Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:11843


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Full Text
ipa

3
i
t
I
_____________ANNO XLV. NUMERO IH.
FAfiA A. CAPim l LUGARES OTO 1TAO SB fAGA POBTI.
PwtiwnejwadiaBtados. .%................
Por seis tos idem....................
Par mu anoo idem.......,.."!.!!.......
Cada numero avrdso....... T^ '.
6,5000
130000
241000
3
PABA DEHTRO E FORA DA PROVINCIA.
Por tres mezes adiantados...............
Por seis ditos idem.................
Por no\ i ditos idem ...............
Por um anno........
6*750
13*500
20/J250
270000
Propriedade de Bfanoel Kgneira de Faria k Filhos.
HAO AEWE:
Os Srs. Gerardo .4i*onio Alvos A Filhos, no Para; Goncalvesf Pinto no Maranhao; Joaquim Jos de Oliveira, no Cear; Antonio de Lemos Braga, noAracaty; Jco Mara Juno Chaves, noAss- Antonio Marones da Silva no Nato!*- Antnnn jw
Guimaraes Pancada, ejn Mamanguape; Antonio Aiexandnno de Lima, na Parahyba; Antonio Jos Gbmes, na Villa da Penhl; Belarmino dos Sanios Bulcao, ero San?X:;%1 s^da cSi Ci ^
em tttureth; Franctno Tavares da Cssta, em Alagas; Dr. Joi Martms Alvos, na Baha; e Jos Kbeiro Gasparinho, no Rio de Janeiro Vomnes Jose tosa ***>
MMffiUCO.
ASAMBLEA PROVINCIAL.
SESSAO EM 1 DE MAIO DE 1869.
PiSSlDENOA De SR. AUUSTO DE SOWZA LEiO..
Vxi ini'ii) dia, failii chumada, acham-so presan-
tes s Srs. Jansin de Castro, Lopes Machado, F. Ta-
vora, Miguel Amoriin, Felisbino, Amaral e Mello,
Mergullutu, Tiburtinu Nogueira, Araujo Beltrao,
Goncalvesd.. Silva*Samuel l'ontual.Cicero, Euivg-
dio Marque?*, Augusto Leo, Ermiro Coutinho,
Hisbello, A y res Gaua, Arininio Tavares, Amyn-
thas, Bareelar, G. Drum mond e Soares Brando
Abre-se a sesse, c I ida e approvada a acta
da anterior.
O Su. i. Secretario da couta do seguate
EXpKDt.vn:
Um offirio do secretario do governo, remetten-
u as informales ministradas (telo director da
instruc-cao publica e o inspector da luesouraria
provincial, acerca de Jos Nieacio da Silva, pro-
t'essor de latim com exercicio no gymnasio.
i|uem fez a requisico.
Urna petizo do Hermelindo Lniz de Carvalho,
escrivo da casa do deten-cao, |ndndo augmento
-ni seu ordenado.A commisso de ordenados.
Oulra da mesa regedora da irmadade de Nos-
sa Senhorn da Haz, pedindo preferencia para aex-
traero das loteras concedidas.A commisso de
i cair.'.-ntu provincial.
E lido o ajtoiado o seguinto requeriraeuto :
Reqiieiro que s pega ao presidente da pro-
vincia :
t L" Copia aulhentira da ropresentaco do tres
eidados da paroclna de Barreros, que motivou a
portara de :i de seteinbro do anno passado, pela
qual S. Exc. houve por bem demittir o primeiro
juiz de paz da mencionada paroehia, o padre Joiio
itu Franca Cmara.
i. Copias dos oflicios que na mesma dala
dirigi ao segando juiz de paz a enmara munici-
pal e ao juiz de direito da comarca.
Sala das sessoes, 1 de inaio de 1869.Felis-
bino. -
0 SK. AMARAL E MELLO:Sr. presidente, vou
pedir ao nobre deputado autor di requerimento
algunas explicacoes sobre una expresso que me
parecen ter proferido o nobre 1* secretario cqne
causou extranheza : demitlir ojoizde paz Ado
extrao a expresso, e se o nobre deputado nos
podosse.esclarecer alguma cousa sobre oemprego
testa exnresslo au seria muito satisfeito.
O SK. FELISBINO :-Salisfazendo ao que aca-
ba de pedir o meu nobre collega, eu lenlto de di-
zer ao nobre deputado qne o presidente da pro-
Niucia au usou nasua portara da palavra de-
missaouias pralicou u acto que leve esse_ re-
iiltado. ***"
En lerei a portara. W) :
Palacio do governo de Pernambueo, 3 do m-
tenibro de 1868.Tendo cliegado ao conliecimento
desta presidencia, em virtude da represontaco de
tres eidados 4essa paroebia, que V. Rvma. ape-
zar de exer*;r como coadjutor, as lunecoos de
parodio da mesma freguezia, no impe >acerdote prvido nesse benelicio ecclesiastico, en-
feudo que pode tambem exercer as de juiz de paz
mais votado della c que nessa qualidade pretende
tomar a presidencia da mesa parochial na eleicao
de vereadores e juizes de paz, a que se vai proce-
der em 7 tki crreme ; declaro aV. Rvma. que es-
tando expresiamente determinado no decreto de 18
de setembro de 1829 nos avisos n. 5 de 15 de feve-
reiro de 183" 3, n 109 de 10de agosto de 1847
e n. 96 de 2"> de agosto de 1f48 1, que aos pa-
rochos ou a quem desempenbur funecoes paro-
eliiaes, no licito exercer as de juiz de paz por
*ereaa incompativesnao pode por isso V. Rvma.
cefisiderar-se m.iis no numero desles juizes ; cum-
pcindo que le abstenha de tomar presidencia da
mesa parochial, a qual boje compete ao cidado
i|ue Iti ficen immedia lo na votacao ou aos legti-
mos substitutos desie. 0 qc9 Ihe communico para
sua intelligcneia e prompta execu^ao.
Deus guarde a V. Rvma.Conde de Baependij.
Sr. pad-e Julo de Franca Cmara, coadjutor em
xercicio/ie pancho da freguezia de Barrciros.
0 portador que levou a Barreiros este oflicio ao
I* juiz de paz que tinha de presidir a eleicao, le-
vou tambem outro cmara municipal para jura-
mentar um suppleute do juiz de paz, alim de com-
pletar o numero pela vagado que perdia o lugar,
levou tambem ura ofllcto ao juiz de direito para
proceder ciiimnaMenle contra o juiz de paz, se
quizesase contra essa ordem presidir a eleicao. En-
tretanto o motivo sobre que foi dada esta, senten-
ca do presidente da provincia um motivo que
nao exista, o juiz de paz de Barreiros nunca foi
parodio da freguezia, nao exerceu as funecoes de
imi'ocho durantoo qnatrienmo. O vigario collado
eslava em exercicio e assistio a eleicao....
(Ha um aparte.;
Sr. Fei isbino :Nessa occasiao preparava-
> o vigario'ds fregtiezja para sabir della e passar
a vigarara SjO coadjutor, mas logo que chegou es-
ta decisao da presidencia, pela qual alm de ou-
'r.is arbiirariodadei o partido liberal dizpoz-se a
niio comparecer a eleicao, o vigario deixou de sa-
bir, f ,i a eleicao e votu como eleitor para a for-
macao da mesa.
A eleicao ioi presidida pelo 3* juiz de paz, por-
que inutilisado o primeiro como se achava pela
decisao da presidencia, o segundo que era liberal
foi designado pelo delegado de polica em viriude
da atitorisacio qne lite havia dado para comman-
dar o destacamento, assumindo a presidencia o
terceiro juiz de paz que era jo que se desejava.
O Sr. G. Drummnod :Obreu o presidente legal-
rnente.
;'Trocam-se apartes.)
O Su. Imxisbino : O que a le prohibe, o que
julga ncompativel- o exercicio das funecoes de
juu de paz com as de vigario.
O Su. G. Drumuond :Est perfeitamente enga-
0 Sr. Fu.hih.no :Temos a decisao da cmara
dos deputados sobre esta queslo. Em 1863, o pri-
meiro juiz de paz de Bvreiros era o mesmo coad-
jutor da freguezia Q~e*tado o vigario em opposi-
eao procurou-se em por pralica este mesmo plano
de que agora so tirou maior proveito ; escondeu-
se o vigario e fez se propalar que tinba saludo da
freguezia, mandando-a* na occasiao em que esla-
va, a, mesa orgamsada um oflocio ao juiz de paz que
er o coadjutor, para tomar coula da freguezia. O
coadjutor recpoudeu que nao Ihe onsUva que o
vigario eslivesse no gozo de lieenca, pelo que nao
poda sabir da freguezia, e assim aao se conside-
ra va no exercicio do logar de vigarw. O partido
da opposicao. apreaeotoa mu protesto e retirou-se,
indo tazer urna duplicata.
Estes factos forai landos ao conliecimento da
cmara dos Srs. epatados, e ella apreciando a
3uestw approvou a eleicao presidida pelo Se. pa-
re Franca ; portanto acha-se resolvida a qnestao.
Desti vez p rojee toa-se o mesmo plano, mas nao
foi preciso o vigario sabir da freguezia, o presi-
dente da {frovincia de ante mau crdenou ao jjri-
meiro juiz de paz que nao prejidisse a eleicao o
ordenou ao juiz As direito que proeedesse crimi-
nalmente contra elle se la fosee, nao foi mais pre-
ciso o vigario stbir da villa.
O Sa. I'ima :Era urna wdi# da salvado pu-
QSr. FunMwi, :~Creh> cpw tenfto exfikcsde _
razao do aneu requerioiaato. '
O Sr. G. Mhjhkon :-,Sr, presidente, votarla
sdeifewsamenle pele reqaHriMMo doiobrede-
putado que acaba de fallar, se nao onvisse a ex-
plicacao por elle dada, a pedido do honrado col-
lega pelo 1.* districto. Esta explicacao impoz-me
Illfl-VW de subir a tribuna alim de mostrar a esta
assembla que nao ha razao para a censura tao
acremento leila ao presidente da provincia o Sr.
conde de Baependy, porquanto a decisao por elle
dada a re^peo do coadjuctor de Barreiros o padre
Joao da Franca Cmara, est de accordo com' a
lei e iustruccoes eleitoraes, o que nao desconhe-
cido-do aobre deputado pelo 1. districto, mais do
que cu habilitado negtes negocios.
0 S. Felisbi.no :Eu responderei ao nobre de-
putado quando vierem as informaedes.
O Sn. Aii\7iTH.vs :Enlau acka" 'que nao ha ra-
zao para a tesura aer, nurha razao para a ao-
cusacao. "* -
O Sr. G. Dni'MMONn :Nao dei permissao ao
nobre deputado paca adevinliar o meu pensamen-
to c expende-lo, faa-o por sua conta o sem a mi-
nha responsabilidade.
O Sr. Lofes M-vciiado : E houve censura
acre ?
O Sn^G.Diiritko: (com irona) : Foram con-
siderares doces e brandas feits^pelo nobre depu-
tado !!
lla um aparte.)
i Su. G. Orummond :Sr. presidente, direi'pou-
ca cousa para justificar o que disse. Est deter-
minado na legislaco cleiloral" quo o juiz de paz
(clrigo) que exercer funecoes parochiaes tein
ipso facto, perdido aquelle lugar.
O Sr. Lopes Machado :Esl engaado.
O Sb. G. Urummo.no :Sinto nao ler o promp-
luario eleitoral.
O Sr. AsnxraAS :Existe na secretaria.
O Sr. G. Drummond :V. Exc, Sr. presidente,
manda trazer-me este livro ?
(Se Ihe entrega o promptuario.)
OSr.G. Diummo.nd :Eis a disposigao :
O parodio nao pode exercer as funecoes de
jmzdepaz. (Decreto de 18 de setembro de
1829.)
O aviso n. 109 de 23 de agosto de 1848, assim
diz : tO clrigo que denota de eleito juiz de paz,
exercer funecoes parochiaes renuncia o cargo de
juiz de.paz.>
J se v, pois, que a disposicao nao admtte du-
vida, o juiz de paz que exerper funecoes paro-
chiaes porder o lugar.
O Sr. LOPES Machado :Mas nem todos os jui-
zes de paz sao paroehos.
O Sr. G. Driimmo.m :V. Exc. comprehende
perfeitamente que me retiro aos clrigos eleitos
juizes de paz.
O Sr. Lopes.Machado : o sacerdote quem
perde o lugar.
O Sn. G. iunasa : Creio gue V. Exc. me
far a justiea de aeredilar que nao precisava des-
la sa explicacao e que nao supporia que todos
os juizes de paz fossein paroehos. A dispesicao
a segunte : e clrigo que depois de eleito juiz de
paz exercer funecoes parochiaes renuncia o lugar
de juiz de paz.
O Sr. Fklisbi.no : Agora vamos ao facto : exer-
ceu o juiz de paz de Barreiros o lugar de paro-
dio?
O Sr. G. Drummond :Mostrei que a decisao
lirmava-se em disposicao legal e que nao era ab-
surda como se pretenda.
O Sr. Lopes Machado :Veja que a hypotliese
do decreto niio esta, refere-se ao parodio.
O Sr. G. Drlmmond :Explique-me V. Exc. o
que clrigo ?
O Sr. Lopes Machado :A lei nao falla em cl-
rigo.
O Sr. G. Drummond :Ora pelo amor de Deus!
o nobre deputado esqueceu-se do que li a poucos
momentos ?
(Ha um aparte.)
O Sr. G. Drummond :Os,*nobre3 deputados ora
aceilam avisos, ora nao querem eu os nao compre-
hendo.
O Su. Amynthas :O decreto diz que o paro-
dio nao pode ser juiz de paz ; um aviso explican-
do posteriormente diz que o clrigo que excreer
funecoes parochiaes nao pode ser juiz ao paz, mas
veja o nobre deputado que cst^ queslo resolvida
por um aviso foi depois resolvida pela cmara dos
deputados na occasiao em que se verificaram es
poderes dos elcitores.
O Sr. G. Drummond :V. Exc. est engaado,
nao houvo decisao da cmara em sentido contra-
rio julgou-se nicamente nao provada a allcgacao.
A disposicao legal clara e a nterpretacao dada
pelo poder competente nao 6 contradictoria nem
confusa.
O Sr. Lopes Machado :Qual a disposicao
legal? '
O Sr. G. Drummond : que o parocho nao po-
de exercer funecoes de juiz de paz.
Um Sr. Deputado :Mas o coadjuctor funcio-
nando como parocho pode ser considerado como
parocho ?
O Sr. G. Drummond :Sim, meu collega.
O Sr. Lopes Macbjdo : Coadjuctor coad-
juctor.
(Trocam-se apartes.)
O Sr. G. hDrummond :Oh! senhores, o sup-
plente do juiz municipal quando est em exercicio
nao juiz municipal, o substituto do juiz de direi-
to quando exerce a vara, nao juiz de direito, o
substituto do vigario nao tem as mesmas atlribui-
-oes que este quando est em semelhante lu-
gar?
O Sr. Amynthas :As compatibilidades do car-
go de juiz municipal nao sao as mesmas que as dos
supplehtes.
(Trocam-se muitos apartes.)
O Sr. G. Drummond :Com tantas nterrupcSes
nao posso continuar. Firmado, Sr. presidente, no
principio de que o clerjgo que exercer funcees
parochiaes depois de eleito juiz de paz, renuncia
este ultimo lugar muito bem decidi o Sr. conde
de Baependy o negocio de Barreiros porquanto o
Sr. padre Francn havia sido coadjuctor pro-paro-
cbo ou vigario interino.
O Sr. Felisbino :Ha muila difterenca porque
o coadjuctor pro-parocho ou interino tem con-
grua.
O Sr. G. Drummond :As altribuicoes nao sao
alteradas ou diminuidas por esta razao.
(Ha um aparte.)
O Sr. G. Drummond :O coaductor exercendo
o lugar do parocho faz tudo, dlicencas etc.
O Sr. Felisbino :Em nome do parocho.
O Sn. G. Drummond :Que (lea sendo.
Se, pois, o padre Joo de Franca exerceu
funecoes parochiaes o que nem contesto nem af-
firmo, por nao ter actualmente provas. S. Exc.
cumprio com o sea dever ordenando que se llzesse
effectiva a sua renuncia ao juizado de paz, logo
nao teve razao o nobre deputado para censurar
como ti Sr. conde de Baependy e muito menos
para maliciosamente qualiflcar aquella decisao de
S. Exc. como uma demissao do cargo de juiz de
paz.
Um Sr. Deputapo :Foi muito bem quafi-
cado. n
O Sn. G. Drummond :-Segundo o pensar de V.
fcxc.edenso amigos, Sr. presidente, para que
se nao, diga que o acto de S. Exc. o Sr. conde de
Baependy, foi consequencia do desejo de dar aa-
nbo de causa na lula eleitoral aos amigos da s-
tueio, en eilare* urna oulra decisao de S. Exc
'CMniHdfta deixou elle de dar. *"***
O Sn. Asural e Mello :Foi pena nao tamo*
aqu uma eleicSo disputada '
O Sn. a. Dmmn :A eteicic- de vereadores
-hpnt nn-W Faoso- foi pesian! pelo
Rvd. padre Jaooine de Araujo juiz de paz de Una
e que all exerceu funecoes parochiaes. O meu
particular amigo o Exm. bario de Una, apreseutoii
ao Sr. conde de Baependy o seu protesto contra
semelhante illegalidade eleitoral e o presidente da
provincia julgou milla a eleicaoM
O Sn. Lupes Machado : Etao quera gue so
moRlrasse contradictorio ?
(Ha um aparte.)
O Sr. G. Drummond :Se nao decidisse assim
o nobre deputado o censurara como contradicto-
rio, como lev umforinidade em sua decisao, nao
se deve tirar argumento cm seu favor.
Assim nao ha possibilidade em urna argumenta-
cao de convencer aos nobres deputados.
O Sr. Lupes Machado :Prove identidade dos
casos.
O Sr. G. Drummond :Eu estabeleci como ver-
dade, que o juiz de paz-de Barreiros (padre Fran-
S) tinha exurcido funcedes parochiaes, o que se
ava tambem com o juiz de paz de Una (padre Ja-
come). Ora, S. Exc. decidndo que o primeiro nao
podia exercer o cargo de juiz de paz e que o acto
praticado pelo segundo nesta qualidade era nullo,
me parece que decidi com a maior coherencia
e justiea em amb i as quesloes.
O Sr. Lopes Machado :Eu afllrmo que elle s
fez coherencia.
O Sr. G. Drummond :Nao ha razao por em face
do que tenho dito paja a censura feitaaj Sr. conde
de Baependy.
O Sr. Fblisbino : Desejava que o nobre depu-
tado me dissesse so uma rcpres.entacaoassignada
por. tres cidadaos sem documento algurn, motivo
bastante para uma decisao destas.
O Sn. Pina :A patria eslava em perigo.
O SuG. Drummond : J justiliquei o acto do
Sr. condetde Baependy e creio que de boa fe nao
se poder cuntcslar que elle decidi a queslo do
juizo de paz ^Barreiros, segundo o direito e de
accordo.com a legislaco ; quanlo aj perigo da
patria o nobre deputado que rae deu o aparto cor-
ra a tribuna e ven'ha mostra-lo.
Tcnbo concluido.
Encerrada a djseussao o requerimento posto
votos e approvado.
OSR. ARAUJO BELTRAO:Sr. presidente, tenho
de submeller adeliberarao desla assembla um se-
gundo requerimento eoii referencia as autoridades
policiaes da Victoria e desde j peco venia aV. Exc.
eameus Ilustres collugas se por ventura fastidioso
e importuno me lorno occupandoatanto vossa pre-
ciosa atlenco com questoea puramente locaes,
certo de que se assim procedo e j porque creio
ter o rigoroso dever de tirar de sobre miiii a ac
cusacao de avancar nesto augusto recirito proa
cues infundadas o j porqqp emendo que e do
exame e expon cao dos abusos, das violencias e
crimes perpi-eadbs nos municipios, por parte das
autoridades que se pode vantajosamen.ecliegar a
apreciacao clara e precis--4a- in adininistrcao
das provincias o analyse lgica da desinoralisaco
de um governo qualquer, que como oosso actual
otrenacer a esta a assembla a prova tesleinunhal
si a tal respeto iwdesse ella ser convenida em tri-
bunal dejusliga mas como certaraente nao o pode,
eu passarei adiante dzendo que o honestitmo
delegado na phra-e do meu dislincto collega...
UiSn. G. Drummond ;O superlativo seu, o
iniuto honesto delegado, meu.
(Risadas).
Um Sr. Deputado :E" a mesma cousa.
O Sr. G. Drummond :O que eu disse fui, que
era cidado muito honeste.
^Sn. Lopes jmihado :Muito honesto um
superlativo que corresponde a bonestissimo.
Sr. Araujo Beltuo :PoJs bem, nao empre-
garnt mais o superlativo bonestissimo, diro apc-
na#que o muito honesto delegado, seguado a
emenda do nobre deputado......
O Sn. G. DnuMMQKD :E' ama verdade.
O Sr. Araujo Belthao:Direi apenas, repito,
que o muito honesto delegado nao so autorisou a
serem corbidos os elcitores qnando se reunia o
eioiiorado para formaeo da mesa da eleigo de
juiz de paz e vereadores, cuino consentio qm fosse
preso na porta do templo por baver reclamado do
ser corrido pela lerceira vez o eleitor Manoel Ber-
nardo G. Sverio, que cercado de bavonetas e se-
guro pifo eos, foi layado d'alli at a sui casa
ddinqumdo desta forma o Sr. delegado perante os* referindo a iirisao arbitraria de um nosso oompo
arls. 100 e 1(9 do qodigo. silor como recruta, feta pelo sulidelegado Joao do
Um Sr. Diputado :Nao conlesla isto ?
O Sn. G. Drummond :Nao, infelizmente conhe-
co at Manoel.Bernardo.
O Sn. Lopes Machado :Nao foi esse que levou
(Hima sorra d polica ?
O Su. Araujo Bellrao :Foi esse mesmo.
Sr. presidente, o muito honesto delegado.le po-
icia da Victoria e seus su halterios, toda a s re
de violencia empregaram para afasiar como effec-
tivamente afastaram das lunas na eleicao de se-
tembro o grande partido liberal di freguezi.i. Nao
houve all eleicao, o que houve foi uma parfeita
farra, uma revista de armas, transformando-se o
corpo da igreja, contra expressa disposicao de lei,
n um bem apetrediado arsenal de guerra, eu
araaoco V. Exc. e casa, que nao pude desco-
brir um votante de entre os tresenlos homens ca-
pitaneados pela polica, porque nao havia tambem
um so hornera que trouxesse comsigb menos de
duas armas.
Sr. presidente : deixando de parte o delegado
da. Victoria, complico como antoridade superior
edi todos os alternados de seus subalternos, passa-
rei a fallar do antigo fogueleiro Joo Florentino
o Goes Cwflcanti, subifctogado da Victoria e
bem muito honesto cidado na phrase de meu
re coliega de districto.
^P Sr. Lopes Machado .Estaos na poca dos
fogueteii os J O de Capoeira tambem fogueteiro.
(Risadas.)
Sr. G. Drummond:O ser fogucteiro nao
crime.
;jo Beltbao :Para comegaro pane -
' nm tal nmsonagem, eu lerei casa
governo filho de um acto todo ligiiimo smento so uma correspondencia publicada no Liberal de 19
serve do arbitrio e prepotencia.
(Muito bem, apoiados).
Desenvolvendo as razpes justilicativ is de meu
segundo requerimento, quero esforcar-iie, Sr. pre-
sidente, a ver se tenho a fortuna de conseguir sa-
tisfuer ao meu distincto. collega de districto que
impugnando o meu primeiro requerii lento, por
um tris nao o esmagou com o peso de sua prover-
bial eloquencia.
O Sn. G. Drummond :Ora muilo obligado.
O Sr. Araujo Beltuao : Quero e.-forcar-me,
repilo, a ver se consigo levar a evidenc a o abuso,
do deznwbro de 1836 e assignada pelo bacharel
Hcrmes Plinio de Borba Cavalcanti, que nao foi
at boje responsabitsado.
(Trocanj-se apartes.)
O Sn. Araujo Rj-:ltkao : Diz elle em sua cor-
respondencia com referencia ao actual subdelegado
da Victoria. (L.) Finalmente irei ao camarista
Goes flavalcanii, nao posso ter moral para Joao de
Goes, que de fogueleiro que era passou a ter casa
e arrofar dinheiro depois que foi camarista 'Sou
do inos costumes porque nunca fui processado
por baver roubado uma lettra que quiz engulir IJ
o arbitrio e prepotencia das autoridades policiaes| Sou de nios costumes, porque nao furlei 130 de
da Victoria e para conseguir um fin to almejado
pelo meu nobre collega, instancias su; s, provarei
que taes autoridades, quer antes quer depois de
seus respectivos cargos, portaram-se "sempre de
forma tal a adquirir direitos irrecusaveis as penas
de uma infinidade de artigos de nosso cdigo cri-
minal.
O Sr. G. Drummond:Logo uma infinidade ?
O S. Araujo Bkltrao :Siuvmeu nobre colle-
ga, uma inlinidado, e afianco a V. Exc. que nao
amo as hypcrboles.
O Sr. Amaral e Mello :E' muito arriscado
brigar com essa gente.
O Sr. Aiiaujo Beltrao :Eu o sei, conheco que
de alguraa .forma me arrisco aecusando csses in-
dividuos perante esla assembla, mas pouco me
importa com as consequencias uma vez que tonbo
consciencia de cumplir um dever. J fui ameaca-
do......
O Sr. G. Drummond :O nobre depulado est
tao cima dessas ameacas I
O Sn. Araujo Beltrao :Perante um nosso col-
lega, que esteve ltimamente naVictoria, fui eu j
ameacado de que havia de soUrer quando para l
voltasse, isto em virtude de meu primeiro dis-
curso.
Um Sr. Deputado :Foi ameacado j i.
O Sr. Araujo Bettrao Certmente, e por um
irmo do honestsimo delegado.
O Sr. G. Drummond:Eu disse heneito.
O Sr. Araujo Beltrao :Seja como convier ao
nobre deputado.
Sr. presidente, para justificar a proDosicao que
avancei, principiare! pelo delegado do polica da
Victoria, Manoel Cavaleante de Albuquerque S,
conhecido por major Lins. Esse honesto cida-
do.......
O Sr. G. Drummond :Apoiado.
O Sr. Araujo Beltrao:Esse honesto cidado
na plnase do meu nobre collega, apenas noraeado,
sem ter prestado ainda o juramento do cargo, fez
proceder o mais arrojado e violento varejo no en-
genho Taquary, propriedade do seu desafecto poli-
tico, prestinoso e pacifico cidado Aristteles Car-
nero da Cunha Albuquerque, primeiro juiz de paz
da freguezia, delinquindo assim perante os arte. 138
e 142 do cdigo penal.
O Sn. Lopbs Machado :Antes de ser jo era.
O Sr. Araujo Beltrao : Como prova. deste
facto, Sr. presidente, eu lerei a casa o que a res-
peto publicara ra o jornal Liberal desta cidade e o
peridico telio Liberal da Victoria sem que tenham
sido at o presente contestados.
O Sa. G. Drummond :E' o dem per idem.
Um Sr. Deputado :E' o mesmo que o nobre
depulado faz.
O Sb. G. Drummond:Eu nao aceito como prova
folba alguraa.
O Sr. F. Tavora :Ainda hontem aceitou o
Cearense.
O Sr. G. Drummond Para accus;ir nao; eu
apresentei o juizo de um adversario acerca do pro-
cedimento de uma autoridade, mas entre isto e
aecusar ha uma differenca enorme.
O Sr. AbUwo Beltrao: Eis e que diz a tal
respeto a folha liberal desta cidade e cuasi o mes-
mo com pequea differenca de palavras diz o
peridico Echo Liberal.
(Le).
Logo que o major Lins, ltimamente comeado
delegado para o districto da Victoria, receueu essa
nomeacao, dirigio-se com urna multid de sequa-
ses, coiibecidos amotinadores, caa da juiz de
pag d'aili, Aristteles Carneiro da Cuaba Albu-
querque, cidado prudente, circumspocto e pres-
limoso, e procedeu ao mais arbitran3 e violento
varejo com o flu sem duvida de descoiiceituar osanJ
dintJMrt<> evadi.
Lioj^rslieoo ssje atontado, nc. curacSer de
auioridHe, ssai carcter de que aimln au pouiai.i
jukar-se investido, pois que aiodn ni tintan prus- [
um certo Luna quando acabava de morrer do cho-
lera I Sou de nios costumes, porque nao capita-
niei os malvados, que iiiatarain a Jos Romiio, es-
faquearara a Antonio Chaves e espancarau. a ou-
tros muitos no engenlio Noruega etc.)
Contina o autor da correspondencia e d a
entender que foi Joo de Goes tambera um dos es-
pancadores do padre Fortunato quando voltava
paramentado da igreja como j havia provido cm
outro jornal que nao me foi possivel encontrar.
Um Sr. Deputado :Est assignado isso !
O Sr. Araujo BeltrXo :Est assignada, nao
foi contestado, e nem o sea autor responsabib-
sado.
Vejamos agora o que diz a respeto o Liberal
i. 3 do anno passado. (Le.)
Victoria.Encaiiiinnam-nos com dat#de 17 esta
nota :
Foi noineado subdelegado desta cidade Joo
de Goes Cavalcanti. Este hornera, apresentando-
se-lhe uma vez um seu credor em pessaa, co-
brando-lhe o pagamento de uma lettra, exigi o
documento authentico a pretexto de o avciiguar;
e uma vez com ello as mos o metteu na bocea
para enguli-lo. O credor mais depressa que um
gamo salta-lhe garganta,_ que aperta, e gracas
ao seu desembaraco e accao, laz Goes laucar o
documento. Mas isto nao tudo : Goes rcha-se
processado por furto de cavallos. Mesmo agora
requer certido das pecas comprobatorias deste
crune etc.
Das provas apresentadas, Sr. presidente, clara-
mente v-se que Joao Florentino ae Goes Caval-
canti, actual subdelegado da Victoria, tem direito
s jienas dos arls, 192 e 157 do cdigo criminal,
como ha das avancei naste recinto.
Sr. presidente, o subdelegado da Victoria uo s
ameacou e fez recrutar um compositor do jieriodi-
co JScAo Liberal, como tambem ameacou e fez cs-
bordoar o seu proprietaro, fazendo por tal jus s
penas dos arls. 180, 206 e 207 do cdigo cri-
minal.
O Sr. G Drummond : todo cdigo pelo que
vejo.
O Sn. Araujo Beltrao :Estou provando
que disse ha dias nesta casa, queAsutoridados da
Victoria tinham delinquido perante uma infinidade
de artigos do cdigo, o que foi contestado pelo
nobre depulado.
Para palomear casa a verdade destes factos,
eu lerei um artigo do clio Liberal de 13 de ou-
tubro a fltfro de 2 de Janeiro deste anno, combi-
nara o que se diz om um e outro, ej>ara este ulti-
mo principalmente reclamo a atlenco da casa.
O Sa. G. Drummond : o idem per idem.
O Sr. Araujo Beltrao :Eis o que d*z o pe-
ridico de 13_ de outubro do anno passado, refe-
rindo a priso para recruta de um seu compe-
sitor. (L.)
c O subdelegado Joo de Goes, o caplaneador dos
assassinos de Jos Romo, dos esfaqueadores de
mais dous infelizes no engenho Noruega, o ladro
do 130|1 de Luna a expirar do cholera etc. pren-
deu como recruta a Joao Theotonio de Mello meqpr
de 16 annos e lilho de Alexandrt Jos de Mello.
< recrutado, frgil e delicada enanca de com-
poriamento exemplar, tilho de um liberal e
tambem dotado de sentimentos liberaos, e com-
metteu o grande crime do ser coannoiter desta
jornal, desptesando as notorias ameacas do snb- \
dellgado Goes Cavalcanti, a quem muito incommo-
dam as.verdades que publicamos por amor do la-
gar que oecupa tao smenle. >
E mais adiante contina :
a Cumprio assim talvez com promessa de ira-
puaidade, a autoridade immoral e arbitraria uma
,de suas notorias ameacas- centra a existencia do
nosso jornal na pessoa de seu compositor ; aguar-
demos firme em nosso posto de toara a realisa-
co de outmneaca, quo como tambem notorio,
nanmte wnnWetottor et lyjtographia o eepan
do sendo particular, mandoa pelo mesmo motivo
e?fanca.r barbaramedle em pleno dia o coadjutor
pawe Fortunato. O bachareiHormes, o padre Joao
do Reg e o alferes Manoel Gregorio assim o dis-
serara tambem pelos jomaes, sem terem sido res-
ponsabilisados. *
Talvez de balde chamamos a attnnco do Exm.
5r. presidente da provinda e do Sr. Dr. ehefe de
rlici.T para este e oulros factos revollantes
criminosos de continuo praticados nesta in-
feliz Victoria por suas autoridades, ae quaes to-
das responsabilisamos perante S. Exc. e mrmente
ao dito subdelegado por qoalquer atlentado eontra
a existencia do nosso jornal, segtiranca e tranquil-
lidade de sen emprezario, amaneando que en todo
caso nada nos obstar de dizer a verdade.
Passo agora a ler, Sr. presideiKe, o peridico de
2 de Janeiro deste anno :
O proprietario Manoel Bernardo Comes Sve-
rio ao publico.O acto de inqualificavel vandalis-
mirde que fui victima e que passo a narrar, recla-
ma a atlenco pnblica ecomprova altamente a ne-
nbuma seguranca de honra, propriedade e vida
que possuem os infelizes filhos da Victoria, entre-
gues por ludibrio a proteceo de assassinos, 6-
droes e espancadores. Quando em o n. 4 de nosso
jornal, sobre a epigrapheAttentado inaudito
Goes, o caplaneador de assassinos e espancado-
res, o engolle letra, o ladro de Io0 de Luna
expirar do cholera etc., disse que havia essa au-
toridade immoral e arbitraria realisado urna de
suas notorias ameacas contra a'existenda de nosso
jornal, e que aguardramos em nosso posto de
honra a realisacao de nutras ameacas, consistindo
em arrebentar "esta typographia espancar-rae,
pelo seu jornal o Virtoriense prolestaram contra a
minhaassercaopor falsa, mas eu affirmava a verda-
de e por cautela os responsabilisei perante Ss. Excs.
o presidente da provncia e o Dr. chefe de polica.
Pois bem, cousa incrivcl c que demonstra clara-
mente a que-gro de aviltamento descem as auto-
ridades wperiores quando imbuidas na poltica e
cegos pelo espirito de partido, cerrara ouvidos s
mais justas relamacdes dos seus contrarios, nao
tomando uma medida preventiva sequer, a ultima
dessas ameacas realison-se, os seus autores zom-
bando de uma responsabilidade perante homens
que sao antes rancorosos ehefes polticos, to que
zelosas autoridades, ou talvez com autorisaco pre-
via, pozeram em exeeucio os seus infames e bar-
baros projeetos, e fui atrozmente espancado no dia
23 s 7 horas da noite, por Manoel dos Santos, or-
denanza do subdelegado Joao de Ges.
Narra o tacto a adiante diz o seguinte :
Considero cumplir no crime perpetrado em
minha pessoa os Srs. Alexandre dellollanda, lio do
subdelegado, o fogueteiro relaxado Joo de Ges e
o stipplente de Subdelegado Pautirro Teixeira de
Carvalho, sobre quem no mesmo numero de nosso
jornal chamei a attenijao do presidente da provin-
cia, do Dr. ch fe do polica e do Sr. delegado do
termo, offerecendo-rne para provar com pessoa
de probidade como havia ameacado espancar ou
mandar espancar-me.
Destas provas deduz-se lgicamente, fica paten-
te que o subdelegado da Victoria...
O Sr. G. Drummond :Fica patente na opmio
do nobre deputado.
O Sn. Araujo Beltrao :Nao sei como satisfa-
ga ao nobre deputado, nao sei de que meios de
prova lance mo, visto que para prova tcstemu-
nhal nao esta cmara lugar competente.
Seja-me, pois, permiltido continuar dizendo, Sr.
presidente, que fica patente em vista das provas
por mim deduzidas : primeiro, que o subdelegado
Joo de Ges foi de encontr quillo que permil-
tido por lei, a liberdade de imprensa garantida
pelo art, 179 4o da constituirn, delinquindo as-
sim perante o art. 180 do cdigo; segundo, que
ameacou com recrutamento e effectivauente fez
recrutar, ameacou de espancamento e effecliva-
mente fez espancar um compositor e o proprieta-
rio do peridico Echo Liberal, delinquindo tam-
bem perante os arts. 206 e 207 do mesmo c-
digo.
A 13 de outubro, Sr. presidente, declarava-se o
proprietario do Echo Liberal ameacado de espan-
camento, e responsabilisava perante as autorida-
des superiores da provincia o subdelegado da Vic-
toria e o seu primeiro supplente.; a 23 de dezem-
bro espaucado por Manoel dos Santos, ordenan-
S.i do referido subdelegado, e 30 passos da casa
le Joao de GOes, para onde regressou o malvado,
depois de execular as ordens criminosas de seu
amo.
Isto se deprehende do n. 36 do Liberal desta ci-
dade, que sob o dsticoEspancamentodiz o se-.]
guinte:
A polica da Victoria acaba de espancar e fe-
rir o encarregado dojprnal liberal Echo Liberal,
que alli se publica. Sao os prenuncios do amor-
dacara.rato da imprensa. De um grupo onde se
achava o subdelegado sahio um soldado, quando
ptssnjn) o paciente para sua casa, e poucos pas-
sos espancou-o cruelmente, deixando-o cortado
pelos peitos com o azorraguo de que estava pre-
munido, sem haver um s d'enire tantos que
aeercavam o subdelegado que o fosse tirar das
raaos do algoz, q qual depois de eommettido- o cri-
me voltou mansa e pacificamente ao seu primitivo
lugar. Aquelle jornal havia fallado do subdelega-
do, publicando alguna factos criminosos que Ihe
sao attribuidos, e a crenmstanda de ter sido o seu
ordenanca o instrumento de tao alta facanha,pro-
vam que a polica foi a autora do crime. O oflen-
diilo veio a esta capital queixar-se ao Sr. Baepen-
dy. Vejamos que providencias toma, ou se de fac-
to a polica tem ordem de fazer calar a imprensa
por meio do azorraguo.
Como era de esperar, Sr. presidente, nenhpnia
providencia a respeto se dignou tomar o memo-
ra vcl conde de Baependy, e segundo fui informado
pelo paciente, queixando-se elle ao Sr. conde em
occasiao que se achava present o delegado da,
Victoria, contentou-se elle em pergunlar ao dele-
gado se estava a par do facto, o qual com todo cy-
nismo respondendo-lho negativamente, ficou S.
Exc. satisfeito e crendo sem duvida que havia
cumprido cabalmente o seu dever.
Demnstrenlos agora Sr. presidente como o sub-
delegado Joao de Ges tem irrefragaveis direitos
as penas dos artigos 131, 138 e 181 do cdigo cri-
minal.
Abatendo-se parte do tecto de ama casa, pro-
priedade de orphos, o inquilino sob consulla ou
com autorisaco do respectivo juiz comecava a fa-
zer os reparos predsos no predio, quando o subde-
legado camarista Joo de Ges entendeu auctorita-
te propria sem autorisaco desta assembla, que
podia inmediatamente embargar a obra sob o pre
t*4o MursawnlO o cargo. lew o seo ooprkKaiio, pola nao admira as jira pro-
SoWn tonos os focto ehminonas (fue tonto ageeda boje, apadrinhado oem. a capa da autonoW
fflMSJonr-en, poderia, S^presidette, tambo *e tai vez cora carta' braao^tjuem ouir'or onluia-
texto de futura deaapropriacao o que exeeutou
por intermedio desea fiscal. O inquilino consul-
tando ao juiz de orphaos
O Sn. G. DnuMMOND :E o juiz de orphos d
consulta ?
O Sa. Araujo Bbltoo :Aceito a correcao, re-
querendo, nao faco qnestao de palavras.
O aquilino requerendo ao juiz competente em
vista do despacho que bteve contina com a obra.
Ento o camarista vale-se de sua autoridade de
subdelegado e manda metler na cada sem mais
forma hdade todos os obreiros.
Um Sb. Deputado :-?-Isto possivel ?
O So. AnAO)Bi,TBAo:Felizmente creio que
no da seguinte chegou a Victoria o honrado e dis-
omarca paraabrir a
sao do jury, e seodo informado do facto censura o
subdetepado o uHir esses aoraens em lber-
da*.
incrivel, porm um facto publico, e o que r
inenvel ainda que o camarista subdelegado nao
satiseilo com tanta videnda c abuso de poder, far.
demolir uma parede do assouguc que devia senri-
do ao predio dos pobres orphos, par assimde-
tenora-lo inteiramente, visto como segundo fui in-
formado, por pessoa de probidad?, o -predio tinlu
suas madeiras ^eabegada em dila parede' do
acougue.
Ora, Sr. presidente; qncm nao v em todo isto
ou una perversidade sem limit.-, uma vontade e
malignidad desenfrenan da parte desse horneo
para com o pobres orphos, ou ento o animo, o
desejo irresistive] de locupletar-se com a desapjiro-
pnaco, como talrez seja costume antigo ?
O Sn,J| mi.:Doa tostemunho desto tacto,
ponpie afii eip UBI da destos e fui ver a casa-
0 Sn. AbIH^RCtrao :Mas, Sr. presidente, o
camarista subdelegado nao saeiou completamente
os seus desejos, porque o muito digno e honrado
magistrado juiz de orphos, oppz uma barreira
aos seus desmandos.
O Sb. M-noii.ifAO : Ainda nao foi demittido
esse subdelegado ?
0_Sr. Lopes Machado :Nem ser porque esto
serve bem a causa. *
O Sh. ArVjo Bbltrao :A este respeto soube
de pessoa que me merece todo eredito, que foi
apresenlada ao chefe de polica uma representa-
cao bem documentada e que este mandara ouvir
ao delegado e subdelegado.
O Sit. G. Drummond :Queixa no chefe de po-
lica.
O^r. Araujo Beltrao :Isto constitue Sr. pre-
dente, o primeiro ponto de meu requerimento.
Afinal, Joao Florentino de Ges Cavaleante, o
recruta que cm 1847, reraettido para esta cidade
^elo major Antonio Henrique de Miranda, subde-
legado de ento, conseguio lograr a escolta e eva-
dir-se de Santo Amaro Jaboaio, o camarista indi-
ciado em furto de cavallos no dominio dos 14 an-
nos e cercado no paco da cmara municipal pelo
seu correligionario subdelegado Jos Jeronymo, de
onde tambem logrou evadir-se seguido pelo cla-
mor publico aos gritos de pega ladro atoccultar-
se as manos...
(J Sr. G. Drummond :Em que poca ?
O Su. Araujo Bkltrao :Durante os quatorze
anuos, justamente na poca em que excrcia o
cargo de subdelegado Jose Joronymo de tal.
O Sn. G. Drummond : Eu era autoridado aili
no toinpo era que Jos Jeronymo era subdelegado,
e nunca ouvi narrar este facto.
O Sr. Araujo Beltrao : F.sse individuo a
quem me tenho referido vidual subdelegado da
Victoria, niaudou recntenteme por em liberdade
a Joo Evangelista dos Sanios, couhecido por Joo
Sertanejo eu Joo Cabodo, processado por furto de
cavallos e indiciado era oulros crimen e a quem a
relaco havia denegado ha eas corpus. Joo Cabodo
sendo conduzido para esla cidade se havia evadi-
do, sendo-processado os seus conductores, felz-
mente/Mfm foi capturado pelo subdelegado de
LagoaSeeca e rccolhido a cada .de Nazareth, e
d'alii reconduzido sem duvida a da Viotpna, onde
entrando segundo voz publica, dedJiPa que em
breve seria solt e que para isto tinha quatro ca-
vallos do valor de ISOOOo cada um," verdade ou
nao, exacto que oito dias depois gozou de liber-
dade. (L) Jornal ds Rrcife de 19 de fevereiro de
1869. --GuzetilhaCaptura. Pelo subdelegado de
Alagoa Secca, foi ltimamente preso o recolhido a
cailea" de Nazareth, Joo Francisco conhecido por
Joo Sertanejo ou Joo Cabodo, natural de Papa-
caca, onde perpetrou diversos crimes, segundo
pai ticipacoes olllciaes, achando-se alli ausente ha
mais de vinte annos, e sendo tambem criminoso
na comarca de Santo Anto, e tendb fgido do
poder de uma escolta que o eonduzia da cada da
Victoria para esta.
O mesmo se v da relaco dos criminosos cap-
turado na provincia durante o mez do fevereiro e
publicada na gazctilba do mesmo Jornal de 6 de
abril.
Este fado, Sr. presidente, eonslitue o segundo
ponto de meu requerimento, desejo saber com to-
da certeza se est ou nao preso esse individuo, e
no caso negativo quem e porque ttulos o poz em
liberdade, havendo o tribunal da relaco denega-
do-lhe habeas-corpus.
Resta-me ainJa por hoje, Sr. presidente, fallar
de outro personagem nao menos importante, Pau-
lino Teixeira de Carvalho, primeiro supplente de
subdelegado da Victoria.
O Sr. Goncalves da Silva :Estou quenenhum
iguala ao engolle lellras.
I) Su. Araujo Beltrao :Quero prevenir uma
objeceo que suspeilo me ser apresenlada peto
nobre" deputado, o ter Paulino Texeira sido auto-
ridade durante o tempo cm que governavam os
progressistas.
Ellectivamente Paulino Teixeira foi autoridade,
mas quando nao era bem conhecido...
O Sr. G. Drummond :Era bom at esse tempo.
O Sr. Soares Hrandao :Desde que chegou ao
conliecimento das autoridades superiores que o
nao era foi demittido.
O Sr. Araujo Beltrao :Sera duvida. As ap-
parenrias illudem, ha homens que armados de
urna mascara jesutica se mostrara santos sendo
perfeitos demonios; Paulino Teixeira chegnado a
Victoria disse-se progressista, tratou de fetacfo-
nar-se e era tido por cidado honesto o que gran-
Seou-lbe a nomeacao de subdelegado; mas bem
epressa cabio a mantara, trazendo em resultad"
a sua demissao. noTioave ento como hoje essa
tenacidade visivel da parte das autoridades supe-
riores, da provincia em conservar autoridades po-
liciaes de to kiixo quilate.
Senhor presidente, em o numero do Liberal foi
publicado urna correspondencia de um conserva-
dor, compadre e amigo intimo dos subdelegados
Pauiind Teixeira e Joao de Ges apontando-os como
autores do espancamento de Manoel Bernardo.
Esta correspondencia assignada por Jos Gomes
Silverio e na qual queixa-se ao presidente da
provincia e ao Dr. chefe de polica pelo espanca-
mento de seu filho, nao foi publicada in totum em
virtude de haver seu autor nicamente feto re
conhecer sua firma, esquecendo-se de ssignr a
responsabilidade.
Sinto, senhor presidente, nao me ter sido posar-
vel encontrar o authographo dessa corresponden'
cia do conservador Jos Gomes Silverio.
Um Sb. Deputado :Era ronserva*k>r ?
O Sn. Araujo Beltrao :Conservador, compa-
dre e amigo intimo do Sr. Paulino Teixeira o creio
que at prenle por affenidade.
Um Sn. Deputado :Ento era por amisade.
O Sb. Araujo Beltrao :Nesse autographo que
hei de procurar afim Tte apresentar a casa Jos
Gomes Silverio queixando-se dos subdelegados
desenrolava urna cadea de crimes por elles com
mettidos, attribuido a Paulino feixeira os crimes
de esteHjtoni^'estupro, e de tentativa de JOprte,
de MelM^Brque creio que foi processado.
O Sb. G, Dg.DnuMMOND:Que Mello ?
O Siv. Araujo Beltuao :Um Mello das Ver-
tenles.
O Sr. G. Drummond:Nao foi cojjyehendjdo
no proeesso.
i proce
O Sr. Araujo Beltrao : Attribui" unbem a
Paulino teixeir8,ou melhor dava-o cono autor de
um outro, espancamento o de um ex-promotor in-
terino da comarca.
O Sr. G. Drummond :Quem foi elle?
O Sa. Lora Machado :O nobre diputado sabe
muito bem quem
(Trocam-se oulros'apartes).
' O Sn. Araujo Beltrao .Essa autoridade, se-
'nhor presidente, conhecida como fsbncane das




i


&

peas coui que espaneam todos
-fabrirnu nao s o chicote coiu
ex-promotor interino mu ta
espancado Manuel B^^Hj^
fea'ior pi'esideoiaXHtiB flz ver a casa Ma-
uoel Bernardo dflH^^Kado de espancamen-
lo a 13 de outnbre, sendo elTectivamente espanca-
de a i3 do dezerabro e ja no peridico de 1J ae
outubro elle respousabilisava especialmente a Pau-
lino Ifiixeira comprometteudo-se aprovar com
pessoas de probidade como elle o havia ameacado
Chamo a aitencao d<>|Exm. presidente da pro-
vincia, do Sr. Dr. chote de polica e do Sr. Dr. de-
legado da termo, que o priraeiro supplente do
subdelegado o Sr. Paulino Teixeira de Camino
prometiera, ou ameaca espancar, ou mandar es-
paacar-me como provo se preciso for com pes-
soas de probidade, pelo simples motivo de intrigas
polticas e ser empresario desta faina, por qual-
quer damno que eu possa soffrer desta data om
diante o responsabiliso.Victoria 8 de outubro de
1868.Manuel Bernardo Gomes Silverio.
O Sr. G. Drumjio.nd : Quando os nobres de-
putados couberem quein esse Manoel Bernardo...
O Sr. Arauju Beltrao :E' um homem pobre
inoffenslvo e at aleijado dos ps._
Outro dia disse tambem que nao nao # Manoel
Bernardo tinha sido espancado, mas quo nao se
conseguindo por esse meio fase-lo calar haviam
mandado em commissao ameaca-lo de inorte (t).
O propietario Manoel Bernardo Gomes Sil
verio ao publico Sexta feira 31 do passado os
Srs. Paulino Teixeira de Garvallie primeiro sup-
plente do subdelegado, e o actual subdelegado
Joao de Ges mandaram em commissao Sr. Isidro
Dias da Silva dizer-me que minba sepultura ja
eslava aherta e que s faltava sepultaren!-me,
que estara em minhas mos em nao continuar
mais com a typographia e de forma alguma
alguem vifse a folbajdesle anuo.
o da 1* do crrante foi cercada nimba.casa
pela manbaa retirado o cerco. Na noite -de 3 es-
leve de emboscada um grande ttftpo a espera que
eu all passasse n'uina travesa da ra para eu ser
de novo espancado ou assassinado como corre o
boato nesta cidade, sendo o cliefe do primeiro
supplente de subdelegado. Todo isto levo ao co-
nhecimeulo das antoridades da provincia.
O Sr. Amaiul e Mello :O que exacto e que
a tvpngraphia desapareceu
Sr. Aiuujo Bkltrao:Certainentc, elle con-
sultoa a diversos amigos e tambem a mim sobre o
que devia fazer e quanto a mim respoudi-lbe que
elle tinha familia e era preciso garantir sua vida
ealanio-se ou retirando-se da Victoria para esta
cidade com sua tvpographa.
Outros fados ltimamente, Sr. presidente, creio
que a SO de tovereiro, indo a casa do eollector ge-
ral capitao Guillieriiiino Paos Brrelo, um indivi-
duo de nome Joao Cavalcaute de Almcida trocar
urna nota de 200 e estando o eollector receloso
de que a nota fosse falsa pedio a esse individuo
oulra nota e toinju no verso da estampa o numero
da nota trocada. Esse individuo sabio e depois de
ter andado todo o da per leu essa nota apesar de
que o colleetor Ibe recommendasse que a guar-
dasse era segurauca. O faeto corren e cheganuo
aosouvidos do subdelegado supplente, cujo el deli-
rado um cartoro, immediatainente foi elle ter
^^lESjnrnTE i1
^Hbuo.
a a or f dia
Diario de Peraambireo-----Tenja feira 18 de Maio de 1869.
1 *""
r
e le-
com Joao de Almeida e t>es sugestoes einpregou
3ue deu com elle em presenra do delegado para
enunciar do eollector geral e este apesar de
doente mandado buscar debaixo de prisao paral
sua presenca cercado pelo destacamento, mas all
felizmente Joao de Almeida diz a verdade, declara
que nao tiuh interesse em comprometter a pin-
guen innocente c a final, p trante quatro ou cinco
testemunhas pede disculpa ao eollector, dizendo
nimea fiz do senhor mu conceito, e se fui a casa
ra de Camino II
O Sr. Pina. :Uto horrivel!
O Sn. A^ajo Beltrao :Falhaudo esse primei-
ro golpe, nao se julgou que o subdelegado sup-
plente icou desacorocoado, nao, aps i-lo man la
chamar um professor da cidade e faz co n que
intente urna queixa peranie elle subdelegado por
crime de injuria conlra o eollector. O advogado
do querellado da-lo por suspeito, elle mostra-se
renitente em nao querer dar por suspeito, mas a
vista dos artigos do suspeieao o advogado do quei-
xoso apreseuta petieao de desistencia protestando
dar nova queixa que at o presente nao appa-
receu.
Sobre estes fados publicou o Jovial do Rectfe
as. 43 e 61 duas tongas correspondencias do col-
lector.
Ora, Sr. presidente, useiro e versiero como
Paulino Teixeira em forgcar processos desta ca-
thegora constaado-lhe que o cidadao Manoel Ber-
nardo tencionava retirar-se para esta cidade
clandestinamente insUurou-lhe um processo, re-
seias de que nao viene continuar, aqui com o
jornal, e ate boje nao se sabe nem da natureza,
ucrn da marcha desse processo. Dizem mis que 6
por eximo de rifas, outros que por estellionato e
que falhando a pro va de estellionato o processo
mudou de natureza para crime de rifas. O que
verdade, que o processo tem estado guardado
:oino una arma contra o pobre cidadao a mais de
tros mezes constando que apenas deposerain duas
lesteiiiunhas, nao sendo tomado pelo escrivao parte
do depoimento, ereio que da segunda tstemu-
nba.
Lto o que por ah dizem.
No dia seguinte ao em que piincipiou-se instau-
rar o processo estava em nossa casa o mui digno
c honrado juiz municipal da Victoria e eommuni-
cando-me Manoel Bernardo por urna carta, que
eslava sendo processado como ausente comcerlidao
pascada pelo escrivao do subdelegado eu apresen-
tei-lhe a carta.
Este processo eonstitue o tercero tpico do
meu seguinte requerimento.
(Le).
E' lulo approvadoo seguinto requenmento:
* Bequeiro, que, por intermedio do presidente
da provincia, cheguem, com urgencia a esta casa,
minuciosas tbrmacoes sobre o seguinte:
!. Qual o resultado de urna representaco
dirigida ao Dr. chefe do polica, contra o subdele-
gado da Victoria, Joao Florentino de Gcs Caval-
lanti, juntando-se copia da n e^ma.
2." Se est ou nao preso na cadeia da Victo-
ria Joao Evangelista dos Santos, conhecido por
Joao Francisco, Joao Sertanejo, ou Joao Caboco-
lo, processado por furto de cavllos.' No caso ne-
gativo, quein e porque titulo* Ihe concedeu a
fiberdade, bivendo a relacao denegado babeas
Corpus.
' 3. Qual a natureza e marcha do processo
clandestinamente instaurado contra o cidadao Ma-
noel Bernardo Gomes Silvero, pelo supplente
do subdelegado da Victoria, Paulino Teixeira de
Carvalho, juntando-se copia do mesmo.
th'co da assembla legislativa provincial de
Pernambuco, l' de maio de 1869. Araujo Bl-
trao. >
Dada a hora do expedieuto fie, o requerimento
adiado.
OBDEM 00 DIA.
O SB. LOPES MACHADO ^-Tenho negocio ur-
gente.
Posto a votos o requenmento de urgencia e ap-
provado.
Vai a mesa e approvado o seguinte requeri-
mento : ...
Bequeiro que por intermedio da presidencia
da pro/mcia se peca com urgencia copia do ofll-
cio do provedor da Santa Casa de Misericordia,
que ltimamente dirigi ao cnsul francez nesta
cidade, pondo as irmaas de caridade, sob ana pro-
leecao. e bera assinr copia do relatirio do anno
pasudo, apresentado pelo memo e das actas de 7,
5 e 22 de abril da junta da mesma Santa Casa.
Lopes Machado, o
ORDBU DO OA.
3* discussao do projectu n. 11 dcsle anno, que
autorisa o governo a mandar admittir no gymna-
sio como pensionista da provincia, a Joao Lbano
do Bego Barros.E' approvado.
Continuaeao da primeira discussao do projecto
n. 15 desle anno, que restaura a cadeira do pri-
meiras lettras do sexo feminino na freguezia de S.
Pedro Martyr de Olinda, e tea outra para o mes-
mo sexo na extremidade da ra Imperial da re-
guezia de os.E' approvado.
Coonuaco da primeira discussao do proiecto
n. 2 deste anno,que manda estabelecerpasylode
inendicidade no pavilho novamen MUstruido
no hospital Pedro U.E' approvado.
i discussao do projecto n. 70 de 1867, man-
dando augmentar as obras do hospicio de aliena-
dos de Olinda.E' approvado.
! disciwao do projecto n. 84 de 1867, autori-
zando a Unaraj^Agua-Preta, a conceder o aba-
te de um cont do rts ao arrematante da passa-
geni no lagar do Mattos.Empatado.
3* do de n. 41 de 1868, dispensando do. exame
para terceiros escripturarios aos actuaes amanuen-
ses da theiouraria provincial.E' regeitado.
1* do de n.k S4 de 1868, supprimindo um dos lu-
gares de escrivao do termo de Ipojuca, que pri-
meiro*vagar.
Verin^ando-se nao ha ver numero, fie* adijeus-
io addiada.
nEVSTADaltlA.
ASSEMBLA PROVINCIAL.Deixou hontem
de funecionar, por falta de numero legal de de-
putados.
CONCURSO.O concurso que tem de proce ler-
se para provimento dos lugares vagos no almoxa-
rifado o recretona do arsenal de rnarinha, tem lu-
gar hoie naquella repartieao.
Tendo solicitado dispesa o Sr. major Salvador
Henrique de AlbuqueMQe de examinar em lingua
nacional, foi nom^ad^para substitui-lo o Sr. pro-
fesso Joao Jos Rodrigues.
CHEIA DO PIRAPAMA.Este rio tomn gran-
de volumo de aguas, assoberbando o leito da va
frrea de S. Francisco no lugar Caxito. Os enge-
ntaos que flcam na sua Sacia soffreram muitos
prejuizos com a invasio das aguas nos respectivos
partidos de canna.
Nos outros ros que enumeramos hontem a en-
diente foi de pouca monta.
Contina a cliuver.
GYMNASIO PROVINCIAL. Ante-hontem en-
trou no exerccio do cargo de censor desse esta-
lecimento de inelrucco **vd. vgario Tito de
Barros Carrea, para elle nomeado ltimamente.
Foi urna excellente acquisicao pasa o Gymnasio,
que em breve colhera os, fructos de mais esse be-
neficio.
ESTRADA DE FERRO DO S. FRANCISCO.
Domingo s 9 horas do dia restabeleccu-?e o tran-
sito nesto estrada, interrompldo no sabbado por
causa do cheia do Pirapama.
GYMNASIO CAMP::STRE.=Amanhaa a enmpa-
jjliin dramtica que trabalha nesse theatro, da nm
espeetaenlo variado em beneficio do joven e talen-
toso artista msico, o Sr. Candido Filho^ qnem 9
nosso publico j tem tido militas occasides de ap-
plaudir nos concertos quo tem elle levado seu
ge 'eroso concurso.
E' intil, pois, recommendar o beneficio do jo-
ven pernambucanoais seus comprovincianos, que
nunca esperdicam urna occasiao de mostrar-se
amigos do mrito e vidos de applaudir o talento,
qjialquer que seja a forma sob que elle se apr-
sente.
PROCI8SAO.A irmandade do Divino Espirito
Santo pede aos moradores das ras por onde dei-
xou de pa*sar a proeissao do seu padroeiro, des-
culpa dessa falla devido chuvaque cabio, logo
depois d'eUa ter sabido da respectiva igreja.
VIA FRREA DE OLINDA.Hoje s 10 horas
da manlia, no salao do Club Pernambucano, deve
ter lugar a cleicao da directora, e san para esse
llm convidados todos os Srs. accionistas.
MNIBUS.Os concurrentes ao leilo de movis
e mais objectos de casa de residencia do Sr. Anto-
nio Ferreira da Silva Maia, por inteevencao do
agente Pinto, encontrarao s 9 e mcia horas, no
largo do Corpo Santo, um omoibus para conduzi-
los gratis ao lugar do leilo, o qual partir s 10
horas em ponto.
LOTERA.A que se acha a venda 106a, a
lienolicio da matriz da Villa-Bella, quo corre no
dia 20.
CMARA MUNICIPAL.
SESSAO EXTRAORDINARIA AOS 11 DE FEVE-
REIRO DE 1869.
PRESIDENCIA DO SR. DR. SOL'ZA LE.VO.
Presentes os Srs. Dr. Manoel de Barro* Dr. Se-
ve, Dr. Lobo Moseoso, Bego e Albuquerque, Ga-
raeiro c Dr. Costa Jnior, faltando co n causa os
mais senbores, abrio-se a sesso, e foi lido o se-
guinte
EXPEDIENTE.
Uin officio do Exm. presidente da provincia, re-
cominendando cmara a remessa at o fim de
mareo prximo futuro, impreteriyelmente, de sorte
que possain ser enviadas ao ministerio do imperio
para os lins declarados nos arts. 121 e 123 da lei
D. 387 de 19 de agosto do 1846, as copias das ac-
tas das elegoes primarias para deputados e sena-
dores que se est procedend-jQue se cum-
prisse.
Una petioao de Antonio Joaquim Salgado, com
despacho da presidencia, mandando informar,*Ua
qual o supplicante queixa-seno querer o afendor
aferir os pesos e medidas de seu eslabelecimento
pelo antigo systema, o sim pelo moderno, pedo
S. Exc. que faca eessar semelbante prohibicao, vis-
to que a le que manda substituir aquelle systema
antigo depois de dez annos.A' commissao de pe-
licoes.
Um olllcio do subdelegado da Magdalena, repre-
sentando que a pontezinha denominada do Lea e
a respectiva estrada, com a enchente do rio Capi-
baribo, acham-se quasi inutilizadas, pede cmara
providencias.Ao engenheiro para r examinar.
Outro do juiz de paz do 2o anno do 2* districto
do mesmo lugar, communicando que a dita ponte
est arruinada.Inteirada, por ter sido j tomada
a providencia.
Outro do secretario da mesa parocbal da re-
guezia da Boa-vista, remetiendo o lvro das actas
daeleicao procedida naquella freguezia para elei-
tores do deputados e senadores, e declarando que
a mesa assentou que o Te-Deum tivesse lugar em
o da 13 do crrante s 5 horas e meia da tarde.
Que se archivasse o livro, e se ordenasse ao pro-
curador para mandar fazer o acto.
Outro do secretario da mesa parochial da fre-
guezia de Jaboato, remetiendo o livro das actas
da eleicao all ltimamente procedida.Ao ar-
chivo.
Outro do procurador, remetiendo o batanete da
receila e despeza municipal em o mez de Janeiro
ultimo.A' commissao de polica.
Outro do engenheiro cordiador, informando so-
bre o que pede a Santa Casa de Misericordia, de-
clara que deve a supplicante dar ao predio que
vai concertar altura de 22 palmos na frente,bem
como fazer as portas e janellas com as dimensoes
que marcam as posturas.Cncedeu-se no sentido
da informacao.
Outro do mesmo, informando aeerca do que re-
quer Joaquim Jorge de Souza, declara que nada
tem a oppor a construcejio da casa que o suppli-
cante pretende fazer, e mu, urna vez que proce-
da cordiace.Mandou-se oordiar.
Outro do mesmo, informando sobre o requeri-
mento do tenente-coronel Joao Severiano Carnero
da Cuuha, diz que nada tem a oppor pretencao
do supplicante de construir sotas sobre as duas
casas terreas que est edificando na ra da Uuio.
Concedeu-se.
Outro do mesmo, informando acerca do que re-
querem Ernesto Jos Felppe Santiago e Leopoldo
Jos Feliope Santiago, diz que nada tem oppor a
que os supplicantos levantem um segundo andar c
solea em seu sobrado em principio de edificaco na
ra das Cruzes.Concedeu-se.
Outro do mesmo, informando o requerimento do
bachaivl Manoel Gentil da Costa Alves, tem a d-
zer que a casa n. 116 da ra da Senzalla-Nova,em
quo o supplicante quer concertar a coberta, an-
liga e muito baxa, e est marcada na planta para
ser demolida.A' commissao de edificacoes.
Outro do mesmo, informando sobre o que pede
Jeronymo Salgado de Castro Guimaraes, para col-
locar duas grades de ferro no estabelecimento n.
7 da ra estreita do Rosario, declara nada ter que
oppor.Concedeu-se.
Outro do mesmo, informando o requerimento de
Antonio Ferreira Braga, declara qu nada tem
oppor pretencao do supplicante de correr a co-
berta da sua casa n. 12 da ra do RosaraCon-
cedeq-se.
Outro do mesmo, informando favoravelmente a
pretengo d Thoinaz de Carvalho Soares Brandan
Sobrnbo, arrematante da obra do passadico da
Baixa-verde, para ser pago de duas prestacoes de
seu contrato.Mandou-se pagar.
Outro do mesmo, informando nao baver incon-
veniente em perraittir-se que Jos Correa de Brito
edifique urna casa de 22 palmos de frente na ra
do Principe, urna vez que seja-lbe dada a cordia-
cao.Mandou-se cordiar.
Outro do mesmo, informando qne Moreira &
Duarte podein enllocar na casa n. 7 da ra do Ca-
bug duas soleiras, fleando no nivel das existen-
tes que sao velhas.Concedeu-se.
Outro do mesmo, informando o requerimento de
Fortunato Ribeiro Bastos, em que pede para cons-
truir urna casa na travessa do Caldeireiro, diz nao
haver inconveniente precedendo cordiaco.Man-
dou-se cordiar.
Ontro do mesmo, informando o requerimento de
Francisco Ribeiro Pinto Guimaraes, pedindo para
collocar grade de forro no n uro de sua casa sita
no Caldeireiro, diz nao ler nada que oppor.Con-
cedeu-se.
Outro do mesmo, informando o requerimouto de
Joao Ferreira Villela, dix qne n ente
em eoaeeder-s- o que ellti ped nmisss de
edilicacoes. .
iro do fiscal da freguezia Antonio,
remetiendo o termo de vistura *n fez na casa n.
64 da ra Direita.A arc^H
Outrcrdo fiscal da freguexia de S. Jos, commu-
nicando haverf restado todos os soccorros que cou-
beram em suas torcas s pessoas que toQaram
naquella freguezia os eTeitos da cheia.Intei-
rada.
Outro do fiscal da freguezia do Poco, dando tam-
bem parle do que fez em favor das pessoas resi-
dentes em sua freguezia, e que sodreram pelo mes-
mo motivo.Inteirada.
Nesta occasiao o Sr. Reg e Albuquerque pode
a palavra, e faz o seguinte requerimento :
Proponho que em resposta aos fiscaes de S.
los e Poco, esto cmara Ibes agradeea os bons
servioos "que nrestoram hiunanidade afBfeta, e
que-h'avendo feito desperas indispensaveis, organi-
sem em regra una conto nara ser paga. Cmara
mumnpal.O vereador, Reg e Albuquerque.
Posto om discussao, resolyec.-se que fosse re-
mettido commissao de polica.
Outro officio do fiscal da freimezia dos Afoga-
dos, communicando o mo estado m que se acha
a |Minte denominada do Luca com a enchente lti-
mamente havida.Inteirada.
O Sr. Dr. Manoel de Barros requereu, e foi ap-
provado, que se offleiasse aos tiscaes das fregue-
zias do S. Jos, Afogados eMuribeca, que apresen-
tassem urna relacao especificada dos nemes das
pessoas que tem curraes em sua freguezia, datas
das licencas o o tempo de sua duracao.
Foi approvado um requerimento do Sr. Dr. Lobo
Moseoso no sentido de se mandar orear a despeza
que preciso fazer com o aterro de una pequea
praca existente em frento do sitio do fallecido ci-
rurgio Teixeira, etc.M.mdou-so officiar presi-
dencia sobre d objecto de que trato o requenmen-
to cima. -
O Sr. Dr. Costo Jnior achanlo-se incommodado
pede licenca e retira-se.
Resolveu-se mandar s ebmmissoes respectivas
as tres seguimos petiooes :
Urna de D. Thereza Carneiro Lins de Miranda
pedindo, na qualidade de procuradora de Francis-
co Xavier Carnero da Cunha Miranda, a parte que
a esto tocou da desapropriacao da casa da ra do
Livramento.
Outra de Antonio Marq >es da Silva, arrematan-
te do imposto de 100 rs por carga de farinha, pe-
dindo providencias sobre a prai;a do mercado des-
te genero.
Outra finalmente de Bellamiino Alves de Archa,
reclamando ter o procurador s.cado letras da im-
portancia de um tollio que arrematou, a contar do
Io de outubro do anno passado quando o mesmo
talho Ihe foi entregue em o 1' de dezembro do
mesmo anno.
Prestou juramento o fiscal nomeado na sessao
ultima para a freguezia de Jaboato, Jos Fran-
cisco do Reg Brrelo.
Despacharain-se as peticoes de D. Arcelina Xa-
vier Carneiro BodriguesCampello, Antonio de Aze-
vedo Jnior, Antonio Gonealves da Costo, compa-
nbia da estrada de ferro do Recto S. Francisco,
Fortunato Ribeiro Bas os, monsenlior Francisco
Muniz Tavares, Francisco Ignacio da Cruz Mello,
Francisco de Barros Corroa, Jos Correa de Brito,
Joaquim Jos do Souza, Joaquim Clemcntino Ribei-
ro de Brito, Jos Luiz Das, Jos Soares Coelho de
Figueiredo, Jos Fdicio Borges Ucha, Jos Lar-
doso Avres, Moreira & Duarte, Manoel Gomes Fer-
reira *c S Leitii, Manoel Cavalcante de Albu-
querque Lins Ucltoa, Manoel Alves Barbosa, Luiz
Cbristiano Frederico Velhan,.Lourenco Jos de
Moraes Carvalho. Pedro Vlaminck Jos, Thomaz
de Carvalho Soares Brando Sobrinho, veneravel
ordem tendr de S. Francisco, e levantou-se a
sesso.
Ultimada a presente acta, que ia ser lida para
ter approvacaoe ser assignada, succede veriticar-
sc nao baver numero para approva-la.
Eu Francisco Canuto da Baa-viagem, secretorio
a escrevi. hjmcio Joaquim de Souza I^eao,
pro-presidente.Dr. Pedro de Alhaijde Lobo Mos-
eoso.Jos Maria Freir Gameiro.Manoel Joa-
quim do llego e Albuquerque.Bento Jos da Cos-
ta Jnior.
PUBLICACOES A PEDIDO.
Ao vgario Basilio Goncjalves da
Luz.
As injurias e calumnias vomitadas pelos jabes
caridosos do Sr. vicario Basilii, contra meu irmao.
verdade e extravasando sua negra bilis sobre
victima. O publico, norm, julgar a, respeito com
sua severa*e fra imparcialidade.
E' jtfaissima a assercao do Sr. padie Basilio, que
diz toMe meu irmao acompantiado, quando foi
Serra, pelo freguez Victorino, e mimos as lutos
eleitoraes, que se refere.
E quando o fosse, admittamo-lo, nio manchara
isso a meu irmao, por quanto, ft esse Victorino j
lu criminoso, eamprio a pena que lbe foi imposta,
e depois disso, restituido sociedade, foi em seu
seiojcolbido, sendo que em casa do Sr. padre Ba-
silio e do Dr. Lourenco Bezerra.sempre foi reco-
bido com o maior afago.
Toda Nazaretli sabe quanto 6 incompativel com
o carcter moderado de meu irmao o fazer-so
acompanbar por l'accinoras, e nesse ponto esta
elle bem longe certomente de imitar o padre Basi-
lio, que j se fezac mpanhar do assassino Antonio
de Moraes, -quo conservava em sua casa oceulto as
pesquizas policiaes.
Quanto razao de terdeixado rneu irmo de
comparecer audiencia em que devia ter comeco
o processo intentado por queixa do professor de
Tracunhem, essa muito simples ; porque nao
tendo sido citado o querelado que cuidadosamente
se oceultava, segundo publico, em casa do Sr.
Basilio, e nem a maior parte das testemunhas,
succedendo que as queforam citadas communi-
cassem quo deixavam de comparec r-pordoentes,
como bem se v dos autos respectivos, nada res-
tava meu irmao que fazer em audiencia, sendo
que logo depiis disso entrou em exerccio o juiz
effectivo.
Entretanto, d'ahe do fado que allude o pa-
dre Basilio, de haver urna pessoa cujo nome nao
se declina, declarado incompetentemente ter sido
meu irmo autor do artigo do Liberal, com que
tanto imbicon o Sr. Basilio, e anda do fado de
nao ter sido posvel conseguir-se um. assento para
o Sr. capitao Motla no carro em que muito poste-
riormente a esse incidente foi meu irmo ao Reci-
te, conclue o Sr. vgario Basilio que o artigle-
ferido era efectivamente da lavra de meu irmo.
Que lgica estupenda I
E' a mesma lgica de quem sendo desmentido
quanto aos encomios, que disse ter-Ihe feito ou r'-
ora meu irmo em urna correspondencia e na as-
sembla provincial, e nao pudendo transcrever
toes encomios, por nao serem raaos, insiste com
o maior desplante na affirmativa, porque contes-
toeao de meu irmo nao seguio-se a competente
prova, como se contestando-se um ficto assevera-
do pelo Sr. Basilio nao tito cumprisse primera-
mente prodiizir a prova do seu asserto.
A coarctada do Sr. Basilio relativamente ques-
tao da permuta rezivel.
Apanhado em flagrante mentira, quando asse-
vera ter visto nos autos com MMi proprios ollios
aquillo que se oppde o que delles consta, vern-
se escafedendo com o pretexto de que tendo visto
a sentenca de permuta assignada p r meu irmo,
deu ludo o mais por visto, julgando-se muito au-
torisado a asseverar o contrario do que consto dos
proprios autos. E' cynismo farto que o tal Sr.
Basilio treza tula t i
E vai por diante a gana de enlamear a reputa-
cao de meu irmo. E assim qu i nao contente
com toes aleivozias, cmbrulba-se e desembruja-
se em futeis divagacocs sobre a fallada permuto,
avaha seu talante as casas, sobre que ella ver-
sou, querendo provar o nenhum lelo de meu ir-
mo pelos interesses dos orphaos, fingndo igno-
rar que a avaliaco da casa dos ei'phaos foi Jeito
pelo Dr. juiz d orphaos effediro, a oeixa final-
mente transparecer a maligna insinuaco de que
dita permuta se effectuou por ser o permutante
cleitor c juiz de paz.
As-im nada mais do que fazer aecusaeoes, mas
o publico em sua apreciaco llus dar o valor
que ellas merecem.
A insistencia em attribuir-se conselbo de uieu
irmao a queixa dada palo professor de Tracu-
nhem contra um protegido do Sr. vgario, depois
do que esse respeito disse o pr iprio quexoso
no Jornal do Rectfe de 3 do passado, nao digna
de ser tomada em consideracao.
Agora analizando cada um dos artigos do novo
capitulo de aecusaco do padre Basilio, vou faze-
lo experimentar urna bem dotorosa provacao.
A questao do engenho Abreus, em que meu ir7
m8 figurou simplesmente como advt gado, ja esto
.impamente discutida no foro, como na mprensa,
e acha-se j julgada pelos tribunaes e pela opmiao
publica. Pode portante o. Sr. Basilio desvendar
quando quizer todos os mysterios dessa questao

pelo Diario de Pernambuco de 3 de abril do cor-
reute anno, nao discutir e nem mesmo responder
aos nltiages c insolencias que sabe jogar esse mo-
ralisado pastor : conbecia-o muito de perto para
nao ignorar de quanto tts tupo da caridade ca-
paz ; todava, torca confess ir, nao entrou em
seus clculos, que esse vigario chegasse a crear
fados, que nunca existram, c a inverter dhtros,
alias muito simples, para ter o depravado prazer
de macular a reputocao alheia.
Apezar, porm, de se haver engaado meu ir-
mo, acreditan lo que o vgario Basilio nao dsse
3e si urna too triste, exbibieo, esi no proposito
de nao responder ao asqueroso artigo que no Dia-
rio de Pernambuco de 27 de abril prximo lindo
foi inserto sob a assignatura desse vigario, de cu-
jo contado cuidadosamente nos temos alastado.
iscoi dando do proposito de meu irmao, tomo
mim a ingrato tarefa de responder a aquelle
acervo de injurias, explicando cada um dos toc-
os all alludidos, lim de que o respeitavel publi-
co fique sciealo de quanto capaz um parodio,
que se v perdido na opimao e conceito dos seus
parochianos, e que todo o costo procura nm des-
abato s suas ignobeis paixocs.
Fallou o Sr. vigario Basilio em sua correspon-
dencia de beneficios feitos meu fiuodo pai e ex-
tremos de amisade de seus patentes. Fnz pena I
Meu irmo, provocando oEr. Lourenco Bezerra
Carneiro dr Cunha para vir discutir na imprensa
essa questao de beneficios, provou at a evidencia
quo pouco temia a posiepo ventajosa, em que se
enllocara o seu adversario. O seu repto nao foi
aceito por motivos que o pt blico ter apreciado.
A que vem, pos, o Sr. Basilio, em seu nojento ar-
rasoado oecupar-se desse negocio, quando deve
reeonhecer sua incompetencia para isso ?
Se o padre-Basilio deseja proclamar a m'ignani-
midade e dotes datma do sea fidus Acliates, que se
denuncia e se aprsenla too claramente em cada
tpico de sua correspondencia compre que exhiba
a procuraeao, e saiba primeiramente que os mti-
fO e beneficios prestados pelo Sr.Dr. Lourenco Be-
zerra a meu pai, quando em condicoes desfavora-
veis de fortuna (o que s pode constituir um labe*
na opinio desses dous opulentos senhores) servi-
cos que consistirn! em emprestimos de dinheiro,
que Ihe foi pago integralmente logo que isto foi
possivel, foram nada menos do que retnbuico de-
vida a justo titulo por aquelle que, por largos an-
nos foi commensal de meu pai, na poca de sua
prosperidade ; foram servicos prestados por quem
recebeu tambem assignalados favores de meu pai,
qur relativos sua educacao scientifica, qur is
suas necessidades e servicos toes que Ihe fizeram
proclamar meu pai seu bemfeitor, seu melhor
Siigo, o homem quem devia tuda o que era, e
m sua vida imtetra de sao ificios jamis paga-
na o muito que Ike devia.
J v, Sr. Basilio, que nao enumerando servi-
cos prestados meu pai que hao de envergonhar
e desprestigiar meu irmo. -
Os Srs. Basilio o Dr. Lourenco Bezerra que tan-
tos storcos desperdcam em patentear a pobreza
com que lutou meu pai em Olinda, fiquaI saben-
do, se teem a fraqueza de 3up|>or que dessa forma
nos humilharo e far-nos-hao corar de vergonha,
quj o estado de pobreza sustentado com resigna-
cao e honra, como foi pelo meu finado pai, bem
longe de ser nm motivo dehuinilhacao e desmora-
lisacao para nos, ao contrario um honroso lega-
do, de que muito nos orgulhamos.
A alcunha de ingrato, que lanca-se a meu irmao
por nao se ter prestado a t er dcil instrumento
das loucas phantasias doSr. Dr. Lourenco Bezerra,
reverte sobre esse senhor, que desconhecendo tudo
o que por elle fez meu pai, seu bemfeor, quem
devia ludo o que era (na sua [iropra phrase), pre-
tende hoje arvorar-se ridiculamente em bemfeitor
de meu irmo pelos servicos que prestou a meir
pai em retribuido de outros, quando devia ver na
pessoa de meu irmo representado aquelle, quem
dizia que a sua vida iteira ile sacrificios nao po-
der apagar o muito que Ihe eradevedor I
Isto nao ser s.nente ingrato, ser mais al-
Sma cousa, cuja qualificaciio deixo aos homens
sentimentos nobres e generosos, pdenlo asse-
gurar que em semelbante materia leria anda
muito que dizer era relacao jo Sr. Dr. Lourenco
Bezerra.
O Sr. Bisiejgmincrivel tenacidade volto an-
da aos faetos, qoe meu irmio contestou-lhe em
sua correspondencia de 3 de abril ultimo.
y-A isso pouco tenho qne accresaantar, porqtfc
esses fados esto alii scbejaiiiente ekwidados por
meu irmao.
08r. Basilio, nao podando destruir a irrefraga-
vel veracidale dessa Mnaco. vem torcendo a
que ter de ficar supplantado.
Relativamente ao fado do arraneamento das fo-
Ihas dos autos da questao Mendonm lo nebuloso
e enigmtico o quo sobre isso diz o Sr. Basilio, que
nao posso deprehender qual o pensamento que o
dominou, com tudo,para di sipar essa nebulosulade
sempre pergunto ao Sr. Basilio. Affirma que deu-
seo farto do arraneamento das folhas nos autos
da questao Mendonca, e attribue esse facto meu
irmo ?
Si for tamanho o seu arrojo, faea-<< porem espe-
cifique melhor a que autos se refere, precise o
facto com todas as suas circumstancias, o sem re-
correr subterfugios, assuma a responsabilidade
de sua asseveraco I Mas tanto nio far o o Sr.
Basilio, esto.u certo disso, porque o mais assigna-
lado caracterstico do calumniador a cobarda, e
S. Bvm. sabe subtrahir-se cautelosamente a justa
punicao de tei.
Fez o Sr. Basilio alluso um processo de res-
ponsabiildade que o tribunal da relacao mandou
instaurar contra pfleu irmo. Oh que horror I
A causa desse procedimento da relacao consis-
ti em haver meu irmao entendido que em um pro-
cesso, no qual se dava connexo de delictos, que
cabiam em sua aleada podia julgal-os definitiwr
mente, sondo o tribunal da relacao de opinio qne
deviam ser julgados pelo jury, porque a somraa
das penas impostas aos delictos connexos exceda
a aleada do juiz-processante.
Instaurado porem o processo de i esponsabilidade
e produzida a defesa, teve lugar a despronuncia,
que fui sustentada pelo mesmo tribunal da relacao
O que (F&ui pode resultar em detrimento do meu
irmo ?
Finalmente o Sr. Ba>ilio procuran_fazer carga
sua vitima at com a minha nomeaco de major,
mas eu res|>ondo essa ftil aecusacao, declaran-
do que nonhuma intervenco teve meu irmo na
minha nomeaco.
Fui proposto pelo Sr. commandante superior
deste municipio, e o entao presidente da provincia
por seu turno propozme ao ministro respectivo, e
deste modo fui eu nomeado para aquelle posto, em
marco do anuo passado, quando ainda meu irmo
se achava nesta provincia, e sem que nisto houvesse
intervenco alguma da sua parte.
Que valor pode ter a vista disto a aecusaco ve
deslealdade fundada em minha nomeaco, desde
que fui proposto pelo commandante superior que
amigo intimo do Sr. A. L, quem se refere o
Sr. Basilio, e que nao poderia convir em um acto
desleal um seu amigo ?
Passj em seguida oceupar-me do* servicos
prestados polo Sr. Basilio meu irmo.
Um lio acompanhado de urna filha e duas netas
quem o Sr. Basilio deu gazalhad j. Nojento pre-
texto esse Sr. vigario, que ennumera como ser-
vico prestado t
Meu irmo nao Ihe pode agradecer o agasalho,
que V. Rvm. aprouve dispensar a um parante
rsso inimigo, e quie por antagonismo nos I
Se a allegacio desse servico nao o cumulo da
isania, 6 cerlamente o mais descomedido escarneo,
que se pode atirar ao publico, cuja boa f se bus-
ca embar de um modo tao ignobil, frivolo e... at
indecente.
A quahiea|;ao de bom amigo, que o Sr. Basilio
empresta meu pai nos seus ltimos momentos,
c a recommendacao que diz ter-nos sido feito por
elle da jnisade do Sr. vigario igualmente falsis-
sinia.
Bastante pratieo do mundo e connecedor das
consas e dos homens. e particularmente do Sr. pa-
dre Basilio, meu pai sabia bem aquilatara sublime
palavraamigopara barateal-a, condecorando
com ella a quclle que mais longe eslava de mere-
cer-lb'a o padre Basilio.
Mente, pois, e com revoltantc despejo quando
affirma o que nunca se passou.
O juizo de meu pai em'-relaco M Sr. Basilio era
lio desfavoravel quanto devia sl-o, e certomente
nao aconselharia a seus fiihos, se nio que o evitas-
sera com cuidado, E bem razo tinha ello para
conceituar assim o Sr. Basilio, que exhuberante-
mente ha demonstrado} por innmeros fados ahi
crranles no dominio do publico quanto era funda-
do o juizo de meu pai seu respeito.
A transaccao do Sr. Garrido, a que o Sr. Basi-
lio faz referencia, de-se do modo seguinte : accej-
tondo meu irmo urna letra e.n favor
Manoel Cavalcante da Bocha Wan
domnisaco de um legado feito a nu
essa letra posteriormente dada L
Sr. Garrido, quo exigindo outra firma o Sr. padre
Basilio a pedido do Sr. Manoel Cav alcanti, pl^H
a sua. Essa letra mi pcntuataoenie paga <^H
eirnento pela seu acceiwnte.
Dlga-DMclgora, Sr. padre so isso servido feito
a meu irmSo como S. Bvm. alardeia ?l
Ainda a letra generosamente dada pelo Sr. Ba-
silio para meu irmo rebatei e pagar a primeira
prestaco do vapor, que se refere, foi conse-
cuencia do seguinte facto.
Procurava meu irmo rebater urna letra acceita
em seu favor por um proprielario da comarca-de
Pao d'Alho, e drigindo-se ao Sr. Basilio, que ds-
pondo de um pequeo peculio applicava-o ao des-
como de letras e a jqrs, propoz-lhe o rebate da
meucionada letra.
O Sr. vigario nao tendo dinheiro nessa occasiao
offereceu meu irmo urna letra de outro pro-
prielario desta comarca que rnais fcilmente podia
ser descontada aqui, a qual meu irmo acceitou,
sem que nislo soTresse o Sr. Basilio a perda de
um so real em seus interesse.
A letra, sobre que o Sr. Bailio operou essa
transacao, toi-IQe paga no seu vencimento.
Es como se esclarece o facto da letra genero-
samente dada pelo -Sr. Basilio a meu irmo.
Esperarei agora que o Sr. Basilio conteste si
capaz a exadido do que digo sobre essas duas
transaedes.
De tudo quanto tenho dito v-se mui claramen-
te que a menco de uns fados, que se denomi-
nou crimes, e de outros que se alcunhou de bene-
ficios, os quaos revestidos de cores negras fazem
o cortejo das invectivas e calumnias, com que o
padre Basilio procurou estigmatisar meu irmao.no
resistem mais ligeira analyse, porque uns ba-
zeiam-se na mentira e na calumnia, e outros sao
transfigurados pelo envenenado pincel do Sr. Basilio
e rameados pelo seu Pijlades (Deusos fez e o diabo
os ajuntou) para deturpar a verdade e cuspir in-
jurias.
E' deploravel o ceg "e inconsiderado arrojo do
Sr. Basilio, que menospresando o santo ministerio
de paz e fraternidade, que lbe ensina o sacerdocio
do altar, apresenta-se convertido em pregoeiroda
calumnia, em arauto de desabridos ultrages, em
vil instrumento de ms paixdes, em dosvairado
conspurcador da reputocao alheia, prevaricando
assim a santidado de s'eus deveres, e tudo isto
porque nao pode obter de meu irmo quo a c-
mara municipal de Nazaretli praticasse um acto,
que manifestomente se oppunham as suas pos-
turas. .
Eu lamento de c.oraco tonto torpesa, tonta
abjeceo, que se anirfna'n'alma juugral do Sr.
Basilio, e emquanto S. Bvm. se nao corrige, sirva-
Ihe de lico o publico desmentido, que acabo de
dar as suas calumnias, tirando certo de que se
deseo a refuta-las nao levado pela raiva, que
ellas me tmham in>pirado, mas por :prozar em
muito a reputocao de meu irmo, que nao que-
rendo medir-so com um tal contendor tomou a re-
sol uco do votar ao despreso'os seus insultse
baldees, e por amor a verdade dos fados, para
que vistos sob seu real aspecto tenham no con-
ceito publico o apreco que realmente merecerem.
Eslava agora em meu direito entrando na es-
candalosa chronica desse bom fadre,. afim de pa-
tentear ao publco os seus nunca assas decantados
feitos, que too execravel renome lbe tem creado
como parocho, que desgraciadamente da in por-
tante freguezia de Tracunhem, mas nao querendo
exceder-me do proposito, que me impuz nesto cor-
respondencia, que j vai mui longa, aguardo que
o Se. Basilio me proporcione outro ensejo para
ento oceupar-mc de too fastidioso assumpto.
Bogo aos Senhores Redactores a publieaco desta,
correspondencia em seu Diario
breos 6 de maio de 1869.
Chrislovao de Hollandi Bezerra Cavalcanti.
Ao publico
Li no Diario de hoje I i de maio urna
correspondencia assignada por Antonio
Leite de Magallies Bast >s, na qual nao se
peja esleSr., de adulterar vergonhosamente
os fados que entre nos se tem dado nos
quaes nao fallara e entregara ao completo
despreso se o dever que tenho de justicar-
me para com o publico o os respeitos as
autoridades, me nao obrigassem a isso.
Poucos dias depois da chegada aqui de Ma-
galhes Bastos, compre i duas cargas de la,
que estavam na poi ta do um meu amigo, c
mandando conduzir a primeira, Magalhes
Bastos offereceu mais 1U#000 pela segunda
e desta forma apossou-se da carga j com-
prada obrigando-me a exigi-la. Tres mezes
depois comprei algumas cargas de 13a, e
tendo o vendedor bolado em minba porta
leutou Bastos sedusir o vendedor para tira-
las o que nao consent; vendo este Sr. que
por esta forma nada adiantra, adoptou o
sy.-tem de fazer acreditar os vendedores
que eu usava de pesos laicos e os embria-
ga va para comprar. Chegando a este ponto
nao comprei urna s carga que estivesse
na porta de,Magalhes Bastos para assim
evitar que meu nome fosse redicularisado,
e entreguei-o ao despreso que mereca, e
eis que no dia 12 do crrente, appareceram
aqui dois possuidores de la, e as leposi-
taram no pateo da feira, um desses de
appellido Brama, oroourou-me para com-
prar tres cargas que trazia, conduzndo
logo urna dolas para minha prensa e bu-
lando-as na balanca. veio o segundo que
preferio vender a Bastos, e ensinuado por
elle entrou em moha casa, chamou parti-
cularmente a Brauna e o conduzio para a
casa de Magalhes Bastos, e apenas sahio
de l Brauna, principiou duvidando* de
meu peso e disse-me que s venda a carga
que c estava, em face de semelhante pro-
cedimento levantei o preso da la, e este
Sr. Bastos todo furioso a pz em leilo,
lindo este, trocamos algumas palavrase
ueste acto tirn da algibeira um caivete
de mola para me aggredir, e sendo agarrado
por algumas pessoas que estavam em sua
casa conteve-se, chegando nessa occasiao o
capitao Irino deu-me o braco retirei-
me para minha casa.
Na noute deste dia constou-me que Bastos
consultara a um inspector, se podia prender
o corrector Urbano por ter puchado faca,
e no dia seguinte procurou outro inspector,
para o mesmo fim, e fez propalar este
boato at a hora de sua saida para esta ca-
pital, e eis agora que apresenla-se Maga-
lhes Bastos annuncjando-se innocente hos-
pede, bemfasejo, attencioso, bem educado
e victima, chamando a questao para o lado
de nacionalidade, querendo fazer ver que
o^portuguezea muito soffrern aqui e desta
forma alcancar o seu intento.
O Om que tem Magalhes Bastos em sua
correspondencia, insultante involver-me
em crimes imaginados por elle,' e desta
forma affastar-me do mercado de la de
Trombetas, o expr-me a diosidale dos
portuguezes, porem felizmente tenho entre
elles amigos que me fazem juslica, e Deus
me deu os raeios precisos para viver com
independencia, e poder de estar em compe-
tencia com Magalhes Bastos.
Deixo de responder aos demais artigos
publicados por Magalhes Bastos pors me-
recerem despreso, e o publico que bem nos
condece nos fra a devida justica.
Trombetas, 14 de maio de 1869.
Joaquim Gonealves Albuquerqueie Silva.
Urbano Sabino Pessoa de Mello, o qual ati-
rando-me o primeiro golpe de faca de
ponta, fui felizmente protegido pelo Sr.
capitao Irino Januario do OHvera," que,
ouvindo o alarma, veio em meu soccorro-
e pode ainda ejitar que a faca de tal
sicario me nio podesse fetir, ficando a
porta de meu estabelecimento tomada pelas
pessoas do Sr. Albuquerque e Silva e
mais um seuempregad de nome Raymundo,
aos quaes pode ainda o Sr. capitao Irino
embaragar que estes viessem ajudar a
Urbano em sua empreza.
Ao denunciar eu este facto ao publico o
as autoridades, necessariamente devem
estas e aquelle, se enteressarem em saber
o que deu razo ao Sr. Albuquerque e
Silva, a praticar to brbaro crime. Eu
o explico. Eis o facto :
A tres annos que neste povoado tenho es-
tablecido minha residencia, ecomo assim,
tenho estabelecido urna casa de commercio,
onde faco as compras de gneros do paiz,
e porque lenho-me dedicado a compra de
algodo, entrando portanto em competencia
do mercado igualmente com os demais ne-
gociantes, por este facto tem entendido o
Sr. Albuquerque e Silva, que a minha pessoa
nao pode, ou elle nao quer que eu entre em
compras deste genero; desde o dia pri-
meiro da minha priaeira compra, ficou
desde logo o Sr. Silva habilitado a me pro-
vocar no acto de minhas compras, servindo-
se para este fim de Reus sicarios os quaes
teem o ttulo de correctores, e sao os j
mencionados ; nao obstante -as reiteradas
vezes que tenho soffrido insultos deste Sr.
Silva, sempre providencien nunca usando eu
do mesmo procedimento, por me conven-
cer que este meu procedimento seria bas-
tante para que elle se reprimisse, porque
assim procede quem teve alguma educaeo :
era o que nao suecedia, tanto que, os faetos
de dia em dia, eram reproduzidos, nao s
para comigo, como para com todos ou quasi
todos aqaelles que compran algodo,
Nao ha outro motivo so nao o que tica
cima mencionado ; appello para a consci-
encia'do mesmo Sr. Silva, que a ter cons-
jienciencia, por certo nao dir o contrario.
Naturalmente o meu procedimento pru-
dente, fez callar no arrojado animo do Sr.
Sirva, que eu nada Ihe podia fazer por ser
estrangeiro. De facto nao se enganon, pois
nao quiz e nem estou disposto a ser mo
hospede, fui sempre guardando as convi-
niencias que o caso por si exiga, por com-
prehender que, o fim da pretencao do Sr-
Joaquim Gonealves de Albuqaerque e Silva.
era :
Que eu acceilando a luna por. elle atira-
da, desCarle via elle realisado o perverso
desejo de sua alta ambico, ambico desco-
munal, ficando eu privado de nnha vida, ou
na falta deste crime, de minha liberdade, sen-
do em toes casos eu criminoso!
Felizmente para mim, nunca tive destes
momentos de brutal ferocidade,
A verdade e lealdade com que yenho a
imprensa para expr as circumstancias que
para comigo se teem dado, ellas sao igual-
mente patentes aos habitantes deste povoa-
do, j por que tenho sollrido publicamente
estas ameacas, j por que outros commer-
ciantes igualmente.teem soffrido.
A dez mezes que scena igual a de boje,
foram os abitantes deste povoado testemu-
nhas, ex o caso :
As 7 horas da tarde de certo nii, enva-
de o Sr. Albuquerque e Silva a casa do
commerciante Joaquim Ribeiro da Cruz, e
com elle mais dous de cacetes, e Ribeiro
s em sua casa soffre diversas contuses,
acabada a scena retira-se o Sr. Silva com
os seus sicarios, na santa paz do Senhort
E por que tanta ferocidade derramada
pelo Sr. Joaquim Gonealves de Albuquerque
e Silva ?
Porque Cruz venda em seu estabeleci-
mento bolacha a 180 rs, qaando o Sr. Sil-
va venda em sua padaria a 200 rs?....
Onde vio o Sr. Silv. ser vedada a com-
petencia entre os commerciantes?
Ento por Ihe nao ser possivel vedar a
que o outro commerciante vendesse seu ge-
nero pelo preco que Ihe aprovesse, langa
o Sr. Silva mo de meios que a sociedade
reprovae condemnal escudando-se emdizer
que tem muito dinheiro!...
Ficando assim impune crnes que por
sua gravidade nao admitiere Banca ?? 0
que ser de mim e de meus considados, a
nao ter estes fados a devida penna?
Amanha ser ios levados a tiro I!
Confio, que as autoridad* de um paiz
moralisado como o Brasil, nao deixaro
impunes criminosos que alfrontam a socie-
dade em seu pudor e a lei em sua especial
disposico, garanta de vida; conho ainda,
que todo o homem sensato reprovar e ro
provar com todo o dessabor procedimen-
to desta ordem, que nem s ataca a mo-
ralidade publica, como a propria reputaco
de quem assim procede.
Portanto, vou recorrer as autoridades
competente, nem s para proceder contra
os sicarios que tentaran contra a minha
vida, como pedir garanta de minha vida
ameagada, por cujo acto responsavel o Sr.
Joaquim Gongalves de Albuquerque e Silva,
como mandatario, com a sua assistencia.
Trombetas, 12 de maio de 1869.
\Antonio Leite t Magalhes Dastjs.
Pervereidade.
Para o publico e especialmente para as
autoridades do paiz apreciarem devidamente
o crime e perversidade, cometdo em
pleno dia para com a pessoa do abaixo as-
signado.
As 12 horas da manh'aa de boje me achava
em meu estabelecimento, quando de sbito
sou atacado pelo Sr. Joaquim Gonealves da
Albuquerque e Silva, e com elle ni
sicarios seus empregados, quan
frente vejo de ft
(empregad que e Silva)
Aos Illms. Srs, mdicos e ao
publico em geral.
Acaba de prover-se a botica da ra da Impera-
trU n. 77, de uro completo sortimento de medica-
mentos, productos chimleos, pharmaceuticos, tin-
tas e todos 09 artigos concementes a estabeleci-
mento* dessa ordem.
" o intuito de serem satisfeitos quaesquer pedi-
dos ou recetas, os pr?prietarios do mesmo esta-
belecimento ante de receberem as facturas que
esperam de Paris, Lisboa, Inglaterra, Hambnrgo,
etc., resolveram sorti-lo, comprando medicamen-
tos as importantes pharmaoas dos Srs. P. Mau-
rer & d, Bartholomeu dt C, Joaquim Martinbo da
Crut Correa, Manoel Alves Barbosa, Joo da Con-
ceicao Bravo & Ce droguistts|Ioao da Silva Fa-
ria & Irma.
Sendo, portanto, evidentes osi esforcos emprega
das pelos pro|iietarios do reteiWo estabelecimen-
to para satisfactoriamente despajaremos pedidos
e receitas que Ihe forem en
que o respeitavel publico 1
sa eoadjunco, pelo que^H
quer bora do da e noute


.
COMMERCIO.
CASA DE CAMBIO
Teodoro Simn & C.
Compran e vender por corita propria
das nacionaes e estnogeiras,
V


Diario de Pernambuco Terqa feira 18 de Maio de" 1869.

\t

letras de cambio, sedulas do jgoverno e do
qanco do Brasil.
Descontam letras da Ierra e outros titu-
ommerciaes.
Eccarregam-se por conta alheia das mes-
ma* transaccftes, da cobran$a de letras da
trra e de outros ttulos comraerciaes.
Recebem quaesquer quantias em deposi-
to, em conta corrente, e^ prazo ixo.
Largo do Corpo Santo n. 21.
ENGLISH BANK .
O Rio de Janeiro Limited
Desconta lettras da praca taxa a con-
vencionar.
Recebe dmljeiro em conta corrente e a
prazo liso.
Saca vista ou praso sobre as cidades
principaes da Europa, tcm agencias na Ba-
ha, liuenos-Ayres, Montevideo, New-York
e New-Oileans, e imitte cartas de crebito,
p ara os mesmos lugares.
Largo do Pelourinho n. 7
Banco Mau. '& C.
Bina lo Commercio n. 34.
Heseonta letras commerciaes a taxa convencio-
nal.
Kecene dinheiro a premio por letras o em pona
crreme.
Confere creditt e saca sobre as pnneipaes pra-
ras ilo imperio, Hio da Prala e Europa, e compra
cambiaee sobre as mesmas praeas.
lnea rrega-se por eommisso de compra e ven-
da de fundos pblicos e ac$5es de companhias, da
cobranza de letras e dividendos, ou de seu paga-
mento, e de qualquer outra operaco bancaria.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 1 a lo. M3:*16*3M)
dem do dia 17......31:515*396

va........
l'ontas mi (lufres de vare;:
novilhos........I',,,lt"
Pranendes de amarello de dous
costad >s..... um
dem ili' lonro. ...
Rana....... IiIt
Sabo.........., *.
Sal........., alqeuire
ceuto.
MOOO
6*000
380
104000
8 000
65400
800
320
um 16000
Salsaparrillia....... Vroba
Sapatos de couro branco ... par
Sebo em rama...... arroba
dem em vellas. .*.... .
Sola em vaqueta..... un
Taboas de amarello .... duna
dem diversas.......
Tapiocas. ........ arroba
Tataiuba........ V^mUA
Travs......... uma
Unhasde boi....... "cnt0
Vassouras de piassaxi....
dem do timbo.......
'dem de carnauba.....
Vinagre......... caada
ADITAMENTO.
Cigarros.........
Costadiho de vinhatico de mais
de uma pollegada.....
Dito de outra qualquer madeira
de urna pollegada.....
Ccrveja em botija ou garrafa .
Mel de ahelhas......
Taboas de vinhatico at urna
pollegada........una
Dito de outra qualquer madeira
at nina pollegada.....
Era ud ranra.
Alfandega de Pernambuco, 15 de maio de 1869.
O !. confercnte, Manoel Caldas Carreto.
O i: conferente, Jom/uini da Costa llibeiro.
Approvo. All'andega de Pernambuco, 15 de
maio de 1869.Paes de Andrade.
('.oofnrme Joannim Tertuliano de Medeiros.
BEGEBEDOIUA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a lo. 26:6872IS8
dem do dia 17...... 1:998*019
28:67987
^B-rihcm. 2 bollos de ferro estanhado,
I lo pellos de couro de lixa 20 ca linhos de
lipis sortidos, 3 pecas de cabo de lialio de
1 l|i a 1 I 2 polcgadas, MO pares de do-
bradcas de metal quadradas sortidas, 70
enhars de 25 a 30 palmos, 10 arrobas de
estopa de algodao, 20 resmas de lixa de
esmeril Bm panno, 6 arrobas de linlia al-
catroada, 6 arrobas de linha de batea grossa,
6 arrobas de linha de barca fina, 6 arroba?
demialhar, iO libras de obreas francezas,
1 regiment do signaes para navios, 2
percas de sondareza, 2o travs de 30 pal
A H mos de comprimento e de a 8 polegadas
160
2800
203090
lOO
lOOO
160
400
30*000
800
5J060
7*000
3*500
192*000
96*000
caada
125000
1*600
1*280
12*000
46i: 791*736
MOVIMEXTO DA ALFANDEGA
Volumes entrados cora fazeadas
Id an ideiu eoin gneros
Volumes sabidos com fazendas
dem dem com gneros
413
48
____461
80
719 >
------ 797,
CONSULADO PROVINCIAL
Kendimento do dia 1 a 15. 50:8125031
dem do dia 17....... 2:770*437
53:582*468
do largura, 2 terrinas de firro cstanhado,
1:000 lijollosde fgoc 20 tiralinhas.
Para a enfermara de marinha 100 pares
de chinellas de couro.
Sa a das sessoes do consclho de compras
navaes, 11 de maio de 18G9.
O Secretario
Mexandrc Rokgues dos.Anjos.
Inspccco do arenal de
tartana.
De ordem do Illm. Sr. inspector faco publico
que no dia 18 do correio mez tora lugar tiesta
iu'pcccao o concurso que fui annnncdo para
tionteni e Bis elT.: -tuou-se, para provimento dos
lugar.'.*, tanto de escrivao do almoxarifado de ma-
rinha 4o seu ajudante, como de dous amanuen-
ses da secretaria.
Inspccco do arsenal de marinlia de Pernambu-
co 15 de "maio de 186'J.
O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos
le e pela mesma olTereeida as Exo as. Sras. de
Pernambuco
MlLHEil (IIF. Km
HDLHER QUE SALVA.
Personagens. Os wnliores.
O brigadeiro Galvo. Thomaz.
Alvaro. ...... J. Augusto.
Custodio, criado velho. Brochado.
Gabriel, moleque..... Jo/dad.
D. Leopoldina, cega, mulhcr de
Alvaro........ Maria Velluti
Brasilia, sua (Iba..... Zulmira.
Mme. Delannay, vuva. Julia Azevedo.
Vstanos, visinhas etc., etc.
A scena passa-se em uma casa as margeos do
Capibaribe.
poca actualklade.
Segu se a representaco da muito applaudida
comedia em 3 acto
0 PASSARO AZUL
Na qua! a Sra. D. Julia Azevedo representa
tres dlTereutes papis.
Dar m ao espectculo a aria-burlesca do Sr
Martinho
O boleeiro apaixouado.
Comeear as 8 horas.
COMA BRASILEA
DE
Alcoforado, o qnal' depois da c>-
mora do eostume seguir para os
do norte.
Desde j recebem-se passageiros' e ngaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual dever
ser embarcada no dia de suachegada. Encommen-
das e diuheiro a fete at o dia da sua sabida as 2
horas.
Nao se recebem como encommendas sonrio ob
lectos de pequeo valor e que nao exeedam a dua
arrobas de peso ou 8 palmos cbicos de medican
Tudo que passar destes limites dever ser embar
cado como carga*
Previne-se aos Srs. passageiros que suas passa-
gens s se recebem na agencia ra da Cruz n. 57.
1 andar, escriptorio de Antonio '
Azevedo & C.
Luiz de Oliveira

a 19 do corrente a barca portn-
marcha, recebe anda
guma carga e pac L aos qnaes offereee
. excellentes comuiodos : a tratar com Cunha tr-
at o dia 21 do crrente o vapor, naos & C, ra da Madre de Dos n. 34.
Cruzeiro do Su!, eommandante
Paquetea a vapor.
Dosportos do sul perade
Para o Porto
19 do corrente
OejgMp mai
tfitar
LEILOES.
De
LEILAO
movis, loura, vidros,
chrisfaes, a s?l)er:
MTO
Descarregam boje 18 de maio
Vapur inglez=S'/'(i/H=mercadorias.
fiarca iuglezaSernplunamercaderas.
Brigtte portuguezFloriiidaidom.
Escuna bespanholaRosita =vinhos.
Sumaca hespanlla=PortoHovinho.
Escuna portuguezaOUceira lagedo.
T,VBELLA dos presos dos r.ENKROS strerros A ni-
RSITO DK IXPORTACAO. SEMANA Di; 17 DE MAIO
'. 22 Di) MKSMO MEZ DE 1869.
Mercadorias: Unidades.
Abanos......... ceuto
Alcool ou espirito de agurden-
te .......... caada
Agurdente cachaca..... *
dem de canna......
dem genebra.......
Idemrettilada ou do reino
Algodao em caroco ..... arroba
dem em rama oa em la. *
Angico ( toros )...... duzia
Arroz com casca...... arroba
dem descascado ou pilado
Assucar branco ......
dem in;iscavado......
dem refinado.......
Azeile de amendoim u ameu-
dobim......... caada
dem de coco.......
dem de mamona......
Batatas alimenticias. .... arroba
Baunilha.......' I'bra
Bolacha ordinaria, propria para
embarque........ arroba
Jdem Una.......... *
Cal bom ...".....
dem escolha ou restolho ...
dem torrado....... libra
Caibros ........ u,n
Gal preta........ arroba
Gal branca......*
Carne secca ( xarque ).
Carneiroe .*..... u"1
Carvao vegetal....... arroba
Cavernas de sicupira .... uma
Cera amareHa....... ai-roba
dem de carnauba em bruto. libjja
dem dem em vellas ....
Cevado ( porco )...... um
Cha.......... libra
Charutos........ cento
Cocos seceos"....... *
Colla.......... Hura
Couros de boi, salgados ...
dem idein seceos espichados.
dem idem verdes .....
dem de cabras cortidos um
dem de onga......'
Doces seceos ,...... libra
dem em gela ou massa.
dem em calda.....-
Eoxams........ um -
Espanadores grndes.....
dem pequeos......
Esleirs para forro, ou estiva de
navio......... cento
dem de carnauba..... uma
K-topa nacional...... arroba
Karnha de mandioca .... alqueire
dem de araruta...... arroba
Feijo de qualquer qualidade
Frechaes ....... um
Fumo em folha bom. .... arroba
dem em folha, ordinario ou res-
tolho ,........
Mein em rolo, bom. ..."
Fumo era rolo, ordinario ou res-
toiho.........
Galinhas........ uma
Gomma de mandioca. .... arroba
Ipecacuanlia ( raz ).....
Jacaranda ( cou Lenhaem achas...... cento
dem de mangue em toros.
Lindas e esteios....... um
Mel ou melacu...... caada
Milho.......... arroba
Ossos.....,
Palha de carnauba..... molho
Papagaios ... um
Pao Brasil........ quintal
dem de jangada. um
Pechury......... arroba
Pedras de amolar. uma
jdem de filtrar.......
dem de rebollo. *
p.-nnas de ema. ... libra
Valores.
2*500
900
440
1*000
880
800
'i |030
164200
60000
1000
2600
4S700
35250
6400
25500
15800
U40
i;oo
2500
35000
75000
75000
65500
440
360
400
580
35800
45000
15600
35500
65500
200
350
205000
25000
35000
45000
660
250
290
170
350
105000
15000
360
520
15500
45000
25000
12^000,
160
25000
35000
105000
45000
55000
165000
95000
105000
81000
15000
25500
255000
955000
3*000
125000
65000
200
15000
240
15000
55000
MOVIMENTO DO PORTO.
Movi entrado no da 11.
Santa Catharina21 dias, brigue norte-
alemao Lina, de 391 toneladas, capito
J. Witte, eqwpagein 10, carga 14;000al-
queires de farinha- de mandioca ; a Joa-
qtiim Jos GoncalvesBeltro.
Observar o.
Suspendeu no lamarao para Buenos-Ayres
a barca italiana Elcezia Genova, eapito
Joao Baptista Barochino, com a raosma carga
que trouxe de Genova e 128 passageiros,
tendo deixado neste porto 80.
DECLARACOES.
O administrador da recebedoria de rendas
internas geraes faz publico que neste corrente mez
e no de maio prximo futuro, visto cstarem con-
cluidos os laneamcntos, e que os devedores do
imposto pessoa I, relativo ao exercicio corrente de
1868 a 1859, residentes as freguezias do Recife,
Santo Antonio, AITogados, Poco da Panella, Varsea,
S. Lourenco da Mafia, S. Amaro de Jaboatan, e
Muribeca, teem de paga-lo, livre da multa de 6 0/0
e com ella depo's do referido prazo.
Recebedoria de Pernambuco 3 de Abril de 1859.
Manoel Caneno de Sonza jicerda.
A alfandega desta cidade precisa comprar
para o seu expediente os seguintes objectos :
1 balanza decimal cujo mximo peso seja de
1,500 kilogr,
16 pesas de 30 kilogr. cada um.
9 ditos de 15
9 ditos de 10
9 ditos de 5
9 ditos de 2
9 ditos de 1
9 ditos de 0,5 kilogr. ou 500 grammas cada um.
9 ditos de 200 grammas cada um.
9 ditos de 100 b
9 ditos de 50 *
9 ditos de 20
9 ditos de 10 >
1 medida de litro.
1 dita de meio dito.
1 dita de decilitro.
1 dita de centilitro.
Qucm quizer forneeer tacs objectos compareca
cora suas propostas era carta fechada at o dia 31
do corrente.
Alfandega de Pernambuco 15 de maio de 1869.
Assignado0 inspector interino,
L. de a P. de Andrade.
Conselho de compras do arsenal
de guerra.
0 conselho de compras do arsenal de guerra
precisa comprar o segninte :
4 sellins.
46 pares de botins.
1 camisa de meia.
58 lencos.
38 pares de luvas.
58 pares de meias.'
142 varas de algodozinho.
5 duzias de taboas de pinho de 3|i de grossura.
5 fexes de arcos de ferio de 1 pollegada.
5 ditos dito dito 1 1|2 dita,
6 espadas.
6 pistolas de espoleta.
1 tesoura para torar cavallos.
1 jeringa de metal.
As pessoas que quizerem vender ditos artigos,
apresentem suas propostas com as competentes
amostras, na sala do conselho, as 11 horas do dia
22 do corrente.
Sala do conselho de compras do arsenal de
guerra de Pernambuco 15 de maio de 1869.
Jos da Silva Guimaraes,
Presidente interino.
Jos Baptista de Castro Silva,
i Secretario.
Sauia Casa da Misericordia do
Recife.
A Illma. junta administrativa da Santa Casa da
Misericordia do Recife manda fazer publico quena
sala de suas sessoes, no dia 20 de maio, pelas
quatro horas da tarde, tem do ser arrematadas a
quera mais vantagens offerecer, pelo lempo de um
a tres anuos, as rendas dos predias em seguida de-
clarados : _
ESTABELECIMEN'TOS DE CARIDADE.
Ra Direita. ^^
dem de dous andares n. 8. 1:0675000
Ra do Padre Floriano.
Casa terrea n. 47...... 1795j*!
dem idem n. 7........ 1765000
Travcssa de S. Jos.
Casa terrea n. 5....... 172-5000
dem idem........ 1595000
Ra das Cajeada.
Casa terrea n. 30 ., ,. '. 1775000
dem idem n. 34....... 1685000
Idam idem n. 30....... 17850O0
Ra de Hortas,
Primeiro andar e sotao do sebrado
B. 41......... 300J000
Ra de Santa Thereza. ^^
Casa terrea n. 1....... 1453000
dem idem n. 5....... 1715000
Ra larga do Rosario.
Primeiro andar e loja do sobrado n. 24 7605000
fereeiro dito do dito..... 241-5000
Terceiro dito do dtT)..... 241 000
Ra do Calabouco.
Casa terrea n. 18...... 300-5000
ll.min.20...... 2425000
Ra Nova.
Casa terrean. 41...... 8OO5OOO
Ra da Cadeia.
Sobrado de um andar i>. 23 6843000
Ra da Moeda.
Sobrado de um andar n. 41 3005000
Primeiro andar do sobrado n. 37. 7(15000
Segundo andar dito...... 965000
Areal do Forte.
Casa terrea n. 1........ 1005000
PATRIMONIO DOS ORPUAOS.
Ra do Pilar.
Casa terrea n. 94, por anno............3005000
Casa terrea n. 100...... 201O00
Sitio n. 5 do Fornoda Cal. 150000
Os pretendentes deverao apresentar no acto da
arrematacao as suas Bancas, ou comparecerem
acompanbados dos respectivos fuidores.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do Re-
cife, 8 de maio de 1869.
O escrivao.
. Pedro Rodrigues de Saina,
Ultinaa praca
Hoje, depois da audiencia do Illm. Sr. Dr, juiz
de orpbns. vao praca os alugueis das casas da
ra do Pillar ns. 116,' lj e 112, e da ra dos
Guararapcs n. 63.
CORREIO GERAL'
Relacfedas cartas registradas vindas do Para e
das existentes na administrado do correio des-
ta cidade para os senhores abaixo declarados :
D. Anna Joaquina Ferreira, Alfredo Garca &
Irmao,Adolpho Pereira da Motta (Gaianhuns), An-
dr A. Pereira e Silva, Dr. Antero Manoel de M-
deiros Fu tado, Antonio Jos Conrado, Antonio
Moreira Porto, Antonio Pires Ferreira, Antonio de
Souza e S. Cosmo Jos dos Santos Callado, Dr.
Cosme de S Pereira, Damas da Carnauba, Do-
mingos Amanes Villaca, Domingos Texeira Rastos,
English Rank Of/.io de Janeiro), Dr. Estevo Ca-
valcanti de Albuquerque, Euthimio Pereira Albu-
querque, Frederico Chaves, D. Francisea Jacintha
Cesar Loureiro, Francisco Antonio de Abren Pe-
reira, Francisco Ferreira Borges, Francisco Ribei-
ro Pinto Guimaraes (2), G. Fermelly, tenente-coro-
nel Emeterio Jos Velloso da Silveira, Ismael Ce-
sar Duarte Ribeiro, Dr. juiz municipal da 1" vara,
juiz municipal e orphao*, Dr. Joaquim Jos de
Campos C. Mcdeiros, Dr. Joaquim Pires Carneiro
Monteiro, Dr. Joo Antonio Alves Jnior, Joao
Francisco Rorges Jnior, commendador Jos Can-
dido de Barros, Jes Francisco Bitancourt, Jos da
Silva Loyo & C, Manrilo Pontes Los S., Maturino
B. Mello, Marcos Francisco de Paula Reis, Manoel
Antonio Gon?alves, Manoel Gomes Mendes, Narci-
so Francisco Vidal, Prenle Vianna &C.,_D. Se-
nhorinha Maria da Conceicao, Dr. Sebastiao Pinto
Reg, Dr. Tiburtino B. Nogueira, Walfrido Camello
Pessoa.
THEATRO
Gymnasio Campestre
ASSOCIACO ARTSTICA
5.' recita da assignitnra
QARTA-FEIRA 19 DE MAIO DE 1869.
IIKNEFICIO DO imOKESSOR
1" FLAUTA
Candido Quintino Rodrigues de
Lima
Fruncir repiesentacio da interessante
e muito graciosa comedia em um acto, or-
nada de msica, intitulada:
POR CAUSA DE 01 ALGA
Tomam parte as Sras. 1). O'.impia, Ber-
nardina, e os Sis. Jorge, Silva, Florindo e
Braga.
Seguir-se-lia pelo beneficiado aphantasia
sobre os motivos da opera.
Os diamantes da cor por
Tonlou
Depois representar-se-lia pea piimeira
vez a exco lente comedia em um acto de-
nominadada
OS ZUAVOS
Executada pelas. Sras. D. Jesuina. Ber-
nardina ; e os Srs. lV,-Geovani, Pedro Au-
gusto, Florindo e Emiliano.
Fiada a qual segur-se-ha a brilhanie
pliantasia.
I DIJE FOSCARI .
Composta e executada pelu beneli iado.
Em seguida a pedido do beneficiado a
Sra. D. Jesuina e o Sr. De-Oeovani, canta-
ro o engranado e muito^appiadido dueto
A panella do feitigo
Terminar o espectculo com o carna-
val de veneza, composto por Julio Briccial-
di o executado pelo
BENECIADO.
(amerar s 7 '/* boras.
O resto dos bilhetes acham-se venda na
ra Augusta n. 2, e no dia do espect-
culo na estacao dos trilbos urbanos do Be-
cife. As pessoas que quizerem assistir a
esse divertimento, tero passagem gratis
de da e volta.
Para o indicaikfporto prejende sabir em pon-
eos dias a veleira e bem conhecda barca Social'
capitao Rocha, por ter a maior parte do seu car-
regamento prompto, e para o reslo 'que Ibc falta
e passageiros, para os quaes tem bons commodos,
trata-se com o consignatorio Joaquim Jos Gon-
calves Beltrao, ra do Trapiche n. 17._________
[LA DE S. MIGUEL
O muito Mohecido patacho portoguex Jorgen-:
a ebenr por estes poneos dias do Rio de Janeiro,
sahir para o porto cima com malta brevidade,
vi-io ter o seu carrogainento quasi prompto, e
pan o resto que Ihe falla passageiros, pa <>:-
quaes tem bellos cominodos, trata-se com o con-
signatario Joao do Reg Lima, a roa de Apollo na*
mera i. ____
Rio de Janeiro
Segu com brevidado para o porto cima o bri-
gue nacional Isabel, por ter parte do seu carrega-
ment engajado para o resto que Ihe falta, tn-
ta-sc com os consignatarios Anionio Luiz de Oh
veira Azevedo k C, ra da Cruz n. 57, primeiro
andar.
Para a Ilha de S. Miguel
Segu cm poneos dias a escuna portugueza
Oliveira, para o resto da carga e passageiros tra-
ta-se com Candido AITonso Moreira na ra do
Apollo n. i ____ _________________
COMHIA BRAS1LE1RA
DE
Paquetes a vapor.
Dos portos do norte esperado
at o dia 23 de maio o vapor
Torautins, commandantc J. M.
Ferreira Franco, o qual depois
da demora do eostume seguir
para os portos do sul.
Desde j recebem-se passageiros c engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual dever
ser embarcada rm dia de suachegada. Encommen-
das o dinbeiro a frete at as duas horas do dia da
sua sabida. .
Nao se recebem como encommendas scmto ob-
jectos de pequeo valor e que nao exeedam a_ 2
arrebas de peso ou 8 palmos cbicos de medicao.
Tudo que passar destes limites dever ser embar-
cado como carga.
Previne-se aos Srs. passageiros que suas passa-
gens s se recebem na agencia ra da Cruz n. 57.
i andar, escriptorio de Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo A C. ________
11 xcelcute piano forte e novo, 1 cadeira para o
mosmo I porta-musica, i mobilia moderna de Jaca-
randa a Luiz XV, 1 rico ftppelho oval, (o maior v
inelhor que ha neste gostn) I tapete grande b
pequeos, Duas escarradeira?, 1 cama franceza de
Jacaranda, cortinado?. 1 rico toilet de Jacaranda,
ngnrns, jarros, e l inarda metido.
I uioliilia de faia com 1 sof 2 comnnidas, 2 ca-
diias de braco e 12 de guarnicao, 2 ditas de ba-
lando, de laiauma outra mobilia de Jacaranda
com 1 sof, 2 consolos com espelhos e i 2 cadeiras
do guarnicao, I mesa de jogo, 1 cai.xa com tentos,
1 lavatorio com tampa de pedra, I gtiarda roppa
com com espelho, I secretarla de Jacaranda, 2
ntenos, 1 guarda roupa de amarello 1 cama de
ferro i coslureira de mogno, I ba machina de
costura, I sof e 12 cadeiras de amarello, 2 ditas
do balanco, 2 rico* aparadores com pedras, I
guarda loura envidrarado, i estante grande envi- .
dracada, com armario e secretaria, 1 quartinhei-
ra, I mesa elstica, 1 aparelbo de porcelana,!
dito para cha, I dito para Imoco, garrafas, copos,
eoropoteiras c porla-quejos, tudo de christal, fa-
cas, -ailos e colheres, bandejas linas, balaios,
laboa e mesa deengommar, e outros objetos de
casa de lamilla.
BOJE.
Na ra do Sebo casa n. 34,
Antonio Ferreira da Silva Maia, tendo-se reti-
rado para Europa com i-ua familia, far leilo por
ntervencao do senle Pinto, dos movis c mais
objectos exi ra do Sebo n. 31, que muito se recummendam
pelo sem bom estado e gosio.
Os pretendentes poderao examinar ditos objec-
tos na vesperaedia do leilo.
Os concurrentes encontrarn na praca do Corpo
Santo, donde partir as 10 horas em ponto, um
mnibus para transportar-los gratuitamente an
lucir do leilo.
Principiar as 10 e 1/2 horas._______________
LEILAO
de molhdos e mercadorias
A 18 do corrente.
O agente Oliveira far leilo por mandado di.
Illm. Sr. Dr. juiz de direito da primara vara do
crime e sub'tituto da do commercio desta cidade
e a requerimento dos curadores tiscaes da musa
fallida de Antonio Pedro de Mello, da armacat
c >m todos os gneros e mercadorias existentes
no bem conhecido armazem de molhdos sito a
ra da Cadeia n. 50, e cuj > inventario pode ser
previamente examinado em mo do mesmo agente
HOJE.
as 11 horas da manha em ponto, no indicado ar-
mazem ra da Cadeia n. 30. -_________
AVISOS MARTIMOS.
PARA LISBOA
O patacho portugnez Maria Barbara, capito
Francisco dos Santos Cunha, pretende seguir para
o inJicado porto com a maior brevidade possivel;
recebe carga e passageiros : a tratar com os con-
signatarios Marques, Barros & C, no largj) do
Corpo Santo n. 6, 2o andar, ou com o capitao no
pavimento terreo,
GOMPANHIA PERNAMBUGANA
DE
\;ives:u'S coslelra por vapor.
Macei em direitura e Penedo.
<^y O vapor Giuui, commandante Aze-
1U vedo^seguir para os portos cima no
,. da 93 "do corrento as 3 horas da
larde. Recebe carga at o dia 21 as 3 horas, en-
commendas, passagens e dinheiro a Irete at as
. 2 hora? da tarde do dia da sahida no' escriptorio
COMPANHIA PERNAMBUGANA
DR
Navegado cent eir por vapor
Goianna
O vapor Paiahyba, com .
mandante Mello, seguir para do Forte do Mattos nM2.
o porto cima no da 26 do cor-
rente as 9horas dn noite. Recebe
F carga, encommonda. passageiros
e dinheiro a frete no escriptorio do Forte do Mat-
tos n. 12. _________.
LEILAO
Da armaco. gai e pertenec da
taberna da ra do Forte nu-
mero *<.
O agente Martins far leilo da armacao, paz e
pertencesda taberna cima sem reserva de preco.
ihmi;
as 11 horas do dia na mesma taberna._______
I
J
De crea de lOO saceos eom fa-
rinha de mandioca.
Quarta-feira 14 do correte.
O agente Pestaa far leilo por conta e risco de
quem pertencer de cerca de 100 saceos com fari-
nha de mandioca com toque de avaria vrada; do
Maranho no vapor brasilero Paran e sera ef-
fectuado o leilo no dia cima as. 11 horas da ma-
nha no trapiche do baro do Livraraento no Fort'-
do Matos.
COMPANHIA PERNAMBUGANA
DE
Xavegaco costeira por vapor.
Mamanguape.
O vapor Coruripe, commandante Penna, seguir
para o porto cima no dia 28 do corrente as C
hiras da tarde. Recebe, carga, encommendas, pas-
sagens e dinheiro a frete al as 2 horas da tarde
do da da sahida, no escriptorio do Forte do Matlo
n. 12.
Para o Rio Grande
do Sal
Deve seguir em poucos das a barca nacional
Tliereza I, recebe carga a frete : a tratar com
Raltar, Oliveira & C, ra do Vigario n. I, pn-1
mcro andar,
LEILAO
do
Para o Rio Grande
doSnl
Deve secuir dentro em poucos dias o patacho
nacional tonifica, recebe carga a frete : a tratar
eom Raltar, Oliveira & C, ra do Vigario n. 1,
1' andar.
CONSELHO E COMPRAS MAES
O conselho promove no dia 19 do cr-
tente mez, sob as condifSes do estylo e a
vista de propostas recebidas at as 11
?o I lioras da manh, a compra dos seguintes
jectos do material da armada.
Para provimento do almoxarifado, 6 pecas
55000
12000
2200
THEATRO .
DE ____ *
S. ISABEL.
EMPREZA DRAMTICA
DE
atoaba ^QiQ^a
tulnta-i'eira O de malo.
Achando-se restabelecido dos seus incommo-
dos o artista Thomaz, sobe a scena pela prime;ra
vez o novo drama em 1 acto, original brasilero
composto por urna actriz do tbeatro de Sama Isa-
COMPANHIA PERNAMBUGANA.
DE
XaTegaeo costeira por vapor.
Parahyba, Natal, Maco, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarac e Granja.
yiu O vapor pnjuca, commandante
Jl/tL Martins, seguir para os.portos cima
^Hyj jio dia 31 do corrente as horas
da tarde. Recebe carga at o dia 29, encom-
mendas, passageiros e dinheiro a frete ate as
2 horas da tarde do dia da sahida no escriptorio
do Torte do Mattos n. 12. -___________
Para o Porto
seguir muito breve a barca portugueza Seguran-
ca, por j ter a maior parte da carga prompta ;
recebe ainda algunia carga e tambera passageiros.
a tratar com Cunha, Irmos & C, ra da Madre
de Dos n. 31. ________^____
grande estabeleciiiieuto de
molhdos e outfas merca-
dorias, denominado a
IIOA
Qunta-feira 20 do corrente.
O agente Oliveira far leilo por mandado d >
Illm. Sr. Dr. juiz do commercio desta cidade, em
exercicio, a requerimento e sendo ouvidos os cu-
radores liscaes da massa fallida de Antonio Pedro
de Mello, de todos os molhdos e mais mercado-
rias inclusive a armaco da referida massa, ser-
vtndo de baze a offerta m leilo de 14 do cor-
rente.
Quinta-feira
ao meio da em ponto, no armazem sito a ra
Nova n 60, continuando o respectivo inventario
em mo do agente, disposlco dos pretendentes
para previo exame. _____
LEILAO
NA
Pretende seguir com muiu brevidade para este
porto o palhaboto portuguez Elephante por ter a
maior parle da carga engajada ; para q resto
que Ihe falta trata-se com o consignatario Joa-
quim Jos Goncalves Deltro, ra do Commercio
n. 17. _________________________________
Lisboa
Segu com brevidade a barca portugueza Perei-
ra Borges por ter parte de su?, carga jrompta :
para o restante e passageiros trata-se com Olivei-
ra, Filhos & C, largo do Corpo Saato n. 19.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Navegaco costeira por vapor.
Porto de Gallinhas, Rio Formoso e Ta-
mandar.
*riy O vapor Parciyba, commandan-
AXL te Mello, seguir para os portos aci-
eMm na no dia 20 do corrente a meia
c es-
ma no
'arpa, ouwJUimniuiK., t--
ros e dinheiro* a frete, no escriptorio do Forte do
Mattos n. 12.
naite. Recebe carga, encommendas, passagei-
=.r,/. O PORTO
De movis, louea, vidros
cravos.
Sexta-feira 21 de maio.
Jos Alves da Silva Guimaraes tendo seguido
para Europa, far leilo por intervencao do agen-
te Pinto, dos movis e mais objectos abaixo des-
crptos existentes em casa de sua residencia a
rus do-fteve n. 38 (Ilha dos Ratos.)
A SABER :
Um piano, 1 mobilia de jaearand com I sola
2 consolos com pedras, 4 cadaras de bracos e l*
de guarnio, 2 ricos espelhos dourados
garda,
RA
DO
CABUGi
esquina
da ra larga do
Rosario.
ANNEL DE OURO
ttUA
EO
CABUG
1 Este importante estabelecimento no seu genero, tem sempre um sortimento sem igual,! esquina
e vende por precos que nenhuma outra casa pode vender. da ra larga dol
vista da qualidade e do prepo das joias cada um pder-se-ha convencer da verdadeJ
Garante-se ser tudo e lei. Compira-se ouro, prata e pedras finas por prepos muito ele- Rosario. I
vados. .^lttfc. L h^
A1 loja esti aberta^at s 9 lioras da noute.
K

k-t .j.-*M*


Ter^a feira 18 de Maio de 1869.



Precisa-se de um feitor
sitio : a tratar coni Antonio
Souza, na ra do Crespo n. re,
Slonteiro.
para um pequeo
Jos Rodrigues de
ou eiu seu sitio no
1.
Offerece-se una Portugueza para o servieo in-
terno de ama casa de pouea familia: a tratar na
ra da Imperatriz n. 4C. v
Interesse
No pateo do Terco n. .11 precisa se de um mos-
tr de msica.
Na raa Dircila
fura com todo asseio
u. 119 da-*e comida para
> i ii ir proco commodo.
D. Senhorinha Germana do Espirito Sanio
felo prsenle convida a todos os compradores d
terrenos do sitio de Agoa-Frift, que aannuocante
subdivdio, c que anda nao tem escptiHra publi-
ca, a eomparecercni casa de sna residencia, na
ra da'Cincordian. lis. manidos de seas respec-
tivos recilios aflm de seren reducidos a escriptura
publica, ou receber novo 1itato, passado pela an-
nunciante. Pede-se aos quo esl.o rom as suas
compras ain la nao realrSadas,o favor de, no (aso
de 15 das, eompareenrem na casa da armuiimiiie,
aiiin de seren verificados quaesqser recabo* oa
documentos que teiibam a respeito de la.-s tran-
saren.'s.
COJ*SELHO BE DIREC^lO
Os Senhores.Saunders Brothers & C. Tass
Irmacs, Luiz Antonio de Siqueira.
<.i:iti \te
0 SR. F. F. BOKGFS
Restando ainda emittir algumas aeces d'esta companhia, da quantia nominal de
00(5000 cada urna, datquaes s se aceitam em virtude da le, 20 /0, ou 405toOO por
cada accSo; convida-se pelo presente ao publico em geral e especialmente aos Srs.
capitalistas e inlcressados no commercio, que queiram dar emprego seguro aos seus
capttaes, disponivers, a siibscrever o numero de aeces que lites approuver.
Algumas dcstas accocs j i tem sido tomadas por pessoas que conliecem a vantagem
de na presente occasilo (conhecidaraente a melhor), empregarem o dinlieiro de que
poderem dispr em objectos de valor real, como vapores, predios etc., qui Ibes garan-
lam seus capitaes.
A companhia possue hoje 10 vapores, 6 inteiramente novos, e destes o ultimo est
a chegar de Inglaterra, onde, foi construido expressamente para ella.
Alm disso est edificando vastos armazens, no terreno que possue r.3 largo d'As-
sembla.
Seus dividendos tem sido de 10 '/ ao anno, nos ltimos 4 aanos.
As accoes que se emittirem gozam dos mesmos direitos, e percebero o beneficio
dos mesmos dividendos que os antigos em proporcSo da entrada.
Recebem-se assignaturas no escriptorio da companhia no seu edificio ao caes da
Assembla n. 12
DOsapnarcccu no da II de Janeiro do cor-
rente anno, op der de .-en pai, o menor de nomo
Joaquim, ele dade de um anno o dez motes, com
os signj.es seguintes : bonito, cor de canclla, ca-
bellos Ionios, gordo, olbos pequeos, tem em um
dos ps una unha arrancada : pede-se a qucn o
vir, traze-lo ao Recife, ra Direila. na fabrica de
vellas da viuva Brito, i ii ebi Pancllasdq Miranda.
no engenlio Joao de Deus.
Pedro Piulo da Silva
Precisa-se nferr noticia certa e para seu inte-
resse de Pedro Pinto da Silva, lilho de* Joto Pinto
da Silva, natural da villa de .Mesaefrio, reino de
Portugal, viudo para esta provincia a trinta e
lautos anuos. Palie-se que fui caxeiro cni una
loja ra ra do Crespo e depois consta que foi
para o centro da provincia." Pede-re anda a
qualquer pessoa que o conhecesse ou dellc posta
dar noticia on inforni.icao de dirigirse a l.uiz
Leopoldo drs Guimaraes Pelxolo, roa larga do
Rosario botica "de Barlholomeo & C. n. 3i
Preci-a-se alujar mu preto para o servir
interno c externo de una casa do posea familia :
a tratar na ra do Qnennado, loja da Hoa Fama.
Trocam-se
u notas do banco do Brasil
m descont muito razoavel
tendencia n. 22-
e das eaixas flliaes,
na praca da Inde-
Precisa-se de urna criada que saiba
cosinhar e comprar, ra das Cruz a. 9
andar.
-*>
EIYIPRESTIMO SOBRE!
PARA UZO INTERNO
1'R)-:pap!ios .sihh.ks
Xarfrr* ie urnliclii, Viudo .le jnruh.lia, Piluls .lo
jaraM". Tintura il j-iniboba. Curado hvdrilcoolica
J. jrWI....
inrrimpos coupostos
Vinho.l^ jumiI, fc. fttfunott, Xarope de iarubeb
errugiuu.-o, rtala* de jaraiiuh rrmgiuoao. .
p*a uro axiaiin
OKodc japjbeba. Pomada d.: jurubeba. Emplastro de
jurubeba. >
' 4 Jl itl llifl.
Esta plnnl.i Lo|o ruouhu.nl; cohd ornis poderoso
inico, como um efceHente desoautriitiite, c como tal
anplicada nos ciiRorgilainenKis do tinado e baco, na-
hrpalites propi-iamenle ditas, ou ainda complicadas
com anar.iri baa, as tnflamuuces sub-e<|uenles as
febres iatei notemos oa muzas, nos abeessos internos,
nes tumores cf|ciatoeiitc do tero e abdomen, nos
lasare*Undulte*, ua anazareba. as hvdropezias,
erjsipella; e. a>rociad as proparaces fcfrnrinosa*.
< inda do grande rantacem as anemias, cbloroses,
faltas de inen-lruacn, leucorrheias.desarranjos a Ini-
cas do estomago, dcbdiiuiie oaanicas, e pobreza de
ssnguc. etc.
O que diiemos aflrmao os aiais .lislinctos mdicos
Srs. Ilrs. Silva liamos. Aqnino Fonseca. Sarment
Sew.PereiradoCarmo, Firmo Xavier, Silva, etc. Todos
elle* reconlierem excedencia d'estc poderoso medica-
ueoto obre os demais ate boje conhccidos para lodos
os casos citado.-, lano que lodoso* das faaem d'ello
pplicaco.
Apresenteodo aos mdicos e ao publico em geral di-
rersos preparador da.jurubeba, tivemos por lim gene-
ralisar mai- o u-o d'e*le vegetal, fazen.lo desapparecer
a repugnan, .a *iio ato hoje eenliam os doenies de usar
dos preparados empneos d'elte. o mais das vezes repu-
gnante* a tragarcm-se. e que tiobam ainda a desvanla-
gem de Bao ser calculada a doee convenante a appli-
car-se, o que toma multas veces Impmlicuo um medi-
camento, que podoria prodozir ptimos resultados.
Os nessos prepailos so foram presentados depois de
avennos coineniealtuiente estodado-a jurubeba, (a-
iciido as experiencias precisas para bem coubecer as
ppapriedad.-s uedicamenlosas d'esla planta em suas
raizes. folbas fruclns ou baga-, e a dose conveniente*
appjicaci. tendo alem d'islo procurado levar os nossos
preparados ao ojaior grao de pereicao possifH, para o
que oao poupamos estreos, nao aos importando o
poaco lacro que possaiues tirar.
Por Unto os que se dignarem recerrer aos nossos
preparados podem ter.a cereza de que elle, oflerecem
a garanda, de que se podeenconlrar a prompta e inal-
Itvel cura de qualqne dos soffrimento*. que deiamos
iriniimerados, se orem em lempo applicados lendo
alm d isso, medico ou doente a vanUgem de aacolber
ims noMas varuda* preprtc6es, aqaella que melbor
Ibe podeconvtr, ja pela facilappl.caco.e ja pela com-
plicaco das molestia*, idade, sexo, en anda ualure*
A* nossa* preparace ferruginosas sio feita* de forma
que se tornam completamente toluveis nos suecos
gstricos, porque proearamos es comnoat de ferro
que como taes esto boje reconbecidoa.
Para aqnelles que nuis minuciosamente queiram
(SEM LIMITE.)
(ravessa da na
das taes n, 2, | ri- \
nieiro andar, da-sc qiial- |
quer qtiantia sobre ouro, i
prala e pedras preciosas. J
0 dono deste estabelecimento,
competentemente autorisado pelo
governo, est as condicoes de ga-
rantir a transaegao que se fizer em
sua casa, promettendo todo e zelo
e considerarlo as pessoas que se
dignarem de honra-lo em seu esta-
belecimento.
Na mesma casa compra-se ouro,
prata e brilhantes.
m '
0 consclheiro Joo Silveira de Sou-
za, tem aborto o seu escriptorio de
advogado, na ra do Imperador n.
41 primara andar ; entrada pele
beceo.
QUINIUM .ABARRAQUE
febrfugo
deve ser
APPROVADO PELA ACADEMIA DE MEDICINA OE PARJZ
0 Quinium Labarraque, eminentemente tnico
preferido todas as outras preparares de quina.
Oa vinhos de quina ordinariamente empregados na medicina preparam-se
com cascas de quina cuja riqueza em principios activos extremamente
Tariavel; parte disso, em razfio de seu modo de preparacao, estes rinhos con-
tera apenas vestigios de principios activos, e em proporcSes senipre variareis.
0 Quinium Labarraque, approvado pela Academia de medicina, con.
stitue pela contrajio um medicamento de composico determinada, rica em
principios activos, e com o qual os mdicos e os doentes podem sempre contar.
0 Quinium Labarraqu* prescripto com grande xito s pessoas fracas,
delibitadas, seja por diversas causas d'esgotamento, seja por antigs moles
as; aos adultos fatigados por urna rpida crescenca, s meninas qui tem difi.
culdade em se formar e desenvolver; as mullieres depois dos partos; aos vclbos
enfraquecidos pela edade ou doenca.
No cazo de chlorosis, anemia, cores plidas, este vinlio um poderoso
auxiliar dos ferroginosos. Tomado junto, por exemplo, com'as pilulas e
Vaxu:i, produz effeilos maravilhosos, pela sua rpida acedo.
Deposito em Paria, L. FRERE, 19, ru Jacob
Bio-Jauin, DCPO.\CUELLE CHEVOLOT. Pernambuco, MALREH et O

"^
--------...,Hau queiram
coohecer as propriedtde* la jurubeba. e ssberein a p-
plicacao de nossos preparados, deslribuimos graiuila-
.oenle em nouo deposito *m folhcto. onde ualaoio*
ai* extensamente d'esta planta c dos mesmos pen*,
rado*. r r^
Vepoiilo feral it lodos os preparadas Botica e Droaart*
54, ru arfa do Roano, 34.
fgreja de .Nossa Senliora do Rosario da fre-
guezia da Boa-Vista.
Os abaixo a.=signados nomeados pelo Ill.n. Sr.
)r. provednr de capaUas para adtninistrarern a
i'eterida greja, e tendo de dar principio a obras
la mesma igrvja. e mto d<> si s nao possam fa-
'kc recorran a DMee|5o das almas piedosa* e
"m formada alim de lites ajudar.-ui na reedif-
celo da asa airada.
A commiss*) uta que ao fazer e-te appeHo a
~i'tt mi04! r os lt5"r,r> "io estes indiflerentes
T r% "" ,a ^ d*1**' ^ pedido.
^ :u ^abfrui') rtis 10 P"r di.inte,"das
o hora* da panhaa n f, da larde Aauella m*-
jwtri Faria nosso digno prot^-tor
commissio declara que anronorrfo ,fue fui-
i emola ir] 1,^0 JmdeJh
por 1 a n0va excelsa palrocira ni
Bera jnchffereot para aquellesVe eoneoZm pt
rcertilicarao do sna I IITIIIUAIIE ~
Aos 500 pares de brincos.
Chegou e vende-se no Ooracao
d'Oui-o, ra do Cabug, brincos de
mosinnas com urna franja penden-
te a um rico desenlio e ouro de
lei, pelo pequeo preco de S^GOO
cada par. c batatissimo.
la:
jm
Prorisa->e de una ama livre ou escrava que
seja de iboa conducta, para coaohar para urna
casa do familia : na ra do Vigario n. o, lerceiro
andar.
Miavo
Precisa-*! alugar um eseravo das 8 horas da
mannaa o da tarde : na ra da Cruz n. 46,
1 andar
Maaoel Luiz dos Santos C. estabe-
lecidos gario n. S, julgamnada dever a esta praca,
e se alguem se considerar credor da mes-
ua liriua, queira no praso de quinze dias
apreseutar sua conta, visto ter de retirar-
m da sociedade o socio gerente Manoel Luiz
dos Santos.
Pernambuco, 10 de maio de 186).
> ______Maiioel Luiz dos Santos*.
Preeisa-M de urna ama que aaiba cosinhar
twm : na ra Nova n. 32 terosiru andar.
a u*a-
a casa teoea da travetsa da Bomba n. i
tar aa praca da Independencia a. ti.
Na ra da Cruz n. 36 deseja-se saber~quem
e o eorrespandonte do eugenbo treainoso, aa co-
marca de Sant.i Antio.
0 MELHOR RAPE
Fabrica de Vieira Guimaraes
&Couto
Do icio de Tanelro.
ste aertditadissimo rap tem encontrado a me-
Uior accitago possivel. O seu fabricante foi por
muito tempo gerente e mestre da fabrica de Joao
Paulo Cordeiro, e tendo-se estabelecdo, envidou
j todos os esforgos, e conseguo fabricar rap, que
nada deixa a desejar, e antes se lhe avantaja, pos-
to o parallelo com o da fabrica do dito Cordeiro
O aroma extremamente agradavel e tem sido
inuito apreciado pelos amantes, da boa pitada.
Acha-se a venda por groeso e a retalho, na ra do
ViRario n. 16, Io andar, escriptorio .le Joaquim
Gerardo de Bastos.
Ao commercio
Diiculdade removida
A' vista das novas tabellas eom indi:ador, qual-
quer pessoa, ainda a.menos habilitada, conhecer
de momento a exacta reduccao dos amigos pesos
para os modernos, cuja base o kilogratnina, as-
sim como procos corres|)ondcntes ao n.esmo systema. As
tabellas cima descriptas sao as mais adoptadas
pela sua fcil comprehenso ; recomu.enaa-sc aos
dono de estabeleciinentos cujas cotnpias e vendas
sao efectuadas peso : acha-se venca na ruado
Imperador n. 28 -
COMPANHIA
DOS
TRILHOS URBANOS
DO
REC1FE A 'OL*' A.
Os abaixo. assignados nieuibios do con-
selho de direcgo dos inscriptores de tri-
lbos urbanos do Recite a Olinda, COBvidam
aos Srs. accionistas da mesma companhia
para reuuir-se em assembla geral no dia
18 do correntc s 11 horas da manlia, no
salo do lub Pernambucano, aflm de pro-
ceder-se a ciciiTio dos o membro< ijue
tem de compdr a directora nos termos do
art. 19 dos respectivos estatutos; segui-
do-se na votacao a disposicao seguiite dos
mesmos eslatudos:
. Art. 10.A.ordfiu da totacu a se-
guirte: De d Jo acedes 1 voto porcada
aceites. Aos accionist as porm de motor
numero de aeces .conta r-se-ka um coto
mais por cada 20 acedes at lo rotos que
ser o mximo.
Recife, 10 de maio de 1869.
Jos Joinuim Antones.
Presidente.
Luiz Lopes Castello iranco,
Secretario.
Amaro Joaquim Fot/seca Albuquerque.
./-_________ Thesoureiro.
O abaixo assiirnado testamenteira do finado
subilofrancez Joao Vignes, roga -aos dnvedores
do mesmo, tenham a bondadede satisfacer no ter-
mo de 15 dias seas dbitos, afim de evitar, que
~ 'us nomes como devedon's sejam discrr|itos no
inventario procedendo-se na forma da lei.
ltocife 7 de maio de 1669.
Gaspar Antonio Vieira Guimarat1*.
34.RA LARCA DO ROSARIO.34.
Koi coslamamo* proenrar alistados para acreditar
nossos preparados, e dmamos que su:! applirnrjo c os
resultados obtidos pelaspensoaspie se dijuaram'acr-cila-
los. Ilieat deem crc.lito evoca ; porque rio sempre os
alienados considerados gratuita*, e deHes que lauca
mi o charlatanismo; mas na quercudo oflender as pes-
soas que espontneamente nusoH>rcceram,os que ababo
Taolranscriplos. os fazemi.s publiear nianifeslaiidn-llics
nossa graudio pela atlcnco. esperando qne relibam
elle* corroborar o cuuceito, e acceilac.. qne lea mere-
cido nosso xarope. Uartlto'.omeo 4 C.
ATTESTADOS.
Illms. Srs. Barlholomeo & C t. com a mais ubida
atisacao qne declaro ser o jarope Americano de urna
eflicacia extraordinaria, pois que soliendo lia dias de
intensa tosse, i ponto de nao poder dormir a noite a
despeito mesmo de ncdiiiinenlos que tomava, a elle
recorr e na terecira eolher fui allivia.lo. e de Iodo me
acho hoje reslabelecido com o ajea smenle de quasi
meto liaren: grato pois esse resultado manifest a
Vv, Ss. nicu reconheeiment. l)e Vv. Ss. amiso, ve-
nerador e obrigado. Manoel Antonio V'icgas Jnior.
Sua casa '0 de abril de tSI',8.
Illms. Srs li.irlliolmueo & C. Penhoradissimoconi
o faror que me Bienal le aronsalharo nso do xarope
Vegetal American", de sua composico, qnando me
a. heva basluntc docnlc de urna constiparn, que me
tornoo cnmplelamenle ronco e quo Iroaxa una forte
lossc. c me impnssibiliiou de cumpriros mcus deveres
de caulor da empnza lyrica, vou a^radecer-llies me
completo reslabeleciruculo, que obtirecom um s vidro
do u. -mu xarope, dc|iois de haver recorrido a mullos
Iralameiilos. Deaejarri que outros enmo tu recoiram
an seu xarope para se rtrem aliviados de tao lerrivet
iucoremodo, to fatal nesic paiz. Com maior conside-
raos coDtmi) a ser de Vv. Ss. alenlo, renerad-.r e
obrigado. Luiz Cicmoua. liccifc 25 de selcukro
de 1868.
Illms Srs Barlholomeo *C O xarope Vegetal Amo-
ricauo que Vv. Ss. lin ex posto i venda de io.la clli-
caeia )ra o curativo d'asihm, canforme observei ap-
plicando-o a meo llllm Joaquim. meoor de nuatro
annos; victima d'esse (lagello. que al entln por espaco
excedente a dons onnos havia resistido a outros xaropes
de grande Horneada. Oueiram pois V. s*. aeceilar a
expiesso altamente sincera de meu recoalierimentn ao
mcuU.no servicn que lhe preslarain com n indicado
xarope, acreditndome para sempre de Vv. Ss. criado,
atiento e ob.igado. Am. rico Mello de oltudouc*.
llecife 2 de outubro de 18C8.
J
Tfil
DE
e
mmm
Deposito
j.
de pianos e de
DE
msicas
BOA-VISTA
Frederico Maia
cseola
De nrtlein da mesa
ItteiiQao
regedofa da cunfraria tio
Senlior Boni Jesns das Dores em S. Gonealo,'oii-
vtdo aos senhores e sinoras abaixo Jedarados
Cirurgio dentista uela
de medicina
do Rio de tfauciro. a viran dentro do praso de lo dias a &m*4mU
Tem a honra de participar ao respeitavel publi- data, satisfazer a imptutaneia de suas naMMes
co dcsta capital eseus suburbios, quo tem aberteo sob pena de firarein sem elleito.
seu gabinete de consultas e operacoes dentarias a Mara Gandida Perpetua Donrad-..
ra Dreita n. 12, prniciro andar, onde pode ser
procurado todos os das das 8 horas da mantea as
Ama.
Na ra do Torres n. 16, andar,preci-
sa-se de urna ama que cosinhe e ijngoiume,
tara urna pessoa.
Bngomma-se com perfeico e commodo pre-
co : na travessa do Gaz n. i, confronte aos oo-
tUMiras.
Jos Antonio de Mello, henWro encarregado
de pagar as dividas inventariadas do casal de An-
tonio Ferrara bastos e sue mulher D. Mara Igna-
cia de Bastos, tendo concluida ti mesmo pagamen-
to, o faz constar palo presente.
AM
Na ra da Penha n. 25, 2o andar, preeisa-se del
urna ama para todo o servieo de urna eaw *]e pou-
ea famiiia.
a a
Constorio da Igreja de Nos.-a seuhora do Rriea
de 1869. v "
'".esario Aureliano Ventura.
Jos Padro de am'Anw.
Andr Avelno da Costa.
Precisa-re de una ama para coiinhar ua
tu4a Impcrutriz o. 2, aruiaiea.
Ignacio Jos de Toro, retiraado-sc para Eu-
ropa, e pela brevidade de sua viagetn nao se pode
despedir de todo seas amigos, o que hz por meto
deste, otlererciido seu pequeo prettmo na pn*a
de Lisboa e Inglaterra.
Em^asa~d7 THEODORO CHRISTI-
4NSEN, ra da Ciuz n. 18, eucoolram-je
eflectivaBieiite todas as qualidades de viabo
Bordeaux, Bmirgogue e do Uhano.
Antonio l'ei reir da Silva Maia julaa nada
dover pessoa alguma, i o entretanto &e aiguemso
julgar aeu redor queir.i apresentar a sua costa
10 de oit i das para ser pago.
Fundi Neste vaato estabelecimente sempre se encontra
um completo sortimento de taixas de ferro fcatido
e fundido, fabricadas recentemente, e se fabrcam
de qualquer molde a voatade dos compradores e
recos razpoaveis. '
Attenpo
Pede-se ao Sr. Severino Daarte queira anDate
cer a ra do Commercio, annazem n. 18.
Precwa-se d um cria lo no collepio
do Bom Copso.ho, ra do Hospicio n. 36.
- Pwtsa-se de urna ama de liteTorra ou es-
crava : na ma Direita n. U9.
Precisa-se ue urna ama para cozinhar a
Jaratar >aa^aianea de cerneja, ruadoSabon.
Precisa-se daatagar4una-agri|kaa.Jiaraan-
dar eom urea enanca 4e um anno : na ruado
Padre Floriano n. 71, r andar.
English Bank of Rio de Janeiro,
niited
Tendo aununciado a recebedoria de
rendas internas geraes d'esta provincia que
desde o dia 10 do corrente mez est em
execucao o regularaento que se refere o
decreto n. 4354 de 17 de abril de 186),
relativo ao novo imposto do sello, o En-
glish Bank o liio d>: Janeiro faz publico
que o sellofixode OOris pagavel sbreos
cheques passados para seren pagos neste
banco, correr at nova intimado por con-
ta do saccador do cheque quando esto for
passado por quantia meoor de 2:000000.
Pernambuco, 13 de maio de 1859.
Precsa-sde um bom offical do barbero : na
ra do Crespo n. 7, Io andar.
Joaquim Jos Gon-
* tjalves Beltrao
RA DO TRAPICHE N. 17, i. ANDAR.
Sacca por todos os paquetes sobre o Ban-
co do Minuo, em Braga, e sobre os seguin-
tes logares em Portugal:
Lisboa.
Porto.
Valeuca.
Guimaraes.
Goimbea.
Chaves.
Vgaa
Villa do Conde.
Arcos de Val de Vez.
Vianna do Castello.
Ponte do Lima.
Villa Real.
Villa-Nova de Famalicao.
Lamego.
Lagos.
Covillia.
Vassal (Valpassos).
Mirandella.
Beja.
Barcdlos.
3 da tarde. Elle acha-se competentemente habili-
tado para com jierfeicao collorar dehtes artificiaes;
por qualquer dos systemas, e bem assiin desempe-'
nhar qualquer outro trabalho concerneute sua
proflssao. O mesmo, reconbecendo que nem sem-
pre possivel s senhoras ou crian procuior o remedio, offerece-se a remover qual-
quer obstculo, declarando que nacidadose pres-
tar a qualquer chamado sem que ssonflua cousa
alguma na commodidade dos mecos de seus traba- j
lhos,e quando para fra del la assiin mesmo ser '
precedido de um ajuste rasoavel, g.irantindo elle a
seguranca e perfeico de seus ditos trabalhos. Em
seu gabinete se encontrar constantemente excel-
lentops dentifricio, elixir e outros medicamen-
tos odontalgicos : ra Dreita n. 12, primeiro
andar.
MARTIMOS
CONTRA F060
A Companhia Indcmnisadora, estabelecida
esta pra^a, toma seguros maritimos sobre
navios e seus carregamentos e contra fogo
em edificios, mercaduras e mobilias: a
ra do Vigario n. 4, pavimento terreo.
Clara Candida de Jess Cousseim.
Manoel Policarpo Moreirra de Azorado.
Benjamn Kernandes da Silva.
Joanna Valeria da Paz.
Januaria Mara da Conceicao.
Marcelino dos Santos Pereira.
Ignaca Mara da Conceicao.
Lu/. Jos de granea.
Genniro de Souza Mafia.
Jos.' Miguel Thomaz.
Feliciano Fcrreira das Chapas.
Felippa Mara dos Prazercs.
Joao J,k< lavares de Oliveira.
Jos Antonio Soares Hozas.
A tal i ha Cesar do Espirito Santo.
I.ui/a Mara.
Caetana Mara Goncalves.
Mourno Francisco 'Pinto.
Verssimo Fragoso da Silva.
Leandro Horindo Jos de Sampaio.
Consistorio da mesa, de Maio de 1869.
O escrivao
Rinkael Artkonjn da Rosa Limo
Resta venda um escollido sortimento de ob
jectos de marcineria, como sejam, mobilias de Ja-
caranda, mogno eamarello, obra nacional e estran-
geira, de apurado go>to e porprlto* razoaveis :
aa ra estreita do Rosario n. 321 Ncsta mesma
:asa fazem-so com perfeico todos os trabalhos de
palhinha, como sejam, empalhamentos de lastros
para camas, eaderas e sophs.
Leal rmao convido aos parantes e amigos xt
Sr. capto Antonio da Molla Silveira Cavaoanti,
da comarca do Limoeiro, para assislrem a ana
tnissa que tem de ser rezada no mu ven lo e S.
Francisco, por alma do inajor Manoel da Motu
Silveira CavaJcanti, flho do mesmo capitn,a ter lugar no dia 19 do corrente as 8 horas da
manha, trgi ssimo da do sen passamento; por
cojo favor se confess.-im desde j agradecidos.
A pessoa que annunciou alugar urna pada-
ra tm todos os pertences, drija-se padaria do
Chora-menino, quo chara com quera tratar.
Imagens
No escriptorio n. 40 da ra da Cadeia, 1 and.r.
ha diversas imagens para tmear.
Taberna
= Freesa-se de dous anssadotes : na pada-
ria ila roa da Senzala-Yeilu n. 90.
Precisa-se d nm homem que enteda^o
todo servieo de campo para trabalhar em um (li-
tio : a tratar no largo da ribeira da fregueza de
S. Jos, sobrado n. 5.
Precisa-se de um criado que saiba bolear :
ua na do Imperador n. 83, primeiro andar.
r a "goBfa,
arada
Boga-se pessoa habilitada a.
qutNi a annuncar- por este Diario
W
JiMilUi
Precsa-se de um criado para o servieo de casa:
na ra das Larangeiras a 29. hotel coramerciaL
JJtua senhra solleira competenterienle kabi-
litada para o ensino se ofrereee para lo^ionar em
um engestio, nao s prmeiras lettras, eonio tara-j
bem lingua nacional a francez: a pessoa qu
seu presumo se quizer utibsar, annuncie por esta
Alna para ser procurado.
AVISO.
De novo se previne que ninguem faca negocio
aiffiun com qualquer nerdeiro do coronel Francis-
co Sanaago Ranea, aenlwr do engenho Tibiri,
aeerca do preto crioulo de nomo flufino, (m cam
tro qualquer estravo do mesmo casal, por isso
que tanto esse como todos as raas e*tao h>potha-
adoa a Manoel Alves Fcrreira e penlwrados por
execucay do masno.
Traepassa-se a da ma dasBoias n. 8, no Recife,
em boas proporees para principiante laborioso
tirar vantagem.
Ainda reUam algumas collecces de
Biographias de alguns poetas, e outros ho-
mens Ilustres da provincia de Pernambuco,
tres tomos cscriptos pelo commendador A.
J. de Mello: ra Augusta.. 14.
Joaquim da Costa Pinto I i a todas as
pesseasqae sedigoaran conjpniir ao cemite-
rio publico os restos mortaes de seu presado ir-
tno Jos da Costa Pinto, e de novo os convida pa-
ra asistir a tnissa do stimo dia que ter lugar
noonvento de S. Francisco, terca-fera t do
corrente, as 7 horas da manha, pet que desde
j se confessa surnmamente |rato.
4111
Precisa-se alugar urna, escrava ou forra, que
saiba cosinnar.e eagoruiuar, ataca. tadooservico
interno cesterno de urna pequea familia; ra
das Cruzes a. 38 2." andar.
tasta,de grmjo
le-se pessoa, cujo nome por agora nao de-
staramos, e que por ettg.ioe o gracejo te?ou em
chapeo de sol de seda, cadx de maifim, do arma
zem do caes da alfandega n. 7, esquina o obse-
quio de o mandar por ao i^mao armazfm,
aire em
sna conduc
Iba a. 0 se dir,
de ser ama de i
e oceupe em ogom-
8 em casa de familia,
na ra a Pon:e-Ve-
PWsa-se de dous dHciaes, sendo Qtn de ebras
tniudas : na Becco-Largo n. 2.
Precisa-se de urna ama que cosinhe een-
gomme para casa de homem soUeiro : na ra Im-
perial n. 47.
Vlngo-wc ti aflBrla
^i pateo da Santa Cruz n. -1 auiipara Toutro
qualquer negocio : quem pretender dirijk-ge a
ra do Sebo n. 8. ___________'
Am,a de hite
'Sa ra da Pffldia n. t, andar, preds-a'd
urna ama de leil que nao tnha fifi
Em tima caza de familia na na ereitn
do Rosario, n. 96 ^aabrao, prepaAt-* al-
mofo e janlar com aceio: cjueni pptsai
diriga-se a mesma que achara* com qaem
tratar.
Antonio Ferreira da Silva Maia, ret
para Europa, deixa por seus procuradores ncsta
cidade os Srs. bacharel Francisco'de Paula Penna,
e commercantes Montero Correa & e Manoel
Ribeiro de CarvaHio. Outro
iminnto prestnnom qnalq
se arbar, pede escuip
ram com a sua mi;
pela presto da viagem, se uaoteaaa despedido,
Ptecisa-se de
AMA
urna ama para
u. Vl aantai.
enfommar : na
aMO* como peonar de uinaite-
dje Floriano o, 71, f aadar.
}r
V
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l
l


?
Mario de Peniambaoo Terqa feira 18 de Maio de 1869.
COMLTORIOIIEMCO CIB116K0
DO
DR. P. A. LOBO MOSCOSQ
8Ra da Gloria sitio do Fundo3
\ por m os mm\
Consultas todos os das desdeas 7 horas da manhaa at as 11.
Visitas em casa dos doentes do 11 horas cm diante, co casourgenle a qualqucr
hora do dia ou da noile.
Nao so rccebem chamados scno por escripto era que declare o nome dapessoa,
toda na e o numero da casa.
Especialida'de em partos, opcraroes, molestias de mulheres e meninos.
Cura'radical das molestias venreas, e dos estreitamentos da uthera.
Curas radical das molestias do tero, como ulceras, flores brancas, amenonia,
vegetales e catarrho, etc etc.
Kecebe-se escravos para tratar tle molestias ou praticar-lhes qualqucr operaco
eirurgica. Diaria 2*000 excepto as operaces.
Os melhores remedios horoeopathicos conhecidos. e por precos muito com-
modos.
ESMERALDA

fe
GOBFEITMA DOS ANAXUKS
16RA Di CRUZ -16
Ha diariamente sortimento de bollinhos para cha, podins, paos de lo, bollo inglz,
presuntos, ditos enfeambre, pastis de differeittes tnialidades. Amendoas confeitadas.
confeitos, papis para sortes. Vinhos finos engarrafados, superior cha Hisson, preloe
miudinho, fruta em xaropes, ditas seccas e christalisadas, assucar candi, xaropes refri-
gerantes. i-J:;%
Recebe-se encommendas de bandeijas para casamento, bailes e baptizados, cora
bonitas armacoes de assucar, sendo estas preferiveis as de papelo: figuras anlogas,
bollos etc., piles de l enfeitados, qaalquer encommenda para fra ser bem acondi-
cionada.
>
OPPRESSO SOFFOCCO
A i'rroins dViiicr do nocTon (Jm**ai approvndas pela Academia imperial
d.1 medicina de Parir ar.-ilm; m quasi scnipre instantanttomtftle os ataques (Pasma,
opprcso, -cifl'ocacSo, assim cuino as dures de caberi e eiuaquocas. Y. sufli-
oioate ni oceasilo em que ajipnrerer o mal, o engolir-se una ou'duas perolas
rom una ponM il'agoa. V. coin certeza o medicamento mais l'acil de tomar para
este genero de doencas.
is Pernias de trrrhentinina do dotor Cierta* sao imprecadas diariamente
com gi'andc xito para a cura das nevralgias, rlieuiliatismo, sciatico e calariiios
da bexiga, Estas petlas foiam sempre rccoinmcndadas por un grande numero
de mdicos c especialmente pelo Doutor Trousseau, que indica este medicar
mciilo como o mais eliica;;. K conveniente tomar de i at 8 na occasio das
comidas.
A approvaco da Acadei lia imperial de medicina e sem duvida a rnclbor
garanta da boa preparacao d'stes medicamentos e de sua efficacia.
D-oto oin Hio-J^riro. Ditpnnrhel'e; Ghnolt. Bm Pr.RMvr.rro, ilnnrer k C".
fc<
Moreira Duarte & C. tendo feito urna
completa reforma no seu estabelecimento
de joias da ra do Cabug n. 5, (junto a
loja de cera) acabam de reabri-lo ao res-
peitavel publico, a quem offerecem um es-
plendido sortimento de joias as mais mo-
dernas e primorosas que teem vindo a esta
pra$a, e por precos o mais resumido possi-
vel. Tambem compram ouro, prata e po-
dras preciosas
Y 5 RIJA DO CANGA Y 5
Agradecimenio
O abaixo assignado faltara a um dever sagrado
se nao fiesse pela imprensa, cheio de reconheci-
mento. agradecer cordialmentc ao Illm. Sr. Fran-
cisco de Atbuquerque Mello e sua Exma. familia,
as delicadas inaoeir..s coin que se dinaram a tra-
tar-me durante o lempo que foi seu cinpregado,
f or cujo fim faco patente, o quanto digno de
elogio? este benigno cavalheiro : receba, pois, Sr.
Albuqnerquc e sua dedieada senlura, os sinceros
protestos de miaba eterna gratido.
AiUanio- Jos.1 de Castro Arauj.i.
Theatro.
Pede-se ao Sr. Coimbra, digna emprezario do
theatro de Santa-Isabel, que faca subir de novo
scena o magnifico dramaAimee.
Ama
Preeisa-se de urna ama
mero 6.
na rua do Rangel nu-
Ser, engao
Peco a um senhor (nao desconuerido) que por
engj.no troeou o seu chapeo velli por outro novo
ao terminar o seire dn pateo do Carino, no dia
nabbado ultimo, o lavar de dasiroca-k) a rua do
Oaldeireiro n 10.
Libras esterlinas,
Recife, n. 58.
CASA DA FORTUNA
Aos 4s00#
Bilhetes garantidos.
A rua do Crespo n. 23 e casas do costme.
O abaixo assignad tendo vendido nos seusmui-
to felizs bilhetes garantidos t meio n. 4531 com
aorta de 4:000, 1 quarto n. 3871 com a or-
le de "003, 1 inteiro n. 3441 com a sorte de 2023
O oulras maitas .sortes de 100$, 405 e 201 da
lotera que se acabou de extrahir em beneficio
da matriz de Pao d'Alho (10o*), convida aos pos-
nidores a virem receber seus respectivos pre-
mios sem os descontos das leis na casa da For-
tuna rua do Crespo n. 23.
Acham-se a venda os da 2J parte da lotera a
Beneficio da matriz da Villa Bella (106), que se
extrahir quinta-feira 20 do coi rente mez.
Precos.
Bilhete.....4/000
Meio.....2*000
Quarto.....4*000
Em porcae de lOO para cima.
Bilhete.....35O0
Meio......15750
Quarto..... 75
Manoel Martins Fiuza.
MEKQO DE HONBA
Vende-se em frase ji
DE TOADOS FRESCOS DE BACALHO *>. trianga-
lares, phwmacia Hoc:,
2, rua de Castiglione,
em Pars.
As rnlrirac^A<-, os ftlco pnrdo. d'iim cl.ii.o forie, e mais <*>mposic8es feilas com leos
de peixes communs, laes como o tivualo, a arraia, o phota, a liza.tnfeoii di.x (fjpgtlnres prtcailuii %
e mesmo o.x leos regttattt, foram imapinados para substituir os T#WMHr4Mlra* de flnndon
fr<-.rs ilc Bnrnlhao de Teirra-\o%. Kstcs lis comrtfnis ou seos Mncccdaaco* 5o
obtidos na industria por presos mu baixos, em ifticnto que os verdadeiros leos de 8(;ado de bac&lli io
fresco sjo !ilaiva:neiilc muito caro, wsto que para obtvl-os frrsws e stm mistura, cuiuprc exereer
grande vigilancia e ter os maiores cuidados nos propiios lugares das pesca', assim como manda fazer
M. Hopg desde o anuo de 18i9. Etes o!-o pnrns dr Bnrallio de Terra-\va de llo<[<
grangftarUn liara este precioso medicamento una fama univei>al as molestias do peilo, as affe-res
aerofutosatelymphaticut, amanina dos meninos,etc.,e por ss,doran lugar a Wivas e desloaos
iinacoes.
Nota. O le de Hagg i "'"i f"'1 de digerir, dstinguc-e entre os outros leos pela sua
cor de palJia, o seo cliciro sua\e e delicado, c seo gosto de sardinha fresca.
O RELATOR.IO faeoravel do cliefo dos traballios cbymicos da FACULD.4DE DE MEDICINA DE
P.VBIS conclue como segu : 0 oleo car de p'alha de M. Hogg contera urna terca parte de prin-
cipio* mais do que os leos paraos e nao aprsenla algum io* inconvenientes que te i
repara n'estes, quanto ao eheiro e sabor.
VVende-ae em todas a ptaiirniaeiaa da Franca e daa palzea eatr anac roa.
MDALHA A EXPOSIQAO UNIVERSAL DE 1867
Para a. Rup.crioridadte d'a.
hTeilad. per LEGRATD, Peromisla
r.Itl.%. O?, Rnn *.alut-Ioiior
CRKME OI^ISCA
1)E NlNfA BE LENCLOS
Par* dar frescura d ptHe. destruir as ragas da cara,
conservar eltinamene a tUea da jnrtnttsie.
do Imperador dos Fraiceiies,
to- pars.
ORIZA LACTK
IRISE ANTEPHEUCO
Para refrescar, brmiqmear-e adveer a pellc, fazendo
desiipparecer as nodaas c as sardas.
SAB AO ORIZA.......D'nma massa eiccsiramertle suave e cPwn perrume tos mais deliradas.
ORIZA-C'.tE.VM osseisc. Maa uperialmentc preparada para os banbo* e a barba.
ORH&A-l-'I.l'ID........ Pomada firlificaiuccmilrllita para cijir''naroseol)elljeeni|Hililt>s ORfftA PIHI.OrOME.. 'leliuio de boi e oleo learela com base tic quina para os cabellos.
ORIZA-OIL.......... Olro Issimo pe fumado para lustrar o- cabellos ; empedifos de tjoebrai .'ni.
OIII/.A-BHU.I.A.vnM'.. '.ristallisiido rom \iolela. para (I.ir brhu aos cabellos e b*Hw.
OIU/.A LOWER8----- Agua inr.Mnp^rnvel de um perfila c suavr e delicado, para fortificardo fci pcilc
0UI2A-AUIlI.l(\':.. ViiMgrv '!o loncador, ai orna c anlepbiliro.
KSSI.M.I ORIZA.....Perfumo courciilrado para os lencos producto mullo delicado.
ORIZA JAS.......... Perfume do bom lom e da alta soctalnac para ns I rucos.
ORIZ V-I'QWDERS___Flor de arroi da Carolina para a cara e a belleza da pellc.
OI'.IZ \-!)F.MlFRICE.. Para al\"jar os denles e coiiserrur as renghas.
OlilZA-urNTAlUE-----Tl0f atma para alujar s denles eai destruir o ejmalle.
AGUA TOfJICA DE QUINA E-POMADA DE BALSAMO DE TANNINO
Pin linptu e saharididr da tutes, h:kai'.t n tstt Hs, s Mpciiti fe t;kir i> luitio titsstr rapiljBeitt.
DEPOSITO GEIML na Caza de
E cm Com de todos Perfumistas do Brazil.
da (iadeia do
Precisa-sc de urna mulher qu saiba engomniar
para urna casa de familia a ti atar na rua da
Cad a do Recito n. 18, i' andar.______________
Precita-se de urna ama para Cuantiar e en-
gomniar : na rua de S. Francisco n. 31.
H
i INJECCAO CADET
fi]
Esle adiatrael
[Depuralivo nao
conlememsimer-;
corio, iodo ou i
larsenrco; Mil
Ivijroroso BiOtlHi-
cadni para o sanflue ectnt radiclmentcasmolestias depile, lais como a lepra, asiinpigeus, aslierpes, as
espiuha, c os Pannos ele. Empregado diariamente elle refresca a massa do sangue e consolida o saude. ]
Cura cm 3 das os corrimentos aaiigos ou reente |
os mais rebeldes.
Pars, 7, BJ Denaiu,
i
0
0 DE JOIAS
C/2
GOMES DE linOS IWlJlOS
tendo feito completa mudanza em seu antigo e
acreditado estabelecimento de joias, com o fim de
dar-lhe maiores proporpoes e elegancia, convidam
ao publico em geral e com especialidade as Exms.
Sras. de bom gosto a comparecerem pessoalmente
das 6 horas da manhaa s 9 da noute na
RUA 00 CABUGA N. 4
ronde encoutrario um completo sortimento do que ha d mais elegante,
bello e precioso em brilhantes, esmeraldas, rubins e tudo que era obras
de oaro, prata e platina se pode (ftejar.
ADEREQOS DE BRILHANTES, ESMERALDAS E RUBIHS
de nov os gastos, assim como grande variedade de salras e palitekros de
prata contrastada e de gosto anda ufo-visto, e completo sorGmento de
objectos de prata para uso das igrejas,
Compram e trocam qualquer joia ou pedra preciosa e garantei
a^gualidade dos objectos vendidos.
Metido Castilho
-
COMPRAS.
NajiMica d,a Independencia ff!w, K)ja deeu-
'ives, eoapp-seouro,prata, e peoras preciosas,e
tambem ie faz qual(|iier obra de enconimenda, e
todo e quilquer concert.
0 E HATA
Compra-se moedas de' ouro e prata e
bein como libras slerlinas; na rua do Ca-
bug u. 9, relojoaria.
0 muzeo de joias
Na rua do Cabug n. 4 compra-se ouro, pala
e pedras preciosas por precos mais vantajosos do
que em ontra qnalqner parte.
Compra-?e moedas de ouro e prata^bera
como libras slerlinas por maior preco que
em outra parte: na rua do-Crespo n. 10
primeiro andar._____
Com muito maior vantagem
Compra o Cora fio de Ouro, n. 2 rua do Cabu-
g, moedas de ouro e prata c pedras preciosa?,
Milho efardi
Milbo a 4i09 e 5J3Q0 o sacco, farello de Lisboa
a 45500 : no armazem da estrella, largo do Pa-
raizo n. 14.____________________.
Libras siarlmcs
Vend Joaquim Jos Ramos, ua rua da Cruzn.
8, Io andar.
Rua do Qucimado n, 49 c 57 loja
de miudezas de Jos de Azeve-
do Mata e Silva conhecido por
Jos Bigodinho.
Est;i qneimando ludo quanto tem em seu
estabelecimento para acabar e fazer novo
sortimento, por isso queiram vir ou mandar
vero que borne barato.
Carrafas cora jagua florida ver-
dadera a ....... I02OG
Garrafas com agua divina da rnc-
lbor qualidade .... 1-njOO
Latas com superior banha fran-
ceR a...... mo
Caixascom 12 frascos de cheiros
propria para mimos 2#>00
Dita com G frascos muito finos *800
Olo baboza muito lino que s
a vista
OOfl
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U 0))5lSOchddp D.ip Op SDD3UOQ
[TI
I
p de arroz muito
.....
babadinho com 10
tnr-
Secundino Jos de Paria Sinioe?, professor par-
ticular de inslrutcio elementar pelo nethodo Cas-
tilho, avisa ao respeitatel paWico e com especia-
lidade aos pas de familia, -que et atwrta sua
aula desde o dia 7 de Janeiro, na rua da Peaha n.,
85, 1 andar, aonde recebe pensionilla por preco
commodo. O mesmo professor promute riiuito se!
esmerar no adiaptamento de seus alaamos. Adia-
se aberto desde o mesmo dia um curso do pri-
meiras letras a noite pa.ra aquellas pessdas que
nao poderem frequenlar durante ofltii,
Sabonetes de calunga muito bo-
nito
Caixas de
superior
Pet;as de
varas
Caixas redondas emitando
taruga ......
Pecas de fita de eos qualquer
largura ......
Escovas para unhas muito fi-
nas ..... ..
Escovas para denles fazenda
muito fina ..... .
Pulceiras de contas de cores
para meninos .
Caixas de linha branca do gaz
com 50 novellos i .
Caixas de linha branca do gaz
com 30 novellos .
Pecas de tranca lisa de todas
as cores .
Resmas de papel pautado muito
lino ......
Pares de botoes para punhos
muito bonito -
Libras de la pa?a bordados de
de todas s ci'-H'es .
JPentes com costas de metal
muito finos a .
Novellos de linha muito grande
para croxs .
Duzia de linha froxa para bor-
dado ......
Grosas de-botoes madreperola
muito tino .x .
Saboiiete muito finos GO, 120,
160, 240 e.....
Pecas de fita de la todas as
rres ......
Espetos dourados para parede
1,3000 e.....
Espclhos de Jacaranda muito
fino ......
Pecas de trancas brancas e de
cores de caracol
Pares de meias cruas para me-
ninos ......
Caivete muito fino com 4 fo-
lhas a
Cartilhas da doutrina as mais
modernas .....
Frascos de sndalo e patecholy
muito finos a .
Mulatp fgido
Desappareceuda casa de morada dd Jos Al ves
da Silva Guimares o seu escravo mulato de nome
Trujano, que representa ter trinta e tantos a qua-
renta annos, tendo levado vestido eal$a e camisa
branca, e tem os ignaes muito salientes je ser
caraolho e urna queimadura sobro o pe, julga-se
que o mesmo anda pela rua da liniao. ou por
Fra de Portas : quem o. apprebender o levar
casa de seu sealor, na lha dos flato?, ou na rua
Nova, loja de fazendas n. 47, que se gratificar...
5300
240
S600
5500
ISSOO
$rm
oOO
me
??200
, 800
000
040
4000
120
8-jOOO
320
320
i80
500
320
RIVAL Sil 11
Ruado Queimado ns. 49 e 57
lojas de miudczaz de Jos de
Aztvtdo Maia, est acabando
com as miudezas de seus cstabe-
lecimentospor isso queram apre-
ciar o que bom e bar aiissimo.
Pares de sapatos de tranca fa-
zenJa nova a......20OO
'lies de sapatos de tapete
(s grandes) a......i.MX>
Duzias de meias cruas para ho -
mein a........3 800
Tramlas do Porto fazenda boa
e pe;-> proco mclhor 100 attos a 200
Livros de missoes abreviadas a 2000
Duzia de baralhos francezes muito
finos a2400 o.....208O.11
Silabario" portuguez com estam-
pas a .......
Gravatas de cores e pretas muito
finas a......m .
Duzias de meias para senhora fa-
zenda boa a......
Redes pretas lizas muito linas a
Carios com clcheles de latiio
fazenda lina a. .' .
Abotuaduras de vidro para colete
fazenda fina a. .
Caixas com penna d'aco muilo
finas a 320, 400, 5Q0 e .
Cartes do linha Alexandre que
tem 200 jardas a .
Carreteis de linha Alexandre de
70 at 200 a......
Caixas com superiores obreias
de massa a.......
Duzias de agalhas para machina
Libras de pregos francezes di-
verso tanianho a. .
Livros escripturado para rol de
roupa a. .' '. .. .
Talheres para meninos muito
finos a. ,......
Caixas cr m papel amizade muito
fino a ......
Caixas com 100 envelopes nwilo,
linos a.........
Pautes volteados para meninas e
senboras a.......
Thezouras nmilo finas para
unlias e costuras a ? .
Tinteirs com tinta preta muito
boa a 80 120 e .
Varas de franja para tealhas fa-
zenda lina a. .
Duzia de phosphoros de segfi-
ranca da melhor qualidade a
400 e........
Pecas de fita branca elstica
muito fina a. .....
Novellos de linha com 400 jardas
Resmas de papel de pezo azul
muito fino a......
Pecas de fitas bordadas com 3
varas a ... .
Dilas de ditas bordadas com 12
metros de 2-3000 a .
Grozas de botoes de louca muito
finos a. '. ....
14500
20000
060
*320
1500
400
lf%200
Batatas
a 1300 o gigo : na rua da Madw de Dos n. 7.
Gipos eom 33 libra;, limito boas.
, Vejle-se urna boa eserava de dade de 20
annos, perfcita engommadeira e costureira, re-
colhida e tem boa conducta, cinco ditas de idade
de 17 a 33 annos, todas com- habilidades de en-
gommar, cozer c cozinhar, duas ditas mnito ro-
bustas, e um negro proprio para engenho : na
travessa do'Carmo n. 1.
Grande deposito de palhas paraempa-
Ihar cadeiras, a qual se vende muito em
conta: na rua das Cruzes 11. 25.
EGIPCIAS
PARA DESCAROCAR ALGOMo
Lok-jawCcrtur pers patent
Acham-se expostas estas importantes ma-
chinas no trapiche do Sr. m^jor Bearmint>
do Reg Barros, no-forte do :Mittos.
Estas machinas funecionam d'uma ma
'eir inteiwamWe-nova, e aindn nao vis
no Brasil; descarocando o alffodo coi
tfi'tt4l$rstesa, e dixando 4 fibra nter
mente'limpa eem lodo seu comprimento,
como o mais superior Iwkiifdrtia: vaendo
por consequencia mais "SO V sobre o pre?o
do produelo das machinas uc serrMe.
Convencido d'esta '^erade o sen intfo-
dWJtor se obrlga desde j a p'agar o agodSo
lusidopelas sobreditas machinas; por
3 mais 1:000 em arroba %obre a criterio da
praca para o prodoetodas-d-
60 em qrjantidade do 10 nara
Preco de cada macb
de sobreceUeote 2 W5000 a dmbeir*
descorj
urna canoa propria para familia, oneavilhada e
pregada a cobre, tem de comprimento 40 palmos e
bocea palmos, c tambera serve para capim por
ser muiti leveira : nos Remedios, itio que foi do
finado padre Lessa, e para informacao, na rua do
Vigario d. 33 cm^rancisco Martins de Amorim.
Vende-ao urna preta de raeia idade que co-
zinha bem e engomma soffrivel, nao tem vicios
nem achaques: na rua Direila n. 43, 2 andar. .
Attenpao.
Yendem-se os ferros deouriveso cede-se a casa
AO comprador : a tratar at as 7 It2 horas da roa-
nhla ou das 4 da tarde em diante, no pateo do
Carmo, esquina da ma de Hurtas n. 1
320
0500
o
0020
OO
1000
100
roo
040-
Booo
240
-
120
40
arro
500
liO
w
500
60
:(
f.n
^.0ERM4%
Ategrai-vos myopes, e prsbitas, Jar'po-
den ver de tonge, j podis ver de perto,
nao ha mais vistas Curtas, nem caneadas.
F. J. Gennann acaba e receber pek) ulti-
mo vapor um rito e variado sortup hlo'de
oculos, lunetas. pince*nez, face -mam, lor-
.gnons, *fe 'ouro, pnrta^'irtaruga, marim.
ac, talo, iacar, uuicorni* t-nielckior ;.
assim como binculos de nma a tres mudan-
ees para theatro, campo e marinha, da ulti-
ma invem.ao ; duquezas, vienezas de 6, 8 e
2vidros, tudo dos melhores fabricantes da
Europa.
' "rJinesmo vapor trou-
xe urna excellente ma-
china para graduar e
observar numero dos
vidros qoe se necessita
coofoime a vista de
qualquer pessoa.
Tem excellentes sterioscopos, instruinefl-
tos de mathematica, barmetros, vidros d<
dBrj'stal do rocha, e turgores para resguar-
dar a vista; eoncerta todos os .objectos a
precos commodes e-.^oi'iromptid ; tira
o mofo dos vidros e encarrega-se de toda a
encommenda relativa a Optca.
ReceTieii tambem os 'xcel'entes relogios
do aatigo e afamado i'abvicanle Hobert Gtrth
6cC, os quaes vendem preces comir.odos
garantrido sua 'rtperior qaalittde.
roa to
Dvoctes
Affca ii Ia na '!a t' Imperador n. 1&,
s. Franeico, a bem co-
1 do glorioso Saito Antonio, e e
rosario e flfflcto dosdefuntos ijue^e resa_na se
do annoo huspieio de
Grande exposipo de
bonecas de era
- __m
Todas asqui
iflii i __
icabadechegarpel JJj
completo sortimei *
todas as quaWi*s jnw Tempo-
ral.
vndem-se deas pretos de meia tdaee.euui
na



G
einambuco Terca feira 18 de Maio de 1869.
PRODUCTOS de J.-P. I^.ROZE
PBaRMaCBUT.CO, 7, RU DES UOW-SWHT-PWl, PARS.
XAROPE DEPURATIVO
DE CASCAS l)F. LARANJAS AMARGAS
Com IOD1IRETO de POTA8SIO
0 lodrrcio de potassio um verdadeiro allcranic, um depurador de inconlestavel effi-
cacia; combinado rem o xarop'e de caaoas de laranjas amargas, e aturado
sem erlurliacSo alguma pelos icmpr-ranicnlo< os mais Iracos, sem alterar as funcdes
do estomago. As doses mnlliem ilicas que elle rontcm permiti" aos mdicos de reccilal-0
para*todas as complicatoes as atrercrs escrofulosas, tuberculosas, cauce-
rosas a nos accidentes intermitientes e terceiros; aleni d'isso, o
agente mais poderoso contra as doengas rheumnticas.
XAROPE TNICO ANTI-iERVOSO
de cascas de laranjas amarga.
35 anuos de successos aiteMiio a sua efti-
cacia para curar: as tornen nervosas,
agudas cu (irnicas, a> gastritis, gastral-
gias; -
XAROPE FERRUGINOSO
de cascas de laranjas e quassia amarga.
E' soh a firma liquida quemis fcilmen-
te se assimila o ferro; n'esia forma 6 prefe-
rivel as piluUse pastilliasen todososcasos
cm que sio proscriptos os ferruginosos.
e facilitar a digesiio.
DENTIFRICIOS LAROZE
COM
QUINA,
Elixir dentirrioio, para a alvura c con-
servacao dos denles, curando as dores
causadas pela caria ou produzidas pelo
coutado do calor ou do fri
I'VIIETHIIO E CAUCO
F6 der.tifricio, com base de magnesia
para a alvura c conservacao dos denles,
provenindo a descarnadura, provocando o
trtaro de (jue empede a reproduco.
Deposito cm Rio de Janeiro, E. Cheol*t; eni Pernamhuco, P. Maurere C\- em Maceto,
Fule M Pillos, Antera I.cWnn; cm Bahia, !> Rarka; em Porto Alegre, Jun
Urlio em Varanho Fcrrrlra o C"? em Ouro Preto, C. 1. V Wclerna cm Santa Calha-
' Schulclt em Montevideo, G. lmbert; em Dueos-Agres, Etchcparebordn.
ALTAS
10 JA
NOVIDADES
DO PASSO
Ra do Crespo n. 7 A, esquina da
Imperador.
PARA CASAMENTOS, BAILES, THEA- i Riquissimas colchas de damasco de seda,
TROS, etc. etc. : assim como de seda e algodao.
Lindos cortes do blond, contendo setim, Ditas de crochet para cama.
gr-
;_.y_
para
*|ipiovado c reco'mmendado pela Academia imperial de medicina de Vi
cura da gastralgia c cm eral de todas as doenws garosas do estomago I ikp iiiieslmos.
aguatmeute o remedio por cxcellencia contra a rcienco de v|tre Finalmente em
rato de suas propriedades alenenles, reconinienl.ulo como radadeiro remedio nos
caros e diarrliea e cliolerina. O rnrvfto de Bclloc IMM-M na ou.v..-i..o di
sob a furnia de p:'s ou de paMillias.
Deposito em Ro-Jucho, upoticheV.e; Chrvolot. Em r-UUtfBiea, *
comidas
k C
mantas e grinaldas.
Requissimos cortes de sedas assim como
para covados.
Gurguro branco.
Moireantiqtie branco azul e verde.
Gros-de-naples brancos e de cores.
Setim branco macau.
Setim, branco, azul, verde, cor de rosa
e amarelos.
Fil de seda, branco e preto.
Cortes de seda com duas saias.
Chales de gurguro de seda de cores.
Camisas bordadas para homens.
Saias bordadas para senhoras.
Camisas bordadas .
Fronhas de linho bordadas com primor.
Lencos de cambraia de linho bordados.
Cliapos de seda bordados, para sol,
Poil de chevre de lindas cores.
Alpacas de lindas cores.
Chapelinas de palha da Ralia, assim
oemo de seda.
Enfeites para cabeea de senhora.
Espartilhos para senhoras.
Meias de laia para padre.
Ditas de 15a
Ditas de seda fio da Escossia e algodao.
para senhoras e meninas.
Lencos de labyrintho. .
Fronhas de labyrintho.
Bicos, rendas e grades.
Finissimas cambraias de cores, percales,
las, e outros inultos artigos de gosto e
de alta novidade, isto s
Na loja do Passo ra do Crespo n: 7 A, esquina da do Imperador.
COMPANIIIA
L
Superiores saias brancas bordadas a 55. Of, 8-5 e 10*100 cada tima.
Ditas de cambria do escocia transparente j feitas a (iV,i 0 cada tima.
Columnas na ra do Crespo n, lo de Antonia Correia
Na loja
Vasconcellos & C.
das
de
Os verdadeiros COLLARES ROTEE, os nicos approvados pela
a Academia de Medicina, tem assim como os mcos outros productos
attrabido a cupidex dos falsificadore, que para facilitar sua criminla
industria nao se pja, ncm rcceia annunciar vender falsos Collares
con tus momb. En prcTino as familias para interesse de seus fillios
que, para evitar falsiBcacos, devem exigir, que meus Cllajim lhes
sejao vendidos em caixas de tambas de encaixe e corredias cobertas
por a eltiquelas com a roinha marca de fabrica e encerrando nm
prospecto circunstanciado, e selladas por urna medalba com o lettreiro.
COLLAB ROYER. Rne St-Iartii, 225. Pars.
Fabrica de tecidos de a godao de
Fernao Velho.
O superior panno df.algodao desta fabrica, niui
vantajo**menle conhetitla Desia provincia e as de
Pernambuco, Paralaba i Rio de Janeiro, pela mu
peiTcicao de teeido, clastieMade c fortaleza, cunt-
na itar vendido no escriptorio da mesnia com-
panliia praca du l'edro 2u desla cidde, casa nu-
mero 4.
Alitn de que os numerosos e importantes senhe-
res de engeuhn, bein eonio os senhons exportado
re- de assucar, tanto dcsta provincia como das
cima mencionadas, possain com faeilidaile pro-
ver-se das manufacturas desta fabrica, a gerencia
da rompanhia annuncia que as ha venda nos
seiiiintes lugares :
Neato cidiaa.notan escriptono e as casas dos
Sis. Domingos Jos de Parias e Jos Nunes Gui-
inaraes, ra do Coinmcroio.
Em Peifiambucona casa dos Srs. Oliveira, Fi-
Ibos & C.
No Pilarcm casa do Sr. Joo de Albnquerque
Mello. '
Xa r.n^tanlia Grande--"' ""-" -^r Norbcrto
Cavalcanti de AI buque laVV,
Em Caitiaragibena ca uo oe. j."tj Vieira de
Lima.
Alcm do panno apropriado ao ensacamento do
assucar, a fabrica possuc mais urna qualidade de
panno mui forte, adoptado ao systema que tem os
seuliorcs de engenbo do norte da provincia de
uiandarem despejar nos trapiches de Pernambuco
o assucar que alli vao vender, com o ..que os sac-
eos serven) para inultas safras.
Para roupa de escravos ou de trabalhadores do
campo, e para toalhas e lences do servico diario,
lia tuna superior qualidade de panno de 8 pollo
gadasde largura, mutto forte e espesso, parecen
do-sc bastante com meia lona. Os precos sao os
mais mdicos possiveis. Macei 30 de marco de
1869.
IiOJA
DO
XAROPE
SA LID A
BA RT HOLOJ^
cerU 1 is IojSi'S amigas e rtMttrt, cila-rlns BBlBMMr, asilma ; tose ci!wi!vi,
Para a tura
bi'tihciiiis, o m |aril contra lo !os os sofl'rinicnlos sai \i rrsp:r.tlorias.
DEPOSITO SSERAti
BOTICA 3B DROGARA
31, RA LARCA DO lOZBlO, 3i
PERNAMBUCO
A thera|eulica das diversas molestias do peilo,desde
calan los
CAPSULAS MOLES
DE
ALCATRAD
Remedio por cxcellencia para cura rpi-
da e completa das coqueluches, bronchites,
catarrhos, tosses convulsivas, escarros san-
guinos, e outras molestias do peito. x
NA
PH.\RMACIA E DROGARA
DE
Bartholomeu & C.
3 iRA LARGA DO ROSAMO34
Scbonete de alcatrdo.
DE
a phar.rDgite ou mal da garrama ate i liibcivulacao
pulutonar, passando pelas diversas broucbilcs caurrbaes
e o emphrseoia acaba de sci enrequecida com mais
ene medicamento, que tumari a prinieira ordem entre
lodos at boje conhecidos. O xarope Vegetal Americano,
gaianliniin puianienlc vegetal, nao coiitm cm sua
composico um tomo de opio, e sim somenlc sue-
cos de plantas indgenas, cujas propriedades bi-neticas
n,i enra da molslias que peiiencem aos orgos de res-
pirarn foram por nos observadas por longo lempo,
com ptimos resudados cada vez mais crcsccnlcs ; pelo
que nos jnlgamos anlorisados a corupor o xarope que
agora aprevenamos, e a oderece lo aos mdicos e ao
publico. I'rovamos com os allesiados abano o que le-
vamos dito, e comamos que o concedo de que j gosa
o xarcjie Vegetal Americano crescer de da a dii,
deiando mullo aps de si todos os peiloraes em voga.
lllm. Sr. Barlhalomeo k C-0 xarope Vegetal Ame
ricano. preparado em sua coneeiluadissima pliarmacia,
nm til remedio para combaler k terrivel aslhma.
Sofra en aquella molestia ba qualro meies. sem anda
ter combatido os alaqnel mensacs que tiobl; este altimo
que tive foi fertirsimo que me prostou por 8 das, usei,
riorm o sea milagroso xarope, tomando apenas tres
dses, e at o presente nao Tai de novo atacado. I'rasa
Deas, que ea Uqae ratubelecido por ama vez. Beodo-
Ihe, pois os meas agrdiicuncnios por me ler aliviado de
lio liornvel mal. Com a mus sipuilicaiia i.vi,!;io,
subscrevo-me deV'mcs. alfeclunsn a rrcoulierido criado.
ereiino Duarle.Sua Casa 14 de fevereiro do 1808.
lllrus Srs Bsrlboloiueo cC. D.ijiois de quasi seis
mezes de soil'rinienlo coiu una losse ineeaMOte, fa.-lio
exliaurdinario, expectora, o de um catmrlio amarella-
do. c perda loial das breas, me. o menor passeio
uic faiigavj CMtiuUuuaaaie, eanaaiM de tomar mus ou-
tros remedios sem resallado livca rdicidadedesaberqua
Vmcs. preparavam o xarope Vogelal Americano, c com
elle, gracas a Pcus. me acho re5lbekxido ba mais de
dois mezes, e robusto como se na la livesse soifndo. A
gratidao me torga a esta ileclj' ar.io, que poderao Vmcs.
fazer o uso que quizerem. Sou com estima de Vmcs.
muitos respeilador e criado. Antonio Joiujuiih de
Catiro e Si/no. Beetfl 8 de fevetiro de 1868.
Atiesto que usei do xarope Vegetal Aun ricano, de,
composicAo dos Srs liarlbotomeo A C. para cura de nm
forte dejluxo que aie irouxe una rouquidio, que me nao
fazia edlender, inflaininai.-jo e dor na garganta, losse.
grande falla derespiravo. e liqnei eompleamentc res-
tablecido com um s vidro do mesmo xarope; pelo
que Ibes protesto eterna gralido. Itecife 10 de Ja-
neiro de 1868. Joaqmm Pereira Aiantet Jnior.
Eslo reconbecidos.
Antonio Nunes de Castro.
Este acreditado preparado, crae t3o boa
acceitaco tem merecido n'esta provincia
muito se recommenda para a
das impigens, samas, caspas
molestias de pelle. s
Deposito nico,
Pharmacia de Bartholomeu
34ra larga do Rosario-
cura certa
e todas as
AC,
-34.
Tabellas vermicidas
DE
Antonio Nunes de Castro.
Vermfugo efficaz, e preferivel a todos os
conhecidos, j pela certeza de seu resulta-
do, ej pela fcil applicacao as creancas,
quasi sempre mais atacadas de tao terrivel
e muitas vezes fatal sdffrimento.
NICO DEPOSITO
NA
Pharmacia e drogara.
M
Barthomeu A C.
34Una Larga do Rosarlo34
AO BAZAR BA MOBA
Ra Nova n. 50, esquina da ra de S. Amaro.
NOVIDADES
GALLO VIGILANTE
I33i; do Crespo n. 9
Os proprictarios (leste neni eonliecido eslabele-
citncnto, ;tltn dos muitos olijcetos ijuc tinliam cx-
poatos a aprciai;ii do respcilavel publico, in.nt-
dnram vjr e acabaui de receber pelo ultimo vapor
da Europa um completo e variado sortimento de
linas e mui delicadas especialidades, as quaes es-
tao resolvidos a vender, como 6 de seu costnine,
por preros muito baratinhos e commodos para lo-
dos, cont tanto que o Gallo....
Muito superiores lavas de pellica, pretas, bran-
cas e de mui lindas cores.
Mui boas e bonitas gollinhas e punlios para se-
nhora, neste genero o que ba de mais moderno.
Superiores pentes do tartaruga para coques.
Lindos e riquissimos enfeites para cabeeas das
Exmas. senhoras.
Superiores trancas pretas e de cores com vidri-
lhos e sem ellos; esta fazenda o que pode haver
do melhor e mais bonito.
Superiores e bonitos loques de madreperola,
marfim, sndalo e ossq, sendo aquelles brancos
com lindos desenhos, e estes pretos.
Muito superiores meias fio de Escossia para se-
nhoras, as quaes sempre se vendern) por 300O0
a dlizia, entretanto que nos as vendemos por 20,
alm destas, temos tambem grande sortimento de
outras qualidades, entre as quaes algumas muito
finas. ,
Boas bengalas de superior canna da India c
castao de marfim com lindas e encantadoras figu-
ras do mesmo, nesto genero o que de melhor *e
pode desejar ; alm destas tomos tambem grande!
quanlidade de outras qualidades, como sejam, ma-
deira, baleia, osso, borracha, etc. etc. etc.
Finos, bonitos e airosos chicotiuhos de cadoia e
de outras qualidades.
Lindas e superiores ligas de seda e borracha
para segurar as meias.
Boas meias de seda para senhora e para meni-
nas do 1 a 12 anuos de dado.
Navalhas cabo de marfim e tartaruga para fazer
barba ; sao muito boas,e de mais a mais sao ga-
rantidas pulo fabricante, e nos por nossa vez tam-
bem asseguramos sua qualidade e delicadeza.
Lindas e bellas rapellas para noiva.
Superiores agulhas para machina e para crox.
Linha muito boa de peso, frouxa, para cncher
labyrintho.
Bous baralhos de cartas para voltarele, assim
como os tentos para o mesmo nm.
Grande e vanado sortimento das roeihores per-
fumaras e dos melhores e mais couliecidos per-
fumistas.
COLARES DE ROER.
Elctricos magnticos contra as eonvulsoes, e
facilitam a denticao das innocentes criancas. So-
mos desde muito recebedores destes prodigiosos
collares, e continuamos a recebe-los por todos os
vapores, afira de que nunca faltem no mercado,
como j tem acontecido, assim pois poderao aquel-
les que delles precisaren), vir ao depositi do gallo
vigilante, aonde sempre encontrarao destes verda-
deros collares, e os quaes attendendo-se ao im
para que sao applicados, se venderao com um mui
diminuto lucro. .
Rogamos, pois, avista dos cbjectos que deixamos
declarados, aos nossos freguezes e amigos a virem
comprar por pre$os muito razoaveis loja do gallo
vigilante, ra do* Crespo n. 7._______________
IMSTILIIAS ASSllUDAS
DO
DR. PATERSON
De hismutli e magnexla.
Remedio por excellencia para combate"
a magreza, facilitar a digestSo, fortificar
estomago etc.
DEPOSITO ESPECIAL.
Pharmacia de Bartholomeu A C.
34------Ra larga do Rosario------34.
Barato que admira
Quartos de latas com bolachinhas de boas qua-
lidades a 1 lO<\ caixinhas com ameixris, peras e
figos a 1 'iO, cerveja Bass, Ihlers e bell ingleza a
80 rs. a botija, vinho a 400 rs. a garrafa, azeite
doce de Lisboa a 880, arroz de primeira Qualida-
de a 120 rs., caf a 220, sabao a 180 a 220, cha
mitldo bom a 3l00, idem grado a3, alpista a
240, toucinho de Lisboa a 440, marmelada fina a
780 a libra, doce degoiaba fino em latas e caixdes
de diversos tamanhos por commodo preco : s na
esquina da ra da Penha n. 8.
DA
DA BAHA
TASSOIRMAOS
Tem para vender epi seus armazens, alm de ou-
tros, os seguintes artigos :
Papel para imprimir.
Perlina azul.
Greve gautado e liso.
Vinhos em caixas de dozc garraras
Bourgogne.
Hery.
Madeira.
Hcrmitage.
Cbamblis.
Licor do curago de Hollanda em caixas de vm-
te e quatro botijinhas.
GESSO,
Nos armazens de Tassolrmaos.
Grades de ferro
para jardins, porteiras etc.
Nos armazens de Tasso Irmaos
CAKRIXIIOS DE FERRO
Para servicos de grandes wmazens, para remo-
ver barricas ou caixoes de um para outro, lado pelo
mdico pre?o do 12*000 cada um.
Farmlia de trigo de Trieste
Das melhoras marcas Panonia vordadeira) Fon-
tana e grande sortimento das memores marcas do
farinhas americanas.
Saceos de farinlia de trigo do
Chile
Todas novas, chegadas ltimamente nos arma-
zens de Tasso Irmaos.
Cemento romano
Nos armazens de Tasso Irmaos.
Cemento hydraulico 12^
O melhor para tudo que sao obras para agua, co-
mo assentamento de canos de esgoto, algerozes, de-
posito, tanques d'agua, etc., etc.: em porcoes de
cincoento barricas se far reducan no preco : nos
armazens de Tassolrmaos.
Cemento Portland
O verdadeiro cemento Portland em casa de Tasso
Irmaos.
Grades de ferro, cercas, por-
teiras, etc., etc.
De differentes qualidades para cercados de ani-
maes, chiqueiros para galinhas ou jardins : nos ar-
mazens de Tasso Irmaos.
Barris com bren
Nos armazens de Tasso Irmaos.
Para senhoras.
COQUES da ultima moda, enfeitados e lisos, gran-
de SOlli'll.'llIo.
CHAPELINAS de palha da Italia, guarnecidas com
deliquios e elegantes enfeites brancos e de cores
CHAPEl'SINHOS e gorras de velludo e de pencas
(alta novidada !) de palha da Italia, a emac5o,
especial sortimento. ..
CINTOS de cures e pretos, rico sorttmemo a ulti-
ma moda.
CAMISAS bordadas por commodos precos.
LENCOS bordados e com letras, novidade neste
get^r i '
LEQUES a emitaco de marfim, gosto novo e de
sndalo.
GOLI.NHAS e punhos, a emitaco de guipure.
ENFEITES pretos e de cores para cabera, lindos
moldes..
GUARN1CAO alta novidade a Marie Rose, lti-
mamente usada em Pars.
C0RP1NH0S de guipare brancos e pretos lindos
modelos.
CORNO US de la e seda, cores claras, elegante
moda em Paris.
GRINALDAS de flores finas.
ESPARTILHOS superiores.
MEIAS supeiiores de fio de Escoda.
LUYAS de pelica chafadas pelo altimo por.
ADEREMOS de coral verdadeiro e caauleo, gosto
delicado.
DE PALHA
GUARNICOES para vestidos.
TRANC \8 para enWtes de coques.
BOTES Uses e com pingentes para vestidos.
CINTOS alta novidade.
FLORES finas, grande sortimento.
GRINALDAS de ditas para coques.
LAQOS, fivelas, penachos para enfeites.
Para homena.
CAMISAS com peitos, colarinhos e punhos de li-
nho fino, lisos e bordados, moda,
COLARINHOS de linho o algodao.
PUNHOS de ditos.
GRAVATAS de todas as qualidades.
BOTES para punhos e guarnigdes para coletes.
CORRE.NTES de plaqu a emitaco do ouro, lin-
do gosto. ,.,
CHAPEOS de pello de seda, forma a Rotchil, qua-
lidade superior.
CHAPEOS de seda, para sol.
MEIAS de superior qualidade.
BENGALINHAS finas e chicotes.
LUNETAS aro de ac e tarturaga.
Para criancas.
VESTUARIOS completos para baptisados.
SAPATINHOS de merino e setim enfeitados.
MEIAS de seda e licwie Escocia.
CHAPEUSINHOS de palha da Italia.
TOUCAS de fil e setim enfeitadas e de chrocb.
BUNECAS vestidas, muito L.Jtaa e diversos
brinqaedos.
Perfumarlas finas.
AGUA FLORIBA verdadira de Murray 4 Un-
man New-York.
TNICO oriental, verdadeiro.
AGUA DIVINA de E. Coudray e superior agua e
essencia de Colonia.
ESTRATOS e essencias finas e de agradaveis are-
mas para o lento.
VINAGRES aromtico? para toilei.
POS DE ARROZ para amaciar a pelle ; em paco-
tes e ricas caixinhas com arminlio.
POS superior para limpar os denlos.
COSMETIQUES de na qualidade.
SABONETES, grande sortimento deste genero e
de superior qualidade.
LEOS de philocome, babosa e antiques.
BANHA fina para os cabellos.
AGUA de flores de laranja.
CREME de sabio para barba.
Caixas preparadas com perfumaras finas.
Mlndczas finas.
FABRICA NACIONAL
DE
TEIXEIRA FREDERICO & C.
Acaba de chegara este mereado umaporiaa des-
te ptimo rap, nico que pode supprir a falta do
princeza de Lisboa por ser de agradavel perfume.
E' fabricado pelo systema a imitacao do Areia Pre-
ta, porm tem sobre este a vantagem de ser viaja-
do, o que para este artigo urna especiahdade.
as pracas da Bahia, do Rio de Janeiro e outras do-
imperio tem o Rape Popular sido asss accolhido,
e provavelmente aqui tambera o ser, logo que
seja conhecido e apreciado. Acha-se venda
por preco commodo, e para quem comprar de 50
libras para cima, far-se-ha um descont de 8 0/0,
e de 500 libras para cima o de 8 0/0 : no escrip-
torio de Joaquim Jos Goncalves Bcltro, ra do
Commercio n. 17.
CANOS DE BARBO
Na ra Nova de Santa Bita, na antiga fabrica do
sabao, ha para vender por pre?o o mais mdico
possivel, canos franrezes para edificaroes e esgo-
tos de toda a qualidade, superiores a todos os que
aqui tem apparecido pela sua solidez.
PRECOS.
M400 por cano grande de 3 e meia pollegadas.
I200 por dito de 2 e tres quartos de dita.
lOOO por dito de 2 o um quarto de dita.
300 ris por pistoleta de 2 pollegadas.
Cotovellos, curvase canos de maior grossura,a
vstase far o preco. Compras maiores de 20U5
tem 5 por cont de descont por prompto paga-
mento. Pde-se ver as amostras nos armazens
de Tasso Irmaos.
Tijolos fraiicezes
Para ladrilhar casas terreas comasseioe precos
mdicos, muito convenientes e proprios para laitri-
lhos de cosinhas em sobrados, pelo seu asseio e
evitar a passagem de aguas para o andar 'nferior
e mesmo o perigo de fogo, aos i>rec/>s de 30000a
451000 o milheiro: na ra Nova de Santa Rita, na
antiga fabrica de sabao, e compras maiores de 2003
se far 5 por cento de deseonto por prompto paga-
mento. Podem-se ver as amostras nos armazems
de Tasso Irmaos.
Velas de esparmacete verdadeiras para lan-
ternas de carros: noarmazem de Tasso Irmaos.
Vinho do Porto fino superior: no armazem
de Tassolrmaos.
O melhor cognac Gauthier Freres: no arma-
zem de Tasso Irmaos.
Esleirs da India
Em casa de Tasso Irmaos vede-se esleirs da
India de diversos padroes e larguras, por preco
commodo.
Macarthy
Machinas de dcscarocar algodao.
Hojo que est reconhecido que as machinas de
serrote prejudicam e quebrara a fibra do algodao,
preciso recorrer a maclnismo menos spero,
que produzindo o mesmo servio que aquellas, e
facilidade po trabalho, nao quabrem a fibra da la,
para que essa possa obter-nos mercados europeos,
a difTerenca que ha entre o algodao descarorado
por aquellas mencionadas maetunas, que esto fi-
cando em deanzo, pelo prejuiao que tem causado,
e o da antiga bolandeira, que nao pode competir
pela iporosidade de seu trabalho. E' assim que
estas machinas se tornara as mais proprias para o
nosso algodao, porque ao par da facilidade e
promntidao conserva a fibra da la, que limpa por
ella, e qualifteada na Europa a par da melhor bo-
landeira, valendo assim entre II 20 por 0/0
mais do que a la limpa pela machina de serrote.
Estas machinas nao sao novas, pois que 1 muito
estao adoptadas no Egypto, aonde as de serrote
foram inteiramente abandonadas, e por isso o algo-
dao daquella pro<>edencia, sendo da qualidade do
da nossa provincia, obtem hoje de 10 a 5$ por
0/0 mais do que o nosso : vendem-se a 150^000
nos armazens de Tasso Irmaos.
Oleo de amendoas
Em caixas de 8 latas, cada caixa 100 libras :
nos armazens de Tassollrmos.
Charutos da Havana.
Excellentes charutos da Havana o por baratsi-
mo preco : em casa de Tasso Iriu*>s, ra do
Amorim n. 37.
Eelogios de ouro.
Relogios de ouro de patente com balancp de
chronometro do famigerado actor John Rogers, r0\
escriptorio de Tasso Irmaos. .
Pianos inglezes.
Pianos inglezes do bem conhecido autor Charles
Cadby, no escriptorio de Tasso.
o de milao.
Nos armazf ns de Tasso Irmaos.
BARRIS DE SALITRE
No armazens de Tasso Irmaos.
r A NOVA ESPERANQA
21= Ra do Queimado2>
Advertencia!
A Nova Esperanza, ra do Queimad
n. 21 tendo em deposito grande quantidade
de miudezas, c como se approxima o tem-
po em que tem de ser dado o balanco, por
isso desde j previne ao respeitavel publi-
co, que est resolvida a vender suas mer-
caduras pelo baratissimo prego, para assim
diminuir a grande quantidade das que
tem: assim pois-, venbam os bous fregue-
zes. e os que nao forem venham ser fregue-
zes, em tempo to opportuno quando
NOVA ESPERANZA convida-os pechincha-
rem, pois que para comprar-se caro, nao
falta aonde e a quem...-
PARA O MEZ DE MARA
A Nova Esperanca, ra do Queimado
n. 21, recebeu pastillias para queimar-se
em lugar de insengo, para aromatisar os
oratorio das devotas do mez de Maria.
Elle quere ella quer
E' senipre assim.
Elle (correspondente de Paris) quer sem-
pre primar em nos rcmetter objectos de
[.gosto e perfei'co, e ella (loja da Nova Es-
peranca) quer sempre dividir com seus fre-
gue7.es o que de bom constantemente rece-
be, e por este lidar continuo (d'ambos)
Nova Esperanca ra do Queimado n. 21,
alm do grande sortimento que j tinha.
acaba de receber mais o segointc :
Bonitos broches, pulceiras e brincos de
madreperola.
Papel e envelopes bordados e mati-
sados.
Papis proprios para enfeitar bollos e
bandeijas.
Brincos pretos com dourados (ultima
moda).
Fitas largas para cintOr
Modernos galljes, franjas e Iraaf de
seda e de la, para enfeites de flRaos.
Botes de todas as cores e moldes noves
para o mesmo fim.
Trancas pretas com vidrilhos sendo com
pengentes e sem elles.
Botes pretos com vidrilhos com pingen-
tes e sem elles.
Linas de pellica, camurca e excossia.
Finas meias de seda para senhora e me-
ninos.
Delicados leque de madreperula, mar-
lim, osso e faia.
Espartilho simples e bordados.
Bengalas de baleia.
Finalmente, um completo sortimento de
miudezas ra do Queimado n. 21, na
Nova Esperauca.
Collares anodinos ellectro-niagnett
eos eonira as convulces das
creancas.
NSo resta a menor duvida, de que muito
collares se vendem por ahi intitulados o
verdadeiros de Royer, e eis porqae muitoa
pais de familias nao creem (comprand-09i
no effeito promettido, o que s pdem dar
os verdadeiros ; a Nova Espeanca, porta
que detesta a falsificado principalmente no
que respeita ao bem estar da humanidade
fez urna encommenda directa destes collares
e garante aes pais de familias, que sao o
verdadeiros de Royer, que a tantas crean-
gas tem salvado do terrivel ncommode de
onvulces, assim pois preciso, qe ve-
nham a Nova Esperauca a ra do Queimado
n. 21 comprarem o salva vida, para seus
filhinhos, antes que estes sejam acownetti-
dos do terrivel mal, quando en to ser -
fllcil alcancar-se o effeito desejado, embora
sejam empregados os verdadeiros collarea
de Royer.
Para familias
SUPERIORES fitas de grosdenaples de todas as
cores e larguras de veludo preto e de cores, e
gurguro para cintos.
BABADINHOS e entremeios bordados.
GUARNICOES de seda de cores para enfeites de
vestidos.
TRANi;AS pretas com vidrilhos e pingentes.
BOTOliS de cores, brancos e prelos.com vidrilhos
lisos e com pingentes.
DEDAES de mam aperla, de marfim, de 650 e
metal.
THESOUBAS finas para costura u tuinas.
CAIVETES finos com quatro tutos. E muitos
outros artigos de miudezas que se toma; en/a-
donho menciona-los.
Tudo se vende por prepos bastante commodos.
MASSA e XAROPE
DECODEINADEBERTHI
Preconindos por todos os mdicos contra os
DEKI.XOS, CATHARROS, E TODAS AS,
IRRITAQOES DO PEITO.
W. B. O Xarope de Coddna que merteo
honra, altat bem rara entre o$Medicamento
notos, de ter rtgittrado como unt dot medica-
mentos oflciaet do Imperto Francs dispensa
qnalquer elogio.
AVISO. Por cauta da reprehensivel fulsf-
ficoco qup tem suscitado o felii resultlo do
Xarope e massa de Berlk somos toreados a
lcnibrar que estes medicamentos tad justa i
conceptuados f se ^r\
teudem em roixln- ^S*^ _)
Las e frasciii leramlo <-J>s\p JCJi^^l.
% assignatura esn < "\JT~ y 'i '
A6, Rui iet colet, t na Thannacia C ;nlial,
de franca, 7, Une de Jony, em Parit, e cm]
i'liarmacias
CARNAUBA
Vende-se superior cera de carnauba em fws. por pre^o mais barato do queejn outra quas-
quer parte : na loja do Pavao, ra da Imperatriz
n. 60, de Flix Pereira da Silva.
CURA DOS GALLOS.
PELA
Pomada gal onpean.
Deposito especial
Pharmacia de Rartholomeo 4C.
34------Rua larga doRosario-------34.
Grande azar. rna \ova ns. e
9, decmetro Vlauua* c.
Acaba de chegar a este estabelecimentc
grande porfo de machinas para costeras do
autor Wheeier Wilson, approvadas na lti-
ma exposico de Paris, as quaes cozem eom
dous pospontos toda a costura, e tem a
vantagem de ser t5o suave o movimento.
que qualquer enanca de oito annos fcil-
mente trababa, e pode, com este entrete-
nimento, levar vantagem ao servico diario
de trinta costureiras. A comprehMsSo
simples, pois em um quarto de hora se fi-
ca senhor do movimento da machina, ten-
do a mesma a propriedade de fazer as se-
guintes costuras: pospontar,' abainhar.
franzir, marcar e bordar, como apresentam
os desenhos que acompanham-nas. Os pro-
prietarios. do estabelecimento se encarre-
gam de mandar ensinar n'esta cidade, e
garantem entregar o inporte dispendido ao
comprador, no taso de nao trabalhar com
perfeico a machina vendida, nao tendo.
porm, soffrido'ella alguma avaria. Hatam
bem no mesmo estabelecimento machinas
do autor Grower & Baker, de trabalho sim-
ptesmente mfk), e outras com movimento
dos ps; e mxime todos os pertenees daa
mesmas machinas, para vender avuteo.
GAZ m GAZ
Cherou ao antijo deposito de Henry Jorster &
C, rua do Imperador, um cafregamento de gai
de primeira qualidade; o qual se vende era partidas
e a retalho per menos preco do que em otra qual-
qner parte.______
Cimento inglez
De primeira qualidade em barris grandes,
que se vende por menos do que em qual-
quer outra parte: na rua. Larga do Rozario
n. 34 botica.
VHNIfflS
de superiores qualidades, a precos commodos ; na
rua do Vigatio n. 16, Io andar, escriptorio de
Joaquim Gerardo de Bastn._________________
VENDE-SE
azeite de dend a 800 rs. a garra
fa: naruaNovan.3.
FUNDICAO DO BQWMAN
lina do IIriini n. 5.
Machinas de vapor.
Rodas d'agoa.
Moendas de canna.
Taixos de ferro, batido/ fundido.
Rodas dentadas, paia moer com agoa.
vapor e animaes.
Alambiques de ferro.
Formas para purgar assucar.
E outros muitos objectos, etc. etc., pro<
pi ios para agricultura.
Vendem Augusto F. de OHveii
Commercio. n. 42.
k Cia
Alcatifa
Vende-se urna alcatifa de variados padr&os a
600 rs. o covados na rua do Queknado n. 31, loja
deA.M.Rolim*C.
Bandeiras
Magnificas bandeiras de seda nacional o estran
jeira, vendem-se a 44 : na rua doCQrMma1.
loja fo A, M. Rom & C,



II '
i
I
11
,

l
Diario de Pernambuco Terqa feira 18 de Maio de 1869.

Ocordeiro providente
R a do Queimado n. i O.
Novo e variado sortimento de perfumaras
unas, e outros objectos.
Alm do completo sortimento de perfu-
maras, de que efectivamente est provida a
loja de Cordeiro Previdente, ella acaba de
receber am outro sortimento que se torna
notavel pela variedade de objectos, superiori-
dade, qualidades e commodidades de* pre-
cos; asim, pois, o Cordeiro Previdente pede
e espera continuar a merecer a apreciaco
do respeitavel publico em geral e de sua
boa fre?uezia em particular, nao se afas-
tando elle de sua bem conhecidamansido
e baratoza. Em dita loja encontrarlo os
apreciadores do bom:
Agua divina de E. Coudray.
Dita verdadeira de Muray d- Laminan.
Dita de CologneIngieza, americana, fran-
ceza, todas dos melhores e mais acreditados
fabricantes.
Dita balsmica dentrificia.
Dita de flor de larangeiraa.
Dita dos Alpes, e vilete para toilet.
Elixir odontalgico para conservado do
asseio da bocea.
Cosmetiques de superior qualidade e chei-
ros agradaveis.
Copos e latas, maiores e menores, com
pomada fina para cabello.
Frascos com dita japoneza, transparente
e outras qualidades.
Finos extractos inglezes, americanos e
francezes em frascos simples e enfeitados.
Essencia imperial do fino eagradavel chei-
ro de violeta.
Outras concentradas e de cheiros igual-
mente linas e agradaveis.
Oleo philocome verdadeiro.
E&racto d'oleo de superior qualidade,
com escoliados che ros, em frascos de dille-
rentes tamaitos.
Sabonetes em barras, maiores e menores
para raaos.
Ditos transparentes, redondos e em figu-
ras de meninos.
Ditos muito Anos em caixinha para barba.
Caixinhas com bonitos sabonetes imitando
fructas.
Ditas de madeira invernisada contendo fi-
nas perfumaras, muito proprias para pre-
sentes.
Ditas de papelo igualmente bonitas, tam-
bera de perfumaras linas.
Bonitos vasos de metal coloridos, e de
moldes novos e elegantes, com p de arroz
e boneca.
Especial p de arroz sem composicao de
chero, e por isso o mais propro para crian-
gas.
Opiata ingieza e franceza para dentes..
Pos de campbora e outras differentes
qualidades tambem para dentes.
Tnico oriental de Kemp.
* Aluda inals coques.
Um outro sortimento de coques de no-
vos e bonitos moldes com filets de vidrilhos
e alguns d'elles ornados de flores o fitas,
esto todos expostos apreciadlo de quera
os pretenda comprar.
GOLLINJIAS E PUNHOS BORDADOS.
Obras de muito gosto e perfeico.
Fivellas c Otas para cintos.
Bello e variado sortimento de taes objec-
tos, ficando a boa escolha ao gosto do com-
prador.
FLORES FINAS.
O qac de melhor se podo encontrar neste
genero, sohresahindo os delicados ramos
ominados para coques.
Para viagem.
Bolsas de lapete e carteiras de couro, por
precos commodos.
Chapelinas de palha da Italia mu bem
enfeitadas, e enfeites de (lores obra gosto.
E assim moitos outros objectos que se-
ro prsenles a quem srf dirigir a dita loja
do Cordeiro Previdente a roa do Queimado
n. 16.
ENFEITES BE PALHA PARA VESTIDOS,
CHAPEOS E COQUES.
O Cordeiro Previdente ra do Queima-
do n. 16 acaba de receber um bello sorti-
mento de trancas de palha para enfeites de
vestidos, outras para chapeos, coques etc.
ludo isto est sendo vendido cora a sua bem
conhecida eommodidade de precos.
ALEM D'AQUELLES.
Recebeu outros lindos enfeites de seda
para vestidos ; assmcomo um variado-sor-
timento de galles de la, babadinhos de
cambraia com bordados de cores, cuja va
redade de gostos os tornam recommenda-
dos e apreciados ; compareco pois os pre-
lendentes que serio servidos a contento.
TO BEM RECEBE.
Novo provimento de bicos e rendas de
guepure.
LITAS DE PELLICA.
De todas as cores tanto para hometr
como para senhoras, constantemente achara-
se a venda na loja do Cordeiro Previdente :
ra do Queimado n. 16.
TTinlio degestivo de
etiassaing
aam
PEPSINA E DIASTAEX.
Remedio por excellencia para cura certa
das digestes dilficeis e completas, acalmar
asdores gastralgias, e reparar as forcas
produzindo urna assimulaco completa dos
.alimentas; sendo mais um excellente tnico.
PHARMACIA E DROGARA
DE
Bartholomeu ti c.
34RIJA LARGA DO ROSARIO-
-34
1ROIPAIHTA
Francisco Antonio de Carvalho
& Companhia
( SUCCESSORES DE REG A MOURA )
Ra Nava n. 24.
Os proprieterios dest estabelecimento fazeui
,eiente a publico ijue acabam de receber um per-
feito e variado sortimento de pannos finos, caso-
Miras, brins e outras fazendas de gostos modernos,
as quaes vendem por precos ruoaveis. Os mes-
los scierithVam, que tendo admittido para *ua
jfrkina de alfaiate um artista hbil do dessmpe-
oho de suas funeeoes, receben) quakpaer eucom-
nenia de roupa por medidas, prometiendo satis-
>;m eon pontualjdade e presteza qualquer pe-
iido neste sentido.
Gaz e farelo
Vende-si! gaz do primeira qualidade por com-
modo pre^j, em pornoes a vontade dos comprado-
res, e farelto muito' novo, saceos grandes, p-lo
proco de 4J80O o sacco : no armazem deMatheus
Austin A C, ra da genzala-velha n. 106.______
Vencrm-seduas pivttg ambas com habili-
dad*, cando urna por 6004, t*m 35 annot: na
ra da Moeda n. 19,1 andar
GRANDE LIQUMCO
A DINHEIRO NA LOJA E ARMAZEM
DO
8aoa m maipaiaaiiaiaa. u
DE
Flix Pereira da Silva, successor de Gama
& Suva
O proprietario d'este estabelecimento convida ao respeitavel publico desta ca-
pital a vir surtir-se no grande estebelecimento que tem defazendas, tanto da moda como
ie lei, e as pessoas que negociam em pequea escalla, tanto da praca como do matto-
esta casa poderao fazer os seus sortimentos em pequeas e grandes porebes, venoen-
lo-se-lhes pelos precos que se compram as casas inglezas ; assmcomo as excelientis,
limas familias, podero mandar buscar as amostras de todas as fazendas, ou mandare-
nos levar em suas casas pelos nossos caixeiros, para o que acha-se este estabelecimen-
to aberto constantemente desde s 6 horas a manhSa s 91 da' poute.
O atoalhado do Pava AS CAMBRAIAS DO PAVAO
Vende-se superior atoalhado de algodo Vendem-se flmssimas pecas de cambraias
;om 8 palmos de largura, adamascado a lizas transparentes tanto inglezas comosuis-
- sas tendo mais de vara de largura, pelos
precos de 53000 at 10)5000 a peca, assim
como inissimos organdys branco liso que
serve para vestidos de bailes, por ser muito
transparente a 1(5000, a vara, na loja do
Pav3o ra da Imperatrizn. 60, de Flix Pe-
reira da Silva.
Roupas para hoincm
Vendem-se superiores palitts de panno
sobrecasacos forrados de alpaca e de seda,
camisas inglezas e francezas com os peitos
de esguio/ ceroulas francezas de linho e al-
godo, meias cruas inglezas superiores, ca-
misas de flanella e de meia de 15a, assim
como neste estabelecimento existe um grande
sortimento de pannos pretos, e de casemiras
inglezas de cores, e que se manda fazer
qualquer obra a contento dos Srs. fregue-
zes, e promette-se-lhes que serao servidos
com a maior promptidao e muito mais ba-
rato do que em outra qualquer parte
na ra da Imperatriz n. 60,de Flix Perei-
ra da Silva.
Cortinados
Para camas e janeHas.
Vende-se um grande sortimento a'os me-
lhores e maiores cortinados bordados pro-
prios para camas e para janellas, que se ven-
dem a 12,5000 rs. cada par at 25,5000 rs,
isto na ra da Imperatriz n. 60, de Flix
Pereira da Silva.
Cretone para lenqes com 10
palmos de largura a 2$,
Acaba de chegar esta nova e excellente
fazenda branca propria para lences de um
s panno, garantindo-se que um metro e
urna quarta ou um metro e rneio d um
excellente lencol de um s panno, assim
como estaba fazenda tambem muito
propria para toalhas de meza, rosto etc. e
outros mysteres e vende-se pelo baratissi-
rao preco de 25 cada metro.
ALPACO DE CORDAO PARA VESTIDO A i S
Chegou esta nova fazenda com o nome
de alpacSo, sendo de cord5o e com mais
largura do que a alpaca, com as mais lindas
cores, como sejam Rismark, lyrio, perolas,
roxo, cor de cauna, magenta etc. e vende-
se pelo baratissimo preco de 1,5 o covado.
ESGUIO DE LINHO DE 12 JARDAS A 10*.
Vende-se pecas de esguiSe de linho, fa-
zenda superior, com 12 jardas cada peca, a
10,5000.
ALTA NOVIDAD
02OO a vara; dito de" linho fazenda muito
raperior a 35200 a vara ; guardanapos de
inho adamascados a 4,5500 a duzia e muito
inos a 8,5000, e ditos econmicos a 3,5500
i duzia.
Pustes para vestidos forneos
a JO.
Vendem-se os'mais modernos fustes bran-
;os flexiveis com padies de listas e de
ialpicos proprios para vestidos e roupas de
uenino a 640 rs. o covado, na loja e arma-
'.em do Pavo ra da Imperatrizn. 60, de
Flix Pereira da Silva.
RABADINHOS
Vendem-se inissimos babadinhos, tiras
cordadas e entremeios, mis baratos do que
am outra qualquer parte, assim como espar-
'.ilhos dos mais modernos, no armazem de
Flix Pereira da Silva, ra da Imperatriz
a. 60.
ALTA NOVIDAD
A LOJA DO PAVAO
Gurguro de seda
Chegaram pelo ultimo vapor os mais bo-
litas gurguroes de seda, proprios para ves-
idos, sendo lisos e lavradinhos, com muito
ustro, garantindo-se que a fazenda mais
inda e de mais phantasia que este anno tem
bogado a este mercado, e vende-se por
preco muito razoavel, na ra da Imperatriz
i. 60, de Flix Pereira da Silva.
CHAPELINAS
ULTIMA MODA
Chegaram para a loja do Pavao as mais
risas e mais modernas chapelinas rica-
mente enfeitadas, com enfeites e fitas de
setim e de todas as crese com ricos bicos
de blond e as mais lindas e finas flores,
venciendo-se cada urna pelo barato preco de
155000, garantindo-se serem muito mais
bonitas do que eutras que se vendem era
outras partes a 205 e 255, e entre ellas
ha mais do que um modello, tambera tem
muitas de pratinho, proprias para mocas e
meninas, isto na ra da Imperatriz n. 60
loja do Pavo, de Flix Pereira da Silva.
Explendido sotimento de
Alpacas lavradas de edres a 500
Alpacas a 560 Alpacas a 560
Alpacas de cores
Na loja do Pavo ra da Imperatriz n.
60, vende-se uns poucos de mil covados
das mais lindas e modernas alpacas lavradas
com as mais modernas e bonitas cores,
proprias para vestidos e roupas para meni-
nos, tendo entre ellas azul, lyrio, roxo, cor
de canna, verde claro etc. e os lavrores
muito mindinbos assentados era urna s
cor; para se poder retalhar es'a fazenda
pelo Iwfrato prego de 560 rs. o covado, foi
preciso fazer-se urna grande compra deste
artigo, o qual grande pechincha.
Aos dez mil covados de cassas
francezas
Covado a 300 Covado a 300
Covado a 300
Covado a 300 Covado a 300
Covado a 300 rs.
Vende-se na loja do Pavo ra da Im-
peratriz n. 60 urna grande quantidade de
mil covados das melhores casas francezas
para vestidos, tendo padroes miudos e grfi-
dos, assentados em todas as cores, estas
cassas sao propriaraente francezas, tendo
transparentes e tapadasr com tanto corpo
quas como a chita, e alera dos padres
serem muito bonitos, sao todos fixos e seria
fazenda para muito mais dinheiro, mas re-
talha-se a 300 rs. o covado.
Cspartllhos a 3OO na loja do
Pavo
Vende-se urna grande porcao de esparti-
Ihos Modernos com o competente cordo,
te*lo sortimento de todos os tamanhos, e
vendem-se a 35 cada um.
PUNHOS COM GOLINHAS A 640 E 15-
Vndelo urna port&o de punhos com
golinhas (ticamente bordados, de esguio de
linho, senio brancos a 15000 cada terno, e
bordados Ide cor a 640 rs. para acabar.
Assim comb ricos pares de manguitos mo-
deraos cora gollinhas e punhos bordados a
15600 rs. cada um.
ALPACAS LAVRADAS COM LISTAS A 500
RS, S O PAVO VENDE
Covado )a 500 rs.
Covado a 500 rs.
Covado a 500 rs.
Covado a 500 rs.
Covado a 500 rs.
cavado a 500 r..
Nfrloja do Pavao i ra da Imperatriz n.
60 vende-se urna grande porco de alpacas
11--RUA DO QUEINAD0--11
DE
AUGUSTO PORTO & C.
Receberam superiores vestidos de blond com manta e capella para noivas, que
vendem-se por precos mais mdicos do que em qualquer outra parte.
SAIIIDAS DE RAILEde cachemira branca ede cores o que ha de mais lindo.
BASQUINESde renda preta, e de gorguro preto, o que ha de mais
elegante.
CHAPEOS DE SOLpara senhoras delicadamente bordados.
BALESbrancos e de cores para senhoras e meninas, espartilhos, saias bor-
dadas, e saias de 13a com barras de cor.
GORGUROde sfda branco e preto para vestidos, sedas de cores, moirean-
tique branco, e grosdenaple bran ;o, de cores c preto, princezas, bombazinas pretas,
alpacas de muitas cores, e lindos cortinados bordados.
Loja do Pavao.
GURGUROES PARA VESTIDOS A 15000,
O COVADO.
Chegaram os mais modernos gurguroes
para vestidos, sendo de todas as cores, como
sejam verde, azul, rosa, bi6mark, perola,
roxo & 4 tendo quasi quatro palmos de lar-
gura e vende-se pelo baratissimo preco
de 15000, cada covado nicamente no ar-
mazem de Flix Pereira da Silva, na ra da
Imperatriz n. 60.
Grosdenaples preto
Vende-se um grande sortimento dos me-
lhores grosdenaples pretos, tanto lar-
gos como estreitos, sendo de 25000 rs. o
covado at 45000 rs. garantindo-se que
n'este genero ninguem tem melhor fazenda e
que se vende mais barato do que em outra
qualquer parte, na^rua da Imperatriz n. 60,
de Flix- Pereira d Silva.
Grande expsito
DE
CASEMIRAS DE CORES NA LOJA DO
PAVAO
Chegaram as mais bonitas e mais moder-
nas casemiras de cores proprias para calcas
coletes e palitts, tendo at das mais finas
que tem vindo ao mercado com fios de seda
e vende-se mais barato do -que em outra
qualquer parte, por haver grande sortimen-
to de varios precos, na loja e armazem do
Pavo, ra da Imperatriz n. 6h, de Flix
Pereira da Silva.
roupas feitas
NA LOJA DO PAVAO RA DA
IMPERATRIZ N. 60
Acha-se este grande estabelecimento com-
pletamente sortido das melhores roupas,
sendo calcas palitts e coletes decasemira,
de panno, de brim, de alpaca, e de todas
as mais fazendas que os compradores pos-
sam desejar, assim como na mesma loja
tem um bello sortimento de pannos casemi-
ras, brins, etc. etc. para se mandar fazer
qualquer peca de obra, com a maior promp-
tidao vontade do freguez, e nao sendo
obrigados a acceita-Ias, quando nao stejam
completamente ao seu contento, assim como
n'este vasto estabelecimento encontrar o
respeitavel publico um bello sortimento de
lavradas cora os mais lindos padroes hstra- camisas francezas e inglezas, ceroulas de
dos e com flores matisadas, sendo este ar-
tigo urna grande pechincha, por se terera
comprado! urnas poucas de caixas e vende-se
pelo barato preco de 500 rs. o covado.
Chales *
CHALES
CHALES
Na loja do Pavo ra da Imperatriz n.
60, vende-se um bonito sortimento dos me-
lhores chales, sendo de fil preto com mui-
to ricas palmas bordadas de cores, ditos de
merino liso de todas as cores, ditos estam-
pados e ditos de crepon com os desenhos
mais honitos que tem vindo ao meftado.
PELERINAS DE CROCH A 85, 105000
E
Chegaram ^^H 'avilo as mais
linho e algodo e outros muitos artigos
proprios para homens e senhoras promef-
tendo-se-lhe vender mais barato do que em
outra quatquer parte. amada Impera-
triz n. 60, loja e armazem de Flix Perei-
ra da Silva.
COLCHAS PARA CAMA A 5000.
Vendem-se colchas de fusilo adamasca-
das para cama, pelo barato preco de 55,
giande pechincha, na loja e armazem do
PavSo, ra da Imperatriz n. 60, de Flix
Pereira da Silva.
M adapolo enfesiado a 81500
i Vende-8e superior madapblloenfestado,
i sendo muito encorpado, para carnizas, e
tendo cada j)eca 24 jardas, pdo baratissi-
modernas o m ^Hbfras ou pele- rao preco rias de fil e ^ vendem a 8 e" Pavo, ra da Imperatriz D- 60, De Flix
W o 125. i Pereira da Silva.
p'ACUIA
*0 lltIMAB6
NOVO EXPLENDIDO S011TIMENT0
Vendem-se na casa de Theodoro Simn
d C.
Largo ^lo Corpo Santo n. 21
Rape Paci Cordeiro.
Wnde-se rap Mulo Cordeiro fino, viajado,
moioprosso e vikiiuIio, no deposito a cargo de
Joao Francisco da Silva Novada, ra do Vicario
n. 11. Faz-SO vaougen* a qurin comprar porcao
e troca-se o rap que nao talnr ao agrado dos con-
sumidores. '
Saceos com farinlia do mandioca miiin fina:
na ra da Praia, armazein n. 5-*.
Armaco.
Vende-fe para tirar ou nYar urna importante
armaeao de louro para taberna, car. e eanteiros
existentes na taberna da ra do Mondega n. 1, es-
quina de S. Gonealo : a tratar com o aeentc Mar-
lins.___________'__________________________
Ra do Li\ ramento n. 26.
Cambra as de ellegantes padr5es, modernas, a
400 rs.o covado.
Yendo-se um braco novo de batanea do au-
tor Romao, com as competentes conchas e pesos,
nropriu para armazem de assucar e outros estabe-
lecimentos : no trapiche Guerra.
ESCLAVOS FEJG9B6S.
Agua-florida de Guis-
lain
Tintura indelevel para'tingir os cabellos,
sem manchar a pello.
A bem conceituada agua-florida de Guis-
lain que enlo era desionhecida em Per-
aambuco, j boje estimada e procurada
por seu efficaz resultado, e anda mais se-
r, quando a noticia de seu bom elleito e a
experiencia tornar de todos conhecida.
A agua-florida de Guislain composta ni-
camente de vegetaes inoffensivos, tem a
propriedade extraordinaria de dar i\ cor pri-
mitiva aos cabellos, quando estiverem bran-
cos, e Ibes restituir o brilho perdido, e as-
sim como preservar de embranquecer, sem
ser prejudicial de modo algum.
E' porm necessario fazer conhecer, que
o bom resultado produzido pela agua-flori-
da, nao instantneo, como muitas pes-
ioas tal vez supponham, mais sim ser pre-
ciso fazer uso d'ella, trez ou quatro vezes,
e logo se obter o fim desejado, como bem
provam testemunhos de pessoas insuspei-
tas, e d'entao por diante, basta usa-la duas
vezes por mez, contando sempro com o bom I Entr-meios finos tapados c transparen-
exito, podendo a experiencia ser feita era tes com delicados bordados e proprios
outra qualquer cousa. para enfiar fita.
Assim pois esta agua-florida acha-se ven-
Ditos com ditas de velludo, outros im
tando charo raachetado.
Ditos cora ditas de marroquim cora cruz
eguarnico, domada ou prateada.
Coras e tercos de cornalina.
Assim como.
Grande c bello sortimento de leques
todos de madreperla, madrcpcrola e seda,
sndalo, sndalo e seda, bsso, osso e seda,
e faia etc, etc. tendo nos de sandw algnns
com 4 vistas, e outros japonezes enfeitados
de flores, v
Bonitas voltas grandes de aljofares azues.
Voltas de cnente de borracha.
Meias de seda para meninas c senhoras.
Ditas de fio de Escocia abortas, tambera
para meninas e senhoras.
Ditas muito finas d'algodfo, alvas, e
cruas para meninas e senhoras.
Luvas de fio d'Escocia, torral, e seda
para meninas e senhoras.
Meias de la para homens, muflieres e
meninos.
Gollinhas e punhos bordados obra de
muito gosto.
Fugio de bordo do palhabote nacional Ama-
ro, um mulato claro de m na Justino, estatura re-
gular, cabellos earapinhes e meios ruivos, pouea
barba, tem urna pinta preta no canto do olho dt-
vm o um talho pseoslas ao mesmo lado ; levou
tUtido camisa de, chita com listas verdes, e osa
do urna cinta com borla encarnada para aperlar
as calcas, natural de Santa Anna do Matto na
provincia do Itio (raudo do Norte, para onde tai-
vez queira ir, tambera milito dc.-einbaracadu no
fallar. Hccnnimenda-se aos mostrea de barcada
ou a qualquer pessoa que o agarrar, c levar a ra
do Trapiche u. 4 ou a bordo do referida navio que
ser gen.'ri-aiiiciile gratificado.
Fugio do engenho Cordeiro no dia 4 do eor"
rente mez, o escravo Cebno, de idade de 22 anuos*
estatura regular, preto, cabellos carapinhos, rosto
redondo, sem barba, e eom espiabas, nariz direito,
Talla grossa, maos calejadas. gosta de tomar
agurdente. Protesta-se proceder com todo o r-
lor da lei contra qnem o tiver acontado. Fuga-
se as autoridades poticiaes ou a qualquer pessoa
que o fa(;a capturar e fomloii-lo ao engenho ci-
ma, que .-era recompensado.
Fugio
da na bem conhecida loja d'Aguia Branca
ra do Queimado n. 8,
A Aguia Branca, contando com a protec-
c3o de sua boa freguezia, tambem capricha
em nao Ih'a desmerecer, procurando sem-
E OS PRODIGIOSOS
Anneis e collares Royer para rreancas.
Bonitos cabases ou bolsinhas de pelica
setim para meninas ou senhoras.
Lindas cestinhas bordadas a froco, e lisas.
pre corresponder a idea favoravel com que Delicadas caixinhas devidro enfeitadas
ahonram, e em prova ao que fica dito, d com pedras, aljofares, etc.
como exemplo jo explendido sertimento
que acaba de receber, ainda mesmo achan-
do-se bellamente provida do que de bom
e melhor se pode desejar nos gneros que
sao de sua competencia.
Haja vista aos necessarios livros de missa
3 oraco, obras de apurado gosto e perfei-
?o, sendo: com capas de madreperla e
tocantes quadros em alto relevo.
Ditos com ditas de marfim igualmente
bonitos.
Ditas de tartaruga para joias.
Bonitos albuns com msica.
Pinseis ou bunecas para poz de arroz'.
Novos e delicados ramos de llores com
marrafes para enfeitar coques.
Bilo sortimento de trancas de palha.
Fitas largas para cintos.
Cintos de fitas largas com bonitas rama-
gens.
Brincos e alfinetes de madreperla.
Ditos esmaltados, obras novas e bonitas.
do engenho Morenos, no dia 3 do mez prximo
passado, o esclavo Mauricio com os signaes so-
guintes : Idade40 a 90 anuos, alto, seceo. cor fulo,
tem alguns cabellos Uraocea'na barba, falla grossa
e-arrogante, olhar carrancudo, pernas finas, sendo
una curva por ler un dos joclhos fichado prov -
Diente de molestia anliga, v pea sfleOs. Bate n--
gro ha dez anuos foi do Sr. F. de l'inho Borges ;
esleve futido deua anuos na lieguezia da Vanea,
andava na povoacao da meema freguezia, nos en-
genhos S. Joao, Cordeiro, Remedio e A fugadns; j
morou no engenho Comportare andava rugido cui
Muriheca, S. Barlbolomeu c outros engenhos da
visinliane. As pessoas que 6 npprohenderem le-
vera-o ao ongeano Morenos, sou proprietario.que
leceborao 1003 de gratiflcacSo._____________
_ oescravo Benedicto Sapocaia se aiha fuglo
desde o dia 24 de marco prximo paftado, e n)
desde o dia 30 romo por engao disse nn annun-
cio de hontem : tem elle os sigm.es segnintes al-
tura regular, um pouco magro, cara emprida,
muito |wuca barba, tem a- pernas alguma cousa
cambetas c os ps rneio apalhetados. tem falta lo
dous ou tres dentes na frente, muito flol e goslu
de andar engomniado : quem o pegar leve-o ao
eso-ptorio da ra do Imperador n. 24, a ftaquira
S. P. de Siqueira Cavleantl. _
NOVIDAD
KA
BOA-VIST i
Declara os seus freguezes que aecebeu
diversas qualidades de fazendas que esto
expostas a venda pelo baratissimo preco,
como vero deste annuncio. Ra da Im-
peratriz n. 72.
O proprietario, Lourenco Pereira Gui-
maraes.
CAITAS FRANCEZAS a 280 rs.
Vendem-se chitas francezas a 5:80, 320,' Garibaldi roa da imperatriz
360 e 400 rs. o covado. Ra di Impera-
triz loja da Arara n. 72.
MADAPOLO A 33000.
Vendem-se pecas de madapofto de 24
jardas a 43, 63. 73, 83, 93 e 103, pecas
de algodo 43, 33 e 7,3000.
CORTES DE CALCAS A 640 rs.
Vendem-se cortes de calca de castor e
brim para calca de homem a6'/ s8O0rs.
brins de cores para roupas de meninos e
homeo*a 400 e 300 rs. o covado.
RISCACO FRANCEZ FINO, 360 rs.
Vende-sc riscado francez para vestido
de senhora a 360 rs. o covado.
Cassa franceza a 30 e 360 rs. ci covado.
ALPACAS DE CORES a8.<0 rs. O COVADO
Vendem-se alpacas de cores pa 'a vesti-
do de senhora a 800 e 900 rs. o covado.
Lasiuhas a 940 rs. o c-ovado.
Vendem se lasinhas para vestido do se-
nhora a 240, 280, 320 e 360 rs. o cova-
do.
Roupa feita de todas as qiiali-
des.
Vende-se roupa feita, caigas d/ 'asentir
paletos e colletes de todas as quididades,
tudo por muito barato preco'.
Cortes de barejes de la a
94500
Vendem-se cortes de barejes de la paa
vestido de senhora a 233 0 e 33000. B-
I5es de 30 arcos a 13300 ; ditos moder-
nos de cores e brancos, 33; chales de to-
das as qualidades; casemiras pretas e de
cores por barato preco; brins pardos e
brancos e de cures de linho finos ludo isto
por piceos niai o baratos, s com i) fim de
vender para apurar dinheiro e d-s9 amos-
tra das fazend I^B
Recebeu novo sortimento de fazandas
para sen estabelecimento na ra da Impe-
ratriz n. 36, de Lourenco Pereira .Mendos
Guimar3es.
Attenco.
Vendem-se Cortes de 15a transparentes
para ve&tido de senhora a 23300 e 33000.
Ra da Imperatriz, loja do Garibaldi n. 36
MADAPOLO BARATO A 3-5000.
Vendem-se pegas de madapolo barato,
53, 63, 73, 83, 9 c i03, s na loja do
n. 36.
Fugio do engenho l'om, [jreguezla de Agoa-Pre-
te, uanoHcde domingo, 18 po coi-rente, paran
amanhecerdo^egnnda-teiri, 19 do mesmo, cravo Benedleto, ijue foi comprado no Reejfe ao
Sr. AutUiO Jos Yieira de SoUBt, no nia 7 de atiiil
do correte mez. cujo escravo tem os signaes s-
guintes : rrioulo, de 32 anuos de idado. cor preta,
altura regular, corpo regular, testa muito rauiuda,
rosto um poueo descarnado, nariz afilado, pon *a
barba, falte de deatcsj ua e nios hem feitos, cha-
peo do Chile j velho. ou bonet, boa camba do
madapolo de prega larga, ou de algodo braai 0,
levando a roupa dentro de mu sacco j velho, o
qual deve ter a marcalY.cn quem o pegar
leve-i ao engenho cima a sea seaoor, on i.rua
da Praia, a Genuino Jos da llosa, que cebera
un- de gratilicac i. escoiitia-.-o ter ido para
Porto Calvo, onde era escravo de FrOriaco Nj-
gueira Castellu Branco, engenho Utinga ou S. Jos
Sa Cora Grande.
Vende-se um escravo, oiBclal do ferreiro,
vindo nllimamente do norte : no esen
Joauuira Jos encalves Beltro, ra do Trapi-
che n. 17. mm
RISCADOS MODERNOS PARA VESTIDOS
A 360 rs.
Vendem-se fint'ssimos .riscados pura ves-
tidos de senhora a 360 rs. o covado, chi-
tas finas escuras e claras, 360, 100, ISObi
rs. o covado. Ra da Imperatriz n. 36.
LASINHAS PARA VESTIDOS, 210 rs.
Vendera-se lasinhas para vestido a 2i0,
280, 320 e 400 rs. o covado. '
PECAS DE BRIM PARA LENCOES a 83-
Vendem-se p< cas de brim hamburgo a
83,1)3 e 103 ; pecas de bramantes de li-
nho a 23 a vara, dita de algodo a 1.1600
a vara.
PECAS DE ALGODO A 43-
Vendem-se pecas de algodo de 20 jar-
das a 43 ditas de carne de vaca a 53 dito
superior qualidade 63 e 73 a peca.
CHITAS FRANCESAS A 280 rs.
Vendem-se chitas francezas para vesti-
dos a 280, 320 e 360 rs. o covado, ganga
para calca a 320 rs. o covado, brim de cor
para calcas e paletots e ronpa de menino
a 400 r0 o covado, balos de arcos a
13500, bals modernos de cores e bran-
cos a 33, chapeos de sol de alpaca, 33500,
ditos de seda 103, e 123* Roupa feita de
todas as qualidades por muito barato prego
alpacas do cor para vestidos de senhoras,
chales de todas as qualidades e outras mui-
tas fazendas.
Fugio do engenho Jundi, na imite de 3 para
\ docorrente, um escravo de nome Manuel. Ango-
la, de idade ifl anuo-, miisou menos, estatura re-
gular, tem falta (te denles na frente, c muito ladi-
no, e teTou uma trouxa com roupa de seu uso.
Esse escravo foi comprado uesta ctdade ao Exm.
Sr. Bario de Xazareth : quem o apprchender le-
v.!-o ao mesmo engenho Jundi, ou nesta praca ao
Sr. Joaquim Manoel Ferreira de Soma, largo do
("anuo n. 1, que ser generosamente gratificado.
Fugio da casa de seu senhor a preta de no-
me There/.a, que representa ter 38 annos de ida-
de, levando um vestido de chita encarnada com
saia preta por cima, j velha, tundo um signal na
rabeea de nina queimadura : padfe-se a quem ap-
prebender, de leva-la casa de seu senhor na ra
lio- jtiaaarapea n. SO._____________________
Escravo fgido.
Fuoio no dia 11 do correte mez as 8 1 2
hora da noute o escravo Antonio, preto, do
iKiro. idade 48 anuos, pouco mais ou me-
nos, estatura baixa, barbado com falla de
dentes na frente,quando anda parece que-
rer cocliear de uma peina, levou uma
trouxa de roupa cora caigas de algodo
azul, de listra e brim pardo, camisas de
lista azul e algodo riscado: quem o pegar
levtf-o ao seu Sr. Jos Gomes Leal, na ra
da Imperatriz, sobrado n. 15 ou na ra da
Cadeia escritorio n, 56 que ser gratificado.
ATTENCO
rio
COtiW
De superior qualidade da mili acredita-
da fabrica de Bisquit Dubouch & C, em
cognac uma das que mais agurdenle de
cognac, forneeem para o consummo do
Rein da Inglaten
Vende-se em cjsa^e Th. Just, ra do
coraraercio n. ^R^___________
Vende-se um se itn ein meto uso: na ruaa d
^H^-i'i na Boa-vista a. 17.
Fugiram do engenho Morenos, no dia 30
abril prximo passado, os esreavos eguintes :
Martinho, cabra, eom idade de 0 snnos, alto,
seceo, ro alegre, c falla grossa ; este escravo foi do Sr. Sc-
bitstio Jos Mondes Lins, morador eifi A fugados, o
depois foi do Sr. coronel Lial.
Lourenco, crioulo, com dade de 22 annos, al-
tura regular, sem barba, nariz grosso, fulla baix)
e um |wuco descancado, peenas um poueo arraca-
das, eanellas linas, "ps magros qus se v bem es
leiirioes dos inesmus ; este escravo foi da senhora
I>. Mara dos Anjos delS BarreK irmaa du Sr.
coronel Antonio Pedro de S Rarre'to, costuma oc-
cultarse em Santo Amaro, no Recife. ao p da
fundifo o outn lugares, mas desta vez fugi)
para lado da Eseada ou Sanio Anto.
Clemente, pardo acab lado 32 ar
barbado, olhos grandes e amortecidos, esiatnr.i
meili. earreire,
trabalha malde machado em I do madei-
ra : esta escravo foi do S de bou-
tna, e te-
'in companhia d ,ra ''
eguezia da Escaria ou Saotu '
cravos de que trata este anmu
cas de castigos : quei
augenho Monos, que wbera I

^Saji%


-
8
Diario de Pernambuco Ter jJTYE&TlIRA.
Ai va, voa
Ai, va, va, coraco.na'o queiras
atarmais tempo no meu pobre peito;
Ai, voa, voa, vai viver com ella,
Leva minh'alma.vai beijar-lhe oleito.
Di/.e cadente virai.Ti> da noite,
Gesta i suaveperfumosa briza
Toda a saudade que te gella o sangue,
Todo o martytk) que te sublimiza.
Colla-te ardente Sufcra o peito d'ella,
ouve-lhe o douoe palpitar sonoro,
Di/.e em segredo. murmurando apenas,
Que en vivo triste, que padec-o e choro.
R.qa*-te s plantas d'esse bello archanjo,
Chama-llieSantadivinal deidade,
Pede-I he um tristecompassivo olhar,
Mira-lhe a fronte, v que magestade.
\quella fronte, coraco, escuta,
J bou ve tempo em que ti foi dada :
Tempes felizes (|ue passaram prestes
Deixando apenas orna flor mirada!
lielembn as horas que passamos juntos
Mudos, quieto* Qtar o eo,
Falla da uoHe em que vi:now^vidos
A la rubra se occultar u'um veo.
Como que a vida m fugio do corpo,
Como qae.-o peito me estalou de dOr
(mandonas dobras do nevosojnanto
Com a luz da la te occultou o- amor.
Amor, amor, mysterio sybitinot
Amr, amor, fusao de duas almas!
Rasau atarte, sucumbi teu reino,
i).' amor no peito s vicojam palmas.
15 de maio de 69, meia noite.
???
POTJCO DE TITDO.
R0M\."screvem desta cidade :
O padre santo abengoou o enlace ma-
trimonial do duque de Parma, Roberto, com
a irmado ex-rei de aples, a princeza
Mara Pa.
Assistiram i ceremonia Francisco II, a
rainlia Mara Sophia, os principes e prin-
cezas das Duas Sicilias, D. Alfonso de Bour-
bon, irmo de D. Carlos, actualmente zua-
vo pontilieio, os cardeaes napolitanos Gras-
selini, Panebianeo, de Luca e Monaco de
Lavalette, assim como os cardeaes palati-
nos. As testemunhas officiaes foram, mon-
seahor Gaaell, ex-nuncio apostlico em
aples; moasenhor Galli, confessor do
rei, o principe da Sei agna e o marquez
tfataspioa, camaristas do duque de Parma;
o duqui d'Ulloa de Lauria. primeiro minis-
tro de Francisco II, e o ajudante Del-Rei,
aeu primeiro camarista. Concorreram ao
acto differentes personagcns do antigo du-
cado de Parma. com o proposito de darem,
pela sua presenea, um testemunho de ad-
beio p.ilitica.
Depois da missa o padre santo dirigi
aos noivos urna allocuco paternal sobre a
santidade e de veres do matrimonio, e os
principes p ostaram-se a seus ps, mani-
festando-lhe a sua alfectuosa gralido. Afi-
nal. osmembros dos tres ramos da casa de
Ihurboi passaram com os convidados a
outro silo, onde tomaram parle n'um
suinptufiso almoco, ao qaal se dignou pre-
sidir (i peoflce.
Sin santidade fez ricos presentes ao
duque de Parma, e deu duqueza sua afi-
jada una cruz magnifica de brilhantes. O
.'v-rei Francisco II ofereceu sua irmaa
urna facha borda la de pedras preciosas. A
princeza recebeu tambera preciosas offertas
dos demais parantes, e especialmente do
i le de Chambord. No dia do seu enla-
i o duque de Parma foi occupar as habi-
tares que lhe tinham preparado no palacio
lerio, propredade do ex-rei de ap-
las.
Os viajantes tiveram de deix-r Roma,
un nseutimento de nao terem podido v r
i illuminaco da cpula, nem o fogo de ar-
tificio quj fazom necessariamente parte do
programraa iinmudavel e tradiccional das
testas da Pasclioa. lfereceu-se-lhes em
compenssco, e no intervallo de dois agua-
ceiros, por isso que o tempo eslava chuvo-
so, o espectculo intciramente novo da illu-
minaco dos fogos de bengalla as immen-
sas ruinas das tbermes de Caracalla.
n A magestosa banpo pontificia, chama-
da urbi et'orbi, teve como testemunhas...
150:000 pessoas. O lempo tinha serena-
do para esta* importante solemnidad'
quando o papa pronunciou as palavras sa-
cramentaos, com vdz forte e .sonora, no mci
de um religioso silencio, a commocao do povo
foi al ao seu e tremo. Para que seria que
urna intempestiva manifestaco poltica se
envolveu n'este acto religioso ? Alguns gru-
pos dissiminados entre a multido, izeram
ouvir alguns gritos que nao encontraram
ocho, que eram abafados pelo som dos ins-
trumentos 6 dos sinos, e pelo rebombo da
artilheria.
t Fazem-se em toda a extencjo de Roma,
immensos preparativos para as festas do
dia 11 e 12 de abril, destinados a^celbrar
um trplice aniversario; a quinquagassm <
sacerdotal do papa, o seu regresso de Gae-
te, e o milagro de Santo Agnes.
Muitos dos predecessores de Po IX,
celebraram a sua festa jubilar; n'esse nu-
mero contam-se Gregorio XVI e Po VII.
Os romanos continuam a estar persua-
didos de- que existe entre a Franca e a Ita-
lia, seno um tratado, pelo menos urna in-
telligenca cordeal para certas eventualida-
des, e que Roma ser o premio d'essaat-
lanea ; mas todos esto concordes em acre-
ditar, e em dizer, que esse acontecimento
se nao lia de cumprir durante o poatiflcado
de Pi IX.
DRAMA IIORRIVELO Diario do Havre
offerece os sqguintes pormenores de um
successo que seriie de assumpto a todas as
conservares na cidade deBesancon (Franca):
N'umasdas noutes passadas entre as
II horas o meia noute, Zacher, malfeitor
dos. mais perigosos, que devia ser julgado
as prximas audiencias geraes, conseguio
illudindo a vigilancia do carcereiro, evadir-
se da prsao, depos de ter limado os
vares da -g ade de ferro.
A sentinella, vendo-o na occasio em
que deslsava pela parede que d para a
ra do arsenal, fez fogo ; a bala nao al-
cancou o malfeitor.
Zacher foge com toda a ligeireza que
lhe permittem as suas pernas, mas estava
dado o signa! de alarma ; os soldados da
guarda correm em sua perseguido, e
reunem-se-lhes logo dous agentes de polica.
O fugitivo corre em direccjio s mu -
ralbas e seguido de perto. Chegado ao
alto das muralhas, para e quasi no mesmo
instante,alcancado pelo agente Roberto,
que tenta lan?ar-lhe a mo.
Mas Zacher, dotado de. urna forra
pouco commum que dobra anida coma
energa do desespero, derruba-o e depos
precpita-o do alto das muralhss sobre os
rochedos em que ellas estao edificadas,
islo urna altura de 25 metros; o outro
agente que quer soccorrer o seu camarada
soffre a mesma sorte. Tudo isto feto
em menos tempo que o
em descrevel-o.
Entretanto chegam os soldados; o fu-
rioso, vendo-se cercado c julgando inntil a
tentativa de nova fuga, lanca-se pela sua
vez no esparo.
Os soldados descem ao fundo das mu-
ralhas. Que espectculo se Ihes apresenta!
Zacher, com o crneo fracturado, e
coberto de sangue ; Roberto, jaz a seu lado,
desconjunctado pela queda; s o segundo,
Fridolim, est vivo, mas porque preijo !
as pernas quebradas, as costellas amol-
gadas, o corpo cheio de contusbes. r'o
immediatamente transportado ao hospital,
e o seu estado inspira as mais serias inquie-
taces.
Roberto deixa dous filhos de tenra
idade o urna viuva em vespera de ser mfu.
nais fcil digesti, epor isso dreferiveis
a qnasquer outros.
PO IX.Desde o principio do stu pon-
tificado o N. 8. P. o papa- Po IX celebra^
tod9s os dias-a snta missa.s seteiiorase
mew.na capella pnrticular-do vaticano, assis-
tidode dous capelles seerelosede um cl-
rigo. Prepara-se para isto por tongas me-
ditar/es, ecomo aeco de grabas ouve urna
missa inmediatamente depois da sua, por
um capello. > _
A sua missa nao nem curafpwd era
breve, dil-a com gravidade e grande fervor,
que se faz particularmente noth na com-
memoraejo dos morios e na dos flVos. Ao
olfico do dia ajunta urna collecta que varia
segund a festa. No domingo roga pela
igreja universal, nasegunda-feira pelos ami-
gos dedicados da igreja e do pontificado,
na terca fera pelos seus perseguidores e
pela sua convrsao, na-quarta por elle pro-
priocomo padre e pontfice ; na quinta ro-1
cita a collecta pro tempore belli, na sexta
pro vivs et dfunclis, e no sabhado a db
ai poscenia, suffragirt.
Todos os mezes d a santa cummunho
a tod* a sift casa.
E' por um favor especial que se admit-
tido a missa de'S. Santidad.
CANAL-Segando annuncia o Diario d
Havre, forma-se o projecto de abrir um ca-
nal que atravesse a Irlanda entre Galway
e Dublin e seja navegavel para os navios da
maior lotacUo. Muito^'commerciantes de
Liverpool desejam que se realice esle pro-
jecto, o'qual, segundo .edizv- to bem re-
ceido na America', qle tMos os capitaes
necessarios sua"*execuc5o poderam ser
fornecidos pelos Estados-Unidos:
Adistancia ntreos dous portse de 100
millias, o terreno- plano, e parece que os
engenheiros nao terSo que vencer grandes
obstculos para construir! este-canal, que
poupar aos navegantes urna grande perda
de tempo" e evitar que se deem imiitos
naufragios.
Urna esquadrilha de ^vapor seria encarre-
gada do reboque (Jos navios.
FOLHETIM
os gasags pretas
ROMANCE
Paulo Fval
Primeira parte
OBRM1L LIVRADO
III
c lacooata D. Inans.
(Continuaco do n. 100.)
Um raio de sol, que penetrava no inte-
rior da loja por urna janella, de que a formo-
sa Julia acabava de abrir as portas de
dentro, Iluminara repentinamente o mo-
desto quarto dos Maynotie. Fra como um
levantar de pa^no : ludo o que o pequeo
aposento conliuha, movis e pessoas, sahio
rpidamente da sombra. Os movis eram
bem singelos, e o que melhor se destnguia
era o leito dos dous esposos dominando o
berso do filhinho, como o navio cuja soli-
dez permitte supportar o peso das velas
reboca protege a frgil lancha. Do outro
lado da cama kavia um fogareiro comlunn,
e no mcio do quarto, em cima de orna
mesa de madeira em branco, estava a ta-
refa de Julia: um monte de rendas.
Abrir Julia a janella para ver melhor a
pentear um cherubim loorinho, cujo abun-
dante cabello o sol dourava. N5o sei se j
reparara! q como as cousaa mais vulgares,
expostas determinada tai, ge elevara e
formam milagrosos qaadros f Julia nao
pensava que a vissem, costumada como es-
tava sombra do seu quarto : entregava-se
singelamente ventura de acariciar o filho.
O raio de sol enla^ava-a com amor, desta-
cando-lbe as suaves liabas do perfil, dan
lhe mais lustro aos majuicos cabellos,
EXPERIENCIAS. Em Franca realisa-
ram-se varias experiencias acerca do tempo,
dentro do qual o estomigo digere certos
alimentos. Estas experiencias foram fcitas
para serem attendidas na cscolha da comida
para os sol lados, e deram o seguinte resul-
tado : Caldo de arroz, 1 hora ; cevada e
trigo cosido em agua, 2 e meia; favas cosi-
das em agua salgada 2 e meia ; sopa de
favas; 3 ; canu de vacea, cozida, 3 e meia;
dita assada, 3; vacca cozida sem gordura
scea, 3 e meia; pao de trigo fresco, 3 e
meia; queijo duro, 3 e meia ; sopa de pao
e legumes, i ; carne salgada, cozida, i e
um quarto ; caldo de ossos, 4 e um quarto
eouves cosidas em agua, i e meia, gordura
de vacca, 5 e meia, tendoes cosidos. 5 e
meia. Servem para o povo estas indica-
ces. Por ellas veja quaes sao os alimentos
EXECUQO.L-se no Monitor da Ar-
gelis, de 3*1 de marojo :
lloje s 6 horas da manha soffreu a
pena capital M'hamed-ben-Mustapha, por
alcunha Sordo, assassino do joven Cligny.
pris3o civil; urna companhia de infantaria
estava encarregaUa de-conter a mnltito.que
esperava com anciedade o desenlace d'este
drama. Como acontece sempre n'estes ca-
sos, as mulheres eram a parte mais nume-
rosa dos espectadores.
A's 5 horas o cadi de Argel e o mupht,
annunciaram ao condemnadoo indefermen-
to do seu recurso ao supremo tribunal, e
que empregamos; retiraram-se.
Sordo receWeu a fatal noticia com resig-
naco.
Convidado a expr os seus ltimos
desejo?, pedio um cachimbo e- manifestou a
vontade de querer ver sua mi.
Parece (pie at ao uliimo momento
ignorou a sorte que o esperava. Aindahon-
teni, fazendo notar que se tinham passade
67 das depos da sua condemnacao, mani-
festou esperancas de obter urna commuta-
ro da pena de morte.
Pouco antes das 6 horas-, o procura-
dor imperial e o jui/. de instruc^ao, acom-
panhados dp commssarios central e dos
commssarios de polica, drigiram-se
priso. O juz perguntou ao ru se nao
tinha a fazer revelaces justica. Sordo
respondeu : Nao tenbo nada que declarar;
son innocente.
Foi logo entregue ao executor e aos
seus ajudantes, que, depois de lhe terem
vestido o traje proprio, o fizeram sabir da
sua celia para ser conduzido ao lugar do
supplci.
Um carro esperava o condemnado
porla da cadea. Apezar do seu estado de
prostraco, Sordodipunha-se aira p at
ao cadafalso. Mas o carrasco nao accedeu
no seu pedido, fl-o subir ao carro, que se
dirigi ao patbulo escoltado por um pelo
to da gendarmera a cavallo.
Tropas de infantaria de linha, dos zua-
vjs e de arlilharia formavam alas na
praga.
Chegados ao p do cadafalso, Sordo
desceu, sem o auxilio de ninguem, do carro.
Subndo ao cadafalsOi e encarando com o
instrumento do supplicio, o seu sobresalto
diamantando-lhe o sorriso das pupilas, e
prestando graciosa delicadeza dos dedos
cor'de rosa no sei que ideal transparencia.
A cranla ora a beiiava, ora se debata re
voltando-se engracadamente. A janella do
fudo era emoldurada de jasmins, d'entre
os quaes pendia urna gaiola onde saltitavam
loucos passarinhos. Do fogareiro soltavam-
se espiraes azuladas, que volteando se iam
perder no espado luminoso.
Ahi tem para o. que os cincoenta olha-
vam : um grupo de Corregi n'um quadro
de Greuze.
E como, ao perceber que estava em es-
pectculo, Julia crou do.seio aos cabellos,
tiveram verjrnh'e dispersaram-se.
Julia cerrou a porta e acabou de pentear
o filho.
Era pelas horas em que as elegantes da
cidade de Caen sahiam a passeio.
J se sabe, que cada um dos itos30S cin-
coenta D. Juans tinha mais de um namoro.
Havia magano da classe comraorcil, que
ao passo que em sonhos seduzia Julia Miy-
notle, pagava casa a urna* cachpa e nutria
insensata paixo por urna senhora da socie-
dade, como elles por l dizem. Julguem
por estes o que faram os estudantes, mais
libertinos aiada, e os militares, cuja farda
attribuio certo poeta o condo de subjugar
as mais austeras formosoras.
E subjugar realmente o term^reprio.
Como dissemos, estava entao na moda a
pra?a das Acacias. All concorram senho-
ras nobres, e sentaras pertencentes alta
industria ; viam-se tambem muitas familias
de empregados pblicos, tanto dependentes
do ministerio do interior como pertencentes
aleada do da justiga. Caen capital de
provincia. s senhoras dos que servem o
oslado, mudando de residencia segundo
exigencias d patria agradavel, o ar puro
a vida barata. A preciosa metade de
certo presidente de cmara, que se ia de-
finhando em Rennes ou em Angers, recobra
a nedez no meio daquelles campos viQOgos;
Is dos prefeitos sorri Ihes aquello viver, e
as dos generaes fazdna economas.
Poderlo acrediu-lo ? A interessante
Maynotte, a madona da escola italiana, fiwu
preoecupada ao ver o janotisino que lhe
passava defronte da porta ; acabou preci-
pitadamente de vestir o filho, e apenas lan-
cou um olhar destrahido para a ceia de An-
dr, o esposo do sed consorcio de amor,
era aquello ; e com tudo a linda Maynotte,
escondida atraz da porta, poz-se a mirar
os vestidos de seda, adornados de tufos e
folhos, os toquins carregados do bordados
chinezes, que produzem o effeito da nata
lus.rosa, que a honra e gtoria dos meren-
gues ; e as raantlhas e os chapeos de pa-
lna de Italia... eu sei ? Os cincoenta, an-
da que quindenios fossem, no obteriacn
e:ilo o mais leve olhar. E ao ver os se-
tins, as**plumas, as flores, Julia susprava !
Tremeu o chao ao trote de uns cavallos.
esposa de Maynotte fez-sj paluda.
Ea urna caleche descoberta, agalle os-
cilante, que continha um magnfico fama
Hiele de marquezas normandas, to lindas
como as parisienses.
Julia fechou a porta, assentiu-se e suspi-
rou.
Quiz a creanca subir-lhe para o eolio ;
ella rcpellio-o.
Foi obra de um momento e valeo ao pe-
quenino redob*fVlas caricias. Viera do sul
aquella esplendida creatura ; e nao contava
anda vinte annos I '
Dcitou urna sorte : compre n5o recuar-
mos perante os termos technicos. O pe
quento entretinha-se a ver e conservava-se
quieto. A medida qu ella deitava as car-
tas, inflammava-se-lhe o rosto, admiravel-
mnte correcto e inteligente ; naquelle mo-
mento, a formosura de Julia era anda real-
cada pela paixo ; seguia com olhos incen-
didos e soffregos as evoloces da sorte, e
nao raro lhe assumiam aos labios palavras
involuntarias.
Has de ser rico l disse cranla com
um impeto, que o fez estremecer.
Depois deixou pender a cabera entre as
mSos;mais tarde, juntou as cartas, e tor-
nou a mette-Ias no esconder jo, mormu-
rando :
No diietn qaando /...
Ao eseorecer, entrou Andr*. Q* ps-
UaQtes iaw-se tornaado raros. ,0 com-
traduzio-se uiiicamene por urna rpida
contraccao, quasi ImperceptieL
t Alguns segundos depois, o ce tello caba
com sinidtro ruido, e um clamor d modo,
sahndo de todos os peitos, veio exprimir
as emoces dos espectadores d este acto
sanguinario.
O GR-BUQUE NICOLAU. Uaia carta
de S. Petersburgo refere que o fjr-duque
Nicolau da Russia, indo recentemeute para
Odessa em caminho de ferro, escapou de
um g.-ave perigo. Iam no trem imperial,
alm d'aquelle principe, o embaixador in-
gle/, lady Bucbonam e outros peisonagens
distinetos.
Acabava o trem imperial de pa?sar a to-
da a velocdade a ponte Seim entre Koursk
e Kiew qnando cahiu aquella ponte, e um
tWm que seguia o outro, cheio de passa-
geiros, foi precipitar'se'no rio.
Passa de quareuta'o numero das victimns
d'este accidente. \
REVOLTA DFT CULIS, A BORDO. A
Gazeta Hawaiiana d noticia de ter che-
gado a Hawah no dia ITde novembro do
auno passado, nt> navio Seea Breez% o pro
prietarioda barca 6';/yalti, que ha terapos
appareceu sem guarnirlo em- Hakodadi.
Acompanhava este individuo um rapaz
china, seu errado.
O referido proprietario, chamado Joo
Codmaj ntscido em Barcelona, roas natura-
Usado crdado americano: conlou que,
tendo saido de Cillau em 1G de Janeiro i
d'este anno para Pieusmayo, porto ao
norte do Per, com carga de difereutes
objectos, 20 mil patacas em ouro e prata, I
e 45 culis destinados a urna planiaco de;
asquear; os passageros levantaram-se dois!
dia depois, assassnando brbaramente!
toda a guarnico, dez cm numero, ficando
senliores do navio ; sendo a sua vida pon- '
liada a rogos do seu :riado chinez, e com I
aconlicode entregar aos amolinadores
todo o dinheiro, como fez. .
A Ca>jaUi andou merc da providen-
cia por mais de 118 dias apparecendo, ao
que parece, no mar de Ochotsk, pelo gelo
encontrado ; tendo o referido Codina po-
dido evadir-se de bordo com o seu creado
na iiha Grag, onde foi descoberto pelo ca-
pito do navio Seea Breeze. Codina, dono
sobrecarga da Cayalti, calcula o seu
prejuiso em33mil patacas.
As ultimas noticias que traemos de Ha-
kadadi, onde a Cayalti se acha, sao pois
confirmadas pelo depoimento do seu pro-
prielario ^ o qaal felizmente appareceu
para nao deixar duvidas sobre esta terrivel
tragedia.
O DORMENTE. Dissemos la tempo
que n'um. hospital de Franca havia um ho-
mem que estava dormindo ha muias sema-
nas, sem que os reactivos mais fortes po-
dessem tiral-o* do seu estado lethargico.
Pois este individuo raorreu ha poucos dias
segundo aanuncia um diario de Parz, nao
como poderia crer-se, em consequencia do
seu letqargo, mas por causa de urna
afleccoae peito.
Durante os sete mezes que durou este
pro/undo somno, o i antes estado catalepti-
o, nao despertpu senao urna vez, na ves-
pera do dia da sua morte; abri os olhos
e pronunciou em italiano algumas palavras,
que nao poderam comprehender as pessoas
que o rodeavam.
Todo o tempo que durou o seu somno
foi alimentado por meio d urna senda eso-
phagica, que se inlroduzia pelo n ariz. e
por elladavnvse-lhe os seguintes a'imentos:
Pela manliia um litio de chocolate.
Ao meio dia um litro de caldo.
A' noute um litro de caldo, misturado
com viuho.
D. ISABEL Dt BOURBON.A ox-ranha
de Hesptnha teve urna quastao judicial em
Paris, que foi decidida a seu favor.
D, Isabel II, em 18 de outubro de" 1868
alugou baroneza de Montailleur Itulfot,
por um anno, dois palacios" na avenida dos
Campos Elysios, por 70:000 francos
K12:6005000 res), pagando logo 35:000
francos (6:300^000 res) adiantados, obri-
gando-se a senhoria a por disposigo da
locataria os palacios no Io de Janeiro de
1869, o mais tardar.
Aex-rainha de Hespanha nao pude occu-
par as casas alugadas, no praso marcado
no contrato, por no estarem em estado
de ser, habitadas, e exigrem as obras
anda muito tempo e por isso deuj|iriou a
senhoria pedindo a re"sciso do arreuda-
mento, e a restituicau da parte da renda
adiantada.
A baroneza de Montailleur Rnffbt allegou
que nao activou as obras por ter a ex-rainha
de Hespanha comprado em dezembro* de
1868- o palacio Basilewski, e ter havido
propostas para a sublocntfo dos palacios
alugados a pessoas do squito da ex-rainha.
tribunal condemnou a senhoria a resti-
tuir os 35;000 francos, e arbitrou-lhes
10:000 francos (1:8903000 reis) como in-
demnisacao das despezas extraordinarias
feitas em vrtude' do arrendamenio.
PROCESSO.-- O velocipede, que corre
por toda a parte, tambem appareceu pe-
rante a"justica. J era tempo, porque sen-
do o vehculo mais ligeiro e porttil que ro-
da e gira sobre a trra, fornece assumpto
para se fallar muito d'elle, e tanto que tem
um jornl quo se oceupa d'esta especialida-
de (o Velocipede, jornal jocoso dos sports-
aten e dos velocemen) e deu origera fun-
daejo de gymnasios de um novo genero,
onde se ensina om tres lices a arte de di-
rigir um velocipede. Faltava-*lhe um pro-
cesso, e teve-o afinal.
No dia 6 de abril discutia-se no tribunal
de polica de Paris qual era a legislaco
applicavel, em certos casos, aos velocipedes
e aos velocipedistas, que circulam pelas
ras publicas.
M. Pascaud, professor de gymnastica, tem
prximo do seu estabelecimento nm gran-
de deposito de velocipedes, que comprou
emSheffield, em Inglaterra Costuma ser-
vir-se cada dia de um velocipede para ir
de urna extremidade de Paris outra; isto
, de um do seus gymnasios, estabelecido
na sua Vaugirard, a outro situado na ra
de S. Gil.
llavera alguns dias, M. Pascaud seguia
o seu caminho ordinario da ra Vaugirard
ra de;S. Gil. e aconteceu que na ra de
Santo Antonio urna carruagem se encontrou
com o velocipede. M. Pascaud s teve tem-
po para apertar o freio do seu velocipede.
que parou, esbarrando no quarto trazeiro
do cavallo que puxava a carruagem. Fe-
lizmente ninguem (icou ferido em resulta-
do d'este encontr, e M. Pascand conserr
vou-se hbilmente firme sobre o seu veh-
culo, conseguindo sustentar o equilibrio.
Juntou-se muita gente, e acudindo os agen-
tes de polica, estes levaram M. Pascaud e
o seu velocipede ao commissario de polica
do bairro. Levantou-se um auto e por es-
te fado teve M. Pascaud de responder no
tribunal de polica.
O commissario de polica, excrcendo as
funeces de ministerio publico no tribunal,
leu um officio da prefeitura da polica, que
recommendava ao tribunal que usasse de
toda a sevridade para evitar os ombaraeos
circulaco as ras; concluindo por pe-
dir urna represso efficaz dos velocipedes,
que concorrem poderosamente para tornar
mais diflicil e pergosa a circulaco das ras
de Paris.
O commissario de polica requereu a ap-
plicaco do artigo 123 do regulamento po-
licial de 25 de julho de 1862, que prohibe
as ras osjogos da couca, da bola, do ar-
co, etc.
O advogado de M. Pascaud sustentou :
que a Iwgislacao sobre os jogos nao era ap-
plicavel aos velocipedes, porque o veloci-
pede um meio de transporte como qual-
quer outro e muitfs vezes mesmo superior
aos outros, e porque M. Pascaud nao jga-
va quando ia de um dos ses estabeleci-
mentos a outro; que o velocipede era in-
dubitavelmente urna distraeco, e um ver-
dadeirojogo para muilas pessoas; mas lam-
bem nem por isso se considerava um jogo
prohibido ; que a consequencia d'esta juris-
prudencia que se quera eslabelecer seria
a condemnacao morte do velocipede, ou
pelo menos s se poderia usar dos veloci-
pedes dentro de casa, e n'um espaco muito
limitado; que era impossivel restringir esta
nova liberdade do velocipede, to iprecia-
da por esta numerosa e ousada juventude
que usa d'ella com tanta pericia; que se
applieasse aos velocipedes a legislaco so-
bre vehculos, comprchendia-se; porque
esta legislaco tem providencias suflicienles
para todos os C3S0S sem necessdade do re-
correr a um regulamento que nao previo
nem podia prever a invenco dos velocipe-
des.
Nao obstante esta allegado, o tribunal
decidi qae o velocipede era um jogo pro-
hibido, previsto e punido pelo regulamento
citado, sempre que este jogo podia, como

missario de polica fra para o circo, dei-
xando a mullier cora Eliacin Schwartz. Este
Eliacn era o alsaciano que chegra antes do
nosso J. B. Schwartz. Se nao fra Eliacin,
tera este porventura ficado no coramissa-
riado de polica. Por isso, quando mais
tarde, Joo Baptista se vio milionario e
oi-o nao s urna, mas dez vezes estabe-
Uceu ventajosamente Eliacin, autor indirec-
to da sua felicdade.
Muitas vezes, a verdadeira sorte est em
perder as paradas pequeas.
Tinha Eliacin os cabellos, as pestaas e
sobranceras de um loiro descorado, rosada,
a pelle, hombros largos, denles saos, os
olhos flor do rosto ; era um famoso alsa-
ciano. Desempenhava-se bem dos seus de-
veres na repartico, e dizia esposa do
commissario que Julia Maynotte nao era
mais bonita que o demo. Estavam conten-
tsimos com elle.
Em baixo, na loja, foi orna ceia de narao-
rados. Apezar da varonil expressa i do
rosto, tinha Andre um nao sei que de in-
fantil?1 's vezes, pareca doudo com a fe-
licdade de que gosava, e ao olhar para a
mulher, o seu thesouro adorado, taha me-
do de estar sonhando.
Notem que nada ignorava, apezar de fin-
gir que nao sabia cousa alguma. Conhecia
o esconderijo do baralho ; e qaando,
sombradas arvore da praca, passavam os
vestidos de seda, os toquins, os chapeos de
palha de Italia, senta no proprio.peito ba-
ter com for?a o corceo da filha de Eva.
Oh f queria-lhe muito, e o seu corac5 era
o coraco de um hornera 1
Julia, porm, era sequer pensava j nes-
sas cousfts. Quando os olhos do seu Andr
S5 reviam nos seas, s sabia ser felfe
desalar a ventura das rainhas. Repito:
eraw dous namorado*. Entre os bejos de
ambos, brincava alegre a- creancinha. Ri-
sontia meiga creatura, que en ao lado
dalles como o proprio sorriso da sua feli-
cdade 1
Fallavam de tudo menos de amor, porque
os juftlos dos casados n5o se pareoem com
]os outros, e talve* o seu defeito ; o amor
leache a casa sem dizer coua alguna, to
no caso em queslo, ervir de embarace o
estorvo ao transito pobtteo, e dar caos a
algum accidente desastroso. Em vista d'is-
to, condemnou M. Pascaud na multa tk *
franco (180 rs.)
M. Pascaud recorren da seutenca.
CRIME IIORRIVEL.-Havia mais de 3
mezes, que os dous esposos R< h'mds, pro-
prietarios em Govillcr (Meurtbe) nao habi-
tavam juntos. Depois de haver intenUdo
contra seu marido, de 28 annos de idade,
um processo de separacSo de corpo e bens,
a esposa tinha-se retirado para a caa^dt
sua m5 a viuva Lanfroid. Tinha Mni
proferido amea^as de morte, promeltendo
pol-as em execuco.
No dia 6 de abril, pela manha, a mu-
lher de Richard, sua mi e urna irmaa, di-
rigrara-se para urna vioha que flea situa-
da no extremo da Uavesfca chamada Bou-
lot. Apenas fhavam comecado a cavar,
que se Ihes apresentoo Richard, munido
de um pao de choupa, propondo ajuda-las.
Depois de sua sogra responder, que nao
tinha nada que fazer n'aquella vaha, por
isso que lhe nao pertencia. lirou da algi-'
beira urna pistola de dous tiros, e apon-
tou-a contra o peito da Sra. Lanfroid, a
qual se apressou a desvia-la. Mas a arma,
apesar de muito earrtgada, nao desparoo,
e elle teve de re aovar a sua tentativa ho-
micida.
t Atirando en!3o a sua pistola ae chao,
Richard descarregou duas violentas panca-
das com a choupa na cabera de sua sogra,
a qual, nao obstante, conseguio fugir, cla-
mando por soccorro Richard encaminhou-
se entao para o sitio por onde se dirigir
sua mulher, e podendo alcance-la, lan?ou-a
por trra, e deu-lhe cora a choupa algumas
pancadas na cabeca e nos bracos.
Quando julgou a sua victima mortal-
mente ferida, rcliicu-se para alguma dis-
tancia, desfechando contra os qucixos, sem
se ferir gravemente, os dous tiros de urna
segunda pistola que trazia na algibeira.
Can, mas levantou-se logo depois e tendo
notado que sua mulher anda se mova,
lanrou m3o de urna pedra do peso de qui-
nientas grammas, impellio-a com toda ss
suas forjas, de modo que lhe acerton as
faces, aonde fez, na pobre mulher um feri-
mento grave."
Tomando ento novamente a sua chou-
pa, deu-em si proprio duas violentas panr
cadas na cabeca, de que resultou cair se-
gunda vez.
Esta lamenlavel scena tinha tido, as
vinhas prximas, numerosas testemunhas,
nenbumas das quaes ousara intervir. Ape-
nas urna d'ellas, o Sr. Cassimiro Toraassin,
de quarenta annos de idade, se aproximou,
agarrando resolutamente o assassino pela
blusa para o conduzir maire.
Mas apenas ambos elles tinham desci-
do a travessa, fez Richard um salto na d-
reccao do poco, que ficava pela parte de
traz de urna casa que se encontra no cami-
nho, e debrurando-se n'ele, precipitou-se ;
o poco tinha a profundidade de 6 metros e
estava TJuasi inteiramente cheio de agua.
t Tomassin aprovetou logo o gancho,
que servia para tirar agua e quiz crava-ln
na blusa de Richard ; mas este desviou-o,
e desappareceu no abysmo. O seu cada-
ver s pode ser retirado depois de se pas-
sar meia hora.
As pancadas dadas na Sra. Lanfroid,
sao felizmente (.ouco graves ; mas o esta-
do de sua filha desesperado.
A primeira pistola de que Richard se
servio estava carregada com urna grande
quantidade de plvora, quatro vezes. mais
do que seria necessario; tinha alm d'isso
dous zagalotes, e urna extraordinaria por-
Cao de chumbo de caca.
Este trgico accontecmento causou a
mais profunda sensacao na localidade. O
autor d'esle crime, julgou dever punir-se
pelas suas proprias mos.
seguro est de si; sub-entende-se, do urna
insolentissima confianca. Ella perguntou :
Porque te demoraste tanto .com o
Bancelle ?
Por causa do cofre, respondeu An-
dr. N3o pensa nem falla n'outra cqusa.
D comsigo na casa dos doudos f
Que lhe quer agora fazer ?
Pulir a pregara, lavrar os wtOes,
dourar as molduras, bronzear-Uie as almo-
fadas, transforma-lo n'uma preciosidade.
Sentio-se um leve rumor ua loja. Ambos
escutaram, mas sem se mover./ Se bem
que de ha muito anoutecesse, ouvia-sc anda
passar gente.
E podia effeclivamente prender um
ladro ? perguntou Julia.
Isso decerto ; urna soberba ratoeira.
O Bancelle mostrou-me todo o raechanismo.
Quando est armado, salta urna peca de
cima da fechadura primeira volta da cha-
ve, de modo que fila o braco do ladro.
As mofas sao do grande forca, ejogam per-
feitamente. De maneira que se o Bancelle,
algum dia que teiiha pressa, se esquecer de
desarma-la....
E ter muito dinheiro o cofre, inter-
rompeu curiosa a muher.
As entradas do dia 31 e o preijo da
casa que vendeu: mais de quatrocentos
mil f. aucos. \
, Por entre os mimosos labios de Julia co-
ou-se um suspiro. Andr proseguio :
Di-lo a lodos. Parece alie deseja
tentar um ladro, s para experimentar o
cofre. Estavamos tres em casa Melle anda
agora; mostrou as notas e disse-nos : Onde
as veem, guardam-se por si; despedio-se-
rae o caixa, e nem se quer pens em subs-
tituido. Ninguem aqu fica, absoluiamente
ninguem. Repeli isto daas vezes.
Mais de quatrocentos mil francos 1
marmurou a gentil Maynotte. Aquellas
creancaa sra, que ser5o ricas !
O semblanta d^ Andr aanuvi u-se.
Que aquillo ? exclamou levantndo-
se de repente. Est alguem na loja !
No silencio que seg ultimas pala-
veas, de Julia, dmlra-se urna vibraco me-
tallica, rpido snrocada.,
PAPADO.A' proposito das festivida-
des que se tem celebrado, para eelebrar a
entrada de IX no sacerdocio, vamos indcal-
os nomes dos pontfices que completaran
tambem o quinquagesimo auno da sua sa-
graco:
Foram: Joo XXIIGregorio VIICa-
listo IflPauloIIIPaulo IVInnocen-
cio XClemente XInnocencio XIIBe-
nedicto XIIIClemente XIIBenedicto XIV
Pi VIPo VII e Gregorio XVI.
Andr coreu loja, acompanhado da mu-
lher, que levava um castical. A loja eslava
deserta, e cousa alguma pareca desarru-
mada.
Algum ferro qne tombou... comecou
Julia ; ou um gato... Olha o gato da vi-
siilhi t
Passou um gatarro fugindo por ao p
de Andr, que largou a rir, correndo-o pela
porta fra. ^
J ninguem passeiava na praca. Andr
apenas destinguio um hornera, que se sumia
vagarosamente por entre jas aores. Era
camponio de calcas estjuras, blusa parda e
barrete de la na cabeca,
Vai deitar o menino, disse elle quan-
do voltou. Tenho que te fallar.
Julia apressou-se cheia do curiosidado.
Depois de ter beijado a creanca, j no berco,
veio, e Andr lancou-lhe um chaile nos hom-
bros, dizendo:
Cora este calor estamos melhor na
ra.
Havia as palavras de Maynotte urna cer-
ta gravidade, que dav que scisraar mu-
lher.
Quando Andr, antes de se afastar, dava
volta chave na porta, chegou o coramis-
sano de polica, que voltava do circo Fraa-
coni. O ultimo encontr de J. B. Schwartz
tinha-o posto de m sombra. Chegado a
casa disse mulher, que se despia":
Esta gentnba c de baixo tem ons
costumes singulares L iam agora ra-
diar l
Ao que a esposa responden, em estyto
familiar :
Sao uns valdevinos. Niagaem sabs
que gentalha esta. Se ea esUvcsse era
teu logar vigiava-os de perto.
Andr e Julia, essesiam da braco dado-,
contentes de se verem sera receto
nem desconfiaoot Caatawi vagarosa-
mente, trocando palavras ternas: fallavam
do futuro, que o hornera lem cessar pn-
po e de que Dea* eternamente diapde 1
(Cbf*Kor-je-Ao.)
ffpTie MAKW-HM MI CIOE81. \
l
u
i
ti]


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