Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:11838


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Full Text
fi


ANNO XLV. htt
PARA A CAPITAL E IUGARES ONDE NAO SE PAGA PORTE.
Por tres mezes adiantados..................
Por seis ditos dem....................
Por um auno idem. ...................
Cada Homero avulso...................
t
6*300
12,5000
24,5000
,5320
QUARTA FE!M 12 DE MAI DE 1869.
------------ .--------------------------------------*------------------------:--------r------------------------
PARA DENTRO PORA DA PROVINCIA.
Por tres mezes adiantados................< .
Por site ditos idem....................
Por no\i ditos idem................. .
Por um auno.........."............
6*750
43*800
20*250
270000
DIARIO DE PEMAMBUCO.
Propriedade de Manoel Figueira de Faria & Filhos.
i
SAO AOEMTES:
Os Srs. Gerardo Antonio Alves & Filhos, no Para; Goncalves A Pinto, no Maranhao; Joaguim Jos de Oliveira, no Cear; Antonio de Lemos Braga, no Aracaty; JoSo Mara Julio Chaves, no Ass; Antonio Marques da Silva, no Natal; Antonio Joaqnin
Guimaraes Pancada, em Mamanguape; Antonio Alexandrino de Lima, "na Parahyba; Antonio j'os Gomes, na Vi/ra da Penha; Belarmino dos Santos Bulcio, em Santo Antao; Domingos Jos da Costa Braga,
em Nazareth; Francino Tavares da Cssta, em Alagas; Dr. JosMartins Alves, na Bahia; e Jos Bibciro Gasparmbo, no Rio de Janeiro.
PARTE OFFICIAL.
averno da provincia.
MtSfU'HoS M VmE-PHKSIDKNCU DO DA 8 DE _J
M\io H 1869.
Kngenheiro Antonio Vicente do Nascinwnto Fei-
tosa. Ao Sr. inspector da thcsouraria de fa-
'Ml'.li .
Basilio Rodrigues da Cruz.Pa^se portaVia.
Cosido Damio Diftz.Informe o Sr. general
ooiunuudante das armas.
Cirios Jos de Sena.Informe o Sr. Dr. chefe
do polica.
Francisco Xavier Cavalcanti "Lias.Informe o
Sr. inspector da thesouraria provincial.
Fransisco de Miranda Leal Seve.Passe porta-
ra.
Irmandado de Nossa Senhora da Terco.Infor-
ma o Sr. inspector da thesouraria provincial.
Irimuidade do Divino Espirito Santo da igreja
da Coltegio. Expec-se ordem para ser aprese*.-
ad a fue do estylo.
Jos da'Silva Loyo Jnior. Coneoda-se.
Jos IgnaeJnfAvilla.Informe o Sr. inspector da
thesoararia de fazenda.
Jos Luiz de Souza.Encaminhe-so.
Jtto de Souza Rangel Filho Informe o Sr ins-
pector di thesourariade fazenda.
Vigarm Jeronymo Jos Pacheco de Albuquer-
jue Maranhao.Indeferido a vista das informa-
coe*
Joo Amanco Bruno.Indeferido por nao exis-
tir o lugar que pede.
Capitn Joaqun Francisco Lavra Passe porta-
rla, ,
UuzLyriaco da Silva.D-se nao havendo in-
oiwcni'iiti-.
Maria Feliciana da Coneeico.Assignado o re-
queriroento volte requerendo.
Maria Joaquina de Jess.Prova, a supplicante
o que allega.
Bisa Mara da Coneeico.Informe o Sr. Dr.
obele (I polica.
Thereza de Jess Pedrosa.Aprsente a suppl
-casita o minar aoSr. inspector do arsenal de ma-
rmita para ser inspeccionado.
Repartido la polica.
2* seceo.Secretaria da polica de Pernambuco,
11 do maio de 1869.
N. 701.Illm. e Exm. Sr.Tenho a hom-3 de
levar ao conhecimento de V. Exc que, segundo
consta das partiot pac/tes receidas hoje nesta re-
partico, foram hnntm recolludos casa de deten-
cao os seguintes individuos :
ordem do subdelegado de S. Jos, Bomo
los dos Santos, por embriague/. ; e Qetn. tra-
vo de Aprigio Jos da Silva, a reqnerimento
leste.
A ordem do da Magdalena, Manoel Pedro da Sil-
va, por furto do cavallos; e Bento Bcltro Vello-
so, por ser criminoso no Brejo da Madre de
As seis horas da manhaa do da 19 de abril ul-
timo, na fazenda Tapera do termo de Floresta, Cy-
priano Jos do Nascimento e sea irmo Jos Fran-
cisco do Nascimento Caboclo, assassinaram com
ijtwijilli Vicente l'ereira de Barros, e tratando
i ae evadir-se. sendo que, na diligencia feita
polo cpspeetiw jais municipal e pelo subdelegado
do primeiro districto para realisacao di captura
de laes criminosos, foi preso Joaqaim Clemente
de S i. iae em novembro do anuo passado as-
HOOU a 'infeliz Auiceto de tal.
Ni da II do referido mez, no lugar denomina-
do Bivada do districto do termo de Bonito, Manoel
. -a tal, leudo sido preso dias depois para ser proces-
al i no- tormos da lei.
No 'lia 19 do mesiuo mez, no lugar Gruta do Mel
trelo de Becerros daqucllc termo, Manoel
-inou com tres focadas ao cscravo
Joaqnim, c se evadi immedialamenii'.
Deas guarde a V. ExcIllm. e Exm. Sr. vice-
da provincia Dr. Manoel do Nascimen-
to Machado Portella. O chefe de polica, Fran-
cisco "Arsi$ Oliveira Maciel.
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
,-KSSO ORDINARIA KM 9 DK ABRIL
PRESIDENCIA DO SR. AUGUSTO LKAO.
(Concluso.)
OS SRS. AMARAL E MELLO E GASPAR DBUM-
MOND fazem Unirs ron.-ideracqes._
acerrada a discussao o requerimenlo appro-
\ad>.
O SI!. SOARES BIUNDAO :Sr. presidente,
p di a palavia para ollerecer consideracao desta
bla urna indicacao no intuito de procurar
iciio para urna das maiores. neeessiilarfes
t provincia : reliro-me ao melhoramento do
IHOrtodestt capital.
Est n i t mbecimento de todos os mcus nobres
eoHegai que esta cidade, pela sua posicao geogra-
pltica, aefia-se destinada a ser n'um futuro mais
ou menos remoto, urna das primearas eidades
eoBMWaaa da America Meridional (apoiados) ;
lambem no conhecimento de toda esta assem-
bla que para este grande resultado a primeira
i.Miidica i o melhoramento do porto.
O Su. I-;. CevriMio :N;cessidado urgentis-
sima. ,
O Se. Souies Brandao :A esterespeito ja al-
guns Irabalhos hao sido feitos, mais de urna pro-
i lea sido apresenlada ao governo, mas ludo
at boje tem-se ficado em ostudos acerca desta
iicirtanlissima queslao.
O corpo coinmercial desta cidade i tem repre-
sentado ao governo geni acerca do awuinplo ;
entreunto, al hoje est grande melhoramento tem
tieado adiado, e a casa comprebende o quanto elle
importante, o quanto elle urgente.
Avista disto, tesolvi-mu a apresentar conside-
racao desu asseoibla a seguinte indicacao (t) :
Indico qoe-esta assembla represente aos po-
dere geracs sobre a necessidade e conveniencia
de relevar a affeito, qjiaoio antes, o raelborameato
do porto desta cidado.Sootm Bmndo.
Vejamos se com mais eta represontacao por
parte da assembla provincial se resolver alguma
i-a sobre os estudo* feitos, e se nui prxima-
mente nos tereoios a satisfaijo de ver iniciados os
trabalhos do melhoramento do porto desta ca-
pital.
Me parece que a casa toda ser concorde na
conveniencia e na necessidade de ser approvada
esta indicacift porque o tapio que temos ao nos-
so alcance subro o objeeto. k desaeta a fazer-se
com essa obraj ajm de ser geral por sua nature-
a, to consideraveL em retofjk) s remkas pro-
viueiaes, que nao s^r possivel qae esta proviacia
a tome a si. Se a nos compete, como" represen-
tsnlee desta provincia, toser algnma" cousa, com
retalio ao assosapto de aoe ina tenko orcuaado,
de que modo o podemos sfil ? Prese que o orn-
eo candaba a seguir esto : dirigirmo-nos aos
poderes geraes, unirmos a nossa vox s represen-
tacos ao eomnereio dest piwtoeft, pedinde-lhe
quaMoante a satisiaco desta mssnealeM aeees-
sidade. (Makto dm>
Vai a asesa, apoia-se e remettida, na forana r0
remenlo, i coramissao de obras publicas, a se_
galaie inoea^:
Indico que esta assembla represente aoi po-
deres geraes a necessidqde e conveniencia de se
levar a effeito, quanto antes, o melhoramento do
porto desta cidade.Soares Brandao.
0 SR. ANDR CAVALCANTI :Sr. presidente,
olfeieci Jiontem um requerimenlo a consideracao
da casa, ilc acconlo com o mea DObre collega de-
putado pelo terceiro districto, que tambem tenho
a honra de representar, pedindo de ser nomeada
una commissao d'tmtre os membros desta assem-
bla para ir visitar os eslabelecimentos a cargo
da Sania Casa de Misericordia, conhecer do estado
d'elles, e propor ao mesme lempo medidas con-
cernenles ao melhoramento de seu estado fman-
cero. Snccedendo que V. Exc. nos tivesse no-
meado, e assim ao nobre depulado pelo primeiro
circulo para tal commissao, corre-me o dever de
fazer poucas e ligeiras considoracoes neste sentido,
por assim julgar necessario. E' sabido que as ir-
mas da caridade csto dsse niadas, ja pela casa
dos expostos, hospital Pedro ZI, e recolbimento das
orphas em Olinda, e que nos os autores do reque-
rimenlo manifestamo-nos em favor d'ellas quando
aqu loi apreseutado, e discutido o projecto n. 8,
que as inhibe do all contiriuarem a prestar seus
servias : ora, parece que aquellos que combalem
o projecto e julgam as iraas de S. Vicente de
Paula as mais aptas para se encarregarem dos es-
labelecimentos de caridade, pelas provas inequvo-
cas que leem dado dentro e lora do imperio, sem-
pre com admirara > de todos, que vom nellas, nao
una corporacao do mulheres de vistas iiileressci-
ras, e siin urna corporacao de senhoras bemfaze-
jas, dedicadas noite e da a porem em pratica actos
de verdadeira caridade, nao sao os mais competen-
tes para emittir, ou relatar aquillo que j ante-
rormente fizeram senlir casa, nao teren a me-
nor duvida.
Assim, pois, Sr. presidente, devendo ser por nos
trazido ao ennhecimento desta assembla, e com
toda a imparcialidade o que liouver de bom c mo
naquelles eslabelecimentos, para que no ultimo
caso sejam lomadas as verdaaeiras medidas que o
caso urge, e um dia vqnham elles atlingir o lim de
sua institnicao, peco V. Exc. de augmentar a
commissao com mais dous Srs. deputados, e isto
urna vez feilo, traannos com toda circumsneccao
de inve-tigar tudo quanlo for necessario e a bem
daquelles eslabelecimentos, satisfazendo-se por esta
forma o que est consignado no requerimenlo.
O Sr.J. Goutixho :Nisso nao seudedcseo-
brir sena i desejo de conhecer a verdade.
O Sr. Andr Cavalcanti :E' debis' deste
ponto e vista que proponho o augmento da com-
missao, pois succedendo pdennos continuar a
pensar a respeito de irmas de caridado pelo n.es-
me modo, (|ueremos ter com nosco um maior nu-
mero de oollegas ijae nos fallem a verdade, e nao
possamos assim ser fcilmente atacados como par-
tiaes, quando nao neste recinto, fra d'elle.
O Sr. Amaral e Mello Nao acho a razao
procedente.
O Sr. Silva Ramos :Ha toda razao. Os nobres
deputados j fallaran), j de antemo teem feito
elogios essa gente, por isso parece que devem
antes manter a opinio que manifestaram, do que
reforma-la.
O Sr. Amaral e Mello :E' questo vencida.
O Sr. Andu C\valcanti :0 lim do meu pe
dido justo, toda a casa, cos pequeas excep-
eoes, enclicrga perfeilamente o que pretendo evi-
tar ; cada um de nos est em seu direito procu-
rando cooperar, tanto quanto Ihe for po-sivel, para
que os seus actos corram livremente, desembar-
zalos de embargos, principalmente nao havendo
motivo para elles.
Um Sr. Depltado : A commissao est muto
bem composla por qualquer lado que se a en-
care.
O Sr. Andu Cavalcanti :--Isto diz o nobre
deputado, e jiela minha parle dotf-lhe os mcus
agradecimentos ; mas mesmo assim, permita que
insista no meu pedido.
Teulio concluido.
Vai. mesa o apoia-se o seguinte requeri-
menlo :
Requeiro que se augmento, com mais dous
membros desta casa, a commissao que fra bon-
tem nomeada para investigar os'negocies dos es-
tabele montos de caridade.
S. R.Andr Cavalcanti.
Posto a votos o requerimeiito approvado.
O Sb, Andr Cavalcanti (pe'a ordem) :Pro-
ponho que a nomeacao djs dous membros por
mim pedida seja feila por V. Exc.
Consultada a casa decide no sentido do requeri-
menlo.
O Sr. Presidente designa para fazerem parte
parte da commissao os Srs. Gojalves da Silva e
Pina.
O SR. M. AMOR1M justinca o requerimento, que
apoi ido e approvado, seajldiscus>o :
i Requeiro que ao presidente da provincia se
peca as seguinles Uiformacies : Ia Quaes os au-
tores do assassinato do infeliz Joo Domingues,
que leve lugar em dias do principio deste anno,
no districto do Verde, da comarca do Bonito; i"
Qual a causa desse assassinato ; 3a Quaes as pro-
videncias que =c tem dado sobra a punicao desse
facto.S. R.t. Amoiim. >
O SR. M. MORIM (pela ordem) pede a nomea-
cao de um membro para completar a commissao
de orgamento municipal, visto nao se achar pre-
sente o Sr. Gitiranna.
ORDEM DO DIA.
2* discussao do projecto n. 7 deste anno, appro-
vando alguns crditos supplementares s yerbas
do orcamento vigente autorisado pelo presidenta
da provincia.
Vai mesa e apoia-se a seguinte emenda:
Arl. additivo ao projecto n. 7. Pica aberto
ao orcamento vigente, um crdito supplementar,
na importancia de 13:744(5823 para oceorrer as
despezas lutorisadas pelas verbas eonstauts dos pa-
ragraphos seguintes:
c Io Expediente do secretario do
rverno............ 4:il|750
f> dem da directora da instruc-
o publica........... 179*000
que auterisa a cmara municipal de Barreiros,
rescindir o contrato feito com Antonio Domtgnc*
de Souza para a passagetn do rio Jacuipe.E ap-
provado.
t" discussao do projecto n. 4 deste anno, que
aaprova o regulamento expedido pelo presidente
da provincia para a escola normal.
Vai mesa e apoia-se a seguinte emenda :
No arl. 7, substtua-se a palavr;.actual
pelas seguintes :do regedor do gymnisio.S. B.
Ayret Gama.
O SR. AYRES GAMA jastitiea a sua emenda.
Encerrada a discussao, projecto approvado
com a emenda, e dispensado o intersticio a reque-
rimenlo do Sr. Ayrcs Gama.
Ia discussao d projecto n. 61 de 1865, deter-
minando que os lugares da secretaria da assem^
bla s sejam creados precedendo projecto de lei
da iniciativa da commissao de polica.E rejei-
lado.
1* discussao do projecto n. 2 desto anno :
Art. 1." Fica estabelecido no raio do sul lti-
mamente construido no hospital Pedro II, o asylo
de mendicidade, cujo patrimonio constar do pro-
ducto da subscripcao que, para sua fundacao, pro-
moveu a Asssciacao Commercial Benellcente.
Art 2. Fica o mesmo asylo sob a adminis-
traejio da Santa Casa de Misericordia Ja capital,
segundo o 3 do art. 2o do compromisso approva-
do pelo art. 5 da lei n. 831. O producto arreca-
dado e que se fr arrecadando do im|oslo addi-
cional, cread > pela lei provincial n. 777 de H de
jiilbo de 1867, para creacao e inanutenoo do
asylo, ser entregue no flm de cada exercieio
junta administrativa da Santa Casa, para ter a
applicacao que Uie destinou a inesm.i lei.
Art. 4." Ao asylo de mendicidade serao reco-
Ihidos lodos os mendigos que, por seu estado de
impossibilidade physica para qualquer servico ou
prolssao. estivereni no caso de viveren da cari-
dade publica.
Arl. 5." Fica a junta administrativa da Santa
Casa autorisada a conceder ao medico do Hospital
de caridade, a gratificaco de 5005 annuaes pelos
servicos ou soccorros que tiver de prestar os men-
digos recolhidos no dito asylo.
Art. 6. Ficam i evogdas as dispos'iQoes em
contrario.
Sala das sesgues da assemblita legislativa pro-
vincial, 17 de abril de 1869.S. &Ayres Gama.
Jos de Vasconcfllos.
Verificando-se nao havereaaa, o Sr. presidmtc
designa a ordem do dia e levanta a sesso.
Art. 1. Rea croado mais um lugar dti escri-
vaona relaco do Pernambuco.
Art. 2." Prvido que seja o lugar sero dis-
tribuidos os foitos pendentes no dous aclua-ss car-
torios, jiadcvida proporcao para que os senliores
flquem igualmen: aquinhoados.
.Art. 3.- Ficam-revogadas as disposi^ies em
contrario.
Paco da assembla, 30 de abril de 1869 To-
Itatino Nogueira.
Arl. nico. Fica revogado o % 26 do art. 43
da lei n. 852 de 5 de junho de 1868.
Sala das sessoos J assembla legislativa pro-
vincial de Pernambuco, 30 de abril de 1869.
8MUTN Brando.Ayres Guma.Maxitniam Ma-
chado.
Art. nico. Fica o presidente da provincia au-
torisado a conceder ou anno de "'
ter conhecimento do modo porque terminou o pro-
eesso, e que ao juiz de direo da comarca cum-
pria velar no cumprimenlo da lei; porquo alm
de ser sabido quo leve pleno conhecimento do fac-
i por mformaedes particulares, diversos jornaes
o referiram, como o Diario de Pernambuco, o Jor-
nal do Recife, e especialmente o Liberal de 20 de
marco Ando : e o chefe de polica d urna provin-
cia deve Icros jornaes que se publicam, ao menos
na sua capital. Quanto ao segundo ponto de de-
feza a obrigaco do juiz de d'uvito, de velar no
cumplimento da lei em sua comarca, que por va
de regra s tem lugar em corrocao, Occasio em
que condece- das irregularidades* dos processos,
nao retira dos chefes de poliria o dever, que ex-
pressamente me impde o art. 4* 5j 10 da lei de 3 de
dezeinbro do 1841.
Os factos deseriptos, praticados pelo chefe- de
anno de liccnra com os l
seus vencimentus ao c*crevenle da reprlicio das i polica, acham-se mililicados, um no art. 129 4
obras publicas Joaquim Francisco de Barros Bar- do cdigo criminis enjas penas sao : perda do
rete*, para tratar de su sade dentro ou fra da j emprego nos graos mximo e medio, e suspenso
provincia. no mnimo; e o outro no art. 139 do mesmo ce
Revogadas as disposi^oes em contrario. digo, cuja tena : suspenso do emprego, requi- j
Sala das commissoes da assembla legislativa sitos exigidos pelo art. 5o da lei interpretativa de
provincial de Pernambuco, 30 de abril de 1869. 12 de maio de 1840, para que haja competencia
.-ladr Cavalcanti.C. Ptngrim. de proceder a assembla provincial, como tribunal
O SR. FEUSBINO:Sr. presidente, peco licen- de justica.
;a a V. Exc. e casa para me consentirein lr Os chefe* de polica sao magistrados, e como
taes comprehendidoB as disposicoes do acto ad-
dicional, como parecen a seccao de justica do con-
selbo de estado, em 7 de otubro de 1845, com-
posla dos conselheiros Honorio Hermeto Carneiro
ca a v. Kxc. e a casa par;
una petcao de queixa, que vou apresentar contra
o actual chefe de polica dost provincia:
Osando do direito que todo cidado concede
o cdigo do processo criminad, no art. 74 \ 2, e
cumpnndo o dever de, como representaste da pro-1 l^o, Caetano Maria Lopes Gama e bispo Anemu-
vincia. velar na guarda das leisdo paiz, trago ao j ria: espero,portanto que esta assembla,exercen-
conhecmento da assembla provincial dePernam-1 do urna de suas mais importantes atlribuicoes, re-
buco, os crimes commettidos pep actual chefe de
polica da provincia Dr. Francisco de Farias Le-
mos, nos factos que passo expor, aiim do que es-
ta assembla, usando da altribuica que IhJ con-
fere o acto addiconal no art. II |!", proceda co-
mo for do justica.
Na noite d 19 de novembro do anno prximo
lindo, no engenbo Pracinha do termo deBarreros,
foi atrozmente espaucado, ou ntencunalmente as-
sassinado Manoel Candido de Miranda, por ordem
de Francisco Alexandre Dutra, que julgou o as-
sassinato o meo nico de evitar o casamento do
olfendido com urna sua lilha, que baria raptado,
ceba a presente eom os documentos, que a ins-
truem, e, ouvindo ao Dr. Francisco de Farias Le-
mos, na forma da legislaco citada pronuncie a
sua deciso com a energa, imparcialidade e justi-
ca que rosto na. e o bem da provincia exige, pu-
nindo um delinquente de alta cathegaria, para sua
emenda c cxemplo de seus subordinados.
Sala das sessSes da assembla legislativa pro-
vincial de Pernamburo, 30 de abril de 1869.Fe-
tisbino de Mendonra Vasconcellos.
O SR. PRESIDIRTE : Vai ser submettida a
queixa a conimisirjB de justica, ciril e criminal.
O Sr. Felisbino (pela ordem); Sendo eu um
compareivndo ao lugar dacrime, primtiraniente o dos membros da commissao de justica, civil e cri-
subdelegado do districto, logo depois o juiz muni- > minal, estou incompatibilisado para poder dar pa
SESSO ORDINARIA EM 30 DE ABRIL
l-RESIDENCIA DO. SR. AUGUSTO DE S0U2A LEAO.
Aomeio da, feita a chamada, achara se presen-
tes os Srs. Amaral e Mello, Epaminondas de Bar-
ros, G. Drummond, Mergurnao. Felisbino, Samuel
Pontual, Goncalves da Silva, E. Pina, F. Tavora,
Miguel Amorim. Lopes Machado, Cicero, Andr
Cavalcanti, Bacellar, Kmvgdio Marques Tbartino
Nogueira, Ayres Gama, Augusto Lefio, Amynthas,
Armiiiio Tavares, Soares Brandao.Hisbello, Ermiro
Coulinho e Silva Ramos.
Abre-se a sessao. e lida e approvada a acta da
anterior.
O Sr. Io Secretario d conta do seguinte
expediente.
Urna peticao de Jos Marliniano de Souza, pro-
feesor publico de Tracunbaem, pedindo um anno
de licenci com todos os seus vencinientos para
tratar de sua sade. commissao de petcoes.
Otilia de Caetano BessoncdeAssis Campos, es-
crivo da subdelegacia de Pao d'Alho, pedindo
o pagamento do que lite deve a cmara munici-
pal daquello termo. A commissao de orcamento
municipal.
Outra da assocacao dos Artistas Mchameos e
Liberis desta cida'de, pedindo o pagamento da
quola votada no orgamento de 1867 a 1868, que
cabio era_exerecio lindo. commis.-ao de orca-
mento provincial.
Outra de diversos proprielarios de lundicoes de
metaes desta cidade, pedindo a delerminacao de
um imposto de exportaco sobre, os metaes que
tenham de sabir da provincia.A commissao de
orcamento provincial.
Outra de Joao Jos Rodrigues, professor publico
da freguezia de Santo Antonio desfci cidade, pe-
dindo que se lbe faca extensivo o que iispoe o art.
o" da lei n. 309 de 14 de maio de 1855.A com-
missao de legislaco.
Outra doDr. Augusto Carneiro Monteroda Sil-
va Santos, professor do Gymnasio IVrnambucauo,
pedindo um anuo de licenca com todos ns seus
venc mentes para tratar de sua sade. com-
missao de petioocs.
Outra de Francisco de Pinho Borges, pedindo a
resc>o do contrato da arrematarlo para reparos
da ponte sobre o rio Jaboatao e restituicao da
multa que Ihe foi imposta.\ commissao de pe-
tices.
Outra do vigario Cantillo de Mendonca Furlado,
pedindo que se mude o nuaje da povoacaoMa-
ria Farinhapara o do Nova Ciuz. commis-
sao de estalistica.
Leem-se e sao approvados os seguintes pare-
ceres :
cao de Francisco Libanio Colas e Manoel De.Geo-
cipal, e por ultimo o delegado do teraio, proco
deu o primeiro o corpo de debelo. Pa-sados oito
das, constando ao juiz de direito da coinarea, que
tenhura procedimento havia da parle das autori-
dades policiaes, contra os autort-s do facto, corren-
do de plano que o delegado e o sultdeiegado se
manifeaWivaiii publicamente protectores do. crimi-
nosos, ardetiou ao juiz municipal que inslaurassc
o respectivo processo ; o em observancia a eSsa
ordem,fe dia 28 baixou o juiz municipal a porta-
Ca inicial ao re^iectivo escrivo, que em seu cum-
'p0BMB#-passou mandado de noiili.-ata> de teste-
mnnhas, o-qual foi loo cumplido por um dos of-
Ociaes d jnizo. Tendo ioticia do occorrido o de-
legado de polica, cuja proteocfioao criminoso, era
j conhecida, no dia 30 baixou tambem urna lor-
iara, a qual devolveu o escrivo com a seguinte
duvida:
t Tenho duvida em cumplir a presente portara,
visto j ter cumprido outra de igual theor do juiz
municipal; ordcnou-lhe o delegado, por despacho,
que, sem embargo da duvida, cumprisse a sua
portara, (ludo isto consta dos auto>): e logo o
mesmo delegado olllcia ao juiz municipal intiman
do-lhe para que se abstivesse de proceder, visto
caber-lbe preferencia em face ao art. 216 do regi-
ment n. 120 de 31 de Janeiro de 184"2; M que
respondeu o ju z municipal que sua jurisdieco es-
reventa, visto ter principiado o processo e:n
rever sobre esto negocio; por seo pe?o a V. Exc.
se digne nomear outro membro para Hite substi-
tuir.
O Sr. Presidente : Nomeio o Sr. Gaspar Drum-
mond.
r"Ct>MtiiiMr-se-a.^
tava pi.
primeiro lu^r. -o que re vcricava das dalas_e
cumiiriiiiea das paruiias iniciaos, caso que nao
esl coinpreheinl.do na hvpothesc do art. 216 Mia-
do, que trata do comeco simultaneo por duas ou
mais autoridades.
t Cada urna das autoridades julgou-sc com di-
reito de proseguir no proeesso. Eslava estabele-
cido o-conflicto de junsdificao, cuja deciso compe-
acao, ha conformidade do art.
* .' ,___, 10-10 IV.
1833. Ne-
3" dem do gymnasio...... 180*000
4 Mensalida.de alumnos pobres 993*000
5 Professores da escola normal. 4:904*700
6 Expediente da raesma e com-
pra de instrumento....... 697*000
t T Aluguel da casa para a dito
escola............. 400*000
| 8* Expediente da reparticao das
obras publwas......... TTfiA
" 9 Conducao de presos..... iAX^
10 Despezas judiciaes..... t:oU#uuo
It Expediente da thasouraria S*"***
12 Dito do consulado...... 70)**~
13 iubilados......... I:i5**300
14 Aposentados........ 878*696
_ 15 PubliaaeStts e impresades 550*000
S. R.Ayres &tvm.Lapes Mochado.
Bmeerrada a discussao i a projecto approvado,
bem assjm & emenda.
i* diseussio do pntMirb n. H deste anno :
ArL *. Pie o pteudaMe da provincia, auto-
nsada a miir admkiir no gymnasio provincial,
a Jos Lbanio do Reg Barros, como pensionista
da proviuriu.
ArC .-Fieam revogadas as disposicoes em
contrarte.
V>ala das oaamiaate,, 18 da abril de 1869
C. Peregrino. AnM Umakmti. ~ Denmlknes
Lobo.
Encerrada
vado.
vam, de parecer que nada se resolva, pois que,"
pelo regulamento do theatro e pelos contratos com
os actuaes emprezarios, os supplicantes devem di-
rigir-se ao presidente da provincia e a esses em-
prezarios.
a Sala das commissoes, 30 de abril de 4869.
Cicero Peregrino.Andr Cavalcanti.
< A commissao de obras publicas quem foi
presente a indicacO, apresentada pelo Sr. deputa-
do Soares Brandao, afea de representar esta as-
semblca aos poderes geraes, sobre a nocessidade
de se levar a elfeto, quanto antes, o melhoramen-
to do porto desta cidade ; considerando que a re-
presentacao pedida, se acha dentro das attribui-
coes desta assembla, e que se refere urna ne-
cessidade de primeira ordem e de tal importancia,
que %o ha quem a ignore, sendo at j reclamada
pelo corpo commercial dessa raesma cidade, como
medida do grande til dado para a commercio,
que com ella necessariamente facilitara as suas
transaces; de parecer que seja approvada dita
indicacao, para ser encannhada aos poderes com-
petentes.
o Sala das commissoes, 30 de abril de 1868.
Gonfatoes da Silva.Bpammendas Bonos.
Sao lidos e mandados imprimir os seguales
projectos:
Art. i." O presidente da proviacia mandar
construir um pequeo ceraiterio juetoao que exis-
te nesta cidade, para all aeren inhumados os ca-
dveres dae pessdas que ao devaa ter sepultura
ecclesiastica, pudendo despender ras respectivas
obras a quantia de 1:430*.
t Art. 2. O novo eenaiterio ser construido no
ngulo A. C. do ceraiterio publico, e em pequeo
terreno perteocenle a cmara municipal.
c Art 3. Revogadas as disposiedes em con-
trario.
Sala das commisfes da aeseobla legislativa
proTiBCial, 30 de abril de 1869, pamo*w.
GonculiMS da Silva.
Art. 1. Fica supprimidoo lu|*ar de t tabel-
lio do termo de Cabrob.
c Art. *. Pican reunidos e annexadas ao lu-
gar de 4* tabelbae os fifdcios da esertwo, de>or-
pbaeo, capelln reetdotM do mesa termo
te ao tribunal da relac
9- 9 do regulamento de .3 de Janeiro
nhuin inconveniente resultava a justica publica,
na coniiuacao dos dous processos porque so vi-
gorara aquello que, segundo a deciso do conflic-
to pelo poder competente, foi instaurado pela au-
tondade, cuja competencia fosse reconhecida. Ln-
trelanto o delegado dirige ao Dr. chefe de polica
o ofBcio sob n. 1, e este sem ouvir ao juiz Munici-
pal, esquecido da duuirina do aviso de 30 de abril
de 1851, que prohibe dar instrueeoes om casos oc-
currentes e sugeitos a jttlgamento, s te;ido em
vista que era necessario estar Dutra e seus cuni-
plices livres de pena c culpa, no dia daeleicao que
se approximava, afim de a ella concorrerem e se-
ren cleitores, usurpando attrbuicoes da relacao
do districto; decide o conflicto de jurisdieco por
mei o do offlcio sob n. 2, e, ainda nao ju I gando se-
gura a causa de seus protegidos, pede, pelos ofu-
cios sob ns. 3 e 4, ao presidente da provincia, que
determine a incompatibilidade do juiz municipal
suppleule, no processo, por ser pai do juiz de di-
reito interino: o que deu lugar ao ofllcio da presi-
dencia sob n. A.
a Por semelhante procedimento o Dr. Francisco
de Farias Lemos, actual chefe de polica desta pro-
PARECEK DAS COMMISSOES DE r.O.ISTtTUIC.AO E PODE-
RES E JUSTIQA CIVIL B CRIMINAL, SOBRE A DENUN-
CIA DADA PECO DEPUTADO FELISBINO DE MENDONQA
i: VASCONCELLOS, COaTRA O^CTUAL CHEFE DE P.l-
l.ICU tk U10V1NC1A, DB. WttNCIOOO PE rlHP
I.EMOS.
As commissoes reunidas, de constituicao e po-
dares, e de justica civel e criminal, oncarregada
de examinar a queixa e mais documentos annexos
apresentada perante esta assembla pelo deputado
o Sr. Dr. Fehabino, contra o actual chefe de poli-
ca o Dr. Francisco de Farias Lemos, attendendo
que cm vista do art. 11 7" do acto adicional
nao pode ser contestada a competencia desta as-
sembla para tomar ronheciment de queixas pe-
rante ella apresentadas contra magistrados ; at-
tendendo que os motivos da queixa que loi dada
na conformidade do art. 203 do regiment do !
de abril de 1835 sa valiosos e atlendiveis; de pa-
recer que esta assembla se constita desde j em
sesso secreta na forma do art. 205 do citado regi-
ment do Io de abril de 1835, a lim de que ouvin-
do as razoes de convieco das commisso.s reuni-
das, decida se deve ou nao continuar o processo
contra o actual chefe de polica da provincia, na
conformidade do que prescreve o citado rgmanlo
do Io de abril de 1835, que regula a materia, e
deve ser observado.
Sala das comniissoes, 5 de maio de 1869.
Carvallto Moura.J. Alves Mergulhao.Ciceiv Pe-
regrinoG. Drummond, vencido com vol em se-
parado.
Voto em separado.
< Nao concordando com os meusnobres collegas
das coniiiiis-oes de justica criminal e constituicao
e poderes, sobre a deliberaco que deve esta as-
sembla tomar a respeito da denuncia dada pelo
deputado Felisbino de M. e^asconcellos, contra o
actual chefe de polica da provincia Dr. Francisco
de Farias Lemos; offereco o meu humilde pare-
cer em separado.
Do exame procedido sobre a denuncia apresen-
tada pelo deputado Felisbino de M. e Vasconcel-
los, se conhece que elle attrihue ao Dr. chefe de
polica, os seguintes factos :
1. Ter decidido um conflicto havido no termo
de Barreiros, entre o respectivo delegado e o Dr.
juiz municipal, sobre quem devora continuar nos
termos da formacao da culpa iniciada por am
bos aquelles funecionarios, contra Francisco
Alexandre Dutra e outros autores e cmpli-
ces do espancamento de Manoel Candido de Mi-
randa, deciso dada pelo j dito chefe de polica,
eom manifesta violado das atlribuicoes do supe-
rior tribunal da relacao, com esquecimento do que
dispoe o aviso de 30 de abril de 1851, e so com o
as penas do a
exceden os limites das funecoes de seu tim de proteger a Dutra cseuscoraplie.es, hvra-los
. !___r...., ;,.m.n na non ai lio .1 rLi 'itn -ii'i-lo nMial :.!im lll> une ixides.-e. aS-llll tulll'll'
rlg-dn
.WPa
n- de
a disaamlo, o projecto appro
vracia,
emprego, o, ipso faci, incorreu
139 do cdigo criminal.
Nao para ainda ah o seu procedimento cri-
minoso. Posto margein o juiz municipal, ins-
taurou o delegado o processo, o resultando de seu
veotre, a despeito do emprego dos meios os mais
immoraes, prova sufficieule para a pronuncia dos
reos, nao obstante o corpo de delicio declarar que
os lerimenlos causaram grande encomraodo de
sade; o que nao foi negado pelo exame de sani-
dade, Ilegtimamente procedido, apezar de, o mes-
mo exame de sanidade declarar que dos rerimen-
tos resultou delormidaile, (mutilacao de juia ore-
Iba) contra a terminante disposico do art. 37
combinado com o 141 do cdigo do processo
al; proferto a segrate sefttenca :
_ Vistos os autos ele., julgo nullo o presente
processo, por quanto, em face do auto de sanidade
a fls. 24, se reconhece ser particular o crune de
()ue trata, peto qae se torna osle juizo incompe-
leate para proceder ex-offlcie, e por isso perempta
a accao na forma da lei. Pague a municipalidade
ir cw-4a, em que a coudenuno. O eacrivo pajpe
uiaudad de soltura em favor do preto I-'raocisco,
so por al nao estiver preso. Deegacia, 2 de Ja-
neiro de 1869.O delegado de polica Antonio da
Rocha deHollanda Gavatcanto. V-se que esse
despacho ou sentenoa nao manda o esenvao lazer
os autos concluios ao juiz municipal para susten-
ta la ou revoga-la; e lemendo o delegado que o
escrivo o fizesse em cumprimento de seu regi-
ment, dewolva os autos, nao para o e;cnvao do
juiw municipal, que at esse dia servio peranle a
delegacii', mas para u cartorio de escrivito de paz,
onde devism flear sepultados; irregulat idade esta
que se procurou coonestar com os ofllf tos sob ns.
t Do exposto se v, que o^atogado dfi polioia de
iaiteiros, Antonio da Rocba Metlanda livakanie,
orevaricou. julgando contra a liiteral disposico
do art. 9 I < do cdigo do precesso, por contorn-
iminesos loedigo artanmal, art. -I I
accao penal, afmi de que podesse assim tomar
re as elcicoes havidas nesta provincia em 30
de Janeiro do crreme anno.
2." Noler o denunciado procedido criminal-
mente contra o^delegado de Barreiros Antonio da
Rocha Wanderlev; 1" por nao r no referido
processo de Francisco Alexandre Dutra, posterga-
do os principios de direito e de legislaco, para fa-
vorecer esse criminoso e seus cmplices ; 2.*
por ter julgado nullo o mesmo processo pretex-
tando nao ter Manoel Candido de Miranda tieado
inhabilitado do servico por mais de trinta dias em
virtude das offensas physicas que recebra, sem
altendor que alm desta circunstancia existia
provado no corpa de delieto o grave inoommodo
de sade, e ter Miranda soffrido a mutilacao em
urna orelha, circumstancias estas que toniavam
firmada a competencia m j dito delegado para o
procedimento criminal pela inalfiani-abilidade do
delicio (art. 74 Io do cdigo do processo crimi-
nal art. t&i do rcgnlaraento n. 120 de 31 de Ja-
neiro de 4842, e 205 do cdigo penal); e 3 final-
mente por nao ter o referido delegado ordenado
que o suramario por elle instaurado, fosse roraetti-
do ao juiz municipal, para confirmar ou revogar
o seu despacho.
t E por tudo isto concluto o mesmo deputado
achar-se o chafe de polica Dr. Francisco de Fa-
rias Lemos, incurso nos arts. 134 e 129 |A do
cdigo penal, cajas penas pedio que Ihe lfoascm
impostas.
c Delxando- de parto a materia da Okauncia
alias de Materna procedencia, Io porque o pare-
cer do Dr. chele do polieia dado ao delegado de
Barreiros est de accordo com o que disputo o art
246 do regvrtamento ti. 110 de 31 de janeiro do
1842, o foi dftdo unieameate sobre a preferencia
que lint aquella autoridade para continuar nos
termo* ulteriores da lormaoao da colpa ; e nao
sobra -a apreaiaco das provas do crime e den-a i
ana do resphvo summario, parecer que Ihe era
fTnaittido dar ex vi do art. 48M daleideSde
chegasse ao seu conhecimento por va do recarso
ou de qualquer outro modo (arl. 354 do regala-
ment n. 120 do 91 de Janeiro do 1842); 2* por-
3ue adoiiuindo anda ^onio validada a existaacia
os factos otlribuidos pelo diputado Felisbino de
M. e Vaseoncellos, ao delegado Antonio da Rucha
Wanderlev, o chele de polica poda ignora-los,
visto residir mais de vinte leguas distante da lu-
gar onde elles se pratirnvam, tanto mais quando
all existia um jniz de direito, > qnem eorria a
obrigaco de-promover apum'co dessa autoridade
refractaria, nao s em correiran, ernno diz o depa-
rado denunciante,mas tambera por meto de queixa
do olfendido, denuncia do promotor publico,ou
qualquer do povo, e finalmente cx-officiopor ser
de sua competencia incontcstavel (arts. 72 e 74 5
2* do cdigo do processo criminal) art 25 Io da
lei de 3 de dezeiiihro do 1841, ait. 396 do regula-
mento n. 120 de 31 de Janeiro de 1842): enteado
que esta assembla' nrm pode aeceitar a denuncia,
nem tem competencia para julgar o denunciado,
como passo expor .
O arl. 11 7 do acto addicional, aeskn se ex-
pressa :
Compete s assemblas provinriaes :
Decretar a suspenso e ainda mesmo a demis-
sao do magistrado contra qaem liouver queixa
de responsabilidade,sendo esle onvido, e dando-
se-lhe lugar a defeza.
V-se desta disposico a necessidade das se-
guintes condicoes, para que a assembla provin-
cial tenha a competencia para proceder contra os
magistrados :
1." Que haja urna qnoixa.
2. Que seja por crime de responsabilidade.
3. Que somenle tenha por pena o delirio at-
tribnido ao magistrado suspenso ou demissao.
4." Quo seja magistrado aquelle sobre quem
tiver de versar a accao da assembla provin-
cial.
Destes qnesitosno se encomram dous, g l*e
'4o, na presente questao.
Nao existe o Io, isto qneixa, porque o de-
putado Felisbino o propro a reconhecer que de-
nuncien e nao queixou se, autorisando o seu pro-
(Sidiraento no art. 74 2- du cdigo do proeesso
crixinal. -Nao existe aindo o Io, porque a queixa
compete ao olfendido, sen pai ou tni, tutor e cu-
rador, sendo menor, senhor ou conjuge (art. 72 do
referido, cdigo, ou ao promotor, e a qualquer do
povo, havendo mserabildade do olfendido, arl. T
do mesmo cdigo); e o depatado Felisbino, nem
o offendido, nem se acha com este ligado em ne-
nhuma das condicoes estatuidas no precitado arti-
go, e nem demontrou ser o offundklo pessoa.m-
seravel.
Ora, se a assembla s tem competencia-para
proceder contra o magistrado, quando o processo
for iniciado por queixa ; se esta qualicaco nao
dada ao requerimenfo doj dito deputado, cla-
ro que tal requerimento nao pode ter andamento
aiguiti por taita da competencia ao seu autor para
iniciar o procedimento criminal que pretende. E
nem se diga que sob a assercaoqueixacom-
prehendeu o legislador todos os meios de iniciar o
processo criminal, porque seasim fosse tambem
podia a assembla provincial decretar ex-offlcio a
responsabilidade do qualquer magistrado, o que
inacceitavel em face do precitado 7" do art. 11 do
acto addicional.
Aceres.'i: que a opiniao emittida, cnsinada
por distinelos juriscon-ultos, c entre estes o Exm.
Dr. Olegario de Aquino, que assim diz :
Cumpre, porm, observar, que embora as as-
t scmblas provinciaes exercitem ueste ponto ju-
i risdicao eumalativa com as relacoes, hasempre
i ah lima notavel differenca : as assemblas s
i podem proceder contra os magistrados em yir-
tude de queixa, e s por crimes a que este[am
impostas as penas de suspenso ou demissao ;
entretanto que as relaeoes podem e devem pro-
i ceder contra ellos por'via do queixa ou denun-
cia, c tambera ex-oficio, impendo essas e outras
penas em qoe hajam incorrido os magis-
irados. .
t Pratiea das correicoe?, observaces geraes 2
pag. 33.
A 2" preliminar a segrate :
A attribuicao concedida a assembla provin-
cial, se limita ao magistrado e o chee de polica,
nao magistrado e nem como tal pode ser consi-
derado : logo, est elle fra da competencia da
assembla provincial, para responder por qualquer
crime de responsabilidade.
Qmi o chefe de polica nao magistrado, fcil-
mente se conhece. O magistrado perpetuo : o
chefe de polica temporario, por ser de commis-
sao o seu cargo c de pura confiancaPimenta
BuenoApontamcntos enminaes cap. 2" seccao 3:>
cap. 2o n. 19.
O magistrado nao pode ser demittido, e so
perde o lugar por sentenca condemnaloria. Oche-
fe de polica, pode ser demittido ad libitum do go-
verno imperial, e sua demissao equivale a perda
do lucrar. O magistrado s pode ser suspenso pelo
Imperador, como chefe 4o poder inoderad.r
Ai t. 101 da constituicao do imperio.
O chefe de Delicia pode ser suspenso ate pelo
presidenle da provincia. Circular n. 9 de 29 to
janeiro de 1844.
Quando estas razoes nao fossem sufficicntes
para demonstrar que o chefe de polica nao ma-
gi-trado, a simples leitura das suas attrbuicoes
conferidas pela lei de 3 de dezembro de 1841, ex-
tinguira toda a duvida.
O art. 4 da lei de 3 de dezembro de ltl,
declara que o chefe de polica tem as atlribuicoes
conferidas aos juizes de paz pelo art. 12 g 1, 2,
3, 4, 5 e 7 do cdigo do processo criminal, isto ,
tomar conhecimento das pessas que vierem habi-
tar no seu districto, conceder passaportes, obrigar
a assignar termo de bem viver e seguranca, proce-
der a auto de corpo de delicio, prender os culpa-
dos, julgar as contravencoes de posturas, e os
crimes, cuja peua nao exceder de seis mezes de
priso, degredo ou desterro, ou cem mil ris de
inulta, e mais as dos | 2, 3,4, 5, 6, 7, 8, 9,10 e
11 do precitado art. 4o.
a Estas attrbuicoes sao as mesmas quecompeto
ao delegado no termo da sua jurisdieco, e ao
subdelegado no seu respectivo districto, excep-
tuando as dos 5, 6 e 9, isto examinar se as
cmaras municipaes teem providenciad sobre os.
obiectos do polica que por^ei se achara a seu
carao, inspeccioear os iheatros e remetter aos jui-
zes competentes os dados, provas e esclarecimen-
tos, afim de formarem a culpa.
V-so do exposlo, que a considerar-se o cneto
de polica magistrado, tambem se deve de igual
forma considerar o delegado e subdelegado do po-
lica de qualquer termo, e com igual direito a as-
sembla provincial teria competenoia para contra
elles proceder eriininahueute, o que absurdo ina-
ceilavel em face do precitado arl. il g 7o do acto
addicional. E nem a circunstancia de s o cargo-
de chefe de polica ser exercido por magistrado,
razao para firmar a competencia da assembla
para nos casos da lei proceder contra elle, porque
semelhante cargo pode tambem ser exercido per
desembargador e aar-se-hia entao o seguale : m
a assembla provincial seria ampeteole para jm-
gar a este funccionario, oque paaW 9f* *
interprelaliva do 12 de mato de 1840, art. V- ou
enlo teria lugar o absurqo de 8*r firmada ajom-
j Art. S-* Pica revesadas as dispoveoes *"
o- cooHarto.
< Paco da iasembla, 30de abril de 1889.lr>
nrj
f immtm *>-praJeo n. 8 do ana faaaaV**tt Wog#*ira.-Ba tSft StetSeTd^S^^l*^ ^'deainbrod. W, aeereecep,
>* recer nao iphibiaojuiz municipal de onunuar
nos termo** precesso por elle instaurado, com-
petindo aflnal a decite deete incidente a autori-t
dade aopertar, quando qualquer dos proceasoa
Karim Lemos, tmarieoa umbem. totoraodojpe>
mesmo motivo eerime olleW de ^W^
MiMaitodoS-4*): nem Ihe pede sernr-d defe-^
JqueItoeTm ua rntotaolo ban*,- de nt
peteacia da assembla, nao pelo
polica, mas sim pelo lugar qae aa
diciaria oceupar o que exercer <
assim o timulesseet non esse.
Aeeresee ainda que na
eo do acto addieioqal (12
tortor a do cdigo do
chele de
ju-
cargo,e

-
fi.
kv
I
pos-
erdes-


Diario de Pernambuco -~ Quarta feira 12 de Maio de
1
1869.
y

conbecido o lugar de' chefo d>; polica da provin-
cia, que somento foi creado pelo art. 1* da lei do
3 de dezembro do 1841.
Alm do que levo exposto, existe a opiniao
adoptada por esta assembla em caso idntico.
Em 4863, o major Herculano Sancho da Sil
va Pedra, apresentou urna queixa a assembla
provincial contra o chefe de polca d'entao Dr.
Abilio Jos Tavares da Silva, por crime de res-
poosabilidade. A queixa foi remettida as commis-
soes de justiea criminal e conslituicao e poderes,
compostas dos Exms. Din. Joaquim de Souia Reis,
Manoel do Nascimento Machado Portella, Jos Ma-
a Hoscoso da Veiga Pessoa, Cypriano Fenclon
Guedes Aleoforado eo abaixo assignado._
As commissoes, apreciando a queslo em seu
parecer de 23 de abril do 1863, reeonhecoram a
incompetencia da assembla para o procedimento
.criminal, por nao ser o chefe de policamagis-
tradodeixando ao queixoso o direito de apresen-
tar sua quoixa se quizesse, ante a autoridaue com-
petente.
Alm das razoes expostas, ainda entendo que
esta assembla nao pode acceitar a deuuncia do
deputado Felisbino de M. o Vasconcellos, por nao
estar determinada a forma do processo^a seguir* ta>Xoo K*?r Hay, Stur Kec Chek, Too Ker Mato, e
se, como expressamenle o exige o art. 5 da lei de
12 de maio de 1840.
Nao concordo com a adoptada pela Ilustrada
maiora das commissoes em seu parecer, isto a
designada no art. 205 do regiment do 1." de abril
de 1835, pelas razoes que passo a oxpr :
1.* Porque esse regiment foi provisoriamente
approvado, e servio nicamente de basa ao que
actualmente nos rege.
2.* Porque o art. 20j faz parte do cap. 16 do
precitado regiment, c foi suppri mido sob proposta
do Exm. Dr. Pedro Francisco de Paula Cavalcanti
~de Albuquerquo, hoje visconde de Camaragibe,
cuja proposta era concedida nos seguintes ter-
mos:
a Seja suppriinido o cap, 16 do regiment, e a
commissao de legislaco eucarregadade formular
. um projecto de lei determinando o modo porque
< esta assembla hade exercer asattribuicoesque
ltae sao designadas pelos &s 6 e 7 do acto addi-
cional, suppresso que foi approvada om segn-
da e terceira discussao, como tudo consta das
actas das sessdes de 14 e 19 de abril de 1835.
* Nao sendo em face do que tenho dito, proce-
dente a forma indicada pela Ilustrada maioria das
commissoes, nenhuma lei geral existindo que de-
termine essa forma, e nem a assembla provincial
podendo determinar por nao estar contida em
suas aUribuijoes artigo 12 do acto addi-
cional, e 1 da lei interpretativa de 12 de maio de
1840; claro que uem se pode converter em tri-
bunal de Justina, nem tao pouco acceitar, a denun-
cia 4o indicado deputado.
Nao urna opiniao nova aqueofferecoa apre-
ac. i da assembla: siin aquillo que ten) sido
luminosamente sustentado por Ilustrados esta-
distas nossos. O Exm.* marquez de Olinda, em
seu parecer dado em conselho do e?tado em 18
do julho de 1840, sobre caso idntico havido ante
a assembla de Matto (rosso, declara que a for-
ma do processo s pode ser determinada pelo poder
legislativo geral. O senador Nicolao Pereira de
Campos Vergueiro, dizia em 1836 o mesmo no se-
nado quando se discuta a lei de 12 de maio de
1840. Igual doutrina o senador Francisco Jos
Furtado, c desembargador Joo Baptista Concalves
Campos, expenderam na representaeo que diri-
giram ao presidente do Para em 27 de Setembio
de 1856, quando a assembla d'aquella provincia
se julgou autorisada a determinar por um parecer
quaj devra ser a forma a seguir-se nos- processos,
doj magistrados. visconde de Uruguay cstudos
praticos. r. Olegario Aquino, pratica das eorrei-
ce.
' E^o proprio poder legislativo reconheceu a
necessidade de urna lei a semelhante respeito, ap-
provando o requerimento do senador visconde de
Jequitinhonha, apresentado ao senado em 31 de
maio de 1861, para que de accordo com a cma-
ra dos deputados, se nomeasse urna commissao
de membros de ambas as cmaras, afim de in-
terpretar diversos artigos do acto addcional.e re-
solver diversas duvidas, entre as quaes figura a
seguinte:
t Qual o poder competente para estabelecer a
forma do processo, segundo a qual devo ser de-
cretada pelas assemblas provncaes a demis-
sao e suspenso dos magistrados. > i
E at hoje nao tevo soluciio semelliante re-
querimento.
, Em face, pois, de tudo nuanto hei dilo, ?ou
de parecer que esta assembla se julgue incompe-
tente para continuar nos termos do procedimento
eriautnal iniciado pelo deputado Felisbino de M.
e Vasconcellos, contra o actual chefe do polica
Dr. Francisco de Fra Lemos, primeiio por nao
ter havido queixa, segundo por nao ser magistra-
do o chefe de polica, terceiro, finalmente, por
nao haver forma determinada para o processo,
falla esta que a inhibe de converter-se em tribu-
nal de justiea lieando salvo ao indicado deputado
o direito de "offereeer sua denuncia ante a autori-
dade competente.
t Paco da assembla provincial, 4 de maio de
1869.Gaspar de Menezes Vasconcellos de Drnm-
nond.
de lances admir.ivei;, e de pensamento sorpren-
dente. Recommeudamo-lo aos nossos leitores.
THEATRO DE SA1STA ISABEL.-Sobe hoje
scena, pola vez primeira, a linda e interessante
comedia O Pas.saro Jzul, vertida do franeez com
todo o esmero. E' digna do ser apreciada nao s
pelo assumpto como felas suas admiraveis scenas.
COMPANHIA PERNAMBUCANA.O vapor Co-
ruripe, desta compant, seguir para Mamangua-
pe hoje, s 6 horas dHarde, para onde ainda re-
cebe carga conforme o annuncio da mesma com-
panhia.
LOTERA.A que se actu venda a 105", a
beneficio da matriz de Pao d'Alho, que corre no
dia 13.
PASSAGEIROSSahidos para os porlos dosul
no vapor Jaguaribe:
Ignacio Pereira da Silva, Jos Barbosa Moraesr
Benedicto Zeferino Martins, Manoel Cabral Borges,
Raymundo da Silva (Somos, Edward Kalkmann,
Genuino B. de Mello, Manoel B. de A. Luna, Jos
Joaquim de Oliveira, Francisco Xavier dos Santos
Mattos, Justino da Sil\a Campos, I. de Mattos, Epa-
mino'ndas Xavier Bezerra, Trajano Gomes da Cos-
Joao Agrepino Figueiredo.
Sabidos para a ilha de Fernando no vapor
Munda :
Joo Goncalves Pires Ferreira, Maria da Costa
Pires Ferreira, Belarmina Benicia da Costa, D.
Claudina da Cost Galvao, Senhorinha Maria de
Oiiveira, Francisco Hjgino Laro, Joaquim R. Maia,
42 sentenciados e 1 escravo.
REVISTA DIARIA.
ASSEMBLA PROVINCIAL. Na sessao de hon-
tcm a assseuibla ouviu ao Sr. Ermiro f.outinho
na justificago de um projecto que olferecera
marcando a quantia de 10:0005000 annuaes para
seremaifnrriadasalgumas creancas do sexo femi-
nino, sendo rccolhidas ao collegio dos orphaos
para receberem ali eduracao.
Confinando a discusaao adiada do parecer das
commissoes reunidas de constituioo e de justiea
civil e criminal sobre a queixa dada pelo Sr. Fe-
lisbino contra o chefe de polica da provincia Dr.
Francisco de Faria Lomos, fallaram os Srs. Felis-
bino que apresentou um requerimento desistindo
da mesma queixa e Gaspar Drummond. O reque-
rimei.to de desistencia foi approvado.
Entrando em primeira discussao foi approvado,
o projecto de ornamento provincial dispensado o
intersticio requerimento do Sr. Soares Branda.).
Approvou tambem em primeira o de u. 39 deste
inno, que manda rescindir o contracto fcito com
Francisco de Pinho Borges, para reparos da ponte
sobre o rio Jaboatai.
Entrando em primeira o de n. 12 que approva
as alteracoes feitas no contrato celebrado com
Andr Porto para a eollocaeo de trilhos de ferro
desta cidade a de Oliuda, f0, adiado por falta de
numero.
A ordem do dia para a sesso de hoje a pri-
meira discussao dos projectos nmeros 32, 34, 35,
36, 37 o 40, segunda dos de nmeros 4, 17 19, 23,
todos deste anno, e segunda do de numero 70 de
de 1863.
CHRONICA Jll IARI1.
TRIBUNAL IIO COMMERCIO
ACTA DA SESSO ADMINISTRATIVA DE 10 DE
MAIO DE 1869.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR ANSELMO
FRANCISCO PERETTI.
As 10 horas da maiihaa, reunidos os Srs. depu
lados Rosa, Miranda Leal, baro do Cruangy c
supplente S Leilo, S. Exc. o Sr. presidente deca-
ron aberta a sesso.
Foi lida e approvac'a a acta da sessao de 7.
EXPEDIENTE :
Offlcio do director geral da secretara de estado
dos negocios dajustica, datado de 29 do mez pr-
ximo passado, enviando um exemplar do decreto
n. 4,339 de 20 de margo ultimo, que deu regula-
mento para a arrecadacao do imposto substitutivo
da dizima de chancellara.Accuse-se.
Ollicio do presidente e secretario da direcc/to da
Associacaa Commercial Benelicente, firmado de 3
do corrale, responde ido ao que se Ihe havia di-
rigido em ai) do prximo passado, declarando sor
altamente contrarioaou interesses commerciaesdes-
ta praca o que so acha determinado no decreto n.
4245 que seexeeuta no Rio de Janeiro, visto co-
mo estando a praca le Pernambuco situada em
urna posico que nao Ihe iwrmitte gosar deum pe-
riodo regular e mais nmplo entre a recepcao e ex-
pedcao de noticias commerciaes pelos paquetes
transtlantieos, occorre que as Iransacces de mer-
caderas principaes como as de cambios carecem
mais que todas as outras de diarias cotacoes offl-
ciaes i|ue as justifiquen) em caso preciso quando
se elTectuem no tempo em que medeia entre a pas-
sagem qunzenal por este porto de dous navios que
seguem em direceoes oppostas.Inteirado e que
se publique.^
Ollicio do presidente e secretario da junta dos
corretores datado de hoje, apresenlando o boletim
commercial 4a semana ultima.Ao archivo.
DESPACHOS.
Requerimento do Jos Francisco Brando com-
meieiante fallido, pedindo sua rehabilitacao, visto
ter sido julgada casual a fallencia em que cahira,
c ter religiosamente cumprido^ cbncordata quefi-
zera com oscredores.Paga.ir^iffereneade sello,
volte.
Dito de Tranquilino Candido da Silva Brasil, hoje
hoje Tranquilino Candido da Silva, socio da ex-
tincta firma de Feij k Silva, pedindo que se Ihe
permita o uso dos I'tos danos e copiador que
s*vram a dita firma e que actualmente lhc per-
tencem por ler succedido no estabelecimento so-
cial.Como requer.
Dito de D. Fraucisc:. Mdreira Reis Lobo, pedin-
do certdao pela junti dos corretores, da venda
feita pelo fallecido ser, marido de urna partida de
saccas do algodo, ao finado corretor Jos de Aqui-
no Fonceca.Como requer.
Dito de Joaquim Antonio de Aftujo & C, regis-
uo do papol in"! Martins.Vista ao Sr. desembargador fiscal.
Replica de Joaquim de Souza Ferreira, para que
se reforme o despacho que Ihe denegou a matri
cula de commerciante que impetrava, visto pro-
var com os documentos que ora junta ter crdito
publico e ter lvros alwrtos rubricados e sellados
competentemente, escripturacao mercantil limpa,
que faz f, nunca ter fallido e nem se haver pro-
movido execncao contra elle.Vista ao Sr. desem-
bargador fiscal.
Com informar) do Sr. desembargador fiscal.
De Fernandes & Barros, pedindo o registro de
seu contrato social.Itegjstre-se.
De Vianna & Guimaraes, om que pedem o do
contrato social de Collares, Irinaos & C.Regis-
tre-se.
Participacao do Sr. Dr. offlcial-maior relativa-
mente a nao terem Maia & Espirito & Santo apre-
sentado ainda o documento que faltou nos papis
nandes da Silva, appellada D. Joanna Ignacia de
Jess.
Do Sr. desembargador Acdoli ao Sr. desambar-
gador Reis e Silva : appellanten os administrado-
ra da massa fallida de Antonio Jos de Figueire-
do, appellada D. Paulina Aras de Godoy.
DISTRIIU'ICAO.
Ao Sr. desembargador Reis e Silva; appellantc
Manoel Thomaz de Albuflaorqc^ Maranliao, ap-
pellado o Dr. Symphronio Cesar Couliuho.
AOORAVO.
Juizo especial do conimercio: aggravante D.
Maria Francisca das Noves, aggravado Carlos Edu-
ardo Riedel. O Exm. Sr. presid rite jurou suspei-
Co e foi o feito apresentado ao Sr. desembargador
Silva Guimaraes. ,
. Nada mais liouve. e encerrou-sc a sessao urna
ora e meia da larde.
. CMARA MUNICIPAL.
SESSAO EXTRAOKDINARIA AOS 6 DE FETE-
REIRO DE 1869.
PRESIDENCIA DO EXM. SU. BARV) DE MUR1BECA.
Presentes os Srs. Dr. Souza L.o, Dr. Manoel de
Barros, Dr. Lobo Moscoso, Dr. Costa Jnior e Ga-
meiro, faltando con causa os mais senhores, abri-
se a sesso, e foi lido o seguinte
KXPEOIBNTK.
Um offlcio do Exm. presidente da provincia, de
29 de Janeiro ultimo, communicando cmara
para sua intelligencia, e afim do faze-lo publico
em seu municipio, que por delilieracao da mesma
data addiou para 10 de abril do corrente anno, a
abertura da 2" sesso da assembla legislativa pro-
vincial.Inteirada.
Outro do mesmo, dizendo haver o governo im-
perial por aviso do ministerio da agricultura, com-
mercio e obras publicas, de 22 dejaneiro prximo
lindo, junto py copia, arfjirovado a designaco fei-
ta do local na prac.a das Cinco-Ponas paw cons-
tniecao do edificio em que tem de fnneconar a
bomba de esgoto da companhiaRccife Drainage.
Posto em discussao, o Sr. Dr. Manoel de Barros,
membro da commissao do edificaefles, pede a pa-
lavra c aprsenla um parecer, relativamente ao lu-
gar onde est a companhia lzendo a obra, e sendo
este posto tambem em discussao antes de se tomar
qualquer deliberacao acerca do offlcio da presi-
dencia ; resolveu-se por lim approva-lo, delibe-
rando-se em seguida responder com elle aquelle
ollicio citado.
Outro do Dr. chefe de polica representando so-
bre o estado de immundici que se acham redu-
zidas as diversas rampas Jos caes que circulam a
cidade, pede a cmara que d suas ordens para
que por meio dos fiscaes se proceda a limpeza das
referidas rampas.Que se responda ao Dr. chefa
de polica que a cmara nao tem tomado ainda
medida alguma pelo piuco tempo de exercicio, e
que tomar a seu euidado tratar disto, entretanto c9mPe,nte-
proceder. S podia edevia esperar as suas ordens
para acata-las e cumpri-las, como fiz.
Nao querendo oppor ao Sr. Dr. Uufino nica-
mente a mnlia palavra, para evitar mais longa dis-
cussao trago desde j o testemuuho insuspeito e
respeitavl doSr. Dr. J. Carnero da Rocha publi-
cando urna carta que Ihe dirig o sua resios-
ta. Antes, potm, disto transcreverei quanto disso
o Sr. Dr. Rufino para que o publico pussa desde
logo confrontar umacousa com outr:.
Disse o Sr. Dr. Rtino :
No dia 7 de marco, ao voltar o Ex.m. bisp) de
una visita ao seminario de Olinda, foi pelas 8 ho-
ras da noute procurado pelo commoiidador Man >el
Luiz Viraes, administrador do caraiterio publico, e
pelo Sr. Dr. Carueiro da Rocha.
Reccbidos pelo Exm. prelado, encotou o Sr.
Viraes a conversa para declarar, que o fim daquella
visita, a taes horas, era saber de S. Exc. o que
havia deliberado sobre a sepultura destinada aos
restos mortaes do general Abreu e Lima, que elle
dexra conctuindo-te, pois, ouvra dizer, que S.
Exc. niio consentira, que elles ropousassem em
lugar sagrado; e em seguida fiz a apologa dos
bons senlimentos do geneaal.
S. Exc. mostrou-se sorpreso com a noticia do
mu estado da sade do general, e ainda mais,
Jadmirado da segunda parto da conversa do Sr.
. Viraes, com relaco negacao de sepultura, pois,
nao tinha at entao pronunciado urna s palavra,
da qual se podesse suspeitar o seu juizo sobre tal
assumpto.
Contnuou S. Exc. a conversar, lastimando que
o general chegasse quelle estado som arrepen-
der-se ; mas, que conllava na immensa misericor-
dia de Deus, e esparava ver o geueral reconciliado
com a..igj'eja.
Sopor un milagre, respondeu o Sr. Viraes,
pois deixei o general agonisante, e certamento nao
o encontrarei mais vivo e descreveu o seu estado.
Proscguio S. Exc. a conversa sobre os ltimos
momentos do general (isto emquanto conservou
o uso da rato), e da qual procurava em vo tirar
indicios de arrependimento.
t A final, perguntando o Sr. Viraes ao Exm. his-
po, qual a sua deciso naquell&s circumstancas
sobre a sepultura do general, respondeu-lhe S. Exc.
que nada podia deliberar, vvendo ainda o enfer-
mo. Mas, como o Sr. Viraes insistisso em que o
estado do general era quasi o de um verdadeiro
cadver, pedio S. Exc. lieenca para pensar no caso
e recolheu-se ao oratorio.
Voltando algum tempo depois, declarou que.
em vista do que com elle se passara. e da falta de
informacoes favoraveis ao general, nao era possivel
cousentir em que fosse elle sepultado: e que se
at fallecer o general nenhuma circtimsianeia oc-
corresse, que Ihe izesse mudar de juizo, commu-
nicaria por esenpto esta sua deciso na occasio
do registro do brigue Alberto.Adiado pedido do
Sr. deputado Baro de Cruangy, votaudo contra o
aJiamcnto o Exm. Sr. presidente.
Offlcio da junta dos corretores, sobre dever-se
executar nesta praca u dsposices do decreto n.
42^45, que ja vigoran na capital do imperio,
(Adiado por ter dado i hora.)
dem do presidente da referida junta em que pe-
de ser esclarecido se pode com o secretario da jun-
ta dirgir-se officialmente aos correctores chaman-
do- .- o cumprimento de seus deveres.(Adiado
tambem por ter dado fi hora).
Foi encerrada a sessao as 11 horas e meia do
da. 4I
AJUDANTE DO PROCURADOR FISCAL.De con
formidade com a proposta do Dr. procurador fis-
cal da thesouraria provincial, foi exonerado o Sr.
Jos Maria Barbosa da Silva de ajudante do mesmo
pro-urador na comarca de Pao d'Alho, por ter
sillo elle aposentado como collectnr das rendas
provinciaes; e noineado para aquelle cargo o Sr.
Dr. Pergentmo Sarava de Araujo Galve.
THESOURARIA PROVINCIAL.Por deliberacao
de 10 do corrente, foi nomeado, pela presi lencia
da provincia 2. scripturario desta reparticao, o
3." Joo Cesar Cavalcanti de Albuqucrque.
INSTITUTO HISTRICO E PHILOSOPHICO.
Araanha reune-se esta sociedade em sosao pre-
paratoria, s 4 horas da tarde a fim de tratar de
sua abertura. Sao para esta reunio convidados
iodos os respectivos soeios.
SEPULTURA ECCLESIASTICA.Em outro lo-
gar do presente numero damos estampa urna
correspondencia do nosso amigo o Sr. commenda-
dor Viraes, acompaffhada d'uma minuciosa cuta
do Sr. Dr. Jos Caneiro da Rocha, contra prente
do Exm. c Rvm.. Sr. bispo diocesano, narrando o fpellado executado Joao da Cunta Reis, embarga-
i-itau na Cnu QLik /l..:.__7. R.T. C I___ lk___
SESSAO JUDIOARIA EM 10 DE MAIO DE
1869.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR A. F. PE-
aETTI.
Secretario, lulio Guimaraes.
Ao meio dia declare u-se aberta a sessao estan-
do presentes os Srs. ilesembargadores Silva Gui-
maraes, Reis e Silva, Accioli, Souza Leo, e os
Srs. deputados Rosa, Miranda Leal, baro de Cru-
angy e supplente S Leitao.
Lida, foi approvada a acta da sesso anterior
com a declaracao de que foi confirmada, in tomn.
e nao com modificaco como se disse, a sentenra
proferida no feito entro partes, appellantc Antonio
Joaijuim Salgado, apellado Antonio Goncalves
Ferreira.
Foi lido o ollicio de !J4 do mez passado do Exm.
Sr. conselheiro presidente do supremo tribunal de
justiea remetiendo quairo listas da reviso de an-
tiguidades dedese'mbapgadores, afim do Exm. Sr.
presidente acceitar un exemplar e destribuir os
cutres pelos Srs. desembargadorjs adjuntos.
O escrivao AHiuqueique registrou o ultimo pro-
testo de letra a 7 do presente mez sob on. 1745;
c o escrivao Alves de Brito a 4 do mesmo mez sob
on. 1689.
ACCORDAOS ASSIGNADOS.
Appellante Joaquim francisco Ribeiro, appella-
do Osear Destibeaux ; embargante Joo Ferreira
dos Santos Jnior, embargado Francisco Ferreira
da Silva ; appellante Antonio Joaquim Salgado,
appellado Antonio Gnnijalves Ferreira.
JULGAMENTOS.
Juizo especial do commercio : embargantes a
viuva e herdeiros de JcsHygino de Miranda, em-
bargado Joo Busson. Addiado a pedido de um
dos Srs. deputados.
Juizo especial do commercio: embargante ap
aceeita o offerecimenm que Ihe feito.
Outro do Sr. Dr. Jo Mara Sene, communi-
cando que por inconimodado nao pode compare-
cer.Inteirada.
Outro do secretar/o do collegir> parochial da fre-
guezia de Santo Antonio, remetteudo una relaco
dos eleitores i-, supplcntes que dexaram de com-
parecer formaco da mesa, e que foram por isso
multados.Ao procurador para proceder a co-
branza.
Outro do societario do collegio parochial da fre-
guezia da Varzea, remetiendo o litro das actas da
eleico procedida ltimamente naquella freguezia.
Ao archivo.
Outro do joiz de paz primeiro votado da fregue-
zia dos A rogados, dizendo haver sido concluida a
eleicao da dita freguezia, e por sso rngava c-
mara que provdenciasso para que o Te-Deum l-
vesso lugar no dia 7 do corrente.Que se expe-
dissc ordem ao procurador ueste sentido.
Outro do igenheiro eordiador. informando o re-
querimento de los Jeronynio da Silva.Concedeu-
se a lieenca pelo supplicante pedida.
Outro do mesmo, informando sobre o que pede
Jos ADtuaes Guimaraes.Adiado sob proposta do
Exm. Sr. presidente.
Outro do mesmo, dando sen parecer sobre o que
pede Thoni Rodrigues da Cunlia. no requerimento
que devolve.Concedeu-se.
Outro do fiscal da freguezia de Santo Antonio,
communicando que a coberta da casa n. 64 da ra
Direita abaten urna hora da noite passada.Que
prpeedesse logo a urna vistoria, conforme determi-
na m as posturas.
Foi approvado um parecer da commissao de po-
lica no sentido de nao ter a enmara attribuicoes
para dispensar no que est determinado por le,
relativamente ao pedido feito pelo provedr da
Santa Casa de Misericordia em offlcio de 22 de
Janeiro ultimo.
Foram approvados mais tres pareceres de com-
missoes, um da do noticies nao se oppondo que
a companhia da limpeza e asseio da cidade depo-
site as ras os materiaes necessarios sua em-
preza, nao prohibindo o transito publico ; outro da
de edifieacoes, permittindoa companhia da estrada
de ferro do Recfe S. Francisco contine com
as obras que est fazendo sobre o muro da forta-
leza das Cinco-Pontas; outro da dos cemiterios,
pedindo para que se solicite da presfdencia auto-
risaco para continuar a despender pela verba
Evontuaes dos cemiterios, a quantia necessaria,
visto estar extincta a de 2:0005"X)0, marcada na
lei do orea ment vigente.
O Sr. Dr. Moscoso requereu, e M approvado,
que se recommendasse aos fiscaes o Ror cuidado
no cumprimento de seus deveres, niio aguanto a
limpeza da mas, como ao costume que tem os
carroceiros de andar sobre as carroeas e deixa-las
na? mas sem conductor. *
O Sr. Dr. Manoel de Barros propoz a demisso
do fiscal de Jaboato, e hem assim ao cidado Jos
Francisco do Rsgo Brrelo para o substituir.
Foi approvada a proposta.
Mandou-sc rometter commissao de polcia a
proposta feita por Manoel Figueira de Faria &
Filhos, para a mpresso dos tmbalhos o publica-
coes dos mesmos.
Mandou-se remetter s diversas commissoes os
seguintes requerimentos : do edifieacoes, oS re-
quermentos de Jos Alves da Silva Guimaraes e
Joaquim da SUva Costa; de peti^oes, o de An-
tonio Joaquim Salgado.
Dclibcrou-se officiar ao director da reparticao
das obras publicas para providenciar que o cano
de esgoto das aguas da ribeira seja desobstruido,
para evitar a innundac,o as ras que Ibe ficam
prximas.
Despacharam-se as petie5es de Antonio Jos
Coelho Carneiro, Antonio Joaquim Pereira de Oli-
veira, Araujo Pires 4 C, Bernardo Roque (2),
Bento Monleiro e Silva, Barbosa t C, Bernardo de
Siqueira Castro Monteiro, Claudio Dubeaux, Fran-
cisco de Barros Correa (2). Fortunato Ribeiro Bas-
ts, Francisco Martins Raposo, Jnaquim Gomes de
Lima, Joo Joaquim da Costa Leite, Joaquim Fran-
cisco de Paula Estoves Clemente, Joao Saraiva de
Araujo Galvao, Joaquim d'Assumpcjio Qaeiroz,
Jos Correa de Brito, Jos Martn? Alves, Joo Fer-
(eira Villela, Jos Bittencourt, Jos Martins do Rio,
livio de Souza e Silva, Luiz Jos da Costa Amo-
rim, Manoel Martins Soares, Manoel de Souza Me-
nezes, Manoel Alves Santiago, Manoel Pereira Be-
zerra, Moreira & uarte, Manoel Alves Barbosa,
Ento replicou o Sr. Viraes, que S. Exc, assim
o collocava em serios embaracos: qud estava as-
sentado, que apenas expirasse" o general fosse logo
remettido o seu cadver para o cemiterio, e que
elle confessava nao ter forra para oppr-se a e^ta
deliberacao, c insisti pela ordem por escripto,
allegando, entre outras razoes, a conveniencia de
evitar-so scenas de escndalos,-no caso provavel,
de j ter sido recolhido o cadver ao jemiterio, e
haver necessidade de retira-lo.
Em face de semelhante empenho por parte de
urna pessoa, quo Ihe declarara ser um dos melho-
res amigos do general, S. Exc. com repugnancia
lavrou a ordem em vista do art. 88 do regulamento
do cemiterio.
Ao entregar a ordem escripia declarou S. Exc.
ao Sr. Viraes o seguinte :
Primo: que nao fosse aquella ordem mostrada
a pessoa alguma, seno a um dos membros mais
importantes da familia do general, e isto quando j
elle nao exstisse.
Eis agora a carta que dirig ao Sr. Dr. Carneiro
da Rocha:
Illtn. Sr. Dr. Carneiro da Rocha.Por bem da
verdade e sob sua palavra de honra, rogo-lhe me
responda ao p desta o seguinte, vista do Diario
de Pernambuco de 3 do corrente, ao artigo assigna-
do pelo Sr. Dr. Rufino d'Almeida :
1." Se foi V. S., quem se offereeeu, na noute da
yespera da morte do general Abreu e Lima, para
ir ao palacio de S. Exc. o Sr. bispo, ouvi-lo so ore
os boatos, que cruzavam nesta cdado da negativa
de sepultura 410 cemiterio publico ao cadver do
mesmo general, offerecendo-me eu ento para ir
em sua companhia;
2. Se fui eu ou V. S., quem primeiro sobre
aquelle assumpto dirigi a palavra ao Exm. Sr.
bispo;
3. Se eu smente fallei depois que S. Exc. voltou
da oracao, que foi fazer no seu oratorio, de cuja
volta elle nos annunciou a sua resoluco de negar
sepultura aquello general; se foi ento*, que eu llie
pedi suas ordens respeito, pois que o iutuito dos
amigos do general era deposita-lo logo, depois da
morte, na capella do cemiterio;
4. Se eu, nesta occasio, declinei alguns nomes
das pessoas, que cercavam o general, para dar
mais forca minha exigencia;
5.* Se S. Exc. recora nendou-me, que s mos-
trasse a ordem, que me havia dalo, um dos
parentes mais importantes do general, e isto depois
de morto, ou quaes foram as recommendagoes,
que S. Exc. fez amim e V. S., respeito daquelle
offlcio;
6." So S. Exc. Rvma. deu-me alguma ordem de
devolver-lhe aquelle offlcio, no caso, emnossa vol-
ta, achar ainda vivo o general.
Por bem de minha reputaco espero t|ue V. S.,
como houiem honesto, nao negar o quo se passou
entre V. S. c o Exm. Sr. bis|>o e mim.
Pelo que Ihe sera muito grato quem de V. S.
venerador e obrigado oriado
Recife, 8 de maio de 1869.
Manoel Luiz Viraes.
Illm. Sr. Manoel Luiz Viraes.Respondendo a
carta cima, tenho a dizer o seguinte :
1." Que alguns amigos do fallecido general Abreu
e Lima, que inoram na mesma ra em que moro,
me haviam dito, logo que se aggravou o seu estado
de sade, que, se houvesse qualquer duvida acer-
ca do seu enterramento no cemiterio publico, eu
me havia de prestar a ir fallar a S. Exc. Rvma. a
tal respeito. Tendo o general perdido a falla no
manha de 7 de marco, e estando a morrer a todo
o momento, e sabendo alm disto os mesmos ami-
gos dos escrpulos que tinha V. S. em receber no
cemiterio o corpo do general, vista das razoes
qu Ihe tinha apresentado o canello, offereci-mc
para expr isto mesmo a S. Exc. o Sr. bispo, e
obterdelle urna deciso Nessa occasio, disse-me
ento_ V. S. que necessitando saber qual seria essa
deciso iria era minha companhia;
2. Fui u quem primeiro falln a S. Exe. dzen-
do-lho que vista dos escrpulos que manifesta-
va V. S., e do estado do general, seus amigos
tinham-me pedido de saber qual a deciso de S.
Exc. sobre o seu enterramento no cemiterio pu-
blico;
3. Logo depois que expuz o motivo da minha
visita, V. S. fallou ao Exm. Sr. bispo, narraudo-lhe
as observacoes do capelln, e mostrando-lhe o arti-
go do regulamento do cemiterio applicavel ao
caso. Quando S. Exc. voltando da capella annun-
declarado gite nao funecionaria nos actos de eii-
comraendaro e enterro do general.
Para maior clareza aqui transcrevo a disposijao
do citado art. 88 do reg. do cemiterio :
A pretexto de informaroes do presente regula-
mento, nao poder o administrador recusar sepul-
tura no cemiterio a qualquer cadver que ahi
chegar, excepto quando lite seja esta vedada pelo
prelado diocesano ou outra autoridade competen-
te ; mis ser em todo caso obrigado dar parte s
autoridades respectivas de todas as irregularidades
que Iwuver de notar, afim de se providenciar.
Recife, 10 de maio de 1269.
Manoel Luiz Viraes.
O autor da publicarlo, que o Crrelo Pernam-
bucano abri espaco em seu n. 79 de 8 do corren-
te, andou mal informado quando me attribue ha-
ver dirigido do Fernando ao enramando das armas
urna representacao contra o Rvd. Fr. David, que
all exerca o exerceu por muito tempo com pro-
ceder irrepieliensivel as funccoe. de capello.
Guardadas todas as reservas que devora estar em
actos offlciaes, posso assegurar ao Ilustre artiguis-
ta que, havendo exprimido em raeu ultimo relato-
no um juizo muito lisongeiro respeito dos capel-
les do presidio, nao tve occasio de modificar o
cxcellentc conceito que me inspiraram sempre
pelo modo com que se conduzram o zelo que era-
pregaram no exercicio de suas funccSes.
Aquillo que o artiguista chama representacao,
indo at a referir data que denunciara a leilura
das pecas offlciaes trocadas sobre o assumpto, (oi
um offlcio em quo fiz sentir ao Exm. commandan-
te das armas que, recusando-se o Rvd. padre A.
ragnetti assignar o seu contrato e estando por
esta razio sem venciraentos/ era de todo ponto ne-
cessario que se provdenciasso este respeito.
O Rvd. padre ragnetti tinha substituido o vir-
tuoso e caritativo padre C. Candiani. Em nada en-'
trava n'isto o Rvd. Fr. David.
Reofe 11 de maio de 1869.
Francisco Joaquim Pereira Lobo.
E' caso notorio. O delegado da freguezia da Es-
cada un funcionario da Justiea, um funecio-
nario honrado, presentemente este Sr. Agio Eduar-
do Velloso Freir, foi ao engenho Rccreio empatar
aos trabal fiadores do propriclario do mesmo en-
genho continuassem trabalhar, ao que o feitor ou
encarregado da direcelo do trabalho, respondeu
que nao o fazia por ja ser horas de parar com o
trabalho diario, elle contina dizendo se tal fizes-
se eu agora mesmo o prendera com os seus tra-
bajadores.
Este senhor delegado fot acompanhado de um
offical de justiea, e qual o motivo ,de tal justiea,
de tal polica? ser o Sr. delegado conservador
da ordem publica, e estar neste engenho o Sr.
Henrique Gomes de Barros e Silva, cons rvador
tambera, sem querer sahir do dito engenho Re-
creio, no qual esl sem escriptura era documen-
to algum e quer continuar apezar de contra a von-
tade do proprieta rio.Oh lempore, oh mores I Este
Sr. Henrique quer continuar apezar deja ter sido
judicialmente empatado, a ser rendeiro do mesmo
engenho, do qual era, porem sem documento, oh
guanta species cerebrum non habet.
Trilhos urbanos para
Olinda e Beberibe
Accionistas que enlraram com 5 por cento no dia
11 de maio.
Tiburcio Valeriano Baptista...... 5 305000
Jos Fernandas Lima........... 5
Joo Joaquim Alves............. 25
Rufino Manoel da Cruz Cousseiro.
Domingos Jos da Cunha Lages..
Caetano Pereira do Brito........
Amaral & Filhos...............
r. Augusto Carlos Vaz de Oli-
veira........................
Joo Baptista de Castro e Silva J-
nior ........................
Joo Caetano de Albuquerque___
Miguel Gomes da Silva..........
Custodio Jos Alvos Guimaraes...
2
10
S
5
505000
250000
205000
1005000
505000
505000
20 2005000
3
10
5
5
503000
1005000
.505000
505000
Protectora das fami-
lias.
Esta associaco caminha as vas de prosperi-
dade, nao sem os entreves inherentes emprezas
grandiosas.-
Contratos Capital
Em 30 de junho de)
3936-----5,868:6755970
1406-----2,173:425920
S342-----8,042:1015890
ordem terceira de S. Francisco, Silva Rocha & Ma- ou-nos a sua resoluco de negar sepultura ao
Rvm. Sr. e os Srs. Viraes e Dr. Rocha, a respeito
do cadver do general Abreu e Lima. Chamamos
para ella a attenco dos leitores.
ASSASSINATOS.-No dia 19 de abril ultimo, na
a1 a Tp'"' do term(> da floresta, Cvpriano
-iT n.- Na*cimento e seu irmo Joo Francisco
tEJ^v81"0 Caboc, wsassinaram, com dous
Sirem-s;entePerera Barros> lorando ambos
noT Lo0D^gaaLafi^ do te7no de ^^ Ma"
tinta facada 7S*?' m, dia de abril, com
contien' Crdu,,n *" tl- P> em
cadas ao eserevo Joaq-flm, logrando evadir-S
CAPTURA.Pelo delegado de mlM. *.
CASACAS PRETAS-Sb esse titulo encelamos
boje, em nossawtava pagina, um bello e interea-
sante romance de Paulo Peral, illustrado e sym-
paueo rumaadsU franeez. E" um romaneo cheio
juizes os Srs. Silva Guimaraes, Reis e Silva, Rosa
Miranda Leal. Forem recebidos os embargos
smente quanto prescripclo, votando o Sr. de-
sembargador Reis e Silva pelo recebimento in t-
tem, e o Sr. Rosa pela competencia do juizo e con-
tra a prescripeo.
%Juizo especial do commercio: embargo infrra-
gentes: embargante executado Augusto Colho
Leite, embargado exeqiiente Benjamim Tuckens;
juizes os Srs. Reis o Sil .a, Accioli, Rosa e Miranda
Leal.Foram despresados os embargos sondo vo-
to vencido o Sr. Rosa.
Appellante Manool Carvalbo de Moma, appella-
do Manoel Ribeiro Bastos; appellanes o Dr. Ma-
noel Figueroa de Faria e outros, apollado o Dr.
Gabriel Soares Raposo da Cunara; apellantes
Jos Antonio Moreira Das, agpellajp Jos Lopes
de Oliveira; appellante o barao tttrBemfica, ap
pekado Braz Carneiro L Ferreira Novaes, ajipellalo Joaquim Jos Pereira
da Cunha.
Adiados a pedido dos Srs. deputados.
- e/LSKQMB.
gaaor SUva Gmmaraes; appellante Joviuiano Fer-
chado,Theodoro Christiansen, Veriato Senteio Lo
pes, e levantou-se a sessao.
Eu Francisco Canuto da Boa-viagem, secretario
a escrevi.
Declaro em tempo que o Exm. Sr. presidente
achando-se incommodado, retiroc-se. e a cadeira
foi oceupada pelo Sr. Dr. Souza Leo.Boa-via-
gem, o declarei.Ignacio Joaquim de Souza Leo,
pro-presidente.Dr. Pedro de Athayde 060 ifof-
coso.Jos Maria Freir Gameiro Bento Jos a
Costa Jnior.Manoel de Bairos Barreto.
PUBLICACOES A PEDIDO.
OtfSr. Dr. Roano dMImelda e o
administrador do eenlterio
publico desta cidade,
O Sr. Dr. Rufino d'Almeida era seu artigo publi-
cado no Diario de Pernambuco de 3 do correte
Irouxe o meu nome para a polmica acerca da ne-
gacao de sepultura eoclesi.istica ao general Abreu
e Lima, tratando de urna entrevista que tivemos
eu e o Sr. Dr. J. Carneiro da Rocha com o Exm.
Sr. hispo diocesano, no dia anterior ao do fallec-
ment do mesmo general.
Referindo o que se passou .nessa entrevista o Sr.
Dr. Rufino nao mostrou-se bem informado.
Cumpre-rae, pois, restabetecer a verdade dos
factor, retirando do mim qualque' responsabilida-
de que me queiram lancar a proposito daquella
questo.
A' mim. como administiador do cemiterio desta
cidade so cumpria na especie obedecer as ordens
competentes, nos termos do art 118 do respectivo
,-egulamento, que expresso, pelo que admirei-me
do ser tambera chamado a terreno.
En" nao podia dispertar a S. Exr, Rvma., a quem
muito (espeito, para o cumprimento de um de ver,
e menos fazer ioeiuacdes acercji de como devia
corpo do referido general, lorabro-mu que V. S.,
mostrando-lhe novamente o regulamento, pedio-lhe
que essa prohibico Ihe 'fosse ordenada por escrip-
to, visto como o desejo de seus amigos, de acord
com o do general, era que seu corpo fosse, logo
que elle fallecesse, depositado na capella do cemi-
terio publico;
*. Nem eu, nem V. S. fallamos a S. Exc. em
nome de pessoa alguma, tendo eu sempre empre-
gado a palavraamigos, sem declarar quaes
elles erara;
5. Tendo S. Exc. hesitado era dar a ordem por
escripto naquella occ-isio, allegando que o gene-
ral ainda estava vivo, e s o tendo feito depois que
V. 8. Ihe declarou que nao tendo ordem em con-
trario de S. Exc, receberia o cadver do general
logo que fosse apresentado no cemiterio, exigi S
Exc. que ambos nos guardassemos inleiro sogrsdo
sobre a sua deciso, que foi em reservado e em
offlcio lacrado para ser aberto quando aquelle
tallecesso; recmmendando-nos ao mesmo tempo
que qualquer melhora que presentasse o general
fossemos immeditamente communicar-ihe, porque
quena r v-lo immediatamente;
6.-* jom1 a resposta dada ao S quisito, fica este
prejudicado, pois nenhuma outra recommendacio
rez-nos S. Exc. alera daquellas que ali se acham.
Tenho assim respondido carta de V. S.
Recife, 9 do maio de 189.
De V. S. ltenlo venerador e criado
Josi Carneiro di Bocha.
.Cim relaco a carta do Sr. Dr. Carneiro da Ro-
cha cumpre-me por ora sement accrecenter que
eu nao tinha escrpulos em admittir o corpo do
uado general no cemiterio, Unto que disse ao
Exm. Sr. bispo que sem receber ordem de S. Exc.
por escripto que o vedaste, nos termos do citado
art. 86 do regulamento, nao prohibira que ksse o
corpo do mesmo general sepultado no cemiterio,
porque assim cumpria o meu dever.
Com relaco ao Sr. capello 4 cemiterio ape-
nas, refer a impressao que me Masara o ha ver-rao
1808 tuh regis- S
trado.............j
Durante o semestre do
30 de junho a 31 de
dezembro de 1868..
Estado dessa associa-
co em 31 de dezem-
bro de 1868........
O capital dessa associaco illimttado e con-
verte-se era apolices da divida publica nacional de
6 %. Nao se pode dar melhor garanta. So na
hipothese de quebrar o Brasil e que essa associa-
co pode soffrer; urna especie demonte po de
grande utilidade para as familias.
Para conseguir com toda seeuranca o maor e
mais instante desidertum da vida do horaem, que
crear para o luturo um capital certo e urna ren-
da infallivel, para si, seus filhos e familias, bastar
fazer um calculo (cada qual conforme seus pro-
prios Jtaveres) de que pode dispr durante o pe-
riodo de cinco annos ; signalada que seja a quan-
tia ser esta dividla em duas classes de contratos,
oa um chamadontrato de capital e outro de renda
Estes dous seguros deverao satisfazer-se era cinco
annuidades consecutivas, e depois de passados os
cio annos o contribuinte Picar livre doonusdos
pagamentos das annuidades subsequentes.
Estas duas classes combinadas produzem resul-
tados raaravilhosos para o futuro.
Por exeraplo, um pai que quizer formar para o
futuro um capital e urna renda vitalicia para cada
um de seus filho^ conseguir este importante fim
despendendo para cada um delles a quantia de
1:1555, que se pagainda seguinte forma :
Direitos de*entrada.. 1555
No primeiro anno 2004
segundo 2005
terceiro 2005
quarto > ___ 2005
> quinto > ___ 2004
! AccSes da companhia de Beberibe -- 90*000 por
aeco.
Couros seceos salgados260 rs. por libra (hontem
e hoje).
Cambios sobre Londres90 d/v 18 5/8 e 18 3/4 por lOOO, e do banco 18 Ir d. por 15.
Cambio sobre Hamburgo 90 djv 960 rs. por
m. b.
F. J. Silveira
Presidente.
Leal Seve
Secretario.
CASADECAMBIO
Teodoro Simn & 0.
Compram e vendem por conta propria
metaes, moedas nacionaes e estrangeiras,
letras de cambio, sedulas do governo e do
qanco do Brasil.
Descontam letras da Ierra e outros ttu-
los commerciaes.
Encarregam-se por conla alheia das mes-
mas transaccSes, da cobranga de letras da
trra e de outros ttulos commerciaes.
Recebem quaesquer quantias em deposi-
to, em conta corrente, e a prazo fixo.
Largo do Corpo Santo n. 21.
ENGLfSH BANK .
O Rio de Janeiro Limited
Descorita lettras da praca taxa a con-
vencionar. .
Recebe dinbeiro em conta corrente e a
prazo flxo.
Saca vista ou praso sobre as cidades
principaes da Europa, tem agencias na Ba-
ha, Buenos-Ayres, Montevideo, New-York
e New-Orleans, e imitte cartas de crebito,
para os mesmos lugares.
Largo do Pelourinho n. 7
Banco Mau & C.
lina do Commercio n. 34.
Desconta letras commerciaes a taxa convencio-
nal.
Hecebe dinheiro a premio por letras c em eonta
corrente.
Confere crditos e saca sobre as principaes pre-
gas do imperio, Bio da Prata e Europa, e-compra
cambiaos sobre as mesmas pregas.
Encarrega-se por commissao de compra e ven-
da de fundos pblicos e accocs de companhias, da
cobranca de letras e dividendos, ou de seu paga-
mento, e de qualquer outra operarlo bancaria.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 1 a 10. 310:343*617
dem do dia H..... 34:8715978
3M!U8fS87
MOVIMENTO DA ALFANDEGA
Volumes entrados com fazendas
dem dem com gneros
Volumes sahidos com fazendas
dem idera com gneros
33
118
-----151
222
423
-----615
Descarregam hoje 12 do maio
Barca inglezaSeraphmamercadorias.
Patacho norte-allemoAvancefarinha de trigo.
Brigue inglezMarybacalho.
Brigue inglezGlaucasdem.
Brigue porluguezF/oWm/avarios gneros.
Escuna hespanholaos7a=vinhos.
Sumaca hespanhola=Poi7o// Lugar inglezAnne Wliealon=teno e carvao.
UECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
BAES DE PERNAMBUCO.
Rt-ndirnento do dia 1 a 10. .. 15:703*781
dem do dia 11 1:696/236
17:40050M7
CONSULADO PROVINCIAL
Rendimento do dia 1 a 10. 37:5335727
dem do dia 11....... 3:392i7G,'
40:9285i92
Ter despendido no fim do cinco
annos a quantia de........... 1:155*
tendo creado para cada filho um capital para o fu-
turo, que conforme a idade dos segurados ser de
33:000* a 47:000* e urna renda vitalicia de 1005
annuaes.
Admittem-se contratos de maiores e menores
annuidades, sendo os lucros sempre proporcionaes
ao producto dos seguintes factores : o valor da
contribuico, o risco de morte do segurado
o a duracao do contrato (art. 38 do regulamento).
Para effectuar as formalidades dos contractos
dirigir-se-ho ra do Livramento n. 19, a tratar
com o Sr. N. F. de Vidal, encarregado pelo Banco
rural e hypothecario do Ro de Janeiro, que pre-
sentemente acha.-se era commissao nesta provincia.
Aos Illms.Srs. mdicos e ao
publico em geral.
Acaba de prover-se a botica da ra da Impera-
triz n. 77, de um completo sortimento de medica-
mentos, productos chimicos, pharmaeeuticos, tin-
tas e todos os artigos concernentes a estabeleci-
mentos dessa ordem.
No intuito de serem satsfetos qoaesqner podi-
dos ou receitas, os preprietarios ao mesmo esta-
belecimento, ante de receberem as facturas que
esperam de Pars, Lisboa, Inglaterra, Hamburgo,
etc., resolver! serti-lo, comprando medicamen-
tos as importantes pbarmacias dos Srs. P. Mau
rer & C, Barthlomeu 4 C, Joaquim Martinho da
Cruz Correa, Manoel Alves Barbosa, Joao da Con-
oeicao Bravo 4 C. e droguistas Joao da Silva Fa-
ria 4 lrmo.
Sendo, portante, evidentes os esforcos emprega-
dos pelos proprietaros do referido estabelecimen-
to para satisfactoriamente despacharem os pedidos
e receitas que Ihes forem enderecados, esperara
que o respeitavl publico Ihes prestem sua valio-
sa eoadjuvaco. pelo que estarn promptos a qual-
quer hora do diae noute a prestarem os seus ser-
vicos.
Boa Vista, 3 de maio de 1869.
________________ C. Clao & C.
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no da 11.
Barcelona69 dias, sumaca hespanhola
Anua, de 199 toneladas, capilo Joo
Cullell, equipagem 11, carga vinho: a
Tasso Irmo.
Lanceston94 dias, brigue sueco Sidon,
da 288 toneladas, capito Albert Mouck,
equipagem H, carga la: ao mesmo ca-
pito, veio refrescar.
Navios sahidos no mesmo dia.
BabiaBrigue inglez Retina, capilo Jones,
carga differentes gneros.
AracatyHiate brasileiro, Deus te guarde,
capito Manoel Caetano da Costa, carga
varios gneros.
ECITAES.
Decio de Aquino Fonseca, cavaiheiro da im-
perial ordem da Bosa, tenente-coronel
commandante do lbatalhode artilharia
da guarda nacional o presidente do con-
selho de qualicaco da parochia de S.
Fr. Pedro Goncalves, etc.
Faco saber que no dia 16 do corrente so
reunir no consistorio da igreja matriz de
S. Fr. Pedro Goncalves o conselho de qua-
licaco e reviso da guarda nacional da
mesma parochia. em virtude do disposto no
art. 9o do decreto 1130 de 12 de marco
de 1853.
E para que chegue ao conhecimento dos
nteressados, mandei passar o presente eJi-
tal, que ser publicado pela imprensa e affi-
xado nos lugares do costume.
Quartel do commando do Io batalho de
artilharia da guarda nacional do Becife 7 de
maio de 1869.
Decio de Aquino Fonceca.
COMMERCIO.
FRACA DO RECIPE 11 U MAIO.
DE 1869.
AS 3 1/2 HORAS DA "ARDE.
Algodo da Parahyba sorte185000 por arroba
posto bordo a rete de 6/8 e 5 9/0
Francisco Antonio Pereira da Silva, comun^ndidor
da ordem de Christo e cavaiheiro da ordem da
Hosa, tenente-coronel commandanle do 8o bata-
lho da guarda nacional do municipio do Re-
cije.
Fago saber que no dia 16 do corrente se reu-
nir no consistorio da igreja matri de Jaboato o
coBselho de qualifleaco de reviso da guarda na-
ciooaf da mesmo parochia, em virtude do disposto
no art. 9 do decreto 1130 de 12 de marco de 1833
E para que chegue ao conhecimento dos iule-
ressados, mandei passar o presente edital, que
ser publicado pola imprensa e afiliado nos luga-
res do costume.
Quartel do commando do 8* batalho de infama-
ra da guarda nacional do municipio do Recife 7
de maio de 1869.
Francisco Antonio Pereira da Sil v:i.
DECLARACOES.
O inspector interino da alfandega fas
publico, que do l9 de julbo prximo futu-
ro em diante, ter vigor o decreto n. 4343.
de 22 de marco do corrente anno, man-
dando executar a nova tarifa das alfaode-
gas^ suas disposicSes preliminares. E
para que chegue ao conhecimento dos in-
teressados, se manda publicar o prosete.
Alfandega de Pernambuco, 24 de abril
& 1869.
O inspector interino,
L. de C. Paes d'Andrade.
'
s
i
!
igg





Diario de Pernainbuco Quarta feira 12 de Malo de 1869
WELHO DE COMPRAS WV4ES
O conselho promove do cita 17 do cor-
rente mez, sob as condioes do eslylo e a
vista de propostas recebidas at as 1 1
horas da manha, a compra dos seguintes
objectos do material da armada.
Para proviraento do almoxarifado, 6 pecas
de arribem, 2 bulles de ferro estanhado,
110 pellesde couro de lixa, 20 caiinhosde
lapis sortidos, 3 pecas de cabo de linho de
i l[i a 1 Ir poleadas, 100 pares de do-
bradicas de metal quadradas sortidas, 70
enhams de 25 a 30 palmos, 10 arrobas de
estopa de algodo, 20 resmas de lixa de
esmeril em panno, G arrobas de linha al-
catroada, 6 arrobas de linha de barca grossa,
6 arrobas de linha de barca fina, 6 arrobas
de milhar, 10 libras de obrias francezas,
i regiment de signaos para navios, 2
pecas de sondareza, 25 travs de 30 pal-
mos de comprimcnto c de 7 a 8 potegadas
de largura, 2 terrinas de ferro estanhado,
1:000 lijullosde (ogoe 20 tiralinhas.
Pira a enfermara de marinha 100 pares
de chinellas de couro.
Sa a das sesses do conselho de compras
navaes, 11 de maio de 1809.
O Secretario
Ale.mndre Rod igaet dos Anjos,
Tribunal do comjiiercio.
Por esta secretaria se faz publico que ieaiii re-
gistrados :
O contrato de sociedade d.; Manoel Jos da Silva
Oliveira, Ricardo Cordeiro de Miranda Manoel
Joaquini Yieira, estabelecidos nesta cidade cora
negocio de gneros de estiva, sob a firma de Oli-
veira, Miranda & C, o o capital de 21:321 $062 cm
mercaderas, arinacao, etc.
O contrato de sociedade de Izidoro Bastos Olivei-
ra e Ji s Joaqalm Horeira, estabelecidos nesta ci-
dade eom negocio de fazendas, e gneros nacio-
naos e etiangeros, de conta propria, e coinms-
s5os, sob a Pinna de Izidoro Bastos & C, e o capi-
tal de 155:000a.
Secretara do tribunal do coinmercio de Per-
Bambneo 10 de maio de 1869.
O official-maor,
Julio Guimtintes.
Ultima pra No dia l\ do corrente, depois da audiencia do
lllm. Sr. l)r. juiz de orphaos, TO de novo pra<;a
os alaguis das casas da ra do Pillar n. HG, 111
e 112, e da ra dos Suararapes n. 63._________
O administrador da recebedoria de rendas
internas geraea bi publico que neste corrente mez
e no de maio prximo futuro, visto cslarem con-
cluidos os langamentos, e que os devedores do
imposto peSMU, relativo ao exercieio corrente de
1868 a 1859, residentes as fre.stiezias do Hecife,
Santo Antonio, Affogados, Poco da Panella, Var>ea,
S. Looreopo da Matt;i, S. Amaro de JaboatTio, e
Muribeca, teem de paga-lo, livre da multa de 6 0/0
a com ella depo's do referido prazo.
Recebedoria de Pernambuco t de Abril de 1839.
Manoel Carneiro de SOUSU Lcenla.
*
Santa Casa da Misericordia lo
Hecife.
A Illma. junta administrativa da Santa Casa da
Misericordia do Hecife manda fazer publico que na
sala de suas sessoes, no dia 13 de maio, pelas
quatro boras da tarde, tem de ser arrematadas
quem oais vantagens offerecer, pelo tempo de um
tres muios, as rendas dos predios em seguida de-
clarados :
ESTABELECIMENTOS DE CARIDADE.
Ra do Imperador.
Sobrado de urn andar n. 32 681 000
Ra Direita.
dem de dous andares n. 8. 1:067 000
Ra do Padre Florano.
1 dita branca de dito eom 2 varas e 3/4 de com-
primcnto e 3/1 de largira.
1 dita iziil dito dito tlito.
1 dita encordada dito dito dito.
i gajbardotu do dito com i l|i viras de compri-
mout).
1 dito encarnado dito dito dito.
42 davinas a Mini.
50 pistolas a Mini.
2 tesouras para torar cavallos.
4 sellins.
1 ceringa de metal.
As pessoas que quizeiem vender ditos artigos,
apresentem suas propostas em carta fechada, na
sala'do conselho, as 11 lloras do dia 11 do cor-
rente.
Sala do conselho de compras do arsenal de
Hierra de Pernambuco 8 de nia> de 1869.
Jos da Silva Guimaraos,
' Presidente.
Jos Baptista de Castro Silva,
Secretario.
Pela recebedoria, do rendas internas
geraes, se faz publico que desde o dia 10
do corrente estao em execuro os regula-
ineptos 1351 c 1355 de 17 de abril ultimo,
o primeiro relativo ao'scllo c o segundo aQ.
imposto da Iransmisso da propriedade.
Recebedoria de Pernambuco 8 de maio do
18G9.
0 administrador
Manoel Carneiro de Soaza Lacerda.
THEATRO
DE
S. ISABEL.
EMPREZA DRAMTICA
DE
Casa terrea n. 47...... 170000
176000
Travessa de S. Jos.
172O00
159J000
Ra das Calcadas.
1773000
dem idein D. 34....... 168000
Idam idein n. 36....... 178.0u0
Ra de Ilortas,
Primeiro andar e sotao do sobrado

Sobrado de um andar n. N. . 492*000
Ra de Santa Thercza.
1155000
dem idem n. 7....... JO i-SI MI
dem idem n. 5....... 171000
Ra larga do Rosario.
Primeiro andar e loja do sobrado n. 21 7603000
21U000
Primeiro andar do sobrado n. 26. . 4005000
2113000
Ruada Calinga.
Loja n. i A........ 5084000
dem n. i B........ l.lOOOOO
Sobrado de tres andares n. 3. . l:75OOO0
Ra do Calabouc<}.
3005000
2123000
Ra Nova.
Casa terrean. 41...... 8005000
Sobradu de um andar n. 5a. . 7503000
dem idem n. 48...... 1:4003000
Ra da Cadeia.
Sobrado de um andar n. 23 . 6843000
Ra do Amorim.
Sobrado de dous andares n'. 18 . 2103000
Ra da Moeda.
Sobrado de um andar n. 41 . 3003000
Primeiro andar do sobrado n. 37. . 763000
963000
Ra da Roda.
1233000
Areal do Forte.
1003000
PATRIMONIO DOS ORPHAOS.
Ra do Pilar.
Casa terrea n. 100...... 2013000
Sitio n. 5 do Forno da Cal. . 1503000
Os pretendentes deverao a presentar no acto da
arrematarlo as suas flaneas, ou comparecerem
acompanhados dos respectivos fiadores.
Secretaria da Santa Gasa da Misericordia do Re-
cae, 8 de maio de 1869.
0 esenvao,
Cedro Rodrigues de Souza,
Conselho de compras do arsenal
de guerra.
O conselho de compras do^irsenal de guerra
precisa comprar o seguinte :
6 espadas.
6 pistolas. ,
2 bandeiras pequeas de flele.
Quarta-feira 12 de maio de 1869.
!. representacao da linda comedia em 3 actos
de Bogarde e Varner
0 PASSARO AZUL
Personagens. Actores.
Arthur, bario de Walprag D. Julia.
Jobson........J- Victorino.
Thorneleff, canteiro .... Martinho.
Grotcsburv.......Jordani.
Rebeca, ii'lha de lobera D. Clelia.
Lucia, sua prima.....D. Carolina.
Babie Tornelff......D. Apofona.
Routolf, camponez.....GoimariSes.
Erie .....Santa Rosa.
Camponezes. A secni passa-se cm um castello
na Escocia em 1810.
Segu-se a segunda representacao da comedia
brasileira em um acto, composicao do lllm. Sr.
Tristao de Alencar Arai ipe Jnior, estudante do
5o anno da Faculdade do Recife
Ninguem more por cima de
estudantes.
D fim ao espectculo a linda comedia brasileira
em 1 acto
lu sabio como lia poneos
Comecar as 8 horas.
THEATRO
txymnasio Campestre
ASSOCIACO ARTSTICA
4a recita de asslsnatura.
QUARTA-FEIRA 12 DE MAIO DE 18G9.
BENEFICIO DO ARTISTA
Honrado com a respeitavcl presenca do
Exm. Sr. presidente da provincia.
Depois de urna escolhidafluvertura, o beneficia-
do recitar una linda poesa, dedicada ao alustra-
do Corpo Acadmico do Recife, seguindo-se a re-
presentacao da espirituosa e muito applaudida co-
meda em 3 actos ornada de msica e dansa, in-
titulada ____
M FRANCEZ EM HES-
PAMA.
Tama parte toda a compadhia.
No 2o acto a Sr." D. Jesuina dansar e canta-
r ao som de castanholas a chistosa
HADLA
Nesse mesmo acto o Sr. De-Giovani dansar
Depois da comedia o beneficiado cantar a aria
Meu yy.
Em seguida representar-se-ha a pedido, pela
stima vez, a linda e frenticamente applaudida
comedia em 1 acto, ornada de msica denominada
A criada impagavel
Tomam parte a Sra. D. Jesuina e os Srs. Pe-
dro Augusto, Silva e De-Giovani.
A msica desta comedia composta pela Sra.
D. Jesuina e a instrumentacAo pelo Sr. Colas
Filho.
Terminar o espectculo com a interessante e
muito applaudida scena cmica
O matuto aparualhado.
Executado pelo beneficiado.
N B. Para maior commodidade haver con-
dcelo gratis em qualqucr trem e a qualquer
hora para as pessoas que se dignarem honrar
este espectculo, assim como depois do mesmo
dar-se-ha passagem gratis em trem especial, cujo
tocar em todos os pontos do estylo.
Os bilhetes acham-se na estacao dos trilitos ur-
banos no Recife e no thaatro.
O espectculo principiar as 7 3[1.
Da estacao dos trilhos urbanos partir as 6 1|2
horas da tarde urna banda de msica, a qual to-
car durante a viagem lindas pecas indo depois
para o theatro.
OALCACAR
o
Ra nova de Santa Rita nu-
mero 1.
Sabbadoe domingo,-vespera e dia do Divino
Espirito Santo, lera lugar dous grandes bailes com
mascaras e sem ellas entradas para cavalbeiros
25000, senhoras pelos seus lindos olhos.
Domingo, da; 3 horas s 6 1]2, tova lugar o re-
crek) Cafe Conseno Commercial, n anda
Danta de 15000 por mez ptra BSt diverli-
inento da mocidade para os domingos de tardo.
Ser rumprido Qeroente o regulamento policial,
o Jparticipa-se aos sonbores asignantes quesubs-
crevam a sua assignatura no da 5 de abril que se
finalisou a 5 de maio, e tepdo de continnarem
mandem renovar os competentes recibos, de que
ninguem poder entrar som elles.
O administrador,
Luiz Al ves Corroa Lopes.
AVISOS MARTIMOS.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Navegado costeira ror vapor.
Porto de Galttouas, Rio Fo-dioso e Ta-
mandar.
O vapor Parahyha, commandan-
te Mello, seguir para os portos ci-
ma no dia 20 do corrente a incia
note. Recebe carga, encommendas, passagei-
ros e dinheiro a frete, no cscriptorio do Forte do
Mattos n. 12. ___.
Para o indicado porto pretende sahir cm pou-
eos das a veleira/ bom conhecida barca Social'
capitao Rocha, por ter a maior parte do seu car-
regameuto prompto, e para o resto que lhe falta
e passageiros, para os quaes tem liona commodos,
trata-se com o consignatorio Joaq im Jos Gon-
Qalves Beltrao, ra do^Trapicbe i. 17.
Rio de Janeiro
Segu com brevidado para o porto cima o bri-
gue nacional Isabel, por ter parte do seu carrega-
mento engajado para o resto que lhe falta, tra-
ta-so com os consignatarios Antonio Luiz de Oli
vena Azcvedo & C, ra da Cruz n. 57, primeiro
andar.
=^lV
COMPMHI1
DAS
nes ijinni
At o dia li do corrente mez espera-sc da Eu-
ropa o vapor francez Guienne, o qual depois da
demora do costume seguir para baha e Rio de
Janeiro.
Para fretes, conditjoes e passagens, trata-se n
agencia ra do Commcrcio n. 9.
Lisboa
Segu com brevidade a barca portugueza Perei-
ra Bornes por ter parte de sua carga prompta :
liara o restante c passageiros trata-se com Olivei-
ra, Filhos & C, largo do Corpo Santo n. 19.
Para a Ilha de S. Miguel
Segu em poucos das a escuna portugueza
Oliveira, para o resto da carga e passageiros tra-
ta-se com Candido Alfonso Morena na ra do
A polio n. 22. _______
ILHA DE S. MIGUEL
O muito conhecido patacho portuguez Jorgeiise,
a ehegar por estes poucos das do Rio de Janeiro,
sahir para o porto cima com muita brevidade,
visto ter o seu carregamento quasi prompto, e
para o resto que lhe falta e passageiros, para os
quaes tem bellos commodos, trata-se com o con-
signatario Joo do Reg Lima, ra de Apollo nu-
niero i.________________________________
COMPANHIA PERNAMBUCANA.
DE
.\:ivea;:n'o cos eir por vapor.
Parahyba, Natal, Maco, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarac ti Granja.
m0ff\y O vapor Pirapama, commandante
sfl/jj. Pereira, seguir para os portos cima
tBBBK oo dia lo do corrente as > horas
da tarde. Recebe carga at o dia 14, encom-
mendas, passageiros e dinheiro a frete at as
2 horas da tarde do dia da sahida no escriptorio
do Forte do Mattos n. 12.
. COMPANHIA PERNAMBUGVNA
DE
Vavegacao costeira por vapor.
Macef, escalas, Poncdo o Aracaja.
O vap-,i' l'ctengi, etnimandante
PeKira, seguir para os portos cima
_ no dia 13 do maio as a horas da tar-
je. Recebe carga at o da 14, encommendas,
passageiros e dinheiro a frete at as 2 horas
da tarde do dia da sahida no escripterio doF*r-
tc do Mattos n. 12.
Pretende seguir com muita brevidado para este
porto o palhabote portuguez Elephante por ter a
maior parte da carga engajada ; e para o resto
que lhe falta trata-se eom o consignatario Joa-
qun Jos Goncalves Beltrao, ra do Commcrcio
n. 17.
PARA LISBOA
O patacho portuguez Maria Barbera, capitao
Francisco dos Santos Cuaba, pretende seguir para
o indicado porto com a maior brevidade possivel;
recebe carga e passageiros : a tratar com os con-
signatarios Marques, Barros & C, no largo do
Corpo Santo n. 6, 2 andar, ou com o capitao no
pavimento terreo.
Para o Rio de Janeiro
pretende seguir para o dito porto, o mais breve
que for possivel, o brigue brasileiro Snufo Amaro;
quem quizer carregar ou dar escravos a frete.
queira dirigirse Marques, Barros & C, no lar-
go do Corpo Santo n. 6, 2- andar.
LEILOES.
LESLIO
"Rj
De una armaco de louro, parte envidracada, gaz,
canteiros c bemfeitonas da loja do sobrado n. 1
da ra do Mondeg", esquina para a ra de S.
Goncalo.
IlOofC.
O agente Martins far leilao da arm.icjio cima
sem limites e garantindo-se a casa ao comprador,
s 11 horas dodta, na me?ma luja.
~leTlM
Hoje i' de maio.
A. C. de Abreu concluir o seu leilai de fazen-
das inglezas e francezas, por intervencao do agen-
te Pestaa, hoje 12 de maio as 11 horas da oa-
nha em seu armazem ra da Cadeia.
De 150 gigos com batatas.
Hoje as 10 horas da manlia.
O agente Pestaa tara leilao por corta e risco
de quem pertencer de 130 ggos com batatas os
quaes sero vendidos em um ou mais lotos a von-
tade : hoje as 10 horas da manha no armazem
do Aunes defronte da alfandega.
COMA BRASILEIRA
DE
Paquetes a vapor.
Dos portos do norte esperado
at odia 11 do corrente o vapor
Guar, commandante o primeiro
tenente P. II. Duarte, o qual de-
pois da demora do costume se-
guir para os portos do sul.
Desde j recebem-se passageiros c engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual dever
ser embarcada no dia de suachegada. Encommen-
das e dinheiro a frete at as duas horas do dia da
sua saluda.
Nao se recebem como encommendas senao
jectos de pequeo valor e que nao excedam a_ i
arrobas de peso ou 8 palmos cbicos de medicao.
Tudo que passar desteslimites dever ser embar-
cado como carga.
Previn-se aos Srs. passageiros que suas passa-
gens s se recebem na agencia ra da Cruz n. 57.
Io andar, escriptorio de Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo & C.
do
LEILAO
mmurn nos amiuzes
16 RA DA CRUZ-16
Ha diariamente sortimento de bolnhos para cha, podins, p2es de lo, bollo inglez,
presuntos, ditos em feambre, pastis de differentes quadades. Amendoas confeitadas.
confeitos, papis para sortes. Vinhos linos engarrafados, superior cita Hisson, preto e
tniudinho, fruta em xaropes, ditas seccas e cbtistalisadas, assucar candi, xaropes refri-
gerantes. ,
Recebe-se encommendas de bandeijas para casamento, bailes e baptizados, cora
bonitas armaces de assucar, sendo estas preferiris as de papelSo: figuras anlogas,
bollos etc., p3es de l enfeitados, qualquer encommenda para fra ser bem acondi-
cionada. ___
PRODUCTOS de J.-P. LAROZE
PIIARHACEUTICO, 2, RU DES LIONS SAINT PAUL, PARS.
XAROPE DEPURATIVO
DE CASCAS DE LARANIAS A MARGAS
i Ctm IODUHETO de I'OTASSIO
0 lodoreto du potassio 6 um verdadeiro alterante, um depurador de inconlestavel effi-
cacia; combinado com o xarope de cascas de laranjas amargas, e aturado
sem perturbacao alguma pelos temperamentos os mais Iracos, sem alterar as funches
do estomago. Asdosesmathcmaticas que elle conten permitlcm aos mdicos de reccila!-o
para todas as complicaces as afcecfs escrofulosas, tuberculosas, cance-
rosas e nos accidentes intermitientes e tercelros; alan d'isso, o
agente o mais poderoso contra as doencas rheumaticas.
XAROPE TNICO ANTI-NERVOSO
de cascas de laranjas amargas.
35 annos de successos aitcstao a sua efti-
cacia para curar: as doencas nervosas,
agudas ou rhronicas, as gaslrites, gastral-
gias ; e facilitar a diyestSo.
XAROPE FERRUGINOSO
de cascas de laranjas e quassia amarga.
E' sob a forma liquida que mais fcilmen-
te se assimia o ferro; n'csta forma 6 prefe-
rivcl as pilulasc pastilhas en todos O casos
em que sao proscriptos os ferruginosos.
DENTIFRICiOS LAROZE
COM QUINA. I'YUETIinO E CAUCO
Elixir dentifricr, para a alvura c con-
servado dos denles, curando as dores
causadas pela caria ou produzidas pelo
coutado do calor ou do fri
V dentfricio, rom base de magnesia
para a alvura e ronservacao dos denles,
provenindo a descarnadura, provocando o
trtaro de que empede a reprodufio.
Deposito em /lio de Janeiro, e. chevolot; cm Pernambuco, r. iMNrt O*; em ilaceio,
Falro Da, em Pellas, Antrro l.rlvii; em Baha. Da norhn; i'in Porto Alegre, jse
rllo; em Uaranho Forrrlrn r C"? ein Onro Preto, c. J. v. Wclrrnn; em Sanio Catha-
i ria, 8. Schulcl < em Mo\ca\dn<, t Iiubert; em Buenos-Aijres, Elcbepnreborda.
eiiiiiMi mi iiii
grande estabelecimemto
Fi^.A. O PORTO
Deve seguir dentro em poucos dias a barca por-
tugueza Nava Sympalhia, de priniera marcha, por
j ter prompta quasi toda a carga : para o resto
que lhe falta o passageiros, aos quaes offerece ri-
cos o excellentes commodos, trata-se com Bailar,
Oliveira & C, ra do Vigario n. 1, primeiro
andar.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
KaTcga^o costeira por vapor.
Mamanguape.
O vapor Coruripe, commandante Penna, seguir
para o porto cima no dia 12 do corrente as 6
hars da tarde. Recebe carga, encommendas, pas-
sagens e dinheiro a frete at as :i hopas da tarde
do da da sahida, no escriptorio do Forte do Mattos
n. li.
de
molhados e outras merca-
dorias, denominado a
.LIGA
A 14 do corrente.
O agente Oliveira far leilao por mandado do
Ill.il. Sr. Dr. juiz de direto da primeira vara do
crime e substituto da do coinuicrcio desta cidade
e a requerimento dos curadores liscaes da massa
fallida de Antonio Pedro de Mello, da bem cons-
truida annacao conjuntamente com os gneros e
mercadorias que constitucm to completo como
preconisado estnbelecimento e cujas qualidades e
nomenclatura excederam os limites de um an-
nuncio, mas que podem ser condecidas mediante
exame previo no minuciosamente descripto inven-
tario em poder do agente prompto a dar explica-
coes.
Sexta-feira li do corrente
ao meo dia em ponto, no lugar do mesmo esta-
belecimento sjto a ra Nova n. 60, onde a verill-
caejio final pode ser mais ampia como satisfacto-
ria aos pretendentes.
^LTILO
De urna irobila de Jacaranda com tampo de
I pedra e com muito pouo uso, 1 dita de amarel-
ob-q'"' ",osa elstica, 1 importante guarda vestido
~de amarello, 4 importantes quadros a oleo, i
commoda, 1 cama franceza de amarello, 1 dita,
americana para menino, 1 lavatorio com louga,
1 par de aparadores, 12 inoxos, 1 secretaria de
amarello, 3 marquezoes, diversas caderas usa-
das quartnheiros, niarquezas, consolos, mesas
redondas, banheiros, louca de jantar, 1 grande
lustre a gaz, trem de cosnha, lavatorios, bideis e
urna vacca parida boa leteira e diversos relogios
de onro e prata, urna salva de prata e um espe-
Iho dourado
Sexta-feira 11 do corrente.
O agente Martins far leilao dos movis cima
no armazem da ra do Imperador n. 16, as 11
horas do dia.
MI.NCAO DE HONIIA
.54. JS Vemtc-se cm frascos
DE FIGADOS FRESCOS DL BACALEAO ** .nang-
Urea, pbarawcU Hoce,
2, ra de Castiglione,
em Pars.
\s t'tnirt\f:tc^ttrn, n oleo punios, d'uin clx-iro fono, e mais Cnmposiroos fi-ilas com Okot
de >-i\o.s rommun, tan como o uqutt'o, a amia, o phoea, a lixa, os ateos om ama4ort$ pryea4ortt
< ihohimI "< lllfot tGQttaf', InraiiwiiiHfrinilos para substituir as vrrdittlt'irow leus l:|ndo
tremmmm Ir Humilla le 'l'crra-.XoM. K-tc oros oimmitns mi seos au o' ihlos na iudustrta p ir proco*llm' bai\os, e: quanio qoo o rerdadeiroa alooa do (godo de bacaiha
IV -im gao irlavaroonto muito afro, \istoquc para oMcl-ea frescos e tem mistura, cumpra ciercef
arandoTftiianda o ler ormaiorct cuidado* nos prnprios logara das pesca, assim romo mnnrla faz.'r
A!. Ilogg ilosdo o anno da (8)0. Batos <|<|
irtnp'aram p: ra este precioso PWdicamonto nnn fama universal as molestias i/o xito. as afleu-oe
esfrofnlotase lijmphalttat, a magma dos niemnos,etc.,e por isso,doiam bagar a nochaa e dcs]<'-acs
illiH-Ol'S. J
Kola. O oleo d Hogg i- mui f.icil de digerir, distin^no-so cutre os ontros leos ucla sua
,,:. p un, oseo clicir suato u delicado, e seo gosio de aardinha fre*ea
O l\!-J.\ror,!0 fatoraitl do chcfo dos trabalhos ebymieoa da FACULDADE DK MEDICINA nti \
l'\HIS concille como segu : I) oten nir ile palhu de il. ll<".\< conten urna Ierra parle de prin-
riplo* el mais dn iue os uleos parivt e mo uprctcnla alijum dos inconvenientes que se
,,. rfrf n'esi quanlo mi i luir e sahor.
\- V*ad--we rm Iosm os plinriunelaN d Frnnca e dos puizes estrunyelros.
- '^^->M.wi^.T4*1MBM!B*aBaBp>uaajaiMB*a|
OPPRESSO SOFFOCgAO
As Peroias d'cther do DOTon Ci.rrtan approvadas pela Academia imperial
de medicina de Pariz acalniam quasi sempre instantneamente os ataques d'asma,
oppMBSBo, soffocacao, assim como as dores de cabera e enxaquecas. E suffi-
cicnte na occasiao em que apparecer o mal, o engolir-se urna ou duas perolas
com urna pouca d'agoa. com certeza o medicamento mais fcil de tomar para
este genero de doengas.
Aa Peroi-s de terebenthlaa do dotor Clertan sao impregadas diariamente
com grande xito para a cura das nevralgias, rheumatismo, sciatico e catarrhos
da bexiga, Estas perolas foram sempre recommendadas por um grande numero
de mdicos especialmente pelo Doutor trousseau, que indica este medica-
mento como o mais eflicaz. conveniente tomar.de 4 at 8 na occasiao das
comidas.
A approva<;.ao da Academia imperial de medicina 6 sem duvida a melhor
garanta da boa preparaco d'stes medicamentos e de sua efficacia.
Deposito em Rio-Janeir;), Duponchelle; Chevolot. Em Persavbico, Maurer k C".
MDALHA A EXPOSICAO UNIVERSAL DE 1867
^upoi",ior>iUa.cie d'a
Para Lisboa
Sabe impreterivelmente at o dia 16 do corren-
te mez d maio o lugre portuguez Julio, para al-
guma carga e passageiros trata-se com os con-
signatarios Thomaz de Aquino Fonseca & C, ra
do Vigario n. 19, 1 apdar.
AVISOS DIVERSOS.
INSTITUTO ARCI1E0L0G1C0 EGEOGMPHICO
PERXAMBICANO.
Haver sessiSo ordinaria quinta-feira 13
do corrente maio, pelas H horas da ma-
nlia.
0UDEM DO DIA
Pareceres e mais trabalhos de commis-
soes.
' Secretaria do Instituto, 10 de maio de
1869.
Jos Soares a\\ Azevedo,
Secretario perpetuo.
ara
^'najaiT Ti 'h;T Tift ITiailsal "iTlillaWfcttatlia^orf^^eOTri
HMMatcagaasaaraiiiii ii iiiiii-aur^aac""aii*: nsamiiiiin
Imperador dos Franceses,
O?. PARS.
LACT
Infntaa j.er LE GR AND, Periumis'.a do
PAltlft. 07. nnn Snlnt-Houor,
CxPiM.'E ORIZA.
DE MNON DE 1.KNCI.0S
Para dar frescura d .elle, destruir as rugas da cara.
ORIZA.
LKITE ANTEPIIEUCO
Para rtfresear, brauiuear e adueer a pille, fazendo
deiippirccer ni nodoas e as sardas.
conservar ettmamenle a hellezu da jueeni.ude.
SABAO ortlZA.......D'uma massa esemhament suave e d'um perfume dos mais OHIZA-CilEAM uoiiSSEisc. Massa espeetalmente preparada para os bandos e a barda.
Oni/.A-i'I.l II)........ I'oinach forlilicanlce iiutritiv para anisenarosrakellns eempiililosdc quebrarem,
ORIZA Pllli.OCOMF... Tcliinii de boi coico deavela com base de quina para os raMIos
OI'.IZA-OII........... Oleo Dniabno |>crfumodo para lustrar os cabellos c cmpc.los de quebrarem.
OR1ZA-BKILLANTINE. Ciislallisado com vilela, para dar brildo aos cabellos e t barba.
Oltl/A 1 LUWKKS___ A^iia iiieomparavel de um perfilo c suave e delicado, para foililicardo la pelle.
OlUZA-ACIilLIiN... Vinagre do toucador, aroma e anlcpMNro.
ESSKM'.K-OKIZA..... PeiTumo conccnlrado para os lencos produelo minio delicado.
ORIZA-I.YS.......... Perfume do bom loui da alta sociedade para os Irnros.
OIUZA-POWDBRS___ Flor de arroi da Carolina para a cara c a bellcia da pelle.
ORIZA-DENTirniCE.. Para alu-jar os denles e conservar a gengias.
OIUZA-DENTAIHE. ... Nova massa para atajar os dnilts sem destruir o esmalte.
AGUA TNICA DEQUINAE POMADA DE BALSAMO DE TAN NIO
Pira liBitia e salubridad i* t&iei, hlMiai is ubs'bs. s eBseliiJ te. ukir e s [utU trm;r rifiluaealc.
DEPOSITO GEIUL na Caza de
E em Caza de todos Perfumistas do Brazil.
mmkvmmmmitmmBMmBmkmmm
C
RITA!
DO
CABUGi
esquina
AO ANNEL DE OURO
HIJA
EO
DD joias CABUGA
Este importante estabelecimento no seu genero, tem sempre um sortimento sem igual, esquina
da ra larca doe ven^e Por Vre90S Que 3a^nhuma ^tro c&sa P6e vender. ^ m2i lar^o d0i
s vista da qualidade e do prepo das joias cada um pder-se-ha convencer daverdade.l & I
Rosario. Garante-se ser tudo de lei. Compra-se ouro, prata e pedras finas por prepos muito ele
Ivados. ;
A loja-est aberta at s 9 horas da noute.
Rosario.
V
m
I



Diario de Pemambuco Quafta feira 12 de Maio de 1869.
-reja de X. 9 Rosarlo da
fregueala da Boa-Vista
Os abaixo assfrnados, nomoado pelo Illm. Sj.
Dr provedor de capellas para admttelrarem a
herida groja, e tendo de dar principio sobras
tomemt groja, c cuino de si so nao possaio Ta-
zer recorrein protegi da- limas pcd
S SSK afun do'll.es ajudarenj na reed.fi-
S la .sa sagrada. A commissao conta que
"We^eappelloairenero.ida.le ios fies, nao
'. 'e^iiidilUntcs atiento o flu a que e do-
dTKaSa.,Tta -India 10 por ante da,
fi nada manta as ti da larde. Aquellas pes-
quSfirnni coadjuVa-los, poda&O ren.etter
f^eSnolas mesma igreaouna(#
nc I-aria, nosso digno protector.
\ m clara qne a proporcio que f i
rowK'mi.i qualquer esmofa r kgo-agradacendo
wr este Diario, e a Sossa Rxceba Padroeira nao
wr> imlifferenle para aquello que concern: re ni
para a reediracao de sua groja.
Consistorio da igreja de H. S. do Rosario 3 de
maio de 1869.
Cesarlo Aureliano Ventura.
1 is Pedro de Sant'Anna.
Andr Avolinn da Costa.
COIPAJHA PERRAMBCANA
Offereee-se una ama para engonimar e
cosinhar, para rasa de homem solteiro : quem
precisar dirija-se becco do Poeinho n. Vi.
Trocam-se
is notas do banco do Brasil
jom descont muito razoavel
endencia n. 22.
e das eaixai filiaos,
na praca da Inde-
AMA
Precisa-fe abigar urna ama torra ou escrava, de
muito b u qne salbacozinhare engom-
mar rom perh (gradar pagare bem: 4i-
rrja-se a ra Bella n. :i, sobrado de dona an-
dares.
CASA BA FeUTDNA
A os 4:1
Bflhetes garantidos.
A na ilo Crespo n.23 e casas do costme.
o abis ; tendo Tundido i os sensmui-
to felaes bllbetes garantidos 1 inleiro n. i 11*7
coa a s te de t:OQOf, 1 inteiro d. 937 cora a
sorte de 7001, e outras multas Borles de 100J,
lOleiOJ da lotera que se cabou de extranir
;,! beneficie da matriz da Estada (10**), convida
- avirem receber seos respectivos
premios sam osdescoutos das lela na casada
Fu-tuna ra di Cn-spo n. --'
ACham-aa a venda os.da 2' parte da lotera a
beneficio da matriz de Pao d'Alho (105), que se
extrahira qulnte-feira 13 do corrate mez.
Procos.
Dilhete.....15000
Meio.....2*000
U uarlo.....UOOO
- Emporcae de 100* para cima.
Bilhete.....3*800
Meio......137?0
Quarto..... 873
Manoel Martina Frua.
t'O*SElMIO be uirfx'V-*o
Os Senhores.Saunders Brothers & C*, Tasso
Irmaps, Luiz Antonio de Siqueira.
|(;i:iu:mi: '
0 SB. F. F. BORGFS
Restando ainda ociittir algumas ac^oes d'esta companliia, da quantia nominal de
i00000 cada urna, das quaes s se aceitam em virtude da le, 20 /0, ou WUOO por
cada aeco; convida-se pelo presente ao publico era geral e especialmente aos Srs.
capitalistas e interesados no commercio, que queiran dar emprego seguro aos seus
capitaes, disponiveis, a subscrever o numero de aeces que Ibes approuver.
Algumas destas accoes j;i tem sido tomadas por pessoas que conhecem a vantagem,
de na presente ocoasilo (conhecidamente a melbori, empr^areflu o dinheiro de que
poderem dispr em objectos de valor real, como vapores, predios ele, que mes garan-
tan! seus capitaes.
A companhia possue boje 10 vapores, 6 inteiramente novos, e destes o ultimo esta
a ebegar de Inglaterra, onde foi construido expressamente para ella.
Alm disso est edificando vastos armazens, no terreno que possue no largo d As-
sembla.
Seas dividendos tem sido de 10 %ao anno, nos ltimos 4 annos.
As accSes que se emitlirem gozafn dos mesmos direitos, e perceberao o bencltcio
los mesmos dividendos que os antigos em proporeao da entrada.
Reccbem-so asignaturas no escriptorio da companhia no seu edificio ao caes da
Asamblea n. 12
:5HI
Precisa-so de urna criada que saiba
cosinbar e comprar, ra das Cruz n. 9
andar.
IEMPRESTIMO
*<
Taberna
Tra.-i-i--1 urna taberna no ReclTe, as me-
Inores aori para principlante tirar v.-inta-
gem, por seu Joo se adiar dnate e nao poder
admii.isira-l.'i Inforaia-se no pateo da Ribeira
numero 13.
IM MIMASE ROIW FK1T A
ni:
Fraaelseo Au(oio e Carvullto
A C"onapanhia
(SCCCESgORES DE REG & MOI'TU )
lina Nava i>. '.
Os proprietarios deste estabeleelmento faara
seieata a.; publico que acabara derecebor um per-
feito e variado sorttmento de pannos Unos, tase-
miras, brins o outras blendas de gastos modernos,
as quacs vendem por precos raioaveis. Os mes-
mos scientilicam, que leudo admiuido para sua
oflkiiia de allaiate um arli-ta babil no desempe-
uho de as funcroes, recebem qualquer encom-
ineadade roupa por medidas, prometiendo satis-
fazercm com pontualidade e presteza qualquer pe-
dido nesie sent lo. ________________
Ama
Precisa-se, de una ama de inea dado para
comprar e faier lodo o mais servifo de urna casa
iv' f.an ilia de poucas iiessoas : na ra Bella n. 3.
Precisa-se '!' ara teltor para mu pequeo
MO a tratar cora Antonio Jo- Rodrigues de
Sonta, na ra do Crespo n. lo, ou em seu sitio no
Monleiro.________________________
Cosinheira
riveisa-;'' de unu cosinbeira e tambera de um
engoramadeira : na ra do Imperador n. 73, ?
aandar.
'S%5-
gs
Imagens.
I'iv sa--- trocar duas nuneas da Saabora da
ConeeiQo, eajo vnlw paple i palmos, pou.ro mais
os meaos, e sendo perfeita?, paga-se bom : na roa
de ii tu i. 9t__________________________
Ama
l'recisa-se de urna ama para o servica interno o
externa de urna casa de urna sd peesoa: na ra
J> lngel n. 'i.
AMA
Avia particular
O profess -ina primeiras letra-, no patao do
Terco n. 18 ; e as horas vagas ensina pelas casas
('articulares alumnos de um e outro sexo.
Adverte-se ao Sror Caim que por sua hu-
mandade nao continu a seduzir os escravos
alheios, olbe que nao ser fcil imitar impunemen-
te aos de Pinobinba e Arraial. Desde 30 do pr-
ximo passado .pie se acha ausente o cscravo Re-
nedicto Saiiueai.i,o fpial 'oi visto toicendoum cha-
peo na aseada da casa do Sorpr Caim, onde com
certeza foi latidooitodas, masque, desconfiando
de alguraa pesqmza, o atm agora occulto f Fique sabendo eace sannor le bem que o escravo
de que se trata nao a mobilia de um eerto au-
sente que sua mare mandou ot-cultar para sub-
trabi-la a certa massa, j agora tem d. dar conta
do dito escrao7; nao se persoada que esta adver-
tencia urna ameaca de mera suspeita sem fun-
damcuto, nao ; a caso serio, como ver, mundo
for preciso leva-lo ao cxinbecimeuto do Sr. Ur.
chefe de polica.
Quem perdeu una pouca de roupa junto a
fortaleza das Cinco Ponta dirija-se a Ra do U-
vramento n. 7 primeiro andar, dando os siguaes
calos.
Na pnarmaeia da Ra do Imperador n. 38,
firecrsa-se de um oflicial que tenha bastante pra-
ca._________________________
lulercssc
So| ido lerco a 31 precisa-se de um me*
tro de msica.
1
i
Uf
t abaixo assignado faz scb>nle ao respeitavel
publico e e>\>e:'\ dente ao corpo do commerea
uue acabou com o seu negocio que tinha na villa
da Sacada, e que nala ficou devendo : porera se
algucm se julgai seu credoi-, aprsente seus docu-
cientos na rus da Cruz n. i, no praso de oito
dias, a contar de boje. Recite II de maio de 1809.
Antonio Victorino da Rocha.
I'iueisae do urna ama para cozialiar:
Ja Cudeia do Recite n. 22.
m
IITILIjDADE
Aos 500 pares de brincos.
Cbegou o vende-se no Coragao
d'Ouro, ra do Cabng, brincos de
rrlfiosinhas com urda franja penden-
te a um rico desenho o ouro de
lei, pelo pequeo pre^o de 150000
cada par. e baratsimo.
(SEM LIMITE.)
Na Iravessa da na
das Cruzcs n, 2, pri-
meiro andar, da-sc qual-
quer qnantia sobre ouro,
prala c pedras preciosas.
0 dono deste estabelecimento,
competenlemente aulorisado pelo
H governo, est as condicoes de ga-
B rantir a transaeco que se fizer em
ig sua casa, promettendo todo 6 zelo
'M c considerago s pessoas que se
S digoarem de bonra-lo em su esta-
^g belecimento.
Na mesma casa compra-se ouro,
~M prata e brilliantes.
BARTHOLOMEU a C.
PARA USO INTERNO
v
Xarope
PLES
1,5000
1G0O
1^600
Gi(
REPARADOS SIX
de jurubeba garrafa.
Vinh de jurubeba garrafa.
Pilulas de jurubeba vidro.
Tintura de jurubeba vidro.
Extracto bydracoolico de jurubeba. 12>l>
PREPARADOS COMPOSTOS.
Vinbo de jurubeba ferraginoso garrafa. 25000
Xarope de jurubeba ferruginoso garrafa. 1#G00
Pilulas de jurubeba ferruginosa vidro. 2000
Oleo de jurubeba vidros. 640
Pomada de jurubeba pote 640,
Emplastro de jurubeba libra. 2500
PARA USO EXTERNO
PA J1JKUBSBA*
Esta planta hoje reconbecida como o mais poderoso tonteo, como um encl-
lente desobstruente, e como tal applicada nos engorgitamentcs do ligado e bago, as
hepatP.s*propriamente ditas, ou ainda complicadas com anazarebas, as innanua
subsequentes as febres intermitentes ou durezas, nos abeessos internos, nos tumores es-
pecialmente do tero e abdomen, nos tumores giandulosos, na anazarcha, mis bodrope-
I as, orysipellas; e associada as preparaces ferruginosas, ainda de grande vaotagem
1 as anemias, cbloroses, faltas de rncnstruago, lcucorrbeias, desarranjos took
estomago, debilidade orgnica c pobreza de sangue, et.
O que dizemos allirmam os mais distinctos mdicos desta cidade, entre os
quaes podemos char os lllms. Srs. Dr. Silva Ramos, Aquino Fonseca, Sarniento, Seve,
Pereira do Carmo, Firmo Xavier, Silva etc. Todos elles reconhecem a exceden,:ia d'pste
poderoso medicamento sobre os demais at boje conbecidos para todos os casos citados,
tanto que todos os dias fazcm d'elle appbcacSo.
Apreseotando aos mdicos e ao publico em geral diversos preparados da juru-
m
i^ffi3SS^ 8968113^508^ bcDa' tivemos por m generalisar mais o uso d'cste vegetal, fazendo desapparecur
^^ mmmmbte--- vpupnancia que at boje sentiam os doeotes de QSM dos preparados empirkOs * fj.___ rt~rt mais das vezes repugnantes a tragarem-sc, e que tinbam ainda a dcsvanlagem de nao
tlCllCaO ser calculada a dose conveniente a applicar-se, o que torna muilas vezes improficuo um
Aluga-se um siiio na estrada do Rosaiinho com medicamento, que poderla prodtrzir ptimos resultados.
boa ea inda, ceommodaedes para escra- os nossos preparados s foram api esentados depois de havermos ronvenipnte-
os, eocheira, estribara, duas cacimbas tanque, te estudado.a jurubeba, fazendo as experiencias precisas para bem cohlu'cer aspro-
^OSSKtSSi USB* CSSt^ P^Jades medicamentosas d'esta planta em suas raizes, Uta, finetas ou bagas, e a
' r^r.^r--irs-raB--B-ft--sjrn ,-, dose conveniente a applicago, tendo alm d'isto procurado levar os nossos proparados
M mm-M& m'M\*o rnaior grao de perfeico possivel, para o que nao poupamos esforgos, a3o nosim-
H O conselbeiro Joo Silveira de Son- portando o pouco lucro-que possamos tirar.
fia za, tem aberto o seu escriptorio de JI Por tanto os que se dignarem recorrer aos nossos preparados podern tera
^| advocado, na ra do Imperador n. 8|i certeza de que elles offerecem a garanta, deque se pode encontrar, a promph einfalb-
s M primeiro andar ; entrada pelo galvclcura de qualquer dos soffrimentos.que deixamos inntimerados, se forem em tempo
5S ijecco. applicados, tendo alm d"sso, medico eu doente a vantngcm decscoll.cr as nossas w-
5 ra^^aatir^ir**(r^ir-n iiuiijdi.-acno ri.is molestias, idade, sexo, ou ainda naturezadeeada individuo.
A "UM" i As nossas preparaces ferruginosas so feitas de forma que se tornam comple-
\ II I lamento soluveis nos suecos gstricos, porque procuramos oscompostos de ferro que
7'i.l?ii\. .'orno taes eso boje recoubecidos.
i----------..----------1 Para aimelles que mais minuciosameite queiran conbecer as propriedades da
neo-lo pouca jul.ui)C])a> t saberem a applicaro do nossos preparados, dcslribuimos gratuiti-mente
1________ em nosso deposito um follieto, onde tratamos mais extensamente d'esta planta
A ItftA. mesmos preparados".
Precisa-se de ama ama
familia na ra das Laraogeiras
e do
Xa ra da Cadcia do Reoifo n 80 precisase di
una Ama para cosinhar para duas pessoas.
Deposito geral de todos os preparados
34Ra larga do Rosario34.
PORTUGUEZA 0FFIONAPAR\C0pRT0 E AFINACAO
No collegio da Conceicao precisa-se de
uma criada porlugueza; paga-se bem.
COMPANHIA
DOS
TRILHOS URBANOS
iHiiai
na ra
DA
Fabrica de Yieira Giiiinarries
& Couto
Do tilo dedauelro.
Deposito de pianos e de msicas
. 14 RA FORMN! ]%. 14
BOA-VISTA
Frederico Maia
Precisa-se de uma ama livre ou escrava que
soja de boa conduela, pira cozinliar para uma
casa do familia : na ra lo Vigario n. 5, lerceiro
andar.
ste acreditadissimo rap tem encontrado a ^^janinte:
Ibor aceitarao possivel. O seu l'alricante foi por
muito temp gerente c meatra da labriea de Joo
Paulo Cordeiro, e tendo-se estabclocido, envidou
lodos os esforcos, e conseguio fabricar rap, que
nada dcixa a desojar, o antes se lhe avanlaja, pos-
to em parallelo com o da fabrica do dito Cordeiro
O aroma extremamente agradavel e tem sido
muito apreciado lelos amantes da boa pitada.
Acha-se a venda por grosso ea retalbo, na ra do
vigario n. 16, Io andar, escriptorio de Joaquim
Gerardo de Bastos.
Precisa-se de uma ama para casa de homem
solteiro : na ra da Praiau. '
P
AttenQlo, atteucao. -
Guilbermino Rodrigues do Monte Lima faz aci-
anto aos oliiciaes de todos os corpos, que acaba de
roceber um c.miplelo sort ment de espadas, ban-
das, talins, talabartes e cliarlateiras, o mais per-
tences. Assim como receben tunbem chapeos e
oleado para criados, de copa alta e baixa, com
cordao de ouro ou prala, e vende mais barato do
3ue em outra qualquer parle : na praea da In-
ependencia n. 17, junto ft loja do Sr. Arantes
Eseravo.
Precisa-se alugar um escravo das 8 horas da
mauhaa s 5 da taedo : na ra da Crn n. 46,
Io audar.
Rap Paulo Cordeiro.
Vende-se rap Paulo Cordeiro lino, viajado,
meio grosso e vinagrinho, no deposito a cargo de
Joao Francisco da Silva Novaos, ra do Vigario
D. 11. Faz-6e vantagens a quem comprar porc,ao
e troca-se o rap que nac sabir ao agrado do3 con-
suaiidores.
Os novos impostos
Um follieto de 100 paginas 15000 : vende-se na
livraria econmica ao pe do arco de Santo Anto-
nio.
Lopes 1'nivjt, liquidatarios das trasa-
toes commerciaes da ext'ncta firma de Al-
ta & Lapes julgam terem satisfeito todo o
passivo desta liquida^io cuiu os pagamen-
tos effectuados em i i do corrente mez
(pudendo apenas dar-se alguma cousa so-
bre o que ba jusUs reclaioagoes); mas se
ainda alguem-jugar-so com direHo sobre
aquella ex-firraa aprsente a conta no prazo
e 8 dias (c legitimada) para ser afendido.
Servem-se dos armunciajites do c'sejo
r^ara scientificarem a tudas as pessoas que
sao devedoras a referida firma liquidanda,
para que venhara saldar as sus contas den-
4ro do preciso praso de 30 dias d'este an-
ouncio, fiado os quaes o* ummtmtm
promoverao arrecadafio judicialmente.
Recife, 12 de majo de 1869, a
Baltar, Oliveira & C.
Mudaram o seu eseripiorio da ra do Vigario
n. 10, para a mesma ra n. I, 1- andar.
Precisa-se) de uma ama para o servico in-
terno e externo do uma casa de mu pequea
familia, dando-se preferencia a escrava; a ra do
Mondego n. 93.
Ama de leite.
Precisarse na ra da Impcratriz o. 3', 2 an-
dar, paga-se bem.
Atte:a#io
Preeisa-se alugar m (scravo : na padaria da
ra da Praia n. 47. Na mesma prtcisa-so de uma
ama para cozyitor, paga- Pede-se a Sr. ltsial da Boa-vista que em
desempenho do seu dover lance as suas vistas
para o escndalo insupportavel de se fazer despejo
AoSr. Paulino Rodri-
gues Mendes; da
Silva
Deseja-se fallar com o Sr. Paulino Rodrigues
Mondes da Silva, na ra do Crespo n. 16, primei-
ro andar.
Cabelleireiro
Preeisa-se um bom oflicial de cabelleireiro :
rna do Crespo n. 7, Io audar.
na
Na ra Augusta n. 67, terceiro andar, pie
eisa-se alugar um piano em bom estado por al-
guna mezes, quem o ti ver annuncie ou dirija-se a
mesma casa, que se pagar bem._____________
Faz-so toda e qualque" trausaeeiu que se
convencional- com a casa amarella no Arraial : na
praca da Boa-Vista, taberna n. 4.____________
Ao commercio
Dillieuldacle removida
A' vista das novas tabellas com indicador, qual-
quer pesoa, ainda a menos habilitada, conhecer
de momento a exacta reduccao dos antigos pesos
para os modernos, cuja base o kilogramma, as-
sim como de momento se conhecer tambera os
precos correspondentes ao it.esmo systema. As
tabellas cima descriptas sao as mais adoptada
pela sua faeil comprehensao ; recommenda-se aos
donos de eslabelecimentos cujas compras e veudas
sao erectuadas peso : acha-se v jnda na ra do
Imperador n. 28
Da-sedinhiro sobre ouro,
prata e brilliantes, com pre-
mio mdico: na travessa das
Gruzesn. 2 V andar junto a
esta typogi'aphia.
no
RECIFE A* OLI.\.l.
Os abaixo assignados membros do con- cirnrglo dentista pela escola
selho de direceo dos inscriplotvs le ti- ,|e mediciua
Ihos urbanos do Hecife linda, convidam je R|0 4|e ,jaueiro.
aos Srs. accionistas da mesma companhia jem a honra de participar ao respeitavel publi-
para reunir-se em assembla geia! no dia co dosta capital e seus suburbios, que tem aberto o
18 do corrente s II horas da'manhaa, no seu gabinete de consultas e ope^racoesdentanas a
saino do Club Pernambucano, afim ^r^^^^h^Zs^^^!^
ceder-se a eletcao dosL'5 memoro< que, :j ja larde. Elle acha-se competentemente habili-
tem do compor a directora nos termos do tado para com perfeicocollocar dent'cs artiflciaes
.ni. 19 dos respectivos estatutos ; soguin-1 por'ualqucrdos systmas e bem assim desernpe-
1 nhar qualquer outro trabalho concernente a sua
profissao. O inesmo, reconlreecndo que nem seni-
pre possivel < ^"nhoras ou enancas sahirem a
procui oro remedio, olToreee-se a remover qual-
quer obstculo, declarando que na cidade se pres-
tar a qualquer chamado sem que isso intlua cousa
alguma na commodidade dos precos de seus traba-
Ihos, e quando para lora della assim mesjno ser
precedido de uin ajuste rasoavcl, garantindo elle a
segurancae perfciciio de seus ditos trabalhos. Em
seu gabinete se encontrar constantemente excel-
ente* nos dentifricio, elixir e outrus medicamen-
tos orlontalgicQS : ra Direita n. 12, primeiro
andar.
do-se na volaco a disposico, seguinte dos
mesmos estatudos:
Art. 10.A orrfein
>
da votac i ; te-
Be o 26 acedes tem poto por cafa
areno. Aos accionistas poma- de ntior
numere e acedes contar-se-ha um voto
mais por cada 26 acedes ate 10 velos, que
ser o mximo.
Hecife, 10 de maio de 4861).
Jos Jiwt<[iiim Antino '.
Presidente.
Luiz Jipes Castello Hroiv .
Secretario.
Amaro Joaquim Fonseca Albttqu Thesoureiro.
Medico
O Dr. Adriao Luiz Pereira da Silva,
medico pela faculdade do ltio de Janeiro,
d'onde acaba de cheg;u\ tem seu consul-
torio ra do I.ivrameuto n. 24, primei-
ro andar, onde pode ser procurado das 9
lioras da manhaa s 4 da larde, e em
qualquer outra occasio, em sua residen-
cia, junto estaco da Casa-Forte.
No Corredor do Rispo n. 2:), precisa-sede
uma ama forra para o servico interno de urna ea
sa de familia e que saiba eagommar.
D. Senhorinha Germana du Espirito Santo,
pelo presente convida a todos os compradores de
terrenos do sito de Agua-liria, que a annunojante
subdividio, e que ainda aao tem escriplura publi
ea, a comparecerem a casa de sua residencia ;
ra da Concordia n. 118, munidos de seus respec
tivos recibos, atim de serem reduz.dos a escrip-
lura pblica, ou reeeber novo titulo passado pela
a annunciante.
Pede-se aos que eslao com as suas compras an-
da nao realisadas o favor de no praio de 13 dias
comparecerem na casa da annunciaute, adm de
serem verificados qualquer recibo ou documento,
que tenha a respeito de taes transacedes.
Flix Fuerstemberg, vai
Europa.________________
Bolleiro.
No caes de Apollo n. 69 se dir quem precisa de
un bolieiro para casa particular._____________
O tenente coronel Alxandrino Martins
Correia Barros, morador no Peres, freguezia
dos Afogados,faz publico para conhecimento
das pessoas a quem possa intaressar, que
o Sr. Caetano Jos Ribeiro e sua mulher
lo podem vender os eogenhos Anavais,
e S5e,Jo5o citosna comarca de Santo Anto.J
U ne tambern nenhtira de seus es.cravos
o como partes destes befl6 estao hipo-
Keados ao abaixo assignado para garanta.
piantia superior a viote cQntos de i
O teneHte-coi onel Jos Leas SoaresT^B
todas as tardes, quasi ao scurecer, na ra -la A-' Cmara cheio de profundo pezar, agrade
rora, entro a ponteziuha a a de Santa Isabel. dos os eus antigos e parepte, que ^eram e que ja estao sendo BJOMdos.
ndosa bodade de assistirwn a mista que tunan! I Pemambuco, 8 de maio de 18611.
.i sada uo convento de S. Francisco,palo eterjo re
"irasaio Gibo c Dr. 'Gabriel,
BB1~
Julio Fuerstenberg vai Europa._______
Ka rna Direiza n. I) preeisa-se telbr com^b pouso de sea muto
Sr. Manoel Jos Sirques Bacalbio, i Bagocio d t"
Alsandrno Martins Correia barros.
MARTIMOS
E
C0WTRAF060.
A Companhia Indemnisadora, estabelecida
esta praca. toma seguros martimos sobre
navios e seus carregamentos* e contra fogo
em edificios, mercadorias e mobilias: a
rna do Vigario n. 4, pavimento terreo.
Ama
Precisa-se de ama ama forra ou escrava par
comprar e cozinhar para uma casa de pouca la-
mdia : na'rna das Grates n. 28, Io andar ; prele-
re-se escrava e paga-se bem agradando.______
O al ..nado tcsiamenteiro do finado
subdito francez Joao Vignes. roga aos devedores
do-mesmo, lenham a bondade de satisfaaer no ter-
mo de iS seus dbitos, atim do evilar, que seus
nomes como devedores sejam discrijitos no inven-
tirio procedendo-se na forma da lei.
Hecife 7 de maio de 1869.
" Gaspar Antonio Vieirn Gaimaraes.
Fundipo da Aurora.
Neste vasto estabeleclmente sempre se encontra
um completo sortimento de taixas de ferro batido
e fundido, fabricadas recentemeate, e se fabrican
de qualquer molde a vontade dos compradores, e
recos razpoaveis.
"^Em casa de THEODOiT CHRISTI-
ANSEN, rna da Cruz n. 18, encontram-se
eflectivamente. todas as qualidades de \inbo
Bordeaux, Bourgogne e do Rheno.
Joaquim Jos Gen-
paives Beltrao
RA DO TR.\P1CHE N. 17, 1. ANDAR.
Sacca por todos os paquetes sobre o Ban-
co do Minbo, em Braga, e sobre os seguio-
tes logaros em Portugal:
Lisboa.
Porto.
Va lenca.
Guimares.
Coimbra.
Chaves.
Viseo.
Villa do Conde.
Arcos de Val de Vez.
Vianna do Castello.
Ponte do Lima.
Villa Real.
Villa-Nova de Famalico.
Lamego.
Lagos.
CovilhSa.
Vassal (Valpassos).
Mirandella.
Reja.
Barcellos. t
AVISO.
i
ILIllll
Reste venda ura escolhido sortimento de ob-
ectos de maicineria, como sojam. mobilias de Ja-
caranda, mogno oamarello, obra nacional e ostran-
jeira, de apurado gosto e porpr#o< razoaveis:
aa ra estreil do Rosario n. 3k Nesta mesma
asa fazem-se com perfeico todos os trabalhos de
oalbinha, como sejam, empalhamentos de lastros
i>ara camas, cadeiras e sophs. ____ _________
__Dasappareeeu a S9 do corrente, da botica do
abaixo assignado, o bilhete da lotera I04,_n. Ii7:
portento previne-se ao thesoureiro que nao pague
premio algum que sabir por sorte na extraccao,
senao ao abaixd assignado, seu verdadeiro dono.
Sranoiaeo Aajonio das Chag>sl
Lava-se e engomma-se com asseio e proinp-
lidao : roa d* Florentina a. 18._____
\M\
_ No collegio da Coaciao braaisarae de wL Procisa-ae de uma ama qne saiba
I wsinbeiro e de uma criada tebigenle. w: na ra Nova n. 38 terceiro andar.
Precisa-se alugar uma, escrava ou forra que
saiba engommr e cosinhar.e faca as compras, para
casa de pequea familia: na ra do eaes do Capi-
baribe casa terrea, com grade de ferro na frente e
aaao ao lado, tambera na mesma casa precisa-se
* r uan ntgrinaa e om mategna.______
- Precisa-ede uma ama qoe saiba cosinbx
De novo se prefine que ninguem faca negocio
algum com qualquer berdeiro do coronel Francis-
co Santiago Ramos, senhor do engonho Tibiri,
icorca do preto crkmlo e norae Rirtlno, ou com
outro qualquer escravo do mesmo casal, por iso
que tonto esse como todos os mais e-to bypotlie-
cados Manoel Alves Ferreira e penhorados j>or
cxecuo do mesmo.
Ainda restam algumas colleccies de
Biographias de algHns poetas, e outro* bo-
mens il lustres da provincia de Pemambuco,
tres tomos escriptos pelo commendador A.
J. de Mello: ra Augusta n. 94.
Os abaixo assignados acienpficam ao poblioi
que a casa eommercial desta praca sob a hnna ->
Araujo Martins 4 *',.passar desta dada
diante a girar sob a deJoaquim Antonio d'.Arau>
A C. em virtude de se haver desligado o ocia
Domitgos Manoel Martins; ficando cargo do
socio JoaquinfAntoniO'd'Araujo o activo e paisiva
da mesma casa. Recite 5 de abril de 1869.
Adriano Aiifusto d'Almeida Jqrdio.
i Joao do Castro Guimares.
Joaquim Antonio de Arauja.
No'da il de abrr Oo correni" anno, Ibgi
da Guarita, districto da Parahyba, um osera
iioma Henrique, idade 32 annos, jyiouk), cneiaa
corno c rosto, boa sltor* 9*m um pouco ar-
queadas, muito Tistoso regrista. Pede-se a anea
o pegar, que dirija-se a ra da Iraperatnz lq|a d*
jolas n. 67, que ser recompensado
- Antonio Ferreira da Silva Maia julga nenia
de ver pessoa alguma, ao entretanto se alguna *u
^&t*jsfts5r*
No caft francei da raa aa Iraeratrh pNoh-
sa-se de um criado para o servioo interno.
*
>-


Diar'10. de Pernanibuco Qdarta feira 12 Je Maio de 1869.
''
DO
BRASIL E PORTUGAL
Situado em um dos bairros mais contraes,de Pars, sendo as immediac5cs dob
irincipaes theatros e outros muitos divertimentos,o assim das estacesdos caminhos de
erro para todos os pontos da Europa, acabado de ser inte ranate renovado, nao se
tendo poupadoo seu novo proprielario a dospezaspara sen completo embellesamentoe
aceto, torna-se portanto ventajosamente rocommcndavel aos senhores brasileiros e por-
tnguezes, a onde eneontrarao sempre aquella convivencia desojada em paiz estranho.!
por ser constantemente frequentado por seus compatriotas. O trataraeiito superior a
todo o elogio, mesa redonda, ou a carta, on servida nos aposentos; habitaces conve-;
nienlemente despostas para familias, e guartos para urna s pessoa, o servico feito
cora a precisa regularidade : os precos muito rasoaveis eao alcance tambem d'aquellas
pessoas que sequeiram limitar.
Gabinete de leilura com os prineipaes jornaesdos dous patees, salao de recepcaoe
de msica, etc. etc. Todas estas vantagens podem ser api>licaJas igualmente aos senho-j
res passageiros das repblicas do Prata, porque alm da semelhanca da lingua, ali en-
contrarao muitos senhores bespanhoes, por quera tambem esta casa bastante fre-
quentada. I
CONSULTORIO BICO
DO
DR. P. A. LOBO MGSCOSO
3Ra da Gloria sitio do Fundo3
CL1\CA NR \WS (IS IBRIU
/insultas todos os das desde as 7 horas da manhaa al as i!.
Visitas em casa dos doentes de 11 horas em dianle, em caso urgente a qualquer
hora do dia ou da norte.
N5o se receben, chamados se nao por escripto em que (.celare toda ra e o numero da casa.
Especialidade em partos, operan es, molestias de mulhercs e meninos.
Cura radical das molestias venreas, e dos estieilamentos da uthera.
Curas radisal das molestias do ulero, como ulceras, llores brancas, amenonia,
vegetaces e catarrho, etc etc.
Recebe-seescravos para tillar de molestias ou pratiear--lh.es qualquer operacao
cirurgica. Diaria.24000 excepto as o.)erac5es.
Os melhores remedios homeopticos conhecidos. e por preces muito com-
modos..
A ESMERALDA
Moreira Buarte & C. tendo feito urna
completa reforma no seu estabelecimento
de joias da ra do Cabug n. 5, (junto a
loja de cera) acabam de reabri-o ao res-
peitavel publico, a quem offerecem um es-
plendido sortimento de joias as mais mo-
dernas e primorosas que teem vindo a esta
praca. e por precos o mais resumido possi-
vel. Tambem compram ouro. prata e pe-
dras preciosas
\. 5 m M CABUG Y 5
XARi-' de H YPOPHOSPIITQ de SODA
XAROPEdeHYPOPHOSFHITOde CAL
PILULASdeHYPOPHOSPHITDdeQUINNO
!IT0 de FERRO
ULASteHMJPHOSPlilTOrJeMANGANESIA
PASTiHAs pectoral ^-chrchill
Exigir para H MUVpt o (rateo qutidrado e cm
too* s producto! a a>-!giiiiluia do U" CHIl.
CKXLXi, o O Iclrciro con) a marca de Tahrica da
Vliarauciu SWABJiJ, 12, ru.tCanw'wiic.VUU*
v\ML7*
As Pinlasde Vulirt. approvadas pela
Academia imperial de medicina de Pariz,
sa<5 empreadas com o maior ,^^^^
xito sua curar a chlorosis,
e fortificar as constituicGes
(Meas. Nuuca esto feTugi-
iioso ennegrece os denles.
Rara a :;aranlia da sua a itlienticidade,
o nome do inventor vai gravado eni cada
puula como a m-ji-gem.
p .. j em io-JiMiBo, DupOiebrlk; CkeiM.
'':'' PuN&aavGO. Mil 'ir T -C'.
POS DE RUGE
Ajijj.ovados pela Acadeiiia imperial
Je Medicina de Pars
lu Irasco do Pite de BagcVdissolvido
em urna u.-irraja d'agua, d una limonada
agiadavil, que purga rpidamente e de
um modo certo, sem cansar a menor
iiino como acontece com a maior
parle dos outros purgante-. Oa PAa le
!l<,;-. sao inalteraveis por isso empre-
gam-se fcilmente em viagem.
D'USlt l,a'liv'J*sni-o,DitjH>i.ehcJt;CkeioUt.
^ I ein Pivhuico, ileurrr 4 C". A
AVISO
aos convalescentes e t'ts pessoas
fracas t debilitadas
O QUINIUM UBARBAQUE approvrJu
pela Academia imperial de medicina de
'ai-ir o Inico por excellcncia.
iJmbm, DajMiiV/l; '.Viv.i.
ca l'Bimmcii, ilurer i (,'".
PILULESSKICAUVIN
Poarnudea, S3, boularara SihiMopol. Parta.
Este precioso TargaiHo >ni*"l tio commodo
| como aftraitavcl o remedio mais infallivol para dos-
I truir as eomtl|iaeoe, as nevr.ilgU'. as mais re-
lame*, assim como a Mllt e a vlcosldades
Elie efflca as f iritis, obairuceors enxa-
| oeea, aBibuuw. dOre* .alai-rboa, einplscaM,
I gocia e rkeaiaMllan.
O mt.-wiiicnto das ptlafas poda refu-
|mir-se nesus palavras. McMabelecer ou coaaa
*r a sade.
Bllas nao peden nem resgiunlo na comida ne
[bebida-, na doseiasaalcedaurallva, usas.- tsuur
I ellas nal refecfSes cm dose purga Uva de nortea
| deilar-se.
rermxmbuco r UM alaurcr ct C.
Grande sitio para alujar muito
perto da cidade.
Em Santo Amar.) junto a pTHc do Maduro ha
paia Uigar-se o grande sitio da Torre," cun tres
vvenos, rasa de vivenda para duas familias,umi-
tas arvoroi de fructo, grande terreno para plan-
teao o pasto de animaes, tendo Mh cu-a- a ro-
da para serventa da propriedade, con um tnca-
namcntnde metal que d com abnnlaneia agua
para una sala do banho, cosinha, l:;\adorcs de
roupa, um excellente bnnlwiro de choque, lem
alera di-to muito boa agua de beber em um filio
d agua aa etevaca i ilumina toda esia cidade e a de Olin-
da aposentando a vi ser apreciado, com um quintal limad n i fundo
das casas onde se po4e estar eoni segaranea :
irata-se com sen proprielaro Antonio .vives Bar-
bosa, ra dos uararapes n. 8S, -ojiado.
Ama
Precfea-se de urna mullier anda mo^a,
nuiona, on eslrangeira (|tie engomme com
P'ifeiclo para encarregar-se desto servioo
em nina casa ije familia : a tratar na ra
da Aurora n. 4.
O abaixo sssignado, bem eonhocido nesta cidade.
onde reside ha muitos anno?, julga por isso n
entender com elle o annuncio (nao ha desculpa)
publicado no Diario do honiem, 10 do corrento;
entretanto pedo ao encapado autor de tal annuncio
que declare qual o negocio, ou dirija-s* sen es-
criptorio. Assim como pede a todas aquellas pes-
soas que se ju!;::iivu SUas ere,loras. a|ir-sen!ei.i
suas eonias em seu escriptono caes da companbia
Forte do Mallos. Recito il do maio de 1869.
Mannrl fos Dantas.
Limoeiro.
D- Auna Joaquina Barbosa da Mola, o capillo
Antonio da MdUa Bf^riin r.itvaleanti, 1). Antonia
da Motn Siiv-rira Cavaleanii, Antonio d Molla
Silveira c.avalcanii Jnior, loio Antonio da
Motta Silveira, o alteres Joaquim Slanoel da
Molta Silveira, 1>. Anna Joaquina da Motta S-
veia liamos, I). Celicena de Lacena llailm.-a da
Molla, |). jimia j0Sc b Multa Silv.ira. o tenante
1 "' llulin 1 da Sonza Hamos e Joaquim ile/.ena de
AiMiijo ; ciuva, pais, raos e Cimbados do Uado
e se npre chorado major ktanoel da Motta Silveira
Cavalcanti, pungidos pela mais pangento ddr,
agradecem do cora^ao ao grande numero df pes-
soas qae se dignann da aoooipanbar p assislir aos
nltimos snlTragkjs feitos por alma do inesmo lina-
do no dia iO de abril prximo passaJu,. (piando
Ibi conduzido 0 seu cadver para a 1 aliic da vil;;
do l.iin leiro, e de novo c luviaain pelo presente i
todos os pareniee e anngoa para a;*istrem as mis-
sas do trigsimo dia e memento, que. naodan ce-
lelnar m inesuia matriz do Limoetro &i 11 horas
Jamanliii do dia l'J do eorronte, e por isso des-
de ja se (inl'essam ree.uilieci! -.
Pao Ymo.
D. Auna Joaquina Barbosa da floUa, 0 capitn
Anteui 1 da Mniia silveira Cavalcanti, 0. Antonia
J laqoina da Motta Silv ira, Antonio da Motta Sil-
veira Cavalcanti Jiiuim, Joan Antonio da Molla
Silveira, o aiferes Joaqnim Maaoel da Motta Sil-
veira, D. Amia Joaquina da Molla Silveira Ramos,
D. Celicena de Lacena llarbosa da M lia, l). Mara
J.is da Motta Silveira, o tonstfte los liutino de
Sonza Sanios e Joaquim BezerradeAraajo ; viu-
va, pas finaos 1^ cunliados do finado o sempre
i h irado major Manoel da Motta Silveira Caval-
(aiii, coDvidam pelo presente a todos os parouteB
o aojiges para assistrrom a inis.sa d. trigcHtnt dia
que mandam celebrar na groja matriz da v'lo dn
1 lkjj.1
Urna pessoa csrapc^utonante babiada, ollerc-
ce-se a dar lines por casas particulares, do se-
guidle : primeiras letras, grammatica portngveu
o franceza : a tratar na encademaclo da travessa
da C.ingiegayi.
Precisa-se de una aoia para cozinhar e en-
gommar : na ra de, Santa Thcreza n. oi.
O senhor 'i:''' reeebeu umaordem do Rio de
laneiro a favor de Jos Joaquim Tabayanna de
Olivcira, qneira fazer o favor declarar'por .1
folha.
Na praca da Independencia n. ;!'(, Inja de 011-
rives, compra-se ouro, (rala, e pedras preewss%e
tambem se fai qnalqaer obra de encommenda, e
.todo e qualquer concerlo.
Compra-se moedas de ouro e prala e
bem como libras sleilinas, na ra do Ca-
bug n. 9, relpjoaria.
0 muzeo de joias
Na ra do Cabug n. 4 compra-se ouro, prata
e podras preciosas por precos ma* vanlajosos do
que em nutra qualquer parte.
Compra-se moedas de ouro c prata, bem
iino libras slerlinas or maior nreco que
Pao d Albo, as 10 horas da manhaa c! > da 19 do WU1 *'.,,
corrente, pelo que do?do ja =e coniessam eurna- cm outia parte: na 1 ua do Crespo n. 10
Inenie ,'iatiis. primeit'0 andar.
m
le en
Bal
i
Quem precisar da urna ama .para todo servico
interno de urna casa,dirija-se a ra da Cruz n. 43,
2' andar, preferindo-e casa de hooiem soheiro.
0 MUSEO DE JOIAS
GOMES DE MATTOS IRMAOS
tendo feito completa mudan acreditado estabelecimento de joias. com o fim de
dar-lhe maiores proporpoes e elegancia, convidam
ao publico em geral e com especialidade as Exms.
Sras. de bom gosto a comparecerem pessoalmente
das 6 horas da manhaa s 9 da noute na
RA DO CABUG N. 4
onde encontrarao um completo sortimento do que ha de mais elegante,
bello e precioso em brilhantes, esmeraldas, rubins e tudo que em obras
de ouro, prata e platina se pode desejar.
ADERE&OS DE BRILHANTES, ESMERALDAS E RUBINS
de novos gostos, assim como grande variedade de salvas e paliteiros de
prata contrastada e de gosto anda no visto, e completo sortimento de
objectos de prata para uso das igrjas,
Compram e trocam qualquer joia ou pedra preciosa e garantem
aqualidade dos objectos vendidos.
C/2
Imagens
X i escriptorio n. 40 da ra da Cadeia, Io aodr,
ha diversas imageps para ti
Victorino Jos Monteh'o decala que no dia
:!l de dezenibro do auno prximo pasai ni Isndo-sw
reliradn da sucirdade conimereial que nosta praca
ayeavasob a lirma Bernardino Ji.-s Monieiro ti
Htuao, a licando dcsoneado de toda a responsa-
bilidade da inesnia linna, nada deve a pessoa al-
guma, e se aifaem se reputar seu credor por
quahfuer conta ou titulo, apreseule-o doatM de
oilo dias.
Con' muito mtiior vantagai!
Compra o Coracao de Ouro, n. 2 ra do Cabu-
g, moedas de ouro e prata c pedras preciosa?.
r VENDAS.
Arrenda-se a propriedade dea mimada llana
de Serinbaem. no littoral da Iregusr.ia do mesmo
nome. rom erando renda da trra a ree-eber c mui-
tos euqueiros a dislructar ; tendo, alen* disto, a
excellente e rara puslcao de beira-mar e beira-
rio, interramentn apropriada para manter-se ahi
(jualquer estabelecimento commercial da seceos e
mol hados : a tratar naTua d# Aurora n. 26.
Ha para aligar um molequo crioulo de 15
annos : na ra da Aurora n. 2G.
Precisa-se
de um honiem sem familia, que taita alguma cau-
sa 1er, escrever e coutar; para ioformaedes, na
ra da Cruz n. iS. _________ "
Precisa-se de urna ama para comprar e co-
zinhar para duas pessoas : a tratar na ra de
Hortas n. 111.
Precisa-se
comprar um moleque de 12 a 16 annos ooiaplea-
mente bocal, prefere-se do matto : na ra 'la Sen-
ralla-velha n. 18.
________--------1----------------------------. .' ... -, -..-
fugio do engenho Cordeiro no dia 4 do c-
rente mez, o escravo Celino, de idade de 22 annos,
estalwa regular, nreto, cabellos carapinhos, rosto
redosaio, sem barba, e com espinhas, nariz dimito,
falla flrossa, maos calejadas, gosta de tomar
agurdente. Protesta-se proeoder -om todo o ri-
gor da lei contra quem o tiver acontado. Roga-
se as autoridades policiaes ou a qualquer pessoa
que o faca capturar e condiui-lo ao eDgenho ci-
ma, que ser recompensado.
Aluga-se
urna preta para todo o servico de asa : quem
pretender dirija-se a ra do So! t. 3'J, rimeiro
andar.
Preeiso
Preeisa-sc de um caixeiro porluguez de
14 a 16 auiios, com pratioa de taberna: a
tratar na ra Larga do Rosario n. 31.
Precisa-se de duas amas urna pata co-
sinliar e oua p.ara o servido de casa, na
ra Estreita do Rosario d. 32, i. andar.
zn
0 dedo da Proviiencia
Tocou no coracSQ do finado 1. y. para
que tivesse deixado por seu lestamenteiro
urahomem tao honesto ehonrado.que por seu
lino e capacidade, ninguem elhor do que
elle desempenhar urna t$o espinhosa mis
s5o. Eu se fosse franeez ou. ialez, bega-
ou carcamandu, segua o exeraplo do delun-
to teslador, porque os noses s9k) os pio-
res....
O Piancoense.
^.Y.GERM^
/4iyHl..5. \-J
Alegrai-vos myopes, e presbytas, ja po-
dis ver de longe, j.i podis ver de perto,
nao lia mais vistas curtas, nem cardadas.
F. J. Germano acaba de receber pelo ulti-
mo vapor um rico e variado sortim nlo de
oculos, lunetas, pince-nez, face -main, lor-
gnons, de 'ouro, prata, tartaruga, marfim,
aro, bfalo, ncar, unicornio e melchior ;
assim como binculos de urna a tres mudan-
cas para theatro, campo e marinha, da'ulti-
ma nveneo ; duquezas, vienezas de G, 8 e
12 vidros, tud") dos melhores fabricantos da
Europa.
O mesmo vapor trou-
xc urna excellente ma-
china para graduar e
observar numero dos
vidros qoe se necessita
conforme a vista de
qualquer pessoa.
Teui exceilentes sterioscopos, instrumen-
tos de mathemalica, barmetros, ridros de
cbiyelal do rocha, e de cores para resguar-
dar a vista,- eoncerta lodos os objectos a
prcflos i'ommodos e com promptido ; tira
o mofo dos vidros e encarrega-se de toda a
encommenda relativa a ptica.
Reeebeu tambem os excel'entes rologios
Jo antigo c afamado fabricante Roben Gerth
tC, os quaes vendein preces commodos
garantrndo a sua superior qualiaade.
Grrande exposico de
bonecas de cera
DE
Todas asqualidades na ruado
(iueimado n. 55.
LOJA DO TEMPORAL
Acaba de chegar pelo tilinuo paquet<: utn
completo sortimenlo de boneoas de ct;
todas as qualidades pata loja do Ten
ral. -
llun do Quciinudon, 49 e l.loju
dt miudezas de Jos de A'rue-
do Mam e Silva conficcido por
Jos Bi(/odinho.
Est queimando ludo quanto lem em seu
estabelecimento paca acabar e fuer novo
sortimento, por isso queiram vr oa mau
vero que borne barato.
Garrafas com .agua florida ver-
daVira ......t I --
Gai i;i'as com agua divina dame-
l!ioi'iiu,.!iila(le i ....
Latas com superior banftafran-
i. za ;i......
Caixascom i Irascos de cbeiroi
proprio para minios ;i 24o '
Dita com Irascos muito linos ;i
Olo baboza muito lino que s
a ita i......
Sabonetes de catanga muito
uto .-:.... '
Caitas de p de atroz muito
superior ..... 6
Pecas de babadinlio com 10
varas ......
Caixas redondas entilando tar-
taruga ...... 500
Pecas de fita de cs qualquer
largura .....
Escosas para utihas muito fi-
nas a......
Escovas para denlos fazenda
muito lina .....
Pulceiras de contas de cores
para meninos a .
Caixas de linlia branca do gaz
com ib novellos .
Caixas de linlia branca do gaz
com 30 novellos 0604
Pecas de tranca lisa de todas
as cores .....
Resmas de papel paulado muilo
lino ...... l#)
Pares de botos pnia punlios
muito bonito !,'
Ulnas de 13a pa a bordadas de
de lodBfi s cores 000
Pentes com costas de metal
muito linos .
Novellos de linha muito grande
para croxs .
Duzia de linha Croa para bor-
dado ...... 0480
Grosas d.e botes madreperola
muito fino ..... IH09
Sahonete muito finos (JO, l0, N
ICO, 20 e..... i8ti
Pecas de fita de laa todas as
coral ......
Espelhos dourados para parede
14000 e..... Ij
Espelhos de Jacaranda' muilo
lino ...... 24000
Pecas de trancas brancas evde
cores de caracol v 0060
Pares de meias cruas para me-
ninos i...... >J0
Caivete muito fino com 4 fo-
Ihas ...... l->00
Carlilhas da doutrina as mais
modernas ..... 4400
[Tascos de sndalo e pateeholy
muito finos 1420C'
Ana.
Na ra do Torre* n. 16, IS andar,preci-
sa-se de urna ama que cosinhe e engomme,
para urna pessoa.
Ama de lette
Precisa-se de urna ama qiw tenha bom Mi : a
tratar na freguezia da Boa- Vista, becco de Quiabo
numero 6.
fiEJMAS
RENIllE^CIA
O Dr. Cosido-de S Pereira mudou suarasWe-
il\3 U 1 DllA-Ii
Veudem-se na casa de Theodoro Simn
4C. a I305G.
Largo do Oorpo Santo n. 21
Veotle-e tima taberna n.i ra do Pilar n
*S : a tratar na mesma.
OOS i; O p .
00000 y Si
OOO^S f/t o g|
OOOV e --I
000^8 ? t Ir 9 01
,)(|(;v-, e'vs'
OOtt-5 'V8'8
O005 <; L'V L'o L 'L "
ooo^ i: n n
008 ? *fl 9 'V 9 '9 * oo ? v ri;
009 ? 'a 'v t
005 .... y o i so.tdUin.s,
otaad
(Q'uopuiidnl) op vnu
M V)p5lS0dxd Vp VJ$? 9p SVOJUUfi
Vendem-se lies eseravas bonitas figura, to-
das com Habilidades : a tratar na ra do Fogo
n. 9. .
Fariuha.
Vendem-se 30 saceos com fariuha, de alqueire :
na ra da Praia n. 4.
= Vende-se ou arrenda-se o engenho S. Gaspar,
sito na freguezia do Serinhaem, comarca do Rio
Formoso, prximo do embarque, com grandes par-
tidos de pal e massane roda da moenda, mallos
ie manftiies rfera madeira necessaria, bom pasto,
etc. : a tratar na ra da Aurora n. 26.

Ba do Livramento
n. 26.
VEVDE-NK
Jambraia de cor, de bom costo, corado, a 40 rs.
Htas de dita, padrfte modernos e elegantes, me-
tro, a 700 rs.
^ollarinhos de diversos gostos a 400 rs.
)itos muito finos de linbo a 640 rs.
Vende-se o dominio de nm terreno com 150
>almos de frente o 300 de fundo, na estrada velha
le Santo Amaro : a tratar mesmo em Santo Ama-
o eom-'JofcGoneaWe!" Perreira Costa.
ra do Imperador n. 22, !.>.
-.ttaa no exdrcicia de sua pxomo
oquend ser proemada qwl-
dljLeu da note; rro casos grave?.
ddR^as 9 (joras d4 manbaa, maos,
4ar consuftas indesdotaOMoM P|
.sobre o^alqqer|wtttOiAWi|>rp- JT
I espertal cuidado sobJTOoWws pe J
peito, e dos orgos- genltft oririarfos ; e
jando o caso for cirurgica,praticir asopera-
goes que julgar conven|Wta par.
mente do sea cliente.
toa do Livramento n W
atoaiis de cores muilo fina, raiudas, covado
a360rs.
hitas escuras, covado a 280 rs.
Has clara, bonitas, ovado a 320 ra.
itas escuras, bonitos pjdroes. eovado a 360. ^
vi:mk-ni:
A taberna da ra do Rangel n. 10: a tra-
#t intinadv b. # I*" an*
MACHIMS EGIPCIAS
PARA DESCAROCAR ALGODAO
Lok-jaw Cow s'pateut
Acham-se expostas estas importantes ma-
chinas no trapiche do Sr. major Bellarmij
do Reg Barros, noFote do Mallos.
Bstas machinas fbncdonam d'tima xas--
oeira integramente nova, e ainda nao vista
no Brasil; descarocando o ah/odo com
muita prestesaj e deixando a fibra inteira-
mente limpa e em todo seu enmprimento,
como o mais .uperior bolmdrii-h: vaiend>
por consequencia mais O [u sobre o pree*
do producto das machinas de &crrotc.
Convencido d'esla veidade o seu intro-
ductor se obriga desde j a pagar o algodio
produsido pelas sobredtas machinas; por
mais !:00O em arroba sobre a otacao da
praga para o producto das de serrote: ou
1:500 em quantidade de 100 saccas para
cima.
Preco de cada machina com um cylindro
da sobrecellente 240000 a diubeiro sem
descont.
VENDE-SE
EMCASA.DfiH.LBafiR.RuA DA CRUZ NI'
MERO 68 .
Vaqretas para cama .
Couros envernisados para guarda-lama.
Solas envernisadas.
Frisos fio metal branca e amaraU* para carros.
Galoes de seda e laa para carros.

EM CASA DE H. LEGR, RA DA CRUZ KT
mero 68 :
Vtnh de Horteaurem calas de 12 garrafas da
marea afamala k B. C.
Vinho de Champagne, marca de G. Goulet.

>
.


6
Diario de Pernambuco Qnarta feira 12 de Maio de 1869.
\


Os verdadeiros COLLARES ROTER, os unl:os approvados pela
a Academia de Medicina, lem assim como os meos oulros producios
otlraliido a cupidei dos falsificadores, que para facilitar sua criminla
industria nao sepjad, ncm rcceia annunciar vender falsos Collares
com kev ion. En previno as familias para inleresse de seus filUos
que, para evitar falsificacots, devem exigir, que tnei Collares lites
sejao tendidos cm caixas de tambas de encaise 8 corredias cobertas
por 4 ettlquetas com a minha marca de fabrica e encerrando nm
prospecto circunstanciado, e selladas por urna mcdallia com o lettreiro.
COLLAR ROYER, Rae Martin. 225. Paris.
ALTAS N0Y1DADES
LOJA DO PASSO
Ra do Crespo n. 7 A, esquina da do
Imperador.
PARA CASAMENTOS, BAILES, THEA- | Riquissimas colchas de damasco de seda,
TROS, etc. etc. lassim como de seda e algodao.
Lindos cortes do blond, contendo setim,' Ditas de crochet para cama,
mantas e grinaldas. Chapeos de seda bordados, para sol,
Rcquissimos cortes de sedas assirn como Poil de chevre de lindas cores,
para covados. ,j Alpacas de lindas cores.
Gurguro branco. Chapelinas de palha da Italia,
/Mk
pars
Approvado e recominendado pela Academia imperial de medicina de Pariz para a
cura da gastralgia e cm geni de (odas as dpcncfls nervosas do estomago e dos intestinos.
E egualmente o remedio por excellencia contri a reieneao de ventos Finalmenie em
nodo ile suas propiedades absorrentes, rccoinmcndado como verdadeiro remeilio nos
cazos de diarrliea e cliolerina. O carino de Ut-lloe loma-se na occasiao das comidas
su 11 a forma de pus ou de pastitlias.
Deposito cm JIio-Janeiro, DvponcheUe; Clirvol"!'.. Em Perhammxo, Mattrer k C*.
Moireantique branco azul e verde.
Gros-de-naples brancos e de cores.
Setim branco macau.
Setim, branco, azul, verde, cor de rosa
amarelos.
Fil de seda, branco e preo.
Cortes de seda com duas salas.
Chales de gurguro de seda de cores.
Camisas bordadas para homens.
Saias bordadas para senhoras.
Camisas bordadas *.
Fronhas de linho bordadas com primor.
Lencos de cambraia de linho bordados.
assim
oemo de seda.
Enfeites para cabeca de senhora.
Espartilhos para senhoras.
Meias de laia para padre.
Ditas de 15a
Ditas de seda fio da Escossia e algodao.
para senhoras e meninas.
Lencos de labyrintho.
Fronhas de labyrintho.
Bicos, rendas e grades.
Finissimas cambraias de cores, percales,
15as, e outros muitos artigos de gosto e
de alta novidade, isto s
Na loja do Passo ra do Crespo n. 7 A, esquina da do Imperador.
COMPANIIIA
Hyxlrnlca lnf*lli\ri a ('reservativa, absolutanieuiu a mura t|uecun ntn ueubum adOMivo. V. kat 4
au principae boticas do mundo. (Eligir a initruccao do aso). (10 annos de exisunc.) 1'arit, em o
* iaveator 110U, boulavard Mnenla. 411.
i
Ullfl
Do xarope Vegetal Americano, espeeadadc de fiSartiiolonieu 1O
34RA LARGA DO ROSARIO34
Nao costumamos procurar attestados para acreditar nossos preparados, e dei
xamos que sua applicaco e os resultados ohtidos pelas pessoas quo se dignaram accei
los, lhesdeem crdito evoga; porque sao sempre os atleslados considerados gratuitos
e delles que lancamo o charlatanismo; mas, nao querendo offender as pessoas qu<
espontneamente nos offereceram os que abaixo vito transcriptos, os fazemos publicar
manifestando-lhes nossa gratido pela atiendo, esperando que venham elles corrobora?
o concert, e acceitacao que tem merecido nosso tarop.
Darlholomeu <& C.
ATTESTADOS
Hlms. Srs. Bartholomeu C com a mais subida satisfaco que declan
e o xarope Americano de urna efficacia extraordinaria, pois que soflrendo ha dias di
ir.tensa tosse, ponto de nao poder dormir a noite a despert mesmo de medicamentoi
que tomava, a elle recorr e na terceira colher fui alliviado, e de to Jo me.acho^hoje res
tbelecido com o uso somente de quasimeio frasco: grato, pois, esse resultado mani
fiisto a Vv. Ss. meu reconhecimento.De Vv. Ss. amigo, venerador e obrigado.Ma
uoel Antonio Viegas Jnior. *
Sua casa 20 de abril de 1868.
Illms. Srs. Bartholomeu & CPenhoradissimo com o favor que me fizeran
de aconselliar o uso do xarope Vegetal Americano, de. sua composico, quando me acha
>a bastante doente de urna constipaco, que me tornou completamente rouco e qu<
trouxe urna forte tosse, e me impossibitou de cumprir os meus deveres de cantor di
empreza lyrica, vou agradecer-lhes meu completo restabelecimento, que obtive com un
s vidro do mesmo xarope, depois de haver recorrido a muitos tratameutos. Desejare
que outros como eu reorram ao seu xarope para se verem alliviados de to terrive
incommodo, to fatal neste paiz. Com maior considerarlo contino a ser de Vv. S?
atiento, venerador c obrigado.-Luiz Cremona.
Recife, 25 de setembro de 1868.
Illms. Srs. Bartholomeu C.0 xarope Vegetal Americano que Vv. Ss. teen
exposto venda de toda eflicacia para o curativo d'asthma, conforme observei appli-
cando-o a meu fiiho Joaquim, menor de quatro annos; victima desee flagello, que at
ento por espado excedente a dous annos havia resistido a outros xaropes de grandt
nomeada. Queiram, pois, Vv. Ss. acceitar a expresso altamente sincera de meu reco
iiiiecimento ao meritorio servico que Ihe prestaram com o indicado xarope, acreditan
do-me para sempre de Vv. Ss. criado, attento e obrigado.Americo Netto de Mendonc
Recife, 2 de outubro de 1868.
Fabrica de tecidos de algodao de
Fernao Velho.
O snperi'.r panno 6V algodo de-la fabrica, mu
vnntajosimente eonhecida nesta provincia e as de
Pernambuco, Paran)ba Rio de Janeiro, pela sua
' perfeicao de lecido, elastieidade o fortaleza, coat-
; mia a ser vendido no escrptorfo da mesma com-
' panbia praca de Pedro 8 desia cidade, casa nu-
i mero i.
Alhn de que os numerosas c importantes senh-
res de engenlio, bem como os senhores exportado
res de assucar, tanto dcsta provincia como das
cima mencionadas, possam com facilidade pro-
ver-se das manufacturas desta fabrica, a gerencia
da conipanltia annuncia que as ba a venda nos
segnintes logarej :
Reala cidade nosen cscriptono o as casas dos
Sis. Domingos Jos de Parias c Jos tunes Gui-
maraes, ra do Comnicrcio.
Em Pernambucona casa dos Srs. Oliveira, Fi-
lhos & C.
Xo Pilarem casa do Sr. Joo de Albuquerque
Na Catfanha Grandecm casa do Sr. Norberto
Cavalcanti de Albuquerque.
Em Caniarngibena casa do Sr. Joao Vieira de
Lima.
Alem do panno apropriado ao ensacamento do
assucar, a fabrica possue mais nina qualidade de
panno mu forte, adoptado ao systema que tem os
senhoras de engenbo do norte da provincia de
'maudarem despejronos trapiches de Pernambuco
o assucar que all fie vender, com o que os sac-
eos servem para muitas safras.
Para roupa de escravos ou de trabajadores do
campo, e para toalbas c lences do servico diario,
lia una superior qualidade de panno de'28 polle
nulas de largura, mutlo forte e espesso, parecen
do-sc bastante com meia lona. Os presos sao os
mais mdicos possiveis. Macei 30 de marco de
1869.
SAO UTO
Superiores saias brancas bordadas a 5$, Gfl, 8?$ e 10&000 cada urna.
Ditas de cambria de escocia transparente j feitas a C$000 cada urna.
Na loja das Columnas na ra do Crespo n, 13 de Antonia Correia
Vasconcellos & C.
CAPSULAS MOLES
DE
ALCATRAO
Remedio por excellencia para cura rpi-
da e completa das coqueluches, bronchiteSy
catarrhos, tosses convulsivas, escarros san-
guinos, e outras molestias do peito.
VEMDE-SE
PHARMACIA E DROGARA
Bartholomeu A C.
3 iRA LARGA DO ROS ARIO34
de
11111llll-UIMI j"' "Tmn
ii icadciii
k neecua
dtPari
PILULAS
M )MTOFmo1^GAiF,Si
deBURINduBIIISSOn
Ptiirmaceulici
linread*
a
Kikmi
0 tratamento das affecccs chloroticas, lymphaticas ou escropbnlosas 6 sempre lentis-
simo, e muias vzes essas molestias resistem s preparacoes ferruginosas ordinarias. As
indagaedes feitas pelos profssores llannon de BruxeUas, Gensoul e Petrequia de LySo e
Berzelius e Trousseau de Paris, tem provado que a causa d'essa persistencia era a completa
ausencia do Manganese, elemento que sempre deve-se achar no sangue junctamente com
o ferro. Estas pilulas supprem, pois, na inerapettica nma falta importante, e por este
motivo ellas tem merecido a approvacSo da Academia de Medecina e das principas socie-
dades medicas. Deposito em Pernambuco, em casa de Manar a O*.
TI II

y mu
Scbonete de alcatrdo.
DE
Antonio Nunes de Casro.
Este acreditado preparado, que to boa
acceitacao tem merecido n'esta provincia,
muito se recommenda para a cura certa
das impigens, sarnas, caspas e todas ai
molestias de pelle.
Deposito nico,
Pharmacia de Bartholomeu & C,
34ra larga do Rosark)34.
LOJA
DO
GALLO VIGILANTE
Bina do Crespo n. 9
Os proprietarios'dese bem conliecidj estabele-
cimento, alm dos muitos objeetos qne linbam ex-
postos a aprecia^o do rcspeitavel puljlico, man-
daran! vir e acaham do receber pelo ultimo vapor
da Europa nm completo e variado sortimento de
linas e mu delicadas especialidades, as quaes es-
tilo reslvidos a vender, como de seu costme,
|wr procos muito baratinbos e commodos para to-
dos, com tanto que o Gallo....
Mnito superiores luvas de pellica, pretas, bran-
cas e de mu lindas cores.
Mu boas e bonitas gollinbas e punto para sc-
nbora, neste genero o que ha de mais moderno.
Superiores pentes de tartaruga para coques.
Lindos e riqiissiinos enfeites para calieras das
Exmas. senhoras.
Superiores trancas pretas c de cures com vidri-
Ihos e sm elles; esta fazenda o que pode baver
de melhor e mais bonito.
Superiores e bonitos loques de madreperola,
marfim, sndalo e 6sso, sendo aquellos brancos
com lindos desenhos, e estos pretos.
Muito superiores meias fio de Escossia para se-
nhoras, as quaes sempre se venderam por JJOOOO
a duzia, entretanto que nos as vendemos por 20,
alm destas, temos tambem grande sortimento de
outras quadades, entre as quaes algumas muito
finas.
Boas bengalas de superior canea da India e
casto de marfim com lindas e encantadoras figu-
ras do mesmo, neste genero o que de melhor se
pode desejar ; alm destas temos tambero grande
Ao commercio.
As melhores tabellas com indicador para de
momento se conhecer a redcelo exacta dos an-
tigos pesos, para os nossos, que o kilogramma,
assim como para conhecer-se o preco correspon-
dente ao mesmo sistema de pesos ; acbam-se
venda na ra do Imperador n. 28, armazem do
Campos. Recommenda-se principalmente aos do-
nos das casas de retalho, padarias, refinacoes, ar-
mazens de estiva, de carne secca, lojas de ferra-
gons, tandicSes, trapiches, o a tedos que compram
e vendem a peso.
Juanlidade de outras qualidades, como sejain, ma-
eira, baleia, osso, borracha, etc. etc. efe
Finos, bonitos e airosos cbicotiuhos e cadeia e
de outras qualidades.
Lindas e superiores ligas de seda e borracha
para segurar as meias.
Boas meias de seda para senhora e par meni-
nas de 1 a 12 annos de idade.
Navalhas cabo de marfim e tartaruga parafczer
barha; sao muito boas,e de mais a mais sao ga-
rantidas pelo fabricante, e nos por nossa vez Rim-
bem asseguramos sua qualidade c delicadeza.
Lindas e belfas capellas para noiva.
Superiores agulhas para machina e para crox.
Linha muito boa de peso, frouxa, paraencher
labyrintho.
Bons baralhos de cartas para voltarete, assim
como os tentos para o mesmo fim.
Grande e variado sortimento- das melhores per-
fumarias e dos melhores e mais condecidos per-
fumistas.
COLARES DE ROER.
Elctricos magnticos contra as convulsoes, e
facilitam a denticao das innocentes criancas. So-
mos desde muito recebedores destes prodigiosos
collares, e continuamos a recebe-los por todos os
vapores, afim de que nunca faltem no mercado,
como j tem acontecido, assim pois poderao aqucl-
les que delles precisarem, vir ao deposito do gallo
vigilante, aonde sempre encontrarao destes verda-
deiros cofiares, e os quaes attendendo-se ao fim
par que sao applicados, se vender com um mui
diminuto lucro.
Rogamos, pois, avista discbjectos- que deixamos
declarados, aos nossos freguezes e amigos a virem
comprar por precos muito razoaveis loja do gallo
vigilante; ra do Crespo n. 7.
PASTURAS ASSMAttADAS
DO
DR. PATERSON
De blsmuth e magnezia.
Remedio por excellencia para combate-
a magreza, facilitar a digesto, fortificar
estomago etc.
DEPOSITO ESPECIAL.
Pharmacia de Bartholomeu C.
34------Ra larga do Rosario------34.
WLUS, TIXTURA E XAROPE
SICUP1RA
AO BAZAR BA MOBA
Ra Nova n. 50, esquina da ra de S. Amaro.
NOVIDADES
Para senhoras.
CUQUES da ultima moda, enfeitados e lisos, gran-
de sortimento.
CHAPELINAS de palha da Italia, guarnecidas com
delicados o elegantes enfeites brancos e de cores
CHAPEUSINHOS e gorras de velludo e de pennas
(alta novidadd I) de palha da Italia, a emtiacao,
especial sortimento.
CINTOS de cores e pretos, rico sortintenio ulti-
ma moda.
CAMISAS bordadas por commodos precos.
LENCOS bordados e com letras, novidade neste
genero
LEQUES a emitacao de marfim, gosto novo e de
sndalo.
COUNH AS c punhos, a emitac.ao de gnipure.
ENFEITES pretos e de cores para cabeca, lindos
moldes,.
GU.VRNICO alta novidade a Marie Rose, lti-
mamente usada em Paris.
GORPINHOS de guipure brancos e pretos lindos
modelos.
BOmcSem fi, "^ ^ **> ***
GRINALDAS de Qores finas
ESPARTILHOS superiores. '
MEIAS supe iores de fio de Escocia.
ADRELOS de coral verdadeiro e camafeo, gosto
delicado. "
DE PALHA
GUARNICOES para vestidos.
TRANCAS para enfeites de coqnes.
BOTOES lisos e com pingentes para vestidos
CINTOS alta novidade.
FLORES finas, grande sortimento.
GRINALDAS de ditas para coques. '
LACOS, Arelas, penachos para enfeites.
Para honicns.
deli-
CAMISAS com peitos, colarinhos e punhos
nho fino, lisos e bordados, moda,
COLARINHOS de linho e algodao.
PUNHOS de ditos.
GRAVATAS de todas as qualidades.
BOTOES para punhos e guarnicoes para epletes.
COR RENTES de plaqu a emitacao do ouro, lin-
do gosto.
CHAPEOS de pello de seda, forma a Rotchil, qua-
lidade superior.
CHAPEOS de seda, para sol.
MEIAS de superior qualidade.
BENGALINHAS finase chicotes.
LUNETAS aro de ac e tarturaga.
Para crlaneas.'
VESTUARIOS completos para baptisados.
SAPATINHOS de merino e setim enfeitados.
MEIAS de seda e fio de Escocia.
CHAPEUSINHOS de palha da Italia.
TOUCAS de fil e setim enfeitadas e de chroch.
BUNECAS vestidas, muito L. atas e diversos
brinquedos.
Perfumarlas finas.
de Murray A Lan-
AGUA FLORIDA verdadeiri
man New-York.
TNICO oriental, verdadeiro.
AGUA DIVINA do E. Coudray e superior agua e
essencia de Colonia.
ESTRATOS e essencias finas e de agradareis aro-
mas para o lenco.
VINAGRES aromtico? para toilet.
POS DE ARROZ para amaciar a pello em paco-
Jes e ricas caixinhas com arminho. '
POS superior para limpar os dentes.
COSMETIQUES de fina quaHdade.
SABONETES, grande sortimento deste genero e
de superior qualidade.
LEOS de philocome, babosa e antiqnes.
BANIIA fina para os cabellos.
AGUA de flores de laranja.
CREME de sabao para barba.
Caixas preparadas com perfumaras finas.
nindczas finas.
Em pregado contra as dores rueumaticas, affee-
c6e gotosas, syphilis secundaria, effeitos do mer-
curio, molestias chronicas da pelle, hydropesiaetc.
nico deposito botica de J. de A. Pinto, ma
arga do Rosario n. 10, junto ao quartel uV
icia.
Vendem-se 37 saceos com farinha de trra
com mais de um alqueire cada sacco : na ra da
Praia n.'4.___________________________
RAP FOFTJLAlT
DA
FABRICA NACIONAL DA BAHA
DE
TEIXEIR FREDERICO & C.
Acaba de chegara este mercado nina por; ao des-
TASSOIRMAOS
Tem para render em seos armazens-, alm-de ou-
tros, os seguintes artigos :
Papel para imprimir.
Perlina azul.
Grere pautado e liso.
Yinhos em caixas de doze garrafas
Bourgogne.
Hery.
Madeira.
Hennitage.
Chamblis.
Licor de curado de Hollanda em caixas de rin-
te e quatro botijinhas
GESSO,
08 armazens de Tasso IrmSos.
Grades de ferro
para jardins, porteiras etc.
Nos armazens de Tasso Irmaos
c a 1:1 \asos de feiiro
Para servicos de grandes armazens, para remo-
ver barricas ou caixoes de um para outro, lado pelo
mdico pre^o de 123000 cada um.
Farinha de trigo de Trieste
Das melhoras marcas Panonia (rerdadeira) Fon-
tana e grande sortimento das melhores marcas de
farfollas americanas.
Saceos de farinlia de trigo do
Cliile
Todas oras, chegadas ltimamente nos arma-
zens de Tasso Irmaos.
Cemento romano
Nos armazens do Tasso Irmaos.
Cemento hydraulico 125
O melhor para tudo que sao obras para agua, co-
mo assentamento de canos de esgoto, algerozes, de-
posito, tanques d'agua, etc., etc.: em porcocs de
cincoent barricas se far reduceao no preco : nos
armazens de Tasso Irmaos.
Cemento Portland
0 rerdadeiro cemento Portland em casa de Tasso
Irmaos.
Grades de ferro, cercas, por-
teiras, etc.', etc.
De differentes qualidades para cercados de ani-
maes, chiqueiros para galinhas ou jardins : nos ar-
mazens de Tasso Irmaos.
. Barris com breu
Nos armazens de Tasso Irmaos.
CANOS DE BARBO
Na ra Nora de Santa Rita, na antiga fabrica de
sabao, ha para render por preco o mais mdico
possivel, canos francezes para dificacoes e esgo-
tos de toda a qualidade, superiores a todos os que
aqu tem apparecido pela sua solidez.
PRECOS.
l'iOO por cano grande de 3 e meia pollegadas.
1 OO por dito de 2 e tres quartos de dita.
1 000 por dito de 2 e um quarto de dita.
500 ris por pistoleta de 2 pollegadas.
Cotovellos, curvas e canos de maior grossnra, a
vista se far o preco. Compras maiores de 200
tem 5 por cento de desconEo por prompto paga-
mento. Pde-se ver as amostras nos armazens
de Tasso Irmaos.
lijlos francezes
Para ladrilhar casas terreas com asseio e preeos
mdicos, muito convenientes e proprios para ladiri-
lhos de eosinhas em sobrados, pelo seu asseio e
evitar a passagem de aguas para o andar inferior
e mesmo o perigo de fogo, aos precos de 30000a
45*000 o-milheiro : na ra Nora de Santa Rita, na
antiga fabrica de sabao, e compras maiores de 200*
se far 5 por cento de descont por prompto paga-
mento. Podem-se rer as amostras nos armazens
de Tasso Irmaos.
Velas de esparmacete rerdadeirae para lan-
ternas de carros: no armazem de Tasso Irmaos.
Vinho do Porto fino superior: no armazem
de Tasso Irmaos.
O meltor cognac Gauthier Frcrcs: no arma-
zem de Tass Irmaos.
Esteiras da India
Em casa de Tasso Irmaos rende-se esteiras da
India de diversos padroes e larguras, por preco
commodo.
Macarthy
te ptimo rap, nico que pode supprir a falta do
nrinceza de Lisboa por ser de agradavel perfume.
E' fabricado pelo systema a imitacao do Areia Pre-
ta, porm tem sobre este a vantagem de ser viaja-
do, o que para este artigo urna especialidade.
as pracas da Rahia, do Rio de Janeiro e outras do
imperio tem o Rape Popular sido asss accolhido,
e provavelmente aqui tambem o ser, logo que
seja conhecido e apreciado. Acha-se veuda
por preco commodo, e para quem comprar de 50
libras para cima, far-se-ha um descont de 5 0/0,
e de 500 libras para cima o de 8 0/0 : no escrip-
torio de Joaquim Jos Goncalves Reltro, ra do
Commercio n. 17.
SUPERIORES fitas de grosdenaples de todas as
cores e larguras de veludo preto e de cores, e
gurguro para cintos.
BABADINHOS e entremeios bordados.
GUARNICOES de seda de edres para enfeites de
vestidos.
TRANCAS pretas com vidrilhos e pinjentes.
BOTOES de cores, braneps e pretos om vidrilhos
lisos e com pingentes.
DEDAES de mam aperla, de mar fin, de 050 e
metal. 0 M
THESOURAS finas para costura e un aa.
CAIVETES finos com quatro folhas. Knraitos
outros artigos de miudezas qne se torna enfa-
donho menciona-los.
Tudo se vende por presos bastante commodos.
HASSA e XAROPE
DECODEINADEBERTHl
Pirconhados por todos os mdicos cnnlra os
DEFLUXOS, CATIIARROS, E TODAS AS
IRR1TACOES DO PEITO.
X. B. O Xarope de Codema que mereci a
honra, atlai bem rara entre 01 medicamentos
\ovot, de registrado como um doi medica-
mmtos ofpeiMi do Imperio Francet dilpenut
quulquer elogio.
AVISO. Por cansa da rcprehensfel falsi-
ficarlo que tem suscitado o feliz resultado do
Xaiope e massa de Berih somos Toreados a
lembrar que estes medicamentos taO justamente
conccituailos so se
vendem em caxn-
.'fruiCK'levando
i assignatuia em
frente.
46, fue des colet, e na Pharmacia Central
de Franca, 7, Ru de Jony, em Paris, e em
todas- Pliarniacias pimci|>aes i Braiil.
Machinas de descarecar algodo.
Hoje que est, reconhecido que as machinas de
serrote prejudicam e quebrar a libra da algodao,
preciso reconrer a machinismo menos spero,
que produzinder o mesmo servico que aquellas, e
facilidade no trabalho, nao quebrem a fibra da laa,
para tjue essa possa obler-nos mercados europeos,
a dilTerenca que ha entre o algodao desearocado
por aquellas mencionadas machinas, qt estao fi-
cando em de=uzo, pelo prejuizo que tem causado,
e o da antiga bolandeira, que nao pode competir
pela morosidade de seu trabalho. E' assim que
estas machinas se tornam as mais proprias para o
nosso algodo, porque ao par da facilidade e
promptidao conserra a fibra da laa, que limpa por
ella, qualificada na Europa a par da melhor bo-
landeira, ralendo assim entre 11 20 por 0/0
mais do que laa limpa pela- machina de serrote.
Estas machinas nao sao oras, pois que ha muito.
estao adoptadas no Egypto, aonde as do serrote
foram inteiramente abandonadas, e porisso o algo-
dao daquella procedencia, sendo da qualidade do
da nossa prorincia, obtem hoje de 10 a 3 por
0/0 mais do que o nosso : vendem-se a 130^000
nos armazens de Tasso Irmaos.
Oleo de amendoas
Em caixas de 8 latas, cada caixa 100 libras :
nos armazens de Tasso'Irmos.
Charutos da Havana.
Excellentes charutos da Havana e por baratsi-
mo preco : em casa de Tasso Irmaos, raa do
Amorim n. 37.
Eelogios de ouro.
Relogios de ouro de patente com bataneo de
chronometro do famigerado actor John Rogers no
escriptorio de Tasso Irmaos.
Pianos inglezes.
Pianos inglezes do bem conhecido autor Charles
Ladby, no escriptorio de Tasso.
Ac de milito.
Nos armazf ns de Tasso /rmaos.
BARRIS DE SALITRE
No armazens de Tasso Irmaos.
A NOVA ESPERABA
21= Ra do Quehnado = 2]
Advertencia!
A Nova Esperanza, ra do Qneimado
n. 21 tendo em deposito grande quantidade
de miudezas, c corno se approxima o tem-
po cm que tem de ser dado o balango, por
isso desde j previne ao respeilavel publi-
co, que est resolvida a vender suas mer-
caduras pelo baratissimo preco, para assim
diminuir a grande quantidade dos que
tem: assim pois, venham os bons fregue-
zes, e os que nao forem venham ser fregue-
zes, em tempo lo opporluno quando
NOVA ESPERANCA convida-os pechincha-
rcm, pois que para comprar-se caro, nSo
falta aonde e a quem...
PARA 0 MEZ DE MARA
A Nova Esperanra, ra do Queimado
n. 21, recebeu pastilias para queimar-se
cm lugar de iusenco, para aromatisar no
oratorio dos devotos do mez de Haria.
Elle quere ella quer
E' sempre assim.
Elle (correspondente de Paris) quersem-
Dre primar em nos remetter objeetos de
gosto e perfejcjfo, e ella (loja da Nova Es-
peranra) quer sempre dividir com sev fre-
guezes o que de bom constantemente rece-
be, e por este lidar continuo (d'ambos)
Nova Esperanra ra do Queimado n. 21,
alem do .grande sortimento que j tinha,
acaba de receber mais o seguinte :
Bonitos broches, pulceiras e brincos de
madreperola.
Papel e envelopes bordados e mati-
sados.-
Papis proprios para enfeitar bollos e
bandeijas.
Brincos prelos com domados (ultima
moda).
Titas largas para cinto.
Modernos galles, franjas e trancas de
seda e de lia, para enfeites de vestidos.
Botoes de todas as cores e moldes novos
para o mesmo fim.
Traoras pretas com vidrilhos sendo com
pengentes e sem elles.
Boloes pretos com vidrilhos com pingen-
tes e sem elles.
Luvas de pellica, camurga e excossia.
Finas meias de seda para senhora eme-
nios.
Delicados leque de madreperula, mar-
fim, osso e faia.
Espartilho simples e bordados.
Bengalas de baleia.
Finalmenie, um completo sortimento de
miudezas a ra tic- Queimado n. 21, na
Nova Esperanza.
Collares anodinos ellectro-magneti
co$ contra as conmlges das
crcancas*
N3o resta a menor duvida, de que milito
collares se vendem por ah intitulados oa
verdadeiros de Rover, e eis porqae nraitoa
pais de familias nao creem (compranda-os)
no effeito promettido, o que s pdem dar,
os >erdadewos ; a Nova Esperanza, porm
que detesta a falsiicacao principalmente bo
que respeita ao bem estar da hsmanidade,
fez urna encommenda directa destes collares
e garante aos pais de familias, que s3o oa
verdadeiros de Royer, que a tantas creaa-
?as tem salvad* do terriTel incommodo de
eonvulcoes, assim pois preciso, que ve-
nham a Nova Esperanga a roa do Queimado
n. 21 comprarem o salva Tida, para seui
filhinhs, antes que estes sejam acommetti-
dos do terrivel mal, quandb ento ser di-
fficil akancar-se o effeito desejado, embora
sejam empregados os verdadeiros cellarea
de Royer.
I
CARNAUBA
Vende-se superior cera de carnauba em de
cas, por preco mais barato do queem outra quas-
quer parte : na loja do Pavao, ra da Imperatriz
n. 60, de Flix Pcreira da Silva.
CSATD^CALLOS.
PELA
Pomada galonpean.
Deposito especial
Pharmacia de Bartholomeo & C.
34------Ra larga do Rosario------34-
Cimenta inglez
De primejra qualidade em barris grandes,
que se vaade por menos do que em qual-
quer outra parte: na ra Larga do Rozario
n. 34 botica._________________________
HS
de superiores qualidades, a precos commodos : na
ra do Vigario n. 16, 1 andar, escriptorio de
Joaquim Gerardo de Bastos.
Para familias
Grande Bazar, ra lleva ns. 29 9
8S, dcCaiiieiroViauuad C
Acaba de chegar a este estabelecimento
grande porgo de machinas para costuras de
autor Wheeier Wilson, approvadas na ulti-
ma expsito de Paris, as quaes cozemeom
dous pospontos toda a costura, e tem a
vantagem de ser to suave o movimento,
que qualquer crianza de oito annos fcil-
mente trabalha, e pode, com. este entrets-
nimenio, levar vantagem ao servico diario
de trifila costureiras. A comprehenso
simples, pois em um quarto de hora se fi-
ca senhor do movimento da machina, ten-
do a mesma a propriedade de fazer as se-
guintes costuras: pospantar, abainhar,
franzir, marcar e bordar, como apresentam
os desenhos que acompaaham-nas. Os pro-
prietarios do estabelecimento se encarre-
gam de mandar ensinar n'esta cidade^a
garantem entregar o importe dispendido ao
comprador, ao caso de nao trabalhar com
perfeico a machina vendida, 'nfo lendo,
porm, soffrido ella alguma avaria. Ha tam-
bem no mesmo estabelecimento machinas
do autor Grwer & Baker, de trabalho sim-
plesmente mo, e outras com movimento
dos ps; e mxime todos os pertences daa
mesmas machinas, para vender avulso.
GAZ GAZ GAZ
Chegou ao antigo deposito de Henry Forster &
C, roa do Imperador, um carregamento de gas
de primeira qualidade; o qual se vende em partidas
e a retalho per menos preco do que em outra qual-
quer parte.
FARINHA DE
MANDIOCA
Vende-se farinha da trra
em sacaos grande.*,
por preco muito commodo : na ra da Moeda nu-
mero 47.
FUNDICAO DOBOWMAN
It na do Brnm 11. 5f.
Machinas de vapor.
Rodas d'agoa.
Moendas de canna.
Taixos de ferro, batido fundida.
Rodas dentadas, paia moer com agoa.
vapor e animaes.
Alambiques de ferro.
Formas para purgar assucar.
E outros muitos objeetos, etc. etc., pro-
piios para agricultura.
S
Vendem Augusto F. de Oliveira 4 C i roa
Commercio, n. 42. ^
Alcatifa
Vende-se nma alcatifa de variados padroes a
660 rs. o covado : na rna do Queimado n. 31, loja
de A. M. Rolim & G.
Bandeiras
Magnificas bandeiras.de seda nacional e estran-
eira, vendem-se a 4 : na ra do^Quoimado a.
I, leja de A. M. Roihn C.
1
>-



Diario de Pernambuco Quarta feira 12 de Maio de 1869.

k>
0 cordeiro previdente
Roa do Novo e variado sortimento de perfumaras
finas, e outros objectos.
Alm do completo sortimento de perfu-
maras, de que efectivamente est provida a
loja do Cordeiro Previdente, ella acaba de
receber um outro sortimento que se torna
notavel pela variedade de objectos, superiori-
dade, qualdades e commodidades de pre-
sos; assim.pois, o Cordeiro Previdente pede
e espera continuar a merecer a apreciac3o
do respeitavel publico em geral e de sua
boa freguezia em particular, nao se afas-
. tando elle de sua bem conhecida mansidao
e barateza. Em dia loja encontrarlo os
apreciadores do bom:
Agua divina de E. Coudray.
Dita verdadeira de Murray Lamman.
Dita de Cologne ingleza, americana, fran-
ceza, todas dos melhores e mais acreditados
fabricantes.
Dita balsmica dentrificia.
Dita de flor de larangeiraa.
Dita dos Alpes, e vilete para toilet.
Elixir odontalgico para conservaco do
asseie da bocea.
Cosmetiques de superior qualidade e chei-
ros agradaveis.
Copos e latas, maiores e menores, com
pomada fina para cabello.
Frascos com dita japoneza, transparente
e outras qualidades.
Finos extractos iuglezes, americanos e
francezes em frascos simples c enfeitados.
Essencia imperial do fino eagradavel chei-
ro de violeta.
Outras concentradas e de cheiros igual-
mente finas e agradaveis.
Oleo philocome verdadeiro.
Extracto d'oleo de superior qualidade,
com escolhidos cheiros, em frascos de difie-
ren tes tamanhos.
Sabonetes em barras, maiores e menores
para m5os.
Ditos transparentes, redondos e em figu-
ras de meninos.
Ditos muilo finos em caixinha para barba.
Caixinbas com bonitos sabonetes imitando
fr netas.
Ditas de madeira invernisada contendo fi-
nas perfumaras, muito proprias para pre-
sentes.
Ditas de papelao igualmente bonitas, tam-
bera do perfumaras inas.
Bonitos vasos de metal coloridos, e de
moldes novos e elegantes, com p de arroz
e boneca.
Especial p de arroz sem composirao de
cheiro, e por isso o mate proprio para crian-
C*s.
Opiata ingleza e francezn para lientos.
Pos de camphora c outras difireme*
jnalidsdes tambera para denles.
Tnico oriental de Kemp.
Anda mus coques.
Um outro sortimento do coques de no-
vos e bonitos moldes com Mete de vidrilhos
e algens d'elles ornados da flores e fitas,
esto todos expostos apreciado do quem
os pretenda comprar.
GOLLINIIAS E PUNIIOS BORDADOS.
Obras de muito gosto e perfeieo.
Flvellas e Olas para ciuos.
Bello e variado sortimento de taes objec-
tos, ficando a boa escolha ao gosto do com-
prador.
FLORES FINAS.
O que de melhor se pode encontrar neste
-genero, sohresahindo os delicados ramos
orvalhados para coques.
Para viagem.
Bolsas de tapete e carteiras de couro, por
presos commodos. *
Chapelinas de palha da Italia mu bem
enfeitadas, e enfeites de flores obra d bom
gosto.
E assim muitos outros objectos que se-
ro presentes a quem se dirigir dita loja
do Cordeiro Previdente a ra do Queimado
n. 16.
ENFEITES DE PALHA PARA VESTIDOS,
CHAPEOS E COQUES.
O Cordeiro Previdente ra do Queima-
do n. i6 acaba fie receber um bello sorti-
mento de trangas de palha para enfeites de
vestidos, outras para chapeos, coques etc.
tudo isto est sendo vendido com a sua bem
conhecida commodidade de presos.
ALEM DAQUELLES.
Recebeu outros lindos enfeites de seda
para vestidos ; assim como um variado sor-
timento de galles de 15a, babadinhos de
cambraia com bordados de cores, cuja va
riedade de gostos os tornam recommenda-
dos e apreciados ; compareci pois os pre-
endentes que sero servidos a contento.
TO BEM RECEBEU.
Novo provimento de bicos e reedas de
raepure.
LUVAS DE PELUCA.
De todas as cores tanto para homen-
come para senhoras, constantemente acham-
se a venda na loja do Cordeiro Previdente :
ra do Queimado n. 16.
Vho degestivo de
chassaing
com
PEPSINA E DIASTAEX.
Remedio por excellencia para cura certa
das digestes difficeis c completas, acalmar
as dores gastralgicas, e reparar as forcas
produzindo urna assimulaco completa dos
alimentos; sendo mais um excellente tnico.
VG\I>SE
PHARMACIA E DROGARA
DE
Bartholoiuen tfc C.
34UA LARGA DO ROSARIO34
Cera de carnauba
Vende-s Ha ra do Queimado n. 13, primeiro
andar.
GRANDE LIQUIDACAO
A DINHEIRO NA LOJA E ARMAZEM
qatoa oa nEUpaoawaiara, ao
DE
Flix Fereira da Silva, successor de Gama
& Silva
0 proprietar.o oVosto estabelecimento convida ao respeitavel publico desta ca-
pital a vir surtir-se no graude estabelecimento que tem de fazendas, tanto da. moda como
le lei, e as pessoas que negociam em pequea escalla, tanto da praca como do matto-
aesta casa podero fazer os seus sortimentos em pequeas e grandes porches, venoen-
io-sclhes pelos precos que se compram as casas inglezas ; assim como a excellentis,
Jlmas familias, podero mandar buscar as amostras de todas as fazendas, ou mandare-
nos levar em suas casas pelos nossos caixeiros, para o que acha-se este es'abelecimen-
10 aberto constantemente desde s 6 horas a manhaa s 9 da noute.
O atoalbado do Pava AS CAMBRAIAS DO PAVAO
Vende-se superior atoalhado de algodo Vendem-se finissimas pecas do cambraias
m 8 palmos de largara, adamascado a lizas transparentes tanto ingleza;; como sms-
l&iOO vara; dito de linho fazenda muito
superior a 30200 a vara ; guardanapos de
inho adamascados a 40500 a duzia e muito
inos a 80000, e ditos econmicos a 30500
i duzia.
Fustdes para vestidos forneos
ae40.
Vendem-se os mais modernos fustes bran-
:os flexiveis com padrees de listas e de
talpicos proprios para vestidos e roupas de
nenino a 640 rs. o covado, na loja e arma-
cem do Pavo ra da Imperatrizn. 60, de
P"elix Pereira da Silva.
BABADINHOS
Vendem-se finissimos babadinhos, tiras
Dordadas e entremeios, mais baratos do que
jm outra qualquer parte, assim como espar-
;ilhos dos mais modernos, no armazem de
Flix Pereira da Silva, ra da Imperatriz
a. 60.
ALTA NOVIDADE
A LOJA DO PAVAO
Gurgurao de seda
Ghegaram pelo ultimo vapor os mais bo-
irtos gurgurGes de seca, proprios para ves-
idos, sendo lisos e lavradinhos, com muito
HStro, garantindo-se que a fazenda mais
inda e de mais phantasia que este anno tem
ihegado a este mercado, e vende-se por
preco muito razoavel, na ra da Imperatriz
i. 60, de Flix Pereira da Silva.
CHAPELINAS
ULTIMA MODA
Chegaram para a loa do Pavo as mais
ricas e mais modernas chapelinas rica-
mente enfeitadas, com enfeites e fitas de
setim e de todas as rese com ricos bicos
de blond e as mais lindas e finas flores,
sas tendo mais de vara de larjura, pelos
precos de 50000 at 100000 a peca, assim
como finissimos organdys branco liso que
serve para vestidos de bailes, poY ser muito
transparente a 10000, a vara, na loja do
Pavo ra da Imperatrizn. 60, de Flix Pe-
reira da Silva.
Ronpas para homem
Vendem-se superiores plitets de panno
sobrecasacos forrados de alpaca e de seda,
camisas inglezas e francezas com os peitos
de esguio, ceroulas francezas de linho e al-
godo, meias cruas inglezas superiores, ca-
misas de flanella e de meia de la, assim
como neste estabelecimento existe um grande
sortimento de pannos pretos, e de casemiras
inglezas decores, e que se manda fazer
qualquer obra a contento dos Srs. fregue-
ses, e promette-se-lhes que serio servidos
com a maior proraptido c muito mais ba-
rato do que em outra qualquer parte
na ra da Imperatriz n. 60, ra da Silva.
Cortinados
Para camas ejaneHas.
Vende-se um grande sortimento dos e-
lb^tres e maiores cortinados bordados pro-
prios para camas e para janellas, que se ven-
den a 120000 rs. cada par at 250dQ rs,
isto na ra da Imperatrie n. 60, de Flix
Pereira da Silva.
Oretone para kaujes cera 10
palmos de largura a 2$,
Acaba de chegar esta nova e excellente
fazenda branca propria para lences de um
s panno, garantindo-se que um-metro e
urna quarta ou um metro e xaeio d um
excellente lencol de um s panno, assim
como esta boa fazenda tambem muito
propria para toalhas de meza, rosto etc. e
outros mysteres e vende-se pelo baratissi-
11--EUA DO QUEINADO-11
DE
AUGUSTO PORTO & C.
Receberam superiores vestidos de blond com manta e capella para noivas, que
vendem-se por precos mais mdicos do que em qualquer outra parte.
SAHIDAS DE BAILEde cachemira branca ede cores o que ha de mais lindo.
BASQUINESde renda preta, e de gorguro preto, o que ha de mais
elegante.
CHAPEOS DE SOLpara senhoras delicadamente bocados.
BALESbrancos e de cores para senhoras e meninas, esparlilhos, saias bor-
dadas, e saias de 13a com barras de cor.
GORGURAOde seda branco e preto para vestidos, sedas de cores, moircan-
tique branco, e grosdenaple branco, de 'cores e preto, princezas, bombazinas pretas,
alpacas de muitas cores, e lindos cortinados bordados.
IA *a $UtMA>6
NOY EXPLENDIDO SORTIMENTO
Agua-florida de Guis-
lain
vendendo se cada urna pek barato preco de mo preco de 2 cada metro.
ALTA
COGNAC.
De superior qualidade da mui accredita;
da fabrica de Bisquit Dubouch & C, em
cognac urna das que mais agurdente de
cognac, fornecem para o consummo do
Reino da Inglaterra.
Vende-se em casa de Th. Just, ra do
commercie n. 32.____________________
Taberna
Vende-se o esUbelecimento stto no pateo da Pe-
oh* o. ts, com poueos fundo, e tem commodos
para I5!000, garantindo-se serem muito mais
bonitas do que-outras que se vendem em
outras partes a 20I e 2*55, e entre ellas
ha mais do que um modello, tambem tem
limitas de pratiiiho, proprias para mogas e
meninas, isto na ra da Imperatriz n. 60
loja do Pavo, do Flix Pereira da Silva.
Expleudido sortimento de
ti pacas lavradas de core a &SO
Alpacas a 560 Alpacas a 560
Alpacas de cores
Na loja do Pavao ra da Imperatriz n.
60, vende-se uns poueos de mil covados
das mais lindas e modernas alpacas lavradas
com as mais modernas e bonitas cores,
proprias para vestidos e roupas para meni-
nos, tendo entre eilas azul, Jyrio, roso, cor
do canna, verde claro etc. e os lavrores
muito miudinhos assentados em urna s
c*k; para se poder etalhar esta fazenda
pelo barato prego de 1560 rs. o covado. foi
preciso fazer-se urna grande compra deste
artigo, o qual grande pechincha.
.tos dez mil covados -c cassas
francezas
Covado a 300 Covado a 300
Covado.a 300
Covado a 300 Covado a 300
Covado a 300 rs.
Vende-se na loja do Pavo ra da Im-
peratriz b. 60 urna grande quantidade de
mil covados das melhores casas francezas
para vestidos, tendo padrees miudos e grata-
dos, assentados em todas as cores, estas
cassas sao propramente francezas, tendo
transparentes e tapadas, com tanto corpo
quasi como a chita, e alm dos padrees
serem muito bonitos, sao todos lixos seria
fazenda para muito mais dinheiro, mas re-
lalha-se a 300 rs. o covado.
Espartilhos a 3000 na ioja do
- Pavo
Vende-se una grande porco de esparti-
Ihos modernos com o competente cordao,
tendo sortimento de todos os tamaitos, e
vendem-se a 3# cada ara. ,
PUNHOS COM.GOL1NHAS A 640 E !..
Vende-se urna porgao de punhos com
golinhas ricamente bordados, de esguio de
linho, sendo brancos a 1(5000 eadji terno, e
bordados de cor a 540 rs. para acabar.
Assim como ricos pares de manguitos mo-
dernos com gotlmhas e peohos bordados a
15600 rs. cada u:n.
ALPACAS LAVRADAS COM LISTAS A 500
RS. SO O PAVAO VENDE
Covado a 500 rs.
Covado a 503 rs.
Covado a 500 rs.
Covado a 500 rs.
Covado a 500 re.
Covado a 500 rs.
Na loja do Pavao ra da Imperatriz n.
60 vunde-se una grande porco de alpacas
lavradas com os mais lindos'padrees istra- eamisas I
dos e com flores matijadas, seudo este ar- inh0 e algodo e
ALPACAO DE CORDAO PARA VESTIDO A 1 i
Chegou esta nova fazenda com o nome
de alpacio, sendo de cordao a com mais
largura do que a alpaca, com as mais lindas
cores, como sejam Bismark, byrio, perolas,
roxo, cor de canna, magenta etc. e vnde-
se pelo bratissimo preco de i:& o covado.
ESGUIAO DE LINHO DE It JARDAS A lOJ.
Vende-se pegas de esguiSo de linho, fa-
zenda superior, com 12 jarda* cada pega, a
iO000.
N6VHJADE
A
Loja do Pavao.
GURGUROES PARA VESTIDOS A 1,5000,
O COVADO.
Chegaram os mais modernos gurgures
para vestidos, sendo de todas as cores, como
sejam verde, azul, rosa, bismark, perola,
rxo A tendo quasiquatroptlmos de lar-
gura e vende-se pelo bratissimo prego
de 1/iiOOO, cada covado nicamente no ar-
mazem de Flix Pereira da Silva, ca ra da
Imperatriz n. 60.
Cresdenapics preto
Vende-se um grande sortimento dos me-
lhores grosdenaples pretos, tanto lar-
gos como estreitos, sendo de :000 rs. o
covado at 4(>G00 rs. garantindo-se que
n'este genero ninguem teminelhor fazenda e
que se vende mais barato do que em outra
qualquer parte, na ra da Imparatriz n. 60,
de Flix Pereii? d Silva.
Grande
Gaz e far ello
Vn-fi gaz de prinwira qualidade por /aro-
modo him, em porches a vontade do comprado-
'"' eJi,TLJnuito "ovo> tMc0* grandes, pelo
. */*"?"? : *> armazem deMathras
* u, roa oa Senzala-velha n. 106.
tigo urna grande pechincha, por se terem
comprado urnas poucas de-xaixas e vende-se
pelo barato preco de 500 re. o covado.
Chales
CHALES
CHALES
Na loja do Pavo ra da Imperatriz n.
60, vende-se um bonito sortimento dos me- rt
Ihores chales, sendo do fil preto com mui- 3isJIa "Xi? nr r, ^ p,e?0 de ^ *
tnriM8iuimiahnHaia.lPnA^ Ttn7a* Pde pechincha, na loja e armazem do
exposicao
DE
C4SE1HMS DECORES NA LOJA DO
PAVO
Chegaraa as mais bonitas e mais moder-
nas casemiras de cores proprias para caigas
colotes e palitts, tendo at d;is mais finas
que tem vindo ao mercado com fios de seda
e vende-se mais barato do que em outra
qualquer parte, por haver grande sortimen-
to de varios pregos, na loja e armazem do
Pavao, ra da Imperatriz n. Ch, de Flix
Pereira da Silva.
roupas feitas
NA LOJA DO PAVO A JUJA DA
IMPERATRIZ N. 60
Achare este grande estabelecimento com-
pletamente sonido das melhores roupas,
sendo calcas palitts e coletes decasemira,
de panno, de brim, de alpaca, e de todas
as mais fazendas que os compradores pos-
sam desejar, assim como na mesma loja
tem um bello sortimento de pannos casemi-
ras, brins, ec. etc. para se mandar fazer
qualquer pega de obra, coma maior promp-
tidao vontade do freguez, o nao sendo
obngados a acceita-Ias, quando nao stejam
completamente ao-seu contento, assim como
n'este vasto estabelecimento encontrar o
respeitavel publico um bello sortimento de
e inglezas, ceroulas de
outros muitos artigos
proprios para homens e senhoras promet-
tendo-se-lhe vender mais barato do que em
outra qualquer parte. Na ra da Impera-
triz n. O, loja e armazem de Fakt Perei-
ra da Silva.
COLCHAS PARA CAMA A S/J000.
Vendem-se colchas de fastac adamasca-l
das para cama, pelo barato
Tintura indelevel para tingir os cabellos,
sem manchar a pelle.
A bem conceituada agua-florida de Guis-
lain qee ento era des:onhecida om Per-
nambuco, ja hoje estimada e procurada
por seu efficaz resultado, r, quando a noticia de soa bom eCeilo e a
experiencia tornar de todos conhecida.
A agua-florida de Guisktin composta uni-
caraente de vegetaes inoffensivos, tem a
propriedade extraordinaria de dar a cor pri-
mitiva aos -cabellos, quando estiverem bran-
cos, e Ibes restituir o brilho perdido, e as-
sim como preservar de embranquecer, sem
eer prejudicial de moo algum.
E' porm necessario fazer conhecer, que
o bom resultado produztdo pela agua-flori-
da, nao instantneo, como muitas pes-
soas talvez supponham, mais san ser pre-
ciso fazer uso d'ella, trez ou quatro vezes,
e logo se obterofim desejado, como bem
provam testemunhos de pessoas insuspei-
tas, e d'entao por dtante, basta usa-la duas
vezes por mez, contando sempre com o bom
xito, podendo a experiencia ser feita em
outra qualquer cousa.
Assim pois esta agua-florida acha-se ven-
da na bem conhecida loja d'Aguia Branca
ra do Queimado o, 8,
A Agnia Branca, contando com a protec-
g5o de sua boa freguezia, tambem capricha
em nao Ih'a desmerecer, procurando sem-
pre-corresponder a idea favoravel com que
a honram, e em prova ao que fica dito, d
como ejemplo 40 explendido sortimento
que acaba de receber, ainda mesmo achan-
do-se bellamente- provida do -que de bom
e melhor se pode desejar nos gneros que
5o de sua competencia.
Baja vista aos necessarios livros de missa
e orago, obras de apurado gosto e perfei-
cao, sendo: com capas de madreperola e
tocantes quadros em alto relevo.
Ditos com ditas de marim igualmente
bonitos.
Ditos com'ditas de velludo, outros imi-
tando charo machetado.
Ditos com ditas de marroquim com cruz
e guarnigao, domada ou prateada.
Coreas e tergos de cornalina.
v
Assim como.
Grande e bello sortimento de lcques
todos de madreperola. madreperola e seda,
sndalo, sndalo e seda, osso, osso e seda,
e faia etc, etc. tendo nos de sndalo alguns
com 4 vistas, e outros japonezes enfeitados
de llores.
Bonitas voltas grandes de aljofares azues.
Voltas de cnente de borracha.
Meias de seda para meninas e senhoras.
Ditas de fio de Escocia abortas, tambem
para meninas e senhoras.
Ditas muito finas d'algodo, alvas, e
cruas para meninas c senhoras.
Luvas de fio dEscocia, torgal, c seda
para meninas e senhoras.
Meias de la para homens, mulheres e
meninos.
Gollinhas e punhos bordados obra de
muito gosto.
Entre-meios finos tapados e transparen-
tes com delicados bordados c proprios
para enfiar fita.
E OS PRODIGIOSOS
Anneis e collares Royer para creangas.
Bonitos cabases ou bolsinhas de pelica
e setim para meninas ou senhoras.
Lindas cestinhas bordadas a froco, e lisas.
Delicadas caixinbas de vidro enfeitadas
com pedras, aljofares, etc.
Ditas de tartaruga para joias.
Bonitos albuns com msica.
Pinseis ou bunecas para poz de arroz.
Novos e delicados ramos de llores com
marrafes para enfeitar coques.
Bello sortimento de trancas de palha.
Fitas largas para cintos.
Cintos de fitas largas com bonitas rama-
gens.
Brincos e alfinetes de madreperola.
Ditos esmaltados, obras novas e bonitas.
am m_.
Ruado Queimado n>. \ lojus de mwdezz de Jos d
yJzccedo Mata, est acabando
com as miudezas de seus estabe-
lecimcntos por mo-queram apre-
ciar o que c bom e baratsimo.
Purs de sapaWs de tranga fa-
zenla nova a......2(5000
Paros de sapatos de tapete
(s grandes) a. .... .
Dnzias de meias cruas para lio -
mem a........
Tramoias do Porto fazenda boa
epelo prego melhor 100 attos a
Livros de missos abreviadas a .
Duzia de hnralhos francezes muito
finos a 20400 c.....
Silabario porluguez com estam-
pas a........
Grvalas de cores e pelas muito
finas a........
Ouzias de meias para senhora fa-
zenda boa a......
Redes pretas lizas muito linas a
Cartcs com eolchetes de latao
fazenda fina a......
Ahoaduras de vidro para colete
fazenda fina a. .
Caixas com penna d'ago muilo
finas a 320, 400, 500 e .
Carles de linha Alexandre que
ten 200 jardas a .
Carretela de linha Alexandre de
70 at 200 a.....
Caixas com superiores obreias
de massa a......
Duzias de agalhas para machina
Libras de pregos irancezes di-
verso tnmanho a. .
Livros escripturado para rol de
roupa a. ...... .
Talheres para meninos mullo
finos a........
Caixas com papel amizade muito
tino a.....
Caixas com lOOenvelopes muito
linos a........
Pentes volteados para meninas e
senhoras a.......
Thezouras multo finas -para
ondas e costuras a. .
Tinteiros com tinta preta muilo
boa a 80 120 e ... .
Varas de franja para toalhas fa-
zenda lina .a. .
Duzia de phosphoros de segu-
raoca da melhor qualidade a
OO e........
Pecas de fita branca elstica
muito fina a......
Novellos de linha com 400 jardas
Resmas de papel de peso nzul
muito lino a......
Pecas de fitas bordadas com 3
varas a .......
Dilas de ditas bordadas com 12
metros de 2-5000 a .
Grozas de botoes de louca muito
(inos a........
NA
.BOA-VISTA
Declara os seus freguezes que aecebeu
diversas qualidades de fa.zendas que esto
expostas a venda pelo bratissimo prego,
como vero deste annuncio. Ra da Im-
peratriz n. 72.
0 proprietario, Lourengo Pereira Gui-
nfttres.
CAITAS FRANCEZAS a 280 rs.
Vendem-se chitas francezas a 280, 320,
360 e 400 rs. o covado. Ra da Impera-
triz loja da Arara n. 72.
MADAPOLO A 50000.
Vendem-se pegas de madapoliio de 24
jardas a 40, 60, 70, 80, 90
de algodao 40, 50 e 70000.
CORTES DE CALCAS A 640 rs.
Vendem-se cortes do caiga de castor e
brim para caiga de homem a 64.. e800rs.
brins de cores para roupas de meninos e
homens a 400 e 500 rs. o covado.
RISCACO FRANCEZ FINO, 360 rs.
Vende-sc riscado francez para vestido
de senhora a 360 rs. o covado.
Cassa franceza a 320 e 360 rs. o covado.
ALPACAS DE CORES a 8^0 rs. O COVADO
icos
100
to ricas palmas bordadas de cores, ditos de
merino liso de todas is cores, ditos estam-
pados e ditos de crepon com os desenhos
mais honitos que lera vindo ao mercado.
PELERINAS DE CROCH A 80, 100000
E 425000
Pavo, ra da Imperatriz n. 60, de Flix
Pereira da Silva.
Madapolao entestado a 8#500
Vende-se superior madapolaoenfeetado,
sendo muito encornado, para carnizas, e
Chegaram para a loja do Pavo as mais endo cada pega 24 jardas,. p3lo baratissi-
modernas e mais bonitas romeiras ou pele- mo prego de 80500, na loja e armazem do
rias de fil e croch que se vendem a 8 e Pavao, ra da Imperatrbyi. CO, De Flix
IO0ei20. 1 Pereira da Silva.
Vendem-se alpa
do de senhora a 800 e 900 rs. o covado.
I.asiiilias a 84 rs. o covado.
Vendem se lasinhas"para vestido di se-
nhora a 240, 280, 320 c 360 rs. oXova-
do.
II o upa feita de todas as fjuall-
des.
Vende-se roupa feita, caigas de casemira
paletos e cohetes de todas as qualidades,
ludo por muito barato prego.
Cortes de barejes de lia a
Vendem-se cortes de barajes de la para
vestido de senhora a 255 0 e 30000*. Ba-
les de 30 arcos a 10500 ; ditos moder-
nos de cores e brancos, 50; chales de to-
das as'qmlidades; casemiras prelas ede
cores por barato prego; brins pardos e
brancos e de cores de linho linos tudo isto
por pregos mui o baratos, s com o lim de
vender para apurar dinheiro e d-fie amos- j
ira das fazendas.
Recebeu novo sortimento de fazandas
para seu estabelecimento na ra da Impe-
ratriz n. 56, de Lourengo Pereira Mendos
Guimnres.
Attencao.
Vendem-se Cortes de la transparentes
para vestido de senhora a 20500 e 3;>000.
Ra da Imperatriz, loja do Garibaldi n. 56
MADAPOLO BARATO A 50000.
Vendem-se pegas de madapolao barato,
5-?, 60, 70, 80, 90 e 100,- s na loja do
Garibaldi ra da Imperatriz n. 56.
RISCADOS MODERNOS PARA VESTIDOS
A 360 rs.
Vendem-se finissimos riscados para ves-
tidos de senhora a 360 rs. o covado, chi-
e iO0, pegas [,8 finas escunis e c|araS) -qq, 400, 440
' rs. o covado. Ra da Imperatriz n. 56.
LASINHAS PARA VESTIDOS, 240 rs.
Vendem-se lasinhas para vestido a 240,
280, 320 e 400 rs. o covado.
pe<;as de brim PARA LENCOES a 80.
' Vendem-sc pf gas de brim hamburgo a
80, 90 e 100 ; pegas de bramantes de li-
nho a 20 a vara, dita de algodo a 10600
a vara.
PECAS DE ALGODO A 40.
Vendem-se pegas de algodo de 20 jar-
de cores para vest- das a ^ ditas de carne de vaca a 5(5; dit0
10500
30800
0200
20000
20800
0320
0500
40000
0320
0020
05GO
10000
0100
0100
0040
20000
02/.O
0120
0*40
0700
0600
0320
0500
0320
01PO
500
200
60
20500
500
30000
160
Vende-se pur commodo preco um carro novo
de quatro rodas com um bui : na ra do Jamura
n. 27.______________
Tabellas vermicidas
DE
Antonio Nuues de Castro.
Vermfugo efficaz, e prefervel a todos os
conhecidos, ^ pela certeza de seu resulla-
do, ej pela fcil appcago as creangas,
quasi sempre mais atacadas do to terrive!
e muitas vezes fatal soffrimento.
NICO DEPOSITO
NA
Pharnuaefa c drogara.
DE
- Barlhomeu & C.
S-Itina Larga lo BSosarlo34
Colebasdefostio propriaspara cama ou para
mesa : na ra da Cadeia do Itccifo n 43, esquina
da da Madre do Dos.
superior qualidade 60 e 70 a pega.
CHITAS FRANCESAS A 280 rs.
Vendem-se chitas francezas para vesti-
dos a 280, 320 o 360 rs. o covado, ganga
para caiga a 320 rs. o covado, brim de cv
para caigas e paletots e roupa de menino
a 400 rs. o covado, bales de arcos a
10500, bales modernos de cores e bran-
cos a 50, chapeos de sol de alpaca, 30500,
ditos de seda 100, e 120. Roupa feita de
todas as qualidades por muito barato prego
alpacas de cor para vestidos de senhoras,
chales de todas as qualidades e outras mui-
tas faiendas.
ESCMVOS FHEIBOS.
FugU do bordo lio palhabo'e nacional Atnn-
ro, um mulato claro de nome Justino, estatura re-
pillar, cabellos tarapinbos e malos raivos, pon a
barba, tem una pinta preta no canto do 0II10 df-
reito e um (albo as"costas ao mesmo lado ; levou
vestido camisa de chita com listas verdes, e usa
de urna cinta com burla encarnada para apertar
as talcas, natural de Santa Auna do Mallo i i
provincia do Ilio Grande do Norte, para onde tal-
vez qaeira ir. tambem muito detembaracadu no
fallar. Rccommenda-se aos mestres de barcaca
ou a i|u.!'uer pessoa i[ue o aparrar, e levar a ra
do Trapiche n. 4 ou a bordo do referido navio que
ser gonei'O'ainente gratificado.____________
Fugio da cidade da Victoria, acerca
de 20 dias. o escravo Luiz, crioulo. com os
signaos seguintes: bonito corpo, bem pre-
o, pouoa barba, rosto redondo e bem can-
tado na testa, falta de 3 a 4 denles na
trente,, tem marca de chicote as costas e
nadegas, idade 30 annos pouco mais ou
menos; de'sconfia-se que elle osteja na ci-
dade de Olinda no lugar Poixinho, onde
foi visto, e tambem preso em Olinda e rc-
mettido ao seu e.\-senhor em Rrejo da
Madre de Deus no lugar Tabocas : d-se
1005000 a quem o trouxer c entregar ao
bario de Nazareth, ra do Imperador n.
77 Io andar.
Fugio
Vende-se
a taberna da ra da Sonzala-nova n. 22, com pou-
eos fundos, bom afreguezada, e tem muitos com-
modos : a tratar na ra da Cruz n. 37.
Vende-se
Vende-se am escravo, offlcial dr ferreiro,
vindo ltimamente do norte : no escriptono de
Joaquim. Jos Connives Beltrao, ro 4d Trapi-
che n. 17.
a armacao da ioja da ra Dircita
para qualquer estabelecimento
mesma.
n. 62, propria
: a tratar na
Vende-se um se1 im em ujeio uso; na ruaa d
ifao na Boa -vista n. 17.
do engcnio Morenos, no lia 3 do mez prximo
pausado, o escravo Mauricio com os signaes so-
guintes : idade 45 a 50 anuos, alto, seceo, cor fula,
tem alguns cabellos brancos na barba, falla grasa
e arrogante, olhar carrancudo, pernas finas, sendo
urna curva por ler uin dosjoelhos inchado prove-
niente de molestia antiga, e pea seceos. Este ne-
gro na doz annos foi do Sr. F. do Piuho Borges;
estove fgido dous annos na freguezia da Varzea,
andava na pnvoacao da mesma freguezia, nos en-
genhos S. Julio, Cordeiro, Remedio e Afogados ; j
niorou no engenho Cumportas e andava fgido em
Muribeca, S. Bartholomcu e outros engenhos da
visinhanea. As pessoas que o apprehendercm le-
vem-o ao enpenho Morenos, sou proprietario, quo
recebarlo I00# de pratifiearao.
O escravo Benedicto Sapucaia se acha fgido
desde o da 24 de marco prximo pasaado, nao
desde o da 30 como por engao disse no annun-
cio do hontem ; tem ello os signaes seguintes : al-
tura regular, um pouco magro, car.i comprida,
muito pouca barba, tem as pernas alguma cous
cambetas e os ps meio apalhetados, tem fal
dous ou tres denles na frente, muito flota o gosia
de andar engommado : quem o pegar leve
esoriptorio da ra do Imperador n- 21, a Joaquic
S. P. de Siqncira Cav.ileanti. ______________
Fugio do engenho Murici da Escada, desd
o principio de fevereiro o proto Luiz, crioulo,
.r, levou vestido caiga parda e psl
linho com urna trouxa aos hombros : quem
e-o ao dit'.


r
i
i
i
j.

u
V
LITERATURA.
Concillo Tridentiao
(Cfmcluso)
Por decreto de 21 de marco de 1796,
DK 8EABIU DA SILVA fo
accordado o regio beneplcito BullaMar
gnam proferto cura m. do papa Fio VI. ex-
tendido por mais lo annos as facilidades
concedidas era 1723. N'essa Bulla se l o
seguinte: N
i Q'tie de dispemationibus in causa ma-
uimoniirum. nter propinqiios Conciliiun
TridentiwtM Mn sapicnter pro?cepit: cap.
5, de reformat. sess. 2i.
Estas facilidades terminaram em 1821;
mas por urna nova Bulla- Apostlica; Scilis
banignetas, do papa Fio VII, de 4 de octu-
hro de 182, publicada cora beneplcito por
decreto de 2' de dezembro de 1822, foram
ellas renovadas por outros 23 annos, que
terminaram em 1947.
Est pois evidentemente demonstrado,
que o Sagrado Concilio Tridentino, nao s
foi acceito, mas tambem nao deixou jamis
de ser executado em Portugal e seus do-
minios desde 1564. por toda a serie dos
tempos, at poca da independencia do
Brazil. E o que ha de mais notavel que
com os raesmos Jos de Seab a e Borges
QhusTO que eu provo a auctoridade e
rumo do Concilio assim como prove
com lies a sua acceitaco.
J mostrei mais cima, que foi Jos de
ora, como ministro de D. Maria I, quera
mandn executar a Bulla Maguan proferto
enram do Santissimo padre Pi VI, na qual se
exalta a sahedoria do Concilio e se suscita
a observancia de seus decretos.
Quanto a Borres Carneiro, na propria
obra em que elle, em urna nota, nega a
auctoridade e execuco do Concilio, invoca
po>' muitas vezes a auctoridade d'esse mes-
mo Concilio como fundamento de sua doc-
trina. Assim, no 57, n. 2 cita elle o
Concilio Tridentino, sess. 21. cap. 2. No
f f.2, n. G. cita omesmo Concilio, sess. 23
ta o Tridentino sess, 2 (devia ser 21) cap.
7 da reform. No 63, n. 11, nota, cita o
Tridentino, sess. 22, cap. 8, de refo'tn.
No 66, n. 12, e n. 17, nota, cita duas
vosees Concilio Tridentino, sess. 24, cap.
8, Tridentino, sess. 23 cap, 3 e cap. 8 de re-
form.
Para que mais ?
Borgoa Carneiro, para fazer echo com
seo Diestro Mello Freir, e com Jos de
Seabra. diz em urna nota que o Concilio
Tridentino, posto que acceito, nunca te ve
execuco nem auctoridade em Portugal;
mas na sua obraDireito Civil de Portu-
7 de do Concilio Tridentino!
Anda mais.. Foi no seu ndice chrono-
logico que eu enconlrci a Provis. de 20 de
Janeiro de 1740 e a carta regia de 9 de
dezembro de 1769!
Ora, digam-me, vista disto, se opi-
iHo valiosa a de gente que se contradiz
too vergonhosamente ?
Temos, portanto, como coisa liquida e
averiguada, que o Sagrado Concilio Triden-
tino foi acceito e executado em Portugal e
seus dominios at a epocha da independen-
cia de Brazil. E tambem flea liquido, que
nao lia opinio valiosa, seja embora de
Borges Carneiro e- de Mello Freir, cuja
Ilustrarn n5o contesto, quando essa opi-
nio est em flagrante contradicen com a
verdade.
Tendo dado testemunho de que duas
cotiMsdcs, que me fizeram," eram-me com-
pleta mente dispensa veis, s me resta exa-
lar o valor ea importancia da negacao.
S : i isto objecto de outro artigo.
Retire, 30 de abril de 1669.
Dn. J. Campos C. de M. Alihqierqi'f..
dos de Olhao, o magno, que all se. junta-, aproveitaram o ensejo para guctidir o jugo,
convocaram a asserabla dos listados do
reino, e collocaram a oora di Italia na
A MULHER DE FOGO
Em um formoso aia de verao do anuo
3lvorecer, urna cavalgada esplendida, e se
wicaminhava a Pava para assistir aos Esta-
FOLHETIM
OS CASACAS PRETAS
ROMANCE
pon
Paulo Fval
Primeira parte
OBRUAL LAVRADO
I
l'o esboco dos Schwarzs.
Era una vez, em Guebwiller, pequesi-
ma tena da Alsacia,urna familia Schwartzr,
gente honrada e fornecedora de alsacianos
para todo o universo. Os alsacianos sao
geralmente bem vistos por esse mundo, e
. a familia Schwartz, qur por industria,
qur de encommenda, venda os seus
productos favoravelmente.
Forescia, poi", a familia Schwartz, cres-
cendo e multiplicando com evanglica abun-
dancia, expedindo filhos sem numero para
-, para a provincia e para o estrangei-
ro; e, apezartiestas continuas exportaces,
conservando sempre nos seus armaens um
imponente deposito de Schwartzinhos e
S:hwartzinlias, promptos e promptas para
eiupacotar.
Os cancionistas gabam a Normandia, e
tem razio. Nenhuma regia.) produz to
formosas macas nem tao bonitos advoga-
dos ; mas no que respeita commercio,
sociedades craes, cerveja -e pronuncia,
nao tente jamis a Normando rivalisar com
a Alsacia. Um muchacho Schwartz, be
acondiciooadmho e sazonado, resume em
si so todas as virtudes do saboyano, do
j)Mvcngal e do auvernhez : possue a pro-
verbial economa do primeiro, a imponen-
cia tnumpbante. do segundo, e a cavaihei-
rosa delicadeza do terceiro. E tanto que
desafio qualquer que ache na Europa
urna cidade de duas mil almas, que n3o
possua pelo menos am Schwartz de Gueb-
witer, e que nao d gostosa parabens
sua sorte I
Era 1825 haviam dous em Caen: um cora-
missario de polica to probo quanto hbil,
vana.
Doze mensageiros, ru tinham acabado
de libertar de longo asedio a rainha Isabel,
viuva de Lolhario, fillio do rei diLombar-
dia, precediam a cornil iva.
Essa nobre victima da ambicio de Be-
rengado, govemdor do reino e depois rei.
prosegua a .cavallo no neto d'elles; acom-
panhando-a de perto Alone, seu mais zeloso
defensor e o bispo de Favia: seguiam-se os
condes o outros fldalgos com seus escu-
deiros.
A poucas milhas de distancia de Placen-
cia, as fileiras da (rente rarearam-se pouco
a pouco, e sera que o squito dcstrbncasse
inteirameute, organisajem-se grupos de tres
e quatro cavalleiros, succedendo a conver-
sante intima ao silenci) que at alli todo*
mantinham.
Um d'elles, de estatara mais que ordi-
naria, pocen esbelta, de semblante varonil,
mas agradavel, fez parar o cavallo espera
das fileiras dos homens d'armas que acom-
panhavam seus amos.
Era Adalberto, filho do conde de Verina,
que na occasiao de passarem os homens
d'armas chamou um d'elles, Conrado.
O vassallo acudi a voz de seu castellao,
que lhe perguntou:
Ento, amigo velho, ests satisfeie
de escapares maldita priso em que esti-
veraos encerrados tres annos?
Por alma de Albino, que me parece
ler hoje vinte annos de menos I Aben-
coado seja o imperador que d'alli nos ti-
rn Creio que o tal Sr. Berengario nos
faria jazer sombra d'aquellas abobadas
um seculo inteiro, se tanto tempo durasse-
mos!
Tres annos murmurou Adalberto,
tres annos sem vel-a!
Quanto a vel-a, s a veris depois
da sagraco; mas, pelo que diz respeito a
noticias, tenho-as eu, senhor, havidas por
bom canal, respondeu o velho.
De veras ?
Sim, senhor ; conversei hoje com
gente da casa do conde,-e soube que a me-
nina est boa de sade e que pensa muito
na pessoa de meu amo.
Conrado I replicou Adalberto severa-
mente mas proseguio mais brando; acre-
ditas que Isabel confia os seus segredos a
algum empregado do conde ?
De certo que nao; mas poder con-
fial-os sua ama, que mullier de quera
me contou tudo.
Ah! isso sim.
Soube tambem que o segredo de
meu amo foi descoberto, e que seris ven-
turoso.
Um escudeiro que veto procurar o cava-
lheiro da parte de Adelaide, interrompeu o
colloquio entre Adalberto e Conrado.
Entremos, em alguns pormenores his-
toreos para intelligencia completa do que
vamos referir.
Adalberto tinha visto por occasiao de
urnas justas em Verona a filha do conde e
por ella se apaixonara.
Nessa epocha de ignorancia nao liavia pos-
sibidade de correspondencia.
Os cavalheiros, que laziam qualquer con-
tracto, raandaram-no redigir pelo seu nota-
rio, que certificavam que os signaos de cruz
que se viam nelles hiviam sido feitos na
sua presenta pelas pa:tes contratantes.
Forcoso era pois que Adalberto se con-
tenlassc em exprimir sua paixo pelos re-
lances de olhos, to eloquentes quanto
expressivos, recebendo em respostas os
meigos e jocundos sorrisos de Isabel.
Em seu coraco formn logo tenco de
ir a Mantua onde sem duvida sena bem
recebidO pelo conde, amigo particular de
Milon, seu pai. Mas os successos polticos
retardaran! mais de se s annos esta viagem
to desojada, sem que .'no peito de ambos
os amantes se apagasse a lembranca das
festas de'Verona.
Depois damorte civil de Carlos, ogordo,
que perdeu em um momento tudo quanto
Carlos Magno ajntara por victorias succes-
sivas; depois que o arcebispo de Mognu
ca fez esmola de um canonicato de sua s
ao ultimo rei da casa Carlovingiana para o
nao deixar perecer mingua, os lombardos
que a imitaco de todos os mais subditos
e^um pasteleiro suisso, que ia honrada-
mente enriquecendo. A data de 1825,
com referencia a Caen, e as palavras com
missario de polica, esclarecern) porventura
n'um relance o leitor, a qualquer adevinha-
r que se trata aqu do famoso processo
Maynotte. Que importa ? Das causas c-
lebres o processo Maynotte urna das mais
curiosas e menos sabidas ; e convidamos
os que suppem conhece-la que nao fe-
chem o livro nem abandonem o presente
escripto, porque hlo de achar n'elle cousa
diversa da pura e simples expsito deste
extraordinario attenlado.
14 de junho d'tste mesmo anno de
1825, um Schwartz anda mogo, genuino
Schwartz de Guebwiller, chegou Caen
empoleirado no tejadi ho da diligencia de
Paris. O seu trajo, anda que asseiado,
manifestava essa compostura que nem sem-
pre consegue dissimu ar a falta de raeios.
Nao era alto, mas a perfeico das formas
annunciava n'elle urna constituico sadia e
robusta. Tinha cabellos pretos, tez for-
temente colorida e fiices miudas. Este
lypo, raro na Alsacia, de ordinario cedo
modificado por urna obesidade precoce. J.
B. Schwartz era anda magro. Nao aecusa-
va mais de vinte airaos. O aspecto geral
da physionoraia era do suave gravidade,
interrompida por uns olhos vivissimos, que
tinham um nao sei qu 3 de soffregos quando
elle os relanceava.
Era tao pequea a bagagem que*lrazia,
que lhe nao foi dillic.l mete-la debalxo do
braco, quando se apeou no pateo da esta-
to. Os correctores das hospedaras, em
geral pbysionomistas, e principalmente na
.\jimandia, nao o importunaram comoffe-
recimentos de hospidagem. Perguntou
pela morada do Sr. Schwar, commissario
de polica, e pela do Sr. Shwartz paste-
leiro suisso. Entre os Schwartz -estbale i-
dos e os Schwartz* que procuram estabele-
cer-se, existe urna ti.l ou qual maconaria.
O nosso viajante foi muito bem recado,
tanto pelo magistrado como pelo logista.
Pediram-lhe "Oo.icias da trra ; mostraram-
se sensivelmente ma};oados pelo facto de
lhe terera inonido pai e mi, deixando duas
boas duzas de Schwartzinhos orphSos.
D'estes era elle o mais velho. Em vinte
annos livera a di#Qt isa/n$e dezeseis bons
successos, dos ^ucs seis em duplicado.
Taes alo as matronas Scbwrtzs, beuza-as
Deus !
Nao ItM fo preciso diaor que viera Caen
cabeca de Berengario, filho do duque de
Frial, em o mosmo anno du 888, assignala-
do pela desgrana de CstIos.
O monarcha eleito reinou-maj como pai
do que como senhor; embateu com valor
os barbaros que infeslavam a Italia ; foi
clemente c bondadoso, a ponto de perder
a vida por ter nimia contianca em todos.
Em 915 fra elle nomeado imperador.
Alguns sehores, a quem encheri de bene-
ficios, conjuraram-se contra o bemfeitor,
mas desc raerla a conspirado mr rchou con-
tra Rodolpho, rei borgonhez, qje se diri-
ga Italia para oceupar o solio di Lom-
barda.
Berengario o desbaratou e restituio
liberdade os conjurados que tinham sido
feitos prisioneros; recollieu-se depois
sua corte de Verona, que por vezes lhe
servir de refugio. Ah os traidores o per-
seguirn! de novo, e convenceram um
nobre. compadre do imperador, para que,
valendo-se da intimidado, que entre ambos
havia, o assassinasse.
Advertido do novo trama, o monarcha
generoso chamou o (dalgo, fez-lbe conhecer
sua enorme ingralido e o horror do crime
que lhe incumbirn), e tomando uma taca
de ouro, de obra singular, lh'a offereceu
dizendo:
Seja este o penhor do meu esqueci-
niento do vosso erro. Acceitai-o, e lem-
brai-vos que o imperador pidrinho de
VOSSO lillKJ.
Em a manha seguinte, saiiiudo Berenga*
i o para a missa, veio eucoatral-o o traidor
perdoado, seguido de gente arriada, e si-
mulando abrafal-o o apunhalou cobarde e
vilmente.
-Nao colheu, porm, o fruclo de seu atro-
cissimo crime, porque o conde Milon, pai
de Adalberto chegou tarde para salvar o
melhor dos imperadores, mas a tempo d*
fazer em pedacos o assassino o os da sua
facro.
sta morte prematura deixou sem cabeca
que os regesseos csladus daquella rica par-
te da Italia. 0 interregno de deus annos
preceden a dominacao de un tyranno:
Hugo, de Provenca, foi preferido a Rodol-
pho de Borgonha: o reinado de Hugo foi a
pe feita aniithese do reinado de seu prede-
cessor ; entre innumeraveis criraes, Hugo
volou indignamente a propriedide de seus
subditos, que Berengario, semp e vigilante,
proteger.
Em 910 s Berengario, neto do impera
dor do mesmo nomc, era o nico dos feuda-
tarios italianos que conservava a herauca
paterna; mas afinal vio-seexpostoaociume
da Hugo e teve de fugir com sua esposa
para sahar-se.
A;oihido na Allemanha por Olho, o mag-
uon pode soltar Italia em 945 com pou-
cas tropas, as qnaes, porm, era breve, en-
grossaram em numero, porque o descon-
teutamento era geral.
Convocaram-sc os estados era Millo, e
coQvem saber que s da nohrcza eram com-
postos, porque de nenhuma represenlaco
gozava o povo: a decisao foi generosa e
conciliadora.
Lothario, lilho de Hugo, foi acclamado
rei, e aBerengario coube a gerencia darao-
narcHia.
Este, porm, ambicioso e cruel, deu tra-
ca para que Lothario fosse envenenado, e
para segurar em sua familia a corda usur-
pada requereu para seu filho a mo da
viuva, victima de seus perversos planos.
Esta senhora, dotada de eminentes quali-
dades e de espirito superior a o seu sexo
recusou formalmente.
O tyranno perseguios ento"fem rebuco,
at encerral-a em ura castello junto ao lago
de Garda.
Durante a delenco da rainha, Adelaide
era seu nome, os vassallos liis. 8 memoria
de seu nome. emprehenderam tudo para
I i be ra I-a.
O conde de Verona. Milon, era desse nu-
mero e empregou seu filho em to sagrada
misso.
Quando Adelaide conseguio e vadir-se da
prisao, refugiou-se em o castello de Ca-
para "ganhar a vida : sub-entende-se sempre
que um Schwartz nao viaja para se divertir.
Commissario de polica e paste eiro, assim
que o viram, exclamaram :
Que pena! Se apparece na semana
passada... Agora... tarde... ja admittimos
o Schwartz.
Um Schwartz instalra-se em casa do
suisso, outro Schwartz aniclira-se naTe-
partico de polica ; havia Schwartzs d#
sobresaliente : taes se veem pelas maltas
carvalhos de todas as dimens5es, que ir-
rompera humildemente para substituir os
annosos robles condemnados fatalmente a
morrer ura dia !
A' hora do jarrtar, passeiva mehncolica-
mente o nosso viajante pela margem do
Orne. A hospitalidade dos patricios nao se
alargara ao offereciment de um logar sua
mesa. Conservava a trouxita debaixo do
braco, e nao eram de certo cor de rosa as
suas reflexes. Sem duvida que, antes de
perder totalmente a esperanza, poda visitar
basta quanlidade de Schwartz nos diversos
departamentos da Franca. Mas a bolsa
estava vazia, e desde pela minhaa que o
estomago solfria com duvidosa resignado a
ausencia de alimentos.
Ola, Schwartz } gritou-lhe deiraz uma
voz alegre.
Olhou immediatamente e chuto de jubilo,
Para um esfaimado nl| ha encontr mo,
porque sempre pode ser que dcscambe n'um
jantar. A' vista, p^rm, do que se lhe de-
para^fc J. B. Schwartz fez-se vermelho e
abaixxi' os olhos.
Um rapaz da sua idade, soffrivelmente
encaderndo, o cuja elegancia sui gemris
annunciava um caixeiro viajando em servico
dos patres, caminhava para elle ao correr
do caes, com o sorriso nos labios e a m3o
estendida.
s- Adeus, homem, como va isso ? excla-
mou o recem-chegado. Com que por c,|tista,
pela teya da ceva ?
E accrescentou, depois de aperfer a mo
de Schwartz, inerte e fria :
Com que nos encontramos por aqui i
verdade, Sr. Lecoq, repijcou o da
Alsacia, descobrindo-se ceremonioso; por
aqui andamos, "com a graca de Deus.
O Sr. Lecoq enfiou lhe o braco, o qoe
nao pareceu muito do agrado de Schwartz.
Cumpre-nos, porm, dzerque cousa algoma
na apparencii do recem,-chegada, matvava
semelhante repugnancia. En um patato
moco, claro < ar desembawoado o ornar
I nossa, et^djlbei'to seguio-a por ordem de
seu pai.
Goveraando a fortaleza o valente e leal
Alione, o joven cavalheiro ah se conservou
durante tres annos. assiduo sempre na sua
defeza, apezar do ardente desejo de tornar
a ver a formosa cond^ssa quo o captivara
as justas de Verona.
No emlanto o povo indignado com o pro-
cedimenlo infame do novo rei, seguio o
exemplo de Adalberto, e por inlervenco
do arcebispo Milanez, soccorreu-se pro-
teceo de Othao, o magno. O magnnimo
e valoroso monarcha acudi Italia ; seu
primeiro cuidado foi levantar o ceno d;i
fortaleza de Canossa e offerecer a mfio de
esposo a Adelaide, para participar da cora
da Italia, que os lombardos voluntariamen-
te lhe offereciam.
Sob taes auspicios e que viuva de Lo-
tharia caminhava para Pavia com to nume-
rosa comitiva.
Tornando a Adalborlo, qoando avisado-l
pelo escudeiro chegou ao p da rainhi, sta
lhe disse:
Valente cavalheiro, tres annos comba
testes por uma viuva perseguida ; e boje
que essa viuva a rainha da Lombardia,
pedi-lhe pravas da sua gratido.
O guerreiro abaixou a cabeca.
Fallai com franqueza, Adalberto ; em
Canossa nao fostes to timdo.
Em Canossa cumpria eu aminhaobri-
gaco, senhora, e nao esperava recom-
pensas.
E olhando para o bispo de Pavia'e para o
outro companheiro deu a entender muda-
mente que n lhe convinham aquellas tes-
temiiiihas.
Adelaide percebeu a supplica taca, e
affrouxando o passo ao seu corsel, ura s'ig-
nal expressivo de seus olhos fez que os
dous lhe tomassem a dianteira.
Ha tres annos, disse Adalberto, logo
que so viu s, que meus deveres para com
vossa real pessoa me retiveram em Canossa.
Soffri rauitos pezares, magoas e saudades,
nao dos prenles e amigos, porque delles j
recebia noticias, mas daquella que dominava!
o raen pensamento. Se vos, muito excel-
sa senhora, queris conceder-me graoa su-
perior a lodo o premio, favorecei o meu le-'
gimo amor.
Adelaide, seria e ao mesmo tempo jiso- [
nha, respondeu ;
Saberei ser grata a subditos leaes^ a'
escolha ser digna de vos: empenho me na'
felicidade de uma uniao conjugal, de que j
certamente ha de provir nobre decendencia.
Explcai-vos, cavalheiro.
Senhora a lilha do conde de Man-
tua....
J sei, interrompeu Adelaide, o conde
est em Pavia, e o rei pedir para vos a
mo de Isabel,
Gracas, senhora, mil gracas.
No rosto de Adelaide brilhou uma la-
grima.
A porta principal da cidade nao distava
muito do lugar em que esta scena occor-
rera.
O cortejo rennio-se, pois, e entrou pro-
cissionalmente, como em laes casos cos-
tume.
Na praca principal da cidade de Pavia
estavam reunidos os merabros que couipu-
nhain os estados da nobreza e clero, de
cuja detiberacao dependa a nomeaco de
ni a novo iHDiuircJw.
Como era de suppr, ninguem ignorava
o nome do candidato : mas no emtanto
cumprfo-se a*formalidade.
No centro daqueto immensa praca havia
um pavilho, onde pw cathegoriase prece-
dencias de etiqueta estavam os signatarios
que funecionam em semelhantes cerimo-
nias.
A praca eslava atopetada de genio arraa-
'da ; jnas toda essa chusma pertencia aos
nobres e ao clero deliberantes, nicos pos-
suidores da regala do voto ; e o povo era
apenas espectador.
O rei Berengaaio, convencido de usurpa-
dor e desemparado dos seus secretarios,
foi deposto. E em seu lugar foi nomeado
Otho o Magno, imperador da Allemanha,
que entrara pela Italia com- um poderoso
exercito, instigado pelos nobres, e porches
favorecido.
rasgado e ousado. As maneiras careciam
talvez de destinco, assim como o
trajo abusava de cores demasiadamente
garridas; todava estas minuciosidades da
pouca monta poderiam ser para o alcacia-
no. Como, porem, a prudencia virtud;
que nao falta em Guebwiller, devem as
desconfianzas de J. B. Schwartz pr-nos de
sobre aviso contra o Lecoq.
Jautob-se'? perguntou este, depois de
alguns passos.
Schwartz crou, e recresceu-lhe a mobi-
lidade dos olhos ; respondeu, porm :
Jantei.'si, Sr. Lecoq.
O caixeiro estacou, encarou-o, e soltou
uma gargalhada, que tinha seu tanto do for-
jada.
Jantei, sim, Sr. Lecoq ; repeli elle,
imitando e exagerando a pronuncia doom-
pauheiro. E mais nada ?... Voc mente.
Suppor o amigo, interrompeu com ar mi-
gestatico, que fui despedido da casa dis
Monnier & Irmos ? Se lhe metteram isso
na cabeca, mentiram-lhe. NSo' ao filho
adoptivo de um coronel que se p5;; assim
na ra, ouvio ? Elle que se desped,
quando os patrbes tem o cond-lo de lhe
desagradar. O Monnier nao passava de um
sorrelfa. Venca l quatro mil francos ;
Berthier & C. offereceram-me cinco mil, e
as minltas commissoes : safei-me logo !
Cinco mil, afora as commis-oes! ro-
petio o da Alsacia, lambenda os beicos.
E julga que*estou contente? Nao
paro aqui... E voc, porque sahio de cTsa
dos Monniers ?
Porque reduziram o nuflftro dos em-
pregados.
Nao lhe disse que eram uns pelintras?
E quanto tmha l ?
Trpenlos francos e almoco...
De pao q'agua... bem sei I sao uns
miseravjfe. sabe o que mais, Jol > Bap-
seWs- alrevesse a fallar com fran-
queza, diaia-lhe que voc um lrpa.
Schwartz fez por sorrir, e respondeu :
Nem todos sao tao felizes como Vrac.
St. Lecoq.
Tialiam deixado a margem do rio, e su-
biam a rui de S. Jo3o. O caixe.ro imper-
tigou'se a assumio ares doutoraes.
Em commercio, Jq3o Baptiza, profe-
rto, nao ha felicidade nem infelicidade. A
tonsa est oo modo de aproveitar o jogo,
percebe t e na raaneira de empregar o
ultimo tancc:., Aqo onde me v, em Be^
thier O rci'da Germania assentou-se depois na
cadeira mageslatica, coliocada sob o docel
armado no pavilao.
Na baslica de Santo Ambrosio, templo
notavel pela sua architectura, e glorioso pela
recordarlo do prelado, doutor da igreja, da
qual o padroeiro e orago, teve lugar a co-
roacao do imperador eleito.
O arcebispo de Milito cngo-lhe a fronle
com o diadema dos monarchas da Lombar-
dia, diadema que tambera coroou Carlos V.
ho XVI seculo, e em nossos das o impera-
dor Napolco.
Concluida a cerimonia, houve um collo-
quio entre Oihoe o conde de Mantua, que
dahi a uma hora tratava por filho o filho
do conde Verona, Adalberto, defensor de
Adelaide, e protegido desta senhora.
A generosidade do fallecido Lothario
conceder ao mancebo Adalberto o feudo
de Suismantium ; mas nunca elle visitara o
seu novo patrimonio no decurso de oito
annos, que lhe pertencia.
Desfructava- por mdico arrendamento
a familia de Conrado, ancio estimado pelo
conde pae, e que por toda a parte acom-
panhava seu joven amo, a quem obedeca e
aconselhava com o zelo e interesse do ho-
mem humilde e leal que em casa opulenta
trouxera nos bracos aquelle menino.
O prximo casamento com Isabel, allianca
to suspirada desde o torneiro de Veron,
lembrou. ao castellao de Suismantium a
vida pacifica e domestica depois da lida dos
combates e dos assedios. Quiz ver a sua
possesso c reparar o seu' castello para
digna residencia da consorte, que seu co-
rceo escolhera.'
Em dia aprasado, tomou o caminho da
nova habitacao, como recompensa de suas
fadigas e disvelos.
Ao por do sol chegaram falda dos Ape-
ninos, e attravessaram ambos planicies fer-
iis, regadas pelas aguas que dessem das
serranas, searas, vnhas e pomares, bor-
dadas de frondosas alamedas.
Ver, porm, esta scena apraziveljdesappa-
recer com a luz diurna, entrar no desfila-
deiro de montanhas ingremes e speras,
em trilhos estretos e pouco frequentados,
dura transieco que causa forzosamente
dolorosa impresso.
Quanto mais o Sr. de Suismantium pro
gredia, mais era a repugnancia que lhe
inspirava aquella casa, que nunca vira, ape-
zar de ser sua.
Um profundo accesso de melancola as-
saltou-o de sbito.
Mudo ia Conrado aps elle ; o man-
cebo querendo afugentar de si a oppresso
que o molestava e dominava fez signal ao
velho paja que se aproximasse, e sem pre-
mbulos pergunlou-lhe :
Qu j dizes, amigo, desta magestosa es-
trada por onde varaos ao meu castello ?
Que hei de dizer, meu amo ? E'
muito triste.
Triste como tu, que s velho e ra-
bujento.
Mas vendo o mancebo que o velho se
calara, continuou :
Deves estar contente, porque vaes ver
tua familia, daijial ests ausente ha cinco
annos.
A mnha familia nao me d cuidado,
porque sei que est boa.
O accento da voz de Conrado era pausa-
do, montono e agourento. Dissera-se que
algum pensamento afllictivo o dominara e
subjugava.
Que tens?..,. Porque razo te deixas
possuir do terror que infunde este sitio
bravio e ermo ?
Este sitio....
E o velho ergueu a cabeca, olhou ao
redor de si, e respondeu ;
N5o i80 que me preoecupa.
Ento o que ? perguntou Adalberto,
impaciente.
E sois vos que m'o perguntaes ?
Explica-te, o que queres dizer, Con-
rado ?
O mancebo assustado, nao poderia ven-
cer a curiosidade que delle se apossara.
O velho emmudeceu.
Pois nao te explicas ?
J, j, m#u amo.
Mas nao sei se devo....
E desembocaran! em ura valle fundo e
selvagem, fronteiro ao qual viam o monto
iiotra com toda a sua magestade.
Na lomba desta alta serra avulta la uma
torre quadrada, de construeco antiga e
grosseira, por entre cujas ameias divima-
se um objecto semelhante a um ponto
negro, com uma scentelha por cima que se
mova, apparecendo agora para occoltar-se
depois.
Conrado estremeced tiritou como se
fosse acomxiettido de uma febre violenta,
cstendeu o braco direito para a torre, e ta-
pando o rosto com as mo, iargou as
redeas ao cavallo, que arremetteu para o
valle.
Adalberto esporeou o seu, que nao pode
alcancar o do criado..*. E dahi a poneos
passos o cavallo e o cavalleiro afundaram-se
em um abysmo....
E o velho e fiel servo, querendo, no mo-
mento extremo, testemunhar-lhe o' seu
affecto, apenas pode balbuciar estas pa-
lavras :
Nao vos approximeis deste abysmo
insondavel.
E o som de sua voz extinguio-se na pro-
fundeza do precipicio, sentindo-se o estalar
dos troncos e um prolongado gemido, ao
qual succedeu o silenci > da morte.
A lalberto pz p em trra, orn larga-
mente, e pagou copioso tributo de lagrimss
quelle que fra-lhe leal e fiel vassallo.
Uma hora depois, Adalberto cavalgava na
dreccao que lhe indicava o desventuroso
Conrado.
Afflicto e desalentado, meditando no se-
gredo que o termo inesperado do fiel
vassallo nao lhe permittira conhecer, tomou
por mo pressagio de suas nupcias aquelle
t3o funesto accidente.
As ultimas palavras de Conrado reeriam-
se sem duvida ao castello; mas uma forca,
irresstivel o-impellia para Suismantium,
sem que todava ousasse ergucr os olhos
para a torre colossal.
E subi vagarosamente o Grota, cujo
accesso era arduo e penoso.
Agitado de inquietas cogitacoes, s quando
se acbou a meia milha de distancia atre-
veuse a olhar para o seu dominio.
Em p no meio do torreo, \a-se uma
figura semelhante ao vulto de uma mulher,
tendo era a modireitaum facho resinoso
que meneava por cima da cabeca.
O phantasma pareca attentar fixamenle
no mancebo.
Adalberto tremeu e sentio o sangue afluir-
llie ao coracao ; mas encamnhou-se sempre
para a sombra que o fascinava, nao podendo
desviar a vista daquella apparico.
Ao chegar ao pincaro do rochedo, ouvio
soar doze badaladas.
Ento o vulo arremecou o facho para o
declive da monta nha, e de negro que era
tornou-se reluzentecomo um brazido ateado,
que reflecte claroes vermelhos; e soltando
a voz ronca das cavernas do peito, cantou
palavras inintelligiveis delingua barbara, em
tom triste e montono, que o echo repeli
tongamente pelas concavidades das fragas
e gargantas do valle.
Aps isso desappareceu, e o mancebo ca-
hio sem sentidos junto a ponte levadica.
Quando Adalberto recobrou os sentidos
despontava no horisonte o clar3o da auro-
ra, podendo a custo, recopilar todos os
acontecimentos da vespera, e recordar-se
das causas do seu deliquio e da catastro-
phe que o precederam.
Mas o ar matutino, puro e fresco, lhe
restituio gradualmente a energa de carc-
ter de que o dotara a nalureza, e que se
por momentos afrouxara nao fora por cul-
pa sua, mas pela ignorancia e su perstico
do seculo brbaro era que viera ao mun-
do, seculo de crimes e de milagres, de su-
blimes feitos e de cobardas iraperdoaveis,
de liberdade e escravido, de loucuras e
crueldades: miscellanea de vrtude e de
vicios, originadas da mais arara ignoran-
cia.
O olhar que Adalberto lancou em redor
de si contrbuio para restabelecer-llie o
equilibrio das faculdades mentaes.
A amenidade da scena, que descortinou,
encheu-o do pasmo.
andar, com i s meus oito mil francos certos,
ou talvez mais...
O Sr. Lecoq ha de ter juntado boa
maquia ? interrompeu Schwartz n'um xtasi
beatifico.
Lecoq sacou do braco, e applicou-Ihc um
formidavel murro as costas.
E o jogo, o vinho e os amores ?
Eu sou de boa familia, e um rapaz fino
nunca enriquece, entende ?
E ao mesmo tempo fez dar a Schwartz
uma reviravolta, .e empurrou-o para o por-
to de um casarao velho, qae tinha por ta-
boleta um quadro magestoso, onde um vo-
ltil pernalto era representado passeiandd
na juba de um leo, e tendo por legenda :
HOSPEDARA DO GALLO SESI PAVOR.
IJ. B. Schwartz nao resisti, porque os
provocadores aromas da cozinha o lilaram
pelas ventas, como os bracos musculares d
pegador filam o toiro pelas armas.
Rapariga 1 gritou Lecoq, com o som
imperioso que a caixeirada emprega as
hospedaras. Ta Brul !... to Brul !...
Appare^a alguem, com os diabos l Morre-
rara todos ?
A ta Burl exhibi atravez da porta da
cosinha, um venerando focinho de bruxa.
Lecoq atirou-lhe um beijo, o disse :
E, pois, que encontr to fiel amigo
e a mesa redonda deve estar em andamen;
to ha meia hora, mande-nos servir dous
banquetes de quatro francos por cabeca no
meu quarto. Isso com esmero : entende,
mea amor ?
Foi recompensado com o sorriso desden-
tado da dona da hespedaria.
Ora aqui tem onda uma pessoa res-
pira quando vem a Caen, disse subindo os
caronchosos deapos da escada. Eram ca-
pazesde me fiaras ardozias do telhado ;
eu que nao preciso desses favores. Quei-
ra entrar.
D'esta vez J. B. Schwartz entrou sem ser
preciso torcarem-no. O cheiro das cacaro-
las tinha actuado na parte sensual do indi-
viduo. N3o sefque vag> echo'das, recentes
palavras de Lecoq lhe affagava* os midos:
O fogo o vinho, os amores t Da jogo,
nada; mas nSo detestava o vinho, e anda
que possuia as virtudes da miseria cir-
curaspecta, o nico pegamento de amar al-
voroeava-Umo sangue. L para a Alsacia sao
serodios ^raas quando fijes chega o agosto
rebentam com extraordinaria pujanca.
Estavam n'um quarto de hospeihria, feto
(Continuar-se-ha.)
e sujo. Pouco depois de entrar, Lecoq
correu escada e chamou cm altos berros:
Rapariga lio Brul O' ta Brul
E depois de lhe responderem :
Apromptem o carro para os oito horas.
Pontualidade militar f Tenho que estar
pela manha cm Alencon.
Ao voltar, accrescentou como por de-
mais:
A casa Berthier d-me carro e caval-
lo : que tal ?... Nesle tempo viajo de
noute... para nao me crestar.
Nao sei se me atreva... comecou J.
B. Schwartz em voz insinuante.
A pedir que o leve no carro ? inter-
rompeu Lecoq.
Isso mesura.
Isso mesmo?... Pois sabe oque
mais? Nao se atreva... Temos mni oque
fallar, meu rapaz; por em quanlo ha outros
projectos a seu respeito. Logo.
Nova expresso do desconfianca invadi
as feices do nosso Schwartz, que mur-
murou :
Bem v, Sr. Lecoq, que sou um rapaz
sem experiencia...
Est bom, est bom I J lhe disse que
logo fallaremos. Descance que desde j nos
obrigamos formalmente a nao exigir de V.
Exc. a iovenco da plvora.
Ao mesmo tempo que fa flava, vesta-se o
Sr. Lecoq, trocando o trajo de passeio por
um fato de viagem. Quando a criada che-
gou cora a louca, abri elle a mala com
estrondo.
Ao partir para angyra quojo pagar
a rainha conta. L em baixo que a pas-
sem sem melter a unha : minjia menina"!
e que nao esquecam de que goso do
costumado abatimento... E deem raco ao
cavallo I
J. B. Schwartz nao era o rei dos
observadores ; mas era sagaz, e pare-
ceu-lhe que Lecoq tratava de armar o
effeito, como se diz em termos theatraes,
com a sua ida para Alencon. Presin mais
atiendo ; e certo que se Lecoq quizesse
[representar, acnaria nefie um auditorio
suaimameote precavido.
Isto, porm, de oada valia para Lecoq, que
era, como em brew veremos, um talico
origmalissime e de pcimeira foiea.



I


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