Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:11866


This item is only available as the following downloads:


Full Text
ANNO XLV. NUMERO 134.
'/
PA1A A CAPITAi E JUGASES (fflDE lid SE PACA PORTE.
Por tres mezei adiitados.................. 6,1000
Por seis ditos idem. \.................. I<#0oo
Por um hdo idem...........*". ........ 240000
Cada numero atvulso................... 320
DIARIO DE
TERCA FEIRA IS DE JUNHO DE 1869.
PAIA BEflM E FORA BA PBOVIHCIA.
Por tres raezes adiantados.
Per s* ditos idem. .
Por no> t ditos idaa .
Por um anuo. ....
6*730
43*690
20*280
274000

Propriedade de ffanoel Figne
v0s Srs. Gerardo Antonio Aires & Filhos, no Para; GonfalvesA Pinto, no Maranh3o; Joaqum Jos'de OJiveira, no Cear; Antonio do Hemos Braga, no Aracaty; Joo Maria Julio Chaves, noAss; Antonio Marques da Silva, no Natal; Jos Justino
Pereira (TAlnieida, em Mamanguape;' Antonio Alejandrino de Lima, na Parahyba; Antonio Jos Gomes, na Villa da Penha; Belarmino dos Santos Bulcao, em Santo Anto; Domingos Jos da Costa Braga,
eio Nazareto; Francino Tavares da Csta, em Alagas; Dr. Jos Martins Alves, na Baha; e Jos Ribeiro GasparinLo, m Rio de Janeiro.
PAITE OFHCIAL.
vera provincia.
MSMOHGS DA HtKSiDKNCIA BO DA 10 DE JNIIO
DK 186.
Afcaiio .i-ik'nndos comtnerciantes desta cida-
de.6> waallsaale i fortn atlendidos pela c-
mara municipal deste cidade, que Ihes concedeu
o oral ioiprorogavel de 15 da.
Belarmino Rege Barros.=Enraminhe-?c.
delta Freir de Carvallto.Informe a drcclo-
ria di theatro de Santa Isrbel.
Ceminisso enearregada de promover o cstabe-
lecimento de urna lioha telegraptiiea.Encatni-
nhe-se.
Eduardo Antuucs de Alhuquerqnc MelloCon-
oeda-se a Momea requerida de dous mezes.
Padre Francisco Yerissimo Bandeira.Informe
o Sr. Dr. director geral interino da iustruccao pu-
blica.
Pielden Jroiher?.Ao Sr. chefe interino da ro-
partieo das obras publicas e fiscal da illumnacao
a gaz para informar.
Jos Luciano Cabral.Informe o Sr. director
interino do arsenal de atierra.
Jos Francisco Branda..Informe o Sr. Dr.
eheto do polica.
Joo Paulo d Souza Informe o Sr. inspector
da thesetnaria do fazenda.
Manoel Luiz dos Santos.Passe-so portara.
Manoel Das de Toledo Informe o Sr. couiman-
dante superior de. guarda nacional dos munici-
pio* de arreirosjs Agua Prela.
llej>:iri?o da polica.
1* aeo-co.Secretaria da polica de Pernambnco,
iadajuiiho de 189.
N. 872.Illm. e Exm. Sr.Tenho a honra de
levar ao conliccitnonto de V. Exc que, segunda
consta das participaedes receidas nesta repar-
ticao, foram nnlem recolludos easa de dc-
teneao (is seguintes individuos :
No da ii do cutiente, ordem do subdelegado
de Santo Antonio. Carolina Francisca do Espirito
Santo, por ottonsas a moral publica.
No da 13. ordem do subdelegado do Recito,
Mareolmo. c-eravu de Alfredo & C, a reqiicrinien-
to desti-s ; a liufino, cscravo de D. Joaquina da
fgoaeia da Silva Costa, por briea.
A' ordem do de S. Jos, Antoni>, escravo de um
fan Bnarqae Lisboa, por snspeito em crime de
forti.
Deas guarde a V. ExcIllm. e Exm. Sr. vice-
pre-idente da provincia Dr. Manuel do Nasrimen-
to Machado Ptirtefla. O chefe de polica interino
F. (U nii Olin-ira Mar.iel.
EXTERIOR.
.'KN.iS-AYBES, 26 DK MAIO DE 1869.
A attsaeib publica desta ciJade tem sido ha
dias quasi conipletoateate absorvida pelas festas,
intitulad: s d'1 maio, commemorativas da indepen-
dencia argentina, e |iela presenta nesta cidade do
bravo general brasileiro vi*conde do Herval.
Hontem tere lugar a snlemnidade do Te-Deitm,
a que a-sMiraai o presidente da repblica, o ge
vernador de Buenos-Ayres, o corjio diplomtico e
consular, o a* notabilidades eivis e militares desta
trra. Piado o Teeum procedeu-se com toda a
pompa, e na pie-ene t das citadas personagens,
inaugurarn, na praca da Victoria, do primeiro
chaariz M agua filtrada em Buenos-Ayres. Gran-
de concurso de povo assistio esta festa A pre-
senca do nano distncto general visconde do Her-
val,'de cuja chegada dei noticia em minha ultima
correspondencia, tem feito poca nesta cidade.
N> da 2t (lferecram-lhe algtins brasileiros
aqui residuales um lauto banquete no hotel da
Paz, adornado esplendidamentOT>ara csse fim. A
esse banquete assisliram, entr outras pessoas de
distinecao, o presidoate da repblica, o governa-
dor de BueiiusAwes, o Sr. conselheiro Paranhos,
todos os iiiini>lros de estado, os generaos Mitre,
Gelli y Oh e outros, e o domo ministro residen-
te Carvalii'i Borges. Esfeve urna festa anmadssi-
ma, de qur o Slnuilurt d em seu numero de hon-
tem ti'iia coitipleta deteriaeio. D'ahi extrahirei os
tres brindis proferidos pelo Sr. conselheiro Para-
nhos. i quem coubc a palavra em primeiru lugar.
Nao transcrevu todos, porque seria isso muito
longo.
1 brinde :
Sr. iirc*idente e tnais senhores cidadaos Ilus-
tro* da Kepublica Argentina c do Estado Oriental
dilruguay : petmitte-me, em attencao ao motivo
aatt banquete, que eu anteponha" a quaesquer
outros brindes o que vou ter a honra de pro-
pr-vos. por mim e em nomo de MU compatrio-
tas presentes.
Estou cerlo de que esse brinde, nicamente
peto nome do varao a qtiem dirigido, fallar
eloqueiitemente anal razaode hotnens Ilustra-
dos o a vi .sos coracoe< de bons e generosos ami-
go.-, fiddlatfw.)
O met brinde dirigido ao Sr general Osorio.
vis.-Mide do Herval, o qual symbolisa a alliaura
argentina, oriental e brasiieira, por seu carcter,
sitas tendencias sociaes, seu grande mrito militar
e extrama dedicacio. (Vicos signaos de appro-
vartw.)
Elle symbolisa a trplice allianca por seu ca-
rcter pessual, nesta amisade franca, sincera e
constante que professa aus nossos dignos alliados.
fSignues >\t adhtsao.)
e Pelos seus sentimentos ou tendencias sociaes
elle o symbotba, porque um dos mu tos brasi-
lero- que reJaJtnndo a theoria de Hobbes, qne
lera os hnmens propensos a se guerrearem
inutitaiiifiMie, er pelo contrario que a verdadeira
1 i a que foi decretada pelo primeiro legislador
do mundo, a da fraternidade humana (muitas ap-
provaeif*) ; est persuadido de que os povos visi-
nhos, especialmente, nao nasceram para se odia-
rem, mas para se amarem, se respeitarem e au-
xiliarem reciprocamente, fliuito bem t)
O nosso Ilustre general symbolisa anda a allian-
ca pela sua extrema dedieacao patritica e grande
mrito militar, porqu esse admiravel denodo e
essa dedicacao sem limites, provam quanto ha de
grande e sagrado nos fin* que te pr.ipozeram os
alliados, ao aeeitarem dignamente a lula a que fo-
ram provocados. (Mvito bem.)
' Em nma palavra, senhores, eu vos peco que
bebamos sade de um de vossos mais istinctos
amigos e eompantteiros de armas ; sade de um
general qnem a historia hade assignalar naepo-
aa da guerra do Paraguay, um dos lugares mais
eulminantes ; sade do hroe que, ainda com
suas gloriosas cicatrzes ahertas, volve ao campo
de suas glorias ; daquelle que, qual ootro Scipio,
jurou que, em quanto tiver vigor para brandir sua
espada invencivel, lia de batalhar peto cansa em
que o Brasil tem sua honra e seus direitos empe-
nhados, pato cansa que levar posteridado o no-
mo do general Osorio, coberto dos applausos e das
bencios de tres povos generosos. (Viviumos
appl*utoi.J
atfanrio brinde ;
A>gara! Mitre, como iltestre reprwontinle
aakitieo militar da allianca : como eompMtMi-
ro do general Osorio as brlhantes victoria! do
nqratv/CMae um nome dos mato grata aosbraei -
toaros, que o viram em Tonelero, em Casaroa, na
rnguryana ; como urna das primwras iUmtrarae
argentinas, cujo renome basta para o seu comple-
to elogia e para justificar ronsideraeo e estima
de que gosa entre seus ciliados. (Virissimos ap-
plausos.)
O terceiro brinde, que encerrou a festa, foi o
seguinte:
< Senhores, cm una reumao de brasileiros ha
sempre um brinde que cora todos os outros ;
ess brinde urna Imme agem de respeito e amor
ao Imperador do Brasil. Nos os brasileiros acata-
mos e amamos ao Sr. D. Pedro 11, nao smenteo
chefe supremo da nossa-patria, mas tambem o ho-
rnero, o primeiro dos cid: da >- brasileiros.
sade de S. M. o Imperadoa do Brasil. (Vi-
vissimos applausos.j
No da 2o oflereceran es argentinos um ban-
Juete ao visconde do Hei val. Em outra oceasiao
arei cunta tambem desta demonstraco de apreco
pelo nosso general.
Hontem chegou aqu um vapor do Assumpco,
trazendo a importante no ca do hom xito de lima
expedicao combinada pelo coronel Paranhos, com-
mandante daquelto praca, e o general Heiirique
Castro, e executada pelo tenente-coronel oriental
Coronado.
Este oWicial, testa de oitenta homens de caval-
laria, internou-se pelo trrtorio paraguayo, per-
correu urnas .10 leguas, sem encontrar obstculo
alpum, o que d a medid i dos recursos de que L-
pez dispoe, e cahio de soiprez sobre a antiga fun-
dit;4o do tyranno cm Rrictiv, prximo ao acampa-
mento de Ascurra. Travc combate com a guarn-
^o desse estalieleeimenti>, que nao quiz Tender-
se, c derrotou-a completamente, matando 23 ho-
mens e fazendo prisioneiro o commaudanle, 2olli-
ciaes e 53 soldados. O resto da guarnicao, que diz
Coronado se compunha de 421 ltomcnsj fugio para
ns montes vsinhos. 0 c tefe oriental libertou 116
infelizes que gemiam encorrentados e trabalhando
as fundicoes do ininiigi; eram 87 prisioneires
brasileiros, argentinos e orientaos e 9 presos para-
guayos. Mandn fuzilar o commaudanle da guar-
nicao, Julio Iiifrau, atroz verdugo dos prisionei-
ros, cuja crueldae nao recura ante o crime de
mandar matar mulheres i criancas.
Imagine-se a atento daqtiellcs infelizes ao vc-
rem-se libertados, pelo tritimpho de Coronado, do
horrivel capti\Tro que solTriam I Este offlcial truz
tambem com*igo duzeula* familias paraguayas e
arrebanliou urnas cem canecas de gado. As armas
que nSo jiodiram ser conJuzidas e bem assini as
mdbiedH, foram toncadas agua, sendo as machi-
nas destruidas. Entre os prisioneros, veem os
diins etigeuheiros que dhigiam aquello estabeleci-
menlu.
Lpez soffreu, poto, um duro golpe, que vai en-
fraquecer anda mais a sua desesperada situacao.
Cumpre dizer que me parece um pouco exagera-
do o numero a que o tenente-coronel Coronado
eleva a guarnicao do Ibicuy ; nao natural que
Lpez cutiservasse nesse ponto tanta forca.
Nc da 22 devia por-se em marcha todo o exer-
ciio em direccao a Piraya, e ja diversas eolnmnas
se tnham movido.
Havia chegado Assurnpcao alguma cavalha-
da, e outras remessas estao em vagem, grabas as
providencias adoptadas pelo conselheiro Para-
nhos, em virludc de requisicao de S. A. o Sr. con-
de d'Eu.
Sua Alteza mandou reforcar a exped(So do
Rosario c deu-lhe por coinmandante o brigadeiro
Cmara.
Esta cxpedieo, auxiliada pela esquadra, que
entrar no Jejuv, destinada a bater a torca ini-
mga que est em S. Pedri c cortar a Lpez os re-
cursos pelo norte.
A esquadra contina em activdade. No Alto
Paran percorreu a margara paraguaya de Itapa
a S. Cosme, e deslruio trincheiras e aquartela-
mentos, tomando torra mentas e municoes, aban-
donadas pelo inimigo cm sua precipitada fuga.
Essa forca paraguaya era calculada em cem mil
homens.
Assim ficou ainda mais franco o caminho, que
talvez a esta hora esteja trilhando o general Por-
tinho com a forca que tinha s suas ordens, a
qual foi augmentada por um balallio, com qua-
tro pecas de artilharia, que lhe enviou o nossb
prncipe.
As fortilicacoes de Assiimpco, cuja demolico
fot ordenada por Sua Alte;-.a, achamse quasi to-
talmente destruidas.
J chegaram a esta cidaie os olTiciaes america-
nos que foram ao acampamento de Lpez. Vie-
ran penhorados pelo ttatamento que receberam
de Sua Alteza. Mac-Mahor at agora nao appa-
receu.
Algumas correspondencias de Laque, publica-
das na imprensa dessa edite, deram a noticia de
urna tentativa de assassinato praticado por algn*
paraguayos contra o capito le fragata Salgado,
ajudante de ordens de Sua Alteza.
Esta noticia c falsissima c muito sorprendeu ao
propro Sr. Salgado, que so teve aqui conheri-
uiento do supposto attenlado contra a sua exis-
tencia. S a maldade e o desejo de crear embara-
zos organisaco do Paraguay podem inventar
essas mentiras, que tem per fim irritaros nimos
dos brasileiros contra os paraguayos que hojo ad-
herem causa que defendemos.
Ulitma hora :
Boletim do quartel-general.
Luquc, 20 de maio.lima columna de mais
de 6.U00 homens, ao manco do general Joo Ma-
nuel Menta Barreto licou em $. Lourenco.
Os Argentinos ftcarain alm do Yuquery.
Form apresentades |>elo coronel Coronado
Irima brasileiros escopados do poder do inimigo.
O general Polydoro tem estado com urna
ophtalroia, mas yai melher. >
A columna a fua/ae refere este boletim ada
dtreita do nossb xercilo. 3. A. o Sr. conde d'Eu
acoinpanhou-a at S. Lourenco. Tudo raovimen-
to no exercito ; approxima se, portanto, a hora do
triumpbo que o Brasil ancioso aguarda.
Creio tamtfem que o Sr. conselhotro Paranhos
est a ponto de terminar a sua missao em Buenos-
Ayres, celebrando o sen accordo com o governo
argentino.
Em apoio do que levo dito sobre a marcha do i
exercito, communco que i cabo do ser informado
de tonta limpa, de que o principe j se entendeu
com o Sr. conselheiro Paranhos sobre a trans-
missatt da correspondencia entre ambos, guan-
do Sua Alteza se internar pelo Paraguay fren-
te de nossas tropas
Sua Alteza fizera partir uinabrigadn de cavalla-
ria para proteger a retirada de Coronado, que foi
encontrado pela nossa gente a oito leguas do
acampamento brasileiro, livretnteiramento do ni-
mia.
28 de maio de 1869.
Vou apreveitar um vapor que daqui sahe a ma-
nhaa, e devo alcancar o paquete inglez em Monte-
video, para fazer um pequeo addilamento mi-
nha correspondencia de tf, dando as noticias que
recebi hontem do Paraguay.
No dia 17 do crreme chegou Assurnpcao o
brigadeiro Cmara eom tr s cornos de cavallaria
e o baUMo n. 13 de vol otarios da patria, com
o qual embarcou a bordo co encouracado SHvado
e seguio durante a noute ara o Rosario, cando
a cavallaria e nma divKio de artilharia a embar-
car para o mwmo destino. J dei noticia do fim a
que se destina a expedie,* ommandeda pete ge-
neral Cmara.
teotoou-se a marcha feral do exercito brasi-
leiro peto Mgaiate46rn>A:
Na dia #*trtto>o aa I trae sobre 8. booren-
eo obrtoadetro Jle Mtn*> Neena Barreto eom
a 1" di visito do cavallaria, urna divisao de infanta-
ria e o 2* regiment provisorio de artilharia.
No dia 21 seguio de S. Lourenco para Capiat,
a 22 deste ponto para It e ir a 23 acampar era
Piraya.
O brigadeiro Jos Luiz Menna Barreto seguio do movit
dia ti do Yuquery para I tagua, frente do f
corpo d exercito.
No merino dia marchou o tenenle-gcneral Po-
lydoro, de Luquc para Aregu, com o 2* corpo de
exercito.
S. A. o Sr. conde d'Eu seguio com o Io corno,
explicande-se por esta forma a desaparico de um
piquete de eavallarw ao mando dchete Monleiro,
da villa de t'niao, e tambem de fuma torca de
polica da tnesina villa, a qual se dizia que tinha
ido reunijfc.se ao genera I Caraballo, che fe ostensivo
i na campanlia.
va-se que Payssaad e Salto igual-
bavjam pronunciado pela causa sus-
aqni'lle chefe, que gosa de muito
todos os departamentos ao norte do
fogacao imperial, e boje acha-se a bordo do seu
navio.
Actj
mente
tentada
prestigio1
Ko-Xeg
Nao se
commandado interinamente pelo general Jos Luiz se julga
H I, mt*i t* .v -1_____1- ________' l________ tfh*______-*- a n -. I ( 1 jl T> I It t
para Itagu, donde seguir para Piray e se col-
locar a frente de todas as torcas, cuja marcha nos jor
citei, e qne lm de all rennir-s. quanto
Deus proteja os nossos bravos, e permita que se prese|
obtenhaui prompto e completo triumpho sobre o ministro
tyranno. Eu o espero com profunda f. Candido L
Por todo este inez talvez tenhamos de entoar o pho Hodrift
hymno de nosaultima victoria no Paraguay Os t|ue se acba eeaireg
exforcos do priucipe o. merecem i^ o promettem. mando g.-ral da cam
dente.
ena crer cm semdliantes boatos, que
levantados para assustar ao presi-
retos do govern.i, porm, molleados
de hontem, deram a ronheexf que ludo
palava era exacto, e que i
vam. Estes decretos sao : nomoando
guerra interino ao do goverao D. Joa
.mente ; d.' estraagirofi i D. Adol-
es, continuando na missao especial o>
de di'iiiissi do com-
a ao general Caraballo,
O 1"_ balallio de a/tilharia marchou de As-' por actos sa^vcrsivvis esjfa o governo; chamando
sumpeao para Loque, onde l'tcar de guarnicao. au servieo*o 1" regiment de guardas nacionacs ;
Em Assurnpcao achava-se o Sr. marechal Oui-1 nooieando coraniatidante.> para os dous batallwes
llierme Xavier de Souza, que segu para o Brasil de que so eomponhc esse regiment, que ser coin-
com licenea de Sua Alteza, para tratar de sua mandado.tm pesso?. pelo Sr. ministro da guerra,
sade. ; marinha, governo etc., isto pelo Sr. Ikistamantc,
A cegueira do goveruo do Montevideo deu o re-! 1"e tornotj-se o fue totvm da situacao.
silbado que todos esperavam. Bebcntou a revoltt-
Qao no Estado-Oriental. Daqui impossivel saber
o que ha de exarto a esse respeito, porque sao
obscuros, contradictorios e todos- de origein go-
vernisla, os telegrammas recebidos do Monte-
video.
Transcrevo o seguinte. trecho de um artigo qu
a respeito da revoTucao pablicoa o Nacional, f i-
Iha que recebe inspirac/ies do governo argen-
tino :
Alguma parte lestes males deve ter tambem
o governo do Sr. Battle, que nao desenvolveu
energa nen teve o procedimento conveniente que
conciba todos os interesse.*, lodos 06 partido*, sem
o que impossivel governar.
A disenssao acalorada da imprensa ; a du-
racao da sabe ; a nmdanca successiva de minis-
terio ; a expulsa inconveniente da inelade dos
representantes e a poltica vacill.mte, sem plano,
sem peiisainentQ, do prrsidenle e do seu ministe-
rio, deram praposejloi exageradas a um conflicto
que ningucm pode agora prever onde terminar.
Uanti.-s entrou na poltica do governo argentino
inlorniette-i-se directa ou indirectamente as con-
tendas de DOMOS vizinltos. Esta poltica nenhuma
Consta-n que hontem vieram um major oo
secretario do pcoprio general Caraballi aprosen-
tar tunas -proposices de (/ presideate
Battle. que .i. spedioros sem querer' aceita las.
Nao sao elws conheeidas 'do pttlili evo
obseipiiosidade do hu amigo, que fhii da'ean-
lianca de Bttstamante, o poder dar noticia exacta
dellas a Jornal o Conuuercio, que. >em receio
de ser cecdeiimado.'cmno rebelde, pdc garan-
li-las;
O enera! Caraballo apanr.s exige a sul.'siitui^
do mini-ieito actual por homens ioe.mbQef
ni i colorados puros, e a rointegracao
dos 11 lej;a lineare -oxpulsus pela cmara.
I-'.- qiii lente recebeu esta i
pedio as -.niaras licenea para s:;hir campanil a
frente 4o i bat.ilhao de cacadores, de sua
companhia de artilharia, e de tima foica de ca-
vallaria, a qual lhe foi concedida; pelo que en-
Iregou a administraco ao Sr. Cltticharro, presi-
dente do senado, reino octgona rio sem accao, e
mais prximo para a inorte do quo para a'vida,
que nao passara de um antomalo na* maos de
Bustamante, ismim e outros chotos da situarn.
Hontem niesmo, s i horas da tarde, parti o
INTERIOR.
Illo de Janeiro
2 DK JUNTO DE 1869.
O vapor inglez Pascal entrado hontem do Rio
da Prata trouxe tollias de Montevideo 26 do pas-
sado, um dia altti das que tinhamos. Publicam
as mesmas noticias que hontem demos transmiti-
das ao governo imperial. Alm destas um tele-
grama d$ Buenos-Ayres 26, s*3 '/x horas da tar-
de, communicoii para Montevideo as seguintes :
i Lpez doente e com pouca gente retirou-se.
luitos Paragu.rtos lhe fogem c os alliados avan-
rTrinla Bi-asileiros [irisioneiros escaparam
Peribiba.
Chegaram da Assumpcio dous vapores de
guerra norte-americanos. 0 ministro Mae-Mahon
vira pelo priindro vapor.
Por decreto de 29 de maio ultimo
Foram removidos a pedido :
O juiz de direiio Casimiro de Sennajijduraira,
da comarca do It i o de Contas na proviiaaaa Ba-
bia para a de Teixeira na Parahyba, acallas de
1J entraitcia.
Os jutzesinunicipaes e de orphaos :
Bachat el Luiz Mattoso Duque-Estrada Cmara,
do termo de Pelropolis para o de Nilberoby, ambos
na provincia do Bio de Janeiro.
.Bacharel Manoel do Valladlo Pincntel, do ter-
mo da Barra-Mansa para .o da Parahyba do Sul,
ambos na mesilla provincia.
Bacharel Manoel Coelho Cintra Jnior, dos ter-
mos reunidos de Cascavel e Aquiraz para os de
rLavras e Pereiro,, todos na provincia do
vantajeo trouxe para a repblica Argentina nem br^ Battto em carruagem para a povoaeodas
para a Oriental, pelo contrario conlribuio para
prolongar-se a lula ou tornar-so mais ardente e
apaixouada.
t Emquatito a independencia ou integridade da
repblica vjzinha nao nerigar, o nosso governo nao
deve luma\ coiita's ness questio pierna,
- De mu artigo da Xutivit Arytn/ina, tolla de
opposirSo, inspirada pelo general Mitre, tiro o
seguinte trecho:
t S a mediacao e bons offieios dos governos e
pessoas/mais ca'racterisadas do Bto da Prata pode-
rao resolver, intervtndo amigavelmente entre o-
dous partidos, a questo que acaba de proluzir a
guerra, dando-lho urna solucao que salve, se fr
possivel, todos os interesse?, tracando melhor estado
llnanceiro, que causa das dissences.
Se assim nao acontecer, a guerra mais fratri-
cida se desenvolver na repblica vizinha, mais
sanguinolenta que nunca, ferindo profundamente
os interesses mais vitaes do Rio da Prata, e affec-
tando a vida do commercio.
Nao lenho tempo para tradtizir e transcrever
aqui os brindes, j publicados, do segundo han
quele, dado pelos Argentinos ao general visconde
do Herval. Nesse banquete liouve um orador re
Pedras, dando antes de sabir una'proirlmaco
aos habitantes da repblica, na qual altribue a
revolneo aos banqueiros, que querem a totlo o
transe imp5r*jjfcnrso torcoso ao pail. ,
Como se procura engaar a conscieneia publi-
ca, e desvia-la dos autores das desgracas actuaes!
AULrrmtt one Carabollo est em (Canelones, e
que all pretendo o presidente ter com elle una
entrevista, da qual resulte a accommodaco que
ollei deseja, para evittr que corra saagna.
Duvido tntiii^ ana byn pa.7) porque aquello ge-
neral tem por f toda a campanha, cotn mu in-
signiOcante excep'co neslc ou n'aquelle ponto, e
nao subscrever a condiciies que nao satisfacam
plenamettte a suas vistos, e de seus amigos,
que peseteara de garantas para n) so verem ou-
tra vez levados ao desespero, como agora.
Se Battle stijei'ar-se a ellas lera do collocar-se
frente das torcas revolucionarias para imp-las
a seus ministros, que lhe disputaro ento com
furor o ragresso sua capital. Bustaminte, Ra-
mrez e Remira y Artigas nao sao homen* para
ceder assim.
Alm das nomeaoo a d .nis-oe* qne j ennn
nierei, outra* se tni dado, como a do cefe poli
publicano, brasileiro e irtuo de um doutor rio- j tico de Madlonado, el.
grandense que j figurou em nossas cama- Nao se jitlguc que as toreas que acempanha-
ra?. Consta-me que o Sr. conselheiro Paranhos, i ram o presidente tormem um exercito. O 1." de
ao ouvi-lo, disse a um seu vtzioho argentino, que cacadores apenas letn 2t)0 li*ncns, e debes s o
nutava as tendencias do joven rio-grandense: nao j sen commandante, que o coronel Olave, podo
faz mal; tuna excepcao que confirma a regra' inspirar confianca. Itabo* desertores brasileiros
geral, e prova a tolerancia poltica que lia-no.Bra-! ahtotslan alistados, tendo sido stilitrahidm s nos-
sil ; na Inglaterra tambem os ha. sas reclamaedes por aqttelle cotnmandante. A
cavallaria nao attmge a 90 pracas, e a artilharia
que seguio nao pasea de 5t) preas com tres pe-
as. Entretanto, Caraballo com' sua escolta e
pracas do departamento j dispoe de mais de 500
homens. que. de dia a dia se vo augmentando
com os voluntarios que se apreseutam.
Nesta capital flcou apenas o '2.a bataJai de ca-
radores de cento e tantos homens, e a po-iei, nao
MONTEVIDEO, 30 DE MAIO DE 1809.
Estao infelizmente realisados lodosos mutis vati-
cinios, e eis a%evolucao atncacando ainda mais
una vez cnsanguentar este bello paiz, que poderia
estar isento desta desgraca, se mnhas palavras e
conselhos impirciaes c insuspeitos Uvcssem sido
atlendidos pelos homens, em cujas tnaos se acha
actualmente o poder.
O curioso que a Tribuna, que a 23 deste mez
dizia que o correspondente do Jornal do Commer-
cio ficaria com am nariz mais comprido esperando
debalde a rcalisacao de sitas propliecas, a pro-
pria que boje classifica esso humilde correspon-
dente no rol dos cmplices da revoluto, e julga
que, descoberto elle, est descoberto o fio que ha
de conduzir o governo neste novo labyrintho cm
que est mettido!
Pobres loucos de espirito, que cegos, pelo exal-
tamento das paixoes, nao attendem a q%c seu
informante, se acaso livesse algum interesse na
conspirarlo, nao seria tao nescio que a denun-
ciasse, fazendo-a talvez abortar.
Sorprendcu-se agora porque lhe assignalei com
antcipac/o as consequencias inevitaveis das vio-
lencias que, em nome e com apoio do governo, se
estavam praticando; como so fosse natural despe-
dir quasi metade de urna cmara, e fazer outras
gentileza, qne estao no dominio publico, para se
obter o triumpho de ideas que traziam profunda-
mente dividida cabalada asociedade, eque deviam
ser apreciadas com-calina, reilexo e justica.
Eu, que viva fra desta atmosphera viciada,
percebia a tempestade que se armava, e estudava
o desenvolvimemto das nuvens prenhe3 de eleclri-
cidade que se tinham condensado, emquanto que
elle*, inteiramente engolfados em sitas cogitacoes
egosticas, nem tinham olhos pnra ver, nem ouvi-
dos para ouvir.
Para ser fiel, como tenho sido at agora na nar-
racao dos successos.'devo referir tu Jo quanto se
passondepois da ratnha ultima carta. Nesta expo-
sico singela se reconhceei de que lado parti a
provocagao, e quem deve ser responsavel pelo
sangue que vai ser derramado, e peas desgrasas
que vo affiigir a repblica.
Depois. da publicacao do protesto dos deputados
expulsos do santuario das leis, protesto que o Siglo,
e a Tribuna classiQcaram de inconveniente e ridi-
culo, mandou o governo que o chele de polica
procedesse a um summano para os fins conve-
nientes, jul"-1 i-se oSendido por declarar este
documento jae os agentes do poder execulivo
eram.os que tois afluan! na excitacao contra os
seus signatarios.
Entretanto no dia 20 foi presentado no senado
por D. Pedro Varella urna mocao deotarandu que a
minora da cmara de representantes procedeu
inconstitucional mente, ao demittir aos deputados
Inassistentes, e que em consecuencia o senado
julgava seu presidente inhabilitado para eut n-
der-se com ella, emquanto nao reunisse as condi-
goes que determina a constituicao do estado.
No.diai, em sesso secreta, cabio esta mocao
portf Wtos contra 4, e assim ficou consagrada a
iniqrkhde da cmara dos represenUntes.
Desdetogo previ que os negocios tinham chega-
do i sua ravtosbna. stnaejio, e que nada mais po-
derte eeirtor es nimos exaltadsimos de um e de
oatro.Iaiio. _
-Com efteitb na nonfe de V eompearam a cor-
rer beah de qae a rerorac|o tinha arrebeatado,
arel Jos Ladislao Pereira da Silva, dos
os reunidos de leo, Lavras c Pereiro para os
de Cascavel e Aquiraz, na inesiua provincia.
Bacharel Jos Pereira da Silva, do termo de
Mam s para o de Ega, ambos na provincia do
Amazonas.
Foi tambem removido o juiz de direito Domin-
gos Ribeiro Folha, da comarca do Conde, de i"
entraneia, para a de Yalenca, de lja, ambas na pro-
vincia da Babia.
Joaquina deMo-
fcunicipal e de or-
na provincia de S.
so podiendo contar com a guarda nacional,*orque
ella nao quer envolverse em mais urna nta fra-
tricida. Muilos jovTins estao tirando papeletas de
estrangeiros. para se exieiirem ao servico, e ou-
tros einigraui para Buenos-A> res.
Os mais e iiiipromettidos ni aogocto e mais as-
signalados iras do governo pela posicio que ti-
nham tomado anteriormente, ou j se* retiraran!
do pato,, ou estao asylados as diversas legaeoes
estrangeiras. D. Pedro Varella, o ousado sena-
dor que atreveu-e a apresent.tr a mocao em que
cima fallei, D. Matheus Magarinos, que tanto dc-
tondeu o banco Mau na imprensa, e outros Orien-
taes dstinctos, assim se puzeram a coberto dos
insultos e violencias que os esperavam. O pro-
pro Sr. bario de Maua, alvo de todas as iras e
de todos os odios, com cojo dinheiro, dizem a
Tribuna e o Siglo, so est promovendo esla revol-
la, attendendo aos conselhos de seus amigos, que
easa cuidado o cercam, eollocou-so onde seus
rancorosos iuiniigos nao lhe podem fazer o menor
mal.
Parte, portanto, este paquete no momento pre-
ciso em que arrebentou o conflicto, e smto muito
nao poder deixar mais clara a situacao em que
fiea o paiz. Se os conservadores cedorem pres-
so dos colorados, tudo fcilmente se aecommoda-
r ; mas se elles resistrem em querer governar,
nao obstante sua minora, entao teremos urna lu-
ta civil prolongada, que talvez deve ao poder o
partido tonco, que est espreitando a presa, e
sorrindo-se de prazer com esta sciso do partido
contrario, to conveniente aos seus interesses.
Alm destes successos polticos deu-se no dia
24 um facto com um marinhetro brasileiro da
bombardeira Forte de Cotmbra. qne poderia ter
senas consequencias, mas que felizmente nego-
cio lindo.
Estova osle marinbeiro em urna das tabernas
que abundara na ra de Prez Castelhanos e de
Piedras, bairro perigoso pela reuniao de prostitu-
tas e de marinheiros, que all vivem em conti-
nuas desorden, quaodo foi acoromeltido por um
grupo de Orientaos, e,ue o queria roobar. Do-
fendeuse como pode com sua faca, at que inter-
veio.na lula am altores do paiz, que teve a infe-
li'-idade de receber urna punhalada, dada por
alguns dos aggressores. Como era natural, acu-
di logo muita gente, pojicia, etc., e com o espi-
nto de prevencoee cora que nos olhatn aqui, co-
mecou-se a espalhar que o bfflcfal oriental tinha
sido ferido por aquelle marinheiro brasileiro. Im-
mediatamente spu o grito de mata macaco- Acu-
diram alguns outros marinheiros.brasileiros em
detoaa de seu camarada, e pom suas faca resis-
tiam s espadeirada* da torca publica, c,|Ue a to-
do a transe os queria couauzir priso.
No momento mais critico d cnflioto appare-
ceti o 2.* lente Jos Bernardno de Araojo, que
conseguio apaziguar tudo, conoedendo apenas
que to se lavado preso o marinbeiro que dea ori-
gen, a este barulho.
Este.niesmo. em virtude de reelsmaca.) do dig-
no commandante da divi i atrege
Foi reconduztdo o b
raes Navarro no lugar
pilaos do termo de Ubi
Paulo.
Foram nomcados: *
O juiz de direito Henrique Pereira de Lucena,
chefe de polica da provincia do Cear.
O juiz municipal e de orpuos Estevo Vaz Fer-
r ira, juiz de direito da comarca do Rio de Cuntas,
na piovincia da Babia.
O bacharel Pedro Caelano da Costa, juiz de di-
reito da comarca de Cabrob, na provincia de Per-
uambuco.
O bacharel Francisco Rodrigues Soares, juiz
municipal e de orphaos dos termos rcunidos.de
Santos e S. Vicente, na provincia de S. Paulo.
O bacharel Antonio Luiz Ramos Nogueira, juiz
municipal e de orphaos do termo de Arcas, na
mesma provincia
0 bacharel Julio Cesar Gomes de Castro, juiz
municipal e de orphaos do termo de Caxias, na
provincia do Maranuo.
tenente-coronel Antonio Pimenta de Maga-
Ihes, coronel commandante superior da guarda
nacional da capital da provincia do Para.
0 Dr. Jos Ferrcira Cautao,tenente-comnel com-
mandante do 3" batalhao de infamada da guarda
nacional da mesma provine!?.
Foi reintegrado Francisco Antonio de Barros c
Silva no posto de coronel commandante do bata-
lhao de infamara n. 24 da guarda nacional da
provincia de Peiuambuco, ficando sem effeito o
decreto de 11 de dezembro de 18G7, quo o retor-
mou naquellc posto.
Por ttulos do Io do crrente foram nomeados :
Despachante geral da alfandega do Rio de Janei-
ro, Manoel Machado Guimares.
Commandante do cter Parahgba, viga vela
da dita alfandega, Antonio Jos de Magalhes.
Platicante da alfandega do Maranho, Raymun-
do Martins Algarve.
S. M. o Imperador, acompanhado de seus sema-
narios, visitn hontem pela manha as offleinas
de machinas do arsenal de marinha, c dique impe-
rial da llia da- Cobras, a 3" seceo do almoxari-
fado, a cabrea fluejuante, e desembrcou no arse-
nal de guerra s 2 horas do tarde.
Por decretos de 2 do corrente :
Foi apresentado o padre Jos Marcelino de Sou-
za Bittencourt na igreja parochial de Santa Maria
da Bocea do Monte, na diocese do Rio-Grande do
Sul.
Foram nomcados o brigadeiro Jos Auto da Sil-
va Guimares commendador, e o cirurgiao-mr de
brigada Dr. Antonio Luiz de Souza Seixas caval-
leiro da ordem de S. Bcnto de Aviz.
Foram concedidas as seguintes pensdes, que fi-
cam pendentes da approvaco da asscmbla ge-
ral : .
A D. Anna Maurici a de Bittencourt, vmva do
brigadeiro Jacintho Machado Bittencourt, a de "O
mensaes, c s cinco filhas do mesmo, DD. Ama-
lia, Amelia, Amabelia, Josephina e Emilia a de
140 mensaes, repartidamente, ambas sem prejui-
zo de meio sold.
ral Portinho faria o niesmo pelo bdo do sal alm
das cordilbeiras. Tal pareca ser o |>lano geral d
campanha para envolver Lpez e eortar-le todas
as sahidas.
Substituido no commando interino do 1* corpo do
exercito pelo general Menta Barrete o marecbal
Guilberme, que por se aggravarem os padecimen
tos teve de retirar-se, puzeram-se s excreitos al-
liados cm marcha pela ordem descripta na j cita-
da carta de Buenos-Ayres. As ultimas noticies
sao, porm, as seguintes, que o Sr. conselheiro
Paranhos ultima hora enviou pelo telegrapho
legaco brasileira em Montevideo, para transmit.-
la ao governo imperial.
Communiqne para a corte as seguintes noti-
cias, recebidas neste momento. Um telegramma
de Patino-Cu, datado de 23, aununcia que os pa-
raguayos abandonaran! aquelle ponto, quo esteva
fortificado e tinha correntes para impedir o mo-
vitnento da cavallaria. Sua Alteza achava-se em-
Ilaqu com o Io corpo do exercito, sem novidade.
O general Juo Manuel, em It. Os paraguayos
nao apnarecem. Um regiment argentino e nm
esqnadraoda legio paraguaya tambem estavam
em Itaqu. Conlintiava a chover, mas nao obs-
tante marchara una torca brasileira no dia se-
guinte para Jaeuaral, ao mando do coronel Deodo-
ro. Os lorneredorcs nao tinham apresentado o
gado exigido.
O brigadeiro Cmara eslava em S. Pedro cum
toda a torca expedicionaria. A nossa cavallaria
que sabio a explorar o terreno desprenden um
esquadrao, que encontrn se eom um piquete
inimigo, que teve tempo para ganaar o qmirtel,
onde resisti hmazmente, crhindo prisioneiros a
capito commandante do piquete inimigo e mais
16 pracas. Morreram 5, entre os quaes um te-
en te.
Da nossa parte tiremos um soldada morto,
um lente e dous sargentos l'erido* gravemente.
t O capito prisioneiro declara! que o seu pi-
quete compunha-se de 25 pracas. das quaes duas
estavam fora, e que a povoaco achava-se em
completo abnndono. Que Galino, que .omman-
da a torga, acha-se, bem Como a* familias, em Sar-
gento Lamas com 16 bocas de foco dt fiequenos
calibre e 1.30 a 1,'iO homen- de infautaria, sendo
a maiorparte velaos e meninos e dous regimentos
do cavallaria mal montados.
Da repnblica Argentina nao ha noticias de
grande importancia o Estado Orient?!, porm,
licava outra vez a bracos com a revoluco, sen-
do impossivel prever o desenvulviniento que ella
tomara.
A queslao financeira, a que desdo principio
veio ligar-se a polrtica, produzio os seus resulta-
dos. O general Caraballo, cmmnamlanto da cam-
panha, nasteon o pendo da rcvolta, exigndo do
presidente da repblica que demittisse o ministe-
rio, e reinlegrasse as suas cadeiras os deputados
da cmara dos representantes. Nao annnindo o
presidente preparen-c para a lula, chamando s
armas a guarda nacional. Destlalo do comman-
do da camponha o general CMraballoj aceitn a de-
misso de ministro da guerra j anteriormente
dada pelo general Goyo Soares. nomeando para
subslitui-lo interinamente o ministro do governo-
I). Jos Candido Bustamanle, nomeou ministro de
estrangeiro o Dr. Atlolpho Rodrigues, o mesmo
que est em Buenos-Ayres em missao especial so-
bre o* negocios do Paraguay, mutkiu alguns cheles
polticos suspeitos, c, fazendo urna proclamacao
ao povo, entregan a presidencia da repblica ao
presidente do senado, c na tarde do dia 20 sabio
rda capital com o 1 batalhao de cacadores de linha,
algumas pecas de campanha e toda a escolta para
bater os insurgentes.
Em Montevideo havia grande agitacao e o ter-
ror paralysava dulas as operacoes mercantis. Dos
deputados'-destituidos alguns tinham-sc refugiad-
nos consulados estraageiros, outros correram a
mclter-se as fileiras do general (Caraballo, attri-
buindo-se-lhes o projedo de formar um governo
provisorio nn Florida.
Sem dinheiro nem crdito, o governo de Monte-
video, se nao consognisse abalar do primeiro gol-
pe a revolia, via-se em rlseo tle ser submergido
por ella. Caraballo capitaneara o chamado parti-
do florista, fraccao do colorado, e crescia o perigo
se Goyo Soares se reunisse a elle ; crescia igual-
mente se aquelle cuete, desesperando do xito da
sua empreza, se bandeasse com o partido blanco,
vido de reassttmiro poder. Tal era o estado, sem
duvida grave, cm que ftcava a repblica do Uru-
guay, e a respeito da qnal encontrarlo os leitores
mais alguns pormenores na carta do nosso cor-
respondente de Montevideo
Por decreto de 31 do mez passado foi aposenta-
do o ajudante do inspector da alfandega de Santa
Latharina, Joo Goncalvcs da Silva Peixoto.
De 17 a 31 de maio descarregaram para a doca
da alfandega 23,532 voluntes, e sahiram pelas por-
tas da mesma alfandega 33,599. sendo : caucas
16,191, fardos 1,863, barricas 1,513, cascos com
liquido (despacho sobre agua em transito) 1,288,
diversos 12,741.
No trapiche da llha das Cobras, durante o mez
demaio.entraram 8,556 volumes e sahiram despa-
chados 5,993 ditos, sendo : pipas 1,626, meias di-
tas 34, guarilas 772, meias ditas 45, barris de 4,
5, 8 eiO- 7,516.
Entraran, de procedoncia estrangeira no mez de
maio 113 navios, sendo no priraeira quinzena 54 e
na segunda 59, euvlastro e arribados 22, com car-
regamenlo paroste porto 91, findaram a descar-
ga no mez uo maio 72, sendo na primoira quinzena
40 e na segunda 32, flearam em descarga no dia
31 de malo 19.
- 5-
Entrou hontem do Rio da Prata o paquete in-
glez Arno, com ralba, de Buenos-Ayres al 29 e
Montevideo 30 do passado.
As noticias do Paraguay confirmara as que lti-
mamente demos, com mais algumas particularida-
des que se encontrara na carta do correspondente
de Buenos-Ayres especialmente sobre a notavel
exped$ao fundicSo de Ibicuy. Outra expedicjto
s ordens do brigadeiro Cmara parti da Assump
cao para o Rosario, afim de, reunida s torcas
que j alli taclooavara, percorrer os departa
meatos-do norte, expulsar as guarniese* que Lpez
ainda all conservavae cortar-lhesassimos suppri-
tuentos de gado que recebia daquellas paragens.
Conseguido ist viriam aquellas tropas por um
njovUnenlo. de flaneo cooperar com a torga prin-
cipal sol o coeomando inmediato de Sua Alteza,
cercando o uMpugo pelo norte, emquanto o gene-
Por va de Montevideo tomos obsequiados com
folhas dojtio Grande do Sul timo.
No dia 20 paseara o Dr. Cesta Pinto a adminis-
traco da provincia ao Dr. Israel Bareellos, Io vi-
ce-presidente.
Entrou hontem do Rio da Prata c portos do sul
do imperio o vapor AritUM-
O vapor sahio de Montevideo a 31 do passado,
dia em que nao havia folhas por ser segunda-feira.
Escrevera-nos, porm, em caria particular que
at ultima hora nenhuma noticia havia do pre-
sidente Battle que, como sabemos, sahira a campo
contra o general Caraballo. Na cidade ficavam as
cousas no mesmo p.
Na tarde de 30 reunise algum povo na praca
da Constituicao, donde o ajuntamento, arvorando
bandeiras de varias nacoe*, dirigio-se casa do
presidente do senado, que, na ausencia de Battle,
ficra com a presidencia da repblica, e alli um
orador fez um discurso louvando o govorno pela
energa que desenvolver e firmeza na poltica de
acabar com o curso toreado. Apoz alguns gritos
de viv. s e morra?, retirou-se a raultido e ficou
tudo era paz.
Do Paraguay nenhuma noticia tinha chegado.
Ai datas do"interior sao :
Porto-Alegre 31 do passado, Rio-Grande t c
Santa Camarina 5 do corrente.
No dia 30 comecaram as sessoes preparatorias
da assembla legislativa da provincia de S. Pedro
do Sul.
Suicidara-so na ci iade do Rio-Grande o com-
merciante Frcdarico KrannichMdt, socio da casa
bancaria fallidaihiarle Souza Krannichfeldt, & C.
O Diario da ultima data refere assim este I amen-
tavel acontecimento:
. Hootcm, s 8 1|2 horas da manha, foi sor-
prendida a populacao da cidade com o facto peza-
roso de que o Sr. Frederico Ernesto Krannichfeldt,
havia se suicidado dentro de sea quarto de dormir
no sobrado onde resida, ra Pedro II.
Jmmediatamente foi chamado o Sr. delegado
de polica, os Drs. Martins, Pi e Bier, e multas
outras pessoas da vizinuanca onde resida esso in-
felis suicida, que tendo notado estar todo o sobra-
do lechado, foram Jos primeiros a tomaretn essas
providencias, e com a presenca da autoridade po-
licial, arrumbadas as portas, foram encontrar o
infeliz Krannichfeldt pendente de urna corda que
havia atado ao pescoc/i prendendo-a na bandeira
da porta de seu quarto de dormir.
Procurando os mdicos presentes emprogar
os soccorros nossiveis, por ainda estar o suicida
com algum calor, foram tefruclteras todas as di-
ligencias emprugadas. .
Era ja um cadver, era nina victima dos im-
mensos desgostos e da ruina de sua fortuna e re-
ptttaro que lhe viera do.ronbo praticado aa cas*
bancaria de que era elle ana dos gefewet.

UD


cd Diarie de Pernambuoe
Tristo venalo, de que tcstciMMhafl pop-'
laca o ule.
Des* qte comeearam os pnmeires actos
dessa cea fallida, Kraoicbfeldt |iordu a-Wi
hornera dr una reputaca* illiba.la, reeo-
nherida ru> longo tirocinio ilo sua vida commerral
entro nSrewMneiro distincto,? cheWue lmalas
importantes casas enmmereiae, elte_que no-quiz
imitar o cvnismo do out-os e nem Io poncee-
cultar-sc i punicao qne parventiiralivcsse do of-
frerpelo abuso quo da saa boa f se havia Frito
vendo -se assim arruinado, sucumbi oo peso do
vergouha lamanha, epcrdendo a razo foi at
ao suicidio!...
< Ninguem fazia a csse bello carcter a -injus-
tica de-acreditar que sobro sua reputaeio tniratsp
a menor suspeita de connvcnceiii tamanho eri-
nie, mas o imndonor do cavalhciro sobreptijou a
todas essas eonsolaeoes, que elloas sabia ter ota
cada uin dos habitantes do Rio-Grande," e fti na
morte buscar o recurso que elle ntendeu nico
pan terminar a existencia desde entio to ainar-
gurada.
t Era Krannichfetdt casado e tinha dous litos ;
mas a preseuca de sua mulher como de seas fi-
lhos, a quem empre votou o mais estremecido
amor, augmentava-lhe os accessoa de mucura, e
por umitas vozes tentn, em lia Aesgraeados mo-
mentos, terminar a existencia de toda a sua fam-
liasendo assim a idea fixa que nenhum devia
sobreviver ante o incdonbo futuro que o aguar-
dava.
i Assim se justifica a ausencia de sua espo-a e
r& tnmmke saltares
izo ei4i vista remollo-los
inRaram 1
da trera bullico, tiveraavU
presidencia.
minvs -c :ftABS-.
rtasjornaes. recebidos, ajienas encontramos
a scguutie noticia :
t Nu-da V do mam, no .lislrclo de S. Francisco
de Paulde OUveira'M encontrado morto en
leito fazendeiro ocldfoai*w-4.auriM0. Macli
l.riie.
,'Falto o acto ca earpo de-deiioto, encontra
os peritos graves ferMUs na caneca do infeliz,
quaes natural que Un- p-oviesso a morte.
0 respectivo delegad) lo polica insta
log o processo, c busca djseobrir o delinqu
s. i.\ia.
Sao de 5 do corrente as ultimas dal
-fistava marcadoodiaidejuln.) para a
(listri
da
realisar o prolongamento da estrada de
Campias.
Escrcveram em 23 de maio da cidado
Parahvbuna ao Correio Pc-ulistono:
< No dia 22 do corrate falloceu nesta cidade
D. Amia Joaquina ele Oliveira, natural de S. Paul o.
na vaneada i.lade de 98 toaos; ora atilhada lie
haplismo do celebre gener d Martuu Lopes, o di/aa
pertencer a nina familia outr'ora iiiipurjaute em
S. Paulo-dos Cavalheiros Foi senhorae gran
tubas que lia d'ias eslava em Pololas, aconstdhada do foatuiia, de que em vida dispoz om doacpes a
seus arantes, pois sempm se conservoo solt
b, um autor-i-
V^HM) de saiido da
locero monto po uii-
B de prnopa-
186, om :)' dscus-
rovincias, cojri asde-
ul o ypochia, eom-
lilorib da de Minas-Gc-
o do Janeiro, S Paulo
cao de mu depulado pelo districU), na'fBI e Goyaz, e esia o lerflBPO situado entre os ros
que existe por fallecimento do Dr. Barbosa na Xhamnnd, Amazonas, Ocano Atlntico o os li-
Cunlia. mitos septenlriunaes do imperio.
Foi a contrato que autorsa a coiupanliia Paulista para, res^ijeetos regulando nova mafrlenla especial
1 para escravos, pruhibindu a venda do escravos
om cilao e hasta publica, e autorsando a ex-
traecio de loteras para scu producto ser applica-
do libertario de escravos.
misio sobre
neiro, i'oram declara los
onto os Srs. consolli
-Ivoira Lobo, e Fi aneiseo
groM'Os.Sa\So Lobato.
oram regeados done
saado o governo a reform
armada, o outro a rostabul
tar.
Nacamra dos depnia-los foi iveonlieeio
.ttUdo, \m> r ''.sdete da Minairfieracs, o 8r.
quira l'idre de M
FoKim apprtiv'dos
i) do oi(;ainento de
i); creando dufs n
opiinacoes de Minas
id'endo aquella
Iue tica entro
e Goyaz, e esla o "
15 de Juiho de 1869.
ferro at
por muitos amigos de Krauniclifeldt, que prelen
diaui assim poupar a familia de ser victima do um
ciiiue, para o qual nao poderia navor punicao.
< Foram encontradas duas cartas escripias oa
allemSo, no quaito onde se den o suicidio, Beodo
urna dirigida ao r. Loessl e outra mulher do
uiesmo suicida.
. Consta-nos que na carta dirigida ao Sr. Loessl
fundamenta esso infeliz o terrivel acto que coin-
metleu, solicitando perdi para sua desgraca, o
prolcccio para sua pobre familia.
t Assim te'rminoua vida um dis mais uutavcis
commerciantes de n Msa praca.
* Ha um Dos que lomar contas do autor desta
grande desgraca : a punicao se revelar, como
merecido castigo daquelle que fui o uuieo autor
desle assassinalo moral.
O Cominercial acereteeatt.:
, Logo que se divnlgou a noticia de terse on-
coutrado morto na sua cmara, cujo suicidio se
deu com um banco, o respeitavel e lionra^o com-
merciaiitc desta praca F. E. Krannichreldt, causou
tanta impresso no publico, e mrmente no com-
mercio, quo todas gs ca-as estrangeiras cerraran!
suas portas, acompanhando-as nesta triste homena-
gem ao fallecido, multas lojas do connnercio na-
cional.
i A praca do connnercio, da qual o Sr. kran-
nielifeldl ora presidente, tambem fecliou suas por-
s por tao laraentavel e desgracado aconteci-
meuto.
Em Santa Catliarina fura prorogada por cinco
das a asscmbla legislativa provincial.
Oceupava interinamente o cargo de ebefe de
polica o Dr. Man-el Vieira Tosa, juiz de direito
da comarca de S. Jos.
Alcm do diocesano, acham-se uo Rio de Janeiro
os de Mariana, de Goyaz e o das Ihas Marquetas
na Oceaua, que vai assistir ao Concilio Ecum-
nico.
9
Por portara de 3 de junlio de 1869 foi exone-
rado Francisco Jos de Fivtas do lugar de ama-
nuense do hospital militar provisorio do Andara-
hy, e por portara de 7 do mesino mez nomcado
Temothe Jos de Castro para o substituir.
do
Nessa mesma sesso foi apresontado o segaiate E' do
Iputaoao desta provincia conscia, cotnu
i onviacaqi ao soio da represonlacao
ial, da nocessidade desse mellioramento, e
a polo Exm. Sr. conde de Uacpendy, apro-
oii cmara do6 Srs. depuiados um projecto
de le anioritando e governo A'^deapender at a
anemia do 3,000:009*000 com as obras requera
das pelo porto do l'eriiambuco. li o projecto :
A asamblea geral resol ve :
Vi-t. I." O governo autorisado a mandar
continuar e* concluir por m aiiratos, ou
pelo' moda qte julg-ur mais contenieMe, as obras
do Belhormento do porto do Pernambuco, con-
sHaato envejtcavacocs, levautamcnto e prolonga-
monto do.reejfo, dique da Hba de-Nogueira c ler-
minaoijece
< rt. i* Com estas obras o governo poder
despender dentro do prazo de tres annos al a
quantia de 3,0OO:(jO0-5, sendo l,000:(H)0j annnal-
mente.
< Sala das sessos, 2 de junho de 1869.Au-
gusto F. de Oliveira.J. Alfredo Correa de OIv.h-
ra,Joaqum Pires Machado Portella.Conde de
Baependy.Uch'oa Cavalcanti.Pint de Campos.
Francisco do Reg Barros Brrelo.Joaquim de
Souza Res.Manuel Clomenlino.F.
-Th
DIARIO DE PERNAMBUCO
RECIFf, 15 DE JU.NHO DE 1869.
NOTICIAS DO SUL DO IMPERIO.
patea pola inanliaa- chegou o vapor ioglez
(Midi, trazendo joruaei da curte ale 9, e.da
Ba'.iia at 12 do corronte.
BRFCBUCA DO EQU.VDOR.
Segundo as ultimas noticias desta repblica,
tein-se ella conservado tranquilla depois da insur-
raja !e Guayaquil. Parece, todava, que os Un-
migrados cquatorianos nao descancam, pois curria
ara Quilo que ?e preparava na bniueira neogran-
dina urna oxpedicau Bjpilaneada por dons cabeci-
Ihas do alguma importancia, e camposta na maior
parte de colombianos, com o intento de derribar o
governo de Garca Moreno, o qual reuna activa-
mente Ibrcas para repailir a invasao, que se er
tolerada,;:: nao protegida pelo governo de Bogot.
E' tambem provavel que o general Urbina asylado
no Per, nao dente de aproveitar a primera op-
portunidadu para lancar-se sobre Guayaquil e col-
locar o governo do Quito entre duna fogo<.
Xo mez de abril procedouse om toda a rep-
blica eleieao geral do doputados constitunte, o
foram eleitos os candidatos indicados por Garcia
Moreno.
No dia 20 de maio o eongresso se reuna em
Quito, procedendo se logo a elee) do presidente
provisorio da repblica. Garcia Moreno conti-
uava a declarar que nao aeceitaria es^e cargo
no caso do ser escollado. Nesta hypothese ser
cleito o que elle designar. Fallava-se no general
barquea, commandanie das armas em Guayaquil,
como candidat i provavel.
O Dr. FIDres, ministro do Equador em Lima,
parta brevemente para Washington a lim do to
mar parte, as conferencias que all se bao de
cffectuar para o restabelecimeuto da paz com a
Ilespanha.
O Chile dera por lim seu aentmenlo ao ajuste
celeorado em Lima, nu mez de noveinbro ultimo,
acceiland j a mediaoo americana, e a nomear o
seu plenipotenciario. O do Per ser o coronel
Freir, ministro em Washington.
MVTTO GR0SS0.
Alcancam a 11 de maio as ultimas datas.
O rice-presidente da provincia nomeou intc-
imamento empregados, aos qaaes iucuuibio a re<-
lauraco da alfand !ga de Albuquerque, destruida
pelos parasraayos.
Na noite de i para o daquelle mz consc-
guirain algtins presos da cada de Cuyaba arrom-
ba-la e evadram-se em numero de sote, levando
comsgo a sentinella, soldado do 5' batalbo de ar-
tilharia.
Por acto da prpsidencia ro suspenso o 2.
supplente do juiz municipal da capital que estava
exercendi o cargo de juiz de dreito, e mandado
rcsponsabjlsar por abuso d antoridade.
L-se na oUuatl da ultima data :
O indio guaicur Liuydga, quo com sua co-
mitiva foi assaltado por m lancho paraguayo,
na margem do rio Paraguay, quando anda nossas
fronteiras existiam dominadas pela repblica do
Paraguay, e que, em desaffnrata, aeompanhou o
mesmo lnchao por alguns dias at dar-lhe o as-
saJto, do que rcsultou a morte de toda tripolacao
c o aprisionamento de algumas arlilhai as que
vinhain substituir as que etavam no forte de
Cnimbra. acaba de brindar a S. Exc. o Sr. vice-
presidente com urna bandeira paraguaya e mais
alguns artigos bellicos ; conservando anda em seo
poder, no Nabilcc, as pegas que nao pode remetter.
O mesmo Liuydga solicita deS. Exc. a paten-
to de capilao.de sua tribu por este servico.
< Bata facto conven elucida-lo para conheci-
niento do< nossos Ieilores.
a fono sabem sguaicurs sempre foram in-
migos d is paraguayos.
t Quando em 186V a expedicao do Lpez se
aproximava do forte de Coimbra, urna partida ou
seqnito do capitn Lapagate avisouocommandan-
te do forto, dizendo-lho que os paraguayos vinham
flrigar com os brasileiros, poisajque para all se
aproximavam alguns vapores o muita gente, mas
o comandante parece que nao o acreditou.
Nos combates de 27 e 28 de dezembro alguns
indios dessa tribu pelejaram tambem no. forto de
Combra.
De posse 03 paraguayos de nossas fmnteiraa
nunca so esquecoram os guaycurs de fazer ai
inimigo o mal que estava ao se alcance.
Em Miranda c Nioac sempre soffriam os pa-
raguayos, j as suas rondas, j as cavalhadas,
ebegando mosmo a atacarem o grosso da for^a
invasora.
Liuydga parece ser o substituto de Lapagate,
qie consta ter raorrido.
Do|kis do ataque de 13 de junho, em que foram
os paraguayos derrotados em Gornmb o novo
ccmrmmdantc da tribu guaieurji, Liuydga, apro-
'ximoii saas ondas das margons do '.iraguay.
Foi urna dellas, c em que se arhava, que o
lancho paraguayo sorprendeu, subindo de As-
sumpgao para o*i%rte de Coimbra, c que, esca-
pando quasi lodos, o arompanharam at dar-se
oeca>io propwaip|poJerem-se vingar, o que ef-
fectivainente aconipcou em urna occasio quo
achavan se os paraguayos tjn trra tratando o
rancho.
Ganiodo entio sobro ellos os guaycurs, nao
Por testamento libortou oa uliimos escravos que
possuia, que se encarregai'am de seu enterro.
IUJ UE JAXEUU1.,
N senado, foi lida e mandado imprimir o sc-
guinte projecto do resposti falla do throno :
Senhor 0 senado oiivio eam recou!i:cimento
as palavras proferidas [i ir vossa magestade impe-
rial do alto uo thrunp.
Areunftda SssemV loa geral, sempre grata
para mim, desperta em tolos os Brasileros lison-
jeiras esperanzas : palavras magaannias, dignas
do monarcha que, compenetrado do poder c ellca-
cia de nossas nsiitui-oes. nao se jolga feliz se nao
pola elieidade da patria, iaspiramlo-se na opiniao
esclarecida dos represeutaatea da naco.
t Apreciando, como deve,asiircumstanciaspon-
erosas que mais do que nunca reelamam o auxi-
lio das luzes c patriotismo da asseniMa geral, o
senado se desvelar qnanto em si couber por cor
responder com fervor c loaldade confianca
thesouro e s esporaueas dos Brasileiros.
< Viva satislaco senlo.o senado ao annunciar-
Ihevossa magestade imperial que atnnquillidade pu-
blica permanece inalteravel, graeas boa ndole de
nossos coucidados, scu a or Justina o re>peno
s leis ; e espera nao ser perturbado estado tao
lisonjeu'o pelo milito que confia na proteccao Di-
vina, jamis negada s soledades cuja adiniuis-
tra^ao ve na juslica o primeiro e o mais sagrado
de seus deveres.
As relacoes amigaves do imperio com os go-
vernos das aeoes estrangeiras constituem uin bem
nestinnvel, por quo a paz necessidade indeclina-
vel da civilUacao, ossencial a Uidos os governos e
a todos os novas. Descontiecido, infelizmente, este
principio pelo governo do Paraguay, o senado exul-
ta do Jnbilio na consideeaeio que a guerra, provo-
cada |ielo presidente Lope:, prosegue com honra e
gloria para o Brasil e para os nossos alliados.
A msso especial acouselliada pela nova phasc
em que entraram as operacoes militares, depois de
oceupada a capital do inimigo, e confiada ao mi-
nistro c secretario de oslado dos negocio* estran-'
geiros, acredita o senado, conseguir manifestar
mais una vez ao mundo civilisado a pureza de in-
teneoes, e espirito de instiga o lealdade, que tem
eonstantauate anma'io o governo de sua magos-
tado imperial, sempre solcito em manter coin os
estados limitrodies as menores relagoes de boa vi-
siuhanca.
A homeacao de sua alteza o marechal de cxei1-
cito conde d'Eu, muto amado e pregado genro de
vossa magostado imperial, para commaiidar as for-
jas brasileiras, anda c\irj lestcmuuho de .-oli-
citade que mais identifica a dymnaslia coin a na-
cao. Espera vossa magaajade imperial que o Ilus-
tre general ha de brevemente conduzir ultima
victoria os valcntes soldis do Brasil. O senado
compraz-so em aseociar-se cordoalmente a estas
gratas quo bem fundadas esperancas.
Causaram admiracao ao senado, mas nao o
sorprehouderam, a constancia c herosmo dos vo-
luntarios da patria, da guarda nacional, do exerci-
to e da armada, tao justamente apreciados por vos-
sa magestade imperial, constancia e herosmo su-
periores s vicisitudes inris crueisi resistencia do
uomem e aos obstculos da natureza.
"Estes bravos, diversos, apenas pelas denomma-
cocs com que se apresenti rain no theatro da guer-
ra, ergueram-se do seio do um povo entregue ex-
clusvamenta ao trabalho de que foi deportado
quando o estrangeiro ousou descouhecer-Ihe os
brios c offeuder-lhe a honra c dgnidade.
'< O senado comparte o jnthusiasmo excitado em
todos os coraces brasile::os pela marcha adttira-
vel do Ghaco e os gloriosos combates de Ilororo,
Avahy c Lomas Valeutina?, mantestnooes esplen-
didas, assim da disciplina e bravura de nossas tro-
pas e das alliadas, como d i pericia e intrepidez dos
generaos que as commandaram ; e moflo se or-
gulha .10 lembrar-so que a frente de tao insignes
generaos se achava cntao um do scus membros
mais Ilustres.
A gloria destas memoravois jornadas est an
da patente na grandeza do seus resultados: a pro-
vincia de Matto-Grosso ficou livre da invasao pa-
raguaya, o inimigo j nao pisa o territ >rio brasi-
leiro, nossa esquadra domina as aguas do Paran
e do Paraguay ; santas e patriticas alegras, es-
perancas lisonjoiras de paz honrosa, nico alvo de
tantos o tamanh. ssacrilidos. 0 Brasil nao presa
a torca se nao como garanta do direito.
senado acompanha a vossa magestade impe-
rial em scu profundo uez.tr pela morte de tautos
bra-ileiros, entre os quaes sobresahem alguns do
nossas mais distinctos olllciaes, e reconhece com
vossa magestade que a dedicacao e afierro qu mos
traram aos doveres da h nra militar recouimen-
dam-lhes a memoria grttido nacional.
o incremento das rendas publicas, apezar das
causas qu poderiam cmpecer-lhe u progresso,
sobremodo agradavol ao senado, por quo indica ac-
tividadedo trabalho, Ue eavolvimento Uaindistria,
confianza do nacionaes e estrangeiro3 as breas
productivas Uo paiz, e contribue efflcazmente para
a solucao de um dos mais importantes problemas
da actuafidade: prover d >s meios de satisfazer aos
empenhos j contrahidos pelo estado e as despezas
extraordinarias exigidas pelo servico da guerra.
Sao do certo necesidades ha milito sentidas,
entre oulras o a que urge af.ender, a reforma elei-
toral, o melnoramento da adminstraQo da justica,
nova orgamsacao municipal c da guarda nacional,
e bem assim urna le do recrutamento, e nm cdi-
go penal e de processo militar. O senado nao he-
sitar em prestar o apoio de sua boa vontade, Con-
sultando as licoes da experiencia, a quaesqnor me-
didas que, no "intuito de garantir o direito do cida-
do e os interesses do ser rico publico, forem suo-
mettidas sua considerado.
Senhr I A plena conllanca que vossa mages-
tade imperial deposita na assembla geral penhora
em extremo a gratido d) senado. Corresponder
a essa conlianca um dever de pairiotismo e leal-
dade. O senado cumprir religiosamente e?se da
ver cooperando qnanto ciii si couber para que, su-
peradas as diffir.uldades lo presente, seja attingido
o alvo dos desvellos incessantesdo vossa magestade
i nperialfirmar em solidas, bases o futuro ei graa-
decimento de nossa patrh.
O senado imitar o cxcmplo de dedicacao que
vossa magestade imperial d constantemente a to-
dos os Brasileiros.
Sala da comraissoe-. do senado, S de junho do
!86!*.r Baraode S. Lov.renQO,Firmtno Rodrigues
Silva.
Depois de largo debato entre os Srs. senadores
Fuado, barau dcMuritibs e Octaviano, foi regei-
tado um requerimento do Sr. Furtado pedindo In-
forma (des sobre os meiii de qne dispoe o exer-
cito para comba ter, e qual o motivo de se nao te-
rcio j comecado as opei-ajcs.
Foi regeitado por 19 votos contra 16, o pare-
cer de commisso que reconhecia senador pelo
Rio Grande do Norte, ao conselheiro Salle* Tor-
res Homem, votando contra 03 Srs. Zacaras, ba-
ro de Cotigpe, barao do Bom Retiro, Almefda c
Albnquerqe, Dias Vieira, Fonseca, Jobim, vis-
conde do s. Vicente, Dantas, Nuncs Goncalves,
Chichorro, Queiroz, Furttdo, Sinimb, Paranagu,
Fernandos Torres. Nabujo, Cttoni e P'inpu, e a
favor os Srs. Octaviano visconde de Sapucahy,
marqiiez de Olinda, baro das TresJBarras, baro
dn Muritiba, bar>i de Inna, bartrde Pirapama,
baro de S. Lourenco, Diniz, S.nza Franco, Car-
neiro de Campos, Mendvs dos Santos, Silveira da
Motta, Da< de Carvalho, Teixeira de Souza e vis
comiede Snassuna, tend) iiixnio ue comparecer
os Srs. bara i de Antonina, bari de Maroini, ba-
ro do Rio Granda, dnque de Caxias, Rodrigues
Silva, Marra e visconde de Itaborahy.
Tendo sido appravado, os parecer de com-
requerimento assiguado por cento. e sete depu-
lados:
Ropieremos que se lusira na acta um voto de
folciuicoo roconhecinieto da cmara dos dopu-
tados ao exereilo e armada, voluntarios da patria
e guardas nacionaes, generaos do mar e trra c
ao inclyto duque de Caxia-, que com tanta proli-
eiencia'e valor os dirigi aos diversos campos de
combale, on^k alcanzaran) para a patria, gloria
immorredoura; e para si renome e a gratido do
paiz. >
Deixou a cmara de funecionar no dia 3, por
er rerebido a noticia olucial do pa Esputado, pelo Rio Grande do Sul, Dr. Joo Jacin-
tho de Mrndonca.
* Escreven no Jornal do Comnertfo da corte:
Tendo aftnxl oblido os recursos que osperava
a eommissao enearregada da exploraelo dessa en-
trada, parti doGuarapuava no 1 de maio. Na l-
tima data, 6 de maio, achava-se j a expedicao a
23 kilmetros de Gtrarapuava em direccao Cor-
redeira do Ferro no Baixo-Ivahy. E^era o en-
jenbeiro Antonio Reboucas, que dirige esta ex-
peilifao, chegar em novombro s mrgeus do
Ivahy.
O vapor inglcz Magetlan, da linha do Pacifico
"em viagetn de Montevideo para o Rio de Janeiro,
soffieu um desarranjo na machina, pelo que tem
de demorarse nesse por alguns dias.
Lemos no Diario ^io :
Sua Alteza, o Sr. principe, marechal do exercito
e eommandante em chee, manda publicar as'dis-
posice? e oecurrendas abaixo transcriptas, para
conhecimento do exercito o sua devida execuco.
t Ficam organisados os eorpos de excrcitos do
segunie modo :
t 1" carpo.
t O i" corpo se compor das 1* e 3' divisos de
cavallarla^e da 2" de infamara.
a* corpo.
t O 2 corpo se formar das 2" c i' divisos de
cavallarta.e-da i" di iniantara.
As divisos do cavallaria ficam assim com-
postas :
t A i'/das brigadas 4\fa c 9*.
A', das3vV, 6"el0\
A 3", das i 5* e 8'.
A 4*, das brigadas que se acharo em Agua-
PeftV-'
As divsOes de infamara do seguintc modo :
A i, das brigadas, 1", 3', 4, 5 e 103.
A 2', das 2\ 6*. 7', 8- e 9*.
Os eorpos de artilbaria nao per^rtcero a ne-
nhum dos eorpos do exercito, sendo todos inclui-
dos na brigada desta arma que fica directamente
subordinada a esto commaudo em chefe, assim
como o batalbo Ue engenheiros, eorpos de ponto
neiros e d transporte.
t Fiat organisado o 36' corpo do voluntnos,
que ser cmninandado polo Sr. major Francisco
Manee) da Cunha Jnior, devendo sor de preferen-
cia formado de officiaes e prac,as de sua primitiva
organi'Tiejo.
03J balalho de infantaria passa a fazer par-
teda 6a brigada, e o novo 36 corpo de voluntarios
da 3\ #
t Em ordemdo da do 18 do mez passado, Sua
Alteza fez as seguinies nomeacoes :
Do Exm. Sr. brigadeiro Jos* Lui*Monna B r-
reto, para commandar ioterinamenn o Io corpo
de exercito.
. Do coronel Herc.ulano Sanchos da Silva Pedra
para commandar a diviso provisoria que ora fica
creada o composta das brigadas 2' e 6' do infan-
taria. ....
Do coronel Manoel da Cunha Wanderley Lins,
para commandar a 4* brigada de infantaria. -
Do major Joao Baptista Barrlo Leite, para
commandar o deposito que so tem de formar de
recrutas que forem chegando d Brasjl ; devendo
esto deposito funecionar era Assumpco c iicar su-
jeito ao commando geral.
Eis as noticias commerciaes da ultima data :
lneluind-se iransaegoes em cambio efectua-
das hoje, pequeas sjbro Londres a 18 3/i e 18 '/|
papel particular, e menos quo regulares sobre
Franca de 5.o a 522 e a uio re. por franco, som-
mam as operacoes em cambio para o paquete in-
glez Oneida :
Sobre Londres corea do 333.000 a 18 */,
18 y c 18 d. papM bancario, e 18 / 18'/:, 18
de Aguar.
ro da Silva.
sumir que, assiguado por una deputa-
ENGLISH BAI5S OF RIO DE JANEIRO liMJTED.
CA1UTAL SUBSCniPTO 1,000:000 KM 50,000 ACOOtS
DE Se 20 CADA UMA.
Com /o'itldade de ser augnuntado
dkPrtAl HE.aisAix) 500,000
*VJ* do banco, 13, S. uek.it Place Bishopgate
Street, Londou, E. (.'.
Succcssores j>o- ilio de Janeiro e em Pernajubuco
Ageneja em Lisboa, no Pqr''> "a Babia.
Saca sobre o Brasil e Portugal.tncarrega-se
da compra de fundos, de recelier dividendos, de
negociar o procurar letras de cambio, e de outro
qualqtior negoci bancal
Hecebem-se as suecursa-'s deposites a juros
por praso fi.xo, cujas c-indicoes vista se iwdeui
ajustar.

Londr

1 ilc 186'J.
frenrge T. i
Geergt A. ti. olt,
Directores.
Juhn Ymng,.
John Silva,
Charles Hennj Nobte,
Ftseaes.
'/, -48 '/4 e 18 >/g d. papel particular.
Sobre Franca cerca de fr. 1,330,000 aos ex-
tremos do 314 a 323 rs. por franco.
Sobro Portugal vigorou o premio da tabella
que demos na nossa Revista de hoiitem.
Vendern) so hoje lotes reaolares i i sobera-
nos a 1:1I50 e 13*160 a dtnhciro.
Negocaram-so hojo pequeos lotes do apob-
ces geraes de C % a 83 '/a /o. e das do empresti-
mo nacional de 18>8 a 484 Ue piernio.
Venderam-so hoje 100 aeros do banco do
Brasil a 170/e 177, e 48 ditas dacompanhia de
seguros Pideiidade a 13 de premio.
DesconUirain-so hoje soinmas regulares em
letras de Santos a 6 /? ao auno. A taxa do des-
cont no banco do Brasil contina a 0 %. >
A alfandega da corte rendeu do 1 a b do
correle 7'JO: 127*5 >70 rs.
BAHA.
Encerrarain-so no da 11 do corrento os traba-
Ihos da assemblca provincial. Nos ultaaos das
houve grande assuad? por quem oceupava as ga-
lera*, com o lim de insultar os depntados gover-
nisUis,em miona, que profligavan com vigor os
desmandos das transactas adiniaistracdesprogres-
slstas
Depois de encerrados os trabalaos, o deputado
Joo Dantas, presidente da assemblca, foi victoria-
do pelas galeras, bem como seus collegas da maio-
ria, sendo apupados os membros da minora.
Bendo o presidente da provincia devolvido o
ornamento proviueial assembla, com 33 razoes
justificativas do seu acto, esta approvou-o por
dous tercos dos membros presentes, sem atlender
ao que expozera a presidencia.
No sorto do Curralinho j haviachovido
bem, animando os lavradures.
O cambio regulava : sobro Londres 18 '/ a
18 >/4 d., sobro Pars JiO rs.
cao que tanto pesa'na batanen poltica do paiz, esso
projecto passe, escudado no direito que tem Per-
nambuco esse raelhoramento, vsio como nao
pequea a parte com que esta provincia concorre
para o orcamento do imperio, sem qu&jsi nenhum
proveito para si ; e bem assim que os represen-
tantes de Pernambuco na cmara vitalicia nao des-
curein esse projecto, cuja realisa^o Ihe abre as
portas a um futuro immenso.
Tem-se escripia tanto e to ^repetidas vezes so-
bre as vantagens que de ve offerecer o porto de
Pernambuco, depois desse melhorado, ao navegan-
te, que passa na sua altura, para os msteres pro-
prios da vida martima, que lora onfadonho repe-
t-lO.
A questo desse mclhoraniento de summa im
portancia ; e esta provincia almeja tanto ve-la
resolvda salisfactoriamente e no mais curto prazo
possivel, quanto inaior c o seu desojo de se por na
vanguarda do commercio brasleiro, para o que a
natureza deu-lhe proporgSes e capacidatle, tazen-
do-a rica* e laboriosa, e avancando-a pelo mar
como para ir conquistar a visita daquelles quo
suliam o ocano attlantco.
Apresentado o projecto, resta que a deputasao
de Pernambuco insista para qne elle passe, com
aquella energa que sempre caracterisou os depu-
tados pernai i I ni canos.
BISPOS.Por aviso do 8 do corrente, foi com-
municado a S. Exc Rvm. o Sr. D. Francisco Car-
doso Ayres, que S. M. o Imperador Ihe concede
licenca para dexar sua docese, e ir Roma to-
mar parte no concilio ecumnico de 8 de dezembr
prximo.
Com esse destino j se achavam reunidos na
corte, os Exins. e Rvms. diocesanos de Marianna,
do Goyaz e das lhas Mauricias.
JURY DO RECIFE.O trbunaLquo funeciona
em 2' sessao annua sol) a presidencia do Sr. Dr.
Joaquim Jos de Miranda, supplente da 1" vara de
direito, attralno bontem um ereseido numero de
espectadores que esperavam assistir Lngos de-
bates na causa, que se fez de certo modo celebre,
em que ha mais de um anno, figuram como auto-
res Abren & Veras e reo o seu ex-caxeiro e pro-
curador Salva lor Baptista Nunes Barbosa.
Amplamente discutida varias questoes, tocantes
organisaco do processo, suscitou-se aos auto-
res a nobre deia de fazerem por sua parte desis-
tencia da aeco, attribuindo a competencia do
ministerio publico.
Bem recebida do publico como um acto de
louvavel generosidado, foi a desistencia julgada
por sentenca, requerendo e obtendo o Sr. Dr. pro
motor publico que, visto estar a hora longamente
adiantada, fosse adiado para hoje ojulgumenlo fi-
nal em que Ihe cabera sustentar a aecusacao.
Foram advogados por parte dos queixosos o Sr.
Dr. Antero Manoel de Medeiros Furtado e por par-
te da lefeza o Sr. Dr. Dr. Francisco Leopoldiuo
de Gusmo Lobo.
DINHE1R0O vapor inglez Oneida trouxe as
seguintes quantias para : ^^
London and Brasilian Bank. 150:000a
Johnstnn Pater & C......{VI*
Lehmahn frres.......15:0005
C. A. Sodr da Motta ... JA***
Augusto F. de Oliveira & C, 2.000 *
Es ropa 3,000 em ouro.
PARA A EUROPA bordo desse vapor se-
guiram hontem 280 passageiros, dos quaes 13 re-
cebidos no nosso porto. Entre elles achavam-se
os Exms. Srs. visconde de Jequilnhonha c conse-
lheiro J. F. de Castilho.
PASSAMENTO.Deu hontem alma ao Creador
o Sr. Jos Francisco Brandan, capito do 2o bata-
lbo de infamara da guarda nacional do Recife.
F. z-lhe as honras militares urna guarda do sen
balalho.
' A' POLICA. Pedem-nos apublieaco do se-
gunte :
Hontem no trem das 7 horas, um pa que vinha na 2* ordem da inachabomba, soffren
urna contuso sobre o olho, proveniente de urna
pedrada que na estaco do Caminho Novo, partir
ra de um pequeo grupo que se achava fronteiro
a casa n. 64 ; felizmente apenas ferira o individuo
sem causar-lhe maior damno.
Ao Illm. Sr. Dr. Cnefedo polica supplica-se pro-
videncias, mandando recommendar a polica des-
ses lugares prximos, maior vigilancia sobre os
que gostain de so divertir com os males alheios,
mesmo porque j nao a primera vez que tem
sido atirado subre os wagons, projectis e punha-
dos de areia etc. ,
TRANSFERENCIA.-O leilo do patacho inglez
Eliza 4 Jane, no porto do Cabedello, annunciado
para o dia 16 do corrente, lica transferido al novo
aviso.
LOTERA.A que se acha a venda a 110.*,
beneficio da matriz de S. Lourenco da Matta, que
corro no da 19.
PASSAGEIROSDo vapor inglez Oneida para
esta provincia -.Padre Carlos 'Caccia, Amonto da
Costa o S, William White Broad.
Em transito 167.
Do vapor brasleiro Coruripe, sabidos para
Mamanguapo
Joo Rapozo de Souza, Francisco Luz Martifis
Pereira. Manoel M. Ferreira, sua senhora e2 afi-
thados. Manoel Joaquim Vieira PexOto, Joaquim
Adolpho Polycarpo de Oliveira, Anna Joaquina
Soarcs da Silva e um neta.
Sabidos no vapor inglez Oneida para os por-
tos da Europa ;
John C. Doyle, Henry Vogelcy, Francisco Anto-
jo Pereira Pinto de Sena, Eugenio Pcliorce, Gre-
RK'.ATORIO.
Tem a direccao milito pfazer em a presentar aos
accionistas o balance junto, mostrando o activo e
passvo do banco e a conta de ganbos e perdas re-
lativa ao-auno linaucial, lindo em 28 de fevereiro
prximo passado.
_Os lucros de todo o anno somniam 90,0068
1, de que ha de doduzir o rebate dos juros as
letras e saques por vencer, e todas as despezas da
sede o da suecursaes do Rio do Janeiro e Per-
nambuco, ficandojcomo lucro liquido 63,9568
II, em que entra- um saldo de 2,07148
quo vem do anno antecedente.
Pagou-se em novembro, prximo passado um
dividendo de 8 shillings por aeco, importando em
it 20,00000; recommendamos agora que se
divida outra igual soinma em 9 de junho que vem
prefazendo um dividendo em todo o anno de 16
shillings por aeco ou 8 n sobre o capital reali-
sado do banco, lvres de imposto.
agradavol para os directores poderem recom-
mendar esta applcaco de urna parte dos lucros,
depois de ha ver passado 'i 20,60277 conta de
depreeiacao do capital, para elevar a soturna da-
quella conta a 120,10397, equivalente ao to-
tal da depreeiacao que o capital do banco, empre-
gados no Brasil", ha soffi ido, calculada a dilTorenca
entre 27 d. por 1000, par do cambio pelo qual
se deu o valor ;o activo o passivo, e 18 1/2 d., la
xa regular all data de fechar estas conlas.
Depois de prover para o dividendo j pago, para
a nova depreeiacao do capital e para o dividendo
que agora so leeommenda, ica, para ser trenspor-
tado ao crdito da conta de gauhos e perdas, um
saldo do 5,35414.
O negocio do banco continua a progredir satis-
factoriamente e o activo do inelbor carcter.
A dirceco deseja lembrar com satisfaco o zelo
e habilidade dos gerentes e mais membros da sede
e das suecursaes. '
Os directores que, segundo as disposigocs dos
estatutos, dcixam scus cargos nesta occasio, sao
os S<*s. Artbur Bernard White e W." Bevan :
ambos, sendo el'givois, se oflbreccm para a re-cle-
co.
Tem a assembla de nomear fiscaes para sorvi-
rcm nos doze mezes que se seguem.
13, St. Helen's Place E. C.
10 de maio de 1869.
PLIMOMS A PEDIDO.
Unglish Bank of Rio de Janeiro
Muted.
-lcfi'co e fttsivo em 28 de fevereiro de 1869.
VTiVO.
9
o.
Dinheiro nos
banqueiros
eemcaixa. 286,034 19 /
Letras a reco-
ber era car-
aira e de-
postadas
nos banquei-
ros da cora-
panha.... 1,430:010 19 2
Outrosdividas
activas e sal-
do dos deve- ______ _
dores...... 473,482 8 3 l,92o,499 7 o
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
ASSEMBLA PROVINCIAL. Na sessao de
hontem, votada a urgencia sobre a discusso
Uo parecer, apresentado pela eommissao enearre-
gada de examinar os estabelecimentos cargo da
Santa Casa, occnpou a attencab da casa em op-
posico a esic parecer o Sr. Lopes Machado, e fl-
cou a discusso adiada.
Foi lido pelo Io secretario, um offlcio do secre-
tario do governo, remetiendo a portara da presi-
dencia, prorogando a assscmbla ate o dia 16 do
corrente.
Foi lida e approvada a redaeco do projecto de
orcamento provincial con) urna amenda.
Continuando a 2' diseussao do projeejo de for-
Qa policial, oceuparam a tribuna os Srs. Gaspar
Drummond, Amara I p Mello, Ermiro Coutinlm e
Hisbello, e foi approvado um projecto substitutivo
reduzindo a forcea a 400 pracas, dispensado o in-
tersticio requerimento do Sr. Ajniinio Tavares.
Approvou em 3* discusso o projecto n. 84.
Approvou mais em 3' dir.cusr) o projecto n.
84 que corrige urna falta que se dou na le n. 854
deste anno, c em 1* o do n. 83 que concede um
anno do tcenla ao nrofessor do gymnaeio Fellippe
Menna Callado da roncera.
A ordem do dia para a sessao de hojo a 3'
discusso do projecto de fixaco do forca, 2* dis-
cusso do de n. 83.
PORTO DE PERNAMBUCO.-F nalmente pare-
ce que ter nm resultado a questiio tantas vezes
protelaila do melhorametito do noswo porto.
nio ..
gorio Paes do Ainaral, Manoel los Dantas, Manoel
Joaquim Lopes de Azevedo, Antonio Alberto de
Souza Aguar, Manoel Martins da SHva, F. H
Caris, Feorcnzano Baazi e seu filho e Joo Antonio
Machado.
CEMITERIO PUBLICO.Obtuario do dia 11 de
junho de 1869.
Joaquim Correa de Araujo, Pernambuco, 59 an-
nos casado, S. Lourenco da Malta, pneumona.
Antonio, Pernaubsico, 2 mezes, Santo Antonio ;
tumor.
Carolina, Pernambueov6 mezes, Santo Antonio ;
tosse.
Amalia. Pernambuco, 3 annos, S. Jos; conges-
to cerebral.
Alexandrina, Pernambuco, 20 annos, Recife ;
convuls5es.
Martinha, Pernambuco, 13 annos, S. Jos ; phty-
sica.
Francisco Antonio Rodrigues, Rio de Janeiro, 45
annos, solteiro, Santo Antonio; congeslo cere-
bral.
Pedro Manoel, Rio-Grande do Norte, 50 annos,
solteiro, Boa vista ; gastro intente.
12
Pedro Jos Pereira, Paraguay, 23 annos, solteiro,
S. Jos ; phtysica.
Raymnndo, Pernambuco, 30 annos, Recife ; fe-
bre maligna.
- 13-
Fortunato, Pernambuco, 6 annos, S. Jos ; teta-
no pulmonar.
Banco inglez do Rio de
neiro.
Deva em 24 de maio reunir-se em
assembla geral dos accionistas do Crgl
of Rio de Janeiro (lunited) para a disaue^^^B-
cao do relatorio o contas da gerencia > direccao
no anno econmico Ando em 28 de Janeiro ultimo
e para a elmco de dons directores em subsliiui-
co dos que, segundo o estatuto, teera de sahir da
d.reccao, pudendo, porm ser reeleitos, c dos mem-
bros do con elho fiscal.
Damos em seguida o relatorio da direccao ;
2,211:544 7 0
d:
500,000 0 0
PASSIVO.
Capital
Autorisado em 30,000 accjjes de
20 cada urna, com faculdade de
seraugmentado 1,000:000 0 0
Capital reahsado 10 por aeco
Dividas passivas
Quantia que
se deve por
contas cor-
rentes e de-
psitos.... 843,101 9 9
Letras a pagar
e oulras di-
vidas passi-
vas o saldos
endone... 1,017^1 i 3 1,360:630 il
Depreeiacao do
capital
Soinma em
res e r v a
conforme o
balanco de
29 de'feve- .
rer o de
1868...... 09:603 2 0
E mais trans-
fer i do d a
conta de ga-
nhos e per
das para le-
var a soinma
desta conta
ao equiva-
lente da de-
preeiacao da
moeda do
Bra-il al es-
ta data na
parte do ca-
pital alien-
pregado...
Rebato dus juros as
saques por vencer.........
Ganhos e perdas conforme a
conta abaixo..............
20,602 7 7 120,503 9 7
letras o
5,024
23.354
4 11
2,211:534
0
Divida passivas cin
gociadas.........
letras ne-
68,128 1 3
Conta de ganhos a perdas do anno findo em 28 de
fevereiro de 1869.
DEVE.
A despezas geraes na sede c
as provincias do Rio de
Janeiro e Pernambuco, in-
cluindo a remunerara,}
aos directores.....:
A dividendo por conta, pago
pelo semestre findo em31
de agosto de 1868......
A deprecelo do capital,
somma transferida para
fazer face d-preciago
do capital empregado no
Brasil................. 20,604
A rebate dos juros as le-
tras e saques por vencer.
A saldo levado a baixo
(1.
21,096 18 II
f2d|00
5,024
25,334
0
11
4
1IAVEII.
De saldo a 29 de fevereiro
de 1848...............
De lucros totaes em Lon-
dres, no Rio de Janeiro e
em Pernambuco, abaten-
do os juros do depsitos,
dividas mal paradas, etc.
92,077 12 9
====== -==
d.
s.
2,071
8
90,006 8 I
92,077 12
a%3N
1
Saldo que vem de cima..
Examinamos os extractos das contas transmutlas
das suri-ursaes do Rio de Janeiro e de Pernam-
buco, ruja correera atiesta ta pelos respecti-
vos fiscaes, e tambem os livros e as contas da
sede om Londres, o acharaos o batanen e a con-
ta V ganhos e perdas qne va cima correcta-
mente formados om conformidade com elles. O
capital empregado nos suecursaes apparece na"
contas a 27 d. par do cambio como d'anle mas
a reserva que se tinha feto e mais a soimna de
20,602 7 s. 7 d. tirada este anno da conta de
ganhos e perdas cobre a depreeiacao daquelle
capital, tomand o cambio a 18 1/3 taxa regu-
lar na data quando lecharan) aa contas. Os lu-
cros as suecursaes pelo anno que passou foi
tomado pelo cambio corrente na data em qne as
contas foram fechadas.
Confrontaeo expiatoria.
Devora autorisar coin o meu silencio todos os
proposito.- doffaniptorios, qua o Sr. Joaquim Fran-
cisco deliberadamente faz correr contra mim de
um modo lu-jawcente eiujnrn.
Tenho sido ndifforente a todos os. sens ataques,
lenho-me vencido por muto lemp".
Vendo o abandonar-se aos movmentos descon-
certados que o flzeram desconbecer do publico ;
deixei-o entregue a suas perturbacoes de espirito ;
leudo seu cartel de injurias, nao comparec ; dei-
xei-o ficar rxposto aos olhares da vulgo na attitu-
de obscena de um athleta. fazendo impdicos des-
afos.
Ass6mlirava-me a deia de de-enrolar a soa e
minha vida, rcvidvendo as cinzas de seu pai.
Procurou ltimamente denegrir esees actos de
moderaco o prudencia, obscurecendo es verda-
deros motivos do silencio que tenho guardado.
Eu Ihe concedera todas essas vautagens.
Tinha sido meaoado com unas cartas, em que
Ihe fazia intimas confidencias de amizade; e nao
quera por forma alguma que fossem trazdas a luz
da pnblicdade. Tinha una mordaza, e comprc-
heudendo a astuciosa arrogancia com que ello
abusava Ue minha paciencia e da crednldade pu-
blica : deixava-o representar sua larca, mas elle
ganhandi com sso cada vez mais ousada, chegou
ao ponto de querer expor-me ao despreso publico,
fa/endo-nio considerar como uin desees misera-
ves,que,es(|uecidosdo beneficio da caridade, cos-
pem a mao piedosa, que os tem alimentado : e em
una espolie da allueinaco,esqueceudo-se de qnem
, chaniou-me ingrato I Tinha ebegado ao cu-
mulo da affronta!
Todos os ineus estmulos se excitaran) a um
e ipo.
Nao pude mais resistir ; abandonaram-mc as
forens ; nao posso entregar-iue a um supplici-:
desta natureza ; devo purificar-me dessa mancha.
Vou revelar as agonas com que me tem op-
prmido.
Vi ti abafar os gritos dilaccranb-3 do men ag-
gressor.
Arremcssado a mim com lamanha furia, tefe
despedacar-sc!
_ E'le, que perdeu a cabeca as dsposcSes do
tao inconsiderado ataque, prepare-se para re-
ceber todo o pezo da defeza.
Bem a meu pozar vou entrar na exposico dos
tactos, despersos no curso de minha vida, que li-
gados enlro'si e comparados com a conducta do Sr.
Dr. Joaquim Francisco, devera decidir do conceito
que dora vanle tem de merecer de seus coucida-
dos : Prepare-so para ouvir-n.e.
E' preciso quo as provas tirada; de-minha con-
ducta s-jaiu reforcadas pelas provas que me for-
nece a conducta do meu aggresso.
Antes de entrar nessa expoMco permitta-se-mo
lembrar a causa, que deu origen) ^.presente dis-
cusso. Foi a interpellaco que Ihe fiz em termos
pulidos sobre sua poltica em Nazarelh.
Seus modos cram to ingenuos.. .sua lingnagei
to simples..., que o inimigo implacavel le hon-
tem c o amigo de hoje, quas que se confundan!,
em ambiguidades sobre as vantagens de um ou
outro basto l...
A minha interpellaco, assim concebida obri-
gott-o recuar do meio da ponte, e a renunciar
vrente basto do partido conservador com tod -
os seus direilos heridiiarios I
Foi o que den lugar a toda essa irrtaao, quo
escandece seu espirito.
Dahi nasreu essa discusso, que o Sr. Joaquim
Francisco julgou conveniente colloca-la no terre-
no odioso e pessoal, para o qual me citou em ter-
mos to ncivis e indecorosos.
Assim fui amistado ao campo da>defeza em que
venbo collocar-me com toda lirmesa e disposto a
uzar do toda a superioridade de minbas Torcas.
Para bem defsnder-me sou obrigado a dizer tu-
d i. para que ludo se saiba e tudo seja julgado I
O meu aggressor animado pelo rece, eme mos-
trei de qu'' i'ossem publicadas as cartas, de que
acha-se de posse, recoio, que mosire francamente
a um amigo commum, julgou-se tao forte, usando
daquella arma, que atreveu-sca aggredir-me sem
mais resarvas ; e to certo estava de que poda
ferir-nie a seu salvo, que nao exitou em injuriar-
me peranle o publico com o epilheto afrentoso j
vil comensal, famlico ingrato.
Reclamar com todas as foicas para o Sr. Dr.
Joaquim Francisco a palma dos sens triuinph)^,
o titulo que tanto o enobrecc, adquirido a ensta
dos sacrificios de sua dignidade, honra e brios,
direitos, queNiingiiem I be pode disputar, e eu ja-
masquizera uznrpa-Ios, o ponto capital de minha
deffeza.
Mostrar que nunca estive em circunstancias do
ser alimentado por ninguem, c que com os meus
poucos recursos lenho prestado soccorros do toda
natureza ao Sr. Dr. Joaquim Francisco, e .nra dos
lins a que me proponho como coudico principal
da niesina defeza.
Recordando-mo os lempos de minha ir.fanria e
esperaneo>a mocidade, inclrao-nie com respeito
diante da lembranra doaffectuoso prenle, quo suf-
prindo os paternaes cuidados de minha ednraeao
ne.sia cidade, encarregou se depois do dar direccao
conveniente aos meus negocios,e de guiar os meas
primeiros pueo* na carreira da vida, em falta da-
quelle a quem devo minha existencia.
Nesse lempo onvi os primeiros vagidos do mea
aggres>or, cubria-nos o mesmo tocto, c em diffe-
rentes dados croseiamos moma som ra. Ouvi
os preceitos quo me diclava seu pai, autoris; d
pela experiencia e pela pralica da mais pura e sai
moral ; c anda hoje me curvo com verdadera
suimissao filia!, nuvindo o nenie que trazo re-
presenta na sociedade o Sr. Dr. Joaquim Frani. -
co Ue Mello (iivalcanli.
Meu lio foi,pois, meu tutor natural, c nesta trua-
lidado governava meus bens o cuidava de minha
educado. Nunca fui rico, mas nunca me falta
rain os meios necessarios de subsistencia ; nunca
precisei de receorrer a earidade estranha, e muto
menos a do prximo prente quo consideron-mo
sempre como scu lilho. Achei-inc as eoadtoocs
em que so tan adiado todos aquelles que perdeui
muto redo o sen apoio natural. Tive um tu-
tor, c aquello tutor nunca passaria pela deia do
que seu filho tiria hoje exnnr-me aos olhns d
publico, como um desses nfelizes que poi- Ihe fal-
la rem todos os recursos da vida acceitam a can-
dado de comcrcma mesa de um bemfeitor I
Mu coutava apenas 13 anuos de dade, quai. I
meu pai nianduu-me para esta cidade seguir os
meus esludos. Nao ha viain nessa poca collegi<>s ;
e era pratica acecharon) os prenles e correspon-
dentes os mocos que vinham edocar-M nesta capi-
tal ; mnilos conhec at de provincias estranbas
hospedados em casa dos seus Correspondentes, (i
pai do Sr. Joaqnim Francisco era meu lio o cor-
res|>ondente de meu pai. Restas comcoes que
eu fui recebido em sua casa; depois morreu nieu
pai e elle eonlmu"U a dirigir os nossos negocios o
a minha educaco -l que fui para Olinda con-
cluir os nieus preparatorios.
J se v, pois, que devendo muito a memona
de meu to, nao recebi dello oses actos de cari-
dade que humilnam e ab3tem amelles que os ac-
eeitam.
Os beneflcios que recebi, nao mp deixam hnmi-
Ihado, n modo por que foram indicado que rebni-
xao men aggressor,o qual abrndo de par em par
as portas de seu cura cao deixou ler uelle quaes os
senlimentos que o dominara I...
Se outros fos>em; em vez de lancar-mo em re-
to o zelo e cuidado com que seu pai Uoem|eiih- m
o encargo de tutor, s abrira espaco a urna di-
eus-o em termos que fossenf Uiclados pelo mu-
luo respeitoe e-tima que nos devoraos ; teria vi: -
do dar largas a reu espirito, rendando jmta he-
nieuagein aos sentimentos que >empre me ani-
marain ; sentimentos que nos deviam trazer liga-
dos e eslreilaimmte unidos como fomos desde o-
lerco, por lagos que eu repulava usolnveis. Viria
pagar um tributo a venia de, dando sincero e pu-
blico testemunho dos vivos signae* com que mam
lestei o meu reconherimento; mas na, importa
ah est a correspondencia de meu lio, anr
opportunamento interven hoje nesta di-cussao
para vingar-me das injusticas deseo lllno.
Tenho as suas cartas e em cada urna dessas re-
liquias preciosas, que en guardo, como urna lem
branca piedosa de familia, ou antes como os meus
muros penates, est gravada em caracteres au-
tnticos a irrevogavel cooderonacao do Sr. Dr.
J. F. ..
Com eHas%a mi posso assegurar-lbe, que naj
pertenco a classo dos bonieus obsecados pelo
egosmo...
Recordar em todos os teinpos c lugares o fa-
vores que eu devia a meu lio ). F. foi um dever,
1
i
-
i
I

?1
t
^s.
*.



D
ano
aai
de Pernamb
ira
_---------

que i-empre eump i c
sisti-1 -la f#i
OipuZ C (I!
-pan
cumsancias qii
lito, importancia, tudo desapare-
cen no meio d > naufragio commcrrial.
O amigos rugirain, r aquello que a mios lar-
gas linha tiisiribaldo favores de toda ordom, achon
.se do repente, sera recursos, quasi quo entregue a
indigencia.
Dum felix eris mullos numerabit ainico,
Si tempera fntrant'nnWa, solas erin.
Vuu entrar era urna longa historia ; soflrmen-
tcs de uui lado, sacrificios do outro, l'azem o eon-
juncto das prova*) qae obrsgou o meu aggressor
a exhibir em publico.
Mu eston persuadido que elle mesmo
ignora, 'porque lvosempre a delicadeza de nunca
fallir Delta, e pmvavel que uicu to nao qui-
zaste arabennliar mu espirito na teara ida.lc que
nha, quando elles se deram, mas como tudo
posto prevar eom a sua correspondencia, nao re-
cejo que os negu.
Principi -idos.
No esisdo cm que se achava quando quebrou.
lu'o i ainh por tnttito tempo. re 'lami os fracns
recursos qae llie restavain, habitando nesta cha-
de. O meu aggressorualbuciava anda o abeeda
rio, quandj chegou a poca, ent que meu lio
; indcua mpossibjdade de dar-llie educarlo,
morando ajiii eom talo escassos meios. tomou a
resoluci i de ir para Olinda, onde .; i mais w
lacilitava. Ku ja [he tinlia folio alguna donativos
de liokeiro, digo donativos, poni'ie dio quanJu
neesssitava delles, dizia-me com cordeal li ampie-
ta < riaotepeen emprestado. Foram-so aporaa-
do as neressidades ode da om dia crescendo<
onlto da pobreza em que viva Eu pao traba
grfidos meios, mis seropre me ehegavara para r-
,ibe remetiendo o aae poda dispensar de ininbas
primeira-i neressidades. liaioras, menores, peque-
as c insignificantes quantias, ludo Ihe era en-
viado e (uando estas mesmas me faltavam recor-
ra ao oniprestimo, exisuudo ainda hoje pessoas a
quem en pedia pina esse lm. erao vi;, o remlle-
las. Essaa pessoas a quera eu anda liojo me con-
esso pi.;<> |i u" esse* favores, que erara para mim
da maior importancia, me olfereecm o sen leste-
mnnho
Corara corrondo as cousas ate que ehegoa a
oecasiao de realisar a sus deliberaban de r para
Olinda, para mais fcilmente occonvr a-neressi-
dadesque soaunmoniavam cura a educado deseo
tltlio. rol cutan que rresceram os meas sacnii-
ci.-! Para raen lio flcJxr esta cidade era preci-
so sal*avr alguns empenhos destes, qno se con-
trabam, vivend ose mesmo eom toda a pobreza ;
nenhum do nos liuha os meio; fui preciso sa-
lisia-! i- eom a venda de bens I'uia das nimbas
escrava?, un nico cavallo que liaba para mon-
tar, foram remettidos a meo lio.
Muito.-- lilbos nao so despojam de seus bens pa-
ra remir a precisos de seus pais. A minha dc-
drac> ehesrau ao ponto de privar n inlia imiiher
de algnns de seus adornos, e enviarlos a ota
primo pura os vender e entregar a mea lio. (Esse
primo anda existe.) PoriaaS occullo, quo se
passem certas emuas; ellas sompre vem a se
afear. E algnns amigos meas eslranharam-me,
como ckmssvq meses pequeos rasgos de grati
lia i, d >s qnaes me lorabrando boje sensibeliso-rae
ao ponto de quasi querer perdoar ao mea duro
afRressr. tao hora me sinto neste momento.
Ucm'quizera poder ouuttir 66sas inrtieularida-
dcs de familia ; mas o meu primo foi cnexbora-
vel, Coli'icou-iiie na dura posicao de, ou expor
csses qnadros a vista do |iublico,ou de passar por
um bomem vil, por um desses famlicos, qae
saciando luje era nina casa a >ua tome, amanhaa
vao ferir c atassalbar aquellos meamos que dis-
peasaram eom elles o sen pao e seus afagos I
Nao lurain esees os maiores servieos que pres-
te ao meu presado lio. Esses revertern, ver-
dade, em beneficio do raen aecusador, que cora
taes soecorros pode ir ser educado em Olinda.
Foram Oliiros le urna ordem nuiito siqierior, e
que se vio trraduando at a maior altara.
Corriam assim as eonsts, o meu to j eslava
ni Olir.da. quando um credor pinhorou-lhe o-
movis ( tudo mais que llie restava ; foi elle mes
mo o depositario. Nao sei porque ratona cm con-
sequeneia disso mesmo Ihe foi expedido um man-
dado de prtsao !
A dez leguas de distancia ebegoa aos meus ou-
vidos soa voz afllicta, implorando-mc socorro.
Elle nao tinha mais a quera recorrer para livra-
le de urna prisao ignominiosa Tinha muilos pa-
rentes ricos e poderosos, mas s aquelle a qnem
seu illio chama boje ingrato, ouvio aquella voz
angustiada.
l'orcorrcr 10 leguas, entender-me. cora o cre-
dor, olerecer os meus bens, e que nao foram
aceitos, e remir meu lo, assignando novos ttulos,
foi ludo obra de um dia. As S horas da tarde, en-
tregando-Ihe os crditos antigos c a remissao de
.sua peesoa, eu estava de volta para minha casa,
tao satisfeito de mira, c >mo se na la l'aitassc para
completar a minlia felicidade.
Ha momentos na vida, que nao se Irocam pelas
mais ambicionadas glorias do mundo : eu tenho
s >Trido muito, mas tamhem tenho gosado esses
instantes de felicidad'*.
Sabe desee fado, Sr. Dr. ? Existe anda o cre-
dor tiesta cidade, e lia urna pessa, que morando
-etio em Olinda, sabe de todos esses promenores.
A|is a duvida, vira a prava, mesmo judicial.
Camparen! os leitores esses servieos como be-
neicios que reeebi de meu lio,sera esmreo, samo
menor sacrificio. Elle era correspondente de mi-
nha mili, as mnhas despezas erara pagas inte-
gralmente eom nossos productos, c quando nao
chetyavam. licaya logo por conta um escravo dos
noSBM que trabalhavain nos armazeus de meu to.
Estas coalas nunca foram examinadas; eram
aceite- -en a menor objeccao, e entregava-se o
o escravo pelo preco dado por meu ti), tal era a
harmona e eontianea que entre nos reinava ; e
at hoje eu ainda ignoro, se os oscravos que tra-
balhav im nos annazens percebiam algu salario.
Ser bom qae prove is~o, para convencer raelhor
ao publico que fui um comensal de seu pai ; por-
que do contrario a hospedagem foi muit i cara.
Prosigamos.
Os sacrificios de urna ordem mais elevada nao
interroraperam nunca o curso ordinario dos pe-
queos soccorros, e nem pesavam s sobre mim ;
um primo meu o Sr. capitao Lonroneo Itezerra
Marinho Falcao, ajudava-me igualmente. Nos era-
mos socios ; e elle que diga, se eu nunca embara-
cei as difiranles remessas de assucar destinadas
s precisoes de meu lio. Em no.-sas cotilas eram
potas de parte, ou anles considera Jas como um
costle. Elle tambem venden bens, fez tudo quan-
lo pode lazer por seu pai um bom fiiho.
Tambera foram integralmente pagas essas con-
us?...
Moja-o meu socio, responda o meu aggrcssor.
Correram assim as cousa-, at quo se me offe-l
receu oecasiao de prestar a meu tio o servico que
eu considero o mais importante, e que foi f em du-
vida o mais proveitoso. Eu podia citar muitosou-
tros ; nas nao minha ioteacao fazer um longo
rathalogo de beneficios, a minha ntoocio defen-
der-me da grave imputacao de ingrato, a minha
intencao lvrar-me da pena de vil calumniador
fulminada contra mim na falta da exhibicao que
venho de fazer e continuo anda om cumpnraen-
to da respda intimat;ao do Sr. Dr. J. F.
Picara es?es consignados, ao mesmo tempo que
se representa a meu espirito uraa scena lastimo-
sa de exactores da fazenda, sequestrando movis
por urna insignificante quantia; e eu por urna
i phanlusas que rae occorrem raudas vezes,
sendo obrigado a vender por menos da metade de
seu valor um bom de muila estima para mim, e
pelo qual nma hora antes se tiulia offerecido o
duplo do proco, porque o entreguei.raas para que
essas phantasiasf A minha imaginaco se desvair,
vejo que os exactores foram pagos, e parece-me
ver ainda um olliar de profundo reconheciment
lancado por nma senhora respetavel, que plida,
convulsa, assistia a esse acto, recorrendo a meu
auxilio. Para que sonhai, se nao tenho oalra pro-
va alora do testemunho dessa senhora, que nao
ouso invocar, porque contra seu filho que rae
chama ingrato.
I'erdao senhora, se neste momento vou perturs
bar o sen socego, recordando-lhe uraa das mai-
forlos attribulacoes de seu espirito ; sou obrigado
por seu (libo. Elle nao me poupa cm cousa ne-
Bhuma. e mi vejo em sua mo o dardo eom que
ameaea ferir-me sein respeitar a nenhuma dessas
leis ii ie a natureza tem prdTundaraento gravado
no coraeo do homem I...
At aqu tem visto os leitores, que os sacrificios
erara pecuniarios; e na phrasc geladado meu ag-
or ior, no seu modo de ver e segur nao passaram
% nwrestirnos dedinheiro que foram ingralmente
pagos, como elle Ssse, talvez erguendo o labio
superior.... a
Agora se verlo sacrificios Wuma ordem muito
superior, muito mais elevada.
Do meio do naufragio de sua fortuna, salvou
meu tio um espolio precioso ; eram as suas un-
aci), as- (en? osperancas, c ven) a ser a salvacao de sua fa-1
le/milia.
luios e direOS ladl-pulavel
id i o leiui
:n a penarla C esca^z de ru atou
esta demanda que chegou aos tennos de liu^l exe-
cuijo, eu o ajudei muito no curso dopleit., ja
cora uinheiro, j como seu procui"iflSf,Jjeottigra-
ves compromeltimentos e risco do miaba vida
em todn sua correspondencia comigo, tenho isse
comprovado da maneira a mais clara e positiva.
Dopois de muitas tentativas de exeoacao ao ares-
to da rclacao, todas burladas, peproleccio es-
candalosa das autoridades locae,-ete>gon atina! a
tmdnoa poltica de 18'i8; cun essa mudaiiija re-
rbraraui as esperaosas de aeu tio, que se prepa-
rava para proseguir nos termos da exerucao I
quando rebenton a rcvoluca >.
Desde entao tudo foi ctafusao e desordera na
proviada..
As pessAaa que se achavara napesje do engenho
envolvcrain-so narevolueao; era muito natural
A in.'smi poltica, quo o-tiiilia sustentado na posse
contra us reseos dos tribunacs, Ojvia cjutinuar a
maul-bs naqu-.ia posse. t'.ontinuou o inovimento
revcilueioiiarn, e o execuLado cunservoti-se na-
qaelk) posto, ucompanbando seus limos as torcas
revolucionarias. % dados estavni laocados pa-
ra elle, se a rovo!uca> vijgasse, jamis seria ar-
rancado do engenho, se o goveruo Iriauphasse,
eslava perdido. K nesse caso elle declarou aber-
tamente qae fugir coin os oscravos e todos os
beas que podess'e e 4) IUZ(l', reuzindo a ciuas o
predio. E-tas palavras estnvain lias CondiCOOS per-
severaotes dos erimet berrorosos e negregadua
planos de peroraklade da]aeila gente assiguala-
da Nao bavia que duvidir de sua exccui;ao. O
roubo e oassassinato deviam sercoroados pelo in-
cendio I
Como evitar tamaitos estragosT Eu c meu fi >
metemos mos a obra, ajttdados pelo conselheru
.Naliuco, sobre cujos auspicios obtivemos urna or-
den do chele de polica, i ara guardar-se o enge-
nho, eom forca evitando assim os crimes preme-
ditado?.
Obtida esta ordem encarregoti-so meu lio de a-
t-la excctilar; e por DJs de um mez sulcitou
das autoridades militares instituidas pelo governo
os meios de exeeue.'ei.
Foi no estado de man r desanimo, que ello com-
raunicou-me a uutlidadc de seus esorcos; la-
zendo-me instantes pedidos para o auxiliar. Escre-
veu-uie del'etrib eom e.-sasamarguradasexpres-
soes. N
t Qaanil nm homem c'irga ao meu estado mn-
jnem mlis fas aso ilellc, hn um m; que royo a
loilus os mstspartnttl par me njmhmn, nenhu-m
il'lles me atiende. Nem himeneo, nem Jos Murta
se prestam a coasu iwiiliiimn, se t nao vieres,
uquelles malvados conteQHtraO o sen intento.
Por essa oeease eoviava-me a ordem do chele de
polica.
Entao estava a provin:ia alagada cm sr.ngue,
cruzavam-se as (breas rebeldes era diversos pon-
tos, e j em muitas balalhas se tinha assignalado a
coragem e herosmo pernambocano.
Os amigos da ordem se reuniam em diversos
acampamento-, e l nao ehegivam OS emissarios
do governo, sera correrem perigos i inmensos; e
aqacHes que eom destreza e desfarce conseginam
levar as panicipacoes e ordens caalttidas, perce-
biam avaluaos premios!
A bandeira da ordem por toda a parle Ircmula-
va victoriosa, mas cm Maricela acabara de sollrer
um revea; tinha sido despedazada pelo tribu-
no Borges da Fonceca ; urna especie de terror se
espalhava entao pelos mais l'racos, e cu confesso
ingenuamenie que perteneo a este numero; mas
nem o medo nem as dilli.-uldades de mitro gene-
ro que eu tinha a vencer, me detiveram um mo-
mento.
As oito horas da mauh"u (nao me lembra o dia)
part do acompamento do Monteiro para o acam-
pamento de Crnsabi. Se o raed preclpitava a mi-
nha carreira, o desejo de salvar a meu tio de sua
lenla infallivcl davam-me azas.
Chcgado a Orusahi, entendi-inc utmediataraente
rom o"coronel Jo^ Mara, que commandava aquel-
le ponto. Preciso entrar em todos csses detallics,
e contar minuciosamente tudo qnanto vai seguir
para que possa coinpreiiender o leitor. que os ser-
vicos prestados por mira nao foram* prstanos de dinlieuo integralmente pagos= como
j o disse o Sr. Dr. J. F.
Ncssas excursoes a miaba vida corra grandes
perigos. A minha casa j tinha sido cumpriinen-
tada por um chuveiro de bailas eom que me sau-
dou urna forca inimiga ; eu era conhecido, e temia
muito um encontr eom os nossos inimigos de
Abreus. Um prente meu tinha sido assass'mado
por elles, muitas vezes donara tentado contra a
existencia de meu tio, c eu Ibes servia de grande
embarace; portanto devia tmelos, e quera nao
temera'aquellas feras. Prosigamos!
Chcgado a Crasahi, restava-me a maior de to-
das as difliculdades a vencer; era resolver o eom-
mandante das (breas a se prestar ao cumprmento
da ordem.
Urna recusa formal foi a sua prmera resposta,
apoiando -se era todas as razoes, que j linha dado
a meu tio. Combater urna a urna eom grande es-
forco de intelligencia foi trabalho intil. Estava
j caneado, e completamente desengaado, e no
Citado" de exacerbaeao em que me achava, nao
med mais as mnhas expresses, romp em inaui-
fettaeSee ponco attenciosas, declarando-lhe, (pie o
seu procedimento seria levado ao conhecimenlo do
publico, e que as suas escusas sonara traduzidas
antes pelo temor da vendida daquelles crunino-
M8, do que por escrpulos legtimos e razoaveis.
Todos os seus b"ios se revollarain naquelle mo-
mento.
Kospondeu arrebatadamente e rxo de colera ;
mas atravz daquella nuveui raivosa, cu pereebi
que elle estava abalado ; a dea de o supporem
um homem, fraco c timorato, o tinha vivamente
impresionado, e a imprudencia que pareca com-
pi ometter a miaba cansa servio perfeitameote a
um desenlace feliz. Um instante depois, abrandando
a voz, dissedeixe-me rellectir. Estava vencido ;
restava-me combater aquelle resto de excitaco.
Mude de tom, c consegrando por bons modos
aplacar a sua irrilacao, vim a resolve-lo dermili-
vamente.
Eis do que depende muitas vezes um grande
triumplio. Difliculdades insuperaveis se resulvem
por nm aseme de colora ; (piando os mais bera
combinados clculos d:. prudencia nada tem con-
seguido. As 4 horas Ja tarde deste mesmo dia
urna forra oceupava o engenho Abreus !
O qae l se fez nao -e como cont.
Achei-me de repentf em urna dessas situacoes
penives, em que necessario ao homem adquirir
urna forca sobrenatural I, abafando o comprimmdo
todos os sentiraentos de humanidade, para poder
exercer um acto de juslca. Foi de certo o acto
mais duro que tenho oratieado em minha vida.
Era um momento feram reunidos todos os bens,
53 oscravos, muito gado de toda a especie, assucar
etc. etc., de tudo foi c espojado o cimbado de meu
lio; e por nma translorraago rpida, um despio
os andrajos da pobreza, o outro foi implorar um
ahrigonor raridade m casa ao vigaro Basilio
Gonea'Hks da Luz, qiu banbado era lagrimas o re-
cebeu era seuj bracos cora toda a bondade que o
caracterisa, ennia pobre innocente lilha daquelle
hornera desgranado, ricebeu eom o maior disvelo
e carinho as consolaQaes de seu virtuoso parodio.
Desde aquelle momento redobraram todas as
considerares de estima, respeito eamizade, que
eu tributava ao vigario Basilio. E naquillo que- o
Sr. Dr. J. nao viomoiivo para agradecer, eu reco-
nheci urna virtude que admiro. A meus olbos
brlhou a viva luz da cardade, derramando-se no
meio das trovas que ijnvolvia a desgraca daquelle
homem.
Se era nosso inimigo, era nosso prente, c
saa innocente lilha nao tinha cnlpadas maldades
do seu pai. Eu a vi tambem em lagrimas e so-
lucos, eslendendo-rae os bracos, pedindo-nie cora-
paixao.
Uesisti a todos os movimentos de meu coraran.
Nao pode soccorre-la. As mnhas (acuidades es-
tavam todas dominadas por um sentimento.
E o que que exerca sobre mim tamanha for-
?a ? Era o sentimer to do dever. Pagava a meu
tio urna divida sgrala, mudava sua sorte, asse-
gurava o fuluro do seus filhos, daquelle que o
hoje senhor desses bens, o Sr. Dr. F.
Concluido aquelle acto restava por om seguraii-
ca aquellos bens, consultando entao eom o Sr. Dr.
Christovo Souto Maior, e o commandante da
torca, o tenente coronel Joao Cavalcanli da Rocha
Wanderley, actual delegado de Nazareth, resol-
vemos recollier todos aquellos bens ao aeainr
ment do Crasahi, para cudarmos depois
evitar os estragos premeditados.
Ao chegar all f xped um aviso a moa I
Petrih, urna legua distante.
Ajuizem os meu leitores eom que alvoroco
recebda aquella oarticipaQao. Ainda nao
meia noite e elle ebegava.
Nao posso descrecer a emocao violenta, queje
apoderon de mim. quando estendendo-lhe a inao,
elle apertou-a e#m 'orea, sera poder proferir urna
palavra!
1*5 d<

Junho
-----J_
de 1&&.
-3

zsz
Citmpre-me aqui referir \nn inriilente
den n i cursa di demanda e quo se vai
Tiuliam liando diversas tentativas do ex
la e iinb.
u.ii.i dallas, em qae a minha1
correu grande perigo ; fui increpado por meu
do ponen zeloso em seu desempenho, leva va co-
migo a caria em que elle usava des-as expressdes
l'or complacencia eom aquellos malvados sacri-
licastes a minha familia I
Eratbegadd o ruomeato do responder quonJ i
pude fallar apresente-a dzendo.E' assim (|ue
eu respondo a injustiea co.ti que Vine, tratoti-me
nesta carta, suppondo-me capaz de condescender
coraos nossos iuiragos. Ello tomando em urna das
raaos a carta que eu segurava, eom i oulra tocou-
a na luz do um candieiro. .
A chamma e.nsumiudo os traeos daquella injus-
tiea, derramava nas paredes do salo, carrugadas
de um viirde escuro, ama luz baca. o lgubre.
Bu estava profundamente comuwvd). Um senti-
mento vago, e indcflaido do satisfai) se confun-
da cora as tristes impressu -a dis sen is afllicliv is,
i|ue se tinhain pastado aquello dia, o mais dila-
cerante da minha vida ; se represe.-.cntava a mi-
nha vista naquollo anc i do aspecto tristonho e
earregado, assistindo immovol ao despojo da fortu-
na de que so achava de posse. Pareca ver sua
lilha cora a expressio da innocencia e da djJr, et-
lendendo-me os braos, pedndo eompaixo! E
um brad-j intimo rao diziajustlca, ou cruelda-
do ?....
Tenho ainda a consciencia do que executava
um acto de justiea. Se bonve multa dares na
execucao : Deus no perdoe. Tidos os meas ?en-
timentos cstavam domina los pelo scntimsito do
dever. Se foi cruehlade, a gratidao me fot cruel.
Tenho asss abusado da bondade dis meus leito-
res; ou ni t posso lleixarde ser minucioso, en-
trau lo era tidos os detalhes dessa longa historia ;
otnittinJo qualqur dos incidentes eom que vao
coloridos os (actos prineioaes, perdem este; tola
a sua (orea c a cor natural. Nao p dem ser debi-
damente apreciados o meu esforc, a minha dedl-
cacao, os meus sacrificios e toda a injustiea di
meu aggrcs-or.
Desde aquella poca ficou meu tio na posso dos
bens simo ventes; precenxend >-se a firma I i lado de
baver ora depositario ; apenas estingnio-sa a rovo-
Incao entrou para o engenho, e a accao seguio os
trnsinittes' legaes.
Nao quero dexar de apreciar em duas palavras
esse acto, quinto a rospansabildado ranal quo
me cabe, per me havor auxiliado no meio de urna
revolucao daquella iuterveiie) previ Imeal da po-
lica e a forca publica ; pois que at nas AJ ig las
por i-so fui' acensado de ter sido um brbaro
agente do poder no exterminio dos adversarios, e
disso talvez se roeor de urna pessoa que de bera
perto meouve agor.
A itsurpacao do mais impresero;itivel diroito
pela mais escandalosa nfraccao da lei em teni-
po de paz e ordem civil, foi substituida pelo ao-
so das fonnas legaes; essas formas foram substi-
tuidas por urna ordem emanada de autoridade le-
gitima, apoiada eui um arest) d-, tribunal sup.rior.
l'or ama ordem do chefif de polica foram defen-
didos aquellos bens da subtrac) premeditada, e
guai dados pela forca publica para seguir a accao
seus transmutes, quand > aouesse a lei exercer a
sua ar(;o. Fez-se una evolueo do juslica pra-
ticada cora energa no meio das convulsoes de uraa
guerra civil. Este estad justifica tudo.
foram proscriptas formas Balotares, venladc,
mas nenhum outro meio havia de preyidenciar o
crime do sublrarao aos bens movis e incendio de
urna propriedad. O chefe de polica que era en-
tao o ex-prusidente da retacao, Firmmo Antonio
de Souza, exitou milito anles de conceder essa
ordem, mas ceden a final as minhas instan-
les persuasoes, as minhas suplicas e rogos; e
na dura alternativa de, ou ferir as formas sa-
lulares da lei, mal que se podia sanar posterior-
mente, como se fez, ou do cruzar os bracos diante
da perpelracSo de um crimo irremediavel contra
a pruprieJade, tomou a justa deliberarlo de pro-
videnciar o crin.!, enllocando sombra da lei e
da forca publica a propriedad ameaceda. De-
pois...
Seguiram-so os Iransmiltes da lei, e foi entregue
o seu a seu dono. Do modo porque se eumprio
a ultima parle oSo me cabe a menor responsabili-
dade. Se hoave iranquiberneas, como creio, foi o
Sr. Dr J. F. quera as fez. Nem quero sabor disso.
J que est o publico inteirado dos factos, que
mais me cumpla inforraa-lo, nao quero sobre
carregar a minha deba do muilos oulros, que re-
-servo para a replica, e quando houver de produ-
zir as provas pela forma porque forera exigidas.
Agora pergunto eu ao meu aecusador. Se as
obrigacoes em que me achava foram desempe-
nhadas eom tao extremado esforco de reconheci-
raento, qual era o dver daquelle sobre quem ro-
verteratn todos, os beneficios de minha gratidito?
As dividas de gratido sao de natureza tal, que
urna vez pagas, tom por si mesmo criado urna nova
divida, transformando o credor em devedor, e
prendendo a ambos pelos fios delicadamente intre-
lacados, de que se forma a cadeia da amisade, os
coloca em reciprocas obrigacSes.
Quem quebrar esses os tem ferido suas leis
sagradas, tem cominettido um crimo, para o qual
nao deve ha'er perdi, nem pona sulllciento.
O Sr. Dr. J. F. quebrou esses fios, esqueceu to-
dos os meus extremos de gratido, ultrajou todas
as leis da amsado.
Parece-me ouvi-lo dizer eom ar dosdenhoso:
Tudo isso se reduz a emprestimos de dinheiro que
foram pagos integralmente, c tudo mais faria um
bom procurador de causas! Cumprio eom o seu
dever.
E' verdade, ha liomens que cntendem que os
outros nasceram s para servi-los, e quando dis-
peram eom elles o menor favor julgam-nos es-
era asados perpetuamente.
Eu curapri cora o ineu dever, mas o Sr. doutor
nao cumprio cora o seu, e o que vamos ver no
seguimento dosta historia.
Pastados Ifctnpos, estando eu um dia eom meu
tio em Abreus, elle perguntou-me se saba quantu
Ihe devia ; o moslrou-rae utn pequeo caderno,
cora a soramade ludo; dividida aquella somma em
letras do oOO.OOO annuaes: foi paga aquella divi-
da, e isso ao qucoSr.Dr. J. F. chama pagamento
integral!...
Vamos agora ao faoto que deu lugar muitos an-
nos depois a se mostrar o meu aggressor um ho-
mem ingrato, e intoiramente desconhecido. Che-
gamos ao ponto culminante da questao ; chegamos
entfira ao facto que deu lugar a separar-ine do
Sr. Dr. J. F.; recebendo no coraeo ama larga re-
rida, que ainda boje verto sangue.
Por cxeciico da fazenda, movida conlra meu
tio J. F., foi penhorado o engenho Abreus e levado
a praca por arrendamento, para se llcar nelle foi
preciso figurar ura tercero de arrematante, e eu
fui o fiador I... '
Facemos urna digressao, que se vai ligar ao
facto." ...
Vvia eu nos arrabaldes destacidade, quando fui
proeutado pelo Sr. Dr. J. F. para me encarregar
da arrecadarao de. urna beranca sua sobre o en-
genho Marrcas. Rocuse-mc por mais de urna
vez, dando por motivo as minhas relacoes de adu-
nde eom o Sr. Antonio de Hollanda Cavalcanli, a
cujos inleresses ia ferir cora aquella arrccaacao ;
pareceram lules as rninhas escusas ao Sr. Dr. J.
F nao obstante saber que a minha amizade era
tal, que eu tinha tomado um lll'oo do Sr. Hollanda
para educar, o qual eslava em um collegio mi-
nhas expensas. Vendo que nao podia resolver-rae,
recoma a seu pai, quo eom a ascendencia que
exerca sobre mira, fcilmente conseguira vencer
a minha repugnancia, e elle o exigi cm termos
tao obrigatorios, que eu nao pude dexar de obe-
deeer-lhe. Tendo outros negocios em lugares v-
zinhos do Marrcas, la cheguei, o encontrando
grande resistencia no Hollanda, s pude conseguir
a arrecadacao por meio de nm arrendamento do
engenho eom 30 escravos, fazendo montar a legi-
tima rom os seus rendmentos a 13:600000, e
nisso mesmo fui grandemente ajudado pelo Hol-
landa, que tinha a mira om ficar-se de rendeiro, o
que eu Ihe promett se elle d^se garanta as suas
letras, condico que nunca pe effectuar.
De volta a esta cidado apresente-lhe aquello
contrato, e elle omprehendeu as grandes vanta-
gens que Ihe podiam resultar, atiento ao preco do
assucar que tinha subido a alta de hoje.
Tinha o Sr. J. F. de irjtomar conta do engenho e
preparou-se para isso, nao o podendo realisar por
molestia de sen pai, que nao queria annur na sua
separaco, o que me communicando s restava
entregar o arrendamento ao Hollanda, e nesse
caso instarara elle e seu pai para que fosse eu
tivamente o rendeiro.
itei por milito tempo. nao me poda resolver
donar os meus commodos, dexar as minhas
., mudar in Jiramente de genero de vida,
foram tantas as. persuasdes, quepor Ora re-ol
pe.
m de nm gran 1 servU-o irestado ao Sr. J. F-.
'. p U'ijU plUVlbe.l 1
i e ;> p r rento, dota tm
I; '.iieuM.vlc- ano rarvirampam
'* iipos do 8r. IV. J. P.; ditllcalJidos
fot utn coneurso de mil u vanadas eircuins-
lecidirap da minlia completa ruina
ContinuemejB "
morte qwbo engenho Ma-recas qua
e\\ i tinha foiHUvabdei reparos nas obr.is do en-
turas e comprad i n iva
machina e til; ive c implica-
ram-me c;n mais do 8;(Xii')Ji') rs. dellospezat..
'tcontrato eazavdissolvido por sua ualurczi; e
mistas circurastaneiai ditlcois acceitei a proposta
quo mo fez o e i n nea 11 >r Jacinlh Paes de
I indooca, offor 11 i-nv o i mho Crasti pela
minha lquidaca> en rorreeas ; isso para mim
era umi salvaran, acretei, e ahi tom n, novas
d spezas de igual natureza, p irquo a f.iollo ongo-
it'no estava em ruinas; reoai,, las e-las, ,. ijuainl >
eu me preparava para lucrar, sobreveram :i an-
uos consecutivos de cnundacoes,^ engenho
imiito baixo) o ent i achai-me completa tiente ar-
ruinado. 2d esenyes, o tudo o mais q te aeoin-
pin'n esses estabilc-uientos eram era minhas
mais o deposito de meus cn'hres.
Vender tudo e-pigar foi a miu'.ia re-soluel);
nao ache comprador n aquella poca era que una
edmraoco coral no crdito Hnha abalada talas as
fortunas, Nesga erise Anedonhs de minha vida,
arren lei o engenho consegumdo dar um golpe nas
lvi las eom as letras d i arrendamento o gaa > c.i-
ralar e vaeam. Retirei-ma uara a capital das
AlagOas, e all dea-se o meu cnconlrn (alai eom o
Sr. Souza Carvalho. Bramos antgis, e aqnilli
que me pareceu de. bous auspicios veo a ser para
mim o motivo de cruois desengaos. Ouea-me o
leitor. Aproxmase o desfecho.
Iam engrossaudo no orizo-ite poltico e;sas nu-
veus, quo doura lis a i principi i pela luz ri-l 'i la
do alguns espiritas generosos" o de vistis largas,
cresceram dep ns e se comlensaniui. formando a
negra borrasca, que rolando o refervendo em
odios e vin'an;as, se disfoz, inundando o paiz das
dsgraces e calamidades do qno boje tanto se re-
cente, o dtiixando comprometda sua prosperida-
de futura.
0 Sr. Souza Carvallw apontava-me o res for-
muso, e ainda que me attrahisscm suas vivas co-
res, n|a abalaram minha ( pnliti >.
J.i 1'aUeavam as ba/.es do edificio que desaboo
cobrindo de prop-oe a reconstrni-lo, quando ou fui escotbido
em urna reunio poltica para defender o susten-
tar os seus in'.eresse-, re ligio lo o orgia de feflssa
opiniao. Allego e a minha insuficiencia, o fallava
eom sinc'ri lade, ni olilive escusa.
Era inou dever sustentar os iaeressos do parti-
do, fuilis i idos os das pelo Sr. Souzi Carvalho,
que alliand i-se secretamente rom o consemeiro
Cansaasao de Sinirabu, lia 11 quebrado a H jura-
da, e alfecian I a adbesao aos ministoii is sontorva-
dores, ia eom sua nutica desleal se maniendo ua
presidencia.
E'.reslava em urna ivrn'eao verdadeira dilBci
embaracada. Eutreler rdacSet eom o adminslr.i-
dor, cujas inteucoes ou e. mh ''ia a fundo ; coi res-
ponder as suas Ungidas nianileslaroes de amisa-
de ; raanter-me cm um equilibrio eonstnnte, ven-
ilo-me contrariado a cada momento,1 o sendo pre-
ciso vencer-me a to los os instantes ; is-o eom o
meu genio e hbitos do ospanso e franqueza, era
para mim una dilieuldade iovencivcl I
Fiz senlir aos meus amigos polticos, quanto rao
castara manter-mo naquelle estado, e a inutili-
dade de nos conservarinos cm armona cora um
trahdnr.
Resolveu-so una poltica do franquezas, e en-
carregoei-me de annuuciar ao governo a perfidia do
seu delegado. Desde entao o Diario das Alagoas,
esse alhleta ormidavel, que conta seus longos
dias de- existencia gloriosa pelos costosos tro-
pheus que pendem de son pujante arraial, bra-
dou contra a traicao doSr. S. C, at que cahindo o
partido elle pode arrancar a mascara, e a flamraa
Cansansao e Sinimb iueendiou a provincia das
Alagoas.
O que ealo se fez eo qae se disse, pertence a
historia dos partidos ; est consignado nas paginas
do Diario das Alague.
Ponco antes dessa poca, quando eu lu'ava en-
carnizadamente contra o traidor, vi chegar o Sr.
Dr. J. Francisco, e contra a minha espectatva e
dos que sabam das nossas retocos de amisade e
parentesco hospedou-se em palacio !
Para chegar a esse ponto, foi que tai minucio-
samente expnz o meu negocio de Marrcas por
rujo negocio en era devedor ao Sr. Dr. i. r.
da quantia de :i:000 eom reformas e juros, e o
meu primo eseolheu o momento em que o Sr. >.
C. mova conlra mim todas as machinas de guer-
ra para vir exigir o seu prorapto c inmediato pa-
gamento.
Nao havia meio de que o meu inm-ro nao lan-
passe mo para dismoralisar-me, querendo por esse
meio dismorahsar a opposicao, que ou Ihe fazia.
Toda minha vida particular tinha sido revolvida
por elle.
Era em casa de um inimigo, que se rabauava
a d> Francisco E de l de tao alto... exiga era tora
ameacador o pasamento de sua divida. Aquelle
que tantas vezes havia remido as precisos de seu
pai para o educar, aquelle que havia randado a
sorte de sira familia, nao era para elle mais do
que ura devedor reraisso. Passa-me anda hoje
uraa iivem pelos olh is quando Ido os traeos ver-
gonhosos cfm que se faziam taes exigencias.
S foi duas vezes a minha casa para fulminar-
me eom a presenra de um credor. Combine ago-
ra o leitor a niiha conduela cora a dosse ho-
mem I .
Se en corri d<-z leguas para salvar sen pai de
urna prso ignominiosa, para salvar a sua Honra.
Elle transpona o aspeen de tstenla leguas para
vir opprinir-ine como um credor inexoravel, hos-
pedando-so em casa do mea mais vil inimigo.
OITereci-lhe escravos em pagamento, oppoz-mc
as dliruldades da venda, exilia promptamento o
dinheiro, c ja em toda a cidade corria, que ura
advogado fra chamado em palacio para execu-
tar-me!
Consta-me que o Sr. Alsteles Lobo npgou-se a
esse convite, mostrndose iudignadt. Se nao e
exacto o seu nome foi honrado por mil boceas,
reforindo esse boato. E eu o creo, porque nao 1
Nao tenho a menor razo para o duvidar.
Quem nunca vio o Sr. J. F., veja-o nesse quadro
em que esta retratado ; quem nao o conhece, co-
uheca-o agora.
Era preciso burlar as suas ntencoes, e para o
coitsegur convidei-o a vir comigo a esta praca.
Veio, e chegandoaqui.de-lhe l.:il)OS,edeligencia-
va sobre o resto, quando conversanao cora o Sr. Dr.
Bento Jos da Costa sobre essa dillculdade, efie
moslrou-se sentido de que mais tempo cu nao
Ihe livesse fallado, porque tinha facis raeos de
livrar-me da prestao horrorosa por que traba pas-
tado, e eslava ainda passando. Apresentou-me di -
versas letras do meu credor, dizendo-me, fazo
vapor costeirn.ora.quoaba ido,.e no-qual eu
va partir. N<> m
vma ordem
l'CU-
i/m nib piitr !... Is.j eMdia-rae para o
bigarda minha hbitaeSo, para a cidade- cei, onde tinLua.lodos-'m meus bens movis, e i'o'
escravos: evadie-me para ir t miar astelo na
oblea provincial Tinha cabido em ama
0*1.1 la !...
Tudo o mais se pusooa tao pubc.'tmen'e nesta
cidade, que ii>ujvo mus repeti-lo.
Ha di/.e anooo eu.tnuisid) fiador do meu to I.
F., pela forma j.i explicad^ e os exactoro* da.fa-
zi'iila dirraindo todo < ae irdarara, qitatidt) onvram o &*. S ua Oamlho
ranger os d res sao os guipas da aria pe-ali.
que Ihe d : ari '.'iva a opiOSOJ p ir minhas
inios. E entao se.u rao ser noiiuJa aqi'lh
carta passada contra- s preceit >s da lei, rai de-
udo; o O Sr. Dr.. J. I', so osl'oiva para explicar
ludiiss) pojo propa.o'o delibralo daqueli.) piM-
curador, q-ie Km co;ii a ucea' r.a as Arabia*
ames de por em pra'.iea o sen intent), circuui---
taueia I: que o proorio Sr. D". m: i ni'rnou na
castdj !:.;;'' lia tto dj m ttis tessias. miW-
Iranil i-so eriata h contra o Sr. S. C. o boje uns
cmicamente ainh se m istia rrita 11 e-ntri o
procarador, que nai obstante ten sil i receb, lo
por mais ac um i v. e n sua casa.
Acta lmenle sabe o p tblico o facto com e le se,
den, o tao elarameo'.e que nai ple dexar de re.-
coohdcer o Sr. S. Carvalh i, c ira i a i'ir. Co n
aotorfl Sin, a-Ltir; p irque eu na i pi^si ainda
me c uiveacer d) pie fosse o Sr. J. F. u ver.li 1 ,
autor !
Ciaiieca nti r.o::iieu conhec/), e c mliece o
publico o carador doSr.S.Ccorapivlienda todi a
imp irtancia daquella arma; procurou umagontc do
conGanca depositoa essa arma em suas inaos; (era
u n o rente einimo amigo do Sr. S. C.) e ao mesnw
! .np i que procurava assogutar a minha conDanea,
c desvanecer os meus receios,retirava-so di capi-
tal, doxando lado correr por conta desseagente, e
do meu inplaeavel inimiga. Foi deligeciar os
tirios de p njv a ditid* de sen pai, que era o- sea
miior emp'nho...
Quem foi, pois, o autor?!...
.Nao devo assoverar o que apenas concebe raen
espirito cora aatombrol...
Minha divisa a verdade e a justica.
Oucam, e ajuizem!
Qum desfechou a arma foi o Sr. S. C.
S o pode duvidar, quem Mohecer por urna
revelaeao occull i o verAwleiro autor.
O Sr. Dr. J. F. duvida, querendo altribuir o acto
ao proposito deliberado do procurador de toda a sua
conflanea, como me dizia.
Sira, "era de toda a sua conlianra! o inda a
merece, pois Continua a ser rccebid era sua
rasa!!!
era
d'ellaoque quzeres, depois nos arrumaremos..
Conclu o meu pagamento dando una das letras.
Ainda me rio hoje, lembrando-me do estado do
perturba rao cm que ficou o meu credor, quando
vio em mnhas raaos todas as letras que devia ao
Sr. Dr. Bento. Eram, se bem mo record, 8 ou
9:0003. A facilidade de vingar-n.e, desartnou-me
completamente, e passados momentos j estava
dispo.-to a fazer-lhe noves favores.
Nao esquejamos esto incidoule.
S vim a pagar ao Sr. Dr. Bento a importancia
da letra que servio para minha transaccao eom
o Sr. Dr. J. F., alguna anuos depois. e tem juros.
Pergunto. Essa minha divida ao Dr. Bento foi pa:
ga integralmente ?... Taes emprestimos nao so
nunca se pagam, como escravisam perpetuamente
o devedor. Fique o Sn J. F. om sua bberdade,
que eu amo a minha escravido. Negu os bene-
ficios que recebe. Eu sinto honrar-me confessan-
do-os. _
emorava-me anda nesta cidade por urna ou-
tra difllculdade promovida pelo Sr. S. C, quando
fui informado de existir um deprecado contra mim.
irigi-me a casa do procurador fiscal, e este lez-
ino saber, que era urna ordem de prisao como
fiador do arrendamento do engenho Abreus !
Immediatamentc dirigi-me ao Sr. Dr. J. F. c hz-
llie sentir quanto eu estranhava aquelle ueleixo
e abandono, consentndo-se que o raeu nome an-
dasse implicado tao indecorosamente era mandados
da fazenda. Promelteu de ir cuidar quanto antes
nisso c no dia immediato fallou-me assim. Nao
tenhas cuidado na precatoria, ella j est em
maos do meu procurador, elle aguardar em quan-
to eu vou diligenciar os meios de pagar a divida
de meu pai, que actualmente o meu maior em-
penho. Faze a tuaviagem descnsalo.
Quem, no meu caso, deixara do confiar 1
Tinha evitado ura dos torpedos postes pelo Sr.
Sonza Carvalho minha volta s Alagas, onde ja
funeconava a assembla provincial, e aquelle que
Der confessar |oe o raeu interesse te combi- j tinha discutido sua adminittraoao pela impren-
nava perfeitamentc a esse convenio de familia, era sa, ia montar a tribuna e de um punto mais eleva-
i um negocio, e nao um favor. Parti para Mar- do interpellar o administrador ; qhando chegou
rcas e d'aln datram todas as diniruldades eom l o procurador do Sr. J. F., aque.Ho a quem tinha
que tenho lutado at hoje ; dilbculdades que nas-(sido confiada a precatoria, este voitou no mesmo
Nesse caso o procurador, nao representa para
niini, sena i a arma, que devia despedir o projGMil
que me feri >. <> te n carregm essa arma?! Foi
o Sr. Dr. J. F. Qua era a sua inteneo ?!!!
Ni ni defeiidiTsua intenrao nem aecuso.
Accuso-o de so mostrar inscnsivel aos meus
solTrimentos, a magua profunda de haver pateado
por um dezar publico.
Accuso-o de se tornar inscnsivel ao vehpanio c
oprobrio, que cobria seu nomo; po.qne quem se
achava deudo na) era en, era elle, como umitas
vezes repeli na casa de detone ao, diante de min-
ias pessoas; que anda se recordara de o ter
ouvdo. Sim, era elle.
E era ello, porque cu era o fiador de seu pai,
que j nao existia ; era elle por ter negligenciado
aquelle pagamento por tantos annos; era elle
iwrque tinha a sen cargo zelar a honra o a memo-
ria de seu pai; era elle, porque linha desvanecido
os raeus receios, enchendo-inc de confianca. Era
elle, emfim, porque corria-lhe o dever de identifi-
car-so cora a minha dr, ou cora as minhas phan-
lasi.i, como hoje diz.
Phantasias ?
E' urna phanlasia de meu espirito sentir-nie
ulirajado, porque naquelle ultraje visou o Sr. I.
F. a realdade de sua elevaco, sacrificando-me as
ras daquelle que o tascinava cora promessas de
elevago e grandeza!,..
E' uraa pbantasia, porque o Sr. Dr. J- F. pela
razo e pelo sentimento s conheco urna intidade
real, o interesse; tudo mais sao quimeras. To-
dos os affectos naturaes saneconados pelas leis
moraes da dignidade, da honra, do decoro publico,
sao meras convencoes, que devem ter bera ou mal
recibidas, segundo o interesse, que dolas possara
resultar.
Todas as suas accocs sao dictadas por esses
preceilos salutares. Essa a sua escola!
E' como se explica o fervor da amisade, eom
que se apreseutou pelo hornera que havia mancha-
do seu nome, cuspindo a memoria de seu pai, o
tanta friezaendifferentismo por aquelle que o acom-
panhava desde a infancia, assistndo-o era todas as
difliculdades. Um nao poda servir as suas ambi-
ees polticas, c o outro promctlia fachuir-lhe os
neos de sua elevaco.
Facemos una observarao sobre tudo quanto
tenho' dito.
Se o Sr. J. F. nao foi o autor, senao procurou
utencionalmentc o agente, que devia reahsar os
seus desejos, foi a causa principal desse aconteci-
mento. ,
O que cumpria-lhe, pois, fazer en taes casos?
OITercccr-iue todos os raeios do reparaeao, den-
tifiear-sc cora a miuha causa, que era a sua,
ouir-so estreitamente a mira para punirmos os
verdadeiros autores daquelle atlentado. Nisso
estava empenhada a sua honra; mas, em vez de
o fazer alliou -se ao mimigo, que tinha cm nimba
pessoa ultrajado a memoria de seu pai, abjurando
os sentiraentos de sua propria dignidade, renegan-
do seu nome: e vendo-rae collocado debaixo das
rodas de seu carro, passon por cima, salpican-
Jo-lhe s faces o sangue que rojaram de minhas
ferias. E lendo cm minha fronte o estigma
arromse ofiador q*' se evade, soltou^uma
gargalhada e laurou-se nos bracos do sr. souza
C. '
Nao quero concluir essa longa historia sem in-
formar o publico deque nao tertdo oSr. J. r.
dinheiro para remir aquella divida, confessan-
do-me que antes de votar do engenho tinha esgo-
tado todos os meios, e que s Ihe restava vender
escravos, opuz-mo eu a esse sacrificio, e tomando
dinheiro emprestado ao Sr. F. Vicente de Paula
Oliveira Vllas-Bas, o qual tinha posto a minha
disposicao, a somma de que eu precisasse; na qual
emergencia, (e sso eom solicitude de ura verda-
dero" amigo) vim eu pagar a fazenda publica a
divida do Sr. Dr. J. F., c qual me pastou urna letra,
e esta dada por mira ao Sr. Villas-Boas, foi paga
pelo mesmo Sr. I. Francisco.
Agora, pergunto-lhe ainda.
O meu amigo, o Sr. Villas-Boas, foi pago inte-
gralmente por mira?..... ,
Emprestemos desses nunca so pagam integral-
mente Sr J. 1". S. S. deu a elle o duibeiro da letra
que ae passou, mas eu (iquei-lhc na obngacao de
um grande favor.
S S. pode esquecer tudo, mas cu nao esqoeco o
menor incidente do mais deminuto favor que se
me faz. !_ .
D'aqui por diante basta o publico saber, que o
Sr. Dr. J. F. julgou-se obrigado a votar no Sr. S.
C. no collegio de Nazareth, e tendo-lhe esprobado
esta conducta, mostrou-se disso muito olfendido,
usando para contigo dessas expresses em una
carta quo eu cot ervo para vergonha sua. Anula
mesmo quando eu tivesse a certeza de que o Sr. S.
C. tinha promovido aquelle acto, eu nao deixarta
de votar nelle.
Foi quando me cabio no todo a venda, que era
cegava.
Cortei as minhas relacoes e dah por diante nao
vi mais em o Sr. J. F. senao o autor do todos os
meus solTrimentos, um homem desconhecido a to-
dos os beneficios que se Ihe faziam c disposto a
me fazer todo o mal.
Na carta em que me dospedia de sua amisade,
amisade qu> cultive cora tao costosos sacrificios,
e que capnchava era sustentar s pelas obrigacoes
enique rae achej para,eom sen pai, nessa carta,
digo, ainda eu Ihe pedia que guardassemos para
eom o publico certas apparencias ; mas eu servia
de embarace aos compromissos do Sr. J. F., convi-
nba-lhe descartar-se desse embarace todo o tran-
se, lo o que fez, sem guardar a menor convenien-
cia. Rompeu sem o menor escrpulo os lacos que
o prendan pela amisade, palo sangue e pela gra-
Ele nao tropec nessas pequea difliculdades;
vendo o interesse diante de s. marcha, atrepel-
lando tudo. Profanar a santidade dos mais puros
sentimentos, esquecer os mais sagrados dovere*.
renegar a verdade, abafar e confundir os gritos
azudos das mais justas reclamacoes, Ihe parecem
actos tao simples, com ao fero antropophago
devorar as carnes do velho decrepito que ihe deu
o ser.
E diz hoje para jusificar-se, que nao tinha pro-
vas contra o Sr. S. C. Provas!
Que qualidade de provas se podem oflerecer
neste caso 1 A confis*ao do autor ? Ha homens
cujos labios nunca mauchou a mentira, ha outros
era cujos labio a verdade sempre descora. Se o
Sr S..C. eopfessaste, seria motivo paraea duvidar.
' ;minUoihiisau!li iuieoirreeusa*ei,pode-
sc techar do laNo A nrova mais evidente qde se po-
de offerecer a dedcelo natural que*e Uraao
I 'amento de con is fac flreums-
tanews aosUootaes, por conjectoias razoaveis. A
prova mais evidente que se pode oflerecer nest
caso a iila do agente as Alagoas em um vapor, c
a sua volta precipitada n v.ipir. Quem
e:i(ve-'ava es muios de que te servia o Sr. S. C.
p.ir.niosuwiMlisar o orgau principal da opposicao
que elle sobria, dcsmoralisando assim a oppo-iea ,
eiivsim.;-na, nipJe otbt iw euiprego de ou-
inrmojo igualmente reprovado. t) Sr. S.C. pro-
mova contra mim pi'ocess i i v oivia toda a nii-
nha vi.U particular. O Sr. i. r. na) ojgnorava
A prova deque o Sr. F. eslava e esta convenci-
do de que o Sr. S. C. mindou o su .'cente usar
daquella arma, tenlto-a eu era suas proprias pala-
vras laucadas em urna carta:
Anula metete finido eu tiveise acerteiau
que o S. C. tinha promovido it tm pristo), eu nao
ile.s fia de votar nelle.- Naa svotOO, roiuc conti-
nu .u a viver cun ello na maior intimidade, sendo
at seu companheiro de casa nn Uto.
A'.mra que tenli i flxadoa opiui. i quo se deve tor-
io ;i 1. h.micn, que obrig >u p >r suas irritantes
provueacoes .v fazer lao publico apparato dos ttu-
los que me recoramenJara a sua e-tinia e respeito;
0 que pa lera elle di/.ei '!
Sua voz nao tem os accentos acordes da verda-
de, os son* gravas da conveco, nem i harmona
cora que se combinara as diff rentes impressiJes do
espirito, prendeudo a attenr i, e dispomlo eom
gr.iea as affeicos que se devem gravar eom
fon-a.
Falia-lhe ludo; a jnMunda causa, irtintelligen-
cia para superar es.-a inmensa difliculdado.
A miseria de seu espirito suggorio-ltae a idea de
pubtiear ininbas cartas conlidenciaes!... Quo-fra-
queza!
Nao [ifrmltta Deus quo fiquo estampado em sen
amo mais nste estigma vorgmbosol
Nc.n devo aonsentir em taniani i abuso, nem
posso impedir que elle venha destruir por suas
proprias m3 w os nicos vestigios de honestidade
que Ihe restara.
Sinio a neeestidade que lenh i de antccipar de
alguma forma o uizoquo se deve fazer da natu-
reza dessas confidencias; mas. nao quero conce-
der lh> olrinmiho de arrancar-me a publicacao
de urna falla que commetli om um desses nioraeu-
1 i- de irrellexo e indiscreta confianca.
Ba~ta dizer que eram queixas do parantes de
quem elle se approxima quasi tanto como eu pelos
la >s do sangue, e cuja publicaeai muito deve op-
primir meu espirito.
Elle que venha gravar erasen nome mais osle
signal indecoroso.
'Venha.
Estamos collocado* om fronte ura do outro,
diante do tribunal jue nos vai julgar.
Comprense a minha dedicacao e constancia para
om seu pai; a paciencia cora que o tenho soffri-
do e a ni ideraco que tenho observado era urna
lis.-irss> dessa nature'.a, cora a sua conducta,
suas palavras dilascerantes, seus modos indecentes
em publico.
E assim confrontados, cu o conjuro cm nome
dessa sombra veneranda, que se ergue do fundo
de sen tmulo, invocada por mim, pira que do-
clare qual oponte de minha defeza que nao Ihe
merece f; e se precisa de outra prova, alm do
sello sagrado do seu punho, firmando a ver-
dade. .
Usando do direito de justa defeza, sinto que fui
impelldo muito alera dos lmites da cardade----
Quizera poupar-lhe tanta vergonha, mas entre
a minha justficaco e sua condemnarao nao devo
vacilar. Ella certa. .
A opiniao vai profcrir-se por um voto universal.
Eu me calo.
Recife, 12 de junho de 1869.
iMurenco Bezerra Carneiro da Cunha.
N. B.Pela mesma ordem porque foram conce-
bidas as proposices desta defeza, est disposta, a
correspondencia, que Ihe serve de prova, assim
como diversas conta* c recibos eom declararan de.
quem e para quem, c at cartas de pessoas estra-
nhas, que servem para comprovar, quanto mo
castava acudir a meu tio, cora os soccorros neces-
sarios a educacao do Sr. Dr. J. F.
Agradecimento
Tendo vndo esta cidade rom o fin de obter
remedio para os olhos de tres filhos meus, de ida
do de 11,6 e 4 annos, os quaes aprsentevam os
olhos excessivamente veBgos, coube-mc a felicida-
de de deparar cora o Sr. Dr. Portclla, medico ocu-
lista nesta cidade, o qual praticando-lhes pequeas
operaeoes, lao leves, que os meus meninos bnnea-
ram na tarde do mesmo da era que foram opera-
dos, removeu-lhes o impedimento a vista normal,
ficando por este modo meus llhinhos hvres de
defeito tio dosagradavel.
Com estas linhas tenho por fm patentear meu
reconhecmento ao Illra. doutor, ofierecendo-lho
meu diminuto presumo na provincia do Rio Gran-
de do Norte, para onde, vollo.
Euquerio Jos Peres.
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE I i DE JUNHO DE 18Q0.
AS 3 1/2 HORAS DA TAI1DK. ,,,,.
Algodao de Pernambuco sera inspcecao UtW
i>or arroba. ., .
1 F. J- Slveira
Presidente.
Leal Seve
Secretario.
Teodoro Simn & C.
Compram e vendem por conta propria
inelaes, moedas nacionaes e estrangeiras,
scJiai de cambio, sedulas do governo o do
qanco do Brasil.
Descontam letras da trra e outros ttu-
los comraerciaes. .
Encarregam-se por conla alliea das mes-
uias transaccoes, da cobranca de letras da
trra e de outros ttulos coramerciaes.
Recebem quaesquer quantias em deposi-
to, em conta corrente, e a prazo "x0-
Largo .do Corpo Santo n. 1.
ENGLISH BANK .
Of.Rio de Janeiro Limited
Desconta lettras da praca taxa a con-
vencionar.
Recebe dinheiro em conta corrente e a
prazo fixo. '
Saca vista ou praso sobre as cidades
principaes da Europa, tem agencasela Ba-
ha, Buenos-Ayres, Montevideo, New-York
e New-Orleans, e imitte cartas de crebito,
para os mesmos lugares.
Largo do Pelourinho n. 7
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 1 a 12. *70:5f.M831
dem do da li..... 31:219*791
30i:7866i.S
MOVMENTO DA ALFANDEGA
Votaraes entrados com fazendas
dem idem com gneros
Volumes sabidos-com fazendas
dem idem com gneros
112
384
745
333
293
-----626
Descarregara hoje 15 de junho
Barca francezaSanto Andrmejcadorias.
Barca inglezaWkt ofthe. Teiaermereadorias.
Patacho norte-allemaoMn Caridem.
Patacho norte-allemaoMarieidem.
Patacho inglezCossachidem.
Brigue portuguezConiarUe =lagedo.
Escuna porluguezaDl/Swx-idera.
Brigue nacionalAlmeida charque-
UECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 12.
dem do dia li
27:940*297
3:KM792
31:8401089
CONSULADO
Rendimento do dia 1 a si
Idem do da 14. Jkm
PROVINCIAL
58:8691168
8311HI
67:3101379




Diario > NQVMENTO DO PORTO.
^.... .- -
Navios sahidos m dia 18.
Maniangiape Vapor brasileiro Cwwipe, com-
mandante Peona, carga dilTerentes gemiros.
Rio de Janeiro e Bahia Vapor francez Extrema-
durt, commandante L Geort.
Navm rallados no dia 14.
"Rio de Janeiro e Baha 6 dias, vapor iuglcz
Omda, de 1379 toneladas, comraandanto J.
Reeks, equipag.Mii 153, carga diferentes gene-
ros; a Adaman Ilowie & C.
Bata8 das barea ingiera Alonso de 590 tone-
ladas. uio Duncan, equipagem em lastro
oriloiu. ,-.,
taUia5 dia?. hrigue norueguense .Vnna, de 1BJ
toneladas, capitao Mauritren, equipagem 7, em
laslro; a Thomaz Jeffories 4 C
Rio de Janeiro li dias, barca inglea Jenne
Varia, de 341 toneladas capitao George Legge-
to,'equipagem 13, carga 0000 saceos cora fari-
nia de trigo: a Johnston Pater & C.
Rio Grande do sul23 dias brigno brasileiro Au-
reltano, de 223 tonelada?, capillo Prudente Ho-
inem da Rocha, equipagem II, carga 9974 ar-
robas de caine; a Maia 4 Espirito Santo,
i Navios sahidos no mesmo dia.
liba de S. Miguel Bacana portogoexa OlhYira,
eapitfo Antonio Francisco Uezende, carga as-
Bucar e ostros gneros.
SooUaampton e portn intermedios Yajior inglez
(buida, commandante. Reeks.
06serr'; SuspenaViU do lamari) |ara Demerara lugar
ittglez Falrlie, capita i Abernethy, com o mesmo
lastro qno trouxe da ilha da Ascencin.
EEITAES.
Joaquim Jos Silveira, tenento-toronel com-
mandante do I* balalho de infantaria da
guarda nacional do Reeife, e presidente
da eonsclho de qualificaro da freguezia
de Santo Antonio, etc.
Faro saber a quem interessar possa que
no dia 13 do corrate ter lugar na terna
da lei, a i* retiniao de conseiho de qualili-
eaco desta freguezi.i, no consistorio da
respectiva matriz.
Recite 1-2 de junho de I80U.
Joaquim Jos Almda.
Rodidubo J So Barata d'Almeida, cro.el
commandante do 2* batallio de infanta-
ra da guarda nacional do municipio do
ilecife, e presidente do conseibo de qua-
lifeaeio de S5o Jos, por S. M. I, e
constitucional, quem Deus guarde ele.
Fa;o sai'C.r aos que o presento edital
virem e a quem r.leressar possa, que ten-
do-se lindado o praso manado pela lei,
contina a ftinccionar o referido conseiho
uo dia 17 do crrente, no consistorio da
igreja matriz do S Jos, como determina
o art. 33 do decn to n. ~i de 23 de ou-
tubro de 1830.
Cuartel do ominando do 2a batalbSo de
infantina da guarda nacional do municipio
do Reeife, 12 de junho da 18f9.
Rililph) JooBvrWta d'Almeida.
I3ECLARAC0ES.
JUI$0 DOS FEITOS -DA FAZENDA
Qotnia-feira 17 do corrento dep.iis da an-
dien ia respectiva, as 11 horas do dia, ir a
praea o segninte:
A casa terrea na na do Amparo, n. 7,
com d palmos de fronte, Gu de fundo, 2
salas, .'{(piarlos, cavaba interna e quintal em
aborto, avatiado em 300f000 ris, para pa-
gamento do que deve Jos Ferreira .Marinho.
1! m na roa dos juarteis, (em Olinda)
n. '.), em mu estado, com 22 palmos de
(reate, i-i de fondo, salas, 2 guarios, co-
ziaha !ora, quinta! em aborto, avaliada em
I30#000 res.
Urna outiana mesma rqa, n. 10, no mes-
mo oslado e com as mesmas proporces,
avaliailaem ISOjfOOO ris, pira pagamento
do que devem os berdeiros de Manoel An-
tonio Conbra.
dem na ra do Amparo, n. :J3, com
40 palmos de frente, GO de fundo, 2 salas,
Seraphim Antunes Rodrigues Guimaraes
Soveiiaiio Ferreira .dos Santos.
Victorino Trajatio da Costa Fialho.
Jos Victorino de Lemos.
Vicente Ferreira da PaixJo.
Jarmario los Ferreira.
Luiz Jos Antunes.
Alcxandrino Xavier Pacheco.
Antonio Maa Chic-horro.
AnoBoiiio CarnehM dCunba,
Francisco da Silva Nobre.
Sala das sessoes do consejo de qualili-
cagao. 13 de junho do 1860.
Manoel do Nascitteaio Silva. Bastos,
Capitaos cretario.
Sautu Casa da Misericordia do
Reeife.
A 11 lina, junta aininis cativa da Santa Casa da
Misericordia do Reeife miada fazer publico que na
sala de suas sessoes, no dia 17 de junho, pelas
quatro horas da tarde, t*H de ser arrematadas a
quem mais vantagens offcrectr, pelo tempo de um
tres annos, as reudas u predios em seguida de-
clarados :
J2ST.VBELEGIMEN10S DE CARIDADE.
Hua Dirata.
obrSado de dous andares n. 8. 1:067^000
Ra do Padre Floriano.
Casa terrea n. 47...... 170*000
dem dem n. 63...... 176(KW
dem u. 47. 49....... 170*000
Ra das Calculas.
Casa terrea n. 30 ". l"7000
dem idem n. Sf....... 16800
Itlain idem h.30....... 1780u0
Una do Calabouc-).
Casa terrea n. 18....... .'OOOO
Idem tu 10........ 2i2000
Ra da Cadeia.
Sobrado de um andar n. 23 68V 3000
Roa da Mooda.
Primeiro andar do sbralo n. 37. .* 7t000
Segundo andar dito...... 96000
Aieal do Forte.
Casa terrea n. 1....... 100*000
PATRIMO.MO DOS ORPI1AOS.
Larqe do Pcraiio.
1. luja da fente do sobrado n. 0 161*000
i. I.ija da iravessa...... 121*000
3.a dita dita ..... ... 73*OO
Praea da Roa Vista.
Sobrado de dous andares n. 11 1:200*000
Ra de S. Goncalo.
Casa terrea n. 22...... 196000
dem idem n 2i. 0 196*000
Ra da Madre de Deus
l. e .andares do sobr ido n. I. .100*000
Luja do mesmo ....... 800*000
dem o.-4.....; 1:031*000
Azeito de Peixe.
Sobrado de um andar n.63 030*000
Casa terrea n. 2. .' 1323000
Ra da Cacimba.
Casa terrea n. 3....... 1300iH)
dem idem n. 12...... h6*000
dem idem n. 10. ...'... 86*000
Ra de Burgos.
dem n. 21.......l'6*000
Ra do Vigario.
Sobrado de Ine andares n. 22. 832*000
i. andar do sobrado a. 87. 240000
Roa do Eii(-antament').
Casa larrea n. 7....... 200*000
dem idem 9........ 200*000
Madre de Deus.
Sobrado de um andar n. 9. 360*000
Casa terrea a. M.......1:000*000
Ra di Pilar.
Casa tem.a n. 103 ................ 116*000
Idem idem n. 103.................. 20**000
dem n. 110...................'.. 203*000
dem n. 98........................ 203*000
dem n. 96......................., 202*000
dem ii. 9i........................ 210*ooo
Idem 0. 100......., ,. .. ,.......,. .. 201 000
Sitio n. 3 no l'orno da C; 1........... 130*000
Os pretendentes dev^iao apresenlar no acto da
arremalacao as suas li.uieas, ou compareeenm
aeoMpanhadee dos respectivos fiadores.
Secretaria da Santa Ca-a da Misericordia do Re-
cite, 12 du junho de 1601.
O escrivao.
Pedro Roilrigues de Sniiza,
e francesa, maimeladi, otos, pies de 6 e 4 eoc^a,
toucinbo, vinbe e vinagre.
Quartel da Soledadc em Pernaubuce II de M
nho de 1869.
Francisco AnKmio de S Brrelo Jnior
Tewfnte-secrlario-
Tara Lisboa
Santa Casa da Misericordia
do Reeife.
A Minia, junta administrativa da Santa Casa
de Misericordia do Reeife, a salh d>i suas sessoes,
pelas 4 horas da tarde do dia 17 de correte, re-
cebe propalas para o foraecimento de pao e bola-
cha, que houverem de ser consumirlos em todos os
establecimenfos pios -eu cargo, tanto dcsta ci
dade como da de Oliflda, nos mezes de jullio a
setembro vindouros.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Reeife, i de junho de 1869.
, O escrivao,
Pedro Rodrigues de Souza. 1
Santa Casa de Misericordia
do Recite
A Rima, junta administrativa da Santa Casa
de Misericordia do Reeife, na sala de suas sessoes,
pulas 3 horas da tarde do dia 17 do corrente, re-
cebe propostas para o forneeimento de gneros
que houverem de ser consumidos em todos os esta-
belecimentos pios seu cargo, tanto nesta cidade
como na de Olinda, nos mezes de julho a setembro
vuidouros.
A caber ;
Assnear reuado, kilogramma.
Dito de 2 sorle, idem.
Rilo de borrao, idem.
Aletria. moa.
Arruz do Uaranbio, idem.
Azi'iU-J(iee, litro.
Aguardi ate, idem.
Azciit de carrapato, idem.
Itaealbao, kilogramma.
Raalas, idem.
Caf em grao, dem.
Chpreto, idem.
Cha hysson, idem.
Ceblas ctmto.
Carne verde, kilogramma.
Carne seeea, idem.
Fariuba de mandioca, lino.
Fuino do Rio, kilogramma.
Feijao iiHilalinbo, litro.
Farello, saeeo.
Hanteia l'raneeza, kilogramma.
I'eixi' Irasco, idem.
Sabao, idem.
Sal, litro.
Velas do carnauba, idem.
Ritas stearioas, kiioirainma.
. Vinagre, litro.
Vinbo tinto de Lisboa, idem.
Dito branco, idem.
Toucinbo, kilogrammo.
Os concurrentes poderao apres.:ntar suas pro-
postas em cartas fechadas, as quaes deverao ter a
ordem estabelecida no presente annuncio.
Secretarla da Sania Casa de Misericordia do
Reeife, i do junho do 1869.
O escrivao,
__________ Pedro Rotb-igves de $uza.
aspc^co io arsenal de
itinriulia.
Faz-se publico que a eammisaao de peritos,
examiiiamb na l'rma de'erniinadano rogulamento
annexoaodecreton. 1324da 3 de i'vereiro de
1831 os cascos, machinas, caldcin;s, apparelhos,
mastreaces, veamos, amarras e ancoras dos va-
pores Plrup'.im-i da eon.panhia- Pernambucana de
navegac31 coeteira, e CamaraaUte da companhia
Vigilante, acbm tolos esses objectos em estado
do poderom o Pirapama navegar, o o Camaragibe
continuar no lervico d reboque em que se m-
prega.
Inspaccao do arsenal de marmha de l'eriumbu-
co 12 de junho de 1809.
O inspector,
H. A. Rirbosa de Almeida.
Segu com i ida a brevidad" a barca partogwsi
otutanlr III. p-ir j.i ter par.' di carga pr.uupia ;
para oque Ihe i'jIi i naanageiro', trata-se com os
'iihos & C, largo do Cor-
poSautuu. 19, ou coui o capitao na praca do
..jmmercio.
Para o Eio- Grande do
Sul.
Deve seguir dentro em poucos dias a
liaren narioiwl Tkcrrza /*, o'ainda recebe
aiguiiui car:
Vigaiio n.
veira C.
a ;i licli': ;i ti atar na ra do
1,-cscriptuiiu de Bailar, Oli-
COISEIH DE CilUPBAS
O conseiho contrata no dia 19 do enr-
ente mez, avista de proposlas recebidas
at as 11 horas da manha e sob as condi-
Qoes do estylo, os strvicos de barbeiro
enfermaria de marinlia, e da lavagem de
roupa da rnesma, durante o xercicio pr-
ximamente vindouro ; assim con,o portees
mezes at setembro do corrento anno, o
forneeimento de cangica ou milho pillado,
THEATRO
DE
S. ISABEL.
PARA LISBOA
-Seguir eo:n a in.iior brevidade possivel o bri-
ptirtngucz Cmutanl$ I, por ja ler grande par-
u da Liri pni.*|a ; Mira o restante o passagei-
ros, trata-se ciim os eonsignalarins Oliveira, Filbos
& C, largo d.i Corpo Santo n. 19, ou com o capi-
tao na praca di commerrin.
Ri mi
Segu com brevidadu para o porto a-'.ma, o bri-
gue nacional Durnao ; lea parte do MU carrega-
inento engajado, para o resto que Me falta trata-se
c im os consignatarios Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo 4 C. ra da Cruz n. 37.
LEILOES.
LEILAO
DE
Predios
O agente Puntual competentemente autorisado
vender, em leilao, urna casa terrea em chaos pro-
prios, sita a estrada do encanamento da compa-
nhia de Reberibc, (sendo a entrada no lado do si-
tio do Sr. Dr. Leal em Parnamcirim) n. 16. com
sala, 3 quarlos, cozinha fra, um terraco na fren-
te, e sendo toda de paredes sobradas, rom 63 pal-
mos de frente e OO do fundo. Na mesma occa-
siao vender-se-ha tres casas terreas ns. 20, 22 e
21 solo foreiro, sitas a ra de S. Joo, rendeudo
cada una mcnsalmentc 23000.
HOJE.
No primeiro andar do sobrado n. 62, ra da
Cruz, s 11 horas.
DON IliOM
O commeDtlador Tasso,
lesejd alu&ir por mdico
prero as baixas e alaga-
dos do sea sitio do C-
unda, s quaes vio des-
le aponte da estrada no-
va de Bebciibe at quasi
a esticua ncuia ao logar de Agua Fria,
comprvhendendf) uma grande ilha, qual
assim como as rel'er''as haixas se pre-lam
muito a plantado de cjpim, anoz e qnal-
quer outras plantas que percisam de trra
tresca lodo o auno.
O referido commendador nao davida fa-
zer arrendamento desdes terrenos e alaga-
dos pnr 15 ou me.-iiM 0 anuos, e dar um
auno de fogo raorto a quem der fiaea
idnea e se obrigue a rotear os meamos.
NA L1YRARIA FRANCEZA
HAlt.V .VS PSTAS'DE SANTO ANTONIO, S. JOO E
. pr-nn
i I1"
Xi. \ji
Collecco de sortes para homens e se-
nhoras contendo mais a plnenologia das
damas, varios jogos para sociedade, chara-
das enigmas etc. etc. etc., accrescentada,
mais com o canto das mocas.
Um volunte ntidamente impresso IflOOO
Encontra-se tambem nesta livraria, um
completo sortimento de livros e carles de
de sortes para o mesmo divertimento das
familias._________________________
AMA DELEITE
Precha-se de urna ama de leile, prefere-so a
mulher livre e sem lillio : na ra das Cruzos n.
33, 2a andar.________________________________
TrTENCAO
Na typographia do Liberal, n. 48, rua
do Imperador, exislem folhetos impressos
contendo o programma do centro liberal,
os quaes se venden) commodamentc.
IB:ii,ao
Do terreno com sobrado de um andar u. 17, em
tenas proprias, sito a rua do Lima outr'ora
chamado sio do Araca e hoje denominado
Casa de Saude do Sr. Dr. Ramos, em Sanio
Amaro, transferido por causa da chuva do dia
10 para
l 5 do eorreute.
O agente Oliveira compelenlemente autorisado
(ara leilao do excedente predio supramencionado.
immi;.
ao meio dia em ponto, no seu escripturio a rua
da Cadeia n. i, primeiro andar, onde os preten-
dentes podem examinar com aniecipaco a res-
pecliva escriptura.
LEILAO
i qartos, cozinha dentro, em mu estado, j l)ara os navios da armada e estabelecimen-
avaliadi em SOO-iJOO, para pagamento do ls da mannha.
que devem os herdeiros de Eracrenciana
aria Joa |uina do Amparo.
A meiagua na rua Jogo da Bolla, n.
l, com 8 palmos de largura, porta e ja-
nella, em mu estado, avaliada em 30#U)0
ris, para pagamento do que devem os her-
deiros de Jos Manoel de Fara.
A casa terrea na rua do Cabral, u 28,
em mu estado, com 16 palmos de frente,
Cdcf ndo, -2 salas. 2 quartos, cozinha
dentro, e soto, avaliada em O'JrKKX) ris,
para pagamento do que deve Jos da Costa
Dourio pelos herdeiros do Simplicio Fer-
reira Coelho.
Reeife, II dejonbo de 18C9.
O solicitador da azenda provincial.
/. Fimino Oorra de Aiauj>.
Peranie a enmara municipal desta cidade
estarao em praea nos dias 11, l\ e 16 do corrente,
para serem n por quem menor preco
ulu.reccr as nbras nao s6 dos reparos da estrada
que vai ter a Capnnga, orcidos na quantia de...
2:7944000, como das .que ecessita o maiadonro
pubbcAj, hq.iUus na importancia de 1:958?00 :
acuelles que pretenierem concoirer a arremala-
cao de taes obras. I-ibiliter.i-se na forma da lei,
sem o que na > poderao licitar.
Os orraatentos a.-ham-se na BecreflU da mes-
ma cmara, onde os concurrentes poderjp exa-
minados, pac., da .'Etiara municipal do Reeife 9
de junio de 1869.
Ignacio Joaquim .; Souza Lt'to.
Pro-presidente.
Francisco Canuto da Boa- Via-jem.
Secretario.
He ordem do Iiim. Sr. tenente-coronel
commandante do i baUtblo, presidente do
conseiho de quahlicaco da guarda nacio-
nal daheguezia da Boa Vista, sao chama-
dos comparecer no consistorio da matriz
da dita fregoeaia, quarta feira 16 do corrente
s 10 horas da manhaa, os interiores e guar-
das que requereram para serem inspeccio-
nados, os (tiaes sao os seguintes :
Antonio Jacintiio de Barro?.
.Antonio Joc da GQSt Araojo.
Bacellar Jos Teixeira.
Cosme Damij Correia.
Francisco Cypriano da Silva Santos.
Candido M lilao de Freitas Fragoso.
Carlos Ulyses Duboii.
Oaniel de Araujo Lima.
Elias Baptisla da Silva fiamos.
Estevlq de Souza Moreira.
Francisco Rodrigues Barbosa.
Franeaco Paulino Lupos de Atoieida.
Felisinino dos Santos e Silva.
Francisco Xavier Alfonso de Carvalho.
Guilhorrae Candido Leal Ferreira.
Joo Lcopoldinn do Reg.
JoSo ''rancisc.o dos Bantoe.
loo J^erreira da Visitado.
Jos Antonio de Lima.
Jos Gomes Pinto.
Jos AI ves de Afeito.
Ludgero Lope Lima.
Luiz Pereira Raposo.
Manoel dos Santos Pimental.
Jaaeel Bessone de Mello.

Tambem o conseiho, por igual forma, no
mencionado dia 19 to corrente mez, pro-
move a compra dos objeetos do materiaes
da armada, seguintes: i bules de ferro
cstanhado, 6 arrobas de linha de barca
grossa, 6 arrobas de linha de barca fina. 10
libras de obreias l'ran:ezas, 1 regiment de
signas para navio, 2 pecas de sondar* sa,
^terrinas de Ierroestinhado, 20tira lindad-
1,000 tijollos de logo, 40 grosas de tor-
cidas para pharol, 120 bracas de corrente
de ferro at ','* pollegada reforjada, 100
covados de damasco verde de laa eseda,
iO resmas de papel al maco branco, 20 ar-
robas do estopa de aigodo, 8 arrobas de
mialharbraneo, 200 covados de fileli ama- i
rolo, 200 ditos de dilo encarnado, 260 di-
tos de dito branco, 260 ditos de dito azul,
e 20 cadinhos d- lapi.-i sortidos.
Sala das sessoes de conseiho de compras
navaes, 11 de junho de 1869.
O Secretario
____ Alexandre hod tt/ues dos Anjos,
Hoje, depois da audiencia do Illrn.
Dr. juiz de orplios tem de ir em praca
publica perante o mesmo joiz* a cscrava
Mara, cabra, idade de 19 a 20 annos, com
algumas habilidades e de servico domes-
tico, srivindo de basj para arrematac5 s
a offerta c'e 1:100)3, a qual vai a praca a
requerimento do consenhor da dita escra-
va, Leonardo Jos Pereira.
Arrematando
Terca-felra, 1.1 do corrente, depois da audiencia
do Dr. juiz municipal da 1" vara, ter lugar a
praca da prela Manoclla, de dade do 30 annos,
avahada por 2005 ; do preto Jacintho, crioulo, de
idade de 40 annos, por u00 ; de tres egoas ru-
cas por 20..5, e de um cavado rozlho, de sella, por
603 ; tudo penhorado a Joao da Cunha Pereira.
EMFHEZA DRAHATICA
DE
HBCITA CONCEDIOA A PAVOS D^
Hermenegildo .igntonio Nunes-
Vianna.
QABTA-FEIRA 16 DE JtiNHO DE 1659.
Representar-se-ha pela ultima vez a muito ap-
plaudida comedia em 3 actos
0 PASSARO ffi
Segne-se a representacaa da scena- dramtica
pelo Sr. Joaquim Augusli
CERRACAO NO MAR
Dar fim ao espectculo a segunda representa-
cao da chistosa comedia cni 1 acto
Un marid nas pal ni i ti has
Comecara as 8 horas.
O beneficiado um Pernambueano (ue ludo
espera loa mu comprovincianos.
THATRO
Gymnasio Campestre
QUARTA-FEIRA 16 DE JUNHO DE 1869.
H-ner um lindo e variado espectculo
no qual tomarlo parte a SRA. D JESUINA
e os distmetos e muito applaudidos artis-
tas fraiicezes, MR. POPPE E HDAME
POPPE. O programma do dev rtimento
ser annunciado por extenso, nos jornaes
de amanhla.
A 15 do correut mez.
O agente Oliveira, competentemente autorisado
l'ar leilao do caixao da casa al respaldo, com re-
partimentos de moradia c lelheiro, na rua dos
Guararapes n. 38 a li actualje n. 22 anligo, em
terreno d&marinha n. 90, com setenta e seis pal-
mos de frente e trezentos e cincuenta de fundo at
a rua do Ilrnm, sendo que o oitao em toda esta
exlensiio forma urna na larga de transito da- dos
Oiiararape.- para a doBrom, dando a casa futura
da -quina tr-s trentes como do dezenho que se
i patentear.
oji: '
I ao meio dia em punto em seu eseriptorio a rua da
Cadeia n. i primeiro andar por cima do arniazcm
i do Sr. Barroca, on le os pretendentes lero os p..s-
si veis esclarecimentos, e a quem para nao fazer
demasiado extenso este annuncio, se pede, que ba-
jan) de examinar previamente dita propriedade,
que se vende sem reserva.
Gymnasio Campestre
E' ao Sr. Procopio de Sena Santiago,
ponto deste theatro, que s d'eseja fallar na
rua Direita n. 53, a negocio que nao Ibe
deve ser estranho.
Aluga se a toja do sobrado n. 32, sita na Bra-
ca da Boa-Vista, lendo eonimodos para qoalqner
estabelecimento : a tratar na rua do Alecrim
n. 36._________________________________
uma ama : na rua do Fog
Procisa-se de
0.31.
Na rua Direila n. 2, luja de funileiro, ou m
povoado dos Montes, precisa o abaixo ass ignado
entender-so com o Sr. Manoel Calisto de Souza a
negocio de seu interesse ; isio no praso de tres
dias. Reeife 18 de mato de 1869.
Pedro Doarte Rodrigues Franca.
Precisa- s deuina ama forra un captiva pa-
ra cosinhar eengommar : na rua de S. Francisco
n. 5i.
Ama
Prccisa-se de uma ama para cozinbar : na rua
do Crespo n. 20.
Criado
Precisa-se de um criado fiel o diligente, livre ou
escravo, para urna casa de familia : a Halar na
rua Helia n. 37, sobrado do dous andares.
O abaixo assignaao participa ao respeiiavel
publico e com espeejalidade ao corpo commerciai.
que tendo de retirar se para a luropa a negocio
e temporariamente deixa na gerencia do seu esta-
belecimento sito 3 rua da Cadeia n. 30, o s(u cu-
nhado o Sr. Carlos Prese e o Sr. Leonardo Anto-
nio do Espirito Santo Porto, competentemente au
tensados e habilitados para este fin, ringi-se
porlanto ais seus amigos e fregnezes que conti-
nen a dispensar a mesma confianca, com que
sempre se digaarain honrado, corto "de que suas
ordens serao exccn'adas com zlo e actividade.
Francisco H. Caris.
lnsifeo acadmica,
Pubiica.-s.^du:i- .ozespormez o assigna-se nas
lirrarias ac econmica, e nesla typogra-
phia. a raen de i i ::iensaes, entrega do primei-
ro numero.
AMA
LEILAO
De
h dM com presuntos e
mauteiga inglcza.
HOJE.
O agente Pestaa far leilao por conta e risco
de quem pertencer dos gneros cima a vonta.le
dos compradores; hoje as 11 horas da manhaa
no Annes.
Deposito de insimulo
O respectivo Sr. capitao commandante recebe no
dia 31 do corrente mez, as 10 horas da manhaa,
na secretaria do mesmo deposito, propostas para o
fornecimeuto de capim de planta, mel, milho e
farello, para o 2o semestre deste anno.
Adverte-se, que, as propostas deverS'ser re-
meliidas em cartas fechadas, dirigidas ao mesmo
Sr. commandante, o devondo os senhores propo-
nents guiarem-se pelo novo systema de pesos e
medidas.
Quartel no Campo das Princezas li de junho de I
1869.
Luiz Jos de Souza,
Allires, 2" commandante.
AVISOS MARTIMOS.
Companhia americana e brasilei-
ra de paquetes a vapor.
At o dia la do 'corronte mez esperado de
New-York por S. Thomaz e Para o vapor ameri-
cano touth America, 6 qaal depois da demora de
costume seguir para o portas dp sul ; para fre-
tes e pasaagens trata-se com os gentes Henry
Forster &C rua doTrajiicbe n. 8.____________
Ilha de S. Miguel
Para o porto cima segu, com muita brevidade
o patacho portog.iez Jorgetue por j ter prompta
quasi toda a carga : para o resto que lhe falta e
passageiros, para os quaes tem bellos commodos,
trata-se com o consignatario Joao do Reg Lima,
rua de Apollo n. 4.
IJ
De um piano do Jacaranda, 1 mobilia com 1
sof, 1 mesa e 2 consolos com podra, i cadeiras
de bracos e 12 de guarnieao de Jacaranda, 1 can-
delabro, 4caslicaes e maugas, 1 relogio, 1 rico
quadro, descamo de ps (dourados), pjrla msi-
cas, mesinhas, 1 dita de diario, 1 mesa de es-
eriptorio, 1 jugo de gamo, 1 cama franceza, 1
guarda roupa, 1 rommoda, 2 mesas-de jacaran
d, 1 lote de esleir para forro de sala. 2 cadeiras
de bfllanco, i mesa elstica, 1 apparauor, 1 ap
parelho de porcelana branca para jardar, louea
para cha, copos, clices, garrafas, lalhcres, 1
quartinheira, 1 cabide, 1 sof, 12 cadeiras, mesas
e outros objeetos ae casa de familia.
Ouarta-feira 10 do corrente,
No 2o andar do sobrado da rua da Impe-
ratriz n. 31.
O agente Pinto (ara leilao por conta de uma
familia que m dou de residencia, dos movis e
mais objeetos cima mencionados existentes no
andar do sobrado da rua da Imperatri?. n. 31, on
de se effectuara o leilao.
Principiar as 10-horas.
Km S. Jos do Maoguinio, sitio n. 2, antes da
igreja, precisa-se de duas amas, uma que seja boa
engommadeira e outra enzinheira, para pequoua
familia ; paga-so liein agradando.
Da so 1:000 apremio com hypolheca em
bens de dobrado valor nesia cidade : na rua No-
va, toja de ferragens n. 31.
Precisa-se de um caiiieiro de 1 a li annos
de idade, com pralica dr. taberna, e que d fiador
ai sua conduela : ni rua Imperial n. 197.
D-se um eontu de ris a premio sobre hy-
potheca eai casas: na rua Direita n. 24, padaria
se dir quem d.
ESCRAVO
FGIDO
Dcsippareecn do engenho Pitfob, no dia 10 do
corrale mez, o escravo Silverio, preto, crioiilo, de
idade 20 annos, altara regular, eorpolenlo, rosto
redondo, olhos grande?, faa mansa, e lem o cos-
tume de quan lo falla volver os olhos para o alto,
este escravo tem principio de pedreiro e caiador,
filhode Goianna, e oi alli escravo do Sr. Jos
Antonio de Albuquerque, consta que foi visto nes-
ta cidade : recommenda-se a prisao do dito escra-
vo, e sna entrega a seu senhor Domingos Martina
Pereira Monteiro, no referido engenho, ouaos Srs
Manoel Alves Ferreira & C, nesta cidade. Gratili-
ca-se a quem o apreseniar.
.iTLOH DO I I ?IO
e
B
*
e
s
i
AVISO AOS APRECIADORES
DA I10A H MAi: V
-------DA FLOR DO KIMO-------
Acabam de cliegar novas
remessas de fumo picado,
e cigarros especiaes do
tabaco do serto do Para
e Amazonas preparado por
Jos Julio Sampaio Pires,
(do Para), premiado Da
exposico nacional, vnde-
se em seu nico deposito
em Pernambuco, praca da
Independencia n. 39, loja
de Porto & Bastos.
O
9
9
O
a
a
9
A FLOR OO Firn*
Precisa- se de uma ama fon a uu escrava,
para a casa de familia, a tratar na ruad*
Queimado n. G9.
------------_
Precisa-se de uma pessoa escrava para ven-
der doce, pagando-se mensalmcnte ou |K>r von-
dagem : a tratar na rua da Sania Crur n. 1?.
As eciinomicas e importantes machinas para
cortar bolachas de todos os tamanhos : sempre
venda na rua Direita n. 81.
Aluga-sc
urna preta escrava para tomar conta de um ta-
boleiro de fazendas e vender na rua : a tratar na
rua do Crespo n. 20.
Perdeuse, no dia 9 do crrente, um
mosaico, deforma oval, representando um
ramo de liares sobre pedrn preta, de boto
de punho: juera o livor achadi e qnizer
restitui-lo fri o favor de djrigir-se rua
Nova sobrado n. 39."
Precisa-se de urna boa ama de leite sem fi-
Iho : infonna-se na rua Augusta n. 69.
Acba-se lugida ha oilo mezes a preta es-
crava, de nacao, de nome Maria.com 40 annos de
idade. baixa cor fula, consta que diz ser forra, e
anda vendando na freguezia da Roa-Vista, com
uma bandeja pintada de encarnado, com que
fugio : gralilica-se bemaquem a apprehender e
leva-la a rua Imperial n. 103.
Deseja-se fallar a negocio de in-
teresse a rua to Crespo n. IJ
, Aos Srs.
Paulino Ferrpira da Silva.
Dr. Francisco Pinto Pessoa.
Francisco ereir de Arruda Cmara. (Sr.
d Manoel Jos Fernandes Oarros. E ao meu
especial amigo o Sr. tenele-cornnel Pedro
Segundino Barbosa da Silva, (Sr. de en-
genho.)
No armnzem afandegado da rua do
Apollo n. 2(1 de James Ryder t\- C. armaze-
nas-se fazendas nas seguintes condicc5es.
Fardos 800 rs.........)
Caixas 040 rs.........) por tres mezes
Fardos de estopa a 1 >l>00.)
as faz ndas entradas no arma em e sabida
dentro de 2i horas paga os tres mezes
de nrmazonagem tendo um abatimenlo de
20 % assim como passando 3 mezes e um
dia recebes-se seis mezes.
LEILAO
De (Itvidos na importancia de rs.
3:663^482.
O agento Martins levar uovamente, por despa-
cho do Illm. Sr. Dr. juiz especial do commercio,
as dividas cima pertencentes massa fallida de
Silvestre Pereira da Cunha, servindo de base a
ofierta do ultimo leilao.
Quarta-fcira 16 do corrente
No armazem da rua do Imperador n. 16, as li
horas do dia.
Deposito dos recrutas.
O cnis< Iho econmico do mosmo deposito con-
tratado dia 18jdocorrent mez,os gneros alimen-
ticios, abaixo mencionados, para forneeimento das
pracas arranchadas o do mies na enfermaria mili-
to r, |iara,oquc recebar na Secretaria do quartel
da Soiedadje, as 10 ora < da manha, as dovidas
sias, cuja forneeimBto' rincipiar do Io qe
junho o fmdar a 31 de ceiembro doeorrente an-
'', sendo os gneros os ueguintes : aletria, arroz,
assnear branco a mases vo retinado, axcite doce,
bolachas, baealhao, boiatbinhas do araruta, cha,
cato em earoco e raoido, carne vera, rn'ta secea.
farinha de mandioca, dita de aramia, dita do Ma-
ranho, feijo mulatinho, lenha, manteija i^Ieza
Para, os portos cima segu com brovidade a
harea portugueza Clemexiina, tem narte do seu
oarregamento engajado, e para o resto que lhe
falta, trata-se com os consignatarios Antonio Luiz
de Oliveira Azevedo & C, rua da Cruz n. ">7.
CXWfPANHIA PERNAMBUCANA
91
\aTga?io ctutetr* par vapor
. O vapor Parahyba, com-
x^ mandaste Mello, seguir para
o porto acuna no dia 16 do cor-
rete ae eras da nojte. Recebe
___ carga, eitcmnmendte, ineeayiros
afrete no eseriptorio do Fertedoiat-
toso. 12.
LEILAO
DE DIVIDAS NA IMPORTANCIA DE RS.
42:0195078.
O agente Martins far leilao por autorisacao do
Illm. Sr. Dr. Claudino de Araujo Guimaraes cn-
sul de PortugaC das dividas activas pertencentes
'ao espolio de Manoel Tavares Cbrdeiro, na impor-
tancia de 42.-6195078.
Quarta-feira 16 do corrente.
No annazem da rua do Imperador n. 16, as II
horas do dia.
kM:il,10
De uma mobilia de Jacaranda, 1 piano forte, me-
sas, cadeiras, 1 aparador, mesa elstica, 1 cos-
tureira e outros movis.
Uma alcatifa (forro de tapete avelliidado para
uma grande sala), louca, vidro, rejo ?ios e ou-
tros objeetos.
Quarti-feira 16 de junho
no f andarlo sobrado da rua da Imporatriz na-
mero 3i. ^
Pede-se ao Sr. adminisirador do correio, que
lance suas visias sobro o carleiro da via-ferrea,
afim de que nao deixo de reeebe meia hora an-
tes de iiarlir o trem a correspondencia, que se di-
rige para o interior.
______________________O nrejndieado. _______
" T(I0;01I
de gratilicaco a quem pejar e levar rua do
Qieimado'n. 13, a escrava parda, Josepha, com-
prad ao Sr. eomrnendador Jcs Joaquim de Lima
llairao, e fgida do sitio n. 7, na estrada de Joo
Fernandes Vieira, em fias do mez prximo passa-
do.com os signaes setruintes : cabello bom o cos-
luma traze-lo amarrado, algumas cicatrizes de
chicote nas cosas, cor eseura, magra, ar alegre e
muito risonho, levou no dodo um aunel, e condu-
zio uma irouxacom por^o da ronpa, costuma an-
dar do borzeguim e a trajar bom. Protosta-se
contra quem a ti ver occulla.________
O abaixo assfgoado avisa ao publiWe espe-
cialmente ao rasneitavel orpo do^imimerci.i, qne
desde o ultimo de dezembro de 185' delxou de
fazer parte da sociedade que ?yrava e ainda gyra,
sob a razao de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo
& C Com quanto nunca tivesse existido escrip-
tura ou contrato de sociedad entre o abaixo as-
slgnado e seu irmo Antonio Luiz de OH veira Aze-
vedo, todava jnlga conveniente fazer a presente
declaracao para remover ou prevenir qualquer
duvida qne possa por ventura de futuro appare-
eer. Reeife 14 de junho de 18fi9.
Francisco L. O. Azevedo.
SOCIEDADE DISSOLVID
Os abaixo assiguados lazem scieute que
as sociedades mereantis, quo gyravam nesta
praca e na de Pernambuco, sob a firma de
Simpson, Broad C. forem amigavelraente
dissolvidas desde 31 de maio prximo pas-
sado, retirando-se de ambas o socio Willi-
am Wbite Broad, e licando exclusivamente
cargo do soc o Peter Simpson, sob a nova
firma Simpson AC. na Baha, eemPecriam-
buco, as liquidagoes de ambas as socieda-
des. Babia, 8 de junho do ISG9.Por pro-
curado de Peter Simpson, 'Thomaz Whar~
He. William While Brood.
GRANDE HOTEL
11RUA ESTREITA DO ROSARIO----II
Este novo e modesto estabelecimento,
tendo aberto ao rcspeitavel publico este ele-
gante e bem fornecido hotel que situado
n'uma posicao inleiramente saudavel, e sen-
do constantemente sombreado pelos doces
zephyros da tarde, toma-se preferivel qual-
quer outro d'este genero, as tres cousas
mais necessarias ao genero racionalali-
mento do corpo. dislraro da alma, e scwv-
go de espirito.
No pavimento lerreo uma casa de pasto
muito profusa* da primeara ordem ; no pri-
meiro andar, sala da frente, um exc-dleote
bilhar de mogno, para divertimento. Sala
de traz um restaurante da primeira ordem.
Quanto ao asseio e bemleitoria das comedo-
rias, o delicado modo do pessoal do estabe-
lecimento, promptidao c commodidade. so
aos illustres conorrentes dado fazer jn--
U?a. -
Fomece comidas para fra, tanto por
mez como avulsa. Todos os dias, noite.
eucontrar-sq cxcelleule sorvote. refrescos, ca-
f, cha, bons vinlios Figueira, Porto, Bor-
deaux, tendo bons commodos para hospe-
dagem, baloes c quartos mobiliados no
segundo andar.
VMA
Precisa-se de urna ama livro ou escrava,
de bons costumes, que sama bem cosinhar.
para uma casa de familia. Dirigtr-se rua
Bella n. 37, sobrado de dous andares.
Precisa-?c de um Irabalhador de padarT:
na rua do Rangel o. 9.
Na rua Direila n. 3ti, vendom-se hostias^
obreias muito em conla.
AVISOS DIVERSOS.
. Precisa-se de um eaixeiro para taberna de
i\ 18 anuos de idade: na rua Dtreiu 11. 35.
I Peter Simpson faz sciente que, tendo
dissolvido amigavelmente em i de maio
prximo passado, a sociedade mercentil que
gyra va nesta pra^a sob a firma Simpjon.
Broad, A C.f retirando-sQ o socio William
WhiteBroad : sua casa oommercial conti-
nuar a gjwr sob a nova firma do Simpson
C. ^
Penumbiieo 14 dejunbo de 1869.
55Precsa-se do uma ama para cozinhar o cem-
prar para casa de potrea familia : a tratar na roa
do Livraroento n. 2i, lojt>._________
Antonio Alberto de Souza Aguiar vai Por-
lugal, onde pretende demorar-so apenas dous me-
zes, e durante sua ausencia fleam encarregados
de todos >s seus negocios, em 1" lugar o Sr. h*-
quim Pilippe da Coala, cm 2wa, mulher Herme-
negiMa Leopoidina Agniar, e em 3* seus caixeiw
os Srs. Franciscmlase-d Sito e Jos Fausto Ma-
rinho. ^
l
'
Preeisa-se de um carroceiro,
no sio do viveirc do Muniz.
Carroceiro
e paga-se bem


/
Diario de Pernambuco Terqa feira 15 de Junho de 1869.
ESMERALDA
\ m no ni ;
ou
ARTE MVfWATORIA
Madame Linck.
Colleccao- de novissimas sortes para as
noites de S. Joao e S. Pedro, 1 volunte n-
tidamente mpresso, 15000, a venda no
bazar acadmico ruada Imperatriz n. 13,
e na mesma ra no Caf Imperatriz. E'
uin dos melliores livros de sortes escohi-
dos para diverlimentos da presente epocha:
contendo, alcm das interessantes sortes,
diversos inigmas em linguas > strangeiras.
Criado.
Precisa-se de ura criado proprio para servir em
una sitio : infornt-se ni ra estreita do Rosario
n. 28.____________________________
Faz-sc todo negocio 555 uhi terreno situado
no lugar Gua pena, ierto da Gloria do Gni, nti
eidade da Victoria : ipaem pretender pode dirigir-
se casa n. 5i da ra nova de Santa Rita.____
Moreira Duarte & C. tendo feito urna
completa reforma no seu estabelecimento
de joias da ra do Cabug n. 5, (junto a
loja de cera) acabam de reabri-lo ao res-
itavel publico, a quem offerecem um es-
plendido sortimento de joias as mais mo-
dernas e primorosas que teem yindo a esta
praca. e por precos o mais resumido possi-
vel. Tambem compram ouro. prata e pe-
dras preciosas
n.:;i
Precisa-se do urna ama
la i). 81.
Ama de Icle.
de Icite :
na ra irei-
Ahiga-se
a padaria sita no largo da Santa Crin n. I. e tam-
bem aluga-se par.ioutro <|iialquer negocio : quem
a pretender dirija-se roa & Sobo n. 8.
6RA DA CRUZ 16
m AXTOXIO, S. JOO G PERO.
Ha diariamente sn timento de bollinhos para cha, podas, pues de lo, bollo inglez,
presuntos, ditos em feambre, pastis de differenles anualidades. Papis para sortes,
bollos simples e enfeitados, amendoas confeitadas e confeitos. Yinlios linos engarrafa-
dos, superior cha Hisson, pretoe miudinlio, fruota em larapes. ditas seecas e christa-
lisada*, assucar CMdi, xa ropos refrigerantes.
Recbense cucommendas de handeijas para casamento, bailes o baptizados, com
bonitas arances de assucar, sendo estas preferiveis as de papulo: bollos etc., paos
ie lo enfeitados, quatqoer encommenda para fura ser bein acondicionada.
CLUB PEMAMBUCAlfO.
A partida do correte m z, t r lugar na
noito do dia 10. __________
_ beseja-se sa!T oud.: mora a Sra. 1). Hara
Seraphina Alvos Teixeira, niha do capitn do 8-
batalhoo de Ia liaba, a negocio de sen interese
ncsUj tymrapliia se dita quem llie dcst'j-t fallar.
Os aBaixo as.-ignados particiuan ao publico
o especialmente ao respeitavel corpo do commer-
rio. que tendo findo o c intrato do sociedade (|iic
tinliam sol) a irma francisco Garrido i Hermano,
no hotel Central, e deposito de charutos, no andar,
terreo do mrsmo, H aoha donde malo prximo
pascado dissolvida dita sociedade, licando parten -
cendoos mencionado* estabeleciini'ntus exclusiva-
mente ao socio Francisco (arrido, a cargo de
quem tambem tica todo o activo e passivo da mes-
mo sociedade. O priuioiro abaixo assignado con-
vida a luda* que liverem conlas com a exliocta
tirina a apresentarem seits ttulos no 'mais curto
praso am de aeren payos. Recife 11 do junho
de i8tt.
Franeiceo Garrido.
Manocl Garrido.
1 trense.
No pateo 00 Terco n. 31, loja, precisa-so de 500
a 0, dando-se por garanta urna parle de um
engenlio : quem Quizar pode tratar na mesma loja
i'-.moSr. Paes Barre! >.
FOIJIIS
Ni antiga fabrica de fogos de artificio da viuva
Rufino, o.\i.-!r! ooi completo sortimento de rodi-
kas, NMMim e pistolas, UBJBttua propnos para
os festejo* das noites de Sanio Antuiiio e S. Joyo.
too por oomroodo preco, e como s.-ja a fabrica
diatante da eidade, as pessoas que guizerem fa-
ier suaseiH'.omni'Tidas, poderao leva-las no arma-
zooa da bola amarella, no oitao da secretaria da
polica, onde tambem acharan as amostras.
Pt, Um moco cliegado lia ivs dias do ltio de
Janeiro, deseja saber onde mera o Sr. los de
Sonta Jorge.
CASA DA FORTUNA
Aos 4:000$
Bilketes garantidos.
A ra do Crespo n. '23 e casas do costume.
'0 abaixo assignad t.ado vendido nos seusmui-
:o felfees bilhetes guraniidos 2 quartosn. 1989 com
a sorte de 700, i meio n. 3330 con a sorte de
02|, e outras mutas sortes do 100a, 40* e
20 5 da lotera que se acaben do oxtrahir em be-
neiicio da matriz de.Muribeca (OO1), convida aos
| possniors a viren ueeflhar seus respectivos
premies sein os desca tos das leis, na casa da
Fortuna rua do Crespo n. 23.
Acham-se a venda oj da T parte da lotera
beneflcioda matriz de S Louronco da Malta (110')
que se estrahir samado 19 do eorrente oes.
Breos.
Dilhetc. *. i*000
Hcio.....2#000
Quarto.....lOOO
Em porco de 100 para cima.
Bilhete.....aaSOO
Meio....... i |780
Quarto...... 87 o
Manoel Martina Fiuza.
PEHEQITO.
Da-se 5^000 de gratificlo pessea que apa-
nhou um perequito, fagidO da ra Bella, com urna
correte de prata no pe, c qnizer restitni-lo, alm
do que licar-se-ha extremaaiento agradecido, pu-
dendo entrgalo na mesma roa Ib'lla n. 20.______
Furlaram do enpenlio S. raz, l'regiiezia do
CaUvum cavallo aiasao eaxo, com os signaos
gegointes : cauda comprida, pnuco cabello e di-
nas, frente aberta e um pe bronco, tem dous ca-
ro."s, um sobre a sarnellia e outro sobre a peqoe-
na'cestclla junto ao espinudo, urna ligeira pela-
dura sobre a anca, e castrado e anda bemdeljai-
xo at meio largo : quem delle der noticia no re-
ferido engenho, ou a ra do Caldeireiro dcsla
cidade do Recife n. 42, ser bom gratificado.
Precisa-se aluxar urna escrava para o servido
interno de casa de pouca familia : no viveiro do
Muniz.
NA NOVA L0J\ m DO CRESPO N, 17,
DE
Antones (iiiiniaresU.
Esleirs da India e baloes de todas as
qualidsdes.
Cambraias de cores, percalias, finas bri-
ihantinas de cores, lanzinlias de todas as
qualidades, etc. ftc.
Ricos cortes de seda de cores e prctas
lavradas.
Ditos ditos de cambraia branca bordada
para casamentos.
Ricmissimos corles de vestidos de blond.
Poupelina de seda, novo gosto no mer-
cado.
Damascos de duas larguras de todas as
cores.
Saias bordadas de novo gpsto.
Camisas bordadas pato senbora.
Basqaines pretas de seda.
Casaquinhos de casimira de cOr de novo
gosto.
Ricas colchas de seda adamascadas.
Ditas adamascadas de core.
Alpacas lisas de cores novas.
Ricas fronhas, lencos, rendas e bicers
bordados.
Bramantes e bivUnilias finas e umitas
cutras fazendas que seria enfadonho men-
oionar.
ATTENCAO
Vende-?e 1 escrava recolhida, bonita ftgBia, de
16 annos de idade, engomina, cose c rozinha com
perfeieao, 2 ditas que engommam bem e cozinham,
1 dita propria para engenho, c com habilidade, 2
escravos, sendo um ptimo copeiro : na travessa
do Carino n. 1.
Novo livro de sortes para
S. Joao e S. Pedro
A Pylhonissa de Endor, inteiramenle
inditas e interessantes, a 610 ris o ex-
PDlplar, ra estreita do Rosario n. i. Libras de
lypographia de Geraldo de Mira, na enca-
dernacio parisiense 3 na do Imperador
livraria econmica de Nogueira Medeiros
a na dn Oespc n. 2. ___
FARINHA DB
MANDiOCA
UVAL SEN Wm
Ruado Queimadon, 49 c 57 loja,
de miudezas de Jos de Azeve-
do Mata c Silva conhecido por
Jos Bigodtnho.
Est qneirnando tudo quanto tem em seu
estabelecimento para acabar e fazernovo
sortimento, por isso queiraravir ou mandar
v o que e bom e barato.
Garrafas enm ,agua florida fbr-
dadeira ...... I)20b
Garr?ras com agua divina dame-
lliorqualidade .... l#5O0
Latas com superior banha Iran-
ceza ...... $200
Caixascom 12 frascos de cheiros
proprio para mimos 2oOO
Dita com|U Irascos mudo finos -S800
Oleo baboza muito flno que s
a vista ......
Sabonotes de calunga muito bo-
nito ......
Caixas do p de arroz muito
superior .....
Pegas de babadinbo com 10
varas \......
Caixas redondas emitando tar-
taruga ......
Peras de lita de cus qualquer
largura
Escoras para
as .
Escovas pora
muito lina .....
Polceiras de contas de cores
para meninos .
Caixas de linlia branca do gaz
com 50 novellos .
Caixas de Italia branca do gaz
com .10 novellos .
Pecas de tranca lisa de todas
as cores .
Resmas de papel pautado muito
fino ......
Pares de botoes para punhos
muito bonito .
8a pa a bordados de
de todas ?s cores .
Pentes com costas de metal
muito linos .
Novellos de linha muito grande
para croxs .
Dttzia de linha froxa para bor-
dado \......
i Grosas de botoes madreperola
tullas muito i-
di'tites fazenda
COMPRAS.
Vendem-se dous bonitos escravos, um ido-
loque de 10 annos, bom cozinheiro, c uta cabri-
nha de 10 annos : no terceiro andar do sobrado
n. 36 da ra das Cruzes.
(Jaixeiro
Precisa-se de mu malm do 12 a H mu idade, paracaixeiro de padaria, e,:n pratica pn
Sea hh : no paleo I i. i i n. '>*.
Prensa-sede urna ama
ii. 45.
Compra-se
ouro e prata e podras preciosas, no arco
da Con :eico, na loja de ourives, no R>;-
cife.
Superior farinlia de mandioca recente-' muito lino a .
mente ebegada te Santa CaUarina, vende-1 Saboncte muito finos 00, 120,
se a preco como io a bordo do brigue alie- '^(1, 2iO o
mao Lina, fondeado defronde do trapiche Pecas de da de I i toda:
do Exm. Sr. barao do Livramento ; a tra-
tar a bordo do mesmo, ou no escriptorio
de Joacmim Jos Goacalves Bellro, ra
do Commereio n. 17. _________
Libras sterlnas
Vendem-se libras sterlina<: no cscriptorio de
Marques, B:irr'&C,no largo do Corpo Santo
n. 0, 2' andar.
)assa batida.
Valdvino da plvora vende boa nias^a para fogo
a 720 i, a libra, assim como boas pistolas : no
seu armazem de sal. na ra Imperial u, 2i9, pon-
ed alen da fabrica de sabio.
Batatas baratas.
aa travessa
Vendem-se a 800 rs. o gigo
Madre de Den n. 16.
da
cores a .......
Espelhos dourados para pande
L-5000 e .
Espelhos de Jacaranda muito
lino k......
Pecas de trancas brancas c de
cores de caracol a .
Pares de meias croas para me-
ninos ......
Caivete muito fino com 4 fa-
llas .....
Cartilhas da doutrina as mais
modernas .....
Frascos de sndalo e patecholy
muito finos
500
240
AGOU
1800
1:O0
#00
r>500
210
>200
>80)
G0(i
040
000
120
8000
^320
320
480
0BOO
320
?o00
Io00
2000
.0G0
320
I -viOO
400
l 200
iX-TAI
Precisa-se de urna mulber que Kiiba
de familia : a tratir
para urna casa
lOadeia do Hocil'en. 8, J andar,
ua ra do Hurtas
ingommar
na ra da
Precisa-se ahigar um -iim iwrto da praca,
>u emJo sendo Capunga, Soledade, Uahguinno,
estradas do Joao l'Vrnandes Vieira e Joan He liar-
ros qoen tiver dyija-s-" ra de Santo Amaro,
cocheira do Sr. Thomaz. ____
Precisa-se de um homum para leitor de en-
entia : a tratar na ra do Ouro n. .'i, casa com
porto de hrre.
reeisa-se lo um bom
ca do ilosari<) n. 41.
Cozinheiro.
c.i/.inlieiro
na ra lar-
Kuriaram no aabbado, 14 do eowMla, por
volta cavallo casunbo amarello, com os -ignaes seguin-
t : castrado, de tamanh grande, tem os qua-
tre ps cali;ados de braneo, obra de 1 dedos, tem
do 9 a lo annos, tem a cauda cuita e rapada d."
ca, nafego do quarto esquerdo, tem ama meia
cinta do burra na anca, 6 umbiguilo : quem o
pe^ar leve-o ra da l'raia n. 43, taberna do Ge-
buiiio lse da Rosa, que ser recompensado.
Agencia de jornaes|
llua do Crespo n. 9.
Compra-sc moedas de ouro e prata, bem
como libras sleilinas por maior preco que
cm outra parte: na ruado Crespo n. 10
primeiro andar._____________________
En cisa de i'heodoio Simn 4 0.
compra se. a bom premia moedas de prata
'do caobo velho: Recife, largo do Corpo
Sano n.'21.
I Na
Vende-*em preso de 18 annos de idade :
tratase na ra'da Imperatriz n. H.
Fogutuhos chinezes ariiflci es
para uoiies de Manto Antonio
c S. Joo
Acaba de chegai; grande sortimento dos nuis
interessantes fuguinhos cb.ineze e de bengalla ar-
lillciaes, proprios para me^aps solt;.rem dentro
de salas, sem qoeimar oa offender por serem fa-
bricadis especialmente para diverlimento de
enancas : no armazem do vapor francez, ra
Nova n. 7.
Salitre
Vende-se salitre refinado a 53 a arroba : na
rn.i do Quohnadnn. 30, loja do ferragens.
Para fogos de Santo Antonio,
S. Joao-e S. Pedro.
LIMALH \ DE FERRO (muito nova).
DITA DA.C0 (idem).
DITA D'AGULHAS.
Vendem-se na botica e drogara de Bar-
tholnmeu C."
34RA LARGA DO ROZARIO34
Arantes ua prac,a ta Indepen-
da vendeaeebto
Botinas inglezas para humem a SjOO1).
dem idem para fdnhoraa a 65000.
dem de cores canno baixo para menina a :iA000.
dem inglezas de coaro para menino a 3JO0O.
na na Aova n. 39, loja de fer-
0 muzeo de joias
Na na do Cabug n. 4 compra-se ouro, prata
a pedras preciosas por precos mais vanUjosos do
que em outra qnalquer parte.__________________
O I0 E PRATA
Compra-se moedas de ouro.e prata e
bem como libras sterlinas, na rila -do Ca-
bug n. 9, relojoaria._________________
"' MOEMS
Socos de couro para meninos a 1#000.
Diversos sapatos para errtica a 1000.
Botinas de dn raque preta para seniora a OQ.
iraca da Independencia n. 33, loja deou
Nata casa reetbenvte assgnaturas para todos i rives, compra-se ouro, prata, c podras pre?iosas,e
os jornaes de Europa e Brasil, |K.lili-os, littera- tambem se faz qualquer obra de enc-mmenda, e,Idcm amazon.
ros, Ilustrados, de loit .ira, de modas para senho-. iodo e qualquer nmcoru^__________________
ras, do figurinos para alfaiales, cabelloireiros, cha-
iria, de religiao, de philosophia, do direito, de
jurisprudencia, de nu-dieina, de iiharmacia, de
commeYcii) finanzas e cconomia poltica, de agri-
cultura, das artes enge diaria o architectura, de
,-ci M.cias. de historia gtagraphtt e vi*gen?, de pe-
dagoga, de pintura e umsica, de nbojognpiia, de
caca, de magnetismo, de maeonnaria, de spiri-
lino, etc. As assgnaturas pagam-se no acto de
subscrever.
LIVBABiA FRANCBZA.
H no progresso do pateo do
Carme n. 9.
Mantoiga ingleza a 640, 500, 13 c l?00 rs. a
libra, cha hvsson e perola a l800, 2^300, 35
3 5290 a libra.
COMPANHIA
DOS
TRILHOS URBANOS
1)0
RECIFE V OMAHA.
Por orilem da directora s5o convidados
os Sis. accioostas effectuarem no prazo
de 15 dias (a contar do i" de jonho de
1869) a segunda prestaco de soas accoe3
aaraz^ode 10 0/0. Para esse flm ser
oocontrado o thesoureiro, desde s M ho-
ras da manha As -2 da larde de todos os
Has uteis, no escriptorio da companhia
ra doCoramercio n. 32, 2 andar.
O art. 8 dos estatutos dispe que o ac-
cionista que n3o realisar a importancia das
prestacoes nos prazos determinados perde-
r em favor da companbia a prestacao an-
teriormente paga.
Recife, H de raaio de 1860.
Theo Ja si.
1* secretario
ragens de taa& Guaraes.
H.. proprietaiio do>te ostabelecimento avisam IPljMmlp W m. Jl'/m -
ao respeitavel publico que existem a amostras dos, Compram-se, offereceodo-se muito maior van-
mais lindos fogos arwJIfiaes para os f -stejos dos tagem ,0 vendedor : no Coracao de Onro n. i D,
dias dos gloriosos Santj Antonio, S. Joao c S. Pe-' rua (>Cabug.
dro, das memores fabricas desta cidade, assun ------r^^T^T W^T-T nwrrinha de 0 't 10 annos
como diversas qualidades de fogos chinezes, pro- "7. Somp"^,,TA^'T -
prios para senhoras e eri.ne.^.Mmprehendendo & <&&_ "' ^ Ptres n. 5.
tambem urna Rova qualidado de traques anierica-
noe, os quaes aomii a sna bondade pelo seu pe-
queo tamanho, o que s com a presena dos com-
pradores, podero certificarse da verdde._____
Em urna casa de familia, a roa estreita
do Rosario n. 35 1'andar, forcearse come-
dorias para fora, mandatMio-se levar as
cm que n3o tiverem portador, e garan-
*P*r4e oa*eio, promptidla^ cowaiodida-
** iw pree, portanto convwa-se aos $n.
estudantes a negociantes a bonrar-daeci
2 mu asignaturas

Papel para embralho
Compra-se papel para embrulho, na loja
do Pavo, rua da Imperatriz D. 60, de Flix
Pereira da Silva.
"Compra-sa oma casa terrea neata cidade,
assisn como um e de 40 annos : a fallar na roa do Queimado, loja
n. 46, de Bastos A Irmaos._______________
Compram-sn decs escravos de mei idade,
acostnmados ao servido de campo : na cocheira do
um sobrado rectificado de novo c com commodoj
para familia, em Santo Amaro n. 17, estrada de xhomt, na" rua d 8atoA*aro.
CMmda ; a tratar na mesma, ou na praca da Inde-_____________
pendencia n. ti.
Terrenos venda
Juvino Bandeira vende a retalho os terrenos
com trezentos e tantos palmos do fundo, sitos na
rua da Concordia, e na nova rua qu "
traz desta : para inforinac,oes, na ru
n. 19.
ROYIDADE
Para baile e par idas.
Ricos cortesde tarlatana com flor prateada.
Ditos ditos com listas assetinadas de
todas as cores.
Ditos bordados a seda fazenda inteira-
menle e o'melhor que se possa dezejar, s
na loja do Paro rua do Crespo n.. 7 es-
quina da rua do Imperador.
LUVAS DE PELLICA
Recebe-se por todos os paquetes luvas
de pellica do afaraade Jouvin, brancas e de
cores para senhoras c homens, na loja do i
Paco a rua do Crespn. 7esquina dama
do Imperador. 9
RICOS CORTES DE SEDA
O que tem vindo de melhor ao mercado
assim como ricos cortes de blond de seda
para casamento. Para o mesmo fim temos
B innofensivo fogo de artiflcio, pela orguro braneo, moreantique, capellas e
S no Bazar da Moda
RUA NOVAN. 50 ESQUINA DA DE SAN-
TO AMAHO SE VENDE!
Para senhoras
Lindos leques. a imitacao de san lalo a
U e imo rs.
Ditos, com lentejuelas fazenda fina -3(
e 4*000.
Ditos elsticos, a imitacao de marfim, !>#,
H, \U c 15,?000.
Coques da ultima-moda, lizos e com re-
des de contas a 3,5. 35300 e 4*000
Ditos com lindos enfeiles a 43, 4j550O,
5* e 50500 rs.
Ditos com botoes de flor de laranja para
noivas a 5*.
Ditos de cachos falta novidade em Pa-
rs!) a 6(51000
Lindas chapelmas depalha da Italia e de
fil de seda, guarnecidas com ricos cele-
gantes enfetes i ultima moda a lor?, 1S#
e 20*.
Chapeosinhos de velados de lindos mo-
delos a 15*, 18* e 20*000.
Ditos de pallia da Italia muito bem en-
feitados a 12fl, 14* e 15$f00.
Ditos de pinnas (nu\ idade) para senhoras
a 17*<>0.
(orrinhos de fil preto para luto a 90.
Chapeos de palha americana enfeitados t
\-<\\a) re. i
Ditos de seda para sol fazenda bofa a
5*, 0*500, 10* e 110000.
Uasquines de giitmr brant o bem enfei-
Indas e molA ultima moda a 15*. i85
e 20*000.
Ditas pretas com ricoi infeitci de vi-
drilhosa 18* e 20*000.
Snlos ricos de setim com lacea a 50,
60, 7*. 80, 100 e 12*000.
Urna linda e rica guarnico cor de rasa,
a Mara Rosa, (alta novidade) por 28*00.
Grinaldas de flores muito lindas 5* 00,
7* e 8*000.
Canellas de flores de lanrajeiras para
noiv.is a 4*508 e 50000.
Especial sortimento de gravatinbas ara
senhoras.
Sinlos de palha muito lindos a 30009.
Luvas ile pelica a duqueza, brancas, de
cores e pretas, o par 3*000.
Rlonde de seda preto c braneo com sal-
pisos e ramgens, o metro a 2*500, 30,
4*800 e 6*000.
Enfeiles de palha muito lindos para co-
ques a 10500 e 2*000.
Guipur pre'o e guipar braneo, fazenda
nova, para capnhas, corpinhos, basqunes
etc. etc. benitos padrQes, o metro a 3*000,
30800, 4*, 4*500. 5*. e 6*.
Grande sortimento de bies c rendas de
guipur brancos, e pretns c(in o de seda
fazenda superior, de diversas lai guras e
precos muito baratos.
Espartilhos brancos c de corrs muito
bem fritos a 30, 40. 50, 5*500. 7* c 80.
Enfeites para cabera especial sortimt uto,
7*, 8* e 9*000..
Meias cruas, fazenda superior, o par 20.
Corpinhos enfeitados de delicados ges-
tos a 16* e 18*000.
Meios corpinhos de fil preto e braneo a
2*500.
Lindas e ricas guarnicVs de cores j
promptas para vestidos a 10*, 120, li0e
15*000.
Borns de 13a e seda, moda elegante *
20*000.
Cachins'de laa de cores a 5*, 60, e 8*.
PARA HOMENS.
Chapeos de sol, fazenda superior a 80,
10* e 15*000
Chapeos de castor braneo, fazenda lina,
e forma a moda imperial a 116000.
Correte de plaqu iguaes s d'uuro tima
por 80, 10* e 12*000.
Bengalinhas de canna com castSo de
marfim a i0 e 5*000.
Ditas d'aco e lenhadas ultimo gosto a 1*.
Ditas tatuia muito lindas a 1*500 e
2*000.
Bengalas fortes (para dar no Lpez) a
2* e 2*500.
Chicles para motilara, de 1* a 5*000.
Camisas com pettos e collaririhos de li-
nbo deilados muito l>enfeilos, ns. 38 e 39
a 5*000.
E muitos outros artgos tanto pata ho-
mens como para senhoras e cri ncas
assim como um completo e especial si o ti-
mento de miudezas, tudo recetmn de cus-
to proprio, e se vende mais barato rio que
em qualquer parteno Bazar da Moda de
JOS' DE SOUZA SOARES & C.
mmi
a do Crespo
CRAVEIROS
E' um ..
sua qualidade, quasi impo-sivel rebentar, so se
for feito por quem nao souber : garantimos os que
se fabricara na antiga fabrica da osirada de Joo
de Barros, da viuva Kufino, e aa encommendas
para os que se fazem era dita fabrica, reeebemse
no armazem da bola amareWa, no oltao da secre-.
taria de polica.__________________________
AVISO
aos amantes do que i bom
Na bem eonheclda casa da abobada da Penha n.
37, cootinua-se a ft.'rneer massas para b->los de S.
Joo, S. Pwlro e Sant'Aniia, cora muOa m^na e
perfolcao.________.____________________________
Batatas
a 11209 o sngo : na rua da Madre to Dos n. 7.
Gigos eom 35 libras, mum boas.
Arrenda-se um jngenho perto desta cidade,
ou de alguma das esta<;3es da estrada de ferro de
S. Francisco, que seja d'agoa e coro boas trras,
paga-se bem : a tratar na rua do Hospicio n. 48.
Vozmkerro
Precisa-se de um bom cozinheiro
Crespo n. 7, I"
VENDAS.
andar.
Ama-deleite.
Precisa-se de urna ama deleite: na rua Nova
n. 5i, f> andar.
Taberna
Vende-se a taberna da rua da Concordia n. H,
a qual est ben afregunada e tem poticos fundos
na roa do propria para atgum principiante ; o motivo da
venda dir-se-ha ao prcieadeot em partieubr : a
------------ i tratar na Ponte-Velha n. U das ti as 9 da roa-
I nhaa e desta hora cm diante n'esia lypographia
Vende-se, na estrada de Jo>- de Barros,
urna casa acabada de prximo, multo bem cons-
truida, de paredes dohradas, e com os segnintcs
commodos: i salas, 4 qnartos, conha fra, des-
pensa, e mais i qaartos tambem (ora : a pessoa
que quier compra-la, pode dir igir-so mesma
casa, ou no sitio a Bomba, na mesma estrada, qu
acbar coro qyre tratar,______^^
Com diuheiro vista vende-se o jitio Liinao
_KB ila niiada D. Francisca Xivler de
Gouveia Caralcanti agradecem cordialmen* lo
im as pessoas que se dignaran acompanhar ate
o cemiterin os restos riiortaes. de so prosadissi'
ma niai, e do novo onvidam as nicemas pessoas e
mais parentes o amigos para assistirem a rntssa
d* seifmo efe qiie te#i. lugar na Igreja da Santa na povoacao dos Montes, aop da wttjlc
s da ni; Jibia d iliat6 do cor- a tratar com Jos Paulo do Reg Barreta,
Accoes dos trilhos para
Olinda
Vende-se quem quer com-
prar cinco acqdes dessa tia-fer-
rea, queira dirigr-se a estaty-
pographia, que se dir qoem as
vende, hoje.
Cruz as ? horas
rento.
do Cabo.
de Una:
na villa
i Veadmn-so dua (nosaa vaoom da leiM
- Na padaria anemia, rua h tima ns. 1 e 4, com cria, e chegadas ha tr*s as do nato, ro.
em Santo Amaro, pfeci*a-se alug3r tanaogro prias para suio perte daeMMt: quom preleidet
ama negra. dirija-se a rua Foraws a 9, qoo as eaeoMri/l
Bazar Acadmico.
N. 13.RUA DA IMPERAIftU N. 13
Os proprietarios desta multe- eohec*ia
b'ja deehrutos, partreipam aos sens naroe-
rosos fregaezes, qae aebt dtf rnbtr
um grande sorUnieiito de cigarros de palha
de todas aa qualidades e de. papel; assim
como fumo superior de Mma, S. Paalo,,
Gojiaa-fi outro lu#ar#& afamados *8te ge i
ero. RecotuModA-ta es,acialmente os ci-i
garros de fumo de Baep^o^. l'e^D'a^ta
loja. Todo de bota n'esta 'gavwp a neo-
tra-aa-d'iale BAZAR em grane ifruaiiila
^ 71
manta de blond, tudo do melhor que os
concorrentes possa dezejar. No mesmo
estabelecimento, se encontra um completo
sortimento de outras muitas fazendas de-
pbantasia para grandes toilets e uso ordina-
rio. Digne-se o resp tavcl publico, fazer
algumas visitas a este estabelecimento e se
conven r que em vista do agrado, da boa
qualidade das fazendas e da mocidade do9
precos, nao possivel deixar de comprar,
assim se espres.mdo esperara ser attendidos
os donos deste importante estabelecimento,
rua do Crespn. 7 esquina da rua do
Imperador.__________________'
CAPSULAS MOLES
DB
ALCATRAO
Remedio por eicellencta para cura rpi-
da e completa das coqueluches, bronchites,
catarrhos, tosses convulsivas, esearros san-
guinos, e outras molestias do peKo.
NA
PHARMACIA E WtOGAJUA
DR
Bartbolomeu ct C
34RUA LARGA DO ROSARIO34
Sortes de S. Joo
N* roa da Coocei^o n. 36 vndese bonitas sor-
te* aJfRtt o eotp, weAe-so taaibem qnalquer
eneoimanda de bollos hom feito c por commodo
preco. ^___________
VEHQH
RYLOGKAMMAS
' A'yf, raa doQueimado 3t, Azevcde &
IrmaOw________'"
'?e>s flm pia' de jacarandV n hora
nham
loar,
amado Padre Foriafio.
FOCO FOGO
rua Direita n. S3.
Ha para vender um completo soi -
tmenlo de fogos artificiaes, tanU.
paraStas.,como para crianzas, pis-
tollas brancas e de eores, com 3,
4, 5 e 6 blalas, fontainas, cravei-
ros, rodinbas singellas e dobrarlH?.
fiiguetinbos, bus fOes baloes de seda de 2 pasmos do
altura etc, etc., feito por um (los
memores artistas deste genero.
Tambem ua para vender salitre,i -
xore, breu, fio, facas e garios
de diversos presos c qualidades,
oandeijas finas quadradas e ovai's ;
alm d*> gratule sortimento de fer-
ragens, miudezas, cutelarias e Ireni
para coziuba, etc, etc.
BuaDiteita n.53,Ioja de Manee! *
Betito de 0. Braga C.
SVSTEMA DESSIMA
Grand|Ktarade 1,800 series de M
3S kegramiBas em series com
pletas de todos os tamaitos, me- |
lhores de comprehender de que os K
que tem vindw ao mercado a>sun w
como medidas da metros, cbef;u ain ^
somante da enecmmenda pn>piia '
para a casa de Manee) Benio de I
Ofiveira Braga 6 C, rua Dutitan. H
53, e tem dwrinai^to de precos, V$
vMbam em mapo. t^
\wmmm
Vendem AgaMa 9.
CowBaartio,'* 4*
de win.
Peefclricto
Vendam-se vi^^H ,Ao*JL *
hoa qualidsd, 0 H*t a^ndiclBados, ^a iU a
0.17.


V
i




Diario ile Peiiiamlmco Tei;a feira 15 Je Jun^io de 18G9.
GRANDE LRH MM
72. Eua da Impsratvz. 72. *
Alerta frejmezes
qge Arara vai cantar.
Para \einler suas fazeinlas (baratas)
que nimio ha de agradar.
0 proprieiario dale estabeleeimento, lendo ramio porg|o de fazendas em
ski vai proco ler un l.[ml:i<;o cm todos as fazondas o roupas feihs existentes no
esabelecimento, agora iue occasio de queni tem pouco dihhirb poder, so vestir de
boi fazenifi ebartissiraa cotuose podar ver n annuocio apaxo ineMcioaado.
MADAPOLAO BARAT A 3$50D. BRAMANTE PARA LENCOES A 9$.
Vende-se pecas da madapoln enfestado Vende-so bromante com 10 palmos de
de 1* jardas 3$5Q0, dito de 24 jardas ou largara para lences, a 2.* a vara.
-, G\ G-ftOO, 7*300, 8$009 e
m
CHITAS FRANCESAS A 280 rs.
Vendem-se chitas francezas para -esii-
Jq a 23, 320 rs. o aovado, ditas escaras
muKo linas a 360 rs. o ovado.
Ciaaiiii milito fiuo #&o rs.
PECAS DE ALGODOA Mi.
V idera-se pecas-djulgodo muito en-
corpilo ;i i-, ?>,>, ( 73.
C'oJerSjhos e<.-ononcos a SO a
dalla.
le-se colerinlios econmicos a 320
a duzia, so se vende assirh barato por ter
- Veado-se chatis para vestidas ie senhora: '": i i
S00 rs. o colado. CA9BMIRAS DE CORES
RERCALES a BfrR ) aovado. | izemira? de cores para calsa
Ven le-se percales muiio unos para vis- c- p :;!t S?1 2-5300 e.'!-> o covado,
tirios desenbora a i40 rs. o covado. ^Mad cafc.<>*ado 1.4.
.Hp-se algodo cafestado proprio para
>'s o toalhas, i I ?, a vara ou 900 rs. o
metro.
r.fUM PARA CALCAS A 400 RS. 0
COVADO.
Vende-se brim para calcas e palitotsde
o co-
a 360
I DI ROUPASPOB MEDIDA
4 RA t C/ADKIA ]?
DE X
i flLCD & c,
SOR A DIliECCA07DO MUITO IIABIL ARTISTA
Luriano, alfaiae.
Os proprietarios destenovo esabelecimento, tendo experimentado a necessidade
argente de ter nadirecro de saa ollicina de ronpas por medula, uro artista perito, tem
contratado o Sr. Lauriana Jos do Barros para tal mtster, convictos de que satisfar
com lodo o capricho a-vontade do freguez.
Tem o mesmo estabeleci ment umbom s rtimemto do fa/.endas proprias para
roupas de hornera, como sejam: casimira de cor, indos padioos, completo sortimenlo do
pannos finosj preto o de cor, casimira preta, grande sortimento de brins brancos e de
cores, merinos de diversas qualidades, bombazhn, lindos cortes de gorguro para collete,
gorgurio Pekn, superior qualidade.
Os fragUOies encontraro anda um variado sortimento do roupa fui la, camisas
inglezas, collarinbos, ceroulas, grvalas pretas c de phantasia, meias para bomens, se-
nhoras, meninos 6 meninas, chapos do seda para sol, colchas,, bramante, atoalhado,
balos do diversas crese modelos, cambraias, malas para vingem, c outros muitos ar-
tigos que a modicidade de seus precos incita a comprar.
' A ra da Cadeia n*. 4
INJECTION BRC
relente. lufalllvel e Prtscrt ailva, absoluun >w a ui.iea 5 cura kui muTu dimito. *! i-uc si
pnacip.es botica.i do mundo (Eligir a iBiiruee*. d. ?). (10 .nao, de eiiiUacii.) Pmi, en c
ateator BBOl). boultmi Metm. llj. *"**"
HTdenlc
BU
fetav
BHihnaliiia* 44 rs.
Vende-se brithantraas ou mursulinas de
cores para vestidos de se horas 440 ^. o
covado, la/.inhas muito linas para vestidos
de senbor .1 400 rs. o 500 is. o covado,
ditas de quadrinhos i 20 rs. o covado.
RBCADO FRANCEZ A 360 R5. O COVADO
Vende-so riscado (i'ancez para vestido
de seohora 360 re. o covado.
l.aslahas a 949 rs. o forado.
\endemse ISastnbas para vestido de se-
Dhora a 240, 280, 320 rs. o covado.
Cassas francezas a 280 rs. o covado.
Vende-se cassas francezas 280 rs. o
covado, chitas francezas linas a 280 c 320
rs. o eovado.
(hales lemerino 8.
Vende-se chales do merino estampados
a 3#6 81500 cada um, para acabar.
CORTES DE LAASABEI1T03 .125400
Vendo-so cortes do la para vestidos de
senhora, 2?400 cadaum.
ALPACAS DE CORES PARA VESTIDOS
Vendo-so alpacas do cocos para vestidos
de senhora, 720 c 800is. o covado, di-
de listras 700 o 760 rs. o covado.
Chitas prussiauas a :iftO.
Vende-se chitas prussianas de listras de
sores muito bonitas a 300 rs. o covado.
CHITAS PARA GDBffiTA A MO
Vende-se chitas mcorpadas
320 re. o covado.
Kalies de O a 30 arcos a
lttf.
bomem e menino, 400 e 410 rs.
a iinih i.Tio de ganga
vaiio. dito li/.o
o covado.
Algodo de isras a 80 rs.
o cocadlo
Vende-se algodao c!o listras para roupa
de eseravos a 200 rs. o covado.
CORTES DE.BM CASTOR A CiO.RS.
Veude-se cortes de [ brim castor para
caln de bomem, 640 800 rs. cada um.
CARTEIRAPA11A VIAEM A M
Vende-so carleiras para viagem 14
cada una, cobertores do algodo J&>00
cadaum. *
Cocerlas tSc ehMa 9 -sho
Vende se cobertas de chitas de cores i
IfJSOO e 25, cada urna.
.1LGODAO TRANCADO m BAS LAfiGURAS A
i -20).
Vende-so algodao transado de dtias lar-
guras, proprios para lences e toalhas para
mesa, se vende a 10809 o metro.
Nautas para grvala soo rs.
<.!
S'ende-se mantas para grvala a 200 re,
para coberta cada urna, lencos do seda de flores, a 640
cada um.
ATOALHADO PARDO A 2-5500.
Vndese atoalhado pardo para toalhas
\ enue-sc- balos do 20 a 30 arcos a de mesa i 2.-5300 a
' J500 cada um, balos modernos brancos :i 1/5, cada urna,
ede enrosa 8|. 'du \nn n. -I
vara, toallns escuras
Ra da Imperatriz loja

WM?-~^
0 Garibaldi principia
Certamente ha de agradar,
Que pelo pre Ninguem o pode igunlar.
0 proprieUtrJQ Jesto estabolecimento denominado Garibaldi, declara ao respita-
vel publico e seus reguezes, fao tem recebido grande sortimento de fazendas, c est
constantemente rec-bendo por todos as vapores que chegam da Europa novo sortimen-
to de fazendas da moda, e que vender por preco mais barato de que em outra qual-
qoer parlo, garantindo se a qualidade e crcs, na ra da Imperatriz n. 56, de Lourenco
Pereira .Vendes Goimar3es.
CHITAS URCAS A 280 rs. angas para calea a 3 O rs.
Vendem-se chitas francezas de cores fl- Vendem-se gangas do cores para calca e
xas a 280, 320 o covado, ditas matizadas palitots de bomens e meninos a 320 rs. o
escuras a 360 rs. o covado. covado, brim de cores a 400 e 440 rs. o
MADAPOLAO ENFESTADO A 3,5500.
Vendem-se pecas de raadapolao entes-
tado a 34800, dito inglez de 24 jardas a
B|, 6:>, (}#iuO, 73500,8/5, e 10# a peca.
ALGODO TRANCADO A 10200 O
METRO.
Vendem-se algodao de duas larguras pro-
prio para lences e toalhas por ser muito
largo, a l $200 rs. o metro.
RISCACO FRANCEZ a 360 rs.
Vende-se finissimos riscados francezes
proprio para vestido de senhora e roupa
para meninos por ser de bonitas cores a
360 rs. o covado.
BRAMANTES PARA LENCOES A U K
VARA.
Vende-so bramante de dez palmos de
largura proprio para lences a 2J a vara.
Chitas anizona* a 360 rs.
Vendem-se ricas chitas de listras de um
de nome amzonas, para vestidos de se-
nhora a 360 rs. o covado, deste preco e
qualidade s na loja doGaribildi.
AOS SENHOBES DOiXOS DE COXEIRAS.
Na loja do Garibaldi, ha ornas caseiniras
de listras muito encorpadas proprias para
forrar carros, e se vende muito barato por
ser muito largas, preco a. 20500 o covado.
ALGODAO ENFESTADO A 10 A VARA.
Vcnde-sn algodo enfestado muito largo
proprio para lences a 10 a vara.
ALPACAS DE CORES PARA VESTIDOS A
5j0 rs. O COVADO.
Veridem-se alpacas estampadas de cores
a oOO rs. o covado propria para vestido de
senhora.
CHAPEOS DE SOL DE ALPACA A 30500.
Vendem-se chapos de sol de alpaca pre-
ta a 3-4500 cada um.
BRIM HAMBRGO A 80000 A PECA
Vendem-se pecas de brim lizo de Ham-
imrgo com 20 varas a 80, 9$ e 100 a peca
Cortinados para janellas a 9.
Vendem-se cortinados para janellas a 70
covado.
Laslnhas de quadrinhos a
40 rs.
A'endem-se lasinhas de quadrinhos para
vestidos de senhora a 240 rs. o covado,
ditas estampadas a 280 9 320 rs. o covado.
POPELINAS EM LA A 64QRS.
Vendem-se popelinas em 13a de listra
para vestidos de senhora a 640 e 800 rs.
o covado.
CORTES DE LA A 20460 RS.
Vendem-se cortes de 13a de listra, arpa
vestidos de senhora a 25400 rs. para aca-
bar.
. LA CHINEZA A 500 RS 0 COVADO
Vende-se 15a chineza para vestido de se-
nhora a 500 rs. o covado.
Casenairas para calcas.
Vendem-se casemiras cor de caf, preta
e azul escuro com listras, para caifas e pa-
litots, fazenda muito encorpada, propria
para o invern, sendo de duas larguras
que 1 3/t covad-s d urna calca para ho-
mem pelo pr^o de 20500 o covado.
Alpacas lizas para vestidos a
800 rs. o eovado.
Vendem-se alpacas lizas e dobradas para
venidos de senhora 700 o 800 rs. o covado,
RALES DE ARCOS A 10500.
Venden-se bales de 20 e 30 arcos a
10500 cada um, por esto preco s na loja
do Garibaldi,
BRIM TRANCADO PARDO A 800 RS. 0
METRO
Vende-se brim pardo trancado a 800 rs.
o metro, dito muito fino a 10200 o metro.
BALES MODERNOS A 50000.
Vendem-86 bales modernos e de cores
a 50 cada um.
CASSAS FRANCEZAS A 280 RS.
Vendem-se casas frarcezas para vesti-
dos de senhora a 280 e 320 rs. o covado.
CHAPEOS DE SOL DE SEDA A 104.
Vendem-se chapeos de sol de seda a
2.-5000
1500
A2O0
20000
208OC
- 0320
0500
40000
0320
0020
0500
10000
0100
0100
>040
20000
0240
0120
,5240
0700
600
0320
0500
0320
0160*
500
200
60
20500
500
30000
m Sil HDO
Ra do Qucimado ns. 49 e 57
tojas de miudezaz de Jos de
Azevedo Maia, est acabando
com as miudezas de seus estabe-
leciiiienlos por isso queram apre-
ciar o que c bom c baralissimo.
Pares do sapatos do tranca fa-
zcivla nova a......
Pares do sapatos de tapeto
(s grandes) a......
Duzias de meias cruas para lio
mem a........30800
Tramoias do Porto fazenda boa
c pelo proco mclhor 100 altos a
'.vros do misses abreviadas a .
Duziade baralhos francezes muito
finos a204OO c.....
Silabario portuguez com estam-
pas a ........
Grvalas de odres e pretas muito
finas a.........
Duzias de meias para senhora fa-
zenda boa a......
Redes pretas lizas muito finas a
Caribes com eolchetes de lato
fazenda fina a......
Abotuaduras de vidro para colote
fazenda lina a......
Caixas com penna d'aco muito
tinas a 320, 400, 500 e .
Carios de linha Alcxandre que
lom 200 jardas a .
Carreteis rio linha Alexandre de
70 at 200 a......
Caixas com superiores obreias
de massa a......
Duzias de agalhas pora machina
Libras de pregos francezes di-
verso tamanho a. .
Livros escripturado para rol da
roupa a........
Talheres para meninos muito
finos a. ,......
Caixas com papel amizade muito
fino a........
Caixas com lOOenvelopes muito
finos a. #.....
Pentes volteados para meninas e
senhoras a.......
Thezouras muito finas para
unhas e costuras a. .
Tinteiros com tinta prela muito
boa a 80, 120 e .
Varas de franja para toalhas fa-
zenda fina a......
Duzia de phosphoros de segu-
ranca da melhor qualidade a
400 e ........
Pecas de fita branca elstica
muito fina a......
Novellos de linha com 400 jardas
Resmas de papel de pezo azul
muito fino a ..... .
Pecas de fitas bordadas com 3
varas a .......
Ditas de ditas bordadas com 12
metros de 20000 a .
Grozas deiiotes de louga muito
finos a........
DO
GALLO VIGILANTE!
160
Scboncte de alcatrdo.
DE
Antonio Nunes de Castro.
Este acreditado preparado, que to boa
acceitaco tem merecido n'esta provincia,
muito se recommenda para a cura cert
das impigens, sarnas, caspas e todas ai
molestias de pelle.
Deposito nico,
Pharmacia de Rartholomeu & C,
34ra larga do Rosario34.
Rua do Crespo n. 7
0< proprictai ios dcsle bcra eonhecio estabele-
fiin 'lito, alta dos imiilus objectos (|ue tinliam ex-
postM ; apreciado do respeH&vd publico, man-
il irn vir e acabara de receber pelo ultimo vapor
da Europa um rompido e variado sorlirneiilo de
linas c mili delicadas especialidades, as quaes es-
tilo resolvidos a vender, como de sea costume,
por procos muito baratinhos o cuimuudos para to-
dos, com tanto que o Gallo....
Multo superiores luvas de pellica, pretas, bran-
cas e de mu lindas otees.
Mu boas o bonitas gollinhas e punlios para se-
nhora, ueste genero o que ha de mais moderno.
Superiores lientos do tartaruga para coques.
Lindos e riqusimos enfeitcs para caberas das
Exmas. senhoras.
Superiores tranrns pretas e de cores com vidri-
Ihos e sem cites; esta fazenda o que pode haver
do melhor e mais bonito.
Superiores e bonitos leques de madreperola,
marfim, sndalo e osso, sendo aquellos brancos
com lindos desonhos, e estes pretos.
Muito superiores ineias fio de Escossia para se-
nhoras, as quaes sempre se venderam por 30000
a duzia, entretanto que nos as vendemos por 20J,
alem destas, temos tambem grande sortimento de
outras qualidades, entre as quaes algumas muito
linas.
Boas bengalas de superior canna da India e
casto de marfim com lindas e encantadoras figu-
ras do mesmo, neste genero o que de melhor se
pode desejar ; alm destas temos tambem grande
quantidade de outras qualidades, como sejain, ma-
deira, balcia, osso, borracha, etc. etc. etc.
Finos, bonitos e airosos cbicotinbos de cadeia e
de outras qualidades.
Lindas e superiores ligas de seda e borracha
para segurar as meias.
Boas meias de seda para senhora e para meni-
nas do i a 12 annos de idade.
Navalhas cabo do marfim e tartaruga para fazer
barba ; sao muito boas.e de mais a mais sao ga-
rantidas pelo fabricante, e nos por nossa vez tam-
bem assoguramos sua qualidade e delicadeza.
Luidas e bellas capeilas para noiva.
Superiores agulbas para .machina c para crox.
Linha muito boa de peso, frouxa, para encher
labyrintho.
Bons baralhos de cartas para voltarete, assim
como os tentos para o mesmo fim.
Grande e variado sortimedo das roelho/cs per-
fumarias e dos melhores e mais conheci Jos per-
fumistas.
COLARES DE ROER.
Elctricos magnticos contra as convulsoes, e
facilitam a denticao das innocentes criancas. So-
mos desde muito recebedores destes prodigiosos
collares, e continuamos a recebe-los por todos os
vapores, aim de que nunca faltem no mercado,
como j tem acontecido, assim pois poderao.aquel-
les que delles precisarem, vir ao deposito do gallo
vigilante, aonde sempre encontraro destes verda-
deros collares, e os quaes attendendo-so ao fim
para que sao applicados, se venderao com um mui
diminuto lucro.
Rogamos, pois, avista disebjectos que dcixamos
declarados, aos nossos freguezes e amigos a virem
comprar por precos muito razoaveis loja do gallo
vigilante, na do Crespo n. 7.
FASTIDIAS ASSUCARADAS
DO
DR. PATERSON
De IhsiiiiiIIi e inagnezta.
Remedio por excellencia para combate'
a magreza, facilitar a digestao, fortificar
estomago etc.
DEPOSITO ESPECIAL.
Pharmacia de Rartholomeu 4 C.
34-----Rua larga do Rosario------34.
TASSOffiMAOS
Tem para vender em oi 'is, lm de ou-
tros, os seguintes artigos :
Papel para imprimir.
Perlina azul?"5 "* --''*& -
yftrevc pautado e liso.
Vtaihos cm caixas de dozc garrafas
Bourgogne.
Ilery. '
Madeira.
Hcrmitage.
Chamblis.
Licor de curaco de Hollanda em caixas e vin-
te c quatro bolijinhas.
GESSO,
Nos armazens de Tasso Irmaos.
Grades de ferro
para jardins, porteiras etc.
Nos armazens de Tasso IrmSos
CAI3BIBNI30S DE FEHRO
Para servicog de grandes armazens, para remo-
ver barricas ou caixoes de um para outro, lado pelo
mdico preco de 123000 cada um.
Firinka de trigo de Trieste
Das melhoras marcas P,
tana e grande sortimento
farinhas americanas.
Saceos de farinha de trigo do
Chile
Todas novas, chegadas ltimamente nos arma-
zens de Tasso Irmios.
Cemento romano
Nos armazens de Tasso lrmos.
Cemento hydraulico 12$
O melhor para tudo que sao obras para agria, co-
mo assentamento de canos de esgoto, algerozes, de-
posito, tanques d'agna, etc., etc.: em poredes de
cincoento barricas se far reduccao no preco: nos
armazens de Tasso Irmaos.
Cemento Portland
i'anonia (verdadeira) Fon-
>das memores mareas de
FABRICA
PULLAS, VIMIO
E
XAROPE
DE
JURUBEBA
PREPARADOS
PELO
PHARMACEUTICO
Joaquina de Almeida Pinto.
As preparacoes de jurubeba s5o hoje
vantajosamente conhecidas e prconisa-
das pelos mais habis mdicos, tanto da
Europa como do.paiz, pela sua eficacia
nos casos de anemia, chloroze, hydropesia,
obstruccSo do abdomen, e tambem nos de
menstruaco difficil, catharro na bexiga,
etc. etc.
Vendem-se em porcao e a retalho na ci-
dade do Recife. pharmacia do seu compo-
sitor, rua larga do Rosario n. 10,- junto ao
quartel de polica.
rOPULAR
DA
NACIONAL DA BAHA
DE
TEIXEIRA TREDERICO & C.
Acaba de cheajraite mercado umapor^a des-
te ptimo rape, 1Kb que pode supprir a falta do
princeza de Lisboa por er de agradavel perrume.
E' fabricado com spenter fumo e pelo melhor
systhema conhecido, tendo tambem a vantagem de
ser viajado, o que para este artigo ama espe-
ciahdade. as pracas da Babia, do Rio de Janeiro e
outras do imperio tem o rap Popular sido asss
accolhido, e provaveimente aqu tambem o ser,
logo que sej&'conhecido e apreciado. Acua-se
venda por preco comraodo, e para quem comprar
de 30 libras para cima, far-se-ha um descont de
5 0/0, e de 500 libras para cima o de 8 0/0 : no
escrintorio de Joaquim Jos Gonealves Beltrao,
rua do Comniercio n. 17.
O verdadeiro cemento Portland em casa de Tasso
Irmaos.
Grades de ferro, cercas, por-
teiras, etc., etc.
De differentes qualidades para cercados de ani-
maes, chiqueiros para galinhas ou jardins: nos ar-
mazens de Tasso Irmaos.
Barris com bren
Nos armazens de Tasso Irmaos.
Velas de esparniacete verdadeiras para lan-
ternas do carros: noarmazem de Tasso Irmaos.
Vinho do Porto fino superior: no armazem
de Tasso limaos.
O melhor copiac Gauthier Freres : no arma-
zem de Tasso Irmos.
21
2J
NOVA ESPERANJfl
Eua do Queimado
Advertencia!
A Nova Esper?nca, rua do Queimad
n. 21 tendo em deposito grande quantidade
de miudezas, c como se approxima o tem-
po cm que tem de ser dado o balanco, por
tsso desde j previne ao respeitavel publi-
co, que est resolvida a vender suas mef- /
cadonas pelo baralissimo preco, para assm/
diminuir a grande quantidade das que/
tem: assim pois, venham os bons fregu-^
zes, e es que nao forera venham ser fregu-'
Su5! tempo ^ PPortnno quando *
NOVA ESPERANOA convida-os pechincha]
, pois que para compar-se caro, nb
e a quem...
Macarthy
Machinas de descaroca- algodo.
Hoje que est reconhecido que as machinas de
serrote projudicam e quebram a fibra do algodao,
preciso recorrer a roachinismo menos spero,
que produzindo o mesmo servico que aquellas, e
facilidade no trabalho, nao quebrem a fibra da 15a,
para que essa possa obter-nos mercados europeos,
a difierenca que ha entre o algodao dcscaroe^do
por aquellas mencionadas machinas, que estao fl-
cando em dcuzo, pelo prejuizo quo tem causado,
e o da antiga bolandeira, que nao pode competir
pela morosidade de seu trabalho. E* assim que
estas machinas se tornam as mais proprias para o
nosso algodo, porque ao par da facilidade e
promptido conserva a fibra da la, que limpa por
ella, qualificada na Europa a par da melhor bo-
landeira, valendo assim entre H 20 por 0/0
mais do (pie a laa limpa pela machina de serrote.
Estas machinas nao sao novas, pois que ha muito
estao adoptadas no Egypto, aonde as de sen-ole
foram inteiramente abandonadas, e por isso o algo-
do daquella procedencia, sendo da qualidade do
da nossa provincia, obtem boje de 10 a
O/O mais do que o nosso : vendem-se a 1S
nos armazens de Tasso Irmaos.
Oleo de anicndoas
Era caixas de 8 latas, cada caixa 100 libras :
nos armazens de Tasso, Irmaos.
Ac;o de milfto.
Nos armaztns de Tasso /rmos.
RARRIS DE SALITRE
No armazens de Tasso Irmaos.
CURA DOS CALLOS.
PELA
Pomada galonpean.
Deposito especial
Pharmacia do Bartholomeo A C.
3't------Rua larga do Rosario------34.
por
COGNAC.
\endese urna casa em mo estado, na cida-
de de Olinda, rua de S..Joo ; a tratar na rua
Augusta n. 79.
Potassa da Russia
Nos armazens de Tasso Irmios, rua do Amorim
n. 39, e caes de Apollo n. 39.
De superior qualidade da mui accredita-
da fabrica de Bisquit Duboucb & C, em
cognac urna das que mais agurdente ile
cognac, -fornecem para o consummo do
Reino da Inglaterra.
Vende-se em casa de Th. Just. na do
commercio n. 32.
Tabellas vermicidas
DE
Antonio Nunes de Castro.
Vermfugo efficaz, e preferivel a todos os
conhefidos, j pela certeza de seu resulta-
do, e j pela fcil applicafo as creancas.
quasi sempre mais atacadas de to terrivel
e muitas vezes fatal soffrimento.
NICO DEPOSITO
NA
Pharmacia e drogara.
DE
Barlhorneo d C.
84Rna Larga do Rosario34
Talla aonde
Elle quere ella quer
E' sempre assim.
Elle (correspondente de Paris) quer
pro primar em nos remetter objectos d
gosto e perfeico, e ella (loja da Nova Es-
peranca) quer sempre dividir cora seus fr
nexos o que de bom constantemente rece'f
be, c por este 1/dar continuo (d'ambos) i
Nova Esperanca rua do Queimado n. 21,]
alm do grande sortimento que j tinha
acflbi de receber mais o seguinte :
lonilos broches, pulceiras e brincos
madreperola.
Papel e envelopes bordados e mati
sados.
Papis proprios para enfeitar bollos e
bandeijas.
^Brincos pretos com dourados (ultima
moda).
Fitas largas para cinto.
Modernos galles, franjas e trancas de
seda e de la, para enfeites de vestidos.
Botoes de todas as cores e moldes novo*
para o mesmo fim.
Trancas pretas com vidrilhos sendo com
pengentes e sem ellos.
Botoes pretos com vidrilhos com pingen-
tes e sem el les.
Luvas de pellica, camurra e excossia.
I-mas meias de seda para senhora e me-
ninos.
Delicados lequc de madreperula, mar-
lim, osso e faia.
Espartilho simples e bordados.
Bengalas de baleia.
Finalmente, um completo sortimenlo de
miudezas rua do Queimado n. 21, na
Nova Esperanca.
Collares anodinos ellectro-magncti
eos contra as convvlcdes das
creancas.
N3o resta a menor duvida, de que muito
collares se vendem por ahi intitulados ot
verdadeiros de Royer, e eis porqae muito
pas de familias nao creem (comprando-os)
no effeito promettidoro que s pdem dar,
os verdadeiros; a Nova Esperanca, porm
que detesta a falsificaco principalmente no
que respeita ao bem estar da bumanidade,
fez urna encommenda directa destes collares
e garante aos pais de familias, que sao o
verdadeiros de Royer, que a tantas crean-
Cas tem salvado do terrivel incommodo da
convulcoes, assim pois preciso, que ve-
nham a Nova Esperanca a roa do Queaado
n. 21 comprarem o salva vida, para seus
filhmhos, antes que estes sejam acommetti-
dos do terrivel mal, quando en to ser di-
fficil alcancar-se o effeito desejado, embora
sejam empregados os verdadeiros collare
de Royer.
^.V&ERM^
IZAS"**" *""* ,l410 W^ i-lSd! imperatriz, loja do
Garibaldi o. 56.
Libras eouro nacional, moedas
de 5 francos.
edoende-se no arco da Conceico na loja
Vurives, no Recife.
GAZ GAZ I.AZ
Chegon ao antigo deposito de Henry Forster A
C, rua do Imperador, um oarregamento de bu
de primeira qualidade; o qual se vende em partida;
e a retalho por menos pre^o do que em outra qual-
quer parte.
VENDE-SE
a taberna da rua de Hortas n. 43, em virtode de
seu dono retirar-se para fra : a tratar na mesma.
BOM VINHO
DO
DM10
Chegou pelo briguc Tiiumpho e consignado
Flix Pereira da Silva, nma nova remessa de bem
conhecido e excellento vinho puro do Douro em
barris de 5* e 10", garantindo-sc- que nao tem con-
feccao alguma ; neste genero o melhor que tem
vindo ao mercado, e muito proprio para usar as
horas de comida, e. vende por preco razoavel :
na loja do Pavio, rua da Imperatriz n. 60.
MASSA c XAROPE
DECODEINADEBERTHI
Preconisados por todos os mdicos contra os
DEKLUXOS, CATHARROS, E TODAS AS
1RR1TACOES DO PE1T0.
X B. U Xaropt de Codrina qve mereco a
honra, altas bem rara entre os Medicamentos
novo*, de ter registrado como um dos medica-
mentos oficiaes do Imperio Francet dispensa
$ualquer elogio.
AVISO. Por cansa da reprehensiel falsi-
Hcacao que tem suscitado o feliz resultado do
Xarope c massa de Bcrih somos toreados a
lembrar que esies medicamentos tn jusiumentu
conceituados td se
Tcndcm cm caitln-
base frascos fvando
assignatnra em
trente.
46, r.ue des eolct, e na Pliarmacia Central
de Kranca, 7, une de Jouy, em Paris, e em
todas as Pbarmacias principaes do Iirazil.
PARA AS NOITES
DE
S. Jodo, S. Antonio e S. ^Pedro.
Acham-se venda sortes para bomens e se-
nhoras, um tanto agradaveis para essas occasioes
d divertimentos o prazeres : ras livrarias france-
za rua do Crespo n. 9, na Econmica rua do
Crespo n. 2, na Popular rua do Imper dor n. 67,
na do Sr. Cardozo Ayres rua da Cadeia do Reci-
te n. 31, na do Sr. Jos Barbosa de Mello rua da
Cruz n. 32, na do Sr. padre Lemos rua do Impe-
rador n. 15, na Eniademacao Parisiense rua do
Imperador n. 7t.________
ementes
Sementes novas de hortalica : na rua da Cadeia
do Recife n. 30._________^____^^_
Vende-se a dinheiro ou a praso a padaria a
vapor sita om Una, a qual se acha livre e desem-
baracada : os pretendentes podem entender-se no
mesmo lugar com seu proprietario, ou cam Rocha
Lima & Guimarae?, na rua da Cadeia n. 40, e Ne-
comedes Maria Freir, no caes de Apollo
Alegt ai-vos myopes, e presbytas, j po-
dis ver de longe, j podis ver de perto,
nao ha mais vistas curtas, nem caneadas.
F. J. Germann acaba de receber pelo ulti-
mo vapor um rico e variado sortim nto de
oculos, lunetas, pince-nez, face -mam, lor-
gnons, de ouro, prata, tartaruga, marfim,
ac, bfalo, ncar, unicornio emelchior;
assim como binculos de urna a tresmudan-
cas para theatro, campo e marinha, da ulti-
ma invenco ; duquezas, vieneas de 6, 8 e
12 vidros, tudo dos melhores fabricantes da
Europa.
O mesmo vapor trou-
xe urna excellente ma-
china para graduar e
observar numero dos
vidros qoe se necessita
conforme a vista de
qualquer pessoa.
Tem excellentes sterioscopos, instrumen-
tos de mathematica, barmetros, vidros de
chrystal do rocha, e de cores para resguar-
dar a vista; eoncerla todos os objectos
precos commodos e com promptido; tira
o mofo dos vidros e encarrega-se de toda a
encommenda relativa a ptica.
Recebeu tambera os excedentes relogios
do antigo e afamado fabricante Robert Gerth
&C, os quaes vendem preces commodos
garantindo a sua superior qualioade.
CARNAUBA
Vende-se superior cera de carnauba em de
cas. por pre^o mais barato do que em outra quas-
quer parte: na loja do Pavao, rua da Imperatriz
n. 60, de Flix Pereira da Silva.
Novidades do Campos
para S. Joao
Interessanefogo t arIflelopara
saldes, vindo da corte pelo
Paran vende-se na rna do
Imperador n. 99.
ECONOMA DOMESTICA
Superior farinha da trra em saceos, o
40 tambem se vende por menos, sendo
porces.
AOS ESTABELECTMENTOS
Medidas para seceos, conforme o novo
systema mtrico decimal.
Tabellas mdispensaveis, facis, e mais
adoptadas at hoje nos estabelecimentos qu#
cmprame vendem a peso, porque mostram
ellas com a maior exactido, a reduce* do
peso e preco entre os doussystemas: libras
e kilogrammas, recomendadas de prefe-
rencia a outra qualquer tabella, peta sua
fcil comprehenso ainda para as pessoas
menos habilitadas em commercio e clculos,
acha-se a venda tudo cima na ruado Im
perador n. 28,
Armazem do Campos.
X

IV

%

h



'
f


i

< 3 cordeiro previdente
llua do Queluiado n. I*.
Noto e variado sortiinento de perfumaras
unas, e outros objectos.
Alm do completo sortiinento de perfu-
maras, de que effectivamente est prvida a
loja do Cordeiro Previdente, ella acaba do
receber um outro sortimento que se toma
notavcl pola yariedade de objectos, superiori-
dade, quafidades e commodidades de pre-
Cos; assim, pois, o Cordeiro Providente pede
e espera continuar a merecer aapreciacao
do respeitavel publico em geral e do sua
boa freguezia em particular, n3o se afas-
tando elle de sua bem conhecida mansido
e tterateza. Em dita loja encontrarao os
apreciadores do Dom:
Agua divina de E. Coudray.
Dita verdadeira de Murray Lamman.
Dita de Cologne ingleza, americana, fran-
ceza, todas dos raelbores e mais acreditados
fabricantes.
Dita balsmica dentricia.
Dita de flor de larangeiraa.
Dita dos Alpes, e vilete para toilet.
Elixir odontalgico para conservacao do
assei da bocea. .
Cosmetiques de superior qualidade e chei-
ros agradaveis.
Copos e latas, raaiores e menores,, com
pomada flna para cabello.
Frascos com dita japoneza, transparente
e outras qualidades.
Finos extractos inglozes, americanos c
francezes em frascos simples eenfeitados.
Essencia imperial do fino eagradavel diei-
ro de violeta.
Outras concentrabas e do cheiros igual-
mente Anas e agradaveis.
Oleo philocome verdadeiro.
Extracto d'oleo de superior qualidade,
cora escolhidos che ros, em frascos de dille-
rentes tamanhos.
Sabonetes em barras, maiores e menores
para m5os.
Ditos transparentes, redondos e em figu-
ras de meninos.
Ditos multo Irnos em caixinba para barba.
Caixinhas com bonitos sabonetes imitando
fruCt3S- .ir
Ditas de madeira mvernisada cotuendo li-
nas perfumaras, muito proprias para pre-
-SGnlcs.
Ditas de papelSo igualmente bonitas, tam-
ben de perfumaras linas.
Bonitos vasos de metal coloridos, e de
moldes novos e elegantes, com p de arroz
e boneca.
Especial p de arroz sem coraposicaq de
cheiro, e por isso o mais propriopara crian-
cas.
Opiata ifigleza e franceza para denles.
Pos do camphora e outras differentes
qjalidades tambera para dontes.
Tnico oriental de Kemp.
Anda mais coques.
Ui uiro sortimento do coques de no-
vos e bonitos moldes com filis de vidrillios
algens d'elles ornados de llores e fitas,
estao todos expostos apreciado de quem
os pretenda comprar.
GOLL1NHAS E PUXIIS BORDADOS.
Obras de muito gusto e perfoico.
Fivellas e Otas para cintos.
Bollo e variado sortimento de taes objec-
tos, ficando a boa escolba ao gosto do com-
prador.
FLORES FINAS.
O que do melhor se pode encontrar neste
genero, sohresahindo os delicados ramos
orvalhadns para coques. ^________
QUE SE LIQUIDAM
A DINHEIRO NA LOJA E ARMAZEM
DE
FLIX PEREIR1 DA SILVA
O proprietario d'este estabelecimento convida ao respeitavel publico desta ca-
jital a vir surtir-se do grande sortimento que tem de fazendas, tanto da moda como le
lei, assim como de um grande sortimento de roupas para horneas e meninos, e as
pessoas que negociam m pequea escala, tanto da praca como do mata, aesta casa
pederao fazer os seus sortimontos em pequeas ou grandes porcoes, ven Jen lo-se-ines
pelos precos que se compram as casas-inglezas ; assim como asexcellen
11--RUA DO QUEINADO-11
"DE
AUGUSTO PORTO & C.
Encanamento de agoa
I e gaz.
Canos de fi.Tio estanbado e tem porcelana, ditos
' Je chumbo de !..da- .ras.
Posos pelo nov sistema
Temos dos novos po*oa completas c a retallio :
venda, ra do Quctmado, Azcvcdo & Irn.ao..
ven
el

.buam superiores vestidos de blond com manta e capelta para nonas, que
r precos mais mdicos do que em qualquer outra parte.
11DAS DE BAILEde cachemira branca ede cores o que ha de mais .indo.
ASQINESde renda preta, e de gorguro preto, o que ha de mais
lias, poderlo mandar buscar as amostras de todas as fazendas, caixeiros d'este estabelecimento, que se acha aberto con-
levar em suas casas pelos
stantemente desde s t horas da manlia s 9 da noute.
Vinho degestivo de
chassaing
COH
PEPSINA E DIASTAEX.
Remedio por excellencia para cura certa
das digestoes difficeis ecompletas, acalmar
as dores gastralgicas, e reparar as toreas
produzindo urna assimulaoo completa dos
alimentos; sendo mais um excellente tnico.
VEXDE-SE
FIIARMACIA' E DROGARA
DE
Bartholoinen *fc .
34RA LARGA DO ROSARIO-34
Libras esterlinas,
Becife, n. 58.
na ra da Cadeia do
n. 26.
Ra do Livramento
Cambraias do ollegantes padrees, modernas a
4(10 rs.o
pirrado.
FUNDICAO DOBOWMAK
Ittia *! Bruna a. **
PASSANDO O CIIAFARIZ
Tem samprc deposito do todo o ma .hinis-
mo empregado na agricultura da provincia,
entre o qual:
Machinas de vapor, para asacar e para
algpdSo.
Rodas d'agoa.
Motores de diversas especies.
Moendas de caima.
Rodas f dentadas, para an'unaes, agoa e
Explendido sortimento de
Alpacas lavradas Je edres a GO
Alpacas a 500 Alpacas a 560
Alpacas de 'ores
\a loja do Pavlo run da Imperatriz n.
60. vende-se uns peucos de mil covados
das mais lindas e moderaos alpacas lavradas
com as mais moderna, e bonitas cores,
proprias para vestidos 3 roupas para meni-
nos, tendo entre ellas rzu!, lyrio, roxo, cor
de canna, verde claro etc. e os lavrores
muito miudinhos asserttattos em urna s
coi-; para so, poder rttaltar esta fazenda
pelo barato preco de 9 JO rs. o covado, foi
preciso fazer-se urna grande compra deste
artigo, o qual grande pe-hincha.
Aos ex mil cova;Io Ic cassas
francezas
Covado a 300 Covado a 300
Covado a 300
Covado a 300 Covado a 300
Covado a 300 rs. '
Vende-se na loja do Pavo ra da Im-
peratriz n. 00 urna grande quantidade de
mil covados das melhorcs casas francezas
para vestidos, tendo padres miudos e grata-
dos, assentados em todas as cores, estas
cassas sopropriamene francezas, tendo
transparentes e tapadas, com tanto corpo
quasi como a chita, o alm dos padres
serem muito bonitos, sao todos fixos e seria
fazenda para muito mais dinheiro, mas re-
talha-se a 300 rs. o covado.
I sP M-Chos a 3*ClOO na loja do
Pavo
Venderse urna granee porro de esparti-
Ihos modernos com o competente cwdao,
tendo sortimento de todos os tamanhos, e
vendem-se a %& cada um.
MVDAPOLAO ENFESTADO A 3600, SO
NO PAVAO
Vendem-se pecas de madapolo enfestado
com l jardas, sendo muito incorpado pelo
barato preco de 3r$60"J ris, ass como
pecas de algodosinhc com 10 jardas i
fef300 e o-)<>00 ris.
(ALPACAS LAVRADAS COM LISTAS A 500
RS. S O PAVO VENDE
Covado a 500 re.
Covado a 500 rs.
Covado a 500 rs.
Covado a 500 rs.
Covado a 500 rs.
Covado a 500 rs.
Na loja do Pavao ra da Imperatriz n.
60 vende-se urna grande porcao de alpacas
lavradas' com os mais lindos padres listra-
dos e com flores matisadas, sendo este ar-
tigo tima grande pechincha, por se terem
comprado urnas pouoas de caixas o vende-se
pelo barato preco de 500 rs. o covado.
Chales
PELERINAS DE CROCH A 81, lOoOOO
E 125000
Chegarara para a loja do Pavo as mais
modernas e mais bon tas ronieiras ou pele-
rinas de fil e croch que so vendem a 8 e
m e 120.
GRANDE 'ECIIIBA
A pataca o covado
PERCALLAS A 330 RS.
AOS DKZ MIL COVADOS
PERCALLAS A 320 RS.
Na loja do Pava > a ra da Imperatriz n.
60 vende-se urna grande pnreao de per-
callas francezas proprias para vestidos, sen-
do de cores fixas e mais larga que as chi-
tas, tendo os pannos muito encorpados e
com os desenhos mais bonitos que tem
vindo ao mercado, tendo padres miados e
grados e vende-se pelo baratissimo prego
de 320 rs. o covado, garantido-so estar esta
fazenda em perfeito estado, o vendendo-se
por este baratissimo preco para apurar di-
nheiro.
Casemiras da moda
fiOJA DO FAVlO
Chegou pelo ultimo vapor francs, ura
grande e verdadeiro sortimento das mais
modernas e mais finas casemiras para cal-
as, paletots ecoletes, tendo lisas, com lis-
tras e com listra ao lado, tendo para todos
os precos, e afianca-se venderem-se muito
CHAPEOS DE SOLpara senhors delicadamente bordados.
RALOESbrancos e de cores para senhors e meninas, espartilhos, saos bor-
dadas, e saias de 15a com barras de cor.
GORGUROde seda branco e preto para vestidos, sedas de cores, ffloirean-
tique branco, e grosdenaple branco, de cores alpacas de muitas cores, e lindos cortinados bordados. __________________
mais barato do que em outra qualquer par-
te, assim como das mesmas se "manda fa-
zer qualquer peca do obra, a vontade do
freguez, para o que tem um bom aifaiate.
os quinhentos palitots
a 18$ e 20&000. *
Na loja do Pavo ra da Imperatriz n.
60, vendem-se urna grande porc5o de pa-
litots sobrecasacados, e propriamente so-
brecasacos de panno preto, sendo obra
muito bem atiabada pelos, baratos precos
de 185, sendo forrados de alpaca, e de
205 forrados de seda; esta fazenda a nao
se ter comprado urna grande compra, seria
para muilo mais dinheiro, porm liquida-se
esta pechncha pelos precos cima.
Lazlnhas aSfOrs.
Vendem-se IJazinhas para vestidos 3 rou-
pas de meninos, sendo to encorpadas
como chitas, pelo baralo preco de 2*0 rs.
o covado.
POUPELINAS A 500 RS. O COVADO.
Na loja do Pavo, na ra da Imperatriz
n. 60, vende-se um grande sortimento das
mais lindas poupelinas ou laazhhas trans-
parentes, proprias para vestidos e roupas
de creancas, com as mais modernas e bor
nilas cores ; padros com listrinhas miudi-
nhas, que se vendem pelo barato prego de
5U0 rs. o covado, pechincha que se acha
nicamente na loja de Flix Pereira da Sil-
va, a ra da Imperatriz n. 60.
AS CAMBRAIAS DO PAVO
Vendem-se linissimas pecas de cambraias
lizas transparentes tanto inglezas como suis-
sas tendo mais de vara de largura, pelos
precos de 56000 at \0^000 a peca, assim
como finsimos organdys branco liso que
serve para vestidos de bailes, por ser muito
transparente a 15000, a vara, nadpja ^
,A *6 $UtMA*6
NOVO EXPLENDIDO SORTIMENTO
Agua-florida de Guis-
lain
Tintura indelevel paratingir os cabellos,
sem manchar a pelle.
A bem conceiluada agua-florida de Guis-
iain que ento era des;onhecida em Per-
nambuco, j boje estimada e procurada
por seu efficaz resultado, e ainda mais se-
r, quando a noticia de seu bom effeito e a
experiencia tornar de todos conhecida.
A agua-florida de Guislain composta uni-
:amente de vegetaes inoffensivos, tem a
propriedade extraordinaria de dar a cor pri-
mitiva aos cabellos, quando estiverera bran-
cos, e lhes restituir o brilho perdido, e as-
sim como preservar de embranquecer, sem
ier prejudicial de modo algum.
E' porm necessario fazer conhecer, que
i bom resultado produzido pela agua-flori-
ia, nao instantneo, como muitas pes-
cas tal vez supponham, m lis sim ser pre-
nso fazer uso d'ella, trez ou quatro vezes,
e logo se obter o fim desejado, como bem
provam tcstemunhos de pessoas insuspei-
las, e d'ento por diante, basta usa-la duas
vezes por mez, contando sempre com o bom
xito, podendo a experiencia ser feita em
ratra qualquer cousa.
Assim pois esta agua-florida acha-se ven-
da na bem conhecida loja d'Aguia Branca
ra do Queimadon. 8,
Ditos com ditas de velludo, outros im
lando charo machetado.
Ditos com ditas de marroquim com cruz
e guarnico, dourada ou plateada.
Coras e tercos de cornalina.
Assim como.
XAROPE l'KITORAL
84B0 TAT'
PLANTA DO BRASIL
E expectorante e recommendado as
affeccoes do pcilo, bronchite chronica, ne-
moptise, o los'el.inica.
Ei'AHADoron
JOAQITM DE ALMEIDA PINTO
r 11 \ R M A O K U T I C 0
ternamlwcA un larM BAZAU m VEHS4L
O lina \ova
Carneiro Vianna
Neste BAZAR cnconira-se um completo
sortimento de lodos os arligos que se ver
dem por precos coUltewVis com/ sv'jam: irm
completo 'ortimpn'in de machinas para con-
idia de todos os .-.ystemas, mais modernas
adoptados na Amerita e approvadas na u--
tima expiisico servicos a eieetns para almc-
co e ja:Uar, salvas, bandejas, taboliror, bol-
sas o malas para riagera, indispensaveis para
senhors, candieiros para sala e cima de nie.
paredee portal, mangas, tubos c globos de
vidro, machinas para fazer caf, ditas para
bnier ovos, dilas para amassar farinha, ditas
para fazer manteiga, camas de ferro para
casados, solliiros o.criaiica, berros, cadri-
ras longas para viajera, dilas de halanco.
espelhos de todos os tamanhos, molduras
paaquailrus ga/., baldes americanos, gu r-
da comidas, luinqoedos para enancas, um
completo sorlimento de cestinhas, oleados
para sala e n esa, tapetes para sala, quarto.
I'renledesoph.janellae porta, capachos de
Sparto e coco, objertog para escripiorio
muitos outros-artigos que se encontraio i
venda no mesmo estabeleciento e queva^o
a i>en ir examinar.
Grande e bello sortimento de leques
todos de raadreperola, madreperoia e seda,
sndalo, sndalo e seda, osso, osso e seda,
e faia etc, etc. tendo nos de sndalo alguns
com 4 vistas, e outros japonezes onfeitados
de flores.
Bonitas voltas grandes de aljofares azues.
Voltas de cerrente de borracha.
Meias de seda para meninas c senboras.
Ditas de fio de Escocia abertas, tambem
para meninas e senhors.
Ditas muito linas d'algodo, alvas, e
cruas para meninas e senhors.
Luvas de flo d'Escocia, torca1- e seda
para meninas e senhors.
Meias de la para homens, mulheres e
meninos.
Gollinhas e punhos bordados obra de
muito gosto.
vapor.
Tuas do forro, batido
e de
fundido
cobre. N
Alambiques.
Atados o instrumentos d'agncultura.
Dascaroeadores d'algodo etc etc.
Havendo era ludo variedide de tmanlio
oesdo o menor at o maior que se costu-
ma empregar.
BRAMANTE PARA LENC0E3 COM 10
PALMOS DE LARGUR\ A 13800
Chegou para a loja do Pavo, ra da
Imperatriz n". 60, una grando porco de
p cas de bramante com 10 palmos de lar-
gura, sendo a largura da fazenda o cumpri-
mento de um lengol. o qual ss faz com um
mettO e urna quarta, e para cama de casal,
com um metro c meio; e vende-se pelo
barato prego d i800 ris cada metro,
tendo esta larga fazenda, outras muitas ap-
plicacoes para arranjos & familias, sendo
grande pecliincha pelo preco.
COBERTORES DE L PARA O INVERN
DE 34000 6/tO
PavSo ra da Imperatriz n. 60, de Flix Pe-
reira da Silva.
Cortiuados
Para camas e janellas.
Vende-se um grande sortimento aos me-
Ihores e maiores cortinados bordados pro-
prios para camas e para janellas, que se ven-
dem a 12$000 rs. cada par at 2o#000 rs,
isto na ra da Imperatriz n. GO, de Flix
Pereira da Silva.
roupas feitas
NA LOJA DO PAVO RA DA
IMPERATRIZ N. 60
Acha-se este grande estabelecimento com-
pletamente sortido das melhores roupas,
sendo calcas palitots e colotes de casemira,
de panno, de brira, de alpaca, o de todas
as mais fazendas que os compradores pos-
sara desejar, assim como na mesma loja
tem um bello sortimento de pannos casemi-
ras, brins, etc. etc. para se mandar fazer
qualquer peca de obra, coma maior promp-
lido vontade do freguez, e nao sendo
obrigados a acceita-las, quando nao stejam
completamente ao seu contento, assim como
n'oste vasto estabelecimento encontrar o
respeitavel publico um bello sortimento de
camisas francezas e inglezas, ceroulas de
linho e algndo e outros muitos artigos
proprios para homens e senhors promet-
lendo-se-lhe vender mais barato do que em
outra qualquer parte. Ra ra da. Impera-
triz n. 60, loja o armazem de Flix Perei-
ra da Silva.
COLCHAS PARA CAMA A 5;50OO.
Vendem-sc colchas de. fusto damasca-
las para cama, pelo barato preco de 8&,
grande pechincha, na loja e armazem do
Pavao, ra da Imperatriz n. 60, de Flix
Pereira da Silva.
O atoalhado do Pava
Vende-se superior atoalhado de algodSo
om 8 palmos de largura, adamascado a
2-5200 a vara; dito do linho fazenda muito
luperior a 3f320O a vara ; guardanapos de
inbo adamascados a i-3500 a duzia e muito
inos a 85000, o ditos econmicos a 35500
t duzia.
A Aguia Branca, contando com a protec-
;3o de sua boa freguezia, tambem caprieba
im nao Ih'a desmerecer, procurando sem-
pre corresponder a idea favoravel com que
i honram, e em prova ao que fica dito, d
como exemplo ko explendido sortimento
me acaba de receber, anda mesmo achan-
lo-se bellamente provida do que de bom
e melhor se pode desejar nos gneros que
Haja vista aos necessarios livros de missa
i oraco, obras de apurado gosto e perfei-
;ao, sendo: com capas de madreperoia e
tocantes quadros em alto relevo.
Ditos com ditas de marfim igualmente
lonitos.
Brozeguins d- bezerro, para homens a
300&
Ditos de do cordavSo, Mantea, para di-
tos a 8(5080.
Ditos de'dito dito, iglezes.paia dito.-."
100000
Ditos do dito para menino e crinnea* a
2A000.
Botinzinhos para meninos a IfSOOO.
Sapatosde conro com salto para senbo-
raa 14600.
Vende-se r,a praca da Independa n. 30,
loja de Porto 6 Bastos. ________
Na rii da Matriz la. l'.oa-Vi-ta n. o, rt i
dvsefarello muito su,,enor a i800.
Entre^neios finos tapados e transparen- A0S gfig; FOtfETEffiO^
Bartholomen &C.
tes com delicados bordados e proprms
para enflar fita.
E OS P1WDIGI0S0S
Atinis e collares Rover para creabas.
Bonitos cabases ou bolsinhas de peca
e setim para meninas ou senhors.
Lindas cestinhas bordadas a froco, e lisas.
Delicadas caixinhas de vidro enfeitad
com podras, aljorares, etc.
Ditas de tartaruga para joias.
Bonitos albuns com msica.
Pinseis ou bunecas para poz de arro2.
Novos e delicados ramos de flores com
marrafes para enfeilar coques.
Bello sortiinento de trancas de paiba.
Fitas largas para cintos.
Cintos de fitas largas com bonitas rarna-
"cns.
Brincos e alfinetes de madreperoia.
Ditos esmaltados, obras novas e bonitas.
SAL1LRE reinado de I" qualidade.
ENXO RE em cylindro
LIMALHA de Ierro muito now).
DITA d'aen (dem).
DITA d'agnlhas.
E lodosos mais preparados'para os lin-
ios fogos de coros na sol drogara 4 n?a
arga do Rosario n. 34.
ESCRAVSS FEJGiIGS.
005? i
oos
005
J0')?"
08
008
OOC
000^5
00^8
OOS
005
008
b 8jo|ioo cjcd oe op soojog O)
' ......OpIJSOA OOVVI
op mnjqsp ejed cpj op aj QQQ ..... souanbad sopa
........cpejnop o'/5
BJnpjora uioo sopuB.i8 sotjiodsa
ooa-d opoj 'waa op seoomia 058
suapjo g saiauoo moa oei.io 09
c ciznp sBpJ 005 '"H1 G,10!l
b oanos BJird scjnpBojoqv 008^9
.........e P 091
np suomoq cisd sbiuj setaj^ 00'/
. r* ano-i^i
'008 '00'; soiraip mo3 sqosBJj (0I8
e oi|und B.ied saomq op SOJBJ
sobui BJBd soauctq so5t^i 000
eqooj biuii moo sbjbjjbq
No da 19 do corr ute ma fugio do et,
genbo ConceicSo da v< guea da oseada o
cabra Thomaz, idado de i> a 30 anuos, al-
tura e corpo regular, barba curia, natural
de Mamanguape da provincia da Panhiba:
cJnoj op saoioq op zo.io
ciii.\ip en8e moa cjcjjbq
9 008 '001 '009 '00S piesumc se que tile tenha ido paia o Re-
cife,. ou villa de Mamanguape, Riga-sc a
pessoa que o aprehenoa de o entregar
Recife a Domingos Alves Maiheus, na roa
do Vigario n. iM, ou no engenho Ci nceicao
Ja Esrada a seu senhor o Emu. Baio de
Aracagi, que recompnsala con gtnero-
>idade.
b sotora-ojjua o soquipcqBa
o 005 051 '001 '08 si[.
-cpiiBiib se sepoi op Bjoooqas
b Bsoq' q op O0|0 moo S00SBJJ
.........B SCp
-jcfoov moo Bquqop B0]|9AM
jqjoq B.ii d snqini ap SHjqiq
o sj 00V B clu wo3 sodsc.ij
........ b sequn
o BJiusoo BJBd se.raosaqi
.........b san
-taoui4 Bjed bssoabji op saiuod
' b EJiapepjaA m.\\
Btuoioa ap BnSc moo soosEJd
-BToap oxiBqB so^oafqo so opuBiuianb wsr
IVUOdML VfflHOM OSMOMV
MK3I:lIli[ a VFOT
0(1 VH-w X
ALPACAO DE CORDO PARA VESTIDOS
A i#>00
Na loja do Pavao, vende-se superior alpa-
co ou gurguro para venidos, sendo n'es-
de mol hados, no armazem da ra
Nova n. 60.
QUEIJOS
No armazem ta ma Nova n. 60 lia para vender,
da seeninte* quahrtados :
QUBUOS DE MINAS.
QUEIJOS DE COALA.
QUEIJOS DO SRRTAO.
QITBIJ03 8WSS0.
QUEIJOS PRATD. .
QUEiJOS FLAMENG03.
MANTE1GA LNGLEZA
11740 o kilo.
a 800 rs. a libra on
..MU I.1UUBIIJ1
Vroac-se manteiga nglt-za muito boa a 900 r
U, e UiiO a libra, muito fino, presuulo de L.i-
mego a 800 rs a libra, carne do sertao a 360 rs.,
liaguiea u om lau a U a libra, farello, ari
de4*00. e o de Lisboa fino a 5^400 : no pateo
op Panizo n, 20.
Cbegou para a loja do Pavo, um gran- te genero o mais moderno c mai bonito
de soi tmenlo dos melhores cobertores, de que tem vindo ao mercado com diHerentes
15 de carneiro, sendo muito grandes e cores, sendo mais lugo que alpaca e ven-
muito encorpados, que se vendem de 3$ de-se pelo baratissimo preco do 1500U o
at 6#tK'0 cada um, em relacao as diTe- covado.
rentes qualidades, o pechincha: a ellos an- MovWade Movidade
tea aue se acabem. i
ATTENCAO GURGURES DE SEDA PARA AS FESTAS
I DO MEZ DS JNHO
AS PECHINCHA! QUE SE LIQUIDAM
NA LOJA DO PWAO Chegou pelo vapor de 14 do corrente,
Cortes de oreandv listrados com 10 va- para a loja do Pavo, na da Imperatriz
3 cada um e o-jo tambera serven para n. 60, um brilhanie sortimento dos man
luto a 3*>00 modern se mais bonitos gnigurocs de seda.
Lanzinhas do cores para vestidos a 200 para vestidos, tendo padres miudinhos e
rs. o covado.
Cortes decambiaia com barras bordadas
e nfito finas a 30 e 40000.
Cassa toda preUi para vestidos a 3-20 rs,
a vara.
Chita preta estreita com salpicos para ves-
tid a 240 o covado.
Ditas ditas lisas a 160 o covado.
ras
E' pechincha para fechar contas.
grados, com lindas listras matisadas, as
sentadas as mais delicadas cores, como
sejam, verde, bismark, lyrio, azul, perola.
ote. etc., assim como ditos lisos de todas
as coras, garanlimlo-se qua na actualidadn
nao ha urna fazenda de mais gosto nt-m d-
mais pbantasia do qne esta,que se vende por
nreco muito rasoavel, no estabelecimento
l'IIM
menqXo ns HONRA
Vende-se em frwcos
J E FIGADOS FRESCOS DE BACALHAO -. "
DB
lares, pharmacia Hoco,
2, ra do Castigliono,
em Pars.
I.MtH
As eotrfcvke, es oleo pardo, (Tura chejro fone, e mu* com
peives rommuns. lass como o esqua'o, a arrula, o foca, a tiza, otle** j
mVsmo o- oleo, vegrtat*. foram imaginado par substituir os verdndrl
Ir Bacalhno de Terr-^o. Estes leo comrauns ou i
industria n.,r preco i mu tuixos, em quanto que w Tordadeiro leos de fisa.io de bacallao
KaX caro, stoqae para obtel-o fres** c ,em **** tumpr, nmt
Cuntina Rgido o ecrave de nmne Bene-
dicto, prriv'n.vntc ao abis awigaadu, o m H
ignaes RMtointes: preto nilo, altara regular,
Ma da denles da parte Pupericr, pes crandr'i.
muito ladiau, pouea buha. Suppoe-se f>:-i
contada ne ia eidade. d'oada mpn> nmioma nin-
lata pertroceato D.Genoveva umdade Araujo
Alliuquerqnc, tainbem rom os Manaes seguintes :
rabelfos annellados, nariz cbato, falta do domes aa
parte superior, pea pennenos, tendo uina cicatriz, nina belido no ulbu esqnerdo e alta-
ra reputar. Os senbore* tanto di> esrravc c>mo da
csciava protestam contra qnli|(T que os lenba
aeootado) pelos dnmno* eancadi romo ro-
gara s autoridades policiae- ou qo.-.i-squcr nntr*S
[icsso.ns que M digneni de fzeli s c;>p urar o
mandar levar ao ocptuno de Leal A lunao, q-ie
recompensaro com guprosidade.
I.uiz de Ubu-jueiqye Hm-anhaa.
. Do enguntio Jaeubina, flreguczia du Cabo, na
noitc di- 0 para 7 do crrente, rnglinm t *A
iguintes : Salvador, crioiilo, rdr pida, bata,
jiritssn, Idade de 44 annos mais ou menos, bul i
i.i pintada, rosto redondo etrabalha do carabina.
liste esfravo M comprado ao Sr. Francisco Ji.fi
de Arcujo, morador na eidade do Recife.' Mano, I,
preto, alio, barbado, bom corpo.pereas tinas, efcm
a faila um punco descansada, rcpreuU ter l)
anuos mata ou menos. Levou calla de'n'fudao
americano, camisa do nndapolao Ja velbi e cha-
peo de muro : este oscravn fui comprado ao Sr.
lunas Mariano do S, morador em Moxoto pai i
nd.'. d.-sconfia-se teregnido. R ga-.-c .-.aiiU>r>-
lades poliriaes c aos capitaea do campo anpre-
nensao dos referid.- escravo, e enirpg-W9 ao
-cu senhor Antonio (iiruoii o Lins e Mello, no co-
genho aciina referido._________________
de Flix Pereira da Silva.
de
C mesmo
fresco i
oitidns na
J^p^leiucia"e icr'ormaiores "cuidados" nos proprios luir, das pw,
T tton todo o annodo 1849. EsU^s oleo- puro Je eotl.o d. Terr--!\on de Hoga
*'?JfS- W oree o", medicamento urna fama universal as moMioi lo pf>to, a nt.. rdr*
^f^S^Z^T.napt^ do, m*nmo,0te.,e por l^.dcram lu*^ a mnm e .esle.es
mSe"- O too de Boan mui fcil de digerir. disiinnr-so entro o Mros-oteos pela sua
c6r .le palha, o -eo cltro awve e dol ado, c seo gosto de ^edinba^Aw..
O RLATORIO faroravtl Jo ch^fe dos irabalho chymico. da V,
jm,oomo niuiwla razor
:ina 08
ii.-Iur romo eaue i 0 Oleo cr rf valha de *f. Hogo ronl-m um (rrra pai Ir rfe vra.
lWmJt\omm^rdo que o, o/ro poro. < ndo *rue*l* 'ir*" < x^o-ie^ee que te
tl^tri te Itef -o- P-". e-ran^lro..
Acha-?e fgido desde 18r>7 n escravo Mares,
abra, cabellns annellados, ulhos iH-qucnos, narii
hato, idade 38annos. ponen mais mi oros, al-
mra refular, pernas compridas, tem falta de den-
les, algunas mareas de PHKflia pelos peUos, i
lo a mais saliente urna no vio do pcwoyi ; e na-
'iiral doSubral, no C.ear, tendo iiti
la Cyspl.ilina, no Brejo do Ara. em
,-ado de (Hiveira, de i des|>'
iMiulo.se estar fgido : n
loridadi-s policiaes e aos capif
lesia provincia rmno da l':.rahyl'a.
pier. que o fa aui
ou senhor, o majur G
use gratificar0wm*ni ruga-se a qualquer pp-soa qoe MW '
. favor de fazer r**!B ao r
toaibem gratificar.
i nana


8
Diario de Pernambuco Ter<;a feira 15 de Junho de 1869.
iSSEMBLa &EEL
.


_
CMARA DOS SBS. DEPTADOS
SESSO EM 28 DE MAIO.
^IgKiaSNCIA DO Sn. ESCONDE DE CAMARA-
CIBE.
(Continuacao)
O tft. VISCONDE DE ITABORAIIY (mi-
rastrada fazenda): Sr. presidente, nao
yedi a palavra para entrar na discusso
que so tein agitado a rospoito do projecto
?presentado pela Ilustre commissao do la-
teada, porque as breves consideracoes que
tftleniiu dever fazer a respeito delle cabem
oais a a discusso do 2 artigo do que na
do I.'
Pedi-a smente para dudrar que desejo ,
que seja o niais brevemente que^fr possi- visees, o crdito que se pede nao ser toda
vel julgado por esta augusta cmara o despendido, e annullar-se-lia o excesso que
bou ver na liquidaci) do exercicio. Se nao
fr suffieiente para fazer face a todas as
'.eceaos j a receita arre-
cadada, de a Iguala nos sete, e das raais
nos oto primeiros mezes do
rrente.
o-se a renda dos mezes seguin-
tes peta que se arrecadou neste periodo, c
metiendo em rinha de conta o que se coslu-
ma arrecadar no semestre al.lciona!, obte-
ve-se o resultado ds 73,358:0005000.
Nao se pode asseverar que tal ser exac-
tamente a receita do exercicio, porque a
ninguem dado prerer o futuro ; porm,
muito provvel que suba alm daquelle al-
garismo, porque, gracas providencia, a M>r',v,r,c
rend publica tende a crescer progressiva- "jetas
mente: mas nao vejo inconveniente cm con
tarmoscom 73,000:000(31000. de
vez de 74 ou 75,000:000,5000.
Se a receita subir alm das nossas pre-
DE
despezas, vira o mistro da fazenda pedir-
s commissoes que lbe dm o que de raais
fr necessario. Este o meio regular de
se liquidar as despezas publicas tanto no
nosso como em outros paizes.
Pretende-se que o ministro da fazenda nao
precisa de autonsaejio para obter meios de
supprimir a deficiencia de recursos, por ler
na lei do orcamento faculdade para emittir
8,000:000-5000, de bilhetcs do tbesouro.
E* verdade que t lei do orcamento au-
torisa a emissao de 8,000:000*. dos buhe-
tes do tbesouro; mrs, se j existem na cir-
culacao 61,000:000)5, como restam-ainda
os 8,000:000-5, de que falla o Ilustre de-
notado ?
E demais, se possivel ainda obter re-
di)
cursos por va de emissao de bilhetes _
tbesouro, esta operaco est comprimen- "a P"^"*!.! do Maranho,
dida na autorisaco dada pelo projecto da i posC*) e cobranra de
est autorisado para
emittir*aplices da divida publica, tambem
nao o est para emittir bilhttes do tbesou-
ro, alm di quantia determinada por lew
A doutrina contraria nos tera feito mal.
(Apoiados).
Tem-se entendido que o governo pode
elevar a emissao de bilhetcs do tbesouro
sem autorisaco das cmaras. Nao assim:
emittir bilhetes do thesouro importa coofra-
bir urna divida para cujo pagamento as
cmaras nao pndem deixar de votar os
fundos neoessarios, Ser divida exigivei ou
nao, nao lbe muda a natureza da divida.
(Apoiados.)
No ou-se a difierenca entre crdito e
to. E' verdade; a abertura de un crdito
nem s-mpre importa autorisaco para fazer
taes operacoes, isto accontecc quando o
thesouro tem recursos. Quando, porm,
nao accontece assim a abertura do crdito,
isto a autorisaco para fazer certas des-
pezas, exige que se decreten) i s fundos
necessarios para paga-las.
O governo, segundo o robre deputado,
devora vir pedir o crdito de :ue se trata,
depois de liquidado, ou ao mciu
cenad) o -xercicio; mas com
tbeso
da
exercicio ou menos at o fnn de junho
te inno ?
procedimento do governo, quando entendeu
quo, para acudir a urgentes necessidades
do Estado e evitar dilficuldades e talvez
graves perigos, devera tomar a responsa-
iiilidade. nao de emittir 40,000:000* de
papel-moeda, mas dj autorisaro tbesouro
para poder emittir at esta quantia.
Fui umaoto sem duvida irregular e de
grande importancia, para o qual o governo
nao eslava aulorisado, mas na sua opinio
indispens:i\( 1 para salvar a ordem publica.
(Numerosos apoiados.)
Assim, pens com o honrado membro
de iVSinas-Geraes. que fura muito conveni-
ente quo no primeiro acto desta augusta
cmara ella enunciasse sua opinio sobre o
nrecedimonlo do governo.
Nao U( opporia, pois, a que o fizesse na
mesma lei que se discute. Nao me atrevo
a p3dido, mas submetto aiada considera-
giu da cmara urna reflexo.
Nao s por ruku, nao pelos meus
honrados o dignos cofiegas que desejo que
o procedimento do governo seja quanto
antes julgado: porque esto tambem nelle
mipromeltidas outras.pessoas, ou tras pos
sDas alem dos membros do gabinete.
V. Exc. sabe, Sr. presidente, que o de-
creto a que me retiro nao poderia produzir I publica,
ornato se os memb/os da junta da caixa! Se o thesouro nao
da amortizarlo nao tomassem tambem a
responsabilidadc da sua execurao. (Apoia-
dos;. Homens importantes pela sua posico
social, pela sua fortnna, nao hesiiaram em
eomprometter a sua responsabilidade, re-
conhecendo como nao podiam deixar de
reconhecer a urgente necesSidade da me-
dida.
E' pois, nao s porque cumpre saber-se
se o governo merece ou nao aconfiancada
cmara, mas ainda para livrar os honrados
h dignos rididos, que sem o menor inte-
resse pessoal, e smentepor amor do paiz
ii'i'j hesitaran) em eomprometter sua respon-
sabilidade, que desejo ver a materia discu-
tida quaiito antes.
Eis o que ei tenho a dizer a respeito
da questo aventada pelo honrado deputado
pela provincia de Minas-t'eraes.
Ninguem mais pedindo a palavra, e pon-
do-se a votos o art. i, approvado, bem
como a emenda.
Entra em discusso o art 2o.
Vem mesa, lida, apoiada, e entra em
conjunctamente em discusso, a seguinte
emenda:
Ailditivo das commissoes ao art. 2o :
D.-ptis da somma 90,399:0321002,
accrescente-se:e as reclamadas pelo mi-
nisteriu da marinba em pedido de crdito
de 28 de maio correte de ti.332:400*. O
mais como se segu no artigo. Pereira
da Silva.D.A. Figueira.A. M. Perdigo
Mal/ieiro.J. C. de Mcnezcs e Sonza.A-
/. Henriques. .
O Sil. VISCONDE DE ITBOKAHY (/-
' n d'i foseada) :Sr presidente o il-
lostre deputado que enectou o debate do
projecto que discutimos fez varias observa-
cas acerca do art. 2. Sobre algumas
dellas julgo de meo dever dar explicafoes
oiesmo para restabelecer o que julgo a
readade dosfactot.
O honrado membro comecou por fazer
r paro em que a illu?!nla commissao "de
faeenda pretende aoloritr o governo a fazar
OperacGes de crdito, afim de realisar a
quontia de 13.814:0585li, pira supprir o
de/ir.it do exercicio corrente, nao se podendo
ainda reconhecer com exactido o dficit do
dito exercicio.
Posderofl que a disposicao da primeira
parle do art. 2 fonda se na avaliaco feita
pel thesouro da receita e despeza do exer-
cicio corrente, mas que tal avaliaco nao
nem pd* ser exacta porque e exercicio
nao est ainda encerrado. O nobre depu-
tado pareceu sustentar a opinio que fora
melhor autorisar o governo para alargar as
despezas de c rtas verbas do ore-amento,
sem se lbe dar todava faculdade para fazer
operacoes de crdito.
A objeceo, porm, que saltava aos olhos,
que nao havendo tal autorisaco icaria o
thesouro inhibido de acudir s necessidades
do servico publico, apressou-me a respon-
der que nao acontecera assim, visto como
o governo tem meios na propria lei do or-
ea nento para fazer face as despezas corren-
tes at o fim do exercicio de 48(581869;
e estes meios consistem ia autorisaco para
emittir 8,000:0006, de bilhetes do the-
souro.
Peco licenca ao nobre deputado para ob-
servaMhe primeramente que, se se tratasse
de um crdito definitivo, isto de decre-
tar exactamente a quantia indispensavel para
occorrer a despezas condecidas e exacta-
mente fixadas, poderia elle ter razo; mas
i quosto deque nos oceupamos agora con-
-:ste em fornecer ao thesouro meios de fazer
face a despezas que se esto fazendo e ho
de fazer at o fim de junho, e que nao po-
dem sor avahadas com rigorosa exactido.
E' o que acontece todas as vezes que o
pede um crdito s cmaras legislativas; e
o que se faz todas as vezes que fixamos a
despeza e oreamos a receita para um exer-
cicio qualquer com anticipaco de anuo e
meio.
Nao ha nada irregular, de contrario s
regras at agora establecidas pelas cmaras
legislativas c deaccorf> com i razo e com*? ^T,L~ Hen'^ue~A- M Per"
o que oraticavel. en nnmdflr-afi ao ao-' d"Ja0 Mjlftetro-
SESSAO EM 29 DE MAIO
PRESIDENCIA DO S. VISCONDE
CVMAKAClBr. "
Ao meio dia, feita a chamada, verilica-se
haver numero soflicieate, abre-sea^sesso.
L-se e approva-se a acta da antece-
d nte.
0" SnTl.6 ScretVRio Z onta do >e-
guinte B
EXPEDIENTK
Um oficio do ministerio do imperia, en-
viandD-^Mtiio com que a presidencia da
Minas-eraes transmitte as
a que se pro-
ceden "parOchias de Dores do Inday,
receita cm rMorada^Mova e Patrocinio da Mar mellada,
perte centes ao collegio do Inday do 2"
dislricto da mesma provincia.A' 3a com-
missi) de poderes.
Outro do mesmo ministerio, declarando
que se expedir aviso presidencia da pro-
vincia io Bio de Janeiro sobre as decises
desta camama acerca de varias eleiedes pa-
rochiaes oa mesma provincia. Inteirada.
Outro lo mesmo ministerio, enviando a
copia da consulta da scelo dos negocios do
imperio do conseibo de estado, com a qual
S. M. o imperador houve por bem confor-
marle por sua inmediata ^goluco, sobre
o acto polo qual a presidencia da provin-
cia do Bio de Janeiro suspenden a publica-
cao da resoluco nao sanecionada, da as-
sembla legislativa da dita provincia, rela-
tiva d sapropriaco das pontes da exlinc-
ta companhia Nilherohy e lnhomirimfA'
commissao de assemblas provuciaes.
Ouim do mesmo ministerio, enviando a
copia da consulla da seccatJ dos negocios
do imperio do conselho de estado, acerca
da r presentaco da ssembla legislativa
rontra a nova
direitoi sobre
art. 4
te da lei n
Ilustrada commissao de fazenda, que diz: objectos de exportacao da mesma provincia
Fica o governo iutorisado para fizer P01' P*rte das rollectorias da doPiauliy.
quaesquer operacoes de crdito pira preen- n3" obstan* as repetidas reclamacoes que
cher a defict de 1808 e 839 ; c tanto M*> (?' :> ^1 respeito.-A' mesma
operaco de crdito a emissao de hdbeles j commissao.
do thesouro como a de apolices da divida 9{iU' ,Jo nesmojmmisterio, enviando o
' ofiicio da presidencia d.1 provincia do Ama-
zonas, transmltindo copia? de todas as
actas relativas s eleicoes de eleitores a
que se procedeu as parochias de Alvellos
e S. Paulo de Olivenea.A' quem fez a re-
ffOisico.
Outro do Sr. ministro da guerra, pedin-
do dia e hora para apresentar urna propos-
ta do poder executivo. -Marca-se o dia de
boje una hura da tarde.
Outro do l. secretario do senado, par-
ticipando que o mesm) senado adoptou. e
vai subir saocelo imperial, a resolucj da
ssembla geral legislativa que approva as
pensiea concedidas a I). Ilermelinda doi
Guimares Peixoto e a outros.Inteirada-
t'm requerimenlo de Jos da Cimba Tei.
autorisaco para fazer operar oes de credi-! wira Pedindo para se matricular em qual
tjoer das [acuidades de medicina do impe-
rio, levando-se-lhe em conta os prepara-
torios ledos na faculdade do Becife.A'
commissao de instrurco publica.
Outro de Joaquim (ioncalves llamos Eilho.
pedindo para ser matriculado no i." annu
medico, devendo ?.ntes do acto mostrar-s
habilitado em historia e
mesma commissao.
Outro do bacharelSeverinoAlves de Car-
mulher D. Ant-
tenente-coronel
ios de en-iva"10' I)er|iido, por sua mu
..o ha de p na '''lvira Eerreira. filha do
s'ouro'satsfzeT' pagamento deavulta- J,oi Simplicio 1-erreira, que seja approva-
s quantias daqui at o encerraittento'do do decreto de 20 do jnlho de 18o0, na
ercicio ou menos ati o fim de junho des- P;irtl; I13 (,IZ respeito -mesma.A' com-
J tive occasio de declara-lo, ao tbesou-
ro nao restam outros recursos seno a
emissao do papel moeda ; se a cmara en-
tend que este recurso conveniente, po-
llera negar o crdito que peco; mas oeste
caso teria eu grande repugnancia de ser o
executor de tal deliberaco, bem que, em
quanto a lei nao me der faculdade de obter
por outro modo meio? para acudir s des-
pezas, nao tenha out-o remedio seno ir
emittindo papel-moeda.
E' a posico difiicullosa em que me acho;
e esta difficuldade crescer tanto mais I em vigor, nao poderao exceder, em
quanto for maior o la[iso de tempo que de- j cumstancias extraordinarias a 00,000
correr at a approvai;.o definitiva da lei
que se trata.
E por esta occasio devo responder
observaco do nobre deputado quando al-
legou que o ministro da fazenda tem ainda
missao de pensoes c ordenados.
Outro do tbesoureiro da seceo da subs-
tituirlo do papel-moeda e do thesouroiro da
caixa da amortisaco pedindo urna gratili-
cacao annual para qnebras.A' commissao
de fazenda.
Lm se e vo aimprimirparaentrarna
ordem dos trabalhos diversos pareceres de
commissao, que conclem assim :
A ssembla geral decreti:
Art. I."As forras de trra paraoanno
linanceiro de 1870 a 1871, alm do estado-
maior general e dos olficiaes de differentes
corpos doexercito, na forma da legislarlo
cir-
pra-
sua disposicao mais de 30,000:000/5 de
papel-moeda.
O que se far desta quantia,
elle, quando o g verno obiiver
cao que solicita ?
de cas de pret, ea 20,000 em circumstancias
ordinarias, incluindo as ultimas as pracas
dos depsitos de instrueco c de aprendi-
zes artilheiros.
Art. 2." Fica em vigor o disposti no
i. do art. i.e no art. 3. da lei n.
perguntou
a autorisa-
0 decreto que autorisou o thesouro a
pmittir 40,000:0005 de papel moeda nao o
obriga a faz-lo necessariamente ; e para
evi'ar que augmente tal emissao que recor-
r s operacoes de crdito .que tenho feito
at agora, e que vim solicitar permisso
desta augusta cmara para recorrer a ou-
tras opxaces da mesma natureza.
Nao entrarei no exame de saber se
mais conveniente emitir bilhet-s do tbe-
souro ou apolices da divida publica com ju-
ros pagos em ouro ou papel; algumas ligei-
ras observacoes que fez o honrado membro
a quem tenho a honra.de referr-me pare-
cen) indicar que S. Exc. naocalculou bem
qnaes sao os onus q ie resultara das duas
ultimas operacoes a que me reiro. Se o
tivesse feito nao dira que urna nos custa
tO % de juros e a outra 7 %
Nao isto exacto ; roas tambem nao
agora occasio de averiguar este ponto.
Sao estas, Sr. pr^sid nte, as explicacoes
que me cumpria dar em resposta e como
prova d >. consideraco ao Ilustre deputado
que encetou a discusso.
Ninguem mais pedindo a palavra, e pon-
do-se a votos o art. 2**, approvado com
a emenda.
Vem mesa, lido, apoiado, e approva-
do sem debate o seguidle artigo additivo:
i Art. 3 additivo:E' approvado o de-
creto n. 4,232 de 5 de agosto de 1808, que
autorisou a emissao de 40,000:000,$ em pa-
pel-moeda. Pereira da Silva.Cardoso
que
verno
praticavel, era conceder-so ao go
a autorisaco contida m 2o artigo do
projecto.
Cumprc-me ainda accrcscentar que, nem
a despeza nem a receita do exercicio corren-
te foram avahadas sobre bases to falliveis
como se antolharam ao honrado membro.
Disse elle que o thesouro calculou a re-
ceita do exercicio da 18641869 a esmo,
sem base. Nao assim, perdoe-me di-
a-lo.
Pala tabella n. 8, qae acompanha o meu
ehtorio, ver S. Ek, quo de quasi todas
0 projecto assim emendado passa para a
3a discusso indo no em tanto s respecti-
vas commissoes para re ligi-lo conforme o
vencido.'
A requerimento do Si". Diogo Velho,
approvada a urgencia pa ~a entrar amanha
em discusso o orcamento de 1869 a 1870
na parte relativa despega do ministerio da
guerra.
Dada a ordem do dia, lwanta-se i sess<>
s tres oras e tres ovarlos da tarde.
I,7l de 23 de setembro de 1867.
Art. 3. Ficam revogadas as disposi-
C-oes em contrario.
" Sala das commissoes, em 28 de maio
de i8G9.-J<'$t'titioL'iincgo Costa.Rodrigo
A. dri Si'xa.h Velloso Pedernetras.
E' de parec#%
1. Que seja dispensado do servico
com o ordenado smente, o o*icial-raaioj;da
secretaria desta cmara, Vicente- Xavier do
Carvalho. ,
2.e Que para preenchimento da vg,
assim aberta, seja noraeada o bacharel An-
tonio- Pereira Pinto, derogado para este fim
o parecer da commissao de polica appro-
vado em sesso de 28 de julho l8Gi.
Paco da cmara dos deputados, 26 de
maio de 1869. Visconde de Camarqgib,
presidente.Diogo Velho C. de Albuquer-
que, 1. secretario. Joaquim Pires Ma-
chado Porlella. 2. secretario.=,t'z Anto-
nio Vieira da Silva, 3." secretario. Jos
Calman Nogueira Valle da Gama, como vo-
to em separado.
Lem-se e sao approvados dous pare-
ceres de commissao, concedendo licencas
dous empregados da secretaria da ssem-
bla.
Lm-se e vo a imprimir para entrar
na ordem dos trabalhoe dous pareceres de
commissio, um autorisando diversa* natu-
ralisoes, e outro concluido com o leguinte
projecto :
A ssembla geral resolve :*
Art. 1. O ministro do imperio na cor-
te e os presidentes as provincias conce-
dern) titqlos de naturalisaco a todos os
estrangeiros maiores de 21 annos que o re-
quererera, urna vez que se mostrera livres
de culpa, tenbara um anno de residencia no
Imperio, e declarem que nejle pretenden)
tixar seu domic lio.
Bequerendo declarar tambem sua pa-
tria, estado e religio.
t 1. Do que fr casado com brasileira
nao se exigir prova dotempo de residencia
no imperio.
| 2." O juramento de fidelidade
constituyo e mais les do imperio ser
prestado pecante a autoridade que expedir
o titulo de naturalisaco, admittindo-se pro-
curadores munidos de poderes especiaos.
c g 3. O titulo de naturalisaco ser
isento de qualquar imposto, excepto o de
de sello. Continuar, porm, a ser
concedido gratuitamente aos colemos, cumo
determina o art. 2." do decreto n. 808 A
de 23 de junho de 1835.
Arfe 2. Ficam revogadas a disposic5es
em cono-ario.
Paco da cmara dos deputados, 29 de
maio dikJ80^.-Maoel Francisco Corra.
J. J. 0. Jiinquera.-=*IiHMcencio Marques
de Aramh_()es.>
ORDEM DO DIA
discusso a inierprotaco do
nstiluico, e art. 0." di i par-
23 i- de 23 de novembro de
1811'.
0 SR CANDIDO MBNDES :Sr. presi-
dente, a constituicSo do imperio no art, 173
recommenda que na rnnio da nova legis-
latura, ou melhor no principio das sesses
da ssembla geral se def examinar se a
mesma constituico tem sido observada no
paiz. Cumprindo por mintia parte este de-
ver, estou persuadido, Sr. presidente, que
houve durante as passadas legislaturas viola-
i;o de umi disposicao importante da cons-
tituirlo.
O Sn. Pinto de Campos: V a quem
toca. '
O Sn. Candido MUffll!:Podo ser que
labore nlirn engao; mas pelo que vou
expr \efi a cmara, que nao deixa de ser
fundamentada a iuinhaasscrco, que alias
consigno cm um projecto, de que em breve
jrei a leitHra, depois de urna resumida e
limitada juliicarfio, como permitte o regi-
ment.
Sr. presidente, eu vejo qu a constitu
coxpressa-sc por esta forma ni art. 46 :
Os principes da casa imperial sao sena-
dores por dreto, e tero assjnto no sena-
do logo que cliegarem idade di 25 annos.
Em 186i ou 1863dous princip-.-s euro-
peos entrelncarain-s! por miio do matri-
monio com duas priucezas da familia im-
perial'.* Estes principes, qu3 fazem boje
pa#; da familia imperial, oreupaum o pos-
to dotaarecbal de exercit) o outro o de
almira-ite ellectivo da armada, sendo ambos
gr-cruzes de todas as ordens brasileiras.
Entretanto, Sr. presidente, occupnndo car-
gos de tanta iiuportancia no paiz, ainda ne-
iibum teve assento na primeira corporaco
do estado, onde pela constituyo o tem os
principes da casa imperial; e alias um
dellos completou nao s o 2i. anuo, como
j passou de 25.. O outro completar em
breve a primeira.idade.
Confrontando estes factoS com a letra do
art 46, nao sei como em presenca de to
clara disp >si<;o, uo se baja conferido as-
sento no senado ao primeiro principe logo
que completou o seu \is3gimo quarto anuo
cm 1866, e ainda o vigsimo quinto (1867),
execntando-se aquella parte da ki funda-
mental, at o presente letra morti. Parece
I que nessa poca era opportunamante azado
o momento de se firmar a inteligencia do
art. 46, ixando para o futuro um preec-
deote til jiara os casos que no volver dos
lempos appirecessem.
E' por isso, Sr. presidente, que entend)
qae houve nma violaca di cinstituir i.
ileixando-ie de cumprir o art. 16, e que
icio mostrar-se esta f;llla (|,,ve.se provcr (le rtmeuo, tanto
A mais quanto ha neste caso alm da viola-
C-o da constiluico, a preterico ounegaco
de um direito. Se o texto do art. io
obscuro con vem interpretado, e o quo faz
o meu projecto, o se claro, como eusup-
ponba, dique bem averigalo pela discus-
so, e nao continu a constiluico a ser of-
fendida em sua letra c no seu espirito.
Escuso, Sr. presidente, de expr e justi-
ficar peante a cmara as vantageas de exe-
cutar-se a constiluico, comoeu enleudoque
deve ser executada ; ellas sao salientes, por
qualquer lado que se encarem, sej.i em re-
laco ao proprio senado, que adquira maior
lustre, seja em relaco ao paiz que in-
teressa era que os seus principes se oceu-
pem e tomem parte nos negocios que se de-
baten) no parlamento. Neste ponto cu s
descubro vantagms, e nao vejo inconvenien-
tes. Mas, Sr. presidente, prescindindo des-
te exame, que reservarui para a occasio da
discusso do projecto, se fr julgado digno
de deliberaco, o que neste nnmento me
limitare! a fazer apreciar jurdicamente a
disposicao do art. 43, que muito interessa
para a questo.
Eu bjm sei, Sr. presidente, que ao po-
der moderador, que o grande eleitor dos
membros do senado, caba a attribuico de
promover a execuco do art. 43 e:n ques-
to, quando o senado se nao apressasse em
convidar a tomar assento um dos seus mem-
bros, que de direito faz parte daquella il-
lutre corporaco. E os conselbeiros da
corda quando se dsse um tal acontecimen-
to, nao deixavam de contrahir urna certa
responsabilidades seso escusassem de pro-
mover a execuco da constiluico, aconse-
jando a vontade irresponsavel. Deve ba-
ver para isto um meio pratico, consentaneo
com o nosso systema de governo.
Mas, como ha pouco disse, Sr. presiden-
te, nao examino este negocio no panto de
vista da conveniencia publica, porquanto,
parece-me. que salta aos olhos de lodos, e
na discusso do projecto melhor se eluci-
dar. Smente quero examinar perfuncto-
riamente se existem razes jurdicas em fa-
vor da admissono senado de principes que
casando cora prncezas brasileiras, se natu-
ralisam cidados brasileiros.
Uma Voz:He este o ponto da questo.
O Sr. Candido Mendes:Sr. presidente,
attendendo para a letra do art. 46 da cons-
tituico, eu observo que o legislador usa da
expresso principe da casa imperial e nao
serve-se da de principe da familia imperial.
Que daquella mesma expresso usa quando
no art. 14i trata da nomeaco de conselbei-
ros de estado ; e noto este artigo porque
elle foi transcripto na lei de 23 de novem-
bro de 18'4# que creou o actual conselho"
de estado..
Fra destes casos smente uma vez falla
a constftutco em casa imperial no art. 114,
em objecto estranbo a estaquesto.
Portantoha da parte do legislador, quan-
do trata de cargos que devem occepar os
principes, uma insistencia em designados
por principes da casa imperial. Qual ,
pois, a razo ?
A meu ver, o motivo desta preferencia,
assenta em que a expresso cosa imperial
tem una sigoificaco mais lata, tera outra
araplitude que a expresso familia iniper al
nao attinge. E' fste o sentido obvio e na-
tural ; e nem poderia comportar outro sem
estabelecer uma estril synonyraia.
Se a exprsalo casa imperial tem a ara-
plidSo que eu supponho, e que tinta por
certoem mira o legislador, claro que o
direito que confere o art. 46 da constitu-
co nao comprehende tao smente os princi-
pes de' sangoc, val muito alm; e que os
principes natura usados, cacando com priu-
cezas brasileiras, tm fundado direito a um
assento no senado.*
A questao, perianto, gyra sobre a expres-
so casa imperial, e para mlm nao existe,
pelo que -acabei de expender. Nem me pa-
rece que fossa haver outra explicac3o do
uso dai duas expresses casa e familia
imperialcuidadosamente mantilla pelo le-
gislador constituinte, e tanto que no art.
47 i i tratando de outro assumpto usa da
expressomembros da familia imperial.
Parece-mi, Sr. presidente, que por estas
simples reflexes que a cabo de perfunctoria-
mente fazer, nao ha solido fundamento para
negar-se aos principes consortes das prnci-
cezas brasileiras um assento no senado;
e alias quando alm do foro de cidado, re-
sidem no imperio. Talvez eu esteja em
erro,.mas por ora creio que a verdade se
acha do meu lado.
Demais, Sr, presidente, a nao seguir-se
a doutrina que supponho verdadeira, e que
se acha de harmona com as nossas institui-
Cftes, o principe, as condicoes dos actuaes
consortes ficariam em posico mui inferior
de qualquer estrangeiio que re naturalisas-
sc; porque este pode aspirar ao cargo de
senador..,
Um Sr. Deputado : Ainda duvidoso.
O Sr. Candido Mendes : Duvidoso,
como ? A constiluico nao os excluio, como
no caso dos deputados. Assim o estran-
eiro que nao principe, pode appellar
para as urnas, e sendo escolhido pelo poder
competente pode tomar assento no senado.
O principe que se naturalisa devora ficar
em condicoes iguaes, mas assim nao suece-
de, pois nem mesmo pode appellar para as
urnas, e menos para a escolba. Bazes de
alta conveniencia o impediriam de tentar
semelhante recurso.
A sua posico por conseguinte inferior
do simples naturalisado, tiesta parte ; dan-
ilo-se esta estranha incoherencia, que tanto
repugna ao bom scuso, isto que o princi-
pe que pode commandar o nosso exerc ta
e a nossa armada, privado de um lugor
no senado.
Alem do que acabo de notar quanto
primeira-parte do ait. 46, tenho ainda a
accrescentar alguraa cousa em relaco a se-
gunda, que tambem julgo necessitar de
declaraco.
Nesta segunda parte, tratando da dad
do principe senador, serve-se o legislador
das seguales expresses: logo que clie-
garcm idade de vintc cinco annos.
A constiluico quando trata do mesmo
assumpto em outros lugares, se exige a
idade completa, emprega outros termos.
Para senador diz: de 40 annos para cima
(art. 45 2"); quando lixa a maioridade do
principe imperial (art. 121) diz; desoito
annos completos; e referindo-se ao regente
(art. 122) diz: maior de vinte cinco annos.
Comparando estas dill'erentes maneiras
ile expressar-se o legislador, e com o que
acontece'no direito civil, evidente que
basta que o principo complete 24 annos,
para poder tomar assento no senado, por-
quanto, terminado aquelle praso, tem elle
ctoegaii idade de 23 annos. Entendondo-
se o contrario o pri cipe nao ebegaria, ul-
trapassaria a idade de 25 annos. Isto rae
parece fra de questo.
Por esta causa e pelas mesmas razoss eu
entendo que tambem se deve explicar o
art. 6o da lei de 23 de novembro de 1811,
que he del copia do art. 144 da constituico.
Ha entre elles core-laco.
Bem que reconheca que houve violaco
da constituico, em vista das considerables
que iz, acredito que o mal tem viudo,
menos de proposito alguin firmado, de que
de uma apreciaco menos jurdica da cons-
tituico, que considero defendida tanto na
sua letra como no seu espirito. Esse mal
entendido, parece-me que poder desappa-
recer, por meio da discusso calma e lurai
nosa da questo, executando-se a consti-
tuico, ou interpretando-seas palavras obs-
curas no sentido mais liberal, e para isso
que o proje-jto que offereco consideraco
da cmara, proporciona opportunidade. (U.)
No caso, Sr. presidente, duste projecto
merecer acceilaco da cmara, como objecto
digno de deliberaco, desde j requeiro
que seja reraettido comraisso de consti-
tuico e poderes, para que a seu respeito'
mt-rponha o seu parecer. Assim o debate
que o projecto proporciona em materia to
importante, ter maior esclarecimento e
proveito.
Vem mesa, lido, ju!ga-sc objecto de
deliberaco, e vai a imprimir para entrar
na ordem dos trabalhos, o seguate pro-
jecto:
A ssembla geral resolve :
Art. i. As disposiroes do art. 46 da
constituico do imperio e art. 6J, 2' parte
da lei n. 234 de 23 de novembro de 1841
comprehendem tanto os principes de sangue
com os que casarera com prncezas brasi-
leiras de dynastia reinante, e que, sendo es
trangoiros, se houverera naturalisado cida-
dos brasileiros.
Art. 2. A idea de quo trata o art.
46 da mesma constituico entende-se depois
de completo o vigessimo quarto anuo.
i Art. 3. A mesma idade habilita qual-
quer dos referidos principes para poder
ser nomeado membro do conselho de estado
na forma do art. 6o, 2a parte da lei n. 234
supracitada.
Art. 4." Ficam revogadas as* disposi-
ces em contrario.
< Paco da cmara dos deputados, em29
de maio de 1869.Candido Mendes de Al-
meida.
Vem mesa, sao lidos, julgam-se
objecto de deliberaco, e vo a imprimir
para entrar na ordem dos trabalhos, os se-
grales prpjectos.
doSr. presidente, e aM procede a leitura
de uma proposta sobre crdito corapteinen-
0 Sr. Presidente declara que a cmara
tomar na devida consideraco a proposta
do poder executivo.
S. Exc. retira-se com as ntesmas forma-
lidades.
.A proposta rcmeltida 5a commissao
de orcamento.
Entra em 2 discusso a proposta de
orcamento do governo ixando a despeza a
cargo do ministerio da guerra para o exer-
cicio d 1869 a 1870.
Depois de ligeiras consideracoes dos Srs.
ministro da guerra" e Manoel glementino,
vem meza, sao lidos, e entram em dis-
cusso as seguintes emendas:
No % Io Em vez de 210:681?, diga-se
209:281,5000. .
2* Em vez de 32:1780000, diga-se
40:207^000.
No 10. Em vez de 1,382:84450H,
diga-se 1,516:107^168.
Sala das sesses, 29 de maio de 1869.
Manoel Clementino.Uma e Silva.
D. J. N. Jagttaribt.
Ninguem mais pedindo a palavra, epon-
do-se a votos a proposta, approvada,
bem como as emendas, e remettida a com-
missao de redaco.
Entra em 21 discusso o projecto re-
formando o actual svstemade recrutamento.
OSB.PEHEIKA DA MLVA justifica e
manda a mesa o seguinte requerimento,
que e approvado, bem comotim outro do
Sr. Iheodoro da Silva pedindo para que
seja impresso o projecto e destribuido pe-
los membros da casa.
Contina a discusso do requerimen-
to de adiameoto, offerecido na sesso an-
tecedente pelo Sr. Cama Cerqneira ao pre-
jecto abolindo a pena de gales applicada
aos escravos substitutido-a a prislo com
trabalho.
0 SB. THEODORO DA SILVA:Sr.
presidente, confesso que nao teria pedido
bonlera a palavra sobre o pr jecto que ora
se discute, e que licou adiado, se tivesse
previsto que sobrevida este adiamento em
consequenca da interrupeo da ordem dos
trabalhos pea viada dos Srs. ministros da
fazenda e da guerra, afim de dscutr-se o
projecto da-prorogaco de orcamento. Con-
vida que se votasse logo; mas tendo pedi-
do a palavra, tomo a lberdade de dirigir
algumas consideracoes casa, as quaes
peco que me sejam re vadas, se nao fo-
rem de inteira procedeucia.
Estou de accordo com o nobre deputa-
do por Minas acerca da observaco que
ello hont m fez com muito criterio, quanto
insufficiencia de alguns projectos desar-
rapados e pocos, que tem viudo a discus-
so da casa acerca da reforma judiciana,
e os quaes foram submettidos sua apre-
ciaco na sesso passada por um membro
do gabinete de 3 de agosto. Lembro-me
especialmente do projecto que ha poneos
(lias fi aqni discutido sobre attribnices
dos ebefes de polica, as quaes, mera re-
petirn intil das les existentes, afogavam
pela sua multiplicidade a idea principal
que poderia ennobrecer o projecto, e que
era a separaco da polica da justica. Ha
um outro projecto, tambem pendente de
discusso, que como aquelle uvfHtnoso,
relativamente a flaneas, ao modo de effectuar
asprises preventivas, etc., etc.
Ora, diza bontera o nobre deputado, e
ea o acompanho neste particular, que a
pobreza de ideas, revelada em semelhan-
t s projectos, poderia patentear a insiace-
ridado com que boje se proclama urbe el
orbe a necessidade de reformas tao radi-
caes na legislaco do paiz,. como se pre-
tende.
era eu rae admiro, e antes concordo
com o nobre depula lo em que essa insin-
ceridade manifesta pela insignificancia de
taes projectos quando refiado qua a mes-
ma insinceridade em materia de semelhante
ordem tem caracterisado mas de uma vez
os nossos adversarios, quanto a exagen-
Co com que propagan) certas reformas.
Lembro-me designadamente da reforma
de 1841. Os nossos adversarios ento, to-
dos uma, consideraram-a como le de hor-
rores, como lei de sangue, era summa, co-
mo lei de Draco ; e nao obstante) em 1831
o fallecido Sr. Aureliano, cujas crencas I-
beraes erara conhecidas, foi o proprio que
como ministro, aprsenla um projecto, no
qual creavam-se chefes de polica, estes
eram de nomeaco do governo, a polica era
confundida com a justica, e dava-se-lhe a
faculdade de julgamjntos. Entretanto se-
mejantes medidas, quando foram depois
iniciadas e realisadas para sopitar-se i
anarebia que dominava em todo o Imperio,
servirn) de thema para que se levantasse
a grita de que a lei era horrorosa, canse-
guindo-se desl'arte revolucionar e ensan-
guentar o paiz. A insinceridade mani-
festa !...
Mas, senhores, nao se trata agora de um
projecto de reforma judiciaria ; trata-se 4o
smente da alleraco de uma das penas
estabelecidas pelo nosso cdigo criminal.
A ssembla geral resolve:
Art. 1. Fica o governo autorisado a
conceder companhia Paulista da estrada
da ferro de Jundiahy Campias os mes-
raos favores concedidos companhia in-
gleza da estrada de ferro de Santos Jun-
diahy, com excepeo da garanta de juros.
Art. 2." Ficam revogadas as disposi-
e s em contrario.
Sala das sesses, 29 de maio de 1869.
Nebias.Rodrigo da Silva.
* A ssembla geral resolve:
Art. nico. Fica o governo autorisado
a mandar admittir matricula da faculda-
de de direito de S. Paulo o estudante
Eduardo de Almeida Magalhes, prestando
o exaie de historia que lhe falta,
Sala dass esses, 29 de maio de 1869.
Candido Torres Filho.
- Annunciande-se a ebegada do Sr. mi-
nistro da guerra, introducido com as for-
malidades do estylo, toma assento diraita
Senhores, por mais homenagem que eu
renda, por mais veneraro que eu tribute
sabedoria daquelles que confeccionaran) o
cdigo criminal brasileiro. pelas inspiracoes
humanitarias e philosophcas que os iilumi-
naram era semelhante trabalho, nao posso
deixar de reconhecer que, aps tantos annos
lecorridos depois da adopeo daquelle c-
digo, adiantado, como se tem achantado a
sciencia de direito criminal, porque sabem
todos que uma das que maiores progres -
sos tem feito na ordem dos conbecimentos
humanos, inevitavelmente ha de o cdigo
ter boje defeitos que naquelle tempo nin-
guem perceberia. Particularmente rear-
me ao systema de penalidade adoptado, e
que hoje defeitnoso.
Sem querer demorar-me sobre a conve-
niencia da pena de morle, nao s pela inop-
portunidade de discutida agora, mas tam-
bem pelo receio de que se torne a discus-
so escolstica ; sem querer, repito, demo-
rar-me sobre tal assumpto, chamo a |pn-
Co da casa para o carcter da,pene.'
gales, que presentemente se trata do jibolir
era parte.
(Qmtiniur-se-haJ
Tf r. i eu*-*** wmmm*:
"

f,
'

i



Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EDJNXKP5D_DEG9KI INGEST_TIME 2013-09-14T02:25:38Z PACKAGE AA00011611_11866
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES