Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:11839


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Full Text
IPV.
ANNO XLV. NUMERO 107.,
PARA A CAPITAL E LUGARES Offl)E NAO SE PAGA PORTE.
Por tres mezes achantados.................. 64000
Por seis ditos dem.................... 12/WOO
Por um anno idem.................... 240000
Cada oumero avulso.................. iW20

QUINTO FEIRA 13 DE MfllO DE 1869.
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA.
Por tres mezes achantados.............'..... 6(5750
Por seis ditos idem.................... 13#500
Por noM ditos idem................. 2O05d
Por um anno...................... 27(JD00
P
Propriedade de Manoel Figueira de Faria & Filhos.
SAO AGENTES:
OsSrs Gerardo Antonio Alves A Filhos, no Para; Gonealvesd Pinto, no MaranhJo; Joaquim Jos de Oliveira, no Cear; Antonio de Lemos Braga, no Aracaty; Joao Mara Julio Chaves, iwAssu; Antonio Marques da Silva, no Natal; Antonio Joaqun
Guimaraes Pancada, em Mamanguape; Antonio Alexandrno de Lima, na Paiahyba; Antonio Jos Gomes, na VilJa da Penha; Belarmino dos Santos Bulcao, em Santo Anto; Domingos Jos da Costa Braga,
era Nazareth; Francino Tavares da Cesta, em Alagas: Dr. Jos Martins Alves, na Babia; e Jos Ribeiro Gaspannho, no Rio de Janeiro.
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V
PARTE OFFICIAL.
Ciovenio da provincia.
DESPACHOS DA VICE-PMCSIDBNCIA DO DA 10 DE
MAIH DE 1869.
Antonio Francisco Paes de Mello Barreto.O en-
irenheiro chefe da reparticiio' das obras publicas
tcm providenciado no sentido que pede o suppli-
cante.
Augusto de S e Albuquerque.Junte o respec-
tivo eerlilicado.
Beato Jos da Costa, Joao Paulo de Mattos, Cy-
uriauo Jos dos Santos e outros guardas nacional.
Requeram ao Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda.
Francehna Cesarina.Copceda-se com ordenado
rnenle.
Herdcros de Francisco los da Costa Gampello.
"informe ao inspector da thesouraria de fazenda.
Irmandaie do Divino Espirito Santo no convento
de S. Franeiaio desta eidade.Indeferdo. A
guarda nacional tem servico certo e definido na
le de sua creacao e nao pode preslar-se ao de que
trata a supplicante, como foi declarado pelo minis
terio da fiutica acerca da guarJa nacional da corte.
Jos Francisco Ribeiro.CojKdo.
Joao de CnstroOlveira Guimaras.Entregue-se
passando o supplicante recibo.
Joaquim Jos de Mello.Nao tem lugar o que
retmer vista das informacoes,
Jos Gon?alves Ferreira da Cesta.Ao Sr. ins-
pector da thesouraria provincial para attender ao
supplicante nos termos de sua inormacao n. 247
de 7 deste mez.
Joaquim Ricardo Monteiro de Paiva.E' ao Sr.
nspe.tor da tbesouraria de fazenda que o suppli-
cante de ve requerer para prestar as coalas deque
rala.
Joao Cesar Cavalcanle de Albuquerque.-Seja
nomeado o supplicante para o lugar de 2' escri-
turario vista da nl'orinacio do inspector da tbe-
sonraria provincial n. 2 e 5 de 20 de abril pr-
ximo Tinao. ,
Luisa Miraadolina Ferreira da Silva.O juiz de
orphos j leve conhecimento do aviso que a
supplicante alinde.
Manoel do Nascimento Cesar Burlamaquc En-
treguo-se mediante recibo.
Manoel Lino Carvalho de Souza.Seja pos'.o em
liberdade.
Wenceslao Ignacio da Conccicao.Seja posto em
berdade o Albo do supplicante.
Tocantins e Araguaya, com o Sr. Dr. Couto de
Magalbes.
No dia 24 procedeu-se eleieao da mesa da
assemblca geral do Banco do Para, que ficou as-
sim composta : presidente Dr. Ambrosio Leito
da Cunha ; secretarios Pedro Antonio Machado c
Amonio Jos Antones Sobrinho ; directores Au-
custo Eduardo da Costa, Elias Jos Nunas da Sil-
va, Antonio Dionisio P. de Carvalho, Jos Caetano
Bibeiro da Silva e Bento Babello de Andrade.
Foi frtil a qnimena em factos criminosos,
como vero os leitores io seguate, que transcre-
venios do Diario d', Belm :
Antes de hontem (!3) pelas 9 horas da noite,
lu assassinado com urna lacada, um subdito in-
glez por um oulro americano ; segundo nos infbr-
niarain, consta que a razo que deu motivo a este
facto, foi urna desintolligencia que houve entre
ambos, em um hotel ou. casa de pasto existente na
ra do Acougue, e que retirando-se o inglez, o
americano viera ao seu encalco, e ao passar p*r
elle, deu-lhe urna lacada do lado dlreito, entre as
costellas, que o infeliz nem lempo teve de gritar,
acudindo ao lugar o delegado de polica, c pelas
informacoes que oliteve, soube que o dito ameri-
cano eslava a bordo do pequeo vapor da pesca ;
diriglndo-se ao porto foi informad) que elle naquel-
le momento havia embarcado no escaler e seguido
para lwrdo ; o Sr. delegado de polica dirigio-se
para bordo do referido vapor acompanhado do
oflicial roodante e pravas de polica, effectuou all
a prsao do assassmo, que j se achava deitado,
encostrando anda a faca na proa do escaler, to-
da enanguentada.
t Antchontem (28) pela volta das oito horas da
noite um individuo, que se havia mudado nessa
mesma noite para o hotel Europa, assassinou
sua propria mulher, degolando-a com urna na-
valba I
Este individuo, de nome Braga, chegando do
Cioverno do bispado.
O Exm. e Rvm. Sr. internuncio apostholico,
r-oncedeu faeuWade ao Exm. e Rvm. Sr. hispo
diocesano, para dispensar os seguintes ora-
dores .
Manoel Ferreira da Silva e Francisca Mana de
Jess. -
Targmo Jos Barbosa e Dulcimira Mara do
Espirito-Santo.
Fclippe Ny da Trlndade o Libania Mana da
Coneeieao. .
Bibiano Porfirio de Freitas e Rosa Francisca de
Freitas. _. .
Jos Porfirio Bezerra Braga c Virtuosa fiel de
Manoel Jos Domingues e Francisca Mana do
Nascimento.
Marianno Jos de Freitas c Mara Joaquina do
Espirito-Santa
Manoel Ferreira Quipsum e Mara Rosalina da
Soitdade de Jess. .
losa Manoel Barreto e Mara Marianna da Con-
eeieao. .
Henrique Dias Gomes e Maria Joaquina da Con-
eeieao.
Antonio, Martins Leite e, Maria. Thereza dos
Santos. ...
Jos Francisco Theodoro e Anna Joaquina do
Amor Divino.
Jos Gomes de Moraes e Isabel Alves de Al-
meda. ......
Galdno Ferreira da Costa e Launnda Mana da
Conccicao.
Manoel Pereira Lima e Josepha Maria da Con-
Autonio Maria da Rosa e Maria Eusebia de
Mattos Serva.
Manoel Carapeba c Felismina Martyr das \ ir-
gens.
Manonl da Silva Lima e l'mbelina Mana da
Coaeetyao.
Manoel Francisco de Azevedo e Isabel Zcferina
de Medeiros.
Sal vino Jos Pereira e Maria Thereza de Jess.
Manoel Gomes de Souza e Sebastiana Maria de
, Jess.
Mauoel Soares da Silva e Maria Thereza de
Jesoa. ,
Joao Soares de Andrade e Thereza Maria de
Jess .
Jos Antonio de Souza e Maria Joaquina de Sou-
za urte.
Prtneisco Veos Cardoso e Maria dos Prazcrs.
O*oradores podem dirigirse a casa do Rvm.
conego provisor do bispado, ra da Cruz n. 56,
segundo andar, onde existem os mencionados re-
qnenmenlos, assim como oulros, j viudos da
nunciatura ha bastante tempo, e j annunca-
dos.
Heparti*,*:"o da polica.
2* seccao.Secretaria da polica de Pernambuco,
42 de maio de 1869.
H, 7io. Illm. e Exm. Sr.Tcnho a honra de
levar ao conhecimento de V. Exc. que, segundo
eousta das participares recebidas hoje nesta re--
partlcao, foram hontom recolbidos casa de deten-
cao os seguintes individuos : -
A' ordem do subdelegado do Recife, Jos de
Brito Mello, requiSico do captao do porto.
A" ordem do da Boa-vista, Benjamn, escravo de
Angelo Rodrigues Sette, por ser encontrado depois
de 9 horas da noite setn bilhete de seu senhor.
No dia 23 do mez passado, Joao Francisco dos
Santos e Manoel Miguel Gouva, estando embria-
gados, agredram na estrada do engento) Bom-Sue-
o do termo de Serinhem, Manoel Francisco
Ferreira e o espanearam, resultando disso deus
leves ferimentos, um em Joao Francisco c outro
em Manoel Francisco ; e no dia 27 do menino mez
Maneel Teixeira Lima foi levemente ferido por
Antonio de tal.
U subdelegado do 1 districto de Gamellera, on-
. de occorreram esses tactos criroiuosos, arocedeu
a3 competentes corpos de delicio, e ficra tratan-
do da instauracao dos respectivos processos.
Deas guarde a V. Exer Illm. e Exm. Sr. vice-
presidente da provincia Dr. Manoel do Nascimen-
to Machado Portella. O chefe de polica, Fran-
cisco eFAssis Oliveira Maciel.
DIARIO DE PERNAMBUCO
RECIPE, 13 DB 1UI0 DE 1S69.
NOTICIAS DO NORTE DO IMPERIO.
Chegou hontem pela toanhaa o vapor Guar,
tratendo dalas : do Para at 2, do Maranhio at
8. do Gear at 7, do Rio 6rande at 10 e da Pa-
r.ihyba at 11 de corrate :
PAJli.
No dia 27 do passado celebrou a presidencia d
pavincia o mtrato para a navegado dos ros
sul no vapor Paran, com sua mullier, com juem
eslava casado apenas cerca de quatro mezes, abo-
letou-se em um hotel no largo do Quartel, onde
tambem eslava aboletado um francaz de nome
Prevoat que resida alias em um quartorque com-
mnnicava com oque oceupavam os dous iufelizcs
do que tratamos.
Concebendo Braga suspetas de qualquer re-
lacao entre o francez e sua mullier, tracou a refe-
rida porta, que se conserva va seniprc fechada,
uns fios de lnha no intuito de verificar a legitimi-
dade ou lllegilimidade de suas suspetas. Sahindo
anle-hontem ra encontrou sua volta quebra-
dos os fios de linba que havia anteriormente tra-
cado dante da porta, a inquirindo do sua mullier
da razao por que isso succedra, teve em resposta
a declaracao de que em sua ausencia o francez
Prevosl abri a porla que communicava o seu
quarto, tomando-a de sorpreza a violentou-a !
Braga que amava extremosamente sua mu-
llier, como que enlouqueceu, nao atinando maise
nem.sabendo o como dirigr-se em condicoes tao
criticas. Foi polica, referi o facto ao Sr. chefe,
que mandando ir sua presenca Prevoat c a ofien-
dida, os interrogou na presenta de Braga, que
concebendo entao su;>petas da culpabilidade da
parte, de sua mulher, que at ahi reputava inno-
cente, sahio anda mais apprehonsivo, tanto mais
quando llic declarava o Sr. chefe de polica, que
nao haveudo indicios vehementes da violaejio, na-
da podera elle conseguir no interesse de desfor-
car-se pela justca.
t Braga, segundo ninda as informacoes que ti-
vemos, procurou os cor seibos de um advogado,
que segundo nos dizem, Ibe declarara que em (alta
de testemunba ou outros indicios, que Ihe assegu-
rassem a vindicta legal, era mais prudente aban-
donar elle ao seu destino a mulher que o havia
ultrajado. Nao esteve. porm, Braga por este con-
selho, e mudou-se h inlem mesino com sua mu-
lher para o hotel da Europa ; foi ahi que, exage-
rando talvez o propr:> vilipendio, se naq perdendo
definitivamente a razio, degolou sua mulher, en-
venenando-so posteriormente e segundo d'alli em
um carro para a casa da residencia do reverendo
vigai io de Sant'Anna: ra de S. Vicente, pedio
este que o confessassi?, pois que-se achava enve-
nenado, e presuinindo a morte, djaejava ser ouvido
de confissao, ao que promptamonte prestou-so
nquelle sacerdote, .cando admirado, quando ao
lindar o acto, este cahindo por trra, pedio-lhe que
quera morrer all ou na polica.
O v;garo chamando alguns visinhos conse-
guio, coadjuvado por estes, entrega-lo urna pra-
ea de polica, que d'alli o conduzira at a pnsao.
A assassinada que era muito joven anda, fal-
leeeu immediatamenle, sem tempo ao menos de
pedir soccorro as pessoas do hotel. O seu cadver
foi hontem conduzido para a Santa Casa, onde
tambem se acha o nfeliz marido hitando entre a
vida e a morte, em consequencia do veneno que
tomara.
Devia ter lugar no da 2 a collocacjio da pr-
mera pedra do caes da marinba.
O cambio regu.ava : sobre Londres 19 d. e
sobre Paris 503 rs.
O descont regulava 12 a 13 por cento ao
anno.
Fcavam carga os navios : Delta e Italian
Hero para Liverpool ; Saint Louis para o Havre ;
Ch. Tompson para New-York.
YIARANHAO.
Pela presidencia da provincia foi nomeado ins-^
pector da inslruccac publica provincial, interina-"
mente, o Sr. Dr. Candido Emygdio Pereira Lobo.,
Dexou de realsar-se a abertura solemne d
assembla provincial, no da 3 do corrente, por
falta de numero legal de depulados.
Arribara, no lia 26, o hiate brasileiro Au-
relia 1', que, tendo sabido do porto para Pernam-
buo na ves pera, ajrira agua.
Os salvados da barca ingleza Hiramm, naufra-
gida em Cascaes, produziram 10:6301.
Tinham seguido para o Codo e Barra do
Corda, os Bvms. misionarios capuchinhos fre
Egidio de Garezio e fre Jos de Loro, afim de ahi
missionarem.
Fra abosolvido, no conselho de guerra
que responder, o lferes Franklin Antonio de
Abreu.
Achavam-se na capital, dando espectculos,
Mr. e madama Plat ini, com urna companhia de
caes e macacos. O trabaiho agradava, e eram
muito concorridos.
O cambio regulava : sobre Londres 19 d.
A alfandega rendeu de 1 a 30 de abril.......
238:436720 rs.
Durante esso mez vieram ao mercado da ca-
pital : 6349 saccas com algodao, 124 pipas com
agurdente, 7634 alqueires de arroz com casca,
1017 saceos com assucar, 2082 couros de boi,
8363 saceos com faxinha de mandioca. *
O vapor inglez Augustine, da hnna do Li-
verpool, conduzio do Para e Maranhio para a Eu-
ropa : 243 amibas de uruc, 1395 ditas de borra-
cha, 3 caixas doce, 562 saccas com algodao, 35
barricas olea de cupahiba, e 9 volumes com diver-
sos objectos.
Lemos ao te;
Eserevem-nos de Icat:
< Em dias de djzembro do anno passado com-
muniquei-lhe, que no distrlelo do Icati no lugar
Cabrat haran) d apparecido duas crianzas li-
vres, e que vestigio algura se havia descoberto,
por onde se podesae eonbecer qual tinha sido o
flm d'essas innocentes. Agora, porm, parece que
o mysterio va deticobrindo.
i Eis 0 caso iBdando um georo de Jos do
Carrao em cacadas pelas mattas chamadas da
Furquilka, disUnla- d'aqaalle sitio ibral) dua
leguas pouco maii ou nasos, depafara, debaixo
d'um p de muriev. com alguns pequeos matto
amassados; c sahindo d'ali dois carreiros ou ras-
teros, e alguns galhos quebrados, seguio por elles,
e pouco adiante encontrn dois cadveres, sendo
um maior, e oulro menor I
Dando elle parte disto, compareceram grande
numero de pessoas, quas todas qialificadas, entre
as quaes achava-se o senhor das escravinbas
(eram escravas de Jos Francisco de Souza, o nao
livres, como . Pereira, que todos convenceram-D serem as pro
pras cscravinhas, menos o seu propro senlior,
em cuja cabera cncasqneteu um ileijado ser mu
tagua, que hacia arrebatado as infelizes I
Entre oulros, descobrio-se este signal, indica-
tivo de serem as proprias: a mais moca tinha
sete anuos, e eslava mudando os dentes ; c os
(rae a conheciam mnito de parto disseram que
ella tinha am dente podre, c junto a elle um outro
que eslava nascendo em lugar do que havia sa-
bido. Passando ellos a examinar encontraram jus-
tamente o que diziam I
t O inspector de quarteirao que era o mesmo
Jos Franciseo du me d'agua, parte alguma deu
a autoridade policial, que parece tudo ignorar,
nao obstante estar estes factos no lominio publico;
por isso digne-seno seu notciari 3 resumir estas
linhas, e pedir providencias ao Exm. Sr. chefe de
polica, que se dirigindo s autoridades d'aquella
villa,, estas, sem deseerem a militas minuciosida-
des, fcilmente descobrirao os autores de to ne-
fando erime O sangue innocene d'aquellas in-
felizes clama justH"a, por isso Deus ha-Je nos de-
parar com ella.
CEAR.
A nova directora da associseao commcrcial,
eleita no dia 1. do corrente, compoe-se dos Srs.:
Ricardo Ileghes, presidente: Scveriano Ribeiro da
Cunha, vice-dito; Jos Luiz de Souza, secretario;
Francisco Joaquim da Rocha, thesoureiro; Fran-
cisco Cocino da Fonceca, Jos da Fonceca Barbo-
sa e J. J. Foster, directores.
Fallecer, no Canind, o importante fa'.en-
deiro Vicente Alves da Fonceca, :om 66 annos de
idade. r
A alfandega rendeu no mez de abril.......
94:5035329rs. e de 1 a 5 do correte 30:720^572 rs.
Lemos no Cearense :
t Tendo se divulgado hontem (4) a noticia de
urna ossada que appareccra no sitio do Sr. eapitao
Francisco Coelho, no Merclles, drgio-se para ali
o Str subdelegado Firniino Fgueirdo, acompanha-
do do medico Dr. Antonio Mcnles. Gom effeito
encontraram espersa grande quantdade de OMQS,
cujas carnos tinham sido paso dos urubs e
poreos.
Dcpois de um minucioso etame e por um
chapeo e n>ais roupa que encontrou-se no lugar
da ossada, verifioou-sc perlenceiemesses despo-
jos ao escravo Luciano, do Sr. ctpilao, Coelho que
havia dias tinha desapparec.ido do casa.
t Descobrio-se tambem ali um facao cujaponta
eslava bem- aliada c parecendo ter sido de propo-
sito preparada, notando-se que tinha algnmas pol
logadas cobertas do urna fe.-rugem avermelhada.
t Presume- que o nfeliz pezera termo a seus
das, em coasequonca de urna advertencia que
Ihe fizera o seu sonhor, mas isto nao passa de
una presunto, porque nada so pode saber de i
pOSitiVO. B
RO GRANDE DOj^ORTE.
Por delberacao da presidencia da provincia,
foi suspenso o mandado responsahlisar o juiz mu-
nicipal do termo de S. Jos, Dr. Claudiano Bezerra
Cavalcanti.
Fallecer o eapitao do porto, 1. tenente Al-
fonso Henrique da Fonceca; sendo nomeado para
o substituir interinamente o eapitao reformado
Urbano Fernandes Barros. .
O presidente da provincia tinha ido visitar
as comarcas do Cear-mrim e e S. Jos.
Lemos no Conservador :
No dia 1." do corrente cto'gou a noticia de
que no termo e eidade da Imperatriz parte de
seus habitantes soffria os terrveis effectos da cnse
alimenticia, desenvolvida pela falta de chuvas na
provincia, que se acha ameacada de urna secea ri-
gorosa, cujos estragos j se vao fazendo sentir
n'aquelle sertao,
Eis o que refere o delegado de polica sobre tao
triste e deploravel estado.
t Agglomerados os individuos disvallidos pelas
portas de pessoas que elles suppoem ter alguma
abosa, pedem so'ccowo para remirem-se a si, a
seus filhos, mulheies, pais e-irin-js! Se em um
dia sao cllts soccorridos, no seguinte j nao ad-
qurem com que se limentem por quanto neste
termo nao existe genero alivancio de quaiidade
algn a. A farinha, que maidada, vir do porto
de Santa Luzia de- Mossor, al ni de ser em pe-
quena nuantidado, vendida no mercado por nm
pre?o excessivo, 2,8000 rs. por 5 medidas detigel-
la c esta mesmo chega apenas, para aquelle3 que
dispoem dealgum recurso precunaro, etc.
.S. Exc. o Sr. presidente da provincia tomou
imniediatamente as providencias reclamadas [em
tal conjuntura e, nao obstante os poneos recursos
que se dispSem uesta capital, fez embarcar no va-
por Ipojuca- que no da 2 parti para Mossor di-
versos gneros, taes como farinha> arroz e
A largura da ra e sua pouca extenso, pres-
tase perfeitamente a este mclhoramento publico,
caja feliz lembranea muito para agradecer a seu
diga autor, pela coinmodidade e recreio que pro-
porciona aos habitantes da capital, como ponto de
fatocao t refrigerio as horaa-ite ealma, em fal-
la de um passeio publico, do que tanto preci-
samos.
Applaudmos sinceramente a idea, como mili-
to til e agradavel, fazendo ardentes votos para
que seja promptamento realisada pelas cazos que
vemos de expender.
O noss) commercio roscate-se da pasmaceira
da estaco. A safra de assucar est completamen-
te recomida e quasi toda embarcada, dando ex-
celentes resultados aos negociantes desse genero,
pelo preeo sempre elevado que obtiveram nessa
praca pelos productos aqu comprados aos senbo-
res de engenho, sujetos sempre ao monopolio de
dous ou tres especuladores, que impoem seu pre-
50 ats pobres fabricantes como Ibe apraz.
De algodao as entradas at aqu tem sido in-
significantes, regulando os preoo3 na iuspecco de
16500 a 17 700 rs. por arroba.
Ficam no porto dous navios carga, sendo
um para assucar c outro para algodao.
rwife desta companhia segu
bojfe as 2 horas da tarde.
PERNAMBUCO.
KEV1STA DIAMA.
ASSEMBLA PROVINCIAL.Na sessao do hon-
tem a assembla ouvio ao Sr. Gaspar Drummond
najustifieacao de um requerimento que foi appro-
vado, pedindo informadles presidencia sobro um
olllcio do juiz municipal da Victoria djrigido aquel-
la autoridade em 5 de Janeiro de 1863.
Na ordom do da approvou em segunda discus-
so o projecto n. 19 deste anno, que concede nina
lotera em favor das obras da capella da Nova
Cruz, com algumas emendas.
Entrando em discussai o projecto n. 3 de^te
anno, que s< permiti serem empivgados nos es-
tabelecimeiitos cargo da Santa Casa brasileiras e
biasileiros natos, fallou em favor do projecto o Sr.
Lopes Machado, e ficou o projecto adiado por fal-
ta de numero.
A ordem do dia para a sessao de hoje a se-
gunda diseusso do projecto n. 27 deste auno e
continuar; io da anterior.
ESTRADA DE FERRO DO S. FRANCISCO.Esta
va de communicacao rendeu no mez prximo
(indo..........8716256-20
Despenden.......34:2775-375
Resta favor da garanta de juros. 52:8833245
para Mamanguape,
Nos quatro mezes decorridos este
anno tem ella rendido.....318:127O.'0
Tem despendido......133:213*080
Dando de saldo. .,... 184:913^870
cha, para serem d'ali transporados com urgencia
at a eidade da Imperatriz, onde nomeou urna
commisso de soccorros, composta do respectivo
parocho, do presidente da cmara municipal, ao
Dr. juiz de diieito interino e do delegado de po-
lica.
PARAlIVBA.
Escreve-nos da capital o nosso correspon-
dente :
Segundo hoje para essa o vapor Guara, nao
quero deixar de dar-lhe algamas noticias desta
capital, embora a falta quasi absoluta de factos
importantes que prendam attenclo.
c Contina a chegarnoticiss pouco animadoras
do centro da provincia quanto a invern; em
alguns lugares os viveros estao por precos
elevadissimos; em outros a miseria completa e
deploravel para estes o Exm. Sr. Dr. Silvino El-
vdio tem prestado os soccorros possiveis, com os
recursos que tem sua disposicao, merecendo por
esta solicitado as heneaos dos pobres sertanejos, e
os louvores de todo os homens bem intenciooados
de ambos os partidos.
< A adminislracao da provincia marcha com
mxima ifjrularidade, manilestando o digno 1."
vice-presideate, em exereieio os predicados mais
recommendaveis para o desempenho do levado
cargo, que/tao sabiamente Iho confiou o governo
imperial.
A propria opposicao, qua nesta capital di-
rigida por homens intracta'/els, nao pode ainda
articular censuras contra o 1i tinelo administra-
dor, tal a-justioa e imparc alidade com que S.
Exc. tem-sa conducido na suprema gerencia dos
negocios pablicos.
f S. Exc. contina a receber elicitacoes de
todos os pontos da provincia, quer das municipa-
lidades, quer da guarda nacimal, exhibindo todas
ellas a maior adhesao eua pessa, e o egoso
que sentem por v 16 testa dos destinos da pro-
vinca, cuja augmento e proeperidade ningnem
mais deeeja.
< Agora, para'maier aformoseameoto da capi-
tal, o Sr. Dr. Silvino Elwdio vai transformar a
ru Nava en> um beHo btulexird, maaaa arbo-
risa-la e caica-la pelo systwa* lfae-adan, para o
Jue expedk) as eompeea*rdens, eumbindo
e^e importante eervie : pwviacia o-distiBoto
ngenbeiro da pw*toaia r.->DomiBg8 Jase Ro-
dngnes, a.um sobra goso aeapatlda* para
bem corresponder s vtetaa i S.-fice.
Este feliz resultado, que nenhum comparavel tem
nos annos anteriores, desde sua abertura ao tran-
sito publico, prora" sss o incremento-que vai
tendo a agricultura as regios por ella atravessa-
da, o bem assim a solicitude, no que diz respeito
ao trafego, daquelles que dlrigem a estrada de
Ierro.
Muito maior ^em duvida serao os rendmentos
dessa estrada de ferro quando o governo, compe-
nelrando-se mais das necossidades imperiosas
desta provincia, solicitar com instancia do corpo
legislativo urna medida, to repetidas yezes recla-
mada, que traga accrescimo de material rodante
esaa importante va de eommunica^jto e alargue
i aphera oo sen gyro.
Una simjtfes nspecco da tabellados rendmen-
tos das nossas estradas de ierro nos ultimo- annos
e um cstudo comparado dessas tabellas, fcilmente
fazein resallar as vaulagcns que leva sobre as ou-
tras a estrada de ferro do S. Francisco, guardadas
as iroporeSes e eondcSes de estabeleeimento das
linhas.
Faz-se, pois, myster que o governo atois espe:
cialmente os senhores deputados por esta provincia,
entre outras necessidades urgentes que tem Per-
nambuco, contemplem a do augmento de material
rodante da nossa estrada de ferro, e tem assiai
alguns outros melhoramentos de que ella_careca e
algumas vantagens que tem ineontestaSefj'us.
O augmento do material rodante questaj vital
para a estrada de ferro do S. Francisco. Nella se
acbamempenbados os dinheiros pblicos, que tanto
menos soltrerao com a carga dos 7 %.froe se obri-
gou pagar o governo do Brasil companhia,
quanto maior fr o rendimento lquido da mesma
airada. E obvio que melhoradas as condicoes
do transporte, j pela presteza e faeilidade, j pela
barateza, que tem sua relacao bem prxima com
aquella, augmentarao as rendas da estrada em
proporcao mais vantajosa do que actualmente sur-
cede com a produccao agrcola das regioes ao sul
da provincia.
Sirvam estas linhas por agora de incentivo a
oualquer delberacao daquelles de quam solicita-
mos os cuidados para a nossa via-ferrea. Mais
tardo novas linhas mellior tratarlo a materia e
com mais desenvolvimenlo.
EMPREZA DO GAZ DE ILLUMINACO.Acaba
esta empreza de fiuer urna proposta, nosso ver
vantajosa, ao governo com o lim de melhor Ilumi-
nar a eidade do Recfe estender a illuminacao at
a de Olinda. Consiste, a propasta em acendor. os
combustores pblicos durante 10 horas pelo prego
de 25 rs. por hora, levando sua cusa a compa-
nhia o gaz at Olmda.
Pelo contrato o preco por hora de illuminacao
c por combustor de 30 rs., evidente pois nesse
ponto a vantagem da proposta.
A duracao aa illuminacao de 6 horas por nou-
te, pelo mesmo contrato. Nesse ponto, bem que a
prmeira vista parega exorbitante o pedido de 10
horas, atientas as necessidades publicas, v-se que
tal Dao acontece.
Em todas as cidades Iluminadas caz a dura-
cao da illuminacao termo medio de 9 horas,
sendo em militas, como acontece em Pars, de
12. O pedido nao jjois, exorbitante.
Ninguem ha que nao lamente ver em certas nou-
tes a eidade totalmente s escuras quando a la
entra na sua primeira pbase.
Todas as cidades Iluminadas gaz tem seas
combustores accesos as nou tes do melhor
luar. Aqu faz-se mister que assim seja, e isto
aiada proposto pela empreza.
Sem contar a vantage n de ser Olinda illuminada
i gaz era pouco tempo, as outras por si s deven)
chamar a attenco do governo para essa propos-
La ; nao s porque nisso vai o interesse publieo,
como tambem porque a boa illuminacao das cida-
des facilita a melhor polica dellas.
NAWPRAGOS. O brigue americano WaUer
Smilliz, m viagem de Montevideo para New-York,
deixou hontem pela madrugada no lanaaro a tri-
pularn, composta de 20 pessoaii. damalera da
mesma na^io Belle Crile, de 1133 toneladas que
ia de Galhao de Lima para Cows, com carn-ga-
ment de guano. Este navio t.bnergio-se na
1*1. A S. 27 15' e long. O. de Gxeeuwich 37 23',
dia 27 do mez passado. Pertonoia aos Srs. E
& C., da praca de Boatat.
DEPUTADOS GERAES.Vieram hontem bor-
do do Guar, com destino oirte, os Srs, Drs.
Antonio F. Pinhero, A. O. Goma* de Castro, Ma-
noai Fernandas Vieira e Jafuaribe.
COMPANHIA PERNAMBGANAO vapor 60-
SEMINARIO DE OLINDA.-Dando boje a es-
tampa a lista por inteira das pessoas, que Airan-
te o mez de abril lindo, contrikuiraoi para as ne-
cessidades do seminario episcopal de Olinda, nao
podemos calar um voto de louvor > essas pessoas
generosas e de animagb s qno ainda tem de
coadjuvar com o seu obulo, os extpaordnanos es-
forcos que faz o nosso zeloso prelado para erguer
o seminario pernambucano ao nivobdos semina-
ros modelos da Europa. Com effeito, consta-nos,
que os Rv.ns. parochos tanto do interior como das
mitras provincias do bispado tem encontrado nos
seus paroehianos as melhores disposifdes para
concorrerein para a illustracao o reforma do nos-
so clero.
O seminario de Olinda foi o primeiro estabeleci-
niento de instruccao secundaria que se fundou no
Brasil, bem que concorramos todos para a obra
monumental com que, no anno de 1800 o Exm.
hispo Azeredo Coutiuho, de gloriosa memoria,
abri as portas s luzes do seculo_XIX.
Como amigos que somos de to til quo ne-
eessaro esiabelecimento de instruccao, estaremos
sempre promptos para publicar o desenvolvimen-
toquo fr tendo o seminario de Olinda sob a be-
nfica e a patritica Influencia do sabio bispo per-
nambucano, e bem assim os nomos dos piedosos
fiis, que com as suas esmolas o ajudem na 9ua
dispendiosa tarefa.
Eis a lista das pessoas que durante o mez de
abril findo, concorreram para o augmento e pros-
peridade do seminario e do clero brasei.10 :
Pedro Bezerra Pereira de Araujo Beltrao 2005900
Um amigo do semiuario.............. 300
Urna senhora Olindenso.............. 65OOO
Rvm. conego Pedro Jos Queiroz e Sa.. lOOOOO
Aniorirn &. Irmao................... 2004000
Exm. barao de Utnga............... 200000
Antonio Valenlim da Silva Barroca.... 120-3000
Exm. barao de Amaragy............ 5004000
Hvm. padre Fiancisco Aniano de Araujo 100.4000
Sjniardino da Silva Costa Campos..... 504000
r. Campos, regedor do gvranasio..... 20-5000
Adriano Castro & C........:........ lOOOOO
Rvm. D. abbade de S. Bento de Olinda. 20"400O
Urna familia amiga do seminario...... 1004000
m diocesano...................... 1004000
Luiz Pinto da Costa de Olinda........ 1004000
IPOJUCA.Este vapor da companhia Pcrnam-
bucana seguir no dia 4 do corrente, para o Aca-
rac e Granja.
ZARCO.Procedente do Rio de Janeiro, com
qiiinze das do viagem, chegou hontem tarde
esta canhonera portugueza de guerra, do com-
mando do Sr. capitao-tenenlfe Alvaro Andreas.
COTAGES DE ALGODAO EM LIVERPOOL.
Da Recata da Associacao dos Corretores deste ge-
nero, em 15 de abril nltimo, extraamos as se-
guintes coiaces :
Americano.. 10 3/4 a 13
Pernambuco. 12 1/8 a 12
Maranho... li 5/8 a 13
Egypto...... 11 1/4 a 17
THEATRO DA GUERRA. Com
trouxe o Guan 55 pracas.
ESCRAVOS.Do norte vieram no Guar,
escravof, a serem entregues na corte.
DINHEin.O vapor Guar trouxe pawknossa
praca, para os Srs.: 1
Jos Badrignes de Souza. iOGaimo
Justino J. de Souza Campos
Olto fiohers.....
Para o sul trouxe :
Bahia..........1:6303000
Ro de Janeiro ..*.... .140:1934119
Sendo desta quanta 113:6114989 para o thesou-
ro nacional, remanida pelas thesonrarias de
fazenda.
LOTERA.A que se acha venda a 105a, a
beneficio da matriz de Pao d'Alho, (pie corre
hoje.
PASSAGEIROS.Vindos do Pencdo e Macei ne
Htm /amutribe : barao de Jaragu e 1 neta, Jos
Maria Goncalves Pereira, Jos Mara de Araujo,
Antonio Bartholomeu de Mattos, Pernambuco,
39 annos, rasado; hepatite chronica.
Manoel, Pernamboco, 5 ams, Samo Antonio ;
diarrha.
Maria Mendes dan Virgens, Pernambuco, 60 an-
nos, solteira, Boa-Vista.
Mara Francisca de Jess, Pernambuco, 40 an-
nos, viuva, S. Jos ; pfcysica tuberculosa.
Antonio Bernab do figo, Pernambuco, 30 an-
nos, solteiro, Becife; enrophalite.
Henmlana, Pfcrnambnrt>, 22 annos, viava, Re-
eife : tubrculos pulmonares.
Maria Magdalena da &inreir,ao, Pernamboco,
22 annos, solrrim, Santo Antonio ; hemopthizes
Francisco Per>ir%Periiambiico, 60 annos, viu-
vo, Boa-Vista ; fcbre pernicio-a.
1/2
5/8
1/4
1/2
esse
destino
36
"'8324000
3834920
Eugenio Brissac, Thomaz BicJby, Vicente Alves de
Aguiar, Joao Franciseo da Rocha Lins, Antonio de
Albuquerque Hollanda e i criado, Francisco Be-
zerra de Hollanda, Eduardo Augusto Paulo dos
Santos, Guilherme Mayer, Francisco Jos de Sacra-
mento e Silva.
PASSAGEIROS.Viudos do norte no vapor bra-
sileiro Guar.
Mr. Geneau Charles Henr, Jos Gomes Villar c
um criado, Joao Francisco Flix, Joao Martins Pe-
reira, Poppe Jules, madama Mathilde Poppe e um
criado, Geraldo Pereira da Silva, Antonio Louren-
co de Souza, Joao Apolinario, Henrique Amir, Jun-
dah Rophe, Isaac Rellitah, Manoel Martinho Alves,
Antonio Alipio H. Coimbra, Francisco Ramos, Ma-
noel Jos dos Santos, Maximiano da Silva, Jos
Slvero de Souza, Antonio Jos Martins c um cria-
do, Saturnino Francisco d'Azevedo, Jos Francisco
de Souza, Jos Mascena, Antonio B. Aranha da
Fonceca, Manoel M. de Figueiredo, Gustavo N.
Furtado de Mendonca, Violante Vincenzo, Dr.
Francisco L. de Souz Rangel, Vicente Ferreira da
Silva o Mello, Manoel Jos Pinto, Francisco Barata,
Zeferino Jas de B. M.'reira.Goncalo da Silva Pin-
to, Theodozio Jos da Foneeca, Luiz de Gama Por-
to, Jos Pinto R. de Paiva, Francisco Soares de
Moraes, Antonio Francisco M. da Silva, Manoel
Moreira, Sebastio A. de Mello Reg, tenenle-co-
ronel Jos Mendes eLeonardoJoseR.de Maga-
Ihaes.
Seguem para o sul:
Joao Pauto da Silva Brito, Marcos Aurelio Jos
Avelino, Dr. Augusto O. G. Castro e um escravo,
Luiz Ayres de Oliveira, Dr. Manoel Fernandes
Vieira, Miguel A. Bodrigues Pinhero, Anna
Morato, Alexandre Jos d Almeida, Camillo C. dos
Res, Jos Slvero de Souza, Dr. Francisco Anto-
nio Pinheiro, Mauricio Calun, Eduardo A. Trinda-
de, Augusto Klein e o desembargador Jaguaribe
CEMiTERIO PUBLICO.Obituario do dia 9 do
corrente.
Candida Maria da Coneeieao, Pernambuco, 32
anuos, casada, Santo Antonio; pneumona dupla.
Joanna, Pernambuco, 39 annos, Boa-Vista; he-
patite chronica.
Eva, Pernambuco, 35 annos, Santo Antonio;
ptbya pulmonar.
Josft- Pernambuco, 7 das, S. Jos ; espasmo.
Dahina Mara da CouceiQe, Pernambuco, 3
annos, solteira, S. Jos; pthysica.
Dionizia Mara do Rosario, Pernambuco, S. Jo-
s ; totano.
Adolpho, Pernambuco, 3 mezes, Recife ; ente-
rite.
10
Maria da Penare Annunciacao, Pernambuco,
18 annos, soltefra, S. Jos; pthysica.
Francisca Drotha de Oliveira, Pernambuco,
21 annos, solteira, Varzea; pthysica pulmonar.
Julia, Pernambuco, 1 anno, S. Jos ; gastrite.
Maria, Pernambuco, 7 mezes, S. Jos; logo
Qftl V\ff# [TI
Joanna', Pernambuco, 8 annos, Recife desin-
tpris
Eulalia, Peraambueo, 29 annos, Santo Antonio;
congestao cerebral.
Ignacio, Pernambuco, 9 meias, Santo Antonio ;
comrulcao. _
Maria7 Pernambuco, 3 meses, Santo Antonio ;
DBA
Mara Joaquina da Coneeieao, Pernambuco, 63
annos, viuva, Boa-Vista ; ebre perniciosa.
PUBLiCACOES A PEDIDO.
Resposta aos segundo e terceirt
artigos do Sr. Mario.
Nao desejavamos voltar imprensa, como mani-
festamos no lincl do nosso escripto ; suppondo
que o Sr. Mario nao tvesse o arrojo de ainda re-
correr s columnas de nm jornal, para proseguir
na sua hostil apreciarao. Hoje, porm, que esta-
mos convencido do contrario, e empenhado nessa
lucta encantada, vimos por nossa vez tambem
proseguir no "intento nosso, que : como j4 disse-
inos, despir a maledicencia.
Sabemos que as nossas palavras nao terao o po-
der de desarraigar esse maldito cancro, que, se-
melhante a are de rapia abril.M> o peito de Pro-
metlieu, dilacera o coraco venenosamente conta-
minado do Sr. Mario. E nem se julguc que elle
nos dirigimos,Deus nos livre de tal: fazemo-lo
ao publico, arbitro soberano e inlallivel as ques-
toes desta natnreza ; aos homens que desconhe-
ceni a terrvel e violenta linguagem da paixao.
Fugmos do Sr. Mario, como de urna serpe as-
sanhada, vendo eseapar-lhe pra. O contagio de-
scmelhante homcm deve ser necessariamente pre-
judicial.
Nao se pode imaginar com que repugnancia nos
oceupamos das palavras deste senhor. Nao impor-
ta, porm, essa repugnania ; ser um sacrificio
que faremos, para que se conserve o hometu de
bem na sua verdadeira atlitude.O sacrificio feito
em favor da causa da verdade orgulha quclle
que o faz
Prosigamos, pais, cerceiemos os fundamentos
desse edificio construido sobre as inmundicias de
um terreno do falsidades, e dcixemo-lo baqnear
ao borborinhoda gargalbada desprendida pelo ho-
niem sensato ;desbaratemosjiesse monto de in-
coherencias, e facames com qde os raios dessa lu-
minosa estrella, a qne se chama verdade, projec-
tem-sc sobre fronte empaledecida do genio do
mal, e o obrigue corar.
Mos obra.
O Sr. Mario, no seu segundo artigo, propoe-sc
provar :
1. Que o Sr. Coimbra nada tem feito que o tor-
ne digno das subvenedes concedidas peas assem-
blas.
2." Que nenhum servico tem elle prestado arte
dramtica.
3. Que nenhum beneficio tem feito etn pro! dos
necessitados e dos estalielecimentos pios.
4." Que nenhum incremento lem dado o tliea-
tro subvencionado litteratura dramtica na-
cional.
5." Que nenhum fundamento tem para pedir
urna subvenejio avallada.
6." Finalmente, que nenhuma base tem o pedido
de augmento de subcenrao, que de uito passou a
dez e de dez a doze cotilos de 1 is.
Sao estas as proposicoes atiradas pelo Sr. Ma-
rio, quando traca o seu plano de aecusaco, algu-
mas desenvolvidas, porm nao provadas.
Pois bemacompanba-lo-hemos na sua argn-
mentacao, e procuremos, face do publico, apo-
sentar urna una as suas falsidades.
Nao poderemos seguir marcha regular, pres-
cripta pelo methodo conveniente ; porquanto nao
o lez e Sr. Mario : estabelcceu urna serie de pro-
posicoes, dentro ellas deslaeou algumas cdesen-
volvu-as, sem altender ordem em que as dis-
Soz. Seja, porm, como fr. havemos de respon-
er-lhe.
Come(;a o Sr. Mario sua argnmentaco do mo-
do seguinte :
O Sr. Coimbra nenhum servico tem feito em
prol da .arte dramtica.
Poderianios escrever a chronica da actual em-
preza do Santa Isabel.
Apezar disso, nao podemos apontar um artis-
ta, por mediocre que seja, nacional 011 estrangei-
ro.qucfe diaa discpulo do theatro de Santa Isa-
bel; ,
falso. Prccurc-se os jornaes desta capital e
la-se os annuncos do Gyinnasio Campestre, que
se encontrar na distribuida) dos papis pelos ar-
tistas, o nome de Emiliano.
Pergnntarao : quem Emiliano ?
E um artista dramtico, que foi discpulo do
theatro de Santa Isabel. Nao sabemos se medio-
cre ou intelligente, o que, porm, aflirmainos
que elle foi discpulo daquelle theatro, sob a em-
preza do Sr. Geimbra.
Contina o Sr. Mario :
A razao obvia.
Nao se creia que Pernambuco nao produzvo-
cacoes ; nao se diga que nao ha quem queira de-
dicar-se a urna arte hoje nobitada por tantos fi-
lhos Ilustres da Italia ; nao.
0 que nao ha, quem queira passar pelas
torcas caudinas do actual emprezario : o que nao
ha, quem queira morrer de tome por amor da
arte, porque o Sr. Coimbra, eivado do espirito da
especulado, nao se resolve a sustentar neopbitos;
o que nao ha, finalmente quem se sugeite aos
desdens do Protheu da empreza, para quam as vo-
cac/ics sao utopias, que apenas Ihe raerecem um
sorriso e a offerta de alguns tostoes.
. Nasce d'aqui o indiirereniismo dos nossos
ancebos, etc., etc. .
Conhecemos nenhuma conta em quo anda
no Brasil tid a arte dramtica, que a esto res-
peito ainda existem muitos preconceitos. O Brasi-
leiro que tem um filho quer que elle abrace a qual-
quer prosso, com tanto que nao seja a de um
actor.
Se, pois, os mancebos fogem do palee porque,
educados nesses principios absurdos, temen 1 que
um dia alguem venba dizer-lhcs, o que dsse o
Sr. Mario ao Sr. Coimbra :a tua posiQo hu-
milde.Tanto isto assim, que poneos sao es ar-
tistas dramticos uotaveis do Brasil.
,er ou nao esta a uica razao porque os tnan-
eebos fogem do theatro ?Quanto nos a ver-
dadeira.
J mencionamos o nome de um discpulo, em o
nosso escripto passado, e agora o faremos de novo,
porque assim myster. ao Sr. Primo da Costa,que
nos referimos. E^te discpulo recebe mensalmenta
a qnantia de 1501800, o qwj prova que os disc-
pulos nao percebe m somento do Sr. Coimbra um
sorriso t alguns tostdes, e que para elle a? voca-
coes nao sao utopias, como afnrmou-nos o >r.
Aconselha o Sr. Mario ao actual Pf"
qne : riparia m parceHa do t*bwV>o V "'
sor
Wna
i.


Diario de ^Pernambuco Quitta feira 13 de Maio de 1869.

cebe da provincia com alyum mancebo que se jul
gue com rocacao'para arte dramtica; que faca*
um vppello neste sentido, garanta os meios de ho-
nesta subsistencia a um ou dous neophilos em cada
quatriennio, biennio, etc.
Excelente conselho d o Sr. Mario I
Nao sabe este senhor, que o dinheiro da sub,-
vejicjio deve serempregado na aequisiro dos ar-
tistas, como tem feito o Sr. Coimbra; e que o seu
restante ser empregado no que se flier preciso
para o desempenho dos dramas ? e como, apresen-
ta-se com tal dNproposito ?
Ser o Sr. Coimbra obrigado, pelo contrato que
tem com o governo da provincia, soccorrer aos
discpulos, que porventura venha a ler o theatro ?
Por certo que nao.
E como acensar-.se algum sera qu tenha in-
fringido este ou aquelle dever ? muita ingenui-
dade 1
O Sr. Coimbra, ou qualquer outro emprezario,
s poder cr censurado quando deixar de cun-
prir os deveres inherentes ao seu encargo. E nao
sendo assim a que ponto chegariam as censu-
ras t
Censurado poderia ser o Sr. emprezario se dei-
xasse de c.imprir algum dos seus deveres, falta
de dinheiro, por ter empregado este com os dis-
cpulos.
As de^pezas de cada sessao dramtica montara
a urna somnia consideravel, como adiante mos-
traremos ; de sorte que, empregada a subvencao
no seu verdadeiro mister, vindo restar algum
dinheiro, este deve ser. reservado, para mais
tarde oeeorrer as necessidades que sempre appa-
reccra.
E" sabido que a companhia dramtica, um mez
antes da sua cstrea, reuoe-se para comecar os
trabalhos de ensaio ; o que, desde esse lempo, o
emprezario tambem deve comecar realisar o pa-
gamento dos devidos honorarios, qner aos actores,
quer aos empregados. E como eliectuar esses pa-
gamentos? Com o dinheiro da subvenido, pois
ainda nao ha outro.
Neslas oircumstaneias, como quer o Sr. Mario
que o actual emprezario consagre urna pareella da
subvencao manutenco dos discpulos i
E' conveniente que o publico conheea desde j a
folha mensal da companhia.
Ei-la:
ActoresJoaquim Augusto e sua se-
nbora...............M.......... 900000
Jos Victorino c sua senhora.......... 600000
Martinho........................... 320*000
Jordani e sua senhora................ 230 5000
Thomaz Espmca.................... 20OO0
Brochado e sua senhora.............. 2503000
Couto Rocha e una dama............ 2301000
Clelia de Carvalho................... 200000
Eduardo........................... 1705000
P. da Costa......................... 180*000
Santa Rosa......................... lOOOOO
Guimares......................... 30 000
Empregados :
Fiseal.............................. 1304000
Regente da orchestra................ 1304000
Ponto.............................. 1204000
Machinista......................... 100*000
Ajudante do machinista.............. 6O5OOO
Contra-regra....................... 6O-3OOO
Alfaiatc............................ 604000
Guarda do theatro................... 10*000
Servente........................... 30*000
Total....................4:2304000
Esta folha paga no primeiro mez da sessao
sem que a companhia tenha exhibido trabadlo al-
gum de representacao.
Tudo isto prova que o Sr. emprezario nao pude
tirar da subvencao urna pareella, para appucar
particularmente aos discpulos.
Passemos adianto :
Que beneficios tem feito o Sr. Coimbra cm
prol dos necessitados, c aos estabelecimentog
pios?
Os membros do hospital portuguez de beneficen-
cia, a junta da Santa Casa de Misericordia, aa"
batalhao de voluntarios da patria, cuja bandeira
foi preparada com o dinheiro de um beneficio, a
familia do lente-coronel Joo Paulo Ferreira,
fall ido em campanlia ; a familia do capitao Pe-
dro AlTonso, tambem fallecido em campanha ; os
cncarregados das obras das igrejas de Nossa Se-
nhora do Terco e do Espirito-Santo do Collegio,
das capellas de Nossa Senhora da Conceieo da
Escada, e de Apipucos, que respondam ao Sr.
Mario.
Dirija-se o Sr. Mario estes, formule a sua per-
gunta, que ouvir de cada um a resposta seguinte :
O Sr. Cuimbra tem prestado grandes beneficios,
quer aos individuos necessitados, quer aos cslabe-
lecimentos pos; pelo que podemos aiSrmar que o
corado (leste homem dominado pelos sentimen-
tos de humanidade e philaiilropa.
Ninguem, mais do que o Sr. Coimbra, digno
dos favores da provincia.
Se o homem, cujo coraeo alimenta-se com a do-
cura dos sentiinentos de humanidade, e cuja alma
cmbala-se ao sopro da aragern da beneficencia,
nao digno dos favores de um povo, nao sabemos
qnem o possa ser.
Vejamos, porm, em que se funda o Sr. Mario,
para negar os beneficios prestados pelo Sr. Coim-
bra ; apreciemos a sevendade da sua lgica, e a
rigidez dos seus argumentos.
Depois de algumas palavras, que desejamos que
permanecam imadas, pois s o governo imperial
o competente para responde-las ; isto se o Sr.
Coimbra mereccu ou nao a condecorado que lhe
orna o peito, exprime-se o Sr. Mario des!a ma-
neira:
Mas que valor tem esses beneficios ? Analy-
semos.
Seja dito entre parentheses :O Sr. Mario de-
masiado analysador, porm a sua analyse tao ir-
regular, to falta de nielhodo, que jamis nos con-
duzir a urna synthese.
. Diz o Sr. Coimbra, prosegue o Sr. Mario, dou
um beneficio a tal estabelecimento.
1 Que mrito tem essa dadiva ?
Nenhum.
- OJ3r. Coimbra faz esse offerecimento por os-
tentaco primeira autoridade da provincia : esla
encarrega qualquer corpora^io de importancia (a
assonaco commercial por exemplo) de passar os
bilhetes; o beneficio d os melhores resultados; a
quem nertencem as honras, os louvores ? A quem
agradecer esse profieuo resultado ? Ao Sr. Coim-
bra? Nao: a associaco commercial ou quando
limito ao presidente da provincia, pela feliz inspi-
racao, que tevo de appellar para urna corporacao
respetavel. >
Grande Deus, que desproposito I que vergonhoso
sophisma I
Como que do simples facto desta ou aquella
corporacao encarregar-se da passagem dos bilhe-
tes, para urn beneficio promovido por quem quer
que seja, em favor de alguem, pode se concluir que
o feliz resultado obtido deve-se essa corporacao,
e que nenhum reconhecimento tem direito
aquelle que o promoveu ?
Supponha-sc que um individuo possia um pre-
dio, c qiiera vend-lo para applicar o dinheiro
este ou aquello estabelecimento, esta ou aquella
pessoa necessitada. Encarrega de eliectuar essa
venda urna corporacao influente, afim de, com
toda brevdade, realisar o seu desejo : essa corpo-
racao effecta a venda, o o dinheiro pelo dono
do predio offerecido ao estabelecimento pi, ou
pessoa necessitada. Pergunta se : quem promo-
veu o beneficio ? a quem deve-se agradecer essa
dadiva ? corporacao que effectuou a venda, ou
ao individuo que desfez-se do sen predio ?
Certamente que ao dono do predio, embora rc-
conheea-se a parte tomada pela corporacao. Se-
gundo a opmiao do Sr. Mario, tudo deve-se cor-
poracao.
O publico que aprecie os argumentos do Sr.
Mario.
Procure o Sr. analysador outro meio para
os beneficios Jeitos pelo Sr. Coimbra, que por
nao conseguir jamis.
Diz ainda o Sr. Mario :
-< O Sr. Coimbra apresentandose passar um
beneficio, consegui-lo-ha com alguma difllculdade;
mas se pretendesse passar todos aquelles que diz
offerecer faria completo fiasco.
Isto seria o maior insulto atirado face do povo
pernambucano, se nao fosso dilo com a insensatez
que natural ao homem dominado pela paixo.
O pensarnento deste trecho idntico este ou-
lrh~ Pernambiicano, o vosso coraeo des-
conneco os sentiinentos de relgiosidade, de huma-
m e.C i? ,lanlroP'a- Sim, porque quando os
.^P^r g,0S0-9 eslSo arruinados, e se des* a
nhniSy0- e.eg,a dep-"le de um pequeo
bolo vossorecusai-vos; mando os pstahplec-
inei.tos de cndale nece^Tde aux lio ea-
cnern innova urna idea, cuja realisaco deoende
3e vos-voltaesaface; finalmente, qS) 2uem
deseja soccorrer a viuva, fl|. os'dq ^0Td
doquederramou sen precioso sangue pela causa
da patria, e dirige-se, a vos, afimde qS oSr
buaes para a realisacao da tao santo destn br
daes :-a viuva que agoniso a fome e os (hsnue
amolem. Sote escravos da influencia: 6 ella
poder determinar-vos pratica de urna aco
O povo pernambucano nobre e bondoso, como ,
peruoar essa offnsa elle atirada pelo Sr. Ma-
rio
Ha dous ou tres aonon o Sr. Coimbra promoveu
um beneficio ein favor da viuva e filhos do bravo
capitao Pedro Alfonso, morto gloriosamente no
combata de aquella corporacao, sendo apenas auxiliado por um
sobrinho do finado, ap'urou a quantia de.........
1,100*120, que foi depositada as maos do Sr. dcs-
embargador Peretli. v
Mostra este facto, e inuilos outros, que o povo
pernambucano nao escravo da influencia, e que
o Sr. Coimbra pode pastar os bilhetes de um be-
neficio, indepcndenlo do favores.
Oucamos ainda ao Sr. Mario.
Com que concorre, pois, o Sr. Coimbra ?
Franquea o theatro ; manda a companhia sua
contractada representar um drama visto e revisto
pelo publico; marca para o da do espectculo-
beneficio um dia que nao prejudique as suas reci-
tas ordinarias, paga-so do dispendio da illuiuina-
cSo, da orchestra, dos jiertences, etc. etc.:
Que o seakor empresario levo a scena, em da
de beneficio um drama j visto, o que nao tem
acontecido sempre, nada importa; por quanto
aquelles que concorrem ao theatro em taes dias,
nao sao impedidos pelo desempenho de urna peca
nova; e sim pelo desejo de soccorrer aos necessi-
tados. O bom ou mo xito de um drama cousa
nuiito secundaria nesses dias.
Como negar-se o ment dos beneficios^peia ra-
zao nica de serem dados em dias que nao preju-
diquem as recitas ordinarias ?
O Sr. Mario deve soaer que cora o producto
dessas recitas que o empresario occorre as des-
pezas; e que, urna vez lerminados os das em que
ellas devein ter lugar, nao possivel sem alterar
a ordein dos trabalhos, transferi-las.
Os beneficios que acarretain a infraccao de de-
veres e a desordem nao merecem este nonid
Quanto ao pagamento das despezas.
Se o Sr. Coimbra paga-se algumas vezes do dis-
pendio da illuminacJio, da orcheslra, etc., por-
que assim se tem cstabelecido nos theatros; e,
nao obstante lito, umitas vezes tem deixado de o
fazer. Beneficios lia em que nao se pode deixar
de assim obrar.
J se v que ainda estes argumentos sao impro-
cedentes.
Quando de um lado surgo o Sr. Mario dizendo
ao publico que os beneficios dados pelo Sr. Coim-
bra, nao t em mrito nenhum, que o seu concur-
so uro, zero e sempre sera, e o seu lim sempre
a ganancia ; de outro apparecem o vice-consul da
Italia, um presidente de provincia e a direccu da
associacao protectora das familias dos voluntarios
da patria, o do modo seguiuto se dirigem ao Sr.
Coimbra :
lilm. Sr.Penhorado sobre maneira pela bon-
dade e promptdo com que V. S. se dignou au-
xiliar o beneficio que es:e viceconsulado promo-
veu a favor aas familias desvalidas e perseguidas
pelos salteadores das provincias cx-napolitanas, e
que teve hontem lugar no theatro de Santa Isabel,
do qual V. S. actualmente digno empresario,
apresso-me de, por meio do presente, agradecer a
V. S. o seu obsequio, franqueza e generosidade
com que se bouve ueste acto do caridade e phi-
lantropia, e sem o menor interesse. Digne-se V.
S. de aceitar o meu sincero protesto de reconhe-
cimento e gratido, e lhe pec]o igualmente o favor
de em meu noine agradecer aos distinctos c gene-
rosos artistas que aeompanharam a V. S. em to
nobre e cariclativa cinpreza, o que tambem farei
constar ao meu governo.
Deus guarde a V. S.Viee-consulado da Italia
e:n Pernambuco, aos 26 de junho de 1863.A S.
S. o Sr. A. J. uartc Coimbra.Ed, P. Witson J-
nior, vice-consul.
4* seccao.Palacio do governo de Pernambuco,
em 31 de dezenibro de 1864.O goveruo imperial,
segundoconstou do aviso do 10 do conente, man-
da agradecer o acto de philantropa, que Vine,
praticou, offerecendo em favor dos estabelecimen
los de caridade a quantia de quatro ceios e qua-
tro mil cento o vinte ris (iOilO), producto de
urna representacao dramtica, que tltu no dia 11
doste mez, em festejo do feliz consorcio de sua al-
teza a princeza imperial.
Deus guarde a VineSr. Antonio Jos Duarte
Coimbra, empresario do theatro de Santa Isabel.
Anselmo Francisco Perett/..
lllm. Sr.A direcejio da associayo protectora
das familias dos voluntarios da patria resolveu em
sua sessao do 21 do correte, que se louvasse e
agradecesse cordealmento a V. S. os sentiinentos
de philantropia e amor ao paiz, dos quaes exliibio
inequvoco testemuuho, quando oflureccu, livie
de toda e qualquer despeza, urna representacao
nesse theatro em beneficio das mesmas familias,
cujo producto sq vai arrecadando do modo vanta-
jOso |iara estas.
Dando a V. S. conhecimento de tao acertada
resolucao, prevalcco-n.e da opportunidade para
significar-lhe que a mira pessoalmeat muito pe-
nborou o acto pelo qual V. S. demonstrando des-
interesse que muito o abona, confirmou a crenca
em que j eslava cu de que V. S. nao sabe ser in-
diflferente sorte da trra em que habita, e abun-
da em disposicoes de concorrer quanto em si ca-
be para que s conserve ella ao nivel da reputa-
cao das que a teem melhor firmada.
Deus guarde a V. S. Hecife, 22 de abril de
1865.lllm. Sr. Antonio Jos Duarte Coimbra, dig-
uissimo empresario do theatro de Santa Isabel
Domingos de Souza Leao.
Como estes documentos, que acabamos de co-
piar textualmente, muitos outros poderiamos men-
cionar, se preciso fosse.
E a um homem que possue documentos desta
naturezaque o Sr. Mario ataca desenfieadainen-
te, e ousa chamar interesseiro o especulador;
E a quinta essencia da petulancia I
O Sr. Mario terminou o sen segundo artigo di-
zendo : que o Sr. Coimbra nao avanca o pe esquer-
do. sem calcular onde lhe ficai o direito. Ao en-
vez do Sr. Coimbra, o Sr. Mario sempre que avan-
ca o p esquerdo, esquecc-se do direito; de sor-
te que, est sujeito c mtinuadas quedas; das
quaes s se levanta para tornar cahir.
No seu terceiro artigo, o Sr. Mario apresenta-se
anda insistindo as mesmas ideas; innovando
apenas urna censura ao Sr. Coimbra, por ter este
agradecido ao corpo .commercial a coadjuvacao
que lhe prestou em um dos beneficios que uffere-
ceu as familias dos voluntarios da patria.
Para as almas reconhecidas a coadjuvacao, ain-
da a mais remota o indirecta, merece um agrade-
cimento.
Se bem que o corpo commercial nao tivesse au-
xiliado directamente ao senhor empresario, na rea-
lisacao do seu desejo, com tudo o fez indirecta-
mente ; pelo que tornou-se credora do reconheci-
mento do Sr. Coimbra. No pagamento dessa di-
vida nao existe, como disse ridiculamente o Sr.
Mario, um remend de cstjpa grosseira, sobrepos-
10 em cambraia fina; e sim um lance de urna al-
ma para quem o senlimcnto da gratido mais
alguma cousa que um souho, ou urna chimera.
Se nos quizesseraos, di;: o Sr. Mario repisando
os argumentos que julgamos refutados, dar os tra-
balhos de analysar um a um os beneficios dado?
pelo o Sr. Coimbra quer a individuos, quer a cor-
poragoes c estabelecimentos pblicos, vera o pu-
blico que o concurso do Sr. Coimbra, nao excede-
ra a 1.000* ou 2:000* quando muito, ao passo
que a provincia o tvn soccorrido com porto, de
80:000* r -
Oh isto a m f elevada ao ultimo grao !
Nao se pode lr sangue fro, sem que se sinta
o ardor da febre da indignacao, semelhante trecho.
Ha pouco, quaudo fallamos de um beneficio con-
concedido a familia do capitao Pedro Affonso, vi-
mos que o Sr. Coimbra fez entrega ao Sr. desem-
bargador Peretli da quanlia de 1:100*120. O Jor-
nal do fleci/e publicou cima do artigo do Sr. Mario,
a que alindraos, um convite do Sr. bara da So-
ledade s pessoas representantes das familias e or-
phos dos voluntarios da patria, perocido%Bo Pa-
raguay ; afim de rece eren a parte que Ihes tocar
da quantia ds 1:338*320, proveniente de um bene-
ficio dado pelo emprezario do theatro de Santa
Isabel.
Para desmentir-se ao Sr. Mario basta mencio-
nar-se estes Uous beneficios, os quaes. elevam-se a
2:4384440.
E sabem quantos beneficios tem offerecido o Sr.
Coimbra ? Mais de 60, comojjociou em tempos
passadqs o Diario de Pemambuco.
Considere-se estes beneficios pelo lado mais dos-
van tajoso, e ver-se-ba, ainda assim, quantos con-
tos de ris tem o Sr. Coimbra offertado.
Desejavamos que o Sr. Mario lizesse a sua ana-
lyse, e que, com os dados fornecidos por ella, nos
provasse semelhante cousa.
Pruvocamol-o para que a faga
Admira como um homeui s expoo d'este modo
ao ridiculo.
Bia-se o publico do sans facn do Sr. Mario.
Oucamol-o.
A' philantropia, a generosidade em prl dos
necessitados da provincia, siio os nicos argumen-
tos do Sr. Emprezario, quaado implora dos cofres
pblicos soccorros pecuniarios.
Engana-so o Sr. Mario.
Qnando o Sr. Coimbra implora dos cofres pbli-
cos socarros pecuniarios fnnda-sc na grande des-
peza, que tem a seu encargo.
cima mencionamos a Mha dj theatro, que,
como vimos, olova-so a 4:2304.
Calculemos a despeza geral do tlioalro.
Folha mensal 4:250*, em cinco me-
zes-e meio..................... 24:680*500
Addicione-fe inris:
Passagens de artistas, nrantj eito
anno.......................... 1:I8!*000
SinograpbU (por obra)............. 1:000*000
Diarias ordinarias a t:000, era cin-
co mezesemeio.................. 41:000*000
Extraoi dinarios com dillereutes dri-
mas, s durante este anuo......." 4:000*00i|
Pintura do theatro..................., 400*000
Total
42:232*000
E' fundado n'esta enorme despeza que o Sr. Co-
imbra pede, urna subvencao, que en relacao ella
muita diminuta.
Bem se pido ver quo o actual emprezario, tendo
tal despeza a seu encargo, precisa de trabalhar
multo e muito para satisfaze-las; que o seu lu-
cro nao despena a cebica de nmguem, pelo menos
a nossa.
Nao obstante isto o Sr. Mario di! no comeco di
seu segundo artigo : que as Ilustradas assemblas
devem ter notado o mo emprego que o actual
emprezario tem feito da subveneo.
Mo grado seu, o Sr. Mario ofl'ercceu-nos um
argumento, cora que prova-se o contrario do que
ella deseja.
Se as assemblas teem reconhecido o mo em-
prego que o Sr. emprezario costuma dar as sub-
vencoes, como explicar a conces;ao d'estas por
tres vezes, c progressivamente augmentadas ?
Os factos, pois, da concesso e do augmento pro-
vara exhuberantemente que as asemblas teem
reconhecido quo bem eiunrcgadas teem sido as
subvenidas.
l'assemos a ultima censura.
O Sr. Mario assevera-mos que o Sr. Coimbra tor-
na-se sempre malquisto de todos os artistas que
subjeitam-se a traoalliar sob a sua empreza :
Cusa conciliar-se como esses artistas, sentindo
sto, ainda subjeitem-se trabalhar sob a empreza
do Sr. Coimbra, de quem, segundo as expressocs
do Sr. Mario, soflrem clamorosas injusticas. No
entretanto, na sessao actual, existem dez actores
que trabalham algum tempo n esta empreza:
uns dous, "outros a tres e, finalmente, outros
quatro annos.
Dizer-se, pois, que o Sr. Coimbra e sempre mal-
quisto dos seus contlaclados, atacar-se contra a
existencia dos factos.
Seja-nos permettido, como liz o Sr. Mario, repe-
tir a palavra do propheta do seculo 19 : mun-
do marcha. Sim, urna verdade; e, por isso que
elle marcha, Ipnge vae o tempo em que urna falsa
denuncia, urna infundada aecusacao poda trium-
pliar. Iiije uem quzer aecusar, desprestigiar
um homem, apresente-se munido de provas evi-
dentes, de argumentos serios; porque, ao contra-
rio, nao o conseguir, e entao, poi sua vez, ser
aecusado de perverso e mentiroso.
Piquemos aqui.
Brevemente responderemos ao quarto artigo do
Sr. Mario, e qualquer outro que, por veutura,
venha apparecer.
Desejamos que o Sr. Mario continu escrever,
nao como tem feito at o presente, porm inno-
vando alguma cousa.
Seremos breve.
D.
Para desengao dos incrdulos,
# teimosos, interessados e in-
scientes.
N. 2.Justina.Aviso circular de 30 de jaaeiro
de 1857.Estabcleceu regras a respeito da crea-
gao e suppresso, anuexacao e desannoxacao dos
officos de justiga.
Ministerio dos negocios da justica.Rio de Ja-
neiro em 3i) de Janeiro de 1837.
lllm. e Exm. Sr.Sua Magostado o Imperador,
conforiiiando-se cora o parecer do conselho de es-
tado sobre a consulta da seccao de justica do
mosmo conselho do 23 de Janeiro do 1836, a res-
peito das duvidas, que tem occorrido quanto
creagao c suppresso, annexacao e desaunexac.ao
dos officos de iustica. houve par bem, por sua
imperial resolucao de* 17 do correte, approvar o
dito parecer, menos quanto a parte relativa an-
nexacao c desannexacao por depender de inter-
pretado legislativa.Manda por tanto o inesmo
Augusto Senho> que V. Exc. cumpra pela part^
que lhe toca, a dita imperial resolucao, influindo
para que a doutrina da consulta, que se funda no
art. 2. da lei de iierpreticao do aclo addicional,
prevalec as delibera cial quando houver de legislar sobre a creacao ou
suppresso, annexacao ou desannexacao dos ofli-
cios de justica.
Da referida consulta, que impressa remeti in-
clusa a V. Exc. para sua intelligencia o exeeueao,
resultam as seguintes decisoes, cm as quaes ella
se resume :
1." A faculdadc que tem as assemblas provin-
ciaes d legislar sobro a creacao e suppresso dos
olfkios de justica comprehmde nao s os officos
existentes ao tempo do acto aldicional, se nao
tambem os creados depois delles (1. quesit* da
consulta).
2. Pelo principio do que compete ao poder ge-
ral a orpanisacao judiciaria, e nao poderem as
assemblas provineiaes crear ou supprimir offi-
cos de justica alterando a sua natureza e altri-
buicoessegue-se:
Que quanlo o numero fr connexo ou essen-
cial a organisacao, nao podera ellas tornar priva-
tivo de urna s pessoa um ofilcio, que cummu-
lativo, ou cummulaiivo um officio, que privati-
vo de urna s pessoa (3. e 4." quesito).
3." Pelos mesmos principios nao podem ellas
crear officos especiaos ou destinado exclusiva-
mente para certa especie de cousas, de pessoas
ou accoes, por que esta creacao cerceia attribui-
coes de outros officos, altera-Ibes a natureza, d
existencia a empregos de natureza nova (2. que-
sito).
4. Pelos mesmos principios nao podem as as-
semblas provineiaes supprimir absolutamente of-
ficos de justica, por quo a suppresso absoluta
importa a suppresso das attribnigoes (5. quesito).
5. Quando as assemblas prorinciaes nao de-i
signaren! o numero dos officos, deve elle regu-
lar-so pe decreto de 30 de Janeiro de 1834 (8.
quesito).
Emquanto a annexacao e desannexacao dos offi-
cos, fiea entendido, a vi*ta da imperial rcsolugai,
que at haver interpretaco legislativa deve ser
respeitada a posse, em qo ostao as assemblas
provineiaes de legislar este respeito. sem pre-
juizo das regras estabelecidas as decisoes antece-
dentes.
Deus guardo a V. ExcJos Thomaz Nabuco
de Araujo.Sr. presidente da provincia de.....
Consulta a que se refere o aviso supra.
Exiik bispo e o Sr. Vires, naotivemos em vista
fazer recahir sobre este qualquer responsabilida-
de ; apenas pretendemos provar que S. Exc, o
Sr. bsp, 13ra obrigado a dar com antecedencia
oytlem ao administrador do comitero por certas
circumstancias que occorreram, independentes de
sua vontado, e nao por querer faltar aos officos
de caridade para com o finado general.
Nao tendo estado presente ao acto da conferen-
cia havda com o Exm. bispo, forcoso nos foi re-
correr ao testemunho alheio. Entao procuramos
ouvir a respeito as pessoas. que melhor conheci-
mento tintiam destes factos.
Pessoas altamente collocadas, dignas de toda f,
e o mesmo Sr. Vii es, nos informarain dos factos,
pouco mais ou menos como narramos.
No nosso quarto artigo, repetimos, que narra-
vamos os fados, taes quaes os ouvitnot de pessoas
respeitaveis e insuspeitas, e nao os testificamos de
sciencia propria.
Como, porm, o nosso intento nao foi fazer re-
criininaces a nmguem, e muito menos ao Sr. Vi-
riles, que certamente interveo neste negocio to
smente por zelo no cumplimento de seus deve-
res e pi r sentiinentos da amisado que votava ao
finado aceitamos de bom grado a sua explicac>.
eas declaracoes da cariado Ilustrado Sr. Dr. Car-
nero da Rocha, digno de todo o respeito e cons-
deraco.
E cora maior sasfacao o fazemos, quando ve-
mos, que as declaracoes do Sr. Dr. Carneiro da
Rocha nao contrariara os factos eapitaes de nosso
artigo 4., o smente algumas circumstancias, que
poderiam ter escapado ao mesmo senhor.
Nao desejamos por modo algum prolongar tao
desSgradavel discusso, e por isso terminaremos
aqu, pediedo novaraeiite desculpa ao Sr. Vires
de qualquer expresso que porventura o tivesse
ofTendido, corto de que o nao fizemos iutencional-
mente.
Recife, 12 de mao-69.
Rufino (FAlnuida.
Companhia dos trilhos urbanos
do Recife Olinda.
Lista geral dos Sis. accionistas que entraram com
a primera prestacao de 5 por cento a saber:
Accoes.
Dr. Amaro J. Fonseca de Albuquerque. 25 230*
50*
30*
250*
10*
!*
100*
50*
250*
100*
250*
10*
504
50*
20*
230*
50*
50*
505
100*
50*
100
505
50*
50*
50*
50*
505
230*
504
50*
50*
505
100*
50*
50*
-50*
1003
50*
2305
100*
130*
50*
100*
50*
50*
50*
50*
505
20*
305
230*
503
101)5
20*
80*
50*
50*
50*
50*
50*
503
10i>*
100*
50*
10*
10*
230*
Dr. Ayres de Albuquerque Gama..... 5
Jeronyraj Gomes da Fonseca......... 5
Henry Gibson..................... 25
Hermenegildo Netto de Azevedo C----- 1
Francisco de Fgueira Faria........ I
Joaquim da Silva Costa............. 10
Manoel Pedro de Noronha........... 5
Manocl Martins Fiuza............... 23
Antonio de Souza Reg............. 10
Major Jos Joaquim Antuues........ 25
Flix de Fgueira Faria.....:......
Francisco Leinos Duarte............
Ciciliano Rudrigucs do Passo........
Capitulino Goncalves Lessa..........
Jos Baptista Braga.................
Fortunato Ribero Bastos............ 5
Rodrigo Pinto Moreira.............. 5
Vicente Ferreira de Souza Rois....... 5
Bernardo de Cerqueira Castro Montero. 10
Francisco de Paula e Silva..........
Herminio Ferreira da Silva..........
Jos Antonio do Alraeda Cunha......
Manoel Luz da Veiga...............
Henrique Guilherme Stepple.........
Jos de Azevedo Maia e Silva........
D. Anna Eraigdia Slveira...........
Jos Antunes Guimares............
Alfredo Gibson.....................
Antonio de Pinho Borges.......w...
Jos de Ol veira Leite Souza..........
Antonio Joaquim de Vasconcellos.....
Joaquim de Souza Maia.............
Tenentc-coronel Joo Valentim Vilella.
Capitao Paulo do Albuquerque Gama.
Ludgero Joaquim de Farias Neves____
M.igalhes Bastos & C
Dr. Francisco do Reg Baptista...... 10
Thomaz Jos de Gusmo............ 5
Dr. Luiz Lopes Castello Branco....... 25
Thomaz Fernandes da Cunha......... 10
Dr. Estevo Cavalcanto d'Albuquerquc. 15
Arlhur de S o Albuquerque........ 5
Manoel Jos de Souza............... 10
Manoel Jos Martins das Neves...... 3
Joaquim Cabial de Mello............
Alexandre da Cunha Colbo Catanlio..
Bernardino da Silva Costa Campos...
Manoel Sil vino do Barros Falcao......
Bernardino Jos da Silva......,.....
Tenentc-coronel Jos Antonio Pinto...
Jos Rodrigues de Souza............
Pedro* Paulo dos Santos.............
Joaquim Pereira Arantes............
Manoel Antonio Ferreira Gomes......
Manoel Joaquim Das...............
Paulo Jos Gomes..................
Jos da Costa Bispo................
Jos Pedro Gajo de Miranda.........
Antonio Francisco Pereira de Lyra... 5
Sebastian Lopes Guimares.......... 5
Christovo Ferreira Pinto........... 5
Manoel de Azevedo Audrade......... 10
Dr. Cosme de S Pereira............ 10
Joaquim de Albuquerque Mello...... 25 2305
Jacques Bonnefond.................. 5 50*
Antonio Fr.ux'seo Martins de.Miranda. 5 SO*
Antonio dos Sautos Oliveira.......... 5 50*
Jos Juaquim Lopes de AJmeida...... 3 30*
Andr do Abreu Porlo.............. 130 gratis
de conformidade ao que refere o art. 30 dos esta-
tutos.
Foi recolhido ao English Bank of Rio de Janei-
ro, pelo thesoureiro a quantia de 3:940*, que com
*s quantias antecedentes recolhldas ao mesmo
banco, elevou-se o deposito era 13:5005 que Aca-
rara cm conta corrente, correspondentes ao recebi-
mento de 5 por cento em 1,350 accoes.
Becife, 12 de maio de 1869.
Amaro Joaquim Fonseca de Albuquerque,
Thesoureiro interino.
Recebe dinheiro a premio por letras o-em conl*
crreme.
Confero crditos e saca sobre a* prncipaes pra-
eas do imperio, Rio da Prata e Europa, e compra
cambiaes sobre as mesmas pracas.
Encarrega-se por conynissSo de compra e ven-
da de fundos pblicos e accoes de companhias, da
cobranea de letras e dividendos, ou de seu paga-
mento, e de qualquer ontra operaco banearia.
D
S
8
5
2
a
23
5
H)
2
8
s
5
Christovo Guilherme Brockenfeld.... 5
Vicente Ferreira de Carvalho Neiva... 1
Ovidio Saraiva de Canalho Neiva.... 1
Joaquim Rodrigues Tavares do Mello.. 23
BalbinoSimos de Carvalho Camello P. 2
Thomaz de Carvalho S. B. Sobrinho... S
Antonio Jos da Costa e Silva........ 5
Luiz Jos da Costa e.Silva........... 5
Joaquim Jos da Costa e Silva........ 5
Antonio Moreira de Mcndonca........ 5
Manoel Joaquim Bibeiro............. 5
Dr. Miguel Jos de Almeida P........ 25
Flavio Ferreira Clao............... o
Bernardo da Cunha Teixeira......... 5
Albino da Silva Leal..........*...... 23
Theodoro Just.........,............ 25
Francisco Joo de Barros............ 10
Antonio Bernardo Vaz de Carvalho... 10
Lu.z Gong ilves da Silva............. 25
Jos Antonio de S Leito........... 5
Manoel Alves..................... 5
Rento Jos da Silva Magalhes........ 10
Major Salvador Henrique de A....... 5
Joo Bartbolomeu Goncalves da Silva. 5
Theodoro Jos Ta vares.............. 5
Dr. Antonio Aunes Jacome Pires..... 5
50*
50*
50*
50*
50*
304
2503
230*
50*
250*
230*
100*
100*
2504
50*
50*
100*
50*
50*
Empreza do asseio da cidade do
Recife.
Lendo na Revista Diaria, que vao ter comeco
as obras da dita empreza pela ra Augusta, que
deve os propretarios o locatarios dos predios
prestar-se aos trabalhos ; e sendo eu proprietario
das casas ns. 31 e 53 i dita ra, rogo aos meus
dignos inquilinos, que nao consintam a dita em-
preza lazer quaesquer obras e depositar materiaes
no interior dan ditas casas, sem meu previo con-
senlimento, salvo se for por mandado das justicas
do paiz, cora as formalidades das leis ; e aquelle
Sr. inquilino que nao quzer annur'a este pedido,
rogo-lhe a entrega das chaves, licando certos que
com pezar assim procedo.,
O contrato primitivo da empreza, de que trata a
raesnia Revista, c firmado cm 25 de selembro de
1838 pelo ex-presidente da provincia o Sr. Taques,
nao obligatorio ; c assim recenheceu o ex-pre-
sidente o Sr. Nunes Goncalves, em ofllcio de 15 de
jullio de 1861, que dirigi cmara municipal do
Recife, devoivendo-lhe o proiecto de posturas re-
lativas ^empreza, para modifica-las, dizendo-lhe
que nao est na lettra e espirito o contrato primi-
tivo que os propretarios sejam constrangidos a
acceitar tudo quanto quer a empreza, e o dito
proiecto de posturas; deste importante officio se
conhece que o contrato primitivo nao obrigato-
rio, e que a innovacao. do dito contrato, celebrada
em 18 de dezembro de 1865, e firmada pelo ex-
presidente o Sr. Paranagu, nao pode destruir as
bases do contrato primitivo ; e tambem em vista
da consttu nao pode ser obrigatoria.
Diz a constituicao :Todo o cidado tem um
asylo nviolavel; de uote nao se poder entrar
nellc se nao por seu consentimento, ou para defen-
de-lo de incendio ou de nnundacao, c d3 dia s
ser franqueada a sua entrada nos casos e pela
maneira que a lei determinar. Vide os arts. 209 a
214 do cdigo criminal, onde se designara os casos
em que permittida a entrada na casa do cidado
o maream-se as penas para os que a invadirem
fra delles.
Diz mais a constituicao :A propriedade do ci-
dado garantida em toda a sua plenitude : que-
ro saber como sem consentimento do proprietario
pode-se entrar na casa, desmanchar alguma obra
(sendo preciso empreza), fazer ontras, enllocar
canos, apparelhos de latrnas, e dizer-se aqui
est a conta, pague-me tanto sem haver ajuste,
e sem consentimento do proprietario; se assim
acontecer, hei de resistir conforme poder, o recor-
rer aos tribunacs.
Se a empreza for boa, os propretarios a -iro
procurar, como acontece com a do gaz.
Nao sao leis provineiaes posturas municipaes
que destroem a constituicao e as leis geraes.
Contra a empreza os propretarios representa-
ram ao governo imperial, presidencia, e as-
sembla provincial.
Todos querem o asseio e limpeza da cidade ;
mas que nao seja onerosa e to obrigatoria, pois
parece que aquelle cida lo que se tornar devedor
empreza, ser executado pela fazenda provin-
cial, em virtude de lei provincial; se assim acon-
tecer, ajuize o publico o quanto privilegiada a
referida empreza I I
Parece quo a dita empreza ainda depende de
regula mentos da presidencia (a innovacao do con-
trato delles trata), sujeitando-os ao conhecimento
da assembla geral legislativa, e ao governo im-
perial, em vista do aviso circular do Io de outubro
de 1859, e tambem deoende de posturas munici-
paes, e por isso julgo nao ter lugar o comeco das
obras.
Becii'e, 11 de maio de 1869.
JE /. L.
A. ALFANDEGA.
Rendirnento do dia 1 a 11 .
dem do dia 12......
345:215*587
27:984*691
373:200*278
MOVIMENTO DA ALFANDEGA
Volumes entrados com fazendas
dem idem com gneros
Voluntes saludos com fazendas
dem idem com gneros
13
243
------258
140
764
------904
Descarregam hoje 13 de maio
Vapor inglez=Satodii=mercadora.
Lugar inglez -An ne Mlieaion=teno c carvb
Brigue portuguezF/oniidamercaderas.
Brigue inglez.Van/bacalbo.
Brgue inglez Glaucusdem.
Patacho norte-alleuioAvancefariuha de trigo.
Escuna hespanholaRosita=vmhos
Sumaca hespanhola=Por/o//(Mvuho.
Barca inglezaSeia//11/iamercaderas.
KECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 11. 17:400*017
Idem do dia 12...... 2.9i3280-
20:343*297
CONSULADO PROVINCIAL
Rendimento do dia 1 a II.
Idem do dia 12.
40:928*492
2:446*645
43:375*137
Aos Illms. Srs. mdicos e ao
publico em geral.
Acaba de prover-se a botica da ra da Impera-
triz 11.77, de um completo sortimento de medica-
mentos, productos chimicos, pharmaceuticos, tin-
tas e todos os artigos concernentes a estabeleci-
mentos dessa ordem.
No intuito de serem satisfeitos quaesquer pedi-
dos ou receitas, os propretarios do mesmo esta-
belocimento, ante de receberem as facturas que
esperara de Pars, Lisboa, Inglaterra, Hamburgo,
etc., resolverain sorti-lo, comprando medicamen-
tos as importantes pharmacias dos Srs. P. Mau
rer & C, Bartholomeu & C, Joaquim Martinho da
Cruz Correa, Manoel Alves Barbosa, Joo da Con-
ceieao vBcavo 4 C. e droguistas Joo da Silva Fa-
ria & Irmo.
Sendo, portanto, evidentes-os esforcos emprega-
dos pelos propretarios do referido estabelecimen-
to para satisfactoriamente despacharan os pedidos
e receitas que Ihes Ibrem enderezados, esperara
que o respeitavel publico Ihes prestem sua valio-
sa coadjuvacao, pelo que estaro promptos a qual-
quer hora do diae noute a prestarcm os seus ser-
vicos.
BOa Vista, 3 de maio de 1869.
C. Catao & C.
COMMERCIO.
Os empregos pblicos no imperio, cm vista do
exposto, jnlga-se a seccao autonsada para desln-
guir as tres cathegorias seguintes :
1." Geraes a respeito dos quaes as assemblas
provineiaes nao podem exercer attribuico algu-
ma legislativa. Taes sao os presidentes, bspos,
e os outros cima enumerados.
2.a Provineiaes e municipaes, mas creados por
leis geraes para exeeueao de leis geraes relativas
a objectos, sobre os quaes nao podem legislar as
assemblas provineiaes.Nesta cathegoria entram
os Jnizes de primeira instancia, os escrives, ta-
bellies, e em geral os officio3 de jo>tica creados
para exeeueao dos cdigos e leis de organisacao
judiciara, por serem objectos estes, sobre os
quaes nao podera legislar as assemblas provin-
eiaes.A respeito destes empregos as assemblas
provineiaes tem a fac Idade de os crear e suppri-
mir numricamente, isto augmentando ou di-
minuindo o seu numero, direito este correlativo
ao que ellas tem de legislar sobre a divisao civil,
judiciara ^eclesistica; mas sempre subordina-
do condicao de nao augmentar ou diminuir at-
iribuigoes, nem alterar sua natureza (art. 2.* da
lei de 12 de maio de 1840) as palavras smen-
te diz respeito ao numero dos tnesmis empregos
sem alteracao de sua natureza e atlribaigfes. >
---------- *
O bacharel Rufino Augnato de
Aliueida e o eommunlcario
do Sr. commendador Manoel
I,ulz Vires.
Na discusso que travmos na imprensa, sobre
a negaco de sepultura ecclesiastica aos restos
mortaes do general Abreu e Lima, impossivel se
tornou o evitarraos a narracao de certos factos,
que se deram com relacao esta questo. E por
isso desde logo pedimos IL'enca para o fazer. e
perdo para qualaner offensa qae involuntaria-
mente podesse resultar qualquer pessoa-
Na narracao do3 factos que se paiwram entre o
Francisco Antonio da Silva Cavalcauto 5
Jos Alvus da Silva Guimares....... 10
Bernardino Jos da Costa............ 2
Miguel Jos da Costa................ 2
Jos Joaquim da Silva Guimares.____ 5
Angelo Baplisla do Nascimenlo....... 25
Dr. Diodoro Ulpiano Coelho Catanho.. 25
Joaquim Alves da Silva............. 5
Jos Antonio Moreira Das........... 15
Antonio Cesario Moreira Das......., 23
Jos Mara Palmera................ 10
Joaquim Jos Goncalves Beltro...... >
Justino Jos de Souza Campos....... 25
Eduardo Turpin.................... o
Baro da Soledade.................. 23
Agostinho Jos da Ol veira Jnior..... 3
Christiano Jos Ta vares............. 5
Francisco Ferreira Borges____ :..... 25
Francolina Egida da Slveira........ 5
Joo Baplista Fernandes............. 2
Dr. Francisco Goncalves de Moraes... 5
F. Steplc da Silva.................. S
Bernardino de Senna Dias-.......... 2
Trislao Francisco Torres............ 5
Dr. Miguel de Fgueira Faria....... i
Jos Antonio de Oliveira Senna...... 15
Antonio Jos Coimbra Guimares,.... 5
Manoel Jos da Cunha Porlo.........
Dr. Manoel de Fgueira Faria....... 5
Francisco Antonio de A>sis Ges... 15
Antonio Augusto dos Santos Porto____ i
Manoel Jos Dantas................. 25
Dr. Francisco de Paula Salles....... 10
Tertuliano Scipio da Fonceca........ 10
Dr. Manoel do N Machado Portella...
Dr. Joaquim Correa de Araujo....... 8
Dr. Pedro Barbosa Ucha Cavalcante. 5
Tiburcio Valeriano Baptista.........t 5
Jos Fernandes Lima................ 8
Joao Joaquim Alves................ 25
Rufino Manoel da Cruz Cousseiro..... 2
Caetano Pereira de Brillo............ 5
Domingos Jos da Cunha Lages...... 10
Amaral & Filhos.................... ;
Dr. Augusto Carlos Vaz d* Oliveira...' 20
Joao Baptista de Castro e Silva Jnior. I
Capitao Jos Caetano de Albuquerque.. 10
Miguel Gomes da Silva.............. {i
Custodio Jos Alves Guimares....... l
Salvador Estevo de Oliveira......... 6
Jos Estevo de Oliveira............ 10
Joaquim Jorge de Souza............. li
Carlota Guilhermina de B. Wandoiley.
Heraclio Constantin Paula Montero.. ti
Carlos Ernesto de Mesquiu Falclo.... ;
Dr. Fehppe Fgueira de Farias......
Francisco Mata Cortos...............
80*
50*
100*
20*
20*
50*
250*
250*
50*
150*
250,
100,
50*
250*
50*
230*
30*
50*
230*
50*
20*
80*
50*
50*
50*
50*
150*
505
50*
SO*
150*
50*
250*
100*
100*
50*
50*
50*
50*
503
250*
20*
50*
100*
50*
200*
50*
100*
50*
50*
50*
100*
150*
50*
30*
30.4
>*
150*
RAQA DO RECIFE 12 DE MAIO.
DE 1869.
AS 3 1/2 HORAS DA TARDB.
Assucar masca vado purgado 3*500 por arroba
(hontem).
Assucar bruto canal 3*000 por arroba (hon-
tem).
Algodao de Pernambuco sem inspecgo 16*200
por arroba (hontem).
Algodao de Macei Ia sorte 18*400 por arro-
ba posto a bordo, a frete de 9/16 e 5 0/0
Cambio sobre Londres 90 d/v 18 1/2 d. por
1*000.
Cambio sobre Paris 90 d/v 512 rs. por franco
F. J. Slveira
Presidente.
Leal Seve
Secretario.
CASADECAMBIO
Teodoro Simn & 0.
Compram e vondem por conta propria
metaes, moedas nacionaes e estrangeiras,
letras de cambio, sedulas do governo e do
qanco do Brasil.
Descontara letras da trra e outros ttu-
los commerciaes.
Encarregam-se por conta alheia das mes-
mas transaccoes, da cobranea de letras da
trra e de outros ttulos .commerciaes.
Recebem quaesquer quantias em deposi-
to, em conta corrente, e a prazo fixo.
Largo do Corpo Santo n. 21.
s ENGLISH BANK .
O Rio de Janeiro Limited
Descont lettras da praca taxa a con-
vencional
Recebe dinheiro em conta corrente e a
prazo fixo.
Saca vista ou praso sobre as cidades
prncipaes da Europa, tem agencias na Ba-
bia, Buenos-Ayres, Montevideo, New-York
e New-Orleans, e imitte cartas de crebito,
para os mesmos lugares.
Largo do Pelourinho n. 7
Banco Mau & C.
lina do Conmercfo n. 84.
pescontawras commerciaes a taxa convencio-
nal.
MOViMENTO DO PORTO.
Navios entrados no da 12.
Penedo 8 horas, vapor brasileiro Ciqui, de 222
toneladas, commandante Azevedo, equipagem
23, carga varios gneros; a Csinpanhia Per-
nambucano.
Rio-Formoso e poi tos intermedios6 horas, vapor
brasileiro Purahyha, de 104 toneladas, comman-
dante Mello, equipagem 15, era lastro; a Com-
panhia Peniambucana.
Portos do norte9 dias, vapor brasileiro Tocan-
tins, de 999 toneladas, commandante o primeire
lente Pedro H. Duarte, equipagem 52, carga
vares gneros; a Antonio L. de Oliveira aze-
vedo & C.
Rio de Janeiro15 dias, canhonhera porlugueza
laico, commandante capitao lenle Alvaro An-
drea.
Liverpool24 dias, vapor inglez Soladin, de 346
toneladas, commandante J. Skellv, equipagem
23, carga differentes gneros; a Saunders Bro-
thers & C.
Rio de Janeiro16 dias, barca porlugueza Ciernen-
tina, de 382 toneladas, eapito Antonio Ribeiro
Lopes, equipagem 13, rarga varios gneros; a
Antonio L. de O. Azevedo & C.
Navios salados no mesmo dia.
ParaPatacho brasilcjro Protector, capitao Jos
Goncalves dos Res, carga assucar e carne.
Barcelona Sumaca hespanhola Paula, capitao
Francisco Bertrn, carga algodao.
BarcelonaSumaca hespanhola Angela, capitao
Gernimo Pl, carga algudn.
CanalBarca alleraa AnneKrell, capitao Hearick
Vagt, carga assucar e algodao.
CanalBarca ingleza Borchalon. capillo John Ma-
ckay, carga assucar.
EGITAES.
Francisco Antonio Pereira da Silva, commendad'^r
da ordem de Christo e cavalheiro da ordem da
Rosa, teuente-eoronel commandanle do 8o bata-
lhao da guarda nacional do municipio do Re-
pije.
Faro saber que no dia 16 do corrente se reu-
nir no consistorio da igreja matriz de Jaboatao i>
conselho de qualificaco de revso da guarda na-
cional da mesmo parochia, em virtude do di-posu>
no art. 9o do decreto 1130 de 12 de marco de 1853
E para que cheguc ao conhecimento *d>*s inte-
ressados, mandei passar o presento odilal, que
ser publicado pela mprensa e afllxado nos luga-
res do costme.
Quarlel do commando do 8" batalhao de infama-
ra da guarda nacional do municipio do Recife 7
de maio de 1869.
___________Francisco Antonio Pereira da Silva.
O r. Tristao de Alencar Araripe, officia
da imperial ordem da Rosa, e juiz de di-
reito especial do commercio d'esta cidade
do Recife de Pernambuco c seu termo,
por Sua Magestade Imperial e constitu-
cional o Sr. D. Pedro II, a quem Deus
guarde, etc.
Faco saber pelo presente que Antonio
Domingos Pinto, por seu advogado me fez
a segu nte petico:lllm. Sr. Dr. juiz do
commercio.Antonio Domingos Pinto, quer
protestar para interromper a prescripc.30
dos seus devedores, Joo Fernandes Be-
zerra, urna letra vencida a 17 de Janeiro de
1806 de 58ia04O.Miguel Perusco, sua
letra vencida a 4 de jullio de 1865, do
5395000.Bastos & Oliveira, seis letras
vencidas, do Io dejulho de 1860 ao Io de
dezembro de 1866, sendo as primeiras cin-
co letras de 1:000,^000 cada urna e a ulti-
ma de 5274140, total 5:527^140.Antonio
Corsino Xavier de Maccdo, sua letra vencida
a 10 de outubro de 1865, de 471*320.
Ernesto Botelho de Andradc, sua letra
vencida a 6 de novembro de 1864, de
503000.Alexandre Jos Barbosa, sua le-
tra vencida a 7 de fevereiro de 1864, de
92/$OOO.T-Jos Alvares Pinto de Almeida,
saldo de sua letra vencida a 24 de Janeiro
de 1863, 1:285(J700.Mathias da Veiga
Ornellos, sua letra vencida a 18 de abril de
1866, de 1:165)5720.Jos Alves da Silva
Pereira, sua letra vencida a 2 de maio de
1866, de 88)5080.Antonio Joaquim de
Mello, duas letras vencidas a 4 de Janeiro
de 186, e a 15 de fevereiro de 1865, a
primeira de 456)5900, a segunda de......
823)5930.Epiphnnio Verrez Domingties
da Silva, sua letra vencida a 14 de dezem-
bro d 1864, 88(5000.Jos Baptista Ca-
bial, sua letra vencida a 17 de marco de
1866, de 1:2005000.Joaquim Manuel de
Vasconcellos, sua letra vencida a 19 de
margo de 1866, de 400,5000.Francisco
Flix da Silva, suas letras vencidas a 17 da
marco de 1856 e outra na raesnia data, sen-
do urna de 120(5 e a outra de 615*000, e
a terceira a 17 de julho do raesmo anno,
de 1:276*830.Padre Bento Pereira do
Reg, sua letra vencida em 28 de Janeiro
1865, de 48*000.Requer. pois, a V. S:
se digfte mandar tomar por termo, o seu
protesto, e marcar dia e hora, para justificar
a ausencia dos protestados.Nestes termos
pede a V. S. deferimento.E R. M.Ad-
vogaao A. Pinto.
E nesta petico dei o seguinte despacho
Sim, justificando a ausencia no dia 19
do corrente mez s onze horas do dia.
Recife 17 de marco de 1869.Alencar Ara-
ripe.
Em virtude d'este meu despacho foi feito
a destribuico ao escrivo d'este juizo Ma-
noel de Carvalho Paes de Andrade, pelo
que o respectivo escrivo interino lavrou o
termo de protexto seguinte :
Protesto.Aos 17 de marco de 1869,
nesta cidade do Recife, em meu cartorio,
peranto mi e as testemunbas infra assig-

4
a
x



Diario de Pernambuco Qunita fe ira 13 de Maio de 1869.
nadas compareccu o suppcante por sen
procurador Hermenegildo Eduardo do Rogo
esto foi dito qe redaba a
termo o COflteMo d.: su;) pelicjk) reto, que
offerecla como parte do presente, que de-
pois de lido se assignou cora as indicadas
testemunhas. Eu Manoel Silvinq, de Barros
Falco. escrivo interino, o escrevi Her-
menegildo Eduardo do Reg IVfonteiro.
Joao Honriques de Albuquerque Meira.
Jos Gomes de Sant'Anna e Silva. Depois
do que produzio o supplicante suas, teste-
munhas que sob" juramento depu/.eram con-
venientemente acerca da ausencia dos sup-
plicados, e o escrivo interino fazendo tudo
autoar, sellar e preparar, nos fez os autos
conclusos c nelles dei a sentenca do theor
seguinte:
Hei por justificada a ausencia dos suppli-
cados, que mando sejam citados por editos
de 30 dias, para o lim requerido lis. 2,
pagas as cusas ex-causa.Recife 22 de
margo de 1809.Tristlu de Alencar Ara-
ripe.
Eia cumprimento d'esta sentenca o res-
pectivo escrivo fez passar o presente edi-
ta!, pelo tlieor do qual chamo, cito e hei
por citados aos ditos supplicados para no
termo de 30 dias comparecerem oeste jateo
por si ou por scus procuradores, allegando
e provand i o que for alem de seu dircito e
justica sob pena de revelia.
E para que chegue ao conheeimonto de
todos mandei fazer o presente edital que
ser alkado nos lugares do costume c pu-
blicado pela imprensa.
Dado c passada nesla cidadfl do Recife
de Pernambuco, aos 21 de marco de 180!).
Eu, Manoel Silvino de Barros Falco,
escrivlo interino, o subscrevi.
Declaro que presente vai ser assignado
pelo doutor juiz de direito da segunda vara
criminal Manoel Jos da Silva Neiva.
Eu, Manoel Silvino de Barros Falco, es-
crivo interino, a declarei.
)lanoel Jos da Sil en Nava.
DECLARACOES.
O inspector interino da alfandega faz
publico, que do Io de julho prximo futu-
ro em diante, ter vigoro decreto n. i:ti:
de 22 de marco do corrente anno, man-
dando executar a nova tarifa das alfande-
gas e suas disposicoes preliminares. E
para que chegue ao conhecimento, dos in-
teressados, se manda publicar o presente.
Alfandega de Pernambuco. 2 i de abril
de 1809. .
O inspector interino,
L. de C. Paes d'Andrade.
Vai praca sabbado lo do corrente
urna casa terrea de pedra e cal, no lugar
do Peres, freguezia dos Afogados, defronte
do engenho do mesmo nomo, com l quar-
tos, cosinha e estribara, 3 jnellas de fren-
te e 2 salas, portas e jnellas dos lados,
com um pequeo sitio com bastantes fni-
leiras, tendo 100 palmos de frente e 300
de fundo, avahada em i:0005; qe.em na
mesma quizer lancar compareca s i I ho-
ras do referido dia. O escripto e edital
acham-se em poder do porteiro.
CORREIO GERAL
l\>la administracao do correio desta cidade se
faz publico que hoje (13) pelas 3 horas da larde
fechar-se-ho, para os portos do sul, as malas
que o vapor brasileiro Guar tem de conduzir.
Os jornaes seraA recebidos at meio dia, e as
cartas a registrar at as 2 horas.
As cartas ordinarias postas no correio, at mcia
hora depois de findo o praso cima declarado, re-
ceber se.-lia > MU o porte duplo.
Administrarlo du correio de Pernambuco 13 de
maio de 18G9.
O administrador,
,_________Domingos dos Passos Miranda.
O abaixo assignado lancador da re-
cebedoria de rendas internas geraes tendo
de continuar a proceder ao laucamente dos
impostos pessoal e de industrias e pr-
fisses no bairro de Santo Antonio para o
exercicio de 1869-70, avisa aos morado-
res da ra do Crespo, Praca de Pedro II,
da Independencia, ra do Cabug e Nova,
que tenhan promptos os seus recibos e pa-
pis de arrendamento das casas que occu-
pam.para Ibes serem apresentados no acto
do mesmo lancamento: outro simfaz scierte
aos doisos de fabricas e oflicinas, que de-
vero dar urna rclaco do numero de seus
operarios, como determina a primeira parte
do art, 10 do regulamento de 23 de marco
ultimo, ficando sujeitos multa do art. 18
do mesmo regulamento os que o nao. fi-
zerem.
Recebedoria de Pernambuco 11 de Maio
de 1860.
Jos Tlieodoro de Sena.
CORREIO GERAL
Pela administracao do correio desta cidade se
faz publico, para fias convenientes, que m vir-
tude da convenrao postal, celebrada pelos gover-
nos brasileiro e francez, serao expedidas "malas
para Europa no dia 15 do corrente pelo vapor
inglez La Plata.
As cartas serao recebidas at 2 horas antes da
que for marcada para a saluda do vapor ; e os
jornaes at 3 horas antes.
Administracao do correio de Pernambuco 13 de
fevereiro de 1869.
O administrador,
____________Domingos dos Passos Miranda.
luspeceao do arsenal de
martnha.
Faz-sc publico que a commissao de peritos
examinando na forma determinada no regulamento
anoexo ao decreto n. 132i de 5 de fevereiro de
I83i, o casco, machi ta, caldeir,T=. apparelho,
mastroacA, veame, amarras o ancoras do va-
l>or Parahuoa da compa uii:i IVrna:iiliui\-nia de Da-
r, achou es objectos em
estado de p ider o vapor navegar.
Inspeepo do arsenal de murinha de Pernambu-
co 12 de maio de 1869.
O inspector,
H. A. Barbosa de Almeida.
CONSELHO DHOMPRAS NAVAES
O conselho promove no dia 19 do cor-
rente mez, sob as condiges do estylo e a
vista de propostas recebidas at as
horas da manha, a compra dos seguintes
objectos do material da armada.
Para provimento do almoxarifado, 6 pegas
de arribem, 2 bulles de ferro estanhado,
110 pclles de couro de lixa, 20 ca linhos de
lapis sortidos, 3 pegas de cabo de liaho de
1 l|i a 1 1|2 polegadas, 100 pares de do-
bradicas de metal quadradas sortidas, 70
enhams de 23 a 30 palmos, 10 arrobas de
estopa de algodao, 20 resmas de lixa de
esmeril em panno, (i arrobas de liuha al-
calroada, G arrobas dt linha de barca grossa,
6 arrobas de linha de barca fina, 6 arrobas
de mialhar, 10 libras de obreias francezas,
1 regiment de si;?naes para navios, 2
pegas de sondareza, 25 travs de 30 pal-
mos de compriinento e de 7 a 8 polegadas
de largura, 2 terrinas de ferro estanhado,
1:000 tijollosde (ogoc 20 linlichas.
Para a enfermara de marraba 100 pares
de chinellas de couro.
Sa a das sesses do conselho de compras
navaes, 11 de maio de 1869.
0 Secretario
Ale.rmidrc fnd igites dos Aojos,
1 ceringa do meta).
As pessuas que quizorem vender ditos artigos,
apresoiiicm suas propostas em ei ra fechada, na
lab do conselho, as 11 horas do dia ti do cor-
rente.
Sala do conselho de compras do arsenal de
guerra de Pernambuco 8 de maio do 18G9.
Jos da Silva Guimaraes,
Presidente-
Jos Baptista de Castro Silva,
Secretario.__________
Pela recebedoria de rendas internas
geraes, se faz publico que desde o dia 10
11 rao corrente esto em execugo os regla-
menos 4354 e 4355 de 17 de abril ultimo,
o primeiro relativo ao sello e o segundo ao
imposto da transmsso da prepriedade.
ReCebedoria de Pernambuco 8 de maio de
1869.
O administrador
Manoel Carneiro de St-aza Lcenla.
Ultima prapa
No dia 14 do corrente, depois da audiencia do
Illm. Sr. Dr. juiz de orpliaos, vio de novo praca
os alugneis das casas da ra do Pillar n. 116, 114
e 112, e da ra dos tiuararapes n. 63. _______
administrador da recebedoria de rendas
internas geraes faz publico que neste corrente mez
e no de maio prximo futuro, visto estarem con-
cluidos os lancamentos, a que os devedores do
imposto pessoa'l, relativo ao exercicio corrente de
1868 a 1839, residentes as freguezias do-Recife,
Santo Antonio, Affogados, Poco da Panella, Varsca,
S. Lourenco da Malta, S. Amaro de Jaboatao, e
Muribeca, teem de paga-lo, livrn da multa de 6 0/0
e com ella depo's do referido prazo.
Recebedoria de Pernambuco 3 de Abril de 1839.
Munoel Carneiro de Soiza Lacerda.
do
Manta Casa da Misericordia
lleeife.
A Illma. junta administrativa da Santa Casa da
Misericordia do Recife manda fazer publico que na
sala de suas sessoes, o dia 13 de maio, pelas
qi.iatro horas da tarde, tem de ser arrematadas
quem mais vantagens offerecer, pelo tempo de um
tres annos, as rendas dos predios em seguida de-
clarados :
. ESTABELECIMEXTOS DE CARIDADE.
Roa do Imperador.
Sobrado de um andar n. 32 ( 684.5000
Ra Dircita.
dem de dous andares n. 8. 1:067 '000
Ra do Padre Floriano.
Casa terrea n. 47...... 1705000
dem dem n. 7....... 1765000
Travessa de S. Jos.
Casa terrea n. 5....... 1725000
dem idem........ 1595000
Ra das Calcadas.
Casa terrea n. 30...... 1775000
dem idem n. 34....... 1685000
Idamidemn.36....... 1785000
Ra de Hartas.
Primeiro andar e sotao do sobrado
n. 41......... 3005000
Sobrado de um andar n. 9i. 4925000
Ra de Santa Thereza.
Casa terrea n. 4....... 1455000
dem idem n. 7'....... 2015000
dem idem n. 5....... 1715000
Ra larga do Rosario.
Primeiro andar e loj do sobrado n. 24 7605000
Terceiro dito do dito..... 2415000
Primeiro andar do sobrado n. 26. 4005000
Terceiro dito do dito.....2415000
Ra da Cabug.
Loja n. 1 A........5085000
Idem n. IB........1:1005000
1:7505000
Sobrado de tres andares n. 3. .
Ra do Calabouco.
Casa terrea n. 18.....
dem n. 20.......
Ra Nova.
Casa terrean. 41.....
Sobrado de uro andar n. 55. .
dem idem n. 48......1:4005000
Ra da Cadeia.
Sobrado de um andar n. 23 .
Ra do Amorim.
Sobrado do dous andares n. 18 .
Ra da Moeda.
Sobrado de um andar n. 41 .
Primeiro andar do sobrado n. 37.
Segundo andar dito.....
Ra da Roda.
Casa terrea n. 1......
Areal do Forte.
Casa terrea n. 1. s .
PATRIMONIO DOS ORPHAOS.
Ra do Pilar.
Casa terrea n. 94, por anno.. ..
Casa terrea n. 100. .
Sitio n. 5 do Forno da Cal. .
Os pretendentes devero apresentar no acto da
arreniatacao as suas flaneas, ou comparecerem
acompanhados dos respectivos fiadores.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do Re-
cife, 8 de maio de 1869.
O escrivo,
Pedro Rodrigues de Souza,
3005000
2425000
8005000
7505000
6845000
2405000
3005000
765000
965000
1235000
100000
3005000
2015000
1505000
Conselho de compras do arsenal
de guerra.
0 conselho de compras do arsenal de guerra
precisa comprar o seguale :
6 espadas.
6 pistolas.
2 bandeiras pequeas de flele.
1 dita branca de dito com 2 varas e 3/4 de cora-
primento e 3/4 de largura.
1 dita azul dito dito drto.
1 dita encarnada dito dito dito.
1 galhardete de dito com 2 1)2 varas de compri-
mento.
1 dito encarnado dilo dito dito.
42 davinas a Mini.
50 pistolas a Mini.
2 tesouras para torar cavallos.
4 sellins.
THEATRO
EHPREZA DRAMTICA
DE
Sabbado 15 de maio de 1869.
Segunda representadlo da mu.to applaudida
comeJia em 3 actos
0 PASSARO AZUL.
Personagens. Actores.
Artluir, bario de Walprag D. Julia.
Jobson........J. Victorino.
ThornclelT, canteiro .... Martinho.
Grotesbury..:.... Jordani.
Rebeca, fiiha de Jobem D. Clelia.
Lucia, sua prima.....D. Carolina.
Babie Torneliff......D. Apolonia.
Routolf, camponez". .... Guimaraes.
Erie .....Santa Rosa.
Camponezes. A secna passa-sc em um castcllo
na Escoca m 1810.
O espectculo comeca pela primeira represen-
tacao do drama em ui acto, original brasileiro,
coniposta por urna actriz do ttieatro de Santa Isa-
bel o pela mesma olferecida as Exmas. Sras. de
Pernambuco
Mullier que perde e mulher
que salva.
Personagens. Os senhores.
O brigadeiro Galvao. Tliomaz.#
Alvaro. ...... J. Augusto.
Custodio, criado velho. Brochado.
Gabriel, moleque." Jordani.
D. Leopoldina, cega, mulher de
Alvaro........ Maria Vellutl
Brasilia, sua filha..... Zulmira.
Mme. Delannay, viuva. Julia Azevedo.
Visinhos, visinhas etc., ele.
A scena passa-se em urna casa as margens do
Capibaribe.
poca actualidade.
Cjmecar as 8 horas.
OALCACAR
Ra nova de Santa Bita nu-
mero 1.
Sabbado e domingo, vespera e dia do Divino
Espirito Santo, ter lugar dous grandes bailes com
mascaras e sem ellas ; entradas para cavalheiros
2000, senhoras pelos seus lindos albos.
Domingo, da 3 horas s 6 1|2, ter lugar o re-
creo Cafe Conserto Commercial, iecehc-se ainda
assignantes de 1 000 por mez para este divertt-
nento da moeldade para os dominaos de tarde.
Ser cumprido fielmente o regulamento policial,
e "parlitipa-se aos senhores assignantes que subs-
crevam a sua assignatura no dia f de abril que se
finalisou a 5 de maio, e tendo de continuarem
mandem renovar os competentes recibos, de que
ninguem poder entrar sem elles.
O administrador,
Luiz Alvos Correia Lopes.
~AVS0S^ MARTIMOS.
COMPAIIA BRASILEIRA
DE
Paquetes a vapor.
Dos portos do norte esperado
at o dia 25 de maio o vapor
Tocantins, commandante J. M.
Ferreira Franco, o qual depois
da demora do costume seguir
para os portos do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual dever
ser embarcada no dia desuachegada. Encommen-
das e dinheiro a frete at as duas horas do dia da
sua sahida.
Nao se recebem como encommendas seno ob-
jectos de pequeo valor e que nao excedam a 2
arrobas de peso ou 8 palmos cbicos de medicao.
Tudo que passar destes limites devora ser embar-
cado como carga.
Previne-se aos Srs. passageiros que suas passa-
gens s se recebem na agencia ra da Oruz n. 57,
Io andar, escrptorio de Antonio Laiz de Oliveira
Azevedo & C.
Para o indicado porto pretende sahir em pon-
eos das a veleira e bem conhecida barca Social'
capitao Rocha, por ter a maior parte do seu car-
regamento prompto, e para o resto que lhe falta
e passageiros, para os quaes tem bons comraodos,
trata-se com o consignatorio Joaquim Jos Gon-
calves Beltrao, ra do Trapiche n. 17._______
ILHDES.MGEL
O muito conhecido patacho portuguez Jorgense,
a chegar por estes poucos dias do Rio de Janeiro,
sahir para o porto cima com umita brevidade,
visto ter o seu cafregamento quasi prompto, e
para o resto que lhe falta e passageiros, para os
quaes tem bellos commodos, trata-se com o con-
signatario Joao do Reg Lima, ra de Apollo nu
mero 4.
Companlia americana e toilei
ra de paqucles a vapor.
At o dia lo do corrente esperado de New-
4ork o vapor americano Merrimark, conmandnU
Weir, o qual depois da demora do co;tumo se-
guir para Bahia e Rio de Janeiro.
Para passagens, fretes etc., trata-so na agencia
ra do Commereio n. 8.
Para o Rto de Janeiro
pretende seguir para o dito porlo, o mais breve
que for posslvel, o bri.sue brasfleiro Sttnlo Amaro;
quem quizer carregar ou dar escravos a frete,
queira dirigir-se Marques, Barros 4 C, no lar-
go do Corpo Santo n. 6, r andar.
COMPANHLA. PERNAMBUCANA
DE
Xavegacao costeira por vapor.
Porto de Gallinlias, Rio Formosio e Ta-
mandar.
O vapor Parahi/ba, commandan-
tc Mello, seguir para os portos ci-
ma no dia 20 do correle a meia
noite. Recebe carga, encommendas, passagei-
ros o dinheiro a frete, no escriptorio do Forte do
Mattos n. 12.
Rio de Janeiro
Segu com brevidado para o porto cima o bri-
gue naeional Isabel, por ter parte do se.i carrega-
mento engajado para o resto que lhe falta, tra-
ta-se com os consignatarios Antonio Luiz de Oli
veira Azevedo & C, ra da Cruz u. 57. primeiro
andar.
COjflIMXIHA
DAS
Hcssagcrjes imperiales.
At o dia 14 do corrente mez espera-se da Eu-
ropa o vapor franeez Guienne, o qual depois da
demora do costume seguir para Bahia e Rio de
Janeiro.
Para fretes, condiges e passagens, irata-se n
agencia ra do Commereio n. 9.
Lisboa
Segu com brevidade a barca portugueza Perei-
ra Borges por ter parte de su?, carga prompta :
para o restante e passageiros trata-se cim Olivei-
ra, Filhos & C, largo do Corpo Santo n. 11).
Para a Ilha de S. Miguel
Segu em poucos dias a escuna portuguesa
Oliveira, para o resto da carga e passageiros tra-
ta-se com Candido Alfonso Moreira na ra do
Apolio n. 22.
COMPANHIA PEHNAMBUCANA.
DE
Xarega^o costeira por vapor.
Parahyba, Natal, Maco, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarac e Gr;inja.
O vapor Pirapama, commandante
Pereira, seguir para os portos cima
no dia 15 do corrente as 5 horas
da tarde. Recebe carga at o dia 14, encom-
mendas, passageiros e dinheiro a frete at as
! horas da tarde do dia da sahida no escriptorio-
do Forte do Mallos n. 12.
PARA. O PORTO
Deve seguir dentro em poucos dias a barca por-
tugueza Nova Sympnthia, de primeira marcha, por
j-ler prompta quasi toda a carga : para o resto
que lho falta e passageiros, aos quaes offerece ri-
cos e excellentes commodos, trata-se com Bailar,
Oliveira & C, ra do Vigario n. 1, primeiro
andar.
Para Lisboa
Sahe mpreterivelmente at o dia 16 do corren-
te mez de maio o lugre portuguez Julio, para al-
guna carga e passageiros trata-se com os con-
signatarios Thomaz de Aquno Fonseca & C, ra
do Vigario n. 19, Io andar.
LEILOES.
LEILA
De 14 barras com mauteiga iu-
gleza c 150gigoscoui batatas
HOJE.
O agente Pestaa far leilao para fechamento
de contasde li barris de inanteiga ingleza c 150
gigos com batatas boh as 11 horas da manhaa no
armazcm do Annes defronto da alfandega.
Ama
V
Precisa se do urna ama para coznhar: na ra
do Imperador n. 57.
Justiniano Antonio Alves Soarei, ca-
xeiro dos Srs. Henry Froster 4 c. julga
nada dever a pessoa alguma, no entretanto
se alguem sejulgar seu credor queira apre-
zentar a sua conta ou titulo para ser pago,
Precisa-se de um freguez que fornera
todos os dias de manha" pulas 5 horas e
meia, l garrafas de leite puro: na padaria
alientan de Santo Amaro.
Precisa-sc de urna ama para casa de pouca
familia ; na ra do Gaz n. 12.
Precisa-se fallar ao Sr. Daniel dos Anjos
Guimaraes : na ra do Crespo n. H. esquina.
LEILAO
do grande estabelecimento de
molhados e outras merca-
dorias, denominado a
AJ do corrente.
O agente Oliveira far leilao por mandado do
Illm. Sr. Dr. juiz de dircito da primeira vara -du
crime e substituto da do commereio desta cidade
e a requerimento dos curadores fiscaes da maesa
fallida de Antonio Pedro do Mello, da bem cons-
truida armacao conj ueta mente com os gneros e,
mercadorias que eoMUaem to completo como'
preconisado estabelecimento e cujas qualidades e
nomenclatura excederiam os limites de um an-
nuncio, ma* que podem ser conbeciclas mediante
exame previo no minuciosamente descripto inven-
tario em poder do agente prompto a dar explica-
res.
Sexta- feira 14 do corrente
ao meio dia em ponto, no lugar do mesmo esta-
belecimento sito ra Nova n. 60, onde a verili-
cacao final pode ser mais ampia como satisfacto-
ria aos pretendentes.
Cabelleireiro
Precisa-se de um hom offlcial de barbeiro : na
ra do Crespo n. 7, Io andar.
Ao Nr. llanocl Candido Pereira
de i.yi-u
Ignorndose a morada deste senhor pede-se
que appareca a ra Nova n. 46, a negocio.
Ignacio Jo.- de Toro, propietario do arma-
zcm sob a firma de Widers Raymond & C, leud-
se de retirar para Europa a tratar de sua saude,
deixa por seus bastantes procuradores nesta praca
ao Sr. Joaa Carroll e encarregado do mesn esta-
belecimento ; em 2- lugar o Sr. H. H. Sovlfli, e em
3 e Sr. Alfredo Claudio de Toro. Desde j agra-
dece a todos seus amigos e freguezes a coadjuva-
cjw que lhe tem proporcionado, pedindo-lhes a
continuaco de seu patrocinio, por eujo favor lhcs
ficar grato.
Oaixeiro.
Precsa-sc de um c.nixeiro de 12 a lo annos de
idade para o servico de botequim : na ra do Im-
perador n. 32.
Engomma-se com perfeico o commodo pre-
go : na travessa do Gaz n. 1, confronte aos co~
queiros.
COMPANHIA BBASILE1RA
DE
Paquetes a vapor.
Dos portos do sul esperado
at o dia 21 do correte o vapor
Cruzeiro do Sul, coinmandanti-
Alcoforado, o qual depois da de-
mora do costume segtrirt para os
do norte.
Desdo j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual dever
ser embarcada no dia de sua chegada. Encommen-
das e dinheiro a frote at o dia da sua sabida as 2
horas.
Nao se recebem como encommendas senao ob-
jectos de pequeo valor e que nao excedam a dua
arrobas de peso ou 8 palmos cbicos de medicao
Tudo que passar destes limites dever ser embar-
cado como carga.
Previne-se aos Srs. passageiros que suas passa-
gens s se recebem na agencia ra da Cruz n. 57,
Io andar, escriptorio de Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo & C.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
tfavegaco costeira por vapor.
Macei, escalas, Pencdo e Aracaj.
O vapsr Potengi, commandante
Pereira, seguir para os portos cima
no dia lo de maio as 5 horas da tar-
de. Recebe carga at o dia 14, encommendas,
passageiros e dinheiro a frete at as 2 horas
da tarde do dia da sahida no escriptorio do For-
te do Mattos n. 12.
LEILAO
De urna irobilia de Jacaranda com lampo de
pedra e com muito pouco uso, 1 dita de amarel-
lo, 1 mesa elstica, 1 importante guarda vestido
du amarello, 4 importantes quadros a oleo, 1
commoda, l cama franceza de amarello, i dita
americana para menino, 1 lavatorio com louga,
1 par de aparadores, 12 mozos, 1 secretaria de
amarello, 3 marquezoes, diversas cadeiras usa-
das quartinheiros, marquezas, consolos, mesas
redondas, banheiros, louca de jantar, 1 grande
lustre a gaz, trem de cosinha, lavatorios, bideis e
urna vacca parida boa leiteira e d iversos relogios
de ouro e prata, urna salva de prata e um espe-
Iho dourado
Sexta-fcira 14 do corrente.
O agente Martins far leilao dos movis cima
no armazein da ra do Imperador n. 16, as 11
horas do dia.
AVTSOOffVEBSOS:
INSTITUTO ARCHEOLOGICO E GEOGR APHICO
PEIlXABIXiWO.
llavera scsso ordinaria quinta-feira 13
do corrente maio, pelas 11 horas da ma-
nhaa.
ordem qo da
Pareceres e mais trabalhos de commis-
ses.
Secretaria do Instituto, 10 de maio de
1869.
Jos Soares de Azevedo,
Secretario perpetuo.
AMA
Na ruidos Pires n. 42, taberna, precisa-sede
duas amas para engommar e coznhar.
Precisa-se de una ama para coznhar e en-
gommar : na ra de S. Francisco n. 54.
ATTENCAO
>
Jos Maria Palmeira, tem para vender no
seu escriptorio largo do Corpo Santo n. 4
1 andar.
Fio de algodSo.
Panno de algodo.
La barriguda.
>Pedroso.
Colla.
Galha.
Caparosa.
Oleo de linhaca.
1 Sag em garraloes.
Vinho Bordeaux, superior qualidade,
garrafas grandes, caixas de duzia.
Ervilhas francezas em latas.
Vinho do Figueira em barris T L G o
mais superior que vem ao mercado.
Salitre.
Enxofre.
Fio de vella.
Cimento portland superior.
Dito romano dito.
COM'EIT MU DOS MYUES
16 RA DA CRUZ -16
Ha diariamente sortimento de bolljnhos para cha, podins, pes de l, bollo inglez,
presuntos, ditos em feambre, pastis de differentes qualidades. Amendoas confeitadas.
eonfeitos, papis para sortes. Vinhos finos engarrafados, superior cha Hisson, preto e
miudinho, frutatem xaropes, ditas seccas e cliristalisadas, assucar candi, xaropes refri-
gerantes.
Recebe-se encommendas de bandeijas para casamento, bailes e baptizados, com
bonitas armacoes de assucar, sendo estas preferiveis as de papelao: figuras anlogas,
bollos etc., pues de l enfeitados, qualquer encommenda para fra ser bem acondi-
cionada.
PAR
Pretende seguir com muita brevidade para este
porto o palhabote portuguez Eleplmnte por tet a
maior parte da carga engajada ; e para o resto
que lhe falta trata-se com o consignatario Joa-
quim Jos Goncalves Bellrao, ra do Commereio
n. 17.
PARA LISBOA
O patacho portuguez ufara Barbara, capitao
Francisco dos Santos Cunha, pretepde seguir para
o indicado porto com a maior brevidade possivel;
recebe carga e passageiros : a tratar com os con-
signatarios Marques, Barros & C, to larg_o do
Corpo Santo n. 6, 2o andar, ou com o capitao no
pavimento terreo,
MDALHA A EXPOSIQAO UNIVERSAL DE 1867
Para a Superioridade d'a
Intentada for LEGRAND, Peroiis'a do
PARS. 207, Ra Saiiit-Honorc,
CRME ORIZA
LE MNON DE LENCLOS
Par dar frticina d pelle, ttrslruir as rugat da cara,
conservar etrrnamcnte a belleza di jucenluir.
Imperador dos Francezes,
207. PARS.
OllISSA. LACT
LF.ITE ANTEl'IlELICO
Para refrescar, tranquear e adveer a file, fasendi
detipparicer al noJoas e at tardo*.
SADAO ORIZA....... D'uma massa cscisivamonle suave e d'um perfume dos mais delicado*.
OHIZA-CilEAMiiotssEcse. Mmm especialmente preparada para os banlios c a barba.
OH1ZA-FL1.1D........ Pomada forlilicantoenulnliva para ronservaroscabellos eempcdilosdc quebrarem.
Olil/.A ralLOCOMB. Telnno de boi c oleo de avela com base de quina para os cabellos.
OIMZA-Oll........... Oleo finissimo perfumado para lustrar os cabellos empedilos de quebrarem.
OKIZA-lll'.II.LANTINE. Crisl.illisado com \olela, para dar brilbo aos cabellos c i bnrb i.
OKIZA- r'I.OWKRS___ ARiia incomparavel de um perfume suave e delicado, paia furliiicardo la pclle.
OKIZA-ACIIH.'UNE.. Vinaprc do louesdor, aroma e antepliilico.
hSSENCl-OIIIZA..... Perfumo conecnlrado para os lencos producto muilo delicado.
OHIZAI.VS.......... Perfume do bom lom e da alia soiicdade paia os lencos.
OHIZA-HVVI)i;ilS___Flor de arroi da Carolina para I cura c a belleza da pello.
ORIZA-DF.NTIFRICB.. Para alvejar os denles e conservar as Renghas.
OIUZA-DEMAIHE___ Nova massa para alujar o dental sem destruir o esmalte.
AGUA TNICA DE QUINA E POMADA DE BALSAMO DE TANNINO
r>n liapcza e ulbri DEPOSITO GERAL na Caza de
E em Caza de lodos Perfumistas do Brazil.

s
CABTJGAI
esquina
da ra larga do
Rosario.
ANNEL
________mme jrMMM^iL ; CABUG
Este importante estabelecimento no seu genero, tem sempre um sortimento sem igual, esquina --
e vende por prepos que nenhuma outra casa pode vender. da rua lar^adoTl
A vista da qualidade e do pre Garante-se ser tudo de lei. Compra-s ouro, prata e pedras finas por presos muito ele- Rosario. m
vados. fi
A1 loja est aberta at s 9 horas da noute. Hl


-
Diario de Pernambuco _. Quinta eir lS de Maio' de 18&9.
AMA
Precisa-se alugar ama ama forra ou escrava, de
limito boos eos lames, que saiba cozinhar e epgom-
mar com perfeirao, se agradar paga-se Dem a -
rijase a ra Bella n. 37, sobrado de dous an-
dares. .._
CASA DA FOKTWA
Aos 4:000$
Billietes garantidos.
A ma do Crespo n.23 e casas do costume.
O abaixo assipuado lendo vendido nos seusmui-
. r..i, bilhctes garantidos II inlei.ro n. 119'
COMPAHHIA PERNAMBUCAWi
^StZTTi&H.l inteiro m937 con. a
orle de 700*, e outras mu.tas sortos de 1005,
loa c 20 da lotera que so aeabon de cxtrami
>m beneficio da matriz da Escada (101-), convi.la
aos nossuidores a virem receber seus respectivos
premios sem os descintos das leis na casa a
Fortuna na do Crespo n. 2:t. ...
Acbam-se a venda os da 2" parte da lotera a
beneficio da matriz deTo d'Alho (105), que
extrahir quinta-feira 13 do corrente mes.
procos.
Bilhete. '. 4*000
Meio.....2*000
Quarto.....1*000
Em porce de 100* para cima,
Bilhete.....3*800
Meio......l*W
Quarto..... 87b
Mano,!Martina Fkun.
iilU HUi31 Mlll
CO*!9KLIIO BE DlRErC'IO
Os Senhores.--Saunders Brothers & C., Tasso
Irmos, Luiz Antonio de Siqueira.
0 SR. F. J. BORGFS
Offerece-se urna ama para engommar e
cosinhar, para casa de homem solteiro ;. c[uem
precisar dirija-se beeco do Pocmho n. 24. ___
Troeam-se
is notas do banco do Brasil e das eaixas filiaos,
om descont muito razoavel :' na praca da Inde-
)endcncia n. 22. _______ _________
__l>recisa-se de tima criada que Kba
cosinhar e comprar, ra das Cruz n. 9
2 andar.
mmzmmmmmm.
1EWPRESTIM0 SOBRt
MFM\D.MR8Er-.\ffin
m
Francisco Isatooo de tarvalho
tfc C'oiiipanhla
(SJCCESSORES DE REGQ A MOURA )
lina Xant i. 24.
Os proprietarta leste esttfceleeimonto fazcm
- lente ao pabilos que acabam de raecber um per-
i e variado sortimento de pannos tinos case-
miras, brins e outras fazendas le gostos modernos,
a< maes vendem por preces raznavea. Os mes-
nua scientiiicam, pie lendo admitdo para sua
offleina de altante um artiga babil no desompe-
nho de suas ranee/tea, recdicn qualquer eneom-
menda de roupa por medidas, prometiendo salis-
lazerem com pontualidade o presteza qualqucr pe-
dido neste sentido.______ ______________
Ama
Precisa-se de urna ama de meia dado para
comprar e fazer todo o mais servido de urna casa
de fan ilia de poncas pessoas
Restando ainda emitir algumas accoes d'esta companhia, da quanlia nominal de
003000 cada urna, das quaes s se aceitam em virtude da lei, 20 /0, ou tO-wO por
cada aeco; convida-se i>elo presente ao publico em geral o especialmente aos Srs.
se I capitalistas o interessados no commercio, que queiram dar emprego seguro aos seus
Uapitaes, disponiveis,, a subscrever o numero de accoes que Ihes approuver.
Algumas dcstas accoes ja temsido tomadas por pessoas que conhecem a vantagem,
de na presente occasiao (conhecidamente a melhor), empregarem o dinheiro de que
poderem dispr em objectos de valor real, como vapores, predios etc., que Ibes garan-
tan! seus capitacs. ,
A companhia possoe boje 10 vapores, G inteiramente novos, e destes o ultimo esta
a cliegar de Inglaterra, onde foi construido expressamente para ella.
Atm disso est edificando vastos armazens, no terreno que possue no largo a as-
sembla.
Seu dividendos tem sido de 10 % ao anno, nos ltimos 4 annos.
As accoes que se emittirem gozam dos mesmos direitos, e perceberao o i
dos mesmos dividendos que os antigos em proporco da entrada.
Recebem-se asignaturas no escriptorio da cempanbia
Assembla n. 12
. (SEM LIMITE.)
Na Iravessa da ra
_ das Crazes n, 2, pri-
meiro andar, da-se qual-
qucr quana sobre onro,
prata c pedras preciosas.
BARTHOLOMEU 8; C.
no seu edificio ao caes da
na na Bella n. 3.
Precisa-se Je um Mtnr para um pequeo
Sonsa, na ra do Crespo n. 13, ou em seu sino no
Monteu____________________________
Cosinheira
le urna cosinheira e tamliem' de um
Precisa----
ommadeira
aandar.
na roa do Imperador n. "3, 2"
Imagens.
Precisa-se trocar duas imanas da* enhura la
neeico, cujo vulto regule 2 palmos, pouc.i mais
mu menos, c sendo perfeilas paga-se bem : na rn;
de Borlas n. 96._____________________-
Ama
Precisa se fle urna ama para o servico interno c
externo de orna casa de urna s pessoa : na ra
do Rangel n. 33.
Aula particular
O professor enaina printeiras letras no pateo do
. n. 18 ; e as horas vagas cn-ina pelas casas
larnnlares alumnos de um c ontro sexo.______
t)uem perdeu una punca de roupa junto a
fortaleza das Cinco Pontas dirija-se a Ba di Li-
vramento n. 7 primeiro andar, dando os signaos
cortos._____________________;________________
Intercsse,
So paleo do Terco n. 31 precisa-wWe om mes-
tre de msica.
U
o
0 abatato assignado faz sciriite ao respeitav
publico e especial monte ao corpo do commercio,
3ue aeabon com o seu negocia que tinlia nailla
a Escada, e qne nada ficou devendo : jiorm se
alguem se julgar seu -redor, aprsente seus docu-
. taaos na ras da Cruz n. 8, no prosO de oilo
lias, a contar de boje. Recife 1 do maio de 18G9.
Antonio Victorino da Bocha.
Lopes A Paiva, liquidatarios das transa-
;jes commerciaes da ext neta firma de -1/-
res & Lopes julgain terem satisl'eito todo o
passivo desta iquidarao com os pagamen-
tos effectuados em' 11 do corrente mez
pudendo apenas dar-se algunia -.ousa so-
bre o quo lia justas reclama'oes); mas se
ainda alguem julgor-se com dircito sobre
aquella ex-firm:t aprsente a conta no prazo
de 8dias te legitimada) para ser at endido.
Servem-se dos annunciantes do ensejo
para scientilicarem a tdas as pessoas que
63o devedoras a referida firma quidanda,
para que venham saldar as suas contas den-
tro do preciso praso de 30 dias d'este an-
iiuncio, findos os quaes os annunciantes
tromovero arrecadarao judicialment-'.
Recife, 12 de maio de 1869.
Arrenda-se a propriedade denominada Barra
de .Serinhaem, no littoral da freguezia do mesaio
nome,com grande renda da tena a receber c mui-
tos coqueiros a disfructar ; lendo, alem disto, a
excellente e rara poslcao de beira-mar e beira-
rio, inteiramente apropriada para manter-se ahi
[ualquer estabelecimento eommercial de soceos e
indos : a tratar na ra da Aurora n. 26.
Ha para alugar um niolexjue crioulo de 15
annos : na ra da Aurora n. 26.
rmaiidade do&mtissimo Sa-
cramento da Ba-Vista.
lendo de proceder-so no dia 16 do cor-
rente me/., conforme dispe o art. 39 do
lompromisso, a elei;3o dos novos funecio-
narios que tm de reger a iiinandadc no
anno comproinissal de 18691870, *o
pelo presente convidados todos os irmos
comparecerem no consistorio, pelas 10
boras da manha do referido dia.
Consistorio, 12 do maio de 1869.
Manotl Antonio Cardoso,
escrivo interino.
Veaeravel ordena tercelra de 3
. de Carme do Reelfe
Cttomte.
Em nome da mesa rege nsaot charissim irmos a comparecerem para-
mentados com seus hbitos em nosso consistorio,
domingo 16 do corrente, as 112 horas da tarde,
para encerporadov aaofopanha-mos a procissi do
Divino Espirito Santo ; enrrespondendo assim ao
obseanioso convite qae nos foi dirigido pela respec-
tiva rmandade.
Secretaria 12 de nuio de 1869.
O sacretario,
___________Joaqmm Xavier Vieira Ligo.
Vaeravel orden lercelra de
Franelaeo do Recife.
Deordem da mesa regedoro, convido a todos o
WMSOS irmos para comparecerem na nossa vene-
ravel ordem pelas i 1)2 horas da tarde do dia 16
do corrente, paramentados com seus hbitos, para
cncorporados, acompanharmos a procissao do Di-
vino Espirito Santo, que tem da sabir da igreja do
Collefio, visto ter sido aceito e convite qne nos foi
dirigido pela mesa regedora da dita iratandade.
O secretario,
Joao da Cuaba Soares Goimariesi
Precisa-se de urna ama oara cozinhar: u ra
da Cadeia do Kecife n. 22.
CTIIillADE I
j Aos 500 pares de brincos. M
M Cbegou e vende-se no. Coraco
l d'Ouro, ra do Cabng, brincos'de B&
mosinhas com urna franja penden- J
te a um rico desenho e ouro de tt
lei, pelo pequeo preco de 15,5000 B
cada par. baratissimo. H
Precisa-se de urna ama livre ou escrava que
seja de boa conducta, para coiinhar para urna
casa do familia : na ra Jo Vigario n. 5, lerceiro
andar.
Fabrica de Vieira Guimaraes
& Couto
Do lllo de Janeiro.
ste acreditadsimo rap tem encontrado a me-
lhor aceitacao possivel. O seu fabricante foi por
muito tempo gerente c mostr da fabrica de Joao
Panto Corfleiro, e tendo-se estabelo:ido, envidou
todos os esforcos, e conseguio fabricar rap, que
nada deixa a desejar, e antes se lhe avantaja, pos-
to e.-n parallclo com o da fabrica do dito Cordeiro
O aroma extremamente agradavel e temsido
muito apreciado pelos amantes-da boa pitada.
Acha-se a venda por grosso e a retallio, na ra do
Vigario n. 16, Io andar, escriptorio de Joaquim
Gerardo de Bastos.
Precisa-se de un* ama para casa de homem
solteiro : na ra da Praia n. 42.
Attn(jao, attencao.
Guilhermino Bodrigues do Monte Lima faz sci-
ente aos ofciaes de todos os corpos, que acaba de! ro an,iar.
receber um completo sortiinento de espadas, ban-
das, taitas, talabartes e charlateiras, e maisper-
tences. Assim como recebeu tambem chapeos do
oleado para "criados, de copa alta e baixa, com
cordao de ouro ou prata, n vende mais barato do
3uc em outra qualquer parte : na praca da In-
ependencia n. 17, junto a loja do Sr. Arante-s
AoSr. Paulino Rodri-
gues Meudes da
Suva
Deseja-so fallar com o Sr. Paulino Bodrigues
Mendos da Silva, na roa do Crespo n. 16, primei-
Cabelleireiro
Precisa-se um bom oflicial de cabelleireiro : na
ra do Crespo n. 7, 1 andar.________^^__
Eseravo.
Precisa-se alugar um escravo das 8 horas da
manhaa s 5 da tarde : Jia ra da Cruz n. 46,
1 andar ,
Rap Paulo Cordeiro-
Vende-se rap Paulo Cordeiro fino, viajado,
meio grosso e vinagrinho, ne deposito a cargo de
Joao Francisco da Silva Novae?, ra do Vigario
n. II. Faz-se vantagens a qnem eomprar porc&>
e troca-sc o rap que nao sahir ao agrado dos con-
sumidores.
. Os novos impostos
Um Tolhete de 100 paginas 13000 : vende-se na
livraria econmica ao pe Jo arco do Santo Anto-
nio.
Bailar, Olivara & C.
Mudaram o seu escriptjrto da roa do Vigario
n. 10, paraamegma roa n. 1, 1J anear._______
Precisa-se de urna ama para o servico in-
terno e externo do urna casa de mui pequea
familia, dando-se preferencia a escrava ; a ra do
Mondego n. *3. ^^_____________________
Ana-deleite.
Precisa-se na ra da Imperatriz n. 3i, 2o an-
dar, paga-so bem.
Att]i$to
Preci?a-se alagar um escravo : na padaria da
ra da Praia-n. 47. Na mesma prteisa-se de-uma.
ama para coanhar,_paffa-se bem
ao Sr.
seu
Pede-se
desempenho do
fiscal
dever
da Boa-vista que em
lance as suas vistas
.Na roa Augusta n. 67, terceiro andar, pre
cisa-se alugar um piano em bom estado por al-
guna mezes, quem o tiver annoneie ou dirija-se a
niesma casa, que se pagar bem.
Ao commercio
Difficuldade removida
A vista-das novas tabellas coin indicador, qual-
quer pessoa, ainda a menos habilitada, conhecer
de momento a exacta reduecao do-i antigos pesos
para os modernos, cuja base o kilogramma, as-
sim como le momento se conhecer tambem os
presos correspondentes ao n.esmo systema. As
tabellas cima descriptas sao as mais adoptadas
Sela sua fcil eomprehensao ; reconimenda-se aos
onos do estabelecimentos cujas compras c vendas
sao effectuadas ,peso : aelu-se venda na ra do
Imperador n. 28
Da-se dinheiro sobre ouro
parata e brhantes, com gre-
mio modieo: na travessadas
Grnzesn; 21.' andar junto a
esta typographia.
O dono deste estabelecimento,
competentemente autorisado pelo
governo, est as condiQoes do ga-
rantir a transaeco que se fizer em
sua casa, prometiendo todo e zelo
e consideraco s pessoas que se
dignarem de honra-lo em seu esta-
belecimento.
Na mesma casa compra-se ouro,'
prata e brhantes.
Attencao
Alttga-se um sitio na estrada do Bosarinho com
boa casa de vivenda, accommodacoos para esrra-
vos, cocheira, estribarla, duas cacimbas, tanque,
duas baixas para eaplm : quem o proteader alo-
ear diriia-se a praca da Boa-Vista botica n. 6.
O conselheiro Joao Silvcira de Sou-
za, tem aberto o seu escriptorio de
advogado, na ra do Imperador n.
i 1 primeiro andar; entrada pelo
becco.
Xa roa da Cadeia do Beoifo n oO precisase de
urna Ama para cosinhar para duas pessoa?._____
P0RTIJGIJE7A
No collegio da Conceico precisa-se de
tima criada poi lugueza; paga-se bem.
COMPANHIA
DOS
TR1LH0S URBANOS
PARA USO INTERNO
PREPAnADOS SIMPLES
Xarope de jurnbeba garrafa. l#00O
Vinho de jurubeba garrafa. % 10600
Pilulas de jurubeba vidro. liJOOO
Tintura de jurubeba vidro. 64(
Extracto hydracoolico de jurubeba. 12(5500
PREPARADOS COMPOSTOS.
Vinho de jurubeba ferruginoso garrafa. 2<$000
Xarope de jurubeba ferruginoso garrafa. 15600
Pilulas de jurubeba ferruginosa vidro. 2-5000
Oleo de jurubeba vidros. 640
Pomada de jurubeba pote 640,
Emplastro de jurubeba libra. 2-3500
PARA USO EXTERNO
PA JURUBEBA.
Esta planta hoje reconbecida como o mais poderoso tnico, como um excei-
lente desobstruente, e como tal applicada nos engorgitamentos do figado e baco, as
bepatites propiciamente ditas, ou ainda complicadas com anazarchas, as inflammaees
subsequentes as febres intermitentes ou durezas, nos abeessos internos, nos tumores es-
pecialmente do tero e abdomen, nos tumores giandulosos, na anazarcha, as hodrope-
zias, erysipellas ; e associada as preparacoes ferruginosas, ainch de grande vantagem
as anemias, chloroses, faltas de mensruaco, lcucorrheias, desarranjos atnicos do
estomago, debilidade orgnica e pobr.eza.de sangue, etc.
O que dizemos affirmam os mais distinctos mdicos desta cidade, entre os
quaes podemos citar os Illras. Srs. Dr. Silva Ramos, Aquino Fonseca, Sarment, Seve,
l'creira do Gamo, Firmo Xavier, Silva etc. Todos elles reconbecema excellcncia d'este
poderoso medicamento sobre osdemais at hoje conhecidos para todos.os casos citados,
tanto que todos os dias fazem d'elle applicaco.
Apresentando aos mdicos e ao publico em geral diversos preparados da juru-
beba, tivemos por fim gcnerasar mais o uso d'este vegetal, fazendo desapparecer a
repugnancia que at hoje sentiam os doentes de usar dos preparados empricos d'elle,*
mais das vezes repugnantes a tragarem-se, e que tinham ainda a desvantagem de nao
ser calculada a dose conveniente a applicar-se, o que torna muitas vezes improcuo um
medicamento, qae poderia produzir ptimos resultados.
. Os nossos preparados s foram apresentados depois de havermos conveniente-
mente estudado a jurubeba, fazendo as experiencias precisas para bem conbecer as pro-
piedades medicamentosas d'esta planta em suas raizes, folhas, fructas ou bagas, e a
dose conveniente a applicaco, tendo alm d'isto procurado levar os nossos preparados
ao raaior grao de perfeico possivel, para o que mo poupamos esforcos, nao nos im-
portando o pouco lucro que possamos tirar.
Por tanto os que se dignarem recorrer -aos nossos preparados podem ter a
certeza de que elles offerecem a garanta, do que se pode encontrar, a prompta c infalli-
vel cura de qualquer dos solrimentos, qn/? deixamos innumerados, se forem em tempo
applicados, tendo alm d'sso, medico eu doente a vantagem de escolher as nonas va-
riadas preparacoes, aquella que mclbor lhe pode convir, j pela fcil applicaco, c ja pela
complicaco das molestias, idade, sexo, ou ainda natureza de cada individuo.
As nossas preparacoes ferruginosas sao feilas de forma que se tornam comple-
tamente soluveis nos suecos gstricos, porque procuramos os compostos de f;rro que
como taes esto. hoje reconhecidos.
Para aquellos quemis minuciosamente queiram conhecer as propnedades da
jurubeba, e saberem a applicaco de nossos preparados, destribuimos gratuitamente
em nosso deposito um folheto, onde trafamos mais extensamente d'esta planta e dos
mesmos preparados.
Deposito geral de todos os preparados
34Ra larga do Rosario34.
OFFICINA PARA CONCERT EAFINACO
DE
PIAMOS.
Deposito de pianos e de msicas
DO
RECIFE A* OIIMDA.
Os abaixo assignndos membros lo con-
selho de direceo dos inscriplores de tri-
Ihos urbanos do Recife Olinda, convidara
aos Srs. accionistas da mesma companhia
para reunir-sc em assembla geral no dia
18 do corrente s 11 horas la mau'ia, no
salo do Club Pernambucano, afim de pro-
ceder-se a eleigo dos S membros que|
tem de compor a directora nos ternws do
art. lldos respectivos estatutos; seguin-
do-se na votaco a disposico seguate dos
mesmos cstatudos:
Art. 10.A ordem da votafo
U. 14 RA FORHO1 M.. I 4
BOA-VISTA
Frederico Maia
Cirnrgiao dentista pela escola
de medicina
de Rio de Janeiro.
Tem a honra de participar ao rcspeitavel publi-
co desta capital eseus suburbios, que tem aberto o
sen gabinete de consultas e operacoes dentarias a
<* *c-, ra DireiU n.2,.primeiro andar, onde pode ser
: De o a 2$ acedes tem voto por cada j procurado todos os dias das 8 horas da inanh..a as
nr.-r,n ine arrinnUtas tiniViH / niaior I da tarde. Elle acha-se competentemente habili-
ac(W. Aos accionistas poim ae mtftor \ iado com oco,locar dentes artifician
numero de accoes conlar-se-ha um voto jpor qual(facr)5 systemas, e bem assim desempe-
mais por cada 25 acedes at 10 votos que i nhar qualquer outro trabalho concernente sua
ser o marinw "I n moomn ra..Anh>u>anHn inionenisein-
Recife, 10 de maio de 186.
Jos Joaquim Amtwm.
Presidente.
Luiz Lopes Castello Bronco,
Secretario.
Amaro Joaquim Fonseca Mbuqueiqu1.
Thesoureiro.
Medico
proflssao. O mesmo, reconhecendo que neni sem
pre possivel s senhoras ou enancas sahirem a
procu aro remedio, offerece-se a remover qual-
quer obstculo, declarando que na cidade se pres-
tar a qualquer chamado sem que isso indua cousa
algnina na commodidade dos preeos de seus traba-
lho, e quando para fra della assim mesmo ser
precedido de nm ajuste rasoavel, garantindo elle a
seguranca e'perjfelco de seus ditos trabalhos. Em
sen gabinete se encontrar constantemente excel-
lente pos dentifricio, elixir.e outros fiedieamen-
los odontalgicos : ra Direila n. 12, primeiro
andar.
Na ra do Torres n. 16, 2. andar,preci-
paracTevandaro iiippi-tvei de se farer despejo'sa.se de urna ama qucosinhe e engomme,
todas as tardes, quasi ao escurecer, na roa la Au- para uma-passoa.
rora, aire a ponteanha c a de Santa Isabel.
*ajioyaamwi>ain -ni i -Europa.'
Amafie lee
Na roa Direrta'h. II precisase fallar com o Prccisa-se de urna ama que tenh:i bom lotte: a
Sr. Manoel Jos Marques Ba.'aMo, negocio de mtarna freguezia da Boa-Vista, bo do Qoiabo
mtcreo. numero 6.
O Dr. Adrio Luiz Pereira da Silva,
medico pela faculdade do lio de Janeiro,
d'onde acaba de chegar, tem^u consul-
torio ra do Livramento n. 2i, primei-
ro andar, onde pode ser procurado das 9.
horas da manhaa a i da tarde, e em
qualquer outra occasiao. em sua residen-
cia, junto estaco da Casa-Forte.
No Corredor do Bispo* n. 23, precisa-sede
urna ama forra para o servico interno de urna ca-
sa de familia e que saiba engommar.
D. Scnhorinha Germana do Espirito San,
peld presente convida a todi* os compradores d:
terrenos do sito de Agua-fria, que a Janmciante
subdividio, c que ainda nao tem osenptura mbli-
ca, a comparecerem a casa de sua residencia a
ra da Concordia n. 118, munidos de seus respec-
tivos recibos, afim le serem reduz-dos i escrip-
tura publica, ou receber novo titulo pausado pela
a aununciante.
Pede-se aos que estao com as suas compras ain-
da nao realisadas o favor de no preso le, li> dias
comparecerem na casa da annuncante, afim d
serem verificados qualquer recibo ou d'ico'nento,
qnetenha a respeito de taes transaccOes.
= Julios Fuerstemberg, vai
Europa.
No collegio da Conceico precisa-se de um
cosinheiro e le urna criada mtelligente.
O abaixo assighado testamenteiro do finado
subdito francez Joao Vignes, roga aos davediires
do mesmo, tenham a bondade de satisfar no ter-
mo de 13 dias seus debito, aflm do evitar, que
seus nemes como devedores sejam discriptos no
inventario procedendese na forma da lei.
Recife 7 de maio de 1869.
________Gaspar Antonio Vieira Gji maraes.
Os abaixo assignados scientiflcara ao^rablico
que a casa eommercial desta pragasob a>irm-
Araujo. Martins & Cpassar desta dacta em
diante a girar sob a deJoaquim Antonio d'Araujo
& C. em virtude de se haver desligado o socio
Domingos Manoel Martins; (loando cargo do
socio Joaquim Antonio d"Araujo o activo e passivo
da mesma casa. Ifedfe 6 de maio do 1361
Adriano Augusto d'AImeila Jordao.
Joao de Castro Guimar^ .
Joaquim Antonio de Araujo.
MARTIMOS
CONTRAFOSO.
A Companhia Indemnisadora.cstabelecida
esta praca. toma seguros martimos sobre
navios e seus carregamentos e contra fogo
en edificios, inercadorias e mobilias: a
ra do Vigario n. 4, pavimento terreo.
Ama
Precisa-se de urna ama forra ou escrava par
eomprar e cozinhar para urna ca?a de pouca la-
aulia : na rna das Cruzes n. 28,1 andar prele-
re-se escrava e paga-se bem agradanilo.________
Aluga-se
una preta para todo servico de caa : quem
pretende-la dirija-se a ra do Sol n. 33, primairo
andar-_____________________
fta pbamaela da Ra~do Imperador n.
do,
precisa-se de um offlcial que tenha baeaoie pra-
tica.
ucnii
Resta venda um escolhido sortiinento de ob-
ectos de marcineria, como sejam,imobilias de ja-
iarand, mogno eamarello, obra ntckinal e estran*
jeira, de apurado gosto e por pncoi razoaveis :
aa ra estreita do Rosario n. 32: Nesta mesma
:asa fazem-se com perfen;ao todos os trabalhos de
jalhinha, como sejam, empalhamentos de lastros
para camas, cadeiras e soplis.________________
esappareccu a 29 do corrente, da botica do
abaixo assignado, o bilhete da lotera 104, n. I>7;
portanto previne-se ao thesoureiro |ue nao pague
premio alcum que sahir por sorte na f,^'rr*rc*0'
sean ao abaixo assignado, seu verdadeiro aouo.
Francisco Antonio das cnagasi
Fuiidi Neste vasto estabeleclmente sempre se encontra
um completo sortimento de taixas de ferro batido
e fundido, fabricadas recentemente, e se fabricam
de qualquer molde a vontade dos compradores, e
rejos razpoaveig._________________________
~^Em casa de TI1E0D0110 CHRISTI-
ANSEN, ra da Cruz n. 18, encontram-se
efiectivamente todas as qualidades d vinbo
Bordeaux, Bourgognc e do Rheno._______
Joaquim Jos Gon-
palves Beltrao
RA DO TRAPICHE N. 17, ANDAR.
Sacca por todos os paquetes sobre o Ban-
co do Minho, era Braga, e sobre os segan-
tes logares em Portugal:
Lisboa.
Porto.
Valenca.
Guimaraes.
Coimbra.
Chaves.
Viseo.
Villa do Conde.
Arcos de Val de Vez.
Vianna do Castello.
Ponte do Lima.
Villa Real.
Villa-Nova de FamalicSo.
Lamego.
Lagos.
Covilhaa.
Vassal (Valpassos).
Mirandella.
Beja.
Barccllos.
De novo se previne qne ninguem fai;a negw.ki
aleum com qualquer herdeiro do coronel Franeir
co Santiago Ramos, senhor do engenho Tibinr
acerca do preto crioulo de nome Rufino, en com
outro qualquer escravo do mesmo casal, por jato
que tanto esse como todos os mais c-tao hvpothe-
Ztdos Manwl Alves Ferreira e penhorados por
execueo do mesmo.
Precisa-ea fcar nma, esorava on torra que
saiba engommar ecosinlnr,e faca as cimpras, para
caLa da beauena amia: na ra do caes do Upi-
nortao aolado, tambem na mesma casa precisa-se
iihUT nma^neurtaha a nrn motcquo.______
_ precisa-se- de urna ama que saiba cosinhar
bem: na ra Nora n. 3Jierro andar.
Precisa-se
comprar um moleque de 12 a 16 annos completa-
mente bocal, prefere-sedo matto : na ra da isen-
zalla-vclhaai. 18._____________ft __
ImagBns
No egeriptorio n. W da rna da Cad-Ma, andr.
hadivers imagens para trocar.
__Anda restara, algumas colleccoes de
Biographias de abjuns poetas, e outros ho-
mens Ilustres da provincia de Pernambueo,
tres tomos escriptos pelo commendador .
J. de Mello: ra Augusta a. 94._______
No dia 27 do abril do corrento anno, fgio
da Guarita, districto da Parahyba, um escravo jior
nome Henrqne, idade 22 annos, criouki, cheiaido
corpo e rosto, boa altura, pernaa um pouco ar-
queadas, muito vistoso e regrista. Pede-se a qajm
o pegar, que dirija-se a ra da Imperatriz loja e
joias n. 67, qne ser recompensado.___________
Antonio Ferreira da Sflra Maia julga and*
dever pessoa alguma, no entretanto se algueape
julgar seu credor queira apresentar a sua eonta
ou iitiito-Bfrprae^dias-TMiwer a*ga
Precisao
Precisa-se de uifc caixeiro portuguez
-I l a 10 annos, coro pratica_de tabernis a
tratar na ra Larga do Rosario n. 31.
ft-ecisa-se de duas amas urna para co-
sinhar e outra para o servico de casa, na
ra Estreita do Roiario n. 32,2. andar.
Precisa-se de urna ama par* xomprar eo-
tinhaf para duas pwsoas: a trawr na na te
Hortas n. 114.
.^'a
"s


Diario de Pemambuco Quinta feira 13 de Maio de 1869.
(MSIIMIO 1EDIC0 m MICO
DO
DR; P. A. LOBO M0SC0S0
3Ra da Gloria sitio do Fundo3
Consultas todos os das desdo as 7 horas da manliia ate as 11.
Visitas em casa dos doentes de 11 horas em diante, em c;,so urgente a qualquer
Lora do dia ou da noile.
Nao se recebem chamados so nao por escripto em que declare o nome dapessoa,
toda ra e o numero da casa.
Especialidade em partos, operarnos, molestias de mulheres e meninos.
Cura radical das molestias veneris, e ios cstreitamentos da ulhera.
Curas radical das molestias do tero, como ulceras, flores brancas, amenonia,
vegetacoes e catarrho, ote etc.
Recebe-se esclavos para tratar le molestias oa praticar-llies qualquer operacao
cirurgica. Diai ia 1 >O0O excepto as ojeraettes.
Os melhores remedios horoeopathicos conhecidos. e por procos mito eom-
modos.
BQBii'J
QUINIUM .ABARRAQUE
APPROVADO PELA ACADEMIA UE MEDICINA DE PARIZ
febrfugo
deve ser
O Quiniam Labarraque, eminentemente tnico
preferido todas as oulras preparacos de quina.
Os vinlios de quina ordinariamente empregados na medicina preparam-se
com cascas de quina cuja riqueza em principios activos extremamente
\ariavel; a parte disso, em razao de seu modo de preparacao, estes vinhos con-
tem apenas vestigios de principios activos, e em proporcocs sempre variareis,
O Quiniam I abarraque, approvado pela Academia de medicina, con.
stitue pela contrario un medicamento de corposieao determinada, rica em
principios activos, e com o qual os mdicos e os doentes podma sempre contar.
O Quiniuai Labarraque prescripto com grande xito as pessoas Iracas,
delibitadas, seja por diversas causas d'esgotamento, seja por antigs moles_
tias; aos adultos fatigados por una rpida crescenga, s meninas qui lem diffi.
cuidado em se formar c desenvolver; s mulheres depois dos partos; aos vellios
enfraquecidos pela edade ou doenia.
No cazo de chlorosis, anemia, cores plidas, este vinlio um poderoso
auxiliar dos ferroginosos. Tomado junto, por exemplo, com as pilulas ele
Vallet, produz cffeitos maravilhosos, pela sua rpida acco.
Deposito em Paris, L. FRERE, 19, ru Jacob
Rio-Janeiro, DUP0NCI1ELLE; CUEVOLOT. Pemambuco, MAURER et O
Moreira Duarte & C. tendo feito urna
completa reforma no seu estabelecimento
de joias da ra do Cabug n. 5, (junto a
loja de cera) acabam de reabri-lo ao res-
peitavel publico, a quem offerecem um es-
plendido sortimento de joias as mais mo-
dernas e primorosas que teem vindo a esta
praca, e por precos o mais resumido possi-
vel. Tambem compram ouro. prata e pe-
dras preciosas
\ 5 Rl A M CABIG\5
MOLESTIAS dPEITO
HYPPHQSPHITOS
doDrCHUR&HILL
XAROPE de HYPOPHOSPHITO de SODA
XAROPEdeHYPOPHOSPHITOdaCAL
PILLASdeHYPOPHOSPHITCi de QUININO
CHLQROSE ANEMIA
CORES PLlbAS
XARQPEdeHYPOPHGSPHITO de FERRO
PILULAS de HYPOPHOSPHITO de: MANGANESIA
TOSSt BRONCHITIS
DEFLUXGS ASTHMA
PASTILHAS PECTORAESj-d CIIRCHILL
Exigir para os xaroKs o frasco quadrado e em
todos os productos a assignalura lo D' CHUH-
CHIUi, c o letreiro com a uiar :a de fabrica da
PUarniacia SWANN, 12, runGii/itofic.PAniS
PltUI/E.
DE17ALET
As Pilotos de Volle. approvadas pela
Academia imperial de medidla de Pariz,
sao" empregadas com o maior
xito para curar a chlorosis,
e fortificar as conslituicoes
fiaras. Nunca esle ferrugi-
noso ennegrece os denles. ^^^r"
Para a garanta da sua autlienlicidade,
o nome do inventor vai gravado cm cada
plala como nnrgeni.
em Rio-Jiseiho, Dapomclic; Ck'iolot.
<'iu Puuuikco. Mtmrert C\.
^\.Un
Dfpiilo
Precisa-se
de um homeni sera familia, que saina adunia eou-
sa'ler, esc rever e contar; para iutoruiaces, na
ra da Cnu n. 16.
Roga-se ao Sr. coronel Thuina/. ele
Aquiuo Cavalcante, o favor de diriyir-se ao
escritorio do Sr. barao Nazareth, i ra-do
Imperador n..77.
mamaammmammmmmmam
JoSo Leopoldo Lopes, suain.iltier, sen
mano e manas, seu. cunliado e netos da
linada e sempre chorada Mara Joaquina da
Coneeiro, pungidos da mais arceba tlur,
agradecem cordcalmonte a todos os seus
amigos que so dignaram acompanhar o ca-
laver de sua mi. sogra e av, ao cemite-
rio publico ; bem como, de novo convi-
dam aos mesmos seus amigos e parentes
da finada, a asistirem a missa do stimo
dia, na groja da Santa Cruz, segunda-feira
17 do andante, as 7 liaras da fflaabaa.
l'endo annuitciado :>. recebedutia de
rendas interna? gcrnesd'esta provincia que
desde o dia lo do- corrente me/, est era
execucao o regulamcnto que so refere o
decreto n. 434 de 17 de abril do 1809,
relativo ao novo imposto do sello, o Kn-
ijlisli nal ,,f {o <<> Janiiis faz publico
(jue o sello ixo de 20Q ris pagavel os
cheques passadospara serem pa<;os neste
banco, correr at nova intimacao por eon-
ta do saccador do cheque quando esto for
passado por quantia menorsie 2:00uf>OO.
Pemambuco, lado maio de ISu'J.
-Manoel Luiz dos Santos d- C. estab-*-
lecidos com armazem de cairos ra do Vi-
gario n. 3, julgam nada dover a esta praca,
e se alguem se considerar credor da nn's-
mi firma, queira no graso de quinzo (lias
aprosentar sua cont, visto ter de retirar-
se da sociedade o socio gerente Manoel Luiz
dos Santos.
Pemambuco, 10 de maio de 1869.
Manoel Luiz dos Santos.
Com aul"iisat;ao dos credores do ti-
nado Jos Bernardos de Souza, vende-sc a
taberna cita no largo do Pilar n. 21, muito
afrcguezada.o no melhor ponto d'aquella
localidade : os prelendentes dirijam-se ao
mesmo largo n. 8 que achato com quem
tratar. _______________
Tendo o lllm. Sr. Ur. provedor de car
pellas designado o dia 16 do corrente mez
para se proceder a eleicjio da nova mesa da
confiara de N. S. do Livramento, a com-
missoda mesma convida a todos rimes a
reunirem-se no consistorio da mesma ir-
iiandade, as 10 horas da mauba deste dia,
alim de comprr-se o que cima fica dito.
hecite, 12 de maio de 1869,
O secrelario,
Jo h'avel Uno i'u Rocha.
BOLIEIRO.
No caes de Apollo n. 69 se dir quem precisa do
um bolieiro para casa particular.
COMPRAS.
.'-~ Na penca da Independencia n. 33, loja deou-
rives, compra-seouro,prala, e nidras [ireciosa9,e
tambem se faz qualquer obra de encommenda, e
odoe qualquer concert.
ooeTbatF
, Compra-se moedas de ouro e piala e
bem como libras sterlinas, na ra do Ca-
bug n." 9, relojoaria.
O muzeo de joias
Na ma do Catinga n. 4 compra-sc ouro, prata
3 pedras preciosas por presos nais vantajosos do
que em outra qualquer parte.
Compra-sc moedas de ouro c prata, bem
como libras sterlinas por maior preco que
em outra parte: na ruado Crespo n. 16
primeiro andar.___________________________
Corr mulo maiur vantaycvi
Compra o Coracao de Ouro, n. 2 ra do Cabu-
g, moedas de ouro c prata e pedras precn -s..
VENDAS.
Vend< -se
POS DE ROG
Approvado pela Academ'a imperial
de medicina de Piriz
Um frasco do Pti do n>..-, dissolvido
dtn-uma garrafa d'agua, da urna limonada
agradavel, que purga rapidmicnte e de
um nwdo cei'to, sem MMf a menor
irritaeo como acontece com a maior
parte dos oulros purgantes. Oa P de
Bogt-, sao inalteraveis por isso empre-
gnm-se fcilmente em viagem.
ciiiRio-JisEir.o, DitpoHihe le; Ckeolt.
em Pmniwco. ilanrcr l C".
D }M
urna armado de amaraflo enm porta para divisan
de escriptorio, obra boa, ouatro bandas, ou enca-
namentos de amarello para iMiistrucrao do canoas,
duas grades de ferro com 8 |2 palmos de altura
eG t|2 de largura para j.ineilas: a tratar na ra
doHoodcgO, otaria n. _____
Grande exposico de
bonecas de cera
DE
fodas asqualikdes na ruado
Oueimado n. 53.
LOJA DO TEMPORAL
Acaba de chegar pelo ultimo paquete ura
completo sortimento de bonecas de cera de
tnas as qualidades para luja do Tempo-
ral.
Milito efardi
Milho a oo09 e o-i'iOOo sarco, farello de Lisboa
I i IflOO : no armazem da estrella, largo do Pa-
ra izo n. 11. *
Libras slarlinas
Yenda Jonquim Jos liamos, ua na da Cruz n.
, Io andar.
Barato que admira
Qiiartos de latas cora bulaebintuts de boas qua-
lidades a 1-i'iO1, eaixinhas com ameixas, pense.
fieos a i j'iOO, ceneja ass, Ihlers e bell inglem a Laixas de linha branca
800 rs. a botija, vinlio a i00 rs. a garrafa,
Rita do Qucimadon, 49 c 57 loja
di miudezas de Jos de Axcve-
dv Mata e Silva con herido por
Jos Bigodinho.
Est qneimando todo quanto t rn cm seu
estabeiecimento para acabar e faz r:
sortimento, por isso qaeiramvir ounindat
vero que borne barato.
Garrafas com agua florida ver-
dadeirad......
Garofas com agua divina dame-
lliorqitalidade i ....
Latas com superior banlia fran-
ceta .';......
Caixaseom frascos decheros
proprio jiara mimos .
Dita com 6 frascos muito finos
Oleo baboza muito fino que s
a vista ;i......
Sabonetes de catanga muito bo-
nito ......
Caixas do p do arroz muito
superior ;i.....
Pecas de babadinho com 10
varas ......
Caixas redondas entilando tar-
taruga ......
Pecas, de fita de cus qualquer
largura .....
Escovas para unhas muito fi-
nas ......
Escovas para dentes fazenda
muilo fina .....
Pulc'eiras de contas de cores
para meninos .
do gaz
IJtOO
200
W i:
Attencao
AVISO
aos convalescentes e lis pessoas
fracas e debilitadas
o ou IN i um UMH aou e approvado
pela Academia imperial de medicina de
'aiiz o tnico por eicclliaicia.
p lo
cm PomuSMOBi M tw
0 abaixo assignado previne a Si a. Joa-
quina Alaria da -Conceico, moradora em
Mammgnaw, qoe a leltra de sen aeccite
eameufavor, vencida, em 48 de Janeiro
do coirento auno de 3915250 rs. fica com
outros papis do abaixo assignado perdi-
dos, assim pois previno-a cm lempo para
que nao a pagua a outro sem que por mim
seja autorisada. ______
azeite
doce de Lisboa a 880. arroz de prirheira qr.alida-
de a ISO rs., caf a 0, sabao a 180 c 220, cha
miudo bom a'3 100, idem irado a 3f, alpista a
240, toucinho de Lisboa a UO, marmelada lina a
780 a libra, doce de guiaba lino em latas e caixoes
de diversos amanhos por commodo preco : s na
esquina da i na da Penhe n. 7.
Vende-se ou arrenda-se o engenho
Conce<;o distante de Santo Amaro de Ja-
boalo 3 quartos de legua, tendo marta
malta, c moe com agua, tendo muito boa
estrada al a porta, e demarca com o
engenho Camacari: quem o riretcndcr di-
riga-se ao mesmo engenho a fallar com o
proprietario.
Igual aviso faco ao Sr. Manoel Luiz de
Franca morador na Serra da Raz, districto
da Parahyba, sobre sualetlrade U0#, ven-
cida era 25 de Janeiro do corrente anno
que tambem icain perdidos.
Recife, 11 de maio de 1800.
M. /, Alni.
v\.GRt%
PILULESSSflCAUVIN
PlurniKleB, 55, bcoletird S.-butopol. PatK
Este precioso mrgavo bw1 o comraodo
como asraitavel e o remedio hm nfallivel para des-
truir aa cMMllp^oeo, as nevralgla*, as mais re-
beldes, assim como a Mil e a viscosidades
Elee efncaz nagaslritis, osulraccoe enx-
aeeas, asininas, dores ealarros, enipigens
olla e rtieamailsnios.
O merecimento das rtalas ramln pode resu-
ir-se neas palavras Belat*leeer ou euer-
rar a sade. ..
Ellas nao pedem era rcsgssrdo na comida ncm
bebida fm doe laxante dcnirallva, usase tomar
ellas as refeccOes; em dosc pnrgt*a de noite o
deitar-se.
/ersamiiiico.- MM- Bfaorcr ut C.
Irmandade dos Passos
na matriz do Corpo
Santo.
De ordem da meza regedora, convido
a todos os irmos, para que no dia 10 do
presente mez as 3 horas da tarde, compa-
recam em nosso consistorio para encorpo-
rados dirigir-nos a igreja o Collegio, e
dahi ocompanharmos a procisso do Divi-
no Espirito Santo, c tiesta forma corres-
pondermos ao convite feito por essa distinc-
ta irmandade.
Consistorio da irmandade dos Passos 12
de maio de. 1869.
O escrivao,
J. J. Urna Baiio.

Quem precisar de urna amr. para todo servico
interno de urna casa.dirija-se a rita da Cruz n. 43,
2o andar, preferindo-so s casa de homem solteiro.
DE JOIAS
GOMES DE MATTOS IRMOS
tendo feito completa mudantja em sen antigo e
acreditado estabelecimento de joias, com o fimde
dar-lhe maiores propoi;poes e elegancia, oonvidam
ao publico em geral e com especialidade as Exms.
Sras. de bom gesto a comparecerem pessoalmente
das 6 horas da manha s 9 da noute na
RA DO CABUG N. 4
onde encontraro um completo sortimento do que ha de mais eiegatrte,
bello e precioso em brilhantes, esmeraldas, rubins e tudo que em obras
de ouro, prata e platina se pode- desejar.
ADEREQOS DE BRILHANTES, ESMERALDAS E RUBINS
de novos gostos, assim como grande variedade de salvas e palitetros de
prata contrastada e de gosto anda nao visto, e completo sortimento de
objectos de prata para uso das igrejas,
Compram e trocam qualquer joia om* pedra preciosa e garanem
a qualidade dos objectos vendidos.

c/s
Pedro d'Alcaotara do9 Gaimares Pei-
xoto s satisfar a quem pelo Diario de
PernanAueo ns. 10 e 11 do corrente, de-
seja saber a sua residencia, sol) as condi-
ces seguintes'. 1." declarando o curioso
qual a natureza do negocio que tem com elle
a tratar, 2.' assignando a declaracao; do
contrario, d-se quem quer que soja, ao
ti-abalho de a descobrir.
Ama
Precisa-se de urna mulher ainda moca,
nacional ou estrangeira que engommecom
perfeico para encarregar-se deste servic.o
em urna casa de familia : a tratar na ra
da Aurora n. 42.
0 SUSr DE JOMS
ATTEHCAO-
O abaixo assignado, bem eonhecido nesta eidade,
onde reside lia muitos anno?, julga por isso nao m
entender com elle o annuncio (nao ha desculpa)
publicado no Diario de hontenv, 10 do corrente ;
entretanto r^do ao encapado autor de tal annuncio
que declare qual o negocio, ou uaja-se sea es-
criptorift- Assim como pode a todas aquellas pes-
soas que se julgarem suas cjd suas contas em seu escriptorio cas da c;impanbta
Forte do Mattos. Recife 11 de maio de 1869.
Manoel Jos Dantas.
til
Alegrai-vos myopes, e presbytas, j po-
dis ver de longe, j podis ver deperto,
nao ha mais vistas curtas, nem caneadas.
F. J. Germano acaba de receber pelo ulti-
mo vapor um rico e variado sortim nto de
oculos, lunetas, pince-nez, face -main, lor-
gnons, de 'ouro, prata, tartaruga, marDm,
aro, bfalo, ncar, unicornio emelebior;
assim como binculos de urna a tres mudan-
cas para theatro, campo e marinha, da ulti-
ma invengao ; duquezas, vienezas de 0, 8 e
12 vidros, tudo dos melhores fabricantes da
Europa.
O mesmo vapor trou-
xe urna -excedente ma-
china para graduar e
observar numero dos
vidros qoe se necessita
conforme a vista de
qualquer pessoa.
Tem cxcellentes storioscopos, instrumen-
tos de mathematica, barmetros, vidros de
chrystal do rocha, e de cores para resguar-
dar a vista; eoncerta todos os objectos a
presos commodos e com promptidao ; tira
o mofo dos vidros c encarrega-se de tod| a
encommenda relativa a ptica.
Recebeu tambem os excelentes relogios
do antigo e afamado fabricante liobert Gerth
A-C., os quaes vendem preces commodos
garantindo a-sua superior qualidade.
UlISSTLllS
Vendem-se na casa de Tbeodoro Simn
4-C.a 135,530.
Largo do Corpo Santo n> 21
Vende-c urna taberna na ra do Pilar n-
13 : a tratar na mesma.
com 50 novcllos .
Caixas de linha branca do gaz
com 10 novellos i .
Pecas de tranca lisa de todas
as cores .....
Resmas de papel paulado muito
fino ......
Pares de boloes para punlios
muito bonito .
Libras de la pa a bordados de
de toilas $ cores .
Pentes com costas de metal
muito linos .
Novellos de linha muito grande
para croxs .
Duzia de linha froxa para bor-
dado ......
Grosas de boles madreperola
muito fino .....
Sabonete muito finos 60, 120,
ICO, 240.....
Pecas do fita de la todas as
cores ......
Espelhos domados para parede
imO.....
Espelhos d Jacaranda muito
lino ......
Pecas de trancas brancas e de
cores de caracol i .
Pares de meias croas para me-
ninos ......
Caivete muito fino com 4 fa-
llas ......
Cartilhas da doutrina as mais
modernas .....
Fpscos de sndalo e patecholy
muito finos .
1*800
UM
SM
#240
SCO
600
/>040
4^000
1120
m
&&>
mo
0500
mo
10500
OQC
0000
0320
10500
0100
10200
00Q
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V'V6'C
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v- v e 'c
v 'a s'v& 's
e o i so.ieum.sj
0)3Hd
qq'uopowidnfy op mu
ou op5wodx9 9p oup op SOOdW
intil
Ra do Livrameuto
n.
26.
Urna pessoa competentemente;-habilitada, offere-
ca-se a dar li^Oes por casa particulares, do se'
gainte : primeiras letras, gramniatia portugtieza
te franceza : alratar Da encadarcagao da traveasa
da Congregagao. ____________________________
O senlwr que recebes urna orden do Rio de
Janeiro a favor de Jcs Joaqaim Tabayanna de
Oliveira, queira fazer e favor declarar por esia
fotha._______________________________________
Perdeu-se da mSo do abaixo assigna-
do urna letra do 3000000'acceita pelo Sr.
Miguel Agostin^o Ramo* Machado, e em
segundo lugapplo Sr. Jos'Pinto da Cunh,
a quat- fica sem^nenhum '-effeHd por ter Te-
Cmbraia de cor, de bom gosto, covndo, a 240 rs.
Ditas de dita, padroos modernos e elefantes, me-
tro, a 700 r3.
Cellarinhos de divenos gostos a 400 rs.
Ditos muito finoe de linho a 640 rs.____________
Vende-se o dominio de um terreno com 130
palmos de frente c 300 de fundo, na estrada \>lha
de Santo Amaro : a tratar mesmo era Santo Ama-
ro com Jos Gongalves Ferreira Costa.__________
Jos Joaqum-Goim Teixeira.
IHores porporcoes pora priait|MMiv muir V^Z um escravinho sadio e de bon?
no se a "
informa so- no paleo
Vi
administra-la
13.
Vende-se por commodo preco um carro noro
de quatro rodas com um boi : na ra do Jasmrm
n: 27._________________________________
, Vende-se um ptimo sitio com grande
casa de vivenda, muito bem construida e
grande cacimba de beber, com 500 palmos
le terreno de frente e 300 e tantos de fun-
do no principio da estrada dos Afllitosn. ,J4,
cebido outra de igual qqana a 92 di a muito perto da va ferra quem o pretender
contar da data deste. Recife 4 de maio entenda-se com Jos Antonio Marques, rao-
de 1869 rador no Chora Menino, o qml commum
ira a vendedora o nome e o preco offere-
cido petos prateodentaa.
TabBTlia. i Vend^se~ou permuta-se a casa n.
UpaM^e unw- x#m*#f^*m' blTua raa d S. Miguel nos AfOgados por
costumes
gm, por u'donse acbar dqonte c ^H^ [em quizer diriga-se^o Gtqni caM0 p
da*M**a J0s3pat6iw j^.pedjHvdeFarias.
MACHINAS EGYPCIAS
PARA DESCAROCAR ALGODAO
Lok-jaw Cow pers 'patent
Acham-se expostas estas importantes ma-
chinas no trapicha do Sr. major Bel lamino
do Reg Barros, no Forte-.do Mattos.
Estas machinas fuoccioaam d'uma ma-
rcha inteiramente nova, e ainda nao vista
no Brasil; descarocando o algodo com
muita prestesa, e deando a fibra inteira-
mente limpa eem todo seu comprimento,
como o mais superior boiwdeira: vaiendo
par consequencia mais 20 *{, sobre o preoe
do producto das maehmas de serrote.
Convencido d'esta verdade o seu intro-
dnctor se obriga desden* pagar o algodSo
produsido pelas sobreditas machinas; per
mais 1:000 em arroba sobre a ctacao da
praca para o producto asoserrott: ou
1:500 em quantidade aVlOOsaocas para
cima.
Preo decadamaohmaiXOW' um cyluidro
de sobrecaliente 2400000 a dinheiro se-
descont. ,
Slva Barroca* xw i Oadi
n. 4.
EM CASA DE 11.1.EGER, MJA DA CWJZ NO-
Vaquetas para carro,a,
i Oraros envernfa Solas envernisadirs.
Fr** fia me* braneo e amarello paracawr
Cales de seda e laa nar^ caitos.
Riia do Livmem n. 2'
Cambraias deore'mniw''"". "*, **-
a360rs.
Chitas escuras, cflvad^jL*0 f^.
Dita clara* !**> C* a 310 r
Ditas escura*, bonftw iwroes, ovado a 300.


emambuco Quinta feira.13 Je Maio de 1869.
Os verdadeiros COLLARES HOTZR, os unl:os approvados pela
a Academia de Medicina, lem assim como os meos outros productos
atiraliidn a cupidei dos falsificadores, que para facilitar sua criminla
industria nao se peja, uem receiad annunciar vendi-r falsos CouAkxt
COM meu Home. En pro;ho as familias para interesse de scus filhos
que, |iara evitar falsificantes, dciem exigir, que nicus Collares Ibes
sejao vndidos em caixas de tambas de encaite e corredias cobertai
por 4 ctliquetas com a minlia marca de fabrica e encerrando nin
prospecto circunstanciado, e selladas por tima neda!.ia com o lettreiro.
COLLAR ROYER, Ru St-Hartio, 225. Pars.
CARVO'DE BELLOC
PARS
Approvado < recommon'iado pela Academia iiirperial da medicina de Par'psra a
nin da prtnlgii a en gcral de todas as doencas nervosas do esiomro c dos intestinos.
t cgualmentc o remedio por rxcellencia contra a retene.o de venre. Finalmente em
radio de suas propriedades alworvenles, reconimemlado como verdadeiro remeilio nos
cazos de dianliea e cliolwiiia. O r.rvfto do llclloc toro*-* na ooeaWto das comidas
sol a forma de pos ou de pastilhas.
Depo.ito etn Rio-Janeiro, Duponcltele; Chevolot. Em PuMtWCO, Maurrr t C".
ALTAS NAVIDADES
LOJA DO PASSO
Ra do Crespo n. 7 A, esquina da do
Imperador.
PARA CASAMENTOS, BAILES, THE\-
TROS, etc. etc.
Lindos cortes do blond, contendo setjm,
mantas e grinald;is.
Requissimos cortes de sedas assim como
para corados.
Gurguro branco.
Moireantique branco azul e verde.
Gros-de-naples brancos e de cores.
Setim branco macau.
Setim, branco, azul, verde, cor de rosa
e amarellos.
Fil de seda, branco e preto.
Cortes de seda com duas sai;is.
Chales de gurguro de seda de cores.
Camisas bordadas para homens.
Saias bordadas para senhoras.
Camisas bordadas .
Fronhas de linho bordadas com primor.
Lencos de cambraia de linho Jjordados.'
Riquissimas colchas de damasco de seda,
assim como de seda e algodao.
Ditas de crochet para cama.
Chapeos de seda bordados, para sol,
Poil de chevre de lindas cores.
Alpacas de lindas cores.
Chapelinas de palha da Ralia, assim
oemo de seda.
Enfeites para cabeca de senhora.
Espartilhos para senhoras.
Meias de laia para padre.
Ditas de 15a
Ditas de seda fio da Escossia e algodao.
para senhdras e meninas.
Lencos do labyrintho.
Fronhas de labyrintho.
Bicos, rendas e grades.
Finissimas cambraias de cores, percales,
las, c outros muitos artigos de gosto e
de alta novidade, isto s
Da xarope Vegetal Americano, especialidadc de Knrfholosacn 34RA LARGADO ROSARIO34
NSo costumamos procurar attestados para acreditar nossos preparad, e dei
xamos que sua apphcaco e os resultados obtidos pelas pessoas que se dignaram acceita
los, Ibes deem crdito evoga; porque sao sempro os attestados consklerados gratuitos
e edeltes que lancamo o charlatanismo; mas, nao querendo oe&der as pessoa qui
espontneamente nos offereceram os que abaixo v5o transcriptos, es fazemos pubScar
manilestando-lhes nossa gratidao pela ltenlo, esperando que venteo* eiles corrobwai
o conceito, e acceitaco que tem merecido nosso xarope.
Barthaiomen & C.
ATTESTADOS
Illms. Srs. Bartholomeu C. com a mais subida satisfar- que declar.
tb o xarope Americano de urna eflicacia extraordinaria, pois que sofrendo' ha dias di
intensa tosse ponto de nao poder dormir a noite a d,espeito mesmo de medicamentoi
que tomava, a elle recorr c naterceira colher fui alliviado, e de todo me acho-boje rea
tabelecido com o uso so .ren te de quasimeio frasco: grato, pois. esse resultado man
testo a Vv. Ss. meu re onhedmento.De Vv. Ss. amigo, venerador e obrigado.Ma
noel Antonio Viegas Jnior.
Sua casa 20 de abril de 1868.
Illms. Srs. Bartholomeu C.Penhoradissimo com o favor que me fiaeran
de aconselhar o uso do xarope Vegetal Americano, de sua composico, quando meacha
>a bastante doente de urna constipaco, que me tornou completamente rouco e qui
trouxe urna forte tosse, e me impossibilitou de cumprir os meus deveres de cantor d;
empreza lyrica, vou agradecer-lhes meu completo restabolccimento, que obtive com. un
s vidro do mesmo xarope, depois de haver recorrido a muitos tratamentos. Desejare
que outros como eu recorram ao seu xarope para se verem alliviados de tao terrive
incommodo, tao fatal neste paiz. Com maior consideraco contino a ser de Vv. 9s
attento, venerador e obrigado.Luiz Cremona.
Recife, 25 de setembro de 1868.
Illms. Srs. Bartholomeu & CO xarope Vegetal Americano que Vv. Ss. tees
exposto venda de toda eflicacia para o curativo d'asthma, conforme observei applv
cando-o a meu fiiho Joaquim, menor de quatro annos; victima d'esse flagello, que ato
ent3o por espaco excedente a dous annos havia resistido a outros xaropes de grana
nom'eada. Queiram, pois, Vv. Ss. acceitar a expressao altamente sincera de meu recc-
nliecimento ao meritorio servico que lhe prestaram com o indicado xarope, acreditan
do-me para sempre de Vv. Ss. criado, attento e obrigado.Americo Netto de Mendonca
Recife, 2 deoutubro de I8G8.
Na loja do Passo ru;i do Crespo n. 7 A, esquina da do Imperador.
COMPANIIIA
CU! L
Fabrica de tecidos dea godao de
Per nao Velho.
Superiores saias brancas bordadas a 5>, 6$, 8$ c 106000 cada urna.
Ditas de cambria de escocia transparente j feitas a 60('0 cada urna.
Columnas na ra do Crespo n, 43 de Antonia Correia
Xa loja
Vasconcellos & C.
das
de
NairMI'iH dWIu^rSe
Este admirare
l Depurativo nao
conten emsimer-
Irurio, ictlo ou
arsnico; t um
"vigoroso modifi-
cador para o sanguc ecura radicalmente as molestias espinlias, o os Pannos, etc.Eniprefrado diariamente elle refresca a massa do sanguc e consolida o saude.;
ATlITrrriA f1 1 X\ V T Cura ,ni "' "v corrimentos antros ou recentes |
IftJLliLAU l A Ubi os mais rebeldes.
Pahis, 7, BJ Deiiain,
O superar panm; d algodao desta fabrica, mui
vanlajo?amette eonlftrjdi nesta provineia e as de
Pernambnco, fciraliyba t Rio de Janeiro, peta sna
perfeipto de ttefo, eiastieitlidc e for aleza, conti-
na a ser vendido no escritorio da mesn fom-
panlna a praea de Pedro 2" dcsia cidide, casa du-
inero i.
Afim de que os iwwuh e imputantes sejrfu-
res de engenho, brav como os senhor?s exporta*
res do assucar, tonto de?ta provinm como das
acmia mencionadas, possam com feilidade pro<-
-se das manufacturas desta fabrica, -a gerencia-
da contpanhia annuiiria qu as ha
sip.iintes lugares :
Kesla rfalenoscu sfliptrtno fl as casas dos
Srs. Domingo Jos de Parias e Jos A'aaes Gui-
maraes, ra do Coinmerrio.
Em Prnaiifeueona casa dos* Srs. Olivero. Fi-
lhos & e.
No Pilar-cm casa do Sr: JSo de Albuqueniae
Mello.
Na Ca>tanha Grandeem a?a do Sr. Norietto
'f.av.ilc-anti de Albnijuerque.
Jim Camaragibeim casa db- Sr. Jco Vieira d
Lima.
AIem do psnno apropriado a ensacamento b
a=.*ncar, a fabrica possne mais urna ipaalidade tfe
patino mui forte, adoptado ao s?stema qae tem os-
senbores de enpenl do norte- da provincia de
uiandarcm despmr nos trapiches de Pernambnco
o anear que al*'vio vender, com o qoe os sac-
eos sencm para ni lilas safras.
Para rou|ia de es oraros ou de MMMlVH do
campo, e para toalhaie lences *-seivieo diario,
ha uiaa superior qaaltade "de panno-ile'28 polla
cadas de largura, raudo forte e espesso, parecen
do-se bastante com meia lona. Os precos sao os
mais mediros possiveh. Macei 30 de marco de
18G9. ^
CAPSULAS MLES
DE
ALCATRAO
Remedio por excedencia para oura rpi-
da e completa das coqueluches, beonebites,
catarrhos-, tosses convulsivas, esearros san-
guinos, e outras molestias do peitc.
VSIDE-SE
NA
PltARMACLV E DROGAWA
M
Bartholomeu C.
34RA LARGA DO ROSARIO34
IjOJLI
DO
GALLO VIGILANTE
Rita Os proprietariirs deste bem conbecido ejtabele-
cimento, alm dos muitos objectos que tinbam cx-
postos a apreriacao do respeitavel puWiro, man-
daram vir c acabaiu de receber pelo- ultimo vajwr
da Europa um completo e variado sorli nerto de
finas e mui delicadas especialidades, as ouaeff es-
tn resolvidos a vender, como de ?eu eostane,
por precos moito baratnhos e conintodbs para Vi-
dos, tota tanto que o Gallo....
Milito superiores luvas de pellica, prctas, bran-
cas e de mui lindas cores.
Mui boas c bonitas golfmhas e punbos para se-
venda nos !nhora, neste genero o que ba de mais moderno.
Superiores pontos de tartaruga para coqnes-.
Lindos e riquissiines enfeites para canecas-das
lamas, senlioias.
Superiores trancas pretas e de cores com vi-
lhos e sem ellos; esta fazenda o que pode hver
de melhor e mais bonito.
Superiores c bonitos leques de madreperla,
mar fon, sndalo e ossoj sendo aquellos blancos
com lindos desenbos, e estes prefo.
Muito superiores meias fio d 'Escossia para se-
nhoras, as qtiaes sempre ee vendwam por 900tf
a duzia> entretanto que n* as vendemos |ior 204,
alm desfas, temos tambem grande- sertimento w
otttras qoalidadcs, entre as quaes acunas ttiui:->
finas.
Boas bengalas de superior cama da India 9
astao de martlm com lindas e encantadoras figu-
ras do mesmo, neste genero que d- Bnelhor y
ptJde desejr* ; alm destas temos tambem grande
qttanlidade de outras qnaldadas; come sejam, ma-
cra, baleiat- osso, borracha, etc. etc. etc.
Finos, bomtos e airosos chieotmhos> de radeia o
de outras quafidades. ,
Lindas e snperiores ligas de seda e borracha
pera segurar as meias.
Boas meias de seda para,senhra e pora meni-
n. i (r I a 1 anuos de idade.
TASSOIRMAOS.
Tem para vender em seus armazens, alm de ou-
tros, os seguintes artigos :
Papel para imprimir.
Perlina azul.
Greve pautado e liso.
Viiilios em caixas de doze garrafas
Bourgogne.
len.
Hadara.
Hermiiage. %.
Chamblis. ^
Licor de curaco de Hollanda em caixas de vin-
lee quatro botijinhas.
3fll \
mymmmm%mM%
TOSSES
CATARRHOS
PASTILHAS PEITORAES
de SUCCO deALFACE
E LOURO CE REJO
IRRIT&COES
00 PEITO
E' este o mais novo e delicioso coneito at agora condecido. Por isto tem adquirido r-
pidamente a popularidade de que goza. Os mdicos os mats distinctos o aconselhSo contra
as toise, defluxos, catarrkot, tosset convulsas, calarrhos epidmicos, irritaedes do peito. Com
grande empenhoo procurio as mies de familia, assinf para ellas como para as enancas, pois
primeiro que tudo inoffensivo, e as suas propriedades adocntes nio deixo nada a desejar.
Deposito em Pernambuco* em casa de Manrar e o*.
Scbonete de alcatraz
DE
Antonio Nunes de Castro.
Este acreditado preparado, que to boaj
aceeitacao tem merecido n'esta provincia,
muito se recommenda para a. cura certa
das impigens, sarnas, caspas e todas as
molestias de pelle.
Deposito nico,
Pharmacia de Rartholomeu & C,
34ra larga do Rosario34.
Nos armazens de Tassolrmaos.
Grades de ferro
para jardins, porteiras etc.
Nos armazens de Tasso limaos
CARRIXIEOS DE PEESRO
Para scrvicos de grandes armazens. para remo-
ver harneas ou catxoes de um para outro, lado pelo
mdico preco do 12*000 cada un. V
Fariiilia de trigo de Trieste
Das melboras marcas Panonia (verdadeira) Fon-
lana e grande sortimento das melhores marcas de
farinhas americanas.
Saceos de iriuha de trigo do
Chile
.Todas novas, chegadas ltimamente nos arma-
zens de Tasso Irmaos.
Cemento romano
Nos armazens de Tasso Irmaos.
Cemento hydraulico 12$
O mclhof para indo que sao obras para agna, co-
mo assentamento de canos de esgoto, algerozes, de-
posito, tanques d'agoa, etc., etc.: em porefies de
cmcoenlo barricas se far reduccaonoprecb : nos
armazens de Tasso Irmaos.
Cemento Portland
0 verdadeiro cemento Portland em casa tfe Tasso
Irmaos.
Grades de ferro, cercas, por-
teiras, eta, etc.
De differantes qualidades para cercados de an-
maes, chiqneirospara galinhas o jardins : nosar-
mazens de Tasso Irmaos.
Bsrris com breu
Nos armazens de Tasso Irmaos.
CAOS DE BARRO
Ifarua Nova, de Santa Rits* naantffafalrica de
sabao, ha para vender por preeo o mais mdico
possivel, cano francezes para' edifica^Bes e esgo-
tos de toda aqaalidade, supei'rores a fedus os que
aqu tem apparecido pela sua solidez.
PRESOS.
1 tXf por cano grande de 3 e mcia potte-gadas.
1*200 por dito 1*060 por dito de 2 e um quarto de dita.
SOOris po^pistoteta de 2 pollejadas.
Cotovelos, curva oeanos de iiaror grosssra.a
vstase- far o preeo Compras maiores de 200*
tem 5 por cento oe descont per prompo |aga-
mento. Pode-se ver as amostras nos arroaaens
de Tassolrmaos.
Tijolo franceses
Para bwhlhar casas erreas comasseioe Mecos
mdico, nwiio convenwntes e proprios para ladVij
ttios de oosinhas em- sobrados, pelo scu asseio e
evitar apaesagem do agnas para c-andar 'sferior
e mesmo operigodefogo, aos precos de 30*00a
45*000 o milheiro:Ha roa Nova do Santa Hita, na
antiga fafcriea de sabaof e compras maiores d*200*
21
A
Ao commercio.
As melhores tabellas com indicador pasa- de
momento se conhecer a reduccSo exacta dos an-
tigos pesos, para os nossos, qae o kilogramma,
assim como para conhecer-se o preco coriaspon-
dente ao mesmo sistema de pesos ; acham-se a
venda na ra do Imperador a. 28, armazem do
Campos. Ilecommenda-se principalmente aos do-
nos das casas de retalho, podaras, reinacoes, ar-
mazens de estiva, de cante- secca, lojas de ferra-
gens, fundicoes, trapiches e a tedos qae compram
e vendem a peso.
AO BAZAR DA MODA
Ba Nova n. 50, esquina da ra de S. Amaro.
NOVIDADES
bmha sao mnito boas,e de maw a tnsts o ga- Ilienl0. pn,im.Sc ver as amostradnos armS
rantidas pelo fabricante, e nos por nossa. vez tam- e Tassolrmaos
bem asseguramos sua qtialidadeodelicadfeza.
Lindas o bellas capellas para noiva.
Stiperiorcs aguJhas para macbina e pana, crox.
inba muito boa de peso, frouxa, iwna encher
labyrintho.
Bfins baralhos de cartas para vollarate, assim.
como os tentos para o mesmo Pxn.
Grande e vanado sertimento das rnetilores per-]
fumarias e dos melhores e mais conhiscidos pe*
fumistas.
COBRES DE ROW:.
Elctricos magnticos contra, as oonwaboes, o
fadfitam a denticao das innoceales crianzas. S-
mos desde muit recebedores destes-prodigioso
coiteres, e contincamos a recet.B-Ios por todos o
vapores, afim de qne nunca raltem ao mercado*
como j tem acontecido, assim pois poderao aquel*-
les que delles precisarem, vir ao deposito do gallo
violante, aonde sempre encontrarao destes verda-
dewos collares, e os qaes aitemleado-se ao tim
ara qne sao appfieados, se venderc eom um irm
minuto lucro. ^
Rogamos, pois, avista dis objeetos- jue deixamoe
dxlarados, aos nossos fregueses e-amigos a virem
comptar por precos muito razoaveisialoja do gallo
vigilante, ra do Crespo n. 7..
PASTILIRS ASSl'CaiDAS ~
DO
DR. PATERSON
De l>!tuiu(h e ma^nezta..
Remedio por excellencia para combate'
a magreza, facilitar a dsgesto, fortificar
estomago es.
DEPOSITO ESPECIAL.
Pharmacia de Bartholomeu .
34-----^Rua larga do Rosario------34.
ml
e imn
SICUPIRft
DE
Vea de esparmaceto verdadeiras para taB--
ternas de-carros: noarmaaem de Tasso Irmosi
VirJw do Porto lino superior: no armazem
de Tasso bmios.
O melhor cognac Saotliier Frares : no trma-
zem de Tasso Irmaos.
Epeiras da India
Em ca de Tasso Ismaos venda-se esteiras da
India de diversos psdroes e largaras, por preco
couimodo.
Masarthj
Nachteas de dtoscaro^ar algodo.
Hoje qiie est reoonlieeido que, as machimas de
serrote psejodicam o quebrara a .Ara do ajgodao,
e preefea recorrer a machinism menos spero,
que produzindo o mesmo servido- que qnoMas, e
factlidado no trabalbo nao qucbwm a fibra da la,
para que essa possa obler-nos lacreados europeos,
a dtffereaca que ha entre o ai.^odo dessaroeado
por aquel/as mencioiadas macbias, quo- estao fi-
candemde=uzo, peloprejuizo que tem causado
eo daaotiga bolandeira, que nao pode-competir
pela uorosidade de seu trabiho. E' assim que
ests-machinas se tornam as raais propaas para o
nosso algodao, porque ao par da facilidade e
prorapttdao coosarva a fibra da la, que- limpa por
ella, quahficada na Europa a par d*melhor bo-
landeira, valendo assim antre II 20 por 0/0
mais do que a a limpa pela machina de serrele
Estas machinas nao sao novas, pois que ha muito
estao adoptadas no Egypta, aonde as de serrote
roran nteiramente abandanadas, e por isso o aJgo-
dao daquclla prof.edencia, sendo da qualidade do
da nossa paovincia, obtem hoje de 10 agpor
0/0 mais do que o nosso : vendem-se a ISOOO
nos armazens de Tasso Irmaos.
Oleo de amendoas
Em caixas de 8 latas, cada eaixa lOfthbras:
nos armazens de Tasso^Irmaos.
Empregado contra as dores rheematicas, fTeo-
?5es gotosas, syphilis secundaria, effeitos do mer-
curio, molestias ehroniras da pello, hydropesiaetc.
Unieo deposito Jjotica de J. de A. Pinto,
larga do Rosario n. 10, junto ao quartel *
licia.
Vendem-se 37 saceos com farinha do trra
com mais de um alqueire cada sacco : na ma da
Praia n.*4.
Para senhoras.
COQUES da ultima moda, enfeitados e lisos, gran-
de sortimento.
CHAPELLNAS de palha da Italia, guarnecidas com
delicados e elegantes enfeites brancos e de cores
CHAPEUSINHOS e gorras de velludo c de pennas
(alta novidada 1) de palha da Italia, a emtiagao,
especial sortimento.
CINTOS de cores o pretos, rico sortimenio ulti-
ma moda.
CAMISAS bordadas por commodos precos.
LENCOS bordados e com letras, novidade neste
genero
LEQUES a emitacao de marfim, gosto novo e de
sndalo.
GOLIN'HAS e punhos, a emitacao de guipure.
ENFEITES pretos e de cores para cabeca, lindos
moldes,
GUARNigO alta novidade I a Marie Rose, lti-
mamente usada era Pars.
CORPINHOS de guipare brancos e pretos lindos
modelos.
BORNOSdela e seda, cores claras, elegante
moda em Pans.
CRINALDAS de flores Anas
ESPARTILHOS superiores. '
MEIAS superiores de flo de Escocia.
LIT VAS de pelica chegadas pelo ultimo vapor
ADERECOS de coral verdadeiro e camafeo, gosto
delicado.
DE PALHA
Gl'ARNICES para vestidos.
TRANCAS para enfeites de coquee.
BOTQgS lisos e com piogentes para vestidos.
CINTOS alta novidade.
FLORES finas, grande sortimento.
GRINALDASde ditas para coques.
LAGOS, fivelas, penachos para enfeites.
Para horneas.
CAMISAS com peitos, colarinhos e punhos de li-
nho fino, lisos e bordados, moda,
COLARINHOS de linho e algodao.
PUNHOS de ditos.
GR AVATAS de todas as qaalidades.
BOTOES para punhos e guarnieses para colotes.
CORRENTES de plaqu a emitacao do ouro, lin-
do gosto.
CHAPEOS de pello de seda, forma a Rotchil, qua-
lidade superior.
CHAPEOS de seda, para sol.
MEIAS de superior qualidade.
BENGALINHAS finas e chicotes.
LUNETAS aro de ac e tarturaga.
Para crlaneas.
VESTUARIOS completos para baptisados.
SAPATINHOS de merino e setim enfeitados.
MEIAS de seda e flo de Escocia.
CHAPEUSINHOS de palha da Italia.
TOUCAS de fil e setim enfeitadas e de chroch.
BUNECAS vestidas, muito '.'..atas e diversos
brinquedos.
Perfumarlas finas.
de Murray & Lan-
AGOA FLORIDA verdadeira
man New-York.
TNICO oriental, verdadeiro.
AGUA DIVINA de E. Coudray e superior agua e
essencia de Colonia.
ESTRATOS e essencias finas e de agradaveis aro-
mas para o lenco.
VINAGRES aromtico? para toilet.
POS DE ARROZ para amaciar a pelle' em paco-
tes e ricas caixmhas com arminho.
POS superior para hmpar os dentes.
COSMETIQUES de fina qualidade.
deste
genero e
SABONETES, grande sortimento
de superior qualidade.
LEOS de philocome, babosa o antiques.
BANHA fina para os cabellos.
AGUA de flores de laranja.
CREME de salan para barba.
Caixas preparadas com perfumaras finas.
Mindczas finas.
SUPERIORES fitas de grosdenaples de todas a"s
cores ejargnras de veludo preto e de cores, e
gurguro para cintos.
BABADINHOS e entremeios bordados
GUARNICOES de seda de cores para "enfeites de
vestidos.
TRANCAS pretas eom vidrilhose pingentes
BOTOES de cores, brancos e pretos com vidrilhos
lisos e com pingentes.
DEDAES de mam aperla, de marfim, de co e
metal. ~
THESOURAS finas para costura e unbai.
CAIVETES finos cora quatro folhas. E muitos
outros artigos de miudezas que se torna enta-
donho menciona-los.
RAPS POPULAR ,
DA *
FABRICA NACIONAL DA BAHA
DE
TEIXEIR FREDEMCO. & .
Acaba de chegara este mercade umapor? des-
te ptimo rap, nico que pode supprlr a falta do
princeza de Lisboa por ser de agrada ve! perfume.
E' fabricado pelo systema a knitacao do Areii Pre-
ta, porm tem sobre este a vantagem de ser viaja-
do, o que para este artigo urna especialidade.
as pracas da Baha, do Rio de Janeiro e outras do
imperio tem o Rape Popular sido asss accolhido,
e provavclmente aqu tambem o ser, logo que
soja conhecido o apreciado. Acha-se veuda
por preco commodo, o para quem comprar de 50
libras para cima, far-se-ha um descont de 0/0,
o de 500 libras para cima o de 8 0/0 : no escrip-
torio de Joaquim Jos Goncalves Beltro, ra do
Commercio n. 17.
Charutos da Havana.
Excctlentercharutos da Havana e por baralissi-
mo preeo : em casa de Tasso Irmaos, ra do
Amom n. 37.
Relogios de ouro.
Relogios de ouro de patente com balaneo de
chronometro do famiperado actor Juhn Rogers, no
escriptorio de Tasso Irmaos.
Pianos inglezes.
Pianos oglezes do bem conheeido autor Charles
Cadby, no escriptorio de Tasso.
Ac de milao.
Nos armazndc Tasso Jrmos.
RARRIS DE SALITRE
No armazens de Tasso Irmaos.
CARNAUBA
Vende-se superior cera de carnauba em Hc
cas, por preeo mais barato do que em outra quas-
quer partg : na loja do Pavo, ra da Imperatriz
NOVA ESPERANQA
Ra do Queimado = 21
Advertencia!
A Nova Esperanga, ra do Qoeimado
n. 21 tendo em deposito grande quantidade
de miudezas, e como se approxima o tem-
po em qne tem de ser dado o balaneo, por
isso desde j previne ao respeitavel publi-
co, que est resolvida a vender suas mer-
caduras pelo baratsimo preco, para assim
diminuir a grande quantidade dos que
tem: assim pois, vcnliam os bons frege-
zes, e os que nao forem venliam ser fregue-
zes, em tempo tao opportuno quando
NOVA ESPERANZA convida-os pechincha-
rem, pois que para comprar-se caro, n5o
falta aonde e a quem...
PARA O HEZ DE MARA
A Nova Esperanca, ra do Queimado
n. 21, recebeu pastilhas para queimar-se
em logar de insenco, para aromatisar no
oratorio dos devotos do mez de Mara.
Elle quere ella quer
E' sempre assim.
Elle (correspondente de Paria) quer sem-'
pre primar em nos remetter objectos de
gosio e perf.'it;o, e ella (loja da Nova Es-
peranca) quer sempre dividir com seus fre-
guezes o que de bom constantemente rece-
be, e por esle lidar,continuo (d'ambos)
Nova Esperanca ra do Qoeimado n. 21,
alm do grande sortimento que j turna,
acab de receber mais o segointe :
Ronilos broche, pulceiras e- brincos de
madrcperola.
Papel e envefope3 bordados e mati-
sados.
Papis proprios para enfeitar k>Hos e
bandeijas.
Rrincos pretos com dourados (ultima
moda).
Fitas largas para rinto.
Modernos girHes, franja e tranca de
seda e de laa, para enfeites- de vestidos-.
Rotees de todas as co?es e moldes noros
para o mesmo fin.
Trancas pretas com vidrilhos-sendo cor
pengentes e sem eHes.
Botos pretos com vidrilhos com pinc r-
tese semelles.
Luvas de pellica, aam. ta "-?stia,
Finas indias de seap >, rao me-
ainos.
Delicados leque d? n..,,. pmifa, mar-
fim, osso efoia.
Espartilbo simples e bordados.
Bengalas de baleia.
Finalmente-, nm comj-feto SOrtiiMntO de
miudezas raa do Que^nado n. 21, na
Nova Esperarla.
Coliares anodinos eltectro-magneti
eos contra as conmilces das
wcancas.
N3o resta a menor \\\, de que muito
collares se vendam por ah intitulados o-
verdadeiros de Royer, e ei>porqae muito
pais de familias nao creem (comprando-os)
no effeito^prometfido, o que s pdem dar.
os verdadeiros; a Nova Esperanca, porm-
que etesta a falsificaco prinopalmente no
que respeita ao Ymn estar da bumanidade,
fez umaencommenda directa destes collares
e garaste aos pais- de familias* que so o
verdadeiros de Royer, que a tantas crean-
cas tem salvado do terrivel incommodo de
convulces, assin pois preciso, que ve-
nhan>a Nova Esperanza a ra. do Queimado
n. 2r compraren! o salva vida, para seu*
filhiahoe, antes que estes sejjm acommetti-
dos do terrivel mz, quando ent3o ser di-
fficil alcanc-ar-se o effeito deiejado, embora.
sejam empregado3 os verdadeiros collares-
de Rcyer.
Tudo se vende por presos bastante commodos.
MASSA e XAROPE
DECODEINADEBERTHEI
Preconisados por todos os mdicos contra os I
OEFLITXOS, CATHARROS, E TODAS AS|
1RR1TACOES DO PEITO.
K. B. O Xarope de Codclna que mereeo a I
honra, alias bem rara cutre o Medicamentosa
notos, d* mi- registrado como um dos medica-l
mentoso/Jidaes do Imperio Francs dispensa!
quulquer elogio.
AVISO- Por causa da renreliensivcl falsi-l
icacaoquc lom suscitado o feliz resultado tai
Xarope e massa de Bcrili somos toreados al
temblor que estes medicamentos ta justamente]
cOnceituados i> se
vendein cm caixin-
bosefrjsci'i levando
assignatura rm
Urente.
l 46, Ilue des colcs, e na Pannacia Central
de Franca, 7, llue de Jouy, en Pars, o em|
todas as l'haiinucias principa doBraiil.
n. 60, de Flix Pereira da Silva.
CUBA DOS CALLOS.
PELA
Pomada galonpean.
Deposito especial
Pharmacia de Bartholomeo 4 C.
34------Ra larga do Rosario------34.
Cimento inglez
De primeira qualidade em barris grandes,
que se vende por menos do que em qual-
quer outra parte: na ra Larga do Rozario
n. 34 botica.
Para familias
raade Bazar, na Nora ng. 24 *
33, de Carneiro Vianna & Acaba de ebegar a este estabelecimento
grande porco ds macbinas para costuras do
autor Wheeier Wilson, agprovadas na ulti-
ma exposico de Pars, as quaes cozem com-
dous posponas toda a. costura, e tem a.
vantagem de ser to suave o movimento
que qualquer crianfa de oito annos fcil-
mente trabalba, e pode, com este entrete-
ntmento, levar vantagem ao servico diario,
de trinta costureiras. A comprehenso &
simples, pois em um quarto de hora se fi-
ca senbor do movimeato da machina, ten-
do a mesma a propriedade de faaer as se-
guintes costuras: pospontar, abainhar.
franzir, narcar e bordar, como apresentam
os desenhos que acompanliam-aas. Os pro-
prietarios do estabelecimento se encarre-
gam de mandar ensinar n'esta cidade, e
garantem entregar o importe dispendido ao
comprador, no caso de nao trabalhar com
perfeic5o a machina vendida, no. tendo,
porm, soffrido ella alguma avaria. Ha tam-
bem no mesmo estabelecimento machinas
do autor Grower & Baker, de trabalho sim-
plesmente m5o, e outras com movimento
dos ps; e mxime todos os pertences daa
mesmas machinas, para vender avulso.
GAZ GAZ GAZ
Chegon ao antigo deposito de Henry Forstea 4
C, ra do Imperador, um carregamento de gai
de primeira qualidade; o craal se vende em partidas
e a retalho per menos prefo do qne em outra qaal-
quer parte.
II
de su
ra
Joaquim Gerardo de Bastos.
aperiores qualidades, a precos commodos : na
do vigano n. 16, 1- andar, escriptorio de
FARINHA DE ~
MANDIOCA
ende-se farinha da trra em saceos grandes,
or prego muito wmmodo : na rua da Moeda nu-
FUNDICAO DOBOWYIAN
Rua do it ii i ni n. 59.
Machinas de vapor.
Rodas d'agoa.
Moendas de canna.
Taixos de ferro, batido fundido.
Rodas dentadas, pata moer com aeoa
vapor e animaes. '
Alambiques de ferro.
Formas para purgar assucar.
E outros muitos objectos, etc. etc., pro/
pi ios para agricultura.
Vendem Augusto
Commercio, n. 42.
F. de Oliveira 4 C i rua
Alcatifa
Vende-se urna alcatifa de variados padrees a
660 rs. o covado : na rua do Queimado n. 31, loja
de A. H. Rolim 4 C.
Bandeiras
Magnificas bandeiras de seda nacional e estran
geira, vendem-se a 4 : na rua doCQuoimado -
31, loja de A. M. Rohm 4 C,

I"


mi
I*
f
'
I
t
Diario de Pernambuco Quinta feira 13 de Maio de 1869.
0 cordeiro previdente
Ra do (feueiiiiado u. 1.
Novo e variado sortiraenlo de perfumaras
finas, e outros objetos.
Alm do completo sortiraenlo de perfu-
maras, de que efectivamente est provida a
loja do Cordeiro Providente, ella acaba de
receber um outro sortimento que se torna
notavel pela varicdade de objectos, superiori-
dade, qualidades e commodidades de pre-
cos ; assim, pois, o Cordeiro Previdente pede
e espera continuar, a merecer a apreciacSo
do respetavel publico em geral e de sua
boa freguezia era particular, nao so abas-
tando elle de sua bem conhecida mansido
e barateza. Em dita loja encontraro os
apreciadores do bom:
Agua divina de E. Coudray.
Dita verdadeira de Murray & Lamman.
Dita de Cologne ingleza, americana, fran-
ceza, todas dos raelhores e mais acreditados
fabricantes.
Dita balsmica dentriRcia.
Dita de flor de larangeiraa.
Dita dos Alpes, e vilete para toilet.
Elixir odoutalgico para conservaco do
asseio da bocea.
Cosmetiques de superior qualidade e chei-
ros agradaveis.
Copos e (atas, maiores e menores, pomada fina para cabello.
Frascos cora dita japoneza, transparente
e outras qualidades.
Finos extractos inglezes, americanos e
francezes em frascos simples e cafeitados.
Essencia imperial do fino e agvadavel chei-
ro de violeta.
Outras concentradas e de cheiros igual-
mente finas e agradaveis.
Oleo pliilocome verdadero.
Extracto d'oleo de sBperior qualidade,
com escolados cheiros, em frascos dediHe-
rentestaraanhos^
Sbemeles eai barras, maiores e menores
para mitos.
Ditos transparentes, redondos e em figu-
ras do meninos.
Ditos muito finos'cm caixinha para barba.
Caixihhas com benitos saboneles imitando
fructas.
Ditas de maderra invernisada -contendo fi-
nas perfumaras, muito proprias para pre-
sentes.
Ditas de papeo igualmente;bonitas, tam-
!bem de perfumaras linas.
Bonitos vasos de metal coloridos, e de
moldes novos e elegantes, com p de arroz
e beneca.
Especial p de arro* sem composico de
cheiro, e por isso o mais proprio para enan-
cas.
Opiata ingleza e frsnccza para dentes.
Pos de camphora c outras differentes
spialidades tambem para dentes.
Tnico oriental de Kcmp.
Aluda usis coques.
Um ostro sortimento de coques de 3-
vos e bonitos moldes com filis de vidrilhos
o algens d'elles ornados de llores e fitas,
esto tedos expostos apreciacao de qtrom
os pretenda comprar.
GOLLINHAS E PUNHOS BORDADOS.
Obras de muitogosto e perfeicao.
Fiveliase Mas para finios.
Bello e variado sortimento de taes objec-
tos, ffcando a boa escolha ao gosto do com-
prador.
FLORES 'FBAS.
O que de mellior so pdc encontrar neste
genero, sohrcsahindo os delicados ramos
orvalhados para coques.
Para viageni.
Bolsas de tapete e carteiras de couro, por
precos commodos.
Chapclinas de .palha da Italia mu bem
enfeitadas, e enfeites de flores obra d, bom
gosto.
E assim rauitos outros ohjertos que -se-
iTio presentes a quera se dirigir dita loja
do C_rdeiro Previdente a ra do Queimado
n. 10.
ENFEITES DE PALHA PARA VESTIDOS,
CHAPEOS E COQUES.
O Cordeiro Previdente r_a do Queima-
do n. 16 acaba de Feceber um bello sorti-
mento de trancas de palha para enfeites de
vestidos, outras para chapeos, coques etc.
tudo isto est sendo vendido com a sua bem
coabecida commodidade de precos.
ALEM D'AQUELLES.
Recebeu outros lindos enfeites de seda
para vestidos ; assim como um vanado sor-
timento de galles de 15a, babadinhos de
cambraia com bordados de cores, cuja va
riedade de gostos os tornara recommenda-
dos e apreciados ; comparecao pois os pre-
tendentes que serio servidos a contento.
TO BEM RECEBEU.
Novo provimento de bicos e reodas de
apare.
LVAS DE PELLICA.
De todas as cores tanto para hornen-
como para senhoras, constantemente aeham-
86 a venda na loja do Cordeiro Previdente :
ra do Queimado n. 16.
GRANDE LTQUIDACO
A DINHEIRO NA LOJA E ARMAZEM
_P
DE
Flix Pereira da Silva, successor de Gama
& Silva
O proprietario d'este estabelecimento convida ao respetavel publico desta ca-
jifal a vir surtir-se no grande estabelecimento que tera defazendas, tanto da moda como
le lei, e as pessoas que negociam em pequea escalla, tanto da praca como do matto-
esta casa podero faier os seus sorlimentos em pequeas e grandes porcBes, venaen-
lo-se-lhes pelos precos que se compram as casas inglezas ; assim como as excellentis,
timas familias, poderSo mandar buscar as amostras de todas as fazendas, ou mandare-
mos levar em suas casas pelos nossos caixeiros, para o que acha-se este estabelecimen-
to aberto constantemente desde s 6 horas a manhSa s 9 da noute.
O atoalhado do Pavo. AS CAMBRAL\S DO PAVO
Vende-se superior atoalhado de algodao) Vendem-se finissimas pecas de cambraias
Yinho degestivo de
chassaing
OOM
PEPSINA E DIASTAEX.
Remedio por cxcellentia para cura certa
jas digestes difficeis e completas, acalmar
as dores gastralgias, e reparar as forcas
produzindo urna a6smulacao completa dos
alimentos; sendo mais um excellente tnico.
ye<;\i<>se
PHARMACIA' E DROGARLV I
M
Bartholonieu A C.
34RA LARGA DO ROSARIO34
Cera de carnauba
Vende-se na ra do Queimado n. 13, primeirc-
Miar.
COGNAC.
De Hperor qualidade da mui accredita-
da fabrica de Bisquit Dubouch 4 C, em
cognac urna das que mais agurdente de
cognac, fornecem para o consummo do
Reino da Inglaterra.
Vende-se em casa de Th. Just, ra do
commercio n. 32._________
Taberna
Vende-se o estabelecimento sito no paleo da Pe-
nha n. 12, com poucos fundos, e tem commodos
para familia : a tratar no mesmo.
Gaz e far ello
Vende-se gaz de primeira qualidade por com-
k0 R'*?' era Pprcftes a vontade dos comprado-
n*' e *' muito novo, saceos grandes,' pelo
proco de 4*500 o sacco : no armasem de Matheus
Atuta & C, ra da Seozaia-veu n. 100.
;om 8 palmos de largura, adamascado a
iJiOo a vara; dito de linho fazenda muito
mperior a 3#200 a vara ; guardanapos de
inho adamascados a 40300 a duzia e muito
inos a 80000, e ditos conomicos a 3#500
i duzia.
Fitstes para vestidos forneos
a 040.
Vendem-se os mais modernos fustoes bran-
:os flexiveis cora padrees de listas e de
wlpicos proprios para vestidos e roupas de
aenino a 640 rs. o covado, na loja e arma-
em do Pvao ra da Imperatrizn. 60, de
Flix Pereira da Silva.
BABADINHOS
Vendem-se finissimos babadinhos, tiras
cordadas e entremeios, mais baratos do que
im outraqualquer parte, assim como espar-
jlhos dos mais modernas, no armazem de
Felrx Pereira da Silva, ra da Imperatriz
1.-60.
ALTA NOVIDABE j
A LOJA DO PAVA^O
GurgarSo de seda
Chegaram pelo 'ultimo vapor os mais bo-
iios gurguroes de seda, proprios para vrs-
.idos, sendo lisos e lavradinhos, com muito
astro, garantndo-se que a fazenda mais
inda e de maisphantasia que este anno tem
legado a ete mercado, e vende-se por
preco muito razoavel, na ra da Imperatriz
i. 60, de Flix Pereira da Silva.
CHAPELIHAS
ULTIMA MODA
Chegaram para a loja do Pavo as mais
ricas e mais modernes chapelints rica-
mente enfeitadas, cora enfeites e fitas de
setitn e de todas as crese com ricos bicos
de blond e as mais lindas e finas flores,
vendendose cada urna pelo baratopreco de
l5f?00Q, garantindo-se serem muito mais
bonitas do que outras que se vendera em
outras partes a 20$ -e 255, e entre ellas
ha mais do que um modello, tambem tem
multas de pratinho, proprias para mocas e
meninas, isto na ra da Imperatriz n. 60
loja do Pavo, de Flix Pereira da Silva.
Explendido sortimeteto de
Alpacas lavradas ule cores a .SO
Alpacas a 360 Alpacas a 560
Alpacas de cores
Na leja do Pavo ra da Imperatriz n.
60, vende-se uns poucos de mil covados
das mais lindas e modernas alpacas lavradas
cora as mais modernas e bonitas cores,
proprias para vestidos 8 roupas para meni-
nos, tendo entre ellas azul, lyrio, roxo, cor
de canna, verde claro etc. e os lavrores
muito iniudinbos assentados era urna s
cor; para se poder retalhar esta fazenda
pelo barato prego de 560 rs. o covado, foi
preciso fazer-se urna grande compra deste
artigo, o qual .grande pechincha.
Aos dez mil corados de cassas
francezas
Covado a 300 Covado a 300
Covado. a 300
-Covado a-300 Covado a 300
Covado a 300 rs.
Vende-se na loja do Pavo ra da Im-
peratriz n. mil covados das raelhores casas francezas
pata vestid(is, tendo padrees miudos c grfi-
dos, assentados era todas as cores, estas
cassas sao propriaraente francezas, tendo
transparentes e tapadas, com tanto corpo
qiiasi como a chita, e alm dos padrees
seren muito bonitos, sao todos xos e seria
fazenda para muito mais dinheiro, mas re-
talha-se a 300 rs. o covado!
Esparillhos a 3$000 na loja do
Pavo
Vende-se urna grande poreo de esparti-
Ihos modernos com o competente cordo,
tendo sortiraenlo de todos os tamanhos, e
vendem-se a 36 cada tim.
PLNKOS COM GOLiNHAS A 640 E l&.
Vende-se urna poreao de punhos cora
golinhas ricamente bordados, de esguio de
linho, sendo braneos a IdOOO cada (|rno, e
bordados de cor a 6i0 re. para acabar.
Assim como ricos pares de manguitos mo-
dernos com gollinhas e punhos bordados a
14600 rs. cada um.
ALPACAS LAVRADAS COM LISTAS A ^00
RS. SO 0 PAVO VENDE
Covado a 500 rs.
Covado a 500 rs.
Covado a 500 rs.
Covado a 500 rs.
Covado a 500 rs.
Covado a 800 rs.
Na luja do Pavo ra da Imperatriz n.
60 vende-se urna grande poreo de alpacas
11-RUA DO QUEINADO-11
DE
AUGUSTO PORTO & C.
Receberam superiores vestidos de blond com manta e capella para noivas, que
vendem-se por precos mais mdicos do que era qualquer outra parte.
SAH1DAS DE BAILEde cachemira branca ede cores o que ha de mais lindo.
BASQUINESde renda preta, e de gorguro prelo, o que ha de mais
elegante.
CHAPEOS DE SOLpara senhoras delicadamente bordados.
BALESbraneos e de cores para senhoras e meninas, espaililhos, saias bor-
dadas, e saias de 15a com barras de cor.
GORGUROde seda branco e preto para vestidos, sedas de corts, moirean-
tique branco, e grosdenaple branco, de cores e preto, princezas, bombazinas pretas,
alpacas de muitas cores, e lindos cortinados bordados. ^^___^^
lizas transparentes tanto inglezas como suis
sas tendo mais de vara de largura, pelos
precos de 54000 at 104000 a peca, assim
como finissimos organdys branco liso que
serve para vestidos de bailes, por ser muito
transparente a 14000, a vara, na loja do
Pavo ra da Imperatriz n. 60, de Fex Pe-
reira da Silva.
Roupas para honicn
Vendem-se superiores palitts de panno
sobrecasacos forrados de alpaca e de seda,
camisas inglezas e francezas cora os peitos
de esguio, ceroulas francezas do linho e al-
godao, meias cruas inglezas superiores, ca-
misas de flanella e de meia de 15a, assim
como neste estabelecimento existe um grande
sortimento de pannos pretos, e de casemiras
inglezas decores, e que se manda fazer
qualquer obra a contento dos Srs. fregue-
ies, e promette-se-lhes que sero servidos
com a maior promptido e muito mais ba-
rato do que em outra qualquer parte
na ra da raperatriz n. 60,de Flix Perei-
ra da Sirva.
Cortinados
Para careas e janeHas.
Vende-se ura grande sortimento dos me-
lhores e maiores cortinados bordados pro-
prios para camas e para janellas, que se ven-
dem a 124000 rs. cada par at 254000 ts,
isto na ra da Imperatriz n. 60, de Flix
Pereira da Silva.
Crtoue para lenqes com 10
palmos de largura a 2 i,
Acaba de chegar esta nova e excellente
fazenda .branca propria para lences de um
s^panno, garantindo-se que um metro e
urna quarta ou um metro e meio d um
esclente leocol de um s panno, assim
como esta boa fazenda tambera muito
propria para toattias de meza, rosto etc. e
otros mysteres e vende-se pelo barttissi-
mo preco de 24 cada metro.
ALPACAO DE 60RD0PARA VESTIDO A i i
Chegou esta nova fazenda com o nome
de alpaco, sendo de cordo e com mais
largura do que a alpaca, com as mais linias
cores, como sejam Bismark, lyrio, perolas,
roxo, cor de canna, magenta etc. e vende-
t-ee pelo baratiseimo preco de 14 o covado.
ESGUIO DE'LIMIO DE 12 JARDAS AJO*.
Vende-se pecas de esguio de linho, fa-
senda superior, com 12 jardas cada peca, a
104000.
ALTA NOVDADE

Loja do Pavo.
GURGUROES -PARA VESTE)0S A 14000,
0 COVADO.
Chegaram os mais modernos gurguroes
para vestidos, sendo de todas as cores, como
sejam verde, azul, rosa, bismark, perola,
roxo & & tendo quasi quatro palmos de lar-
gura e vende-se pelo baratsimo preco
de 14000, cada covado nicamente no ar-
mazem de Flix Pereira da Silva, na ra da
Imperatriz n. 60.
Grosdeaaples preto
Vende-se um grande sortimento dos me-
Ihores grosdenaples pretos, tanto lar-
gos como estreitos, sendo de 24000 rs. o
covado at 44000 rs. garantindo-se que
n'este genero ninguem tem melhor fazenda e
que se vende mais barato do que em outra
qualquer parte, na ra da Imperatriz n. 60,
i e Flix Pereira (fa Silva.
Grande expsito
DE
CASIMIRAS DE CORES NA LOJA DO
PAVO
Chegaram as mais bonitas e mais moder-
nas casemiras de cores proprias para calcas
coletes e palitts, tendo at das mais finzs
que tem vindo ao mercado com los de seda
e vende-se*mais barato do que em outra
qualquer parte, por haver grande sortimen-
to de varios precos, na loja e armazem do
Pavo, ra da Imperatriz n. 6h, de Flix
Pereira da Silva.
roupas feitas
NA LOk DO PAVO RA DA
IMPERATRIZ N. 60
Acha-se este grande estabelecimento com-
pletamente sortido das melhores roupas,
sendo calcas palitts e coletes de caseraira,
de panno, de brim, de alpaca, e do todas
as mais fazendas que os compradores pos-
sam desejar, assim como na mesma loja
tem um bello sortimento de pannos casemi-
ras, brins, etc. etc. para se mandar fazer
qualquer peca de obra, coma maior promp-
tido vontade do freguez, e nao sendo
obrigados a acceila-las, quando nao stejam
1 completamente ao seu contento, assim como
n'este vasto estabelecimento encontrar o
respetavel publico uib bollo sortimento de
&a CiutiMA&'**
NOVO EaTLENDIDO SORTIMENTO
Agua-florida de Guis-
lain
Tintura indelevel para Ungir os cabellos,
sem manchar a pelle.
A bem conceituada agua-florida de Guis-
lain que entao era desonhecida em Per-
nambuco, j hoje estimada e procurada
Ditos com ditas de velludo, outros imi-
tando charo machetado.
Ditos com ditas de marroquim com cruz
o guarnico, dourada ou prateada.
Coras e tercos de cornalina.
Assim como.
Grande o bello sortimento do leques
por seu (fflicaz resultado, e ainda mais se- todos de madreperola, madreperoia e seoa,
r, quando a noticia deueu bom efftito e a' -
experiencia tornar de todos conhecida.
A agua-florida de Gaislain composta ni-
camente de vegetaes inoffensivos, tem a
propriedade extraordinaria de dar a cor pri-
mitiva aos cabellos, quando estiverem bran-
cos.elhes restituir o brilho perdido, eas-
sim como preservar de embranquecer, sem
ser prejudicial de modo algum
E' -porm necessario fazer conliecer, que
o bom resultado produzido pela agua-flori-
da, nao instantneo, como muitas pes-
soas'takez supponham, mais sim ser pre-
ciso fizer uso d'ella, trez ou quatro vezes,
logo se obterofim desejade, como bem
provam testemunhos de -pessoas insuspei-
tas, e d'ento por diante, basta usa-la duas
vezes por mez, contando semprc com o bom
xito, podendo a experiencia ser felfa em
outra qualquer cousa.
Assim poisestaagua-floridaacha-se ven-
da na bem conhecida loja d'Aguia Rranca
ra do.Queimadon. 8,
A Aguia Branca, contando com a protec-
c3o de sua boa freguezia, tambem capricha
em tito lh'a desmerecer, procurando sem-
br corresponder a idea favoravel com que
i bonram, e em prova ao que fica dito, d
como exemplo 40 explendido sortimento
jne acaba de receber, ainda mesmo achan-
d*-se bellamente provida do que de bom
e neftur se pode desejar nos gneros que
sao desua competencia.
Raja vista aos necessarios liwos de missa
j orante) obras de apurado gosto e perfei-
cao, sendo: com capas de madreperola e
tocanttef quadros em alto relevo-
Di tos com ditas de marfim igualmeate
bonitos.
e faia ele, etc. tendo nos de sndalo alguns
com 4 vistas, e outros japonezes eufeitados
de llores.
Bonitas voltas grandes de aljofares azues.
Voltas de cerrente de borracha.
Meias de seda para meninas e senhoras.
Ditas de fio de Escocia abertas, tambem
para meninas e senhoras.
Ditas muito finas d'algodo, alvas, e
cruas para meninas e senhoras.
Luvas de fio d'Escocia, torcal, e seda
para meninas e senhoras.
Meias de la para homens, mulheres e
meninos.
Gollinhas e punhos bordados obra de
muito gosto.
Entre-meios finos tapados e transparen-
tes com delicados bordados e proprios
para enfiar lita.
E OS PRODIGIOSOS
Anneis e collares Royer para creancas.
Bonitos cabases ou bolsinhas de polka
e setim para meninas ou senhoras.
Lindas cestinbas bordadas a froco, e lisas.
Delicadas caixinhas devidro enfeitadas
com pedias, aljofares, etc.
Ditas de tartaruga para joias.
Bonitos albuns com msica.
Pinseis ou bunecas para poz de arroz.
Novos e delicados ramos de flores com
marrafes para enfeilar coques.
Bello sortimento de trancas de palha.
Fitas largas para cintos.
Cintos de fitas largas com bonitas rama-
gens.
Brincos e alfinctes de madreperola.
Ditos esmaltados, obras novas e bonitas.
RIVAL
Ra do Queimado ns. 49 c ol-
io) as de miudezaz de Jos de
Jtzevedo Mata, est acakando
com as midezas de seus estabe-
lcrimen los por isso queram apre-
ciar o que bom e baratsimo.
Pares de sapatos de tranca fa-
zen la nova a......20OOO
Pares de sapatos do tapete
(s grandes) a. ...
Duzias de meias cruas para ho -
mem a :......
Tramoias do Pono fazenda boa
|* e pelo proco melhor 100 altos a.
I.ivros de misses abreviadas a .
Duzia de baralhos francezes mui lo
finos a 2S00 o.....
Silabarin porluguez com eslam-
pas a .. .....
Gravatas de cores e pretas muito
linas a........
Duzias de meias para senhora fa-
zenda boa a....:
Red^s pretas lizas muito finas a
Carios cora colohetes de lalo
fazenda fina a......
Abotuaduras de vidro para colele
fazenda fina a.
Caixas com penna d'aco muilo
tinas a :20, 400, i>00 e .
Cartes de liaba Alexandre que
tem 200 jardas a .
Carreteis de linda Alexandre de
70 al 200 a.....
Caixas com superiores obreias
de massa a......
Duzias de ngulhas para machina
Libras de progos irancezes di-
verso tamanho a. .
Livros escripturado para rol de
roupa a. ......
Talheres para meninos muito
finos a. .
Caixas com papel amizade muito
fino a.........
Caixas com 100 envelopes muito
linos a........
Pentos volteados para meninas e
senhoras a.......
Thezouras muito finas para
unhas o costuras a .
Tintoiros cora tinta preta muilo
boa a SO 120 e .
Varas de franja para toalhas fa-
zenda lina a. .
Duzia de pbosphoros de segu-
ranra da melhor qualidade a
400 o........
Peoas do fita branca elstica'
muilo fina a......
Novllos de linhacom 400 jardas
Resmas de papel de pozo azul
muito fino a......
Peras de fitas bordadas com 3
varas a .......
Dilas de ditas bordadas com 12
metros de 2-SOOO a
Gro/.as de botos de looca muito
finos a........
I#i00
3800 r
200 23C0O "
2^00
(5320
#;oo
WOOO 6320
020
500
10000
100 /
100
040 20000 /
240
120
240
700,
600
320
00
320
160
soo
200
60
21800
500
3000
NOVDADE
.NA
BOA-VlST.t
lavradas com os mais lindos padroes hstra- camisas francezas e inglezas, ceroulas de
dos e com flores matisadas, sendo este ar- Unho e al^oclo e outros muitos artigos
tigo urna grande pechincha, por se terem p|.opr03 para homens e senhoras promet-
comprado urnas poucas de caixas e vende-se tendo-se-lhe vender mais barato do que em
pelo barato preco de 500 rs. o covado.
Chales
CHALES
CHALES
Na loja do Pavo ra da Imperatriz n.
60, vende-se um bonito sortimento dos me-
lhores chales, sendo de fil preto com mui
outra qualquer parte. Na ra da Impera-
triz n. 60, loja e armazem de Flix Perei-
ra da Silva.
COLCHAS PARA CAMA A 5000.
Vendem-se colchas de fust5o adamasca-
das para cama, pelo barato preco de 5,
grande pechincha, na loja e armazem do
toreagpalnu8^&8decAre8.dita8de pav3o, rua da imperatrizn. 60, de Flix
merm liso de todas as cores, ditos estam- Perera a Si|va r
pados e ditos de crepen com os desenhos. ,-. *,' neAn
mais honitos que tem vindo ao mercado. Madapoao entestado a 85500
PELERINAS DE CROCH A 8, OJOOO Vende-se superior madapoloenfestado,
E 125000 sendo muito encorpado, para carnizas, e
Chegaram para loja do PavSo as mais tendo cada peca 24 jardas, pelo baratissi-
modernas e mais bonitas romeiras ou pele- mo preco de 85O0, na loja e armazem do
rias de fil e croch que SQ vendem, a 8 e Pav2o, ra da Imperatriz n. 60, De Flix
lo e I2. 1 Pereira da Silva.
Declara os seus freguezes queaecebeu
diversas qualidades de fazendas que est3o
expostas a venda pelo baratissimo preco,
como verlo deste annuncio. Ra da Im-
peratriz n. 72.
O proprietario, Lourenco Pereira Gui-
mares.
CAITAS FRANCEZAS a 280 rs.
Vendem-se chitas francezas a 280, 320,
360 e 400 rs. o covado. Ra da Impera-
triz loja da Arara n. 72.
MADAPOLO A o000.
Vendem-se pecas de madapolo 'de 24
jardas a 4, 6, 7, 8, 9
de algodo 4, 5 e 7000.
CORTES DE CALCAS A 640 rs.
Vendem-se cortes de calca de castor e
Recebeu novo sortimento de fazandas
para seu estabelecimento na ra da Impe-
ratriz n. 56, de Lourenco Pereira Alendes
Gui maraes.
Attencao.
Vendem-se Cortes de la transparentes
Ra da Imperatriz, loja do Garibaldi n. 56
MADAPOLO BARATO A 5000.
Vendem-se pecas de madapolo barato,
5, 6, U, 8, 9 e 10, s na loja do
Garibaldi ra da Imperatriz n. 56.
RISCADOS MODERNOS PARA VESTIDOS
A 360 rs.
Vendem-se finissimos riscados para ves-
tidos de senhora a 360 rs. o covado, chi-
10,, pecas tas finas escuras e claras, 300, 400, 440
rs. o covado. Ra da Imperatriz n. 56.
LASINIIAS PARA VESTIDOS. 240 rs.
Vendem-se lasinhas para vestido a 2i0,
160
VKHPB-MI
A taberna da roa do Rangel n. 10: a tra-
tar na travessa do queimado n. 1, Io mv-
dar._____________________________
Tabellasvermieiclas
DE
Antonio Nunes de Castro.
Vermfugo efllcaz, o preferivel a todos os
conhecidos, j pela certeza de seu resulta-
do, ej pela fcil applicaco as creancas,
quasi sempre mais atacadas de to terrivel
e muitas vezes fatal soffrimenlo.
NICO DEPOSITO
NA
PlinrmacSa e drogara,
DE
Rr.iihomeu A C.
34Rita Larca do Rosario$4
l
Colchas do fbtio proprias para cama ou para
mesa : na na da Quieta do Itecife u io, esquina
da da Madre de Des. % ___________.
= Vende-se 011 arrenda-se o engenho S. Gaspar,
sito na freg'uezia de Serinhaem, conwrra do Rio
Fonnoso, prximo do embarque, com grandes par-
tidos de pal e massap roda da moenda, utios
e niangiii'S para madeira necessaria. bom pasio,
eli",. : a tratar na roa da Aurora n. 2fi.
ESCRAVOS FGIDOS.
Fugio de bordo do palhabote nacional Ama-
vo, um mulato claro de nome Justino, estatura re-
para vestido de senhora a 20500 e 300O.J|"r. _?_,_____ TUL^'\T'J>m^
brim para calca de homem a64i eBOOrs. 280; 30 e 400 rs 0 covado.
brins de cores para roupas de meninos epE(:AS DE BRIM PARA LEN^OES a 8&
homens a 400 e 500 rs. o covado. Vendem-se jucas de brim hainburgo a
RISACO FRANCEZ FINO, 360 rs.
Vende-se riscado francez para vestido
de senhora a 360 rs. o covado.
Cassa franceza a 30 e 360 rs. o covado.
ALPACAS DE CORES a 8.-0 rs. O COVADO
81, 95 e 10$ ; pecas-de bramantes de li-
nho a 2# a vara, dita de algodao a 1600
a vara.
PECAS DE ALGODAO A 4,5.
Vendem-se pecas de algodSo de 20 jar-
Vendem-se alpacas de cores para vest- das a 4t ditas de c,1rne de vaca a
do de senhora a 800 e 900 rs. o covado.
e 9uu rs. o
l..iMinh.tH a 940 rs. o covado.
Vendem se lasinhas para vestido de se-
nhora a 240, 280, 320 e 360 rs. o cova-
do.
Ronpa feita
53 dito
superior qualidade 60 e-7$ a peca.
CHITAS FRANCESAS A 280 rs.
Vendem-se chitas francezas para vesti-
dos a 280, 320 e 360 rs. o covado, ganga
para calca a 320 rs. o covado, brim de cor
de todas as quali- para calcas e paletots e roupa de menino
des. j a 400 rs. o covado, balees de arcos a
Vende-se roupa feita, calcas de c-isemira 1 $500, bales modernos decores ebran-
paletos e colletes de todas as quaiidadds, eos a 56, chapeos de sol de alpaca, 3#$00,
tudo por muito barato preco. ditos de seda 105, e 120. Roupa feita de
Cortes de barejes de Isia a todas as qualidades por muito barato preco
ft&00. alpacas de cor para vestidos de senhoras,
Vendem-se cortes de barejes de la para chales de todas as qualidades e outras mui-
vestido de senhora a 2o 0 e 3i$060. Ba- tas fazendas.
loes de 30a/cos a 1^500 ; ditos moder-
nos de cores e braneos, 5$; chales de to-
das as qualidades 'T casemiras pretas e de
cores por barato preco; brins pardos e
braneos e de cores de linho Anos tudo isto
por precos mui o baratos, s com o fim de
vender para apurar dinheiro e d-se amos-
tra das fazendas.
reito c um taino as cestas ao mesmo lado'; Ievou
vestido camisa de chita com listas verdes, e usa
de una cinta com borla encarnada para apertar
as calcas, natural de Santa Auna do Matto na
provincia do Rio Grande do Norte, para onde t; 1-
vez queira ir. tambem muito desembarazado do
fallar. Itrcmninenda-se aos mcslres do barraca
ou a qualquer pessoa que o agarrar, c levar a ra
do Trapiche n. 4 ma bordo do referido navio que
ser gwro-snmcntu gratificado.
Fugio do engenho CorJciro no dia 4 do cor"
rente mez, o BOTOTO Colino, de idade de 22 anni a,
estatura regular, preto, cabellos carapinhos, rosto
redondo, sem barba, ecom espinhas, naris direilo,
falla grossa, mos calejadas, gosla de tomar
agurdente. Protesta-s proceder com todo o ri-
gor da lei contra quem o (ver acoutado. Roga-
se as autoridades polieiaes ou a qualquer pessoa
que o faca capturar e conduzi-lo ao engenho ci-
ma, que ser recompensado.
Fugio
Vende-se umse itn em meio uso: na ruaa d
Conceicao na Boa-vista n. 17.
EM CASA DE II.
Vende-se um escravo, offlcial de ferreiro,
vindo ltimamente do norte : no escriptono de
Joaquim Jos Goncalves Bcltrao, ra ao Trapi-
coe.n. 17.
LEGER, RA DA CRUZ NU-
mero 68 : m.
Vinho de Bordeaux em caixas de 11 garrafas da
marca afamada L. B. 4 C.
Vinho de Champagne, atarea ac G. ooulet.
do engenho Morenos, no da 3 do mez prximo
passado, o escravo Mauricio com os signaes se-
guintes : idade 45 a 50 anno, alto, secco. cor fula,
t.'m alguns cabellos braneos na barba, falla grossa
e arrogaute, olhar carrancudo, pernas finas, sendo
urna curva por ter um dos joelhos inchado prove-
niente de molestia antiga, o pes seceos. Este ne-
gro lia dez anno* fui do Sr.J. de Pinho Borges ;
estevo fgido dous nos na freguezia da Varzea,
andava na povoacao da mesma freguezia. nos cn-
aenhos S. Joo, Cordeiro, Remedio e Afogadns; ja
morn no engenho Comportas e andava fgido em
Muribeca, S. Bartholomeu e outros engenhos da
visinhanca. As pessoas quo o apprehenderem le-
vem-o ao engenho Morenos, seu proprietario, que
reiebero 1003 de gratificacao._____________
O escravo Benedicto Sapucaia se ac.ha fgido
desde o dia 24 de mareo prximo passado, e nao
desde o dia 30 como por ongano disse no annun-
cio de hontera ; tem elle os signs.es seguiutes : as-
tora regular, um ponco magro,, cara comprida,
muito pouca barba, tem as pernas alguma cousa
cambetas o os pes meio apaihetados, tem falta do
dous ou tres dentes na frente, muito finta e gasta
de andar engommado : quem o pegar leve-o ao
escriptorio da ra do Imperador n. 24, a Joaquim
S. P. de Siqucira Cavalcanti. __________
Fugio do engenho Murici da Ewada. des i
o principio de fevereiro o preto Luiz, erioulo, de
idade creseida, alio, secco, j pintando na cabe?.-!
o barba, quebrado das veriihas, expresa se bem
no fallar, 6 purgador e neulca-se do inestre de
assucar, Ievou vestido caloa parda e paletoi rto
linho com urna trouxa aos hombros : quem o
gir Jove-o ao dito eogeako.


II
8
Diario de Peniambuco Quinta feira 13* de Maio de L$j>9.


JTTEEATURA.
A MULHER DE FOGO
(Cendusw)
J v.~.> eram precipicios: o paiz que
teix-ara aps si tinha desapparecido com-
pletamente! ,""
Suismantium, inexpugnavel pela sua po-
slelo campeava sobre todo o monte Gotra,
em que tiulia as raizes o rochedo a pique,
qoe Iho servia de base.
Oiias cordilheiras coberlas de mattas
verdeantes prolongavam-so entretanto com
eutros montes, que forraavam os limites do
valle, que o mancebo atravessara, e que era
tutu ameno, cortado de sinuosas torrentes
do quo se desatava numeras cascatas, re-
tentando das eminencias que ssbrepuja-
vam o valle, povoado de arvores, searase
vinhas.
Os outeiros, cheios de vegetago e de
vida, a ca?a que voava, os cabritos monte-
ses que saltavam as penedias das trras
illas, hido pertencia a Suismantium, cuja
ItabitaeSo castellada j nao era para Adal-
berto a sombra residencia que se ergua
como um espectro a topetar com as nuvens
a sondar as estrellas do firmamento um
agouro sinistro.
Cousa singular I O castello de que du-
eante a noute quera fugir, a custa de sua
propria vida se preciso fosse, era agora
para elle um den, e nao se saciava de con-
tcmpla-lo.
Extasado ante a magestade do seu do
minio, levou a bosina bocea, e tres sons
distinctos e prolongados retumbaran no ar,
Pouoos instantes depois, a ponte levadi-
ca deseen ; a porta abrio-se e o conde de
Verona achou-se em um espagoso pateo
quadrado, no meio de seus vassallos.
Vilfrido, lilho de Conrado, eosmais ho-
mens livres do feudo tinliam vindo render
preito a seu amo e senhor.
Adalberto, sentindo-se ainda abatido,
quiz repousar logo das fadigas da jornada,
c despedio os seus humilde vassallos.
Algumas horas de repouso repararam-lhe
as forcas.
Cliamou depois o seu rendeiro ecom
elle visitou o dominio senhorial.
Por vezes quiz contar a Vilfrido o tris-
te fim de seu pai, mas desisti do seu in-
tento, para nao perturbar a alegra de seus
vassallos.
No emtanto chegou a noute, e com ella
as reminiscencias da anterior.
Assentado a mesa, Adalberto reflectia
profundamente no que occorrera, quando
Vilfrido entrou para scrvir-lhe a ceia.
Depois de collocar os pratos sobre a
mesa, dispunha-se elle a sabir quando o
mancebo Ihe pirguntou:
Quem habita o torre!
O torreao t respondeu Vilfrido per-
signando-se. E aps breve pausa accres-
eentou:Ninguem, senhor.
Ento para que serve elle ?
Para nada.
:" A voz de Vilfrido trema ; Adalberto bem
o comprehendera: mas nao se atrevendo a
azer-lhc perguntas directas, replicou :
Est, pois, completamente abandona-
do?
Sim, senhor.
E ninguem vai l ?
Ninguem senhor I exclamou Vilfrido
horrorisado.
Mas hontem noute pareceu-me. ver
urna luz all.
Josus I Meu pai nunca vos fallou
nisso 1 Nunca elle vos disse que essa torre
amaldigoadi; que embora promettessem
o castello ao mais animoso de vossos vas-
salos para entrar s alli. elle recusara ?
Mas... porque?
Pego-vos, senhor, que nao me fagaes
mais perguntas boje a esse respeito. Ania-
jdia, luz do da, contar-vos-hei tudo^
Pois hem: tique para amanha, j
qne s to medroso.
Inquir toda a gente do castello e de
seus arredores, esabereis que Vilfrido,
fdho de Conrado, est prompto a quebrar
langas, a medir sua espada e forcas tanto
com um millanez como com um ilbo da
Hungra ; porra, quando se trata de cou-
sas sobrenatnraes, accreseentou, abaixando
a voz e olhando para todos os cantos da
casa, o fllho de Conrado to medroso
FOLHETIM
OS CASACAS PRETAS
ROlilCE
POR
Paulo Fvl
Primeara parte
OHiivrn. Livitiuo
i
l'Hi esbozo dos Sehwartzs.
CContinuago do n. 108.)
Viste a taboleta ? perguntou elle com
certa leviandade ao assentar-se mesa.
O gallo sern pavor. Fui o que me reso!-
vcu a tomar este quarto. Eu sou Lecoq
(o gallo), e o medo dexo-o em casa. Des-
abotoemo-nos ; hei uivez de precisar do
ti, e pago vista : estou endinheirado. A
venda Coi aqu boa : entreguei ante-honlem
ao Sr. Bancelle, o banqueiro mais forte de
Caen, urna burra de segredo e com defeza,
de novo modelo, e da qiq elle est namo-
radissimo. Nao se falla ae outra cousa na
cidade. Tedos os banqueiros da Norman-
dia tratam do encommendar cofres iguaes,
e posso contar com sociedade na casa Ber-
Ihier logo que a queira. A' minha sade !
Bebeu um copo de vinho sobre a sopa,
e continuou :
E porque ? porque sou um gallo des-
temido, que entra em toda a parte, bem
vestido, verbo elegante, facilidade de elo-
cucao e tudo mais... Tu, meu simpln),
s um pateta ; casaca safara, bolsa chata,
a timidez da desgraca... Ora, ha dous
Schwartzs em Caen. Eu ponho sempre o
dedo na chaga primeira, voc bem o sa-
be... Os Schwartzs sao como os hebreos,
ajudam-se por esse mudo de Cbristo,- mas
pouoo. Depois da CiMgifco alsaciano o
mais insensivel e o OHlp' dos brutos...
Nada de commodo^^Ksa do pasteleiro,
Bada de logar no comiaiwariaJo... E on-
corao qaalqoer mulher. Deus fique em
vosaa guarda, senbor.
E chegando-se a seu amo com demons-
tra? es da mais sincera affeigo accres-
eentou :
Permitti, todava, que passe a noute
nesta sala com alguns aldees armados:
antes de alguem chegar ao vosso leito, ter
le abrir caminlio por cima de nossos ca-
dveres.
E corren porta, cujos ferrolhosfechou;
mas voltondo depois, proseguio :
Os meus vidos,' senhor, ouviram a
mulher de fogo pronunciar o vosso nome
no meio do seu canto infernal.
E quem essa mulher de fogo ? per-
guntou Adalberto.
E' o fantasma do torreao. respondeu
Vilfrido com mal articulado accento, e o
terror .do castello cuja nomeada conde-
cida por toda a parte.
Dize-me o que sabes a respeito desse
fantasma.
O que sei que o seu apparecimenlo
datando da em que a viuva de vosso pre-
decesor foi expulsa desta casa era conse-
quencia de vossa posse.
Quem foi qae deu to barbara ordem?
Foi o senhor de Verona, e o sogro
dessa mulher fra um dos assassinos do
imperador Berengario.
Adalberto meditou alguns minutos,e por
fim dirigndo-sc benigamente ao seu "ren-
deiro, disse-lhe:
Agradece o teu affecto e disvello...
mas cu quero ficars.
E porpue Vilfrido dispunha-se a respon-
der, accreseentou:
Se destino, mister que se compra.
Tu, homem leal, vai passar a noute em
rezar beira do precipicio ao nasceate do
valle, porque- os restos mortaes de teu pai
repousam no fundo desse abysmo.
Do peito Je Vilfrido soltou-se um brado
de horror e de agonia, e ao seu medo. an-
terior seguio-se desvarada desesperago.
Ah! eu bem presenta grandes des-
granas! O cntico daquella sombra mal-
dita era hontem mais assombroso, eo cla-
ro de Satanaz que espalhava era muito
mais vivo e vermelhado do que de ordi-
nario.
E Vilfrido retirou-se exhalando em solu-
gos e lagrimas a vehemencia de sua dr fi-
lial
Adalberto nao tomn a menor precaucao
para nao ser acnmmetlido de improviso em
sua cmara; deixou abertas as portas, e
armado como viera atirou-se sobre o leito,
tendo apagado a luz.
Apenas deu meia-noite, ouvio-se a voz da
mulher de fogo, e desta vez percebeu o dia-
lecto hngaro do canto lamentoso e muito
distinctos os nomes do conde de Verona e
o seu, acompanliados de urna ladainha de
pragas e imprecares.
Seguio-se absoluto silencio, e o cavallei-
ro convenceu-se que tudo era devido a um
desvario da imaginacao, quando um sbito
luzeiro Ihe deslumbrou a vista. E apezar
do seu carcter vigoroso, nao pode saltar
da cama.
O fantasma do torreao entrou no quarto,
Qtou os olhou em Adalberto, para cujo lei-
to se encaminhou tintamente.
O mancebo nao pode reprimir um grito
de terror, murmurando em seguida esta
exclamaco:
O espectro negro!
Nao ; A nulherde fogo! bradou o fan-
tasma que apagou ofache, apparecendo como
na vespera, revestido de luz. Sim a mu-
lher de fogo, que vem pedir-te contas do
sangue derramado por teu pai em Verona!
A mulher de fogo, que vem reclamar seus
direitos a est Gstenlo I que vem reclamar-
te, e que se chama Digyn Szarmn! Recor-
das-te deste nome, que teu pai extingui
levando as mos no sangue dos quo o ti-
nha ? Assassino I Recordas-te deste nome
que desherdas-te proscreveste e baniste da
trra ? Salteador li A mulher de fogo des-
cartou-se do teu companheiro e guarda,
fazendo com que Ihe chegasse s raaos um
Civallo espantadico, que o atirou no abys-
mo, como viste, e agora ella te desafia
para umeombate si igular, com armas iguaes
e a todo o transe, porque a mulher de fogo
quer fartar a sua sede no teu sangue amal-
dicoado! Nao ha Icis que possara constran-
ger a receber prego por sua deshonra I...
Quero sangue! Singue s Para onde fo-
res, acompanhar-te-hei; onde parares, pa-
to, ah toca o meu pobre, simploro para
Alengon, em busca de outros Schwartzs ;
haver maior tolice ?
Bem tristes erain de ouvir estas cousas ;
e todava, oh! milagroso poder do apeti-
te o nosso ainigo coma de barrete fra
ouvindo-as. O comer puxa o beber ; o
generoso Lecoq detava-lhe vinho larga.
Verdade que o vinho das estalagens da
Normandia clebre as cinco partes do
mundo, porque em ponto nenhum do globo
possivel bebe-Ib to amargo, to pesado,
to formalmente detestavel, que chimico
algum pode at hoje desco'irr as substan-
cias malficas que entram na composigo
desta horrivel beberagem ; mas, por um
lado, os que ehegam de Guebwiller nao sao
ditcois de contentar, e por oulro, a exem-
piar sobriedade do nosso triste amigo tor-
nava-o mais fraco de cabega do que urna
creanga. A' medida que o banquete de
quatro francos prosegua no seu curso faus-
toso, juntando o bife ao fricando, e a fri-
tada ao bife, J. B. Schwartz senta nascer
em si um calor desusado : tornava-se varo-
nil, e dava comsigo a invejar as temerida-
des de Lecoq.
Na-limitada roda de erapregados parisien-
ses, era que J. B. Schwartz vivera j alguns
mezes, nao gosava Lecoq da melhor repu-
tagao ; nao eram bem conhecidos os seus
antecedentes nem as suas relages intimas.
Chegavam at a correr a seu respeito boa-
tos pouco honrosos e asss graves ; mas
nenhum fado se provra, e podiam elles
altribuir-so inveja, que sempre abocanha
os que triumpham. Ciaco mil francos de
ordenado, commissoes e carro para andar I
Nao hava, em 1825, muitos caiieros .am-
bulantes que tivessem chegado este tas-
ligio das prosperidades. J. B. Schwartz
mirava-o curvado, humilde, respeitosamen-
te ; e cada copo de vinho normando aug-
mentava urna parcella somma j crescida
das suas admiracSes. A' sobremesa, se
pozessent de um lado os jubilo>desle Le-
coq, e do outro todas as virtudes da Alsa-
cia, nao sei se a consciencia de J. B.
Schwartz seincliniriapara a direita, se para
a esquerda.
E todava era honrado, posso affirma-lo \
eraincapai c'e furtar um eeitil n'uma fac-
tura... resta saber como ella eraftita.
rarc tambem; nao me apartare! de ti so-
no depois que te vencer na liga, e saefer
em teu sangue a minha vinganga! Se re-
casares o duello, assassinar^te-bei, porque
as almaf dos dous Szarmans pedem vindic-
ta l do fundo de saus tmulos I... Qunn-
.oestiveres disposto a aceitar o meu repto,
chama-me que eu acudirei ao teu chama-
di).... e se o nao fizares dentro do praso
que tenho marcado para satisfago da justi-
ca, era as enlranhas da Ierra poderao es-
ijuivar-se ao ferro do meu piHilial!..
Recobrado do seu assombro, porque Adal-
berto esteva convencido do que a mulher
de fogo era um ente vivo, e lawez urna lou-
ca.elle dispunha-se a responder s suas in-
vectivas, quando a visao sumio-se, deixan-
do aps si um circulo de familias; e com-
quanto um pouco perturbado da visSo, elle
pode conciliar o somno.
Poucos dias demorou-se no castello, e
durante esse tempo nao deixou de ir de
manha borda do abysmo que tragara o
seu amigo, para orar por sua alma.
E por tal forma hibiluou-se visita noc-
turna de Didgyn e singular interpellago:
Ests disposto ?que, sahindo do seu do-
minio para Mantua nao pode deixar de pen-
sar na viuva edesejar que ella recuperasse
o uso da razao, persuadido, como |stava,
de que o pezar a enlouquecera.
Por i8so admirou-se muito quando meia
noite em Guastalla, Didgyn Ihe reappareceu,
mas sem facho nem vestidos de logo, ante
o leito, e Ihe repetio a costumada interpel-
larao, com voz aiada mais amoacadora,
Adalberto nao pode canter urna gargalha-
da sonora, e dos labios Ihe cabio, a pala-
vraloucaDidgyn retorquio com terriveis
imprecaees c desappareceo promptamente.
Entretanto o conde de Mantua, que es-
perava o seu futuro genro, mandou apromp-
tar-lhe um quarto no seu palacio, a pou;os
passos da porta Leone, o qual destinara para
dote de sua ilha.
Dora ordem para que houv.'sse festa na
corte, mandando convidar pira um torneo
aos senhores dos castellos circumvisinhos.
No palacio do conde de Mantua, da mes-
ina maneira que em Guastalla, Didgyn nao
deixou de apparecer a Adalberto, ms me-
tamorphoseada em guerreiro mysteroso,
trazendo constantemente urna viseira que
Ihe encobria o rosto, e um veo preto enro-
lado cinta e que ihe caba em grandes
pregas sobre a bainha da espada. .
A pouco mais de 3G0 bragas e ao norte
da cidade de Mantua demorava o arrebalde
de S. Borge, sede do magnifico palacio de
Trajano.
l'arajalni daquelie suburbio, demolido
no seculo passado, era urna dilatada planicie
leve lugar o torneo na vespera do casa-
mento de Adalberto com Isabel, condes-sa
de Mantua.
Tendo deixado muitos convidados darem
provas de sua valenta e destreza, Alberto
entrou na liga.
Todas as senhoras olharam para elle com-
placen tmente, nprquanto forraoso guerreiro
era o Sr. Suismantium.
Apenas havia comegado o giro da estaca-
da, um cavalheiro incoguilo tocou como o
ferro da langa no escudo do novo mante-
nedor, esaltou ua arena, montado em um
fogoso mallo hngaro, quo com admira-
vel pericia fez curvetear.
Adalbertocmumrelancede olhos reconhe-
ceu Didgyn e aproximou-se della a dissua-
dir do seu ousado intento. Mas a herona
foi postar-se na opposta extremidade da liga.
Ento o mancebo, que se reputara infama-
do nocombatercontrauma mulher, praclamou
em alta voz o sexo de Didgyn, desembara-
gando-se assim daquella creatura que desde
ento Ihe pareceu menos ridicula. '
Ao sahir do campo a viuva chegou-se ao
castello, o disse-lhe em voz baixa.
Ninguem pode escapar ao braco da
justica I
A pertinacia e encarngamento que mos-
trava na persecugo do seu designio eram
pro va certa de que Didgyn nao era urna lou-
ca, o desde ento Adalberto considerou-a
urna inimiga perigosa, com o que pouco se
inquietava, porque era um cavalleiro intr-
pido e destejido.
O mancebo sabio victorioso de seis com-
bates, eacclamado vencedor do torneiro
foi coroado pelas mos da rainha da belle-.
za, que nao era seno a coudessa Isabel.
O resto do dia passou-se em banquetes e
festejos.
O queijo estava na mesa e bem assim os
quatro cotovelos dos nossos dous amigos,
que palestravam.
urna mulher casada, dza o D. Juan
do Lecoq. Deves perceber Joo Baptista,
que na nossa idade so nao de pedra".
E J. B. Schwartz fez sigoil de annuencia,
o fracalhao !
Ora, com mulheres casadas, replicou
Lecoq, nao se brinca... por causa do cdigo
penal.
Ento, deixe-se disso exclamou
Sclnvartz, em quem as palsvras cdigo pe-
nal prodiiiiam um effeito extraordinario :
nova prova da sua probidadealsaciana.
Lecoq levou a mo ao coraco, epronun
ciou com voz dramtica:
Por caso ifenhura, meu toleiro An-
tes raorrer do que renunciar ventura I
Alm de que, proseguio com menos em-
phase, tudo est disposto, Joo Baptista.
Esto as precaugoes tomadas, e urna carta
por mim assignada viaja neste momento
pela mala-posta. Ha de ser pela manha
deitada na caixa de Alengon, sobrescriptada
ao lio Bra, a quem pego a minha- bengala
de casto de prata, que alli est quelle
canto e que mui de proposito vou esquecer.
Devoras ? exclamou Schwartz ; e tud
por urn namoro ?l
Lecoq encheu s copos; Levou o seu
aos labios, aproveitando este movimento
para examinar d revez o companheiro.
Estavam no fim da terceira garrafa.
Schwartz abarrotava.
Parece-se isso, murmurou, com as
historias que os jornaes referem. Predis-
poe as cousas para, em caso grave, oppr
a excepgo de aUbi.
Lecoq desatou a rir.
Bravo, meu ratana exclamou.
Achaste o termo proprio primeira.
Jostamente, urna excepgo de alibi i P^
paro-me para o que der e vier. Nem tudo
sao rosas na vida dos namorados. Crre-
se o perigo.das catanadas, e o marido um
militarlo de metter medo... Rapariga !
Caf e licores t... Bem quente I
[do isto foi dito com a maior volubil-
porque Lec->q va ama saspeita des-
ido no olhar esgazeado do conviva.
Nao era eu que me mettia em trapa-
Sertapre jaal de seu piie da sin noiva,
Adalberto sentia-se feliz, ao mesoto lempo
que a condessa Isabel, to ebea de conten-
tamento lomo seu noivo, vanglo-iava-se de
Ihe ha ver inspirado um to intenso amor.
Milon-quji as suas cas manifestava vida
tonga e agitada,-rego/.ijava-se, vendo-se re-
produzido na pessoa de seu filhr, quepro-
vaveteente seria o seu successer no conda-
do de Verona; e o conde de Mantua, nao
tendo mais desejos a satisfaz*-, :apacitava-
se de ter attingdo o maior grao de ventu-
ra, entregando sua filhi nica a um to il-
lustre como poderoso cavalheiro.
Tudo anuunciava qin o dia immediato
seria para a eidade de Muitua um dia de sa-
tisfago e de regosjo; e todos separaram-
se alta noite, anhelando impacientes o dia
i|iie se aiinudava sob tobrilhanes e ledos
auspicios.
Chegada, porin, a Lora da ceriraonia,
debalde esperaram pulo lilho du conde de
Verona, e quando, para saber o motivo da
inesperada demora, correranTao palacio que
elle habitava fra das portas Leona, acha-
ram o cadver do mancebo traspassado de
militas punhaladas.
O conde do Verona mjrrcu paaco tem-
po depois.
Isabel sepultou a sua desesperarlo no
claustro do arrebalde de S. Jorge, c o con-
de de Mantua permaneceu inconsolavel at
lindar sua existencia.
A datar desse dia de BOEforosa lembran-
ga, em o qual ao raiar d'alva fora visto um
formoso cavallo do rai;a hngara e perfeita-
mente arreiado, fugir desfilada sem ca-
valleiro alravs dis campias ao sul da ci-
dade, ninguem mais ousou por ps no pala-
cio, qu; Adalberto habitara.
Os que moiavam na visi;i!iang;ijdesta casa
asseveravam que de meia noi.c at nina
hora se levantava l dentro um rumor te-
meroso; o vulgo denominou-a palazzodel
diavol, nome que a tradcgo supersticio-
sa tem conservado at hoje, .apezar de ha-
ver sido reedificado desde os alicorees no
seculo passado, e achar-se, desde muito
tempo, oncravado em a mais bella ra de
Mantua, chamada ileorpo di porta Predelia.

Odyssca a Cyxop Henoplionte e o
Asno de (Juro de Apuleo. Peas idades
media^petese com o gorro dos trova-
dore^ERnpi as f.i;anhas dos cavalleiros
de lan^f e vfseiras, os sonhos e os beijos
do balco dos castello ameados e os
combates pujantes d'aquella epocbas de
ravallarias. Na litleratura moderna e prin-
cipalmente na do seculo XIX se ha reves-
cas necessanas para terem venda esneni
o de Mas as formas, tem-se adornado Uier urna boa especulaco.
t De accordo com o nosso irmo Pedro,
e com o nosso pai me mandars pelo (r-
reio de margo dez mil caixas de cartao
branco, segundo tinhamos convencionado
quando aquiestiveste; estas caixas sao para
assemestes, para fazermos um negocio.
Arranjaremos aqqi as sementes e remeti-
remos as caixas pra Marselha com as mar-
0 fado que constitue a tea desta lenda,
passa.por verdadeiro, e a tradi>:go popu-
lar attribue-o em parte a causas sobre na-
turaes. A metamorphose da mullier de fogo
eectuava-se, em virtude de um p phos-
phorecente com que o pbanlasma salpicava
o vestido, bastando sacudi-lo para ficar in-
visivel na esenrido.
I 'rbano de JUantoca.
Alberto
(SCENAS DE UM nMA.NCE)
Carta do Author.
Joo Candido.
L, Alberto, a tua segunda produego
Iliteraria. Dos que anda se desvanecem
pelo desenvolvimento do verbo inda balbu-
cante da nossa litleratura e que confiam
nessa pleiade de mogos esperangosos, cheios
de f e do talento, chamados guardar e
zelar o santo lar do pensamento, da arte-e
do bello, como os griffos, essas creagoes
grotescas da symbologia oriental, vigiavam
sobre os thesouros das mentanhas, nao
poderia deixar de applaudr o teu tentaraen
no romance, lisongeiro, seno feliz.
Poeta, as Rosas e Goivos, desferiste a
corda das affeiges intimas. A.harmona
suave de Lamartine trinava em milita es-
irophe, como a ave sentida em manh de
primavera. Se no vasar da inspirago no
molde plstico, no contorno di estrophe,
na corabinago da imageni e da metaphora
as nitances do sentimentoe di idea, nao
se descobria a mo segura do artista
burilar o verso, critica justa e esclareci-
da adiara mais do que o Irabalho do
obreiro, vera nelle o estofo do poeta. Se
pensamentos prolificos e profundos nao
iriavam e desabrochavam vivificados ao
sopro daraoditago e do estudio, a flor do
sentimento abria a corolla hmida de sor-
risos e scismas.
Hoje, dste a publicidade o Alberto sob a
forma do romance. Protheo da invengo,
tal o romance em nossa epocha. Na
antiguidade seguio a epopa passos tr-
mulos e procurava imtar-lhe os surtos
altivos. Pelas evolucoes litterarias opera-
das na Grecia, nasceo na Odyssea. Da
Ihadas dessas 1 pensou em voz alta este
ultimo.
Ha de Ihe chegar a sua vez, Joo
Baptista, proseguio Lecoq, enchendo-lho um
copazio do agurdente ; ha de vir a co-
nhecer por experiencia propria o violento
ardor das paixes. Mas espere, que anda
Ihe nao disse tudo. O marido amigo in-
timo do comraissario de polica.
J. B. Schwartz recuou a cadeira.
Senhor Lecoq, declarou-cesolutamen-
te, nao tenho nada com a sua vida.
Tens, tens, meu.menino, replicou
ocaixeiro. Mais do que sappes; e nao
te has de dar mal.
Eu nao quero... principio o Alsa-
ciano.
Nos queremos, diz elii -meu toli-
nho Dou-te cem francosvcantantes, sem
descont algum, s para..dizeres urna pala
vrinha ao ouvido do commissario de poli-
ca, baixinho esem malicia... cousa de
pouca monta, e obsequeias-me.
com todos os broslados. Ora grandioso
como urna epopa, ora profundo como um
sonho de Plato, ora caprichoso e phantas-
tico como os arabescos vndalos d'um
vaso Chinez, tem percorrdo toda "a escala
das creacDes poticas.
Estudando as carnadas sociaes, as evo-
lucoes ethnographicas dos povos,; os ca-
racteres histricos, que ficam como envoltos
de sombra, vasa-se no romance histrico.
W. Scott, Vigny e A. Herculano dam-Uie a
forma e vive megestoso e brilhante era
Ivanhoe, Cinq-Mars e Eurico.
Se a humanidade em seu desenvolvi-
mento moral e social se agita, como a
Pythonissa na tripede, se pensa e se duvida,
so pretende soletrar na pyramide que vai
da trra ao co o verbo sybilno do futuro,
do amor, do infinito; o romance sinlhetisa
todas essas duvidas e sonhos, pdas as
lecepres da sciencia e da philosophia, do
corago como do espirito ; i'ahi o Werther
de Goethe, a Lelia de G. Sand, os Msera
veis de V. Hugo.
Finalmente, como essas phantasias va-
porosas de noite de esto, concentra todas
as cores iriantes do prisma, todos os lam-
pejos da iraagnago edo sentimento, tolos
os resultados do hummir e da analyse ; e
vae dos contos rabes ao Decamerone de
Bocado, das creagoes frescas e suaves de
A. Kaw e Mery aos typos humoriscos de
Sterne.
O que te escrevo nao por certo urna
critica ao Alberto, posto que sobrem-me
desejos. Simples palestra, communcaco
das impreSses de leituraeis tudo.
O mysterio da pintura compe-se do
desenho, da encarnago, do colorido, da
combiBagai da sombra e da luz de tal sorte
que to conjuncto destes elementos resulte
urna expresso difinida e urna phsionomia
particular s figuras do quadro; o segredo
do romance mais do que o do drama, exige
que o desenvolvimento dos caracteres se
accorde com o desenvolvimento do todo
requer que a luz e a seiva, que se concen-
trara na acgopredominante, vivifiquemos
detalbes que a ella se lgam e tendera
unificar-se. No drama estuda-se o carcter
pela acgo, pelo
do da fbula de que ello se compe ; no
romance porem, podem ser esludados os
typos pela analyse intima, por suas tenden-
cias phisiologicas e internas. O drama
vive da acgo, o romance da acgo e da
pintura. Assim pode-se dizerque o trago
que caracterisi o romance de todas as de-
mais formas da litleratura, o mesmo que
destaca a escola flamenga d'entre todas as
outras : urna grande potencia dramtica,
da jual nenhuma escola se tem podido
aproximar, d'envolta com a pintura, como
disse ha pouco o Sr. Emilio Montegut es-
tudando Paulo Rubens.
Temos pois de ver no Alberto o desenho,
a phsionomia dos typos que prendem a
aeco par do colorido, da forma, do es
tylo. O enredo do Alberto desenvolve-se
em quatro caracteres distinctos, os outros
confundem-se na sombra. Da analyse do
cada um resultar a feico particular que
os domina.
(Connwir-se-lia)
Mandars Kahn a Ieddo comprar as
caixas, encaixota-as de modo que nao se
deteriorem. Para a remessa dever9 enten-
der-te com Davidson, que a far para Brin-
dis, dando-nos aviso: obrars como fr
mais conveniente, mas, sendo possivel, nao
mandes por via de Marselha. Procura urna
marca de gravura, de Osdou ou outra. Em
urna palavra ser bom por oito ou nove
marcas, se poder ser, para dar mais im-
portancia fazenda, Quanto s daas mar-
cas do governo, os japonezes nao as quere-
ro fazer; tanto a marca principal preta
como a da secundaria encarnada mas es-
tou convencido que poderemos mandar fa-
zer outras epo-las aqu. As marcas do
governo sao facis de imitar. Toma pois
muito cuidado no que fizeres, e guarda o
maior segredo, pois poderemos tirar um
bom lucro. Antes de partir hei de dizer a
Siamin que este anno tenciono raandar-lhe
todas as caxas de Milo e tudo icar ar-
ranjado. Teu irmo Izidoro.*
Por esta carta se v que o lira dos ac-
cusados era p em Milo sementes de bi-
chos de seda em caxas vindas do Japo,
para fazer crer que as sementes tinham vin-
do d'esta naco; e para conseguirem o seu
fim deviam as caxas trazer certas marcas;
e ter outras feitas por elles mesmos, dan-
do assim urna apparencia de autenticidade
provincia das sementes.
Em outra carta Izidoro Dell'Oro, tornan-
do a fallar da operago das dez mil caxas
de carto branco, accrescentava: Tudo
vai bin.faremosum bom negocio
Em urna terceira carta Izidoro recomraen-
dava a seu irmo muita prudencia por-
que dizia elle, os nossos amigos Omaggi
faro quanto poderem para se vingarem de
nos,., e bao de fazer todas as diligencias
para saberem dos japonezes em Yokobama e
Ieddo alguma cousa que nos possa fazer
mal.
O advogado dos reus oppoz-se a que se
lessem outras correspondencias que exis-
tam no processo por nao ter sido feita a ap-
SSSSeraS prehens3 por ordem d0 tribunaK
Mr. Carlos Mamet de Cachn, ex-secre-
tario da legago franceza no Japo e direc-
tor das escolas japoneza de Franca depoz
a favor da probidade dos rcus, e disse:
que Izidoro Dell'Oro foi o primeiro italiano
que estabebereu urna casa de commercio
em Yokohama, e que obteve do governo ja-
ponez autorisago para exportar sementes
de bicho de seda, sendo muito bemeoncei-
tuado pelas autoridades. Em confirmago
do Scu depoimente apresentou urna carta de
M. Len Roches, enlo ministro plenipoten-
ciario de Franga no Japo.
M. Bestelli advogado e vice-presidente da
cmara dos deputados tambem depoz e fa-
vor dos reus.
Duas testemunhas declararam: que ha
viam encommendadoa Izidoro Dell'Oro, urna
2:000 e outra 2:500 caixas de cartao do
Japo vazias, e que os reus tiveram duvi-
da de as mandar vir, receando que isto
desse origem a algumas suspeitas de fraude.
O tribunal, reconhecendo que os irmos
Dell'Oro tiveram intenco de commelter
urna fraude, absolveu-os por se ter mani-
festado a intengo em um nico acto sim-
plesmente preparatorio, sem se baver se-
guido acto algum de execugo.
POUCO DE TUDO.
CAUSA IMPORTANTE.O tribunal cor-
reccional de Milo julgou ltimamente orna
causa de grande interesse para os comraer-
ciantes d'aquella cidade, em que os irmos
Dell'Oro eram aecu^ados-de fraude as tran-
saeges sobre bichos de seda do Japo.
Os principaes documentes do processo e
os depoimentos das testemunhas do a co-
nhecer os factos imputados aos aecusados:
Primeira carta de Izidoro Dell'Oro a seu
irmo, ento no Japo, apprehendida no co-
piador.
II
Sr. Lecoq.
Cem francos Quem sabe o que um
Schwartz de bom quilate 6 capaz de fazer
com cem francos ? Tenho visto muito boa
gente enternecida, de olhos marejados, ao
ouvir a ideal buclica da agiotagem : a his-
toria de Thiago LalRlte, que levantou do
cbo um alfinete, e edificou com o bico
desse alfinetesuper hanc petram o seu
templo ureo. Confesso que o corago. se
me conserva glido perante estes fervores
da economia ; nao deixo todava de compre-
hender todas as religies.
Qne de alfiaetes em cem francos I Nao
ignoram que cada grao de trigo encerra no
seuhumillissimo envolucro o milagre da mul-
tiplicago dos paos; assim germinam os
ceitis quando os semeiam, adubam e mon-
dam, e o producto que, com tempo e cui-
dados sem fim, delles se colhe chama-se
milho.
J. B. Sshwartz nunca Uvera eem francos.
Se hondera possuido Cem francos teria J.
8. Scbwartz montado urna casa bancariaem
qualqaer vao de escada. Hj-quom nasga
poeta; J. B.'Schwartz troaiera nascenga
o delicadissimo sentido dos tantos por cento,
o genio do meio por meio.
Teve como que um deslumbramento, por
que a detestavel agurdente da estalagem Iho
fermentava com a ambigo na cachimona, e
as tres garrafas de vinho azedo atigavam
nelle c sacro fogo. Vio de relance nao sei
que encantadora miragem: escrptorios vas-
tissiraos, onde os ps se sumiam em raagni-
Icos tapetes, caixeiros por traz de teias de
polimento, registros verdes com rtulos en-
carnados, altos e volrnosos, por dentro
cobertos de letra ingleza e de nmeros mi-
lagrosamente alinhados; urna burra de
ferro, urna burra taxiada, imponente como
a arca de No ; cobrador de libr parda-
centa ; e-porventura, em carruagem tirada
por quatro cavallos, a Sra. J. B. Schwartz,
mais?sumptuosa e luzida, que dous ou tres
entorros de primeira classe.
Cem francos t Sabem l Cem francos
contm tudo sto e muito mais. O cedro
gigante est na sementinha, e um grao de
Iju-eia que promove os grandes derrocamen-
tos que arrasam povoages.
Nao quero; repetio todava a sua vir-
tude moribunda.
E accreseentou como levantando-se:
Nao ha dinheiro neste mundo, Sr.
Lecoq, qne me leve a praticar cousas que
ponham em risco a minha seguranga.
Sr. Joo Baptista, replicou do alto o
caxeiro, tenho a honra de conhece-lo como
os meus dedos. Ouve antes de regeitares,
rapaz. A cousa nao vale irada, e alm dos
cem francos, talvez se te arranje um logar
na casa Berthier & C.
Nao ha quem d cem francos s para
fallar a urna namorada I objectou o Alsa-
ciano. Nada ahi anda outra cousa.
E se os gastos correrem por conta
della ?... msinaou Lecoq, passando & mo
pelos cabellos, que nelle eram abundantes
e moi formosos.
J. B. Schwartz era creatura para entendt-r
o amor deste modo, e-por isso o argumento
Ihe caln no espirito. Lecoq continuou,
malhando em quente:
#- Nao te ponhas a -dlscorrer sobre e
que nao conheces, meu aturra I A cousa
reduz-se isto: tu estas com a corda na
garganta, e eo ilvo*te... Agera eove,e
mos obra:
Esta causa era de grande importancia
para esses criadores de bicho de seda, a
sala da audiencia esteve sempre cheia de
espectadores.
Pelo jnlgamento se averguou um facto
grave e vem a ser que as marcas do Japo
se podiam falsificar, e por conseguinto que
nao havia seguranga para os negociantes de
seda.
. O Schwartz pas'.eleiro fecha s nove ho-
ras ; perianto, quando forem nove e meia,
j te nao resta que escolher : diriges-te ao
Schwartz commissario do polica, e pedes-
llie que te deixe dormir no palheiro.
Mas elle pez-me na ra, in'.errompeu
o da Alsacia.
. Com os diabos! compenetre-se bem
desta verdade : por mais longe que se
eslendam os limites do nosso planeta, s
eu neste mundo me interesso por ti I
E verdade, balbuciou J. B. Schwartz,
a quem a agurdente dava para chorar.
Estou s no mundo ?
Triste exilado em trra estranha I bem
sei: podia citar-te immensidade de textos
postos em msica pelos primeiros composi-
tores. Nao menos verdade que s dez
horas e dez minutos ha de o commissario
de polica voltar para casa, vindo do circo
Fraiiconi, levantado de serapilheira na praga
da prefoitura. Ha de vir com pressa e de
mo humor, porque pela decima quarta vez
os deveres do sen cargo o obrigam a con-
templar o Sr. Franconi snior fardado de
general, e a menina Ludovina em trage de
Cymodecea. Subir a ra da prefoitura,
seguindo pela Ecuyere, onde Malherbe nas-
ceu.
Malherbe chega'' que, primeiro em
Franga... Mas a poesia est abaixo de
ti, Joo Baptista... Voc segue-o pela
Fontetle. depois pela ra de Guilherme o
conquistador, at praga das Acadas, qoe
se chama assim por ser plantada de tilias.
ahi que habita a Sra. Sdiwartz, matrona
um tanto madura e pouco agradavel, mas
que ri... quando Ihe fazem cocegas. Acer-
carse, do magistrado. Nao ha de elle ficar
muito contente quando der comsigo, e na-
turalmente pergunta-Ihe pouco macio :
Outra ve* ?... E' mesmo de erar que
accrescentealgumas palavras amargas, como
mandrio, vadio, e outras qae taes.
Est no seu direito. Oode o v, recebe
tres ou quatro visitas de Sobwsrtas, por
semana.Ouve bem, Joio Baptista ?
Jalo Baptista escutava-o, se beuuqaftas
palpebraa satte errassem como tocando
a recolher.. Lecoq proseguio :
(Contimtar-se-to)
\ TIF. QJMAUft-RUA BASttSI.

-

v

4

*l
-**


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