Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:11842


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Full Text

ANNO XLV. NUMERO IIO.
V
.U

'
I
.
PABA A CAHTAl CTGARES WfDE HA6 SE PAGA PORTE.
Por tres mezes dianliflo. t..............
Por seis ditos dem. .................. .
Por na anno idem. .....................
Cada numero avrfSo................
6*060
12,5000
M4600
0320

SEGUNDA FEIRA 17 DE MAIO DE 1869.
PARA DEITRO E FQRA DA PROVINCIA.
Por tres mczes adiantados. .
Por seis ditos idem. .
Por no\i ditos idwa .
Por om anno.
a
MARIO DE
60750
13*806
204250
270000
Propriedade de Maxioel Figneira de Faria & Filhos.
mi' i

--*-
*
J-
*AO ACiEirriSS: r
0Srs. Gamdo Antonio Alves 4 Filhot no Rara; Goaplves* Pinto, no JlaranhSo; Joaquira /os de Oliveira, no Cear; Antonio de Lemos Braga, noAracatv; Jo5o Mana Julio Chaves, noAss; Antont) Marques da Silva, no Natal Aatonio Jnamri.
Gmmires Pancada, era Mamanguape; Antonio Atexaodriiio de Lima,, na Parahyba; Antonio Jos Gomes, na Viila da Penha; Belarmino 4os Sarto Bulcao; em Santo Anto; Domingos Jas da Costa Braca *>a(P
e>a Nazareto; Francino Tavares da Cssta, em AJagas; Dr. Jos Martins Alves, na Baha* a^tos Bibeiro Gasparinao, no Rio de Janeiro.
PARTE OFFICIAL.
Covora da provlucla.
ICMO I* VICa-^BESIDENCIA do DIA 13 DE
maio de 1869.
Augusto Cesar Gousseiro de Mallo?.Informe o
Sr. i aspee tur do. arsenal de marmita.
Couipanha Northern Assurance Company:In-
rate o Sr. desemhargador presidente do tribunal
do commercio.
Francieeo Correa Lima.Informe o Sr. Dr. che-
fe Je polica.
Helena Mari d* Coneeicao.Indeferido.
Herdciros de Manoel Figueiioa do Faria.Iqfor
me o Sr inspector da thesouraria provincial.
Irmandade de Nossa Scnhora da Boa-viagem
Iiiforme o Sr. inspector da thesouraria provin-
cial.
Bacharel Joio Beierra de Mello.Informe o Sr.
engonueiro chef da repartirlo das -obras pu-
blicas. '.
los Ignacio Avila.Junte o titulo do terreno,
cujo dominio til pretende transferir.
Joa> da CrqjLima Informe o Sr, capitao do
porto.
Jos Xavier Faustino Ramos Jnior.Informe o
Sr. brigadetio director do arsenal de guerra.
Jos Ixnacro Avila. Pagando os foros e mais
direitos devidos, eomo requer.
Maano Jos do Espirito Santo.Informe o Sr.
coronel commandante superior da guarda nacio-
ti.il deste mnicipio.
Manoel Kvangelista da CunhaInterine oSr.
inspector da thesouraria de faienda.
Maximino da Silva Gusmao.EneTnnhe-se.
Bacharel Tiburcio Kaymundo da Silva Tavares.
Indeferido.
Thom Joaqun) do*Hego Barro?.Informe o Sr.
inspector da thesouraria provincial.
Itrparlico Ia polica.
2* seccao.Secretaria da polica de Pcraambuco,
i 5 de maio de 1869. .
N. 730.Illra. e Exm. Sr.--Tenho a honra ak.
levar ao conhecimento de V. Exc. que, segundo,
consta das partcipacoes recebidas boje nesta re-'
particao, foram Imntera recolhidos casa de deten-
cao os seguimos individuos :
A ordem do subdelegado da Boa-vista, Manoel
Ferreira da Silva e Manoel Jos de Souza, como
indiciados ent crime do furto de carados..
Pelas tu've e meia hora- da noite do da 9 do
curente., no lugar denominado Tijueuss da barra
do Kio Formoso, o irfCividuo de nomo Francisco
Antonio da Silva, estando** pescar em una canoa
em companliia de sen prente de nome Manoel Ig-
nacio, na occasao de lanzar a rede nagua, cabio
n'ella ; e sendo incontinente soccorrido pelo seu
dito prenle, que pode conseguir dcita-lo na canoa,
logo depois expirou.
O respectivo delegado procedeu vistona no
cadver do infeliz, declarando os peritos que a
tnorte previera de'rima congestao cerebral.
Deas guarde a V. ExcIllm. c Exm. Sr. vice-
presidente da provincia Dr. Manuel do Nascimen-
to Machado Portella. O chefe de polica, Fran-
cisco fAstii QUvcirv Maciel.
t

DIARIO DE PERPWBUCO
IIKCJPB. 17 I>K MAIO DE 1809.
- NOTICIAS DE NEW YORK E PAR.V
Cliegnu sabbado do New York pelo Para
o vapor americano Mrrriimick, trazendo
latas dali at22 dopassado, e d'aqui al
S) do crrente.
Nada adiantam as noticias dos Estados
Unidos, por serem de datas anteriores s
que recebemos por vil de Lisboa.
PARA.
Na madrugada do dia 0 do corrate,
seguio pire Goyaz no vapor de reboque
ChriMooOo Cokmbo, levando ps si diver-
sas pequeas embarcaces, o Sr. Dr. Cou-
to de MagalbSes, afim de encetar a execu-
5I0 do contrato, que celebiou com a pre-
sidencia di provincia, para a navegado do
rio Araguaya.
No dia 4 j tinha subido o vapor
Par, rebocando a primeira turma de bo-
tes com carregamento de cerca de 30:000)$
em diversos gneros. A' este respeito diz
o jornal Colombo :
Nesse carregamento vo alguns .objeo
tos tetramente novos para a provincia de
Goyaz, e entre outros, machinas america-
na, foges de ferro, e urna pequea ma-
cbiaa a vapor, do forca de 4 cavallos, que
o Sr. Dr. Gouto de Magalbaesj'emette paca
servir do motor a pequea ofcina que,
para reparo dos navios, vae montar em
Leopoldina.
Estes objectos, inteiramejito vulgares
aqni, ieriam imponjveis (wyaz, se n?o
fosse a estrada firmal do Araguaya, por
quanto, alm do excessivo frete de 12^000
que paga unfa arroba de carga, proveyen-
do Rio J| Janeiro quelle ponto, accontece
. qae tofTe qualquer objecto, cujo peso ex-
ceder 8 arrobas, nao .pode ir Goyaz,
porque impossivel que um borro de car-
ga carregue mais de 10 arrobas, e raris-
stmos sao os. qno conduzem esse peso.
t A carleira da machina a vapor que ora
segu pesa 414 arrobas. Como seria pos-
sivel faze-la chogar a Goyaz conduzida as
tropas do Re, onde o maior peso de cada
volume nao pode exceder de 8 arrobas ?
c Continuando a noticia, accrescentare-
mos que o vapor Pard leve ordem de su-
bir at a praia de Arroyes, a qual fica inv
mediamente abaixo da cachoeira das Gaa-
ribas, no Tocantins. Ahi larga os botes
3ue subiram sirga a seceo encachoeira-
a, para depois serem novamente reboca-
dos no Araguaya al Leepoldioa ou Itecai,
segundo o destino que quizerem tomar.
__A praca do commercio do Para, de-
sojando dar prompto desenvolvimento do
contrato do Sr, Dr. Couto de MagalbSes,
promoveu urna subscripcSo entre os seus
associados, a qual montou a 126:0000 no
primeiro dia, continuando a agenciar mais
assifnaluras para essa grandiosa empreza.
O tribunal do jury da capital absol-
veu.ao intitulado padre Bigot, do crime de
falsidade em que havia sido pronunciado.
Lemos na Diario do Gram-Par:
Ne domingo ultimo 2 do corrate, s
10 horas da manhaa te ve lugar ceremonia
do lancamento da pedra fundamental do
novo caes de Relem, obra de grandes.pro-
porcoes. e ueste genero urna das melhvres
corrido este acto, que; realmente devia dis-
pertar todo o inleresse da parte dos aue
tem confianza no futuro, nao descreemdo
progreso-desta torra.
Estiyeram presentes diversos altos
funecionarios, o dirigi a sOlemnidade o
Exm. Sr. presidente da provincia, fazeado
descfr,r pedra angelar,, depois da benejo
do prelado diocesano, que assistido de seu
collega de Goyaz yjio.lmar parte nessa
grande festa.
Urna guarda de honra fet as continen-
cias5 do estillo, e militas pessoas gradas fo-
ram assignar o tuto de iaiuguraro qua
li encerrado na pedra angular, com a me-
dalha commemorativa. .
O Sr. conselheiro Jos Bonto tem fi-
to, de melhor vontade; o que cabe emsuas
forgas para que a opulenta capital do Para,
futuro emporio d# um commercio immen-
so, venha a possuir essa grande obra, que
seu desenvolvimerjlo' reclama. Cumpre
agora, que nao irepidem os que lhe vierem
succeder no governo, nem seja um osta-
cuo continuagao d'ella a consideragSo de
que so minguados os recursos da provin-
cia. .
O Para tem todos os recursos para fa-
zer, em alguns anaco, o que outras pro^
vincias tem feito, em meio seclo. O que
preciso proceder com urna certa con-
lianga, e nao distrahir as forgas em urna in-
linidade do pequeas cousas, que nao
aproveitam ao futuro.
A alfandega rendeu do 1." a 8 do
Correte 79:698#983 rs.
PEMAMBCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
SESSO ORDINARIA EM 30 DE ABRIL
PRESIDENCIA DO SU. AUGUSTO I.KA".
(Conlmuicio. .
Contina a discussao adiada sobro o requeri-
inento do Sr. Amaral e Mello, para que se peca
informaces ao chefe de polica coui relagao a oc-
currencias dadas na tarde de 2o do corrente no
Campo das princezas.
O SR. G. DRUMMOND :Sr. presidente, corre-
me o dever de responder ao nobre debutado pelo
lQ.distrcto,e mostrar-lhe que quo nao lia razao
para a censura que fez ao vice-presdente da pro-
vincia Dr. Manoel do Nsscimento Machado Portel-
la e ao chefe de polica Dr. Francisco de Parias
Lemos, responsabilisando-os pelos fados de 2o do
corrcnlu.
Procurare! ser breve, afim de nao desviar a at-
tencao da assembla de oulros importantes nego-
cios qnt^estao a seu cargo.
Principiarei pelo quarto artigo do requer ment,
sto, se o provincial da Ordem Carmelita nesta
ctadepedio a preside icia a parte do seu conven-
to oceupada por um dos batalhoes da guarda na-
ci[in;il desta cidade, afim de preparar alojamento
para os jesutas que se esperavam da Hespanha.
Constrangi-me, Sr. Residente, com a leitora
deste artiga
O Su. Lopes Machado rPorque nao gosta dos
jesutas t
O Sr. G. Drummond : Porque a le de 3 de
setembro de 1759 prohibi a communidade de je-
sutas no imperio dn Brasil. Entendo, senhores,
que podemos pedir o cumprimento da lei; mas
nao se propr o banimento destes religiosos e pro-
hibir a sua entrada nesta provincia.
Um Sr. Dkpi.tado :Isoladamente.
(Ha um aparte.)
O Sn. G. DnrMMOMD :Creio que este o peu-
samento de um projecn aqu apresentadoa que
me opponho por ser executivo ds nossas attri-
bui^oes.
O Sr. Hisbello .Miito bem.
(Cruzam-se apares.)
O Sr. G. Drummond :Nao contesto que os je-
sutas nao podem estar em corporacao, viverem
em comnunidade, ponjue ha lei que isto pro-
hibe.
O Sn. Lopes Machado :De que lei falla ?
O Sl. G. Drummond :Da que prohibi aos je-
suitrs terem conventos em Portugal e seus domi-
nios.
O Sr. Lopes Machado :Veja que tambem nao
consente que estejam isoladamente.
O Sr. G. Drummond :A eonstitnie.no nossa e
outras leis posteriores, respondem nesta parte ao
nobre deputado.que se convencer que a tanto nao
chega hoje a prohJbiciio.
Que os jesutas, senhores, nao podem estar no
Brasil 'em communidade incontestavcl, por-
quanto se bem que na) conheca le nossa repro-
duiindo o que se acha estatuido na de 3 de se
tembro de 1759comtudo na legislado brasileira
se encontrara diversos decretos e avisos onde o
governo imperial dispoe dos bens pertencentes a
aquella ordem religiosa ; e cilarei entre outros os
decretos de 2 de dezembro de 1830, 13 .de maio
de 1836, 20 de agosto de 1838, 3 de julho de 1845
e aviso de 11 de marco de 1851.
O que poivui. fra de toda a duvida 6 que a
assembla provincial i ao tem direito de prohibir
a entrada dos jesutas tiesta provincia.
Um Sb. Dkim t.M'i :Islo inesmo a disposieo
da lei.
O Sr. G. Drumhohe :Pois bem_: opportuna-
raente darei'as rar.5es de minha opinio.
Sr. presidente, incommodou-me o 4 artigo do
requetimento do nobre deputado ; e procure! in-
vestigar o que havia de verdade em ludo islo, e
afflrmo a V. Exc, ao nobre deputado e a esta as-
sembla que sao inexactas as noticias que adrede
se espalham.
Afflrn-), Sr. presidente, porque a pessa a quem
encarreguei dessa n,:esUgacao garanlio-me que
nem o provincial do Carato dirigi a presidencia
da provincia offic>o alj;um sollicitando a parte do
seu convento oceupadd pelo batalhao da guarda
nacional, nem se espera essa endiente de jesutas,
como se tem dito : o que ha de real, senhores, e
o seguinte :
O noso virtuoso hispo ordenou ao clero desta
cidade que se reunisse no convento de S. Antonio,
afim leceu o retiro esi irituaL e igual convite dirigi
aos sacerdotes residentes as proximidades da via
frrea, e por esta raioou S. Exc. llvraa. pedio,
ou o provincial di convento espontneamente ira-
tou de preparar parle do seu convento para hos-
pedar aquelles sacerdotes que viessom ao cumpri-
mento daquelle santo derer, e nao encontrando
commodidade sufliejecte pedio ao commandante do
bataUae alii aVatueado a retirada da seeretaria do
lugar onde se ada, pdido este que retlrou ape-
nas S. E*. Rvraa. suspendeu a arralar > que me]
tealio artutfcdo.
Eis a hisujria do convento do Carmo, da qual
Concluir o nobre deputado quanto sao inexactas
as noticias que a tal respeito se espalharam.
Tratarei agora do Io, V e 3""qu sitos do reque-
rimento : cousintf porm, a casa que me desvie
um pouco da discusso, da mesma "forma que fez
o nobre doputado a que respondo. S. Exc. Hv
o Sr. bispe diocesano, ordenou o retiro espiritual
ile iiuo a pouco allei, dirigndo-SJ ao clero por
meio de una pastoral. ,
' O Sr. Lopss Machada :CircuKr.
O Sr. G. DBUHM0.W : Acce) a correc^ao :
nesta circular designando o teujjilo, delermnou
que a entrada seria somente para o* sacerdotes.
Acuriosidade publica foi provocada pela prohib-
cao : noticias adredCs fbrain espa hadas para des-
virtuaren) o fin d retiro espiritual; enilim, no
dia designadohomeus de todas as cores polti-
cas se reuniram na porta do convento de Sanio
Antouio desta cidade. i Apuiados. i
A suspeita reina va naqmla multtdo, 'porque
os jesutas tambera se achavam no convento, e
erara os encarregados das predicas i o novo que-
ra a facufdado de entrar 8ov temploo que lhe
eslava vedado pela j dita cireular : quatro sol-
dados de polica guardavam as po tas do templo,
numero insufflcienie, senhores, eqce desapparece-
ria apenas aquella niullidao forcasse as entradas :
foi nesta circumstancias qae o digno chufe de po-1
lica, fonliecendo que nao havera necessidade da
forga publica era una reuniao pacifica, qoerendo
evitar a grita, ordenou a retirada das quatro sen-
tinellas : lu nesta occasiao, senhores, que o brio-
so tenunte-coronel eommandante lo corpo de Do-
lida, declarou que naquelle juutariento o proprio
povo se policiava ; e na verdade, stnhores. por-
que do mesiuo surgriam obstculos aos que bra-
camente quizessem" Corear as portas do templo
indo de encontr as ordens do no^e virtuoso pre-
lado.
Taes palavras nao podiain autorsar a oensura
do aqbre depurado ; e revelara antes que a farda
militar nao extinguios brios e o espirito religio-
so deste nosso dislraclo patricio.
Sr. presidente, vou apreciar os pontos do re-
qucriuiento do nobre deputado ; e acredite-me.V.
Exc. que tettto embaracos : por um %do vejo
una aecusacao injustaseai base contra lanccio-
narios que primara no cunipriinento de seus de-
vores : por outro, vejo que a pessa que figura
as scenas de 25 de abril foi o S \ Dr. Antonio
Borges da Fonseca, contra quem nao tenho moti-
vos do desagrado e pelo contrario devo-lhe atten-
coes pela delicadeza cora quera rae tem. tratado
que impedirn) a reuniifo, nio consent alo que o
Sr. Dr. Borges da Fonseca fallasse : que fespffn-
sabilidad ha para o chefe de polica inste facto ?
Porventura aquellas cidadaos na tinham o direito
de reprovar as oootrinas do Sr. Dr. Borges Fonseca, da mesma forma que outros o de acei-
ta-las ? Edevera o chefe de polica, qieno in-
terveio naVrennao, impedir a demonstfagao de
qualquer dos lados? ;
Nao, senhore, e iiinguom imparcialmchte jul-
gar de outra maneira.
Se o nobre deputado demonstrasse que a forca
publica tnha iin|>edido a reuniao popular^ se o
nobre deantado tronjesse ao nosso conhecimento
os fados de 30 de setembro, onde.o iostincto do
selyagem sonresahio na primeira autoridade poli-
lk:ial da prcvincia ; eu seria o primeiro a acom-
panha-lo, em bradar desta cadeira conlra taes
tactos que degradam o hornera, e avilt m a auto-
ridade : eu sera o primeiro a com elle pedir pro-
videncias aos poderes do estado, para que scenas
" negras nao reapparecessem : mas, aecusar
sendo alm disto ligado em parentesco a o nobre dade alguma. Senhoros, casto a declinar ora
t(.
se ao presidente da provincia e ao chefj de noticia
por urna manifestacao pacifica, mas contraria ao
que expenda o orador popular, manifestado feita
IHir aquellos que tmliam sido convidados pelo Sr.
Dr. Borges da Fonseca, por certo clamorosa in-
jusliga.
E_ conlra quem, senhores^ dirigida esta aecu-
sacao-? Contra os altos funeciohasios saltillos
de um partido que nao recuou um oimiento em
demonstrar a sua reprovacao barbaridade" de 3
de setembro de 1866.
0 Sn. Lopes Macjjado -.Mas o presidenta*
entilo foi nomeado deputado pelo partido conser-
vador. #
O Sr. G/urijimomd :Eleito : e esse cidadio
nao autorisou semelhante attentado, o quando
inesmo asaim fosse, o "que teve isto com aqucl-
le facto ?
Senhores : que se condemne ao chefo de polica
que as reunios populares manda ou consente
que se espanquem e. cutilem cidadaivs inermes,
concedo ; mas. que se faca capitulo de aecusacao
por n) tef intervindo as reunioes populares ;
cousa nunca vista.
Um Sr. Diputado :Quem protestos contra o
facto foi Sr. Teifeira deS.
OuSr. G. Drummond :E creio que o 23 de
Moren disse algupu consa neste senticio. (
O Sr. Lopes Machado :Salie quem espancou o
Sr. Borges ? Foi um individuo que hoje eleitor
da freguezia do Heeife. Sabe quem era o comman-
dante dithatalhio ? Unfwnservador.
O Su. G. Diummond i^j-No se me demonstrando
a sua nterveocao. creio que nao tem responsabli-
depttado autor do requerimento que milito me
merece.e a quemseinpre prestei ociis sincero aco-
Ihimento, e assim receio mesmo (;,u nesta alter-
nativa a exposicao qae vou far no satisfaga
como ara de desejar.
UkSb. Deputado :Prescinda das pessoas.
O Sr. G. Drummond .Como ? sa um julga-se
o offendido e a outros o nobre deputado allibue
a autora do fado ? Emfim, dir! mprc alguma
cotiza.
Sr. presidente, antes do da 25, o Sr. Dr. Bor-
ges da Fonseca annunciou a reunio do largo de
palacio, e o lira que attingia isto o tratar da pr-
xima vinda dos jesutas de Hespanha ; e nesse
mesmo dia 25,drgo-sepouci antes da rcunio ao
Sr. Dr. chefe de polica, declarando que corra
risco sua pessoanaquella reuniao, e pedia-Ihe pro-
videncias, e a resposta que teve foi que poda con-
tinuar que a ordem publica nao seria perturba-
da, que lhe offerecia toda a garanta, certo de que
a polica nao interviria naquella reuniao.
J ve, pois, o nobre deputado pelo Io distrcto,
que o chefe de polica nao cousiderou illjcita a
reuniao effectuadaa convite do Sr. Dr. Borges da
Fonseca.
0 Sr. Dr. Borges da-Fonseca, dirgio-se ao lu-
gar da reuniao om companhia do chefe de polica,
e ahi chegando tomou diroecao diversa c princi-
piou seu discurso, lamentando a ignorancia do
povo.
O Sr. Amaral e Mello : Nao senhor.
O Sr. G. Drummond :Sem duvidar do que diz
o nobre deputado, declaro que foram estas as
informagdes que obtive.
O Sr. Amaral e Mello :Eu es lava l, e aeom-
panhei o Sr. Borges de Fonseca.
O Sr. Lopes Machado :O que posso affirmar,
que elle nao jesuta. (Risadas.)
0 Sr Amaral e Mello : 0 CjUe lhe disse foi
que o novo tnha o" direito de reunir-se para
tratar dos seus negocios, e que confiasse as au-
toridades : do lado onde eslava o chefe de polica,
disseramnao apoiado, e eu (oncordava com
isto. tambera pensava como quem deu o nao
apoiado.
O Sr. G. Drummond :Quero mesmo que seja
como diz o nobre dejiulado : os ouvintes dorara
o nao apoiadocomo signal de que nao queriam
otivir ao Sr. Borges da Fonseca, e nem concorda-
vam com as das que ia emttir. O Sr. Dr. Bor-
ges da Fonseca, nao pode continuar ; sua voz foi
abafada pela multido, o povo revelou era tivlo
isto que nao queria a doutrina do no antigo Tri-
buno.
Eis o facto : agora responda-mc o nobre depu-
tadoconcorda que o povo tem direito de reunir-
se para tratar dos seus negocios ? por eerto que
sini: logo, ha de concordar que nao 6 para ceu-
surar a repulsa havida, porque ella foi o ejerci-
cio de um direito por que elies que nao combi
navam na doufna que se procurava pregar ; re-
pulsa, Sr. presidente, que nao te"e a menor op-
posicao, e pelo contrario foi toda jspontanea e ac-
ceita, revelando que era ssse o pensamento'da
maioria daquelles que constituim o congresso
do Sr. Borges da Fonseca.
Em face, pois, do que tenho dito, qual a razao
da censura feita pelo nobre diputado ao digno
chefe de polica da provincia ? qual a (arca publi-
ca que interveio neste negocio ?
O Sn. Lopes Machado :---Pensa que foi o povo
quem isto fez ?
O Sr. G. Drummqnb :Sia senhor.
Sr. Lopes Machado :Dizem que foi a polica
disfarcada.
O Sr. G. Drummond :Para que o nobre depu-
tado constitue-se echo do dizem 1
Quando se trata, senhores, de tribuir crimes a
funecionarios pblicos, o dizem ao deve ser usa-
do. Dizem por ah tanta cousa, que se nao pode
aceitar como verdade.
O Sr. Silva Ramos : Doada*) principio deste
negocio que se diz que o povo, porque agora nao
se na de admittir que foi tambera o povo ?
(Ha um aparte.)
0 Sa. G. Drummomd :0 pove nap capital de
partido algura.
Um Sb. Dsputado :Mas querem fazerd'lle
capital.
O Sr. Lopes Machado :Ha qiem queira fazer
d'elle capacho.
O Sr. Silva Ramos :=Conforme.
0 Sb.' G. Drummond :Como dizer-se que a
polica disfarcada impcdio que o Sr. Dr. Borges da
Fonseca fallasse ou conemisse o seu discurso ?
Ser o dizem que isto justifica ?
O Sn. Amaral r Millo :^0 nobre depntado j
leu o romanee Han de Irlanda jor Vctor Hugo 1
OSr. G.TDrommond :Nao.
O Sb. Amaral b Mello :?m esto romi
explica taes cousas.
(Ha um apaa.)
0 3. G. BMHMom :Qhmk adtailiir que al-
ie parece, porm, que li aUmmaojjsa contra o
ollieial que comraandava a forca, e esse oficial era
oSr. baro de Naaareth.
0 Sn. Lopes Machado :Nao, senhor
Um Sif> Dc-trrADO :Nesse lempo elle nao era
commandante ; ora apenas capito.
O Sr. G. Drummond : Afflrmo que li alguma
cousa acremente escripta pelo Sr. Dr. Borges da
Fonseca contra aquello barao, o por esse facto.
Sr. presidente : se o nobre deputado tem razao
para erer que a polica disfarcada foi quem impe-
did ao Sr Dr. Borges da Fonjeca fallar; ha de con-
ceder-me o seguinte : ou o auditorio era compos-
to da polica e dos que com ella concordavam, ou
nao. Que nao era, d-rae o nobre deputado tasto-'
niunho ; e porque razao da parte des.es sectarios
do Sr. Dr. Borges da Fonseca, nao appareceu a
denionstraco era contrario ?
Um Sr. Deputado : Para nao completar o
plano.
O Sr. G. Drummond : Esti engaado : quem
conhecer, senhores, o actual vce-prcsidente de
'eni.niiliuco, carcter nobre e ds'.iiwto pela SUS
honradez c illustracao ; quera souber quanto o Sr.
Dr. Portella 6 severo, cumpridor dos seus deveros
a respeitailor das Ijs ; quem emini, ti ver conhe-
cimento do actual chele de polica da provincia,
magistrado conhecido pelo fiel desempenlio dos
seus deveres, respeitado at palos proarios adver-
sarios polticos, apuntado como exemplo a seguir a
aquelles que comecara a ardua e ospinliosa carrei-
ra de magistrado ; nao dir por certo o que acaba
de dizer o nobre deputado.
O Sr. Silva Ramos :Sao dotis caracteres mui
dstindos para descerem a cousas desta ordem,
qur o vice presidente, qur o chefe do polica.
O Sr. G. Drummond :Sr. presidente : de tudo
quanto tenho dito, se conclue que a reuniao a
convite do Sr. Dr. Borges da Fonseca, nem foi
considerada Ilcita p6lo chefe de polica, nem esse
func.conario interveio para que se dissolvesse.
Um Sr. Deputado : -Ineommodou-o.
O Sn. G. Drummond :Afflanco-Ihb quo nao :
nunca teve maior tranqnillldade.
Um Sr. Deputado :Para que os batalhoes em
promptidao ?
O Sr. G. Drummodd :Ignoro ; mas quando
assim fosse, eram medidas preventivas para ga-
rantir a ordem publica, que nao podem ser con-
suraveis : no entretanto esta noticia dos batalhoes
me parece igual a do oficio do provincial do Car-
mo : sj boatos adrede ospalhados para se fazer
acreditar que o governo quer o comprimir : mas,
senhores, antes de dar crdito, indaguemos acon-
te, os fundamentos dos boatos, vejamos qitem ac-
tualmente oceupa a caraira da presidencia, os seus
principios, a sua dedicacao pela causa publica, o
seu proceder como empregado, para aceitarmos
taes boatos on rejeita-los.
O Sr. Silva Ramos -.Apoiado.
0 Sr. Lopes Machado : V. Exc. nao sabe de
urna proclamacao que se distribuio em palacio.?
O Sr. G. Drummond :Afflanec- V. Exc. que
em palacio nao.
Um Sr. Deputado :Alguna. emprejados publi
eos andaram distribumdo essa proclamago.
OSr. GDw mmond : E porvjaiara o empre-
gado pubAw peale o direito deUldi? fica pri-
vado de seguir este ou aquelle pmcjnjp poltico, e
de se manifestar dosta ou daquella forma ?
Um Sb. Deputado .O que mostra que-o em-
pregado publico instrumento do governo.
O S. G. Drummond :Quando o geverno se re-
baixa c elle nao tem digmdade pesso&l. Nao duv-
do, senhores, que a proclamago fosse lida .on
inesmo distribuida por empregado:; pblicos ;
quero mesmo admittir que assim fosse ; mas d'ali
nao se pode concluir a annuencia do presidente
da provincia e do chefe de polica ; a muito me-
nos que a distribuicao fosse feita em palacio.
O Sn: Lopes Machaddo :Ha de se prow.
O Sr. Silva Ramos :Eudesejo nrutow essa
prova.
O Sr. G. Drummond :Sr. presidente : se bem
que nao fosse Ilcita a reuniao do Sr. Borges da
Fonseca, com tudo o chefe de polica nao deixou
de erapregar meos para que a ordem e tranquilli-
dade nao fosse perturbada, e gragas a Deus conse-
gnio, e hoje nao temos a lamentar os tristes fados
de 30 de setembro.
O Sn. Ammlu, e Mello .Pela prudencia do
pavo.
O Sa. G. Drumoionr :E pelas medidas toma-
das pelo chefe de policio digno ainla de louvor,
porque nao desceu de sua uosigo a vir intervir
neste negocio, nem consent que s praca publica a aquelles me falla vam ao povo.
0 Sr, Loras Machado :Nao havii.m bayonetas,
mas haviam punhaes.
OSn. G. DmjMMaN: Est engaado -.ipaem
os vio?
Sr. presidente,nobre deputaaa.at** do.oaAW-
.
:S;?ga?rFC,SCdeFamLOT,M^Chere a anta Qsa.3* por forca do-^ia^
oTTvral .tMllo :-Me que dscendo,^igfgXSB ^'^ M tT
a aqudle ppel, po* ser con,kterado- B de sobe^t^
admraislraeao, (Va ,],. toda -a dwrida ioterprc-
fcnda-se eomo se dere o art. 't.ldo acto addi-
aaaa\ f ....
Um Su. Dkpi i ADtv:J se reaonden a isso.
OSr. G. Drummond-- Os nobres deputado pro-
ciaaram interpretar*o art. 10 S 10- com unas am-
piitude condemnavel.
U* Sb. Deputado :Nao se d mais do que
tem.
Outro Sn. Deputado :Isso materia veiha.
O Sr. G. Drummond :s nobres denotados in-
terpretaran) o preciLido artigo contra todas as re-
gran de harroeneuica, e eu'no posso aceeitar essa
interpretosla.
O Sr. Lo>f.s Machado :(jngimo-noe a tettra.
O Sr. G. DavMMOND :Mas ella mata. Sr. pre-
sidente, vou lirinar a opinio que emiti, com au-
toridades mni'.o respetaveis.
O Sr. F. Tavora :O visconde do Uruguay.
OuTRon. Deputado :Algara aviso.
O Sr. G. Diivmmond :O viseonde de Uruguay
na verdade autoridade muito respeilavel; mas ao
o-cito par. que os nobres deputados nao o atirem
para o lado politico. Nao avieo, mas urna con-
sulta do consent) de estado, d;v quaafui relator o
r. -marquez deOlinda.
Um Sn. Deputado :E' materia velha.
O Sr. <. Drummond :Mas nao contestada, e eu
continuara a insistir aique se me convenga'que
eslou em erro lerei a consulta
Senhor l Foi proposto na assembla legislati-
va da provincia de Pernambtieo um projedo de lei
alterando q coniproinisso da veneravol ordem ter-
ceira de .Vossa Senuora do Carino, da cidade do
Heeife. K tendo elle passado era primeira dis-
cusso sem que fosse ouvida nem a respectiva or-
den terceira, nem o prelado diocesano, representa
a mesma ordem terceira contra a violencia que se
lhe quer fazer; pediudo providencias para ser
mantida no exercicio de seu direito de livre asso-
caco. E sobre isto a secfio dos negocios do im-
perio do eonselho do estado^rfem cumprimento da
ordem de vossa magestade imperial, tem a honra
de dar seu parecer. A seceo nao entra no exa-
ine das a I te raques proaostas.
De qualquer ialureza que ellas sejara, a ques-
tao versa sobre o direito que se arroga a assem-
bla legislativa provincial de alterar s compro-
uiissos das irraandadas por seu simples arbitrio.
Para examinar este ponto foram designadas dua
cominissoes do seio da assembla legislativa, as
quaes reunidas deram o parecer em que se sns-
tentava o dirdto ampio de alterar os coinpro-
raissos.
Dous sao os fundamentos do parecer. O pri-
meiro tirado de acto addicionai, art. Io 10, pelo
qual fica competndo as assemblas legislativa pro-
vinciaes o diento de legisUr .sobre casas d soc
corros pblicos, convento e quaesqu-r assoe-acoe
polticas ou religiosas; o segundo e dcduido por
argumentacao, oo mesmo art. 10 S 4 pelo qual
podendo aquellas assemblasJegislaP sobre a po-
lica e economa municipal, "estao adstritas para
is^o as propo;tas das cmaras; restriccao que nao
se inipoe quando se trata de conventos, e associa-
coes polticas ou religiosas.
Quanto ao Io. a seccao tem de observar que
s leis, por mais positivas e genricas que sejam
as expressoes, deven ser entendidas em termos
rasoaveis, e sempre com relacao ao objeeto que se
ventilla.
Ora, as associacoes religiosas, de que se tr,ata
lera sua origen) na vontade de seus meiabros ;
vontade, que alias deve respetar as <^posltes
lgaos. Salva esta clausula aquellas a;soc.icoes,
como quaes quer outras, sao livres na adopcao
das regras porque se ho de governar.
Este principio est reconhecido no decreto" n.
If 11 de 19 de dezembro de 1860, pelo qual, de-
pois de se firmar o direito que tem o governo
de alterar os estatutos das sociedades, se expressa
no Pl. lia necessidade do conscnlraento dos in-
teressados, a adoptada, diz o artigo, pelas partes
interessadas as alteracdes e nduilamentos exigidos.
Esta d-posicaj nao um favor que se fizesse
as sociedades; ella importa o reconhecimenio de
um direito natural, intrnseco, que lera todw os
cap* ligas.
Um Su. Dputado >-E' hyportteGco.
O Sr, Silva Ramos ;dem peridem.
O G. Drummond :& nobre deputado disse que
se admirava qne o Dr. Farias Lentos fizesseSesta
provincia o con#. rio do que fer no Cear em
1863, onde- foi liberal.
O Sn. Aaral e Maw,o :Que nao estta-
nhava.
O Sr. (% Drummond :Quanta injastca pata
com o actuar chefe de indicia I SaAa o nobre
deputado que o Sr. Dr. Farias Lemos nesta pro-
vincia o aae foi no Cear como empregado publi-
co, isto execntor fiel das seus deveres ; e como
politico nesta provincia o que foi no Cear. isto
, conservador. Quer o nobre deputado nm tes-
temunho irrespondivel ? eu lhe offereco o do Sr.
senador Pompeu.
O Sn. Gonqalves b.v Silva :Carcter muito
resneitarel.
O Sr. G. Drummond :E* do ehete liueraV da-
quella provincia, de quem os principios polticos
nao sao duvidosos : veja, pois, o seu juizo a res-
peito do Sr. Dr. Faria Lemos.
O Sr. Lopes Machado :dsto foi no fim da obra,
ou no principio?
Um Sr. Deputado :Foi no principio.
O Sr. Silva Ramos :Seja era que- tempo for :
iqu ou no Cear, .portou-s'e sempre a muito
Hgnidade, -dando provas de que um carcter
muito honesto. #
-(Trocam-se muitos apartes).
O Sr. G. Diummoxo ;*-E o Sr. senador Pompeu
faz elogios immerecidos pelo nteresse que delles
pode tirar ? Como-depreciam os nobres Reputados
a esse seu distincto correligionario politice? Pois
bem: vejam e que disse o Sr. Pompen :
Nao exacto : o directorio agradeceu ao Dr,
chefe de polica a sua imparcialldade na luta elei-
toral. e oseervicos que prestou, assim como o Sr.
presidente a ordem publica durante a mesma' lula
nesta capital. O contemporneo sabe muito bem
que esses funecionarios sendo do seu lado, nao
prestaran) e nem podan) prestar servicos para o
vencimento dos liberaes.
"Querem um testemunho mais claro, de que o
Sr. Dr. Faria Lemos, nb mihtou as flleiras do
partido liberal ?
O Sn. Lopes Macha*} :O artigo nao o qnalifi-
ca de conservador.
O Sr. Silva Ramos :Entao, logo que o chefe
de pdicia nao interveio no pleito eleiloral, do
partido da opposicao ?
O Sn. Lopes Machado :Segue-se que conser-
vador ?
' O Sr. G. Drummond :V. Exc. nao quz prestar
atten?o ; revela quanto est predisposto centra o
actual chefe de polica, que nem me ouvio : pois
bem ; eu lerei de novo o final do artigo.
O contem|Kiranee sabe muito bem que esses
funeciona' ios sendo do seu Wo.
(Trocam-se apartes).
O Sr. G. Drummond :No possivel argumen-
tarle com o nobre deputado.
(Trocam-se mais apartes).
O Sr. G. Drummond :O que se verifica que
alm de nao ser liberal, o Sr. Dr. Faria Lemos nao
foi esse capanga como inmerecidamente o qnal-
licou o nobre deputado. Eu poderia 1er diversos
artgos dos jornaes do Cear, onde se encontra
juizo diverso do do nobre deputado.
(Ha um aparte).
O Sr. G. Dbummosd -.Entre o testemunho do
padre Verdeixa c do senador Pompeu, me parecj
que a preferencia ser deste ultimo.
Um Sr. Deputado :Nao estou fazendo compa-
racao, digo que o padre Verdeixa, tambera elo-
giou.
0 Su. G. Drummond :Sr. pTesi.leuajrvnu con-
cluir : lamento o que se deu, com o m. Dr. Borges
da Fonseca a 25 do corraate ; mas arte acto a
consequencia do direito que tem o povo de reu-
nir-se para tratar dos ajBJfrfleg00''*-
O Sr. Lopes MAOHAoT-Hei de provar ais
que um gal que existe na polica, l estava na
reuniao para apupar.
O Sn. Silva Ramos :Desejo ver a prova.
porm aoclicfe
O Su. G. Drummond :-Louvo pormi aci eiictejj" ^'jel^gir^e'7 eg^dos" conT bera "cpiize-
de polica porque a tranqu.ll.dade publea nao foM W prescripcues legaes: direito que
tii.rini' .-.,1 i a art ca ilaiTomuti a *nniiio n*rn,ini* iy"i "**" ** f*" f- ., P i
gufls oieiabros do partido con; ervador fossem riawnio, em seu reseuameato aajl*rou ao h*fe
perturbada, e nao se derramo o sangne pernam
bucano : lamento o facto, senhores, mas a causa
conheeida, a deserenca do povo.
0 Sn. Amaral e Mello :Nao apoiado.
O Sr. G. Drummond :O povo j nao acredita
aesses pregoeiros das liberdades, nesses cartazes
de reformas. O povo j est cansado de soffier.
Ensanguentaram-se duas provincias pela lei de 3
de dezembro de 1841 ; e essa lei ainda permane-
ce, e a primeira reforma apresentada nao foi mais
nem menos de que urna pagina rasgada do rela-
torio do Sr. conselheiro Sayao Lobato. Em 1848,
hasteou-se urna bandeira, e esta provincia foi o
theatro de urna guerra fratcida : reforma da lei de
3 de dezembro, da guarda nacional, de systema
eleiloral, franquezas provinciaes, liberdade de
consciencia... tudo, tudo foi proradtido; e nos
seis annos qne estiveram no poder nada fizeram
senao procurarem tornar mais rieorosas aquellas
leis, e mais patentes os abusos. O povo emfim, se-
nhores, j nao acredita, j nao acceita, j% nao quer
as promessas daquelles que os busca nicamente
como meio para subirem ao poder, e l do cima
dao-lhe em paga o despotismo, despotismo mais
cruel do que aquelle que attribuido aos sons ad-
versarios.
Tenho dito. w^
A discussao fica adiada pda hora. ;jr
ordbm do da.
Terceira discussjo do projedo n. 4 des^e anno,
approvando o regulamento expedido pelojgaerno
para a Escola ormal.E' approvado.
Segunda discussao do projedo n. 11 deste anno,
mandando admittir no Gymnasio como alumno
gratuito Francisco Libanio do Reg Barros.E'
approvado.
Terceira discussao do projedo n. 7 deste anno,
approvando diversos crditos supplementares au-
torisados pelo presidente da provincia.E' appro-
vado.
Segunda discussao do projedo n. 3 deste anno,
determinando que nos estabelecimentos cargo da
Santa Casa de Misericordia s sejam dmittidos
coma empregados brasileiros natos.
O SR. G. DRUMMOND : Sr. presidente, era
ua das sessdes passadas, quando se discutio o
projecto n. 5, demonstrei a incompetencia desta
assembla para legislar sobre o compromisso da
Santa Casa de Misericordia, sem previa iniciativa
da sua administraeo ; disse entao, senhores, que
a entrada das ranas de candado para os estabe-
lecimentos cargo da.Santa Casa estava deterira
nado por um artigo expresso do mesmo compro-
misso. ,
O nobre deputado pelo l' distrcto, impugnando
o meu discurso, disse que o projecto nao alterava
o compromisso, e sim explica va o que se tinha le-
gislado, e prohiba aquillo que nao seria necessa-
rio prohibir, se todos pensassem como elle.
Para convencer ao nobre deputado que este om
erro, eu lerei o art. 79 do compromisso :
O hospital Pedro H, a casa dos expostos e o
coUegio das orphaas sero regidos por tratada de
caridade, na forma dos selis contrates, os quaes fi-
cam fazendo parte deste compromisso. >
J ve, pas, o nobre deputado que as irmas de
ridado admittidas nos estabelectmenlos cargo
do carcter cssencial da frina do governo que
temos ao contrario do governo absoluto, o qual se
adjudica a prerogativa de regular todos os aetqr
da vida humana publica ou particular importa
agora observar que esla disposieo do art. Il_fi
declarada pelo art. 33 do mesmo decreto n. 2,711,
extensiva a associacao religiosa.
< Pretender-se-ha que esta disposicao nao cam-
prehende se nao as associacoes religiosas creadas
no municipio neutro ? Contra tsto est a nature-
za do projecto. Porque sao creada as provin-
cias, ellas nao perdem por isso o seu direito a-
ntrinseco: o acto addicionai, investrado as assem-
blas provinciaes da autoridade de legislar sobre
as associasoes polticas ou religiosas, nlo deu -
quellas raais direitos do que os que o governo
j traba, c era privou' e.sfcis, da que lhe sao
inherentes.
E nao se nao em virtude do principjo de
3ue restricto que tem as assemblas nrovinciae<
o logislar sobre as associacoes religiosas, que j
por lei est declarado que os contrate.onerosos
sobre bens dos conventos nao podem ser "celebra-
dos se nao com nermissao do governo: assim
como que aequisico dos bens de raiz pelas mes-
mas associaQoes depende de certas solemnidades,
t Alm disto estas associacoes religiosas, por
sua mesma natureza contrahein vnculos espiri-
tuaes e debaixo desta relacao ellas estao sugeitas
as autoridadess ecclesiasticas.
Esta intervencao ecclesiastca est reconheci-
da na lei de 22 de setembro de 1828, quando tra-
tando no art. 2 11 da confirmaco dos compro-
missos das irmandades, salva a approvocao pelos
prelados na parle religiosas. Assim que com-
petndo pelo acto addicionai ao assemblas pro-
vincias legislar sobre a divisao ecclesiastca, nao
se entendem creadas as novas parochias se nao
depois da instituida cannica, ficando suspensos
at aln* todos os actos civis. *
t Do mesmo modo, competndo ao poder exe-
cutivo nomear bispos, c prover os beneficios occle-
siastcos; no primeiro caso faz-?e nucessaria a
confirraacao da Santa S para que o bispo eleito pes-
sa tomar'conta do bspado, e no-segando a institui-
cao cannica pelo bispo sem a qual nao podem os
parochos exercer jurisdicijo e nem os beoBficia-
dos platicar as func^ocs ecelesjastcas njUreaUs
ao beneficio.
< Ora no caso presente loi alterado o compro--
mis.-o da ordem t.-rceira do Carino sera.conheci-
mento da ordem, e nem audiencia do prelado.
Nao se diga que a alteracao que se projecta
decretar nao recabe sobre o ossencial do coapro-
misso, e nem sobre a parte religiosa do mesmo.
A questao versa sobre o di reto a- assembla pro-
vincial.
Se se lzer distincao, aborta flear a porta
para invasao dos direitos da inawMhdfw e dos
bispos. Parece por tanto o projecto contra a le,
e contra a eonsttiuicao.
t A vista do que a seceo de parecer que eesa
lei nao merece ser sanooioaad. __.
' 0 S. F. Tavora :-Poique aao le o paMtser,!'
separado.
O Sr. G. DKiaauHD --U > P*"" ffi?'
porque foi approvado pele imoarador, hojees-
l


Diario de Pernambuco Segunda feiim 17 de Maio de
=
se parecer se encontra era nossa Hgislaoao.
Um Sr. Dbfutabo :Essa divergencia quer d-
zer que a materia nao tao liquida.
O SB..G. Drcjimond :Por forca deste parecer
offidoa o conselheiro Jos Joaquira^Fernandei Tor-
res ao presidente do Pernambuco em 13 de Janei-
ro de 1887, ordenando-lhe cxpressamente que nao
sanccinasse a lei provincial que alterasse eompro-
nsso sem a Iniciativa da respectiva contraria ou
irmandade.
A opiuio do Sr. marquez de 01 inda nao deixa-
r de ser acceta por esta assemblea.
O Sr. Amara! i^JIkllo :Porque razio*
O Sn. G. ui swosd : V. Exc. que conhece
qne o Sr. marquez de 01 inda urna das nossas I-
lustracoes e nestamaterias todo e qualquer tra-
balho seu revela nasudo profundo, u Sfcipre tein
merecido apreso, Ida o neb e deputado os discur-
sos desse distincto pernambueano subre semiua-
rios e se contencer da verdade de que levo, dito.
Alm desta autoridade anda tenlio mitra em
apoio de niinha opinio. A provincia de Pernam-
buco, Sr. presidente, soffreu a pouco a perda e
um de seus Ateos distinctos, quero Miar do Sr.
Dr. Jeronymo Villela de Castro Tasares, inuito il-
lustrado lente iio direito ecciesiastico da feculdade
de direito desta cidade; o Sr. Di* Jeronymo Villela
lastentava a opiniao que acabei de expender, e
para prova lerei o seu douto parecer. Ei-lo ;
Era Portugal as irmandades ou confrarias
acham-se organisadas de mudo tal, que sobre ellas
o poder temporal tera urna acca* directa positiva
e quasi que exclusiva, salvo as que so fundadas
pelos bispos; ao menos isso o que deduzo da C.
H. de 9 de junho de 1643,. da Ass. de 29 de mar-
co de 1770, Prov. de 6 de junho de 1783, C. R.-de
31 de Janeiro de 1793; Prov* de 27 de outubro
de 17y4, Ass. de 21 de julho"dei797, e outras
muitas disposicoes, que seria enladoiHio enuuure-
rar.
Na Franca a L. de 13 de agosto de l"92,no

titulo primeiro, considerando as confrarias
com
estabelecimentos pblicos, legalojente previlegia-
dos, supprimio-as, e a L. de 17 de julho de 1803
(se me nao engao) mandou restituir os beus das
confrarias, que tinliaiu seguido a sorte dos *s fa-
bricas, nao s ditas confrarias, que nao tem ne-
nhum carcter legal, mas s fabricas, etc.* etc. :
o que se v do curso do direito civil e ecciesias-
tico. _
t Em diversos paizes catholicos a legislacao so-
bre essas associacoes religiosas, varia mais ou me-
nos, ora em favor" do poder temporal; ora do ee-
clesiastico, resultando d'ahi una certa dcsliarnio-
nia, sem duvida desagradare!.
Entre nos, promulgada a L. 12 de agosto
de 1834, flcarain as asseuiblas provinciaes, se-
gundo as do art. 10 da mesina lei, cora direito a
legislar sobre casas de aoecorros pblicos, conven-
tos e quaesquer associacoes publicas oM religiosas,
parecendo, que sob esta ultima denominacao se
acham compreliendidas as irmandades ou.confra-
rias, e por consequencia o direito sobre seus eom-
promissos? regras ou estatuto*, etc. Ma?, com
quanto m#pa>eca queassim seja, e que esta legis-
lacao acabe cora a porlugueza, que a este respeito
vigorava entre nos, tendo ja urna parte della, des-
apnjrecido completamente ou sido modificada, logo
depois de nossa independencia, com varias leis, de-
cretos, avisos, etc., do goveruo do Brasil, comtuo\i
creio que quando se trata de assumptos desta or-
deui, em que entram a igreja e o estado, em que
predominam o espirito religioso e o.iuteresse da
sociedade civil, devenios combinar as cousas de
modo, que longc de parecer naver desaccordo eu-
tre as suciedades espiritual e temporal, ao contra
rio marchem ambas ellas na mais perfeita iutelli-
gencia e harmona. '
Eu considero que as confrarias ou irmanda-
des cannicamente fallando eonfraternitas, sodali-
tia, etc., podem e devem ser consideradas4matt-
ria mixta ; porque aparte relativa .w culto
divino, pratieadas virtudes cbristaas, etc. Sio as-
"" sociaces, que participara do espiritual, c na parte
relat va aos beus, com que sao fundadas, a capa-
cidade civil, de que careeam seus membros, etc.,
participara do temporal, viudo assim os bispos e o
governo do estado, ambos a concorrerem para a
fundacao de laes associacoes. Isto v-so naconst.
Qua?cumque de Clemente MI, de 16 de dezembro
de lt.04 : L. de 22 de setembro de 1828, art. 2."
12: parcce-me, que no tomo segundo do direito
cannico de Andr, desde pagina 243 248, sob o
titulo de confraria, esta materia seaclia largamen-
te desenvolvida, citados os concilios, que sobre ella
tem legislado, assim como a deciso da congrega-
cao do concilio de 29 de maio de 1803. etc.
Do que fica dito concluo, que bem que se nao
possi negar s a>semblas provinciaes o direito de
legisbrem sobre os compromisos, estatutos ou
regras das irmandades, ou confrarias, comtudo
:sl iwdus m rwbus, isto entcndo, que ex-tempo-
je, abrupto, sem requerimento, proposta, iniciati-
va dessas associacoes religiosas, sem sua audien
cia e do poder ecciesiastico competente, isso
muito inconveniente, e iraz eoinsigo urna tal
mistara ou cmifuso de poderes e jurisdiecoes,
que nao pode certameute ser justificada e admit-
tida.
Os compromisos ou estatuios etc., das con-
fiaras commununente conten tres partes: a que
diz respeito ao culto divino, a que se refere ao
governo da assocta<;ao, a que coinprehende a ad-
mraLsiracao temporal.
Ora, pelo que diz respeito a primeira parte
(culto divino), que sem contestaco a principal, a
mais importante; parte que jog'a com a fe eatho-
ca, com os costumes dos fiis, cora a disciplina
geral da igreja, como err-se, como admittir-se
que a assemblea provincial competente, s por
;i, para legislar sobre ella? Como crr-s^e ad-
mittir-se, que pde-se prescindir da autoriaade ou
jurisdiccao do hispo, ou do poder espiritual nesla
parte, pela generalidade em que est concebido o
j 10 do art. 10 do acto addicional, as palavras
e qwwsqiter astoctaeSet polticas ou religiosas ?
preciso, segundo pens, que todas as leis
do Brasil estejam deaccrdo, se conforraem pfe
fritamente com o art. 5o da nossa constituicao po-
ltica, que delermina: que a relgio catholica
apostlica romana, continuar a ser a religiao do
Imperio : e me parece, que adimttir a interpreta-
cao e que as assemhleas provinciaes poieni le-
gislar sobre irmandades e confiaras (associacoes
religiosas) s ni se importarem com as disposi^des
da igreja catholica este respeito, sem respeilarem
a jurisdicrao episcopal, ainda mais, a spiritual
seja de que autoridade for, nao per conla res-
pena r-se o art. 5* da constituicao poltica do im-
perio, era cumprir-se sua disposicao. A relgio
catholica apostlica romana tem regras e precei-
tos, que sao inalleraveis; que nenhuma autorida-
de ou corporacao pode modificar, e pois admittda
es^a religiao como a do estado, como lei funda-
mental, como felizmente se aeha entre nos, toda a
legislacao do paz deve estar em harmona com
ella
Eis o que apressa posso dizer sobre o que se
me f z favor consultar, subraettendo-me ao juizo
Ilustrado dos entendidos c versados namaleria
Rece, 6 de abril de 1866. Dr. Villela Tata-
res. >
Um Sr. Dbpltado:Quando foi dado.
O Sn. G. Drmmosd :Era 6 de abril de 1866.
Eu o pedi quand) nesta casa se discuta a refor-
ma do compromisso da ordem tereeira de Nossa
Senhora do Carmo desta cidade. Creio, pois, que
pelo lado do direito tenho demonstrado a incora
peten ca desta assemblea para reformar sera ini
citica os compromisos das confrarias ou irman
dadei, porque equivale a dizer a essas associacoes
religiosas, nao tendes o direito de vos governar
com a lei que fizerdes, porque essa lei pode ser al-
terada ou revogada a vontade da assemblea pro-
tincul.
O Sr. Lopes Macuado :Rclativaninto a ordem
tercera do Carmo.
O Sr. G Dbummond :E essas disposkScs nao
sao a iplicaveTs a Santa Casa de Misencoraia como
associacao religiosa?
O Sn. Lores Machado :Essa a questo.
L'm Sr. Deputado : Dessa questao'o nobre de-
putado nao tratou.-
Un outro Sr. DEruTADo : V. Exc. apanhe o
fio do argumento em caminho e nao volte.
.Oto. i;, i):,, .t^Kixo :o (jiie associacao rel-
io aquella que estabelecda para um tlin
P'- Ora, a Santa Casa de Misericordia foi esta-
!.!, oara ara ti,n dentico, logo incontesta-
r-eila associacao religiosa, e se assim re-
camt Ps-pILum c?,nPron>isso, est as mesmas
SrSf*q5V&quer outras associac^s religio-
sas, isto nao pdde ser revogada urna lei seno
Pr^^^C|,iva de ^ninist?acL.
M^SaiSrBfe ^ qUa' Bob^1epuUdo
pelo (juarto dVBRfeexciue a Santa Casa do direi-
to de ser assoca^o religlo ser por ventura
pela rabvencao que Ihe concedida a lei do or-
ame nto ?
O !>A- Lopes M-vaiAo:Vou a natureza da ins-
titoieo e a seu lim.
O lR. G. DaumoAO :Os instituidores deter-
ajnaj,am a pratiea de certos actos de canda de nos
estabilecimentu, sobre os quaes nao havia inter-
reses o administrativa; o governo da provincia
mandn que outros estabelecimentos pblicos es-
i yeesem a cargo da irmandade da Santa Casa.
mas este facto, e imito menos a subve^cjio faz
perecer o direito qua ella teri para se reger por
um compromissft :uui(i qualquer outra associacao
religiosa. I -
Sr. presidente, SBc [uestao- pe lado de
tjdade e comteiell publica.
j Por esse rado;*S3nhores,.nao conheco um s mo-
tivo para justifica,: o projcto, cujo &BP smente
enxottr dos hospiae* o estabelecimentos de carida-
de, a essas pobres.mu'herei^iignas detodo louvor,
pela maneira po-que se dedicara ao tratamento
dos infeijus que :iaojecoJhidos a aquellos estaba-
leciraento E para que, senliores-, se comhei;
iraanto *exlkto i que levo dito, eu ped|re aos
nobres dpulados. quti pssoalmentevisitema^sses
estabelecimentos, e estou convencido, que ailmira-
iio ^irdem, o aeeio, o desveHo, o cuidado,<|ue se
virnBsas casas, em Hdo e por ludo.
Qaerera vwr o iHiatj^rio vao ao hospital jnilitar,
e encontrareis muitas vezes, os nossos raos que
derramaran! o sanguo por causa da patria, perfei-
tamente abandonados sem aquellos cuidados, a
que tinham e tem merecido direito.
Um Sr. Dspitado :--Porque nffi pede para que
as irmaas de carilade se encarreguem do.hospiul
militar?
* O Sn. G. DniMMOND :Se cu podesso, se tivesse
forjas pedira com loda*a instancia porque desta
(rma eu faria ui i servico a miuha provincia me-
Ihorando* sorte Jesses infelizes.
Um Su. depi;tadm :equeira ao governo.
O Sn. G. Drmmoxh : Os factos convencern
dessa necessidade e estou convencido, que algum
dia essa medida ser tomada.
' Sr. presidente, nao n nesta provincia, que se tem
levantado a grita, coitra as irmaas de caridade e
paiires lazarista-, em diversos lugares tem assim
suecedido, no eatreta.ito forca irrefragavel dos
tactos? essa grita tem cessado, e o triuinoho tem
senipre sido Hessas filhas do Cativo de Tunis, cbj
S. Vicente de Paula no entretanto admira, que*
n'uma provincia, como a de Pernambuco, onde a
religiao do crucificada, abracada com' entliusas-
mot se procure desvirtuar urna instituicao lao
santa, como a de S. Vicente alarma contra suas candidas tilhas, |rque exer-
ceni essa virtude, que o cordeiro immacuiado, en-
sinava aos seus discpulos.
, Sr. presidente, admira, causa espanto*, que inda
hoic, se repila os gritas da impiedade contra essas
pobres inulueros, esquceeudo-se, talvez, que a
verdade e a innocencia triumpharo, j que nessa
pleiade de inimigos di, Cruz, se encontrara alguns,
que deram tcsteuiunhb em favor das irinaas de
cariibde.
Dar-mo-hei ao trabalho de lr tudo isto, aute
esta assemblea, para r: ue se conheca quanto somos
injustos, para com aquellas que se aproximara dos
nonos irmaos na hora da dor e buscara dar-!hes
senipre, o mais prorapto lenitiva.
Falle por mira Vpliaire.
O Sr. Ermiro Coltkho:O livre pensador.
OSr. (Drumwond:O livre pensador, como
diz o nobre deputado. o homcm q\ie mais deprimi
a religiao de Jess Cnrsto. ,
Uu Sr. Deputado : Reconciliou-se.
O Sr. G~Dnu.\iMON[ :He verdade, na hora ex-
trema foi mais um iriumpho dessa relgio por
elle aDominada. Voliare, repito, fallando, das ir-
maas da caridade ass ni se exprime:
Nao conhftco sobra a trra nada mais venera-
vel do que as rnia. de caridade; virgens, dis-
tinclas muitas vezes pelo nascimento tanto quanto
pela fortuna, pelo enf enho atilado assim como pela
belleza que voluntariamente renunciara a todos os
bens da trra para seccorrer aos pobres enfermos
e a mendigos coberlos de andrajos. Lavara sem
asco as chagas dos leprosos e curam suas ulce-
ras. Calmas e resignlas, nao se aterrara cora o
stertor dos moribundos, e procuram Hliviar-lb.es
com brandas |>alavras e pedosas* preces a passa-
un para o outro mundo. Certo s a religiao pode
inspirar a energa necossaria para prcencher tao
dilliceis deveres, e a religiao que esta energa, de-
ve ser sem duvida a verdadeira.
. Talvez, repele o proprlo Voltaire, .nada exista
maor neste mundo do que o sacrificio que faz um
sexo delicado, da"belleza, da raocidade, do nasci-
mento elevado, para ir alliviar nos hospitaes aquel-
le acervo de todas as miserias humanas, cuja vista
tauto humilha o nosso orgulho, quanto repugna a
nossa delicadeza. Os povos separados da com-
munliao romana, nao tem imitado senao iniperfci-
tamente urna caridade tao generosa.
O Sr. Lopes Machado :Virgens?
O Sn. G. Dmjm.moso :(Com forca). Virgens,
sim.
(lia um aparte).
Queris um outro testemunho, vede o que diz
Mr. Arnold:
Geralmenle o povo prefere as escolas das
associacoes religiosa as dos leigos. Quanto ao
que dz respeito ao nexo feminino, est fura de
toda a duvida : a scfpcrioridade das escolas dirigi-
das pelas irmaas de caridade, est cima de qual-
quer contestaco.
E finalmente, o coode de Cavour, ante o parla-
mento, levantava a voz, para sustentar a defeza
das Qlhas de S. Vicente de Paula. Ouvi, senliores,
o que elle diza.
Causa-mc adminco, dizia o conde de Cavour,
o ver erguer-se dos beos da esquerda protesta-
coes contra a existencia das congregacoes exclusi-
vamente deificadis caridade...
< Mas declaro formalmente que nenhuma pres-
sao, quer venha do parlamento, quer da forc.a,
pedera resolver-me a assignar urna lei que sup-
primrs3>Ms ordons ilc caridade. Eu deixaria dez
vezes o mtjsterio antes, do que tornar-me solida-
rio em um acto que, no meu pensar, faria um mal
immenso ao nosso paiz aos olhos da Europa civili-
sada. y
Mas parece alm dio,'senliores, que as respei-
taveis irmaas exercem a caridade como deve ser
exercida em nosso seeulo.
O Sr. Lopes Machado: Aqui nao assim.
O Sr. Silva Ramos :Aqui assim.
O Sn. G. Drummond:Aqui assim exigida
pelas respeitaveis irmaas a caridade, c eu aceres
centarei raramente imitada.
OSr. Silva Ramos: Por forma que nao pode
ser excedida.
O Sr. G. Dru.\lmond :DijficUmente imitada.
O Sr. Lofbs Machado :*-Q que?
O Sn. G. Drommoko :A caridade
O Sn. Lopes Machado :Aqui ?
O Sn. G. Drummond:Sim, senhor, e eu tenli
um testemunho muito respeitavel.
O Sr. Lopes M vchado :Qual ?
O Sr. G. Drummond :O de V. Exc, neste seu
oQlcio 11
O Sr. Silva Ramo;. :Os nobres deputados que
se oppem a adrarais racao das irmaas de caridade
nos estabelocimentos da'Santa Casa j se deram ao
trabalho de all ir ? Fallara sera saber.
O Sn. Lopes Machado :O que tem o meu offi-
cio? O que era bom adous annos nai pode ter-se
tornado mu...
O Sr.^oares Braid.vo:O nobre deputado tem
tambera o meu offlcio.
O Sr. G. Drummon) :Est aqui.
O Sn. So.uies Erandao :Poiseu ainda confirmo
tudo quanto entao di ;so.
O Sn. G. Drummond :Sr. presidenta, nao vim
fazr api elogio as irmaas da caridade era sou
daquelles que se c.onstituem thuriferarios; vim ni-
camente repetir, o que se tem dito em favor dessas
pobres mnlhcres, que lazendo abnegacao de si
mesmas buscara o jjremio de alera tmulo, vira
lr, nao a opinio do.-, amigos, mas daquelles, que,
mais hostilisaram a rjligio de Jess Cnristo, ago-
ra, passo a apresentar o testemunho desta mesma
assemblea. Diversa* commissoes, Sr. presidente,
tecm sido enviadas aos estabelecimentos adminis-
trados pelas irruas de caridade, e todas essas
commissoes, sem divergencia apresentarara senipre
o juizo mais li.-ongeiro, a respeito dessas virtuosas
mulheres, todos f iran acordes, em testemunnarem
o zelo, o cuidado, o carinho, cora que eram trata-
dos os doentes, e.nlim a maneira caridosa porouc
alli, ellas se desvellavam, cora o completo abando-
no de si mesmas. (Apoiados). #-
Queris, senhores, i|ue ta, en o farei.
Um Sb. Deputado :Quaes foram os membros
das commissoes.
O Sr. G. Drummond :Que importa os nomes,
quando o parecer foi ipprovado pela assemblea.
Um Sn. Deputado:Onome importa muito.
O Sr. G. Drummond :Eis o parecer :
A igreja de Nossa Senhora do Paraizo, foi lti-
mamente reparada >l conserva inteiramente a
decencia e aceio, que so observa em todos os tem-
plos confiados ao zelo e cuidado das incansaveis
filhas de S. Vicente de Paula, cujo fervor pela re-
ligiao as acompanha em todos os actos de sua vida
cheia de abnegares e sacrificios em favor da
humanidade, desvelada on enferma.
Agora, -Sr. presidente, trarei o testemunho do
nobre deputado |ielo \<* districto, que hoje tanto se
in'a?a ntra as irmiias de caridade.
! on' 0PES Mach*',o Mm o que tem isso 1
o on. G. Drommond E' um testemunho res-
peitav
J^i tPBS MAcawo :Nao adraitte que ^odia!
O Sr. G. DRUMMoro: Nao o creio.
corpora||o
O Sr. Silva Ramos :Essas mulheres que erara
ptimas hontein, boje nao prestara l
O Sr. Lopes Macjluw :V. !Sxc. nao admitte
possa ser bd4b depois mu.
O Sr. G. Drummond : Nano recente possimus.
O Su. Suva Hamos : Individualmente posso
admittir, mas n'uma corpotecao nao.
OSr. Lopes Machado:L ai [u
de ninas de caridade.
O Su. G. Drummond:As qut aqui so achara
pertencem congregacao das mi oes.
(Trocain-se inuitos apurtes).
O Su. Lopes Machado : -3o irruas de carida-
de alugad
O Sr. Silva Ramos :Al ligadas nao, nao
Ibe urna das cousas m iveii que
O Sri. Lopes Modado :Innaas de caridade, nao
dogma religioso.
O Sr. Silva Ramos :*N*eio dogma.
O Sr. Lopes Machado :Entao como diz que
a cousa mais rcsprtavel. .^^ -
uzam-se os apartes).
O Sr. G. Drummond : Sr.. presidente garan-
t a pouco apresentar o profJn lesteraunho do
nobre deprttado' pelo 4 districto em "apoio do que
tenho dito, vou sat-fazer a raima prqmessa.
O Sr. Lopes M/chado : O que tem o qnet'U
diysea tres annos ? podiam ser boas at entao
segundo o meu modo de pensar. Ide agora ao
hospital do Paraso, l encoutrareis una pobre
ereanetnrancada a oito das ou mais.
O Sr. Silva Ramos:-*Com is.o que se procu-
ra fazer effeito !Admiti o facto que importa is-
so ? Nao ha igual pena em todos os collegios ?
O Sg. Lopes Machado :Urna creanca presa
%'uin quarto escuropor oito d as ?
O'Sr. Silva Hamos :Sim, sin.
O Sr. G. Drummoto :Senliores nao de ve-
mos dar crdito a esse cont de mil e una noites
adnielo prei>arado por aquelk^que buscara de-
preciar as innaas d caridade.
Nao rae admira Sr. presidenta que isto se diga,
que se invente tudo que houver de mais horrivel
para se conseguir o lira, quando porm, a raso
calma funecionar, se conliecer que com justica,
nao se pode prestar attencao a laes inventos. Se-
nhsres, em Pernambuco nao facto novo o que
foi repetido pelo nobre deuutadu pelo 4." districto;
peior do que isto ouvi eu attrilrair-sc ao Sr. con-
de de Boa-Vista com a mais frizante injusticia era
1845 ou 46 agarravanrae pessoas e apresenta-
vani-se nos meetings declaranco que tinham sido
vendidos para Cuba pelo conle de Boa-Vista e
a pouco lempo resgatados I I
O Sa. Lopes Machado :Espere o nobre depu-
tado que eu j pedi a certido d > facto.
O Sr. G. Drummond :Isto meu nobre col-
lega nao se acredita !
O Sn. Lopes Machado :J d.sse a V. Exc. que
esperasse pela informacao.
O Sr. G. Drummond. :Espcrarei Sr. presi-
dente. Vou ler o testemunho do nobre deputado.
- O Sr. Lopes Machado :E' o offlcio que eu di-
rig a tres_annos ?
O Sr. G. Drummond :Tenha paciencia, deixe-
me continuar.
O Sr. Lopes Machado :-Niio eraitte opiniao
w Sn. G. Drummond :Vou abroqueilar-rae na
opiniao de V. Exc, porque julgo-o incapaz de fal-
lar a verdade.
(Cruzara-se apartes: sussum.)
Vozes :Leia, lea.
O Sn. Lopes Machado :Pode lr.
O S!. G. Drummond :Accus e;es vagas, boatos
inteiramente falsos, e inventados-^-como talvez seja
oda menina presa oito da?, foram feitos s ir-
maas da caridade u'um jornal dssta cidade.
O Sr. Lopks Machado : Peco Ihe que faca-me a
justica era nao dizer que o facto da priso da me-
n* com as circunstancias que uarrei, in-
vencao.
O Sn.G. Drummoxd: Creio iiuoV. Exc, in-
capaz de inventar ; creio que. e incapaz de afir-
mar cousa alguma de que n;.o tenha scienca ;
declaro, porm, que em quanto V. Exc^ nao afir-
mar que vio o facto que narrou, ou nao mostrar
al a evidencia, que elfe se praticou T Pr mais
que seja o respeito que |he devo ;e, peco-he lcenca
para nao aceitar oeste ponto sua informacao.
O Sr Lopes Machado :Se i juizo de,V. Exc,.
est suspenso, nao trate do faeto.
O Sr. (T. Drummond :E rara trataa'i, porque
me parece seuielhante ao do Lazarista encontrado
no quarto das irmaas da caridade !l
OSr. Lopes Machado :Reserve o *seu juizo
para outra occasiao.
O Sr. Amaral e Mello :E j houve quem
dissesse isto !
O Sa. Gaspar Drummond :Sira, senhor ; mas
foi cabalmente respondido pelo proprio nobre de
putado pelo quarto districto, e este o testemunho
irrefragavel do que enho fallado.
O Sn. So.tttKS Brandao :Lea ; vamos a ver.
O Sr. G. Drummond :Sr. presidente, um pe-
ridico desta cidade declarou que um lazarista
lora encontrado no quarto de urna irinaa da cari-
dade.
O Sr. Lopes Machado :Que horror
OSn. Ermiro Coutinho :Nfc verdade digne
de horror, porque a calumnia e a perversidado
nao tem limites neste ponto.
O Sr. Silva Ramos :A calumnia que entre nos
nao poupa a ninguem.
O Sr. G. Drummond :O provedor da Santa
Casa dirigio-se aos membros da comraisso encar-
regada por esta assemblea de .sitar os estabele-
cimentos de caridade, pedindo-.hes que declaras-
sera o que tinham visto, eo notre deputado mera-
bro dessa comnsso assim se exprimi :
Illm, e Exm. Sr.Tenho p.-esente o offlcio de
V. Exc. de 15 do crrente,-no qual se dignoupe-
dir-rae que eu declare, era attencao ao que foi de
liberado em sessJo da illustrissima junta admiras
trativa, se, por occasiao da visiia que fiz aos esta-
belecimentos cargo da Santa Casa da Misericor-
dia, como um dos membros da commissao nomea-
da pela assemblea legislativa provincial, encontrei
alguma cousa que possa Justificar quanto publica
sob a epigraphecompadre artezao, o peridico
Ordt-m, do 12 do corrente, dfcendo-se informado
de ler aquella commissao descoberto em um dos
quailos daquelles estabelecimentos um padre La-
zarista, facto que acreditava, era quanto nao fosse
contestado por algum inemhro da mesma com
mssao.
Era resposta devo declarar a V. Exc. para fa-
zer constar a illustrissima junta administrativa,
que cu uas nimbas investgagoes, ainda mesmo
reservadas, nao descobri nos estabelecimentos
cargo da Santa Casa da Misericordia se nao mo-
tivos para confirmar pelo mei. proprio testemu-
nho o beni merecido conceito de que gozam ge-
ramente.
"V Devo ainda declarar a V. Exc. que em era
utn desses estabelecimentos, quer cargo de se*
nhoras, quer de horneas, eneonxei um so daquel-
les sacerdotes, que, como V. Esc. bem o disse,
tanto se recoraraendam esraa publica pelo seu
proceder, e que eu accrescentarei raramente imi-
tado.
_J traba lido, Exm. Sr. o citado peridico, e
minha alma se seutio dolorosamante impresiona-
da ao deparar com um facto, cijjo lim intencional
desgraadamente buscar destruir a edificante re-
aldade, que se observa nos e tabelecimentos de
caridade cargo da Santa Casa cora a pratiea da
mais sublimada das virtudes christaaso amor do
prximo. Ag> a
- Na occasiap em que recebia o afraddo offlcio
de V. Ex^rincipiava a escrever para a impren-
sa, assegurando ao collaborader daquella folha,
que nao era somente falsa, mas atrozmente ca-
lumniosa a informacao que publicara, e dava-lhe
como prova de rainhas palavras a f que d ciaron
prestar aos membros da commi.-.sao.
> Encarregados pelos meus dignos coUegas de
redgir o respectivo relatorio, que alias nao pude
logo apresentar a assemblea peo facto do seu en-
cerrameuto nao tenho tido at aqui senao moti-
vos para bem dizer da illustrissima junta admi-
nistrativa e do seu digno proveclor pelo zeb e ab-
negagfo com que t nto se tem cecommendado a
gratiolo da provincia.
Pode V. Exc. e a illustrissima unta adminis-
trativa, fazer o uso que entender ueste men offl-
cio.
Deus guarde a V. ExcRecife 19 de junho
de 1866.Illm. e Exm. Sr. deserabargador Ansel-
mo Francisco Peretti, digno provedor da Santa
Casa da Misericordia desta cidade.O membro
da commissao, Maximiano Lopes Maduido. >
O Sn. Silva Ramos : karaUntie imitadas 11
Um Sr. Deputado :Ellas merecem que boje
se diga a seu respeito o que diz se offlcio.
O Sr. Lopes Machado :Realmente a commis-
sao nao vio frades.
O Sr. G. Drummond :PordoVine V. Exc. o zelo,
a caridade raramente imitadas como foi confessa-
do por V. Exc, nao negocio de frades, (Apoia-
dos.)
Sr. presidente, nao posso deixar de prestar toda
attencao a esle offlcio que acateide ler, porque
sempre preetei f as palavras do nobre deputado,
e B. Exc foi q culpado do juizo que hoje formo
das irmies de caridade.
O Sr Lopes Machado :Ful
acreditei
le ouvir tac-
ante julgar
O Sn. G. Drummonb
as palavras de V. Exc
O Sr. Lopes Machada i
tos tacs que no poder!
senao como eu.
O S. t Drummond :Sr. presidento, ainda
duas palavr; Admira-me o facto da menina re-
comida a oito das em um carcre!
fc0 Sn. Lopes. Machado :NaownsiiUa no fato,
visto que ja o deferio para oulrancc i
O Sn. G. Drummond.:Eu ouvi o obre depu-
tado dizer que existo no careere a estas horas
urna pobre mu her.
O Sn. Lopes M u:hado :Urna pobre menina.
O Sit. G .Drummond :Era prMo a oito das! I
O Sn. Lopes M vchado :Oignois.
O SR*. G. Drummond :SoiTreS privacoes I
O Sr. Lopes Machado :A pao e agua.
O Sr. G. Drummond :Senhores, rao posso ac-
ceitar o facto que nos apona o nobre deputado,
porque eu contrarfutenlw 6 meu proprio teste-
munho* e do meu distinctft collega deputado pelo
3 districto, .e vou fazer urna declancao publrs.
Esta assemblea nomeou-nos para examinar os es-
tabelecimentos da Santa Casa, a conimunicacao a
presidencia deraorou-se, nao foi cnedida.
Un Sn. Deputado :.Nao vera ao caso.
O Sr. G. Drummond : Nao vem ;.o Caso ? Que
prevencao! I Porventura o nobre deputado j sabe
o que vou referir ? Pois bem, eu contino, apezar
de V. Exc. entender que nao vem ao caso.
Sr. presidente, en e o meu distincto companhei-
ro da egramissao dirigiino-nos a um dos membros
da junta, e em sua companhia fomos a um dos es-
tabeteciinentojf a do Paraizo, ali nao se nos espe-
rava, nao se estava prevenido de neda se sabia,
entramos.
O Sr. Soarss Brandao :Foram logo ao ssjiir
desu casa?
O Sr. G. Drummond :Sim, senhor.
OSr. Amaral k Mello* :-K l era se sabia
nada do que se tem dito nesta assemblea I
O Sn. G. Drummond:For o esabelecimento
franqueado.
O Sr. Amaral e Mello : D licenca para um
aparte : eu fui soldado quando o general tinha de
visitar o acampamento em que estava o meu com-
mandante, antes de dar-sea ordem para a revista
j todos sabiam que ella havia de ter lugar e'por
que motivo.
O Sr. G. Drummond :V. Exc. nao conhece o
provedor da Santa Casa, e nutisto assim falla, cu
o conheco___e direi ao noBre deputado, j a
muito estariam publicadas quaesquer falta?, que
alli houvessem II As irmaas de caridade nao es-
to sujeitas a disciplina do Grade de Lippe, perten-
cem a milicia de Christo, e cumpre a sua santaJ
raissao, antes pelo amor do dever do que pelo re-
ceto da pena. V. Exc. d lieenija que eu con-
tinu ?
-Fomos, dizia eu, sem que soubessem, nao nos
fizeraos annunciar e o membro da junta dirgindo-
se a superiora disse que facilitarse, a irisse e fran-
queasse todos os lugares a nossa investigacio.
Um Sr. Deputado :V. Exc. foi com um mem-
bro da junta f
O Sb. G. Drummond:Sim senlior, o Dr. Jacobi-
na a quem procuramos em sou eseriptoric. Foram
examinados todos os lugares e afirmo a V. Exc,
Sr. presidente, admirei a ordem, o asseio, o silen-
cio que alli reinava. A escripturacc' mais ou me-
nos- regular*. A roupa das edacanelas guardada
em lugar destinado, os dormitorios conveniente-
mente arranjados. A'capella cora tola a decencia
tudo emfim, Sr presidente, se nao tinha luxo pela
exgudado dos recursos do estabelecimento, tinha
com tudo limpeza e asseio.
Um Sr. Deputado :E aos crteres, nao foi ?
O Sr. G. Drummond :Nao vi caro eres, e todas
as meninas estiveram presentes.
O Sn. Lopes Machado ;Quando foi isso ?
O Sn, G. Drummond :Anle-hon'em. Exami-
namos (bdas as dependencias do eltabelecimento e
afianjo a V. Exc. .que s tenho a dar nm teste-
munho era favor deesas respeitaveis mulheres que
tanto se dedicara pela caridade.
Sr. presidente, vou concluir, voto contra o pro-
jcto por ser o que se pretende alera das nossas at-
tribuicoes. Voto contra o projcto por que inda
mesmo havendo competencia noss.'i, a prov.ncia
nenhuma utlidade teria e pelo contraro soffre-
riam os estabelecimentos de caridade com a reti-
rada d'essas mulheres. (Apoiados.)
Voto contra o projcto porque urna vez j disse.
Vamos praticar um acto de verdad ;ro barbaris-
rao e Deus nao permute, senhores, que fattos des-
ta ordem sejam registrados na historia desta pro-
vincia.
Tenho dito (Apoiados, muito bem.
O Sr. Upes Machado :Nao apoiiido.
O Sr. Silva Ramos :Apoiado.
O Sr. Lopes Machado diz que tendo necessida-
de de exhibir a prova a respeito dfi certos factos
que j foram contestados pelo nobre deputado que
o precedeu, nao tendo presentes os documentos
necessarios para responder ao discurro que acaba
de ser pronunciado, pede o adiamento da dscus-
sao do projcto por 8 das para o que manda a
mesa este requerimento :
Requeiro o adiamento da discussio por 8
dias.Lopes Machado.
O Sr. Suva Ramos manifesta-se cintra o reque-
rimento de adiamento.
Encerrada a discussao o requerimento posto a
votos approvado.
Primeira discussao do projcto n. lo deste auno.
A discussao fica adiacLrpor falta de numero.
O Sr. Presidente nomea para a commissao de
posturas do cmaras ao Sr. Andr Cavalcanti e
para a commissao de negocios eccIesiasticTis aos
Srs. G. Drummond, Mergulhao e His bello, e tendo
designado a ordem do dia levanta a sesso.
b//eo. Desejamos boa viagem e-porlo feliz ao ao-
vo caminheiro da civilisacao e do progresso.
> I-ACULDAE DE DIREITO.De aiuanbia em
diante a aula da 1' radeir do 2" anno pass a ter
exercicio das 7 s 8 horas da manha, por delibe-
racao da congregacao dos lentes. *
LOTERA.A que se acha a venda a 106", a
beneflcioda matriz de Villa-Helia, qrft corre no
dia 20.
PASSAGEJROS.Do vapor Potengi, sabidos para
N. A. 'de Aguiar, Francisco da R. Lima, Thomaz
Kabber, Francisco Augusto de 0. Barros, Guerre-
do Bastos, Joo Gomes Machado e sua senhora,
francisco de V. Mendonga,*Dr. Antonio Buarque
de Gnsmao, capitao Francisco Jos Oliveira, sua
senhora e Sillhos, Dr. A. J. Marta da Silva, sua se*
.nhora e 1 criado, Dr. M. T. de Menezes Doria, sna
senhora e 1 escrava.
Sabidos para o norte jud vapor Pirapama :
Dr. Jesnino do Souza Martins e 1 criado, Manoel
tranclsco Teixeira, Dr. Antonio A. de Araujo e
sna senhora, Antonio B. A. da Fonceca, Domingos
J. da Costa Lace, Horacio Braga de S. Leao.e 2
j.aa costa Lace, Horacio Braga de S. Leao.e 2
cno$ Ludgro Braulio Garca, Tortunato De fa
Grange, Miguel G, Antonio Luiz Leite, *oncalo J.
de Mello e 1 camarada, Goncallo Pinto* da Silva,
Sebastio Antonio de Mello, Luiz da Gama Porto
1 miio, J. Law, Francisco Antonio de Soma, Joo
Pinto Regs de PaUja, Theoaoro J. da Fonce' a.Pas-
choal Antonio e 1 eompanheiro, Francisco de Salle-
da C. Marlins, Galdino da S. Gusmao, Mayer Rirtn-
back, Manoel Mara de Figueiredo, A. B. de A. Mo-
mia, Pedro Goncalves Torres, Flix Timb, Manoel
P. de Queiroz, Zeferino Jos de Barros Moreirau
Vicente Ferreira Lavante, Firmno V. de Paula,Jos'
Antonio Ribero Seve, Antonio F. J. da Silva, es-
crava Sopliia a entregar. #
j- Do vapor americano Merrimack para os por-
Uos doul :
William Davomport Manoel de Oliveira Rodri-
gues, Antonio Francisco de Alraeida, Adelphio
Dojvapor Jaguar ibe, vindo do Penedo por Ma-
cei:
. Sabino Al ves Feilosa, George Feunay, Joaquim
Jos de Farias, Jos Virginio T. de 'Araujo, sua
senhora e 1 escrava, Alfredo Seymivie, Dr. Joa-
quim Jos de Araujo, 2 cscravas a entregar.
Entrado antehontera dos Estados-Unidos no
vapor Merrimack : *
Alfredo G. Sawofu
CHJIONIC JCDMIARI1.
TKIll VII. DO (OMHb'ReiO
ACTA DA SESSAO ADJnNISTRATIVA DE 13 DE
^iIAIO DE^SG!).
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADO. ANSELMO
FRXNCISCO peretti.
As 10 horas da manha, reunidos os Srs. depu
tadosjlii.sa, bario de Gruangy e supplente S Lei-
tao, presente o Sr. desembargador fiscal e fallan-
do sem participaco o Sr. deputado Miranda Leal,
S. Exc. o Sr. presidente abrn a sessao.
Foi lida e approvada a acta da sesso de 10.
EXPBDIBNTE.
Offlcio do Dr. juiz de Tlircin da primeira vara
Francisco do Assis de Oliveira Maciel, firmado de
lOlo corrente, communicando ter sido pela pre-
sidencia designado para servir o cargo de chefe
de polica, cujas funeces assinnira era 8 do raesino
mez.Acuse-se.
Oficio do Dr. juiz de direito da "segunda vara,
Manoel Jos da Silva Neiva, firmado tambern de 10
do corrente, communicando igualmente ter assu-
"mido na mesma data de 8, as funecoes de juiz es-
pecial do commercio.Accuse-sc.
Ao Sr. deputado Miranda Leal foi dcstribuido o
lvro Diario de Almeida k Viana. .
Foram assignades peloExra. Sr. presidente doui
oficios para serera enviados ao presidente dd
supremo tribunal de justica e do director geral
da secretaria de estado do rain<*.erio da justica. _
DESPACHOS.
Requerimento de Pedro Lopes de Mendonca pe-
dipdo que se me transfiram osl ivros Diarios e Co-
piador que se achara em branco, e que haviam
sido legaTlsados para Manoel Joaquim de Miranda
Seve, visto t-Ios comprado para escripturar as
transacSes de sua casa commercial. Como
requer.
Dito do bario da Soledade, para se Ihe dar por
certido o theor do auto de vistoria de seu brigue
Sanio Amaro.Como requer.
Dito de Maia JEspjrito Santo, para se lhc_ con-
ceder o praso de 6 mojes, para apresentacao do
documento que faltn do registro do brigue Alber-
to, visto que, a despeito das diligencias que em-
pregarara nao Ibes fra possivel encontrar Manoel
Antonio Marques para assignar a procuracao bas-
tante que se faz mister respeito. Como reque-
rem.
Dito de Jayme Romaguera, Pedro M. Maitry e
REVISTA DIARIA.
CHUVAS E ENCHENTES.Com as ciiuvas que
tem cahdo ltimamente, varios rios tomaram
aguas em volume crescido ; entre outros citam-se
o Capibaribe, o Ipojuca, o Jaboatao, o Pirapama e
o Beberibe.
Na va frrea do Recife ao S. Fr.ncisco deu-se
o seeuinte : com a enchente do Pirapama as aguas
invadiram o leto da via permanente, as proximi-
dades da estadio de Ipojuc. e no luar denomina-
do Caxito ; pelo que o trem para o interior, n
sabbado, nao pode passar alm do Cabo, vindo o
de Una s at Escala. A tarde nao pode o trem
de passageiros do Cabo passar para a estacao
central das Cinco Pontas. Havia a raaior vigilan-
cia e cuidado, afim deque, nenhi ina obra que
soffresse, nao deixasse de ser soccorrida.
FESTIVIDADES.-Hontera tiveram lugar as do
Divino Espirito Santo, na igreja dessa invoeacao e
no convento de S. Francisco.
FERIAS.Comecam hoje as da paschoa do Es-
pirito Santo liara o foro,.
AGUAS DE CHUVA.Convm que se d prorap-
to escoadouro s aguas que as ultimas ebuvas de-
positaran! em varias ras da capital, sobretodo em
algumas da Boa-vista e S. Jos. Oftempos correm
doentios e febricitantes, e as aguas estagnadas sao
em geral um foco de miasmas, qu; de ordinario
degeneram era febres ms.
DINHEIRO.O vapor Pirapama ce nduzio :
Para a Parahyba..... 30:000000
ParaoCear......... 18:2ii5000
O vapor Pote: gi conduzo :
Para Macei.......... 100:7004000
Para o Aracaj...... 2:000*000
O vapor america ra Merrimack trouxe para o
Sr. J. J. Goncaives Beltiio 7:000*000 res.
PARAO SUL DOWPERIO.Com os recebidos em
nosso porto, conduzo o vapor americano 25 pas-
sageiros.
CONDE DE PORTO-ALEGRE.-A toja de mada-
ma Falque, ra do Crespo n. 4, chegaram alguns
exemplares do retratlo Sr. conde de Porto Ale-
gre, um dos hroes da actual campa nha do Para-
gey. Vendem-se a 2#000 ris o ejemplar.
RECTIFICACAO.A familia necessitada, que
recoramendamonltn nossa Revista de sabbado,
mudou-se para a ra Velha n. 3, e niio Bella n. 3,
como dissemos.
MORTE ACCIDENTAL.Estando Francisco An-
tonia da Silva pescando no lugar Tijucuss, da
barra do Rio Farmoso, s 9 horas e raeia da noute
de 9 do corrente, cahio n'agua ao langar a r-jde,
sendo immedataracnte tirado d'agua pelo seu p-
rente Manoel Ignacio, que com elle se achava.
Segundo declararara os peritos, foi victima d'uraa
eongestao cerebral.
PROTESTOS DE LBTTRAS.0 escrivo dos
protestos Jos Marianno, est de sen ana ra de
Santo Amaro n. 20.
LEILAO.Corao est annuucado, deve for lu-"-
gar araanbia 18 do corrente, o leila dos movis
e mais objectos da casa de residencia do Sr. Anto-
nio Fernandes da Silva Maia, que re irou-se para
a Europa:
VESUVIO.Recebemos o Io nameio desse pe-
ridico, que se propoe militar as fileiras da lltte-
ratura e das .ciencias, aompannaalo na parte
noticiosa o movimento dos facios do dominio pu-
Jayme Romaguera Filho, para registro do distrato
social de Maury, Romaguera Filho 4 CVista" ao
Sr. desembargador fiscal.
Dito de Francisco Antonio Gomes do Mattos,
cmmcrciante matriculado, para registrar-se-lhe a
escrptura ante-nupcial e de doto que celebrara
com D. Mara Emilia Ferreira.Registtnse.
Dito de Domingos Alves Mathens,registro de
urna procuracao bastante.Registre-se.
Ditodo raesrao, registro de outra procuracao.
Registre-se.
Dito de Joaquim da Costa Maia, commerciantc
fallido e quite cora seus credores,pedmdo ser reha-
bilitado.Autoado pelo amanuense Chacn, d-se
vista ao Sr. desembargador fiscal.
Dito de Jos Francisco Brandao, comraerciante
tambern fallido, pedind sua rehabiltacao. Au-
toado pelo Dr. Villares, de-se vista ao Sr. desem-
bargador fiscal.
Dito de Francisco Jos daCosta Araujo, Portu-
guez, cora idadede56 annos, estabelecido nesla
cidade a 10 annos com casa do commissoes de
cunta propra e alheia, pedindo ser matriculado;
c^unta um attestado subscripto por Feliciano Jos
Gimes, Jos Pereira da Cunha Jnior e Francisco
Ignacio de Oliveira, em que se diz gozar elie de
crdito Ilimitado. Vista ao Sr. desembargador
fiscal.
Dito de Pedro Lopes de Mendonca, com 29 an-
nos lAidade, natural de provincia da Parahyba,
domiciliado na cidade de Mamanguape, onde es-
Uabelccido com toja de fazendas por grosso e a
Tetalho e em compras de algodao, pedindo ser
tambera matriculado commerciante. Aprsenla
em abono do seu crdito, um attes'ado firmado
por Joo da Cunha Magalhes Jnior, Antonio Va-
lenlim da Silva Barroca, Joaquim Monteiro da
Cruz e E. A. Burle & CVista ao Sr. desembar-
gador fiscal.
ADIADOS.
Particpacao oficial sobre no terem Maia &
Espirito Santo satisfeito a resportsablidade que
assignaram, relativamente ao registro do brigue
Alberto. A vista do praso concedido novamente
a Maia 4 Espirito Santo, fica prejudicada esta re-
presentaco, a qual tinha bom fundamento, quan-
do fbi dirigida ao tribunal e antes que este reco-
nhecesse a procedencia das razoes expendidas
pela parte.
Oficio da junta dos correctores, relativo a dever
ser executado nesta praca o decreto n. 4215.
Adiado.
Offlcio do presidente da sobredita junta, para
ser esclarecido se pode ou nao por si e com o
respectivo secretario chamar cuinpri ment de
deveres os correctores.Adiado.
COM INFORMACAO DO SR. DESEMBARGADOR FISCAL.
Requerimento de Alfredo Henrique (Jarcia e
outros, pedindo ao Exm. presidente da provincia
approvaco dos estatutos da sociedade beneficente
Dezesetede Janeiro .A secretaria informe de
accordo com o parecer fiscal.
Offlcio do Exm. Sr, pre dente da provincia da
Parahyba, com a resposta do Dr juiz municipal e
do commercio, sobre ter sido Felippe Estrella no-
meado agente de leudes pelo juiz municipal sup-
plente entao em exercicio.O tribunal vista do
parecer fiscal, resolveu que se offlciasse ao Exm.
Sr. vice-presidente da provincia da Parahyba, para
que se digne fazer sentir ao juiz municipal sup-
plente Joaquim da Silva Medeiros, que nao de
sua competencia nomear agento de leudes, e sim
que estas nomeacSes pertencem exclusivamente
aos tribunaes do commercio, ordenando S. Exc
outro sim, ao juiz municipal que considerasse
sem effeito a nomeacao de Felippe Estrella como
agento de leiles.
Replica de Joaquim da Silva Ferreira, carta de
matricula de commerciante.Adiada.
Eram 11 horas e 1/2 quando se incerrou a ses-
sao. *
SESSAO JUDIQARIA EM 13 DE MAIO DE
1869.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR A. T. PB'
RETTI.
Secretario, Julio Guimaraes.
Ao meto dia declarou-se aborta a sessao estan-
do presentes os Srs. desembargadern Silva Gui-
maraes, Res e Sirva, Accioli, diputados Rosa.
rao de Gruangy, supplenies S Leitao e bar* de
com a decjarago que o Sr. Rosa voton pela pres-
Siela cnupetencia do juizo no julgamcnto
b feito entre partes, embargarte Joo da Cunha
embargado Jos Cesa rio de Mello.
ACCOKD XaSIONADOS.
TSmbargante Joo da Cunha liis, embargado
Jos Ciprio de Mello. Embarga de Augusto Coe-
Iho Leite, ombargado Benjamn Tffckens.
Juizo especial dv jpnrnercio : appellante exe-
qnente Jos AntoiMO'Soreira Das, appellado em-
brgame 3o Jos Lopes de Oliveira, executado Joa-
qoim Jos de Arruda; juizes os Srs. Res e Silva,
Accioli, Rosa ebaro do Gruangy.Conlirmou-se
a sentenca appellada.
Juizo inunicipaKedo commercio da villa do Pi-
lar, provincia das Alagoas : embargantes reos ap-
pellantes os administradores da massa fallida de
Antonio Jos de Figueiredo, embargado autor ap-
pellaq|| Francisco Jos de Oliveira : juizes os Srs.
llai a CliTA *,,..;..i: l.,.,n n k,. ,1.. l'.u.i.^i

Res silva, Accioli, Rosa e bara o de Cruangy.
Receberam-so os embargos sendo voto vencido e
Sr. desembargador Reis e Silva.
Nao tendo comparecido o Sr. Miranda Leal nao
foram por isso propostos os feitos adiados as ses-
ses de 7 e 10 do presente mez, entre partes ap-
pellante Manoel Carvalho de Moura, appellado Ma-
noel Rlbeiro Bastos; appelhtes o Dr. Manoel de
Figueira Faria e outros, appellado o Dr. Gabriel
Soares Raposo da Cmara ; appellante o bario de
Bem Ac, appellado Braz Carneiro Leao ; appel-
lante Francisco Perreira prevaos, appellado Joa-
quim Jos Pereira da Cunta ; appellante Francis-
co do Lago, appellados os administradires.da
massa fallida de Joaquim Jos Gomes de Souza ;
appellantes os administradores da massa fallida de
ADtomo Jos de Figueiredo, appellado Francisco
Jos de Oliveira Jnior.
AGORAVOS.
Juizo especial do commercio ; aggravante Jo-
Alves Barbosa, aggravado Lourenco Puggi.O
Exm. Sr. presidente den provimento.
Juizo especial do commercio : aggravante D.
Mara Francisca das Naves, aggravado Carlos
Eauardo Riedel.O Sr. desembargador Silva Gni-
mares deu provimento.
Juizo especial do commercio: aggravante Ma-
nuel Pires Ferreira, aggravada D. Cesara Candida
Nobre de Gusmao.O Exm. Sr. presidente jurn
suspeicao e fui o feito presentado ao Sr. desem-
bargador Silva Guimaraes.'
Nada mais houve, e encerr-se a sesso meia
hora da larde.
PUBLICACOES A PEDIDO.
Ao publico.
Venho cumprir um sagrado dever manifestando
publicamente a minha gratidao ao Illm. Sr. Dr.
Francisco Portella, distincto medico operador des-
ta cidade.
Soffrendo a 16 anuos, de extreitamento da ure-
tra, tendo quasi perdido a esperanca de livrac-me
do terrivel encommodo que por vezes ameacou-
me a existencia ; depois de ter do duas vezes ao
Rio de Janeiro tratar-ine cora bem pouco resulta-
do, tive a felicidade de deparar com o distincto
Dr. Portella, que praticanda-me com extrema ha-
bilidade urna dclicadiesima operac, em 13 dias
rae pz perfeitameiitc curado, voltandi h je a-i
scio de minha familia completamente re-ub.l .-
cido.
Nao smente a pericia do hbil operador qae
provoca esta manifestacao : a dedicacao com que
o Dr. Portella pfoh'galisou-ine os seus cuidados,
tratando-me com todo o desvello sem querer a
menor recompensa pelo seu trabalho, attntas as
minhas ms circunstancias; a caridade que ca-
racteriza o seu generoso coracopenhoraram-me
eternamente, e patenteando-Uio o meu reconheci-
mento, faco votos ao Altissiino pela sua felici-
dade.
Felicitando a minha provincia por contar no nu-
mero de seus filhos o distmeto medico que tantos
servicos presta e prestar a humanidade soffredo-
ra, peco perdo ao %r. Dr. Portella se com esta "
pulilieacao oliendo a sua rsconhecida modestia, e
ainda urna vez protesto-lhe minha eterna gratidao.
Recife, 19 de maio de 1869:
Bayard Leopoldo de Sonz-i Majajhes.
Aos Illis. Srs. mdicos e ao
publico em geral.
Acaba de prover-se' a botica da ra da Impera-
triz n. 77, de um completo sortimento de medica-
mentos, productos chimicos, pharmaceuticos, tin-
tas e todos os artigos conceruentes a estabeleci-
mentos dessa ordem.
No intuito de serem satisfeitos quaesquer pedi-
dos ou receitas? *r-pr-'prietarios do mesmo esta-
belecimento, anw de recebercm as facturas que
esperara do Pars, Lisboa, Inglaterra, Ilamburgo,
etc., resolveram sorti-lo, comprando medicamen-
tos as importantes pharmacias dos Srs. P. Mau-
rer 4 C, Bartholomeu 4 C, Joaquim Martinho da
Cruz Correa, Manoel Alves Barbosa, Joo da Con-
ceico Bravo 4 C. e droguislasJJoao da Silva Fa-
ria 4 Irmao.
Sendo, portante, evidentes os esforcos emprega
dos pelos proprietarios do referido estabelecimen-
to para satisfactoriamente despacharen! os pedidos
e recefoas que Ihes forera enderezados, esperara
que o respeitavel publico Ihes prestem sua valio-
sa coadjuvacao, pelo que estaro promptos a qual-
quer hora do da e noute a preslarera os seus ser-
vicos.
Boa Vista, 3 de maio de 1869.
C. Catan & C.
COMMERCIO.
GASA DE CAMBIO
Teodoro Simn & C.
Comprara e vendera por conta propria
rnelaes, moedas nacionaes e estrangeiras,
letras de cambio, sedulas do governo e do
qanco do Brasil.
Bescontam letras da trra e outros tita-
Ios conimerciaes.
Encarregam-se por conla alheia das mes-
mas transaeces, da cobranca de letras da
trra e de outros ttulos commerciaes.
Recebem quaesquer quantias em deposi-
to, em conta corrente, e a prazo fixo.
Largo o Corp Santo n. 21.
ENGLISH BANK .
Of Rio de Janeiro Limited
Descont lettras da praca taxa a con-
vencioaar.
Recebe dinheiro em cont corrente e a
prazo xo.
Saca vista ou praso sobre, as cidades
principaes da Europa, tem agencias na Ba-
bia, Buenos-Ayres, Montevideo, New-York
e New-Orleans, e imitte cartas de crebito,
para os mesmos lugares.
Largo do Pelourinho n. 7
Banco Mau '& C.
Mna do
34.
imerelo a.
Desconu letras colBmowiaes a taxa convencio-
nal.
Hecebe dinheiro a premia por letras e em conta
corrente.
Cknftre crditos e saca sobre as principaes pra-
vas do imperio. Rio da Brta o Europa, e compra
cambiaes sobre as mesmas praca?.
Encarrega-se por commissao de compra e ven-
da de fundos pblicos e acedes de companhias, da
cobranca de letras e dividendos, ou de seu paga-
mento, e de qualquer outra opera?ao bancana.
ALFANDEi!
Rendimento do dia 1 a 14.
dem do da 15.....
424:
i37
968
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433:246*340

MOVWENTO DA ALFAiNDEGA
Volnmes entrados com fazendSs 4
dem idra com ge
------ 197


Diario de Peraambuco Segunda feira 17 de Maio de 1869.
?

Volum = om razo 21
10 i
a J. F. Coimbra
Doi' i" '
Brigue partugneiFtorinda dreos gene.
Briguo inglezGlaucusbaealho.
Escuna hspanholaBo$##=:vrahos.
Sumaca hepanhola=mBwvintio.
iniportaco.
Vapor fra e, vindo do Havre,
nw ni festn :
15 caixas queijos; a J. M. da Rosa &
Fillios.
i i das ditos; a V. F. da Costa & Fi-
Ihos.
8 ditas ditos; a J Gerardo deUastos.
3 ditas ditos; a F. A.'M inteiro Jnior.
ditas ditos; a Corga Irmo.
i.i ditas ditos; a Joo Ignaoio da Co^ta.
25 ditas' ditos; a J. J. Goncalves Bel-
trao.
18 Sitas ditos; a Carvallio, Zenha & C.
t; das dito, 1 dita papel pintado; a C.
A. Sadr da Molla.
i flila chapeos; a Christani Irmo.
25* ditas e i barril vinlio; a J. R. lava-
res de Mtto.
i dito dito; all. Forster 4C.
1 dio dito; aTasso Irmo.
8 ditos dito; a J. Vigiles.
2 dtios dito, 20 caixas cognac; a Tisset
Fieros.
1 dita miudezas; a Joo da Rocha e
Silva.
2 ditas ditas e tecidos de algodo; a
Alvcs de L
i dita ditos de dito ; a E. A. Burle & C.
i ditas ditos de la e de seda; a Flix
V. do Cantalice.
2 ditas ditas d algodo; a Ferreira dr
Matbeus. v
2 ditas ditos de dito e marroquins; aF.
(i. de Oliveira Sobrinho.
2 ditas passemanteria; a madama Adour.
2 ditas t.-cidos de la ; a-Henrique A-
Azevedo.
1 dita ditos de dita ; a Adriano, Castro
C.
i dita'ditos de algodo; a-Jos A. Bar-
bosa CV C,
2 dilas'ditos do dito; a irma Cliauve-
roche.
3 ditas ditos de dito e de algodo e miu-
dezas; a ilenri Leger.
1 dita obras de prata;
Guimaraes.
I dita ditas de dita; a Lehman fr-
res.
1 dita pentes, 10 ditas batatas; a Oh-
veira Filos & C.
50 dilas ditas, 1 dita pesos de ferro; a
F. Guedes de Anejo.
3 ditas perfumaras e chapeos de sol; a
madama Falque.
1 dita sedas e cambas; a Augusto Por-
to A- C.
2 ditas modas ; a Yaz A Leal.
2 dita? dilas; a Ed. de Moraes & C.
2 ditas ditas; a JoaquimL. Machado.
i dita ditas; a Machado & Costa.
1 dita ditas; a J. A. Moreira Dias.
10 ditas ditas; a A. Detot.
i dita ditas; a Magalhes Irmo.
1 dita ditas: aOtto Bohrcs.
:) ditas calcado e espedios; a Thcodoro
Just.
I dita perfumara; a 1). Teixeira Bas-
tas.
t dila miudezas; a Souza Soares & C.
1 dita ditas; a Guimaraes & Freitas.
I dita ditas; a Manoel Alcoforado.
1 dita ditas; a Jos de Azevedo Maia e
Silva
1 uita sedas ; a Silva A-Nevos.
2 ditas ditas; a Keller A C.
13 dilas queijos, 2 ditas sanguisugas;
i dita perneiras; a ordem.
1 dita calcado; a J. P. Arantes.
i O djlas fructas seccas; a J. M. Pal-
meira.
2 ditas ditas ditas; a t). Th. de Meira
Hollanda (na Parahyba).
2 ditas fitas de seda e calcado; a J. L.
GoncalvQS Ferreira A C.
1 dita macas; a Monhard, Mettler A C.
3 ditas quinquilleras; a D. A. Matheus.
1 dita roupa ; a Gregorio P. do Amaral
A C.
1 dita man; a Bartholomeu A C.
100 ditas azeite doce, 116 ditas vinho;
a Rabe Schmmettau A C.
2 ditas sanguesugas; a A. Caors.
12 ditas viiihos ; a L. Pueche.
3 ditas calcado: a Araujo. Martins A C.
t dita dito; a Costa limaos A C.
1 dila dilo ; a A. Rodrigues Pinto.
5 ditas dito; a Ch. Leclerc.
2 ditas cerveja e vinho; a R. Lasserre.
76 dilas sardinhas, 50 ditas vinho; a J.
da Silva Faria A Irmo.
4 barris dito; a Delouche A Saupiquet.
1 (lito dito; a G. Wertheimer.
4 ditos ditos; a Chaix A Gassier.
5 ditos dito; a F. Sauvage.
' ditos dito, -2 caixas armas e campa-
nhias; a F. Dubarry.
1 dita queijo, 1 barril azeite doce; a
Mederic Arnoult.
13 ditas e 4 caixas dito, cognac, rolhas
licores e vinbos ; a 11. Leiden.
7 ditas e 2 barris ditos, licores e con-
servas ; a J. Mendiboure.
4 caixas joias ; a A. Hyvernat A C.
5 ditas talfado e miudezas; a Monteiro
A Irmo.
4 ditas cognac e conservas; a Meuron
A C.
2 ditas s^das : a Linden Weyllman A C.
3 ditas objectos religiosos ; a irmaa
Mii-nin.
HUitas ditos di1 os; a Paul <
lita obras de coral; a D. P. Wild.
1 dita papel; a J. L.Bourgard.
1 dita jornaes e livros; a Lailhacar A C.
3 ditas ditos e objectos paraescriptorio;.
a J. Walfredo de Medeiros.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimentodo dia 1 a 11. 25:29o*773
dem do dia 13...... 1:391*495
26:6875268
CONSULADO PROVINCIAL
Rendfmentododiala li. 40:893*143
dem do dia 13....... 918*888
30;812031
PRAGA DO RECIPE
KM 13 DE MU" M 18U9, AS 3 Hiill.VS DA TARDE.
REVMTA ftlUIAVtl...
Cambios.Saccou-se sobre^Londres de 18 1/2 a
18 3/i d. por l ; sendo o valor dos saques offec-
tuados nesta semana de 100,000.
Algodo. Vendou-se o do Pemambuco do
primeira sorle, de 17,3 a 173200 por arroba, e a
165200 sera inspeccao; o de Macelo, posto' a bor-
do, deH82U0 a ISiOO, c o da i"arahyba a
183000.
Assucab.Vendeu-se o maseavado purgado de
:'jO0 a 3*700 a arroba, e o bruto de 3* a 3*400;
nao lia vendo atteraco nos precos das nutras qua-
htlades?
dimos.Os seceos o salgados venderara-se a
260 rs. por libra.
Arroz.O pilado da India vondeu-se de 3i00
a 3*500, e a 3*200 o do Maranho por arroba.
Azeite-doce. O de Lisboa obleve de 3*300
a 3*400 o galo. e a 35200 o o Estrello.
BACALHOEm atacado vndeu-se a 17 a bar-
rica, e a retalho de 175300 a 18*; Otando era
deposito cerca de 7,300 barrica?.
Batatas. Venderam-se a 45500 a arroba das
de Lisboa.
Bolaciinhas.dem a i* a barriquiutia.
Caf.dem de 3*800 a 6*308 a arroba.
Cii.dem de 2*200 a 2*900 a libra.
' Ckrvria.A duna de garrafas vendeu-se a
1*500, 5*100 e 8.,.
Mantkioa.Yi'iidi'ii-se a ngleza nova a 1*280
a libra a vclha a 1*100, e a lianccza a 860.
Massas.dem a 10* a caixa.
Oleo de lishaqa.ldera a 2*400 por galo.
Passas.dem a 6* a caixa.
Presuntos.dem a 20* a arroba.
Queijos.Os __ flamengos venderam-se a 2*600
cada um.
Sara,..Vendeu-sc o inglez a 170 rs. por libra.
Touci.mio.dem o de Lisboa a 11* a arroba.
Vinagre.O de Portugal vendeu-sc a 120*
por pipa.
Vinhos.Venderam-se os de Lisboa de 220* a
260*. e os de outros paizes a 203* a pipa.
Velas.As de composico regularan
rs. o pacote de 6 velas.
Descont.O rebate de letras regulou
10 por cento ao anno.
Fuetes.Para o Canal carregando aqu 30/b a
32/ 5 % nominal; carregando eni outros portos
35/ 3 %; para Liverpool 1/2 d. por libra 5 % cm
vapor; carregando era Macei para Liverpool 1/2
y.
680
de 8 a
d. 5 /-
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no da S.
Rio de Janeiro21 dias, brigue nacional Claudio,
de 250 toneladas, capitao Joo Baptista Oneto,
equipageai 10, carga 50 K) qomtaes hespanlioes
de carne ; a Pereira Carneiro & C
Penedo por Macei2 dias, vapor nacional Ja-
guar be, de 459 toneladas, commStod.nte Moura,
eqnipagem 30, era lastro ; a companlna Per-
nambucana.
New-York, S: ThoinazcPar22 dias do primeiro
6 do ultimo, vapor americano Metrimack, de
2000 toneladas, comraandantc Weir, equipagem
73, carga varios gneros; Henry Forster & C.
Navtos snhidos no inesmo dia.
Granja e portos intermediosVapor brasileiro Pi-
rapama, cnmmandani.e Torres, carga varios g-
neros.
Penedo o portos intermedios Vapor nacional
Polengi, commandante Pereira, carga varios g-
neros.
New-YorkEscuna ingleza Edith Morgan, capitao
Murray, carga assucar c outros gneros.
Navios entrados no da 16.
Baha12 dias, brigue nacional Victoria, de 244
toneladas, capitao Jos Joaquim da Conceicao
Freitas, equipagem 10, carga 4000 quintaes hes-
panlioes de carne ; a Aniorim Irmaos.
Rio de Janeiro22 dias, brigue brasileiro Medina,
de 222 toneladas, capitao Antonio Pedro dos
Santos, equipagem 10, carga 11700 arrobas de
carne ; a Oveira Filhos & C.
Observar/lo.
Suspendeu do lamarao para Macei o brigue
norueguense New Ed, capitao Haasen, com o
mesmo lastro que trouxe da Babia
Nao nouve saludas.
EDITAES.
O Dr. Manoel Jos da Silva Niva, juiz de
direito da.2* vara do crime, e substitu-
to da do commercio desta cidade do Re-
cife de Pernambuco e seu termo por S.
M. I. que Deus guarde etc.
Fac.0 saber aos que o presente edital
virera e delle noticia tiverem, que no dia 7
de junho docorrente anno se W de arrema
tar por vendaa quem jmais der, depojs da
respectiva audiencia o seguinte :
Urna casa de pedra e cal com duas portas
de frente, e [urna pequea sala, est com
armaco de venda e urna outra sala no
fundo com dous pequeos quartos fra,
servindo um de cosinha, quintal em aberto,
situada na estrada de Bemfica nos Reme-
dios, avatlada por 300;)000 ; urna dita no
mesmo lugar com urna porta ejanella de
frente, duas nas e um quarto no meio e
outro fra que serve de cozinha, avahada
por ]300$000 ; urna dita no mesmo lugar
com as mesmas commodidades da oulra
cima avahada por 300)5000 ; ama dita
tambem no mesmo lugar com as mesmas
commodidades das outras avaliada por
300^000, cujas casas nao tem numeracao,
e n5o tem quintal dividido. As quaes fo-
rana psnhoradas i de Monteiro
. ii i i ileiro Lopes
A C eonl MtDdonca,
E n5) ha obra o preco
ilaavliu..:, .laCao ser eita pelo
preo da adjudicado na forma da lei.
E para *que chegue ao conl.efiimento de
todos, mandei fazer o present edital que
ser publicad i pela imprensa e aflixado no
lugar do costume. v
Recife, 13 de maio de 1869. Eu Lao-
deliuo Heliodoro da Cunha esc revente jura-
mentado o.escrevi. Eu Manoel Maria Ro
drigues do Nascimento escrivae o subscrevi.
Manoel Jos da Silva Neiva.
O Dr. Manoel Jos da Silva Neiva, juiz de
direito da segunda vara crin nal e subs-
tituto da do especial do commercio em
exercicij nesta cidade do Rucife de Per-
nambuco por S. M. I. e constitucional o
Sr. D. Pedro Il^a quem Deus guarde.
Faco saber aos que o presente edital
virem e delle noticia tiverem, que no dia
7 de junho do correnteanao se ha de arre-
matar por venda a quem mais der em pra-
Ca pulilica deste juizo depois da respectiva
audiencia o seguinte:
.20 barricas com farinha de trigo do pri-
men-a qualidade 3 cada barrica, sendo
a importancia total de todas de GOS. As
quaes foram penhoradas por execucao e
Antonio Joaquim Salgado contia Luiz Fon-
seca, de Macedo. E nao haver do lancador
que cubra o preco -da avalicao a arrema-
tacao ser fcila pelo preco da adjudicaran
na forma da lei.
E para que chegue ao conk cimento de
todos mandei passar o presente que ser
publicado pela imprensa e allkado no lugar
do costume.
Recife, li de maio del8G9. Eu Lan-
delino Heliodoro da Cunha escrevente ju-
ramentado o escrevi. Eu Manoel Maria
Rodrigues do Nascimento escrivo o sub-
escrevi.
Manoel Jos da Silca Neivas.
Faculdade de Direito.
De ordem do Exm. Sr. director interino faco
publica a lista das faltas dos alumnos desta Facul-
dade com rclacao ao mez de abril prximo lindo,
que foram julgaiTas nao abonadas em sessao da
eongregarao de 10 do corrente.
Primeiro anno.
Manoel Alexandre do Nascimento Doradlas,
contina a faltar na 1' cadeira.
Terceiro anno.
Romeo da Rocha Bastos, contina a faltar na 1"
cadeira.
Quarto anno.
Minarte Pereira Borgcs, 3 raltas na 2a cadeira e
contina a faltar ; Pedro Antuncs Barroso Sacra-
mento, 2 ditas, idera ; Vicente Pereira do Reg
Jnior, 1 na 1* cadeira c 2 na 2'; Fernando Af-
l'onso Ferreira, 1 na l1 cadeira; Horacio da Silva
Rebello e Castro, 1 dita idem; Herculano Francis-
co Bandeira de Mello, 1 dita idem; Micael da Sil-
veira Amaral, 4 na Ia cadeira c 1 na 2a; Aristhar-
co Cavalcante de Alhuquerque. 1 na 2a cadeira
Antonio Roinciro da Silva, 2 na Ia cadeira; Joao
Baptista Guimaraes, 1 na 2' cadeira ; Jacome Mar-
tins Baggi (TAraujo, 2 na Ia cadeira; Benedicto
Ouofre de Albuquerque Henriques, 1 na 2 cadei-
ra ; Jos Vicente Meira de Vasconcellos, 1 na Ia
cadete e 1 na 2a; Marciano Goncalvcs da Rocha,
1 na 2' cadeira; Satyro Raymundo dos Santos, 1
na Ia cadeira; Heririque Kopke Jnior, 1 dila
idera ; Joao de Miranda Ribeiro, 3 ditas idem ;
Alvaro Fragoso de Albuquerque, 2 ditas idera; o
Francisco Antonio^de Oliveira Sobrioho, 4 na Ia
cadeira e 1 na 2a.
Quinto anno.
Bernardo da Gama de Souza Franco, 4 faltas
faltas inclusive urna sabbatina na l* cadeira; Luiz
Vieira de Rezende e Silva, 6 faltas na 3a cadeira;
Manoel Joaquim Cavalcante de Albuquerque, 7 na
Ia cadeira e 9 na 3"; e Antonio Francisco Leal,
14 na Ia cadeira, 15 na 3a e continua a faltar em
ambas. ,.,,,
Secretaria da Faculdade de Direito do Recife, 14
de abril de 1869.
O secretario,
Jos Honorio B. de Menezes-
O Dr. Manoel Jos da Silva Neiva, juiz de
direito da 2* vara criminal e substituto da
do especial do commercio em exercicio
nesta cidade do Recife de Pernambuco por
S. M. o Imperador, etc,
Faco saber aos que o presente edital virem e delle
noticia tiverem que por este juizo especial do com-
mereio penden uns autos de execucao de sentenca
de Vicente Jos de Brito contra Jos Pires de Mo-
raes. E tendo-se feito penhora em dinheiro per-
tencente ao executado fra pelo sollicitador Rodol-
pho Joao Barata de Almeida, procurador do exe-
quente, feito o requerimento do seguinte termo.
Aos 10 do maio de 1869 na cidade do Recife ora
publica audiencia que aof feitos e partes dava o
Dr. juiz de direito da segunda vara criminal e
substituto da do especial do commercio Manoel
Jos da Silva Neiva, nella pelo solicitador Rodol-
pho Joao Barata de Almeida, procurador do exe-
quente Vicente Jos de Brito, fra aecusada a pe-
nhora feita era dinheiro pertencente ao executado
Jos Pires de Moraes, e requereu que ficasse asig-
nados os seis dias da lei a penbora feita e dez aos
credores incertos, passando-sc editaes; o que ou-
vido pelo juiz ouve a penhora por feita e a aecusa-
da os seis dias da lei por assignados e tambem o
dez aos credores incertos e o mais por deferido
depois de mandar apregoar pelo porteiro dos audi-
torios Francisco Manoel de Almeida que o fez na
forma do estylo aoque fizo presente extrahidado
protocollo das audiencias ejuntei a precatoria com
termo de penhora que seguem. Eu Leandro Helio-
doro da Cunha escrevente juramentado escrevi.
Eu Manoel MariaRodriguesdo Nascimento, escrivo
o subscrevi. Em virtude ;do meu despacho o es
crivao fez passar o presente, pelo theor do qual
chamo cito, e het por intimados os credores incertos
do dito executado para que comparecam neste juizo
dentro do dito praso afira de allegar 9 que for de
justicia. E para que chegue ao ecnbecimento de
lodos mandei passar o presente que ser* publicado
pela imprensa eaffixado no lugar do costume.
Recife 12 d maio de 1869. En Manoel Mana
Rodrigues do Nascimento escrivo o subscrevi.
Manoel Jos da Silta Neiva. .
cftiidos os lanenmentos. e que os devtlores do
imposto pessoal, relativo ao exere>> c .rrent de
1868 a 18-*>9, residentes ras frecuezins ib, Recife,
Santo Aiktoi'io, Allegados, Poco da l'anella, V.n
>. Lourenro da Hati iaro de Jitieatao, c
Muribeca, teem de paga-!o,lre da multa de 6 0/0
e com ella depo's do referido prazo.
Recebedoria de Parntmrnico 3 de Abri do 1839.
Manoel 1 'le Souza Ijcerda.
A alfandega desta cidado precisa comprar
para o seu expediente os sognintes objectos :
1 balanca decimal cuio mximo peso seja de
1,500 kilogr,
16 peses de 30 kilogr. cada um.
9 ditos de 15 > >
9 ditos n 10 >
9 tos de 5
9 ditos de 2
9 ditos de 1
9 ditos de 0,5 kilogr. <>u 300 grammas cada um.
ditos de 200 grammas cada um.
9 ditos do 100
9 ditos de ,50
9 ditos de "O
9 ditos de 10 > > >
1 medda de litro. ?
1 dita do meio dito.
1 dita de decilitro.
1 dita de centilitro.
Quem quizer fornecer taes objectos conipareca
com suas propostas em caria fechada at o dia 31
do corrente.
Alfandega de Pernambuco 15 fle maio de 1869.
AssignadoO inspector interino,
L. do C. P. de Andrade.
COMPAMHA ORASILEIRA
Paquetes a vapor.
Do portos do sul esperado
at odia 21 do corrente o vapor
Cruzeiro do Sul, commandante
Alcoforado, o qnal depois da de-
mora do costume seguir para os
do ndrte. ,
lesde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder condazir, a qual devera
ser embarcada no dia de sua chegada. Encommen-
das e dinheiro a frete at o dia da sua sabida as 2
horas.
Nao se recebem como encommendas genio ob-
|ectos de ptqueno valor e que noexcedam a duas
arrobas de peso ou 8 palmos cbicos de medica
Tudo que passar destes limites dever ser embar-
cado como carga.
Previne-sa aos Srs. passageiros que suas passa-
gens s se recebem na agencia ra da Cruz n. SI.
Io andar, escriptorio de Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo 4 C.
Conaelho de compras do arsenal
de guerra.
0 conselho de compras do arsenal te guerra
precisa eomjfcar o segninte :
4 sellins.
46 pares de botn-.
1 camisa de meia.
58 lencos.
38 pares de luvas.
58 pares de meias. ,
112 varas de algodaozinho.
5 duzias de taboas de pinho de 3|i de grlssura.
5 fexes de arcos de ferio de 1 pollegada.
5 ditos dito dita 1 1|2 dita,
6 eepadas.
C pistolas de espoleta.
1 tesoura paratorar cavallos.
1 ceringa de metal..
As pessoas quequizerom vender dito artigos,
apresentem suas propoetas com as competentes
amostras, na sala do conselho, as 11 horas do dia
22 do corrente.
Sala do conselho de compras do arsenal
guerra de Pernambuco 13 de maio de 1869.
Jos da Silva Guimaraes,
Presidente interino.
Jos Baptista de Castro Silva,
Secretario. ____
Faculdade de Direito
De ordem do Exm. Sr conselheiro dtieetor in-
terino, faco publico, que do dia 18 do corrente cg
diante passara a aula da Ia cadeira di 2 anno a.
ter exercicio das 7 s 8 horas da manliaa, confor-
me foi resolvido pela rongregacao na -essao de
10, e approvado pelo Exm. Sr. presidente d pro
vineia, na conformklade do aviso imperial de 19 de
agosto de 1859.
Secretaria da Faculdade de direito do Recife, 15
de maio de 1 869.
O secretario,
Jos Honorio B. de Menezes.
Para o indicado porto pretende sahir em pou-
eos dias a veteira e xiem conhecida barca Sociaf
capitao Rocha, por ter a maior parle do seu car-
regamento prompto, e para o resto que lhe falta
e passageiros, para os quaes tem bons commodos,
trata-so com o consignatorio Joaquim Jos Gon-
calvcs Beltrao, ra do Trapiche n. 17.
de
ILHA DES. MIGUEL
O inuito conhecido patacho portuguez Jorgense,
a chogar por estes poucos dias do Rio de Janeiro,
sahir para o porto cima com muita brevidade,
visto ter o seu, carregamento quasi prompto, e
para o resto que lhe falla e passageiros, para os
quaes tem bellos commodos, trata-se cora o con-
signatario Joo do Reg Lima, ra de Apollo nu-
mero 4.
a tratar com Cunha, Irmaos & C, ra da Madre
de l) os n
Para o Porto
seguir at e dia 19 do corrente a barca portu-
gueza Claudina, de primeira marcha, recebe anda
alguraa carga e passageiros, aos quaes offerece
excellentes commodos : a tratar com Cunha Ir-
maos & C, ra da Madre de Dos n. 34.
LEILOES.
de charutos da Baha
A 17 do corrente.
O agente Oliveira ;far leilo por ordem dos
Srs. Rabo Sclimettau & C. e por conta e risco de
quem pertencer, de una factura de caixas e meias
caixas de charutos de differeutes marcas e bem
sonidos.
HOJE.
as 11 horas da 'manha em ponto, no trapiche
Fontes, defronte da Companhia Pernamuucana no
Forte do Mattos.
LEILAO
C0\SEU10 E COMPRAS NWAES
O conseibo ptomove no dia 19 do cor-
rente mez, .sob as condices do estylo e a
vista de propostas recebidas at as 11
horas da manh, a compra dos seguintes
objectos do material da armada.
Para provimentodoalmosarifado,6pecas
dearribem, 2 bulles de. ferro estanhado,
110 pclles de couro de lixa, 20 ca linhos de
lapis sortidos, 3 pecas de cabo de linho de
1 l|i al 1|2 polegadas, 100 pares de do-
bradicas de metal quadradas sortidas, 70
enbams de 25 a 30 palmos, 10 arrobas de
estopa de algodo, 20 resmas de lixa de
esmeril em panno, 6 arrobas de linha al-
catroada, 6 arrobas de linha de barca grossa,
6 arrobas de linha de barca fina, 6 arrobas
de mialbar, 10 libras de obrcias frincezas,
1 regiment de signaes para navios, 2
pecas de sondareza, 25 travs de 30 pal-
mos de comprimenlo e de 7 a 8 polegadas
de largura, 2 terrinas de ferro es'.anhado,
1:000 lijollosde fogoe 20 tiralinb?.s.
Para a enfermara de marinba 100 pares
de chinellas de couro.
Sa a das sesses do conselho de compras
navaes, H de maio de 1869.
O Secretario
Alexandre Rod igues dos Anjos,
Rio de Janeiro
Segu com brevidado para o porto cima o bri-
gue nacional Isabel, por ter parte do seu carrega-
mento engajado para o resto que lhe falta, tra-
ta-se cora os consignatarios Antonio Luiz de OH
veira Azevedo & C, ra da Cruz n. 57, primeiro
andar.________________ '_____________
Para a liba de S. Miguel
Segu em poucos dias a escuna portugueza
Oliveira, para o resto da carga e passageiros Ira-
ta-secora Candido Alfonso Moreira na ra do
Apollo n. 22.____________________^_
COMA BHVSILE1RA
DE
Paquetes a vapor.
Dos portos do norte esperado
at o dia 25 de maio o vapor
Tocantins, commandante J. M
ferreira Franco, o qual depois
da demora do costume seguir
para os portos do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual dever
ser embarcada no dia de sua chegada. Encommen-
das e dinheiro a frete at as duas horas do dia da
sua sabida.
Nao se recebem como encommendas senao ob-
jectos de pequeo valor e que nao excedam a_ 2
arrobas de peso ou 8 palmos cbicos de medicao.
Tudo que passar destes limites dever ser embar-
cado como carga.
Previne-se aos Srs. passageiros que suas passa-
gens s se recebem na agencia ra da Cruz n. 57,
1 andar, escriptorio de Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo & C.
Lisboa
Segu com brevidade a barca portugueza Perei-
ra Borges por ter parte de sua carga prompta :
para o restante e passageiros trata-se com Olivei-
ra, FHhos & C, largo do Corpo Santo n. 19.
de cerveja preta.
O agente Oliveira dispor em acto continuo d
leilo da factura de charutos da Bahia, de cerca
80 barricas de cerveja preta incontestavelmente a
mais superior como apreciada neste mercado
prximamente importada
1IO JE.
ao meio dia em nonio, no mesmo trapiche Fon-
tes, defrontc da companhia de vapores Pernambu-
cana ao Forte do Mattos. .___________
LEILAO
De movis, louc,a, vidros, e
christaes, a saber:
11 xcelente piano forte e novo, 1 cadeira para o
mesmo 1 porta-musica, 1 mobilia moderna de Jaca-
randa a Luiz XV, 1 rico cspelho oval, (o maior e
mclhor que ha neste gosto) 1 tajiete grando e 6
pequeos, finas escarradeiras, 1 cama franceza de
Jacaranda, cortinados, 1 rico toilet de Jacaranda,
figuras, jarros, e 1 guarda vestido.
1 mobilia de faia cora 1 sof 2 ommodas, 2 ca-
deiras de braco e 12 de guamicao, 2 ditas de ba-
lando, de laia, urna outra mobilia de Jacaranda
com 1 sof, 2 consolos com espelhos e 12 cadeiras
de guarnicao, 1 mesa de jogo, 1 caixa com tentos,
1 lavatorio com tampa de pedra, 1 guarda ronpa
com com espelho, 1 secretaria de Jacaranda, 2
tintemos, 1 guarda roupa de amarello 1 cauTa de
ferro 1 costurara de mogno, 1 boa machina de
costura, 1 sof e 12 cadeiras de amarello, 2 ditas
de balanco, 2 ricos aparadores com podras, 1
guarda louca envidracado, 1 estante grande envi-
dra^da, com armario e secretaria, 1 quarlinhei-
ra, 1 mesa elstica, 1 aparelho de porcelana, 1
dilo para cha, 1 dito para alinoco, garrafas, copos,
corapoteiras e porta-quejos, tudo de chrislal, fa-
cas, garfos e colheres, bandejas finas, balaios.
taboa e mesa de engomraar, e outros obj ctos de
casa de familia.
Terca-feira A8 de maio de 1869.
Na ra do Sebo casa n. 34,
Antonio Ferreira da Silva Maia, lendo-se reti-
rado para Europa com sua familia, far leilo por
intervenco do agente Pinto, dos movis e mais
objectos existentes cm casa de sua residencia a
ra do Sebo n. 34, que muito se recommendam
pelo sem bom estado c gosio.
Os pretendentes podeio examinar ditos objec-
tos na vespera e dia do leilo.
Os conc 1 Trentes encontrarlo na praca do Corpo
Santo, donde partir as 10 horas em ponto, un
mnibus para transportar-los gratuitamente ao
lugar do leilo.
Principiar as 10 e 1/2 horas._____________
PAR
luspec^o do arsenal de
marinba.
De ordem do JJIm. Sr. inspector fa^o publico
que no dia 18 do corrente mez tora lugar nesta
inspeccao o concurso que foi annunciado para
hontem e na effectuou-se, para provi ment dos
lugares, tanto de escrivo do almoxarifado de ma-
rrana e do seu ajudante, como de dous amanuen-
ses da secretaria.
Inspeccao do arsenal de marinba de Pernambu-
co lo de "maio de 18G).
O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos
Pretende seguir com muita brevidade para este
porto o palhabote portuguez Elephante por ter a
maior parte da carga engajada ; e para o resto
que lhe falta trata-se com o consignatario Joa-
quim Jos Goncalves Beltrao, ra do Commercio
"' PARA LISBOA
O patacho portuguez Maria Barbara, capitao
Francisco dos Santos Cunha, pretende seguir para
o indicado porto com a maior brevidade possivel;
recebe carga e passageiros : a tratar com os con-
signatarios Marques, Barros & C, no largj) do
Corpo Santo n. 6, 2o andar, ou com o capitao no
pavimento terreo______________^_______
AVISOS MARTIMOS.
Para o Rio de Janeiro
pretende seguir para o dito porto, o mais breve
que for possivel,-o brigue brasileiro Santo Amaro;
quem quizer carregar ou dar escravos a frete,
queira dirigir-se Marques, Barros & C, no lar-
go do Corpo Santo n. 6, 2* andar.
LEILAO
de raolhados e mercadorias
A 18 do corrente.
O agente Oliveira far leilo por mandado di
Illm. Sr. Dr. juiz de direito da primeira vara di
crime e substituto da do commercio desta cidade
e a requerimento dos curadores Hscaes da mass.i
fallida de Antonio Pedro de Mello, da armaco
com todos os gneros e mercadorias existentes
no bem conhecido armazem de molhados sito a
ra da Cadeia n. 50, e cuj o inventario pode ser
previamente examinado era mo do mesmo agente
Terca-feira 18 do corrente
as 11 horas da manha emjionto, no indicado ar-
mazem ra da Cadeia n. 30.
DECLARACOES.
t O administrador da recebedoria de renda8
internas geraes faz publico que ne;te corrente me&
e no de maio prximo futuro, visto eslarem con-
COMPANHLV PERNAMBUCANA
DE
Navegado costelra por vapor.
Porto de Gallinbas, Rio Formoso e Ta-
mandar.
O vapor Parahyba, commandan-
te Mello, seguir para o oortos ci-
ma no dia 20 do corrente a meia
noite. Recebe carga, encommendas, passagei-
ros e dinheiro afrete, no escriptorio do Forte do
Mattos n. 12. _______,
PARA O PORTO
Deve seguir dentro em poucos dias barca por-
tugueza Nova Sympathia, de prinloira marcha, por
j ter prompta quasi toda a carga : para o resto
que lhe falta e passageiros, aos quaes offerece ri-
cos e excellentes commodos, trata-se com Baltar,
Oliveira 1 C, ruado Vigario n. I, primeiro
andar.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
tfavega^&o costelra por vapor.
Macei em direitura e Penedo.
O vapor Giqui, commandante Aze-
vedo, seguir para os portos cima no
dia 22 do corrente as 5 horas da
tarde. Recebe carga at o dia 21 as 3 horas, en-
commendas, passagens e dinheiro a frete at as
2 horas da tarde do dia da saluda no escriptorio
do Forte do Mattos n. 12._________
Para o Rio' Grande
do Sul
Deve seguir em poucos das a barca nacional
Thereza recebe carga a frete : a tratar com
Baltar, Oliveira t C, ra do Vigario n. 1, pri-
meiro andar, ________
LEILAO
Da armario, gaz e pertences da
taberna da ra do Forte nu-
mero 9.
O agente Martins far leilo da armacao, gaz e
pertences da taberna cima sem reserva de preco.
Tercaleira 18 do corrate
as 11 horas do'dia na mesma taberna.
AVISOS DIVERSOS.
Precisa-se ae um feitor para um pequeo
;itio a tratar com Antonio Jos Rodrigues d
Souza, na ra do Crespo n. 15, ou em seu sitio o
Monteiro.__________________
Para o Rio Grande
do Sul
Deve seguir dentro em poucos dias o patacho
nacional Bemfiea, recebe carga a frete: a tratar
eom Baltar, Oliveira & C, ra do Vigario n. 1,
! andar._______________________________,
Para o Porto
seguir muito breve a barca portugueza Seguran-
za, por j ter a maior parte da carga prompta;
recebe ainda alguma carga e tambem passageiros:
Methodo Castilho
Secundino Jos de Faria Simos, professor par-
ticular de instruccao elementar pelo methodo Cas-1
tilho, avisa ao respeitavel publico e com especia-
lidade aos pais de familia, que est aberta sua
aula desde o dia 7 de Janeiro, na ra da Peana n.
25 1 andar, aonde recebe pensioBista por preco
commodo. O mesmo prefessor promette muito se
esmerar no adiantamento de seus alumnos. Adia-
se aberto desde o mesmo dia ura curso de pri-
maras letras a noite para aquellas pessoas que
nao poderera frequentar durante o dia,________
Precisase de urna ama para coiinhar : na
ra da Imperatriz n. 2, armazn-._____________
Basta de gracejo
Pede-se pessoa, cujo norae por agora nao de-
claramos, e que por engao ou gracejo levou um
chapeo de sol de seda, cabo de marfim, do arma-
zem do caes da alfandega n. 7, esquina, o obse-
quio de o mandar por no mesmo armazem.
AMEL DE OURO
rtli
EO
CABUG
Este importante estabelecimento no seu genero, tem sempre um sprtimento sem igual,| esquina
e vende por precos que nenhuma outra casa pode vender. da ra largado]
vista da qualidade e do preco das joias cada um pder-se-ha convencer da verdade.! |
Garante-se ser tudo de lei. Compra-se ouro, prata e pedras finas por precos muito ele- Rosario. '
vados.
... A} loja est aberta at s 9 horas da note.


Diario tte Peraiubuco Segunda feira 17 de Maio de 1869.
AMA
Precisa-se alugar urna ama forra ou escrava, de
muito bommostumes, que saiba coziuhar e engom-
mar com perfeicao, se agradar pagase beui: di-
Tija-se a ra Bella u. 37, sobrado de dous an-
tUwa.___________________________
Cosinheira
Precisa-se de urna cosiuheira o tambero de um
engommadcira : na ra do Imperador n. "3, 2
aandar.
nteresse
No. paioo do Terco n. 31 precisa se de um mos-
tr de msica.
COMPAMA PERHAMBCANA
Taberna,
Traspassa-se urna taberna no Recife nal me-
luores porpor^oes para principiante tirar vanta-
gooi, por st ii dono se adiar dtieute e nao poder
administra-la : informase no pateo da llibeira
n. 13.
Attencao
Oabaixo assignado, por parte de seus consti-
tuimos os Srs. Gaspar Antonio Vieira Guimarcs
Guimaraes 4 Lima (estes ltimos em liquidaran).
declara a quem o conhecimento doto possa inte-
ressar, que o Sr. Mam vi Jfl da o.iwira,da cicla-
do do Rio-Fornmso, nao podo vender, h) potheear.
e nein fazer ncntimna nutra transaccao de qual-
quer natu oza que soja, com a pai te ngcnho X.ngua da caroarca d i Rio-Formoso, e
nein rom ihmiIiuiii dosoutros seus bous, por es-
rem todos files ha muito snjeitos quc-ies jndi-
naes por quanlia superior 8:0000. raja execu-
cao e ac;ao correm pelo juizo especial lo commer-
cio desta cidade, escrixes os Sis. Manoel Maria'!
Falciio ; e para pitar-sc questes futuras fas a
presente declararan, protestando o niesmo abaixo
assignado por parte dos referidos seus con-tituin-
tes mer valar seus direitos eai juico ave ditos bens
em oecasiio opporluna.
Itccife, 13 de maio de 1860.
Honorato Josepl de 01 reir Figueirdo
da-se
cojseliio ni: iiiKEq'.lo
Os Senhores.Saunders Brothers & C, Tasso
Irmos, Lua Antonio de Siqueira.
HmwHirtwi
0 SR. F. F. B0ROFS
Restando ainda emittir algumas accoes d'esta companhia, da quantia nominal de
2000000 cada urna, das faaes s se aceitam em virtude da le, 20 /0, ou 4^000 por
cada accao; couvida-se pelo presente ao publico em geral e especialmente aos Srs.
capitalistas e inleressades no commercio, que queiram dar emprego seguro aos seus
capitaes, disponiveis, a suljscrever o numero de aeces que lites approuver.
Algumas destas accoes ja temsido tomadas por pessoas que conhecem a vantagem,
de na presente oecasiio (conhecidamente a meHior), empregarem o dinhe ro de que
poderem dispr em objectos de valor real, como vapores, predios etc., que lhes garan-
tam seas capitaes.
A companhia possue hoje 10 vapores, inteiramente novos, c destes o ultimo est
a chegar de Inglaterra, onde ibi construido expressamenle para ella.
Altn disso est edificando vastos armazens, no terreno que possue. no largo d'As-
sembla.
Seus dividendos tem sido de 10 % ao anno, nos ltimos 4 annos.
As aeces que se emiltirem gozam dos inesmos direitos, e perceber5o o beneficio
dos mesmos dividendos que os antigos era prbporco da entrada.
Recebem-se assignaturas no escriptorio da companhia no seu edificio ao caes da
Assembla n. 12
Na ra Direita
ora eom todo asseio
n. tl'J da-se comida
e por piveo coromodo.
para
Juein quizer alugar una padaria coro todos,
iis seus utencilios para poder trabaUx, amiuncie
por esfa folln.
Senhorinba Germana do Espirito Santo
pelo prsenle convida a todos os compraderos de
terrenos do sitio de Agoa-Fria, que aannunriante
subdividio, e que ainda nao tem escripiura publi-
ca, a comparecereni casa de sua residencia, na
ra da Concordia n. 118, munidos de seus respec-
tivos recibos ailro de seren rednxkkw a cscriptura
publica, ou reeeber novo titulo, passado pela an-
nunciante. Pede-se aos que estao com as suas
compras ain la nao rcalisadas,o favor de, no praso
de 13 dias, comparecerein na casa da anunciante,
afim de seren verificados quaeaqser recibos ou
documentos que tenliam a respeito de taes tran-
saccoes.
Precisa-se de um caixeiro cun pralica de
aberua para tomar coala de nina casa de inollia-
4m : a tratar na ra de S. Francisco n. 70.
Ba<
i i : : :, t- I
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INTK1LN0
PARV \ t
, iimiM 3IHJM
tmii'.>-lm. Viuliii i!.' jnrulu'li.i. 1'uV- ,'c
ihl 'indulta, lAirjo;o liyJralcoulico
JUI oli.-li.i.
Je jurululu.
ii; rtuvuns ctiroSTOi
Viiiho ilc nririV-M rernipinwo, X*n>pe Je jorubeba
iTugini)o, Tiluosclc |uiii|i,Ji.i iVrnigiiioM.
r*hi t /.n KXIKKN.
Olrode janiMia. I'unada de jarubeb*, Enqilaslro de
jurulitl.a.
% .!( ll BFB1.
Esta |ilanld Imji! ri'coaurcidi como o niaispoderoso
looico. cornil oiii c.llfiite Jesuli-lruciile, e como (al
app icada nw-i iiiS'>rgilauiiiios do lisa.lo c boco, na-
hepaliies pioi i-nnviite Jila?, ou anda complicada
rom anazfrrlin*. as luflamaaacies siih.e^nenles as
lebre- iiilrrii.ili ni.' ou iluitvjs, nos abefssos oUeriios.
no luniorcs i'-prt!!ni iimnri's ulaiiilnic^os, ua anazareba, as hrdiopeziu,
crysipilliis; e MMMI as proparacea ferruginosas,
aiiru de i'iiiJe ranU?eni nas anemias, cbloroses,
tallas de nno1io.irj,i. I,ncurrheias,desarranjos arflni-
eot Jo c.-luuuoO, JobmJade oiganicas, e pubieza de
n o?ue, tic.
0 que diremos affrmn os mais dialinctoe mdicos
desla cilade, cnu-e os quaes poJeiu os ci:ar os Illlms.
Srs. Ora. Silva llamos. Aquino Fouseca. Sarment,
San, Pcreiin do Cirnio. Firmo Xavier,Silra, etc. Todos
ellcs rcconli.Ttm a e.vcellencia d'este poderoso medica-
neoto ivlire os deaiaie ale boje conb-'.-.iJos par lodos
N BMM c Hauo-, taulo que lodos o* das ma d'elle
pplicai.o.
Apre*enlido aos mdicos e ao publico ero geral Ji-
.:rsos preparados da jurubeba, lifemos por liui gene-
ralisar uiais o uso d'csle vegetal, tazendo desaparecer
a repugnancia .pie al linje seniiam os doenles Je usar
dos piep.-nail.i-. inpiricos d'elle, u mais das vezes repo-
gnaiiles a tragaiem-se. e que tiouam aioda a desTaua-
gem de uu ser calculada a dose convenienle a appli-
car-se, o irne orna moilaa vezes mprolicuo nm medi-
-.amento. que poderia proilnzir ptimos resultados.
Os uossos presados s foram apresenlaJos rtepois da
liavcrmos caioeniculeiueute estu ladoa jurubeba, fa-
..'hJo as clpericncias precisas para beni coubecer ai
proprirjajes tuedicameolosas d'esla planta em suat
raizes, folbas Triictas ou hagas, e a dose conveoieNlea
ipplicacfto, leudo alem d'isto procurado levar os oossos
preparados ao maior grao de perfeico possivel, para o
que nao poupaenos efforco, do nos iaportaotlo o
(oseo lacro que possames tirir.
Por lano os que se dignarem recorrer aos nossos
preparados poJem ler a cereza de que elles offerecem
garanta, de queso pode encontrar a prompla e iufal-
livel cura de qualque dos sou*riinenlos, qne Jeiiarnos
innnmerados, se orcui em lempo applicaJos tenJo
alm d'isso, medico ou doenle a vantagem de escolher
as nossas variadas preparadles, aquella qte melhor
lite pwlo couvir, j pela fcil apnlicacao. e j pela coro-
plicacao das molesliaa, idade, sexo, ou aida intu en
Je cada individuo.
As nossas preparacos ferruginosas sao feilas deforma
que se lomam completamente solevis nos uceo
gstricos, porque procui araos os coaaposlos de ferro
^ue come taes esli boje reconheciooa.
Para aquelles que mais minuciosunenle queiram
coubecer as prnprieiiades da jurubeba, e sabereui a ap-
ptieaco de nossos pre|aiJo?. Je-liihuimos gratuila-
meole em nosso deposilo un fo:lnlo, onde iniauo
mais eilensatiiejiie d'esta planta c dosuiesutos prepa-
ladoa.
Dtponlo geral Je loim ti priparaJot Boltu e Droguit
34, ruc larga do Hozarlo, 54.
Trocam-se
Si notas do banco do Brasil e das caixa, ftliaes,
rm descont muito razoavel : njrpraca i a Inde-
jendepoia n. ti._____________________
precisa-s de urna criada que saiba
cosinhar e comprar, ra das Cru: a. 9
i" andar.
EMPRESTIMO SOBFlE
(SEM LJATE.)
Na Iravessa da rni
das fruzes n, 2, pri-
meiro andar, da-se qual-
quer quanlia sobre ouro,
prala e podras preciosas.
0 dono deste estabelecimento,
competentemente autorisado pelo
governo, est as condicoes de ga-
rantir a transaccao que se fizer em
sua casa, promeltendo todo o zelo
c consideraco s pessoas qu se
dignarem de honra-lo em seu esta-
belecimento.
Na mesma casa compra-se ouio,
prata e brilhantes.
Mmwmmmm
^ O consellieiro Joao Silveira de Sou-
B a, tem aberto o seu escriptorio de
l advogado, na uu do Imperador n.
41 primeiro andar ; entrada pelo
COMPANHIA
DOS-
TRILHOS URBANOS
DO
RECIFE A' OEIM1IA.
Os abaixo assignados memuros do con-
selno de direceo dos inscriplores de tri-
Ihos urbanos do Recife Olinda, convidara
aos Sis. accionistas da mesma companhia
para reunir-se em assembla geral no dia
18 do crrente s 11 horas da manhaa, no
salSo do Club Pernambuoano, afim di pro-
ceder-se a cU'icao dos 5 membro- <|ue
tem de compr a directora nos termos do
jart. 19 dos respectivos estatutos; seguin-
do-se na votaco adisposico seguate dos
mesmos estatudos:
.1;/. 10.A ordem da votaco a se-
guinte: De 2o acedes l voto porcada
accoes. Aos accionistas porm de maior
numero de acedes contar-se-ha um coto
mais por cada accoes al 10 votos que
ser o mximo.
Recife, 10 de maio de 1869.
Jos Joaquim Animes.
Presidente.
Luiz Lo)es Castello Bronco,
Secretario.
Amaro Joaquim Fonseca Albuquerquc.
Thesoureiro.
QUINIUM (.ABARRAQUE
APPROVADO PILLA ACADEMIA DE MEDICINA DE PARIZ
0 Quinium Labarr,qu, eminentemente tnico febrfugo dew ser
preferido k todas as oulras prepara^Oes de juina.
Os vinhos de quina ortlinariamente empregados na medicina preparani-se
com cascas de quina cuja riqueza em principios activos extreaiamente
variavel; parte disso, em raao de seu modo de preparado, estes vinhos con-
ten aperias vestigios de principios activos, e em proporedes sempre variaveis;
0 Quinium I abarraqu, approvado pela Academia de medicina, eon,
stitue pela contrario um medicamento de composfcao detceminada, rica em
principios activos, e com o qual os mdicos e os doentcs podem sempre contar.
0 Quinium Labarraqu* prescripto com grande, xito s pessoas iracas,
delibitadas, seja por diversas causas d'esgotamento, seja por antigs moles
tias; aos adultos fatigados por tima rpida crescenca, s meninas qui tem diffi.
culdade era se formar e desenvolver; s mulheres depois dos partos; aos velhos
enfraquecidos pela edade ou doenc.
No cazo de chlorosis, anemia, c5res plidas, este vinho um poderoso
auxiliar dos ferruginosos. Tomado junto, por exemplo, com as pilulas de
Vallet, produz effeitos maravilhosos, pela sua rpida accao.
Deposito em Pars, L. FRERE, 19, ru Jacob
Mo-lanaro, DPONCUELLE; GHEVOLOT. Pernambuco, MAL'RER et C*
-
Nn;i rosliimarao* procurar allesladoi pata ncrcJilar
nof-it preparaJoa, e Jiixamos ipie saa applica^ao c os
resDliaot db'lo.- pelas penasasaite se Jipnaramaerfila-
los, Ihea Jccni ercRM avARl : piyiu >;o inmm os
BtleMaJoi cojian|rr< los iralui'ns, e ije l.-s que !ani;a
ni o cliarlal.inifum; mas na mieremlf oflVnder as pos-
soasgoeesponUiieanwnli! nosoir-riocrnni.os que abaia
loIrancriplns, os fnemof pulilir.ir nianireManJo-llics
notia (mliilo pela alleiirn. esperamlo i|nu vciiliain
lint cmioborai ncuncriio, e acceiiafaV qne tem turre-
ciJ-j nosso nroje. Uaiiho'.ameo & C.
ATTIISTAPOS.
Milis. Srs. nsrtliolontco & C. E com a mais subida
tatiff-u;Jo qM Jfclaii: tur o Hfopa Americano Je una
efltoacia eilraordiaarta, pois qna soTrensto ha Jias Je
intensa tosso, f poulo de nao poder doiiuir a imite a
despcilo m isoJO Jo Diediramtulot que lomara, 3 ello
recorri na lercrira eolher fui nlviaJo. e de ludo mu
aclio hoje leMakelecido com o ato somci.tc de quasi
nulo frasco. graln pois esse risnllodo manifest a
Vv, Ss. n cu recoiilieciinonlo. lie Vv. Ss. ataioa, c-
nciador c ubrigado. Manocl Antonio Viegas Juuior.
Sna casa "0 de abril ilu 1^1,8.
Illms. Srs. artuolnnieo R. PeuboratUsdiMeara
o favor que me Bwraut Je acunielbaro uso Jo xaropu
Vcjotal Americano, da su.i riunposicAii. qcanda ice
ai lieva bstanla doenle de urna constiparlo, ana u.o
loriiuu CompIcUroentc ronca que ironxe orna fono
tosse. c me imp-ssibililon Je inmpriros mciis Jeverc
Je ranlor Ja emnnia Ijrrica, toa atrsslccer-lbes mu
completo icsubelecimeio, que oblite com mn so rtr
do mismo xaropc, depon de Iwver rctnrrirlo a inuilns
iraiameiiios. Deaejarri que ontros coom en ivcoiram
ao s, ii xarope rara se verem aliiiados de lo lerrifi i
iucommodo, to fatal geste paiz, Com mai"r confirle-
ra?do conlimio a ser Je Vr. S. ata-srln. ien--rad>ir e
obrigaJo. l.uiz Cieiiiona. llicife 23 dcaCleUibro
de mn.
Illms Srs narlbolomco 4C 0 xaropc V.'ct.J Ame-
ricano que Vv. Ss lm txpncto A venJa Je lada efB-
cacia para o curativo J'asiliinn, conforme obserth-i ap-
piieando-e a incu lillio iurquha, menor .Je tjoalro
antrs; victima iPefae Dagrlla, que ate elilmpnr esp.ico
excedente a dowaJMHn lia\ia n^isliJo a ou:ins \,inq. *
de grande imine.ija. Qoeiratn pois Vr. S-. aceriUr u
eiprcaaaoallaiiunlc sincera Je tneu rcconhrrimrnin.io
moiilaaiat scivi^.o qim Iba prttlaraai com a m'.c-iIo
xarope, acrHilandesc para arnipTa Je Vv. Ss. criado,
alenlo e "b1 gado. Aiimcu Xelto de Muiioiica.
liecife 2 de oulubio de I SOS.
OFFICINA PARA CONCERT E VFINACAO
________ DE
PIAMOS
Deposito de pianos e de msicas
UTIIalDADE
Aos 500 pares de brincos.
Chegou e vende-se no Coraco
d'Ouro, ra do Catinga, brincos de
maostnhas com urna franja penden-
te a um rico desent e ouro de
lei, pelo pequeo prego de 15000
cada par. baratissimo.
O abaixo assignado testanienteiro do tinado
subdito francez Joao Vignes, roga aos devedores
do mesmo, tonnain a bondade de satisfazer no ter-
mo de 15 dias seus dbitos, afim de evitar, que
seus nomes como devedores sejam diseriptos no
inventario procedendo-se na forma da lei.
Recife 7 de maio de 1869.
Gaspar Antonio Vieira Guiniaraes.
M. 14 RA FOIOIOSA ft7. 14
BOA-VISTA
Frederico Maia
escola
Cirtirgie dentista pela
de medicina
do Rio de Janeiro.
Tem a honra de participar ao respeitavel publi-
co desta capital1 e seus suburbios, que tem aberto o
seu gabinete de consultas e operaroes dentarias a rallar com .\"iiello
ra Direita n. 12, primeiro andar) onde pode ser juas cartas.
orocurado todos os dias das 8 hora da inarit" 3 da tarde. Elle acha-so competentemente hbili-1
lado para com perfeicao colloear denles arliliciaes
Ao publico.
Chamamos altencjw do governo !'! Porque nao"
se tora einpregado nocorpo de polica o.Sr. tunen t*
P. larreto, pois, que, merece aLruuia atl
-tteiuao do
governo pelos seus bons servidos '
t Sr. Cincinato Alves Cavale;itiie Canibuim,
queira apparecer na admintstracao do Correio a
Pernambuco, alitn de reeeber
por quahiuer dos systemas, e bem assim desempe-
e
Precisa-sc de urna ama livre ou escrava seja de boa conducta, para cozinhar par una1
casa do familia : na ra do Vigario n. o, lerceiro
andar.
greja de .Nossa Senhora do Rosario da Ire-
guezta da Boa-Visla.
Os abaixo assignados nomeados pelo lirn. Sr.
w- provedor de capailas para administraren) a
retunda igreja, e toado de dar principio as obras
na mesma iycja, e como de si s nao possam fa-
, rceorrem a proteccSo das almas piedosaa e
oem formadas, afltn de Ibes ajudarem na reedtti-
raci) da casa sagrada
mocado do. Be,s n3o l!r5o t,s[es naiireHreata
i w Ha .a 1ue ddicado Ul pedido.
Aigrea esUra abem do dia 10 or di tute "das
o. horas da pianbia s da tarde AqS ne*
as suas estillas a mesma igrvia ou na tvrmcm
phta deste Ditrio ao. Ilhn. %})nMg -PJff\_
n-.iroa Far.a nos digno protector
A conimiss. declara que a proDoreao nue ttr
ree*do qualquer esmola ir logo gradee Jdo
por este Diario e a nossa excelsa padrX nao
rf! I? irnrer,e p5a a1ue,los *lue concorrem pt
ra a reediflcagao de sua igreja. v
Conasl<,rio da igreja de Nossa senhora do Rosa-
y de maio de 1869.
Cwario Aureliano Ventura.
Jos Pedro de Sant'Anna.
Aadi Avelino da Cosu.
Attencao, attencilo.
Gnilherinino Rodrigues do Monte Lima faz sci-
ente aos ofllciaes do todos os corpos, que acaba de
reeeber um completo sortimento oe espadas, ban-
das, talins, talabartes o charlateiras, e mais per-
tenecs. Assim como raceheu tambem chapeo; de
oleado para criados, de copa alta e baixa, com
cordao d ouro ou prata, e vende mais barato do
Juc en\ outta qualquer parte : na praca da la-
ependencia n. 17, junto a loja do Sr. Arantes
lscravo.
Precisa-se alugar um escravo das 8 Loras da
manhaa s 5 da tarde : na ra da Cruz n. C,
Io andar
Bailar, Oliveira & C.
Mudaran) e seu escriptorio da ra' do Vigario
n. 10, para a mesma ra n. 1, i- andar.
Fabrica de Vieira Guiraaraes
& Couto
Do Ro de laucl re.
ste acrediladissimo rajw tem euconirado a me-
lhor aceitado possivel. O seu fabricante foi por
inuito tempo gerente e mestre da fab.'ica de Joao
Paulo Gordeiro, e lendo-se eslabeleciilo, envidou
todos os osforcos, e conseguio fabricar rap, que
nada deixa a tosejar, e antes se lhe avantaja, pos-
to em parallelo coin o da fabrica do dito Crdeiro
O aroma extremamente agradavcl e tem sido
milito apreciado pelos amantes da boa pitada.
Aclia-se a venda por grosso e a retallio, na ra do
Vigario n. 16, Io andar, eseriptorio de Joaquim
Gerardo de Bastos. >>
Ao commercio
Difficuldade removida
A' vjstxda novas tabellas com indicador, qual-
quer pessoa, ainda a menos habilitada, conhecer
de momento a exaota redueco dos antigos pesos
paraos modernos, cuja base o kilogramma, as-
sim como de momento se conhecer tambem os
proras correspondentes ao n.esmo sjstema. As
tabellas cima descriptas so as mai, adoptadas
pela sua fcil comprehonsao ; recommenda-se aos
donos de estabelecimentos cujas compras envendas
sao effecluadas peso : acha-se venda na ra de
Imperador n. 28
nhar qualquer outro trabalho concernente sua
profissao. O mesmo, reconliecendo que nem sem-
pre possivel s senhoras ou criancas sahirem a
procrear o remedio, ufferece-se a remover quer obstculo, declarando que na cidade se pres-
tar a qualquer chamado semqne issoinflua wusa
A in Q alguma na commodidade dos pre;xis de seus traba-
,X*X1** Ihos,equando para fina della a'ssim mesmo ser
precedido de um ajuste rasoavel, garantindo elle a
i seguranca e perfeicao de seus ditos trabalhos. Em
J !eu gabinete se encontrar constantemente excel-
lenteps dentifricio, elixir e outros medicamen-
Precisa-se de urna mulher ainda moca,
nacional ou esangeira
perfeifo para enwrregar-se deste servico
cm una casa de familia : a tratar ra ra tos odontalgicos
da Aurora n. 4.
English Bank o Rio de Janeiro,
limited
Tendo annunciado a recebedoria de
rendas internas geraes d'esta provincia que
desde o dia 10 do corrente mez est em
execueao o regulamento que se refere o
decreto n. 4354 de 17 de abril do 4869,
relativo ao novo imposto do sello, o En-
glish Bank of Rio de Janeiro \az publico
que .o sello xo de 200 ris pagavel stbre os
cheques passados para serem pagos neste
banco, correr at nova iotimaro por cun-
ta do saccador do cheque quando este for
passado por quantia menor de .:000#000.
Pernambuco, 13 de maio de 18(19.____
Cabelleireiro
andar.
a ra Direita n. 12, primeirr
Ama de (eMe.
Precisa-so na ra da Imperairiz n. 3 i, i' an'
dar, paga-so bem.
Manoel Luiz dos Santos d C. estabe-
Iecidos xim armazem de cabos ra do Vi-
gario n. 5, julgam na Ja leve- a esta praca,
e se alguem se considerar credor. da mes*
ma firma, queira nq praso de quinze dias
apresentar sua conta, visto ter de retirar-
se da sociedade o socio gerente Manoel Luiz
dos Santos.
Pernambuco. 10 do maio de 1889.
Manoel Luiz dos Santos.
BOLIEIRO.
So caes de Apollo n. 69 se dir quem precisa de
um bolieiro para casa particular.
Urande deposito de palha para ampjmar ca-
deira, a qual se vend muito cm eonta : amadas
Cruzes n. 25.
Precisa-se de unta una que saiha cosinhar
bem : na ra Novat n. Si terceu o andar.
Ana.
Na ra do Torres n. 16, 2. andar.preci-
sa-se de urna ama que cssinhe e engomme,
para urna pessoa.
-Jo3o Leopoldo Lopes^u^nTuTier^eu
mano o manas, spu^cunbado o netos da
finada e sempre chorada Maria Joiquina da
Coneeico, pungidos da mais arceba dor,
agradcela eordealniento a todr, os seus
amigos que se dignaram acomiianljar o cak
daver de sua mi. sogra e av, ao cemite-
rio publico ; bem como, de noro convi-
dara aos mesmos seus amigos parentes
da finada, a asistir a missa do stimo
dia, na* igreja da Santa Cruz, segunda-feira
17 do andante, as 7 horas da maitba.
"i'
Engomma-se com perfeicao e commodo pre-
co : na travessa do Gaz n. 1, coafronte aos co-
queiros.
a ca-a terrea da travesta da Bouilta n. 4 : a tra-
tar na praca dalndenendencia n. it.________
- Na ra da Cruz n. 36 destjia-se saber quem
6 o correspondente do engento) Creminoso, na co-
marca de Santo Antao.
Jos Antonio de Mello, berdeiro embregado
de pagar an diridu hiventirdM te asal da An-
tonio Perreira Bastos sua nrolher D. Maria Igna-
cia de Bastos, tendo condoli e mesmo pagamen-
to, o ai coaiur polo presmte.
Fundipo da Aurora.
Kete vasto estabdecimeate sempre ncontra
um completo snriimento de talxas de Ierro batido
e fundido, fabricadas reeeateroerjte, e se fafcrittan
te qualquer molde a, vonttde dos compradores,
reys rapoaveis. _____
- Ein casa de THDDORCT CHBKTI.
ANSEaV, ra da Cruz n. 18, entfcntram-se
eflecWamente todas ae qualidjdfis de vinho
Bordeaui, Bourgogne e do Rheno.
Preeisa-se de qjn cria lo nc collegio
do Bom CoogelhQ, riw dq Itosctcio 36.
Otfereee-so urna Portugneza para o torrigo in-
terno de urna casa de pouca familia: a tratar na
ra da imperairiz a. 46.
Precisa-se de um hom offidal de barbeiro :
ra do Crespo n. 7, Io andar.
na
MARTIMOS
I
CONTRA FOC.O.
A Comparlma Indemnisadora, estabelecida
esla pra^a, toma seguros maritimos sobre
navios e seus carregamentos e contra fogo
em edificios, mercadorias e mobilias: a
ma do Vigario n. 4, pavimento terreo.
I
Resta venda um escollado, sormeufo de ob-
jectos de mardneria, como sfcjam, mobilias de ja-
earani. mogno eamarelln, ohrasnacional e estran-
* i eir, de apurado go>to o por priMo i razoaveis :
oa ra ostreita do Hosario n. 32; Ncsta mesma
Joaquim Jos Gon-
palves Beltro
RA DO TRAPICHE N. 17, 1. AISDAR.
Sacca por todos os paquetes sobre o Ban-
co do Minho, em Braga, e sobre os seguin-
tes logares em Portugal:
Lisboa.
Porto.
Valonea.
Guimai'es.
Coimbra.
Chaves.
Viseo.
Villa, do Conde.
Arcos de' Val de Vez.
Vi auna do Castello.
Ponte do Lima.
Villa Real.
Villa-Nova de Famacie.,
Lamogo.
Lagos.
CoNilhia.
Vassal (Valp issos).
Mirandella
Beja.
Barcellos.
sasa fazem-se com perfeicao todos os trabalhos de
palhinha, como sejam, empalhamentos de lastros
para camas, caderas e sophs.
Atten^o
^ De ordem da mesa repedora d;t coufraria do
Senhor Bom Jess das Dures em S. Guncalo, con-
vido aos senhores e senhoras abaixo declarados
a virem dentro do praso de lo dias a contar desla
data, salisfazer a importancia de Mas pr.lenl
sob pena de licarenrsem effeito.
Maria Candida Perpetua Delirado.
Clara Candida de Jess Cousseiro.
Manoel Policarpo Mon'irra de Azovedo.
BonjamiivFernandcs da Silva.
Joanna Valeria da Paz.
Januaria Maria da Conceicao.
Marcelino dos Santos Perelra.
Ignacia Maria da Couceii-io.
Luiz Jos de Franca.
Geriniro de Souza Mafia.
Jos Miguel Thomaz.
Feliciann Ferreira das Chagas.
Fejippa Maria dos I'razeres.
Joo Jos Tavares de Oliveira.
Jos Antonio Soarcs Rozas.
Ataliba Cesar do Espirito Santo.
I. ti iza Maria.
Caetana Maria Gonralvos.
Mourino Fi :i nc isco Pinto.
Vcrissimo Fragoso da Silva.
Leandro Horiudo Jos de Sampaio.
Consistorio da nisa, 8 de Maio de 18d9.
O escrivn
R iphael Archanjo d S
m\
Precisa-^o alugar urna, escrava ou forra que
saiba engommarecosinbar.e faca as compras, para
casa de pequea familia na ra do caes do Capi-
baribe casa terroa, com grade da fono na frente e
porlao ao lado, Umbe^n na mesma casa praaisa-sc
alugar tuna negrinha c um molequo.____________
A peseou que annunciou alugar utna pada-
ria com todas oj pericnces. dirija-se padaria do
Chora-menino, que i chara cota quem Halar.
Imagens
No eacriptorio n. 40 da ru da Cadeia, 1*
ha ditereas imagens para trocar.
andir,
- Antonio Ferreira da Silva Maia julya uaa
dever pessoa ajgunia, no entrotanto se alguem se
julgar seu credor queira apresanfcir a sua conta
ou titulo no prazo de oito dias para ser pago.
collecfoes de
e outros ho-
Ainda restam algumas
Biographias de alguns poetas,
meas Ilustres da provincia de Pernambuco,
tres tomos escriptos pelo commendador A.
J. de Mello: ra Augusta n. 91.
. a it yi
il inuai con vi ilo aos parentes e amigos do
Sr. eapitao Amonio da Molla Silveira Cavalcanti,
da comarca do I.imoeiro, para assistirem a un..
missa que tem de ser rezada no convento de S.
Francisco, por alma do major Manoel da Molla
Silveira Cavalcanti. filho dojueimo capitn, a mal
lera lugar no dia 10 do corrente as 8 horas da
ni.iiihaa, trig ssimo dia do sen passamentn; por
cojo favor se confessim desde j agraitecidos.
= Frecisa-se de dous atpassadores: na pada-
ria da ra da Senzala-Velha n. 90. _______
Precisa-se d um hornera oue emenda de
todo servico do campo para trabalnar em um si-
tio
S.
o : a tratar no largo da ribeira da l'reguezia do
j. os, sobrado n. -i.
Thereza Marta, subdila portugueza, vai Eu-
ropa.________
Precisase le um criado que saiba bolear":
na ra do ImperadOaU. 83, primeiro andar.
m
De novo se previne que
algum cot] qualfuer"
co Santiago Ramos,
acerca do preto
ojbIn Mttiiquer
que tanto esse
cado Manoel
execujo do mesmo.
uem fa?a n)gocio
lei Francis-
nho Tibiri,
ou com
ritftp
k,|tUaft-
i por
Rrecisa-se alugar lima, escrava ou farra, que
saiba cosinhar e engommar, e faga todo o servico
interno e externo de urna pequea familia; ra
das Cruzes n. 38 2." andar.
FUNILEDU)
Precisa-se de d ou ofllciaes, sondo um de obras i
nudas; na Becco-Largo a. 2.
ATTENCAO
Roga-se pe-soa habilitada a ensinar algebra,
queira :annanciar por este Diario sua morada
hqbim dajtJosla PSie agradece "a~ toda* as
pessoas qae se dignaram acoinpatjhar ao cemite-
rio publicos restosmorlaee e eu presado ir-
nio Jos.' da Cosa Pinto, e tenevo os convidajia-
ra assistir a missa do stimo dia que ter liigar
no {onyento de S. Francisco, tercafeira 1H
corrente, as 7 linas da inanhai peto que desde
j se confessa summameple jmo. ________^^
Pfec*8-se de upu ama- m cosinM e en-
gomme para casa- te hornea sdboiro.: na ra im-
perial 47.____________________________
Aloga-se uma pMarLt
No pateo da Santa Cru n. I ou para outro
qualquer negocio : quem preteiwer dinja-se a
rua dp Sebo n. 8.________________
Ama de hite
N ma da Penha n. 25, andar, precisa-ae d^
.una de leile que na
Precisa-se Je urna ama'
uma enanca de 1 auno : na ru |
n- 71. 2a andar.
mar, preosa-_ de
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IV
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Diario de Pernambuco Segunda feira 17 de Maio de 1869.
CONSULTORIO MEDICO CtURGICO
DO
DR. P. A. LOBO MOSO
Ra da Gloria sitio do Fundo3
nos OS
Consultas todos os das desdeas 7 horas da manhia at as ti.
Visitas era casa dos doentes de 11 horas em diante, em caso urgente a qualquer
hora do (lia ou da norte.
N3o se recebera chamados se n5o por escripto em que declare o norne dapessoa,
toda roa e o numero da casa.
Especialidade em partos, operarles, molestias de mulheres e meninos.
Cura radical das molestias venreas, e dos estreitamentos da uthera.
Curas radical das molestias do tero, como ulceras, flores brancas, amenonia,
vegetacoes e catanho, etc etc.
Hecebe-sc escravos para tratar de molestias ou praticar-lhcs qualquer operago
cirurgica. Diaria 2;>000 excepto as operarles.
Os melhoics remedios liomeopathicos conhecidos. e por presos milito edm-
modos.
COWTARIA DOS MMES
16-RU* D CRUZ 16
Ha diariamente sortimento de bollmhos para cha, podras, piles de 16, bolle mglez,
presuntos, dito* emfeambre, pistis de differentes qualidades. Amendoas coiif-ritadus,
confeitos, papis para sortes. Vinhos finos engarrafados, superior cli Hisson, preto e
'miudinbo, fruta em xaropes, ditas secas e christalisadas, assucnr candi, xarops refri-
gerantes. .
Recebe-se encommendas de.ltfideyas para casamento, bailes e baptizados, com
bonitas armaces de assuGar, suido estas preferiris asdepapelao: figuras anali
bollos etc., paes de lenfeitados, qualquer encommenda paca fra ser bera acondi-
cionada.
ESMERALDA
3
*

6*
S
Moreira Buarte & C. tendo feito urna
completa reforma no seu estabelecimento
de joias da ra do Cabug n. 5, (junto a
loja de cera) acabam de reabri-lo ao res-
peitavel publico, a quem offerecem um es-
plendido sortimento de joias as mais mo-
dernas 9 primorosas que teem vindo a esta
praca, e por preces o mais resumido possi-
vel. Tambem compram ouro, prata e pe-
dras preciosas
iV 5RA DOCIRUGi Y 5
OPPRE5SO SOFFOC$O
As Pero!* aviiier do DOUTon Curtas approvaJas pela Academia tonnoml
d,* medicina de l'ariz acalniam quasi senipre in*l(iuta:ie(inwnte os ataques d'asnia,
oppressao, sofiocncSo, assim como as dores de cabera c cnxaquecns. K sufli-
cicntc na occasiao em que apparecer o mal, o engolir-ss una ou duas perolas
ceta una poma d'agoa. coin certeza o medicamento mais fcil de lomar para
este genero de doencas.
ts VroinN de crchenUilna do iootm Ciertas sfio impregadas diariamente
com grande xito para a cura das nevralgias, rheumatismo, sciatico o catarrhos
da bexiga, Kstas perolas forar.i semprc rvcomiuendadas por um grande numero
de mdicos e especialmente pelo Doutor Trousseau, que indica este medica-
mento como o mais eflicaz. conveniente tomar de 4 al 8 na oceasio das
comidas.
A approva?5o da.Academia imperial de medicina sem duvida a rnelhor
jjarantia da boa preparacao d'stes medicamentos e de sua efficacia.
Deposito em Mo-Janeiro, upmchcVc; Chevolot. Ein.Pemmdco, lanrer 4 0*.
mmu**vmmsmMmmmum
mm
ITPTiT!
^.
MENC.AO DE HONRA
Vende-se em frascos
0 erado frascos triangu-
lares, pharinacia Hoce,
2, na de Casliglione,
em Pars.
d'i'm clici.o forte, o mais cnmpoMVos Celtas era oleo
i Jas a*mo4ores pea i
igearam para SU piveioso medicamento una fama universal as multstias do paito, as affe^ts
ofulosase lymfkmeai, a magiem dos meninas,cic.,i: pur --so.doram lu^ar a nocivas e debitaos
As conrafaece, os oleo pardos
de poixes communs, ta<-s como o es(/u oleo
e metert 0% aleo* vetfttaei, Coran intueinndus para autatiletr M vrrdntlriro leos .Je fi
ffrcucos de Baealhno de Terra-Xoa. BstM oleo commiiw ou seos auccedancoN sao
ohtidos na industria par prerus mui b.iivos, ata qunnto quo os vi.-rdadi.iros oros de fijado de bacalliao
foseo sao relaiitatucata milito caro, '.isto qse para oVel-os frtttai e km mistura. Illllinm
grande vigilancia o ler os malotes cuidados nos projuioa lujaros das pesca, assial tomo manda fazer
\1. Hogg desdo o atino de 18.'iO. BstOH oleo-, paro de Baenlhuo de Terra-\oia de liona
grana;
escro
iiuitncoi.'S.
Sol". O oleo" de II-a mui fcil de digerir, distinguc-se entre, os outros leos pela sua
cor de indita, o seo clieird suave e delicado, e seo gosto de sardinlia beses.
O RLL.VrOMO faroicvel do clti-fe dos iraballios cltyniicos da FACLL1MDE DE MEDICINA DE
PAF.iS conclue como segue : O oleo eif de patita de il. Hogg eoutem urna trra parte de prin-
cipios ae tos mais do que os cieos pardos e nao aprsenla algum dos inconvenientes que st
1 repara n'e Veudc-se em (asas as pataratadas da Fraaea e das palzes eatrangeiros. JM
BV^BBa^saaaBBWBaaasaaaammvM.saaaamMKiamaaaaaB^as^KBiiaaaBaaaaiaKaaa^'^
Aluga-so um molcque de 12 an.no?, muilo
bom para serviro de casa
n m
na ra do Imperador
i
Jos Mara Palmeira, lera para vender no
seu esciiptorio largo do Corpo Santo n. i
Io andar.
Fio do algodi). i
/ Pedro-so.
Panno de ajgodo. I
La barriguda.
Colla.
Gallia.
Caparosa.
Oleo de linha-;a.
Sag em garrales.
Vinho Boideaux, superior qualidade,
garrafas grandes, caixas de duzia.
Emilias francezas om latas.
Vinho do Figueira emjbarris TLGo
mais superior que vem ao" increado.
Salitre.
Enxofre.
Fio de vella.
Cimento portland superior.
Dito romano dito.
CASA DA FittTIiNA
Aos 4:000^^
Bilhetes garantidos.
\ ra do Crespo n. 23 e casas do cestume.
O abaixo assignado tendo vendido nos seus mili-
to I'elizes bilhetes garantidos i meio d. 4331 com
a soito do 4:000, 1 quarto n. 387i com a sor-
le de 7003, 1 ataron. 3141 com a sorte de Oi
e ouas muitas h ttM do 1005, iO c iOi da
lotera que se acabou de extrabir em beneficio
da matriz de Pao d'Alho (i.V), convida aos pos-
suidores a virem receber seus. respectivos pre-
mios sem os desconlos das lois na casa da For-
tuna ra do Crespo n. 23.
Acbam-se a venda os da *i' parte da lotera a
tvneficio da matriz da Villa Bella (106), que se
extrabir quinta-fea 20 do coi rente mez.
l'n-cos.
Bilhete.....4*000
Meio.....2*000
Quarto.....1*000
Em porcae de 100* para cima.
Bilhete.....3*500
Meio......1*730
Quarto..... 873
Manoel Martms Fiuza.
D-se 200 V90* como p< nhor de urna ne-
grinha ou mesmo negra : a tratar na ra do Pa-
dre Fioriana n. 71,2* andar.
Precisa-se de urna mulher qu saiba cn .mmar
(tara urna casa de familia : a iiatar na ra da
Cad-ia do Recite n. 18, 2* andar. _________
Hrecisa-6e de una ama para eofiahar e en-
gommar : na ra de S. Francisco n. 34.
MDALHA A EXPOSIQAO UNIVERSAL DE 1867
Para o. Superioridade d'a.
I
Imperador dos Francezen,
O. PAHIS.
OltlXA. LACT
I.KITE A?TErilEMt:0
Para nfrtiear, tranquear e udufer a ptllt, foseado
deupp-.irecer M nodoat e as urdas.
tatada por LE GR AND, Perfumis'.a do
Pililo. 07, Rna ialta-lloiior,
CRKME ORIZA
DC.NINON DE LELOS
r.ira dar frruur A pettr, destruir as ruja da cora,
conservar eternamente a hclteza da julenlu le.
SAD.VO ORIZA....... D'uma massa excesivamente suave e d'um prrfninc dos mais delicadas.
ORIZA-C;iEAM moussusc. Massa especialmente preparada pata os bullios e a jtarbn.
OllIZA-ll.I'ID........ Pomada fortificante c nutritiva para ronscr\aroscabclloscenipcdilojdequebtareiD.|
ORIZA PHI LOCME.. Tetuno de boj e oleo de avela coin base do quina pura os cabellos.
Oltl/.A-OII........... Oleo finissinio pe fumado para lustrar os cabellos s empedilos de quebraren).
OHIZV-r.MI.LA.NTINE. Cristallisado com violeta, para d.tr brilho aos cabe'lotw a barba.
ORIZA 11.0WKRS___ ARaa inconiparavel de un |M.1fiiiiie suave e dilicado, para fortificardo la |ielle.
OniZA-AC.I0UI.INfi... Viuagro do toucadnr, aroma e antepliilieo.
KSSt'.NCli-ORIZA..... Perfumo concentrado para os len?os producto muilo delicado.
ORIZA l.VS.......... Perfume do bom lom c da alia sociedade pata os leucos.
ORIZ v-1'OWOBRS___ l'ior de airo da Carolina para a cara c a belleza da pelle.
OR1Z \-nr..NTH'H!Cl.. Para Ivejaroacatee tumurnr asncnghas.
ORIZA-UEXTA1RE___ Nova masa para alvejar os denles sew destruir o esmalte.
AGUA TNICA DE QUINA E POMA*DA DE BALSAMO DE TANNINO
fui liapeu e lulriW u ea>ti, fcliacists s uk Iss, M telii. k ejkir e n funit tmitr rafiaatule.
LLTOS1T0 GERAL m Caza de
E em Caza de todos Perfil mistas do Brazil.
rTTTTTTTTTTTTT^jaTBiti^aai
ISTII1
MlESSll
GARROS INDIANOS
DOCAISNABIS INOICA
SCFFOCigll
10CQCIBAI
Toaos os meifls at hoje preconisados contra a asthma nao tem sido mais do qao pilbatiTOS
debaixo de todas as formas, tendo por base a belladona, o estramonio ou opio. Rcenles expe-
riencias feilas em Allemanha, repetida cm Franca e na Inglaterra, tem provado ano. o dinamo
indio de Bengala possue as mats notareis propriedades para eombater essa temivel afficco, ,
assim como a tosse nervosa, a insomnia, a tysica laryngea, a rouquklao, extinecio da voz, T
e as nevralgias faciaes. E'pois como apoio da sciencia que offe recemos estes cigarros, prepara-
dos com o extracto da cnamo r as Indias, que nos importamos de Bombaim. !
t Deposito em Pernambuco, em casa de Kaare* o*. ^
JOIAS
GOMES DE K1ATT0S IRMaOS
tendo feito completa mudanza em seu autigo e
acreditado estabelecimento de joias, com o fim de
dar-lhe maiores proponjoes e elegancia, convidam
ao publico em geral e com especialidade as Exms.
^C U Sras. de bom gosto a comparecerem pessoalmente | C^j
da*6 horas da manhaa s 9 da noute na
RA DO CABUGA N. 4
onde encontrarao ura completo sortimento do que ha de mais eiegante
bello e precioso em brilhantes, esmeraldas, rubins e tudo que em obras
de ouro, prata e platina se pode desejar.
ADERECOS DE BRILHANTES, ESMERALDAS E RUBINS
de uovos gostos, assim como grande variedade de salvas e paliteiros de
prata oontraitada e de gosto aiinja nao visto, e completo sortiiitento de
| objecto de prata para^ usoda iin-ejas,
Compram e trocam qualquer joia ou pedra preciosa e garantem
a qualidade dos objectos vendidos.
AMA
Precisa-s4de unta ama para engommar : na
lo Queiliado ti. 6, 1 andar. ___________
Antonte Ferrira da Silva Mia, retirando-s*
para Europa, eixa por sous pneuradore- nesia
cidade os Srt. bacharel Francisco de Paula Peona,
e commerciantes Monteiro Correia & C. c Manoel
Rtbeiro de CarvnIho. Outr sin, offerecendo o
si?n diminuta pretimo em qual(|u t piara em que
se acliar, e pede desculpa lis pessoas que o hon-
r.un rmn a sua mizade, da> tpiaes por ventura, e
pela presteza da yiagem, ^e nao tenha despedido.
Ignacio Jos do Toro, retiraudo-se para Eu-
ropa, e pela brevidade de ?ua viagem ho se pode
despedir de todos seus amigos, o que faz por meio
deste, offerecaiido sen pequeo prestimo na prac,a
de Lisboa e Inglaterra.
AMA
Na ra da Penlta n. 25, 2 andar, precisa-se de
una ana para todo o servieo de unta casa de pou-
ea familia.
COMPRAS.
?\a prae;a da Independencia n. 83, loja de ou-
rives, compra-se ouro, prata, e podras preeiosas.c
tambera se faz qnaiifer obra de enconunenda, c
todo e qualquer concert.
oiio e mu
Compra-se moedas de ouro e prata e
bem como libras sterlinas, na ra do Ca-
bug n. 9, relojoaria. ______
0 muzeo de joias
Na ra do Cabog n. 4 ompra-se ouro, prata
e pedras preciosas por precos mus vantajosos do
que em nutra qualquer parle.
OOB
000?9
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f o i ^ojOumM
Jawv
cq-uopDiuij/il) op vnu
ou opSrsodxo op u.jd op svj'juoy
ti
I'
Compra-se moedas de ouro c prata, bem
como libras sterlinas por maior preco que
em outra parte: na ruado Crespo n. 10
primeiro andar.
Com muo maior vantaycni
Compa o Confio de Ouro, n. 2 rita do Cabu-
g, moetjas de ouro e prata c pedras preciosas.
VENDAS.
Ra do Livramento n. 26.
CambraJaa de enejantes padroes, modernas, a
100 r>.<> covado.____________________-
Vendc-se um bra^o novo de batanea do au-
tor Romao, com as competentes conchas e pesos,
nroprio para armazem de assucar e outros estabe-
lecimentos : no trapiche Guerra._____________
Mt'lho efarello
Milho a 43309 e 5300 o acco, farello de Lisboa
a 4500 : no armazem da estrella, largo do Pa-
raizo n. 14.____________
Libras starlinas
Vend* loaquim Jos Ramos, ua ra da Cruz n.
8, Io andar. -________________
Armacao.
Vende-?e para tirar ou licar urna importante
armacao de louro pon taberna, gaz e caatelro
existentes na (ahorna da ra do Mondego o. 1, es-
quina de S. Goncalo : a tratar com o agente Mar-
tn*.
CZ2
i ATTENCAO
Fugiram do engenho Morenos, no dia 30 de
abril prximo passado,os esclavos seguintes :
i Martinho, cabra, com idade de 40 annos, alto,
secco, rosto magro, com muito pour. barba, ar
alegre, e falla grossa ; este eseravo fin do Sr. So
bastio Jos Mendos Lins, morador em Afogados, c
depois foi do Sr. coronel l.ial.
Lourenco, crioulo, com,h^dB e 83- annes, al-
tura regular, sem barba, nariz grosso, falla baiso
e nm pouco descancado, peenas um po ac arquea-
das, canallas finas, ps magros qus se v bem os
lendSes dos mesmos ; este eseravo foi da senliora
D. Marta dos Anjos c'e^S Barn-tn, irniaa do Sr.
coronel Antonio Pedro de S Barrete, r ostuma oc-
oullar-se em Santo Amaro, no Recife, ao pe da
fandjeao c outros lugares, mas desta vez fugio
para o lado da Escada ou Santo Antao.
Clemente, pardo acaboclado, idade 32 annos,
barbado, olhos grandes e amortecidos, estatura
media, seceo, pernas e ps regulares, carreiro,
trabalha mal de machado em lavrageni de matlai-,
ra ; este eseravo foi do Sr. major Manool de Sou-
ka Leao, senbor do engenho Grnja dt Cima, e se-
%\o em- companuia de Lourenco tambero; pora a
regueiia da Escada ou Santo Aot2o. Os tres es-
I cravos de que trata esle anuuncio, toctos tem tnax-
" ca9 de castigos : queraos apprehender levo-os ao
, e|genho Morenos, que receber lOOj ie gratiftea-
egen
por cada um.
Soeeot com farlnktrdo mandioe muiW fln;
na rM da Prala, armazem n. 59.
Pet.iw.Ma.ta4a NMIra
FbtniMHasaber aotMa ecrl partwi int-
rtsse de Pedro Pinto da Silva, filho de Joi Pia
da Silva, MMfat da villa de Maa*t^ rateo de
Purttgai, vitmlo par esta pwMnafa a rtela e
tantos annos. Sabe-se que toi eataro ma urna
loja na ra d Graspo e depeis eoasU que foi
para o centro da prowncia. Pede-?e anda a
qualquer paeaaaiqaa owmhaofffrot^delW pos
dW uottrta on infernueic de inifttiie a Lula
Leopardo dos Gulaaaraei Pnale, rae larga o
loaario botica de Bartholomeo <1 o. 34
Rm do Queimadn, 49 e 57 loja
de miudezas de Jos de Azcve-
do Mata e Silva conhecido por
Jos Bigodinho.
Est queimando tudo quanto tem em seu
estabelecimento para acabar e fazer novo
sortimento, por isso queiram vir ou mandar
ver o que bom barato.
Garrafas com .agua florida ver-
dadera ......
Garrafas com agu divina da rne-
lhor qualidade
Latas com superior banha fran-
cesa ......
Caixas com 12 frascos de cheiros
proprio para mimos .
Dita com 6 frascos muito finos
Oleo baboza muito fino que s
a vista
Sabonetes de calunga muito bo-
nito ......
Caixas de p de arroz muito
superior
Pegas de babadinho com 10
varas ......
Caixas redondas emitando tar-
taruga ......
Pecas de fita de cs qualquer
largura .....
Escovas para unhas muito fi-
nas ......
Escovas para denles fazenda
muito fina .....
Pulceiras de contas de cores
para meninos -
Caixas de liaba ranea do gaz
com 50 no vellos .
Caixa6 de linUa branca do gaz
com 30 novellos .
Pe^as de tranca lisa de todas
as cores .....
Resmas de papal pautado muito
fino ......
Pares de befjw para punhos
muito bonito ...
Libras de laa para bordados de
de todas ?s cores .
Pntes com costas de metal
muito finos a
Novellos de linha muito grande
para croxs .
Duzia de linha froxa para bor-
dado ......
Grosas de botes madreperola
muito fino .-
jabonete muito finos 60, i-20,
160, 240 e .....
Pecas de fita de la todas as
cores ......
Efepelhos dourados par"parede
1,5000 e ...
Efepelhos de Jacaranda muito
fino '.
Pfecas de trancas brancas e de
1 cores d caracol
toares de mias cruas para me-
r nino3 .....*
OantTfitemoHofiiio.com 4 k>-
Ihas ......*
(&rtilhas da doutrina as mais
t modernas '*.,"
Frascos de sndalo e patecholy
rnuit* fiaaa ___:
Bosai
Precisa-se alugar um preto para o aervi^
riecisa-su wu^u um uiatu yin
i ipterno e externo de urna caa d i
1 i tratr na ra do Qneinado; loja ti
IS20G
i >ri00
(BUS
soo
00
*u00
^240
,^600
' ,^500
1-5500
^500
^500
9m
3200
'800
600
3040
43000
3120
83000
3320
3320
3480
3500
3320
3500
13500
23000
3060
3320
1,5500
3400
13200
rival m mm
Ra do Quemado ns. 49 c 57
tojas de miudezaz de Jos de
Azevedo Maia, est acabando
com as miudezas de seus cstabe-
Iccimenlospor uso queram apre-
ciaroque bom e baratissimo.
Pares de sapatos de tranca fa- .
BCT) la nova a...... 23000
Pares de sapatos de tapete
(s grandes) a.. l^iOO
Dunas de meias cruas para ho -
mem a........33800
Tramoias do Porto fazenda boa
c pelo prcro melhor 100 attos a 3200
Livros de misscs abreviadas a.. 23000
Duzia de baraihos franceses muito
linos a2340 e.....HBOQ
Silabario'portuguez com eMam-
- pas a........ |32fl
Gravatas de cores e prctas muito
finas a........ 35C0
Duzias de meias para senhora fa-
zenda boa a. 4300O
Redes pretas lizas mvmo linas a 3-5-
Carines com colche tes de lalo
fazenda fina a...... 3020
Aboluaduras de vidro para colete
fazenda fina a. |500
Caixas com penna d'aco muito
tinas a 320, 400, 500 e 13000
Carlees de liuha Alexandre que
tem 200 jardas a 3100
Carrcteis de linha Alexandre de
70 at 200 a...... 3100
Caixas coin superiores obreias
de massa a...... 30'fl
Duzias de agalhas para machina VPOO
Libras de preges rancezes di- _
verso tanianlio a. 0840
Livros escipturado para rol de
roupa a. .,... 920
Talheres para meninos muito
finos a. ,...... P40
Caixas cem papel amizade muilo
fino a........ (5700
Caixas com 100 nvelopes muiu
linos a....... PMX)
Pentes. volteados para meninas e
seuborasa.......
Tbf/.ouras Hiuito finas para
unhas e costuras a. .
Tinteh-os rom titrta preta muiln
boa a 80 120 e (5(320
Varas zenda lina a. #160
Duzia de pliosphoios de segti-
ranca da melhor qualidade a
400 e........ 500
Pecas de fita branca elstica
muito fina a...... 200
Novellos de linha com 400 jardas <5t)
Resmas de papel de pezo azul
muito fino a B60
Pecas de fitas bordadas com 3
varrs a....... '>''<
Ditas de ditas bordadas com 12
metros de 23000 a 30000
Grozas de botoes de louca muito
finos a........ 160
t.\.CERM/%
AurmlViui .St. >'
Alegrai-vos myopes, e presbytas, j po-
dis ver de longe, j'-podteis ver deptrto,
nao ha mais vistas curtas, oem caucadas.
F. J. Germann acaba de receber pelo ulti-
mo vapor um rico e variado sortim alo do
oculos, lunetas, pince-nez, face -main, lor-
gnons, de 'nuro, prata, tartaruga, roarfim,
ac, bfalo', ncar, unicornio e'mekflbr;
assim como binculos de urna a tres mudan-
cas para theatro, campo e marinha, da ulti-
ma iiivencSp ; diwpJezas, vienezas de 6, 8 e
12 vdros, tudo dos melhores fabricantes da
Europa.
O-mesmo vapor trou-
xe urna exceHente ma-
china para graduar e
observar numero dos
vidros qoe se necessita
conforaae a vista de
qualquer pessoa.
Tem expelientes sterioscopos, instrumen-'
tos de matlieinatica, barmetros, vidros de
chrystal do rocha, e de edres para resguar-
dar a vista; eoncerta todos os objectos a
pregos commodos com. promptidao ; tira
o mofo dos vidros e encarrega-se de toda a
encommenda retatita a ptica.
Receben tambem os tePentes relomos
do antigo e afemad^abRican^ toben Gmh
&C, os quaes vendem pre<;es coramod
garanthitfO a sqa sayrior qiiafioade.
Grande expositpao de
bonecas de era
Todas as qualidades na roa do
^ueiroaltrn. 56.
Batatas
a IWOQogHJP
,:r eomWfiras,mttlloP
de Deosn. 7.
Acaba de chegar. palaul^tuo paquete um
completo sorUmento de bwi'ias decrade
todas as qualidaes pa**. loja de
ral.
Vendem-se doas pjreto avelhoi
na ruadoFoj'
SV:


.
Diario de Peuiambuco Segunda feira 17 Je Maio de 1869.
PRODUCTOS de J.-P. LAROZE
PHARMACEUTICO, 2, RU OES UONS SAINT PAUL, PARS.
XAROPE DEPURATIVO
de cascas de laranjas amar'gas
Com lODl'ltKTO de I'OTASSIO
Oledurr-to de potassio um verdadero altrame, um depurador de inconleslavel cffi-
combinado rom o xarope de cascas de laranjas amargas, c aturado
sera stertuib^oalguma pelos temnoramenio'; os mais traeos, sem aJicrar as funccScs
do estomago. As doses matlicraiticns que elle comern pormillom nos mdicos de recciial-o
para lodas as complicavcs as alfcccoes escrofulosas, tuberculosas, canee-
rosas e nos accidentes intermitientes e terceiros; alm d'isso,
agento o mais poderoso contra as doencas rheumaticas.
XAROPE TNICO ANTI-MERVOSO
de casca* de laranjas amargas.
35 annos de snecessos atteslo a su.i cfli-
caeia para curar: as dociifas nervosas,
agudas euckronictis, a guslritcs, gastral-
gias; e ftililar a digesldo.
XA.0PE FERRUGINOSO
de cascas de laranjas e qnassiatUaarga.
E' sol> a !';>rma liquida que mais fcilmen-
te se assimila o ferro; n"esta forma prefe-
rivcl as punase pastilliasen todososcasos
cm que sai prer.ciiplos os ferruginosos.
DENTIFRICiOS LAROZE
COM.QUINA, PYHETHRO E CAIACO
Elixir dentifricio. para a alvura c con-
servado dos denles, curando as dores
causadas pela caria ou produzidas pelo
coutado do calor ou do fri
P6 dentifrieo, eom baso de magnesia
para aal\ur.i e conservac3o dos denles,
provenindo a descarnadura, provocando o
trtaro de que empede a reprodueao.
Deposito em /lio de Janeiro, E. ClieroU; em Pernamhuc, P. Mniirrr i; C"; cm Macelo,
Falco Din"; em Pellas, Antera l.rltn; cm Valiia, l> nrhn; em Porto Alegre, Jn
Drllo; em Naranhio FrrrHra ec-(em Ouro Preto, c. J. V w c-I.-i on : em Nimia Catha-
[rusa, 8. Schutel? em Montevideo, C. tmbrrl) cm Huenjres, Ktrhcpitrrborila.
CARVAO DE BELLOC
PM$
Approvado e recommendado pela Academia imperial de modieina de Paril para a
cura da easlralgia e em ^-eral de lodas as doencas nei rotas do eslomasjo e dos intestinos.
E penalmente o remedio por' excelleneia contra a relencao le ventre Finalmente em
razao de suas propriedades absoiTenles, recommeiihido como verdadero remedio us
caros de diarrbea e cliolerina. O rarvao de Brlloc toma-be na occa.o das comidas
sob a forma de pi's ou de pa-lillias.
Deposito em Rio-J.\m mo, Duponchelle; Clievdlol Km Psauanco, anrer i C.
Superiores saias brancas bordadas a 6& 61, 8-$ e
Ditas de cambria de escocia transparente j;i feitas
Na toja
Vasconcellos & C.
10000 cada una,
a 6tfOPO cada urna.
Os verdadeiros COLLARES BOTER, os nicos approvados pela
a Academia de Medicina, lem assim como o meos oulros productos
atlraliido a cupidei dos falsificadores, que para facilitar sua criminla
industria nao sepja, ero receiao annunciar vender falsosCollakei
com B momz. En prefino as familias para interesse de seus filhos
que, para evitar falsificarles, detem exigir, que meus Coixari Mies
ejao vendidos em caixas de tambas de encune e corredias cobertas
por a ettiquetas com a miaba marca de fabrica e encerrando nm
prospecto circunstanciado, e selladas por urna medalba com o lettreiro.
COLLAR ROYER, Roe St-Martii, 225. Pars.
XWR
VEGETAL Al
E S A Li
BA RT H O!

I <


l'waa cura cerU dis lo.se aiitigu e rec-uln, e4a-rli<>; pirttiMi.tr
bronebiis, oem oral contra tofo: i nlrimtMM i\ x.ii
UEI'OSITO tiV.iii.
34, RU.V LARGA 0 ROZAIllO, 34
PERNAMBUCO
lh
sv>m_-
lina; tas e cinvu'sa, HtWih
resa'r.lorut.
A therapeulic dss diversas molestias do itcito.desde
a pharvngile on mal da gargauu nl a lubcrculaco
pulmonar, passando pelas diversa! Lronchites calarrliaes
e o cmphyscma acaba de ser enloquecida com mais
este meilicamento, que temara a prinicira ordem entre
todos at liojc eonhecidos. O sirope Vegclal Americano,
garaniimlo puramente vegetal, nao contm em sua
compo-ic.io um s alomo de opio, e sim somentc sue-
cos ile plantas indgenas, cujas propriedades beaefical
na cura da molestias que pcrlencem aos orgus de res-
pirado Ibraro por nos obscivadas por longo lempo,
com ptimos resultados cada vez mais crcscenies ; pelo
que nos julgaroos aulorisados a compor o jarope anc
agora aprcienlamoa, e a oerece lo aos mdicos aao
publico, l'roamos com os altestados abano o que le-
vamos dito, e contamos que o concedi de que j cosa
o xarope \egetal Amencauo crescera de da a dia
deuando muilo apoa a ai todos os peitoraes em voga.
Ilion. Sr. BarthalomeetC.-O xarope Vegetal Ame
ricano. preparajo em sua eonceituadissima pbarmacia,
um til remedio para combater i terrivel asthma.
sofra ea aquella molestia ha qualro metes, sem ainda
tercombaliJo os ataques mensaes que tinlia ; este ultimo
que tie ro tertsiuio que me pro?lou por 8 das, usei,
porm o mi milagroso xarope. tomando apenas tres
dses, e ati o presente nao fui de noo atacado. I'rasa
Dena, que :n iuae reatabelecido por urna ve. Rend-
me, pois os meus agrdec mento> poriue l:-r iliteiaja .Ii
lio borrivel mal. Col a mais aipuificaipia maliiln,
suliscrevo-mc deVmcs. aflbcfnosn e rfci.Vcid>l niad
Secerino DuartcSua Casi I i de Icvck-th de I8GK.
lllms Sr Barlliolouico C. ^ fl meics.du Mffrimenlo com nina tos extraordinario, expeclorai ;'n> .le um eaiat'rlf aman lia-
da, o peda total das forras, que a (fODuf passei
uic faiigava coniptelameutt*) c.m-.i.l.i nis un-
iros remedios sem resultado livca fTic i.i'.- .i.- ^ ,U'-r Vnics. preparavara o xaropn Veg tal .ttaerielno. e rom
elle, gracas a Deas, me acho restajeleetda ba mus i!,-
dois mezes, c robusto turnse nada llr-we sllVnlu. A
gralidio me forca a esta d-!cl.irn.;.o,ipi poilcrS') Viurs. '
facer a uso que quizerura.- Son i-mn {siinii de Vws.
muitos respeiiador e criado. inhit> 1> mimn Uc
Catiro e Silra. Beclfe 8 de fvccrro di I8C8.
Allesjo que usei do xarope Vegetal unricauo. do
composi^o dos Sis Barlaelomfo & O. aafa una da a*
forte di limo que Me troinc una iuu(ii>da:i, qm: ni. nie
fazia adtender, in(lamma<;io e dor na parean a. lossr.
grande falta dereapirtu^lo, o liqnei coinptviainpnte re*.
tabclccido com um su vi lio ilu mesmo jarope; pelo
que Ibes protesto eterna ;iviida,i. Itecife 10 ir. \.i-
nciro de I88S. Jbaqmin temrt VkeWlei Jumo/.
Estao reconberidos.
ALTAS
LOJA
NOVIDADES
DO PASSO
Ba do Crespo n. 7 A, esquina da
Imperador.
PABA CASAMENTOS, BAILES, THEA-
TROS, etc. etc.
Lindos cortes do btond, coitendo setim,
mantas e grinaldas.
Requissimos cortes de sedas assim como
para covados.
Gtguro branco.
Moireantique branco azul o verde.
Gros-de-naples brancos e de cores.
Setim branco macau.
Setim, branco, azul, verde, cr de rosa
e amarellos.
Fil de seda, branco e preto.
Cortes de seda com duas saias.
Chales de gurgurSo de seda de cores.
Camisas bordadas para homens.
Saias bordadas para senbor.is.
Camisas bordadas .
Riquissimas colchas de damasco de seda,
assinv como de seda e algodao.
Ditas de crochet para cama.
Chapeos de seda bordados, para sol,
Poil de chevre de lindas cores.
Alpacas de lindas cores.
Chapelinas de palha da Italia, assim
oemo de seda.
Enfeites para cabera de senhora.
Espartilhos para senhoras.
Meias de laia para padre.
Ditas de 13a
Ditas de seda fio da Escossia e algodo.
para senhoras e meninas.
Lencos de labyrintho.
Fronhas de labyrintho.
Bicos, rendas e grades.
Finissimas cambraias de cores, percales,
'as, e outros muilos rticos da gosto e
Fronhas de linlio bordadas com primor.
Lencos de cambraia de linio bordados, de alta novidade, isto s'
Na loja do Passo raa do Crespo n. 7 A, esquina da do Imperador.
I
godao de
das Columnas na ra do Crespo n, 13 de Antonia Correia de
COMPANHIA
WMW
Fabrica de tecidos de a
Fernao Velho.
O superi.r panno df algodrio dc=ta (abrfa, mu
Tantajo Peraambueo, Parahyba i Rio de J;.neiro, pela sua
perreirao do tecitlo, elastieidade e forlalcza, eonti-
mh a ser vendido no escriptorio da inesnia enm-
paoba a ptaea de Pedro 2- de*a cidade, casa nu-
iiiiio 4.
Afini de que os numerosos e importantes seulie -
res de engento, Jjein como os senliores expoliado
res de assuear, tanto dcsta provincia como das
cima mencionadas, possam com facilidade pro-
ver-se das inauufacturas desta fabrica, a gerencia
da conipanhia annuncia que as lia venda nos
| segninte) lugares :
i Nesla cidade ii') sen escriptorio e as casas dos
Sr>\ Domingos Jos de Farias e Jos Nunes Gui-
inaraes, 'rua do Couimcrcio.
Km Pernambucona casa dos Srs. Oliveira, Fi-
Iltos & C.
No Pilarem casa do Sr. Joao de Albuquerque
Mello. H H
Na Cutanba firandeem casa do Sr. Norberto
Cavalcanii de Allmquerque.
Bffl Camaragibena casa do Sr. Joao Vieira de
Lima. ^
Alcm do panno apropriado ao ensacamento do
a panno mui forte, adoptado ao systema que lem os
senliores de cngenlto do norte da provincia de
mandarem despejar nos trapiebes de Pernambuco
o assuear que alli vao vender, com o que os sac-
eos serven para umitas safras.
Para roupa de estravos ou de Irabalhadores do
campo, e para loalbas e lences do servido diario,
lia tima superior qualidade de panno de 28 polle
gndas de largura, mutto forte e espesso, parecen
do-se bstanle com meia lona. Os precos sao os
mais mdicos pnssiveis. Macei 3C> de' marco de
4809.
CAPSULAS MOLES
DE
ALCATRA
Remedio por excellencia para cura rpi-
da e completa das coqueluches, bronchites,
catarrhos, tosses convulsivas, escarros san-
guinos, e outras molestias do peito.
VEMDE-SE
KA'
PHARMACIA E DROGARA
N
Bartholomeu 4 C.
3iBA LABGA DO ROSARIO34
Scbonete de alcatrdo.
M
Antonio Nunes de Castro.
Este acreditado preparado, que tao boa
acceitac3o tem merecido n'esta provincia,
muito se recmmenda para a cura cerU
das impigens, sarnas, caspas e todas as
molestias de pelle.
Deposito nico,
Pharmacia de Bartholomeu & C,
34ra larga do Rosario34.
Tabellas vermicidas
DE
Antonio Nunes de Castro.
Vermfugo efficaz, e preferivel a todos os
conhecidos, j pela certeza de seu resulta-
do, ej pela facif applicacSo as creancas,
quasi sempre mais atacadas de tao terrivel
e muitas vezes fatal soffrimento.
NICO DEPOSITO
NA
Pharmacia e drogara.
DE
Barthomeu & C.
34Raa Larga do Rosario3 4
LOJA
DO
GALLO VIGILANTE
Ktia do Crespn.
Os proprielarios deste bem eonbeeido estabele-
cimenlo, alm dos muitos objectos que :inham ex-
litistos a apreciacao do rcspi'itavel publico, man-
daram vir e acabam de receber pelo ultimo vapor
da Europa um completo o variado sortimento a
linas e mui deliradas especialidades, as quacs es-
tao resolvidos a vender, como de sea cosfurno,
por precos multo baranhose comin-Mlt para to-
dos, com tanto que o Gallo....
Muito superiores luvas de pellica, prelas, bran-
cas e do mui lindas cores.
Mui boas e bonitas gollinhas e punbos para se-
nhora, neste genero o que ha de mais moderno.
Superiores pentes de tartaruga para coques.
Lindos e riqusimos enfeites para cabeeas das
Exmas. senhoras.
Superiores trancas pretas e de cores eom vidri-
Ihos e sem elles; esta fazenda o que jwde haver
de mellior e mais bonito.
Superiores e bonitos leques de madreperola,
marfim, sndalo e osso, sendo aquclles brancos
com lindos desenhos, e estes pretos.
Muito superiores meias fio de Escossia para se-
nhoras, as quaes sempre se venderam por 30OOO
a duzia, entretanto que nos as vendemos por 20,
alm destas, temos tambem grande sorlinumlo de
outras qualidades, entre as quaes algumas muito
finas.
Boas bengalas de superior canna da India e
castao de marfim com lindas e encantadoras figu-
ras do mesmo, neste genero o que de melhor se
pode desejar ; alm tiestas temos tamb.'m grande
Suanlidade de outras qualidades, como sejam, na-
eir, baleia, osso, borracha, etc. ete.el\
Finos, bpnilos c airosos chicotiulius de cadeia e
de outras qualidades.
Lindas e superiores ligas de seda t borracha
para segurar as meias.
Boas meias de seda para senhora e para meni-
nas do i a 12 annos de idade.
Navalhas cabo de marfim e tartaruga para fazer
barba; sito muito boas,e de mais a mais sao ga-
rantidas pelo fabricante, e nos por nossa vez tam-
bem asseguramos sua qualidade e delicadeza.
Lindas e bellas capellas para noiva.
Superiores agnlbas para machina e para erox.
inha muito boa de peso, frouxa, para encher
fabyrintho.
Bons baralhos de cartas para voHarate, assim
como os tentos para o mesmo fim.
Grande e variado sortimento das roelhores per-
fumaras e dos melhores e mais conhecidos per-
fumistas.
COLABES DE BOEB.
Elctricos magnticos contra as eonvulsoes, e
facilitam a dentiejio das innocentes enancas. So-
mos desde muito recebedores destes jirodiciosos
collares, e continuamos a recebe-los por todos os
vapores,^ aflm de qae nunca falten) nc mercado,
como j'lem acontecido, assim pois poderao aquel-
es que delles precisaren!, vir ao deposito do gallo
vigilante, aonde sempre encontrario destes verda-
deros collares, e os quaes attendendo-se ao fim
para que sao applicados, se venderlo com um mui
diminuto lucro.
Bogamos, pois, avista djscbjectos que deixamos
declarados, ads nossos freguezes e amigos a virem
comprar por precos muito razoaveis aloja do gallo
vigilante, ra do Crespo n. 7.
PASTILHAS ASSl IAISAIIAS
DO
DR. PATERSON
De lusiuiiih e magneicia.
Remedio por excellencia para combate-
a magreza, facilitar a digesto, fortificar
estomago etc.
DEPOSITO ESPECIAL.
Pharmacia.de Bartholomeu & C.
34-----Ba larga do Rosario------34.
AO BAZAR DA MODA
Ba Nova n. 50, esquina da ra de S. Amaro.
NOVIDADES
Para senhoras.
COQUES da ultima moda, enfeitados e lisos, gran-
de sortimento.
CHAPELINAS de palha da Italia, guarnecidas com
delicados o elegantes enfeites brancos e de cores
CHAPEUSUHOS e gorras de velludo e de pennas
(alta nov dada I) de palha da Italia, a emtiacao,
especial ortimento.
CINTOS de cores e pretos, rico sortimenio ulti-
ma moda.
CAMISAS bordadas porcommodos precos.
LENCOS bordados e com letras, novidade neste
genero
LEQUES a emitagao de marfim, gosto novo e de
sndalo.
GOL1NHA8 e punbos, a emitacao de guipare.
ENFKITES pretos e de cores para caboja, lindos
mold'
GUARNIC,\0 alta novidade a Marie Rose, lti-
mamente usada em Pars.
COBPINHOS de guipare brancos e pretos lindos
modelos
BOKNOUS de laa e seda, cores claras, elegante
moda cm Pars.
GRINALD\S de Oeres fina.
ESPARTILHOS superiores.
MEIAS suieiiores de fio de Escocia.
LUVAS de pelica chafadas pelo ultimo vapor.
ADERECOS de coral verdadeiro e earnafeo, tost
delicado.
DE PALHA
GUARNICOES para rostidos.
TRANCAS para enfeites de coques.
BOTOES li tos e com pingantes para vestidos.
CINTOS al a novidade.
FLORES finas, grande sortimento.
GRINALDAS de ditas para coques.
LACOS, fivelas, penachos para enfeites.
Para homens.
deli-
CAMISAS com peitos, colarinhps e punbos
nho fino, lisos e bordados? moda,
COLARINHOSde linho e algodao.
PUNHOS de ditos.
GRAVATAS de todas as qualidades.
BOTOES para punhos e guarnieres para coletes.
COR RENTES de plaque" a emitaejio do ouro, lin-
do gosto.
CHAPEOS de pello de seda, forma a Rotchil, qua-
lidade superior.
CHAPEOS de seda, para sol.
MEIAS de superior qualidade.
BENGALINHAS finase chicotes.
LUNETAS aro de ago e tarturaga.
Para crlaneas.
VESTUARIOS completos para baptisados.
SAPATINHOS de merino e setim enfeitados.
MEIAS de seda e fio de Escocia.
CHAPEUSINHOS- de palha daitalia.
TOUCAS de fil e setim enfeiudas e de chroch.
BUNECAS vestidas, mtu'to L...itas e diversos
brinquedos.
Perfumarlas finas.
de Murray & Lan-
AGUAFLOBrBA ventadeira
toan New-York.
TNICO oriental, verdadeiro.
AGUA DIVINA de E. Coudray e sujierior agua e
essencia de Colonia.
ESTRATOS e essencias finas e de agradaveis aro-
mas para o lenco.
VINAGRES aromtico? para toilet
POS DE ARROZ para amaciar a pelle; em paco-
tes e ricas caixinnas com arminho.
POS superior para lirapar os dentes.
COSMETIQUES de fina qualidade.
SABONETES, grande sortimento deste genero e
de superior qualidade.
LEOS de philocome, babosa e antiques.
BANHA fina para os cabellos.
AGUA de flores de laranja.
CREME de sabao para barba.
Caixas preparadas com perfumaras finas.
Hludczas finas.
Barato que admira
Quartos de latas com bolacbinhas de boas qua-
lidades a IMOf, caixinhas com ameixai, peras e
figos a liAOO, cerveja Bass, Ihlers e bell ingteza a
800 rs. a botija, vinho a 400 rs. a garrafa, azeite
doce de Lisboa a 880, arroz de primeira qualida-
de a 120 rs., caf a 220, sabao a 180 e 2fe, cha
miado bom a 3 100, idem gratido a Si, alista a
240, toucinho de Lisboa a 440, marmelada fina a
780 a libra, doce de goiaba fino em latas e caixSes*
de diversos tamanbos por commodo prefo : s na
esquina da ra da Penha n. 7.
TASSOIMAOS
Tem para vender em seus anmacns, alm de ou-
tros, os seguintes artigos':
Papel para imprimir.
Perlina azul.
Greve pautado e liso.
Vinhos em caixas de doze garrafas
Bourgogne.
Herv.
Madeira.
Hermitage.
Chamblis.
Licor de curaco de Hollanda em caixas de vin-
t e quatro botijihas.
GESSO,
Nosarmazens do Tasso Irmaos.
Grades de ferro
para jardins, porteiras etc.
Nos armazens de Tasso Irmaos
tlti:I\l!OS DE FERRO
Para servieos de grandes amazens, para remo-
ver barricas bu caixcs de um para outro, lado pelo
mdico prego de 12000 cada um.
Farinlia de trigo de Trieste
Das melhoras marcas Panonia (verdadeira) Fon-
tana e grande sortimento das melhores marcas de
farinhas americanas.
Saceos de farinlia de trigo do
Chile
Todas novas, chegadas ltimamente nos arma-
zens do Tasso Irmos.
Cemento romano
Nosarmazens de Tasso Irmaos.
Cemento hydralico 12$
0 melhor paratudo que sao obras para agua, co-
mo assentamento de canos de esgoto, algerozes, de-
posito, tanques d'agua, etc., etc.: em porcoes de
cincoento barricas se far reduccaonopreco : nos
armazens de Tasso Irmaos.
Cemento Portland
0 verdadeiro cemento Portland em casa de Tasso
Irmaos.
Grades de ferro, cercas, por-
teiras, etc., etc.
De differentes qualidades para cerrados de ani-
maes, chiqueiros para galinhas ou jardins : nos ar-
mazens de Tasso Irmaos.
Barris com breu
Nos armazens de Tasso Irmacs.
CANOS DE BARRO
ama Nova de Santa Bita, na antiga fabrica de
sabao, ha para vender por prego o mais mdico
possivel, canos rancezes para edificarles eesgo-
tos de tuda a qualidade, superiores a todos a que
aqui tejn apparecido pela sua solidez.
PRECOS
11400 por cano grandodc3 e meia nolleeadias.
1*200 por dito de 2 e tres quartos de dita.
1 000 por dito de 2 e um quarto de dita.
500 ris por pistoleta de 2 pollegadas.
Cotovellos, curvas c canos de niaior grossuraya
vstase far o proco. Compras maiores de 200
tem 5 por ce"nto de descont p->r prompto paga-
mento. Pde-so ver as amostras nos armazens
de Tasso Irmaos.
Tijolos francezes
Para ladrillar casas terreas comasseioe precos
mdicos, muito convenientes c proj*ios para ladri-
lhos de cosinhas em sobrados, pelo seu asseio c
evitar a passagem de aguas para o andar 'nferior
e mesmo o perigo de fogo, aos precos de 30000 a
453000 o milheiro : na ra Nova de Santa Rita, na.
antiga fabrica de sabao, e compras maiores de 200
se far 5 porxento de descont por prompto paga-
mento. Podem-so ver as amostras nos armazens
de Tasso Irmaos.
Velas de esparmacete" verdaderas para lan-
ternas de carros: noarmazem de Tasso Irmaos.
Vinho do Porto fino superior: no armazem
de Tasso Irmaos.
O melhor cognac Gauthier Freres: no arma-
zem de Tasso Irmaos.
Esteiras da India
Em casa de Tasso Irmaos vende-se esteiras da
lidia de diversos padres e larguras, por preeo
commodo.
21
Macarthy
EUP POPTTLR
DA
FABRICA NACIONAL DA BAHA
DE
TEIXEIRA FREDERICO & C
Acaba de cnegara este mercado urna porqa des-
te ptimo rap#, nico que pode supprir a falta do
princeza de Lisboa por ser de agradavel perfume.
E' fabricado pelo systema a imitacao do Areia Pre-
ta, porm tem sobre este a vantagem de ser viaja-
do, o que para este artigo urna espeoialidade.
as pracas daJlahia, do Itto de Janeiro e outras do
imperio tem o Rap Popular sido asss aecolhido,
e provavelmente aqui tambem o ser, logo que
seja eonbeeido e apreciado. Acha-se venda
por preco commodo, e para quem compiar de 50
libras para cima, far-se-ha um descont de 5 0/0,
e de 500 libras para cima o de 8 0/0 : no esenn-
torio de Joaquim Jos Goncalves Beltro, ra do
Commercio n. 17.
Vaehinas de dcscaroenr algodao.
Hoje que est reconhecido que as machinas de
serrote prejudicam e quebram a fibra do algodao,
preciso recorrer a machinismo monos spero,
que produzindo o mesmo servido que aquellas, e
facilidade n trabalho, nao queb'rem a fibra da la,
para que essa possa obter-nos mercados europeos,
a dilTerenea que ha entre o algodao descaroeado
por aquellas mencionadas machinas, que estao fo-
cando em deuzo, pelo prejuizo que tem causado,
e o da antiga bolandeira, que nao pode compeir
pela morosidade de seu trabalho. E' assim que
estas machinas se tornam as mais proprias para o
nosso algodao, porque ao par da facilidade c
promptidao conserva a fibra da la, que limpa por
ella, qualificada na Europa a par da melhor bo-
landeira, valendo assim entre 11 20 por 0/0
mais do que a la limpa pela machina -de serrote.
Estas machinas nao sao novas, pois-que ha muito
estao adoptadas no Egypto, aoncte a* de serrote
foram inleiramente abandonadas, e por isso o algo-
dao daquella procedencia, sendo da qualidade do
da nossa provincia, obtem hoje de 10 agpor
0/0 mais do que o nosso : vendem-se a 150000
nos armazens de Tasso Irmaos.
Oleo de ameudoas
Em eaixas de 8 latas, cada caixa 100- libras :
nos armazens de Tasso^Irmaos.
Charutos da Havana.
Excedentes charutos da Havana e por baratsi-
mo preco : cm casa de Tasso Irmaos, ra do
Amorim n. 37.
Relogios de ouro.
Relogios" de ouro de patente com balance de
chronometro do famigerado actor John Rogis, ao
escriptorio de Tasso Irmaos.
Pianos iglezes.
Pianos iBglezes do bem conhecido autor Charles
Cadby, no escriptorio de Tasso.
Aqo de milao.
Nos armazrns de Tasso Jrmaos.
BARRIS DE SALITRE
No* armazens de Tasso Irmaos.
A NOVA ESPERANZA
Rua vdo Queimado 21
Advertencia!
A Nova Esperarla, roa do Queimado
B. 21 tendo em deposito grande quantidade
de miudezas, e como se approxima o tem-
po em que tem de ser dado o balanco, por
isso desde j previne ao respeitavel publi-
co, que est resolvida a vender suas mer-
cadonas pelo baratissimo preco, para assim
diminuir a grande quantidade dos que
tem: assim pois, ventiam os bons fregue-
zes, e os que n5o forem venham ser fregue-
zes, em lempo lo opportuno quando
NOVA ESPEHANOA convida-os pechincha-
rem, pois que para comprar-se caro, n5o
falla aonde e a quem...
PARA O MEZ D MARA
A Nova Espcranca, rua do Queimado
n. 21, recebeu pastillias para queimar-se
em lugar de insenco, para aromatisar no
oratorio dos devotos do mez de Mara.
Elle quere ella quer
E' sempre assim.
Elle (correspondente de Paris) quer sem-
pre primar em nos remetter objectos de
gosto e perfeico, e ella (loja da Nova Es-
pcranca) quer sempre dividir com seus fre-
guezes o que de bom constantemente rece-
be, e por este lidar continuo (d'ambos)
Nova Esperanca rua do Queimado n. 21,
alm do grande sortimento que j tinba,
acabi de receber mais o seguinte :
Bonilos broches, pulceiras e brincos de
madreperola.
Papel e cnvelopes bordados e mati-
sados.
Papis proprios para enfeitar bollos e
bandeijas.
Brincos pretos com dourados (ohima
moda).
Fitas largas para cinto.
Modernos galles, franjas e trancas de
seda e de laa, para enfeites de vestidos.
Botocs de todas as cores moldes nova
para o mesmo fim.
Trancas pretas com vidriaos sendo com
pengentes e sem elles.
Botos pretos com vidrilhos com pingen-
tes e sem elles.
Luvas de pellica, camurfa e eieossia.
Finas meias de seda para senhora e me-
ninos.
Delicados Jeque de madreperul, ar-
im, osso c fara.
Espartho simples e bordados.
Bengalas de baleia.
Finalmente, nm completo sortimenio de
miudezas rua do Queimado n. 2f, na
Ni iva Esperanca.
Collares anodinos ellecro-magneU
eos contra as convulces das
creancas.
Nao resta a menor duvida, de que maito
cellares se vendem per ahi intitulados e*
verdadeiros de Royer, e eis porqae muito
pas de familias na creem (comprando-os)
no effeito promettio,o que s pdem dar.
os verdadeiros ; a Nova Esperanca, porm
que detesta a falsiicaco principalmente nc
que respeita ao bem estar da humanidade
fez urna encommenda directa destes collares
e garante aos pais de familias, que s5o o
verdadeiros de Royer, que a tantas crean
?as tem salvado do terrivel mcommodo da
eonvulces-, assim pois preciso, que ve-
nham a Nova Esperanca a rua do Queimade
n. 21 comprarem o salva vida, para seu*
filhinhos-, antes que estes sejam acomraetti-
dos do terrivel mal, quando ento ser i-
fficil alcascar-se o effeito desejado, embora
sejam empregados os verdadeiros collare*
de Royer.
SUPERIORES fitas de grosdaaples de todas as
cores e larguras de veludo preto e de coree, e
gurguro para cintos.
BABADINHOS e ntremelos bordados.
GUARNICOES de seda de cores para enfeites de
vestidos. '
TRANCAS pretas com vidrilhos e pingentes.
BOTOES de cores, brancos e pretos !om vidrilhos
lisos e cora pingentes.
DEDAES de mam aperla, de marfim, de 650 e
metal.
THE80URAS finas para costura e nanas.
CAIVETES finos com qnatro folhiis. E muitos
ostros artigos de miudezas que se torna enfa-
donho menciona-los.
Tudo se vende por presos bastante commodoSe
MASSA e XAROPE
DECODEINADEBERTHl
Prewmhados por todo* os mdicos contra |
DEKLUXOS, CATHARROS, E T00AS AS|
IRBITACOES DO PEITO.
" B. O Xarope de Codeina que mereeo a I
honra, alfas bem rara entre os Ucdicatnenl.'A
notos, de ser registrado como umjtot media-\
menlos offleints do Imperio Francei diipemal
qualqutuelcfio.
AVISO. Por causa da rcprel\ensivel fali-l
Bcacaoquc tom wscitado o feliz resultado io|
Xarope e mossa 4c. Berlk 10010 Toreados al
lerobrar que estes medicamentos ladjuslamcn el
eonceituados so se
vendem em caiiin-
bas e frasci-s leva ndo
a asiignatura em
frente.
46, fue det cotes, e na Pliarma. ia Ceir I
ieKranva, 7, le de Jouy, i p,ris, e etn 1
faidasasPliainiaci.i
CARNAUBA
Vende-se superior cera de carnauba em de
cas. por preco mais barato do que em outra quas-
quer parte : na loja do Pavo, rua da Imperatriz
n. 60, de FeKx Pereira da Silva. ^^
CURA DOS CALLOS.
PELA
Ponadla galoapeaa.
Deposito especial
Pharmacia de Bartholomeo de C.
34------^Rua larf?a do Rosario-----34.
Para familias
Grande Bazar, rna Wova ik',
a, de Carnctro liauu.i a c.
Acaba de chegar a este estabelecimente
grande porco de machinas para costuras ds
autor Wheeier Wilson, approvadas- na oluV
raa exposico de Paris, as quaes cozem com
dous posponlos toda a costura, e tem a
vantagem de ser to suave o movimento.
que qualquer crianca de oito annos fa-
mente trabalha, e pode, com este entrrte-
nimento, levar vantagem ao servico dWio
de trinta cestureiras. A comgrehens3o
simples, pois em um quarto de hora se ti-
ca senhor do movimento da rsachina, ten-
do a mesiaa a propriedade de fazer as se-
guintes costuras: pospontar, abamhar.
franzir, marcar e bordar, como apresentam
os desenhos que acompanbam-nas. Os pro-
prietarios do estabelecimente se encarre-
gam de mandar ensinar n'esta cidade, e
garantem entregar o importe dispendido ao
comprador, no caso de no trabalbar com
perfeico a machina vendida, nSo tendo*
porm, soffridoella alguma avaria. Ha tam-
bem no mesmo estabelecimento machina
do autor Grower A Baker, de IrabaUo sim-
plesmente mo, e oatras com movimento
dos ps; e mxime todos os pertence* daa
mesmas machinas, para vender avulso.
GAZ caz m
Chegou ao antigo deposito de Henry Ferster &
C, raa do Imperador, um earregarneato de cas
de primeira qualidade; o psal se vende om partidas
e a retal ho par menos prafo do que em outra qual-
quer parte.
Cimento inglez
De primeira qualidade'em barris grandes,
que se vende por menos do que em qual-
quer outra parte: na rua Larga do Rozario
n. 34 botica. ,
VERNIZES
de superiores qualidades, a precos commodos : na
rua dovurario n. 16, 1 andar, escriptorio de
Joaqmm Gerardo de Bastos.
Hl
azeite de dend a 800 rs. a garra-
fa: naruaNovan.3.
FUNDICAO DOBOWIVWN
lina do mrm i &t.
Machinas de vapor.
Rodas d'agoa.
Moendas de canna.
Taixos de ferro, lmde. fundido-
Rodas dentada*, paia moer com agoa
vapor e animaes.
Alambiques de ferro.
Formas para purgar assuear.
E outros muitos objectos, etc. etc.y pro
pi ios para agricultura.
AS
Vendem Augusto F. de Oliveinr & C. i rtta
Commercio, n. 42._______________________
Alcatifa
* Vende-se urna alcatifa de variados padroes
660 rs. o covado : na rua do Queimado n. 31, loja
de A. H. Rolim & C
Bandeiras
Magnificas bandeuas de seda nacional e estran
geira, vendem-se a 4 : na rua do|Kuoknado t
31, loja de A. M. Rolim & C.
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Diario de Pernambuco Segunda feira 17 de Maio e 1869.



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Ocordeiro previdente
Rua do inclinado o. IB.
Novo e variado sortimento de perfumaras
finas, e outros ohjectos.
Alm do completo sortimento de perfu-
maras, de que efectivamente est provida a
loja do Cordeiro Previdente, ella acaba de
receber um outro sortimento que se torna
notavel pela variedade de objectos, superiori-
dade, quaKdades e commodidades de pre-
Cos; __i, pois, o Cordeiro Providente pede
e espera continuar a merecer a apreciado
do respeitavel publico em geral e de sua
boa freguezia em particular, nao se afas-
tando elle de sua bem conbecida raansidao
e barateza. Em dita loja encontrarao os
apreciadores do bom:
Agua divina de E. Coudray.
Dita verdadeira de Murray 4 Lamman.
Dita le Gologne ihgleza, americana, fran-
ceza, todas dos memores emaisacreditados
fabricantes.
Dita balsmica dentrflcia.
Dita de flor de larangeiraa.
Dita dos Alpes, e vilete para toilet.
Elixir odontalgico para conservacSo do
asseie da bocea.
Cosmetiques de superior qualidade e chei-
ros agradaveis.'
Copos e latas, maiores e menores, com
pomada fina para cabello.
Frascos com dita japoneza, transparente
outras qualidades.
Finos extractos ingleies, americanos e
franeczes em frascos simples e enfeitodos.
Essencia imperial do lino e agradavel chei-
ro de violeta.
* Outras concentradas e de ebeiros igual-
atente finas e agradaveis.
Oleo philocome verdadeiro.
En&ncto d'oleo de superior qualidade,
com escolliidos che ros, era frascos de dille-
rentes tamanhos.
Sabonctes em barras, maiores e menores
para maos.
Ditos transparentes, redondos e em figu-
ras de meninos.
Ditos rauito finos em Caixinha para barba.
Caixinhas com bonitos sabonetes imitando
froctas.
Ditas de madeira invernisada contando li-
nas perfumaras, muito proprias para pre-
sentes.
Ditas de ppenlo igualmente bonitas, tam-
bem de perfumaras finas.
Bonitos vasos de metal coloridos, e de
moldes novos e elegantes, cora p de arroz
e boneca.
Especial p de arroz sem composioSo de
cheiro, e por isso o mais proprio para crian-
Cas.
Opiata ingleza-efrancezapara dentes.
Pos do campnora e outras difierentes
qualidades tambera para dentes.
Tnico oriental de Kemp.
Alada mais coques.
Um outro sortimento de coques de no-
vos e bonitos moldes com tilets de vidrilhos
e alguns d'elles ornados de flores e fitas,
estao todos espostos apreciacSo de quem
os pretenda comprar.
GOLLINHAS E PUNHOS BORDADOS.
Obras de muito gosto e perfeicao.
Fi vel las e fitas para cintos.
Bello e variado sortimento de taes objec-
. tos, ficando a boa escolua ao gosto do com-
prador.
FLORES FINAS.
O que de melhor se pode encontrar neste
genero, sohresahindo os delicados ramos
orvalhados para coques.
Para viagem.
Bolsas de tapete e carteiras de couro, por
precos comraodos.
Chapelinas de palha da Italia mu bem
enfeitadas, e enfeites de flores obra d. bom
gosto.
E assim muitos outros objectos que se-
ro presentes a quem se dirigir a dita loja
do Cordeiro Previdente a rua do Queimado
n. 16.
ENFEITES J)E PALHA PARA VESTIDOS,
CHAPEOS E COQUES.
O Cordeiro Previdente rua do Queima-
do n. 16 acaba de receber um bello sorti-
mento de trancas de palha para enfeites de
vestidos, outras para chapeos, coques etc.
tudo isto est sendo vendido com a sua bem
conhecida commodidade de precos.
ALEM D'AQUELLES.
Recebeu outros lindos enfeites de seda
para vestido ; assim como um variado sor-
timento de galloes de 13a, babadinhos de
cambraia com bordados de cores, cuja va
rtedade de gostos os tornam recommenda-
dos e apreciados; comprelo pois os pre-
tendentesque serao servidos a contento.
TO'BEM RECEBEU.
Novo provimento de bkos e rendas de
,-guepure.
LUVAS DE PELUCA.
De todas as cores tanto para hornen-
como para senhora?,' constantemente acham-
se a venda na loja do Cordeiro Previdente :
a -rua do Queimado n. 16.
A
GRANDE LIQUIDAC)
D1NHEIR0 NA LOJA E ARMAZEM
3---ia(Da aa wai?aiaa,iiaao a
DE
Flix Pereira da Silva, successor de Gama
& Silva
proprietario d'este estabelecimento convida ao respeitavel publico desta ca-
ntal a vir surtir-se no grande estabelecimento que tem tte fazendas, tanto da moda como
le lei, e as pessoas que negociam em pequea escalla, tanto da praca como ao mauo-
lesta casa poderao fazer os seus sortimentos em pequeas e grandes porcocs, venQen-
lo-se-lhes pelos precos que so compram as casas ingleas ; assim como as exceiienus,
mas familias, poderlo mandar buscar as amostras de todas as fazendas, ou raa"
nos levar era suas casas pelos nossos caixeiros, para o que acha-se este estabetecunen-
10 aberto constantemente desde s 6 horas a manhaite_ 9 da^noute.
O atoalhado do Pavo.
11-RUA DO QUEINAD0--11
DE
AUGUSTO PORTO & C.
Receberam superiores vestidos de blond com manta e capclla para noivas, que
vendem-se por precos mais mdicos do que em qualquer outra parte.
SAHIDAS DE BAILEde cachemira branca ede cores o que ha de mais lindo.
BASQULNfde renda preta, e de gorgurao preto, o que ha de mais
elegante. ,
CHAPEOS DE SOLpara senhoras delicadamente bordados.
BALESbrancos e de cores para senhoras e meninas, espartilhos, saias bor-
dadas, e saias de 15a com barras de cor.
GORGURAOde seda branco e preto para vestidos, sedas de cores, moirean-
tique branco, e grosdenaple "branco, de cores e preto, princezas, bombazmas pretas,
alpacas de muitas cores, e lindos cortinados bordados.______________
Vendem-se na casa de Theodoro Simn
4C.
Largo do Corpo Santo n. 21
Vende-se superior atoalhado de algod5o
;ora 8 palmos de largura, adamascado a
23200 a vara; dito de linho fazenda muito
tuperior a 35200 a vara ; guardanapos de
inho adamascados a 44500 a dujja e muito
inos a 8^000, e ditos econmicos a 30500
i duzia.
Fustes para restldos braucos
a40.
Vendera-se os mais modernos fustes bran-
wsflexiveis com padrees de listas e de
jalpicos proprios para vestidos e roupas de
nenino a 640 rs. o covado, na loja as arma-
:em do PavSo rua da Imperatrizn. 60, de
Flix Pereira da Silva.
RABADINHOS
Vendem-se finissimos babadinhos, tiras
Qordadas e ntremelos, mais baratos do que
ira outra qualquer parte, assim como espar-
tilhos dos mais modernos, no armazem de
Flix Pereira da Silva, rua da Imperatrie
i. 60.
ALTA NOVIDADE
A LOJA DO PAVAO
Gurgurao de seda
Cbegaram pelo ultimo vapor os mais bo-
litas gurgures de seda, proprios paraos-
idos, sendo lisos e lavradinhos, com muito
ustro, garantindo-se que a fazenda mais
inda e deoiaisphantasia que este anno tem
megdo a este mercado, e vende-se por
preco muito razoavel, na rua da Imperatriz
i. 60, de Flix Pereira da Silva.
CHAPELINAS
DA
ULTIMA MODA
Cbegaram para a loja do Pava as mais
ricas e mais modernas chapelinas rica-
mente enfeitadas, com enfeites e fitas de
setim e de todas as cores e com icos bicos
de blond e as mais lindas e finas flores,
vendendose cada urna pelo barato preco de
I55000, garantindo-se serem muito mais
bonitas do que eutras que se vendem em
outras partes a 20# e 250, e entre ellas
ha mais do que um modello, tambera tem
muitas de pratinho, proprias para mocas e
meninas, isto na -ua da Imperatriz n. 60
loja do Pavo, de Flix Pereira da Silva, i
Explendido sortimento de
Alpacas labradas de cures a &CO
Alpacas a 360 Alpacas a 5G0
Alpacas de cores
Na loja do Pav5o rua da Imperatriz n.
60, vende-se uns poucos de mil covados
das mais lindas e modernas alpacas lavradas
com as mais modernas e bonitas cores,
proprias para vestidos e roupas para meni-
nos tendo entre ellas azul, lyrio, roxo, cor
de canna, verde claro etc. e os lavrores
muito raiudinhos assentados em urna s
cor; para se poder retalhar esla fazenda
pelo barato preco de 560 rs. o covado, foi
preciso fazer-se una grande compra desle
artigo, o qual grande*pechincha.
Aos dez mil covados de cassas
fraucezas
Covado a 300 Covado a 300
Covado a 300
Covado a 300 Covado a 300
Covado a 300 rs.
Vende-se na loja do Pavao rua da Im-
peratriz n. 60 urna grande quantidade de
mil covados das memores casas francezas
para vestidos, tendo padroes miudos e grvi-
dos, assentados em todas as cores, estas
cassas sao propiamente francezas, tendo
transparentes e tapadas, com tanto corpo
quasi como a chita, e alm dos padrees
serem muito bonitos, sao todos fixos e seria
fazenda para rauito mai| dinheiro, mas re-
talha-se a 300 rs. o covado.
AS CAMRRAIAS DO PAVO
Vendem-se finissimas pecas de cambraias
lizas transparentes tanto inglezas como suis-
sas tendo mais de vara de largura, pelos
precos de 50000 at 100000 a peca, assim
como finissimos organdys branco liso que
serve para vestidos de bailes, por ser muito
transparente a 1)5000, a vara, na loja do
Pavo rua da Imperatrizn. 60, de Flix Pe-
reira da Silva.
Roupas para homcm
Vendem-se superiores palitts de panno
sobrecasacos forrados de alpaca e de seda,
camisas inglezas e francezas com os peitos
de esguiSo, ceroulas francezas de linho e al-
godo, meias cruas inglezas superiores, ca-
misas de flanella e de meia de 15a, assim
como neste estabelecimento existe um grande
sortimento de pannos pretos, e de casemiras
inglezas de cores, e que se manda fazer
qualquer obra a contento dos Srs. fregue-
zes, e promette-se-lhes que serio servidos
com a maior promptido e muito mais ba-
rato do que em outra qualquer parte
na rua da Imperatriz n. 60,de Flix Perei-
ra da Silva.
Cortinados
Para camas ejaneUas.
Vende-se um grande sortimento eos me-
lhores o maiores cortinados bordados pro-
prios para camas e para janellas, que se ven-
dem a 120000 rs. cada par at 250000 rs,
isto na rua da Imperatriz n. 60, de Flix
Pereira da Silva.
Cwfone para lenqes com 10
palmos de largura a 21
Acaba de chegar esta nova e excellente
fazenda branca propria para lences de um
s panno, garantindo-se" que um metro e
urna quarta ou um metro e meio d um
excellente lencol de um s panno, assim
como esta boa fazenda tambem muito
propria para toalbas de meza, rosto etc. e
ostros mysteres e vende-se pelo baratissi-
mo preco de 20 cada metro.
ALPACAO DE CORBO PARA VESTIDO A 1
Chegou esta nova fazenda com o nome
de alpaco, sendo de cordo e com mais
largura do que a alpaca, com as mais lindas
cores, como sejam Rismark, lyrio, perolas,
roxo, cor de canna, magenta etc. e vende-
se pelo baratissimo preco de 10 o covado.
ESGIO DE LINHO DE 12 JARDAS A 10*.
Vende-se pecas de esguiae de linho, ia-
xenda superior, com 12 jardas cada pega, a
100000.
. .i rfA* 8B*...
Eua do Livrameuto
n. 26.
Cambraia de cor. de bom posto, covado, > 240 rs.
Dilasde dita, padroes modernos e clcf antes, Bie-
tro.a 700 r?.
Collariulus do diversos po< Ditos muito Gnus de linho a OiO n
Vende-se ou arrendase o engenho
ConceirtSo distante de Santo Amaro de Ja-
boalo 3 quartos de legua, tendo mmta
matta, e moe com agua, tendo muito boa
estrada al a porta, e demarca com o
engenho CMBacari: quena o Dretender di-
i iga-sc ao mesmo engenho a fallar com o
proprietario. _
;**;---
f1-
^A 60 tMAS^1"
#8
Rua do IJvi'aiiicnlo n -2(5
Cambraias de cores milito finas, liudas, covado
a .160 rs.
Cilas escoras, covado a !0 rs.
Ditas claras, bonita, ovado a 30 rs.
Dita* escuras, bonitos padroes, covado a 360.
Hapc l'aulo Cordeiro.
Vende-se rap i'aulo Cordeiro lino, Tiajado,
meioprosso e vinajirinho, no deposito a cargo de
Joao Francisco da Silva Novaos, rua do Vipano
n. 11. Fai-se vaniagens a quem comprar porfo
e Iroca-se o rap que nao sabir ao agrad dos cou-
sumidnres._______
NOYtt EXPLENDIDO SORTIMENTO
Agua-florida de Guis-
lain
Tintura indelevel paratingir os cabellos,
sem manchar a pelle.
A bem conceituada agua-florida de Guis-
lain que ento era des^nhecida em Per-
nambuco, j hoje estimada e procurada
por seu efficaz resultado, e anda, mais se-
r, quando a noticia de seu bom effeito e a
experiencia tornar de todos conhecida.
A agua-florida de Guislain composta ni-
camente de vegetaes inoffensivos, tem a
propriedade extraordinaria de dar a cor pri-
mitiva aos cabellos, quando estiverem bran-
cos, e lhes restituir o brilho perdido, e as-
sim como preservar de emblanquecer, sem
ser prejudicial de modo algum
E' porm necessario fazer conhecer, que
o bom resultado produzido pela agua-flori-
da, n5o instantneo, como muitas pes-
soas talvez supponham, mais sim ser pre-
ciso fazer uso d'ella, trez ou quatro vezes,
Ditos com'ditas de velludo, outros im
tando charSo machetado.
Ditos com ditas de marroquim com cruz
e guarniro, dourada ou pi aleada.
Coras e tercos de cornalina.
2,50013,20018,
Colchas de fuMao proprias para cama ou para
mesa : na rua daCadeia do Hecjfc u 45, esquina
da da Madre de Dos.
ESCRAVOS F8I0CS.
Assim como.
Grande e bello sortimento de leqes
todos de madreperola, madreperola e seda,
sndalo, sndalo e seda, osso, osso e seda,
e faia etc, etc. tendo' nos de sndalo alguns
com 4 vistas, e outros japonezes enfeitados
a! de flores.
Bonitas voltas grandes de aljofares azues.
Voltas de cerrente de borracha.
Meias de seda para meninas e senhoras.
Ditas de fio de Escocia abortas, tambera
para meninas e senhoras.
Ditas muito tinas d'algodo, alvas, e
cruas para meninas e senhoras.
Luvas de fio d'Escocia, torgal, e seda
para meninas e senhoras.
Meias de la para homens, mulheres e
de
e logo se obter o fim desejado, como bem meninos.
provam testemunhos de pessoas insuspei-1 Gollinhas e punhos bordados obra
tas, e d'ento por diante, basta usa-la duas muito gosto.
vezes por mez, contando sempre com o bom | Entre-meios finos tapados e transparen-
exito, podendo a experiencia ser feita em (tes com delicados bordados e proprios
outra qualquer cousa. para enfiar fita.
Assim pois esta agua-florida acha-se ven-
da na bem conbecida loja d'Aguia Branca
rua do Queimado n. 8,
Fugio de bordo do.palhaboe nacional An >.
ro, um mulato claro de nome Justino^psialura re-
gular, cabellos caraphihos e meios ruivos, poma
barba, tem urna pinta preta uo can'o di olho di-
reito e um talbo nas costas ao mesmo lado ; levou
vestido camisa de. t-bita com listas verdes, e us;t
de una cinta com borla encarnada para aprtal-
as calcas, natural de Santa Auna do Matlo na
provincia do Hit Grande do Norte, para onde tai-
vez queira ir. lamben! muito desembaracado no
tallar, ltecoiiimenda-rc aos mistns de barraca
ou a qualquer pessoa que o agarrar, e levar a rua
do Trapicbe n. i ou a bordo do referido navio que
ser crenennamenle gratificado.
._ Fugiodo engehlio CnrJ.;iro nodia 4 do cor"
rente mez, o escravo Celiuo, de idade de 22 amios,
esiatura regular, pelo, cabellos cuiapinbos, resto
redondo, sem barba, ccom espinbas, natiz direito,-
falla gro.-sa, maos calejadas. gosta tle tomar
jgnaTdente. Protesta-se pmceder com todo o ri-
gor da lei (tonto quem o tiver acontado. Roga-
se as aii'oriilad>'S |wliciaes ou a qualquer pessoa
que o faca capturar e conduzi-lo ao engenho acf-
ma, que 'ser recompensado.
ALTA NOVIDADE
E OS PRODIGIOSOS
Vinho degestivo de
chassaing
COM
PEPSINA E DIASTAE*.
Bwaedio por excellencia para cura certa
das digegtes difficcis ecompletas, acalmar
as dores gastralgicas, e reparar as torcas
-produzindo urna assimulag5o completa dos
alimentos; sendo mais um excellente tnico.
VE%9>E-SE
PHARMACIA jK DR0GA1UA
CE
Uarhalouieu *i C\
34RUA U^_BO ROSARIO31
UUaDIVU_Jl!EROi.iP.l
DE
Fraaeleo %utoalo de Carvalho
c < ompanhia
( SUCCESSORES DE REG & MOURA )
Rua Nava n. 24.
Os proprietarios deste eslabeleci ment fazem
9Ciedie a publico trae acaban* de receber um per-
feito e vanado sortimentoie pannos finoi, case-
miras, brinse outras fazendas de gostos modernos,
as njos seientificam, que tendo admittiiio para sua
ofllcina de alfaiato um artista hbil no desempe-
nho menda de roupa por medidas, promettendo satis-
fazerein cara potualidade presteza qualquer pe-
dido ueste sentido.
Kspartilhos a :i*000 na loja do
Pavo
Vende-se urna grande porgo de esparti-
lhos modernos com o competente cordo,
tendo sortimento de todos os tamanhos, e
vendem-se a 3$ cada um.
PUNHOS COM GOLINHAS A640 E \&.
Vende-se urna porgo de punhos com
golinhas ricamente bordados, de esguiSo de
linho, sendo brancos a J#OO0 cada terno, e
bordados do or a 640 rs. para acabar.
Assim como ricos pares de manguitos mo-
dernos com gollinhas e punhos bordados a
i #600 rs. cada um.
UjPACAS LAVRADAS COM LISTAS A 500
RS. S O PAVAO VENDE
Covado a 300 rs.
Covado a ;>60 rs.
Covado a 500 rs.
Covado a 500 rs.
Covado a 500 rs.
Covado a 500 rs.
Na loja- do Pavao rua da Imperatriz n.
LfJO vende-se urna grande poroso do alpacas
Loja do Pav^o.
GURGURES PAR VESTIDOS A l/JOOO,
O COVADO.
Cbegaram os mais modernos gurgures
para vestidos, sendo de todas as cores, como
sejam verde, azul, rosa, bismark, perola,
roxo & & tendo quasi quatro palmos de lar-
gura e vende-se pelo baratissimo preco
de 1000, cada covado nicamente no ar-
mazem de Flix Pere-a da Silva, na rua da
Imperatriz n. 60.
Grosdenaples preto
Vende-se um grande sortimento dos me-
mores grosdenaples pretos, tanto lar-
gos como estreitos, sendo de 20000 rs. o
covado at 40000 rs. garantindo-se que
n'este genero ninguem tem melhor fazenda e
que se vende mais barato do que em outra
qualquer parte* na rua da Imperatriz n. 60,
de Flix Pereira d Silva.
Grande exposi$io
DE
CASEV1IRVS DE CORES NA LOJA DO
PAVAO
Chegarara as mais bonitas e mais moder-
nas casemiras de cores proprias para calcas
coletes e palitts, tendo at das mais finas
que tem vindo ao mercado com fios de seda
e vende-se mais barato do que em outra
qualquer parte, por haver grande sortimen-
to de varios presos, na loja e armazem do
Pavo, rua da Imperatriz n. 6h, de Flix
Pereira da Silva.
roupas feias
NA LOJA DO PAVO RA DA
IMPERATRIZN. 60
Acha-se este grande estabelecimento com-
pletamente sortido das melhores roupas,
sendo calcas palitts e coletes de'casemira,
de panno, de brim, de alpaca, e de todasj
as mais fazendas que os compradores pos-
sam desejar, assim como na mesma loja
tem um bello sortimento de panlos casemi-
ras, bros, etc. etc. para se mandar fazer
qualquer pega de obra, com a maior promp-
tid vontade do freguez, nao sendo
obrigados a acccita-las, quando nao stejam
completamente ao seu contento, assim eomo
n'este vasto estabelecimento encontrar o
respeitavel publico um bello sortimento de
A Aguia Branca, contando com a protec-
?3o de sua boa freguezia, tambem capricha
em nao Ih'a desmerecer, procurando sem-
pre corresponder a idea favoravel com que
a honram, e em prova ao que fica dito, d-
como exemplo o explendido sortimento
que acaba de receber, ainda mesmo achan-
do-se bellamente provida do qie de bom
e melhor se pode desejar nos gneros que
sao de sua competencia.
Haja vista aos necessarios livros de missa
e raco, obras de apurado gos o e perfei-
cSo, sendo: com capas de madreperola e
tocantes quadros em alto relevo.
Ditos com ditas de marfim igualmente
bonitos.
Fugio
do engenho Morenos, no lia :! do mez prximo
passado, o escravo Mauricio cm os sigaes se-
(uintes: idade W a ."0 unos, alto, seceo, ,!<>r fula,
lem algunsjcabeUos brancos na barba, falla gruesa
e arrogante, olbar carrancudo, peinas finas, sendo
uma curva por ler um aosjoelhos inrhadn prove-
niente de molestia antiga, e ps seceos. Este ne-
gro lia dez ;mnos foi do Sr. F. de Pinbo Borges ;
usteve fgido deus annos na feBguezia da Vauca,
andava na povoaeio da mesma freguezia, nos cn-
genbos S. Joao, fioiil.'ini, Remedio e Alegados; ja
moran no engenbo (miBOrta*.eantktva fgido em
Muribeca, S." Daribolomou eoutios enpenbo?. da
visinbanea. As pessoas >|ue o apprebender m le-
vem-oao engenbo Morenos, seu proprietario, qug
Anneis e collares Royer para creanoas.
Bonitos cabases ou bolsiuhas de pelica
e setim para meninas ou senhoras.
Lindas cestinlias bordadas afroco, e lisas, reeebero ibg de gratitfracjto.'
Delicadas caixinhas do vidro enfeitadas
com pedras, aljofares, ele.
Ditas de tartaruga parajoias.
Bonitos albuns com msica.
Pinseis ou bunecas para poz de arroz.
Novos e delicados ramos de flores com
marrafes para enfeitar coques.
Bello sortimento de trancas de palha.
Fitas largas para cintos.
Cintos de fitas largas com bonitas rama-
geri
Brincos e alfinetes de madreperola.
Ditos esmaltados, obras novas e bonitas.
NOVIDADE
x.v
ifOA-VIST.l
ARARA
- Oescravo Benedicto Sapucaiase acba fgido
desde o da i\ de mareo iiroximo passado, e na i
desde o dia 8(1 como por engr.no diese no ariuun-
cio de Boiem : lem elle ftsignkes seguidles :al-
tura regalar, uro. poueo magro, cati coropiid i,
muito puca barba, tem as peroas, alguma c
cambetas c os ps meio apalbelades. lein faHa de
dous 011 nvs dettes na frente, muito Hola e gosta
de. andar eiigommado : quem o pegar Jove-u ao
eseriptorio da rua do Imperador n. i, a Joaqalm
S. I', de Siqueira r.av.dcaiiti._____________
Fu o no dia 9 docorreute do engenho Ara-
guary, fiegin'/.ia de (larreiro?, oeseraVo de nomo
Amato, com as signaos seguintes: cor pa ti i,
oinos iiieos e pequeos, alto, secca, nariz chato :
levou resudo chapeo de massa, japona preta. Balea
e camisa de algodao." Pcde-se, portaoto, s auto-
ridades polieiaes e cap'Uaos de campo apprehen-
dclo e lvalo ao nie-ino engenbo, ao sen senh.ir
loaquim Um de llolfanda, que ser recompensado
generosamente.______________
Recebeu novo sortimento de fazendas
[ para seu estabelecimento na rua da Impe-
ratriz a. 56, de Lourenco Pereira Mendos
(Juimaraes.
Declara os seus freguezes que aecebeui A4-f_-M/ar
diversas qualidades de faz_das queestO; ilttcixyau.
exposUs a venda pelo baratissimo pfteo,! \eudem-se Cortes de la transparentes
como verlo deste annuncio. Raa da Im-' ^,.3 vestido de senhora a 2)00 e 3^000.
peratriz n. 72. ; Rua da Imperatriz, loja do Garibaldi n. 56
Gazefarello
Vende-se gaz de j>ruieira qualidade por com-
modo preco, em porcoes a vontade dos comprado-
res, e farello muito novo, saceos grandes, pelo
preco de 44300 o saeco : do armazem de Matheus
Anafe A C, rua da Sonzala-veltia n. 106.
, Vendera-se duas prelas, ambas com habili-
_ks, e sendo urna par 60A tem 3t> annos; na
rua da Mocda n. 19,1 andar.
lavradas com os mais lindos padies listra- camisas francezas e inglezas, ceroulas de
dos e com flores matisadas, sendo este ar- inbo e algodo e outros muitos artigos
tigo uma grande peohincha, por se terem pj-onrios para homens e senhoras. promet-
comorado urnas poucas de caixas e vende-se ten^-se-lhc vender mais barato do que em
Impera-
comprado urnas poucas
pelo barato preco de 500 rs. o covado.
Chales
CHALES
CHALES
Na loja do Pavo rua da Imperatriz n.
60, vende-se um bonito sortimento dos me-
lhores chales, sendo de fil preto.com mui-
to ricas "
ouU" qualquer parte. Na na da
triz n. 60, loja e armazem de Flix Perei-
ra da Silva.
COLCHAS PARA CAMA A 50000.
Vendem-se colchas de fusto adamasca-
das para cama, pelo barato preco de 54,
nales, sendo de fil preto.com mu- graBde pecbincha, na loja e armazem do
palmas bordadas de cores, ditos de: PavQ) mi da imperatriz n. 60, de Flix
merino liso de todas as cores, ditos estam- ] perefa da Silva,
pados e ditos de crepon com os desenhos _. ., ,. Qk, AA
mais honitos que tem vindo ao mercado. Madapolao enfestaclo a 8#500
PELERINAS DE CROCH A 8*, 10^000 Veode-se superior madapoHoenfestado,
E 12500 (sendp muito encorpado, para carnizas, e
Cbegaram para a loja do Pavo 33 mais tendo cada peca 24 jardas, pelo baratissi-
modernas e mais bonitas romeiras ou pele- mo preco de 8#>00, na loj. e armazem do
rias de fil e croch que se venden a 8 e Pavo, rua da Imperatriz n. 6Q, De Flix
W/51 e 12. Pereira da Silva.
0 proprietario, Lourenco Pereira Gui-
mares.
CAITAS FRANCEZAS a 280 rs.
Vendem-se chitas francezas a 280, 320,
360 e 400 rs. o covado. Rua da Impera-
triz loja da Arara n. 72.
MADAPOLAO A 50000.
Vendem-se pecas de madapjISo de 24
jardas a 40, 60, 70, 80, 90 e 100, pecas
de algodo 40, 50 e 74000.
CORTES DE CALCAS A 640 rs.
Vendem-se cortos de calca de castor e
brim para calca de homem a64i. eSOOrs.
brins de cores para roupas de meninos e
homens a 400 e 500 rs. o covado.
RISCACO FRANCEZ FINO, 360 rs.
Vende-se riscado francez para vestido
de senhora a 360 rs. o covado.
Cassa franceza a 320 e 360 t. o covado.
ALPACAS DE CORES a 8.0 rs. O COVADO
Vendem-se alpacas de cores para vesti-
do de senhora a 800 e 900 rs. o covado.
Lasfnhas a 40 rs. o corado.
Vendem se lasinhas para vestido de se-
nhora a 240, 280, 320 e 360 rs. o cova-
do.
Itoupa feita de todas sis quall-
des.
Vende-se roupa feita, calcas de casemin
paletos e colletes de todas as qualidades,
tildo por muito barato preco.
Corte de barejes de la a
94500.
Vendem-se cortes de bar-ejes ie la para
vestido de senfua a 205 0 e 30OOO. Ba-
ldes de 30 arcos a 1*500 ; ditos moder-
nos de cores e brancos, 50; chales de to-
das as qualidades; casemiras pretas e de
cores por barato preco; brin> pardos e
brancos e de cores de linho fines tudo isto
por precos mui o baratos, s cora o fim de
vender para apurar diuhoiro e d-se amos-
tra das fazendas.
MADAPOLAO BARATO A 50OOQ.
Vendem-se pecas de madapolao barato,
50, 60, 70, 80, 90 e 100, s na loja do
Garibaldi rua da Imperatriz n. 56.
WSCADOS MODERNOS PARA VESTIDOS
A 360 rs.
Vendem-se finissimos meados para ves-
tidos de senhora a 360 rs. o covado, chi-
tas tinas escuras e claras, 360, 400, 440
rs. o covado. Rua da Imperatriz n. 56.
LASINHAS PARA VESTIDOS, 240 rs.
Vendem-se ISasinhas para vestido a 240,
280, 320 e '400 rs. o covado.
PEGAS DE BRIM PARA LENCOES a 80.
Vcndem-se p$as de brim bamburgo a
80, 90 e 100 ; pecas d bramantes de li-
nho a 20 a vara, dita de algodo a 10600
PEAS DE ALGODO A 40.
Vendem-se pecas de algodo de 20 jar-
das a 40, ditas de carne de vaca a 50 dito
superior qualidade 6 e 70 a peca.
CHITAS FRANCESAS A 280 rs.
Veudem-se chitas francezas para vesti-
dos a 280, 320 e 360 rs. o covado, ganga
para calca a 320 rs. o covado, brim de cor
para calcas e paletots e roupa de menino
a 400 rs. o covado, bales de arcos a
10500, baloes modernos decores e bran-
coj3 a 50, chapeos de sol de alpaca, 30500,
ditos de seda *O0, e 120. Roupa feita de
todas as qualidades por muito barato preco
alpacas do cor para vestidas de senhoras,
chales de todas 49 qualidades e outras mui-
tr.s fazendas. -
Dosappareceu 110 dia 11 de Janeiro do Hr-
renle anno, do poder de en pai, o menor de nomo
ioaquim, de idade de um anno o dt meies, eom
os Mgnaes seguales : bonito, cor de canda, ca-
bellos louros, jrordo, olhos pequeos, tem m um
dos ps uma unha arrancada : pede-.-o ;. nuera >
vir, traze-lo ao r.ui-ifc, rua Drtita, na fabrica
vellas da viuva Brim, ou em l'anellas de Miranda,
no engenho Joao de Dea*.
COGNAC. m
De superior qualidade da mui accredita-
da fabrica de Bisquit Dubouch 4 C, em
cognac uma das que mais agurdente de
cognac, forhecem para o consummo do
Reino da Inglaterra.
Vende-se em casa de TU. Just, rua do
Fugio do engenho Poco, freguezia de Agoa-Pre-
ta. na imito de' domingo, 18 po eorrenle, para 1
amnliecerdesegunda-foira, 19 do nieino, o c-
cravo Benedicm, que foi comprado no
Sr. Aulonio Jote Viern do Souza, no da 7 de abnl
do correniemoz, cujo esoravo tem o< signaes se-
enintes : crioulo, de 32 anuos de idade. cor preta,
altura regular, corpo regular, lesta muito carnuda,
rosto um pouco descarnado, nariz afilado, punca
barba, falta de dente^p& o maos bem fulo:, cha-
peo do Chile j voltio, ou bonet, boa camisa de
madapolao de prega larga, ou de aigodao branco,
levando a roupa dentro de um sacco j vellio, o
qual deve -ter a marcaPeo quem o pegar
leve-o ao engenho cima a seu senbor, cu a rua
da Praia, a Genuino Jos da Rosa, que recebe! 1
luO do'gralilicacjio. Desconlla-se ter ido pan
Porto Calvo, onde era escravo de Francisco No-
gueira Casmllo Branco^engenlio tinga ou S. Jo; o
da Cora Grande. *.
Fugiodo engenho Jundi, na uoitc de o para
i do eorrenle, um escravo de nomo Mam*!. Ango-
la, de idade iO annes, maisou menos, estatua re-
gular, tem falla de denlos na lenle, e mnitti ladi-
no, e levou uma trouxa com roupa de >. u
Essc escravo foi comprado ne.-la cidade ao Exii>.
Sr. Bar"w de Naaireth : quero, o appreliender le-
ve-o ao mesmo engenho Jundi. 011 nesla praca a 1
Sr Joaqnim Manoel Forrara de Soma, largo do
Carmo n. I, que er generosamente gratificado.
Vaade-se um escravo, ofilciaJ de ferreiro, conmieroi n. 32
vindo ltimamente do norte: no fscnptorio de ..^ -
Jgiobn Jos Goncalves Be.trao>lW do Ttap.--I p -J5*^_3-R
na ruaa d
Fugio da casa de seu senhor a preta do li-
mo Tbercia, que represeola ter 38 anuos d" id.-
de, levando um vestido de chita encarnada
sai'a preta por cima, j velha, tendo um aigoal na
caliera de una aueimadura: pede-se a quero ap-
prebeader, de leva-la casa de seu senhor na rua
dos Giiaaarapes n. 50.
"Escravo fgido.
Fugio no dia 11 do corrente me?. a8 I.'
hora da nouto o esfirtrvo Antonio,
naco, idde 48 anis, ponco n **"
nos, estatura baixa, barbado com falt
dentes na frente.quando anda lu"
rer cochear de uma pe
trouxa de roupa com
azur, do l'tstra c brim pardo, can'
lista azul e algotK
leve-o ao seu'Sr. Jos G01
da Imperatriz, sobrado n. |ioan1 u
CadeS escritorio n, 56 que sera grat.ucau 1.




Diario de Pernambuco Segn la feira 17 de Maio de 1869.
AfflffiLEA 6ERAL
CUABA DOS SRS. DEPTADOS
18. SESSO PREPARATORIA EM 5 DE
MAIO.
RESIDENCIA DO SR. NEMAS.
(Continwpo)
I-'oi lido e mandado imprimir, para en-
trar aali3cnssa*o, o seguinte parecer:
Koran presentes a" 1* commissao de po--|
dores as authentieas das actas da eleico
primaria e secunilaria do l" districto do
MarasUUgialtando smente a da parocliia
de Santo Ignacio do Pinheiro do collegio
deGuimares e as da formaclo da mesa e cha-
madas de votantes de S. Jos do Lugar dos
indias e Nossa Senhora da Luz do Paco da
[.imeira, doque vieram apenas as authenti-
eas das actas da apuracao de votas para
de i tares.
Cintra nenhnma dessas eleices, de
cujas actas teve a commissao copia, appare-
ceu protesto ou reclamaco alguma e a com-
missao veriticou que correram ellas regu:
lamente com excepeo da parochia de S.
Vicente Parrar que lite parece deve ser an-
nullada.
A le provincial n. 843 de 10 de julho
1 lida a approvada a acta da anterior.
O Sk. 3o Skcreramo, serondo de l\ d
conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Una officio do ministerio do imperio, en-
viando, segundo a reqtttco desta cmara,
as actas das eleices feitas em varias pa ro-
cinas da provincia da Baha.A quem fez
a reqnisico.
Outro do mesmp miaisterio, communicao.-
do que se expedir aviso s presidencias das
provincias de Minas-Geraes e Pernambuco
acerca das decses desta camira, concer-
n en tes s eleices feitas as mesmas pro-
vincias.Inteirada.
Dous do mesnio ministerio, enviando ac-
tas das eleices feitas as provincias do Rio
de Janeiro e Goyaz. A's respectivas com-
misses.
Um representaco de Joo Baptista Ro-
drigues, cobrindo documentos, contra
eleigao primaria da freguezia de Nossa Se-
nhora das Dores do Iiapecururaerim, pro-
vincia do Maranho.A' 1* commissao de
poderes.
Acham-se sobre a mesa, e sao remett-
dos s respectivas commisses os diplomas
dos Srs. Mauoel Clementjno Garneiro da
Cunha,liaran de Manianguape.barode Aoa-
jatuba, Gandido Mandes de Almida, Jio-
jico de Sj Vicente Ferrar se declara que
ram excluidos 342 votantes dos 10 e IIo
do anuo indo creou urna nova parochia sob
a denominac) de S. Bento de BacuriUibn,
formada de territorios das parochias de S.
Bento dos Perigos e S. Vicente Ferrar.
Ora cada nina desta parochias forma um
collegio cleitoral, que nao pude ser aitera"-
do seno por lei geral, nao pode portanto,
aquella ereaco di nova parochia ter effei-
to eloitoral, emface do disposto no art. 2o
parte 2' do decreto n.-1,082 de 18 de
agosto de 860.
Entretanto na acta da 3a chamada da
ele
forana
quarteires por preUmcerein nova paro-
chia. Esta. excluso viciou incontestavel-
mente a eleico em cujo resultado muito
poda influir, atlendendo-se ao numero de
votos que obtiveram os eleitores e supplen-
tcs.
< Em concluso a commissao de pa-
recer:
I.* Que so adi o julgamento das elei-
ces das parochias de Santo Ignacio do Pi-
nheiro, S. Jos do Lugar dos Indios e Nos-
sa Senhora da Luz do Paco da Limcira, at
sorem apresntadas as authenticas das ac-
tas que faltam e devem ser requisitadas do
governo.
2." Que se annulle a eleico de S. Vi-
cente Ferrer.
t 3. Que se approvcm as demais elei-
ces primarias e secundarias do districto.
4." Que sejatn reconhecidos e declara-
dos deputados pelo Io districto do liara-'
nho os Srs. Drs. Augusto Olympio Gomes
de Castro, Lata Antonio Vieira da Silva e
Jos Jansen do Paco, que obtiveram* maio-
ria de votos.
k Sala da commissao, 5 de maio de I8G9.
L. A. da Silr.a Nunes.Jos Calmo.
J. A. Carrea de Oliveira.L. J. Duque-Es-
irada Tcireira.Duartc de Azevedo.
ORDEM DO DA
Procede-se successivaraente votaco
ios pareceres sobre as eleices do 1 dis-
tricto do Cear, do Io do Ro Grande do
Sul. do 2' das Alagas, do 2o do Rio de Ja-
neiro, e do6" de Minas Geraes, e sao to-
dos approvadas.
0 Sit. l'HKsinisiK declara deputados pelo
;' districto do Cear, os Srs. Manoel Fer-
nandes Vieira, Domingos Jos Nogueira Ja-
guaribee Jos Martiniano de Alencar; pelo
Io do Rio-Grande do Sul, os Srs. Antonio Al-
ves Guimar5es de Azanbuja. Jos Bernard-
no da Cunha Biltencourt e Joo Evangelista
de Negreiros Sayo Lobato; pelo 2o das
Alagas, os Srs. Alexandre Jos de Mello
Moraes e Manoel Sobral Pinto; pelo 2o do
Hio de Janeiro os Srs. Candido Jos Ro-
drigues Torres Filho, Francisco Bulisario
Soares de Souza e Joo de Almeida Perei-
ra Filho ; e pelo O" de Minas-Geraes,os Srs.
Antonio Candido da Cruz Machado, Candi-
do Feire de Figueircijp Murta e Vicente
Jos de Figueiredo.
Nada mais, havendo a tratar, levanta-se
a sesso urna hora da larde.
das actas- respectivas atiendendo seu rei 1). Jos I diversas leis ele nina bar-
a quo o Br. JosViekj Coutode Mia-_| baridade feroz, e entre essas a citada
lei, cujas coasequencias. -a historia se tena
" de quuliicar de nirjua.
Penle esteve em exocucao e
raclito de Alencastro Pereira da Grafa, An-
tonio Francisco de Salles, Antonio Jos
Manriques, Francisco Raphael de Mello Reg,
Antonio Coelho Rodrigues e Aureliano Fer-
reira de Carvalho.
L-se, e vai a imprimir para ser submet-
tdo votaco cinco dias depois, na forma
do regiment, um parecer de commisslo so-
bre as eleices do 2 districto da Bahia, e
da provincia de Goyaz, que concle assim :
E" de parecer :
'l.Que sejam approvadas todas as
eleices secundarias do districto e bem as-
sim as eleices das freguezias de S. Gon-
Calo, Soccorro, Nossa Senhora do Monte.
Boqueiro, S. Sebasto de Pass, Cat.
Tapera Amargosa, Pedra Branca, -Oliveira,
Saubara, Santo Amaro, Rio Fundo, Bom
Jardim, Gavio, Orob, Cameiro.Cachoeira,
Iguape e S. Flix.
2. Que fique adiado at que venham
as actas j reclamadas por esta commissao,
o julgamento das eleices das parochias do
Mundo Novo, Feira, Muritiba, Cruz das Al-
mas, Jacuipe (do collegio da Cachoeira),
Outeiro Redondo, S. Goncalo dos Campos,
Umburanas, Feira de Sant'Anna, Humildes,
Remedios, Cuit, Santa Barbara, Jacuipe ("do
collegio da Feira de Sant'Anna), S. Jos das
Itapororocas, S. Bartholomeu de Marago-
gipe e S. Fellipe das Rocas.
3." Que fique tambem adiado o julga-
mento da eleigo parochial de Monte Alegre,
pedindo-se ao governo, a respeito da mesma
s seguintes informaces: Io, se estavam
j eleitos e juramentados os juizes de paz do
presente quatriennio quando se procedeu
eleico; 2a, quaes as nullidadcs da quali-
ficacode 1868; 3a, se foi alterado o nu-
mero dos eleitores desta parochia.
4." Que sejam julgadas nullas as duas
eleices da freguezia do Bomfim, tanto a
que foi presidida pelo Io juiz de paz do
falta
mais
galhaes/terceiro na ordena dt wtaro j
conhecida, leve smente I"' votos, evi-
dente que, anda mesmo re:ahindu unni-
mes os 147 votos qtte faUain no Ir-can-
didato terceiro votado, ficari;i eliaq&m 164
votos, numero inferior ao do segundo vo-
(100); por tudo o que a commissao de
parecer:
Que sejam approvadas is eleices pi4-
inarias e secundarias dos collogios de
Goyaz, Meia Ponte, Bomfim, CataTao Santa
Luzia, S. Jos do Tocantias o. Pilar, excep-
cao feita das parochias Crixa;; e Pouso-Alto.
Quo sejam deduzido os c neo votos dos
eleitores de Crixas a^ouso-Alto da votaco
dos candidatos qu^btiverr m votos no
respectivo collegio.
t Que sejam reconhecidos deputados
pela provincia de Goyaz o D,*. Joo Cardo-
zo de Menezes e Souza e Dr. Luiz Jos de
Carvalho e.Mello Mattos.
ene
de Rilhafbes, sua casa principal; e o duque
de Laes poz disposico dos mesmos pa-
dres a sua quinta de Marvilla, de que ef-
ectivjBtJie a pro ve i tarara.
i Sala das conferenras da 3." commis-
sao de poderes, aos G de maio de 1869.
Vtsconde de C-tmaragibe.Lamego.Souza
Reis.Barros Brrelo.Rodrigo da Sil-
vi.
ORDfiM DO DA.
Procede-se votafo dosp'.reccres sobre
as eleicies do Para, 2o districto do Cear e
3o do Rio de Janeiro, e sao fcrdos approva-
dos.
O Sn. Presidente declara deputadas: pe-
lo Para, os Srs. Manoel Josi de Sequeira
Mendes, Fausto Augusto de Aguiare An-
tonio Francisco Pinheiro ; pelo 2' districto
do Cear, os Srs. Domingos Jos Pinto Bra-
ga Jnior, Jeronymo Martiuano Figuera de
Mello e Justino Doraigues da Silva; e
pelo 3o, do Rio de Janeiro, os Srs. Paulino
Jos Soares do Souza, Francisco de Paula
Negreiros Sayo Lobato e Joiio Manoel Pe-
reira da Silva.
Nada mais havendo a tratar, levanta-se
a sesso 1 hora da Urde.
20* SESSO
1
9\ SESSO PREPARATORIA KM 0 DE
MAIO.
|P!tESlI>ENCIA DO SR. HUAS.
Ao meio dia feita a chamada, verificou-sc
haver numero sufficiente, abre-se a sesso
F0LHETI1W
OS CASACAS PRETAS
ROMANCE
pon
Paulo Fval
Bom Despacho, como a que foi pelo do
districto da matriz.
5. Que sejam julgados nullos os di-
plomas dos eleitores Dr. Jos Egydio de
Oliveira Mendes, baro do Sirgimirim, ma-
jor jQo Calmon do Pin e Almeida, Salvador
de Oliveira Mendes, Jos.Carlos de Olivei-
va Mendes, Dr. Salvador Vicente Sapucaia,
Luiz Mara de Oliveira Mendes e Gustavo
Americo da Silva, os sete primeros da fre-
guezia de Santo Amaro e o ultimo dos de
Saubara.
6. Que sejam reconhecidos e declara-
dos, deputados pulo 2' districto da Babia
os Srs. eonselheiro Francisco Xavier Pinto
Lima, desembargador Manoel Joaquim Ba-
hia e Dr. Jos Augusto Chaves.
Sala das conferencias da 2a commissao
de poderes, 6 de maio de 1889.Gamillo
Figueiredo. Cardoso. A. Al. l'erdigo
Mallieiro.Conde de Baependij. C. C.
Foutcs.Porlella.
Isto posto, considerando a commissao
que o Dr. Joo Cardoso de Menezes'e Sou-
za obteve 195 votos e o Dr. Luiz Jos de
Carvalho e Mello Mattos 190, nos collegios
j conhecidos e cujas eleices devem ser
approvadas; attendendo a que o nume-
ro dos eleitores, cuja votaco nao consta
ainda, de 117 (27 de Flores, 47 de Ar-
rayas, i3 da Conceico, 12 de Porto Impe-
rial e 18 da Boa-Vista), cem numero de 15
os que deixam de ser reconhecidos, por
PREPARATORIA, EM 7 DE
MAIO.
preside:*!* bo su. ncbias.
Ao meio dia, feita a chamada, verifica-se
'haver numero sufficiente, abre-se a sesso,
sendo lida e approvada a acta da anterior.
O Sn. 2" Sechet\!uo, servindo-so de 1,
d conta de um officio da presidencia da
provincia do Piaupy, enviando a copia au-jnio da historia, nao sao bastantes
thentica da acta da apuracao a que proce- "
deu a cmara municipal da capital dos vo-
tos para os tres deputados ssembla ge-
ral que tem de dar a mesma provincia.
A' Ia commissao de poderes.
Acham-se sobre a mesa, e sao enviados
s respectivas commisses os diplomas dos
Srs. Jos Mara da Silva Parcmhos Juriior,
Ernesto Gamillo Barreto. Jos Ignacio de
Barros Cobra Jnior, Angelo Thomaz do
Amara! e Luiz Antonio Vie'ra Je Mello.
Nada mais havendo a tratar, levanta-se a
sesso-meia hora depois do meo-dia.
Primeira parte
OltR.tc/ti, L1VR1DO
("Continuaco do n. 108.)
III
C'Jacoenta n. dian.
Curapre retrogradar ajgutnas horas para
fallarmos de cousa mais celebro, ainda do
qu" o cofre de segredo e defeza do Sr.
Baneelle. Naquelli tempo era Caen urna
cidatle de certo bolicio : em volta dasmu-
Iheres bonitas zumba all um verdadeiro
enxame dt estudntes e militares.
A senhora mais bonita de Caen, a mais
formosa, era Julia Maynolte, mulher do la-
vrante em ac. O janotismo da cjdade
desertava da grande alameda e do passieo
da perfeitura, para passear a sombra do ar-
Vt,,,!do longinquo da praca asAcacias, s
que Andr Maynotle abrir n'uma das es-
quinas uma logita de armero e curiosda-
aes, para a qual corria rpida a freguiria.
Officae, de toda3 ag a *-
diyisaomihtar_naof6ra ao tempo tSe-
nda para Rouao espiante* de diversas
faculdade.e os leoes do eommerco todos
a uma se faziam entendedores e iam admi-
ra^ de pela raanha at noute, os obiec-
tos modernos ou antigos dispostos com cer-
to gosto no estreito mostrador. Anda o
romantismo nascente nao inculcara nos sa-
cerdotes di moda o delirio da idade media,
que alguna aonos depois t3o uosos effei-
ts produa.io; liaba, pjroi, logar umtraba-
Iho de sapa, e com3cavam de ver-se algu-
mas pndulas, cujos assumptos deixavarade
ser Fingal ou Eucharis, Alonzo ou Gila-
tha ; certos bronzes audazes mostravam
os seas reflexos esverdeados por entre a
carregada douradura desses toscos com que
a restauraco encheu o universo ; citavam
se j alfaiales que nao bordavam as golas
das levitas ; as mangas entregavam-se a
excessos revolucionarios ; e ainda que de
certo nenhuma barba Francisco I tentas-
se por ento romper, os povos viam cora
pasmo rasos e ousados innovadores apre-
sentarem->e em publico com luneta.
Com luneta I E havia uma polica to
impudente que consenta impunes mmm
deltas 1
Pairava nos ares grande catastrophe !
Victor Hugo girava em torno de Nossa Se-
nhora de Paris e deixava crescer o cabello;
Alexandre Dumas tracava as primeiras sco-
nas de Henrique III, o Gaillardet, assentado
aos ps da estatua na ponte Nova, va
romper do escuro, em noutes sem luir,
o profil ameiado daquella 7brre de Nesle,
onde Margarida de Borgonha, segundo elle,
faltava ao decoro com tanta crueldade.
Podia, pois, onegociode AndrMaynotte,
individuo extranho cidade de Caen, e
que em geral suppunham de origem italiana,
ser uma innovado, mas nao era de todo
um anachronismo. Venda elle pistolas,
floretes, mascaras e luvas estofadas, e ao
mesmo tempo finas laminas hespaoholas. ou
milaoezas, bahs antigos, podras gravadas,
porcelanas e esmaltes. Nao quero dizer
todava que a deslumbrante formosura da
mulher nao influisse da algum .modo no
xito realmente precoce de semeihante in-
dustria. Julia Maynotte, suave com i uma
virgem-mi de Raphael com um anginho no
regaco, fura para aquella casa maravilhosa
taboleta..As senhoras vo aonie concorrem
os cavalheiros ; e a linda Julia renovava
com uma habilidade de fada rendas de pre-
?o, restitua a cor s sedas, e aos tecidos
da Iada a primitiva graca ios bordados.
Havia eatre as senhoras e the fremiea-
tavam a loja duas opirrifa. As nue nlo
eramfeias diziam : Nao a wk de es-
UrTERATUaA.
REGRESSO DOS JESUTAS A PORTUGAL
I
Tem-se, por mais de uma vez, contesta-
do aos Jesutas contemporneos o direito
de voltarem a dominios poriuguezes; e
isto em vista das disposices da lei de 3
deseteinbro de 1759, que os cesnaturou c
banio de Portugal; e por consequencia do
Brasil, que ento era uma de suas succes-
ses ultramarinas.
Maravilhando-nos do zelo, que se tem
manifestado pelo religioso cunprimento" de
seraeJhante lei, que nao brasileira, co-
mecaremos por dizer, que suas disposi-
ces caducaram absolutamente ; e isto:
1." Porque outros monumen.os jurdicos
expressamente a revogaram.
2. Porque actos solemnes, pblicos,
permittidos e permantcs ipso fado a nullfi-
carara.
Vamos tentar demonstrar eslas duas (be-
ses ; e o faremos em presenra da historia.
Para os que duvidam de boa fs, os fados,
sera).bastantes a convencel-os; para os
que duvidam, porque querem c.uvidar, para
esses laes nao ha argumenlac), nem de-
raonstraco possiveF.
E' verdade que o notavel mhistro mar-
quez de Pombal, no seu furor satnico con-
tra a velha uobreza de Portugal e contra a
Companhia de Jess, publicou em nome do'
d ella commetteram-se violencias o
crueldades t3es, que bem justificaram o
dito de D. JoSo V, qua do referindo-se a
SebaStio Jos de Carvalho, o qualificou
de homem de cabellos no coraco;
Mas essa lei foi expressamente condem-
nada pela solemne sentenca de 3 de abril
de 1780, proferida por dezoilo juizes e con-
firmada pela rainha 1). Mara I; 3 quando
o fura bastante este acto jurdico para
rehabilitar as victimas do ministro cruel e
despota, o procedimento havido inmedia-
tamente com os mesmos jesutas seria bas-
tante a jusOlical-os e a rehabiltil-os.
Logo que mor ron D. Jos I, i dolo
sombra do qual o marquez "de Pomlwil
fez muitos bens, e muiissimos males a
Portugal, as prises de Almeida, de Azei-
to e de Sio Julin, abriram-se immedia-
tamenle para libertar as victimis de seu
feroz despotismo; e consta que este acto
de justica lora recommendado pelo proprio
D. *s, antes de expirar, a sua propria
flha e successora.
Um dos primeros actos do governo da
rainha foi mandar se dsse ti congrua
'diaria a quantia do 300 rs. tanto 'o jesutas
que acabavam de sabir-das pristes, como
a todos os mais, que eram ses subditos,
e se achavam desterrados em pnizes es-
trangeiros, e sto emqitanto nao quizessem
ur para o reino exereer inas ordens, e
occiqHir empreyos e beneficios ccciesiasli-
cos. *
"Aos que sahiram das prises, en numero
superior a duzentos, recebeu a rainha e o
rei D. Pedro I em audiencia publica, e
desde logo ordenuu que Ibes fossem per-
mitidas as facilidades de confessar, pregar
e reger parochias, ao que todos os bispos
annuiram, mesmo algnns qne, por fraqueza
ou por temor do omnipotente ministro,
se haviam manifestado adversos aos jesu-
tas.
Efiectivaraente a mxima parte 'los jesu-
tas poriuguezes voltou a Portugal, e alguns
ao Brasil, onde uns parochiaram, outros
ensinaram as aulas publicas, e at alguns
na universidade de Coimbra.
Se todos estes actos, que sao do domi-
s a fazer
minificar a lei de 3 de setembro de 1759,
ento nao sabemos que haja nillificaco
possivel, nem forma mais express;i de fazer
cessar a obrigacao de uma lei qualquer.
Mas dir-nos-lio :Porque, pois,'se nao
restabeleceu a companhia em Portugal e
seus dominios, e nao se lhe rcs;ituio os
bens confiscados ?
A companhia de Jess nao foi icstabele-
cida, como era especial desejo de D. Pedro
III, e tambem da rainha D. Maria I, porque
eslava supprimida desde 1773, por breve
pontificio; s mais tarde, no pontifica-
do de Pi VII, qHe foi restable-
cida ; e se np foi solemnemente recebida
em Portugal, como era voto de muitos bis-
pos, foi isso devido aos effeitos da revolu-
Co fianceza de 1789, e emigraro da fa-
milia real portugueza para o Brasil.
Em 1829 foi a -companhia formalmente
recebida em Portugal, e como este fado
pouco conhecdo, vamos expl-o succinta-
mente, valendo-nos da narrativa d Mr.
Daurignac, e de uma caria do padre Del-
vaux.
A companhia de Jess deixra em Portu-
gal as mais gratas recordaces; e tanto no
reino, como as suas principaes povoaces
ultramarinas, a geraco presente nao podia
dar um passo que mais ou menos nao de-
parasse com monumentos, que attestavam
a sua gloriosa existencia. N
Em 1829, D. Miguel I, ento rei de Por-
tugal, ordenou ao seu embaixador em Ro-
ma, o marquez de Lavrado, que houvesse
de obter do respectivo geral, e com au-
diencia de sua santidade alguns podres da
companhia de Jess.
Mal que foi feito este pedido, o padre
Odinot, provincial da Franca, receben im-
mediatamente ordem para mandar uma
misso para Portugal, e effectivamente fo-
ram mandados para este fim o padre Del-
vaux, como superior, mais seis padres e
dous irmos coadjutores, ao todo uma mis-
so de nove membros.
Chegando a Lisboa a 13 de agosto de
1829, foram os jesutas hospedados pelos
padres de S. Vicente de Paula, commum-
mente conhecidos em Portugal por padres
r fertivaitM
A___ *\
quaresma comecaramos pa-
pantar ; as'qne erara verdaderamente
bonitas, e as que eram rasgadamente feias,
reunidas n'um mesmo sentir por motivos
diametrulraentc oppostos, declaravam'-na
deliciosa. E todas della se oceupavam.
Dissences destas sao proveitosas. A casa
prosperava.
Na verdade, Andr Maynotte, rapaz cheio
de forca e de vida, to novo como sua mu-
lher, intelligente, robusto, impetuoso e na-
moradissmo, incapaz de supportar que a
voga ullrapassasse certos limites, nao tinha
razo de queixa. Da parte de Julia nao
tinha, Deus louvado, motivo algum de las-
timarse ; terna e casta, tornava-o Julia um
dos homens mais felizes. Fallamos dos
fidalgoles do eommerco,' dos estudntes
e dos officiaes, e repetimos, pira honra e
gloria de todos aquelles ser.hores, que
Andre Maynotte nao tinha raza i de queixa.
Admiravam de longe. Estas tres cathego-
ras de victoriosos emprebendiai m^nos
do queje possa suppor. O D. Juan bur-
guez personagem deploravelmente con-
trafeito; estejam certos de qus ha da, tre-
mer sempre diaute de uma mulher capaz.
Portanto, se de ha muito nao morreu de
inanico, a culpa um tanto do sexo ao
qual, seja dito com o devido respeito, de-
vemos o augusto poema de Legouv snior.
Convm com tudo accresceitar que o
commissario de polica Schwartz habitava o
primeiro andar da casa, cujas lojas eram
oceupadas pelos Maynottes. Visinhancas
destasOambem protQgem a vittude.
Do qTue precede, tem de certo concluido
o leitor que, o que em Caen havia de mais
celebre que o cofre do SfeBamelle, era a
Sr li
i Mayn
rara formosura de Julia ISynotte. Na es-
peranca de que tambem nos perdoe por
ah algum peccadilho, de boa von.ade o ab-
solvemos do seu erro, observando-lhe to-
dava que um escriptor que se preta nio
confunde de tal sorte di versas .ordeas de
ideas. Para concorrer com o fnoso cofre
do banqueiro, preciso um objeto tambem
material, e se fallamos de Maynotte por
e esse objecto ae .exhiba no aMtrador
a sua loja.
Era um brazal de Millo, ou para melhor
fallarmos na linguagem technca, jma ma-
nopla completa, composta do gua:ite, da
pulseira articulada e dobracal ou manga
de ac, destinada a revestir o ante-braco
at cima do cotovello. A peca inteira ta-
xiada de ouro e prata requeimad>, encra-
vada com rubins as juntas e l.ivrada
vigorosa maneira dos alfagemes do seculo
XIV, era obra ao mesmo tempo appara-
tosa e de merecimenlo,/feita para atra-
hir s vistis dos profanos e a attenco
dos entendedores.
Caen em peso conhecia j o bracal que
Andr Maynotte comprara entre algumas
ferragens velhas, e que, restaurado s suas
moi realmente habis, se ostentava havia
oito dias no mostrador da loja. Era opi-
niSo geral que S8 nao acharia em toda a
idade um amador assaz animado para pagar
semeihante raridade, tanto pelo acabamenfo
como p^lo valor intrnseco dos m'taes e
pedras finas que contribuiam para a orna-
meataclo. Uma vez neste caminho, s
Deus.sabe onde vai parar a facundia provin-
ciana. Calculavam o valor do brs.c.al em
sommas fabulosas, e os mais bem informa-
dos affirmavam que Andr Maynolte.se ia
metter caminho para Paris, nc in uito
de vender o bracal a el-rei, director ho-
norario do museu do Louvre.
Era pelas horas em que o nosso Joo
Baptista Schwartz encontrava o luzido Le-
coq no caes do Orne. Cincoenta paras de
lunetas, lonetas commerciaes, universitarias
e do exereito, estavam assestadas "contra"o
mostrador de Andr Maynolte, onde o
bracal Ilustre ostentava as suas doura-
(uras histricas, entre uma hacha "armas
o mi chic te. e tendo por docel os festes
que as rendas de Julia formavam. Estes
cincoenta pares de lunetas passeiavam de-
baixo das tilias da praca das Acacias ; to-
dos elles procuravam lobrigar por detraz
das ferragens e das randas uma viso en-
cantadora, que raro se mostrava, porque
Julia Maynotte suraia-se emiirest nca da-
quella voga um tanto importuna, e con>er-
vava-se com o filhinho no quarto interior
da Iota.
Andr, bancada, e cantarolando, bt^-
dres o seu ministerio na igreja do toreto,
com autorisaco do cardeal Justiniani, nun-
cio do papa, e ahi pregando, confessando
e dando retiros esplrituaes, colheram mui-
tos froetos, e canauistaram a estima e o
respeito do povo.
Nao ser fura de proposito narrarmos
aqui um facto que se deu chegada dos
jesutas, e'quando elles ainda estavam hos-
pedes em Rilhafoes.
A condeca de Oliveira, D. Francisca Sal-
iiaolia, neta do marquez do Pombal, apre-
sentou-se em Rilhafoes, e pedio ser apre-
sentada aos jesutiaa. '
Mal appareceram estes, ella com quatro
limos, que levava comsigo, deita-se-lhes aos
pes e apesar da extrema' confuso dos hu-
mildes religiosos, pede o perdo para seu
av, e a benco para si e seus filhos.
Nao ficou aqui a dedicac?o da Ilustre ma-
trona. ,
Os primeros quatro lugares do primei-
ro collegio, que tivessem de fuLdar os pa-
dres, foram logo tomados para seus qua-
tro (ilhos.
Aqui em Lisboa fundaram ospadres una
casa : e a pedido do arcebispo de Evora,
reitor da universidade, e do respectivo
bispo, foram fundar outra em Coimbra.
A 44 de fevereiro de 1832 os padres
Delvaux, Palavicin, Pouty, Martin e dous
irmos coadjuctores partiram para esto fim
em dirego a,Coimbra ; mas antes de ahi
chegar-ms com elles, vejamos o que Ibes
succdeu em Pombal, qus era o feudo ou
morgado do defuncto ministro de D. Jos I.
Oucamos o proprio padre Delvaux em
sua carta datada de G de marco d.'este
mesmo anno.
Fomos aqu recebidos ao som de re-
piques de sinos pelo arcipreste e por todo
o seu clero. A igreja, onde dous dos oos-
sos padres foram celebrar, estava magnfi-
camente Iluminada como nos dias de gran-
des solemnidades. Tocante a mim, levado
de um sentimento religioso impossivel de
exprimir, esquivei-me com um outro padre
e irmo ao encontr do arcipreste, para
correr igreja dos franciscanos, afim de
ahi orar sobre o tmulo do defunto mar-
quez ; mas o infeliz nao tinha um tmulo
sobre os seus restos mortaes. A pouca
distancia do altar-mor havia uma sepultura
raza, coberta com um panno preto e essa
nos disse o padre guardio do convento ser
a do marquez.
Nao sei exprimir a commoco, que ex-
perimentei celebrando a victima de propria-
Co, o cordeiro que orou'pelbs seus carras-
cos ; e offerececendo-o pelo repouso -da al-
ma do marquez, estando o seu corpo pre-
sente. Havia cincoentaannos que elle es-
perava ali a passagem d'esta companhia,que
voltava do exilio.a que elle to duramente a
havia condemnado, e cujo regresso elle
proprio havia prophetisado. quando disse :
A companhia voltarum dia a Portugal, mas
ha de custar-lhe a refazer o seu ninho. o
At aqui o padre Delvaux ; 'digamos
motivo porque o marquez de Pombal nao
tinha um tmulo condigno de si desde 5 de
maio de f 782.
No tempo do seu podero Ilimitado, o
marquez de Ponte de Lima, uma das suas
victimas, havia morrido n'uma das prises*
do estado, em uma fortaleza perto da em-
bocadura do Douro.
O seu primognito, que agora lhe succe-
dia no titulo, reclamouao ministro o corpo
de seu pai para o fazer inhumar no tmulo
da familia ; mas o marquez de Pombal, re-
cusou este filial pedido, dizendo; Que
aquello que morria no desagrado real, nao
mereca uma tal honra.
Pela queda de Pombal, succcdeu-lhc no
ministerio o proprio marquez de Ponte de
Lima.
Cince annos depois, o marquez, expiran-
do no exibio, dspoz que seu corpo fosse
inhumado no tmulo de sua familia, em
Oeyras; mas o primognito do marquez de
Ponte de Lima deu o mesmo despacho, que
em tal conjunctura havia recebido.
A entrada dos jesutas cin Coimbra foi
uma completa ovaco.
Logo em Condeixa foi-lhes ao encontr o
arcebispo de Evora ; e do fim da ponte, que
est lancada sobre o Mondego e prende uma
com outra margem, estava o bispo do Co-
imbra, o prior dos cruzios, todo o clero re-
gular e secular, as autoridades civs e mili-
tares, e um luzido aoosnpanhamento das
principaes peasbaada cidade,
Por ordem rega foi-lhe entregue o sea
antigo collegio, chamado o collegio das ar-
tes ; e, em manto nao tomaran posscd'elle,
estiveram hospedes do bispo.
Quando o padre Roothraan, geral da
companhia, soube d'este explendido rece -
bimento, escreveu ao superior, dizendo-lhe:
Hoje Uosena; e pois humildade, porque
tal vez nao teide o Tolleet cruxifige.
O padre Roothraan foi propheta; porque
a permanencia da companhia em Portugal
foi breve. Vejamos porque razo.
Hava-se travado a guerra fratriscida en-
tre D. Pedro e D. Miguel. Com a guerra
veio o cholera, e depois do cholera o typho.
No meio d'cssa desoladora calamidade, os
jusuitas deram provas de uma caridade, de
uma abnegaco, de um zelo difficil de igua-
lar, e impossivel de exceder: todos elles
enfermaram, e dous, os padres Trancart c
Nemkn, morreram victimas da peste, e de
sua dedicaco heroica.
Os jusuitas haviam-se conservado neutros
s paixes dos dous partidos. D. Pedro,
nao esteve por essa neatralidade, e escre-
veu-lhes do proprio punho, convidando-os
a esposar a sua causa, e promettendo-lhes
o restabelecimento da companhia em todo o
reino, o arcebispado de Braga, a direceo
esperitual da rainha sua fllha, e sobretudo
o seu valimento.
E' de persumr que os padres nao -accei-
taram as solicitages de D. Pedro porque
fez-se sentir a imperial desgraca em que
eahiram.. Anda assim os duques de Pal-
melha e da Ter^ira prometieran*, aos pa-
dres a sua protecro, com a condico .de
nao sahirem de Lisboa:
A resposta foi que elles iriam para onde
o seu geraj os mandasse.
Os padres da casa de Lisbea pode ram
escapar aos ataques da populaca desenfrea-
da, recolhendo-se furtivamente a um navio
inglez: os de Coimbra vieram presos para
Lisboa, a p, na distancia de quarenta le-
guas no meio de uma ajcolta, e depois fo-
ram encerrados jia torre de Sao Julio, at
que o baro Mortier, enibaixador de Fran
ca os reclamou em nome de seu governo; e
o rcenviou para o seu paiz.
D'esta rpida e succinta narraco depre-
hende-se que a lei de 3 de setembro de
1759 caducou por sua naturesa, assim como
caducou a lei qne expellio do kaledario a
Santo Ignacio de Loyolla e a Sao Francisco
Xavier, assim como caducou a lei que sob-
graves penas prohiba" ter-se obras escrip-
ias pelos jesutas.
Mas podero ainda dizer-nos, que todos
estes fados se deram em Portugal: e que
em relaco ao Brasil existe ainda esse t-
trico phantasma da citada lei.
Pois bem: vamos mostrar com fados
pblicos e olficiaes, que a companhia de
Jesrs est desde 1844 recebida, e oficial-
mente tolerada no paiz.
E' ainda a factos histricos que nos va-
mos soccorrer para o demonstrar.
POUCO DE TtTDO.
Soneto.
A' A......
O a3tro do dia j vem do oriente
De manso rasgando as nuveas de rosa,
As aves entoam, em voz maviosa
Seus hymnos de gloria ao Omnipotente !
As flores se abrem deixando pentente
O-orvalho brilhantc da folha mimosa :
E n'esse momento no mun lo se gosa
De um Edn de aromas, de amores smen'e!
E foi n'essa hora de jnbilo e gozo,
Em que o cicio da aragem subtil
Vae longe morrendo no mar assombroso ,*
E foi n'essa hora, sob um co de ail,
Que viste, primeira, odia ditoso
O dia mais lindo do-florido Abril !
Recife, 28 de abril de 1869.
G. P. B. F.
nia um par de pistolas de tiro, corres-
pondendo cortezmente aos respetidos cum-
primentos que os freguezes lhe dirigam.
Effectivamentai a maior parte dos lune-
tistas procuravam com omaor empenho
ser cumprimentados por Andr ; dava-lhes
isso certo ar. Em dez- vezes D. Juan me-
nor trabalha nove como um negj"o, esfal-
fa-se, nicamente para conqufsmr a apa-
rencia do mal que nao faz. Havia entre
elles alguns mocos galantes, apezar do es-
tupido uso das'cangalhas; viam-se faces
rosadas, cinturas finas e dobradicaspor
que Caen nao trra mais escassa que al-
gures de rapazes bonitos; pois todos estes
excellentes raocinhos, desde o primeiro at
ao ultimo, despejariam gostosos as algibel-
ras as mos de quem os aecusasse de have-
rera perturbado o descanso que aquelles
invulneraveis consortes desfrudavam. Quan-
to pode a gloria 1
Na sacada do andar de cima tomavam
fresco o commissario Schwartz e sua mu-
lher. A senhora perteucia cathegoria
hostil e pretenciosa das que nao sao de todo
feias. Julia causava-lhe phrenesis. O com-
missario, homem pacato, espirito acanhado,
e honrado no rigor da palavra, encarava
um tanto os visinhos eomo gente de quem
era prudente desconfiar. O xito por elles
alcancado tinha odor de sedico ; o bavia-
Ihe custado j serios desgostos domsticos
ter dito certo dia que Julia Maynotte tinha
olhos rasgados.
A esposa do commissario fallava em mu-
dar-se por causa de Jalia, e queixava-se
com azedume, por se ver obrigada a aban-
donar a vista do arvoredo. Como as lu-
netas se lhe nao dirigam para a janella
quanto, desejava, repeta a miudo :
insupportavel nao despregarem as
olhos da gente 1
O commissario nao estava macio.
Pelas seis horas e meia, um criado gebo,
com um vestuario hybrido, que tmidamente
procurava figurar de libr, entrn na loja
de Maynotte, o que levou toda a gante a
dizer consigo.
O criado do Baocolle par^ a loja de
Andr f Q que lhe querer elle ?
MORTE DE UM RAILLION'ARIO INGLEZ.
No artigo monetario do Times do dta 22
do corrente. vem annuncada a morte do
Sr. Guilherme Cook, chefe da importante
firma Cook Filho C. de Londres. O Sr,
Cook ha mais do 50 annos que estable-
cer aquella firma. Morreu de 85 annos
de idade. O seu filho mais velho o Sr.
Francisco Cook, proprietaro da quinta do
Monserrate, em Cintra, hoje t Chefe da
firma.
O criabo gebo pertencia a Baneelle.
Alguns instantes depois, *ahio. Apdr
com o criado, sem chapeo e em mangas de
camisa.
la apostar qua era para o cofre I pro-
ferio a Sra. Schwartz. O Baneelle endou-
dece f
Acaba as palhas I approfono com-
missario.
E na praca os cincoenta pares de lune-
tas disseram tambem :
O Baneelle j se nao entend com a
tal fechadura.
Tem medo que o engenho o tome
por ladro.
Quem sabe se j tem a mo entalada
na ratoeira I
E muitos outros dichotes, qual delles mais
chistoso.
Julia ficra s. D'ahi resultou certo mo-
vimento entre os seductores. Anda bem
que o commissorio estava janella com a
mulher. Se nao fosse isso, que nao teria
succedido ? Passaram e tornaram a pas-
sar por defronte do mostrador; inchavam-
se peitos, esticavam-se pepias, aa cinturas
requebravam-se. 'Afiigure-se-lhes que cada
um dos cincoenta tinha uma esperaaca que
se pode formular deste modo :
D-me trlla I
Nao sei de cousa to lelamente cmica,
neste mundo sub lunar, como o D. Juan de
cuecas.
De repente, a senhora do commissario
interro npeu um bacejo, que ia em mais de
meio, e perguntou:
Que esto elles assim a mirar f>
E com effeito os cincoaata, em grupo
defronte da porta, asssttrram as lmalas
para a loja de Marnotte.
Basbaques I sottou com desdem o
commissario.
A malaer sn leieat-se da janella,
deMHL.
que olhavamos
(Bmtmuar+eJm}


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Tr.iM>wiBia-*t aftas ctfn*.


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