Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:11864


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Full Text

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MNO XLV. NUMEi 132.
.>

i


i

fARA A CAPITAL E EUGAHES OIDE !fA6 SE PAGA PORTE.
Por seis dHos dem. ...'."." 1 *.........
Por aa aaao dem........ ', '
Cada numero avulso...... '......
60000
12)5000
240060
0820
SAMADO 12 DE JUNHO DE 1869.
PARA DEHTRO E PORA DA PROVINCIA.
Por tres mezes adiantado..................
Por sas ditos dem...................[
Por no\i ditos idem....... ,.......;
Pornmanno. ,.....................
60750
130500
200250
270000
MMBIM
Propricdade de Manoel Figuelr de Fara & Filhos.
M.-iO AGENTES:
Pereira dAlmeida, em Mamangoape;' Antonio Alex.marino de Lima, na Parahyba; Antonio Jos Gomes, na Villa da Penha; Belarmino dos Santos Bolwo, em Santo Anta; Domingos Josna Cost Braca mmm^
em Narareth; Francino Tarares da C*sta, em Atagas; Dr. Jos Martas Alves, ntBahia; e Jos Rfbeiro Gasparinho, no Rio de Janeiro. '
PASTE OFFKIAL.
averno da provincia.
mstacsos ba pbesidkncja do da 8 dk jimio
de 1869.
Admo Jos Rodrigues do Soitza.Concorra o
'naja1 imam otnortti mente a praea em que vai
-arosla a venda do predio a que o supolicante
diva*
Angelo Raplisla do Nascimento. Concorra o
>utsBcnte opportunamente a jirafa em que vai
mst.jmsU a venda do predio a que alludc.
Aaar Nunes Cardoso.Informe o Sr. inspector
da Ihosouraria de fazenda com brevidade.
Candido Jos de Goes TellesInforme o Sr. di-
reeiartalerno do arsenal de guerra.
Catia* C.--Informe o Sr. inspector da thesou-
raria de fazenda com brevidade.
lose Satyro Barbosa.Indeferido vista da in-
mrmacio.
Jaaaoiui Herraiano Pereira Caldas.Informe o
Sr. iaspeetor da tuessuraria do fazenda.
Magilhies I nnaos. Vao ser postas em praea
a rendas de predio, a que allude", concorra op-
portvaaflMnte a ella.
**.
PERNAMBCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
CWO ORDINARIA EM 28 DE MAIO.
I'"F.SU>ENCIA DO SR. AUGUSTO LEAO.
(Cunclusao).
0111,1:11 DO DA.
J*rwietra discusso do projecto n. 8 ueste anno,
uitorisaado o presidente da provincia a mandar
vir dos Estados Unidos, 16 ineslres de assucar e
outros tamlos mestrcs de asscntamento, para exer-
cereta sua? prossoes n'esta provincia. E' ap-
provada.
Tereeira discusso do projeclo 11. o deste anno,
que determina que nos estabelecimentos a cargo
da Santa Casa de Misericordia so sejam eraprega-
doc taras leiro e brasileiras.
O SR ANDR CAVALCANTI pronuucia-se con-
tra a projccto.
O SU. SILVA RAMOS : Sr. presidente, nao qol-
era nwis envolver-me nesla discusso ; acha-se
,a maiUt elevada (cora irona), tem sido collocada
.'in "al altura, que cu nao quero remontar-me
tauU^.n retendu mesmo apresentar outra con-
sideacdes com que poderia reforcar o discurso
loe Ufa occasio de pronnnriar ha dias nesta
fasa, porque creio que seria lempo perdido : est
asMitte e assente slidamente pea maioria d'esta
assembla que o projecto ha de passar, passar.
Jo vou, pois, quebrar novas lancssem profei-
tada causa que debodo. Em.bem do minha
provincia desejava que flcassem as irmaas de ca-
ridade, mas j que querem votar sua expulsan,
entondo que um dever meu nao consentir que
M saian roberas de vergonha e de oprobrios,
mas sin coberias de elogios e de louvores devidos
ao seu merecimeuto, e ao muito que tem feito em
pri dos estabelecimentos a seu cargo.
Por consequencia eu vou justificar um farto
com doeiiinentos, um laclo que ficou aqu envol-
vido em trevas, instancias do nobre deputado
peto &.* districto.
O Su. Lopes Machado :Em trevas?
O Si;. Su.va Ramos.V. Exc. referi aqui um
facto que se bavia pausado com a orphaa Alexan-
drina, e, pedindo-lhe eu que narrasse o faci com
i.ir./.n, V. Exc. pedio-me que nao locasse nisso,
que nao quera levantar o veo que encubra esse
fado; cu insist por mnitas vezes para que con-
tassco facto, por mais horrivcl e hediondo que
He fosse, porque quera anal>sa-lo, quera des-
trui-Ji, quera mostrar que nao tinha fundamento;
V. Exc. ncgou-se semprc a fallar, e ltimamente
fefrmc recuar dizendo: *anclunrio de nmn fu mi lia ?
O Su. Lopes Machado :Nem sei de que facto
tr.-iia.
O S. Su.va Ramos :E' do facto de urna me-
nina que foi obrigada a casar com um servente
',> k NBa.
i Sk. Lopu Machado :Est perfetamente en-
canado.
(i Se Su.va Ramos :V. Exo. trouxe esse facto.
O Sr. Lopes Machado :Niio tratei de Alexan-
riaa com relai.'HO ;i esse facto.
O Sis. Su.va IUmos :letn, cu julgava ser Ale-
x andrina.
Kiualmente fui obrigado a calar-me, ponjue o
nobre deputado interrogou-me com bastante vehe-
mencia,sr quera que levantaste o reo para ma-
Kifettar n deonru de urna familia. Furam pa-
avras d V. Exc. A vista disto recuei e ped ao
uobre deputado que na ante sala e particular-
- ii,- d.-.v-e soaboeimento desse lacio, para
que eu podesse verificar se realmente elle se
(mita dado.
O nobre deputado foi demasiadamente condes-
1 endent para comigo, leve a boadade de contar-
me a facto e eu fui estuda-lo.
O facto uao existe, nao se deu. O nobre depu-
lo contou-me que tuna menina do hospital....
(> Su. Lwu Machado :Do hospital
O aa. Silva Ramos :Que eslava no hospital.
isc que essa menina tinha sido obrigada a ca-
sar-se cora um empregado do mesmo hospital,
rujo nome nao convm publicar.
O S Ixes Machado:V. Exc. jo disse.
O Sr. Silva Ramos : Nao o disse ; V. Exc.
quem tem provocado ludo isto, sem o menor res-
ucito c coosideracao honra daquellas pobres me-
t as.
() Si. Lopes Machado : Protesto contra o que
est dizendo.
O Sr. Silva Ramos : Sim, porque a duvida
sobre a honra de urna, duvida que se faz pairar
a reatfetlo de ama menina de um collego pode e
deve affectar a honra das outras.
O Sr. Lopes Macha no :Protesto. V. Exc. sabe
que eu anda nao deprim da honra de ninguem,
V. Exc que ja teve urna orphaa em sua casa,
a (Ubi ella foi para a ra Nova.
O Sn. Silva Ramos :A orphaa que estove em
[Biaba easall V. Exc. nao pode dahi collgir
cousa alguma desairosa para mim. V. Exc. pode
exaaaai a minba vida publica e particular, pode
indagar da miaba conducta, e nao achara para
me auribuir um s facto que me desdoure.
Essa orphaa foi para minha casa muito legal-
aumta, por urna deliberadlo da Santa Casa, e l
fai muito beni tratada...
O Sb. Lopes Machado : Sei que est na ra
Nova.
O Sr. Silva Ramos :V. Exc. estude a rninha
vida, quu nao achara n"ella nada que me faca
dorar ; nunca deshonrei a liiha ou mulher alheia,
nuuca laucei a deshonra no seio de nenhutna fa-
milia, e nem todos podeni dizer o mesmo, porque
para mim urna religio a honra de qualquer fa-
aaia, o que nao para todos...
() Sr. Lopes Machado :Fica de peo facto: urna
orphaa sabio do estabelecmento, foi para a casa
do nobre depntado e de lpara a ra Nova
4t>Sr. Silva Ramos :Essa sahio com autorisa-
;io legal, com autorsacao da junta, estove em
iniiba casa e ah foi muito bem tratada. 0 nobre
depntado atirou-ine urna indireta que preciso
O Sa. Lopiu Machado :O facto este.
OS*. Silva Ramos : Sou incapaz de praticar
uma infamia; a insinuacao do nobre deputado nao.
me pode tocar, porque todos coubecem o meu
procedimento na sociedade; e oxal, que todos
procedestMtn assim.
O Sr. Lopes Machado : Nao aecusci; o facto
e que essa orphaa estove em sua casa, e de la
sabio para a ra Nova, ist > o nobre dcpulad na
contesta.
O Sn. Silva Ramos :Fui eu mesmo que refer
esse facto; mas V. Exc. quz ferr-n.e.
O Sr. Lopes Machado : V. Exc. quera se
tere com as suas armas, porque a historia sua.
O Sr. Silva Ramos :-Ja I he diste, estude a mi-
nha vida que nao ha de acbar manchas desta or-
dem.
Sr. presidente, o nobre deputado contou-me na
ante-sala...
0 Sn. Lopes Machado :Creio que nao autori-
Mi a contar o que disse na ante-sala.
0 Sr. Silva Ramos : V. Exc. autorisou-me a
narrar o facto quando o tivesse estudado.
O Sn. Lopes Machado :Nao o autorisei a tra-
ze-lo para aqui.
O Sn. Silva Ramos :Era urna moca que tinha
sido forrada a casar-se.
O Sr. Lopes Machado : E' este o facto, mas
nao o autorisei a narra-lo.
0 Sr. Silva Ramos : Entao nao quer que eu
faca a refutaco de*se facto? nao quer que o ex-
plique?
Era urna menina que foi forrada a casar-se
porque tinha havido...
0 Sn. Lopes Machado: Que foi forcada a
"casar.
O Sr. Silva Ramos : Que foi forcada a ca-
sar-se por motivos muito justos.
Tratei de procurar as pessoas que sabam deste
facto, e aqui tenho urna carta do moco que se ca-
so 11 com a moca do que falla o nobre deputado e
outra do Sr. Dr. Sarment Filho, medico do hos-
pital, que aconselhou esse rapaz que nao casas-
so. consclho a que elle nao quiz attender.
O Sr. Lopes Machado :Ah est.
O Su. Silva Ramos : V. Exc. disse que ella
foi forcada pelas rmas de caridade a casar-se,
porque eslava em estado de o fazer.
O Sr. Lopes Machado : O meu discurso ah
est, elle nao autorisou a dizer isso.
0 Sr. Silva Ramos :Foi forcada a casar, eu-
lao porque?
Sem duvida pelas circumstaucas em que se
asnina.
0 Sr. Lopes Machado : Esse facto prova con-
tra o que V. Exe. est dizendo.
O Sr. Silva Ramos : 0 moep declara que ca-
sou espontanea ente, que nada o forcou isso,
que nada deva moca.
O Sr. Lopes Machado : V. Exc. nao diz isso
O Sn. Silva Ramos :Elle m'o disse.
O Sr. Lopes Machado : Faca favor de 1er a
carta.
O Sr. Silva Ramos : Aqui est o que diz a
carta do Sr. Dr. Sarment. 1 le 1:
a lilil, collega e amigo Dr. Silva Ramos.
Cojio o collega sabe nao sou jesuta, nem
devoto; mas acerca do fado, em que pede o meu
testerrunho, devo declarar-lbe para o que bem Ihe
convier, que semprc me pareceram as innaas de
caridade mais inclinadas a propagar o celibato do
que casamento e que tanto nao verdade que
ellas jobrgassem a casar......................
......................empregado do hospital,
que eu mesmo procurei, em razo do seu estado
de pobresa, persuad-o que nao contrahisse obri-
gacoes de chefe de familia, no que fui mal succe.
dido, sabendo pouco depos que se acbava casado
com urna moca a quem me disse ter affecao.
Seiij etc.
Agora aqui est urna carta do propro moco : "
Illm. Sr. Dr. Joao da Silva Ramos.Tenho a
honra de levar ao conheciinento de V. S. que ca-
sei por meu gosto e de minha mulher, nao fui
obrigado pelas Sra<. irmaas de caridade. como di-
zem, o qual dou provas de pessoa que tirou-me
para nao casar, que nao era bom, eu nao sabia o
que ia fazer, visto ser um hornera doente, e tam-
bera nao eslava a par o que era cargo de casa de
familia ; cu Ihe respond que sabia o que ia fazer.
Mas nao fui obrigado pelas Sras. irmaas de cari-
dade, o que urna pura mentira ; e pode V. S.
informarse do Illm. Sr. Dr. Sarment Filho, Paulo
Leito Lourero de Albuquerquo, Joviniano de
Azevedo Mello, e niaU senhores que estao a par de
ludo. Como tauho a dizer V. S., se fosse obriga-
do, nao gastara t> que gastei. Protesto. e dou um
juramento no lvro dos Santos Evangelhos, em
como foi por nosso gosto.
i No mais etc.
O Sn. Lopes Machado : Pois bem, comprchen-
deu melhor os seus deveres.
O Sn. Silva Ramos :Nao foi obrigado, Sr. de-
putado. Esse facto que V. Exc. diz que se deu,
a nica prova de que poderia ter-se dado nunca
appareceu, e j havia lempo para isso.
O Sr. Lopes Machado :V. Exc. com esse do-
cumento nao prova que o facto nao se tenha dado.
V. Exc. medico, sabo que essa prova poda nao
apparecer. Peco-lhe que publique a carta.
O Sr. Silva Ramos :O facto de que a orphaa
foi constrangda a casar porque bavia alguma
cousa, nao pode ser real; porque o tempo decor-
rido era bastante para denuncia-I.
O Sn. Lopes Machado : Iss nao conse-
quencia.
O Sr. Silva Ramos :Nao consequencia de
que ?
O Stt. Lot'KSMachado :Dissoque est dizendo.
O Sr. Silva Ramos :Sr. presidente, como dis-
se, a questo est collocada era bello terreno, nao
me record mesmo de ter visto nesta assembla
urna questo que me causasse mais desgosto, mais
pesar, porque eu. entendo que os representantes
da provincia deviam seriamente tratar dos mais
legtimos interesses da provincia, e nao en%lver-se
em questoes desta ordera, nem dcixar-se ajrastar
por seutmentos pouco propaos de sua posicao.
Eu nao sei qual o Um ^oe os collegas teera em
vista, creio que sao falsos principios de liberalismo,
o desejo exagerado de querer abrasileirar aquillo
que brasneiro. (Nao 8poiados ; trocam-se a-
partes).
Nos vemos que essas mulleres, que os nobres
autores do proiecto queremPjconsiderar como as
peiores do mundo, teem prestado servicos relevan-
tes aqui e em toda a parte ;. vemos qual a maneira
digna por que ellas se teem conduzdo; vamos po-
las fra da provincia ; mas preciso que desde
logo se tomem as providencias, para vr^ aonde
devem ser recolhidas trinla e tantas orpbaas po-
bres qae por esmola reeebem a educacao e sao
alimentadas no collego de S. Vicente de Paula...
O Sr Amahal e Mello :Isso nao vem ques-
to ; nao se trata dos collegios particulares.
O Sn. Silva Ramos : -Mas sao irmaas de cari-
dade que dirigem aquella instituico, Mein de sabir
com as outras ; VV. Excs. tornera desde logo as
providencias.
O Sr. Amaral r. Mello .0 projeclo s trata
da Santa Gasa.
O Sr. Silva Ramos :Julguei que eram todas,
que era um anatbema geral.
O Sr. -Amaral e Mello :Sempra ha de appa-
receV alguem que no9 sr'a.
Um Sr. Deputado :-tiowe dovio ha de appa-
reeer algum No quaaalve a raya.
O Sr. Silva Ramos :Isto que se pretende fazer
nm padrio de gloria desta assembla, que se diz
ser liberal e progressisla, mas felizmente o meu
nome nao Acara inscripto neaae padro, nao me
hei de envergonhar por isso.
Tefllto refutado o facto que o nobre deputado
trotte ao conhecinieuto da casa, com valiosos do-
cumentos, creio que nao terei mais de oecupar-
me de tal assumpte ; mas se os nobres defensores
do projeclo viereiu com novos fados, eu vollaiei
carga para provar a sua flsidade.
Por boje nao cansare i mais a attoncS A casa.
O SU. GASPAR nmiMMO.VIHaz larcas coositte-
raeoes em opposicao ao projeclo.
O SR. LOPES MACHADO sustenta o projeclo.
O SR. SOARES HRANDO :Sr. presidente,
eu nao vou fazer um discurso ; vou nicamente
lazer algumae considamcoes que servirs dejus-
tilicacao ao voto que pretendo dar contra o pro-
jacto.
Estive por muito lempo na resoluco de limitar-
me a votar symbolicamente, visto cmo o que se
bavia dito nesta casa pro e coaita o projccto, es-
clareca bastante o debate, e torna va dispensaveis
quaesquer palavras.
Mas, Sr. presidente, eu nio posto deixar de no-
tar da parte dos meus nobres eollegas signatarios
do projeclo que se discute, una falta de lgica, urna
falla de-coherencia, porque eu Res pergunto : os
estabeaeimentos de caridade que existan nesta c-
dade, a cargo de quem esto ? Por quem sao diri-
gidos ? Quem tem a suprema direecao de todos
elles ? A junta administrativa da Santa Casa. Por
consegrante, senhores, se os nobres debutados ob-
servassein que na maneira porque sao dirigidos
esses estabelecimentos lia vicios e abusos, da or-
dem dos que st tem aqui denunciado, qual era o
procediniento que deviam ter ? Dirigirem-se
junta administrativa e pedr-lhe cotila de sua ad-
inissao ; pedr-lhe explicagoes dos actos de que
aecusam as irmaas, censurar a junta, se conskle-
rasse reaes os fados argidos, mas nao dirigrem
suas arguicoes nica e exclusivamente essas
pobres e virtuosas senhoras. que uo sao mais do
que pessoas quera a junta entrega os trabalhos
oesses estabelecimentos, que os dirigem immedia
lamente debaixo da inapeceao e administraco da
junta.
Pergunto eu, Sr. presidente, no hospital Pedro
II, onde se pretende que se tenbatn dado os factos
que o nobre deputado pelo quarto districto denun-
cia, e que peco lcenca para dzer-lheque nao dou
como pro vados nem jiosso aceitar como verdadei-
ros, pergunto eu, jate hoi-pilal nao existe elTccli-
yamente um ou mais moidwnos, delegados pela
junta da Santa Casa ? Nao ha all de mezem mez
um ou dous desses mordomos ? Esses homens
que oceupam o lugar de mordomos da Sania Casa
aorventura nao sao caracteres muito respeitaveis,
pessoas muito conbecidas nesla cidade I Sao, de
certo. E acredita a assembla que e porventora
noticia dos abusos denunciados, elles nao procura-
ri im o correctivo necessario ? Acredita a casa
que iwssivel, que se adiando esses mordomos to-
dos os dias, todas as horas, em todas as occa-
siocs nesse estabelecmento, jamis lbc podesse ser
presente um s desses abusos ? Nao havera tuna
dessas pessoas queixosas que Ibes viesse expor
os motivas de sua queixa e pedir-lbea provi-
dencias ?
Sr. presidente, declaro perante a casa e a pro-
vincia, que rae merece milita conlianca, muito res-
peito a junta da Sania Casa pelos servicos que tem
prestado, (mutos apoiados), servicos que bao sido
reconhecidos por esta assembla, que tem sido
reconhecidos por todos os presidentes desta pro-
vincia, que sao reconhecidos pela opinio publica
(apoiados). Isto faz cora que eu nao possa acora-
panhar ao nobre deputado no peusameuto que en-
volve o projeclo, pcnsatnento era que elles se
acham, mas era que para mim nao se teem diri
gido pelo carainlio que deviam trilhar, do forma a
que se podesse ter como reaes esses factos. As
accusaQoes vao todas recabar sobre aqucllts res-
peilaveis cidados que fazeni parte da junta, e que
alli servan com o maior dcsinlercsse; nicamente
para prestaren! um servco de caridade, e que sao
caracteres muito respeitaveis e muito serios (mu-
tos apoiados.)
Esta consideracao para mim de muito valor,
para mim de grande peso, e faz com que, em i|itait-
to nao vir provas muito robustas, como anda
nenhuma se apresentou, eu nao posso dar crdito
aos factos, aos abusos de que ho tratado os signa-
tarios do projeclo.
O nobre deputado apresentou, verdade, cartas
de dous ou tres individuos que foratn tratados no
hospital Pedro II, e que saturara com grandes
queixa* do estabelecimento ; nao quero entrar na
analyse dessas cartas, mas devo dizer ao nobre
deputado que, se apresentou tres cartas de indivi-
duos que uall sahiram muito queixosos, plem-
se apresentar muitos e muitos outros que alli tu-
ran) tratados e sahiram Tallando muito bem do es-
tabelecmento.
Tenho procurado obter a opiniao de pessoas
muito competentes, e tambera posso dar nao s o
meu proprio testemnnho, j pelo que tenho pre-
senciado, ja pelas inftirmacoes que tenho tido de
pessoas fidedignas, e este testemunho que os e>ia-
belociraentos de caridade nesta cidade sao excelen-
temente administrados, ou do melhor meio que
possivel cora os recursos que ha, de que as irmaas
prestara alli relevantes c iniraitaveis servicos (apoia-
dos). Quando muito, Sr. presidente, os nobres de-
pulados se ouviam aecusacoes, poderiam dirigir-
se junta da Santa Casa, pedir-Ibes todas as ex-
plicacoes necessarias, porque essa junta digna
de attenedes e de respeito da nossa parle.
O Sr. Amaral e Mello :Nao respondo.
O Sn. Soases Rhandao : O collega nao tera to-
da a razao para fallar assra.
O Sr. Amaral e Mello -.Tenho porque j ha
ro facto.
O Sr. Soares Brandao :Eu nao quero fallar
sobra este facto, porque j disse, nao venlio faz.r
um discurso.
Por estas razos, Sr. presdeme, nao posso acom-
panhar aos nobres depulados, dando um voto de
approvacao ao projeclo.
Eu nao preciso nesla occasio defender as ir-
maas de caridade, porque, Sr. presdete, favor
del las ha o testemunho de todo o mundo civiliza-
do; urna aecusacao solada que so levanta aqui ou
alli, e baseada em factos nao provados, nao tem va-
lor algum, e entendo mesmo que todo o elogio que
se queira tecer s irmaas de caridade, desneces-
sario, porque ellas j se teem feito assaz conhe-
cidas.
(Ha um aparte).
0 nobre deputado chama a minha altentjao e n-
qnire o que digo acerca da casa, cuja compra fez
a junta. Eu podara dizer ao nobre deputado que
cstava dispensado de dizer qualquer cousa a este
respeito, porque quando comecei disse logo o que
tinha em vista. Entretanto anda direi que esla
aecusacao, para ser devidamente feita Santa Casa,
seria preciso pedir junta administrativa que ds-
se as razoes por que effectuou a compra da casa, e
quando os nobres deputados tiverem apreciado as
informaces da junta, entao podero firmar a sua
opinio, entao podero julgar com cenhecimento
de causa.
0 Sr. Lopes Machado :Eu apresentei a carta
da vendedora.
0 Sn. Soares Brandao :Nao ponho em duvi-
da o facto, mas digo que V. Exc. nao pode profe-
rir urna censura sem ouvir a junta.
0 Sr. Lopes Machado : 0 facto existe ? Nao
se pode contestar, logo a censura est, ew p.
0 Sr. Soares Brandao :O nobre deputado
ouvo a junta sobre este facto ?
0 Sn. Lopes Machado : Nao, senhor.
O Sr. Sa*j Brandao :finta nio podacon-
deinnar sera ouvir a parte. Se o nobre deputado
quer fazer urna aecusacao formal sobre esse faeto,
ouca a junta, pergunte-lhe os motivos por que esm-
pmu essa casa, e se nao forem justfleaves entao
condemne-a.
O Sr. L0PS6 Machado: Eu nao quero saber
dos motivos porque comprou, qoera miter como
; comprou sem terdinhairo.
O Sr. Soares Bra.nd.vo :Dirija a sua pergunta
a jimia da Sania "Casa
O Sn. Lom Machado :A Santa Casa nao tem
dinheiro para reparar os seus predios, enlretanto
tem dinheiro para comprar casas.
O Sr. Soares Bhaspao :Isto mesmo que o
nobre deputado deve perguntar.
E' principio, que o nobre deputado nao pode con-
testar, que nao se pode condemnar sem ouvir as
partes^ s collegas dirigem accusacCes s irmaas,
ijne nao teem a responsabilidade dos estabeleci-
mentos, mas nao querem ouvir a junta, nao que-
rem permiir que ella se explique e- responda por
esses abusos, pelos ejotes sena inmediatamente
responsavel._ Quanto ao inais segu o tncsn ca-
minho de nao ouvir a quem acensara.
0 Sr. Lopbs Machado :A junta j declarou ao
Sr. presidente que nao tinha um vintem para re-
parar suas casas.
O Sr. Soares Brandao :Mas nao basta esta de-
claraco, o nobre deputado |iergunte jnnta como
que, declarando que nao-tem dinheiro, comprou
aquella casa.
Eu, Sr. presidente, nao quero entrar nesta ques-
lao, nem mesmo estou par das factos, entreunto
j ouvi expllearoes que me satisfizeram.
O Sr. Lores Machado :Pode d.-las.
O Sr. Soares Brandao :Nao quero entrar
nesla questo, porque, j disse, s pretend obser-
var que a casa nao ia pelo verdadeiro ramroho na
approvacao deste projeclo.
O Sr. Lopbs Machado : Mas nao tem por IIm
esclarecer a casa ?
O Sr. Soares Brandao : Tenho por lira dar a
razo do meu voto ; se f desse facto,entrara na de outros, e alongar-me-hia
mais do que pretendo.
O Sn. Lopes Machado : Entao Picamos no mes-
mo estado.
O Sr. Soarfs Brandad :Fique o nobre depu-
tado com a sua conviecao, e eu cora a que acabo
de exper rasa.
Est, Sr. presidente, conhecida a razo do meu
voto; eu nao posso querer que se condemne l >
injustamente as rmas de caridade, que se as faca
retirar dos estabelecimentos caigo da Santa Casa,
laneando-se sobre ellas a (techa dt desvos, de
abusos, e al de crraes ; quero que< se os factos
sao reaes, se faca recahir sobre a Santa Casa a
devida censura, poique esta que a verdadera
responsavel. Os nobres depulados, porra, affas-
tam-se deste terreno, nao dizem una palavra sobre
a Santa Casa, que a nica que tem a direecao de
todos esses estabelecimentos, c lmtam-se a fazer
aecusacoes s rmas.
0 Sn. Lopes Machado : Quando o nobre de-
putado fallo ivsste sentido, pritnero do que V.
Exc, eu Ule di^e que o que eslava em discusso
era ojirojecto sobro as rmas de caridade.
O Sr. Soares Rra.ndao :Mas-isto mesmo a
discusso do projecto sobre as irmaas de carida-
de, tem toda a relaco. As irmaas de caridade
eso alli sujeitas junta.
Me parece que este caminho errado, eeu nao
posso acompanhar aos nubles deputados. Se por
ventura esses lacios de que aqui se tera tratado ti-
vessera sido platicados, se acerca delles se man-
dasse ouvir Sania Casa, se esta dsse as suas
explieacoes, e c verlicasse aqu que ellas nao
erara satisfactorias, eu adinittiria a condetnnaco ;
de oulro modo nao a posso admitlir.
Um Sr. Deputado :A Santa Casa j se ex-
plicon.
0 Sn. Soares Batanno :Como, se nao foi ou-
vida ?
Sr. presidente, nos teamos muitos mcios de
chegar verdadu dos fados, porra eu deploro
sinceramente parecer-ate que nesta questo se
procura evitar os exames neeessarios, e o* esludos
ndispensaveis ; porque, Sr. presidente, nos venios
que tendo sido Horneada urna conimissio por esta
assembla, allni de examinar o que se passava por.j
aquellos estabelecimentos, os nobres deputados sus-
tentadores do projedo, nomeados meinbros dessa
coramissao, nao ppareceram, se recusaram ins-
peecao dos estabelecimentos, e continuam a votar
pelo projedo.
Ora, rae parece que so alli ha fallas, e abusos se
eommetlem. os nobres depulados deviam jr com a
sua propra presenta verificar a exadidat desses
factos, para depots pod-los condemnar nesla
casa.
0 Sr. Andri Ca.valca.nti :Pedimos com toda
a instancia, mas nao fomos ouvidos pelos nossos
colloga*.
O Sn. Soares Ruanda i :Eu tenho certeza de
que quera for aos estabelecimentos cargo da San-
ta Casa e es examinar, como eu j tive occasio de
fazer, lia de tecer elogios aquellas santas mulheres
que alli esto, e ha de dizer que a junta da Santa
Casa eumpre perfetamente os deveres quelhe sao
impostos. (Apoiados, muito beqy.
O SR. AMARAL E MELLO : Sr. presidente,
j fallei neste projccto, nao devo alongar-me ; mas
exisiem proposicoes a vaneadas na sesso de boje.
que exigem resposta mmediata^, 0 nobre deputa-
do pelo 2o districto disse palavras acercadas quaes
vou occupai-nie particularmente.
Disse o nobre deputado :o projecto nao esta
perfclto, o caminho a seguir...
O Sr. Soares Brandao :E errado.
O Su. Amaral e Mello :... errado, porque
nao vos dirigs contra a junta da Sania Casa, c
queris atacar as irmaas de caridade...
Um Sn. Deputado :Isso assim seria mais re-
gular.
0 Sr. Amaral f. Mello :-Pois bem. Srs., eu
vou dar a razo de seguir esse errado caminho.
A razo : quando apresentei o projecto eu nada
tinha com a juota da Santa Casa, eu quera abrir
urna porla que est fechada, coma j disse, s
brasileiras que eslo as coodicoes de aproveitar
essa oceupacao : quera abrir essa porla, que ost
fechada as arasileiras, o sabia que era diffieil,
porque ao lado eslava a junta da Santa Casa, es-
lava anda essa parte saa da nossa sociedade, que
nao se importa cora o Brasil, que se vai tornando
ingrato todos os das s classes pobres da socie-
dade brasileira. (Apoiados, muito bem). Eu sa-
bia que a junta... poda muito.
O Sr. Silveira Lobo :A questo outra.
O Sr. Amaral e Mello : A qnesto esta ni-
camente, permittr as brasileiras a administraco
dos estabelecimentos uuo sentare esliveram seu
cargo, a administraco do collego das orphaas, que
v9 dizesnaoporque-em tempo houvo urna ad-
ministracao brasera que deixou perverter esse
estabeleciinento. Este facto que, deva ser lein-
brado e nao proferido, que nos nao deviamos re-
cordar seno para servir de experiencia,"tem sido
trazido aqui para apoiar a nova adminsiraco,
que arcusada de fados iguaes. (Nao apoiados).
Nessc tmpora collegio das orpliias era oslabele-
oido de tal forma, que uao havia a separacao ne-
cessaria, que hqie existe ; n'aquelle temiw deram-
se factos escandalosos, hoie ha separacao e do-se
os mesmos factos, apezar da cautella que os acon-
teeiuksntos determinaran!.
Foi saludada a necessidade de separar essas mo-
Sas de Olnda, entretanto o nobre deputado pelo 4."
istricto deu aqui noticia de urna orden do chefe
de polica s autoridades policiaes da provincia,
para procurarem urna orpba que tambera l foi
caminho da perdico !
Este faeto cala-so t Mas porque se cida ? Por-
que a*administracao dos estrangeiros: esse facto
nao se Iraz aqui, porque depde contra as irmaas
do caridade; o outro nao so cala, pubca-se, insis-
te-se n'elle porque depoe contra as brasileiras !
(Nao apoiados, apoiados).
Sr. presidente, eu sabia que a junta da Santa
casa era quem nos deviamos dirigir se quizessc-
se censurar os factos que alli se do, mas eu me
oppoaho instituicao das irmaas de caridade,
pouco me importa saber se ellas sao boas ou ms.
. O Sn. So.as Brandao : Entao a questo
outra.
0 Sr. Amaral e Mello : Eu quero restituir
aquillo q e foi tirado s brasileiras, que foram
despedidas para dar lugar s limas de S. Vicente
de Paula.
Eu nao tenho* aeompanhado o meu nobre colle-
ga deputado pelo i." districto na questo das ae-
cusacoes, na apreciarlo de factos das innaas de
caridade, nao ojenho aeompanhado nesse terreno;
a minha questo nao essa; nao rae opponho
mesmo quelles qxte dizem que as irmaas sao
muito dignas, nao entro nesta questo, e ah esto
muitos factos que demonstrara que ha erro da parte
dos que assim pensara. Por tanto nao houve erro
no meu caminho, porque o meu caminho diver-
so, nao errado, como ds o nobre deputado. 0
que uretendo, o que desejo, o que quero abrir
essa porta fechada s brasileiras, quero que as
nossas patricias as substituam nesse meio de vida,
que tajnbem meio de vida administrar collegios
de orphaas. Eu ficarei muito satsfeito quando en-
trar no collego das orphaas e vir, em vez de urna
irmaa de caridade muito respeitavel com a sua
touca, a viuva de um brasneiro destnelo, que te-
nha hablilacoes bastantes para dirigir e^se esta-
belecmento.
E' isso que eu quero.
0 8r. Andu Calalcanti :Todos querem isso.
Q Sn. Silveira Louo:J ha biasleiras entre
as irraas de caridade, e muito destnelas.
O Sn. Amaral e Mello :Ento liquem essas
rmas brasileiras, vao as eslrangeiras para fra,
o que eu desejo, o que quero, foi esse o meu
pensamento.
Os nobres deputados trouxeram para a casa o
estado de abandono em que se acha o hospital dos
lazaros e em que se acha o hospicio de alienados...
0 Sn. G. Drummond :Eu nao fallei no hospital
dos loucos.
O Sr. Amaral e Mello:Houve urna voz que
disse que o hospital dos lazaros est em etaio Su-
seravel. (Apoado).
Um Sr. rpitado :Houve quera dissesse que
nao havia alli farnha.
O Sr. Lopes Machado :Es a aecusacao feita
junta por quelles que a defendem.
Um Sr. Deputado :Isso deu-se naturalmente
no da em que se tinha acabado o fornecimento.
(Trocam-se mais apartes).
0 Sr. Amaral e Mew.o :Pergunto eu, porque
estando o hospital dos lazaros nesse abondono, as
innaas de caridade nao estao l ?
OtJ Sn Deputado :Porque nao do seu con-
trato.
O Sa. Amaral e Mello:Ellas s querem fa-
zer contratos para administrar estabelecimentos
de outra ordem, e onde podem lucrar muito, aonde
ha quem trabalhe para ellas ; os lazaros nao podem
fazer trabalho que renda dinheiro, e por isso ellas
nao contratam-se para esse estabelecmento.
Es a resposta : nao est urna irtna de caridade
dirigindo os lazaros, porque l nao pode auferr
lucros vantajosos.
O Sr. Lopes Machado :Nao sabe que um lza-
ro causa muito medo ?
O Sr. G. Drummond :Os bexiguentos tambera
causara, e ellas l estao.
0 Sr. Amaral e Mello : Porque nao est l
una djsssascaridades ?
O Sr/LopeTMachado :.' porque convm cen-
surar a administraco brasileira.
O Sr. Amaral e Mello : O nobre deputado
pensou que eu ia errado no meu caminho, porque
devenid censurar a junta da Santa Casa, censu-
rava as irmaas. Nao, eu considero a junta ligada
com as irraas, eu considero que fazera bem os
que dizem a junta muito honrada, muito des-
linda, muito respeitavel...
Um Sr. Deputado :Porque nao quer ouvir a
junta ?
0 Sn. Amaral e Mello :Mas, considero que
nao obstante todas essas qualidades, estmiulo do-
minada pela suppost;o de que nos somos ncapa-
zes... (Nao .potados).
Sim, sim, est muito dominada da idea de que
as irraas francezas sao as nicas capazes de levar
alivio e conforto aos enfermos; eu sei perfeita-
menle que o Sr. provedor e outros mordomos
membros da unta sao protectores e mulo protec-
tores das irmaas de caridade.
Agora donde vem a protocolo,em que se funda,
nao quero saber ; pens, porem, que preciso en-
tregar sfilhas do paiz esse trabalho. de que pos-
sara tirar lucros, essas administraeoes que esto
entregues estrangeros, porque ellas nao fazera
mal sotnente oceupando esses lugares que sram
oceupados anteriormente por brasileiras. fazem
mal s costurelras as que bordam, molla gente
que era outros paizes merece proteccao. Urna ir-
maa de caridade bordando urna bandeira para um
batalhao, tem vantagens tae-s que pode fazer a
bandeira por muito menos do queo pode fazer a
brasileira.
Eutretanto, Srs., preciso attender que ha mili-
ta gente que precisa desso trabalho, c que esse tra-
balho deve ficar para as (libas do Brasil, deve a
le fazer com que lique para as nossas patricias.
O Sr. Silva Ramos :Quando esses collegios
forera dirigidos por brasileiras, essas bandeiras
alli bordadas nao podem ser mais baratas do que
mandadas bordar fra.
0 Sr. Lopes Machado :Nao, porque nao sao
irmaas de caridade, que nao pagara imposto do
que importam.
O Sr. Amaral k Mello :Quanto aos factos
que foram narrados e que entendeu o nobre de-
putado deverem servir para fazer carga junta,eu
aceito a tal respeito o que disse o nobre deputa-
do pelo 4 districto ; mas eu anda estou disposto
a considerar a junta como zelosa, como capaz,
como querendo que*esses factes se nao praiiquem,
a como esses factos nao sao muito difficeis na
vida, eu acho que elles podem reapparecer, qua
j tem apparecido mesmo sem que a junta seja
por causa disso culpada. (Nao apoiado).
O Sr. Amamal e Mello .Pois aqui nao se
disse que urna lha poda fngir da casa ds seus
pas, sera que por sso estes fossem culpados ? e
nao isso verdade ?
(Trocam-se apartes).
0 Sr. Amaral f. Mello: Deixemos o suppli-
cio do carro, nao trato disso.
Admirou-se muito o nobre deputado de que fot
sem aproveitados trapos para mandar vender na
Europa; eu admiro tambera que o nobre deputa-
do, Ilustrado como dcscouheca que apanhar
trapos no meio das ras o viver do muitos frau-
cezvs desvalidos.
Um Sr. Deputado : Nao s na Franca, mas
nao vale a pena exporta-los para a Europa.
0 Sr. Amaral i Mello:Oque mais admira
que os brasileiros vivam na pobreza, nao saben-
do tirar partido dos seus recursos.,
Quem sabe se as irmaas de cariaade nao nos cen-
surara isso, e aprovetam tudo o que nos desper-
dicamos? Que ha de dateito em apanhar trapos?
E' um meio de vida esta decente, e ate tara mere-
cido elogios da palana franceza os trapeiros, que
era vez de um papal sujo. ou trapo, aehatn urna
carteira de notas do banco e vo entrega-la. Eu
tiilio lido fados desta ordem.
Um Sr. Deputado .Compara ento as irmaa a
de caridade com os trapeiros de Pars ?
C* Sr. Amaral e mello ;Nio estou comparan-
do, elfos aqui entre nos sofidalgas grandes, pro-
texjdns^e muito protegidas.
Vx So. Deputado :Par que leva a quesl-
para esse terreno ?
O Si, Amaral e-Mello : Levo pelo torren'.
em que^tt collocada. Urna carta, d um homem
do povo foi olhada aqui como sousa de nenhum
valor. Entretanto, mostraran! os nobres depu-
tado, em vista da le, qual era> a desigualdade
que existia enire o testemunho desse hornera di
novo e o de um outro cidado, para mim muito
respeitavel, de que se servio o nobre deputado
como de broquel ?
O Sn. G. DnuMMOND :Appello para o nobre de-
putado.
0 Sr. Amaral e Mello : Nao assim.
0 Su. G. DneMMOND :Um um ddadio ca-
racterisado, o outro nao.
0 Sr. Amaral e Mello :Anda ha poucos dias
vi representar um drama em que dizia a drama-
turgo :a mo que reboca a parede.podo ter mais
dignidade que a mo que referenda.
OSr. Lopes Machado :Mulo bem.
Um Sn. Deputado :Muito bem, mas nao tem
.pplicaco ao caso.
0 Sr. Amaral e Mello :Esse homem foi eon-
demnado por perjurio ? Deu-se alguma prova pe-
la qual se tnostrasse que elle pode ser considerado
menos verdadeiro do que outro qualquer ?
0 Sn. G. Drummond :Basta o nome.
0 Sn. Amaral b Mello :Benevides f Nao ve-
jo na follona nota alguma contra esse nome.
0 Sr. G. Drummond :V. Exc. saia ueste as-
sembla e veja.
0 Sr. Amaral e Mello :Tenho sabido e ouco
quelles que defendem, quelles que o nobre de-
putado procura para abroquelar-se, como o mui-
to destinelo cidado a que se referi, man tam-
beni appelle para um nao menos destincto pa-
tricio nosso, que eu retireido de collego de ir-
maas de caridade una sobrinha e una hIIm por-
que eslavam fanatisadas, estovara de tal maneira
que a sua sania inspira anda boje receiot, nao
obstante o maior cuidado. Eutretanto nada disso
quiz trazer para aqui.
0 Sr. Soarks Brandao :Sim, porque muilas
outras tem saludo de lsera queixa.
O Sr. Amaral e Mello :Pois quera livor di-
nheiro mande suas filhas para l, mas quelles es-
tabelecimentos que sao pagos pelos cofres pObfi-
COS ou pelos rendimentos da Santa Casa vultem
para l as filhas do paiz, como semprc' esliveram.
Nnnra desejei fazer nueslao cora a junta nem
cora as irmaas de caridade, ellas sao muito res-
peitaveis, sim, senhores, mas deixem esses luga-
res para as brasileiras.
O Sn. Soares Brandao : E' urna questo de
patriotismo.
O Sr. Amaral e Mello :E' urna questo de
brasilcirisrao, que deve merecer muita alldocao
dos nobres deputados, nao urna questo ridicu-
la e ridicula talvez na poca corrompida que atra-
vessamos.
0 Sn. A. Cavalc.v.nti : Abrir a porla ao es-
trangeiro e enxota-lo liberalismo !
(Trocam-se mais apartes.)
O Sn. Amaral e Mello :Questo de patriotis-
mo, nao, eu nao faco de questo de patriotismo...
0 Sn. G. Drummond :O patriotismo de V. Exc.
est em mandar as rmas de caridade para fra,
nos que queremos trae ellas liquetn, nao temos
patriotismo !
0 Sn. Amaral e Mello : A razo porqne sen-
do uiembro da commsso, nao fui visitar os es-
tabelecimentos.
En sabia e estou certo anda, que a administra*1
cjio da Santa Casa, sem consultar com nenhum de
nos, sabe tudo isto que aqui se tem passado, nao
preciso ter neste recinto advogado, nao, nao fa-
co esta' injustica aos nobres depulados. Sabia e
sei que a junta est a par de quanto aqui se dis-
cute, sabia, pois, que nos apreseniando um pro-
jecto que tivesse por lim tirar de l as suas prote-
gidas, havia de contar, mesmo pela successo dos
factos, que a requerimonto do nobre deputado se
bavia de apresentar, e digo isto sem querer attri-
buir m voniade contra o projecto, mas eu mes-
mo eslava convencido de que bavia de apparecer
opposieao ao projecto, c que se h: va de dizer :
Seuhores, acensaos as irmaas de caridade, ellas
procedem bera, os estabelecimentos esto na me-
lhor ordem, ide l.Isto era at milito material.
Agora, nao fui por incommodado, nao ped escu-
sa porque contava que os oulros quairo l fossem,
vssem e viessem dizer-nos que tudo eslava mui-
to bem ; porque saliendo a junta e a irmaas que
l la urna coramissao de membros desta casa para
visitar os estabelecimentos, eu sabia, digo, que a
junta havia de mandar limpar os eslabelecimen-
tos, havia de por em mais alto relevo tudo quan-
to all pode baver do bom-----
O Sr. G. Dp.um.uond :Mas nao foi assim.
O Sn. A. Cvvalcanti :Eu descrevi o facto o 1-
mo elle se passou.
(Trocam- se mais apartes.)
O Sn. Amaral e Mello :Ja disse aos nobres
deputados, nao faco questo do mais, aceito o quo
naicarem, a minha queflo esta : a junta ou
as irmaas bavlra de por aquillo de forma que os
nobres deputados achassem nos estabelecimentos:
tudo quanto ha de admravel, e que naquelles em
que nao esto essas mulheres protegidas encon-
trassem at falta de farnha, como foi notado no
hospital dos Lazaros.
O Sr. Soaees Brandao :Isso prova de mais.
O Sr. A. CavalcaMI : Fomos inexperada-
mente.
O Sn. Amaral e Mello : *Wo estou dizendo
cousa que possa offender aos meus nobres colle-
gas. O facto de ir o nobre deputado urna hora an-
tes daquella em que devia ser esperada, nao quer
dizer que a junta nao eslivesse acautellada, sa-
bendo que tinha de ir l urna coramissao visitar
os estabelecimentos, de mandar por tudo limpo.
Mas, nao faco questo disto.
0 Sn. Ermiro Coutinho :Eu ouvi o adminis-
trador dos Lazaros dizer que nao poda sahir ha.
oito das, porque eslava a espera da commissao d
assembla.
O Sr. Amaral e Mello :E era necessario que
no hospital nao houvesse farnha, para provar quo
aonde nao ha irmaas de caridade, nao ha nada
bom, entretanto la eslava o administrador, saben-
do que ia a commissao, mas l se achou falla du
farnha.
Um Sn. Deputado :Isso explica-se, porque
nesse da se tinha acabado o fornecimento.
O Sr. Amaral k. Mello : Eu j disse aqui, fui
soldado e responda revistas incertas.
Estas revistas incertaswo muito conbecidas, to-
dos sabem como sao.
Agora duas palavras ao meu nobre collega so-
bre urna questo que j tem sido muito debatida.
Eu nao disse como o nobre deputado pelo 4
districto, que nao houvesse corapromisso. quero
quo seja, acho mesura que deve ser comproraissj,
mas preciso tocar nos pontos de di.-iiuecao e
nos pontos de contacto entre a instituicao da Sania
Casa e as confrarias. Ha effectivaraeiite puntos de
de contacto, mas ta nbem ha distineces ; alli ha
mais do que um compromisso, alli ha una junta
uoineada pelo goveruo.
A ntallacao da Santa Casado Roe 1 fe foi fe'a
a pedido dos cidados que se ijneriam reunir, ou
foi cousa conversada em palacra, na sala, no bai-
le, com cidados capazes de se encarregar desr^.
I
sata
n:


'SL
Diario de PerKambuco Sabbado 12 de Junho de 1869.
a

insttucao, eque aceitaram os cargo?
rain distribuidas alli T
A Junto, Sr. presidente, mianto a miui, partici-
pa do naturezas diversas nao puramente a mesa
de urna irmandadc4, o eompromisso nao simplus-
mente um compromiso, tem lainbem algunia eou-
za de regulamcnto.
Qual e a irmandade para que damos aqu qua-
renta contos do neis como parosla ? Qual
ella 1 Nao ha urna radio Je differenca nisto ?
Qual oasa confraria para qtie o presidente no-
msia urna juata de dous ein dous annos Nao se
v nisto um jiontode distmccio, e que alli lia ser
tanto de administrativo qua est debaixo da fisca-
lisacao dosta asseiMbla, (iscahsaeao a que elle*
nao querera ebdecer, que eltes despresan), como
j despresaram, dentando de mandar as actas, por-
que l traba o voto do um devotado as irmaas.
qne cnteoeu dever dirigir expresados injuriosas
assembla.
Uji Sr. Dbpctado : Contra membros da as-
sembla.
O Sn. LofFS Machado :Botocudos.
Trocam-se aprte>.)
O Sh. Amara, b Mhllo : Oque vcrdadc
que a junta reeusou-se a mandar as actas, por-
que umbera dominado de santo e religioso lelo
pelas irmaas, fez cserever nessas actas expresses
olTensivas aos representantes da provincia, aquel-
es que Ibe estao votando gnarento contos e a
quem pedem militas eoacessoes.
O Sr. G. Diu.mmo.vd : isto com os scus
amigos.
O Su. Amaral e Mkllo : Eu acompanho ao
nobre deputado pelo segundo districto, quando diz
que na verdad se eses Tactos existen), os culpa-
dos sao os membros da junta, eonheeo a muitos
dessos membros, respiito-os, mas se existen esses
Tactos, sao elles os culpados, feto, porm, Sr. pre-
sidente, nao quero dizer que sendo os membros
da junta os culpados, nos tambem nao sigamos
caminho certo abri ido a porta a uns e fechando
a outros, abrindo-a aos que nasceram nesta trra
c fechando-a aos que nasceram tora della.
O SR. SILVEIRA LORO :Sr. presidente, vejo
a casa bastante esclarecida, vejo-a mesmo fatigada,
vejo-a anciosa pela votacao-, mas passaria por
contradictorio se nao dis?esse algumas palavras
em explicaco aalguns apartes queme tem esca-
pado no correr de toda esta discussao.
Sr. presidente, com relacao a questao de dirci-
to, eu me aparto do nobre deputado pelo terceiro
districto. Emendo com o nobre depurado que,
mdo-se buscara razao da lei, os motivos pelos
quaes a lei exige que esta ca?a seja ouvida na or-
ganisaco de compromissos, nao se pode deixar de
convir.que sendo esses motivos a utilidade publi-
ca, que nao inventavel, que pode ser modificada
com o tempo, com as occasiocs, digo que nao se
pode deixar de convir que esta caa lenha o di-
reito de alterar essas dispusieres que se referem
a parte civil, a conveniencia publica, sempre que
julgar opportuno. Sonde parecer,perianto, que esta
casa tem o direito de independente de qualquer
iniciativa estranha, reformar compromissos na par-
te que diz respeto) a utilidade publica, na parte
que diz rcspeito aquellos motivos que trazem os
eompromissos .10 conherimento dcsta assembla.
Fica assim esclarecido o aparte quo dei no prin-
cipio desta discussao, declarando que os argumen-
to presentados pelo nobre deputado o Sr. Gas-
par, haviam produzido em mim a conviceao con-
traria a idea que ello sustentara.
Sr. presidente, com relacao as irmaas de canda-
da en declarei tambem em aparte, que nao quera
o privilegio da virtudc.
Eu nao preciso procurar harmonisar as minhas
ideas, porque sem exforro, nom difflculdade, ellas
se harmonisain por si mesmo. Quando o pensa-
neulo traduzido fielmente pela palavTa, quando
as palavras sao a expressao da verdade do sent-
meuto, nao pode havcr nellas contradicho real,
porque as apurarles d'alma sao sempre lgicas e
nao neeessUan dssa harmona proposital c esta-
dada, s propria dos actos externos que sao mui-
tas vezes a naturcza d'alma.
Sr. presidente, eu declarando que nao quera o
previl gio da virtude, como nao quero de cousa
que lhc fo-1 Scnhore-s-cu vou concluir, deeejo somante justr-
flear o meu voto, i nao quero massar mais a!
casa; apenas tivo em vi* te faier ver que nao fui
incoherente dando un apoiado com relacao a urna
parce do projecto >s em outro poiado em poulo
diverso.
Na quasto de diroito en estou com os nnbres
deputaiios'autores do projecto, mas na questao
de conveniencia publca ejustica,euno estou com
os nobres deputados, estou mmto distante.
Entena* que as brasileiras podem, independcnie
de lei ser aceitas nos cstobeleeimentos; entend)
que aquellas que liverem verdadeira vocaeiio e
que se apresentarem a junta, se esses homens sao.
como eu pens, dignos caracteres, homens honra
dos e probos, bao de aceita-las porque bao de
apreciaras verdadeirasvoca5es.
(Ha uta aparte).
l Sr. Silveira Lobo -.Para tirar todos os es-
crpulos dos nobres deputados e de parte da pepu-
lacao ueeest persuada de que naquelles estabe-
leamentos ha realmente abusos, de que sao mal
geridos os interesses da associacao, eu desejara
que em cada um desees estabelecimentos houvesse
a fisealisacao de uuia brasileira, para que todos os
abusos ossem vigiados.
O Sr. Amaral e Mello :A passar a emenda
sucede que as irmaas deslribuam, flcam todas
como esto, c as biasilciras serio botadas para
fra sobre qualquer pretexto.
O Sr. Silveiiia Lobo:Se a junto composto
de homens taes, como eu supponbo, nao se deve
recelar isto.
O Sr. Amaral e Mello : m dos membros
dessa juma ehamou botocudos aos deputados pro-
vinciaes, porque protestaran contra as irmaas ;
passa a lei elles nao fazem caso della, as estran-
geiras flcam e as brasileiras nao entram.
O Sn. Silveira Lobo :Eu quero que as brasi-
leras entren sem ser necesaria a exclusao das
outras.
Meu collega, a caridade, assim como a liberdade
sao lilhas do Evangelho, nao teem modelo e cssa
idea de exclusao nao me parece por forma algtima
liberal. Eu quero que todos posiam exercer a
caridade.
O Sr. Amaral e Mello :E porque excluem
as brasileas?
O Sn. Silveira Lobo:Eu ouco fallar milito em
liberdade, mas nos temos a grave questao de liber-
dade do eusino e esta assembla anda nada fez.
O Sr. Amaral e Mello :Porque nao apresentou
o projecto?
O Sn. Silveira Lobo :Esl ahi o projeeto ecu
j declarei que o verdadeiro meio de estobelecer a
instruccao, como ella deve existir n'um paiz livre,
dizer: ensine quem quizer o a quem qui-
zer... que souberisto que se deve lazer. En-
tretanto nada se resolve porque estamos agarrados
aiuda ao rgimen absoluto; herdamos anda de
Portugal todos esses ha >itos indignos de 11111 povo
livre. Voltemos, porm, a questao.
O Sr. Amaral e Mello :Que Portflgal j re-
peino.
O Sr. Silveiiia Lobo :O nobre deputado sabe
perl'eitamente que eu nunca procure! oppor um
abuso outro abuso, para mim nao justificaejio
dizer-se que fuan abusou ; e se as adminislracoes
brasileiras abusaram, nein por isso estao autori-
sados os abusos posteriores: esto a minha re-
gra. Rinanto nao me cabe nesta parte o que dis-
se o nobre deputado, que argumento cora as fal-
tas dos brasileiros para proteger os eslrangeiros ;
nem eu tenho inveja de que ninguein seja mais
patriota, mais lira-eiro lo que eu
O Sn. Amaral e Mello : meu patriotismo
um pouco botocudo.
O Sa. Silveira I,obo :Quando nao quizer se-
guir os principios lberaes em todos os seus dc-
senvolviinentos ha de achar-se muitos vezes em-
barazado e em conlradicgao.
O Sn. Amaral e Mello :Essa escola do nobre
deputado soffio suas contestacoes, nos nao pode-
mos competir con quem estiver mais adiantado.
O Sn. Silveira Lobo :Sr. presidente, em um
ponto ainda me separo do nobre deputado e que
se a administracao da Santa Casa fosse digna de
censura, emboia composla de homens respeita-
lguma" nao quera com isto excluir as irmaas de j veis, de caracteres dstinctos eu laucara a censu-
caridade; nao, senhores, eu quero que sa abra a | ra sobre toda ell;>, ella que se defendesse, que
porta a todos; eu quero que a caridade continu, se justifleasse ; mas cu acho qne nao ha razao
como at boje, a nao ter naconaldade (apoia-1 para se deixar a adniinistracTn da Santo Casa
dos). Eu creio que todos nos estamos de acord
com relacao a preferencia que se deve dar as
brasileiras etn identidide de eondkjoes ; mas
Sr. presidente, urna cousa dar a preferencia e
outra expedir, fechar as portas as que existen),
sen que multas vezes pussain ser encontradas
outras que as substituam.
o Sr. Amaral r Mello :Confie mais na noesa
provincia.
O Sn. Silveira Lobo :Eu sei que silo raras as
vocacoes sinceras com relacao aosoffleios de cari-
lla le, e tanto sao raras que nao milito grande o
numero das brasileiras que por vocacao tem sido
levadas ao seio daquella corporairao."
Sr. presidente, eu nao quero e" nem posso fazer
urna disserlacao acerca da caridade, mas todos
sabem que a'caridade exige a deneg.ieao de si
proprio, o que pouco se cncontra.
O Sr. Lopes Machado :O que nos temos a
caridade por dinheiro; a questa>.
O Sr. Sil ven a Lobo :Eu nao pretenda entrar
nesta questao, nem me alongarei nella. Pergunto,
nos na.) temos, cm virtude da admisso dessas ir-
maas de caridade, obtido a ca idade por voca-
cao? Nao temos distnctas patricias e entre ellas
urna da familia do general Argollo praticando a
caridade por vocacao? Porque nao esperamos que
por vocacao venham outras tantas em numero
sufflciente a expellir de todo a caridade por di-
nheiro ?
Sr. presidente, se podesse ser aceita urna emen-
da em que se conliasso a ilirecco parcial de cada
um dos estabeleci.nentos de candado a urna brasi-
leira, para que nao podessem pairar mais subre
cada um desses meamos e xas suspeitas que contra elles tem sido atiradas,
eu apresentaria essa emenda; mas eu vejo quo o
que se quer absolutamente a abolicao dessas
mulheres, a expolsiu dallas.
Um Sr. Deputado :Em todo o caso aprsente a
emenda.
O Sr. Silveira Lobo : Eu nao aprsenlo a
emenda, porque naturalmente a emenda tem de
ser votada depois do projecto, e os votos que nesse
caso srian dados ao projecto em attencao semen-
t a emenda, aproveitariam ao projecto sem apro-
veitor a esta.
Um Sn. Deputado :Urna emenda nestas condi-
cOes substitutiva.
O Sr. Silveira Lobo :Eu nao son regimentisto,
e como os nobres deputados dizem que nao pode
ser prejndicada a emenda apresento-la-hei.
Sr. presidente, as aecusaedes que foram feitas
nesta casa as irmaas de caridade si) limite graves,
ellas pesaram muilo em meu espirito; mas qual <
o carcter distincto ueste Brasil, nesta trra aonde
a corrupcao tem penetrado era toda a pai te c tud 1
manchado, aonde a Imprensa mesmo est prosti-
tuida, qual o carcter por mais distinelo digo,
que nao tenha sido manchado ? Qual a reputa-
cao que tem sido respeitala?
Senhores, eu nao acredito cm tudo quanto se
diz.
O Sr. Amaral e Mello:Eu at digo assim :
nao creio no que certa gente diz.
O Sr. Silveira Lobo Agora, pergunto ao no-
bre deputado, porque razao d tanto valor a um
simples cidadio p ibre, e deprime as irmaas de
caridade, porque pertencem a classe baixa de Pa-
rs? Por ventura o cidadao parisiense nao tao
digno como o cidadao de outro paiz ? Por ventu-
ra a irmaa de caridade porque sempre de ultima
carnada da sociedade da Europa, se o nao mere-
ce importancia, e aqu o cidadao sempre digno de
consideraco em qualquer condico ?
(Ha um'aparte).
O Sr. Silveira Lobo :Senhores, preciso qne
o liberalismo seja um principio; o liberalismo nao
tem vultos, sempre o mesmo, em todos os pai-
zes.
O Sr. Amaral e Mello:Nao enntestei isto.
O Sr. Silveira Lobo: E' preciso considerar
sempre o homem como bomem, sempro com a
raesma dignidade, sempre com os inesmos senti-
mentos nobres em toda a parte. Isto, Sr. presi-
denta, o que reconhecein lodosos que sabem ver-
daderamente tirar todas as consequencias do
liberalismo ; urna these.
Um Sr. Deputado :E o projecto contraria isto?
O S. Silaeira Lobo :Isto para contestar o
argumento do nobre deputado, isto serve para mos-
trar que o nobre deputado incoherente, quando
arge aum membro desla casa portee dado maior
peso a assercao de um documento l'ornecido por
um cidadao, do que a assercao de outro em coadi-
coes menores.
O Sr. Amabal e Mello :O nobro deputado pelo
i" districto que fez essa dstinecao.
O Sn Silveiba Lobo: Pas nao sao as leis que
fallara de testeinunh 1 digno de f e dign de ere-
dito ? O nobre deputado nao jurista T As pro-
prias leis admittem testemuiiho digno de maior ou
de menor f sem que seja pera isso aecessario urna
coudeiQiiacio; e isto sem quebra dos principios
enunciado.
se deixar a
sem defeca, creio que o facto extraordinario que
foi aqu apresentado c que produzio impressao
pode ser muito naturalmente explicado, retiro me
ao tocto da compra da casa. Nao tenho informa-
dles, mas admiti que possa ter havido necessida-
de de se comprar essa casa que de jos teria de
ser comprada por proco cen vezes maior, o ad-
miti que jwssa ter havido neces rar esse predio emquanto nao chega o lempo de
demoli-lo, aproveilando entretanto o aluguel que
possa dar, ou utilidade que possa prestar.
O Sn. Amaral s Mello :Isto o que se diz,
mas apenas se comprou metade da caa e porton-
to a razao de compra para evitar um futuro preco
maior n5o prevalece.
t Yoeam-se outros apartes.)
O Sn. Sn-vEiRA Lobo :Sr. presidente, concilio
tendo declarado qual o meu peusamento, o creio
que apesar de ter sido algumas vezes tachado de
incoherente, tenho mostrado que o nao fui ao
menos esta vez.
Verilieando se nao haver casa, o Sr. presidente
designa a ordern do dia e levanto a sesso, (can-
do a materia adiad;..
REVISTA DIARIA.
ASSEMBLA PROVINCIAL.Na sessao de hon-
tetu approvou em primeira discussao o projecto n.
84, que providencia sobre o 5o dnJei n. 857 des-
te anuo, dispensad o intersticio requerimento
do Sr. Gaspar ruinmond, em terceira o de n. 9i,
que reforma a fulha de aposentadoria do professo-
ra de Garuar, t>. Anna Peres Campello de Mel-
lo ; cm terceira o de n. 73, que concede um aba-
te de 2 por cento a Joaquim Jos da Costa, pelo>
prejuizos que soffreu como arrematante das bar-
reiras do Manguinho e Capunga, fallando contra a
inaleria do projecto o Sr. Gaspar Drmumoud.
Continuando em terceira discussao o projecto
de orcamento provincial com as emendas a elle
offerecidas, fallou o* Srs. Lopes Machado, retiran-
do a sua emenda que tributo os collegios dirig-
dos por eslrangeiros com o imposto de 4 contos
de ris. Fallaram mais sobre as diversas emendas
us Srs. Silva Ramos, Ayres Gama, Mcrgulho, G.
Drummond, Gitiraria, c foi o projecto approvado
com algumas emendas.
Continuando asegunda discussao do projecto de
fixacao de forca policial, occapou a tribuna o Sr.
Reg Barros, licando a materia adiada por falto do
numero.
A ordem do dia para a sessao de boje a se-
gunda discussao do projecto n. 84 desle anuo.
RECOitDACAO DAS GLORIAS PATRIAS.Hon-
tera 3 anu versa no dos fetos da armaba brasi-
leira era Riachuelo, diversas bandas de msica
percorreram as ras desta cidade, depois de te-
rera cumplimentado a S. Exc, acompanhadas por
nina boa porcao da patritica populacao desta ci-
dade ; muitos casas illuminarara-se por igual mo-
tivo.
SEMINARIO DE OLINDA.-0 Rvm. reitor deste
estobelecimento recebeu por intermedio de S. Exc.
Ilvina. o Sr. bispo diocesano, 800JO0O remettidos
pelo Rvm. Sr. vigario de Macei, Francisco Peixo-
to Duarte, c por elle agenciado dos seus seguintes
parochianw:
Rodrigue A Brasileiro Macei....... 50*000
Manuel de Vasconcelos Jnior...... 50#000
Almeida Guimares & Novaes....... 50J00O
Jos Joaquim de Oliveira. v......... 50IU00
Manuel Joaquim Duarte Guimares.. 5000
Eugenio Jos Neves de AnJrade..... 50J00U
Tiburcio Alves de Carvalho......... 5000U
Manoel Casscmiro Lucio de Souza... 50*000
Joo Jos da Silva Guimares....... SOOOO
Dr. Roberto Calheiros de Mello...... 50*000
Padre Antonio Jos da Costa........ 40*000
Vicente Alves de Aguiar........... 251000
Um catholico...................... 20*000
Dr. Delphino Augusto C. de A...... 20*000
Luiz Jos de Brito................. 20*000
Joaquim da Cunha Meirelles........ 20*000
Joo Antonio das Chagas Craveiro... 20*000
Domingos Jos de Fanas........... 20*030
Manoel Antonio Supardo........... 20*000
Atnerico N. F. de Montes.......... 20*000
Antonio Teixerra de Aguiar......... 20*000
Manoel P. da C. Culrim........... 10*000
Juo Das do Castro................ 10*000
Alexandre F. Gaveta............... iOjJOOO
Manoel F. da C. Cuimarae......... 10*000
Um sacerdote..................... 10*000
Cosme Ferreira da Costa........... 5*000
Aln dossa orania cima, recebeu e Rvm.
Sr. reitor directamente dous bolos de 50* cada
um, enviados pelos Srs. Antonio Jos Rodrigues
de Souza e Jos Rcdrigues de Souza.
CAPTURA.Pela delegado de polica do tormo
de Nazaretb, foi tiapturado nos tins do mez pas-
sado, Francisco-da Luz, por estar pronunciado no
art. 192 do cdigo criminal, pelo crirae de morle
de Bearmino Pereira
perpetrado na pesstj
Lyra, na anno de I81
FER1MENTOS. Sa raesma poca, segundo
eommunica o'subdelegado de Vicencia, 00 mesmo
termo, Manoel Joaquhn o ManoelCaboclo, trava-
ram luto, da qual sanioso primeiro ferido por ins-
trumonto contundente. .
THEATRO DE SANTA ISAREL-0 empresario
dramtico d hoja um espectculo em festejo do
memoravcl combate de Riachiulo, levando a sce-
na o bello drama O vendedor doas mimosos poemas H'/mno de Riachuelo e l'ns-
iuijm de Humayl.
C0MPAMIIAD0BEBn:niBE Deve boje ter
lugar a remiio da assembla geral dos accionis-
tas desta companhia, fara a leitura do relatorio
do aano Ando, approyacio das contas o doorca-
iLieoto futuro, e eleicao da nova administracao.
Km vista do art. 23 dos respectivas estatutos, a
treuuio rcalisar-se-4a com o numero de acciouis-
as presente. ^
BARCACA S. JOO:Nao exacta a noticia
qiie demos em urna de nossas Revistas anteriores,
sobre o naufragio desta barcaca e perda de sua
carga.
O que se den, segundo informales fidedignas,
foi o sestuinte : .
A barcaca abri agua em frente da praia de Pe-
timba, e conhecendo o mestre que as bombas eram
insuflicientes para extingui-la, aproou para trra,
e encalhou a embarcaco.
Alii tratou de d.-scarregar toda carga, que toi
desembarcada em perfeilo estado, excepto alguns
saceos re arroz, e moihos de carne secca.
Depois envin aos donos um expresso partici-
pando-lhe o smistro, tendo logo d'aqui seguido
dnas bircacas que tomaran o carregamento, e o
levaran Parahyba, porto do seu destino.
O casco fleava concertando-se para regressar a
este porto, afim de reparar as araras.
COMPANHIA PERNAMBUCANA.Por motivos
imperiosos foi transferida para manha (13) s 6
horas da tarde a sabida do vapor Coruripe desta
companhia, que com destido Mamanguape deve-
ra partir do nosso porto boje aquellas raesmas
horas, conforme o annuncio da mesma companhia.
Em tempo lembra a companhia aos Srs. passageiros
e carregadores daquella localidade, que o expe-
diente na agencia deveri ser fechado hoje s 3 e
meia horas da tarde.
EMBARQUE.Seguio hontem, no Cruzeiro do
Sh/, o Exm. Sr. conselbeiro Jos Bento da Cunha
e Fgueirdo, afim de tomar assento na cmara
dos deputados, e passar-se logo depois para a vi-
talicia, por ter sido escolhido senador por esto
provi icia, que assim quiz galardoa-lo pelos rele-
vantes servicos prestados ao paiz.
S. Exc. agradeceu da mancira a mais sentida
ao corpo cleitoral desta provincia a honra e con-
Qanga, com que ainda urna vez o destioguio, con-
ferindo-llie dous augustos mandatos, os quaes
eremos que desempenhar com inteira salisfacao
de seus commitentes.
A probidade e patriotismo do Sr. conselheiro
Jos Rento muito conhecido para que se possa
duvidar um s momento da sncerdade de seus
bens desejos; < a prova est as demonstracoes
de amizade, com que ora elle recobido desde que
chegou a esta provincia at que della se spartou
para ir cumprir a sua commisso. O Sr. conse-
lheiro Cunha e Fgueirdo estove sempre cercado
dia o noite de seus numerosos amigos, recont-
cendo-se no semblante de todos a maior satisfa-
cao pela acertada escolba de S. M. o Imperador,
que nunca se ha de arrepender de ter precnchido
os desejos dos Pernambucanos, encaminhando
para o senado um dos melhores servidores do es-
todo.
Desejamos a S. Exc. a n ais prospera viagem.
LOTERA.A que se acha a venda a 109.* a
beneficio da matriz de Muriueca, que corre hoje.
PASSAGEIROS.Da barca portugueza iova
Sympathia sahida para o Porto : v
Joaquim Barbosa de Oliveira, sua senhora 4 fi-
Ihos menores e 1 criado, Joao Duarte de Mcedo,
Jos Ferreira Lucas e Paulino de Souza.
Sahido no patacho portuguez Maa Barbara
para Lisboa :Salvador Rodrigues dos Santos.
CEMITERIO PUBLICO.Obtuario do dia 9 de
junho de 1869.
Jos Trindad, Paraguay, 30 anno>, Santo An-
tonio ; affogado.
Alfredo, Pernambueo, 18 meaes, S. Jos; con-
vulcoes.
Domingos Ribeiro dos Santojj, Pernambueo, 40
annos. casado, S. Jos ; gastroliepat'ite.
. Joaquim Pinto Vieira, Portugal, 34 annos, sol-
teiro, Uoa-Vlsta Syphilos aonstimtlonal.
Maria, Pernambueo, 1 anno, S. Jos, apoplexia
fulminante.
Fernando, Pernam!;'ico, io anuos, Boa-Visto;
bexigas.
Maria, Pernambueo, 13 dias, S. Jcs; con-
vulcoes.
Joao, Pernambueo, 12 annos, Boa-Vista ; va-
rilas.
10
Brasilina, Pernambueo, 5 aunos. S. Jos ; con-
vulcSes.
Damiana Ferreira da' Silva, frica, 80 annos,
Recife; congestoo cerebral.
Eduardo, Pernambueo, 8 dias, Boa-Viia ; t-
tano.
Maria da Coneeicao, Pernan)buco, 23 annos,
solteira, Boa-Vista; hematemeze.
Francisca Xavier de Gonvia Cavalcante. Per-
nambueo, .76 annos, viuvo, Boa-Vista; cancro
uterino.
Paula, Pernambueo, 6 annos, Santo Antonio;
.cmara de sangue.
Isabel Maria, frica, 40 annos, Sanio Antonio;
congestao cerebral.
Atilano, Pernambueo, 2 annos, Santo Antonio;
interite.
Jos Pedro Chaves, Pernambueo, 70 annos, sol-
teiru, S de Oiinda; liydropezia.
deja vida, mas ainda a honra da patria 1
Esses bravos, obedecendo voz imperiosa
do seu crnraadarile, semelhantes a jjsses
rochedos, phantasiados pela imaginadlo ar-
dente do grande Virgilio, que, na impe-
tuosidade da sua queda, destruiam o que
encontravam na sua passagem, plantaratn
o terror entre os inimigos, levando-lhes a
morte aos corarles.
Esse punliado de bravos era o 519 corpo
le voluntarios que, tendo sua frente o
Sr. tenente-coron 1 Fras Villar, em Itoror,
no mais reabido da aeco, palmo a palmo
couquistou- os louros da victoria !
Frias Villar foi um dos hroes do mez
de dezembro de 1868 1
Diante d* Frias Villar, portanto, elevam-
se os homens e humilha-se a gloria! EU*
iymbolisa o renome, a immortalidade.
Ninguem, pois, deve disputar-lhe o direito
de assistir ao espectculo com que o Sr. Co-
imbra teve a lembranca de solemnisar o dia
H de junho de 18651
Felicitamos ao Sr? Coimbra pela sua
grandiosa idea e ao Sr. tenante-coronel
ousamos dar um aperto de mo bem signi-
cativo.
P.
PUBCACOES A PEDIDO.
O Sr.
Fr
tenente-coronel rnas
Villar.
Como se explica o prcsedimento do Sr.
Duarte Coimbra, oTerecendo ao Sr. tenente
coronel Frias Villar un; espectculo que so-
lemnisa o raemoravel dia 11 de junh >
anniversario do glorioso combate de Ria-
chuelo?! Nessa luta sanguinolenta e fatal
onde milhares de victimas foram inmoladas
no sacrosanto altar da patria, onde se es-
creveu com a ponta do gladio tinta em pre-
cioso sangue a pagina dourada que abri-
llanta ansa historia, o Sr. tenente cor >n 1
Frias Villar, se nao nos falha a memoria,
estaba nesta cidade. Que direito poi?
assiste ao Sr. Coimbra de legar o uom
do Sr. tenente-coronel Frias Villar a me-
moria gloriosa dos hroes que lutaram em
Riachuelo?! N5o temeoSr. Coimbra que
os verdadeiros bravos de Riachuelo dispu*
tem aoSr. tenente-coronel Frias Villar a
honra de assistir a esse espectculo ?
Nao; nao pode, nao deve temer 1
Se em Riachuello a fronte altiva de
Pedro Alfonso' arrastrou-se no convez de
um navio, Qcando o seu nome gravado em
todos os coracoes onde se abriga o santo
amor da patria ; se em Riachuelo o joven
e esperanzoso Greenalch foi esmagado pelo
braco da fatalidade, tornando-se grande,
maior que os mais distirctos marinheiros da
velha e nebulosa Albion; se em Riaciiuelo
o cadete Loureiro, acompanhando o seu
bravo e destemido capito, transpoz o es-
paco que o separava da gloria, defeodendn
gloriosamente o pavilho nacional; se em
Riachuelo uomes de bravos passaram
prosteridade conquistando o reconheci
m oto e a gratidlodo paiz, nos paludosos
campos dv Paraguay, no Passo da Patria,
em Toyuty, Estero Bellaco, Curup,aiy.
lstabeleeimento, Humayt, Chaco, IMaW
Lomba Valentinas e Angustura ^muitos
homens se immertalisaram, nfbitos ar-
busto se tornaram altaneiros cidros t
Em Itoror, cercado o commandante em
chefe dos exercitos alliados por ondas de
feroz inimigos, bou ve um bomem que,
dirigindo um punhado de bravos, na i*wioieiT(HQr de casadas.
soa do inmortal Doquo do CaxiaB, #fouima lguma atirar a podra a ninguem.
E' falso que cu lenha em meu engenho
desertor algum, pois nunca os tive menos
hoje.
Concluirei esta, declarando ao estrellado,
que t-mquauto se acobertar com o anony-
mo, piide injuriat-me e calumniar-me quan-
to quizer; por que nao lera resposta. Se,
porem, se deliberar, o que duvido ; a to-
mar a responsabilidade de suas injurias e
calumnias, assevero-lhe, que me eccontra-
r, ou nos tribunaes para o castigar com a
lei, ou na imprensa para o desmascarar.
Engenho Bom-fim, 2 de junho de 1869,
Francisco Cavalcanti de A. Uns.
(Do Crrelo Pernambucano).
Eleifft
Questao Aratangil.
O commiinicado do Sr. doo de
*a c Albiiquerqiie.
Nao cancariamos anda a attencao do publico se
nao fosse preciso rebater aquelle estnbillio de que
se serve a todo o momento o Sr. Joao de Sa :
Ningiiein pode se fazer justica pelas suas pro-
pras raaos .
D'ahi conclue que o tenente-coronel Gaspar nao
pode estar em Aratangil I
Duas palavras sobre isto :
O Sr. Joo de S se conservava no engenho como
rendeiro : elle nao se arrogava outro titulo.
O tenente-coronel Gaspar o proprietario, por
compra que fez aos herdeiros consenliores do dito
engenho.
O arrendamento foi declarado nullo ; e alera
disso, ello importa mera detencao em nomo do
proprietario-; mas, nao d a posse. Al*, de 20 de
nov. de 1774, Rep. das leis extrav. I. 2pag. 120.
Ora, ao> herdeiros (e portanto os successores
deste) passa a beranca com a posse civil e natural.
Alv. de 9 de nov. do 1754, e assento de 16 de fev.
do 1786.
Logo, o Sr. Joao de S, em quanto rendeiro ti-
nlia a simples detencao da cousa arrendada em
nome do proprietario, e hoje que seu titulo de ar-
rendamento est declarado nullo, j nao tem nem
mesmo essa detencao, mas detem por sua propria
autoridade a cousa alheia ; isto commelte es-
bu Iho.
Mas, o Sr. tenente-coronel Gaspar, que o pro-
prietario do engenho tem a posse civil e natural
Logo, nao tem que pedi-la a ninguem. E por-
que pcdi-la? Sea posse nao esto hoje em outro,do
qual lenha de passar para elle, antes j a tendo
elle em si posse lc;al e jurdica, como, de quem, e
para quo pedi-la ainda f
Mas, vem o eterno bordao ninguem se pode
fazer justica por suas proprias mos.
Sim, mas ninguem tambem obrigado a pe-
dir justica o que j tem.
Domis,'nem se pode dizer que o tonente-coro-
nel Gaspar tomou conla dos campos do engenho
por sua propria autoridade, abstrahindo das so-
lemnidades legaes. E' publico (o Sr. Joo de S
de proposito o calou) que aquelle o fez com a pre-
senca de um tabelliao, que lavrou o respectivo
auto, como de direito.
Qualquer tabelliao no seu districto, sendo ro-
gado por urna parte que loe mostr senlenga, ou
escriptura de compra, doaco, aforamento, ou tes-
tamento, pelo qual Ihe pertenca a propredade de
algum predio, deve ir lavrar instrumento publico
da posse quo a parte tomar, sem que seja necessa-
rio mandado do juiz Corr. Telles, ig. port. t.
1, art. 610.
Foi o que so fez. O tenente coronel Gaspar li-
nha sentenca :' ehamou o tabelliao, este tez a sua
obrigacao. E, conven potar que a esse acto que
foi publico nao se oppoz ninguem por parte do Sr.
Joo de S, pelo que o offlcial laviou o respectivo
auto.
Isto fazer-se justica pelas proprias maos? S
o dir o Sr. Joo de S, que fcilmente diria o
contrario se o exigisse seu nteresse.
Temos assim respondido ao communicado do Sr.
Joao de S.
Volle elle ainda, que muito temos para lhe res-
ponder.
da mesa regedora da confraria de S. Jos
d'Agona, que tem de funecionar no an-
no de 1869 a 1870, a saber:
Provedor.
O lllni- Sr. Domingos Antonio da Silva Bciriz.
Vice-provedor.
O Illm. Sr. Manoel Pereira de Magalbes Jnior.
Secretario.
O Illm. Sr. Jos Antonio Hibeiro.
Thesourciro.
O Illm. Sr. Jos Joaquim da Silva Guimares.
Io procurader.
O Illm. Sr. Jos Tavares Puheiro.
2o prorurador.
0 Illm. Sr. Justino Francisco Henriques.
Procurador-geral.
O Illm. Sr. Viriato Centeio Lopes.
Delinidores.
Os Illms. Srs.:
Paulo Jos- Gomes.
Antonio Joaquim d"Almeida Cruz.
Jeronymo Salgado de Castro Guimares.
Fr. Eryco de San Anua Hique.
Bento Eleulero de Souza Castro.
Joaquim Jos Gomes.
Francisco Jos de Sampayo.
Candido do Albuquerque Maranho.
Joo Salustano Coelho.
Tito Francisco de Millo.
Joaquim Jos da Silva.
Ja vino Cavalcanti Siinoes.
Domingos Gomes Brasileiro d'Amorim.
Jos Rodrigues da Silva.
Joaquim Vieira Coelho da Silva.
Jos Martina Dias.
Eleiro por decocao.
' Provedor.
O Illm. Sr. tenente-coronel Francisco Carneiro
Machado Bios Jnior.
Vice-provedor.
O Illm. Sr. Jos Dativo dos Passos Bastos.
Provedora por eleicao.
A Exma. Sra. D. Maria de Cerqueira Castro Mon-
teiro.
Vice-provedora por eleicao.
A Exma. Sra. D. Francisca Guedes Uezerra.
Provedora por devoco.
A Exma. Sra. D. Olivia Flora Pereira de Men-
doea.
Vice-provedora po" devoco.
A Exma. Sra. D. Amelia hialina Rodrigues Villa-
res.
Mordomos.
Os Illms. Srs.:
Manoel Duarte Vieira Filho.
Ascendino Cavalcanti Simoes.
Ernesto Xavier de Lima M. Couto.
Bernardo Jos Correia.
Manoel Jos Soares d'Amaral.
Jos Pinto de Bessa.
Secundino P. Gomes d'Oliveira
Antonio F. dos Santos Jnior.
Luiz Alves Correia Lopes.
Gamillo C. Fernandos.
Joo Hygino de Souza.
Jeronymo E. de Miranda Castro.
Mordomas.
As Exmas. Sras. :
D. Francisca Alexandrina da Costa.
D. Emilia Castro da Costo Azeveio.
D. Francisca Azeredo Coelho.
D. Emilia Paula Teixeira dos Snatoa
D. Emilia Carolina de Meira Brum.
D. Luiza Margarida Pereira da hecha.
D. Joaquina, tiltia do Sr. Joaquim Antunes da
Silva.
D. Ephigenia Rodrigues Villar.
D. Jesuina Hermelinda Pereira dos Santos.
D. Guilhermina Francisca da Conceico Tava-
res.
D. Francisca Paulina da Silva.
D. Rosa, filha do Sr. Joaquim Souza Couto.
Ha mil e oito centos annos
Qu'este Santo Patriarcha florescia ;
E sendo toes as suas virtudes,
Quiz Deus faz-Io esposo de Maria.
&
COMMERCIO.
O Dr. Braz Florentino Henriques de
Souza, n5o tendo podido despedir-se pes-
soalmente de todas as pessoas que o hon-
ra com suas relaces, em consequencia
da antecipaco de sua viagem, v-sa na nc-
cessidade de faze-lo pelo presente, offere-
cendo-lhes os seus servicos na provincia
do Maranho para onde segu.
O CAPITO FRANCISCO CAVALCANTI DE AI.B-
QUE' QUE LINS
AO PUBLICO,
No Liberal n. 69, de 26 do passado mez,
sou infame e cobardemente aggredido por
um anomymo, que se escondeu na assig-
natura de tres estrellas. Nao se escondeu,
porm, a tal ponto, que eu nao o conheces-
se, pois no lugar' em que resido apenas
cont com um inimigo gratuito; e o tal es-
trellado nao pode ser outro seno elle.
Nao portanto, para resp mder-lhe, que
eu venho hoje imprensa ; mas para lar
urna explicaco as pessoas, que nos nao
conhecem; e sinto bastante que em vez d-
citar o nome do meu gratuito inimigo tenha
de citar o de Ciernen ino Marques da Fon-
seca, por detraz do qual esse meu inimigo
se oceulta.
E' falso, que eu ameacasse o tal Clemen-
tino por nao querer votar com os conser-
vadores. E' verdade, que elle espontnea-
mente me promettesse que pre extaria ir
visitar um prente Agua-Preta, para nao
apparecer na eleicao. Como a principio
havia faltado f dos seus correligionarios
polticos, faltando-me ao depois: isso pro-
va o' seu carcter.
E' verdade, que dando eu ordem geral
aos inspectores para procederem ao recru-
tmento, foram effectivamente presos os
recrutas que se nomeiam na correspon-
dencia ; mas logo que as suas is ncoesche-
em liberdade.
E' absolutamente falso, que os morado-
res de Cleraentino tenham sido vexados
cora a remessa de offlcios. E tanto ver-
dade nao ter eu procedido a urna s dili-
gencia directa, ou indirectamente, cm qual-
quer engenho de liberaes, que eu desali a
um s liberal honesto que seja capaz de
contestar-me. ante* se fra preciso urna at-
testacao em contrario, eu a terei dos libe-
raes mais conspicuos do lugar.
E' verdade, que recrutei o tal moco, que
sea licenca da directora da nstruco pu-
blica esta va ensinaodo a uns meninos. Esse
moc nao tinha J nfo alguma. Nao sa-
bia eu, (e pouofj' rae faria saber), se elle
lia ou nSo jornaes, e se era ou nao libe-
ral ; sem eir nem beira, eslava no caso
de ser recrutado; e nao hesitei em o re-
crutar.
Sobre um facto de minha vida privada,
a que se allude < mrdeme te, desalio ao
autor da con pendencia para que issigne
o- sau uon eu lhe mos arei em face,
i deflorador de donzellas
nao pode por for-
PRACA DO RECIFE 11 DE JUNHO DE 1869.
AS 3 1/2 HORAS DA TARDE.
Algodao de Macei i" sorte 17*350 por arroba
posto a bordo a frele de i|2 d. e 5 0/0
Cambio sobre Londres 90 d/v 18 1/4 d. por
14000.
F. J. Silveira
Presidente.
Leal Seve
Secretario.
CASADaMBIO
Teodoro Simn & 0.
Compran e vendem por conta propria
metaes, moedas nacionaes e estrangeiras,
SBJtoj de cambio, sedulas do governo e do
qanco do Brasil.
Descontam letras da trra e outros ttu-
los commerciaes.
Encarregam-se por conla alheia das mes-
uias transaccoes, da cobranca de letras da
trra e de outros ttulos commerciaes.
Recebem quaesquer quantas em deposi-
to, em cont corrente, e a prazo Gxo.
Largo do Corpo Santo n. 21.
ALFANDEGA.
Hendimiento do dia 1 a 10. 39C:2GCJ3H
dem do dia 11..... 46:59987)
442:8064190
MOVIMENTO DA ALFAXDEGA
Volnmes entrados com fazendas ISO
dem idem com gneros 200
Volumes saludos com fazendas 179
dem idem com gneros 309
Descarregam hoje 12 de junho
Barca francezaSanio Aiirmcrcadoria;.
Brigue portuguez=Co/rtdem.
Barca portugueza Constante II = idem.
Escuna portuguezaelfmidem.
Patacho norle-allemaoMarieidem.
Brigue porluguezConstante =lagedo.
380
488
TABELLA DO RENDiMENTO DA ALFANDEGA DE PERNAMBUCO DO MEZ DE MAO DE
CORRENTE ANNO FLNANCEIRO, COMPARADO COM O DE IGAES MEZES DOS DOUS
ANNOS CI.TIMOS.
Importaco
Direitos de consumo......................
Ditos addjcionaes de 5 %.................
Ditos addicionaes de 2 %-----.............
Ditos de baldeacao e reexportocao.........
Ditos de ditos de reexportocao para a Costa
d'frica..............................
Expediente dos gneros estrangeiros navega-
dos por cabotagem.....................
Ditos de i '/i % dos geueros do paiz.......
Ditos de 3/o dos gneros livres............
Armazenagem...........................
Premios dos assignados...................
Despacho martimo
Ancoragem.............................
Expor'.atio
Direitos de 15 .'o do pao brasil.............
Ditos de 7% de exportacao (9% no exerci-
cio de 1868-1869)....................
Ditos de 2 % idem.......................
Ditos de 1 % do ouro em barra...........
Ditos de V /o dos diamantes..............
Expediente das capatozias................
Interior
Multas.................................
Sello do papel fixo.......................
Dito do papel proporcional................
Emolumentos...........................
Imposto dos despachantes..................
Dito de 5 e lo / de transmissao de propre-
dade.................................
Extraordinaria
Iteceito eventual e inultas.................
Dizimos da provincia das Alagas..........
Ditos da provincia da Parahyba............
Ditos da provincia do Rio Grande do Norte.
Contribuicao de caridade..................
1868 1869
494:2565398
64:8834814
794664
6714104
9375651
1:9205537
5434189
1:1754983
2.5215t0
170:66958;i
8294120
954000
543*100
2695220
54*270
1:6224528
745000
1:0344096
742:1805719
6:3275794
5:1425453
11:4705247
810235
765:9315448
1867 (i 1868
274:592*454
37:231*439
HJ858
78*208
882*899
2:5235384
468*523
1:5905037
1:8954450
138:1414331
871*050
6084400
191*860
73*200
1:006*250
65000
5674764
460:8134107
3:2245083
3:3764628
1685842
6025335
468:1845995
1866 1867
Alfandega do Peraaiubuco. 10 de junho de 1869.
Servindo do chefe da 21 seci-o,
Anselmo Jos Pinto de Souza.
MOVIMENTO PO PORTO.
Navios entrados no dia 11.
Liverpool33 dias, barca ingleza Welch of the
Teign, de 250 toneladas, capito J. II. Hutcbing,
equipageio 10, carga fazendas e outros gneros ;
a Julmsto Pater & C
liba da Ascencin8 dias, lugar inglez Fairlie,
de 176 toneladas, capitao Abernelhy, equipa-
gem 8, em lastro ; ordem.
Cardiff49 dias, galera ingleza Peruana, de *69
toneladas, capitn T. C. Jenkins, equpagem 15,
carga carvo, ordem ; veio refrescar.
Valenca46 das, patacho hespanhol Pastora, de
95 toneladas, capitao Francisco Rorairas, equi-
pagera 10, carga vinlio e azeite ; a Pereira Car-
neiro & C.
Hamburgo66 dias, pancho nortc-allemaoMain
Cari, de 170 toneladas, capitao A. Bulling,
eqnipagem 7, eaega dilferentes gneros ; a Do-
mingos Alves Matbeus.
Navus sonidos no mesmo dia.
Portos do SuiVa:>or brasileiro Cruzeiro do Sui,
commandante Joaquim de P. G. Alcoforado,
carga varios oeros.
PortoBarca pdbguaza Noca Sumpatkia, capitao
GuilheruiA Lili de Souza Lobo, carga familia
de mandioca, assncar e algodao.
Rio da PraUPatacho norto-allemo fnud, capi-
tao C. C. Neesen, carga assucar.
DECLARACOES.
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz
publicjf que, no dia 1 de junho vindouro,
se principiara a contar os 30 dias uteis
para a cobranca bocea do cofre dos im-
postes: da decima urbana, de 5 % sobre
os bens de raz pertencentes corporacoes
de m5o mort, e de 20 % d< consumi
de agurdente relativo ao 2o semestre do
anno financeiro vigente 18681869, e que
licam sugeitos multa de 6 % todos os
dbitos que forem pagos depois de lindos
os referidos 30 dias.
Mesa d.q.TOnsulado provincial de Per-
nambueo, 25 de mait de 1860.
Antonio Carneiro Machado jos
Peraote a cmara municipal desta cidade
estario em praca eos dias 11,14 eil'do corrento,


418:8774949
53:322*854
177*402
908*007
v0*230
1:3764776
274*890
: 2824100
2:3944130
91:5354684
9034520
icOOO
197*201
704800
814250
4544500
2:8224733

i .

571:5064625
3:2274197
3:1134379
1164935
8294483
.>86:873*6l>
para seren arrematados por quera menor preco
ofJferecer as obras nao s dos reparos da estrada
que vai ter a Capunga, oreados na quantia de...
2:794*000, como das que necessito o matadonm
publico, oreados na importancia de l:958j000 :
aquelles que pretenderen concorrer a arremata-
cao de taes obras, babilitem-sc na forma da lei,
sem o que nao poderao licitar.
Os orcanientos acham-se na secretaria da mes-
ma cmara, onde os concurrentes poderao ex,.
mina-Ios. Paco da cmara rannicipal do Recife 9
de junho de 1869.
Ignacio Joaquim de Souza Leao.
Pro-presidente.
Francisco Canuto da Boa-Viagem.
Secretorio.

I
i
COMPANHIA
DO
BEBERIBE
Sao novam-nte convidados os Srs accio-
nistas desta companhia, a reuniremse era
assembla geral, no dia 12 do corrente me/,
ao meio dia, no escriptorio da mesma ra do
Cabug n. 16, para em conformidade dos
seus estatutos deliberar sobre as contas do
anno findo, approvar o orcamento vindouro
e eleger a nova administracao: devendo-
se prevenir que no tendo os Srs. accio-
nistas comparecido em numero -legal Da
primeira reuniio para hoje convocada, rea-
lisar-s-ha a assembla geral com o numero
de accionistas que comparecer na nova
reunio par a qual ficam de novo convo-
cados segundo acha-s- prescripto no ari.
23 dos respectivos estatutos.
Escriptorio da companhia 7 de junho
de 186U.
0 secretano
Dr. Prxedes Gomes de Souza Pitonga.
Pela recebedoria de rendas internas
geraes, se faz publico que neste corrento
mez de junho, que os devedores do impos-
to de 20 por cento da decima de m5o mor-
a e do imposto especial sobre xasas do
movis, roupa etc, fabricados em paiz es-
trangeiro teem de pagar, livre de multa, o
I
I



'
Diario de Pernambuco Sabbedo 12 de JFYinho de
3
. >
V semestre to cxercicio corrente de I8G8!
1860, depois do que ser ;obra lo com a i
multa de 6%.
Recebedoria de Pernamlnieo de juuho
de 1869.
O administrador
Manoel Carneiro de Souza Lacerda.
Manta Casa de Misericordia do
Recite.
AUlm. junta administrativa da Sania Casa de
Misericordia do Recife, manda fazer publico, que
precisa contratar o fornecimento dos medicamen-
tos abaixo declarados para os mezes de jullio
setembro do corrente anno, a saber :
Absintho, libra.
Acido actico, idem.
Mem ctrico puro, idem.
dem marinbo, idem.
rdem ntrico puro, idem.
dem oxlico, idem.
dem sulfrico, idem.
idem tartrico, idem.
Ac preparado, onra.
\conito, libra.
\gua ile Coloma, duzia.
Dita de llr de laraugeiras, idem.
Dita de rosa?, idem.
Dita do Sediliu, garrafa.
Dita de Viehy, idem.
ita inglesa de Lisboa, idem.
Alcool de 36, caada.
AJecrim, libra.
AJfaz'mia, idem.
Algalias inglezas dens. I 12, duzia.
Aloes, oii-a.
/Vi vaiade,'libra.
Ameivas passadas. idem.
Ammoniaco liquido, idem.
Arsnico, onca.
Assafctida, idem.
Assucar candi, libra.
Dito de leile em p, idem.
Avcuca, idem.
Hacas de zimbro, dem.
Balsamo de copahiba, onra.
Dito de Fioravanti, idem.
Dito de Tolii, Idem.
Dito Peruviano, idem.
Dito tranquillo, Vibra.
Uanha de porco, idem.
liarbanic fino, idem.
Bejnim de Lisboa, idem.
Bella Joa, idem.
'enzina, onca.
bicarbonato" de soda, libra.
Borradlas sortidas ru pipos, idem.
Botes de rosas rubras, idem.
Hronit'.reto de potassa, enea.
Cabera de papoulas, libra.
Cainca, idem.
Caixa para pilulas, grasa.
Cal virgem, libra.
Calomelano inglez, onca.
Clices de vidro graduados, n. 2.
Camphora, libra.
Cantridas em p, idem.
Clpaula de copahiba, caixa.
Carbonato de magnesia, libra.
Dito de potassa, idem.
Dito de soda idem.
Caroba, idem.
Centava menor, idem.
Cora amuralla, idem.
Dita branca em gruramo, idem.
Cevada, idem.
Cevadinha, idem.
Chicoria, idem.
Clorato de potassa idem.
Cloroformio, idem.
Colla deFlanires, idem.
Confeitos lactato de ferro, duzia de videos.
Crmor trtaro M p, libra.
Cubebas em p, idem.
Digitalis, idem.
Dulcamara, idem.
Emplastro de cicuiaJdem.
Dito de aquillu gommado, idem.
Dito commum, idem.
lspallas de ac sortidas, urna.
ssenria de aniz, onra.
Dita de canella, idem.
Dita de cidra, idem.
Dita de flor de laranja, idem.
Dita de hortela pimenta, idem.
Dita do rosas, idem.
' ita de salsaparrilha deSands, vidro.
Dita de terrebenlina, garrafa.
Dita de vergamota, onca.
Ergotina, idem.
Ethcr clorydrico, idem.
Uito sulfrico, libra.
Dito ntrico, onc.a.
Extrato de acorneo, idem.
Dito de alcasss, idem.
Dito de belladona, idem.
Dito de camomilla. idem.
Dito de cicuta, idem.
Dito de favas de calabar, idem.
Dito de fumaria, idem. >
Dito de genciana, idem.
Dito de jurubeba, idem.
Dito de noz-vmica.
Dito de opio gommoso, idem.
Dito de salsaparrilha, idem.
Dito de iridaceo, idem.
Dito de valeriana, idem.
l-'ezes de ouro, libra.
i-'lr de rnica, idem.
Dita de borragens, idem.
Dita de enxofre, idem.
Dita de malvas, idem.
Dita de sabugueiro, idem.
Dita de tilia, idem.
Pifado de enxofre, idem.
Fumaria, idem.
Pais de vidro n. 2, um.
Genciana, libra.
Glycerina branca, idem.
Gomiiia de batata, idem.
Dita de dita purgativa, idem.
Dita arbica escolhida, idem.
Dita dita em p, idem.
(Iraes de porcelana n. i, um.
f.ito de vidro n. 1, um.
Herva terrestre, libra.
fiydrorblorato de marlirn, onra.
Hysopo, libra.
Incens puro, idem.
xode puro, onca.
odureto potassio, libra.
[pecacuanha preta, idem
jalapa em p, idem.
Aermes mineral, onca.
fate de abarraque, garrafa,
.inhala em p, libra.
Dita inteira, idem.
Macolla gallega, idem. .
Magnezia calcinada, idem.
Dita de Henry, vidro.
Mann commum, libra.
Dito de lagrimas, idem.
Manteiga de cacao, onca.
Massa custica, libra.
Mel de abelha9, garrafa.
Mercurio doce, libra.
Mezcrio, idem.
Mostarda, idem.
Hnsgti islndico, idem
Nitrato de prata em lipis fciuaco. nuc.
Nitro puro, libi
Noz mascada, urttfi.
Oleo branoodoChevrer, vid/os do,'1.
Di to de alfazema, onra.
Dito de amendoa ingtei, libra.
Dito de batiput. idem.
Dito da cravo, onca. -
Dito de ligados de bacallao, garrafa.
Dito de dito de baealho ferruginoso,idem de 8/.
Dito de linhaca, libra.
Dito de ricino, idem.
Dito vermfugo, frascos.
l'arielara, libra.
Papel de embrullio azul, resma.
Dito de dito branro, idm.
Pasta de juinba, libra.
Pastilhaa daTBelloc, caixa.
Ditas de Kemp. vidro.
Ditas de NalT, caixa.
Pedra ume, libra.
Peneira do cabello, una
Dita de seda, urna.
Perchlorureto do ferro, onca..
Ps de borgonha, libra
Pnosphato de ferro de Leras, vidro.
Diluas de Ailisson's (verdadeiras), caixa.
Ditas de Vallil, vidro de 50 plalas.
Polgala senega, libra.
Polpa de tamarindos, idem.
Pomada mercurial, idem.
Pontas de vinlo calcinadas. dem.
Pos de Rogg, vidro.
Potassa caustica, onca.
Potes de i a 8 onras, duzia.
Precipitado rubro "de mercurio, libra.
Protoiudurelc do mercurio, onca.
Purgante de Le Roy fn.ncez. garrafa do 6/".
Quacia, libra.
Quina em-casca, idem.
Dita em p. idem.
Raiz de alrasss, idem.
Dita de altlieia, Idem.
Dita de espargo, idem.
llezina de angieo, idetn.
Dita de batata, onca.
Dila de guaiaco, dem.
Ruibarbo em p, libra.
Sabao brai.co amygdalino, idem.
Dito para opodeldok, ideml
Sabonetes do aleatro < Antonio Neves da Costa),
duzia.
Sal amargo, libra.
Salsa bortence, idem.
Salsaparrilha, arroba.
Saccbarureto de oleo de baealho. caixa.
Sassafras, libra.
Scilla, idem.
Senne, idem.
Sementes de angelim, onra.
Serpentaria, libra.
Spermacete em rama, idem.
Solueao de proliioduroo de ferro, onca.
Stramonio, libra.
Subnitrato de bismuth, idem.
Sueco de grozelles francs, garrafa.
Sulato de fetto, libra.
Dito de soda, idem.
Dito neutro d'atropina. onra.
Suspensorios escrotaes, duzia.
Tansagem, libra.
Vidros rom ralbas de i 4, duzia.
Ditos para opodeldok, dem.
Vomitorio de Le Roy f ranee/, vidro.
Vmho do jurubeba, garrafa.
Dito de Cervisart, dem.
Xarope de Bourgois, vidro.
Dito ile espargo, idem.
Dito de Quy, idem.
Dito de hyodureto de Gibert, idem.
Dito de jurubeba, idem.
Dito de Labellony, idem.
Dito de Lamoureaux, idem.
Dito de Naife. dem.
Dito de peitoral inglez, dem.
Dito de quina ferruginosa de Grimaut, idem.
As pessoas que quizerem fazer dito fornecimen-
to, devem apresentar suas propostas em cartas fe-
chadas, at o dia 23 do presente mes; e dar fia
dores, que se responsabdisem pelo fiel cumpri
ment do contrato.
Secretaria da Santa Casa de Misoricordia do Re
cife, 11 de junlio de 1869
O escrivo,
Pedro Rodrigues de Souza.
postas em cartas fechadas, as quaes devero ter a
ordem estabelccida no presente annuucio.
retara da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 4 de juuho de 1869.
0 escrivo,
Pedro Rodrigues de sflwsa.
(MiiEIOGERAL
Pela adminhuracao. Aw correio desta cidade se
faz publico, para lns convenientes, qa em vir-
tude da convenci postal, celebrada pene gover-
nos brasileiro e francs, sero expedidas malas
para Europa no dia 15 do crreme pelo vapor
Oneida.
Asearlas serao recebidas at 2horas antes da
que foc marcada para a sabida do vapor ; e os
jomaos at 3 horas antes. '
Administrarlo do correio de Pernambuco 10 de
junhdel869.
O administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
Conselho de compras
navaes.
Nao reunindo-se hontem o conselho para os
contralps annunoindos, relativamente ao forneci-,
ment do ambulancias aos navios da armada, la-
vagem de roupa da enfermara de marinha, sent-
eos de barbero mesma enfermara, e forneci-
mento Igualmente de cangica ou mlho pilado,
carne verde, milito sem ser pilado, e de fardamen-
to aos ditos navios o cstabelecimentos de-marinha ;
faro publico, de orden) do lllm. Sr. presidente, que
laso tem lugar amanhaa, 12 do corrente mez.
Sala das sessoes do conselho de compras navaes
11 dejunho de 1869.
O secretario
Alexandre Rodrigues dos Arijos
De ordem do lllm. Sr. inspectowda
thesouratia da fazenda desta provincia, se
previne aos Srs. tenentes Joo Eduardo
Pereira Borges, Jos Alves de Siqueira
Barbosa e o alferes Jos Irin-o da Silva
Santos, que segundo resolucSo tomada em
sesso da junta ficam obrigados do dia 24
de maio ultimo posterior a aquelle em que
se lindou o prazo qa Ihes havia sido mar-
cado para recolherem a esta tliesouraria o
Io, a quantia de I:058I60 rs., o 2o, a de
2OO0OUO, e o 3o, a de 10 0000 por que se
acham responsaveis par* com o fazenda ;
assim como que se Ihes far effectiva a im-
posiro da multa do art. 3(5, da lei n. G27
de 7de setembro de 18o!, se atolim
de jttlho prximo vindouro nao houverem
electuado dito recolhimento.
Secretaria da thesauraria da fazenda de
Pernambuco H dejunho de 1809,
Servindo de ofcial-maior.
Manoel Jos Pinto.
CORREIO GERAL
Relajao das carias registradas vindas do norte pelo
vapor Cruzeiro do Sul, para os senhores abaixo
declarados:
Antonio de Souza e S, Carlos Alberto Quadros,
Dr. Filippe Nery Collaro (2), Dr. Francisco Pri-
meiro de Araujo Cit (2), Joaqnim Geraldo Bas-
tos, Joao de Castro Gabino, Joo Joaquim Ferreira
da Costa, Dr. Joao Thom da Silva, Jos Morera
de Souza, Jos de Vasconcellos, Keller & C, Fr.
Nicolao do Bomflm, Pedro Baptista de Santa Rosa,
Theofllo Pedro do Rosario.
Adminlstrarao do correio de Pernambuco 11 de:
junho de 1869*.
O administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
OS ZUAVOS
Fiada a (pial ndame l>opp cantar
linda caiisoi.cla
Brindisi
extrahida da opera cmica
LIS 111
Em seguida, o Srt Floriancs fesenvpe-
nbar a jocosa scena cmica d'enomida:
Joaquim sachrisio assistindo a repre-
senlarao do drama sacro
OS MIGUES BE SANIO AM\'0.
Por madama Poppe, a bella canco an-
daluza.
LA ESPAOLA.
A pedido, a Sra: v. Jesukia e o S. De-
Giovanni, canta rao o'garacioso duotd
0 meirinho e a pobre.
Terminando. o espectculo com a bel-
lissima cansoneta
LE GAF CQHCERT.
executada por madame Poppe.
Os bilh tus acham-se desde j na csta-
go dos trilitos urbanos, no Bccife e no
theatro.
N. B.As pessoas que quizerem assis-
tir a este divertimento, tero passagem gra-
tis em qnalqucr Uem e a qualquer hora,
antes do espectculo ; assim como, depois
do mesmo dar-se-ha coridit&co gratuita em
trem especial, o qual tocar em todos osf
pontos do estylo.
DOMINGO 13 DO COBBENTE
Nao haver espectculo neste theatro.
OALCACAR
Ra nova de Santa
Ritan. 1.
GRANDES BAILES
De mascaras c sem mascaras, sabbado 12, e
domingo 13, vespera edia de Santo Antonio. En-
Inda para cavalheiros 2000. Previne-so a to-
das as pessoas que tvcrein bilhetes'passados, que
serao pagos entrada. Serao mantidas as disposi-
c5es poliches em toda a sna pleni'.ude.
0 administrador,
Luiz Alves Corroa Lopos.
Paro- Lisboa
Segu com toda -a-breviade a Imn-n Dortu^uean
Constante III. pal jater parle da carga prumpta ;
para o quo Ihe falla e passageiros, tratarse oom os
consignatarios Oliveisa, Filhos & C., laigo>do Cor-
no Santo n. 19, ou com o capitao na praca do
commercio.
Para o Rio-Grande do
Sul.
Deve seguir dfmtro em poucoa das a
barca nacional Tke-rcza J\ e anda recebe
alguma carga f re te: a tratar na ra do
Vigario n. 1, esariptorio de Bailar, li-
veira A C.___________________________
IlhadeS. Miguel
Para o porto acinia, segu com muita brevidadt-
o patacho portiig.iez Jtrgense por j ter proropta
quasi toda a carga : para o resto que Ihe falta e
passageiros, para os quaes tem bellos commodos,
trata-se com o consignatario Joo do Reg Lima,
ra de Apollo n. 4.
"PARA LISBOA
'-Seguir com a maior brevidade possWet o br-
gue portuguez Constante t, por j ter grande par-
te da carga prompta; para o restante e passagei-
ros, trata-se com os consignatarios Olivoira, Filhos
& C., largo do Corpo Santo n. 19, ou com o capi-
tao na praca do ominercio.
LEILOES.
Santa Casa da Misericordia
do Recife.
A Illma. junta administrativa da Santa Casa
de Misericordia do Recifr, na sala de suas sessoes,
pelas 4 horas da tarde do dia 17 do corrente, re-,
cebe propalas para o fornecimento de pao ebola-
cha, que houverem de ser consumidos em todos os
estabelecimentos pos seu cargo, tanto desta ci-
dade como da de Olindi, nos mezes de julho a
setembro vindouros.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 4 de junho de 18G9.
O escrivo,
Ptdro Rodrigues de Souza.
THEATRO
DE
S. ISABEL.
Santa Casa de Misericordia
do llecife
A Illma. junta administrativa da Santa Casa
de Misericordia do Recife, na sala de suas sessoes,
pelas 3 horas da tarde do dia 17 do corrente, re-
cebe propostas para o fornecimento de gneros
que houverem de ser cor sumidos ein todos os esta-
belecimentos pos seu cargo, tanto nesta cidade
como na de Olinda, nos mezes de julho a setembro
vindouros.
A saber :
Assucar refinado, klogramma.
Dito de 2* sorte, idem.
Dito de torro, dem.
Aletria, idem.
Arroz do Maranhao, idem.
Azeite-dce, litro.
Agurdente, idem.
Azeite de carrapato, dem.
Baealho, kilogramma.
Batatas, idem.
Caf em grao, idem.
Chpreto. idem.
Cha nysson, idem.
Ceblas, cento.
Carne verde, kilogramma.
Carne secca, idem.
Farinha de mandioca, litro.
Fumo do Rio, kilogramma.
Feijao molatinho, litro.
Farello, sacco.
Manteiga franceza, kilogramma.
Peixe fresco, idem.
Sabo, idem.
Sal, litro.
Velas de carnauba, idem.
Ditas stearinas, kilogramma.
Vinagre, litro.
Vinho tinto de Lisboa, idem.
Ditobranco, idem.
Toucinho, kilogrammo.
AVISOS MARTIMOS.
Conipanhia americana c
ra de paquetes a vapor.
At o da 13 do'corrente mez esperado de
New-York por S. Thomaz e Para o vapor ameri-
cano South America, o qual depois da demora do
costume seguir para os portos do sul ; para fra-
tes c passagens trata-se com os & gentes Henry
Forster & C ra do Trapiche n. 8.
EMPREZA DRAMTICA
na
Sabbado 1* de Junho de 1S.
Brilhante espectculo em festejo ao dia H de
junho, anniversario do glorioso
COMBATE NAVAL DE RIACHUELO
e dedicado e consagrado em honra ao bravo mi-
litar o lllm. Sr. tenentc-coronel Frias Villar.
XJA orebestra tocar como introducrao do expec-
arnlo a nova polka, composico do Sr. A. Soler
e offerecida aos bravos da armada brasilera, inti-
tulada
Em Brimeiro lugar ser representado pelo Sr.
J. Augusto (peesia do Sr. Dr. Quirino dos Santos)
o sempre applaudido
El vn\o de une ni i:s.o
Seguir-se-ha a representacao do excellentc
drama em 5 actos
1 UN Bl) POYO
ou
6 YFWIIOR DE LHIOMDA
Terminando o espectculo a representacao (pelo
Sr. Joaquim Augusto) da scena patritica poesa
do Sr. Dr. Cordeiro.
A PASSAGEM |DE HUMAYTA,
Comecar as 8 horas.
THEATRO
Gymnasio Campestre
6.a recita da asslgnatnra
Sabbado 12 dejunho de 1869.
Terceiro especulo, em que tomara par-
te os distinctos e muito applaudidos artis-
tas francezes.
Mr. Poppe e madame Poppe.
Depois de urna esedrda overtua, ma-
dama Poppe executar a interessante can-
soneta '
TUKliU TU TU,
Seguindo-se, pela companhia dramtica,
a tercera representacao da bastante ap-
plaudida comedia em 1 acto, ornada de
GRANDE LEILAO
e
Extraordinario
DR
plautas. flores raras, bclllssimas
fruetas etc. etc.
SABBADO 12 DO COMIENTE AS 11 HORAS
DA MANHA.
Mr. E. Peduee, horticultor e florista em Paiis,
com rstabeleciniento em Argel (Afrira), tendo de
retirar-se no primeiro vapor para a Europa, far
leilao jwr intervenrao do agente Pestaa, da gran-
de e escolhida randada de plantas raras, fruetas
magnilicas o flores liellissimas, que por serem em
grande numero se dexou de especificar no pr-
senle annuncio, mas o? amadores podero ver em
catlogos que se distrbuirao gratis, adiando tudo
em perfeito estado^ e propro para o clima deste
paiz. Quem ijyer gosto em possuir urna bella
liorta c m lindo jardim, |or certo nao dcixaa de
CAincorrrr ao leilao, aproveitando tamben o oasejo,
que difflcilmente se reproduzir. 0 Idluo lera
lugar no dia cima, sabbado 12 *do corante as 10
horas da raanhaa, no caf Commwial largo do
Corpo Santo n. 9.
LEILAO
A 15 do correcta mez.
O agente liveira, competentemente autorisade-
far leilao do caixo da easa at respaldo, com re
partimentos de rooradia e telheiro, na ra dos
Guararapes n. 3 a 44 .tctu.ilje n. 22 amigo, em
terreno de marinha n. 90,ctin setentae seis pal-
mos de frente e tnezenlos e eincoenta de fundo at
a na do ium, sendo qnc o oito em toda esta
extensoTrma uma rua larga de transito da dos
Guaranes para a do Brum, dando a casa futnra>
da esquina tresaVeates cmodo dezenho queso
palentear.
Terr>fra, 15 do corrente
ao meio dia em ponto em seu e*ci iptorio a ruada
Cadeia n.4 primeiro andar por cima do artoazem
do Sr. Barroca, on-te eapretendentes terao os pos-
sives sclareriinentos, e a quem para nao fazer
demasiado extenso esto annuucio. so pede, que ha-
jam de examinar previamente dita propnedade,
que se vende sem reserva. ^^___
LEILAO
Do patactio Inglez liza e Ja-
ne. condemuado por inna-
vegavel, ede sen lastro de car-
vo de pedra em C'abedc!lo.
Parahyba.
Qnarla-feira ti do crrento com auto-
risaco do lllm. Sr. Dr.juiz do commercio
e na presenca do abaixo assignado o dos
officiaes da alfandega, liaver leilao do cas-
co^ do patacho inglez Eliza e Jane, naufra-
garao nosbaixos de Lucena, nesta provincia,
no da ;t0 do mez prximo passado e pre
sentemente encalhado na praia do porto do
Cabedello, o navio ser vendido com todo
a sua mastreaco, vergas, vellas, cabos,
correntes. anehoras ele, que liver a bordo,
como tambem uma lancha- vendendo-se em
separado smente o lastro de carvo de pe-
dra, constante de 42 toneladas. Ter lu-
gar o leilao na povoarao do Cabedello as
H horas da manhaa, do dia 16, e ser fet-
to por conta de quem pertenec', pagando o
arrematante os direitos liscaes e tres por
cento de corretagem.
Vice-consulado Britnico. Parahyba &
dejunho de 1869.
Roberto J. Slialdero
B. V. cnsul,
COIPIIHU
DAS
Messagerics imperiales.
At o dia 14 do corrente mez espera-se da Eu-
ropa o > apor francez Extramadure, o qual depois
da demora do costme seguir para Baaia e Rio
de Janeiro. t
Para condceoes^ frates c passagens trata-se na
agencia rua do Commercio n 9._________
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Savegac&o eosteira por vapor
Macei, escalas, Penedo e Aricaj.
0 yapar Potengi, commandante
Pereira, seguir para os portos cima
_ no dia 18 do corrente as o horas da
tarde. Hecebe carga at o dia 14, encommendas,
passageiros e dinbeiro a frete at as 2 horas
da tarde do dia da saluda uo escriptorio do For-
te do Mattos n. 12.
LEILAO
DE JflADEIRAS
O agente Pontual vender em leilao diversas
madeiras proprias para construcao de predios e
marcineiria como sejam : taboas de amarello
com 32 palmos de comprimento e p'dlegada e
meia de grossnra, dita dita e de louro com uma
pollegada de grossura, esteios '.para estacada de
25 a 30 palmos, linhas de 23 a 50 palmos. No-
tando-se que as madeiras sao escolhidas por se-
r 'in de qualidade superior. O leilao ser feito em
lotea vonladedos licitantes.
Segundafeira ti do corrente.
No largo do trapiche do algodao as 11 horas,
onde podero os pretendemos examinar as nia-
deiras.________________________________
LEILAO
DE
Predios
O agente Pontual competentemente aulorisado
vender, em leilao, uma easa terrea em chaos pro-
prios, sita a estrada do encanamento da compa-
nhia de-Beberibe, (sendo a entrada no lado do si-
tio do Sr. Dr. Leal m Parnameirim) n. 16. com
sala, 3 quartos, cozinha fra, um terraco na fren-
te, e sendo toda de paredes dobradas, com 63 pal-
mos de frente e 200 de fundo. Na mesma occa-
sio vender-se-ha tres casas terreas ns. 20, 22 e
2i solo foreiro, sitas a rua de S. Joao, remiendo
cada uma mensalmente 25OOO.
Terca-fetra 15 do corrente.
No primeiro andar do sobrado n. 62, rua da
Cruz, as 11 horas.
AVISOS. DIVERSOS,
PROGRAMMxx
DA
Festa de Santo Antonio na ma-
triz do forpo Manto.
Os devotos do Glorioso Padre Santo An-
tonio, que se venera na igreja matriz de S.
Fr. Pedro Goncalves do Recite, solemni-
sam amanhaa com grande magnificencia o
seu excelso padroeiro,
A's 10 horas, entrar a festa, sendo
cantada a missaNatalcomposicSo do
insigne maestro Colas Filho, e por elle
execulada.
0 Io flauta pbrnambucano, o Sr. Candi-
do Filho, tocar harmoniosas pliantasias.
Sero oradores, da festa, o pregador da
capella imperial Fr. Joaquim do Espirito
Santo, e ao Te-Deum, o Rvm. Sr. Jos Es
teves Vianna,
A msica do Io batalho de fuztleiros to-
car antes e d-pois dos actos as melhores
pecas de seu r pertorio.
Varias girndolas de foguetes annuncia-
ro o comeco e m da festa e Te-Deum.
___
Para os portos cima segu com brevidade a
barca portugueza Clementina, tem parte do seu
carregamento engajado, e para o resto que Ihe
falla, trata-se com os consignatarios Antonio Luiz
de Oliveira Azevedo & C, rua da Cruz n. 57.
IKIIAO
Do terreno com sobrado de um andar n. 17, em
trras proprias, silo a rua do Lima outr'ora
chamado sitio do Arac e hoje denominado
Casa de Saude do Sr. Dr. Ramos, em Santo
Amaro, transferido por causa da chuva do dia
10 para
15 do corrente.
O agente Oliveira competentemente autorisado
far leilao do cxcellente predio supramenconado.
Terca-feira 15
ao meio da em ponto, no seu escriptorio a rua
da Cadeia n. 4, primeiro andar, onde os preten-
dentes podem examinar com antecipacao a res-
pectiva escriptura.
COMPANIUA PERNAMBUCANA
DS
TVavegaco eosteira por Vapor.
Goyanna
O vapor Parahyba, com-
mandante Mello, seguir para
o porto cima no dia 16 do cor-
rente as 9horas da noite. Decebe
carga, encommenda?, passageiros
ed7nheiro a frete no escriptorio do Forte do Mat-
tos n. 12._______________________
COMPANIUA PERNAMBUCANA.
DE
I
i m: h smim
OU
ARTE DIVIMTORIA
DE
Madame Linck.
Collecco de novissimas sortes para as
noites de S. Joao e S. Pedro, i volume n-
tidamente impresso, liJOOO, a venda no
bazar acadmico rua da Imperatriz n. 13,
e na mesma rua no Caf Imperatriz. E'
um dos melhores livros de sortes escolla-
dos para divertimentos da presente epocha;
contendo, alem das interessantes sortes,
diversos inigmas em linguas estrangeiras.
- Precisa-se alugar um sitio perto da pra^a
ou entSo sendo Capunga, Soledade, Manguinho,
estradas de Joo Fernandes Vieira e Joo de Bar-
ros quem tiver dirja-se rua de Santo Amaro,
cocheira do Sr. Thomaz.______.___________
Precisa-se de urna ama de meia idade pira
casa de fkmila de duas pessoas : na rua Velha
numero 36, _______________
Os concorrentes podero apresentar suas pro-1 masica e dansa, intituiaaa:
UVavegaeSo eosteira por Tapor.
Parahyba, Natal, Maco, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarac e Granja.
*ny O vapor Pirapama, commandante
JIXL Torres, seguir para os portos cima .
_______ no dia 15 do corrente as 5 horas familia que m dou de residencia, dos movis
da tarde. Recebe carga at o dia 1, encom- mais obiectos cima mencionados existentes no _
mendas, passageiros e dinhero arfrete at as andar do sobrado d'wa da Imperatriz n. 3i,on-
i horas da tarde do dia da sahida no escriptorio de se effectuara o iemo.
do Forte do Mattos n. 12. Principiara as 10 horas.
De um piano de Jacaranda, 1 mobilia eom 1
sof, 1 mesa e 2 consolos com pedra, 4 cadeiras
de bracos e 12 de guarnicao de Jacaranda, 1 can-
delabro, 4 casticaes e maneas, 1 relogio, 1 rico
quadro, desean* o de ps (dourados), porta mus-
cas, raesinhas, 1 dita de charo, 1 mesa de es-
criptorio, 1 jogo de gamao, 1 cama franceza, 1
guarda roupa, 1 eomraoda, 2 mesas de Jacaran-
da, 1 lote de esteira para forro de sala, 2 cadeiras
de balanco, 1 mesa elstica, 1 apparador, 1 ap-
parelho de porcelana branca para jantar, louca
para cha, copos, clices, garrafas, talberes, 1
quartmheira, 1 cabde, 1 sof, 12 cadeiras, mesas
e outros objectes de casa de familia.
Quarta-feira 16 do corrente,
No andar do sobrado da rua da Impe-
ratriz n. 54.
0 agente Pinto far leilao por conta de urna
* e
Criado.
Precisa-se de un criado propro para servir em
um sitio : informa-se na rua estrella do Rosario
n. 28.__________________________________
Faz-se todo negocio com um terreno situado
no lugar Guapeba, perto da Gloria do Got, ou
cidade da Victoria : quem pretender pode dirigir-
se casa n. 54 da rua nova de Santa Rita._____
Ama de teite.
Precisa-se de uma ama de lcite
ta n. 84.
na rua Dire-
Alug-a-se
a padaria sita no largo da Santa Cruz n. 1, e tam-
bem aluga-se para outro qnalquer negocio : quem
a pretender dirija-se rua do Sebo n. 8.
CLUB" PERNAMBUCANO.
Apartida do corrente mez, ter lugar na
noite do dia 19.
Precisa-se de um caixeiro para drogara, que
d pravas de sua conducto e habilitacao para o
commercio : a tratar na rua do Imperador n. 22.
RIJA
CABUG
esquina
da roa larga do
Rosario.
AO AWMj DE OURO
RUA
EO
CABUG
Este importante estabelecimento no seu genero, tem sempre um sortimento sem igual, esquina
e vende por presos que nenhuma outra casa pode vender. da rua larga do I
vista da qualidade e do pre Garante-se ser tudo de lei. Compra-se ouro, prata e pedras finas por prepos muito ele- Rosario.
vados. s
A loja est aberta at s 9 horas da noute.
***-_____


* -
I
4
Diario de Peniambuco Sabbado 12 de Junho de 1869.
-------:-------
COMPANHIA
DOS
TRILHOS URBAHOS
DO
REC1FE A' OLIMDA.
por ordem da directora sao convidados
os Srs. accionistas effectuarem no prazo
del5 dias (a contar do Io de junho de
1869) a segunda prestado de suas aceces
na raz5o de 40 0/0. Para esse fiui ser
encontrado o Uiesoureiro, desde as 11 ho-
ras da manhaa as 2 da tarde de toios os
dias uteis, no escriplorio da companhia
ra doGomiuercio n. 3, 2 andar.
O art. 8 dos estatutos dispe qnc o ac-
cionista (pie nao realisar a importancia das
prestacoes nos prazos determinados perde-
r em favor di companhia a prestarao an-
teriormente paga.
Recife, 31 de maio de 1800.
Theo. Just.
Io secretario
BOM \EliOCIO
O conmendador Tasso,
deseja lugar por mdico
preco a:; baixas e alaga-
dos do sou sitio do Co-
cunda, ;5s quaes v5o des-
le aponte da estrada no-
vi de B.beribe at quasi
a eslidd \eiiia ao logar de Agua Fria,
comprehendendo urna grande ilha, qual
assim como as referidas aaixas se prestan)
muito a plantaco de car. im, arroz e qual-
quer outras plantas que percisam de trra
fresca todo, o anno.
O referido commendador nao duvida fa-
zer arrendamento desses terrenos e alaga-
dos por 6 ou mesmo 9 annos, e dar um
anno de fogo morto a quem der flanea
idnea o se obligue a rotear os mesmos.
Bollos e bouquets para
Santo Antonio
Na ra estreita do Rosario sobrado de
um andar n. 33, faz-s bollode eneommen-
da para Santo Antonio e S. Joao, sendo as
encommendas feilas 3 dias antes; bollos
enfeitados proprios para presentes, e tem
para vender bouqutets para enfeitar bollos,
por todo preco e a qualquer ora que se
procure; prepara-se bandejas de bollos
para baiie e casamento, ludo por barato
preco._________________________
Cosinheiro
Precisa-se de um cozinheu-o que seja perito,
profere-se escravo, paga-so" bem agradando : a
tratar enm Jorge Tasso, roa ~>Amonm n 37.
Ali'gase a loja do sobrado n. 32, sita na pra-
ca da Boa-Vista, tendo commodos para qualquer
stabeleciniento : a tratar aia ra do Alecrn
n. 30.
NA LIVRARIAFRANCEZA
PARA AS FESTAS DE SANTO \NT0NI0, S. JOO E j
S. 1'EDnO
A CIGANA
Collec o ele sortes para liomctis c se-1
nhoras cotcndo mais a phrenologia fias
damas, varios jogos para seeiedade, chara-,
Precisa-sede umhoiii.Mii para ffitor lo'!! (iiS enigmas etc. etc. ele, accrescentada,;
EIYIPRESTIMO SOBRE
i PEIBMS!
geni : a tratar n:i ra do Ouro n. 32, t* a eom
porto de ferro.__________________________
Dase um cont do ris a premio sobre liy-
potheca em casas : na rua Direita n. paturia
se dir quenada.____________________
"Cozinhiro.
Precisa-se de um bom eozinheiro : na rua lar-
ga do Rosario n. to._____________________
Xarope de Fedegoso. lo Piulo.
E' de urna eflicacia verdadeiramenle nia-
ravi luisa como calmante do Materna nervo-
so e applicado contra a paralisia, asthma,
tosse convulsa ou coqueluche, tosse recen-
tes ou antigs suffocacoes, catarrhos bron
chicos etc. e a final contra lodos os souri-
mentos das vas respiratorias, e na phtisi-
mais cora o canto das mocas. I
mvolumo nRidamenle impresso \-w
Encontra-se tanitiem nesta livrUfia, um
completo sortimento de livros e carti_es.de
de soi tos para o mesmo divertimento das i
familias. ______.
DE LEITE
Precisase de nina ama de leite, prelere-sc a
mulhcr Hvre e sem lilho : na rua das Cruzcs D.;
:;:;. -> andar.__________i______
rrriT
r.
H
(SEM LIMITE.)
Na travessa da rua
das Crnzes n, 2, pri-
meiro andar, da-se qual-
1 qner qnantia sobre ooro,
prata c pedras preciosas.
O dono deste estabeleciinento,
competentemente autorisado pelo
5 governo, est as condices de ga-
B rantir a transaeco que se fr/.er em
sua casa, promettendo todo c zelo
I& e eonsideraco as pessoas que se
i r~j dignarem de bonra-lo em seu esta-
_ belecimento.
Na mesma casa compra-se ouro,
mentos das v KSarJ^Effl i^BU existen, folhetos impressos giiiiiii|i
ras s;n^hecrnleslavel!-.te,,,,o pro^ d0
UM DESCOBU1.M.-NTO ESPANTOS01
centro liberal,
los filaos ge venden) commodamente._____
Ilhu. Sr. Joaquim d'Mineirfa tinto.
Braga, 25 de Janeiro de
Qriado
Precisa-se de oro criado fiel c diligente, Hvre oa
aqui cheguei com algnma nclito- esenwo, nata un easa de familia : a tratar na_ __^-_-^-^^^ _a ru_ d|) Po_o
rajdepois deter lomado tres garrafas
do seu preparadoXarope de Fedegoso
isto pelo mar, porque logo que elte-
guei em Lisboa, principii com mais f;
31.
roa Bella n. 37, sobrado de dous andares.
.Na rua de S. Franciso n. 42, preparam-se
bandeja? com bolos para calamentos e bailes,
asnal eon para os festejos de Sanio Antonio o S. | -^ eom 0 Sr; M!moc, (lli8l0
Em casa de T1IEOORO CHRISTl-
ANSEN, rua da Cruz n. 18, encontram-se
efectivamente todas as qualidades de vinho
flordeaux, Bourgognc c do Rheno.
.' Juao, com pisto e perfeicao.
O abata) assignauo participa ao respeilavcl
publico e eom enneciaRdaae ao eorpo commercial.
que tendo de rcrarso gara a Europa a negocio
e temporariamente dcix na eerencia do seu e-la-
Ivlecimento sito a rua da Cadeia n. 3t, o seu cu-
nhado o Sr. Cirios Frese e Sr. Leonardo Amo-
nio do Espirita Santo Porto, competentemente au
torteados e habilitados par.'', este fim. toga^se
portnnto aos seos amigos e fregnexes ano conli- '
Biiem a dispensar a me-nia condanc.i, eom qnc
seuipre se dignaran) bonra-lo, corto de que suas i
ordena serio exeeutadas com ?.lo e aciividado
FWmc/mo //. Caris.
iisranw acadmica,
Na rua ireita n. -', loja de lunileiro, ou no
povo.id> dos Montes, precisa o alfalxo assignadn
_ ile Souza a
negocio de s<3U interesse ; isto no praso de tres
dias. Recife 18demaio de 1869.
l'odro Duarle Rodrigues Franca.
Precisa-st de una ama forra ou captiva pa-
ra cosinhar e engommar: na rua de S. Francisco
n.:i.
NOYIDADE
< a tomar o dito xarope, por conliecer pe
- mar que elle fazia grande beneficio, pois
vista da grande quanlidade de sangne
que eu hotava pela bocea, vi que me hia
desappan-cendo com rapidez, depois qoe
coritinuei a tomar o dito jarope, e tan
milagroso l'oi para minha molestia que
a hojeine acho de todo restabelecido, e at
mesmo bastante nutrido, e por isso pode
Vine, fazer sciente ao publico o miwgfe
a que osen preparado ohrou na minha on-
enaidade. Sem tempo para mais, sou '
De Vm.
Amigo atiento venerador e nujit-o obrigado Pub|cvso duas veZ(,fi por mez e a8!^na.(e nas
Hanoet Jos Gonsalcet t erara.* vrarias acadmica e econmica, e nesta tjgogra-1 quina da roa do Imperador.
Iara bailes- e |arli It seorlesde lariiianacomflorprateadn.
Hilos ditos, eom listas asselinadaS de
lo la- as cores.
Sitos bordados a seda lazenda iiiteira-
mentc e o melhor que se possa de/.ejar. s
na loja do Paco rua do Crespo n. 7 es-
Ilhn. Sr. Joaqmm d'.Minada Pinto.
Ha muilo que ouvia proclamar as e*cal-
lentes propriedades ao Zampe de Fede-
goso contra a tosse e asthma, soflrendo
en de urna tosse pertinaz, c tendo usado
de toda a sorte de medicamentos, valime
pois do Xarope de Fedegoso e tima gar
rafa smenle foi bastante para reslabe-
lecer-me, e me vejo to robusto como
Tantee; succombina de certo an5o ter
usado do Xarope de Fedegoso.
A' vista disto nao tenho expresses
com que exprima a V. S. a gratide de
que Ihe devedor o de V. 8. attento
venerador e criado
Joo da Costa Reg.
pbia, a razio de
ro numero.
14 mensaes. entrega do prinwM-
Miguel Augusto de Oliveira vai ao
Janeiro, o por este nieto, nao o podendofaier pea
LUVAS DE PELUCA
Recebe-se por todos os paquetes luvas
'.'.'l,!1'' de pellica do afamado Jouvi, brancas e de
ur iai Men/, iii'i i |juu6ouu it/.er pe*-- [ k -
e asthma soflrendo I *>almente, "por meorainodo desande, dispcdi1;- seas amigos, e olferece-lbes seu fraeo prestan.
Um. Sr. Joaquim d'Mmeida Pinto.
Tenho a ventura de communicar a V. S.
que gracas ao maravilhoso Xarope de
Fedegoso, cstou com o meu escravo Jor-
ge completamente restabelecido da mo-
leslia dos pulmes que ha tanto tempo o
persegua.
Acceite V. S. esta minha declarado
como prova do meu reconhecimento pelo
bem que V. S. acaba de fazer-me c cu-
ja recordaco liear internada no cora
c3o do
De V. S.
Attento venerador e criado
tii ni) Joaquim Gomes.
o lllm, Sr. Joaquim d'Almeida Pinto.
Cumprindo um dever de gratido, partir
c'po a V. S. que pormeio do seu aben-
coade Xarope de Fedegoso, est perfeila-
nente restabelecido dos seus longos sof-
frimentos o meu escravo.
i Como sabe, este meu escravo tinha
chegado ao estado mais afllictivo da mo-
lestia de pulmei ; nao obstante um nao
interrompido uso de remedios, e urna
demorada viagem ao nosso sertSo.
Pois bem; a enfermidade, que se ha-
via tornado rebelde a todos os meios
empregados para combate-la, cedeu de
urna maneira quasi milagrosa, a quatro
garrafas, apenas, do seu fedegoso.
Hoje, gracas a Deus, tenho o meu es-
cravo restabelecido ; e nao l'acil mos-
trar todo o reconhecimento que sinto pelo
bem que V. S. me acaba de fa er.
Sou de V. S.
Criada agradecida
+Maria Sorberla Scheffer.
i ico deposito, rua larga do Rosario n.
'i, junto ao quartel de polica, Pernambu-
co.
Continuadamente se nos apresentam no-
vos testemunhos da eflicacia do fedegoso
Pernambuco.
MARTIMOS
E
COWRAFOGO.
A Companhia Iiidemuisadora, estabelecida
esla praca toma seguros martimos sobre
navios e seus carregamentos e contra fogo
era edificios, mercadorias e mobilias: a
rua do Vigario n. 4, pavimento terreo.
e omens, na loja do
Pa. do Imperador.
RICOS CORTES DE 9fiA
o '.je tem vindo de melhor ao mercado
assim como ricos cortes de blond de si-da
! para casamento. Para o mesmo fim temos
gorguro braneo, moreantique, capellas e
manja de blond, todo do melhor que os
i concoirentes possa dezejar.' No mesmo
: eslabelecimento, se encontrtl um completo
sortimento de outras muitas fazendas de
phanlsia para grandes toilets e uso ordina-
rio. Digne-se o resp itavel publico, fazer
algumas visitas a este eslabelecimento e se
convensera que em vista do agrado, da boa
vai a
sendo possivel,
Francisco llenrique darlos
tratar de seus negocios. Nao Ihe
por falla de tempo. despedir-se pessoalmnte dos
seis amigos, prva'ece-so doste ineio para rogar-
IRes liajaui de Ihe dar suas ordene, e de aceitar
as suas desoedidas.
qualidade das fazendas o da mocidade dos
Europa i precos, nao possivel deixar de comprar,
assim se espresando esperam ser attendidos
os donos deslc importante estabeleciinento,
na do Crespo n. 7 esquina da rua do
Imperador. ^^____
Precisa-sede urna ama para eodnbar o com-
prar para casa.' de pouca familia : na rua de Hur-
tas n. 1.
Ama
Pfecisai-se de urna ama para cozinbar : na rua
do Ci.-spo n.20.
Mana Joaquina d'Oliveiri Campos, tendo de
mandar celebrar algumas mismas pelo eterno re-
pouso d'alma do sen sempro chorado esposo Der-
narduM Francisco d'Azevedo Campos, por occa-
i do l. anniviM'sario !> seu fallecinienlo.no
dia 14 do corrente ; vem jior isso convidar c pe-
dir a todos os prenles e amigos do mesmo Ua-
do, o caridoso obsequio de assistirem as mesuras
missas que serao celebradas no indicado dia, das
4 as 8 horas da inanhaa, na veneravel ordem '.'
do Carmo; jwr cuj* favor desdo-j antecipa sua
gratido e reconhecimento a aquellas pessoas que
se dignarem comparecer a laopio acto. Recife, 10
de junho de 189.
Offerece-se
un mulher para casa de familia para coser
andar com enancas e fazer alguns Jengoiiiinadps
afflauca-se a condBeta : na Boa-Vista b-'cco das,
Barre-ras a. 9.
Precisase de um amassador bom, e que en-
tonte 3e forno : a tratar na rua das Cinco Pontas
numero 8z.
Ama
No largo da nutriz de Santo Antonio n.
tnar, precisa-se de urna ama
4,1'
O abaixo assignado, mora na rua
Nova n. 57, 33 annos, e 6 bemeonhecido
n2o so nesta cidade, como fura della, por
tanto se oSr. Manoel Joaquim de Arauio
tem algum negocio com elle, j sabe onde
pode acbar a qualquer hora que o pro-
cure.
Antonio Domingos Pinto, *
Em S. Jos do Manguinho. sitio n. 2, antes da
igreja, precisa-se de duas anias, urna que seja boa
engommadefra eoutra cozinheira, para pequea
familia ; paga-se bem agradando.
No dia 2t de Janeiro do anno prximo pas-
sado lugio do engenh* Sapucaia, sito na freguezia
de Santo Amaro de Jaboato, o escravo Manoel,
pardo araboclado, de 22 -unos de idale, pouco
mais ou menos, altura regular, sem barba, um
pouco ebeio dcorpo, cabellos da caneca cresci-
dos e corridos, ps grandes,"ihisionomia carrancu-
da, falla arrettatada, no atujar inclina a cabeca
para dianie, tora viola e canta, e lera o offlcio de
carreiro. Foi comprado na Villa Bella, comarca
de Pajoi. d'onde natural, em mar_o de 1854, a
Joanna Maria da Cruz : quem capturar ou apre-
sentar o dito escravo ao proprietario do dito en-
genho, ou ao Baro da Soledade, nesta cidade, ser
generosamente recompensado.
Desappareceu no dia o do corrente, de sua
casa, na Estrada Nova, a Sra. Maria, parda, de 4o
annos de idde, a qual soflre de alienacao : quem
della der noticia, dirija-se travessa das Crnzes
n.4, ouannuncie por este jornal.____________
Da-se t:000a a premio com bypotheea em
bens dg dohrado. valor nesta cidade : na rua No-
va, loja de ferragens n. 31.
Pede-se ao Sr. Antonio Donupgues
Pnto, filho natural da freguezia de Hbges
(Portugal), a bondade de vir a travessa do
Queimado n. 3, que o abaixo assignado me
deseja fallar. Recife 9 dj junho de 1869.
f(H ie e Amor da Orden.
Mam!:', rosar urna missa no dia 11 do crtente
mez, us 7 horas da inanhaa, na igreja matriz de
Santo Antonio, por alma da Exma. Sra. Mara
Joaquina da Conceico, niai de seu consocio i. L.
l.op:- da Suva, e convida a familia e prenles da
mesma Exma. senliora, bem como aos mais con-
socios para a tdla asj&rom.
- Anda restam algumas col!ec;oes de
Biographias de alguns poetas, e outros ho-
mens Ilustres da provincia de Pernambuco,
tres tomos escriptos pelo commendador A.
J. de Mello: rua Augusta n. 94.
No escriptorio de Domingos Alves
Maiheus, rua do Vigario n. 21, ha urna
carta para ser entregue, em mo propria, ao
lllm. Sr. Dr. Luiz Jos Correa de S, vinda
da Bahia.
A FLOR DO FUtlO
3
1
fifi
fa
AVISO AOS APBECIABORLS
DA BOA TOMACA
------DA TLGR DO FUMO------
Acabam de chegar novas
remessas de fumo picado,
e cigarros especiaes do
tabaco do sertao do Para
e Amazonas preparado por
Jos Julio Sampaio Pires,
(do Para), premiado na
xposi_3o nacional, vnde-
se em seu nico deposito
em Pernambuco, praca da
Independencia n. 39, loja
de Porto A Bastos. ___.
I
9
e
ea
e
A FLOR OO FHO
= Precisa-se alugar um eocravo de meia idade
e que ma sadio: a traUr na rua das Laraugeiras
numero 17. __
Precisa-se da um ctxeiro de i' a 14 annos
de idade, com pratica de taberna, e que d fiador
a sua conducu ; na rua Impsrial a. 197.
Precisa-se de urna ama forra cfrfserava,
para a casa de familia, a tratar na rua do
Queimado n. 69.
JrecjSfr___j___nif peM^>cral'Bara'yen'
der doce, ptanroJe 'meonMmite ou porTen-
dagem : a traUr aa roa da Santa Cruz n. {2.
ApesSi-tpie eiW um" iedri^e "bdrocom
as iniciaes M L H M, e queira restitni-lo, lre
rua da Mangueira, sobrado n. 6, que ser bem re-
compensado, cujo dedal fqj cabido da janella do
mesmo sobr,*?: 09, sniores oartres, u qnm /or
offerecido, paga-se Pein.
"' FALQUE
N'ES^A ANTIGA E CREDITATA
FABRICA
DI
ISC0NH1 g| ClISniTIlIRTI Ilil COMPLETO S01T11IHTI II
CHAPEOS DE SOL:
De todas as qualidades I
De todos os feitios I
De todas os precos I
RUA DO CRESPO
Trocam-se
notas do banco do Brasil e das caixas flliae,
m descont muito razoavel: na" pra_a da r
tendencia n. 22.
ACTOR
Ha muita necessidade de se faltar emrr a Sr.
Procopio de Senna Santiago, na na Direita m. 53.
i negocio que nSo Ihe deve ser estranho.
Acha-se fgida ha oito mezes a preta es-
crava, de na_o, de nome Maria,com 40 anuos 4t
idade, baixa e cor fula, consta que dia ser torra, e
andavendendo na freguezia da Boa-Vista, rom
urna bandeja pintada de encarnado, com no*-
fugio : gratifica-se bem a qnem a apprettender
leva-la a rua Imperial n. lo-'i.
FOGOS
C0W4HIA PEMAHBUUM
DE
COiSEIiHO DE DIRECTO
Os Senhores.Saunders Brothers & C, Tasso
Irmaos, Luiz Antonio de Siqueira.
URENTE
O SE. F. F. BOBflFS
Restando anda emittir algumas ac_oes d'csta companhia, da quanta nominal de
200r)000 cada urna, das quaes s se acoitam em virtude da lei, 20 /0, ou 40)5000 por
cada acc5o; convida-se pelo presente ao publico em geral e especialmente aos Srs.
capitalistas e interessados no commtrcio, que queiram dar emprego seguro aos seus
capitaes, disponiveis, a subscrever o numero de acc5cs que Ibes approuver.
Algumas destas aeces j tem sido tomadas por pessoas que conhecem a vantagcm:
de na presente occasf (conhecidamente a melhor), empregarem o dinheiro de que
poderem dispr em objectos de valor real, como vapores, predios etc., que Ibes garan-
tam seus capitaes.
A companhia possue boje 10 vapores, 6 inleiramcnle novos, e destes o ultimo est
a chegar e Inglaterra, onde foi construido expressamenle para ella.
Alcm disso est edificando vastos armazens, no terreno que- possue no largo d'As-
sembla.
Seus dividendos tem sido de 10 e/0 ao anno, nos ltimos 4 annos.
As accoes que se emittirera gozam dos mesmos direitos, e perceber5o o beneficio
dos mesmos dividendos que os antigos em proporco Ja entrada.
Recebcm-se assignaturas no escriptorio da companhia no seu edificio ao caes da
Assembla n. 12
Na antiga fabrica de fogos de artificio da tot
I\ufino, existe um completo sortimento de rodi-
nluis, craveiros e pistolas, objectos propria* par
os festejos das noites de Santo Antonio e S. Joio.
tudo por commodo preco, e como seja a fabrica
distante da cidade, as "pessoas que qni/erem fe-
zer suas encommendas, poderan leva-las 10 ama-
icm da bola amarclla, no oilao da secretaria d^
polica, onde tambem adiaran as amostras.
Joaquim l'errcira dos Santos, profes-
sor de danca, chegado ltimamente da Eu-
ropa a esta provincia, tem a honra de par-
ticipar a seus Ilustres habitantes, e mui
principalmente aos dignos chefes de familias
que lecciona em danca debaxo de leda ai
regra na casa de sua residencia, rua do
Imperadsr n. 75 2C andar, nas tercas, e
quintas-feiras, das 3 horas da tarde, at s
10 da noute, e aos domingos de manhaa e
a noute. PromptiOcando-se tambem, a ir
as casas particulares e collegios nos dias
que cara isso Ihe designaren!.
o
S o as
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Sra ??
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15rua da Imperatriz-15
CONFESARA E CAFE FRANCEZ
ORETE DE CRKflK
TODAS AS QUINTAS-FEIRAS E DOMINGOS
Caf, cha, chocolate e bolos todos os rlias desde 9 horas
da manhaa.
Frederico Maia
escola
Garrote crionlo.
No dia 26 de mai prximo passado, sahio do
sitio dos AHbctos, !o Frederico Chaves, um gar-
rote crioulo, todo preto, e nao tendo podido sa' er
onde elle se acha. ede pessoa que o tiver em
seu sitio, que tenna a bondade ae dirigir-se ao
mesmo sitio, ou rua da Imperatrii n. 19, que
pagara as despezas que
As econmicas e importante maeiinas para
cortar bolachas de todos o lmannos : sempre
venda na roa Direita o. 84.
Cirurgie dentista pela
de medicina
d ni* de Janeiro.
Tem a honra de participar ao respeitavel publi-
co desta.capital e seus suburbios, que tem abertoo lhc ficar obr
jeo,gabinete de consultas e operacoes deounas a n(.uver
rua Direita o. 12, primeiro andar, onde piide ser------:---------------------------------------------
procurado todos os dos das 8 horas da manta as "Pv^oni CQ co
3 4xtarde. Elle acka-se competentemente babili- XI ClvlOCt OC
taopara com perfei_aoeoHocar entes aniflciaes arn_r urna cas r.a fregowia do Santo Antonio
por .qualquer dos systemas, e be assim desempe- quo tenha comnpdos saqicientes para urna faini-
nu*f qualquer outro trababo ooBcemente a sua fit. a tratarWra das Crnzes, taberna n 1.
proflefio. O mesmo, reconheeendo que nem sem- ------
nro nncaival 4o oonk/infta na* nmMM oihiram a ^'
i um moco de II a 14 annos
pffeHa da roa do Rangel nu-
TOerobBUculo.decbiraBdoque a cidade so pres- mero -" n__i|__ i, __________,
'arta qualqtrer.cnamdo sem que issoinfluaconsa Precisa-e di m frabalhador de pdarta ;
alguma nacommodidade dos oreos de seus traba- |jia rua do Rangel n. 9.
,h08'l!SU?d0 pM? fra ^K*88"11 ?I^^ai^ife/>SOiV' "f^0 eUS ?*" PUDlieo e ct>"a especialidade ao corpo do^om-
wuran.cae jwrfetcao de seus ditos trabalbos. Em m*ekL que no dia 8 do corrate
m gabinete se encontrar constantemeMe excel- grs jot) Goiica1
lentt pos dentiflj^iCj elixir e outros medicamen- T68HB _a^
pre possivel asentara* oa criamos sahirem, a Hj*
proeuljr o remedio, offartce-ee a remover qual- _*"e0llXfl
to odonttlgicoa : i rua Direita n. It, primeiro
aduar.
Precisa-so de ama ama
n.45.
na rus de llortas
[__Btel_]
debi"U>s ^P_
de 1>9.
Na" rua Direita n, 36,
Qbrejaj ii^lto em coma,
compraran aos
4 Miranda a taberna da tra-
i' desembarazada oe
fis. Recife f # jMMo
vendem-se hosfias e
AMA
Precisa-se de urna mulher que saiba c; para urna casa de familia : a tratar na roa da
Cadeia do Heeifen. i8, 2" andar.
Agencia de jornaes
Rua do Crespo n. 9.
Nesta casa reeebem-so assipnaturas para todo
os jornaes de Europa e Brasil, politices, littera-
rios, Ilustrados, de Icitura, de modas para senno-
ras, de fisurinos para alfaiateu, cabeHetretre, eha-
pellaria, de religio, de pbilosophia, de direito, de
jurisprudencia, de medicina, de pharmarn, di
commercio ("mancas c economa politiea, de agri-
cullura, das arles engenharia e archileclnra, >
sc.iencia?, de historia geographia e visgens, de pe-
dagoga, de pintura e msica, de nhojograpnia, de
caca, de magnetismo, de maconnaria, 'le spiri-
linio, etc. As assignaturas pagamse no arto d<-
subscrever.
LIVRARIA FRANCEZA.
Attem?o
Precisa-se fallar com o Sr." Antonio Vicial dos
Saulos, official da guarda nacional, a e muito seu interesse : na rua da Imp'ralriz n
26. loja.
KO .Tiran
na rua Jiova n. ~A loja de fcr-
ragens Os propricUrios deste estabelecimcnto avisam
ao respeitavel publico que existem a; ainoslras dos
mais lindos fogos artificiaos para os f -slejos dos-
dias dos gloriosos Santo Antonio, S. fe3o e S. Pe-
dro, das melliores fabricas desta rkiade, assim
como diversas qualidades de fogos ehinw^s, pro-
prios para sennoras e enancas, comprehendendo
tambem urna nova qualidade de traques amrrica-
noe, os quaes admira sua bondade pelo sen pe-
queo taiiKinliu, o quo s com a presenra dos com-
pradores podero certilicar-sc da verdad*.
para familia, em San
Ohnda ; a tratar na
pendencia n. 22.
sobrado rectifica lo de novo e com eo:imodo>
o Amaro n. 17, estrada de
mesma, ou na praca la Inde-
Da-se, sob qualquer quantia.ou mesum com-
pra-se ou aluga-sejunia iiegrinha que >rva para
andar com urna crilnca : na rua do Padre Flo-
riano n. 71, 2 and|r."
Resta venda
ectos de marcne
;arand. mogno e.
{eir, de apurado
a rua estreita dij
asa fazem-se com
jalhiiil'.a, como si
iara camas, cadeii is e sophs.
JllfllB
in escolhido sortimento de ib-
a, como sejam, mobiits de ja-
narello, obra nacional.HJJBtWm-
o>to e por pre)_o< rau#Qi- :
Rosario n. 32. Nest.aABna
perfeicao todos os trafeajSS >
am, empalhaiiientos d*-^(Hro^
o da Aurtifa.
Neste vasto estslbelecimente sempre se encentra
um completo sortimento de taixas de fcm tatido
e fundido, fabricadas recentemente, e se fabrcam
de qualquer molde a vontade dos compradores, e
rc^os razpoaveis^_________________________
\onde-se em casa de Olireira
Filhos & C, largo do Corpo-
Santo n. 19
Libras esterlinas.
Vinho moscatel de Setubal.
Polassn da Russia, mi barris e nietos
ditos.
Cnrvo animal de superior qoaKdasie.
Panno de algodSo da fabrica de Feroao
Velho, par saceos e roupas de escravo*.
r. Joo los Ferrira de Ago
tendo de ausentar-se desta cidade
algum tempo, deixa incumbidos de sas
causas e escriptorio os Sr. Drs. Amero
Manoel de Mcdeiros Furtado e Jubo An-
gosto da Cunha Gimaraes, derendo a:
correspondencia ser dirigida estenl-"
ino. rua -do Imperador n. 75, primeiro
andar.
Ama de leite.
Precisa-se de urna ama de leite: na> rua 9w*
n. Si, i andar-._________________
GymimW^ampestrc
E' ao Sr. Procopio de Sena Santiago.
ponto deste ttieatro, que s iH&p '*___
ruaDfreita n. .<3, a negocio que -3olbe
deve ser estranho, _._,______^
khsgnrm
urna preta esenva para tomar conta daium la-
boleiro de faiondas e vender na rua : atraa na
rna do Crespo n. 2ft__________________
Preoisa-se
de um moco que tensa ceoheoimento de trahaJb
de padaria : para informaces, ua TO d Cnu n,
18, das i as 4 boras da tarde.

i
\
ts


>
Diario de Pernainbuoo Sabbado 12 de Junho de 1869.
CONSULTORIO HIGO CIRI RlilCO
DO
DR. P. A. LOBO M0SC0S0
3Ra da Gloria sitio do Fundao3
A
Consultas todos os das desdeas 7 horas da manhaa at as 11.
VsiU s em casa dos doentes de 11 horas era diante, em caso urgente a qualquer
hora do da ou da noite.
Nao se recebera chamados se nao por cscripto em que declare o nome dapessoa,
loda ra e o numero da casa.
Especialidade em partos, operares, molestias de mulheres e meninos.
Cura radical das molestias venreas, e dos estreitamentos lia utheia.
Curas radical das molestias do tero, como ulceras, flores brancas, amenonia,
vegetaooes e catarrho, etc etc..
Recebe-se escravos para tratar de molestias ou praticar-lhcs qualquer operac3o
iica. Diaria 25000 excepto as operaeocs.
crurgica.
modos.
Os melhores remedios homeopalhicos conhccidos. u por precos muito com-
0 conselheiro Joao Silveira de Sou-
u, tem aberto o*eu e* riptorio de j
| advogado, na ra do Imperador n.
F primeiro andar ; entrada pelo
boceo.
Precisa-se para o engenho Jardim da
comarca de Pedias deFogo.pYopriedade do
lllm. Sr. Jo3o Alves de Carvalho Cesar, de
urna pessa que entenda de destillaco e
mais servico de engenho preferindo-se por-
tuguez, a tratar no mesmo engenho ou na
ra da Cadeia do Recife n. 22, escriptono
de Jo5o Pereira Mootinho.
Compra-se moedas de ouro e prata, bem
como libras sterlinas por maior preco que
emoutra parte: na ruado Crespo n. 10
primeiro andar.______________________
E^q casa de Theodoro Simn & C.
compra se a bom premio moedas de prata
do cunho \elho: Recife, largo do Corpo
Sano n. 24.___________________________
Ka praca da Independencia n. 33, loja deou-
rives, compra-seouro,prata, e pedias piwosas,e
tambem se faz qualquer obra de eneommenda, e
iodo e qualquer concert. ___^________
'*
a
5

0 muzeo de joias
Na ra do Cabug n. 4 compra-se ouro, prata
e pedias preciosas por precos mata vantajoso* do
que em outra qualquer parte. _________
01 ItO E NI m
Compra-se moedas de ouro e
bem como libras sterlinas, na ra
bug n. 9, relojoaria.
prata e
do Ca-
1

?
Moreira Duarte & C. tendo feito rnna
completa reforma no seu estabelecimento
de joias da ra do Cabug n. 5, (junto a
loja de era) acabam de rebri-o a res-
peitavel publico, a quem offerecem um es-
plendido sortimento de joias as mais mo-
dernas e primorosas que t'eem vindo a esta
praca, e por precos o mais resumid possi-
vel. Tambem compram ouro, prata e pe-
Iras preciosas
L 3ID4 0 CABUG \. 5
DE
OURO E PRATA.
Compram-se, offerecendo-^ multo
tagem ao vendedor
ra do Cabuca.
no Loraiuo
ni.iior vali-
de Ouro n. i D,
VENDAS.
GRANDE WOVIDADE
Acham-ss expostas venda na entrada da
cstacao central dos Trilitos Urbanos, no
Bazar Acadmico a ra da Imperatriz n. 13
a outros pontos desta cidade as excellentcs
Perguotas c respostas em versos
para a vespera e noite de Manto
Antonio, S. Joo, iula'Ana;\
S. Pedro.
As perguotas sao engracadas e espiri-
tuosas ; mas guardara o respeito devido
decencia e conveniencias sociaes : e as res-
postas, que sao igualmente chistosas o in-
teressantes, produzem um effeito maravi-
Ihoso, em virtude de urna combinaco ad-
miravelmente engenhosa, que, fazendo com
que sejam sempre adaptadas as perguntas,
provaca nos saldes em que ellas apparecem
verdadeiras e frequentes salvas de palmas e
applausos.
Para melhor se apreciar to innocente
cHstraceo, que tende a operar urna completa
^ I transformaco nos insulsos e vetustos brin-
1^ w quedos at agora usados as festivas noiles
de S. Joo, Santo Antonio, SanfAnna e S.
Pedro, dever-se-ha deitar o raasso das per-
guntas, depois 4e bon baraloadas, cm um
vaso ou cesta; e o raasso das respustas,
dpois de igual operarao, em outro vaso
semelliante.
Era seguida a 'isso os horneas encami-
nhar-se-hao para o Fado era que estiver o
vaso das perguntas, t, tirando urna destas
ao accaso, lerao a mesma em voz alta, e de
modo que possa ser ouvida la senhora
a quera Cor dirigida e por todas as pessoas
que se acharem presentes.
I-raal processo seguiro as-senlioras, que |<]n iogkws de .-ouro para menino 300O.
tdovero responder iramediatamente, e tara- to-^gjg-.j 3J00O.
bem de modo intelligivcl.
A secuencia de um talpassatempo, a sua
superieridade sobre todos os conheddos e
Actualmente usados as tioutes de S. Joao,
est em poderem taes perguntas e repostas \
reproduzir-se por assim dizer ao .infinito,'
senidaY-se nunca, por mais que. as bara-
Ihem, um desparate, tna impropriedade,
qaalquer entre a pergunta e a resposta.
RIVAL H $111
Ra do Quemado h, 49 e 57 loja
dt. miudezas de Jos de Azeve-
/o Mata c Silva conhecido por
Jos Bigodinlio.
Est queimando tudo quanto tem em seu
estabelecimento para acabar e fazer novo
sortimento, por isso queiram vir ou mandar
vero que borne barato.
Garrafas com agua florida ver-
dadera ...... I>20C
Garrafas com agua divina-da me-
lhor qualidade .... 4 500
Latas com superior banha fran-
ceza ...... 200
Caixascom 12 frascos,de cheiros
proprio para mimos 2(5500
Dita com|6 frascos muito tinos 5800
Oleo baboza muito fino que s
a vista ......
de arroz muito
po
.
babadiuho
com 10
tar-
Taberna
Vende-se a taberna da ra da Concordia n. !)i,
a qual est bem afregnezada e tero poneos fundos
propria para algum principiante; o motivo da
venda dir-sc-ba ao pretndeme em particular : a
tratar na Ponte-Velba n. li d.is ti as 9 da ma-
niiaa e desta bora ein diante n'csta t\ pographia
Batutas
a I 2O0 o pigo : na ra da Madre de Dos n. 7.
Gijjos eom 33 libras, muito boas. ______"
Arantes na pra<;a da'Indepen-
da vendiueebto
Colinas mglezas para hi'iiwin a 85000.
dem ideife para >onhoras a (i 5000.
td'ia de cores canno balso para menina a 3-jOOO.
> para
Drver?os Btpatos para eretnca a 1000.
s de duraipie preta i eniora a 8*000. G^osa.s. dLb5eS
Sabonetes de calunga muito bo-
nito
Caixas de
superior
Pet;as de
varas .
Caixas redondas emitando
taruga ......
Pecas de fita de cs qualquer
. largura .....
Escovas para unhas muito li-
nas ......
Escovas para denles fazenda
muito lina .....
Pulceiras de contas de cores
para meninos .
Caixas de linha branca do gaz
com 50 novellos .
Caixas de linha branca do gaz
com 30 novellos .
Pe?as de tranca lisa de todas
as cores .....
Resmas de papel pautado muito
fino ......
Pares de botos para punhos
muko bonito .
Libras de laa pa a bordados de
de todas s cores .
Pentes com costas de metal
muito finos
Novellos de
para croxs
Duzia de linha froxa pata bor-
dado ......
madreperola
S5O0
mu
600
viO
linha muito grande
1*0,
XA \VAL0J\ ARLA D0RE8P0 N."17,
.* & > .OTTOXIO, S. JOAO E B. PEDRO.
Ha diariamente sortimento de bollinhos para cha, podins, pes de l, bollo inglez,
presuntos, ditos em feambre, paitis de dill'erentes qualidades. Papis para sortes,
bollos siaijdes o enfeitados, araetKoas conleitadas e confeitos. Vinhos .finos engarrafa-
dos, .superior cha Hisson, pretoe miudinlio, fructa em tarops, ditas seccas e chrisla-
sadas assucar candi, xaropes refrigerantes. HTTTJjtJ)TT
Itecebe-se encommendas de handeijas para casamento, bailes e l.aptizados.'com
bonitas a; raacoes de assucar, sendo estas preferiveis as de papelao: bollos etc.', pes-
de l enfeitados, qualquer eneommenda para fura ser bem acondicionada.
VERDADEIRAS
^
PILULASdeBLANCARD
COa IOOUOETO DO rCRMO INALTtfMVCL
APPROT&DAS PELA ACADEMIA DE MEDICINA DE PARS, ETC.
Possulndo as propriedades do lod* et do farro, eonvem s^ectalmonta n*s -AmccoCs
BCRorui-osAS, a Tsica no principio, a fraqwia dt temperamento iimbemnos casos d
Falta di cAr, amenorrhf., em !h a sua riqueu ahundencia normaes, ou para provocar regular o seu curso peridico.
K. B. O iodonto i ferro imporo oo Merado i em nedicAinenio infiel.
Irritante. Como prora de pareza e de anthrncidade da> iwSali lia a>i-
m 4e nia>aerd, dere-te eiieir bom aella 4* pros* reaetiT c
nosto Croia, a-ioi reprodand, e^ae te aeha na paa interior re>ta1 arde. Deve-M desconfiar daa lalsificacos.
f!.- ca (4aia mm plianaii'rtaa. Ph
(JASA DA
Aos 4:000$
Billietes garantidos.
k ra do Crespo n.28 e casas do cosame-
'0 abaixo assignado teodo vendido nos sensmmi
to felizes bilhetes garantidos i inteiru n. 06i com
a srte de i:000, 1 meio n. 1333 com a porte
de 7003, e outras murtas sortes de 100J, 403 e
i da lotera pie se acabou de extrahir em be-
nel'n-io da matriz de Tlorcs (108'), convida aos
possuidores a virem recebor eus resfectivos
premios sena os descontos das teis na^ casa da
Fortuna ra do Crespo n. 23.
Acham-se a venda os da 1* parte da loterta
beneficio da matriz de Muribera (109*) rae se
etrahir -abitado 12 i Precos.
Bilhele... 4*000
Meio.....2*000
Quarto. liOOO
Em porcle de 100 para cima.
Bilhete.....3*300
Meio......U7S0
Quarto..... 875
Manoel Martins Finsa.___
Perdeu-se, no dia 9 ilo corrente, um
mosaico, de forma oval, representando um
ratpo de llores sobre pedra preta, de botan
depnhho: mem o tiver adiado e-quizer
restitui-lo Cara o favor de dirigir-se ra
Nova sobrado n. 3'J.
as
f^ lu moiv che"gado ha tres das do Rio de
Janoire, deseja sator onde inora o Sr. los de
Soma Jorge.
AlHBes (ainiaraes & 6.
Esteiras da India e balos de todas
; qualidades.
Cambraias de cores, percalias, linas bri-
Ihantinas de cores, lanzinhas do todas as
qualidades, etc. etc.
Ricos cortes de seda c cores o pelas
lavradas.
Ditos ditos de cambraia branca bordada
para casamentos.
u'quissimos cortes de vestidos deblow.
Poupdina de seda, novo gosto no mer-
cado.
Damascos de duas larguras 68 todas as
cores.
Saias bordadas de novo gosto.'
Camisas bordadas i)ara senhora.
Basqtaines pretas de seda.
Casaquinhos tie casimira de cor de novo
gosto.
Ricas colchas de seda adamascadas.
Ditas adamascadas decores.
Alpacas lisas de cores novas.
Ricas fronhas, lencos, rendas e Lieos
bordados.
Bramantes e bretauhas finas e r.iuitas
cutras fezendas que seria enfaden no inen-
oionar.
ra
COMPRAS.
Compra-se
our e prata e pedras preciosas, no ai'co
da Con:eioao, na laja de ourives, no Re-
cife.___________________________t
Vendem-se doas benitos escravus, um mo-
leque de IG anuos, hom cozinheiro, e um rahri-
nlia de 10 annos : no tereeiro andar do sobrado
n. 36 da roa das Cruzes.
#800
vi io
200
800
sm
mo
OOO
8^000
)320
J320
f)i80
wOO
mo
.500
1^500
->000
mm
1:>000
400
13200
Parafogosde Santo Antonio,
8. Jofto e S. Pedro.
LIMALHA DE PERRO (muito nova).
DITA D'ACO (idem).
DITA D'AGULIIAS.
Vendcm-se na botica e drogara de Bar-
tholomeu A- C.
34RA LARGA DO ROZARIO34
So uo pregresso do pateo do
Carino n. O.
Manteiga ingleza a 640, 500, I* e U500 rs. a
libra, efa hysson e perola a 1*800, 25oOO, 3^
:li290a libra.
^muito fino
Sabonete muito finos i0,
ICO, 240 e.....
! Pecas de lita de la todas as
cores a......
Espelhos dourados para parede
1^000 e .
Espelhos de Jacaranda muito
lino ......
Pecas de trancas brancas e de
cores de caracol .
Pares de meias cruas para me-
ninos ......
Caivete muito fino com i fo-
lhas ......
Cartilhas da doutrina as mais
modernas .....
Frascos de sndalo e patecholy
muito finos ....
Terrenos venda
Juvino Bandeira vendo a retalho os tarrenos
com trezentos e tantos palmos de fondo, sitos na
ra da Concordia, e na mi ra que fita por de-
traz desta : para infonna<'oes, na ra do Crespo
a. 19.__________' "___________
Veode-se a rellnai.'ao da ra do Aragfio n.
19, com todos os seus pertence?, se far todo o
negocio: : tratar defronte, taberna n. 6._______
Vende-se a taberna da ra do Range!
n. 10: tratar na travessa do Qusimado n.
1, primeiro andar.
u
v:
Ca^
>
GOMES DE KlHOS IIMAOS
tendo feito completa mudanza em seu antigo e
acreditado estabelecimento de joias, com o fim de
dar-lhe maiores propor^oes e elegancia, convidan!
ao publico em geral e com especialidade as Exms*
Sras. de bom gosto a comparecerem pessoalmente
das 6 horas da manhaa s 9 da noute na
RA DO CABUG N. 4
onde enorJtiiraro um completo sortimento do que ha de mais eiegaute,
bello e precioso em brilhantes, esmeraldas, rubins e tudo que em obras
de ouro, prata e platina se pode desejar.
ADEREQOS DE BRILHANTES, ESMERALDAS E UBINS
de novos gostos, assim como grande a arieade prata contrastada e de gosto ainda nao visto, e completo sortimento d
objectos de prata para uso das igrejas,

Compram e trocam qualqut;r joia ou pedra preciosa e garanten,
aqualidade dos objectos vendidos.
02
E' um lindo e innofensivo fogo de artificio, pela
sua qualidade, guasi impossivel rebrotar, so se
for feito por quem nao souber: garantimos os que
se fabricam na anliga fabrica da estrada de Joo
de Barros, da viuva Kullr >, e as cruommendns
para os que se faiom em dita fabrica, recebenvse
ao armazeui da bol* amarella, no oitao da sccre-
Uiia ile pulira- ____'

0 MUSEO OE MAS
wm
aos amantes -do que hom
Xa bem couirecida casa da abobada da-Penha n.
37, centitiua-se a fornecer aaassas para bolos de S.
Joao, 6. Pedro e Sant Anna, coia nuU mpoza e-
perfelco._________________________;
-Veude-se um preto do meia idade, proprio
para enpenho por ?er carreiro, ou para a praca
para andar com car roen : na ra Dirgita n. M.
Animaes
No engenho Bem-Fic, fregueiia de Jpojuea,
Tademse xcellentes animaes de roda, e tambem
bonitos poWcos : a entender-^3 om o rendeirono
dito engenho.
Vende-se um piano de -jacaran m bom
esldo, de armario : na rua do Padre Floriaao a
71, J" andar.
lassa batida.
Valdvino da plvora vende boa massa-para'fgo
a 740-rs. a libra, assim como boas piwte : t
seu armazem de sal, na rua Imperial n. 2W, nou-
co alera da ftbriea de-salJio.
Vende-se urna casa em mo estado, na cida-
de de Olinda, rua e S. Jlo ; a tratar na rua
Augusta n.-79.
Batatas baratas
Veflomsea 800 rs. o glgo : ha iravesa '
Madre de Dos n. 46.
CAPSULAS MOLES
DE
ALCATRAO
Remedio por excellencia para cura rpi-
da e completa das coqueluches, bronchites,
catarrhos, tosses convulsivas, escarros san-
guinos, e outras molestias do peito.
NA
PHARMACIA E DROGARA
DE
Bartholomcu & C.
34RUA LARGA DO ROSARIO34
aOS~M FOGUETEIROS
Bartholomeu &C.
SALILRE refinado de 1a qualidade.
ENXOREemcylindro"
LIMALHA de ferro (muito nova).
DITA d'aco (idem).
DITA d'agullias.
E todos os mis preparados para os lin-
dos fogos de cores na sua drogara rua
larga do Rosario n. 34.
S no Bazar da Moda
RUA NOVAN. 50 ESQUINA DA DE SAN-
TO, AMA KO SB'VENDB!
Para senhora.
Lindos leques. a imiiui;ao de san lato a
2 e i^iJO rs.
Ditos, com lentijuelas fazenda fina a 30
e 4000.
Ditos elsticos, a imitaco de mai lim, 5fl,
9,5, 14,31 e 15500U.
Coques- da ultima moda, lizos e com re-
des de contas a 30, 300 e iOCO
Ditos com lindos enfeites a 4, 4^500,
5,5 e 55500 rs.
Ditos com botes de flor de laranja para
noivas a 5$.
Ditos de cachos (alta novidade em Pa-
rs I) a 000
Lindas chapelinas df pallia da Italia e de
fil de seda, guarnecidas com ricos e ele-
gantes enfetes ultima moda a 15 j, I8#
e 20,5.
Cliapeosinlios de vtalos de laidos mo-
delos a 155, 185 e 205000.
Ditos de patita da Italia muito bem en-
feitados a ll, 145 e 155000.
Ditos de pennas (novidade) para sentaras
a I7;>(KXJ.
Gorrinlios de fil preto tara luto a 9#.
Chapeos de palha americaua enfeitados a
45500 rs.
Ditos de seda para sol fazenda boa a
55,(55500, IU5 e 115000.
Casquines de gii'pur branco bem enfei-
tadas e molde ultima moda a 155, 185
e 205000.
Ditas |ielas com ricos enfeites de vi-
driaos a 185 e 2050OO.
Sintos ricos de setim com lacos a 50,
65, 75, 85, 105 e 125000.
Lina linda c rica guarniro cor de rosa,
a Mara Rosa, (alta novidade) por 285Q0.
Grinaldas de flores muito lindas 55 6#,
75 e 85000.
Capellas de flores de lanrajeiras para
noivas a 45500 e 5)000.
Especial sortimento de gravatinhas para
senlioras.
Sintos de palha muito lindos a 35000.
Luvas de pelica a duqueza, brancas, de
cores e pretas, o par 35000.
Blonde de seda preto e branco com sal-
pi;os c ramagens, o metro a 25500, 3.
'5800eO->000.
Enfeites de palha muito lindos para co-
ques a 15500 e 25000.
Guipur preto e guipor branco, fazenda
nova, para capinhas, corpinhos, basquines
etc. etc. benitos padrees, o metro a 35UO,
35500,45, 45500, 55, e U-
Grande sortimento de bieos e rendas'de
guipur brancos, e pretns com fio de seda
fazenda superior, de diversas larguras e
presos muito baratos.
Esparlilhos brancos c de cores minio
bem frHos a 35, W, 55. 55500, 75 e 85.
Enfeites para cabera especial sortmeiito,
75, 85 e 95000.
Meias craas, fazenda superior, o par 2#.
Corpinhos enfeitados de delicados ges-
tos a 165 e 48r>000.
Meios corpinhos de fil preto e buraco
WS0& ._,,.,
Lindas e ricas guarnieres de cores j
promptas para vestidos a 105, 125, fl<-
155000.
Boi'tis de lita c seda, moda elegante ;
205000.
Cachins de 15a de cores a 55, o\;, e H$.
PARA IIOME.NS.
Chapeos deso, fazenda superior a 8-1
105 e 155000 .
Chapeos de castor branco, fazenda fina,
e forma a moda imperial a 115000.
Corrente de plaque iguaes s d'ouro urna
por 85, 405 e 120000.
Rengalinhas de canna com eastao du
niarfim a 45 e 55000.
Ditas d'aco e lenhadas ultimo gosto a 1$.
Ditas fantazia muito lindas a 45500 e
25000.
Bengalas fortes (para dar no Lpez) a
25 e25509.
Chicotes
Camisas
para montara, de 15 a 3#000.
com peitos e collaiiuhos de !i-
nho deitat'los muito bem feitos, ns. 38 e 39
a 55000.
E muitc5-eutros artigos tanto, pata h-
meos cono para senhoras e cri ncas
assim com)
ment de i
to proprio
em qualqu
JOS
um eompleto e especial sorti-
liiudezas, tudo recebido de cus-
e se vende mais barato do que
r parteno Bazar da Moda de
DE SOUZA SOARES C.
Pechiucha
Vendem-se vidros para vidraea, sonidos e de
boa qualidade. e bem acondieiiihados, a t 1 a
caixa, em por^ao e a rctallio : na rua do Vigario
n. i".
Sortes de S. Joao
Na roa da Conecao n. 36 veode-se bonitas sor-
tes a 3y000 o eentii,' r^eabe-se tambem qaalquer
i'ii.-urameada de bollos bem feito e por commodo
prerjo.
FAR1NHA DE
MANDIOCA
Superior farinlia de mandioca rcenle-
mente chegada de Santa Catharina, vende-
se a prego cmodo a bordo do brigue alle-
mo Lina, fundeado defrondeio trapiche
do Exm. Sr. bar3o do Livramento ; a tra-
tar a bordo do mesmo, ou no escriptorio
de Joaquim Jos Goncalves Beltrao. rua
^dio Coramercio n. 47.
V#Bde-e
na rua daPMar n.:
tbwna ?m'pfagottKatotf
8 : a tratar w ro asma
Smenles novas
do Recife n. 30.
twrtaea : wt rita da Cadla
Libra sterlinas
VasAsn-se libras sterlinas : no escriptorio de
es, Barras & C, no largo do Corpo Santo
a 74 andar. __ .
Potassa da Russia
Nos armaiens de Tasso Irmaos, rua do Amorim
11. 39, e .das-* Apollo n. 39. _____________
Ha \ ara vender um completo sor-
0 de fogos artifteiaes, tanto
ras.,como para criancas, pis-
brancas e de cores, com 3,
6 Dalas, fonUinas, cravoi-
odinhas singellas e obradas,
naos, buscaps, illumiua-
ales de seda de 2 pasmos de
etc, etc., feito por um dos
res arttas deste genero.
T.niil 'tu fia para vender salitre, en-,*
xofre breu, lio, 'lacas e garfos ]
de d versos precos e qualidades, \
bandt i jas finas quadradas e ovaes ;
altn lo grande sortimento de fer-
raren >, miudezas, euteiarias e trem
para ozinba, etc, etc.
Ku Direita n. 53,1 oja de Manoel-1
liento de O. Braga & C.
At que chegaram
SISTEMA DESSIMA.
Gr Be facrflra de 1,500 series de
pesos ilogrammas em series com
plets flei todos osttmanhos, rae-
Ihore de compreliender do que os
que ti m 'Vindo ao mercado assim
como 1 iedWas de -metros, chegarar
^ftnei te dettiWmmenda propria'
para ; easa-de^finoel Rento de 1
OMvei a Braga &C, roa Direita n.'
53, < com drmini6o de presos,
veob n em tirapo.
(Of
FEJOH
A' venda,
Irmao.
rnn. do Qaeimado n. 31, Aaevedo *
l Mo e'S. Pedro
-Pyl! onisse de Bdor, :nlBiriMdto
intertessames, a 640 ris o *-
roa estreia do Rosario n. ff,
ia deflertldo de Mira, oa

IlGttH

A
inditas e
lypvgrap)
dernacSn iarimmTm ^mferwor
livraria e ooomica de Biafuein 'imam
a rua do Crespo n. 24





Diario de Pei-iiambuoo Sabbado 12 de Juuho de 1869.
GRANDE LIQUIDACM)
M liO J V
72. Ra da Imperatriz. 72.
Alerto freguezes .
que Arara va i cantar,
Para vender suas fazendas (baratas)
que rauito ha de agradar.
0 proprietario deste estabclecimento, lendo grande poivo de fazendas era
sor, vai proceder dbm hqaida^e em todas as fazendas e roupas feitas existentes no
esUbelecimento, agora que oceasiao de quera tem ponco dinlieiro poder se vestir de
baratissima como se podor ver no annuncio abai.xo mencionado.
BRAMANTE PARA LENGOES A 2.
Vende-se bramatue com 10 palmos de
MADAPOLO BARAJO A 300O.
Vende-se pecas de raadapolo enfestado
de 12 jardas 3500, dito de 21 jardas ou largura para lences, a iva vara.
22 iiiolros 5>, U, i;-V)!)D. 70300, 8*000 c PECAS DE AlGOt-O A 1.
9#000. Vendem-se pegas de aipdao muito en-
^ CHITAS FRANCESAS A 80 rs. cofpado \\ 5& 6*800e H.
Veadem-se cintas francezas. para -csti- oterlialias econmicos a 3*0
d i.-. i 280. 320 rs. o covado, ditas escuras duela.
muito finas 3G0rs. o covado. | Vende-se colcrinhos eonoinicos a 320
Chali inulto flno 800 rs. a duzia, s se vende assini barato por ter
Vende-se clialin para vestidos le seuhora grande porra:). ....
i 800 rs. o covado. CASIMIRAS DE CORES
percales A Wfl ns. o covado. Vende-se cazemiras de cores para calsa
Vende-se percales muito linos para vis- e p.i!itt2$_2.-$o00 c3.v> o covado,
tidos de senhora a 440 rs. o covado.
Bril hantinas 4 lo rs.
Algodo enfestado l-v
Vende-se algodo onfesiado proprio para
Vende-se brillantinas ou mursulinas de lences e toallias, 1, a vara ou 900 rs. o
cores para vestidos de se horas 4i0 rs. o metro,
covado, laazinhns muito finas'para vestidos
de senhora iot) rs.' e 500 rs. o covado,
ditas oe quadrinhos 240 rs. o covado.
HJSCADO FRANCEZ A 300 RS. O COVADO
Vende-se riscado francez para vestido
de senhora 300 rs. o covado.
ILasInhas a 3-tO rs. o corado.
Vendein se lasinhas para vestido de se-
nhora a 240, 280, 320 rs. o covado.
Cassas francezas a 280 rs. o covado.
Vende-se cassas francezas 280 rs. o
covado, cintas francezas finas a 280 e 320
rs. o covado.
Chales de merino *.
Vende-se chales de merino estampados
'. i- 24(500 rada nm, para acabar.
CORTES DE LAS A'iERTOS A 24O0
Veadc-sc cortes de laa para vestidos de
senhora, 25400 cada um.
ALPACAS DE CORES PARA VESTIDOS
BRIM
PARA CALCAS A 400 RS. 0
COVADO.
Vende-se brim para calcas e palitotsde
homem e menino, 'i00 8 440 rs. o co-
vado, dito lizo a imitacSo de ganga a 3CO
o covado.
Algotlo de listras a O rs.
o covado
Vende-se algodo de listras para roupa
de escravos a 200 rs. o covado.
CORTES DE BRIM CASTOR A 640 RS.
Ve.de-sc cortes de [ briin castor para
caiga de hnmem, GiO 800 rs. cada ura.
CARTEIRA PARA VIAGEM A 1.
Vende-se carteiras para viagem i&
cada una, cobertores de algodo 1-5500
cada um.
Cobcrtas de chita 1 *HOO
Vende se cobertas le chitas da cores
10800 o i>\ cada urna.
0FF1C11 DE ROIPAS POR MEDIDA
M. 45 RA DA CAVK1A 45
DE
nuu & c.
-
SOB A DIRECCAO'DO MUITO HBIL ARTISTA
Laurimo, alfatte.
Os propietarios deste novo estabeleciinento, leudo experimentado a nccessiilade
urgente de ter nadirecejo de sua offleina de roupas por medida, um artista perito, tem
contratado o Sr. Lauriano Jos de Barros para tal mister, convictos de que satisfar
com lodo o capricho a vonlade do freguez.
Tem o mesino csakdeciniento ura bom srtimemto do fjzendaa Qroprias para
roupas de homem, como sejam: casimira de cor, indos padrres, completo sortimento de
pannos finos, proto e de cor, casimira prela, gran U sortimento de brins brancos e de
cores, merinos de diversas qualidades, bombaziua, lindos cortes de gorgorito para coilete,
gorguro Pekin, superior qualidade
s freguezes encontraro anda um variado sortimento de roupa feila, camisas
ingle/.is, collarinhos, ceroulas, grvalas prelas e de plianlasia, meias para hoinens. sc-
nhoras, meninos e meninas, chapos de seda para sol, colchas, bramante, atoalbadb,
baloes de diversas crese modelos cambraiss, malas para viagem, e oulrus rnuitos ar-
tigos que a modicidade de sens precos incita a comprar.
A ra da Cadeia n. 45
Vende-se alpacas de cores para vestidos! ALGODO TRANCADO i>e ei/as larguras a
de senhora, 720 c 800 rs. o covado, di- 1*200.
tas de listras 700 e 760 rs. o covado. Vende-se algodo transado de duas lar-
Chitas prusslanas :<>.
Vende-se chitas prussianas de listras de
cores muito bonitas a 360 rs. o covado. IMan!ls pa gravata SOO rs.
CHITAS para COBERTA A 330 Vende-se mantas para grvala a 200 rs,
\ende-se chitas incorpadas para cobertacada urna, lencos de seda de flores, a 640
,., ------
guras, proprios para, lenres e toalhas para
mesa, se vende a I200 o metro.
320 rs. o covado.
Kales de SO a SO arcos
l#SOO.
Vende-se bales de 20 a 30 arcos
'500 cada um, bales modernos brancos 15, cada urna.
ede cores 50. 'da Arara n. 72.
cada um.
ATOALHADO PARDO A 25560.
Vende-se atoalliado pardo para toalhas
de mesa 2&500 a- vara, loalfus escuras
Ra da Imperatriz loja
0 Garibaldi principia
Gertamente ha de agradar,
Que pelo preco que vai vender
Ninguem o pode igualar.
0 proprietario deste estabelecimento denominado Garibaldi, declara ao respita-
vel publico e seus freguezes, qut tem recebido grande sortimento de fazendas, e est
constantemente reetbendo por todos as vapores que chegam da Europa novo sortimen-
to de fazendas da moda, e que vender por preco mais barato de que em ontra qual-
quer parte, garantindo se a qualidade e cr.s, na ra da Imperatriz n. 56, de Loaren50
Pereira Mendes Guimaraes.
CHITAS LARGAS A 280 rs. 1 Gangas para cale a 30 rs.
Vendem-se chitas francezas de cores fi-1 Vendem-se gangas de cf res para caifa e
x 13 a 280, 320 o covado, ditas matizadas palitots de homens e meninos a 320 rs. o
escuras a 360 rs. o covado. ; covado, brim de cores a 400 e 440 rs. o
MADAPOLO ENFESTADO A 3,5500.
Vendem-se pecas de madapolao enfes-
tado a 33500, dito inglez de 24 jardas a
5.?, 65. 60300, 730G,8, e 10,5 a peca.
ALGODO TRANCADO A I 1200 O
METRO. -
Vendem-se algodo de duas larguras pro-
prio para lences e toalhas por ser muito
largo, a 1200 rs. o metro.
RISCACO FRANCEZ a 360 rs.
Vende-se flnissimos riscados francezes
proprio para vestido de senhora e roupa
para meninos por ser de bonitas cores a
360 rs. o covado.
BRAMANTES PARA LENCOES A U A
VARA.
Vende-se bramante de dez palmos de
largura proprio para lences a 20 a vara.
Chitas aatzonas a 360 rs.
Vendem-se ricas chitas de listras de um
de nome amzonas, para vestidos de se-
niora a 360 rs. o covado, deste preco e
qualidade s na loja do Garibaldi.
AOS SENHORES DOXOS DE COXEIRAS.
Na loja do Garibaldi, ha urnas casemiras
de listras muito encorpadas proprias para
forrar carros, e se vende muito barato por
ser muito largas, preco a 20500 o covado.
ALGODO ENFESTADO Ai|A VARA.
Vende-se algodo enfestado muito largo
proprio para lences a id a vara.
ALPACAS DE CORES PARA VESTIDOS A
5u0 rs. O COVADO.
Vendem-se alpacas estampadas de cores
a 500 rs. o covado propria para vestido de
senhora.
CRAPEOS DE SOL DE ALPtfA A 30500.
\endem-se chapeos deso de alpaca pre-
ta a 30500 cada um.
BRIM HAMBURGO A 80000 A PECA
Veadtawe pecas de brha lizo de Ham-
burgo oom 20 varas a 80, 90 e 100 mq.
Cortinados para Janellas mjfo,
Vendem-se cortinados para janellas a 70
o par, ditos para camas francezas a i40 o
cortinado.
25000
10500
3;?800
0200
30000
206OC
0320
0500
40000
0320
0020
0500
Ra do Queimado ns. 49 e 57
lojas de miudezaz de Jos de
Azevedo Mata, est acabando
com as miudezas de seus estabe-
tecimentospor isso queram apre-
ciar o que c bom e baratrssrmo.
Pares de s-apattfs de tranca fa>~
zonda nova aqL ,
Pares do sapatos de tapeta
(s gran (es) a.,.....
Duzias de meias cruas- para ho -
mera a........
Tramoias do Porto fazeada boa
e pelo preco-melhor 100 altos a
Lvros de misses abreviadas a .
Duzia de barals francezea-muito
linos a20 400 e .......
Silabario portuguez com estam-
pas a .......
Grvalas de cres-e pretas autlo
linas a........
Duzias de meias para senhora fa~
zenda boa a ......
Redes pretas lizas-muito finas-a
Cartes com colcbeWS de latSe
fazeuda lina a......
Abotuaduras de viro para colete
fazewla fina a.......
Caixas com penna d'aco muito-
finas- a 320, 40Or 500 e .
Cartes- de linha Atexandre que.-
tem 200 jardas a .
Carreteis de linha Atexandre de-
70 at 200 a. .....
Caixas com superiores obreias
de mossa a......
Duzias de agulhas pra machina
Libras de pregos francezes di-
verso* tamanho a.....
Livros escripturadopara rol de
rou[Kha. ,.....
Talheres- para raersinos rauito
finos-a.........
Caixas com papel amizade muito
fino a.........
Caixas com 100 envelopes rauito
finos a. ...... .
Pentes volteados pana meninas e
senhoras a. ..... .
Thezouras muito finas para.
unhas e costuras a. .
Tinteiros cora tinta, prela muito
boa a 80, 120 .
Varas de franja para toalhas fa-
zenda fina a. .
Duzia de phosphoros de segu-
ranca da melhor qualidade a
400 e........
Peeas de fita branca elstica
muito fina a. .... ^
Novellos de liana eom 400 jardas
Resmas de papel de pezo azul
muito fino a......
Pecas de fitas bordadas com 3
varas a .......
Ditas de ditas bordadas com 42
metros de 20000 a .
Crozas de botes de louca muito
finos a........
INJECTION BROU
yfleiilea Infalllvel e Precervailva, abwluunxnlu a nica iua cura mu nenhum aditivo. V, .u|
m principan koeu a aionde. (Eligir a iniUauMH aa >). (10 nm ato exiiUDca.> Patii; a a
ato anaaiar IIOD. kaalarara MaieaU. lia.
DO
GALLO VIGILANTE
lina do Crespo n. 9
Os proprietario deste bem corthecido estabele-
eimeflt), alm dos muitos objectoa postos a apreeiaoo do respeitavel publico, dmd-
ilaram 7ir e acaban? de receber peto ultimo vspor
da Europa nm completo e variad sortimento-de
linas o mni delicadas especialidades, as qnaee es-
tao rosnados a vemnr, como do seu costume,
por pregas muito barairhos e conimodos para to-
dos, coi tanto que o Sallo...
Muito superiores luvas de pellica, pretas, bran-
cas e de nmi lindas cok.
Mu boas e bonitas gollinhas e puwJios para se-
nbora, neste genero o que ha le mais moderno.
Superiores pentes de tartaruga par coques.
Lindos e riquissimos enfeites para cabeens das
Exmas. senfcoras.
Superiores trancas prete e de cores eom vidri-
Ihos e sera elles; esta fazenda o que pode liaver
de melhor e mais bonito.
Superiores e bonitos loques de madreporola,
marfim, samlalo e osso, sendo aquehe brancos
com lindos desenhos, e estes pretos.
Muito superiores meias lio de Escossia para se-
nhoras, as qtraes sempre se venderam pur 3000(>
a duzia, entretanto que nos as vendemos por 20,
alera desta.% temes tambera grande sortMnento de
outras qualidades, entiu as quaes algumas rauito
finas.
Boas bengalas de superior canna da India e
casino de niarlim com lindas e encantadoras figu-
ras do mesmo, neste genero o que de meUior se
pode desejar ; alera destas temos tambera grande
quanlidade de outras qualidades, como sejam, nra-
deira, baleia, osso, borracha, etc. etc. etc.
Finos, bonitos e airosos chieotinhos de eadeia e
de outras qualidades.
Lindas e superiores ligas de seda e borradla
para segurar as meias.
Boas meias de seda para senhora e para meni-
nas de i a 12 annos de idade.
Navalhas cabo d marfim e tartaruga para fazer
barba ; sao muito boas,e de mais a mais sao ga-
rantidas pelo fabricante, e nos por nossa vez tam-
bera asseguramos sua qualidade e delicadeza.
Lindas e bellas capellas para noiva.
Superiores agulhas para machina c para crox.
Linha muito boa de peso, frouxa, para eucher
labyrintho.
Bons baralhos de cartas para voltarete, assim
como os tentos para o mesmo flm.
Grande e variado sortimento das raelhores per-
fumarias e dos melhores e mais conhecidos per-
fumistas.
COLARES DE ROER.
Elctricos magnticos contra as convulsoes, e
facilitara a denticao das innocentes criancas. So-
mos desde muito recebedores destes prodigiosos
collares, e continuamos a recebe-los por todos os
vapores, afim de que nunca faltem no mercado,
como j tem acontecido, assim pois poderlo aquel-
les que delles precisaren!, vir ao deposito do gallo
vigilante, aonde sempre encontraro destes verda-
deiros collares, e os quaes attendendo-se ao flm
para que sao applicados, se vndenlo com ura mui
diminuto lucro.
Rogamos, pois, avista d-M cbjeetos que deixamos
declarados, aos nossos freguezes e amigos a virem
comprar por precos muito razoaveis loja do gallo
vigilante, ra do'Crespo n. 7.
I'ASTIIIIAS ASSl'UKAUAS
DO
DR. PATERSON
De bisaiuth e avagnezla.
Remedio por excelleneia para combate'
a magreza, facilitar a digestao, fortificar
estomago etc.
DEPOSITO ESPECIAL.
Pharmacia de Bartholomeu t C.
34-----Ra larga do Rosario------34.
0100
#100
mt
flOOO
0240
&l*
4240
4700
4600
4320
4500
4320
4160
500
200
60
2,5500
500
35000
I6C
Scbonete de atcatrdo.
DE
covado.
aLaasiahas de quatlriabos a
40 rs.
Vendem-se lasinhas de quadrinhos para
vestidos de senhora a 2i0 rs. o covado,
ditas estampadas a 280 e 320 rs. o covado.
POPELINAS EM LAA A O'iO RS.
Vendem-se popelinas ein la dn listra
para vestidos de senhora a 640 e 800 rs.
o covado.
CORTES DE LA A 2#4O0 RS.
Vendem-se cortes de la de listra arpa
vestidos de senhora a 2H00 rs. para aca-
bar.
LA CHINEZA A 500 RS 0 COVADO
Vende-se la chineza para vestido de se-
nhora a 500 rs. o covado.
Casemiras para calcas.
Vendem-se casemiras cor de caf, preta
e azul escuro com listras, para calcas e pa-
litots, fazenda muito encorpada, propria
para o invern, sendo de duas larguras
que i 3/* covad s d urna calca para ho-
mem pflo prr-co de 24500 o covado.
Alpacas lizas para vestidos a
HOOrs. o -ovado
Vendem-se alpacas lizas e dobradas para
vestidos de senhora 700 e 800 rs. o covado,
B"AL0ES DE ARCOS A 10500.
Venden-se bales de 20 e 30 arcos a
14500 cada um, por este preco s na loja
do Garibaldi,
BRIM TRANCADO PARDO A 800 RS. O
METRO.
Vende-se brim pardo trancado a 800 rs.
o metro, dito muito fino a 10200 o nv.tro.
BALES MODERNOS A 50000.
Vendem-se bales modernos e de cores
a 54 cada um.
CASSAS FRANCEZAS A 280 RS.
Vendem-se cassas francezas para vesti-
dos de senhora a 280 e 320 rs. o ftvado.
CHAPEOS DE SOL DE S.EDA A 10#.
Vendem-se chapeos de sol de seda a
10# e 123, na ra da Imperatriz, loja do
Oaribaldirt. 56.
Antonio Nunes de Castro.
Este acreditado preparado, que to boa
acceitaco tem merecido n'esta provincia,
muito se recommenda para a cura certi
das impigens, samas, caspas e todas as
molestias de pelle.
Deposito nico,
Pharmacia de Bartholomeu & C,
34ra larga do Rosario34.
PILMAS, YINHO
E
DE
JURUBEBA
PREPARADOS
PELO
PHARMACEUTICO
aioaquini de AJmeida Pinto.
As preparaces de jurubeba sao hoje
vantajosamente conhecidas e prconisa-
das pelos mais habis mdicos, tanto da
Europa como do paiz, pela sua efcacia
nos casos de anemia, chloroze, hydropesia,
obstrueco do abdomen, e tambem nos de
raenstraago difficil, calharro na bexiga,
etc. etc.
Vendem-se em porco e a retal ho na ci-
dade do Recife. pharmacia do seu compo-
sitor, ra larga do Rosario n. 10, junto ao
quartel de polica.
Libras eouro nacional, moedas
de 5 francos.
edoende-se no arco da Conceico na loja
Barato que admira
Qnartos de latas com bolachinhas de boas qua-
lidades a l aiOP, caixinhas com ameixas, peras e
Xs a 1 iOO, cerveja Bass, Ihlcrs e bell ingleza a
rs. a botija, vinho a 400 rs. a garrafa, azeite
doce de Lisboa a 880, arroz de primeira qualida-
de a 120 rs., caf a 220, sabao a 180 e 220, cha
raiudo bom a 3100, idem grado a '-i 6, alpista a
940, toucinho de Lisboa a 440, marmelada fina a
780 a libra, doce degoiaba fino em latas e caixoes
de diversos taannos por commodo preco : s na
esquina da ra da Penha n. 8.
RaiPS FOrJXJLR"
DA
FABRICA
Vurives, no Recife.
GAZ GAZ GAZ
Jl
Chegou ao antigo deposito de Henry Forster A
d, ra do Imperador, um carregamento de ga?
de primeira qualidade; o qual se vende em partida?
e a retaiho por menos preco do que em outra qual-
quer parte.
NACIONAL DA BAHA
DE
TEIXEIRA FREDERICO & C.
Acaba de ebegara este mercado urna porosa des-
te ptimo rap, nico que pode supprir a falta do
princeza de Lisboa por ser de agradavel perfume.
E' fabricado com superior fumo e pelo melhor
systheoia conhecido, tendo tambem a vantagera de
ser viaiado, o que para este artigo urna espe-
cialidade. as pracas da Baha, do Rio de Janeiro e
outras do imperio tem o rap Popular sido asss
accolhido, e provavelmente aqui tambem o ser,
logo que sejafeonhecido e apreciado. Acha-se
veuda por preco commodo, e para quem comprar
de 5X1 libras para cima, far-se-ha um descont de
5 0/0, e de 800 libras para cima o de 8 0/0 : no
escriptorio do Joaquim los Goncalves Beltrao,
ra do Commercio n. 17.
DASSA e XAROPE
DECODEINADEBERTHEj
Preconisados por todos os mdicos contra os I
DEFLCXOS, CATHARROS, E TODa AS I
IRR1TACOES DO PE1TO.
N. B. O Xaropt ata Codana que mereco a I
honra, alia* bem rara talrt os iledicamemosl
novos, de ter registrado como um dos medica-1
mentos o]iciaei i Imperio Francet dispensa^
qualqttcr elogio.
AVISO. Por causa da repreliensirel falsi-I
8ccjo que Wm suscitado o relit resultado do I
Sarape e massa de Rcrlli somos Toreados al
lenibrar qucesicimedicameutos lajusuiucnii:|
eonceiiuados s k
fcndeiu em caixin-
Itts e rrjscvs levando
a astigoatura em
Atole.
46. Ilue des colet, t na Pharmacia Central I
de Franca, 7, Ilue de Jouy, em Pars, e em|
todas as l'liainiacias priucipaes doB.razil.
TASS0IRMOS
Tem para vender em seus ariuazeus, alera do ou-
tros, os seguimos artigos :
Papel para imprimir.
Perlina azul.
Greve pautado e liso.
Vinhos cm caixas c doze garrafas
Bourgogne.
Hery.
Madein
IliTmitage.
Chamblis.
Licor de curasao de Hollanda era caixas de vin-
te e quatro botijinhas.
GESSOi
Nosarmazens de TassoIrm3oS.
Grades de ferro
para jardins, porteiras etc. l
Nos armazens de Tasso Irmaos
C AltlSIMIOM li; I CUHO
Para servaos de grandes armazens, para remo-
ver barricas ou caixoes de um para outro, lado pelo
mdico preco de 12000 eada um.
Farinha de trigo de Trieste
Das melhoras marcas Panonia (verdadeira) Fon-
tana e grande sortimento das memores marcas de
farinhas americanas.
Saceos de farinha de trigo do
Chito
Todas novas, chegadas ltimamente nos arma-
zens de Tasso Irmaos.
Cemento romano
Nosarmazens do Tasso Irmaos.
Cemento hydraulico 12$
O melhor para tudo que sao obras para agua, co-
mo assentamento de canos de esgoto, algerozes, de-
posito, tanques d'agua, etc., etc.: em port;8es de
emeoento barricas se far roduecaonopreeo : nos
armazens de Tasso Irmaos.
Cemento Portland
O verdadeiro cemento Portland era casa de Tasso
Irmaos.
Grades de ferro, cercas, por-
teiras, etc., etc.
De dMTerentes qaalidades par cercados de ani-
raaes, eniqneiros para galinhas on jardins: nos ar-
mazens de Tasso Irmaos.
Barris com breu
Nos armazen? de Tasso Irmaos.
Telas de esparmacete verdaderas para lan-
ternas de carros: noarmazem de Taaso Irmaos.
, Vinbo do Porto 8no superior: no arraazem
de Tasso Irmaos.
O melhor cognac Gauthier Preres: no arma-
zcra de Tasso Irmaos.
Maearthy
Haehlaas de descaroear algod5e.
Hoje que est reconheAlo que as machinas de
serrote prejudicam e quebram a fibra do algodo,
c preciso rccoFrer a maehiuismo menos spero,
que prodazintto o mesmo servido que aquellas, e
facihdade no trabalho, nao quebrera a fibra da laa,
para que essa possa obter-nos mercados europeos,
a differenca que ha entre o algodo descansado
por aquellas mencionadas ntehraas, que estao 11-
cando em d<#uzo, pelo prejuiz que tem causado,
e o da antiga bolandeira, que nao pode competir
pela morosidade de seu trabalho. E" assim que
estas machinas se tornam as mais proprias para o
nosso algodo, porque ao par da facrlidade e
promptidao consen-a a fibra da laa, que limpa por
ella, e qualillcada na Europa a par da melhor bo-
landeira, valendo assim entre 11 20 por 0/0
mais do que a laa limpa pela machina de serrote.
Estas machinas nio sao novas, pois que ba muito
estao adoptadas no Egjpto, aonde as de serrote
foram inteiramente abandonadas, e por isso o algo-
do daquella procedencia, sendo da qualidade do
da nossa provincia, obtein hoje de 10 a g por
0/0 mais do que o nosso : vendem-se a 150O00
nos armazens de Tasso Irmaos.
Oleo de amendoas
Em caixas de 8 latas, cada caixa 100 libras :
nos armazens de Tasso; Irmaos.
A^o de milito.
Nos armazfns de Tasso /rmaos.
RARRIS DE SALITRE
No' armazens de Tasso Irmaos.
CURA DOS CALLOS.
PELA
Pomada galoiipeau.
Deposito especial
Pharmacia de Bartholomeo & C.
34------Ra larga do Rosario------34.
1 Ui.ua
De superior qualidade da mui accredita-
da fabrica de Bisquil Dubouch tC, em
cognac orna das que mais agurdente de
cognac, fornecem para o consummo do
Reino da Inglaterra.
Vende-se em casa de Th. Just. na do
commercio n. 32.
Tabellas vermicidas
DE
Antonio Nunes de Castro.
Vermfugo efficaz, e preferivel a todos os
conhecidos, j pela certeza de seu resulta-
do, ej pela fcil applicac2o as cranlas,
quasi sempre mais atacadas de to terrive)
e muitas vezes fatal soffrimento. k
NICO DEPOSITO
NA
harmaela e drogara.
DB
Barthomeu & C. '
34Rna Larga do Rosarlo341
BOM VINHO
DO
D0I10
Chegou pelo bnguc Triuntpho e consignado
Flix Pereira da Silva, nina nova remessa de bem
conhecido e excellente vinho puro do Douro em
barris de 5o e 10, garantindo-se que nao tem con-
feceo alguma ; neste genero o melhor que tem
vindo ao mercado, e muito proprio para usar as
horas de comida, e vende por preco razoavel :
na loja do Pavo, ra da Imperatriz n. 60.______
A N01
21= Ra
A Nova Esp
de miudezas,
po em que ter
A ESPERflip
do Queimado= 21
AdVertencia!
r?nga, ra do Queimad
aaaa. ^ "V*" -*"- ---------------
jj. 21 tendo ei t deposito grande quanlidade
como se approxima o tem-
de ser dado o balanco, por
isso desde j ] revine ao respeitavel publi-
co, que est n solvida a vender suas mer-
caduras pelo t iratissimo preco, para assim
diminuir a g; ande quantidade das que
tem: assim pi is, venbam os bons fregue-
zes, e os que n zes, em tempe tao opporluno croando i
NOVA ESPERA !CA convida-os pechincha-
icm, pois que para comprar-se caro, n5o
falla aonde* a mem...
Elle quere ella quer
E' sempre assim.
Elle (conesp mdente de Paris) quer sem-
pre primar cm nos remetter objectos de
gosto e perfeici o, e ella (loja da Nova Es-
peranza) quer empre dividir com seus fr-
gueze o que d ) bom constantemente rece-
be, e por este idar continno (d'ambos)
Nora Esperanr; ra do Queimado n. 21,
alm do grandt sortimento que j tinha,
acaba de recebe mais o seguinte :
Bonitos broc es, pulceiras e brincos de
madreperola.
Papel e ewelopes bordados e mati-
sados.
Papei prop
bandeija?.
Brincos pre
moda).
Fitas largas ara- cinto.
Modernos ga
seda e de la,
Botoes de tot
para o mesmo l
Trancas pre
I>engentes e ses
Botes preto
tes e sem ellos.
Luvas de pe
Finas meias
nios.
Delicados
fim, osso e faia
Espartilbo si
Bengalas de
Finalmente,
miudezas ra
Nova Esperanf
Cellares ano lino ttleetro-mcgntt
eos contr % as eonvulces das
crean gas
Nao resta a i lenor hrwda, de qae muito
collares se ven lem por ah intitulados o
verdadeiros de Royer, e eis porqae muito
pas de familia; nao creem (comprando-os)
no effeilo pron: ;ttido,o que s podem dar.
os verdadeiros; a Nova Esperanca, porn
que detesta a jlstficafao principalmente no
que respeita a fez urna encom nenda directa destes collares
e garante aos >ais de familias, que sao ot
verdadeiros d; Royer, que a tantas crean-
cas tem salvat o do terrivel incommodo de
convulcSes, a sim pois preciso, que ve-
nham a Nova I speranca a na do Queimado
n. 21 comprar m o salva vida, para seo*
filhinhos, antes que estes sejam acommetti-
dos do terrivel mal, quando entao ser di-
fficil alcancar-si o effeito desejado, embor
sejam empreg dos os verdadeiros coliare
de Royer.
ios para enfeitar bollos e
os com dourados (ultima
oes, franjas e trancas de
tara enfeites de vestidos.
as as cores e moldes novo
m.
as comvidriltios sendo com
elles.
com vidrilho com pingen-
ica, camurra e escossia.
le seda para senhora e mo-
l que de madreperula, mar-
iples e bordados,
baleia.
m completo sortimento de
do Queimado n. 21, na
^VGERMtoty "
' f
/iNMVliiiie St. \/
PARA AS NOITES
DE
S. Jodo, S. Antonio e S. Pedro.
Acbam-sc venda sortes para homens e se-
nhoras, um tanto agradaveis para essas occasioes
de divertimentos e prazeres : as livrarias franee-
za ra do Crespo n. 9, na Econmica ra do
Crespo n. 2, na Popular ra do Imper dor n. 67,
na do Sr. Cardozo Ayres ra da Cadeia do Reci-
fe n. 31, na do Sr. Jos Barbosa de Mello ra da
Cruz n. 52, na do Sr. padre Lemos ra do Impe-
rador n. 15, na Encadernaoao Parisiense ra do
Imperador n. 71._______ '"___________
13500
Vendem-se libras esterlinas: na ru, do Crespo
n. 16, Io andar. .....
Vende-se a dinheiro ou a praso a nadara a
vapor sita em Una, a qual se acha livre e desem-
barajad : os pretendentes podem entender-se no
mesmo lugar com seu proprietario, ou cam Rocha
Lima Guimarles, na ra da Cadeia n. 40, e Ne-
coraedw Maria Freir, no caes de Apollo
Vende-e superior cera de carnauba em de
cas. por praco mais barato do que em outra quas-
quer parte : na loja do Pavao, ra da Imperatriz
a. 60, de Flix Pereira da Silva.
Alegrai-vos myopes, e presbytas, j po-
dis ver de longe, j podis ver de perto,
nao ha mais vistas curtas, nem caneadas.
F. J. Germann acaba de receber pelo ulti-
mo vapor um rico e variado sortim nlo de
oculos, lunetas, pince-nez, face -main, lor-
gaons, de ouro, prata, tartaruga, martim.
ac, bfalo, ncar, unicornio emelebior;
assim como binculos de urna a tres mudan-
ras para theatro, campo e marinha, da ulti-
ma invenco ; duquezas, vienezas de 6, 8 o
12vidros, ludo dos melhores fabricantes da.
Europa.
O mesmo vapor trou-
xe urna excellente ma-
china para graduar e
observar numero dos
vidros qoe se necessita
conforme a vista de
qualquer pessoa.
Tem excedentes sterioscopos, inslramen-
tos de mathematica, barmetros, vidros.de
chrystal do rocha, e de cores para resguar-
dar a vista; eoncerta todos os objectos
precos commodos e com promptidao; tira
o mofo dos vidros e encarrega-se de toda a
encommenda relativa a ptica.
Recebeu tambem os exce^eotes relogios
do antigo e afamado fabricante Robert Gerth
ctC, os quaes vendem preces commodos
garantindo a sua superior qualiaade.
Novidades do Campos
para S. Joo
luteressante fogo Martllelo para
saldes, vindo da corte pelo
Paran vende-se na ra do
Imperador*n. t8.
ECONOMA DOMESTICA
Superior farinha da trra em saceos, o
4 tambem se vende por menos, sendo
porcoes.
AOS ESTABELECIMENTOS
Medidas para seceos, conforme o novo
systema mtrico decimal.
Tabellas indispensaveis, facis, e mais
adoptadas at hoje nos estabelecimentos que
cmprame vendem a peso, porque mostram
ellas com a maior exactidlo, a reduccSo do
peso e preco entre os doussystemas: libras
e kilogrammas, recomendadas de preie-
rencia a outra qualquer tabella, peta sua
fcil comprehensSo ainda para as pessoas
menos habilitadas em commercio e clculos,
acha-se a venda tudo cima na ruado im-
perador n. 28,
Armazem do Campos.

i *

K,


V
r
Ir



1/
Diario de Pernainbuco Sabbado 12 de Junho de 1869.
Ocordeiro previdente
Ra do Que!ut.ido n. itt.
Novo e variado sortimento de peifuinarias
finas, e outros objectos.
Alm do completo sortimenlo de perfu-
maras, de que etfectivamente est prvida a
loja do Cordeiro Previdente, ella acaba de
receber um outro sortimento que se torna
notavel pela variedade de objectos, superiori-
dade, qualidades e commodidades de pre-
eos; assim, pois, o Cordeiro Previdente pede
e espera continuar a merecer a apreciacSo
do respeitavel publico em geral e de sua
boa freguezia em particular, nao so afas-
tando elle de sua bem conhecida mansido
e barateza. Em dita loja encontrarlo os
apreciadores do bom:
Agua divina de E. Coudray.
Dita verdadeira de Murray 4 Lamman.
Dita de Cologne ingleza, americana, fran-
cesa, todas dos melhores e mais acreditados
, fabricantes.
Dita balsmica dentrificia.
Dita de flor de larangeiraa.
Dita dos Alpes, e vilete para toilet.
Elxir odontalgico para conservado do
sseia da bocea.
Cosmetiques de superior qualidade e ebei-
ros agradaveis.
Copos e latas, maiores t menores, com
pomada fina para cabello.
Frascos com dita japoaeza, transparente
e outras qualidades.
Pinos extractos ingleses, americanos c
fraacezes em frascos simples e enfeitados.
Essencia imperial do fino e agradavel cnei-
to de violeta.
Outras concentradas e de cheiros igual-
mente Qnas o agradaveis.
Oleo pltilocome verdadeiro.
Etracto d'oleo de superior qualidade,
com escoltados ohe ros, em frascos de dille-
rentes lmannos.
Sabonetes em barras, maiores e menores
para aios.
Ditos transparentes, redondos e em figu-
ras de meninos.
Ditos inuito finos em caixinka para barba.
Caixinhas com bonitos sabonetes imitando
fractas.
Ditas de madeira invernisada contendo fi-
nas perfumaras, muito proprias para pre-
sentes.
Ditas de papelo igualmente bonitas, tam-
bem de perfumaras finas.
Bonitos vasos de metal coloridos, e de
moldes novos e elegantes, com p de arroz
e boneea.
Especial p de arroz seta compos.Io de
chairo, e por isso o mais proprio para crian-
zas.
Opfeta ingleza e franceza para dentes.
Pos do camphora e outras differentes
qualidades tambem para dentes. ,
Tnico oriental de Kemp.
Anda mate eoques.
Um outro sortimento de coques de no-
vos e bonitos moldes com lilets de vidrilbos
6 alguns d'elles ornados de llores e fitas,
esto todos expostos apreciarlo de quem
os pretenda comprar.
GOLLINHAS E PBHOS BORDADOS.
Obras de muito gosto e pcrfeiclo.
Favellas e Utas para cintos.
Bello e variado sortimento de taes objec-
tos, ficando a boa escolha ao gosto do com-
prador.
FLORES FINAS.
O que de melhor se. pode encontrar neste
genero, sohresaliindo os delicados ramos
orvalhados para coques.
QUE SE LIQUIM
A DINHEIRO NA LOJA E AflMAZEM
DO
Vinho degestivo de
chassaing
COM
PEPSINA E DIASTAEX.
Remedio por excellencia para cura certa
das digestes difficeis ecompletas, acalmar
as dores gastralgias, e reparar as forjas
produzindo urna assimulaclo completa dos PELERINAS DE CROCH A 8',
alimentos; sendo mais um excel lente toaico.
VEVBE-SE
PHARMACIA E DROGARA
M
Bartholomeii & i'.
34RA LARGA DO ROSARIO34
Libras esterlinas, na ra da Cadeia do
Recife, n. 58.
Ra do Livraniento n. 26.
Cambraias de ellegantes padroes, modernas, a
tOU rs.o covado.
FUNDICAO DOBOWM
ttua do llrum a. 52.
PASSANDO O CHAFARIZ
Tem sempre deposito de todo o ma ;hinis-
nao empregado na agricultura da provincia,
entre o qua:
Machinas de vapor, para assucar e para
algodo.
Rodas d'agoa.
Motores de diversas .especies.
Moendas de caiuia.
Rodas dentadas, para animaes, agoa e
vapor.
Tixas de ferro, batido fundido e
cobre.
Alambiques.
Atados e instrumentos d'agriculura.
Descargadores d'algorio etc. etc.
Havendo em tudo variedade de Umanho
desde o menor at o maior que se costu-
ma empregar.
de
de molhados, no armazem da ra
Nova ti ..60.
QUEIJOS
No armazem da ra Nova d. 60 ha para vender,
as segnintes qualidades :
QUEIJOS DE MINAS.
QUEIJOS DE COALUA.
QUEIJOS DO SRRTAO.
QUEIJOS SUISSO.
QUEIJOS PRATO.
QUEIJOS FLAMENCOS.
MANTEIGA INGLEZA a 800 rs. a libra ou
11740 o kilo.
II
Vende-se manteiga ingleza muito boa a 900 rs.,
!#, e 14130 a libra, muito fina, presunto, de La-
mago a 800 rs a libra, rarne do serto a 360 rs.,
ttoguic?. fin* em latas a 14 a libra, farello, sarco
de 4#400. e o de Lisboa fino a 54*00: no pateo
do Parai n. *).
DE
FEIIX PEREIRA DA SILVA.
0 proprietario d'este estabelecimento convida ao respeitavel publico desta ca-
pital a yir surtir-se do grande sortimento que tem de faiendas, tanto da moda como le
lei, assim como de um grande sortimento de roupas para lomens e meninos, e as
pessoas que negociam em pequea escala, tanto da pra^a como do mato, nesta casa
pederao fazer os seus sortimentos em pequeas ou grandes* porches, venoen lo-se-lhes
pelos precos que se compram as casas inglezas ; assim como as excellentissimas fami-
lias, poderlo mandar buscar as amostras de todas as iazendas, ou se Ihe as mandam
levar em suas casas pelos caixeiros d'este estabelecimento, que se acha aberto con-
stantemente desde s 6 horas da manhla s 9 da noute.
Casemiras da moda
NA
IiOJTA DO IViVO
Chegou pelo ultimo vapor francez, um
grande e verdadeiro sortimento das mais
modernas e mais finas caserairas para eal-
cas, paletots e coletes, tendo lisas, com lis-
tras e com listra ao lado, tendo para todos
os precos, e afianca-se venderem-se muito
mais barato do que em outra qualquer par-
te, assim como das mesmas se manda fa-
zer qualquer peca de obra, a vontade do
freguez, para o que tem um bom alfaiate.
Aos quinhentos palitets
a i8$ e 20#000.
Na loja do Pavo ra da Imperatriz n.
60, vendem-se urna grande porco de pa-
litots sobrecasaoados, e propriamente so-
brecasacos de panno preto, sendo obra
muito beai acabada -pelos baratos precos
de 185, sendo forrados de alpaca, e de
20)5 forrados de seda ; esta fazenda a nao
se ter comprado ama grande compra, seria
para muito mais ditfheiro, porm liqmda-se
esta pechincha pelos presos cima.
Lazlnins a t90 rs.
Vendem-se laaamhas para vestidos otou-
pas de meninos, sendo (3o encorpadas
como chitas, pelo barato preco de 240 rs.
o covado.
PeUPELPAS A 500 RS. 0 COVABO.
Na loja do'Pavo, na ra da Imperatriz
n. <50, vende-se um grande sortimento das
mais lindas poepelinas or. Ilazinhas trans-
parentes, proprias para vestidos e*oupas
<4e creancas, com as mais modernas e bo-
nitas cores ; padrlos com listrinbas miudi-
olics, que se vendem pelo barato preco de
560 rs. o covado, pechincha que -se acha
nicamente no loja de'Fslix Pereira da Sil-
va, na ra da emperatriz n. 00.
AS CAMBRAIAS DO PAVO
YendeiH-se finissimas-pecas de cambraias
lizas transparentes' tanto inglezas como suis-
sas tendo mais de vara procos de 5)5000 at 1OJ000 a peca, assim
como finissimos organdjs branco sd'qte
serve para vestidos de bailes, por sar muito
transparente a 1(5000, a vara, na loja do
Pavo ruada.fcaperatrizdi. 60, de Flix Pe-
reira da Silva.
CtartlBadtos
Para camas ejaneHas.
Vende-se um grande-sortimento oes me-
lhores e maiores cortinados bordados pro-
prios para camas e para janellas, que^e ven-
em a 12^000-rs. cada par at 25*600 rs,
isto na ra da imperatriz n. 60, de Fehx
Pereira da Silva.
roupas fetas
NA LOJA-DO PAVO RA DA
IMPERATRIZ N. 60
Acfea-se este grande estabelecimento com-
pletamente sortido das memores roupas,
sendo calcas palitts e coletes de casemira,
de panno, de brini, de alpaca, e de todas
as mais fazendas que os compradores pos-
sam desejar, assim como na mesma loja
tem um bello sortimento de pannos casemi-
ras, brins, etc. etc. para se mandar fazer
qualquer peca de obra, coma maior promp-
tidao vontade do freguez, e nao sendo
obrigados a acceita-las, quando nao stejam
completamente ao seu contento, assim como
n'este vasto ostabelecimento encontrar o
respeitavel publico um bello sortimento de
camisa francezas e inglezas, eeroulas de
linho e algodao e cutros muitos artigos
proprios para homens e senhoras promet-
tendo-se-lhe vender mais barato do que em
outra qualquer parte. Na ra da Impera-
triz n. 60, loja e armazem de Flix Perei-
ra da Silva.
Explendido sortimeiito de
Alpacas laviadas de cores a 50
Alpacas a 56Ci Alpacas a 360
Alpacas decOres
Na loja do Pavio ua da Imperatriz n.
60, vende-se uns poucos de mil covados
das mais lindas e modernas alpacas lavradas
com as mais modernas c bonitas cores,
proprias para vestidos c roupas para meni-
nos, tendo entre ellas azul, lyrio, roxo, cor
de canna, verde claro etc. e os lavrores
muito niiudinhos assentados em urna s
cor; para se poder retalhar esta fazenda
pelo barato prego do 560 rs. o covado, foi
preciso fuer-so urna grande compra deste
aitigo, o qual grande pechincha.
Am dez mil ovados de cassas
francezas
Covado a 300 lavado a 300
Covado a 300
Covado a 300 Covado a 300
Covado a 309 rs.
Vende-se na loj i do Pav8o ra da im-
peratriz n. 66 urna grande quantidade de
mil covados das melhores casas francezas
para vestidos, tendo padrees miudos e gra-
dos, assentados em todas as cores, -estas
cassas sao propriamente francezas, tendo
transparentes e tapadas, com tanto corpo
quasi como -a chita, e alm dos pedroes
seren muito bonitos lo todos fixos e seria
fazenda para muito mais dinheiro, mas re-
talha-se a 390 rs. o covado.
Kspartiffcos a 3O00 na lo|a do
Pavo
Vende-e urna grande porco deesparti-
Ihos modreos com o competente cordo,
tendo-sortimento de todos os taannos, e
vendem-se a 35 cada m.
MADAPOLAO ENFESTADO A 3*600, S
NO PAVO
Vendem-se pegas de madapolo enfestado
com 12 jardas, sendo muito incorpado pelo
barato prero de 3$60O ris, assim como
pecas de algodosinho com 16 jardas
45500 e 5O00 ris.
ALPACAS LAVRADAS COM LISTAS A 300
RS. SO O PAVO VENDE
Covado-a 300 rs.
Covado a 500 rs.
Covado -a 300 rs.
Covado a 500-re.
Covado a 300 rs.
Cavado a 500 rs.
Na loja do Pavo ra da Imperatriz n.
60 vende-se urna grande port;ao de alpacas
lavradas com os mais lindos padres listra-
l"dos e com flores matisadas, sendo este ar-
tigo urna grande pechincha, por se terem
comprado urnas poucas de caixas e vende-se
pelo barato preco ie 500 rs. o covado.
Chales
iocooo
E 123000
Chegaram para a loja do Pavo as mais
modernas e mais bonitas romeras ou pele-
rinas de fil e croch que se vendem a o
I.> e 12;5.
GRANDE PECHINCHA

11
ll-RUA DO aUEINADO-ll
DE
AUGUSTO PORTO & C.
Receberam superiores vestidos de blond com manta e eapella para noivas, que
vendem-se por precos mais mdicos do que em qualquer outra parte.
SAHIDS DE BAILEde cachemira branca ede cores o que ha de mais lindo.
BASQUINESde renda preta, e de gorgurao preto, o que ha de mais
elegante.
CHAPEOS DE SOLpara senhoras delicadamente bor-dados.
BALOESbrancos e de cores para senhoras e meninas, espartilhos, saias bor-
dadas, e saias de 13a com barras de cor.
GORGURAOde seda branco e preto para vestidos, sedas de cores, moirenn-
tique branco, e grosdenaple branco, de cores e preto, priocezas, bombazinas pretas,
alpacas de muitas cores, e lindos cortinados bordados.
Encanamento de agoa
e gaz.
rr>
Canos do fi
de chumbo de ti
Posos i
Temos dos m
venda, na dq
RIBO
estanhado e com porcelana, ditos
0M H gres liras.
elo nov sistema
vos pe.;os completas e a retafe* :
Qunimado, Aeevedo & Irmo.
XAROPE PEITORAL
1)E
DE TARI
PLASTA DO BRASIL
E expectorante e recoramendado as
icito, bronchite chronica, he-
sse chronica.
PKEPAHADO POR
DE ALMEIDA PINTO
V |l A R M A C E V T I C 0
Pernambvlo ra larga do Rosario n. 10.
afleccoes do
moplise, e le
' JOAQUI
A.gua
*6 ^UIMAt>6
NOVO EXPLENDIDO SORTIMENTO
-florida e Guis-
Utt.\
Vendem Au
CommerciiT, n.
^rra
isto F. de Oliveira 4 C. ro>
lain
Tintura indetevel para-tegir os cuellos,
m manchar a pelle.
A'bem coneeituada agua-florida deGuis-
lam que entac era dessonhecida em Per-
nambuco, ja c boje estimada e procurada
fwr seu efficaz resultado, e anda mais se-
ra, quando a noticia de seu bomeTeito e a
experiencia i tornar de todos conhecida.
A agua-florida de Gulslain composta ni-
camente de vegetaes inoffensives, tem a
propriedade extraordmaria de dar a cor pri-
mitiva aos cabellos, quando estiverem bran-
oos, e lhes restituir o brilho perdido, e as-
sim como preservar-de embraaquecer, sem
ar prejudicial de modo algum
E' porm necessario fazer conhecer, que
0 bom rescltado produzido p da, nao instantneo, como muitas pes-
soas tal vez supponham, miis-fvim ser pre-
ciso fazer uso d'ella, trez ou tfuatro vezes,
e logo se obterofim desejado, como bem
provam (estemunbos de pessoas insuspei-
tas, e d'eato por diante. has'a usa-la duas
vezes por mez, contando sempre com o bom
xito, podendo a experiencia fer feita ere
mtra qualquer cousa.
Assim pois esta agua-florida .icha-se ven-
da na bem conhecida loja d'Aguia Branca
'ra do Qusimado n. 6,
_A Aguia Branca, contando com a protec-
cJo de sua boa freguezia, tambem capricha
n nao Ih'a desmerecer, procurando sem-
pre corresponder a idea favoravel com que
a bonram, e em prava ao que fica dito, d
Gomo exemplo to explendido sortimento
pie acaba de receber, amda raesmo achan-
;lo-se bellamente provida do que de bom
1 melhor se pode desejar nos gneros que
sao de sua competencia.
Haja vista aos necessarios 1\tos de missa
i orac5o, obras de aparado gosto e perfei-
;3o, sendo: com capas de madreperola e
tocantes quadros em alto relevo.
Ditos com ditas de marflm igualmente
lonitos.
Ditos com ditas de velludo, outros im
tandodhar5o roachetado.
Ditos com ditas de marroquim com cruz
e gnamicSo., dourada ou prateada.
CerOas e. tercos de cornalina.
Assim como.
"Grande e bello sortimento de leques
todos da madreperola, madreperola e seda,
sndalo, sndalo e seda, osso, osso e seda,
e faia etc, etc. tendo nos de sndalo alguns
oom 4 vistas, e outros japonezes enfeitados
>de flores.
Bonitas voltas grandes de aljofares azucs.
Voltas de cerrente de borracha.
Meias de seda para meninas e senhoras.
Ditas de fio de Escocia abertas, tamuem
para meninas e senhoras.
Ditas muito finas d'algodo, alvas, e
cruas para meninas e senhoras.
Luvas de fio d'Escocia, torgal, e seda
para meninas e senhoras.
Meias de la para homens, mulhercs e
meninos.
Gollinhas e punbos bordados obra de
muito gosto.
Entre-meios finos tapados e transparen-
tes com delicados bordados e proprios
para enfiar fita.
E OS PRODIGIOSOS
Anneis e collares Royer para cranlas.
Bonitos cabases ou bolsinhas de pelica
e setim para meninas ou senhoras.
Lindas cestinhas bordadas a froco, e lisas.
Delicadas caixinhas devidro enfeitadas
com pedras, aljofares, etc.
Ditas de tartaruga para joias.
Bonitos albuns com msica.
Pinseis ou bunecas para poz de arroz.
Novos e delicados ramos de flores com
marrafes para enfeitar coques.
Bello sortimento de trancas de palha.
Fitas largas para cintos.
Cintos de fitas largas com bonitas rama-
gens.
Brincos e alfinetes de madreperola.
Ditos esmaltados, obras novas e bonitas
BAZAR UNIVERSAL
Carneiro Vianna
Neste BA JAR cncontra-se um completo
sortimento b todos os artigos que se ven-
dein por pn oos commodoscomo sejam: Um
completo s< fmento machinas para cos-
tura de tod is os systemas, mais modernas
adoptados la America e abrevadas na ul-
tima exposi ^o servicos a electos para almo-
salvas, bandejas, tabolir ^
para viagem, mdispensaveis para
andieiros para sala ecimademesa,
jparedee r nrta!. mangas, tubos e globos de
vidro, mai hias para fazer caf,, dita* para
bater ovos ditas para amassar farinha, ditas
para fazer manteiga, camas de ferro para
casados, s leiros e crianca, bercos, cadei-
para viagi'm, ditas de bataneo,
e todos os tamanlios, molduras
os gaz, baldes americanos, gu r-
go e jantar
sas e mala
senhoras, i
completo
para sala
frente de.'
Sparto e
muitos ot
venda no
a pen r
ras longa
espelhos (
para quad
da comidafe, brinquedos para enancas] um
iorlimento de cestinhas, ojeados
e n esa, tapetes-para sala, quarto,
oph, janella e porta, capadlos de
Aee, objectos para escriptorio e
tros artigos que se encontrai 5o ;
nesmo estabelecimcnfo e que vale
examinar.
Rrozc
3,5000.
Ditos i
tos a HM
Ditos i
100000
Ditos
2j>00.
Botinz^ihos para meninos
Sapalc
ra a \ *>
Vende
loja de Ilorlo A-'Bastos.
lins ih bezerro, para homens a
e dito cordavo. Nantes, para no.
e dito dito, inglezes, para ditos a
e dito para menino e criancas a'
a i000.
js de couro com salto para ?enho-
K).
so na prai;a da Indepencia n. 3C,
Na i
d i-sc f;ire
a da Matriz da Boa-Vista u. 54,
o muito su,.erior a 45800.
EM
PERCAIIjAS
A pataca o covado
PERCALLAS A 320 RS.
AOS DEZ MIL COVADOS
PERCALLAS A 320 RS.
Na loja do Pavo ra da Imperatriz n.
GO vede-se urna grande porco de per-
caas francezas proprias para vestidos, sen-
do de cores ixas o mais larga que as chi-
tas, tendo os pannos muito encorpados e
com os desenlies mais bonitos que tem
vindo ao mercado, tendo padrees miudos e
grados e vende-se pelo baratissimo precot,
de 320 rs. o covado, garantido-se estar esta
fazenda em perfeito estado, e vendendo-se
por este baratissimo proco para apurar di-
oheiro.
BRAMANTE PARA LENCOES COM 10
PALMOS DE LARGURA A i 00
Chegou para a loja do Pavo, ra da
Imperatriz n. 00, una grande porcao de
p cas de bramante com 40 palmos de lar-
gura, sendo a largura da taz^ndao cumpri-
mento de um lencol, o qual se faz com um
metro e urna quarta, o para cama de casal,
com um metro e naeio; e vende-se pelo
barato preco de LJ800 ris cada metro,
tendo esta larga fazenda, outras muitas ap-
plicaces para arrar jos de familias, sendo
grande pechincha pelo preco.
COBERTORES DE LA PARA O INVERN
DE 3Q00 63000
Chegou para a loja do Pavo, um gran-
j sortimento dos melhores cobertores, de
1 f de carneiro, sendo muito grandes e
- muito encorpados, que se vendem de 341
at (i:)0i 0 cada um, em relaco s diffe-
rentes qualidades, pechincha: a ellcs an-
tes que se acahem.
adapfflo avallado
Na loja do Palio ra da Imperatriz n.
AO, vende-se pa^as de madapolo muito
bom, com toque e avaria, de agua doce,
por preco muito rasoavel.
Foguinkos chiuezr artiOcIcN
para nltes de santo Aatoalo
e Jo
Acaba de rhe^ar grande sortimento dos mais
interessante faguinhoe chinozes e de bengall r-
tiffciaps, proprios para meninos soltarem dentro
de salas, sem queimar ou oflender por serena b-
hrieados especialmente para di vert ment de
enancas : no armasnm do vapor /rancez, roa
Nova n. 7.
COLCHAS PARA CAMA A 5000.
Vendem-se colchas de fusto adamasca-
das para cama, pelo barato preco de 5&
grande pechincha, na loja e armazem do
Pavo, ra da Imperatriz n. 60, de Flix
Pereira da Silva.
O atoalhado do Pavo.
Vende-se superior atoalhado de algodo
x>m 8 palmos de largura, adamascado a
5200 a vara; dito de nho fazenda muito
raperior a 33200 a vara ; guardanapos de
inho adamascados a 4#500 a duzia e muito
inos a 8&000, e ditos econmicos a 30500
t duzia.
ALMCO DE CORDO PARA VESTIDOS
A 13000
Na loja do Pavo, vende-se superior alpa-
co ou gurguropara vestidos, sendo n'es-
te genero o mais moderno e mais bonito
que tem vindo ao mercado com differentes
cores, sendo mais largo que alpaca e ven-
de-se pelo baratissimo preco de 13000 o
covado.
Y 55-RUA 110 OJEMAIMH, 55
IiO.1 A 1)12 191IUDEKAS
DE
AFFONSO MOREIRA TEMPORAL
Est queimando os objectos abaixo decla-
rados pelos presos seguintes:
agua de colonia
Frascos, com
Piver verdadeira a.....
Pentes de travessa para meni-
nas a .........
Thesouras para costura e
unhas a.........
Frascos com tinta a 100 rs e .
Libras de linhas para borbar .
Novellos delinha com 400 jar-
das a........ .
Frascos com oleo de babosa i.
Sabonete de todas as qualida-
des 80, 100, 120 200 e .
Babadinhos e entre-meios a
500, -600, 700, 800 e ... .
Garrafa com agua divina .
Groza de botes de louf.a a .
900
3O
400
160
63800
60
320
240
13000
13400
160
Garrafas com tinta rucha 800
Lencos brancos para mos. 200
Pares de botoes para punho a 200
Frascos com cheiros 400,. 800,
1*00 e........ 3->20O
Meias cruas para homens .du-
zia a ......... 43000
Abotoaduras para collete a 300
Linha de 200 jardas duzia a 13200
Carlo com corxetes 2 ordens 80
Bunecas de cera, todo preco.
Espelhos grandes com moldura
dourada........ 23000
Ditos pequeos..... 200
Pegas de Ota para debrum de
vestido........ 500
Botoes de ac para collete 13200
en-
Attenco.
Vende-h o elegante estabelecimento de laberr.i
na es.|inn da ra de Santa Hita n. 1. pcrtenccnNi
socicitat1) de Grtmaraes A Costa, estando muito
bem moni do afreguezado para a ierra e para o
mato, e o activo por que se vende por querer
un dps -ff ios retirar-se da sociedad.' : a tratar
no tnesmo ?stabcleemen'o.
ESCRAVOS FGiSOS.
Recife a
do Vigari
da Escadfc
Aracagi,
sidade.
Con ti
se
No dit 10 do crrente mez fugio do er,
genho Ci nceigo da freguezia da' oseada o
cabra Th >maz, idade de 25 a 30 annos, al-
tura e cepo regular, barba curia, natural
de Mama iguape da provincia daParahiba:
pi esume o que elle tenlia ido para o Re-
cife, ou illa de Mamanguapc. Roga-se a
pessoaqie o aprehenoa de o entregar no
)omingos Alves Malheus, a ra
n. 21,ou no engenho Ci naico
a seu senhor o Exm. Baro do
(pie a recompnsala com genero-
na rugido v eserato de nome i-ne-
dieto, per 'neente ao abaixo assignado. com is
uintes: preto fulo, altura regular,
ntes da parte superior, ps grandes,
o, e nouea barba. Suppoe-se estar
ta cidade. d'onde focki rom urna nin-
ento D. Genoveva tarrea do Arauja
e. tambem eom os signes, sepnintes :
idlados, nariz chato, faila de dentes c'i
nr, ps pequeos, tendo em o drei:)
sipnaes
falta
muito ladi
acontado n
lata perten
Albuquerq
eabellos an
parte supe
una cieatr-!, una belide no olho esquerJoealtu-
Salitre
Vende-se salitre refinado a Ka a arroba
ra do Queimado n. 30, loja de ferraf ens.
Xovidadc ]%OTdad*e ./
GRGURdES DE SEDA PARA AS FESTAS
DO MEZ D"? JUNHO
CJiegou pelo vapor de U do corrente,
para a loja do Pavo, i roa da Imperatriz
n. 60, um brilhante sortimento dos mais
modern. se mais bonitos gurgures de seda,
para vestidos, tendo padrees miudinhos e
grados, com lindas listras matisadas, as-
sentadas as mais delicadas cores, comd
| sejam, verde, bisraark, ryrio, azul, perola.
etc. etc., assim como ditos lisos de todas"
as coras, garanlindo-se. que na actualidad^
j nao ha urna fazenda de mais gosto nem de
; mais pbantasia do que esta,qoe se vende por
na preco muito rasoavel, np estabelecimento
, de Flix Pereira da Silva."
MENQAO DE HONIL\
Vende- em frteos
DE FIGADS FRESCOS DE BACAiAO <*o h. trungu-
lares, phftriMci Hoce,
2, ru de Castiglionc,
em Parta.
As etmtrmfm^Arn, o* ole* fmrdmm, d'um clieiro for^c, e u:ak composieftes feitas com leos
de puisa toiumuna, lai'i como v enjua-o, a anata, o phoca, a liza, o leos dos a'mmtom pr.>cadorts
e luesmo o oteo* vtgrtae*, forain iuiaginailos para ^ubetiluir oa verdaderos oleoN de ItuadM
tretteas de llacnliao de Ierra \>vo. Este. Ira* communs ou anos uecerinaeoa 9J0
olidos r.a industria por precos iiu baixos.em qaanto que os vordadeiros oleo de finado de bacalbio
fmco tio relalivameme muito caro, visto que pan ohtal-os fresiut e sem mistura cumpre exercer
grande vieiutnria o ter os maiores cuidado* nos proprios lugares das peca, asaim como manda faaer
M. Hopg desde o anno de 1849. Estes oleo- de Baenlhao da 1erra-\ota de Hqm
^n'aram para este precioso medicamento uiat tama universal as molestias do peito, as ift.
terofalosase lymphaticas, a magieia dos m iwinjflm
Aju'a. O olea de llogg & mui fcil de digerir, diatingue-se entre oa outros leos pela tu*
rflr de pul ha, o *eo eheiro suavn e deli. a.lo, c seo fotto de ttrdiuha fresca.
O REI.AT0RIO favoravel do chefe dos
PVRIS coneln* comategue : 0 oleo cor
clpto* aet ** Mata do que os leos r
rti'arn ti'estet, quanlo au eheiro e sabor.
Veaaa-se eaa toda aa |>kara>arlaa ote Frajteat e da* palaea cairaja^ejroa.
ra refrubr.
eserava prc
acoutailo, p
gam s auti
pessoas qu
mandar levr
recompensa
Do en
noite de G p
seguintes :
grosso, dad
ja pintada, r sto redondo c trabalha de ca'rafiinaT
Este estrave *
de Areujo.r
a,lo, e seo gosto de aardinh* fresca.
los iraballiot ehymlcoi da FACUIJUna'to* MKDrCTlA DF
'or de palha de II. Bogg cohlem urna taita parte de aria'
pardos e nao aprsenla algum ios inconveniente* que *.
A.'ha-SO
rubra, cabe
ente, idade
tura repula
es, algum!
do a mais sr
m'u senhor,
roga-se a q
o favor de
tambera gratificar.
Os senhores tanto do csrravo eifnio ('
estam eontra qualquer que os tenia
los dainos causados, bem eomo ro-
ndados policiaes 011 quaesquer ostras
e dignem de fazelos rapiurar e
ir ao escriptorio de Leal & Irmo, qua
10 com geiifrosidade.
Lttiz de Albuquergne Marankao.
enlio Jacobina, freguezia do Cabo, i^i
ra 7 do corrente, ftigirain os esmvos
Salvador, crioaki, er preta, baixo,
de 44 anuos mais ou menos, barba
foi comprado ao Sr. Francisco'J0.-0
orador na cidade do Recife.- Manoel
preto, alto, bkrbado, bom corpo,nemas tinas, e tem
a falla um \ juco descansada, representa ter 20
annos mais m menos. Levou calca de a godo
americano, < amisa de madapolo ja velha e cha-
peo de can : este cscravo foi comprado ao Sr.
mas tyria o de S, morador em Moxot. para
onde '.o-con ia-se ter seguido. Riga-se sautori-
dades polici.- es o ao capitaes de campo a appro-
hensao dos referidos esclavos, e entrega-Ios ao
sen s genho acim; referido.
ugido desde 18C7 o escravo Maree,
osannellados, olbos pequeos, narii
38 annoj, pouco mais ou menos, al-
pernas compridas, tem falta de den-
mareas de gomma pelos peilos, sen-
tente urna no rao do Bescoco ; c na-
tural do Sot -al, no Cear, tendo ido para fazen-
da CyspteuD i, no Brejo de rea, em cnnqtanhia de
Jos Casado de Oliveira, de l desappareceu. sup-
pondo-so os ar fgido : roga-se, perianto, as au-
toridades pe iciaes e aos capitaes ae.campo, ;
desia prown 3ta cohki da Paral.
fa ain apprel
tie-pezag e t ratificar g nerosarm-i
a
alquer pe sea que delle ti
aier seiei.te ao feajor Gosms^, qna


8
Diario de Pernambuco Sabbado 12 de Junho de 1869.

ASSEMBLa GERAL
subm'tter
SESSO EM 20 DE MAIO
PRESIDENCIA DO 3. VKCONDE
CAMARAGIB*.
fContinuacio)
DE
Voto pelo projecto era discussao; e dan-
de a elle o meu assentimento considero que
esta augusta cmara compre um djver
aiundo por este modo habilita o governo
oom os meios regulares de haver fos im-
Dostos. de fazer as despezas publicas e de
pros-guir na guerra, para cujo bom xito
nadad-vemos recesar.
Ningum tois pedindo a palavra, e pon-
do-se a. votos o projecto, approvado, e
passa a 4* discussao.
O Sr. Doro Veliio requer dispensa do
hrtersOcio para que o projecto seja dado
para a ordem do da 28.
Consultada a cmara, decide pela affir-
nitttva.
Tendo-se esgotado a 2a parte da ord m
do dia, pessa-se 4.a
Entre em Ia discussao o projecto
marcando as attribuicoes dos cuetes de po-
tteia.
Vem mesa, lido, apoiado, e entra
em discusslo o seguinte requerimento:
f Requeiro que o projecto em discussao
seja enviado commisslo de Justina crimi
na* para sobre elle dar parecer.Barros
Brrelo.
Depois de algumas ligeiras considerares
sobre o requerimento pelos Srs. Duque Es-
trada Teixeira, Duarte de Azevedo e Coelho
Rodrigue?, approvado o adiamanto.
Dada a hora, o Sr. presidente levanta a
sessao. *
38:7003000
1,428:200,4000
3,248:200-5000
*):300a00
88:2005000
31:300/5000
252:4005000
" SESSO EM 28 DE MAIO.
PRESIDENCIA DO SU. VttCOKBE DE CAMARA-
GWE.
Ao meio dia, feta a chamada, verifica-se
haver numero sufficiente, abre-se a sesso.
L-se e approva-se a acta da antece-
dente.
O Sr. 1. Secretario d canta do se-
guinte
EXPEDIENTE
Dous officios do ministerio do imperio,
enviando as copias das consultas da secel
dos nogocios do imperio do conselho de
estado, urna relativa aos actos da assem-
bla legislativa da provincia de Pernambu
-co. promulgados em 1867; outra sobre o
oflicio de 18 de Janeiro de 1867, em que a
presidencia da provincia do Para exp as
razoes que a levaram a nagar a saneco ao
projecto de lei do orcamento provincial, vo-
tado na sesslo da respectiva assembla le-
gislativa do anuo anterior, por julgar auti-
constitucionaes algumas desuas disposictfes.
A commisso de assemblas provinciaes.
Outro do raesmo ministerio declarando
que quando esta cmara tiver de expedir
telegrammas, sejam estes dirigidos directa-
mente aos encarregados das estaces t-le-
graphicas ou no subscripto ao director dos
telegraphos se escreva a palavratelegram-
ma, segundo a requisiclo feita pelo mi-
nisterio da agricultura, commercio e obras
publicas, para regularidade do servico te-
legraphicoInteirada.
Ootro do mesmo ministerio, enviando o
offirio rom que a presidencia da provincia
do Rio-Grande do Sul transmitte as authen-
ticas da eleico primaria a que se procedeu
as parochias perlencenles aos municipios
da Cruz Alta, Passo-Fundo, S. Gabriel, Ta-
quarv e S. Jlo Baptista de Camacuam.
A' 3 commisso de poderes.
Oulro do mesmo ministerio, enviando o
Oficio da presidencia da provincia de Per-
nambuco transmittindo o quadro dos dis-
trictos eleitoraes da mesma provincia, do
qual constam as alteraees que, em virtude
de leis da respectiva assembla legislativa
se tem feito no territorio ou divislo de va-
rias parochias desde o anno de 1860, em
que ro fixado n numero de eleitores que
eilas deviam dar. V commisslo de esta-
tistica.
Outro do ministerio da agricultura, com-
mercio e obras publicas, remetiendo lO
exemplares do relatorio apresentado a S. M.
o Imperador p.-lo presidente da commisso
brasileira junto exposico universal de
Paris.A' archivar-se.
Outro do Sr. bar5o de Anajatuba, com-
municando nao poder comparecer hoje
sesslo por incommo de sade.Inteirada.
Um requerimento dos empregados pai-
sanos da rcpartic3o do quartel-mestre ge-
neral, pedindo que se Ihes conceda direito
i aposentadoria, eque os seus vencimentos
sejam clasificados de ordenado e gratifica-
cao, como os dos empregados da pagadoria
das tropas da corteA' commisslo de pen-
s5es e ordenados.
Outro de Carlos dos Santos e Oliveira
Pinto,-,3.escripturario da alfandega da cor-
te, pedindo um anuo de licenca com todos
os seus vencimentos, para tratar de sua sau-
de dentro ou fra do imperio.A' mesma
commisslo.
Lra-sc, e sao approvadas sera debate
as redaeces que forana a imprimir na ses-
slo de 26 do corrente, sobre naturalisacoes
isenclode direitos de importaclo s compa-
nhiasHydraulica Porte-Alegre nse, e de illu-
minaclo a gaz das provincias do Maranhlo
e Cear.
Achando-se na sala immediata o Sr.
ministro da marmita, introduzido com as
formalidades do estylo, toma assento di-
reitadoSr. presidente, e ahi procede lei
tura da seguinte proposta :
Augustos e dignissimos Srs. represen-
tantes da naci0 orcamento apresentado,
para circumstancias ordinarias do exercicio
de 1869 a 1870, nao oferece recursos suf-
ficientes para os gastos das rubricasba-
talhlo naval, arsenaes, forca naval, navios
desarmados, hospitacs, reformados, obras
c despezas extraordinarias e eventuaes,
e nem podia offerecer desde que sobre taes
verbas pesara despezas extraordinarias cau-
sadas pela guerra actual.
Estes dispendios, que avultam princi-
palmente com a reparadlo do material e na-
vios deteriorados, se nlo sub6tituicao de
ilguns inutilisados, e cora a concluslo de
.'.ons uccoes encetadas, sio oreados em..
B,332:M)OO que a importancia do
rdito extraordinario indispensavel ao mi-
nisterio da marinha no primeiro semestre
daquelle exercicio, alera do que foi compre
hendido no mencin-do orcamento para as
despezas das rubricas citadas, conforme a
deaioiistraclo junta organisada pela conta-
doria da marinha, tendo em vista .o despen-
dido nos dous exercieios transados.
E' fundado tiestas considerares, e no
preceito do 4.' do art. 4.a da lei n. 589
rtle 9 de o de 1850: que de ordem
de S. M. o Imperador venho
vossa Ilstrala toasidracle a seguinte pro-
posta :
Art. I.9 E' aborto ao ministeno da ma-
rinha para as despezas do primeiro semes-
tre do exercioie de 1869 a 4870 o crdito
extraordinario de O,?.32:4OO0OOO que ser
distribuido pelas rubricas
Batalhlo naval........
Arsenaes.............i
Forca naval...........
Navios desarmados.....
Hospitaes.............
Reformados..........
Obras.............:.,
Despezas extraordinarias e
eventuaes........... 1,225:1095000
Rio de Janeiro, 28 de maio de 4869
Baro de Cotegipe.
O Sr. Presidente declara que a cmara
tomar na devida eonsideraclo a proposta
Jo poder execuvo.
O Sr. ministro retira-se com as mesmas
formalidades.
A proposta remettida s commissoes
de fazenda e 4a de orcamento.
ORDEM DO DIA
Entra em Ia discusslo o projecto abo-
lindo a pena de gales applicada aos escravos,
substitujndo-a pela de prislo com trabalho.
O SR. GAMA CGRQUEIRA justifica e man-
da mesa um requerimento, que fica adia-
do por ter pedido a palavra o Sr. Theodoro
Silva.
- Entra em 2a discussao o art. 1 do
projecto prorogando durante seis mezes o
orcamento vigente de 18681869, se antes
d'este prazo nao tivsr sido promulgado o
de 18691870.
O SR. RIBEIRO DA LUZ :Sr. presi-
dente, nlo obstante reconhecer a necessi-
dade de ser quauto antes votado pela cma-
ra dos senhores deputados o projecto que
se acha em discussao para que o seja igual-
mente pelo senado antes de terminar o
corrente exercicio, de modo que no 1 de
julho esteja o thesouro legalmente autorisa-
do a fazer a arrecadaclo da receita, bem
como a despeza cora os diversos ramos do
servico publico, pe.rmiltir a cmara que
eu demore por momentos a passagem do
projecto fazendo algumas observares ten-
dentes a provocar a discusslo, e obter es-
clarecimentos que me guiera c orientem no
voto que tenho de car.
Folgo, Sr. presidente, de que a Ilustre
commisslo de orcamento procedesse acer-
tadamente, concorrendo para adiar-se a dis-
cussao do orcamento da receita, e apresen-
snuro, e o lancamento das conta*" respec-
tando este projecto que proroga a lei do
orcamento vigente por mais seis mezes rio
prximo futuro exercicio, ou por menos
tempo, se por venlura antes d'esse prazo
tiver sido votada e publicada a lei do orca-
mento que vamos discutir.
S lamento, que a Ilustre commisslo
apresentasse to tarde este projecto, e
que elle nao precedesse ao seu pareepr a
respeito do orcameuto da despeza do mi-
nisterio da fazenda, porque a cmara ha de
lembrar-se de que em consequencia da apre
sentaco do oito parecer da Ilustre commis-
so deu-se para ordem do dia o mesmo
orcamento, e entrou logo em discusslo,
quando havia apenas dous ou tres dias que
tinha sido distribuido na casa o relatorio do
Sr. ministro da fazenda.
Comecou-se, pois, a discusslo sera que
houvesse tempo para ser lido e examinado
o referido relatorio, e se habilitassem os
senhores deputados para discutirem os ne-
gocios relativos despeza deste ministerio
O resultado foi votar-se o projecto do orca-
mento sem discusslo alguma. Alm d'isso
via-se a cmara em grande embaraco; ou
havia de discutir amplaracnte as diversas
verbas do orcamento e demorar a sua ap-
provacao, deixando de autorisar o, governo
antes de terminaar este exercicio a fazer le-
galmente no prximo futuro a arrecadaclo
da receita, a despeza com os diversos ra-
mos do servico publico, ou apressa-la para
nlo dar-se este caso extraordinario. Feliz-
mente, este projecto veio nos tirar de seme-
Ihantes embaracos.
Sr. presidente, ?e em todos os tempos
foi conveniente abr.' a respeito dasquestes
relativas despeza dos diversos ministerios
urna discussao muito ampia e larga, muito
mais conveniente o as circumstancias pre-
sentes era que preciso fazer conhecer ao
paiz a situaclo melindrosa do th.souro, para
que nossos concidacllos se disponham a fa-
zer o sacrificio de parte da sua fortuna a
favor das necessidades publicas.
Portanto eu considero muito acertada a
deliberaclo da llus:re commisslo em offe-
recer eonsideraclo da casa este projecto
que, ao passo que habilita o thesouro a po-
der no prximo futuro exercicio fazer a ar-
recadaclo da renda publica e a despeza dos
diversos ramos do servico porque pode ser
discutido e votado pelas duas cmaras antes
do fim do mez de junho, da-nos espato
para que possamos discutir com calma,
com reflexlo, e de um modo minucioso os
negocios da fazenda quando continuar a dis-
cusslo do orcamento.
Mas, se -eu presto de muito boa vontade
o meu voto ao art. 1 do projecto, sinto de-
clarar que tenho alguma duvida em prsta-
lo a todo o ait. 2.*
Este artigo contm duas partes. Na 1 .a
autorisa-se o Sr. ministro da fazenda a fazer
operacoes de crdito no valor de.....
13,814:0580147, para supprir o dficit que
se calcula haver no presente exercicio. Na 2a
autorisa-o a fazer operacoes de crdito no
valor de 20,395:632$, para occorrer defi-
ciencia de verbas no ministerio da guerra.
Ha tambem urna emenda relativa a seis mil
e tantos contos para fazer face igual defi-
ciencia era algumas verbas do ministerio da
marinha. Temos, portanto, que as opera-
coes de crdito nesses dous ministerios cx-
cedem de 26,000:0005000.
Ha de a Ilustre commisslo permittir qu
Ihe diga que, a meu ver, nlo procedeu
acertadamente determinando a quantia at
onde deve ser autorisado o honrado Sr.
ministro da fazenda a fazer operacSes de
crdito sera supprir a deficiencia de receita
no presente exercicio.
Sabe a cmara que o corrente exercicio
nlo est fechado, que temos ainda o mez de
junho em que se completam os 12 mees
do raesrao. Alm disto ha os seis mezes
addicionaes que trminam no ultim de
dezembro, durante os qoa^s nlo so se tem
de fazer acobraca dos rapostos laucados,
e reroetter das esta ;5es fiscaes para1 SsThe-
sourarias os dinheiros arrecadados, como
ainda pagar a despeza dos servidos pres-
tados dorante*s [2 mezes do exercicio.
Finalmente, temos tres mezes, eontadbsdo
Io de Janeiro ao al limo de maTCb, para a
quidacib total das thesoararwt> db'the-
tivas.
Portanto, digo eo, qoe a Ilustre commis-
so e o honrado ministro da farenda nlo
tera base segara para dizer que no corrente
exercicio temos um dtflcil 13*814:000;)-
O honrado Sr. ministro, para solicitar do
corpo legislativo olorisaclo para opera-
coes de crdito no valor de 13,8|^;OOD5,
tratou de demonstrar o dficit no se* rela-
torio, offerecendo urna expostelo detoos
os recursos que tem o tlwsooro uo corren-
te exercicio ede todos os encargos que
sobre elle pesam. Nos recursos menciona-
dos vejo em primeiro lugar a somma de
73,339:0005 na qual calc'ulon o thesouro
que podia importar a receita do correle
exercicio. As oulras vesbas representam
dinheiros realmente arrecadados, ovantes
receita j conhocida e verificada.
Mas temos que da principal verba de
73,000:0905, a arrecadaclo nloe*ven-
ficada e conhecida. Na desppza d-R ou-
tro tanto, cora excepcio da qtiatro-vWmas
verbas que di/.eni respeito substituido de
notas, ao re gate do remanescente do em-
prestimo externo de 1839, ao fabrico da
raoeda de bronze e ao resgatc dos bilhetos
do thesouro.
As outras verbas esto calculadas pelo
computo da ledo orcamento que antorisou
a despeza pareo corrente exercicio, e pelo
computo dos crditos que foram abertos
pelos diversos ministerios. De maneira
que a base que tomou o honrado Sr. mi-
nistro da fazenda foi esta somonte ; nlo to-
mou por base nem a receita de um trimes-
ire ou dous, nem a despeza verificada em
um ou dous trimestres do corrente exer-
cicio.
Portanto, digo eu,
firme, nlo segura
fr maior do que a calculada pelo thesouro
segue-se que o dficit ser menor do
que o estimado por S. Ec.; se f a receita, maior ser o dficit.
O mesmo se pode dizer com relarSo
despeza, e assim o dficit ser maior ou
menor, se a despeza exceder ou fr infe-
rior verba calculada na lei do orcamento
e determinad* nos crditos abertos aos di-
versos minsterios.
Portanto, se nao ha base segura, seo
dficit pode ser maior ou. menor, se nao
est encerrado o exercicio, se nlo ha re-
ceita arrecadada, conhecida e verificada,
nao se pode dizer que no corrente exercicio
haum dficit de 13,814:0005.
Eu creio, Sr. presidente, que mais
ssoflo o ftonpno Sr. nitfHSfro s ia7wHM-i
fazer operares de crdito, sem limitar ou
especificar quaatia, eunicameatedjclarando
que fica autorisado a faze-las pa*-a preen-
cher o dficit que se verificar, por que antes
de encerrado um exercicio nlo so pode as-
segurar a e*s!en<5H|pjquaquer dficit, e
muito menos determmar a sua importancia.
Passarei agora outra parte do artigo 2'
do projecto que diz respeito ao crdito so-
licitado pelo honrado Sr. ministro da guer-
ra, e pedirei licenca iHuslre commisso
para Ihe declarar que ella, nao candando
mesa emenda a esta segunda parta do arti-
go, inverter complettmeule a o dein na-
tural das cousas, |HftaOra as regras e
principios do nosso systema, e at fara an-
tepor as eonsequencias aos-principros-.
Pergunto eu Ilustre commisso: para
que fim se autorisa o honrado Sr. ministro
da fazenda a fazer oneracoas de crdito no
valor de 20,800:000), sera para eccorrer a
a'guma despeza votada e autorizada pelo
corpo legislativo? Nlo, senhores.*
O Sr. Pekkira n\ Sluv ; Est claro
para que para a continuaco da guerra.
O Sr. Ribeiro da Luz.: Ahi que
est a confusao. En entendo que ha umi
(stinecao muito grande a fazer-se entre
crdito e entre auiorisaco para fazer ops-
raco de crdito. O honrado Sr. ministro
da guerra" entunde que, a vigorar o orca-
mento vigente no prximo futuro exercicio,
precisa que se alarguem algumas verbas ito
orcamento sua disposico, as quaes di-
zem respeito ao conselho suprenv) militar,
aos arsenaes de guerra, ao corpo de saude
e hospitaes, ao quadro do exercito. s even-
tuaes e s repartieres de fazenda. O no-
ble ministro precisa que se alarguem estas
insuflkienies para
que essa base nlo verbas, porque ellas si >
porque se a receita
'acudir s necessidades do servico publico.
Portanto, o primeiro acto a pralicar pelo
natural que o dficit seja inferior essa
quantia em vez de excede-la ; porque sabe
a cmara que a tendencia da nossa recita
desde o exercicio de 18331864 tem sido
para augmentar-so, para elevar-se.
Portanto, se o thesouro calculou a recei-
ta do exercicio em 73,000:0004, tomando
por base o termo medio da arrecadaclo
dos tres annos anteriores, pela ordem na-
tural das cousas, pelo progresso constante
da receita nos ltimos exercicios/*deve ella
exceder de 73,000:000-5. Verificado este
acenso, alias muito provavel, o dficit noj
ser o que se indicou. tem de ser menor
do que o calculado pelo nobre ministro da
fazenda. E sendo assim, parece desne-
cessario dar-se um crdito de quantia certa
e determinada.
Pens, pois, que a Ilustre commisslo
procedera mais acertadamente, se por ven-
tura se limitasse a autorisar o nobre mi-
nistro da fazenda a fazer operacoes de ere-
dito at quantia necessaria para preen-
cher o dficit do exercicio corrente.
O S. Pereira da Silva : Nlo sem
marcar limite.
O Su. Ribeiro da Luz : Seria mais cu-
rial isso do quo determinar a quantia, nlo
estando encerrado o exercicio, nao se po-
dendo conhecer o resultado da receit e da
despeza, e qual o completo do desequilibrio
entre urna e outra.
Alm dissn, Sr. presidente, nlo me pare-
ce conveniente que a Ilustre commisslo
comprehenda nesta resoluclo que manda
vigorar o orcamento vigente nos seis mezes
do prximo futuro exercicio a autorisaclo
de que.trato, porquanto nlojulgo urgente
que etta passe ja e j no corpo legislativo,
nlo estando encerrado o exercicio, princi-
palmente quando o Sr. ministro da fazenda
nlo est sem meios ou recursos na lei para
occorrer ao pagamento do dficit que se li-
quidar.
O Sr. Pereira da Silva d um aparte.
O Sr. Ribeiho da Luz : O nobre do-
potado nlo confunda ; nlo se trata de dar
crdito, mas de dar autorisaclo para ope-
racoes de crdito afim de occorrer as des-
pezas ja autorisadas e votaitas pelo corpo
legislattv S5o cousas amito differenles.
Se o honrado Sr. ministro fftr autorisado
a fazer opcracSes de crdito para levantar
dinheiro, com o qual ocoorra ao pagamento
do dficit de que se treta, tem de lanfar
mo de um dos dous meios segurates : ou
de bonds ou de apolices. S Esc. nlo man-
dar contrahir um emprestimo no estran-
geiro, porque a somma que dalai provler nlo
vira a tempo de acudir s necessidades do
thesouro ; nlo lancar mo da emisslo do
papel moeda, para cuja operaco mostra
completa repugnancia; emittir bonds ou
apolices, e assim tem de gravar o thesouro
no primeiro caso com o juro de quasi 10
0/0, em consequencia da actual cotaclo do
cambio, e do preco da emisso ; no segundo
de 7 0/0, ou mais, porque nlo poder emit-
tir por mais de 80 as respectivas apolices.
Entretanto, pens que na lei do orca-
mento vigente, como j disse, tem S. Exc,
recursos, ainda que nlo definitivos, mas
provisorios para obter dinheiro com o qual
salde em grande parte o dficit que,cal-
cula. -
1S. Exc. est autorisado a fazer emisslo
de bilhetos do thesouro no valor de.....
8,000:0004, e desta operaco ainda nlo
lancou ralo o honrado Sr. ministro da fa-
zenda no corrente exercicio, porque, se-
fndo vejo do seu relatorio, em vez de se
gmentar a emisslo que erislte no ejer-
cicio passado, ella reduzio-se e hoje mui-
to interior ao que era naquelle-fempo.
Se, pois, S. Exc. nlo fez emio des6es
8,000:0000 de bilhetes do thesouro, se S.
Fac calcula que baja um dficit de.....
13,814:0003, tem esse recurso para com
elle acudir a grande parte do dficit.
Bem sei que urna operaco de carc-
ter provisorio, mas tem a viatagenile n3o
onerar o thesouro senlo cora o joro de 4
1/2 no minimo, ou de 6 0/0 no mana ;
e isto quando nao est provado que tema-
mos realmente um dficit de 13,814:0
Portanto, eMcloindo quanto Ia pH
deste artigo, entendo que a i ilustre commis-
slo procedera mais acertadamente autori
corpo legislativo deveria ser autorisar esse
abrimiento de verais que pede o honrado
Sr. miBistro da guerra, e, depois de votada
a despeza, aulorisar-se ento o Sr. ministro
da fazenda a fazer operac.js de crdito
para haver dinheiro* com o qual possao
thesouro pagar esse ugmento de despezas
autorisadas ao Sr. ministro da guerra.
Mas nlo ; a Ilustre commisslo, antes de
haver despezas votadas e autorisadas pelo
corpo legislativo, autorisa o honrado Sr.
ministro da fazenda a fazer operacoes de
crdito para levantar dinheiro e o por dis-
posico do Sr. ministro da guerra, que nlo
est autorisado para recebe-lo e muito rae-
nos para:despende-lo.
E pergunto Ilustre commisslo : a pas-
sar a segunda parte do art. 2 do projecto
tal (|ual est redigidn, estar concedido pelo
corpo 'legislativo o crdito que pedido pelo
Sr. ministro da guerra, estarlo definidus as
verbas de Oespeza propostas com o alarga-
raentoxigido pelo mesmo Sr. ministro?
Nlo, senhor : autorisa-se nicamente o Sr.
ministro da fazenda a fazer operacoes de
crdito para urna despeja que rao legal
porque nao est votada nem atitoiisada pelo
corpo legislativo.
Attenda a Ilustre commisslo para o que
vou expor, corra a coilecelo das leis, exa-
mine as leis-que concedern crditos para
diversos ministerios, o lia de verificar que
sempre se procedeu, como eu digo que de-
vera proceder a Ilustre commisslo.
Pela lei n. 1,472 de 2' de siembro de
1867 concedeu-se un crdito de.........
22,456:0005 ao ministerio da guerra : no
art. Io desta lei deu-se o crdito pedido ;
nos diversos paragraphos do mesmo artigo
especilicarara-se as verbas e as quantias, e
no art, 2o autorisou-se o ministerio da fa-
zenda a fazer as operacoes de crdito ne-
cessarias para occorrer s despezas- decre-
tadas no referido art. Io.
V a Ilustre commisslo neste exemplo
que cito e que moderno, que tenho tido
razio em reclamar contra a- innovaco en-
xertada no artigo que discuto. Na lei que
acabo de citar, precedeu autorisaclo para
a operarlo de crdito a decreaclo da des-
peza pedida. Proceda-se de igual modo,
e nlo se faca urna inverslo ; nlo se aulo-
rise o Sr. ministro da lazenda a contrahir
emprestimos que nlo solicitou. para o Sr.
ministro da guerra fazer despezas, que,
embqra por elle solicitadas do corpo legis-
lativo, nlo esto decretadas por lei.
O Sr. Presidente : Devo ponderar ao
nobre deputado que o que est em discus-
slo o art. 1". O nobre deputado tem
fallado j sobre o art, 2o, mas eu nlo te-
nho querido interrompe-lo.
O Sr. Ribeiro da Luz : Tem sido cos-
tume na discusslo do art. 1* de qoalquer
projecto apreciarom-se os mais artigos ; eu
tenho de me limitar agora a poucas obser-
vaces sobre o art. 2o e vou con-luir.
Portanto, Sr. presidente, entendo que a
Ilustre commisslo deve mandar urna emen-
da adiando esta segunda parte do projecto
e tratando primeramente de votar o ere-
dito solicitado pelo honrado Sr. ministro" da
guerra, para depois autorisar o Sr. minis-
tra da fazenda a fazer operacoes de crdito,
visto que slo consas distinctas.
A proceder de outro modo, como j dis-
se, inverter-se-ha a. ordem natural das cou-
sas, perturbando regras e principios que
regem o systema, e confundindo crdito para
despezas com autorisaclo para operacoes
de crdito, quando o crdito para despezas
quer dizer que o ministro fica com a capa-
cidade legal para fazer taes e taes despe-
zas ; e autorisaclo para fazer operacoes de
crdito qer dizer que o ministro da fazen-
da nlo tem recursos para acudir a quaes-
quer despezas, e que por isso se autorisa
(note-se que isto privativo da jaasta da
fazenda) a levantar dinheiro por meio de
certas operacoes para que hajain esses re-
cursos.
A proposito, Sr. presidente, desta dis-
cusslo eu desejava que a Ilustre commis-
slo me iaformasse para que fim concede a
approvaclo do decreto promulgado pelo
poder executivo que autorisa a emisslo do
papel moeda no valor de 40, cujo crdito O honrado Sr. ministro da fa-
zenda servio-se nicamente t da quantia
do oito mil e tantos contos ; se a Ilustre
commisso propoz a approvaclo desse de-
creto, conforme consta de um projecto apre-
sentado nesf* casa, se ao mesmo tempo
autorisa em utro as operacoes de crediU
necessariirs para fundar-se e consolidar-se
toda a nossa divida fluctuante ; pergunto,
ea: b^ra que fira se destina o resto do
crdito de 40,000:0000 ?
O Sr. Hkbhk da Silva : Tomara*
mos nos que o governo se contente com,
isso
mas a tastre commisso prop"e a appro-
vaclo em sua tutalidade do decreto da
emisslo de 40,000:0000, do qual, repito,
nao se servio.o honrado Sr. ministro da fa-
zenda senlo da somma de 8,000:009#, e
ao raesmo tempo autorisa operacoes de ere-
dito para que se funde toda a nossa divida
fluctuante que consta de bilhetes do the-
souro no valor de 60,000:000* mais- ou
menos"; pois bem, se se autorisa open 5es i
de crdito* para sefundtr
te, para que lira se approva o
desse crdito do 4O,00):0(X># T llamis)
alguma despeza a fazer-se ? -filo foi esse
crdito decretado} para fezer face nicamen-
te a qn.dquer exigencia que em grande mas-
sa pudessem fazer os portadores dos bilhe-
tes do thesouro t
O Sr. Pereire da Silva : Na discus-
slo respectiva essas observaces tem todo o
cabimento.
O So. IIibeira da Luz : Eu nlo tenho
a menor duvida do prestar o meu voto ao
crdito extraer linario que pede o Sr. mi-
nas ro da guerra para continuac > da lula
em que estamos empenhados com a rep-
blica do Paraguay ; mas desejava que a il-
lustre commisslo me prestasse urna infor-
maclo.
Que base tomou para calcular a despeza
do prximo semestre na quantia de.........
20.000:000 ?
O Sr. Pereira da Silva : E a base
que foi apresentada as tabellas.
O Sr. Rireiiio da Luz:Eu ouvi em um
aparte que se tomou por base o semestre
passado, e consultando a colleeclo das leis,
verilquei que o ministerio da guerra pedio
a somma de 20,000:000;$ mais ou menos
em 1867.
Ora, todos nos sabemos que dopois dos
gloriosos feilos de Itoror, Ivahy e Lombas
Valentinas, em que tanto se illustrou o
BOSSO exercito, pela sua bravura, pelo seu
patriotismo, pela sua abnegaco e disci-
plina (muitos apoiados), o inimigo ficou
vencido; e se nos nlo gozamos ainda os be-
neficios da paz, todava a guerra mudou de
phase, tanto rssim que depois desses com-
bates gloriosos nlo tem sido remettidas
mais tropas para o Paraguy, e o exercito
que at certo tempo era de 40.000 pracas
est reduzido a 27,000.
Nlo temos tido combates, e as operacoes
de guerra slo hoje de natureza muito dif-
ferente: nao temos de ter grande despeza
com fornecimentos, municoes de guerra,
fardamentos, e nlo serve, pois, de basi a
que se quer tomar dos dous semestres
passados.
O Sr. Pereiro da Silva: Est engaado;
se tomassemos o semestre passado, o
crdito era muito maior.
O Sr. Ribeiro da Luz.V. Exc. examine:
os crditos abertos pelo poder legislativo e
polo poder executivo orcam pouco mais ou
menos por esta somma de 20,000:0005000.
O Sr. Pereira da Silva:Nao, senhor,
orcam em muito mais.
O Sr. Ribeiro da Luz: Mas, Sr. presi-
dente, se o honrado ministro disserpre-
ciso desta somma, nao tenho a menor
duvida de concede-la ; e devo declarar
cmara que fazendo estas observaces,ji!o
tem ellas por fim manifestar sentimentos de
descontianca contra qualquer dos membros
do gabinete actual, ao contrario presto o
meu apoio, ainda que fraco, a todo o mi-
nisterio, e sou o primeiro a prestar home-
nagem ao acto de patriotismo que pratica-
ram os dignos cavalheiros que u compem
tomando a gerencia dos negocios pblicos
em quadra to grave e dilficil como esta,
principalmente o honrado Sr. ministro da
fazenda, cujo nome prestigioso respeito e
venero por seus servicos, e por sua illus-
tracao. Se provoquei a discusslo sobre
esta materia, se procurei abrir o debate
foi porque entend que assim enmpria o
meu dever, e raelhor servia a causa publica
e aos meus amigos, que eu folgo de ver
testa da administraelo do Estado.
O SR. CORREA.Nlo desejo, Sr. pre-
sidente, demorar a passagem do projecto
em discusslo; limitar me-hei a sujeitar
apreciaclo da cmara urna emenda substi-
tutiva do art. Io do projecto apresentado
pelas Ilustres commissoes de fazenda e Ia
do orcamento,
Esse art. Io parece-me no caso de ser di-
versamente redigido no intuito de tornar
mais claro e preciso o pensamento das
commissoes.
Diz elle: O orcamento vigente de
18t>8 a 1869 ser prorogado durarte 6
mezes, se antes deste praso nlo tiver sido
promulgado o de 1869 a 1870.
A emenda substitutiva, de accordo com
os precedentes era casos semelbantes,
assim concebida :
c A lei n. 1,507 de 26 de setembro de
1867, decretada para o exercicio de I86S
a 1869, continuar em vigor durante o
primeiro semestre do anno financeiro de
1869 a 1870, emquanto nao fr promul-
gada a lei do orcamento deste exercicio.
A cmara decidir se a emenda que vou
As despe;
a. 1.D07, p
ment. Na
cutivo para
(as fixadas na mesma le, a do
ca os exercieios dt> 187 a
1868 e de li 68 a 1869 hlo do Picar muito
qiieokdi q e se realisar no anno finan-
a 1870.
Ha ainda nutra consideradlo para demons-
trar que seri i integramente impereito o pro-
e pre1 wlesse supprir a lei do orca-
proposta feita pelo peder exe-
i lei do orcamento do exercicio
>pr< ecto se refere a desposa do
ministerio i a fazenda era calculada em
28.431:742 *77l, entretanto que a cmara
votou ultin ament para as despeza* do
mesmo mi isterto, durante aquello extrei-
cio, a qaaa a de 39,600:00u<$000, havendo
portanf o mgmento de cerca de........
14.000:08)1)9000.
Prova is; o, Sr. presidente, que seria de
todo impra icavel sujeitar o primeirosemes-
.re dooseieiciode 1869 a 1870 ao rgi-
men da leiln. 1.507 de 26 de setembro de
1867, deerttada para o exercicio do 1857
a 1868. (lomo.porm, o fim do prometo
nlo este, mais salvar o grande principio
constitucioi al em que assenta o systema re-
presentativi, de que nao se devem, por me-
nor que sej i o prazo, fazer despejas, e por
conseguinte levantar coBtribuioee sera o
voto da assembla geral; como nao pos-
sivel, passando o projecto com a emenda
que tive a honra de apresentar, dentar de
decretar a lei do orcamento para o exer-
cicio de 1869 1870, pois que de outra for-
ma do 1. de Janeiro em diante nlo seria
satisfeito aquelle grande principio, podendo
surgir questoes semelhantes de John
Hampden, na Inglaterra, em 1637, durante
o reinado de Carlos I; nlo tenho duvida
em votar pelo projecto como medida pro-
visoria, aconselhada pela prudencia o re-
sultante do facto especial da dissolueao da
cmara dos deputados em julho do anno
passado.
Reservo-rae, para quando se tratar do or-
camento da receita fazer sobre a materia
observaces que julgo convenientes.
Vem mesa, lida, apoiada, e entra
conjuntamente em disscusslo, a seguinte
emenda:
Substitutivo ao art. i.": A lei n.
1,507 de 26 de setembro de 1867, decre-
tada para o exercicio de 1868 a 1869,con-
tinuar em vigor durante o primeiro semes-
tre do anno financeiro de 1869 a 4870, em
quanto nao fr promulgada a lei do orca-
mento deste exercicio.M. F. Corra.
O SR. MINISTRO DA GUERRA :~Sr. pre-
sidente, julgo do meu dever dar breves ex-
plicaces acerca das duvidas suscitadas
nesta casa sobre o crdito que tive a hon-
ra de propor cmara dos Srs. depu-
tados. ,
Em urna das sesses anteriores o honra-
do deputado pela provincia da Baha julgava
insuficiente a quantia pedida no crdito
para o primeiro semestre do exercicio que
vai entrar de 18701871, e fundava-se o
nobre deputado em que, tendo sido os cr-
ditos abertos no anno presente de 44 mil e
tantos contos, deviria ser tambem o crdito
de qne se trata de urna quantia equiva-
lente.
Peco licenca ao honrado deputado a quem
me retiro para a explicaclo que prometti
dar.
O nobre deputado camparou o crdito
pedido com o crdito anteriormente decre-
tado ; mas nlo foi este o fundamento da
proposta que se acha em discusslo. Nesta
proposta nlo se tomaram aquelles algaris-
mos para se tomar tambem metade delles
afim de se fazer i pedido do crdito ; to-
mou-sea despeza realsadano l.45 semestre
do anno de 188-1869.
Em consequencia de decrescimento des-
ta despeza com rebelo ao anno anteceden
te pedio-se aquella qua dia, que est em
harmona com a despeza que foi feita, na
esperanca de que a despeza extraordinaria
a fazer no l.8 semestre do exercicio de
18701871 nlo exceda aquella que no 1.
semestre do corrente exercicio teve lugar.
Ora, esta metade era justamente a que vi-
nha consignada no crdito, isto a quantia
20 mil e tantos contos.
Isto, porm, senhores, nao quer dizer que
o crdito ser sulliciente para as despezas
extraordinarias, que porventura tiverem de
apparecer nesse anno; nlo senlo urna es-
pectativa, urna esperanca, porque no mes-
mo annd financeiro que acabou em junho do
anno passado a despeza, que at entlo se
mantiverja em certa altura, comecou a to-
mar notivel incremento.
l'ensava-se nessa poca que a despeza nlo
poderia exceder de.50,000:000#)O, total
dos crditos extraordinarios addcionados ao
ordinario votado na lei, entretanto ella su-
bi no fim do exercicio a 69 mil e tantos
contos de res. Tal a cifra do bataneo do
exercicio de 18671868.
Todava, como a corrente da despeza pa-
i recia diminuir no exercicio em que esta-
' naos, julguei que podia tomar esta base
para solicitar da cmara dos Sr. deputados
o crdito extraordinario para occorrer s
er a honra de enviar mesadisspa quaes-; despezas da guerra no 1. semestre que vai
quer duvida que por ventura possam provr coinecar em julho do corrente anno.
da redacelo daquelle artigo; e se mais
conforme aos principios e s boas praticas
mandar o poder legislativo prorogar o or-
camento, do que determinar que continu
em vigor por mais algum tempo a lei an-
terior, fixando a despeza e oreando a re-
ceita publica.
Tomando agora em eonsideraclo as pon-
deraces que acaba de fazer o nobre depu-
tado pelo 5" districte da provincia de
Minas, dir-lhe-hei que, se porventura o
projecto em discusslo tivesse por fim
supprir a lei do orcamento, seria segura-
mente deficiente e imperfeito. Basta atten-
der a que manda vigorar um orcamento
decretado tambem para o exercicio de 1867
a 18 J8, pois que a lei n. 1,507 de 26 de
setembro de 1867 regeu dous exercieios.
Trata-se portanto de applicar a mesma lei
do orcamento ao principio de um terceiro
anno financeiro.
A despeza publica era ent3o fixada em
68,530:2810091, ao passo que j a pro-
posta da lei do orcamento para o exercicio
de 1369 a 1870 ftxava a despeza em.....
70,786:9325333; e na proposta apresentada
este anno pelo Sr. ministro da fazenda para
o exercicio de 1870 a 1871, a despeza fi-
xada nlo j em 70,788:9325333, mas em
83,435:464(5304. Ha om accrescimo de
tmais de l-2,00O:0O0iJOO0.
A despoza real do exereto de 1869 a
870 ha de estar1 mais era conformidade
cora a indicada na proposta do ministerio
actual do que com a"declarada m anterior;
nistro da fazenda mostra decidida repug-
nancia em fazejr emisslo de papal moeda;
O Sh. Ribeiro da Luz : O nobre mi- o a raze obvia. Os gastos da guerra
fazem avultar de umTpara outro exercicio
os encargos do thesouro.
O nobre deputado pela provincia de Mi-
nas-Geraes, longe de achar insuflaeiente a
quantia pedida,, como aconteceu ao nobre
deputado pela provincia da Babia, pelo con-
trario entendeu que o pedido do crdito
devia ser mais limitado ; e fundou-se para
isso em que o exercito, depois dos memo-
raveis successos do mez de dTizembro, esla-
va diminuido em grande parte: e que em
vez de 40,000 homens que havia anterior-
mente apenas 27,000 estavam no Para-
guav. "*
Peco primeiro licenca ao nobre deputado
para rectificar o seu engao: nlo ha duvida
que o exercitorictualmente um pouco mais
diminuto do qne antes desse successos a
que se referi ; nao porm, composto s-
mente da forca a que o nobre deeutada al-
ludio.
A forca a q&e S. Exc. se referi a qne
se acha presente e prompta ; mas, alero,
dessa ha urna outra que tambem faz parte
do exercito. (Apoiados.) Nlo poderei due-
lo justa, mas eleva-se alguma cousa aftm
de 30,000 homens.
E agora direi tambem que, quando se
faziara as despezas em 48671888 1869
do anno financeiro corrente, o exercito nao
iha os 10,000 homens a que S. fixe. fez
referencia ; era menor a foroa entfio tos-
tente.
ffVP(nnAM-RllAA8tibWI(
**
p\


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