette, quem
se dever procurar em casa de sua residen-
cia, e as quinta-feira e Domingos no sitio
de que se tem tratado em Beberibe.
Pretsa-se
terrfo de uma casa de familia
n. 217.
Pai* acenpanbar urna familia que se retira para o
Rio viajar e enidar do "ancas : a tratar na ra do
Commercio n. 34.
Aiuga-se Orna osrrava excelfente enrinheir:
d tratar no sobra* n. da roa oVAorwa:
Ama.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia : na roa do Sol n. 33, armazem de ma-
deira.
(Joziiiheira
Jos Xavier Faustino Hamos, partoci-
[pa aos eus anrifrs, qae mudou a sua re-
sidencia, da ra das Cinco Ponas, para a da
Concordia n. KM.
Pwmsa-se do uma criada para cozinhar : na
rna oV> Imperador n. 73, segundo andar.
Precisa-e-de uma ama do idade qne cot
nhe bem, para casa de hometn soheiro : a tratar
na ra Imperial n. 4?. ^^___^_
Precisa-setle'nma-ama para^ozinharo cam
prar: ho pateo do Terco n. 63, se dir quem pre~|
cisa.
Ama de leiie.
Precisa-se de uma ama de leite :
ra Real (Estancia) n. 8, sitio.
tratar:
Precisa-?c
compre : na
AH*.
alngar uma eserava qoe
ra de S. Francisco n. 54.
cozinhe e
Aluga-se
Uma casa com bastantes commodos na
Cidade Nova de Sanio Amaro, a tratar com
Antonio Jos Goncalves Jnior ea Santo
Amaro.
Paraguay.
Na ra Direita n 53. recebe-se qualquer quan-
lia de dinlieiro para entregar no Paraguay tem
lucro algara, dande-se disso garanta.
AMA
Prccisa-se de uma ama livre on eserava de boa
conducta, que conzinho com perfeicao o diario de
urna casa : a tratar na ra do Vigario n. 5, 3*
andar._______________________________
Ateicao
Prcvine-se a quem pretender negociar os ob-
jectos da cocheira do Sr. Joo de Dos, sita ra
do Imperador n. 27, que Rao efleclue negocio sem
primevo te ajusiar com o abaixo assignado, tanto
a respeito da casa como a respeito de eertas%bem-
feitorias que llie perlencem como o tanque, calca-
mento. Becife 3 de julho de 1869.
M. P. de Moraes Pinheiro.
Pre -isa-se de um caixeiro quo tenha pratica
de molhados para tomar conta de uma casa por
bataneo, ou d-se interesse no eslabeleciment : a
tratar no pate) da Sadta Cruz n. 94, debaixo do
Sr. Peretti.
Prccisa-se do uma mnlher de meia idade para
se oceupar de dnas crianras de 4 e. 5 annos de
idade, e faser alguma costura em uma casa de
pequea familia, prefere-se quem souberler o 6$-
crever para ir instrnindo dilas crianzas nos pr:*
meiros rudimentes da lingoa portugueza : a pes-
soa que estiver neslas condicoes e poder abonar
sua conducti1 inunria por esta folba para ser
procurada, dirija-se por escripto esta typo-
graphia O. V. a-
ESCAVA FGIDA
No dia 12 de (narco do corrente anno fugio da
casa do corretor, onde eslava para vender, a es-
erava Caetana, eom os signes segointes t cor
[irela, alia, com falta de denles na frente, um pou-
co paneuda, ollios grandes e um tanto apitomba-
dos, nariz quebrado** ojo tanto largo, casada
com um preto de n une Joaquim. fui e?erava e D.
Geeria B. Carnciro l.eao. tra-Acude : quem a pegar e levar a seu senhor,
na na estrella do Roano n. 41 ser bem recom-
pensado.
Feitor
Precisase de ora leitor de boa conduela o que
seja rasado : a tratar na rna do Mondego n. 107,
fabrica de rape.
Attenco
Prenle Vianna & C. preeisam fallar ao Sr. Ma-
nocl Barbosa da Silva, arrematante de diversos
impostos do 5ocirculo : annuncio a sua inorada,
ou sirva-so apparecer roa da Cadeia do Recife
n. 57, 1 andar.__________________________
Ama
Precisa-so de uma ama para cozinhar e comprar
par caja ita'puura familia : na ra das Cruzas
n. 28, Io andar ; prefere-se eserava e p*gn-se
bem agradando.
Eu abaixo assignado faco sciente ao respei'
i ivel publico, eom especutidada ao corpo do com-
mercio, que comprei a taberna sita ra do Pay-
sandii u. 33, livre e de.-eiobaracada de qualquer
debito mi oiuis : quera se julgar credor a niesma,
apresentar sua conta no praso de tres das, fin-
dos os quaes licar sem responsabilidade do an-
nunciante. llecife i de jullia de 1869.
Manuel Luiz Pacheco.
ATTENCO
o
O abaixo as-ignado previne ao respeilavel pu-
blico e com especialiuade ao corpo do commercio,
que tendo se lhe d;sencaminhaik), hoje, urna letra
aceita por Antonio Jos Comes de Souza,em 16 de
junho preiimo imtsade, lia quatro mezes de pra-
so. da ipiantia de 718-5870 ; e para evitar duvidas
futuras faz o lueseute annuncio para que ninguem
i.om negocio com a mesnia letra, posto que o din
acetame fui j' competentemente avisado. Becife
7 de julho d 1869.
liento de |r"ivitas (inimaraes.
.No da 23 de abril fugio do sitio Mandaca-
r, cidade da Parahyba, o escravo Manoel, cabra,
nariz chato, cabello um tent crapinho, e repre-
senta ter 30 anuos de idade ; consta que elle fura
visto na estrada de Iguarass : qnem o appreWen-
der pode leva-io ao seu senhor Barthotomeu de
Paiva Machado no dito silio, mi nesta cidade ra
ila Imperatrix n. 14, Io andar, que ser generosa-
mente gratificado.
ANA

Precisa-se de uma ama para cozinhar, e paga-
se bem agradando : na ra do Vigario n. S2/se-
gundo andar.
Yend- -se
a-taherna da ra de Hnrtas n.
de de seu dono retirar-so para
na m.*sma.
43, cm virtu-
lora : a tratar
Advocada
O abaixo asignado mudou do
'n. 32para o n. 44. primeiro andar,
da ra do Imperador (qttas defron-
te da lypograpliia do Jornal do te-
cife), sen eseriptorio de advocacia.
onde pode ser procurado das 10
lioras da mandria as o da tarde.
Alvaro Gaminka T. a\i Silva.
MARTIMOS
CONTRAFOSO.
A Companhia lndemnisadora,estabelecida
testa praca, toma seguros martimos sobre
navios e seus earregamentos e contra fogo
em edificios, mercadorias e mobilias: a
ra do Vi garro n. 4, pavimento terreo.
Boga-se ao Sr. Jos Joaquim de Agujar, tenJia
a bondade do apparecer na ra Nova n. 46, loja, a
I negocie
Besta venda um escolhido sortimento de ob-
jectoe de marcineria, como sejara, mobilias da ja-
.arand. moguo earaareilo, obra nacional e estran-
jeira, de apurado gosto e por pr^sot razoaveis :
a ra estreita do Bosario n. 39. Nesta masma
asa fazem-se eom i>orfeieo lodos oe trabaJhos de
palhinha, como sejam, eflipalhaoieutee de lastro
para cama, cadeiftee-aoyfa.
Anda restam algumas colleccSos de
Iliographias de alguns poetas, e outros ho-
mens filustres da provincia de Pernambaeo,
tres tomos escriptos pelo commendador A.
J. de Mello: ra Augusta n. 94.


Diio de PernamJWco < Quinta feira # de Julho de 1869.
r

K
5
ESMERALDA
Moreira Duarte & C. tendo feito urna
completa reforma no seu estabelecimento
de joias da ra do Cabug n. 5, (junto a
loja de cera) acabam de reabri-lo ao res-
peitavel publico, a quem offerecem um es-
plendido sortimento de joias as mais mo-
dernas e primorosas que teem vindo a esta
prapa, e por preijos o mais resumido possi-
vel. Tambem compram ouro, prata e po-
dras preciosas
Est fogido desde o da 15 de Janei-
ro do correte anuo, o escravo Filippe,
com os signaes seguimos: cabra, idade 5
a 27 aunos mais ou meaos, corpo e altura
regular, sobrnceHras pretas e serradas,
cabellos enroscados e acabocolados, que-
rendo principiar a barbar, as vezes incba-
llie as parnas, tem urna marca de caustico
do lado direito sobre o figado, quando
anda tica duro e com pasaos avanzados,
tem o ventre um pouco' crescido, pescoco
grosso, muito regrista, e quando foge diz
que forro, e tem por custu me trocar
o nome, e botar a camisa fra da Galea.
Este escravo j foi preso e esteve na ca-
deia, por andar fgido, levou no corpo
cal^a de brim de quadrinhos preto, camisa
de madapolao, chapu de 'aa preto redondo,
natural do lugar Canbotinho da omarca
de S. Bento desta provincia, e foi escravo
do Sr. Eduardo Jos Al ves de Mello, mo-
rador no mesmo lugar. Este escravo j
foi visto em Gloria de Goit districlo do
Pau d'Allio, e em Limoeiro presume-so
que se conserve uestes lugares, ou tenlia
seguido para o centro ; pede-se as autori-
dades policiaes e aos Srs, capilaes de
campo a captura do mesmo escravo, e eu-
trega-lo ao seu senhor Jos de Miranda
Gunha morador no Recife, caes de Santo
Amaro, sobrado- n. 22, do fallecido Mauoel
Custodio ou na ra da Cadeia do Recife n.
35, que o mesmo gratificara generosamente.
Matriz de S. Jos
O escrivio -da rmaadade do S. S. Sacra-
mento da freguezia de S. Jos do Recife,
convida a ledos os charissieaos irmaes, a
j cumpa recerem domingo U do correte,
; pelas 10 lioras da manbaa, no consistorio
da irmandadf, afini de congregados em mesa
geral procederem ;i eleicao de nova-mesa re-
'gedora, pelo que, espera a raaior concur-
rencia.
0 muzeo de joias
Na roa do Cabug n. 4 compra-se ouro, prata
apearas preciosas or presos m; vaiUaiosos do
que era ontra qualquer parte.
Ouro e prata em obras vedias, assim
como brilhantes sendo de primeia quali-
dade; compram-se por maior i reco que
emoutra parte. Na loja de joias (Esme-
ralda)jumloCabugn. 5.
Na praca da Independencia n. 33, loja de ou-
uves, compra-seouro, prata, c pedras preciosas,-
tambem se faz qualquer obra de encommenda e
todo e qualquer concert.
COMPRA-SE--
moedas de ouro c prata de todos os valo-
res, ouro-e prata em obras inutilisadas, e
brilhantes e mais pedras preciosas: na to-
ja de ourives do arco da Conceico no Re-
rife.
Precisa-se
Comprar uvna eser.ava moca, prendada, e carinho-
ss para enancas: a tratar na ra do Rangel n.
51, sobrado, das 8 id 10 horas da manhaa, e das
5 ua tarde em dinnte.
Compra-se
tarinha de mandioca da trra
inercio n, 17.
na roa do Cun-
VENDAS.
Calcado para homem
Meitdes Falcao t C receberam um sortimento
de li.n-ZL'guins dr. Sele da fliiftBtei qualidades
sendo calcado fresco e bem acabado, veudc-sede
9 a H para vende* -barato, ra da Cadeia do
Ikvile n. o.
AL5 Bit DO
Xa
roca.
Fulha de Flanres
ra da Cadeia, armazem* de Silva Bar-
LOJA has lA-cnnis
BASTOS
VAQffNlS americanas de serrote de todos os (amanaos para descarocar algodo,
mnito conhecido fabricante Eagle Coton Gin.
MACHINAS ditas, tambem de serrotes e de lodos os taannos para descarocar
gorila do autor New York Gotton Gin.
MACHINAS ditas t lodos os lmannos, de carreta de ferro e mais toda a machina
MACHINAS ditas de Roller Gins, de cujo trabalho faz ubter mais 2.000 em arroba
de algodo.
MACHINAS de toan de fabricante PlattB. de C, Obdhan PatentLiverpool,
rodas estas machinas sao de superior qualidade e as melhores que; tai
vindo ao mercado : e para a sua apreciaco onvidam-se os senhores aqreuliores "
vn-em a exposico das mesmas na roa da CadOa do Uecil'e n. 36 A, loja do Mato oad"
encontrara mais o seguinte.:
No dio 15 de junho passado, fugio 4a
padaria allemia (segundo avison o respec-
tivo 4ono), onde eslava alngado, um mtrta-
tinho escuro, de nome Justino, com 13
'para 14-annos, barxo reforjado, gago, ore-
1 Ibas grandes e um pouco viradas, trajava
f camisa de algodosinho e calca de -trim
} grosso cor de rape : costnma quando foge
j inculcar-se como forro ou orphSo ; consta
'que tem estado em Olinda, a servido de
filguein, 4>ara onde fra Pender po de
jleite em-uma cesta perlencentc iquilla pa-
daria : quem o aprehender-tjueira leva-lo
Taberna
Venle-se a taberna da rnaa Concordia n. 91.
a qual esta Lem afreguezada e tem poneos nudos
proprte para algum principiante; o motivo da
venda tr-se-ha ao pretendente em particular : a
n-aiar na Ponte-Vellia n. li das ti aa 9 da ma-
nm>;> e dcsta tora em dianie n'esta typograpbia

al-
ma d'Awora n. 0, onde ser recompensa- J^Sca
do. lloga-se as autoridades policiaes que
bajan de diligenciar a apprehenso delle.
re pao cestas, ra largado
Rosario.
Chegaram noves sKijinientos de. balaios de! nJX^x "r'\" ," ', '
lodosos formatos, mul.. uteise precisos nag casas D*P. de lllilia ,roxa Para Dor
de fanii*; tambem recebemos de Lisboa cers!
rival m ano
Ra do Queunadon, 49 e 57 loja
de miudezas de Jos de Azeve-
dv Mata e iStlva conhecido por
Jos Bigodinho.
Est queiinando tudo quanto tem em seu
estabelecimento para acabar e fazernovo
sortimento, pq| jsso queiram vir ou mandar
ver o que bom e barato.
Garrafas com ,agua florida ver-
tladcira ...... ] ym
Garrafas com agua divina daine-
lhor qualidade !>50li
Latas com superior banha fran-
ceza ...... r$20
Caixascom 12 frascos de cheiros
proprio para mimos -5>CMi
Dita comjG frascos muito finos 800
Oleo babaza muito fino que s
a vista ,.....
Sabonetes de calunga muito bo-
nito ......
Caixas de p de arroz muito
superior .....
Peras de babadinbo com 10
varas ......
Caixas .redondas emitando tar-
taruga .- .-
Pegas de lita de cs qualquer
largura .....
Escovas para tinhas muito fl-
nas ......
Escovas pata denles fazenda
muito fina .....
Pulceiras de costas de cores
para mtnmos .
Caixas do linba branca do gaz
com 50 ooveUos .
Caixas de linha branca do gaz
com 10 novellos .
Peras de tranca lisa de todas
as ci)res .....
Resmas de papel pautado muito
lino .....;
Pares de bolees para punhos
muito bonito .
Libras de laa pa-a bordados de
de todas >& cores .
Pentes com costas do metal
rauito finos .
Novellos de linha muito grande
(vira crois
O Sr. acadmico Antonio Faasto Ne-
ves deSouzi tem urna carta volumosa :
na roa4a Cruz, agencia dos vapores brasi-
leiros.
inn olo para acceuder luies. tudo ven do-
y pelo meaos que possive
\endwn-e o s.l-ndo n 17 rna do Pilar,\-*ni
xeejlmtes eoumwdos, solao grande, quintal e
ortio para a nur a tratar na mejBa i ua n
163, 1" andar.
Dtibulhadoros para milho.
Cyndros para padaiias.
Arados aniericanos.
Carrinlins de mo.
Machinas para cortar copim.
Cannns de chumbo.
Bombas de Japy.
Ditas aniei canas.
Telhas de Ierro Ljalvanisad.is.
Folhas de zinco linas.
Ditas de cobre e latao.
Ferro de todas as qnalidades.
Arcos de ferro.
Folha de Flndivs.
Machados americanos.
Faces ditos.
Balaios e ceslas de vctgttinba.
Vssouras americanas.
Folies do todos os tamanhos.
romos e safras para fern
Fotha de ferro.
Bataneas americanas.
Tin is re madoira americanas.
Ps da ferro diton.
Bald.-s de madeira ditos.
Temos de bandejas finas.
Trens completos para cozinha.
Penetras para padarias.
Baldes galvanisados.
Coprentes de ferro para almanjarras..
Espingardas e rewolvers.
inania comidas.
Pernos n vapor para engommar.
Moitriios para refina',oes.
zeite de espermacele, proprio para m.ichi-
naa de todas as qnalidades.
Sorras avulsas para machinas.
Mancaes e lodos os mais pertenoes para as
mesmas.
Latas du gaz,
Finalmente muitos outrt aitig ospertencentes lavoura e artes, aue pela
diversidade sena enladonho ennumera-los.
ESTRADADE FERRO
DO
Recife ao S-Eraneisca
LEIL40
O MTpcrintcadcnte desta cstrafla de ferro
faz ptibiico que no diaB do correte ao 1/2
ilia ser vendida em leilTio, na-eetaeSo Cinco Pontas, pelo leiloeiro .Martins. :70 ar-j
robas de carne secca em bom estado, que
foraai aliandoaailos pek) respedivo des-:
atavia
Villa do Cabe, 6 de j Iknry Spetteer,
Superintendente interino.
Com dinheiro vista vende-se o itio Lima o
na povoacTio dos Mtaites, ao p da estacio de Una:
a tratar com Jo*- Paulo do liego Barreto, na villa
do Cabo.
Vendo-so urna porcao de livros para o curso
do 2* anno e tambem aiguraas obras de Chafciu-
liriand o romaneos, 11 oporas italianos, timo em
bom estado, no Corredor Jo .'.Hispo n. o; na amaa
(asa pretisa-e alugar orna ama, quetenlia omito
boa conoucta, para tratar dois meninos e en-
gommar para peejTCM famiiia; na mesnia casa se
dir quem compra ou aluga urna casa fura da
cidade nos arrobaldes, Mangainho Capiinsa.-So-
icJaite, c-iiiitiiiiii i'-vi); fine rnnna oo.n sitio.
1 .1IKTOCO
Og O Dr. L. J. Correia de S usa de sua
25 nreisfio; para o que pode ser proeura-
K do a qualquer hora ilo dia eni casa de Ma
q5 residencia, roa das Nimplias n. 17. D
2g eaosakas grais-aas pobres todos os dias,
ra das 8.as 10 lloras.
Vende-sc urna machina de costara em er-
fcito stado : na trevessa do Queimado n. 1 pri-
meiru aBdar.
1- -
dado ;i .
Gnisas de bolOes madreperola
iito fino i.....
SaiJoiiele muito finos ;'i 00, 120,
*80, 210 c .....
Pecas de fita de laa todas as
vires ......
Espelhos dourados para parede
!">(iO e.....
Jacaranda muito
0 ......
Pecas de trancas brancas e de
cores de caracol i .
Rars de metas cruaspara me-
IMilOS ......
Caivete muito fino com i fo-
lias -......
Cartiilui modernas .
Freoe do ndalo e patecholy
mtto finos .
$500
ft4fi
^600
^500
14800
fgSM
f)o06
um
OO
?5800
600
9040
>000
112
8,jOC
ma
aso
2^000
S320
L>oOO
&m
I 208
JLaElO
(nade
loja de fazendas e roupas leilas
na da Impcrairiz n. H,
porla larga,
DE
PAREDES PORTO
Neste eslabelecimenlo encontrar o res-
peilavel publico um bonito sortimento d
roupas e fazendas de todas as qualiadus t
piceos commodos, tem Kmpra um b^j
sortimento de casemiras de tbnt c pretas,
panno fino de diversas bonitas cotes e blancos de boa (|tialidad,
encarregjj-sc qualquer ulna p medida e
preco muoconmndo.
ROUPAS FK1TAS
na loja da ra da boperatriz n. j, porta
larga.de Paredes Porto.
Tem nesie estabelecimento um benito
sortimento de i de dversaa
qnalidades e precos comm
palitols de alpaca prela s a ,
''.'> o e 43: ditos de panno pnrl = a
G-S, 7->eS-S; ditos de [anno superior a
I-2'\ I i e 10-5: dil"> snlu-ci-asaca! -
dito dilo a 18>. 21 ase-
mi i'.i de cor a .v>.
litote de casemira emito Bn de air a
!' e ttt& ; calcas (le luim branra de cor d*
Unas as qualidad
casemira pn la e !( rre?
colletea de todas as qn wrortaa de
bramaute a l-viuo. -j.-< i
franeezas de linho c de algodSo dn lodas a<
qualidadis e preco mais barato do OJM
ontra qualquer partf; colarioboa, grntu;
bonito sortimento de chapeos de ao! da 11
* a e de seda; meias uif i/ia.
pecbiucba neste et>tabtecinfla
graude sortimento: lodos
podero prove dos | beta p/.
prego cuininodo.
FAZENDAS
Grande sortimento, Mino pejatn. ebi
baratas a 300, 32o e 388 rs. HadaptMn
lino a 7->..; e \{)\ a poca,
cba) a .'' >'0fl a pefa e
des. Cambraia Branca de '. .
dades transparente e Victoria
8> a pega. Lanzinhas de bonil -. al-
bonitas, selecSa a | o -.
a 285OO. sguiSo o ma
_fOO e '> .i vara, e oni
das por prco commodo, q.
nho mo cionar, na toja do
LESO DA PORTA LARGA
DE
. Paredes Pe
CARVO DE BELLOC
Approvad e recomwendado pela Academia imperial de medicina.de
PARS
a.uc Pariz para a
cura da gastralgia e em ijeral de todas as doencas nerrosas do estomago e dos iuioslinos.
igualmente o remedio por exeellencia contra a reiengio de ventre Finalmente cm
razao d;; ?ua.s $roirieaaAe tlMoni<, Mcoaunetidarto comh veeddeiro remedio nos
caw-s de diarrhea e cholerina. O rv,,o de Bello*- !onia-e na occasio das comidas
soh a forma de pos ou de pastilhas.
Deporto em RioJ.uewj. DuponclieHc; Okmdot. ln Roaonu, Maurer k O.
Olfereee-se urna ama perfeita
para casa de familia : aem pretender
tra*essa de S. Jos n. 17.
eonheira
dirija-se a
COMPRAS.

Compra-se um escravo qe
entendario orricio d'e-4snoeijpo:
a tratar no scriptorio d AriK>-
rim Irniuos & C, na ra da Cruz
n. 3.
. No ariiazem Jo David Forreira Bajtar, na<
Brum 92, ha venda os -aeguintes genere ci.t
precos razoaveM:
.Roliaetcs de balando
proprios para burebase hyatas. muito snperibrof.
vintio do Porte
em eaixw de duzi6 de jarrafas, e ei barri* de
dcimo, do Porto, muito lino.
r ai-iuba de utaudioea
fcaem caceos, nova a de superior qnalidade.
Pedras de louza
uuo proprias para lava geni de louca em co
-finhas.
GOMES DE IWTTOS IRMXOS
tendo feito completa mudanza em seu antigo e
acreditado estabelecimento de joias, com o fim de
dar-lhe maiores proporpoes e elegancia, convidam
ao publico em geral e com especialidade as Exms.
Sras. de bom gosto a comparecerem pessoalmente
das 6 horas da manhaa s 9 da noute na
RA DO CABUGA N. 4
onde encontraro um completo sortimento do que ha de mais elegante,
bello e precioso em brilhantes, esmeraldas, rubins e tudo que em obras
de ouro, prata e platina se pude desejar.
ADERECOS DE BRILHANTES, ESMERALDAS E RUBINS
de novos gostos, assim como grande variedade de salvas e paliteiros de
prata contrastada e de gosto anda nao \isto, e completo sortimento de
objeetos de prata para uso das igrejas,
Compram e trocara qualquer joia ou pe4ra preciosa e garantem
a quaudade dos objeetos vendidos.
C/^
Vendem-se um moleque o urna ngrinha : a
Hartar a ra do Pilar 11.63.1 andar.
Vende-se um preto de 18 anuos de idade :
ata-sc na. ra da Ii.npenitriz n. 13.
= V ndetn-se um bonito moieque de
II anuos, ooi molalinho da mesma idade,
e di rentos negrinhas e moleques de 10
anM8 para liaixo : no 3' andar- do sobrado
n. 30 rsa das Cruzfts.
Pedras para moinlio
Vfdem-sc 5 pedras para uiGinbo sendo
2 de 3 palmos e de i '/a palmos de di-
metro, vende-se as pedras s ou. com scus
pertenece prompto para Irabalhar, na fa-
brica a vapor de eigarros: ra do Quartel
da polica n. 31.
ATTENC40
Vadem-ae 300 enchameis de lomo do yariaa
grossufas e coMprimenio, assim como urna barat-
ea nova e bem construida, .-indo a sua carga de
5,000 arrobaa : a tratar wm Loyo Sobrinho A C,
ra da Cadeia n. :1.
I1LI N UWAIIEm i n
Economa, iitldade e moderno
mercado.
GHBO0EM A' l'ECHINCHA.
Cales francezos, jreos pcfjuenos e gran-
_ des, para seubora, a
Casemiras in,'lata^, bonitos padroes, com
listran larcas, ovado
Ditas iranaena, idem ideni, com listras
largas, covado
Ditas ditas mc-e!adas, covado
Baronezas Lrjtaseom listras de seda para
Malura e proprias de montara, co-
vado, ra.
Paletot de alpaca pretos e de cores 4 e
Alpacas lisas de coros mnito linas e bous
gustos para senhora, covado. re.
Cambraias de cores, variados padroes,
ovado, rs.
Ditas de eonee, mais finas, covade, rs.
Ditas miodae, modernas, inissimas, cova-
do, ra.
Dilas de llores grandes e listras, co-
vado, ra.
Colarinlios de (nho de diversos postos, rs.
Ditos de dito nir.ito fino*, ohegadoe no ul-
timo pai|uetc, rs.
Chitas elaras, boas tintas, covado, rs.
Ditas eseuras, bellos padroes, covado rs.
Ditas culoridas, Bnag, iropriopara familia
i -ovado, rs.
Ditas riscadinhos, variados padrees, co-
VaOj xa.
Ditas eseuras econmicas, covado, s.
Dita* de buacomposiyo de tintas, covado
Ditas dars econmicas, covado
Roupas e mais arligos que fica a pedido da res-
IJreguezia, dando-se ama'Ira de tudo.
2000
M8B0
MOOO
3=8300
900
4J8D8
800
2i0
360
400.
ioo
400
600
80
400
400
300
360
320
340
Na eoeheira de Thuiaz Mus Caldas, ra de
Santo Amaro junto da estagao dos trilbos u. baos,
wnde-se um grande bu', manso o muito novo, com
tima carraca e seus pertenecs.
vTrsos
DB JOAOOIM DA SILVA BE(,0 JNIOR.
Vvn volumo em tres serie*, com o retrato do
autor.
Pnco:i(W0.
I-Kraria.rjiiivtrsai.de tfaimaSes lifoira, ra
do Imperador n. .ii.
>-
zn
0 MUSEO DE MAS
vise
No ari'.iazeiii do eaes do Ramos n. 8 abri-se um
deposito Je affnardente.
COFtlKS D FERRO de varios taTinlo
MACHINAS para deacaroear aljrodio.
MACHN ASI*, vapor.
MOTORES para duus cavallos.
FEQHAENS em geral : no armazem de Shaw
Hawkes & C, ra,da Cruz a 4.
Potassa da KHssia
a mais nova no mercado, a preeo razoavel : na
ra do Commercio n., 13, armazem de Manoel Tei-
xeira Basto.
Vendem-^e 2 moleque. de 18 anaos, T moleca
de 10, 1 dita de li, l preta^35, e I mulata peca
d(t 14 anuos,, tond vihd Wimv^ : ua ra d>
Fngftfl. 9.________________ m
Vende-se urna casa mei-agoa sita-jio largo
da Penha n. 2, e outra tambem mei-agoa sita no
masma largo n. 4 ; e tambem se permuta ambas
por casa de sobrado ou terrea, que agrade a ao-
unciante para sa-resideicia : os pretendoites
I podem dirigiF-se ra do Hospicio, sobrado n. 21.
perto do.qaartel.
Voade-so um.escravo pada.da. idade 24 an-
nos, piqueo roaw ou meaos, o inna negra com 2i
] anao^.com ura filho do 11 meze,: caziaaa^laB-
engomma : na ra larga do Rosarlo, cai
.3 andar.
I :"
A.EXPOSIflO
Nova loja de calcado estrangeiro
para homcris senhoras e
meninas.
NA RA NOVA N. 8
em freate a eamba do Carino.
Lyra & Viaiuia, tendo pela experiencia
adquirido a certeza de que o publico desta
capital, era mal servido, pela falta de esta-
nelecimentos, sonidos de bons cacados,
situaram a sua twv loja, na ra Nova n. 8.
Lyra & Vianna, convidam por isso ao
publico, e com espjxialidade ao bello sexo,
-para visitar seu novo extabelecimento de
calcadas finos, manufacturados pelos mais
habis l'abiicanles da Europa ; ali encon-
trarSo sempre, todas as qualidades de cal-
cados, solidos' pela boa manufacturac5o,
frescos, por serem muito nuvos, e Acudidos
por preco eommodo, para merecttem a
conlianca de seus distinctos t'regueees.
Comprometem-se a mandar vir eucoiu-
mendas de calcados especiaes, e a exhibir
as obras de pbantasia e de mais apr mo-
rado gosto, alim de que su3s disimulas fre-
guezas calvem e raostrem sempre o chique
(la botina franceza. Isto s na i ua Nova
n. 8, loja da exposico de calcados da
Lyra & Vianna.
E por corlo paraadnw
em una rita de progressi -. urna
um completo aorlimenlodemiM
>' nao tenha aioda doi psIa n ^
leiiu-aiio a toaos seus fregiu ra .
agrado e sinceridade, asas
modas do seu basar.
Esla rna a prodigl
e esta loja c a antiga loja da i
una das mais Bortidas I ero, e
jesde seus prioapres usa di'slc modi
ululo; modesto porqoe nunca r
neste jornal, o modfsttr porque muitos o
olvidaran, porl:;.ver goal em ornaras**
pasto, no entretanto como i moa dir<
de antiguidade, vamos deslingow o i,.is*c
com alguM annoncioa, paraopablk
que a verdadoira agoia d'ooro
urna lujado miudezas a raa do i r.
1 A, onde se encontrar um completa aar-
timento de miafefeas fin r menos
l O|odo tmeenonlra qualqu. rpari ,mn
sejam :
Ouipur com urna e doas '
branco. lilas largas do todas ;is '
com vistas.
Um completo sortimento de ni ;'
vestido.
Fronhas com diversa-, fnscripcSes.
Knl'eites para cabera.
CaiXHibaa de ja,vianda forrada:. ,n
B com espelho na lampa, com a compe
tente chav,!,. propiias para guarda*
joias-
Entremeios transparentes muito fin.
todas as larguras.
AJbune mos para W, 100 e m i lotos
Bmorlos de chagrem e marfim cousa moto
superior.
Espedios dourados proprios pan: sala.
Um completo sortimento de loques de toda
as qualidades.
Um completo sorlimento de per fumaria
de todos os autores.
Luvas de Jouvin constantemen e fres-MS.
E outros mais objeetos tendentes ao mesmr.
genero que tudo se vender da forma pr
mittida, na ra do Cabug n. 1 \. mi
d'ouro, de Custodio & Bento,
Campos, na roa do
e"estpp.- para eaia'e! a StJOjt)
ra da Setnata N>Ta a. 1.
: na
Na ra Nova n. GO, armazem da Lfgj, vendem-
se sernentes novas d( hortaHce* e flores.
Vinio.
A ra do LivranMo n. 6, tem para vender em
barns de quinto e mcia pipa, 0 meltior vluho ver-
de at lipje, vindo a este mercada, o vende-se Dor
precos razoaveis.
i-se dou cylindros^bem constraidns,
proprios para padaria, por ni
tar no pateo do Ter?o d. 63.
Para o armazem do
Imperador n. 28.
Neste muito acreditado estabelecimenu
acha se constantemente um variado
ment de gneros finos para meza *
cosinha e' entre estes oomea-ae apenas as
especialidades seguintes :
Queijos do sertao sendo de manteie
coalha.
Camaroes seceos do Maranbo
O verdadoiro caf de Moka,
O superior e bem conhecido peixe miragu^ta
que se veBde a ltiO a libra e -i500 a
arroba.
TABELLAS
de reikiccao as mais facis e mais com-
pn-hensNe., tudo no
Armazem do Campos
Ra Novan. 14
Acalam de caegar para esta loja grande quaa
Hete1 branco e amareMo, assi r.
proco : i tra-
tidade de fostfio, senL.
como tomogrande peehlncha
pacas do todas as qualidade. cbitas, caiMe oti-
tros,mu,itos objeetos par pre^s oommedoe.
Veodem-se duas camliks meia-afade pt-
dra e calem bdra oslado, boa localidad^, na -
vo$lo >>s Aftgados-: a faltar neata cidade, (oia
de armado fnebre n. 38, ru estrella do Rosaxkj



~_~lXL
Diario de PeinambuO ~ Quinta ferd 8 de Julho de 1800.
;-
i LQIDACIO
WA _LOJfi
72.
ARARA
Ra da Imperatriz.
n.
Alerta fregnezes
t Que Arara vai cantar,
-Para vender suas fazendas (baratas)
que multo ha de agradar.
O propietario deste estabelecimento, tendo grande porco de fazendas em
ser, vai pTMMtfw urna liquidaco era todas as fazo-tulas e ronpas fcita.* existentes no
estabelecimento, "ora (iue occasio de quera tena pouco dinheiro pojlcr se vestir de
boa fazenda e barata''113 como se poder ver no annnncio abaixo mencionado.
M.VDAPOL.lO BARATO A 35300.
Vende-so pecas de raadapolo enfestado
jardas 3-S500, dito de 2ijardas ou
tros s& c-\ aym 7500,8O00e
,1o 14
22 metro
CHITAS FRANCESAS A 280 rs.
Vendem-se chitas francezas para
BRAMANTE PARA LENG>9ES A 2*.
Vende-se bramante com 40 palmos de
largura para Jenge. a -2'>. a vava.
P^CAS DE ALGODO A *#..
V^adem-se ponas de alga&fo mito en-
cqrpado H, 56, >-\SX)e7-s.
vest- Colet'sahos ecoaoaiicos ar 380>
do^a 280, 320 rs. o covado, ditas escuras! <,,,iz,a- ,,,.
muito finas 360 rs. o covado. I ^ wtde-se colcnnhos econmicos- a m)
ja duda, s se vende assim barato por ter
grande porcSo.
Challa multo Uao k SOttrs.
Vende-se. clialin para vestidos ie senhora
800 rs. o covado.
PERCALES A 110 US. O COVADO.
Vende-se percales muito linos para ves-
tidos de senhora a 440 rs. o covado.
Brilhantlnas 44 rs.
Vende-se brilhaotioas ou mursulinas de
cores para vestidos de, se horas 4i0 rs. o
covado, laazinhas muito linas para vestidos
de senhora 400 rs. e 500 rs. o covado,
ditas de, quadrinhosll 240 rs. o covado.
RISCADO F1UNCEZ A 3G0 US. O COVADO
Vende-se riscad francez para vestido
de senhora 360 rs. o covado.
Lasiukas a *4 rs. o covado.
Vendem se lasinhas para vestido de se-
nhora a 240, 280, 320 rs. o covado.
Cassas francezas a 280 rs. o covado.
Vende-se cassas francezas 280 rs. o
caado, chitas francezas 'finas a 280 c 320
rs. o covado.
Chales Vende-se chales de merino estampados
2Ae 25300 cada um, para acabar.
CORTES DE LA AS AlERTOS A 2-SiOO
Vende-se cortes de laa para vestidos de
senhora, 23400 cada um
ALPACAS DE CORES PARA VESTIDOS
Vende-se alpacas de cores para vestidos
de senhora, 720 e 800 rs. o covado, di-
tas de listras a 700 e 760 rs. o covado.
Chitas prussianas a 3BO.
Vende-se chitas prussianas de listras de
cores muito bonitas a 360 rs. o covado.
CHITAS PARA COBERTA A 320
Vende-se chitas incorpadas para coberta
i 320 rs. o covado.
Bales de a SO arcos
1$500.
Vende-se bales de 20 a 30 arcos
I! :,(K) cada um, baldes modernos brancos
ede cores Bff.
CASEMIRAS DE CORES
Vondd-se casemiras de cores para-calsa
e palito! 2,-> 25300 e 35 o covado,
Al^oilio enfestado l.v
Vende-se algodo enfestado proprio-para
lengos e toalhas, 15, a vara ou 900rs-. o
metro.
BRIM* PARA CALCAS A 400 RS. O
COVADO.
Vende-se brira para calcas c palito de
homem e menino, a 400 e 440 rs. o co-
vado, dito lizo a imitago de ganga a 360
o covado.
Algodo de listras a OO rs.
o covado
V mde-se algodo de listras para roupa
de escravos a 200 rs. o covado.
CORTES DE BRIM CASTOR A 640 RS.
\V: de-sc cortes de [ brim castor para
calca de homem,- 640 800 rs. cada um.
CVRTEIRAPARA VIAGEM A W.
Vende-se carteiras para viagem J
cada urna, cobertores de algodo 15300'
cada um.
Coheras de chita l80
Vende se cobertas de chitas de cores
14800 e 23. cada urna.
ALGODO TRANCADO DE EAS LARGURAS A
lSOO.
Vende-s algodo transado de duas lar-
guras, proprios para lences e toalhas para
mesa, se vende a 15200 o metro.
Mantas para gravata O rs.
Vende-se mantas para gravata a 200 rs.
cada urna, lencos de seda de flores, a 640
cada um.
ATOALHADO PARDO A 23300.
Vende-se atoalhado pardo para toalhas
de mesa a 23300 a vara,. toalhas escuras
13. cada urna. Ra da Imperatriz toja
da Arara n. 72.
*. 45
tf 45
RA DA CADEIA
DE
, IMXiO k C.
SOI! A DIRECCO DO MUITO IIABIL ARTIST A
Launano, al ftate.
Os proprielarios deste novo estabelecimento, tendo experimentado a necessidade
urgente de ter nadireccao de~ sua ofllcina de roupas por medida, um artista perito, tem
contratado o Sr. Lauriano Jos de Barros para tal mister, convictos de que satisfar
com todo o capricho a vontado do freguez.
Tem o mesmo estabelecimento um bom STlimernto de fazendas proprias para
roopasde bomem, como sejam: casimira de cor, indos padres, completo sortimento de
pannos finos, preto e de cor, casimira preta, grande sortimento de brins brancos e de
cores, merinos de diversas qualidade;?, bombazina, lindos cortes de gorgorito para eollete,
gorgorito Pekn, superior qualidade.
Os fregaezes encontraro ainda om variado sortimento de roupa feita. camisas
inglezas, colfamtos, ceroufes, gravatas pretas e de phantasia, meias para homens, se-
nlioras, meninos e meninas, chapeos de seda para sol, colchas, bramante, atoalhado,
baloes de- di versa crese modelos, eambraias, malas para viagem, e ontn muitos
tigos que a modickade de seos precos incita a comprar.
A na da Cadeia n. 45
0 Garibaldi principia
Cortamente na de agradar,
Que pao preco qne vai vender
Ninguem o pode igualar.
O propietario deste estabelecimento denominado Garibaldi, declara ao resp ta-
lo! publico e seus freguezes, qm tem recebido grande sortimento de fazendas, e esta
constantemente recbendo por todos as vapores que chegam da Europa novo sortimen-
to de fazendas da moda, e que vender por preco mais barato de que em outra quai-
quer parte, garantindo se a qualidade e cores, na ra da Imperatriz n. 56, de Lourenco
Pereira Mcndes Guimares.
CHITAS LARGAS A 280 rs.
Roa do Qiteimado ns. 49 e 57
tojas de miudeznz de Jas de
zevedo Main, est acabando
com as mudcxas de seus esiabe-
Iccimcntospor m* queram fpre-
ciara que e bom e- barattssimo.
Pecas de tiras bordadas com 12
metros, fazenda superior, a
15300. 25, 3->a: ....
Caixas d liaba cora 30 noveitos
Pares de ssipatos de tranca fo-
zenta nova a......
Pares de sapatos de tapete
(s grandes) a......
Duzias de meias enias para ho-
mem a........
Tramoias do Porto fazenda boa
e pelo preco meihor 100 attes a
Ljvros de missoes abreviadas a .
Duzia de baralhos francezes mailo
finos a2l00 e.....
Silabario portuguei com estaia-
pas a........
Gravatas de cores e pretas muo
finas a........
Redes pretas liaas muito fina a
Cartoes com colchetes de lato
fazenda fina a......
Abotuaduras de-vidro para colste
fazenda fina a. .
Caixas com penna d'aco moito
finas a 320, 400, 300 e .
CartSes de Imha Alexandre fue
tem 200 jardas a .
Carreteis de linha Alexandre de
70 at 200 a......
Caixas com superiores obreias
do macea a
Duzias de agulbas para machina
Libras de pregos. francezes di-]
verso tamanbo a. .
Livros escripturado para rol de
roupa a. ...... .
Talheres para meninos muito
finos a. ,......
Caixas com papel amizade muito
fino a........
Caixas com 100 envelopes muito
finos a.......
Pentes volteados para meninas e
senhoras a.......
Thezouras muito finas para
unhas e costuras a. .
Tinteiros com tinta preta muito
boa a 80, 120 e .
Varas de franja para toalhas fa-
zenda fina a......
Pecas de fita branca elstica
muito fina a......
Novellos de linha com 400 jardas
Resmas d papel de pezo azul
muito fino a......
Grozas de botes de louca muito
finos a. ......
IOJTA
Vendem-se chitas francezas de cores fi-
xas a 280, 320 o covado, ditas matizadas
escuras a 360 rs. o covado.
MADAPOLO ENFESTADO A 3*500.
Gangas para calca a rs.
Vendem-se gangas de cores para calca e
palitots de homens e meninos a 320 rs. o
covado, brim de cores a 400 e 440 rs. o
! covado.
Vendem-se pecas de madapolito enfes-
tado a 35500, dito inglez de 24 jardas a
55, 65, 65500, 75o00,85, e lO a peca.
ALGODO TRANCADO A 10200 0
( METRO.
V Vendem-se algodSo de duas larguras pro-
prio para lenco, s e toalhas por ser muito
largo, a 15200 rs. o metro.
RISCACO FRANCEZ a 360 rs.
Vende-se finissimos riscados francezes
proprio para vestido de senhora e roupa
para meninos por ser de bonitas cores a
360 rs. o covado.
BRAMANTES PARALENCOES A 2* A
VARA.
Vende-se bramante de dez palmos de
largura proprio para lences a 2 Chitas amzonas a 360 rs.
Vendem-se ricas chitas de listras de um
de nome amzonas, para vestidos de se-
nbora a 360 rs. o covado, deste preco
qualidade s na loja do Garibaldi.
AOS SENHORES DONOS DE COXEIRAS.
Na loja do Garibaldi, ha urnas casemiras
de listras muito encorpadas proprias para
forrar carros, e se vende muito barato por
ser muito largas, preco a 25500 o covado.
ALGODO ENFESTADO A 10 A VARA,
Vende-se algod5o enfestado muito largo
proprio para lences a 10a vara.
ALPACAS DE CORES PARA VESTIDOS A
5o0 rs. O COVADO.
Vendem-se alpacas estampadas de cores
500 rs. o covado propria para vestido de
enhora.
CHAPEOS DE SOL DE ALPACA A 35500.
Vendem-se chapeos de sol de alpaca pre-
ta a 35500 cada um.
BRIM HAMBURGO A 85000 A PEQA.
Vendem-se pecas de brira lizo de Hara-
burgo com 20 varas a 85, 95 e 105 a peca.
Cortinados para jancllas a J*.
Vendem-se cortinados para jancllas a 75
par, ditos para camas francezas a 145 o
cortinado.
45000
500
25800
15500
35800
5200
25000
2580C
5320
5500
5320
5020
5580
14000
5100
5100
504(1
25O0O
5240
512
'5240
5700
5600
5320
5500
5320
5160
Grande e completo ortimenlo de machinas para
descarocar algodo de nova invencao chepadas l-
timamente em direitura para a loja de Manoel
Benlo de Oliveira Braga A C, na roa DIreitaiL
53. Garaote-se (JIM a mellior qualidade que at
o presente lem vindo ao mercado : achara-se era
exposicao aoj compradores.
Systema decimal.
Grande e completo sortimento de pesos kHo-
grammos de mellior comprehensivo dos qur tem
vi ro at o presente, assim cerno marcos de laio
at nieto grammo pe mesmo systema, balam-a-
de laro de Corea de b a 20 kilogrammos, metros
de madera e de'latao p;vra medir telendas, alea
de grande sortimento de miudezas c ferragens do
todas as finalidades, ludo por precos- que s a vista
faz rfedilo : na ra Direila n. 3, loja de Manoel
Bcrrto de Oliveira Braga A C.
DO
GALLO VIGILANTE
Bftua ilo Crespo n. 9
Os propietarios deste bom eonlieeidi) est3bele-
eimento, alm dos maitos objeclas i^ne tinbam ex-
postos a rpreciacu- do respeitarel publico, man-
mtxax vir e acaban de reeeber pelo ultimo wjior
da Europa uin compfeto c variado soriimei,
finas e mur delicadas especialidafes, as quanses-
tao-resolvidiw a vendar, como -de-seo. cosame,
por precos iuilo baratnhos e commodos par to-
dos, cor tanto que o Gallo....
Muito superiores luvas de pellica pretas, bnm
cas e de mui lindas cores.
Mu boas e- bonitas guUinhas c pmrhos para s*-
nhora, neste genero o que ha de mais moderno.
Superiores pentes de tartaruga para eoques.
Lindos e riqnissimos enfeites para eabecas das
Exmas. senhoras. .
Superiores trancas pretas-e de coras com vidrn
lhos e sem elles; esta fazenda o que podo tarar
de methor e-mas bonito.
Superiores e bonitos leqnes de madreperols,
marfira, sndalo- e osso, sendo aquellas brancos
com lindo desenhos, e estas pratos;
Muito superiores meia_s fio de Escossia para se-
nhoras, as quaes serapre se venderam por 30O0O;
a duzia, entretanto que nos as vendemos por 20
alm destas, temos tambera- grande sortimento du
outras quadades, entre as quaes algsmas uotto
finas. ,
Boas bengalas de superior canna da India e
castao de marfinv com lindas e encantadoras figu-
ras do mesmo, neste genere o que de meihor so
pode desejar ; alm destas temos tambem grande
quanlidade de outrae qualidaolls, como sejam, ma-
deira, baleia, osso, borracha, etc. etc. ele:
Finos, bonitos o airosos ehieotinhos do cadeia e
de outras qualidades.
Lindas e superiores liga de seda e borracha,
para segurar as meias.
Boas meias de soda para senhora e para meni-
nas de 1 a 12 annos de idade.
Navalhas cabo de- marital- e tartaruga para azer
barba; sao muito.boas,e de mais a mais sao ga-
rantidas pelo fabricante, e nos por nossa vez tam-
bem asseguramos sua qrj;.hdade e delicadeza.
Lindas e bellas capellas para noiva.
Snneriores agulbas para machina e-para, croxe-.
Linna muitoboa de pi-so, frouxa, para oncher
labvr'mlho.
Bons baralhos de cartas para voltarete, assim
como os tcntos para o mesmo fim.
Grande o variado soriiroenJo das memores per-
fumarias e dos melhores e mais conhecidos per-
fumistas. ___
COLARES DE ROER.
Elctricos magnuticos contra as oonvnfcOes, e
facilitam a denticao das innocentes crian?, bo-
'mos desde muito recebedores oestes pcodiaiosos
collares, e contmuamos a recebe-los por todos os
vapores, afim de que nunca faltem no mercado,
como ja tem acontecido, assim pois poderao aquel-
les que delles precisarem, vir ao deposito do gallo
vigilante, aonde semprc encontrarlo destes verda-
deiros collares, e os quaes atlendendo-se ao fim
para que sao applicados, se Tenderlo com um mu
diminuto lucro. .
Rogamos, pois, avista dascb]ee,os ^e deixamos
declarados, aos nossos fregoezes e amigos a virem
comprar por presos muito razoavois loja do gallo
vigilante, ra do Crespo n. 7. ___________
POS DE ROG
Approvados pela Academia imperial
de medicina de Pariz
Um frasco do PA de Roc, dissolvido
em urna garrafa d'agua, da urna limonada
agradavel, que purga rpidamente e de
um modo certo, sem causar a menor
irril.ic.to como acontece com a maior
paile dos outros purgantes. O* t de
Rog, s5o inalteravcis por isso empre-
gam-se fcilmente em viagem.
, ., ( en io-Justino, Duptneke'U; CkmM'-
em rtJufiuBcco, Uaurer 4V C".
200
60
25500
166
Scbonete de alcatrdo.
DE
Lasinhas le quadrinhos a
940 rs.
Vendem-se lasinhas de quadrinhos para
vestidos de senhora a 240 rs. o covado,
ditas estampadas a 280 e 320 rs. o covado.
POPELINAS EM LAA A 640 RS.
Vendem-se popelinas em la de stra
para vestidos de senhora a 640 e 800 rs.
o covado.
CORTES DE LA A 25400 RS.
Vendem-se corles de la de listra arpa
vestidos de senhora a 25400 rs. para aca-
bar. v
LA CH1NEZA A 500 RS O COVADO
Vende-se la chineza para vestido de se-
nhora a 500 rs. o covado.
Casemiras para cateas.
Vendem-se casemiras cor de caf, preta
e azul escuro com listras, para calcas e pa-
litots, fazenda muito encorpada, propria
para o invern, sendo de duas larguras
que 1 3A covados d'uma calca para ho-
mem pelo preco de 25500 o covado.
Alpacas lizas para vestidos a
SOOr. o covado.
Vendem-se alpacas lizas e dobradas para
vestidos de senhora 700 e 800 rs. o covado,
BALES DE ARCOS A 15500.
Vendem-se baloes de 20 e 30 arcos a
15500 cada um, por este preco s na loja
do Garibaldi, .
RRIM TRANCADO PARDO A 800 RS. 0
METRO.
Vende-se brim pardo trancado a 800 rs.
o metro, dito muito fino a 15200 o metro.
BALOES MODERNOS A 55000.
Vendem-se baloes modernos e de cores
a 55 cada nm.
CASSAS FRANCEZAS A 280 RS.
Vendem-se cassas fcancezas para vesti-
dos de senhora a 280 e 320 rs. o covado.
CHAPEOS DE SOL DE SEDA A I0.
Vendem-se chapeos de sol de seda a
105 e 125, na ra da Imperatriz, loja do
Garibaldi n. 56.
Antonio Nunes de Castro.
Este acreditado preparado, que Uto boa
acceitaco tem merecido n'esta provincia
muito se recommenda para a cura certa
das impigens, sarnas, caspas e todas as
molestias de pelle.
Deposito nico,
Pharmacia de Bartholomeu 4 C,
34ra larga do Rosario34.
AVISO
aos eonvatesceates e s pessoas
{rocas e debilitadas
O QUINIUW LABARMgUC appTOTato
peta Academia imperial de medicina,-de
inru e o inico por excelencia.
em IW-Iaseiiio, tMifcnchellt; Chmlot.
I em l'Ei-.iAiiia-co, Haurcr t C".
A NOVA ESPERAHC*
21 Ra do Qucimado 21
Advertencia!
A Nova Esperpnca, 4 ra do Qoeiant
n. 21 tendo em deposito grande quantidad
de miudezas, e como se approxima o t-
po em que tem de ser dado o balando, wat
isso desde j previne ao respeitavel poto-
co, que est resoivida a vender suas mt-
cadorias pelo baratsimo preco, para asna
diminuir a grande quantidade das que
tem: assim pois, venham os bons (regs
zes, e os que nao forem venliam ser firgue-
zes, em tempo to opportuno quando i
NOVA ESPERANCA convida-os peekad-'
rt-m,* pois que para'comprtr-se caro, Ik
falta aonde e aquem...
Elle quer e ellaqner
E' sempre assim.
Elle (correspondente de Paris) quer saa-
pre primar em nos remeller ofcjertos da
gosto e perfeico, e ella {loja da Nova Es-
peranza) quer sempre disidir con seus fre-
guezes o que de bom constantwnenle reca-
be, e por este lidar continuo (d*ambos) i
Nova Esperanza ra do Queimado n. 21,
alm do grande sortimento que j buba,
acaba de reeeber mais o segainte :
bonitos broches, pulceiras e brincos da
madreperola.
Papel e envelopes bordados e nuti-
sados.
Papis proprios para enfeitar bollos
bandeijas.
Brincos pretos com dourados (ultiau
moda).
Fitas largas para cinto.
Modernos galloes, franjas c tranras da
seda e de la, para enfeites de vestidos.
Botes de todas as cores e molde noves
para o mesmo fim.
Trancas pretas com vidrilhos sendo coa
pengentes e sem elles.
Botes pretos com vidrilhos com pingen-
tes e sem elles.
Luvas de pellica, camurra e excossia.
Finas meias de seda para senhora e as-
ninos.
Delicados leque de madreperola, ma
fim, osso e faia.
Espartilho simples e bordados.
Bengalas de baleia.
Finalmente, um completo sortim^" i
miudezas ra do Queimado n. 21,'na
Nova Esperanca.
Collares anodinos elhctro-magntti
eos contra as conwlces das
creancas.
Nao resta a menor duvida, de que muito
collares se vendem por abi intitulados o*
verdadeiros de Royer, e eis porqae muitos
pais de familias nao creem (comprando-oi)
no effeito promcttido.o que s pdeaa dar.
os verdadeiros ; a Nova Esperanca, porta
que detesta a falsificaco principalmente dc
que respeita ao bem estar da humanidade,
fez urna encommenda directa destes collares.
e garante aos pais de familias, que salo o
verdadeiros de Royer, que a tantas crean-
cas tem salvado do terrivel incommodo da
convulces, assim pois preciso, qae ^e-
nham a Nova Esperanca a ra do Qoeiaadc
n. 21 compraren, o salva vida, para seni
filhinhos, antes que estes sejam acomatet-
dos do terrivel mal, quando entao ser di-
llicil alcancar-se o effeito desejado, enbor
sejam empregados os verdadeiros coUaret
de Rover.
CUEA DOS CALLOS.
PELA
Pomada galoupeao.
Deposito especial
Pharmacia de Bartholomeo A C.
34------Ra larga do Rosario------34.
COGNAC.
Libras e ouro nacional, moedas
de 5 francos.
edoende-se no arco da Conceico na loja
Vurives, no Recife.
6AZ GAZ GAZ.
Chegou ao antigo deposito de Henry Forster &
C, ra do Imperador, um carregamento de gai
de primeira qualidade; o qual se vende em partida?
e a retalho por menos preco do que em outra qual-
quer parte.
BAIANCAS
PELO NOVO SYSTEMA DEKILOGRAMMA
COM OS RESPECTIVOS PESOS.
Vende-se no armazem de J. A. Moreira
Dias, ra da Cruz n. 29.
FASTIDIAS ASSIJUKADAS
DO
DR. PATERSON
De blsmuth e magnezla.
Remedio por excedencia para combate*
a magreza, facilitar a digestao, fortificar
estomago etc.
DEPOSITO ESPECIAL.
Pharmacia de Bartholomeu & C.
34------.Ra larga do Rosario-34.
DA
FABRICA NACIONAL DA BAHA
DE
TE1XEIB FREDERICO & C.
Acaba de chegara este mercado urna porta des-
te ptimo rap, nico que pode supprir a falta do
princeza de Lisboa por ser de agradavel perfume.
E' fabricado com superior fumo e pelo meihor
systhema conheeido, tendo tambem a vaatagem de
ser viajado, o que para este artigo urna espe-
cialidade. as pracas daBahia, do Rio de Janeiro e
dutras do imperio tem o rap Popular sido asss
accolhido, e provavelmente aqui tambem o ser,
logo que sejafeonhecido e apreciado. Acha-se
venda por preco commodo, e para quem comprar
de 50 libras para cima, far-e-ha um descont de
o 0/0, e de 500 libras para cima o de 8 0/0 : no
escriptorio de Joaquim Jos Goncalves Beltrao,
ra do Commercio n. 17.
De superior qualidade da mui accredita-
da fabrica de Bisquit Dubsuch A C, em
cognac urna das que mais agurdente de
cognac, fornece para o consununo do
Reino da Inglaterra.
Vende-se em casa doTh. Just, ra do
commercio n. 32.
VINHO
DE
BORDEAUX SUPERIOR.
]
CMEAU LA ROSE.
Em
l A \ RAUZAM
asa de Rabe Schmettau & C. Corpa
Santo n. 15.
Na fabrica do fallecido subdito fran-
cez Joo Vignes, existe um bom sortimento
dos muitos acreditados pianos, os quaes se
vendem moHTcamente para liquidacSo.
YElE-HE
raaneiga ingleza a 800 rs. : na ra da Maugueira
numero 2.
Vende-se a taberna da ra de Santa Rita
a. 1, muito afreguezad : a tratar na mesma.
Vende-se a verdadeira graxa do bem conheeido
abricante Day A Martin n. 97 : no armazem de
J. A. Moreira Dias, ra da Cruz n. 26.
Milho
Vendem-se saceos com milho, no trapiche da
Companhia : a tratar no mesmo, e no 1* e 2o an-
dares da ra da Cadeia velha n. 1. ___.
MASSA e XAROPE
DECODEINADEBERTHI
Preeonisados por todos os mdicos contra os I
DBFLUXOS, CATHARBOS, E
inRITAQOES DO PEITO.
M. B. O Xarope de Coina pie mereci a I
honra, alta bem rara entre o* Uedieamentotl
novo, de ter regittraifo como mi do* medica-1
ment ofliciae* io Imperio Francet dispensa^
quatquer elogio.
AVISO. Por caos da reprehensel falsl-l
OcacJo que lem suscitado o fclii resultado doi
Xarope e massa do Beilh somos Toreados al
lembrar que estes medicamentos tafl justamente J
conceituados site
yendem em caixin-
basefrascos levando
a [asignatura em
frente.
6, Ke des coles, e na Pharmacia Central]
de Franca, 7, Ru de Jouij, em Pars, e
todas as Plinmiacias principacs do l!ra,zi!.
MUTILADO
Tabellas vermicidas
DE
Antonio Nunes de Castro.
Vermfugo effieaz, e preferivel a todos os
conhecidos, j pela certeza de seu resulta-
do, ej pela fcil auplicac3o as creancas.
quasi sempre mais atacadas de to terrivel
e militas vezes fatal soffrimento.
NICO DEPOSITO
i---- RA
Pharmacia e drogara.
DS
Barthomeu & C.
3-1Ra Larga do Rosarlo34
t.\.GERM^
Ame
BAZAR UNIVERSAL
Ra \ova O
Carneiro Vianna
Neste RAZAR encontra-se um completo
sortimento de todos os artigos que se ven-
dem por pregos commodos como sejam: Um
completo sortimento de machinas para cos-
tara de todos os systemas, mais modernas1
adoptados na America e approvadas na ul-
tima exposicao serviros a electos para almo-
co e jantar, salvas, bandejas, taboliros, bol-
sas c malas para viagem, indispensaveis para
senhoras, candieiros para sala e cima demesa,
parede e portal, mangas, tubos e globos de
vidro, machinas para fazer caf, ditas para
batervos, ditas para amassar farinha, ditas
para fazer manteiga, camas de ferro para
casados, solteiros e crianga, bercos, cadei
ras longas para viagem, ditas de balanco,
espelhos de todos os tamanhos, molduras
paraquadros.gaz, baldes americanos, guar-
da comidas, brinquedos para mangas, um
completo sortimento de cestinhas, oleados
para sala e nesa, tapetes para sala, quarto,
frente de soph, janella e porta, capachos de
Sparto e coco, objectos para escriptorio e
muitos outros artigos que se encontrarlo
venda no mesmo estabelecimento o que vale
a pen ir examinar.
I
Vendem Augusto F. de Oliveira & C. b*
Commercio, n. 42.
Algrai-vos myopes, e presbytas. j po-
dis ver de longe, j podis ver de perto.
nao ha mais vistas curtas, nem caneadas.
F. J. Germann acaba de reeeber pelo ulti-
me vapor um rico e variado sortim nto de
oculos, lunetas, pince-nez, face -main, lor-
gnons, de ouro, prata, tartaruga, marfim.
ac, bfalo, ncar, unicornio e melchior ;
assim como binculos de urna a tres mudan-
gas para theatro, campo e marinha, da ulti-
ma tnvengao ; duquezas, vtenezas de 6, 8 e
12vidros, tudo dos melhores fabricaates da
Europa.
0 mcsn^Phportroo-
xe urna exceDente ma-
cliina para graduar
observar numero dos
vidros qoe se necessita
conforme a vista da
qualquer pessoa.
Tem encllenles sterioscopos, instrumen-
tos dc mathematica, barmetros, vidros de
chrystal do rocha, e de cores para resguar-
dar a vista; concerta todos os objectos
pregos commodos e cora promptido; tira
o mofo dos vidros e encarrega-se de toda a
encommenda relativa a ptica.
Recebeu tambem os excedentes relogios
do antigo e afamado fabricante Roben Gertk
&C, os quaes vendem preces commodos
garantindo a sua superior qaaliaade.
ommercto, n.
Vendem-s
se dous bonitos escravos, un mo-
leque de 16 annos, bom cozinheiro, e um cabri-
nlia de 10 annos: no terceiro andar do sobrado
n. 36 da ra das Cruzes,
CAPSULAS MOLES
DE
ALCATRA
Remedio por excellencia para con rpi-
da e completa das coqueluches, hrichei,
catarrhos, tosses convulsivas, escarros saa-
guinos, e outras molestias do peito,
VENDE-SE
PHARMACIA *E DROGARLl
DI
Bartholomeu A C.
34RA LARGA DO ROSARIO34
ESCRAVO
Vende-se um lindo cscravo de : na ni de Apollo n.V______________
.V expoaleio
A loja dc calcado na ra Nova n. 8 n tnmtn a
camba do Carmo, tem grande wrtimmM* m boi-
nas para homem, recebido neste ultimo pafatfe,
e vende barato.__________________________
de um tufen* ai
Vende-sc urna parte
ra Direila n. 127 : a tratar
Rosario n. 15, loja.
na roa


- .1 ...
Diario, de Peruaubueo Quinta feira 8 de Julho de 18G9.
4
q cordeiro previdente
Ra do Qucgiuado a. O.
Novo e variado sortimeuto do perfumaras
finas, e outros objeclos.
Alm do completo sortimeuto de perfu-
maras, de que effectivamento est provida a
loja do Cordeiro Previdente, ella acal):) de
reaeber um outro sortimeuto que se torna
notaveJ pela variedade deobjectos, superiori-
dade, qualidades ecommodidades de ore-
os; assim, po8, o Cordeiro Providente pe Je
e espera-continuar a merecer a apreciacao
do respeitavel publico em geral e de sua
boa freguezia em particular, nao se alis-
tando elle de sua bem conhecida mansidao
e barateza. Em dita loja encontraro os
apreciadores do bom:
Agua divina de E. Coudray.
Dita verdadeira de Murray < Lammau.
Dita de Cologne ingleza, americana, fran-
ceza, todas dos melhores e maisacreditados
fabricantes.
Dita balsmica dentrificia.
Dita de flor de larangeiraa.
Dita dos Alpes, e vilete para toilet.
Elixir odsntalgico para conservacao do
asseio da bocea.
Cosmetiques de superior qualidade echei-
ros agradaveis.
Copos e latas, maiores menores, cora
pomada fina para cabello.
Frascos com dita japoaeza, transparente
outras qualidades.
Finos extractos ingezes, americanos e
trnceles em frascos simples eenfetados.
Essencia imperial do lino e agradavol chei-
ro de violeta.
Outras concentrabas e de cheiros igual-
mente finas e agradaveis.
Oleo philocome verdadero.
Estracto d'oleo de superior qualidade,
Gom escolhidosdie ros, ea frascos de dille-
rentes tamanhus.
Sabonetes em barras, maiores e menores
para maos.
Ditos transparentes, redondos e em figu-
Tas de meninos.
Ditos muito finos em caixioaa para barba.
Caixinnas com bonitos sabonetes imitando Covado a
fructas.
Ditas de raadeira iiwernisada contendo fi-
nas perfumaras, muito propinas para pre-
sentes.
Ditas de papelao igualmente bonitas, tam-
bem de perfumaras tinas.
Bonitos vasos de metal coloridos, e de
moldes novos e elegantes, com p de arroz
e boneca.
Especial p de arroz sem composicao de
cheiro, e por isso o mais proprio para crian-
Cas.
Opiata ingleza e francesa para dentes.
Pos de camphora e outras differentes
quadades tambem para dentes.
Tenico oriental de Kemp.
Alada ni;! coques.
m ouiro sortimeuto de coques de no-
vse bonitos moldes com lilets de vidrilhos
e alguns d'elles ornados de flores e fitas,
esto todos expostos i apreciacao de quem
os pretenda comprar.
GOLUNHAS E PUNHS BORDADOS.
Obras de muito gosto e perfeico.
Fivella e Uta* para elatos.
Bello e variado sortimento de taes objec-
tos, ficando a boa escolha ao gosto do com-
prador.
FLORES FINAS.
O que de melhor se .pode encontrar neste
genero, sohresahindo os delicados ramos
orvalhados para coques.
i SE LIQUIDAM
A DINHEIRO NA LOJA E ARMAZEM
DO
Vinho degestivo de
chassaing
PEPSINA e'bIASTAEX.
Remedio por excellencia para cura certa
as digestes diflieeis e completas, a calmar
as dores gasralgicas, e reparar as forcas
produzindo urna assimulaco completa dos
aumentos; sendo mais um excellente tnico.
VEVRE-SE
PHARMACIA "e EROGARA
DB
BartkolouaeH <& C.
34RA LARGA DO ROSARIO3i
FUNOICAO DOBOWMAK
Ra do Briiin o. &.
PASSANDO O CHAFARZ
Tem sempre deposito de todo o ma Cinis-
mo empregado na agricultura da provincia,
entre o qual:
"Machinas de vapor, para assucar e para
algodao.
Rodas d'agoa.
Motores de diversas especies.
Moendas de canna.
Rodas dentadas, para animaes, agoa e
vapor.
Tins de ferro, batido fundido e de
cobre.
Alambiques.
Arados e instrumentos d'agricultura.
Descarocadores d'algodo etc. etc.
Havendo em tudo variedade de Umanho
desde o menor at o maior que se costu-
ma empregar.
IMU.i I.1UUBIA;
yaede-sa manteiga ingleza muito boa a 000 re.,
\l, e 1*120 a libra, muito fina, presunto de La-
mego a 800 rs a libra, carne do serto a 360 rs.,
Kngaiea fina em tatas a 14 a Ufana, farollo, .aro
de ioO. e o da Lisboa lino a 3J400 no pateo
Paraizo n. 10.
6(Daaa m wanpsaaiiajao. a
DE
FLIX ?REIR1 DA WLVI.
O proprietario d'este estabelecimento convida ao respeitavel publico desta ca
jital a yir surtir-se do grande sortimento que tem de fazendas, tanto da moda como ie
!ei, assim como de um grande sortimento de roupas para homens e meninos, e as
pc-ssoas que negociam em pequea escala, tanto da praca orno do mate, oesta casa
poderlo fazer os seus sortimentos em pequeas ou grandes porcoes, venden io-se-lhes
pelos precos que se compram as casas inglezas ; assim como as excellentissimas fami-
lias, podero mandar buscar as amostras de todas as fazendas-, ou se lhe as mandam
levar em suas casas pelos caixeiros d'este estabelecimento, que se acha aberto con-
stantemente desde s 6 horas da manha s 9 da noute.
Casemiras da moda
NA
LOJA DO PAVlO
Cliegou pelo ultimo vapor francez, um
grande e verdadeiro sortimento das mais
modernas e mais finas casemiras para cal-
cas, paletots e coletes, tendo lisas, com lis-
tras e com listra ao lado, tendo para todos
os precos, e afianca-se venderem-se muito
mais barato do que em outra qualquer par-
te, assim como das mesmas se manda fa-
zer qualquer peca de obra, a vontade do
freguez, para o que tem um bom alfaiate.
Aos quinhentos palitots
a 18S e2O#000.
Na loja do Pavao ra da Imperatriz n.
60, vendem-se urna grande porfi de pa-
litots sobrecasacados, e propriamente so-
brecasacos de panno pre.to, sendo obra
mufto bem acabada pelos baratos precos
de I8#, sendo forrados de alpaca, e de
20$ forrados de seda ; esta fezesda a nao
se ter comprado urna grande compra, seria
para muito mais dinheiro, porm uquida-se
esta pechmcha peles precos cima.
POUPELINAS A 500 RS. O COVADO.
Na loja do Pavao, na roa da Imperatriz
n. 60, vende-se um grande sortimento das
mais lindas poupelinas ou laazinbas trans-
parentes, proprias para vestidos e roupas
de creancas, com as mais medernas e bo-
nitas cores ; padrlos com listrinbas miudi-
nhas, qu se vendem pelo barato preco de
500 rs. o covado, pechincaa que se acha
nicamente na loja de Flix Pereira da -Sil-
va, na ra da Imperatriz n. GO.
AS CAMBRAIAS DO PAVO
Vendem-se infcssimas pecas de cambraias
lizas transparentes tanto inglezas como suis-
sas tendo mais de vara de largura, pelos
precos de 5,1000 at 10*000 a peca, assim
como finissimos organdys branco liso que
serve para vestidos de bailes, por ser muito
transparente a I 5000, a vara, na loja do
Pavao ra da Imperatriz c. 60, de Feiix Pe-
reira da Silva.
Cortinados
Para camas e janeHas.
Vende-se mn grande sortimento aos uie-
Iboroo o maioroe cortinados bordados pro-
prios para camas e para janellas, que se ven-
dem a izmo rs. cada per at 25,5080 rs,
isto na ra -da Imperatriz n. 60, de Flix
Pereira da Silva.
roupas feitas
NA LOJA DO PAVO RA DA
IMPERATRIZ N. 60
Acha-se este grande estabelecimento com-
pletamente sortido das melhores roupas,
sendo calcas palitots e coletes de casemira,
de panno, de nnm, de alpaca, e de todas
as mais fazendas que os compradores pos-
sam desejar, assim como na mesma loja
tem um bello sortimento de pannos casemi-
ras, brins, etc. etc. para se mandar fazer
qualquer peca de obra, coma maior promp-
| tido vontade do freguez, e nao sendo
da i obligados a acceita-las, quando nao stejam
de completamente ao seu contento, assim como
n'este vasto estabelecimento encontrar o
respeitavel publico um bello sortimento de
camisas francezas e inglezas, ceroulas de
linho e algodo e outros muitos artigos
proprios para homens e senhoras promet-
tendo-se-llie vender mais barato do que em
outra qualquer parte. Na ra da Impera-
iriz n. O, toja e armazem de Flix Perei-
ra da Silva.
O atoalhado do Pavo.
Vende-se superior atoalhado de algod5o
m 8 palmos de largura, adamascado a
f5200 a vara; dito de linho fazenda muito
raperior a 3)5200 a vara ; guardanapos de
inho adamascados a 4,5500 a duzia e muito
inos a 8,5000, e ditos econmicos a 3*500
i duzia.
XAROPE PE1T0RAL
VE
RABO DE TAT
PLANTA DO BRASIL
E expectorante e recowwiendado as
afeeces do peito, bronchite chronica, he-
moptise, e tosse chronica.
PREPARADO POR
JOAQUIM DE ALMEIDA PINTO
PHARHACECT1C0
Pernambuco ra larga do Rosario n. 10.
T
Veode-se tereoos de produeco e com
arvores fructferas e prximo a esta-
cao dos trilhos urbanos do Recite i
Olinda e Beberibe, no becco do Espinheiro,
podendo quem quiser dirigir-se nos domin-
06, ao sitio n. 6 na estrada de Joo de
arros, e mis demais dias, ra da Impe-
ratriz n. 68,^__________________________
mu
Vende-?* um mntque de 10 anuos, u
\ e nmaI
na tu do Fofo
urna ii
tata e 10 annos, nma dita de 14, e nma frreu de
SS aniK, todo vindo do mato
nnmero 9.
Explendido sortimeuto de
llpacas I;v radas de cores a 50
Alpacas a 560 t Alpacas a 560
Alpacas de cores
Na loja do Pavo ra da Imperatriz n.
60, vende-se uns poneos de mil covados
das mais lindas o modernas alpacas lavradas
com as mais modernas e bonitas cores,
proprias para vestidos e roupas para meni-
nos, tendo entre ellas azul, lyrio, roxo, cor
de canna, verde claro etc. e os lavrores
mnito miudinhos assentados era urna s
cor; para se poder retalhar esta fazenda
pelo barato preco de 560 rs. o covado, foi
preciso fazer-se urna grande compra deste
artigo, o qual grande pechincha.
Aos dez mil covados de cassas
francezas
Covado a 300 Covado a 300
Covado a 300
300 Covado a 300
Covado a 300 rs.
Vende-se na loja do Pavao ra da Im-
peratriz n. 60 urna grande qnantidade de
mil ovados das melhores casas francezas
para vestidos, tendo padrees miudos e grfi-
dos, assentados em todas as cores, estas
cassas sao propriamente Francezas, tendo
transparentes e tapadas, com tanto corpo
quasi como a chita, e alm dos padroes
serem muito bonitos, so todos fixos e seria
fazenda para muito mais dinheiro, mas re-
talha-se a 300 rs. o covado.
espartilhos a 3000 na loja do
Pavo
Vende-se urna grande porcO'de esparti-
mos modernos com o competente cordo,
tendo sortimento de todos os tmannos, e
vendem-se a 34 cada um.
MADAP6L0 ENFESTADO A 3600, S
NO PAVAO
Vendem-se pecas de madapolo enfestado
com 12 jardas, sendo muito incorpado pelo
barato preco de 3^600 ris, assim como
pecas de algodlosinao com 16 jardas
4#00 e 5&M30 ris.
GSAHBE PECH1QLA
EM
PERCALLiN
A pataca o covado
PERCALLAS A 320 RS.
AOS DEZ MIL COVADOS
PERCALLAS A 320 RS.
Na loja do Pavao ra da Imperatriz n.
60, vende-se urna grande porco de per-
callas francezis proprias para vestidos, sen-
do de cores fixas e mais larga que as chi-
tas, tendo os pannos muito encorpados e
com os desenhos mais bonitos' que tem
vindo ao mercado, tendo padroes miudos e
grados e vende-se pelo baraissimo preco
de 320 rs. o covado, garantido-se estar esta
fazenda em perfeito estado, e vendendo-se
por este baratissimo preco para apurar di-
nheiro.
BRAMANTE PARA LENQOES COM 10
PALMOS DE LARGURA A 1,5800
Chegou para a loja do Pav5o, ra
; Imperatriz n. 60, urna grande porco
p cas de bramante com 10 palmos de lar-
gura, sendo a largura da fazenda o cumpri-
mento de um lencol, o qual se faz com um
metro e urna quarta, e para cama de casal,
com um metro e meio; e vende-se pelo
barato preco de 15800 ris cada metro,
tendo esta larga fazenda, outras muitas ap-
plicares para araanjos de laminas, sendo
grande pechincha pelo preco.
COBERTORES DE LA PARA O INVERN
DE 35000 a G000
Chegou para a loja do Pavao, um gran-
de sortimento dos melhores cobertores, de
l de carneiro, sendo muito grandes e
muito encorpados, que se vendem de 3,5
at 6^000 cada um, em relacSo s diffe-
rentes qualidades, pechincha: a elles an-
tes que se acabem.
ATTENCO
AS PECHINCHAS QUE SE LIQUIDAM
NA LOJA DO PAVAO
Cortes de organdy listrados com 10 va-
ras cada um e que tambem servem para
luto a 35000.
Lanzinhas do cores -para vestidos a 200
rs. o covado.
Cortes de cambraia com barras bordadas
e muito finas a 35 e 45000.
Cassa toda preta para vestidos a 320 rs,
avara.
E' pechincha para fechar contas.
Alpacas brlhantes
a 640 rs.
Chegaram para a loja do Pavao um ele-
gante sortimento das mais lindas alpacas
brilhantes com as mais delicadas cores, e
com os mais bonitos lavradinhos a imitacao
de seda, as delicadas cores que existem
neste bello sortimento encontra-sco bonito
Bismak, o bello Lyrio, o delicado verde
assim como, perola, roxo, canna, azul caf,
etc. Vende-se esta bella fazenda pelo ba-
ratissimo^preco de 640 rs. o covado por se
ter receido em direitura urna grande par-
tida superior a dez mil covados, seno
seria para muito mais rtinbeiro, isto na loja
e armazem do PavSo, ra da Imperatriz
n. 60 de Feliz Pereira da Silva.
Vestidos com daas salas a 30
Chegaram paia a loja do Pavo roa da
Imperatriz n. 60, os mais modernos cortes
de poil de Chvre com duas saias para ves-
tidos, sendo n'este genero o que ha de
mclhor e mais novo no mondo, e vendem-se
pelo barato prego de 205000 na loja de
FelU Pereira da Silva,
ll-RUA DO QUEINArjO--ll
DE
AUGUSTO PORTO & C.
Receberam superiores vestidos de blond com manta e capella para noivas, que
vendem-se por precos mais mdicos do que em qualquer outra parte.
SAHIDAS DE BAILEde cachemira branca e de cores o que ha de mais lindo.
BASQUINESde renda preta, e de gorgurlo preto, o que ha de mais
elegante.
CHAPEOS DE SOLpara senhoras delicadamente bordados.
BALOESbrancos e de cores para senhoras o meniuas, espaitilhos, saas bor-
dadas, e saias de 13a com barras de cor.
GORGURAOde seda branco e preto para vestidos, sedas de cores, rnoirean-
tique branco, e grosdenaple branco, de cores e preto, princezas, bombazinas pretas,
alpacas de muitas cores, e lindos cortinados bordados.
...i i'Mili^
UTO BARATO SE VHH f5
no
H
^ts <&

** CtttlMAS6
NOVO EXPLENDIDO SORTIMENTO
Agua-florida de Guis-
lain
Tintura indelevel para tingir os cabellos,
sem manchar a pelle.
A bem conceituada agua-florida deCuis-
tain que ento era desconhecida em Per-
nambuco, j boje estimada e procurada
por seu efficaz resultado, e anda mais se-
r, quando a noticia de seu bom effeito e a
experieocia tornar de tedos conhecida.
A agua-florida de Guislain composta uni-
damente de vegetaes inoffensivos, tem a
propriedade extraordinaria de dar-a cor pri-
mitiva aos cabellos, quando estiverem bran-
cos, elbes restituir o brilho perdido, e as-
sim como preservar de embranquecer, sem
ser prejudicial de modo algum.
TT porm necessario fazer conhecer, que
o bom resultado produzido pela agua-flori-
da, nao instantneo, como muitas pes-
soas tal vez eupponbam, mais sim ser pre-
ciso-fazer uso d'ella, trez ou quatro vezes,
e logo se obter o fim desejado, como bem
oro vam testemunhos de pessoas insuspei-
tas, e d'ento por diante, basta usa-la duas
vezes por mez, contando sempre com o bom
xito, podendo a experiencia aer feita eai
-Mitra qualquer cousa.
Assim pois esta agua-florida asha-se ven-
da na bem conhecida loja d'Agoia Branca
raa a QvLa'txaado a. V-,
A Aguia Branca, contando com a protec-
vo de sua boa freguezia, tambem capricha
mi nao Ib'a desmerecer, procurando sem-
pre corresponder a idea favoravel com que
a honram, e em prova ao que flea dito, d
como exemplo ko explendido sortimento
jae acaba de receber, ainda mesmo achan-
lo-se bellamente provida do que de bom
e melhor se pode desejar nos gneros que
o de sua competencia.
Haja vista aos necessarios livroe de missa
i orace, obras de apurado gosto e perfei-
?o, sendo: com capas de madreperola e
tocantes quadros em alto relevo.
Ditos com ditas de marfim igualmente
bonitos.
ALPACO DE CORDO PAR.\ VESTIDOS
A 15000
Na loja do Pavo, vjnde-se superior alpa-
co ou gurguropara vestidos, sendo n'es-
te genero o mais moderno e mais bonito
que tem vindo ao mercado com differentes
cores, sendo mais largo que alpaca e ven-
de-se pelo baratissimo preco de I500U o
covado.
Novldade TVovidade
GURGUROES DE SEDA PARA AS FESTAS
DO MEZ D"? JUNHO
Chegou pelo vapor de 14 do corrente,
para a loja do Pavo, ra da Imperatriz
n. 60, um brilhante sortimento dos mais
moderm.se mais bonitos gurgur5es de seda,
para vestidos, tendo padroes- miudinhos e
grados, com lindas listras matisadas, as-
sentadas as mais delicadas cores, como
sejam, verde, bismark, lyrio, azul, perola.
etc. etc., assim como ditos lisos de todas
as coras, garantindo*se que na actualidade
nao ha urna fazenda de mais gosto nem de
mais pbantasa do que esta,que se vende por
preco muito rasoavel, no estabelecimento
de Flix Pereira da Silva.
Bbadinhos baratos na loja
do Pavao.
Vende-se urna grande porco de baba-
dinbos de todas as larguras, sendo com os
babados verdadeiros, por orna terca parte
do preco que se vendem em outra qualquer
loja, s com o fim de acabar-so com este
artigo, assim como tambem se vende urna
grande parte d'entremeos, pelos mais li-
mitados precos para acabar, na !oj< o ar-
mazem do Pavo, ra da Imperatriz n. 8
de Felii Pereira da Silva.
Ditos com ditas de velludo, outros i m
tando charo machetado.
Ditos com ditas de marroquim com cruz
e guarni, dourada ou prateada.
Cordas e tercos de cornalina.
Assim como.
"Grande e bello sortimento de leques
todos de madreperola, madreperola e seda,
sndalo, sndalo e seda, osso, osso e seda,
e faia etc, etc. tendo nos de sndalo alguns
com 4 vistas, e outros japonezes enfeitados
de flores.
Bonitas voltas grandes de aljofares azues.
Voltas de cerrente de borracha.
Meias de seda para meninas e senhoras.
Ditas de fio de Escocia abertas, tambem
para meninas e senhoras.
Ditas muito finas d'algodo, alvas, e
cruas para meninas e senhoras.
Luvas de fio d'Escocia, torcal, e seda
para meninas e senhoras.
Meias de la para homens, mulheres e
meninos.
Gollinhas e punhos bordados obra de
muito gosto.
Entre-meios fines tapados e transparen-
tes com delicados bordados e proprios
para enfiar fita. *
E OS PRODIGIOSOS
Anneis e collares Royer para creancas.
Bonitos cabases ou bolsinhas de pelica
e setini para meninas ou senhoras.
Lindas cestinhas bordadas a froco, e lisas.
Delicadas caixinhas de vidro enfeitadas
com podras, aljofares, etc.
Ditas de tartaruga para joias.
Bonitos albuns com msica.
Pinseis ou bunecas para poz de arroz.
Novos e delicados ramos de flores com
marrafes para enfeitar coques.
Bello sortimento de trancas de palha.
Fitas largas para cintos.
Cintos de fitas largas com bonitas rama-
gens.
Brincos e alfinetes de madreperola.
Ditos esmaltados, obras novas e bonitas
NOVAN. 30 ESQUINA DA DE ABI-
TO AMA O
Os proprietarioi iza Soares 6
C, alm dos baraiissimos pftfoa por fss
eslo vitnli-ndo a grande varitdada I arft-
gos de moda e novidades <\- boa gob.
tanto para homens como pai a senhuras
meninos, vendem:
CHAPEOS moda iiniierial. de castor
branco para homens, fazenda fina, a IP#
io preco li->000).
COQUES enfilados para noivas, grai*ig
novidade a i>.')(>.
DITOS sem enltite e de delicados mol-
des, sendo de seda a imita' So de 'abdint
a 35 e 3JM0.
MEIAS superiores inglezas para Lome*?.
a duzia de pares 7rj800 (o preco de ?M
a 105000).
LEQUES de madeira em d
ndalo a 2#000 c 2|900, (graoda pacto
cha I)
DITOS com lentijoulas a i 00.
BAHALHOS de caitas h ti
senda, a 00 rs.
l'AI'EI. inle7. sua pauta, fanjJHa p^-
queno e fazenda superior, uio
fl-SOOO.
LINDOS cintos de palha enff >n
sptihoras (grande novidada m Pars) a
24900 e :*50fO.
DELICADOS corpinhos de cambraia "-
lmente enfeitados a 6#i00 rs. (adran o
preco!)
UMA grande variedade de lindos ot-
jectos para mimes, assim COM muitos ar-
tigos de novidade c de apurado gosto qoe
se vende por precos baratissitooa
\o (tazar da Moda.
Nao mais cabellos branca
A tintura japoneza, para tingir i .< ato-
los di cabera e da barba, foi a arica z !mit-
tida Exposifdo l'nicfrtai, portartoJi
conhecida superior todas as prepar
;it boje exist nos, sem alterar i m
Vende-se a IJ000 cada tmm na
\ I-RI \ M IB.HL I
Batatas tantas
Vende-se a 800 reis o Madre de Deus n. 2,
ESCBAVCS FQiSDS.
Aeba-ae finito ha ola nm > pr erava, de ii.ic.Vi..(!c aooM llarta/aa lo annos to
dailc, baixa e tor fula, eootta que tt nt I- rra,
andavondcndu na Irefvezia n l!.a-Vi-ia.
urna baudija pinlada do eiii'.irnado.
fugio : gratlflfa-fe Ixm tOM a aj.p
leva-la ama Imperial n. W-\.
003? f ^ 0J811O0 caed oe op saojog
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:sa)nniSas soajd soed sopuj
-vpap oxiBqB so^oafqo so opnBmisnb ^sj
!tnvH0dM3i mmw osmomy
si z:hi 111 ara tpoi
SS; N-OaVHI3!lO 00 VIIH-?? -\
Fiigio du cnircnhu Papapto, leniK) de Pi na
Calvo, na provincia das Alajtoa, o i
no, crioulo, pref), id.ide Je 32 aiin na
ou meno?, aluna baixa, barbado, bi falla |.
Uriapa-sfl pjujto, e inliluLt--.- turro, U idici,! de
sapateiro. o (ainbfi tmmua
em Goyaona, era Pernambuco ; .
a todas as autoridades poln; raio
qualquer pessoa 40a o eaeootrar, qm d pi
rometta-o ao sea senhor que o ea|
dido das News, 110 engenho Papafn, N ci roa
de Apodo, armazem n. 'i. q
quaesqner dispezas que baarereai .-r fei
com a prisao do ine-nio c-cravo. ua tomo *
gratifleri eonerofameate 1 'km der aai
exacta do referido e>ei
J)i4I!irmiuo
Evadio-se do en^eobo llarr< cas, m < r
Porto Calvo, e no da 18 do 11
no, o ereravo Beibmnino, eabr 1 -i
9 unos, alio secee il ,i;
,1 estada neid 1 ei
10 pelo bairro da l.'oa-'
ello se eneaminhe para a fn^uezia a 1
onde foi ello criado, e < coab k)
gar e levar ao referido eMenl 1, 00 ix t 1
na ra da Cruz n.5l, i andar, recebar ba gr
tilieacao.
Fugiram no da 25 du paseada nwf,
escravos dos aogenhus C mcei^ao v I
bela do termo Sennliaem. pertfocenh]
de nome Jos, ao major Manoel Gem
Bezerra IVreira de l,
me Luir, perteneenta ao Dr. J( Eup,
da Silva Ramos ; o primeiro tem os
seguintes : com M c tantos :mnos de id
crioulo, baixo, ebeio do corno, cor I
resto redolido, tem urea de
costas c as nadeg.is, levou ntowi de ,
cadinho verde j velha, caito a jaojnato, e
ohapo de haeta : o.segumlo crioulo. i.'
0 e tantos annos, estilen raptar,
preto. rosto cheio, beicos n
grandes e abotucados, cacbaeo grosso, con
marcas de chicote as costa, sobre as 1
tollas do lado direito, levou camba de ri-
cado do a'lgodao, com fraoda remondo ato
costas, seroula do algodo de sarco, e una
copa'de chapeo de palba sem abas.
Estes esenrvos lora ni coapradni '
anuo pouco mais ou m-'iios, m ci l
Recife. Quem os pegar quena ap
los ao Dr. Joo da Silva Ramos, n
do Recife, que ser bi-m rrrompcnudo.
u
tumo
Fugio
HEXClO DE HONRA
Vjpdo-M em frtscoa
FRESCOS DE BACALHO ">< t** *tnga.
lares, pharmaci Hocg,
2, ra de Castigone,
em Paria.
cmtratncfe, os oleo pardo*, d'um clt. iro lorio, e autia composi<;0os feias com leos
de p> Ucs coniraunijaacs ccdi o OfM o, a amia, o jiUoca. a lica, os olent dot cwlortt Drrcadort
y. foram iiaginados para Filstituir n v< nlndeiroa oleo d ligado,
cominuns ou seos ituerrdaneoa s3o
fre-HcrOS de li
de ''frr:i-Xo*a. Eittt oros
Ohtidoi na industria p..r bauos.em q.ianio que 03 viiJadeiros oleo* de flado de barali!
rcco sSo relaii.ament multo faro, visto que pura ol.tol-os fres.m o tem mistura cumore 1
Brande viplancia o ter os maiores cuidados nos proprios turares das pesca, assim como m-ind. r.,[
M. logg desde o anno de 1849. Esti-s oleo- puros de Bacnlhuo dr> Ttrr-\ov Vi
gr.-.rp'a.-am para e*tc precioso medicamento una fama universal as molestias do peito as o/r ^
tsrrofulosast lymphaikas, amagtaa dos menmot,ac,e por isw.derara lagar a nocirs SL\tou
iniitaQoes. oeaieaoi
ola. O oleo de B099 i mui fcil de digerir, 'Uislingue-se entre os outroa oleo* w.1. ..
efir de palha, oreo cheiro suave e delicado, e seo gosto de sardinlia fresca
O KELAT0KI0 favoravel do otarte dos irabalhos chymicos da PACUUMDE DE MPnrrm. nB
PAB1S con-lue como segu: > O oleo cor de oalha de U.,Hogg conlem urna terea aar!,*.-.
dplo. e* o iMii do ue o, cieos parios e nao aprsenla algum do, inZnveniLte, J^""
tapara a tules, qminio ao theiro e sabor. *& que
yci-to-se em lod ptornuI 4* Frasea e dos aalaea eMraaaelr.
2
do engenho breos, til
comarca de Nazaretb, desde o ;
junlio passado, um esrrivoeiionlode nome
Cesario, cojos signaos sao o.- Mgoa
cor fula, sem barba, cabeHoi canpjolm.
nariz aquilino, de 30 annos deidad.', jmiuco
mais ou menos, estatura regular, secco
do corpo, pemas linas a ps pequeos. O
referido escravo dado a bebida" es-
pirituosas o muito fatlador. Sopp
elle shido em direcelo cidade do Rerilc
Se alguem o raptonr. leve-o ao referida
genho, 011 nesta cidade ;i ra do Apollo
36, primeiro andar, que se: generosame. -
te recompensado.
Escravo fgido
Fugio no dia 2 de jtilho o cabra por nome F-
lix, comprado ha dias do mez passado m
Ldnardo Pereira de Souza, de Ap.a Branca; imoa
de Pianc. cun os seguintes idgnae* : ror rabra
escure, idadn o annos estatura i>jrHlar. cheio corpo cara larga, mal encarado, olh* fundos,
quando olha de revez tem fMta de denles n*
queixo de cima, sem barba, falla devaneada, le-
viiu chapeo de couro, cali;a do brim pardo, carne
de alg.idaczinho, ditera quo vai em dir-e^ao a
serto. Fngio mais no ia 24, o malaln Moftt
idade 40 annos, alto, cabello pintando, bar)
um tanto amarello, anda a titulo de procurar te-
nhor, foi comprado ao Sr. Luiz Barbalho >vtl-
canti, morador no lugar P Sorra, prximo Tir.-
baha, ou S. Vicente, dizem que anda pn^araato
senlirir por onde elle foi escravo, leviu caJci
brim, camisa de chita, chapeo de chil
quem apprrhender estes ous escra^ '
casa do abaixo assignado, ra da Imperatriz r
qne ser bem receir'.n~3do.
Jos Lopes Alhi-;ro.



8
Diario de Pernambuco Quinta feira 8 de Julho de 1869.
SSEiBtA GERAL.
CMARA DOS SRS. DEPTADOS
SESSAO EM 9 DE JIMIO
PRESIDENCIA DO SU. Y. BK (AJIARAGIBE.
(Contin \m O Su. Ministro i>o Imperio: Nao en-
trarei na apreciado dos fados, nem (levo
fazer indJviduaeOtt odiosas. Direi smente,
e nlo tenho rocen do ser contestado, que
infelizmente tem tido entrada a intriga e a
dissipaclo em claustros, que foram outr'ora
assento de verdadeira piedade, de austeri-
dade exemplar. (Apoiados, muito bem).
Resumindo, pois, nlo me proponho dis-
cutir amplamente a materia, mas live poj
fim nicamente dar a razio porque aceito o
auditivo da commisslo, direi que a pro-
priedade religiosa respeitada as dispo-
sic5fs propostas pela commisslo; que esto
estas na aleada do poder legislativo; que as
medidas lembradas slo o desenvolvimento
da poltica seguida pela assembla geral de
promover a converslo em apolices dos
bens das corporaces de mlo-morta. E' o
mesmo pensamento do art. 44 da lei de 18
de setembro de 1845 e do decreto legisla-
tivo n. 1,225 de 20 de agosto de 1864.
Os impostos, de que trata o additivo,
i)5o slo um recurso fiscal, um meio de
haver renda para o thesouro ; mas provi-
dencias indirectas para encaminhar a con-
verso em apolices. e assim evitar a dissis-
paelo e assegurar o patrimonio das ordens
religiosas. (Muito bem, muito bem).
O SR. VIEIRA DA SILVA: Sr. presi-
dente, se ao Estado cabe velar sobre aper-
sonalidade moral e sobre a personalidade
physica do cidadlo, corre-lhe lambemo de-
ver de garantir-lhe a propriedade adquiri-
da, e de facilitar-lhe meios de adquiri-la.
Cumpre-llie removeros obstculos que por-
ventura se opponham, obstculos que nao
raras vezes pi ocedem de urna legislado vi-
ciosa, ou pelo menos defeituosa.
E' assim que em muitos paizes, como
p r exemplo o nosso, urna parte da popula-
Cao nao tem possibilidade de adquirir. Re-
firo-me escravidlo.
Em outros a adquirilo da propriedade
difficil. Imagie-se um paiz com bens vin-
culados, bens de capellas, bens de mo
morta, bens ecclesiasticos e oens de cora.
Se entre nos existe a escravido, feliz
mente a lei de 6 de outubro de 1835 aca-
bou com os vnculos e capellas, prohibi a
instituirlo de novos vnculos, de novas sa-
pellas extingui os vnculos cujos adminis-
tradores falleccssera.
Prescindamos da garanta que o Estado
tem o dever de prestar propriedade par-
ticular ; vejamos como pode facilitar ao ci-
dada.) os meios de adquerir.
E' fra de duvida que a primera cousa
que elle deve ter em vista urna divislo
igual, igualdade que nao pode existir em
um paiz em que,o solo fosse feudal, como
por exemplo na Inglaterra, pos se a socie-
dade ingleza Dio boje feudal o solo da
Inglaterra o .
Nos, felizmente, nlo conhecemos a diffe-
rencaque existe na Inglaterra entre frcehold,
copj/kotd, Icaseholil.
O Estado tendo o dever de facilitar aoci-
dado a adquiricio de bens., a adqniritsn
do propriedade, alm dos meios cima ex-
postos, fa-lo tainbem pela venda das trras
publicas e pela rstric$So imposta aos mos-
teiros e scorpofteoes de mo morta quan-
to a acquisico de immoveis.
Este Sr. presdeme, quanto a mim o
principio administrativo que aci nsellia a
prohibirlo da adqusico de immoveis pelos
mosteiros e corporaces de mo morta,
observadas as disposjeoes da ord. iv. 2.,
lt. 18, ^ I.", combinadas com as da lei .
1,223 de 20 de agosto de 1861.
Kiogu ''n descoanece a tendencia das or-
dens regulares e das corporales do mo
morta para adquirirem bens de raiz : ten
dencia justificada, pois anda quando mesmo
a renda nao seja a matar possivel a pro-
prnriade nunca pode solTrer no valor total.
De lempos immemoriaes se reconhece
da Ord. lv. 2." tit: 18, cuja doutrina foi
fielmente seguida na lei n. 1,225 de 20 de
agosto de 1864."
Agora note a cmara como procederam
os autores das Ord. do reino.
Nessa ordenaclo que acabo de citar mu*
to sabiamente se legislou.
Prohibia-se expressamente a venda de
bens de raiz ou a doaclo s igrejas ou or-
d ns monsticas. Mas os bens quo as igre-
jas e mosteiros possuam ao tempo do fal-
lecimento d'el-rei D. Julo I, cm 13 deagos
to de 1433 at 20 de setembro de 1447,
nao poderiam ser demandados, apenas por
elles pagariam os foros e tributos queja pa-
gavam, e se at os ditos tempos os tinham
possuido sem delles pagarem foro e tributo
assim os contnuassem a possuir.
agosto
de
com o nosso direito cscript', com
pacto fundamental.
Sim, a commisslo foi arbitraria c iniqua;
iniqua, porque nao estabel e aigualdade
bfcjmposlo; arbitraria, porque nlo tomou
umaibaso, con dvra ter fcfLpara cal-
cular a contribuirlo.
Como se calcula era Juanea a contribui-
do dos tmm iveis! ioma-se um periodo-
de 15 annos, sobre o qual deduz-so os
dous annos mais prsperos e os dous me-
nos productivos; a meda a renda tribu-
lavel.
Senhores, preciso reconhecer que entre
nos reina completa anarchia pelo que res-
peita as contribnicoes. Em Portugal osys-
tema adopfado .outro, superior ao nosso;
a razio dessa superioridade consiste em
que all o direito de levantar contribuces
O decreten. 1,225 de 20 de
1864 nlo alterou o direito da ordenarlo i est centralisado.
apenas estabeleceu que os bens de raiz ad- j Entre' nos, como todos sabem, as assen-
quiridos pelas corporaces de mo mortajblas previneiaes tem era relaclo ;is rendas
na conformidade da Ord. lv. 2." tit. 18 provincaes o mesmo direito que tem a as-
1 .V fossem convertidos no prazo de seis
mezes em apolices da divida publica. E Sr.
presidente, o que mais, a lei de 1864 fez
urna excepelo para os predios e terrenos
necessarios ao servico dessas corporaces e
que at entaa tivesseni constituido o seu
patrimonio. .
ge raes,
Hoje, porm, j nlo contenta ao governo, predial. Esta contribuicio affecta todo o
a restricclo creada pela ordenaclo, tanto
assim que o additivo propotto pelo nobre
deputado pelo Cear foi nial accedo, e a
commisslo de fazenda' enteadeu que devera
formular os addtivos que apresentou e se
acham cm discusslo.
Senhores, forca coufessar quo os add-
tivos da commisslo atacam de frente o prin-
cipio consignado pela constituiclo em rela-
Clo propriedade qu ella garante em toda
a sua plenitude, que nlo quer que a lei te-
nha efieito retroativo e que seja igual para
todos...
O Sr. Candido Mendes :Apoiados.
O Sr. Vieira da Silva :...A commisslo
fere tambem o acto addiconal que autori-
sou as assemblas provincaes a legislarcm
sobre casas de soccorros pblicos, conven-
tos e quaesquer associacoes polticas ou re-
ligiosas.
O 1., art. 10 do acto addiconal est
em p ; ainda nao foi interpretado e assim
nos nao podemos deixar de respeita-lo;
nao nos licito invadir as attribuices das
assemblas provincaes marcadas e defini-
das no acto addicional conslituiglo do
imperio.
A attribniclo de legislar sobre conventos
pertence s assemblas provincaes, e ape-
nas o aviso de 12 de abrii de 1837 decla-
rou que ellas no'podiam aulorsar as cor-
poraces de mlo-morta a possuir bens de
raiz, porque prejudicavam as imposiroes
geraes do Estado, o imposto da sza.
O nobre deputado pelo Cear, que apre-
sembla geral quanto s rendas
cabendo a esta cmara a iniciativa.
Em Portugal, a lei de 31 de adumbro
do 1852, alterada depois pela de 30 de ju-
nho de, 1*60, substituto a decima des pre-
dios, de foros, ele., por urna contribuidlo
directa, que se denomina Contribuidlo
remo, tem o eunho da igualdade; ao passo
que entre nos se o imposto da decima ur-
bana renda geral no municipio neutro,
nlo as provincias. A lei pnrtuguezi de
20 de jjinho de 18(50, que regulou. a con-,
tribtelo de registro, isto os impostos
de transiusslo e de sza, .segu tambem o
principio de igualdade, o mesmo direito
para todos, ao passo que entre nos se o
imposto da siza geral, a taxa de heran-
cas e legados provincial e varia de pro-
vincia a provincia.
Mas a commisso nao pode tirar disto ar-
gumento para justificar o additivo. A ri-
queza das ordens regulares est concentra-
da aqui, e por meio lo imposto da deci-
ma, que o governo j augmentou, poder-
se-ha obter urna compensarlo pelo nlo pa-
gamento da siza. Pooco o que as ordens
regulares possuem as provincias, excep-,
Co talvez da Babia e Pernambuco.
No Maranhlo, alm do conventa de San-
to Antonio, que pobre, existe apenas hoje
a ordem dos carmellilas. Essa or4em nao
possue predios urbanos, vive dos produc-
tos da lavoura, suj itos portante, aos direi
tos geraes e provincaes.
En, pois, Sr. presidente, nlo posso dei-
xar de impugnar os addtivos pela desi-
gualdade que elles estabelecem na ontri
buiclo que se exig das ordens religiosas,
pela violencia com que se pretende arran-
car os bens pertencentes aos conventos,
emboca agora se diga que no intuito de
convert-los em apoces da divida publica,
sentou um additivo estabelecendo que as em ordem a melhor garantir o futuro delles.
ordens religiosas e demais corporaces de I O additivo da commisso que foi impresso
mao-morta, dentro de cinco annos dispo-1 manifestara bem o sen pensamento, se
nham dos seus bens imm >veis, desnecessa- \ antes j o nobre deputado pelo Cear nlo
nos ao seu servico, e empreguem em apo- houvesse declarado nesta casa que nesses
I i ees da divida publica o producto da ven-
da, adopten a doutrina dos autores da lei
de 20 de fevereiro de 1849 da Franca,
doutrina invocada tambem pelo nobre de-
putado pela provincia do Paran. Os au-
tores dessa lei sujeitavam os bens das cor-
poMfooa do t5...-moi-in ao imposto que
ella creou, pelo l'acto da inalienabilidadi
desses bens, iiwlienabilidade que os subir-
lia ao imposto a qe as outras propieda-
des esto sujeilas, quo de vinto em vinte
annos suppe-se passar a outras mos.
A lei franceza nao foi arbitraria; marcou
o limite da contribuirlo.
esta tendenc:a. E' assim que em Franca
limite, e o imposto que ella crea pode i
at ao ponto de absorver todo o rendimen-
to das ordens religiosas; nao (juz um li-
mite e a renda annual quo os conventos
lverem ou puderem ter dos seus predios
rsticos, ainda dos nao aproveitados, fica
sujeita ao imposto de 6 %, imposto que se
elevar de mais 3 % em cada anno !
A leifrauceza de 20 de fevereiro, cotio
urna compensarlo pelo nao pagamento dos
direitos de transinisso, procurou cstabele-
cer um imposto que corresponde exacta-
mente a duas d cimas entre nos. E' assim
que de 060,000,000 de francos, era quan-
to se avaha em franca a renda dos bens.
das corporaces de mo-morta, o Estado
percebe 3,300,000 francos, o quo corres-
bens havia urna fonte de renda que poda
ser aproveitada em benefiicio do-thesou-
ro A commisso dspondo dos bens dos
conventos, nem se |ut fallava na* conver-
so de t*4s bens em apolices !
S TihoresY o Estado tem obrigaco de
olhar tarabeiB para os seus filhos desvali-
dos. Em Inglaterra, desdea raii>hit Elitw-
bctli, qtio cada [JHructria xrn--dos sena po-
bres, e para isso ha um imposto conheci-.
do pela denominaclo de contribuicio dos
pobres. Cada parochia all tem a obriga-
co de manler os seus pobres, obrgaoao
que nos desconhecemos. Na Alleinanha,
A commisslo, porm, nao ostabelece um particularmente na Prussia, pesa o mosma
urna terca parte do solo, antes da revoluco
de 178!), pertencia ao clero; em Portugal,
segundo Balbi, a renda do clero monava a
quatro ceios e vinte um milhes de res e
na Hespanha, no tempo emque mais flores-
dt/edh^ T **** Es,e Prid*J* t-"n hospitaes bem dirigidos ebem'm-mta'-
uo /.ciitz, (buropa im I, l2)) altingio afloi adoptado em parte pelo legislador bra- dos.
enorme somma de quarenta e dous mlhoes sileiro em 1807, quando elevou a decim
o quatrocentosmil thaler. urbana dos predios pertencentes lauto aos
encargo sobre a parochia.
O Su. Candido Mondes :Desde que se
extinguiram as ordens religiosas.
O Sn. Vieira da Silva :Nos nao temos
a laxa dos pobres, desconhecemos a insii-
a tuicao inglza; mas as corporaces de mo
e j morta fazem grandes beneficios aos enl'er-
|mos pobres, fazem esmolas e prestam edu-
caclo infancia desvalida.
O nobre deputado pelo Cear foi injusta
quando asseverou que os bens das diversas
corporaces de mo-morta slo mal admi-
nistrados, andam desaprovetados e sao ma-
lbaratados. Exstem irmandades ricas que
empregam os seus rendimentos era prover
s necessidades e tralamento dos seus ir-
mos, distritribuem mulas esmolas, susten-
&reli-
assim, senhores, nlo podia deixar de
haver algunia medida por parte do governo
contra a adquiricio d bens de raiz por
parle das ordens religiosas e corporac is
de mo morta. Se a inalienabilidade era
urna garanta indispensavcl s ordens reli-
giosas e s corporaces de mo morta, essa
mesma inalienabilidade motivava o dir. ito
FOLHETIIH
)S CASACAS PRETAS
ROMANCE
|por.,
Paulo Fval
Primera parte
4>R!lt< AI- LAVRIDO
(Continuaco do n. 149)
XII
Itomper o da amanha!
Por tres vezes o esforco combinado de
ambos, seguindo a usual cadencia dos Ira-
balhadores, influio na grade, que por tres
vezes tambem abri com a superficie da
parcele um ngulo consideravel, feclo de
urna porta que roda nos gonzos ; assim,
porm, que o esforco' cessava, a robusta
elasticidade do ferro restitua posiclo ver-
tical a grade inteira.
Alto 1 disso Lamber!, que largou o
lenco!.
Passou pe? testa as costas da mo, e sa-
cudi para o lado o copioso suor.
Nlo vamos bem, Sr. Maynotte, con-
lnuou. Quando ge est com aquella gente
sempre alguma cousa se aprende. Esteve
aqui preso o Casa:a Preta, o verdadeiro
mostr de todos. Tinha limado os varoes
para, se se de o caso dj ser condemna-
do..., o senhor entende ? Nunca, porm,
c podem condemnar : s cousas slo por
elles combin i mil maravilhas. E
conventos, como as corporac.s de mfio
morta.
No proceder do legislador frunce.-de
1849, corno no legislador brasilero de
18t>7, v se coherencia, o que nao aconte-
ce cora o trabalho da commissSo de fazpn-
da que arbitrario e iniquo, e se acha em
antagonismo com os principios da scienca
senlo, veja : o caso do recoven .> de F-
camp deu-se antes de emstar com elles ;
se nlo fra isso, eslava agora puro como
urna pomba... Portante tinha corla'lo
tudo excepto os dous varoes da esqu
como o soltarara,; dexou apaas concluid
dos tres quartos da tarefa. Suba l outra
vez ; amarre o lencol aos varoes da direita,
e ver, que agrade "se abre ah como
a tampa de urna caixa.
Andr saltou como da p maira voz e
agarrou-se ao parapeito.
O vendeiro continuava :
Eu eslava encarregado de ter o ca-
vallo promplo para a fuga, direita, ao
sabir pela estrada de PottU'vqu o iv-
po devia dizer-me : Romper o dia ama-
iMa ?... Era a senta. Mal qual nao
foi preciso, porque sabio alvo como a nev,
segn lo o costume... Estava, porm, o
conhecimento feito com o Casaca Preta n.
2... o seu, Sr.'Maynotte... Est prom-
pto ?
Andr acabava de descer.
E tambem o esperara hoje na estrada
de Pont-Fvque ? perguntou.
Podera f replicou o vendeiro. flojo
ou nunca.
0 Sn. BrrrKNconvr:As ordens
giosas prestam importantissim >s servidos
instrucrao publica.
O Sn. Vieira da Silva : A ordam ter-
dam terceica do Ciimd, por examplo, est
neste caso, mas cora o augmento d^ deci-
ma urbana trato j de levantar o aluguol dos
predios. Foi um d^s effeitos desse-aug-
raento da decima.
A tutela do governo sempre fatal, per-
ofiMcioa e sua interferencia. Porventura se
ouyesse urna interferencia mais diroela
poderia essa irmandade realisar no anno
pa-ado mais de 88:000:>000 de entradas e
profisses Je novos irmos mais de modo
que tendo arrecadado no anno anterior,
taembem pala entrada de novos irmlos
mais do 78:0OQj$OO0, montn a sua receita
s pela entrada de irmlos eml67:OeOf$?
Pde-se desconhecero zelo e a dedicarlo
dessas draiuistracoes ?
Os relatori js correm impressos e podem
ser consultados.
A mesma ordem terceira^st construin-
do um soberbo hospital no qual tem gasto
para cima de 300:000^000. E porventara
pde-se exigir melhor emprego ao rend-
mento dos 49 predios que possue ? Que
importa ao governo cobrar a decima desses
predios da mesa administrativa da ordem
ou de particulares, s%forem vendidos quan-
do por elles recebo mais tres ou quatro
por cento 1
O Sr. Bittencqurt :J urna grande
desiguahlado era relaclo outra proprie-
dade.
Sr. Vieira da Silva :O nobre de-
putado pelutParan disse-nos que 06 add-
tivos nlo offendem consttuiclo, porque
temos o direito,de levantar impostos. Deus
nos. livre que quizessemos legislar a respai-
lo das outras classes como a commisslo o
pretende em relaclo aos ;onvontos. (Apoia-
dos).
O Sr. Candido Mendes:As ordens re-
ligiosas esto fra da le.
O Sr Vieiha da Silva:A le, senho-
res, nao temeffeto retroactivo, este pre-
ceito, precedo constitucional. A Ord. liv.
2., tit. 18 a baso do direito que assiste
s ordens religiosas pelo que respeila aos
bens que possuem. Ainda est em vigor
o direito da ordenaclo, direito que nao
pode hoje ser alterado sem se dar um cor-
te na consttuiclo.
Tem-se dito: converlara se os bens das
ordens religiosas em apolices. A commis-
slo de fazenda e o senhor ministro do im-
perio acabam de dizer-nos que o governo
nao quer os bens dos conventos, quer que
elles sejara vendidos e se comprem apo-
lices.
Perguntarei agora: a ordem Benedictina
que desde 18156 concedeu alforra a todos
os escravos que nascem, ha de ser obriga-
da a vender tambem as escravas para con-
verter o seu preco em apolices ? Ha de o
governo nullilkar esse beneficio, r.ullificar
a liberdade que foi concedida por quem le-
galmente podia faze-lo ? Ser isso em be-
neficio da ordem; mas s-lo-ha em relaclo
aos crioulos quo nascem de suas escra-
vas ?
- E, senhores, para os que comprassem
taes escravos a venda nlo sera um logro,
conhecidas como slo as tendencias do go-
verno para a emancipacao?
Eu, portante, Sr. presidente, entendo
que nlo devera ser approvadus os addtivos
da commisso, porque encerrara medida
iniqua, vote contra elles, assim como con
tra o additivo que lili proposto pelo nobre
deputado pelo Cear. bem!)
O SR. SOLKA REIS:-Sr. presidente,
V. Exc. e a cmara devem comprehender a
dilculdade de minha posiclo, propondo-me
a discuttr osaddilivos epucernentes aos bens
das orden religiosas jffifficuldade de posi-
* que-iesulta do mo3o por que se pro-
nUnciQU nesta Casa O nobro ministro do m
perio, muito principalmente quando elle
com franqueza declarou que o governo
acetava a medida proposta pela commisslo
de fazenda.
Nlo Sr. presdeme, porque cu ci,tonda
que essa declararlo vai influir no animo de
cada um de nos, para que o voto que timba-
mos de dar seja pelo additivo do que contra
elle; mas porque, alm de ser urna voz auto-
risada a do nobre ministro do imperio, bem
conhecido no paiz como parlamentar ds-
tincto, a confianca que se tem manifestado
pelo gabin-te actual deve fazer suppr, e
cora teda a razio, que 0 governo nlo mar-
cha precipitado em seus actos.
Todava, Sr. presidente, eu me julgo to
amparado com a justica, com a razio, da
causa que me proponho defender (apoia-
dos), que disponho-me a arrostar as con-
sequencias do mou proceder.
Eu poderia dispensar me d e tomar parte
nesta discusslo, porque esta augusta cma-
ra vio que o nobre deputado por Pernam-
buco fallou com proiciencia, fallou, no mou
entender, e creio que no geral da cmara,
de modo a convencer. (Apoiados). Mas,
aps esse nobre deputado, fallou o nobre
deputado pelo Paran, e eu, levado pela dis-
cusslo, dei-lhe alguns apartes! Julguei-me
desde errtlo na obrigarlo de oceupar a at-
tenclo desta augusta cmara ; mas fa-lo-hei
o mais resumidamente possivel, porque
nao desejo roubar-lhe o tempo iraproficua-
mente.
Proponho-me a discutir a questlo pelo
lado jurdico, com relaclo ao direito de
propriedade, que entendo terem as ordens
religiosas, e felizmente comigo assim e
entende tambem o nobre ministro do im-
perio.
Proponho-me ainda a discutir a questlo
debaixo do ponto de vista do interesse pu-
blico.
Examinemos primeiro se effectsmente
o additivo da commisslo ataca o direito
de propriedade, e depois se, no caso afflr-
mativo a medida proposta se comprehen-
de na limitarlo que a constituiclo estabe-
lece.
O nobije ministro do imperio entende
que o direito de propriedade nlo atacado,
porque o additivo nlo estabelece a alienaclo
da propriedade.
Mas o nobre ministro do imperio nlo at-
tendeu que este additivo consigna disposi-
clo que tende a esse fim.
O Sr. Bitte.ncourt :Apoiado.
O Sr. Socza Res:Por sso disse eu
em um aparte : nlo mata violentamente,
mas lentamente. (Apoiados).
E neste caso, nlo ser o additivo um
ataque ao direito /de propriedade ? (Apoia-
dos). \
O additivo concebido nestes termos:
* As ordens regulares pagarlo:
1." O imposto de 6 /o sobre a renda
annual que derem ou poderiam dar os pre-
dios rsticos que possuirem.... (que de-
rem ou poderiam dar.... preciso atten-
der bem para estas palavras)----- anda os
nlo aproveitados...
O Sr. Bittencourt :Outra 1
O Sr. Soiza ReTs :....0 lancamento
deste imposto, que se elevar de mais do 3
% em cada anno, far-se-ba na forma do re-
gulamento que o governo expedir para sua
arrecadaclo.
Creio que nlo nlo preciso ir adianto para
que fique bem demonstrada a proposielo
de que o golpe que se pretende dar no di-
reito de propriedade, que lm as ordens
religiosas, tende a mata-lo lentamente
(apoiados), porque inconiestavelraente com
a medida proposta, dentro de certo numero
de annos os bens das ordens religiosas se
extinguiran!, tendo-se escoado todos para
os cofres do thesouro. (Apoiados).
Diz ainda o additivo: 2. Mais 3 /o an-
nualmente sobre a renda annual dos predios
urbanos ; elevando-se o imposto na mesma
razio em cada anno. 3. Sobre os escra-
vos maiores de 12 annos que possuirem
em qualquer lugar do imperio, a taxa de
que trata o art. 18 da lei n. 1,507 de 26
de setembro de 1807, e na mesma razio,
conforme se acharem elles a servico ou cm
quaesquer estabjiecimentos nos municipios
da corte, das capitacs das provincias do Rio
de Janeiro, Rabia, Pernambuco, S. Paulo, S.
Pedro, Maranhlo e Para, e das demais cilia-
dos, villas e povoaces, augiaentando-se de
2 em cada anno.
0 Sr. Bittencoi'rt : E' matar aos pou-
cos.
0 Sr. Soiza Res :E" sempre o mesmo
systema de augmento pmgressivo, qce o
1 que faz pensar mu razoavelmente que o
imposto tende a acabar com a proprie-
dade.
O Sr. Barros Baiireto :E' estabelecido
positivamente para este fim.
O Sr. Souza Res:Pateco que o fim
espoliar as ordens religiosas....
0 Sr. Correa:Nao apoiado.
quanto espoliaclo, qoe eu
o di-
ouvir
adis-
um riso grosseiro e
E accrescentou com
um tanto contrafeito :
Amanilla seria um poucochinho tardo,
nao Ihe parece ?... V urna de mo t.
Quando Andr pega va no lencol, Dalia
uoh hora da madrugada.
Com mil diabos praguejou Limbert
com voz alterada, como estes relogos cor-
rem I... V, com forca !
Em vez, porm, de elle proprio obedecer
esta ordem, deteve-se sobresaltado, e eom
a cabec^ inclinada e o ouvido escuta.
No sileoeio da noute onvia-se distincta-
mentc um forte rumor juj parta de alm
da i,'rade.
Era a bulla que os martellos faziara na
madeira. Um calofro percorreu o corpo
do vendeiro, cojos uiembros estremeceram.
Que aqullo ? perguntou Andr. Ha
um mez que aqu estou e nunca ouvi seme-
lliante bulha.
N'.m todos os dias ha matanca, res-
praleu Lamben, procurando rir.
Accrescentou, cobwmdo decididamente
atonte e com ar impvido.-
Esto a preparar o tablado em que
hado dancar o rei da Prussia.
Andr sentio-se eafriar at medula.
Mos obra, coliega exelaawu.
O lencol, agarrado com forja fe ambos,
retozn, e Laraborl entooo, dirn^Ka ma-
nobra :
- Aguenta, gente!... Oit yofi f
oh !... Oh! yoh! oh!... Oh1 yon !
oh !...
Ao terceiro pu-xlo, parti cerce com a
podra um dos dous varoes que se conser-
va vam intactos, elogo cedeu o outro. Con-
firme a expresslo do vendiiro, abrio-se a
grade como a tampa de ama caixa.-*
A la apanhava ento a janolla bliqua-
mente, e mostravufli passagem, qn cousa
aiguma d'alli em aante defenda. Lamben
pulava do contente.
Sim, im, exclaraou na exaltaclo do
seu jubilo, ha de romper o dia amanilla,
ou me ha de levar o diabo O cavallo, na
estrada de Pont-1'vque, a enviada na foz
da Dive... Proa para Jersey e ao largo !
J Andr puxra a barra para junto da
janella. Eslava nelte de todo ponto assen-i
O Sr. Soiza Res :Permitta-me a ex-
presslo ; 0 nobre deputado fallou com todo
o vigor daquella cadeira, agora ha de per-
mittir que eu diga o que entendo. Declaro
a esta augusta cmara quo nao tenho inton-
Co de offender. E por que nlo posso em-
pregar a palavra expoliar?
0 Sn. Aru-jo Lima : Nlo deve retirar
a palavra, porque urna verdadeira espo-
liaclo. (Apoiados.)
O Sr. Souza Res :J v o nobre de-
putado que a expresslo tem o apoio da c-
mara.
O Sr. Aiuno Lima:Antes acabir-se
logo francamente com as ordens reli-
giosas.
O Sr. Soi za Res :Era isso mesmo o
que ia dizer. Mas nlo se leve a franqueza
de oppr claramente (apoiados), empre-
gou-se um meiu que tendo ao mesmo fim.
(Apoiados.) y
E' preciso, que sejamos francos; f ne-
cessario que o pensamento que tiver deter-
minada esta medida seja conhecido de ina-
neira a nlo deixar nada de mystcrioso a res-
peito della. (Apoiados.)
Voltando qnesto, parece-me Sr. pre-
sidente, que o ataque ao direito de pro-
priedade est to evidente da simples Ici-
tura dos addtivos, que nlo devo por eerto
eancar-me nem cancar
para demonstra-lo.
0 Sr. Capanema:Mas deve explicar a
esta augusta cmara
natural bon'dade levava-o a por em' primeiro
logar o hornera cuja vida perigava. Ajitdou
pois, Lamben a trepar ao parapeito.
Sacou q vendeiro de urna corda do seda
que trazia enrolada junto ao corpo, cm vol-
ta da cintura.
Acbo-a delgada, disso duvidoso o la-
vrante.
Aguentava tres homens, replicou o
vendeiro. Podamos descer junios, se qui-
zessemos, meu lindo; mas juizo que se
quer... Veja como so d aqui um no
"marinheira.
f)eu n'uma popta da corda o laco dupla-
mente seguro que os pescadores de salmlo
Lisam passar tres vezns era volia dos an-
zes, 'e fixou-o no troc) do vario partido.
Ollereeendo um braco de alavanca curtissi
mi, era aquelle ponto de apoio to firme
como a propria pedra.
D aqui estamos aviados. O vento
4o levante ; boa brisa. Ficamos esta nou-
te com os goddams... verdado, Sr.
Maynotte, a senhora nlo est tambera l
para as bandas da Inglaterra ?
Andr nlo respondeu. Fazia preparati-
vos para a viagem. Lambert, que estava
camraodamente sentado no parapeito da
janella, com as pernas para fra, voltou a
cabeea c disse:
Hei de me regalar do o largar s cane-
las do Tolonez, Sr.- Maynotte.
Cootava Andr cwifiKJiielle rancor e j se
nlo apressava a irgfr"perguQias. A' seu
tfflpo chegariam os pormenores. Entre-
tanto laucara o vendeiro a corda para fra
da janolla, paja soiiar a distancia que tinha
de pereorrer, porque ama saliencia, que
corra na mural ha a seis p? para barxo da
janella, impedia de ver a trra onde nlo
te a tenco defugir; o instinto, porm, oV ehegava o loar, que diversas constrtrecQes
rava j em trra a sonda, e ainda o vendei-
ro conservava as mos grande porfo de
corda. Ficou satisfeito. Examinou pela
ultima vez o n, e arremessou-se resoluto
no esparo.'
Anda Andr nlo dra pela sabida de
La nbert, e j este estava de p na saliencia
da parede.
At j, Sr. Maynotte, pronunciou com
precauclo.
E, como o lavrante nlo ouvisso, assobioo
levemente e accrescentou :
Bib v l esse ferro; olha a corda
nao escorreguc.
Saltou Andr inmediatamente pira o pa-
rapeito. Acabava de arranjar a bagagem.
Cabia-lhe as algibeiras da vesta quanto no
mundo possuia, incluindo a longa carta que
escrevera Julia.
O vendeiro conservava-se de p na sa-
liencia.
Que tal / disse jovialmente. Com
que azafama martellam I Fazem bem, fa-
zem. Ahi vai toda a gente de Caen incom-
modar-se de balde. Larga, Fifi. 0' Sr.
Maynotte, veja com que geito se -gira no
ar, quando urna pessoa ouve pregar as taboas
do proprio cadafalso.
A' um. tempo Ihe abandonaram os dous
ps a saliencia da parede; comecou a des-
cer com destreza e resoluclo, mas lenta
mente, porque a mais leve precipitaclo Ihe
faria escorregar as mos pela seda da cor-
da. Andr conservava-se tomando sentido^
no varo. Tocn de urna vez na corda,
que de retezada que estiva sobre a salien-
cia, que Ihe servia de cavalete, soltou orna
vibraclo harmnica. To horrvelmente
longos Ihe pareciam os segundos, que Ihe
nlo foi possivel conter-se sem fobrjgar o
sua npinilo
neg.
O Sr. Soitza Res : -Eu nlo disse que
se pretenda fazer espoliarlo; disse que
pareca ter-se por fim f ize*-la; e que era
preciso que fossemos francos, para qu
ficaisem cerlos todos nesta casa e fra della
de que nlo havia com efieito tal intenclo.
Quanto ao dirclo de propriedade que eu
julgo offendido pelos addtivos, o nobre
deputado pelo Paran propoz-se a demons-
trar que nlo o era; mas o que nos dise
elle a este respeito ? Nada que fosse era
apoio de sua asserclo; negou s ordens
religiosas o direito de propriedade, e assim
a concluso Ihe era favoravel.
Com a opinilo do nobre ministro do im-
perio eu podia julgar-me dispensado de
produzir frguraentos para sustentar esse
direito; mas a casa me permittir que
aiguma cousa diga neste sentido.
0 principal argumento do nobre depu-
tado pelo Paran, negando o direito de pro-
priedade s ordens religiosas, funda-se na
dependencia em qua eslo as ordens reli-
giosas dos poderes do Estado, quanto aos
bens que ellas possuem.
O Sr. Corrf.a :Eu nlo combat
reito de propriedade.
O.Sr. Souza Res :Pareceu-me
isso : creio que nlo estou alterando
cusslo (apoiados); o nobre de [Hitado disse:
as ordens religiosas exislem porque o go-
verno quer. (Apoiados.) Com este principio
argumentou o nobre deputado at tirar
concluses que tendem a negar o direito de
propriedade.
O Sr. Correa : Nlo, senhor.
O Sr. Soiza Res :Essa dependencia
de que falla o nobre deputado se reduz a
urna simples tutella, para que as ordens re-
ligiosas nlo aniquilem os seus liens ; um
correctivo apenas; e por isso que ellas
nao podem vende-los sem que sejam auto-
risadas pelo governo. (Apoiados.)
Mas dahi ninguem dir que as ordens
religiosas nlo tem direito de propriedade.
O Sr. Bittencoi'rt :Apoiado.
O Sr. Souza Res:Disse o nobre de-
putado, e disse tambem o nobre ministro
do imperio, que o additivo Ja commisslo
nao ataca o direito de propriedade ; e ac-
crescentou o nobre deputado pelo Paran
que, quando ataeasse, nlo era offendida a
constituiclo do Imperio, como parecer ao
nobre deputado por Pernambuco, porque
na constituiclo m-smo est a limitaclo a esse
direito.
Tratarei, portan to,- agora de demonstrar
que a constituiclo do Imperio ser ferida,
se esta augusta cmara raptar o additivo a
que me tenho referido. '(Apoiados.)
0 argumento de que se, servio o nobre
deputado pela Paran para sustententar a
opinilo contraria, e quo se funda no pre-
ceito constitucional, que estabelece limita-
Ces plenimdo do direito de Dfopriedade,
nlo podo absolutamente ter applicacao no
presente caso, porque nlo nos compete de-
terminar desapropriacoes* mas estabelecer
os casos e fixar as regias para que ellas
se dm.
Diz a constituiclo no art. 179 J 22 : E'
garantido o direito de propriedade-ein toda
a sua plcgitudo. Se o bem publico, le-
gajmeute verificado, exigir o uso e em-
prego da propriedade do cidado, ser elle
previamente indemnisado do valor della. o
Al aqui ainda se poderia dizer, como
nobre deputado, que o additivo nlo offen-
de a constituirlo; mas vamos ao ultimo
periodo desto mesmo paragrapbo.
Diz elle : A lei marear os casos em
que ter lugar esta nica excepelo, e dar
as regras para se determinar a ndemni-
saclo. s
Ora, Sr. presidente, porventura quiz a
constituirlo que os casos da desapropiaclo
quo se devem marcar, e as regras que se
devem dar para determinar a indcmnisaclo
o fossem na occasiao cm que se entende
dever fazer urna desapropriaclo, e que o
|>der legislativo seja quem determine que
baja essa desapropiaclo! Por certo que
nlo. (Apoiados.) A constituiclo querque
se tenha previamente estabelecido os casos
da desapropriaclo, do contrario admitir-se-
hia a lei casustica, o que repugna com os
principios o com a propria disposicio que
autorisa essa limitaclo plenitude do di-
reito de propriedade.
E, Sr. presidente, como V. Exc. sabe,
como sabe esta augusta cmara, a lei das
[desapropracoes, a le que-.marca os casos
em que ellas devem ter lugar, e estabelece
as regras para a indemnisaro, existe, e
somonte segundoella que as desapropria-
eoes se fa/.i-m.
O Sn. F. Bei.isario : Nao se trata de
desapropiar.
Um Su. Deputado : Trata-se de es-
poliar.
(ConliiiHar-sc-ha.)
e as arvores do pafeo ioterrompiam. To-lque se pssava, agarrndose com orna das
mos parede, e debrucando-se para alm
da saliencia. Apenas vio o delgado fio, que
bem se podia comparar com um cabello, e
que ia perder-se na insondavel escuridlo.
J Lambert nao fallava. A corda estava
mmovel, por rao o movimento parava na
saliencia da parede. Ouvio Andr um es-
lalido secco no troce do vario, estalido im-
porceptivel, e semclhante ao crepitar de u na
volla, cujo pava estivesse hmido. Endi-
reitou-se e olhou para alli. Nao dava do
si o vario, mas a resta superior corla va
suavemente um por ura-os los da corda,
que rebentavam produzindo o pequeo es-
talido.
Um suor fri innumba os cabellos de
Andr. A- la aluraiaw vivamente o vario,
cuja ponta, recent ;mente- quebrada, luzia
como se fra composta de pequeos dia-
mantes. Podia Andr, se quizesso, contar
os (ios de seda, que se iam cortando
pouco e pouco, e formavam j duas peque-
as franjas...
Esfregou os olhos e mirou de mais per-
to. A aresta superior do vario era aguda
e puida : corta va perfeitamente.
Mais de pressa, pronunciou com voz
suffocada; desea mais depressa, pelo ahwr
de Deus !
Ouvio-se na escuridlo ama risada; e
elevou-se a voz de Lambert. dizendo :
Ests com pressa, Bibi ? Olha que
te engaas: o cadafalso le para a la
pessoa.
Andr gritou novamente, repetindo-^i
mesma advertencia. A voz respondeu :
S me faltam dous andares. Deitt
que te ha de chegrr a vez.
(Oontmuar-se-ha)
TTT. 1>0 m.t!UQ-RHA VAS CftVZl II. ./

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