Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:11854


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Full Text
T
v

ARNU XLV. NUMERO 122.
PARA A CAPITAL E LUGARES (HTOE NAO SE PAGA PORTE.
Por tres mezes adanlados.
Por sei ditos idei. .
Por um anuo dem.- .
Cada numero avulso .
65000
laiopo
4320
TERCA FEIM I DE JUNHO DE 1869.

PARA IOTEO E FORA DA PROVINCIA.
Por tres iezes adiantados. .'........'....
Por se ditoMdem............... ,
Por no\i ditos dem % ,........'....
Por um anno. ;............,#'
6!750
Propriedade de Manoel Rgneira de Paria & Fhos.
*iO AtiKVTKS :
Os Srs. Gerardo Antonio Alves A Fhos, no Para; Goncalves & Pinto, no Maranhao; Joaquim Jos de OJiveira, no Cear; Antonio de irnos Bratra, no Araeaiv Joo Mara Jnko Chave* no AWi Aninnin m h, en,., m s
Guimaraes Pancada, em Mamanguape; Antonio AJoandrino de lAt na Parahyba; Amonio ** GorXna ViiljTa Pe/ha^'ZSdos ?ant BuX, ^S^^^Z?to^\S^'' "^ ^"^
__^_______________________ em 1Sazareth; Fnncmo Tava*e/da Cssta, em Afogdas; Dr. Jos Martins Alvos,' na Baliia; e Jos Ribeiro Gasparinho, no Rio de Janeiro. g
PARTE OTCIAL
Covrrno da provincia.
DESPACHOS DA VICB-PRESIDENCIA DO DA 28 DE
MAIO DE 1860.
Anua Joaquina da Paixo Roeha.Informe o Sr.
deaembargador provedor da Santa Casa de Mise-
ricordia.
Antonio Jos dos Santos Sirvino Requeira ao
governo imperial.
Antonio Simo da Silva.Dirija-ge ao Sr. ins-
pector da thesouraria de-fazen.la.
Carlos Jo.- de Soma.Informe o Sr. inspector
do arsenal de uiarinlia.
imilherniiaa Basiliua de Oliveira e Silva.Nao
tea lugar o que requer.
Caldina Varia dos Anfos. Dlrija-se ao desem-
bargador provedor da Santa Cas* em sessao da
junta, menos quanto a menor Capitulina, por ter
excedido a idade da le.
Joo Luiz Gomaga. Aguardo o supplicante o
resultado das observacoes que se esto fazendo.
Joaquim Jos de Mello.Prove o supplicante as
habilitaces que tem para o emprego que requer.
Leonel Raphael de Moraes Silva -Remettido ao
Sr. inspector do arenal de marraba para mandar
dar a cei lidio requerida.
Lourenco Guada* Aleoforado Concedo o prazo
tmprorogavel de vinte das para o supplicante ef-
l'eciuar a sua oiudanca sem prejuizo do seus ven-
cimentos.
Miguel Joaquim de Parias Braga.informe oSr.
Dr. juiz de direito da comarca de Nazaretn.
Manuel Candido Pereira da Silva.Expedio-se
i rdem no sentido c|ue requer.
Padre Tito de Barros Corroa.Iuforme o Sr.
inspector da tbesouraria de fazeuda.
n
PERNAMBCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
>ESSO ORDINARIA EM 13 DE MAIO
PRESIDENCIA DO SR. AUGUSTO DR SOUZA LEAO.
(Conclusao.)
OR0KM DO DA.
Contina a discusso adiada do projecto n. o
deste auno, que s permute aerara empregados nos
"siabelecimcntos da Santa Casa brasileiros e bra-
sileiros natos.
( SI!. SILVA RAMOS.Sr. presidente, se nao
fra o rompromsso que tomei de responder ao
Ilustre deputado que bontem oeeupou a attenco
da casa, quando elle houvesse de apresenlar suas
queixas contra as irmas de earidade, firmado em
lacios devidamente documentados, para o que pe-
dio o adiainento da discusso por oito dias, eu me
conservara silencioso, e d.'ixariaque essaSquei-
pas passassera sem a mnima impugnaco de mi -
nha parte, como deixaria que soasser livres as
derlamacfecs de quem pretender contestar a ver-
dade dos'axiomas matfietfialioes, ou a existencia
do astro luminoso, que derrama por todo o orbe os
beneficios de seu caldr e de sua luz.
Digo, isto, Sr. presidente, porque o alto conceito
|oe jasen as iilhas de S. Vicente de Paula, os
ttulos honrosos que ellas tecm adquirido custa
da naiur ahnogacao, e dos maiores sacrilicios...
iaioiado e nao anotados) de todos os prazeres da
vida, .cm bem dos que soffrem, o teslemnnho de
todos oS individuos, de lodos os povos em favor
do procedimento dessas mulheres, nada soffreria,
Sr. presidente, com a exp isico dos lactos que foi
U ita mata casa pelo Ilustre deputado a quem res-
pondo.
Mas, Sr. presidente, o meu silencio seria, sem
duvida, interpretado pilo meu ilkistre coHga co-
mo ganho de causa, quando eu estou convencido
de que, pagado este momento de exaltacao, quan-
do oaqui a algum tempo o meu collega lr o seu
discurso hontem aqui pronunciado, ha de conhecer
que a sua aecusaro foi infundada, que os fados
que trouxe para formular as suas qu-ixas contra
as irmas de candade nao teem a menor base, sao
por demai? futis.
OSr. Eiimiro Coutinho :A reflexao mostrar
0 a. A. Cavalcanti :Eu confio.
i) Su. Lopbs Machado :Quem sabe se a re-
flexao nao irar o pensar differento dos nobres dc-
putados ?
O Sr. Silva Ramos :Ha. Sr. presidente, ou oc-
'orrem cousas s vezes to extraordinarias que,
a pirita mismos que as presenciam, entram de-
pois em duvida se porventura ellas se deram, ape-
zar de leremsido testemunhas occnlares Na elasse
destes hatea extraordinarios eu coltaco o discurso
do Musir deputado que hontem fallou contra as
irmas de earidade, eu que o ouvi distinctan ente,
tu uo a inda tenho vivas as impresscs que me
e .1-011 a sua linguagem descomedida contra essas
virtuosas mulheres, entro em duvida as vezes se
jiscurso so pronunciou, ou se foi illusao ou
sonbo meu.
O Sn. Loi'i:s Mm.hado :V. Exc. ha de l-fc) tal
BT I.
( Si. Silva Ramos : Eu dcstjarei l-lo tal
qnal. Eu que anda nao li umas lindados traba-
Ibos dosta casa na presente sessao, alaiiQO ao rrcu
nobro coltoga que bei de lr o seu discurso ; por-
que, Sr. presidente, cusla-me a crer quehouvesse
urna voz que se lerantasse para dizer dessas mu-
lheres o que hontem se disse nesta cas?.
(Reclamar/..'s as galeras.)
O Sn. Pbesidekte :Atlen^ao !
O Sn. Sn.v\ Ramos :Nio sei ?o eston sendo
apoiado, ou pruvadns por parte do publico que me ouve. Em
qoalquer d a caso peco, sobre ludo, que seja res-
peitado o regiment desta casa. Se me npotam, cu
agradeco os aiioiados, mas nao os quero, porque o
regiment prohibe que o publico tome parte as
-. Se repens as minhas proposicoes, pe-
o-lhes que teiihain paciencia "'por me ouvirem,
porque quando fui mndalo paia aqui nao foi
para fallar as palavras de ninguem, mas para di-
zer a verdade, e esta hei de dizela, desagrade a
quem desagradar ;. portante pee/) silencio, se que-
rem que eu continu.
Parece impossivel, Sr. presidente, qrte se dis-
nestacasao que se disse ctrea dessas vir-
tuosas mulheres. Essas mulheres forara aqui pin
tadas como mulheres perdidas, forim aqu expos-
tas como praticando actos que nao se pratiearam
na nqnisiejio : nos vimos hontem fallar-se dos
mos tratos dados aos ientes, de doentes amar-
Vados em carros e exportas ao sol, de carceres, de
surras, s nos faltou outlr fallar das fogueiras do
santo offlcio.
Senhores, fez-ms horror ouvir o que se dlsso
hontem nesta casa, en me senti profundamente in-
commodado, porque, se esses facto? fossem verda-
deiros, eu seria o primelro a dar apoiados ao meu
collega, cu seria o primeiro a pedir providencias
esta casa. Mas, Sr. presidente, tudo quanto se disst
nesta casa (sem que de minha parte haja o menor
oV-ejo de offender ao nobre deputado) foi um ro-
mance que nada tem de verdadeiro, foi a exposi-
c3o de factos que nio existem, quo nunca de-
ram, que nao possivel darem-se com os swti-
mentos dessas mulheres.
Eu procurare!', se bem que nao teunamatas,
refutar um por um dos faetos a^resoaiadoa'pelo
meu nobre amigo, e, se algnm na escapar, pafo-
lhe_que m'o traga monaoria.
Em duas partes drvidfo o eu nobre collaga o
seu discurso : na primeira Iratou da questab de
direito, da queslao do competencia desta assem-
bla para legislar sobre os negocios da Santa Casa
de Miserirordia independente de proposta sna.
Em ques'tes do jurisprudencia, de legislaban,
tenho sempre muito niedo de entrar, porque eu
vejo que tal o embroglio, sao tantos os decretos
encontrados, os avisos o contra-avisos, que os
mestres mesmos entram com di ffleu Idade nesse
labyrintho, o mais difflcilmente sahem d'elle.
' Se, pois, os mais habilitados se sentem embara-
Sados, nao muito que eu me acn em diffleulda-
es, e perianto, reservarei essa parte do discurso
para o meu nobre collega deputado pelo terceiro
dislricto, que tem de tomar parte na discusso, e
que, sendo habilitado, como todos geralmente re-
conhecem, responder satisfatoriamente.
Mas, sem entrar na questo de jurisprudencia,
sem entrar aprofundndamente na questao que joga
com a legislacao, declaro que nao deixon de cau-
sar-me estran'heza aquillo que o nobre deputado
dis&e com relaeo questao de direito, a differen-
ca que achou entre o compromisso da Santa Casn
e o do qualipier nutra corporacao religiosa : as
razoes apreseutadas nao me convenceram ; pelo
contrario, serviram para demonstrar-me que eram
idnticas as instituices. Diz o meu nobre collega :
o compromisso da irmandade dosterceiros'do Car-
ino legisla, comprehende certo numero de indivi-
duos catholicos apostlicos romanos, o da Santa
Casa nao recoiihece religio ; aceita os membros
de qoalquer seita religiosa.
O Sr Lopes Machado :Nao me comprehendu.
Disse que a ordem terceira legislava para um nm
determinado, que figuravam na irmandade pessoas
que deviam ser rigorosamente catholicos romanos,
que, porm, o lim da Santa Casa era muito dis-
tincto, era todo humanitario ; a Santa Casa recebia
nos seus Jeitos todos os individuos catholicos ou
nio. Conclua eu que, na ordem terceira, o fltn
era todo de devocao, na Santa Casa o lim era todo
humanitario e de beneficencia,
0 Sa. Silva Ramos :O que eu digo, e o que
ninguem pode contestar, que na irmandado dos
terceiros do Carmo s pdem entrar os catholicos
romanos, assim como quo na irmandade da Santa
Casa tambem s pdem entrar os catholicos ro-
manos. Agora os beneficios da ordem terceira
comprehendem to smente aos seus irmaos. A
Santa Casa derrama mais largamente os seus be-
neficios. Mas ridade derramada em matar ou menor escala :
alji, aonde o patriotismo menor, aonde as rendas
nao chegam, os beneficios estendem-se smenle
aos irmaos, aqui nio, os rcndimenlos sao maiores,
por isso se estendem a mais individuos, nao se
pergunta quo religio ou a que naejio perten-
eci. Portante, nao comprehendo aonde esla a dif-
ferneca entre urna e oulra corporacao.
O Sn. Lopes Machado :Eu Ihc'digo, que no
primeiro caso ha como que a farqilia, no segundo
ha como que a sociedade.
O Sn. Silva Ramos :Alli 6 a particular quele-
gisla, mas a sua le nao obliga sem que receba a
approvacao desta casa na parte civil e do Exm. his-
po na parte religiosa, aqui do mesmo modo, o
compromisso da Santa Casa a lei de urna asse
ciaeao feligiosa approvadlr por^eeta asserabla e
peto poder ecclesiasico.
0 Sn. Lopes Machado :Nao, senhor, um re-
gulamento do governo.
Sn. Silva Ramos :E' um compromisso ap-
provado por esta casa.
Por consequencia nio Ihe vejo differenca, en-
tendo que a instiluicao a mesma, c* que se nos
nao podemos legislar acerca do eompromisso da
ordem terceira, tambem nao podemos legislar
acerca do da Santa Casa.
Mas deixando esta questao, que s per accidens
toquei neste ponto do discurso do nobre deputado,
vamos propriamente aos factos trazidos a esta casa
pelo nobre deputado acerca das irmas da eari-
dade
Creio que o primeiro facto foi urna queixa con-
tra a junta administrativa da Santa Casa, corpora-
cao que se tem tornado digna de todos os louvo-
res pelo desinteresse com que trata de negocios
tao importantes e que tanto trabalba em bem do
estabelecimento de earidade.
O Sn. Lopes Machado :Nao dirig ceusura.
O Sr. Silva Ramos :V. Exc. dirigi urna acre
censura quando disse que a junta qucixando-se
em seu relatoro de que esteva prestes a fazer
bancarrota e indicando os soccorros de que tintn
necetaidade para sustentar os diversos estebejeei-
mentos a seu cargo, pedndo urna subvenco de
quarenta contos, a extraeco de urna loteriamen-
salmente, pedindo mesmo a rcunio do asylo de
mendicidade ao hospital Pedro II para poder gozar
da renda desse estabelecimento, eiigindo a venda
dos predios do patrimonio, que se acham arrui-
nados ; a administrar) do eeiniterio, o privilegio
para a conduceo dos cadveres, pintando o esta-
do lastimavej de suas linancas, entretanto nao ti-
nha evitado em comprar um predio por 6:0003,
para que nelle morassem dous lazaristas...
O Sn. Lopes Machado : Como les'ao.
O Sr. Silva Ramos. .. para que assim estives-
sem prximos das irmlas de earidade.
O Sn. Lopes Machado :Nao.
O Sr. Silva Ramos:V. Exc. odisse. Este argu-
mento pareceu ao nobre deputado de tanto effeito,
fez tanto sobresahir este fado, querendo estigma-
tisa-lo, que cu nao sei mesmo de que linguagem
me sirva para o reproducir ; o nobre deputado pro-
cu rou fazer acreditar qneesse sacrificio feito pela
Santa Casa tinha somente por lim aproximar os
lazaristas das irmas.
Entretanto, Sr. presidente, bem longe de serem
estas as vistas da junta foram inteiramente diver-
sas, e ao abrigo de qualquer censura. Este predio
est edificado em terreno comprehendido na plan-
ta do hospital Pedro II, como se pode ver, offere-
cendo-se venda, metade deste predio por preco
conveniente, a junta nao podia, tinha difficuldae
em effectuar a compra, mas considerando as nif-
liculdades com queteria de lular depois quando
houvesse necessidade de desappropriar esse pre-
dio para completar o plano do hospital, conside-
rando que posteriormente havia de compra-lo por
preco muito superior do quo comprando-o hoje
por Ihe ter sido olerecido...
O Sr. Lopes Machado : Os lazaristas pagam
aluguel ?
O Sa. Silva Ramos :Eu respondo a isto.
O Sr. Lopes Machado :Felizmente V. Exc. nao
contesta o fado.
O Sn. Silva Ramos .Mas contesto o um que
V. Exc. Ihe quiz attribuir.
O Sn. Soares Brasdao : E j moravam antes
da compra.
O Sr. Lopes Machado :Nao moravam.
O Sa. Silva Ramos : Perdo, os lazaristas j
moravam alli, e depois nao o nico predio vizi-
nho ao hospital, c se o fim foase i eonserva-los
prximos s irmas de earidade, nao tinha a junta
necessidade de fazer essa despeza, nao foi portante
para eollocar os lazaristas perto das irmas, atim
de terem as suas commumeaedes secretas como
V. Exc. disse. So se dissesse que era a nica casa
existente as proximidades do hospital, podia ter
fundamento o qne o nobre deputado avancou, mas
nao assim, ha diversas casas naquella localidade,
portante o fim dessa compra nSo foi conservar os
lazaristas unidos aquellas uintttens.
O Sr. Lopes Machado :~0 que notei foi a com-
pra quando se diz que au ha dioheiro.
O Sa. Silva Ramos .Oque V. Exc disse nao
foi'uto, foi qoe se quiz eolloear os lazaristas alli,
porgue Mes entretmbaai eommercJo oom as
trmas pelas-portas do quintal ; nisto qoe con
sstio censura do que V. Exc. quiz tancar sobro a
junta, c aolfensa que dirigi aquellas virtuosas
mulheres.
O Sn. Lopes Machado :Est engaado, en nio
censurei a junta. Cada um cuatpra com o sou de-
ver, nao nos iucommodemos.
O Sr. Silva Hamos :V. Exc. disse que a casa
foi comprada sem que a junta podesse faze-lo, que
se fizeram sacrificios para essa compra com o lim
de eollocar aquellos padres proxiuios s irrnaas.
Este flm que eu neg e digo que a junta fez bem
em comprar aquello predio boje por 6:no0, para
nao ter de cmpralo depois por muito mais di-
nheiro. Eu quero to somente mostrar qne o flm
da junta nao foi eollocar os lazaristas prximos
das irmas, porque j o estavam antes da compra
da casa.
O Sa. Soares Biiandao :Achava que at era
desuecessario o nobre deputado procurar defen-
der a junta que est muito cima disto.
O Sb. Silva Ramos :Mas logo que houve ce-
sura^janwa acre, e deve ser respondida. .
O S*. r.tKs Machado : Nao foi este o meu ar-
gumento. Qn:ind,o eu disse que a Santa Casa.....
0 Sr. Silva "RAbos- :E,' a iunUa.
0 Sn. Lopes hachado : -^fCao quero saber de
junta. Quando eu disse que a Santa Casa fazia
grandes dispendios, pedia auxilio a assembla por-
que nao podia viver, quando pedia a extraeco
de loteras mensalmente, autrsac,o para vender
os seus predios arruinados, a adminislracao do ce-
miterio e privilegio para carregar os cadveres, o
que quera dizer que esteva quasi em um estado
do insolvencia, notei a contradiccao de, nestes cir-
cumsiancias, dispender dinheiro com a compra de
um sobrado.
O S. Silva Ramos :Ficou nisto s ?
O Sn. Lopes Machado :Para ser oceupado, co-
mo est sendo por dous padres lazara las.
0 Sn. Silva R \mos : Para licarem prximos
dessas mulheres. Aqui que est o odioso.
Mas, cmtim (leamos sabendo que V. Exc. com
este argumento nao quiz de modo algum atlrar
urna censura sobre a junta, nem ao mesmo lempo
fazer crer qne o fim fra eollocar os lazaristas pr-
ximos das irmas.
O Sn. Lops Machado :Nao fui por ahi, mas
V. Exc. confirma o argumento.
O Sr. SoAnEs Bandao :A Santa Casa abri-
gada a dar residencia a esses padres ? Esla a
questo.
O Sr. Silva Hamos : E' pelo contrato que a
Santa Casa tem com elles.
O Sr. Lopes Machado : Ento fez-se algum
contrato ?
O Sr. Silva Ramos :Foz-se; e o contrato falla
em vircm lazaristas, estando determinado que se
O Sa. Sh.va Hamos :Ento achou nos hospitees
dos lanrott.c dos alienados o mesmo asseio e rc-
gularidadqe se encontra no hospital Pedro He
nos oiUroa,esiabeleeimentos cargo das irmas?
O Sr. Lopes Machado :Achei urna dilfereoea,
achei que o hospital Pedro II tinha sido esfregado
dous das *ttte& da nossa ida l.
0 S*. .Sftv-A Ramos :Creo que V. Esc. que
us de oceulos entrou sem elles nos eslabelecimen-
tos cargo das irmas.
0 Sr. Lotea Machado :A que vem os meus oc-
eulos nisto?
O Sa. &UTA Ramos Entrou n'uns estabelecl-
mentos com oceulos, para enxergar a pouca lim-
peza, qoe ka s'elles e n'outros sem oceulos para
nao percebera superioridade que se note em tudo.
O Sr. Lopes Machad :Tanto n'uns como n'ou-
tros entrei sem oceulos.
O Sn. Silva Ramos : Senhores, isto questo
de facto.
0 Sn.Lepas Machado :Posso dizer tanto como
o nhre deputado pode dizer.
O Su. Silva Hamos :V. Exc. nao pode dar o
testemunh que eu don, por que eu frequento
mais esses ej|tebeleeiinento6 em razo da posicao
que oceupo.
O Sr. Lms Maguado :E' medico do hospital
dos lazaros t
O Su. Silva Rvmos :Nao, mas tenlio l ido, sei
como esli todos os estabelocimentos.
O Sa. Lopes Machado : E como disse que es-
tavam poicos ?
O Sr. Silva Ramos :Eu nao disse que esta-
vam poreoa, o que digo que a diflerc-nca im-
mensa, que nao se podem comparar no asseio com
os ouUv.3 attaboleeimentos.
0 Sr. R-Coitihho :E' espantosa.
O Sn. Sima Hamos : A este respeito eu pedira
o tesiemnnoo dos membros da commissao que fo-
ram yisSr os estabelecimentos.
0 Sn. Lopes Machado;:Um dellcs declarou que
achou em raoita boa ordem e asseio o hospicio dos
alienados.
O Sn. JjLjCavalcanti : Achei," ha algum asseio
ahi, mas-fa relacao ao hospital dos lazaros urna
inimuiidieie. ,
O Sa. SH.VA Hamos :E achou to asseiado o
hospicio des alienados, como o hospital Pedro II ?
0 Sn Lopes Machado :A questo que urnas
casas sao iwas e ouiras sao velhas.
0 Sh.$omes Brandad :Olhe que a casa dos
exposU*; nao nova muito velha.
0 Sn. JCavalcanti :No hospital dos lazaros
ouvi quaxas que revoltea), c convido os nobres dc-
putedosft la irem e vero se os doentes se quei-
xam ou naf.
O Sr. Loras Machado :A Santa Casa que de
Ihes ha de dar residencia. Por consequencia a; milla os ouiaregados que l estao e nome outros.
Santa Casa o que fez foi cumprir o contrato.
O Sr. Lopes Machado :E como que uo con-
certa as suas casas e compra casa para lazaris-
tas ?
O Sr. SoAiirs Brandao :O que cumpre saber
se a compra foi ou nao til.
0 Sr. Silva R\mos :0 acto da compra da casa
foi tilil, porque V. Exc comprehende bem que nao
convem que haja coiniBunica^o de i
lares com um estabelecimento como o hospital,
tanto mais quanto este casa est em posicao, qoe
toda ou parte do seu terreno deve de ser compre-
hendida no plano do edificio. A Santa Casa acha-
va-se, verdade, em ms circunstancias, mas sen-
do-ihe offererido esse predio por preco convenien-
te, cntendeu o muito rasoavclmente que convinha
mais compra-lo agora por 6:0003 do que daqui
a dous ou tres an.os por 12:0003 ou 15:0003 ou
mais.
OSr. Lopes Machado :Mas
O Sn. A-Cava
isilo defarinlia
alcasti :Fui a dispensa c no de-
posito de farinha nao enconlrei nem urna cuia.
O Sr. Pina :E' que a Santa Casa nio manda
farinha
OSr.
pessoal
,OSb,
i"
l.
valcanti :O que encoatrei foi um
nso sem ser o que devia existir.
Machado :Isto agora com a
para comprar casas para lazaristas, porque nao
concert os seus predios i
O Sr. Silva Ramos :Nao comprou casas para
lazaristas, comprou porque convinha, pelos moti-
vos queja expend, e nao para ter os lazaristas
prximos as irmas, porque para isso haviam
mais casas as proximidades comprou porque
essa casa sl comprehendida no plano do hos-
pital.
O Sn. Lopes Machado :O acabamento do los
pital para muito longe.
O Sr. Silva Hamos :Quem sabe ? Anda o an-
no passado se mandou fazer um raio.
Eu passo por alli lodos os dias e nao me lem-
bro de ter visto um pedreiro ou carpina traba-
Ihando, pode ser que se lizesse algum pequeo re-
paro.
O Sn. Amarai. f. Mello :Pintou-se easseiou-se.
O Sn. Silva Hamos :Pintura c caia^o nao
concert, eu passo por alli todos os dias e nao vi
concert.
O Sn. Amaral e Mello : Podia passar e
nao ver.
O Sn. Silva Ramos : Se houvesse concertos
havia materiaes as proximidades e eu nunca
os vi.
O Sn. Lopes Machado : Eu posso aflirmar a
V. Exc. que houve.
O Sr. Silva Ramos :Mas que concertos ? Urna
porta cabida ou cousa semelhante.
UmSr. Deputado :Se a compra foi para evi-
tar futuras despezas, porque que so se comprou
metade ?
O Sr. Silva Ramos :Porque nao so vendeu a
outra metade.
I'm Sr. Deputado :Quem vendeu metade, po-
dia vender o resto.
O Sn. Silva Ramos :Mas nao quiz vender.
O Sn. Soares Brandao :Ou a Santa Casa nao
pode comprar.
O Sr. Silva Ramo :0 fim nico que tive em
vista tocando neste argumento foi apagar o que
houvesse de odioso, quer para a junte, quer para
as irmas de earidade com a compra desse predio
que se effectuou cem a approvacao da prescien-
cia o creio que tenho conseguido.
O Sr. Lopes Machado :Creio que nao.
O Sn. E. Coutinho : Est literalmente apa-
gada.
_0 Sn. Lopes Machado :Mas qual o odioso?
"O Sr. Tavora :Qual odioso, e a verdade.
O Sr. Silva Hamos : Piquemos nisto; o odioso
consista em ter dito o nobre deputado, que a casa
fora comprada para por os lazaristas prximos s
irmas, mas isto o nobre deputado retira.
Vamos agora aos outros factos.
Creio que fallou depois o meu nobre amigo na
maneira barbara por que sao tratados os doentes
no hospital Pedro II, e pedio a attenco da casa
para o hospital dos lazaros e para o hospicio dos
alienados, aonde nao ba irmas de earidade, e aon-
de reina toda a ordem, todo o asseio, toda a lim-
peza.
Senhores, eu peco, que ninguem me de crdito,
peco a cada um dos nonces deputedos de per si,
peco ao publico desta capital, que se d ao traba-
Iho de ir examinar os estabelecimentos aonde exis-
tem irmas de earidade, e aquellas onde sao exis-
ten) : a differenci nouivil, nio se pode estaba-
lecer um parallelo entre urna cousa o outra.
O Sn. Lopes Machado .Qual a differeneaT
OSr. Sil va Ramos :A differenca enorme,
em uns nao ha o asse, a limpesa, a rdem, que
ha nos outros. Eu sou testemunba oceular deste
facto, mas nao quero que me dem crdito, desaja
que cada um va por si examinar.
O Sa. Lopks Machado :*n j vi.
O Sr. Silva Ramos :Percorreu todos os esta-
belecimentos e nao acaou differenca 1
O Sr. Lopbs Machado : -A dtffcreaca que o
hospital Pedro II est n'um sobrado novo, o o hos-
pital dos lazaros e hospicio de alienados esto tm
casas terreas.
:A qufejlo no ponto em
que est urna quesio toda tocio, e aquelles
que tivarem o interesse de conhecer a verdade, nao
tem mais -do quair a a**es estabelecimentos. e por
i ffl6Mnocvcrfic?rem/Eu (ico satisfeito com a
que a opinio publica dicidir acerca desses estabe-
lecimentos, acerca da differenca que se note entre
os que sao dirigidos pelas irmas o os que o nao
sao.
O Sr. Lopes MachaUo :Quanto a qM |
O Su. Silva Ramos :Quanto a asseio, ordem,
se tem dinheiro | regnlaridade e tudo.
O Sr. Lopes Machis :A rcgularidade prova-
se aqui com documentos.
O Sr. Silva Ramos ; Como ?
O Sn. Lopes Machaimj :Se essas mulheres se
limitan) sement a ganhar os seus dous cruzados,
ou se entrara no comer do- pobres, se coniem o
peixe, c Ihcs.d i as espiubas ( apoiados u;s gale-
ras. )
O Sr. A. Cavalcahti :Ha documento em con-
trario e muito favoraveis.
O Sn. Lopes Machado :Mas por que os nao
aprsenla ?
O Sn. A. Cavalcanti :Por que nao tem valor
algum documentos destes.
0 Sr. Lopes Machai-o : Entao a prava teste-
munhal nao tem valor algum ?
O Sr. Silva Ramos :Senhores, eu desejo aca-
bar, por que isto to desagradavel...
O Sr. Lopes Machado :No terreno em que es-
t, por certo.
0 Sr. Silva Ramos :Terreno em quo V. Exc.
eollocon adiscussc, eu por miin nao tocara nessa
materia.
Mas, Sr. presidente, ha to pouco desejo do des-
cobrir-se a verdade, que os membros da commis-
sao nomeada para examinar esaea estabelecimen-
tos e a presentar um parecer nesta casa sobre o
que'achasaem para examinar por si os factos mi-
nuciosamente, os nobres deputados que apresenta-
ram nesta casa o projecto para a excluso dessas
nuillieies, nao se deram ao trabalho de examinar
esses estabelecimentos para conhecer a verdade,
quizeram antes deixar-sc levar pelos ditos vagos.
O Sr. Amaral e Mello :Eu sou membro des-
sa commissao, mas declaro ao nobre deputado que
nao fui, por que tenho muito medo, e nao confio
nada na recepejio que me fazem quando vou fazer
urna visita, sahendo-se com muite antecedencia
que a tenho de fazer, por que ento sei que tudo
estj preparado.
O Sr. Silva Ramos :Est muito engaado a
cerca do preparo das casas que esto cargo das
irmas. Eu tenho muilas vezes entrado do sor-
presa nesses estabelecimentos acompanhando es;
trangeiros que os querem visitar, tenho entrado
noite por chamado para casos de doenca, e encon-
lrei sempre o mesmo asseio, a mesma regulandade.
O Sr. Lopes Machado :Como que V. Exc. en-
tra por sorpreza sendo chamado f
O Sn. Silva Ramos :Mas tem tempo de lavar-
se a casa e aprouiptar tudo, desde que me man-
dan chamar para um caso de doenca, at o mo-
mento em que alli chego ; e quando alli appareeo
sem ser esperado?
Eu nio sei mesmo o quo tem levado o nobre
deputado a eollocar a questao em um terreno tao j
inconveniente.... I
O Sn. E. Coutinho :A mudar mesmo de o^i-1
nio.
O Sr. Silva Ramos : Passam-me ideas pelo es-
pirit, qne eu repulo, para explicar qual o motivo
por qoe o nobre deputado tem procurado tornar
odiosas essas mulheres to respeitaveis.
Eu repulo os juizos que me asaalteram o espi-
rito.
OSr. Lopbs Machado :V. Exc. faz bem.
O Sr. Silva Ramos :Por exemplo, veio-me a
mente que o nobre deputado procura va hoje ga-
har a a*e?5es populares, ( rumor na galera J
veic-mc mente que procurava readquirir as af-
feicoes, a popularidade que tinha perdido a anno
airazad&BaqitestAo dos estudaates ( reelaroAOoes
Has galeras, apoiados e nao apoiados.)
Repillo essa idea, por que conheco o nobre de-
putado.
OSr. Lopes Machado :Pode dizer o que qui-
zer, supponha mesmo que isto. EiL.tembqm te-
nao pensado e au i sei mesmo qual a razo. por
que o nobre deputado se aprsenla detendendo ir-
Maa de earidade, o nobre deputado que et alli;
meado MegMmente, epmo diz a junte da Santa!
[Cu**- Sari por que tara medo de ser dauittido,:
atienta a illegalirlade do sua noma5o ?
E' a junta quem o diz:
Ojia. Silva Ramo* :Risum tenenlU amiei!
Nao sei se ft Horneado legal ou illegalmeute;
ful nomeado raeico do hospital e exerco o lugar,
mas podam-me demiitir quando quzereiii, nao pre-
ciso do lugar. Se o pedi foi to smente para ter
urna casa do clnica, nem pensem que estou aqui
prestando servicos para ser conservado Anda na
das foi aipii apresontado uin^pnijeco de accordo
eom o rc|atorio da junta e eu fn o primeiro quo
me manifestei contra elle.
Por conseguinle deve-se consiJerar a minha voz
como urna voz independente por que nao me su-
bordino essas mulheres, nem a unta, da Santa
Casa; nio tenho nada com a jsat, presto os
meas sorviQes como medico e nada mais.
Se a junta procuraase mpor-se-nie por qual-
quer forma, eu havia de repellr a imposico cora
a dignidade que rrie propria, por que nio o or-
denado de um cont de ris, que me faria a pra-
tcar baixesas. Se ha dias me pronuncici contra
um projecto c abrado de accordo com as ideas da
junta, proiiunciava-me tambenvhoje. com a mesma
franqueza ; mas que a causa que defendo jus-
te, causa defendida por todos os povos que eo-
nhecem as irmas de earidade, por todas as na-
coes civilisadas do mundo.
A Inglaterra que nao tem falte de gente e quo
urna dasna^oes mais civilisadas, naci que tem
recursos para tudo, nio dnvidou acceitar as ir-
mas de earidade. Os Estados-Unidos...
Trocatn-se apartes. )
Sn. Silva Ramos :Peco aos nobres depute-
dos que me deixem terminar ; eu desejo acabar
l>r que a discusso nao agradavel.
Os Eslados-Unidoi-essi paiz nosso visnho c que
nos tanto procuramos imitar...
O Sn. Amaral e Mello :Nos nao.
O Sn. Silva Ramos.... e que oxal fjuc em raui-
Us cousas o imitassemos, l tem irrnaas de eari-
dade ; a Allemanha.
OSn. Lopes Machado :Mas sabe que na In-
glaterra e na Franca da muito pauperismo, e que
essas mulheres teem precisao de comer e j esli
abandonadas do mundo. Eu Portugal ellas foram
repelhdas, na Baha foram rcpeliidas, o povo ac-
commetteu o hospital da Santa Casa por violencias
praliradas por ellas.
O Sn. Silva Ramos :Ellas foram repellidas de
i'ortugal do ensino, mas nao dos hospitaes, porque
l nunca houve irmas nos hospitees.
Tenho aqui um jornal.
O Sr. Amaral k Mello -(Lendo o ttulo do jor-
nal e a data da puhlicacao) E' o progressista.
O Sr. Silva Ramos : A questao seria, nao se
preste ao ridiculo. Se o ridiculo para a discus-
sio elle reca he todo sobre V. Exc. que a trouxea
esta casa se para mm, eu o repillo, porque nao
supporto o ridiculo de ninguem. Contenha-se.
O Sn. Amaral r Mello :Que me eontenna !
O nobre deputado nao pode mandar que me conle
nha.
O Sn. Silva Ramos :Ma3 posso exigir o respei-
to com que devo ser tratado. Aquiest oque diz o
jornal acerca das irmas de earidade, e olopico d
um discurso pronunciado.na ; sscmht&i do Rio de
Janeiro, acerca fio qual o meu distincto collega o
Dr Sarment esvreveu o artigo que passo a ler.
Ex una parte do artigo que nao- uiio por ser
exten
O Sr. Silva Ramos :(L.;.)
Recetamos em verdade que o ministro francez
marquez de Lisie nos appfqne o que ponderou
por oecasio da agitacao e desparates de Lisboa
na questo das irmas de earidade. Disse elle jue
devia examinar um cadver portuguez para de-
terminar se a orgnisaco do cerebro era como
dos outros homens, pois que muito deferia abso-
lutamente do modo de pensar de toda a humani-
de.. Enganava-se o nobre marquez ; a opiniao
geral a respeito das irmas de earidade em Por-
tugal cou) cm todo o universo, e nao s e leve con-
fundir com a de alguns jornalistas o polticos, que
de tudo fazem arma olfensiva. T:.nto isto assim i
quo no meio da maior efervescencia suscitada e |
envenenada pelos homens da imprensa e da politi- j
ca, cheg8ndo a Lisboa alguns lazaristas, de vagem, I
o andando pelas mas mais de duas horas a infor-
mar-se da residencia de seus collegas, de nenhu-
ma inauvilidade foram victimas, adiando pelo con-
irario Jrespostas amigaveis, e boa ventado de os
convir em todos aquellos a quem se dirigiam. ,
A Inglaterra omnipotente em Portugal, se nao
foi extranha ao que alli se passou ento, vio-se ao
mesmo tempo obligada pelo opiniao publica a ad-
mittir no seuseutrrtoro.systematieatnente hos-
til todas as ordens religiosas, os estabelecimentos
das irmas de earidade. L eslo na Escossia, na
Irlanda, em Londres com as suas obras pas e
com as suas escolas. O bazar uue Ihes d recur-
sos em Londres, aeha-se sobre a proteceo do du-
que de Cambridge e de outros generaes inglezes,
que viram na Crimea o que fazem e para o que
prestan) as fiihas do S. Vicente. Aquelles valcntes
soldados nao recetan) quo os estabelecimentos das
das irmas facain relrogadar a Inglaterra, ou sus-
pendan) os progressos de sua patria.
Liverpool, cidade moderna, mas opulenta tam-
bem nao parlilba os pavores do nobre deputado.
Ella confia grande parte de sua infanda as irrnaas
de earidade, pagas as despezas de se estabeleci
ment com dons voluntarios, e com um bazar, que
logo no primeiro annoproduzio 30,000 francos.
Os homens polticos mais oppostos, e das reh-
gies mais dilferontes do mundo esto accorues
na questao da conveniencia e utilidade .das irmas
de earidade em toda a parte, onde ha doentes e
ignorantes. 0 grao turco toma com gencrosida-
de oriental bilhetes as loteras que alimentan)_em
Constentnopla os estebelecimentps das irmas.
Machemet-al, cunhado do sulto, e Reschid-pa-
ch, seu primeiro ministro, nao s visitan as ir-
mas, mas contribuem com avultedas sommas
para os estabelecimentos que dirigem. Nos Esta-
dos Unidos os domocrates e os republicanos nao
difieren) de opinio acarea da utilidade das ir-
mas. o general democrato Maclan.aovolter do cam-
po da bntalha.desvia-se do seu caminho pa ir sau-
dar aquellas pobres Ulhas de S. Vicente, no meio de
suas fadigas para conservaco e allivio dos solda-
dos ; e o republicano Lincoln onfia-lhes em Was-
hington os immensos haspitacs da confederacao.
Boston, Baltimore, S. Luiz, Philadelphia, e innu-
meraveis povoados confia-ibes os hospitees e as
escolas, essas duas tarefas perpetuas, que Ibes
impoz a divina inspiraoio de S. Vicente de Paula.
Hoje desde a California at as extremidades da fa-
mosa repblica, encontrara-se por toda a parte
misturados com a populacao, e por ella venerados
lazaristes e irmas de earidade, capuchinhos, je-
sutas e dominicanos, respirando todos elles o ver-
dadeiro ar da liberdade.
Assim contina o Ilustro,'escriptor at o linal de
seu artigo, que deixo de o ler para nao fatigar a
attenco da casa, que como eu, deseja por ter-
mo a este discusso.
Este o testemunh unnime de todos os povos,
Jue tem conhaeimento dos bons servicos presta-
os por essas virtuosas mulheres, e quando eu
disse que a causa que eu advogav era geralmente
aeceite e por todos delfendide dizte urna ver-
dade. ~~ ., .
O Sr. Lopes Machado1W. Exc. este lendo so-
mente as manifostepees dos govemos, o nao dos
nevos
O Sn. Silva Ramos :Tome V. Exc. o que te-
nho dito como quizer, mas o que e certo o que a
verdado eslAdo meu lado,* apoiado peto testemu-
nbe neral dos povos e dos govermis.
0 8. Lopes Machado .-Pode V. Exc. desco-
brir-Je essaB obM8 ^ caridadl? crara Pa*as
O Sn. Silva Ramiw :Erara pagas, sin.
OSr. Lopes Macido:A eoinopordia essas
obras de earidade ?
O Sr. Siuta Ramos Nao estou a par dos con-
tractos, mas sei que existen), o que nelles so falta
em remuneraeo.
O Sr. Lopes Machado- :Caridade a tanto por
da I
O Sr. Silva Ramos :--Vojo.!ue o lim de V. Bar.
; lirar a questo do terreno em que deve c$lar, .'
laucar o ridiculo sobre aqullo'que serio, e deve
ser seriamente tratado, o que prova que V. Eaar.
coiilweeo mo terreno cm qoe secollocoii.
Tenho pois mostrado qoe a enusa que defendo
recoohecidamonte justa, em favor da qual claraam.
todos os ovos civihsados, que aonhecem essas
mullteres.
Na Crimea deu-se um facto bem notavel.
O Sr Lopes Machado :=Era bom que o obre
deputado nio fallasse no que se deu na Crimea
com referencia as irmias de caridade.
O S. Silva Ramos :Nos hospitees inglezes
eram innmeras as victimas, morria muito maior
numero de soldados do que nos luspitaes fran-
cezes.
O Sn. Lopes Machado:Sem duvida era mila-
gre ; nos hosuilaes francezes morriam menos por-
que tinham irmas de caridade I .,
O Silva Ramos :O general inglez pediu irrnaas
de caridade iinmediatainente a mortalidade demi-
nuio.
" O Sr. Lopes Machado :Foi a santidade dessas
mulhere*.
OSr. Sb-va Ramos:Nao, meu collega, foi o
cuidado, foi o zelo, foi o earinho que lizeram com
quesalvasse muito naior numero de soldados do
que al enfo.
Sr. presidente, vamos a oulro faci.
O outro fado apostado pelo nobro deputado
foi o dos cadveres carregados apenas expiravaiu
e afilados n'uma casa, sem respeito ao sexo a
idade &.
Sr. presidente, todos os dias pela amanhaa (
ordinariamente quando se depositara os cadveres
na casa propria), quem quizer pode dar-se ao tra-
balho de ir alli, militas vezes ha de encontrar dous
c tres cadveres, todos amortalhados.
I'm Sr. Deputado : D'aqut por diante.
O Sr. Silva Ramos : Eu tenho umitas vezes
com o meu bistori descosido^as inoriallias quando
tenho de fazer alguma autopsia, dou por tanto tes-
temunh de que os cadaveMesao amortalhados.
O Sn Lopes Machad:--Eu disse ipie os cad-
veres hiam envolvidos.
O Sr. Silva Ramo :Y. Exe disseque ee ati-
ravam all misos cadveres"sem respeito ao sexo
nem a idade, e que as roupas eram remettidaa para
Franca.
O Su. Lopes MAfilhso :Sn>#r., acta isto.
O Sn. Silva Ramos:As roujj de alguns que
morrem no hospital, roupas que a ap^parte das
vezes nao se pode aproveiter para eoafc alguma,
por que V. Ex;. sabe qual a gente que ordna-
para
na'ii.nie procura o hospital^ *
O Sr. Lopes Maciiado MwD'vae nenhuin
l n.
O Sr. Silva Ramos :Entra milita gente quasi
ma. O que se pode aproveitai. sendo panno de
lilmo" serve para fios, e o mais serve para dar-se
a outros quando sahem do hospital. .
D Sr. I/iphs Hachado : Ninguem van para
l n.
O Sn. Silva Ramos :Entram, sim, e al por
essas ras andara muitos quasi mis.
V. Exc. .v a ribeira e ver quantos esto por l
quasi mis.
O Sn. Lopes Machado :Estes sao mendigos.
O Sn. Silva Ramos : Que sao recolhidos ao
hospital.
O Sr. Lopes Machado :Vo para o asyl.
O Sn. Silva Ramos :Vo para o hospital como
enfermos. Ha nm mordouto da Santa Casa que
quando est de mez nao consenle essa gente pJ
ribeira, e enehe as enfermaras do hospital de
ipianto mendigo ha por essas ras. As roupas
memores de alguns que morrem servem para a-
quelles que se curara, e que nao tem roupa para
sabir.
Eis aquiest a anplicacao que se d a roupa.
que tica dos enfermos, nunca se mandou para a
Europa.
0 Sr. Lopes Machado : V. Exc. nao sabe des-
sas cousas.
O Sr. Silva Ramos :Sei peruanamente, porque,
alli vou todos os dias.
O Sr. Soares Biiandao : Eu lemlira-iiic de.
quandoentrei alli, ter visto um grande deposito
das roupas de todos aquelle que entravam.
O Sn. Silva Ramos :Isto e outra cousa, quan-
do entra algum doente toma-se-lhe a roupa e
guarda-so numerando-a para ser-lho entregue
quando sabe, se fallece tem o destino que acaoei
de dizer.
Mas. Srs., que bom patrimonio nao sera a roupa
dos individuos que fallecen) no hospital de cari-
dade ? Isto deve enriquecer muito !
Os cadveres sao conduzidos das enfermaras
com a roupa com que expirara, e quando chegam
a casa de deposito sio vestidos com morlalba bran-
ca de madapolio. Eu os tenho visto, e assevero
isto sem medo de ser desmentido porque por niui-
tas vezes tenho cortado as mortalhas com o meu
btstori para fazer autopsia.
Nio sei portanto, como o nobre deputado acre-
diten que aquellas mulheres tratassem os cadveres
por aquella forma, cora tanta profanneao.
O Sn. Lopes Machado : Como acreditei i
O Sn. Silva Ramos V. Exc. vio ?
O Sr. Lopes Machado :Eu nao vi, porque nao
gosto de ver, mas posso-lhe apresenlar nomes mui-
tos respeitaveis de pessas que lem visto.
OSr. Silva Hamos:V. Exc. pode deixar de
apresentar esses nomes porque para mim elles au
valem mais do que o seu.
Dsse ao trabalho (v ver por si, nao ja), mas
d'aqui a um mez, e'sua palavra ento valer muito
para mim.
O Sr. Lopks Machado :Daqui a um mez ules
vo at enfeitados para a eova.
O Sn. Silva Ramos :Desta forma nao possi-
vel discutir com o nobre deputado tudo Ihe servo
de explicaco.
O Sr. Silva Ramos :Outro facto narrado pek-
nobre deputado foi que as irrnaas aproximam-sean
l.ito dos doentes, cravam-lhe o cotovllo sobro <
estomago carregando com forea para faael-os mor-
rer mais depressa.
Dizei-me Srs.. crivel isto ?
O Sn. Lopes Machado :E como contesta .
O Sr. Silva Ramos : E' nm improviso, e un
facto quo nunca so deu, que cusa mesmo a cre
que se possa dar.
OSn. Lopes Machado :E as pro vas testemn-
ubaes que foram apreseutadas ?
0 Sr. Silva Ramos :O bom senso mesmo re-
pelle urna semelhaole imputacao. Por petares que
tobemos inslinctos dessas mulheres, anda que
muite do quf o nobre deputado diz fosso verdade.
um fado deste ordem erainacreditavel. tstobrs
um acto de suprema barbaridad.: eran acto
que nem uiesmo selvagens poderiain praticar.
O Sr. Lopbs Machado Pois esta testeura-
nhado.
O Sr. Silva Ramos :-Eu logo mostrare) que
valor podem ter esses tesleraunhos.
' Disse anda nobre deputado que os doentes
quando nao podem carregar lenha so amarran)*
em um carro e expostoa ao sol. ._
Ora Srs., no hospital nem so quer carro *
qualidade alguma.


7
**


Diario de 'Pemambtie Terqa feira 1 de Junho de 1869.


\^
0 Sn. Lopes Machado :V. Exc. sahe disto?
O Sr. Silva (Unos: Se cu vou l todtos
dias...
O Sr. Lopes M.voiiabo Mus eomo eenteata o
lestemuuho presentad* .1
O Si*. Silva Ramos:Bu laastrarei aeafeum
valor desse ajatemuiiho.
O Sr. Lores Machado : hornea que dsem que pan ni ir juizo depar so-
bre esees factus.
O Sr. Silva Ramo.- >a obrigaga impasta
os doentes de irabalhare m lew de carrejar le**,
eu tenho as vea determinaiE alguns que pitan-
do tomarem remedie varatm a enfermara, faoam
algitm exercioo porque tjrecsam abitarse, isto
nos casos de molestia, em t; alguns segeuam-se a isio, ou'.ros nao, mas ne"1
abrigo, nem a irraiasse incoiiiiuudam coi so.
Agora ha doentes qne de curados se eontra-
tam como serventes, e reccboin seus salarios, estes
sim sao obrigados trabslbo, por que ja aae -sao
doentes. ,
O Sr. Lopes Machado O testemunlio e que se
obrigaui a trabalhar es fie estao eui coavales-
"USa. Sil vi Ilgw:-iu *"><> esse importante
testemunho f ua ou o menor valor.
Bu admiro at,'** presidente, eomo o nobre
deputado se anlmoa a apresentar o testemunho de
indivinnos deseonhecidos e por de mais suspeltos
para desmentir faetos reconhecdo por todo o
mundo. ...
Eu quero que V. Exc. me mostr qual e a ns-
lituko nesle mundo era que tenha de se exigir
disciplina, ordem, e sugeieao onde se rena gran-
de numero de individuos e em qos todos sejam
unnimes em tocar. anteados aos directores dessa
instituido.
O Sil Lopes Machado :Entao ha disciplina?
O Sr. Silva Hamos :Pois nao ha ardan ?
O Su. Lopes Machado :Entao verdade o que
diieic os iiomens t
O Sr. Souua Bra.nda : Deus nos livre qae la
na1 houve O Sr. SiLVflHn:Aqaillo que o nobre de-
putado esia dizebdo gracejo, est fazendo e*ii-
rito.
Era t.)das as instituMjes desta ordem e em nu-
tras, nao ha sempre pessoas descontentes f Pois
nao. ha espritus que se oppem a obedecer as or-
dens, que sempre as recebem com desagraJo ?
Esses individuo nao trata de fallar mal das pes-
soas que os compeliera a obedecer t Podo-me mos-
trar o nobre depntado Hm collegio no mundo em
.natoos os alumnos sajan aturdes em dizer que
muito Iwim, que os directores e mestres sao boas
.pessoas* Pode-me apresentar ura balalhlo emque
todos os olllciaes e soldados digara que o comman-
danlo homem de boas qualdades, delicado, hon-
rado ele.
O Su. Lopes Machado :A queslo nao esta,
a questo o facto conlirmado que apreseutei.
O Sn. Silvv Ramos .Se V. Exc. nao pode ne-
jar as mentores- insttucSes, as que se podem
.bamar perfeitas quanto caite na pcrfeieao huma-
na, pode haver individuos que se queixem, e que
tenham voniado de temar vinfangas, por
capricho, por odio etc., se o nobre de-
putado nao pode deixar de admittir isto, como nao
admitte que naquelle hospital, embora seache no
maior rgimen e recebendo gente de toda*o or Jem
6 classe, alguns tenham sabido descontentes, se
queixem e queiram tomar vinganca centra aquel-
las mulheres f
O Sr. Loii:s Machaco : En admitto que nesses
boas estabelecimentos najara pessoas descontentes
orno o nobre deputado diz. admitto que no hospi-
tal Pedroll bajaratambera descontentes.agora oque
V. Exc. nao ser capaz de mostrar e que faetos
consumados daquella rdem, se pratiqueiri nesses
bons estabelecimentos.
O Su. Silva Ramos -.Contesta o nobre deputa-
do quo do inelhor astabelecimento possam sabir
individuos descontentes, desejoso de tomar vin-
ganea e capazes de fornecer documentos iguaes
aos que o nobre depntado apresentou ?
O Sn. Lopes Machado :Nao eomprehendo.
OSr. Silva Ramos :V. Exc. admitte que as
melhores instituicoes hajam pessoas descontentes
nao admitte tambm que possam haver alguns que
movidos por sentimcnlo de odio,porque foramcwi-
sa diversa de saber appTrcar^remeas e tratar
os I de enfermos.
u Sr. Lopes Macha:: era digaisto.? Pois
pataapplicar uin copo d-uNaua epreci
deiTPata amarrar una ftida pieciso^r-ande
esiudo?
O Sr. Silva Ramos :-Js te meso nao -sabe V.
Exc. nem muitos outros que nao apremiaran.
O Sr. Pima :--Eu tei pereitamente.
O Sr. Silva Ramos :-.E* defeito antiguo uerar-
se tornar odiosas'as qoesioes chamaado-as para o
lado Ja nacionamlade. V. Exc. nao mais per-
nambucano do que cu.
O Sa. Lopes Macha :Eu nem sea poruam-
Ducano.
O Sn. Silva Hamos : V. Exc. nao toma ma%
inleresse por Pernambaco do que eu; os seas son-
tiiaentos patriticos nae sao superiores aos meus ;
sou liberal, sou amigo.4*^vo; mas uao sou ami-
go do povo para o arrastar cora falsas doutrinar
para a sa'.isfat-o de jos planos; sau amurai do
poro, mas boi de Ihe dizer tmpro t# *ordade;
nei de procurar emittir-ii:e no animo o-amor pelo
irabalho. o respeito pela Jei, de modo que pugnan-
do pelos seus direitus, ollesaiba bem cutaprir seus
deveres. Oxa, que o aovo, o pobre povo r ou>
visse os seus vtirdadeiros amigos, e que senau dei-
xasse arrebatar por essas falsas sereias, flue mo-
vidas mais por sentimeatos de patriotageia, que de
verdaldeiro patriotismo se servara delle para a con-
secucao de seus lius, e que depois o despresara
como vis instrumento.
Dizia senhorts, qus para exereer o jugar de cn-
fermeiras, como exercido pelas irtiiaas de cari-
dade, sao precisas habilitacoes especiaes, pratica
desse servieo que as i.ossa* patricias aao teein, e
digo isto sera o menor vislumbre de oueRsa,para
miuhas patricias, que eu sempre cousklcrei e ac-
i- .. .
DSn. Lopes .Machado:O que souhorT
O Sn. Su-va Ramos :V. Exe. nao admitte que
om-Franca, ein Inglaterra, nos Estados-Unidos, na
Allemanha, era todos os oatros paizes mais adan-
udos qe o noito hajaai pessoas que nao sendo
irmias de cariJade, todava se achom dominadas
dos senlimentos de earidade para se empregarem
no servlco dos hospitaes ? Entretanto, todes esses
paizes tein mandado buscar essas mulheres pa-a
o servir dos hospilaes, e sao esses mesmos era te-
cer-lhes elegios.
O Sr. Lopes Machado :feto sera.l por fora.
O Sr. Silva Ramos :Os hospitaes de todos es-
ses paizes sao boje servidos por iruias de eari-
dade.
O Sr. Lc#iw Machado :Exclusivamente nao.
O Sr. Silva Ramos : -E porque se tein admilti-
do parte?
O Sil Lopes Machado : Por esmola.
Sr. Silva Hamos :V. Exc diz por esmola !
Entretanto, que nos rea torios dos hospitaes de to-
dos es>es paizes sao constantes os elogios a essas
mulheres, e a confissao de quanto tem gauho os
hospitaes cora sua auu?3o ser por esmola tam-
bera isto r
O Sr. Lopes Machado :E porque ?
O SnrSiLVA Hamos : Porque essas mulheres
teein a pratica de tratar de enfermos, pratica que
qnalquer pessa nao tero.
V. Exc. sabe o que se faz omitas vezes na Eu-
ropa? Um enfermo nao quermutas vezes reco-
Iher-se ao hospital manda buscar para junto de si
una irma de earidade.
O Sr. Lopes Machado :Isto por luxo.
O Sil Silva Raamos:Ora por lnxo, ora por
esmola!
O Sr. Soares Biiandao : So se aceitam nos
hospitaes por esmola, e entretanto ellas nao sao
sufflcienles para os pedidos que se fazem !
O Sr. Lopes Machado : Eu estou persuadido
que, se se podesse attender todas teriam viudo pa-
ra aqui.
O Sr. Silva Ramos :O (acto que eu tenho o
testemunho dos escriptores mais abalisados do
mundo, dos povos mais adianlados quo dispoo de
recursos muito superiores aos nossos, tenho o tes-
temunho da Inglaterra, que sendo mn paiz proles
tante nao duvidou mandar buscar s innata de
earidade ; entretanto, uo entender do nobre depu-
tado tudo isto por esmola, toda essa gente des-
pida de patriotismo, os inglezes nao sao patriotas,
os allemaes tambera nao sao nem teera no seu
concluso pode
V. Exc. parte do
trariados a sn)titar-se a disciplina, se prestem a paiz pessoas que tenham senlimentos de eari-
dade !
O Sn. Lopes Machado :J disse que esses hos-
pitaes nao sao dirigidos somentc por irmaas de ea-
ridade.
O Su. Silva Ram is : Mas tem-n'as como en-
tenneiras.
O Sr. Soares Brandao :Tambem aqui nao sao
exclusivamente dirigidos por ellas, tem a Santa
Casa que as dirige alm de aibt estabelecimeiilo
ter mn mordomo.
O Sn. Lopes Machado : E apresentei o que
ellas praticam de mo, nao as combato por serem
irmaas de earidade, estabeleei cerlos faetos prati-
cados por ellas, V. Ex"e. levanta o elogio uessas
mulheres, e se esquece dos faetos.
O Sr. Silva Ramos : Neg os tactos e convi-
do a V. Exc. para observar todas essas Guatas
por si.
O Sn. Lopes Machado : V. Exc. contesta por
negaeao.
O Sr. Silva Ramos : Eu tenho sciencia dos
faetos e V. Exc. traz a carta de um homem que
sabio do hospital descontente.
O Sr. Lopes Machado :Com*v sabe ?
O Sil Silva Hamos : Sei que muitos tein sabi-
do de l descontentes, porque s irmaas os obri-
gan a obscrvarein o que lhes prescripto pelo
medico e por ellas.
Sr. Soares Br.lndo : Nao fazem muitos
das que ouvi um que tinha sahido deja satis-
feitissimo.
O Sn. Silva Ramos :Meu collega, as heneaos
que recebem aquellas mulheres, dos infelizes que
d'alli sahera satisfeitos, atufara forteinunte as quei-
xas de um ou entro descontente. Eu afflrmo isto;
alm de que, o nobre deputado sabe que nao ha
niuguem neste mundo queosteja livre de urna ca-
lumnia, nem de urna imputarlo.
O Sr. Andr Cavalcante : O que vi all
dar documentos calumnionosos^como esses que do-
rara ao nobre deputado"? Ergo-----
O Sr. Lopes M.v hado :Ergo, estes sao calum-
niosos *
O Sr.Silva Ram.s :Eu digo que sao calum-
nies -
O Sr. Lipes Machado :Esta
ser fllha nunca Sos principios ?
ineerto para combater o certo.
OSr. S.v\ Hamos :Euse deondepartoeonde
liego.
O Sr. Lopes Macuco j :De forma quo nao%l-
mitte o testemunho do vista.
Osa. Silva Ram.- : Admiti e sou tambem
tcstemunha de visa.
O Sn. L .!-> Mai.iupo : Mas nao est l sem-
pre.
O Sr. Silva Ramos :V. Exc. d muito valor a
sses documentos, mas eu esqueci-me de tomar os
nomos, porque tavez esses homens nunca l tives
sera entrado.
O Sr. LorES Machado :O Sr. tachigrapho deve
ter tomado os nomes.
O Sn. Silvv Ramos : -V Exe. d tanto valor a
^jisses faetos narrados por um outro individuo, en-
KCJanto eu posso me eotnprometter a apresentar
aqui o testemunho de duzentas e tantas pessoas
que l estao, de muitos que la se achara a mais de
anno e que anda eontinuam.
O Su. Loras mvhado : Deixe-os sahir pn-
neiro.
OSr. A. Cavalcante : Neste sentido podem-
se apre*entar milhares de documentos; anda
hontem me offereceram alguns de muitos doen-
O Su. Lopes Mch ido :Quandose discute urna
tnstuicfi". uns allirmando a sua bondade e outros
negando-a, existe necessariamente um vicio.
(Trocam-se muitos apartes, i
81
Sr. Silva Ramos : Vv. Bxes. do lcenca que muito diverso do que o nobre deputado que boa
ea continu ? tem falln alrraou nesta casa.
Senhores.eunocreioque se possa fazer mais em o Sr. Silva Ramos :Vamos ao faci das meni-
benerko dos iofelies que sao reeolhidos ao hospi- as Feliciana e Joaquina,
til do que all fazem aquellas mulheres. O servi- i Essas duas meninas estavam no collegio dos ex
^oque fazem no hospital de Peruambuco o mes- postos, eram subordinadas, nao houve meio do as
rao que fazem em todos os paizes para onde tem
sido chamadas c de cujos povos tem merecido as
conlr: admoestacoes, reprehenedes, o encerra
ment em'quartos, como autorisa o regulamenlo,
bencaos e nao possvel que a meraia gente vies- nao sc mesmo se algumas palinatoadas, conse-
Ihos de varios merabros da junta, que forara pro-
curarlas, e pedir-Ibes que se conlivessem, como
foi o Sr. Dr. Hereulano, pintando-Ibes a vida de
misejias que as esperava se saliissem d'alli sera
educaco e sera amparo, nada disso foi suficiente.
Para e'vitar o mo exeraplo de'-sa insubordlnanao
em ura esUbolecimento de cducaijap de cento e
tantas meninas, determinaran) as irmaas que di-
rigem esse estabelecimento, de aecrdo com a
junta, remove-las para o hospital Pedro II, nao pa-
ra se oceuparem no servieo de carregar lenha,
nem lavar mapa, mas para eslarem all trabalban-
do na costura e na roupa; mas om lugar de me-
thorarem, coutinuaram na mesma insubordinacao,
desrespeitando a tudo e a todos. A menina Joa-
quina porque Um da fez urna desfeita a uraa ir-
ma, foi mandada car no quarto que dea ao pa-
teo da entrada, e nao no quarto de deposito dos
cadveres, como disse o nobre deputado; gritou,
mas nao de maneira que podesse ser ouvida pelo
subdelegado, que pwrava muito longe....
O St, Lopbs Machado :Foi o inspector Franco
quo ouvio.
O Sn. AMAn.u. e Mello :E para ser botada
no quarto foi agarrada por dous serventes.
se para o brasil marcar a exeeracao publica.
O Sr. Soauks Brandao :Nao diga para o Bra-
sil, para Pernaiiibuco.
OSr. Lopes Machado :Nao contestou os fae-
tos.
O Su. Silva Ramos :O tactos sao phantasti-
coj, so que.ixas de pessoas que sem duvida sahi-
ro del por ios ibordinacao.
0 R-LoiM.s Machado :V. Exc. chame essa
gente jaizo.
O 6r. -Silva Ramos : Eu teaho mois o que
lazer.
(Ha um aparte.)
Para resp mder ao testemunho apresentado pelo
nobre depulado eu tenho o testemunho de innme-
ros doentes que all tenhn|tratado, muitopoucosdos
juaos deixaram deabeiicaraquellas mulheres, ede
tecer mil lotivorea; entretanto o nobre deputado
diBcilmeniri enmMMrar testemunho em contrario
e aiada mais diflicilmente encontrar quem seja
capaz de as ubsttuir naquelle servieo.
0 S. Lopes Machas :Nao mediga isto I V.
Exc. irroga urna injuria as bracileiras.
0 Sr. Silva Kamcs : Isto una pura patriota-
ieni. a questao ao tem nada com brasilciros.
IReclainaCes as galeras.)
0 Sr. Presidente :.ltenlo.
O Sr. Silva Ramos :~4L preciso desde logo tocar
oeste ponto para arredar de sobre mim o odioso
^ue V. Exe. quer lacear sobre mira, fazendo crer
ue eou pouco amante de meu paiz e de ineus pa-
/rioos.
0 nobre deputado nao capaz de consagrar
maor respeito a nossas patricias do que eu, faco
deltas um alM conceito, tenbo-as era conta muito
elevada, e nao quero que fora daqui se possa snp-
por que cu disse alguma cousa em seu desabono,
porque sou o prlmeiro a eonfessar que sao virtuo-
sas e caritativas, tao v rtuosas e caritativas quanto
as que mais oorem ; mas meu collega, para mim
jnio bastante t6 ter sen timen toe humanitarios
para bem desempenbar aqu.'lle servieo, preciso
terhabilitacoes praticapoique iumservieo muito
ispedal para o qual nem todos estao preparados,
preciso estar livre Jo qaalqnar prisao ao mundo
para so c exclusivamente so oceuparem de taes
serveos.
O Sr. Lopes Machadj :-P.yapraticar a earida-
de preciso estudar 7
O Sr. Silva Ramos : Mea eoliriga, V. Exc.
asir pelos seus apartes, qae rahece a ra posi-
1 em qne esta. artora qae era
piso estudar para praftat a earidade, oa dis-
se qae era pr^e:so pratijar para se ser eafer-
, raeira ?
O sentimeato da earjdado nasce Uo coraco, c
O Sr. Sn-VA Ramos :Foi conduzida por dous
bomens, mas sera ser amarrada, como disse o no-
bre depntado, foi condazida por dous homens que
tinliam mais torca. Um servente da casa fot la
zer a denuncia, a polica veio e nao achou sigoal
de violencia alguma.
O Sr. Lopes Machado :Quem foi que veio ?
O Sa. Silva Ramos :O subdelegado veio a
chamado do servente, encontrou a menina presa,
sem que tivesse soffrido nenhuma violencia, e
noito foi solta.
Aonde esl aqui o acto de barbaridade ? Pois
n'uma casa aonde deve existir ordem e regulan-
dade, nao se ho de empregar os rneos de repri-
mir esses genios nsohordinados e indomaves f .
O Sn. Lopbs Machado :V. Exc. roe sabe dizer
se o hospital Pedro II est convertido em casa de
correceao ?
O Sn. A. Cavalcakh :e os eol!eg03 aonde
nos pagamos, sao (asas de correccio t L tam-
bem se castigara e merendero os alumnos insu-
bordinados.
O Sr. Silva Ramos :Nao pode deixar de ha-
ver castigo, para se i)odar mauer a ordem, quan-
do ha quem se iasubordne.
O Sh.-Lc*es Machado :As cxposlas nao tem
o que fazer no hospital.
O Sr. Silva" Ruaos :Se para l vio com
autorsacao da junta.
O Sa Lope Machado :E o regulanBto de-
termina que ellas possam sahir do collegio T
O Sr. Suva Ramos :V. Exc nwtftm que nao
determina; e-oiianaue;) sa.
OSr. Loves Machado :liiofdetermiaa tal. '
Tr. Suva Ramos :Y- Exc. ^aeira mtstrar a
prohibirlo.
0 Sa. Lores -Machas* :ld*ir* que permit-
tido. \
Su. Suva Ramos :Veja o regula mente. Sao
mndalas para;oli para vitar n mo exeraplo ao
meio das outras, e vfo para an' emptegir-^e em
costuras sflo a direcijo daairata
(TraeaiH-8e apartes.)
Qaaitto m 'iii.i.i Felicianna; deu-se o mesmo,
pelo seu mao -comp.H'tainenta ao collegio, a juata
deterianou que fosse removida, para o hospital.
O Sr. Lopes Machado :-^Eb'o foi eoadeinnada
pelajHBta?
O Sb Suva Ramos :Foi. T. Exc nao imagi-
na, nem eu p*so descrever-lhe o genio dessa
raeniaa. Era tal de se tancar s irmaas como uraa
fra, era ndomavel, nao era possvel ser conlda
em sua BjauborMiaelo. -llinive um,cbefe de fa-
milia que, observando a coaducta dssa menina,
entendeu que tirada d'ali essa menina e levada
para o seo de urna familia, aonde o ha tanta
sujeico, como neeessaria era ma casa do tan-
to pessoal, entendeu que essa menina poderia sa-
jeitar-se. Foi essa menina tara essa casa, cam
permissao da juata, e, dentro de poucos das, sua
av requereu i junta que moRdass llie entregar
sua neta. A juata deferio esse requerimento,
inandou entrejja-la, c indo a av busca-la a casa
dessa familia, a menina repetlio-a com as manei-
ras mais desabridas do mundo, disse-lhe que nao
queria saber delta, que eslava muito bem aonde
se achava e nao a acompanharia.
A junta, portauto. temi mandado entregar es
sa menina a soa av, perdeu o direito que tinha
sobre ella, e nao querendo ella a'companhar a
av, leon na casa em que se'achava Mas, o
comportamento aessa menina foi de mal a peior;
sem que liouvesse raxio para isso, porque foi
sempre bem tratada, bem vestida, bem alimenta-
da, bem agasalhada em seu quarto, tratatneato
como se pode dar a urna taoja n'nquella3 condi-
coes, essa familia vio-se desesperada, sem saber o
enere dessa familia que geito derla dar para cha-
ma-la ordera, q tundo urna noite ella foge e vai
para casa de anta modista na ra Nova ; esteve
ahi urna noite apenas e no dia segointe apresenta-
se no hospital, pedindo para ser recebida. As ir-
maas abriram-lhe as portas, com aquella bonda-
de, que as caracterisa.
0 Sn. Lopes Machado :Vejam a causa como
defendida I
O Sn. Silva Ramos :Este o facto como elle
se passou, til qual.
(Ha ura aparte.)
Perdo ; entregue urna expostn ou orpha a
pessoa competente qu a redama, a Santa Casa
nada mais tem com ella.
O Sr. Lopes Machado: Aonde oi a av pro-
curar essa menina ? ,
O Sr. Silva Ramos :Foi pedi-Ia Santa Casa
porque ella estava na casa dessa familia anda por
ordem da junto, mas logo que a av a pedio e se
Hu inandou entregar, a Santa Casa nada mais
tem com ella ; quando ella fugio dessa casa de
familia, nao estava mais debaixo da tutlla da
Santa Casa.
O Sn. Lopes Machado :Mas antes de fugir
achava-se n'uma casa de familia sendo exposto?
O Sr. Silva Ramos :Procurou-se esse meio,
aflm de ver se era posivel domar esse genio fe-
roz. Nao v o nobre deputado que houve o mc-
lhor desejo de salvar e.-sa infeliz 1
Es=a menina foi para o hospital para ver se l
melhorava...
O Sa. Amar.il e Mello :A junta tem o poder
de fazer essas experiencias aVfespeito dos orphaos
quando teein mo genio ? '
O Sn. Silva Ramos : Nao se se tem esse poder,
sei que o fez, e com um ITm ti > justo, tao louvavel,
que crcio que o tira justifica muito Nln o meio.
O Sr. Soares Brandao :Essa aecuscao feta
lia pooco s irmaas, recabe toda sobre a junta.
O Sr. Silva Ramos :Se que essa menina foi
depois do hospital paracas, de umaoutra familia,
depois para casa do subdelegado, e nao sei que
Ora levou.
O Sr. Lopes Machado :E nao apnhou ?
O Sn. Silva Ramos :Esqueci-rae na descrip-
fao do facto de narrar essa circurasuncia, de que
essa menina por actos de insubordinado e de des-
respeito por urna ou duas vezes levot bolos dados
por um enfermen o.
O Sn. Lopes Machado :Regstre-se o facto.
O Sr. Sn-VA Ramos :Registre-se V.facto como
verdadero, sim. O que sao seis patmtoadas da-
das em urna menina incorrigvel? V. Exc nao ap-
nhou bolos na escola ? -
O Sa. Lopes Machado : Nunca aparihei de
serventes, apanhei dos ineus pafcs e dos meus mes-
tres.
O Sr. Andr Cavalcante :E dos decuri5es f
O Sr. Silva Ramos :Aqu esl o faetn que V.
Exc. narrou clieiode horror, e no qual nada hade
horroroso.
O Sn. Lopes Machado :V. Exc confirma os
fados, apenas os modifica.
O Sir Silva Ramos :Eu narro os tactos como
elles se passaram.
Creo que anda houve o facto da fgida de urna
menina do collegio das orphaas.
Ora, senhores, poder-se-ha tornar responsavel a
directora de um collegio, e responsavel sera mere-
cer perdao, porque evadio-se urna menina ? Pois
por maior cuidado, per maior zolo que tenha um
pai de familia, nao se do faetos iguaes ? Nao fo-
gem macas das casas de suas familias ? Nao sabe
mos que ha horaen; perversos que entrara no seio
das familias e seduzem esposas e fllhas ? Como
nao achar desculpa para as directoras de um es-
tabelecimento aonde existem cento e tantas mogas,
quando isto se pode dar n'uma casa de familia
aonde existe as vezes urna nica filha 1
O Sft. Lopes Machado :O que succede n'uma
casa de familia pode se considerar como ama ver-
dadeira desgraca ; mas alli succede porque as
mocas vao para o hospital ouvir pajaradas dos
serventes e mendigos, com quem estao em contac-
to, tanto que algumas tein sido obrigadas a casar
com os serventes.
O Sr. Silva Ramos :Mas aquellas meninas nao
estao alli em contacto com os serventes, estao em
lugar reservado, na costurara e sempre vigiadas
pelas irmaas.
O Soares Brandao :E o que tem que casera
com os serventes ?
O Sr. Silva Ramos : Ha serventes que asteem
pedido em casamento, mas nao consto que ellas te-
nham alli apparecdo em estado que exija o casa-
mento.
O Sr. Lopes Machado :Tenha a bondade de Pi-
car nesse ponto.
O Sr. Silva Ramos :E' bom que baja toda a
franqueza, pirque eu estou alli todos os das, vejo
as Orphaas, e nada me consta em seu desabono,
nem posso admittir que se espalhe umacalumnia
que pode prejudicar a rcputac/io dessas mocas,
quando nada ha que o autorise. Aflirmo que tudo
quanto se disser neste ponto c falso e muito
falso. ,
O Sr. Lopes Machado :Eu afflrmo que nao c.
O Sr. Silva Ramos :E' falso ; traga a prova.
O Sr. Lopes Machado :V. Exc. traga a prova
do contraro.
J Ihe ped que ficassemos nsso.
O Sr. Slva Ramos :V. Exc. dizendoque fique-
mos nisto, urna mancha que langa sobreaquellas
infelizes meninas, e o que eu nao quero. Porten-
to, eu desejava que o nobre deputado precisasso
os faetos com toda a franqueza.
O Sn. Lopes Machado Pode me dar a chave
para que eu entre no santuario de urna familia I
Se pode eu entro.
O Sr. Silva Ramos :Se nao Ihe posso dar a
chave para entrar no santuario de urna, familia,
tambem o nobre deputado nao deve avanzar pro-
posieoes taes qutfdeixam pairar a duvid nos es-
oirits a respeito da honestidad^ dessas meninas,
da honra dessas familias.
O Sr. Lopes Machado .:Nao, o que digo e que
algumas tem sido toreadas a casar com os ser-
ETfkQlae
O Sr. Silva Ramos :No hospital Pedro 11 ?
O Sa. I-opes Machado :Sim, senhor.
O Sr. Silva Ramos :Pois eu posso affiancar
qne ha cinco anuos que alli soa empregad >, vou
todos os das, e nunca ouvi fallar em semeliaites
faetos. Essas meninas sao constantemente vigia-
das pelas irmaas, esl.) separada* dos doente, nao
vo s enfermaras dos homens, veio-as todos os
das e nada me consta contra a sua nonestidade.
O Sr. Lopes Machado :Isto outr cousa ;
Qqucmos ahi, j ped ao nobre deputado que nao
proseguase.
O Sn. Silva Ramos :Mas este faci V. Exc
ouvo-o de pessoa que Ihe raeroca intera cenflan-
ea, ou foi not-dito vago como os outros f
O Sr. Lopes Machado : V. Exc pareea que
est duvdando daquillo que eu afflrmo.
O Sr. Silva Ramos :Quero saber do valor da
convccao de V. Exc, se cousa que V. Exc ou-
vio pessoa que estivesse habilitada para o afir-
mar.
O Sn. Lopes Machado :Gmpelentoroente au-
torisada e habilitada para o afflrmar ; por pessoa
quo tem ingerencia naquelle. estabeteoiraento.
O Sn. Silva Ramos :Isto nao poda deixar,de
ser engao do nobre deputado. Jecaro ao nobre
depntado que hei de indagar minuciosamente eise
facto, e se me ntjpvencer que ha algnma cousa de
verdade, serefnprimeiro a eoadeuma lo e a pedir
providencias.; mas nao creta,JM tenha o menor
fundamento.
Entretanto, pergunto ao n^m. epatad >. lera-
bra-so dos Suelos que se deram no eollegio das or-
phaas antes de ser dirigido par-srmaas do cari-
0 Sr. botos Machado :Lembro-me.
O Sr. Silva Ramos :Entao j v que nao a
direceo dessas mulheres, nem o deleixo que au-
torisa essos Jacios, quando quer que se possam
dar.
O Sn. Lope* Machado :No tempo a que o no-
bre deputado quer referir-se havia na casa das or-
phaas um oratorio interno aonde so celebrava mis-
sa, hoje ha urna capella externa, separada do es-
tabelecimento ; naquelle tempo o collegio das or-
phaas era na ra da Aurora, h ije em Santa The-
reza, no entretanto pratieam-se fados da ordem
dos que refer.
OSr..Su.va Ramos :'Que facto esse dadoem
Olindat
O Sa. Lopes Machado :O da orpha a respeito
do que li em offleio do chefe de poli -fa.
O Sa..Silva Ramos:Mas o facto a menina
queappareceu grvida?
O Sr. Lopbs Mvchaoo :Nao faljei nsso. Disso
que tiu 'a fgido de Olinda umaorpna, e pedi-lhe
que licassemos nisso.
O Sr. Silva Ramos :Se fugio, o resto foi couse-
qaenca da fug.v
O Sr. Lopes Machado :Nao sei mesmo se hou-
ve alguma resto.
O Sr. Su-va Rmos :Pois bem, fiquemos nsso,
mas erapraso V. Exc. para narrar-me particular-
mente este facto para en o estudar.
Creo que tenho respondido a todos os faetos
trazidos ao conh -cimento da casa pelo nobre depu-
tado, que hontem apresentou as queixas. O honra-
do deputado coneluo o seu discurso dzendo, que
tinha cumprido eom o seu dever; eu tambem jal-
So ter cumprido o meu dever, fazendo a refutagao
esses faetos, e todas as pessoas que desejam por si
ter conheciraento dos servcos que essas mulheres
tem prestado quer no hospital, aonde ha a raais
completa differenea do que era outr'ora, quer na
casa dos expostos, aonde as meninas recebem hoje
urna educaeao como nunca receberam, podem ir
observar.
Actualmente as obras feitas pelas orphaas, teem
sido expostos e merecen) ser apreciadas pela sua
perfeicao, ellas pelo seu trabalho ganham quanto
bastante para o seu vestuario, e andam todas de-
centemente vestidaSj e eu nao se por consequencia
so nos podemos deixar de bem dizer a lembranca
de quera mandou buscar e3sas mulheres. (Apoia-
dos.)
As nossas patricias sao bem inspiradas pelos
sentimentos de earidade, mas nao se iwdem dedi-
car exclusivamente a esses misteres de earidade,
porque nao teem a pratica dos servces de hospi-
taes, e nem esto livres e dasembaraoadas dos de-
veres, que impoem a familia e a soc.iedade.
O Sn. Lopes Mvchado :Isto que eu nao se.
O Sr. Silva Ramos :Se nao sabe porque nao
quer. V. Exc. v quo essas raulheres nao se oc-
cupam em servicos que aprovetem as suas fami-
lias, conhece que ellas nao tem precisan alguma,
fra dos deveres, que lhes sao impostos pela sua
ordem, que as lique ao mundo, V. Exc. as v sem-
pre sobre vestes humildes procurando o infortunio
onde quer que se encontr, para remedia-lo.
O Sr. Lopes Machado :Nao sei.
O Sr. Silva Ramos :E' o que todo o mundo
v. e o que todos sabe n c admram.
Na guerra da Crimea essas mulheres prestaran)
O Sn. Presidente designa
evanta a sesslo.
a ordem do dia, e
servicos relevanlissimos.
O Sr. Lopes Machado : Nao falle na guerra da
Crimea, c um facto que as deshonran).
O Sn. Silva Ramos :E' um padrao de gloria
para alias.
Essas mulheres apparecem em toda a parle onde
existe o infortunio ; nos hospitaes, ellas nao sabem
s minorar os soffrimentos physcos, mas dirigir
patavras de consolacao e de esperanza aos enfer-
mos.
O Sr. Lopes Machado :Empregam o cotovello
s.
O Sr. Silva Ramos :Isto nem se diz.
OSr. Lopes Machado:Foi apresentado aqui a
prova.
0 Sn. Silva Ramos :Cuno prova o nobre depu-
lado, que istfl verdade ?
O Sr. Lopes achado : Com o testemunho de
quem o referi.
O Sr. Silva Ramos :V V. Exc. no hospital e
l achara as pravas em contrario.
Cartas como essas que apresenlou, para mim
nao tem o menor valor, e em contrario podem-se
apresentar s melhores.
Um Sr. Deputado :Como explicar a entrada
dos padres em Santa Thereza ?
O Sr. Silva Ramos :Nao entrara pelo portan,
entram por onde todo o mundo entra e vo la
porque sao directores espirtuaes daquelle colle-
gio.
O Sr. Lopes Machado :Nao, ha infraceo do
regulamento ?
O Sn. Silva Ramos :Nao porque sao os direc-
tores espirtuaes do estabeleei monto
Por consequencia, senhores, nos nao temos
seno que alieneoar aquellas mulheres.
O Sr. Lopes Machado :Nos n3o, eu nao as
abencoo.
O Sr. Silva Ramos :Ellas tem as heneaos de
toda a parte sensata da populacao.
V V. Exc. ao hospital e compare o qae existe
hoje com o que exista anteriormente.
O Sr. Lopes Machado :Estova desempenhado.
O Sn. A. Cavalcante :Estava emponhado, a
Santo Casaaceitou as dividas do antigo hospital.
O Sr. Silva Ramos :Mas V. Exc. nao imagina
nem eu posso descrever-lhe a impressao que live
a primeira vez que entrei no amigo hospital de
candado.
O Sr. Lopes Machai i :Nesse tempo compra-
va-se e paga va-so, hoje ha una divida enorme de
pao e carne.
O Sn. Silva Ramos :Est engaado. Ha mui-
tos annos que se compra (lado nicamente carne,
medicamento e pao, pagam-se urnas parcelas
contrahem-se novas dividas, mas o atraso dato da
antiga admnstraeao.
(Ha um aparte).'
J vejo que cora V. Exc. nao se pode discutir
esto materia. V. Exc. quer smente chamar o
redculo e o odisso sobre essas mulheres, mas fe-
lizmente as vozes de V. Exc e uos poucos que o
acompanhara perdem-se no meio dos elogios me-
recidos que lhes d a inaioria da populacao e dos
homens sensatos.
O Sn. Lopes Machado :Eu appcllo para a opi-
nio publica.
O Sn. Suva Ramos :Eu se que a opinio
publica dos homens sensatos; sei que todo o mun-
do clama contra V. Exc pelo que aqui tem dito,
se que nao ha urna s pessoa de bom senso que
confirme o qae V. Exc. avancou. (Nao apoiados
e apoiados).
O Sn. Lopes Machado :O nobre depnfadb nao
falla serio.
O Sr. Silva Ramos :Vou terminar, Sr. presi-
dente._ Vejo q-ie por domis tenho abusado da
attencao de ineus nobres collegas, mas mereco dis-
culpa, porque nao fui levado a isto pelo desejo de
fazer um discurso, mas pelo cumprimento de ura
dever.
Eu nao poda deixar passar sem impugnadlo o
que se disse nesta casa acerca dessas virtuosas
mulheres, que souberam mudar o aspecto de to-
dos os pos estabelecimentos que estao a seu cargo,
de modo qu hoje elles sao visitados por estrangei-
ros e naconaes eom admiraco pela boa ordem e
asseio que nelles reinam. feria remorsos se me
conservasse silencioso ouvndo dizer que estas
mulheres faziam earidade por especulado, e que
maltratavam os infelizes, que sao confiados ao<
seus cuidados: ellas que tem o dever de saber
enxngar as lagrimas dos que soffrem; qae guiara
com brandura e amor as tenras criancnhas, cuja
edueacao lhes confiada, qae procuram a dor, o
infortunio e a ignorancia em qualquer parte em
que se aeljarem para as snavisar e exelare-
cer. (Apoiados e nao apoiados).
Sr. presidente, e pagar cuaj rauta ragratido os
bons servicos prestados pelas irm;is de earidade
nesta provincia duendo deltas o que disse o nobre
deputado, que as aecusou nesta casa. Ellas sao
dignas do maior reconhemento por parte de todos
os que desejam o bem dessa provincia, e felizmente
as piucas vozes que asaecutam sao ahafada* pe-
las de innmeros infelizes, qae as abencam pelos
beneficios que dolas receberam.
Oxal, Sr. presidente, que tndo entre nos correase
lio bem como os estabelecimentos pos qne estao
confiados as irmaas de earidade. Elles fazem
honra a esta provincia, e tudo isto devido ao zelo
e a earidade das virtuosas (linas de S. Vicente de
Paula, dignas por muitos ttulos das heneaos da
humamdade. (Apoiados c nao apoiados.
Dada a hora, ac adiada a discussao.
REVISTA DIAEIA.
ASSEMBLEA PROVINCIALNa sesslo de hon-
tem a asseiubla approvou em terceira itwassao
o projecto n. o oeste anno, que prohibem aerera
empregados uo* estabelecimento eaiyo da Santa
Casa, individuos qae nao forera brasileiros, por 13
votos contra 11.
Em segunda discussao approvou o projecto n...
quo approva o contracto feito pela presidencia
com a companhia Pernambucana, dispensado o in-
tersticio requerimento do Sr. Ainaral.
Approvou ein primeira o de n... quo autorisa
o governo a contratar com Justino Jos de Souza
Campos a canatisaco d'agua potavel para a cida-
de de Olnda, dispensado o intersticio a requeri-
mento do Sr. Arminio Tavare.
Approvou era primeira o de n... que abre um
crdito suppleraentar ao orcaraento vigente, dis-
pensado o intersticio a requerimento do Sr. Armi;
nio Tavares ; era primeira o de n. 72 elevaudo
cathegora de prmero escripturaro o olllcal da
secco do contencioso da thesouraria provincial.
Approvou eai terceira o de n. 40 deste auno que
manda dar a loaquim d'Almeida Pinto V.OOOOO
Sara a puDlcacao do diccionario das plantas me-
icinaes do Rrasit; em segunda o de n. 47 que
autorisa o governo a mandar admittir a Arthoj
d'Abreu e Lima, no Gymuasio, provincial cora uraa
emenda, dispensado o intersticio requerimento
do Sr. Dacellar ; em terceira o de u. 5J que crea
duas cllectoras provinciaes nos municipios de
Bonito e Caruar ; era terceira, o de n. 52 que re-
voga a disposico do art. 6." da lei n. 703 de o de
Junho de StiG cora u na emenda ; era segunda o
de n 13 que aulorisa o governo a contracto!- a
collocacao de pocos instantneos cora Joaqun) Lo-
pes Machado e oulro, dispensado o insterslicio a
requerimento do Sr. Amaral e Mello.
Approvou em primeira o de n. 57 deste anno
que aprova o regulamento do theatro de Santa
Isabel, dispeusad > o intersticio a requerimento do
Sr. Arminio Tavres; em segunda o do n. C'i
que restabelece o lugar de prmero tobellio do
termo do Rio Formoso, tendo-se pronunciado con-
tra a sua conveniencia o Sr. Gaspar Drurainond,
dispensado o intersticio a requerimento do Sr.
Amaral; em 3.* o de n. 30 que rescinde o con-
trato feito pelo governo com Francisco de P. Bor-
5es para reparos di ponte de Jaboalo; em 1.* o
e n. 59 que autorisa o governo a contratar com
Adriano Xavier Pereira de Brito a conslrucco
de urna casa para hanhos salgados ; dispensado o
intersticio a requerimento do Sr. E. Coutinho ; em
primeira o de n... que autorisa o governo a con-
ceder ura anno de liecnea cora vencimentos ao
Dr. Luciano Xavier de Moraes Sarniento crurgo
do hospital Pedro II para tratar de sua saudc dis-
Eensado o intersticio requerimento do Sr. Silva
amos.
Entrando em primeira o de n. 56, que manda
adiantar 6 mezes de sold ao capitn do corpo de
polica Luiz de Franca e Mello, oppoz-se ao pro-
jecto o Sr. Gaspar Drumniohd e a favor os Srs.
Silva Ramos e Slvera Lobo. O projecto foi ap-
provado e dispensado o intersticio a requerimento
do Sr. Bacellar.
Continuando em segunda discussao o projecto
do orcamento provincial approvou os artigos 23,
26, 27", 28, 29, 30, 31, 32, 33, 3't, 33, 36, 37, 38,
39, 40, 41, 42 e 43 da despeza, fallando os Srs. S.
llamos, Ayres Gama
Approvou mais a art. 44 da reccila com diver-
sas emendas.
A ordem do dia para a sessao de hoje a se-
gunda discussao dos projectos ns. 56, 57,39, 64,
07, 68, 72, e terceira dos ns. 1, 13, 47 62 e 65,
todos deste anno.
TRILHOS URBANOS DE OLINDA. Pela di-
rectpria sao convidados <>s senhores accionistas a
realisarem a segunda prestaco de suas aceocs,
razo do dez por cento, al o dia 15 do corrente
mez.
ORAGO DA BOA-VISTA. A irmandade do
Santissimo Sacramento da freguezia da Boa-Vista
festeja o orago respectivo, no dia 6 do crreme,
sendo orador na fesla o Hvm. Dr. Luiz F. Nobre
Pelnca, e no Te-Dtum o Rvm. fre J. do Espirito
Santo.
AFFOGADO.No dia 30 do corrente, s 5 horas
da manilla, indo Francisco de Mello Brrelo ao
Caxang, montado em um cavallo, nao encontran-
do na passagein do rio os jangadeiros, que ah
passam os viandantes, atirra-se ao rio, montado
no cavallo, perecendo victima de sua soltreguidao.
O subdelegado respectivo apprehendeu o cavallo,
e tem-o em deposito para entregar quem de di-
reito pertencer.
TENTATIVA DE ASSAS3INAT0. No lugar
denominado Lacena, do primeira dstricto dd Bo-
nito, Marcos Jos Thunorio tentou assassinar a
Martinho Jos Pereira, com um tiro pequea dis-
tancia. O assassdo foi preso em flagrante, e est
sendo processado
DINHEIRO. O vapor francez Gnienne, trouxe
as segrales quantias para :
Bank of Rio de Janeiro........... 10,000 <
London and Brasilian Bank....... 10t):000000
Lehmann frres................. 14:634*000
Os vapores lpojuca e Pirapoma, da Compa-
nhia Pernambucana, levaram hontem as seguintes
sommas :
Para Penedo..... 49,000 S0O0
. Macei...... 66:709330
- o Rio-Grande 7:000*000
Mossor..... 8:000*000
o Aracaty... 10:000*000
a Fortaleza.. 400*000
COLLECTOR DE RENDAS PROVIXCIAES.
Por deliberadlo da presidencia, de 29 do passado,
foi aposentado o collector de rendas do municipio
de hanto Antao, coronel Tiburtino Pinto de Al-
meida ; sendo nomeado para o substituir Alexan-
dre Jos de Hollanda Cavalcante.
DRAMA NOVO.Representou a companhia dra-
mtica do theatro de S. Isabel, sabbado, pela se-
Sunda voz, um novo drama original brasileiro,
a penna do Sr. Dr. Franklin Tavora, sob o titulo
TRES LAGRIMAS.
Dando esta noticia, nao intencao nossa desen-
volver urna critica nova flor que veio enrique-
cer o ramalhete da litteratura nacional, nao ; te-
mos em vista apenas dizer dua3 palavras acerca
das impressoes em nos causadas por essa mimo-
sa composiclo do joven Iliterato.
As tres "lagrimas sao Urna elegante composiclo
dramtica, em tres actos e seto quadros, cheios de
v!Ha c seiva, e onde se v agtorem-se varias pai-
xSes, ora bafejadas pelo sopro vivificante da vir-
tude e do sentimento do bello e do honesto, ora
movidas pelo tufao do vicio e do crime.
Mixto de lagrimas e sorrsos, clice de ouro,
cajo receptculo contem, separados apenas por
um diaphragma vap roso, os dois mais poderosos
venenos do coracaoamor e odio; o drama do
Dr. Tavora offerece ao pensador e ao philosopho
urna pagina intima da vida social em evolucao,
jobre a qual o espirito podo e deve fater baixar
seus olhos esclarecidos, afim de observar com a
lente da razio o desencadeiairento das paixoes e
o modo porque ellas chegam a exaltar o hornera
at o herosmo, ou a rebaixalo at o nivel do ir-
racional.
Como tudo, porm, que de lavra humana, o
drama trbs lagrimas nao est isento de imper-
feigdcs: vc-se n'elle o contraste do bom e do mu,
sendo, felizmente para o autor, este em muito me-
nor quantidade que aquello.
Os caracteres em geral sao bem desenhadosj
de Armar, que liaba sido e era constantemente
desprezado pela fllha de Fonceca.
Arttrar urna alma de fogo, ara poeto, para
quem o mundo era mn sorrso-, muito embora s
vezes sardnico. Moco, e entliusiasta pela liber-
dade, suas ideas e proeeimento casam-se por tal
fiirma cun as do bario de Serinhaem, qne esto
lo trepida em dar-lhe a filha como esposa.
Entre esses dois >eros ha urna tal aprorimacao,
urna tal paridade, que parecem nascidos um para
outro. E assiin .
Adelaida, a victima sublime da ambicio e dos
caprichos paternos. Altante apaixonada do pobre
artista Luiz, insinuaefes do pai, arrojase aos
bracos do infame bario de Sanl'Anna com a ver-
ligera do desengao, e d'elles sai manchada pelo
estigma da impureza, tem merecer se quer um
olhar de coinpaixao do homem qae esfulhou sua
cora de virgem.
Fonceca, pai de Adelaido, um carcter poneo
sympathico. A ambicio de ouro e de posicao cga-o
at aconselhar filha quo niercadeje sua mao e
sen amor. E" como muitos pais, que por ahi ha,
que pensara que a felicidade no casamento con-
siste na fortuna. Homens sem alma e sera cora-
cao que arrojaos vossas fllhas no pelago do infor-
tunio, lomai aquella liccao f Os bardes do Santa
Anna encontrara -se aos" centos. Incuti nos espiri-
tos frageis de vossas fllhas a vertrgem do ouro o
dos prazeres que elle procura, e pedi i Deus
que nao leixo ver o resultado de vossa obra ne-
fasta : d'essa vertigem ao precipicio da deshonra
ha apenas um passo; e, ai d"aquella que o d I
Georgina, dansarina hespanhola, analmente o
ultimo correcto typo do drama do Dr. Tavora. E'
a impureza, o vicio e o crime, unidos, enlacados
e congracados, representando um corpo humano,
anonado or urna alluviau de demonios.
O enredo bem condnzido at o desenlace, que
e natural e lgico. AdelaWo devia morrer nos
bracos do desventurado algze autor de seusdias,
e depois da conflsslo de um amor inmenso
Luiz, sen primeira e verdadero amor. Deixa-Ia
com vida e ligada Luiz, que Ihe offerecia com
instancia a mo do esposa, fra calcar aos ps os
senlimentos nobres do amanto apaxonado, o arcar
eom os preconceitos da sociedade, que nlo admitte
a regeneraco da muiher, embora o exeraplo da
Magdalena Ihe seja uto espelho.
E deraais, para que outro fosse o desenlace, seria
msler que aps a queda de Adelaide nao lte so-
breviesse o aviltamcnlo pela convivencia com o
bario de Saut'Anna; convivencia que alias pa-
receu-nos pouco era harmona com o carcter da
joven infeliz protogonista.
O estylo elegante e potico, e acomraoda-Jo
com a arte as situacies, que se succedem cheias
de interesse. Ha scenas no drama lindamente
dramticas; outras ha, porem, sera merecimento.
e at algumas scenas vasias.o que queremos antas
attnbair defeito de conlra-regra do que des-
cuido do autor.
Anda notamos alguns pequeos defetos, que
pedimos venia ao autor para apontar.
No segundo quadro, pareceram-nos mal delinea-
das as ultimas scenas que conduzem ao encontr
no jardim do pai e da lilha, Fonceca e Adelaide;
bem como pouco em harmona com o respeito filia!,
o dialogo que entre elles se esiabelece.
No quinto quadro, ainda nos pareceu pouco cui-
dadosa a scena de rompimento entre Adelaide e o
bario de Sant'Anna, e sobre tudo a scena em que
esse bario experimenta a transico para a loucu-
ra, quando sabe da quebra do Souto, e da conse-
quenle ruina que esse aeonteciment Ihe trac.
No sexto quadro, acharaos excessivamente longo,
e por is fastidioso, o dialogo pulitco entro o ba-
rio do Serinhaem e o consellieiro. As deas emi-
tidas ahi nao passam de uuia opiniao particular, e
sao ennunciadas sob urna forma poucamtercssaule.
Convein que o dialogo seja encurtado; eremos que
isso nao prejudicar o interesse do drama, ao
passo que ser um allvo para o espectador.
Nesse mesmo quadro ha um grande deleito,
nosso ver : consiste elle na inverosimelhanca da
inorte do bario de Sant'Anna.
Que se dssera om lempos milito remotos assas-
sinaios por parte da forea publica, as capitaes
das provincias, em persegualo de criminosos es
eapos das prsoes, possvel; mas na poca re-
latada, em 1864t isso muito inverosmel; e cha-
mando a attencao do espectador, causa-lhe m
impressao essa inorte accidental.
Para um monstro d'aquella ordem, parece que
s una morle ignominiosa deve ser o ultimo acto
da tragedia da vida; ma, bem pensado, ha mais
immoratidade no facto, qnando um tigre dosses
acaba lentamente, consumido pelo remorso, e to-
cado de arrependimento, do que quando a mao de
ura assassino vinga a sociedade ultrajada : essa
vinganca nlo passa de um novo ultraje.
Os flnaes de todo os-actos sao magnficas. O
do primeiroa lagrima da perdido de qae elle
tira o nouie, sublime : essa lagrima, hume-
decendo os olhos da vctima, eneerra un mundo
de poesa, fltdo segundoa lagrima do desenga-
o,vertida sob a eabeca de Luiz, prostrada pela
desgraca e ajoelhado aos ps de Adelaide, urna
bella concepcao.
No sexto quadro ha urna belleza admira scena dividid i; c emquanto o espe tador v de
.um lado a bella Adelaide quasi moribunda e es-
tigmatisada pela sociedade em cujo gremio viveu,
ocenpando um aposento miser vel; do outro
pousa a visto no quadro da fortuna que baReja
Arthur, dourando-lhe os sonhos, esse pobre Ar-
thur, outr'ora despresado por Adelaide. Esse
contraste, comparado o bem pesado na balanra
do coracao, de um effeto magno.
A execiicio correu bem no geral, excepcao fet
dois artistas, que nlo sabiambemos seus papis,
e um terceira, que tem por norma enterrar qual
quer parle de quo se encarregue.
Slo credores de encomios os Srs. Joaqura Au-
gusto, Julia Azevedo, Eduardo, Thomaz, e Clelia.
A decoradlo scenica esteve excellento. O scena-
rio do segundo iiuadro, representando um jardim
ao luar, de de um eflcilo liudissimo. Merece
encomios a empreza pele capricho com que raon-
tou o drama.
O Sr. Dr. Franklin Tavora foi chamado ao pros-
cenio e applaudido na primeira noite. Nos por
nossa vez tambem o applaudraos, pedindo-l lie que
continu a escrever para o theatro, para cujo ge-
nero de litteratura inostra ter tonta aptido.
TREZENAHoje tem principio no convento de
S. Francisco as trezenas do glorioso S..Antonio.
LOTERA. A que se acha venda a 108, a
beneficio da matriz de Flores, que corre no dia 5.
COMPANHIA PERNAMBUCANA.O vapor Co-
ruripe desta companhia, que segu hqje para Ma-
manguape s 5 e meia horas da tarde. Recebe
carga, encommendas, passageros e dinheiro a fre-
te at as 2 horas no escriptorio da mesma compa-
nhia no Forte do Mallo n. 12.
LEILO.Amanhaa, 2 do correute eflectua o
agente Pinto o leilao de movis e mais objectos da
casa da residencia do Sr. Jayme Rumayuia d'A-
guiar, ra do Trapiche n. 18.
PROCLAMAS.Foram lidos na matriz da fregue-
zia de Santo Antonio no dia 30 do corrate mez os
seguintes proclamas :
1.* denunciacao.
Antonio hidra de Souza, com Marianna Umbeiina
d'Araujo Lima.
Jos Soares do Amaral, com Francisca Brasilina
do Reg Lima.
Antonio Faustino de Albuquerque, com Joaquina
Bezerrados Santos.
Lucas i lardoso de Mosquita, com Helena Mara
da Cooceic^lo.
Prudencio Silverio da Rocha, com Alexandrina
Mara da Conceicao.
' denunciacao.
Sebastiao Caroeiro de Barros Campello, com
em particular, porem, alguns peceain pelo mdefl- ^^ ha Mara Carnelro Campello.
nido.
Luiz, o joven artista, um typo feliz; urna
d'essa almas voladas ao amor, um d'esses seres
que vivem se nicamente pelo coracao, que ante-
poem o amor a ludo, sacrificando a propria dig-
nidade. -
Os baroes de Sant Ama e de Serinhaem sao
igualmente dois lypos bem descriptos; slo dois
antipodas sociaes : aquello representa o vicio, este
a virtode ; um diz com os labios o qae Ihe vai no
leal coracao, o outro encobre com a linguagem
perfumo doe libertinos o veneno presten a cahir
sobre o folia que o escuta.
Coutinho e a eomtlheiro slo dois homens ho-i
nestos; o prmero am typo correcto, um ho-
mem de bem, que sabe avahar as figuras sociaes
pelo que ellas valem e nlo pelos ouropeis que as
adornara j o segundo, posto qae o autor o fa?a
apresentar mais pelo lado poltico, nlo nos pareceu
muito correcto; como qne o acharaos um pouco
aparvalhado, quajfto evidente que nlo foi essa a
intencao do autor.
Virginia o Arthur tambem sao dois typos pri-
vilegiados.
Virginia roano garrdice da menina formo
aristcrata, urna alma candida e apaixonada. E'
urna moca que pansa, cujo pensar retlecudo, e
cujo coracao, cultivado por um pai estremoso o
despido dos preconceitos que esmagam a socieda-
de, aproxinum-a do moco pobre e intellgente,
Vicente Riajtro Pontes, cun Mara Juvelna Fer
reir da Cotia.
Julo Andr Coutinho, com Anna Mara Pires.
Ivo Antonio de Araujo Lumegeira Leitt-, cora
Mara do Monte Colho des Santos Alm.
Antonio da Silva Martins Maior, com Mara
Leopoldina Pires.
3.* deuunciacao.
Jlo Agripno de Fgueirao, com Ignuz R.'zerru
Pessoa.
Luiz Felippe Cavalcante de Albuquerque, com
Marcionilla Candida du Albuquerque.
Antonio* Domingos de Sant'Anna. com Hylaria
Mar| do Rosario.
Henrique Julo Dollila Zubonran, com Joanna
Helena Cappenet.
O capillo Jos Francisco Pereira da Slva Jnior,
com Anna Victorna de Mello.
Joaqura Jos Feliciano da Slvera, cora Idalaa
Amelia do Miranda.
Bernardo Jos da Costo, com Joanna EvaBgauV.a
Baplstt.
PASaWJEIROSDo vapor francs Guientm, -
ludo para a Europa : .
Tan*Jate-coronel Francisco Manoel de Siqueira,
maor Manoel de Siqaelra Cavalcante, Dr Antonio
Manoel do Siquoira Cavalcante, Augusto Piros dos
Santos, Jernimo Pereira de Lemos, Julio Cesar
Pinto d'Oliveira e sua senhora, Jos da Silva Ro-






I
D ai i--efe PernanAuco'
drigoes, llutderink Egli, Vietoriae'Jos Montoiro,
Beniav'lin falli, sua seobora e una
lilha Francis -o Puntan, oente do Souto,
Firmino Pereira da Cuoha, Severitio Saraiv
Andi. >deS. Mertioo oAn*
Sontas.
Sabidos para os portos do sul no vapor bra-
sileiro Jaijiiaribe:
Domingos damos de Aranjo Pereira, Taciano da
Silva Reg, Raymnndo^la 9Mva Gomes, sua senho-
ra e suas lilhas, Ancelmo i. de Castro, A. Victori-
no Sedulo, Francisco Candido P. Nogueira, Mari
Anglica da Silva Guarni e sua irmaa, Paulo Jo-
s da Costa Araujo, Anua Joarjttina da Silva e
dous criado-, Francisco Antonio de Luna, Antonio
de Castro Monteiro e "Romana Maria dos Praze-
res.
Scguiram para os portos do norle, a bordo do
vapor nacional Ipojuen, os seguintes passagei-
ros: baro de Mecejana e sua cunhada, Dr. Irio i
B. de C. e Silva e criado, Antonio Joaqun Seve,
um menor c 1 escravo, Jlo Baptisia de A. Vas-
coneeHos, sua sen hora, i primo, 1 lilbo e 1 escra-
vo padre Antonio de O. Antunes e 1 escravo, cap-
tao Francisco Antonio Cabra! de .Mello e 1 criado,
.loaquim da Costa Pereira, Jos de 0. Rabell >, Ba-
cellar Antonio do Valle, Jos Manoel Furreira
Pontea, Manoel Francisco dos Santos e 13 carguei-
ros, Tito Gregorio Pereira Braga, Bento da Silva,
Antonio Francisco Lopes. **> Jaciuih i de Castro
do
bel. Aninio Putares, AnWnio Telemaco 1". Silva
Verde, sua senhora 1 eaerava, e i criada, .Nicolao
Espere, Joao Pinto, Nicolao Fisco, Mauricio Buba-
da Vicente Gilau, Francisco Alonso do Bego
Mello, Vicente Imprato e 1 lillio, Jos Marques
(iuimaraes, e Lourenco Antonio de Azevedo.
PUBLICACOES A PEDIDO.
Em um communicado publicado no Liberal n.
70 trata-se dos dous procossos instaurados contra
0 Sr. Francisco Alexandre Dutra, proourando-sc
mostrar a nullidade do primeiro e a subsistencia
do segundo. '
Sao por domen injustas e improcedentes as al-
1 jaroes do coiiiinunicanie.
O Sr Dutra fui processado ex -o'ffl'.io pelo dele-
gado de polica do termo de Barreros ; reconhe-
cendo se que na bypotbese nao linha lugar ade-
nuncia.
O delegado, pondo lim ao processo, por este fun-
damento, deixou de proseguir na inqniricao das
teslemunhas, tendo ja inquirido cinco, e havendo
a inquirir algumas mencionadas pelo promotor.
Poder una outra autoridade. pretexto de
que aquella procedeu irregularmenle, instaurar
e'x-officio um segundo processo? S a deelsao
do delegado nulla, deve-sc proseguir no pro-
cesso, e mo instaurar oulro, muilo menos sendo
este instaurado por outra autoridade.
Sim, em todo caso inadmissivel o novo pro-
cesso instaurado (na sexta feira da paixao) pelo
juiz municipal.
.Note-se que este juiz ja tinlia reconbecido a
competencia do delegado, pretendendo ao princi-
pio promover o processo, desisti deste intento
por ter reconhecido a preferencia daquella auto-
ridade em caso de simultaoeidade.
Note-se ainda mais que o proprio offenddo do-
vlarou solemnemente pelo Diario de Pernambiico,
que era urna calumnia revoltante attribuida ao
Sr. Alexandre Dutra o fado em queslao.
riOM Santo Amaro que os lvre de sometltaate Ma-
gollo.
Que da boa picia daquello maltalad-i tempo i
I;-, <.. |iie em pteodia fl-
wram n isla ae^oarao a um joalhoiro, em qtunt >
foi no banho, de u ni bitfr le viap uei-
ro'letr.is e joia- no valor de contos de rois, sendo
immediatameale levado ao couheoimento d>> Sr.
Mariuna, queentao morava 50 bracas do distan-
cia mais ou m-mos do lugar do acontecimentir, e
nada su desoobrio. Seria cmplice a autoridade,
oudeleixada ? Neste tempo a poheia tinha recur-
sos, um grande destacamento, e a lei era a von-
lade da aatoridade..
Nao so lombram do cavallo e seus .arreos que
lirarara arrombando urna estribara no centro
desta povoacao, pertencento tudo ao- padre Joao,
boje fallecido, e nao bouve mais aoticia.
Nao se lembram dos luis de carro que foram
furtados no cercado do engenho Bulh -, e que
por acaso o son dono teve noticia dos marchantes,
existirem ditos bois om poder do Sr. Lope Macha-
do, aonde elTeetivameute os lu adiar j em segui-
da para Iguarass dando 005 paraos obter.
Nao se le nbram das vaeoai que furtaram do
engenho Suassuna, e que por instancias do admi-
nistrador, foi pela polica syndicada o furto, o, che-
gando a vorill ar-se de que era complico o feiior
do engenho Palmeira, de noinc Alvarenga, tudo
mais paralysnu.
Nao se lembram que da matta do Padre, trras
da engenho Cachito, furtaram um lote do ovelhas
que vnbam para seren vendidos, nenhuma pro-
videncia se den.
Nao se lembram da um relogo que furtaram ao
dono do um hotel que, aqoi baria, c quoixanJo-
s ''ste policia de' corto individuo, a autoridade
promedia todos os das dar providencias, e nunca
as den. ,
Nao se lombram de um outro relogio com pa-
sador de ouro que a pretexto de ser apprehondi-
do, foi abafado e passado mais de dous annos, e
s agora, por diligencias do actual subdelegado e
a muito cusi o descubri em poder de um ex-
inspector,'havendo suas duvidas aero proprio,
o qual relogio foi remettido ao Dr. ebefe de poli-
ca, ba um inez mais ou menos.
Nao se lembram de dius cavallos quo vindo
para a coima, entregues ao fiscal, e que cxercia
o cargo de inspector, os applieou em conduzir pe-
dras para osmpedranionto, e morrendo um, o ou-
tro o trocou com o Feli, eme appareeendo o seu
dono, o cntregou, vindo a perder o que deu em
troca, por tor o dito fiscal o vendido, do que rae
parece anda estar no desemboloo.
Nao se lembram dos continuados furtos de ca-
vallos na vanea de Buihoes, bomba do Cachito,
Catende, Suassuna, e outros muitos lugares, inclu-
sive pacotes de fazendas, etc. etc.
Nao se lembram das tclbas, portas e janellas,
que foram tiradas da casa de urnas pobres or-
phias, e eonduzdas para o engenho da autorida-
de, autorisando-se anda mais de arvores de fruc-
ta de seu quintil, sem quo Ih'as pagarse, (taivcz
tonha direito como avd torio das orphaas.)
Nao se lembram da descompostura que publi-
camente passou a autoridad a um inestic ferrei-
ro, por occasiao de ajusto de cuntas de urnas
obras que por elle mandn fazer, e que em resul-
tado foi preso o ferreiro.
Nao se lembram de tima prisao Ilegal que se
mandou fazer por um inspector de quarteirao, de
um individuo que- era aqu oflcial de justica, e
que resultou o mesmo inspector matar o dito olfl-
cial, sacrificando assim urna victima semumerime
que autorisasse a tal prisao,e manchando a vida de
um homem, que sem duvida nunca Ihe passou
pela imaginaoao matar a seu semelhante, o lvra-
ran, e em recompensa o fizeram capillo da guar-
dfr Junho- de HS69.

raKvdo-Manass muito estensa ; ; um bcli
damuinho e mgico ; se' dos b.iaauos que aqu
.un em espectculo .' Respond*. Sr. inarim-
>uv aqu do jogo denommudo marimba,
s- sellando agora isnkulo-viv*- ;i rogar algu-
iara passarem-o afta da marimbar, cujos vao as voaes pera con-
descender a tantos rogos, o quo- feeaoo eonstran-
gidos; faltando-lhe porra este- reeurso, largou-se
de easa.com toda ehuva, um desses das, e veto a'
esta povoacao, e foi dizendo a. un* oohliecidove-
nho passar-.o dia para matar maie-un*vicio, quero
marimbar. O dono da casa, delicado como e,
consent,.marimbou e ganbou seu* MS, na-ii Ihe
foi mal, e inais ganharia porque -ara tudo elle e
mgico, se os parceiros nao iiTepiasnem ; trana
alguraa botija de cerveja?'nao, seria ifcmais, tte-
veria toi- tomado ao sabir do casa, e ao depois re-
petiria, posom todas as occasi&s que- se offerece
est prompto a enchugar; o dono, daeasa franco
como todos o conhecc, havia de ler-lli* offerecido.
Pelo cheiro veio no dia seguinle, e no achando
aposento por cerU circumstaniia, sequo ra ci-
ma, com aquella inesraa cara ojue todos conheee,
o foi visitar os mortos, mas nao, foi espiar a boa
obra do cemiterio e executatti por ello, que foi
um bom.clete que a cmara municipal tomou, o
Dr. Pitanga sabe bom desta comedia, elle vio-se
ora talas, honra Ihe seja dada, por nao querer an-
nuir i tal-patota, e era menos de um anno de teita
foi toda- a baixo. A cmara actual que nao con-
trato mais obra cora o iiiesmo, quo certo entrar
o botija como socio, e encarregar-sc de aJazer, e
ueste gosto do patotas temos muitas cousas ; ate
cora a morada dos mortos nao tem remorsos, nao
se lembra da morte ; provavel que seja da seita
desque nao acreditan* naiminortalidada d'alma, c
que o mundo dos mais espertes* V se fiando
nisto, e ao depoi8 nao caia na caldeifa de Pedro
Botemo, que de ha muito o espera ; ainda est cm
tempo de arrope.ider-se, fa^a esmolas, restituujoes,
tenha moralidade, respeite as familias honestas,
nao d escndalo na sua vida, nao soja persegui-
dor o nem desfructador das colisas alhoias, nao
queira se vngar deoutrem nao Ihe pagando o que
Ihe-deve. deixe as vaidades mundanas, nao pro-
cure ser'rieo por meios Ilcitos, e nem aspire t-
tulos c condecoradles com fanfnrrices, c cusa
de lagrimas; consolho que Ihe d
O chronista.
ecebent. quaes*ifr quantia -em.itepasi-
to, em corita.corrwte-, e a prazo lixk.
Largo &o>0ar>o Sau0iL21.
ERSUSH BAKK .
Of Rio de Janeiro Lin*ited
Descorita tettra fe praca tasa af eom-
eacionar.
Recebe dwiheiro- j conta conrente e a
prazo fixo.
Saca vista ou praso sobre as- cidades
principis do Burojo, tero agencias na Ba-
bia, Buenos-Ayres> Montevideo, New-York
o-New-Orleans, c iaitte cartas dacrefeto,
ppra os mesmes- lugares.
Largo do Petourho n. 7
ALFANDEGA.
ftendimento do dia i a 29. .
dem do dia, 3i.....
Sfli:3W4161
edSSUSBB
7M:*8D>719
MOVIMENT DA ALFANDEGA
Volumes entrados eom azendas 383
dem ideni eom gneros 79
Voluntes sabido com fazendas 158
dem dem com gneros 300
1178
4?8
Gamelleira 26 de maio
de 1869.
Em resposta ao adeus do guarda da Ba-
silicu, volto ao publico para perguntar-llie
se com repiques de sino que tencin Ilu-
dir ao? leitores, negando-se em declarar
o nome do subdelegado a que se acbava en-
tregue este districto emoccasiio dos urtos
de cavallos e lactos praticados em M. N. B.
V. e T. A. B. N5o ser t'sto bastante para
se conhecer que este guarda pertence as fi-
leiras daquelle subdelegado ? Seu fim era
desconceituar os empregados pblicos ac-
tuaes, rebaixando-se ponto de apresentar
fados de seus correligionarios, motivo que
hojfc o obriga a nao declinar nome. Quem
ser o comensal delle, ser quem deseja ver
o seu nome as claras,"bu qnem deseja oaco-
bertar ?
Diz mais em sua publicacao que o
nosso digno delegado aqui andou; fez jos-
da nacional, mas nao o euraram dos remorsos que lira, OU empregOll-SC em poltica como Uis-
Doscarregam hoje 1 de junlro
Brigue inglfizMe of the Kaslidem.
Escuna ngleza,Star of the t'a=mercadoria=.
Barca francezaSpa'=idem.
Bafea infiza Sertiphma mercador3S.
Bngue piutuguez'iV?np/io=idem.
Lugar diiKi.manjiiezL/ftro=idem.
Patacho dinamarquez lni/=farinlia de# trigo.
Patacho inglez Otpray = bacallio o farinha de
trigo.
Patacho nncional=J6o Barca inglezaTa/wwanfarinha de trigo
Patacho nortc-allemaoTf'//eridem.
Brigue noruegiiense=A//cemercadorias.
Escuna norte-allemiia Geraniina farinha de
KEGEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 'J. 44:997* 133
Idem do dia 31...... 4:237oi0
0 Dn.Manoel As da Sl*a-Nva,
direito da sogunda viira^niminal e
titulo da do- especial do nomjnerci-eff
exarcicij nesta cidaili do Recife de Per*'
narnbuco-xo* S. M. I. e constitucional
Sr. Ij. Pedro II a quem Dos guard.
Faso saber aos que o presente edital
virem e delle noticia ttverem, que no dia
7 de unlio do correnteana- se lia de arae-
matar por venda a quem mais der em pra-
Ca publica desle juizo depois da respeeiiva-
audiencia o sog 20 bafricas cora farinha. de trigo da pi-
meira qualidade 'Mft cada barrica, sendo
a importancia total de todas de G00. As
quaes foram penlioradas- por execuco.^e
Antotiio JoaquH Salgado^ contra Luiz Fon-
seca de-'Macedo. E nao havendo lanzador
que ubra o-preco- da avaliaco aarrama-
taco ser feila pelo pre da aujudcao.ae
na foFma da lei.
E para que chegue a conhecimento de
todos-mandei pussar o presente que iwi
publicado pela imprensa eafllxado no lagar
do costume.
Recife, 14 de maio de 1869. Eu lian-
delino Heliodoco da Cunha cscrcvcnte ju-
ramentado o escfigvi. Eu Manoel Maria
Rodrigues do fas^mento escrivao a sub-
escrevi.
Manoel Jos da Silra Neivas.
DECLARACOES.
faboat. 99 de malo de is
L-se no pasquim intitulado Liberal, <\eit do
crrenle mes, a correspondencia de Jaboaiao, cm
que se mencionara diversos furtos que o digno
subdelegado nao levo d'elles seiencia ; parece que
amdoj m txeriqueiros o autor de se.nelhantes
furtos, pois bem precisa de furtar costados de car-
ne secca aos matulos para malar a fome ; foi elle
Dem conhecido n > hotel do Cabo, o aqui, pelo ho-
mem da capa encarnada, que pelas missoes e o
Chrisma muito se aferrara a salva, e que dizem
ter tirado urna boa porecntagem, c de certo se se
furlou a sacca de algodo, bem parece ser obra de
um novo corrector deste genero que aqui tivemos,
pelos seus bons precedentes. Lastimou-se ser po-
iciada urna freguezia ou districto tao rico por urna
pessoa pobre : ao menos esta n i tem engenho
para guardar caballos quo sao adiados* sem do-
uos e serem all desfrutados em seus serviros at
morrerem, e era tao pouco ter liomens livres em
seu trabalho, no ineio de seus escravos fetorisa-
dos, e alguns sendo castigados, amcacando-os com
o Paraguay, caso sahissem de sua corapanbia, co-
mo ha documento* de tudo ; nao o terror desta
freguesa de ludo querer, poderle fazer, nao se
'"iKtitue patoteiro e nem pedinchao, nao desfruta
o pobre povo com encoinmendas, niio tem tron-
co nesta povoacao para metter nelle moradores
dos engenhos que nao vieram votar as eleicoos
assim como gdarda^-naconacs at fardado-, e um
cidadao por nao tirar o chapeo ao pausar pela au-
toridade, e que por ter as periins indiadas de he-
rysipela escapou, promettendo-se mandar fazer-se
buracos appropriados para este fim ; tambera nao
tem tronco particular para seus escravos o para
metter nelle liomens livres por dous e tres dias,
assim como um escravo alheio que. alni de ou-
tros, o conservou por mais de oito dias, at que o
surrando dentro do seu proprio engenho, o soltou,
nao recebe como aconteceu cora urna preta velha
anda robusta, que toeou era parlilhas a umher-
deiro do fallecido Manoel Ignaltio, e que nao a
querendo aceitar, deixou-a em poder da policia
para fazer accommodaco, e a autoridade recebeu,
desfrutou-a o que pod e depois entregoti-a
mulher do um portuguez para a servir, aonde
morreu ha pouco. O herdeiro (Icaria no desem-
bolco ? Elle que responda. Nao tem engenho para
o administrador espanear um escravo do seu pro-
prio lavrador no pateo do mesmo engenho, e por-
que o seu dono tontou vistoria-lo, por Ihe parecer
resultar algum daran, fii araeacado e despejado
em continente deixando suas lavouras, que depois
vendeu-as, sabe Deus como.
Bespondam os pobres, ricos, e proprietarios des-
ta freguezia ou districto se eslao mal satisfeitos
com o actual subdelegado que pobre, porem ho-
nesto e justiceiro. Nao estao os proletarios,
nem os reos de policia, e nem tao pouco os mgicos
e patoteiros.
O que afflrmo, infames calumniadores, contra-
ria! com um s documento de qualquer dos pro-
UfctSMNKS
CONSULADO PROVINCIAL
Rendimento do dia 1 a 29. 73:6335390
dem do dia 31...... 2:813*099
7S:446489
jternainenle ferio lembrar-lbe, e pedirao a maldi-
cao eterna para os causadores de elle assim tor
p raneado.
Niio se lembram do espancamento brbaro que
se deu om um individuo nos limites do engenho
Viagens, lugar denominado Lobo, em pleno dia, e
creio que nenhura acto efcial se fez.
Nao so lembram ter-se a policia empregado to-
das as segundas e tercas-feiras cm pegar almocre-
ves a forra parecendo j um ramo do negocio,
porque os que pagavain, erara dispensados e os
mais obrigados a bcareni para a feira que costu-
ina aqui haver as quartas, inipondo-se-lbes as
vetee o preco ao genero, entes mais ou menos di-
zimados, nao faltavam cobranzas de todos os lados,
de impostes, multas escandalosas, era um dia de
abundancia para certos e determinadas pessas.e
se algum dcstes almocreves reclamavam ou nao
queriaih expor os gneros a venda, porque era de
entrega e Ibes nao pertencia, seguiam para o tron-
co ou piano como o Sr. do poder tralava, (cando
o seu cavallo entregue aos larapios e as cargas
sendo bem dizimadas ; hoje, porm, esta feira li-
vre, mais abundante e sem nenlium constraugi-
mento.
Nao se lembram quando se mandava prender
mulheres casadas sem seren ouvidos seus mari-
dos por crime de correccao.
No*se lembram das conquistas que aqni se fa-
ziam das honestas, solleiras e casadas, mudndo-
se una familia desto lugar perBeguido po nao se
levar a effeito certa pretengao, a ponto de solicitar-
se, como se diz de suas proprias mis e pais suas
filhas, e urna em face das imagens dentro da igre-
ja matriz, e outra que j viva assorabrada por
inorar a margem de um caminho por onde passa-
va certa autoridade.
Nao se- lembram de evadir-se as freguezas vi-
zinhas, sera ordera superior para prender-se re-
crutas e guardas nacionaes.
Nao se lembram de cercar-se e varejar-se casas
a todas as horas da noute c dia sem as formali-
dades da le.
Nao se lembram da autoridade que vindo de sua
moradia que distava duas leguas e meia desta ma-
triz, para fazer a primeira eleieao do infeliz domi-
nio da liga, voio acompanhado de quatro ordenan-
cas de cavallaria da guarda nacional fardados a
grande gala o com alguns cavalleros de seu se-
quilo, persuadi a tnuita gente por onde passou,
ser Sua Magestade o Imperador, succedendo que
alguns dsse vivas neste sentido.
Nao se lembram que com cincoenta a cem vo-
tantes e quasi todos fardados, faziam aqu as elei-
coes e davam a bico de peona a cada eleito mil e
tantos votos.
Nao se lembram da audacia com que a autori-
dade apresentou-se na matriz por occaso das elei-
eoes de junho do anno prximo passado, com dous
cabras captivos armados e de sippo ou chicote
para desfeitear a um conservador, que o tinha re-
pellido publicamente, mas como particular, poucos
dias antes; cuitado, sao patacoadas, j de urna vez
pendurou uin bacalho na sua porta, dizendo ser
pirasurrar um rendeiroque tinha de substilui-lo
em um engenho, bem mostra ser filho do sertao,
elle bem tem o exemplo em casa, mas elle sabe
aonde amarra o seu cavallo, quando assim prati-
se. Houve mudanza do autoridades ou
nao I Aprsente o guarda da Baslica, um
fado depois que deixaram os transfugas e
ganliadores a administrarlo deste districto;
responda-me mais, era estes subdelegados
pagos pelo governo? esto que nao, o cer-
to que do emprego passaram com seus
asseclas; neste sentido diz beinqueoa-
chrwtSo sabe das trafleancias commetlidas
ueste districto. Betiro-me ao silencio por
conhecer a inopia do guarda da Baslica, o
qual parece-me querer questionar pelas
apparadas hostias, visto que j vai dando
de gambia, e o sachristao seguindo-lhe as
pizadas, podendo apparecer por ahi o re-
cruta do Bonito, e l se vai tudo com os
trezntos diabos.
O Vellador.
Publicacao solicitada.
Soffrendo eu de suppressao de menstruo ha mais
de tres annos, tendo os joelhos e juntas dos ps
muito enchadas e com frequentes dores, tanto que
pouco o difliclinoute poda andar, casualmente
ouvindo 1er um annuncio de uns^emedios de ve-
lame para esta e outras doenjas, exp*ostos ven
da na botica do Chagas, ra Dreita n. 3, man-
?dei comprar os ditos remedios, e os tendo usado
durante um mez, sinto-me completamente resta-
belecida. Nao devendo oceultar a prodigiosa effl
cacia desses remedios bem das pessoas que del-
les precisarem : dou toda a publicidade a esto
facto.
Mara Luzia da Coneeieao Ferrelra Ramo'*.
MOVIMENTO DO PORTO.
Nato sahido no dia 30.
Rio Grande do .Sul.Barca brasileira Agos-
tinha, capitao Joaquitn Antonio Gadr,
carga vinho e outros gneros.
Navio entrado no dia 31.
Mamanguape17 horas, vapor brasilero
C'iruripe.n 222 toneladas, commandaate
Penna, equipagem 13, em lastro; a Com-
panhia Pernambucana.
Navios sahidos no mesmo dia.
Penedo e portos intermediosVapor bra
sileiro Jaguaribe, commandante Moura,"
carga, dilferentes gneros.
Granja e portos intermediosVapor brasi-
leiro Ipojuca, commandante Francisco
Eustaquio Rodrigues, carga varios g-
neros.
Rio Grande do SulBarca portugueza Sova
Marianna, capito Francisco Jos de
Abreu, carga assucar e agurdente.
Rio Grande do SulBarca portugueza Ar-
minda, capito Vicente I. da Nova, carga
assucar e outros gneros.
LiverpoolBrigue austraco Vteruca, capi-
15o V. B. Donarick, carga assucar e al-
godo.
Rio Formozo e portos intermediosVapor
braslieiro Parahyba, commandante Mello,
em lastro.
Saula Casa da Misericordia do
Rccife.
A Illma. junta administrativa da Santa Casa da
Misericordia do Recife manda fazer publico (po n.i
sala de suas sessoes, no dia 3 dojunno, pelas
quatro.horas da larde, tem de ser r.ia*ematadas
quem mais vaiagens offerecer, pelo tempo de um
a tros annos, as rendas dos predios em seguida de-
clarados :
STABELECIMENTOS DE CAJUDADE. -
Ba Dreita.
obrSado do dous andares n. 8. 1:067 000
Ba do Padre Floriano.
Casa terrea n. 47...... 170SO00
dem idem n. 63 .. .. 1765000
dem n. 47. 49....... 170000
Travessa de S. Jos.
Casa torrea n. 5?...... 1725000
dem, idem 7....... 1395000
Ra das Calcadas. -
Casa terrea n. 30...... 177 000
dem idem n. 34....... 1685000
Idam idem u. 36......1785000
Ba de Hortas,
Primeiro andar e solao do sobrado
Idem n^ i&fifti ma das Aun:,* Verdes.
Sobrade de deua andares n. II na ra Direita.
Arraazemm. I: sito no Forte do Matto. v
tden* n. -i iileniiidem.
dem n. 22 idem idem.____________^_
Santa. Gtisa da Msericordia
do Recife.
Alllm'junta administrativa da Sania Casa di-
Msericonra>do B*cife tem de mandar edificar no
lugar envque existe o sobrado arruinado n. 33 da
ra Dreita, um armazem com duas frentes, urna
para a mesma-roa Direita o entra para a da As-
sompcao, com tfes portas em cnia
frentes, sendo as portadas de po-JflU r
dendo para esse lini aproveit;
que alli xislora -fevendu sontii
iruidas desdo os alicorees. Onitrata, pos, com
quera jior raenof prei*o lizer .-. ii.-ih.inie obra, o
por isso convida as pessoas quo so propozerem a
effectua-la .que apresentem -iii*. prujtistas em
cartas fechada* t t as 2 horas da tarde do dia 3
de junbo prximo futuro, podesde es prelendea-
tes, para o fim de examinaren) as obras a fazer-se.
procuraras chaves daquecvsellado nesta secre-
taria.
Secretoria ira Santa Casa da Misericordia
do Recito, 2i de maio de Ittii*).
O escrivao
Pedro Rodrigues do touza.
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz
publico que, no dia Io de- juoho vindouro,
se principian! a contar ca 30 dias uteis
para a cobrarla bocea do cofre dos im-
postost da decima urbana, de 5 % sobre
os bens de raiz pertenceni's ;'i corporacoes
de mao raorta, e de 20 "' d consumm
de aguardte relativo ao 2* semestre do
anno taanceiro vigente 18(i818(19, eque
Gcam sugeitos multa ^de 6 % todos os
dbitos^que forem pagos' depois de (indos
os referidos 30 dias.
Mesa do consulado provincial de Per-
nambuco, 25 de maii deJSR!).
Antonio Carneiro Machado Ros
3.* secca..Secretaria do gpverno de Pernam-
buco,28 ilo maio de 18-i'J.
Pela secretaria do govrno so convida as pes-
soas qiie quizerem contratar a. constraeeSo de duas
pmii.'s, sendo urna oreada ora 172:500^000, no
Cas-raga, e outra em 145:330*000 na Passagem da
Magdalena, a apresentarem, no prazo de sessentt
dias, suas propostas em cartas fechadas ao Exo.i.
Sr. vice presidente da provincia.
Na mesma secretaria serao franqueados aos
concurrentes, pura os convenientes exames, as
plantas e orearemos de taes poetes.
O secretario,
Dr. Joaquim Correa de Araujo.
O inspector interino da alfaudega,
" U Ba de Santa pereza.' ^^!avisa as Pessoas ^ apresenUram propos-
2413000
241 000'
300^000
84 000
3000)00
76SOOO
9G000
Casa terrea n. 5. ...
Ba larga do Rosario.
Tercciro andar do sobrado.n.^lG .
Terceiro dito do sobrado n. 2 4 .
Ra do Calabouco.
Casa terrean. 18.....
dem n. 20........ 242^000
Ba da Cadeia.
Sobrado de um andar n. 21 .
Ra da Moeda.
Sobrado de um andar n. 41 .
Primeiro andar do sobrado n. 37.
Segundo andar dito. '. .
Areal do Forte.
Casa terrea n. 1. ..
PATRIMONIO DOS ORPHAOS.
Praca de Pedro II.
Segundo andar do sobrado n. 33.
Madro de Deus.
Sobrado de um andar n. 9.
Casa terrea n. 22......
dem idem n. 20......
dem idem n. 14......
dem idem 3. .... 0 .
Becco das Baias:
Sobrado de dous andares n. 10..
Ra da Moeda.
Casa terrea n. 91......
Ideo n. 47.......
dem n. 49......... 2o2000
Ba do Amortan.
Casa terrea n. 56...... 4225000
Mema....... f
dem a. 52......... J53iNOO
dem n. 47........ **?-{^
1713000 \ tas para vender pezos, medidas e urna -ha-
langa decimal para o expediente da reparti-
co, que devem coaiparecer na mesma a
I hora da tarde de dia 2 de junho vindou-
ro, afim de assistirem a abertura de-suas
propostas.
Alfaudega de Pernambuco, 31 fie maio
de 18G9.
O inspector interino,
Luiz de Carvallu) Paes de Avrade.
inspector interino da alfandega faz publico
100,5000
3015000
3605000
l.OOOOOO
B02-JOOO
6033000
3603000
366*000
3803000
3533000
EDITAES.
COMMERCIO.
prietarios d'este districto contra o muito digno
ao ser do Sr. Antonio Francisco cou. foi pa certeza de quo aquelle conservador c
reto Marina, que nao deixa de seus amigos nao compareciam a3 eleiQoes.
subdelegado, a nao
Pa 18 de Mello Barrete
ler cde'do tempo que infeliz^ente nao policiou, Nao se lembram dos pagodes que se toara
masgovernou eVto freguezia debata da pressao, pelas feslas a cusa do outros e que as bancaa
,i ,,m antrA p.ra qual um outro Paraguay.
Nao, Sr. Marina, acabou-se
o seu bom tempo,
OgOS :
dado, dizeado-se
ser para pagamento da msica
o sunponho que ainda subindo a poltica decabida, das dansas, e arada os que nao .ogavam pagavam
niXe entreearao certos cargof pois nao que- este tributo, anda mesmo nao dansando sena
rTm mais este fl^ello da bumandade. Assim pen- nunca acabar se foseo a mencionar-sei todos os
sam mratos da opposicao, e todos pedem ao glo- factos, continuaremos depo.s, pois a ohromoa do
PRAQA DO BECIFE 31 DE MAIO DE 1869.
AS 3 1/2 HORAS DA TARDK.
Algodo de Macei 1* sorte 163500 por arroba
uosto a bordo, a frete de 1/2 d. e 5 0/0 (sab-
bado) \
Cambio sobre Londres 90 d/v 18 3/4 d. por
13000.
F. J. Silveira
Presidente.
Leal Sewe
Secretario.
Banco Man & C.
15na do Commerclo a. 34.*
Descoma letras eommerciaes a laxa convencio-
nal.
CASA D CAMBIO
Teodoro Simn & C.
Comprara, e vendem por conta propria
metaes, moedas nacionaes o estrangeiras,
seajaj de cambio, sedulas do governo e do
qanco do Brasil.
Descontam letras -da trra e outros ttu-
los eommerciaes.
Encarregan-nse por conta alheia das mes-
mas transacQoes, da cobranza de letras da
trra e de outros ttulos eommerciaes.
0 Dr. Manoel Jos da Silva Neiva, juiz de
direito da 2a vara criminal e substituto da
do commercio em exercicio nesta cidade
do Recife de Pemambuco pofS. M. o Im-
perador, etc,
Faco sabjrpelo presente, que no dia sete
do mez de junho do corrente anno, se ha
de arrematar por venda a 'iuem mais der
em praca publica deste juizo, depois da
audiencia respectiva, os bens seguintes :
Um par de consolos avahado por 20.),
1 sof, por 24$, 12 cadeiras com assento
de palha, 5;* ca a urna, G0>, 1 mesa re
donda de meio de sala por 20?*. sendo
estes movis parte de madeira amarela, e
parte de madeira olbo ; 1 par de lanternas
de vidro, por 85; 1 candelabro de meio de
mesa por 8>, dous espelhos grandes com
moldura douradi*por 2Q.) ambos; 1 relo-
gio de cima de mesa por 10$, 1 dito de
ouro para algibeira, por 100*>, 1 correntio
de ouro de lei, por 't&>: os quaes vo a
praca por execuc5o de Antonio Lopes Dias
contra Antonio Henriqnes de Miranda, e r>a
falta do lanzador que cubra o preco da
avahado ser arrematado feita pelo prego
da adjudicado com o abatimentoda lei.
E para que chegue ao conhownento de
todos mandei fazer o presento edital que
ser affixado nos lugares do eostume e pu-
blicado pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Recife
de Pernambuco, aos 45 de maio de I8G9.
Eu, Manoel Silvino de Barros Falc3o,
escrivao interino, o subscrevi.
Manoel Jos da Silva fleiva.
Idem n. 45......, J-gOO
dem idem n. 43....... *'M\
dem idem n. 24 ...... 84*000
Azeite de Beixe.
Casa terrea n. 23 ....... 572J000
Ba do Vigario.
Loja da casa n. 27...... 303OC^
Encantamento.
Casaterrean.il...... 931 0C0
Ba da Cruz.
Sobrado de dous n. 29..... 8023000
dem n. 12.....* &m
ftua do Pilar.
Casa terrea n. 105 ................ 146O0O
dem idem n. 103.................. 202*000
dem iaem n. 104 .. .. :............ 20340,10
dem n. 89......'.................. 42000
dem n. 2.....................- 7^000
dem n. 110............*......... 2033000
dem n. 106................. ...... 202*000
dem n. 104...................... 18*000
dem n.98.......................- 203*000
dem n. 9&.................., WiOOO
dem n. 94........................ 2i0*000
dem n. 1O0......., ,. .. ,.......,- 20U000
Sitio n. o noForno da Cal..... ...... lo*000
Os pretendentes deverio apresentor no acto da
arrematacao as suas nancee, ou compareccrem
acompanhados dos respectivos fiadores.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do Re-
cife, 20 de maio de 1869.
O escrivao.
Pedro Rodrigues de Souza,
as madeiras velliasquc foram extrahidjs as obras
da pinte, e que se achara ni largo d do Algodo, constando, pouco mais ou muo*, d<*
30 esteios, l'JOtraves, 17 duzia* de almas de una-
rello de estiba, 30 enchameis c travetas, e 16 du-
zias de laboas de piflho de cobert, avahadas en
300*000.
Alfandeg;*. do Pernambuco 31 de maio de 180.
O inspector interino,
_________ Luiz deC. P. dcAndrade.
CoSelho de compras
navaes.
O.coo/*elho contrat no dia 5 de junho d> cor-
rente anno, vista de propustas recebidas at es
11 horas da manhaa, e sob as condicoes do esrykx
o fornecmento aos navios da armada e estabeleci-
mentos demartnha, no trimestre de julho setem-
bco prximo vindouro, do wguintc :
Vveres, dictas e outros objeclos de
consumo.
Arroz do Maranhao, azeite doce de Lisboa, cil->
inferior, agurdente de 20 graos, assucar branco
retinado, aletria, ararut, assucar branca grosso.
bacalho, bolacha, bolachinha americana, cangica.
ou milho pilado, caf era grao, caf muido, cha
hysson,carne verde, ccvadinha, carne sicc?, do Rio
Grande do Sal, carnauba em velas, feijao, farinha
de mandioca da trra, galiiihas, lenha, m. tte, man-
teiga ingleza, manteiga franceza, pao. sabaomassa.
sal, toncinha deLi-boa, tapioca, tijola.de alvena-
rii grossa, vinho de Lisboa, velas stearinas, vina-
gre de Lsbo3. e velas stearinas de S em libra
para lanternas.
Sala das sessoes do conselho de.compras navae-
31 de maio de-4869.
O secretario
lexandre Redi igue dos Anjos.
De ordera da Illm. Sr. inspector da thesoura-
ria de fazenda desta provincia, se faz publico para
eonhecimento de quem interessar, que-no dia Ib
de junho prximo vindouro, perante a mesma the-
souraria serao, arrematados por quem mais dl-
os arrendamentos annuaes que devem ter princi-
pio no Io de julho deste anno, dos proprios afio-
naes abaixos mencionados. Os pretendentes de-
verao dirigir suas propostas em cartas fechadas
ao Illm. Sr. inspector at as 10 horas do referido
dl
Secretaria da tbesouraria de fazenda de Per-
nambuco, 26 do maio de 1869.
O ofHcial-maior,
Jllanoel Mamede da Silva Cesta.
Relaeao dos proprios nacionaes a que se refere o
* annuncio cima.
Casa terrea n. 21 sila na ra de Santa Thereza.
dem n. 19 idem idem.
THEATRO
m ___
S. ISABEL.
EMPBEZA DRAMTICA
DE
aoaa^a saasaaiaa
uarta de jimiho
BENEFICIO DO COITO ROCHA.
Representar-se-ba o muito apreciado drama
1" parteA lagrima da deshonra.
2* dila A lagrima do desengao.,
3* dita A lagrima da redempcio.
rERSONAGENS.
Coutmho.....
Luiz......
Arthur.....
Fonseca.....
Bario de Sant'Anna.
m:mhhi->
y Augusto.
Eduardo.
P. da Costa.
Brochado.
C. Rocha.
w
RA
DO
CaBUG
esquina
da ra larga do
Rosario.
\ML DE OURO
H.a^P ^ MME IOIAS
Este importante estabelecimento no seu genero, tem sempre um sortimento sem igual,
e vende por precos que nenhuma outra casa pode vender.
vista da qualidade e do prepo das joias cada um pder-se-ha convencer daverdade.
Garante-se ser tudo de lei. Compra-se ouro, prata e pedras finas por prepos muito ele-
vados.
A loja est aberta at s 9 horas da noute.
HUA
EO
CABUGA
yi
i
/
esquina
da ra largado]
Rosario.
.,.-..
i i ii ni


. -

Diario de Peruambuco Tfrtj feira 1 de Junho de 1869.
*
D. Carolina.
1). Apolonia.
D. Francisca.
D. Olia.
Barao de Serinhem. Thomaz
Conselheiro....... Jos Victorino.
Azevedo........ {ordani.
Tavares........ Martmho.
!> nitfnr .... S>ant Uosa-
iaSo: : : : : : <^"aries-
i aPinl. I.essa.
dado '.'! Gnimaraes.
delaide,Iha de Fonseea. D. Julia.
Olympia, filha da barao de Se-
rinhem.
Virginia, fllh do emisclheiro. .
Careo1. na, uva pobre. .
r.eorgiaafSdaju hesp.mhola .
Actores, convidados, soldados, hoinens do povo
A accao da actualidade e passa-se no Rio de
Janeiro. ...
O Sr. Marlinho cantara a aria do
BOLEEIRO APAIXONADO
SCENARIO.
O scenario do 2 acto-representa um jardim ao
liar e inteiramente novo, bem como o scenriodo
l acto representando um iardim a l). o o int-
rior de urna casa a E. Ambos os scenarins sao
levidos ai hbil pincel do scenographo Chape-
laim.
N. B. O drama est posto em -cena coni todo o
sinero c cuidado de que ( credor.
Oum-car as 8 huras.
THEATRO
Gymnasio Campestre
Batanero no pnaFrisson
i FLAUTA
Candido Qut'ntmo Rodrigues de
Lima .
Por causa da ni ta chuv.i flcou transferido
para quuila-feira de jiuiio, se o lempo per-
miltir.
O gente Pestaa far leilao por conta e r'i-c-o
do qu mpertencer de WOcaixas com vitiros sor-
tidos as quaes serijo vendidas no dia tere a- feira
! de junho as li horas da machia'na ra do
Vigario armazem n. 10.
LEILAO
AVISOS
COMPANHIA PERNAMBUCANA
Xavegaeo costes-a por vapor.
Goyanna
O vapor Parahubt, com-
mandante Mello, seguir para
0 polio cima no dia 0 do cor-
rente as Olieras da noite. Be.cebe
r carga, eueommendas. passageiros
e dinheiro a fete no escriptorio do Forte do ilat-
ios n. 12. ____.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
di:
Navegando costeira por vapor.
Porto de Gallinhs, Rio Formoso e
Tamaa ir.
^"IW O vapor Parakyba, commandante
,<9j\ Mello, seguir para os polios cima
&BmU no dia 10 do. crreme a mcia noite.
"Recebe earg <. encomHiendas, passageiros o di-
heiro a frete, cscrlptrio do Forte do Mattns
n. 12.
de um carro americano coberto de qu-jio
rodas, com arreios para um cavallo e um
cavallo para o mesm.
Quarta-Ieira i vle junho.
Por interveneao do agente Pinto s 2 horas da
tarde, na'ra do Trapiche ora frente ao sobrado
n. 18, onde baver leilao de mova|._________\
"LILAO
de
movis, vidros, louca e erys-
taes, a saber:
1 piano forte, novo e de mogno (a melhor que
se noJe encontrar), 1 mobilia com 1 sof, 4 cadei-
ras de bracos, 18 de guaaniefo, 2 consolos, 1 mesa
oval com lampos de pedra, 1 neo espelho oval
rom moldura delirada, 5 qia tas, 3 candiciros a gaz, 4 jarras para flores, G bo-
las, i escarradeiras, 1 tapete grande c 4 pequeos,
1 secretaria, 1 mesinlia redonda, 1 costureira, 1
machina Se costura e 2 vonezeanas.
I piano de Jacaranda e forte, 1 suf c 6 cadeiras
de Jacaranda, 1 toileto de Jacaranda, 2 jarros de
inarmoro c 2 venena oas.
1 exccllente guarda-vestido, 1 lavatorio de mog-
no e pedia, 1 dito de loura, 1 calde. 1 meia coui-
moda, 1 marqueza, 2commodas, 2 consolos, 8 ca-
deiras, 1 estante.
1 mesa clstica, 1 guarda louca, 2 aparadores,
li cadeiras de amarello, 1 apparelho de porecle-
na para cha, 1 dito para jantar, compoteiras, gar-
rafas copos e clices de chrystal, 3 caixas exn
viiilio do Porto, 1 guarda-comida, 1 armario, 1 ma-
china para limpar facas, trem de coziuba e inuitos
outros objectos.
feuarta-fetra de juuho de
1 3. ra do Trapiche,
sobrado a. 18.
Jayme Romaguera de Aguiar, lendo de reliar
se para o Rio de Janeiro com sna familia, far lei-
lao por intervemjao do agente Pinto, dos movis
e mais objectos "mencionados, existentes no se-
gundo, terceiro e quarto andarift do sobrado da
ra do Trapiche n. 18.
Os pretendemos poderao examinar na vespera
do leilao os referidos objectos, os quaes tornam-se
recommendados pelo seu bora estado e pouco uso.
Principiar s 10 Horas.
AVISOS DIVERSOS.
GONVEM AOS KOIYOS
Uin bom guarda-louca de amarello, J indos ap-
paradores novos, 1 rico apparelho de porcelana
com listras verdes para jantar, e 1 lindo appare-
lho de porcelana com listras dmwadas para cha, o
mais moderno que ha : a tratar na luja da ra da
Cadeia do Recife n. '.).
COMPANHIA PEMAMBUCANA
DE
COMPANHIA
DOS
TRILHOS URBANOS
DO
RECIPE A9 OliINUA.
Por ordem da .directori; sao convidados
os Srs. accionistas effeettiarem no prazo
de 15 das (a contar do 1" de junho de
809) a segunda prestacao de suas accqes
na razo de 10 0/0. Para esse lim ser
encontrado o thesoureiro. desde s ll ho-
ras da manha s 2 da tarde de todos os
dias uteis, no escriptono da companhia
roa do Commercio n. 02, 2" andar.
O art. 8 dos estatutos dispic que o ac-
cionista que nao realisar a importancia das
prestacoes nos prazos determinados perde-
r em favor da companhia a prestacao an-
teriormente paga.
Recife, 31 do maio de I8G9.
Theo. Jtut.
1 secretario
uwm UM ti
co^sEiiiio jdi; directo
Os Senhores.Saunders ^otherb & C, Tasso
Irmos, Luiz Antonio de Siqueira.
* GERENTE
0 SE. F. F. B0R6FS
Restando ainda emittir algumas aeces d'esta companhia, da quantia no"! de
200>000 cada urna, das quaes so se acitam eni vitlude dalei, 20/0, ou 40(^000 por
cada accao; convida-se pelo presente ao publico em geral e especialmente aosfers.
capitalistas e interesados no commercio, qu.: queiram dar emprego seguro aos seus
apitaes, disponiveis, a subscrever o numero de aeges que Ibes approuver.
Algumas destas accoes j temsido tomadas por pwoas que conhecem a vantagem,
de na presente occasiao (conhecidamente a melhor), empregarem o dmbewp de que
poderem dispr em objectos de valor real, como vapores, predios etc., que Ibes garan-
tam seus c'apitaes. ,. .
A con^ianhia possue boje 10 vapores, 6 inteiramente novos, e destes ou.nmo esta
a chegar ae Inglaterra, onde fot construido expressamente para ella.
Alm disso est edificando vastos rmaseos, no terreno que possue no largo d As-
sembla.
Seus dividendos tem sido de 10 % ao anno, nos ltimos i annos.
As aeces que so emiltirem gozam dos mesmos direitos, e-perceberso o benelicio
dos mesmos dividendos que os antigos ein propongo da entrada.
Rccebem-se asignaturas no escriptorio da companhia no scu edificio ao caes da
Assemhla n. 12
Trocani-se
is actas do heneo do Brasil e das caixas filiaen,
x>in Entonto mallo razoavel : na praca da Inoe-
lendencia n. 22.
VMA
r
Urna mulhcr que acaba de ser ama de leite ro
oierece pata ser ama que se oceope eiu engom-
mar e em tratar de m< nios em casa de familia,
sua conducta garantida : na ra da Ponte-Vc-
Iha n. 6 se dir.
Precisa-se de um eaixetroeom pralica (i!
taberna, dando flanea "de sua conducta ; no pal. a
da Itibeira n. 13.______________________
nteresse
No pateo do Terco n. 31 precisa se de um mes-
tre de msica.
ACTOK
Ha muita necessidade de se fallar com o Br.
Procopio de Senna Santiago, na ra Direita n. B3,
% necocio aun nao Ihc deve ser eslnnho. .
a negocio que
COMPANHIA PERNMIBCANA
DG
Xavega^o cosleSn-a por vapor
Mamangrflpe.
O vapor Coruripc, commandante Penna, SCM
para o porto cima hojo as 5 1/4 liaras da tarde.
Recebe carga, ein-ommendas, pa--.!; mis ediphei-
ro a frete at as S hora da tarde no eseripto-
rio do Forte do Mano? n. 12.
COMPANHIA PlillNAMUlCANA.
DI
\,avci.i<.'"5 cosera por vapor.
Parahyba, Natal, Maco, Mossor, Art-
caty, Cear, Acarac e Granja.
O vapor Pirap ma, cominandanu
Torres, seguir para os portos cima
no dia l-"> do corrente as o h ra>
da tarde. Hecebe carga <-ui o dia 14, eueom-
mendas, passageiros e dinheiro a frete at as
2 horas da tarde do dia da saluda no cscriptork
do Forte do Mattnsn. 12.
De sofredos do luate nacional Stin-
ia Cruz na alfandega armazem
n. 11.
Quarta-teira 2 do correte.
Por justos motivos nao se pode effectuar o lei-
lao aeia que j foi annunciado consistindo em
forraglris, vidros, tintas, naiadoias, rap e outros
os que se acbarao patentes na quaria-i'rira
do corrente as 11 horas da nianha na alfan-
dega armazem n. II._____________
T
Gabinete Porlusjuez de Leiura
o
EM
DE
Paquetes a vapor.
Dos portos do sul espera de
at o dia 8 de junho o vapoi
Paran, commandante o capito
de fragata Antonio Joaquim de
Santa Barbara, o qual depois da
demora do costme seguir para os portos do
norte.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual devera
ser embarcada no dia de sua chegada. Encommen-
las e dinheiro a frete at o dia da sua sahida as 2
horas.
Nao se recebem como encommendas seno ob
jectos de pequeo valor e que nao excedam a toa.'
arrobas de peso on 8 palmos cbicos de medico
Tudo que passar destes limites dever ser embar-
ado c nio carga.
Previne-se aos Srs. passageiros que snas passa-
liem na agencia roa da Cruz n. 57,
i andar, escriptorio de Antonio Luiz de Oliveira
Vievedo & C.
iotaiu brTsleTbT
DE
Paquetes a vapor.
Uos portos do norte esperado
at o dia 9 de junho o vapor
Cruzeiro do Sul, commandante
Al.oforado,o qual depois da de-
mora do costume seguir para os
lo sul
Desdo j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual devora
ser embarcada no dia de sua chegada. Encommen-
das e dinheiro a frete at as duas horas do dia da
*ua sahida.
Nao se receban como encommendas senao ob-
jectos de pequeo valor e que nao excedam a 2
arrobas de peso ou 8 palmos cbicos de medicao.
Tudo que pasar destes limites dever ser embar-
cado como carga.
Previne-se aos Srs. passageiros que suas passa-
itafa sse receban na agencia ra da Cruz n. 87,
Io andar, escriptorio de Antonio Lua de Oliveira
Azcvedo & C.
Jlj
Dcmnalmrra de ferro (cofre),
em perfeito estado e nova.
Quarta-feira 2 de janho a 1 hora da larde.
Ao segundo andar do sobrado da ruar do Tra-
piche n. 18, por occasiao do leilao de moves.
LEILAO
Oe tres easns terreas, dnsis imo-
billas c uin piano.
O agente Puntual competentemente autnrisado
vender em leilao $ casas terreas em solo foreiro.
sitas ra dcS". Joao ns. 20, 22 e 2i (rendendo
nieusalmente cada una 2o e sendo todas edifi-
cadas a II mezes. Nd mesma occasiao vender
2 mobilias sendo lima de Jacaranda e outra de
amarello e nm marquezao.
Ouihta-foira .1 do corrente.
No 1' andar do sobrado n. G, ra da Cruz,
as 11 oras.________________________
LEILAO
De fazendas avariadas e outras
em bom estado.
A o de junho,
O agente Oliveira far leilao por conta e risco
de quem pertencer de poreoes de chftas e de ma-
dapolocs avadados de dierentes marcas, e de fa-
zendas limpa#, consistindo estas em superiores
ca-'miras novas, lindos cortinados para janellas,
grvalas de cores, de seda e de velludo, lencos
de seda de 7 em peca, ditos grandes muito apre-
ciados, conlccoes de renda, collarinhos de linlto,
cintos de seti vestidos de fusto e de cambraia
de linho com enfeites para meninos, colxetes em
caixinhas, adereces completos, capsulas para re-
wolvers lapetinlos para cima de mesa, cestinhas
para viagem e outras que apparecero.
Q linla-feira
s 11 horas da manha, em sen escriptorio a ra
da Cadeia n. 4, por cima do armazem de fjzendas
do Sr. Barroca.
111 .
Consalho deliberativo.
De ordem do Sr. presidente convido aos senho-
res membros do conselho deliberativo a reuni-
rem-se em sessao ordinaria no da Io de junho
pBoximo, as 7 horas da tarde, na sala das sessoes.
Secretaria do conselho deliberativo 28 de maio
de 1869.
V. Ferreira Chaves Jnior,
l3 secretario.
No cullegio da Concelco precisa-se de urna
pessoa para cozinhaf._________- ______
Na ra da.Florentina n 28, lavase e en-
gomma se com asseio e promptidao._______^
Fugio um papagaio da casa n. 153 junto ao
arsenal de martuha, em F6ra de Portas, rallador,
e fug'mdo para urna-das arvores era frente do ce-
rno arsenal, alguem alii o pegn, sendo mais ou
me* s conhecid'o : roga-se, portanto, a qnem N0 I
fez, ou lento o papagaio por qualquer motivo
posterior em seu poder, entrega* na sohredita '
e.i-a, no 2o andar, que roecber rftesino urna gra-
tilicacao ^_____________________________
Precisase de um menino de IV a 16 annos,
asslin como de um preto velho para pequeo ser-
vico de um sitio : jpiein quizer propor-se, dinja-
ica luja decalcado ra do byrramentu n. :t7.
Precisa-8e di
a. n.
urna ama : na ra do Fogo
Precisa-se de urna ama pat caa de peque
na familia : na ra das Crines 71. 4.
Caixeiro
Precisa-se de um pequeo de 12 a 14 aunoi,
orasiluiro ou portuguez, que satba ler e escrever.
3 que d conheciinento de sua conducta : na ra
Direita n. 43, luja.______________________^_
Furtaram do engenho C^choeirinh, da co-
marca de Santo Autlo, na noite de 17 para 18 do
corrente dous cavados, sendo um a ai Q8 -ignaes
aegnintes : russo pedrez, grande, j vellio, castra-
do, olhos grandes, frente alierta at''- a venta, sen-
do o beieo inferior lambem branco, com as inh-'
Ciaes M A cntrelaea.las em cada quarto, e com
mais tres ferros differentes : o outro caratillo
c-curo, andador haixo, com urna estrella na testa,
castrado, sarnelha grossa, e com urna bexiga no
espinhaeo, tem este ferro U na ^ueixada direita, c
mais outros ferros que so nao sabe. Estes cayallos
-uppoe-se terem sido furlados por dous individuos
um de nome Joaquim de Siqueira, e outro com o
de Jos Pereira, sendo este caboclo, haixo, grosso,
cabellos corridos o sem barba, e aquello seme-
hranco, baixo, secco, sem barba, os quaes ha cerca
do um rnez estiveram emigrados no referido enge-
nho, o se diziam moradores no lugar denominado
Gravat, perto da serra Araripe. comarca de Ca-
brob : pede-se, pois, as autoridades daquella co-
marca, que se sirvam de proceder contra os refe-
ridos individuos, e apprehender ditos covallos, cu-
jas despezas serao satisfeitas pelo abaixo as9ig-
nado.
Engenho Cachoeirinha, 19 de maio de 1869.=
Miutoel Caoalcanti de Albuquerque J/inior______
piulas* timo
E
XAROPE
1)B
JURUBEB
PREPiKADOS
PELO
IMIARMACEUT.ICO
foaqnini de Almelda Pinto-
As preparacoes de jurubeha sao hojo
vantajosamente conhocidas e nconisa-
das pelos mais habis mdicos, tanto da
Europa como do_paiz, pela sua ellicacia
nos casos de anemia; chloroze, hydropesia,
obstruegao do abdomen, e lambem nos de
meaetruacJo dillicil, calharro na bexiga,
etc. etc.
Vendem-se em porgo e a rctalbo na c-
dade do Recife. pbarmacfa do seu comprj-
sitor, ra larga do Rosario n. 10, junto ao
quartel de polica._____________________
O abaixo assignado declara s pessoas que
teem con tas antigs em seu estabelecimcnto, e sem
que as tenham liquidado, por mais que tenh,. sido
as diligencias empregailas para dito lii% que nr>
praso de la a 20 dias as venham saldar, pon)
depois do referido praso wr-se-ha forcak) a pro-
curar os meios judicia"> para a liqnidaoi della;.
liecife 26 de maio de I8M. .
MiicI Gomes da Silva.
I.
Para os portos cima segu com brevidade a
barca portugueza Clementiii'i, tem parte do seu
.arregamento engajado, e para o resto que I be
'alta, trata-se com os consignatarios Antonio Luiz
le Oliveira Az;vedo & C, ra da Cruz n. 57.
Jllli
De SO harrls eom manteSga lo-
gleza.
Quiuta-feira 3 do corrente.
fi i agente Pestaa far leilao por conta o risco
B qnem pertencer de 20 barris com man liga
ingleza em um ou mais lotes a vontade : quinta-
feira 3 do corrente pelas 11 horas da manha na
porta do armazem do Sr. Annes defronte da al-
fandega._______________^______^___
De um racleque de 18 annos de bonita fignra.
Una escrava de 30 annos com todas as habi-
lidades .
Quinta-feira 3 do corrente. *
Pelo agente Martins a ra do Ijoperador n. li,
segundo andar, onde haver'teilao de movis.
Precisa-se do nm hornera para feitor de en-
genho : a tratar na ra do duro n. 32, casa com
porto de ferro. __________
Fugio no dia 31 de maio o escravo
Januario, de 20 annos, altura e enrpo re-
culares, cor preta, com todos os dentestendo
dois da parto superior azulados por mezi-
nhas aplicadas aos mesmos; levou. vestido
aqueta de riscado, calcable casemira prete,
camisa do madapolao, ctapo b.aixo de pao,
e mais roupa dentro de urna maca de couro
j usada : tem um defeito em urna das pernas
por te-la quebrado ; crioulo e ladino
j foi criado em urna oja de chapeo de sol
em Mamanguape, e nesti cidadede um Sr.
dentista na ra do Imperador: a entregar
na ra da Assumpc3o n. 22, ou na ra
Direita (Maria n. 22. Pede-se as autorida-
des policiaes para que deemas providrncias
para que o mesmo nao seja embarcado
para fra da provincia cem o titulo de forro
como se desconfa, e o mesmo se pede aos
Sr?. cotnmandantes de navios.
PA
Pretende seguir com rrraita brevidade para este
!>orlo o palhabote portuguez Elephante por ter a
inaior parte da carga engajada ; e para o resto
juo Ihe falta trata-se com o consignatario Joa-
quim Jos Goncalves Deltro, ra do Commercio
Una de srapguel
Para o pono cima segu com milita brevidade
., patacho portuguez Jorgeiue por j ter prompta
iniasi toda a carga : para o-relo que Ihe falta e
passageiros, para os quaes ferrt bellos commodos;
irata-se com o consignatario Joao do Reg Lima, a
i ua de Apollo n. 4.
Para o Porto
seguir muito breve a barca, portugueza Seguran-
cia, por j Mr a maior parte da carga rorapta ;
!ie ainda aJgunu carga e tambem passageiros:
a tratar com Cunha, Irmos t C, ra da Madre
le Dos n. 34.
LEILOES.
LEILAO
DE JOO CAIXAS COM VIDROS SORTIDOS.
Movcts, louga e crystacs
Quinta-feira, 3 de junho
Urna mobilia de Jacaranda a Luiz XV, composta
de 12 cadeiras de guarnirao, 4 ditas de bracos, 2
ditas de balanco, um sof* 2 consolos e urna jar-
dineira com tampo de pedra marmorc, dous guar-
da vestidos de amarello, um toillette de Jacaranda,
dous quadros riqusimos com finas gravuras, um
espelho grande com moldura ddurada, dous pares
de jarros do porcelana, um candieiro a gaz, um
par de lanternas com pingentes, urna banca de
mogno nara costura, um porta-vas; de Jacaranda
com tampo de pedra, urna secretaria da Jacaranda,
urna ecinmoda de amarello a Luiz XV, urna eama
de raiz de amarello com dous colchocs de molla e
estes novos 2 sofs de amarello, diversas cadeiras
para sala de jantar, um guarda lenca de amarel-
lo moderno e em perfeito estado, urna mesa elag-
li'ca, um aparador de amarello, urna carteira, nrn
lavatorio, um par de figuras, de porcelana, urna
cadeira privada, dous cabides. .um marquezao,
duas marquezas. um par de cadeiras de balanco,
um lustre a gaz,um meto apparelho de jantar, lou-
ca a imitacao de lau^a cliineza, um dito de porce-
lana para'almoco, garrafas, copos, compoteiras,
alheteiros e muitos .airos objectos de casa de
familia. Na m< e vender urna es-
crava de 30 am Gomes Villar, tendo de
retirar-se desta proVIdria, temporariamente far
i dos objectos cima desrmptos por interven-
po do agente Martins, no segundo andar do so-
brado da ra do Imperador n. 14, s 10 horas da
manha.
Aos senhores de en-
genhos.
Compra-se um vapor de maior ou menor orea,
nao ob-o. nte estar trabalhado : quem o tiver e
quizer negociar, dirija-se ra das Cruzes. 51,
escriptorio de Antonio C. M. Temporal.
Precisa-se contratar com unit pessoa que
tenha alguns escravos e queira entr*r com elles
para a sociedade ou admmistracao de um enge-
nho, distante meia legoa da estacao da via-ferrea :
tambem se engajam alguns escravos, e para isto
pode-se dar algum dioheiro adiantado. A pessoa
que quizer annuncie para ser procurada, ou diri-
ja-sc ao chefe da estacao da Gamelleira, o Sr.
Meira Lima, ou ra Direita n. 21, 1 andar, onde
achara com quem tratar.
Jos Goncalves
v.ii para Lisboa
saade.
Ferreira Costa,
a tratar de sua
WIOFINA
Deseja-se fallar ao Br. Severind Duarte : n T
do Commercio n. 18, armazem.
Preeisa-sc de urna ama forra ou escrava para o
servico interno de ama casa de familia, qae satb*
bem qgQmmar : a tratar na rna da Cruz n. 40,
2 andar.
Advocada.
Os adrogados Odilon Lima Gomes Prente tm
eacriptorio na ra do Imperador o. 39, 1* andar.
Na ra
urna ama para
ca famiiia.
0 ffiJN MR Rim
DA
^ra'oSrv^Sa^l5^ Fabrica de Vieira Guimaraes
& Cont
- Em casa de THEODORO' CHRISTI-
ANSEN ra da Cruz n. 18, encontram-se ? lo dcfanelro.
effectivamente todas as quamlades ae \iuno ]hor acc,acSo poiV(.,_ '0 seu fabricante foi por
Bordeaux, Bourgogne e do Rheno. mait0 tempo gerente e mestre da fabrica de Joao
" Amonio Ferreira da Silva Maia julga nada Paulo Cordeiro, e tendo-se estabelecido, envidou
CRIADO
Precisa-se de um criado para o servico de casa :,
na ra das Larangeiras a 29, hotel commercial.
no hai-
agrad.
muito apreciado pelos amantes da boa pitada.
Acha-se a venda por grosso e a rctalbo, na na do
Vigario Di 16, Io andar, escriptorio de Joaquim
Gerardo de Bastos.
Um moco- solleiro, de boa conducta, morando em
um excellent* sobrado de primeiro andar com
bastantes comnfodos, uo baiwo de Santo Antonio,
c em boa ra, deseja encontrar para companhei-
ros de sua morada, dous mocos na< mesmas cer.-
dicoes. ainda mesmo cstudanies : a tratar na ra
da' Concordia n. 9.________________________
Acha-se fgida ha oito mezes a preta es-
crava, de naco, de nome Maria.com 40 annos de
idade, bafea cor fula, consta que diz ser forra, e
anda vendendo na freguezia da Boa-Vista, com
urna bandeja pintada de encarnado, com que
fugio : gralifica-se bem a quem a apprehender e
|eva-la a ra Imperial n. 103.________________
Ama de leite.
Na ra do Imperador n. 61, 2o andar, precisa-
se de urna ama de leite, agradando paga-so bem.
Precisa se de una ama de leite, prometten-
do-se pagar bem com a condicao de ser bom o
leite e nao trazendo ella lillu : a tratar ua ra do
Crespo n. 18 loja de fazonJas dos Srs. Andrade &
Mello. _________________*_______________
CASA DA FORINA
Aos 4:000$
Bilhetes garantidos.
A ra do Crespo n.23 e casas do costume.
O abaixo assignado tendo vendido nos seus mui-
to fellzes bilhetes garantidos 1 inteiro n. 4048 eom
a sorte de 4:O00, 1 mek> n. 793 com a sorte do
700$, 2 quartos n. 4622 com a sorte de 202j, e
outras muitas serles de iOOj, 104 e 20J da
lotera que se acabou de extrahir em beneficio
da matriz de Buique (107), convida aos possui-
dores a virem receber seus respectivos pre-
mios sem os descontos das leis na casa da For-
tuna ra do Crespo n. 23.
Acham-se a venda os da 2a parte da lotera a
beneficio da matriz de Flores (108), que se ex-
trahir sabbado 5 do mei-vindouro.
Precos.
Brinete.....41000
Meio.....2#000
Quarto.....1*000
Emporcae-de 1005 para cima.
Bilhete.....3500
Meio......l'30
Quarto..... 875
Manoel Martins Fiuza.
Precisa-se de urna ama para comprar e eo-
zinhar : na ra do Qrteimado n. 29, loja._______
- Precisa de um casa pequea no nai-; _precisa.se(ieuma a,na) forra ou escrava: na
jo da Boa-Vista, propria para umnomem ma de s. Franciscon.54._________________
Precisa-se de urna am i para cozinliar, eB>-
prar e engommar : na ra da Cruz n. 20.______
No Corredor d Bispo n. 23 precisa-se de
urna ama para o servico interno e que saiba en-
gommar.______________________________
solteiro: quem tiver "tenha a bondade de
dirigir-se a ra do Commercio n. 32, 2
andar, que adiar com quem tratar.
FOGOS
Constantino Rodrigues Mendes, tendo
O abaixo assignado previne que nmguem
pode fazer demareacoff'eom os sitios de mattas,
SSf AfoS^tencS AS AnS! justo contratado com a Sra, t). Rosa T
Alves Ferreira, sem quf a.mesma senhora seja (je Meuezes Souza viuva de Jos Bemardo
ouvida ou o abaixo assignado, c para evitar duvi- ( ^e ^ouza> a compra da taberna cita no lar
das se faz a presente declaracao ; cujas Ierras se, pjl ^ y desembarazada de
^^^^^^^STJS^'Uo e qualquer de.bito.laz sciettteao publi-
1857, a qual o mesmo abaixo assignado vez ver co e com especialidade ao corpo do com
por este Diario em Outras ocCaS19es. Recife 16 de
maio de 1860.
Antonio Pereira de Oliveira Maia.
Aluga-se
o Io acardo sobrado da ra de Agoas-Verdes n.
48, com bastantes commodos e muito fresco : os
pretendentes dirijam-so ra dos Martyrios n. 4,
*> andar. __________.
Ama
Precisa-so%e urna ama forra ou escrava, que
saiba engommar com perfeicao, para casa de urna
familia ; na na das Flores n. 17._____________
Manoel Teixeira de Andrade faz ver ao re.
peitavel publico que mudou a sua loja de calcados
da ra da Crnz n. 58 para a mesma ra n. 31.
Precisase comprar urna marqueza usada e 4
ou 6 cadeiras, q ucm tiver^ quizer vender annun-
cie para ser procurado.
mercio, e se alguem julgar-se com direito
a mesma, apresente-se no praso de tres
dias, findo o qual nao se altender reclama.
Cao alfatna. Recife, 19 de maio de 1869-
Ama (te leite.
Precisa-se de urna ama de leite sem ilho : a
tratar na praca do Corpo Santo n. 17, 3o andar ; e
no mesmo tem urna escrava para alugar para o
servico de casa.
SEGUROS
MARTIMOS
CONTRA FOGO.
A Companhia RidemiiBadora, eatabelecida
aesta pra$a. toma seguros martimos sobre
y assignado cmamerciantes com navios e seus carregamentos e contra fogo
Imperial n. 195, temos dissolvido em edificios mercaderas e mobilias? a
rA nnA n *>r auna v~ ^^H
rna do Vigario n. 4, pavimento terreo.
Arrenda-se um sitio com pequea casa de
moradia nos Ahogados: a tratar nua de S. Mi-
gueln. 34.
Nos abatxo
taDerna na ra
a nossa sociedade que girava na razo de Chaves
Je LimajlScanflo assm todo activo e passivo acar-
go do socio Chaves e desonerado da mesma o so-
eio Lima. Recife 31 de unto de 1869.
Jos Pires Chaves.
Manoel Francttco de Souza Lima.
Precisa-se de um caixeiro de idade 14 a 16
annos com boa conducta na ra da Imperatriz n. 9.
---------------------------------- l, ,,. ... ,----------i------------------------
Vende-se em cs de Oliveira
. FIhas 8 C, largo do Corpo
Santo n. 19 *
Libras esterlinas.
Vinho o^pscatel de Setubal.
Potassa da Russia, em ba;
Na padaria da rna Direita n. 84 precisa-se alu-; Mtnc
gr dous escrotos para serriy interno. ---------- j ^^ ^^ de smfiQT ^
-Precisa-se de urna ama para comprare cos- p d algodo da fabrica de F<
nbar^paracmdehomem^etro: ra daPrau.. yJ00^ ^ Q roupas dTescravos.
Escravos.
Na antiga fabrica de fogos de artificio da viuva
Hulino. existe um completo sortimento de rodi-
nhas, craveiros e pistolas, objectos propnos para
os festejos das noitesde Santo Antonio e S. Joi.,
tudo por commodo preep, e como seja a fabrtia
distante da cidade, as pessoas que quizerem fa-
zer suas encommendas, poderao leva-las no arma-
zem da bola ama relia, no oitao da secretaria da
polica, onde tambem acharan as amostras.
Precisase arrendar ou alugar um sitio em
qualquer dos arrabaldes desta cidade, que tenha
baixa de capim ou terreno pmprio para o mesmo
fim : quem tiver algum nestas condigoes, dinja-so
rna Nova n. 20, loja.
Joaquim Ferreira dos Santos, prufes-
sor de danca, chapado Himamente da Eu-
ropa a esta provincia, tem a lionra de par-
ticipar a seus Ilustres habitantes, e mu
principalmente aos dignos chefes de familias
que lecciona em danca debaixo de toda a
regra na casa de sua residencia, roa do
Imperader n. 75 2C andar, as tercas, e
quintas-feiras, das 3 horas da tard, at s
10 da noute, e aos domingos de manhSa o
a noute. Promptificando-se tambem, a ir
as casas particulares e coltegios nos dias
que para isso Ihe desigoarem
Na ra Direita n. f, loja de ranilei, 08 no
povoado dos Montes, precisa o ataixo aMigaado
entenderse com o-Sr. Manoel Calalo d Suoz a
negocio de seu 'interesse ; isto no praf de tres
dias. Recife 18 de maio de 1869. ,- M
Pedro Duarte Rodrigues Hraaca.

AMA
Precisa-se de nma muTber que saiba engommar
para urna casa de fart iratr ni ra da
Cadeia do Recife n. 18, f andar._________.
Cosinhira
Precisa-se de urna boa cozinheira para urna-
casa e>trangra, preferind una queja tenha
na praca d->
Corpo 15, ou na Estancia n. M.
- Precisa-so de urna ama : na ra de BMft
n. 45.
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V- .
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CONSULTORIO MEDICO CMRIM
DO
DR. P. A. LOBO M0SC0S0
3Ra da Gloria sitio do Fundao3
,u uiuiIUP
Consultas todos os das desdeas 7 horas da manha ate as 41.
Visitas em casa dos doentes de 11 horas cm diante/em caso urgente a qualquer
hora do da ou da noite.
Nao se recebem chamados se nao por escripto em que declare o nome da pessoa,
toda ra e o numero da casa.
Especialirlade em partos, operarnos, molestias de mulheres e meninos.
Cura radical das molestias venreas, e dos estreitamentos da uthera.
Curas radical das molestias do ulero, como ulceras, flores brancas, amenonia,
vegetacoes e catarrho, etc etc.
Heeebe-se estraves para, tratar de molestias en praticar-lhes qualquer operaco
sirurgica. Diaria 2->000 excepto as ojeraces.
Osajnelhores remedios Iiomeopalhicos conhecidos. e por precos muito com-
modos.
3
Machina de costura.
Precisa-se alugar unta machina do costura : na
ra do Padre Floriaoo n. 69. Tambem so vende
uni lindo vestuario para bautizad.___________
.\c osu-ves oh outra qualquer
pessoa.
Desapparerca do sobrado n. 31 no pateo ,!
ro, uina puls'iia da orno com o ou f>
sobre urna flor da inesma pulseirs -'-'
objecto levar no sobrado cima, *n
do generosamente.__________ ___
= Na ra da Imperalriz n. 8'1 n lea
para alujar una ama eserav.. /.iiibar e
engosMur em ci Aluga-soa cana terrea n. U> a ra do For-
tt, ulmam.'iite catada e pintada : tratvse na ra
nova de Santa Rita n. .''.'i.___________________
Pretfisacse de urna ama livre ou cscrava,
preferinflo-se esta, para urna casa <1^ pequea fa-
milia, paga-sebem : na. ra do Moadcg n. 93.
Diario de Pettianifeuco Terqa eia 1 de Junho de 1869.
Justino Pereira Hamo- convida a todos o- p-
rente e amigos para aselstirem algumas retesas
pac alma do sen son pre terebrado pal e amiga
Joaqun Pereira llamos, cuja mi-sa lera lugar no
rifa 2 do corrente na igreja da Penlia das '. horas
at as 8 do da, e pelo que se ronfea sumiua-
menle grato a todos aquellos que qoizereui
ra-lo.
Cozinhciro.
Precisa-se alugar um cozinhciro, que de
conhecimento do sua conducta ; a tratar no
Coilegio de Santo Amaro, ra do Cofh-
mercio n. 5.
^ Quem precisar de tuna ama, principalmente
para casa de hornero sollciro, a qual eozinha. en-
gomma, ele., dirija-se ao pateo do Toreo n. 28, gue
adiar rom quem tratar.___________________
Anda restara algumas collecces de
Biographias de alguns poetas, e outros ho-
mens Ilustres da provincia de Peruambuco,
tres tomos escriptos pelo commendador A.
J. de Mello : ra Augusta n. 94. -

Moreira Duarte & & tendo feito urna
completa reforma no sen estabelecimento
de joias da ra do Cabug n. 5, (junto a
loja de cera) acabam de reabri-lo ao res-
peitavel publico, a quem offereeem um es-
plendido sortimento de joias as mais mo-
dernas e primorosas que teem vindo a esta
pra vel. Tambem compram ouro. prata e pe-
dras preciosas
Precisa-sed' um lioaiem que eatenda aj
todo servico de campo para Irabalhar em um si-
tir : a tratar no largo da ribetea da freguezia de
S.- Jos, sobrado n. 5.
Km urna caza de familia na ra estretta
do Rosario n. 35 sobrado, prepara-sc al-
moco c jantar com aceio: quem precisar
diriga-se a mesma que achara com quem
tratar.______________________
Victorino Jos Monleiro, regresando para a
Europa, aili ollerece o seu presumo a todas as
peasoaa que o lionram com sua amisade, e dei-
xa por seus bastante^ procuradores nesta cidade
os Si.-. advoRado Francisco e Panla Penan, com-
mcrciaiites Montairo, .Correia A C, e proprielario .
Jos Francisco Lawa Peni, Recife, 28 de maio '
de 181)9.
Ama de leite.
%Precisa-?e de urna ama deleite
n. 5, 2 andar.
na ra Nova
. fa praca da Independencia n. 33, toja deou-
rives, eoaipra-seouro,piala, e pedi'as preciosa?, e
tambem se faz qualquer obra de eiicmnmenda, e
todoeqnaiquorcoori, i.
Compra-se
ouro e prata e peilras preciosas, no arco
da Con eicao, na loja de ourives, no Re-
cite.
1
Compra-se moedas de ouro_e prata e
bem como libras sierlinas, na ra do Ca-
bug n. 9, relnjoaiia.
0 muzeo de joias
Na ra do Cantiga n. 4 compra-se ouro, prata
9 pedras preciosas ior procos mais vantajosos do
que em outra qualquer pan.'.
iOS ANAMES
16RA DA CRUZ 16
Ha diariamente sorlimento de-bollnhos para cha, podins, pes de l, bollo ii.glez'
presuntos, ditos em feambre, pastis da diferentes qualidades. Amendoas confeitadas,
onfeitos, papis para sortes. Vinhos finos engarrafados, superior cha Hisson, preto e
niudinho, fruta em xaropes, ditas seccas e christalisadas, assucar candi, xaropes refri-
gerantes.
Recelw-se encommendas de bandeijas para casamento, bailes e baptizados, com
bonitas arinaeoes de assucar, sendo estas preferiveis as de papelo: figuras anlogas,
bollos etc.. pes de l enfeitados, qualquer encommenda para Atea ser bem acondi-
cionada.
Precisa-se de um hornera para* feitor de cn-
genha ." tratar na rita do Ouro n. 32, casa com
portii de ferre.__________________________
Roaa-se pela segunda vez ao Sr. Juse Jaetn-
ih'i da Silva ', comparecer no sobrado da ra das
Crnxean.!', 1 sndar, a negocio de sen nterosse.
Desappareccu do poder de mu molei|ue do
abaixo assignado um quarto ruco p. diw, magro.
com cangalha e cassuaes, toado dentro desle um
capote de haota e um sacco de estopa : quem
acnar o mesmo cavallo, eve ao anganl do Urum,
ou na ra do (Jueimado n. 35, l' andar.
Hernvnegiliio Eduardo Reg Honteiro.
Precisa-se alugar um preto velho : na botica
do pateo do Carino n. 3.___________________
Trilhos urbanas do Re-
cife a Apipucos
Do 1" de jnnlio em diante e durante os mases
do invern, i partida dos (reas d sta empiezo ser
regulada por ama nova tabella, que pode ser pro-
curada desde j I na estaco do Recife.
Win. Rawlnson,
Gerente.
Compra-se moedas de ouro e prata, bem
i como libras sterlinas por maior preco qup
na ra do Crespo n. 16
primeiro andar.________________________
En casa de Theodoro Simn C.
compra se a b''m premio moedas de prata
do cunho velho: Recife, largo do Corpo
San o n. 21.___________________________
Compra-so ama erra~a de ineia Idade, que
nao tenha virios ncni achr.qucs, e qae mina cosi-
nliar: na ra de S. Francisco ?,. 70, lalierna.
Compra-se
na padaria da *rua ircila n. 8V, um cscravo de
meia idade, e que sirva para ete servico.
Sitio.
Precisase de urna ama par engommar, lavar e
mais algum ervico de casa de pouca familia ; a
tratar na loja n. 45, eeqnina da Madre de Dos.
Compra-se una casa que tensa alguns eomniO'
dos, com sitio, e que soja em jugar muito perto
desla cidade : a Iratar na ra da Imperatriz n. 4,
3* andar.
VENDAS.
VERDADEIRAS
PILULASdeBLaNCaRD
COH IOOURETO OO fCRRO INALTEH*VEl
XPPROVADAS PELA ACADEMIA DE MEDICINA DI PARS, ETC.
Fosentado ts proprledidesdo todo et do farro, eonvem specialmeate as Amccos
scnovtJLOSAS, Tsica no principio,a fraqueiad temperamento tamhemnos casos dt
Falta ds cok, AMFNORRiiKA.em que precisareagir sobre o sakrub seja para restituir
lhe sui riqueza e abundencu normaes, ou para provocar regular o sen curso peridico.
IV. B. O tatareto d* ferro imparo oo elterado am mediramenio infiel,
Irritante. Como prova de poreu de ABthrncidade dai *rr**virmm Pt>
talM Blerd, dere-se exifir noio pli 4r prata reaetira
noso flrma, aqu reprodsiida, que se arh na parta inferior da om
WQtmi lerdr. Deve-te desconfiar das talsificacot.
L lultf i
^^ no*sa
.*** todm a* phinnrciu, Phurmoceuti, r%* ImayaHa, 40, *ar Precisa-se de um feitor : a tratar no Mun-
teiro taberna do Sr. Nie lo ou na rita do Crespo
a. 83.__________________________________
Preeisa-se de urna ama para cozinhar : na
ra do Padre Floriano n 71. _______ %
Quem tiver e quizer alugar urna preta para
casa de familia composta de quatro pesadas : diri-
a-se a ra das Cruz-s n. 4.#>
AlOEllTE
Precisa-se de urna ama de leite, prefere-se a
mullter livre c sem lllho : na ra das Cruzes n.
:5, t' andar.
Na ra do Torres n. 42,3o andar, precisa-se
de urna ama que engomme .com perfeieao, paga-
se bem.
Ps de coqueirs
a ."00 rs. ; o mjjlhor tempo para plantar, e com-
piamlo mais de eem tem o descont de dez-poa
canto : na ra Direita n. 4., loja.____________
Para os apreciadores de queijos
do serto.
Vcndem-se queijos manleiga do sertao por pre
So commodo, e a qnalidade a inelbor que se p-
e desojar em queijos manleiga : na ra Direita
n. 14, esquina do bree de S. Pedro.__________
As laboas da redueco dos pesos e medida^
antigs ao novo sysicma mtrico e vice-versa, j
bem conheciJas do publico, continuam venda
as mesmas casas, a saber : livraria frenceza
ra do Crespo n. 9 ; encaderna^ao parisiense a
ra do Imperador n. 71 ; loja de papel e objeetos
de escripforio na da Cadeia n. 31.________
RuadoQueimadon, 49 c 57 loja
de miudezas de Jos de Azeve-
do Mata e Silva conhecido por
Jos Bigodinho.
Egl 'intimando tudo quanto tem em seu
estabelecimento para acabar e uzernovo
"" | sorlimento, por isso queiram vir ou mandar
vero que borne barato.
Garrafas com {agua florida ver-
dadera ...... l;)2l
Garrafas com agua divina dame-
lhorqualidade I500
Falas com superior banliafiia-
ceza i...... iL200
Caixascom 2 frascos de clieiros
proprio para mimos 2-vHMt
Dita com|i frascos muito finos 081 0
Oleo baboza muito lino que s
a vista ...... 0800
Sabonetes de calunga muito bo-
nito -':
Caixas de p dearroz muito
superior ..... -)0OO
Pecas de babadipno com 10
varas ...... $800
Caixas redondas entilando tar-
taruga ...... 1 .'UO
Fe^as de lita de cs qualquer
largura ..... JISOO
Esco\as para unlias muito fi-
nas ...... AjOO
Escovas para (lentes fazenda
muito fina ..... (840
Pulwiras de contaa de efi
para meninos #200
Caixas do linha branca do gaz
com 5U novlloe 5800
Caixas de linlia branca do gaz
com 30 novellos GOO
Pegas de tranca lisa de todas
as cores ..... ?$040
Resmas de papel paulado muito
fino a ....... WOOO
Pares de botoee para punbos
muito bonito \ 0196
Libras de iSa pa a bordados de
de todas i s cores 8,->000
Pentes com costas de metal
muo linos 0320
Novillos de liaba muito grande
para croxes 032/)
Duzia de linha l'roxa para bor-
dado .-......aso
Grosas de botes madreperola
muito fino y 0800
Sabonete muito finos (50, 120,
ICO, 240 e v 320
Pecas de fita de 15a todas as
cores- ...... ?500
Espelhos domados para parede
1.5000 e..... '>500
Espelhos de Jacaranda muito
lino ...... 2000
Pecas de trancas brancas e de
cores de caracol 0G0
Pares de meias cruas para me-
ninos ...... 0326
Caivete muito fino com 4 fa-
llas ...... 1(5860
Cartilhas da doutrina as mais
modernas ..... 5400
Frascos de sndalo e patecholy
mnifo finos 14100
Far-se-ha fielmente ver a causa por que se
vendem 6 eseravas de 17 a 25 annus, bem como
suas habilidades e conducta ; assim como 2 es-
eravos proprios para andarem embarcados por
seren mocos, robustos e bons cozinheiros : na
travessa do Carmo n. 1, 2o andar.
NA NOVA LOJA Rl'A DO CRESPO 117,
DE
Vende-se a diidieiro ou a praso a padaria a
vapor sita em Una, a qual se acha livre e desem-
liaracada : os pretendentes. podem entender-se no
mesmo lugar com seu proprietario, ou cam Roete
Lima 4 Guimaraes, na ra da Cadeia n. 40, e No-
Precisa-se alugar um sobrado no bairro de comedes Mara Freir, no caes de Apollo.
Santo Antonio, que tenha aecommodacos para Vendem-se ps de palmeiras, lima de anibi-
pouca familia, e que C3teja Kmpo, promettondo-se < dts de lima doce, sapoti, fructa-po, e ditos
muito zelo na conservaeao da liinpeza : a tratar i delaranja, e urna bonita vitella de raea tourina, e
na ra do Cresiw n. 18, toja de fazendas dos Srs. | um boi para carroca : no sitio n. 10, Ponte de
Andrade & Mello.
Ama
Precisa-se de urna ama livre ou eserava para o
servico de cozinha : na ra do Queimado n. 12,
Io andar.
Attenco
Urna pessoa que dispije de alguns eseravos, pre-
cisa arrumar-se de socio ou administrador de en-
genho, ou qualquer outra arrnmaeao quem pre-
i-isar annnnrie para ser procurado.
Precisa-se de um caixeiro para taberna, de
15 a 16 annos, e qus d fiador a sua conducta :
no pateo da Ribeira n. 21.
0
JOIAS
C/2
GOMES DE MATTOS 1RM&0S
tendo feito completa mudanca em sen antigo e
acreditado estabelecimento de joias. com ofimde
dar-lhe maiores proporpoes e elegancia, convidam
ao publico em geral e com especialidade as Exms.
Sras. de bom gosto a comparecerem pessoalmente
das 6 horas 4a manhaa s 9 da noute na
RA DO CABUGA N. 4
onde encontrarao um completo sortimento do que ha de mais elegante,
bello e precioso em brilhantes, esmeraldas, rubins e tudo que em obras
de ouro, prata e platina se pode desejar.
ADEREQOS DE BRILHANTES, ESMERALDAS E RUBINS
de novos gostos, assim como grande variedade de salvas e paliteiros de
prata contrasta objeetos de prata para uso das*igrjas,
Compram e trocam qualqaer joia ou pedra preciosa e garanten
a qnalidade dos objeetos vendidos.
nm boi para carroca
UcWa.
Vende-se urna esc rara de 22 annos de idade,
com habilidades, cozinha, engomma, cose, e faz
doce, tudo com perfeicao, qual mulata e est
grvida : a tratar no pateo do Terco n. 29. ___
Librase ouro nacional, moedas
de 5 francos.
edoende-se no arco da Conceifo na loja
Vurives, no Recife.
Doces, fructas e flores.
Na ra da Cruz n. 13 vende-ee amendoas con-
feitadas francezas.
Sortes muito bem feitas.
Bollinho-, pao-de-l e bollos.
Ramos e papis para enfeitar.
Bouqeet de cravos para ooiva.
Ditos para jarros e llores naturacs___________
Encanamento de agoa
e gaz. *
Canos de ferro eslanhado e com porcelana, ditos
de chumbo de todas as grossuras.
Pesos pelo nov sistema
Temos dos novos pesos completas e a retalho :'
venda, ra do Queimado, Azevedo & irmao.
Queijos do serto
Vende-se queijos do serta do Sendo : ra de
Hortas n. i._____________________________
Vende-se 1 bonito moleque de 12 annos, 1 ne-
grinha de 10, 1 negro de 21, 3 negras e 2 mulatas
moeas de 20 a 25, e 1 dita de 40, todas cam habi-
lidades : na. roa do Fogo n. 9.______________
UM
s parte da casa terrea na ra do Quiabo n. 1,
bairro da Boa-Vista, e o dono da outra parte tam-
bem vende a tratar com Manoet Luiz da Veigi.
0 MUSEO DE JOIAS
a*-5>
Antones Guimaraes & l.
bales de todas
as
Esleirs da India e
qualidades.
Cambrais de cores, percalias, finas bri-
lhantinas de cores, lanzinhas de todas as
qualidades, etc. etc.
Ricos cortes de seda de cores e pretas
lavradas.
Ditos ditos de cambraia branca bordada
para easamentos.
Riquissimos cortes de vestidos de blond.
Poupelina de seda, novo gosto no mer-
cado.
Damascos de duas larguras de todas as
cores.
Salas bordadas de novo gosto.
Camisas bordadas para senhora.
Casquines pretas de seda.
Casaquinhos de casimira de cor de novo
gosto.
Ricas colchas de seda adamascadas.
Ditas adamascadas de cores.
Alpacas lisas de cores novas.
Ricas fronhas, lencos, rendas e bicos
bordados.
Bramantes e bretanhas finas e muit
culras fazendas que seria enfadonlio men-
cionar.
RA-NO VAN. :0 ESQUINA DA DE SAN-
TO AMAHO SE VENDE!
Para scahora.
Lindos loques, a imitaco de san ialo a
24 e -2;>500 rs.
Ditos, com lenlijui.'las fazenda fina a 34
e 4400a
Ditos elsticos, a imitaco de mailim, 5&
04, H;3 e 154000.
Coques da ultima moda, lizos c com re-
des de coritas a 34. 350O e ',*000
Ditos com lindos cnfeiies a 4, 44500,
54 e 55500 rs.
Ditos com botes de flor de laranja para
noivas a 55.
Ditos de cachos ("alta novidade em IV
ris!) a 64000
Lindas chapenag dpalha da.ItaKa c.de
fil deseda, guataecldas com ricos cele-
gantes enfeles ;i ultima moda, a 154, 1H4
e 04.
Ciiapeosinhos de velados de lindos mo-
deles a (54, 184 e2040O.
Ditos de palbi da Italia rauiio bem 1
feitados a Izfl, !i-> e 154000.
Ditos de peonas (oovidadu) para senhoras
a I7409O.
orrinhos de fil preto para luto a 94.
Chapeos de pilba americana enfeitados a
I45i0 rs.
Ditos de seda para sol fazenda boa a
54,64500, I0 e II4OOO.
Basquin s de guipar branco bem enl
tadas e molde ultima moda a 154, 184
0 204OOO.
Ditas pretas com ricos enfeites de vi-
drilhos a 184 e 204000.
Sintos ricos de setim com lacos a
04, 74, 84, 104 e i-
toa linda e rica gaarnigUo cor de rosa,
a Mara llosa, (alta novjdad) por 28400.
Grinaldas de llores muito lindas 54, 64,
74 e 84000.
Camellas de flores d;1 lunmjeiras para
noivas a 44500 e 55000.
Especial s rtimento de gravalinhas para
senhoras.
Sintos de palba muito lindos a 34000,
Luvas de pelica a doqaeza, brancas, de
crese pretas, o par 34000.
londe de seda preto e branco com sai-
pi os e ramagens, o metro a 4500, 34,
4:5800 e G4OO0.
Enfeites de palba mtio lindos para 0-
ques a 14500 e 24000.
Guipur preto e guipur branco, fazenda
nova, para captabas, corpinhos, basqnines
etc. etc. benitos padroes, o metro a 34000,
34500, i4, 14500, 5>. e C .
Grande sortimento de bicos e rendas de
guipur brincos, e pretos com fo de seda
fazenda soperkir, de diversas larguras o
precos muito baratos.
Esparlilhos hrancos e de cores muitu
bem fritos a 34, 'r-. 54, 54500, 74 e8g.
Enfeites para cabeca especial sortimento,
74. 84 e O.SOO0.
.Meias croas, fazenda superior, o par 24-
Corpinhos enfeitados de delicados pos-
tos a 164 e 184000.
Meios corpinhos de fil preto e bianccj
^::oo.
Lindas e ricas gaarnicJDes de cresj
promptas para vestidos a 104, 124, li4c
154000.
Ifonis de lia e seda, "'"';
204000.
Cachms de laa de cores a '> ;. ; e
PARA iiowaSs.
Chapeos de sol, fazenda superior a 84.
104 e 15)000
Chapeos de castor branco, fazenda fina,
fonffii a moda imperial a 114000.
Corrente de plaqu iguaes s d'ouro ama
por 84, 104 e 124000.
Bengalinhas de'canna com castao de
marfim a 44 e 54000.
Ditas d*aco e lenhadas ultimo gosto a 14-
Ditas fantazia muito lindas a 14500 e
24000.
Bengalas fortes (para dar no Lpez) a
24 e 26500.
Chicotes para montara, de 14 a 5400C.
Camisas com peitos c coarinhos de li-
nho deitados muito ben fritos, ns. 38 e 3!
a 54000.
E muitos outros rticos tanto para bo-
mens como para senfioras e cri ncas
assim como um completo e especial sorti-
mento de miudezas, tudo recebido de cus
to proprio, e so vende mais barato do que
em qualquer parleno Bazar da Moda de
JOS' DE SOZA SOARES & C.
moda elegante a
Vende-se um sitio na traversa da Crru de
Almas, com casa de pedra a cal, contenda i salas,
4 quartos, cozinha, coche-ira, qiui'to para criado,
grajide cacimba com tampa, boa baixa de capim,
e muitos arvoredoj, o terreno proprie, Trocar-
se ha tamban? por duas pequeas casas terreas
em Santo Antonio ou BoaiVista : a tratar no si-
tio de monaenhor Mumz tavares, era Parnamei-
ram________________________________
Vendem-se duas miilatinhas, urna de 13 an-
dos e outra de <> annos de idade, aquella tem prin-
cipio de habilidades: na rna do Fogo n. 9.
Vendeai-se dua pipas e dous barris novos
para deposito, tuda arqueado de ferro e pintado,
bem construido : a tratar no becco das Barreiras,
tcaga n. 13.
VBd-e sebotla
r preeo
-;e seb illas do Rio (rande
ennMndB na ruada Senzala VeJha n.
Vend^snma pequen* casa na rna Imperial,
na ra do Nogueira n. 49 se dir quem vende.
Na mesma ca-a veude-se urna poreo de fari-
nha -da tejra por preco comniuJo.
MEDIDAS
DO
NOVO SYSTEMA
O Campos da ra do Imperador n. 28
tem para vender as medidas do novo syste-
ma mtrico decimal tanto para seceos como
para lquidos.
Indispensavel. .
E' inteiramente indispensavel s casas de
negocio cujas compras-e vendas sao effeo-
tuadas a peso, a novata bella com indicador,
para de momento se conjhecer a exacta re-
dueco dos antigos pesos para os do novo
systema, cuja base o kilogramma, acom
pandando a mesma tabella urna outra pela
qual com a mesma facilda le se conhece o
preco correspondente entre um e outro sys-
tema. Recommenda-se de preferencia a
outra cmalquer tabella pela sua fcil com-
prehenilo, anda para as pessoas menos ha-
bilitadas em commercio e calculo. Achara-
se venda na ra do Imperador n. 28.
Tabellas vermicidas
DE
Antonio Nunes de Castro.
Vermfugo efficaz, e preferivel a todos o
conhectilos, ja pela certeza de sea resalta
do, ej pela fcil applicacjo as creabas
quasi sempre mais'atacadas de to terrive
e muitai vezes fatal soffrimento.
NICO DEPOSITO
NA
Pharmnela e drpgjuia.
DE
Barthomea d C.
81Rraa Larga v Rosario84
Ha para vender um complete sor-
cimento de fogos artificaes, tanto
para Sras.,como para enancas, pis-
tollas brancas e de cores, com 3,
^4, 5 e fl blatas, tomainas, cravei-
tos, rodiabas tageJlaise dobradas, |
I- fogaetmhsv bmmpee, i Ilumina- !
*"ce5-bal0i^ de? siSH 'de "i pasmos de ]
ajtora etc, etc., feito por um dos j
'meftibrw artisfa* dete- getieroi-
Tambem ha para vender salitre, en-
xofre, brea, fio, facas p garfos
de diversos precos e qualidades,
bandeijas linas quadradas e ovaes ;
alm do grande sortimento de fer-
rgens, miudezas, cutelanas e trem
para cozinha, etc, ele.
Ra Direita n. 5.'l,l oja de Manoel
Bento de O, Braga A C.
At que chegaram
SYSTEMA DESSIM.
Grande factura de pesos kilogram-
mas em serie completa de todos
os tamanbos, meliiores de com
prehender do quo os qu at hoje
tam, vindo ao. mejeado. chegaram
smente para a loja de Manoel
Bento de livcira Braga A C, rna
Direita n. 53, e com diminuirlo
de precos^ venb?m em tmpo.
Novo livro de sortes para
u. MoeS. Pedro
n
A Pytbontss.1" de Endor, inleiramente
inditas e :i.t^ressantes, a 64Q. ris o ex-
mplar, ra estreiftr dV Ro#ario n. 12,
iypographia de Ceraldo de Mira, na enea
deruacao parisiense a roa do Imperador a
livraria ecooomica de Nogueira Medeiros
a ra do Crespo n. 2.
Vende-se aa piano de Jacaranda, de ama
r ; na rw ftW flQrOo U, J andar
v<..
I HitWl


G
Diario de Peuiambuco Ter^a
y
\ 55-Rli DO 011
55
CURAS IMPORTANTES
Doxarope Vegetal Americano especiaidade de Bartholomeo&C
34.RUA LARCA DO ROSARIO.34.
IOJTA IMG M9UDESEAS
DE
AFFONSO MORE TEMPORAL
Est queimando os objsetos abaixo decla-
rados pelos preces- seguintes:
(i irrafas com.tinta rOchai
Frascos com agua do colonia
r verdadeira a..... 900
Pentes do travessa para meni-
nas a......... 320
Thesouras para costura 8
unhas a........ 400
Frascos cora tinta a 109 rs e 160
Libias delinlm pira barbar 64800
Novetlos do lilia com iOOjai'-
i......... 00
IV b0SS ;i. 320
Sabooete da todas as tjnalida-
' 80, 100, 120 200 e % 20
Bal r> enlre-mcios a
800, 000, Ton, 80G e
Garrafa cora agua divina 13100
Groza dfl I) (toes de louca a 100
Pecas de Ota para cus com 10
viras a ....... 500
Caixas de agulhas francesas i 100
Frascos com banha 320 c IO0
. Gaias com pajel amisado 700
Dito boira domada a 1(51000
Ditas eoveiopes a 500
Sapatinhos de lia para meninos 100
Pecas de tranca de caracol e
Ph.ceis para barba a 200
Pares de suspensores a 200
Frascos com agua do co onia
320, 400, 500 e..... 800
Pentes com costas de metal a 320
Garlciras de raarroquim a 400
800
200
200
1. neos bramos para inaos. .
Parea do botes para punho a
Frascos com churos 400, 800,
le........ 30200
M as croas para homens du-
zia a......... 4#OO0
Abotoadoras para coltete a .100
Linha de 200 jardas duzia a 1:>200
Carla rj com cometes 2 ordens 80
]) mecas.de cera, todo pre^p.
Espelhos grandeic im moldura
domada....... 2->000
Bos pjquenos ...... 200
i' is de lita para deb un de
vestido......... 800
tiles ile ac paracollet; i #100
Amil para roupa(P.),a .. .. 30QOO
Ciiradeiras para .-apato. 100
Redes pretas para cabellos .a 000
Groza de boles de ac para
-a.......... 200
Libras de Imitas de cor para li- 10U0
nbavar costuras a .
Tubos ou chamis para can-
dieiio a gaz a...... 300
Globos para os dilos (300 c 20000
Tntcidas paja os ditos dtizia 200
Pentes prcios para tirar piolos 300
Coques muito finos a 2(51500
Carlas francezas a 200
Ditas portoguezas a 120 e. 200
Superiores saias brancas bordadas a 53, 0>, 8/) c 10*5000 cada tima.
Ditas de cambria de escocia transparente j;i feitas a G^OPO cada urna.
Na loja das Columnas na ra do Crespo n, 13 de Antonia Correia de
Vasconcellos C.
VRITABLS
ftNNEAU
ROYER
*e$-t Martn
fcLEC1R,a4
Os verdadeiros COilARES ROYER, os nteos approvados pela
a Academia de Medicina, tcm assim como os meos oulros productos
attrahido a cupidei dos falsificadores, que para facilitar sua criminan
'industria nao sepjao, nem receiafl annunciar vender falsosColumb
com bieu home. En previno as familias paia inlercsse de seus filhoj
que, para evitar falsificaccs, dc\em exigir, que meus Collares Ibes
sejao Mita em caixas de tambas de encaixe e corredias cobertas
por h ettiquetas com a minha marca de fabrica e encerrando nm
prospecto circunstanciado, e selladas por ama medalba com o lettreiro.
COLLAR ROYER. Rae St-Martia. 225. Pars.
XA R O PE
VEGETAL AMERICANO
ESA LIDADE
OE
BA RTHOLOM E O & CC
i'ra a cara certa Jas iones antigs e recentes, calarrbos pulmonar, asllima; tos-e conralsa, catarrhts
bronchias, o em goral contra Unios os joffrimeulos das vias respiratorias.
DEPOSITO fiERAL
BOTICA E2 DROGARA
34, RA LARGA DO R0ZAR10, 34
PERNAMBUCO
A therapeutica das diversas molestias do peito, desde
a pharyogile ou mal da garganta ale a tuberculaco
pulmonar, passando pelas diversas bronchites catarrhaes
e o craphvscma acaba de ser enreqnecida com mais
este medicamento, que lomar a primeira ordem entre
iodos at boje conhecidos. O xarope Vegetal Americano,
garanlindo paramante vegetal, nao contera em sua
compoMco nm s alomo de opio, e sim somente sac-
eos de plantas indigenas, cujas propriedades benficas
na cura da molsuas que perlencem sos orgos de res-
pirai-o furam por nos obseivadas por longo lempo,
com ptimos resultados cada vez mais crescentes; pelo
que nos julgsmos antorisados a compor o xarope que
agora apresuramos, a oflerece lo aos mdicos e ao
publico, Provamos com os alicatados abaixo o que le-
vamos dilo. e couumos que o conceito de qne j* gosa
o xarope Vegetal Americano crescer de da da,
deixando meito apa de ai lodos os peitorae* em voga.
Illm. Sr. Barihalomeo*C,-0 xarope Vegetal Ame-
ricano, preparado em sua conceituadissima pharmacia,
nm til remedio para combater i terrivel asinina.
Sofria en aquella molestia ba qoairo mexes. sem anda
ler combalido os ataques menaaea que tioba ; este ultimo
que live foi torilsimo que me proslon por 8 das, use,
Sarm o sen milagroso xarope, tomando apenas tres
6ses, e al o presente nlo fui de novo atacado. Prasa
Dea, que eu liqae reswbelecido por tuna ve. Rendo-
Ihe, pois os mens agrdecimentos por me ter aliviado de
lio hornvel mal. Com a mais significativa gratidao,
subscrevo-me de Vmcs. afTectuosn e reconhecido criado.
Seteriuo Ouore.Sua Casa 14 de fevereiro de 1868.
Illms Srs Bartholomeo kC. Depoia de qnasi seis
mezes de solTrimenlo com uraa tosse incessanle, fastio
extraordinario, eipcctoraco de nm calarrho amarella-
do. e perda total das torcas, qne o menor passeio
me fatigava completamente, cansado de lomar mnis ou-
lros remedios sem resultado live a fclicidade de sabor que
Vmcs. preparavam o xarope Vegetal Americano, e com
elle, gracas a Dens. me acho restabelecido ha mais de
dois mezes, e robusto como se nada livesse soffndo. A
gratidao me forca a esta declaradlo, que poderlo Vmcs.
fazer o uso que quizeriim. Sou com eslima de Vmcs.
miiilos rcspeilador e criado. Antonio Jnaqium de
Catiro e tita. Recito 8 de fevereiro de 1868.
Atiesto que nsei do xarope Vegetal Americano, de
composicAo dos Srs Bartholomeo & C. para enra de nm
forte deOuxo qne me trnuxe nma rouquido, que me nao
faiia edlender, infiammacSo e dor na gargama. toase,
grande falla derespiraco. e flquei completamente res-
tabelecido com nm s vidro do mesmo xarone; pelo
qne Ibes proiealo eterna gratidao. Becife 10 de Ja-
neiro de 1868. toaguim Perora Arante JHMr.
Esli reconhecido*.
SOFFRIMENTOS D'ESTOMAGO, CONSTIPACAO.
Cura em poneos dias pelo CARVfo DE BELLOC cm p ou etn pasullias.
ENXAQUECAS; NEURALGIAS. Sou ******* #*
sipadas rpidamente pelas PEROLAS D-ETHER i* D' GLUTU.
ANEMIA, A PALLIDEZ c os soflrimcntos que WHlltuilMl do
emprego dos ferruginosos sao sempre combatidos com o inelhor -esullado
pelas PILULAS D vLLE. Cada l'ilula tein incravado o nomc VaLUI.
PO DE ROG. Basta dissolver mu frasco d'cste po-cm incio
garrafa d'agua para se olit'r uma limonada agradavel que purga sem fa-
__ xcr clicas.
VINHO DE QUINIUM de Labarraque. Est vinlio, ura dos
poucos cuja composi^ao c garantida constante, uma das mclhores pre-
paracoes de quinino, sem acco notavel sobre os convalescentes, dando-
lhes forjas e apressando volta a saude. Cura as febres antigs que re-
sisti ao sulfato de quinino.
MOLESTIAS DA BEXIGA. A maior parte d'esUis moles-
tias, como as sciaticas, lombagos, catarros, e todas as dores nervosas em
geral sao curadas pelas PEROLAS de ES8ENCIA de thepeb .ntina do
Bt. Clertan. 0 professor Trousseau em seu Tratad) de tlierapetuica acon-
selha as para serem tomadas na occasio do jantar, na dse de 4 12.
OLEO DE FIQADO DE BACALHAO DE BERTH
Garantido puro e de primeira qualidade, nm dos poucos aprovados pela
Academia de medicina.
AVISO. Todos ate medicamentos foram aprovados ])ela Academia
imperial de medicina de Varis.
Jfh costunumo procurar altestados para acreditar
nos-ns preparados, e deixamos que ana applicaclo e os
resultadoa oblidos pelas pessoasque ae dignaramacceila-
los, Ibes deem crdito e voga ; porque rio sempre os
atlestados considerados gratuitos, e deMes qne anca
mi o charlatanismo; mas hA qnerendo offender as pes-
soas qne espontneamente nosofiVreceram.osque sbaixe
tAo transcriptos, os fszeraos publicar manifestaudo-lhes
nossa gratulAo pela silencio, esparando qne venban
elles corroborar o conceito, e acceilafio qua lem mere-
cida nosso xarope. llarlholomto C.
tTTtSTtDOa.
Illms. Srs. Bartholomeo & C. com a tois subida
satisfacio que declaro aer o xarope Americano de nma
efficacia extraordinaria, pois qne soffrendo ba diaa de
intensa tosse, i poni de nao poder dormir a ooite a
despeito mesmo de medicamentos que tomava, a elle
recorr e na terecira colher fui alliviado. e de todo me
acho hoje restabelecido com o nao somente de qnasi
meio frasco; grato pois 4 esse resultado manifest a
Vv, Ss. meu reconhecimento. De Vv. Ss. amigo, ve-
nerador c obligado. Manoel Antonio Vicgaa Jnior.
Sua casa iO de abril de 1868.
Illms. Srs. Bartholomeo'ft C. Penhoradissimocom
o favor que me lizcram de aronselhiro uso do xarope
Vegetal Americano, de sna composicAo, quando me
arhova bstanle doenle de uma constipacio, qne me
tornoH completamente rouco e que trouxe uma forte
Insse. e me impnssibililnu de enmpriros mens deveres
de can'lor da empreza lyriea, von acradecer-lhcs meu
completo restabelecimento, qne oblive com nm s vidro
do mesmo xarope, depois de baver recorrido a muitos
tralamenlos. Desejarei qne oulros como eu recorram
ao seu xarope para se verem aliviados de lio terrivel
iucommodo, lio fatal nesle paiz. Com malor conside-
ra cAo contino a ser de Vv. Ss. alenlo, venerador
obrigado. Lniz Ciemona. Recifc 25 de selembro
de 1868.
Illms Srs Bartholomeo ftC O xarope Vegetal Ame-
ricano que Vv. Ss. lm exposto A venda 6 de loda effl-
cacia para o curativo d"asihma, canforme observei ap-
plicando-o a men lilho Joaquim. menor de qualro
annns; victima d'esse flagello. qrie al cnt'mpnr espado
excedente a dons annos baria resistido a ontros xsropes
de gtanilc nomeada. Queiram pois Vv. Ss. acceitar a
cxpressAo altamente sincera de meu reconhecimento ao
meritorio servicn qne Ibe prestaran) enm o indicado
xarope, acreditndome para sempre de Vv. Ss. criado,
alenlo e obligado. Americo Netto de Mendonc,a.
Recife 2 de outubro de 1868.
INJECTION BROU
Hrcienlea Inmlinel e Prenertuliva, abtolulamcuiu a ui.ica i|ecur kiu neiiiiuiu"aduiu. .,, M
nai priscipaet botica do mundo. (Exigir a Inalraecaa da jo), (ao annos de exiitaacia.) Pan, es e>
4a lavealor BIOD. bMlevard Mcenla. Ha.
COMPANIIIA
u
L
godaode
Fabrica de tecidos dea
Feruao Velho.
O superior panno de aigodSn dcsta fabrica, mu
vafitafo^ameme conheeida nesta provini'ia e as o
Pernambueo, Paraliylia t llio de Janeiro, pela sua
pi'i i'irao de i crido, elasiicidade e forialeza, conlt-
ntia a ser veadido no escriptorto da mesma com-
panhia praca de Pedro 2 dcsla eldade, rasa nu-
mero 4.
Afim de que os numerosos c unporlanles senlw-
res de engqpho, bem como os senhores exportado
res de assacar, lano desta provincia como das
aritna mencionadas, possam rom facilidade pro-
ver-se das iiianiifacluras desta fabrica, a gerencia
da companhia annuncia que as na venda nos
segiiates logarea
Nesta cidade -no sen cscriptono e as casas dos
Srs. Domingos Jos de Farias e Jos Nunes Gui-
maraes. ra do Comtnercio.
Em Pernambueota casa dos Srs. Oliveira, 47i-
Ihos & C.
No Pilarem casa do Sr. Joio de Alburmerque
Mello.
Na Castanlia Grandeem casa do Sr. Norberto
Cavalcanli de Albuqnerque.
Em Camaragibena casa do Sr. Joao Vieira de
Lima.
Alem do panno apropriado ao ensacamento do
a'ssncar, a fabrica possue mais uma qualidade de
panno mui forte, adoptado ao systema que tem os
senbores de engenho do norte da provincia de
mandaren] despejar nos trapiches de Pernambueo
o assurar que alli vao vender, com o que os sac-
eos servem para intuas safras.
Para roupa de escravos ou de trabalhadore? do
campo, e para toalhas e lenres do servico diario.
lia una superior qualidade "de panno de*28 polle
Badas do largura, muito forte e espesso, pareeen
do-se bastante com meia lona. Os preros sao os
mais mdicos possiveis. Macei 30 de' marco de
1869.
K.OJA.
DO
IllVAL SEM
Ra do Queimado ns. 49 e 57
tojas de miudezaz de Jos de
Azcvedo Maia, est acabando
com as miudezas de seus estabe-
tecimentos por isso queram apre-
ciar o que bom e baratissimo.
Pares do sapatos de tranca fa-
zenJa nova a......20000
Pares de sapatos de tapete
(s grandes) a. l&oOO
Du/.ias de raeias cruas para lio
mema........3^800
Tramoias do Porto fazenda boa
e pelo preco melhor i00 altos a #200
i.ivros de missoes abreviadas a 2#000
Duzia de baralhos francezes muito
finos a2-S100 e.....2,5800
i Silabario portuguez cora estam-
pas a ........
Grvalas de cores e pretas muito
finas a ........
Dorias de meias para senhora fa-
zenda boa a......
Redes pretas lizas muito finas a
Cartes com colchetes de lato
fazenda fina a. .' '
Aboluaduras de vidro para colete
fazenda fina a. -
Caixas com penna d'a?o muito
finas a 320, 400, 500 e -
Cartoes de linha Alexandre que
tem 200 jardas a .
Carreteis de linha Alexandre de
70 at 200 a ... -
Caixas com superiores obreias
de massa a......
Duzias de agulhas para machina
Libras de pregos francezes di-
versa taraanho a. .
Livros escripturado para rol de
roupa .*........". .
Talhercs para meninos muito
fi'.ios a. ,.....
r>dixas com papel amizade muito
fino a......
Caixas com 100 envelopes muito
finos a........
Pentes volteados para meninas e
senhoras a*.......
Thezouras muito finas para
unhas c costuras a.
Tinleiros com tinta preta muito
boa a 80 120 e ... -
Varas de franja para toalhas fa-
zenda fina a. -
Duzia de phosphoros de segu-
raba da melhor qualidade a
400 e.........
Pecas de fita branca elstica
muito fina a......
Novellos de linha com 400 jardas
Resmas de papel de pezo azul
muito fino a.....
Pecas de fitas bordadas com
varas a ...,
Ditas de ditas bordadas com 12
metros de 2,5000 a .
Grozas de bot5es de louca muito
finos a........
lio-Janeiro.
Halda..
Em Varia,
Di'KiMcmsLLB;
TwDoara.
lUtti ot t>.
DEPOSITO
V FRERE. at, raa Jacob
Pernambueo. Hicbek et O.
Ceara.....can- et O,
#320
#500
4:>000
#320
#020
#500
1#000
#100
#100
#040
2#000
#240
#120
#240
#700
#600
#320
#500
#320
#160
500
200
60
2#500
500
3#000
164
GALLO VIGILANTE
lina do Crespo n. 7
Os proprieiarios desfe bem conliecdo estabefc-
ciniento, alm do* mliitos objectos que tinliam ex-
palos a apreciada) do respeilavel publirn, man-
daram vir e acaran de roeebor pelo ultimo vapor
da Europa nm completo e- variado sorlimento e
linas e mu delicadas especialidades, as quacs es-
tn resolvidos a vender, como de sen costutne-,
por procos muito baratinhn e commodopara to-
dos, rotii tanto que o Gallo.-.
Milito superiores luvas do pellica, pretns, bran-
cas e de mui lindas cores.
Mui boas e bonitas gollinhas e punhos- para se-
nhora, neste genero o qne ha de mais moderno.
Superiores pentes de tartaruga para roques.
Lindos e riquissimos eneites para cabeeas das
Exraas. senhoras.
Superiores trancas pretas e de cores com vidri-
Ihos e sem eires; esta fazenda o que pode baver
de melhor e mais bonito.
Superiores e bonitos leqnes de madreperola,
morfim, sandak e osso, sendo aquellc brancos
com lindos desenhos, e este pretos.
Muito superiores meias fie-de Escossia para se-
nhoras, as qnaes sempre se vonderam por 305000
a duzia, entretanto que nos as vendemos por 20,
alm destas, temos tambem grande sortiuFwmto Oe
outras qualidades, entre as quaes algui)as muito
Anas.
Boas bengalas de superior canna d"i India c
castao de marlim com liinbu* e encantadoras figu-
ras do mesmo, neste genero o que de melhor se
[>de desojar ; alm destas temos tambsm grande
quanlidade de outras qualidades, como sejam, ma-
derra, baleia, osso, borracha-, etc. etc. et.
Finos, bonitos e airosos chieotinhos tic cadeia e
de outras qualidades.
Lindas e superiores ligas de seda z- borracha
para segurar as meias.
Roas meias de seda para.senhora e-para meni-
nas de 1 a 12 annos de darte.
Navalhas eabo de marfim e tartartijQt para fazer
barba; sao muito boas, c de mais a mais sao ga-
rantidas pelo fabricante; e-ns por nossa vez-tasa
bem asseguramos sua qualidade e tteueadeza.
Lindas e bellas capellas para noivs.
Superiores agulhas para machina epara orate*
Linha muito boa de peso, froux.% para encher
labyrintho.
Bons baralhos de cartas para vatorete, assim
comoos tentos para o mesmo nm.
Uifande e variado sortimento dts melhores-perr-
fumarias dos melftores e mais.conhecidQ&,pej>-
fumistas.
COLARES DE ROE.
Elctricos magnticos contra as eonvtiioes. e
facilitam a denticao das innoceates criaracas. Sa-
nios desde muito recebedores dcstes prudigiosos
collares, e continuamos a recebe-los per todos os
vapores, afim de que nunca faltem. so mercado,
como j tem acontecido, assim pois podarao aquel-
les que delles procisarem, vir ao deposito do gallo
vigilante, aonde sempre encontraro destes verda-
deiros collares, c os quaes attendondo-so ao fim
para que sao applicados, se venden* com um mui
diminuto lucro.
Rogamos, pois, avista djs objectos que deixamos
declarados, aos nossos freguezes e amigos a virem
comprar por precos muito iww is aloja do gallo
vigilante, ra do'Crespo n. 7. _^_______^
TASSOIRMAOS
Tem para vender em seus armazens, alm de ou-
tros, os seguintes artigo :
Papel para imprimir.
Perlina azul.
Greve pautado e liso.
Vinhos cm caixas de dozc garrafas
Bourgogne.
Hery.
Madeira.
Hermitage.
Chamblis.
Licor de curaco de Hollanda em caixas de vin-
tc e quatro botijinhas.
GESSO,' .
Nos armazens de Tasso Irmaos.
Grades de ferro
para jardins, porteiras etc.
Nos armazens de Tasso Irmaos
CAKRINIIOS DE FERRO
Para servieos de grandes armazens, para remo-
ver barricas ou caixoes de um para outro, lado pelo
mdico preco de 12*000 cada um.
Fariiilia de trigo de Trieste
Das melhoras marcas Panora (verdadeira) Fon-
tana e grande sortimento das melliores marcas de
farinhas americanas.
Saceos de farinlia de trigo do
Chile
Todas novas, chegadas ltimamente nos arma-
j zens de Tasso Irtnaos.
Cemento romano
Nos armazens de Tasso Irmaos.
Cemento hydraulico 12$
Omelhor para tudo que sao obras para agua, co-
mo assentamento de canos de esgoto, aigerozes, de-
posito, tanques (Tagua, etc., etc.: em porcoes de
cincoento barricaa se far redueco no preco : nos
armazens de Tasso Irmaos.
Cemento Portland
O veradeiro cemento Portland em casa de Tasso
Irmaos.
Grades de ferro, cercas, por-
teiras, etc., etc.
De differentes qualidades para cerrados-de ani-
maos, chiqaeiros para pvlinhas ou jarde: noar-
mazens de Tasso InnaoB.
Barris eom bren
Nos armazens de Tasso Irmaes.
CANOS DE BAEEO
Na ra Nova-de Santa Rita, a amiga fabica >
sato, ha para vender por preco o mais modic9
pessivel, canos francezes-par edilicacoes. e esgo-
a$s de toda a-qoaMdade, superiores a todovosqu
i'fui tem apt wecido pe a sua solidez.
PREOS.
11400 por 39O0 grandade3 meia Hefadas.
1*200 por dito de 2 e tresquartos de alta..
i 000 por tt<> de 2 e um fl,uaeto de dita.
500 ris por pistoleta de 2 poH&gadas.
Gotovellos,8urvasccaao8 de maior gressnra, a
vista se far o preco. Compra maiores de 200S
tara 5 por ceato de deseomo j*r>r prompto-paga-
mento. Pde*se ver as amoaras nos armazens
3 Tasso lniiaos.
Tijblos franeezes
Para ladrilhar casas terreas om asseiae* precos
mdicos, muo convenientes e proprios para ladri-
lhos de cosinlias em sobradoss pelo sei* asseio e
evitar apastagem de aguas paca o andar- 'aferior
eraesmo o purigo de fogo, aos precos d 305000 a
A NOVA ESPERANQA
21= Ra do Queimado = 2)
Advertencia!
A Nova Esper?nr;a, ra do Queimad
n. 21 tendo em deposito grande quantidade
de miudezas, e como se approxima o tem-
pe- em qne tem de ser dado o balanco, por
isso desde j previne ao rcspeitavel publi-
co, que est resolvida a vender suas mer-
endonas pelo baratissimo preco, para assim
diminuir a grande quantidade das que
tem: assim pois, venl.am os bons fregue-
zes, e os que nSo forem venltm ser fregue-
zes, em tempo to opportuno quando
NOVA ESPERANCA convida-os pechincha-
rem, pois que para comprar-se caro, n5o
falta aonde e a quem...
Elle quere ella quer
E' sempre assim.
Elle (correspondente deParis) quer sem-
pre primar em nos remetter objectos de
gosto e perfeicao, e ella (loja da gova Es-
peranza) quer sempfe dividir com seus fre-
guezes o que de bom constantemente rece-
be, e por este lidar eontinuo (d'ambos)
Nova Esperanca ra- doQueiraado n. 21.
alm do grande sortimento que j tinha.
acab de reeeber mais o seguinte :
Bonitos broches, ptrlceiras e bialhcos de
madreperola.
Papel e envelope3 bordados e mati-
sados.
Papis proprios para enfeitar bellos e
bandeijas.
Brincos pretos com dourados (ultima
moda).
Fitas largas para cint.
Modernos galles, franjas e trancas- de
seda e de laa, para enfeites de vestidos-.
Botes de todas as cores e moldes novo
para o mesmo fim.
Trancas pretas com vidrilhos sendo com
pengentes e sem elles.
Botes pretos com vidrilhos com pingen-
tes e-sem elles.
Lavas de pellica, camurca e excossia.
Finas meias de seda para senhora e me-
ninos.
Delicados leque de madreperula, mar-
fim, osso e faia;
Espartilho simples e bordados.
Bengalas de baleia.
Finalmente, um completo sortimento V
miudezas raa do Queimado n. 21, mv
Nova Esperarla.
Collares anodinos dlctom mamtfk
eos coaira as convulciks das
creancas.
Nao resta a menor duvida, de que muito
.collares se vendem poi1 ah mtitulados- o*
verdadeiros de Royer, e eis porqae muito
gais de familias nao creem (comprando-os)
aoeffeito promettido,o que s pdem dar
os verdadeiros ; a Nova Esperanca, perro
que detesta.a falsifkaco priocipalmente no
que respeitaao bem estar da humandade
_5*ooo o mheiro: na ra N#va de Santa Rita, na I fez uma eacommenda directa destes collares
atiga fabrica de sabao e compras maiores de 200S I e garante aos pais fft familias, que sao
se fara 5 por eeoto de eacon por prompto paga-1
ment. Podem-se ver as amostras no armazens
de Tasso Irmaos.
Velas de esparmacete rerdadeiras para lia-
tenias de carros: noarmazea de TassIrmaos.
Vinho do Porto fino ssaperior: no armazam
de Tasso limaos.
O melhor cogoao Gaaflhier Freres: no araaa-
zem de Tasso Irmaos.
Esteiras da India
Em casa de Tasso. Inros vende-se esteira da
India de diversos padroes e largaras, por- preco
commodo.
Macarthy
PAST1LH4S ASSICAHADAS
DO
DR. PATERSON
De hisaiaulli e magaezia.
Remedio por excellencia para comfeate*
a magreza, facilitar a digesto, fortiear
estomago etc.
DEPOSITO ESPECIAL.
Pharmacia de Bartholomeu 4 C
34-------Ra larga do Rosario-------34.
Barato que admira
Quartos de latas com bolachinhas de boas qua-
lidades a 15400, caixinhas cora ameixas, peras e
figos a tiiOO, cerveja Rass, Ihlers e bell ingleza a
800 rs. a Botija, vinho a 400 rs. a garraa, azeite
doce de Lisboa a 880, arroz de primeira qualida-
de a 120 rs., caf a 220, sabao a 180 e 220, cha
miudo bom a 33100, idem grado a 3-5, alpista a
240, toucinho de Lisboa a 440, marmelada fina a
780 a libra, doce degoiaba fino em latas e caixdes
de diversos tamanhos por commodo preco : so na
esquina da ra da Penha n. 8.
Machinas de escarcear algodo.
Hoje que est reconhecido que as machinas de
serrote prejudicam e quebrara a fibra de algodao,
paeeiso recorrer a mchinismo menos spero,
que produzinde o mesmo servico que aquellas, c
facilidade no trabalho, nao qnebrem a fibra da laa,
para que cssa possa obter-nos mercados europeos,
a differenca que ha entre o algodao. descarocadn
por aquellas mencionadas machinas, que estao fl-
cando em douzo, pelo prejuizo qua tem causado,
e o da antiga bolandeira, que nao pode competir
pela morosidade de sea trabalho. K' assim que
estas machinas se tornara as mais proprias para o
nosso algodao, porque ao par da facilidade e
promptidao conserva a fibra da laa, que lirapa por
ella, qualificada na Europa a par da mehr bo-
landeira, valendo assim entre H aOjiorO/O
mais do que a laa limpa pela machina de serrote.
Estas machinas nao sao novas, pois que hamuito
estao adoptadas no Egypto, aonde as de serrote
foram inteiramente abandonadas, e par isso o algo-
dao daquella procedencia, sendo da qualiriade do
da nossa provincia, obtem hoje de 10 a por
0/0 mais do que o nosso : vendem-se a 150000
nos armazens de Tasso Irmaos.
Oleo de amendoas.
Em caixas de 8 latas, cada caixa 100 libras :
nos armazens de TassoJIrmds.
o*
verdadeiros d Royer, que a tantas crean
Cas tem salvado do terrivel incommodo d<.
convulcaes, assn pois^ preciso, que ve
nham a Nova Esperanca a ra do Qoeimadi-
n. 21 compraren! o salva vida, para sen
filhinhos, antes que estes sejam acommetti-
dos do terrivel mal, quando entilo ser di-
ficil aieancar-s* o effeo desejad, emborai
sejam empregados os verdadeiros collar*
de Royer.
FLORES
Bealmente at onde pode ohegaraper-
feico d'arta e relativo a llores, a Nova Es-
peranca apesar de ter constantemente re-
cabido flores, confessa que ainda no havia
cecebido, como as que acaba de reeeber!!'
nao exagerac-a ellas confundem-sc pe -
feitamerjte com as natnraes, e sao feitas
com tanta perfeico, que- prestam-s mui
bem ao mais caprichoso enfeite das Exmas.
do mais apurado gosto!! I expleinlido t
ortimento, constando de moderaos ramos,
rosas, dalias etc., etc., de lindas cores,
proprias para enfeitar-se coques, vestidos,
chapeos ou outro eafeite que hbil compra-
dora quizer preparar, assim pois queiram
as Exmas. virem apreciar o jardim da Nova
Esperanca rita do Queimado n. 21, que
est renlectn de flores.
EULF FOFULaF.
DA
FABRICA NACIONAL DA BAHA
DE
TEIXEIRA FREDERICO & C.
Acaba de chegara este mercado uma porgan des-
te ptimo rape, nico que pode supprir a falta do
princeza de Lisboa por ser de agradavel perfuma
K' fabricado pelo systema a mitacao do Areia Pre-
ta, porm tem sobre este a vantigem de ser viaja-
do, o que para este artigo uma especiaidade.
as pracas da Rahia, do Rio de Janeiro e outras do
imperio tem o Rap Popular sido asss aceolhido,
e provavelmente aqui tambem o ser, logo que
seja conhecido e apreciado. Acha-se veuda
por preco commodo, e para quem comprar de 50
libras para cima, far-se-ha um descont de 5 0/0,
,e de 500 libras para cima o de 8 0/0 : _no escrip-
torio de Joaqnim Jos Goncalves Reltrao, ra do
Commercio n. 17.
Scbonete de alcatrdo.
M
Antonio Nunes de Castro.
Este acreditado preparado, que to boa
acceitacao tem merecido n'esta provincia,
muito se recommenda para a ura certa
das impigens, sarnas, caspas e todas a
molestias de pelle.
Deposito nico,
Pharmacia de Bartholome & C,
34ra larga do Rosario34.
MASSA e XAROPE
DECODEINADEBERTHE!
Prccon isa Jos por todoaoa mdicos contra os
OErLUXOS, CATHARROS, E TODAS AS
IRRITACOES DO PEITO.
K. B. O Xarope de Codtina que mereci a
honra, alta btm rara entre o$ Medicamento
novo, dt'ier regiiliado como um do medica-
mento! ol/icine do Imperio Francei ditpensa
qualquer elogio.
AVISO. Por causa da reprdicnsivel falsi-
ficacio que tem auacitado o feliz resultado do
Xarope massa de Derth somos Toreados a
luinbrar que esle medicamentos lad justi mente
conceituado* id ae
vendern em caixin-
has e frasco levando
a asignatura em
frente.
a6, Ru de coles, e na Pharmacia Ccnlia!
de Franca, 7, Huc de Jouy, cm Pars, c
todas as Phurnwcios ptlncipuei^toBratil.
Charutos da Havana.
Excellentes charutos da Havana e por baratissi-
mo preco : em casa de Tasso Irmaos, ra do
Amorim n. 37.
Kelogios de ouro.
Relogios de uro de patente com balanco de
chronometro dn famigerado actos, John Rogers, no
escriptorio de Tasso IrniSos.
Pianos iglezes.
Pianos ingler.es do bem conhecido autor Charles
Cadby, no escriptorio de Tasso.
Ac de milao.
Nos armans de Tasso Jrmaos.
BARRIS DE SALITRE
Not armazens de Tasso Irmaos.
CARNAUBA
Vende-se superior cora de carnauba em de
cas, por preco mais barato do que em outra quas-
quer parte : na loja do Pavao, ra da Imperatriz
n. 60, de Flix Pereira da Silva.
GURA DOS CALLOS.
PELA
Pomada galonpean.
Deposito especial
Pharmacia de Bartholomeo 4 C.
34-------Ra larjra do Rosario-------34.
^.\.0ERM4Aty
IwviMlltait ;f. \J
Aiegrat-vos myopes, e presbytas, j po-
dis ver de longe, j podis ver deperto,
nao ha mais vistas curtas, nem candadas.
F. J. Germann acaba de reeeber pelo ulti-
mo vapor um rico e variado sortim' nto de
oculos, lunetas, pince-nez, face -main, lor-
gnons, de ouro, prata, tartaruga, marfim,
ago, bfalo, ncar, unicornio e melchior ;
assim como binculos de uma a tres mudan-
cas para theatro, campo e marinha, da ulti-
ma invencao; duquezas, vienezas de 6, 8 e
12 vidros, tudo dos melhores fabricantes da
.Europa.
O mesmo vapor trou-
xe uma excellente ma-
china para graduar e
observar numero dos
vidros qoe se necessita
conforme a vista de
qualquer pessoa.
de superiores qualidades, a precos commodos : na
ra do Vigario n. 16, t andar, escriptorio de
Joaquim Gerardo de Bastos.
VENDE-SE
azeite de dend a 800 rs. a garra-
fa: na ra Novan. 3.
GAZ GAZ GAZ
Chegon ao antigo deposito de Henry Forster A
C, ra do Imperador, um carregamento de ga>
de primeira qualidade; o qual se vende em partiaa^
e a retalho per menos preco do que em outra qual
quer parte.
Tem excellentes sterioscopos, instrumen-
tos de mathematica, barmetros, vidros de
chrystal do rocha, e de cores para resguar-
dar a vista ;-eoncerta todos os objectos
presos commodos e com promptidao ; tira
o mofo dos vidros e encarrega-se de toda a
encommenda relativa a ptica.
Recebeu tambem os excel'entes relogios
do antigo e afamado fabricante Robert Gerth
&C, os quaes venden preces commodos
garantindo a sua superior qualidade.
Vende-se umcavallo, novo ^dador ba.x
por commodo preco : na raa do Rangel B; n se
dir quem vende^njjl" '""l*1 p- i73-____
Betroz
Tem Dar vender Joaquim Jos Goncalves Bel-
trio, no seu escriptorio, ra do Commercio nu-
mero 17.
*
<
* V
-f
i


Diario de Priambuco Terqa fera 1 de Junho de 1869.
i
\*


- *

\i
M
Ocordeiro previdente
Ra do Queimado u. le.
Noto e Variado sortimento de perfumaras
finas, e outros objectos.
Alm do completo sortimento de perfu-
maras de que effectivamente est provida a
loja do Cordeiro Previdente, ella acaba de
receber um outro sortimento que se torna
notavel pela variedade de objectos, superiori-
dade, qualidades e commodidades de pre-
ces ; assim, pois, o Cordeiro Previdente pede
e espera continuar a merecer a apreciacSo
do respeitavel publico em geral e de sua
boa freguezia em particular, no se afas-
tando elle de sua bem conhecida mansidao
e barateza. Em dita loja encontrarlo os
apreciadores do bom:
Agua divina de E. Coudray.
Dita verdadeira de Murray A Lamman.
Dita de" fcologne ingleza, americana, fran-
ceia, todas dos memores e mais acreditados
fabricantes.
Dita balsmica dentrificia.
DiU de flor de larangeiraa.
Dita dos Alpes, e vilete para toilet.
Ehxir -odontalgico para conservado do
asseio da bocea.
osmetiques de superior qualidade echei-
ros agradaveis.
Copos e latas, maiores *e menores, com
pomada in* para cabello.
Frascos com dita japonesa, transparente
e outras qualidades.
Finos extractos ingleze*, americanos c
rancezes em frascos simples e enfeihdos.
Essencia imperial do fino e agrada ve l rliei-
ro de -violeta.
Outras concentradas e de cheiros igual-
mente finas e agradaveis.
Oleo phlocome vordadeiro.
E*raCto d'oleo de superior -qualidade,
om escolhidos che ros, em frascos de dife-
rentes tamanhos.
Sabonetes em barras, maiores e menores
para maos.
Ditos transparentes, redondos e em figu-
ras de meninos.
Ditos muito finos em caixinha para hatba.
Caixrohas com bonitos sabonetes imitando
'metas.
Ditas tie madeira invernisada conteni fi-
nas perfumaras, muito proprias -para pre-
sentes.
Ditas de papelao igualmente bonitas, tam-
bem de perfumaras finas.
Bonitos vasos de metal -coloridos, e de
moldes novos eelftgantes, eem p de arroz
boneca.
Especial p de arroz sera composivlo de
heiro, e por iss o mais proprio para erian-
;as.
Opiata ingleza efranceza para dentes.
Pos de campbcra e outras differttes
cualidades tambem para dentes.
Tonioo oriental de Kemp.
Anda aiiais coque*.
Um outro sortimento de coques de no-
vos e bonitos moWes com filets de vidritlios
e alguns d'elles ornados de flores e fitas,
sUSo todos expostos apreeiaco de quem
os pretenda comprar.
GOLLINHAS E PU.MIOS BORDADOS.
Obras de muito gosto e perfeic3o.
I'"ivef Iim c filas para cintos.
Bello e variado sortimento de taes objec-
os, ficando a boa escolba ao gosto docoin-
rador.
FLORES FINAS.
O que de taelhor se pode encontrar neste
genero, sohresahindo os delicados ramos
jrvalhados para coques.
rara viagcni
Bolsas de tapete e earteiras de ceuro. por
precos commodos.
Chapelinas de palha da Italia mui bem
Afetalas, e enfeites de flores obra 4^ bom
josto.
E assim muitos outros objectos que se-
13o presentes a quem se dirigir dita loja
lo Cordeiro Previdente a nu do Queimado
i. 10.
ENFEITES DE PALHA PARA VESTIDOS,
CHAPEOS E COQUES.
O Cordeiro Previdente ra do Queima-
lo n. 16 acaba de receber um bello sorti-
mento de trancas de palha para enfeites de
estidos, outras para chapos, coques etc.
rudo isto est sendo vendido com a sua bem
onhecida commodidade de precos.
ALEM DAQUELLES.
Recebeu outros lindos enfeites de seda
ara vestidos ; assim como um variado sor-
Lmento de galles de 13a, babadinhos de
:ambraia com bordados de cores, cuja va
redade de gostos os tornam recommenda-
los e apreciados; eompareeSo pois os pre-
tendeates que serio servidos a contento.
TAO BEM RECEBEU.
Novo provimento de bicos e rendas de
Mesuro.
LUVAS DE PELLICA.
De todas as cores tanto para hornen*
:omo para senhoras, constantemente acham-
>e a venda na loja do Cordeiro Previdente :
i ra do Queimado n. 10.
QUE SE LIQODAM
A DINHEIRO NA LOJA E ARMAZEM
DE
FLIX PEREIRA U\ SILVA.
O propietario d'este estabelecimento convida ao respeitavel publico dosta ca-
ntal a vir surtir-se do grande sortimento que tem de fazendas, tanto da moda como le
lei, assim como de um grande sortimento de roupas para bomens o meninos, e as
pessoas que negociam em' pequea escala, tanto da praca como do maU, oesta casa
podero azer os seos sortimentos era pequeas ou grandes porcSes, venden lo-se-lbes
pelos precos que se compram as casas inglezas ; assim como as excellenssimas fami-
lias, poderao mandar buscar as amostras de todas as fazendas, o* se Ihe as mandam
levar em suas casas pelos caixeiros d'este estabelecimento, que se acha aberto con-
stantemente desde s G toras da manhaa s 9 da noute.
Casemiras da moda
Vinho degestivo de
chassaing
com
PEPSINA E DIASTAEX.
Remedio por excedencia para cura certa
las digestios diflkeis ecompletas, acalmar
as dores gastralgicas, e reparar as forcas
produzindo urna assimulaco completa dos
alimentos; sendo mais um excellente tnico.
PHARMACIA E DR0GARL4
n
Bartholonen dk C.
34RA LARGA DO ROSARIO34
wmniMmm
DE
Francisco Antonio deCarvaluo
A Compsala
(SCCESSORES DE REG & MOURA)
Rita Nava n. 24.
Os proprietarios deste estabelecimento fazem
acieule a publico que acabam de receber nm per-
feito e vanado sortimento de pannos finos, case-
miras, brins e outras fazendas de gostos modernos,
as quaes vendem por precos razoavois. mes-
nv Bcientificam, que tendo nmittido para sua
offleina de alfaiate um artista hbil no desempe-
nho de sua funecoes, recebem qnakjuer encom-
raenda de roapa por medidas, prometiendo satis-
azerem com pontoalidade e presteza qualquer pe-
dido nesto sentido.
T
Libras esterlinas, na ra da Cdeia do
Recife, n. 58.
Ra do Livramento n. 26.
Cambraias de ollofames padroes, jnoderna, a
WOrs.8 cotado.
CHAPELINAS
DA
ULTIMA MODA
Chegaram para a toja do Pavo as mais
ticas e mais modernas chapelinas rica-
mente enfeitailas, -com enfeites e fitas de
setim ede todas as cftrese com ricos bicos
ile blond e as mais lindas e finas flores,
vndenlo-se cada urna pelo barato prec^o de
lfJOOO, garantindo-se scram muito ais
bonitas do que eutras que se vendem em
outras partes a 904 e $H, e entre ellas
ha mais do que um modelks, tambem tem
muitas de pratinho, proprias para mocas e
meninas, isto-na ra da Imperatriz n. 60
loja do Pavo, Explendifb sortimento de
Alpacas lairadas de cores aa0
opacas a'560 Alpacas a 380
Alpacas de seres
Na loja do-PavSo ra da Imperatriz n.
60, vende-se uns poucos de mil covados
dasmais lindas e modernas alpacas lavradas
cota as mais modernas e bonitas cores,
proprins para vestidos e roupas para meni-
nos,'iendo entre ellas azul, lyrio, roxo, coi-
de eanna, verde claro etc. e os lavrores
muito miudinhos assentados em urna s
cor; para se poder retalhar esta fazenda
pelo.barato preco de B608. o covado, foi
preciso fazer-se urna grande compra deste
artigo, o qual grande pechincha.
A os dez uii covados de cascas
fraucezas
Cevado a 300 Covado a 300
Ccvado a 300
Covado a 300 Covado a 00
Covado a 300 es.
Vende-se na loja do Pavo ra da Im-
peratriz n. 60 urna grande quantidade de
mil covados das melhores casas francezas
para vestidos, tendo -padroes miudos e gra-
dos, assentados em todas as cores, estas
cassas sao propriamente francezas, tendo
transparentes e tapadas, com tanto corpo
quasi como a chita, e alm des padroes
seren muito bonitos, sao todos tix.os e seria
fazenda para muito mais dinheiro, mas re-
talha-se a 300 rs. o covado.
EsoartiJhos a 3O0O na loja do
Pavo
Vende-se urna grande porco de esparli-
Ihos modernos com o competente cordo,
tendo sortimento de todos os tamanhos, e
veudem-se a 3l cada um.
MAOAP0LA0 ENFESTADO A 3>600. SO
NO PAVO
Vendem-se pecas de madapolo enfestado
com i jardas, sendo muito incorpado pelo
barato pre^o de 33600 ris, assim como
pecas de algodaosinho com 16 jardas ;i
6500 e 3$000 ris.
ALPACAS LAVRADAS COM LISTAS A 300
RS. S O PAVAO VENDE
Covado a 300 re.
Covado a 300 rs.
Covado a 500 rs.
Covado a 500 rs.
Covado a 500 rs.
Covado a 500 re.
Na loja do Pavo ra da Imperatriz n.
60 vende-se urna grande porco do alpacas
lavradas cora os mais lindos padroes listra-
dos e com flores matisadas, sendo este ar-
tigo urna grande pechincha, por se terem
comprado urnas pouoas de caixas e vendy-se
pelo barato preco de 500 rs. o covado.
Chales
PELERINAS DE CROCH A 8, IOj&OOO
E 12#000
Chegaram para a loja do Pavo as mais
modernas e mais bonitas romeiras ou pele-
rinas de fil e croch que se vendem a 8 e
10.0 e m.
EM
PERCAIIAS
A pataca o covado
PERCALLAS A 320 RS.
AOS DEZ MIL COVADOS
PERCALLAS A 320 RS.
Na loja do Pavo ra da Imperatriz n.
60. vende-se urna grande por;o de per-
callas francezas proprias para vestidos, sen-
do de cores fixas e mais larga que as chi-
tas, tendo os pannos muito cncorpados e
com os desenhos mais bonitos que tem
vindo ao mercado, tendo padroes miudos e
grfidos e vende-se pelo baratissimo preco
de 30 rs. o covado, garantido-se estar esta
fazenda em perfeito estado, e vendendo-sc
por este baratissimo preco pora apurar di-
nheiro.
BRAMANTE PARA LENCOES COM 10
PALMOS DE LARGURA A 10800
Chegou para a loja do Pavo, ra da
Imperatriz n. 60, orna grande porco de
p cas de bramante com 10 palmos de lar-
gura, sendo a largura da fazenda o cumpli-
mento de um lencol, o qual so faz com um
metro e urna quarta, e para cama de casal,
com um metro e meio; e vende-se pelo
barato preco de 1.5800 ris cada metro,
tendo esta larga fazenda, outras muitas ap-
plicacoes para arranjos de familias, sendo
grande pechincha pelo preco.
COBERTORES DE LA PARA 0 PVERNO
DE 34000 60000
* Chegou para a loja do Pavo, um gran-
de sortimento dos melhores cobertores, de.
NA
LOJA O 1 %ViO
Chegou pelo ultimo vapor francez, um
grande o verdadeiro sortimento das mais
modernas e mais finas casemiras para cal-
cas, -paletots ecoletes, tendo lisas, com lis-
tras e com listra ao lado, tendo para todos
os precos, e afianca-se venderem-se muito
mais barato do que em outra qualquer par-
te, assim como das mesmas se manda fa-
zer qualquer peca de obra, a vontade do
freguez, para o que tem um bom alfaiate.
Aosquinheutos palitots
a i85e 20#0 la loja do Pavo ra da Imperatriz n.
60, vendem-se urna grande porco de pa-
utis sobrecasacados, e propriamente so-
hrecasacos de panno preto, sendo obra
muito bem acabada pelos baratos precos
de 8sl, sendo forrados de alpaca, e de
300 forrados de seda; esta fazenda a nao
seter comprado urna grande compra, seria
para muito mais dinheiro, por-m liquida-se
esta pechinciw pelos precos cima.
Lazlnhas a SAO rs.
"Vendem-se lazinhas para vestidos e rou-
pas de meninos, seedo to encorpadas
cottio chitas, p.3lo barato preco de 240 rs.
o cevado.
POUPELINAS A 500 US. O COVADO.
Na loja do Pavo, na ra da Imperatriz
n. (80, vende-se um grande sortimento das
mais lindas paupelinas u lazinhas trans-
parentes, proprias para vestidos e roupas
de creancas, com as mais modernas e bo-
nitas cores; padraos com listrinhas miudi-
nhas, que se vendem pelo barato preco de
500 rs. o covado, pechincha que se acha
nicamente na loja de Flix Pereira da Sil-
va, na ra da Imperatriz n. 430.
AS CAMBRAIAS DO PAVO
Vendem-se finissimas pecas de cambraias
lizas transparentes tanto inglezas como suis-
sas tendo mais de vara de largura, pelos
precos de 50000 at K>0OOO a peca, assim
como finissimos organdys branco liso que
serve para vestidos de bailes, por ser muito
transparente a 10000, a vara, na loja do
Pavo ra da Imperatriz n. 60, de Flix Pe-
reira da Silva.
Cortinado*
Para camas e janeHas.
Vende-se um grande sortimento dos me-
lhores e maiores cortinados bordados pro-
priospara camas e para janellas, que se ven-
a 120000 rs. cada par at 250000 rs,
isto na ra da Imperatriz n. 60, de Flix
Pereira da Silva.
roupas fritas
NA LOJA DO PAVAO A RA DA
IMPERATRIZ N. 60
Acha-se este grande estabelecimento com-
pletamente sortido das melhores roupas,
sendo calcas palitots e coletes de casemira,
de panno, de bnm, de alpaca, e de todas
as mais fazendas que os compradores pos-
sam desojar, assim como na mesma loja
tem um bello sortimento de pannos casemi-
ras, brins, etc. etc. para se mandar fazer
qualquer peca de obra, com a maior promp-
tido vontade do freguez, e nao sendo
obligados a acceita-las, quando nao stejam
completamente ao seu contento, assim como
n'este vasto estabelecimento encontrar o
respeitavel publico um bello sortimento de
camisas francezas e inglezas, ceroulas de
iinho e algodo e outros muitos artigos
proprios para homens e senhoras promet-
tendo-se-lhe vender mais barato do que em
outra qualquer parte. Na ra da Impera-
triz n. 60, loja c armazem de Flix Perei-
ra da Silva.
COLCHAS PARA CAMA A 50000.
Vendem-se colchas de fusto adamasca-
das para cama, pelo barato preco de 50,
grande pechincha, na loja e armazem do
Pavo, ra da Imperatriz n. 60, de Flix
Pereira da Silva.
O atoalhado do Pavo.
Vende-se superior atoalhado de algodo
om 8 palmos de largura, adamascado a
0200 a vara; dito de linho fazenda muito
uperior a 30200 a vara ; guardanapos de
inlwadamascados a 405OO-a duzia e muito
inos a 80000, o ditos econmicos a 30500
i duzia,.
ALPACAO DE CORDO PARA VESTIDOS
A 10000
Na loja do Pavo, vende-se superior alpa-
co ou gurguropara vestidos, sendo n'es-
te genero o mais moderno e maifr bonito
que tem vjndo ao mercado com differentes
cores, sendo mais largo que alpaca e ven-
de-se pelo baratissimo preco de 10000 o
covado.
"Vovldade \ovldadc
GURGURES DE SEDA PARA AS FESTAS
DO MEZ D Chegon pelo vapor de 14 do corrente,
para a loja do Pavo, ra da Imperatriz
n. OO^um brilhante sortimento dos mais
modern-se mais bonitos gnrguroes de seda,
para vestidos, tendo padroes miudinhos e
grfidos, com lindas listras matisadas, as-
sentadas as mais delicadas cores, como
sejam, verde, bismark, lyrio, izul, perola.
etc. ete., assim como ditos lisas de todas
l de carneiro, sendo muito grandes e as coras, grantind-se que ni actualidade
muito encorpados, que se vendem de 30 nao ha urna fazenda de mais gosto nem de
at 60000 cada um, em relaco s dfla-:maispbantasia do que esta,qof; se vende por
rentes qualidades, pechincha: a elles an- preco muito rasoavol. no estabelecimento
tes que se acabem. [h Fes Pereira da Silva.
ll-RUA DO QTJEINAD0--11
DE
AUGUSTO PORTO & C.
Receberam superiores vestidos de blond com manta e ..-apella para nuivas, que
vendem-se por precos mais mdicos do que em qualquer outra parte.
SAH1DAS DE BAILEde cachemira branca ede cores o que lia de mais lindo.
BASQU1NESde renda preta, o de gorguro preto, o que ha de mais
elegante, ,
CHAPEOS DE SOLpara senhoras delicadamente bordados. ^
BALESbrancos e de cores para senhoras e meninas, espartanos, saias bor-
dadas, e saias de la com barras de cor.
GORGUROde seda brancoe preto para vestidos, sedas de cores, monean-
tique branco, e grosdenaple branco, de cores e preto, princezas, bombazinas pretas,
alpacas de muitas cores, e lindos cortinados bordados.____________________
FARJNHA DE
MANDIOCA
Superior lanuda de mandioca recente-
mente chegada 'le Santa Calharina, vei
se a proco cmodo a bordo do brigue alb-
ullo Lino, fiindeadu defronde do trapicho
doExin. Sr. barSo do Livramento ; a tra-
tera bordo do memo, ou no escriptorio
de Joaquim Jos Goncalvs Bellro, arua
do Commercio n. 17._________________
FDICftO TkTBOWWAN
lina do B&'hiu n. 3f.
Machinas de vapor.
Rodas d'ago.
Moeoda*?? a/Ja.
Taixas de ferro, balidc fundido.
Rodas dentadas, paia moer com agoa,
vapor e anmaos.
Alambiques de ferro.
Formas para purgar assucar.
E outros muitos objectos, etc. etc., pro<
pi /os para agricultura.
Vende-se at 30 vacra du leitc, novilhos s
garrota?, todos crooulos, e fritos ao pasto estee
arrehaldes; sendo as vaccas paridas e por parir,
iletalhadas, oh por unto : em li.'h..'iibe; sitio dt
Sapucaia, a ver ali tudos os das das o paral lio
ras da tarde.
#$
NOVO EXPLENDIDO SORTIMENTO
Agua-florida de Guis
lain
Tintara mdelevel para fingir os cabellos,
sem manchar a pelle.
A bem conceiluada agua-florida de Guis-
lain que ento era des:onhecida em Per-
nambuco, j boje estimada e procurada
por seu efficaz resultado, e ainda mais se-
r, quando a noticia de seu bom effeito e a
experiencia tornar de todos conhecida.
A agua-florida de Guislain composta ni-
camente de vegetaes inoffensivos, tem a
propriedade extraordinaria de dar a cor pri-
mitiva aos cabellos, quaado estiverem bran-
cos, e Ibes restituir o brilho perdido, e as-
sim como preservar de embranquecer, sem
ser prejudicial de modo algum
E' porm necessario fazer conhecer, que
o bom resultado produzido pela agua-flori-
da, nao instantneo, como muitas pes-
soas tal vez supponham, mais sim ser pre-
ciso fazer uso d'ella, trez ou quatro vezes,
e logo se obter o fin desejado, como bem
provam testemunbos de pessoas insuspei-
las, e d'ento por diante, basta usa-la duas
vezes por mez, contando sempre com o bom
xito, podendo a experiencia ser feita em
Mitra qualquer cousa.
Assim pois esta agua-florida acha-se ven-
ia na bem conhecida loja d'Aguia Branca
ra do Queimado n. ,
A Aguia Branca, contando com a protec-
co de sua boa freguezia, tambem capricha
em nao lh'a desmerecer, procurando sem-
pre corresponder a idea favoravel com que
t honram, e em prova ao que fica dito, d
como exemplo ko explendido sortimento
que acaba de receber, ainda mesmo achan-
io-se bellamente provida do que de bom
e melhor se pode desejar nos gneros que
sao de sua competencia.
Haja vista aos necessarios livros de missa
e oracao, obras de apurado gosto e perfei-
;o, sendo: com capas de madreperola e
tqcantes quadros em alto relevo.
Ditos com ditas de marflm igualmente
bonitos.
Ditos com ditas de velludo, outros im
tando charo raachetado.
Ditos com ditas de marroquim com cruz
e guarnico, dourada ou prateada.
Coreas e tercos de cornalina.
Assim como.
Grande e bello sortimento de leques
todos de madreperola, madreperola e seda,
sndalo, sndalo e seda, osso, osso e seda,
e faia etc, etc. tendo nos de sndalo alguns
com 4 vistas, q outros japonezes enfeitados
de flores.
Bonitas voltas grandes de aljofares azues.
Voltas de cerrente de borracha.
Meias de seda para meninas e senhoras.
Ditas de fio e, Escocia aberlas, tambem
para meninas e senhoras.
Ditas muito finas d'algodo, alvas, e
cruas para menipas e senhoras.
Luvas de fio d'Escocia, torcal, e seda
para meninas e senhoras.
Meias de la para homens, mulheres e
meninos.
Gollinhas e punhos bordados obra de
muito gosto.
Entre-meios finos tapados e transparen-
tes com delicados bordados e proprios
para enfiar fita.
E OS PRODIGIOSOS
Anneis e collares Royer para creancas.
Bonitos cabases ou bolsinhas de pelica
e setim para meninas ou senhoras.
Lindas cestinhas bordadas a froco, e lisas.
Delicadas pxinhas devidro enfeitadas
com pedras, aljofares, etc.
Ditas de tartaruga para joias.
Bonitos albuns com msica.
Pinseis ou bunecas para poz de arroz.
Novos e delicados ramos de flores com
marrafes paja enfeitar coques.
Bello sortimento de trancas de palha.
Fitas largas para cintos.
Cintos de fitas largas com bonitas rama-
gens.
Brincos e alfinetes de madreperola.
Ditos esmaltados, obras novas e bonitas.
XAROPE PEITOHAL
DE
RABO DE TATII'
PLANTA DO BRASIL
expectorante c recommendado as
affecces do peilo, bronchite chronica, he-
moptise, e tosse chronica.
PREPARADO l'OR
JOAQITM DE ALMEIDA PINTO
f il A II M A C E V T I C O
Pernamfaito f"a '"'v" do Rosario n. 10.
T
a ra
Vendem Augusto F. de Oliveira
Commercio. n. 41
CAPSULAS MOLES
DE
ALCATRAO
Remedio por excedencia para cura rpi-
da e completa das coqueluches, bronchite:.
catarrhos, tosses convulsivas, escarros san-
guinos, e outras molestias do poito.
VE!*I1E-SjE
PHARMACIA i DROGARA
DE
Bartholonieu & C.
34RA LARGA DO ROSARIO34
NOVIDADE
NA
BOA-VISTA
ARARA
Declara os seus freguezes que aecebeu
diversas qualidades de fazendas que esto
expostas a venda pelo baratissimo preco,'
como vero deste aununcio. Ra da Im-
peratriz n. 72.
0 proprietario, Lourenco Pereira Gui-
mares.
CAITAS FRANCEZAS a 280 rs.
Vendem-se chitas francezas a 280, 32t,
360 e 400 rs. o covado. Ra da Impera-
triz loja da Arara n. 72.
MADAPOLO A 5,5(000.
Vendem-se pecas de madapolo de 24
jardas a U, U, 70, 85, 90 e 10.?, pecas
de algodo 4& $8 e 7^000.
CORTES DE CALCAS A 640 rs.
Vendem-se cortes de calca de castor e
brim para calca de homem a64i. e800rs.
brins de cores para roupas de meninos e
homens a 400 e 500 rs. o covado.
RISCACO FRANCEZ FINO. 300 rs.
Vende-se riscado francez para vestido
de senhora a 360 rs. o covado.
Cassa franceza a 30 e 360 rs. o covado.
ALPACAS DE CORES a8u0 rs. 0 COVADO
Vendem-se alpacas de cores para vesti-
do de senhora a 800 e 900 rs. o covado.
Laslnhag a S40 rs. o covado.
Vendem se lasinhas para, vestido de se-
nhora a 240, 280, 320 e 360 rs. o cova-
do.
Reupa ea de todas as quall-
des.
Vende-se roupa feita, calcas de casemira
paletos e colletes de todas as qualidades,
ludo por muito barato preco.
Cortes de barejes de la a
t.OO
Vendem-se cortes de barejes de la para
vestido de senhora a 255 0 e 35000. Ba-
iles de 30 arcos a 15500 ; tutos moder-
nos de cores e brancos, 55; chales de to-
das as qualidades; casemiras pretas e de
cores por barato preco; brins pardos e
brancos e de cores de linho finos tudo isto
por precos mui baratos, s com o fim de
vender para apurar dinheiro e d-ise amos-
tra das fazendas.
Recebeu novo sortimento de fazandas
para sen estabelecimento na ra da Impe-
ratriz n. 56, de Lourenco Pereira Mendes
Guimares.
Attencac.
Vendem-se Cortes de la transparentes
para vestido de senhora a 25500 e 35000.
Ra da Imperatriz, loja do Garibaldi n. 56
MADAPOLO BARATO A 55000. .
Vendem-se pecas de madapolo barato,
i 50, 65, 75, 85, 95 e 105, 80 na loja do
Garibaldi ra da Imperatriz n. 56.
RISCADOS MODERNOS PARA VESTIDOS
A 360 rs.
^Vendem-se finsimos riscados para ves-
tidos de senhora a 360 rs. o covado, chi-
tas finas escuras e claras, 360, 400, 440
rs. o covado Ra da Imperatriz n. 56.
LASINHAS PARA VESTIDOS, 210 rs.
Vendem-se lasinhas para vestido a 240,
280, 320 e 400 r6. o covado.
PECAS DE BRIM PARA LENCOES a 85.
Vendem-se p< ?as de brim harnburgo a
85, 95 e 105 ; pecas de bramantes de li-
nho a 25 a vara, dita de algodo a 15600
PECAS DE ALGODO A 45.
Vendem-se pecae de algodo de 20 jar-
das a 45. ditas de carne do vaca a 55 dito
superior qualidade 65 e 75 a peca.
CHITAS FRANCESAS-A 280 rs.
Vendem-se chitas francezas para vesti-
dos a 280, 320 e 360 rs. o covado, ganga
para calca a 320 rs. o covado, brim de cor
para calcas e paletot o roupa de menino
a 400 rs. o covado, balees de arcos a
15500, bales modernos decores c bran-
cos a 55, chapeos de sol de alpaca. 35500,
ditos de seda 105, e 125- Roupa feita de
todas as qualidades por muito barato preco
alpacas de. cor para vestidas de senhoras,
chales de todas as qualidades e outras mui-
tas fazendas.
Libras sterlinas
Vende Joaquim Jos Rninos, na ra da Cruz nu-
mero 8.
ISapatos de
para senhoras e rapazes a 1080 :
n. 45.
borracha
na ra Mreiat
ESCRAVOS HIBIBOS.
Escravo fgido.
Fugio no da 11 do c rrente mez as 8 5 [2
hora da noute o escravo_ Antonio, preto, do
naco, idade 48 anuos, pouco maisou me-
nos, estatura baixa, barbado com falla do
dentes na frente,quando anda parece que-
rer cochear de urna peina, levou urna
trboxa de roupa com calcas de algoda
azul, de listra e brim pardo, camisas d
lista azul e algodo riscado: quem o pegar
leve-o ao seu Sr. Jos Gomes Leal, na roa
da -Imperatriz, sobrado n. 15 ou na ra da
Cadeia escritorio n, 56 que ser gratificado.
ATTENCAO
Fuhio da casa do abaixo assignado o escravo
criouio, de nome Bernardo, com os signaes sc-
guintes : baixo, corpo regular, denles alvos, c
offleial de charuteiro, inlitula-se de forro e toen
fallante, suppoe-se andar na fivguczia de S. loa
(|uem oapprehender o leva-lo rua Direita n. : ,
2o andar, ser generosamente recompensado.
Agnello II. de Araujo Pernamlmro.
Batatas
a 111900 o (neo : na ra da Madre de D?os n. 7.
Gigos com fc libras, muito boas.
100;0I)0
Fugio do engcnhoPoc-., freguezia d'Agoa Pretr.,
na nuile de domingo 18 do corrente para ami-
nhecer a de segunda feira 19 do mesmo, o escravo
Benedicto que foi comprado no Recife ao Sr. An-
tonio Jos Vieira de Souza, no dia 7 de abril do
corrente mez. cujo escravo tem os signaes seguir-
les : crioulo.de 32 annos de idade,cf>r preta.altur.i
e corpo regulares, testa muito cantada, rosto u
pouco dcscarnado,narizalilado.poura barba,faltart'
dentes, ps e niaos bem feitas, levou chapeo Jo
chili jvelhoou bonel, boa camisa de madapolo
de pregas largas ou de algodo branco, e roapa
dentro do um sacco j veiho a qual deve ter a
marcaPoco : quem o pegar leve-o ao engenta*
cima a seu senhor ou na ra da Praia a C''
nuino Jo- da Bosa, que rceeber 100000 de
gralilicaeao; desconfiase ter ido para Porto Calvo,
donde era escravo de Francisco Nogueira Ca>u'.-
lo Branco, engenho Ulioga ou S. Jos da O i
Grande.
.COGNAC.
De superior qualidade da mui acredita-
da fabrica de Risquit Dubouch & C, em
cognac urna das que mais agurdente de
cognac, fornecem para o consummo do
Reino da Inglaterra.
Vende-se em casa de Tb. Just, ra do
commercie n. 32.
No dia 19 do corrate mez fugio do en-
gento Conceicao da freguezia da escada o
cabra Thomaz, idade de 25 a 30 annos, al-
tura e corpo regular, barba curta, natural
de Mamangnape da provincia da Parahiba:
presmese que elle tenha ido para o Re-
cife, ou villa de Mamangnape. Roga-se a
pessoa que o aprehenda de o entregar no
Recife a Domingos Alves Matheus, na ra
do Vigario n. 21, ou no engenho Conceicao
da Escada a seu senhor o Exm. RarSo de
Aracagi, que a recompnsala com genero-
sidade.
Escravo fgido
Fugio no dia 18 do orrenle mez, as 7 horas da
manhaa, o escravo de na^ao Angola, Manoel, ida-
de 50 annos, pouco mais u mwms, estatura regu-
lar, barbado, falla dum dente na fronte, and.i.
preguicoso, perna fina, levou cal^a de casemira
de cor, palclot de casemira de cor, canana de aiu-
lao e tem no rosto marcas visivefe de wigas,
foi comprado ha pomo lempo a Justino Car-
neiro de Almeida : roga-se a quem o ve-o a ra Direila n. 10, quo sergenerosa mente
gratificado. ^^^
Vende-s um se im em meio uso: na roaa d
Conocijao na Boa-|jta n. 17.
Fugio uo mez de Janeiro de 68, do sitio Bu-
raco, freguezia oe Iguarass, o escravo do nome
Cosme, idade de 28 annos, eor acibralaada, altura
regalar, exjuio do corpo, eabeea pequea. olho>;
sapiranga, sem barba, nariz, bocea c orvln s pe-
queas, tem urna cicatriz do lado osquerdo to
queixo, pescoco comorida, pernas finas, tem mal-
eas de pannos pelos hombros: r.ga-se a qua
anorebendor leva-lo r,,",:
lo cadeia desla eidade, que ser wooropens-



Diario de Pernambuco Terrea feira 1 de Junho de 1869.

ASSEMBLil GERAL
CAMAKADOS SRS. DEPILADOS
SESSAO E.\f 13 DE MAIO.
PRKSIDE.NCIA DO Sil. VISCONDE DE
CAMAHAGIUL.
\n meio dia feiti a chimada, verifleou-se
haver numero saflii-nte. abre-sea sessSo
sondo da o approva.la a acta da anterior.
O Sr. Io Stcamitio, dconu d) seguate
KXl'KDIKNTi:.
Tres o!li ios do uaislerio do imperio,
enviando s$ copias d >s decretos polos quaes
S. M. o Imperador houve por bem conce-
der varias pensos. A' commissao de pen-
. s5es e ordenadas
uiro do mesmo minsterio, commiinican-
do que se expedir aviso presidencia da
provincia do Piauhy, acerca da requisico
desta cmara sobre varias actas das eleices
primarias e secundarias a que ltimamente
so proceden na mesma provincia.A* quem
fez a requisirao.
Tresds Sis. ministros do imperio, jus-
tica e agricultura commercio e obras pu-
blicas, pedindo da e hora para aprsenla-
renos rotatorios de suas reparticoes.
Mirca-se para o primeiro o dia de boje,
meia hora depois. do meio-dia ; para o se-
gundo o mesmo dia, urna hora, e para o
terceiro o dia 17, tambera urna hora da
tarde.
Outro do sonado, participando que pro-
eedendo-se no mesmo senado noraeaeo
da mesa que t^m de servir na presente ses-
sao, sahiram eleilos : presidente, o Sr. vis-
conde de Abaet ; vice-presidente, 'o Sr.
baro das Tres-Barras ; Io secretario, o Sr.
Frederico de Almeida e Albuquerque ; 2o,
3" e 4" os Sr. Jos Martins da Cruz Jobim.
Joao Pedro Dias Vieira e Thomaz Pompeu
de Souza Brasil ; e supplentes, os Srs. ba-
ro do Rio Grande e Antonio Mareellino
Nunes Goncalves. Inteirada.
Quatro do mesmo senado, participando
que por olBcios dos ministerios do impe-
rio, da guerra e da justica Ihe constara
que S. M. o Imperador consente as se-
guimos resolucoos, que autorisam o go-
verno :
1" a mandar admittir a exame de obste-
tricia, na faculdade de medicina" da corte
Marganda Falconct; 2a a mandar passar
carta de naturalisacao de cidadao brasileiro
ao subdito porlugu z padre Albino de Brito
Arraes e outros estrangeiros ; 3* a conce-
der ao cirurgio-mr de brigada em com-
missao, Dr. Manoel Adriano da Silva Pon-
tos, oa anno de licenca com todos os seus
vencimentos para tratar do sua saude ;
I* a conceder ao desembargado!* da relaco
ib Maranlij, Jos Nicolao Rigueira Costa,
igual tempo de licenca com metade dos
respectivos vencimentos para idntico flm.
Inteirada.
Outro do Sr. deputado Manoel Sobral
Pinto, participando nao poder comparecer
s sesses desta cmara por achar-se doen-
tc.Inteirada.
Uro requerimento de Vicente Xavier de
Carvalho, oflicial-maior da secretaria desla
amara, pedindo dispensa de servicocom
seos vencimentos. A'commissSo de po-
lica.
Outro de Lucio da Cunha Pauvolide e
Menczes, pedindo para fazer exame do 2o
anno medico da faculdade desta corte, cujas
totea frequenta como ouvinte, devendo an-
inostrar-se habilitado no Io anno.A'
mmi&sio de instruccao publica.
Outro do Romualdo Martins Alves, pe-
lo permisso para prestar o exame do
2? atino medico da faculdade da Bahia,. de-
pois de prestar o do Io anno. A' me'sma
commissao.
Outn) do Dr. Jlo Jos Ferreira de
Bar, lente cathedratico da faculdade de
direito do Recife, pedindo um anno de li-
cenca com todos os seus vencimentos para
tratar de sua saude dentro ou fra do Im-
perio.A' commissao de penses e orde-
nados.
Outro da commissao administrativa do
hospital de caridade da Senhora da Con-
ceico da cidade do Araeaj, da provincia
de Sergipe, pedindo duas loteras extra-
das nesta corte.A" commissao de fazonda.
Acham-se sobre a mesa, e sao remettidos
3a commissao de poderes os diplomas
dos Srs. Antonio Candido*da Cruz Machado
e Joaqnim Pedro de Mello.
O Sr. Jos Calmon pede dispensa do l-
ea r de V secretario, para que foi eleito.
Consultada a casa, nega a dispensa pedida.
Achando-se na sala immediala os Srs. mi-
nistros do imperio e da justica, sao succes-
sivamente introduzidos com as formalidades
do estyl. collocando-se esquerda do Sr.
presidente e ahi procedem leitura dos
relatnos de suas reparticoes, os quaes s5o
remettidos s respectivas commisses.
ORDEM DO DIA.
Procede-se successivamente votacSo dos
pareceres sobre as eleicoes das provincias
do Piauhy e de Matto-Grosso, e sao ambas
approvadas.
O Sr. Presiden declara deputados pela
primeira destas provincias os Srs. Antonio
Coelho Rodrigues, Aureliano Ferreira de
Carvalho e Antonio Francisco de Salles; e
pela segunda os Srs. Jos Mara da Silva
Prannos Jnior e Ernesto Camillo Barreto.
Achando-se na sala immediata os mesmos
senhores, e mais os Srs. conde de Bae-
pendy, Joo Pinto Moreira, Antonio Candi-
do da Cruz Machado e Antonio Jos Henri-
qnes, sao introduzidos com as formalidades
do estylo, prestam juramento o tomam as-
sento.
Procedeu-se votaco dos pareceres
sobre a eleicoes de varas parochias das
provincias do Paran e do 2o 3 e 4o dis-
tritos da do Rio de Janeiro, e sao appro-
vados. ^^*
Annunciando-se a ebegada do Sr. mi-
nistro da fazenda, introduzdo comas for-
malidades do estylo, toma assen. direita
do Sr. jjresidenle, e ahi procele leitura
das seguintes propostas :
Augustos e dgnissimos Srs. represen-
tantes da naci. Dando cumprimento ao
art. 13 da lei de 31 deoulubro de 1835,
Tenho apresentar-vos a proposta da lei de
remenlo para o exercicio de 1870 a
1871.
CAPITULO 1.
Despeza gcral.
Art. I. A despeza geral do imperio para
o exercicio.. 3e 1870 a. 1871 finada na
oaatiade........... 83,435:46 40304
negocios do imperio autorisado
a despender com os objectos designados
nos seguiutes paragraphos a quantia de
.............'....... 5,004:4120654
A saber:
1. Dotacaode S. M. o
imperador.........
2. Dita de S. M. a im-
peratriz......:-----
3. Dita da princeza a
Sra. D. Izabel......
I. Dita da princeza a
Sra. D. Leopoldina ..
5. Dita da princeza a
Sra. D. Januaria e alu-
guel de casa........
6. Dita de S. M. a im-
peratriz do Brasil, viu-
va, duqueza de Bra-
ganca .............
7. Alimentos de S. A.
o principe D. Pedro..
8. Dit03 de S. A. o
principe D. Augusto..
9. Ditos do principe o
Sr. D. Luiz .,......
10. Ditos do principe o
Sr. D. Felippe......
11. Mestres da familia
imperial..........,
12. Gabinete imperial..
13. Cmara dos senado-
res ...............
14. Dita dos deputados.
15. Ajuda de custas de
vinda e volta dos de-
putados ...........
10 Conselho de estado.
17. Secretaria de estado
18. Presidencias de pro-
vincias ............
19. Cu'to publico.....
20. Seminarios episco-
paes..............
21. Faculdades de di-
reitos .............
22. Ditas de medicina ..
23. Instruccao primaria
e secundaria do muni-
cipio da corte......
24. Academia das Bellas-
Artes.............
25. Instituto dos meni-
nos cgos ..........
26. Dito dos mudos-sur-
dos...............
27. Estabelecimento das
educandas do Para...
28. Archivo publico ...
29. Bibholheca publica.
30. Instituto Histrico
Brasileiro..........
31. Imperial academia
de medicina........"
32. Lyco de artes e of-
ficios.............
33. Hygiene publica...
34. Instituto vaccinieo.
35. Inspecco de saude
dos portos.........
36. Lazaretos........
37. Hospital dos lazaros.
38. Soccorros pblicos
e melhoramento do es-
tado sanitario.......
39. Obras especiaes do
ministerio do imperio.
40. Eventuaes ........
800:000
96:0 00000
150:0000000
150:000
102:0000000
50:0000000
6:0000000
6:0000000
12:0000000
6:0000000
7:4000000
2:0714428
278:5500000
397:2005000
54:2500000
48:OOO_O00
156:8600000
235:2100000
1,112:09909.00
115:000000
170:0000000
202:7450000
387:6800000
37:5600000
46:7800240
33:7120800
2:0000000
15:9200000
12:6000000
.7:0000000
2:0000000
3:0000000
13:7600001)
14:0800000
23:2000000
7:0000000
2:0000000
120:0000000
113:7320786
15:0000000
11. Companhiad'nvai;
12. A-senaes..........
13. Capitana de partos.
14. Forcjwiaval.........
15. Navios desarmados..
Hospitaes.........
17. Phares..........
18. Escola de mariulia e
outros estabelecimentos
scientificos..........
19. Reformados.......
20. Obras............
21. Despezas extraordina-
rias e reservadas-----
Art. 6." O ministro e secr lario de es-
tado dos negocios da guerra autorizado
para despenaar com os objectos designados
nos seguintes paragraphos a guantia de
................ :H)3848
Art. 3. O ministro e secretario de es-
do dos negocios da justica autorisado
para despender com os objectos designa-
Jos nos seguintes paragraphos a quantia
de................... 3,316:0690619
A saber:
1. Secretara de estado
2. Tribunal supremo de
justica..............
3. Relaces.........
4. Tribunaes de com-
mercio ............
tf. Justicas de ll instan-
ca ...............'
6. Despeza secreta da
polica.............
7. Pessoal e material da
polica............
8. Guarda nacional...
9. ConduccSo, sr-atento
e curativo de presos.
10. Eventuaes........
11. Corpo militar de po-
lica...............
12. Guarda urbana-----
13. Casa de correceo da
corte..............
14. Obras...........
153:0900000
105:7000000
304:0260607
47:2000000
1,058:3400000
100:0000000
402:5510000
157:6210500
101:8740000
2:0000000
373:5850702
359:1400750
100:0000000
50:9400000
Art. 4. O ministro e secretario de es-
tado dos negocios estrangeiros autorisa-
do para despender com os objectos desig-
nados nos seguintes paragraphos a quantia
de.................... 843:6860606
A saber:
1. Secretaria de estado,
moeda do paiz...... 439:7450000
2. Legaces e consula-
dos, ao cambio de 27
d. sis. por 10000.... 461:0750000
3. Empregados em dis-
ponibidade, moeda do
paiz............... 9;8660666
4. Ajudas de custo, ao
cambio de.27 d. sts.
por .10000......... 60:0000000
5. Extraordinarias no
exterior, dem...... 100:0000000
6. Ditas no interior,
moeda do paiz...... 25:0000000
7. Commisses de limi-
tes e de liquidaeo de
reclamacoea........ 48:0000000
Art. 5., O ministro e secretario de esta-
do dos negocios da marinha autorisado
para despender com os objectos designa-
dos nos seguintes paragraptys a quantia
de................... 8,839:4500323
a qnal rer destribuida pelos sete diversos
aainisterios, na forma especificada nos arti-
fos seguintes:
Art, 2. O ministro e secretario de es-
A saber :
1. Secretariado estado.
2. Conselho naval.....
*3. Quarte lgeneral de
marinha ...........
4. Conselho supremo mi-
litar ...............
5. Contadoria........
6. Intendencias, acces-
sorios e conselhos de
compras............
g7. Auditoriaeexecutaria
8. Corpo da armada e
classes annexas.....
9. Batalhao naval.....
10. Corpo de imperiaes
marinheiros.........
111:8500000
38:0000000
14:9720199
10:9320000
110:0000000
100:651^800
3:4304000
561:4280000
199:3880320
1.232:8*40256
10:887 Vi I T
:iV.l:i\ I
:917077O
:'.)!)}
37:773 0000
180:0670000
121:5490625
ISll
1482I0444
603:1130750
280:0000000
A saber:
1. Secretaria de estado
e reparticoes annexas
2. Conselho supremo
militar e de justica e
auditores."........
3. Pagadura das tropas
da cflrte.......
4. Archivo militar o olfi-
cina lithographiea-----
3. Instruccao militar ..
6. Arsenaes de guerra
c armazem de artigos
bellicos e laboratorios.
7. Corpo de saude o hos-
pitaes.............
8. Exercito.........
9. Commisses milita-
res..............
10. Classes inactiva...
H. Ajudas de custo..
\. Fabricas.........
13. Presidios e colonias
militares..........
14. Obra militares-----
13. Dspezas eventuaes
209:281I000
40:2070000
33:0800000
25:9760000
318::90OOO
1,800:8000280
727:8!)>103
7,823:419 0300
80:0000000
1,510:107 SlJS
100:000 .vi.i.1
20l:000>000
230:0000000
860-0000000
400:0000000
ArL 7." O ministro e secretario de es-
tado dos negocios da fazenda autorisado
para despender com os objectos designados
nos seguintes paragraphos a quantia de
................... 39,I74:89SM)S4
5.

12:0000000
10:0000000
63:2130000
532:9390820
1,5I7:435>I00
2,000:000>000
550:0000000
898:041 SIDO
900:1200000
371:4400000
893:2000000
80:0000000
12,213:1040000
A saber:
1. Juros e amortsac2o
da divida externa fun-
dada .............. 8,056:560*998
2. Ditos da dita interna
fundada, incluidos os
d9 emprestimo de -.
"30,000:0000000.....
3. Ditos da dita ins-
cripta, antes da emis
sao das respectivas apo-
liccs, e pagamento era
dinheiro das quantia
da mesma divida me-
nores de 4000, na
forma do art. 95 da
lei de 24 de outubro
de 1832...........
i. Caixa dasmortzaro
filial da Bahia, e em-
pregados da substi-
luicao e resgate do
papel moeda.-----------
3. Pensionistas e apo-
sentados .........____ 1,805:4700482
6. Empregados de re-
particoes extinctas ...
7. Thesouro nacional 6
thesourarias de fazen-
da.............____
8 Juizo dos feitos da
fazenda.............
9. Estacoes de arreca-
dai;ao..........____
10. Casa da moeda o of-
cina de estampara e
impresso do thesouro
nacional.............
11. Adminislraco do
propnos nacionaes e
de terrenos diamanti-
nos........-----------
12- Typographia nacional
e iario Oficial.....
13. Ajudas de custo-----
14. Gralificacoes por ser-
vicos temporarios e ex-
traordinarios......'..
15- Ditas por trabamos-
fras das horas do ex-
pediente ............
16- Despejas eventuaes
sendo 40:0000 para di-
versos, e 5,129:6600009
especialmente para di-
Iforenca de cambio......
17. Premios de leiras,
descont de bilhees da
alfandega, etc., sendo
200:0000 para descon-
tos, commisses, corre-
tagens, seguros, juros
recprocos e agio de
moedas e metaes, e
3,3*6.440*272 para ju-
ros dos hilheies do
thesouro............ 3,526:4400272
18. Juros do emprestimo
do cofre dos orphaos.. 400.0000000
19. Obras............. 1,400:0000000
20. Exercicios (indos ... 500.0000000
21. Adantaraento da ga-
ranta de 2 |0 provin-
ciaos estrada de ferro
do -"ernambuco...... 213:3330334-
22. Dito da Bahia..... 320:0000000
23. Dito de S. Paulo .. 471:1170000
2i. Reposicoes e resti-
tuicoes.............. 0
25. Pagara nto de em-
prestimo do cofre dos
orphos............. 4
26. Dito do bens de'dc-
funtos e ausentes..... 0
27. Dito de d psitos de
qualqu r origem...... 0
Art. 8. O ministro e secretario de es-
tado dos negocia* da agricultura, commer-
cio e obras publicas autorisado para des-
pender com os objectos designados nos
seguintes paragraphos a quantia de......
.. ................ 11,930:8390110
Eventuaes.........
t. Jurdim botnico da
Laga de Rodrigo de
Freitas.............
7. Dito idem doPasscio
Publico............
8. Corpo de bomberos
0. Illomiuac) publica.
10. Garanta de juros s
estradas de ferro-----
11. Estrada de ferro de D.
Pedro II...........
12. Obras publicas ge-
raes e auxilio s pro-
vinciacs............
13. Inspecco geral das
obras publicas do mu-
nicipio.............
14. Esgoto da cidade...
13. Telographos.......
16. Trras pilHieas c co-
lonisacjlo...........
17. Catecheso e civlisa-
Cao dos indios......
18. Subvenco scompa-
nhias de navegaco a
vapor....... ...... 3,022:0000000
19. Corrcio geral...... 818:5300000
20. Instituto commercial. 17:0000000
21. Museu nacional.... 18:9000000
CW.ITILO II.
Riceita geral.
Art. 9." A receita geral do Imperio or-
eada na quantia de.... 73,030:000,0000
Art. 10. Esta receita ser eiectuada com
o producto- da renda geral arrecadada den-
tro do exercicio da presente lei, sob
tulos abaixy designados:
Ordinaria.
1. Direitos de importa-
Co para consumo.-
2. Ditos de baWeai.'o e
reexpoitaro.,...-----
3. Ditos idem para :t
Costa d'Afnca........
4. Espediente do* gene-
ros estrangeiros nave-
gados por cabotagem,
livres dos direitos de
consumo, e dos que-fo-
rera arremaatdos pura
consumo, elevado ao
dobro.............. 750:0000000
5. Dito dos gneros do
paiz..... ......... 117:0000000
6. Dito dos ditos livres,
elevado ao dobro.... 200:0000000
7. Armazeoagera...... 238:0000000
8. Premios de assigna-
Oos........... ... 40:0000000
9. Ancoragem........ 28-O0O0O0
10. Imposto da doca... 94:O00-v,)DO
11. Direitos de 13 %de
exportaco do pao bra-
sil...."............ 10:0000000
12. Ditos de 5 0/ eleva-
dos a 9............ 15,073:0000000
osti-
17,100:0000000
ri:500>000
3000000
e^)roissoes........
50. Dito do do consumo
da agurdente.......
51. Ditodo gado de con-
sumo..............
52. Dito de 20 % das
loteras............ 1,038:4800000
53. Dito dlo % do pre-
mio das mesmas
54. Dito sobre datas mi-
neraes.............
55. Taxa dos escravos..
36. Vendas de trras pu-
blicas .............
57. Concesso de penas
d'agua.............
58. "Dizimos..........
59. Armazenagem de a-
guardente...........
60. Cobrancas da divida
activa.............
Extraordinaria
61. Contribuiro para o
monte po..........
62. Indemnisaces.....
6J. Juros de capitaes na-
cionaes ............
i*4. Producto de loteras
para fazer face s des-
pezas da casa de corre?
Cao e do melhoramento
sanitario do imperio..
65. Dito de 1 % das lo-
tera na forma do de-
creto n. 2.936 de 16
de Junho de 1862...
00. Venda de gneros e
propnos nacionaes...
67. Receitaeventual.com-
prehendidas as multas
por nfraiTo de lei ou
regularaento........ 1,231:32O0OOO
I, 92:001'
187:0000000
165:0000000
343:6000000
2000000
550:0000000
20:0000000
53:0000000
11:0000000
36:0000000
406:0000000
8000000
437:0000000
163:0000000
55: 000000
43:2000000
114-0000000
73,056:0000000
100:0000000
58.90000000
15:4930537
1,107:710 0410
73:751 ;$00O
3,256:7690163
150:2800000
54:3000000
170:0000000
35:0000000
. 25:0000000
50:000-S000
3,169:080.0069
A saber.
J. Secretaria de es-
tado...............
2. Sociedade Auxilia-
dora da Industria. Na-
cional..............
3. Acquisicao de sean-
tes, plantas e outros ob-
jectos agrcolas.....
4 Auxilio ao Dr. ar-
tins...............
13. Ditos de 2 '
14. Ditos de 1 *!*0/Oo
ouro em barra......
15. Ditos de 1 /0 dos
diamantes..........
16. Expediente das capa
tizias..............
17 Juros das aeces das
estradas de ferro da
Babia e de Pernambuco
18. Renda do correio ge-
ral................
19. Dita da estrada de
ferro de D. Pedro II.
20. Dita da casa de moeda
21. Dita da senhoriagem
da prata............
22. Dita da lithographia
militar.............
23. Dita da typographia
nacional......,.....
24. Dita do Diario Ofi-
cial...............
25. Dita da casa de cor-
reccao.............
26. Dita do instituto dos
meninos cegos......
27.-Dita do instituto dos
surdos e mudos.....
28. Dita da fabrica de *
plvora............
29. Dita da de ferro de
Ypanema...........
30. Dita dos telegraphos
elctricos...........
31. Dita dos arsenaes..
32. Dita de proprios na-
cionaes.............
33. Dita de terrenos dia-
mantinos ...........
34. Dita do imperial col-
legio de Pedro II
33. Foros de terrenos e
de marrabas, excepto
as do municipio da
crt-s e producto da
. venda de posses ou do-
minios uteis da que I les
terrenos de marrabas.
cujo aforamento for
pretendido por mais
de um individuo a quem
a lei nao mandar dar
preferencia, ou nao
sendo .esta requerida
em tempo, os quaes
sero postos em hasta
publica para serem ce-
didos a quem mais der
36. Laudemios?no com-
prehendidos os prove-
nientes das vendas de
terrenos de marinha da
corte..............
37. Decima urbana ...y-
38. Dita idem de urna
legua alm da demar-
caco ..............
40:0000000
5:5000000
32:5000000
166:0000000
89:00000000
493:0000000
2,500:0000000
21:0000000
102:0000000
5000000
107:0000000
8:0000000
90:0000000
1:6000000
1:5000000
2:6000000
9000000
16:0000000
71:0000000
62:0000000'
70:0000000
68:0000000
10:5000000
12:5000000
1,620:0000000
40:0000000
130:0000000
50:0000000
79:0000000
170-O000O
6.0000000
39. Dita addicional das
corporales de mo
morta.............
40. Direito novos e ve-
Ihos e de chancellara.
41. Dizima de chancel-
lara ..............
42. Matriculas das facul-
dades d direito e de
medima........... 143:0000000
43. Sello do papel fixo e
proporcional........ 2,816:0000000
44. Premios de depsitos
pblicos...........
45. 'Emolumentos-----.
46. Imposto de transmis-
sio de propriedade ..
47. Dito pessoal.;___
48. DUo sobro venci-
mentos
Depsitos
1. Emprestimo dos co-
fres dos orphos .... 1,735:0000000
2. Bens de defuntos e au-
sentes ............. 206:0000000
3. Ditos do evento ... 9.0000000
4. Premios de loteras. 56:0000000
5. Depsitos de diversas
origens............ 2,805:0000000
4,811 :OOO0OOO
10:000*000; <49^Bto sobre industrias
" 18:0000000
230:00^H
2,779:i
500
440:0000*1
Art. 11. O governo fica autorisado para
emittir bilhelhes da thesouro at somma
de 8,000:0000 como anticipaco do receita
no exercicio desta lei.
Art. 12. O dficit roconhecido nesta lei
ser i recnchido... (Pertence a iniciativa
cmara dos Srs. deputados).
capitti.o in
Disposicdcs ge'raes
Art. 13. Ficam era vigor todas as disposi-
coes da lei do orcamento antecedente, que
noversarein particularmente sobre a fixa-
co da recoda e despeza, e nao tiverem
sido expressamente revogadas.
Art. 14. Fico revogados as disposices
em contrario.
Rio de Janeiro, 8 de mao de 1869.
Tabella exigida pelo art. 12 1 da lei n.
1,177 de 9 de setembro . doas verbas do orcamento para es guaes
o govrrno pude /<** facttldade de abrir
crditos suppkvientares.
Ministerio do imperio
Soccorros pblicos.
Ministerio da justica
Justicas de Ia instancia.
Ajudas de custo.
Condcelo e sustento dos presos.
Ministerio de estrangeiros
Extraordinarias no exterior.
Ditas no interior.
Ajudas de custo.
Ministerio da marinha.
Forca naval: pelas comedorias e gratfi-
cacoes concedidas a othciaes e mais praras
em portos estrangeiros; maiorias dobradas
aos ofiiciaes que servem no Amazonas e
Matto-Grosso, sustento, tratamento e curati-
vo das guarnieses de navios da armada, e
pelos casos fortuitos de avarias, naufragios,
alijamento de objectos aomar, etc.
Despezas extraordinarias o eventuaes:
por differencas de cambio e commisses de
saque, premios de engajamento de artistas,
engajamento e recrutamento de pracas e
menores, tratamento depracas em portos
estrangeiros e em provincias, onde nao ha
hospitaes ou enfermaras, e preco de
fretes.
Ministerio da guerra
Arsenaes o iabaratorios: pelos jornaes
dos operarios.
Corpo de saude e hospitaes; pelos me-
dicamentos, dietas e utensilios.
Exercito: pelas etapas, forragens, e pre-
mio de voluntarios e engajados.
Classes inactivas: pelas etapas das pra -
Cas invalidas.
Fabricas: pelos jornaes dos operarios,
materia prima para as oficinas, dietas, me-
dicamentos e utensilios.
Presidiosecolonias militares; pelas die-
tas, medicamentos e utensilios, e etapas
diarias a colonos.
Ajudas de custo: pelas que se abonarem
aos olciaes que viajam em commissao de
servco.
Diversas despezas eeventaes: pelo trans-
porto de tropa.
Ministerio da fazenda.
Juros da divida externa: pelas despezas
que accresserem em consequenca de al-
gum novo emprestimo competentemente au-
torisado.
Juros da divida interna fundada: pela
importancia que exceder decretada, pro-
veniente de nova emissao de apolices da di-
vida puW ca.
Juros da divida inscripta antes da emis-
sao das respectivas apolices, etc: pelos que
forem reclamados alm do algarismo or-
eado.
Caxa da amortizaco: pelo feitio e assig-
natura de notas.
Juizo dos feitos da fazenda : pelo que
faltar para pagamento de porcentagens da
divida arrecadada.
Estacoes de arrecadaejo: pelo excesso da
desi>eza sobre o crdito concedido para
porcentagens dos empregados.
Despezas eventuaes: pela somma que se
fizer necessara afim de realizarle a remes-
sa de fundos para o estrangeiro.
Premios de letras, etc: pela importancia
que for necessaria alm da consignada
para os servigos que correm por esta
Mrtoa.
fJufos do emprestimo do cofre dos or-
los : pelos que forem reclamados se a
a importancia exceder a do crdito vo-
tado.
Ministerio da agricultura, commercio e
obras publicas
IlluminacSopublica.
Garanta de juros s estradas [de ferro,
conforme os contratos: pelo que exceder ao
decretado.
Correio geral.
Rio de Janeiro, 8 de maio de 1869.
Visconde de Itaborahij.
* Augustos e dgnissimos Srs. represen-
tantes da naco.De ordem de S. M. o
Imperador, e em execucao do art. 13 da lei
n. 1,177 de 9 de setembro de 1862, venho
submetter vossa approvaco a proposta
seguinte:
A necessdado dos augmentos a que
ella se refere demonstrada as tabellas e
documentos juntos.
Proposta
* Art. I. Ficam approvados os decretos
ns. 4,262 de 19 de outubro, 4,286, 4,300,
4,304, 4,310 e 4,313 de 10, 18, 23 e 31
de dezembro de 1868, que, de cenformida-
de com os arts, 13 da lei n. 1,177 de 9 de
setembro de 1862 e 4a da le 1,507 de 26
de sdembro de 1867, transportaran! de
urnas para outras yerbas dos arts. 3o, 4o,
5o, V e 8o da referida lei n. 1,307 para o
exercicio de 1867 a 1868 a quantia de-----
1,376:9590841, como consta da tebel-
la A.
Art. 2r Fca tambem approvado o
deireto n. 4,359 de 25 de abril deste anno,
que na conformidade dos arts. 13 da lei n.
1,177 e 40 da le n. 1,507, cima citados,
transportou da verba do 7 para a do %
4o do art. 4o da le ltimamente referida a
quantia de 23:9000000 como se v da ta-
bella B.
Art. 3.4 Alem das despezas votadas na
mencionada lei n. 1,307 de 26 de setem-
bro de 1867 para o mesmo exercicio de
1867 a 1868, aberto ao governo um cr-
dito supplementar o extraordinario da
quantia de 14,382:8920766 a qual ser
distribuida pelos differentes ministerios e
rubricas indicadas na tabella C.
Art. 4. E tambem aberto ao governo
alm dos crditos votados na mencionada
len. L507 de 26 de setembro de 1867
para o exercicio de 1868 a 1869, uro ere-
dito supplementar e extraordinario de.-
73,47.9:464>0't7, o qual ser distribuido
pelos ministerios e verbas designados na
tabella D.
Art. 5. Para fazer face as despezas
provenientes destes angmentos sao appro-
vadas as operagoes de crdito realisadas
pelo governo nos dous referidos exer-
cicios.
Art. 6." igualmente approvado o de-
creto n. 4,232 de 5 de agosto de 1868, que
autorizou a emissao do 40,000:0000 de pa-
pel moeda.
Art. 7." Ficam revogadas as disposi-
ces em contrario.
Palacio do Rio de Janeiro, em 8 de
maio de 1869.Visconde de Itaboraky.
TABELLA A
Dos crditos transportados pelos decreto
ns. 4,262, 4,286, 4.300, 4J04, 4,310
* e 4,313 de 19 de outubro, 10, 18, 23 e
31 de dezembro de 1868 de timas para
outras verbas, no exercicio de \867 a
1868.
Lei n. 107 de 26 de setembro de 1867
Ministerio da justica.
% i." Secre-
tara de *
estado. . 2:2420594
-1." Despe-
za secreta
da polica 4:5920745
8. Pessoal
e tnaterial
da polica 11:4290692
12. Corpo
militar de
polica. . 129:0210554
14. Casa
d corrtc-
C o da
corte. . 1:6390622
i/.o.n-*^iT
Minsterio de estrangeiros.
1." Secre-
taria de
estado. . 3:1180230
5. E x-
traordna-
nas no ex-
rior. . 55:0000000
ko.i loaa-m
Ministerio da marinha.
9. Bata- |
lhao naval 171:0950201
15. Navios
des ar ma-
dos. . 16:8250514
16. Hospi-
taes . 147:3170680
19. Refor-
mados. . 24:2280481
--------------- 359:4660870
fCtmtinuar-se-ha)
POUC DE TXJDO.
A SEDA.Nos tempos de Esechiel, seis-
centos annos antes da nossa hera, a seda
s' entrava nos adornos dos judeus.
Os vestidos de seda appareceram pela
primeira vez em Roma no reinado de Ce-
zar, istp, quarenta e seis annos antes de
Jesu-Christo.
Durante o reinado de Aureliano, vendiam-
se a peso de ouro, e o vencedor de Ceno-
bia recusou um trajo de seda imperatnz.
em consequenca do seu elevado preco.
Hoje pouca gente haver que nao tenha
um trajo igual quelle que foi recusado
imperatriz romana.
Qualquer marido a bem de sua tranquili-
dade domestica, tem de ser mais generoso
da que o vencedor de Conobia.
VICTIMAS DA EMBRIAGUEZ.Um tra-
badlo estatistico recentemento publicado d
curiosos pormenores sobre as vctinMS da
embriaguez era differentes paizes civiliza-
dos.
Na Inglaterra osexcessos de bebidas ma-
tam cada anno, termo medio, 50,000 pes-
soas, das quaq^2,000 muraeres.
Segue-se 4flt*s a Atlemanha. All as
victimas daiwRriaguez s3o 40,000 por
anno.
Na Russia raorrem em resultado'do vio
da embriaguez 10,000 pessoas: na Blgica
4,000; na Franca 1,500.
A nagao que excede todas as outras no
abuso das bebidas alcootioas a America
ingle za.
Shgundo a estatistica citada, morreram
nos Estados-Upido9, no espago de oitn an-
nos, 500.000 passjas, victimas do vicio da
em briagiez._________________________
TWf. IWJWUUtMtAft84

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