Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:11844


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Full Text
I
< -
ANNO XLV. NUMERO Ii2.
L A CAPITAL E LUGARES ONDE
Pac tres Mes atontados.
V jr seis ditos idaai. .
fu
Pdt um annr idem.
Cada numero avulso
CUARTA FEIBA 18 DE MAJO DE I
PARA DENTRO FORA DA PRUffiTCIA.
'Portresmezesadiantliftjr /~ v. .,.....'
Por seis ditos iden^.--^.;. -.'.'?
jw uro anno. .i?T>/......
Propriedade de Manoel Kgruelra de Faria Se Filhos.
i 63750
' 13*500
20 W



SAO ACSEOTBS
5rs. Gerardo Antonio Alves ""lape; Antonio Alejandrino de Lima, na Parahyba; Antonio Jse Gomes, na Vflla da Penba; Be'larmino dos Santos BalcSo, em Santo Antao; Domaos- Jo's d Bra
em Nazareth; Francmo Tavares da Casta, em Aiagas; Dr. Jos Martins Alvas, -na Bahia; e*we Ribeiro Gsrferinho, no Rio de Janeiro.
$
Hu ahb *rinu, no rara; boncaives & Pinto, no Maranhffo; Joaquim Jos de Oliveira, no Cear; Antonio de Lemos Braja, jw Aracatr: Joo Mara Julio Chave* no A Ann Marmi ,w en,., m- .
Guanas Pancada, em Mamangaape; Antonio Alejandrino do Lima, na Parahyba; Antonio Jos Gomes, na Villa da Pei^&la^ Alrto *****
PAITE 0FF1CIAL
overa* da provincia.
Wn A VtCB-MUtSIDKKr.lA DO DA 13 DE
MAIO UE 1869.
Agostluho Jos da Silva, Joaquim Francisco
linaria e outios nais Informe o Sr. conselheiro
(tresMente da relajo, a quem se remelter copia
do aviaoe H de abril nimo.
Antonia Di:is dos Santos.Entregne-sc passan-
do o supplicanterefibo e Picando copia .na secreta-
ria.
Abafxo asignado moradores na povoaco de
Oeheribe. -Informe n Sr. engenheiro chefe da re-
partieo das obras publicas.
Hefaeht i C rastantino de Paula Monteiro. In-
forme o Sr. hispe :tor da thesouraria provincial.
Franciscojs Vieira.Informe o Sr. Dr. chefe
de polica.
Joaquim Jos de Campos da Costa de Medeiros
Albuiucrque.Conceda-se sem vencimentos.
Joao Goncalves de Souza.Entregue-se passando
o supplieante recibo e tlcando copia na secreta-
ria.
leronym > Tiientonio da Silva Loureiro. Conec-
da-sc a licmca requerida sem vencimenios.
Jos Miii-i da Foncecv Informe o Sr. coro-
nel .iiiiiiu luante superior da guarda nacional de
OlinJa o Iguarass.
Joai|nini Francisco da Paz. Expeea-se ordem.
Justina Marta daConreico.Indeferido.
LnH Lopes Castalio Rrarico. Na secretaria do
governo nao icoa copia da lista de que trata o
supplicanir.
Maliia* Beserra de Barros.Informe a cmara
municipal da villa da E-cada.
Mara anglica da Assumpcao. Seja posto em
lihcrdade.
Manoel di, (Jarmo do NascimentoIndeferido.
llutina Bella do Amor Divino,Dirijase ao Sr.
desembargaor provedorda Santa Casa de Miseri-
cordia em sesslo da junta.
Associacao denominada Club Popular.Informe
o ir. Dr. cliefede polica.
RepartlcSo da polieia,
i" seecao.Secretaria da polica de Pernambuco,
IHde mato de 1869.
N. "!>.Illin. e Exm. Sr.Tenho a honra de
levar ao conhecimento de V. Exc. .que, segund i
cjnsta das parucipaees receidas hoje nesta re-
partieao, foram hontm recolhidos casa de deten-
gan os eguintes individuos :
A ordem do subdelegado do Recife, Antonio
da Silva, por disturbios.
A' ordem do de Santo Antonio Foriano Marco-
lino Nery, por disturbio; a telurio, escravo do
Dr. Silvino Cavaleanti d Albuquerque, arnqueri-
nicnte deste.
As 10 h iras da ninfo, poucontais ou menos, d
da ID (In crrante, no distrlcto de Calende do ter-
uo de Bonito, Joao Baplisla, que solTrera urnas
idas era ana propria casa de Joao Jos de
Bonn, assassiaoa a este com tres tacadas, c imme-
diatamente se pdz em fuga pelas maltas do eoge-
nlio Riachao, onda erara ambos moradores. In-
forma o respectivo subdelegado que a causa de s.-
haver dr.do alfi semelhante crime, foi urna alterea-
cja i havida entre taes individuos na tarde do mes-
ino dia.
I! c in uenJei aquella antoridade que instau-
:.t i antes o devido processo, e deligen-
ipti ra do criminoso.
Dcus guarde a V. ExcIllnte Exm. Sr. vice-
presidente d;i provincia Dr. Manuel do Nascimen-
to Machado I'ortella. O chefe de polica interino
F. PERNAMBUCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
SKSSO ORDINARIA EM 3 DE MAIO.
IBENOIA DO >l!. AUGUSTO LEAO.
Ao meio dia, feita a chamada, acham-sc pre-
s i Si s. Lopes Machado, F. Tavora, Cicero,
Kpamir.nndas de Barros. Tiburtmo Nogueira, A) res
rgulhao, Miftiu-I Amorini, Hisbelio, Arau-
o Beltrao. Jansen de Castro, G. Drummond, Ar-
! i .Amynthas, Felisbino, Bacellar, Gon-
i da Silva, Jos Gitirana, Amaral e Mello,
.dio Marques, Ermiro Coutinlio, Samuel Pon-
lual, l'.oiuniliano, Augusto Leao, E. Pina, Soares
lao, e Jos d Vaseoncellos.
Abre-se a sessao e lida e approvada a acta da
rior.
O Sr. 1' Sr.( retamo doonta do seguinte
ExnroiBKTE
tina peticao da mesa regedora da irmandade do
or Boii Jess dos Martyrios, da cidade de
tnna, pedindo a approvacao de seu compro-
misso.A commissao de negocios eclesisticos.
Sao lidos e mandados imprimir os segrales pro-
* :
a A asamblea legislativa provincial de Pernam-
. re-olve :
Artigo nico. O presidente da provincia des-
P'-nder al quantia de 4:0001000, com a des-
MropriaeSo de todo e terreno adjacente ao riacho
Natuba que possa vir a ser allagado pela repreza
da agua potavel para abastocimenlo da cidade da
Victoria.
Rovogad.is as ifisposicbes em contrario.
l\up da a ssembla, 3 de maio de 1869.Aran-
jo femmo.
(i A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco, resol ve :
Artigo nico. Fica snpprimido o dislricto de
le Cabeileira na comarca do Bonito.
i Revocadas as disposicoes em contrario.
i 3 de maio de 1869.Jf. Amorm.J. Giti-
rara
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco. i
Artigo nico. O presidente da provincia man-
dar i construir urna bamba na ra Bella da cidade
do Rio-Formoso, podendo despender con- seme-
Ibante obra at 2:000|000.
Revogadas as disposicoes era contrario.
Paco da assembla, 3 de maio de 1869.G.
Drummond.
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco, resolve :
Artigo l. Fica prtenceodo ao 4o districto de
paz da freguezia da Eseafla todo o terreno do en-
genho Rainha dos Anjos, que actualmente faz par-
te do f> districto de par da freguezia de Gamel-
leira. t
Art. 2. Ficam revografc tfi isposicSes em
contrario.
Paco da assembla, 3 de maio de 1869
Eiuario fiva.M. Amorm.Epamimndns. -
A aasembla legMatm provincial de Penwm-
buco, rselv*>:
< Artigo 1." O povoado de Mara Farinha, no
termo de Igiiarass, se denominar povoacao da
IUmOIb. ^^
i Arl. 2." Fieam revogadas as disposicoes era
c mtrario.
i Paco da assembla, 3 de maio de 1869.JS
J*'rai-JI. Anwrim.- Epaminondat.
Cirataa a diseussao adiada do requerimento
- a|irmaulo pelo Sr. Amaral e Mello pedindo in-
forauies ao governo sobre urna reuaiio barida
B0Pte danPrincezas no dia S5 de aBrtl todo.
flt. AllARAL B MELLO :-Sr. presidente, n,
sessao de 89 de abril apresentei um requerlmento
a esta asscmhla para obter do Exm. vice-presi-
dente Dr. Manoel do Nascimento Machado Portella
informardes heerm dos Tactos occorridos de 20 a
i*i de abril, f) meu pedido foi dedtuido assim :
l.'informafoes se o Dr. chefe de polica tendo em
consideracao o disposto no nosso cdigo criminal,
declarou illicila urna reoniik popular que se havia
convocado para o dia 23 as 4 e meia horas da tar-
de, no campo das Princesas, onde compareceram
milis de duas mil pessoas, segundo est escripto no
Ditrio de Pernambuco.
2.* Se nao tendo o Dr. chefe de polica declara-
do illicila essa reunio e aehando-se presente ha-
via procurado obstar que fosse perturbada.
3." Se nao tendo obstado a pertnrbacao, tinba ce-"
ntaerido all quaes foram os perturbadores, on se
dpoii que deixou o lugar j soube quaes foram
os desordeiros.
4.* Se era exacto que o provincial da ordem de
Nossa Senhora do Carino havia pedido ao governo
da provincia para ordenar que fosse desalojado de
um dos lados do convento do Carmo desta cidade
um dos coros da guarda nacional, aflm de pode-
rem os religiosos preparar rommodos para os sous
irmaos que veem da He Quandb pedi essas informacSes flz ver que tinha
razoes para snppor, on melhor que tinha podero-
sos motivos para acompanhar aquelles que iziam
e ainda dizem que os autores visiveis da assuada
de 23 linhara estado em relacao com o chefe de
polica da provincia e com o vice-presidente Dr.
I'ortella. Nessa exposicao flz ver que os autores
visiveis erain mandatarios que executavam ordens
em presenea dos mandantes.
Nessa exposicao deixei passar expressoes que
talvez parecam'forles ou menos decentes, ou im-
proprias da altura em que mis acharaos, para ver
e poder qualificar a esses que lao baixo se collc
earam.
W2u nao costumo evilar a responabilidade de
mcus actos," e aceeito e confirmo o meu modo de
dizer, tributando a maior soturna de respeito aos
que me ouvem.
Eu espera va, cu tinha quasi certeza de urna
contestaeao, quaudo dizia que os autores oceultos
da assuada de 23 de abril erara as ditas primeiras
autoridades da provincia; eu eslava vendo erguer-
se o meu nobre collega, que se tem constituido o
excusador, oadvogado, que alguinas vezes mesmo
tem levantado sua voz clvquentc elogiando os ac-
cusados ou todos aquelles qne teem sido censura-
dos nesta casa : eu espeiava por elle em defea
do presidente, e do chefe de polieia, psperava cerlo
de que milito dizia pel?recursos de que dispoe,
mas sem alcanear occa||ar a nao seren vistos os
mandantes que'virara avigora estudada e executa-
da. Com effeito na sasao-dc 30, appareceu o no-
bre deputado pelo 3" districto no posto difflcil: eu
procurarei aconipanha-lo na regosta ou contesta-*
Qao, quesodignouappor: meu caminho nao pode
ser outro que nao aeja o que foi tracado pelo meu
nobre collcga.
Occnpar-me-hei somonte dos artigos da contes-
taeao. que precisa de prova. Disse o meu nobre
collcga qne o 4* qnesito que justamente aquelle
que se oceupa dos preparativos de commodos para
os religiosos que veem da Hespanha foi o que
mais Ihe prendeu a attencao e mais disse, que aftli-
cio-se mesmo qnando ouvk dizer m da Hespanha
vinham reli-riosos para Pernambnco. e procurou
convencer-se, nao digo fielmente, pmenrnu infor-
rnacoes que o convencessem da verdade de-sa mi-
nha assreo, a pelo que obtere das informales
ipie Ihe produz em ennviccao disse o nobre depu-
tado nac exacto que fosse pedido um dos lados
do convento do Carmo pelo provincial ao vice-pre-
sidente da provincia ; nao exacto que fosse pe-
dido o desalojamento da guarda nacional para se-
rem preparados commodos para os religiosos que
devein ehegar da Hespanha ; sim certn que o
provincial fez esse pedido para preparar commodos
iara os sacerdotes do interior da pro\nncia, que
iram convidados por S. Exc. Rvma. para o santo
retiro espiritual qne devia comecar em o dia 20
na igreja do convento de S. Francisco.
Tudo isso, porm, o nesso collega nos disse cora
a sua palavra autorjsadr-, nos di-se em pbrases
eloquentes nos disse de maneira a mostrar-se con-
vencido da verdade de suns palavras, mas nao
exhibi a prbva em anxilio dessa contestaeao.
O Sn. G DhMuhhu :Eu disse que essas foram
as informacoes que me tinham sido ministradas
pelo provincial do Carmo.
OSn. Aharai, r Mello :Pois bem ; consinta
que venha em auxilio do que disse na sessao de
29, ler parles da circular de S. Exc. Rvma. convi-
dando os seus venera veis irmaos para esse santo
retiro ; circular que foi dada no palacio episcopal
aos 19 de margo.
Fallando desses santos retiros espirituaes, diz S.
Exc. Rvma. asim :
Os exercicios espiritiaes a que Santo Ignacio
de Loyola den a forma sao em substancia de anti-
guissimo uso na igreja particularmente para o
clero, etc., etc.
Atienda bem o nobre deputado, at aqu temos
demonstrado a necessidaile e utilidade dos exerci-
cios de Santo Ignacio de Loyola, obrigando os sa-
cerdotes que nao s5o da eompanhia de Jess.
Eu estou em duvida acerca do motor invi-ivel
do ajuntamento do novo na tarde de20, portada
igreja do convento de S. Francisco desta cidade.
Bm parece que os sacerdotes qiie-nao se regem
pelo estatuto de Santo Ignacio de Loyola nao esta-
vam muito di^postos a obyerva-Io.' Bem parece
que o clero da diocese de Pernambuco o ha de
querer transformar-se em eompanhia de jesutas,
e nao se diga que o eomparecimento dos sacerdo-
tes para o santo exewieio espiritual de Santo Ig-
nacio de Loyola leve outro morel alm da Obe-
diencia do Exm. prelado diocesano.
Esses exercicios espirituaes a que Santo Igna-
cio de Loyola deu a forma, produziram urna certa
sensacao ao seu simples annuncio : milita cousa
se disse e no deixaram de ser motivo para os es-
pjritos fortes cogitar.
Permittir o meu collega qne diga, estou vendo
nesses exercicios, nao usados entre nos, o motivo
do alarma do povo ? t
0 Sr. G. Drummond:Eu creio que a origem
veio de nao se poder eiUfar na igreja ; foi o se-
gredo.
O 8n. Amaral e Mello :Dizem-mo que ha-
viam individuos, dos que lem no futuro, qne afftr-
mavam que os sacerdotes nao assistiriam a mais
de um exercicio, isto antes do dia 20, antes por-
tante de ser fechada a portara que declarou o se-
gredo que o nobre deputado eleva cathegoria de
motivo do alarma.
Nao devo denwar-mo sobre esse ponto quero
provar que o oanraato do Carmo nao foi pedido
para fazer commodos pan os-sacerdotes residen-
tes no interior da diocese, e a principal prova a
mesma circular de S. Ew. Rvma.
Depois de S. Exc. mptrar o quanto esses exer-
cicios sao edificantos, limita o sen convite pela for-
ma seguate :
Com qmnto ste nosso ecttvik seja limitado s
cidades do Recite e de Ofinda e Os lugares cireum-
visinhos, nem por isso obstara qne fotsem boamen-
te aeeeltos naesquer otaros sacerdotes ave tendo
nesta cidade as eomnoiiiadn necessarias occor-
ressem de lugaresmmos tiiinkos, afim de seapro-
veitarem e Vio famrml wccasiai, entre oi'ae.s
-r
zer os sacerdotes do interior nao fbram chamados
aos santos exercicios espirituaes.
Nao ha nece quaes os sacerdotes convidados, quaes as localida-
des comprebendidas no plano em ue deviara
principiar es exercicios espirituaes do fundador da
ordem dos jesutas.
Quera nao v que S. Exe. Rvina. tbriga aos
1 exercivios-espiriluaes os sacerdotes do Recife e de
Olinda, espera que-eoraparecam sem ser abrigados
os sacerdotes residentes- prximos, com ominodi^
dades nesta cidade, e por isso sem necf ssldade de
commodos no convento do Carmo para os sacer-
dotes do interior. (Apoiados). Quero nao v que
eesa historia par ser contada ao povo, para qlre
elle nao pense que verdade a comprime!tedora
noticia de pedido ao governo para desalojamento
dos guardas nacionaes do convento do Carmo, afim
de preparar commodos para os religiosos qne j
nao poflem eneher a Hespanha.
Agora posso en referir, estou antorisado para
referir aqni o que se passon entre o redactor do
Tribuno e o chefe de pslicia da provincia
Antes de-23 de abril diriao chefe de polica con-"*
tendo prsidente e'chi-fe de polica de sua poltica
parti a Wc^ona capital, venceu mesmo em al-
gumas fruezias ; mas nao teve a raaioria dos
eleitores ca um s districto.
Ora, sejsas dnas autoridades, que bo nosso
systema s3o os reformadores dos diplomas das es-
versando sem reserva eotn o redactor do Tribuno 11864 no
prestigios e porqu
foram eleitos conservadores, segu-se que c par-
tido couserrador no Cear nao pode offerecer ba-
talha vaatajosa ao partido liberal agora vencido.
Combina uto o nobre deputado"?
O Sn. G. Drumhosd :Nao combino ; nao res-
pondere!.
O Sr. AmMUL f. Mello ;Mas porqueVazio fo
ram elles ensenados ao Cear no auno de 1363 ?
Atienda jubdi o nobre deputado, o Sr. Dr. fran-
cisco de ftrias'Lenios nao s exerceu o carzo de
chefe de pfhYja n anu* de 1863 na administra-
cao to Di. Jos Rento Jnior, era ojie o conse
vadores nfio pode ram vencer nm^ricto como
ainda serv^isbm o Dr. Vicenta A Mes"e Paula
Pr-ssua, viaFlJesidenle liberal, e foi no anuo de
A polica de muitos annoe j tem nesta trra a
nirsso de esprekar o pi-oeedtm|nto do redactor do
Tribuno que ha muto lempo proclaoiou o princi-
pio democrtico no Brasil.
O redactor do Trtbun) un> velho revoluciona-
rio que ainda nao fui esmagada Nodcve seroti-
vido esse revolucionario que j em 1824 servio
com os demcratas que veruin sangue para offe-
recer patria.
A IJnera podia nteressar que nao fosse ou-
c
lugar realisar-se o plano concertado pela pofici*
e o viee*presidente qiic pretendem rutilar Q novo -
Eu vi
a fo-
Alguma musa existe para o que se est tendo
o poro tem o quer siro de invaso de jesutas, pnrque o fmdes do,, de polica
_Jfaet
sacerdotes no f*r fuico atmtajados os tfttc vi-
r ptrt d09ia>ferren, guando porm deixem atli
omtrm mc&iotn pm-a ($ supprir durante a sema-
na da ausencia.
Retas patarras da circular sio tao claras, to ao
alcance de totas as inteflgeiicias, que se p* d-
mittio ei
br asile ir
Carmo sao culpados dJsso p qaeren) livnir-se
to tbrpo da guarda nacional pte oempa um dos la-
dos i convento, pediram ao presidente para o des-
alojar, pretextando a necessidade de commodos
para os seus irmaos que devem vir da thspanha.
Es como-o chafo de polica explicou o facto,
que elle atlribnia o alarma, e na palavra pre-
textando que est a desculo para as antoridasles
actuaos que pretendem inculcar no povo tifio inte-
resse na vnda doB-instrumentos de Isabel, dfcpea-
sados pela rcvoltico de l^adis. Aa-duas autorida-
des superiores da provincia querem desviar o po-
vo do caminho em que podeui ser eotontndos,
aproviiando o que a revolucao condemnon, apro-
veitando para completar a obra qii" ell pensara
nao ser condemnada em lempo algum nesta trra,
que deve ficar estranha a influencia da novas
dias.
Porm, quer da desculpa do chefe de polica,
quor da nova necessidade de commodos para os
sacerdotes do interior, resulta sempre a mesma
cousa que um pedido do provincial do-Carino, foi
dirigido ao presidente da provincia para desalojar
o corpo da guarda nacional. Sobre isso nao pode
haver duvida, todos os dous excepten:- nao con-
lestam.
A primeira desculpa allegada pelo chefe de po-
lica nao convence boje pelo que j est no domi-
nio do publico.
A segunda mais engenhosa, nova, nao est
estudada e pode melhor aproveitar, at que o tem-
po passe e o povo volte a indolencia em que espe-
rara que continu a jaaer : estilo encanados os
que assim pensara : o povo est alerta, os desce-
padores es teja m tambara vigilantes, certos de que
os Brasileiros nao dormirn sem eslar feito rauito
trabalho da indispensavel reparacao.
A segunda desculpa tem muito por onde seja
vista como falsa.
Os conventos de S. Francisco e do Carino, teem
muitos commodos para os sacerdotes to -In'.
de Peruambuns i*Jttra' nee^&idade do leaalnja-
rfenlo de a n corpo da suarda nacional, essa ne-
cessidade s pode ser justilcada, pretextando-se
como bem disse o chefe de polica a vinda do fra-
des da Hespanha, isto o desaquartelamenio de
um batalhao da guarda cidada pafla o aqaartcla-
mento de um batalhao do absolutismo, que espa-
vorido correm do theatro de seos criui-.
O Sn. G. Drwmmond Asserca<) est feita ape-
nas sob a ininba palavra, ma's compronietto-me
a apresentar a prova nesta casa.
O Sn. Lopes Machado .Mas o testemunho do
chefe de polica tambera importante.
O Sn. Amaral e Mello :O Or. eflefe de poli-
ca disse ao redactor do Tribuno como acabei de
ex por.
O Sr. Dr. Francisco de Parias Lomos nao contes-
tar o que acabaes de ouvir. Assim tenho respon-
dido o primen o artigla contestaeao do men col-
lega.
Vejamos o segundo ponto:Mereceu mulla at-
tencao do nobre deputado a jwrte das minhas
con>ideraces, ouando disse o seguinte : Vi o
chefe de polica a portara do convento cleS. Fran-
cisco estando o povo reunido e em alarma, vi con-
sentir que os soldados se retirassem e qne seus
agentes dissesseni que o povo se uoliciava por si
mesmo pareeia-me nessa occasiao quando vi e
ouvi que o cuete de polica de Pernambuco conti-
nuava a ser o mesmo liberal que tinha servido na
provincia do Cear ao partido progresista.
O meu collega que nao gosta dosy futa cores
veio em defeza do chefe de polica negando este
mudo de proceder do Sr. Dr. Francisco do Farias
Lemos, na provincia do Cear.
Se a assenibln nao importa saber se ell&foi ou
nao liberal progresista no Cear no terapo em
que o partido progressista fazia chefes dtfpoliria.
peco permisso para fazer em anxilio de minha
.assereao a noticia da serie de factos praticados
pelo chefe de polica Dr. Lemos naque!le terapo,
teriho necessidade de justificar o meu dizer : nao
serei demorado.
Na provincia do Cear servio bem o Sr. Dr.
Francisco de Farias Lemos no anno de 1863, servio
at 18 de abril de 1861.
No anno de 1863 a cora a tantos de maio ap-
pellou para a nacSO.
O Sn. G. Drummond :A 12.
O Sr. Amaral e Mello___dissolreu a c-
mara dos Srs. deputados, convocou outra, consul-
ten a nayao, diriginde o paiz o ministerio presidi-
do pelo respeitavel conselheiro de estado marquez
de Olinda.
Desejo estabelecer com o meu nobre collega
um accordo ; vejamos urna conclusH* que agrada
a nos anibos^eu nao quero a derrota de um.
Nesse anno de 1863 urna poltica aova vinda da
corte, que sempre nos d a licenca para o movi-
raonto na provincia, iuaugurou-se no Brasil. Inau-
gurou-se a poltica progressista.
Vejamos as condices : responda o nobro de-
putado, o ministerio que obteve a dissolucio man-
dou para as provincias presidentes conservadores,
chefes de polica conservadores ? nao mandou.
O ministerio que obteve a dissolucio consentio
que as provincias se conservassem presidentes e
chefes de polica conservadores ?
O Sr. G. Drummond :Consentio o Sr. Or. Jos
Bcnto Junior.
O-Sn. Lorus Mamado : Elle at queixa-se de
que o nao conservassem.
O Sr. Amas al e Mello : Se consentio que se
conservassem as provincias chefes de polica e
presidentes consentidores, 6 fra de duvida que o
gabinete nao oppozTropecos na eleico ao partido
conservador, o Sr. Dr. Jos Bento Junior presidio
a provincia do Cear no anno de 1863, a eleieao
de 9 de agosto de 1863 foi para o mundo, que nao
conhece o Brasil urna prova de que o partido de-
cabido nao tinha razo de governar.
A eleieao de 9 de agosto de 1863 foi feita na
rovineia do Cear sob a adminlstracSo do Sr. Dr.
os Bento Junior, e essa provincia nao elegeu u
s conservador doputado e era chefe de polica o
Sr. Dr. Francisco do Farias Lemos.
Na provincia do Cear,onde o segundo clrcti'
lo eonta nm respeitavel e grande elemento coat
servador, feram delegados e subdelegados da po
licia, offlciaes militares que seguirara para os san
districtos com fonea.
Na proyweta do Cear o partido conservador uius.
i de Janeiro, que o vico-presidente da-
"fu a trnsformacao harmonieados
ipoliciaes naquella provincia,-e o .mef
iueassistio e cooperoii para essa har-
mona foto Dr. Francisco de Farias Lemos, que
o nobre dnulado qualiflca de conservador e n to-
dos os tertpos e "cora todos os jlv'ernos.
O Sr. G. Drummond : Quando o vice-pres den-
te Paula Pessoa fe't essa derrabada o Sr. Dr Fa-
rias Leiuos dixo o lugar.
O Sn. Amaral" i: Mello :Foi o Dr. FariaSi Le-
inosqu* uassoU a'administra^o de polica en 18
de abqrde Hi;r a Sr.*' Dr.' Antonio Joaquim
Iluarqu Jaiareth'j se adiando na admiu stra-
Cao daprovihc^ 8T>r. LWvete, e quando o Dr.
Buarqne Ifazarethbssumio o cargo de chefe de
ponciaj-elle libe|aT^lcsejoso de concorrer pora a
boa escoha de ora pessoal que moralisasse > seu
partido, nao aehu mais um delegado e um sub-
delegado de polica para demitlir, todos os conser-
vadores jestavam (lemittidos. '
Qnal deve seT a coacluso mais favoravel ao
Dr. Lemos ? foi um-fbs deniolidores do partido
conservador ? servio ao partido progressista t
As nomeacos' 4e" delegados e snbdelegados'c as-
sim as dL'infssSoSsao-propostns pelo cliefe d; po-
lica. Como defender o Dr. Lemos.?
E verdade, en vejo.uma parle por onde elle po-
de rollar ao partidor conservador, dizendo, eu
nunca abandonefninhas fileifas : no Cear nao
servi ao partido contra o" tftjfa hoje Iraballib.
So C ru estivo, iffudido muito temno, consent
qne servissera cargos de polica homens mos e
na admlnlstrafSfl progressista abr os olhos n luz,
vi a raaldade das* autoridades, propuz a substitui-
dla e a substuicao foi por homens do partido
progressista. '
Alii e-l nma boa ueft'za para um poltica /ir-
me com uffeaaa do seu partido. A nao ser assim
elle foi auxiliar do partido progressista c de pre-
sWejite recebeu a lista para a derrubada e i lista
para a omuaeo.
Nao se admire o nobre deputado da expressao,
recebeu do "presidente a lista, porque presidentes
tem re.-iJiijjp.dB outros para transmlti-las ao che-
le de polTO;- \\
O S. G. DiiuMMONn : Eu responder! a V.
Exc.
O Su. Au.uui. i: Mell* :=Peco ao nobre clepn-
tado que me atienda ainda um pono. Nesse tem-
pn n -ava-so a comarca do Cascavelna provincia
do Cear, nm cora; rea muito boa e a cinco le-
guas danapital,eaa dita como para ser dada ao
Dr. I., nos. conservad : < ;- tinlia bem servido
aos libera.v- : a comarca-ei a vista como recom-
pensa dos servicos prc>t2dos.
Foi- Borneado miz de tllrcito para a comarca do
Cascavel o Dr. HyppoBlo Cassiano Pamplona .; is~o
avermelhoii' inulti 0 Dr. I.eraos, quo rcfimu-SO
para a porte, declarando acceitar comarca era to-.
da a parte, menos na provincia Ji Cear : deram-
Ihe Santarem.
Em Janeiro do correnie anno o Dr. Farias Le-
mos, na cidade de aaaretb, onde foi instau ar o
processo por causa da tentativa de inorte no com-
mandante superior Dr. Joao Das Coutinho de
Arauo Pereia (processo sobre que ha muito a
dizer) dizia que se tinha dado tao bem com os
liberaes no Cear, que estes queriam que elle all
continas-e.
O Sr. Lopes M.u:uado :Etito j o pioprio
testemunho.
O Sh. Amaral f. Mello:Estes factos niio se
contestara e nao disse que o Dr. Lemos tinha sido
liberal no Cear para conJesta-lo: eu disse sem
rae explicar: eu quera dizer magistrado diselo
que sao pesa a poltica na balanca do cargo, ma-
gisfrajo que procura acertar, que destingue )"en-
redo da polica, que nao se deixa arrastar pelo
inter faccioso, que escolhe os homens para
eollodajlos guardas da lei, que desoja que o paiz
seja uve como est escripto as leis c que o
i'xemplda moralidade venha de cima.
0"3"%ti;ro da contestaeao do nobre deputado a
aue de^> responder para mim o mais difcil e
1
quasi ufe alllige mais do que Ihe affligio a romes-
sa dos firades da Hespanha.
Dissei meu nobre collega qne nao tinha rasio
do ofleira contra, o rodact >r do Tribuno, destn-
gnio-meftom a delicadeza que o caractertsa, pelo
que tudiilhe sou muito gral>; mas, disse:o re-
dactor_dT/7&M!io fui apupado pelo povo em 33
de abril, e tanto foi que nao bou ve quera levan-
lasse a vez era seu favor, e tanto foi que abando-
nou o lugar continuando a algazarra.
Sr. presidente, nao tenho-motivos de dWfosto
contra os dous homens que gdvernam esta trra
infeliz e sempre ludibriada : nao desejo empregar
41111a expressaoqualquer sera quo ten ha lugir na
minha regposla.
Peifmnto ao meu nobre collega, um individuo*
convida-ao para urna reunio e nos vamos "para
ouvi-lo on insulta-lo, e bota-lo fra do lug para
onde no convida ?
Se.. ',. Drunmovi. -Nos, nao.
aral e Mello :Se um individequal-
e desse modo de tratar, como que
poltico, multo conbeeido no sei. paiz,
ovo, diz-lhe, em tal dia. tantas horas
ugar vou fallar-vos n'um assumpto que
prende vossa atten55o (o assumpto era a questo
dos jejnllas), pois entao o povo indignado contra
tas havia db reunir-se em numer superior
mil pessoas, como consta dos jornaes, para
par aquelle que inspira desejo*de ser ouvido
de duas mil pSsoas ? o apupar qiando
ihtico diziaao novo cabe o direito Se reu-
des que velan pela garanta dos vossn di-
reitas. EstarSo as autoridades tao mal visUs que
a ptomessa d qu velm na garanta do direito
iX eidado desperfo a algazarra T
Nao esta n cfistncia de todos qua a o)>ra foi
eucoinmendada 1 para que procurar o que todo*
m, o que muitos virara, f salto isso nao ha
a, conservadores liberaes, todos djzem, a
cia pateou o redactor ao Tribuno para separa-
0 povo e para intrgalo bem, o tem ata indi-
"o indinado para os jesutas protegidos do vi-
-presidente e do ebefe de polica.
m Su. Deih.itado :Quera nao qutzasse onvir,
bao ira.
O Sr. Amaral e Mbllo :=Justamente; come
muita gente nao foi: a cidade do Recife nao lati
| duas mil pes*oa5 rilBTgnadaS CnWa Os j+
vido o demcrata combteme desde 18H
licia.
quera interessava (jue nao fosse ouvido o esI
rnpWr que em 1828 foi perseguido por Gabriel
Getulio tirado de escrivao da provincia de Gova
para presidente da Pa|ah\ba, com a fu ocelte
de ali levantar a sociedaae' dos Apostlos do thra-
no do altar ? polica.
A quem interessava que o povo nao ouvisse o
incansavel lidalor que deoois da persegnieo de
Getulio veio para Pernarabueo era- 1829 provocar
as iras do "tainhnV "eblumna'presidente Thomaz
Xavier Garca d Almelda quo rauito o perseguio ?
polica.
A quem interessava que nao fosse ouvido contra
os jesutas o revolucionario de 7 de abril de 183-1,
o revolucionario que nesse grande dTa vio como os
liomens bordados fogem do palacio dos res nos mo-
mentos da crise ? polica. .
A quem interessava que nao fsso%uvido con-
tra os jesutas o rebelde de 1848 que teve o puno
das fragatase o isolamento da ilha Rata por dis-
tiflfico ? polica, que Ihe Vompanha os passos e
que muita vez se quer fazer grande persoguindo
os demcratas ; os democratas_que nesta trra
sao o cordeico qu derrama o sangue^para distiji-
guir o-^OTO-que-caminliij sempre para o deserto ;
mas para o deserto onde nao se poe era relacao
com Deus, que nao quer a obra da compressao.
Nao se diga portante que jpi .pov de Pernam-
buco o autor do acto' de 23 (je abril; o querer
altribuir-lbe a autora fazer-se urna injusti(;aa
seusbrios : d querer avilta-lo um ionio que ain-
da nao pode obter o nteresso faccioso.
Eu pens que dar-se ao povo a autora do acto
de 2o, fazr-se-lhe urna grande offensa. (Apoia-
dos.) .
Attcnda-se ainda ao que se dizia antes da assua-
da policial.
A polica vdi apupar o lorges, en mesmo vi o
Di:. Manoel do NasciiMteto Machado Portella car-
ro em mais de um lgw no dia 2o S abril...
O Sr. G. Drummond >*-Logo ?
O Sr. Amaral k Sello :Eslava em trabalho
do
pe
Sr. presidente, o Mhre deptrtado nao cooaeee o
retlaclor; do Tribuno-: se"o eonhecesse cortamente
nao dizia que havia pedido garantas ao enefe de
polica. O redactor db Tribuno conberendo quaes
os aguadores que assnlavam os atoleques, saben-
do do plarmri chefn de polica c do vie-uresi-
Bente da provincia, procuron-nm meio do dizer ao
elicfe de polieia : su^obra nao desconheclda.
>a neee-sidade de mamtencao da ordera na reu-
'),:ir:%e oevia ser perturbada, aehou o redactor
*a>nm meio de dizer sem offensa ao chefo de
-Eu conheco, eu j sep1"* >*.
peuhado era fazer-me um insnf
.(jiie o obrlgava a andar mais do que nos outros
mas. e tamb'em ouvi dizer que* fra aos Afogados
e outros pontos aluciar gente para apupar o re-
dactor do Tribuno, porque n^cidado au.aohava
quera se prc^ass. '
O Su. G. Dhlm.moxi) :Esteva era casa de di-
versos amigos nesse dia, andava em visitas.
O Sn. Amaral e Mello !Estou referindo o que
vi e ouvi : mas nao contesta que andou o vice-
presidente, nao contesta o meu collega' que elle
andou em cS d diversos amigos seus ? Qne fa-
talidade levou o Dr. Portella a escolher o oa 2o
para visitar seus amigos para deixar ao* malignos
) motivo d 'Beessidade da aluciar gento para a
asmada da' farde* dess riicstno dia d sflas visi-
nlU
essa fataiitraa parecida com o que se disse so-
bre o aluciar gente, accrescentai que ainda se dis-
se na tarde de 25, os que vao fazer o insulto ao
policatu conheco, eu j seijnu roc estdni-
peuhado era fazer-me un, insulto, eujei rjtrtrvW
quer desviar o povo da reuni" reo se (pie voc."
mais jesuta do que os autores do 30 de setcm-
bro de 1866, nao tem a eorageni precisa para acar-
relar com as conseqiiencias do facto, tam recio
da indignaran do povo ; proced.' de una forma
mais subtil para evitar o exereHSo do direito de
reunio.
Assim devia ter o Dr. Faria Lemos interpretado
as palavras do redactor do Tribuno, qiandolhe
fez ver a necessidade de evitar a perturbacao da
reunio de 25 de abril.
Nesla malfadada trra os jezuilas politicn mui-
to tem cmpehadB para que o povo esqueja o di-
reito que Ihe compete de reunir-se para tratar dos
seus interesses e o 30 desetembro de 1866 una
trifteirrova do ardil dos qne vencen illudmdo
sempre.
. a, senhores, o 30 de setembro qne revella a
baixeza, hnmiliaco e feracidad de alguna1 ttfpo-
critas nao pode ser hincado a carga ile |iartido al-
rgura.
O 30 de setembro nao serve pura aceHsacao
dos-pagresststa ifincia etava""sndo ad-
ministrada pelo vice-presidente Dr. Manoel Cle-
in.'iitino Carneiro da Cunha eleito deputado geral
pidos conservadores.
O vice-presidente de 30 de setembm.de 1866 e
deputado geral de 1869 para mim'sempre M con-
ser.vador.
t) chefe de polica que ento se arhava na pro-
vincia -foi involvido na responsabilidade : o facto
foi nfuit alm do que elle poderia ci-perar: cons-
ta-m ipte" muito se coatristou quando vio os li-
para serem conhecidos e nao pisados pela cavalla-
ria, que est montada rto quartel em frente ao pa-
lacio, para nao ser corlado pelos soldados e pela
polica que esiao em armas : e com effeito na oc-
casiao em que chegava o redactor do Tribuno,
chegava tamb'em o chefe *Je polieia e logo tomou
para o lado do palacio e nao foi visto quando prin-
cipiou a algazarra. que foi feita pela gento que
veio do lado de palacio, pela gente de que se cer-
coo o chefe de polica.
t) meu nobre collega parece que atnaoquiz
adraittir qu ovice-presidonte,tivesse dado ordens
para estar a torca de promptido I mas eu llie di-
go que nao s af forra estava prompta, como era
de ver do vice-presidente resucitando o direito de
reunio, manter-se em posicao de recursos bastan-
tes para oppv-se a algum tumulto e restabelecer
a ordem, se frase alterada.
Um Sr. Deputado : A forija toda estava
prompta.
(Trocam-se mais apartes.)
O Sn. Amaral e Mello :Disse o meu nobre
collega : falso que esta importante proclama-
cao fosse distribuida em palacio. Eu reeebi esta
quo aqni est (mostrando) da mao de um eidado
que disse em. presenca de rauitas pessoas : esta
proclamar do acabo de aparar as escodas de pa-
lacio.
En que nao conheco todas as pessoas. da cidade,
vi distribuir esla proclamarlo no lugar da reu-
nio e ouvi dizer que os distribuidores erara em-
pregados pblicos.
O Sn. TifiuRTiNo NoauEiR .Podia ser sem o
consentimenlo do vice-presidente da provincia.
O Sr. Amaral e Mello :Lembra muito pro-
posito esse meio de defeza, e eu o acho muito me-
lhor e mais aceitavel a at o qaoro recebar como
se fosse verdadeiro, e por isso nao digo que a pro*
clamacao fra distribuida por ordem do-vice-pre-
sidente Dr. Portella, e tambara nao digo como mui-
tos dizem, que foi escripia pelo proprio punlio do
Dr. Portella; mas foi escripta por pessa que se
interessa muito pela administracao do Dr. Portel-
la, talvez tambem sem o seu consenttmento, e aqui
est esse bom pcdaclnho que mostnrttra bom ami-
go do vice-presidente (l) :
Examinai a minora exaltada I Ella com-
posta dos amigos intimas do Sr. Slveira Abo, en-
tre os quaes e'stao seu irmao e o Sr. Vranftlin Ta-
vora, ambos o$: quaes pugnaram pelds jesutas em
1967. K o que quer isso dize*, cidadaos t Quer
dizer que a- questdo toda poltica : quer. dizer
que se quer fazer de vs urna arma com que se fira
o digno presidente da provincia, quer dizer final-
mente que se pretende desnaturar vossa ndole e
sentimentos, fazendovos odiar o governo que zeta
Ihns. dq Dr. -Borgesfcorja mgueptados. O
chefe de polica' aMIgio-sepor^ver qite os autores
do attentado nao tinham resfeitado" a piedade fi-
lia!.
Com effeito foram barbaros os autores do crime
Dr. Berges da Foseca, tomarao o lado do palacio tommettido a 30 de setembro, quando deixaram
cahir os golpes .sobre os filhos do Borges no mo-
mento em que se apresentavam para amparar sea
pai.
Sim. senhores, os barbaros nao comprerfeude-'
rain que os filhos queriam dizer: m.itai-nos por
que nos pertencemos a elle, poupai nosso velho
pai. porque pertenee a nossas irmaas.
Oshllios do velho demcrata tora 111 cuidados, o
sangue do pai c dos filhos, derramo se eondem-
namo os autores do crime.
Sr. presidente, quero concluir. Eu [ nao te-
nho a memoria de oulit>s amaos, j nao guardo
rauito o que ouco; mas pens ter tocado nos pon-
ios principaes da contestaeao opposta pelo nobre
deputado pelo 3.- districto."
Sei que a r.ssembla tem trabalhos importantes
a fuzer, mas interessa a nos que venhain as mfor-
inaeoes pedidas.
Esftu quasi affirmando que as informacoes sern
no plano que em defesa todos j admiramos; pen-
s quB assim devem ser para estar de aecrdn
com o que temos visto e ouvido nesta casa.
Nao devem ter esqueeido os ineus collegas a
razan que produzio nesta casa o Sr. conde de Bae-
pendy para justificar o addiamento da assembla
para 10 de abril vespera do seu embarque para a
corte.
Os aue sabiam os segredos do Sr. Baependy di-*
ziara o presidente abre a assembla, l o relato-
rio c larga-SQ para o BU de Jaueiro. Entretanto
elle teve coragem para dizpr-nos que transtorio a
abertura da assembla para 10 Se abril, pelo de-
sejo que tinha de que nos tomassemos parte no
pleito eleitoral. ^Eu desta radeira vi um fiBrtoris..
de escarneo e nessa occasiu pareca ante- dizer:
estou aombando do vs e de mim pelo mo papel
que represento.
- Eu vi a maneira por que elle quera aombar de
nos sem sa1 er qne zombava de si tambem.
(Vozes no salo as galeras .Muito bem,
muito bem!)
os nnssos interesses e guarda com fideldade e amor,
a arca de nossas liberdades.
Sio palavras que nos inspiram maior coUftanca
essas que ouvistes e foram escriptas pelo amigo
3ne nao quer que se fira ao digno presidente qne
eve ser amado pelo povo por causa da lldelidade
e amor com que zela a arca das nossas liber-
dades !
Ha tempo nao leio tanto patriotismo, tanta dedi--
cacao s liberdades dos Brasileiros.
O Sr. G. Drummond : Logvfoi o presidente ?
O Sr. AmaraCe Mello :Nao, mas foi pessa
quo O nao qrter odiado pele povo, qu&o deve amar
pelo amor que eile'flie consagra.
Um Sn. Dejutado :A typogranh'.'i T
O Sr. Amaral b Mello :Na proclamacao nb
est declarada a typographia, e apenas coiislA ter
sido escripta'por um Pernarabucano, amia se
conclua contra o Dr. Portella por ser ua pornam-
bucanp. %
O Si. Lopes Machado *-Mas oceultou-se a ty-
pographia f
O Sft. Amarais e MMkLO :Occultou-se para nao
flcar descoberto o modesto intoressadj amigo a
Dr. Portella. *m
Disse o mett eollega :o redactop-do Tribuno
nlo teve quem o auxilias, nao leve urna vot era
seu favor.Eu vi como Isso se fez. O redactor d
Trt'ulno'retiroH-se do lugar cercado de povo, in-
dioaado contra o acto das autoridades, e omita
rente loe disse:nao cvm faHar para nao dar
Encerrada discdsso, o roanerinieato posto
a votos e.approvado.
Continna a disenssan adiada sobre o requeri-
menlo di Se. Araujo Beitro pedindo iuformacSr-
ao governo sobre actos criininosos attribuid->s as
autoridades ponclaes da cidadeda Victoria,
Q SR. G. DRUMMOND faz algtMnas considen-
l'o"S.
Encerrada a diseussao, o reaHierimenlo posto
votos e approvados.
ORDEM DO DIA.
Continua a 1." disanssao do proiecto n. 3 deste
anno, que revaga os arts. de 1 a 5 da lei n. 819
de 1868.
Vai a mesa e apoiado o seguinte requeri-
' anento:
Requciro que o projecto v a commissao de
constiluicio e podares para dar o seu parecer.
Felisbino.*
Encerradas disenssao, o projecto rtgeitadoe
juntamente o requerimenlo.
Continna a 1. discusso do projecto n. 8i de
1868 :
Artifa-anico. Fiea a cmara municipal de
Agua Preta autorisada a conceder a Joaqaim Vi-
rissimo do Reg Barros, o abate de 1:000 sobre
o preco da arremaucao das passajeas dos Montes
e Japaranduba.
Ficam revogadas as disposlaoes am con-
trario.
c Sala das commisses da assembaa Jegislativa
provincial, 10 de junho de 1867.SawrJirdoo.
=Lopes Machado.
O SR. ARMIN10 TAVARES manifesla-secontra o
projecto por entender que se o individuo a quem
se pretende conceder urna indemnisaoau sa queixa
de haver tido preiuizos pelos embaraces que op-
poz a execucao uo sea contrato o baoharel Pedro
Aff.so Ferreira, cabe-lue o direito de haver des-
te pelos meios judiciaes a importancia da damno
causado, mas nunca pode ser a cmara constitui-
da na obrigacao de satisfazer os prejuizos qne ao
arrematanla causou um terceiro.
O SR. GONCALVES DA SILVA:A qaefitio qe
agita toda da direito ; parece-me que esta na
>
e-u.vi o-grupo dos iierlurbadores smii'r par
K1 *? vice-presidente, mitas pefeas vir*.,
uisinbmr-se dmheiro db cobre pelos molelies,
mandndose assoviar.
. Quera tinba mais intei*sse na aigasarra : os
mole.ities que recebiam dmlieiro," ou os tfraaes
que distribiiittm ?
Sr. presidente, pense que toda a polica nlo in-
terteio, para ovhar dbe o povo onVisse o rdartor
no Tribuno contra os jesuiiasr motivo da agitacao
que o governo tmha interessa am acabar : raesrao
son rarormado que alguns MiWelegados nao es-
veram presentes .^as iv-irve hi o sobdelegado da-
Boa-yista, quejir-dia 84 ha aomovido de
snpplenfe a sub,WPL-ftok o.jjraduado
subdelegado esteve-afr-fnnim enbu^uliSdrll
Disse nfaj iK.t.r* dpQtaab q3l o rfflWo'r
< nbitno tinha ii4, peras gafai>!a< aa chefe de

e-

i
INCORRETA i

I Maft I


aHHHBHBH
>MaaaaaaHBaal


Diario d Pcmambuoo Quarta eira 19 -de Main de 1869.
k

Iric^ao de todos que esta questao intafcaamen-
le jurdica.
Najhamuitflrfteqoe ocsto caa*ensou
. i cmara de M para rescindir jun contrato
por ella fettu 8 nditi-luo |ra a
do um-rio; ofliwuieo ao de que se trata, e
essa aotorisacio que a assembla deu nao fui fun-
dada senao enrTmjiuiaes que leve esse iadiv
prejuizos reconbecidos pela prMfl&gntra. Por
eonseguintc, Sr. presidente, a querer MU assem-
bla aer coherente cora asaeos prop.-o*,cUjs
pode deixar de conceder o abato do que traa o
rojocio.
Mu) ha dtivida uenliuma que esta questao de
dirato. Nao se conteste que o arraniataate pre-
judicado tinha lugar de gueixar-se do.individuo
que oxtraviou a sua jangada, porque otfendeu a
sua propriedade; nao ba duvda sobre este ponto.
Mas pergunw*eu, quera indemnisar a este arre-
matante dos prejuizos que-elte soffieu -desde que
nao pode gefeafSo obiecto da arrematar Quera
Ihe conceder cssa ndemnisaeaoa nao seraeamara
uu com elle ontratou ? .
O Sr. Arminio Tavabbs : Tem o direito de
contestar contra o acto do bacharel por perdas e
dainos.
O Sn. Goncalvbs da Silva :Tem o direito de
havjr essas per Jas e daranss.
O Sr. Anmfto Tavabes :Do bacharol.
O Sr. Gomqalves da Silva :Do individuo com
quem contratou, que devia fazer ef.ctiva reaii-
sacio do contrato, desde que a cmara.contratou
com ella j o objecto eslava em letigio, nao eslava
liquido, e portanto cmara compele indeuinisar
o prejuizo.
O Sn. Arminio Tavares : Mas senao fet a c-
mara que causou o prejuizo oi o bacharol. _
O Sr. Goncalves da Silva : Eudigo que loi a
cmara, porque esta devia fazer firme e valioso o
seo contrato, e urna vez que coniratou um objec-
to letigicso, e que por causa desse letigio oi o ar-
rematante prejudicado, claro que a cmara cor-
re o dever de satisfazer tal prejuizo.
O Sr. Ahminio Tavabbs E claro, nao.
C> Sn. Goncalves a Silva :Aiuda ha poucos
dia; nos amortamos urna rescisao em idnticas
circurostancias,por consequeueia para haver co-
herencia no proceJimcnto desta asseuibla pre-
ciso que se alteada as redamaeoes do peticiona-
rio. ,. .
Dizia eu, que o arrematante tinha o direito de
queixar-se de quem estragou a )>ua jangada, mas
o prejuizo que soffreu por nao poder tornar euee-
tivo o seu contrato, quem o ha de indeiunisar r
Seio duvida, quem fez o contrato, a cmara.
12 tanto verdae, meu collega, que ao peticio-
nario assiste razio, qne a propna cmara quem
reconbece o direito que elle tem, ella quem vem
reclamar a esta asseuibla por parte deste contra-
tante, porque nao podendo elle por si indeiunisa-
la, pede a autonsacao desta asseuibla para o fa-
zer.
Por ser advogado, e por ver que se tratava de
una questao puramente de direito, foi que ped a
palavra para expender a minlia opiniao.
(Ha mu aparte.)
O Sr. Goncalves da Silva :Ha dous pontos a
tratar, um pelo lado do direito criminal, e outro
pelo lado do dipeito civil, pelo lado do direito cri-
minal, o preju&cado poda queixar-se de quein
eslragou sua propriedade, mas pelo lado do di-
reito civil, de quem devo haver o prejuizo ?
O Sr. Arminio Tavabbs : Do mesmo iudivi-
duo.
O Sr. Gonc \lves da Silva :Sao, porque exis-
ta o conflicto, um terceiro entendeu que o lugar
da passagem arrematada Ihe perlencia, e o arre-
matante nao leve forcas para fazer .prevalecer o
seu direito arrematarlo...
O Sn. Amono Tavakes .Este argumento nao
procede u'uin paiz onde ha autoridades.
O Sr. Goncalves da Silva : Se se reconhece
que o arrematante soffreu prejuizo por circums-
taueia independente de suu vontade, se o seu di-
reito 6 liquido, claro que nos devemos autorisar
liestituicao. Em todo o caso esse arrematante
nao aufere os lucros que cogitou quand contra-
tou, em todo o caso o sen prejuizo certo, co-
ndecido, e quem tem o^lever de indemnisa-lo
por certo a outra parte contrataiite.
Por eonseguinte, senhores, entendo que esta as-
semblca d(ye autorisar ou a rescisao do contrato
oti a mderanlsaca* pedida, uad mais justo, nada
mais lgico.
O Su. Armimo Tavaues :Lgico nao.
O Sa. Goncalves do Silva -.Lgico shn, meu
collega.
Voto em favor do projecto pelas consideracoes
que acal de fazer.
SU. SOAltES BRAXDAO .Diz que tendo s-
signado o projecto que se discute, por ter sido
metnbro da cuinmissio que o offereceu na sessao
do anuo pastado, julga-sc no dever de manife.-tar
os fundamentos de sua assignatura. Observa o
Ilustre membro que, havendo a cmara munici-
pal de Baneiros contratado com Antonio Domin-
gues de Suuza as passagens em differentes rios do
seu municipio, succedeu que ao tempo em que
esse individuo quiz entrar no gozo do privilegio
que Ibe conceda o seu contrato, foi a isso obstado
por outro que, de tempo anterior arrematacao
sustentava um pleito com amesma cmara mu-
nicipal, com relacao a essas passagens; e, em taes
coadices nao gozando o arrematante do privile-
gio pelo qual se obrigou a dar um tanto cmara
pareceu a commissao de que fez parle, que era de
toda a justica determinar que a mesma cmara de
B.rreiros mdeinnisasse a esse arrematante, urna
vez que nao pode ser posto em duvida o prejuizo
m lindo pelo individuo que contratou, o que julgo
do justica taulo mais quanto o pleito sustentado
contra a cmara, anterior ao contrato pela mes-
ma celebrado.
Julga, pois, que o projecto se acha as condi-
eas de mentor o asaetiraento da asseuibla.
Va i mesa o seguiule requerimento que a-
poiado:
Requeire que, pelos canaes competentes, se
peca copia do contrato ce!- lirado com Joaquim Vi-
rissimo do riego Barros, pida cmara munjeipal de
Agua-Preto, acerca da arremalacao das passagens
dos Montes e Japaranduba.Armimo Tacares. >
Encerrada a discussao o projecto approvado,
sendo regeitado o requerimento.
Primeira discussaj do projecto numero 28 deste
auno.
E' lido e apoiddo o seguinle requerimento :
< Requciro que, pelos canaes competentes, se
puja ao Exm. presidente da relacao, informafao
acerca do projecto qu se discute, sem prejuizo da
primeira discusso.Eduardo Pina. >
O SR. GOXCALVES DA SILVA:Sr. presidente,
do muitos diasouco dizer,qneacreacao deste lugar
> ndispensavel.
Eu aqui nao moro, nao sei portanto de todas as
cirenmstancias que lodem dar, com relacao a este
para a segunda diseu>sao, e voto, nae sbelo yro-
jao e que sou aulor, como pelo peiido de infor-
maSes.
Eneerrada a tusenssao o projeao approvado
oai o rfcqueriinetto.
CenUimaeao di 1* disenssao de proiecto n. %
de 1818, que suppriine um dos lugares de escrivao
do enno de Ipt'juca, que primeire gar.
Verilieando-sti nao haver casa, fea KBiscussao
0#r. Priridette; Designa a ordem do dia e
lewuta a st
PARECER N. 63. ,
A ommissao de rendas e exaiae de Cernas,
foi presente o ore-amento da receita e tespe das
cmaras mnnicipaes da. provincia cora os docu-
mentos respacfiv., e de parecer que se adopte
o prejecto do le do orcamento e despeen-de cada
urna d'ellas, que deve vigorar no eiwFoieio de
1869 a 1870.
PBOJECTO X. 53.
A assembla legislativa provincial de ernam-
buca, resolve :
Art. 1. A dttpeza das cmaras mumcipaes da
Eroviacia para o anno tlnanceiro do i. de outu-
ro de 4669 a 30 de selembro de 1870, oreada
em 206:1395310rs.
CAPITtXO I.
ArL 2." A cmara municipal da cidade do Re-
cife, autorizada a despender com os objectos
abaixo desiguadi)s a quantia de 160:10aJ8Ors.
Cune a secretaria
6 i. Ordenado do secretario.....
1:6001000 de ordenado e 600000
de gratilicaco...................
dem do offlcial miaior, l.OOOOOO
de ordenado e dp0->600 de gratifi-
caciio___.*___i.................
dem do amanuense servindo da
porteim, 1:000000 de ordenado e
OOOOO de gratuleaco...........
dem de dous amanuenses perce-
bendo cada um 600^000 de ordena-
do e iOOOOO do gtolillcaQao.......
dem do continuo servindo de cor-
reio, WOKWO de ordenado e 320^000
de gralifcacao...................
CoHtaioria
% 2." Ordenado do eonlador,.....
1:200*000 e 6005000 de gratiQcacao
Porcentagem do procurador, na
razao de 2 0/0 das rendas que arre-
cadar ...........................
Empregadot externos
3. Ordenado do advogado.....
dem do solicitador.............
dem do otileial de justica........
dem dos liscaes das freguezias de
S. Jos e do Recife, percebendo cada
um 5005000 de ordenado e 300*000
de gralilicacao.....!............. 1:600*000
dem do fiscal de S. Antonio......
600*000 de ordenado c 600*000 de
gratificacao...................... 1:200*000
dem do liscal da Boa Vista......
700*000 de ordenado e 600*000 de
gratiflcaeab......................
dem os lscaes das freguezias do
Poco, Varsea, Abogados, S. Lourenco
da Malta, Jaboatao e Muribeca, per-
cebendo cada um 2i0*000 de orde-
nado ........................... 1:440*000
dem de treze guardas a 720*000
cada um......................... 9:360*000
dem do cirurgao.............. I:ftW.*000
dem do engenheiro, 1:600*000 de
ordenado e 400*000 de gratiticacao. 2:000*000
dem do administrador do mata-
douro, 600*000 de ordenado e.....
400*000 de gratifleaejio............ i :000*000
Despezas geracs
4. Expediente c impressoes 1:8003000
Aluguel do paco da cmara...... 1.000*000
Jury e eleic3es................. 2:000*000
Costas em que decabe a justicia
publica........................ 4.000*000
Despezas judiciaes.............. 1:200*000
Desoppropriacoes............... 1:200*000
Para pagamento da desappropria-
Cio dos trunos urbanos...........
Concertos de predios municipaes.
Para continoacao da obra do ma-
tadonro.........................
Planto das arvores, sendo prohi-
bido as gameleiras, salvo os lugares
onde ji tem essa arvore...........
Divida passiva e eventuaes......
|g &rentoae6_.
100*000
i
Art. <." A eanaara municipal da villa de Igoa-
rassd autorisada a despender com os objectos
abahro designados a quantia do 2:440*000.
I'
Eventuaes.
Ordenado do secretario.
\ 2" dem do porteiro...........
3o Porcentagem ao procurador,
sendo 6 0/0 .da renda que arrecadar.
4o Ordenado dos lscaes :
Ao da fcegueziade S. Pedro Martyr.
dem da Luz...................
dem de Beberihe..............
dem de Marangoape...........
% 5- Administrador do cemiterio.
dem do servente...............
% 6 Despezas ordinarias:
Expediente e assignalara do jor-
nal offlcial...........x............
Cnslas........................
Agua e luz para as prisoe-......
Para concertos dos predios muni-
assnmplo, mas disseam-me qe"e'5jHain 6Tuga"!eiPaes e calamento das ras......
ros de escrives da relaeao, 4 deste desapparece-'
ram, c existcm apenas 2. Ora, desde que se pre-
tende crear apenas 1 lugar, a necessidade mani-
festa, porque ficara 3 serveutuarios, qoando de
a ates tintiamos 6, como pois e para que pedir-se
informales ao presidente da relacao ? Xao con-
testo que o presidente da relacao seja milito compe-
tente para nos dar informacoes sobre o olijeeto de
que se trata, mas desde que haviam 6 lugares e
isto ba muito pouco tempo, dos quaes desappare-
coram.
Om Sr. DEruTADo:E porque razao 1 Convm
niuito saber a razao.
O 4n. GofiCAlvts da Silva :Dizera-me que pelo
alieciin'nW dos respe^iivos serventuarios.
Como disse principio enno moro nesla cida-
de, mas afflrman.m-me qu onJugares eram 6, 4
d^s quaes dosappareceram pela morte dos serven-
tiarios.
Un Sr. Dbfctado :Mas ellos que nao oram
prvidos, deve haver algnma razio.
Otbo Sn. Dbputado :Foram eximetos.
O Sn. Goncalves da Silva : O Cacto que
exictem 2 logares apenas, quando gantes existiam
6, desda que qner crear-se mais 1, me parece
que toda e qoalqoer opposicao ociosa, mesmo o
requerimento de adiamento, porque a necessidade
palpitante c manifesta.
A' vista disto, iu I gando a necessidade urgente,
ea voto pelo projecto, salvo se me demonstraren!
qae eston em erro.
O SR. G. DRMMOND :-^TJii que cotnquanto re-
conheca a necessidade que existe da ereacao de 1
lagar de escrivao no tribunal da relacao, ou antes,
de mais 1 lugar, todava sent descordar do oobre
deputado que sustentou o projecto, por isso que
tem idea de que algoma cousa existe, lei ou deci-
sio do governo, qoo oppOe a creagao desse lu-
jar ; pelo qne, entende <|ue dev ser approvaHe o
requerimento oni ordem a ser ousid o presidente
da reiaclo sobre a materia do projecto.
O SR. T. XOGUEIRA:Autor do projecto cor-
ria-me o dever de dar nobre deputado as ruges e
apresentar os motivos porque o oflereci... *^
O 8n. Goncalves da Silva :Mas eu j estou
satisfoilo.
O Sr. T. NocuEaA :,.. .entretanto vista das
c jndicoes que o nobre deputado acaba de fazer, e
fliesmo por me faltarem algumas informaefles que
ulgo mullo neceioarias qoestJn, eu me aguardo
2:200*000
1:600*000
1.-2OO3O00
2-.0OOOO0
720*000
1:8005000
3:200*000
500*000
400*000
200*000
i* Ordenado do secretario....
* dem do i goarda ~
> dem do 2" dil
4* dem doiscal da villa......
> dem do de llama rac......
| dem do praflwipr........
S 7* Aguae lu ''adeii___
-| Jury e eleicoes.............
8 9* Custas de proccsos........
f 10 Expediente e aratguatura do
jornaljrfUcial....................
. SU ftwntuans.,,..............
S 12 Concertos dos predios inuni-
cipaes, sseio-de ras e calcamento
das mesmas......................
400*000
130*000
1004000
0*000
2."i0*000
50*000
50*000
330*000
50*000
50*000
710*000
t:440*000
Art. 7* A cmara municipal da villa' do Bonito
autorisado a despender com os objectos abaixo
designado a quantia de 2:48*4600.
1
2.
3.
8-
jornal
1:300^000
4:aOO*000
7:000*000
8:000*000
5:000*000
4:000*! KM)
Limpesa da cidade.............. 9:000*000
Para obras novas............... 34:000*000
Para comeen do paco municipal... 20:000*000
5.": Cemiterio do Recife-:
Ordenado do administrador...... 2:000*000
dem do capelln1:.............. 900*000
dem do sachristao............. 400"*000
dem do porteiro............... 720*000
dem do jardineiro.............. 480*000
dem de dous guardas.......... 800*000
Vcnimeuto de nove trabaluadores,
sendo tres coveiros a 1*600 e seis
serventes a I 5200 diarios cada um,
e um pedreiro 4*000 diarios..... 5:840*000
Cemiterio do Poco:
Ordenado do administrador...... 6"0*000
dem de um servente........... 365*000
Cemiterio de S. Loureuco da Matta,:
Ordenado do administrador...... 300*000
dem do servente, que ser pes-
soa livre......................... 240*000
Cemiterio de Jaboatao:
O.-denado do administrador....... 300*000
dem do servente............... 420*000
Cemiterio da Varsea :
Ordenado do administrador...... 3O0A000
dem do servente.............. MOpOUO
Art. 3.a A cmara municipal da cidade de Olin-
da autorisada a despender com os objectos abai-
xo designados a quantia de 8:148*750.
800*000
450*000
642*000
450*000
:100*00
250*000
250*000
700*000
400*000
120*000
400*000
150*000
2:636*750
600*000
8:148*750
Art. 4. A cmara municipal da cidade de Goi-
anna auturisada a despender com o- objectos
abaixo designados a quantia de 4:736*000.
" i* Ordenado do secretario..... 800*000
2o dem do porteiro........... 300*000
3* dem do neal da cidade..... 400*000
4 dem do de X. S. do 0'..... 150*000
5 dem do de Tejucupapo..... 300*000
6 dem do administrador do ma-
louro......................... 60*000
17a Agaa e luz para a cadeia... 200*000
8" Para pagamento de custas... 500*000
i 9 Aluguel da dasa que serve de
mercado........................ 96*000
10 Jury e eleicoe*...........-. 100*000
jj 11 Porcentagem do procurador. 300*000
12 Expediente e asaignatura do
jornal offlcial.................... 80*00
13 Para meliioramento e limpeza
oa cidade. ...................... 1:300*000
g 14 Eventuaes................ 150*000
4:736*000
Art 5. A cmara municipal da cidade da Vic-
toria autorisada a despender com os obectos
abaixo designados a quantia de 4:690*000. *
fi i Ordenado do secrotar'io..... 800*000
2* dem do porteiro...........
3 dem do Mudante___'......
4o dem do fiscal.............
_ 5* .Porcentagem de 6 0/0 do
procurador......................
fl"Expediento e assignatura do
jornal offleial....................
" 7" Ao guarda do a^pugue......
8 Jury e oleieJo..............
9o Agua e luz para a cadeia...
10 Pagamento de cnstas,.
1 Augmento e melboramento
do
niterio.
Altfgoel do paco da cmara.
S 13 Imposto geral sobre o acoo-
goe............................
8 14 Foroi dos terrenos ?ocupados
pela municipalidade...............
i-5 Autio das rttw...........
150*000
100*000
100*000
300*000
60*000
20*000
200*000
1201000
400*000
1:640*000
mtm
40*000
40*000 (
#K>*000
Ordenado do secretario.....
dem do porteiro..........
dem do liscal.............
dem do procurador.......
Expediente e assignatura de
offleial....................... '
6." Jury e eieico.............
57. Agua e luz para a cadeia...
S 8.* Pagamento de custas inclusi-
ve! a quantia de 200*000 por conta
do que se est a dever no secretario
Joo Jos da Silva, 100*000 ao secre-
tario do jury e 100*000 ao capitao
Francisco Quinteiro da Silva Vieira..
9." Ventuaes.................
i 10." Para dar principio aa murtj
do cemiterio da Boa Vista-----.... j
H. Mobibia -para a casa da ca*
mar*........................
400*000
100*000
80*000
05000
60*000
102*000
100*000
500*000
60*000
732*600
200*000
Alves MergulM............. 1:170*000
6. Espediente e elcicao...... 100*000
I 7. Luz o agua para a cadeia. 80*008
18.* Limpeza do acougue e pateo
4a feira......................... 80*000
t 9. Limpeza e asseio da villa.,.. 400*000
8 10. Um retogie................ 50*000
SU Evonluae................ 100*000
S 12. Assignalara do jornal ofiteia 27*000
g 13 Ordenado do administrador
ao cemlierlo da villa............. 120*000
I 14. dem do servente do cemi-
terio............................. 80*010
S 13 Luz para a capclla do cemi-
terio............................. 23*000
g 16. Obras municipaes......... 1:557*725
2:484*000
Art. 8. A cmara municipal da; villa do Brejo
da Madre de Deus autorisada a despender com
objectos abaixo designados a quantia de 609*490.
1." Ordenado do secretario.... 200*000
i 2. dem do porteiro.......... 50*000
S 3. dem do ajudante......... 23*000
| 4." dem do liscal............ 40*000
5." Luz e agua para a cadeia.. 50*000
6." Jury o eleicao............ 20*000
7." Expediente e assignatura do
jornal........................... 40*000
8." EVcntuaes...............- 40*000
Si 9.- Obras municipaes......... 100*000
10. Custas.................. 44*490
609*490
Art- 9. A cmara municipal da tilla de Sal-
guciro autorisada a despender com os objectos
abaixo designados a quantia de 480*000.
1. Ordenado do secretario
2. dem do porteiro..........
3.- dem do liscal............
4." dem do procurador......
5. Expediente e assignatura do
jornal offlcial......'.............
6. Jury e eleicao............
7." Eventuaes................
120*000
40*000
70*000
70*000
50*000
40*000
!M)-500J
480*000
Art. 10 A cmara municipal da vilb do Bom
Conseluo autorisada a despender com os objec-
tos abaixo declarados, a quantia de 970*000.
I." Ordenado do secretario___ 200*000
S 2. dem do porten^........ 40*000
S .(.'.Porcentagemdofllseurador. 50*000
| 4." Jury e eleicao.. .*.......... 50*000
g 5. Expedienteo aS.-ignatnra do
jornal olncial..............t.....
" 6. Agua e luz para a cadeia..
7. Custas...................
8." Eventuaes.......t........
T" Edificaco do paco da ca-
40*000
40*000
100*000
40*000
mar.
410*000
970*000
Art 11. Acamara municipal da cidade de Xa-
zareih autorisada a dispender com os objectos
seguimos a quantia de 4:571*129.
1. Ordenado do secretario..... 400*000
2. dem do porteiro:......... 130*000
3. dem do continuo."........ 130*000
4. dem do liscal da cidade___ 100*000
5. Porcentagem do procurador. 120*000
6." Expediente c assignatura do
jornal offlcial..................... 60*00")
7." Jury e eleicoes........... 60*000
a 8. Aguae luz'para a cadeia.<* 240*000
f 9. Ordenados do secretario dos
annos anteriores................. 316*300
S 10. Gustas.................. 3005000
S U" Eventuaes............... 50*000
12. Obras militares.......... 2:624*829
4:571*129
Art. 12. A cmara muuicipal da villa do Cabo
autorisada a dispender com os seguintes objec-
tos abaixo designados a quantia de 2:451*.
" 1. Ordenado do secretario___ 400*000
2. dem do porteiro.......... 100*000
3. dem do fiscal............. 60*000
4. dem do administrador do
cemiterio........................ 120*000
8 5. Porcentegem do procurador. 180*000
| 6. Expediente e assigns.tura do
jornal...................,..... 60*000
7. Jury e eleicoes............ 50*000
8. Agua e luz para a cadeia... 100*000
9. Custas................... 200*000
10. Dividas dos annos anterio-
res. ........................... 296*000
8 11. Eventuaes................ 100*000
1 12. Cusas de accoes da c-
mara..........................,. 50*000
13. Obras municipaes......... 733*000
2:451*000
Art. 13. "A cmara municipal da villa de Bar-
reiros autorisada a dispender com os objectos
seguintes a quantia de 1:472*276.
1-" Ordenado do secretario..... 300*000
2." dem do poi teiro......v... 30*000
3. dem do liscal............ 150*000
4. dem de dous ajudantes___ 100*000
5. Expediente e assignatura do
jornal ofcial.................... 60*000
6." Jury de eleicoes........... 50*000
7. Custas.....'............. 100*000
8. Agua e luz para a cadeia... 80*000
9." Eventuaes................ 50*000
10. Aluguel do paoo.......... 100*000
11. Obras municipaes......... 482*276
"I
472*276
Art. 14. A cmara municipal da villa
queira autorisada a dispender com os
abaixo designados a quantia de 870*.
8 l. Ordenado do secretario___
g 2." dem do porteiro..........
3. Porcentagem de 6 por cento
ao procurador...................
4.8 Expediente e assignatura do
jornal offlcial....................
~ o\* Jury e eleicoes............
6. Para pagamento de custas..
7." Eventuaes.................
8. Para o mercado e mais obras
9. Muuicipaes................
10. Agua e luz para, a cadeia..
de Pes-
objectos
200*000
30*000
43*000
50*000
30*000
60*000
40*000
*
:u;;sooo
50*000
70*009
Art. 13. A cmara municipal da villa de Ipoju-
6 autorisada a despender com os objectos abai-
xo declarado a quantia de 8i*060.
* i. Ordenado do secretario.....' 830*000
ca
2." dem do porteiro
3." dem do fiscal........'.'.'."
4." Porcentagem do procurador
S. Expediente e assignatura do
jornal offlcial..............
8 6. Jurye eleicoes......'.'..'.'..'.
''att^................... 100*000
Eventuaes................. 30*000
Obras municipaes,..... 273*060
8 7.
|8.
9.
80*000
40*000
M*000
40*000
20*000
Art. 16. A%c^arfWfecipal da villa do Pao
d Alho e autorisada a despender com os objeeto*
abaixo designados a qaantia de 4:539*78.
11." Ordenado do secretario..... 350*000
S 2." dem do porteiro e correio.. 200*000
S 3. dem do fiscal da villa..... 100*000
s 4. Poreqntagem do pr curador 200*000
13. Custas, sendo 368*490 ao es-
crivao Rangel, 66*768 ao escrivao
Caetano fi iswne, 48*300 ao escrivao
Benedicto Bessoo de Mello, e o que
se sflver devendo o^frJcurado:

4:530*723
Art. 17. A cmara municipal da villa de Flo-
resta autorisada a des|iender a qaantia de.....
1:028*020 rs. com os objectes ababo designados :
" 1.a Ordenado do secretario.... 150SO00
2.- Mem do porteiro.......... 40*000'
3. dem do liscal............. 40*000
4." dem do procurador........ 30*000
3." Assignatura do jora! offlcial
e expediente............77....... 32*000
S 6." Aluguel do paco........... ,48*000
* 7. Jury e eleicoes............ 0*000
8. Agua e luz para a cadeia.. 60*000
9. Obras municipaes.........
10. Custas................... 100*000
U, Eventuaes................ 80*000
12. Obras municipaes......... 348*020
1:028*020
Art. 18. A cmara municipal da Villa Bella
autorisada a despender com os seguintes objectos
a quantia de 1:314*290.
1.- Ordenado do secretario..... 330*000
2. dem do porteiro.......... 40*000
3. dem do procurador....... 30*000
4. dem do fiscal............. 30*000
3. Aluguel do paco da cmara- 48*000
6. Jury e eleicoes............ 30*000
7.' Custas................... 166*000
8. Luz e agua para a cadeia.. 40*000
9. Expediente e assiguatura do
jornal........................... 30*000
10. Obras municipaes......... 530*J90
1:314*290
Art. 19. A cmara municipal da villa de Agua
Preta autorisada a despender com os objectos
seguintes a quantia do 3:284*.
1. Ordenado do escrivao...... 500*000
2. dem do fiscal da villa..... 150*000
3." dem do fiscal dos Montes... 150*000
4. dem do porteiro.......... 120*000
5. Porcentagem do procurador 228*420
6. Expediente e assignatura do
al offlcial.................... 603000
7. Jury e eleicoes.... a....... 80*000
8. Custas..................., 400*000
9. Aaseio do paco e mobilia 100*000
10. Aluguel do mesmo......... 192*000
U. Factura de catacumbas.... 200*000
g 12. Ordenado do administrador
do cemiterio..................... 120*000
13. Limpeza das ras.......... 150*000
14. Luz para a cadeia e quarleis 150*000
13. Eventuaes................ 50,000
% 16. Continuaran das obras do
cemiterio........................ 533*380
3:284*000
Art. 20. A cmara municipal di cidadj do C-
maro autorisada a despender com os objectos
abaixo designados a quantia de 1:390*000.
1. Ordenado do secretario..... 300*000
a' 1 dem do porteiro.......... 300*000
g 3. dem do fiscal............. 100*000
4" Idom do administrador do ce-
miterio......................... 200*000
8 8." Porcentagem do procurador 100*000
I 6. Expediente e assignatura do
jornal offlcial.................... 60*0"0
8 7. Jury e eleicoes............ '^^a
8 8. Agua e luz para a cadeia... 80*000
8 9. Custas................... 200*000
s 10. Eventuaes................ 60*000
S 11. Obras municipaes......... 310*000
1:500*000
Art. 21. As demais cmaras rejularao as suas
despezas de couformidade com o que dispoe a lei
n. 853 de 5 de junho de 1868.
CAPITULO II.
Art. 22. As cmaras rrunicipae* ficam autori-
sadas a arrecadar durante o anno financeiro desta
lei, as rendas provenientes das disposiciies especi-
ficadas nos seguintes paragraphos:
g 1. Alugueis de predios municipaes.
g 2. Foros iaudemios de terrenos munici-
paes.
3." Affericoes de pesos e metlidas.
g 4. Licencas para edilicacoes o cordeacoes, fl-
cando as cmaras obligadas a mandar o seu cor-
deador ao lugar das edilicacoes, aiim de cordear e
o mais que necessario fr.
8 5." Reparos dos agougues.
g 6. Taxa de 2*000 paga aunu alenle por ca-
da licenca que lirarem as bocetoiras por venda
dentro do municipio, e 5*000 pagos taraban an-
nualmente pelas licencas que tiverem os mscales
qoe veuderem oo municipio.
g 7. Taxa do 2*000 sobre engenhoca.
g 8." dem sobre passagem em vigor nos* dias.
9." 80 rs., por carga de fai inba e legumes
vendidos nos mercados publicos: licando as c-
maras obrigadas a fornecer gratuitamenteaos ven-
dedores de taes gneros as medidas em vigor.
10. Mullas por infrac,oes de posturas.
11. Imposto docapim de pa ato no municipio
de Olinda, que se vender na cidde.
12. 500 ris por cabeca de gado vaceura e
ris por suino, e 100 ris por ovelhum e ca-
preiro.
g 13. Imposto de fogos artificiaes, pagando o
duplo da actualmente em vigor aquelies foguetei-
ros que tiverem as suas casas da trabalho dentro
das circuinscripces das villas e indades.
8 14. dem sobre casas de negocio.
S 15. dem sobre curraes de peixe.
16. dem de 60 res por cada p de coqueiro
para negocio.
17. Dividas de annos anteriores.
f 18. Saldo dos mesuras.
g 19. Cemiterio publico.
% 20. Cusas.
5 21. Multas das camaias.
g 22. Impostos de 2?500 sobro depsitos.
g 23. dem dem sobre fomos de cal.
g 24. dem idem segundo o art. 22 22 da le
n. 371 de 8 de junho do 1833.
8 23. Taxas sobre pontos e estradas mawci
paes.
g 26. 80 ris por carga de carne seeca, baca-
Ibo e outros peixes moceos que forera expostos
a venda nos mercados pblicos nos municipios
que nao forera do Recife, licando isemptos de=se
imposto das carnes chamada de sol.
g 27. A cmara municipal de Flores perceber
o imposto das meuucas e legumes, e 5 por cento
sobre as rapaduras.
28. 10 por cento de cada licenca para soltar
fogo de artificio, e 4*000 rs. para soltar fogo
do ar.
% 29. 6*000 por cada carraca no servico da ca-
pital, salvo aquellas que forem empregadas no
servico da lavoura.
8 30. Quaesquer outras taxas que as cmaras
estiverem autorisadas a cobrar por lei anterior a
esta, e que nao lenham sido expressaraedte der-
rocadas por lei desta assembla.
I 31. Fica em vigor o 32 do art. 36 da li n.
776 do 1867.
g 32. Ficam igualmente era vigor o 8 36 do art.
29 da le n. 698 de 186o.
capitulo ni.
Art. 23. Fica o presidente da provincia autorisa-
do a mandar proceder como fr ele direito, aflm de
ser eumprido o preceito da lei de 12 de agost de
1834, para que as cmaras municipaes nao dei-
xem de prestar suas contas, como determina o
art. 46 da lei de 10 de outobro de 1828.
Art. 24. Fica em vigor os arts. 31, 32 e 39 da
lei n. 546 de 31 de junho de 1882, nao prendo
em caso algom s cmaras mnnicipaes do Recife e
Olinda eximir e satisfazer o qoo determina o art.
31 da referida lei.
Art. 28. Fica igualmente em vigor o art. 44 da
lei n. 945 de 3 de junho de 18% berav como os
arts. 80 e 84 da le n. 776 de 1867.
ArL 26. Contina em vigor as disposiedes do
art. 24 e seus paragraphos e 25 da lei n. 833
de 5 de junho de 1868.
Art 27. Ficam as cmaras municipaes autori-
sadas a pagar as cusas judiciaes que estiverem
a dever.
k 28. Ficara revogadas -s disposicoes em
la das sessoes, 18 de maio de 1869. Age
forra*-i0k quanto a porcentagem do procurador da cmara
deste municipio.
i EEV1STA DIARIA.
ASS'EMBLA PROVINCIAL.Xa sessao de hon-
tem ovioao Sr. Epaminondas de Barros justifican-
do um requerimento que apresenlou, pedindo in-
f'irmacoes sobre a eleicao feita para jnizes de paz
de districto de Canhotinho, quando tal districto
nunca foi creado.
Onvio depeisao Sr. Goncalves da Silva pedindo
Informacoes sobre os reparo} que precisa a igreja
da Soledade de Goyanna.
Ambos os requerimentos foram approvados.
Xa ordem do dia, continuando a 2* discussao
do projecto n. 5, que so permute seren emprega-
dos nos estabelecimentos da Santa Casa brasiieiras
e brasiieiras natos, foi approvado, votando contra
os Srs. Andr Cavalranti, Soares Brandao, Gitira-
nn, Baccllar e Pontual, e favor os Srs. Lopes Ma-
chado, Arminio, Tavora, Goncalves da Silva, Jal-
sen, Amorim, Pina, barao de Una, Felisbino, Cice-
ro e Mergulbao.
Approvou em l* discussao o projecto n. 34 des-
te anno, que manda pertencer ao 4o districto de
paz da Escada o engenho Rainha dos Aojos, dis-
pensado o iutersticio requerimento do Sr. Pon-
tual.
Entrando em o de n. 92 de 1868 que refor-
ma a foUia de jubilarlo da professora de Caruar
D. Anna Joaquina Peres Campello de Mello, foi
approvado.
Approvou em 1" o de n. 12 deste anno que ap-
prava o contrato feito com Andr Porto para a
eollocarao de trilhos desta cidade para a de
Olinda.
Approvou em 1* o que autorisa o governo
conceder um anuo de licenca com todos os venci-
raentos Francisco Geraldo Moreira Temporal, Io
escripturario da tbesouraria provincial.
Approvou em 2' o de n. 27 deste anno, que sup-
prime o lugar de 2 tabellio do termo de Ca-
li rob.
Entrando em 2" o de n. 17 deste anno, que orea
a receita e lixa a despeza da provincia para o
exercicio de 18691870, votou os arts. 2o, 3o, 4,
5o, 6o, 7-, 8o, 9" e 10, ficando a discussao adiada
por falta de numero.
A ordem do dia para a sessao de hoje a con-
tinuacao da anterior e mais a 2' discussao dos pro-
jeclos ns. 1,12, 34, 36 e 39, 1' do do n. 53 deste
anno, e pareceres sobre leis nao sanecionadas. .
TRILHOS URBAXOS.Reunio-se hontem a as-
sembla geral dos accionistas desia empreza, no
salao do Club Pernambucano, em numero de 92
accionistas representando 1,103 accoes, para ou-
vir a leilura do relatorio da commissao proviso-
ria, e proceder eleicao da direccao effectiva.
Finda a leitura do relatorio, o Sr. Dr. Aimeida
Cunha propoz, e foi approvado por unanimidade
de votos, um voto de luuvor commissao proviso-
ria e ao Sr. Andr de Abreu Porto, pelo acert com
que procederam para ver definitivamente orgam-
sada a companhia.
Em seguida procedeu-se ao recebimento e apu-
racao das cdulas, sendo o resultado da votacao o
seguinte :
Jos Joaquim Antunea........ 148
Manoel Jos Dantas........... 137
Bario da Soledade............ 136
Theodoro Just................ 132
Jos Baptista Braga........... 98
FACULDADE DE DIREITO.Acham-sc matri-
culados 482 esttidanlos, sendo 98 no Io anno, 81
no 2, 102 no 3*, 100 no 4, e 101 no 5-.
Acbam-se elles divididos assim por naturali-
dades :
Pernamcuco. 167
Babia. *......v 71
Parahyba. ..... 63
Cear.......37
Sergipc......39
Alagoas......27
Maranhao......23
Rio de Janeiro. ... 16
Para. S.....10
Piauhy...... 9
Minas Geraes..... 8
Rio Grande do Sol. 3
Espirito Santo. ... 2
S.Paulo...... 1
Montevideo...... 1
1 ASSASSIXATO.TendQ Joao Baptista urna al-
tercacao com Joao Jos de Souza, na' noite de 10
do crrante, no districto do Catende, do termo de
Bonito, recebcu deste diversas pauladas, relri-
buindo-lhe com tres facadas, que o prostraram
|K>r trra morto. O assassio apenas concluio o
crime, logrou evadir-se paraos matta*do engenho
Riachm, nao tendo a polica realisado sua cap-
tura
THESOBARIA PROVINCIAL.Pcrante a jun-
to administrativa desta reparlicao vio [iraca, no
dia 26 do correte : a taxa da barreira da estra-
da da Victoria, em trras do engenho Morenos,
avahada em 1:508* annuaes; os reparos da pon-
te do Gindaby, avalia os em 7:968* ; o forneci-
mento de medicamentos enfermara da Casa de
Dc;encao, por um anno a comecar do Io de julho
prximo; os concertos da cadeia da cidade da
Victoria, avahados em 2:310* ; o imposto de 20
% sobre o consumo do agurdente as comarcas
de Pao d'Alho, Cabo, Victoria, Palmares, Rio For-
raoso, Xazareth, Limoeiro, Goyanna e Itamb,
nos municipios de Olinda e Iguarass, por tempo
de 3 annos a comecar de julho prximo ; imposto
de 2*500 por cabeca de gado morto para consumo
na comarca do Recife, avahado em 70:001* ; di-
tos de 2*500 e de 20 /> do agurdente consumi-
do as comarcas do Bonito avahados em 5:103*;
na de Garanhuns em 4:334*, na de Flores em
2:001*, as de Thcarat, Boa-Vista e Cabrob em
2:192*. no municipio do Brejo em 1:501 i, e no
' de Cimbres em 851*, sendo a arrematocao por 3
annxH a contar de julho prximo.
FORO DO RECUDE. Tendo seguido para
corte com cenca o Sr. Dr. Paulino Chaves, que
se achava no exercicio de juiz de direito da 1.*
vara civel, passou a servir esse cargo o Sr. Dr.
Joaquim Jos de Miranda, e a 1" vara muuicipal
o Sr. Dr. Miguel Jos de Almeida Pernarabuco.
CLUB RADICAL.Haver sessao do Club Ra
dical hoje as 6 horas da tarde.
ARCADIA PERXAMBUCANA. Em sessao or-
dinaria do dia 13 do crrante foram eleitos re-
dactores da Revisto da Arcadia Pernambucana os
Srs. Monteiro de Barros, Barras Pimentel, Pimo
de Lima, Carvalho Moreira, Ulysses Vianna, Jos
Leandro e Campos.
Quinto-feira 20 do crrante ao meio da haver
sessio.
SOC1EDADE PATRITICA DOUS DE JULHO.
Haver sessio quinta-feira 20 do crrante, ra
do Aragao n. 21,-as 11 horas da manflaa. Sao
convocados os Srs. procuradores para urna reu
niio particular posterior a sessio geral.
FERNANDO DE NORONHA.Pelo vapor Jf
nosso correspondente em 15 do crrante:
Outra vez algumas noticias tenho a dar-llie
raormente sobre a guarda nacional aqui destaca-
da, coja comportaioento de moitos tem sido bem
laraentovel I pois que quando uns continuara a
alternar contra a disciplina do presidio, commetten
do.actos de msobordinaca de dtsobdiencia, e at
embacando seus superiores, outros acmtosa-
meule atacara as leis do paiz, pial cando fados
repugnantes e criminosos, como os que passo a
relatar-Ihe.
< No dia 21 do prximo passado, o guarda na-
cional do 1 batalho de infamara Joao Joaquim
Jos de Sant'Anna, estando de sentinella no tele-
grapho da fortaleza dos Remedios, onde se acha
aquartellado, fez a arma em estilhacos, e picou o
corrame, pelo que foi recolhido a priso incon
tinento.
* A' 22, o guarda nacional do 1 batalbao de
artilharia Antonio Menezes di Amorim, oslando
tambem de sentinella no mesmo telegrapho, des-
pedacou a arma, pelo que tambem foi logo preso;
e a 3 do crreme o guarda nacional do 3 batalho
de infantaria Jos Luiz Correa, estando de senti-
nella na Aldea, das 7 as 9 horas da noite, arreben-
tou de proposito a arma, pe que foi preso.
Esquecia-me dizer-lhe que o 2 (Antonio de Me-
nezes) na oecasiao em que quebrava a arma dizia
alto e bom som, que assim obrava para o manda-
ran) para a capital, pota, que l dragando Ihe nada
succederia I e pelo que denoseram as tesiemunhas
nos conselhos que se Ibes fez M flcou con/uceado
que houve ajuste.entre reos e teslemunhas,
para o fim de irem todos para a capital, pois que
all chegados (como blazonam) seriara logo
soltos, apezar de quantos processos aqui se lnes
formaren) I e o caso queja se tem dado exein-
pos d'esja ordem.
( Consta que nesti oecasiao sao todos remedi-
dos para a capital, pos e tesiemunlias. Ha tem-
pes que esto sendo assim. nao volto mais da qui
vapor que nao leve aos dous aos tres guardas na-
c onaes presos ecom processos I Oh que boa gen-
te, a qoe-para esta lia se ba mandado >
guarmcao 1! 1 Houve uin tempo em que se passou
3he urna guurmgSo nesto presidio composta de
estaeamento da guarda nacional seria urna ga-
ranta de ordem para seas habitantes, desde que
para aqni velo eai 1863, o praweiro .destacamento
3ue 4eo a guarda nacional do 9 batalho de-
linda, qne tendo-se comportado honestamente
deixou, no din de qoasl doos anuos qoando se re-
tiran, saudosas recordacoea: nao tem, porm,
acontecido assim com i s que seguiram I pois se
nao parece, que os guardas nacionaes qne para
aqui destocan sao semppe escolhidos a dedo; e
para provaltaja vista os conlimiados feitos que
por muitosdelles tem sido praticados.
< Aqni apareceu na manhaa de 24 do prximo
passado a barca italiana ttffiw, vinda de Mon-
tevideo com destino Genova,carregada de couros.
com 43 passageiroa, e j com 42 das de viagem ;
e, sobre a vela, deitou lora o escaler em o qual
vieran trra o dono, cinco passageiros e quatro
remadores cm bu-tca de refresco, ficando o navio -
bordejar a vista de trra; e quando j servidos no
que pretendern! se dirigiam ao porto de Santo
Antonio para embarcaren),-ste depois das 3 heras
da tarde, foi-lhes observado pordiilercntes pessoas
que, acbando-se o navio quasi em pontos de velas
(to grande era a distancia que se achava) e sendo
o tempo invernoso, melhor seria que pcrnoutassm
em trra, franqueando-lhes para isso o Sr. com-
mandante do presidio (que tambem se acharo'pre-
sente) os precisos coinmodos: porm, ou* o desejo
de abreviaren) a viagem, a falla de malhor rcfle-
xao, fez com que, agradecendo lodos os offereci-
cimentcs que se Ihes fazia, embarcaran em busca
do navio.
t No seguinte da amanheceu navegando as
aguas do presidio, a referida barra com bandeira
de signal no inastro grande, o que causando era
Ierra grande sensacao, mandou o Sr. cemraanoan-
le, o sargento Quirine Joaquim Marieii a na baliei-
ra do presidio, ver o que bavia a bordo; o do-*e ali que o escaler desde a tarde antecedente
havia largado de trra em busca do navio, fot ge-
ral a consteruaeaoi e dor que de todos se apode-
roa : o que fez o sargento Madeira, homem mar-
timo e couhedor da l ta. e suas dependencias, pedir
ao capitao, que.inanda-se um homem colloear-se
na maior altura possivel a ver se alguma cousa
avistova; e declarando esse viga quo ao O. E. da
ilha avistova Om pequeo vulto perto da costo,
para aquelle lado fez o referido sargento navegar
o navio, e elle dlrigindo-se na balieira cnconlrou
os dez homens ali agrupados sobre urna pequea
pedra fra d'agua, e com o escaler amarrado todos
j tio desanimados, por verem que j repontava a
mar quecom pouco teria de os submergir, e tendo
as maos tio estragadas, que s por forca dos homens
da balieira poderam-se transportar para o na-
vio. Bem dita seja a Divina Providencia, que nao
desampara seus filhos as maiores agonas desta
vida.
a Nesta ilha est sendo festejado o santo mez de
Maria, que constantemente tem sido bem concurri-
do, para o que bastante se bao esmerado os Rvds.
capcllaes padres Clemente De Xege, e Antonio
Aragneth, e sempre com suas praticas anlogas ao
assumpto.
O invern tem continuado regularmente, o que
d osperancas de boa safra de legumes: o dgodio
que lem sido plantado cm grande escala, muito
prometle, pois segundo a experiencia grande deve
ser a safra, visto que foi bastante perseguida do
lrgalo : outro tonto, perm, se nio pode dizer da
mandioca, pois tendo-se plantado roca tambem era
mui grande escala, esto sendo perseguida pele
mofo (ou inenju como Ihe chamara) pesie que ha
cinco annos aqui appareceu, e que nio deixa pro-
gredir a mandioca.
Por agora nada mais tenho a dizer-lhe, sanio
que Seamos aqui na paz do Senhor. >
PROCLAMAS.Foram lidos na matriz da fregue-
zia de Santo Antonio no dia 16 do crrante mez os
seguintcs proclamas :
1." denunciacio.
Joao Baptista de Moraes, com Marcelina da Co;i-
ceicio Muniz.
Joaquim Pcreira da Silva Mattos, com Joanna
Catharina de Moura.
Manoel Ferreira Moutinho, com Antonia Maria
da Conceico.
Manoel Ramos da Cunha, com Pnsca Romana
da Conceico Luna Freir.
Joaquim Moreira da Silva, cora Isabel Maia de
Mello.
Jacintbo Pereira de Aguiar, com Maria Grorgina
Vercosa.
Antonio Gomes de Figneiredo, cora Joaquina
Maria Augusto.
Jos Pedro de Castro, com Rosa Augusta Guedes
de Oliveira.
Manoel Ferreira do Espirito-Santo, com Felis-
bella Maria da Conceico.
Joao de Deus Al ves, com Manoella Maria Correa.
Antonio Maria Pereira do Lago, com Mara da
Pedade dos Santos Alm.
Antonio Botelho Falcio, com Scverina Rosa de
Souza Cavalcan'te.
Leandro da Costo Miranda Bastos, com Belarmi-
na Maria da Conceico.
Jos Francisco da Cunha, com Josepha Maria
Ferreira c Silva.
2." denunciacio.
Andr Avclino Ribeiro Lima, com Emilia Caro-
lina de Barros e Silva.
Jos Francisco de Figuoiredo, com Margarida de
AIIomao*sneiro.
Joao Iterarn) Lms, com Francisca Ferreira de
Barras Campello.
Joaquim Domingues da Cosa, com Anna Ferrei-
ra de Barros Campello.
Faustiniano Jos Francisco do Paula, com Vicen-
cia Leopoldina Lima.
3.1 denunciacio.
Francisco de Paula Carneiro Leio Jnior, com
Antonia Caetana de Assis Farias.
Antonio Henrique Rodrigues, com Anna Anglica
dos Santos, *
Antonio Dias de Almeida Costa, com Gertrudes
Feliciana da Fonseca.
Mauricio Jos dos Santos Ribeiro, com Jesuina
Augusta de Oliveira.
LOTERA.A que se acha a venda a 106', a
beneficio da matriz de Villa-Mella, que corre no
dia 20.
PASSAGEIROSO vapor nacional Parahyba,
vindo de Goyanna trouxe os seguintes passagei-
ros : Jos Honorio Bandeira de Mello, Jos Tbeo-
tonio P. de Carvalho, Elias de Almeida Lima, Cusy
Juvenal do Reg, Dr. AlTonso de Albuquerquu
Mello, Jos Dias da Silva, Maria Joaquina Cesar,
Dr. Joao Jos Ferreira de Aguiar.
Entrados de Fernando de Noronha no vapor
nacional Mundali o? seguintes: 13 guardas na-
cionaes, 14 sentenciados, 2 mulleres dos senten-
ciados.
CHRONICA JIWURM.
i itiiti \ \i. ia m:i. t, &o.
SESSAO DO 8 DE MAIO DE 1869.
PRESIDENCIA DO EXM. SH. DKSHMBARCADOR CAETANO
SANTIAGO.
As 10 horxs da manhaa. presemos os Srs. desem- '
bargadores Gitirana, Guerra procurador da cora,
Lourenco Santiago, Almeida Albuquerque, Motta,
Domingues da Silva, Frailas Hcnriques e Souza
Leio, foi abena a sessao.
Passados os feitos deram-se os seguintes jura-
mentos :
Accravo de peticao. Aggravante, Hllherme
Augusto R. Selle; aggi avado, o juizo. Relator
o Sr. desambargador Guerra, sorteados os Srs.
desembargadore* Domingues da Silva e Gitira-
na.Deram provimento.
Habbas corpus.Do paciente Joio Francisco da
Costa, nao ha que deferir.
Appellaqoes chimes.Appellante, o juizo; ap-
pellado, Paulo Francisco de Araujo.A' novo ju-
ry. Appellante, Jos Francisco de Arruda; appel-
lados, Manoel Ferreira da Silva e outro.Im /re-
clenle. Appellante, Manuel Alves de Lyra; ap-
pellada, a justica.Improcedente. Appellante, o
juizo; appellado, Manoel Clementino de Sou-
za.Improcedente. Appellante, o juiao; appella-
do, Manoel Francisco de Moura Improce-
dente.
PASSAGENS.
Do Sr. deserabargador Gitirana ao Sr. dasembar-
Cr Guerra. Appeilacao cvel: appellante,
el Alves Ferreira e Cuaha : appellada, D.
Maria Cordeiro.
Do Sr. deserabargador Guerra ao Sr. desembar-
gador Lourenco Santiago.Appellacoes civeis: ap-
pellante, Alexandrefrancisco de Oliveira; appel-
lada, Bonifacia Maria da Rocha. Appellante, An-
tonio Carlos Pereira Pinto ; appellado, Jos Flix
do Reg. Appellante, Jos Maria de Souza; appel-
lado, Joaquim de Souza Oliveira. Appellante, Ma-
noel Barbosa da Silva; appellado, Feliciano Joa-
quim dos Santos. Appellante, Antonio de Souza
Lealdade; appellada, a cmara municipal.
Ao Sr. deserabargador Almeida Albuquer-
que. Appellacao civel: apjtellante, Jos Manoel
Pires.
Do Sr. desembargador Almeida Albuquerque ao
Sr. desembargador Motta.Appellacoes civeis: ap-
pellante, Francisco Alves d% Veiga; appTIlada, a
naenda. Appellante, Jos Autenio da Cunha Gui-
maraes: appellada, a fazenda. Ajuelianee, Jero-
nymo Jos dos Santos; appetta|Ml9lrancisco Xa-
vier de Andrade. AppeHafao crime: appellante, "
o juizo; appellado, Graciano, cscravo.
(Panaal



Diario de Pernamboe.o Qoarta feira 19 de Maio e 1869.
ao Sr. desembarca-
iji;iingur vllacjonvcl: appel-
lanti'. D. Joanna Mara 'i. ppellado,
tinho ( s da Cunta.
aem-
is leuFiques.'App veis :
appellaute, Joao Alves de Carvalho Cesar; appel-
lado, Bartholomeu Pereira de Vasconcelos. Ap-
pellantc, D. Anoa Francisca de S; appellados.Jos
Furtadn Lacorda Jnior e ontro.
Do Sr. desembargador Freitas Henriques ao Sr.
desembargador GitiranaAppellacao civel: appel-
lante, Jis Rodrigues Paz; appellada, Helena Ma-
ra do Carmo.
Deligf.ncia chime.Ao Sr. Besembargador pro-
motor ajustica: ippellaute, o jui/.o; appellado,
Thom de Ainurim Lima. Appellantes, Joo, es-
eravo e outro; appellada, a justiea.
nnLifE!0(|*iBiVKi..- Ao Dr. curador geral. ap-
Sellante, Ufanare Rodrigues da Silva; appellado,
os Joaemaua^ilveira.
Ao Sr.dj jjfirgador procurador da cora.O
conilicM hkcao entre os substitutos da juiz
de dird^^HPkd do Ico.
AsstfMhat da para julgainento dos seguintes
feites:
A!''k:.i.\c\() crimk.appellante, Isael Soares da
Silva; apellada, a urlica.
A' 1 horada tard,9'nccrrou-se a sessio.
PBLICACOES A PEDIDO.
Ao publico.
Os abaixo assignados vendo os seus noines dicli-
nados n'uma publicaran foita ueste Diario em o
sen n. !K) de 22 do crrenle mez de abril, vein pe-
ranle ao publico declarar; que as injurias, irro-
gadas tos abaixo assignados por Firraino, na sua
corresp mdencia de marco passada, Ib'as devolvem
tal qial as receberam, ffiancando a este homem,
que por ruis ijue elle excrca o seu recouhccido
genio nxoso, por inais que d que fazor a sua lin-
gua viperina, j atacando a propria jivndadc, por;
que i: opio, j aos hornera honestos, nunca abalar
as reputacdes dos abaixo assignados e ainda me-
' nos a do lllin. Sr. Dr. Francisco Gomes Velloso de
Albuquerque Lins, que a tein gratado n'uma viJa
exemplar e pura de vicios, apunto de ser lido por
todos como o homem de mais iostruccao deste
termo, e um dos mais considerados e queridos,
nao s dos grandes que milito apreciam as suas
man ei ras omito afaveis, e sobretodo a sua eonver-
saejio stipre variada e toda nuTilidade, instruc-
e3o e modestia como dos pobres, j aconselhando
a uns como advogado, a outros como chnsto,
consolaiido-os as suas desgracas e a todos cu-
rando-oi as suas infermidades e o que mais ,
dando-l'ies medicamentos e o hecessario para suas
dietas.
Nao por cerlo a reputaro de um homem des-
tes, que pode ser nem de leve tocada pela baba
pecoaiieiita de urna vbora, que nao satisleita de
atacar i.m pocesso as mais santas verdades da nossa
divina religio, nao ere que haja ninguem virtuo-
so, porque elle nao sabe o que quer dizer esta pa-
lavra virtude.
Tem.o tirminado (icando na estacada a esppra
de novos insultos, para enlo, aperar do respeito
que votamos ao publico, se ver muita consa boa
deslc novo GartkoHek, que ha muito a polica devia
ter mandado de mimo ao commandante de Noro-
nha. onde por certo faria muito melhor negocio.
Maraiiiuape. :10 de abril de 18G9.
'ilvano Marcelino da Silva.
Joao Francisco Bandeira de Mello.
Joao Ignacio de Jess.
IVancisco de Arruda Cmara
Theotonio Amancio de Souza Cavalcan'e
Francisco de Soza Lins.
O Liberal n. 6o tratando da questao Aratangy
diz: ,
a Tem Gaspar Ucha de retirarse, si formis
traco que o presidente da provincia: dizem,
a porra, que a deplonnm coscordou n'isto re-
c tirar-se primeiro a forca e depois Gaspar Ucha,
embora as parlicipares oflkmet digam afinal
que o invasor foi quein primeiro retirou-se.
Como juiz municipal sapotate tive de funecio-
nar na questao Aratangy, e acheime em dito en-
Senho durante a iuvaso, e posso aflangar a re-
arcao do Liberal, ser falca a sua assercao, pois a
forca retirou-se 2i horas depois de ter o Sr. lenente
eoronel Gaspar evacoado o engenho, com todos os
seus.
Eu nao m prestara a um tal manejo, e muito
menos, estou inteiramente coiwencido, o Exm pre
idente da provincia, em quem encontre o mais de
cedido apoio a lim de ser respeitada a autoridade,
Engenho Amazonas 16 de maio de 1869.
Lourenco Bezerra Mees da Silva.
COMMERCIO.
PRAGA DO RECIFE 18 DE MAIO.
DE 1869.
AS 3 1/2 HORAS DA TARDB.
Assucar bruto americano 33000 por arroba
Assuca canal 2 830 por arroba.
Cambio sobre Londres 90 d/v 18 3/i d. por
UOOO (hontem e hoje).
Descont de Ietras=9 0/0 ao anno.
f. J. Silveira
Presidente.
Leal Seve
Secretario.
CASADEEAMBIO
Teodoro Simn & C.
Comprara e veadem por conta propria
metaes, raoedas nacionaes e estrangeiras,
bj)3| de cambio, sedulas do goverao e do
qanco do Brasil.
DescoBtam letras da trra e outros ttu-
los commerciaes.
Eucarregam-se por conta alheia das mes-
raas transaccSes, da cobranca de letras da
trra e de outros ttulos commerciaes.
Recebem quaesquer qusujtias em deposi-
to, em conta corrente, e a prazo fixo.
Largo do Gorpo Santo n. 21.
ENGLISH BANK .
O Rio de Janeiro Limited
Desmonta lettras da praca taxa a con-
vencional'.
Recebe dinheiro. em conta corrente e a
prazo lixo.
Saca vista ou praso sobre as cidades
principies da Europa, tem agencias na Ba-
hia, Buenos-Ayres, Montevideo, New-York
e New-Orleans, e mitte cartas de crebito,
p ara os mesmos lugares.
Largo do- Pelourinbo n. 7
Banco Mau & C.
Rna do Commerclo u 34.
Desconta letras commerciaes a taxa convencio-
nal.
Necebe dinheiro a premio por letras e em conta
corrente.
Confere crditos e saca sobre as prmeipaes pra-
Qas do imperio, Rio da Prata e Europa, e compra
cambines sobre as mesinas pracas.
Encarrega-se por commissp de compra e ven-
da de fundos pblicos e acedes de companhias da
cobranza de letras e dividendos, ou de seu naga-
ment, e de qualquer outra operacao bancaria.
de miafhar, tO Irbra's de ojeras fracezas.
1 regiment tie sigoaes para navios, 2
pecas de sondareza, 2' travs de 30 paf-
JLFANDEGA.
Rendiment" do dia 1 a 17. ..
(dem do dia 18.....
464:7911736
22:137*761
486:929*497
MOVWENTO DA ALFAND^GA
Volumes entrados com fazendas
dem dem com gneros
liUA
184
219
de largura, 2 terrinas de ferro estanbado,
1:000 tijollo de fgoe 20 tiralinhas.
Para a enfermara de marnha 100 pares
de chinellas de couro.
Sa a das sessdes do conseliio de compras
navaes, H de maio de 1869.
O Secretario
Alexann Rod igueu dos Anjos,
so para preencliirnento dos lugares vagos,
aclia-se, pois, transferida para 21 do cor-
rente mez.
mos de compriuipnto e de 7 a 8 polegadas- Sala das sessSe do coselljo' d3 compras
Volumes sahidos com fazendas
dem idem com gneros
-----403
133
200
----- 333
Descarregam hoje 19 de maio
Vapor nglez=S/(/im=mercadorias._
Barca bglemSerapkma roereadorias.
Brigue portugus Florindaidem.
Escuna hespanholaRosita vinhos.
Sumaca hespanliqla=PortoM Sumaca bespanbolaAnnito^ieiB.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 17. 8:679*287
dem do dia 18...... 1:001*660
29:6805947
CONSULADO PROVINCIAL
Rendimento do dia 1 a 17. 53:582'i6S
dem do da 18....... 1:653*297
K;i:235*765
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no da 18.
Goyanna6 horas, vapor braslleiro Para-
hi/ba, de 104 toseladas, commandante
Mello, equipagem lo, em lastro ; a com-
panliia Pernambucana.
Ilha de Fernando40 horas, vapor brasi-
leiro Mundah, de 220 toneladas, com-
mante Jos Henrique de Souza, equipa-
gem 14, em lastro; a companhia Per-
nambucana.
Valparaso60 (lias, patacho dinamarquez
Kiitul, de 135 toneladas, capil5o C. C.
Neelsen, equipagem 8, carga 4928 sac-
cas com farinha de trigo; a Amorim
Irmos.
Navio saludo no mesmo dia.
MacieLugar inglez Aim W Heatou, ca-
pito Pridole, em lastro.
EDITAES.
2a seecao.Secretaria do governo de Pernam-
buco 18 de maio de 1869.
Edital.Pela secretaria do governo se faz pu-
blico para conhecimento de quem mteressar possa
o edital abaixo transcripto do juiz municipal e de
orpnaos supplente do termo do Bom-Conselho
pondo a concurso a serventa vitalicia dos offlcios
de 2o tabelliao e escrivao de execucoes civeis e
crmes d'aquelle termo creadas por forga do de-
creto de 30 de Janeiro de 1834. Os pretendentes
devem apresentar seus requerimentos no praso de
60 dias instruidos na forma do decreto n. 817 de
30 de agosto de 18ol.
Edital.Luiz Paulino de Hollanda Valenca cfflcial
da imperial ordem da Rosa, tenente-coronel da
guarda nacional e juiz municipal supplente em
exercicio no termo de S. Bento por S. M. Impe-
rial, etc.
FJtco saber aos que o presente edital virem, que
achando-se vago os offlcios de 2o tabelliao e escri-
vao das execuQes crmes e civeis deste termo,
por nao ter tirado o respectivo titulo o servenlna-
rio nomeado Fideralino Antonio da Silva Lemos,
no praso marcado, ponho em concurso os respec-
tivo offlcios como foi ordenado pelo E^crn. Sr. pre-
sidente da provincia em offlcio de 22 de marc do
corrente anno por isso pelo presente convido as
pessas que o pretenderem a se mostrarem habi-
litadas no praso de 60 dias contados da data
deste.
S. Bento 3 de maio de 1869.Luiz Paulino de
Hollanda Valenca. O secrotario Dr. Joaquim
Correa de Araujo.
A alfandega desta cidade precisa comprar
para o seu expediente os seguintes objectos :
1 balanca decimal cujo mximo peso seja de
1,500 kilogr,
16 peses de 30 kilogr. cada um.
9 ditos de 15 > >
9 ditos de 10
9 ditos de 5
9 ditos de 2 > >
9 ditos de 1
9 ditos de 0,5 kilogr. ou 500 grammas eaa um.
9 ditos de 200 grammas cada um.
9 ditos de 100 >
9 ditos de 50
9 ditos de 20
9 dilos de 10
I medida de litro.
1 dita de mel dito.
1 dita de decilitro.
1 dita de centilitro.
Quem qaizer fornecer taes objectos compareca
com suas propostas em carta fechada at o dia 31
do corrente.
Alfandega de Pernambuco 15 de maio de 1869.
Assignado0 inspector interino,
L. de C. P. de Andrade. .
DECLARACOES.
- O administrador da recebedoria de rendas
internas geraes faz publico que neste corrente mez
e no de maio prximo futuro, visto estarem con-
cluidos os lancamentos, e que os devedores do
imposto pessoal, relativo ao exercicio. corrente de
1868 a 1859, residentes as freguezias do Reeife,
Santo Antonio, Affogados, Poco da Panella, Varsea,
S. LourenQo da Matta, S. Amaro de Jaboatao, e
Uuribeca, teem de paga-lo, livre da multa de 6 0/0
e com ella depojs do referido prazo.
Recobedoria de Pernambuco 3 de Abril de 1859.
Manoel Catneiro de Souza Lacerda.
(MELHO DE COMPRAS NAVAES
O conselho promove no dia 19 do cor-
rente mez, %ob as condices do estylo e a
vista de propostas recebidas at as 11
horas da manh, a compra dos seguintes
objectos do material da armada.
Para provimento do almoxarifado, 6 pecas
de arribem, 2 bulles de ferro estanhado,
110 pellos de couro de lixa, 20 ca linhos de
lapis sortidos, 3 pecas de cabo de linho de
1 1|4 a 1 1|2 polegadas, 100 pares dedo-
bradicas de metal quadradas sortidas, 70
enhams de 25 a 30 palmos, 10 arrobas de
estopa de algodao, 20 resmas de lixa de
esmeril em panno, 6 arrobas de linha al-
catroada, 6 arrobas de linha de barca grossa,
6 arrobas de linha de barca lina, 6 arrobas
navaes 18 de maio de 18159.
0 secretario, .
Alexandre Rodrigues dos Anjo.
Conseho de compras do arsenal
de guerra.
0 conselho de compras'do arsenal de guerra
precisa comprar o segninte :
4 sel lins.
46 pares de botins.
1 camisa de meia.
58 lencos.
38 pares de luvas.
58 pares de meias.
142 varas de algodaoainho.
5 duzias de taboas de pinho de 3|4 de grossura.
5 le\es de arcos de ferio de 1 pollegada.
0 ditos dito dito 1 1|2 dita,
6 espadas.
6 pistolas de espoleta.
1 tesoura para torar cavallos.
1 coringa de metal.
As pessoas que quizerem vender ditos artigos,
apresentem suas nropostas com as competentes
amostras, na sala do conselho, as 11 horas do dia
22 do corrente.
Sala do conselho de compras do arsenal de
guerra de Pernambuco 15 de maio de 1869.
Jos da Silva/Guimares,
Presidente interino.
Jos Baptista de Castro Silva,
Secretaria__________
Sa Casa da misericordia do
Heclfe.
A Illma. junta administrativa da Santa Casa da
Misericordia do Recifc manda fazer publico que na
sala de suas sessoes, no dia 20 de maio, pelas
quatro horas da tarde, tem de ser arrematadas
(juem mais vantagens offerecer, pelo tempo de um
a tres annos, as rendas dos predios em seguida de-
clarados :
ESTABELECIMENTOS DE CARIDADE.
Ra Direita.
dem de dous andares n. 8. 1:067*000
Ra do Cordoniz
Casa terrea n. 3.......360*000
Ra do Padre Floriano.
Casa terrea n. 47...... 170*000
dem idem n. 7........ 176*000
Travessa de S. Joso.
Casa terrea n. 5. 172*000
dem idem........ 159*000
Ra das Calcadas.
Casa terrea n. 30...... 177*000
dem idem n. 34....... 168*000
Idam idem n. 36......78*0u0
Ra de Hurtas.
Primeiro andar o soto do sobrado
n. 41......... 300*000
Ra de Santa Thereza.
Casa terrea n. 4....... 145^000
dem idem n. o....... 171*009
Ra larga do Rosario.
Primeiro andar e loia do sobrado n. 24 760*000
Terceiro dito do dito..... 241*000
Terceiro dito do dito.....241*000
Ra do Calabouco.
Casa terrean. 18...... 300*000
dem n. 20 ....... 242*000
Ra Nova.
Casa terrean. 41...... 800*000
Ra da Cadeia.
Sobrado de um andar n. 23 684*000
Ra da Moeda.
Sobrado de um andar n. 41 300*000
Primeiro andar do sobrado n. 37. 76*000
Segundo andar dito...... 96*000
Areal do Forte.
Casa terrea n. 1....... 100*000
PATRIMONIO DOS ORPHAOS.
Ra do Pilar.
Casa terrea n. 94, por anno............240*000
Casa terrea n. 100...... 201*000
Sitio n. 5 do Fornoda Cal. 150*000
Os pretendentes deverao apresentar no acto da
arrematacao as suas flancos, ou comparecerem
acompanhados dos respectivos fiadores.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do Re-
eife, 8 de maio de 1869.
O, escrivao.
Pedro Rodrigues de Souza,
.Inspecco do arsenal de
marinha.
Faff-se publico que a commissao de peritos,
examinando na frula determinada no regulamento
annexo ao decreto n. 1324 de 5 de fevereiro de
1854 o casco, machina, caldeira, apparelho,
mastreacao, veame, amarras e ancoras do va-
por Ggui' da companhia Pernambucana de nave-
Sagao costeira, achou tolos esses objectos emflsta-
o de poder o vapor navegar.
Inspecco do arsenal de marinha de Pernambu-
co 17 de maio de 1869.
O inspector,
H. A. Barbosa de Almeida.
Conselho de compras
navaes.
De ordem do Illm. Sr. presidente do
conselho faco publico que por ser impedi-
do o dia de amanhaa para a compra annun-
ciada Je diversos objectos do material d'ar-
mada, em consequencia de continuar na
inspecgo do arsenal de marinha o concur-
THEATKO
DE
S. ISABEL.
EMPIEZA DRAMTICA
DE
iDoaOTa 2>:ti*]3<3&
Qulnta-felra O de imaio.
Achando-se restabelecido dos seus incommo-
dos o artista Tbomaz, sobe a scena pela primeira
vez o novo drama em 1 acto, original brasileiro
composto por urna actriz do tbeatro de Santa Isa-
bel e pela mesma offerecida as Exmas. Sras. de
Pernambuco
MlILHER II PEMIF.
MULHER QUE SALVA.
Personagens. Os sinhores,
O brigadeiro Galvo. Thomaz.
Alvaro. ...... j. Augusto.
Custodio, criado velho. Brochado.
Gabriel, moleque..... Jordani.
D. Leopoldina, cega, mulher de
Al vara....... Mara Vellutl'
Brasilia, sua filha. .... Zulmira.
Mme. Delannay, viuva. Julia Azevedo.
Visinhos, visinhas etc., etc.
A scena passa-se em urna casa as margens do
Capibaribe.
poca actualidade.
Segu se a representado da muito applaudida
comedia em 3 acto
0 PASSARO AZUL
Na qual a Sra. I). Julia Azevedo representa
tres differentes papis.
Dar lim ao espectculo a aria-burlesca do Sr
Martinho
O boleeiro apaixonado.
Comccar as 8 horas.
THK1TR0
Gymnasio Campestre
ASSOCIACO ARTSTICA
.". recita da asslgnatnra
QUARTA-FEIRA 19 DE MAIO DE 1869.
I1E.NEKIC10 DO I'llOFKSSOR
1 FLAUTA
Candido Quintino Rodrigues de
Lima
Primeira representa?ao da interessante
e muito graciosa comedia em um acto, or-
nada de msica^ intitulada:
POR CAUSA DE 11ALCARJSJIO
Tornara parte as Sras. D. Olimpia, Ber-
nardina, e os Srs. Jorge, Silva, Florindo e
Braga.
Seguir-se-ha pelo beneficiado aphantasia
sobre os motivos da opera.
Os diamantea da cora por
Toulou
Depois representar-se-ha pela primeira
vez a exce lente comedia era um acto de-
nominadada
OS ZUAVOS
Executada pelas Sras. D. Jesuina. Ber-
nardina ; e os Srs. De-Geovani, Pedro Au-
gusto, Florindo e Emiliano.
Finda a qual seguir-se-ha a brilhanie
phantasia.
i un: rose a ti
Composta e executada pelo bonefi iado.
Em seguida a pedido do beneficiado a
Sra. D. Jesuina e o Sr. De-Geovani, canta-
ro o engracado e muito appladido dueto
A panella do feitix}0
Terminar o espectculo com o carna-
val de veneza, composto por Julio Briccial-
di e executado pelo
BENECIADO.
Comecar s 7 3/* horas.
O resto dos bilhetes acham-se venda na
ra Augusta n. 29, e no dia do espect-
culo na estaco dos tfilhos urbanos do Re-
eife. As pessoas que quizerem assistir a
esse divertimento, terao passagem gratis
de ida e volta.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
\avegav3o costeira por Vapor.
u Mamanguapi!.
O vapor Coruripe, commandante Penna, seguir
Sara o porto cima no dia 28 do corrente as 6
eras da tarde. Recebe carga, encommendas, pas-
sagens e dinheiro afrete at as 2 horas da tarde
do dia da sahida, no escriptorio do Forte do Mallo.-
PARA
Pretende seguir com muita brevidade para este
porto o palhabote portuguez Elephante por ter a
maior parte da carga engajada ; e para o resto
que Ibe falta trata-se com o consignatario Joa-
quim Jos Goncalves Ileltrao, ra do Commercio
n. 17.
Para o Porto
segnir muito breve a barca portugueza Seguran-
ca, por j ter a raalor parte da carga prompta ;
recebe ainda algnma carga e tambem passageiros:
a tratar com Cuuha, Irmos & C, ra da Madre
de Dos n. 3.
PARA. O PORTO
Deve seguir dentro em poucos dias a barca por-
tugueza Nova Sympathia, de primeira marcha, por
j ter prompta quasi toda a carga : para o resto
que Ihe falta e passageiros, aos quaes offerece ri-
cos e excellentes commodos, trata-se com Bailar.
Oliveira t C, ra do Vigario n. 1, primeiro
andar.
Lisboa
Segu com brevidade a barca portugueza Perei
ra Borges por ter parte de sua carga prompta :
para o restante e passageiros trata-s com Olivei-
ra, Filhos & C, largo do Corpo Santo n. 19.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
Paquetes a vapor.
Dos portos do sul esperado
at o dia 21 do corrente o vapor
Cruzeiro do Sul, commandante
Alcoforado, o qual depois da de-
. mora do costume seguir para os
do norte.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual devera
ser embarcada no da de sua chegada. Encommen-
das e dinheiro a frete at o dia da sna sahida as 2
horas.
Nao se recebem como encommendas seno ob-
jectos de pequeo valor e que nao excedam a dua
arrobas de peso ou 8 palmos cbicos de medica
Tudo que passar destes limites dever ser embar-
cado como carga.
Previne-se aos Srs. passageiros que suas passa-
gens s se recebem na agencia ra da Cruz n. 57.
Io andar, escriptorio de Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo 4 C.
PORTO
AVISOS MARTIMOS.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Vavegacao costeira por vapor.
Goianna
O vapor Parah'jba, com-
mandante Mello, seguir para
o porto cima no di.i 26 do cor-
rente as 9 horas da note. Recebe
w carga, encommendas. passageiros
e dinheiro a fete no escriptorio do Forte do Mat-
tos n. 12.
Para o indicado porto pretende sahir em pou-
cos djas a veleira o bem conhecida barca Sociat
capitao Rocha, por ter a maior parle do seu car-
regamento prompto, e para o resto que Ihe falta
e passageiros, para os quaes tem bous commodos,
trata-se com o consignatorio Joaquim Jos Gon-
calves Beltrao, ra do Trapiche n. 17.
ILHA DES.MIGUEL
O muito conhecido patacho portuguez Jorgense,
a chegar por estes poucos dias do Rio de Janeiro,
sahir para o porto cima com muita brevidade,
visto ter o seu carregamento quasi prompto, e
para o resto que Ihe falla e passageiros, para os
quaes tem bellos commodos, trata-se com o con-
signatario Joo do Reg Lima, ra de Apollo nu-
mero 4.
Rio de Janeiro
Segu com brevidado para o porto cima o bri-
gue nacional Isabel, por ter parte do seu carrega-
mento engajado para o resto que Ihe falta, tra-
ta-se com os consignatarios Antonio Luiz de Oli
veira Azevedo & C, ra da Cruz n. 57, primeiro
andar.__________________________________
Para a Ilha de S. Miguel
Segu em poucos dias a escuna portugueza
Oliveira, para o resto da carga e passageiros tra-
ta-se com Candido Alfonso Moreira na ra do
Apollo n. 22. ____
Para o Porto
seguir at e dia 19 do corrente a barca portu-
gueza Claudina, de primeira marcha, recebe ainda
alguma carga e passageiros, aos qnaes offerece
excellentes commodos : a tratar com Cunha Ir-
mos & C.j ra da Madre de Dos n. 34.
LEILOES.
L
in fa-
De cerca de lOO saceos coi
rfnha de mandioca.
ii o*it:
O agente Pestaa far leilo por conta e risco de
quem pertencer de cerca de 100 saceos eom fari-
nha de mandioca eom toque de avana ymda do
Maranhao no vapor brasileiro Paran e ser ef-
fectuado o leilo no dia cima as 11 horas da ma-
nha no trapiche do baro do Livrament no Forte
do Matos.
LEIO
do grande estabelecimento de
molhados e outras merca-
dorias, denominado a
IIGA
Quinta-feira 20 do corrente.
0 agente Oliveira far leilo por mandado d
Illm. Sr. Dr. juiz do commercio desta cidade, em
exercicio, a requerimento e sendo ouvidos os cu-
radores fiscaes da massa fallida de Antonio Pedro
de Mello, de todos os molhados e mais mercado-
rias inclusive a armaeao da referida massa, ser-
vlndo de baze a offerta em leilo de 14 do cor-
rente.
Quinta-feira
ao meio dia em ponto, no armazem sito a ra'
Nova n. 60, continuando o respectivo inventario
em mao do agente, disposieo dos pretendentes
para previo exame.
(MPAllA BRASILEIRA
n
Paquetes a vapor.
r>ns pnrts.dajiorte^ esDerado
at o dia 25 de maio o vapor
Tocantins, commandante J. M.
Ferreira Franco, o qual depois
da demora do costume seguir
para os portos do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual dever
ser embarcada no dia de sua chegada. Encommen-
das e dinheiro a frete at as duas horas do dia da
sua sahida.
Nao se recebem como encommendas seno ob-
lectos de pequeo valor e que nao excedam a_ 2
arrobas de peso ou 8 palmos cbicos de medicao.
Tudo que passar destes limites dever ser embar-
cado como carga.
Previne-se aos Srs. passageiros que suas passa-
gens s se recebem na agencia ra da Cruz n. 57,
Io andar, escriptorio de Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo & C.
LE1LA0
e es-
De movis, tonca, vidros
* eravos.
Sexta-feira 21 de maio.
Jos Alves da Silva Guimares tendo seguido
para Europa, far leilo por intervencao do agen-
te Pinto, dos movis e mais objectos abaixo des-
criptos existentes em casa de sua residencia a
ra do Seve n. 38 (Ilha dos Ratos.)
A SABER :
Um piano, 1 mobilia de Jacaranda com 1 sof.
2 consolos com pedras, 4 cadeiras de bracos e 18
de guarnicao, 2 ricos espelhos dourados (gran-
des), tapetes, escarradeiras, castceles e mangas,
candieiros a gaz. jarros, 1 rico relogio, i espin-
garda, 1 cama de casados, 1 dita de ferro, 1 com-
moda, 2 guarda vestidos, 1 toillet, 1 cartera de
mogno, 1 guarda roupa, 1 dito com espelho, -I
marqueza e 12 cadeiras de amarello, 1 cosmora-
ma, 1 lavatorio, 1 cama de mola, 1 mesa elstica,
1 guarda louga, 2 apparadores, 8 quadros tinos, 1
apparelho de porcelana para jantar, i dito para
cha, compoteiras, garrafas, copos, clices, pofta-
queijo, 1 porta licor, 1 sof e 18 cageiraa, bandei-
lureira, 1 taboleiro de damas (gamo), 1 mesa
com i gavetas, garrafas com vinho do Porto e
mu tos outros objectos de casa de familia.
Duas escravas com habilidades.
O leilo principiar as 10 horas do dia sexta-
feira-feira 21 do corrente na referida casa da liba
dos Ratos n. 38.
COMPANHIA PERNAMBUC4J4A.
DE
IVavegaco costeira por vapor.
Parahyba, Natal, Maco, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarac e Granja.
^yiy O vapor Ipojuca, commandante
JIaL Martin, seguir para os portos cima
Watmi no dia 31 do corrente as 5 horas
da tarde. Recebe carga at o dia 29, encom-
mendas, passageiros e dinheiro a frete at as
2 horas da urde do dia da sahida no escriptorio
do Forte do Mattos n. 12.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Xavegacao costeira por vapor.
Macei em direitura e Penedo.
O vapor final, commandante Aze-
vedo, seguir paraos portos cima no
da 22 do corrente as 5 horas da
tarde. Recebe carga at o dia 21 as 3 horas, en-
commendas, passagens e dinheiro a frete at as
2 hora da tarde do dia da sahida no escriptorio
do Forte do Mattos n. 12. _______________
Bara o Rio Grande
- do Sul
Deve seguir em poucos dias a barca nacional
Thereza I, recebe carga a frete : a tratar com
Baltar, Oliveira & C, ra do Vigario n. 1, pri-
meiro andar,
Para o Rio Grande
do Sul
Deve seguir dentro em poucos dias o patacho
nacional Bemfica, recebe carga a frete: a tratar
eom Baltar, Oliveira & C, ra do Vigario n. 1,
1' andar.
LEILO
Dos salvados do hlate naeloaal
Santa Cruz.
Sexta-feira 21 do corrente.
O agente Pestaa far leilo por conta e
risco de quem pertencer dos salvados do
hiate nacional Santa Cruz, naufragado em
Maracaja, consistindo em pipas e barris
com vinhos branco e tinto, barris com
manteiga, gigos com lou?a, barris com ce-
bo, barricas com cerveja, genebras em
frasqueiras, barricas com enxadas e ferra-
ens, caixas com velas de cera, barris com
vinagre e azeite doce, e muitos outros g-
neros que se acharao patentes, e ser5o ven-
didos na sexta-feira 21 do correte pelas
H horas da manh5a, no armazem alfande-
gado do Sr. Loyo, no Forte do Mattos.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE ,
Navegaco costeira por vapor.
Porto de Gallinhas, Rio Formoso e Ta-
mandar-
0 vapor Parahyba, commandan-
te Mello, seguir para os portos ci-
ma no dia 20 do corrente a meia
neite. Recebe carga, encommendas, passagei-
ros e dinheiro a frete, no escriptorio do Forte do
Mattos n. 12.
AVISOS DIVERSOS.
Preeisa-se de um feitor para um pequeo
sitio : a tratar com Antonio Jos Rodrigues da
Souza, na ra do Crespo n. 15, ou em seu sitio no
Monteiro. '.
1U.
Offerece-se urna Portugueza para o servico in-
terno de urna casa depouca familia: a tratar na
ra da Imperatriz n. 46.____________________
O abaixo assignado previne que ninguem
pode fazer demarcacaoTcora os sitios de maltas.
Cacimbas e Descanso, no lugar da Ibura, fregue-
zia dos Afogados, pertencentes viuva de Antonio
Alves Ferreira, sem qut a mesma senhora seja
ouvida ou o abaixo assignado, e para evitar duvi-
das se faz a presente declaracao ; cujas trras se
acham hypothecadas ao abaixo assignado por urna
escriptnra publica, passada em 26 de agosto de
1857, a qual o mesmo abaixo assignado vez ver
por este Diario em outras occasioes. Reeife 16 de
maio de 1869. ^ .
Antonio Pereira de Oliveira Maia.
RUA
jj
DO
CABUG!
esquina
da ra larga do
Rosario.
RIJA
AO ANNEL DE 0110, c-
Este importante estabelecimento no seu genero, tem sempre um sortimento sem igual,] esquina
e vende por presos que nenhuma outra casa pode vender. a r^ largado
vista da qualidade e do pre Garante-se ser tudo de lei. Compra-se ouro, prata e pedras finas por presos muito ele- Rosario,
vados. ^
- .) loja est aberta at s 9 horas da noute.
i
a


II
Diario de Penianibuco Qnarta feira 19 de Maio de 1869.

4..
nteresse
No paleo d Toro n. 31 precisa-se de um mes-
tre te msica. _____________________"
D Senhorlnha Germana do Espirito Santo
palo preiente convida a ti idos os compradarcs uc
terrenos do sitio de Agoa-Fria, que aMniMiante
gubdividi, ei|ue anda nao lem escnplura publi-
ca, a coinparecerem casa de sua residencia, na
ra da incordia n. 118. munidos de seus respec-
tivos recibos atlm de BereaU redolidos a escnplura
publica ou reciber novo titulo, passado pela au-
nunciante. Pede-se aos <|iic sitio com as sua
compras ain la nao realisadas.o favor de, no praso
de 15 dia?, comparccerem na casa da annunciante,
aliin de seren verificados quaesqoer recibos ou
documentos que tenham a respeto de, taes tran-
saccocs. t_______________ _____________
Pedro Pluto da Mira
Precisa-se ssber noticia cena c para seu inte-
resa' di' Pedio Pinto da Silva, filho de Joao Pinto
da Silva, nalural da villa do Mcsaefrio, reino de
Pocluja, viudo, para esta provincia a trinia e
tantos nsnss. Sabe se que foi ealxefro em urna
luja na ra do Crespo e. depois consta que foi
para o cenlro da pn-vini-ia. Pcdc-;c ainda a
qualquer pessoa que o conheresse ou delle possa
dar noiieia ota iofoimacao de otrigir-se a Luiz
Leopoldo des ttahnaries Peixoto, ra larga do
Rosario botica'de anln linuu & C. n. 3i
COMPAMIA PERMIuMAM
Trocam-se
ts notas'do banco do Brasil e das cxas flliaes,
m descont moito razoavel : na pnie*. da Inde-
lendencia n. 2J._____________.________
saiba
h. 9
Precisa-se de urna criada que
cosinhar e comprar, ra' das Q uz
i andar.
Preeisa-se tragar um preto para o servido
interno eexterno de urna casa de pone* familia':
4 tr.var na i'ua fo Qnermado, loja da BnaFania.
BARTHLO?iE A
i Os Senhores.Saunders Brothers & CL Tasso
Irmos, Luiz Antonio de Siqueira.
|c;ERE.vn:
0 SR. F. I. BORGFS
Restando ainda emittir. algumas ccoes d'esta companhia, da quantia nominal de
2003000 cada urna, das ejuaes s se aceitara era virtude da le, 20/0, ou 40o000 por
cada acclo; convida-se pelo presente ao publico em geni e especialmente aosSrs.
capitalistas e interessados no commercio, que queiram dar emprego seguro aos seus
capitaes, disponiveis, a subscrever o numero de aerees que lites approuver.
Alguraas destas accoes ja ten sido tomadas por pessoas que conheceta a vantagem,
de na presente occaswo (conhecidamente a melhor), empregarem o dinheiro de que
oodercm dispr em obyectos de valor real, cono vapores, predios etc., que Ibes garan-
tam,seus capitaes. ." ..
A companhia possue hoje 10 vapores, 6 inteiramente novoS, e destes o ultimo esta
a chegar de Inglaterra, onde foi construido expressamente para ella.
Alm disso est edilicando vastos armazens, no terreno que possue no largo d-As-
sembla. -
Seus dividendos tem sido de 10 7 ao anno, nos ltimos 4 anuos. _
As accoes que se emrttirem goxam dos mesmos direitos, e perceberao o beneficio
dos mesmos dividendos ijue os antigos em proporcao da entrada.
Recebem-se assignaturas no escriptorio da companbia no seu edificio ao caes da
Assembla n. 12
mmwmm
m
PARA OZO Nl'F.RNO
PIEMUDOS SIUPLES
.Tarop Je jnriikeba. Vmho de jurubeb.i, rillas d
juruhilia. Tintura .lo j'irubeba, Extracto bydralcoolico
de jurebeba.
r-ntrimnos coarosTos
Vinhi) ferruginoso, l'ilulae de jurubeba ferruginoso.
-rtni izo exteb^o .
Oleo de jnrubeha, Pomada de jurubeba, Emplastro de
iuiubelio.
A .ILItUKEBA.
Esla plaaU buje recoubccida como o oais poderoso
inico, como iim, encllente desobslruente, e como tal
applicada nos ensorgilamentos do filiado e baco, na-
hepaliles propriamente ditas, ou anda complicada!
eom anazan-bas, as inflammacoes subsecuentes os
febres iiiteru>it> nt<'s ou dundas, nos abeessos internos,
sos tumores especialmente do tero e abdomen, nos
tumores glandnlosos, na anazarcha, as bvdropezias,
erysipcllas; e associada as proparaces ferruginosas,
* aiudr. de grande vantapem ras anemia, chloroses,
faltas de nien-li uarlo. Imicorrheias.desarranjo atni-
cos do estomago, dcblidade orgnicas; e pobreza da
zangue, etc.
O q le diiemos affirma os mais dislinclos mdicos
desta citado, eatre os quaes poJem os citar os Illlms.
Srs. Prs. Silva Damos. Aquino Fonseca, Sarment,
Ser, Pereira do Carmo, Firmo Xavier, Silva, etc. Todos
lies rcconbecem a excellencia d'este poderoso medica-
mento sobre os demais ate boje conbecidos para todos
o casos citados, lauto que todos os das azem d'elle
applicaiio.
apresenleado aos mdicos a ao publico ero. geral di-
totsos preparados da jurubeba, livrmns por lim gene-
raiisar mais o uso d'este vegetal, fazendo desapparecer
repugna/ida que at boje senliam os doenles de usar
Jo* prenaraifo- empricos'eiie. o una gaantcs .1 iragarem-se. e que tiuham aiada a dcsvania-
em de uo ser calculada a dose conveniente a appli-
ar-fe, o que torna multas vezes Imprnlicuo um medi-
camento, que podoria prodnzir ptimo* resultados.
Os nossos prepados t foram apresentados depois da
bavenros convenientemente estudado jurubeba, fa-
zendo as expcrieno:as precisas para bem conbecer as
propriedades medicamentosas d'esla planta em suas
raizes, folbas fruclas ou bagas, e a dose convenientea
applicaclo. leudo alem d'isto procurado levar os nossos
preparados ao maior grao de perfeico possivel, para o
que nio ponpamos esforcos, uo nos importando o
pouco lacro que possames tirar.
-Por tanto os que se digoarem recorrer aos nossos
preparados podem ter a cereza de que elles olferecem
a garantia, de que se pode encontrar a prompta e infal-
livet cura de qualque dos sulTrimentos, que deiamos
innumerados, se forem em lempo applicados tendo
alea d'isso, medico ou doente a vantagem de escolber
as Dossas variadas preparacoes, aquella que melbor
Ihe pod': con vir, j pela fcil applicacJo. e ja pela com-
Sliccao das molestias, idade, sexo, ou ainda natureta
scada individuo.
AsPomta preparacoes ferruginosas sao feilas deforma
qne se tornam complelamenie soluveis nos suceof
gstrico;, porque procuramos es comooslos de ferro
fue como taes esli boje reconlircidos.
Para aqnelles que mais minuciosamente queiram
conbece- as propriedades da jurubeba. e saberein a ap-
plicacao de nossos preparados, destiibuimos gratuita-
meateen nosso deposito nin folheto, onde traamos J
Dais extensamente d esta planta c dos mesmos prepa-
rados.
Dtpttito feral i todos 01 prepralos Botica e Drogara
34, ru torga do tolano, 34.
fcH
O
O
Igreja d. Nossa Senhon ,1 Hosatio da e- ^^ZS^^ ?S *
guezia
da Boa-Vista.
O* ahaixo a Dr. pniveior de cabellas para administrarem a
r^erida i{;rcja, e tendo do dar principio as obras
da mesopa igreja, e romo de si s nao possain fa-
icr recorr bem formidas, alim ie'lhes ajudaritn na rcediti-
raijao da casa sagrada.
A eommissao coala t^ue ao fazor esie appello a
generosidade dos liis na att >'stcs indine rentes
attento o lim a que deirado tal podido.
A igreja eutar aberU do dia 10 por diaato.'das
6 horas di uimliaa as (ida tarde. ApeLa- pea-
siias que quiz^rem cnadjtiv3-los )o iinetier
as suas esmolas a mesirta igreja 011 na tyjiogia-
phia deste Duxio a lllrav Sr. Dr. Mfaaet & I"i-
ga"irda Furia sosso digno protacur.
A cojitri sgjo declara que a proporfao que fr
recebendo qualquor c-mola rr>ltjo apradeteodo
por este Diario e a nos ^er ndiff'rente jjara aquelies que<*oncorr ra a readificacao de sua groja.
Consistorio da igr-j a de > o --a senbora do Rtisa-
rio, 3 de maio de 1869.
Cesarlo Aureliaao Ventura.
Jos Pedro do Sairt'Aimn.
Andr Avehao da Costa.
i 111,11> a 111:
Aos 500 pares de brincos.
Cbegou e vende-se no Corago
d'Ouro, ra do Gabiig, brincos de
nwosinlas com urna franja penden-
te a um rico desenho e oaro de
le, pelo pequeo pre?o de ISjJOOO
cada par. baratissimo.
Prrisa- de urna ama livre ou escrava que
urna
casa do f::iilia : na ra do Vigario n. "3, terceiro
andar.
atiserav*.
Precisare alugar um eseravo das ~& horas da
nanhaa as 5 da tarde : na ra da Cruz u. 46,
Io andar
0 MELHOR HIPE PIUMil
Fabiici de Vieira Guimaraes
&Couto
Do Ro de Janeiro.
ste acreditadisimo rap Una en:outrado a me-
lhor aceitacao possivel. O seu fabricante foi por
muito temp gerente e mestre da fabrica de Joao
Paulo Cordeiro, e tendo-e eulabelecido, envidou
todos os esforcos, e conseguio fabricar rap, que
nada dcixa a desejar, e antes se lhc avantaja, pos-
to em parallelo com o da fabrica do dito Cordeire.
O aroma extremamente agradavel e lem sido
muito apreciado pelos amaines da boa pitada.
Aoha-se a venda por grosso e a retalho, na ra do
Vigario n. 16, Io andar, escriptorio d Joaquim
Gerardo de Bastos.
E'MPRESTIMO SOBRE!
(SEM LIMITE.)
Na Irawssa da na
das Cruzes n, 2, pri-
meiro andar, da-se qual-
quor quantia sobre oiiro,
prala e pedras preciosas.
O dono deste estabelecimento,
competentemente autorisado pelo
governo, est as condicoes de ga-
rantir a transaccao que se fiz^r em
sua casa, promettendo todo o zelo
e consideraejo s pessoas que se
dignarem de honra-lo em seu esta-
belecimento.
Na mesma casa compra-se ouro,
prata e brilhantes.
KHH MI
O conselheiro Joo Silveira ce Soti-
za,' tem aberto e seu escriptorio de
advogado, na raa do Imperador n.
41 primeiro andar ; entrada pele
becco.
COMPANHIA
DOS
TRILHOS URBANOS
DO
RE1FE A9 OlillVDA.
Os abaixo assignados membros do con-
selho de direcfo dos inscriptores de tri-
litos urbanos do Recife Olinda, convidam
aos Srs. accionistas da mesma companhia
para reunir-se em assembla geral no dia
18 docorrentes H horas da nunlia, no
salo do Club Pernambucano, afini de pro-
ceder-se a eleicao dos o membro< que
tem de compor a directora nos t?rmos do
art. 1!) dos respectivos estatutos; seguin-
do-se ua votacao a disposico segaiute dos
mesmos estatudos:
Art. 10.A ordem da totariac a se-
gitinte: De o 25 acedes 1 voto pircada 6
accoes. Aos accio7iistas porm de maior
maero de accoes cofitar-se-ha um- voto
mais por cada 25 acces at 10 votos que
terd o mximo.
Recife, 10 de maio de 1869.
. Jos Joaquim Antnnes.
Presidente.
Luiz Lopes Castetlo Bronco,
Secretario.
Amaro Joaquim Fonseca Albuquerquc.
Thesoureiro.
abaixo assignado testamenteiro do tinado
subdito Irancez Joao Vignes, roga aos devedores
do mesnio, tenham a boudade de satisfacer no ter-
mo de 15 das seus dbitos, alim de evitar, que
seus Bornes como devedores sejam discriptos no
iuvenlario procedendo-se na forma da tai.
Recife 7 de maio de 1869.
Gaspar Antonio Vieira Guimaraes.
Precha-se de uma.ama para
*ua da Iiniieralriz n. 2, armazetr.
co2iniiar : na
Joaquim Ferreira dos Santos, profes-
or de d;mca, enejado ltimamente da Eu-
ropa a esta provincia, tem a honra de par-
ticipar a seus Ilustres habitantes, e mni
principalmente aos dignos-chefes de familias
que leeciona em danca debaixo de toda a
regra na casa de sua residencia, raa do
imperador n. 75 i" andar, as terca*, e
miintas-feiras, das 3 horas da tarde, at s
10 da noute, e ao* domingos de manh5a e
a noute. ProrapUncando-se laaibem, a ir
as casas particulares e coliegios nos das
que para isso Ihe designarem.
Na na Direila n, 2, Iqja de funileiro, ou no
povoado do i Monte, precisa o abaixo asaignada
entender-sf com 0 Sr. Manoel Calisto de Soma a
negocio de seu nteresse isio no praso de tres
das. Reci'e 18 de maio de 1869.
Pedro aarie Bodrime* Franca.
Manoel Luiz dos Santos C estabe-
lecidos (;om armazem de cabos ra do Vi-
gario n. 5, julgara nada dever a esta praca,
e ea'.guem se considerar credor da mes-
ma lirnw. queira no praso de quinze dias
aprssentar sua conta, \isto ter de retirar-
se da sociedadeo socio gerente Manoel Luiz
dos antos.
Pemambco, 10 de maio de 1869. .
Manoel Luiz dos Santos.
Precisa-se de tuna ama que eaiba cosinhar
bem: na ra No*a n. 32 terceiro aadar.
AMA
Na roa da Pnha n. 25, 2 andar, precisa-se de
urna ama para todo o serrico de urna casa de pou-
ca familia.
Ignacio Jos de Toro, retfrando-se para Eu-
ropa, e pela brevda'de de ua viagem nao se pode
despedir de todos seus amtgos, o que faz por mel
deste, oiTorece&do seu pequeo presumo ua praca
do Lisboa e faiglaterra._____________________
Em casa de THEODORO CHWSTI-
ANSEN, ruj da Cruz n. 18, encontram-se
efieotivameiite todas- as qualidades de vinho
Bordeaux, Bourgogne e do Rheno.
Antonio Ferreira da Silva Mala jujga nada
dever pessoa alguna, no cntretaato se alguem se
julgar seu credor queira apreseutar a sua conta
ou titulo rto prazo de oito dias para ser pago.
Ehgomma-se com perfeico e oommodo pro-
co : na travessa do Gaz n. 1, confronte aos co-
c ue ros.
Fundico da Aurora.
Neste vasto estabeleclmente sentare se encontra
um completo sortimento de taixas a j ferro batido
e fundido, fabricadas recentemente, e se fabricam
de qualquer molde a vontade dos compradores, e
recos caipoaveis.
English Bank ofRio de Janeiro,
limited
Tendo anntmciado a recebecioria de
rendas internas geraes d'esta provincia que
desde o dia 10 do corrente mez est em
execucao o regulamento que se refere o
decreto n.*435i de 17 de abril de 1869,
relativo ao novo imposto do sello, o En-
glish Bank of Rio de Janeiro faz publico
que o sellofixode 200 rispagavel sbreos
cheques passados para seren pagos neste
banco, correr at nova intimaao por con-
ta do saccador do cheque quando este for
passado por quantia menor de 2:0000000.
Pemambuco, 13 de maio de 1869.
Attenco
Pede-se ao Sr. Severino Duarte queira appare-
cer a ra do Commercio, armazem n. 18.
Precisa-se de urna ama de leite, forra ou es-
crava : na ra Direita n. 119.
Precisa-se de um ama para cozinhar : a
tratar na fabrica de cerveja, rita do Sebo n.
Precisa-se de alugar ama nsgrinha para an-
dar com urna enanca de um auno : na ra do
Padre Floriano n, 71, 2o andar.
Lua seahora soheira competentemente habi-
tuada para o ensmo seofterece para Jeccionar em
um engenho, to s priraeiras lettms, como tam-
bem lingua nacional efrancea: a pjsaoa quede
seu prestimo se quiaer utihsar, annuneie por esta
olha para ser procurado.
cumio
Caixeiro
Preeisa-e de um pequom de 12 a 14 aauos
braseiro ou portnguez, que saiba ler e escrevei''
e que d ennheciraento de sua conducta : na ru
Direita n. 18, loja.
-----
Precisa-se de um criado para o serviea de casa:
na ra daj Larangeira a M, hotel cormvareial.
Precisa de um casa pequea no hai-
ro da Boa-Vista, propria para um homem
snlteiro: quem tiver tenha a boodade de
dirigir-se a ra do Commercio n. 32, 2o
andar, que achara com quem tratar.
Basta de gracejo
Pede-se pessoa, eujo nome por agora nao de-
claramos, e que por engao ou gracejo levsu um
chapeo de sol de seda, cabo de marCra, do arma
zem do caes da alfandega n. 7, e^quna, o obse-
quio de o manear por no meamo armazem.
ACTOR
Ha malta necetMdade de se fallar com o Sr.
ProcopR) de Souia Santiago, na ra Direita n. 53,
a negocio que nao Ihe ev ser estraabo,
Ama de leite.
Preeisa-se de urna ama de leite sem filho : a
tratar na praea do Carpo Santo n. 17, 3o andar ; a
no mesmo tem urna escrava para alugar para o
servico de casa._______*
Constantino Rodrigues Mendes, tendo
justo econtratado com a Sra, D. Rosa Telles
de Menezes Souza viuva de os Bernardo j
de Souza, a compra da taberna cita no lar
go do Pilar n. 21 livre e dembaraeada de
todo e qualquer debito.faz seiente au publi-
co e com especialidade ao corpc> do eom
mercio, e se, alguem julgar-se com direito
a mesma, apresente-s no praso de tre
dias, rindo o qual nao se attender reclama,
gjp alguma. Recife, 19 de maio.de 1869^
Cabelleireiro
Precisa-se de um born offlcial de barlieiro : na
ra do Crespo n. 7, 1 andar.
Joaquim Jos Gon-
palves Beltrao
RA DO TRAPICHE N. 17, 1. ANDAR.
I Sacca por todos os paquetea sobre o Ban-
co do Minho, em Braga, e sobre os seguin-
tes logares em Portugal:
Lisboa.
Porto..
Valencia.
Guimaraes.
Coimbra.
Chaves.
Viseo.
Villa do Conde.
Arcos de Val de Vez.
Vianna do Castello.
Ponte do Lima.
ViUa Real.
Villa-Nova de Famalklo.
Lapogo.
Lagw-
CovilhSa.
Vassal (Valpassos).
Mirandella.
Beja.
Barcellos.
a
H" V1 FALOUE
N'ESTA ANTIGA E CREDITATA
FABRICA
DE
ENCOSTRA SI,C05STiSIFllEME HU COMPLETO SORTIMENTO BE
CHAPEOS DE SOI:
De todas as qualidades I
De todos os feitios !
De todas os precos !
RA DO CRESPO N 4
QUINiUtl LABARRAQUE
APPROVADO PELA ACADEMIA DE MEDICINA DE PARI2
febrfugo
deve ser
O Quinium Labarraque, eminentemente tnico
preferido todas as outras preparacSes de quina.
Os vinhos de quina ordinariamente empregados na medicina preparam-se
com cascas de quina cuja riqueza em principios activos extremamente
variavel; parte disso, em razao de seu modo de preparado, estes vinhos cou-
tem apenas vestigios de'principios activos, e em proporedes sempre variaveis.
0 Quinium abarraque, approvado pela Academia de medicina, con,
stitue pela contrario um medicamento de composicao determinada, rica em
principios activos, e com o qual os mdicos e os doentes podem sempre contar.
0 Quinium Labarraque prescripto com grande xito s pessoas fricas,
delibitadas, seja por diversas causas d'esgotamento, seja por antigs olas
tas; aos adultos fatigados por urna rpida crescenca, s meninas qui tem tlifli.
culdade em se formar e desenvolver; 6s mu Un res depois dos paitos; aos vclhos
enfraquecidos pela edade ou doenca.
No cazo de chlorosis, anemia, cores plidas, este vinho um poderoso
auxiliar dos ferroginosos. Tomado junto, por exeraplo, com as pilulas de
Yallet, produz effeitos maravilhosos, pela sua rpida aeco.
Deposito em Paris, L. FRERE, 19, ru Jacob
Rio-Janeiro, DIPONCHELLE; CIl^VOLOT. Pemambuco, MAURERetC"

OFFICINA PARA CONCERT E AFINACAO
. _______ DE
Deposito de pianos e de msicas
%. 14 RA FOIOIONA V. 14
BOA-VISTA
Frederico Maia
Cirurglo dentista pela escola
de niediciua
do Rio de Sauei'o.
Tem a honra de participar ao respeitavel publi-
co desta capital eseus suburbios, que "tem aberto o
seu gabinete de consultas e operac5es dentarias a
ra Direita n. 12, primeiro andar, onde pode ser
Sracurado todos os dias das 8 horas da manha as
da tarde. Elle acha-se competentemente habili-
tado para com perfeico collocar denles artiBciaes
por qualquer dos systemas, e bem assim desempe-
nhar qualquer outro^trabalho concernonte sua
profisso. O mesmo," reeonhecendo que nem sem-
pre possivel s senhoras ou enancas sahirem a
procniJr o remedio, ofTerece-se a remover qual-
quer obstculo, declarando que na cidade se pres-
tar a qualquer chamado sem que isso influa cousa
alguma na commod idade dos precos de seus traba-
Ihos, e quando para fra della assim mesmo ser
precedido de um ajuste rasoavel, garantindo elle a
seguranca e perfeico de seus ditos trabalhos. Em
seu gabinete se eucontrar constantemente encl-
lente pos dentifricio, elixir e outros medicamen-
tos odontalgicos : ra Direita n. 12, primeiro
andar.
Atten#io
De ordem da mesa repedora d;i eunfrnria d
Senhor Bom lesus das Dores em S. Goncalo, con-
vido aos senhores o senhoras abaixo declarados
a virem dentro do praso de 15 dias a contar desta
data, satisfacer a importancia de Mas patentes
sob pena de firarem sem effeito.
Maria Candida Perpetua Dourado.
Clara Candida de Jess Cousseiin.
Manoel Policarpo Horeirra de Azt-svdo.
Benjamn Fernandes da Silva.
Joanna Valeria da Paz."
Januaria Maria da Conceico.
Marcelino dos Santos Pereira.
MARTIMOS
E
COXTRAFOGO
A Companhia Indemnisadora, estabelecida
aesta pra^ toma seguros martimos sobre
navios e seus carregamentos e contra fogo
em edificios, mercadorias e mobilias:
roa do Vigario n. 4, pavimento terreo.
Ll
Resta venda um cscolhido sortimento de <>b-
jectos de marclneria, como sejam, mobilias de ja-
arand. mogno c amarello, obra nacional e estran-
eira, de apurado gosto e por pr na ra estreita do Rosario n. 32. Nesta mesma
casa fazem-se cora perfeico todos os trabalhos de
palhinba, como sejam, cmpalhamentos de lastros
para camas, cadelras e sepns.
Imagens
No escriptorio n. 40 da ra da Cadeia, Io andar,
ha diversas imagens para trocar.
AVISO.
Precisa-se de das amas ua;a para o-
cinhare outra para engommar, para casa de
familia, pag-se bero, na ra de Hospicio {i
n. 2.
De novo se previne que ninguem faca negocio
aifwacooi qualquar. beedeiro do coronel Franci-
cft Santiago Ramos, senhor do engaa-> Tibiri,
acerca do nrelo crioulo de nome Rufino, ou com'
outro qualquer eseravo do mesmo casal, por laso
que Unto esse como lodos os mais etao hypothe-
lOadas a Maaon) Aivs Fewaiira e penhora ios: por
ewuco 6V nesmo.
Taberna
Traspassa-sc a da ra das "Bolas a 8, no Recife,
m boas proporeoes para prinelpiante laborioso
tirar vajtiatjem.
Ainda restam algumas coilecces de
Biographias de alguns poetas, e outros ho-
mens Ilustres da provincia de Pemambuco,
tres tomos escriptos pelo commendador A.
J. de Mello: ra Augusta n. 94.
TlLERir
Precisa-sade dous officiaes, sendo um de obras
miudas: na Beeco-Largo n. 2. ^^________
Ignacia Maria da Conceico.
Luiz Jos de Franca.
Germiro de Souza Mafra.
Jos Miguel Tbomaz.
Feliciano Ferreira das Chagas.
Felippa Maria dos Prazeres.
Joao Jos Tavares de Oliveira.
Jos Antonio Soares Rozas.
Ataliba Cesar do Espirito Santo.
Luiza Mara.
Caelana Maria Goncalves.
Mourino Francisco'Pinto.
Yerissimo Fragoso da Silva.
Leandro Horindo Jos de Sampaio.
Consistorio da mesa^J de Mato de IhiD.
O escrvao
Rnpkael Ardan o da Rosa Lima.
d>- um homem que entenda e-
cm um si-
tio : a tratar o largo da ribeira da fregueiia de
Precisare
todo servico^le campo para trabalhar
S. Jos, sobrado n. o.
Precisase de um criado que saiba bolear :
na ra do Imperador n. 83, primeiro andar.
ATTECA0~
Roga-se pessoa habilitada a ensinar algebra,
queira annunciar por este Diario sua morada
Precisa-se de urna ama que cosinhe e en-
gomme para casa de homem solteiro : na ra Im-
perial n. 47.
Aluga-se una vadaria
No pateo da Santa Cruz n. 1 ou para outro
qualquer negocio
ra do Sebo n. 8.
quem pretender dirija-se a.
Ama de hite
Na ra da Penha n. 25,1* andar, precisa-se de
urna ama de leite que nao tenha fiflio.

Em urna caza de familia na ra estreita
do Rosario n. 35 sobrado, prepara-se al-
moco e jantar .com aceio: que precisar
diriga-se a mesma que achara cora quem
tratar.
-------------------------------------------------------------------------------------------------------
AMA
Precisa-se de urna ama para engommar : na
ra do Queimado u. 6, 1* andar._________^^
D-se 200 a 400* como penhor de um te-
rinha ou mesmo negra : a tratar na ra do Pa
re Floriano n. 71,2 andar.
vMA
Preeisa-se de ama ama : na ra do Rangel nu-
mero 0.
Aluga-se
a casa e sitio na Crux das Almas das Mocas a. t
a trata; detroote d9 sitio do Sr. Tasso,
icaba de ser ama de leite se
* ama que se oeeupe em _
itar de mt runos em casa de familia,
ta arantid* : na ra da Pe ote-ye-
so dir.
Antonio Ferreira da Silva Maia, retirando-se
para Europa, deixa poi seua procuradores nesta
eidade os w. hachare! Francisco de Paula Penna,
e commerciantes Monteiro Correia & C e Manoel
Ribeiso dfi-CarvaliK). Outro sun, ofbrecendo o
seu diminuto prestimo em qualquer praca cin que
seacbar, pacte-despulpa a% pessoas que o hon-
ran oom a sua mid, da quaee psr reaimn, e
pela presteza^fa viagem, se nao tenha despedido.
AMA
Precisa-se de .urna mulher que saiba engommar
a tratar na ra da
urna ama.
gommar.
ispo n., 23 p>eels-se de
interno e que saiba en-
Attenco
Precisa-se alugar, para casa de familia
urna escrava que saiba coser bem : quem
tiver dirjanse ao largo do Cbrpo Santo n.
19, ou annuneie para se procurar.
Cozinheiro.
Precisa-se alugar.um cozinheiro, que d
conhecimento de sua. conducta ; a tratar no
Collegio de Santo Amaro, ra do Com-
meroio p. '>
----------Mor.
Precisase de um feitor que seja bom honjefe),.
{tara um pequeo sitio dentro ds praca : tratar
na roa da Praia, armaiens o. 11 e 18.
A abaixo assignada, viuva de Jos Bemr
da Sssza, autorisada pelos credores do sen farjo
marido, tem justffo contratado a venda da taberna
sita no largo do Pilar n. 21, com o Sr. ConstjMjn
Rodrigues Mendes. Recife 19 de maio de 1R k
Besa Tulla Mwmm s 11i.
Pi-eeisa-se de urna ama que compra, cotiabs
e engomme para urna pessoa : na ra da Cruz n
59, v andar.


Diario de Pernambucq Quarta feira 19 de Maio de 1869.
.
>
LTORIO DEDICO CIRIRfilCO
DO
DR. P. A. LOBO M0SC0S0
3- -Ra da Gloria sitio do Fundao3
1 Ll POR U
Consultas lodos os das desde as 7 horas da manha al as 11.
\ istias em casa dos doentes de 11 horas em diante, era caso urgente a qualquer
hora do dia ou da noite.
N3o se recebem chamados se nao por escripto era que declare o nome Ua pessoa,
toda ra e o numero da casa.
Lspecjalidado em partos, operaces, molestias de mulheres meninos.
Cura radical das molestias venreas, e dos estreitamentos da tilhera.
Curas radical das molestias do uiero, como ulceras, flores brancas, amenonja,
vegelac3s e catarrho, ele ele.
Recebe-sr enmo* para tratar de molestias ou praticar-lhes qualquer operarao
cirurgica. Diaria 2 $000 excepto as operaces.
Os melliores remedios horoeopathicos conhecidos. e por precos muito com-
modos.
ESMERALDA
4
*9
GOmrAiiA 'DftS ANAN41ES
16 RA D CRUZ 16
Ha diariamente sortimenk de bollinhos para cha, podins, paes de Ki, bolk inglez,
presuntos, dito* em feambre, pastis do differentes qualidades. Amcudoas con/sitadas
confeitos, papis para sortes. Vinhos finos engarrafados, superior cha Hisson, pretoe
miudlnho, fruta em xaropes, ditas seccas e christalisadas, assucar candi, xaropes refri-
gerantes.
Receba-se encommendas de bandeijas para casamento, bailes e baptizados, com
bonitas armaees de assucar, sendo estas preferiveis asdepapelao: lisuras anlogas,
bollos etc., paes de l enfeitados, qualquer encoramenda para tura ser bem acondi-
cionada.

Moreira Buarte & C. tendo feito urna
completa reforma no seu estabelecimento
de joias da ra do Cabug n. 5, (junto a
loja de cera) acabam de reabri-lo ao res-
peitavel publico, a quem offerecem um es-
plendido sortimento de joias as mais mo-
dernas e primorosas que teem vindo a esta
prapa, e por presos o mais resumido possi-
veL Tambem compram ouro, prata e pe-
dras preciosas
\.:RiflCMi;iv:;
OPPP.EbSAO SOFFOCAQf\0
\h Poroia* ftOm do doctor Crasttl apffovadaa pela Aeudemia iiiperinl
medicina de Paiiz acalinam quasi Matai* utatttaiuanwHt os ;ii i.jiios 'asmo,
sofiocaco, assim como as altes de cabera c cnxaqu uffl.
cicuta na aceMO cm sjM nppireeer o mal, o engolir-se urna ou duas ponB
conruma pouoa d'agoa, l oobi certeza o medicamento mais 1'acl de tomo para
este genero de doeucas.
a* Fcroia rancie xito para a cura Jas nevralgias, rhcumatisino, suiaitco e cutarrhos
da bexiga, Lslas pcrolas foraui semprc r< comniendadas por um grande munero
de mdicos e especialmente ocio Doutor Trousseau, que indica este medica-
mento como o mais eilicuz. conveniente tomar de 4 at 8 na occasiao das
comidas.
A approvaco da Academia imperial de medicina sem duvida a racinor
garanta da boa preparuco d'estes medicamentos e de sua efficacia.
D"io;to !n llio-J.v\nni), Hu/' nektlh Em Pbm>iwb Vaurer
ITim
"J^
S
MENgAO DE HONRA
Vende-se em frascos
BACALHlLOe^io frascos trianea-
lares, pliarmacia Hoce,
2, ra de Casglione,
cm Pars.
As eonlrahrf Ara, os olee pardos, d"mn r!:oiro forte, e mais coinposicSes f..itas com leos
de peixes communs, raes como o esqua'o, a arraia, o phwa, a xa, os leos dos armadores pescadores,
e mesino o oleo vegetau, foram imaginados pa substituir os vcrclatlciros otros de ligados
frescos de Uacalliuo de ferra-\ovB, Estes leos conimtuis. ou seos accedaneoa sao
obdos na industria por precos mui b;.i\os, em quanto quv os vi-rdadciros leos do ligado de bacallio
fresco sao -datiiament multo caro, _\isto que para obtel-os frescos c sem wislura. cuuiprc eiercer
grande vigilancia e ter os maiores cuidados nos proprios (usares das pesca, assim como manda fazer
M. Hogg daMe o runo de 1819. Estes olee puro de Baenlho de TrrraAova de Hogg
grangearam para este precioso medicamento nina.fama universal nas molestias do ptito, 03 aeicet
I escrofulosas e lymphaticat, < magiea dos meninos,etc.,o por isso,dcram lugar a Trocivas e desleacs
' imitaedes.
Sola. O oleo de Hogg mui fcil de digerir, distingue-se entre os oulros leos pela sua
cor de palha, o seo clieiro suave e de!nado, e seo gosto de sardinlia fresca.
O RELATORIO fauoravel do chefe dos traballios cliymicos da FACUUMDE DE MEDICINA DE
P\WS conclue como segu : O oleo cor de palha de M. Hogg conem urna terca parte de prin-
cipios ae vos mal do que os o'eos pardos e nao aprsenla algum dos inconvenientes que se
repara n'estes, quanto ao cketro e salior.
, Veadc-se em todaa as paanuaclaa da Frasea e dos paiaes eetraagelroa.
^
MACHINAS EGYPCIAS
PrlRA DESGAROQAB ALGOO
Lok-jaw Cow pers 'patent
Acham-se expostas estas importantes ma-
chinas no trapiche do Sr. major Bellarmino
do Reg Ban-os, no Forte do Mattos.
Estas machinas funecionam d'uma ma-
neira inteiramente nova, e anda- nao vista
no Brasil; desea roca ido o alcodio com
muita prestesa, e deixaado a fibra inteira- a matriz de Pao dAlho dOo-
mente limpa e em todo seu complenlo. I SSSJSLSgZ &
como o mais superior boUtndeira- vaiendo [uaa rua do Crespo n. 23.
CmDAFORTIJM
Aos 4:000^
Billetes garantidos.
A rua do Crespo n. 23 e casas do costme.
O abaixo assignado tendo vendido nos seus mui-
to felizes bilhetes garantidos i meio n. 4331 com
a sorte de 4:0001, 1 quarto n. 3874 com a sor-
te de 7004, i inteiro n. 3441 com a sorte de 2025
e outras muitas sones de 100a, iOi e 20* da
lotera que se acabou de extrahir em beneficio
convida aos pos-
seus respectivos pre-
a casa da For-
por consequencia mais 0 |0 sobre o preco
to producto das machinas de serrote.
6)nvencido d'esta verdade o seu intro-
ductor se obriga desde j a pagar o algodo
produsido pelas sobredilas machinas; por
mais 1 :C>0O em arroba sobre a cotaco da
praca para o producto das de serrote: ou
1:500 era qaantidade de 100 saccas para
cima.
Preco de cada machina com um cylindro
de sobrecellenk' -240)000 a dinheiro sem
descont..
Attenpo
Precisa se arreudar um sitio que tenha terreno
sullicient. para plantaeao e pasto para animacs :
na rua Direita n. 45, foja.
Acham-se a venda os da 2* parte da lo.teria a
beneficio da matriz da Villa Bella (166), que se
extrabir quinla-feira 20 ilo rorrente ntez.
Procos.
Biliete.....4*000
Meio.....2*000
Quarto. .... -1*000
Em porcae de 100* para cima.
riirhete.....3*500
Meio.......1*750
Quarto. .... 875
Manoel Martins Fiuza.
MDALHA A EXPOSIQAO UNIVERSAL DE 1867
Para a Superior-idade d'a
Imperador dos Francezes,
107. P AIIIS.
ORIZA LACT
I.IUTE ANTEl'HEUCO
Para rtfretcar, tranquear e adufer a filie, faztndo
des tpparecer ni nodoat e us sttrdas.
Sera engao ?
Peco a um senhor (nao desconhecido) que por
engiiio trocou o eeu cbapt velho por outro novo
ao terminar o soire do pateo do Carmo. no dia
sabbado ultimo, o lavar di destroca-lo rua do
Caldeireiro n 10.
In?en!at!a [cr LEGRAND, Perfumista do
PARS. O?, liliii Saiu-IIonorc.
Ot:]\lK ORIZA
DE MNON BE LEXCLOS
Para dar frtscara .elle, deitruir ai yugal da cara,
comervar eternamente a bctUsa da jutenlude.
SABAO 01UZA....... D'uma massa excesivamente suave e d'um perfume los mais ilelica les.
ORIZA-C.ir.AMHOtssBise. Mas
OltlZA-l'I.UD........ Pomada fiirlificaiilee nutritiva para consenaroscabelloseempiiliiosile ;|aebrsrem.
ORIZA PHII.OCOME.. Telitno de Ixri e oteo de avela com base-ilc o,una para o cabe'lcs.
ORIZA-ll........... Oleo fiisinio peOimado para lustrar os cabellos ; empedilos de qucbraiem.
OniZA-Ultli.l.VVIlNK. iiNl.illisado com vilela, par dar brilbo aos cabellos e a badM.
Oiil/.A I-'I.CU'KRS___ Ajua inrouvuravel de um perfume fuave e.delicado, paia forliCcaruo la p O!./. \-ACli)VI.lM':.. Vinagre do loucador, aroma e antepliilirn.
liSSKiNi'.E-ORIZA..... I'eifiiiiio coiiccnlrado para o> lencos prnilcetn muito delicado.
OR1Z \ i.VS.......... Perfume do hom tom c da alta socicdatlt pwa us Ltcos.
OI'.IZA-I'OWI'.HS----- Fie de arroi da Carolina para a cara e a belleza da pello. ,
ORlZA-DF.NTltTIICK.. Para alvejai os denles e conservar as gengrta.
ORIZA-DEXTAIRE.... Nova massa para alvi-jar os denles sem destruir o e AGUA TNICA DE QUINA E POMADA DE BALSAM-0 DE TANNINO
fm liafMi e slikfi4iif tl> cib IiEPCSITO CEIUL na Caza de
E m Caza de todos Perfumista do BraziL
m
Este admirare!
Depurativo iao
conlemcm si mer-
curio, iodo ou
(arsnico; ai |
IviKOrosq iiodifi- j
cadorparao sanrue eenra radicaUnenteas nolrsliasdepi'He, lats como a lepra, asiinpigens, as herpes, as I
espiubas, os Pausas, etc. Empreado diaiiannnle elle refresca a massa do sangue e consolida osaude.)|
Cura em S dia* os torrimtnlos antiges ou recentes
os mais rebeldes.
1NJECCA0 CADET
Famis, 7, Bd Oenain,
Precisa-se de una ama para coziRoar e en-
gomnur : m. rua de S. Francisco n. o.
Gompra-se
ouro e prate e ^ifU preaosas,
da Con;qjc|,
rifo.
na loja de o&ciyes,
no arco
uo Re-
OtltO E PRATA
Compra-se moedas de ouro e prata e
bem como libras sterlinas, na rua do Ga-
bug n. 9, relojoaria.__________________
0 muzeo de joias
Na rua do Cabug n. 4 compra-se ouro, prata
8 pedras precteas por procos mais vanlajosos do
qne em outra qualquer parte.
Compra-se moedas do ouro e prata, bem
como libras sterlinas por maior preco que
em outra parte: na rua do Crespo n. 16
primeiro andar.
Com muito maior vantaijcm
Compra o Corar/io de Ouro, n. 2 rua do Calin-
ga, moedas dejouro e prata o podras preciosif
009
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mi opisodxd dp vup op sDJdtioy
Milito efardi
Milho a 4J509 e 5*300 o arco, farello de Lisboa i Pares
a 4*500 : uoannazem da estrella, Jargo do Pa-
raizo n. l.
0 MUSEO DE JOIAS
GOMES DE WATTOS IRWIftOS
tendo feito completa mudanza em seu antigo e
acreditado estabelecimento de joias, com o fim de
dar-lhe maiores proporpoes e elegancia, convidam
ao publico em geral e com especialidade as Exms.
Sras. de bom gosto a comparecerem pessoalmente | ^
das 6 horas da manha s 9 da noute na
RUA DO CABUGA N. k
U onde encontraro um completo sortimento do que ha de mais elegante,
bello e precioso em bri.liantes, esmeraldas, rubins e tudo que em obras!
de ouro, prata e platina se pode desejar.
ADEREQOS DE BRILHANTES, ESMERALDAS E RUBINS
de aovos gostos, assim como grande variedade de salvas e paliteiros de
prata contrastada e de gosto amula nao visto, e completo sortimento de
objectos de prata para uso das igrejas,
Methodo Cahtilko
Secundino Jos de Faria SirnOes, profesor par-
ticular de instruccio elementar pelo methodo Cas-
tiiho, avisa ao resoeiiavel publico e com especia-
lidade aos pais de familia, que est auei'U sua
aula desde o dia.7 de Janeiro, ua rua d:. Bnha n.
25, Io andar, aonde recebe pensionisu por prego
commodo. O mesmo professor promet *iinto se
esmerar no adiantamento de seu alumno. Ach-
se aberto desde o mesmo dia um curso de pri-
meiras letras a noite para aquellas jwssoas que
ao poderem freqnentar, tbiraate o dia,
Libras si a linos
Vend Joaquim Jos Ramos, ua rua da Cruz n.
8, t" andar. ____________________
rival m mm
Rua do Quetmadon, 49 c o7 loja
d( miudezas de Jos de Azeve-
do Mata e Silva conhecido por
Jos Sigodinho.
Est qneimanilo tudo quanto tem em seu
estabelecimento para acabar e fazer novo
sortimento, por isso queitamvir ou mandar
vero que borne barato.
Garrafas t:ora (agua florida ver-
dadera ......
Garrafas com agua divina damc-
lhor qualidade .
Latas com superior banba fran-
ceza ......
Caixascom 12 frascos de cheiros
proprio para mimos .
Dita com 6 frascos muito finos
Oleo baboza muito fino que s
a vista ......
Sabonetes de calunga muito bo-
nito
Caixas de p de arroz muito
superior .
Pecas de babadinbo com 10
varas ......
Caixas redondas emitando tar-
taruga .....
Pecas de fita de cs qualquer
largura .....
Escovas para unas muito li-
nas ......
Escovas para dentes fazeada
muito fina .....
Pulceiras de contas de cores
para meninos ?
Caixas de linha manca do gas
com 30 novellos .
Caixas de linlia branca do gaz
com 30 novellos ?
Pegas de tranca lisa de todas
as cores
Resmas de'papel paulado muito
tino ......
Pares de botes para punhos-
muito bonito a .
Libras de 13a rwa bordados de
de todas ?s cores .
Pentes com costas de metal
muito finos .
Novellos de linlia muito grande
para croxs .
Duzia de linba froxa para bor-
dado ......
Grosas de botes madreperola
muito fino ". -
Sabonete muito finos 60, 120,
100, 210 e.....
Pecas de fita de la todas as
cores ......
Espelhos dourados para parede
4000 e .....
Espelhos de Jacaranda muito ^
fino a *
Pe?as de trancas brancas e de
cores de caracol i .
Pares de meias cruas para me-
ninos ......
Caivete muito fino com 4 fo-
lbas ......
Cartilbas da doutrina as mais
modernas .....
Frascos de sndalo e patecholy
muito finos .
fcSfl

Compram e trocam qualquer joia ou pedra pieciosa e garantem
a qualidade dos objectos vendidos.
^
Ama
Precsa-se de urna ama para todo servido : na
rua do Livramento n. 38.
Precka-se lugar um l otf 8 andar no Re-
cife ou Santo Antonio ; quem tiver diriia-se a rua
do Trapiche n. 3, andar,
= Precisase contratar com alguem o suppri-
mento da roupa lavada e engotumaila de um col-
legio de meninos : trata-sc na rua No n n. 46.
I-V20C
I^SOG
>O0
>8(l
aoe
600
?>500
1-5500
r>300
,^00
d240
ylOO
,5800
600
^040
4f*000
^120
8000
$320
^20
mo
mo
r>3>
500
W5QQ
2^000
060
320
1*500
400
1200
lili Diautr
Rua do Queimado ns. 4 c 57
lojas de miudezaz de Jos de
Azevedo Maia, est acabando
com as miudezas de seus cslabe-
lecimenlos por isso queram apre-
ciar o que bom c barottssimo.
Pares de sapatos de tranca fa-
ztnla nova a .' 2000
le sapatos de tapete
(s grandes) a......1500
Dtizias do meias cruas para lio-
moni a........3800
Tramoias do Porto fazenda boa
e pelo preso melhor tOO attos a 200
Livres de missoes ibroviadns a. SiSQOO
Uuzia de baralhos francezes muito
finos a2400 e ..... 2*800
Silabario portuguez com estam-
pas a........
Grvalas de cores e prclas muito
finas a ........
Duzias de meias para seuliora fa-
zenda boa a. .
Redes pretas lizas muito finas a
Carloes com cokhctes de tatito
fazenda tina a......
Aboluaduras de vidro para coleto
fazenda lina a......
Caixas com penna d'uco muito
finas a 320, 100, 500 e .
Cartoes de linha Alexandre que
tem 200 jardas a .
C:irreteis de linha Alexandre de
70 at 200 a......
Caixas com superiores obreias
de massa a......
Duzias de agulhas para machina
Libras de pregos francezes di-
verso tainntilio a. .
Livtos esciiplurado para rol de
roupa a. ...... .
Talheres para, meninos muito
linos a. ...... .
Caixas ctm papel amizade muito
fino a...... .
Caixas com 100envelopes mui!..
finos a....... .
pautes volteados para meninas e
senhoras a.......
Thezouras muito finas para
unhas e. costuras a. .
Titeiroscom tinta preta muito
boa a 80, 126 e ... .
Varas de franja para toalhas fa-
zenda fina a. .
Duzia de phosphoros de segu-
ranga da melhor qualidade a
400 e.........
Pecas de fita branca elstica
muito fina a......
Novellos de linha com 400 jardas
Resmas de papel de pezo azul
muito fino a.....:
Pecas de fitas bordadas com 3
varas a .. ... .
Dilas de ditas bordadas com 12
metros de 2;>C00 a .
Grojas de botes de loca muito
finos a. ...... .
Vendem-se duas pretas, ambas com habili-
dades, e sendo urna por 6005, tem 35 annos : na
rua da Moeda n. 19, Io andar. ________'
rVisa-se alugar um preto velho
do pateo do Carmo n. 3.
na botica
COMPRAS.
0 MUSEO DE
Compra-se
um relotjio patente nglez de ouro, sendo
[evo, e dottefior fabricante, na travessa
da rua do Queimado n. 1, 1* andar.
Na praca alauependeacia n. 33T loja de^n-
rife, compra-se ouro, prata, e pedras prflroae
tambem se faz qualquer obra de neo1 minada, e
-todo e qaiUpittr concert.
Compra-se 8 accSas da coift?anhia do
ienfiauameoia 'agua do Bcberib* qum.
^uizer vender, por estes 8 dias, so dirija
a tvp^grapnia, onde se cLk. quem as
ra.
Libraseouro nacional, moedas
de 5 francos.
Vende-se uo arco da Conceicao na loja
de ourives, no Recite.______________
FAR1NHA DE
MANDIOCA
Superior farinha de mandioca recente-
mente chegada de Santa Catbarina, vnde-
se a prego cmodo a bordo do brigue alle-
mSo Lina, fundeado defronde do trapiche
fio Exm. Sr. barao do Livramento ; a tra-
tar a bordo do mesmo, ou no escriptorio
de Joaquim .Jos Goncalves Bellrao, rua
do Commercio n. 17.____________
O feitor do sitio da Capella, na Ponte de
cha, tempes de palmeira, pinheiras, larangei-
ras e outras muitas arvores para vender.
Compra-se
a batanea decimal enrssfin W*.
"iTramento n. 31
Livros de direito e prepara-
torios
Vendem-se os seguintes livros ; Ortolam, 7#000,
Oudot, 7*, Belime, 9*, Laijrange, *oOO, Gharma,
Al, Barbe, 3*. Historia Sagrada, ll, Historia-do
Brasil, 1, MAnum Lexicutn, % V"^"0 W,7
mos) 21. Cicero, 11, Lito-L'
na rua ca Tmperatriz n. 38-
Vende-se urna escrava de lde de 30 an
Inos, pprfert oozinheira, lava, engomma e tem
muito boa conducta : n* rua do Imperador n. 77,
2o andar.__________________
Atteiicao
Vende-se por preciaao e barato urna casa nova
de ped#a o cal beta construid, era chao proprio,
^ita no Encanamonto, prxima a eetaoao do Parna-
meirim : a traur no asmo lugar, ha taberna
** s\&**+fM> ** Mauw a, JrbWK da Boi^das a,
*320
5CO
4*006*
$m
020
1800
1*000
100
100
ma
. *240
120
mo
mo
mo
6
:*0
200
Cr<)
500
100
$.\.GERM%
untuHi^cS. ^'
Asint
Alegrai-vos myopes, e presbytas, j po-
dis ver delooge, j podis ver depert..
n3o ha mais vistas curtas, nem caneadas.
F. J. Germann acaha de receber pelo uki-
mo vapor -um rico ,e variado sottim uto do
oculos, lunetas, pince-nez, faee -main, lor-
gnons, de {ouro, pcata., tartaruga, maifjm,
ac, hualo, flawr, unfeomio emelebior;
assim como binculos de urna a tres mudan-
Cas para tbeatro, campo e marinha, da ulti-
ma invengo ; duquezas, vienezas de 6, -8 e
12 vidros, tudo dos melhores fabricantes da
Europa.
O Mesmo vapor trou-
xe urna excelente ma-
china para graduar e
observar numero dos
vidros qoe senecessita
conforme a vista de
qualquer pessoa.
Tem eicellentes sterioscopos, instrumen-
tos de nmtlieiuatica, barmetros, vidros de
chrystal de rocha, e de-eres para resguar-
dar a vista; eoncerta todos os objectos a
presos Gommodos e com promptidao; tira
o mofo dos vidros e encarrega-se dfl toda a
encommeada relavaa plica.
Receheu tambe* os excelentes rrtogios
do anu^o e afamado fabricante liobcrt Getlh
&C, os quaes vendem preces commodos
garantindo a sua sapeiiQi>< qnalkiade.
Grande exposiqo de
bonecas de cera
m
Todas asqualidajdes na ruado
(aeimado n. 55.
LOJA DO TEMPOm
Acaba de chegar pelo pltimo paquete um
icompleto sortimento de bonecas de cera de
todas as qualida^ae para loja *> Tempo-
ral.
Vendem-se don pretos ,de mei UM,t*m
^d velta por SOOirtaai 80 anuos, barassimo .
I na rua do i


Diario (le Peiiiambucb Quarta feira 19 d -Mao de 1&69.

PRODUCTOS de J.-P. LAROZE
PHARsUCEUTlCO, 2, RU DES LIONSSAINT PUL, PARS.
XAROPE DEPURATIVO
DE CASCAS DE LARANJAS AMARGAS
fom IODURKTO de I'OTVSSIO
0 lodureto de potassio 6 um verdadciro alteranle, uin depurador de inconieslavel cfti-
cacia; combinado rom o xarope de cascas de laranjas amargas, e turado
sem poriurbscflo alguma pelos ienij)i,ramenlo>: os maisHracos, sem alterar as fnncQes
do estmago. As doses matliein ilicns que elle rontem pormiilnm aos mdicos de receilal-o
para uxl s as compliracocs oas alfeccds escrofulosas, tuberculosas, cance-
rosas e nos accidentes intermitientes e terceiros; alm d'isso, o
agente o mais poderoso conira as doencas rheumaticas.
xaropi: tnico anti-nervoso
de cuacas de laranjas amargas.
35 annos de successos aitestSo a sua effi-
cacia para curar: as doencas nervosas,
agudas ou rhronicas, o-t gnslrites, gastral-
gias', e facilitar a digestao.
XAROPE FERRUGINOSO
de cascas de laranjas e quassia amarga.
E' sob a forma liquida qoe mais fcilmen-
te se Mshnila ferro; n'esia forma 6 prefe-
rivel as piluUse pastiHiasen lodosos casos
em que sao prer.criptos os ferruginosos.
DENTIFRICIOS LAROZE
COM QUINA,
um UU1NA, PYRET1IRO
Slixir dentrrcio, para a alvura c con-
servarlo dos denles, curando as dores
causadas pela caria Ou producidas pelo
coulado do calor ou do fri
E GAIAtM)
*6 dentifricio, com base de magnesia
para a alvura e conservado dos denles,
provenindo a descarnadura, provocando-e
trtaro de que empede a reproducSo.
Depnsitr em Rio dt Janeiro, B. Cherolel; em Pernatnbuco, r. Maurere C"; em laceto.
Falco Das; em Pelotas, Anlrro LeUas; em Ilahia. Da ntrba; em Porto Alegre, Jos
rilo; em MaranhSo Frrrrlra eC- em Ouro Preto, c. V. Welersoa ? em Santa Catha-
h rtna, 8. &ektelf em Montevideo, O. Inibrrt; em Buenos-Agres, Elcbeparebordn.
CARVAO DE BELLOC
Approvado e recommendado pela Academia imperial de medicina de Pariz para a
cura da gastralgia c em geral de todas as doencas nei \psas do eslotnaj.-o e dos inlcstiuos.
egualrncnte o remedio por cxcellcncia contra a reiencSo de Tentre Finalmente em
razao de suas propriedades absorventcs, recommendado como- verdadciro remedio nos
caios de diarrliea e rliolerina. O rarvfto de Belloc tomare na occbno das comidas
sob a forma de pos ou de pa-lilhas.
Depotito en Rio-Ja^firo. DuponclicVe; Chevolot. Em Pbskaitwco, iiaitrcr i C".
ALTAS NOVMDES
LOJA DO PASSO
Ra do Crespo n. 7 A, esquina da do
Imperador.
PARA CASAMENTOS, BAILES, THEA-
TROS, etc. etc.
Lindos cortes do blond, contendo setim,
mantas e grinaldas.
Requissimos cortes de sedas assim como
para corados.
Gurguro branco.
Moireantique branco azul e verde.
Gros-de-naples brancos e de cores.
Setim branco macau.
Setim, branco, azul, verde., cor de rosa
! amarellos.
Fil de seda, branco e preto.
Cortes de seda com duas saias.
Chales de gurguro de seda de cores.
Camisas bordadas para bomens.
Saias bordadas para senhoras.
Camisas bordadas .
Fronhas de linho bordadas com primor.
Lencos de cambraia de linho bordados.
Riquissimas colchas de damasco de seda,
assim como de seda e algodao:
Ditas de crochet para cama.
Chapeos de seda bordados, para sol,
Poil de chevre de lindas cores.
Alpacas de lindas cores.
Chapelinas de palha da Italia, assim
oemo de seda.
Enfeites para cabega de senhora.
Espartilhos para senhoras.
Meias de laia para padre.
Ditas de 13a
Ditas de seda fio da EsQossia e algotab.
para senhoras e meninas.
Lencos de labyrintho.
Fronhas de labyrintho.
Bicos, rendas e grades.
Finissimas cambraias de cores, percales,
laas, e outros muijos arligos de gosto e
de alta novidade, isto s
Na loja do Passo ra do Crespo n. 7 A, esquina da do Imperador.
CO.MPAMIIA
Fabrica de lecidos dea
Fernao Vclho.
godade
LOJA
DO
Superiores saias brancas bordadas a 53, G-. 85 e 105000 cada urna.
Ditas de cambria de escocia transparente j fils a 60000 cada urna.
Na loja das Columnas na ra do Crespo n, 13 de Antonia Correia
Vasconcellos A C.
Ch verdadeiros COLLARES HOTEB, os nicos approvados pela
a Academia de Medicina, tcm assim como os mees outros productos
attrabido a cupidei dos falsificadores, que para facilitar sua criminla
industria nao se pja, nem receiafl annunciar vender faUos Collares
com BMV HOME. En previno as familias paia inleiv e de seus filhos
que, para evitar falsificaeoes, de\em eiigir, que meus Collares Ibes
sejao vendidos em caitas de tambas de encaiie e corredias cobertas
por h ettiquetas com a minha marca de fabrica e encerrando nm
prospecto circunstanciado, e selladas por urna medaHia com olettreiro.
COLLAR R0TER. Ru St-Kartin, 225. Pars.
O superi ,r panno de algoo desta fabrica, mui
vantajosamentc cunlicrida nesta provincia e as de
Pernamlniro, Paralrvhn ; Rio de Janeiro, pela sua
perfuicao de teeido, elasticidade e forlaJeza, conti-
; na a ser vendido no escriptorio da inesnia com-
1 paiihia piara do fedro 2" desta cidaie, casa nu-
mero 4.
Afim de que os numerosos e importantes snio-
res de engenho, bem como-os senhores exportado
res de assucar, tanto desta provincia como das
, cima mencionadas, possam com facilidade pro-
I "ver-se das manufacturas desla fabrica, a gerencia
;da companliia annuncia que as ha venda nos
Iceguintes lugares:
Nenia cidaieno sen escriptono c as casas dos
de ^rs- ^oin'nBos '*^ de Ferias e Jos ones Gui-
maraes, ra doommercio.
Em Pernatnbucona asa dos Srs. Oliveira, Fi-
lhos 4 C.
No Pilarem casa do Sr. Joo de Albuquerqe
Mello.
Na Ca. Cavalcantf de Albuquerqe.
Em Camaragibena casa do Sr. Joo Vieira de
Lima.
Alem do panno apropriado ao ensacamento do,
assucar, a fabrica possue mais urna qualidade de
panno mui forte, adoptado ao systema que tem os
senhores de engenho do nono da provincia de
inandarem despejar nos trapiches de Pernalmluco
o assucar que alli vao vender, com o que os sac-
eos serven para muitas safras.
Para roupa de escravos ou de trabalhadores do
campo, c para toalhas e lences do stvqo diario,
ha una superior qualidade de panno de 8 polle
sadas de largura, muito forte e espesso, parecen
lo-se bastante com meia lona. Os precos sao os
mais mdicos possiveis. Macei 30 de marco de
1809.
Para a tan
corla d tona antigs e iMMln. cjUtIios BlsMtar, asihaia; tose c mvulia, eaUrliM
bronth'us, o em goral contra Icios os soffrimeulo its vm respirjlorias.
deposito <;i:ai.
botica 3es dogafiia.
34, R\ LARGA DO R0ZAR10, 34
PERNAMBTJCO
A therspeutica das diversas molestias do peito,desdc
pbiryngite ou mal da garganta al a tubereuliclo
pulmonar, passaodo pelas diversas bronebites catarrbaes
o o emiihysema araba de ser enrequecida com mais
este medicamento, qne tomara a primeira ordem entre
todos at boje conlieridos. O xarope Vegetal Americano,
garanlinilo paramente vegetal, nao conten em sua
i .j tt i j > u -11 au um s alomo de opio, e sim somenle sue-
cos de plantas indgenas, cujas prqpriudades benelicas
na cura da molestias que pertencem aos orgaos de res-
pira;o forim por nos obseivadas por Jongo lempo,
com ptimos resultados cada vez mais cresecntes; pelo
<|ue uos ju.gamos aulorisados a compor o xarope que
agora aprestamos, e a oderece lo aos mdicos e ao
publico, Provamos com os (testados abano oque le-
vamos dito, e comamos que o conceilo de que ja gosa
o iarope Vegetal Americano crescera de dia a dia,
demando muilo aps de si todos os peitoraes em voga.
Illm. Sr. Bartbalomeo t C,O xarope Vegetal Ame
ricano, preparado em sua coneeituadissima pharmacia,
um ulil remedio para combaler lerrivel aslbma.
Sofra en aquella molestia ha qualro mezes, sem anda
ter combatido os ataques mensaes que tinba; este ultimo
que live foi tertifsimo que me prolou por 8 das, usei,
Sorm o sen milagroso xarope, tomando apenas tres
oses, e at o presente ato fui de novo atacado. Crasa
Deus, qu eu qae resUtbelecido por ama va. Beodo-
Ihc, pois os mcus agrdec.memos por me ter aliviado de
lao borrivel nial. Com a mais signilicaliva gratido,
subscrevo-mc deVmcs. affecluaso c reconbecido criado.
Sevcrino Uuarle. Sua Casa 1 k de fevereiro de I86S.
IlfSs Srs BarlIiolomeoiC. Depoli de qnasi seis
meics de soffrimenlo com uuia losse incessante, fastio
extraordinario, expectoracn de nm catarrbo amarella-
do. e perda total das torcas, que o menor passeio
me falijava completamente, cansado de lomar milis ou-
tros remedios sem resultado live a fehcidadedesabcrque
Vmcs. preparavam o xarope Vegetal Aincricanore com
elle.-gracas a Deus. me acbo reslabelecido ba mais de
dois mezes, e robusto como se nada livesse soffrido. A
gratido me forca a esta declaraco, quo podero Vmcs.
fazer o uso que quizerem. Sou com eslima de Vmcs.
mudos respeitador e criado. Antonio Joaquim de
Castro t Silva. Recife 8 de fevereiro de 1868.
Atiesto que usei do xarope Vegetal Americano, de
composieAo dos Srs liarlholomro i C. para cura de um
forte defluxo que me trnuve urna rouquidio, que me neo
fazia edlender, inflanimarao e dor na garganta, tosse,
grande falta de respiraban, e Hqnei completamente res
tabelecido com um s vidro do mesmo xarope; pelo
que Ibes protesto eterna gratido. Recife 10 de Ja-
neiro de 1868. Joaqun teretra AmnU Jumor.
Eslo reconbecido.
CAPSULAS MOLES
DE
ALCATRAO
Remedio por excellencia para cura rpi-
da e completa das coqueluches, bronebites,
catarrhos, tosses corivuislvas, escarros san-
guinos, e outras molestias do peito.
VENDE-SE .
NA
PHARMACIA E DROGARA
DE
Bartholomeu C.
3iRA LARGA DO ROSARIO34
Scbonete de alcatrdo.
DE
Antonio Nunes de Castro.
Este acreditado preparado, que tSo'boa
acceita?o tem merecido n'esta provincia,
muito se recommenda para a cura cerU
das impigens, sarnas, caspas e todas as
molestias de pelle.
Deposito nico,
Pharmacia de Bartholomeu d C,
3 ira larga do Rosario34.
GALLO VIGILANTE
Rna lo Crespo n. 1
Os propietarios deste bem conheeidoe?!ab*lc-
cimentri, alta dos amitos objectos que linliam ex-
postos a apreciacao do respeitavel ptbNrt; m;m-
daram vir e acabain de receber pelo ultimo vapor
da Europa um completo c variado sortimento de
linas e mui delicadas especialidades, a* qi:ies eo-
lio resolvidos a vender, como de scu tr istume,
por precos muito baratinhos e comraodos-rara to-
dos, em tanto que o GaUp....
Muito superiores lavas de pellica, prelas, bran-
cas e de mni lindas cores.
Mui boas e bonitas goHinhas e punhos p\ra se-
nhora, neste genero o que ha de mais mo;rno.-
Suporiores pentes de tartaruga para coq es.
Lindos c riquissimos enfeites para caberas das
Exmas. senlmta.
Superiores trancas pretas e de cores com vidri-
Ihos e sem elle; esta fajenda o que pode haver
de melhor e mais bonito.
Superiores e bonitos leques de madroperola,
marlim, sanlalo e oss, sendo aquelles hraucos
com lindos desenhos, e estes pretos.
Muito superiores meias fio de-Escossia para se-
nhoras, as qttaes sempre se venderam por 30000
a duzia, entretanto que nos as vendemos por 203,
alm destas, temos tambem grande sortimento de
outras qualidades, entre as quaes algumas muito
finas..
Bcfts bengalas de superior caima, da India e
castao de marm com lindas e encantadoras figu-
ras do mesmo, nesfe genero o que de nulhor se
pode desejar ; alem destas temos tambem grande
Juantidade de outras qualidades, como sejam, nia-
eira, baleia, osso, borracha, etc. ele. etc.
Finos, bonitos e airosos euicotinhoa do cadeia e
de outras qualidades.
Lindas e superiores ligas de seda e borracha
para segurar as meias.
Boas meias de seda para senhoca e para meni-
nas de i a 18 anuos de idade.
Navalhas cabo de marlim e tartaruga para fazer
barba ; sao muito boas,e de mais a mais sao ga-
rantidas pelo fabricante, e nos por nossa vez tam-
bem asseguramos sua qualidade o delicadeza.
Lindas e bellas cpelas para noiva;
Superiores agnlhas para machina epar.t erox.'
TASSOIRMOS
Tem para vender em seus arninzens, alm do oo*
tros, os seguintes artigos :
Papel para imprimir.
Perlina azul.
Greve pautado e liso.
Vinhos em caixas de doze garrafas
Bonrgogne.
Hery.
Madeira.
Hermitage.
Chamblis.
Licor de curaco de Hollanda em caixas de vin-
te e qualro botijinhas.
GESS0,
Nosarmazens de Tassolrmaos.
Grades de ferro
para jardins, porteiras etc.
Nos armazens de Tagso Irmos
< AH K 1*110* E FERRO
Para servieps de grandes armazens, para remo-
ver barricas ou caixoes de um para outro, lado pelo
mdico pre^o de 12*800 cada um.
Farinha de trigo de Trieste
Das mefhoras marcas Panonia (verdadeira) Fon-
tana e grande sortiment&das melhores marcas de
farinhas americanas.
Saccos.de farinha de trigo do
Chile
Todas novas, ehegadas ltimamente nos arma-
zess de Tasso Irmos.
Cemento romano
Nosarmazens de Tasso lrmaos.
Cemento hidrulico \2$
O melhor para tude que sao obras para agua, co-
mo assentamento de canos de esgoto, algerozes, de-
posito, tanques d'agua, etc., etc.: em porcoes d
cincoer*o barricas se far reduca no preco : nos
armazens de Tassolrmaos.
Cemento Portland
0 verdadeiro cemento Portland em easa de Tass
Irmos.
Grades de ferro, cercas, por-
teiras, etc., etc.
De differentes qualidades para cerc-dos de ani-
21
A
maes, chiqueirospara galianas ou jardins : nosar-
mazens de Tasso Irmaoe.
Barris com breu
Nos armazens de Tasso Irmos.
CANOS DE BABEO
Na ra Nova de Santa Bita, na antiga fabrica de
sabo, ha para vender por preco o mais mdico
possivel, canos francezes para diflca^oss e-esgo-
tos de toda a*jnal idade, superiores a todo? os que
aqui tem apparecido pela su solidez.
PEt;S.
13400 porcano grand.; de 3 e meia poiJegadas.
1200 por dito de 2 e trss-qnartos de dHa.
lOOO por dito de 2 e um juarto de dita.
500 ris por pistoleta de 2.pollegadas.
Cotovellos, oorvas e canos de maior grossara, a
vstase fanio preco. Compras maioros d 2O0
tem 5 por cento de descont por promrto paga-
mento. Pde-se ver as amostras nos mazens
de Tasso Irmos,
lijlos francezes
Para ladrilhar casas terreas com asseio e precos
mdicos, muito convenientes e- proprios paca ladri-
Ihos de cosinhas em sobrados, pelo scu aesek) e
evitar a passagem de aguas-para o andar :".ferior
e mesmo o perigo de fogo, ees precos de 3i000 a
i.'iOOt) o milheiro: na ra Nova de Santa Bita, na
Tabellas vermicidas
*
DE
Antonio Nunes de Castro.
Vermfugo efficaz, e preferivel a todos os
conhecidos, -j pela certeza de seu resulta-
do, ej pela fcil applicac3o as creanfas,
quasi sempre mais atacadas de t5o terrivel
e muitas vezes fatal soffrimento.
NICO DEPOSITO
NA
Pharmacia c drogara.
M
Rarthomeu & C.
34Rna Larga do Rosar lo34
Liha muito boa de peso, Granza, para encher
labvrintho.
Bons baralhos de eartas pana voltarete, assim
como os lentos para o mesmo fim.
Grande e vanado sortimento das melhores per-
fumarias e dos melhores e mais conliecilos \>cv-
fumistas.
COLARES DE ROER.
Elctricos magnticos contra as convdsdes, e
facilitam a dentiQo das innocentes erian^as. Se-
rnos desde muito recebedores destes prodigiosos
collares, e continuamos a recebe-los por todos os
vapores, afim de que nunca fattem no riercado,
como j tem acontecido, assim pois poderao aquel-
les qae delles precisarem, vir ao deposito do gallo
vigilante, aonde sempre encontraro destes venda-
deiros collares, e os quaes attendendo-se ao fim
Sara que sao appc&dos, se venttero com um-mui
minuto lucro.
Rogamos, pois, avista d is objectos que deixamos
declarados, aos aossos freguezes e amigos a virem
cimiprar por pre,!08 muito razoaveis loja do gallo
vigilante, ra do Crespo n. 7._______________
PAS TILMAS ASStCAHAiS
no
DR. PATS1RSON
De bUiiuth e magneofta.
Remedio por excellencia para, combate'
a magreza, facilitar a digestao, fortificar
estomago etc.
DEPOSITO ESPECIA!..
Pharmacia de Bartholoaie & C.
34------Ra larga do Rosario------34.
antiga fabrica.de sabo, e compras raaiores le 2O0
se far 5 por cento de descont por prompto paga-
mento. Podem-se ver as amostras nos armazens
de Tasso Irmos.
Velas de esparmacete verdadeiras pana lan-
ternas de carros: no armazem de Tasso Irmos.
Vinho do Porto fino superior : no armazem
de Tasso Irmos.
O melhor cognac Gautbier Freres : no arma-
zem de Tasso Irmos.
Esteiras da India
Em casa de Tasso Irrcosvonde-se esleirs da
India de civersos padrees e larguras, por preco
commodo.
Macarthy
AO BAZAR DA MODA
Rna Nova n. 50, esquina da rna de S. Amaro.
NOVIDADES
Para senhoras.
COQUES da ultima moda, enfeitados e lisos, gran-
de sorti Tiento.
GIIAPELIN'AS de palha da Italia, guarnecidas com
delicados e elegantes enfeites brancos e de cores
CHAPEUSINHOS e gorras de velludo e de pennas
(alta nevidada I) de palha da Italia, a emtiaco,
especial sortimento.
CINTOS de cores e pretos, rico sortiraenio ulti-
ma mooa.
CAMISAS bordadas porcomraodos precos.
LENCOS bordados e com letras, novidade neste
genero
LEQl'ES a emitacao de marflm, gosto novo e de
undak.
GOLINH.vS e punhos, a emitacao de guipure. .
ENFEITES pretos e de cores para caneca, lindos
moldes,
GARNUO aHa novidade I & Marte Rose, lti-
mamente usada era Parts.
COH1MN'IOS de guipure brancos e pretos lindos
model w.
BORNOUS de lia e seda, cores claras, elegante
moda em Parts.
GRINAIDAS de neres finas
ESPARTILHOS superiores. '
MEIAS tupeiiores de fio de Escocia.
LUYAS de pelica ehegadas pelo ultimo vapor.
ADERECOS de coral verdadeiro e camafeo, gosto
delicado.
DE PALHA
GUARNICES para vellidos.
TRANCAS para enfeiss4e coques.
BOTOES lisos e^ora pingantes para vestidos.
CINTOS alta novidade.
FLORES finas, grande sortimento.
GRINALDAS de ditas part coques.
LA^OS, ftvelas, penachos para enfeites.
Para horneas.
doli-
CAMISAS com peitos, colarinhos e punhos
nho fino, lisos e bordados, moda,
COLARINHOS de linho e algodo.
PUNHOS de ditos.
GRAVATAS de todas as qualidades.
BOTES para punhos e guarnic/fes para coletes.
CORRENTES de plaqu a emitacao do ouro, lin-
do gosto.
CHAPEOS de pello de seda, forma a Rotclul, qua-
lidade superior.
CHAPEOS de seda, para sol.
MEIAS de superior qualidade.
BENGALINHAS finas e chicotes.
LUNETAS aro de ac e tarturaga.
Para crlancas.
VESTUARIOS completos para baptisados.
SAPATINHOS de merino e setim enfeitados.
MEIAS de seda e fio de Escocia.
CHAPEUSINHOS de palha da Italia.
TOUCAS de fil e selim enfeitadas e de chroche.
BUNECAS vestidas, muito Lv-Jtas e diversos
brinquedos.
Perfumarlas finas.
TNICO oriental, verdadeiro.
AGUA DIVINA de Coudray e superior agua e
essencia de Colonia.
ESTRATOS e essencias finas e do a grada veis aro-
mas para o lenco.
VINAGRES aromtico para toilet.
POS DE ARROZ para amaciar a pelle em paco-
tes e ricas caixinhas com arminho.
POS superior para limpar os dente.
COSMETiQUES de fina qualidade.
SABONETES, grande sortimento deste genero e
de superior qualidade.
LEOS de pfilocome, babosa e antiques.
BANHA fina para os cabellos.
AGUA de flores de laranja.
CREME de sabo para barba.
Caixas preparadas com perfumaras finas.
Htndezas finas.
AGUAFLORIBA verdadeira
man New-York.
de Murray Lan-
Barato que admira
Quartos de latas com bolacbinhas de boas qua-
lidades a 1JAO', caixinhas eom ameixas, peras e
figos a 1400, oervejaBass, Ihlers e bell ingieza a
800 rs. a botija, vinho a 400 rs. a garrafa, aceite
doce de Lisboa a 880, arroz de primeira qualida-
de a 120 rs., caf a 220, sabo a 180 e 210, cha
i nimio bom a 32100, dem g raudo a .'i 5, alpista a
240, toucinho de Lisboa a 440, marmelada fina a
780 a libra, doce degoiaba.fino em latas e caixdes
de diversos tamanbos por commodo preco : s na
esquina da ra da Penha n. 8.
RAP POPULAR
DA
FABRICA NACIONAL DA BAHA
DE
TEIXEIRA FREDEBICO & C.
Acaba de chegara este mercado urna portan des-
te ptimo rap, nico que pode supprir a falta do
princeza de Lisboa per ser de agradavel perfume.
E' fabricado pelo systema a imitaco do Areia Pre-
ta, porm tem sobre este a vantagem de ser viaja-
do, o que para este artigo urna especialidad?.
as pracas da Babia, do Rio de Janeiro e outras do
imperio tem o Rap Popular sido asss accolhido,
e provavelmente aqui tambem o ser, logo que
seja conhecido e apreciado. Acha-se venda
for preco commodo, e para quem comprar de 30
ibras par cima, far-se-ha um descont de 5 0A),
e de 500 libras para cima o de 8 0/0 : no escrip-
torio de Joaquim Jos Goncalves Beltro, ra do
Commercio n. 17.
SUPERIORES fitas de grosdenaples de todas as
cores e larguras de veludo preto e de cores, e
gurguro para cintos.
BABADINHOS e entremeios bordados.
GUARNICES de seda de cores para enfeites de
vestidos.
TRANCAS pretas com vidrilhos e pingentes.
BOTES de cores, brancos e preto i com vidrilhos
lisos e com pingentes.
DEDAES de mam iperola, de ma',nm, de co e
metal.
THESOURAS finas para costura e unhas.
CAIVETES finos com quatro folhas. Emuitos
outros artigos de miudezas que se torna ej**-
donho menciona-los.
Tudo se vende por prepos bastante commodoSf
MASSA e XAROPE
DECODEINADEBERTHl
Prfconisarlos por todos os mdicos cnnlrn os I
DEKLDXOS, CATHARROS, E ODAS AS|
1RRITACOES DO PEITO.
* n, O Xarope de Codcina que mereco a. I
honra, alias bem rara entre os Mcdieamentosl
notos, de ser registrado como um dos mdira-l
memos ol/ieiaei do Imperio Francs diifenMi
quulquir elogio.
AVISO. Por causa da repreliensivel filsi-l
ficacio que tera suscitado o fclit rcsultadi doj
Xarope c massa de Berlh somos forcados )
lembrar queestssBiedicameutos too jusiain ntei
caiicciiuado si se
veudem em caliin-
basefruK-os levando
S asignatura em
frente.
A6, Ru des Ecolcs, e na Pharmacia Central |
dt Franca, 7, llue de Jouy, em Pars, e en
" ~*"1 sPharoiacias piincipac?doBraiil
Machinas de desearocar algodao.
Hoje que est reconhecido que as machinas de
serrote prejudicam e quel>ram a fibra do algodo,
6 preciso recorrer a maebinismo menos spero,
que produzindo o mesmo servico que aquellas, o
facilidad) no trabatho, nao quebrem a.libra da la,
para que essa possa obter-nos mereades europeos,
a dilTeronra que ha antro o algodo. descarocado
por aquellas mencionadas machinas, qne est fi-
cando em deauzo, pelo prejuizo que tem causado,
eo da antiga boladeira, que nao pode competir
pela morosidade de seu trabalho. E* assim que
estas machinas se tomam as mais proprias para o
nosso algodo, porque ao par da facilidade e
promptidao conserva a fibra da la, que limpa por
ella, e qualificadnna Europa a par da melhor bo-
I and eir, valendo assim entre il 20 per 0/0
mais do que a la limpa pela machina de serrote.
Estas machinas nao sao novas, pois que ha. muito
esto adoptadas no Egypto, aoiate as de serrote
*>ram inteiramente abandonadas, e por isso o algo-
do daquea procedencia, sendo da qualidade do
da nossa provincia, obtem hoje de 10- a g por
0/0 mais do que o nosso : vendem-se a 150000
nos armazens de Tasso Irmos.
Oleo de amendoas.
Em eaixas de 8 latas, oada caixa 100 libras :
nos armazens de Tasso_ Irmos.
Charutos da Havana.
Excellentes charutos da Havana e por baratsi-
mo preeo : em casa d Tasso Irmos, ra do
Araorini n. 37.
Relogios de ouro.
Relogios de ouco de patente com balance de
chronometro do famigerado actor John Rogers, no
escriptorio de Tasso Irmos.
Pianos inglezes.
Pianos inglezes do bem conhecido autor Chajlos
Cadby, no escriptorio de Tasso.
Ac de milao.
Nos armazens de Tasso Irmos.
BARRIS DE SALITRE
No armazens de Tasso Irmos.
CARNAUBA
Vende-se superior cera de carnauba em de
cas. por prego mais barato do que em outra quas-
quer parte : na loja do Pavo, ra da Imperatriz
n. 60, de Flix Pereira da Silva.
CURA DOS CALLOS.
PELA
Pomada galonpean.
Deposito especial
Pharmacia de Bartholomeo 4 C.
34------Ra larga do Rosaric
ESPERANQA
Ra do Queimado %\
Advertencia!
A Nova Esperanca, rna do Queimad
n. 21 tendo em deposito grande quantidade
de miudezas, e como se approxima o tem-
po em que tem de ser dado o balanco, por
isso desde j previne ao respeitavel publi-
co, que est resolvida a vender suas mer-
cadorias pelo baratissimo preco, para assim
diminuir a grande quantidade das que
tem: assim pois, venliam os bons fregue-
zes, e os que nao forem venham ser regue-
zes, cm lempo to opportnno qtiando
NOVA ESPERANCA convida-oi pechincha-
rem, pois que para compraH caro, nao
falla aonde e a quem...
PARA 0 MEZ DE MARA
A-Nova Esperanfa, ra do Queimado
n. 21, receben pastilbas para queimar-se
em logar de insenco, para aromatisar 08
oratorio das devotas do mez de Mara.
Elle quere ella quer
E' sempre assim.
Elle (cerrespondente de Pars) quer sem-
pre primar em nos *emetter oljectos de
gosto e perfeico, e etta (loja da Nova Es-
peranca) qusr sempre dividir com seus fre-
guezes o que de bom constantemente rece-
te, e por este lidar continuo (d'ambos)'
Nova Esperanza na de Queimado n. 21,
alm do grande sortimento que j tinba,
acaba de receber mais o seguintc :
Bonitos broches, pulceiras e brincos de
madreperola.
Papel e envelopes bordados e mati^
sados.
Papis proprios para enfeitar bollos e
bandeijas.
Brirwc-s pretos com doerados (ultima-
moda ).
Fitas torgas para' cinto.
Modernos gallesv franjas-e trancas de
seda e de la, para enfeites d vestidos.
Rotes de todas a cores e moldes novo
rnra o mesmo fim.
Trancas- pretas comvidrilbos-eendo com
pengenks e sem elle3-.
Botes pretos com vidrilhos co pingen-
tes e sem elks.
Lttvas de pellica, cawnrca eexcossia.
Finas inoras de sed para seniora e me-
ninos.
Delicado leque de- madreperuta, mar-
lim, osso e-filia.
Kspartilho simples bordados-.
Bengalas de baleia.
Finalmente, um compteto sertmenU) de
miudezas -rw do Qsenado ne 21, na
Nova Esperanza.
Collares anodinos sflectro-^Mignett
eos contra as eonvulce--das
creauftts.
N5b resta- a menor du-da, de qae muito
collares so vendem p*r ah intitulados o
verdadeiros de Royer, e eis porree muitot
pai de faaiJas nao ereem (comprando-os1!
no efteito premettido, o que s pdem dar
os verdadetros ; a No*. Esperanza, porir .
que detesta' a falsificaba principalmente no
que respeita ao bem estar da Bumanidade
fez urna encommenda directa destes collares
e garante aos pais de familias, que sao o.---
verdadeiros de Roycr, que a tantas crean
c,as- tem salvado do terrivel incoBomodo de -
convulces, assim pois preeise-, que ve-
nhcm a Nova Esperanca a ra dt* Queimad.
n. 21 cosaprarem o. salva vida, para seu>
filhnbos> antes que estes sejam acommetti-
dos do terrivel mat,. qnando cnSto ser di-
fcil alcaacar-se o Eeito desojado, embor>.
sejam empregados os verdadeiros collares
de Rover.
Cimento inglez
De primeira qualidade em barris grandes,
que se vende por menos do que em qnal-
quer outra parte: na ra Larga do Rozario
n. 34 botica.
VURMZES
de superiores qualidades, a precos commodos : na
ra do Vigario n. 16, Io andar, escriptorio de
Joaquim Gerardo de Bastos.
VENDE-SE
azeite de dend a 800 rs. a garra
[fa: na ra Novan. 3,
Pa&i familias
Grande Bazar, rtialVova ns. an
a, de CarneiroYfanna A .
Acaba de chegar a este estabelecinteoto
grande porc3o.de machiaas para costuras do
autor Wbeeier Wilson, approvadas na 6dti-
ma exposic de Pars, as quaes cozem. com
dous pospontos toda a costura, e tem a
vantagem de ser to suave o movinento.
que qualquer crianza de oo annos fcil-
mente trabalha, e pode, com este entrete-
nimento, levar vaatagem ao servieo diario
de trinta costureiras. A comprehensab .
simples, pois em um quarto de hora se ti-
ca senhor do movimento da machina, ten-
do a aesma a propriedade de fazer as se
guintes costaras: pospontar, abainfcar.
fransir, marcar e bordar, como apreseniam
os desenhos que acompanham-nas. Os pro-
prietarios do estabelecimento se errearre-
gam de mandar ensinar n'esta cidade, e
garantem entregar o importe dispendido ao
comprador, no caso de nao trabalkar com
perfejcio amachina vendida, nao" tendo,
porm, soffridoella alguma avaria. Ha tam-
bem no mesmo estabelecimento. machina
do autor Grower 4 Baker, de trabalho sitar
plesmente m5o, e outras com movimento
dos ps; e mxime todos os pertences dan
mesmas machinas, para vender avulso,
GZ O 6AZ
Chegou ao antigo deposita de Henry Forster A
C, ra do Imperador, um carregameato de tai
de primeira qualidado; o qual se vende em partidas
e a rctalho per menos preco do que em ontr qual-
quer parte.
FUNDICAO DOBOWMAN
Rna do ruin n. 59.
Machinas de vapor.
Rodas d'agoa.
Moendas de canna.
Taixos de ferro, batido* fundido.
Rodas dentadas, para moer com agoa.
vapor e animaes.
Alambiques de ferro.
Formas para purgar assucar.
E outros muitos objectos, etc. etc., pro
pi ios para agricultura.
LIBRAS ESTERLINAS
Vendem Augusto
Commercio, n. 42.
F. de Oliveira & C i ra
Alcatifa
* Vende-se urna alcatifa de variados padrSes a
600 rs. o covado : na rna do Queimado n. 31, loja
deA.M.Rolim4C.
Bandeiras
Magnificas bandeiras de seda nacional e ostran
5eir, vendem-se a 44 : na rea doQnoiBiado ^
1, loja de A. M. Roliu & C
/


I
I
1 '
II
X
I'
\

Diario de Peruambueo Quarta feira 19 de Maio de 1869.
=
Ocordeiro previdente
/Roa do Queimado a. 16.
IJovo e variado sortimento de perfumaras
finas, e otitros objectos.
Alm do completo sortimento de perfu-
maras, de qu effectivamente est provida a
loja do Cordeiro Previdente, ella acaba de
receber um outro sortimento que se torna
notavel pela variedade de objectos, superiori-
dade, quafidades e commodidades de pre-
ces; assim.pois, o Cordeiro Previdente pede
e espera continuar a merecer a apreciacao
do respeitavel publico em gera e de sua
boa freguezia em particular, nao se afas-
tando elle de sua bem conhecida mansidao
e barateza-. Em dita loja, encontrado os
apreciadores do bom:
Agua divina de E. Coudray.
Dita verdadeira de Murray A Lamman.
Dita de Cologne ingleza, americana, fran-
ceza, todas dos melbores e mais acreditados
fabricantes.
Dita balsmica dentricia.
Dita de flor de larangeiraa.
Dita dos Alpes-, e vilete para toileL
Elixir odontalgico para conservacSo do
asseio da bocea.
Cosmtiques de superior qualidade ecbei-
ros agrada veis.
Copos e latas, maiores e menores, com
pomada flna para cabello.
Frascos com dita japoneza, transparente
e outras qualidades.
Finos extractos inglezes, americanos e
francezes em frascos simples e enfeitados.
Essencia imperial do fino eagradavel chei-
ro de violeta.
Outras concentradas e de cheiros igual-
mente finas e agradaveis. '
Oleo philocome verdadeiro.
Etracto d'oleo de superior qualidade,
com escolbidos che ros, em frascos de dille-
rentes tamanhos.
Sabenetes em barras, maieres e menores
para maos.
Ditos transparentes, redondos e em figu-
ras de meninos.
Ditos rauito flnos*em caixinha para barba.
Caixinhas com bonitos saboneles imitando
fructas.
Ditas de madeira invernisada contendo fi-
nas perfumaras, muito proprias para pre-
sentes.
Ditas de papefao igualmente bonitas, tam-
bem de perfumaras finas.
Bonitos vasos de metal coloridos, e de
moldes novos e elegantes, com p de arroz
i boneca.
Especial p de arroz sem composirao de
cheiro, e por isso o mais proprio para enan-
cas.
Opiata ingleza e franceza para dentes.
Pos de camphora e outras diferentes
qualidades tambem para dentes.
Tnico oriental de Kemp.
Anda uials eoques.
Um outro sortimento de eoques de no-
vos e bonitos moldes com filete de vidralhos
alguns d'elles ornados de llores e litas,
-st3o todos expostos apreciacao de quem
os pretenda comprar.
GOLLINHAS E PUNHOS BORDADOS.
Obras de muito gosto e perfeifo.
Fivellas e litas para cintos.
Bello e variado sortimento de taes objec-
tos, llcando a boa eseolha ao gosto do com-
prador.
FLORES FINAS.
0 que de melhor se pode encontrar neste
genero, seliresahinJo os dolkailos ramos
orvalhados para coques.
Para viageui.
Bolsas de tapete e carteiras de eouro, por
procos commodos.
Chapelinas de palha da Italia mu bem
afeitadas, e enfeites de flores obra d^ bom
gosto.
E assim muiios oulros objectos que se-
rSo presentes a quem se dirigir dita loja
do Cordeiro Previdente a rui do Queimado
n. 16:
ENFEITES DE PALHA PARA VESTIDOS,
CHAPEOS E COQUES.
O Cordeiro Previdente ra do Queima-
do n. 16 acaba de receber um bello sorti-
mento de trancas de pala para enfeites de
vestidos, outras para peos, coques etc.
ludo isto est sendo vendido com a sua bem
conhecida commodidade de presos.
ALEM DAQUELLE.
Recebeu outros lindos enfeites de seda
para vestidos ; assim como um variado sor-
timento de galles de 15a, babadinhos de
carabraia com bordados de cores, cuja va
riedade de gostos os tornam recommenda-
dos e apreciados ; compareci pois os pre-
tenderles que sero servidos a contento.
TO BEM RECEBEU.
Novo provimento de bcos e rendas de
guepure.
LUVAS DE PELLICA.
De todas as cores tanto para homeiv
como para senhoras, constantemente acham-
se a venda na loja do Cordeiro Previdente :
ra do Queimado n. 16.
QUE SE LIQUIDAM
A DINHEIRO NA LOJA E ARMAZEM
DO
soQoa m aiaiipaiaawaiasi m
DE MMft
FKLLILV EKK1K1 DA Mlill.
O proprietariO d'este estabelecimento convida ao respeitavel publico desta ca-
ntal a vir surtir-so do grande sortimento que tem de fazendas, tanto di moda como de
te, assim como de um grande sortimento de roupas para homens <3 meninos, e as
pessoas que negociam em pequea escala, tanto da praca como do mato, aesta casa
poderlo razer os seus sortiraentos em pequeas ou grandes porc5es, venacn lo-se-lhes
pelos precos que se compram as casas ingieras ; assim como as excellentissimas fami-
lias, podero mandar buscar as amostras de todas as fazendas, ou se Ine as mandam
levar em suas casas pelos Caixeiros d'este estabelecimento, que se acha aberto con-
stantemente desde, s 6 horas da manha s 9 da noute.
ALTA
A LO
Vinho degestivo de
chassaing
COM
PEPSINA E DIASTAEX.
Remedio por excellencia para cura certa
das dgest5es diluiris ecompletas, acalmar
as dores gastralgicas, e reparar as forcas
produzindo urna assimulaco completa dos
alimentos; sendo mais um exceHente tnico.
VEtfDE-SE
NA
PHARMACIA E DROGARLV
DE
Bariholoinen A C.
. 34RA LARGA DO ROSARIO34
DE
Francisco 4ntonio de Carvalho
4l Comoanhla
(BUCCESSORES DE REG & MOURA )
Ra Naca n. 24.
Os proprietarios fiesta estabelecimento fazem
diente a publico que acabara de receber um per-1
eito e vanado sortimento de pannos linos, case-
miras, brins e outras fazendas de gostos modernos,
as quaes veodem por precos razoaveis. Os mes-
moa acientifieam, que tendo admittido para sua
jfHcina de alfaiate um artista hbil no desempe-
nbo de suas funecoes, recebem qualquer encom-
meada de roupa por medidas, prometiendo satis-
fawrem com pontualidade e presteza qualquer pe-
dido ne-te sentido.
Libris esterlinas,
Recife, n. 58.
na ra da Cadeia do
Riiado~Livramento n.26.
NOVIDADE
LOJA DO PAVAO
Gurguro de seda
Chegaram pelo ultimo vapor os mais bo-
atos gurguroes de seda, proprios para ves-
idos, sendo lisos e lavradinhos, com muito
ustro, garantindo-se que a facenda mais
inda e de mais phantasia quo este anno tem
ihegado a este mercado, e vende-se por
preco muito razoavel, na ra da Imperatriz
a. 60, de Flix Pereira da Silva.
CHAPELINAS
DA
ULTIMA MODA
Chegaram para a loja do Pavao as mais
rieas e mais modernas cliapelinas rica-
mente enfeitadas, com enfeites e fitas de
setim e de todas as crese com ricos bicos
de blond e as mais lindas e finas flores,
vendendose cada urna pelo barato preco de
I53000, garantindo-se serem muito mais
bonitas do que outras que se vendem em
outras partes a 20# e 2Sfl, e entre ellas
ha mais do que um modeHo, tambem tem
muitas de pratinho, proprias para mocas e
meninas, isto na ra da Imperatriz n. 60
loja do Pavo, de Flix Pereira da Silva.
Esplendido sortimento de
Alpacas tai radas Alpacas a 560 Alpacas a 560
Alpacas de cares
Na loja do Pavo ra da Imperatriz n.
60, vende-se ons poucos de mil oovados
dasmais lindas e modernas alpacas lavradas
com as mais modernas e bonitas cores,
proprias para vestidos e rompas para meni-
nos, tendo entre ellas azul, lyrio, roxo, cor
de catn a, verde claro etc. e os lavrores
muito miudinhos assentados em urna so
cor; para se poder retalhar esta fasenda
pelo barato preco de 560 rs. o covado, foi
preciso fazer-se tima grande compra este
artigo, o qual grande pechiucha.
Aos icz mil >ovados de cascas
francezas
Covado a 300 Covado a 300
Covado a 300
Covado a 300 Covado a 300
Covado a 300 rs.
Vende-se na loja do Pavo a ra da Im-
peratriz n. B0 urna grande quantidade de
mil covados das melhores casas francezas
para vestidos, tendo padroes miudos e gra-
dos, assentados em todas as cores, estas
cassas sao propriamente francezas, tendo
transparentes e tapadas, com tanto orpo
quasi como a chita, e alm dos padroes
serem muito bonitos, sao todos flxos e seria
fazenda para muito mais dinheiro, mas re-
tallia-.se a 300 rs. o covado.
Uspartllhos a 3#000 na loja do
Pavo
Vende-se urna grande porco de esparti-
Ihos modernos com o competente cordo,
tendo sortimento de todos os tamanhos, e
vendem-se a 33 cada um.
PUNHOS COM GOLINHAS A 640 E 1,5.
Vende-se urna porco de punhos com
golinhas rieamente bordados, de esguio de
linho, sendo brancos a idOOO cada terno, e
bordados de cor a 640 rs. para acabar.
Assim como ricos pares de manguitos mo-
dernos com gollinhas e punhos bordados a
15600 rs. cada um.
ALPACAS LAVRADAS COM LISTAS A 500
RS. SO O PAVAO VENDE
Covado a 500 rs.
Covado a 500 rs.
(aovado a 500 rs.
Covado a 500 rs.
Covado a 500 rs.
Covado a 500 rs.
Na loja do Pavo ra da Imperatriz n.
60 vende-se urna grande porco de alpacas
lavradas com os mais lindos padres listra-
dos e com flores matisadas, sendo este ar-
tigo urna grande pechincha, por se terem
comprado urnas poueas de caixas e vende-se
pelo barato preco de 500 rs. o covado.
Chales
CHALES
CHALES
Na loja do Pavo ra da Imperatriz n.
60, vende-se um bonito sortimento dos me-
lhores chales, sendo de fil preto com mui-
to ricas palmas bordada? de cores, ditos de
merino liso de todas as cores, ditos estam-
pados e ditos de crepon com os desenhos
mais honitos que tem vindo ao mercado.
PELERINAS DE CROCH A 8& 10^000
E 125000
Chegaram para a loja do Pavo as mais
modernas e mais bonitas romeiras ou pele-
rinas de fil e croch que se vendem a 8 e
I.RWDE PECHINCHA
EM
PEfU % li li t*
A pataca o covado
PERCALLAS A 320 RS.
AOS DEZ MIL COVADOS
PERCALLAS A 320 RS.
Na loja do Pavo ra da Imperatriz n.
60, vende-se urna grande porco de per-
callas francezas proprias para vestidos, sen-
do de cores fixas e mais. larga que as chi-
tas, tendo os pannos rauito encorpados e
com os desenhos mais bonitos que tem
Casenuras da moda
NA
LOJA no PAVlO
Chegou pelo ultimo vapor francez, um
grande e verdadeiro sortimento das mais
modernas e mais finas easemiras para cal-
cas, paletots ecoletes, tendo lisas, com lis-
tras e com listra ao lado, lindo para todos
os presos, e afianca-se venderem-se muito
mais barato do que em outra qualquer par-
te, assim como das mesmas se manda fa-
zer qualquer peca de obra, a vontade do
fregus, para o que tem um bom alfaiate.
Aos quinhentos palitots
a 18$e20$000.
Na loja do Pavo ra da Imperatriz n.
60, vendem-se urna grande porco de pa-
litots sobrecasacados, e propriamente so-
brecasacos de panno pretu, sepdo obra
muito bem acabada pelos baratos precos
de 18$, sendo forrados de alpaca, e de
200 forrados de seda; esta fazeda a nao
se ter comprado urna grande compra, seria
para muito mais dinheiro, porm iquida-se
esta pechincha pelos precos cima.
Liazluhas a 40rs.
Vendem-se lazinlias para vestidos e rou-
pas de meninos, sendo to eacorpadas
como chitas, pelo barato preco de 240 rs.
o -covado.
POOPELINAS A 500 RS. O CffVADO.
Na loja do Pavao, na rtia da Imperatriz
n. 60, vende-se um grande sortimento das
mais lindas poiipolinas ou lazinbas trans-
parentes, proprias para vestidos e roupas
decreancas, cora as mais modernas e bo-
nitas cores ; padros cora strinhas miudi-
nlias, que se vendem pelo barato preco de
500 rs. o covado, pechincha que se acha
nicamente na loja de Flix Pereira da Sil-
va, na ra da imperatriz n. 60.
AS CAMBRAIAS DO PAVAO
Vcndem-se finissimas pecas de cambraias
lizas transparentes tanto inglezas como suis-
sas tendo mais de vara de largura, pelos
precoG de 5*3000 at lOOGO a peca, assim
como finissimos organdys branco liso que
serve para vestidos de bailes, por ser muito
transparente a 10000, a v.ira, na loja do
Pavo iva da Imperatriz n. 60, de Fehx Pe-
reira da Silva.
Cortinados
Para camas ejanetas.
Vende-se um grande sortimento aos me-
lhores .e maiores cortinados bordados pro-
prios para camas e para janellas, que se ven-
dem a 120000 rs. cada par at 250000 rs,
isto na ra da Imperatriz n. 60, de Flix
Pereira da Silva.
Cretone para lenc,es com 10
palmos de largura a 2$,
Acaba de ebegar esta nova e excellente
fazenda branca propria para lences de um
s panno, garantindo-se que um metro e
urna quarta ou um metro e meio d um
excellente lencol de um s panno, assim
como esta boa fazenda tambem muito
propria para toalhas de meza, rosto etc. e
outros mysteres e vende-se pelo baratissi-
mo preco de 20 cada metro.
ALPACAO DE CORAOPARA VESTIDO A1J
Chegou esta nova fazenda com o nome
de alpaco, sendo de cordo e com mais
largura do que a alpaca, com as mais linias
cores, como sejam Bismark. lyrio, perolas,
roxo, cor de canna, magenta etc. e- vende-
se pelo baratissimo preco de 10 o covado.
CSrosdenaples preto
Vende-se um grande sortimento dos me-
lhores grosdenaples pretos, tanto lar-
gos como estreitos, sendo de 20000 rs. o
covado at 40000 r6. garantindo-se que
n'este genero ninguem tem melhor fazenda e
que se vende mais barato do que em outra
qualquer parte, na^rua da Imperatriz n. 60,
de Flix Pereira da Suva.
11-RUA DO QUEINAD0.-11
DE
AUGUSTO PORTO & C.
Receberam superiores vestidos de blond com manta e capella para noivas, que
vendem-se por precos mais mdicos do que em qualquer outra parte.
SAHIDAS DE BAILEde cachemira branca e de cores o que ha de mais lindo.
BASQUINESde renda preta, e de gorguro preto, o que ha de mais
elegante.
CHAPEOS DE SOLpara senhoras delicadamente bordados.
BALESbrancos e de cores para senhoras e meninas, espartithos, saias bor-
dadas, e saias de 15a com barras de cor.
GORGUROde seda branco e preto para vestidos, sedas de cores, moirean-
tique branco, e grosdenaple branco, de cores e preto, princezas, bombazinas pretas,
alpacas de muitas cores, e lindos cortinados bordados.
Htt

*0 SEiMAOa'^
t*5'
NOVO EXPLENDIDO SORTIMENTO
Agua-florida de Grus
lain
Tintura indelevel para tingir os cabellos,
sem manchar a pelle.
A bem conceiluada agua-florida de Guis-
lain que ento era desionhecida m Per-
nambuco, j boje estimada e procurada
Ditos com ditas de velludo, outros im
tando charo machetado.
Ditos com ditas de marroquira com cruz
e guarnico, domada ou prateada.
Coreas e tercos de cornalina.
Assim como.
i
Grande e bello sortimento
de leques
por seu eflicaz resultado, e ainda mais se-; todos de madreperola, madreperola e seda,
r, quando a noticia de seu bom-effeito e a sndalo, sndalo e seda, osso, osso e seda,
experiencia tornar de todos conhecida.
A agua-florida de camente -de vegetaes inoffensivos, tem a de flores.
e faia etc, etc. tendo nos de sndalo alguns
com i vistas, e outros japonezes enfeitados
propriedade extraordinaria de dar cor pri-
mitiva aos cabellos, quando estiverem bran-
cos, e Ibes restituir o brilho perdido, e as-
sim como preservar de embranquecer, sem
*er prejudicial de modo algum
E' porm necessario fazer conhecer, que
o bom resultado proazido pela agua-flori-
da, nao instantneo, como muitas pes-
Bonitas voltas grandes de aljofares azues.
Voltas de cerrente de borracha.
Meias de seda para meninas e senhoras.
Ditas de fio de Escocia abertas, tambem
para meninas e senhoras.
Ditas muito finas d'algodo, alvas, e
cruas para meninas e senhoras.
Luvas de fio d'Escocia, torca!, e seda
*oas talvez supponham, mais sim ser pre-' para meninas e senhoras.
ciso fazer uso d'ella, trez ou quatro vezes, Meias de la para homens,
e logo se obter o fim desejado, como bem meninos.
muflieres e
provam testemunhos de pessoas insuspei-
tas, e d'ento por diante, basta usa-la duas
vezes por mez, contando sempre com o bom
xito, podendo a experiencia ser feita em
outra qualquer cousa.
Asskn pois esta agua-florida acha-se ven-
da na bem conhecida loja d'Aguia Branca
ra do Queimado n. 8,
A Aguia Branca, contando com a protec-
Gollinhas e punhos bordados obra de
muito gosto.
Eutr-ineios finos tapados e transparen-
tes cora delicados bordados e proprios
para enfiar fita.
E OS PRODIGIOSOS
Anneise collares Royer para creancas.
Bonitos cabases ou b'olsinhas de pelica
Cao de sua boa freguezia, tambem capricha e setim para meninas ou senhoras.
em nO lh'a desmerecer, procurando sem- j Lindas castrabas bordadas a froco, e lisas,
pre corresponder a idea favoravel com que: Delicadas caixinhas devidro enfeitadas
i honram, e em prova ao que fica dito, d com pedras, aljofares, etc.
r
Vendem-se na casa de Theodoro Simn
&C. -
Larp:o do Corpo Santo n. 21
Rap Paulo Cordeiro
WnJe-sc rap l'aulo Cordeiro lino, viajado,
meio rosso e vimijtiinho, no deposito a cargo de
Joao Francisco da Silva Novae, ra do Vipario
n. 11. F;t7.-so vaotgens a quem comprar por^ao
e troca-sc o rap que nao saliir ao agrado dos eon-
suniidori's.
Ulna canoa propria para familia, cnravilhada e
pregada a cobre, tem de comprimen'o 40 palmos e
bocea 'i palmos, e lamban serve para capim por
ser muito ieveira : nos Remedios, sitio que foi do
finado padre Lesea, e para infTrio na ra do
Vigario n. :t:t com Franciscn Maitins de Amoriin.
Vende-se urna preta de meia idodc que. eo-
zinha bem e engomma soffrivcl, nao tem vicios
nem achaques: na ra Direit.i n. 43, 2* andar.
Attenco.
Vendem-se os ferros deouriveso cede-se a casa
ao comprador : a tratar al as 7 1|2 horas da ma-
nhaa oa das 4 da larde em diante, no pateo do
Carmo, esquina da rna de Ilotas n. 2.
Devoges
Acha-se venda na ra do Imperador n. 1;",
defronlu dn convento du S. Francisco, a bem c,o-
nliocida trezena do glorioso Santo Antonio, e o
rosario e ollicio dos deranlM que se resa as se-
gundas-feiras do anuo no hospicio de .\. S. da
Fenha.
Vende-se una boa escrava de ida de de 20
anuos, perfeita engonmiadeira e costureira, re-
colhida e tem boa conducta, cinco ditas de idade
de 17 a 23 annus, todas com habilidades deen-
gomniar, cozer e cozinhar, duas diUs muito ro-
bustas; e um Mgro proprio para engenho : na
travessa do Carmo n. i. ^__
Grande deposito de pahas para empa-
Ihar cadeiras, a qual se vende mtuto ejn
conta: na ra das Cruzes n. ."i.
-.-------------------------------.----------------------------------------------------------------------------------- ,
x Batatas
liflltllt : na ruada Madre de Deosn. 7.
Gigos com 3* libras, muito boas.
Vende-se um braeo novo de babinca do au-
tor Romao, com as comptenles -conchas e pesos,
proprio para armazem de assucar c outros eslabe-
lecimentos : no trapiche Guerra.
ESCRA0S FUGSSOS.
Fugio de bordo do palhabote nacional Ama-
ro, um mulato claro de nomo Jnstino, estatura-re-
jftilar, cabellos earapinhos 9 incios ruivos, puti"a
barba, tem urna pinta preta no canto do olho di-
reito e um taino as costas ao mesmo lado ; levou
vestido camisa de chita com listas verdes, e osa
de urna cinta com borla encarnada para apertar
as calcas, natural de Santa Anna do Matlo na
provincia do Rio Grande do Norte, para onde tal-
vez qtu-ira ir. tambem muito desembarazado no
fallar. Recommenda-se aos niestres de barcaca
ou a qualquer potsoa (pie o unmr, e levar a ra
do Trapiche n. 4 ou a bordo do referido navio que
ser cfnerosamenle gratificado.
- 0 escravo Benedicto Sapucaia se acha fgido
desde o dia 24 de marco prximo pastado, e nao
desde o dia 30 como por engao disse no annan-
eio de hartera ; tem elle os rigBkM sagnastes : al-
tura regular, um pouco magu, car.i comprida,
muito pouca barba, tem as pernas algnnia rouca
cmbelas e os ps meio apalhetadns, tem falta de
dous ou iri's denles na frente, muito finta e gosia
de andar engomando : qnem o pegar leve-n ao
escriptorio da ra do Imperador n. 4, a Joaquim
S. P. de Siqneira Cavalcauti.
como exemplo jo explendido sortimento
ue acaba de receber, ainda mesmo achan-
o-se bellamente provida do que de bom
e melhor se pode desejar nos gneros que
sao de sua competencia.
Haja vista aos necessarios livros de missa
e oraco, obras de apurado gosto e perfei-
;o, sendo: com capas de madreperola e
tocantes quadros em alto relevo.
Ditos com ditas de marflm igualmente
bonitos.
Ditas de tartaruga para joias.
Bonitos albuns com msica.
Pinseis ou bunecas para poz de arroz.
Novos e delicados ramos de flores com
marrafes para enfeitar coques.
Bello sortimento de trancas de palha.
Fitas largas para cintos.
Cintos de fitas largas com bonitas rama-
gen s.
Brincos e alfinetes de madreperola.
Ditos esmaltados, obras novas e bonitas.
NOVIDADE
NA
BOA-VISTA
ARARA
roupas feitas
NA LOJA DO PAVO A RA DA
IMPERATRIZ N. 60
Acha-se este grande estabelecimento com-
pletamente sortido das melhores roupas,
sendo caifas palitots e coletos de-' casemira,
de panno, de brim, de alpaca, e de todas
as mais fazendas que os compradores pos-
sam desejar, assim como na mesma loja
tem um bello sortimento de pannos easemi-
ras, brins, etc. etc. para se mandar fazer
qualquer peca de obra, coma maiorpromp-
.tido vontade 'do freguez, e nao sendo
obrigados a acceita-las, quando nao stejam
completamente ao seu contento, assim como
n'este vasto estabelecimento encontrar o
respeitavel publico um bello sortimento de
camisas francezas e inglezas, ceroulas de
linho e algodo e outros muitos artigos
proprios para homens e senhoras promet-
tendo-se-lhe vender mais barato do que em
' outra qualquer parte. Na. rita da Impera-
triz n. 60, loja e armazem de Flix Perei-
ra da Silva.
COLCHAS PARA CAMA A 30000.
Vendem-se colchas de fustio adamasca-
das para cama, pelo barato preco de S&,
grande pechincha, na loja e armazem do
Pavo, ra da Imperatriz n. 60, de Flix
Pereira da Silva.
0 atoaftado do Pavo.
Vende-se superior aloalhado de algodo
vindo ao mercado, tendo padroes miudos e om 8 palmos de largura, adamascado a
gradot e vende-se pelo baratissimo preco ttftOQ vara; dito de linho fazenda mato
de 30 rs. o covado, garantido-se estar esta mperior a 3S200 a vara ', guardanapos de
fazenda em perfe/to oslado, e vendendo-se inn adamascados a 40300 a citizia e muito
por este baratissimo pre$o para apurar di- unos a 8#Q0Q, ditos econmicos i 3.4300
nheiro. i a duzia.
Declara os seus freguezes que aecebeu
diversas qualidades de fazendas que esto
expostas a venda pelo baratissimo preco,
como vero deste annuncio. Ra ta Im-
peratriz n. 72.
0 proprietario, Lourenco Pereira Gui-
mares.
CAITAS FRANCEZAS a 280 rs.
. Vendem-se chitas francezas a 280, 320,
360 e 400 rs. o covado. Ra da Impera-
triz loja da Arara n. 72.
MADAP0L0 A 3,5000.
Vendem-se pecas de madapolo'de 24
jardas a 40, 60, 70, 80, 90 e I0, pecas
de algodo 40, 50 e 70000.
CORTES DE CALCAS A 640 rs.
Vendem-se cortes de caifa de castor e
brim para calca de homem a 64u e800rs.
brins de cores para roupas de meninos e
homens a 400' e 500 rs. o covado.
RISCACO FRANCEZ FINO, 360 rs.
Vende-se riscado francez para vestido
de senhora a 360 rs. o covado.
Cassa franceza a 320 e 360 rs. o covado.
ALPACAS DE CORES a 8.0 rs. 0 COVADO
Vendem-se alpacas de cores para vesti-
do de senhora a 800 e 900 rs. o covado.
Lasinhas a S-iO rs. o covado.
Vendem se lasinhas para vestido de se-
nhora a 240, 280, 320 e 300 rs. o cova-
do.
Roupa felfa de todas as quall-
des.
Vende-se roupa feita, cairas detasemira
paletos e colletes de todas as qualidades,
tudo por muito barato preco.
Cortes d%barejes de la a
94&00.
Vendem-se cortes de barejes de la para
vestido de senhora a 205' O e 30000. Ba-
lOes de 30 arcos a 10300 ; ditos moder-
nos de cores e brancos, 50; chales de to-
das as qualidades; easemiras pretas e de
cores por barato preco; brins pardos e
brancos e de cores de linho finos tudo isto
por precos mai o baratos, s com o fim de
vender para apurar dinheiro e d-se amos-
tra das fazendas.
Recebeu novo sortimento de
para seu estabelecimento na ra da Impe-
ratriz n. 56, de Lourenco Pereira Mendos
Guimares.
Attenco.
Fogfc) do enfenfao Poco, freguezia de Agoa-Pre-
ta, na noite de domingo, 18 po crreme, para o
ainanliecer'desegunda-fciiM, 19 do mesmo, o es-
clavo Benedicto, que foi comprado no Recife m
Sr. Antonio Jos Vieira do Sao, no dia 7 de abril
do crrante mez, rujo eseravo tem os signaes se-
guintes : erioulo, de ;i* anuos de idade. cor preta,
altura regular, corpo regular, testa muito ramuda,
rosto um pouco desearado, nariz afilado, pouea
barba, falta de denles, ps e mos bem feitos, cha-
peo do r.llf. j velho, ou bonet, boa cami-a de
madapoln de prega larga, ou de algodo branco,
levando a roupa dentro de um sacco j velho, o
qual deve ter a marca-JP&co quem o pegar
leve-o ao engenbn cima a seu senifier, ou ra
da Praia, a Gennino Jo- da Rosa, que recebar
11IK) de gratificacao. Uesconlia-se ter ido para
Porto Calvo, onde era escravo de Krancisco No-
I metra CaateHo Branco, engenho l'iinga ou S. Jos
da diva Grande.
Fugio da (jasa de seu senhor a preta de no-
me Thereza, que representa ter 38 annos de ida-
fazandas de, levando um volido de chita encarnada com
saia preta por cima, j-volha, tendo um signal na
cabera de urna queimadura : pede-se a quem ap-
prehnder, de leva-la casa de seu senhor na ra *
dos Giman rapes n. .W.
Vende-se um escravo, ofQcial de ferreiro,
vindo ltimamente do norte: no escriptorio de
koaqulra Jos Goncalvw ReltrSo, ru t do Trapi-
che fl. 17. ...
Vendem-se Cortes de la transparentes
para vestido de senhora a 2,5500 e 3iO0O.
Ra da Imperatriz, loja do Garibaldi n. 56
MADAPOLO BARATO A 55000.
Vendem-se pecas de madapolo barato,
50, 65, 70, 80, 90 e 10, s na loja do
Garibaldi ra da Imperatriz n. 56.
RISCADOS .MODERNOS PARA VESTIDOS
A 360 rs.
Vendem-se finissimos riscados para ves-
tidos de senhora a 360 rs. o covado, chi-
tas finas escuras e claras, 360, 400, 440
rs. o covado. Ra da Imperatriz n. 56.
LASINHAS PARA VESTIDOS, 240 rs.
Vendem-se lasinhas para vestido a 240,
280, 320 e 400 rs. o covado.
PECAS DE BRIM PARA LENCOES a 80.
Vendem-se p cas de brim bamburgo a
80, 95 e 100 ; pecas de bramantes de li-
nho a 20 a vara, dita de algodo a 10600
a vara.
PEQAS DE ALGODO A 40.
Vendem-se pecas de algodo de 20 jar-
das a 40, ditas de carne de vaca a 50 dito
superior qualidade 60 e 75 a peca.
CHITAS FRANCESAS A 280 rs.
Vendem-se chitas francezas para vesti-
dos a 280, 320 e 360 rs. o covado, ganga
para calca a 320 rs. o covado, brim de cor
para calcas e paletots e roupa de menino
a 400 rs. o covado, bales de arcos a
15300, bales modernos decores ebran-
cos a 50, chapos de sol de alpaca, 30500,
ditos de seda 100, e 125. Roupa feita de
todas as qualidades por muito barato preco
alpacas de cor para vestidos de senhoras,
chales de todas as qualidades e outras mui-
tas fazendas.
Escravo fgido.
Fugio no dia U do C' trente mez as 8 I 2
hora da noute o escravo Antonio, preto, de
naco, idade 48 annos, pouco mais ou me-
nos, estatura baixa, barbado com falta de
dentes na frente,quaudo anda parece que-
rer cochear de urna persa, levou urna
trouxa de roupa com calcas de algodo
azul, de listra e brim pardo, camisas de
lista azul e algodo riscado: quem o pegar
leve-o ao seu Sr. Jos Gomes Leal, na roa
da Imperatriz, sobrado n. 15 ou na ra da
Cadeia escritorio n. 56 que ser gratificado.
ATTENCO
de
COGNAC.
De superior qualidade da mui accredita-
da fabrica de Bisquit Dubouch &C, em
cognac urna das que mais agurdente ctyf
cognac, forn$eem para o consummo do
Reino da Inglaterra.
Vende-se em casa de Th. Just, ra do
commerci* n. 32._________________^^
Vende-se um se im em meio uso : na ruaa d
ConceicAo na Boa-vista n. 17.
Fugiram do engenho Morenos, no dia 30
abril prximo passado,os esclavos seguintes :
Martinho, cabra, eom idade de 40 anno?. alto,
secco, rosto magro, com muito pouca barba, ar
alegre, e falla grasa ; este escravo foi do Sr. Se-
bastiao Jos Mendes Lins, morador cm Afogados, c
depois foi do Sr. coronel Lial.
Lourenco, erioulo, com idade de 22 annos, al-
tura regular, sem barba, nariz grosso,.. falla baixo
e um pouco descansado, peenas um pouco arquea-
das, canellas finas, ps magros qus se v bem os
tendes dos tnesmos ; este escravo foi da senhora
D. Mana dos Anjea da]S Brrelo, ripia do Sr.
coronel Antonio Pedro de S Brrelo, cosan oc-;
cullarse em Santo Amaro, no Rocif, ao p da
fundicao e outros lugares, mas desta vez fugio
para lati da Eseada ou Sanio Antao.
Clemente, pardo acaboclado, idade 35 annos,
barbaijp, olhos grandes, e amortecidos, estatura
media, secco, pernas e ps regulares, rarrr.i>,
trabalha mal de machado em lavragem de madei-
ra ; este escravo foi dn Sr. major Manoel de Snu-
za Leao, senbor do engenho Grujan de Cima, i
guio em companhia de Lourenco tambera para a
freguezia da Escada ou Santo Anto. Os tres es-
eravofl de que trata este annuncio, todos tem mar-
cas de castigos : quem os apprehender leve-os ao
engenho Morenos, que receber lOOj; de gratifica-
cao porcada um.
' Mulato fgido
De-sapparcceu da casa de morada de Jos Al< da Silva G-uunarVs o seu escravo mulato de nome
Trujano, que representa ter trinfa o tantos a qua-
renta annos, tendo levado vajjttp calca e can
branca, e tem os signaes |fl
caraolhoe urna quei
que o mesmo anda
Fra de Portas : qm
casa de sen sen J ,? r' a
Nova, loja de fazendas 47, que so gratiu
_J


8
Diario de PeruaaSp Quagta feira 19 de Maio de 1U69.
TTERATM.
SOB O MUSGO
(AOMwBBnCO X. DA CUtfH.v)
Q; ,-n seguir a margara do pequeo na-
cno N..., subindo para o norte contra a
corrate das aguas por um caminho assom-
breado de grandes anwes, e cair nessa
yeluntuosa letbargia do espirito produzida
pelas sombras do arvoredo fechado, e pela.?
omanaces hmidas e frescas do rio, des-
pertar do vago e lnguido scismar encon-
trando mesp i tiaonta urna pazagemcheia
de orifinalidade, e de encanto, ao mesmo
tempo amena e selvagem: aspecto conjunc-
tamenta bracios melanclico.
Urna planicie extensa, verdejante ou
alounida confopme a estaco, alargando e
brindo gradualmente, vai terminar na ba-
se de orneas pequeas, incultas, e despe-
jad is de qualquer vegetado, contrastando
pela aridez com a fertilidade da campia
subjawnte, e a verdura da restante paiza-
gem. Estas collinas encadeiam-se em arco
de-circulo, e fecham o horisonte pelo nor-
te.: em urna dellas. um moinho girando ao
vento com a monotona da rotaco, impri-
me a este fundo do quadro um carcter de
desolacio ainda maior.
O rio corre ao oriente, orlando em toda
aextenso com arvoredo giganteo a campi-
a, que ; limitada ao occidente pelo curso
de un regato denunciado ap longe pelas
arvoros, que, haurindo n'elle a frescura e a
sei va, Ihe pagam com a sombra protectora
noectk): de sorte que entre um e outro
llsto de agua que lhe d a fecundidade, e
as duas orlas do arvoredo que lhe diio a
magnificencia, como franjas de opulenta
verdura, se desenrola o prado, luxuoso ta-
pete de vegetaco !
Em moldura o quadro pelo occidente
urna extensa encosta revestida de numero-
sas oliveiras. O terreno desla encosta
unido e arredonda-se suavemente na cu-
miada, que cerra o horisonte, coroada de
densas oliveiras. accentuando ajpergica-
menie o verde carregado e sombro no azul
esplendido do ceu, e deixando suppr ,aim
um profundo e magnifico bosque. Do lado
oriontal urna veiga com oliveiras, sepira o
rio de montes mais elevados, e mais a pi
que, mas ainda vestidos das mesmas arvo-
res: o solo, medida que vai subindo e
correndo para o norte, vai-se tornando es-
carpado e anfractuoso. As oliveiras nao
sao, como na encosta occidental, dispostas
em matta densa, mas disseminadas por gru-
pos, conforme os accidentes do solo. Alm
da lintia escarpada e rude que cora estes
montes, o olho nao conjectura seguimento
de paizagem, nem prodigios de vegetaco.
Esta aspereza que tem muitoxle primitiva,
juntamente pitoresca e selvagem, d ao
quadro o grandioso que o completa.
Ao sul fecha a paizagem a matta quasi
florestal do grande parque, donde sem os
murmurios do Vento na ramagem, o rumo-
rejar sublime dos troncos e das fot has., as
grandes harmonas do arvoredo, que aca-
rician e enfeiticam o ouvido, emquanto o
olho segu os encantos solemnes da pros-
pectiva, e a alma se engolpha e como que
adormece as emocoes religiosas da con-
I aolacao.

Nio longe deste sitio pitoresco, urna
casa de campo de arehitectura simples, mas
elegante, escondida como um ninho de
amor entre a verdura e a folhagem, era
habitada em 18... por urna familia ingleza,
qu;>, tendo chegado a este paiz, e resolven-
do aqu permanecer atguns annos, havia
comprado aquella propriedade. A fronta-
ra d'esta casa nSo dava sobre o caminho
rural, mas communicava com elle por um
avenida larga e arborisada. a
Entre a familia que se abrigava nesta ha-
bitaoKo tranquilla e rideale havia urna gra-
ciosa ereattira que contava dezeseis primar
as, e se chamava Alico. A joven ingle
za era urna destas figuras suavissimis, jue
-; poetas entrevean em sonhos como a mu-
sa ideal das suas mais castas inspirarles, e
e.llevo intimo dos seas mais secretos xta-
sis!
Entrevem em sonhos! Quando aconte-
ce encontrronos na vida, ou antes quando
0 cu nos depara um destes vultos de ar-
chanjo, que parecem apenas pousar na tr-
ra e prestes a desferir o va, para des
pontar e desapparecer logo como o Iris as
nuvens tempestuosas, para fugir como urna
sombra, paia se esvair para sempre como
FOLHETIM
OS CASACAS PRETAS
ROMANCE
POR
Paulo Fval
Primeira parte
O BRACAS LAVRADO
Continuaco do n. 111.)
IV*
A bllha de leite.
Foi Juliacuriosa !quem rompeu o si-
lencio. Qualquer nadinha sufliciente para
metter urna podra no sapato destas gentis
ambiciosas ; basta-lhes enfiar um casaco
ou por um chaile nos hombros, e ah par-
tm pai'a a trra dos sonhos, dispostas logo
para construir o ultimo andar de um cas-
tello de vento.
Que me queras tudizer ? perguntou.
Pouco querida, se nio que estou
n'uma singular disposico de espirito. E
ha j bastantes dias que Uto dura. Sesmo
quando trabalho ; de noute nao prego olho.
o mesmo que me acontece, mur-
muren, Julia.
o mesmo, ... e foi talvez por l
que cooiecou.
Julia nio replicn.
To perto um do outro esto. os nos-
sos coracoes, que entre elles se estabelece
um contagio de sentimentos. Nao creio que
possas nutrir um-desejo sem que eu sinta
Qeceasklade de satisfaze-to.
Ai! ento o aso grave I disse ella
rindo 'jota esforco. Pequet ? Ralba de-
pressa t
Chagavam ao Qm da pracadas Acacias
uma re que ica no espirito a
duvida entre o sonho e a realidade!
Viu-seuma vez... litou-se um olhar...
deixou a adoraco.e depois.... sumiu- e!
perdeu-se!, nunca mais se encontraf....
inutH buscar se qur uma nova o fugitiva
apparico! Passou e deslumbrou rpido
como o re impago 1 fugaz como o meteo-
ro!. ..
Dzei um eterno adeus a essa magem
para sempre indelevtl no vosso coraco!
Alice era uma destas apparices celes-
tiac-s.
Quem a via a primeira vez, e procura-
ba definir o encanto supremo daquelle ros-
to delicado, hesitava se havia ali uma cri-
anza, uma virgem, ou anjo!... e de todas
estas cousas participava a phisionomia da
donzella que da crianza exprima a innocen-
cia, da virgem o timido recato, e do anjo a
'iieffavel bondade. A este conjuncto har-
monioso alliava-se uma nobreza de expres-
so, e uma graca particular do gesto, que
nao sei se a formosa virgem inspirava mais
admiracan se adoraco e respeito.
aspiraces commn
cadasoprodaarag
O navio segua O
ca e... perdia-ae
e na vaga penumbra
istencias, que
mane mais?..
c decres-
son'cs wporos
'crepsculo e ai
o desconhecido fitava a vista nopentoinq
ciso do espaco, oode a ultmi vela se di
vanecera como uma sombra.
N'aquella hora, havia alguma cousa
prolundamenle commovente nessa despe
da a distan-la, do cimo da montanha sil
ciosa edeserta, aofluctuante Ierroentrej
eterna ondularlo do abysmo.
*
Sigismundo se chamava aquello nvjp.
Tinha vinte annos, e d'estas ptiysionomias,
que reflectem-a luz interior, e em quef
aracter e o coraco se expandem to abajT
lamente como a intelligencia: bellas feieo
resultando, porM do conjuaito urna belte-
Passada a v iga poesa da infancia, impel-
alo por uma vitalidade poderosa ao movi-
mento. aci;5o, devorado pela actividade
al, qije sem a manifestacao oxter-
me e esterilisa em vio tt'do oalen-
ra-se constrangldo inercia, fatan-
do'lhe o espa?o que lee demandavam os
nhelos, e carrados os horisontes para on-
Re o espirito lhe voava.
Nao raras vezes. abracara uma idea, ou
proseguir um intuito com o entusiasmo
aixonadi) da sua ardente organisacSo. e
raras colhera como ffucto a decepeSo
o o desengao. Era com flor, que elle sen-
ta ao sopro gelado do mundo, marcharen-
lhe as lli-es virosas da phaolasia, e atro-
phiarein-se-lhe as faculdades enrgicas da
imaginarao. -
Foi assiai, que, onceatrando-e o i? iui-
pOssibflidWe de xpunsao, reooiihecendo-se
za um[wuco selvagem: fatonaT-lhe anda a estranlio em sociedadedesconheci'da, fugira
accentuaclo varonil; tinha a adoteseeoeia para o isalamenio, e caira pouco a pouco

Dous annos passados, negocios impre-
vistos, para resolver os quaes eram neces-
sarios alguns mezes, obrigavam a familia de
Alice a regressar temporariamente sua
patria. Findo- esse tempo, voltariam todos
e talvez difiniti va mente. Era quasi no fibi
do vero, quando se decidiu a partida.
Quinze dias depois deveriam seguir viagem
em um navio de commercio, e abandonar
as praias tepidas e sonoras- desta pequeni-
na e luminosa orla do occidente.
Durante esses ltimos dias, Alice pare-
ca por vezes intimamente preocupada, e
por veres uma ligera sombra, como a ne-
voa sublil que empana de leve a aurora
estival, lhe annuveava a fronte lmpida e
radiante; como se a meiga donzella, no
fundo do seu coraejo, tivesse j este paiz
por adoptivo, e como se lhe fra triste se-
pararse das suas larangeiras floridas, e das
formosas e esplendentes noutes da sua va-
randa embalsamada!
Como saudoio no estio o declinar do
dia, quando o vento se cala pela ampldo
livre do espaco, e pelas arcadas de verdura;
"quando as folhas agitadas adormecem nos
ramos virentes; quando a raea luz "o fir-
mamento e as tintas cambiantes do horison-
te teem uma suavidade infinita! q%anlo a
serenidade do ambien e acalma o tumultuar
das sensaces, e a tarde silenciosa e reco-
Ihida vem trazer alma o recolhimento, e
a piedosa aspiraco!
Ah! porque nao duram sempre estas ho-
ras mysteriosas, rpidas e ephemeras como
um crepusculo, em que esquecemos as mal-
dades e miserias do mundo, e desprendi-
dos da nossa propria miseria sentimos a
ajma depurar-se no infinito a que se ele-
va?!... Porque nos n5o deixam ellas ao
menos a paz e a melanchclica resignado
que nos inspraram docemente?!...
N'uma d'essas tardes de verao um ado-
lescente de um porte distncto suba o tri-
Iho estreto que conduz ao alto da collina,
sobranceira qual se ergue solemne e aban-
donada a cruz da redeinpQo.
D'aquelle ponto a vista paira obre um
vasto horisonte. A collina domina a matta
de oliveiras, a qual lhe esconde o fundo da
campia; mas ao longe estendem-se. suc-
cedem-se e fogem na distancia os dorsos
arredondados das collinas, os cabecos es-
calvados dos montes, e as cumiadas agres-
tes das serranas. Para o occidente desco-
bre-seo marea immensidade azul. Por
vezes, as lufadas, o rugir longinquo do
Ocano sobe at aos ps da cruz como as
notas soltas de um "hymno grandioso e se-
vero. A alma, repassada de sentimento,
libra-se para mais dilatados mundos.
Encostado solidaria cruz de pedra, o
mo^o segua com um olhar persistente e i-
xo uma vela branca, que se fazia ao mar,
enfunada pela branda viracao da tarde.
Dos mil accidentes d'aquelle variado pa-
norama concentrarase-lhe a attenco n'aquel-
le navio, balou\ado ao sabor da vaga, e
avultando como um ponto Has planicies in-
fladas!
Nao era a observado curiosa de um indi-
ifejenle. Se'alguem vase a melancholica
physionomia do manceb >, conheceria que
com o olhar a alma se lhe ia .em seguimen-
to dos que partiam, e porvenlura desco-
brria trahida no rosto a secreta angustia da
separaco.
Que estreita ligaco... que affinidade inti-
ma haveriam entre ello e aquella frgil em-
Darcaco?... Que mysterioso vinculo, que
manifesta em todas as linbas % contornos;
no semblante o colorido ardeate; na e\-
presso o calor meridional, suavisadu per
urnas sombras de estranha melancbolia!
Fra passar alguns mezes de verao a po-
voaciio da"-*, que dista pouco da casa de
campo de ojae cima fallamos: hospedba-
se em casa de unsparenUs que alli passa-
vam parte do amw. Aestida no campo
provinha nao so de alfeicSo que elle con-
sagrava aquella vivar retirada, mas tam-
bem d'uma ligeira altaracao da saJe. Sf-
fria d'esta doenca da alma a que se pode-
ra chamar a dilliculdade da vida; sentimen-
to de nostalgia, que se esteude e se am-
plia a tudo o que nos desloci ou se move
ern, torno de nos; em qaaae solre profun-
damente-com o conticlttia homens e das
consas! exaltaoio desensibilidade em que
o tnioimo attrito um rude choque, e em
que um ligeiro impressiooar urna doloro-
sa commogo!
A situaeo moral de Sigismundo n > at-
tingiraessaintensidade morada, symptoma
de profundo desanimo.
*
n'uma
Enlra-.se na vida n'uma especie de so-
nambulismo, era que e mundo exterior nio
acta sobre nos. Passamos longo tempo
ao lado delle sem o vermos, sem que o
ruido que elle faz tenha torga para nos cha-
mar a attenco; sem que mesmo o rocar
violento e brutal com que elle nos sada na
passagem tenha o poder de nos obrigar a
encara-lo: to poderosa a nossa abstrae-
Cao e to alheios do que vai em torno de
nos seguimos o caminho 1 Pilo mero da es-
trepitosa bachanal passamos soberanamente
indiferentes. A nossa existencia passa-se
D'ua mundo differente : no mundointimol...
no mundo que trazemos dentro em nos,
topovoado! to vivaz! to opulento de
perspectivas! to refulgente de luz!
A conversago travamo-la com as ideas, e
com os seres phantasticos que nos povoam
a mente: a convivencia com as visoes riso-
nhas ou melancholicas, mas sempre bellas
da imaginaco! E' com essas liccoes que-
ridas, no mundo ideal das nossas proprias
concepcoes, que vivemos e sentimos.
Um dia vem, em que as imperiosas ne-
cessidades da vida nos acoordaui para a do-
, lorosa realidade. E' inexcedivel a nossa
j surpreza ao cairmos n'um muudo, que uem
sequer presentamos em sonhos! Maravi-
lha-nos a obra do homeiu ao baixarmos os
albos da obra de Deus, perdidos, como an-
davamos, na contemplaco do ceu! E' es-
praiando a vista em roda para comprehen-
dermos o que nos cerca, assoinbra-nos a
perfeico... da maldade!
Mas o facto, tal qul mister acceita-
lo. Buscamos fortalecer-nos para resistir
aquello ar deleterio, e elle vai-se-nos tor-
nando irrespiravel. O ambiente faz-nos mal.
Sentimos pouco a pouco immergirmos as
sombras e na tristeza. E o desanimo a
crescer, e a avultar!
Suscita-se o desojo de nos sequestrarmos
d'aquelle contacto, e evitarmos o eculeo que
nos fere; e a solido apparece-nos como um
refugio o um asylo.
Entao, se procurando o alent elevamos
o olhar o a alma para o firmamento reca-
mado de mundos brilhantes, sentimos logo
descernos uma promessa, e acudir-nos
uma consolaco, e a esperarla perdida e
sumida no p e no lodo da trra que pisa-
mos, em Deus que a rehavemos, e e do ceu
que se desprende para adejar sobre nos

Sigismundo percorrera as phases do de-
saaimo, e ticar-lhe essa tristeza resignada,
que poe a esperanca alm das trovas do pre-
sente.
na *ida contemplativa, Uto fatal e pengosa
n'um seculo, que cerrn as portas dos.
asylos, onde as almas laceradas ou propen-
sas ao mysterio se refugiavam, nvolvendo-
se oo silencio, e na sombra para que o es-
trepito do mundo Ibes nao twbasse a ora-
Co, ou lhes nao vedasse o nico conforto
da agona.
Convencido que nenliuma missao lhe fra
reservada, e que o destino lhes falhara,
oondeiunaFa-se por lim a uma abstenco ab-
soluta.
De resto, digamo-lo de passagem, fazia
mal. Quando a seciedade vai resvalando
rpidamente para o mal; quando, destruin-
do e arrancando tudo oqueencootra na pas-
sagem, vai por obre ruinas caminhando
audaciosamentepara o nada; quando acor-
rente assoladura vai, espumante e raivosa,
ameaaaado sotehargir principios, crencas,
sciitiuientos, virtudes, prticiso laclar, eluc-
lar corajosa, tenaz e desesperadaniente con-
tra a onda devastadora, e salvar, o salvar o
que ainda restado nobre, de puro e de santo
no coracio humano, e as insttuicoes so-
ciaes.
Se o deposito sagrado que no sos paes
nos eoujiaram, se os legados de honra e de
virlude, seo respeito religioso djs tmu-
los nao bastara para nos inspirar; sejam a
paz, ea ventura dos que nosrodeiara.a san-
tidade da familia, o repouso dos nossos
dias de velhice, que nos inspirom; sejam
as nossas esperances do futuro, o berco in
nocente de nossos lillios, mais infelizes que
as, se o triurapho das doutrinas se reali-
sasse com todas as suas perversas e sini>-
tras consequencias!
No poni a que as cousas chegaram, a
luda j nao desempento de uma misso,
um dever de consciencia : nao oflicio
de apostlo, proceder de homeri de bein.
Toinou-se questao de lonestd;idc. Que
OjS coracoes honrados se coropenelrem desta
verdade.
Mas o egosmo que nos aparta do que
nos fere, tao imperioso !-----iia para a
alma desilludi la Ha doce voluptuosidade
no isolamento !___ e Sigismundo cedia-
lhe!
Havia alli um banco de pao, por traz do
qual um lampio penda de duas arvores.
Andr parou e assentou-se, formando com
o braco um encost cintura de Julia.
Eu nao ralho, rettrquio abaixando a
voz, e mais affactuosamente. Comecasse
por ti ou comecasse por mim, que tem isso?
Pode ser que os dou.s pensamentos nasces-
cem a um tempo. O que certo que
ambos estamos agitados; nao sabemos o
que sentjmos, mas parece que vai mudar a
nossa condigo.
Deus te ou?a l soltou ella leviana-
raente.
Seguio-se uma pausa, e Julia, sincera-
mente arrependida, accrescentou :
Andr, meu maridinho, tu bem sabes
se sou feliz comtigo !..
Sei, sim, menina; pelo menos assim,
o creio. E que seria de mim se o nao
cresse ? Mas e azul o sangue que te corre
as veas... E ainda te quero mais por
isso... Como te iriam bem sgalas em que
se te vo os olhos! Dir-se-hia que te
pertencem, minha tilba, e que as outras se-
nhoras fas roubaram.
Julia chamou-Ihe tonto mas deu-lbe a
face a beijar.
O lampio, que a brisa nocturna balou-
Cava, illuminava-lhe pela parte detraz o
opulento cabello, e realcava a pellugem que
lhe aveludava o perfil perdido na sombra.
Elle, stava n'uma destas horas em que o
xtasi abre de par em par todas as portas
do coraco ; ella, n'um destes momentos
em que a propria formosura, enriquecida
ainda, dilTunde extraordinarios fulgores.
Andr revia-se-lhe embevecido aos olhos
scintillantes de lysieriosos luflaes ; pare-
cia-lhe que se poderia libar daquelles la-
bios fragrants enebriamentos ; o bafejo
lepido daquella noute de esto oaasava-lhe
profundos sobresaltos, em que urna nex-
piteavel agona se misturavaui indiaivei*.vo-
luptuosidades.
Aveludando a voz, sonara eaiga,(Bjat4
guntou Julia, pela segunda vei :
- Ento que me qaer *Mr oe-
Aadr?
Sei que s feliz, respondeu este, por
quem queres ; vives, porm, fra da la
esphera.Quando em ti pens, vejo-te co-
mo exilada. Dize : nao costumam as nos-
sas patricias interrogar muitas vezes o des-
tino ?
Julia'escondeu o rosto na sombra, para
oceultar o rubor que lhe purpureou as
faces.
- Dize, minha filha; se estivesses sa
lisfeita com o presente, consultaras o por-

Achas que se nao nossa buscar as
cartas seno a riqueza ? murinuron ella.
Ento o que ?
Quando l nos campos de Saterno te
via passar, arranca va eu umi por uma as
ptalas dos malmequeres, e perguntava :
Mal me quer ?... bem rae quer ?... Muito ?
Um beijo do Andr cerrou-lhe repentina-
mente os labios.
Oh muito! concluio ella com expres-
so quasi austera !... A Julia nio tem pre-
cisao de cartas nem do flores para o saber.
Nao tenho, nao, proferto ella lancan-
do-se-lhe ao pescoco. Quiz-to mentir. Dis-
sesto-meno tem, estou bem castigada. Nao
foi por saber se me queras que deitei car-
tas, nao. Ha das em que tonho medo.
Estaremos asss longe dos que te odeiara ?]
Depois, sacudindo a cabeca gentil, e coro
a expresso resoluta em que a verdade se
estampa, emendou : t
Mas nao, nao. Nao era por isso,
Emquanto ao amor, acreditava n'elle;
sim mas como facto excopciona era exis-
tencias privilegiadas ; desabrochando em
coracoes predestinados, como a flor des-
abrocha solitaria na devesa e exhalando o
ethereo perfume as almas eleitas, como a
violeta rescende fragrancias, e as dilunde
no meio do mysterioso encanto e de reli-
giosa melancola dos ermos! mas nao se
reservava, para si a possibilidade de lhe
respirar a essencia I

Taes eram as disposces de espirito e
de foraco de Sigismundo, quando pela
primeira vez encontrou a encantadora filha
do norte, junto cruz da montanha, d'onde
elle lhe fizera mais tarde aquelle longiquo
e ignorado adeus, o qual d'este modo se
prendiam para sempre duas recordaces
profundas. Este encontr foi para elle co-
mo que a aurora de um novo viver. As
sombras de desalent dissiparam-se ao do-
ce calor, e luminosa irradaco d'aquelle
semblante virginal. D'alli por dante fos-
sem quaes fossera as vicissitudes, embora
nem antevisse sequer a possibilidade de
se reunirem as duas existencias, restar-lhe-
hiam, para lhe encher o seu futuro, a suave
lembranca d'aquelia viso, e o culto se-
creto e apaixonado d'aquelia graciosa ima-
gem !

No campo travam-se relacoes com fStili-
dade. Em breve Sigismundo se relacionou
c um a familia ingleza, onde lhe fizeram um
alfectuoso acolhimcnto. Alice dedicava-lha
uma affeicio fraternal Pareca comprazer
se em demonslrar-lh'a em repetidas pro-
vas. Porvenlura perceberia n'elle um in-
teresse ainda mais vivo e mais profundo.
Emmomentos em que a conversaco affrou-
xava, ou quando Sigismundo se conservara
silencioso e affastado, por vezes a donzella
o havia sorprehendTdo, contemplando-a com
um olhar cheio de enlovo e adoracio. A
loira miss acercava-se entao de Sigismundo
e livrava-o delicadamente de um embaraco
penoso, continuando a conversaco nter-
rompida. Nio o amara anda; pode ser:
mas era visivel o cootentamento, que lhe
inspirava o sentir-se amada por um coraco
em que ella adivinhava nobilsimas aspira-
ces !
Poneos dias antes de partir, Alice, pas-
seiava s na avenida da enerada, quanclo
Sigismundo, que se retirava, se lhe dirigi
para se despedir. Trazia elle uma rosa
branca que offereceu donzella.
um symbolo de amor, disse-lhe elle,
e como tal eu pedera para m'a acceitar,
se nao* me fosse todo o amor evideate-
mente negado pelo destino.
Acceital-a-hia com essa significacio,
respondeu a graciosa miss, se era breve nao
houvessemos de nos separar: e-----quem
sabe se nos tornaremos.a ver ?
Vai ento partir? perguntou com a
voz demudada Sigismundo, para quem essa
noticia fra uma sorpreza melanclica.
Oh! vou! mas espero demorar-me
alguns mezes apenas, e na primavera
estarei de volta Creio porm, que o
t nao encontrarei ento, porque para esse
tempo ter um esquecimento total do
que nao* foi mais que uma fascinaco mo-
mentanea. A flor, essa guardo-a, porque
no futuro, quando j me tiver olvidado,
ser para mim uma recordaco grata
d'estes instantes furtivos, mas que me
* ficam indeleves na memoria.
Sigismundo asseverou-Ihe que jamis a
esqueccria, embora tivessem de separar-se
para sempre.
Jira assim que no momento em que a
lelicidade lhe entreluzia amoravel, no mes-
mo momento lhe escapava, e lhe fugia para
longe, deixando-Ihe ao mesmo temp(f a sau-
dade d'aquelle sonbo passageiro e aereo, e
o vivido alent de uma nova esperanca.

Sao longos e tristes os das de invern
passados na ausencia, desoladas as sombras
noutes veladas a recordar-nos com saudade
do tempo risonho e florido.
Esmorece o sol vivificante: falta-nos na
alma o calor das doces afleices; e o ge-
lado e lvido aspecto da natureza exterior
aggrava-nos o desconforto ntimo.
Sigismundo recolhera-se capital duran-
te o invern, aguardando impaciente a volta
de mais bellos dias. Porm todas as novas
emocoes d'aquelle periodo baviara produ-
zido nelle um abalo salutar e fecundo.
Iteadquirira os seus antigos hbitos, a
sua vontade de outr'ora: recuperara a per-
dida euergia. Pareca ter ganhado ainda
mais torca no animo* c ter-se retemperado
no fogo depurante d'aquelia adorco.
Decorreram assim os mezes parthados
entre um laborioso empenho, e as lembran-
Cs impregnadas d'essa tristeza, em que o
espirito sent urna acre voluptuosidade, e
em que s vezes voluntariamente se engol-
pha.
Apenas abril raiou, nao pode conter os
anhelos, e parti para o campo, onde que-
ra preceder e esperar o prximo regresso
d Alice.
bem acolhida. Aquellos coracoes, em uub
entrara a alegra, asph-avam haostos de
ventura, ou trasbordavam de se i va juvenil.
Resolveram, porlanto, ir l tambera.
Nio sei que vago perfume de pesia, que
suaves fragrancias de amor exhala paca nos
o passado ; mas sei que rescende os efllu-
vios da saudade.
O passado tem para nos encanto igual ao
das recordaces da infancia. Sao flores sec-
cas, murenas, j feitas p muitas vezes i e
tempo findo, sumido n'um ennoutecer j
longinquo; mas quando o evocamos na me-
moria, reassume aquella frescura de impres-
ses, aquella opulencia de vida, aquella exu-
berancia de sentir; reaccorda aquella espe-
ranca vigorosa, aquelle enthusiasmo e
aquella f com que na aurora da existencia
saudamos a luz do novo dia, as harmonas,
os perfumes, as brisas, e as flores da pri-
mavera, e abrimos o coraco a todos os
amores; porque a infancia respira um ar
de festa, e acolhe com o mesmo expansivo
jubilo os homens e as cousas.
(Continuar-se-ha)

POUCO DE TUDO. \
CONTfLV.-VENENO.-Um medico francez
de Dax, para l de Bayona, descobro por
acaso o antidoto do paosphoro, e come so
frequentes os suicidios com raassa phos-
phorica e tambem usual arrependerera-se
as victimas quan'do, s vezes, j tarde
para se lhes valer, referiremos o que a tal
respeito diz a Etoil Belge de I i do cor-
rente.
Em setembro de i8 '8 um bomem quiz
matar-secom ma.-sa pbosphorica, porm
como nao fosse rpido o elfoito, eotendeu
que a morte viria mais depressa babeado
essencia de therebentina, que tinha em um
frasco Pois succedeu o contrario. Em
vez de uiorrer, curou-se dos effeitos do
phosphoro, que principiavam a manifestar-
se. D'ahi seguio-se 'estudar o Dr. Audant
este caso e advertir que o phosphoro deixa
de ser luminoso depois de mergulhado na
essencia de therebentina, que as fabricas
de phosphoros era Inglatewa os operarios
trazem ao peito um frasco cheio de there-
bentina e destapado, e qae pelo vapor des-
ta assencia escapam a tremuras nervosas,
caria dos queixos e a outras molestias re-
sultantes da influencia do phosphero. Tudo
isto foi exposto pelo Dr. Audant mBulletin
General de tlirain'titiifue de 30 de* setem-
bro do anuo passado. Depois ao Sr. Per-
sonne, i" pharmaceutico do hospital de la
Pill em Pariz, fez a experiencia emese.
obteve felizes resultados, os quaes comnu-
nicou academia das sciencias, e no dia 2
de marco' d'este anno academia de medi-
cina. A essencia de therebantina foi dado
em emulso de gemmas de ovos.
Tardca Roussin no magnifico livro in-
titulado estudo medico e clnico acerca dos
envenenamentos dizem que a massa phos-
phorica figura boje muito as estatisticas
crimhiaes; nao se conhecendo at agora
substancia que possa dar-se para contra-ve-
neno. O acaso fcil itou a descoberta, a res-
peito da qual ainda continuam as experi-
cias.
Como o suicidio acto de loucura e de
fraqueza, executado com rapidez e quasi
sempre lastimado depois pelos proprios que
buscam matar-se, bom avisa-los do modo
de escapar morte quando lhes chegar a
hora de se arrependerem, e de conhecerem
a culpa em que incorreram perante Deus e
perante a sociedade.
Chegra a fulgida e festiva primavera.
Como a avesinha foragida, voltou Alice a
pousar no seu ninho paterno e vicejante, e
a aqueeer-se novamente aos raios benficos
desle formoso sol. Vinha mais bella ainda
e, ou por effeito do clima ou das emocoes
da viagem-, com o rosto de uma pallidez
adoravel. Era o lyrio da camprift noalvo-
recer de uma esplendida manha.
Com que jubilo intimo saudou ella o seu
placido asylo ?!... Com qu alvoroto in-
fantil festejou os seus visases laranjaes, e
as suas dilectas alamedas, cheias de som-
bra e mysterio?!...
Para Segismunuo, transportado e com-
movido, transformra-se em um delicioso
edn aquella vi venda, animada com a pre-
senca da virgem.
Pouco tempo depois da chegada aconte-
ceu haver as immediaces. um baile cam-
DESGRACA.No circo Napoleo em Pa-
rs, acalma de occoneruma lamentavel
desgraca. A funeco era de sortes de
prestidigitaco, e o protogonista ia termi-
nar o espectculo com uma sorte qqe con-
sista em cn'regar a algum dos espectado-
res uma pistola carregada com balar; para
fazer fogo com ella.
Algumas das pessoas presentes recusa-
ram a pistola, at que um aacceitou, eo
prestidigitador disse-lhe : Apontai-m'a ao
peito, e fazei fogo^ terceira paldiada.
E assim succedeu; o tiro dlsparou-se e
vio-se o protogonista cambalear e cahir,
clamando estou morto Julgou-se primei-
ramentc que era a continuaco da sorte.
mas pouco depois conheceu-se a terrivel
realidade. A vareta tinha esquecido den-
tro da pistola, e foi ella que lhe atraves-
pesino. A idea de uma festa devia ser sou o peito. O espectculo foi terrivel.
Andr... ou antes era tambem por outra
cousa: era para saber se (averiaainda ele-
vado altura que te compete Nio s tu
muito superior tua posico actual ?
^- E que te respondem as cartas ?
Esta nouto ficaram na masa os quatro
azes.
-r- E que significa isso ?...
Carruagem de quatro rodas, meu prin-
cipe Ainda deitamos trera !
E como t assim as de ser bonita,
meu amor I disse Andr com um enthusiasi
mo infantil.
Ouve, prosegnio : quem se n5o arriscou,
se nao perdeu, nao ganhou. Onde me vs,
sou dez vezes mais ambicioso do que t,
mas por ttfa causa. tempo do comecar
a accio. Se queres, abalamos para Paris.
Julia soltou um ai de jubilo, e bateu
as palmas enthusiasmada.
Depois, ao reflectir no que elle lhe dizia,
repetio assustadicaj
Para Paris !...
Para uma imaginaco ardente, como era
a de Julia, contm este nome em si quasi
tantas ameacas como promessas.
Para triomphar em Paris preciso
muito dinheiro.
Vamos a deitar contas, disse Andr
conchegando-a a si.
Era de excellente agouro a brandura da
vnz, que pareca exprimir : Afina!, somos
mais ricos de que suppes.
Julia era toda ouvidos.
Principiamos aqui, comecou o artista,
com os tres mil francos que eu trazia no
meu cinto, quando chegmos da Corsega.
Verdade que estamos am Caen, e que a
nossa estreia foi mais que modesta ; porm,
se aqui nio ha prfecisio de grandes meios
para qualquer se estabelecer, tambem as
vendas sio diminutas e raras. Nem eu
sei como aqui temos feito alguma cousa.
Para enriquecer nio ha como Paris..
Julia anprovou com a cabeca.
O Gossan espingardeiro, proseguio
elle, effereceu-me hontera doze mil francos
pela fazenda que temos, e pela chave.
Julia mostrou-se admirada e risonha.
Di quinze, se Ih'os pedir, accrescen-
tou Mayootte ; mas nio para aqui. O Sr.
Rancelle, o banqueiro, compra-me obra-
cal. .
Elle, to poupado m.
-,Deu-lhe para alli a mana. Ainda agora,
depois de me ter massado com o cofre por
mais de duas horas, qujpdo ii para me
retirar, disse-me:
__Pai tencao de pora venda muitos
bracaes como aquelle que l tem agora ? .
No sabia onde a pergunta ia bater- elle,
porm exptieou-se, accrescentando :
quillo as mos dos ladros o um
Instrumento diablico t Quem se pode
considerar seguro n'uma cidade destas,
cora um homem que vende bracaes ?
E como eu ainda o nao entenda :
Pois nao percebe ? continuou; com
um auxiliar daquelles np ha mechanismo
que preste por mais engnh >so que seja.
Para que servem as molas do meu cofre ?
Para filar o braco de algum ladro. Se o
ladro tiver um bracal, saca o braco com
todo seu vagar, e vai-se-me com o dinhei-
ro, deixando apenas a excommungada man
ga as garras do segredo.
Julia desatou arir como uma louca, e
este riso, como succede quem esj exci-
tado, prolongou-se mais do que caso
peda. ^
ET elle tem razb, disse ella ; o bra-
ca! a melhor nave, que se poda encon-
trar, para abrir o ofre do Bancelle !
Eu ento obriguei-me por palavra a
nio vender mais bracaes, continuou Andr,
comprando elle o nosso por mil escudos.
Fiquei de Ib'o levar pela manha, por que
est ancioso por experimentar o raachinis-
mo do cofre, desempenhndo o papel do
ladro.
Temos, portanto, dezoito mil francos,
calculou Julia.
Puxou Andr de uma-carteira, que abri
e a qual conhinha quatorze notas de qui-
nientos francos.
No momento em que Julia se inclina va
para ver as notas, escureceu repentinamen-
te, e rompeu'detraz d'elles uma gargalhada
formidavel. Era um limpa-candieiros, o to
Bertrand, que daquelle modo os sorpren-
da. Vendo de longe como que dous na-
morados assentados aquella bora n'um banco
da praea, acercra-se delles p ante p. Era
um velhote folgatio, que se pellava por
cacoar com os sugeitos qoe encontrava.
Se tratara de quebrar o mealheiro do
Sr. Bancelle, disse ee, veoha de l o meu
qurahio.
Quem tena animo de se zangar t e or
qae ? Longe disso : o bom do lio Bertrand
despejou um conoide cita, que lite foi -sor*
vido, ao ctaegar a casa, pala nivea tsio de
Julia Maynotte cada qual tratou de reco-
Iher-se.
Vinte cinco mil francos^ Paris! A car-
ruagem que os quatro azes baviam promet-
tdo Que excedentes sonhos nao foram
os da nossa, Julia!
As duas horas-da manhl*, dorma ells, e
o mesmo fazia a cidade tod, incluindo os
cincuenta D. Juans. S Andr vela va. O
samno, que procurava conciliar, cada vez
mais se afastava.
certo que nestes momentos solemnes
em que a nossa vida est em crise, ou nos
ameace uma grande catastrophe, ou esteja
prxima uma felicidade inesperada, contm
febre o ar que respiramos.
Andr revolva-so entre os iences, que
escaldavam. Tinha o coraco opprimido.
Sentase doente.
Era de um carcter brando, simples e
terno, mas de uma intelligencia robusta.
Nio lhe haviam faltado aventuras, por que
viera de longe, e fra preciso um completo
romance, sombro e mysterioso, para laucar
nos seus bracos de artista a desbordada
representante de uma nobre stirpe ; fra
porem esto romance de algum modo com
binado ao sabor do destino. Contavam am-
bos no seu passado grandes perigos, que
com a graca de Deus haviam podido evitar:
combates, nao. Estava ainda para experi-
mentar as suas torcas.
S em certos momentos tinha consciencia
da energa indmita, que nelle existia' em
estado latente, e que nenhum pwigo su-
premo estimulara ainda,
Ufanava-se ento do se poder incgnito,
parecendo-lhe que sonhava; desafia* o
futuro, evocava a peleja, porque cada vic-
toria competen coreas, e elle quizera im-
Ihares dellas para cingr a fronte adorada
da sua querida -Julia.
Estava n'um destes nomeatl. Sonhava
lulas futuras.e ewavilhafa-ae damystenosa
necessidade que senta da saltar arena.
f'Qnitftmar te tm)
Tvr. w wa-B'i uas ctutf n.
!

* \
V


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